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HISTÓRICA CABO FRIO SE FORTALECE NO LITORAL FLUMINENSE E É DESTINO CLASSE A ... Páginas 6 a 9
MEIA-CALÇA COLORIDA É A PEDIDA PARA O INVERNO ... Página 28
LÁZARO RAMOS ESTREIA POCKET SHOW INSPIRADO NOS FILHOS EM BH ... Página 16
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HATCH KIA RIO DESEMBARCA EM BREVE NO BRASIL EM SUA QUARTA GERAÇÃO. ... Páginas 18 e 19
RAFAEL CLEM/DIVULGAÇÃO
5 a 11 de maio de 2018 ANO XXVII número 1449 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE ARQUIVO MARC RIBAUD
1968, ANO ÍMPAR Cinco décadas após o período que sacudiu o mundo, o PAMPULHA analisa o legado daqueles movimentos e relembra greve histórica em Contagem, que compôs mosaico de ações sociais e políticas do emblemático ano
Estudante francesa protesta em uma das passeatas que marcaram Paris em maio de 1968
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opinião
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 5 a 11 de maio de 2018
VITTORIO MEDIOLI
A SEMANA “Ele dizia: ‘Me tira daqui por favor’, e eu respondi: ‘Calma, confia em mim’. A gente acreditava a todo momento que ia conseguir retirar ele de lá”
Editorial
As conspirações eleitorais nalisando o noticiário político mineiro de final de janeiro e o de agora, no final de abril, encontraremos paisagens que de mornas e plácidas se transformaram num mar revolto. É só o começo de um instável momento em que valores políticos e morais se desintegram, ao fim de um ciclo que já deu seu cacho de frutos. Em janeiro ainda procuravam-se alianças com gestos amenos e conciliatórios. As aproximações se davam comextrema larguezae bondadesrecíprocas. No palco desfilavam os candidatos em potencial, se encontravam para um sentir o pulso do outro mantendo a máscara e os mimos: “Se você for candidato, eu retiro a minha candidatura...”,outros: “Eu, candidato?Nunca”. Posições que exigiam doses abundantes de óleo de peroba. As conversasintroduziamameaças veladas, críticas indiretas, questionavam “ingenuamente” fragilidades de adversários. Ninguém ousava rasgar o ventre de outro para colocar as entranhasao sol. Ninguém eravisto definitivamente como adversário, e poderia vir a ser um aliado importante. Mesmo quem tem fraca memória lembra que apenas em janeiro Aécio Neves aparecia como candidato a senador, embora nos bastidores não tivesse se despojado da candidatura a presidente. Último a compreender o tamanho do desgaste que já corroía seu majestoso patrimônio de 2014. Poucos apostavam que poderia recuar, no mínimo, de uma candidatura à reeleição para o Senado. Agora seu partido não o quer nem candidato a deputado. O senador Antonio Anastasia rodeava o noticiário como apoiador de uma aliança com o DEM, tendo Rodrigo Pacheco ao governo de Minas e Rodrigo Maia a presidente. Não sobrouRodrigo algum.O próprio Anastasia, que até 15 de abril jurava de pés juntos encerrar a carreira ao término deseu mandato senatorial, passou a se articular diretamente para governador com Alckmin para presidente. Confirma-se a regra válida de que o ex-PFL, e agora DEM, está para
A
o PSDB, como o PCdoB sempre esteve para o PT. Quer dizer, sigla atrelada e complementar. Porfalar emPCdoB,aparecia consagrado o nome da deputada Jô Moraes para compor a coligação do PT de Fernando Pimentel, preenchendo uma vaga para o Senado. Mas isso até a ex-presidente Dilma Rousseff transferir seu título do Rio Grande do Sul, já que lá, onde se enraizou desde o retorno de Leonel Brizola na década de 80, não se viabilizaria para o Senado. Tem mais, o tamanho de Dilma apertou mais ainda o concorrido espaço para os quatro cargos majoritários de Minas, divididos entre dois senadores, governador e vice. O governador Fernando Pimentel se mantinha quase apático e distante da cena, acenava a possibilidade de sair do cargo para se candidatar ao Senado com possibilidade de 99% de sucesso. Mais ainda abrindo a raia para a esposa, Carolina, disputar uma vaga à Câmara dos Deputados. Assim deixando o abacaxi de governo, que ainda não conseguiu descascar, para um sucessor afinado que o prestigiasse. Entretanto, se ele pensava assim, oPTnãoconseguiaenxergara renúncia ao latifúndio de cargos e benesses alcançados nos últimos três anos. Pimentel tem que se manter no governo, ponto final. Detonada a ponte para um plano B, chegou-se ao dia 7 de abril, prazo fatal para deixar o governo, com festa do PT, pois Pimentel terá apenas duas hipóteses: ser candidato ao governo ou a nada, e como nada é muito pouco, será a governador. O Rubicão foi ultrapassado. O MDB vivia dividido entre dois grupos, o do presidente da Assembleia, Adalclever Lopes, que anulou dissabores e dificuldades de Pimentel erguendo-se a “maior” aliado do governo, e o de Antônio Andrade, vice-governador, que, ao estilo Michel Temer, sempre sonhou em ocupar a cadeira do titular. A síndrome conspiratória em Minas esteve presente como em Brasília.Selá logrouêxito,como apoioimprescindível do PSDB mineiro, aqui Adalclever (presidente da Assembleia) freou o processo até a última
quinta-feira, quando o pedido foi lidoem plenário por umex-tucano, Lafayette de Andrada, que anunciou, combeneplácitodo MDB,o presidente da comissão processante, Gustavo Corrêa,doDEM,notoriamente costurado ao PSDB. Pimentel na hora fatídica permitiu que os dois grupos do MDB se reconciliassem, não por amor, mas pelo alinhamento planetário de seus interesses. De Antônio Andrade, de assumir o governo no segundo semestre deste ano, e do grupo de Adalclever, de lançar uma candidatura própria. Ao que tudo indica, do próprio Adalclever. Nisso se reproduz a situação que levou Dilma por pedaladas fiscais a perder o trono. Apesar de se declarar surpreso e estranho, o PSDB é o mentoreprincipalbeneficiário,comAnastasia fora desse imbróglio que tomará a cena caso não seja apagado de imediato. Rodrigo Pacheco, que parecia a novidade, migrando para o DEM e com o ex-articulador Anastasia se firmando candidato, se eclipsou. Costante e inarredável continua Marcio Lacerda, tentando juntar aliados para encorpar seu comboio, mas a situação de janeiro não se modificou. O quadro se fez bastante crítico para Pimentel, pois sem plano B, C e D, com uma gestão financeira persistentemente desastrada (por causas que seguramente o antecederam e não encontraram enfrentamento adequado), passa pelo pesadelo do isolamento que o PT tinha quebrado exatamente com ele (depois de inúmeras derrotas em Minas). Outros potenciais candidatos como Alexandre Kalil, que encabeçava uma lista de virtuais prefeitos como candidatos, desapareceram da cena, depois doprazo fatal de desincompatibilização, que não aproveitaram em 7 de abril. As hipóteses de uma reconciliação do MDB com PT começam a ficar mais raras com o alinhamento de Adalclever e de Andrade – um assumindo de imediato em caso de cassação e o outro ampliando suas possibilidades de ser candidato a governador com apoio do governo nas mãos do correligionário.
Sargento Diego, bombeiro que tentou resgatar um morador de um prédio que desabou após incêndio no centro de São Paulo, na madrugada da última terça (1º). O edifício público de 24 andares era ocupado 455 moradores de 171 famílias formadas por imigrantes e brasileiros sem-teto. Oficialmente, até o fechamento desta edição, havia cinco desaparecidos.
“Disseram que eu fico muito no gabinete, que preciso sair mais, viajar mais. Esse diálogo com a sociedade é importante porque nos revigora” Presidente Michel Temer (PMDB), durante inauguração de um hospital que terá uma ala com seu nome em Barretos, no interior de São Paulo, na última quinta (3). No mesmo dia, em visita à 25ª edição da Agrishow, em Ribeirão Preto, Temer foi questionado sobre o depoimento de sua filha Maristela à Polícia Federal e respondeu com ironia. “Registre meu sorriso”, disse.
REPRODUÇÃO/VOGUE
“Ok, então agora eu tenho 30 anos, há coisas que eu devo fazer? Eu deveria estar preocupada? Eu deveria estar congelando meus óvulos? O que você faz aos 30?” Rihanna, em entrevista à revista “Vogue”, da qual é capa da edição de junho. Ela também falou sobre sua vida amorosa, sobre sua relação com o rapper Drake e sobre futuros projetos na música.
vittorio.medioli@otempo.com.br Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
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reportagem
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1968> 50 anos do movimento traz à tona histórica greve em Contagem que abalou a ditadura
A revolução das abóboras Natural da cidade da região metropolitana de Belo Horizonte, Edgard Leite viu seu interesse sobre a paralisação crescer justamente por ouvir apenas vagas histórias sobre o episódio.
Em 2010, fez do tema a sua dissertação de pós-graduação em Educação e Inclusão Social pela UFMG. Foi a partir deste momento que passou a descortinar a história e sua importância. “Pensar
o que era aquele clima de1968, um ano enigmático, em que couberam acontecimentos como a Guerra Fria, a Primavera em Praga, o Maio em Paris, o massacre dos estudantes na Cidade
do México, a morte de Che Guevara na Bolívia e a luta dos movimentos civis e contra a guerra do Vietnã nos EUA... Tudo isso dá um caldo político para esse momento histórico que se agra-
ENTENDA COMO SE DESENROLOU A GRANDE GREVE DE CONTAGEM EM 1968 MARCELO PINHEIRO/ACERVO PESSOAL
Período de grande ruptura estrutural e de convulsões sociais em várias partes do planeta, o incendiário 1968 deixou um legado social, político, cultural e de costumes que persiste em todo o mundo. Passado meio século desde seus acontecimentos, há quem jure de pés juntos que este ano ainda não terminou – como já escreveu o imortal Zuenir Ventura. Naquele tempo, revoluções aconteceram sistematicamente em todo o mundo. O epicentro, é verdade, foi o Maio francês, mas houve também a Primavera de Praga, os movimentos de contracultura em San Francisco, nos EUA, a Noite de Tlatelolco, na Cidade do México, e a comoção pela morte do estudante Edson Luís pelas forças militares no Rio de Janeiro (leia mais na página 5). Enumerar tantos acontecimentos simultâneos em torno de todo o globo terrestre – há muitos outros – é tarefa que só faz ter mais certeza: contrariando a matemática, 1968 foi um ano ímpar. Mas, 50 anos depois, o que pouca gente sabe é que ondas sísmicas dos abalos que resultaram no célebre Maio parisiense resvalaram por aqui, bem pertinho, num acontecimento que balançou a ditadura brasileira e que pode ser chamado de “Revolução das Abóboras”: em abril daquele fatídico ano, metalúrgicos da cidade de Contagem realizaram a primeira grande paralisação depois do Golpe Militar de 1964. Mas este esquecimento tem tudo para encontrar remédio nos próximos meses. A pioneira greve mineira será narrada em um documentário, dirigido pelo cineasta e ativista social argentino Carlos Pronzato, radicado no Brasil desde os anos de 1980, e em um livro, escrito por Edgard Leite, professor na Universidade Federal de Viçosa. Os lançamentos estão previstos para junho e agosto deste ano, respectivamente, e abordam a greve que parou cerca de 15 mil operários e desafiou a autoridade do governo militar. Pronzato acredita que é preciso falar sobre o episódio. “Fazem 50 anos, mas foi de uma importância essencial para o país inteiro e merece ser lembrado”, examina o argentino. “Da greve que aconteceu em Osasco, em julho, falase muito, mas da pioneira, que foi a de Minas, pouco”, diz, revelando que veio daí o seu interesse em realizar o registro “A Greve de Contagem”. Alex Bessas
Resistência
Na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Contagem, ministrogeneral Jarbas Passarinho é vaiado 1968 O fatídico ano é marcado por manifestações que vicejavam em todo país, principalmente de estudantes e artistas – caso da comoção em torno da morte do estudante Edson Luís, em março, no Rio de Janeiro. É neste amplo contexto que a greve em Contagem vai ganhando corpo. Mas, para além do movimento sindical, a mobilização para que a paralisação acontecesse passa por outros espaços, sendo apoiada por grupos de oposição à Ditadura, como os movimentos estudantis e ligados à Igreja Católica. Cidadã Para o pesquisador Edgard Leite, a Greve de Contagem não era apenas a expressão de insatisfação com baixos salários, mas também representava a recusa de um projeto de progresso que não os incluia como sujeitos. Mas foi a negação do pedido de aumento salarial somado a suspensão dos direitos civis, a perseguição a sindicalistas e a precária situação econômica que cerca de dois mil metalúrgicos decidiram iniciar a paralisação na seção de trefilaria da Companhia Siderúr-
gica Belgo-Mineira, no dia 16 de abril. Fábrica ocupada Como forma de pressão, os trabalhadores ocuparam a fábrica. Eles exigiam 25% de aumento imediato. A contraproposta foi de 10%. Mesmo com a presença de 150 soldados da polícia militar nas proximidades e a visita do delegado do trabalho, Onésimo Viana, que advertiu os grevistas sobre a possibilidade de intervenção policial, eles mantiveram a paralisação e a ocupação da Belgo-Mineira. Acirramento No dia 18 mais de 200 trabalhadores se reuniram no Tribunal Regional do Trabalho. Foi decretada ilegalidade da greve e exigido que voltassem a trabalhar. Mesmo assim, mantiveram o movimento, mas, com receio de intervenção policial, se deslocaram para a sede do sindicato. Greve cresce No dia 19 o presidente da FIEMG solicita intervenção do governador de MG, temendo adesão de outras fábricas – o que ocorre. Na tarde do mesmo dia cerca de quinhentos trabalhadores da Sociedade Brasileira de Eletrificação (SBE) paralisam e reivin-
dicam 25% de aumento de salário. Sem lugar no Sindicato dos Metalúrgicos, eles são acolhidos no Sindicato dos Bancários. Já a noite, o movimento chega a Mannesmann, que confirma, no dia seguinte, que 4500 operários estavam em greve. Ameaça e vaia Atento a situação, o ministro do Trabalho, Jarbas Passarinho, vai ao Sindicato dos Metalúrgicos reafirmando que a greve é ilegal. Ele tenta negociar com os grevistas, mas acaba saindo vaiado pelos operários. A essa altura, uma possível aliança entre estudantes e trabalhadores começava a roubar o sono do governo. Expansão Mesmo com a ameaça do ministro-general, a greve se expande no dia 21. Pararam os trabalhadores da Acesita, da RCA-Victor, da Demisa e da Industam. O governo apresentou proposta de conciliação de reajuste de 10% sem descontos, melhor que a oferecida pelos patrões, mas também rejeitada. Quinze mil No dia 23, enquanto corria notícia que o governo concedia abono emergencial
de 10% a todos trabalhadores, mais dez empresas aderiram à greve, que agora somava 15 mil pessoas paralisadas em 18 fábricas, a maior greve pós 1964. Diante dessa relevância, é oferecido apoio parlamentar de deputados mineiros, mas o governo permanece irredutível. Início da guerra No dia 24, Jarbas Passarinho anuncia, em cadeia nacional de rádio e televisão, o “início da guerra” contra os grevistas. A polícia ocupa a Cidade Industrial de Contagem e, junto de empresários, busca os trabalhadores paralisados em casa, sob ameaça de demissão por justa causa. Mesmo assim, grevistas realizam assembleia e criticam companheiros que voltaram ao trabalho. Fim da greve Na madrugada do dia 25 o presidente do sindicato é preso por agentes federais, sendo liberado às 8 horas da manhã. Mas é somente em assembleia, já no fim da tarde, que os trabalhadores decidem pelo fim da greve, voltando a trabalhar no dia 26 com aumento salarial de 10%.
va no caso brasileiro”, contextualiza. Autor do livro “1968 – a Greve dos Trabalhadores de Contagem” (ed. Prius), que deve ser lançado até agosto, Leite menciona que a cidade, naquela época, “era um complexo industrial importante para o país, ao lado de São Bernardo do Campo e Osasco (ambas em São Paulo)”. Aqui, no entanto, acontecia algo inédito: “o movimento sindical se aliava ao estudantil, a movimentos da Igreja Católica, de bairros...”. Para o pesquisador, a condição de vida da população é fator que deu liga às organizações. “Foram décadas de crescimento geográfico e populacional com pouquíssima infraestrutura”, pontua. Considerada o “Coração da Indústria de Minas”, entre os anos de 1950 e 1970, Contagem teve população local aumentada de aproximadamente 6 mil habitantes para mais de 111 mil, de acordo com censo do IBGE publicado em 2009. Leite também destaca que “a paralisação deve ser vista de forma ampliada”, afinal, não foi só um movimento por aumento salarial, mas também por cidadania e contra um regime autoritário. Além disso, “a greve apresenta ao país uma nova forma de organização não apenas sindical: havia redes de solidariedade e apoio em toda comunidade, modelo que depois vai ser aplicado em todo país”.. VIVER E VER A HISTÓRIA À época com 23 anos, Delsy Gonçalves de Paula vivenciou a inquietação da época e relembra os fatos que resultaram em sua prisão no ano seguinte pelos militares. Professora em uma escola municipal de Contagem de estudantes da 5º a 8º série, ela lembra que a maioria dos alunos era formada por adultos e operários de grandes indústrias da cidade. Foi através dos relatos deles que a moça, integrante do grupo “Ação Popular”, de resistência pacífica à ditadura, tinha acesso ao movimento sindical. Produzindo panfletos e jornais próprios, seu grupo pretendia propiciar que os trabalhadores desenvolvessem consciência de sua força frente ao regime dos militares e ao arrocho salarial que precarizava a classe operária na época. É límpida a lembrança de Delsy ao falar da greve de dez dias. “O mundo não foi mais o mesmo depois disso. Estarmos falando do movimento cinco décadas depois mostra a profundidade daqueles acontecimentos ”, recorda.
