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Pampulha, sábado - 19/08/2017

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turismo

almanaque

AVENTURA EM UM CRUZEIRO POR RIOS DA FORTE E VIBRANTE SELVA AMAZÔNICA ... Caderno Turismo. Páginas 6 a 9

COM 150 ANOS DE HISTÓRIA, KIEV BALLET CHEGA A BH ... Página 13

estilo

POLÊMICOS, CROCS CELEBRAM 15 ANOS COM SEU DESIGN ICÔNICO ... Páginas 26 e 27

super motor

REESTILIZADO, MERCEDES GLA GANHA VISUAL MAIS AO ESTILO DOS SUVS ... Caderno Super Motor. Páginas 18 e 19

KSENIA ORLOVA/DIVULGAÇÃO

19 a 25 de agosto de 2017 ANO XXVII número 1412 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

CRIANÇA? AQUI, NÃO! ACIR GALVÃO

Espaços que restringem a presença dos pequenos levam à discussão sobre tolerância; para especialista, chegarmos ao ponto de vetar a presença deles aponta para uma desumanização das nossas relações


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 19 a 25 de agosto de 2017

A SEMANA

VITTORIO MEDIOLI

“Já disse mais de uma vez e reitero quantas vezes forem necessárias que não sou e não serei candidato”

Editorial

Juiz Sérgio Moro, na última terça-feira (15), em evento da rádio Jovem Pan, em São Paulo, descartando sua candidatura à Presidência da República em 2018

Distritão, um vendaval

A

tos, mas pela esperteza e capacidade de aglutinar um conjunto de candidatos que, somados, permitem a eleição de apenas um. Esse é o atalho que condiciona as eleições das últimas duas décadas. Virou uma farsa que procura nas brechas da legislação um atalho. O distritão com algumas alterações pode reacender o valor das ideologias no âmbito eleitoral. Poder-se-ia destinar os votos angariados pelo partido – no número do partido – para beneficiar os mais bem-posicionados depois dos mais votados. As campanhas direcionadas ao voto para o partido

Ficariam sem sentido os milhares de candidatos folclóricos e berrantes que desfilam numa ópera bufa a cada eleição. seriam o apelo que amealharia muitos sufrágios. Também eliminaria aqueles que, no vácuo de um Tiririca ou de um Enéas, levam meras nulidades ao mandato. Não há de se pensar numa tragédia para os “ideologizados”, trata-se de uma oportunidade a ser trabalhada nessa fase de discussões. Acabariam assim as rifas eleitorais dos nanicos, que prosperam no vazio de propostas e na sombra de cálculos menores. Também o candidato avulso terá sua vez como nas melhores democracias, aquele sem vínculos com partidos. Se o PT tem muitos vo-

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180

tos como partido, poderá lançar dez, e não cem candidatos, concentrando seu potencial beneficiando-se do voto de legenda para puxar mais alguns. A regra estaria em escolher os melhores entre os muitos. Ficariam sem sentido os milhares de candidatos folclóricos e berrantes que desfilam numa ópera bufa a cada eleição. Exatamente nesse fundo conturbado os deputados encontram a concordância vergonhosa em atribuir-se R$ 3,6 bilhões, que representam uma cota individual de R$ 6,5 milhões. E, para ficar mais perverso o golpe, fecharam a data-limite de migração da cota em 10 de agosto passado. Uma forma de sequestrar a bolada e estatizar a propina das empreiteiras. O distritão sofre de última hora o ataque do PSDB para reapresentar o sistema feudal do distrital misto, que dividirá em duas espécies os parlamentares, consagrará os caciques sem esforço e perda de tempo para se dedicar ao sistema cleptocrático sem suor e contato com o eleitor. As leis no Brasil são quase sempre imorais e viciadas e atendem o maior ganho com o menor esforço. Os partidos forjados como “organização criminosa” sofrerão graves perdas tratando com deputados “majoritários” mais credenciados. Distritão tem seu lado excelente para tirar força de velhos caciques, e da malandragem, e oxigenaria o Brasil sem o risco de deixá-lo pior.

vittorio.medioli@ otempo.com.br

“Ninguém nasce

REPRODUÇÃO FACEBOOK

Atrás do n o m e “distritão”, inc o m preensível para 99 em cada cem cidadãos, escondese uma fórmula eleitoral que, apesar de conter alguns defeitos em sua proposição original, poderá ajudar o país a se livrar de dezenas de partidos injustificáveis e criminosos. E, ainda, reduzir pela metade as atuais 28 siglas que poluem o Congresso Nacional. Encolheria também, profundamente, o poder dos caciques e coronéis dos maiores partidos que agora, de última hora, desceram a campo para matar essa proposta que rebaixa o poder de abandalhar o país. Os mesmos que mandam há séculos subjugando o país e marcando-o como o mais corrupto do planeta. Fosse o distritão apenas para se livrar deles, já que a Justiça demora, valeria e sobrariam vantagens. Também os donos dos nanicos que chafurdam nos horários eleitorais teriam perdas significativas em sua capacidade destrutiva. O sufrágio universal, enfim, se alinharia às hierarquias ditadas pela vontade popular. Os eleitos teriam o peso e a legitimidade dos votos recolhidos e não seriam peças nas prateleiras de um dono “mensaleiro” de partido como Valdemar Costa Neto, o mais inflamado inimigo do distritão. O distritão voltaria a embaralhar as cartas de um jogo perdido pelos eleitores. Cartas distribuídas por trapaças. Serraria ainda os saltos de pessoas pequenas que traficam na politicagem e que perderiam seu poder artificial. Hoje, ao Legislativo nem sempre se chega pelos vo-

“Minha caçula vai doar o iPad dela para os netos do Lula, que tiveram os tabletes apreendidos durante uma operação da Polícia Federal na casa do ex-presidente” Roberta Luchsinger, socialite que anunciou doação milionária ao expresidente Lula. Porém, segundo reportagem do “Estadão”, ela não tem pagado o condomínio de onde mora em SP

odiando outra pessoa pela cor de sua pele, seu passado ou sua religião... As pessoas precisam aprender a odiar, e se elas podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar... Porque o amor chega mais naturalmente no coração humano do que seu oposto” Tuíte em que o ex-presidente dos EUA Barack Obama cita a antológica frase de Nelson Mandela em reação à marcha de supremacistas brancos em Charlottesville. O post teve mais de 3 milhões de curtidas e foi compartilhado 1,26 milhão de vezes, tornado-se o quinto tuíte mais compartilhado da história do Twitter

“Eu não ‘tô’ nem aí. “... Se a mãe é uma mulher chata, Eu estou dentro cobradora, que da lei e estava cobra o dinheiro recebendo a menos. (da pensão)... o Eu cumpro a lei ‘nhenhenhém’ da e quero que mulher é que afasta cumpram comigo” o homem (…) Juiz Mirko Vicenzo Giannotte, Afasta e as do Mato Grosso, que recebeu R$ 503.928,79 (brutos) em crianças sofrem” julho. Ele afirmou ainda que aguarda receber outros passivos estimados em R$ 750 mil, referente ao acúmulo de varas

Atriz Betty Faria, no programa “Encontro com Fátima Bernardes”

Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

FUNDADOR Vittorio Medioli

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reportagem

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COMPORTAMENTO> Espaços restringem presença de crianças e levam à discussão sobre tolerância FRED MAGNO

Jessica Soba justificaAlmeida tiva de manter o sossego e o silêncio ou ainda pela suposta ausência de estrutura adequada, nos últimos anos, em determinados hotéis, restaurantes, festas de casamento e outros espaços, o acesso de crianças começoua serrestrito. Namesma linha de raciocínio, algumas companhiasaéreas criaram “zonas silenciosas”, que nada mais são do que uma fileira de assentos em que pessoas de até certa idade não podem se sentar. Em março deste ano, um restaurante de São Paulo chegou a publicar, em sua conta no Instagram, a foto de um quadro em frente ao estabelecimento em que se podia ler: “Aqui seu cão é bemvindo (sic)!!!Mas crianças favor amarrá-las ao poste”. Há pouco mais de uma semana, a foto voltou a viralizar nas redes sociais, reacendendo o debate sobre qual a legitimidade de limitações como essa. Há quem defenda que trata-se simplesmente de um posicionamento de mercado. Outros argumentam que é uma forma de discriminação, análoga à segregação racial ou de pessoas com deficiência. Nesta perspectiva, a intolerância e a imaturidade seriam a motivaçãodosadultosque reivindicam esses espaços. Outro ponto de vista leva em conta que a própria displicência dos pais que negligenciam seus filhos nesses ambientes seria a motivadora de tais proibições. Chegarmos ao ponto de vetar a presença de crianças nesses espaços aponta para uma desumanização das nossas relações, segundo José Alfredo Oliveira Debortoli, professor da Escola de Educação Física e Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG e um dos organizadores do livro “Infâncias na Metrópole” (ed. UFMG). “Entendo como um produto que atende determinado perfil de consumidores. Mas não é um espaço das relaçõessociais. Écomo se estivessem levando às últimas consequências a privatização das relações. O privado é o lugar do igual. E a homogeneização das relações nos empobrece, enfraquece, é a barbárie. Como nesse caso em que disseram que o pet é bem-vindo e a criança, não”, defende. Vítima de uma hostilização recentemente em um voo, por conta do comportamento de seu filho de 2 anos, a estudante Ariel Morelo Vianna, 22, acredita que é uma forma de violência não só com as crianças, mas principalmente com as mães. “As pessoas esperam que a mãe esteja sempre no ambiente doméstico, não querem que tenhamos acesso aos lugares. Antes mes-

ra sessão do filme”, conta. Ela, assim como Ariel, acredita que excluir crianças é excluir as mães. “Elas deixam de ser pessoas adultas e passam a ser somente as cuidadoras das crianças, não têm direito à individualidade. Como mãe, me sinto injustiçada, marginalizada, como se não tivesse direito de sair de casa. Me sinto numa prisão”, afirma.

Discriminação

Para Ariel, intolerância é forma de violência não só com as crianças, mas também com as mães

Criança sai, adulto fica mo da criação desses espaços, já era difícil sair com filhos porque as pessoas não toleram o comportamento deles. E quem arca com as consequências disso raramente é o pai”, afirma. No voo em questão, o casal que estava na poltrona em frente à de seu filho pediu que ela o controlasse porque eles estavam tentando descansar. “Ele é muito pequeno, é difícil entendera hora que precisa ficar quieto, sentado. Ainda está numa fase de formação do

sistema neurológico, em que vai começar a compreender o que pode ou não fazer. Por isso é natural ver crianças de 2, 3 anos fazendo birra”, diz. No avião, ela conta que o manteve quieto com brincadeiras e músicas até a decolagem, mas depois disso deixou-o um pouco mais livre. “Ele ficou brincando de uma poltrona para a outra e até interagindo com outro passageiro do nosso lado. Mas acabava encostando na cadeira da frente. Não era nem chutan-

do, porque se fosse o caso, eu interviria de modo mais firme. Mas eles reclamaram. Eu falei que poderia até segurálo na cadeira, mas não poderia impedir que cantasse ou brincasse. E eles ainda disseram para fazer de tal jeito, me ensinando a cuidar do meu próprio filho”, conta. A jornalista e blogueiraAndreia Nobre, 40, já viveusituações parecidas. Mãe de dois meninos de 4 e 8 anos, além de um caso análogo em um voo, chegou a ouvir de um ho-

mem acompanhado de duas meninas pré-adolescentes e uma mulher, numa sessão de filme infantil, se ela garantiria que os filhos não fariam bagunça caso se sentassem perto deles, porque sua esposa tem pavor criança. “Pouco antes da estreia da animação ‘Procurando Dory’, eu cheguei a ver pessoas, que eram pequenas quando o primeiro filme, ‘Procurando Nemo’, foi lançado, ameaçarem nas redes sociais que chutariam as crianças que fossem à primei-

ISOLAMENTO DAS CRIANÇAS É NEGATIVO PARA PEQUENOS E ADULTOS A criação de restrições, seja de que grupo for, pode atender a propósitos nobres, como quando criam-se vagões exclusivamente para mulheres para protegê-las do assédio, argumenta o professor da UFMG José Alfredo Oliveira Debortoli, um dos organizadores do livro “Infâncias na Metrópole”. “Mas a gente precisa se perguntar que sociedade é essa que precisa isolar as mulheres para protegê-las”, afirma. Ele observa como, por exemplo, as festas de aniversário infantis antes eram para todos, depois se tornaram somente para crianças e já há algumas só para meninas ou só para meninos. “É o esvaziamento das relações. Temos que ficar atentos porque se o espaço é da vida, não cabe restrições”, pondera. “Cabe educação, claro. Não digo que se deva deixá-los sem limites, nem que todo mundo que tem filhos tenha que sair sempre com eles. Precisamos criar momentos. Mas não significa que, ao sair de casa, se não quero levar meu filho, também não quero que ninguém leve, ou quero abolir as crianças da

minha vida. Isso é uma artificialidade”. O ideal, ele argumenta, é o exercício da tolerância. “A criança precisa ser ensinada a conviver com o outro, mas não aprende automaticamente como um robô. Inevitavelmente vão fazer barulho e isso é incômoREPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Placa em restaurante em São Paulo chocou muitas pessoas na internet

do, mas o outro lado precisa ter tolerância”, diz. “Porque senão as crianças acabam cada vez mais entre elas e precisamos ocupá-las, senão vira um pandemônio. Via de regra, as ocupamos com jogos eletrônicos, cada um no seu espaço, usando coisas que as excitam. Depois temos que apaziguá-las e as chamamos de hiperativas. Vamos excitando depois apaziguamos, com remédios, com isso, com aquilo”. As consequências disso atingem tanto crianças quanto adultos. “Acredito, numa perspectiva filosófica e não prática, que em todos os momentos e espaços precisamos da criança, porque aprendemos com ela, mudam nosso olhar. E para ela o problema é que aprende a se relacionar apenas com seus pares”, argumenta. Sua crítica é no sentido da objetificação das pessoas. “Não podemos comparar a presença de crianças com alas de fumante e não-fumante. Se a presença dos pequenos cria um problema, vamos conversar sobre como resolvê-lo. Sua interdição não é resolvê-lo, é criar um novo”, defende.

CAMINHO INVERSO Asinterdições seriam,para a jornalista e escritora Inês de Castro, uma resposta dos estabelecimento à omissão dos pais com relação às crianças. “Não sou avessa a crianças de modo algum, mas frequento muitos restaurantes e tenho observado as crianças muito abandonadas dentro das estruturas das famílias. Vejo que as pessoas não abrem mão de levá-las, mas não sabem exatamente o que fazer nem como cuidar delas. A percepção que tenho tido é que adultos ou tão cansados, ou com preguiça ou não sabem como fazer”. Mãe de um garoto de 19 anos, ela acredita que as pessoas têm ficado cada dia mais alheias aos próprios filhos. “Embora as pessoas andem em família, elas também estão muito sozinhas. As tecnologias têm ajudado a gente a se abstrair em nossos mundos particulares, fica cada um no seu tablet, no celular”, diz. “Como cidadã, eu acredito que temos o direito de ir onde quisermos desde que não incomodemos o outro, que também tem esse direito. Penso que se alguém tem um filho que não consegue conter, o outro da mesa ao lado não tem obrigação de suportar seu filho correndo pelo restaurante, deixando cair comida. Nem o dono do estabelecimento”. CHILDFREE Em muitos casos, o movimento “childfree” (livre de crianças, em inglês), criados nos Estados Unidos e no Canadá na década de 1980 por adultos que se sentiam à margem da sociedade por terem escolhido não ter filhos, tem sido associado às iniciativas de proibição das crianças nos ambientes. Embora a página Somos Childfree, que tem 92 mil curtidas no Facebook, frequentementeapresente postagens que ironizam assuntos ligados à maternidade e à paternidade, sua moderadora, Ana Carolina de Campos, 26, argumenta que não partiu dos childfree a demanda da restrição. “A página é pra reunir pessoas que não querem ter filhos e também pra fazer uma crítica às pessoas que se reproduzem de modo irresponsável”, afirma. “O movimento não tem nada a ver com ódio a crianças, nem discriminação com mães”.


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reportagem

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CONFORTO> Para que a criança não se torne um incômodo, é preciso que o ambiente seja amigável

Aqui, pequenos são prioridade SÉRGIO GAZIRE/DIVULGAÇÃO

Jessica Na família da Almeida psicóloga Juliana Brandão, 41, a escolha dos restaurantes que frequentam sempre leva em consideração quão à vontade seus filhos, de 5 e 8 anos, vão ficar. “Como mãe de dois, tenho que procurar lugares que sejam agradáveis para eles, até pra não se tornarem desagradáveis para os outros”, diz. Ela diz que nunca sofreu hostilidade por estar com seus filhos, mas se policia para não colocá-los (e se colocar) em situações em que isso possa acontecer. “Tento respeitar o ritmo deles, escolher nossos programas orientados para agradá-los. Tem família que é o contrário, há pais que mantêm a vida social que tinham antes e os filhos têm que se adaptar. Eu, pessoalmente, acho que isso é dor de cabeça na certa”, comenta. Embora entenda como legítima a vontade de algumas pessoas de frequentar espaços sem crianças, ela acredita que não precisa ser agressivo para demonstrar esse posicionamento. “Se meus filhos não são bemvindos, eu considero que também não sou, não quero ir num lugar onde crianças não são bem recebidas, fico antipatizada”, afirma. A psicóloga também exercita a tolerância quando o incômodo é provocado pelos filhos dos outros. “Se eu pego um avião e vejo que tem um bebê, eu torço para que ele durma a noite inteira, mas não vou reclamar. Eu lamento pelo meu azar, mas entendo”, diz. O restaurante Faz de Conta, no Jardim Canadá, tem não só um, mas quatro ambientes dedicados aos pequenos (leia mais ao lado). A proprietária do estabelecimento, Joana Rocha, argumenta que não poderia ser de outro jeito, já que o espaço é justamente voltado para famílias. “Os clientes nos procuram justamente por isso, porque sabem que os filhos ficam protegidos, sem contato com a rua, que podem ficar tranquilos”, comenta. Já houve clientes que reclamaram do comportamento dos pequenos nas dependências do restaurante, mas Joana explicou que não podia impedir que os meninos se divertissem. “Já houve gente que reclamou que os meninos estavam correndo demais, mas o máximo que eu posso fazer, nesses casos, é trocar o cliente de mesa, porque aqui sempre vai ter criança e é natural que elas corram”, diz.

Critério

Juliana só frequenta estabelecimentos em que seus filhos fiquem à vontade

CONFIRA ALGUNS ESTABELECIMENTOS COM DIVERSÃO PARA AS CRIANÇAS ALBANOS SION Choperia criou um espaço kids digital com dez iPads. Há também opções como mesinha de desenhos, quadro-negro, escorregador e balanços de chão. Onde r. Pium-í, 611, Sion. www. albanos.com.br APPLEBEE’S Espaço destinado aos pequenos conta com videogame, brinquedos educativos, bonecas, carrinhos e teatro de fantoche. O chão é emborrachado para que as crianças possam brincar com toda segurança. Onde BH Shopping. www.applebees.com.br BAIUCA PICANHA & CIA Espaço tem opções diferentes a cada semana: Atividades como oficinas de balão, pintura, videogame, piscina de bolinhas e algodão-doce, sempre aos domingos, das 12h às 16h. Onde r. Piauí, 1884, Funcionários. www.facebook.com/baiucapicanha

monitores ajudam a divertir os pequenos com brincadeiras e aos domingos tem pinturinha e escultura de balão. Onde r. Noraldino de Lima, 581, Aeroporto. www.jardimdeminas.com.br

dem fazer passeio de pônei aos sábados, domingos e feriados. É também nesses dias que a meninada pode desfrutar o espaço kids. Onde av Portugal, 180, Jardim Atlântico. www.parrillero.com.br

PALADINO Plantio de árvores, perna de pau, gincanas, oficinas e brincadeiras fazem parte da programação infantil do Paladino aos sábados, domingos e feriados. O palhaço Treco-Treco e sua equipe de monitores garantem a diversão da criançada com atividades educativas, culturais e ambientais.

TUDO NA BRASA Uma estrutura com capacidade para até 70 crianças fica montada no salão do restaurante e conta com piscina de bolinha, pula-pula, escorregador, túneis e muitos desafios para a meninada. Máquinas de fliperama também estão disponíveis. Onde av. dos Engenheiros, 1104, Alípio de Melo. www.tudonabrasa.com.br

Onde av. Gildo Macedo Lacerda, 300, Braúnas. www.restaurantepaladino.com.br PARRILLERO No ambiente, de mais de 1.000 m², inspirado no estilo fazendinha, os pequenos po-

VITELO’S O espaço kids é encantador, especialmente para os menorzinhos. Em uma estilosa casinha, os pequenos podem desenhar com a ajuda de monitores

PAULO CUNHA/OUTRA VISÃO/DIVULGAÇÃO

FAZ DE CONTA As crianças podem se divertir no restaurante em quatro ambientes. O castelinho colorido, a casinha de bonecas, o quintal com terreno de areia e o salão de brincadeiras. Onde r. Toronto, 1.465, Jardim Canadá, Nova Lima. www.restaurantefazdeconta.com.br JARDIM DE MINAS A área destinada às crianças conta com cama elástica, balanço, piscina de bolinha e jogos digitais. Aos sábados,

Restaurante Faz de Conta tem até monitora para as crianças

aos domingos, das 12h às 16h. Pinturinha e oficina de balões também estão entre as atividades. Uma gangorrinha ajuda a garantir a diversão, assim como o espaço livre ao lado da casinha, que fica aberto para brincadeiras. Onde r. Carvalho de Almeida, 398, Cidade Jardim. www.vitelos.com.br XAPURI Compondo o estilo rústico do restaurante, o playground é formado por brinquedos de madeira, com rampinhas de escalada e túneis, e uma casa na árvore, além de escorregadores. Nos fins de semana e feriados, o espaço oferece uma equipe de recreação para entreter os guris com pinturinhas, desenhos e esculturas de balão, além dos passeios de pônei e charrete. Onde r. Mandacaru, 260, Pampulha. www.restaurantexapuri. com.br XICO DA CARNE Nas duas unidades as crianças têm espaço para brincar e fazer atividades sob a supervisão de monitores. Há também circuito com obstáculos, redes, cordas, escorregadores, piscinas de bolinha e pontes que balançam, além de fliperamas. Uma máquina de algodão-doce completa as horas de divertimento. Onde r. Dr. Júlio Otaviano Ferreira, 772, Cidade Nova; e av. Contagem, 1.966, Santa Inês. www.xicodacarne.com.br

Confira lista completa no site canguruonline.com.br

Deputado quer frear veto a crianças A polêmica é tão grande que o assunto chegou até os legisladores. Em maio, a Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados rejeitou um projeto de lei do deputado federal Mário Heringer (PDT-MG) que proíbe estabelecimentos comerciais de vetar o acesso a crianças e adolescentes. Noprojeto –queaindaserá analisado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara –, o deputado argumenta que esse tipo de veto é “abusivo” e expõe clientes a “constrangimento”. “Não se pode discriminar ninguém, principalmente os menores de idade. Eles são parte da sociedade e, mais ainda, são o futuro dela”, argumentou Heringer, em entrevista ao jornal O TEMPO. A proibição de crianças em estabelecimentoscomerciais pode ser abusiva e culminar em multa ou interdição do estabelecimento, segundo o advogado Bruno Lewer, da Comissão de Direito do Consumidor da OAB-MG. “O Código do Consumidor é claro quando diz que recusar a venda de bens ou a prestação de serviços diretamente a quem se disponha a adquiri-los é passível de punição”, diz.


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CENÁRIO BH WAGNER COSSE/DIVULGAÇÃO

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Hudson chega 6 Bazar a sua 51ª edição

do livro infantil recebe 6 Salão Thelmo Lins e Ana Cristina

Evento tradicional para compra de utensílios em BH, o Bazar Hudson já ultrapassou as 50 edições e, para esta, a proposta é oferecer descontos de até 80% e mais de 550 novos produtos Onde Bazar Hudson (av. Niágara, 1076, Jardim Canadá) Quando Sábado, das 10h às 20h; domingo, das 10h às 18h. Até 27/8. Quanto Entrada gratuita (mediante 1kg de alimento não perecível ou a doação de um livro em bom estado)

Pela primeira vez no Parque Municipal, o Salão do Livro Infantil e Juvenil acontece até este domingo (20). Para comemorar o sucesso do evento, o cantor e compositor Thelmo Lins lança seu nono álbum “Balada dos Casais”, neste sábado (19), às 17h30; já no domingo (20), a atriz e cantora Ana Cristina puxa o cortejo de despedida na saída do Teatro Francisco Nunes Onde Parque Municipal (av. Afonso Pena, 1377) Quando Nestes sábado (19) e domingo (20), das 9h às 20h Quanto Entrada gratuita.

HENRIQUE QUEIROGA/DIVULGAÇÃO

Arnaldo Baptista 6 Ex-mutante, inaugura sua exposição

Depois de conhecer a pintura, o desenho e a colagem em um período que passou no hospital, o ex-mutante Arnaldo Baptista começou a reunir suas obras e agora inaugura a exposição “Resistência: a Ciência Mutante da Existência” com 40 trabalhos inéditos Onde Carminha Macedo Galeria de Artes (Ponteio Lar Shopping, BR-356, 2500) Quando Segunda a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 14h às 20h Quanto Entrada gratuita

ELZA LIMA/DIVULGAÇÃO

Lima é a próxima 6 Elza convidada do Foto em Pauta

Neste sábado (19), o planeta celebra o Dia Internacional da Fotografia. Para homenagear esta arte, o projeto Foto em Pauta recebe a premiada fotógrafa paraense Elza Lima para um bate-papo, no qual a artista apresenta sua obra sobre a vida humana na Amazônia Onde Memorial Minas Gerais Vale (Praça da Liberdade, 640) Quando Neste sábado (19), às 16h Quanto Entrada gratuita.


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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL (CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Coerência na vida

C

oerência, do latim cohaerentia, é aquilo que tem relação entre uma coisa e outra. É um conceito que é usado se referindo a algo que é lógico. Tudo em nossa vida deve ter coerência. Pensamentos e suas ações têm de ter, necessariamente, sentido lógico, para que as coisas caminhem bem – caso

contrário... Existem intelectuais e pensadores que difamam a coerência entre as pessoas. Oscar Wilde, por exemplo, diz que “a coerência é a virtude dos imbecis” e Nelson Rodrigues falou que “toda coerência é, no mínimo, suspeita”. Humildemente, discordo de ambos, pois coerência, para mim, é tudo. É desagradável termos a nosso lado pessoas que dizem uma coisa hoje e, em outro dia, ao se referir ao mesmo tema, dizem outra completamente diferente. A incoerência gera desconfiança e enfraquece as relações, pois lança dúvidas entre a verdade e a mentira, o real e a ficção. Que credibilidade transmite aquela pessoa que não prima pela coerência, em especial se exerce um cargo de chefia? Imagine expressar uma ordem de serviço de um jeito e, quando da execução, fazer de modo completamente diferente. Na nossa vida, uma lição básica e elementar, tanto para as relações cotidianas quanto para as corporativas, diz respeito à coerência. Coerência faz referência a “ligação, conexão ou nexo entre os fatos e ideias”. Tudo deve estar interligado e fazendo sentido. Quem é coerente mantém uma mesma A incoerência linha de pensamento, gera não dando margem para dúvidas. Se uma desconfiança e pessoa afirmar que seenfraquece as ria incapaz de deixar o seu país e, depois de alrelações, pois gumas semanas, decilança dúvidas de ir viver no estrangeiro, terá tido uma entre a verdade postura incoerente. e a mentira, o Em contrapartida, se um futebolista garanreal e a ficção. tir que não faz questão de jogar em outro clube que não o seu e recusa uma oferta milionária de uma equipe adversária, poderíamos dizer que se trata de uma pessoa coerente. A coerência também está associada àquilo que é perceptível do ponto de vista da lógica. Um político falará com coerência se não fizer promessas em vão, nem distorcer a realidade. O contrário seria se prometesse coisas que não pudesse cumprir. Com isso podemos ver que a maioria dos nossos políticos são incoerentes. Dito isso, mantenha coesão e coerência nos seus conceitos e avaliações, no seu comportamento social, nas suas inter-relações profissionais etc. Fique atento e apostos para evitar cair em contradição. Se expuser ideias ou emitir ordens por engano, retrate-se com um pedido de desculpas e refaça-as. Não seja indiferente, dizendo que não disse o que disse. Se dez pessoas diferentes lhe fizerem a mesma pergunta, nas dez vezes dê a mesma resposta. Ser coerente elevará seu status moral, o respeito e o caráter, bem como facilitará a interlocução com os demais, abrindo caminho e estendendo o tapete do bom trânsito entre os amigos, familiares e colegas de trabalho. Seja coerente para ser feliz. Um provérbio chinês diz que “somente os tolos exigem perfeição, os sábios se contentam com a coerência”. Faça uma boa semana.

