turismo
estilo
NOS 20 ANOS, OS DESTINOS NACIONAIS QUE CRESCERAM NAS ÚLTIMAS DÉCADAS ... Caderno Turismo. Páginas 6 e 7
TENDÊNCIAS PARA O PRÓXIMO VERÃO ... Páginas 30 e 31
almanaque
super motor
NEI MATOGROSSO VOLTA A BH COM “ATENTO AOS SINAIS” ...Página 14
PRIMEIRO VEÍCULO PRODUZIDO NO BRASIL, ROMI-ISETTA COMPLETA 60 ANOS ... Caderno Super Motor. Páginas 18 e 19
MARCOS HERMES/DIVULGAÇÃO
www.jornalpampulha.com.br
17 a 23 de setembro de 2016 ANO XXVII número 1364 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
pampulha
O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE DOUGLAS MAGNO
- O Pampulha completa 20 anos de história e parceria com o belo-horizontino nos fins de semana - Confira curiosidades do ano em que o jornal circulou pela primeira vez pela Sempre Editora e toda a simbologia que envolve o número 20 - Olhando em frente: personalidades de Belo Horizonte contam o que desejam para a cidade daqui a duas décadas
20 ANOS
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 17 a 23 de setembro de 2016
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EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
Por trás daquele 1996
HISTÓRIA O começo O Pampulha foi criado como um jornal de bairro pelo jornalista Lester Moreira. Em 95, foi adquirido pela empresária Laura Medioli, que aumentou sua tiragem para 10 mil.
20TH CENTURY FOX/DIVULGAÇÃO
Sempre Editora Em 1996, o Pampulha passa a integrar o grandioso projeto da Sempre Editora, que publicaria, também naquele ano, o diário O TEMP TEMPO. Ganha um novo projeto gráfico e editorial. Sua distribuição sobe para 80 mil exemplares.
ANOS Há 20 anos, em um mês de setembro, o semanário Pampulha deixava de ser um jornal de bairro para ganhar as ruas da capital mineira ao passar a ser publicado pela Sempre Editora, que colocaria na praça, também naquele ano, o diário O TEMPO. Naqueleremoto 1996, ano das Olimpíadas de Atlanta, ainda era difícil imaginar que, 20 anos depois, o palco do maior evento esportivo do mundo seria aqui. Assim como em 2016, aqueles foram jogos em que as mulheres brilharam, com destaque para o ouro inédito no vôlei de praia que Jaqueline e Sandra levaram. Além disso, o Brasil fez sua melhor campanha olímpica até então, trazendo 15 medalhas. Aquela época, porém, já dava as pistas de que o mundo voltaria os olhos para nosso país. A gravação do clipe “They Don’t Really Care About Us”, do astro pop Michael Jackson (1958-2009), em plena Salvador e no morro Dona Marta, no Rio de Janeiro, é um exemplo disso. O país, que vivia um período de deflação, viu seu então presidente, Fernando Henrique Cardoso, declarar o frango “herói nacional” e fazer a festa das classes C e D – a iguaria era vendida no país a R$ 0,99. Essa mesma classe ganhou destaque na
Tendência Acompanhando uma tendência mundial, em outubro de 2004, o semanário muda para o formato tabloide passa a ter uma circulação de 116 mil exemplares. 5 a 11 de setembro de 2009
ANO XVII · NÚMERO 1000
atendimento: 2101-3838 faleconosco@jornalpampulha.com.br distribuição domiciliar gratuita
116mil exemplares
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Pampulha
Nota mil Em 2009, o Pampulha comemora mil edições sendo referência nos finais de semana para o belohorizontino.
O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
O Pampulha é mil No número 1.000, preparamos uma edição especial: personalidades falam de sua admiração pelo Pampulha; chefs prepararam pratos inspirados nas características do jornal e estilistas criaram looks alusivos à data. E o artista plástico Fernando Pacheco criou esta capa exclusiva para a festa de aniversário em que o convidado especial é você, leitor
Novidade Setembro de 2011, nova reforma gráfica confere mais modernidade à publicação e sua tiragem cresce para 121 mil. almanaque
turismo
A VIDA CASEIRA DE RONALDO FRAGA ... pag. 19
BH RECEBE SHOW DE ROBERTO CARLOS E FÃS FALAM DE SUAS LOUCURAS POR ELE ... pág. 8
JERUSALÉM É ROTEIRO ÚNICO E IMPERDÍVEL ... págs. 23 a 30
REDE GLOBO/DIVULGAÇÃO
GLOBO/DIVULGAÇAO
COLECIONADOR MINEIRO DESFILA COM RÉPLICA DO KÜBELWAGEN pamp ulha jornalp BELO ...ONTE págs. 39 a 42 HORIZ ampu lha.co 23 de
O COM EÇO > 24 a 30 de setembro de 2011 ANO XXVI número 1104 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
m.br
setem bro de
2011
Criado como jorn www.jornalpampulha.com.br al de bair ro, o Pam pulha extr apola limi tes
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Evoluç
Primeira edição do semanár formato io em estendid tabloide o, em 2004
A primeira do Pampulhedição Sempre a pela lançada Editora, setembro em 7 de de 1996
A traje15
COM DISTRIBUIÇÃO DOMICILIAR GRATUITA
sema tória do Belo Hnário de orizon te anos
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Morais
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a cidade
121 mil exemplares
Criado no jornalpara ser um pulha de bairro, peque- por o mente , tal como Pam- dos jornalistas é atual, e profiss recém-formaciativa surgiu de A falta ionais da hoje uma inido grupo preside tecnoló de suport gráficos. Sempr nte e físico Laura produç gico fazia Medio e Editora e pelo jornali li. Funda , etapas ão fosse com que a dividid , sta Lester do reira, das em muitas vezes a em circula Mova com ragem realiza cidade do que dá tímida na uma ti- fase,Estado. Mas,s do interio região r o nome ainda o ção. Tendo nesta à publica lava Pampulha ganhad culo de só circu- tar na região. sário presente de o o veí- mos uma página “Para monde casam aniver, recortá e coláva 1995, ento tos. mos textos vadesafio Laura enfren em e foria, no de erguer o tou o PROJ que semanár futuro, o maior GRANETO io de DIOS te, com Belo HorizoseO trabalh O n- mente de 121 uma distrib o manais mil exemp uição bado, artesan era pratica lares seal, mas, . a no sáA primei média circulação com de monta ra equipe era garant 10 mil exemp uma apenas da às pressa foi nalista ida”, record lares 15 dias, s em compo Marco e diagramadora o jorsta s meiros Ribeiro, um Lauri profiss dos priionais contra -
Festas de debutante ganham ares de superprodução; seguindo a tendência, Pampulha comemora aniversário de caraCO nova ... Pág. 11 M A PA LAVR A, O Júnior
especi al
e conquis ta toda O novo Pampulh a
O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
HENRIQUE PIMENTEL/DIVULGAÇÃO
extraterrestres visitaram a cidade – o famoso “ET de Varginha”. Como em 2016, também houve momentos tristes. Um acidente aéreo interrompeu a meteórica trajetória de sucesso da irreverente banda MamonasAssassinas. A morteno auge entristeceu crianças e adolescentes. Também perdemos o cantor e compositor Renato Russo (19601996), em consequência de complicações causadas pela Aids – era soropositivo desde 1990. Nos chocamos com o massacre de Eldorado dos Carajás e a queda do avião Fokker 100, da TAM, logo após decolar do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A tragédia deixou 99 mortos. Foi notícia também o assassinato de PC Farias, ex-tesoureiro de Fernando Collor, que apareceu morto ao lado da namorada, Suzana Marcolino.
direção
pampulha
OS NOVOS 15 ANOS
TV nos fins de noite de domingo com a estreia do humorístico “Sai de Baixo”, na Rede Globo, nos bordões do personagem Caco Antibes, que sempre começavam com “pobre que é pobre...”. Também nesse ano, Cid Moreira apresentou pela última vez o “Jornal Nacional”. Um produto “made in BH” foi parar no topo das paradas de sucesso: o hit “Garota Nacional”, do Skank, ganhou o país inteiro. Além dele, a “Dança da Bundinha”, do É o Tchan, fez o Brasil requebrar de Norte a Sul. No campo da ciência, um marco: a ovelha Dolly se tornou o primeiro mamífero clonado a partir de uma célula adulta. Parecia também que estávamos nos aproximando de encontrar vida fora da Terra, quando a cidademineira de Varginha virounotícia com a informação de que seres
MINISTÉRIO TURISMO/ISRAEL
estilo
Um acidente com um Learjet mata os cinco integrantes do grupo Mamonas Assassinas
Primeira edição em formato tabloide tradicion al
tados pelo Pamp Em ulha. sou a 1996, o jornal bém se pasgrandi integrar um adapto ções tecnoló oso e u às Sempr seria projeto inovalo própri gicas. e Editora parte ria a publica Com da , que agrego o, ele cresce esti- PASS passar, vembr O-A-P o daquela partir de sempre u novos conteú u e nal O noASSO TEMP e ano, o atende com a intençã dos, O jorsição O. começ r as expect o da rotativ “Com a aquiseu leitor. o. pre Editora ativas de foi criado O Pampu a pela Em outubr lha 2004, como do bairro Seme vestim um o o formatPampulha o de Moreirapelo jornalis jornal de entos os vultosos do diário, com inta Lester adotou o tabloid . a criação no e contin as e ram. Estabe coisas mudadelo de uou comamerica- Nova além de leceução gratuitsucesso: seu mo- quirido dona. Em ra teria O TEMPO, se que, distrib 95, foi ae pela direcio ui- ra um a editoseman de uma Medioli empresária adnada linha editori ário para a , Lauúnica que abrang família al sua tiragemque aument região – não A SEME . –, mas para 10 ou esse grande te da NTE DEU mil. cidade FRUT Sempr parzonte. OS e Editora Assim, de Belo Hori“Fico o jornal Pampu . Em 1996, feliz aquela Pamp nasceu o novo lha ao grar o Laura grandio passa a inteMedio ulha”, lembra lá atrás sementinha ver que Sempre so A partir li. Editora projeto da frutos cresceu e plantada ria, desta pa, a , que espalh também nova reform Pamp por toda cidade ou diário naquele publicaetaequipe a foi ulha O TEMPO ano, geral: seman . é profiss , que ganho ário de hoje o maiorO novo projeto da te, . Ganha o ionais, u um gráfico rial e fico. Das ao projetonovos sa”,distribuído Belo Horizo e editon- para alarga sua distribu de casa report diz passar 80 mil agens, grá- publica Laura, que em caam a ição exempl que ser mais gentes suas crônica também ares. ma página , Tendên nas e ao ao número abrans na últicia. Acompa de aumen “Sinto do jornal. uma tendênc ção. Vieram to da pági- dão uma especia ia mundianhando outubro moder compu circula- acompaos leitore l gratinos e progra l, em tadore rio muda de 2004, o s, cíficos semaná mas espe-s mana, anham nos que me bloide . para o só na A inovação fins formato dispen diagra to carinh sando- de se- lação passa a ter taram a mação não foi me tanuma de 116 o. pelo ... Passamil exempl circunosso Parabenizo-o textos priorizar ilustra 15 anos aniver ares. s Novida uma trabalhados ções, na Sempr sário de estétic de. Setemb digo ‘nosso’ e com 2011, nova a para o e , porqueEditora, confere fossem format mais voltad reforma ro de o revista eles, a não se gráfica Ao longo . existiri o Pamp não publica mais modern anos, destes idade a. Parabé ulha cresce ção e sua o bém à acomp jornal fez questã 15 equipe tiragem à ns tampara com anhar 121 mil. do mercad as tendên o de fissiontanto gostoque o faz o editori e procias alismo a preside al e tam”, reforça nte da pre Editora Sem.
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LEITO R
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32 anos, chef “As reportade cozinh mo, em mia sempre gens de a gastrono ropeu). português me chamagastron ção no clá clássico o-- não Como chef ssico euquero mente Pampulha. ulha. m atentronôm apenas de cozinha , prato, , bém ica, me mais do porque elas Principalpre prepara identifi ide com r um univers mas mergul trazem t preparo que um relato o da har nesse portam as matéria co tamre , ca ento, principa s de comsobre e o jornalcultura gast diente, deste ou daq gastron do caderno o experiê daquele me permite ômilmente tos. Foi a história dos ingrencia. Além pe ma como Estilo. Gosto as da seção esta D’Orne que a no jornal que alimena colunis da forexpress gasdescob llas aprese ta Natália mo’ se ão ‘abre-te dências ri refere em seus nta as tenao gergelim sésaeditoria (sésais”.
2016 Pampulha celebra 20 anos como o maior semanário de Belo Horizonte
pampulha
O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180 Distribuição gratuita
Em março daquele ano, Cid Moreira apresenta pela última vez o Jornal Nacional, da Rede Globo
FUNDADOR Vittorio Medioli PRESIDENTE Laura Medioli VICE-PRESIDENTE Marina Medioli DIRETOR EXECUTIVO Heron Guimarães GERENTE ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO Walmir Prado
GERENTE COMERCIAL Alessandra Soares GERENTE INDUSTRIAL Guilherme Reis GERENTE DE CIRCULAÇÃO Isabel Santos GERENTE DE TECNOLOGIA Fábio A. Santos EDITORA EXECUTIVA Lúcia Castro
Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não refletindo, necessariamente, a opinião do jornal.
No campo da ciência, a ovelha Dolly se torna o 1º mamífero clonado a partir de uma célula adulta
SECRETÁRIA DE REDAÇÃO Michele Borges da Costa ADJUNTO DA SECRETARIA DE REDAÇÃO Murilo Rocha CHEFE DE REPORTAGEM Renata Nunes EDITORA Marília Mendonça SUBEDITOR Milton Luiz REDATORAS Jessica Almeida e Lorena K. Martins
COMERCIAL Fone: (31) 2138-3900 Fax: (31) 2138-3920 REDAÇÃO E INDUSTRIAL Fone: (31) 2101-3000 Fax: (31) 2101-3950 ATENDIMENTO Fone: (31) 2101-3838 INTERNET faleconosco@jornalpampulha.com.br facebook.com/pampulhajornal Twitter: @jornalpampulha
reportagem
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Sempre em frente “
Daqui a 20 anos espero ver uma BH mais feminina. Espero ver os outros olhares sobre o urbano que nasceram nos últimos anos habitarem o poder público da cidade, olhares mais humanos, sensíveis à diversidade cultural, étnica e de gênero. Espero que o poder daqueles que hoje assumem um descaso completo com a população em nome de interesses privados de enriquecimento pessoal e corporativo já não tenha mais força. Espero que viadutos não caiam mais, que já não haja gastos de verba pública com mais viadutos e sim com novas linhas de metrô. Mais praças, menos carros, mais ciclovias, menos rodovias, mais rios limpos e menos boulevards. José Luis Braga, Graveola e o Lixo Polifônico
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Para a BH de daqui a 20 anos, gostaria de duas coisas especialmente: uma cidade mais justa socialmente e com melhor qualidade ambiental. Que as pessoas exerçam seu direito à cidade, sem exclusão de quaisquer grupos sociais, com ampla possibilidade de ir e vir e usufruindo com igualdade dos benefícios que a cidade traz: infraestrutura urbana, trabalho, trocas sociais, habitação digna. E mais respeito ao meio-ambiente, espaços públicos mais bem cuidados e atrativos, edifícios projetados com maior diálogo com os lugares urbanos onde se instalam, transporte público eficiente com menos carros na rua, cursos d’água limpos e abertos. Penso que estas não são metas inatingíveis, mas pressupõem maior consciência e compromisso de todos e de cada um. De qualquer forma, daqui a 20 anos a cidade será algo muito diferente daquilo que temos hoje. Tomara que caminhe na direção que eu espero. Flávio Carsalade, arquiteto urbanista
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Sou uma otimista, acredito em BH como importante player tecnológico para o país e referência em criações técnicas, estéticas e científicas. Já como ser humano, sei que a única coisa que nunca muda no mundo é a natureza humana, oscilante entre estados mentais extremos – mas, ainda assim, em BH, acredito no crescente poder da solidariedade. Por conta dos projetos sociais que toco aqui (Moda Ética, The Street Store, Pimp My Carroça etc.), sinto imenso orgulho de conhecer centenas de pessoas realmente engajadas em fazer o bem para o próximo. Acredito que é natural do povo se conectar com iniciativas que reduzem as distâncias entre as pessoas, tornando a cidade um lugar mais igualitário e fraterno. Há quase dez anos moro na Pampulha, várias vezes andando pela cidade, fico emocionada e muito agradecida, aqui é como uma terra prometida. Essa percepção só vai crescer nos próximos 20 anos, é uma cidade que fica cada vez mais bonita por conta da sua sociedade. Luciana Duarte, professora universitária
ACIR GALVÃO
ANOS Ao longo de 20 anos de existência, o Pampulha passou por inúmeras transformações, mas o que continua a perdurar é sua íntima relação com Belo Horizonte. Atento ao que se passa na capital, o jornal sempre primou por ser pioneiro em apontar tendências culturais e de comportamento entre as mais diversas faixas etárias que perambulam por seus prédios, praças, vias e viadutos, ouviu gente que pensa novas formas de existir na cidade e que está preocupada, sobretudo, em tornar a vida por aqui cada vez melhor. Por isso, na edição comemorativa de duas décadas, o movimento que se faz é o de olhar para frente. O que será de BH nos próximos 20 anos? As previsões de especialistas ligados Bárbara França
ao urbanismo apontam que ainda há muito para avançar. Se depender da pouca preocupação com a memória da capital, por exemplo, de acordo com Rubem Sá Fortes, gerente de patrimônio material do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), é possível que os prédios históricos entrem em extinção. “Desde a fundação da cidade, há um desapego muito grande com relação ao patrimônio já construído. Existe uma forte cultura de substituição, tornando a vida média das nossas edificações curta. Se você reparar na avenida Afonso Pena, há pelo menos quatro gerações de edificações. Se continuar assim, aquelas de períodos arquitetônicos mais antigos vão desaparecer”, aponta Fortes, que espera que se crie maior preocupação nesse sentido. Com trânsito cada vez mais caótico, o arquitetoFelipe Gontijo, que trabalha com projeto de obras públicas municipais, já percebe mais avanço na discussão sobre alternativas para se locomover na cidade. “Temos mais ciclovias e vejo os jovens cada vez menos ligados ao status e ao desejo de ter um carro,
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Vejo que existe uma enorme contradição entre a cidade que eu quero e aquela que eu imagino no futuro... A cidade que eu quero é aquela que vai surgir do aumento da participação das pessoas na busca e implementação das soluções. Transformar BH em uma cidade democrática, onde haja oportunidade para todos, com infraestrutura adequada. Ver praças cheias de pessoas de diversas tribos compartilhando democraticamente os espaços públicos. Ver museus, cinemas, teatros e centros culturais fervilhando de criatividade e propiciando ao mesmo tempo diversão e reflexões. Como seria bom ir da Praça da Liberdade à Pampulha em 20 minutos, vendo as pessoas tranquilas sem necessidade de correr quando o ônibus chega, ver a Serra do Curral verdinha, ver as torcidas de Cruzeiro e Atlético sentadas lado a lado no Mineirão. Uma utopia? Sim, pois sem acreditar que o futuro possa ser melhor fica muito difícil viver o presente, que é o único tempo onde se pode construir aquilo que foi sonhado. Carlos Nagib, gerente geral do CCBB-BH
mas também é preciso focar em outras ações estruturais, como a tão desejada construção do metrô, que só vai sair do papel um dia se os governos federal, estadual e municipal estiverem mais em diálogo”, destaca Gontijo, dando o recado para as eleições de outubro. “O candidato que não ressaltar a pauta da mobilidade urbana vai ficar para trás”. Diferentemente da cidade pacata que se mostrava há 20 anos, Juliana Gonçalves, cientista socioambiental e pesquisadora de coleta de lixo, exalta uma BH mais ocupada por seus moradores – “vide o Carnaval” –, mas o futuro ainda exige um entendimento mais holístico do que é estar na cidade. “Ainda sofremos com poluição, enchentes, especulação imobiliária em cima de reservas... Que saneamento e a discussão sobre o consumo sejam prioridade para além do curto prazo das gestões e que a sociedade se envolva mais. O meio ambiente urbano não são apenas os parques, a lagoa… Somos todos nós que aqui vivemos e nossas escolhas”. Confira nesta edição, a BH sonhada por personalidades de diferentes áreas de atuação na cidade para daqui a 20 anos.
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BH vai ser uma cidade mais turística. Acho que a cidade precisa de mais centros de convenções para abrigar grandes eventos que façam com que a cidade atraia mais gente. BH é uma cidade muito boa para se viver e será ainda melhor. Problemas como trânsito e violência vão estar bem mais controlados daqui a 20 anos. Desejo uma capital mais tranquila, mas, ao mesmo tempo, mais viva, mais cheia de atividades. Fora que a gastronomia mineira vai se definir como a grande gastronomia do Brasil. O país inteiro já conhece, mas a gastronomia internacional vai descobrir isso. Seremos um polo de turismo gastronômico. Leo Paixão, chef
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BH dos sonhos “
ACIR GALVÃO
Uma cidade inteligente no sentido lato, ou seja, bem administrada, dotada de serviços públicos e recursos tecnológicos e arquitetônicos modernos que beneficiem todo o conjunto de sua população, como projetos urbanísticos e paisagísticos inovadores, transporte urbano, abrangente, rápido, eficiente e que utilize energia limpa e renovável, sistemas modernos de coletas de lixo, educação de qualidade e inclusiva em todos os níveis, uma rede de serviços de saúde de alta eficácia, tanto preventiva quanto curativa e de emergência, aos moldes da medicina privada, um planejamento eficaz de prevenção de desastres ambientais, saneamento básico e esgoto tratado para 100% dos habitantes, calçadas largas e sem buracos, vias públicas bem pavimentadas e limpas, atividades artísticas e culturais permanentes e democráticas e uma segurança pública que ofereça aos cidadãos a mesma proteção e liberdade de ir e vir como as oferecidas pelas cidades mais seguras do mundo. André Márcio Murad, oncologista
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Daqui 20 anos, eu ouso imaginar Belo Horizonte com um ribeirão limpo, em cujas bordas a gente possa fazer piquenique; a avenida Afonso Pena com menos pistas para carro, podendo deixar as calçadas mais largas onde artistas de rua possam se apresentar, dando outros ares à cidade (há tantos artistas de rua incríveis no Brasil!); imagino um metrô interligando os quatro cantos da cidade, diminuindo o fluxo de carros; e imagino, se espalhando pelos bairros, pequenos cinemas, pequenas bibliotecas interligadas, teatros, e a população abraçando com interesse, estes e os centros de cultura municipais que já existem; imagino uma BH na qual a gente tenha mais tempo e interesse em conhecer nossos vizinhos. Odilon Esteves, ator da Cia. Luna Lunera
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Minha BH de daqui a 20 anos tem muito menos carros nas ruas. E mais pedestres, ciclistas e pessoas felizes, que usam também o metrô – ele liga todos os pontos da cidade. Minha BH de daqui a 20 anos é mais movimentada debaixo da terra. Acima dela, o movimento é cultural. Avenidas importantes ficam fechadas para os carros aos domingos, abrindo espaço para a alegria dos belo-horizontinos. Ali, as pessoas e culturas se encontram. Ali, a vida é comemorada a sol e céu aberto. A cidade reflete o florescer de novas formas de pensar, agir e interagir. Uma cidade com mobilidade em todos os sentidos. Com espaço para todos, onde as diferenças se encontram de fato, com liberdade para ir e vir. Cris Guerra, escritora e palestrante
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Para imaginar a BH do futuro, primeiro tento percorrê-la como faço nas viagens: com olhos generosos, buscando ver a beleza e a vocação de cada lugar. Assim, percebo meu primeiro desejo: andar pela cidade em segurança; poder me perder nela. Neste caminho, quero ver multiplicados os locais de encontro, como praças, parques, hortas comunitárias. Quero sentir os efeitos da educação tratada como prioridade. Imagino uma cidade mais bela, com projetos de urbanização levando a diferentes regiões infraestrutura e equipamentos públicos que sejam destaque em arquitetura e design e melhorem a vida das pessoas. Acredito na beleza que gera cuidado, estima, e vira ponto de partida para outras mudanças, para novas demandas, para muitas pessoas sonhando juntas a sua cidade. Mônica de Aquino, poeta
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Em duas décadas, talvez BH se torne a cidade culturalmente mais importante do país. Já vem crescendo muito. Rio e São Paulo, por exemplo, não têm muito para onde crescer. Quantos teatros foram inaugurados nos últimos anos? Todo esse movimento cultural efervescente aqui vai dar muito fruto para o futuro. Eu acho que a gente vai ter a cidade assim, cheia de atividades culturais. BH está cheia de grupos e pessoas influenciando, nesse sentido, os mais jovens. O Grupo Corpo, o Galpão, a Orquestra Filarmônica... Tudo isso influencia. Há pessoas estudando música, dança. Isso gera repercussão, ecoa, e os jovens vêm com mais garra, gana, mais capacidade de fazer acontecer. Esses “irradiadores de cultura” são das coisas mais legais da cidade. Rodrigo Pederneiras, coreógrafo do Grupo Corpo
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Nasci e cresci em BH, que é minha cidade do coração. Costumo dizer que não há luz mais bonita no mundo que a daqui, principalmente no inverno. Talvez a de Lisboa, mas como sou mineira da gema, defendo a minha cidade até morrer... Queria que Belo Horizonte voltasse a ser a Cidade Jardim. Sempre que vejo fotos antigas da capital mineira, principalmente daquela emblemática da avenida Afonso Pena toda arborizada, me dá uma tristeza imensa. Mas ainda tenho esperança de que um dia isso volte a fazer parte da nossa vida... Basta todo ano olhar os nossos ipês florirem para ter essa certeza.
