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Pampulha, sábado - 15/09/2018

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UM MERGULHO NA CULTURA INDÍGENA DO POVO WAYUU, NO NORTE COLOMBIANO ... Páginas 6, 7 e 8

QUER UM CORTE DE CABELO PARA A TEMPORADA? VÁ DE FRANJA! ... Páginas 27 e 28

PEDRO CARDOSO TRAZ DE VOLTA A BH O SUCESSO “O AUTOFALANTE” ... Página 14

ARAXÁ VIROU A ‘MECA’ DOS CARROS ANTIGOS NO ÚLTIMO FIM DE SEMANA ... Páginas 18 e 19

15 a 21 de setembro de 2018 ANO XXVII número 1468 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE RAMON BITENCOURT

Um dos autores mais citados nas redes sociais, Caio Fernando Abreu, que completaria 70 anos neste mês, tem sua obra caindo cada vez mais no gosto do leitor jovem

Isabela Boechat, 23, é fã da obra de Caio Fernando Abreu; na foto, ela lê “Contos Completos”, livro recémlançado pela Cia. das Letras

CAIO: MUITO ALÉM DA WEB


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opinião

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VITTORIO MEDIOLI

A SEMANA

Editorial

“O Estado é racista, entendeu? Mas se eu falo isso é mimimi, é vitimismo, por isso que eu não queria atrelar esse caso a racismo, porque eu não quero ouvir essa resposta”

A facada eleitoral

Advogada Valéria Lucia dos Santos, 48, em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, sobre episódio em que foi algemada por policiais, na última segunda (10), por determinação da juíza Ieiga, depois de ter negado a ela acesso à peça da defesa, em uma audiência em Duque de Caxias (RJ).

s aparências podem levar a conclusões precipitadas. Nos casos mais famosos da história, acabou por se descobrir que a engendração levava em sentido oposto a um plano que precisava permanecer oculto. E agora? Pra que lado está a realidade? De regra, os políticos suprimidos atentavam contra o status quo de grupos encastelados. Bolsonaro se encaixa nesse perfil. É uma figura fora do eixo das finanças e dos partidos tradicionais – grandes beneficiários do caos e dos exorbitantes lucros atuais. O ex-militar caiu na mira de muitos desde o momento em que seu eleitorado cresceu, lotando ruas e praças aos gritos de “mito”. Marcou uma consolidação depois de uma performance surpreendente em recentes entrevistas. Quando todos esperavam uma queda dele concomitantemente aos míseros sete segundos de tempo na propaganda eleitoral, subiu entre 2% e 4% e mostrouse destinatário de parte do eleitorado de Lula, agora definitivamente excluído da disputa. Bolsonaro deixa na incerteza bancos, empreiteiros e partidos. Chegou aonde está surpreendentemente, sem apoio da mídia, cética e descrente dele. A história mostra conspirações tentando se esconder, seguindo o maquiavélico ditado: “Quando puder ganhar pelo engano, não use a força”. Não podemos excluir que um fanático, ex-filiado de um partido assumidamente radical, possa ter agido por motivação própria ou seja marionete de um manipulador ou de uma conspiração mais ampla. No caso de Bolsonaro, o próprio governo anuncia: “Agiu sozinho, é um louco”. O governo sempre demora, esfria, porém uma sobrinha toma a cena confidenciando de imediato que Adélio Bispo há três anos não batia bem da cabeça. Hospedava-se numa pensão esquálida de Juiz de Fora, há dez dias, num quarto onde se encontraram mais dois celulares, um computador e uma agenda com anotações estranhas. Certamente, uma faca afiada, que penetra com seus 20 cm de comprimento e 3 cm de largura o abdome do primeiro colocado na pesqui-

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180

Distribuição gratuita

sa presidencial, levanta suspeitas, faltando 30 dias para a eleição. O esclarecimento deve ser rápido e se antecipar à votação. O “louco”, numa fração de segundo, com força, agilidade e precisão, acerta o abdômen do candidato. Parece uma ação treinada por alguém que tentava matar com um instrumento destinado a provocar o máximo estrago físico e grave hemorragia interna. Ele tenta evadir na confusão, mas a fuga foi mal calculada, apesar de ter sido muito rápido o recuo. O atentado se deu logo após a materialização das consequências de entrevistas televisivas que lhe angariaram simpatias em redutos privativos da esquerda. Subiu entre 2% e 4% na semana que abriu a propaganda eleitoral gratuita, que lhe destina apenas sete segundos. Não resta dúvida de que a possibilidade de passar ao segundo turno se fortaleceu para ele, num momento de trégua de ataques que não se ajustam com vítimas de atentados. Mesmo quem o adotava como alvo preferencial teve que mudar de estratégia. Mas Bolsonaro incomoda e assusta quem deteve o poder político e financeiro nas últimas décadas e que vê nele um perigo. Se antes da facada contava com apenas sete segundos oficiais, depois passou a deter 24 horas de programação no papel de martirizado. Isso pode se refletir numa alavanca eleitoral. Apesar de ter que ficar internado, sem condições de fazer campanha de rua por mais de um mês, tempo mínimo para a recuperação das lesões, ele permanecerá no centro dos noticiários como vítima. A facada o vacinou contra ataques por algum tempo. E ainda terá condições, mesmo em cadeira de rodas, de se apresentar aos últimos debates, se assim lhe for conveniente, e se aproveitar de uma circunstância extraordinária. Enfim, encontra-se num momento excepcionalmente favorável, com uma passagem para o segundo turno e sem maiores desgastes no primeiro.

vittorio.medioli@otempo.com.br

REPRODUÇÃO INSTAGRAM

“Como anular meu voto?” A pergunta é a que os brasileiros mais têm feito ao Google, que lançou ferramenta na última quinta-feira (13) que ranqueia as pesquisas relacionadas às eleições feitas no buscador. Já a pergunta “Em quem votar em 2018” surge em quarta posição, revelando as dúvidas do eleitor a menos de um mês do pleito.

“O general e o comando do Exército precisam vir a público explicar essa informação, que é grave” Vera Magalhães, jornalista, na última quinta (13), sobre suposto dossiê referente aos candidatos à presidência, que teria sido feito pela inteligência do Exército, e estaria em posse do General Hamilton Mourão (PRTB), vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL)

“Canto pro mundo nosso amor, nossa parceria, porque tenho muito orgulho da família que somos” Lázaro Ramos, ator, que usou o Instagram para celebrar, na última quinta (13), os 14 anos de seu relacionamento com a atriz Tais Araújo, com quem tem dois filhos: João Vicente, de 7 anos, e Maria Antônia, de 3

“Não acho que ninguém tentou apontar o dedo para ninguém, mas foi assim. Houve uma reunião em que John apareceu e disse: ‘Ei, pessoal, estou saindo da banda’” Paul McCartney, 76, que, em conversa sobre o lançamento do disco “Egypt Station” com o entrevistador americano Howard Stern, revelou que foi John Lennon quem colocou o ponto final nos Beatles.

“Quer ver meu tanquinho?” Fernando Haddad, que foi oficializado candidato do PT à Presidência na última terça-feira (11). Em entrevista, ele, que cumpria agenda de campanha em Osasco (SP), brincou com jornalistas quando foi questionado se usava colete à prova de balas.

“Se eu já me arrependi de alguns papéis que interpretei? Sim e a Aibileen de ‘Histórias Cruzadas’ está nessa lista.” Atriz Viola Davis, em entrevista ao jornal “Times”, na última quarta (12). O papel lhe rendeu um Oscar de melhor atriz coadjuvante. Ela critica que, na produção, as vozes das empregadas domésticas não teriam sido ouvidas.

Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO FUNDADOR Vittorio Medioli

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reportagem

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CAIO FERNANDO ABREU> Nascido há 70 anos, o saudoso autor é, hoje, um dos mais citados na web FELIPE DELANGELO DIVULGAÇÃO

Patrícia T-shirts, caCassese necas, pôsteres e até adesivos decorativos para paredes tratam de propagar as frases (e, em decorrência, ideias) de um jornalista e escritor gaúcho que, morto precocemente, em 1996, segue ampliando seu séquito de fãs. Sim, estamos falando de Caio Fernando Abreu, cujos 70 anos de nascimento foram lembrados no último dia 12, com homenagens Brasil afora – incluindo a do gigante Google, que, em sua página inicial no país, dedicou um doodle a ele, na última quarta-feira. Muitos desses tributos, na verdade, vão além da efeméride alusiva às sete décadas: caso da obra “Contos Completos”, que a Companhia das Letras colocou recentemente no mercado. Ou, ainda, da exposição “Doces Memórias”, que, aberta ao público na última quinta-feira (13), no Museu Nacional da República, em Brasília, segue em cartaz até o próximo dia 28. Em meio a essa movimentação, um aspecto em particular chama atenção: a parcela de jovens que compõe o séquito de fãs do autor. Gente como a estudante de jornalismo belohorizontina Isabela Boechat, de apenas 23 anos – ou seja, tinha apenas um ano de vida quando Caio Fernando Abreu se foi. Já há alguns anos, ela se assume como uma “fã de carteirinha”. Mas o que faz com que o autor tenha, no curso dos anos, adquirido o status de ícone pop, com direito a frases replicadas a torto e a direito nas redes sociais? E, afinal, ser um fenômeno nas redes é bom ou ruim? Para a primeira pergunta, a jornalista Paula Dip aventa uma hipótese. “Sua escrita apaixonada e enigmática nasceu num período de repressão política, social e comportamental. Marcou sua geração, e estará sempre à frente da vanguarda estética e existencial. É isso que encanta os jovens de hoje – e continuará encantando gerações”,

“Doces Memórias”

Mostra no Museu Nacional de Brasília lembra o autor de “Morangos Mofados”

Cada vez mais essencial entende a autora da biografia “Para Sempre Teu, Caio F.” (Record), hoje na sua quinta edição, e, ainda, de “Numa Hora Assim Escura” (José Olympio/Record), que reúne as cartas trocadas entre Caio e Hilda Hilst (1930 – 2004) Mais do que uma biógrafa, porém, Paula foi colega de Caio na redação da editora Abril – e amiga de trocar cartas e bilhetes. Não por outro motivo, analisa que o fato de as frases de Caio terem se popularizado era previsível – ainda que possa ser visto como uma faca de dois gumes. “Tem um lado bom, pois mostra o quanto ele é lembrado e querido, e como suas frases são profundas e significativas. Por outro lado, muita

gente acha que ‘leu as frases, conhece o Caio’, o que não é verdade. Insisto sempre que é preciso ler a obra completa dele”, pontua ela, que não se furta a dar uma dica. “Comece pelo romance ‘Limite Branco’ e vá comprando, em sebos, os livros de contos, o teatro completo, as crônicas... Finalize com ‘Onde Andará Dulce Veiga’”. Vale tomar nota, mas, no caso da estudante Isabela, a porta de entrada para o universo de Caio Fernando Abreu se deu por meio de “Morangos Mofados” (1982), livro que ganhou da mãe ao completar 15 anos. Fato: a estudante reconhece que, à época, não tinha repertório suficiente para acessar as entrelinhas. “Na verdade,

por ser muito denso, achei confuso”, rememora. Algum tempo depois, ao resgatá-lo da gaveta, veio o que ela nomina como um “baque”. “Fui ficando instigada. E virou paixão, inspiração”. Cooptada, encontrou na amiga e colega de faculdade Lara Alves o incentivo que faltava para mergulhar ainda mais fundo neste universo: juntas, e para o curso, as duas chegaram a fazer um programa de rádio sobre a vida do gaúcho, de quem Isabela destacaria, hoje, os contos “O Rato”, “Aqueles Dois” e “O Mar Mais Longe Que eu Vejo”; ou a carta a (ao escritor) Sérgio Keuchgerian. Independentemente do “primeiro Caio Fernando Abreu” a ser lido, o apreço

dos jovens pela obra do autor gaúcho é atestado pela própria irmã do autor, Cláudia de Abreu Cabral. “Acho que a obra do Caio sempre atraiu muitos jovens pelo fato de que tudo que ele escreveu parece ter sido escrito ontem – e também por ele ter vivido intensamente sem se importar em ser outra coisa que não fosse ele mesmo”. A opinião vai ao encontro do que pensa Juarez Guimarães Diaz, diretor do solo “Eu Caio”, que traz, em cena, o ator Matheus Soriedem. “Caio Fernando Abreu era um autor muito sintonizado com a perspectiva do eu, o que o aproxima do universo das redes, no qual todos querem se manifestar. Ele escrevia muitos textos em primei-

ra pessoa, dos quais emergem o seu eu. E suas angústias pessoais ganham o reconhecimento dos jovens. Toda as questões que viveu estão muito próximas às que vivemos hoje”, aponta, ressaltando, ainda, o viés de “melancolia” que permeia a obra do autor. “Nas redes, hoje, a gente percebe que os jovens estão vivendo essa crise de ansiedade, e mesmo de depressão”. Mas, claro, nada disso justificaria o fenômeno se não houvesse o lastro qualitativo, como confirma Paula Dip. “As histórias de Caio possuem um valor artístico e histórico, são como que um depoimento geracional cujo valor – poético, metafórico e alegórico – é inegável. É único: ninguém escreve como ele, e tudo o que nos deixou leva sua assinatura peculiar. É um clássico, não apenas na forma, mas, e principalmente, no conteúdo: trata de questões eternas e definitivas para o ser humano em qualquer tempo ou lugar”. A atriz Deborah Finochiaro, um dos nomes à frente do espetáculo “Caio do Céu”, que foi apresentado na abertura da mostra dedicada ao autor em Brasília, complementa ressaltando a sonoridade dos textos do saudoso conterrâneo. “A escrita dele é muito musical, tem a beleza da métrica, ele era impecável na construção do texto, que era muito burilado, pensado milimetricamente. Você percebe que cada palavra está no seu lugar”, diz ela, que integra a companhia Solos e Bem Acompanhados. Para Deborah, o que mais fisga o jovem leitor na obra de Caio Fernando A breu é, sem dúvida, a sinceridade. “Ele sempre foi muito sincero na forma de abordar a alma humana, trazendo à tona questões que ainda hoje soam urgentes neste país doido que a gente vive”. E não só. “Também o assumir quem se é (seduz o público) – no caso dele, homossexual, portador do vírus da Aids. Porque o sistema tenta nos conduzir à boiada, nos anestesiar. E o jovem quer mostrar quem ele é, se manifestar”.

A VIDA E OBRA CAIO FERNANDO ABREU GANHOU MÚLTIPLOS OLHARES NOS PALCOS AO LONGO DOS ÚLTIMOS ANOS FERNANDA CHEMALE/DIVULGAÇÃO

A atriz gaúcha Deborah Finocchiaro em cena do espetáculo “Caio do Céu”

KIU MEIRELES/DIVULGAÇÃO

“Eu Caio”, solo de Matheus Soriedem, com dramaturgia de Juarez Guimarães Dias

GUTO MUNIZ/DIVULGAÇÃO

Cena de “Aqueles Dois”, da Cia. Luna Lunera, baseado no conto homônimo do gaúcho


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reportagem

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FENÔMENO>Expectativa de estudiosos e fãs é que interesse se transmute em leitura

ACERVO PESSOAL

É fato: quem teclar “frases de Caio Fernando Abreu” nos sites de busca será conduzido a dezenas de opções – prova incontestável da popularidade do autor no universo virtual. Mas se, como levantou a biógrafa Paula Dip, esse fenômeno não deve substituir a leitura da obra, o ator Odilon Esteves está convencido de que, sim, pode ser um facilitador. “Muita gente está inclusive descobrindo Caio Fernando agora graças às redes sociais – e não vejo essas citações, que às vezes são criticadas, como algo negativo. Ao contrário. É possível que aquela frase, digamos, ‘descontextualizada’ sirva para alguém, e que isso gere nesta pessoa a curiosidade e o desejo de conferir o parágrafo na qual está inserida. E chegando a ele, quem sabe não se anime a ler o conto inteiro, o livro inteiro... Uma coisa pode puxar outra. Veja, não necessariamente vai puxar, mas pode puxar. E, se não, ao menos a pessoa terá sabido que existe um autor brasileiro chamado Caio Fernando Abreu”, advoga. O ator lembra ainda a quantidade de memes ou frases de gurus que circulam nas redes. “Então, quando tem também de literatura, gosto, fico feliz. Para mim, não vulgariza ou superficializa. Vejo como um convite a conhecer o autor com o qual a pessoa se identificou por meio de uma frase”. Odilon, vale lembrar, é integrante do grupo Luna Lunera, que tem, em seu repertório, a montagem “Aqueles Dois”, baseada no conto homônimo do escritor. A peça, vale dizer, foi um divisor de águas na trajetória da companhia mineira. “A gente vinha, desde 2006, vivendo uma crise interna. E quando começamos a fazer um trabalho de improvisação a partir de Caio Fernando, um afeto muito forte renasceu entre a gente. A gente costuma dizer que vivia um período de repartição, a burocracia daquela repartição narrada no conto. Isso é uma elaboração psicanalítica minha, mas acho que a gente se viu refletido ali, no conto. Naquele deserto de almas, naquele ambiente tão árido e buroPatrícia Cassese

“As Frangas”

Lara Souto Santana, curadora da exposição, sobre tapete que faz alusão à única obra infantil de Caio

CIA DAS LETRAS/DIVULGAÇÃO

Muito além das frases replicadas nas redes

#TEMQUETER

A obra reúne seis livros, além de material inédito e textos de nomes como Italo Moriconi, Alexandre Vidal Porto e Heloisa Buarque de Hollanda. Companhia das Letras, R$ 79,90

DIVULGAÇÃO

crático de trabalho, onde um encontro muda e ilumina a vida de duas pessoas. Foi o que aconteceu na nossa vida naquele momento, de uma crise seca”. “Aqueles Dois”, aliás, é citado pela poeta Adriane Garcia. “É um conto magnífico, sobre uma relação secreta entre dois homens numa desértica repartição, secreta até para eles mesmos, enquanto vão se descobrindo amantes. Caio sabe escrever algo com beleza imensa. Penso que seu grande trunfo seja, para além do registro de uma memória, saber escrever com o equilíbrio exato entre o ficcional e o referencial de sua experiência. E foi exatamente esse savoir faire que cooptou o jovem Matheus Soriedem.

Em 2013, aos 21 anos, ele resolveu ir às manifestações que tomavam conta do Brasil, ainda que meio por intuição. No entanto, assustou-se ao perceber, já ali, pedidos de um retorno do regime militar. Aturdido, procurou o dramaturgo e diretor Juarez Guimarães Dias e, juntos, os dois, após resolveram levar essa inquietação aos palcos. Surgia, ali, o embrião do solo “EuCaio”, que, vale dizer, teve apresentação especial na última quinta-feira (12), marco dos 70 anos de nascimento do autor. PEDIDO À FIGUEIRA No meio desse caminho, vale destacar uma experiência impactante: chegaram a ir à Casa do Sol, a célebre moradia de Hilda Hilst loca-

lizada nas imediações de Campinas, onde Caio Fernando Abreu procurou abrigo temporário. No caso, Matheus, que é também fotógrafo, foi para fazer um documentário – e, coincidentemente, acabou hospedado no quarto que abrigou Caio. Não só. Lá, ao saber dos três pedidos que o gaúcho teria feito a uma figueira, tratou de fazer o mesmo, numa noite de lua cheia. O seu, no caso, foi se envolver em um trabalho artístico que “não dependesse de tantas pessoas para acontecer”. O solo “EuCaio” estreou em 2015, no dia 13 de dezembro, data que marcou o advento do AI-5 décadas atrás, com casa lotada. “Acho que o Caio viu meu pedido e, lá de cima, deve ter dito: ‘tadinho, vou dar

uma moralzinha a ele”, brinca. Ao mesmo tempo, ele, perplexo, mais uma vez voltava a ver, nas ruas, pessoas pedindo a volta da ditadura. A biógrafa Paula Dip, aliás, lembra o fato de o jornalista ter dado vazão à sua escrita em plena vigência do regime militar. Em tempo: “EuCaio” deve fazer nova temporada no final deste mês, na Casa Sapucaí. Enquanto isso, Deborah Finocchiaro sonha trazer “Caio do Céu” à capital mineira. “É um espetáculo ainda bebê, está engatinhando”, brinca. “Mas é incrível como mexe com a plateia, o que nos faz ver como Caio, com sua atualidade, segue arrebatando uma legião de leitores – em particular, os citados jovens”.

Produtos alusivos à imagem e à obra de Caio Fernando Abreu, como a caneca da foto acima (do site Joinha Store), são facilmente encontrados na internet, a preços diversos. DIVULGAÇÃO

As frases do poeta foram transformadas em adesivos decorativos, para serem fixados pela casa. O da foto acima é do site kiaga.com.br, e custa R$ 65 (ou R$ 58,50, no boleto) DIVULGAÇÃO

Um livro, uma mostra Recém-lançado, “Contos Completos”, lembra a poeta Alice Sant’Anna, do time de editores da Companhia das Letras, que o chancela, reúne pela primeira vez, em um só volume, toda a produção de contos de Abreu. “Caio é autor de dois romances, de peças de teatro e de poemas, mas foi no conto que se consagrou como escritor. O livro abarca, portanto, os contos escritos de 1970 até 1990, cobrindo duas décadas de intensa produção literária. É um marco importante de re-

conhecimento de um dos principais autores brasileiros, que representou como ninguém a contracultura”, lembrou, ao Pampulha. Já para quem for a Brasília, vale conferir a exposição “Doces Memórias”, em cartaz no Museu Nacional. A mostra traz, segundo uma de suas curadoras, Lara Souto Santana, pesquisadora da obra de Caio Fernando, objetos pessoais, roupas, a máquina de escrever que ele usava, prêmios que recebeu... “Tudo orquestrado de

forma muito harmônica, parece uma casa. Tem até uma geladeira”. Neste caso, o embrião da iniciativa localizase em 2012. “Já havia o boom do autor no Facebook, a gente percebia que as pessoas estavam muito próximas a ele. O que a gente fala é que as inquietações de Caio Fernando são atemporais, por isso os jovens se aproximam de sua obra”. Em 2014, veio uma primeira exposição, reformulada para uma ainda maior, em 2016, que deságua na de

agora. “A ideia era usar a palavra para nortear a mostra”. Tendo participado da abertura para convidados, na última quarta-feira (12), com o espetáculo “Caio do Céu”, Deborah Finocchiaro era só elogios à empreitada. “A abertura foi uma coisa divina, encantadora, comovente. Mesmo o espaço tendo o pé direito alto, a cenografia, genial, conseguiu imprimir intimidade e a harmonia que servem como um belo suporte para divulgar ainda mais a obra de Caio Fernando”.

O site Poeme-se se notabilizou por t-shirts com textos de nomes como Caio Fernando Abreu, cuja frase “Quero ser diferente. Eu sou. E se não for, me farei” estampa este item, atualmente em oferta, a R$ 34,10.


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reportagem

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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

Busca pelo sono (CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Perda de força muscular m tempos atuais, nossos idosos estão vivendo cada vez mais. Entretanto, não necessariamente com mais qualidade de vida. E a sarcopenia (do grego, “pobreza de carne”) é uma das causas principais. Esse é o nome técnico que se dá à perda de força muscular progressiva que ocorre no idoso. Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), cerca de 15% dos brasileiros têm sarcopenia a partir dos 60 anos de idade, chegando a 45% aos 70, e podendo ultrapassar a casa do 50% aos 80 anos. A perda progressiva da força muscular, especialmente na terceira idade, piora o equilíbrio e a locomoção dos mais idosos. As consequências mais terríveis são as quedas com fratura. Isto leva a pessoa a ficar mais dependente do cuidado de terceiros. Portanto, caso você já esteja na faixa etária de risco para sarcopenia e não queira ficar dependente dos outros, continue lendo os próximos parágrafos. O declínio na atividade física, comum entre idosos, é somente um dos motivos pelos quais a sarcopenia acontece. Entre outros fatores que contribuem, estão mudanças hormonais, diabetes, inflamações e má nutrição ou uma alimentação não balanceada. Estudos recentes têm apontado que mulheres portadoras de atrite reumatoide estão mais propensas a sofrer com sarcopenia. Entretanto, a fraAs consequências queza muscular, especialmente das pernas, mais terríveis são é considerada um dos as quedas com mais importantes sintomas. A perda de massa fratura. Isto leva muscular é comum com a idade, porém, é a pessoa a ficar na faixa dos 60 que ela mais dependente se torna clinicamente perceptível e suas condo cuidado de sequências começam a terceiros. incomodar no dia a dia, quando um simples ato de subir escadas ou ir à padaria se tornam sacrifícios, em função de piora na capacidade de locomoção e aumento na incidência de quedas. O alerta deve partir da classe médica no sentido de estimular a prática de atividades físicas e colocar que o problema é plenamente reversível. Tal situação de reversibilidade pode fazer com que um idoso frágil possa se tornar ativo novamente, com um salto em qualidade de vida. Foi publicado no periódico “Jama” que nove idosos com 90 anos ou mais, residentes em uma clinica de repouso, foram submetidos a um treinamento supervisionado durante dois meses. Passado esse período, chegaram às seguintes conclusões: o ganho de força foi em média de 174%, a musculatura da coxa cresceu 9% e a velocidade ao caminhar acelerou 48%. Para manter essa qualidade vida, os adultos mais velhos devem cumprir um programa de atividade física que inclui aumento da força muscular (musculação, pilates etc.) e ficar atentos à ingestão de alimentos mais ricos em proteínas. Fazer exercícios sob a orientação de um profissional de saúde habilitado como fisioterapeuta ou de educação física. A alimentação também deverá ficar a cargo de um nutricionista. Em casos mais graves ou específicos, pode-se fazer uso de suplementos alimentares e até terapia de reposição hormonal. Todo esse controle multidisciplinar deverá ficar sob a supervisão direta de um médico. Fazendo um paralelo, a sarcopenia está para o músculo como a osteoporose está para os ossos. Faça uma boa semana.