Aos91anos,ela tomaquatro drinquespordia; médicosalertam paraosriscos Tomar uma cerveja com os amigos ou uma taça de vinho com frequência faz mesmo bem para o corpo? A discussão ressurge depois que veio do Palácio de Buckingham, na Inglaterra, a notícia de que a rainha Elizabeth II, 91, consome bebida alcoólica diariamente. E ela não bebe pouco: são quatro drinques diferentes por dia. Mas será que essa quantidade faz mal ao corpo? De acordo com o psiquiatra Alexandre de Thuany Motta

Araújo Pereira, da Faculdade Ipemed, a quantidade aceitável varia entre homens e mulheres. “O corpo masculino tolera até 21 unidades de álcool por semana e o feminino, até 14 porque o corpo delas tem mais dificuldade de eliminar o etanol”, diz. Uma unidade, explica Pereira, corresponde a uma lata de cerveja, uma taça de vinho ou uma dose de destilado. A monarca britânica bebe gim, vinho, martini seco e champagne todos os dias. Segundo o nutricionista Hugo Mendes, essas dosagens estão acima do considerado ideal, porém, o teor de etanol em cada bebida pode compensar a quantidade ingerida. Ele diz que é preciso considerar também o metabolismo de cada pessoa. Para a cardiologista Marildes de Castro, professora da Faculdade Ipemed, a

quantidade consumida pela rainha Elizabeth II é perigosa para qualquer pessoa – por estar acima do considerado aceitável – e mais ainda por causa da idade. “Pessoas mais velhas têm o metabolismo mais lento para a digestão do álcool, o que pode levar a doenças”. MODERAÇÃO Antes de abrir uma garrafa, é importante saber os riscos. O psiquiatra alerta que a bebida em exces-

BRASIL Hábito Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o homem brasileiro costuma beber 13,6 l de álcool por ano, enquanto as mulheres consomem 4,2 l nesse período.

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

O CAMINHO DO ÁLCOOL NO CORPO 1

Começa a entrar na corrente sanguínea pela mucosa da boca e parte é absorvida pelo estômago.

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2

Na primeira passagem pelo fígado, começa a ser parcialmente metabolizado – 14 mg de álcool, equivalentes a um copo de vinho, demoram cerca de uma hora para serem processados.

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O que sobra é distribuído para todo o organismo, circulando pela corrente sanguínea. O restante chega ao cérebro e a outras partes vascularizadas do corpo, como coração, pulmões e rins.

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14 mg = de álcool

1h

A saída do corpo acontece pelo metabolismo do fígado (90%), que transfere o álcool para os rins, onde é eliminado em forma de urina.

5 CÉREBRO

para serem processados pelo organismo

3

Dependendo de fatores como a presença de comida no estômago e a velocidade da ingestão da bebida, são necessários entre 15 e 60 minutos para ela espalhar-se pelo corpo.

1

5 CORAÇÃO

2 FÍGADO FONTE: HUGO MENDES, NUTRICIONISTA

Dr. Telmo Diniz

Bebercomorainha

1 ESTÔMAGO 6

6 RINS

Os outros

10% são expulsos por meio de suor e transpiração

so aumenta as possibilidades de desenvolver transtornos psicológicos. Além disso, mais de 200 doenças e lesões podem ser relacionadas ao consumo. Portanto, os especialistas são enfáticos: a bebida alcoólica só faz bem se for tomada com moderação. Controlar o consumo de álcool ajudou a veterinária Jânia Diniz, 29, a melhorar a saúde. Ela bebe há mais de dez anos, mas passou a moderar o consumo há três meses. “Era uma cerveja todo dia. Fora o fim de semana, que eu exagerava com os amigos. Só que fui sentindo o meu corpo reclamar, e isso afetou meu rendimento no trabalho. Essa foi a hora de parar e puxar o freio”, conta. Nesse período, passou a se sentir melhor e mais bem-disposta. “Descobri que o prazer do álcool está na moderação e, não, no exagero”. BENEFÍCIOS Um dos estudos mais importantes feitos no Brasil – realizado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, da Unifesp – mostra que a bebida alcoólica pode prevenir problemas cardiovasculares. Isso é possível, explica Marildes, porque o etanol tem efeito vasodilatador. “Ele relaxa a musculatura das artérias e ajuda a evitar a obstrução por coágulos que provocam infarto e derrame”. O vinho, além de reduzir os riscos de infarto, ajuda no controle do colesterol, afirma Mendes. “Os polifenóis – antioxidantes – do vinho tinto podem ter benefícios singulares de proteção a ataques cardíacos, por exemplo. Já o resveratrol, encontrado na casca da uva vermelha, tem ação vasodilatadora e aumenta o HDL, o colesterol bom, e diminui o LDL, o ruim”, diz. Ele sugere, no máximo, duas taças diárias para os homens e uma para as mulheres. Para aliviar as dores do corpo, cientistas da Universidade de Greenwich, na Inglaterra, indicam de duas a três canecas de cerveja. Eles uniram outros 18 estudos para chegar a essa conclusão, que foi divulgada no “The Journal of Pain”. De acordo com os cientistas, essa quantidade de bebida aumenta a resistência à dor, ultrapassando o alívio de analgésicos clássicos.


reportagem

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nãoéparaqualquerpessoa LINCON ZARBIETTI RUSSEL MILLARD/AFP – 2.3.2002

A Rainha Elizabeth quatro drinques alcoólicos por dia: gim e Dubonnet com uma rodela de limão e gelo antes do almoço; uma taça de vinho durante a refeição; à noite, uma taça de dry martini e, mais tarde, para fechar o dia, outra de champanhe

Associação com a longevidade A comunidade científica não adota posição oficial sobre a relação entre o consumo de bebida alcoólica e a longevidade. Apesar disso, alguns especialistas reconhecem que a ingestão diária, em geral, pode contribuir para o bom envelhecimento. Vale lembrar que a rainha da Inglaterra, adepta do álcool, tem 91 anos. Segundo o nutricionista Hugo Mendes, o grupo mais suscetível a esse benefício é o das mulheres. “Algumas pesquisas indicam que boa parte das mulheres acima dos 70 anos ingere bebida alcoólica todos os dias, mas com moderação, é claro”, diz. O especialista ressalta a quantidade apontada como ideal para as mulheres: até duas unidades por dia. De acordo com a cardiologista Marildes Castro, o vinho tinto, em especial, é o que oferece melhores resultados para a saúde. “Acreditamos que isso aconteça porque ele estimula a produção natural de antioxidantes, ou seja, ele retarda o envelhecimento das células do organismo que se reparam, principalmente durante a noite”, afirma a especialista.

CONTEÚDOESPECIAL

Colágeno ingerido dá melhores resultados SUNFLOWER/DIVULGAÇÃO

Não é por acaso que o uso de colágeno no combate às rugas e no aumento da firmeza e da elasticidade da pele tem se tornado rotina entre dermatologistas. Pesquisas mostram que o suplemento alimentar possui um efeito mais duradouro no tratamento contra a flacidez e outros sinais da idade. Um estudo feito pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP-USP) mostrou que o uso diário do produto melhorou progressivamente a pele das participantes do teste. Nele, 60 voluntárias foram submetidas a avaliações de densidade e firmeza da pele e também de sua propriedade elástica. Um exame de ultrassom demonstrou que o complemento agiu melhor na camada mais profunda da pele, tornando-a mais firme. O produto se mostrou mais eficaz que o uso de cosméticos, que possuem efeito concentrado na superfície da pele. O estudo também revelou que o uso combinado do produto, seja na alimentação seja em cremes, atua de forma complementar, poten-

Autoestima. Proteína é recomendada para melhorar a pele

cializando os efeitos. Marcos Ferreira é distribuidor dos comprimidos de colágeno da Sunflower e conta que nos últimos anos a procura pela proteína aumentou muito. Segundo ele, por apresentar bons resultados contra celulite e estrias e saciar a fome, a substância

tem chamado a atenção de quem deseja ter um corpo mais bonito. Em Belo Horizonte e região, o colágeno da Sunflower pode ser encontrado nas drogarias Araujo e Drogamaxi. Em Sabará, o produto é comercializado na drogaria da Vovó.

Jânia Diniz modera o consumo de bebida alcoólica


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DOLCEVITA

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com THIAGO ROMANO/DIVULGAÇÃO

O VELHO BRASIL

O

amigo artista plástico Olivier Mourão, radicado “há séculos” em Londres e Ibiza, manda suas observações pouco ortodoxas sobre brasileiros em férias, na Europa: “Ando vendo vários grupos, famílias, gastando extravagantes quantias de euros, certamente oriundos da nossa saudosa Petrobras. Pedindo os melhores champanhes, tipo Magnum (as gigantes e caras), latas de caviar; do bom e do melhor”.

O BRASIL DE SEMPRE

“

Carros último modelo e também grandes iates, vermelhas Ferraris. Aqui sim se vê a enxurrada de notas de € 500 desses desvairados, nada sofisticados, com pinta de barraqueiros e feirantes. Assim se confirma o que a mídia diz sobre o dinheiro investigado pela Lava Jato”.

ENSINAMENTOS E CONSELHOS

E

m entrevista à coluna Paulo Navarro, de O TEMPO, semana passada, selecionamos esta resposta do conselheiro e diretor técnico do Instituto Aquila, Raimundo Godoy, especialista em gestão organizacional. Godoy acaba de lançar o livro

“Como Gerenciar e Enfrentar Desafios”, sobre superar os limites e as dificuldades que enfrentamos na trajetória da vida. Existe um caminho seguro a seguir.

ENSINAMENTOS E SAÍDAS

“

O livro ajuda não só empresas, mas a gerenciar desafios menores. Diariamente nos deparamos com desafios e estes podem ser desmembrados em dois tipos: oportunidades e problemas. Em ambos os casos precisamos definir um objetivo (uma meta e um plano de ação). As oportunidades estão aí e aparecem o tempo todo”.

SAÍDAS HISTÓRICAS

“

Em 1762, John Montagu, conhecido como Conde de Sandwich, em função do seu tempo escasso para alimentação, solicitou: “traga-me um pedaço de carne entre duas fatias de pão”. Surgiu aí o sanduíche. Levi Strauss teve outra boa ideia, fez calças mais resistentes com o tecido das barracas do acampamento, criando, assim, o jeans”.

O titular da coluna entrevista o chef Alex Atala, na 3ª edição do jantar beneficente Chefs contra o Câncer, em prol da Casa de Acolhida Padre Eustáquio, realizado na Mineiraria

lançaperfume

com a 6 Continuando mãe do “Bolsa Lula”. Co-

mo foi e está sendo definida a herdeira da família fundadora do banco Credit Suisse, Roberta Luchsinger? Luchsinger é 6 Roberta boba, esperta, 171 da

ma se apresenta, o primeiro passo a tomar é a aceitação. As pessoas perdem tempo com as lamentações. O segundo passo são as respostas rápidas, quanto mais rápido eu entender o meu problema e iniciar a sua resolução, melhor. E, finalmente, não ficar justificando o problema. Problemas não pedem justificativas, é

preciso ver, julgar e agir”.

BOA ESCOLHA

A

esposa gentil ao maridão no sofá em frente à televisão: “Vou ao supermercado. Precisa de alguma coisa?”. Maridão na gozação: “Preciso. Preciso dar sentido à minha vida, definir um

propósito pra minha existência. Busco a certeza de uma conquista que dê à minha alma a plenitude que ela necessita. Quero estar em unidade com o Todo, descobrir a espiritualidade inerente à minha condição humana para alcançar a transcendência”. Esposa: “Ok... Heineken ou Budweiser?”. EDY FERNANDES

“

Mil6 Elôrreverenciando Fernandes, para

quem“humor é oposição, o resto é armazém de secos e molhados”, uma ótima sobre o presidente Temer: 35 anos em que 6 Nos convivo com o Temer,

ele sempre foi honesto. Nos outros 42 eu não sei... outra do Nelson 6 EMoraes: “Deputado federal tatua o nome ‘Temer’ no pênis que, quando cresce, mostra tudo: “Tem que manter”.

SAÍDAS E SOLUÇÕES Do outro lado, problemas como, por exemplo, uma dificuldade financeira, uma briga de família, uma injúria etc. Quando um proble-

melhor qualidade, marqueteira e aprendiz de João Santana; pacóvia juramentada, dona de lavanderia ou Lava Jato, doente mental, gênio do crime, cúmplice, Maria Holofote ou todas as anteriores?

Duda Sokolowski: 6 De “É por isso que eu adoro O médico Henrique Carneiro, a dermatologista e aniversariante Eveline Bartels, Angela Lara e o músico do Jota Quest, Marco Tulio Lara, no Nutreal

o meu GPS. Não importa o problema que eu esteja enfrentando, ele sempre me diz: ‘Siga em frente’”.

ESPECIAL CASACOR MINAS COMEÇANDO EM GRANDE ESTILO

EDY FERNANDES

EDY FERNANDES

TIÃO MOURÃO/DIVULGAÇÃO

A

primeira semana da 23ª edição da CASACOR Minas reuniu nomes importantes do Estado em eventos diversos. Houve um brunch para a imprensa e influenciadores digitais, coquetel de lançamento para convidados e até um jantar da VB Comunicação. Paulo César de Oliveira, Juliana Grillo e Gustavo César Oliveira

EDY FERNANDES

Aluizer e Marina Malab

André Giffoni e Modesto Araújo

EDY FERNANDES

EDY FERNANDES

Adair Martins Rezende, Alessandra Soares e Tadeu Campos Os diretores da CASACOR Minas Eduardo Faleiro e Juliana Grillo

Renata Murta, Vittorio Medioli e Aurora Russi


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HORIZONTES DA CIDADE

Cartas entre dois jovens poetas Trocadepoemas deAnaMartins MarqueseEduardo Jorgeélevadaao formatolivro Situadonaregião centrosul, o condomínio JK – obra de Oscar Niemeyer da década de 1950 – abriga, hoje, mais de 5.000 moradores. Tanto pelo quilate de seu projetista quanto pelas suas especificidades, trata-se de um complexo que não passa despercebido a ninguém. E a poeta Ana Martins Marques não fugiu à regra. “Sempre tive um certo fascínio pelo JK, pela dimensão do projeto – quase uma cidade dentro da cidade –, a relação com o centro, o modo como se situa na paisagem – mas também como a paisagem entra pelas suas grandes janelas…”, elocubra ela, que, até certo tempo atrás, só havia estado ali poucas vezes, visitando amigos. Umdelesera o igualmente poeta Eduardo Jorge, que, por conta do destino, procuravaalguém para ocupar seu apartamento durante o período em que viajaria. Ana não só aceitou, como fez chegar ao amigo suas impressões em forma depoesia,que foramrespondidasdamesma forma. Oresultado gerou o livro “Como se Fosse a Casa (Uma Correspondência)”, que, depois de lançamentos, na Festa Literária de Paraty (Flip) e em São Paulo, terá sessão de autógrafos neste sábado (19), na Livraria Quixote. Patrícia Cassese

BEATRIZ GOULART/DIVULGAÇÃO

Mas Ana ressalva que a edificação só aparece no livro de forma lateral. Embora pondere “que não seja totalmente indiferente o fato de que a casa de que se fala ali esteja instalada nesse prédio tão emblemático, ‘“pensado para o futuro’, como aparece em um dos poemas”. Ela frisa que a ideia do livro surgiu num segundo momento, depois do convite da editora (Relicário). “Mas acho que, para aqueles que estão às voltas com a escrita e a leitura, a ideia de um livro sempre parece estar no horizonte, como se tudo no mundo existisse para acabar num livro, como afirma Mallarmé...”. Detalhe: de início, os dois ponderaram se valia mesmo a pena reunir os poemas emlivro.“Se haveriaalgum interesse em ampliar a escuta desses textos, que inicialmente tinham endereço e destinatário certos”, diz Ana. Ao mesmo tempo, ela confessa o apreço à ideia de que, uma vez em livro, os textos “se desprendem da experiência que inicialmente os motivou, para incorporarem-se à do leitor”. Aliás, Ana recorre a uma imagem usada por Eduardo em uma entrevista. “Ele comparou os poemas àqueles objetos que achamos em feiras de antiguidades ou mercadosdepulga: certamente têm um passado, mas o que é decisivo é o lugar e o uso que encontrarão na casa de quem os adquirir”. ESTILOS Nascido em Fortaleza, Eduardo morou no JK de 2009 a 2011 – quando se mudou para a França. “Minha companheira seguiu lá – era nosso espaço comum e ali fomos felizes”. Mas o relacionamento chegou ao fim. “E o

TRECHO experimentos de ajuste do corpo à arquitetura ligeiro desconforto e desamparo infinito Este prédio foi pensado para pessoas com um projeto mulheres-mapas, homens com um plano de voo capazes de abrir a porta com uma palavrachave•

Missivas eletrônicas

Ana morou no JK por um mês, no apartamento de Eduardo, que estava na França, pesquisando para o doutorado

CAROLINA ARIZA/DIVULGAÇÃO

Este prédio só poderia existir na ausência do mar Apenas ficar aqui por força ficar aqui até que a palavra morar faça sentido (Ana Martins Marques) Lançamento Como se Fosse a Casa Onde Livraria Quixote (Rua Fernandes Tourinho, 274, Savassi). Quando Neste sábado (19), às 11h. Quanto Gratuito. O livro será vendido a R$ 30.

apartamento ficou fechado, possivelmente vivendo uma espécie de luto, o que fez com que a poeira se acumulasse mais que o devido”. Jorge foi morar no JK graças a um amigo, arquiteto. “Gostei(da experiência) egosto desta região limítrofe, o centro e dois bairros, praticamente opostos. Existe uma fronteirada cidade interessante. Acredito que, de certo mo-

do, os moradores do JK – uns mais que outros – sabem fazer uso disso”. Aorelha do livro é poeta Ricardo Aleixo, que destaca que aobra “não apaga nemrelativizaas diferenças estilísticas” entre os dois. “Essa avaliação coincide bastante com a minha impressão do processo de escrita (do livro): escrevemos a partir das palavras do outro, mas sem que isso tenha signifi-

cado uma aproximação do modo de escrita do outro, como se as palavras de um dessem impulso às do outro, mas não necessariamente na mesma direção. Barthes diz que

um valor desejável para viver junto é a delicadeza, que define como uma distância que não quebra o afeto, não impede o cuidado e a ternura. Acho que essa espécie de delicadeza, de ‘justa distância’, também é necessária no processo de escrever junto”, diz Ana.

Histórias colhidas no lotação Ao voltar à capital mineira em 2013, após um hiato em São Paulo, a jornalista Constança Guimarães já tinha uma convicção: não teria mais carro. “Estava muito cansada! Trânsito é muito desgastante. Queria dar uma virada, e foi uma aposta”. Passados quase quatro anos, hoje, vez ou outra, ela pega, sim, um táxi. “Mas, no cotidiano, ando de ônibus mesmo”. Mesmo com todas as críticas que o transporte público é alvo, Constança embarca com disposição. “Ali é um microcosmo da vida social. Em uma via-

gem, há uma variação enorme de acontecimentos e, ao mesmo tempo, as pessoas se sentem confortáveis e, de certa forma, perdem o pudor de conversar com quem provavelmente não encontrariam em outros espaços”. Instigada, Constança começou a prestar atenção nas histórias ali contadas, muitas das quais tratou de capturar, inserindo um toque ficcional. O material desembocou no livro “A Sereia da Contorno e Outras Histórias” (ed. Leme), que ela lança neste sábado (19), com direito a pipoca, algodão doce e música. O proje-

to recebeu o aval do programa Rumos Itaú Cultural, o que viabilizou uma primeira tiragem gratuita que será desBIANCA SÁ/DIVULGAÇÃO

tinada a motoristas e cobradores. Afinal, lembra ela, são profissionais que acabam virando anteparo das críticas dos usuários. “Resolvi que a escrita ia valorizar essas profissões”. Ah, sim. Neste exercício da “bisbilhotice” (como ela mesma define, com bom humor), ela fez mais de cem viagens, em horários distintos, e para destinos que contemplaram toda a cidade.

A Sereia da >Contorno

Lançamento do livro. Neste sábado (19), das 10h às 12h. Praça do Trenzinho, Parque Municipal. Gratuito.

O icônico prédio JK foi indicado a Eduardo pelo arquiteto Adriano Mattos Corrêa


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DIA A DIA

Mais leis são criadas para garantir o direito dos idosos OR MID U S CON

Agora,pessoascommaisde80 anosterãomaisprioridadesainda

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

DIREITOS DO IDOSO

PIXABAY

Trabalho

Saúde O idoso tem atendimento preferencial no Sistema Único de Saúde (SUS). Os planos de saúde podem cobrar valores diferenciados por faixa de idade, proporcional ao aumento de demanda pelos serviços médicos. Mas é proibido elevar o preço da mensalidade de modo a inviabilizar a assistência ao idoso

É proibida a discriminação e a fixação de limite máximo de idade na contratação de empregados, inclusive para concursos, exceto nos casos em que a natureza do cargo o exigir O primeiro critério de desempate em concurso público será a idade, dando-se preferência ao de idade mais elevada

Transporte Coletivos

10%

dos assentos são reservados para os idosos Estacionamentos

Lei: Quem tem mais de 80 anos agora tem prioridade de atendimento sobre os idosos mais jovens

Prioridade de atendimento na saúde, na fila do banco e nos julgamentos. Viajar de graça e pagar metade pelos ingressos. Esses e todos os direitos das pessoas com mais de 60 anos estão reunidos no Estatuto do Idoso desde 2003. Mas nem por isso, são devidamente cumpridos. No mês passado, o presidente Michel Temer sancionou uma lei para garantir prioridade especial para quem tem mais de 80 anos. Mas, para o secretário da Comissão de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Gustavo Chalfun, essa nova lei demonstra a ineficiência do Estado, que tem que criar normas para amenizar a Queila Ariadne

precariedade das políticas públicas. “É lamentável ter que criar uma lei para regular a prioridade e classificar um segmento como mais vulnerável, sendo que todos os idosos tinham que ser atendidos. O Brasil não consegue cumprir nem as que já existem. Não precisamos de novas normas para minimizar essa ineficiência, mas sim de uma releitura dos tribunais, para conse-

NOVA LEI Mais vulneráveis Em julho deste ano, a Lei 13.466 definiu que os idosos acima de 80 anos têm prioridade sobre os demais, no atendimento da saúde e nos processos judiciais OAB-MG/DIVULGAÇÃO

Gustavo Chalfun diz que nova norma materializa ineficiência pública

guir entender as necessidades específicas dos mais velhos”, diz. Ele sugere que, além do Estatuto do Idoso, haja uma interface com o Código de Defesa do Consumidor, para que a análise de cada caso não seja feita isoladamente. “Tem que conseguir tratar o idoso de modo diferenciado, com maior proteção. Vejamos no caso dos empréstimos, por exemplo, os mais velhos possuem limitações que a vida traz”, diz. Chalfun acaba de lançar o livro “Situação Jurídica e Direitos Fundamentais do Consumidor Idoso”. Ele chama a atenção para constantes desrespeitos, que jamais deveriam acontecer. “Tem lei para garantir gratuidade em passagens de ônibus para viagens intermunicipais, mas é muito comum os idosos não conseguirem. No caso dos contratos de adesão, as letras são tão pequenas que, muitas vezes, eles mal conseguem ler; na hora de conceder empréstimos, não há informação suficiente”, enumera. O especialista em direito do consumidor Marcos Paulo Amorim afirma que lei não pode e nem deve discriminar por idade. “Não importa se a pessoa tem 18 ou 100 anos, a lei é igual. O que precisa ser feito, para considerar as restrições dos idosos, na hora de um julgamento, por exemplo, é se basear no princípio da dignidade da pessoa humana”, diz.

5% das vagas são destinadas para os idosos Viagens intermunicipais Pela Lei n° 21.121/14, o idoso acima de 65 anos, com renda inferior a dois salários mínimos, tem direito a viajar gratuitamente dentro do Estado. É preciso apresentar documentação e comprovante de renda. A solicitação deve ser feita até 12 horas antes do embarque

Sem fila

Abandono

O artigo 114 do Estatuto do Idoso garante atendimento prioritário para pessoas com mais de 60 anos

Violência A lei considera como violência praticada contra idosos qualquer ação ou omissão praticada em local público ou privado que lhe cause morte, dano ou sofrimento físico ou psicológico. A discriminação de uma pessoa idosa, impedindo ou dificultando seu acesso a operações bancárias, aos meios de transporte, ou por qualquer outro meio ou instrumento necessário ao exercício da cidadania, por motivo de idade, resulta em pena de reclusão de seis meses a um ano e multa

Abandonar o idoso em hospitais, casas de saúde, entidades de longa permanência, ou congêneres, ou não prover suas necessidades básicas, conforme o artigo 98 do Estatuto do Idoso, gera pena de detenção de seis meses a três anos e multa

Processos judiciais O artigo 71 do Estatuto do Idoso assegura prioridade na tramitação dos processos e procedimentos e na execução dos atos e diligências judiciais para pessoas com mais de 60 anos

Pensão

Educação e cultura O idoso tem direito a 50% de desconto nos ingressos para eventos artísticos, culturais, esportivos e de lazer

Os idosos que, a partir de 60 anos, não têm condições de se sustentar têm direito a pensão alimentícia dos filhos. O artigo 12 do Estatuto do Idoso determina que a ação pode ser promovida somente contra um dos filhos, que tenha melhor condição financeira Pelo INSS Caso os filhos não tenham condições, o idoso pode pleitear o benefício de um salário mínimo oferecido à pessoa idosa com mais de 65 anos que comprove não possuir meios de se sustentar FONTE: ESTATUTO DO IDOSO/ CNJ


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DIA A DIA

Um coworking na Praça Sete SEBASTIÃO JACINTO/P7 CRIATIVO/DIVULGAÇÃO

ProjetoP7Criativojápode receberaté140empresas Os 25 andares do prédio Bemge, na Praça Sete, receberão um investimento de R$ 56 milhões para receber o projeto P7 Criativo, um coworking dirigido para a indústria e a economia criativas. O orçamento envolve a obra de restauração dos 20 mil metros quadrados do edifício, equipamentos e a infraestrutura necessária para abrigar ao menos 140 empresas. O P7 Criativo deve começar a funcionar no centro da capital no fim de 2018 e, enquanto isso, ocupará um andar de um edifício na avenida Afonso Pena, 4.000, onde o projeto foi lançado. A iniciativa é do governo do Estado em parceria com a Fiemg e Ludmila Pizarro

com o Sebrae Minas. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está entre os financiadores da iniciativa. Segundo o presidente da instituição, Paulo Rabello, a entidade deve aprovar um empréstimo que garanta em torno de 30% do orçamento – cerca de R$ 16,8 milhões. Cinco empresas de áreas como cultura, tecnologia e saúde já começaram a funcionar no P7 Criativo. Segundo o presidente do projeto, Paulo Brant, cerca de 70 organizações estão em fase final de negociação para usar o espaço. “As startups são muito bem-vindas, mas grandes empresas também poderão usar o coworking. Uma que delas é a TOTVS”, conta Brant. O investimento inicial, para essa primeira eta-

porque não temos distração com contas, aluguel, condomínio, internet”, opina Melo. Ele também afirma que o coworking permite a geração de novos negócios, “porque são várias empresas, várias pessoas circulando e tendo ideias”, diz. Outros pontos citados por Melo foram a visibilidade que a empresa pode alcançar com o projeto e a ajuda de parceiros, como a Fiemg, tanto na parte financeira como no acesso às linhas de crédito. Início: Daniel Melo fala sobre as vantagens do coworking para autoridades no lançamento do P7

pa do P7 Criativo, foi de R$ 1 milhão, segundo Paulo Brant. Além da estrutura de internet para 140 pontos de trabalho, o P7 também oferece oficinas e eventos para o público em geral. “Nosso objetivo é que o coworking seja autossustentável. Entre as formas de geração de ren-

da, além da taxa que as empresas pagarão para utilizar o espaço, vamos realizar eventos e buscar patrocínios”, acrescenta Brant. Entre as empresas que já começaram a utilizar o espaço está a Indústria-i Empreendimentos Digitais, que desenvolve softwares

para nichos de mercado como saúde e inovação. Para o diretor da Indústria-i, Daniel Melo, o coworking tem várias vantagens. “Ser startup não é fácil, tem que focar na necessidade do cliente. O coworking ajuda muito a não perder o foco no negócio

CONCEITO Paulo Brant explica que a economia criativa é formada por empreendedores que têm foco no conhecimento e na criatividade em diversos segmentos. “Sem a atitude de empreender, e energia para correr riscos, a criatividade e o conhecimento não vão gerar negócios para mudar a economia”, conclui.


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ESPAÇO GOURMET

Muito além da vitamina Abacate é febre gastronômica

Quando o brasileiro Pedro Mendes morou em Lima, no Peru, durante um período em que trabalhou no restaurante do premiado chef Gastón Acurio, ele conta que, por lá, as pessoas estranhavam a forma como o brasileiro comia o abacate – geralmente com leite, açúcar, como uma vitamina. O estranhamento faz sentido, uma vez que no Peru, e em outros países como Chile, Bolívia e México, o fruta é muito consumida em receitas salgadas. “Lá se come com sal, limão, azeite e outros temperos. É normal comer pão francês com fatias de abacate por cima ou na salada, além do ceviche, prato típico peruano”, descreve o chef, que mantém em BH o espaço Ámendes, especializado na culinária nikkei – focada na união entre a gastronomia peruana e a japonesa. Da experiência na coziLorena K. Martins

nha peruana, Mendes criou sua versão de ceviche feita a partir de atum e leite de tigre – molho feito à base de limão e caldo de peixe – e que ganhou um toque especial: um purê bem leve e cremoso, feito com abacate processado. “O molho do ceviche, que é bem ácido e temperado, encontra com o abacate, que é mais doce e harmoniza muito bem no paladar”, explica. O chef peruano Marco Espinoza, do premiado restaurante Taypá, que fica em Brasília, também conta que nunca viu nenhum doce à base da fruta até conhecer Minas Gerais. “Eu fiquei surpreso ao ver abacate servido como um suco, batido com leite e até leite condensado, enquanto no Peru consumimos de forma salgada. Mas, após a visita, resolvi fazer uma sobremesa com a fruta e incluir no menu”, disse o chef durante o Roadshow realizado pela Promperú, na semana passada, em BH. MUNDIALIZAÇÃO Os olhos voltados neste momento para a pluralidade dessa fruta podem ter sidos motivados pela Avocaderia, um restaurante em Nova York inaugurado em abril deste ano. No Instagram, o perfil do estabelecimento já consta com quase 50 mil seguidores, encanta-

Ceviche de atum fresco temperado com vinagre, shoyo, açúcar, tamarindo e finalizando com nori e creme de abacate

dos pelos pratos de receitas que vão desde a clássica guacamole a um surpreendente hambúrguer de abacate. Inclusive, foi inspirado nos brunchs americanos, servidos em Nova York, que Anderson Madeira, um dos sócios do Astoria Bar, teve a ideia de incluir uma pasta feita a partir do abacate com ovos pochê na torrada como uma opção no menu. “Na minha infância inteira eu sempre tomei vitamina de abacate, pois tinha um pé lá em casa. A gente não tinha conheci-

mento, até então, de que ele poderia ser usado de outras maneiras. Mas estamos sendo bombardeados com vídeos de receitas que mostram que o abacate é versátil”, acredita. “O guacamole também causou uma estranheza, no início, e hoje já e um prato comum para ser consumido”, finaliza.