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reportagem
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LEGADO>Especialistas discutem qual a herança deixada pelas revoluções de 1968 na atualidade
Reflexos nos dias de hoje VIDEOFILMES/DIVULGAÇÃO
Longe de ser um consenso, as revoluções que tomaram o mundo de assalto em 1968 são alvos de críticas ferrenhas, afinal, tudo teria "voltado ao normal". Mesmo o epicentro destes acontecimentos,oMaiodeParis,contabilizouapenas mês de protesto, e, ao final, o establishment se reconstituiu e o presidente De Gaulle, que se pretendia derrubar, permaneceu no poder. A Guerra do Vietnã prosseguiu por mais sete anos, ignorando o clamor das ruas. Em Contagem, bem, os trabalhadores também amargaram o que lhes pareceu uma derrota, apesar do esforçodo sindicato em se dizer vitorioso. “Asensaçãoera de derrota profunda, as pessoas decepcionadas, pois imaginavam que vencer era ter tudo que foi exigido”, lembra Delsy Gonçalves, que à época era professora pública para alunosdoensinomédioemilitante contra a ditadura. A cena talvez faça lembrar um trecho do filme “No Intenso Agora” (2017): nele, gravações feitas em 1968 mostram quando sindicalistas tentam convencer uma operária, inconformada com o fim do movimento, a voltar ao trabalho, em Paris. Delsy, que hoje prefere a vida no campo, ainda veria naquele 1968 o recrudescimento do regime militar com o AI-5, decretado em dezembro daquele mesmo ano – que ainda seria palco de greves em Osasco, em julhoe,maisumavez,emContagem, no mês de outubro. No ano seguinte, a militante chegou a ser presa, só sendo liberta quatro anos depois. Comtudo isso,detratoresdizem queo penhor revolucionário não passou de um “espirro”, pois tudo logo voltou anormalidade.Apesar detudo, ao olhar em retrospecto, Delsy acredita que aquele foi sim um momento de sumaimportância paraa história do país. Essa é também a opinião do filósofo húngaro e professor do Departamento de Filosofia da PUC-SP, Peter Pál Pelbart. “Há momentos em que o trem da história se interrompe subitamente e deixa aparecer outros desejos, imagens, possibilidades que abrem os olhos da sociedade e podem acionar novas formas de organização, de política, de educação, de sexualidade”,dizPelbart, completando que “isso pode parecer muito abstrato para quem pensaa política de forma meramente politiqueira, mas é essencial, porque abre a janela da imaginação e Alex Bessas
abastece eventos posteriores”. O filósofo acredita que, ao se por nas ruas, “as pessoas falavam oque era antesimpossívelser dito”–seja nademocraciafrancesa,naoposição ao regime totalitário da União Soviética na Checoslováquia ou no enfrentamento à ditadura em Contagem. “Houve uma experimentação coletiva, uma explosão do desejo e de solidariedade... Há um pacto entre estudantes e operários, quefoiumacoisanova,quesuperava a diferença de pautas”, pontua. Além do que, para ele, “este refluxo que acontece depois das mobilizações, esse conservadorismo que marcha em Paris ou o AI-5 no Brasil, em um certo sentido, só prova que alguma coisa se sentiu ameaçada... Se a reação foi tão maciça e violenta é porque alguma coisa foi abalada”. TUDO MUDOU A máxima de que o mundonuncamaisfoiomesmodepois de 1968 é endossada por Regina Helena, professora do Departamento de História da UFMG. Ela lembra que depois daquele Maio, a França se tornou mais porosa para as pautas civis, assim como os EUA; que a Checoslováquia demonstra que o poder soviético pode ser enfrentado, coisa que Contagem mostra em relação ao governo ditatorial. Buscando um mesmo denominador comum para as diferentes revoltas em todo o mundo, Regina se detém sobre o autoritarismo. “Há uma discussão nessa época sobre como as instituições, em ditaduras ou democracias, têm uma lógica de poder derivada de modos autoritários de funcionamento”. Além disso, em plena Guerra Fria, ela acredita que as promessas de uma vida mais plena feitas de um lado e do outro não se cumpriram, gerando descontentamento. Dessa forma, as motivações que desencadearam os eventos de 1968 parecem menores que os acontecimentos em si ou suas reverberações. Regina sustenta, por exemplo, que foi naquele momento que houve “grande ampliação do que chamamos de direitos de minorias, então você tem os movimentos negro, gay, feminista, ambientalista tudo ali, naquela confusão, demonstrando que, para além dessa disputa muito marcada entre capitalismo e socialismo nessa época, há a vida cotidiana”. Essas vozes minoritárias, completa Pelbart, “passam a entender que têm vida própria, e não têm mais que se submeter a partidos e governos, isso é uma conquista que até hoje está muito presente”, situa.
A curta distância entre 1968 e 2013
Revoluções
No Brasil, morte de Edson Luís deflagrou protestos; na França, apesar de feridos, não houve óbito
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FILMES E LIVROS AJUDAM A ELUCIDAR O MÍTICO ANO DE 1968 EDITORA TODAVIA/DIVULGAÇÃO
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Memória Escrito pela atriz Anne Wiazemsky, “Um Ano Depois” foi publicado pela primeira vez em território brasileiro em abril deste ano. Anne havia sido colega de uma das lideranças do movimento, Daniel Cohn-Bendit, e era casada com Jean-Luc Godard. O livro traz olhar renovado sobre aqueles acontecimentos.
Fervilhante Documentário político-afetivo, de 2017, que justapõe imagens de arquivo de revoluções em todo o mundo e oferece olhar crítico sob o Maio de 1968. Os registros percorrem Paris, a Revolução Cultural maoista, na China, e da Primavera de Praga, na Checoslováquia, além de filmagens feitas no Brasil.
Efervescência Do italiano Bernardo Bertolucci, “Os Sonhadores” (2003) se passa em uma Paris em plena revolução. O conflito entre gerações, a bandeira da liberdade sexual, as referências maoistas, a potência política e estética do rock e o elo entre movimentos artísticos e estudantis são evidenciados na trama.
Entre o que se via em outras partes do mundo e o desenrolar da primeira grande greve pós-64 há diferenças latentes e até estéticas, como observa Marcelo Pinheiro, fotógrafo e historiador, autor da pesquisa “1968 – Ano Ímpar”. “Aqui, tínhamos panfletos diagramados em mimeógrafos, nada de diferenciado ou revolucionário, como em Paris”. Além disso, se em Contagemo movimentofoibasicamentedetrabalhadores(embora com uma rede de apoio), na França, foram os estudantes a capitaneá-lo. “Se aqui havia os sindicatos – e era importante que fosse assim, pois estávamos na ditadura – nos outros lugares, havia resistência a essas formas de organização. Não se queria as coisas vindo de cimaparabaixo”,resumeRegina Helena, do Departamento de História da UFMG. Em 2013, vale lembrar, uma nova onda de protestos tomou o mundo, com a Occupy Wall Street, nos EUA, e a Primavera Árabe. Como o 68 francês, foram eventos autogestionários, que contemplavam vários grupos sociais em uma grande confluência de pautas, e que foram crescendo à medida que sofriam forte repressão. A onda chegou ao Brasil desaguando na Jornada de Junho de 2013. Outra proximidade em relação a 68 é a ascendente população universitária: na Europa, até 1950, a maioria não frequentava escola secundária e menos ainda as universidades, realidade que muda em 1960; no Brasil, a primeira vez que o número de concluintes na educação superior bateu marca de 1 milhão foi em 2011. O advento da internet contra a hegemonia do rádio de então é o mais óbvio distanciamento entre estes marcos. Os desfechos, no entanto, mantêm paralelo. A sensação, em ambos, é a de uma ressaca. Regina é criteriosa ao analisar a ideia de que as lutas foram inócuas, com pouco resultado prático. “Esses movimentos não se ligam diretamente, na mesma hora, à política institucional”, diz. A grande diferença, pontua ela, é que lá atrás houve uma ampliação das formas democráticas, já em 2013 houve o tensionamento destas formas”.
reportagem
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MAIO DE
1968
TUDO COMEÇOU EM NANTERRE O movimento teve início na universidade de Nanterre, a oeste de Paris. Em 22 de março, centenas de estudantes ocuparam um prédio para protestar contra uma reforma que defendia a seleção nas universidades e reivindicavam o direito a residências universitárias mistas. A mobilização foi crescendo em Nanterre e, em 2 de maio, os estudantes, cujo campus tinha fechado as portas na véspera, dirigiram-se à Sorbonne. Maio de 1968 começou naquele dia, às 16h45. Equipados com capacetes e escudos, policiais entraram na prestigiosa universidade parisiense para desocupá-la e detiveram cerca de 600 jovens. Os primeiros confrontos ocorreram no entorno de Sorbonne. Logo, as universidades, as escolas e os teatros ocupados por jovens viraram locais de debates permanentes, onde todos queriam mudar o mundo. Nas paredes cobertas de pichações, era possível ler: “A imaginação no poder”.
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
Há 50 anos, sacudida por uma revolta estudantil, a França viveu a maior greve geral de sua história. O movimento foi marcado pela confluência entre um profundo mal-estar popular e desejos de mudança.
UNIÃO Depois disso, uma greve geral foi convocada no dia 13 de maio, em Paris, que implicou na união dos movimentos estudantil e operário. A partir de 14 de maio, com as fábricas ocupadas, os trens e os transportes paralisados e os postos de gasolina desabastecidos, a França viveu a maior greve geral de sua história, um movimento que durou semanas e teve a adesão de 7 a 10 milhões de trabalhadores.
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estudantes deram início aos protestos em Nanterra, que culminou no Maio de 68
REVIRAVOLTA No dia 27 de maio, as negociações entre os sindicatos e o governo desembocaram resultaram nos “Acordos de Grenelle”, marcados por uma alta de 35% no salário mínimo A INTERVENÇÃO DE GAULLE O general Charles de Gaulle, à frente do Estado, anunciou em 30 de maio sua permanência no poder e a dissolução da Assembleia Nacional. Centenas de milhares de pessoas desfilaram, então, pela avenida Champs Elysées, agitando bandeiras francesas e cartazes, aos gritos de “Abaixo a anarquia” ou “França, ao trabalho”. Dez meses depois, Gaulle fracassou no referendo que havia convocado para modificar a organização territorial do país e acabou apresentando sua demissão.
IMPACTO NO MUNDO > O movimento atingiu vários países posteriormente
JACQUES MARIE
EUROPA E EUA Maio de 68 foi o auge do feminismo. Houve uma tomada de consciência para as mulheres, que começaram a questionar as relações de matrimônio e de dominação JORNAL DO BRASIL / COMMONS
MARC RIBOUD
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TCHECOSLOVÁQUIA Alexander Dubcek, nomeado para liderança do partido comunista em janeiro, testou “socialismo de rosto humano” e liberalizou o regime. Mas Moscou não aceitou a Primavera de Praga e em 21 de agosto enviou os tanques do Pacto de Varsóvia para invadir o país. Ele teve que esperar 20 anos para ver ressurgir a esperança.
WIERZEJSKI/FOTONOVA
POLÔNIA Uma revolta estudantil fortemente reprimida pelo regime comunista. Como vários líderes estudantis eram judeus, as autoridades lançaram uma campanha antissemita que obrigou várias pessoas a migrarem
EUA Em meados nos anos 1960, os campus universitários dos Estados Unidos e Europa eram catalizadores das denúncias contra a guerra do Vietnã. Em 1968, o movimento foi ampliado para um questionamento de toda a sociedade. Foram incorporadas às críticas ao capitalismo (muitas vezes acampanhadas por uma fascinação pela China comunista) novas reivindicações: liberdade sexual, feminismo e ecologia
AFP PHOTO / EPU / MÉXICO Na Cidade do México, em 2 de outubro, as forças de segurança mataram vários estudantes, a 10 dias dos Jogos Olímpicos, em uma intervenção militar quando os jovens realizavam uma manifestação na Praça das Três Culturas, no bairro de Tlatelolco, pedindo a abertura democrática no país.
ALEMANHA A tentativa de assassinato em 11 de abril do líder estudantil Rudi Dutschke, ferido à bala, iniciou uma revolta em Berlim, que acabou se ampliando para dezenas de cidades alemãs.
BRASIL Os protestos começam com a morte do estudante Edson Luís, assassinado pela Polícia Militar do Rio. Em resposta, é organizada a Passeata dos Cem Mil, contra a repressão que crescia quatro anos depois do golpe militar de 1964. Descontentes com os rumos do regime militar, as revoltas populares arquitetadas pelos estudantes tomavam as ruas, e ao mesmo tempo, a “revolução armada” ganhava corpo entre os jovens rebeldes.