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Novos equipamentos estão sendo utilizados na busca pelo “sono perfeito”

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

PRONTO PARA DORMIR Confira quais são as novidades no combate à insônia QUIETON

Você já ouviu falar em ortossonia? É a busca pelo sono perfeito e reparador por meio de dispositivos tecnológicos. O termo – derivado de “ortorexia”, que é o desejo excessivo de comida saudável – foi definido recentemente em um estudo da Associação Americana de Medicina do Sono. A pesquisa aponta que 10% dos entrevistados são usuários desses aparelhos para combater a insônia, enquanto outros 50% comprariam pelo menos um. Apesar de ser pouco conhecida no Brasil, a ortossonia se tornou uma verdadeira mina de ouro para as empresas dedicadas à “sleep tech” (tecnologia do sono, em inglês) nos EUA e na Europa. “Na mesma velocidade que surgem novos dispositivos, é notável também a preocupação das pessoas com a qualidade do sono. E, por estarem ligadas à tecnologia, a tendência é que elas busquem soluções digitalizadas”, afirma o neurologista Luciano Ribeiro, diretor da Associação Brasileira do Sono (ABS). É diante desse cenário que diversos equipamentos são lançados. Eles monitoram o ciclo do sono a noite toda, melhoram o ritmo respiratório durante um evento de apneia e até permitem conexão direta com o usuário, a ponto de o acordar quando for o considerado o momento ideal. Entre as novidades, por exemplo, está a criação da empresa QuietOn. São dois pequenos fones que detectam os barulhos do ambiente e divulgam, em seu lugar, ruídos que tranquilizam. O novo antirronco também funciona para os barulhos da rua. Para os curiosos. Até para os que não têm problemas de saúde, as tecnologias prometem um sono tranquilo e restaurador. Os “wearables” são aparelhos que podem ser conectados, usados como relógio, ou pulseira, aos quais se integrou uma função que permite medir os ciclos e fazer despertar no momento em que o algoritmo considera ideal. Um tanto futurista, a Philips, por exemplo, vai comercializar o SmartSleep, uma faixa que cobre a cabeça e as orelhas, emitindo um som similar ao que se ouve em um televisor quando não há sinal. Supõe-se que esse som torna o sono mais profundo. A empresa também expôs o DreamWear, uma máscara nasal que permite enviar oxigênio àqueles que sofrem de apneia do sono. (Com agência AFP) Thuany Motta

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A partir disso, ele vai prolongar a duração das expirações, diminuindo a taxa de respiração para um sono ideal Quando a respiração diminui, a pessoa começa a ficar sonolenta e, eventualmente, adormece Quando o sensor detectar o sono, o aplicativo é desligado automaticamente

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reportagem

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perfeito

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Em Minas, 2,2 mi de jovens não estão protegidos contra HPV MANUELLA BRANDOLFF/PALÁCIO PIRATINI - 18.9.2015

Dispositivos não são soluções definitivas A tecnologia tem oferecido cada vez mais alternativas para melhorar a qualidade do sono. No entanto, acreditar que um aparelho eletrônico será responsável por curar problemas de insônia pode ser preocupante, afirma o neurologista Luciano Ribeiro. “O tratamento da insônia e de suas consequências acontece por meio de um conjunto de ações. Ele deve incluir uma mudança comportamental, com alimentação saudável e prática de

exercícios, aliada ao uso de medicamentos, quando necessário. Os dispositivos podem ajudar, mas não a solução definitiva”, alerta o médico. Para o músico Thiago Augusto, 26, a melhoria do quadro de insônia aconteceu justamente após uma mudança de hábitos. “Dormia quatro horas por noite. Depois que parei de fumar e beber e passei a me exercitar, há cinco meses, melhorei muito. Ainda não estou num nível ideal, mas quero chegar lá”, afirma.

Mais de 2,2 milhões de adolescentes em Minas Gerais não estão protegidos contra o HPV, sigla em inglês para papilomavírus humano. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a cobertura vacinal entre os meninos é de apenas 15,95%, enquanto a imunização de meninas não chega nem à metade do públicoalvo, com 48,46%. Devem se vacinar todas as crianças e os adolescentes que ainda não receberam a primeira dose ou que receberam a primeira dose, mas ainda não foram imunizados com a segunda. Em Minas, segundo a SES, a população estimada de meninos que não receberam a primeira dose é de 366.374 e os que não receberam a segunda são 554.908. Já o número de meninas que não receberam a primeira dose é de 577.166 e as que não receberam a segunda são 710.661. As meninas e os meninos que receberam só a primeira dose não podem ser considerados imunizados contra o vírus. A meta do Ministério da Saúde é vacinar 80% do público-alvo, ou seja, 1,8 milhão de meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos em Minas. Segundo especialistas, o baixo número de imunizados acontece

Ministério da Saúde pretende vacinar mais de 20 milhões de adolescentes

devido a vários fatores, que incluem a associação da doença ao início da vida sexual e ao machismo dos pais. A preocupação se dá porque, segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, cerca de 54,6% da população entre 16 e 25 anos está infectada pelo vírus, sendo que 38,4% deles estão com o tipo que pode desenvolver o câncer, principalmente o de colo do útero, mas também os de pênis, vul-

va, canal anal, boca e garganta. O Ministério da Saúde afirma que o objetivo é vacinar mais de 20 milhões de adolescentes. Para garantir a proteção o órgão investiu R$ 567 milhões na aquisição de 14 milhões de vacinas. Em Minas, a expectativa é proteger um total de 884 mil meninas de 9 a 14 anos e 978,3 mil meninos de 11 a 14 anos. (Letícia Fontes e Tatiana Lagôa)


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sociedade

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DOLCEVITA

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com

ULTRA BOBOS

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screveu o economista, administrador, consultor, professor e escritor Daniel Scott: “Por que os ‘ultrajovens’ ainda vão destruir o país?”. Scott havia lido matéria da revista “Época” que tinha viralizado nas redes sociais. Para ele, o artigo “não foi à altura”, mas trazia pontos interessantes para reflexões.

ULTRA INÚTEIS

E

nquanto países desenvolvidos focam em inteligência artificial, “‘machine learning, big data’ e outros assuntos pertinentes, por aqui nossos jovens estão presos em discussões que não têm relevância econômica alguma”.

ULTRA ANALFABETOS

R

elevância zero como identidade de gênero ou se mulher branca com turbante é apropriação cultural. Discussões consideráveis, mas que não ajudam a desenvolver um país onde 70% da população é analfabeta funcional. Resultado: nossos jovens crescem acreditando que salário é uma benevolência e não uma função da produtividade e da sua disposição de assumir riscos.

ULTRA ATRASADOS

A

creditam que não conseguem consumir porque as empresas não querem dar

remunerações altas, quando a realidade é que nossos jovens são menos capacitados que ratos de laboratório. Vejam os cursos universitários mais concorridos nos EUA, Europa e no Brasil. Lá, engenharia, “business, management” ou tecnologia. Aqui, cursos de humanas.

ULTRA ESCRAVOS

O

sujeito que sai do ensino médio sem saber tabuada nem interpretar um artigo acadêmico só pode mesmo querer ciências sociais ou pedagogia na “Uniskina” que prolifera e grassa o país. Não que não sejam profissões dignas, mas não geram valor econômico. Sobretudo por estarmos já saturados de profissionais desse mesmo perfil. E esses vão ensinar mais jovens nestas profissões e perpetuar o ciclo. Enfim, o Brasil não produz tecnologia, mas está repleto de sociólogos e pedagogos.

ULTRA IDIOTAS

P

ara entender a idiotização dessa geração, basta ver o vídeo que, recentemente, viralizou entre esses ultrajovens abastados. Intitulado “Quanto Custa o Outfit”, o vídeo entrevista jovens que falam sobre o valor das suas peças de vestuário. Cintos “de cinema” e relógios que valem mais que um carro. Adolescentes glorificam a ostentação, sem capital cultural compatível. Jovens que não sabem conjugar o verbo “variar”, mas usam pulseiras de R$ 4.000.

ULTRA DESPERDÍCIO

PAULO NAVARRO

E

nquanto isso, nossos melhores engenheiros, administradores e profissionais de tecnologia fogem. Todos os dias, perdemos milhares dos nossos “cérebros”. O tempo de um aluno é limitado. Quanto mais horas ele passa aprendendo sobre diversidade cultural, menos horas ele passa aprendendo sobre matemática, literatura, física etc.

lançaperfume

sábado (15), 6 Neste das 10h às 19h, a Praça da Assembleia será palco da última edição do ano do Festival Meu Vizinho Pardini.

ULTRA PERIGOSOS

que convida 6 Projeto famílias e seus vizinhos

C

omo consequência, quando chegam ao mercado de trabalho, descobrem que o resto do mundo está nem aí para dois maiores produtos brasileiros: Facebook e vídeos motivacionais. Ninguém lá fora quer debater se devemos usar “x” no final de palavras com dois gêneros, muito menos em acampar no frio para apoiar criminosos condenados.

para um dia de cultura, gastronomia, lazer e gentileza urbana. No palco, teatro infantil, circo e um mix de gêneros musicais – chorinho, pop rock, samba e MPB. para o can6 Destaque tor e compositor Arnal-

A executiva Jaqueline Assumpção fazendo e acontecendo na Líder Aviação

ULTRA ULTRAPASSADOS

L

á, na civilização, as pessoas só pensam em uma coisa: produzir. Produção gera riqueza, gera igualdade, reduz a violência e, em última instância, traz mais diversidade social do que de fato ensinar diversidade nas escolas. Já por aqui, a nova geração estará preocupada em tirar “selfies” e engajar em lutas contra os canudinhos, enquanto espera que políticos populistas a sustente por toda vida. Emprestando sua beleza para a coluna, a proprietária da Dress and Fun, loja especializada em aluguel de vestidos, Graziela Bicalho e a modelo Anna Nunes

WEBER PÁDUA/DIVULGAÇÃO

do Antunes, que apresenta seu novo show, “RSTUVXZ TRIO”. A entrada é franca. mágica trans6 Poção formando o desejo por um mundo mais sustentável. É a receita de Graziela Bicalho que abre, dia 17, a Dress and Fun, loja de aluguel de vestidos no BH2 Mall. Graziela 6 Inteligente, sempre questionou o desperdício, “a velocidade das mudanças no universo da moda e a facilidade com que peças em perfeito estado são descartadas pelo simples fato de serem coleções anteriores”. propriedade está 6 “A se tornando mais irrelevante que nunca. Observamos a velocidade com que aderimos à Uber, Spotify, AirBnb. A Dress and Fun busca fazer com que o produto, no caso o vestido, circule e seja utilizado no seu mais alto grau de utilidade”.

DE BANDEJA Festival Fartura BH reúne chefs e gastronomia de todo o país Mais de 70 atrações gastronômicas de todas as regiões do país vão estar disponíveis no Fartura. Visitantes terão a oportunidade de experimentar pratos de chefs, participar de palestras, aulas teóricas e interativas, assistir as cozinhas ao vivo e levar produtos e ingredientes para casa. Além de curtir uma programação artística com shows e performances. A programação completa está no site www.farturabrasil.com.br Quando Dias 22 (sábado), das 12h às 22h, e 23 (domingo), das 12h às 20h Onde Rua Tenente Brito Melo, 1.090 Quanto Os convites serão trocados por 5 kg de alimento não perecível (exceto sal, fubá e açúcar) ou 5 l de leite nos pontos de troca ou doação via cartões de débito ou crédito de R$15. Pontos de troca: Verdemar Sion (Av. Sra. do Carmo, 1.900) e Verdemar Serra (R. do Ouro, 195)

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CARLOS PRATES/DIVULGAÇÃO


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reportagem

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CONSUMIDOR Idec lista dez demandas do consumidor para candidatos Reajustes abusivos de planos de saúde, energia e proteção de dados estão na mira A ONG de defesa do consumidor IDEC lançou no último dia 30 sua plataforma eleitoral com as dez principais reivindicações relacionadas ao direito do consumidor. Na Plataforma dos Consumidores, os candidatos podem se compromeDa redação

ter a favor das demandas mais urgentes e contra as principais ameaças. Já o eleitor consegue saber quais são as propostas, conferir quem já aderiu e cobrar os candidatos que não se pronunciarem. A Plataforma dos Consumidores é um convite aos eleitores a interagirem com os candidatos e cobrar posi-

cionamento sobre temas fundamentais para a sociedade. No site, há um campo para envio das propostas para os candidatos à Presidência da República se comprometerem com cada um dos 10 tópicos apresentados. Os dez temas selecionados se dividem em agências reguladoras, alimentação, bancos responsáveis, consumo sustentável, defesa do consumidor, dados pessoais, energia, internet e telefonia, saúde e transporte. Assim, a cada tema que o candidato aderir, um placar mostra sua evolução.

TEMAS SÃO URGENTES, DIZ PRESIDENTE DO CONSELHO Interesse De acordo com a presidente do conselho diretor do Idec, Marilena Lazzarini, os assuntos abordados na plataforma dizem respeito o todo cidadão. “São temas de interesse de toda a população e propostas capazes de mudar a vida das pessoas para melhor. Vivemos um cenário de muita incerteza política e a todo tempo surgem ameaças aos direitos e conquistas da sociedade. Mas o poder está na

mão dos eleitores e precisamos fazer pressão para o posicionamento dos candidatos em temas urgentes para todos nós”, alerta. Outros cargos Além dos presidenciáveis, a Plataforma também pode ser apoiada por candidatos a outros cargos, como governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais e distritais. Para essas funções, há apenas a possibilidade de

adesão a todos os itens da pauta dos consumidores. Campanha O Idec fez contato com as campanhas dos candidatos à Presidência para apresentar a plataforma. Os candidatos aos outros cargos podem aderir por meio do preenchimento de uma ficha, também disponível no site, que será checada com as campanhas de cada um que manifestar apoio às causas dos consumidores.

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

OUTRAS REIVINDICAÇÕES

VEJA QUAIS SÃO AS COBRANÇAS ENERGIA BARATA E SUSTENTÁVEL

COMIDA SAUDÁVEL

DANIE L

IGLES IAS

O JOÃO GODINH

Garantia da alimentação adequada e saudável, com a adoção de iniciativas para reduzir o uso de agrotóxicos, informações nos rótulos, restrição da publicidade infantil e medidas fiscais, de forma a promover a comida de verdade.

MAIS TRANSPORTE

DIREITO À SAÚDE

Investimentos efetivos em infraestrutura de transporte público sobre trilhos (como metrô), corredores de ônibus e ciclovias. Garantia de tarifas de transporte público acessíveis à população. Transparência nas políticas de reajustes dos serviços públicos.

ANSHE

P GETTY

S / AF IMAGE

Acesso aos serviços de telecomunicações e internet para todos, com a aprovação de uma nova política nacional de banda larga e com o descontingenciamento e reformulação do Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust).

BANCOS RESPONSÁVEIS

Criação de uma agência reguladora de serviços financeiros e adoção de políticas para prevenir o superendividamento da população e disciplinar a publicidade e a oferta de crédito pelo sistema financeiro CONSUMO SUSTENTÁVEL E MEIO AMBIENTE SEGURO

Adoção de políticas para a promoção do consumo sustentável e do uso racional dos recursos naturais, com a melhoria da qualidade de vida e da saúde e redução de impactos sociais e ambientais

Fortalecimento da política de defesa do consumidor e escolha de dirigentes dos órgãos públicos entre especialistas comprometidos com essa causa

ALEXANDRE GUZ

QUALIDADE EM TELECOMUNICAÇÕES

Aprovação de regras que visem a autonomia e a transparência das agências reguladoras e reforcem o compromisso com o interesse público

DEFESA EFETIVA DO CONSUMIDOR

GUSTAVO

ANDRADE

Preservação e fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento à população. Efetiva regulação dos planos de saúde privados, para coibir práticas e reajustes abusivos ao consumidor. Regras mais claras de cobertura.

Adoção de medidas para tarifas mais baixas de energia elétrica, com transparência nos tributos e encargos embutidos na conta do consumidor, além do estímulo ao uso de fontes renováveis, inclusive as produzidas pela própria população.

AGÊNCIAS REGULADORAS A SERVIÇO DA POPULAÇÃO

DADOS PESSOAIS PROTEGIDOS

Consolidação da proteção de dados pessoais (online real) e criação de um órgão responsável, com autonomia técnica, financeira e poder de fiscalização


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reportagem

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COMPORTAMENTO Criação punitiva deixa criança agressiva e insegura, diz estudo CRISTIANE MATTOS

Pesquisa conclui também que a chamada parentalidade ativa e a disciplina positiva trazem benefícios Como você está criando seus filhos? Conversa olhando nos olhos deles ou os deixa de castigo? Não importa se são três filhos ou mais ou se os pais são de primeira viagem. Uma pesquisa recente da Universidade de Michigan, nos EUA, mapeou as consequências na vida de crianças educadas conforme estilos diferentes de criação, chamados de “parentalidade ativa” e de “parentalidade punitiva”. No estudo, a pesquisadora Tracy Trauner defende que uma criação mais focada em punições provoca malefícios comportamentais: os filhos tendem a ser agressivos ou tímidos e podem não conseguir tomar suas próprias decisões. Além disso, eles tendem a se rebelar contra figuras de autoridade quando forem mais velhos. “A tendência é que repitam o modelo de comportamento quando forem pais e mães”, afirma Tracy no estudo. Por outro lado, a parentalidade ativa traria benefícios. Com orientações claras, firmes e consistentes passadas pelos pais, as crianças se tornam assertivas, socialmente responsáveis, autorreguladas e cooperativas. Isso aumenta, também, as chances de felicidade e sucesso na vida adulta, segundo a pesquisadora. No contexto de parenThuany Motta

talidade ativa inclui-se a disciplina positiva, baseada nos livros escritos pela psicóloga norte-americana Jane Nelsen. Esse conceito, que nunca esteve tão em alta, aposta na firmeza com gentileza, sem punições ou recompensas, para se educarem os filhos. Dentro da metodologia, há dois pilares bastante abordados na filosofia: a comunicação não violenta e a autonomia no crescimento das crianças. “Eu acho que todos nós sabemos os erros cometidos em nome da firmeza sem bondade: punição. No entanto, muitos não sabem os erros cometidos em nome da bondade sem firmeza: ser agradável demais, superproteger, mimar e garantir que as crianças nunca sofram”, disse à reportagem Jane. A publicitária Joanna Tameirão, 38, mãe de Pedro, 4, e de Luca, 7, destaca que comportamento comum dos pais é querer punir o filho, colocando-o de castigo ou tirando alguma coisa dele. Mas ela e o marido, Bruno Trugano, 37, optaram pela disciplina positiva. Ela detalha uma das situações. “Um dia, o Luca chegou em casa chateado, porque levou uma advertência na escola por estar conversando na hora da explicação. Eu perguntei a ele: “Você gosta de ser interrompido quanto está falando?”. É claro que a resposta foi negativa. Foi então que pedi para ele se colocar no lugar da professo-

Mais felizes assim: Joanna e Bruno com os filhos, Luca e Pedro: fazendo as crianças se colocarem no lugar do outro

ra e imaginar o quanto é difícil explicar alguma coisa com alguém atrapalhando. Ele nunca mais repetiu o comportamento”. Outro princípio da disciplina positiva é que ela deve ser aplicada de forma natural, respeitando o tempo de adaptação tanto dos pais quanto dos filhos. “Fui criada da forma tradicional. Muitas vezes, ainda preciso me esforçar para educar minhas filhas de outra maneira”, admite a psicóloga e educadora Izabela Macedo, 40, mãe de Laura,

6, e de Clara, de 2 anos e 10 meses. “O que eu mais aprendi foi respeitá-las. Compreendi que preciso validar o que elas estão sentindo e ajudá-las a nomear esse sentimento. Eu mostro que eu também sou humana e que também erro”, afirma Izabela. Uma das conquistas da mãe foi conseguir ensinar as filhas sobre a empatia. “Há algumas semanas, a Laura fez pirraça, e eu me estressei. Fui para o quarto chorando. Ela veio em seguida e me perguntou o que estava acontecendo. Eu pedi a ela que pegasse as cartinhas das emoções. Elas são usadas para descrever o que estamos sentido. Apontei qual era o meu sentimento, e a Laura entendeu, porque já havia se sentido da mesma forma”, conta.

Ferramentas podem ser usadas no cotidiano Desenvolvida pelos psiquiatras Alfred Adler e Rudolf Dreikurs, profissionais que viveram o período pós-guerra em Viena, na Áustria, a filosofia positiva olha para os indivíduos e pensa sobre como cada um deles precisa ser aceito e identificado em cada uma de suas relações sociais. Adler acreditava que as crianças precisavam de ordem (estrutura e responsabilidade), mas também de liberdade para criar conexões com seu entorno. Para isso, sugeriu ferramentas, ou seja, comportamentos, que é

possível desenvolver na rotina ao se considerar uma relação de longo prazo. Para os autores, para trabalhar essas ferramentas é importante, por exemplo, demonstrar que o pai e a mãe são bons ouvintes. Isso deve acontecer porque cada uma das crianças precisa ter seu tempo de fala separado. Olhar nos olhos, falar na altura do olhar da criança, dizer que está atento ao que a criança diz é fundamental para que a disciplina positiva gere frutos. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

SALDO POSITIVO RECONHECER EMOÇÕES Tire um tempo para experimentar, sentir e identificar as emoções em seus filhos (e em você também). Considerar as necessidades que seu filho está tentando atender. Faça a si mesmo esta pergunta: por que meu filho fez isso? FONTE: JANE NELSEN, PSICÓLOGA

Colocando em prática ENSINAR OS CAMINHOS DO MUNDO E DE SUA CASA Habilidades sociais, de vida, de segurança. Por exemplo, em quais tarefas domésticas cada membro da família pode ajudar ou como usar as coisas na casa sem danificá-las

OFERECER BEM-ESTAR Faça seu melhor para reduzir a fome, exaustão, cansaço e excesso de estimulação. Todo mundo age melhor quando se sente completo (espiritual, emocional e fisicamente). Crie espaço para descanso, diversão e hobbies

INCENTIVAR A CAPACIDADE Não se apresse em resgatar seus filhos das lutas. O processo de corrigir erros, descobrir algo e acertar as coisas é um ótimo professor/motivador SABER QUANDO SAIR DO CAMINHO Dê a seus filhos espaço para encontrar e usar sua própria voz


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almanaque ANIVERSÁRIO> Celebrando 30 anos, Cia dos Atores pensa o humano sob a perspectiva dos insetos Alex Com versos Bessas fáceis e um zumbido hipnótico, Raul Seixas incorporou uma mosca e foi pousar na sopa dos militares que governavam ditatorialmente o país, em 1973. Muito antes, em 1915, Kafka metamorfoseou um personagem seu em uma barata, mergulhando no âmago de certo automatismo da vida ordinária. Pois, ainda hoje, fazer-se inseto continua sendo recurso para compreender aspectos da humanidade, seja fazendo uma analogia aos jogos de poder ou funcionando como lente de aumento sobre as relações cotidianas. Agora, com o espetáculo “Insetos” – que aterrissa em Belo Horizonte na quinta (20) e cumpre temporada no CCBB BH até dia 15 de outubro –, a Cia dos Atores, do Rio de Janeiro, amplia este olhar para a vida em sociedade através de uma polifônica mistura de cigarras, abelhas, besouros e gafanhotos que evoca comportamentos coletivos e individuais, questões sociopolíticas e dizer, ainda, sobre as condições de vida na Terra. O espetáculo marca os 30 anos do grupo e traz quatro de seus fundadores no elenco: Cesar Augusto, Leonardo Netto, Marcelo Olinto e Susana Ribeiro. “A gente acaba vivendo uma relação de família. Começamos com 20 (anos) e agora estamos na casa dos 50! Temos a confiança de nos jogar nos braços do outro, até porque não tem mais jeito...”, brinca Susana. Um detalhe que pode passar despercebido é que outros projetos do grupo aparecem em cena, já que materiais são reutilizados e compõem o figurino da peça – que traz referências ao universo dos insetos, como antenas e asas, mas não é uma representação fiel deles. Curiosamente, a fábula que marca as três décadas do grupo foi idealizada pelo dramaturgo carioca Jô Bilac. Ele já havia escrito para a companhia a peça “Conselho de Classe” (2014), que marcou os 25 anos da trupe. Para o novo aniversário, propôs “Insetos”. A ideia foi acolhida de pronto. Afinal, a primeira parceria foi não só um sucesso como também pro-

estreia 20.set.

ELISA MENDES/DIVULGAÇÃO

Mosca na sopa Vestir história

Com elementos de outras peças do grupo, figurino inclui antenas e asas, mas não é uma representação fiel do universo dos insetos

vou uma capacidade particular de dialogar com a realidade. “Logo depois que estreamos ‘Conselho de Classe’, uma peça que falava sobre a situação das escolas, tinha um quê de protesto, estouraram as ocupações de secundaristas em todo país”, recorda a atriz. Único estreante em trabalhos da companhia, Rodrigo Portella assumiu a direção a convite dos atores, que assistiram dele, no ano passado, a peça “Tom na Fazenda”. “Ele foi um achado! Imagine, trabalhar pela primeira vez com um grupo que está há tanto tempo junto... Ele soube ter uma escuta impressionante, só depois entrou,

“

Os fatos políticos interferem, colam na cena e dão um novo sentido ao espetáculo Susana Ribeiro, atriz

com observações precisas e delicadas”, elogia Susana. O reconhecimento é mútuo. Tanto que a Cia dos Atores foi uma referência para a formação artística do diretor, como ele mesmo faz questão de frisar. É notável que os artistas tiveram completa liberdade de trabalhar sobre o texto inédito de Bilac para chegar ao que se vê em cena. Tanto que o livro “Insetos” (Ed. Cobogó) traz tanto a versão do dramaturgo quanto a da trupe. “Há casos em que toda encenação e montagem estão a serviço de dar conta de uma história escrita por alguém. Nesse caso não, o texto funciona como um disparador. Ele tem uma característica que eu acho muito interessante: a cada novo acontecimento no Brasil e no mundo, muitas das cenas e passagens são ressignificadas”, estabelece Portella. FÁBULA No palco, o resultado se traduz em um mosaico de 12 quadros que se entrelaçam. Vem à cena um imenso êxodo que desequilibra a natureza. Baratas são pisoteadas, abelhas desapare-

cem. Diante do colapso, uma nova ordem se impõe sob a figura autoritária de um louva-a-deus. Por vezes, a analogia entre insetos e humanos é óbvia, em outras cenas, é velada. E, assim como em “Conselho de Classe”, a realidade se cola à ficção. “A gente estava na segunda semana da temporada, no Rio. Há uma personagem, uma joaninha, que é executada e ela defendia algumas pautas... Então, houve a execução de Marielle Franco e Anderson e a cena ganhou outra conotação”, observa Susana, lembrando também que o tema do militarismo já estava presente

“

É uma oportunidade absurda, linda, dividir uma criação com esses artistas Rodrigo Portella, diretor

no espetáculo e então, com a intervenção federal no Estado, o público passou a fazer a associação. Ela lembra, no entanto, que as personagens não se relacionam a pessoas reais de forma direta. “Não queríamos que fosse panfletário, o objetivo não é colocar o dedo na cara de ninguém. Na peça, estão representações de forças, não de pessoas. Afinal, precisamos pensar e refletir sobre essas situação de caos e colapso que vivemos”, pondera. Esse dinamismo do espetáculo, abrindo possibilidade que as cenas sejam observadas à luz do noticiário mais recente, é também notável na cenografia: pensada por Augusto e Beli Araújo, o cenário é feito de pneus, que são manipulados pelo elenco. Além de ser uma alegoria da organização social, a peça é também uma reflexão sobre como o universo dos insetos, como acontece na realidade, é atravessado pelo dos humanos. Assim, questões como a extinção das abelhas, algo que tem sido apontado como capaz de colapsar todo ecossistema, são evidenciadas na

obra. “Estamos vivendo uma revolução social e econômica no mundo, mas também há a questão biológica. Eles (os insetos) coabitam o planeta, têm que migrar, sair de onde estão, por questões ambientais, por escolhas econômicas nossas. Então, se eles refletem nossas escolhas, a gente coloca neles a perspectiva para olhar para o que estamos produzindo no mundo”, expõe Susana. “Insetos” já passou por quatro Estados antes de chegar a Minas Gerais. No percurso, a atriz observa que o espetáculo “se comunica e provoca o público de forma muito frontal”, causando reações nas amigas de sua filha, de 13 anos, e nos amigos do seu pai, de 70. “O grande mérito é esse, essa abrangência de compreensão”, comenta Susana, algo facilitado por uma característica salutar do grupo: o uso do humor, dando leveza à fábula.

> Insetos

CCBB BH (Praça da Liberdade, 450, Funcionários). Estreia: dia 20 (quinta), às 20h. Apresentações de quinta a segunda, às 20h. R$ 30 (inteira). Até 15/10.