Anderson explica que o abacate é comprado toda semana e alerta sobre o cuidado de comprá-lo sempre maduro e o risco de perdê-lo facilmente. “Se for usar um abacate e ele ainda estiver duro, pode colocá-lo no forno durante dez minutos e ele fica macio. É uma forma de amadurecê-lo imediata-

mente”, ensina. Para o chef Pedro Mendes, outra forma de evitar que a fruta se perca na geladeira é comprar o avocado,, uma espécie menor e com menos calorias. “Ele é mais caro, porém, mais leve e, dependendo da receita, você vai usar em menos quantidade”, sugere.

RECEITA

Avocado Toast Receita do Astoria Bar Ingredientes 1 fatia de pão de forma grande 1 colher de sopa de manteiga 1/2 abacate médio 2 ovos Pimenta calabresa Pimenta do reino Azeite Sal Modo de preparo Prepare os ovos poché em água quente e reserve. Passe manteiga (ou margarina) dos dois lados do pão de forma e torre no forno, frigideira ou torradeira. Amasse o abacate e tempere com sal, pimenta do reino e azeite até formar uma pasta. Depois, espalhe na torrada formando uma grossa camada. Divida a torrada na diagonal, formando dois triângulos. Coloque um dos ovos poché em cima de cada metade. Salpique pimenta calabresa por cima. Sirva com uma saladinha de acompanhamento.

JEAN ASSIS/DIVULGAÇÃO

Frutaganha novasversões edestaquenas receitassalgadas

JOÃO GODINHO


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almanaque CLÁSSICO>Com 150 anos de história, Kiev Ballet traz a BH turnê mundial em tributo a Tchaikovsky

Toda tradição do balé

Qui. 24.ago

KSENIA ORLOVA/ÓPERA NÁCIONAL/DIVULGAÇÃO

Homenagem

Com as peças “O Lago dos Cisnes” e “A Bela Adormecida”, Kiev Ballet presta homenagem ao compositor russo Tchaikovsky Se uma companhia de dança pode se gabar por ser referência no balé clássico, sem dúvida é a ucraniana Kiev Ballet. Afinal, são 150 anos dedicados à arte. Com história que atravessa os séculos, foi criada em 1867, quando um pequeno grupo de bailarinos realizava apresentações de danças folclóricas e óperas locais. Agora, em turnê mundial, eles prestam tributo ao compositor russo Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840 – 1893). Belo Horizonte, por sinal, está na rota da companhia, que apresenta aqui as montagens de “O Lago dos Cisnes” e “A Bela Adormecida”. “Não sentimos a tradição como um peso”, garante Ruslan Bentsianov, chefe da delegação e considerado um dos expoentes do balé clássico no mundo. Ele avalia que tanta bagagem histórica funciona, na verdade, como “um estímulo a continuar levantando a bandeira”. Mas, claro, ocupar o lugar no qual hoje estão é, sim, desafiador. “Temos por referência o padrão de qualidade alcançado com tanto esforço Alex Bessas

em tantos anos da história de nosso país”, assinala. TRAJETÓRIA Também conhecido como Ballet da Ópera Nacional da Ucrânia, o Kiev Ballet começou a incorporar elementos internacionais ainda no período da Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918), com o intercâmbio de refugiados das escolas de dança russas. Em 1919, a companhia passa a se dedicar também à formação artística. À medida que as políticas sociais da União Soviética começaram a ser abrandadas, a companhia de dança passou a se apresentar não só nos palcos da Cortina de Ferro como também em países como Inglaterra e França. Em 1960, conquistam a Estrela de Ouro, maior prêmio da Academia Francesa de Dança. Finalmente, com a independência da Ucrânia, em 1990, o Kiev Ballet passa a circular para além dos limites do continente europeu. O ímpeto por levar o balé clássico para todo o mundo, diga-se, foi incorporado ao DNA o grupo. “Nós gostamos de abrir novas fronteiras, de levar nossa cultura e técnica, de tocar os corações e provocar emoções nas plateias, é a razão de

nosso trabalho”, pontua Bentsianov. Se há um apego óbvio à tradição e memória do grupo, a nova geração de dançarinos da companhia se orgulha de carregar atributos bem particulares. “Temos mais recursos técnicos, em função da evolução de treinamentos físicos”, explica Bentsianov. Claro, a ascensão da internet não passou incólume pela companhia. “Ganhamos novas técnicas de ensino, mais recursos de informação... Afinal, os bailarinos podem ver e aprender com outros simplesmente acessando a web”.

gfried, que se apaixona por Odette, uma rainha transformada em cisne por um feiticeiro. Bentsianov, enfim, justifica na “referência de seus antepassados, professores, diretores” uma certa fluidez na interpretação da obra. Além do mais, diz, “consideramos este o melhor balé, não só para apreciar, mas também para dançar”. Também um clássico, a composição de “A Bela Adormecida” foi feita pelo maestro russo entre 1888 e 1889, baseada no conto de fadas homônimo do escritor francês Charles Perrault (1628 – 1703).

O MAIS FAMOSO BALÉ DA HISTÓRIA Confiante do trabalho que desenvolve à frente da delegação de artistas, o manager da companhia assegura que “não há pressão” para interpretar “O Lago dos Cisnes”, “o mais famoso e apreciado balé do mundo”, nas suas palavras. Composição de Tchaicovski de 1876, o obra foi recebida com certa estranheza à época. Afinal, foi a primeira composição feita não por um especialista em balé, mas por um autor de sinfonias e concertos. “O Lago dos Cisnes” traz a saga do príncipe Sie-

CALOR DOS TRÓPICOS Na América do Sul, o Brasil é, ainda, o único país que já recebeu o Kiev Ballet. A experiência por aqui é medida no termômetro por Bentsianov. Bem, mas mesmo acostumado a um frio glacial, não foi a alta temperatura do país tropical que impressionou o grupo. Do Brasil, guardam muito mais a sensação de “calor humano”. “São pessoas sorridentes, receptivas, curiosas com nossa cultura e tradição e, principalmente, com o que temos para mostrar de nossa arte!”, elogia. Nes-

sa turnê, a companhia não espera menos: “A expectativa é de muita emoção no palco e na plateia”, diz. E falando de Belo Horizonte, uma data logo vem à memória do manager: 4 de setembro de 2015. Foi quando, pela primeira vez, desembarcaram na cidade. Na época, a apresentação marcou recorde, sendo o maior público da turnê de então. “Aplausos efusivos e sensação de dever cumprido! Impossível não lembrar disso...”, orgulha-se ele.

> Kiev Ballet

Espetáculo “Tributo a Tchaikovsky” com as peças “O Lago dos Cisnes” e “A Bela Adormecida”. Palácio das Artes (Av. Afonso Pena 1537, Centro). Dia 24 (quinta), às 21h. Entre R$ 200 e R$ 350 (inteira).


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ARTES CÊNICAS Confissõesdeumamulherde50 Sáb. 26.ago.

Atualmente, a agenda de Rosane Gofman procura dar primazia a três vertentes. A principal, à faceta avó, recéminaugurada. A segunda, à mulher, que caminha a passos firmes rumo a seus 60 anos (em outubro). E a terceira, à atriz, conhecida pelo público por novelas como “Tieta”, onde deu vida a Cinira. Na verdade, os dois últimos pilares, ela reúne na peça “Mulheres em Autoajuda”, monólogo que a traz de volta a BH. A empreitada começou quando ela gravava a série (baseada no filme homônimo) “Se Eu Fosse Você”, para a Fox. “O Paulo Fontenelle (diretor) se tornou um amigo querido. Comecei a contar muitas coisas da minha vida, algumas ligadas à questão da idade – mas sempre de forma divertida, que Patrícia Cassese

Em 4 tempos: Rosane Gofman interpreta uma personagem que, além de seu nome, tem outros traços em comum com a atriz, como o fato de ter quatro cachorros

é a minha maneira de levar a vida. Porque tem coisas que só rindo mesmo (risos). Aí, ele foi se interessando e, um dia, falou: ‘Sua vida é muito engraçada! Vou escrever sobre ela”. Já com o projeto da peça no horizonte, ela também recorreu à memória para resgatar casos narrados por outras mulheres. A montagem amálgama de tudo isso estreou em outubro passado e, para satisfação de Rosane, vem levando ao teatro outras plateias além da restrita a mulheres de sua faixa etária. “No início, a peça tinha um direcionado mais feminino, mas fui vendo que a identificação se dava com o público todo. Tem a questão de a personagem ter cachorros, do filho bater à porta do quarto quando você está transando...” Não por outro motivo, não são poucos os cutucões e as tro-

cas de olhares que ela detecta, do palco, no público. “Não tivemos a intenção de criar nada propriamente feminista, mas é fácil constatar que a mulher ainda tem muita dificuldade em dizer algumas coisas para o parceiro, e acaba abrindo mão de suas vontades”, diz, citando um exemplo que, no entanto, pede para não ser colocado na matéria, para não estragar a surpresa do público. Aliás, Rosane ressalta que o espectador é a quarta parede da montagem, ou seja, participa ativamente do desenrolar da história da personagem (que leva o nome da atriz), que transcorre em uma sessão de um grupo de auto-ajuda.

gos, diretores ou produtores), Rosane não tem planos imediatos de voltar à TV (sua mais recente novela foi “Êta Mundo Bom”), mas segue com outra peça simultânea, “Doutor!!!”. Não bastasse, pretende voltar a encenar “A Varanda de Golda”, no qual interpreta a icônica ex-primeira ministra de Israel, Golda Meir, agora com direção do filho mais velho, Yuri. E, claro, ter tempo para os netos. “Amo minha profissão, mas, sem dúvida, neste momento, estou focada neles”, diz ela, avó de Antônia e Benjamin, gêmeos de menos de dois meses (“vão sair agora da UTI neonatal”, brinda) e de outro menino de quatro meses, Miguel.

CARREIRA Mãe de três filhos, todos um pouco envolvidos na vida artística da genitora (como dramatur-

Mulheres em >Autoajuda

Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2.244, Lourdes). Dia 26 (sábado), às 21h. R$ 60 (inteira)

FOTOS LUIZ MAIDANA/DIVULGAÇÃO

CARREIRA Na televisão Rosane Gofman é carioca. Irmã da também atriz Betty Gofman, tem várias novelas no currículo – além das citadas acima, um papel marcante foi a Roseli, de “Chocolate com Pimenta”. Uma curiosidade: ela é formada em fonoaudiologia.

LAIS PETRA/DIVULGAÇÃO

DOWTOWN FILMES/DIVULGAÇÃO

Municipal recebe 6 Parque a Mostra Lambe Lambe

Com curtas apresentações de teatro dentro de caixas para um espectador por vez, a mostra, que já é tradicional na programação da cidade, volta a acontecer durante a manhã deste domingo (20), quando o Coletivo EmCaixa leva para o público do Parque Municipal cinco espetáculos com duração de até três minutos. Onde Gramadão do Parque Municipal Américo Renné Giannetti (av. Afonso Pena, 1377, centro) Quando Neste domingo (20), das 10h às 12h Quanto R$ 2.

Gustavo apresenta 6 Paulo espetáculo em BH

Depois do sucesso da personagem Dona Hermínia nos dois volumes da franquia “Minha Mãe é uma Peça”, o ator e humorista Paulo Gustavo volta à capital mineira para apresentar o espetáculo homônimo. Com ingressos esgotados há semanas, a peça traz as histórias divertidas de Hermínia Onde Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400) Quando Dias 26 (sábado), às 19h e às 21h30; 27 (domingo), às 18h e às 20h30 Quanto Ingressos esgotados


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ARTES CÊNICAS Estrangeiros no próprio corpo Lara Um incômoAlves do, uma pro(*) vocação, somados à obra “Estrangeiros para Nós Mesmos” (da filósofa búlgara Júlia Kristeva), foram os pontos de partida para a coreógrafa Fernanda Lippi na construção do novo espetáculo da Cia Sesc de Dança. Em cena, 12 bailarinos levam suas incertezas e seus questionamentos para o palco do Sesc Palladium, por meio do espetáculo “Outro em Si”. Morando na capital britânica há mais de dez anos, Fernanda Lippi conta que atualmente se sente uma estrangeira tanto em seu país de origem quanto em Londres. A partir da inquietação gerada por essa constatação, ela, que também é fundadora da Cia Zikzira Physical Theatre, recorreu mais uma vez ao universo da filosofia, fonte que costuma servir de inspiração

em suas criações. Desta vez, Fernanda perscrutou as ideias de Kristeva tanto para levar aos palcos suas angústias como para instigar os bailarinos a um processo de criação coletiva. Para Lippi, a criação da peça em torno daquilo que se entende como “outro” foi vital para a parte coreográfica e cenográfica. “Durante a pesquisa de criação, começamos a ler o texto da Kristeva e a levar, para o estúdio, frases que percorriam esta obra, que falam do estrangeiro que vive dentro de nós mesmos e de um estrangeiro que existe dentro do outro, aquilo que você traz para o outro e identifica no outro”, explica a elogiada coreógrafa. Frases como “somos duplos em nós mesmos. Eu, nesta hora, e eu logo mais, somos dois” nortearam os passos apresentados pelos bailarinos, que comunicam, por meio de seus movimentos corporais, a filosofia proposta por Kristeva.

Sáb. e dom. 26 e 27.ago.

ALESSANDRA DUARTE/DIVULGAÇÃO

Estética do espetáculo de dança “Outro em Si” resgata o cinema

CINEMA E DANÇA O trabalho com a sétima arte é outra constante na trajetória artística de Fernanda Lippi. Para a nova empreitada, a coreógrafa trouxe consigo o co-fundador da Zikzira, o cineasta André Semenza – que dirige o espetáculo – e o

premiado desenhista de luz Guilherme Bonfanti. Tais escolhas tiveram um propósito bem definido. A proposta era que “Outro em Si” fosse dirigido a partir de uma concepção estética que resgatasse o universo do cinema. “É um privilégio poder tra-

balhar com um cineasta. O coreógrafo lê a dança e o diretor, o movimento. Aqui, cada cena tem um nome, um começo, um meio e um fim, como num filme muito grande que tem intervalo, existe essa impregnação da linguagem do cinema para o pal-

co”, pontua. Além disso, a iluminação do espetáculo foi trabalhada de modo a resgatar a estética das luzes usadas no cinema ainda em seus primórdios. “A luz atua no palco como se fosse o foco de uma câmera de 16 milímetros, como as de antigamente. Nós decidimos trabalhar com esse olhar e com a tonalidade de cores de épocas passadas para que o espectador possa enxergar o bailarino como se tivesse uma câmera em seus próprios olhos”, afirma Lippi. A influência do cinema no espetáculo não para por aí e, para os próximos meses, Fernanda Lippi e André Semenza já preparam um curta-metragem inspirado nos personagens da dança. * Sob supervisão de Marília Mendonça

> “Outro em Si”

Grande teatro do Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046, centro). Dias 26 (sábado), às 20h30; 27 (domingo), às 19h30. R$ 10 (inteira).


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ARTES CÊNICAS ALEXANDRE HUGO/DIVULGAÇÃO

teatro adulto 180 DIAS DE INVERNO Dir. Nando Motta. Com Cia Afeta Baseado no diário “Minha Fantasma” do artista plástico Nuno Ramos, um homem narra seus dias e noites cuidando de sua esposa doente. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). Sex. (25) e sáb. (26), às 20h30; dom. (27), às 19h. R$ 10 (inteira).

ADAPTAÇÃO

ENTRE QUARTOS

ANTES DO FIM

FRANCISCO DE ASSIS - DO RIO AO RISO

Dir. Cesar Augusto. Com Otávio Augusto, Alexandre Menezes, Daniel Marano Um pai doente recebe a visita dos quatro filhos no hospital. O encontro revela um acerto de contas familiar. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181).Neste sáb. (19), às 21h; dom. (20), às 18h. R$ 60 (inteira).

CAMILLE CLAUDEL Dir. Luciano Luppi. Com Ivana Andrés A atriz desenha e canta à capela para encarnar a escultora Camille Claudel e reviver sua relação com Rodin. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7827). Sex. (25) e sáb. (26), às 20h; dom. (27), às 19h. R$ 20 (inteira); R$ 10 (postos Sinparc).

ENSAIO PARA SENHORA AZUL Dir. Robson Vieira. Com Kelly Crifer O espetáculo aborda a loucura como forma de expressão, partindo de histórias pessoais e situações-limite do cotidiano. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho,

Dir. Antônio Hildebrando e Anna Campos. Com Grupo Oriundo de Teatro Temas da infância são levados a cena com músicas executadas ao vivo. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste dom. (20), às 16h. R$ 5 (inteira). (*) Espetáculo com intérprete de Libras.

E SE TODAS SE CHAMASSEM CARMEM? Dir. Adriano Borges. Com Anair Patrícia, Marcos Tito e Renata Paz Três mulheres têm algo em comum: uma verborragia debochada sobre a situação do país em que vivem. Brejo das Sapas (r. Alagoas, 1468, Funcionários). Sex. (25), sáb. (26) e dom. (27), às 10h. R$ 15.

A TROPA

A FESTA DO PIJAMA (*)

Dir. Grupo Tripé. Com Bruna Martini, Gustavo Haeser, João Pedreira A relação entre quatro jovens que decidiram sair de casa e morar de juntos. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Neste sáb. (19), às 20h; dom. (20), às 19h. Entrada gratuita (com distribuição gratuita de ingressos 1 hora antes da apresentação).

Dir. Gabriel F. Com Gabriel F. A história de personagens num momento de adaptação para sobreviverem. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Sex. (25) e sáb. (26), às 20h. Entrada gratuita (com distribuição de ingressos 1 hora antes da apresentação). Dir. Rita Clemente. Com Fafá Rennó, Marcio Monteiro, Odilon Esteves Um quarteto de cordas e um motoboy veem seus valores se desfazerem, quando suas vidas se entrelaçam. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 25/9.

infantil

2108-7827).Sex. (25), às 12h. Entrada gratuita.

Dir. Carlos Nunes. Com Carlos Nunes e André Maurício O espetáculo mostra sob um novo aspecto a existência de Francisco de Assis. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro). Sex. (25) e sáb. (26), às 21h; dom. (27), às 19h. R$ 30 (inteira).

GUIA PRÁTICO DE COMO EDUCAR SUA MÃE Dir. Ílvio Amaral e Maurício Canguçu. Com Freddy Mozart e Jefersom Medeiros Fatos divertidos da relação mãe e filho dentro do mundo digital. Teatro de bolso do Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Sex. (25) e sáb. (26), às 20h; dom. (27), às 19h. R$ 40 (inteira).

HOMEM É TUDO IGUAL, NÃO VALE UM REAL Dir. Eri Johnson. Com Guilherme Oliveira Um terapeuta tenta pacificar o relacionamento entre homens e mulheres. Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo). Neste sáb. (19), às 20h; dom. (20), às 19h. R$ 34 (inteira).

IGNORÂNCIA Dir. Marcos Coletta e Assis Benevenuto. Com Quatroloscinco Em meio a trinta cadeiras, dois atores constroem situações cômicas e dramáticas que propõem diferentes pontos de vista sobre vícios sociais. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Qua. (23), qui. (24), sex.

A GEOMETRIA DOS SONHOS Dir. Carlos Laredo. Com Clarice Cardell O espetáculo evoca a história da metamorfose de uma pedra. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Neste sáb. (19) e dom. (20), às 11h. Entrada gratuita (com distribuição de ingressos 1 hora antes de cada apresentação).

“Os Indicados”, de Vinícius Souza, do Janela da Dramaturgia, estreia no Sesc Palladium (25) e sáb. (26), às 21h; dom. (27), às 19h. R$ 10 (inteira)

MINEIRAMENTE Dir. Regina Bertola. Com Grupo Ponto de Partida O espetáculo resgata ícones da mineiridade para homenagear o estado. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7827). Qui. (24), às 20h. Entrada gratuita (com distribuição de ingressos 1 hora antes da apresentação).

OS INDICADOS Dir. Vinícius Souza. Com Vinícius Souza e João Marcelo Emediato Uma hora é o tempo que dois personagens têm para preparar um discurso que será dito numa importante cerimônia. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 10 (inteira). Até 27/8.

PAGODE DA OFENSA O SHOW DE HUMOR Dir. Eros Prado. Com Eros Prado, Charles Alama, Leandro Sanches Adaptação dos principais quadros do canal do YouTubepara o palco. Teatro Imaculada (r. Aimorés, 1600, Funcionários). Neste sáb. (19), às 21h; dom. (20), às 19h. R$ 80 (inteira).

PENTES Dir. Grupo Embaraça. Com Ana Paula

Monteiro, Fernanda Jacob, Tuanny Araújo Em cena, a identidade da mulher negra através do cabelo crespo. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro). Qua. (23) e qui. (24), às 20h. Entrada gratuita (com distribuição de ingressos 1 hora antes da apresentação).

POMBO-CORREIO Dir. Joana Lopes. Com Ana Carolina C, Bruno Fehie, Cláudia Moreira As lembranças de amores de carnaval sob a ótica de personagens antagônicas. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Qua. (23) e qui. (24), às 21h. Entrada gratuita (com distribuição de ingressos 1 hora antes da apresentação).

SOBRE ATOS E PALAVRAS Dir. Mariana Bizzotto. Com Bia Rodrigues, Marco Fugga, Thiago Di Nazaré Um embate entre um escritor que defende firmemente suas ideias e um advogado que procura corrompê-lo. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1341, centro). Sex. (25) e sáb. (26), às 19h; dom. (27), às 19h. R$ 17 (postos Sinparc).

STANISLOVES-ME Dir. Simone Reis. Com Bruna Martini A história de uma jovem atriz obcecada pelo aperfeiçoamento metodológico. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Qua.

(23) e qui. (24), às 20h. Entrada gratuita (com distribuição de ingressos 1 hora antes da apresentação).

TALVEZ EU ME DESPEÇA Dir. Ludmilla Ramalho. Com Beatriz França Anos depois da morte da atriz Cecília Bizzoto, Beatriz França homenageia a amiga e volta à cena para lembrar de quem não pode se despedir. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto). Neste sáb. (19) e dom. (20), às 20h30. R$ 10 (inteira).

TUDO BACANA! Dir. Rafa Dias. Com Gabie Fernandes e Thalita Meneguim Inspirada no canal do YouTube, a peça traz as jovens para falar de amizade. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Sáb. (19), às 15h e às 19h; dom. (20), às 16h e às 19h. R$ 80 (inteira).

VOU VOLTAR Dir. Regina Bertola. Com Grupo Ponto de Partida O espetáculo fala sobre as questões dos refugiados. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste sáb. (19), às 20h. R$ 40 (inteira).

teatro

ALADIM Com Cyntilante Produções Um rapaz encontra um gênio poderoso que lhe concede três desejos. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (20), às 16h. R$ 22 (inteira).

dança FIO A FIO Dir. Édi Oliveira e Giselle Rodrigues Com Édi Oliveira e Giselle Rodrigues O espetáculo aborda questões relativas ao envelhecimento. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (19) e dom. (20), às 20h. Entrada gratuita (com distribuição de ingressos 1 hora antes da apresentação).

KIEV BALLET (Leia mais na página 13)

O QUE ME TOCA É MEU TAMBÉM Dir. Raquel Karro Com Julia Henning e Maíra Moraes Os bailarinos transitam pelo universo da acrobacia aérea. Teatro Raul Belém (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo, 3277-6437). Sex. (25) e sáb. (26), às 20h; dom. (27), às 19h. Entrada gratuita (com distribuição de ingressos 1 hora antes da apresentação).

ALEXANDRE COSTA/DIVULGAÇÃO

RENATO ROCHA MIRANDA/DIVULGAÇÃO

Rennó desembarca no Teatro 6 Lair Bradesco com seu talk-show

Com 20 anos de carreira, o jornalista Lair Rennó é conhecido por seu longo trabalho na televisão e, mais recentemente, no programa “Encontro com Fátima Bernardes”. No próximo dia 25, ele apresenta o espetáculo “Olá, Lair”, no Teatro Bradesco. Em formato de talk show, Lair conta para o público não apenas o que viu em todos os seus anos de carreira, como também as várias histórias que viveu enquanto trabalhava na televisão. Além disso, ele também solta a voz e canta hits ao lado de Max Viana, músico e filho de Djavan Onde Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360) Quando Dia 25 (sexta-feira), às 21h Quanto R$ 70 (inteira)

Theatro Brasil recebe novo 6 Cine espetáculo de Gustavo Mendes

Depois de emplacar mais de 20 milhões de visualizações nos vídeos de seu canal no YouTube e conquistar a internet com suas imitações da ex-presidente Dilma Rousseff, o humorista Gustavo Mendes mergulha em um novo desafio. Na próxima semana, estreia em BH seu espetáculo “Atrevido”, onde dialoga com seus personagens icônicos que interferem no show de comédia através de um telão. Além disso, o ator também interpreta músicas e paródias. Onde Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211) Quando Dias 26 (sábado), às 21h; 27 (domingo), às 19h Quanto R$ 100 (plateia 1, inteira); R$ 80 (plateia 2, inteira).


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MÚSICA Festa nordestina no palco Alex Bessas

Pernambucanos, Alceu Valença e Geraldo Azevedo se iniciaram na música juntos quando, em 1972, lançaram o disco “Quadrafônico”. Com Elba Ramalho, a aproximação veio três anos depois, já no Rio de Janeiro, quando a paraibana atuava na peça “Lampião no Inferno”, com direção musical de Geraldo Azevedo. Anos depois, o nome desses artistas atingiu projeção nacional quando os holofotes da mídia estavam dirigidos à fértil produção do Nordeste. Apesar da óbvia sintonia, o primeiro encontro no palco só se deu em 1996, acrescido da presença de Zé Ramalho. Claro, foi sucesso absoluto. O DVD do show, aliás, rendeu ao grupo o “Disco de Ouro” daquele ano. E, agora, Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Elba Ramalho se encontram mais uma vez – para deleite dos fãs de Belo Horizonte, o trio desembarca aqui com dois shows, nos próximos sábado e domingo. “A apresentação é um encontro de amigos e tem uma referência grande na música nordestina”, avisa Geraldo Azevedo. O músico lembra que a inspiração vem de “mestres como

Sáb. e dom. 26 e 27.ago

MARCOS HERMES/DIVULGAÇÃO

Reencontro

Trio celebra a amizade e a música nos 21 anos de seu primeiro encontro no palco Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, que são nossa raiz musical”. Mas não só. “Estamos antenados a tudo que o mundo trouxe e traz”. Aliás, para ele, o Nordeste representa um modo de ser, afinal, “o povo daqui, de modo geral, é muito musical”. Azevedo recorda com muito carinho a forma como ele e Elba se tornaram amigos. Lembra que tudo começou com a já citada empreitada teatral, que teve a direção de Luiz Mendonça. “Fi-

quei impressionado com Elba cantando”. “Nunca mais nos desgrudamos. Saíamos muito juntos e, nessa época, sempre encontrávamos com Alceu no Leblon”. E quando os três estavam juntos? “Era uma farra! E a música sempre esteve presente”, compartilha o músico. Com a realização de “O Grande Encontro”, Azevedo vê a chance de reviver essas histórias. Ele lembra que o show acontece também por conta da cobrança do públi-

co. “Os pedidos por uma nova edição eram constantes”, diz. Além disso, vislumbraram uma efeméride. “Na chegada aos 20 anos, decidimos retomar o projeto”. Mas, claro, pesou toda a história que, juntos, dividem. “São muitos anos de amizade e cumplicidade. Nos divertimos muito na estrada”. RIQUEZA MUSICAL O repertório mescla clássicos da MPB, muitos de DNA nordestino. Estão lá su-

cessos como “Anunciação”, “Dia Branco”, “Tropicana”, “Moça Bonita”, “Caravana”, “La Belle de Jour”, “Coração Bobo” e “Táxi Lunar” – interpretados em trio, dupla ou mesmo solo. Mesmo que não esteja presencialmente, Zé Ramalho é lembrado em composições de sua autoria, como “Chão de Giz”. Cada canção, claro, tem sua particular história. O pernambucano lembra, por exemplo, “Ave de Prata” e “Bicho de Sete Cabeças”,

que foram gravadas quando Azevedo e Elba dividiam apartamento e eram vizinhos de Valença. “Gravamos praticamente juntos (Elba e Azevedo). Dividíamos estúdio, músicos e ideias. Foi uma época muito boa!”, lembra. “Me Dá um Beijo”, do álbum de estreia de Alceu Valença e Geraldo Azevedo, também tem seu lugar na apresentação. “Desde a primeira edição de ‘O Grande Encontro’ que queríamos fazer essa música com um novo arranjo. Na época do lançamento, ela não foi muito trabalhada e, agora, chega com força nesta quarta edição do projeto”, explica Azevedo. “Gosto muito de cantá-la”, completa o músico. Representantes do cancioneiro nordestino, Azevedo lembra de referências advindas de Minas Gerais. A turma do Clube da Esquina, Milton Nascimento, Lô Borges, Toninho Horta, Fernando Brant e Nivaldo Ornelas são os primeiros que menciona. Mas alerta: “Tem muito mais! Se for falar todos, não cabe na matéria”.