FONTE: AGENCE FRANCE-PRESSE (AFP)
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Analgésicos entre cinco remédios Suplementosna terceira idade mais vendidos Dr. Telmo Diniz
(CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
Brasil está envelhecendo. A pirâmide etária está tomando novo formato. Teremos mais idosos que jovens e crianças em todo o mundo em 2030. As famílias estão cada vez menores, com menos filhos a cada década. E por outro lado, estamos vivendo mais, mas não necessariamente melhor. Como é possível ter uma vida melhor e com mais saúde na terceira idade? Os usos de suplementos alimentares podem ajudar? Na terceira idade, ocorrem alterações no nosso metabolismo. O estômago já não digere com a mesma facilidade certos alimentos. De igual forma, a absorção dos nutrientes também não ocorre como antes. Isso sem contar que uma parcela desta faixa etária começa a acumular crenças de que certas comidas lhes farão mal. E, por consequência, a alimentação tende a ficar mais limitada, aumentando o risco de carências nutricionais. Portanto, considerar a suplementação, em casos específicos, pode ser uma boa pedida. Em 2013, a Universidade de Medicina e Saúde Pública de Wisconsin, nos Estados Unidos, publicou na revista “Osteoporosis International” dados sobre as doenças mais comuns em pessoas acima de 60 anos, como a osteoporose, osteoartrite, obesidade e a sarcopenia – perda de massa muscular. Estas patologias pioram o sujeito de caminhar com destreza e de se movimentar. Portanto, atitudes simples do dia a dia como comer, tomar banho, ir ao banheiro e outras atividades ficam severamente limitadas. Essas limitações do idoso são chamadas de síndrome da mobilidade e afetam, em média, 30% em pessoas desta faixa etária. A primeira consequência é a perda de massa muscular, que sustenta o corpo, diminuindo a mobiliImportante dade. A partir daí, começam todos os proressaltar: Os blemas: músculo fraco suplementos leva, necessariamente, a problemas de sussão apenas um tentação, aumentando complemento, o risco de quedas e fraturas. O indivíduo não e devem estar se movimenta mais direito e, com isso, auassociados à menta a probabilidade realização das de se tornar obeso. Falando de supleatividades mentação, vamos inifísicas. ciar pelas proteínas. Elas são imprescindíveis na construção da massa muscular. Portanto, se temos um idoso com uma importante perda muscular, com nítida atrofia dos músculos, a suplementação proteica é de extrema importância. Uma das mais usadas são aquelas encontradas no soro de leite, conhecidas pelo nome de whey protein. Já a suplementação com cálcio e a vitamina D também favorecem a mobilidade, por auxiliarem na saúde dos ossos, assim como o fósforo, magnésio e o manganês. Outros suplementos bons para a terceira idade também são a vitamina C, vitamina E, polifenóis e carotenoides. Já o uso do zinco pode ser feito em pessoas com baixa imunidade e alteração do paladar. É importante salientar que os suplementos são apenas um complemento. Os idosos precisam ter uma alimentação saudável com uma dieta equilibrada para ter uma saúde melhor nessa fase da vida. É importante que eles consumam carboidratos, frutas, proteínas e vegetais na quantidade certa. Claro que isso deve estar associado à realização das atividades físicas aeróbicas e de musculação supervisionadas por profissional competente. Faça uma boa semana.
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Entre2013e2016,vendadoDorflexaumentou31%echegouaR$470,7milhões; levantamentodaInterfarmatrazos20produtoscommaiorfaturamento O Brasil está entre os países que mais consomem remédios no mundo, em especial, analgésicos. Nos últimos anos – de 2013 a 2016 –, conforme levantamento da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) a pedido da reportagem, os analgésicos estão no topo do ranking de medicamentos com maior faturamento no país neste período. Ou seja, dos cinco medicamentos que mais venderam no país em 2016, três são usados para reduzir ou aliviar a dor. Modismo, automedicação e facilidade de compra contribuem para que a maioria dos brasileiros queira sempre ter analgésicos à mão, conforme analisa o diretor da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), Ricardo Alexandre de Souza. “Sabe-se que os números são causados muito por causa da questão do acesso aos medicamentos sem prescrição, no próprio balcão, pois, quando as pessoas chegam na farmácia, eles estão ali ao lado do chocolate. Elas compram porque vendem três caixas por R$ 30 e todo mundo quer ter um Dorflex na bolsa”, comenta. Nas primeiras posições, além do analgésicos, aparecem também medicações especificas, como por exemplo anticoagulante (Xarelto), disfunção erétil (Cialis), hipertensão arterial (Selozok), além de suplementos vitamínicos. Nos quatro anos analisados, Dorflex e Neosaldina aparecem sempre nas primeiras cinco posições, sendo o primeiro líder em todos os anos. Em 2016, o Torsilax, que também é um analgésico, surge em quinto lugar, com R$ 215,3 mi em vendas. “Todos os três são consiLitza Mattos
derados compostos múltiplos. Isso significa, por exemplo, que o Dorflex é um antiinflamatório com analgesia e relaxante muscular, o Torsilax também, e a Neosaldina ainda tem cafeína. Todos eles têm efeitos colaterais severos”, diz Souza. Segundo o médico, o Dorflex pode apresentar efeitos colaterais severos em 10% da população, podendo gerar desde secura da boca, até lesão de pele e aumento na alteração dos glóbulos brancos no sangue. Além disso, entre os riscos, Souza alerta que essas ‘medicações de bolsa’ banalizam a dor e podem mascarar um problema mais sério. “São remédios que causam um ciclo de analgesia. O paciente tem que tomar cada vez mais, e quando usa mais, gera uma certa tolerância que, depois de certo tempo, para de funcionar e esse sujeito acaba tendo que tomar doses cada vez maiores e toxicidade maior”, diz o diretor da AMMG. Em nota, a Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip) informou que, pela ausência da necessidade de receita médica, a utilização dos medicamentos isentos de prescrição (MIPs) é considerada “uma prática de autocuidado, que está alinhada com a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS)” e que “esses medicamentos também exercem um papel social e econômico importante”.
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
RANKING DE MEDICAMENTOS (por faturamento, segundo vendas, no canal varejo)
2013
R$ milhões
Dorflex (Sanofi) 1 Neosaldina (Takeda Pharma) 2 Cialis (Lilly) 3
358,9 205,8 154,6
Cicatricure (Genomma Lab) 4
148,3
Victoza (Novo Nordisk) 5
145,4
2014
R$ milhões
423,5
Dorflex (Sanofi) 1 Neosaldina (Takeda Pharma) 2 Aradois (Biolab-Sanus Farma) 3
235,2 185,2
Selozok (Astrazeneca Brasil) 4
172,9
Glifage XR (Merck Serono) 5
165,3
2015 Dorflex (Sanofi) 1 Neosaldina (Takeda Pharma) 2 Xarelto (Bayer Pharma) 3 Selozok (Astrazeneca Brasil) 4 Glifage XR (Merck Serono) 5
R$ milhões
451,9 224,9 224,7 209 184,3
2016
R$ milhões
470,7
Dorflex (Sanofi) 1
286,8 230,3
Xarelto (Bayer Pharma) 2 Selozok (Astrazeneca Brasil) 3 Neosaldina (Takeda Pharma) 4 Torsilax (Neo Quíca) 5
222,4 215,3
“
Todos esses remédios têm efeitos colaterais severos Ricardo A. de Souza
FONTE: ASSOCIAÇÃO DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA DE PESQUISA (INTERFARMA), IMS HEALTH, MAT DEZEMBRO 2013, PPP = PHARMACY PURCHASE PRICE DO PMB
reportagem
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PIXABAY/DIVULGAÇÃO
O Brasil é um dos campeões mundiais em consumo de analgésico. Especialistas alertam que pessoas que os consomem mais de três vezes ao dia e diariamente, precisam procurar ajuda.
Medicamentos são eficazes e seguros, alegam fabricantes A Sanofi, fabricante do analgésico Dorflex, informou que o remédio indicado para o alívio da dor associada às contraturas musculares, incluindo dor de cabeça tensional, “é comprovadamente reconhecido por sua efi-
cácia e segurança de acordo com as regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)” e que “deve sempre ser usado conforme as recomendações da bula”. Já a Takeda, fabricante
da Neosaldina, esclareceu também por nota, que a medicação, presente no mercado há 46 anos, “é seguro e com eficácia comprovada cientificamente, desde que consumido conforme indicação em bula, e recomen-
da sempre que o paciente procure um médico caso os sintomas persistam’. Pesquisa conduzida pelo laboratório junto ao Ibope Inteligência, feita com mais de mil brasileiros entre 18 e 55 anos e revelou que 95% acreditam que a dor de cabeça afeta seu dia-a-dia. Por isso, a fabricante vem investindo em iniciativas que colaborem na percepção dos sintomas da dor de cabeça.
Mudança de hábitos reduz chance de câncer As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando ambas inter-relacionadas, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer. Idade, genética são fatores incontroláveis, mas as causas externas, que relacionam-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural, podemos moderar a nosso favor. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, e estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Esses fatores causais podem interagir de várias formas, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais. Já os fatores de risco externos são similares no mundo todo: cigarro, alimentação e nutrição inadequadas, álcool, doenças sexualmente transmissíveis e
a exposição ao sol. Segundo dados do Cancer Research UK, cerca de 15% dos casos de câncer no Reino Unido, por exemplo, são causados por exposição a tabaco. Ainda de acordo com a instituição, a ingestão de álcool foi causa de 6% das mortes no mundo em 2012 – 13% delas por causa de câncer. Alimentação e nutrição inadequadas são responsáveis por até 20% dos casos de câncer nos países em desenvolvimento, como o Brasil, de acordo com o Inca. Não se expor aos fatores de risco não garante uma vida sem câncer. Mas pode reduzir as chances de ser afetado pela doença. Portanto, não fumar, ter uma alimentação rica em frutas, legumes, verduras, cereais integrais e leguminosas; praticar atividade física; praticar sexo seguro; usar protetor solar e não ficar longos períodos exposto ou exposta ao sol podem garantir mais saúde.
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sociedade
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DOLCEVITA PERFUME ELEGANTE
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ossa linda amiga, arquiteta fantástica, Lígia Jardim traz notícias do Salão de Milão (Salone del Mobile), do qual participou com galhardia e charme. “O Salão Internacional do Móvel de Milão (Isalone) é o evento de decoração e design mais importante do mundo e acontece todo ano, em abril. É quando as grandes marcas fazem seus lançamentos, não só na gigantesca e moderna área de exposições, mas em toda a cidade”.
PERFUME INTELIGENTE
C
ontinua Lígia: “Mais importante e mais movimentada que a Fashion Week, a Design Week atrai arquitetos, decoradores e designers de todo o planeta. Grifes de luxo como Louis Vuitton, Hermès, Fendi e Missoni também produzem móveis, adornos e acessórios, perfazendo maravilhosas instalações em palácios e em seus showrooms. Este ano, profusão de cores; azuis, verdes e rosas. E a presença do cobre em metais e móveis. Tendências que logo chegarão aqui”.
PODER E PREFERÊNCIAS
P
esquisa do VIX, plataforma de conteúdo social, investigando o consumo das mulheres, aponta que as plataformas digitais são as preferidas para se informar e expressar ideias. Na informação, 89% das
mulheres utilizam, primeiramente, as redes sociais. Depois, a Internet, TV e rádio (22%), à frente de jornais e revistas, com apenas 9%. Para expressar as ideias, 74% delas também escolhem as redes sociais, sendo o WhatsApp, o canal predileto (77%), seguido do Facebook (75%) e Instagram (43%).
PODER E COMPRAS
P
ara as compras, as lojas físicas ganham das virtuais: 84% das entrevistadas ainda utilizam as vitrines de vidro. Os principais motivos são: poder provar o produto (67%), a variedade (44%), as promoções (42%), a praticidade (38%) e a segurança (28%). Apenas 16% delas elegem as lojas online como melhor opção pelas seguintes razões: preço (73%), praticidade (67%), promoções (66%) e variedade de produtos (63%).
PODER E DESEJOS
Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com ARQUIVO PESSOAL
#BONISSIMA IDEIA
lançaperfume
V
ocê, como a Boníssima, também é tarado (a) por experiências gastronômicas? Então reserve a noite da próxima quinta (10) porque a Boníssima Vila da Serra vai caprichar em jantar harmonizado com degustação de vinhos da Bueno Wines. A marca é do locutor esportivo Galvão Bueno. Nas caçarolas, o chef Henrique Gilberto do Rullus.
sobre a Le Cor6 Ainda don Bleu Instituto de Ar-
tes Culinárias. “Para variar”, a cidade escolhida para a estreia é São Paulo. é possível fazer 6 Easjáinscrições no site (cor-
donbleu.edu/sao-paulo) para as aulas, que começam dia 21 de maio.
#INEBRIANTE IDEIA
os cursos ofere6 Entre cidos: Diplôme de Cuisi-
S
erá um jantar completo, com entrada, prato principal e sobremesa. Henrique Gilberto é famoso por acrescentar novas ideias e ousadia às suas receitas. Ah, ao final do evento, as pessoas ainda levarão para casa uma garrafa do vinho Pinot Noir da Bueno Wines. Para se garantir: goo.gl/WzbPe8
CASA DE APICIUS
ne e Diplôme de Pâtisserie, em três níveis: basic, intermediate e superior. que conseguir 6 Oosaluno diplomas dos dois priFazendo e acontecendo em Milão, as belas arquitetas Ligia Jardim e Fernanda Sperb
A
fama da Le Cordon Bleu, uma das principais instituições de ensino dedicada à gastronomia de alto nível, é imensu-
rável. Brilha em 20 países, com 35 unidades. A escola prepara-se para inaugurar, dia 8 de maio, sua primeira unidade brasileira.
Q
uanto à frequência das compras, 37% compram uma vez ao mês, 29% a cada três meses, 17% a cada seis meses e 5% uma vez por semana. O ranking dos produtos mais vendidos: roupas (52%), eletroeletrônicos (51%), sapatos e acessórios (50%), produtos de beleza (49%); livros, CDs e DVDs (47%). A pesquisa foi feita com 1.699 usuárias, sendo 59% na faixa de 18 e 24 anos, 25% de 25 a 34, 7% de 13 a 17, 5% de 35 a 44 e 1,5% acima de 45 anos. Que elas são alucinadas por compras, já sabíamos, agora, conhecemos em detalhes!
EDY FERNANDES
meiros cursos em até nove meses, conquista o certificado de mais alto nível, o Grand Diplôme, coisa de R$ 143.100. os diplomas 6 Todos são internacionais, porta
para uma carreira no exterior. Ah! Os cursos estão abertos para qualquer adulto acima de 18 anos e com diploma de conclusão do ensino médio. de São Pau6 Alo,unidade resultado da joint
venture entre o Le Cordon Bleu e a Anima Educação, terá sete cozinhas profissionais, com o mais alto nível tecnológico e o mesmo padrão das unidades internacionais. Em breve, também no Rio de Janeiro. homens 6 “Alguns veem as coisas como
Emprestando charme e elegância para a coluna, as irmãs Natália e Tatiane Benevides
são e perguntam: por quê? Eu sonho com as coisas que nunca foram e pergunto: por que não?”. George Bernard Shaw, dramaturgo e romancista irlandês.
CENÁRIO BH Turma da Savassi promove missa dançante Ainda no bojo do lançamento do livro “Turma da Savassi... Que Virou Nome de Bairro”, do jornalista Jorge Fernando dos Santos, Pacífico Mascarenhas, um dos representantes da turma que frequentava o entorno da antológica Padaria Savassi, convida para a missa dançante que promete reviver bons tempos ao som de Washington Toledo Trio e A Turma da Música. Onde Salão da Sede Social do Minas Tênis Clube I (r. da Bahia). Quando Neste domingo (6), 10 às 14h. Quanto Acesso gratuito. Serviço de bar à parte.
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ACERVO PESSOAL
Feira Mercado.ria tem 6ª edição na cidade O evento, que valoriza a economia colaborativa, incentivando o comércio de pequenos produtores e empreendedores locais e o consumo consciente, tem mais uma edição na cidade, com cerca de 60 expositores/mercadores nas categorias arte, decoração, moda, cosméticos naturais e gastronomia, como Made in Beagá, Mimus e outros. E, ainda, espaço Kids e música. Onde Área externa da Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto). Quando Neste domingo (6), 10 às 18h. Quanto Acesso gratuito.