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almanaque

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ARTES CÊNICAS Desemprego enlouquecedor Jessica “O AutofalanAlmeida te”, monólogo que o ator Pedro Cardoso encena em Belo Horizonte em sessão única no próximo sábado, foi escrito por ele em 1990. Montado pela primeira vez alguns anos depois, o texto ressoa de uma maneira particular ao voltar ao cartaz num momento do Brasil em que falta trabalho para 27,6 milhões de brasileiros – segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgada pelo IBGE em agosto. Isso acontece porque o espetáculo trata justamente da desorganização psicológica que é produzida pelo desemprego. O ator acredita que o emprego é o modo como alguém se relaciona com a própria realidade. Então, segundo ele, o indivíduo que perde um emprego perde os modos de entrar em contato com a própria realidade, correndo o risco, caso a situação perdure, de sofrer uma desorganização interna muito profunda. “Acredito, sim, que ele tem sido recebido de modo mais intenso pelo público hoje porque há um desemprego muito grande. E se outra coisa que mudou nesses quase 30 anos foi a sofisticação nos modos de comunicação, estes não aplacam a solidão de quem está desempregado. De que adianta ter todas essas redes sociais, essas tecnologias na mão se você não tem um trabalho que te conecte com a sensa-

ção do real?”, questiona o ator que foi dirigido por Amir Haddad. “A virtualidade torna ainda mais enlouquecedora a situação da pessoa que já está virtualmente fora do mundo por falta de emprego. Então, nisso também o espetáculo se tornou mais contundente, digamos assim”. Se a cada vez que retomou o espetáculo em todos esses anos, Pedro, a depender do contexto do país, percebeu na plateia um sentimento, o de agora é o medo. Não necessariamente pelo que ele trata na apresentação, mas “ligado à nuvem de incerteza que paira sobre o Brasil, com a ameaça de interrupção do processo democrático, com a desconfiança do poder judiciário, com uma eleição em que a discussão sobre os temas do país cedeu para a publicidade partidária. Sinto as pessoas realmente com medo, nunca vi o país com tanto medo do futuro próximo”, avalia. E ele sequer acredita que a crise que se instaurou vá se resolver numa única eleição. “O que a classe política e a elite econômica que a ela se associa fizeram com o Brasil é uma coisa de uma gravidade muito séria, tem consequências muito destruidoras para o bem-estar comum”, pontua. “Acho que a destruição da vida política que foi produzida pela corrupção da quase totalidade de classe política nos lançou numa angústia muito grande”. A difícil solução para a situação em que nos encontramos perpassa por, neste momento, pela tentativa de mo-

ralizar mínima e principalmente o Congresso, para dar inicio às reformas necessárias à mudança, ele observa. “(Nos momentos de campanha) a política parece que pertence aos políticos e não ao povo, quando é o contrário. Não é privilégio do político fazer política. O político é funcionário público que executa decisões não deles, mas que o povo já tomou. Só que eles tomaram a política pra eles”, frisa. Há três anos morando em Portugal, o ator diz que sua luta, nas entrevistas que tem dado neste período em que está no Brasil, é chamar à consciência de que depositar na classe política a esperança é nosso maior erro. “A esperança está em nós, nas nossas relações domésticas, nas profissionais e também nas relações com eles. Mas não é exclusivamente nas relações com os políticos que vamos resgatar o Estado brasileiro das mãos deles. E o espetáculo se enquadra muito bem dentro desse questionamento, mas vencer a angústia que está posta para o povo é muito difícil”, afirma. INSTAGRAM Presente na rede social de fotos e vídeos há dois anos, Pedro Cardoso faz uso do Instagram para dialogar com o público sobre os mais diversos assuntos, sempre com muito engajamento. Há muito tempo crítico do jornalismo de celebridades e também das próprias mídias sociais, ele utiliza a ferramenta numa espécie de experimento social. “O que acontece é que há uma indústria que vende

Sáb. 22.set.

GUGA MELGAR/DIVULGAÇÃO

Longevo

Espetáculo estreou em 1993, e ganha contornos mais marcantes com a crise que o país atravessa

uma vida inventada de artistas. É uma indústria, não tem nada a ver com artistas, nem com a realidade, nem com nada. E alguns artistas acreditam que essa vida de fato exista, e passam eles também a se comportar como celebridades e dar grandes reportes de sua vida particular. Agora, com o Instagram, o artista é seu próprio paparazzo, como disse um amigo meu”, afirma. Seu propósito, no entanto, é recuperar a tranquilidade para o diálogo. “com muito esforço, dificuldade, vagar, eu

tenho conseguido conversar com pessoas que pensam diferente de mim sem que a conversa derive pra uma agressão inútil. O Brasil precisa recuperar o diálogo. E é por isso que eu tô no Instagram”, diz. Sua presença na rede social, porém, tem os dias contados. “Eu quero sair logo, antes da eleição. Não é sair, é parar de me dedicar a isso, porque me sinto obrigado a responder as pessoas, não tenho interesse apenas em falar, mas em ouvir. É uma das coisas que eu tenho dito: as mídias sociais deram muita am-

plificação mas poucos ouvidos. Fala-se muito mas não se ouve muito bem”, diz. “Outra coisa é que eu sou um ator, não quero ser um teórico da nossa vida cotidiana. Não sou cronista de jornal, articulista, eu sou ator, gosto de fazer teatro e espero voltar para a ficção, de onde eu nunca deveria ter saído”, conclui.

> O Autofalante

Com Pedro Cardoso. Dir.: Amir Haddad Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Dia 22 (sábado), às 21h. R$ 80 (inteira, setores 1 e 2), R$ 60 (inteira, setor 3)

GUTO MUNIZ/DIVULGAÇÃO

da Dramaturgia promove 6 Janela leitura de textos inéditos no CCBB

MG convida Cia. de Dança 6 Sinfônica Palácio das Artes e Saulo Laranjeira

A próxima sessão do projeto receberá, na próxima quarta-feira (19), a leitura dos textos “Amor FastFood”, do dramaturgo e ator Amarildo Felix (São Paulo), e “Pequeno Tratado Amoroso”, do dramaturgo, escritor, ator e performer Anderson Feliciano (Belo Horizonte). Após as leituras, haverá um bate-papo com os autores, a atriz, diretora e professora de teatro Raquel Castro e a crítica teatral Luciana Romagnolli. Onde CCBB BH (praça da Liberdade, 450) Quando Dia 19 (quarta-feira), às 19h Quanto Entrada gratuita

Com regência de Silvio Viegas, as partes se reúnem para dois concertos comemorativos aos 100 anos de “História do Soldado”, obra de Igor Stravinsky, escrita poucos meses após o fim da Primeira Guerra Mundial e inspirada em um conto russo. Saulo Laranjeira (foto) será o narrador. Onde Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, Centro). Quando Dias 18 (terça), às 12h, e 19 (quarta), às 20h30. Quanto Na primeira apresentação, a entrada será franca. Na segunda, na quarta-feira, R$ 20 (inteira)

ATHOS SOUZA/DIVULGAÇÃO

SYLVIO COUTINHO/ PRODIGITAL/DIVULGAÇÃO

Vale recebe bate-papo 6 Memorial sobre exposição fotográfica do FIT

A exposição fotográfica “13 vezes FIT” será pauta de um encontro gratuito entre o público, o curador da mostra, Guto Muniz, e a mestre em Ciências Sociais e especialista em Arte-Educação, Glória Reis. Além de questões técnicas e discussões estéticas sobre a mostra, os convidados também trazem à tona neste bate-papo a potência documental da fotografia como fonte de pesquisa, espaço de registro e lugar de memória. Onde Memorial Vale (praça da Liberdade, 640) Quando Neste sábado (15), às 10h30 Quanto Entrada gratuita, sujeita à lotação do espaço.


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ARTES CÊNICAS Vida e morte como um ciclo Alex O que era paBessas ra ser apenas uma passagem por uma livraria se tornou algo maior na vida do ator, diretor e dramaturgo Gustavo Paso. Tanto que o fatídico dia, no final do ano de 2014, se impõe em detalhes nas lembranças do carioca. Meio sem querer, recorda, ele ouviu a conversa de duas vendedoras. Elas falavam do espanto que o livro “No Oco da Avelã” (Ed. SM), de Muriel Mingau, havia despertado nelas e comentavam achar inadequado que uma publicação infantil abordasse a morte. Interessado, Paso entrou na conversa e saiu do lugar com a obra debaixo do braço. “Li e vi que o livro é inspirado em uma história popular, sem autoria, uma fábula oral da Escócia do século XI”, lembra o artista, que se viu hipnotizado pela narrativa que pensava a morte como parte inte-

grante e essencial da vida. Com a história em mente, Paso construiu o texto do espetáculo “Casa Caramujo”, que chega a BH no domingo (23), em apresentação única no Sesc Palladium. O envolvimento com a obra foi tamanho que, além de assinar o texto, Paso também é diretor da peça. Afinal, a leitura foi especialmente impactante para o diretor e dramaturgo, já que, quando travou contato com a fábula, fazia menos de um ano que havia lidado com a falecimento de seu pai. “Mesmo adulto, essa estória me disse coisas que ninguém havia dito”, comenta. “Na cultura latino-americana a morte é insuportável, um assombro. Com essa fábula, eu comecei a entender melhor e, por isso, aceitar essa que é a única certeza de nossas vidas”, reflete ele, que, imediatamente, passou a querer levar essa nova perspectiva para mais e mais pessoas. Em cena, o público assis-

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GUGA MELGAR/DIVULGAÇÃO

Inspirado em fábula escocesa do século XI, espetáculo reflete sobre a morte

te à saga de Jonas, que vê sua mãe adoecer e, temendo perdê-la, enfrenta a morte e aprisionando-a em uma casa de caramujo. Quando o personagem volta para casa, encontra sua mãe saudável, mas, paralelamente, ele e os vizinhos notam que já não conseguem mais colher frutos, legumes, verduras ou pescar. O aprisionamento da morte, afinal, quebra o ciclo

da vida. Por isso, o menino e o caramujo buscam libertála e restabelecer a ordem natural do mundo. RECONHECIMENTO Marcando o retorno da Cia Teatro Epigenia, do Rio de Janeiro, ao universo infantil, “Casa Caramujo” tem uma dramaturgia cuidadosa para evitar, justamente, o mesmo tipo de reação que

Paso viu na livraria, ainda em 2014. “É um espetáculo que tem elegância, que trabalha um tema difícil de forma poética e tem suas pílulas de humor”, examina ele. O formato, aliás, chama a atenção até de um público que se dispersa com mais facilidade. “É difícil prender a atenção de crianças e adolescentes, entre 10 e 16 anos. Mas como ali tem teatro ne-

gro, tem teatro de boneco, tem Pink Floyd... Conseguimos que essa parte do público também permaneça atenta”, comemora, avaliando que o esforço em pesquisa e criação, no fim das contas, valeu a pena. Indicado a 23 premiações em diversas categorias e recebendo o Prêmio CBTIJ de Melhor Trabalho de Formas Animadas, em 2017, Paso frisa que, para o grupo, o maior orgulho vem do reconhecimento e sensibilização do público. Com especial carinho, eles guardam as palavras de uma mãe que, depois de perder o marido e pai de sua filha, levou a criança para assistir ao espetáculo e, juntas, encontraram no universo da fábula uma forma de dialogar, com certa leveza, sobre o luto pelo qual passavam.

> Casa Caramujo

Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046, Centro). Dia 23 (domingo), às 16h. R$ 20 (inteira).


Os ingressos podem ser comprados no site www.fitbh.com.br e no Mercado das Flores (av. Afonso Pena, 1.377

CHRISTOPHE RAYNAUD DE LAGE/DIVULGAÇÃO

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RODRIGO DE OLIVEIRA/DIVULGAÇÃO

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TAYLLA DE PAULA/DIVULGAÇÃO

Em parceria com as curadoras Soraya Martins e Luciana Romagnolli, a reportagem compôs um guia rápido de atrações imperdíveis dentro do festival. O FIT-BH acontece a cada dois anos, portanto, não dê bobeira e garanta seu ingresso. Bom espetáculo!

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ANDRÉ AMÁLIO/DIVULGAÇÃO ROGERIO ALVES/DIVULGAÇÃO

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IMPERDÍVEL

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FIT/DIVULGAÇÃO

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EDITORIA DE ARTE / O TEMPO


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ARTES CÊNICAS DANIEL MANSUR/DIVULGAÇÃO

teatro adulto ATENDENDO A PEDIDOS Dir. Robson Nunes e Lenine Martins. Solo performático, composto de seis células que mudam de ordem a cada apresentação. Revisita a eterna relação entre criador e criatura. Direitos, desejos, escolhas. Teatro de Bolso do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 15 (inteira). Até domingo (16)

ATÉ QUE A EMPREGADA NOS SEPARE Dir. Diney Vieira. Um casal, um pai, dois amigos, uma dívida e uma empregada.... Uma história cheia de confusões e uma empregada completamente atrapalhada que acaba colocando a vida de todos de pernas para o ar. Teatro Izabela Hendrix (rua da Bahia, 2.020, Lourdes, 3016-4706). Sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 20 (postos Sinparc). Próximas apresentações: 22 e 23/9

CABARÉ LIDÔ Dir. Marcos Amaral. A montagem é baseada no cotidiano real de profissionais do sexo. Uma história sobre sexo, liberdade e sonhos. Galpão de Ideias (rua Uberlândia, 413, Carlos Prates). Sex. a dom., às 20h. R$ 30 (inteira). Até 30/9

ÉDIFÍCIL DU CARVALHO

Dir. Marcelo Gabriel Num país de analfabetos um escritor tenta transcender as palavras para se comunicar. Teatro de Bolso do Sesc Palladium (rua rio de Janeiro, 1046). Dias 21 (sexta) e 22 (sábado), às 20h, e 23 (domingo), às 18h. R$ 20 (inteira)

Dir. Cristiano Duarte. Combinando as habilidades de cada filhote com a liderança de Ryder, a equipe de filhotes, transforma as aventuras de resgate em uma combinação perfeita em solucionar problemas. Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, Savassi). Neste sáb. (15), às 15h e 17h. R$ 60 (inteira).

Dir.: Amir Haddad. Com Pedro Cardoso Monólogo sobre como a falta de trabalho pode desnortear uma pessoa. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro, 3201.5211). Sáb. (22), às 21h. R$ 80 (inteira, setores 1 e 2), R$ 60 (inteira, setor 3).

OS HOMENS QUEREM CASAR E AS MULHERES QUEREM SEXO

PEPINHA NA FAZENDA Dir. Francis Oliveira. Os porquinhos Pepinha e Gegê e seus amigos vivem uma aventura musical na fazenda. Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, Savassi). Dom., às 15h e 17h. R$ 40 (inteira); R$ 19 (postos Sinparc). Próximas apresentações: 23 e 30/9

Dir. Carlos Nunes. História de Jonas, um rapaz que tenta de todas as maneiras encontrar uma mulher para se casar. Frequentador assíduo de casamentos de conhecidos e desconhecidos, ele briga por todos os buquês e enfeites de bolo. Teatro da Cidade (rua da Bahia, 1.341, centro, 3273-1050). Sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 19 (postos Sinparc). Até 30/9

LUGANENHUM

EM BREVES

NA COMÉDIA DE EDGAR, ALAN PÕE O BICO

Com Marcos Veras. Comédia stand-up.

PATRULHA CANINA

O AUTOFALANTE

Dir. Victor Tarabal. Cansados dos contos de fadas, os clássicos personagens surtam e resolvem ir para um mundo “real” chamado “luganenhum”, através de uma máquina criada por um psiquiatra, onde encontraram a "Coisa", que estará tentando também escrever sua própria história. Teatro Monte Calvário (rua Bernardo Guimarães, 3.148, Barro Preto, 30455210). Sáb., às 20h; dom., às 16h. R$ 40 (inteira). Até domingo

FALANDO A VERAS

Dir. Lira Ribas. Uma viagem pelo cancioneiro de Chico Buarque. Em cena, canções como João e Maria, Valsa dos Clowns e músicas da trilha de Os Saltimbancos e Os Saltimbancos Trapalhões. Memorial Minas Gerais Vale (Circuito Liberdade, 640, Funcionários, 3308-4000). Dom., às 11h. Entrada gratuita. Somente neste domingo (16)

HOMEM COM O CORAÇÃO ARRANCADO DO PEITO

Dir. Wesley Maciel. Vaginaldo é um caipira que veio tentar a vida na cidade grande e se depara com a dificuldade de sobrevivência. Sem conseguir emprego, decide buscar uma forma de conseguir uma renda fácil: vendendo falsos imóveis em construção. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta, 3226-9459). Sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 20 (postos Sinparc). Até domingo Criação, produção e encenação: Cia. Barbixas de Humor. O espetáculo é baseado em improvisações, no qual a plateia tem fundamental importância para criação das cenas. Grande Teatro do Cine Theatro Brasil Vallourec (rua Carijós, 258, centro, 3201-5211). Sáb., às 21h; dom., às 18h. Ingressos de R$ 50 a R$ 90. Até domingo (16)

PARA CRIANÇAS

Teatro do CCMTC (rua da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1027). Sáb., às 21h. R$ 80 (inteira). Somente sábado

Dir. Geraldo Octaviano. Com Cia P’atuá. Sem público para suas tragédias, Edgar resolve participar de um concurso de textos cômicos. Não consegue, entretanto, escrever uma comédia, mesmo ajudado pelo seu corvo Alan. Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 32367400). Dom., às 19h. R$ 30 (inteira). Próximas apresentações: 23 e 30/9

RICARDO BELLO

PROJETO ERA UMA VEZ CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS COM DANIELA OLIVEIRA.

O ator Marcelo Gabriel estreia o espetáculo “Homem com o Coração Arrancado do Peito” Stand-up comedy e personagens. O artista relata as diferenças entre homens e mulheres no namoro e no casamento, além de imitar celebridades como Ney Latorraca, Nelson Rubens, Lula, Datena, Marcelo Rezende, Alexandre Frota, Raul Gil, dentre outros. Maria das Tranças (rua Estoril, 938, São Francisco, 3441-3708). Sáb., às 20h. R$ 20 (individual); R$ 40 (mesa para duas pessoas); R$ 80 (mesa para quatro pessoas); R$ 115 (mesa para seis pessoas); R$ 160 (mesa para oito pessoas); R$ 200 (mesa para dez pessoas). Somente neste sábado (15)

SUSPEITOS – UM CRIME IMPROVISADO Dir. Fabiano Lana. História de um crime retirada das páginas de jornais sensacionalistas será improvisada pelos atores. A plateia deve auxiliar o investigador e decidir quem é o verdadeiro culpado. Teatro da Biblioteca Pública (Circuito Liberdade, 21, Funcionários, 3293-

5502). Sex. e sáb., às 20h dom., às 19h. R$ 40 (inteira). Até 7/10

circo AUTHENTIC GAMES AVENTURA NO CIRCO O youtuber mineiro Marco Túlio, criador do canal Authentic Games, apresenta seu novo show. Novos quadros, personagens, números circenses com muita mágica, games e a participação especial de Marcos Frota. KM de Vantagens Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro). Sáb., às 18h. Ingresso de R$ 40 a R$ 200. Somente sábado

infantil CINDERELA Dir. Fernando Bustamante. Conta a vida da bela menina que após a morte de seu

pai passa a viver com a tirana madrasta e suas malvadas filhas. Teatro Santo Agostinho (rua Aimorés, 2.679, Santo Agostinho, 2125-6810). Neste sáb. (15), às 16h. R$ 40 (inteira); R$ 20 (postos Sinparc).

JOJÔ E PALITO EM: O MÁGICO DE OZ Dir. Joselma Luchini. Após um tornado em Kansas, a menina Dorothy vai parar na fantástica Oz, lugar onde as coisas são coloridas, bonitas e mágicas. Porém, o seu maior desejo é retornar para casa. Para isso ela deve encontrar um mágico, que lhe mostrará como realizar seu desejo. Espaço Cultural Luchini (rua Osório de Morais, 274, bairro Ouro Preto, 999930600). Sáb., ás 16h30; dom., às 11h. R$ 25. Próximas apresentações: 15 e 16/9

PARACHICOS – MARIANA ARRUDA BUARQUEANDO

Minas Shopping (av. Cristiano Machado, 4.000, piso 1, União, 3429-3500). Dom., às 14h. Entrada gratuita. Somente neste domingo (16)

O QUE VOCÊ VAI SER QUANDO CRESCER? Dir. Fernando Bustamante. Um menino sonha em ser mágico e sai perguntando para todos ao seu redor sobre o que eles queriam ser quando eram crianças. Teatro Santo Agostinho (rua Aimorés, 2.679, Santo Agostinho, 21256810). Dom., às 16h. R$ 40 (inteira); R$ 20 (postos Sinparc). Somente domingo

fit – festival internacional de teatro palco e rua Confira destaques da programação na página 16 e programação completa do festival em www.fitbh.com.br br.


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MÚSICA Cena autoral ocupa a praça Jessica Nascido coAlmeida mo apenas um palco dentro de outro festival – daí o seu nome – e depois transportado como um evento completo para uma casa de shows, em sua quinta edição, o Palco Ultra Festival vai ser realizado pela primeira vez em praça pública, com entrada franca. No próximo sábado (22), a praça da Assembleia vai ser ocupada por novos e proeminentes nomes da cena autoral e independente de Belo Horizonte e do Brasil. Entre eles, o rapper Djonga, Marcelo Veronez, Sara Não Tem Nome, Moons e Luan Nobat. De fora, os baianos do Maglore e Giovani Cidreira, além da banda formada em Campinas Francisco, el Hombre. “Nós criamos algumas regras para fazer a seleção e uma delas era que os artistas precisavam ter lançado trabalhos recentemente, há, no máximo, um ano”, explica

Barral Lima, idealizador do Festival. “Privilegiamos, como headliners (destaques da grade), alguns artistas que estão rodando o país, que têm a ver com essa cena nova que tá pintando já há algum tempo em BH. Uma nova MPB contemporânea. É difícil definir o estilo, mistura um pouco com rock, música eletrônica, essa nova sonoridade”. Realizado pela produtora Ultra Music, o Palco Ultra ganhou em 2018 um importante parceiro: o recém-criado selo mineiro Under Discos. Foi essa parceria, aliás, que permitiu que o festival fosse levado para a rua. Criado para proporcionar uma estrutura mais sólida a produções de novos compositores e artistas para projetá-los no amplo cenário nacional, tinha em sua gênese o DNA do produtor Carlos Eduardo Miranda, falecido em março deste ano, que contribuiu diretamente em sua idealização, ao lado de Lima – e, por isso, vai ser homenageado no evento. “Infelizmente ele se foi,

Sáb. 22.set.

1993AGOSTO/DIVULGAÇÃO

PATRÍCIA MARTINS/DIVULGAÇÃO

PEDRO VENEROSO/DIVULGAÇÃO

Giovani Cidreira (vertical), Djonga e Sara Não Tem Nome são algumas das atrações da quinta edição do Palco Ultra

mas a ideia ficou e decidimos botar pra frente, pensando sempre como ele queria que

fosse. Ele tinha um jeito muito dele, de falar e entender, muito sincero, mas muito carinhoso. A homenagem é uma forma de mostrar que o modo dele de levar a nova cena, de colocar novos artistas na rua, vai estar sempre com a gente”, explica. ASSEMBLEIA Um aspecto que chama a atenção é a escolha da praça da Assembleia para a realiza-

ção do festival em detrimento de espaços como a praça da Estação ou a Duque de Caxias, mais conhecidas por abrigar eventos com esse formato. “Apesar de não ser no centro da cidade, ela está num ponto estratégico, é atendida por várias linhas de ônibus. Além de ser plana, bem cuidada e ter o tamanho certo para o nosso evento, já que abriga até 5.000 pessoas. Acreditamos

que a praça da Estação tem tudo a ver com o evento, mas é muito grande e ainda não temos esse público. Espero que algum dia possamos fazer lá”, conclui.

Palco Ultra >Festival

Djonga / Francisco, El Hombre / Maglore / Giovani Cidreira / Luan Nobat / Marcelo Veronez / Sara Não Tem Nome / Moons e discotecagem da DJ Aída Lage Praça da Assembleia, Santo Agostinho. Dia 22 (sábado), a partir do meio-dia. Entrada gratuita.


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#FICAADICA FERNANDO SCHLAEPFER/DIVULGAÇÃO

MARCIA XAVIER/DIVULGAÇÃO

reúne Giramundo, 6 Projeto Arnaldo Antunes e Tizumba

Villa-Lobos e Marcelo Bonfá 6 Dado tocam músicas da Legião Urbana

Em sua última edição deste ano, o festival Meu Vizinho Pardini congrega artes cênicas, gastronomia e shows que compõem um mix de gêneros musicais – indo do chorinho e pop rock ao samba e MPB. No evento, destaque para o cantor e compositor Arnaldo Antunes, que apresenta seu novo show “RSTUVXZ TRIO”. Onde Praça da Assembleia, Santo Agostinho. Quando Neste sábado (15), às 10h. Quanto Entrada gratuita.

Integrantes originais da mítica banda brasiliense liderada por Renato Russo (19601996), o guitarrista e o baterista voltam aos palcos para comemorar os 30 anos dos discos “Dois” e “Que País É Este”. O show inclui os sucessos “Tempo Perdido”, “Que País É Este”, “Eduardo e Mônica” e “Faroeste Cabloco”. Onde KM de Vantagens Hall (av. Nossa Sra. do Carmo, 230, Savassi). Quando Sábado (22), às 22h. Quanto Ingressos a partir de R$ 40, com vendas pelo Tickets For Fun.

REPRODUÇÃO/YOUTUBE

CRISTIANO QUINTINO/DIVULGAÇÃO

Guedes e Marcus Viana 6 Beto apresentam sucessos em BH

Em uma mesma noite, os dois artistas se revezam no palco, apresentando dois shows diferentes. No primeiro, o multi-instrumentista Marcus Viana revive seus maiores sucessos. No último, o cantor e compositor Beto Guedes, canta hits como “Feira Moderna” e “Sol de Primavera”. Onde Grande Teatro Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Quando Sábado (22), às 21h. Quanto A partir de R$ 110 (inteira).

Figueiredo Trio presta 6 Gustavo tributo a grandes compositores

Com o projeto “Música Brasileira”, Gustavo Figueiredo Trio apresenta um show de jazz que se propõe a fazer um mergulho saudosista na musicalidade de grandes mestres, como Dori Caymmi, Pixinguinha, Ary Barroso, Tom Jobim, Luiz Gonzaga, além dos contemporâneos Djavan e Milton Nascimento. Onde Parque Ecológico do Eldorado (r. Paineira, 1722, Eldorado, Contagem). Quando Neste domingo (16), às 11h30. Quanto Entrada gratuita.