O Grande >Encontro

Km de Vantagens Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi). Dias 26 (sábado), às 22h, e 27 (domingo), às 20h. Entre R$ 90 e R$ 180 (inteira).

Lançamentos marcam Savassi Festival Após a abertura oficial, na última sexta-feira (18), o 15º Savassi Festival programa vários shows até seu encerramento, no domingo (27). Neste sábado (19), por exemplo, a baiana Rosa Passos interpreta Tom Jobim no Sesc Palladium. Entre os biscoitos finos da grade está o lançamento de “De Verdade”, novo trabalho do veterano percussionista mineiro Serginho Silva. O músico adentra o palco do CCBB na quarta (23), ao lado de músicos de várias gerações, como Célio Balona (acordeom) e Samy Erick (violão/guitarra). Outro lançamento inspirador para os fãs da boa música é o do CD “Macieiras”, com o Alexandre Andrés Quarteto – o show acontece na quinta (24), no Teatro Bradesco. No mesmo dia, o Teatro de Bolso do Sesc Palladium recebe o israelense Guy Mintus junto a Túlio

Araújo. Na sexta (25), o CCBB recebe o recorte “Novo Jazz de Israel”, com o Oded Tzur Quartet e o Shai Maestro Trio. O palco Unimed, na Praça Floriano Peixoto, é outra boa chance de conferir shows decalibre com entrada gratuita. Neste domingo (20), tem homenagem a Moacir Santos, com o grupo paulista Quartabê. Na sequência, os baixinhos vão se divertir com o Cliff Korman Ensemble e o seu “Beatles para os Pequenos”. Também a céu aberto, acontecerão os shows do Palco AeC (na rua Antônio de Albuquerque, entre Sergipe e Alagoas) – no sábado (26), a partir das 16h,se apresentam: Vítor Arantes Quarteto, Oded Tzur e Deangelo Silva, que lança o CD “Down River”.

15º Savassi >Festival

Em vários espaços da cidade. Até 27/8. Confira programação completa em savassifestival.com.br

CONFIRA ALGUNS DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO ATÉ A PRÓXIMA SEXTA (25) Sábado (19) - Sem Receita CCBB BH (pça. da Liberdade, 450, Funcionários). 20h. R$ 10 - Rosa Passos Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). 21h. A partir de R$ 30 (inteira) Domingo (20) - Quartabê Palco Unimed (pça. Floriano Peixoto). 16h. Gratuito - Cliff Korman Ensemble Palco Unimed. 17h30 - Luísa Mitre CCBBBH.Às20h.R$20(inteira) Segunda (21) - Matheus Barbosa e Marcus Abjaud Café Com Letras (r. Antônio de Albuquerque, 781, Savassi). 20h. R$ 15

- Fred Selva CCBB BH. 20h. R$ 20 (inteira) Terça (22) - Escola Avantgarde Anfiteatro do Pátio Savassi (av. do Contorno, 6061). 18h. Gratuito - LDM Quarteto Anfiteatro do Pátio Savassi. 18h. Gratuito - Julio Ramirez Anfiteatro do Pátio Savassi. 20h. Gratuito Quarta (23) - Eduardo Cardinho Café 104 (pça. Rui Barbosa, 104). 22h. R$ 20 (inteira) - Fernando Sodré Quarteto Café com Letras Savassi. 20h. R$ 15 - Serginho Silva

CCBB BH. 20h. R$ 20 (inteira)

Sesc Palladium. 20h

- Toca de Tatu Mind The Coffe (av. Cristóvão Colombo, 501). 19h. R$ 20 (inteira)

- Alexandre Andrés Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244). 20h. R$ 30

- Orquestra Jovem Anfiteatro do Pátio Savassi. 20h. Gratuito

Sexta (25) - Eloá Gonçalves Trio Café 104. 22h. R$ 20

Quinta (24) - Suíte 145 Café 104. 22h. R$ 20

- Kalu Coelho Café 104 23h. R$ 20

- Vibrafônico Jazz Quarteto Café com Letras Savassi. 20h. R$ 15 - Juliana Perdigão CCBB BH. 20h. R$ 20 (inteira) - Jamba Trio Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315). 18h. R$ 20 - Guy Mintus, Túlio Araújo e Felipe Vilas Boas

- Ítalo Sales Quarteto Café com Letras Savassi. 20h. R$ 15 - Oded Tzut Quartet CCBB BH. 20h. R$ 20 (inteira) - Shai Maestro Trio CCBB BH. 20h. R$ 20 (inteira) - O Couro Acorda o Vento. Mind The Coffee. 19h. R$ 20 (inteira)


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MÚSICA Sucesso da web chega a BH Jessica Houve um Almeida tempo em que jazzistas começaram a pegar músicas da Broadway e reinterpretá-las, de modo a fazêlas soar como jazz. Foi essa prática que inspirou o nascimento do Postmodern Jukebox, projeto do pianista norte-americano Scott Bradlee, que faz turnê no Brasil e passa por Belo Horizonte neste sábado (19). Sucesso estrondoso na internet, o Postmodern Jukebox começou a chamar a atenção em 2013, quando soltaram uma versão do hit “We Can’t Stop”, de Miley Cyrus, em seu canal no Youtube. Mas em vez dos elementos pop característicos da canção original, os músicos a interpretaram numa versão doo-wop. Só naquele ano, o vídeo teve 4 milhões de visualizações – hoje, já ultrapassa os 17 milhões. De lá pra cá, outros grandes sucessos como “Creep”,

Sáb. 19.ago.

do Radiohead, “All About the Bass”, de Meghan Trainor, “Careless Whisper”, do Wham!, e “Seven Nation Army”, do White Stripes, ganharam suas versões relidas como jazz, ragtime, doo-wop, rhythm’n’blue, swing e outros estilos “antigos”. “Meu objetivo é pegar canções populares e imaginar co-

PMJ/DIVULGAÇÃO

O Postmodern Jukebox estourou em 2013, com uma versão doo-wop de “We Can’t Stop”, de Miley Cyrus

mo elas soariam se tivessem sido gravadas há muitos anos, durante a era dos discos de vinil. Então, ainda que as melodias e letras sejam na maior parte das vezes as mesmas, a música por trás será completamente diferente”, explica Bradlee. Desde 2015, além de soltar vídeos gravados ao vivo

e num único take semanalmente no canal do Youtube – que hoje conta com 800 milhões de visualizações e quase 3 milhões de inscritos – o grupo começou a excursionar em turnês. Nos shows, músicos e cenários são caracterizados para dar a sensação, assim como as canções, de que foi feita uma viagem

ao passado. “O público também se veste com roupas de outras épocas! Nós queremos que nossos fãs sintam que voltaram no tempo, que foram a uma festa extravagante com alguns dos melhores performers do mundo”, comenta. Bradlee, que estudou jazz na universidade e por muito

tempo trabalhou como pianista em bares e restaurantes de Nova York afirma que durante esse período tocou muitas das músicas de Tom Jobim (1927-1994). “Elas tinham algumas das mais bonitas melodias e progressões de acordes”, diz. GLOBAL Ainda sobre música brasileira, ele assinala que poderia fazer uma de suas versões com canções de artistas tupiniquins. Anitta, por exemplo, que tenta emplacar uma carreira internacional, poderia ser um deles. “Certamente, é possível! Nós começamos a trabalhar com músicas famosas fora do universo da língua inglesa recentemente. O Postmodern Jukebox é global!”.

Postmodern >Jukebox

Hangar 677 (r. Henriqueto Cardinalli, 121, Olhos D'Água, 98375-4115). Neste sábado (19), às 21h. A partir de R$ 240 (inteira)


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MÚSICA Ocupar com arte de rua Alex O Viaduto Bessas Santa Tereza é, certamente, onde a cena do hip hop em Belo Horizonte mais pulsa. Aliás, tudo ali transmite a identidade da arte de rua, a começar pelos onipresentes grafites. Em muito, os créditos por fazer do espaço um reduto dessa cultura são do Duelo de MCs, que movimenta a cena rap na capital mineira há dez anos. E para comemorar esse marco de existência e resistência, o coletivo Família de Rua volta a um dos palcos nobres da cidade, o Grande Teatro do Palácio das Artes. A festa será neste domingo (20). A estreia do Duelo de MCs no Palácio das Artes foi em 2011. “Foi uma das primeiras ocasiões que o hip hop entrou naquele espaço”, lembra Pedro Valentim, MC e integrante do Família de Rua. Agora, diz, o momento é de comemoração. “É muito simbólico que a gente conquiste um dos maiores palcos da cidade!”, enfatiza. Para ele, aliás, a apresentação é também uma forma de “dizer para a população que estas diferentes gerações do hip hop que vão estar lá são parte da história belo-horizontina”, avalia.

Dom. 20.ago

DUELO DE MCS NACIONAL 2016/DIVULGAÇÃO

sábado (19) CONECTA

Banda mineira traz o acid jazz do EP “In Groove”. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h. R$ 40 (inteira)

CPM 22

Lançamento do álbum "Suor e Sacrifício" & "DVD Rock In Rio". Music Hall (av. do Contorno, 3239, Santa Efigênia). Às 20h. R$ 80 (inteira)

DANI MORAIS E TÔ DE CARA Show dos mineiros agita a noite do clube Wood’s. Wood’s (Alameda da Serra, 154, Nova Lima). Às 23h. A partir deR$25,00 (válido para Espaço Bud/Feminino e masculino com nome na lista 31.3567.9589 /99610.1755)

LAURA ZENNET

Lançamento do EP homônimo. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 21h. R$ 40 (inteira)

domingo (20) CINARA TORGA

Duelo de MCs completa dez anos de atividades e comemora reunindo gerações do hip hop em show no Palácio das Artes

SOB MEDIDA O show do Duelo de MCs foi pensado especificamente para a data. No lugar das batalhas de rimas, o grupo optou por uma espécie de Jam Session. “Pensamos em um show que tenha a história do Duelo. Então, tem vários artistas que passaram por ali, com representantes de várias gerações do hip hop”, detalha Valentim, que está entre os anfitriões do show, fazendo a apresentação e convidando cada artista a subir ao palco. No total, são 11 presenças. Os show incluem desde

os mais jovens, como os irmãos Chris e Clara Lima, até nomes já conhecidos na cidade, como Douglas Din, que já tem dois CDs lançados. Valentim pontua que o próprio Duelo, além de se tornar uma vitrine para alguns artistas, serviu para formar essa nova geração que se apresentará. Além deles, sobem ao palco: DJ Giffoni, DJ Roger Dee, Dmorô, Eazy CDA, Família de Rua, Gurila Mangani, Kdu dos Anjos e Vinição. “Entre nós, existe um reconhecimento da importância desse movimento de ocupa-

ção com arte... A gente estava muito interessado nesse terceiro encontro na nossa casa”, comenta Philipe Ratton, da Diretoria de Programação Artística da FCS, fazendo menção à apresentação do grupo na Sala Juvenal Dias, durante o Inverno das Artes, em julho. Ratton lembra que “o Palácio das Artes é uma casa pública” e “um espaço de ocupação”, portanto, “as pessoas devem entender esse espaço como delas”. Por isso, nada mais natural que a realização do Duelo de MCs, que há dez anos trabalha pela ocupação

artística da cidade. Afinal, “somos a casa da ópera, dos concertos, mas também do rap, do hip hop...”. Então, trazer “um público que talvez nunca tenha vindo aqui para experimentar esse espaço é fundamental e abre novas perspectivas para nós e para o visitante”, analisa. Por fim, o importante é sinalizar que “a casa está aberta”.

> Duelo de MCs

Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, Centro). Neste domingo (20), 17h. R$ 10 (inteira).

Espetáculo musical “Falando de Amor Sem Espinhos”. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 19h. R$ 30 (inteira)

MÚSICA NA CAPELA

Apresentação do Coral Sesiminas. Casa Fiat de Cultura (pça. da Liberdade, 10). Às 11h. Entrada gratuita (80 lugares)

MANHÃS MUSICAIS

Quarteto de câmara formado por músicos destacados apresentarão concerto dedicado à música contemporânea. Sala Sergio Magnani (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Às 11h. R$ 20 (inteira)

segunda (21) SEGUNDA MUSICAL

Programa com piano e clarinete. 1ª parte: Ígor Rocha (piano). 2ª parte: John Miranda (piano). 3ª parte: Jefferson Assis (clarinete) e John Miranda (piano). Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Às 20h. R$ 1

terça (22)

Hiphopem alta nacapital O hip hop possui quatro pilares: o rap, o disc jockey, o grafite e o breakdance. A contracultura que reivindicava sua voz em meio à conservadora sociedade norteamericana não ficou reclusa às ruas do Bronx e expandiu suas cores e dialetos a tantas outras cidades do globo. Em Belo Horizonte, o movimento vive um de seus melhores momentos. Uma evidência é a criação do selo ACME, que abriga grandes artistas locais da cena – entre outros, os rappers Hot Apocalypse, Iza Sabino, Castilho e o beatmaker (DJ) Coyote Beatz. Na próxima sexta (25), para celebrar, o selo realiza um show de lançamento, trazendo uma festa de hip hop completa – nos moldes dos clássicos eventos do pai do hip hop, Afrika Bambaataa – com rimas pesadas, DJing, bboys e outras performances surpresas. No line up da noite, estão

confirmados Síntese (SP) e DV Tribo, além dos integrantes do selo (Dougnow, Hot, Iza, Castilho e Coyote). Os shows trazem uma amostra do que está sendo feito nos estúdios da Nebula Records, parceira da ACME. “Cada um deve cantar o seu set, mas a festa traz outras

Sex. 25.ago

atrações, terá breakdance. Trouxe o DJ Murillo para tocar comigo”, ressalta o fundador da ACME, Coyote Beatz. Ele explica a provocação no nome do selo. “É em referência à fábrica em que o Coiote comprava as ferramentas para pegar o Papaléguas (no clássico desenho animado da

década de 1950). O selo é para significar isso, é a minha arma, o meu espaço para promover o hip hop”, conta. A nova marca surge para apoiar a cena independente. “Eu queria ajudar meus amigos, tocar minhas produções e os trabalhos deles também. Conheci muita gente boa nesACME/DIVULGAÇÃO

se meio. Conheço o Hot desde os tempos do Duelo. A galera da DV Tribo, foi um encontro muito bom também, gerou uma referência para a cidade.” Além das clássicas parcerias, o beatmaker investe em novidades promissoras, as “minas” Iza Sabino e May. “Cada participante tem um estilo de rap diferente, o que enriquece muito o selo e a cultura, em geral”. Com referências do samba de raiz ao rock clássico e raízes no skate, Coyote também se aventura pela música eletrônica experimental e pela produção de trilhas – também anseia se aventurar pelo cinema, um dos maiores aliados do rap contemporâneo. * João H. Motta, sob supervisão de Marília Mendonça

> ACME Show marca o lançamento do selo ACME, dedicado ao hip hop e à música experimental

Shows de DV Tribo, Síntese, Hot Apocalypse, Iza Sabino, Castilho, Dougnow. Studio Bar (r. dos Guajajaras, 842, centro). Dia 25 (sexta-feira), às 21h. R$ 20 (promocional pelo sympla.com)

LIAH SOARES

Espetáculo “Voz e Violoops”. Cine Theatro Brasil (av. Brasil, 315, centro). Às 20h. R$ 50 (inteira)

VIVA CHICO MÁRIO

Lançamento do Instituto Chico Mário com festival de violão. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h. R$ 10 (inteira)

quarta (23) VALÉRIA INÊS

Cantora interpreta clássicos nacionais e internacionais dos anos 1980, como Kid Abelha, Lulu Santos, Metrô, Cyndi Lauper e outros. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 20h30. R$ 30 (inteira)

quinta (24) CLAUDIA MANZO

Cantora, compositora e instrumentista apresenta o álbum “América por una Mirada Femenina”. Fundação de Educação Artística (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Às 20h. R$ 30 (inteira, pelo sympla. com)

SÉRGIO PERERÊ

Show do músico mineiro no projeto “Estou em Cartaz”. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h30. R$ 28 (inteira)

sexta (25) HANSON

Show da turnê “Middle Of Everywhere The Greatest Hits”. KM Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro). Às 21h30. A partir de R$ 270 (2º lote/inteira)


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CINEMA Volta ao mundo em 101 produções

FOTOS VITRINE FILMES/DIVULGAÇÃO

MGM/DIVULGAÇÃO

Patrícia Num primeiCassese ro momento, a extensão do evento pode parecer até curta. Mas basta olhar a programação para se dar conta de que, na verdade, vai faltar tempo para conferir tudo.Quandoo CineBH–Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte der início à sua 11ª edição, no próximo dia 22, o público está convidado a conferir nada menos que 101 produções nacionais e internacionais, empré-estreias e retrospectivas. São 41 longas, um média e 59 curtas, distribuídos em 60 sessões gratuitas, espalhadas por oito espaços. No caso dos brasileiros, os títulos representam seis Estados: Minas, Goiás, Rio, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Já os internacionais espraiam a produção de 15 países: França, Reino Unido, EUA, Portugal, Senegal, Alemanha, Japão, China, Rússia, Áustria, Líbano, Síria, Emirados Árabes, Qatar e Tailândia. Em termos de chamarizes, a produção também não fica devendo. Uma cereja do bolo é a mostra “Clássicos na Praça”, que adentra a praça da Estação para, como o título já indica, exibir filmes icônicos, como “O Garoto” (Charles Chaplin), “E.T” (Steven Spielberg), “Blade Runner” (Ridley Scott), “Janela Indiscreta” (Alfred Hitchco-

ck) ou “A Velha a Fiar” (Humberto Mauro). “Essa parceria vem ao encontro da nossa vontade de ocupar os espaços públicos, levando a sétima arte a mais pessoas”, frisa Raquel Hallak, diretora da Universo Produção e coordenadora da Mostra CineBH, referindo-se à dobradinha firmada com a Minas Gerais Audiovisual Expo (MAX), iniciativa do governo estadual que acontece simultaneamente. Esse ocupar espaços públicos, pontua Raquel, ganha relevo “se lembrarmos que BH já teve 120 cinemas de rua”. “Hoje, são cinco. Entendo que é um movimento possível (o retorno às ruas). As sessões terão 900 lugares – uma oportunidade de atrair toda a família, com a expectativa de gerar uma sensação de pertencimento”. Ela lembra, ainda, que a praça da Estação vai contar com uma área de convivência, onde vários coletivos da cidade (“como o Família de Rua, que está completando uma década”) estarão representados em uma exposição em painéis. No que tange o entorno da praça, Raquel constata a importância de, pela primeira vez, o festival ocupar o Cine 104, que sediará a mostra Cidade em Movimento, com a temática “Quem Movimenta a Cidade” contemplada por títulos que abordam comunidades, lugares e pessoas. A temática central do 11º

“Corpo Elétrico”: estreia nacional na cidade GUGA MILLET/DIVULGAÇÃO

“O Mágico de Oz”: na praça, com trilha do Pink Floyd

CineBH, definida pela curadoria (Francis Vogner dos Reis, Marcelo Miranda e Pedro Butcher) é “Cinema de Urgência”. “A proposta é fazer uma reflexão sobre o momento atual, sobre como essas questões que estão aí, no mundo, prementes, estão sendo registradas, e como estão sendo tratadas”. Já o posto de homenageado da edição coube ao diretor, crítico e ator francês Pierre Léon, que recebe a continência na abertura, no Cine Theatro Brasil Vallourec, em noite que também contará com a exibição de “Corpo Elétrico”, longa de Marcelo Caetano. Junto à edição, BH tamAGÊNCIA GALO/DIVULGAÇÃO

LÁ DA OCEANIA De 24 a 30, o Cine Belas Artes sedia o Festival de Cinema da Nova Zelândia, que reúne nove títulos. Para Caroline Bilkey, embaixadora do país pertencente à Oceania, Brasil e NZ guardam muitas semelhanças. “E a mais interessante talvez seja o fato de acumularem grandes histórias, vividas por personagens aparentemente triviais e documentadas em obras cinematográficas”. Para Bilkey, as obras selecionadas “traduzem para o cinema a força dos personagens, o impacto, as contribuições e revoluções que podem ser causadas por indivíduos”. Entre os filmes, está “Mahana (The Patriarch)”, que foi indicado a seis categorias no New Zealand Film and TV

bém recebe o Brasil CineMundi – 8th International Coproduction Meeting, que, este ano, trará 25 convidados internacionais da indústria audiovisual. A programação do CineBH abarca, ainda, debates, diálogos, encontros, oficinas, Mostrinha de Cinema, sessões cine-escola e atrações artísticas.

Mostrinha: “Família Dionti” para crianças GÉRALD ALARY/DIVUGAÇÃO

> 11ª CineBH

Em vários espaços da cidade. De 22 (terça) a 27 (domingo). Gratuito. Para as sessões de cinema, os ingressos devem ser retirados na bilheteria de cada espaço, 30 minutos antes do horário de cada sessão. Confira programação em www.cinebh.br Abertura: Cine Theatro Brasil Vallourec. Dia 22 (terça), às 20h, com a exibição do filme “Corpo Elétrico”. Para a abertura, a entrada será por ordem de chegada, respeitando a lotação do espaço.

NA HUMBERTO MAURO O Cine Humberto Mauro exibe, até a próxima terçafeira (22), os indicados nas principais categorias do 16º Grande Prêmio do Cinema

O cineasta Pierre Léon: o homenagedo deste ano

Brasileiro – que está com a votação popular aberta até 5 de setembro, no site academiabrasileiradecinema.com.br/votopopular2017. Entre os filmes, estão “Aquarius”, “Boi Neon”, “Mãe Só Há Uma”, “Elis” e “Nise: O Coração da Loucura” – HUMBERTO MAURO/DIVULGAÇÃO

Cena de “Mentiras Brancas”, um dos filmes do evento Awards 2017. Focado na rivalidade entre duas famílias, a fita é baseada na obra de Witi Ihimaera – assim como outros dois títulos da mostra, “A Encantadora de Baleias” e “Mentiras Brancas”. Também serão exibidos dois documentários (“Hip Hop-eration” e “The Ground We Won”) e os longas “Boy”, “The

Dead Lands”, “The Dark Horse” e “Born to Dance”. Mostra Festival de Cinema da Nova Zelândia no Brasil. Onde Belas Artes (rua Gonçalves Dias, 1.581) Quando De 24 a 30. Quanto Entrada gratuita. Programação Confira roteiro na página 25

O documentário “Eu Sou Carlos Imperial” será exibido

todos indicados a melhor filme de ficção. No quesito documentário, serão exibidos “Cinema Novo” (Eryk Rocha), “Curumim” (Marcos Prado), “Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil” (Belisário França), “Marias” (Joana Mariani), “Cícero Dias” (Vladimir Carvalho) e “Eu Sou Carlos Imperial” (Renato Terra e Ricardo Calil). A programação inclui ainda alguns dos indicados na categoria de filme estrangeiro. Caso de “A Garota Dinamarquesa”, de Tom Hooper. Mostra Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Onde Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537). Quando Até 22/8. Quanto Entrada franca. Programação Confira roteiro na página 25


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CINEMA SONY/DIVULGAÇÃO

Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 19 (sábado) e 20 (domingo)

pré-estreia

20h30(somente sábado) Cidade 1: 17h10 e 20h20 Contagem 8: 14h, 16h15, 18h30 e 20h45 Del Rey 4: 18h20 e 21h Diamond 2: 14h20 Itaú Power 1: 16h40 e 20h55 Monte Carmo 2: 18h10 e 20h30 Paragem 4: 18h40 e 20h50 Partage Shopping Betim 5: 14h33 e 19h15 Pátio Savassi 7: 13h30 e 16h Pátio Savassi 8: 14h10 e 16h40 Ponteio 2: 14h10, 16h30, 18h50 e 21h10

19h40, 22h15 Pátio Savassi 6: 13h10, 15h50, 18h20, 21h20, 23h50(somente sábado) Shopping Estação 2: 14h30, 17h, 19h30, 22h (*) Shopping Estação 4: 13h(*), 15h30(*), 18h(*), 20h30, 23h(*)(somente sábado) Shopping Norte 1: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 (*) Via Shopping 2: 16h40, 18h40 (*) Via Shopping 3: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 (*) (*) Sessões dubladas

O CASTELO DE VIDRO (The Glass Castle, EUA, 2017, 2h07, 14 anos) Dir. Destin Daniel Cretton. Com Brie Larson, Naomi Watts, Woody Harrelson. Baseado no livro “Castelo de Vidro”, da jornalista Jeanette Walls, a trama retrata a infância de Walls, criada com os irmãos numa família desequilibrada, bastante pobre e nômade. Ponteio 4: 21h

estreias ANNABELLE 2 – A CRIAÇÃO DO MAL (Annabelle: Creation, EUA, 2017, 1h50, 14 anos) Dir. David F. Sandberg. Com Anthony LaPaglia, Miranda Otto, Stephanie Sigman. Anos após a trágica morte de sua filha, um artesão de bonecas e sua esposa decidem acolher em sua casa uma freira e as meninas desalojadas de um orfanato, enquanto lidam com um demônio do passado: Annabelle, criação do artesão. Betim 3: 14h, 16h15, 18h30, 20h45 (*) BH Shopping 1: 18h50, 21h40 (*) BH Shopping 2: 14h10, 16h50, 19h30, 22h20 BH Shopping 3: 12h(*), 14h40(*), 17h40, 20h20 BH Shopping 8: 15h30, 18h15, 21h Big Shopping 1: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 (*) Boulevard 2: 19h, 21h15 (*) Boulevard 3: 14h(*), 16h20, 18h40(*), 21h Cidade 5: 19h, 21h10 Cidade 7: 12h(somente domingo), 14h, 16h20, 18h40, 21h (*) Cidade 8: 13h40, 16h, 18h15, 20h30 (*) Contagem 5: 13h40(*), 16h, 18h15(*), 20h30 Contagem 6: 14h, 16h20, 18h40, 21h (*) Del Rey 3: 13h50(*), 16h10, 18h30(*), 20h50, 23h(*)(somente sábado) Del Rey 5: 13h30, 15h50(*), 18h10, 20h30(*), 22h40(somente sábado) Diamond 1: 13h50, 16h40, 19h10, 21h40 Diamond 4: 13h20, 15h45, 18h10, 21h Itaú Power 3: 14h, 16h15, 18h30, 20h45 (*) Itaú Power 4: 14h20(*), 16h35, 18h50(*), 21h10 Minas 3: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 (*) Minas 4: 16h10(*), 21h10 Monte Carmo 3: 14h(*), 16h15, 18h30(*), 20h45 Pampulha 2: 14h45(*), 16h55, 19h05(*), 21h10(*) Pampulha 5: 19h15, 21h20 (*) Paragem 2: 13h50(*), 16h10, 18h30(*), 20h50 Partage Shopping Betim 1: 14h25, 16h58, 19h31, 22h05 (*) Partage Shopping Betim 3: 17h48(*), 20h21 Partage Shopping Betim 6: 13h25, 15h58, 18h35, 21h15 (*) Pátio Savassi 4: 17h50, 20h30 Pátio Savassi 5: 14h30, 17h05,

UMA FAMÍLIA FELIZ (*)

HOMEM-ARANHA – DE VOLTA AO LAR

(Happy Family, Alemanha, 2017, 1h33, livre) Dir. Holger Tappe. Já que nenhum deles se dá muito bem, e a paz e tranquilidade são quase impossíveis, Emma, matriarca da família Wishbone, planeja uma noite de diversão. Mas a confusão começa quando uma bruxa os transforma em monstros. Big Shopping 3: 14h30, 16h30, 18h30 Boulevard 2: 13h Cidade 5: 13h, 15h Contagem 2: 14h30, 16h30, 18h30 Del Rey 7: 14h30, 16h30, 18h30 Itaú Power 2: 13h50, 16h Paragem 5: 16h30, 18h30 Norte 3: 14h20, 16h15 Estação BH 6: 12h, 14h, 16h45 Monte Carmo 5: 16h30, 18h30 Pampulha 3: 15h, 17h, 19h Partage Shopping Betim 2: 13h10, 15h32, 18h Sessões 3D: BH Shopping 5: 13h15, 16h, 19h Boulevard 2: 15h, 17h Cidade 5: 17h Diamond 6: 13h, 15h20 Monte Carmo 5: 14h30 (*) Pampulha 1: 14h35, 16h40 Paragem 5: 14h30 Pátio Savassi 2: 15h30, 18h Via Shopping 4: 14h30, 16h30 (*) Sessões dubladas

JOÃO, O MAESTRO (Brasil, 2017, 1h56, 12 anos) Dir. Mauro Lima. Com Alexandre Nero, Alinne Moraes, Rodrigo Pandolfo. Após dois acidentes que prejudicam o movimento da mão direita e, em seguida, da esquerda, o pianista João Carlos Martins, renomado internacionalmente, reinventase como maestro. Belas 2: 15h50 e 21h40 Belas 3: 17h20 BH Shopping 10: 12h50, 15h45, 18h30, 21h25 Boulevard 1: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 Cidade 6: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 Diamond 2: 16h55, 19h30, 22h10 Ponteio Premier: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 Shopping Estação BH 1: 13h30, 16h, 18h30, 21h10

LADY MACBETH (Lady Macbeth, Reino Unido, 2017, 1h29, 14 anos) Dir. William Oldroyd. Com Florence Pugh, Cosmo Jarvis, Naomi Ackie. Katherine está presa a um casamento de conveniência. Casada com Boris Macbeth, a jovem se vê integrante de uma família sem amor. É só quando ela embarca em um caso extraconjugal com um trabalhador da propriedade do marido que as coisas começam a mudar. Ponteio 3: 16h40 e 20h40 Ponteio 4: 15h

em cartaz

(Spider-Man: Homecoming, EUA, 2017, 2h13, 12 anos) Dir. Jon Watts. Com Tom Holland, Michael Keaton, Robert Downey Jr.. Depois de atuar ao lado dos Vingadores, Peter Parker pensa ter encontrado a missão de sua vida quando o terrível vilão Abutre surge amedrontando a cidade. O problema é que a tarefa não será fácil. Big Shopping 4: 17h50 (*) Boulevard 5: 18h20 Cidade 3: 18h10 (*) Contagem 2: 20h30 (*) Del Rey 6: 16h(*), 20h40 Itaú Power 2: 18h10 (*) Minas 5: 18h10, 20h50 (*) Pampulha 3: 21h (*) Shopping Estação 6: 19h (*) Via Shopping 2: 13h50 (*)