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DILSON FERREIRA/DIVULGAÇÃO
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COMIDA DI BUTECO >Bares lotados, com filas de espera, marcam 19ª edição do tradicional concurso
Últimos dias de competição ALEXANDRE GUZANSHE/DIVULGAÇÃO
Se você gosLeonardo ta de boa coCunha mida, cerveja gelada, além de um ambiente agradável para uma conversa entre amigos e familiares, é hora de marcar presença na 19ª edição do Comida di Buteco. O evento, que segue só até domingo (13), tem reunido milhares de “butequeiros” e “butequeiras” nos 50 bares participantes em Belo Horizonte. Segundo Filipe Tosta, um dos organizadores do concurso, a avaliação desde a estreia é muito positiva. “O movimento nos bares não para. Percebemos casas com fila de espera já no início da semana. Outro fator a se destacar é o retorno que os visitantes têm dado em relação à qualidade dos pratos e ao atendimento dos bares”, ressalta. Durante os primeiros 23 dias de evento, completados no sábado (5), o ba-
lanço feito pelos bares participantes demonstra o clima de satisfação. “Estamos trabalhando bastante. Já tivemos um aumento de 60% na nossa clientela. Conseguimos vender mais de 2.000 pratos”, revela Liliam Rodrigues dos Santos, uma das proprietárias do Bar Pompéu, localizado no bairro Itapoã, na região da Pampulha. Para Clarckson Prado, proprietário do Pé de Goiaba, que fica no bairro Nova Suíça, na região Oeste da capital, a edição deste ano do Comida di Buteco está surpreendente. “Desde o primeiro dia, tivemos um aumento de 150% nas vendas. O bar está ficando lotado de segunda a sábado, e isso é ótimo, pois mostra que o evento está com força total”, diz. FESTA A Saidera do Comida di Buteco 2018 acontecerá no dia 19 de maio, no estacionamento lateral do Estádio Go-
SAIDEIRA Onde comprar o ingresso BELO HORIZONTE 0BH Shopping | Loja Trilhas & Quilhas 0Savassi | Loja Central dos Eventos (rua Fernandes Tourinho 470, Loja 16) 0Shopping Cidade | Quiosque Central dos Eventos 0Shopping Estação | Quiosque Central dos Eventos 0Shopping Del Rey | Quiosque Central dos Eventos
Reta final
Evento segue até domingo (13) em 50 bares da capital mineira
vernador Magalhães Pinto, o Mineirão. Todos os bares concorrentes estarão presentes no local. O preço por petisco será R$ 10. Para animar ainda mais a festa, que divulgará qual é o
CONTAGEM 0Big Shopping Contagem | Quiosque Central dos Eventos
melhor ‘buteco’ de Belo Horizonte em 2018, as atrações musicais ficam por conta dos grupos Copo Lagoinha, Maraú Soundsystem, Oi de Gato, Charanga POP e Dj Cateb. Os ingressos estão no se-
gundo lote e custam R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia). As entradas podem ser adquiridas pelo site www.centraldoseventos.com.br ou nos pontos de vendas descritos na infografia ao lado.
BETIM 0Monte Carmo Shopping | Quiosque Central dos Eventos Consulte outros pontos de vendas no site www.centraldoseventos.com.br.
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reportagem
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CONSUMIDOR
Com juros de 875%, é preciso ter cuidado com cartão de loja Modalidadeécadavezmaispopular,mastaxaémaisalta quedoscartõesdecrédito,quecobrammédiade334,5% Você já foi a uma loja fazer compras e gentilmente recebeu uma proposta para fazer o cartão daquele estabelecimento? A situação não é rara, só que um simples cartão pode atrapalhar sua vida financeira se você não tiver disciplina ao usá-lo, alerta a técnica e representante da Proteste Associação de Consumidores, Renata Pedro. É que os juros cobrados chegam a 875,25%, conforme levantamento feito pela entidade. Ela ressalta que os cartões de marcas próprias, também conhecidos como private label, são cada vez mais populares, mas é preciso ficar atento não só aos juros cobrados, mas, também se cobram ou não anuidade. “Há casos em que a loja oferece um desconto para quem faz o cartão, só que, como há taxa de anuidade, acaba que não há vantagem para o consumidor”, diz. Renata conta que a associação avaliou 37 cartões de vários estabelecimentos espalhados pelo país e constatou que eles não são tão vantajosos quanto aparentam. “São cartões muito fáceis de conseguir. É um crédito fácil, porém muito caro”, observa. Os juros dos cartões das redes Riachuelo e Juliana Gontijo
Sonda foram considerados os maiores: 875,25% ao ano. O percentual está acima do valor do juro médio do rotativo dos cartões de crédito convencionais: 334,5% ao ano, conforme levantamento do Banco Central (BC) divulgado na último dia 26 . A especialista da Proteste frisa que os juros do rotativo dos cartões de crédito convencionais tiveram uma pequena redução depois da mudança nas regras determinada pelo BC no dia 26 de janeiro de 2017. Em 2016, a taxa de juro do rotativo encerrou o ano em 484,6%. “Apesar do recuo na comparação com anos anteriores, os juros são muito altos. É uma redução pouco expressiva. Em vários anos fazendo os levantamentos, o corte dos juros é tão pouco que parece que a pesquisa é a mesma”, diz. OUTROS PAÍSES Renata Pedro frisa que há países que limitam os juros, como é o caso da Argentina. Em outubro de 2017, a taxa máxima no país vizinho chegou a 47,4% ao ano. Na mesma época, o juro médio no Brasil dos cartões de crédito foi de 352,76% ao ano. O levantamento da Proteste divulgado no fim de 2017 comparou os juros praticados, além de Brasil e Argentina, no Chile, na Colômbia, no Peru, no México, na Venezuela, em
Portugal e nos Estados Unidos. Além dos juros altos dos cartões de loja, a especialista da associação ressalta que a maioria dos cartões dos estabelecimentos comerciais ainda cobra anuidade. Os únicos cartões avaliados que realmente não possuem anuidade são os da Riachuelo e da Renner (ambos para os cartões que só permitem comprar na própria loja), além da Petrobras e da Saraiva. Os últimos são co-branded, emitidos por uma instituição financeira em parceria com um estabelecimento comercial (postos, supermercados etc.). O objetivo é fidelizar os clientes, oferecendo diversas vantagens. Conforme o levantamento da Proteste, no geral, a taxa de anuidade é cobrada dos consumidores conforme seu uso. Por exemplo, o “Meu Cartão”, da Renner, cobra R$ 118. Com esse cartão, também é possível comprar em outras lojas. O Shell, operado pelo Santander, tem anuidade isenta só nos três primeiros meses, depois o valor é alterado de acordo com o gasto efetuado nas faturas. Para Renata, o ideal é que o consumidor administre apenas um cartão de crédito. Ela recomenda fazer uma pesquisa e escolher o que oferece a menor taxa de juros e sem anuidade. “Não é recomendável ter uma coleção de cartões”, frisa.
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
RISCO FINANCEIRO Confira juros e taxas de anuidade dos cartões de empresas INSTITUIÇÃO
BANDEIRA
JUROS DO ROTATIVO (% AO ANO)
ANUIDADE (EM R$)
SUPERMERCADOS Carrefour Internacional/Carrefour
Visa / Mastercard
492,99
166,68/167,88
Carrefour Nacional / Carrefour
Visa / Mastercard
492,99
142,68
Sem bandeira*
492,99
125,88
Mastercard
178,19
327,60
Extra Itaucard 2.0 internacional
Itaú/Mastercard
178,19
143,88
Pão de Açúcar Itaucard 2.0/Itáu
Mastercard
178,19
306
Sem bandeira*
875,25
9,90
Mastercard
180,96
131,88
Americanas.com/Bradescard
Visa
705,61
155,88
C&A Gold/Bradescard
Visa
193,58
155,88
C&A Internacional/Bradescard
Visa
193,59
155,88
Leader/Bradescard
Sem bandeira*
666,15**/639,18
3,80
Leader/Bradescard
Visa
639,18
102
Sem bandeira*
487,49
46,80
Marisa Itaucard/Itaú
Mastercard
210,44
95,88
Marisa Itaucard 2.0/Itaú
Mastercard
178,19
95,88
Renner/Itaú
Sem bandeira*
765,22
Sem anuidade
Renner – Meu Cartão/Itaú
Visa/Mastercard
465,38
118,80
Riachuelo/Midway
Sem bandeira*
875,25
Sem anuidade
Riachuelo/Midway
Visa/Mastercard
875,25
63,00
Saraiva/Banco do Brasil
Visa
285,03
Sem anuidade
Submarino/Banco Cetelem
Visa
705,61
188,40
Visa
285,03
Sem anuidade
Ipiranga/Itaú
Visa/Mastercard
180,96
121,80/140,40
Shell/Santander
Visa/Mastercard
697,52
171
Carrefour Private Label / Carrefour Extra Itaucard 2.0 Gold / Itaú
Sonda/ DMD Card Walmart Itaucard 2.0 Internacional/Itaú
LOJA DE DEPARTAMENTO
Marisa/Itaú
DANIEL IGLESIAS – 21.6.2010
COMBUSTÍVEL Petrobras/Banco do Brasil
Cartões de lojas têm juros bem maiores do que os do restante do mercado
FONTE: PROTESTE
* SOMENTE PARA COMPRAS NAS LOJAS PRÓPRIAS. ** SOMENTE EM COMPRAS NO NORDESTE
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reportagem
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CENÁRIO BH KN STUDIO/DIVULGAÇÃO
PEDRO MENDES/DIVULGAÇÃO
de Malhas de Tricô 6 Feira acontece até o dia 13 de maio
Chegando a sua 52ª edição, a Feira de Malha de Tricô do Sul de Minas segue reunindo peças produzidas com o tecido preferido para o inverno. Realizado há mais de 20 anos, o evento traz diversos modelos de agasalhos de malha de tricô, vestidos, coletes, xales e outras peças produzidos em cinco cidades mineiras Onde Expominas (av. Amazonas, 6.200, Gameleira) Quando Sáb. e dom., das 10h às 21h; seg. a sex., das 13h às 21h. Até 13/5 Quanto R$ 6 ou entrada gratuita via retirada de ingressos no site www.dynamiceventos.com.br NÍVEA DIAS/DIVULGAÇÃO
estreia em BH 6 Mada com programação inédita
Com a proposta de difundir a produção artística, a 1ª Mostra Audiovisual de Arte do Barreiro – Mada estreia na capital neste sábado (5). A programação é totalmente gratuita e conta com mesas de discussão, oficinas e exposições audiovisuais no Viaduto das Artes e no auditório UNA Barreiro. Confira a programação completa em: www.mada.art.br Onde Viaduto das Artes (av. Olinto Meireles, 45, Barreiro) e Auditório UNA Barreiro (av. Afonso Vaz de Melo, 640, Barreiro) Quando A partir deste sábado (5) até o dia 3 de junho Quanto Entrada gratuita
de Arte da Cemig recebe 6 Galeria exposição de Pedro Mendes
Em 2015, o fotógrafo Pedro Mendes visitou a Índia por 30 dias e lá registrou imagens que narram as longas viagens de trem, a relação da população com os animais e a hospitalidade do povo indiano. Os registros do país asiático feito pelo artista tem o objetivo de desmistificar a cultural indiana e apresentar a pluralidade da Índia. Agora, as fotografias estão reunidas na exposição “Índia” Onde Galeria de Arte Cemig (av. Barbacena, 1.200, Santo Agostinho) Quando De segunda a sexta-feira, das 8h às 19h. De 8/5 a 26/6 Quanto Entrada gratuita.
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reportagem
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ESPAÇO GOURMET DE BANDEJA I CACÁ LANARI/DIVULGAÇÃO
Uma iguaria bem LEO FONTES
Requeijão de corte moreno é comum no Norte de Minas, servido com café, doces e até em pratos salgados
Albanos reabre neste mês Depois de quatro meses fechado para reforma, o Albanos, finalmente, reabre na próxima quinta-feira (10) com novidades. Uma delas, na unidade do Sion, é a possibilidade de cada cliente criar sua própria cerveja em uma fábrica urbana compartilhada. E isso inclui também criar o rótulo e até batizar a própria criação. No mesmo local, terá um Brew Pub, onde o cliente poderá experimentar cervejas da casa ou produções de parceiros e convidados. Já o menu ganha reforço com petiscos para acompanhar a gelada.
Homenagem às mamães A próxima edição da Feirinha Aproxima será dedicada àquelas que fazem as melhores receitas do mundo: as mães. Vários chefs da capital mineira foram convidados para fazerem receitas de família e muitas mães colocarão verdadeiramente a mão na massa durante a feira para dar um toque ainda mais especial. O evento acontece neste sábado (5), na rua Tomé de Souza (Savassi), das 10h às 17h, com entrada gratuita.
Orequeijãodecorte, comumemMinas emseuconsumo puro,ganhaespaço emdiversasreceitas Acompanhado por uma xícara de café, por algum doce em calda, ou derretido em uma frigideira e finalizado com açúcar ou melaço de cana. São essas algumas das formas mais comuns de consumir o requeijão de corte – uma iguaria comum no interior de Minas, principalmente no Norte do Estado. Simples, mas de sabor único, intenso e cremoso, ele começou, mais recentemente, a atrair a atenção dos chefs de Belo Horizonte, que passaram a reinventar suas possibilidades de uso. São três os principais tipos: moreno (o mais típico de cidades como Almenara), o branco e o com raspas de tacho, comuns no Sul e no Centro-Oeste de Minas, respectivamente. Embora possuam o mesmo nome, são produtos específicos não só pela cor – que muda de acordo com o processo de fervura que o talho do leite passa “O requeijão escuro, conhecido como ‘do Norte’, possui um sabor mais amendoado e uma textura um pouco menos cremosa do que o branco e o de raspa”, explica o chef Ivo Faria, proprietário do restaurante Vecchio Sogno. Franco Malheiro
Hambúrguer à vontade O tradicional Burger Fest já tem data para acontecer: de 11 a 27 deste mês. Os apaixonados por hambúrguer têm, nesta edição, 20 novas receitas para provar, espalhadas nas 17 casas participantes, como os estreantes Green Up (hambúrguer de falafel e tahine com molho de iogurte no pão australiano acompanhado de chips de raízes brasileiras – foto abaixo), do chef Felipe Rameh, o Nicolau Bar da Esquina, do chef Léo Paixão, e o Trindade, do chef Frederico Trindade. Alguns destaques desta temporada são picles de maxixe, maionese de tomate seco e bacon artesanal caramelizado no melaço de cana. Confira todos os participantes em burgerFest.com.br. VICTOR SCHWANER/DIVULGAÇÃO
Após uma viagem a Januária, no Norte de Minas, há tempos, ele resolveu incorporar o do tipo moreno em sua cozinha. “Percebi que o sabor e a cremosidade que ele trazia para o prato eram bastante interessantes. Resolvi utilizá-lo no molho de um frango caipira que depois eu servi em uma trouxinha com folha de taioba”, explica o chef, que também faz uma alerta: “É um produto bem artesanal e rústico, por isso não há exatamente um padrão. Quando o requeijão não tem boa qualidade, ele é bastante duro e não derrete direito”, ensina. Mas a valorização desse produto regional não é exclusividade de Faria, pois, em BH, outros chefs também o trazem em pre-
paros – graças, também, ao fato de que ele já pode ser facilmente encontrado na cidade em lojas de produtos artesanais; no Mercado Central, por exemplo, sai a R$ 29, o quilo. O gastrônomo Eduardo Maya o leva em uma polenta, servida com pescoço de peru. Segundo ele, o que mais o interessa no ingrediente é o sabor puxado para o caramelo e a defumação. “Cada requeijão tem uma característica. O do Norte tem um sabor caramelizado. Por isso, muitas vezes, ele combina também com coisas adocicadas”, explica. Outro que defende a iguaria nas receitas é o sócio-proprietário d’ A Pão de Queijaria, Mário Santiago. “O legal do requeijão CECÍLIA GANZAROLLI/DIVULGAÇÃO
O hambúrguer Shablei, do Nimbos Bar, consiste em hambúrguer, requeijão de corte branco, mel, cebola caramelizada, rúcula e bacon no pão tipo brioche (R$ 25)
é que ele quando derretido vira um creme bem consistente, diferente do queijo, que puxa, ou do requeijão cremoso, que vira líquido”, explica. Um dos destaques do cardápio por lá é pão de queijo recheado com linguiça e requeijão. “Nossa ideia foi remontar o clássico pão de queijo com linguiça, aí optamos pelo requeijão branco, devido a sua cremosidade, e colocamos também uma geleia de pimenta e uma folha de rúcula”, ensina Santiago. Também no sanduíche, o requeijão aparece três vezes no Nimbos Bar: no Hund (salsicha frankfurter artesanal, minibaguete, requeijão de corte, picles de cebola roxa e ketchup de curry), no Estradão (linguiça artesanal de copa lombo, minibaguete, requeijão de corte, cebola caramelizada e molho barbecue) e, por último, no carro-chefe da casa: o Shablei. “Consiste em um hambúrguer de 150 g, requeijão de corte, cebola caramelizada, bacon, mel e rúcula”, explica o chef da casa, Luis Moreira. Para ele, o destaque do ingrediente é a cremosidade. A mesma ideia defende o chef Léo Cabral, do restaurante Caipira Xique. Lá, ele serve uma abóbora recheada com frango desossado e requeijão de corte branco. “Prefiro a cremosidade do requeijão de corte do que o requeijão de copo. Muitas vezes, o desse tipo, quando aquecido, fica muito líquido. Já o de corte não, vira sempre um creme encorpado”, explica.