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LITERATURA

É curioso que um dos principais personagens brasileiros, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (1746-1792), ainda não tivesse ganho uma biografia moderna. Pois, agora, o jornalista Lucas Figueiredo ocupa esse vácuo com o livro “O Tiradentes: Uma Biografia de Joaquim José da Silva Xavier” (Cia. das Letras), que será lançado em BH na quinta (20), no projeto Sempre Um Papo. O interesse começou a ser nele incutido há uma década, enquanto investigava a corrida do ouro no Brasil do século XVIII – para produção do livro “Boa Ventura!”, publicado em 2012. Foi quando Figueiredo se deu conta que a inquietante figura de Tiradentes carecia de maior atenção. “Havia liAlex Bessas

vros acadêmicos, alguns deles excelentes, mas que, na maioria dos casos, se resumiam a investigar a sua relação com a Conjuração Mineira. E, do outro lado, havia livros não-acadêmicos que fantasiavam a história, tratando-o como mito”, expõe o autor, que, logo, propôs para si o desafio de “contar a história completa do alferes, sem o viés acadêmico, mas também sem as fantasias”. Portanto, em suas 552 páginas, a publicação tem fôlego para atravessar toda história do herói nacional, do nascimento à morte. “A tarefa mais difícil foi encontrar documentos da época que ajudassem a recuperar a história de Tiradentes”, admite o autor, que partiu do processo judicial da conjuração, os chamados autos de devassa. “São mais de 350 depoimentos, além de documentos

mentos sempre trataram Tiradentes como herói”. Figueiredo confessa que ficou surpreso com a inquietação do personagem. “Tiradentes fazia tudo ao mesmo tempo”, diz. “Ao mesmo tempo em que tramava a independência de sua terra natal, ele fazia um monte de coisas: tentava virar homem de negócios no Rio de Janeiro, com uma série de projetos nas áreas de canalização de águas, transporte e armazenamento; buscava ficar rico com mineração e agropecuária na fazenda de sua propriedade na Serra da Mantiqueira, a Rocinha da Negra; mantinha um relacionamento complicado com uma garota de 15 anos (ele tinha 40), do qual nascera sua única filha, Joaquina. Tiradentes era uma pessoa muito intensa e hiperativa”, conclui o autor. Diga-se, Figueiredo está especialmente ansioso com o lançamento em BH, sua cidade natal. “Lançar o livro na capital de Minas tem um gosto especial, pois significa apresentar o verdadeiro Joaquim José da Silva Xavier àqueles que tanto o veneram”.

O Tiradentes: Uma >Biografia de Joaquim José da Silva Xavier

Lucas Figueiredo lança livro no projeto Sempre Um Papo. Cemig (r. Alvarenga Peixoto, 1200). Dia 20 (quinta), às 19h30. Entrada gratuita. O livro será vendido por R$ 79,90.

Para todo mundo ler junto LINCOLN MACEDO/DIVULGAÇÃO

Ao falar do livro “Ouvi Contar”, Lúcio Paiva Jr. volta à infância. Lembra que, criança, sentia desejo de ajudar aqueles transeuntes que, de óculos escuros e bengalas, circulavam entremeio a confusão do trânsito de carros e pessoas no centro de BH. Da curiosidade e simpatia de garoto, vai para juventude e idade adulta, quando conviveu de perto com pessoas cegas. Foi ali que notou: não era necessariamente de ajuda que precisavam aquelas pessoas. É assim, propondo uma perspectiva entre iguais, que ele agora lança “Ouvi Contar”, uma coletânea de 15 contos reunidos em um livro escrito, simultaneamente, em braile e português. A obra, aliás, contará com três ações de lançamento. A primeira acontece neste sábado (15), a partir das 9h, na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa – e tem, ainda, uma sessão de áudio encenação. Na terça (18), chega ao Centro Cultural Minas Tênis Clube, às 19h. Por fim, na sexta (21), um outro evento dedicado ao lançamento acontece no Centro de Referência da Juventude, às 14h. Ao imaginar a estrutura

O projeto de Lúcio Paiva Jr. é realizado com recursos da FMC, por meio de lei de incentivo fiscal

do livro, Paiva explica que pôs os leitores em pé de igualdade: com dificuldade de visão ou não, todos dividirão as mesmas páginas, já que há a sobreposição das duas linguagens, o braile e o português. Pode soar um mero detalhe, mas, para o autor, faz toda diferença. Afinal, ele quer que todas as pessoas possam dividir momentos de leitura. “Imagino que é um facilita-

dor. As pessoas podem ler juntas, em um clube de leitura. Elas vão dividir a mesma página, é algo que faz a diferença”, detalha ele, que ainda imagina como seria diferente a situação de pessoas com deficiência visual ou cegas caso outras obras abrissem essa possibilidade de leitura. Paiva comenta que já conviveu na faculdade, em aulas de dança de salão e mesmo na família com pessoas com limitação visual. Em nenhum dos casos sentiu que fossem menos capazes. O autor ainda lembra que “Ouvi Contar” é uma exceção. Afinal, obras em braile são, geralmente, títulos clássicos, livros didáticos ou infantis. “Não há muita publicação para o público jovem e adulto”, pontua. É com esse público que a publicação dialoga. Os contos, comenta ele, dizem do cotidiano – variando entre tons mais cômicos até algo mais dramático. (Alex Bessas)

> Ouvir Contar

Lançamentos e distribuição gratuita do livro, em braile e português, de Lúcio Paiva Jr. Entrada gratuita em todos eventos. - Biblioteca Pública Luiz de Bessa (praça da Liberdade, 21, Funcionários). Neste sábado (15), às 9h. - Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2244). Dia 18 (terça), às 19h. - Centro de Referência da Juventude (r. Guaicurus, 50). Dia 21 (sexta), às 14h.

Qui. 20.set.

CIA DAS LETRAS

Tiradentes para além do mito

oficiais da Coroa e da administração colonial, cartas, testamentos... O processamento das informações foi complicado, pois os documentos contêm muitas mentiras, muitas manipulações”, diz Figueiredo, completando que separar as mentiras ali contidas do que era fato foi trabalhoso. Ao desmistificar Tiradentes, o escritor indica que a imagem do revolucionário serviu a diversas e até antagônicas forças políticas. “Depois de sua morte, em 1792, ele ficou esquecido por mais de meio século. Em meados do século XIX, foi redescoberto pelo movimento republicano, mas sua figura e sua história foram manipuladas para servir aos propósitos republicanos”, cita. “É nessa época que surge o Tiradentes de barbas e cabelos longos, à la Jesus Cristo”, completa, observando que a característica emprestada a ele é fantasiosa. “Pelos documentos oficiais, só é possível dizer que ele tinha a pele clara e que, aos 40 anos, já possuía cabelos grisalhos”. E, ao longo da história, Tiradentes voltou a ser apropriado. É, por exemplo, patrono da Polícia Militar de Minas Gerais ao mesmo tempo que inspirou o MRT (Movimento Revolucionário Tiradentes), que praticou a luta armada durante a ditadura militar. “O curioso é que, independente da ideologia, todos esses movi-

PABLO SABONDO/DIVULGAÇÃO

História

Para Lucas Figueiredo, só conhecendo o passado é possível entender o presente e projetar o futuro

Sueli e o filho, Victor Mendonça, 6 Selma lançam o livro “Dez Anos Depois”

Os dois jornalistas são parceiros no projeto “Mundo Asperger” (site, blog e webTV). Há dez anos, Victor, 21, recebeu o diagnóstico de Asperger. Em 2016 foi a vez de Selma, aos 53. Agora, o livro “Dez Anos Depois” celebra a evolução da trajetória dos dois: mais que uma coletânea, é prova da vivência dos desafios a partir da comunicação social – a maior dificuldade de um autista. Onde Casa do Porto (rua Felipe dos Santos, 451, Lourdes). Quando Dia 19 (segunda), às 19h. Quanto Evento gratuito. Livro: R$ 35. MARIELA GUIMARÃES– 29.3.2017

Clavis autografa o livro 6 Luiz “Os Fantasmas dos Inconfidentes”

Mineiro de Uberaba, o autor lança mão da sátira, da crítica e do humor para tentar construir uma narrativa que tem como objetivo divertir o leitor, ainda que às vezes falando de fatos considerados “trágicos” da vida política do Brasil. O livro tem um herói – Candinho Flosô –, político de gabinete que o autor coloca presente em momentos insólitos da conjuntura brasileira. Onde Livraria Scriptum (rua Fernandes Tourinho, 99, Savassi) Quando Neste sábado (15), às 10h30. Quanto Evento gratuito. O livro será vendido a R$ 65.


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CINEMA FOTOS MOSTRA IN-EDIT/DIVULGAÇÃO

AGENDA

“OLHO NU”

Longa será exibido neste sábado (15), às 15h30, e no dia 21 (sexta), às 19h30, com entrada gratuita

Dirigido por Joel Pizzini, filme que tem Ney Matogrosso como protagonista e é uma das atrações da mostra In-Edit, no Sesc Palladium

De olho na imagem e no som Alguns filmes mudam a vida das pessoas – e isso nem sempre é uma figura de linguagem. Em 1999, logo depois de assistir a “Buena Vista Social Club”, dirigido pelo alemão Win Wenders, o publicitário Marcelo Aliche não pensou duas vezes: foi até uma agência de viagens e comprou sua passagem para Cuba. “Esse filme foi uma bomba na minha vida”, assegura ele. Dez anos após sofrer o impacto do documentário sobre artistas até então releRaphael Vidigal

gados ao ostracismo em Havana, como Omara Portuondo e Faustino Oramas, Aliche estreava como diretor artístico da mostra In-Edit Brasil, já que agora é o evento que comemora uma década de história. Ocupando o Sesc Palladium, o evento se estende até o próximo domingo, dia 23. Dedicado a documentários musicais e com entrada gratuita, o festival recebeu, em 2016, o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) como destaque na área de música. Ao longo dos anos, a iniciativa levou aos espectadores produ-

Cenário atual mais atraente Dos documentários que chegam à capital mineira, o mais antigo é “Filhos de João: O Admirável Mundo Novo Baiano” (2009), que reviu as peripécias dos Novos Baianos antes do retorno da banda. No processo de filmagem, o diretor do longa, Henrique Dantas, precisou superar obstáculos, como a não autorização de Baby do Brasil para usar as entrevistas que ela concedeu para o filme. Hoje, ele assegura que o cenário é mais atraente. “Pela primeira vez estou fazendo um filme com dinheiro”, diz Dantas, que se debruça sobre mais um documentário focado em Dorival Caymmi. “Já devem ter uns três filmes sobre ele, e acho pouco. Quando você faz um filme, é um pouco sobre a história da pessoa e muito da visão do artista. Precisamos de mais filmes de Novos Baianos, da Tropicália, de Bethânia...”, aponta o cineasta.

ções que enfocam a trajetória de artistas como Ney Matogrosso, Cartola e Tom Jobim, para citar alguns. “Insisto que a primeira coisa que procuramos são bons filmes. Não adianta o artista ser renomado se for um filme chato, clichê, que não te leva a lugar algum. É importante que a linguagem seja atrativa e que o filme tenha uma abordagem instigante”, afirma Aliche. O recorte que chega a Belo Horizonte apresenta ao público 11 longas-metragens premiados em edições passadas, além de dois ainda inéditos no circuito. São os casos

de “Dê Lembranças a Todos”, centrado na figura de Dorival Caymmi, e “Eu, Meu Pai, e Os Cariocas”, dirigido por Lúcia Veríssimo, filha de Severino Filho, fundador do conjunto que pavimentou o caminho para a bossa nova na música brasileira. Outro destaque é “Fevereiros”, vencedor do júri em 2018, que explora as relações de Maria Bethânia com a religiosidade e o Carnaval. Diretor do longa, Marcio Debellian já havia experimentado essa união entre cinema e música com “Palavra Encantada”, quando escreveu o ar-

gumento do documentário dirigido por Helena Solberg. “Cada vez mais esse casamento se fortalece, porque, hoje em dia, as pessoas consomem a música já ligadas ao audiovisual. Os clipes voltaram a ser a grande vitrine”, constata Debellian, que enumera alguns documentários musicais que o marcaram, como “Carmen Miranda: Bananas Is My Business” (1995), “Vinicius” (2005) e, antes de todos, “Circuladô de Fulô” (1992), no qual o protagonista Caetano Veloso aparece sob as lentes espertas de Walter Salles e José Henrique Fonseca.

DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO “Eu, Meu, Pai e Os Cariocas”, de Lúcia Veríssimo, revê a trajetória do grupo vocal, e será exibido dias 15 (sábado), às 19h30, e 20 (quinta), no mesmo horário

Abaixo, “Gretchen Filme Estrada”, de Eliane Brum e Paschoal Samora, que será exibido nos dias 19 (quarta) e 22 (sábado) “Dê Lembranças a Todos”, dos Irmãos Fiori, conta a vida de Dorival Caymmi e terá sessões nos dias 15 (sábado), às 17h30, e 21 (sexta), às 15h30, no Sesc Palladium, com entrada gratuita

“Desde a era do rádio, com os embates entre Marlene e Emilinha Borba, passando pelos especiais de TV, o público sempre teve interesse por esse tipo de narrativa, tanto que os festivais de música servem de insumo para muitos desses documentários. É uma questão de adaptação da linguagem, mas o campo está aí e é vasto”, garante Debellian.

> Mostra In-Edit

Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1046) Até dia 23 (domingo). Entrada gratuita, com retirada de ingresso 30 minutos antes de cada sessão na bilheteria.

Benjamin Taubkin dá aula-show O pianista Benjamin Taubkin, retratado no documentário “O Piano que Conversa”, de Marcelo Machado, prêmio do público em 2017, estará presente à sessão marcada para a próxima terça-feira (18). No filme, o personagem principal é o piano, que aparece em vários lugares do Brasil e do mundo, como Bolívia e Coreia do Sul. Neste encontro, o piano interage com diferentes músicos. O também compositor, arranjador e produtor musical paulistano fará, ainda, uma aula-show na quarta (19), quando estará acompanhando de Paulo Santos, ex-Uakti, e de Nelson Soares e Marcos Moreira, membros do duo O Grivo.

Aula-show com >Benjamin Taubkin

Teatro de Bolso do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1046). Dia 19 (quarta), às 20h. Entrada gratuita, com retirada de ingresso 30 minutos antes na bilheteria.


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CINEMA DOWNTOWN/ DIVULGAÇÃO

pré-estreias BUSCANDO... (Searching, EUA, 2018, 1h42, 14 anos) Dir. Aneesh Chaganty. Com John Cho, Debra Messing, Michelle La. Um pai desesperado com o desaparecimento da sua filha de 16 anos decide invadir o computador da jovem para procurar pistas. BH Shopping 8: 21h50 Cidade 1: 19h (*) Pátio Savassi 8: 19h50 (*) Sessões dubladas

estreias O BANQUETE (Brasil, 2018, 1h44, 14 anos) Dir. Daniela Thomas. Com Drica Moraes, Bruna Linzmeyer, Mariana Lima. Nos anos 90, durante um jantar de comemoração dos dez anos de casamento do jornalista Mauro com a atriz Bia, segredos e infidelidades vêm à tona enquanto Mauro aguarda um mandado de prisão por ter atacado o presidente Collor. Belas 3: 16h e 21h40 Belas 3: 21h40 Ponteio 2: 14h20 Ponteio 3: 15h20 e 19h20

BENZINHO (Brasil, 2018, 1h37, 12 anos) Dir. Gustavo Pizzi. Com Karine Teles, Adriana Esteves, Otávio Müller. Fernando, filho de Irene, é convidado para jogar handebol na Alemanha e sua mãe se encontra mergulhada em sentimentos. Ela terá que se desdobrar para ajudar e dar atenção ao seus outros filhos, à irmã e ao marido. Belas 1: 14h, 16h, 19h50 e 21h40 Ponteio 3: 13h30, 17h20 e 21h20

CAMOCIM (Brasil, 2018, 1h17, 14 anos)

Dir. Quentin Delaroche. Dois líderes políticos disputam a vaga na Câmara dos Vereadores da cidade de Camocim de São Félix, interior de Pernambuco, enquanto seus cabos eleitorais organizam a campanha. Belas 3: 20h (sessão vitrine: R$ 12 inteira)

FANTÁSTICA, UMA AVENTURA NO MUNDO BONNIE BEARS (*) (Boonie Bears: Entangled Worlds, China, 2018, 1h23, livre) Dir. Huida Lin, Leon Ding, Yongchang Lin. Uma equipe de ladrões é enviada por um famoso caçador de tesouros para roubar o que Fantástica tem de mais valioso: o tesouro dourado. BH Shopping 6: 13h15, 15h30, 17h45 e 20h Diamond 3: 14h, 16h20 e 18h30 Partage Shopping Betim 7: 14h10, 16h30 e 18h40 Pátio Savassi 8: 13h15, 15h30 e 17h45 (*) Sessões dubladas

HOTEL ARTEMIS (Hotel Artemis, EUA/ Reino Unido, 2018, 1h35, 16 anos) Dir. Drew Pearce. Com Jodie Foster, Dave Bautista, Sterling K. Brown. No subsolo de um hospital em Los Angeles, os criminosos mais perigosos da cidade recebem cuidados especiais. A enfermeira, que controla o lugar, descobre que um dos pacientes irá cometer um assassinato. BH Shopping 9: 18h30 e 21h Del Rey 6: 15h20, 17h20 e 21h Net Cineart Ponteio 4: 14h35, 16h30 e 21h10

O PACIENTE – O CASO TANCREDO NEVES (Brasil, 2018, 1h40, 12 anos) Dir. Sergio Rezende. Com Othon Bastos, Esther Góes, Leonardo Medeiros. Os últimos dias da vida de Tancredo Neves, que foi eleito pelo colégio eleitoral do Congresso Nacional após a ditadura militar, mas ficou doente às vésperas da

“O Paciente” foca nos últimos 39 dias de vida de Tancredo Neves posse e, depois de 39 dias de internação, morreu no dia 21 de abril de 1985. BH Shopping 7: 12h50, 15h20, 18h e 20h30 Boulevard 1: 14h20, 16h30, 18h40 e 20h50 Cidade 3: 12h, 14h20, 16h30, 18h30 e 20h50 Cidade 3: 14h20, 16h30, 18h30 e 20h50 Del Rey 7: 14h10, 16h20, 18h20 e 20h30 Del Rey 7: 14h10, 16h20, 18h20, 20h30

e 22h30 Paragem 2: 14h20, 16h30, 18h40 e 20h50 Diamond 1: 13h10, 15h50, 18h10 e 20h50 Estação BH 5: 14h40, 17h, 19h20 e 21h45 Ponteio 2: 16h30, 18h40 e 20h50 Ponteio Premier: 14h50 Pátio Savassi 1: 13h, 15h20, 18h20 e 21h15

O PREDADOR

(The Predator, EUA, 2018, 1h47, 14 anos) Dir. Shane Black. Com Boyd Holbrook, Keegan-Michael Key, Sterling K. Brown. Um menino ativa o retorno dos predadores, agora mais fortes e inteligentes do que nunca. Ex-soldados e uma cientista se juntam para lutar contra essa ameaça e proteger o futuro da humanidade. BH Shopping 1: 14h40 BH Shopping 1: 17h10, 19h40 e 22h05 (sessões 3D) BH Shopping 5: 16h20 e 21h10 (*) Boulevard 2: 15h

Boulevard Imax: 16h20 e 21h Boulevard Imax: 14h e 18h40 (sessões 3D) Cidade 4: 11h50, 14h30, 16h50 e 19h05 (*) Cidade 4: 21h10 (sessão 3D) Cidade 4: 14h30, 16h50 e 19h05 Contagem 1: 13h50, 16h10 e 18h30 (*) Contagem 1: 20h50 (sessão 3D) Del Rey 1: 14h, 16h20 e 20h50 Del Rey 1: 18h40 (sessão 3D) Del Rey 1: 14h, 16h20, 20h50 e 22h50 Itaú Power 6: 14h, 16h20 e 21h (*) Itaú Power 6: 18h40 (*) (sessão 3D) Minas 1: 18h40 (*) (sessão 3D) Minas 1: 14h, 16h20 e 21h (*) Paragem 5: 16h45 e 21h10 (sessões 3D) Paragem 5: 14h30 e 19h Via Shopping 4: 14h10, 16h30 e 18h40 (*) Via Shopping 4: 20h50 (*) (sessão 3D) Big 5: 16h30 e 20h40 (*) (sessões 3D) Big 5: 14h20 e 18h35 (*) Norte 2: 14h20 e 18h35 (*) Norte 2: 16h30 e 20h40 (*) (sessões 3D) Diamond 5: 15h30 e 21h30 (sessões 3D) Diamond 5: 18h50 Estação BH 2: 13h20(*), 16h(*), 19h e 22h(*) (sessões 3D) Monte Carmo 4: 14h(*), 16h30 e 21h10(*) Monte Carmo 4: 19h (*) (sessão 3D) Pampulha 1: 16h45 e 20h55 (*) (sessões 3D) Pampulha 2: 14h45, 16h55, 19h05 e 21h15 (*) Partage Shopping Betim 4: 16h e 21h (*) (sessões 3D) Partage Shopping Betim 4: 13h20 e 18h30 (*) Pátio Savassi 6: 16h10 e 21h50 (sessões 3D) Pátio Savassi 6: 13h40 e 19h20 (*) Sessões dubladas


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CINEMA FOX/DIVULGAÇÃO

continuam em cartaz ALFA (*) (Alpha, EUA, 2018, 1h36, 10 anos) Dir. Albert Hughes. Com Kodi SmitMcPhee, Jóhannes Haukur Jóhannesson, Marcin Kowalczyk. Após cair de um penhasco e se perder do seu grupo, Keda precisa encontrar o caminho de casa. Atacado por uma matilha, ele consegue ferir um dos lobos, mas decide não matar o animal. O jovem cuida dele e os dois começam uma relação de amizade. BH Shopping 5: 14h e 18h50 Betim 1: 14h30, 18h30 e 20h30 Boulevard 5: 17h10, 19h10 e 21h10 Cidade 5: 14h, 18h30 e 20h40 (*) Contagem 2: 14h20, 16h30, 18h40 e 21h Del Rey 5: 14h, 16h10 e 18h30 Itaú Power 4: 17h10, 19h10 e 21h10 Minas 2: 13h30, 17h20 e 21h10 Paragem 3: 16h10 e 20h40 Via Shopping 5: 14h, 18h30 e 20h30 Big 3: 16h25, 18h25 e 20h25 Norte 5: 16h45 e 20h30 Diamond 2: 16h30 (sessão 3D) Diamond 2: 13h35 e 16h20 (sessões 3D) Estação BH 1: 20h e 22h15 Monte Carmo 1: 16h20, 18h30 e 20h40 Pampulha 1: 14h50 e 18h55 (sessões 3D) Pampulha 4: 17h10 e 21h20 Partage Shopping Betim 2: 15h20 e 20h30 (sessões 3D) Pátio Savassi 4: 14h Pátio Savassi 4: 18h40 (sessão 3D) (*) Sessões dubladas

CAFÉ COM CANELA (Brasil, 2018, 1h40, 14 anos) Dir. Ary Rosa, Glenda Nicácio. Com Valdinéia Soriano, Aline Brune, Babu Santana. Após perder o filho, Margarida vive isolada da sociedade. Um dia, Violeta, uma ex-aluna, bate à sua porta e assume a missão de devolver um pouco de luz àquela pessoa que havia sido importante pra ela na juventude. Belas 3: 14h

O CANDIDATO HONESTO 2 (Brasil, 2018, 1h44, 14 anos) Dir. Roberto Santucci. Com Leandro Hassum, Rosanne Mulholland, Victor Leal. Um político brasileiro se entrega à justiça e é preso por corrupção, antes de tentar dar a volta por cima com sinceridade e propostas reais. BH Shopping 6: 22h20 BH Shopping 9: 13h20 e 16h Betim 2: 16h30 Boulevard 4: 13h20 e 19h10 Cidade 6: 14h30, 16h40, 18h50 e 21h Cineart Contagem 7: 14h, 16h10, 18h20 e 20h30 Del Rey 4: 14h20 e 18h40 Itaú Power 1: 17h20 e 21h20 Minas 5: 21h10 Paragem 4: 16h30 e 20h50 Via Shopping 1: 21h Big 4: 14h50 Norte 3: 17h Diamond 3: 20h50 Diamond 6: 13h50 Estação BH 6: 14h20 e 18h45 Monte Carmo 2: 14h10, 16h10, 18h20 e 20h30 Pampulha 4: 15h05 e 19h15 Partage Shopping Betim 5: 13h40, 16h10 e 18h50 Pátio Savassi 2: 13h50, 16h35, 19h e 21h35 Pátio Savassi 2: 13h50, 16h35, 19h e 21h40

CRÔ EM FAMÍLIA (Brasil, 2018, 1h27, 12 anos) Dir. Cininha de Paula. Com Marcelo Serrado, Arlete Salles, Tonico Pereira. Crô se vê sozinho e sem família. Carente e vulnerável, acaba ficando à mercê de supostos parentes, cujas intenções não parecem ser das melhores. BH Shopping 10: 13h50, 16h10, 18h20 e 20h50 Betim 3: 14h40, 16h40, 18h40 e 20h40 Boulevard 4: 15h30, 17h20 e 21h20 Cidade 8: 13h30, 15h20, 17h05, 19h e 20h50 Contagem 5: 13h40, 15h30, 17h20, 19h10 e 21h10 Del Rey 4: 16h30 e 20h50 Del Rey 4: 16h30, 20h50 e 22h30 Itaú Power 2: 14h30, 16h30, 18h30 e 20h30 Minas 5: 13h40, 15h30, 17h20 e 21h10 Paragem 4: 14h20 e 18h40 Via Shopping 1: 13h40, 15h30, 17h20 e 19h10

Big 4: 16h50, 18h40 e 20h30 Norte 5: 15h e 18h40 Diamond 6: 16h40 e 21h30 Estação BH 6: 16h40 e 21h15 Monte Carmo 3: 13h40, 15h30, 17h20, 19h10 e 21h15 Pampulha 3: 14h10, 16h, 17h50, 19h40 e 21h30 Partage Shopping Betim 3: 13h10, 15h50, 18h20 e 20h40 Pátio Savassi 4: 16h25 e 21h

Gretchen Filme Estrada (BRA, 2010, direção Eliane Brum e Paschoal Samora ) Dias 18 (terça) e 22 (sábado), às 17h30 L.A.P.A. (BRA, 2008, direção Emílio Domingos e Cavi Borges) Neste domingo (16) e dia 20 (quinta), às 17h30

DEUS NÃO ESTÁ MORTO UMA LUZ NA ESCURIDÃO (*)

Olho Nu (BRA, 2013, direção Joel Pizzini) Neste sábado (15), às 15h30 e dia 21 (sexta), às 19h30

(God’s Not Dead: A Light in Darkness, EUA, 2018, 1h45, 12 anos) Dir. Michael Mason. Com David A.R. White, Jennifer Taylor, John Corbett. Quando a igreja de Saint James é incendiada, devastando a congregação e o pastor Dave, a universidade vizinha, Hadleigh University, usa a tragédia para tentar despejar a igreja do campus. Contagem 8: 15h20 e 21h10 Minas 6: 18h30 Via Shopping 5: 16h Monte Carmo 5: 16h20 Partage Shopping Betim 7: 20h50

O Piano que Conversa (BRA, 2017, direção Marcelo Machado) Dias 18 (terça), às 19h30, com a presença do pianista Benjamin Taubkin, e 23 (domingo), às 15h30 Vou Rifar Meu Coração (BRA, 2011, direção Ana Rieper) Dias 19 (quarta), às 17h30 e 22 (sábado), às 15h30

(*) Sessões dubladas

Waiting for B. (BRA, 2015, direção Paulo Cesar Toledo e Abigail Spindel) Dias 19 (quarta) e 22 (sábado), às 19h30

ESCOBAR - A TRAIÇÃO (Loving Pablo, Espanha, 2018, 2h03, 16 anos) Dir. Fernando León de Aranoa. Com Javier Bardem, Penélope Cruz, Peter Sarsgaard. Uma jornalista engata um relacionamento com o famoso traficante de drogas colombiano Pablo Escobar. Ponteio 4: 18h40