O ator Alexandre Nero vive a história real do maestro João Carlos Martins em “João: O Maestro” pago McQueen acelera demais e acabou perdendo o controle. O acidente é tão grave que, com os estragos, ele pode ter que se aposentar de vez. Betim 2: 14h20 Big Shopping 4: 14h05 (*) Sessões dubladas

D.P.A – O FILME (Brasil, 2016, 1h30, Livre) Dir. André Pellenz. Com Anderson Lima, Letícia Braga, Pedro Henriques Motta. Os Detetives do Prédio Azul – Pippo, Sol e Bento, com a ajuda de Tom, Mila e Capim – são confrontados com o maior caso de suas vidas: salvar o próprio edifício da destruição. BH Shopping 1: 16h30 BH Shopping 6: 14h, 17h05, 19h40 Cidade 1: 14h20, 18h40 Contagem 7: 14h20, 16h10, 18h20 Del Rey 4: 14h10, 16h20 Diamond 5: 14h e 16h20 Itaú Power 1: 14h40, 19h Minas 6: 14h10, 16h, 18h20 Monte Carmo 2: 14h15 e 16h10 Pampulha 4: 14h05, 15h50, 17h35 e 19h20 Paragem 4: 14h30, 16h20 Partage Shopping Betim 3: 13h Partage Shopping Betim 7: 14h, 16h15 e 18h30 Pátio Savassi 1: 14h e 16h15 Pátio Savassi 4: 13h Via Shopping 5: 14h20, 16h10, 18h20 e 20h20

O DIA MAIS FELIZ DA VIDA DE OLLI MÄKI (Hymyilevä Mies, Finlândia/ Alemanha/ Suécia, 2017, 1h33, 12 anos) Dir. Juho Kuosmanen. Com Jarkko Lahti, Eero Milonoff, Oona Airola. Em 1962, o boxeador finlandês Olli Mäki leva uma vida tranquila, que é virada ao avesso quando ele recebe a chance de lutar na final do Campeonato Mundial de Boxe na categoria Peso-Pena. Belas 3: 19h30

EUA, 2017, 2h22, livre) Dir. David Bowers. Com Jason Ian Drucker, Alicia Silverstone, Tom Everett Scott. Greg convence sua família a embarcar numa viagem para ir ao aniversário de 90 anos de sua avó. Mas, na verdade, o que ele realmente quer é assistir a uma convenção de gamers. BH Shopping 9: 11h50(somente sábado), 15h(somente sábado), 15h20(somente domingo), 18h(somente domingo) Diamond 5: 18h50 Partage Shopping Betim 4: 16h05, 18h21 Pátio Savassi 3: 13h20, 15h40 (*) Sessões dubladas

DUNKIRK (Dunkirk, EUA/ França/ Reino Unido, Holanda, 2017, 1h47, 14 anos ) Dir. Christopher Nolan. Durante a Evacuação de Dunkirk, soldados aliados são rodeados pelo exército alemão e devem ser evacuados durante uma feroz batalha no início da Segunda Guerra Mundial. BH Shopping 5: 22h Boulevard 5: 16h10, 21h10 Boulevard IMAX: 116h, 20h50 Pátio Savassi 1: 18h30, 21h Pátio Savassi 2: 20h20

EM RITMO DE FUGA (Baby Driver, EUA, 2017, 2h03, 14 anos) Dir. Edgar Wright. Com Ansel Elgort, Jamie Foxx, Lily James. O jovem Baby precisa ouvir músicas o tempo todo para silenciar o zumbido que perturba seus ouvidos desde um acidente na infância. Mesmo assim, ele trabalha para uma gangue como motorista. Quando um assalto a banco não sai como planejado, ele cai na estrada em fuga. Cidade 3: 15h30 (*) Pátio Savassi 8: 21h30 e 0h20(somente sábado) (*) Sessão dublada

CARROS 3 (*) (Cars 3, EUA, 2017, 1h49, Livre) Dir. Brian Fee. Durante mais uma disputa eletrizante nas pistas, o campeão Relâm-

DIÁRIO DE UM BANANA: CAINDO NA ESTRADA (*) (Diary Of A Wimpy Kid: The Long Haul,

ESTEROS (Esteros, Argentina, Brasil, 2016, 1h17, 16 anos)

Dir. Papu Curotto. Com Esteban Masturini, Renata Calmon, Ignacio Rogers. Matias e Jeronimo cresceram juntos em Paso de Los Libres, na Argentina, e tiveram uma inesperada atração sexual na adolescência. A vida acabou os separando, mas anos mais tarde os dois se reencontram. Belas 3: 14h

O ESTRANHO QUE NÓS AMAMOS (The Beguiled, EUA, 2017, 1h33, 14 anos) Dir. Sofia Coppola. Com Colin Farrell, Kirsten Dunst, Nicole Kidman. Virginia, 1864. Três anos após o início da Guerra Civil. John McBurney é um cabo da União que, ferido em combate, acaba sendo cuidado em um internato de mulheres, que se interessam por ele. Belas 2: 11h(*), 14h, 18h, 19h50 Diamond 6: 17h50 Net Cineart Ponteio 4: 17h, 19h Pátio Savassi 8: 19h10 (*) Clube do professor. Necessário a comprovação do mesmo

GATOS (Kedi, Turquia, 2016, 1h19, Livre) Dir. Ceyda Torun. Centenas de milhares de gatos vagam pela metrópole de Istambul livremente, servindo como espelhos para as pessoas, permitindolhes refletir sobre suas vidas de maneiras que nada mais poderia. Belas 3: 15h40

O FILME DA MINHA VIDA (Brasil, 2017, 2h15, 12 anos) Dir. Selton Melo. Com Johnny Massaro, Selton Mello, Vincent Cassel. O jovem Tony decide retornar a Remanso, Serra Gaúcha, sua cidade natal. Ao chegar, ele descobre que Nicolas, seu pai, voltou para França alegando sentir falta dos amigos e do país de origem. Tony acaba tornando-se professor, e vê-se em meio aos conflitos e inexperiências juvenis. Belas 1: 14h20, 16h40, 19h, 21h20 BH Shopping 7: 13h50, 16h40 Cine 104: 16h40(somente sábado),

(*) Sessões dubladas

MALASARTES E O DUELO COM A MORTE (Brasil, 2017, 1h50, 12 anos) Dir. Paulo Morelli. Com Jesuíta Barbosa, Ísis Valverde, Júlio Andrade. Pedro Malasartes é um malandro que, por mais que seja apaixonado por Áurea, não resiste a um rabo de saia, e deve dinheiro ao irmão dela, Próspero. Só que seu padrinho, a Morte em pessoa, tem outros planos para ele. BH Shopping 1: 13h30 Diamond 3: 13h30 e 16h Partage Shopping Betim 3: 15h15 Pátio Savassi 4: 15h15

MEU MALVADO FAVORITO 3 (*) (Despicable Me 3, EUA, 2017, 1h30, livre) Dir. Kyle Balda, Pierre Coffin. O ex-ator mirim e astro de TV, Balthazar Bratt, foi um típico malvado bem-sucedido nos anos 80 e agora está de volta à ativa. Ele vai aterrorizar a vida de Gru, Agnes, Margo, Edith, Dr. Nefario e os atrapalhados Minions. Betim 2: 16h30, 18h30 BH Shopping 9: 11h50(somente domingo) Big Shopping 4: 16h05 Boulevard 5: 14h10 Cidade 4: 13h40 Contagem 3: 16h Del Rey 6: 18h40 Itaú Power 6: 13h45 Minas 2: 14h Minas 5: 16h10 Monte Carmo 1: 13h40 Pampulha 5: 14h, 15h45 e 17h30 Paragem 3: 14h Shopping Norte 5: 14h05 e 16h05 Via Shopping 1: 13h20 (*) Sessões dubladas

NASCIDA DE NOVO (Brasil, 2016, 2h08, 14 anos) Direção: Mary Grace Hughes. Com Carol Cardoso, Laura de Oliveira, Nicoly Ribeiro. A história de superação de uma jovem menina que vive entre dois mundos completamente diferentes: o real e o sobrenatural, dividida entre as trevas e a luz. Contagem 7: 20h20 Minas 6: 20h30


almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 19 a 25 de agosto de 2017

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CINEMA em cartaz (em cartaz) PARIS PODE ESPERAR (Paris Can Wait, EUA, 2014, 1h32, 12 anos) Dir. Eleanor Coppola. Com Diane Lane, Alec Baldwin, Arnaud Viard. Casada com o produtor de cinema Michael, Anne pega uma carona de Cannes até Paris com o sócio dele. Ao longo de várias paradas, eles passam a se conhecer melhor e apreciam as paisagens francesas. Ponteio 3: 18h40

PLANETA DOS MACACOS: A GUERRA (War For The Planet Of The Apes, EUA, 2016, 2h20, 14 anos) Dir. Matt Reeves. Com Andy Serkis, Steve Zahn, Woody Harrelson. César e seu grupo são forçados a entrar em uma guerra contra um exército liderado por um impiedoso coronel. Depois que vários macacos perdem suas vidas no conflito, César parte em busca de vingança. Betim 1: 16h, 21h (*) BH Shopping 6: 21h50 BH Shopping 9: 17h35(somenta sábado), 20h40 Big Shopping 2: 14h50, 17h30, 20h10 (*) Boulevard 4: 13h, 15h40, 18h20, 21h Cidade 2: 13h, 15h40, 18h10, 21h (*) Contagem 4: 15h, 18h10, 21h (*) Del Rey 2: 14h(*)(somente sábado), 14h50(*)(somente domingo), 16h40(somente sábado), 18h10(somente domingo) e 22h(somente sábado) Diamond 3: 18h30, 22h Itaú Power 5: 13h, 18h20 (*) Minas 1: 13h, 18h20 (*) Monte Carmo 4: 14h50, 18h20, 21h (*) Pampulha 6: 18h20, 21h10 (*) Paragem 1: 14h50, 18h20, 21h Partage Shopping Betim 5: 22h (*) Shopping Norte 5: 17h50, 20h35 (*) Via Shopping 1: 15h20, 18h10, 21h (*) Sessões 3D: BH Shopping 4: 12h40, 16h10, 19h15,22h30 Big 5: 15h10, 20h30 (*) Del Rey 2: 19h20(somente sábado), 21h(somente domingo) Diamond 6: 20h40 Itaú Power 5: 15h40, 21h (*) Minas 1: 15h40, 21h (*) Partage Shopping Betim 4: 13h, 20h37 Pátio Savassi 3: 18h10, 21h10, 0h10(somente sábado) Shopping Estação 2: 13h15, 16h15, 19h15, 22h30 Shopping Norte 2: 15h10, 20h30 (*) (*) Sessões dubladas

POESIA SEM FIM (Poesía Sin Fin, França, Chile, 2016, 2h08, 16 anos) Dir. Alejandro Jodorowsky. Com Adan Jodorowsky, Brontis Jodorowsky, Pamela Flores. Nos anos 1940 e 1950 em Santiago, Alejandrito Jodorowsky decide se tornar poeta e vive sensualmente, autenticamente, livremente e loucamente com Enrique Lihn, Stella Diaz, Nicanor Parra e tantos outros escritores que se tornariam mestres da literatura moderna latino-americana. Belas 3: 21h30

O REINO GELADO – FOGO E GELO (*) (Snezhnaya Koroleva 3. Ogon I Led, Rússia, 2017, 1h20, livre) Dir. Aleksey Tsitsilin. Crescidos, os irmãos Kai e Gerda se metem em um desastre de proporções globais, tudo para encontrar seus pais que estão desaparecidos após serem levados pelo Vento do Norte. BH Shopping 8: 13h Cidade 3: 11h40(somente domingo), 13h40 Contagem 3: 14h10 Del Rey 6: 14h20 Minas 5: 14h20 Estação BH 5: 12h15, 14h15, 16h30 Pampulha 6: 14h40, 16h30 Partage Shopping Betim 5: 17h Partage Shopping Betim 6: 11h (*) Sessões dubladas

RIFLE (Brasil, 2016, 1h28, 14 anos) Dir. Davi Pretto. Com Andressa Nogueira Goularte, Dione Avila de Oliveira, Evaristo Pimentel Goularte. m jovem misterioso vive com uma família em uma região rural remota. A tranquilidade da região é afetada quando um rico

ESPAÇO FILMES/DIVULGAÇÃO

fazendeiro tenta comprar a pequena propriedade em que eles vivem. Cine 104: 19h(somente sábado)

Dir. Fernanda Pessoa 21h Mostra Diálogos Históricos “As Aventuras Amorosas de Um Padeiro” (BRA, 1975, 1h40) Dir. Waldir Onofre

TRANSFORMERS: O ÚLTIMO CAVALEIRO (*) (Transformers: The Last Knight, EUA, 2017, 2h29, Livre) Dir. Michael Bay. Com Laura Haddock, Anthony Hopkins, Mark Wahlberg. Optimus Prime parte em busca dos Quintessons, seres possivelmente responsáveis pela criação dos Transformers, enquanto na Terra uma nova ameaça alienígena tenta destruir a humanidade. Betim 3: 20h30 Big 4: 20h30 Cidade 3: 20h50 Contagem 3: 18h, 20h50 Del Rey 7: 20h20 (sessão legendada) Itaú Power 2: 20h50 Minas 4: 13h20, 18h20 Monte Carmo 1: 20h40 Pampulha 4: 21h05 Shopping Estação 6: 22h15 Via Shopping 2: 20h50

Cine 104 17h Perspectiva Pierre Léon: “Nissim Dit Max” (FRA, 203, 1h23) Dir. Pierre Léon 19h Mostra Cidade em Movimento 21h Curtas: Mostra Contemporânea MIS Cine Santa Tereza 19h30 Pré-estreia nacional: “As Duas Irenes” (BRA, 2017, 1h28) Dir. Fábio Meira Praça da Estação 19h30 “Fantasmas” (BRA, 2010, 11min) Dir. André Novais Oliveira “Janela Indiscreta” (EUA, 1954, 1h57) Dir. Alfred Hitchcock

(*) Sessões dubladas

VALERIAN E A CIDADE DOS MIL PLANETAS (Valerian and the City of a Thousand Planets, França, 2017, 2h18, 12 anos) Dir. Luc Besson. Com Dane DeHaan, Cara Delevingne, Clive Owen. Século XXVIII. Quando chegam no planeta Alpha, os agentes Valérian e Laureline precisam acabar com uma operação que deseja destruir os sonhos e as vidas de seus 17 milhões de habitantes. Betim 1: 13h30 (*) BH Shopping 7: 19h25, 22h15 Big Shopping 3: 20h35 (*) Cidade 4: 18h20, 21h (*) Contagem 1: 13h20, 15h50, 18h25 (*) Del Rey 1: 13h20, 18h20 Del Rey 4: 23h10(somente sábado) Itaú Power 6: 15h50 (*) Minas 2: 16h, 18h30 (*) Monte Carmo 1: 15h40, 18h10 (*) Paragem 3: 16h, 18h30, 21h Partage Shopping Betim 7: 21h (*) Pátio Savassi 2: 23h10(b) Pátio Savassi 7: 18h50 e 22h Shopping Estação 5: 18h45, 21h45 (*) Shopping Norte 3: 18h10, 20h40 (*) Via Shopping 4: 18h30, 20h30 (*) Sessões 3D: Betim 1: 18h40 (*) Big Shopping 5: 17h50 (*) Boulevard IMAX: 13h30, 18h10 Cidade 4: 15h40 (*) Contagem 1: 21h Del Rey 1: 15h50, 20h50 Diamond 5: 21h30 Itaú Power 6: 18h25 e 21h05 (*) Minas 2: 21h05 (*) Monte Carmo 5: 20h30 (*) Pampulha 1: 18h40 e 21h15 (*) Paragem 5: 20h30 Partage Shopping Betim 2: 20h25 (*) Ponteio 3: 14h Shopping Norte 2: 17h50 (*) (*) Sessões dubladas

mostras PRÊMIO DO CINEMA BRASILEIRO (*) Mostra exibe filmes indicados ao voto popular do 36 º Prêmio do Cinema Brasileiro. Neste sábado (19) 16h “Aquarius” (BRA, 2016, 2h26) Dir. Kleber Mendonça Filho 19h15 “Mãe só há uma” (BRA, 2016) | Exibição em DCP | 16 anos | 82’ Dir. Anna Muylaert Domingo (20) 16h “Menino 23: infâncias perdidas no Brasil” (BRA, 2016, 1h20) Dir. Belisário Franca 18h “Marias” (BRA, 2016, 1h15) Dir. Joana Mariani 20h “Nise – O coração da loucura” (BRA, 2016, 1h48) Dir. Roberto Berliner Segunda (21) 17h “A Garota Dinamarquesa” (EUA-RUALE, 2016, 1h59) Dir. Tom Hooper 19h15 “Curumim” (BRA, 2016, 1h40) Dir. Marcos Prado 21h15 “Animais Noturnos” (EUA, 2016, 1h57) Dir. Tom Ford Terça (22) 17h “Eu sou Carlos Imperial” (BRA, 2016, 1h30) Dir. Renato Terra e Ricardo Calil 19h “Elis” (BRA, 2016, 1h50)

“Poesia sem Fim” é a segunda parte da pentalogia do chileno Alejandro Jodorowsky, iniciada em 2013 com “Dança da Realidade” Dir. Hugo Prata 21h “Quanto tempo o tempo tem” (BRA, 2016, 1h16) Dir. Adriana L. Dutra e Walter Carvalho (*) Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

CINE TROPICÁLIA (*) Neste sábado (19) 17h “Rei da Vela” (BRA, 2h40) Dir. José Celso Martinez e Noilton Nunes Domingo (20) 17h “O Homem Pau Brasil” (BRA, 1h52, 1982) Dir. Joaquim Pedro de Andrade 19h Sessão Curtas Terça-feira (22) 17h “Bahia, Por Exemplo” (BRA, 1970, 1h22) Dir. Rex Schindler Quarta-feira (23) 17h Sessão Hélio Oiticica 19h “Bahia de Todos os Sambas” (BRA, 1984, 2h) Dir. Leon Hirszman, Paulo Cézar Saraceni Quinta-feira (24) 17h30 “Pan Cinema Permanente” (BRA, 2008, 1h23) Dir. Carlos Nader 19h “Rei da Vela” (BRA, 1982, 2h46) Dir. José Celso Martinez Corrêa, Noilton Nunes Sexta-feira (25) 18h “Nosferatu no Brasil” (BRA, 1971, 27min) Dir. Ivan Cardoso “O Demiurgo”(BRA, 1970, 1h18) Dir. Jorge Mautner (*) Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

LUIZ ROSEMBERG FILHO: MESTRE DO CINEMA DE INVENÇÃO (*) Neste sábado (19) 19h “Rosemberg-Cinema, Colagem e Afetos” (BRA, 2017, 1h10, 16 anos) Dir. Cavi Borges, Christian Caselli. Domingo (20) 17h Curtas: “Jornal”; “Gozo Gozar”; “Linguagem”; “Desertos”; “O Discurso das Imagens”. 19h “Dois Casamentos” (BRA, 2014, 1h10, 14 anos) (*) MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

CINE BH (*) Terça-feira (22) Praça da Estação 19h “O Garoto” (EUA, 1921. 1h08) Dir. Charles Chaplin. Com execução ao

vivo da trilha pela Orquestra de Câmara do Sesiminas Cine Theatro Brasil 20h Pré-estreia nacional: “Corpo Elétrico” (BRA, 2017, 1h34) Dir. Marcelo Caetano Quarta-feira (23) Cine Humberto Mauro 15h Mostra Contemporânea: “Videogramas De Uma Revolução” (ALE, 1992, 1h46) Dir. Harun Farocki e Andrei Ujica 17h Perspectiva Pierre Léon: “Tio Vânia” (FRA, 1997, 1h20) Dir. Pierre Léon 19h Curta - Mostra Contemporânea: “Na Missão, Com Kadu” (BRA, 2016, 28 min) Dir. Aiano Bemfica, Kadu Freitas e Pedro Maia de Brito 19h30 Cinema de Urgência: “Operação de Garantia da Lei e da Ordem” (BRA, 2017, 1h23) Dir. Julia Murat e Miguel Ramos 21h Perspectiva Pierre Léon: “Biette” (FRA, 2010, 1h48) Dir. Pierre Léon

Cine 104 19h Sessão Curtas: Cidade em Movimento 21h Sessão Curtas: Brasileiros no Exterior Praça da Estação 19h30 “Estado Itinerante” (BRA, 2016, 25 min) Dir. Ana Carolina Soares “Eles Vivem” (EUA, 1988, 1h33) Dir. John Carpenter MIS Cine Santa Tereza 19h30 Perspectiva Pierre Léon: “Duas Damas Sérias” (FRA, 1h35, 1988) Dir. Pierre Léon Quinta-feira (24) Cine Humberto Mauro 14h Mostra Diálogos Históricos: “O Pecado de Cluny Brown” (EUA, 1946, 1h40) Dir. Ernst Lubitsch 17h Mostra Contemporânea: “Uma Noiva de Shangai” (ARG/CHI, 2016, 1h15) Dir. Mauro Andrizzi 19h Diálogos Históricos: “Histórias Que Nosso Cinema (Não) Contavam” (BRA, 2017, 1h19)

Sexta-feira (25) Cine Humberto Mauro 13h Curtas no Almoço: Contemporâneos 14h30 Mostra Diálogos Históricos: “Um Grande Mergulho” (GRB, 1974, 1h46) Dir. Jack Hazan 17h Perspectiva Pierre Léon: “Phantom Power” (FRA/RUS, 2014, 1h20) 18h30 Perspectiva Pierre Léon: “O Assombro” (FRA, 2002, 52 min) 19h30 Perspectiva Pierre Léon: “A França” (FRA, 2007, 1h42) Dir. Serge Bozon 21h15 Pré-estreia nacional: “The Mole Song: The Hong Kong Capriccio” (JAP, 2016, 2h08) Dir. Takashi Miike Cine 104 19h30 Curtas: Cidade em Movimento 21h Cidade em Movimento: “O Som que Vem Das Ruas 3” (BRA, 2017, 1h12) Dir. Bruno Figueiredo MIS Cine Santa Tereza 19h30 Mostra Contemporânea: “A Revolução Será Televisionada” (SEN, 2016, 1h50) Dir. Rama Thiaw Praça da Estação 19h30 “A Hora Vagabunda”, de Rafael Conde “Blade Runner, O Caçador de Andróides” (EUA, 1982, 1h57) Dir. Ridley Scott


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BELO HORIZONTE 19 a 25 de agosto de 2017

estilo CROCS> Umdoscalçadosmaispolêmicosparaomundofashioncomemora15anosdeexistência FRED MAGNO

Janaína Barrozo, do Cabernet Butiquim, diz que o sapato garante o conforto necessário para ficar até dez horas em pé

Lorena K. “Experimentei vários e comMartins prei um rosa. Minha silhueta

achatou imediatamente. Minhas pernas ficaram curtas e, quando olhava para baixo, via uma mulher que não era eu. Sabe uma coisa amorfa, cansativa e preguiçosa? Essa era eu de Crocs”, relata a jornalista e escritora Nina Lemos, em um texto publicado em 2012, no site da revista “TPM”. Na época, Nina contou sua experiência após usar, durante um dia, um par dos famosos e polêmicos Crocs. Neste 2017, o calçado de resina sintética – reconhecido pelo design, digamos assim, “arrojado”, motivo que talvez justifique sua falta de simpatia pelo universo fashion – completa 15 anos. Cinco anos após o relato, Nina diz que nunca mais usou seu par. “Tentei dar para alguém, mas ninguém quis (risos). Ainda não gosto de Crocs e, quando usei, vi que aquilo realmente me fez com que eu me sentisse ‘não eu’. Adoro moda, mas rir das tendências e levar isso de um jeito não sério é ótimo”, diz Nina. A opinião quase unânime relacionada ao quesito beleza do icônico do calçado pode ter sido o motivo para que ele ganhasse o apelido de “patinho feio”. Em 2005, a própria empresa lançou a campanha “Ugly can be beautiful” (“O feio pode ser bonito”), tentando minimizar a rejeição com bom humor. E, em meio às críticas, o calçado marcava presença em pés de celebridades como Al Pacino, Ben Afleck, Drew Barrymore, Oprah Winfrey e Madonna. “Contamos com uma base de fãs apaixonados, embora tenhamos a parcela dos que não gostam. Mas escolhemos nos concentrar no público que ama nossos produtos”, rebate Patrick Rich, diretor global de marketing da Crocs.

Ame-o ou deixe-o CONFORTO Por outro lado, não dá para negar que o calçado é bastante prático – tanto que médicos, chefs de cozinha e outros profissionais cujos ofícios exigem que os pés estejam acomodados sobre um solado amortecedor estão entre os que mais consomem o produto, desenvolvido originalmente na Califórnia, com tecnologia canadense, para ser usado em situações que demandam um pisante impermeável e antiderrapante. “Quando comecei a trabalhar em uma grande cozinha, há sete anos, me indicaram os Crocs, e ajudou muito com as minhas varizes, na época. Nunca mais deixei de usar, pois (o calçado) é muito confortável e não provoca dor nas pernas”, relata a chef Janaína Barrozo, do Cabernet Butiquim, que não tira o modelo preto dos pés

para enfrentar os dias em que precisa ficar horas em pé na cozinha. “No dia em que me esqueço de calçá-los, não consigo trabalhar da mesma forma, os pés já doem”, afirma. Fora do ambiente de trabalho, nem todos pensam no calçado para compor produções mais fashion. “Acho o modelo complicado e com muita personalidade. Entendo que tem um apelo de conforto, mas não imagino um look ‘usável’. O foco vai recair sempre nele, e, no meu gosto pessoal, é um foco que não funciona”, opina a consultora de estilo e professora de design de moda Carla Mendonça. A chef Janaína também brinca que, fora da cozinha, se sente como um “meme” usando Crocs. “Às vezes, percebo olhares estranhos, voltados aos Crocs”, conta ela, que optou por um mais discreto.

FASHION, EU? Recentemente, os Crocs ganharam novo impulso graças ao britânico Christopher Kane, que desfilou modelos arrematados com pedras preciosas. À imprensa, ele confessou ser fã do calçado, mas a mídia não perdoou, e a empresa rebateu. “A parceria certamente elevou nossas credenciais de estilo e colocou a Crocs frente a editores de moda. Estamos sempre à procura de oportunidades para colaborar com designers e marcas, desde que faça sentido para os dois lados”, comenta Patrick Rich. Carla Mendonça vê na parceria uma tentativa de imprimir ao calçado um viés mais fashion: “É uma forma de agregar valor à marca, mesmo que não atinja o público fashion de forma tão enfática”. E completa: “Ela conseguiu se manter no mercado focando em um público que não necessariamente vai adotar o calçado em produções estilosas”. A consultora tem razão. Em 2015, quando George, filho de Kate Middleton e do príncipe William, foi fotografado usando um modelo, as vendas aumentaram 1.500%, segundo o site Amazon.co.uk. Vale lembrar que há relatos de acidentes com crianças envolvendo calçados similares, embora também seja válido pontuar que há, no mercado, imitações não confeccionadas com os mesmos padrões dos originais. Seja como for, a jornalista Nina Lemos acredita que todo mundo está sujeito a rever suas opiniões. “Eu sou meio vítima da moda. E quem não é? (risos). Essa coisa entra no nosso inconsciente, vai que um dia eu ache bonito? Mas teria que ser preta! É muito confortável mesmo, então, quando eu ficar velha, vou ser uma velhinha de cabelo verde usando Crocs pretas”, brinca.


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AGÊNCIA FOTOSITE

DIVULGAÇÃO

Calçados em releituras fashionistas

Crocs com pedras preciosas por Christopher Kane

O clima seco do outono e inverno leva à diminuição da transpiração corporal, fazendo com que a pele fique mais seca, sensível e desprotegida. É por isso que o cuidado com a hidratação precisa ser redobrado. A seguir, novidades para abastecer a penteadeira e ficar sempre bela

Frio divertido O ar seco e frio aca6 bam agredindo também a região dos

lábios. Além de evitar o ressecamento da boca, a embalagem limitada da linha de hidratante labial conta com as mensagens: Te Amo, Te Adoro, #CurtaMuito, #DanceMais, #VivaMais e #BeijeMais Quanto R$ 15,90 Onde www.nivea.com.br secas, 6 Peles dimeticona

Jeremy Scott assina coleção-cápsula para a Ugg

CURIOSIDADES O PRIMEIRO

Batizado de Beach Clog, o primeiro modelo foi criado em 2002 para ser usado em barcos, de forma que fosse confortável e não acumulasse água. Atualmente é conhecido como Classic Clog e permanece com o seu design icônico, que lembra um tamanco holandês

NÉCESSAIRE

FOTOS DIVULGAÇÃO

Não é novidade que peças que já foram renegadas pelo público em algum momento da história se tornem aclamadas no capítulo seguinte. Depois das Crocs surgirem como artigo fashion na passarela de Christopher Kane, o estilista Jeremy Scott lançou, na semana passada, uma parceria com a Ugg, marca de botas feitas de pele de carneiro que eram febre no começo dos anos 2000. Foram criados oito modelos para homens, mulheres, crianças e bebês, que começam a ser vendidos no dia 13 de setembro com preços entre 90 e 1.195 dólares. “A moda tem que criar novas tendências para vender. E, quando não se tem o novo, se pega o ‘velho’”, acredita a jornalista ( focada em comportamento) Nina Lemos. “Outro dia, vi um homem no metrô, em Berlim (onde ela está radicada), de pijama de seda estampado, com Rider e meia. Ele usava aquilo de uma maneira tão incrível que, olha, ele estava lindo! A moda abduz a gente. Tô usando Rider o verão inteiro!”, entrega.