reportagem
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DE BANDEJA II
m mineira
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UARLEN VALÉRIO
O chef Léo Cabral, do restaurante Caipira Xique, recheia uma moranga com frango desossado e requeijão de corte: prato acompanha arroz, feijão e fritas (R$ 89,90, para duas pessoas)
SERVIÇO
Na Pão de Queijaria, o requeijão de corte vem em uma pão de queijo, que ainda traz linguiça, geleia de pimenta e rúcula (R$ 18)
A Pão de Queijaria. Rua Antônio de Albuquerque, 856, Funcionários, (31) 2512-6360
Vecchio Sogno. Rua Martim de Carvalho, 75, Santo Agostinho, (31) 3292-5251
Caipira Xique. Rua José Joaquim dos Santos, 497, Céu Azul, (31) 3441-6035
Nimbos Bar. Rua Alagoas, 608, Savassi (não possui telefone) LEO FONTES
O chef Ivo Faria, do Vecchio Sogno, conheceu o ingrediente em Januária e o incorporou em uma receita: serve folha de taioba recheada com frango e requeijão moreno (R$ 34)
RECEITA
Pescoço de peru sobre polenta com requeijão do Norte Receita do chef e gastrônomo Eduardo Maya
Ingredientes Para o pescoço de peru - 2 kg de pescoço de peru - 6 dentes de alho - 1 colher (café) de cominho - 2 colheres (café) de coentro em grãos - Pimenta-do-reino a gosto - Sal a gosto - 1 cebola em cubos - 2 xícaras de vinho branco - ½ xícara de azeite - 4 folhas de louro - 1 colher (sobremesa) de colorau - 3 xícaras (chá) de água - ½ cebola ralada Para a polenta - 1 xícara (chá) de fubá mimoso - Água o quanto baste - 1 colher (chá) de alho picado - 1 colher (sobremesa) de manteiga de garrafa - 1 colher (chá) de semente de coentro fresco - ½ xícara (chá) de requeijão do Norte ralado - Sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de preparo - Pescoço de peru: Limpe bem os pescoços de peru e reserve. Faça uma pasta com alho, cominho, coentro, pimenta-do-reino e sal. Espalhe-a nos pescoços de peru. Depois, em uma vasilha, acrescente azeite, vinho e louro. Deixe marinar por uma noite. Em uma panela, aqueça um pouco de azeite. Coloque o colorau, mexa e acrescente parte da cebola. Refogue bem e junte os pescoços de peru. Acrescente água quente à medida em que a marinada for secando, e mantenha assim até que a carne fique cozida. - Polenta: Refogue, na manteiga de garrafa, o restante da cebola com a semente de coentro e
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Vinho, agora descomplicado O Tinto Gastronomia Descomplicada (rua Tomás Gonzaga, 578), novo bar de vinhos de Lourdes, conta com menu de petiscos, pratos principais e sobremesas com o preço máximo de R$ 40. A proposta também inclui taça de vinho a R$10, de espumante a R$12 e garrafas de R$ 49 a R$ 79, além de drinques a R$16. Os frequentadores poderão degustar opções como o ancho com chimichurri e batata cremosa trufada (R$40, foto) e cheesecake tinto (R$ 15), que acompanha sorvete de vinho tinto feito na casa.
La Vera tem cerveja exclusiva A La Vera Pizzeria Italiana (rua Pium-í, 784) se uniu com a cervejaria Wäls e lançou uma cerveja artesanal exclusiva com o rótulo que leva o nome da casa. A La Vera é do tipo Pale Ale, de exuberante refrescância, cor acobreada, equilibra na medida certa maltes e amargor, com aromas marcantes do cítrico ao floral. A cerveja tem 5% de teor alcoólico e é vendida exclusivamente na La Vera Pizzeria em garrafa 600 ml pelo valor de R$ 20 cada.
Menu reforçado com as redondas Já conhecido por suas tradicionais massas, o restaurante italiano Maurizio Gallo (av. Nossa Senhora do Carmo, 860) agora inclui pizzas de oito fatias em seu menu. No total, são 27 sabores, divididos em três categorias. A opção tradicional (R$ 50) inclui sabores como linguiça, margherita, quatro queijos e calabresa. Já as gourmets (R$ 55) têm como destaques a caprese e a romana. As pizzas magníficas (R$ 60), por sua vez, possuem cinco sabores: camarão, frutos do mar, bacalhau, crema de tartufo e de pera com gorgonzola. Além disso, a casa também oferece todos os sabores nas opções sem glúten e sem lactose. PAOLA STORNEBRINK/DIVULGAÇÃO
o alho picado. Junte o fubá dissolvido em água. Tempere com o sal e pimenta. Cozinhe até engrossar. Em seguida, adicione o requeijão, desligue o fogo e mexa bem até que ele derreta. Monte o prato com o pescoço de peru.
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almanaque ‘VIAGENS DA CAIXA MÁGICA’> Ator baiano estreia, em BH, pocket show inspirado em seus dois filhos Sex. 11.mai.
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Em cena
Montagem foi surgindo de forma espontânea, a partir da interação com o amigo Jarbas Bittencourt
Lázaro para crianças Trata-se do clássico “uma coisa vai puxando aoutra”. “Viagens da Caixa Mágica”, montagem infantil que o ator Lázaro Ramos estreia na capital mineira na próxima sexta (11), foi tomando forma de modo despretensioso e orgânico. Impactado com a experiência de ser pai, diante do nascimento do primogênito João, fruto de seu casamento com a atriz Taís Araújo, Lázaro lançou, em 2015, o livro “Caderno de Rimas do João” (Pallas), no qual abordava, em versos, temas que suscitam a curiosidade das crianças – como amor e morte. Recentemente, e já pai também de uma menina, Maria, três anos, Lázaro foi instigado por João, hoje com sete. “Se você fez um livro para mim, tem que ter um para a Maria também”. Desafio encampado, veio o “Cadernos Sem Rimas da Maria”, também editado pela Pallas. Com o intuito de divulgar a iniciativa na internet, o ator pediu ao amigo Jarbas Bittencourt (“diretor musical do Bando de Patrícia Cassese
Teatro Olodum, de onde vim – para quem não conhece, o grupo que fez o filme ‘Ó, Paí Ó’”) para fazer uma música a partir da obra. “O Jarbas me trouxe uma música muito linda, e falou: ‘Lazinho, posso brincar de fazer outra do ‘Caderno Sem Rimas’?’ Então, sugeri: ‘Por que você não faz músicas a partir de toda a minha obra infantil? E mandei os três livros a ele”, repassa, incluindo, na sua fala, a obra “A Velha Sentada”. Tal como Lázaro quando desafiado pelo filho, Jarbas não se esquivou do convite. “E, de repente, ele me aparece com dez músicas lindas”. Foi quando o ator teve a ideia de fazer um formato diferenciado de lançamento de livro para o último trabalho, dedicado à filha. “Porque, na maioria das vezes, você (autor) fica sentado na cadeira, assina e conversa rapidamente, tira uma foto... E, pronto, acaba a interação com o seu leitor. Pensei: ‘Por que não fazer um showzinho para lançar esse livro’? O projeto, pois, acabou ganhando outras características, e a gente nem sabe exatamente o que vai ser. Por enquanto, tem o show, no qual converso com as pessoas e canto algumas
músicas. E também gravei alguns clipes (que, atualmente, estão em fase de edição). Mas, enfim, ‘Viagens da Caixa Mágica’ surgiu de maneira muito natural, por conta dessa interação com o Jarbas”. Estreando em Belo Horizonte, “Viagens da Caixa Mágica” leva ao palco, além Lázaro e Jarbas, a atriz e cantora Heloísa Jorge. PAI DE MENINA Retomando a gênese do livro, Lázaro conta que, antes de Maria nascer, mas já com a informação que o bebê que Taís esperava era uma menina, costumava ouvir toda sorte de dicas dos amigos. “Você sabe que todo mundo dá conselho, né? (risos) Então, diziam: ‘filha é totalmente diferente’, ‘filha é muito apegada ao pai’, ‘menina tem tal dificuldade’. E eu sempre respondia: ‘Gente, mas me deixa conviver com a pessoa, para ver como vou criar uma relação com a minha filha. E quando ela nasceu, realmente senti algumas diferenças (em relação a João), e que não eram exatamente as que as pessoas me diziam. As que encontro na minha filha podem até ter a ver com o universo feminino, o da menina,
mas eu gosto de dizer que é muito do ser que ela é, da pessoa com a qual a gente está convivendo”, elabora. Quando aceitou o já citado pedido do filho para dedicar um livro a Maria, a preocupação inicial do pai foi ver como formatar a obra independente da pensada para o garoto. “A primeira coisa que tive certeza foi de que não seria um ‘Caderno de Rimas da Maria’, porque ela é um indivíduo que luta muito para ter direito ao espaço dela e ao jeito dela – então, o caderno já nasce sem rimas, porque diferentemente do irmão, ela quer ter as características de-
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A Maria (sua filha) grita por liberdade o tempo todo, quer ter o espaço dela, luta por isso” Lázaro Ramos
la – e o direito de ter essas características”. O segundo passo foi peneirar os temas que ia abordar na obra. “Aí, fui muito pela observação dela, pela coisas que despertavam seu interesse, dentro do grito de liberdade que ela tem. Porque a Maria grita por liberdade o tempo todo. Ela quer ter opinião, quer ter o espaço dela, quer brincar de uma determinada maneira... E isso foi conduzindo cada paginazinha do livro, seja uma brincadeira de como descrever o sabor de um alimento até sobre a relação que tem com o irmão dela”. A lida de Maria com seus cachos também foi alvo do olhar arguto do pai. “A questão do cabelo crespo da criança negra e as possibilidades de ressignificar o toque de afeto nesse cabelo crespo. Tudo a partir dessa observação de quem ela é”. Foi da observação da caçula que ele travou contato com o verbete “denguidacho”, que gerou o poema: “Meu cabelo é bem crespinho, uso black e uso cacho. Às vezes meu pai faz carinho e a mão fica presa, parecendo um embaraço. Mas não é. É um convite pra fazer um denguidacho.
Denguidacho é um carinho mais demorado na cabeça, nos meus cachos”. Outros verbetes que aparecem no livro são: “ditoditoso”, “risilhuda”, “liberdeito” ou “esplectoroso”. CRIAR FILHOS Lázaro Ramos conta, ainda, que recentemente foi convidado a escrever uma coluna sobre criação de filhos na revista “Crescer”. “O que acaba dialogando muito com as coisas que venho pensando sobre a infância”. Alguns dos assuntos sobre os quais ele se debruça estão ligados a temas identitários. “Como, por exemplo, se um tipo de brincadeira é ‘de menina’ ou ‘de menino’. E, ainda, a relação entre irmãos e mesmo a alimentação, como fazer seu filho experimentar novos sabores”, diz.
Viagens da Caixa >Mágica
Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046). Dia 11 (sexta), às14h30. Entrada gratuita, mediante doação de 1kg de alimento ao Programa Mesa Brasil. Retirada de ingresso 2h antes (sujeito a lotação). Projeto Caro Leitor Às 20h, na mesma data e local, Lázaro debate, junto a Lilia Schwarcz (SP), o tema “Lima Barreto, Triste Visionário”. Entrada também gratuita.
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ARTES CÊNICAS Celebração com foco no texto Comemorando quatro décadas de trajetória, o Grupo Officina Multimédia estreia um novo espetáculo que é herdeiro direto de todo esse percurso. “Boca de Ouro”, primeiro texto de Nelson Rodrigues (1912-1980) encenado pela companhia, estreia na próxima sexta (11), e isso não poderia ter acontecido antes, como explica Ione de Medeiros, figurinista e cenógrafa da montagem e diretora do grupo há 35 de seus 40 anos. “Venho namorando Nelson há muito tempo, querendo encená-lo, mas tudo tem seu momento. Achava que ainda não tinha chegado a hora de nos envolvermos com o tipo de drama, personagem, relação com a história que ele propõe”, afirma. Como ao longo de toda sua história, especialmente em “Macquinária 21”, projeto anterior a “Boca de Ouro”, de 2016 – inspirada em “Macbeth”, de William Shakespeare (1564–1616) –, o grupo teve amplo espaço para diversificação das linguagens e experimentação, com uso de objetos, por exemplo. Abriu-se espaço agora justamente para um foco maior em determinaJessica Almeida
do aspecto. No caso, o texto. “Em ‘Macquinária 21’ muita coisa foi transformada em cena, fazia ruído, montava e desmontava. Achei, portanto, que já tinha feito bastante coisa nesse sentido e quis trabalhar algo mais focado no texto, na história”, diz a diretora. O contato com Shakespeare, no trabalho anterior, também, de alguma forma, abriu caminho para este. “Notei que o tratamento dado por ele para o ser huma-
À frente do grupo há 35 anos, Ione de Medeiros fala de sua identidade “Nossa proposta é muito clara e continuada, não ter um único meio de expressão. Com isso, trouxemos também temas diversificados. A meta é experimentar, mesmo não sabendo se vai dar certo”, diz
no – o homem como ser muito complexo, qualquer um de nós pode ser muito bom ou muito mau, todos temos momentos de grandiosidade e fragilidade – está também muito evidente na obra de Nelson Rodrigues”, afirma. “No caso de Shakespeare, ainda precisei dos objetos para lidar com determinadas dificuldades, como a tradução. Mas Nelson é Brasil, um linguajar prosaico, uma literatura muito interessante, com perguntas e res-
postas diretas, quase como uma conversa de botequim, então foi mais simples focar no texto”. INSPIRAÇÃO NA REALIDADE “Boca de Ouro” é uma tragédia carioca em três atos. O personagem que dá título à peça foi um famoso bicheiro que teria mandado substituir todos os dentes por próteses de ouro, símbolo de vitória sobre sua origem miserável. Três versões
Sex. a seg. 11 a 28.mai.
do protagonista são apresentadas por sua ex-amante, Dona Guigui, cujo estado emocional influencia, a cada versão apresentada, num retrato distinto de Boca de Ouro. As inspirações do autor foram um motorista de ônibus que se orgulhava de ter 27 dentes em ouro maciço e um personagem real do submundo carioca, o bicheiro Arlindo Pimenta, contraventor morto em 1954 em luta corporal com a polícia. O questionamento da obNETUM LIMA/DIVULGAÇÃO
jetividade dos fatos expressa na influência das emoções em cada uma das versões apresentada também foi algo que atraiu no texto. “Quando acha que foi abandonada, a personagem que conta, que foi sua amante, o escracha. Depois ela descobre que ele morreu, e isso reacende sua paixão, então sai uma versão mais amena dos fatos. É um jogo de emoções”, afirma a diretora. Na encenação da Officina Multimédia, os atores se dividem em diversos personagens, o protagonista é interpretado por duas pessoas e homens fazem papéis femininos. As escolhas do figurino ajudam a construir o temperamento de cada personagem e há referências ao universo pop. No entanto, segue outra proposta em relação à montagem do diretor Gabriel Vilela, recém-apresentada em Belo Horizonte. “Ele é um grande encenador, um esteta. Acho que ele quis dar um olhar mais musical e ficou muito cuidadoso, mas nossa abordagem foi em outra direção”, conclui.