ACIR GALVÃO
Fernanda Ribeiro - jornalista
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ANOS Corretivo 6 Maquiagem da Maybelline tem aca-
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Nas estrelas
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2 + 0 = 20 Numerologiamostra quesemanáriochegouà maturidadeesegurança Em setembro de 1996, o Pampulha passou a ser publicado pela Sempre Editora e a circular pelos bairros nobres de Belo Horizonte. De lá pra cá, muita coisa mudou – a cidade, sua população e o próprio Pampulha. Mas uma coisa segue intacta: há 20 anos o semanário chega religiosamente, todas as manhãs de sábado, nas mãos do seu leitor. A partir dessa celebração, a numeróloga Mayra Marin analisou o que representa o número 20 na história do jornal: maturidade, serenidade, segurança. “O número 20 traz um período de consciência, adaptabilidade e reconstrução. Facilita que as decisões tomadas passem a ser menos críticas. Que as mudanças sejam sentidas como importantes e necessárias para se adaptar a novas situações. Acontecem menos caos. Com a energia do 20, o Pampulha conseguirá medir corretamente sua posição atual, pesando prós e contras de situações e alternativas”, afirma Maysa, que faz a numerologia diariamente nos jornais O TEMPO e Super Notícia. Lorena K. Martins
Outro fator relevante observado pela numeróloga é que a energia do número 20 proporciona um período de crescimento, expressão, sabedoria e realizações. “Não pense que a energia do 20 deixa a publicação mais ‘velha’, muito pelo contrário, esta energia ainda deixa o jornal inquieto e apreensivo, como devem ser os bons meios de comunicação”. DAQUI EM DIANTE Para os próximos anos, regidos pelo número 2, o Pampulha deve permanecer adaptável. “Isso quer dizer que nos próximos nove anos vai mostrar seus ideais e ajudar a desenvolver consciência e maturidade nas pessoas que o leem”, acredita. Além disso, 2016 é o primeiro ano de sair da impulsividade para começar a experimentar a serenidade. “Muita responsabilidade para este ano e para todo o período dos anos regidos pelos números iniciados pelo 2”, finaliza. No clima da comemoração, listamos produtos e sugestões de presentes que, de alguma forma, marcam os 20 do “jovem” Pampulha. E que venham mais 20!
reportagem
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6 Sustentável Criada exclusiva-
Vitória Cortadores de legumes e frutas são perfeitos para descascá-los sem desperdício e com rapidez Quanto R$ 19,90 Onde www.coisascriativas.com.br
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
Entidade faz (CRM-MG 25.398)
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Terapia com bonecas rabalho e cuido de idosos há mais de 20 anos e um dos aspectos de grande relevância e sempre observado é não infantilizar aqueles acometidos por algum tipo de demência. Entretanto, nos últimos tempos, o uso de bonecas como forma de terapia me chamou a atenção pelo simples fato de poder acalmar aqueles idosos mais angustiados, ansiosos e aflitos. A “doll terapy”, ou terapia com boneca, vem ganhando reconhecimento por parte de pesquisadores da área nos últimos 15 anos. Tem alcançado resultados promissores para a qualidade de vida dessa população e seus familiares. Pesquisa realizada no “Newcastle General Hospital”, na Inglaterra, revelou o aumento do comportamento positivo e diminuição dos casos de agressão depois da introdução das bonecas. Outro estudo divulgado na “Nursing Times” revelou redução dos surtos psicóticos após início da terapia. Na “Ashcroft Care Home”, uma casa para idosos também na Inglaterra, o número de idosos em uso de medicamentos psicotrópicos teve suas dosagens reduzidas ou mesmo suspensas após introdução da terapia. É uma estratégia que muitas das vezes não é aceita pela família, especialmente por parte dos filhos e cônjuge, pois muitos a veem como humilhante e que infantiliza o idoso. Entretanto, a maioria dos estudos conduz a respostas benéficas, quando utilizada de forma correta, em especial nos portadores da Doença de Alzheimer (DA), onde a demência vai lenta e progressivamente afetando a capacidade intelectual do indivíduo com consequentes alterações do comportamento como depressão, ansiedade, agitação, apatia, irritabilidade, incapacidade de se comunicar, perda da autonomia e da independência. Segundo evidências e pesquisas científicas, a terapia com boneca pode trazer diversos benefícios para a pessoa com demência: acalma a pessoa e a torna mais dócil; alivia suas aflições; reduz o estado de confusão mental e de agitação; possibilita maior conforto; oferece sensação de utilidade (por cuidar de alguém); estimula a comunicação, a linguagem e traz uma interação entre os familiares. Como em qualquer terapia, não é recomendada para todos. Há idosos que podem não ficar bem com a técnica e apresentar, até mesmo, mais agressividade. Pois isso, ela deve ser introduzida de forma adequada e aos poucos. Alguns idosos podem ficar mais estressados pela responsabilidade de ter de cuidar de alguém. Tudo isso precisa ser pensado e testado. A apresentação da boneca também precisa seguir alguns critérios básicos para causar impacto positivo: a apresentação deve ser indireta e não se deve forçar o idoso a pegá-la. De igual forma, nunca entregue em uma caixa de presente. Além disso, a boneca deve se assemelhar a um bebê de verdade. Para cuidar de pessoas com DA, é importante entrar em seu mundo para compreender seus sentimentos e interagir melhor com ela. A doença deve ser compreendida em sua plenitude para que a família possa cuidar de forma menos traumática nas fases de maior agitação. O tratamento com as medicações tenta controlar os sintomas, procurando melhorar o bem-estar e a qualidade de vida dessa pessoa e dos que convivem com ela. Portanto, se há alguma possibilidade terapêutica a mais para oferecer alívio e conforto, o preconceito deve ser deixado de lado e a oportunidade desta terapia deve ser tentada. Faça uma boa semana.
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EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
ÓLEOS DIVERSOS O que é consenso entre especialistas
ANOS
Associações divulgamaviso contraousodo óleodecoco atémesmo nacozinha O óleo de coco é apenas um entre os vários tipos de “gordura” que tiveram, nos últimos anos, propriedades emagrecedoras divulgadas como quase milagrosas. Uma rápida pesquisa na internet permite comprovar que o produto caiu nas graças da povo, especialmente das mulheres. Porém, basta também uma rápida busca para perceber que a pílula não é tão dourada como pintam. Preocupada com o consumo cada vez maior da iguaria, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) divulgaram um alerta para que as pessoas não consumam o óleo de coco com objetivo de emagrecer. As duas entidades também recomendam que o produto não seja utilizado para cozinhar, em substituição aos óleos convencionais de soja, canola e oliva, por exemplo. “Considerando que não há qualquer evidência nem mecanismo fisiológico de que o óleo de coco leve à perda de peso; e considerando que o uso do óleo de coco pode ser deletério para os pacientes devido à sua elevada concentração de ácidos graxos saturados, como ácido láurico e mirístico, a SBEM e a Abeso posicionam-se frontalmente contra a utilização terapêutica do óleo de coco com a finalidade de emagrecimento, considerando tal conduta não ter evidências científicas de eficácia e apresentar potenciais riscos para a saúde”, diz documento divulgado pelas instituições.
PRÓS Óleo de coco
Redução dos níveis de colesterol total, LDL, VLDL e triglicerídeos, além de aumento das taxas de HDL (o bom colesterol) Por ser rico em ácido láurico auxilia no combate a infecções bacterianas e fúngicas
Aline Reskalla
Sendo uma gordura de absorção rápida, ajuda no tratamento de pessoas com alguns tipos de doenças, como alterações gastrointestinais
Óleo de cártamo
Óleo de linhaça
CONTRAS Uma colher de sopa do óleo contém aproximadamente 11 gramas de gordura saturada – mais da metade do limite diário ideal ao indivíduo adulto, o que pode elevar níveis de LDL Pessoas muito acima do peso podem ter aumento da inflamação e da resistência à insulina. Consequência é aumento da pressão arterial, risco de doenças cardiovasculares e dificultade de emagrecer
Rico em vitamina E, previne a formação de radicais livres, responsáveis pelo aparecimento de alguns cânceres, envelhecimento celular e da da aterosclerose
Possui ômega-6 em sua composição e grande parte da população já faz uso desse nutriente na carne vermelha, peixes, sementes oleaginosas ou óleo de soja
Rico em antioxidantes e ácidos graxos (ômega-9 e ômega-6)
Em excesso, o ômega-6 favorece a inflamação subclínica, podendo desencadear resistência insulínica, diabetes, doenças cardiovasculares, câncer e obesidade
Rico em antioxidantes e ácidos graxos ômega-3 e ácidos graxos
Por afetar os níveis de açúcar no sangue, deve ser evitado por diabéticos
Pode ajudar a reduzir o nível de colesterol, e o nível de triglicérides, um tipo de gordura que seu corpo armazena para liberar entre as refeições
Por causa dos muitos efeitos colaterais desconhecidos, mulheres grávidas ou amamentando não devem tomar o suplemento Há casos de reações alérgicas, razão pela qual sua introdução na dieta deve ser gradual e controlada
Óleo de gergelim
Óleo de chia
Rico em fosfolipídios e lecitina, essenciais para a boa saúde do cérebro, para ajudar a melhorar a memória e pensamento
Fornece lignanas, um tipo de fitoestrógeno que pode afetar o bom desenvolvimento da gravidez.
Tem propriedades antioxidantes, devido ao alto teor de vitamina E, que combate os radicais livres, responsáveis por muitas doenças degenerativas
Tem efeito laxante e é contra-indicado em caso de diarreia ou vômitos
Possui fibras, ômega 3, proteínas, diversas substâncias antioxidantes, vitaminas do complexo B e minerais como fósforo, potássio, zinco, cobre e cálcio
Mulheres grávidas e que estão amamentando não devem usar, o mesmo vale para hipertensos.
Pode provocar alergia
Não deve ser tomado junto com medicamentos, pois pode comprometer sua absorção Hipertensos já medicados não devem consumir, já baixa a tensão arterial, o que pode levar à hipotensão. Portanto, hipotensos também não devem consumir.
reportagem
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SAÚDE E BEM-ESTAR
alerta sobre óleos De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), o uso do óleo de coco na cozinha também oferece riscos à saúde “devido ao seu alto teor de gorduras saturadas e pró-inflamatórias”. “O uso de óleos vegetais com maior teor de gorduras insaturadas (como soja, oliva, canola e linhaça) com moderação, é preferível para redução de risco cardiovascular”, conclui a nota. O presidente da SBEM, Alexandre Hohl, diz que outro grande problema é que as pessoas, pensando se tratar de um óleo mais saudável, acabam consumindo em excesso. “A questão é a seguinte: é uma gor-
dura. Quando se propaga que gordura pode ser usada livremente é um perigo. É importante entender que, apesar de haver alguns benefícios, não deve ser usado sem limites, como qualquer gordura”. Ele é taxativo ao afirmar que não há qualquer pesquisa randômica feita
“
É uma gordura. Quando se propaga que gordura pode ser usada livremente é um perigo.
em seres humanos que comprove propriedade emagrecedora nem do óleo de coco nem de outros óleos, como o de cártamo, de chia, entre outros. A presidente da Abeso, endocrinologista Cintia Cercato, bate na mesma tecla: “Não tem nenhuma evidência cientifica de que os óleos tenham algum efeito no emagrecimento, na saciedade ou que acelerem o metabolismo. Não devem ser recomendados com essa finalidade”, afirma. O consumo desenfreado desses óleos preocupa, diz a médica. “Essas substâncias estão na moda. Se falar que emagrece, todo mundo vai atrás. As pessoas têm que buscar informações em fontes seguras, como sociedades médicas, antes de consumir”, diz.
Fuja das fórmulas mágicas Especialistas são unânimes em pelo uma questão sobre obesidade: em vez de ir atrás de fórmulas mágicas para emagrecer, as pessoas devem entender que a obesidade é uma doença crônica e deve ser tratada por toda a vida. Monica Beyruti e Renata Bressan, nutricionistas da Abeso, ensinam que o tratamento começa com mudança de estilo de vida. “As pessoas que precisam emagrecer devem seguir não uma dieta restritiva, mas fazer uma reeducação alimentar, corrigindo os hábitos errados”, afirmam. No dia a dia, consumir frutas, verduras, legumes,
grãos integrais, castanhas, carnes magras, leites e derivados magros. Doces, frituras e guloseimas também
podem fazer parte da alimentação, desde que consumidos com moderação, dizem elas. MARIELA GUIMARÃES – 17.12.2014
Ingerir verduras e legumes faz parte da reeducação
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SAÚDE> Segundo pesquisas, incidência do tumor reduz gradualmente após abandono do fumo
Cigarro é causa de 25% dos casos de câncer de pâncreas PEDRO SILVEIRA/30.11.2009
O hábito de Renata fumar gera Abritta uma série de malefícios à saúde, sendo um fator de risco para diversas doenças e diferentes tipos de tumores. Quando o assunto é câncer de pâncreas, o tabagismo chega a ser responsável por 25% dos casos, segundo o oncologista Roberto Fonseca, diretor do Grupo Oncomed-BH, com base em um estudo realizado pelo New York Medical College, dos Estados Unidos. Outra análise norteamericana apontada pelo especialista indica que abandonar o vício pode reduzir os riscos de desenvolver a doença com o passar do tempo. “Segundo uma pesquisa do Brigham and Women’s Hospital, em Boston, dois anos após o abandono do fumo os riscos já se reduzem em 48%, gradativamente”, destaca Fonseca. Entre os fatores que podem levar à doença também estão o alcoolismo, a obesidade e o diabetes, além da herança genética familiar. “Além dos fumantes, aqueles que fazem uso pesado de bebidas alcoólicas são os mais atingidos pela doença. A obesidade também é um fator de risco importante. Sabemos que cerca de 5% a 10% dos pacientes diagnosticados apresentam história familiar. O conhecimento das causas é fundamental”, afirma o oncologista.
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Segundo uma pesquisa realizada pelo Brigham and Women’s Hospital, em Boston, dois anos após o abandono do fumo os riscos de desenvolver câncer de pâncreas são reduzidos em 48%
INCIDÊNCIA Apesar de não estar na lista dos tipos de câncer mais incidentes no mundo, o tumor pancreático é muito preocupante nos dias de hoje por sua alta mortalidade. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), ele é responsável por cerca de 2% de todos os tipos de tumores diagnosticados e por 4% do total de mortes por câncer. O motivo para sua alta letalidade é a dificuldade em se obter um diagnóstico precoce, uma vez que o tumor começa a dar sinais somente nos estágios mais avançados. “Os principais sintomas relacionados à doença são dor abdominal, geralmente na região do estômago, irradiando para as costas, icterícia e emagrecimento. Vômitos, diarreia, massa palpável no abdômen e ascite (‘barriga-d’água’), entre outros, podem estar presentes”, explica o oncologista. Ainda segundo ele, uma trombose venosa nas pernas, ocasionalmente, pode ser a primeira manifestação da doença. DIAGNÓSTICO A detecção do problema é feita por meio de exames de imagens, como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética do abdômen. “O diagnóstico definitivo deve sempre incluir a biópsia, já que algumas doenças podem provocar sintomas semelhantes, como a pancrea-
Alerta
Cigarro, abuso de álcool e obesidade são os vilões que podem levar ao câncer de pâncreas
tite. Com a suspeita de um tumor maligno do pâncreas, o paciente deve, primeiramente, ser submetido a exames complementares para avaliação da extensão da doença no organismo”, frisa Fonseca. TRATAMENTO Quando descoberto no início, o câncer de pâncreas
apresenta boas chances de cura. Segundo o especialista, o único tratamento curativo para esse tipo de tumor é a cirurgia. “Em determinados casos, a radioterapia ou quimioterapia podem ser utilizadas antes ou após a cirurgia como adjuvantes, com o propósito de diminuir a recidiva da doença”. Nos casos em que o diag-
nóstico ocorre tardiamente e o paciente apresenta metástase, a principal arma terapêutica contra o tumor pancreático é a quimioterapia, segundo Fonseca. Para se prevenir da doença, o especialista recomenda abandonar de vez o vício do cigarro (no caso dos fumantes), não abusar de bebidas alcoólicas e adotar uma LEO FONTES/08.08.2016
Roberto Fonseca é oncologista e diretor do grupo Oncomed-BH, clínica especializada no tratamento contra o câncer
postura saudável no seu dia a dia, com a prática de exercícios físicos. Uma vez que a doença também está relacionada ao consumo excessivo de gordura e de carnes, manter uma dieta rica em frutas e verduras também é mais indicado para se proteger contra o câncer de pâncreas.
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Os principais sintomas do câncer de pâncreas são dor abdominal, geralmente na região do estômago, irradiando para as costas, icterícia e emagrecimento
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sociedade
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DOLCEVITA FAZER O BEM
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nova propaganda dos Médicos sem Fronteiras, na TV, diz algo mais ou menos assim: O ser humano é cruel, egoísta, indiferente, mas só um ser humano pode salvar outro ser humano. É o que vemos aqui mesmo em BH. Gente bem de vida preocupando-se com os esquecidos do governo que não faz o que deveria. São os eventos beneficentes. Bailes, desfiles, festas juninas e leilões. Eventos capitaneados por pessoas sensíveis.
FAZER DIFERENTE
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mpresários, gente que planta e colhe fraternidade usando como adubo assistência e inclusão social. E o bem não conhece fronteiras, acolhendo os males mais graves. Entre eles, crianças e adultos com paralisia cerebral, câncer e doenças hematológicas.
Paulo Navarro com Walter Navarro e Lídia Duarte pnc@pnc.com.br PAULO NAVARRO/PNC/DIVULGAÇÃO
Um grupo ajuda, por exemplo, as vítimas da tragédia de Mariana. Outro usa nomes e grifes da moda para a inclusão social via cultura, arte e lazer. Crianças com câncer ou deficiência física têm prioridade, mas não são as únicas atendidas por outros seres humanos dignos de aplauso, os voluntários.
No capítulo "o amor é lindo", Renato Las Casas e Fernanda Farah
MINAS E BAHIA
lançaperfume
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ábado, das 11h às 18h, no Olhos D’Água, a “festa Bahia em Terras de Minas”, iniciativa da Classe A Frutos do Mar. Além de barraquinhas, uma paella mineira assinada pelos chefs Eduardo Maya e Rodrigo Zarife. A festa quer arrecadar fundos para a Associação pela Divulgação e Fortalecimento da Cultura Afro-brasileira.
CONCEITO DE BELEZA
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dermatologista Eveline Bartels: “O interessante do mo-
mento que vivemos é que, embora a sociedade nos imponha o conceito de beleza, o que sinto das pacientes é que elas buscam a beleza saudável. Tem a ver com autoestima aliada à prevenção. Desde que bem orientados, os pacientes podem realizar vários procedimentos pelo seu dermatologista, como lasers, fios
de sustentação da face, toxina botulínica e preenchimentos, em qualquer época do ano. Os resultados são ótimos e as complicações, mínimas”.
NOVIDADE
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artista plástica e designer de joias, Angela Geo, inaugura, dia 19, sua primeira escultura, no aeroporto da Pampulha. O projeto “Minas Mundo” surgiu pelo olhar da galerista Haydee Muglia, ao ver a coleção de joias “Universo de Esferas” desenhada por Angela – mais especificamente um brinco de formato espiralado.
SENSATEZ
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stá nas redes sociais da advogada Danielle Andrade. “Senhor Taxista, lembra daquele Carnaval onde se recusou a fazer uma corrida porque era pra perto? Lembra de quando na orla, se recusou a levar os clientes, por estarem sujos de areia? Lembra da saída dos shows onde em vez de taxímetro, queria ‘acertar’ um valor? Lembra de quando pegou o
caminho mais distante só pra que a corrida saísse mais cara? E quando colocou bandeira 2 na segunda-feira, às 10h da manhã, só porque o cliente era turista? Poderia ficar horas lembrando, exemplificando o sucesso do Uber. A concorrência só incomoda a quem não dá excelência. Não estou generalizando, pois conheço excelentes profissionais e taxistas honestos. Não protestem contra o Uber. Protestem contra os maus profissionais”.
MODERNOS ETERNOS
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e 27 de setembro a 9 de outubro, a 1ª mostra e venda Modernos Eternos, no Solar Pentagna Guimarães, no Cidade Jardim. Idealizada em São Paulo pela designer de interiores Maria di Pace e pelo jornalista Sergio Zobaran, foi criada para fomentar o mercado de exposições de decoração e design, além de registrar as tendências atuais do setor. Dezesseis escritórios assinam os ambientes. A curadoria é de Josette Davis.
dos Amigos 6 OdoJantar Baleia completa 15
anos em 23 de setembro, às 20h30, no Mix Garden, com show do Skank. O evento tem apoio de EPA Supermercados, Banco BMG, Banco Mercantil, Bradesco, Drogaria Araujo, Grupo Bonsucesso e Instituto MRV. é do bu6 Offetcardápio Cristina Misk e a decoração, da Kriare. Uma das novidades será o leilão beneficente. Entre os produtos, um violão autografado pela dupla Zezé di Camargo e Luciano. na última sexta, 6 Foi o baile de aniversário de
73 anos do Mackenzie Esporte Clube. As bandas que animaram a festa foram Chevette Hatch e Beca Music Mix (Betânia e Carlinhos). Palmas ao presidente Carlos Rocha. Clube Palmeiras 6 Opromove a 2ª Festa Tradicional Italiana, neste sábado (17), das 11h às 19h, no quarteirão da rua Grão Pará, entre Otoni e Padre Rolim. O evento terá foodtrucks, foodbikes e 13 restaurantes típicos; participação do grupo de dança La Sereníssima e da banda Urbana 2.
CONSULADO DA ITÁLIA EM BH/DIVULGAÇÃO
Em Lourdes, a cônsul da Itália em Belo Horizonte, Aurora Russi e Luciana Araújo
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almanaque RETORNO> Turnê que já passa dos três anos de estrada retorna a Belo Horizonte amadurecida Sex. a dom. 23, 24 e 25.set.
ANOS No dia 1º do mês passado, Ney Matogrosso completou 75 anos. O marco em si para ele não diz nada, mas a sensação, a essa altura da vida, é de que as coisas não precisam mais ser feitas com tanta pressa. E nada representa isso melhor do que a turnê “Atento aos Sinais”, que já tem mais de três anos de estrada, registro em estúdio e ao vivo – este último, em CD e DVD – e passa por Belo Horizonte novamente no próximo final de semana (de 23 a 25). “Eu nunca fiquei tanto tempo fazendo um show só, o máximo até agora havia sido dois anos e meio. Antes, eu começava e depois de um ano tinha inspiração para outro, que ia organizando enquanto fazia o primeiro. Dessa vez, a inspiração não veio tão rápido, o que eu estranhei num primeiro momento. No segundo ano, ainda não tinha vindo, mas eu sabia que viria”, conta Ney, que diz que as ideias só surgiram quando entrou no quarto ano de trabalho, ou seja, 2016. “Nesse ponto eu já havia entendido que não precisava me preocupar em ficar lançando nada, já lancei muita coisa. E o que vier não precisa ser nada necessariamente inédito, posso fazer releituras de um repertório que eu goste, mesmo que já tenha sido cantado por várias pessoas. Eu tirei a ansiedade da minha frente e, nesse sentido, ‘Atento aos Sinais’ é um marco para mim”. Nada disso quer dizer, no entanto, que o show se mantém o mesmo que estreou no início de 2013. “Amor”, da época nos Secos & Molhados, “Poema”, de Cazuza, e “Examor”, de Martinho da Vila, são canções que foram acrescentadas ao longo do percurso. “A mudança que eu noto é até minha, entro muito mais descontraído, já sei do que se traJessica Almeida
MARCOS HERMES/DIVULGAÇÃO
Mutante
ta. No começo, é uma experimentação, você tem a ideia e testa. Tanto que mexi no show, mudei algumas músicas. Também havia mais uma troca de figurino, e era até o que eu mais gostava, mas achei que estava a mais, gratuito, então tirei. Agora, é um momento em que eu subo no palco pra me divertir, mesmo”, afirma. INSPIRAÇÃO Um novo projeto já vem se delineando na mente do intérprete há algum tempo, mas vai ser realizado aos poucos, sem atropelos, já que “Atento aos Sinais” segue até, no mínimo, abril de 2017. “A partir de um balé que eu vi na televisão, tive uma ideia e comecei a selecionar um repertório, mas ainda estou muito no início e não tenho pressa. Já entendi para onde vai”, diz, explicando que o balé foi só o ponto de partida e o novo projeto não terá necessariamente a ver com isso. O processo ainda está muito no início, e por ora ele se ocupa apenas de anotar as ideias que lhe vêm à cabeça. Acostumado a receber letras ou discos de compositores que almejam ser gravados por ele e habituado a buscar essas referências na internet, o intérprete diz que ainda não chegou nesse momento do garimpo. “Tenho uma quantidade enorme de discos de pessoas que ainda não conheço, está tudo separado. No momento certo, vou ouvir tudo. Pode ser que daí eu consiga tirar algumas pessoas, mas não tenho a preocupação de gravar nada inédito. Se vier, é lucro”, afirma.
Novo projeto
Atualmente, Ney Matogrosso começa a desenhar os contornos de um novo projeto, mas segue com ‘Atento aos Sinais’ até 2017
BATE BOLA Disco “O ‘Álbum Branco’, do Caetano Veloso”.
Cantor “Milton Nascimento”
Livro “‘O Caibalion’, de Hermes Trismegisto. É uma obra do ano 300 a.C., acabei de ler e achei muito útil”.
Cantora “Nana Caymmi”
Filme “Faz muito tempo que não vou ao cinema, mas ‘Blade Runner’ (1982) é um filme que vi muitas vezes. Inclusive vi a estreia em Los Angeles. Foi um dos primeiros a falar dessa temática de androides, e até hoje eu adoro ver”.
Música que já gravou de que mais gosta “Não posso escolher de qual mais gosto, afinal gravei muitas, mas uma que canto muito e me chamou muito a atenção foi ‘Balada do Louco’”. Música que ainda gostaria de gravar “‘Ela e Eu’, do Caetano”.
PROJETOS SUSPENSOS Ney acabou desistindo de dois projetos que vinha gestando. O primeiro, um recital com músicas dos compositores Carlos Gomes (1836-1896) e Heitor VillaLobos (1887-1959), que seria dirigido pela cineasta Ana Carolina e entrelaçaria as obras dos dois compositores com versos do poeta romântico Gonçalves Dias (1823-1864), recitados na voz do ator Jesuíta Barbosa. E o segundo, um álbum com músicas de compositores brasileiros carimbados como “malditos” – casos de Itamar Assumpção (1949-2003), Jards Macalé e Jorge Mautner e Luís Capucho. “No caso do projeto dos malditos, eu comecei a ver uma reação de alguns deles
contra a ideia e não queria confusão. Minha ideia era fazer uma homenagem, mas cheguei a ler um deles dizendo que eu não tinha sido bem avaliado, então dei tchau. Não vou bater boca, brigar com ninguém. Ia fazer uma homenagem, mas tudo bem”, conta. “O outro era um projeto lindo mas era lírico, um repertório dificílimo e eu teria que parar o ‘Atento aos Sinais’. E isso eu não podia fazer, seria até castigado se interrompesse um show de tanto sucesso”. Enquanto não mergulha no novo projeto, ele passeia pelo cinema com três trabalhos recentes. Em “Ralé”, de Helena Ignez, que estreou este ano, e “Curva de Rio Sujo”, de Felipe Bragança, que ainda não estreou, ele atuou. “O cinema exige menos tempo, então posso bloquear minha agenda 15 dias, ir lá, realizar e voltar. Gosto muito porque era ator antes de ser cantor e não tive reconhecimento porque trabalhei com teatro muito pouco tempo. Também acho que o teatro não é mais uma questão pra mim porque exigiria tanto quanto a música. Mas cinema, esporadicamente, posso fazer”, diz. Ele enxerga no cinema um exercício de contenção. “Gosto muito, já que minha manifestação é toda extrovertida. No cinema, um ‘olhe pra direita’ não pode ser um movimento da cabeça, tem que ser do olhar. Esse controle para mim é um exercício muito interessante”, explica. Além desses, deu seu depoimento ao documentário “Lampião da Esquina”, sobre o jornal homônimo dos anos 1970 de temática homossexual. Autor de duas canções da turnê “Atento aos Sinais”, o gaúcho Vitor Ramil, que se apresenta em BH neste domingo (18), disse ao Pampulha, na semana passada, que a interpretação de Ney é das mais criteriosas que ele já conheceu. “De fato, eu busco o entendimento absoluto do que está sendo dito nas letras, até para poder subvertê-las, se quiser”, confirma.