FERRUGEM (Brasil, 2018, 1h45, 14 anos) Dir. Aly Muritiba. Com Tiffanny Dopke, Enrique Díaz, Giovanni de Lorenzi. Tati é uma adolescente que gosta de compartilhar seus melhores momentos nas redes sociais. Mas a vida dela vira do avesso quando algo que ela não queria cai no grupo de Whatsapp do colégio. Belas 3: 18h Belas 3: 11h (Clube do professor. Somente para professores cadastrados)

A FREIRA (The Nun, EUA, 2018, 1h36, 14 anos) Dir. Corin Hardy. Com Demián Bichir, Jonas Bloquet, Taissa Farmiga. Uma freira comete suicídio em um convento na Romênia e, para investigar o caso, o Vaticano envia um padre atormentado e uma noviça prestes a se tornar freira. BH Shopping 2: 13h30, 15h50, 18h10 e 20h40 BH Shopping 3: 14h30, 16h50, 19h10 e 21h30 BH Shopping 4: 15h10, 17h30, 19h50 e 22h15 (*) Betim 1: 16h50, 18h50 e 20h50 (*) Boulevard 2: 13h, 17h10 e 21h20 (*) Boulevard 3: 13h15, 15h15, 17h15, 19h15 e 21h15 Cidade 2: 14h40(*), 16h40(*), 18h40 e 20h40(*) Cidade 7: 13h10, 15h10, 17h10, 19h10 e 21h10 (*) Contagem 4: 13h(*), 15h, 17h(*), 19h e 21h(*) Contagem 6: 13h15, 15h15, 17h15, 19h15 e 21h15 (*) Del Rey 2: 15h, 17h, 19h e 21h (*) Del Rey 2: 15h, 17h, 19h, 21h e 23h (*) Del Rey 3: 13h20, 15h10, 17h10, 19h10 e 21h10 Del Rey 6: 22h40 Itaú Power 3: 18h50 e 20h50 (*) Itaú Power 5: 13h20, 15h20, 17h20, 19h20 e 21h20 (*) Minas 3: 13h20, 15h20, 17h20, 19h20 e 21h20 (*) Minas 4: 13h(*), 15h, 17h(*), 19h(*) e 21h Paragem 1: 15h(*), 17h, 19h e 21h Via Shopping 2: 15h10, 17h10 e 21h10 (*) Via Shopping 3: 13h20, 15h20, 17h20, 19h20 e 21h20 (*) Big 1: 14h45, 16h45, 18h45 e 20h45 (*) Big 2: 15h, 17h, 109h e 21h (*) Norte 1: 14h45, 16h45, 18h45 e 20h45 (*) Norte 3: 19h e 21h (*) Diamond 2: 18h40 e 21h Diamond 4: 12h40, 15h, 17h20, 19h40 e 22h Estação BH 3: 13h, 15h15, 19h45 e 21h30 (*) Estação BH 4: 14h(*), 16h15(*), 18h30(*) e 20h45 Estação BH 4: 14h(*), 16h15(*), 18h30(*), 20h45 e 23h(*) Monte Carmo 5: 20h30 Monte Carmo 6: 14h40, 16h40, 18h50 e 21h (*) Net Cineart Ponteio Premier: 16hy, 19h e 21h10 Pampulha 5: 19h25 e 21h25 (*) Pampulha 6: 15h, 17h. 19h e 21h (*) Partage Shopping Betim 1: 14h05,

“O Predador”: Diretor Shane Black resgata saga alienígena criada em 1987 16h40 19h05 e 21h30 (*) Partage Shopping Betim 6: 15h, 17h30, 19h50 e 22h10 (*) Pátio Savassi 3: 14h30, 16h50, 19h10 e 21h30 Pátio Savassi 5: 13h30, 15h50, 18h10 e 20h30 Pátio Savassi 7: 19h40 e 22h (*) Sessões dubladas

GAUGUIN - VIAGEM AO TAITI (Gauguin - Voyage de Tahiti, França, 2018, 1h42, 14 anos) Dir. Edouard Deluc. Com Vincent Cassel, Malik Zidi, Tuheï Adams. No ano de 1891, Gauguin se exila no Taiti. Lá, ele conhece Tehura, que se tornará sua esposa e tema das suas telas mais importantes. Belas 2: 18h40

OS INCRÍVEIS 2 (*) (The Incredibles 2, EUA, 2018, 1h58, livre) Dir. Brad Bird. Helena Pêra é chamada para voltar a lutar contra o crime como a super-heroína Mulher-Elástica, e seu marido, Roberto, terá que cuidar das crianças, especialmente o bebê Zezé, cujos superpoderes surgem sem qualquer controle. Contagem 3: 18h50 Itaú Power 1: 14h50 (*) Sessões dubladas

Bingbing Li, Rainn Wilson. Um submarino foi atacado por uma criatura gigantesca, a qual se pensava estar extinta. Um expert em mergulhos profundos é forçado a confrontar seus medos e salvar a tripulação, ficando frente a frente com o maior predador marinho que já existiu. BH Shopping 8: 21h50 Cidade 1: 20h30 Cidade 1: 21h05 Contagem 3: 21h20 Itaú Power 3: 14h10 Minas 6: 16h10 e 20h50 Monte Carmo 1: 14h Partage Shopping Betim 5: 21h20 (*) Sessões dubladas

O PROTETOR 2 (The Equalizer 2, EUA, 2018, 2h01, 14 anos) Dir. Antoine Fuqua. Com Denzel Washington, Bill Pullman, Pedro Pascal. Um empresário coloca uma mulher no carro de Robert McCall e ordena que ele a leve até sua casa. Percebendo que ela foi violentada, McCall resolve ir atrás do tal homem. Pouco tempo depois, ele descobre que a mulher foi assassinada. Cidade 5: 16h (*) Contagem 3: 16h20 (*) Del Rey 5: 20h40 Itaú Power 3: 16h30 (*) Pátio Savassi 8: 22h10

OS JOVENS TITÃS EM AÇÃO! NOS CINEMAS (*)

(*) Sessões dubladas

(Teen Titans GO! To The Movies, EUA, 2018, 1h24, livre) Dir. Aaron Horvath, Peter Rida Michail. Robin, Ciborgue, Estelar, Ravena e Mutano são os Jovens Titãs e, ao perceberem que todos os super-heróis estão estrelando filmes, decidem se mobilizar para também ter espaço nas telonas. BH Shopping 8: 14h50, 17h20 e 19h30 BH Shopping 8: 12h30, 14h50, 17h20 e 19h30 Betim 1: 15h Boulevard 2: 19h10 Boulevard 5: 15h20 Cidade 1: 14h30 e 18h30 Cidade 1: 13h30 e 17h10 Contagem 3: 14h30 Contagem 8: 17h35 e 19h25 Del Rey 6: 13h30 e 19h10 Itaú Power 1: 13h e 19h30 Minas 2: 15h30 e 19h20 Paragem 3: 14h10 e 18h50 Via Shopping 2: 13h20 e 19h10 Big 3: 14h35 Norte 3: 15h10 Diamond 6: 19h Estação BH 1: 13h40, 15h40 e 17h45 Monte Carmo 5: 14h30 e 18h40 Pampulha 5: 14h05, 15h50 e 17h35 Partage Shopping Betim 2: 12h55 e 17h50 Pátio Savassi 7: 12h40, 15h e 17h30

A VIDA EM FAMÍLIA (La Vita in Comune, Itália, 2018, 1h50, 12 anos) Dir. Edoardo Winspeare. Com Gustavo Caputo, Antonio Carluccio, Claudio Giangreco. Na aldeia Desperata, no Sul da Itália, o prefeito Filippo Pisanelli tem certeza de que está na profissão errada. Para aliviar sua depressão, usa seu amor pela poesia para dar aulas a presos. Belas 2: 14h, 16h20 e 21h

WHEELY - VELOZES E DIVERTIDOS (*) (Wheely, Malásia/ Maldivas/ Brunei Darussalam/ Djibuti, 2018, 1h20, livre) Dir. Yusry Abdul Halim, Carl Mendez. Wheely é um pequeno táxi que sonha em se tornar o rei da estrada. Para isso, ele precisará provar que é um verdadeiro herói enfrentando os carros de elite e o terrível caminhão de 18 rodas. Boulevard 5: 13h30 Cidade 1: 16h20 Cidade 1: 15h10 Contagem 8: 13h30 Del Rey 2: 13h20 Itaú Power 4: 13h30 e 15h20 Minas 6: 14h20 (*) Sessões dubladas

YONLU (*) Sessões dubladas

MEGATUBARÃO (*) (The Meg, EUA, 2018, 1h53, 14 anos) Dir. Jon Turteltab. Com Jason Statham,

(Brasil, 2018, 1h30, 14 anos) Dir. Hique Montanari. Com Thalles Cabral, Leonardo Machado, Nelson Diniz. Baseado na história real de Yonlu, garoto de 16 anos que, com a ajuda da inter-

net, conquistou o mundo com seu talento para a música e para a arte, mas também participava de um fórum de potenciais suicidas. Belas 1: 18h

sessão especial ANDRE RIEU 2018: AMORE – TRIBUTE TO LOVE (Andre Rieu 2018: Amore - Tribute To Love, Holanda, 2018, 2h25, 12 anos) Dir. André Rieu. O artista presta homenagem à música e às suas duas famílias: sua esposa e filhos e, claro, à sua Orquestra Johann Strauss, com a qual o maestro se apresenta há mais de 30 anos. Diamond 2: 12h50 (R$ 60 inteira)

MINIONS (*) (Minions, EUA, 2015, 1h31, Livre) Dir. Pierre Coffin, Kyle Balda. Após a morte do seu antigo mestre, os Minions saem a procura de um novo vilão para servir. BH Shopping 5: 12h Diamond 5: 12h30 Partage Shopping Betim 6: 13h (*) Sessões dubladas

TOKYO GHOUL (Tokyo Ghoul, Japão, 2014, 1h55, 16 anos) Dir. Kentaro Hagiwara. Com Yo Oizumi, Yû Aoi. Durante um encontro, o tímido Kaneki Ken é atacado pela menina com quem saiu, mas consegue fugir. Logo, ele percebe que também se tornará uma carniçal, criatura que se alimenta de carne humana. Belas 3: 17h30

mostras IN-EDIT (*) A Farra do Circo (BRA, 2013, direção Roberto Berliner e Pedro Bronz) Neste domingo (16), às 19h30, e dia 23 (sexta), às 17h30 Dê Lembranças a Todos (BRA, 2018, direção Irmãos Di Fiori) Neste sábado (15), às 17h30 e 21 (sexta), às 15h30 Eu, Meu, Pai E Os Cariocas (BRA, 2017, direção Lúcia Veríssimo) Neste sábado (15) e dia 20 (quinta), às 19h30 Fevereiros (BRA, 2017, direção Márcio Debellian) Dia 23 (domingo), às 19h30 Filhos de João – O Admirável Mundo Novo Baiano (BRA, 2009, direção Henrique Dantas) Neste domingo (16), às 15h30 e dia 21 (sexta), às 17h30

(*) Sesc Palladium - Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro. Até 23 de setembro. Entrada gratuita. Retirada dos ingressos 30 minutos antes de cada sessão na bilheteria. Informações: 31 32708100

SETEMBRO AMARELO (*) Neste sábado (15) 16h A Morte do Caixeiro Viajante, de Laslo Benedek (Death of a Salesman, EUA, 1951) 18h15 Thelma & Louise, de Ridley Scott (EUA, 1991) 20h30 À Queima-Roupa, de John Boorman (Point Blank, EUA, 1967) Neste domingo (16) 16h Ensina-me a Viver, de Hal Ashby (Harold and Maude, EUA, 1971) 18h Gente como a Gente, de Robert Redford (Ordinary People, EUA, 1980) 20h15 Noite de Desamor, de Tom Moore (Night, Mother, EUA, 1986) Segunda (17) 15h Despedida em Las Vegas, de Mike Figgis (Leaving Las Vegas, EUA, 1996) 17h15 Mishima – Uma Vida em Quatro Capítulos, de Paul Schrader (Mishima: A Life in Four Chapters, EUA-JAP, 1985) 19h30 A Balada de Narayama, de Shohei Imamura (Narayama Bushikô, JAP, 1983). Sessão comentada pelo prof. Jose Carlos Cavalheiro Terça (18) 16h Garota, Interrompida, de James Mangold (Girl, Interrupted, EUA-ALE, 1999) 18h15 Mary e Max: Uma Amizade Diferente, de Adam Elliot (Mary and Max, AUS, 2009) Quarta (19) 17h As Horas, de Stephen Daldry (The Hours, EUA-RU, 2002) 19h15 Gosto de Cereja, de Abbas Kiarostami (Ta'm e guilass, FRA-IRÃ, 1997) 21h15 Últimos Dias, de Gus Van Sant (Last Days, EUA, 2005) | 97’ | 12 anos Quinta (20) 17h Um Corpo que Cai, de Alfred Hitchcock (Vertigo, EUA, 1958). Sessão comentada pelo pesquisador de cinema e professor José Ricardo Miranda Junior 20h A Felicidade Não Se Compra, de Frank Capra (It's a Wonderful Life, EUA, 1946) Sexta (21) 17h Uma Vida em Suspense, de Sydney Pollack (The Slender Thread, EUA, 1965) 19h Trinta Anos Esta Noite, de Louis Malle (Le Feu Follet, FRA, 1963) 21h Ensina-me a Viver, de Hal Ashby (Harold and Maude, EUA, 1971) (*) Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes da sessão)

FESTIVAL REMASTER (*) Quarta (19) 21h Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos (BRA, 1963) (*) Cine Belas Artes (rua Gonçalves Dias, 1.581, Lourdes)


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almanaque

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GAROTO E GAROTA SUPER 2018> Concurso dá título de mais belos de Minas Gerais aos vencedores

Inscrições estão a todo vapor FRED MAGNO

COMPETIÇÃO DÁ PREMIAÇÕES INCRÍVEIS

Oportunidade

Evento abre diversas portas para aqueles que participam da competição

Você já penJuliana sou em ser reSiqueira c o n h e c i d o como o mais belo (a) de Minas Gerais, em representar o jornal Super Notícia e, ainda, em levar uma premiação incrível para casa? Quer seguir a carreira de modelo, ser abordado nas ruas por admiradores e ter uma porção de portas abertas para o seu talento? Então, se você tem de 16 a 25 anos, está na hora de se inscrever para o concurso Garoto e Garota Super 2018. A competição, promovida pelo jornal Super Notícia, tem uma trajetória de grande sucesso e já descobriu diversos nomes importantes da área, que têm colhido vários frutos profissionais. Ficou curioso sobre como se inscrever? É muito simples. É só ficar bem atento a todos os passos. Basta adquirir a sua ficha de inscrição no Super Notícia, que é publicada às terças, sextas, sábados e domingos. Ela também pode ser acessada no site www.garotoegarotasuper .com.br. Depois disso, preencha os seus dados e anexe duas fotos, sendo uma de rosto e outra de corpo. A medida da imagem deve ser de 10cm x 15cm e ela

pode ser colorida ou em preto e branco. Coloque o seu nome e o número do seu telefone no verso da foto. Caso você seja menor de idade, deve enviar, ainda, junto a esse material, uma cópia do RG de seus responsáveis autenticada e uma autorização deles assinada e autenticada. Depois de seguir todas essas instruções, é a hora de enviar o material. Coloque tudo dentro de um envelope lacrado e escreva nele “Garoto e Garota Super 2018”. Encaminhe ou entregue na sede do jornal Super Notícia (Av. Babita Camargos, 1645, Cidade Industrial, Contagem), na sede do jornal O Tempo Betim (R. do Rosário, 182, Angola, Betim), no Espaço Cultural O TEMPO (R. Pernambuco, 712, Funcionários) ou na loja Compre Certo (R. da Bahia, 495, Centro). As inscrições vão até o dia 28 de setembro, mas a data de postagem nos Correios deve ser até o dia 27 de setembro. O vencedor de 2017, Lucas Gonçalves, dá todo o apoio para aqueles que desejam participar do evento e conquistar o título de mais belo do Estado. “Quem estiver preparado para agarrar as oportunidades tem um caminho brilhante pela frente”, diz.

E o grande campeão sabe bem o que é ter muitas portas abertas após o concurso. Ele conta, por exemplo, que foi convidado para trabalhar fora do Brasil como modelo e também na televisão. “O concurso dá credibilidade e visibilidade”, ressalta ele. Já a ganhadora do ano passado, Paula Soares, frisa que ainda se pega sem acreditar que foi a vencedora desse concurso que ela sempre acompanhou e que era o seu sonho. Ela, que também participou em 2016, mas não chegou a se classificar entre os primeiros colocados naquele ano, diz: “foi uma das maiores conquistas da minha vida”. ETAPAS O concurso Garoto e Garota Super 2018 será realizado em três etapas: pré-seleção, eliminatória e final. Nesta última, os participantes têm a oportunidade de desfilar para uma grande plateia. Serão selecionados 10 garotos e 10 garotas para esse dia especial. Além disso, como já é tradição, o evento termina com um excelente show. Diversos cantores renomados já passaram pelo palco da competição, como Luan Santana, Anitta e César Menotti e Fabiano.

Os grandes vencedores do Garoto e Garota Super 2018 levam para casa vários prêmios. Além do título de mais belo (a) de Minas, ganham um book fotográfico, uma moto zero, viagem, um ano de academia na Cia Atlhetica, um curso de moda e manequim na Mila Talents, um ano de serviços no Eliza Martins Instituto de Beleza, um voucher para depilação à laser e um contrato de R$ 15.000 com a Sempre Editora. Os segundos e terceiros lugares recebem um curso de moda e manequim na Mila Talents, viagem, um voucher para depilação à laser e um book fotográfico.


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de setembro de 2018

estilo INDO E VOLTANDO>As franjas se apresentam como um dos cortes queridinhos de 2018 REPRODUÇÃO/INSTAGRAM @MARIXIOFICIAL

INSTAGRAM @PATRICIAZUFFA /DIVULGAÇÃO

REPRODUÇÃO/ INSTAGRAM @MARINARUYBARBOSA

Para viver a personagem Luz em nova trama global, Marina Ruy Barbosa adotou a franja com laterais mais longas

Na semana passada, a atriz Sophie Charlotte apareceu com os fios cacheados e com uma franja curtinha

de repaginar A atriz Brigitte Bardot eternizou o corte com franjas – isso lá nos anos 1960. De lá pra cá, elas têm funcionado muitíssimo bem como um artifício prático para mudar o visual, até mesmo radicalmente – os visagistas conseguem, inclusive, traçar diferenças detalhadas de quem opta por deixar a testa à vista ou não. Entretanto, muito além da imagem que as franjas podem conferir à personalidade de cada um, vale dizer que elas aparecem como protagonistas quando se fala em tendências de cortes para 2018, emoldurando o rosto de celebridades como Mar i n a R u y Barbos a , Cleo Pires e Mariana X i Lorena K. Martins

menes – que, recentemente, endossaram o recurso. Para se despedir da personagem Amália, da trama global “Deus Salve o Rei”, e dar vida a Luz, a protagonista da próxima novela das nove na Globo, “O Sétimo Guardião”, Marina trocou os fios superlongos por um visual mais moderno, de comprimento médio e com franja. E, mesmo sem alterar a cor do cabelo – uma de suas marcas registradas –, o corte mudou significativamente o visual da moça. “É uma franja na altura da sobrancelha, que vai se alongando até o maxilar. Confere um molde superfeminino no rosto”, explica a hairdresser Dani Ribeiro, do salão Tif’s, sobre o corte da ruiva. Ainda segundo ela, celebridades são sempre fonte de inspiração para as mulheres que também estão em sintonia com as mudanças de visual. Mas vale dizer que o corte pode imprimir características particulares, como a de deixar a mulher mais sensual ou, por outro viés, mais menina. Aliás, é essa versatilidade que faz com que a franja esteja sempre entre as opções mais procuradas pelas mulheres. Segundo Edson Roterdam, hair stylist do Instituto

A atriz e cantora Selena Gomez apostou na franja com ondas leves

Eliza Martins, a franja da vez tem a base mais reta – batizada de “blunt cut” – e vai na contramão da tendência dos cortes em camada e com fios mais desconectados. A ideia é que ela apareça e, por isso, o ideal é cortá-la no meio da testa – ou até acima da sobrancelha. Quanto ao formato do rosto, os conselhos devem ser bem-vindos quando se busca harmonia facial. No entanto, Edson defende que, mais do que avaliar a face, a satisfação do cliente é sempre determinante. “Cortar a franja tem mais a ver com a atitude, independentemente do formato do rosto. O visagismo não é o determinante, e sim a satisfação pessoal da mulher”, esclarece. HARMONIZAÇÃO Mesmo com o aval de profissionais – no sentido de as franjas combinarem com todos os formatos de rosto –, o expert Didier Sé, embaixador da marca Redken, salienta que é preciso levar em consider a -

ção que esse corte esconde a testa, e, consequentemente, outras áreas do rosto serão enaltecidas. “Visto que esse tipo de corte ‘anula’ certa área da face, para um rosto de contorno mais arredondado, por exemplo, é ideal que a franja não seja tão curta e que o centro dela seja mais aberto – assim, o rosto ‘ganha altura’. Para rostos mais compridos, é indicado uma franja ‘normal’, pois – ao se optar por ela – a testa é escondida, e a aparência fica mais harmoniosa”, explica. Ainda de acordo com ele, em cabelos com comprimentos retos, a opção da franja vem para somar tanto em volume quanto em textura. Finalização. Para um resultado mais satisfatório, é necessária a manutenção da franja a cada 15 dias. “Não é simplesmente vir e cortar a franja. É saber que vai precisar cuidar, secar de cima pra baixo e mantê-la organizada. Quanto mais curta a franja, mais é necessária uma finalização para pentear os fios”, explica Edson Roterdam.

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM @SELENAGOMEZ

Hora

Mariana Ximenes combinou a franjinha na altura das sobrancelhas com fios desestruturados


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FOTOS MARIELA GUIMARÃES

Antes e depois: veja como a franja pode mudar o visual ANTES

MANUTENÇÃO

DEPOIS

Secagem Depois de lavar normalmente os fios, seque e modele a franja posicionando o secador de cima para baixo. Depois, com o jato frio, ajeite da forma que achar melhor. Lembre-se de sempre usar um protetor térmico. Aliado O xampu seco pode ser um grande aliado para a franja, principalmente pela facilidade de ficar oleosa em pouco tempo. Borrife na franja, espere cerca de três minutos para tirar o aspecto esbranquiçado e depois penteie os fios para deixá-los encorpados e soltinhos. Finalizadores Quanto mais curta for a franja, mais necessária a finalização para alinhar os fios mais curtos. Utilize pomada de textura seca para dar o acabamento e definição.

Convocamos a hairdresser Dani Ribeiro, do salão Tif’s, para repaginar o visual da Ana Saragoça. Ela optou por uma franja com fios desfiados e desconectados, na altura da sobrancelha. Os fios das laterais vão se alongando até a altura do maxilar

Corte em dia A franja costuma crescer muito mais rápido do que o restante do cabelo. Para mantê-la, é necessária a manutenção, que pode ser quinzenal ou mensal. Fonte: profissionais consultados


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VITRINE

Só no detalhe Além da função utilitária de fechar a roupa, o aviamento arremata peças com muito estilo para a temporada

Vivendo 6 Linho o seu melhor momento na moda, o tecido natural ganha mais destaque com as listras verticais, outra tendência para a temporada Quanto R$ 169,99 Onde www.cea.com.br

Se tem uma peça que se destacou entre as celebridades neste ano foi a calça esportiva com listras e botões na lateral, comercializada principalmente por marcas de streetwear. Desde então, os botões, que eram simples aviamentos nas peças, ganharam maior protagonismo na roupa. No mesmo embalo, saias e outra peças com botões frontais se tornaram uma das protagonistas das tendências no último inverno, principalmente após surgirem em desfiles de consagradas grifes como Stella McCartney, Louis Vuitton e Gucci. Provas cabais foram vistas em várias vitrines. Os botões deixaram de ser meros detalhes e tornaram-se protagonista nas peças. Seja em outros materiais ou cores, contrastando com a tonalidade da peça, ou até as versões pequenininhas e delicadas, eles funcionam como verdadeiros acessórios. As fotos a seguir vão te fazer vê-los com outros olhos.

CEA/DIVULGAÇÃO

AMARO/DIVULGAÇÃO

Botões como protagonistas Lorena K. Martins

FILLITY/DIVULGAÇÃO

6 Quadriculada Saia xadrez, estampa da temporada, fica ainda mais sofisticada com os detalhes no abotoamento Quanto R$ 676 Onde e www.fillity.com.br

Quando 6 Babado um look monocro-

MELISSA/DIVULGAÇÃO

Leve e solta A 6 saia é uma peça curinga no armário. Esta, em verde esmeralda, pode ser tanto como uma saída de praia quanto protagonista em uma produção poderosa Quanto R$ 568 Onde Vix (31) 32883762

SUIA STORE/DIVULGAÇÃO

coat ficou reconhecido pelo fechamento em botões Quanto R$ 339,90 Onde amaro.com

ENJOY/DIVULGAÇÃO

Icônico no armário de qual6 Clássico quer mulher, o famoso casaco trench

VIX/DIVULGAÇÃO

mático deixa de ficar simples para ficar interessante com os detalhes de botões Quanto R$ 379 Onde www.enjoy.com.br

Top cropped é figurinha 6 Curtinho carimbada nos looks atuais. Incre-

70 O tamanco que retornou aos 6 Anos closets fashionistas segue como acessório

mente a modelagem com botões no fechamento para um look novo Quanto R$ 168 Onde www.suiastore.com.br

Descolada Bolsa com acabamento em botões metálicos foi feita para quem não quer passar despercebida Quanto R$ 79,90 Onde www.hanami.com.br

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TVZ/DIVULGAÇÃO

a saia jeans com botões na frente tornou-se a peça queridinha das fashionista Quanto R$ 139,90 Onde www.youcom.com. br

color 6 Candy A pantalona HANAMI/DIVULGAÇÃO

No com6 Denim primento mídi,

YOUCOM/DIVULGAÇÃO

do verão. Invista nos modelos coloridos Quanto R$ 55 Onde lojamelissa.com.br

em rosa millennial é a pedida certa para compor looks na primavera Quanto R$ 469,90 Onde www.tvz.com.br


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crônica

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Pretinha EDITORIA DE ARTE

m meio a tantas notíc i a s “pesadas”, segue uma história leve da minha vira-lata Pretinha (publicada no livro “Só de Bicho”). “Parecia um filhote de jacaré!”, dizia meu marido sobre a última vítima da Pretinha que, com um supercalango na boca, passeava pelo jardim. Ao vê-la, ele se interpôs no caminho e, com um grito, conseguiu que largasse o bicho. Cuidadosamente, colocou o calango semimorto em cima de um papelão e o deixou no alto, longe do olhar astuto de nossa vira-lata. Não foi a primeira vez nem será a última que isso acontece. Caçar calangos, passarinhos e tudo que se move é rotina na vida de nossa cachorra. Minha filha sempre diz que Pretinha, se fosse gente, certamente estaria presa ou às voltas com a Justiça. Malandra, esperta, inteligentíssima e criadora de casos, não tenho dúvida. Não que ela seja “do mal”; muito pelo contrário, é amável, carinhosa, fiel. Mas carrega na sua personalidade algo de transgressor e atrevi-

E

do que jamais vi em cachorro algum. Só descobrimos que estava grávida quando os dois minúsculos seres, cara e focinho do vira-lata do vizinho, nasceram. Tão minúsculos que apenas um sobreviveu. Mãe de primeira viagem, não sabia como lidar com a situação. Deitarse num momento de relaxamento para amamentar o único filhote, enlevada pelo amor maternal, não fazia parte dos seus planos. Pretinha é um furacão, que, decididamente, não nasceu para momentos idílicos. E o sobrevivente cresceu à custa de mamadeirinhas e leite em pó, para, depois, ser ofertado a uma pessoa amiga. – Mãe! Por que não ficamos com ele? – insistiam minhas filhas. E eu, já pensando nas consequências, dizia: – Porque é macho. E, aqui, já temos três fêmeas; não daria certo. Menos mau que minha desculpa era plausível. O que eu não disse é que, no fundo, meu temor era saber que “filho de peixe peixinho é!”. E, sinceramente, dose dupla de Pretinha, ninguém merece. Às vezes, fico pensando: se ela tivesse nascido em minha casa, e não na rua, teria a mesma personalidade? Provavelmente, não. A rua a moldou para a sobre-

vivência. Sabe que, em lixeiras, dentro de sacos plásticos, encontra alimento. Que, nas avenidas, mora o perigo e, para atravessá-las, tem que ter perna e coragem. Água? Qualquer uma, menos a da piscina, onde, numa noite, quase partiu para a eternidade. Leio numa matéria que a oferta e a demanda por serviços associados aos animais domésticos cresceram absurdamente. Oferecem-se desde os serviços tradicionais, como vacinação, internação, inseminação artificial, até serviços especializados em unir casais. Uma espécie de agência matrimonial canina, chegando inclusive aos detalhes, como, por exemplo, organizar cerimônias de casamento e criar motéis para que eles, os “noivos”, tenham seus momentos de intimidade. O serviço custa cerca de R$ 600, incluindo caminha, cadastro de possíveis parceiros(as), acompanhamento psicológico e veterinário. E penso na Pretinha. Imagino-a levada ao computador de um pet shop para descobrir, entre os cadastrados, a sua “alma gêmea”, ou melhor, seus “genes gêmeos” e, decididamente, não gostar da coisa. Nasceu e cresceu livre. Nada de “casamentos” arranjados. Entre o perfumado e empertigado terrier

do pet shop e o atrevido e independente vira-lata do vizinho, com certeza, ficaria com o segundo. Nem que para isso tivesse que es-

calar os muros do loteamento mais próximo e viver suas secretas, desastradas e intensas aventuras amorosas.

Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


pampulha SHIRLEY PACELLI

W Viagens Incríveis. A surpreendente modernidade de Chicago. Página 12 W Feriadão. Pacotes e destinos para curtir o 12 de outubro. Páginas 10 e 11

W .

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BELO HORIZONTE Sábado 15/9/2018

Autêntica e cultural Conheça as tradições, como a dança típica La Yonna, e o território sagrado do povo indígena Wayuu, na península de La Guajira, no extremo norte da Colômbia. Páginas 6 a 8


W2 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de setembro de 2018

paulo campos

Acompanhe as dicas de Paulo Campos no quadro Super Viagem, de segunda a sábado, às 9h55, 15h30 e 20h55

paulocampos@otempo.com.br

Personagem da Semana

André Raynaud,

ARNALDO CELLANI JÍNIOR/DIVULGAÇÃO

executivo com ampla experiência em promoção comercial na indústria do turismo e com foco exclusivo no mercado franco-brasileiro, lançou a empresa Turismo Francês, que pretende representar empresas, produtos e serviços originalmente franceses para o mercado brasileiro; a ideia, segundo ele, é dar apoio comercial às operadora, agências de viagens e parceiros franceses, como também divulgar o destino no Brasil; a França teve, no ano passado, recorde de 89 milhões de visitantes estrangeiros

Como surgiu a ideia de lançar a empresa Turismo Francês no Brasil?

O projeto de criação do Turismo Francês surgiu da percepção da necessidade de apoio comercial para operadoras, agências de viagens e parceiros franceses, com foco especialmente em

“Para 2019, pretendemos visitar a capital mineira em parceria com nossos clientes” vendas, campanhas e promoção dedicada.

Qual é o apoio que vocês têm da Atout France, órgão oficial de turismo francês? Não te-

mos vínculo com a Atout France. Somos associados à Câmara de Comércio França-Brasil e temos excelente relacionamento com as empresas e instituições de promoção institucional da França, porém nossa empresa tem foco comercial, o que a difere do organismo público-privado.

Quais são os produtos e as empresas que a Turismo Francês representa e os serviços que pretende oferecer? Atualmente, representamos o DMC Ekypage, empresa

com 25 anos de experiência no segmento Mice na França, com escritório em Cannes, Antibes, Montpellier e Paris. Para este ano ainda, vamos representar também alguns hotéis da França durante o Festival de Turismo de Gramado (Festuris). Estamos a todo vapor negociando com destinos, produtos e serviços em toda a França para, em breve, trazer novidades ao público.

Qual é o público-alvo?

Nosso público é o B2B, em especial agências de viagens e operadoras de turismo. Também temos campanhas para destinos franceses, direcionadas ao B2C, entretanto sempre com o apoio de profissionais do turismo.

nes-

papel do Turismo Francês se sentido?

Incentivar, por meio de informação e capacitação, os profissionais do trade a promover outras regiões na França é certamente uma de nossas principais diretrizes. Nossa prestação de serviços para o mercado francês é didática, clara, objetiva e de fácil acesso para apoiar as regiões francesas na promoção aqui no Brasil. Nossa função será oferecer constantemente oportunidades para os fran-

ceses investirem no mercado brasileiro, em diversos segmentos (esporte, enoturismo, turismo religioso etc), para que possam melhor trabalhar o mercado e estar mais presentes, investindo e promovendo seus destinos, produtos e serviços para o mercado brasileiro.

A nova empresa já tem alguma ação específica para o mercado mineiro? Para 2019,

pretendemos visitar a capital mineira em parceria com nossos clientes e apoio dos profissionais locais. PASCAL KONINGS/STOCKXPERT

Como serão as capacitações de agentes de viagens e operadores? Existe alguma agenda nesse sentido? Sob de-

manda. Temos uma agenda de eventos, viagens e feiras que participaremos em 2019 e buscamos conciliar as datas para atender os profissionais dentro dessa programação já existente.

O brasileiro tem o sonho de conhecer Paris, a cidade mais amada do mundo, mas outros destinos franceses são pouco divulgados. Qual será o BENEDITA COMUNICAÇÃO/DIVULGAÇÃO

Wcheck-in/check-out

Rede de cidades ARQUIVO PESSOAL

Turismo de aventura (I)

Dados do Travel Leaders Group e da Adventure Travel Trade Association (Atta) apontam que o mercado global de turismo de aventura representa hoje US$ 683 bilhões em negócios. Em 2013, esse era de US$ 375 bilhões, o que mostra que houve um significativo crescimento do segmento. A mudança do perfil dos viajantes de aventura explica, segundo a pesquisa, a expansão.

Presente no WTCF Frangant Hill Summit 2018 – evento da Federação Mundial de Cidades Turísticas (WTCF), realizado em Qingdao (China) agora em setembro –, a Belotur, órgão oficial de turismo de Belo Horizonte, oficializou a admissão da capital mineira como novo membro da rede de cidades de turismo. O órgão agora defende a candidatura da capital mineira como cidade-sede do 3º Congresso Latino-Americano de Turismo da WTCF, em 2020.

O hotel Fasano abre as portas no próximo dia 28, em Lourdes; o empreendimento é o primeiro cinco estrelas de BH e seguirá o mesmo conceito e estilo dos hotéis existentes no Rio de Janeiro e São Paulo, inclusive com restaurante Gero

Turismo de aventura (II) Mais da metade dos turistas que procura aventura está na faixa etária entre 41 e 60 anos. Além disso, 30% desses viajantes gastam entre US$ 2.000 e US$ 3.000 com viagens de aventuras, 33% investem entre US$ 3.000 e US$ 5.000 e 22.5% mais de US$ 5.000. A pesquisa do Travel Leaders Group e da Adventure Travel Trade Association (Atta) é alentadora para o mercado.

Turismo de aventura (III) De 19 a 21 de outubro acontece a 19ª edição da Adventure Fair, o maior evento do segmento de aventura na América Latina. Outra pesquisa, desta vez do Ministério do Turismo, mostra que as modalidades mais populares no Brasil são, pela ordem, voo livre, bungee jumping, paraquedismo, canionismo, mountain bike, rafting, mergulho, canoagem, escalada, balonismo, windsurfe e kitesurfe.

Mais brasileiros no Reino Unido Visit Britain divulgou, na última semana, que 74 mil turistas nacionais entraram no país europeu em entre janeiro e março deste ano, um aumento de 41% contra o mesmo período de 2017. Segundo órgão oficial de turismo do Reino Unido, os gastos dos brasileiros foram de 56 milhões de libras, o que configura um aumento de 28% na mesma comparação ano a ano.

A nova dupla, Fernando Murta e Geraldo Magela FLYTOUR/DIVULGAÇÃO

Murta e Magela

Feirão Flytour

Seguindo o processo de expansão, a American Travel, sediada na cidade de Campinas (SP), anunciou Fernando Murta e Geraldo Magela como representantes da operadora em Minas Gerais. Competentes, experientes no ramo e conhecidos do trade, os dois atenderão os agentes de viagens mineiros, respectivamente, nos e-mails bhz.comercial @americantravel.tur.br e mg.comercial@americantravel.tur.br.

Depois de Santos (SP), é a vez de Campinas receber a segunda edição do Hiper Feirão de Viagens Flytour, que acontece nos dias 14, 15 e 16/9, no Expo D. Pedro. Com entrada gratuita e voltado para a família, o evento é o único outlet de viagens do país, onde é possível comprar serviços e produtos com até 50% de desconto. Os visitantes terão à disposição quase 200 posições de vendas representadas por 150 agências de viagens.

Michael Barkoczy e Christiano Oliveira, da Flytour

INTERPOOL VIAGENS/DIVULGAÇÃO

De volta à feira Os organizadores da 46ª Abav Expo Internacional de Turismo e do 50º Encontro Comercial Braztoa, que acontecerá no Anhembi (SP) de 26 a 28/9, estão eufóricos com a confirmação da presença da CVC no evento depois de dois anos de ausência. Além da maior operadora da América Latina, a CVC Corp leva as marcas RexturAdvance, Trend e Visual.

Loja em Guarulhos

Segmento pet-friendly

A companhia aérea Avianca Brasil inaugurou nova loja no aeroporto internacional de Guarulhos (SP), principal hub da companhia no país, que abrigou nos sete primeiros meses deste ano um volume 40% maior de passageiros da empresa em relação ao mesmo período do ano passado. Localizada no Terminal 2 Asa D, a loja tem três vezes mais espaço que a anterior.

O conceito de viagem petfriendly será destaque na Vila do Saber, na 46ª Abav Expo Internacional de Turismo e 50º Encontro Comercial Braztoa. Maurício César Penteado, especialista no segmento, será o palestrante de Viagens pet-friendly: uma tendência mundial, no dia 26/9.

Joâo Eça Pinheiro (diretor do Tivoli Praia do Forte) entrega prêmio ao operador Paulo Testa (Interpool) durante evento


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Casa Caiada (I)

O lado exclusivo do Pratagy Do outro lado da AL–101, de frente para o Pratagy, no alto de um morro, está a Pousada Casa Caiada, com vista de tirar o fôlego. O público-alvo são casais que querem um refúgio romântico e exclusivo, cercado por luxo e natureza. THOMAZ JAPIASS/ DIVULGAÇÃO

turismo

Maceió

Para ficar longe da agitação e perto da natureza Pratagy Beach Resort completou 28 anos com retrofit e novidades para os hóspedes; primeiro all inclusive da cidade tem o charme de praia e rio Paulo Campos

paulocampos@otempo.com.br

Casa Caiada (II)

Detalhes fazem a diferença São 15 suítes clean com detalhes que vão de banheiras de ofurô e hidromassagem, redes na varanda, amenities e decoração diferenciada. Somase a isso, spa, piscina acolhedora e pratos da gastronomia nordestina preparados especialmente para o hóspede. THOMAZ JAPIASSU/DIVULGAÇÃO

Casa Caiada (III)

Bom lugar para lua de mel

A ideia de resort que temos é a de megaestruturas de lazer para toda a família. O primeiro resort inaugurado no Brasil foi o Club Med, na ilha de Itaparica, na Bahia, em 1979. De lá para cá, os resorts cairam no gosto dos brasileiros, principalmente das famílias, e viraram um destino em si; e, ao longo das décadas, foram melhorando a infraestrutura física e ofertando melhores serviços. Hoje, o litoral brasileiro tem resorts gigantes, como Costa do Sauípe (na Bahia), e menores, como o Infinity Blue (em Santa Catarina). Em Maceió, capital de Alagoas, há resorts para todos os públicos e bolsos. O Pratagy Beach Resort, a 18 km do centro da cidade, na praia homônima, foi o primeiro all inclusive. De médio porte, completou 28 anos com muitas novidades para os hóspedes, entre elas retrofit nos apartamentos, no bar da praia e no centro de convenções; criação de novas categorias de apartamentos; reestruturação do cardápio; e capacitação da equipe.

pe que monitora, em tempo real, a experiência do hóspede. De repente, em algum momento de sua permanência no resort, você é interpelado por um funcionário, que aplica um ligeiro questionário sobre sua experiência no Pratagy para descobrir as deficiências dos serviços. O objetivo, segundo Jefferson Rodrigues, analista de marketing do resort, é ajus-

tar os serviços ao interesse dos hóspedes. Os 242 apartamentos são divididos por blocos e se diferenciam pela localização e pela configuração – alguns têm uma cama de casal; outros, camas de casal e de solteiro. As categorias começam na superior (que acomoda famílias até 4 pessoas e fica próximo ao rio e à praia), studio casal (no prédio principal, ideal para casal com uma criança), studio família (também no prédio principal, para famílias até 3 pessoas) e cabana (para famílias mais numerosas, incluindo aí a cabana praia, suítes com vista para a praia e o rio Meirim).

Serviço Endereço: Rodovia AL–101 Norte, KM 10, Maceió Pacotes: A partir de R$ 3.183 para 2 adultos e hospedagem free de 1 criança de até 12 anos em ap. duplo com o mínimo de 3 noites. Parcelamento

em até 10x sem juros. Tarifas válidas para todo o mês de outubro, exceto feriado. Reservas e informações: vendas@pratagy.com.br ou (82) 4009-7405 Site: Acesse pratagy.com.br

Praia do Pratagy, tranquila e sem ambulantes por perto

Monitoramento Mas a maior – e até inovadora – novidade é uma equi-

Diferente do Pratagy Beach resort, a proposta da pousada é intimista. Funciona mais comum refúgio de descanso e tranquilidade, até porque não aceita crianças. É mais indicada para casais em lua de mel ou que queiram mais privacidade.

Praia de rio com redes dentro d’ água e passeios

THOMAZ JAPIASSU/DIVULGAÇÃO

Redes nas águas do rio Meirim: um paraíso particular dentro do resort

A recreação é um dos pontos fortes do Pratagy. As crianças são divididas por faixa etária: até os 4 anos, ficam sob os cuidados de baby sitter, serviço pago à parte; de 4 a 6 anos, integram o Clubinho; de 7 a 2 anos, o Kids Club; e dos 12 aos 15 anos, o Teen Club. Na época de minha hospedagem no resort, em junho, a brincadeira era a caça ao caranguejo na praia. Uma programação diária se incumbe

de ocupar as crianças até o fim da tarde, deixando os pais mais livres.

Fim do dia Um dos charmes do resort está depois do deck de madeira e da ponte que liga as áreas comuns à praia. O rio Meirim corta o resort e se encontra mais à frente com o mar. De um lado, a praia de água salgada; do outro, a de água doce. Redes nas águas – copiando às da lagoa do Paraíso, em

Jericoacoara (CE), convidam ao relax, mas há ainda atividades como stand-up paddle e passeios de caiaque que levam às piscinas naturais de Pratagy. O retrofit também chegou à praia: guarda-sóis foram trocados por cabanas de palhoça, há um novo bar em forma de barco, gazebos coloridos são refúgios de casais, o deck de madeira “abraça” luaus e shows, e a quadra de vôlei vive movimentada.


FOTOS PRATAGY/DIVULGAÇÃO

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O encontro do rio Meirim com o mar; de um lado, praia doce; do outro, salgada

Parceria oferece passeios

Resort já planeja ampliar a piscina, hoje sua principal área de convivência

Entre os passeios estão os de caiaque, que levam às piscinas naturais

As cabanas estão espalhadas pelos jardins do resort e possuem varanda

A parceria com a Luck -– há uma loja do receptivo no resort – facilita na contratação de passeios. A Luck (luckreceptivo.com.br) oferece aos hóspedes city tour por Maceió, tour às praias de Gunga, do Francês e Paripueira (a partir de R$ 40 cada), à foz do rio São Francisco (a partir de R$ 65), a Maragogi (a partir de R$ 65) e às Dunas de Marapé (a partir de R$ 45), além de transfer para o aeroporto a partir de R$ 55. Na alta temporada, na compra de sete noites de hospedagem o transfer é gratuito. Veterano do all inclusive em Alagoas, o Pratagy oferece desde água de coco a uísque 8 anos, bufês com culinária regional e internacional e jantares temáticos – há um bufê preparado especialmente para os pequenos. Por volta das cinco da tarde, as rodadas de pizza e petiscos são um plus para reunir as famílias e amigos. A noite é encerrada com shows no teatro e rodadas de bingo. Dependendo da época do ano, o Pratagy Folia (Carnaval), a Fábrica de Chocolates (Páscoa), o Em Forma com o Pratagy (verão), o Arraiá (junho), oCorujão (férias de julho) e a festa Pé de Areia (réveillon) são tradicionais. Segundo Jeferson Rodrigues, analista de marketing do resort, a ideia do Pratagy é focar a experiência da natureza. O resort está em uma área de Mata Atlântica e mangue, praticamente dentro da cidade. Na linha do politicamente correto, alguns apartamentos já têm placas de aquecimento solar para a captação de energia sustentável.


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Intercâmbio

Agência lança plano especial Para auxiliar no planejamento financeiro de quem sonha em investir em uma formação internacional, a Experimento Intercâmbio Cultural, lançou a promoção “Quinzena do Experimenter”, com descontos nos programas de idioma, ensino médio no exterior, férias e profissionalizantes, para embarques até junho de 2019. A novidade é válida para as compras efetuadas até segunda-feira (24), dependendo do produto escolhido, a redução pode chegar a mais de 17%. Acesse: experimento.com.br/ quinzena-experimenter PIXABAY/DIVULGAÇÃO

Belo Horizonte

Festival gastronômico Nos dias 22 e 23 de setembro, será realizada a 5ª edição do Festival Fartura – Comidas do Brasil em Belo Horizonte. Serão mais de 70 atrações gastronômicas de todas as regiões do país. Já nos dias 29 e 30 de setembro, é a vez do Festival Fartura – Comidas do Brasil Belo Horizonte Kid. Os visitantes terão a oportunidade de experimentar pratos de chefs, participar de palestras e assistir a cozinhas ao vivo. O evento acontece na rua Tenente Brito Melo (em frente à sala Minas Gerais). Informações no site farturabrasil.com.br.

turismo

Cabo de la Vela

Território sagrado e mágico dos indígenas Wayuu Povoado afastado na península caribenha de La Guajira, na Colômbia, impressiona por beleza natural e cultura autêntica; é preciso planejar com cuidado o passeio Shirley Pacelli

shirley.silva@otempo.com.br

Não é fácil. O destino é remoto. A região é desértica. No caminho: desconforto. Mas não é exatamente isso o que a gente procura quando se lança na estrada: sair da zona de conforto e conhecer o outro, expandir seu universo e, assim, se tornar mais humano? Cabo de la Vela, no norte da península caribenha de La Guajira, na Colômbia, é convite para reflexão, mas também oportunidade única de contemplação. Tratase de um território sagrado para o povo Wayuu, a maior tribo indígena da Colômbia, que totaliza quase 45% da população do departamento guajiro. A pobreza é latente, não há água encanada, e a eletricidade é precária. Por outro lado, em poucos lugares do mundo você terá a oportunidade de despertar com o raiar do sol mirando a praia e sentindo a brisa cálida a poucos metros de sua rede. No Cabo de la Vela, a aridez monótona da paisagem – quebrada apenas pela presença de cactos – contrasta com as águas azul-turquesa das praias

e o colorido de dezenas de pipas de kitesurfes no céu. É um tempo para respirar.

Rústico Para chegar ao cabo, é preciso partir de Riohacha, capital de La Guajira, a 159 km do destino. Há duas opções: um tour privado ou a aventura e o perrengue próprios de um mochileiro. Em ambos os casos é preciso se atentar para o fato de que a infraestrutura turística local é bem básica. Água é algo em falta nessa região, por isso é extremamente valiosa. Portanto, é recomendável levar seus próprios galões e lanches diversos. Quem vai por conta própria, normalmente, pega um carro compartilhado em Riohacha até Uribia, de onde saem os veículos 4x4 para o litoral. Nessa parada é possível comprar itens essenciais. Há uma mercearia em Cabo, mas você pagará até três vezes mais por cada item. Nem preciso dizer que você não encontrará bancos por lá, certo? Leve dinheiro em espécie! A hospedagem é, invariavelmente, rústica. Você pode escolher entre uma pequena dose de conforto nas cabanas típicas,

com banheiro privado, ou a experiência autêntica Wayuu de dormir em redes e chinchorros (redes tradicionais, mais elaboradas) de frente para o mar, com cobertura apenas nas laterais e teto. É possível, ainda, acampar na praia. Lembre-se de que à noite a temperatura cai, e o frio aparece. Nos próprios alojamentos é possível negociar o café da manhã e o almoço. Ao despertar, arepa: espécie de panquequinha feita de milho. Pela tarde, patacones: deliciosas bananas verdes fritas, acompanhadas de arroz e salada. A grande estrela do prato, porém, é a lagosta, que sai por apenas 30.000 pesos colombianos (R$ 40,57).

Entardecer Um dos atrativos de Cabo é o entardecer visto do farol. Você pode contratar um tour ou ir caminhando, sem pressa, pela praia. O percurso a pé, dependendo de onde você estiver hospedado, pode demorar cerca de uma hora e meia. Programe-se para chegar ao farol às 17h. De lá se vive o espetáculo do pôr do sol com “horizonte infinito” sobre as águas caribenhas.

Escadaria para a praia Pilão de Açúcar, vizinha do morro sagrado wayuu; você pode contratar um tour ou pagar pelo serviço de mototáxi local a 3.000 pesos colombianos (R$ 4). SHIRLEY PACELLI

NEREU JR/DIVULGAÇÃO

Praia do Cabo: calmaria é quebrada apenas quando os ventos sopram forte e os amantes de kitesurfe entram em cena; há escolinhas locais para os iniciantes

Jepira: lenda deu origem a crença indígena A região é considerada território sagrado para o povo indígena Wayuu, que vive entre a Colômbia e a Venezuela. O Pilão de Açúcar é um dos pontos mais emblemáticos dessa crença. Reza a lenda que Jepirua, uma mulher wayuu, sonhou estar à frente de um morro de onde saía água. Quando despertou, ela foi ao local e encontrou uma fonte de água, que ajudou a comunidade a sobreviver na seca. Curiosos, seus filhos a seguiram às escondidas, e o manancial acabou se transformando em pedra. Desde então, o lugar ficou conhecido como Jepira (uma adaptação do nome) e é para onde os espíritos dos wayuu vão após a morte.


turismo

SHIRLEY PACELLI

Extremo norte Se você chegou até o Cabo de la Vela, reúna um pouquinho mais de fôlego (e de pesos colombianos) e estenda sua viagem até Punta Gallinas, o ponto mais setentrional da América do Sul. Para ir até lá é preciso tomar outro 4x4 e um barco, num percurso de duas horas. Vai valer a pena, acredite! Águas cristalinas, falésias e dunas também fazem parte do combo de beleza da região desértica – tal qual sua vizinha em La Guajira. A diferença é que o lugar consegue ser ainda mais bonito (se é que isso é possível). No caminho, vale parar no parque eólico para tirar fotos. Em Punta Gallinas, o principal atrativo são as dunas de Taroa, que se estendem até ao mar. É claro que todo visitante que passa por lá faz questão de descer duna abaixo e cair direto na água. É possível alugar equipamento para praticar sandboard, uma espécie de snowboard na areia. A praia de Punta Agujas é ideal para um banho refrescante e para apreciar o pôr do sol. O farol é parada obrigatória de fotos de todo turista. Um mapa rústico sinaliza a chegada ao extremo norte sul-americano. Um dia é suficiente para conhecer o destino.

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Como chegar CHARLY BOILLOT/PROCOLOMBIA/DIVULGAÇÃO

BH/Cartagena De avião. Pela Copa Airlines (copaair.com), com escala no Panamá, a partir de R$ 1.879,14. Pela Latam (latam.com), com escalas em Guarulhos e Bogotá, a partir de R$ 1.956,55. Tarifas, com taxas, entre setembro e outubro. Cartagena/Riohacha De ônibus Copetran. A partir de $ 45.000 (R$ 60,39). Saídas iniciam às 19h e terminam às 22h15. Retorno de Riohacha às 10h40, 13h e 15h15. copetran.com.co Expreso Brasilia. A partir de 39.000 pesos colombianos

(R$ 52,34). Das 05h45 às 22h. Retorno de Riohacha das 4h45 às 19h30. expresobrasilia.co Unitransco. A partir de 38.000 pesos colombianos (R$ 52,34). Saídas das 6h30 às 23h15. Retorno de Riohacha das 6h15 às 20h. unitransco.co. A viagem dura, em média, seis horas. Terminais Rodoviários: Cartagena. Local 102c, Carretera la Cordialidad #24-236, Cartagena. Riohacha. Cl. 16a #11-2 a 11154 Riohacha. Riohacha/Cabo de la Vela Opção 1. Pegue um carro

compartilhado na Rotonda, no centro da cidade, até Uribia a partir de 17.000 pesos colombianos (R$ 22,78). De Uribia a Cabo de La Vela, tome uma pick-up Wayuu por 15.000 pesos colombianos (R$ 20,10). Saídas de segunda a sábado; última às 13h. Opção 2. Tours privados em 4x4 saem por 350.000 pesos colombianos (R$ 469,09), a qualquer horário ou por 60.000 pesos colombianos (R$ 80,41) por pessoa em carros compartilhados – saída às 8h. Só ida. Busque informações no Hotel Castillo del Mar, que fica na Calle 9a No.15-352, Riohacha.