> Boca de Ouro
Grupo Oficcina Multimédia CCBB (praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). De 11 a 28, de sexta a segunda, às 19h. R$ 20 (inteira)
Cinema feito diante da plateia Qui. 10.mai.
AUIRA ARIAK/DIVULGAÇÃO
Palácio das Artes recebe peça de teatro de sombras
“Quasi-cinema” era a expressão usada por Hélio Oiticica (1937-1980) para designar “um campo de experiências transgressivas dentro do universo das mídias ou das imagens e sons produzidos tecnicamente”. Nascida há 14 anos, a Cia. Quase Cinema se aproprioudo termo justamente por ser fruto do encontro de diferentes linguagens artísticas; artes cênicas, artes plásticas, cinema, performance e dança. O grupo paulista, especializado em teatro de sombras vem a Belo Horizonte fazer apresentação única de seu espetáculo “Urubus no Ar”, na próxima quinta (10), nos jardins do Palácio das Artes. Teatro de sombras é uma vertente do teatro de bonecos nascida há milhares de anos no Oriente. O trabalho da companhia, no entanto, tem mais a ver com o modo como essa arte foi apropriada pelo Ocidente, no século XVIII, nos cabarés da França, como
explica o diretor do grupo e da montagem Ronaldo Robles. “Anteriormente ao surgimento do cinema, eram feitas projeções de sombras, algo parecido com filmes animados. Pelo nosso gosto pela imagemem movimento epesquisa contemporânea de teatro que flerta com o cinema, escolhemos o teatro de sombras.Nosso trabalho é uma espécie de cinema feito ao vivo”, afirma. PESQUISA CINEMATOGRÁFICA “Urubus no Ar” é fruto de uma pesquisa iniciada pelo grupo em 2015, acerca da estética do film noir, movimento da indústria cinematográfica norte-americana da década de 1940. “Todos os nossos espetáculos sempre têm relação com cinema, já pesquisamos cineastas e diferentes movimentos cinematográficos. No caso do film noir, é interessante o contraste da som-
bra e da luz. Então, nós resolvemos fazer um espetáculo que se aprofundasse nesse universo noir, que tem a estética da sombra muito presente, portanto estabelece um diálogo com a gente”, explica o diretor. Ambientada em um tribunal popular, a peça apresenta um dono de uma corporação que foi roubada e também o local onde um homem foi assassinado. Ele está sendo julgado por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e assassinato. O público assiste a esse julgamento, vê os depoimentos das testemunhas e, com base nisso, decide os rumos da história. O nome, “Urubus no Ar” é um trocadilho com a pronúncia da expressão noir e com as placas de “no ar”, utilizadas em estúdios de rádio e de TV. Além de interferir no desenrolar da peça, a plateia também vê como a cena é construída, já que pode obser-
var os atores manipulando objetos para produzir as sombras que são os protagonistas da história. É, de acordo com Robles, um filme de animação feito ao vivo, tal qual nos cabarés da França. “Num momento, eles olham como a magia é produzida, vendo os atores em primeiro plano manipulando e produzindo as imagens no telão. No segundo plano, é onde a história acontece. E também tem a trilha sonora, desempenhada ao vivo. Eu diria que é um espetáculo que exige bastante da capacidade de concentração e entendimento de quem assiste. É bem legal porque aguça os sentidos”, diz. (Jessica Almeida)
> Urubus no Ar
Cia. Quase Cinema Jardim Interno do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 32367400). Dia 10 (quinta), às 20h. Entrada gratuita, com retirada de ingressos 30 minutos antes da apresentação.
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ARTES CÊNICAS A urgência dos laços familiares Em 2011, “Duplo Etéreo”, texto de Sebastião Bicalho, chegou a ser apresentado na capital mineira, gerando uma série de discussões sobre o principal tema tratado em cena, a esquizofrenia. Passados sete anos, a obra ganha nova montagem, unindo, no palco, os atores Gabriel Amaral e Fabiana Góis, como dois irmãos. Sob a direção de Fernando Couto, a nova versão estreou no início do ano, na Lara Alves (*)
Casa de Cultura Laura Alvim, no Rio. Agora, volta à terra natal para cumprir três apresentações no palco do Cine Theatro Brasil. A narrativa se desenrola a partir da relação de um casal de gêmeos, Tico e Teca, que, em meio a complexos conflitos familiares, precisa lidar com a esquizofrenia da jovem. “Colocamos, no palco, um dano psicológico entre os gêmeos, que é a doença. No contexto estão inseridos os medos, as culpas e a intolerância, estamos tratando de questões familiares
Sex. a dom. 11 a 13.mai.
RANGEL DE ANDRADE/DIVULGAÇÃO
Drama
Fabiana Góis vive uma personagem com esquizofrenia
num mundo violento”, explica Couto. Para encarar a empreitada, durante meses os dois atores se propuseram a mergulhar no universo da esquizofrenia. “A Fabiana, por exemplo, foi a hospitais psiquiátricos buscar elementos para a caracterização da personagem, que é muito den-
sa”, conta o diretor, acrescentando que não foi um trabalho fácil para eles, “atores jovens vivendo personagens muito jovens”. TEMÁTICA Segundo a Organização Mundial de Saúde (OAS), a esquizofrenia afeta 1% da população mundial, sendo
mais frequente nos países de terceiro mundo. No Brasil, atingiria mais de dois milhões de pessoas. Foi a partir destes dados que dramaturgo e diretor constataram a importância de discutir a doença por meio da arte. “É uma patologia que vem crescendo assustadoramente, e ainda há muito preconceito
em torno – o assunto não é muito discutido. Interessante que, na peça, a esquizofrenia é o pano de fundo para discutir o que uma doença não tratada faz com as famílias. Esse é o grande mote”, aponta Fernando. Os produtores prepararam, ainda, vídeos explicativos sobre a doença, apontando desde possíveis causas até eventuais tratamento. Mas o fato de se tratar de um tema espinhoso teria sido, segundo a produção, um dos motivos para o cancelamento de sessões agendadas no Teatro Castelinho do Flamengo, no Rio, por parte da secretaria de cultura estadual. “A peça foi censurada depois de o contrato ter sido assinado, pela temática e pela cena de nudez (do ator Gabriel Amaral)”, diz Couto. * Sob supervisão de Patrícia Cassese
> Duplo Etéreo
Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Dias 11 (sexta) e 12 (sábado), às 20h; 13 (domingo), às 19h. R$ 40 (inteira).
Um olhar sobre os invisíveis A experiência dos catadores de papel serve de calço para o espetáculo solo “A Toque de Caixa”, da companhia Teatro Negro e Atitude, denunciara degradação de um
ofício que, como tantos outros, é exercido sob o manto cruel da invisibilidade. Com estreia marcada para o próximo domingo (13), no espaço Ilê Wopo Olojukan (primeiro
centro religioso de matriz africana da cidade), a montagem também ocupará o palco do Francisco Nunes, nos dias 19 e20.Emambasas oportunidades, a entrada será franca.
Atrama centra-se narevolta de um trabalhador contra seu patrão e seu objeto de ofício: as caixas de papelão, que acabamengolindo-oe submetendo-o a um cotidiano desumanizado. Para evidenciar a invisibilidade e, num espectro mais amplo, os modelos atuais de exploração da mão de obra, em particular a negra, o grupo adotou o tom da comicidade, de comunicação mais imediata. Mas o texto também dialoga com a filosofia de religiões de matriz africana, evocando questões da ancestralidade. “Buscamos uma forma de transgressão pela espiritualidade, com o reconhecimento davida de reise rainhas. A históriada escravidão não éa história da África – na verdade, elaatrapalha ahistóriado con-
Dom. 13.mai.
tinente”, afirma o ator Marcus Carvalho. Uma das imagens que é citada em seu solo é a de Zé Pilintra, entidade da umbanda,dalinhadeExu,que remete à transformação e à alegria, assim como à boêmia. Diferentemente da expressão que a batiza, a peça não foi feita “às pressas”. É, na verdade, fruto do projeto “Pinga – Um Palhaço Afro Brasileiro”,contemplado pelo Laboratório da Cena Funarte MG. O processo teve início em 2014, por meio de pesquisas. O grupo recorreu a diversas fontes, partindo do teatro de visualidades,comumestudode máscarasdemovimentosexpressivos e pré-expressivos como condutores poéticos, sob a batuta de Rogério Gomes. Investigações sobre a capoeira de Angola, truques de
mágica e estudos antropológicos de palhaçaria também serviram de base para a empreitada. O diretor lembra que o mecanismo de trabalho do catador “é o próprio corpo”. E acrescenta: “Se não há alguém que nos escraviza, a gente acaba se auto-escravizando,e,nessecaso,éo capitalismo que nos condiciona a essa degradação”, elabora, referindo-se à árdua jornada que a sobrevivência impõe aos marginalizados. (João H. Motta/sob a supervisão de Patrícia Cassese)
>CaixaA Toque de
Cia Teatro Negro e Atitude. Ilê Wopo Olojukan (r. Dr. Benedito Xavier, 2.030, Aarão Reis). Dia 13 (domingo), 19h30. Entrada franca. PABLO BERNARDO/DIVULGAÇÃO
‘A Toque de Caixa’ marca as comemorações de 25 anos da Cia Teatro Negro e Atitude
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ARTES CÊNICAS Incômodo e reflexão por meio do riso A cena do personagem tendo um ataque de fúria no saguão de um aeroporto brasileiro. A situação, uma das várias apresentadas no monólogo “Acorda pra Cuspir”, foi a escolhida pelo próprio Marcos Veras, protagonista da empreitada, como a que mais suscita reação na plateia. “São muitos os momentos, mas ficaria com esse. Afinal, quem nunca passou uma situação de impaciência num local desses, né?”, argumenta o jovem ator e roteirista carioca, que está de volta a Belo Horizonte com a montagem. “O personagem (José da Silva) se acha melhor que os outros porque é um passageiro fidelidade gold – e, aí, acaba mostrando o que há de pior nele. É engraçado, mas muitos se identificam com aquele comportamento”, conta o moço, que, desta vez, se apresentará no palco do Centro Cultural Minas Tênis Clube, na próxima sexta (11). Patrícia Cassese
No geral, Marcos Veras diz que “o público se surpreende com a peça por ter um texto que tem humor mas, ao mesmo tempo, provoca, por meio do riso, uma auto-reflexão sobre o nosso comportamento”. ATUAL A dramaturgia, do autor norteamericano Eric Bogosian, escrita em 2000 e publicada em livro dois anos depois, se propõe a entregar ao público uma visão satírica dos tempos atuais, com uma atenção particular à ambição desmedida que acomete algumas pessoas. “São assuntos universais e atemporais”, diz Veras. Tanto que ele se poupa de atualizar o texto com acontecimentos cotidianos que povoam as redes sociais e os noticiários. “O texto dessa peça é tão atual que não precisa ser atualizado com o factual – até porque, do contrário, eu iria pirar. Afinal, é tanta notícia absurda que a gente lê... Mas as que a peça traz já falam por todas”, entende. José de Silva, o personagem
encarnado por Veras, tem como característica mais marcante a absoluta ausência da ética na condução de suas ações. “Uma ambição exagerada, a ponto de passar por cima de tudo – e de todos – para conseguir o que quer”, esmiuça. Um comportamento que Veras refuta veementemente. “Eu tento levar a minha profissão com disciplina e amor, mas, de todo jeito, encaro o ofício de ator como qualquer outra profissão. O ator, na minha opinião, tem a mesma importância que um bancário, um advogado, um comerciante... E, no meu caso, prefiro o sucesso à fama. Porque sucesso, todos nós podemos ter, em várias esferas da vida”, filosofa. Veras reconhece ter plena ciência de que a profissão de artista ainda exerce “um fascínio, um glamour” na sociedade. “Faz parte. E, muitas vezes, é, sim, bem legal a sensação – mas não deixo me levar por isso. Eu sou muito sério no meu ofício”, afiança. “Acorda pra Cuspir” tem direção de Daniel Herz. Sobre a vida útil da montagem, que estreou em 2016, Veras conta que ainda deve percorrer algumas cidades no segundo semestre. O fato de voltar à capital mineira foi recebido por ele com gosto. “Sou sempre bem recebido pelo público daí. Adoro me apresentar na cidade”, diz ele, que aguarda o lançamento do filme “Tudo Acaba em Festa”, de André Pellenz.
Sex. 11.mai.
DARYAN DORNELLES/DIVULGAÇÃO
Aplicado
“Eu sou muito sério no meu ofício”, frisa o ator
> Acorda pra Cuspir
Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Dia 11 (sexta), às 21h. Ingressos antecipados até 10 de maio: R$ 80 (inteira). No dia: R$ 100 (inteira).
A liberdade histórica e cênica Pegando carona na própria história da cidade, a Mostra Tiradentes em Cena elegeu a liberdade como tema de sua 6ª edição, que, deste sábado (5) até o próximo (12), apresenta mais de 20 peças, além de performances, conversa,oficinas, exposição e shows. “Esse tema passa por várias vertentes. Mas, nos espetáculos, passa pelos aspectos de criação e da escolha em falar de questões delicadas, mas que precisam ser ditas”, explica Aline Garcia, idealizadora do evento. Ícone do cinema, das artes cênicas e da música, Zezé Motta é a homenageada da edição, por ser “um símbolo de resistência e vanguarda, uma mulher e artista negra ligada à causa da liberdade não só no teatro, mas em várias ações humanitárias”, pontua Aline. A trajetória da artista, aliás, será o tema de uma exposição, com destaque para sua atuação extrapalco, como contraa ditadura e na luta feminista. Além disso, a
atriz estará em uma roda de conversa sobre a representatividade da mulher negra nas artes cênicas e, não bastasse, apresentao show “Divina Saudade” na Matriz de Santo Antônio, neste domingo (6), às 20h. Outra presença aguardada é a do ator Tonico Pereira, que, na quarta (9), às 19h, encena “O Julgamento de Sócrates”, seu primeiro monólogo, no Teatro do Século XVIII (Uaithai Restaurante Tiradentes). Um outro destaque já dá o ar da graça neste sábado (5), na abertura: a bailarina mineira Morena Nascimento. “O pai dela trabalhou anos em Tiradentes, e ela brinca que faz parte do inventário emotivo da cidade”, conta Aline. Morena (que será a nova diretora do Ballet do Palácio das Artes) criou o solo “Pacha Harvey Mama Zulu”, uma “memória-impressão” de sua trajetória, que apresenta às 19h, no Centro Cultural Yves Alves. Aline destaca, ainda, “O Batizado”, de José Eleutério e
Até 12.mai.