> Ney Matogrosso
Na turnê “Atento aos Sinais” Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). De 23 a 25. Sexta e sábado, às 21h; domingo, às 19h. R$ 250 (plateia 1, inteira), R$ 200 (plateia 2, inteira), R$ 180 (plateia superior, inteira)
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MÚSICA Marina no osso ANOS Marina Lima está adorando a experiênciadeenvelhecer.“Estou com 60 anos com saúde, flexibilidade, me sentindo bem. E essa coisa do cabelo branco torna a minha assinatura mais minha cara. Estou me sentindo interessante e gostando de me apresentar ao mundo assim”, publicou recentemente em sua página no Facebook a cantora do Rio, que formou parte do seu gosto musical nos EUA e hoje mora em São Paulo. Neste sábado (17), a irmã de Antônio Cícero completa 61 e continua com o mesmo prazer em se mostrar ao mundo como é ou “sem enfeite”, como a virginiana mesmo classifica. “No Osso”, disco lançado no fim do ano passado, representa esse momento. Todo gravado com apenas voz e violão, é ele, com suas composições quase em estado bruto, Bárbara França
que Marina Lima traz a BH no próximo sábado (24). “No Osso” é uma obra que escancara um lado da artista que pouca gente conhece. Muito conhecida pelo flerte com o elétrico e o eletrônico, a intimidade proporcionada pelo formato acústico é novidade nos mais de 35 anos de carreira da artista. Embora, como compositora, ela confesse que todas as suas canções surgem desse primeiro contato com as sete cordas. “Foibom porquemefezentrar em contato com algumas canções sem nenhum enfeite, da forma que elas foram concebidas no violão. Foi um ótimo mergulho. O show e o disco foram bem recebidos. O público tem comparecido em massa e se emocionado”, comenta Marina Lima, que afirma ser esta, com voz rouca e tudo, a artista de agora e a artista que o público vai ver. “Quem quiser a Marina do passado, que compre um disco anterior”, já chegou a dizer em entrevistas passadas. E o presente parece mesmo ser o interesse da artista. Para a escolha do repertório do show na capital, inclusive, ela aponta que um dos critérios para a seleção das músicas tem a ver com sua atualidade. “Escolho canções que acho que são contemporâ-
neas ainda hoje e descrevem o mundo onde o Brasil cabe. Àsvezes, parece que nada mudou”. Além de sucessos como “À Meia Voz”, “Transas de Amor”, “Virgem” e “Fullgás”, são destaques as recentes “Da Gávea”, um samba bem carioca, e “Partiu”, rock que abre “No Osso”. O set list ainda homenageia a geração da qual Marina também fez parte com “Carente Profissional”, uma composição de Cazuza e Frejat; “Noite e Dia”, de Lobão e Julio Barroso; e “Ainda É Cedo”, de Renato Russo. “O que mais acho interessante nesse formato é que, tanto para mim quanto para o público, o show é de um crueza absoluta. Não há nenhum tipo de gordura. Isso cria uma aproximação muito grande”, elogia a cantora, lembrandoque “No Osso” permite conversar mais com a plateia, contar casos que envolvem as composições e curiosidades de bastidores. BRASIL Interagir com o público, aliás, é algo que Marina realmente gosta de fazer. Nas redes sociais, por exemplo, além de shows e demais trabalhos, discute assuntos que estão na ordem do dia, como a política. Declaradamente de esquerda, está atenta às ques-
PAULO MANCINI/DIVULGAÇÃO
Sáb. 24.set.
Marina Lima traz a BH show intimista que já tem sido apontando como de suas apresentações mais sedutoras
tõessociais dopaís e comemora a cassação do ex-presidente da Câmara. “O Eduardo Cunha caiu para o alívio geral da nação. Também estou feliz com a Cármen Lúcia, presidentedo STF. Uma mulher séria, que me parece bem preocupada com a questão social do Brasil”.
> Marina Lima
Lança o CD “No Osso”. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 2626-1251). Sábado (24), às 21h30. A partir de R$ 110 (plateia II C, inteira).
MARINA LIMA ENTRE BH E O PARÁ Fã do artista Jaloo, Marina Lima tem estreitado os laços com o Pará. Ela é co-produtora do recém-lançado disco “Strobo 4”, da banda de música eletrônica de Belém, e autora da faixa “Vingativa”. O contato aconteceu quando o duo paraense fez uma versão de “Partiu”, para entrar como bônus track em “No Osso”. A química foi tamanha que eles já estão saindo em turnê
juntos. “Quis ver um show ao vivo e eles me tombaram (risos). Eu adoro música eletrônica e o Strobo foi o cometa que passou e que está me levando de volta pra isso”. Enquanto o show “Três” não passa por BH, ela aproveita para curtir a cidade na sua turnê acústica. “Eu acho uma graça a Ladeira do Amendoim. Acho incrível as coisas subirem na ladeira”.
Um Quixote quase mineiro Sex. 23.set.
BRUNO MAGALHÃES/DIVULGAÇÃO
Na nova história, Dom Quixote e Sancho Pança trocam as vilas espanholas por Minas
“Espanha adentro, mundo afora”. Assim começa a saga do bravo cavaleiro Dom Quixote neste retorno aos palcos de Minas Gerais para um passeio por outras culturas, ritmos e tradições. Nas mãos da Cia Burlantins, o espetáculo “Oratório: A Saga de Dom Quixote e Sancho Pança”, que terá apresentação única na próxima sexta (23), no Teatro Bradesco, conta sobre um Quixote que abandona a Espanha para aterrissar na terra das Alterosas ao lado de seu sempre fiel escudeiro, Sancho Pança. Neste contexto, a saga ganha uma nova cara: é agora mineira e africana também. “O espetáculo traz figurinos e cenários que remetem ao sertão brasileiro. Algumas expressões que buscamos são de etnias africanas para inserir também a africanidade ao personagem”, comenta Sérgio Pererê. É o multi-instrumentista, compositor e ator que dá vida ao
cavaleiro espanhol, fidalgo que enlouquece ao ler romances de cavalaria e decide tornar-se um guerreiro que luta com moinhos gigantes e rebanhos de ovelhas. A trilha da peça tem influências de uma visita recente de Pererê ao continente africano, onde foi em busca de suas raízes. Mas, apesar de ter ido tão longe, conta que a África mais profunda que pode encontrar está no Glória, bairro da capital onde nasceu e foi criado. Além da referência na cultura afro-mineira, Pererê também viajou pela música negra norte-americana para compor as canções que embalam a peça. “Essa trilha é uma mescla de várias coisas, de ritmos como o Moçambique, as emboladas do baião. Há também traços do violão flamenco, do blues e do soul”, afirmou o músico. Mas não são apenas os ritmos que mantêm o espetáculo atual. Para Maurício Tizumba, que encarna na pe-
le de Sancho Pança, a história atravessa os séculos e os temas tratados continuam muito recentes. “A peça traz um Dom Quixote que enfrenta monstros. Mas, na verdade, esses monstros são questões políticas e sociais”, contou. Tizumba se identifica com a narrativa. Ele mesmo tem histórico de lutas em movimentos de resistência negra em Belo Horizonte. Juntamente com a Cia Burlantins, ele traz para fora dos bastidores a luta do movimento negro por maior espaço no teatro mineiro. O artista é idealizador da Associação Cultural Tambor Mineiro e da Mostra Benjamin de Oliveira, projetos que valorizam a cultura.
Oratório - A Saga >de Dom Quixote e Sancho Pança
Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Sex. (23), às 21h. R$ 20 (inteira).
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MÚSICA Comemoração em dose dupla ANOS Há 20 anos, o Jota Quest lançou seu primeiro disco de estúdio, pela gravadora Sony. “J. Quest” foi o passaporte de entrada dos mineiros para o casting do rock nacional.Nãodemorou muitopara a banda emplacar hits como “As Dores do Mundo” e “Encontrar Alguém”. Quase duas décadas depois, o Jota nãosó continuaumdos grupos mais populares do país como segue firme na estrada – faz uma média de 130 shows por ano. Agora, mostra em BH “Pancadélico”, turnê baseada no álbum homônimo lançado em novembro do ano passado. No palco do BH Hall, promete mergulhar na atmosfera dançante das festas soul dos anos 70 e 80 e celebrar seus 20 anos de carreira. “Pancadélico”, que traz canções inéditas e colaboraçõesdoprodutornorte-americano Nile Rodgers (que já trabalhou com Duran Duran, Daft Punk, Madonna e Lorena K. Martins
David Bowie) e do baixista Stuart Zender (ex-Jamiroquai), é um álbum de disco music que não deixa de flertar com outros gêneros. O trabalho já tem seu primeiro sucesso:“Blecaute”, parceria de Rogério Flausino com a cantora Anitta e Rodgers. “Buscamos neste disco a volta do espírito despretensioso do começo da banda. Tudo foi feito com naturalidade, é gostoso de se ouvir”, diz o vocalista de 44 anos, fazendo uma analogia com a mesma essência groove do disco de estreia. Em quase duas horas de show, o Jotadeve mesclar cerca de seis músicas do novo álbum,como a parceria comArnaldo Antunes em “A Vida Não Tá Fácil Pra Ninguém”, com hits como “Só Hoje”, “O Vento” e, claro, “Fácil”. Flausino e seus companheiros também devem brindar o público com releituras de “Tempos Modernos” (de Lulu Santos) e “Além do Horizonte” (de Roberto e Erasmo Carlos). UNIÃO Coisa rara no cenário do pop rock nacional, o quinteto mantém a formação original. Edevecontinuarassim.Flausino garante que não pensa em seguir carreira solo. “Eu sempre quis ter e fazer parte de uma banda. Temos feito isso juntos em todos esses anos. E eu me amarro em ser um dos
MAURICIO NAHAS/DIVULGAÇÃO
Sáb. 24.set. Jota Quest mostra na cidade turnê em que celebra 20 anos de carreira
Jota Quest. Somos um grupo unido e forte, onde todos têm voz ativa, todos compõem e opinam”. Mesmo com o mercado da música tendo mudado muito, o Jota conseguiu se adaptar. “Você precisa divulgar o disco na estrada e fazendo show, e adequar a turnê ao mercado do momento. O disco continua vendendo, mas a meta é menor. Eu quero que as pessoas consumam o Jota, seja no Spotify, Youtube ou nos shows”, acredita. Desses anos de estrada, Flausino gosta de lembrar quando o Jota se apresentou no line-up de destaque do fes-
tival Planeta Atlântida, em 1998. “Foi um grande sucesso e esse ‘buchicho’ chegou ao eixo Rio-São Paulo. Assim, conseguimos espaço na MTV e nos principais programas de TV”, conta o vocalista. Uma curiosidade: ao sair de Minas Gerais, a banda conquistou, logo de cara, a cidade de Porto Alegre. “Das 120 mil cópias vendidas do primeiro disco, 60 mil foram lá”, relembra Flausino.
> Jota Quest
“Pancadélico Tour 2016” BH Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro, 3209-8989). Dia 24 (sábado), às 22h. R$ 80 (inteira).
Sá Rainha do congado Há até pouco tempo, a belezae a imponência do congado mineiro ficavam restritas ao universo dos congadeiros. É inegável que uma artista como Titane, baliza de guia da Guarda Nossa Senhora do Rosário, tem tido um papel importante na divulgação da festa. Na próxima quinta-feira (22), quando a cantora lança com um show o DVD “Sá Rainha”, nãovai serdiferente. Nele, reúne imagens que realizou entre 2003 e 2004, quando se apresentou junto à Guarda Nossa Senhora do Rosário. No teatro Bradesco, ela mostra o repertório do DVD. Mas, ressalta Titane, ao vivo podem acontecer surpresas. “O palco também se abre à novas experimentações,linguagensetrocas entre os músicos, conhecimentos adquiridos nos anos mais recentes”, justificaa mineira,nascidaem Oliveira.
O DVD “Sá Rainha” é dividido em três partes. Em “Titane Canta” são lembradas as apresentações de “Sá Rainha”; já em “Titane Dança” a cantora apresenta o universo das Guardas e a relação com suas raízes em Oliveira (MG); e por último, em “Titane Fala”, ela conversa com representantesda GuardaNossa Senhora do Rosário. No palco, Titane vai contar com uma banda formada pelo baixistaIvan Corrêa, o percussionista Sérgio Silva e por Gilvan de Oliveira e Weber Lopes,músicos com carreiras-solo consolidadas e renomados por sua inegável contribuição à história do violão brasileiro. Os outros convidados também sãoparceiros antigos: Pereira da Viola, Maurício Tizumba, a Guarda de Massambique de Nossa Senhora das Mercês e o Catupé de Nossa Senhora do Rosário, entre outros. Esses possuem trabalhos muito próximos ao de Titane pelo seu viés popular e re-in-
ventivo na arte. O show será transmitido pela Inconfidência FM (100,9), no programa “A Noite Vai Ser Boa”. Para Titane, a presença da rádio reforça ainda mais as possibilidades de encontros de públicos, o dela e o do radialista, assim como proporcionar novas maneiras de se encontrar com a música popular brasileira. SACRALIDADE Desde o início de sua carreira, no final da década de 70, Titane tem mobilizado esforços para unir a devoção e a representatividade dessa cultura junto ao universo artístico contemporâneo. Ele conta que essa aproximação aconteceu cuidadosamente, para que a sacralidade do festejo não se tornasse banal em seus shows. Porisso, sempre buscaconciliar a estética do festejo, a espiritualiade e a reverência à sua própria percepção artística, propondo um encontro da
arte, das guardas e do público, cada vez mais aberto à diversidade das manifestações. CAUSAS SOCIAIS Titane também tem usado os palcos para reivindicar causassociais, comoa representatividade de etnias, o direito à cultura,igualdade paraas mulheres e a visibilidade à comunidade LGBT. Neste ano, participou da Ocupação na Funarte pelo retorno do até então extinto Ministério da Cultura. “A musica que faço tem esse caráter. Não são canções somente sobre a intimidade do amor, o fato de ser ligado a cultura popular já é o ato de trazer reflexões sobre a realidade, existência individual e coletiva”, diz a cantora. (João Henrique Motta/Sob supervisão de Milton Luiz)
> Titane
No lançamento do DVD “Sá Rainha” Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Dia 22 (quinta), às 20h. R$ 40 (inteira).
“
Eu desejo ao jornal Pampulha a mesma coisa que eu desejo ao Jota Quest nesses 20 anos: vida longa! Rogério Flausino,
vocalista do Jota Quest
BATE BOLA Livro “‘Carmen: Uma Biografia’, de Ruy Castro. É fantástico”. Filme “Selma: Uma Luta pela Igualdade”. Cantor “Tim Maia. Mas ouço muito Roberto Carlos e Renato Russo também”. Disco “‘A Head Full of Dreams’, o mais recente do Coldplay. Essa banda me deu uma fisgada ultimamente. Não só esse disco, mas a música do Coldplay me causa uma sensação boa”.
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ARTES CÊNICAS Lama e caos
MARCIO PIMENTA/DIVULGAÇÃO
Sex. e sáb. 23 e 24.set
ANOS O embrião do espetáculo“Caranguejo Overdrive”,queoscariocasd’Aquela Cia.apresentam em Belo Horizonte no próximo fim de semana (dias 23 e 24), foi gerado quando fizeram contato com a obra de Josué de Castro (1908-1973), médico, geógrafo e ativista pernambucano que se dedicou ao combate à fome e escreveu olivro“HomenseCaranguejos”, de 1967. “Depois disso, descobrimos que ele foi inspiração para o manguebeat, movimento pelo qual sou apaixonado e considero um dos mais potentes na cultura pop brasileira dos últimos anos, em termos estéticos, Jessica Almeida
musicais”, afirma Marco André Nunes, diretor da peça. “Junto com o Fred Zero Quatro, o Chico Science (1966-1997), que foi catador de caranguejo, redescobre o Josué, que já estava exilado e apartado dos currículos escolares pelo governo militar, e criaummovimento tãofantástico quanto o manguebeat. Achamos que isso merecia ser celebrado num espetáculo”. Em vez do Recife, porém, criaram uma história que se passa no Rio de Janeiro do século XIX. No texto de Pedro Kosovski, Cosme é um catador de caranguejos convocado para a Guerra do Paraguai (1864-1870). Depois de um colapso no campo de batalha, ele retorna ao Rio, procura o mangue – a parte da cidade então chamada Rocio Pequeno, hoje Praça Onze – e se emprega na construção do canal que representou a primeira grande obra de saneamento da cidade. Ao descobrir que a região onde nasceu foi aterrada, se sente um estranho em sua própria terra. “Seria ruim falar do man-
guedo Recife semtê-lo conhecido. Já o do Rio eu conheço, ele ainda existe em alguns pontos, inclusive”, diz Nunes. “Pesquisando sobre acontecimentos históricos do Brasil, também quisemos falar da Guerrado Paraguai, umevento da maior relevância, mas muito pouco conhecido. Envolveumuita gente,oschamados involuntários da pátria, pessoas que eram raptadas e postas no front de batalha. Sem contar a população paraguaia, que foi dizimada”. O trabalho foi permeado por um período longo de pesquisas sobre as obras de Josué de Castro e Chico Science, seguido de improvisações junto aos atores para construir o espetáculo propriamente. Por mais que se passe no século XIX, “Caranguejo Overdrive” fala da contemporaneidade. “Sãoquestões paraasquaisJosué já nos alertava e continuam pertinentes, a fome, o saneamento básico, a pobreza.Além das mudanças nas cidades, a gentrificação, as populações que são forçadas a sair de onde vivem. Falar da-
quela época é falar da cidade hoje”, afirma o diretor. PREMIADO Sucesso de público e crítica, a peça venceu os prêmios Shell, Cesgranrio, APTR e Questão de Crítica, em diversas categorias. “De alguma maneira, parece que foi o momento certo de fazê-la, é uma obra que traz de volta um certo teatro político, que foi muitofortenos anos1970, mas esteve meio sumido. Mas é também uma questão estética, ela chega à plateia de uma forma muito potente, atravessada pormúsica,performance,poesia.Mas sóvamosentenderesse sucesso com o tempo e distanciamento”, diz.
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Sesc Palladium terá arquibancada com 120 lugares: ‘É um espetáculo para se ver de dentro’, diz diretor
Além dos figurinos escuros dos atores, da caixa de areia ao centro do palco, da banda ao vivo, que flerta com o manguebeat – e, no caso de BH, da arquibancada que vai reduzir a plateia do Sesc Palladium a 120 lugares – a companhia usa caranguejos vivos em cena. Ao contrário do espetáculo “4”, apresentado na última semana no Sesc Santos, no litoral de São Paulo, que colocou galos de tênis no palco e resultou numa multa de R$ 2.000 ao Sesc, eles têm autorização do Ibama. “Oscaranguejos são fundamentais pro espetáculo. Várias camadas de representação partem deles vivos: a figura, a forma, a anatomia. Eles
vêm de um restaurante, onde seriam sacrificados. Mas nós os tratamos super bem e depoisdevolvemosao seu habitat”, garante. No início, porém, tiveram problemas. A cada dois ou três dias os animais morriam. A solução do problema criou umanova camada de significado para a peça. “Eles não podem ficar sozinhos ou em número pequeno,porque são bichos territorialistas, precisam lutar por espaço para sobreviver. Se não há esse estímulo, acabam conduzidos à morte”.
Caranguejo >Overdrive
Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Dias 23 (sexta) e 24 (sábado), às 21h. RR$ 30 (inteira)
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ARTES CÊNICAS Reminiscência trazida à cena
MAURO KURY/DIVULGAÇÃO
Sáb. e dom. 24 e 25.set.
ANOS
A construção do monólogo “Autobiografia Autorizada”, que o ator Paulo Betti, 64, apresenta em Belo Horizonte no próximo fim de semana (dias 24 e 25), é basicamente resultado de um processo de edição. Afinal, o texto vem sendo escrito ao longo da vida. “E eu sempre fui atento com essa história de tomar nota, até para lidar com as histórias fortes da minha família, que eu não conseguia digerir a seco. O anotar funcionava como uma espécie de descarga da tensão emocional”, diz. Betti é o caçula de 15 irmãos, e ainda tem uma diferença de dez anos para o imediatamente mais velho. Neto de italianos, cresceu nas terras de um fazendeiro negro, onde seu avô trabalhava como meeiro. Seus pais eram analfabetos. A mãe, Adelaide, empregada doméstica. O pai, Ernesto, tinha esquizofrenia e de tempos em tempos Jessica Almeida
tinha surtos. “Enquanto fazia a novela ‘Império’ (2014), pensei em fazer um monólogo. E descobri que podia ser essa história, que eu já tinha escrito, de certa maneira. A vida inteira gostei muito de anotar, colecionar histórias que meus pais contavam, conversas deles, dos meus avós”, diz. “Como eu sou o mais novo e o único que frequentava a escola, meus irmãos sempre fizeram questão de me trazer as histórias. Acho que imaginavam ou esperavam que eu as registrasse de alguma forma”. O fio condutor da narrati-
BATE-BOLA Livro “‘Grande Sertão: Veredas’, de Guimarães Rosa”. Filme “‘Barry Lyndon’, do Kubrick, que, por sua vez, me ocorreu porque vi seu cartaz em ‘Aquarius’, do Kléber Mendonça Filho”. Cantora “Minha filha Juliana Betti, ou Nana Caymmi”. Cantor “João Gilberto”. Personagem que gostaria de interpretar “Marco Antônio, de Julio Cesar, do Shakespeare”. Personagens que fez e mais gosta “Timóteo de ‘Tieta’, Téo Pereira, de ‘Império’, Lamarca e Mauá, dos filmes homônimos”.
va são quatro mortes: de seu avô, de sua avó, do pai e da mãe. Dirigida por Rafael Ponzi, a peça se atém aos anos de infância e adolescência, em Sorocaba, no interior de São Paulo, até ele se mudar para a capital. “Eu diria que é metade comédia, um quarto drama e um quarto poesia. O nome, ‘Autobiografia Autorizada’ é uma brincadeira, como se eu me autorizasse a fazer minha própria biografia, e se fosse possível não autorizá-la, de alguma maneira”, explica. CENOGRAFIA Além do ator, objetos dos próprios familiares compõem a organização cênica, seja fisicamente ou em projeções. “Parece que já estava tudo preparado, separado para ser colocado na peça. A faca da minha avó, o pião com que eu brincava, documentos, o passaporte italiano do meu avô. Estava tudo guardadinho na ordem para ser fotografado ou posto em cena”, afirma. Apresentar o monólogo acaba sendo um momento em que ele se encontra consigo mesmo e com suas origens. “Gosto de fazer porque de repente interpreto meu avó, minha mãe, pessoas próximas de mim. Isso me emociona e vejo que emociona a plateia também. Qualquer coisa que começa falando de
Paulo Betti traz a BH monólogo “Autobiografia Autorizada”, sobre a história de sua família
mãe já prende a atenção das pessoas. Segurá-la ou não é um segundo momento”. Outro projeto de Betti é o filme “A Fera na Selva”, baseado na obra de Henry James, que está em fase de pós-produção. Dirigido pelo ator, é a adaptação para o cinema do espetáculo que ele encenou com a atriz e exmulher Eliane Giardini, em 1992. “Fizemos juntos no teatro e depois fiquei com vontade de retomar e a Eliane achou bacana. O filme é
uma espécie de homenagem à nossa relação”, diz. Em novembro, ele também retorna à TV, na nova novela global das 19h, “Rock Story”. Seu papel será Haroldo, um dono de churrascaria bastante ligado à família que sofre um abalo ao descobrir que um dos filhos tem uma doença incurável. Seu par será a atriz Suzy Rêgo. Com história de militância no PT, Betti olha com desânimo para a atual situação política do Brasil. “Eu
acompanho tudo com muita perplexidade, tristeza e desconfiança também. E tenho muita dificuldade para achar que toda a responsabilidade deva ser imputada ao PT, acho que há mais culpados nessa história”, afirma.
Autobiografia >Autorizada
Com Paulo Betti Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Dias 24 e 25. Sábado, às 21h; e domingo, às 18h. R$ 80 (inteira)
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ARTES CÊNICAS ANOS
e Fernanda Botelho Sujeito excêntrico que costumava ser poderoso vive isolado. Jovem jornalista decide entrevistá-lo em encontro desafiador. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, parque municipal, centro, 3277-6325). Qua. e qui., às 20h30. R$ 40 (inteira) e R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/9.
CAIQUE CUNHA/DIVULGAÇÃO
“BR-Trans”, elogiado espetáculo de Silvero Pessoa, termina temporada no CCBB com apresentações sábado (17), domingo (18) e segunda (19)
ATÉ QUE A SOGRA NOS SEPARE
teatro adulto A HORA DO BRASIL: UMA CHANCHADA NACIONAL Dir. Ederson Miranda e Felipe de Moraes Com Ederson Miranda Uma comédia sobre a história do Brasil contada com muito humor através de seis personagens típicos do cotidiano do povo brasileiro. Teatro da Biblioteca Pública (pça. da Liberdade, 21, Lourdes, 32691166). Sex. e sáb., às 21h; e dom., às 19h. R$ 12. Até 2/10.
ALÉM DA VIDA Dir. Renato Prieto Com Eduardo Bodstain, Cristiane Natale e Marcelo Gomes Abordando temas polêmicos como reencarnação, a peça é uma montagem que mobiliza e leva à reflexão. As situações apresentadas tratam de assuntos como aborto, tóxicos, suicídio, homossexualidade, entre outros. Teatro Dom Silvério (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro, 3228-7500). Neste sáb. (17), às 21h; e dom. (18), às 19h. R$ 60 (inteira).
APENAS UM SANGUESSUGA Dir. Ricardo Batista Com Ricardo Batista
Dir. Diney Vieira Com Josh Oliveira, Cauan Miller e Camila Camanzi Casal tenta sobreviver a uma crise quando recebe a visita da mãe dele. Teatro da Maçonaria (av. Brasil, 478, Santa Efigênia, 3213-4959). Neste sáb. (17), às 21h; e dom. (18), às 19h. R$ 40 (inteira) e R$ 15 (postos Sinparc).
BR-TRANS Dir. Jezebel De Carli Com Silvero Pereira Apresenta histórias sobre exclusão e violência presentes no cotidiano de travestis, transexuais e transformistas. CCBB – teatro II (Circuito Cultural Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Neste sáb. (17), dom. (18) e seg. (19), às 19h. R$ 20 (inteira). Ate 19/9
CLÍNICA DO SONO Dir. Daniel Toledo Coletivo T.A.Z Rotina de uma organização não-governamental cujo objetivo oficial é abrigar indivíduos que sofrem distúrbios de sono. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Sex. (23), às 19h. R$ 20 (inteira).
CONTROLE DE ESTOQUE Dir. Daniel Toledo Coletivo T.A.Z. O coletivo dá continuidade à sua pesquisa estética, agora convidando o público
a participar da rotina de uma grande organização onde todas as funcionárias se chama Sandra. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277-4697). Sex. (23), às 20h30. R$ 20 (inteira).
CURSO BÁSICO PARA ARRUMAR NAMORADA (O) Com Bruno de Moura, Marcelo Vieira e Othon Valgas O espetáculo traz três professores que encaram a missão de ensinar truques de conquistas, conselhos amorosos e até mesmo simpatias, se passando por diversas personagens para ensinar as artes da sedução aqueles que estão
solteiros no mercado. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Neste sáb. (17), às 21h; dom. (18), às 19h. R$ 30 (inteira).
FRANCISCO DE ASSIS – DO RIO AO RISO Dir. Carlos Nunes Com Carlos Nunes e André Maurício O espetáculo mostra sob um novo aspecto a fraterna existência de Francisco de Assis, homem e santo, sobre a terra. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, Centro, 3277-6325). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 30 (inteira); R$ 15 (postos
Sinparc). Até 9/10.
Sinparc).
HOMEM É TUDO IGUAL, NÃO VALE UM REAL
MEMÓRIAS DE ANA
Dir. Eri Johnson Com Guilherme Oliveira O amor e a incompreensão entre os sexos ganham novas cores na interpretação de Guilherme Oliveira, que passa longe do politicamente correto para expor o que vai na cabeça de homens e mulheres quando os conflitos falam mais alto. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta, 3237-6611). Neste sáb. (17), às 21h; dom. (18), às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (postos
Dir. Lenise Moraes e Oscar Capucho Com Dinalva Andrade e Andressa Miranda As memórias de Aninha são contadas através de diversas línguas e linguagens, desde o Português e a Libras até a mímica, o Teatro de Sombras e a música. O espetáculo convida para uma experiência com o teatro do acessível. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 21087827). Sex. (23), às 19h. Entrada gratuita.