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PARCERIA FASHION A primeira coleção da parceria entre Crocs e o designer Christopher Kane foi desfilada em Londres, para o verão deste ano. O estilista criou quatro modelos estampados e com aplicação em pedraria. A segunda parceria vai ser lançada ainda neste mês

e óleo de abacate, a loção tem rápida absorção na pele, além de não conter fragrância Qmesmo! Com fórmula hipoalergênica feita com glicerina, uanto R$ 114,90 Onde www.cetaphil. com.br Além 6 Multiuso de tratar a acne

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CROCS / DIVULGAÇÃO

NOVOS MODELOS

#FICAADICA O Bazar Desapega oferece ao público artigos de luxo seminovos, de grifes nacionais e internacionais, como Animale, Chanel e Gucci, entre muitas outras. O evento disponibilizará, ainda, diversas opções de sapatos, bolsas, óculos e outros acessórios a descontos especiais. A iniciativa também convida para a prática do bem, uma vez que parte da renda obtida com as vendas será destinada a ajudar crianças em tratamento contra o câncer. Para conferir algumas das peças disponíveis no bazar, basta acessar o Instagram @bazar_desapega_2017. Quando Nestes sábado (19), das 10h às 20h, e domingo (20), das 10h às 16h Onde Rua José Eduardo de Moraes, 10, Belvedere Quanto Entrada gratuita

Foi a partir de 2010 que a empresa passou a produzir modelos diferentes, como o slide (foto), usando a mesma matéria-prima feita a partir de resina, chamada de Croslite, conhecida por sua leveza e resistência. Outros produtos – como chapéus, bolsas, mochilas, meias e óculos – também foram criados. Ao todos, são mais de 300 modelos diferentes

TRASH CHIC/DIVULGAÇÃO

ANIVERSÁRIO Recentemente, a empresa lançou a campanha global “Come as You Are” com a atriz Drew Barrymore. O objetivo principal é inspirar as pessoas a se sentirem confortáveis do jeito que são. Nesses 15 anos, foram 350 milhões de pares ve ndidos em mais de 90 países


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OrigináriadoMéxico,aplantaaparece emartigosdemodaededecoração Uma tendência inspirada no paisagismo vem estampando as coleções de moda e artigos de decoração como uma forte aposta daqui em diante.Trata-se da costela-de-adão, uma planta nativa do México cuja folhagem bela e exuberante chama a atenção onde aparece. Com ares vintage – a planta era comum nos vasos entre as décadas de 1950 e 1970 – suas folhas em versões repaginadas e até em cores inusitadas imprimiram personalidade às roupas e acessórios divertidos de marcas como Cantão, Dress To e Farm, nas coleções pensadas para o próximo verão. Embora a planta, em sua versão natural, seja uma opção ideal para decorar ambientes com pouca água, luz e também com temperaturas mais frias, há quem prefira adotá-la em versões “artificiais” no décor dentro de casa. Neste caso, as folhas emprestam o seu charme às almofadas, quadros e até pratos para levar o clima fresco e tropical à mesa. Veja a seguir. Lorena K. Martins

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

O último “Ooh” em Paris! (última parte) ACIR GALVÃO

Infeliz o dia em que o amigo do Carlinhos, após umas e outras, convenceu-o a levar Gabi a Paris. Por que não um lugar mais perto, menos dispendioso? E, em vez da Torre Eiffel, o Cristo Redentor? Tudo bem; concordava que o efeito não seria o mesmo. Enfim, endividando-se até a próxima reencarnação, esperava ao menos que as coisas andassem dentro dos conformes: um bom hotel, ótimos passeios, papos interessantes, trocas de olhares, beijos no alto da torre, emoções a mil para, no final, a concretização “de la passion”. Iiiih! Já estava ele pensando alto de novo. Sequer conseguia um passeio de mãos dadas, imagina uma noite “caliente”? E a Gabi sempre calada, sem dar a mínima para suas histórias. E olha que ele, antes de dormir, lia de cabo a rabo o livro sobre a França que comprara no aeroporto. Monumentos, personagens da revolução, arte moderna, clássica, segredos de Notre Dame, queijos, origem do champanhe... Enfim, virava a noite aprendendo, decorando nomes e datas para, no dia seguinte, falar às paredes. Para quem pegou o bonde andando, explico: Carlinhos e Gabi eram vizinhos. Ele, platonicamente apaixonado, ela, absolutamente indiferente. E, no meio de ambos, o amigo a falar

I

besteiras: “Se você levá-la a Paris, é tiro e queda! Ela irá se apaixonar”. E ele, sem saber mais o que fazer com seu amor não correspondido, começou seriamente a pensar no assunto. Claro, viajou na maionese! Imaginou tudo em pormenores e, não se sabe por que cargas d’água, acreditou que, quando estivesse no alto da torre declarando o seu amor, ela ficaria encantada. Ele lhe daria um beijo e seriam felizes para sempre. Simples, não? Só que deu tudo errado. A começar pelo hotel, uma espelunca numa rua deserta. Depois, a confusão no primeiro dia. Gabi literalmente “apagou” após o banho e só acordou de madrugada – esfomeada e querendo sair. Sozinhos e perdidos na rua, resolveram voltar ao hotel. Fechado. Bateram na porta, gritaram, esmurraram, e nada. O porteiro simplesmente dormiu e só depois de muita gritaria acordou, assustadíssimo. De nada adiantaram os pedidos de desculpas. No auge da TPM Gabi soltou os cachorros: em inglês, espanhol e português – para que ficasse bem claro. O barraco foi tão grande que três hóspedes desceram para ver. Isso às três e meia da manhã, diga-se de passagem. No dia seguinte, sempre esfomeada, inventou de comer um tal de “poisson a la Bourguignonne”. Um peixe cheio de molhos, cogumelos e bacon – coisa horrorosa! Achando o gosto esquisito, deixou a metade. O prato, caríssimo, não poderia ser desperdiçado. Final da história: o peixe realmente estava es-

quisito, pior, estava estragado, e os dois, com uma forte intoxicação, foram parar no hospital. Isso depois de um vexame homérico na estação do metrô. Nos dois dias seguintes, após antibióticos e muito soro na veia, permaneceram quietinhos no hotel, cada um em seu respectivo quarto, resguardando-se com sopinhas e água mineral. Já tinham transcorrido quatro dos sete dias que ficariam em Paris. Aos poucos, se recuperando, tentaram reorganizar a viagem. Louvre, Notre Dame, Torre Eiffel... Tudo na correria, pegando metrô errado, perdendo-se em vielas e avenidas.

Nervosa e cansada, até no Louvre Gabi conseguiu pôr defeitos. “Muito grande, muitas coisas pra se ver, muitos turistas, muito calor. Tudo muito, muuuito exaustivo”. “Pô! O que mais ela quer da vida?”, pensava Carlinhos já começando a cair na real, afinal, a vizinha não era nada daquilo que imaginava. “Uma chata!”, concluiu pesaroso, após tanto investir na mulher. Já nem se importava mais com o que ela queria ou deixava de querer. No fundo, achou até bom a Torre Eiffel estar fechada para reformas. Perigava de ele, desiludido, jogála lá de cima. Que nem no sonho que tivera no primei-

ro dia: Gabi voando da Torre Eiffel. Hum! E, quando pensava na Clarinha, telefonista da empresa onde trabalhava, imediatamente vinham-lhe as comparações. Moça simples, meiga, educada e, o melhor de tudo, apaixonada por ele. Logo por ele: normalzinho, meio tímido, meio calvo, meio pancada (como diziam alguns colegas). E ela lá, se derretendo toda à sua passagem. “Boooom diiiia, Carlinhos!” No refeitório, costumavam conversar amenidades. Ela, antenadíssima, achando tudo o que ele falava a coisa mais linda do mundo. E ele, obcecado pela outra, ain-

da falava da Gabi. Pode? “O que eu faço para ela se apaixonar por mim?”, perguntou um dia à amiga. E foi aí que descobriu no rosto vermelhíssimo, na gagueira repentina e no falar nada com nada que ela estava apaixonada. Por ele. Pois é, precisou estar do outro lado do mundo, com uma chata a tiracolo, para se dar conta disso. “Quanto tempo desperdiçado”, pensou. Ansioso, esperava regressar, estar de volta ao trabalho, só para ouvir aquela voz delicada lhe desejando um bom-dia. Enfim, a viagem terminou. No Brasil, Gabi sentiu o baque. Acostumada com o Carlinhos no seu pé, presenteando-a com chocolates, algumas bobagens e viagem a Paris, não entendeu como que, de repente, ele sumiu do mapa. Nem um telefonemazinho sequer. “Até que tem lá sua graça... é prestativo, inteligente... sabe tudo sobre Paris”, pensava lá com seus botões, enquanto da janela, surpreendida com suas novas percepções, seguia os passos dele em direção ao trabalho. Pois é. E foi numa noite de lua, no alto do mirante do Mangabeiras, que Carlinhos e Clarinha, com as mãos trêmulas e unidas, se olharam de maneira diferente. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO

WStartup. Propostas inovadoras vêm ganhando espaço no turismo. Página 10 WParis. Antigo mercado vira centro gastronômico e de compras. Páginas 4 e 5 pampulha

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BELO HORIZONTE Sábado 19/8/2017

Onde a vida pulsa

Surpresas em um cruzeiro pela Floresta Amazônica. Páginas 6 a 9


W2 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de agosto de 2017

paulo campos

Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super

paulocampos@otempo.com.br

sala vip (I) W

FOTOS EDY FERMANDES/DIVULGAÇÃO

Experience Kissimmee em BH Depois de eventos em parceria com as operadoras CVC e Trend no primeiro semestre, Ana Flávia Medina, do Experience Kissimmee, voltou a Belo Horizonte para realizar um workshop de capacitação do destino norte-americano, vizinho de Orlando. A parceria desta vez foi com a Azul Viagens, e

o evento reuniu agentes de viagens no hotel Max Savassi. Hoje, Kissimmee é um destino famoso pelas atividades de ecoturismo e turismo de aventura e o melhor local nos Estados Unidos para locação de casas. São mais de 10 mil opções de imóveis de dois a 14 quartos, com tamanhos,

formatos e variedade de serviços. O Experience Kissimmee é atualmente o melhor exemplo de como a Flórida, o destino mais procurado por brasileiros no exterior, tem investido em promoção de eventos para operadores e agentes de viagens baseando-se em experiências.

check-in/ W check-out Mini Wedding Por mais um ano, o hotel Clan Glass Business Tower realizou, no último dia 9, o Mini Wedding, evento voltado para noivas e cerimonial do segmento de casamentos. O hotel, sob a direção da competente Suzana Diniz, apresentou os serviços de hospedagens e fornecedores e promoveu palestras.

Izabella Lessa, Izabela Moura e Mariana Lara (Azul Viagens); Rafael Matos (Kennedy Space Center), Ana Flavia Medina (Kissimmee) e Marcos Rocha (Avis Budget Group)

RODRIGO BRAGA/IPHOTOSTUDIO

Suzana Diniz, Rafaela Fagundes e Patrícia Moreira

Cruzeiros (I) Renata Oliveira, Joyce Leite, Heloisa Costa e Aline Lima (equipe Azul Viagens)

Izabela Moura (Azul Viagens), Adriana Noronha (Belvitur); Thiago Vieira e Janete Rodrigues (Tear Viagens)

Kelly Fênix e Josiane Hansen (Azul Viagens); Lorrayne Savia e Ariel Drumond (HD Turismo)

Marcia Pessoa, Jordânia Mariano, Maria Goretti Domingues e Ruben Valenzuela (equipe da Select Tours)

Diego Guimarães (Baluarte), Juliana Estrela (Polo Turismo), Caroline Ferreira (Nascente Turismo) e Daniel Jr (Baluarte)

Stephanie Santos (WA Viagens), Bruna Costa (Volee Viagens) e Daniel Prado (Encontre sua Viagem)

personagem da semana ARQUIVO PESSOAL

Marcos Almeida,

diretor da Upgrade Receptivo e Viagens, é conhecido do trade mineiro: já passou pela BB Turismo e Master. Agora, ele encara o desafio de gerenciar uma agência de receptivo e mostrar Minas aos visitantes. Além disso, utiliza do know-how adquirido nos 25 anos na área para atender o mercado corporativo

Conte um pouco de sua trajetória no turismo. Possuo mais de 25 anos de atuação no turismo, sendo 12 deles em Belo Horizonte. Iniciei minha carreira em Porto Alegre, na BB Turismo. Com o passar dos anos, fui convidado para assumir a gerência executiva na matriz em Brasília, assessorando a presidência e a diretoria comercial e prestando apoio comercial para as 14 filiais espalhadas pelo Brasil. Após dois anos, assumi a gerência geral da filial de Belo Horizonte para atender uma nova conta corporativa, onde abrimos oito postos de atendimento e realizamos grandes eventos. Sem-

pre aberto a novos desafios, deixei a BB Turismo para assumir a gerência de vendas da Master, onde atuei por seis anos gerenciando a equipe corporativa, bem como organizando eventos e viagens de incentivo.

e produtoras de eventos. É muito gratificante atuar na área de lazer e eventos, porque lidamos de maneira mais próxima com projetos e sonhos pessoais.

Por que você decidiu montar uma agência de receptivo?

Atualmente, atendemos os hóspedes dos melhores hotéis de Belo Horizonte e região metropolitana, apresentado as belezas de nossa Minas Gerais. Em parceria com as agências de viagens e pro-

Após tantos anos no segmento corporativo, optei por atuar diretamente com as agências de viagens, hotéis

Quais os serviços que você presta ao seu cliente?

dutoras de eventos, organizamos e gerenciamos a logística para congressos e eventos empresariais. Além disso, atuamos em eventos esportivos e de turismo pedagógico, contando com equipes de guias, coordenadores e pedagogos treinados para prestar serviços diferenciados.

cidades históricas e Instituto Inhotim, entre outros encantos. Além disso, estamos lançando roteiros para Região dos Lagos (RJ), a capital Rio de Janeiro, Porto Seguro (BA), Caldas Novas (GO), Beto Carrero World (SC) e Serra Gaúcha (RS), sempre em parceria com os agentes de viagens.

A Upgrade pretende operar pacotes próprios?

Os receptivos se beneficiam muito de eventos que ocorrem na cidade. Como está o setor de eventos para a Upgrade?

Sim. Como possuímos frota de ônibus de turismo nova que atua fortemente com receptivo, eventos e turismo pedagógico durante a semana, estamos organizando pacotes rodoviários para começar a atuar como operadora, principalmente em finais de semana, para vários destinos nacionais. Além disso, estamos captando clientes de outros Estados que desejem conhecer Minas Gerais. Já estamos com grupos confirmados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Quais os roteiros que vocês oferecem ao turista? Estamos com roteiros de três e cinco noites, apresentando as principais atrações turísticas de Belo Horizonte,

O setor de eventos está bem aquecido para Upgrade. Já realizamos vários congressos, eventos empresariais e esportivos internacionais. É o reconhecimento do mercado para com a nossa empresa, que presta serviços diferenciados, seja através de nossa equipe, de tecnologia, ou da frota de veículos nova, com idade média de dois anos. Considero que o mercado ainda tem muito a crescer. Os órgãos governamentais precisam divulgar mais Minas Gerais, pois a rede hoteleira e as empresas de receptivo locais estão prontas para receber muito bem quem visita o Estado.

Para discutir as oportunidades de crescimento do setor, a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia) promove, no próximo dia 30 de agosto, na sede da Confederação Nacional do Comércio (CNC), em Brasília, o seminário Cruzeiros Marítimos: O Momento é Esse.

Cruzeiros (II) Nos últimos seis anos, houve queda de mais de 50% no número de navios e cruzeiristas no Brasil, o que vai no sentido contrário do que acontece no mundo. Mesmo assim, nas três últimas temporadas, o setor injetou mais de R$ 6,39 bi na economia brasileira e transportou 1,69 milhão de passageiros. GERSON SORGETZ/DIVULGAÇÃO

Natal Luz No último dia 16, a Gramadotu apresentou o conceito da decoração do 32º Natal Luz. Segundo o artista plástico André Gnata (foto), cinco serão os temas que vão reger a decoração e todo o projeto deste ano: vermelho (amor), verde (esperança), branco (fé), dourado (surpresa) e colorido (alegria).


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte

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W4 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de agosto de 2017

Concurso

25 anos da Disneyland A Air France vai premiar duas pessoas com uma viagem com acompanhante para conhecer a Disneyland de Paris. Os vencedores devem partir de São Paulo ou do Rio. Para participar, acesse airfrance.com.br, depois clique na aba da promoção e em “participar”, responda às perguntas e descreva como será sua viagem à Disneyland com a Air France. O resultado sai no dia 28/8. DISNEYLAND PARIS/DIVULGAÇÃO

turismo

Forum des Halles

Coração de Paris volta a pulsar com muito vigor Revitalizado, mall temrestaurantes renomadose até inusitados, que aliam modernidade e tradição,além de contar comdiversaslojas de grife Luciana Fróes Agência O Globo

Caldas Novas

Águas quentes no feriadão No feriado de Finados, a CVC oferece pacote de três noites para Caldas Novas, incluindo transporte rodoviário, hospedagem no Golden Dolphin com café, passeios em Caldas Novas e Hot Park (sem ingresso), café da manhã e almoço extras no percurso, kit lanche e guia. A saída é dia 1/11. O preço está a partir de R$ 498, por pessoa em ap. duplo. Inf.: cvc.com.br/lojas.

BH/SP

Novo voo a partir do dia 21 A Avianca Brasil começa a operar a partir desta segunda-feira (21) voos diretos entre o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG), e o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. A companhia fará quatro voos diários, decolando de Confins às 6h, 10h30, 14h50 e 18h45, operando com aeronaves A320. Os bilhetes já estão disponíveis no site avianca. com.br a preços a partir de R$ 224,53 (o trecho), dependendo do período escolhido.

Museu do Louvre com o Forum des Halles à direita: área central de Paris

O local já foi chamado de “estômago” de Paris, isso lá pelo século XII, quando Luís VI transferiu dois estabelecimentos da periferia da cidade para uma mesma área no centrão de Paris: nascia, assim, o antológico mercado central da capital, com suas centenas de barracas de insumos produzidos no campo, frescos e de qualidade, que atraíam uma multidão. Com o passar dos anos e do enorme sucesso, o mercado passou a abrigar também cafés e bistrôs: gourmets, boêmios e intelectuais baixavam em peso no local. “O mercado é o ‘estômago’ de Paris”, decretou um de seus mais fiéis e ilustres frequentadores, o escritor Victor Hugo. Mas nos anos 60, a prefeitura de Paris decidiu demolir o pavilhão que abrigava o mercado. O movimento de caminhões trazendo mercadorias nessa área central se tornara inviável. Os engarra-

famentos eram gigantes. A sujeira também. Os parisienses não digeriram a notícia de remoção do mercado, e a bateção de panelas foi geral.

Última ceia dos feirantes Em vão: a antiga estrutura de ferro que sustentava o velho mercado veio ao chão em meados de 1960, ocasião em que produtores e feirantes foram transferidos para Rungis, um moderno e gigantesco mercado erguido nas proximidades do aeroporto de Orly. Até hoje, aliás, ele é o maior mercado do mundo (afinal, estamos na França!); tem 234 ha com 1.200 estabelecimentos, uma verdadeira cidade gastronômica. Mas, antes da derrocada final, um momento marcou a história do antigo mercado: um grande jantar foi organizado na vizinha igreja de Saint-Eustache. Em sua nave, um mesão foi montado para uma farta refeição. A saideira estava selada. A igreja continua na área, mas está

em restauração. Vale visitar o interior e ver, expostas em painéis, fotos do encontro antológico. No local, construíram o Forum des Halles, shopping de projeto de gosto duvidoso, um verdadeiro elefante branco, que por décadas enfeiou o agora chamado “coração” de Paris. Felizmente, desde em abril do ano passado, após cinco anos de muita poeira, barulheiras e transtornos na área, tapumes foram retirados e agora se pode desfrutar da beleza do Canopée des Halles, projeto da dupla de arquitetos Patrick Berger e Jacques Anziutti. Canopée, em francês, é dossel, marquise, remete também à copa das árvores, uma bela imagem, que é traduzida na cobertura do shopping. A feliz concepção dos dois arquitetos deu novos ares ao local. O “coração” de Paris voltou a pulsar com beleza e vigor, atraindo novos e bons estabelecimentos para essa área não muito distante do Beaubourg, o Centre Pompidou. Aliás é uma das mais movimentadas do centro da capital – ali perto está uma das maiores estações de metrô e trens da cidade, a Châtelet, com três linhas de trens RER e cinco de metrô.

Dois restaurantes simples de encher olhos e estômagos Sob o Canopée, os quatro pisos subterrâneos permaneceram, mas agora “recheados" de lojas como Zara, Adidas, Muji, a única H&M com produtos para casa, mega lojas da Lego e da livraria Fnac, entre outras atrações bacanas. São 150 espaços comerciais, entre galerias de artes, também, e restaurantes, lanchonetes, cafés... Estive em dois novos restaurantes que abriram ali – nada com que seja estreladíssimo ou espaço para grandes refeições –, mas ambos recebem com “molho especial”, digamos assim, como daqueles espaços que rendem um bom programa.

Brasserie ‘pour’ Ducasse Começo pelo Cham-

peaux (pequenos campos, em francês), cujo nome homenageia não só esse trecho de Paris, que já foi chamado assim, como também restaurante homônimo, em Montparnasse, frequentado pelo escritor Émile Zola lá pelos anos 1800. Os nomes de alguns pratos do Champeaux foram ressuscitados. E o novo restaurante ganhou cardápio assinado por Alain Ducasse. É um salão simpáticoe espaçoso (180 lugares), que está no primeiro nível do Canopée, ou seja, na rua, uma deliciosa oportunidade de desfrutar do vaivém do lado de fora. Com decoração moderna e despojada, o painel ao fundo chama a atenção: inspirado nos displays de aeropor-

tos, nos quaisé possível acompanhar embarques e desembarques dos voos, ali estão os pratos em cartaz no dia. É uma brasserie moderninha.

Zomeletes e zaladas Vizinho dali, fica um dos mais divertidos espaços que tenho conhecido. Chama-se Za, uma cafeteria literária projetada por Philippe Starck que não carrega o “literário” no nome por acaso. A casa te recebe com uma biblioteca virtual. No Za, não há cardápios impressos. Tudo que a casa serve você acessa pelo aplicativo do restaurante. E o pagamento se faz pelo celular. O sistema é de mesa coletiva: uma grande esteira rolante que sai da cozinha. (LF/AG)

Brasserie moderninha no La Canopée, com cardápio de Alain Ducasse, janelões e mesas ao ar livre


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte

19 de agosto de 2017

THOMAS SAMSON/AFP-14.6.20169

LUCIANA FROÉS/AGÊNCIA O GLOBO

Sob o Canopée, são 150 espaços comerciais, entre galerias de artes e restaurantes, lanchonetes, cafés...

Onde comer Champeaux. No almoço, o cardápio traz opções de formules (refeições combinadas) por 28 euros (suflê de queijo mais especial do dia) ou 34 euros (acrescentando sobremesa). E, “pour” Alain Ducasse, há omeletes, tartares, filés, tartines, brulês, vinhos de cifras simpáticas... Funcionamento: De 12h a meia-noite (até 1h, de quinta-feira a sábado). Za. Todos os pratos começam com a letra Z. É mais uma pegadinha dos donos, Fabienne e Philippe Amzalak, com um cardápio de “zomeletes”, “zaladas”... O zomelete de cogumelos chegou irretocável (na casa dos 11 euros), as zartines (as tartines) são para repetir (10,80 euros). Funcionamento: Das 9h às 21h30 (sexta e sábado, até às 22h30)


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turismo PATRICIA CHEMIN/DIVULGAÇÃO

Cruzeiro

Aventura amazônica navegando com luxo e sofisticação Programa de navio em meioà mata ecom espéciesraras é umaótima pedidapara reunir amigos e se divertir emviagem confortável e exploratória Tânia Ramos Com licença ao poeta Pablo Neruda, mas “confesso que vivi” uma fantástica – e indescritível – aventura amazônica a bordo do Iberostar Grand Amazon. Neste mês, ainda sob as bênçãos da cheia (começa em janeiro e culmina em junho), navegamos pelo Solimões, adentramos igarapés e cortamos igapós, sempre nos

surpreendendo com as dádivas do rio e as riquezas da selva. Do avistamento de botos cinza, animais silvestres e aves de várias espécies à pesca da voraz piranha e imersão no cotidiano caboclo, esse é um roteiro singular, que agrada a distintos viajantes. O que, então, você está esperando para reunir os “chegados” e #partiuAmazonas? Se a dificuldade em viajar com os amigos era encon-

trar um destino que atraísse a todos, esse cruzeiro fluvial é, com certeza, a solução perfeita. Primeiro, para conhecer as ricas e exóticas cultura e gastronomia amazônicas; depois, para apreciar os mais belos nascer e pôr do sol; e, por fim, pela oportunidade única de embrenhar-se pela maior floresta do mundo, mas com total segurança e conforto proporcionados pelo navio-hotel. Além, é claro, de testemunhar o encontro das águas dos rios Negro e Solimões, quando esse último, agora mais imponente, passa a denominar-se rio Amazonas. O cruzeiro Iberostar Grand Amazon, que, podem acreditar, consiste nu-

ma viagem de múltiplas experiências, divide-se em três roteiros: um de três noites pelo Solimões; outro de quatro pelo Negro; e um de sete noites, englobando os dois rios. Com a diferença do ph de suas águas – as do Negro possuem maior acidez –, mudam-se também os panoramas às suas margens. Enquanto no Solimões fervilha a vida ribeirinha, no Negro surgem praias para banho e até nado com botos-cor-de-rosa, mesmo na época da estiagem (julho a dezembro), quando os igarapés definham, minguam-se os igapós, mas abundam outros atrativos, numa constante renovação natural.

Contemplar o pôr do sol ao fim do passeio de lancha e um momento único

Glossário A Amazônia Legal representa mais de 61 % do território brasileiro PATRICIA CHEMIN/DIVULGAÇÃO

Caminhada em meio a selva amazônica para conhecer exemplares de fauna e flora

Palafita. É uma casa sobre pilares de madeira sob as águas, comum às margens do rio Solimões. Nas grandes cheias, os caboclos ainda elevam seu assoalho até as águas baixarem. Casa flutuante. Opção de moradia para melhor enfrentar o fenômeno da cheia, ocorrido a cada seis meses. Para mudar essas residências de lugar, basta que os ribeirinhos puxem-la com um barco até o novo local. Igarapé. Um pequeno curso d’água só navegável na cheia; na seca, a água fica muito baixa. Característico da bacia amazônica, os igarapés (palavra formada pela junção de ygara (canoa) e apé (caminho), que significa, em tupi, "caminho de canoa") ligam um braço de canal ou rio.

MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO

Igapó. Região da floresta amazônica que permanece alagada mesmo no período da estiagem. Na cheia, ela se estende por toda a várzea, onde sobrevive árvores aptas a resistir debaixo d'água por até seis meses. Banzeiro. Movimento das águas provocado pelo deslocamento das embarcações, sempre presentes nos rios da amazônia, onde 80% do transporte é fluvial.

Raio-x da Amazônia Extensão. Com quase 7 milhões de quilômetros quadrados, é a maior floresta tropical do mundo. Abrange nove países (Brasil, Peru, Bolívia, Equador, Venezuela, Colômbia, Suriname, Guiana e Guiana Francesa), ocupando quase metade da América do Sul. Só em território brasileiro, são cerca de 4,5 milhões de quilômetros quadrados. Biodiversidade. Tem catalogadas cerca de 5.000 espécies de árvores com mais de 15 cm de diâmetro, segundo a pesquisadora Regina Coeli Vieira Machado da Fundação Joaquim Nabuco. Bacia hidrográfica. Possui a maior bacia fluvial do planeta, com quase 4 milhões de quilômetros quadrados de extensão em terras brasileiras. Rio Amazonas. Com 7.025 km de extensão desde a nascente, na Cordilheira dos Andes, no Peru, até a foz no Oceano Atlântico.