NANA MORAES/DIVULGAÇÃO
do oficinas gratuitas, mas sentimos que é importante combater essa dificuldade do brasileiro de valorizar arte”, propõe. (Daniel Oliveira)
>CenaTiradentes em
Até o dia 12, na cidade histórica. Confira programação em: tiradentesemcena. com.br.
Destaque no cinema, TV, teatro e música, Zezé Motta é a homenageada desta edição
João Damasceno, filhos de Bárbara Heliodora (1759-1819) eAlvarenga Peixoto (1742-1792), que o grupo Hozanan Conceição encena no Largo das Forras no sábado, às 11h; e a parceria do eventocom o grupo localTeatro da Pedra, que traz “Lutar ou Calar? Eis a Revolução”, peçadesenvolvido com 25 jovens alunos da região, no dia 8, às 18h. Recentemente, a
companhia perdeu a verba para seguir com as oficinas oferecidas a jovens, mas o festival decidiu ajudá-la a desenvolver um espetáculo no curso deste ano, para ser mostradoem 2019. “Elessão uma referência, tanto detransformação social quanto de trabalho no plano das artes cênicas”. A idealizadora ressalta, por fim, que, ao contrário das edições passadas, em que o
evento era totalmente gratuito, as peças mostradas em locais fechados, nesta edição, cobrarão ingresso de R$ 10, com meia para estudantes, demais detentores legais do direito e moradores da cidade. “Resolvemos entrar na campanha de valorização do trabalho do artista. Já contribuímos para a democratização levando a programação a escolas e bairros e oferecen-
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ARTES CÊNICAS teatro adulto
BALLET DA RÚSSIA/DIVULGAÇÃO
Companhia russa Dancing In The Rain apresenta o espetáculo “Sedução” no KM de Vantagens Hall
(Leia mais na página 19)
teatro infantil
ACORDA PRA CUSPIR (Leia mais na página 19)
A BELA ADORMECIDA Dir. Beatriz Apocalypse Com Grupo Giramundo Condenada a cair em um sono profundo, a princesa Aurora espera o beijo do amor verdadeiro para despertar. Praça da Liberdade (Funcionários). Neste sáb. (5), às 11h15. Entrada gratuita.
A MINHA MÃE É UMA COMÉDIA Dir. Maurício Canguçu Com Beto Sorolli Catarina se percebe sem um rumo na vida até que recebe ajuda de sua avó. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 3118-9902). Sex. (11) e sáb. (12), às 21h. R$ 40 (inteira); R$ 17 (antecipado).
É TÃO BELO COMO UM SIM Dir. Débora Vieira Com Lucas Barbosa, Igor Ayres, Mara Costa Espetáculo para bebês livremente inspirado em Morte e Vida Severina. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (5) e dom. (6), às 11h. Entrada gratuita com retirada de ingressos 30 minutos antes do espetáculo.
AMOR Dir. João Valadares Com Izabela Oliveira, Leo Horta, Piera Rodrigues Um teatro-manifesto sobre o maior amor do mundo, sobre o amor que sufoca. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Qui. (7), sex. (8) e sáb. (9), às 20h; dom. (10), às 19h. R$ 20 (inteira).
BLACKBIRD Dir. Bruce Gomlevsky Com Viviani Rayes e Yashar Zambuzzi O reencontro de um homem e uma mulher que viveram um caso quando ela tinha 12 anos e ele 41. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Qui. a seg., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 14/5.
BOCA DE OURO (Leia mais na página 17)
COMI UMA GALINHA E TÔ PAGANDO O PATO Dir. Carlos Nunes Com Carlos Nunes O presidiário Zé da Silva conta a história de como foi parar na prisão. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Qua. (9), às 20h. R$ 40 (inteira).
DOCE PÁSSARO DA JUVENTUDE Dir. Gilberto Gawronski Com Vera Fischer, Pierre Baitelli, Mario Borges Uma experiente atriz que se sente fracassada foge para o interior e conhece um gigolô chantagista. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244,
Lourdes, 3516-1360). Neste sáb. (5), às 21h. R$ 80 (inteira).
DUPLO ETÉREO (Leia mais na página 18)
FALANDO NISSO Com Guilherme Santez, Rossini Luz e Daniel Gerth Humoristas abordam temas da atualidade com imitações e paródias. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 3118-9902). Qui., às 20h30. R$ 30 (inteira); R$ 15 (antecipado). Até 31/5.
FRAU AMÁLIA FREUD Dir. Pádua Teixeira Com Beth Grandi À beira da morte, Amália repassa sua vida e a relação com seu filho, Freud. Teatro da Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21, Lourdes, 3269-1166). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 18 (postos Sinparc). Até 13/5.
INTIMIDADE INDECENTE Dir. Pedro Paulo Cava Com Andreia Garavello e Geraldo Peninha Um casal longevo às voltas com o passado precisa se adaptar às redes sociais. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1.341,centro). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 50 (inteira). Até 3/6.
MEU PASSADO NÃO ME
CONDENA Com Fernanda Souza A atriz relembra seus 25 anos de carreira. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Neste sáb. (5), às 18h30 e às 21h; dom. (6), às 20h. R$ 120 (plateias 1 e 2, inteira); R$ 80 (plateia superior, inteira).
NOS PORÕES DA LOUCURA Dir. Luiz Paixão Com Alberto Tinim, Anaís Della Croci, Antônio Rodrigues A trajetória do Hospital Psiquiátrico de Barbacena, onde cerca de 60 mil pessoas morreram desde a sua fundação. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 36 (inteira). Até 27/5.
SIMPLESMENTE MARTA Dir. Henrique Limadre Com Cleo Magalhães A história de uma apresentadora de TV decadente que não aceita o fracasso. Espaço 171 (r. Capitão Bragança, 35, Santa Tereza). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 20 (inteira). R$ 20 (inteira). De 11/5 a 20/5.
SÍSIFOS Dir. Cláudia Henrique Com Antônio Rodrigues e Gustavo Bartolozzi Dois personagens refletem sobre sua
relação com o poder e a felicidade. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (5), às 20h; dom. (6), às 19h. R$ 20 (inteira).
SOUZARCÁSTICO Dir. Emanuel Ferreira Com Thiago Souza Piadas do cotidiano, notícias e paródias. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Neste dom. (6), às 20h. R$ 20 (inteira).
ÚLTIMAS PALAVRAS
JOÃO E MARIA E A CASA DE CHOCOLATE Dir. Kênia Oliveira Com Keven Kiatt, Noemy Stella, Ana Luíza Amparado Dois irmãos se perdem na floresta, encontram uma casinha de chocolate e acabam aprisionados por uma bruxa. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 3118-9902). Dom., às 16h. R$ 40 (inteira). Até 27/5.
O INCRÍVEL MUNDO DAS BOLHAS GIGANTES
Com Rafinha Bastos Rafinha fala sobre seus processos judiciais, vida amorosa e a relação com o filho. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Neste sáb. (5), às 21h. R$ 100 (plateia 1, inteira); R$ 90 (plateia 2, inteira); R$ 80 (plateia 3, inteira).
Dir. Julio Margarida e Diego Krisp Espetáculo brincante a partir de bolhas de sabão. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277-4707). Sáb. e dom., às 16h. R$ 30 (inteira). Até 27/5.
UM POUCO DE AR, POR FAVOR
Dir. Roberto Freitas Essa turminha peluda consegue salvar vidas e solucionar problemas. Teatro da Biblioteca Pública (Circuito Liberdade, 21, Funcionários, 3293-5502). Sáb. e dom., às 16h30. R$ 19 (postos Sinparc). Até 13/5.
Dir. Chico Pelúcio Com Jussara Fernandino, Léo Quintão e Neise Neves Um grupo de atores resolve discutir a opressiva sensação do presente. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Neste sáb. (5), dom. (6) e seg. (7), às 19h. R$ 20 (inteira).
URUBUS NO AR
PATRULHA CANINA
dança SEDUÇÃO Com Teatro São Petersburgo
Números coreográficos especiais combinados com música. KM de Vantagens Hall BH (av. Nossa Sra. do Carmo, 230, São Pedro). Sex. (11), às 22h. A partir de R$ 60 (arquibancada, inteira, 1° lote).
FADOS E OUTROS AFINS Dir. Maria Thaís Cia Mariana Muniz de Dança e Teatro Um mergulho nas águas, paisagens e palavras luso-brasileiras. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Qui. (10), às 21h. R$ 20 (inteira).
SENTI-DO E TRAZ-HUMANTE Dir. Marjorie Quast Com Camaleão Grupo de Dança Programa duplo com espetáculos renomados da companhia. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Sex. (11) e sáb. (12), às 20h. R$ 20 (inteira).
musical MOANA NO MAR – O MUSICAL Dir. Rafael Ventura Com Miller Produções A história de uma menina que mergulha em si mesma para se descobrir uma guerreira. Teatro Izabela Hendrix (r. da Bahia, 2.020, Lourdes, 3292-4405). Neste sáb. (5) e dom. (6), às 16h. R$ 22 (postos Sinparc).
VIAGENS DA CAIXA MÁGICA (Leia mais na página 16)
SEM FONIA MUSICAL Dir. Bruno Godinho Com Yepocá Cia. de Teatro Palhaços criam uma harmonia e fazem nascer uma trilha sonora. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7827). Neste sáb. (5) e dom. (6), às 16h. R$ 20 (inteira).
SHOW DO BITA - NOSSO MUNDO DA IMAGINAÇÃO Dir. André Frank Com Iris Bassi, Jonas Gevoin, Bruno Paglioco Bita e seus amigos interpretam as canções de seu mundo. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Neste dom. (6), às 14h e às 17h. A partir R$ 70 (plateia 2, inteira).
crônica
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ARTES VISUAIS Diálogo com uma cultura milenar O que dizer de uma exposição que convida o público a engrossar a linha de produção de uma fábrica, com direito a arregaçar as mangas e bater o cartão eletrônico na entrada? Se depender do retorno aferido em Brasília, por onde a exposição “Dragão Floresta Abundante”, de Christus Nóbrega, iniciou sua trajetória pelo país, é uma iniciativa a ser prontamente encampada. Tanto que “Passeio Controlado”, obra que reproduz uma fábrica chinesa de pipas, teve seu arcabouço ampliado na passagem da mostra pela capital mineira – até 30 de julho, no CCBB BH. Aqui, a fábrica será reproduzida no pátio central do edifício. Os que se aventurarem ao posto de operário por um dia, levarão para casa uma pipa a cada 11 que produzirem. As demais, irão para o almoxarifado. Fruto dos dois meses que o artista brasiliense passou em Pequim como residente da Central Academy of Fine Arts – Cafa, mais prestigiada universidade de artes visuais da China, a mostra – que traz a curadoria da historiadora da arte Renata Azambuja – estabelece, por meio de oito instiPatrícia Cassese
gantes obras, uma conexão com um país que tanto interesse suscita mundo afora. Mas não só. Em cada uma, vislumbra-se o claro ensejo de discutir questões prementes nos dias atuais, como o papel da mulher na sociedade ou a vulnerabilidade do trabalhador em um mundo no qual o capitalismo dita regras. E é nesse segundo caso que “Passeio Controlado” insere-se. Em Brasília, o público foi instigado a produzir, e produzir, e produzir no afã de ganhar o grande prêmio, como conta Christus. “A pipa de ouro, uma pipa gigante, de quase dois metros, que, ao final, foi entregue a um visitante que conseguiu cumprir a meta de produzir mil pipas”. Nóbrega diz que o trabalho atraiu tanta atenção que as pessoas se sentiam impelidas a voltar em outros dias para seguir produzindo. No epicentro, uma discussão sobre as relações de trabalho em um mundo norteado pelo consumo, bem como sobre a relação entre desejo e mercadoria. “Importante num momento como o que o Brasil vem vivendo em relação aos direitos trabalhistas”, opina o artista, que, com bom humor (e certa acidez), acrescenta que as pipas que foram produzidas em Brasília vieram para BH, assim como as que
forem produzidas aqui seguirão com a exposição. “Elas ficam pertencendo à mais-valia. O que vamos fazer com elas ao fim? Bem, esse é um segredo industrial (risos). Quem sabe uma revoada de pipas?”, aventa. O universo feminino foi o ponto de partida de “Dicionário Feminino”, série de fotografias feitas com pigmento natural sobre uma folha de cartografia, explorando os processos de construção de palavras em mandarim. “Durante a minha estadia lá, tentei entender a cultura local e fui estudar o papel da mulher na sociedade chinesa. Fui descobrindo que várias palavras são construídas a partir do radical ‘mulher’ e, aqui, na exposição, numa sala de aula, o público escuta, vê e tenta escrever os caracteres a partir da palavra ‘mulher’, onde a gente começa a pensar no feminino”,
Qua. a seg. Até 30.jul.
DE UM APELIDO Christus esteve na China de outubro a dezembro de 2015, a convite do Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty. O título da mostra, vale ressaltar, é o nome que recebeu de uma amiga que fez por lá, a estudante de fotografia (de Taiwan) Gloria Lee. Lóng Pèi Sem reúne os ideogramas “dragão”, “abundante” e “floresta”, e, em tradução livre, significaria “aquele que faz coisas bem-aventuradas e grandiosas”. E impactantes também. A obra “Fábrica de Nuvens”, apresenta, por meio de fotos, diferentes visões da chaminé de uma fábrica que contribuía diretamente com a poluição do ar, que alcança índices assustadores na China.
LUCAS LAS CASAS/DIVULGAÇÃO
Três tempos: Confira algumas das obras expostas no CCBB
Dragão Floresta >Abundante
De Christus Nóbrega. CCBB (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Até 30 de julho, das 9 às 21h, exceto às terças.
Resgate de um singular artista Se o nome suscitar um arquear de sobrancelhas, não há por que se surpreender. O paulistano Durval Pereira (1918-1984) não é, de fato, conhecido por todo o universo das artes visuais. Lacuna que “Durval Pereira– Impressões Brasileiras/100 Anos”, iniciativa do Instituto Origami junto ao Sesi, pretende sanar de vez. Reunindo 220 telas, a mostra chega a Minas Gerais agora, após uma bemsucedida passagem por Recife, e antes de seguir para Brasília e São Paulo. A, exposição se divide em quatro espaços de Ouro Preto: a Casa dos Contos, o anexo do Museu da Inconfidência, o Grêmio Literário Tristão de Ataíde e o Centro Cultural e Turístico Fiemg. A escolha da cidade não foi aleatória: Durval era um apaixonado pelo estilo colonial mineiro, tema de várias de suas obras.
Mas, afinal, quem foi esse artista profícuo, mas de certa forma desconhecido hoje? “Após a sua morte, o nome dele se perdeu dentro do mercado, caiu num ostracismo praticamente total”, reconhece o curador da mostra, o arquiteto e pesquisador baiano Lut Cerqueira. “A intenção do projeto é retomar o nome dele, principalmente por ter sido um artista popular – e não de marchands, de galerias. Durval assumiu a própria obra e foi justamente esse o motivo que localizamos para explicar o fato de, após sua morte, seu legado não ter sido levado adiante”, analisa Lut. No curso da execução do projeto, os organizadores se depararam com uma série de coincidências que Lut denomina como “absurdas”. “Uma delas é que, no Recife, a gente inaugurou a mostra no aniversário de falecimento dele – e não foi proposital”.
Ouro Preto Até 30.jun.