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ARTES CÊNICAS 0600). Neste sáb. (17), às 20h; e dom. (18), às 19h.
RIR-VOTRIL, PORQUE RIR É MELHOR QUE REMÉDIO!
ANOS
teatro adulto (continuação) NOTÍCIAS POPULARES – EDIÇÃO EXTRA Dir. coletiva Cia de Comédia Os Melhores do Mundo Com piadas que fazem referências à região metropolitana de Belo Horizonte, personagens memoráveis apresentam esquetes intercalados com a bancada de telejornal em que uma âncora apresenta as notícias a serem dramatizadas no palco. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Neste sáb. (17), às 21h; e dom. (18), às 19h. R$ 100 (plateia 1, inteira), R$ 90 (plateia 2, inteira) e R$ 80 (plateia 3, inteira)
QUEM TEM MEDO DA VELHICE? Dir. Dirceu Alves Com Rosa Lee e Cida Alves O espetáculo conta uma divertida e emocionante história de duas senhoras que dividem o mesmo quarto e, em meio a lembranças e fantasias, descobrem um segredo. Espaço Cultural Luchini (r. Osório de Morais, 274, Ouro Preto, 99983-
Dir. coletiva Com Othon Valgas e Marcelo Vieira A peça se passa na fila de um hospital, onde pacientes aguardam o atendimento enquanto o hospital passa por diversos contratempos. Pelo palco passeiam atendentes mal-humoradas, psicólogas loucas, médicos estrangeiros recém-chegados ao Brasil, pacientes alterados pelo efeito do remédio Rivotril, além de enfermeiras à beira de um ataque de nervos. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 21087827). Sex. (23), às 12h. R$ 1.
SÃO PAULO REFÚGIO Dir. Conrado Dess Grupo Performatron O espetáculo é resultado de uma pesquisa prática realizada ao longo de dois anos com refugiados de diversas nacionalidades e aborda a questão do refúgio e da imigração na capital paulista. Sesc Palladium – teatro de bolso (av. Augusto de Lima, 420, centro, 32145350). Sex. (23), sáb. (24) e dom. (25), às 19h30. R$ 10 (inteira).
SÓ Dir. Anselmo Bandeira e Jéssica Ribas Com Anselmo Bandeira e Carolina Camini Durante o espetáculo, que se revela por meio de minicenas preliminarmente independentes, os atores e espectadores experimentam, revivem, compartilham de momentos em que o estar só revela estados, sensações e sentimentos. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (17), às 18h30 e 20h30. R$ 20 (inteira).
10 MANEIRAS INCRÍVEIS DE DESTRUIR O SEU CASAMENTO Dir. Sérgio Abritta Com Marcelo Prosdocimi, Edgar Quintanilha e Luiza Santos O espetáculo enfoca, por meio de dez quadros, formas inusitadas e diferentes de se acabar com um casamento. Tudo mostrado em cenas e entremeadas por entrecenas nas quais os atores discorrem sobre as qualidades e, principalmente, problemas que advêm do casamento. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 21087827). Neste sáb. (17), às 20h; e dom. (18), às 18h. R$ 32 (inteira).
teatro infantil A FORMIGA FOFOQUEIRA Dir. Dirceu Alves Com Juan Saavedra, Lu Moderam e Maria Elis Uma formiga anda devorando o pomar do sr. Confusolino. Para não ser descoberta, promove uma verdadeira confusão, colocando o sr. Confusolino contra seus melhores amigos. Espaço Cultural Luchini (r. Osório de Morais, 274, Ouro Preto, 999830600). Neste sáb. (17) e dom. (18), às 16h.
20 (inteira). Até 29/10.
CONTOS DE LÁ NOS CANTOS DE CÁ Dir. Daniela Perucci Com Aline Cântia e Chicó do Céu A narradora de histórias, Aline Cântia, e o músico, Chicó do Céu, rodaram o mundo conhecendo culturas populares e a musicalidade dos sons das palavras cantadas e faladas. O espetáculo “Contos de Lá nos Cantos de Cá” reúne seis histórias desse vasto trabalho artístico. Museu de Arte da Pampulha (av. Otacílio Negrão de Lima, 16. 585, Pampulha, 3277-7946). Museu Histórico Abílio Barreto (av. Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim). Neste dom. (18), às 11h30. Entrada gratuita.
MEMÓRIAS DE UM QUINTAL Dir. Brenda Campos, Claudio Marcio, Dário Marques e Keu Freire Com a Insensata Cia. de Teatro Diferente dos tradicionais finais felizes das narrativas infantis, a peça apresenta a história de um garoto de nome Manguinha, que sonhava em acertar o pássaro com o seu bodoque, mas sua péssima pontaria fazia dele motivo de chacota. Teatro João Ceschiatti (av. Afonso Pena, 1.537, Centro, 3236-7400). Neste sáb. (17) e dom. (18), às 16h. R$ 30 (inteira).
CARNAVAL DOS ANIMAIS Dir. Álvaro Apocalypse Com o Grupo Giramundo O Rei Leão decide dar uma festa na floresta e convida todos os animais, mas proíbe a entrada dos animais de boca grande. O Jacaré e seu amigo Sapo, revoltados, usam vários artifícios para participar do evento. Museu Giramundo (r. Varginha, 245, Floresta, 3446-0686). Sáb., às 11h. R$
NA RODA Dir. coletiva Com o Grupo Maria Cutia de Teatro As histórias de um menino sem nome, de Martin e Mariana e sua grande banda, de uma fazenda e seus animais, são contadas e cantadas ora por palhaços, ora por máscaras expressivas, ora por atores brincantes em contínuo diálogo com o público.
Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, Centro, 3214-5350). Neste sáb. (17), às 17h. R$ 20 (inteira); R$ 8 (comerciários).
3241-7181). Neste sáb. (17) e dom. (18), às 16h. R$ 30 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc).
PEPINHA NA FAZENDA
RAPUNZEL
Dir. Francis Oliveira Os porquinhos Pepinha e Gegê e seus amigos vivem uma aventura musical na fazenda. Uma fábula que trabalha questões atuais, como o bullying, e que fala do bem que existe na tolerância e na reconciliação, ressaltando atitudes construtivas, como o perdão. Teatro de Bolso do Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia,
Dir. Leonardo Simões e Paulo Merisio Com a Trupe de Truões A empregada doméstica, Celestina, transforma sua área de serviço em cenário para o conto de fadas “Rapunzel” e traz novos contornos para recontar a história da princesa. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (18), às 16h. R$ 10 (inteira).
GRUPO GIRAMUNDO/DIVULGAÇÃO
“Carnaval dos Animais” pode ser vista no Museu Giramundo
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ARTES CÊNICAS DIVULGAÇÃO
CABARÉ CIRCENSE PRO POVO RI
ANOS
musical O MUNDO ENCANTADO DOS CLÁSSICOS Dir. Tiago Maciel Baseado nos grandes musicais da Broadway, reúne sucessos dos musicais infantis como “O Mágico de Oz”, “Príncipes e Princesas” e “Aventura Congelante 1 e 2”. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste dom. (18), às 15h e às 18h. R$ 80 (plateia 1, inteira) e R$ 60 (plateia 2, inteira).
SÍTIO DO PICA-PAU AMARELO – EM BUSCA DO TESOURO, O MUSICAL Dir. Marcos Tadeu Texto: Sarah Firmino e Deminan Feldman O musical conta a história de um tesouro escondido por Pedrinho em um lugar que só ele conhecia. Quando ele conta seu segredo para a turma (Emília, Narizinho e Visconde), a malvada Cuca ouve tudo, resolve raptar Pedrinho e pedir resgate. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, Centro, 3201-5211). Neste sáb. (17), às 16h. R$ 40 (inteira).
Os Melhores do Mundo volta com “Notícias Populares”
teatro de rua
Dir. Cícero Silva Com o Ateliê Titetê Pot-pourri de cenas cômicas e de palhaçaria. Atores/palhaços se unem em uma caótica orquestra de cegos regida por um estranho maestro que luta para colocálos em ordem. Praça da Barragem Santa Lúcia (av. Artur Bernardes, 3.876, Vila Santa Lúcia). Neste sáb. (17), às 16h. Entrada gratuita. Praça Jacques Cousteau (r. Augusto José dos Santos, 366, Betânia). Neste dom. (18), às 11h. Entrada gratuita.
dança CINZAS Com a Cia. Ballet Soleá Espetáculo dirigido por Reginaldo Jimenez, “Cinzas” é inspirado na história de Fênix, uma ave que se consumia pela ação do fogo a cada 500 anos para logo renascer das cinzas. Soleá Tablao Flamenco (r. Sergipe, 1199, Savassi, 3282-2444). Neste sáb. (17), às 19h e às 22h. R$ 25.
FEITO DE SOM E FÚRIA Com o Coletivo Breaking no Asfalto A atração busca representar, através da linguagem do breaking, pessoas que no dia a dia são quase imperceptíveis para a maioria da população, demonstrando todos os sentimentos de quem é normalmente invisível para a sociedade. Meia Ponta – Espaço Cultural Ambiente (r. Grão Pará, 185, Santa Efigênia). Neste sáb. (17), às 20h; e dom. (18), às 19h. Entrada gratuita.
17° festival cenas curtas
ANTI-ANTÍGONA Paulo Henrique Assunção Rocha (BH) A proposta tenta pensar derrocada das perspectivas revolucionárias e emancipatórias na contemporaneidade utilizando elementos da performance art, vídeo, risco físico e uma visualidade calcada em elementos anarquistas e comunistas. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). Sáb. (17), às 21h.
do diabo é travada num jogo cênico que explora as possibilidades musicais e visuais que cinco brincantes encenam a epopeia cordelesca “A chegada de Lampião no Inferno”. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). Dom. (18), às 19h.
ATÉ TU, BRUTUS?
Helena Panno Cabral Ramos (RJ) Um atropelamento divide a existência de um indivíduo entre Kenótita – um mundo mítico – e A Rua – nossa realidade mundana. E numa existência transitória, um morador de rua retoma o mito da solidão humana. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). Sáb. (17), às 21h.
Lucas Vasconcellos (BH) Um texto esquizo, uma alegoria, uma farsa. Uma cena, uma performance, uma cena performática. “Até tu, Brutus?” busca elementos clássicos e contemporâneos para tratar da traição. Pois não há nada de novo debaixo do Sol. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). Dom. (18), às 19h.
PARIRÉ
GUERRILHA
A TERRÍVEL PLANÍCIE DE KENÓTITA
Gilsergio Botelho de Araújo (Vitória da Conquista/BA) Duas mulheres em uma mesma instituição familiar. De forma poética e bem humorada, “Pariré” traz para a cena a construção daquilo que não somos, mas daquilo que somos conduzidos a ser. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). Sáb. (17), às 21h.
LAST DANCE Henrique Magalhães Cordoval (Belo Horizonte/MG) Há anos, dois artistas dividem o palco e a vida. Mas em algum ponto essa relação se perde e as transformações pessoais, sutis, revelam o vazio. O que vem depois do silêncio? O que começa quando tudo termina? Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). Sáb. (17), às 21h.
A CHEGADA DO LAMPIÃO NO INFERNO Matheus Souto Xavier (Jequié/BA) Uma guerra entre Lampião e o exército
Francisco Thiago Cavalcanti (Rio de Janeiro/RJ) Um cadeirante, um maníaco depressivo e um deficiente visual se unem na fila de espera do INSS para aplicar um golpe no sistema e nessa tentativa de subversão acabam corrompendo suas ideias e convicções. Livremente inspirado na “Revolução dos bichos”, de George Orwell. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). Dom. (18), às 19h.
#MULHERNOTAMIL William Douglas Barbosa Soares (BH) A história se passa com uma mulher criada por dois rapazes que tinham por finalidade “terem” uma “garota ideal”. Essa mulher sai de dentro do computador nos moldes formatados por eles, mas traz consigo uma série de partículas cibernéticas que se autodenominas: empoderadas. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). Dom. (18), às 19h.
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CINEMA Tocando o terror igual a 1999 PARIS FILMES/DIVULGAÇÃO
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Ah, 1999. Videolocadoras. DiskAmizade. Uma madrugada inteira para baixar uma música no Napster. O Brasil ainda era um Estado Democrático de Direito. Eram tempos mais simples, em que não era possível acessar o Google no seu celular a qualquer momento e descobrir a balela do papo de que um filme sobre jovens perdidos na floresta em busca de uma bruxa era real. Essa inocência perdida, o último suspiro do romantismo da vida analógica, é parte do que fez “A Bruxa de Blair” ser um fenômeno na época – talvez o primeiro viral. Mas a outra parte é que o filme funcionava: as atuações convenciam, e os personagens tinham arcos sólidos que te faziam questionar quem você seria naquela situação. O terror vinha mais dessa série de eventos infelizes do que do fato de que os realizadoDaniel Oliveira
Atenção! A programação abaixo se refere a este fim de semana, dias 17 (sábado) e 18 (domingo)
res usavam a precariedade da captação para extrair o medo da elipse, do que nunca era mostrado. Dezessete anos depois, os produtores de “Bruxa de Blair”, uma das estreias da semana (confira roteiro nesta página), têm que lidar com o fato de que o mundo mudou. Muito. A linguagem do “found footage” estabelecida pelo original foi diluída em uma centena de produções de terror nos últimos tempos. E o ato de gravar momentos se tornou uma banalidade cotidiana. É por isso que, quando James (James Allen McCune) retorna à mesma floresta (eles nunca aprendem) em busca de sua irmã Heather, protagonista do longa original, com a ajuda da amiga documentarista Lisa (Callie Hernandez), eles não levam apenas uma filmadora. Junto com os amigos Peter (Brandon Scott) e Ashley (Corbin Reid), cada um vai armado com celulares, câmeras auriculares com GPS e rola até um drone. E o casal Lane (Wes Robinson) e Talia (Valorie Curry), que encontraram a fita original de Heather e servem de guia para a trupe, leva ainda outra câmera. Se isso significa que a qualidade das imagens e a decupagem das cenas é bem melhor, quer dizer também que o di-
estreias BRUXA DE BLAIR (Blair Witch, EUA, 2016, 1h29, 12 anos) Dir. Adam Wingard Com Brandon Scott, Callie Hernandez e
retor Adam Wingard (“V/H/S”) tem que encarar o cinismo do público atual. Ninguém mais acredita que aquilo na tela é real – ele não pode extrair o medo daquela projeção espontânea do espectador de 1999. E o fato de que as atuações são bem menos naturais, e os personagens pouco interessantes, não ajuda. O roteiro de Simon Barrett flerta com uma tensão entre Peter e Ashley, negros, e Lane e Talia, que possuem uma bandeira confederada (próescravidão) em sua sala, mas nunca tem coragem de lidar com isso de frente. Nem coragem nem tempo. Porque, depois de um início até promissor, “Bruxa de Blair” vira um festival de gritos e correria sem pé nem cabeça. A solução de Wingard para vencer o cinismo do público é escancarar na tela tudo que o original apenas sugeria. Em determinado momento, a floresta do longa se torna a ilha de “Lost”, com poderes fantásticos que permitem ao cineasta elevar os obstáculos naturais do filme de 1999 à enésima potência. O que, aparentemente, inclui saltos de lógica, como uma personagem com pé cortado e em choque séptico escalar uma árvore. O problema é que, mesmo que você compre os ab-
Valorie Curry (Leia mais na página) BH Shopping 2: 13h10, 15h30, 17h50, 20h10 BH Shopping 3: 14h10, 16h30, 18h50, 21h10 (*) Big Shopping 1: 14h45, 16h45, 18h45, 20h45 (*) Boulevard 2: 14h30, 16h30, 18h30,
“Bruxa de Blair”, que estreia, dá sequência ao clássico filme de terror de 1999
surdos, eles não são bem executados. Wingard abusa dos piores excessos do “found footage” no ato final, com a repetitiva correria ao som do fôlego dos personagens, fade to blacks toda vez que ele não sabe como resolver uma cena e os
irritantes movimentos nauseantes de câmera e cortes rápidos que não dizem, nem mostram, nada. Os únicos sustos vêm do (inexplicável) hábito dos personagens de chegar inesperadamente atrás dos outros gritando. No fim das
contas, a bruxa do título e sua floresta conseguem operar muitos milagres no longa, menos o de fazer ser 1999 de novo, quando ainda existia temor no cinema, e tudo era possível no coração de quem acreditava.
20h30 Cidade 6: 14h50, 16h50, 18h50, 20h50 Cidade 7: 12h (somente neste domingo, 18), 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 (*) Contagem 1: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 (*) Contagem 8: 15h, 17h, 19h, 21h Del Rey 3: 14h30, 16h20, 18h20, 20h40, 22h30 (somente neste sábado) Del Rey 6: 15h10, 19h10 (*) Del Rey 7: 22h (somente neste sábado, 17) (*) Diamond 4: 11h50, 14h10, 16h25, 18h40, 21h Estação 3: 15h (*), 17h (*), 19h15, 21h30 (*) Itaú Power 4: 16h30 Itaú Power 5: 14h30, 16h40, 18h30, 20h40 (*) Minas 2: 14h30, 16h40, 18h30, 20h40 (*) Minas 4: 15h15, 19h Monte Carmo 1: 14h50 (*), 16h50, 18h50 (*), 20h50 Pampulha 1: 15h30 (*), 17h30, 19h30 (*), 21h30 (*) Paragem 4: 14h30, 16h40, 18h30, 20h40 Partage Shopping Betim 1: 14h30 (*), 17h (*), 19h10 (*), 21h30 Partage Shopping Betim 3: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 (*) Pátio Savassi 5: 12h50, 15h15, 17h30, 19h45, 22h Pátio Savassi 6: 14h05, 16h15, 18h45, 21h Shopping Norte 2: 14h45, 16h45, 18h45, 20h45 (*) Via Shopping 2: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 (*)
Via Shopping 4: 16h10, 20h50
DESCULPE O TRANSTORNO
(*) Sessões dubladas
(Brasil, 2016, 134, 12 anos) Dir. Tomás Portella Com Gregório Duvivier, Clarice Falcão e Dani Calabresa Um homem tem dupla personalidade. Uma hora, é o certinho e tímido paulistano Eduardo; em outra, se transforma em Duca, carioca fanfarrão e folgado. Em um relacionamento estável com a noiva, seu alter ego se apaixona por outra mulher. BH Shopping 9: 13h20, 15h40, 18h10, 20h50 Boulevard 1: 17h45, 19h25, 21h10 Cidade 1: 17h45, 19h25, 21h10 Del Rey 7: 13h40, 15h20, 17h40, 18h40, 20h20 Estação 1: 14h, 16h15, 18h30, 20h45 Shopping Norte 5: 16h30, 18h30, 20h30 Monte Carmo 2: 13h40, 15h20, 19h10, 20h50 Pampulha 3: 14h55, 16h55, 18h55, 20h55 Partage Shopping Betim 7: 13h10, 15h30, 18h, 20h20 Pátio Savassi 8: 13h30, 16h, 18h15, 21h15
CONEXÃO ESCOBAR (The Infiltrator, EUA, 2016, 2h07, 14 anos) Dir. Brad Furman Com Bryan Cranston, Diane Kruger e John Leguizamo Flórida, 1985. Robert Mazur é um oficial da alfândega que recebe a missão de trabalhar infiltrado, com o objetivo de eliminar um cartel de drogas cuja origem está no narcotraficante Pablo Escobar. BH Shopping 7: 13h, 16h, 19h, 22h10 Boulevard 5: 13h40, 16h10, 18h40, 21h05 Cidade 4: 13h40 (*), 16h10 (*), 18h40 (*), 21h15 Contagem 5: 13h40 (*), 16h10, 18h40 (*), 21h15 Del Rey 5: 13h (somente neste sábado, 17), 13h30 (somente neste domingo, 18), 15h30 (somente neste sábado, 17), 16h (somente neste domingo, 18), 18h (somente neste sábado, 17), 18h30 (somente neste domingo, 18), 20h30 (somente neste sábado, 17), 21h (somente neste domingo, 18), 23h (somente neste sábado, 17) Diamond 1: 13h10, 16h50, 19h, 22h Itaú Power 2: 13h30 (*), 16h (*) 18h30, 21h (*) Minas 5: 13h30, 16h, 18h30, 21h (*) Monte Carmo 3: 13h30, 15h50 (*), 18h20, 20h50 (*) Pátio Savassi 7: 13h (somente neste domingo, 18), 15h45, 18h30, 21h30 Ponteio Premier: 13h30, 16h, 18h30, 21h (*) Sessões dubladas
HISTÓRIAS DA PSICANÁLISE (Brasil, 2016, 1h36, livre) Dir. Francisco Capoulade Uma análise das temáticas abordadas por Sigmund Freud, pai da psicanálise, em suas obras e também das diversas leituras realizadas por acadêmicos de todo o mundo e principalmente do Brasil. Belas 3: 15h50, 17h50, 19h50
(*) Programação fornecida pelas salas de cinema e sujeita a alterações por parte dos exibidores
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CINEMA ANOS
(Brasil, 2015, 1h41, 12 anos) Dir. Anita Rocha da Silveira Com Valentina Herszage, Dora Freind e Julia Roliz Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Uma onda de assassinatos invade o bairro. Após um encontro com a morte, Bia, uma garota de 15 anos, fará de tudo para ter a certeza de que está viva. Belas 3: 14h, 21h40
MORTADELO E SALAMINHO – MISSÃO INACREDITÁVEL (*)
estreias (continuação) LEMBRANÇAS DE UM AMOR ETERNO (La Corrispondenza, Itália, 2016, 1h56, 12 anos) Dir. Giuseppe Tornatore Com Olga Kurylenko, Jeremy Irons e Shauna Macdonald Amy trabalha como dublê em cenas de ação e passa o tempo livre trocando mensagens com seu namorado, o professor de astrofísica Edward. Após ele se negar a encontrar com Amy, ela descobrirá um segredo sobre seu amado. Ponteio 3: 20h45
(Mortadelo y Filemón Contra Jimmy el Cachondo, Espanha, 2016, 1h31, 10 anos) Dir. Javier Fesser O vilão Jimmy Odoidão rouba um documento ultrassecreto da agência de inteligência T.I.A. (Técnicos de Investigações Avançadas), o que fez com que ela fosse ridicularizada mundo afora. O único jeito de resgatar seu prestígio é convocando os atrapalhados agentes Mortadelo e Salaminho. Estação 2: 14h30 Sessões 3D: Estação 2: 16h30, 18h45 (*) Sessões dubladas
em cartaz
PLAYARTE PICTURES/DIVULGAÇÃO
Ponteio 2: 13h30, 18h25, 21h10 Pátio Savassi 1: 13h45, 16h45, 20h15 (*) Clube do professor. Necessário a comprovação do mesmo
BEN-HUR (EUA, 2016, 2h03, 14 anos) Dir. Timur Bekmambetov Com Jack Huston, Morgan Freeman e Toby Kebbell. O nobre Judah Ben Hur é injustamente acusado de traição e condenado à escravidão. Ao descobrir que foi enganado por seu próprio irmão, vai em busca de vingança. Cidade 3: 14h (*) Contagem 2: 14h (*) Sessão 3D: BH Shopping 5: 21h40
CÃES DE GUERRA (War Dogs, EUA, 2016, 1h51, 16 anos) Dir. Todd Phillips Com Miles Teller, Ana de Armas e Jonah Hill David Packouz e Efraim Diveroli, dois amigos moradores de Miami, escalam rumo ao topo do tráfico de armas internacional, vendendo armamento para o governo norte-americano na Guerra ao Terror. Diamond 5: 14h Pátio Savassi 2: 14h15
CAFÉ SOCIETY LUA EM SAGITÁRIO (Brasil, 2015, 1h45, 14 anos) Dir. Marcia Paraiso Com Manuela Campagna, Fagundes Emanuel e Jean Pierre Noher Ana é uma jovem de 17 anos que vive em uma cidade fronteiriça entre o Brasil e a Argentina. Seu único refúgio é o sebo/lanhouse A Caverna, onde ela conhece Murilo, por quem se apaixona perdidamente. Belas 1: 14h
MATE-ME POR FAVOR
AQUARIUS (Brasil, 2016, 2h25, 16 anos) Dir. Kleber Mendonça Filho. Com Sonia Braga, Irandhir Santos, Maeve Jinkings. Clara, jornalista aposentada de 65 anos, luta contra uma empreiteira interessada em comprar seu apartamento na praia de Boa Viagem para construir um arranha-céus no lugar. Belas 1: 11h (somente neste sábado) (*), 15h50, 18h30, 21h20 Cine 104: 18h, 20h30
(EUA, 2016, 1h36, 14 anos) Dir. Woody Allen Com Jesse Eisenberg, Kristen Stewart e Steve Carell. Bobby, aspirante a escritor, se muda para Los Angeles para trabalhar no cinema com a ajuda de seu tio Phil e acaba se envolvendo com a secretária dele, Vonnie, que o força a manter o relacionamento em segredo. Belas 2: 14h30, 16h40, 19h, 21h Cine 104: 16h15 Diamond 2: 12h50, 18h05, 20h40 Pátio Savassi 2: 19h15
“Lembranças de um Amor Eterno”, do italiano Giuseppe Tornatore, é uma das estreias Ponteio 4: 14h30, 16h40, 18h50, 21h
ESQUADRÃO SUICIDA (Suicide Squad, França, 2016, 2h10, 14 anos) Dir. David Ayer Com Cara Delevingne, Jared Leto, Margot Robbie e Will Smith Um time de supervilões recebe o arsenal mais poderoso do governo para uma missão contra uma entidade enigmática. Betim 2: 14h20 (*) Boulevard 3: 20h40 Cidade 2: 13h30, 16h, 18h30, 21h (*) Contagem 6: 13h30, 16h, 18h30, 21h (*)
Del Rey 1: 16h10, 21h Itaú Power 4: 14h, 18h20, 21h (*) Minas 3: 13h30, 18h30, 21h (*) Paragem 3: 20h50 Via Shopping 3: 13h50, 18h10, 20h40 (*) Estação 6: 16h45, 22h15 (*) Monte Carmo 4: 20h (*) Pampulha 2: 14h25, 16h45, 19h05, 21h25 (*) Sessões 3D: BH Shopping 1: 19h05, 22h Estação 2: 21h (*) Partage Shopping Betim 4: 19h, 22h10 (*)
HERANÇA DE SANGUE
(*) Sessões dubladas
(*) Sessões dubladas
(Blood Father, EUA, 2016, 1h28, 14 anos) Dir. Jean-François Richet. Com Mel Gibson, Diego Luna, Elisabeth Röhm. Vivendo longe de drogas e violência, John Link tem seu cotidiano afetado com a chegada de sua filha desaparecida que está jurada de morte por traficantes. Ele fará de tudo para protegêla. BH Shopping 8: 20h40 Boulevard 4: 13h40, 19h10 Cidade 8: 13h40, 15h30 (*) Contagem 4: 13h40, 15h30 (*)
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CINEMA ANOS
em cartaz (continuação) NERVE – UM JOGO SEM REGRAS (Nerve, EUA, 2016, 1h37, 12 anos) Dir. Ariel Schulman, Henry Joost Com Emma Roberts, Dave Franco e Emily Meade Após uma discussão com a amiga Sydney, a tímida Vee DeMarco resolve provar que tem atitude e decide se inscrever no Nerve, jogo online onde as pessoas precisam executar tarefas ordenadas pelos participantes. Pátio Savassi 4: 18h, 20h30
O HOMEM NAS TREVAS (Don’t Breathe, EUA, 2016, 1h28, 14 anos) Dir. Fede Alvarez Com Stephen Lang, Dylan Minnette e Jane Levy Três adolescentes escapam de roubos perfeitamente planejados. Mas quando eles estão prestes a realizar seu último crime – assaltar a casa de um senhor cego –, o jogo muda. BH Shopping 10: 14h30 (*), 16h50 (*), 19h30, 21h50 Betim 2: 16h50, 18h40, 20h40 (*) Big Shopping 2: 14h50, 16h50, 18h50, 20h50 (*)