Várzea. Compacta, que sofre inundações periódicas. Nela, destacam-se as seringueiras. Terra firme. É o tipo de mata que, raramente inundada (ou, se vier a ocorrer, a água seca rápido) e abriga árvores de maior porte. Passeio a bordo do Iberostar Grand Amazon garante oportunidade de avistar e conhecer comunidades ribeirinhas


turismo

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FOTOS: MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO

Cruzeiro

Experiência para recordar desde a partida Pelo rio Solimões, navastidão da floresta, onavio-hotel oferececulinária regional amazônica, muito conforto, uma equipeatenciosa, diversão a bordoe momentos de relax Tânia Ramos Quando os primeiros acordes da música “Conquest of Paradise” ecoaram pelo deck do Iberostar Grand Amazon, ouvimos o apito do navio anunciando a partida do Porto Internacional de Manaus. Eram 18h. No céu, uma bola incandescente descia rumo ao horizonte. Enquanto o capitão finalizava as manobras para o navio seguir seu curso, o sol, majestoso, ainda deu uma leve parada sob a ponte estaiada do rio Negro antes de desaparecer

nas profundezas das águas. Nesse cenário idílico, de sincronia perfeita, foi dado o tom do que seriam nossos próximos dias embarcados no navio all inclusive. Recebidos com um coquetel de boas-vindas pelo capitão, que introduziu os procedimentos de segurança a bordo e durante os passeios, seguimos para o jantar, servido em grande estilo, descobrindo que, nos próximos dias, seria difícil equilibrar os ponteiros da balança. Do restaurante Kuarup, no subsolo do navio, à petisqueira, no deck, é um desfile

de tentações gastronômicas, primorosamente preparadas pelo chef Hildemar Pety e sua equipe. Da entrada à sobremesa, o bufê é farto e variado, nunca se repetindo, mas sempre priorizando os peixes locais, como tambaqui, pirarucu e tucunaré, regados a espumantes ou vinhos. Nas sobremesas, nos sucos e nos sorvetes, muitas opções de frutas típicas, do famoso açaí a buriti, murici e cupuaçu, entre outras. Essa festa de sabores, que ainda reserva uma refeição exclusiva de culinária regional, em que experimentamos

Jantar no Iberostar Grand Amazon é cercado de frutas e petiscos típicos da rica culinária da região Norte do Brasil

A menina dos olhos de um ‘alemão-manauara’ Inspirado nos cruzeiros do rio Nilo, no Egito, o Grand Amazon foi construídono estaleiro Erim,em Manaus, com design que remete às clássicas embarcações de transporte de passageiros da região. Em operação desde 2005, o navio é a menina dos olhos do proprietário da rede hoteleira Iberostar, “que se apaixonou pela região amazônica”, diz o diretor do Iberostar Grand Amazon, Winfried August, alemão radicado em Manaus há mais de 20 anos. Na torre de comando, liberadapara visitas escalonadasde passageiros, está o comandante Raimundo Alves Fernandes, o Tadeu. Com 47 anos de experiência em águas fluviais, ele opera o navio auxiliado peloimediato Eliezer Alves e o timoneiro Edson Oliveira. Além dos

bancos de areia, eles também têm que estar atentos, principalmenteà noite, às embarcações menores que cortam as águas, diz Tadeu. O Grand Amazon possui um moderno sistema de navegação digital e motores com hélices, que permite ao navio girar sobre o próprio eixo e deslocar-se um pouco de lado. Para maior segurança, tem comandos externos. (TR)

Características Capacidade: 148 passageiros e 75 tripulantes Andares: quatro Cabines: 74, distribuídas por três andares – com exceção das duas suítes, de 49 metros quadrados, com hidromassagem. As demais possuem 23 metros quadrados. Lanchas (ou voadeiras): 6, com capacidade para 23 pessoas

Suíte é espaçosa e quase não dá para perceber que se está em um navio

Iberostar Grand Amazon navega gentilmente pelas águas do rio Negro, deixando a viagem ainda mais agradável

a famosa costela de tambaqui, elegantemente apresentada, e o caldo de piranha de entrada,teve seuápice no jantar de gala do comandante. Para o rigor da ocasião, o sofisticado restaurante recebeu decoração temática, acrescida de cascata de camarão e fonte de frutas amazônicas; no cardápio, além de cordeiro e peixes, lagosta à la carte.

Serenidade e conforto Por três noites, seguimos 120 km (só ida) pelo caudalo-

so rio Solimões, mas com movimentos praticamente imperceptíveis – o que, aliás, torna esse cruzeiro viável até para as pessoas que não curtem navegar. Na maioria das vezes, só percebemos a navegação ao olhar para a vastidão da floresta amazônica ou das águas da sacada da cabine (são todas externas) ou do deck, no quarto andar, quando estamos bebericando um drinque, curtindo a piscina ou a jacuzzi. De categoria The Grand

Collection, a mais top da rede espanhola Iberostar, o Grand Amazon tem uma proposta própria: ali, o passageiro é mimado por sua mega-atenciosa equipe, goza de total segurança e conforto, tem gastronomia de primeira, aprecia drinks incríveis e curte diversão a bordo, porém, o verdadeiro luxo, característico da marca, está nas surpresas que nos aguardam lá fora, no contato com a natureza e a cultura locais.


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turismo

Aventura radical

Para observar piranhas e jacarés à noite Árvore (I)

Uma escada para o céu Símbolo da Amazônia, a samaúma (ou sumaúma) é considerada pelos índios a mãe de todas as árvores. Tipicamente amazônica, ele pode chegar a 75 m de altura. Por suas raízes sapobemba (ocas), a também rainha da floresta ou escada do céu é usada para a comunicação de tribos, o que lhe rendeu o apelido de “telefone de índio”. Os povos da floresta lhe atribuem poderes mágicos, inclusive os de proteger às demais árvores. WIKIPEDIA /COMMONS

Árvore (II)

Páreo duro na derrubada Nessa linhagem de árvores gigantes da Amazônia, o angelim aparece em segundo lugar, com até 60 m de altura. Das cerca de dez espécies, as mais comuns na região são os rajado e pedra. Pelo fato desse último ser uma madeira dura e resistente, o que dificulta sua derrubada, o angelim é chamado de senhor da floresta. É uma árvore milenar, tendo sido encontrado exemplar de até 1.500 anos, diz a cientista do Museu da Amazônia, Tatiane Ribeiro.

Entre os passeios preferidospelos turistas,especialmente estrangeiros, estãoaobservaçãodeanimaishostise extremamentevorazes em seuhabitat Tânia Ramos

Olhos de fogo

De nossas aventuras na selva, a pesca de piranhas e a focagem de jacarés, na região de Manaquiri, foram, sem dúvida alguma, as mais radicais. E não sem motivo: os bichos são belos sim, mas extremamente hostis e vorazes. Na tarde do primeiro dia, rumamos para um igarapé – na cheia, os peixes se concentram nessas áreas, de alimentação farta. A primeira orientação de nosso dublê de guia e pescador, André Costa, foi que ninguém retirasse os peixes do anzol. Opa! Quem disse que eu me aventuraria a tanto? Mas essa informação aquietou a todos. Depois de escolhido o local que ele julgou bom pra pesca, lançamos os anzóis às águas. Foi uma eternidade até que uma piranha mordesse a isca – e fosse fisgada, porque perdemos a conta de quantas foram comidas ou foram embora. Mas o pior: pesquei só filhotes. Enquanto isso, dois jovens norteamericanos pescavam piranhas “gigantes”, verdadeiros “fishermen”; depois, o pai entrou na corrida, e um casal de brasileiros também.

À noite, fomos ao encontro de jacarés com Conrado, o guia encantador de animais, com olhos de lince. Distante das margens,ele já enxergava o bicho sob as águas, formando um caminho de pontinhos vermelhos, como pessoas fumando na escuridão. A certa altura, ele viu um filhote às margens do igarapé, pediu ao nosso piloto (são todos bem-treinados) que aproximasse a lancha devagar e deu o bote, agarrando o bicho meio desorientado com o facho de luz. Ele ainda insistiu em encontrar um maior, o que não deu naquela noite, mas já estávamos todos satisfeitos com o que havíamos visto e tocado. Na volta, há 100 m da vegetação, Conrado ainda conseguiu enxergar os olhos de uma cobra dormindo sobre uma árvore. Aproximaram a lancha, ele tentou mostrá-la, indicou o galho da árvore, lançou fachos de luz de lanterna pequena e de uma do tipo holofote, mas nada. Não fosse nosso colega fotógrafo Gabriel tê-la registrado com uma superlente, nosso guia teria sido desacreditado por nossos olhos “míopes”.

O Iberostar Grand Amazon oferece uma aventura pela selva amazônica com todo o conforto e requinte de um navio de cruzeiro MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO

YOUTUBE/REPRODUÇÃO

Durante visita à mata, a grande surpresa foi encontrar jacaré escondido em meio às folhagens, quase imperceptível

Tarde e manhã na doce companhia de ribeirinhos e da mata Para assegurar as vivências amazônicas, o dia a bordo no Iberostar começa bem cedo. Na manhã seguinte à partida, fizemos um passeio de lancha para nosso primeiro contato com a fauna e a flora às margens do rio e dos igarapés na região de Janauacá. Logo de cara, o guia Luiz Epifânio nos apresentou a árvore-símbolo da Amazônia: a samaúma (ou sumaúma), seguida de seringueira e, entre outras, açaí. Ainda avistamos pássaros como sangue de boi e marreco, além de revoadas de várias espécies deixando o local de dormitório, borboletas, libélulas (inclusive uma azul) e jacarés. Nosso destino foi a casa de dona Léia (Luiza Paulino Sevalho, 53, nove filhos e seis netos, que vive ali há 31 anos) paraconhecero cotidiano caboclo. Gentilmente, ela nos aguardava com a mesa postacom frutas da região, tapioca e farinha de mandioca (ou macaxeira) típicas do Amazonas, além de uma cachaça curtida com muitas frutas locais – uma delícia! No quintal dela, vimos de pertoa árvore do cupuaçu, ingazeiro (de metro) e jambu, a folha que provoca dormência na boca e compõe um dos

pratos típicos do Estado, o tacacá. Ainda visitamos a casa de farinha, onde Epifânio nos introduziu na fabricação do produto e do tucupi, o caldo da mandioca-brava, que, depois de fermentado por quatro dias para liberar o veneno (cianeto), transformase neste famoso ingrediente de pratos da gastronomia do Amazonas ao Pará.

Ao raiar do sol No segundo dia, às 5h45 da manhã, partíamos para um passeio matinal na região de Manacapurú. No repertório, o espetáculo do nascer do sol, ao som do despertar da Amazônia, formado por uma sinfonia de pássaros. Adentramos um igarapé, onde pudemos observar o amanhecer numa comunidade ribeirinha, com pessoas espreguiçando-se nas sacadas de suas palafitas ou partindo em canoas (com motor de rabeta) para a lida diária. Assim como no dia anterior, fomos acompanhados por constantes exibições de botos cinzas, que, tão rápidos como emergiam, voltavam às profundezas do rio. Difícil eternizá-los (ao menos, a contento) pelas lentes de nossas câmeras. (TR)


turismo

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MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO

Pelas mãos de Piro, nas trilhas da floresta

Piro, o “mago da floresta” vive há mais de 30 anos na Amazônia

Depois de um reforçado café da manhã, deixamos o navio para, enfim, adentrarmos a selva. Numa caminhada de quase duas horas, em que sequer vimos o tempo passar, fomos conduzidos pelo guia Piro aos mistérios da floresta. Com sua ancestralidade inca e experiências da Amazônia peruana à brasileira, onde vive desde os 15 anos (hoje, ele tem 50), Piro é meio que um “mago da floresta”, que dialoga com cada árvore e cada animal, passando aos visitantes um profundorespeito poraquele santuário natural. Tão logo iniciamos a jornada, naaltura do lago Santana – utilizado pelos moradores como criatório do tambaqui –, seu olhar apurado voltou-se para o pé de uma árvore, de onde retirou, com um galho seco, uma tucandeira, a formiga utilizada em rituais indígenas de iniciação, cuja picada provoca dor intensa, febre e ínguas pelo corpo, podendo vir a matar. No percurso, deparamosnos com árvores alimentícias

e medicinais, como a bacabá, uma palmeira que fornece um fruto tão ou mais rico em nutrientes do que o açaí; s árvore amapá, da qual se extrai um leite que serve de alimento e remédio; breu-branco, cuja vaporização da casca trata sinusite, por exemplo e aindaexpele uma resina de autoproteção,utilizada nafabricação de cosméticos; e a macacaúba (do tupi, que significa “árvore do macaco”), que fornece um fruto do qual, após ummês de maceração, extraise uma pasta que “é alho puro”, garante Piro. Selva adentro, achados vitais para a sobrevivência: a palmeira palha-branca (ou babaçu), usada na cobertura de cabanas como localizador, já que as palhas refletem na escuridão, além de servir de tocha para andar à noite e espantar animais selvagens; e a matamatá, que oferece uma fibra para confecção de redes de pesca e de dormir. O cipó-d’água, que, confirmado por pesquisadores norteamericanos, oferece a “água mais pura do mundo”. (TR)

Serviço Cruzeiro fluvial. Iberostar Grand Amazon Promoção 1. Nas compras antecipadas, desconto de até 15% sobre o total (inclusive para Natal e réveillon). Promoção 2. Segundo passageiro grátis, em cabine dupla, de 22/9 a 23/10. Promoção 3. Crianças de 8 anos (idade mínima aceita no navio) a 12 anos incompletos pagam 50% das tarifas em quarto duplo. Diárias (baixa temporada): Cabines Mandí (R$ 855, dupla, e R$ 1.112, single), Tambaquí (R$ 983, dupla, e R$ 1.278, single), e Acará (R$ 1.026, dupla, e R$ 1.334, single); as suítes saem a (R$ 1.197, dupla, e R$ 1.556, single). Preços válidos para cruzeiros de três, quatro e sete noites. Receptivo (traslado e city tour). Amazon Eco Sight. (92) 3673-9346 / 3671-5432 ou www.amazonecosight.com.br


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turismo EVENTS/DIVULGAÇÃO

Minas Gerais

Startups para os viajantes Tecnológicascrescemnomercado comsoluçõesmaisacessíveispara solucionargargalosnosetorturístico Paula Coura Com propostas inovadoras e ideias arrojadas, as startups vêm ganhando espaço no trade turístico. A intenção dessas empresas é tornar diversos serviços indispensáveis ao viajante mais acessíveis. E muitas têm se sobressaído no mercado mineiro. Uma delas é a naovoei. com. A startup, fundada por sócios de Belo Horizonte, busca orientar passageiros que tiveram bagagem extraviada, atraso de voo ou overbooking e não conseguiram embarcar. O viajante entra no site, preenche o cadastro e conta tudo o que aconteceu. Em média, cada caso demora de três a quatro meses para se resolver e o valor das indenizações fica em torno de R$ 2.000 e R$ 8.000 a título de danos morais, além do ressarcimento de eventuais danos materiais que o passageiro tenha arcado durante o imprevisto (alimentação, hospedagem ou transporte).

Conheça Max Milhas. É uma startup de Belo Horizonte que vende bilhetes aéreos nacionais e internacionais através de milhas de terceiros. Utilizando a plataforma da empresa, é possível encontrar descontos de até 80%, sendo que, em média, as pessoas que compram esse serviço economizam 38%. Trackage. A proposta da startup, originalmente de Uberaba, no Triângulo Mineiro, é garantir o rastreio da bagagem em tempo real. Após inserir o dispositivo na mala e usando um aplicativo, o usuário recebe uma notificações caso ela seja violada. Para adquirir o serviço, é preciso pagar um plano de monitoramento que pode ser mensal.

“Temos uma média de 3.000 pessoas com problemas de atraso em voos por dia, segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Se passamos a denunciar isso, com certeza vai melhorar o serviço prestado pelas áreas”, explica Alexandre Freitas, 41, advogado, um dos sócios fundadores da naovoei.com. Freitas conta que, no último mês, tem tido uma média de 30 atendimentos por dia com relatos dessas situações. “Nos próximos meses, por conta da demanda, pretendemos investir R$ 50 na empresa”, complementa. Também de olho no mercado turístico, a Evnts se especializou em atender grandes grupos empresariais que buscam hospedagem para organizadores de grandes eventos. Criada em 2015, em Uberlândia, a startup disponibiliza mais de 5.000 quartos em hotéis em 150 cidades no país e projeta um faturamento de R$ 35 milhões para 2017, mediante os R$ 2,5 milhões em 2016. É um crescimento de 30% ao mês.

Startup de Uberlândia, a Evnts, tem 21 funcionários, dentre eles, Rafael Viera, Guilherme Oliveira, Mariana Pastorelli e Alexandre Rodrigues (CEO e fundador)

“Nos diferenciamos por apresentar um produto exclusivo para os grupos, uma demanda do mercado de eventos que casou com nossa proposta. A proposta é expandir o serviço para a Europa, começando por Portugal”, explica Alexandre Rodrigues, 28, CEO e fundador da Evnts. Para garantir essa ampliação, Rodrigues levou a sede para São Paulo, mas manteve em Uberlândia um braço da empresa. “Queremos poder ter representações em várias cidades do país. Mas, sempre que os organizadores de evento precisam, nos deslocamos para melhor atendê-los”, finaliza.

naovoei.com “O setor turístico precisa sempre de empresas que pensem em aprimorar as grandes experiências, que é o que buscam os operadores”

tudo para alcançar São Paulo na cidade com mais startups do Brasil”, garante Rafael Ribeiro, diretor executivo da ABStartups. De olho nesse celeiro tecnológico, a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) e o Sebrae promovem o Desafio de Inovação Turismo Inteligente, uma competição voltada ao desenvolvimento de projetos e ideias para o setor turístico e integração de startups com o mercado. Em todo o Brasil, serão selecionadas oito startups semifinalistas para apresentar seus trabalhos na feira da Associação Brasileira de Viagens (Abav), em setembro. A etapa regional do Sudeste, acontecerá em Belo Horizonte na próxima ter-

recebido após a definição na Justiça. “Nós prestamos todo o atendimento e esclarecimentos de informação ao viajante, mesmo para aqueles que não são judicializadas. Não cobramos nada por essa análise, é um serviço que prestamos”, diz Alexandre Freitas, um dos sócios.

Magda Nassar Presidente da Braztoa

Trade turístico incentiva e está de olho nas novidades Minas Gerais é o segundo maior Estado do país em número de startups. Tem 366 das mais de 5.000 cadastradas na Associação Brasileira de Startups (ABStartups). São Paulo ocupa o topo da lista, com mais de 1.300. Em todo o país, são 50 empresas voltadas diretamente para o turismo. “Enquanto as grandes empresas estão demitindo, as startups estão contratando. No mercado de turismo, são empresas que apresentam soluções para problemas, como os de logística e informação. Em Belo Horizonte, já está consolidado o San Pedro Valley, um polo de statups com uma filosofia colaborativa, diferente de qualquer outro lugar no país, e que tem

Como funciona. Todos os casos são avaliados por uma equipe, que informa se a situação é passível de indenização ou não via judicialização do processo. Quando o turista opta por prosseguir com o processo, seja por danos morais ou materiais, a startup cobra 30% do valor

ça-feira (22) e irá escolher duas empresas. A vencedora, além de ganhar viagens aéreas, terá a possibilidade de estreitamento de relação por meio da Braztoa com o trade turístico para apresentação dos serviços. “No ano passado, na nossa primeira edição do projeto, percebemos que precisávamos de mais tempo para fomentar trabalho com as startups em parceria com o Sebrae em um projeto maior, que conseguimos neste ano. Estamos em uma era que vai além de sites, portais e aplicativos. O mundo está avançado, e o turismo conecta o mundo. Por isso, estamos atentos ao que essas startups estão trazendo”, diz Magda Nassar, presidente da Braztoa. (PC)

Evnts Como funciona. A startup garante descontos de até 50% nas hospedagens para grandes grupos e eventos que reservarem hotéis por meio da plataforma, sem pagar taxas extras pelo serviço. A empresa também disponibiliza um pacote especial para noivas, que podem dar

como sugestão a seus convidados os hoteis sugeridos. “Por meio de parcerias com organizadores de grandes eventos culturais, esportivos e até mesmo as feiras, conseguimos um preço diferenciado. Trabalhamos com todos os tipos de grupos”, diz Alexandre Rodrigues, fundador.


turismo

11 W O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de agosto de 2017

sala vip (II) Miami e Nova York promovem-se juntas no Brasil W FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Pela primeira vez, Miami e Nova York uniram as forças e trouxeram para o Brasil uma missão comercial. Entre as novidades está o stopover lançado pela American Airlines, ou seja, você pode ir para Miami e parar alguns dias em Nova York (ou vice-versa) pagando um único trecho. O Brasil é hoje o terceiro destino emissor para os dois destinos norte-americanos.

A missão comercial reuniu empresários dos dois destinos no 68 La Pizzeria

O trio da agência PVT Viagens, Valéria Abreu, Arilma Cardoso e Mary Ribeiro

Patricia Herrera e Luísa Mendoza Chavez (NYC & Company), Joe Docal (Greater Miami CVB) e Simone de Sá (American Airlines)

Regina Casale (Ytur), Regina Rodrigues (Nextur) e Daniela Paes Leme (Favola Turismo)

Lívia Tomich, Amanda Ribeiro e Rose Fernandes (Master) e Daniela Bergamin (Imaginadora)

As agentes Poliana Barbosa e Laura Bessa representaram a operadora Primus Turismo

Tathiana Leal (agência Imaginadora) com Marina Coluccini e Marina Reis (Go Together)


12 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia 19 de agosto de 2017

Belo Horizonte


WServiço. Carro recém-lançado: esperar ou comprar logo de cara? Páginas 16 e 17

MALAGRINE ESTÚDIO/DIVULGAÇÃO

WDuas rodas. Novo Suzuki Burgman 400 é testado na Itália. Páginas 22 e 23

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BELO HORIZONTE Sábado 19/8/2017

pampulha

W

Questão de estilo Mercedes atualiza o visual do GLA, e modelo fica com mais cara de SUV. Páginas18 e 19


W 14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de agosto de 2017

interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br

Raimundo Couto

Lendas da paixão II Dividida em duas partes, contamos hoje o capítulo final com um breve resumo sobre a história da lendária Ferrari. A saga da marca que tem o cavalinho empinado como emblema começou quando a família de Francesco Baracca, um piloto morto em combate na guerra, cedeu a Enzo (Ferarri) o direito do uso da imagem que Baracca usava como amuleto em seu avião: o cavallino rampante, símbolo do vigor e da determinação. Foi assim a transcrição da história nas palavras do próprio Enzo. “A história do cavallino rampante é simples e fascinante. O cavallino estava pintado na fuselagem do caça de Francesco Baracca, heroico aviador caído em Mon-

tello, na Primeira Guerra Mundial. Quando venci, em 1923, o primeiro circuito de Savio, que se corria em Ravenna, conheci o conde Enrico Baracca, pai do herói. Desse encontro nasceu o seguinte, com a mãe dele, a condessa Paulina. Ela disse-me um dia: Ferrari, coloque no seu carro o cavallino rampante do meu filho. Dar-lhe-á sorte”. Enzo conservou até sua morte, em 1988, a fotografia de Baracca com a dedicatória dos seus pais na qual lhe entregam o emblema. O cavallino era negro, e assim permaneceu. O criador da Ferrari aplicou apenas o fundo amarelo-canário, que é a cor de Modena. Em 1929, a Ferrari começou suas atividades automobilísticas com o nome Scuderia

Altas Rodas W No último dia 10, a rede de concessionárias Grande Minas (Pampulha, Contagem e Cristiano Machado), do Grupo GNC, foi agracia-

da, pela General Motors, com a certificação de Concessionário “A”. O prêmio é concedido anualmente a concessionárias que alcançaram o

Ferrari. Naquele ano, Enzo criou a empresa e com ela introduziu os preceitos de uma organização que, embora tivesse como objetivo principal a manutenção dos carros de competição da Alfa Romeo (à qual ele estava ligado também como piloto), modificava e transformava os carros, mantendo a marca Alfa Romeo e recebendo assistência técnica da própria fábrica. Em 1939, a Ferrari fundou sua sede em Modena, a Auto Avio Costruzioni. Por causa da Segunda Guerra Mundial, Enzo se mudou para Maranello, a 18 km de Modena. Bombardeada em 1944 e 1945, a indústria passou por uma completa reestruturação produzindo automóveis de rua que hoje representam o sonho de

padrão de qualidade exigido pela montadora quanto a uma série de requisitos, incluindo atendimento ao cliente. Creomar Santos, ge-

“Há três anos, desde que a Fiat se uniu à Chrysler, Montezemolo saiu da presidência, mas não sem deixar como um de seus legados a célebre frase: ‘A Ferrari não vende carros. Ela vende sonhos.’

rente regional de vendas da Grande Minas, atribuiu a conquista ao profissionalismo e ao compromisso dos colaboradores, que estão sem-

consumo de dez entre dez entusiastas. A parceria da Fiat com a Ferrari teve início em 1969. A Fiat passou a participar do controle acionário da Ferrari e mudou sua história, possibilitando investimentos para a equipe de competição e os avanços tecnológicos, hoje conhecidos nos automóveis. O começo do entrosamento deu-se efetivamente com a inauguração de um circuito fechado apenas para testes, que recebeu o nome de Fiorano, e foi inaugurado em 1972. Em 1979, Jody Scheckter conquistou o último título mundial de pilotos e de construtores assistido pelo fundador da equipe. Em 1982 e 1983, Enzo ainda viu sua equipe ser campeã do Mundial de Constru-

tores. A ascensão do industrial Luca Cordero di Montezemolo à presidência da Ferrari se deu em 1991. A carreira vitoriosa no time de futebol mantido pela Fiat, a Juventus, e a organização da Copa do Mundo na Itália, em 1990, credenciaram Luca a assumir o comando – da fábrica e da equipe de Maranello – levando novamente a Ferrari a ganhar na Fórmula 1, e, depois, torna-se o executivo número 1 da empresa no mundo. Há três anos, desde que a Fiat se uniu à Chrysler, Montezemolo saiu da presidência, mas não sem deixar como um de seus legados a célebre frase: “A Ferrari não vende carros. Ela vende sonhos.”

pre em busca da satisfação do cliente. “Temos uma equipe preparada para trabalhar com produtos diferenciados, atendimento mais próxi-

mo, o que aumenta a confiança do consumidor e da própria montadora em relação ao nosso trabalho”, comemorou Santos. FOTOS GIAZI CAVALCANTE/DIVULGAÇÃO

Gercino Coelho Filho (Grupo GNC), Felix Madeis (GM), Creomar Santos (Grande Minas), Enio Lima e Fernando Salles (GM)

Equipe de colaboradores da Grande Minas das lojas Cristiano Machado, Pampulha e Contagem participaram da festa

aCerimônia de premiação foi realizada na concessionária Grande Minas da avenida Cristiano Machado, no bairro Cidade Nova

Certificação de Concessionário “A” concedida pela GM refere-se ao trabalho realizado pela Grande Minas em 2016

Grupo GNC, detentor da Grande Minas, emprega hoje cerca de 2.000 funcionários com mais de 28 pontos de venda no país

Diretores da GM de São Paulo e de Belo Horizonte junto à diretoria da Grande Minas durante o evento de premiação


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15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de agosto de 2017

FOTOS PEUGEOT/DIVULGAÇÃO

Linha 2018

Câmbio mais favorável

Com câmbio automático, o 208 custa a partir de R$ 65.990

Peugeot 208 e 2008 ganhamnova transmissãoautomática de seis velocidades;lista deequipamentos desérie tambémfoireforçada Da redação Os modelos 208 e 2008, da Peugeot, chegam à linha 2018 com um novo câmbio automático: com seis marchas, ele substitui a antiga caixa de apenas quatro velocidades, que vinha sendo utilizada até então. Fornecida pela empresa Aisin, a transmissão conta com quatro modos de operação: Drive, Eco, Sport e Sequencial. O novo câmbio automática continua sendo acoplado unicamente ao mo-

tor 1.6 16V, capaz de desenvolver 122 cv de potência e 16,4 kgfm de torque com etanol; quando abastecido com gasolina, o propulsor rende 115 cv e 15,5 kgfm. As versões equipadas com o motor 1.6 THP (Turbo High Pressure) seguem sendo oferecidas apenas com um câmbio manual, também de seis marchas. A Peugeot informa que o consumo do 208, segundo o programa do Inmetro, é de 11 km/L na cidade e de 13,2 km/L na estrada, com gasoli-

na, e de 7,3 km/L e 9,3 km/L, nas mesmas situações, com etanol. Já o 2008 atinge 10,7 e 13 km/L e 7,5 e 9,2 km/L, respectivamente. O câmbio automático está disponível para as versões Allure, por R$ 65.990, e Griffe, por R$ 70.490. Na lista de equipamentos, tanto o 208 quanto o 2008 receberam ganchos Isofix para fixação de cadeirinhas e sistema multimídia com função de espelhamento de celulares, por meio de Android Auto e Apple CarPlay.

O 2008 traz uma novidade a mais: a versão Crossway, que nasceu como série especial, agora foi integrada oficialmente à gama. Configuração mais cara equipada com o câmbio automático, ela custa R$ 87.190 e vem com rodas de liga leve de 17 polegadas e revestimento parcial em couro nos bancos. Mas a nova transmissão também é disponibilizada na versão intermediária Griffe, tabelada em R$ 85.190, e na de entrada Allure, que tem preço de R$ 78.590.

Preços do 2008 automático vão de R$ 78.590 a R$ 87.190


W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de agosto de 2017

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Serviço

Os lançamentos

Preços da pré-venda do Kwid foram mantidos pela Renault, só não se sabe até quando

e uma velha e incômoda dúvida Comtantasestreias,Super Motor quis saber:vale a penacomprar um carroque acabou de ser lançado ou éprudente esperar algum tempo? Igor Veiga Fiat Argo, Renault Kwid, novo Volkswagen Polo, o sedã Virtus e por aí vai. São muitos os novos modelos de carro lançados no Brasil neste ano, e outros estão por chegar nos próximos meses. Além da dúvida sobre a escolha do modelo ideal, eis que outra velha questão vem à tona na cabeça de muitos consumidores: vale a pena comprar um carro inédito, que acabou estrear no mercado? Ou é melhor esperar algum tem-

po? A indagação não é à toa e se justifica, na maioria das vezes, pelo receio de defeitos de fabricação nos veículos nunca produzidos em larga escala antes. E não são raros os casos de problemas em carros novos lançados no mercado. O que dizer, por exemplo, do motor 1.0 VHT do novo Gol, lançado em 2008, que obrigou a Volkswagen a convocar um recall de 400 mil veículos. E o defeito no então novo câmbio Powershift da Ford, que fez a marca inclusive estender o período de garantia de fábri-

“Hoje há um controle muito mais rigoroso no processo de qualidade dos carros, que não existia no passado” Paulo Roberto Garbossa Diretor da ADK Automotive ca do item? Daria para ocupar todo o espaço desta matéria só para falar sobre falhas detectadas após a estreia dos modelos.