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turismo FOTOS SHIRLEY PACELLI

Desafio: ao som de tambores, jovens tentam desequilibrar menino na dança típica Wayuu conhecida cmo “yonna”

Riohacha Serviço

Dança, flamingos, artesanato e praias caribenhas A poucos quilômetros da capital de La Guajira, no extremo norte da Colômbia, visitante pode mergulhar na impressionante cultura wayuu Shirley Pacelli shirley.silva@otempo.com.br

Pés descalços, batidas compassadas no chão… A poeira levanta, o tambor dita o ritmo, e, em movimento circular crescente, uma mulher abre seu grande manto vermelho e tenta derrubar um homem. O ritual, conhecido como “yonna”, é uma dança típica Wayuu – a maior tribo indígena da Colômbia. Nos arredores da capital Riohacha, a 17 km, se encontra a rancheria Camarones, que abriga essa comunidade étnica. Visitantes são bem-vindos. O passeio pela região de Camarones começa no estuário do Santuário de Fauna e Flora los Flamencos, com 7.000 hectares. Nos meses chuvosos, forma-se a lagoa Navío Quebrao, por onde é possível navegar em pequenas canoas para avistar um espetáculo de balé da natureza. Centenas de flamingos migram para a região em busca da artemia salina, crustáceo que lhes confere o tom rosado.

De lá, segue-se para a rancheria. Além de conferir uma apresentação de yonna, você pode fazer parte do ritual, vestir as roupas típicas, pintar a cara e tentar dançar com a mesma destreza deles. É difícil, mas divertido. Para fechar a visita, vale degustar o friche, prato típico Wayuu feito da carne, sangue e entranhas de bode. Se a iguaria é forte demais para você, sempre há um peixinho como opção. Há diversas agências que oferecem o tour em Riohacha. O passeio para avistamento de flamingos custa, em média, 100 mil pesos colombianos (R$ 135) por pessoa. Já o tour à rancheria, com refeição e guia, sai, em média, por 136.5 milpesos colombianos (R$ 183,16) por pessoa. Informe-se em guajiratours.com.

Tecelagem Não há como visitar La Guajira e não se encantar com o artesanato típico da região. As tradicionais bolsas colombianas, que ganharam as passarelas de moda,

são originárias da cultura Wayuu. A arte da tecelagem é passada de mãe para filha por gerações, e hoje se tornou também um meio de sobrevivência. O colorido do acessório toma conta do malecón (avenida a beira-mar) de Riohacha, que reúne dezenas de mulheres indígenas prontas para a negociação – nem sempre favorável para elas próprias. Entre elas, a matriarca Conchita Yoriu, que mesmo aos 70 anos segue tecendo para ajudar a família. Cada artesã demora até quatro dias para fazer uma bolsa. Elas vendem no mercado por cerca de 20 mil pesos colombianos (R$ 27,13), valor que mal paga o custo da linha. Diante dessa realidade, surgiu a Fundação Talento Colectivo (talentocolectivo.org), de comércio justo, que realiza um trabalho de valorização desta arte centenária.

8 Onde ficar: Riohacha Happiness Hostel. Diária a partir de R$ 44 por pessoa, em quarto compartilhado, com café da manhã. facebook.com/HappinessHostelRiohacha Hotel Barbacoa. Diária a partir de 115 mil pesos colombianos (R$ 154,58) por pessoa em apartamento duplo. barbacoahotel.com

Conchita Yoriu, de 70 anos, segue tecendo e expondo suas bolsas no malecón

Com Gabo A meia hora de carro de Riohacha ficam as praias de Mayapo. O local é ideal para passar o dia relaxando. Chegue cedo, estenda sua canga e vá ler. Dica? Que tal o romance “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel García Márquez, com enredo que se passa nessa região? Durante a semana, a praia é só sua. Já no s fins de semana...

Cabo de La Vela La Ballena Azul. Diária em redes a partir de 15 mil pesos colombianos (R$ 20,32). Procurar por Vianis Barliza. +17 321 729-0280. vianisbarliza36@hotmail.com Posada Pujuru. Diárias em redes a 10 mil pesos colombianos (R$ 13,42) e habitação dupla a 50 mil pesos colombianos (R$ 67,10). WhatsApp: +17 300 2795048. Rancheria Utta. Pacote de uma noite e dois dias, com transporte incluído, a partir de 200 mil pesos colombianos (R$ 270,92) por pessoa, em temporada baixa. +17 312 6878237/313 817-8076. rancheriautta.com

8 Onde comer: La Ballena Azul. Lagosta a partir de 30 mil pesos colombianos (R$ 40,63) e pescado a 15 mil pesos colombianos (R$ 20,32). +17 321 729-0280

W Informações sobre o Cabo de la Vela em cabodelavela.org.

Na temporada de chuva, flamingos dão um show à parte em Camarones


turismo

9W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de setembro de 2018

JAMES D. MORGAN/DIVULGAÇÃO

Nova Zelândia

Ator Caio Castro já se aventurou

Catapulta humana lança praticante a 150 m “Brinquedo” arremessa fãs de adrenalina a uma velocidade de até 100 km/h na região de Queenstown, destino ideal para esportes radicais Da redação A empresa neozelandesa pioneira na atividade de bungee jump, AJ Hackett Bungy, lançou recentemente sua mais nova atração radical, a catapulta Nevis, na região de Queenstown, ilha Sul da Nova Zelândia. O equipamento arremessa os fãs de adrenalina a quase 150 m de distância numa velocidade que pode chegar a 100 km/h em apenas 1,5 segundo. O projeto foi desen-

volvido por Henry van Asch, que estabeleceu em 1988 a primeira operação comercial de bunggee jumping do mundo. A catapulta usa um sistema de guincho de alta velocidade criado sob medida e desenvolvido du-

A pequena cidade de Queenstown, na ilha Sul da Nova Zelândia, é o destino perfeito para os fãs de adrenalina – não à toa, é conhecida como a capital mundial da aventura. Bungee jumping, paraquedas, passeios de barco a jato e rafting são apenas algumas das atrações disponíveis. Curiosamente, um dos primeiros brasileiros a se aventurarem na experiência recém-inaugurada foi o ator global Caio Castro, que aproveitou sua passagem pelo destino da Oceania para conhecer o atrativo radical. Vale lembrar que a Nova Zelândia agora está mais perto dos brasileiros, com voos de apenas 13 horas de duração partindo de Buenos Aires, na Argentina, ou Santiago, no Chile.

rante anos de pesquisa, e segue reconhecidos padrões internacionais de segurança. “Essa combinação de velocidade, altura e voo é algo que o mundo nunca viu”, afirmou o diretor executivo do Turismo da Nova Zelândia, Stephen England-Hall. “A catapulta Nevis vai inspirar aventureiros de todo o mundo a visitar Queenstown para testar ainda mais seus limites”, concluiu ele.

Saiba mais Na Oceania. Dividida em duas grandes ilhas, Norte e Sul, e com tamanho equivalente ao do Estado do Rio Grande do Sul, a capital mundial da aventura privilegia o conta-

to com a natureza – basta dizer que um terço do território pertence a parques nacionais. Para saber mais sobre o país, acesse newzealand.com.br. Catapulta Nevis é a mais nova atração do país dos esportes radicais

WAcesse newzealand.com.br


W10 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de setembro de 2018

turismo

Programe-se

Já está pensando no feriadão de outubro? Reunimos oito pacotes para você tirar melhor proveito dos seus dias de folga: de praias paradisíacas ou badaladas a passeios tranquilos pelos países vizinhos Da redação

Nordeste

Levante a mão quem mal saiu do feriado de 7 de Setembro e já está com a cabeça longe, na expectativa dos dias livres logo ali em outubro. O feriado nacional de Nossa Senhora de Aparecida, no dia 12 do próximo mês, vai cair – felizmente – numa sextafeira. É a coincidência que seu filho precisava para pedir uma viagem de presente do Dia das Crianças, também celebrada no dia da padroeira do Brasil. Claro que a gente sabe que a desculpa para pegar estrada, na verdade, é sua. Para te inspirar e te dar aquele empurrão rumo ao descanso merecido, preparamos uma lista com sugestão de oito pacotes.

Entre as opções estão, claro, viagens para as praias nordestinas. Há pacotes de quatro noites para Maceió, tida por alguns como o “Caribe brasileiro”. Bahia também tem vez, e há opções para quem desejar relaxar a beira-mar ou curtir uma balada regada a muito axé em Porto Seguro. Quem prefere uma viagem internacional, separamos pacotes para Santiago, no Chile e Mendoza, na Argentina. Ambos os destinos são uma boa pedida para amantes de vinho. É possível fazer um roteiro por bodegas nos arredores das cidades. A capital chilena é convidativa ainda para um tour de bike passando pelos pontos históricos mais importantes da cidade.

Santiago

Passeio para ver vinícolas Tour de vinhos ou passeio pelo centro histórico. Essas são apenas duas das muitas atrações de Santiago, no Chile. A Abreu oferece pacote de três noites para a capital chilena com hospedagem em hotel três estrelas, traslados e passagem aérea pela Gol. A partir de US$ 703 (mais taxas) por pessoa em apartamento duplo. Saída em 11 de outubro. Valores sujeitos a alteração e disponibilidade. Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Abreu. SETUR AL/DIVULGAÇÃO

LA BICICLETA VERDE/DIVULGAÇÃO

Maceió

Piscinas de águas cristalinas A capital de Alagoas é reconhecida pelas praias urbanas e piscinas naturais de águas cristalinas. A Abreu oferece pacote de quatro noites para Maceió, com hospedagem no Marinas Maceió Hotel, café da manhã, traslados, city tour e passeio no litoral sul (praia do Francês). Com passagem aérea pela Gol. A partir de R$ 1.300 ou 10x R$ 130 por pessoa em apartamento duplo. Viagem de 10 a 14/10. Valores sujeitos a alteração e disponibilidade. Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Abreu.

VIVIANE KULCZYNSKI AE/DIVULGAÇÃO

João Pessoa

Belas praias e pontos históricos Povo hospitaleiro, belas praias urbanas e badalação noturna: assim é João Pessoa, na Paraíba. O pacote para o destino no Nordeste é ofertado pela Visual Turismo. Inclui sete noites de hospedagem no Hotel Aram Beach com café da manhã, passeio pela cidade, traslados e passagem aérea (voando Azul). A viagem acontece de 6 a 13/10, e o preço está a partir de R$ 1.917 por pessoa em apartamento duplo. Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Visual Turismo.

Porto Seguro

Serra fluminense

Várias faces da Bahia: relax ou festa

Programação para crianças

SETUR PORTO SEGURO/DIVULGAÇÃO

De praia sossegada ao agito do axé baiano, Porto Seguro atende o desejo de todos os tipos de viajante. A Visual Turismo tem pacote para o destino que inclui sete noites de hospedagem no Hotel Casa Blanca com café da manhã, passeio pela cidade, traslados e passagem aérea pela Gol, no período de 7 a 14 de outubro. O preço está a partir de R$ 1.273 (mais taxas) por pessoa em apartamento duplo.|Os preços e condições estão sujeitos a alteração e disponibilidade. Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Visual Turismo.

O 12 de outubro deste ano cai numa sexta-feira, uma desculpa para viajar e aproveitar o Dia das Crianças em família. O Le Canton, resort situado na serra fluminense, está com um pacote especial para a data. Três noites (11 a 14/10) para dois adultos e uma criança de até 12 anos custa a partir de R$ 3.720 (mais taxas). O empreendimento conta com um espaço dedicado ao lazer dos pequenos, com parque de diversões e arena de paintball etc. Além da infraestrutura, o hotel está preparando uma programação que contará com workshop de hambúrgueres. Acesse lecanton.com.br ou ligue 0800 285 4200.


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte 15 de setembro de 2018

DOUGLAS MAGNO/22.10.2015

Porto Seguro

Uma semana na Bahia Bahia é sempre uma boa ideia, especialmente se seu plano é relaxar e se divertir. A praia do Espelho (foto), em Porto Seguro, é uma das mais bonitas do Brasil. Como ela, existem muitas outras na cidade. Se quiser descobrir, a CVC oferece pacote para Porto Seguro com sete diárias de hospedagem no Hotel Casa Blanca com café da manhã, traslados, passeio, passagem aérea pela companhia Gol e bagagem despachada. A saída é no dia 6 de outubro, e o preço está a partir de R$ 1.198 ou 10x de R$ 119 por pessoa em apartamento duplo. Procure a loja CVC mais próxima de você ou acesse cvc.com.br.

Natal

Maravilhas da praia potiguar BERNARDO MIRANDA/ 15.09.2014

Dunas, falésias, piscinas naturais e passeios de buggy esperam por você em Natal, no Rio Grande do Norte. Há praias deslumbrantes entre os 400 km de costa da capital e seus arredores. A cidade é convidativa para a prática de esportes como kitesurfe, windsurfe e stand-up paddle. A CVC tem pacote para o destino

que inclui sete diárias de hospedagem com café da manhã no Yak Beach Hotel, traslados, passeio, passagem aérea pela Azul e bagagem despachada, com saída em 6 de outubro. O custo é a partir de R$ 1.698 ou 10x de R$ 169. Procure a loja CVC mais próxima de você ou acesse cvc.com.br.

Mendoza

Bodegas com degustação de vinho Aficionados por vinhos do tipo Malbec precisam conhecer Mendoza, na Argentina. A cidade ganhou fama pela produção da bebida: são cerca de 1.200 vinícolas e um cenário belíssimo de montanhas. Um dos símbolos da cidade é o Cerro Aconcágua, com 6.962 m de altura. A Abreu tem pacotes de

três noites para o destino em hotel três estrelas, com traslados. A partir de US$ 699 (mais taxas) por pessoa em apartamento duplo. Saída em 11 de outubro. Valores sujeitos a alteração e disponibilidade. Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Abreu Viagens.


W 12 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de setembro de 2018

viagens incríveis rafael@fvo.travel

A surpreendente e cosmopolita cidade de Chicago FOTOS RAFAEL ROMEIRO/DIVULGAÇÃO

Quick Tips W OAK PARK

Arquitetura modernista

Surpreendente! Esse é o adjetivo que mais escuto de quem tem o prazer de conhecer Chicago. A terceira maior cidade dos Estados Unidos ainda é pouco explorada pelos brasileiros, principalmente se comparada a outros destinos populares entre nossos conterrâneos, como Nova York, Miami e São Francisco. É impossível não se surpreender com a mistura de arranha-céus e parques bem-cuidados e um belo rio cortando a cidade até o lago Michigan, que, no verão, tem até praia. Alguns norteamericanos costumam dizer que a cidade é uma versão mais limpa e organizada de Nova York, mas ouso dizer que o skyline de Chicago é mais bonito e mais fotogênico que o de Manhattan. A oferta de gastronomia, compras, museus, arte, concertos e eventos da cidade também é respeitável, com a grande vantagem de que as distâncias, no geral, são curtas, e a maior parte das atrações pode ser percorrida a pé.

Dicas espertas Para começar a entrar no clima da cidade, sente-se em algum terraço (ou “rooftop”, em inglês) de frente para o rio. São várias as opções, cada uma mais charmosa que a outra. O Kitchen tem uma proposta mais moderninha, enquanto a steakhouse Chicago Cut esbanja classe. Para drinks, a varanda do Beatnik on the River, debruçada sobre a água, chama atenção pela decoração. O rooftop do hotel London House tem uma das vistas mais incríveis. Na beira do rio, a riverwalk é um calçadão que se estende por mais de 2 km, perfeito para uma caminhada ao final do dia, com direito a pausas para um vinho ou uma cerveja em algum dos quiosques.

Na cidade de Oak Park, a 20 minutos de Chicago, fica a antiga casa e estúdio de Frank Lloyd Wright, o célebre arquiteto norteamericano, que também tem dezenas de outras casas projetadas na vizinhança. Mesmo quem não é da área da arquitetura vai ser encantar com sua genialidade na visita guiada que é mediada por guias do Frank Lloyd Wright Trust.

Edifícios antigos, dos mais diferentes estilos, se misturam com enormes arranha-céus de vidro espelhado, formando um conjunto arquitetônico único. No horizonte se destacam três dos maiores edifícios do hemisfério norte – a Trump Tower, o Hancock Center e a Willis Tower (antiga Sears Tower), que foi o maior prédio do mundo durante décadas. Um passeio imperdível é subir até o Skydeck, no 103º piso, para ter a experiência de andar no piso de vidro das caixas envidraçadas que se projetam para fora do prédio.

GASTRONOMIA

Meca dos “foodies” nos EUA Com 25 restaurantes estrelados pelo “Guia Michelin”, a maior referência em alta gastronomia no mundo, e outros 54 recomendados como Bib’s Gourmand (cozinha de destaque, com bom custo-benefício), Chicago se tornou a queridinha dos “foodies” – pessoas interessadas em gastronomia – no EUA. Em alguns dos restaurantes renomados, para conseguir uma mesa é preciso reservar com meses de antecedência.

Fora do centro Querendo fugir um pouco desse clima de cidade grande? A região no entorno do Wicker Park, a dez minutos de carro do centro, concentra brechós, cafés descolados e ateliês de artistas locais, com um clima de cidade de interior. Não muito longe dali, o Fulton Market District vem se tornando o bairro mais cool da cidade. Alguns dos grandes galpões industriais da área continuam em atividade, enquanto outros vão dando lugar a bares e restaurantes comandados por alguns dos melhores chefs da cidade, como é o caso do Girl and the Goat e do Next. Em um galpão grafitado e coberto de lâmpadas de filamento aparente, o Green Street Smoked Meats faz vários tipos de carnes defumadas em suas enormes churrasqueiras. Não deixe de provar o pastrami e a costela de porco. Com tanto para ver e curtir, Chicago merece, pelo menos, cinco dias de sua próxima viagem aos Estados Unidos, de preferência no verão, quando o tempo é estável, e o apelido de “windy city” (cidade dos ventos) não se faz notar tão facilmente.

SOHO HOUSE

Endereço novo no Fulton Market

No Skydeck do arranha-céu Willis Tower, é possivel andar sobre um piso de vidro a mais de 400 m de altura

Em um antigo galpão industrial de Fulton Market foi instalado o Soho House Chicago, hotel de luxo focado em pessoas de “alma criativa”, como eles gostam de se definir. Soho House é um clube social presente em nove cidades do mundo que, além de oferecer hospedagem, busca a interação entre os membros, a maioria das áreas de moda, publicidade e artes.

MÚSICA

Berço do jazz e do blues

Galpão revitalizado em Fulton Market abriga restaurante de carnes defumadas

Harmonia entre antigo e novo

Chicago é um dos berços do jazz e do blues. Uma estadia na cidade não pode terminar sem uma visita aos vários clubes dedicados aos dois estilos musicais. Alguns dos mais legendários são o Andy’s, Blue Chicago, Kingston Mines, Buddy Guy’s Legends e o histórico Green Mill Lounge, que preservam até hoje a mesa que era a preferida do gângster Al Capone.


WAvaliação. Novo Audi TT RS é pura esportividade em alto nível. Páginas 16 e 17

DONI CASTILHO/DIVULGAÇÃO

WMoto. Vespa elétrica chega ao mercado europeu em outubro. Páginas 22 e 23

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BELO HORIZONTE Sábado 15/9/2018

Viagem no tempo Brazil Classics Renault Show fez a festa dos antigomobilistas em Araxá. Páginas 18 e 19

pampulha

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W 14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de setembro de 2018

interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br

Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.

Raimundo Couto

Espaço do leitor ICETRAN/DIVULGAÇÃO - 04.07.2017

Na Intercâmbio da semana passada, falamos das dificuldades e da tensão que envolvem o processo para se tirar a tão sonhada Carteira Nacional de Habilitação (CNH), citando, como exemplo, os percalços pelos quais a jovem Janaína teve que passar para conquistar, finamente, sua permissão para dirigir. A propósito desse tema, recebemos um email do leitor Abner Bragança Gouvêa e o reproduzimos na íntegra. “Li seu artigo sobre a habilitação para condutores de automóveis no Brasil. Interessante fazer uma comparação com o que ocorre, por exemplo, nos Estados Unidos, onde as coisas são mais simples, pois se trata de um país em que já há uma assimilação do povo com o mundo

automobilístico há várias gerações. Lá, para se tirar a carteira de motorista – claro, há variações de Estado para Estado, já que é grande a autonomia de cada unidade da Federação, inclusive da idade mínima para se conduzir veículos, que varia de 14 a 21 anos. Mas, como ia dizendo, lá as coisas são menos burocratizadas, ou menos complicadas, como queira nominar”, afirma o leitor. E ele continua: “Nos EUA, para se habilitar, o primeiro passo é fazer o exame teórico, que, via de regra, é feito em um computador, com provas de múltipla escolha, com três opções para cada questão, sendo uma delas a certa. Caso o candidato seja reprovado nessa etapa, ele pode repetir, geralmente meia hora após a primeira tentativa;

caso seja novamente reprovado, o que é raro, pode repetir novamente, geralmente no dia seguinte. Aprovado nesse exame teórico, ele recebe sua carteira de habilitação (sim, claro, provisória), mesmo que nunca tenha tocado em um volante de carro. Com ela, ele pode dirigir em qualquer via pública do país desde que acompanhado por um condutor habilitado maior de idade”, reforça Gouvêa. “Caso queira, ato contínuo, pode imediatamente fazer o exame prático e logo de cara obter sua carteira definitiva. Para esse exame prático, não é necessário fazer uma única aula em autoescola (embora elas existam no país). Pode simplesmente aprender a dirigir com alguém habilitado, uma pessoa da família, por exemplo. Acho interessante

“O amigo leitor tem toda razão! Não há necessidade de ser tão tenso um momento importante de uma conquista planejada e esperada.”

que os brasileiros saibam que, em países mais evoluídos do que o Brasil, as coisas de que precisamos não são necessariamente mais complicadas do que aqui”, finaliza o leitor do Super Motor. E o amigo tem toda razão! Não há necessidade de ser tão tenso um momento importante de uma conquista planejada e espe-

rada. O sonho de poder dirigir é acalentado desde a mais tenra idade, e, assim que se completam os 18 anos, a pessoa logo trata de tomar as primeiras providências para sua realização. Não é preciso tanto sofrimento para conseguir realizar um desejo que, para muitos, é algo importante. Até a próxima semana!

FOTOS HYUNDAI/DIVULGAÇÃO

Novidade

HB20S Unique começa a ser vendido nas concessionárias a partir de hoje

Opção mais em conta Hyundai amplia oferta do HB20S com nova versão Unique; modelo equipado com motor 1.0 de 80 cv sai agora por a partir de R$ 48.190 Da redação O sedã Hyundai HB20S ganha a partir desta semana uma nova versão de entrada, a Unique, pensada para aqueles que buscam o melhor custo-benefício e não abrem mão do design e do conforto. Produzido em Piracicaba (SP), o HB20S Unique começa a ser vendido a partir de 15 de setembro, com preço sugerido de R$ 48.190. A nova versão do três volumes compacto da marca sul-coreana é equipada com o já conhecido motor três cilindros 1.0 de até 80 cv e 10,2 kgfm de torque máximo, acoplado ao câmbio manual

de cinco marchas. Da lista de equipamentos de série fazem parte: ar-condicionado, vidros elétricos dianteiros e traseiros com one-touch para o motorista, computador de bordo de sete funções, sistema de áudio com bluetooth no volante, comando interno de abertura do porta-malas e tanque de combustível, e banco do motorista com regulagem de altura. Ainda na parte interna, os bancos são revestidos com tecido cinza e o painel recebe acabamento nas cores cinza e preto.

Visual renovado O visual arrojado e imponente é outro ponto alto

do HB20S. Na dianteira, a versão Unique 1.0 tem grade frontal do tipo Mesh Type com contorno cromado e faróis com máscara negra. A lateral segue a linha de escultura fluida dos modelos da marca, com destaque para acabamento em preto no contorno das portas e coluna B, enquanto o protagonismo da parte traseira fica por conta das novas lanternas escurecidas e da moldura cromada na tampa do porta-malas. As cores disponíveis para a HB20S Unique 1.0 são as sólidas Branco Polar e Preto Onix, e as metálicas Bronze Terra, Cinza Titanium, Prata Metal e Prata Sand, estas opcionais por R$ 650.

Nova versão traz o básico: ar-condicionado, vidros e travas elétricas e direção hidráulica


15 W

super motor

O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de setembro de 2018

DETRAN-RJ/DIVULGAÇÃO

Código (QR-Code)

Vai mudar

Hot stamp personalizado

Marca d’água

Bandeira do país

Nova placa começa a valer Rio de Janeiro será o primeiro Estado do país a realizar o emplacamento de veículos com o novo padrão a partir deste mês Distintivo do Brasil Da redação Para garantir mais transparência e segurança na identificação de veículos, o Ministério das Cidades, em parceria com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), lançou, na última terça-feira (11), a nova placa Mercosul. O Detran do Rio será o primeiro a adotar o novo padrão de emplacamento dos veículos no país. Até dezembro deste ano, todos os Detrans devem começar a implantar o novo

sistema, conforme determinação das Resoluções 729/2018 e 733/2018 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Para o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, a placa Mercosul é uma evolução que traz benefícios para a sociedade. “O novo padrão garante maior segurança e permite uma fiscalização mais eficiente, minimizando a ocorrência de fraude e falsificações, como a clonagem de placas”, ressalta Baldy. A adoção e a integração do novo padrão de placas facilita a identifi-

Ondas sinusoidais

Bandeira do estado

Brasão do município

De acordo com o Denatran, a nova placa no padrão Mercosul reduzirá chances de fraudes e clonagem de veículos cação de veículos nos países-membros do Mercosul, formado atualmente por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

O que muda A placa padrão Mercosul tem a mesma dimensão da antiga e possui mais letras e menos números, sendo composta, portanto, por três letras, um número, uma letra e dois números (BRA 3A18, por exemplo). Na parte superior, apresen-

ta o nome do país sobre uma barra azul e os brasões do Estado e do município na lateral direita. A cor de fundo da placa é sempre branca e não muda conforme o tipo de veículo como no modelo anterior. O que muda é a cor das letras, dos números e da borda da placa. Veículos particulares, comerciais, oficiais, diplomáticos, especiais e de colecionadores apresentam, respectivamente, as cores preta, ver-

melha, azul, dourada, verde e prateada. O novo padrão de placa será implementado em modelos zero-quilômetro e em veículos que estejam em processo de transferência de município e de propriedade, ou quando houver a necessidade de troca da placa por um outro motivo. Os proprietários de veículos já em circulação podem escolher se querem antecipar a troca da placa para o novo padrão.

Centralizado Serpro. A integração de todo o processo de implantação da Placa Mercosul será realizada pelo Serpro, responsável pela rastreabilidade, emissão da nova placa, bem como a fabricação, distribuição, recebimento, autorização de estampagem, inutilização e vinculação das placas aos veículo.


W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de setembro de 2018

Jipe russo

Sucessor do Niva aparece A fabricante russa Lada mostrou no Salão de Moscou um protótipo de jipe que seria o virtual substituto do clássico Niva. Com 4,2 m de comprimento, o 4x4 Vision traz na dianteira o “X” característico da marca, e as rodas de 21 polegadas se destacam. No interior, a cabine tem detalhes em laranja brilhante e, cinza e acabamento em alumínio. A central multimídia é integrada ao painel. As especificações técnicas não foram reveladas. LADA/DIVULGAÇÃO

Veículos novos

Mercado em recuperação

super motor

Avaliação

Esportividade

Modelo esportivo teve visual renovado recentemente pela Audi

maiúscula que impressiona TT RS traz altos níveis de potência e controle para reafirmar a capacidade tecnológica da Audi; motor 2.5 turbo rende até 400 cv Eduardo Rocha Auto Press

As marcas de luxo têm de ir aonde o povo endinheirado está. Por isso, elas costumam disputar todos os nichos e subnichos do mercado de diferentes tamanhos: sedãs, SUVs, stations, esportivos, crossovers e o que mais aparecer. A ideia é oferecer uma versão requintada e tecnológica para todos os segmentos. E os preços, bem acima dos praticados pelas marcas generalistas, tendem a compensar uma eventual

falta de expressão comercial do nicho em questão. Toda essa explicação serve para justificar a presença do Audi TT RS no mercado brasileiro. A versão mais potente do pequeno esportivo alemão chegou ao Brasil no início deste ano e não mudou a vida da marca – a linha TT inteira emplaca, em média, menos de uma dúzia de unidades por mês. Vender nunca foi a missão do modelo. O TT RS tem a função de criar uma imagem de tecnologia, esportividade e sofisti-

cação. Ou seja: é para impressionar. E isso ele faz muito bem.