Boulevard 4: 15h30, 17h20, 21h05 Cidade 8: 17h20, 19h10, 21h (*) Contagem 4: 17h20 (*), 19h10, 21h (*) Del Rey 6: 13h10, 17h10, 21h10, 23h10 (somente neste sábado) Diamond 5: 17h05, 19h20, 21h40 Estação 5: 19h30, 21h45 (*) Itaú Power 3: 14h40, 16h30, 20h50 (*) Minas 4: 13h30, 17h10, 20h50 (*) Monte Carmo 5: 16h35, 20h50 (*) Pampulha 4: 15h20, 17h10, 19h10, 21h05 (*) Paragem 2: 14h50, 16h50, 18h50, 20h50 Partage Shopping Betim 5: 17h30, 19h45, 21h50 (*) Pátio Savassi 2: 12h, 17h, 21h45 Shopping Norte 3: 18h50, 20h50 (*) Via Shopping 1: 19h, 21h (*) Via Shopping 3: 16h20 (*)
O ROUBO DA TAÇA (Brasil, 2016, 1h42, 12 anos) Dir. Caíto Ortiz Com Paulo Tiefenthaler, Danilo Grangheia e Taís Araújo Endividado e ameaçado por seus credores, Peralta decide roubar a Taça Jules Rimet exposta na CBF. BH Shopping 1: 14h Boulevard 1: 13h30 Cidade 1: 13h30 Contagem 7: 14h30 Del Rey 4: 14h20 Itaú Power 1: 14h15 Minas 6: 14h30 Partage Shopping Betim 3: 14h, 16h10
O SONO DA MORTE (Before I Wake, EUA, 2016, 1h37, 14 anos) Dir. Mike Flanagan Com Jacob Tremblay, Kate Bosworth e Thomas Jane. Logo após perder o filho, o casal Jessie e Mark aceita adotar Cody, da mesma idade. Mas os sonhos do garoto se tornam realidade, e os pesadelos, mortais. Cidade 5: 20h40 (*)
PETS – A VIDA SECRETA DOS BICHOS (*) (The Secret Life of Pets, EUA, 2016, 1h30, livre) Dir. Yarrow Cheney, Chris Renaud Quando sua dona traz para casa um novo cão chamado Duke, o cachorro Max não gosta nada. Mas eles vão ter que deixar as divergências de lado quando um incidente coloca os dois na carrocinha. Big Shopping 4: 14h30, 18h50 Betim 1: 14h20, 16h20, 18h20 Boulevard 3: 14h20, 16h20, 18h20 Cidade 5: 11h30 (somente neste domingo, 18) (*), 15h10, 17h, 18h50 Contagem 3: 13h20, 15h10, 17h, 18h50, 20h40 Del Rey 2: 17h, 18h50 Estação 5: 12h30, 14h45, 17h15 Itaú Power 6: 15h20, 19h, 20h50 Minas 1: 13h30, 15h20, 19h Monte Carmo 4: 14h, 16h, 18h Paragem 1: 14h, 16h, 18h, 20h Partage Shopping Betim 4: 14h10, 16h30 Pampulha 5: 15h15, 17h15, 19h15 Shopping Norte 3: 16h50 Shopping Norte 5: 14h30 Via Shopping 1: 13h30, 15h20, 17h10 Sessões 3D: BH Shopping 5: 12h35, 14h50, 17h05, 19h20 BH Shopping 8: 13h50, 16h10, 18h25 Big Shopping 5: 14h20, 16h20, 18h20 Cidade 5: 13h20 Del Rey 2: 13h20, 15h10 Diamond 6: 13h, 15h30, 17h45, 20h Itaú Power 6: 13h30, 17h10 Estação 4: 13h50, 16h, 18h15 Minas 1: 17h10 Shopping Norte 1: 14h20, 16h20, 18h20 Partage Shopping Betim 6: 12h50, 15h, 17h15, 19h30 Pátio Savassi 3: 12h30, 14h45, 17h15 (*) Sessões dubladas
DISNEY/BUENA VISTA/DIVULGAÇÃO
QUANDO AS LUZES SE APAGAM (Lights Out, Reino Unido, 2016, 1h21, 14 anos) Dir. David F. Sandberg Com Teresa Palmer, Billy Burke e Maria Bello Rebecca descobre que seu irmão sofre do mesmo mal que ela: acredita ser perseguida por uma mulher que só aparece no escuro. Contagem 2: 16h25 (*)
STAR TREK – SEM FRONTEIRAS (Star Trek Beyond, EUA, 2016, 2h02, 12 anos) Dir. Justin Lin. Com Chris Pine, Simon Pegg e Zachary Quinto. A tripulação da USS Enterprise explora os limites do espaço sideral, onde encontra um novo e impiedoso inimigo. Betim 2: 20h20 Big Shopping 4: 16h30, 20h50 (*) Cidade 3: 18h20, 20h45 (*) Contagem 2: 18h10, 20h40 (*) Del Rey 1: 13h40, 18h40 (*) Itaú Power 3: 18h20 (*) Minas 1: 20h50 (*) Minas 3: 16h (*) Monte Carmo 5: 14h10, 18h25 (*) Paragem 3: 13h40, 16h, 18h25 Partage Shopping Betim 5: 14h40 (*) Via Shopping 4: 13h40, 18h20 (*) Sessões 3D: BH Shopping 4: 15h50, 18h40, 21h30 Big Shopping 5: 20h20 (*) Boulevard IMAX: 13h30, 16h, 18h25, 21h Diamond 2: 15h15 Diamond 6: 22h10 Estação 4: 20h30 (*) Pampulha 6: 14h20, 16h40, 19h, 21h20 (*) Partage Shopping Betim 6: 22h Pátio Savassi 3: 19h30, 22h10 Ponteio 3: 18h20 Shopping Norte 1: 20h20 (*) (*) Sessões dubladas
UM NAMORADO PARA MINHA MULHER (Brasil, 2016, 1h40, 12 anos) Dir. Julia Rezende Com Ingrid Guimarães, Caco Ciocler e Domingos Montagner Chico está cansado do seu relacionamento e das reclamações da esposa, Nena. Sem coragem de pedir o divórcio, ele contrata um amante para ela. BH Shopping 1: 16h20 BH Shopping 6: 14h20, 17h15, 19h50, 22h20 Big Shopping 3: 16h30, 20h55 Boulevard 1: 15h35 Cidade 1: 15h35 Contagem 7: 16h35, 18h40, 20h45 Del Rey 4: 16h40, 18h50, 20h50 Diamond 3: 13h40, 16h15, 18h50, 21h30 Estação 6: 14h15, 19h45 Itaú Power 1: 16h20, 18h25, 20h30 Minas 6: 16h25, 18h40, 20h45 Monte Carmo 2: 17h Pampulha 5: 21h15 Paragem 5: 14h, 16h10, 18h10, 20h30 Partage Shopping Betim 2: 13h30, 16h, 18h40, 21h10 Pátio Savassi 4: 13h05, 15h30 Ponteio 2: 16h15 Shopping Norte 3: 14h50 Via Shopping 5: 14h, 16h10, 18h20, 20h30
ÚLTIMOS DIAS NO DESERTO (Last Days in the Desert, EUA, 2016, 1h38, 12 anos) Dir. Rodrigo Garcia Com Ewan McGregor e Ciarán Hinds Jesus Cristo viaja pelo deserto durante 40 dias. Nessa jornada, ele enfrenta a personificação do Diabo, que põe em dúvida o amor de Deus. Ponteio 3: 14h
VIREI UM GATO (Nine Lives, França/China, 2016, 1h27, 10 anos) Dir. Barry Sonnenfeld. Com Kevin Spacey e Jennifer Garner Empresário sofre acidente e fica preso no corpo do gato da família. Confrontado por seus erros passados, ele tentará se redimir com todos ao seu redor. BH Shopping 4: 11h30 (*), 13h40 (*) Cidade 3: 16h30 (*) Del Rey 2: 20h40 (*)
Gregório Duviver em cena de “Desculpe o Transtorno” A DAMA E O VAGABUNDO (*) (Lady and the Tramp, EUA, 1955, 1h15, livre) Dir. Hamilton Luske, Clyde Geronimi, Wilfred Jackson. Quando seus donos viajam, a cadela Dama recebe a culpa por um incidente, acaba fugindo de casa e se perde, passando a depender do cão de rua Vagabundo para sobreviver. BH Shopping 8: 11h45 Diamond 5: 12h Partage Shopping Betim 5: 12h30 Pátio Savassi 6: 11h50 (*) Sessões dubladas
mostras HISTÓRIA PERMANENTE DO CINEMA – CLÁSSICOS AFRICANOS 8 A 22 DE SETEMBRO (*) Serão exibidos 23 filmes de 16 cineastas, dentre eles curtas, médias e longas produzidos na África entre 1950 e 1990 Neste sábado (17) 16h “Jom, ou a História de um Povo” 18h “Finzan” 20h Curtas: “O Carroceiro”, “A Negra de...”. Dir. Ousmane Sembene Quarta (21), às 19h Domingo (18) 16h “Os Combatentes Africanos da Grande Guerra” 18h “Bako, a outra margem” 20h “Questão de Honra” Segunda (19) 17h “A Viagem da Hiena” 19h “Safrana, ou o Direito à Palavra” 21h15 Curtas: “África sobre o Sena”, “E Não Havia Mais Neve…”, “Paris É Bonita”, “Os Príncipes Negros de San German Des Prés” Terça (20) 17h “Finzan” 19h Curtas: “O Regresso de um Aventureiro”, “Os Cowboys São Negros”, “O Jogo” 21h “Carta Camponesa” Quarta (21) 17h “Tabataba” 19h Curtas: “O Carroceiro”, “A Negra de...” 21h “Taafe Fanga, Poder de Saia” Quinta (22) 15h Curtas: “A Pequena Vendedora do Sol”, “Fary, a Jumenta” 17h “Uma Aventura na África” 19h30 “Jom ou a História de um Povo 21h “O Destino” (*) Cine Humberto Mauro(av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Gratuito
LINHAS IMAGINÁRIAS (*)
clássicos da Disney
Traz a temática da migração nos tempos atuais em 20 filmes de diversas nacionalidades, como Ucrânia, Japão, Colômbia, Haiti, Brasil, entre outros.
Neste sábado (17) 16h “Eu 013 – A Última Fronteira” (Itália) Sessão comentada por Henrique Galhano (org.), Maria Rosaria Barbato 18h “Terra Firme” (Itália/França) 20h “O Abraço da Serpente” (Colômbia) Terça (20) 19h “Gaijin – Caminhos da Liberdade” (Japão/Brasil) 21h “Gaijin – Ama-me Como Sou” (Japão/Brasil) Quarta (21) 19h “Cartas do Desterro” (Brasil) e “O Vale dos Quilombos” (Brasil) 21h “Iván: o Retorno” (Ucrânia/Brasil) Quinta (22) 19h “Limpiadores” (Cuba/Reino Unido) e “Li Ké Terra” (Portugal) 21h “Olhos Azuis” (Brasil) Sexta (23) 19h “A Linguagem do Coração” (Portugal) e “Li Ké Terra” (Brasil) 21h “Terra Firme” (Itália) (*) Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro 1.046, centro). Entrada gratuita, com ingressos distribuídos 30 minutos antes de cada sessão (lotação sujeita à capacidade da sala)
CINEMA ATUAL ESPANHOL Cinco filmes mostram a diversidade e a riqueza da produção cinematográfica espanhola Neste sábado (17) 17h30 “Ártico Quarta (21), às 19h30 19h30 “Flores” Sexta (23), às 19h30 Domingo (18) 17h30 “Linda Juventude” 19h30 “Pecados Antigos, Longas Sombras” (*) Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 32774699). Entrada gratuita
I MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA EM CORES (*) Longas, curtas metragens e documentários da Noruega, Bélgica, Canadá, Holanda, Dinamarca, Suécia, Estados Unidos e Brasil compõem a vasta programação trazendo a causa LGBT Neste sábado (17) 14h “Cássia Eller” 17h Curtas: “Out and About” e “Bald Guy” 20h10 “Brothe Rhood” Domingo (18) 14h “Back on Board: Greg Louganis” 16h “The Man Who Love d Yngve” 19h “O Meu Nome É Jacque” Segunda (19) 19h30 “On Suffocation” 20h30 “Reel” e “Ladyboy” (*) CCBB (Circuito Cultural Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Entrada gratuita. Programação completa no culturabancodobraisl.com.br/portal/belo-horizonte
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negócios
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Paulo Bressane bressane@otempo.com.br
A manipulação atrocinados com dinheiro público, o “Acampamento do Levante Popular da Juventude” reuniu no Mineirinho jovens de todo o país para ouvir Lula dizer que “as elites deste país não aceitaram, não assimilaram o fato de as pessoas humildes, da periferia, começarema frequentar universidadespúblicas eprivadas. Causou incômodo à direita o pobre viajar de avião, ter carro...”. Lula pode ser preso por seus atos ilícitos, mas o
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EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
entre a gente
crime mais hediondo da esquerdalulopetista –a manipulação intelectual que confunde os menos esclarecidos – continuará fazendo estragos. Lula já foi aclamado como o maior líder popular do Brasil, o que só comprova a falta de discernimento político e moral daqueles que o idolatram. A oposição é necessária, mas que tenha visão de mundo, que seja incorrupta, que busque caminhos além do fracasso socialista, que se importe, enfim, com a classe produtiva e a pujança do mercado.
LULA, DILMA, o PT e aliados, de forma insana, tentaram ressuscitar um modelo de estado que vigorava na Europa do século XIX. Ignoraram o fato de que a economia não se sujeita à vontade política e ainda criaram 43 novas estatais, nos legando prejuízos de bilhões de reais e corrupção desvairada. A esquerda não entende a globalização do século XXI, não entende que estados obesos sugam em demasia a seiva fértil produzida pelo setor privado, não entende que para alavancar o desenvolvimento, o Estado deve se ater ao papel da indução e da regulação. É um grande erro da esquerda achar que economia é coisa de burguês, é um grande erro da esquerda tentar botar fogo no país, pelo simples fato de que seus ideais estão sendo desmoralizados pela realidade.
últimos anos, só 6 Nos se tem falado em novas
Liberdade empresarial
O jurista Ives Gandra, ao lado dos filhos Rogério e Renato Gandra
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O PT produziu um crescimento artificial que agora cobra a conta, teremos de pagá-la, mas com inteligência
VOLTANDO AO INÍCIO DA COLUNA, é um crime o que os mestres da esquerda e seus apadrinhado$, CUT, MST, UNE, entre outros, fazem com os inocentes úteis dos movimentos sociais e estudantis. Tendo perdido o poder, não se constrangem em usá-los de forma inescrupulosa, manipulando-os com sua arma mais perversa, a conquista de suas mentes pelas mentiras. O esquerdismo é uma fraude histórica, desconhece completamente os mandamentos do crescimento sustentável, vive do fomento de ideias descoladas do mundo real, e confunde a opinião pública com seus discursos populistas, sempre atribuindo aos outros os erros causados por sua própria ideologia. O PT iludiu e produziu um crescimento artificial que agora cobra sua conta, vamos ter de pagala, mas com inteligência.
tecnologias, novas formas de fazer negócios e de interagir com as possibilidades da internet.Por isso,há32anos,a Sucesu Minas – Sociedade de UsuáriosdeInformática eTelecomunicações promove o maior evento de tecnologia da informação em Minas, o Inoforuso. Dia 27 de setembro, no auditório do Sindicato da Indústria da Construção Pesada de MG. Plusbelle, que per6 Atence ao grupo peruano
de bens de consumo Alicop, é uma das marcas líderes em seu segmento na Argentina. No Brasil, os investimentos do GrupoAlicorp parao lançamento da Plubelle estão superando a ordem de R$ 20 milhões em estratégias voltadas para pesquisas, marketing e logística. O Grupo Alicop atua no Brasil há mais de três anos com a Santa Amália, indústria fabricante de alimentos.
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estilo
ESQUENTADINHA> Clicado na orla
da Pampulha, editorial mostra os trends da próxima temporada
FOTOS THYAGO RODRIGUES/DIVULGAÇÃO
Vá de máxi Invista na praticidade das túnicas combinadas com as pantalonas. Túnica Apartamento 03, calça Renata Campos e argola Claudia Marisguia
Para ver se refresca ANOS Fazia mais de 30°C na orla da Lagoa da Pampulha em um dos dias mais quentes do ano, embora oficialmente, ainda seja inverno no calendário. Era o clima perfeito para acolher os cliques de um ensaio de moda que antecipa as tendências de moda para o próximo verão. O cenário escolhido foi o Conjunto Moderno da Pampulha, local que se tornou Patrimônio Cultural da Humanidade em julho deste ano. Região em que também, há mais de 20 anos, nasceu o jornal Pampulha, que era um semanário da região antes de começar a ser publicado pela Sempre Editora e ganhar outras regiões da capital mineira. A Pampulha de Oscar Niemeyer, além dos jardins fabulosos de Burle Marx, com todo o seu charme e o seu astral de resort, contribuiu para que o ensaio nos fizesse pensar nas temperaturas superelevadas que deverão persistir daqui em diante. Mas se for para driblar o verão, que seja com bastante frescor, aliado a peças e tecidos específicos. Hits como sobreposições, decotes com ombros à mostra, listras, túnicas oversized com fluidez e uma nova alfaiataria bem mais relaxada seguem como imperativos para a próxima temporada. Entre as peçaschave, destaque para a pantacourt e a camisa, que foi desconstruída sugerindo outras várias possibilidades de usá-la fora do escritório. O stylist do ensaio comemorativo, David Souza, investiu na cartela de cores suaves em tom pastel para produções sofisticadas e despojadas ao mesmo tempo. A beleza de Noeli Francis é daquelas simplesinhas, com foco na cor de bronze com textura glossy, chique e fresca como o verão deve ser. Para não restar dúvidas, adiantamos a seguir os looks que vão virar tendência, sem medo de errar. Lorena K. Martins
Assimetria Quebre a formalidade das camisas sociais com o truque das sobreposições e combine com saias assimétricas – deixe de lado a barra reta nessa estação. Regata de tricô Renata Campos sob camisa branca Calvin Klein, saia Madrepérola e botas Zara
Por cima Inverta os papeis nesta estação: coloque a regata básica canelada por cima da alfaiataria para um visual mais despojado. Regata Hering, camisa Richards, calça Fatima Scofield e sapato Zara
estilo
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“Orange is the new black” Laranja, e suas nuances foram os tons onipresentes nas passarelas. Arremate o look com lenço amarrado com um nó simples para dar um ar “cool”. Vestido Essenciale, botas Zara e brincos e argola Claudia Marisguia
Camisa repaginada Para tirar o ar de escritório, a camisa social de tricoline brilha em produções divertidas – neste caso, deixou os ombros à mostra. Argola Claudia Marisguia, camisa e pantacourt, ambas da Essenciale
FICHA TÉCNICA Fotografia Thyago Rodrigues
Pantalona neles Presença cativa nas passarelas internacionais de Balenciaga, Lanvin e Giorgio Armani, a calça de pernas amplas e cintura alta dá uma remodelada no shape da alfaiataria masculina. Camisa e cinto DTA, calça Renata Campos
Assistentes de fotografia Juliano rocha e Tiago Cardoso Styling David Souza Assistente de styling Artur Malta Beleza Noeli Francis Modelos Ariel Bernardes (Mega) e Barbara Rancanti (Ford)
#FICAADICA O poder transformador da beleza é tema de palestra Como lidar com a pressão por mais e mais beleza e, ao mesmo tempo, ficar bem consigo mesma, ser capaz de superar os conflitos e os desafios? No talk show “A Beleza que Transforma”, o cirurgião plástico Ronan Horta, o dentista Sérgio Valadão e o cabeleireiro Marcus Martinelli debaterão o tema com os convidados do evento Onde CR Moda (r. da Bahia,1149, centro, 99968-1758) Quando Terça-feira (20), às 9h Quanto Entrada franca. Vagas limitadas. Inscrições em neliorodrigues.r@gmail.com
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NELIO RODRIGUES/DIVULGAÇÃO
Minas Trend anuncia line-up de sua 19ª edição O Minas Trend vai acontecer entre os dias 4 e 7 de outubro, no Expominas. Entre as novidades destacam-se a estreia da grife paulista Modem Studio (foto) – mineira na essência pela presença dos estilistas belo-horizontinos Sam Santos e André Boffano –, considerada como uma das mais promissoras da nova safra de criadores nacionais; a Doiselles e a Ellus, uma das marcas ícones do universo jeanswear brasileiro. Completam o line-up Victor Dzenk, SecondFloor, Plural, Natália Pessoa (Faven) e Lucas Magalhães.
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MODEM/DIVULGAÇÃO
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crônica
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
Fotografias, troços e trecos FERNANDO FIUZA - 17.10.2009
oder viajar nos feriados é ótim o , mas ficar em casa colocando as coisas em ordem também é muito bom. Ter tempo para arrumar aquela última prateleira de um armário repleto de entulhos, apesar de quase nos fazer despencar do alto da cadeira, é delicioso. É como entrar num túnel do tempo, redescobrindo tralhas passadas, caixinhas diversas, antigos cartões, fotos de colegial, pedaços de bijuterias que, sabe-se lá por que, foram guardados, botões coloridos e outras bugigangas que sobreviveram aos anos, talvez na esperança de que um dia servissem para alguma coisa. Hoje, não guardo mais nada, passo tudo adiante, a não ser o que tem valor sentimental, como o tênis furadinho no lugar dos dedos com o qual minha filha mais velha aprendeu a dar os primeiros passos, ou a camisetinha surrada onde está escrito "Obrigado, papai, já nasci atleticano", mesmo que a proprietária, já adulta, tenha virado cruzeirense.
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Fotografias, guardo todas; são caixas e mais caixas. Das minhas filhas, tem fotos desde antes de nascerem. No fundo, é um complexo de eu ter tido pouquíssimas quando menina. Descobri nas caixas de minha mãe uma única fotografia desbotada em sépia de uma neném que, segundo ela, sou eu, embora não esteja segura disso. Sei não, mas, pelo jeito da foto, trata-se dela própria: minha mãe. Com 6, 7 anos, algumas poucas imagens deixando à mostra minhas pernas finas e um sorriso sem dentes. Acho que nunca vou poder mostrar minhas fotos de criança e falar: "Olha como eu era bonitinha!". Magrelinha, desdentada... E, para piorar, abraçada a um pastor-alemão meio perebento com quase o dobro do meu tamanho. Depois, lembranças da primeira comunhão, tiradas por um fotógrafo da escola em que passei da fase sem dentes para a fase dos dentões. Já repararam como os incisivos em crianças de 10 anos se sobressaem? Os meus se sobressaíram tanto que, com 12, fui obrigada a metalizar meu sorriso. Se já era tímida, virei um bichinho do mato. "Olha o passarinho!!!", gritava alguém. E eu logo tratava de procurar for-
migas no chão. Como se não bastasse, apesar dos pouquíssimos retratos, ainda fiz "mutilações" horríveis, "extraindo" os dentões das fotos. Uma pena... Enfim, foram essas as fotografias que me restaram da infância. Meus pais foram excepcionais em muitas coisas, mas um desastre no quesito "recordações fotográficas". Nunca ligaram pra isso. Acho que nem tinham máquina. As fotos dos meus irmãos quando bebês foram tiradas por um tio-avô, num longínquo domingo qualquer. Bem que ele poderia ter tirado algumas minhas. Mas, segundo minha mãe, ele morreu antes que eu nascesse. Até hoje, talvez pela falta de experiências anteriores, não me sinto à vontade ao ser fotografada. Paciência! Esse é o tipo de desafio que não posso simplesmente deletar. Voltando ao assunto inicial, lembro-me do meu irmão Cristiano, que, quando menino, tinha mania de guardar coisas. Debaixo de sua cama, escondia uma misteriosa mala de madeira, trancada a sete chaves, cujos segredos fomos desvendando aos poucos. Se precisássemos de um toco de vela, um barbante, um prego enferru-
jado, rolhas, uma pena de galinha, parafusos, uma tampa de garrafa, um ninho de passarinho ou qualquer tipo de bugiganga, encontraríamos em sua mala. Descobrimos, assim, que não só para ele, mas também para nós, aquela mala gigantesca tinha um grande valor. Certa vez, quando meu pai resolveu fazer uma obra próximo a nossa capela, fomos surpreendidos por um achado inusitado. Debaixo da terra, numa enferrujadíssima lata de sorvete Kibon, um
verdadeiro tesouro. Seu dono? Não foi difícil descobrir. Quem, a não ser meu irmão Cristiano, seria capaz de colocar um monte de moedas dentro de uma lata e enterrála no jardim? Ainda hoje nos divertimos com essa história. Herdei de minha mãe a mania de caixas. Tenho caixas para tudo: fotos, cartões, postais, bilhetes amorosos escritos pelas filhas e pelo marido, selos antigos, bijuterias, remédios, maquiagem, recortes de jornal... Adoro-as, embora já comecem a me causar
problemas. Costumo passar adiante roupas, sapatos e objetos que não uso. Na próxima leva, um bocado de caixas irá junto. Na vida, temos que ser práticos. Entulhos e determinadas coisas do passado nem sempre devem ser guardados. Descubro que limpar armários, muitas vezes, é limpar a mente. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
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habitar
ANOS FOTOS DIVULGAÇÃO
TENDÊNCIAS
Saiba o que foi, é e será destaque nos setores da decoração, da arquitetura e da construção civil. Páginas 2, 3 e 4
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habitar
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ONTEM E HOJE> A decoração e a arquitetura ganharam grande impulso a partir da década de 90
O antigo se torna atual
JOMAR BRAGANÇA/DIVULGAÇÃO
Neste projeto da arquiteta Cícera Gontijo, a televisão está em evidência na sala de estar
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SÉRGIO MARQUES./DIVULGAÇÃO
A década de 1990 foi um período muito importante na decoração. Foi nesse momento da nossa história que o trabalho do designer começou a ser valorizado e desejado. Elementos naturais como pedra e água foram muito usados nesse período e voltaram a ter um grande apelo nas decorações contemporâneas, visto que o homem está cada vez mais distante desses recursos. Os sofás de quina eram muito utilizados nessa época e tam-
ROSANE GUEDES Designer de interior
MARCELO PALHARES/DIVULGAÇÃO
A luminária Romeo Moon, de 1996, está no living de Ana Paula Paolinelli, na Casa Cor 2016
FLÁVIA GAMALLO E FABIANA COUTO Arquitetas
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VALORIZAÇÃO Com o crescimento de algumas tendências, os profissionais do setor ganharam mais notoriedade nas últimas duas décadas. Foi após
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A área de design de interior não se difere de algumas, como, por exemplo, da moda, quando falamos de tendência. Noto que existe um ciclo para essas tendências, ou que algumas permanecem com o passar dos anos, mesmo que repaginadas. Nos últimos 20 anos, a tecnologia tem proporcionado grandes transformações em nossas vidas e, principalmente, na área de design. A televisão, que hoje se encontra como a grande vedete na sala de es-
os anos 90 que o trabalho do designer, por exemplo, começou a ser valorizado e desejado. Nesse período surgiu o conceito ‘high-low’, tão em alta hoje em dia, assim como os tons pastéis, que dominam a decoração de ambientes, principalmente neste inverno que se despede.