Opinião profissional Na opinião de consulto-

res automotivos ouvidos pelo Super Motor, apesar dos riscos envolvidos, não há motivo, hoje em dia, para deixar de comprar um carro pelo simples fato de ele ser recém-lançado. “O fato de ser um lançamento ou não, não tem nada a ver. Os controles de qualidade evoluíram muito dentro das fábricas e ficaram, sem dúvida, mais rigorosos. E se houver algum problema, as montadoras estão cada vez mais preocupadas em saná-lo via recall, o que não acontecia há 20 ou 30 anos, por exemplo”, avalia Paulo Roberto Garbossa, diretor da ADK Automotive. Linha de pensamento parecida tem o presidente da multinacional Jato Dynamics no Brasil, Vitor Klizas. “O uso cada vez maior de plataformas e de processos

globais pelas montadoras reduziu o risco de problemas nos carros novos, já que esses componentes são testados em todo o mundo”, pontua o executivo da empresa especializada em análises do mercado automotivo.

Vale mais a empatia Segundo os especialistas, o consumidor tende a se guiar pela empatia e con-

fiança que tem na marca na hora de comprar um carro novo. E, para Garbossa, esse é o caminho mais adequado. “Se o sujeito teve um Renault, por exemplo, e nunca teve dor de cabeça com ele, é bem tratado na concessionária, ele tende a comprar um Kwid sem medo nenhum”, exemplifica o representante da ADK Automotive.


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17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de agosto de 2017

RODOLFO BUHRER/LA IMAGEM/RENAULT

Preço mais ‘camarada’ é comum logo nas estreias Segundo os especialistas, uma das vantagens em comprar um carro recém-lançado está justamente no bolso. Em geral, o preço dos modelos na pré-venda ou logo na estreia do carro costumam ser mais “camaradas”. Em poucos meses, é muito comum as montadoras reajustarem a tabela do modelo. “É uma questão de pura estratégia das marcas, porque esse chamado ‘preço de lançamento’ é o que fica na cabeça do consumidor. Mas, com pouco tempo, ele sobe porque aumenta-se o custo

de produção e da mão de obra para fazer o carro”, explica Garbossa. Ainda a respeito da grana, o que não dá para mensurar previamente e com exatidão é o valor do seguro cobrado pelo modelo recém-chegado às concessionárias. Além do perfil do motorista, nestes casos, as seguradoras costumam usar como base o valor do seguro de carros similares no segmento. Mas é bom saber que, dificilmente, o preço vai cair. Outra incógnita e que foge ao controle do comprador é o risco do carro recém-lan-

çado mudar para melhor ou pior muito pouco tempo depois de chegar ao mercado. O Fiat Mobi, por exemplo, estreou com motor 1.0 de quatro cilindros. Menos de um ano depois, ganhou versões com motor 1.0 três cilindros, mais econômico. Entre os importados, a lógica costuma ser inversa, sobretudo quando os modelos passam a ser fabricados no Brasil. Modelos como o Audi A3 Sedan e o Volkswagen Golf perderam equipamentos depois que tiveram a produção nacionalizada. (IV)

Chevrolet

Cruze sedã com novidades O Chevrolet Cruze sedã chegou à linha 2018 com algumas novidades. Na versão de entrada (LT), o carro passa a vir com ajuste de altura dos faróis. Em todas as versões, o modelo vem agora com repetidores de seta nos retrovisores externos. A mecânica é sempre a mesma. O motor 1.4 turbo flex, de até 153 cv, e 24,5 kgfm de torque, agora é fabricado na Argentina. O Cruze sedã 2018 parte de R$ 92.990 (antes custava R$ 91.890). CHEVROLET/DIVULGAÇÃO

Proposta de lei Ano/modelo. Um projeto de lei em discussão na Câmara dos Deputados, em Brasília, pretende proibir os fabricantes de veículos de modificar a estética ou a mecânica de seus produtos para colocálos no mercado antes do fim do ano em que o modelo anterior foi produzido.

Hyundai

Creta em nova versão nas lojas

Mudança relevante. Conforme o texto, o ano-modelo de um veículo só poderá ser alterado se houver relevante inovação técnica, estética ou mecânica no veículo, conforme parâmetros técnicos. Período mínimo. A proposta também pode tornar obrigatória a manutenção no mercado, pelo prazo mínimo de dez anos, dos modelos fabricados no país. Ou seja, depois de lançado, o carro só pode sair de linha dez anos depois. STUDIO CERRI/DIVULGAÇÃO

ESTÚDIO MALAGRINE/DIVULGAÇÃO

A Hyundai passou a oferecer no Brasil uma nova versão do SUV Creta por R$ 89.990. Chamada de Pulse Plus, a nova configuração traz motor 1.6 e câmbio automático de seis marchas e tem na lista de equipamentos de série itens como: ar-condicionado digital, faróis com acendimento automático, central multimídia com GPS e compatível com Android Auto e Apple CarPlay, além de câmera de ré. Ao todo, são nove opções de cor da carroceria.

Vai ter feirão

Recreio BH celebra 19 anos

Oito meses depois de lançar o subcompacto Mobi, Fiat trouxe nova versão do carro com novo motor 1.0

Importados costumam perder equipamentos ao serem feitos no Brasil

No próximo dia 26 de agosto (sábado), das 8h as 18 h, a concessionária Recreio BH irá comemorar seu aniversário de 19 anos com o “Feirão Fora de Série”. O evento será recheado de ofertas e preços especiais e terá também exposição de carros antigos da Volkswagen, espaço kids, além de food trucks e food bikes. A entrada é franca. A Recreio BH fica na avenida Barão Homem de Melo, 3.535, no bairro Estoril.


W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de agosto de 2017

Renault

Logan tem nova série limitada O Renault Logan acaba de ganhar uma nova série limitada a 6.000 unidades. O Logan Expression Avantage vem equipado de série com o sistema multimídia Media Nav Evolution, sensor de estacionamento e câmera de ré, rodas em liga leve aro 15, além de vidros traseiros elétricos e retrovisores elétricos. Visualmente, a diferença fica por conta das rodas com acabamento em preto metálico. O preço sugerido da versão é de R$ 51,2 mil. RENAULT/DIVULGAÇÃO

Recall

Jeep Compass é convocado A Fiat Chrysler (FCA) informou nesta semana que 2.751 proprietários de Jeep Compass, ano/ modelo 2010, 2012, 2013 e 2014 já podem agendar o reparo do problema que afeta a abertura do airbag e o tensionamento do cinto de segurança. Os veículos envolvidos têm chassi 1C4NJCAA5DD177721 a 1C4NJCAA0 ED927530 (não sequencial). Mais informações pelo telefone 0800 703 7150 ou ainda pelo site www.jeep.com.br.

Ford

Linha Ka pode ter novo motor 1.2

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Lançamento

Para reforçar a identidade visual de SUV Parecer-se ainda mais com um utilitário-esportivoé a proposta do renovadoMercedes-BenzGLA; modelode luxo partede R$ 158,9mil Luiz Humberto Pereira Auto Press

Desde que foi lançado em 2013, o Mercedes-Benz GLA sempre valorizou muito seu aspecto esportivo. A traseira caída, típica dos cupês, sempre ajudou a dar ao menor SUV da marca da estrela um jeito de quem é mais afeito a correr num bom asfalto do que a encarar trilhas esburacadas. Mas o estilo off-road anda em alta nos lançamentos automotivos em todo o mundo e fez o fabricante alemão rever seus conceitos em relação ao GLA. Tanto que, no face-lift que chega agora à versão “made in Brazil” do GLA, a proposta da Mercedes é justamente reforçar o caráter SUV do modelo. Para atingir esse objetivo, detalhes estéticos foram modificados para dar um ar mais robusto ao modelo produzido na cidade paulista de Iracemápolis, que chega neste mês com sua cara nova às concessionárias Mercedes-Benz de todo o país. Segundo modelo mais vendido da MercedesBenz no Brasil – perde para o Classe C – e responsável por um terço das vendas da marca neste ano, o utilitário-esportivo GLA ganhou

novos elementos de design interior e exterior, além de passar por uma atualização em sua configuração. Agora, a família GLA é oferecida no Brasil em cinco versões: 200 Style, 200 Advance e 200 Enduro, todos com o já conhecido motor l,6 L de 156 cv; e, no topo da linha, a 250 Sport, que mantém o motor 2.0 L de 211 cv; além da versão de alta performance Mercedes-AMG GLA 45 4Matic, que é equipada com o motor quatro cilindros mais potente do mundo, que oferece nada menos que 381 cv, e câmbio AMG Speedshift DCT de sete velocidades.

Porte extra Uma personalidade de SUV é, cada vez mais, uma razão de escolha importante para muitos compradores de veículos. Para reforçar essas características, a Mercedes-Benz optou por equipar as versões 1.6 e 2.0 do GLA com a suspensão Off-road Comfort, que preserva as qualidades de dirigibilidade do modelo, adequando-o às características das ruas e das estradas brasileiras – recebeu um aumento de 3 cm na altura livre do solo. Além disso, para dar um visual mais “durão”, a Mercedes fez alterações su-

tis no modelo. Criou uma nova grade do radiador com a grande estrela de três pontas ao centro, onde se destacam as aberturas retangulares ao longo das duas barras horizontais – elementos trazidos do GLS, maior SUV do portfólio da marca. O novo para-choque dianteiro ganhou largas aberturas de ventilação e um aplique central na parte inferior para proteção do veículo.

Interior renovado Por dentro, as novidades são novas cores e acabamento dos bancos para as versões com motorização 1.6, assim como painéis de controle cromados. Os controles das teclas para os ajustes dos bancos nas portas, disponíveis a partir da versão Advance, ganharam pequenos toques de estilo, e o compartimento portaobjetos do console central é circundado por uma moldura cromada. Além disso, os anéis das aberturas de ventilação estão mais bem destacados. Como força não é nada sem controle, o novo

GLA conta com vários sistemas de assistência: controle eletrônico de estabilidade, hold – que imobiliza o carro em paradas temporárias, como nos semáforos –, detector de sonolência (Attention Assist), assistência de partida em aclives (HSA), controle eletrônico de tração em cada uma das rodas (ETS) e pré-carregamento dos freios Priming. A partir da versão Advance, o carro traz ainda assistente ativo de estacionamento, que posiciona o carro na vaga sem a necessidade de mexer no volante, controlando apenas o acelerador e os freios.

Preços Os valores do novo GLA começam em R$ 158,9 mil na versão 200 Style, passam por R$ 175,9 mil na 200 Advance, chegam aos R$ 203,9 mil na configuração 200 Enduro e atingem os R$ 232,9 mil na versão 250 Sport. Já a poderosa Mercedes-AMG GLA 45 4Matic é oferecida por R$ 359,9 mil. ESTÚDIO MALAGRINE/DIVULGAÇÃO

ESTÚDIO MALAGRINE/DIVULGAÇÃO

Dirigibilidade é ponto forte do SUV alemão; modelo conta com diversas assistências eletrônicas O último lançamento da Ford no Brasil, o Ecosport, estreou o novo motor 1.5 de três cilindros, de 137 cv. Na Índia, no entanto, onde o SUV será apresentado em sua nova geração em outubro, há rumores de que outro propulsor entrará na gama do SUV: trata-se de um 1.2, também de três cilindros. Além disso, o novo motor 1.2 deve ser inserido também no hatch Ka e no sedã Ka+, chamado de Figo no mercado indiano.

ESTÚDIO MALAGRINE/DIVULGAÇÃO

Tela central sobre o console tem leitura fácil dos comandos

Utilitário-esportivo traz novas rodas de liga leve aro 18 e o motor vem equipado com sistema start/stop


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19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de agosto de 2017

ESTÚDIO MALAGRINE/DIVULGAÇÃO

Novas lanternas ganham tecnologia derivada do Classe E LUIZ HUMBERTO PEREIRA/CZN

Lanternas traseiras vêm com sistema antiofuscante integrado

A grade do radiador e os para-choques do GLA ganharam novos desenhos

A partir da versão Advance, os faróis LED High Performance, caracterizados por uma temperatura de cor similar à da luz do dia, que reduz a fadiga visual, substituem os anteriores bixenônio como equipamento de série. Na traseira, o para-choque conta com vincos mais fundos e é arrematado na parte de baixo por um protetor destacado. O conjunto posterior ganhou também grandes lanternas, agora com tecnologia Stardust derivada do Classe E. Seu design mais reto e a união por uma barra horizontal aumentam a percepção de largura do veículo. As luzes de freio e os piscas são controla-

dos em três intensidades: brilho total durante o dia, um nível intermediário para rodar durante a noite e um nível mais baixo para paradas à noite, para não incomodar outros usuários da via. Com essa função multinível, o GLA proporciona automaticamente o grau correto de brilho para todas as condições de iluminação e clima em todas as situações de tráfego. O controle das luzes é especialmente agradável para os outros motoristas nas paradas em semáforos ou em situações de engarrafamento, onde eles irão ter à frente luzes de freio e sinalização direcional não ofuscantes. (LHP/AP) ESTÚDIO MALAGRINE/DIVULGAÇÃO

Performance na pista convence

Ficha técnica Motor. 1.6 16V flex e turbo Potência. 156 cv a 5.300 rpm

O GLA é daqueles carros que não cansam. O test drive de apresentação do modelo à imprensa brasileira, num trajeto entre a capital paulista e o litoral, teve mais de 300 km e levou mais de seis horas para ser concluído. A versão avaliada foi a intermediária 200 Advance, tradicionalmente a mais vendida do modelo, num vistoso tom de vermelho. Mecanicamente, o GLA continua o mesmo. No modelo avaliado, o motor turbo 1.6 L com injeção direta de combustível e 156 cv, combinado à transmissão automática 7G-DCT com dupla embreagem e possibilidade de acionamento manual das marchas por meio de padlle shifts atrás do volante, oferece uma boa entrega de torque em baixas rotações e dá ao GLA um comportamento dinâmico bastante consistente. O conjunto instiga a dirigir de for-

ma bastante esportiva e transmite percepção de extrema confiabilidade. O bom equilíbrio da suspensão, bem-assessorada por diversos dispositivos eletrônicos, ajuda a tornar qualquer passeio ainda mais interessante e divertido. No caótico trânsito urbano paulistano, o GLA faz valer seu lado “sala de estar” e esbanja conforto. Já nas estradas rumo ao litoral paulista, nos raros trechos onde os quase onipresentes radares de velocidade permitem pressionar o pedal da direita com maior vigor, dá para perceber que o torque e a potência do GLA são mais do que suficientes para mover o carro com leveza e agilidade sem estressar o motorista. Para ressaltar o lado SUV do GLA, a Mercedes incluiu um pequeno trecho de trilha leve que o utilitário esportivo atravessou de forma ligeira, sem vacilos. (LHP/AP)

Torque. 25,5 kgfm entre 1.200 rpm e 4.000 rpm Câmbio. Automático de sete marchas e com sistema de dupla embreagem Tamanho. 4,42 m de comprimento, 2,02 m de largura, 1,52 m de altura e 2,70 m de distância entre-eixos Porta-malas. 421 L Tanque. 50 L Suspensão. Eixo dianteiro McPherson e suspensão traseira com braços múltiplos. Controle eletrônico de estabilidade Pneus. 235/50 aro 18 Freios. Discos ventilados na frente e discos sólidos atrás

Interior é feito com materiais de alta qualidade e traz novas cores de acabamento na versão GLA 200


W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de agosto de 2017

Série especial

Delivery e Worker com estilo retrô A Volkswagen lançou uma edição especial para os caminhões Delivery 8.160 e Worker 13.190. Inspirados nos modelos que a marca fabricava na década de 80, ambos vêm com rodas, para-choque, para-barros e outros detalhes visuais pintados de preto, enquanto a carroceria exibe o tom amarelo-primavera. No interior, os bancos são revestidos em vinil preto. Batizada de Série Histórica, essa tiragem só poderá ser encomendada pelos compradores até o dia 31 de agosto. VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO

Na Alemanha

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Transporte

Ônibus urbano entra na onda da globalização Novo coletivo da Volvo, B8R chega aopaís commotor, transmissãoe chassi novos;projeto únicoé utilizado emdiferentes partesdo planeta Eduardo Rocha Auto Press

No mundo inteiro, o mercado de ônibus urbanos sofre influência direta da gestão pública – seja pelo controle direto do transporte coletivo, seja pela regulamentação exercida pelo Estado. Atualmente, no Brasil, como qualquer coisa que se refere a Brasília, ele vai de mal a pior. Em outros países da América Latina, como Argentina, Chile, Colômbia e Peru,

os investimentos no setor até caíram, mas bem menos que aqui. Tanto que, há cerca de cinco anos, o Brasil representava 60% das vendas da Volvo Bus Latin America, enquanto as exportações ficavam com 40% da produção em Curitiba. Hoje a relação se inverteu e, pior, as vendas totais caíram à metade desde 2014. Foi para ganhar força nesses mercados menos paralisados e criar atrativos nas próximas renovações de frota nas principais cidades

brasileiras que a Volvo está lançando a nova geração de seu ônibus urbano com motor traseiro, o B8R, que trabalha com o novo chassi global da marca sueca. O modelo ganhou o novo motor D8, de seis cilindros em linha e 7.7 L, com duas opções de caixa de marcha automatizada com retardador, ambas de nova geração: ZF de seis marchas e Voith de quatro velocidades. Não há mais opção de caixa manual, como no antecessor B7R, que trazia o motor D7, também traseiro, de 7.3 L com 290 cv de potência e 122,4 kgfm de torque. O novo propulsor, que passa a ser produzido no Brasil, tem dois níveis rendimento. Para o mercado interno e diversos

países latino-americanos, ele teve o desempenho reduzido para 250 cv e 96,9 kgfm. Em contrapartida, pode ser até 3% mais econômico. Para os mercados andinos, em que os ônibus trafegam em altitude elevada, há uma versão de 330 cv e 122,4 kgfm. Esse aumento serve para compensar o ar mais rarefeito, que tira força e potência do motor. Outra vantagem do D8 é o menor consumo de óleo. O intervalo de trocas, em condições de uso normal, sobe de 30 mil para 40 mil quilômetros, o que pode representar uma redução no custo de manutenção de até 4%, segundo a Volvo. Além de motor e caixa, o eixo de transmissão foi modificado.

Estrada para veículos elétricos O grupo Siemens está construindo na Alemanha uma estrada para caminhões elétricos, que será capaz de recarregar as baterias dos veículos enquanto eles se deslocam. A via, que terá aproximadamente 10 km de extensão, faz parte da rodovia A5, que passa pela região central do país e ligará o aeroporto de Frankfurt à cidade de Darmstadt.

Além do Brasil, veículo deve ser vendido em Colômbia, Chile, Peru e Argentina

Motor posicionado na traseira do ônibus produz menos ruídos e vibrações


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21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de agosto de 2017

FOTOS VOLVO/DIVULGAÇÃO

A bordo, mais conforto para passageiros e operadores O banco do motorista do B8R não é muito diferente dos utilizados pelos caminhões da Volvo. Ele é capaz de oferecer regulagens que ninguém suspeitaria que seriam necessárias. A não ser alguém que passasse de 10 a 12 horas por dia, todo dia, sentado ali. É também pela qualidade de vida do motorista que a Volvo aposta tanto na configuração de motor traseiro com câmbio automatizado: a cada ciclo de negociação, os sindicatos da classe do Brasil aumentam as exigências nesse sentido. Praticamente todos os comandos do Volvo são feitos por botões. Caso do câmbio,

que tem apenas três opções: D, N e R, de drive, neutro e ré. Do lado esquerdo, fica a pequena tela do I-Coaching, que pode servir tanto como professor quanto como dedo-duro do motorista. Sempre que o pé direito pesa demais, seja no acelerador ou no freio, a linha de texto correspondente fica vermelha e, assim que o motorista corrige a ação, ela volta à cor verde. A crítica possível aqui é que a interface é sem graça. Um sistema que usasse um grafismo mais lúdico ou algum tipo de pontuação para o rendimento criaria um estímulo para um melhor desempenho de quem está ao volante.

Como é um ônibus urbano, que normalmente trafega a até 60 km/h, a relação final do câmbio ficou um pouco mais curta, para privilegiar a força. As reações do B8R são até ágeis para um veículo capaz de transportar 19,5 toneladas. Na pista de teste da marca sueca, com carga mínima, ele demonstrou rolar bem pouco nas curvas, ter uma direção bem direta e precisa e freios suaves, em um primeiro estágio, e bem fortes quando acionados com firmeza. A suspensão a ar incrementa muito o conforto a bordo e faz o ônibus rodar com bastante leveza e silêncio. (ER/AP)

Segundo o fabricante, consumo de combustível do B8R é cerca de 3% menor que o do modelo anterior

Preço é igual ao da geração anterior O conjunto chassi/motor/câmbio do B8R tem custo de aquisição idêntico ao do antigo B7R – com valores próximos a R$ 250 mil, sem opcionais. Ele recebe de série equipamentos como direção hidráulica, freios a disco com distribuidor eletrônico de frenagem, ABS, controle de tração, auxílio de partida em rampa, sistema de ar comprimido e suspensão eletrônica a ar com dois foles na frente e quatro no eixo traseiro. Como opcionais de fá-

brica, ele pode ter alterações nas dimensões – o entre-eixos, por exemplo, pode ir de 3,25 metros para 4,50 metros –, sistema de ajoelhamento e limitador de velocidade. A nova linha já chega com os softwares de conectividade e de telemetria instalados, mas a ativação depende de um serviço adicional. Caso do sistema de gerenciamento de frota, o Fleet Management, que a Volvo já oferece há cinco anos. Com ele, o gestor de frota

consegue saber tudo que foi feito durante a viagem. Desde o abrir e fechar de portas até onde andou e a que velocidade. A novidade é que agora ele recebeu um sistema de monitoramento, chamado “I-Coaching”, que interage em tempo real com o motorista. O I-Coaching avalia a performance ao volante em seis itens: sobregiro do motor, tempo de uso da marcha lenta, frenagem, aceleração, velocidade e procedimento nas curvas. (ER/AP)

Mercado Demanda. A intenção da Volvo ao apresentar o novo ônibus urbano B8R foi, ao mesmo tempo, adequar-se às exigências dos principais mercados da América do Sul, que têm dado preferência para modelos com motor traseiro, e antecipar-se um pouco às demandas do mercado brasileiro, que também tendem a ampliar a utilização dessa configuração de ônibus nas cidades. Fabricação. O B8R é produzido no complexo industrial em Curitiba (PR). De acordo com a Volvo, o projeto é fruto do investimento de R$ 1 bilhão que a Volvo faz no Brasil entre os anos de 2017 e 2019.

Veículo tem tração 4×2 e opção de pisos alto ou baixo

Novo chassi para ônibus da Volvo atua no segmento urbano padrão, de até 17 toneladas


W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de agosto de 2017

BMW S 1000 RR

Esportiva em edição especial Com as tradicionais cores azul, branco e vermelho, a nova BMW S 1000 RR Tricolor acaba de chegar ao Brasil. Apesar do caráter exclusivo, o preço sugerido da edição não sofreu reajustes e segue sendo R$ 78,4 mil. Assim como as outras versões da superesportiva, a Tricolor vem com motor de quatro cilindros e 999 cm³, capaz de entregar 199 cv e 11,5 kgfm de torque e que está associado a um câmbio de seis marchas. Entre os equipamentos de série, destacam-se freios com ABS Pro integrado ao modo de pilotagem Pro, controles de tração dinâmico e de suspensão ativa. BMW/DIVULGAÇÃO

1º lote esgotado

Salão Duas Rodas em SP O Salão Duas Rodas 2017, que será realizado no São Paulo Expo, entre os dias 14 e 19 de novembro, teve seu primeiro lote de ingressos esgotados. A venda das entradas segue aberta no site www.salaoduasrodas.com.br. O bilhete para terça-feira, abertura do evento, custa R$ 36 (meia R$ 18). Para quinta, sexta e domingo o valor é de R$ 44 (R$ 22 a meia) e para quartafeira e sábado o valor é R$ 56 (R$ 28,00 a meia). Os preços são promocionais referentes ao segundo lote de ingressos e valem até o dia 26 de setembro ou enquanto durar a carga.

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Duas rodas

Japonesinho em boa forma Novo Suzuki Burgman 400 é testado na Itália; modeloganhou visual mais modernoe motor econômico; naEuropa, modelo 2018 do scooter sai por7.899 euros Auto Press Quando se tem uma história de quase 20 anos de sucesso no mercado, qualquer mudança é delicada. Mas alguns argumentos justificam essa necessidade de mudar, como atualização de estilo e incorporação de recursos tecnológicos mais eficazes. Como parte dessa “continuidade” necessária, a Suzuki lançou o novo Burgman 400 ABS. O modelo, que nasceu em 1998, agora vem com detalhes renovados, como posição de condução mais agradável e pequenas soluções de conforto. O renovado modelo mostra um visual mais alegre, dinâmico e elegante ao mesmo tempo. O desenho proporcionou uma posição de condução mais confortável e que gera sensação de leveza e agilidade. O “rejuvenescimento” ficou óbvio: a moto parece mais estreita e atlética.

Além disso, as assinaturas em LEDs brilhantes complementam o design e o deixa ainda mais atraente – na frente, os faróis são bipartidos e contam com luzes de posicionamento, enquanto a traseira vem mais simplificada com lanternas independentes. Outra mudança significativa é o aumento da autonomia de combustível, fruto do consumo reduzido. O motor monocilíndrico de quatro tempos também foi atualizado. Com 399 cc e refrigeração líquida, ele proporciona 31 cv de potência e torque de 3,16 kgfm, disponíveis a 4.800 rpm. O uso de uma nova caixa de filtro de ar de cinco litros deixou a scooter com aceleração mais vigorosa e elevou a potência em relação ao modelo anterior – antes, a caixa de filtro de ar era de 4,2 L. Outro detalhe importante é a redução de peso que a Suzuki aplicou no Burgman 400. Com esse

“emagrecimento”, a moto ficou mais econômica: ela faz 25 km com um litro de gasolina e tem autonomia de até 300 km. O scooter da Suzuki tem um display multifuncional no centro do guidão que contempla velocímetro analógico e um tacômetro. Além disso, ele mostra hodômetro de dupla viagem, nível de combustível, temperatura do líquido de arrefecimento, consumo de combustível, temperatura ambiente, indicador de gelo na estrada e o mostrador Suzuki Eco Drive, que exibe ao motorista o procedimento correto para reduzir o consumo. Na Europa, o Suzuki Burgman 400 tem preço definido. O scooter está disponível a partir de € 7.899 (R$ 26,9 mil) nas cores branco-pérola, cinza e preto. Há ainda uma edição especial, em preto fosco, que dá estilo mais esportivo ao scooter.

Novo Burgman 400 faz média de 25 km/L, segundo a fabricante, e roda até 300 km com tanque cheio

Modelo lançado na Europa ainda não tem previsão de chegada ao Brasil

Melhorias mecânicas deixaram o scooter mais esperto na pista


super motor

23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de agosto de 2017

FOTOS SUZUKI/DIVULGAÇÃO

Painel de instrumentos analógico traz computador de bordo

Lanterna traseira integrada à rabeta ganhou iluminação por LEDs

Escolha ideal para o dia a dia O novo Suzuki Burgman 400 tem qualidades elogiáveis. Ele é muito ágil no trânsito, e sua capacidade de absorver o impacto de buracos é muito boa, graças à suspensão composta pelo conjunto entre garfo telescópico de 41 mm e monobraço na traseira com mola de pré-carga ajustável em sete posições. Em velocidades mais elevadas, a proteção contra o vento se mostra eficaz, apesar de o para-brisa ter tido seu tamanho reduzido após a reestilização do scooter. Em curvas, o Burgman 400 demonstra ser preciso e seguro. A grande aderência permite recliná-lo de um lado para outro, o que é facilitado pela boa estabilidade dada pela distribuição de peso ideal do scooter, a longa distância entreeixos e a roda dianteira de 15 polegadas. O baú recebe um volume de até 42 L, suficiente para guardar um capacete, por exemplo. (Auto Press)

Apresentada no Saláo de Milão, no ano passado, a nova Burgman 400 é vendida lá por 7.899 euros


W24 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de agosto de 2017

super motor FOTOS VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO

Em produção

Tem Polo saindo do forno Volks anuncia investimento de R$ 2,6 bilhões na fábricade São Bernardo do Campo para produção dasversões hatche sedã do modelo Da redação Para receber a fabricação do Polo, que será lançado no Brasil no fim de setembro, e do Virtus, sedã programado para o primeiro trimestre de 2018, ambos desenvolvidos na plataforma modular MQB, a Volkswagen anunciou que vai investir R$ 2,6 bilhões no desenvolvimento dos produtos e na moderniza-

ção da fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. O aporte faz parte do cronograma de investimentos da empresa no Brasil até 2020, de um total de R$ 7 bilhões. Segundo a marca, ele contempla, entre outros testes dos produtos, desenvolvimento local de peças, além de ações para o lançamento dos modelos no Brasil. “A Volkswagen do Brasil

Produção do novo carro começou na última segunda-feira

está investindo R$ 2,6 bilhões para o desenvolvimento e a fabricação do novo Polo e do Virtus no Brasil. A chegada dessas novidades, em linha com o que há de melhor no mundo e atendendo as necessidades dos consumidores da América do Sul, faz parte da construção de uma nova Volkswagen”, afirmou David Powels, presidente e CEO da Volkswagen do Brasil e da América do Sul.

Flagrante Motor 1.0 MPI. A Volks ainda não confirma, mas, durante o evento de lançamento da produção do novo Polo no Brasil, os jornalistas automotivos puderam flagrar que o hatch será equipado com motor 1.0, aspirado, na versão de entrada.

Novo Polo nacional será praticamente idêntico ao europeu


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Pampulha, sábado - 19/08/2017 by Tecnologia Sempre Editora - Issuu