Potência Por baixo da carroceria reluzente há forte parentesco com o Golf atual, pelo uso da plataforma MQB. Já sob o capô está o motor EA885 Evo 2.5 TFSI, que rende 400 cv de potência máxima entre 5.850 e 7.000 rpm e 49 kgfm de torque já aos 1.750 giros. Nada mau para movimentar um carro com pouco mais de 1.400 kg – a relação peso/potência é de 3,6 kg/cv. Daí ele fazer de zero a 100 km/h em 3,7 segundos e acelerar até chegar a 250 km/h – nesse ponto, um limitador eletrônico entra em ação. Para impedir que o TT RS simplesmente decole da pista, ele conta

com o sistema Quattro, com tração integral on demand, e diversos apetrechos aerodinâmicos que vão além do simples enfeite. A atual geração ganhou 40 cv em relação à anterior, apesar de contar com o mesmo motor. A Audi fez uma verdadeira reengenharia no motor transversal 2.5 de cinco cilindros TFSI. O bloco passou a ser totalmente em alumínio, materiais mais leves foram utilizados nas partes internas, e novos mecanismos aumentaram o controle sobre o tempo de abertura das válvulas. Com tudo isso, o veículo ganhou potência e perdeu 26 kg. O câmbio é o mesmo Stronic sequencial automatizado de dupla embreagem e sete velocidades.

O mercado brasileiro de veículos manteve o ritmo de recuperação, mas ainda está longe das cifras alcançadas no início desta década. Em agosto, foram 239.245 automóveis emplacados, 14,73% a mais que as 208.531 unidades registradas em agosto do ano passado. No acumulado, o aumento foi parecido: 14,13%, com 1.574.966 unidades neste ano contra 1.379.951 em 2017. Entre as motocicletas, houve um aumento de 16,65% de unidades registradas no período.

Golf perua

Empresa dá adeus à versão A Volkswagen não vai mais produzir as versões perua e de duas portas da próxima geração do Golf. Por conta da queda nas vendas no segmento de hatches médios no de stations, a oitava geração do Golf, que já está com projeto em andamento, será reduzida em opções. Essas variantes serão substituídas pelo T-Roc. Desse modo, o GTI ficará apenas na versão de quatro portas. A aventureira Alltrack, que era baseada na perua, sai de linha.

Lanterna traseira traz um detalhe minimalista, a inscrição TT dentro da lente

Motor EA885 Evo 2.5 TFSI leva o esportivo de 0 a 100 km/h em 3,7 segundos

Para deixar verde de inveja Quando um Audi TT RS anda pelas ruas, dá a impressão de que se trata de um veículo de outro planeta. Ainda mais na exibidíssima cor verde, como a do modelo testado. De fato, o RS, (sigla para Renn Sport, ou “esportivo para corrida” em alemão) fica muito mais no universo das pistas. Ainda assim, o poderoso motor do TT RS se adapta bem à vida urbana. A ver-

satilidade do propulsor 2.5 turbo de 400 cv faz com que o cupê ande bem tanto em baixos quanto em altos giros. Obviamente, nos altos é mais divertido. Os 49 kgfm de torque, presentes já aos 1.750 rpm, empurram o cupê com muita determinação, com uma aceleração capaz de grudar as costas dos ocupantes no encosto do banco. Segundo a Audi, o 0 a 100 km/h é fei-

to em 3,7 segundos. Em giros mais altos, o ganho de velocidade lembra o de uma motocicleta, graças à relação peso/potência de 3,6 kg/cv. O conta-giros acende uma luz amarela, depois laranja e depois vermelha para avisar a chegada do limite de rotação. Só que isso acontece muito rápido. Tudo que o TT RS exige é um asfalto liso. Nas irregularidades ele sofre e faz so-

quem está dentro sofrer. Sem falar no risco de morder os pneus ao encarar buracos tendo um conjunto com medidas 245/35 R19. Ou seja, um perfil com pouco mais de 8 cm de espessura. Em território favorável, o TT RS oferece todas as condições para se explorar uma combinação de força e aderência em alto nível, ampliada pelo sistema de tração integral Quattro. (ER/AP)

Ficha técnica Motor. 2.5 16V turbo, a gasolina, cinco cilindros em linha, sistema de injeção direta e multiponto Potência máxima. 400 cv entre 5.850 e 7.000 rpm Torque máximo. 49 kgfm entre 1.700 e 5.850 rpm Pneus/rodas. 245/35 aro 19 Veloc. máxima. 250 km/h


super motor

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FOTOS JORGE RODRIGUES JORGE/CZN

Tecnologia de ponta e luxo justificam o preço

R$

424.990 Audi TT RS 2018

Desde o lançamento, a Audi mantém o preço do TT RS em R$ 424.990, sem opcionais. O valor se justifica pelos altos níveis de exclusividade, tecnologia e requinte do modelo. O revestimento interno é em couro ou alcântara. Diversos apliques em fibra de carbono aparecem nos puxadores das portas e no console central. A forração do banco em couro negro tem costura branca. O vo-

lante multifuncional de base reta traz detalhes em alumínio. O painel apresenta o mesmo virtual cockpit da geração TT, mas com informações destinadas a um modelo mais esportivo, como distribuição do torque em cada momento, percentual de potência utilizado e um medidor de aceleração lateral, que memoriza a força de G a que o modelo resistiu nas curvas. (ER/AP)

Bancos não são tão macios apesar do desenho ergonômico


W18

super motor

O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de setembro de 2018

Nova versão

Tracker com traje escurecido O Chevrolet Tracker vai ganhar em breve uma versão Midnight. Assim como na picape S10, ela terá rodas de liga leve pretas e acabamentos escurecidos. A variante já existe no México em uma edição com 400 unidades. Por fora, os cromados foram eliminados, deixando o carro mais esportivo. O interior também é todo na cor preta. Nos Estados Unidos, a versão Midnight aparece nas gamas do Equinox e da picape Silverado. CHEVROLET/DIVULGAÇÃO

Renault

Tração 4x4 na picape Oroch A Renault vai vender uma versão 4x4 da picape Duster Oroch na Argentina. A Oroch 4WD será produzida no Brasil e exportada para o país vizinho, onde é a quarta picape mais vendida. Antes dela, no ranking, aparecem Toyota Hilux, VW Amarok e Ford Ranger. O sistema de tração integral vem da Nissan, com quem a Renault tem uma aliança, e já equipa o utilitário Duster. O motor é 2.0 com 143 cv.

Antigomobilismo

Celebridades sobre quatro rodas Brazil Classics Renault Show 2018 reúne a nata dos automóveis antigos e raros no país; evento aconteceu durante o feriadão de 7 de Setembro, na cidade de Araxá Raimundo Couto De Araxá

Foi durante o último feriado da Independência que o Tauá Grande Hotel Araxá se transformou no cenário perfeito para a exibição de verdadeiros clássicos da indústria automobilística. Mais de 300 automóveis – raros e em excelente estado de conservação –, entre brasileiros e estrangeiros, fizeram a festa para as centenas de pessoas que comparecem ao Barreiro, local onde está instalado o hotel, na cidade do Alto Paranaíba. Grandes celebridades sobre rodas estiveram em exposição, o que de melhor já foi produzido no mundo em termos de automóveis. Resumindo; a mostra de Araxá nos remete a uma viagem no túnel do tempo. De encher os olhos de brilho e emoção, não só pela organização, mas também pela excelência dos automóveis expostos, foi a tônica do Brazil Classics Renault Show, o 23º Encontro Nacional de Carros Antigos. O desfile das “joias da coroa” aconteceu

nas dependências do suntuoso Tauá Grande Hotel Araxá, conhecido balneário que se destaca pela oferta de águas com grandes efeitos terapêuticos, por meio das fontes radioativas e sulfurosas. A imponente construção é datada de 1945 e foi projetada pelo arquiteto Luiz Signorelli, que se inspirou em obras italianas e no estilo missões. O complexo reúne o que havia de mais refinado para a época, como vidros bisotados, mármore de Carrara, lustres de cristal e grandes salões de baile. O projeto de paisagismo foi de Burle Marx. Ao lado do hotel, ligado por uma galeria suspensa de cerca de 100 m, estão as Termas de Araxá, e do lado de fora, cercando os espaços para estacionamento, uma imensa área verde que se constituiu em um enorme parque aberto ao público.

des-Benz, Ferrari – este ano duas cerejas do bolo: uma F40 e outra F-50 estavam por lá –, modelos da Daimler, Rolls-Royce, Jaguar, Packard, Alfa Romeo e mais de uma dezena de fabricantes estrangeiros. Eles se alinhavam ao lado de veículos brasileiros, como o esportivo Renault Interlagos, JK, Ford Galaxie e muitos outros, que protagonizaram um fim de semana inesquecível para a população de Araxá e os hóspedes que lotaram os apartamentos do hotel. Cerca de 300 exemplares, entre clássicos e valiosos

automóveis antigos, de colecionadores brasileiros, se reuniram nesse evento, que é o mais sofisticado encontro de antigomobilismo no Brasil. Ele tem a reconhecida fama de ser o de maior importância – tanto pela qualidade como pela raridade e valor dos veículos expostos – em toda a América do Sul. A organização esteve a cargo do Instituto Cultural Veteran de Minas Gerais, e o patrocínio foi da Renault do Brasil, que iniciou as comemorações dos primeiros 20 anos de produção no Brasil e dos 120 anos de fundação, uma longeva trajetória que se confunde com a história do automóvel no mundo. Além de expor sua linha com os principais veículos comercializados no Brasil, a montadora francesa, em um contraponto entre o passado e o futuro, promoveu test drive de dois de seus modelos elétricos, o Twizy e o Zoe. Também no espaço Renault, o garboso Renault R8, veículo da primeira vitória do piloto brasileiro Emerson Fittipaldi, em 1965.

W O jornalista viajou a convite da Renault DONI CASTILHO/DIVULGAÇÃO

Cereja do bolo Em meio a tanta beleza natural, exemplares raros e muito bem-conservados de automóveis como Merce-

Renault R8 foi o veículo da primeira vitória do piloto brasileiro Emerson Fittipaldi, no ano de 1965

Ala reservada aos luxuosos Rolls-Royce antigos também chamou atenção no encontro de antigos


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DONI CASTILHO/DIVULGAÇÃO

Agenda intensa e com único leilão de antigos do país

Tauá Grande Hotel Araxá serviu como belo cenário para um dos mais famosos encontro de carros antigos do Brasil RAIMUNDO COUTO

O melhor entre os melhores

Clássico Fordinho do início do século passado desfilou no evento RAIMUNDO COUTO

Willys Interlagos impecável foi exposto pela Renault em Araxá

Além do troféu da Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA), a noite de premiação contou com uma novidade, a instituição do Troféu Og Pozzoli -– um “garimpeiro” precursor das preciosidades dos veículos antigos e que faleceu no fim do ano passado. O ganhador foi o Cadillac Coupé 1927. O Troféu Lalique, oferecido a uma personalidade que se destaca no trabalho de crescimento e reconhecimento do antigomobilismo, foi entregue ao colecionador Léo Steinbruch, que fez um emocionado discurso reverenciando a memória de seu irmão Fábio e, assim como ele, um apaixonado pelos clássicos. O último prêmio foi o Troféu Roberto Lee, pioneiro entre os colecionadores e que premia o automóvel mais raro e valioso presente no evento, além de outros automóveis nacionais e importados premiados em categoria especial. Nesta edição, o empresário José Luiz de Gandini, importador oficial da Kia Motors, levou a honraria por seu Packard Roadster 1931. (RC)

Esse encontro de amantes do automóvel acontece há quase três décadas, de dois em dois anos, e é um show de alto gabarito, muito glamour e gente bonita. São famílias inteiras de várias partes do Brasil, dedicadas à mesma paixão, que se reúnem nessa oportunidade para trocar informações, estreitar ainda mais os laços de amizade e reforçar o amor e o culto ao que encanta o homem em geral e o brasileiro em particular: o automóvel. E para tornar ainda mais dinâmico o programa, a organização preparou uma série de atividades que contribuem para tornar ainda mais aprazível os dias dedicados à exposição. Desse entretenimento sadio fez parte, além da solenidade de

abertura (que conta sempre com a presença de autoridades locais), também um charmoso passeio pelas ruas de Araxá. Além disso, é promovido o único leilão de veículos antigos do Brasil, encerrando com chave de ouro a premiação dos carros que mais se destacaram durante o Brazil Classics Show 2018. O Super Motor esteve presente em todas essas ocasiões, participando da programação junto ao grupo de colecionadores e procurou mostrar, nesta matéria especial, como a “paixão nacional” consegue agregar no mesmo ideal tantas pessoas, que contribuem para preservação da memória do automóvel no país e no mundo. (RC)


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Penúltima etapa

Gincana do caminhoneiro A 5ª etapa da Gincana do Caminhoneiro chega à cidade de Cruzeiro do Oeste, no Paraná, neste fim de semana, para a reta final da maior competição de habilidades dos caminhoneiros do Brasil. É a chance de mais três caminhoneiros se classificarem para a final e disputarem o grande prêmio: um Iveco Tector zero km. O evento será no Posto Mahle, no KM 288 da rodovia PR323. A última etapa e a final serão realizadas em Campo Largo (PR), em outubro. IVECO/DIVULGAÇÃO

Mercado

Novos Delivery no Paraguai A Diesa, representante das marcas VW Caminhões e Ônibus e MAN no Paraguai, acaba de apresentar a nova família Delivery no país. Os primeiros a serem vendidos por lá são os modelos 6.160, 9.170 e 11.180. Com a estreia, o mercado paraguaio também recebe a novidade que vem conquistando o transporte urbano Brasil afora. A linha Constellation também passa a contar com novos modelos no Paraguai, caso dos caminhões 13.180, 15.180, 17.250, 24.250, 31.320 e 19.320, com foco no transporte de cargas pesadas.

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Transporte

Elétricos serão uma demanda de mercado Marca sueca se prepara para vender a partir de 2019, na Europa, o FL Electric, primeiro caminhão da Volvo movido apenas por baterias Márcio Maio Auto Press

Todas as fabricantes que atuam no mercado de caminhões já se preparam para um futuro mais sustentável. E, embora a maior aposta, pelo menos em curto e médio prazo, seja em conjuntos híbridos no trem de força, algumas marcas investem em modelos com zero emissões para uma era mais “verde”. Para a Volvo, esse tempo chegará rápido. No ano que vem, mais precisamente, quando a sueca co-

meçará a vender seu primeiro caminhão 100% elétrico. Trata-se de uma variante do semipesado FL, mas alimentado apenas por baterias – e que a Volvo cogita, inclusive, comercializar por aqui também em 2019. O modelo foi planejado, principalmente, para a distribuição de mercadorias em distâncias curtas ou a utilização em serviços como a coleta de resíduos. Isso porque a autonomia com uma única recarga completa nas baterias chega a 300 km. Na ver-

dade, o FL Electric atenderá demandas de carga de até 16 toneladas de peso bruto total combinado. Para tanto, ele armazena energia num conjunto de duas a seis baterias de íons de lítio. Para serem completamente recarregadas, é preciso esperar cerca de dez horas em ciclo normal ou, no caso de uma carga rápida, entre uma e duas horas.

Pedido de cliente O FL Electric se move com um motor elétrico capaz de entregar 176 cv de potência. O torque máximo é de 43,3 kgfm e constante. E o trem de força recebe uma transmissão de apenas duas velocidades. A ideia do modelo, no entanto, não partiu da Volvo. Ocorreu um pedido es-

pecial de um cliente, que fez com que a marca aproveitasse sua vasta experiência em veículos elétricos da Volvo Buses. Afinal, foram mais de 4.000 ônibus com zero emissões comercializados nos últimos oito anos. Para estimular as vendas do modelo, a Volvo aposta na legislação cada vez mais rígida em relação às questões ambientais. E várias cidades da Europa estão restringindo a utilização de veículos que poluem mais. Além disso, há um outro ponto muito importante que favorece a utilização de caminhões elétricos em serviços públicos e até entregas de mercadorias: a ausência de barulho, já que o motor movido apenas com baterias é extremamente silencioso.

Sistema vai se renovar até 2030

Baterias do modelo poderão ser recarregadas em apenas duas horas, o que representaria pouco tempo ocioso entre as viagens

Chave digital

Bosch mostrará nova tecnologia No próximo Salão de Veículos Comerciais de Hannover, na Alemanha, de 20 a 27 de setembro, a Bosch vai apresentar uma solução que promete tornar obsoleto os quadros de chaves e possíveis extravios em frotas de caminhões. Travar e destravar portas ou ligar e desligar os veículos são operações que poderão ser feitas pelo motorista, ou pela central remota da empresa, por meio de um app no smartphone.

Silencioso, o FL Eletric possibilitará o trabalho de transportadoras em horários noturnos – e, consequentemente, sem engarrafamentos

A Volvo prevê um sistema de transportes renovado até 2030 a partir da automação, da conectividade e de motores elétricos. Para a marca sueca, os veículos autônomos serão gradativamente introduzidos nas aplicações mais específicas, em áreas confinadas e sem trânsito regular. Essas são operações de transporte muito repetitivas, em que a produtividade dos motoristas é constantemente desafiada pela rotina extenuante. A marca já tem unidades atuando em operações reais desse tipo, como em uma mineração subterrânea em Boliden, na Suécia, e na colheita de cana-deaçúcar em Maringá, no Paraná, no Sul do Brasil. Para isso, os veículos, que são capazes de frear, recebem sensores e radares que detectam pedestres e outros obstáculos, analisam o exterior em um ângulo de 360° e alertam o motorista a respeito de qualquer contratempo. Em relação à conectividade, também já há alguns sistemas que permitem fazer a gestão de frotas. (MM/AP)


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FOTOS VOLVO/DIVULGAÇÃO

O motor elétrico desenvolvido pela Volvo seria capaz de entregar 248 cv de potência em pico ou 175 cv continuamente

Modelo 100% tem autonomia para rodar até 300 km

Duas unidades já estão em testes na Suécia O FL Electric foi apresentado oficialmente em abril deste ano. E, mesmo antes de ser lançado, já pode ser visto por algumas pessoas na Europa. Isso porque a Volvo disponibilizou em junho duas unidades dele para atuar na cidade de Gotemburgo, na própria Suécia. A marca quer mesmo mostrar a versatilidade do modelo. Tanto que um

dos exemplares serve a uma empresa de coleta de lixo e reciclagem, que está testando o veículo elétrico. Já o outro está atuando em uma transportadora da cidade. Dessa forma, a Volvo poderá ter resultados interessantes para apresentar a futuros compradores nas duas principais áreas de atuação planejadas para o FL Electric. (MM/AP)


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Linha 2019

Honda Twister tem novas cores A Honda lançou a CB Twister 2019 com novas cores, grafismos, novos piscas de LED e freios CBS e ABS. Para a CB Twister CBS 2019 as cores são: branco, prata metálico e vermelho. Para a CB Twister ABS 2019 as cores são: laranja com rodas laranja e vermelho igual da versão CBS. Os piscas são novos e de LED, iguais da CB1000R e CB300R que a Honda ainda não lançou no Brasil. De resto é a mesma moto, com motor de 250 cc, 22,6 cv de potência máxima e 2,28 kgfm de torque. Tanque de combustível tem capacidade para 16,5 L e peso da moto é de 135 kg. HONDA/DIVULGAÇÃO

Estados Unidos

Scooter elétrica por aluguel A Uber quer lançar um serviço de aluguel de scooters elétricas nos Estados Unidos. O programa está sendo feito em parceria com a Jump, empresa que foi comprada pela Uber em abril por cerca de US$ 200 milhões. Porém, ainda é preciso conseguir autorizações para operar o sistema. A prefeitura de São Francisco, onde a Uber é sediada, já negou a duas empresas que fariam esse tipo de aluguel, a Skip e a Scoot. Um dos problemas é o descarte das scooters, já que não têm uma estação de alojamento.

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Moto

Estilo com sustentabilidade

História Símbolo. Criada na década de 1940, a linha Vespa foi por muito tempo símbolo de status e estilo, tanto que pode ser facilmente encontrada em filmes e campanhas publicitárias, por exemplo. A linha continua sendo atualizada e mantém legiões de fãs na Europa.

Italiana Piaggio se prepara para lançar na Europa a versão elétrica do clássico scooter Vespa; modelo chega ao mercado em outubro Alessandra Pivetta Especial para Auto Press

O mercado de scooters na Europa tem enorme importância. Elas representam, aproximadamente, nove em cada dez veículos automotores de duas rodas vendidos por lá. Isso porque elas cumprem uma rotina muito simples e difundida: são usadas por pessoas que moram no aglomerados urb a nos e entorno p a r a irem de casa para o trabalho e vice-versa – sem contar as horas extra nos fins de semana. Para dar conta dessa rotina, a Piaggio projetou as funcionalidades da primeira scooter da Vespa totalmente elétrica, chamada simplesmente de Vespa Elettrica. O modelo, que pode passar a ser encomendado online a partir de outubro, tem autonomia de 100 km, o que permitiria atender até mesmo quem mora um pouco mais distante de grandes cidades. O preço anunciado é de € 6.000, valor próximo ao pedido por modelos de média cilindrada, como os de 300 cm³. O projeto da Vespa Elet-

trica começou em 2016 na fábrica de Pontedera, na província de Pisa, na sede da Piaggio, de onde a primeira scooter da marca foi produzida em 1946. O modelo foi mostrado como conceito no Salão de Milão, o EICMA, no final de 2016 como parte das comemorações pelos 70 anos do Grupo Piaggio. Será também em Milão que ocorrerão as primeiras vendas diretas ao público. Ali também vai ser apresentada oficialmente a Vespa Elettrica X, que conta com um gerador auxiliar a com-

bustão capaz de estender a auton o m i a do modelo para 200 km. Para diferenciar as duas versões, o modelo puramente elétrico tem detalhes em azul, como no pesponto do assento e na moldura da carenagem, enquanto a versão X os detalhes serão em laranja.

Visual clássico Uma das preocupações da Piaggio foi em não descaracterizar visualmente a Vespa. Por isso, apesar de contar com itens modernos, foi mantida a estética clássica da marca. Caso do painel em tela de LCD, que tem um desenho quadrangular, com cantos arredondados,

como nos antigos painéis de instrumentos. Ou os faróis, que são de LED, mas mantiveram o formato arredondado. O escudo e outros detalhes da carenagens também aproximam modelo ao design consagrado nas últimas sete décadas, como a lanterna traseira pequena e os protetores laterais traseiros bem protuberantes.

Tem até Kers As duas versões da Vespa Elettrica utilizam a mesma motorização elétrica. Trata-se de um motor síncrono sem escovas monta-

Detalhes em azul chamam atenção

do perto da roda traseira e é acoplado a uma série de engrenagens. Esta Vespa possui a marcha à ré e o sistema Kers (Sistema de Recuperação de Energia Cinética), que gerencia o aproveitamento de energia cinética gerada nas desacelerações para reduzir o consumo da carga. A bateria é uma unidade de lítio de 48 V com uma capacidade de cerca de 86 Ah e 4,2 kWh, tornando o desempenho semelhante ao de uma scooter com 50 cm³. A velocidade máxima é de 100 km/h. O cabo de carregamento está localizado no compartimento do selim e o plugue é comum, como o de uma tomada de parede.


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FOTOS PIAGGIO/DIVULGAÇÃO

A moto foi lançada no Salão de Milão do ano passado; a Vespa Elletrica é fabricada em Pontedera, na Itália, as encomendas começam a partir de outubro

Passa longe do Brasil O painel é uma tela digital de 4,3 polegadas que permite conexão com celulares, via bluetooth

Scooter virá com rodas de liga leve na cor grafite com detalhes azuis

Conectividade é ponto forte do modelo italiano A Vespa Elettrica pode ser facilmente conectada ao telefone via bluetooth para obter todas as informações necessárias através do painel central posicionado no

A bateria possui dez anos de vida útil e, após mil ciclos de recarga, tem sua capacidade reduzida para 80%

guidão. A partir do display, pode-se controlar tanto o sta-

tus operacional do veículo, como nível de bateria e quilometragem, quanto os recursos de um smartphone, como chamadas, mensagens e até mesmo a reprodução de música. Também será possível atender chamadas usando os botões no guidão. Além disso, através de um aplicativo de celular dedicado, a Vespa pode ser rastreada via geolocalização GPS. Além de mostrar informações como velocidade e carga da bateria, o painel pode exibir notificações de mensagens e localização em um mapa, por exemplo. Com um capacete especial a ser vendido à parte, o usuário poderá usar a conexão bluetooth para ativar um assistente de voz e até ouvir música — o acessório terá microfone e saídas de som. (Da redação)

No Brasil, nem a marca nem o modelo têm previsão de desembarcarem de forma sustentável no mercado. O cuidado e detalhamento da Piaggio ao apresentar este primeiro modelo puramente elétrico tem razão de ser. Na última década, a Vespa emplacou nada menos que 1,5 milhão de unidades e a ideia é que o ritmo até se intensifique com a chegada da Elettrica – ainda mais porque ela não sofre com as restrições de trânsito que vêm sendo implementadas nas grandes cidades mundo afora. Inicialmente, a Vespa Elettrica será vendida na Europa, com foco mais concentrada na Itália. Na sequência, em 2019, o modelo chega aos Estados Unidos e em três grandes metrópoles orientais: Pequim, Xangai e Cingapura. Outros mercados só serão atendidos depois disso.

Recarga O tempo médio de carregamento da Vespa elétrica é de quatro horas com um tensão de 220 V. A Vespa está equipada com dois modos de condução, Eco e Power, comutados a partir de um botão localizado no comando do lado direito do guidão. O Eco é para poupar energia e permitir uma maior duração da bateria ao limitar a velocidade a 30 km/h. Já o Power explora o poder do motor em sua totalidade mas reduz o alcance quase à metade. (Auto Press)


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super motor VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO

Elétrico

Futuro Volks será rival do Classe E I.D Vizzion será um sedã de luxo e tem lançamento previsto para 2022 Auto Press A versão de produção do conceito I.D. Vizzion, da Volkswagen, será direcionada para ser um se-

dãs de luxo. Assim, ele será praticamente um sucessor do antigo Phaeton, que era o modelo de luxo da marca. O Vizzion foi mostrado, no último Sa-

lão de Genebra, totalmente autônomo, mas a versão final ainda terá controles convencionais. O lançamento está previsto para 2022. O futuro Vizzion será posicionado como rival de Mercedes-Benz Classe E e Tesla Model S. A plataforma é a MEB, para modelos elétricos da Volkswagen. Isso vai permitir várias configurações mecânicas, como o uso de dois motores. Com um propulsor elétrico em cada eixo, o Vizzion virá com tração integral, como os Tesla

mais potentes.

Modelo ainda não será 100% autônomo como mostrado na versão conceitual


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