Nestes últimos 20 anos, a iluminação e os conceitos de luz, sombra e arte também entraram no centro das atenções. Para falar sobre todas essas transformações e tendências de ontem e de hoje, convidamos alguns profissionais da área. Leia abaixo a opinião de especialistas no assunto.
tar, sempre esteve lá. O seu papel de agregadora continua, porém, com o passar dos anos, de forma diferente. No início ela ficava à mostra, onde além de promover a união da família e de vizinhos, era um objeto de status. Depois, devido ao aumento de suas dimensões, foi necessário escondê-la em móveis feitos sob medida. Hoje ela ainda agrega a família e os amigos, mas, devido ao seu design, voltou a ter o lugar de destaque nas casas.”
CÍCERA GONTIJO Arquiteta GUSTAVO XAVIER/DIVULGAÇÃO
bém voltaram com força total. O forro do teto em madeira é outro elemento em voga na decoração da década de 1990 muito usado atualmente. Assim como os tons pastéis, os atuais ‘color candy’ foram as cores do momento há 20 anos. Foi nessa época que surgiu o ‘highlow’, a mistura de elementos caros com outros mais em conta, que hoje também está sendo muito usado devido às questões econômica e sustentável.” JOMAR BRAGANÇA/DIVULGAÇÃO
A arquitetura e a decoração sempre vivem num ciclo de tendências e, claro, muito do que foi utilizado na década de 90 também está sendo usado hoje, mas com uma nova roupagem. Um exemplo disso são os boiseries (molduras superclássicas nas paredes) e os espelhos bisotados. Esses elementos, muito presentes nas moradas nos anos 90, se apresentavam com uma estética marcante. Hoje eles voltam a ser usados, mas com contornos mais suaves, elegantes. Na arquitetura, os
lidade, mas a essência das propostas continua dando charme, elegância e sofisticação aos projetos.
JOMAR BRAGANÇA/DIVULGAÇÃO
ANOS
Nas áreas da arquitetura, da decoração e do design não é diferente. Muitas técnicas e artigos que foram tendência há 20 anos se mantiveram em alta ao longo de todos esses anos ou, depois de um tempo esquecidos, retornaram com força total. A repaginação e a adaptação aos dias atuais é uma rea-
Ambiente da Morar Mais 2016 evidencia o forro do teto em madeira e as pedras naturais
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Há mais de 20 anos, não existia tanta preocupação com o efeito da iluminação no ambiente. Nos anos 90, iluminava-se com um ponto central que poderia ser um pendente mais clássico ou plafons de sobrepor, sem se preocupar com efeitos de luz e sombra. Aos poucos, foram surgindo novos conceitos de luz, sombra e arte, com o uso de rebaixamentos em gesso e de peças decorativas mais modernas, conceitualmente diferenciadas, valorizando a
arquitetura e decoração. Com a evolução tecnológica e de materiais, foram surgindo designers de peças mais modernas, como colunas, abajures e pendentes personalizados, numa proposta completamente diferente do usual. A luminária Romeo Moon (Flos) do designer Phillip Stark, criada em 1996, traduz bem esse estilo mais moderno, feita em vidro ranhurado, fazendo uma releitura das cúpulas de tecidos utilizadas anteriormente em luminárias.”
BÁRBARA DUTRA/DIVULGAÇÃO
Tempo vai, tempo vem e algumas coisas nunca saem de moda. Mas também há aquelas que ficam em alta durante alguns anos e depois adormecem para voltar ao topo em outros períodos. Assim é a moda: cíclica. Renata Abritta
JUNIA CARSALADE Lighting designer GUSTAVO XAVIER/DIVULGAÇÃO
elementos vazados, como cobogó, treliças e brises, muito comuns nas construções feitas há 20 anos, também voltaram com força total nas edificações contemporâneas e isso se deve muito à funcionalidade deles. Com relação aos móveis, um mobiliário que era um grande xodó há 20 anos e que hoje voltou com tudo na decoração são os móveis de palhinha. Além de supercharmosos, eles são vazados, permitindo que o corpo em contato com a superfície possa respirar.”
Projeto da Coga Arquitetura possui treliças para separar ambientes e espelho bisotado
habitar
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VISÃO> Setor avançou em sustentabilidade e acessibilidade ao longo das últimas duas décadas
Na construção civil, inovações trazem conforto e segurança ANOS Ao longo Renata Abritta de 20 anos muita coisa também mudou no setor da construção. Da década de 1990 para os dias atuais, uma série de inovações foi adotada. Cresceu a preocupação com temas como sustentabilidade, acessibilidade e segurança do trabalho. Algumas técnicas capazes de promover maior conforto e menor chance de problemas também ganharam notoriedade. “Como exemplo, temos revestimentos externos que utilizam o sistema ‘aerado’, que são afastados da alvena-
ria para proporcionar maior conforto térmico e acústico, evitando infiltrações; os pisos do pilotis elevados para não empoçar água e facilitar a manutenção;a garagem com menor quantidade de pilares para facilitar asmanobras; elevadores mais seguros e rápidos, entre outros”, enumera Thiago Xavier, gerente de comunicação da Conartes Engenharia, empresa que adota o sistema solar desde 1994 em seus empreendimentos. A geobiologia, conhecida como Biologia da Construção Civil, e que tem por objetivo estudar a interação dos espaços com as pessoas e o impacto que isso pode gerar na saúde humana, também passou a ser uma aposta de algumas construtoras, como da RKM Engenharia. O estudo se inicia antes mesmo da própria construção, com uma análise de cerca de um mês do solo, do ar, do sol e da energia que ema-
na do próprio local. Após a verificação de que o terreno está apto para receber o empreendimento de acordo com os estudos, os geobiólogos se unem à arquitetura para a elaboração da planta e dos formatos e localizações de cada espaço interno. De acordo com o geobiólogo Allan Lopes, os itens que devem ser focados para trazer energia, bem-estar e harmonia às casas são a iluminação do ambiente, a mobília, o formato do espaço, a localização, o ar, dentre outros. “Quando esses fatores são trabalhados e entram em padrões ótimos de funcionamento, aumentamos o bemestar e a vitalidade dos moradores, colaboradores, usuários e habitantes de determinados espaços,” explica o especialista. O primeiro empreendimento a receber o Selo Casa Saudável é o projeto do edifício Kadosh da RKM, lançado
CONARTES/DIVULGAÇÃO
recentemente no Vale do Sereno. TECNOLOGIA Os investimentos em tecnologia no setor da construção civil também estão em ascensão nos últimos anos, trazendo grandes inovações e introdução de novas metodologiasque auxiliam nodesenvolvimento dos projetos da área. Seguindo essa premissa, a GreenGold foi a primeira empresa do segmento a investir no Building Information Modeling (BIM), ou no português, Modelagem de Informação da Construção – uma tecnologiaque aprimora osprojetos de instalações prediais e demais engenharias.“Com essa tecnologia garantimos que a obra não terá problemas. Além disso, conseguimos fazer o orçamento e a execução doprojetocom100% decerteza”, garante o diretor comercial da GreenGold, Carlos Damasceno.
Novas construções prometem reduzir consumo de água
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habitar
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PROJEÇÃO> Tendência para os próximos 20 anos foca no respeito à natureza, dizem profissionais
Futurodesustentabilidade Diante de todas as mudanças e melhorias ocorridas desde 1996 nas áreas da arquitetura, da decoração e da construção civil, fica a dúvida de como serão os próximos 20 anos. Os profissionais dessas áreas acreditam que a resposta para essa questão Renata Abritta
ANOS
está na sustentabilidade, no reaproveitamento e na reutilização dos recursos. O respeito à natureza aliado à inovação tecnológica dará lugar a moradias mais confortáveis e mais saudáveis para o meio ambiente. “Já existem algumas ideias de casas que são construídas com impressoras 3D. Isso é uma coisa que vai
ocorrer com certeza num futuro próximo. Outro elemento que será usado é a nanotecnologia, que é a manipulação e a construção de materiais no nível de átomos. Essa tecnologia permite que os materiais de construção sejam mais resistentes e que tenham um custo mais baixo”, afirmam as arquitetas Luciana Araújo e
Nathália Otoni, do escritório Óbvio Arquitetura. O aproveitamento dos recursos da natureza também será mais disseminado. “Teremos preocupações verdadeiras com relação ao aproveitamento da iluminação natural frente à artificial, a técnicas construtivas que utilizam e respeitam a mão de obra local e à
utilização ainda maior da madeira certificada”, destaca a arquiteta Estela Netto. Aliás, os materiais naturais, como madeira, pedras e plantas, terão lugar cativo no design, segundo o arquiteto Júnior Piacesi. Confira abaixo como esses profissionais projetam o futuro.
DANIEL MANSUR/DIVULGAÇÃO
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Com projeto de Estela Netto, casa valoriza a iluminação natural e a madeira certificada
Na tentativa de especular o futuro, eu me deparo com uma forte tendência que vai perenizar daqui a 20 anos: a ligação do homem com o natural. Diante do distanciamento, dos poucos encontros e da efemeridade que vivemos hoje em dia, eu penso que a arquitetura e o design que conseguirem proporcionar o orgânico, a proximidade e o contato autêntico entre as pessoas se tornarão os mais desejados. Acredito ainda que daqui a 20 anos teremos uma arquitetura menos presa ao preciosismo estético ou ao status e mais atenta e voltada ao
homem e àquilo que o faz realmente feliz. Nas construções, nós vamos ver a presença forte de materiais naturais e de uma arquitetura vernacular, na qual se empregam materiais e recursos do próprio ambiente em que a edificação é construída. Teremos preocupações verdadeiras com relação ao aproveitamento da iluminação natural frente à artificial, a técnicas construtivas que utilizam e respeitam a mão de obra local e à utilização ainda maior da madeira certificada, que permite essa aproximação real do homem com a natureza.”
KIKA DARDOT/DIVULGAÇÃO
ESTELA NETTO Arquiteta
GUSTAVO XAVIER/DIVULGAÇÃO
LECANOVO/DIVULGAÇÃO
JÚNIOR PIACESI Arquiteto
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Daqui a 20 anos a grande pegada será o bem-estar, a tecnologia e a sustentabilidade máxima. Os resíduos em geral, como o esgoto e o lixo gerados pelas casas, já estarão sendo aplicados na construção civil de forma mais tecnológica. O bem-estar e a individualidade das pessoas vão estar ainda mais em voga como conceito do projeto de interiores. A tecnologia apresentará novos avanços de aproveitamento da luz solar. Ao especificar um produto para casa, a pesquisa sobre a história e a construção dos materiais, a sua origem e de como ele se comporta no tempo, serão realidade. Tem
muita coisa sustentável e com alta qualidade já vindo por aí e que daqui a 20 anos estará consolidada. O sustentável, que ainda é visto como algo feito de PET e que não é muito usual ou de baixa qualidade, mudará completamente, mostrando um leque muito maior de utilidades. No que diz respeito ao design, o moderno atemporal, que está muito ligado à sustentabilidade, estará em evidência. A presença da natureza, que já vem sendo aplicada nos projetos atuais (com presença marcante de plantas, pedras, madeira), estará ainda mais consolidada na decoração.”
Natureza evidente: jardim vertical, pedra no revestimento da parede e uso de madeira
HENRIQUE QUEIROGA/DIVULGAÇÃO
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Estamos começando a viver numa economia compartilhada e prevemos que o compartilhamento será uma realidade daqui a 20 anos. As coisas não vão mudar drasticamente, mas algumas sementes que já estão sendo plantadas, como a sustentabilidade, serão pré-requisitos. As palavras de ordem, no que se refere a materiais, serão reciclagem e reutilização. A reciclagem de aproveitar tudo que a gente já extraiu da natureza: pedra, madeira, minerais, metais para criar novos materiais. Tem alguns fabricantes que já recolhem o carpete do cliente para fabricar novos. Já existem piProjeto da Óbvio Arquitetura possui armário com material criado com nanotecnologia
sos que podem ser levados de um lugar para outro, afinal a população está se tornado meio nômade. Controlar de uma forma mais eficiente e inteligente a energia solar no interior das residências com especificações mais corretas de materiais de revestimento de fachada, de revestimento interno de uma forma que não gere tanto consumo de ar-condicionado, será uma realidade. Daqui a 20 anos vamos ter materiais mais resistentes, mais práticos, mais personalizados, que geram menos resíduos e que não seja mais necessário retirar nada da natureza de maneira destrutiva.”
JEAN ASSIS/DIVULGAÇÃO
LUCIANA ARAÚJO E NATHÁLIA OTONI Arquitetas
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pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 17 a 23 de setembro de 2016
shopping FESTA> Das iguarias tradicionais até as mais requintadas, opção desperta atenção pela praticidade
Doce no pote é nova tendência FOTOS GISELLE VENTURA/DIVULGAÇÃO
ANOS Márcia Nesta semana Xavier decomemora-
ção, na qual o jornal Pampulha celebra 20 anos de existência, não poderíamos deixar de falar de festa. Se tem algo que tem se tornado tendência em ocasiões diversas são os doces no pote. Do tradicional brigadeiro até as mais requintadas guloseimas, tal opção tem atraído o público de todas as idades. Trabalhando no ramo com o namorado Rodrigo Campolina, Aline de Souza, do Tudo no Pote – Doces e Guloseimas, conta que os pedidos mais frequentes são para festas de aniversário, mas a alternativa já entrou para o cardápio de vários eventos, como chás de bebê, chás de panela, noivados e até reuniões empresariais. “No pote há praticidade em servir e, também, em fazer o cálculo para atender os convidados, já que é uma porção
Aline e Rodrigo comemoram o sucesso e vibram com os resultados do negócio
individual”, destaca Aline. Aindasegundo ela, toda essa praticidade é o que mais chama a atenção dos clientes. “Os donos da festa gostam e os convidados mais ainda. É sucesso entre crianças, jovens e adultos. Podem ser degustados na hora ou em casa. São bons de serem transportados”, ressalta a empreendedora.
Podendo ser degustado na hora ou ser levado para casa, bolo no pote é prático e tem sido opção em diversas ocasiões
OS “QUERIDINHOS” De acordo com Aline, no Tudo no Pote – Doces e Guloseimas, a maior pedida é de minichurros, mas o bolo no pote também entra na lista dos mais requisitados, assim como os docinhos tradicionais. “Fazemos, inclusive, alguns brigadeiros especiais,
Minichurros são os queridinhos da clientela, destacando-se entre os pedidos
com ingredientes mais requintados como nozes, castanha e amêndoas”, comenta ela, dizendo que também personaliza os produtos. “Para trazer ainda mais identidade aos produtos, colocamos nomes, datas, a informação que os clientes desejarem”, menciona.
Mousses, beijinho, variadas opções de doces e sabores no pote também despertam o interesse da clientela, diz Aline
ATENDIMENTO Com perfil ativo no Facebook e no Instagram (@tudo.no.pote_doces.guloseimas), Aline e Rodrigo recebem os pedidos nas redes sociais e também via Whatsapp, pelo número (31) 98833-5359. “O Rodrigo e eu sempre gostamos de cozinhar e, prin-
cipalmente, de fazer doces. Por isso, resolvemos investir no ramo. Começamos atendendo familiares e amigos, mas agora o público é bem diversificado. Doces no pote foi um diferencial que buscamos. Deu muito certo, tanto é que já temos planos para expandir o negócio”, revela Aline.
Aline e Rodrigo também trabalham com brigadeiros especiais, com ingredientes mais requintados, como nozes
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shopping
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 17 a 23 de setembro de 2016
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 17 a 23 de setembro de 2016
shopping
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WNova York. A cidade que sobreviveu e se renovou após o 11/9. Páginas 10 e 12 CANINDÉ SOARES/EMPROTUR/DIVULGAÇÃO
WFantástico. Cinco estradas que ganharam status de celebridade. Página 4 pampulha
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BELO HORIZONTE Sábado 17/9/2016
De vento em popa Dez destinos nacionais que cresceram e se consolidaram nas duas últimas décadas Páginas 6 e 7
W2 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 17 de setembro de 2016
paulo campos paulocampos@otempo.com.br
Wsala vip
FOTOS PAULO CAMPOS
Novo site e campanha em road show A Iberoservice reuniu na última semana, no salão do Belo Horizonte Mercure Lourdes, quatro fornecedores – os resorts baianos Iberostar, Costa do Sauípe e Canabrava e o receptivo português Tempovip – em um workshop preparado especialmente para os agentes de viagens. Pertencente ao Grupo Iberostar, a operadora baiana queria mostrar as ferramentas do novo site (www.
iberoservice.com.br), que “depois de reformulado oferece mais praticidade e agilidade para os agentes de viagens”, segundo Carol Gonçalves, supervisora de reservas. Carol ainda divulgou a campanha Agente Premiado: a cada R$ 10 mil de vendas pela web, o agente ganha R$ 50. No road show, também foi apresentado ao mercado o recém-contratado representante comercial da operado-
ra Minas, o veterano do turismo Geraldo Magela, que servirá de apoio aos agentes. Tozé Cordeiro, gerente de vendas da Iberoservice, que veio a Minas especialmente para o evento, reafirmou o compromisso da operadora de vender exclusivamente para os agentes de viagens e comemorou a expansão de suas bases no país – além de BH, já tem representantes em Maceió, Aracaju, Brasília e Goiânia.
Os salões do BH Mercure Lourdes ficaram lotados de agentes e serviram de cenário para road show após as palestras dos representantes do Ibersoservice e dos resorts
Tozé Cordeiro, gerente de vendas da operadora Iberoservice, no evento do BH Mercure
Geraldo Magela, Carol Gonçalves e Tozé Cordeiro, da operadora Iberoservice
Alexandre Fernandez (gerente de contas Costa do Sauípe) e Nathália Barbosa (Iberostar)
Tozé Cordeiro (Ibersoservice) e Danilo Cerqueira (gerente do receptivo português Tempovip)
Edir Boaventura (Rio Quente Resorts e Valetur) e Sandra Castro (agência Arte y Vida)
Leopoldo (Valor), Fabíola Taranto (Leroy), Mairo Gabriel (Aquarius) e Luciana Costa (Escotur)
Maria José (Volée Viagens e Turismo) e o casal Saulo e Sandra Chaves (Versum Viagens)
Monia Zahreddine (Oásis), Alexandre (Personal Tur), Bruno (Rextur Advance) e Marina (CVC)
Patrícia Costa, Leila Carqueno, Cláudio Santos e Isabel Alves (Viajar) com Geraldo Magela
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foto da semana
Wliteratura de viagem
A Lonely Planet convidou a autora cadeirante Emily Rose Yates – consultora de acessibilidade do MetrôRio – para sair pelas ruas do Rio de Janeiro e escrever um guia com as informações mais relevantes e atualizadas para pessoas com dificuldade de locomoção e deficiências visual e auditiva. Lançado pela Globo Livros no Brasil, o e-book “Rio Acessível” (www.globolivros.globo.com/livros/lonely-planet-rio-acessivel) apresenta informações sobre o que ver, o que deixar de fora e em que prestar atenção na cidade-sede das Paralimpíadas. O guia tem dicas sobre todos os bairros badalados entre os turistas, incluindo informações sobre acessibilidade.
NELSON ALMEIDA/AFP
Mulher olha para uma obra de arte do artista polonês Frans Krajcberg, exibida na XXXII Bienal Internacional de São Paulo, que acontece até 11 dezembro, no Ibirapuera REPRODUÇÃO
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check in check out
Celebration No próximo dia 24/9, Tia Eliane promove a tradicional festa Celebration, na boate Na Sala, com presença do ator Bruno Montaleone, de “Malhação”.
personagem da semana ARQUIVO PESSOAL
Geraldo Magela,
executivo de vendas da Iberoservice em Minas, tem 34 anos de serviços ao turismo, tendo iniciado carreira na Mundial Turismo e trabalhado em operadoras como Nascimento, Viagens Master e Flytour
Novos sites O Hotel Senac Grogotó (www.hotelsenacgrogoto. com.vr) e a pousada Senac Tiradentes (www.pousadassenactiradentes.com,vr) avisam que estão com novos sites.
Aeroportos Até o dia 30, o App Bancah, espécie de banca de revistas digital, oferece acesso 100% gratuito para usuários que estejam nas áreas comuns dos aeroportos de Rio, São Paulo, BH, Salvador e Recife.
Como surgiu o convite para ser o executivo de vendas da Iberoservice em Minas? Um amigo soube que eles precisavam de um representante e me indicou. Fiz uma entrevista e um teste e, depois de aprovado, fui fazer um treinamento na matriz.
Qual será o seu trabalho em Minas Gerais? Meu trabalho será divulgar o nome e os produtos da operadora em agências de viagens da capital mineira e do interior.
Quais são os diferenciais da Iberoservive em relação aos
concorrentes? Hoje, a Iberoservice tem o melhor financiamento do mercado, em 13 vezes sem juros, e o melhor comissionamento para os agentes, em torno de 13%.
Quais os principais produtos que a Iberoservice comercializa? Comercializamos resorts de modo geral, inclusive os hotéis da rede Iberostar no Brasil.
Qual é a importância de Minas para a operadora? É fundamental, representa cerca de 20% de nossas vendas.
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte
17 de setembro de 2016
W4 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 17 de setembro de 2016
turismo FOTOS RENTCARS/DIVULGAÇÃO
Disney
Quatro pacotes bem diferentes Tia Eliane abriu inscrições para excursões em 2017. São quatro programas: Orlando com New York (16 dias, a partir de US$ 2.616); Orlando com New York & Ski (16 dias, a partir de US$ 2.766); Orlando Magic (13 dias, a partir de US$ 2.236) e a opção Orlando Light (11 dias, a partir de US$ 1.598). Todos com hospedagem em apto quádruplo por pessoa e incluindo apenas a parte terrestre. Aéreo sob consulta. Informações pelo telefone (31) 3261-5900. UNIVERSAL/DIVULGAÇÃO
On the road
Quando a rota supera os destinos Selecionamos para você as cinco maisbelas estradasdo mundo, que provamque a viagem pode começar (eser muito melhor) em seu trajeto Da Redação Pessoas que costumam viajardecarrocitamduasvantagens em escolher esse meio de transporte: a liberdade, por optar pelos horários mais adequados, e a definição da rota. Além disso, elas defendem se que pode usufruir das paisagens com mais calma,
parando aqui e ali. Para aqueles que amam viajar de carro, selecionamos cinco rotas no mundo que ganharam status de celebridade. Nessas viagens, interessa mais a jornada do que o destino.
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Fonte: Rentcars.com (www.rentcars.com/ptbr), agência de viagens online (OTA) especializada em locação de veículos
Adriatic Highway, Croácia Com paisagens deslumbrantes ao fundo, a estrada Jadranska magistrala (ou estrada do Adriático), que se inicia na Croácia, bem próximo à fronteira com a Eslovênia, e se estende pela Bósnia Herzegovina e por Montenegro, é capaz de proporcionar uma linda vista do mar Adriático. A região está atualmente entre as mais procuradas da Europa. Destaques para a tonalida-
de do mar e da paisagem, que varia conforme a estação do ano. Quem gosta de direção irá saborear zigue-zagues arrebatadores e curvas fechadas. Curiosamente, a estrada, que faz parte da rota E65 Europeia, tem duas pistas por quase toda sua extensão, com exceção de um curto trecho em via dupla entre Sveti Juraj, perto Kaštela, e Split, na Croácia.
Wild Atlantic, Irlanda Abaeté
Carnaval com estrelas Para os turistas que pretendem se divertir no Carnaval em Minas, a Nenety Eventos anunciou quatro grandes atrações para o Abaeté Folia: Marília Mendonça, Léo Santana, Zé Neto e Cristiano e Gusttavo Lima. Em sua 11ª edição, o evento acontece de 24 a 28 de fevereiro, com megaestrutura no Campo do Abaeté. Abadás no site www.nenety.com.br
Rota 66, Estados Unidos Talvez nenhuma outra rodovia do mundo possa ser tão icônica e lendária como a Rota 66. A mítica estrada dos aventureiros abriga em suas longas e intermináveis retas o silêncio do deserto e a mais pura sensação de liberdade. Conhecida como a Mother
Road, a estrada vai de Chicago a Los Angeles, cortando os Estados norte-americanos de Illinois, Missouri, Kansas, Oklahoma, Texas, Novo México, Arizona e Califórnia. Percorrer os quase 4.000 km vai fazer você se sentir em um filme de Hollywood!
São 2,5 mil km de belezas estonteantes e inigualáveis. O deslumbrante cenário acinzentado das montanhas e rochas irlandesas ditam o ritmo da viagem em meio ao verde da vegetação ao azul-escuro do oceano Atlântico. As incríveis ruínas medievais e as ótimas opções gastronômicas locais tornam ainda mais rica a experiência de trafegar pela rota Wild Atlantic Way, que liga o extremo norte da Irlanda do Norte ao sul da Irlanda.
Great Ocean, Austrália A Great Ocean Road é um roteiro indispensável para quem pisa em solo ozzy. O azul intenso do oceano e a refrescante brisa marinha do Pacífico fazem dela uma excelente rodovia para se trafegar em um conversível. Percorrer os 243 km que separam as cidades de Torquay e Allansford, na província de Victoria, ao sul, pode ser uma experiência encantadora. Pelo caminho, aldeias de pescadores, praias de areia dourada, florestas tropicais e parques nacionais. Mas atenção: na Austrália, o sentido de circulação é na mão-inglesa.
SETUR-SC/DIVULGAÇÃO
Rio do Rastro, SC A SC–390, que liga o sul ao oeste de Santa Catarina, corta um dos mais importantes cartões-postais do Estado. As 248 curvas da serra do Rio do Rastro, por vezes íngremes, fechadas e cobertas pela vegetação, são atrativos para turistas. No topo da serra, o mirante, situado a 1.400 m de altitude, oferece ótima perspectiva (e espetacular vista) do que é a rodovia.
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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte
17 de setembro de 2016
Single trips
Sozinhos, sim, isolados na viagem, nunca Operadoras e agências promovem interação entre aspessoas queviajam sem companhia;aplicativos são tambémfacilitadorespara firmarparcerias pelo roteiro DIVULGAÇÃO
Em Amsterdã, viajantes pela Single Trips, empresa que promove tours para até 20 pessoas, no Brasil e no mundo
Carolina Mazzi Agência O Globo
Buscas na internet por “ideias para viajar sozinho” e “destinos para viajantes sozinhos” cresceram 60% no último ano, segundo o jornal britânico “The Guardian”. Se algum dia foi um tabu, os números mostram o que já se vê na prática: viajantes solitários já conquistaram boa parte do turismo. Mas nem todo mundo que faz as malas precisa, de fato, cumprir toda a jornada desacompanhado. Outro segmento tem crescido: as “single trips”, viagens em grupo que promovem a interação entre esses turistas. Apesar da tradução literal do conceito ser de “viagens para solteiros”, não se engane. A ideia não é criar casais, mas estimular o contato entre quem está sem companhia, diz Eduardo Martins, da Keep Company, especializada em roteiros para quem viaja desacompanhado. “Claro que pode acontecer, e acontece, de as pessoas se conhecerem e se interessarem umas pelas outras, mas o foco é turismo. Não são agências de encontros”, esclarece. A agência Single Trips, também especializada neste segmento, tem roteiros diá-
riosemensais,comprogramaçãoedestinosque atraempessoas com interesses em comum, diz a presidente da empresa, Renata Guedes. “Se você gosta de arte, vai querer se reunir com pessoas que gostam do assunto. Como a ideia é promover o contato,organizar osroteiros dessa forma facilita e dá segurança na hora de escolher o seu passeio”. Nas duas agências, os roteiros mais procurados são de ecoturismo, destinos de praia e roteiros pelas capitais europeias. Na Single Trips, os grupos são formados por, no máximo, 20 pessoas, e há eventos de sociabilização durante os passeios. Outravantagemparaoviajantesolitárioqueestáemgru-
po é poder gastar menos. “A acomodação onera muito, pois os quartos costumam ser para dois. O viajante tem que escolher entre conforto do hotel e preço baixo. Sendo em grupo, conseguimos valoresmenoresparahospedagem”, diz Renata. Alguns hotéis também perceberam essa tendência. O Barceló Bávaro (barcelo.com), em Punta Cana, na República Dominicana, promoverá no mês de outubro a “Semana dos solteiros”, com preço e programação especiais para quem está viajando sozinho. O Ace (acehotel. com), em Nova York, oferece eventos de integração nas áreas comuns.
Serviço Passeios especializados. Roteiro de cinco dias para Fernando de Noronha, com hospedagem e aéreo, custa a partir de R$ 4.000 na Single Trips. singletrips.com.br. A Terra Azul (terraazul.tur.br) tem roteiros de até duas semanas por países no Caribe, com hospedagem, a partir de R$ 6.000. As duas agências têm roteiros personalizados. Agências de turismo. A Viaggio também tem roteiros para solteiros (viaggio.
com.br), assim como a Keep Company (keepcompany. com.br), a Contiki (contiki. com) e a CVC (cvc.com.br). Aplicativos. O “Wandermate” faz o encontro entre turistas e locais (wandermate.com), e o “Withlocals” (withlocals.com) é para passeios no destino. O “Party with a local” é para festeiros buscarem companhia (partywithalocal), enquanto o “Eat with a local” é para quem quer dividir refeições (eatwithalocal) com um local.
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Aéreo
Voo entre BH e Porto Velho A Azul inaugurou este mês voos às segundas, terças e domingos, sem escalas, entre Porto Velho e BH. O voo decola de BH às 22h e chega à capital de Rondônia à 0h50. As tarifas estão a partir de R$ 419,90. Na foto abaixo, candeias do jamari, em Rondônia. EMBRATUR/DIVULGAÇÃO
turismo
Nordeste
“Queridinho” dos turistas mineiros Região é a que mais cresceu no turismobrasileiro nosúltimos 20 anos, consolidandodestinos como Natal, Maceió,Fortaleza e Porto de Galinhas Paulo Campos
paulohcampos1@gmail.com
Concurso
Minas através de fotografias O Turismo de Minas lançou a 2ª edição do Concurso Cultural Fotografe Minas. Os interessados em participar devem compartilhar no aplicativo Instagram até19/9 imagens de Minas Gerais com a #FotografeMinas2016. Mais informações no site www.turismodeminas.com MARDEN COUTO/DIVULGAÇÃO
Feira
Market place na capital Inspirado em market places de capitais como Londres e Nova York, Belo Horizonte ganhou o Nigth Market, inaugurado na rua Wilson Rocha Lima, 25, Buritis, com quatro food stations e drink stations. O espaço funciona às sextas, a partir das 19h, e aos sábados, a partir das 16h.
Natal (RN), Maceió (AL), Porto de Galinhas (PE) e Praia do Forte (BA) foram os destinos nacionais que mais cresceram no Nordeste brasileiro nos últimos 20 anos. Eles também são apontados por sites de hospedagem como Hotel Urbano e Booking.com como mais procurados no ano passado. No caso de Natal, por exemplo, o crescimento chegou a 200%. A maioria dos turistas que viaja ao destino potiguar busca o dueto praia e sol e o combina com o balneário de Pipa. Ótima infraestrutura hoteleira e diversificação da malha aérea também colaboraram para que Natal tivesse um boom no turismo nos últimos anos, reconhece Daniel Dias, diretor de operações da operadora mineira Viagens Master. O custo-benefício também é outro chamariz para os turistas. Um pacote de sete noites para a capital potiguar custa, em média, R$ 2.200, na alta temporada, e R$ 1.700, na baixa estação. Se comprados com antecedência, os preços podem ser ainda mais convidativos. Entre as facilidades que se estabelece-
ram nos últimos anos está o pagamento em 12 vezes sem juros. Por causa do crescimento desses destinos no Nordeste, operadores, como CVC, Viagens Master e Visual, têm investido em fretamentos. A Viagens Master está com fretamento para Porto Seguro e bloqueios para Natal, Fortaleza e Salvador. Por sua vez, a Visual está com cinco fretamentos em alta – Porto Seguro, Natal, Salvador, Recife, Maceió e Fortaleza. Para André Rossi, da Visual Turismo, Porto Seguro e Maceió foram os destinis que mais cresceram por causa do custo-benefício. Um programa de sete noites para Maceió está custando en-
A ascensão da classes C e D permitiu o acesso a serviços que não faziam parte de seus planos: as viagens JOTA FREITAS/BAHIATURSA/DIVULGAÇÃO
tre R$ 900 a R$ 1.500. "No Nordeste, a Bahia é campeã", acrescenta Rossi. Nos últimos anos, Porto Seguro também vem substituindo o Espírito Santo como o “quintal” dos mineiros. Os operadores são unânimes em afirmar que o Nordeste conjuga a melhor combinação para os mineiros: belas praias, mar de águas tranquilas, transparentes e mornas, além de sol o ano todo. Em Maceió, destino que cresceu 175%,. mover-se para o litoral sul (Barra de São Miguel, Gunga e Francês) e norte (Maragogi e Costa dos Corais) é extremamente fácil. IGUASSU CVB;/DIVULGAÇAO
As cataratas do Iguaçu em vista aérea
PREFEITURA MUNICIPAL DO BALNEARIO CAMBORIÚ/DIVULGAÇÃO
Outros destinos Gramado: Perfeito para casais e famílias com crianças. O principal destino frio do Brasil agrada não só pela beleza da cidade, mas por seus festivais, como o de cinema, o de chocolate e o Natal Luz. Cresceu cerca de 190%.
DIVULGAÇÃO
Balneário Camboriú: Nem só de Floripa vive Santa Catarina. Balneário Camboriú é o novo queridinho dos turistas e não fica atrás da capital em termos de beleza. No verão tem noites agitadas e festivais, além de abrigar o Beto Carrero World. Crscey cerca de 160%. Praia do Forte: preservação ambiental mesmo com a instalação dos resorts
Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú: tranquila e cercada por pedras e restingas
turismo
7W O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 17 de setembro de 2016
SECRETARIA DE TURISMO DO CEARÁ/DIVULGAÇÃO
Kitesurfe na praia de Cumbuco, próximo a Fortaleza, Ceará
Ameaça às viagens das classes C e D Nos últimos 20 anos, uma significativa parcela da população brasileira, que vivia no limiar da pobreza, começou a galgar um novo patamar socioeconômico – para a conquista do tão sonhado direito de viajar foi um pulo. Assim, a última década assistiu a uma crescente procura de cidadãos das classes C e D por viagens nacionais e internacionais e cruzeiros marítimos. Tais demandas, proporcionadas pelo aumento das rendas familiares, foram estimuladas, principalmente, por uma maior extensão nos prazos de pagamento. As operadoras de viagens, de olho nesse novo filão, contribuíram mais ainda para a inclusão das classes C e D no negócio turístico ao criar pacotes econômicos, tanto para destinos nacionais como internacionais. Essa prática foi viabilizada graças, em parte, à queda nos bilhetes aéreos, resultan-
te da criação de companhias aéreas “low cost” no país. Até as empresas de cruzeiros marítimos, que viveram um boom na costa brasileira no mesmo período, resolveram entrar na dança, com a criação de minicruzeiros, com preços mais em conta, além de também esticar os prazos de pagamento. Agora, com o país mergulhado na crise e a possibilidade de perdas de benefícios sociais, as viagens das classes C e D voltam a ser um sonho distante, disse-me, “em off”, um operador mineiro. E mais: segundo ele, com o fechamento de vários voos pelo país afora, os bilhetes aéreos, a partir de 2017, devem voltar aos patamares de antigamente – inviáveis. Enquanto isso, o governo já deu sua primeira contribuição para tal derrocada: o ministro do Turismo revogou, no último dia 9, o programa Viaja Mais Melhor Idade. (Tânia Ramos)
Outros Porto de Galinhas (PE): Destino que cresceu 120% é hub para Maracaípe, Cupe, Carneiros e Muro Alto. Turismo começou a eclodir depois da instalação de resorts a partir dos anos 90 e do asfaltamento da PE-09. Foz do Iguaçu (PR): Terceiro destino mais visitado pelos estrangeiros cresceu cerca de 130% no turismo doméstico. Foz encanta por suas cataratas e pelas compras. Praia do Forte (BA): Em 1982, nasceu a primeira base do Projeto Tamar para proteger as tartarugas marinhas. A partir de 2000, surgiram hotéis de luxo e uma vila com toque de rusticidade e requinte. Costa do Sauípe: Complexo de resorts , instalado a partir de 2000, a 76 km de Salvador, tem a maior oferta de quartos do país e área para grandes eventos.
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turismo TODDY HOLAND/DIVULGAÇÃO
Nordeste (II)
Programas para alta e baixa temporadas Os destinos de sol e praia, no Nordeste brasileiro, se mantêm napreferência nacionalpara viagens deférias e fimde ano, segundo os operadores deturismo mineiros Salvador
Pernambuco
O clima da Bahia no verão LUCIANA BRUM/AGÊNCIA O GLOBO/23.2.2008 LUCIANA BRUM AGENCI
A mistura de raças, culturas e credos conferiu a Salvador um astral único que atrai turistas o ano inteiro. Mas é no verão que a capital baiana ganha mais brilho. A TAM Viagens preparou pacote para Salvador para as férias, nos períodos de 7 a 14/1 e de 14 a 21/1. O programa inclui aéreo e sete diárias no Onix Hotel Praia de Prata. O custo é de R$ 1.480 à vista ou em dez parcelas de R$ 148. Promoção válida para lojas do BH Shopping, (31-3286-3999), Boulevard (31-2515-3310) e Diamond (31-2533-0933).
Porto de Galinhas A Território Viagens oferece dois pacotes para o balneário de Porto de Galinhas (PE). No feriado da Proclamação da República, o programa de três noites (12 a 15/11) custa a partir de R$ 1.675, com hospedagem no Prodigy Beach Resort Marupiara. Em janeiro, o pacote de sete noites (5 a 12/1) está a partir de R$ 2.560 na pousada Marambaia do Porto. Inclui ainda aéreo, café da manhã e traslado. Preço por pessoa em apto duplo. Consulte seu agente ou ligue (31) 3264-3300. PONTES HOTÉIS/DIVULGAÇÃO
Nordeste
De Natal a Porto Seguro A Visual Turismo oferece pacote de três noites no feriado da Proclamação da República, com saída no dia 12/11, incluindo bilhete aéreo, traslado e hospedagem, com café da manhã, para o Nordeste, nos destinos Fortaleza (CE), Aracaju (SE), Ilhéus e Salvador (BA), Natal (RN), Maceió (AL), Porto Seguro e Arraial d’ Ajuda (BA). Os preços estão a partir de R$ 895 (Porto Seguro) por pessoa em acomodação dupla. Consulte o seu agente de viagens e peça esse pacote da Visual Turismo. .
Fortaleza
Paraíba
Para desfrutar as férias
Mussulo em bangalô duplo no feriado da Proclamação
SETUR-CE/DIVULGAÇÃO
No litoral sul da Paraíba, o Mussulo Resort by Mantra tem tarifa especial para o feriado de Proclamação da República (11 e 15/11). A partir de R$ 3.872, o pacote para casal, em bangalô duplo, dá o direito de hospedar duas crianças de até 12 anos sem custo adicional. A programação vai ter atrações musicais, festa “Curtição Mussulo”, gincanas e programação de lazer para adultos e crianças. O pacote inclui, ainda, o sistema de alimentação all inclusive, que permite ao hóspede usufruir de comidas e bebidas nacionais à vontade. Acesse www. mussulobymantra.com.br ou ligue (83) 3298-2750.
Com opções para todos os gostos e bolsos, Fortaleza possui 27,5 mil leitos, o que representa 75% da rede hoteleira do Ceará. É também uma cidade com muitos atrativos e uma ótima praia para banho, a do Futuro. O pacote da TAM Viagens para o destino inclui aéreo, sete diárias em apto duplo no FortPraia Hotel com café da manhã e pontos Multiplus. O preço está a partir de R$ 2.045, 40 (à vista) ou em dez parcelas de R$ 204,54. Saídas em 8/1 e 15/1. Promoção válida para as lojas do BH Shopping (31-3286-3999), Boulevvard (2515-3310) e Diamond (2533-0933).
Natal
La Torre
Viagem na baixa temporada
Pacotes para o fim de ano
Para a baixa temporada, a CVC está com um pacote para você aproveitar Natal (RN) a partir de R$ 1.188 por pessoa em apartamento duplo (ou 12 x de R$ 99), com saída em 1º de outubro. São sete noites de hospedagem no hotel Natal Proa com café da manhã, passagem aérea, traslados e passeio. Informações e reservas, acesse o site www. cvc.com.br/lojas ou procure uma loja da CVC mais perto de você.
A Viagens Master oferece pacote para o all inclusive La Torre na baixa temporada (saída 1/10, a partir de R$ 3.436), réveillon (saída em 25/12, a partir de R$ 5.593) e janeiro (a partir de R$ 4.887), incluindo aéreo e traslado. A operadora está com fretamento extra para Porto Seguro nas férias, tendo dois aviões por semana do réveillon até o fim de janeiro. Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Viagens Master.
turismo
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PORTO SEGURO/DIVULGAÇÃO
Aviação
Passageiro 1 milhão da TAP A TAP – que está presente em Minas desde 2008 com voos diretos para Lisboa e conexões para mais de 45 destinos na Europa – recebeu ontem o seu passageiro número 1 milhão no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte em grande estilo. “É um clima de alegria e satisfação bater essa marca, ao atingir o milionésimo passageiro na rota BH-Lisboa. A TAP confirma mais uma vez o acerto de sua aposta na estratégia de diversificação de gateways”, afirma Mario Carvalho, diretor geral da TAP para o Brasil. TAP/DIVULGAÇÃO
Porto Seguro
Barracas estão na mira da Justiça
Proprietários de Tôa Tôa e Axé Moi ganharamuma liminar quesuspendeu oimediatofechamento e a demolição dasduascasasem,nomáximo,30dias Tânia Ramos
taniaramos@otempocom.br
Consagrados templos da diversão em Porto Seguro, depois de suas belíssimas praias, as barracas Tôa Tôa e Axé Moi correm risco de serem demolidas, assim como outras infraestruturas menores ao longo da Costa do Descobrimento. Por decisão do juiz Alex Schramm de Rocha, da 1ª Instância da Justiça Federal em Eunápolis (BA), atendendo a pedido do Ministério Público Federal, as barracas deveriam ser fechadas imediatamente, sob pena de arcar com multa de R$ 100 mil ao
dia, e serem derrubadas em até 30 dias. Porém, como a notificação da sentença judicial, publicada no último dia 2, só chegou à cidade vizinha na segunda-feira passada, os advogados das duas empresas tiveram tempo de recorrer à Justiça Federal em Brasília, tendo conseguido uma liminar que suspendeu o lacramento e a multa. Agora, os advogados continuam em Brasília tentando suspender a demolição, informa o gerente geral da Tôa Tôa, Paulo Cesar Onishi, que classificou a decisão judicial como “dura”.
Barraca Tôa Tôa ocupa 6.000 m2, com 2.300 m2 de área construída Esse impasse deve-se ao fato de as construções afetarem o paisagismo da orla, fiscalizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Mas “a solução está caminhando para um Termo de Ajuste e Conduta (TAC), em que, com a participação de todas as instâncias públicas envolvidas, serão definidos parâmetros para requalificação da orla”, adianta Onishi.
Impacto A possibilidade de demolição das barracas de Porto Seguro – que empregam
mais de 10 mil pessoas – está sendo vista como muito negativa para o turismo da cidade, “que tem nesse tipo de empreendimento uma de suas principais características, inexistente em outros destinos litorâneos”, observa o secretário municipal de turismo, Paulo Cesar Magalhães. Segundo ele, há mais de 30 anos a cidade convive com essas barracas, que constituem um grande atrativo para os turistas que buscam esse conforto. Logo, se elas forem demolidas, vai causar um grande impacto econômico-social, já que 80% da receita de Porto Seguro é proveniente do turismo.
Números Barracas de praia: mais 100 Empregos: 10 mil pessoas trabalham em barracas Hotéis: 5.000 Leitos: 45 mil Visitantes: Mais de 1,3 milhão ao ano PIB do turismo: é de R$ 2 bilhões em Porto Seguro
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turismo CLAYTON COTTEREL/NYC/AGËNCIA O GLOBO
Hotelaria (I)
Cresce número de mensalistas
Vista de Manhattan a partir do Brooklyn
Está crescendo o número de mensalistas em hotéis de BH. Para muitos consumidores, modalidade é mais vantajosa que locar um apartamento. O perfil do usuário desse tipo de demanda varia entre solteiros e recém-separados que preferem manter esse tipo de serviço a locar um apartamento, pois o mensalista conta com café da manhã e limpeza diária dos quartos. Entre as vantagens: o hóspede não precisa de fiador, não tem qualquer burocracia. E o valor das diárias é menor, com cerca de 31% de economia média. BHB/DIVULGAÇÃO
TIMOTHY SCHENCK/DIVULGAÇÃO
Estados Unidos Hotelaria (II)
BHB é uma ótima opção Pessoas que estão se mudando para a cidade também têm nesse serviço o apoio ideal e a tranquilidade para buscar seu domicílio. Alguns profissionais que vêm fazer trabalhos temporários em BH, por períodos específicos, também preferem a modalidade. Engenheiros, prestadores de serviços, jogadores de futebol, atores e artistas em temporadas na capital são os principais clientes do BHB Hotel (bhbhotel.com.br).
Fidelidade
Milhas em dobro até 18/9 Cliente do Clube Smiles que realizar reserva de hotéis até o dia 18 de setembro no site da Rocketmiles recebe o dobro de milhas no acúmulo. O check-out deverá ser realizado até o dia 31 de dezembro. A promoção faz parte da semana de terceiro aniversário do Clube Smiles. O acesso à promoção e o regulamento estão disponíveis tanto no site, quanto nos dispositivos móveis, por meio do link www.smiles.com.br/rocketmiles.
Uma Nova York que sempre se renova Hotéis, shoppings e até colinas artificiais mostram poder dereação dametrópole no 15ºaniversário dos ataquesàs Torres Gêmeas,que ocorreuem setembro Brinquedo de escorregar em uma das quatro novas colinas da cidade TIMOTHY SCHENCK/DIVULGAÇÃO
Eduardo Maia Agência O Globo
Aospésdo OneWorld Trade Center, marco dos novos tempos de Lower Manhattan, duas crianças brincam no Liberty Park. Poderia ser mais um flagrante prosaico, mas é o retrato de uma nova Nova York, 15 anos depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Novos hotéis, restaurantes, centros comerciais, opções culturais e até colinas artificiais em Governors Island se juntam às muitas atrações para quem visita a cidade. No sul de Manhattan, essa renovação é ainda mais forte, sobretudo na área onde ficavam as Torres Gêmeas. A 386 m de altura, o observatório do One WTC, aberto em 2015, é um exemplo disso. Mas não o único. Com bancos estilizados e jardins, o Liberty Park mostra a nova ocupação do espaço da região. A praça de 4.000 metros quadrados foi construída no teto do acesso à gara-
gem do complexo World Trade Center e já é chamada de High Line de Downtown, por estar sete metros acima do nível da rua e ter vista única para o Memorial Nacional 11 de Setembro. Nos próximos meses, ganhará uma capela Ortodoxa Grega, no lugar da igreja de São Nicolau, destruída nos ataques.
Calatrava O projeto do templo é do arquiteto espanhol Santiago Calatrava,o mesmo responsável pelo instigante e polêmico prédio Oculus, onde funciona o terminal de transportes World Trade Center. Passageiros das redes de trem e metrô já circulavam por lá desde março, mas só em agosto o shopping do local, da rede Westfield, abriu suas portas, com lojas de marcas como Apple, Forever 21, Sephora e John Varvatos. O sul de Manhattan é tambémponto de partida para explorar a Governors Island, pedaço de Nova York cercado pela Upper Bay por todos os
lados. Da estação Battery Maritime Building – ao lado daquela de onde partem os ferries gratuitos para Staten Island – saem as barcas para a ilha que em julho ganhou novos contornos, com os quatro morros artificiais, de até 21 m de altura.
The Hills A área, batizada como The Hills, se tornou um concorrido programa de verão entre nova-iorquinos e visitantes.Um bom lugar para caminhar, andar de bicicleta e ver o skyline de Manhattan e a Estátua da Liberdade de novos ângulos. Caminhos inclinadose trilhas de pedras colocadaslevam até o topo das colinas.Paradescer, algunspontos têm escorregas. The Hills fica no sul da ilha e faz parte de um plano de revitalização de Governors Island, que até 1996 era uma base militar e apenas em 2003 virou área pública. Em 2014 foi entregue a primeira fase do projeto, com umamplogramado e umbos-
Estátua da Liberdade vista de The Hills, bem ao sul da ilha de Manhattan
que. A próxima etapa, ainda sem data para conclusão, prevê a criação de uma área para piqueniques e mais um trecho do calçadão à beira-mar. Na parte norte, estão prédios históricos tombados pelo governo americano, como os fortes Jay e Castle Williams. Criar colinas que não foram planejadas pela natureza é um dos esforços que Nova York faz para se reinventar. “Mesmo para o visitante
que já esteve em Nova York, cada viagem tem que ser como se fosse primeira, porque sempre encontra o lugar bastante transformado”, disse em junho Fred Dixon, CEO do NYC & Company, órgão de promoção turística da cidade, durante o IPW 2016, maior feira do mercado de viagens dos EUA, em Nova Orleans.
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sabores do mundo renatoquintinogastronomia@hotmail.com
Ilhabela
Festival de Dança A 19ª edição do Dança e Movimento começou no último dia 15 e vai até 9 de outubro. Já consagrado pelo público, o encontro deve reunir neste ano mais de 4.000 pessoas para 12 apresentações gratuitas, que prometem movimentar a baixa temporada da ilha e reunir amantes da arte e da praia. Em 2016, a grande inovação são os espetáculos que acontecem em paraísos isolados, nas comunidades tradicionais de Castelhanos e do Bonete. ARNALDO JG TORRES/DIVULGAÇÃO
Quinze anos após os ataques FOUR SEASONS/DIVULGAÇÃO
Há duas novidades no novo The Beekman Hotel (www.thebeekman.com ou www.thompsonhotels. com/hotels/the-beekman), da cadeia Tompson. A primeira é o recém-aberto Fowler & Wells, do renomado chef Tom Colicchio, que revisa clássicos que sempre foram sucesso em Nova York, como lagosta ao termidor ou beff Wellington. E a segunda Brasserie Augustine, que será aberta no início de outubro, do craque restaurauteur Keith McNally, uma lenda na cidade desde que abriu casas como Odeon, na década de 80, e Balthazar e Pastis, nos anos 90. O chef Wolfgang Puck, uma das maiores referências na cozinha da Califórnia, está abrindo seu primeiro empreendimento na cidade, a steak house CUT, no também novo e luxuoso Four Seasons Hotel New York Downtown (www. fourseasons.com/ newyorkdowntown). Ou-
Quarto do Four Seasons Hotel New York Downtown, uma boa opção em Nova York
tras novas opções de hotéis na região são o já citado The Beekman, AKA Wall Street (www.stayaka.com) e Conrad New York (conradhotels3.hilton.com/en/hotels/ new-york/conrad-new-yorkNYCCICI/index.html).
Mercado Para quem sentia falta do espaço vago deixado pela extinta Balcucci’s, o Le District (brookfieldplaceny.com/directory/le-district), na Brookfield Place, é um mercado com inspiração francesa, unindo três restaurantes e empórios que vendem produtos como carnes especiais, queijos e pães. Na região estão também o Hudson Eats (brookfieldplaceny.com/directory/food/ all), que serve pratos populares de famosos locais da cidade, como Mighty Quinn’s Barbeque (www.mightyquinnsbbq.com), a lanchonete Num Pang (www.numpangnyc.com) e a nova filial da badalada hamburgueria Shake
Shack (www.shakeshack. com), grande sucesso do chef Danny Meier.
Lower Manhattan Cozinha e empório italiano marcam presença com a inauguração do novo Eataly no bairro, enquanto as incríveis vistas do Lower Manhattan podem ser apreciadas no Pier A Harbor House (www. piera.com), no Battery Park – restaurante e cervejaria
que serve frutos do mar frescos e tem vista para a Estátua da Liberdade – e no Prosecco & Ice Pop (www.conradnewyork.com/dine/loopy-doopy-rooftop-bar), ideal para um coquetel e com vista para o rio Hudson. Próximo à região estão o excelente Russ and Daughters (www.russanddaughters.com), de cozinha judaica, na região da Bowery Street, onde ainda se situa o
ótimo Pearl & Ash (www. pearlandash.com), com degustações de tapas contemporâneas e vinhos harmonizados, e o Cherche Midi (www.cherchemidiny. com), de Keith McNally. Restaurauteurs como Rich Torrisi, Mario Carbone e Andrew Carmellini marcam presença com várias casas-referência na região, enquanto o Bâtard (batardtribeca.com/restaurants/batard), em Tribeca, é conhecido hoje como um dos melhores de NYC. Excetuando-se os concertos no Carnegie Hall, no Lincoln Center ou uma caminhada no Central Park, em Nova York é possível ficar quase o tempo todo em Donwtown.
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Renato Quintino é professor e consultor de gastronomia, vinhos e harmonização, guia de turismo gourmet e enólogo; escreve o blog www.renatoquintino.com.br
NYC & COMPANY/DIVULGAÇÃO
Nova York
Roda-gigante. Projeto da New York Wheel
Futuro em roda-gigante, exposição high tech e outlets Staten Island será odistrito que mais passará por mudançasem 2017; atrações pretendem revitalizar a ilhaao sul de Manhattancom novosatrativos
Eduardo Maia Agência O Globo Dos cinco distritos de Nova York, Staten Island deve ser o que mais mudará a partir do próximo ano. Para 2017, estão previstas as inaugurações de duas atrações de peso. Com 192 m de altura, a New York Wheel será a mais alta roda-gigante do mundo e terá capacidade para até 1.440 pessoas. Perto dela será aberto o Empire Outlets, shopping com cerca de cem lojas e espaço gastronômico. As duas atrações ficarão nos arredores da estação hidroviária de St. George, onde chegam as barcas gratuitas
de Manhattan– e que muitos turistas pegam hoje em dia apenas para ver a estátua da Liberdade. A Times Square também ganhará duas novas atrações. O National Geographic Times Square será uma área de exibições digitais que promete uma imersão total dos visitantes, por meio de telões de alta definição, projeções em 3D, sistema de som de última geração e monitores interativos. A primeira “experiência” será no fundo do mar, com “Ocean Giants”. A outra atração é o Gulliver’s Gate, com mais de 300 maquetes de prédios da cidade e do mundo, além de repro-
dução de cenas cotidianas. Manhattan também ganhará duas novas áreas de compras e gastronomia de frente para os rios Hudson e East, com os projetos Super Pier at Pier 57 e South Street Seaport.
Novo museu Quem não visitou Nova York este ano ainda não encontrou no roteiro cultural o Met Breuer, novo anexo do Metropolitan Museum, dedicado à arte contemporânea. Aberto em abril no Upper East Side, ele funciona no antigoprédio do Whitney Museum of Art, que em 2015 se mudou para o outro lado de Manhattan.
WAvaliação. Fiesta Ecoboost agrada, mas acabamento é ponto fraco. Págs. 16 e 17
LINCON ZARBIETTI
WMoto. Ducati Monster é potente, mas tem comportamento dócil. Págs. 22 e 23 pampulha
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BELO HORIZONTE Sábado 17/9/2016
W Pioneira
sessentona Primeiro veículo produzido no Brasil, Romi-Isetta completa seis décadas de história. Páginas 18 e 19
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interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br
Discovery Sport
Versão nacional no mercado As primeiras unidades do Discovery Sport fabricadas em Itatiaia (RJ) já estão sendo vendidas na rede autorizada da Land Rover. Não qualquer diferença em relação aos veículos importados, nem mesmo no preço, que continuam indo de R$ 217.696 a R$ 272.596. Vale lembrar que o modelo nacional é oferecido apenas com motor a gasolina; as configurações a diesel seguem sendo importadas. LAND ROVER/DIVULGAÇÃO
Recall
BMW convoca SUVs X3 e X4 A BMW anunciou um recall para os modelos X3 e X4, devido a uma falha no sistema de ganchos de retenção de cadeirinhas infantis padrão Isofix: em um acidente, esses componentes podem não apresentar a resistência adequada e fazer com que a cadeirinha se solte. A ação envolve 5.159 veículos, fabricados de 2009 a 2016. Informações pelo telefone 0800 707 3578 e no site www.bmw.com.br.
Raimundo Couto
Marcha a ré Hoje vamos interromper a sequência dos textos contando a história da evolução do automóvel no Brasil a partir das edições do Salão de São Paulo. Voltamos na semana que vem com o tema. Abrimos nosso espaço para considerações acerca da inauguração do Circuito dos Cristais, que aconteceu recentemente, mas que, pelo muito que se comenta, deixou a desejar. É nossa estima que os erros cometidos sejam reparados a tempo se de manter em evidência uma proposta que há muito Minas Gerais aguardava. Com o título “Pista Profissional, Organização Ainda Amadora”, o jornalista Luís Otávio Pires, especializado em jornalismo automotivo há quase 30 anos, deu suas primeiras impressões do Circuito dos Cristais, em Curvelo (MG), no site Acelera Aí (www.aceleraai.com.br), onde é um dos editores, voltado para a cobertura de eventos do segmento de duas e quatro rodas. No texto, ele destaca questão de certa displicência dos organizadores sobre a segurança do GP Gerais, a prova de inauguração do autódromo que se diz internacional. São críticas que servem de alerta para que o pessoal preste atenção nos erros, em vez de apenas se vangloriar. Leia alguns trechos do artigo abaixo: “Imagino que os responsáveis pelo Circuito
dos Cristais devem se reunir nesta semana para lavar a roupa suja, no bom e no mau sentido. Passada a primeira etapa e inauguração da pista, neste final de semana, com provas de carros e motos, é o momento de analisar o que deu certo e refletir sobre o que deu errado. Tudo bem que este era o sonho dos mineiros – um autódromo. E a pista ficou show mesmo, com padrão internacional, traçado seletivo, competitivo, do jeito que os pilotos gostam – seguro. Está aí uma palavra que ficou aquém do imaginado: a segurança na área dos boxes, o Paddock. Impressionou-me a quantidade de gente ‘credenciada’ na área do Paddock, circulando livremente entre as motos e os carros, antes, durante, depois, toda hora. “Antes das largadas, aquele monte de gente se aglomerava na grade que separa a pista do interior do boxe. O que foi aquilo, minha gente? VIPs podem, sim, ter acesso a esta área, mas em momentos específicos, nos intervalos das provas e guiados por promotores, sempre sob a vigilância dos seguranças. Assim é que acontece nas competições oficiais (Stock Car, Fórmula Truck, até na Fórmula 1). Pais irresponsáveis, com crianças mínimas, fazendo selfies quase que no meio da pista à vontade; casais desfilando em qualquer lugar! Ora, ora. “Fiquei pensando se acontecesse algum inciden-
O Circuito dos Cristais é um sonho que se realizou. Os idealizadores estão de parabéns, fizeram algo que se tenta há muitos e muitos anos. Mas a turma precisa ficar atenta. Todo aquele equipamento profissional não merece uma organização tão amadora
te – felizmente não ocorreu. Seria um problemão. Com certeza a pista seria interditada, a pedido do Ministério Público ou de qualquer paladino da justiça. Eles teriam argumentos de sobra para tal: fotos, imagens e o próprio Boletim de Ocorrência da Polícia Militar que, aliás, estava lá, para todo lado, e simplesmente não se manifestou sobre o perigo. “A segurança não foi (ou é) o único problema do Circuito dos Cristais – embora seja a principal. A organização pecou em coisas simples, como a sinalização para se chegar à pista. Para quem vinha de BH não havia uma faixa sequer, nem
aquelas provisórias mesmo, indicando o caminho. Elas só apareceram nas imediações do complexo. Os responsáveis pelo Circuito dos Cristais precisam entender que o sucesso só será alcançado se as provas tiverem público e, por isso, ele precisa ser bem avisado, indicado, levado pela mão. “Mas o Circuito dos Cristais é um sonho que se realizou. Os idealizadores estão de parabéns, fizeram algo que se tenta há muitos e muitos anos. Porém, a turma precisa ficar atenta. Todo aquele equipamento profissional não merece uma organização tão amadora”. FACEBOOK / REPRODUÇÃO
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Série especial I
Peugeot 2008 Crossway A Peugeot lançou uma série especial para o 2008. Denominada Crossway e limitada a 500 unidades, ela é baseada na versão top de linha Griffe, mas traz visual incrementado por molduras nos paralamas, adesivos laterais, rodas com pintura escurecida e capa dos retrovisores cromadas. Por dentro, há apenas tapetes exclusivos e bancos em couro bordados com os logotipos de identificação. O modelo é comercializado com motor 1.6 16V aspirado e câmbio automático pelo preço de R$ 83.690.
Série especial II
Audi lança A1 Sport Outro modelo que ganhou uma série especial, batizada de Sport, é o Audi A1. O conteúdo é semelhante ao da configuração Attraction, mas traz itens visuais próprios, como arco da capota, retrovisores e detalhe sob as lanternas com pintura cinza platinada, spoiler dianteiro e saias laterais aluminizadas e rodas de alumínio de 17 polegadas com design exclusivo. O motor é 1.4 turbo, com câmbio automatizado de dupla embreagem e sete marchas. O preço é de R$ 117.990.
super motor
Avaliação
Ecoboost agrada, mas preço e acabamento, não Versão top de linha do Ford Fiesta temmotor commuita tecnologiae bom desempenho,mas valorde mais de R$70 mil assusta para umcompacto Felipe Boutros O Ford Fiesta hoje é ofertado com um dos melhores motores do mercado nacional, o tricilindrico 1.0 Ecoboost. É daqueles carros gostosos de guiar na maioria das situações, sempre disposto – e o melhor: com baixo consumo de combustível. Pena que você vai ver pouquíssimos rodando por aí. O preço cobrado pela Ford pela única versão equipada com o propulsor assusta potencias compradores: ela está tabelada em R$ 71.990. Para justificar o preço, o novo propulsor empurra exclusivamente a versão top de linha Titanium. Foi-se o tempo em que os motores “mil” eram associados aos carros populares. O Ecoboost 1.0, por exemplo, nos Estados Unidos, é usado até no médio-grande Fusion. A unidade que equipa o Fiesta desenvolve quase a mes-
ma potência e tem mais torque, por exemplo, do que o 1.6 16V, que também equipa o modelo. São 125 cv de potência e 17,3 kgfm de torque, enquanto o de maior cilindrada entrega 128 cv, 15,8 kgfm. O câmbio é exclusivamente o Powershift, de dupla embreagem e seis marchas.
Como anda A grande virtude de car-
Espaço interno está na média do que os rivais oferecem
ros equipados com motor turbo é a generosa oferta de torque desde as rotações mais baixas. No caso do Fiesta, ele está totalmente disponível entre 1.400 e 4.500 rpm. Resumindo: o motorista pisa no acelerador, ele responde. As arrancadas são fortes, e as retomadas são rápidas. O desempenho poderia ser ainda mais brilhante se o câmbio Powershift, fosse melhor, já que as reduções são lentas. Na parte de consumo, o Fiesta 1.0 Ecoboost também se destaca. Com gasolina (ele não é flex) ele faz, segundo o Inmetro, 12 e 15,3 km/L na cidade e na rodovia, respectivamente.
Junto com a suspensão e a direção bem-acertadas, o Fiesta Ecoboost é um dos melhores compactos hoje para quem gosta de dirigir.
Porém... O grande problema do Fiesta Titanium Ecoboost é seu acabamento incompatível com o preço cobrado. O plástico no painel é rígido, o que o deixa com um ar espartano, como se fosse de uma categoria inferior. Bancos em couro amenizam essa sensação. O nível de equipamentos também tenta compensar o preço mais alto, mas o sistema multimídia Sync é pior do que o de concorrentes mais baratos.
Ficha técnica Motor: Gasolina, 999 cm3, três cilindros, quatro válvulas por cilindro, comando duplo variável no cabeçote e turbocompressor com intercooler; injeção direta Potência: 125 cv a 6.000 rpm Torque: 17,3 kgfm entre 1.400 e 4.500 rpm
super motor
17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 17 de setembro de 2016
FOTOS ALEXANDRE CARNEIRO
Há excesso de plástico rígido no acabamento do hatch
Pacote de itens de série é recheado
Externamente, a única diferença é a placa de identificação da versão
O pacote de itens de série do Fiesta Titanium Ecoboost é bem-recheado. Entre os equipamentos, destaque para o câmbio automatizado sequencial de seis marchas, sete airbags, controle de estabilidade e tração, revestimento em couro, chave presencial, rodas de liga leve aro 16 e diversas outras bossas tecnológicas. O sistema Sync que equipa o modelo oferece conectividade, mas, ao contrário dos concorren-
tes, tem um layout defasado: não tem tela tátil – apenas uma pequena, monocromática – e peca pelo excesso de botões. A Ford quer colocar essa nova versão para brigar no topo dos chamados “hatches compactos premium”, que são bem-equipados e têm até algum luxo. Lá estão Peugeot 208, Citroën C3, VW Fox e Hyundai HB20, todos equipados com motor 1.6 16V. (com Auto Press)
W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 17 de setembro de 2016
Mercado
Vendas têm reação tímida O mercado automotivo segue em queda no país, mas com alguns sinais de melhora. Agosto encerrou com 178.103 emplacamentos de automóveis e comerciais leves, um recuo de 10,9% em comparação aos 199.833 registrados no mesmo mês de 2015. Já em relação a julho deste ano, quando foram registrados 174.780 licenciamentos, o resultado é um crescimento de 1,9%. No acumulado, no entanto, as perdas são bem mais expressivas: são 22,8% de declínio. O Chevrolet Onix segue líder: teve 92.566 exemplares comercializados entre janeiro e agosto. CHEVROLET/DIVULGAÇÃO
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Nostalgia
Pequeno veículo deu início a grande história Fruto de um projeto incomum, o Romi-Isetta,modelo que,em 1956, foi pioneiro daindústria automobilística brasileira,completa 60 anos Alexandre Carneiro Você sabe qual foi o primeiro carro produzido no Brasil? Essa pergunta não tem resposta tão fácil quanto parece. O Grupo Executivo da Indústria Automotiva (Geia), criado durante o governo de Juscelino Kubitscheck para fazer com que o país se tornasse produtor de veículos, considera que foi o DKW Universal (rebatizado logo depois de Vemaguet), em novembro de 1956. Contudo, em junho daquele ano, era finalizada a primeira unidade de um veículo incomum, tanto para os padrões atuais quanto para os da épo-
ca: o Romi-Isetta. As vendas iniciavam-se há exatos 60 anos, em setembro de 1956. O Romi-Isetta era quase um cruzamento de carro com moto: tinha apenas 2,29 m de comprimento e pesava 350 kg. O motor de dois cilindros e dois tempos, com 236 cm³, gerava 9,5 cv de potência; em 1959, ele foi substituído por um de quatro tempos, com 298 cm³ e 13 cv. A posição de dirigir, porém, assemelhava-se à de um carro, com volante e pedais de acelerador, freio e embreagem. A alavanca de câmbio, porém, ficava do lado esquerdo do motorista. Outro ponto comum aos automóveis con-
vencionais é a presença de quatro rodas. Quer dizer, quase comum, pois o eixo traseiro é bem menor que o dianteiro, fazendo com que as bitolas sejam diferentes. Mas o mais curioso era o acesso ao habitáculo: havia só uma porta, que ocupava toda a dianteira do veículo. Foram justamente as características incomuns do projeto que fizeram com que o Geia não considerasse a Romi-Isetta um automóvel. Para o órgão, só mereciam essa classificação veículos com, ao menos, duas portas e espaço para bagagem. Porém, seja classificado como for, o modelo foi o primeiro a ser de fato produzido, e não apenas montado, no Brasil.
Origem Apesar de ser primogênita de todos os carros nacionais, a Romi-Isetta não nasceu no Brasil, e sim na Itália,
por iniciativa da marca local Iso, que começou a produzila em 1953. A empresa vendeu o projeto para fabricantes de outros países, fazendo com que o veículo ganhasse o mundo (entre os licenciados, estava a alemã BMW). No Brasil, o projeto foi adquirido pelas Indústrias Romi, de Santa Bárbara do Oeste (SP), que fabricavam ferramentas. A Romi-Isetta não foi exatamente um sucesso: foram produzidas cerca de 3.000 unidades no país, entre 1956 e 1961. De qualquer modo, o veículo ganhou importância histórica não apenas pelo pioneirismo, mas também pela concepção pra lá de original. Já as Indústrias Romi seguiram na ativa, fora do ramo automotivo: atualmente, fabricam maquinário para modelagem de metal e processamento de plástico, além de peças industriais. FUNDAÇÃO ROMI/DIVULGAÇÃO
Primórdios O primeiro automóvel a circular pelo Brasil, um Peugeot Typ 3, foi importado em 1891 por Santos Dumont. Em 1919, a Ford instalou a primeira linha de montagem de veículos do Brasil, em São Paulo. Porém, a unidade trabalhava com peças provenientes do exterior. Durante o governo de Getúlio Vargas, em 1939, foi criada a primeira empresa brasileira do ramo automotivo: a Fábrica Nacional de Motores (FNM), conhecida como Fenemê. A estatal começou a montar caminhões em 1949; inicialmente, também com peças importadas. Somente em 1956, no governo de Juscelino Kubitschek, a Romi-Isetta e o DKW Universal, feitos com componentes locais, foram os primeiros carros nacionais,
Publicidade dos anos 50 associa o veículo a jovens casais com, no máximo, um filho pequeno
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19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 17 de setembro de 2016
FUNDAÇÃO ROMI/DIVULGAÇÃO
LINCON ZARBIETTI
Segundo Jeferson, hoje, só cerca de 40 Romi-Isettas estão filiadas a clubes de carros antigos
Romi-Isetta 1956 é mantida por colecionador da capital Quebra-ventos e teto solar ajudam a ventilar o interior, pois janelas laterais são fixas
LINCON ZARBIETTI
Quando foi lançada, a Romi-Isetta ganhou o apelido de Ovo de Fenemê Colecionador demorou 8 anos para restaurar sua Romi-Isetta
Jeferson Rios Domingues, colecionador
Um exemplar da RomiIsetta, de 1956 (o primeiro ano de fabricação no Brasil), é mantido em Belo Horizonte pelo empresário, bioquímico e colecionador Jeferson Rios Domingues, de 69 anos. “É a unidade de número 20 fabricada no Brasil”, explica o orgulhoso proprietário. Jeferson conta que seu interesse pelo veículo começou na década de 50, quando ele ainda era garoto. “Participei da rifa de uma Romi-Isetta que ficava exposta em frente ao Cine Brasil (no centro da capital). Queria muito ganhar, mas acabei não sendo sorteado”, lembra. O sonho de adquirir o modelo só foi realizado em 2002, quando ele localizou uma unidade à venda em Contagem, na Região Metropolitana. “Ela estava em um quintal e precisou
ser restaudada”, diz. Visto de perto, o que mais impressiona no veículo é a funcionalidade. Ao se abrir a porta, a coluna de direção e o volante se deslocam para facilitar o acesso. Uma vez lá dentro, há espaço razoável para duas pessoas: as pernas são acomodadas com folga, mas falta área para a cabeça. Felizmente, há um teto solar de lona, que, aberto, resolve esse problema. Mas, se a ideia for transportar, além de dois adultos, uma criança – como sugeria o fabricante na década de 50, quando as hoje obrigatórias cadeirinhas estavam longe de existir –, a coisa muda de figura. Só se o motorista e o passageiro forem magros, e o menino ou a menina, ainda pequeno. O painel traz o mínimo necessário: apenas velocíme-
tro, hodômetro e luzes-espia, que monitoram, inclusive, o nível de combustível. O ato de dirigir, segundo o proprietário, tem certas particularidades: “é muito difícil desviar de buracos, por causa dos eixos com bitolas diferentes”, relata. A Romi-Isetta 1956 faz parte de um acervo de cerca de 8.000 artigos mantidos pelo colecionador, que inclui não só automóveis, mas vários outros itens dos séculos XIV e XX. Para exibir parte das peças, ele idealizou o Museu de Objetos e Veículos Antigos (Mova), a ser implantado às margens da BR-356, perto do condomínio Alphaville. De acordo com Jeferson, o projeto, que já está pronto, segue em fase de captação de recursos financeiros. (AC)
W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 17 de setembro de 2016
super motor FOTOS VOLVO/DIVULGAÇÃO
Transporte
Devorador
Relação peso/potência está alinhada com a de esportivos: 1,84 kg/cv
de estradas The Iron Knight, caminhão da Volvo,esbanja desempenho com maisde 2.400 cve 600 kgfm sob o capô;ele chega a quase 280 km/h Márcio Maio Auto Press
Fabricantes que trabalham no ramo de comerciais pesados precisam associar sua imagem a uma ideia de robustez e desempenho. Não à toa, diversas tecnologias são testadas na busca pela redução de peso, ganho de velocidade para entregas mais rápidas ou materiais mais resistentes e seguros. A Volvo, por exemplo, anunciou recentemente o The
Iron Knight, um verdadeiro supercaminhão desenvolvido com um objetivo ousado: quebrar o recorde mundial de aceleração e velocidade entre os modelos pesados. E, para isso, ganhou um trem de força que pode ser encarado como absurdo para este tipo de veículo. Trata-se de um motor central-traseiro turbodiesel de seis cilindros e 12,8 L de capacidade, feito com base nos propulsores que equipam a linha FH da marca sueca. No The Iron Knight,
modificações como um intercooler mais eficiente, quatro turbocompressores, reprogramação de software e materiais leves para reduzir o peso do bloco garantiram uma ficha técnica avassaladora. São 2.433 cv de potência e estrondosos 611,8 kgfm de torque máximo. O sistema trabalha em conjunto com uma transmissão automatizada de dupla embreagem de 16 marchas – 12 à frente e quatro a ré –, que foi reforçada para aguentar a enorme quanti-
dade de torque extra. O supercaminhão foi posto à prova em junho, mas os resultados só vieram à tona nos últimos dias. The Iron Knight se consagrou como o caminhão mais rápido do mundo, depois de arrancar de 0 a 1.000 m em apenas 21,29 segundos. A velocidade média, nesse caso, foi de 169 km/h. Já do 0 aos 500 m, o modelo levou 13,71 segundos, com velocidade de 131,29 km/h. A máxima registrada na pista foi de 276 km/h.
Pesado foi totalmente modificado para ter alto desempenho
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte
17 de setembro de 2016
W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 17 de setembro de 2016
Triumph
Tiger Explorer XCa chega ao país A linha de motos Tiger Explorer, da Triumph, acaba de crescer: após lançar as versões XR e XCx, a marca inglesa começa a vender nesta semana no Brasil a top de linha XCa, por R$ 78,5 mil. Em relação às irmãs, o modelo acrescenta itens como cinco modos de pilotagem, assistente de partida em subidas e sistema de monitoramento da pressão dos pneus. A mecânica é capitaneada pelo motor tricilíndrico de 1.215 cm³, capaz de gerar de 139 cv de potência e 12,4 kgfm de torque.
BMW
S1000 XR em série especial A BMW lança no Brasil uma série limitada da crossover S1000 XR, por R$ 72,9 mil. A moto ganha grafismo exclusivo, elaborado somente para o país, nas cores vermelha, preta e branca. Outros detalhes visuais a diferenciam: para-brisa fumê e banco esportivo. Sem modificações mecânicas, o modelo segue com propulsor quatro cilindros de 999 cm³, que entrega 160 cv de potência e 11,4 kgfm de torque.
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Moto
Monstro italiano está cada vez mais feroz Nova geração da Ducati Monster ganhaem esportividadecom mais tecnologiae potência; agora, modelo tem112cv e mais de9 kgfm de torque Eduardo Rocha Auto Press
Foi uma mudança e tanto. A nova Ducati Monster 821, que sucedeu a 796 no ano passado, levou o tradicional modelo da marca italiana a um nível mais alto. A motocicleta sofreu uma completa atualização no propulsor, que passou de 87 para 112 cv de potência – quase 30% a mais. O torque também cresceu, mas um pouco menos: passou de 7,95 para 9,13 kgfm, 15% superior. E isso com um acréscimo de apenas 18 kg no peso total, que agora chega a 205 kg em ordem de marcha. A transformação da Monster começou com a adoção de um sistema de refrigeração líquida no propulsor testastretta 11º bicilíndrico, que ainda cresceu de 803 cc para 821
cc. O cabeçote manteve o sistema desmodrômico – de acionamento forçado das válvulas, sem ajuda de molas –, mas passou a ter quatro válvulas por cilindro no lugar das duas anteriores. A taxa de compressão subiu de 11,1:1 para 12,8:1. A Ducati tratou de embarcar uma boa dose de eletrônica. Adotou controle eletrônico de tração de oito níveis, ignição com mapeamentos com três modos de potência – urbano, turismo e esportivo –, acelerador eletrônico, freios da Brembo com montagem radial e sistema de ABS ajustável com múltiplas calibrações. O escape é um 2-1-2 e foi encurtado e rebaixado em relação ao modelo antecessor. O conjunto de exaustão agora possui uma válvula que controla a pres-
são interna. O famoso chassi treliçado agora é fixado diretamente no cabeçote. A subestrutura traseira e a balança do monochoque também são presas na carcaça do motor.
Identidade Nem toda esta reconceituação do modelo fez o visual da Monster se modificar muito. O desenho básico foi conservado ao máximo. Afinal, foi a partir da Monster que a Ducati redesenhou sua história. A naked surgiu em 1993 com uma proposta bastante ousada. Nela, o quadro em treliça dava um enorme reforço estrutural e, ao mesmo tempo, criava uma personalidade visual. A ideia deu tão certo que hoje aparece, de forma mais ou menos explícita, em quase todas as motocicletas da marca – a exceção fica por conta da carenada Panigale. Por isso mesmo, a nova Monster manteve o característico tanque musculoso. O desenho do banco de duas alturas simula o perfil de um modelo monoposto.
A frente tem um visual retrô, com piscas projetados a partir do aro do farol arredondado. Um cluster de instrumentos único e um guidão curto e reto remetem às motos dos anos 90. Obviamente, o painel em LCD é bem moderno e permite monitorar todas as configurações oferecidas pelo modelo. O quadro em treliça reforça a ideia de robustez, embora na versão testada, Dark, ele seja mais discreto, por receber uma pintura em preto. No Brasil a Ducati vendeu até agosto cerca de 30% a mais que no mesmo período do ano passado. A Monster também tem tido um desempenho acima da média do mercado: foram 85 unidades emplacadas nos oito primeiros meses, 20% a mais que em 2015. Isso apesar de enfrentar uma briga duríssima com modelos como Kawasaki Z800, Yamaha MT-09 e Suzuki GSR 750 ZA – todas com potência semelhante e preços em torno de R$ 40 mil contra os R$ 45.250 da moto da Ducati.
Ficha técnica Motor: A gasolina, 821 cc, dois cilindros em “L” inclinados a 11° e quatro válvulas desmodrômicas por cilindro Peso: 180 kg a seco e 205 kg em ordem de marcha Preço: R$ 45.250
super motor
23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 17 de setembro de 2016
FOTOS ISABEL ALMEIDA/CZN
Monster apareceu na linha da Ducati em 1993, e seu sucesso definiu identidade visual da marca
Forte, modelo é fácil de conduzir
Quadro treliçado é característica marcante do modelo
O escape é um 2-1-2 e foi encurtado e rebaixado em relação ao modelo antecessor
A Ducati Monster é bastante generosa com seus pilotos. A naked oferece uma posição de condução excelente para pilotos de uma ampla gama de estaturas. O desenho do tanque tem um encaixe tão perfeito para os joelhos que condutor e veículo praticamente se fundem. É possível encarar longos trechos sobre a moto sem
se cansar. Além disso, o controle na transferência de peso nas curvas é feito de forma suave e natural. Outro ponto positivo do modelo italiano é o comportamento dinâmico. O motor Testastretta exibe uma ótima curva de potência, e o torque está presente em praticamente todos os regimes de giro. A rigidez do chassi, que combina o quadro em
treliça com o uso da carcaça do motor como estrutura, dá à Monster uma estabilidade invejável. Ela é neutra nas curvas e mantém o controle mesmo quando a roda dianteira enfrenta desníveis no pavimento. Para melhorar, os controles eletrônicos são pouco invasivos e não empanam o prazer na hora de acelerar. (ER/AP)
Painel totalmente digital oferece uma leitura bem clara dos principais instrumentos
W24 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 17 de setembro de 2016
super motor HONDA/DIVULGAÇÃO
rias, o LX manual passa a trazer rodas de liga leve de 17 polegadas de série. Os preços vão de R$ 79,9 mill (LX manual) a R$ 101,4 mil (EXL CVT)
Mercado
Linhas 2017 do HR-V e do Fit agregam equipamentos Modelos Honda ficam mais recheados;SUV temmais novidades Da redação A Honda laçou a linha 2017 do HR-V, que agregou mais equipamentos de série. O utilitário-esportivo (SUV) ganhou um novo re-
vestimento para as laterais de portas, controles de som no volante também na versão LX e ganchos para a fixação dos tapetes no assoalho. O HR-V EX ganha ar-condicionado digital automáti-
co, aletas atrás do volante para a troca de marchas sequenciais e aprimoramentos no sistema de áudio, com a adição de dois tweetters nas colunas dianteiras. A versão EXL passa a trazer, além dos itens de série que já possuía, faróis com acendimento automático. Completando o pacote de melho-
Compacto
Não houve qualquer modificação no visual dos modelos
O Fit também agregou mais equipamentos na linha 2017, mas apenas na versão top de linha XL, que passa a contar com airbags laterais do tipo cortina e sistema multimídia com navegador integrado e tela sensível ao toque de sete polegadas. Os valores da linha variam de R$ 57,7 mil (DX) a R$ 78,9 mil (EXL CVT)