INSTITUTO ORIGAMI/DIVULGAÇÃO
do Instituto Origami. A história por trás de seu interesse pelo artista é singular: ainda criança, Hebron foi impactado pela tela de Durval que, adquirida pelo pai, decorava a sala de sua casa. Anos mais tarde, já casado, foi a Campos do Jordão e, num antiquário, deparou-se com uma obra que o remeteu de imediato à infância – sim, também era um Durval Pereira. Instigado, começou a estudar o artista e a adquirir obras em leilões e afins. “Hoje, chamo aquele quadro de meu pai de marco zero”, brinca Hebron. (Patrícia Cassese)
Detalhe de casario pintado pelo artista
Numa conta que o curador diz ser “muito básica”, calcula-se que Durval Pereira tenha pintado de 12 a 15 mil quadros. “E a gente não tem noção de onde a maioria das telas está atualmente. Há pouco, descobrimos um hotel inteiro, em Foz do
Iguaçu, decorado com quadros dele. Mas ele vendia muito para estrangeiros. Aliás, dizia que uma de suas frustrações era ser mais conhecido no exterior que aqui – sabe-se que recebeu representantes da Casa Branca e mesmo a rainha Sil-
via, da Suécia. Então, o que estamos discutindo é: ‘Quem foi esse cara, que tinha essa repercussão toda e, de repente, sumiu?’”. As obras que compõem a exposição pertencem ao acervo do advogado Hebron Oliveira, coidealizador
Durval Pereira – >Impressões Brasileiras
Casa dos Contos de Ouro Preto (r. São José, 12), anexo do Museu da Inconfidência (praça Tiradentes, 139), Grêmio Tristão de Ataíde (rua Paraná, 136) e Centro Cultural Fiemg (praça Tiradentes, 4). Até 30/6. Entrada gratuita.
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LITERATURA Adélia Prado faz recital em BH ACERVO PESSOAL
Alex Os países luBessas sófonos, com seus mais diversos sotaques, têm no dia 5 de maio ocasião de uma celebração conjunta: desde 2009, esta é a data em que se comemora o Dia Internacional da Língua Portuguesa. E é em reverência à língua mãe que uma autora essencial da literatura brasileira vem a BH: neste domingo (6), a poetisa Adélia Prado sai de Divinópolis para participar e interpretar obras suas em recital musical na capital mineira. “Poetisa do cotidiano”, como é carinhosamente conhecida, Adélia concorda com a credencial. “O real é o que mais interessa. Não apenas na literatura. Só partimos dele para o conhecimento que vai além das aparências”, examina ela sobre a natureza de sua produção. “O poema, como toda arte, é a ‘ficção’ para se chegar ao cerne da experiência. Ninguém inventa o real. Só se pode tentar apresentá-lo”, completa. A perspectiva que a autora mineira propõe sobre a vida comum, vale dizer, é atravessada por questões existenciais e filosóficas. A literatura adeliana, afinal, é marcada pelo encontro entre dois horizontes: o da vida ordinária e o da trans-
A riqueza poética adeliana vai se fundir a expressão musical no recital “O Tom de Adélia Prado”, que será apresentado no Sesc Palladium; No evento, a própria autora recita 56 poemas do livro “Oráculos de Maio” (ed. Record, 1999)
cendência. Afinal, para ela, “o artista busca exatamente o que fica por detrás das aparências. Por isso, é natural nele estes dois horizontes parecerem unidos”, indica. “A arte que não transcende não é arte”, pontua, enfática. É também com firmeza que ela faz ponderações sobre campanhas de valorização às mulheres autoras. Com sua trajetória em revista, a poetisa diz que “de ma-
neira nenhuma” sentiu, em algum momento, que teve seu trabalho reduzido por uma questão de gênero. “Não é necessário fazer campanhas para que as autoras sejam lidas. Seria estreitar as coisas. Não se tem que valorizar ‘mulheres na literatura’, mas formar leitores”, analisa ela. “E este é um trabalho que as escolas fazem muito mal, porque a literatura é considerada coi-
sa menor, desligada do ensino da língua portuguesa. Deste jeito, as campanhas não adiantam nada. Pelo contrário, privam os leitores de suas escolhas. Não colabora para a educação verdadeira”, conclui. O tom crítico de Adélia se dissipa quando fala sobre o engajamento literário que floresce país afora. Em Belo Horizonte, mas não só aqui, há movimentos de dissemina-
ção da poesia e realização de saraus, que acontecem em vários espaços da cidade. Há até competições, os chamados Slams. “Que os saraus continuem”, elogia, emendando um conselho: “Para os jovens autores digo que leiam muito, muito. Não apenas suas próprias obras. ‘A vida é curta, a arte é longa’. Há autores fabulosos, brasileiros e estrangeiros que nos ensinam e ajudam”, recomenda.
SEM CERIMÔNIA Atração que integra o “Eixo da Língua Portuguesa”, do Sesc Palladium, a riqueza poética de Adélia se funde à expressão musical no recital “O Tom de Adélia Prado”. Na apresentação é a própria autora quem interpreta 56 poemas do livro “Oráculos de Maio” (Ed. Record, 1999) sob tema sonoro criado por Mauro Rodrigues e executado ao vivo pelos músicos Fernando Araújo (violão), Firmino Cavazza (violoncelo), Carlos Ernest (oboé) e Mauro Rodrigues (flauta). Nascida e criada em Divinópolis, é lá que Adélia permanece. Mas não, não quer dizer que ares poéticos sejam mais raros nas grandes cidades. “A poesia vem de qualquer lugar, do campo, da chuva, da catedral. É só audição e olhar para descobri-la”, assegura. Diga-se, a poetisa dispensa qualquer excessiva cerimônia. “Mineiro aprecia casos e conversas. Faz parte do nosso perfil”, indica ela, afirmando que “a formalidade costuma engessar as coisas”.
> Adélia Prado
Apresentação do recital musical “O Tom de Adélia Prado”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046, Centro). Neste domingo (6), às 19h. R$ 30 (plateia 1 e 2, inteira), R$ 20 (plateia 3, inteira).
#FICAADICA CHARLES HOFFERT/DIVULGAÇÃO
PAULA GIOLITO/DIVULGAÇÃO
em Cena. Como Ler...” 6 “Letra revê a obra de Affonso Ávila
O poeta, ensaísta e pesquisador Affonso Ávila (1928–2012) terá sua obra analisada por Antônio Sérgio Bueno, doutor em literatura e professor da UFMG. Haverá, ainda, leitura, pelo ator Adyr Assumpção. Em homenagem a Ávila, que faria 90 anos em 2018, as pilastras do Café Cultural estarão revestidas por 19 poemas, escritos entre 1949 e 2005. Onde Café do Centro Cultural do Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes) Quando Dia 10 (quinta), às 19h. Quanto Gratuito (inscrições: goo.gl/Pv5X8Q) CHARLES SILVA DUARTE – 24.9.2010
Elísio, o Pica-Pau, lança 6 Geraldo o livro “Diálogo com Ratos”
O jornalista, escritor e poeta mineiro (nascido em Curvelo) apresenta, aqui, uma narrativa complementar a “Baú do Repórter – Memórias do Jornalismo Analógico”. Agora. “Diálogo com Ratos” (Ed. Letramento) traz fatos sobre o jornalismo digital a partir de registros de uma realidade política que teve lugar em Minas Gerais, de 2003 a 2014. Onde Museu Inimá de Paula (r. da Bahia, 1.201, centro) Quando Dia 7 (segunda), às 19h. Quanto Entrada gratuita. O livro será vendido a R$ 30.
Gomes lança seu primeiro 6 Flávio romance, “Dois Cigarros”
O jornalista esportivo Flávio Gomes, da Fox Sports, aposta em dois personagens que se apaixonam mesmo sem um saber nada sobre o passado do outro. O desaparecimento de um deles faz com que se distanciem, mas esse fato está longe de ser o fim da trama, que envolve terrorismo internacional, internet e viagens. Onde Livraria de Rua (r. Antônio de Albuquerque, 913, Savassi). Quando Neste sábado (5), a partir das 13h. Quanto Entrada gratuita. O livro será vendido a R$ 40.
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MÚSICA Cobra Coral retorna ao palco Patrícia Mesmo abatidos Cassese pela perda irreparável, em momento algum passou pela cabeça dos demais integrantes do Cobra Coral interromper as atividades do grupo – até mesmo pela devoção à memória do colega – após a partida de Flávio Henrique, morto em janeiro, aos 49 anos, em decorrência da febre amarela. Tanto é que um dos projetos acalentados desde o ano passado pelo quarteto entra em cena agora com uma responsabilidade a mais: homenagear o cantor, compositor e tecladista. Mariana Nunes, Pedro Morais e Kadu Vianna e os músicos da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais adentram o palco do Grande Teatro do Palácio das Artes para a primeira edição do ano do projeto Sinfônica Pop, no próximo sábado (12). Sob a regência do maestro Sérgio Gomes, as partes repassam algumas das faixas dos dois discos lançados pelo Cobra Coral – o primeiro, homônimo, e o segundo, “Pra Cada Um Ser o Que É” (2015) –, bem como canções do projeto “Cobra Coral Canta Caetano”, como “Lindeza” “O Flávio estava muito orgulhoso com a oportunidade de o Cobra Coral participar do projeto, uma vez que, até então, os convidados eram ‘de fora’ (nomes como Chico César, Luiz Melodia e Elba Ramalho já foram as atrações). E como participou da seleção do repertório, acha-
mos por bem não mexer”, conta Pedro Morais. O músico acrescenta que, após a morte do amigo, os integrantes optaram por dar um intervalo para vivenciar o necessário período do luto. “Há cerca de um mês, nos encontramos (profissionalmente) e, claro, choramos muito. Porque a gente fica sempre lembrando... Ainda estamos muito mexidos, foi tudo muito inesperado – meu Deus, por causa de um mosquito!”, prossegue Pedro, acrescentando que, em um momento sensível da conversa, veio a decisão de não arregimentar um outro componente. “O Flávio Henrique é insubstituível. E o Cobra Coral foi idealizado por ele. Vamos continuar (o trabalho), mas agora como um trio”, sinaliza. HOMENAGEM Sobre a apresentação no Palácio das Artes, as duas partes envolvidas ainda não acertaram de que forma Flávio Henrique será reverenciado em cena. “Mas certamente a gente vai falar sobre ele, sobre a pessoa dele, sua importância. E o Flávio merece todas as homenagens possíveis por tudo que representou. Era um cara muito intenso, muito acima da média. Quinze dias após o lançamento de um disco, já estava propondo novos arranjos. O ofício dele era fazer música”, pontua. Da parte da Orquestra Sinfônica, o maestro Sérgio Gomes
lembra que o repertório do Cobra Coral foi um dos mais adaptáveis ao projeto Sinfônica Pop desde a sua criação, “pelo fato de o grupo já ter uma característica acústica”. Acho que as partes vão se encaixar perfeitamente no palco, e penso que a sonoridade vai ficar muito bonita – sem contar as canções, que são lindas, sejam as dos integrantes ou as de Caetano Veloso, escolhidas por eles. Permeando toda essa sensibilidade, ainda vai ser um momento de tributo”, diz, referindo-se à lembrança de Flávio Henrique. Sérgio conta que, de um modo geral, o Sinfônica Pop sempre conta com o auxílio luxuoso de dois arranjadores. No caso do Cobra Coral, o time foi acrescido pelo bamba Túlio Mourão. “O Túlio é um ‘velho’ conhecido deles há muito tempo e, na verdade, a diversidade, nesse projeto, é importante, até mesmo para os arranjos não ficarem com uma estética só”. Para além do projeto, Pedro Morais adianta que o Cobra Coral acalenta o sonho de um novo disco, autoral, com primazia à lavra de Flávio Henrique. “É um desejo enorme, mas ainda vamos olhar com a família, os parceiros”, frisa.
Sáb. e dom. 12 e 13.mai.
FRANK BITENCOURT/DIVULGAÇÃO
Mariana Nunes, Pedro Morais (dir.) e Kadu Vianna farão homenagem ao “quarto” Cobra Coral, Flávio Henrique
Sinfônica Pop com >Cobra Coral
Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537). Dias 12 (sábado), às 20h30, e 13 (domingo), às 19h. R$ 60 (inteira)
Bruna Caram debuta em BH O show que vai apresentar na capital mineira no próximo fim de semana (dias 11 e 12) tem tudo para ficar na memória da paulistana Bruna Caram. “É a minha estreia aí”, brinda a cantora e atriz. Não bastasse, é também o debute de um novo formato para o seu show: voz e violão. “Serão só duas minas, eu e Mônica Agena, minha guitarrista da turnê do ‘Multialma’, meu CD mais recente”, diz ela, que só tocou uma vez no Estado, em São João Del Rei, em um festival de inverno. “Desde o primeiro disco tento um show aí, é um sonho”. Não por outro motivo, Bruna conta que preparou um show “que passa por todos meus discos, todas as canções emblemáticas da minha carreira”. “Então, além da citação de uma canção do Beto Guedes, estou incluindo ‘Cruzada’, pé-
rola maravilhosa do Tavinho Moura e Marcio Borges, e ‘Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor’, que abre meu segundo disco, ‘Feriado Pessoal’, mas estava fora do show. Agora vai voltar justamente para a gente estrear em Belo Horizonte”. Ela também está com outro show na manga, “Esquenta90”. Embora seja a primeira vez que ela sobe ao palco por aqui, Bruna enfatiza sua conexão com a música produzida entre as montanhas. “Tenho em Milton Nascimento a grande referência do meu cantar, da minha interpretação. E, claro, Clube da Esquina, Beto Guedes, que meus pais ouviam durante toda a minha infância. Inclusive uma das primeiras gravações que fiz em estúdio, antes mesmo de gravar o primeiro CD, em um pré-disco com o registro das músicas que treinava na aula de canto, foi ‘Pedras Rolando’, lin-
Sex e sáb. 11 e 12.mai.
CAROL VIANNA/DIVULGAÇÃO
dois dias! Uma honra”.
Paulistana faz sua estreia em Belo Horizonte em dois shows no próximo fim de semana
díssima”, diz, cantarolando a letra ao telefone. Ah, sim. À cidade, Bruna já veio de férias. “E fui ao Inhotim ano passado, por exemplo. Para minha alegria e honra, estive agora na aber-
tura do Minas Trend, onde cantei junto à orquestra e bailarinos do Sesi – uma das experiências mais lindas que já tive. Sou fã do Guimarães Rosa e a abertura era uma canção em homenagem a ele, do
Paulo César Pinheiro, imortalizada por Clara Nunes. Então, eu ‘tô’ com Minas no meu coração desde esse mês passado, que mexeu muito com minha alma. É um presente voltar tão logo – e em
FACETAS Além de cantora e atriz (atuou em “Dois Irmãos” e “Os Dias Eram Assim”), Bruna Caram é preparadora vocal da Cor e Voz, empresa de atendimento vocal que toca junto a Ana Terra Pompeu, fonoaudióloga especializada em voz rimada. Lá, as duas atendem a rappers e MCs. “Também estou preparado um livro de poesias; Já lancei ‘Pequena Poesia Passional’, que vai virar uma trilogia – então, vamos lançar o segundo este ano. E como atriz, trabalho no curso do Sérgio Pena, preparador de elenco. Tudo isso segue me alimentando”. (Patrícia Cassese)
> Bruna Caram
Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Dias 11 (sexta) e 12 (sábado), às 20h. R$ 35 (inteira).
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crônica
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MÚSICA Maíra Baldaia grava seu 1º DVD Patrícia Mais que a Cassese alegria por ter tido a meta do crowdfunding a que se lançou alcançada, o que a cantora Maíra Baldaia celebra com particular carinho, diante do êxito da campanha no site Catarse, é o fato de a iniciativa ter atestado a relação que o público estabeleceu com o seu trabalho. “Eles realmente abraçaram a causa”, diz, referindo-se às mais de 400 pessoas que fizeram vingar o financiamento para concretizar a gravação do primeiro DVD de sua carreira, “Mais”. “Era tudo ou nada. Se não conseguisse atingir a meta, o arrecadado teria que ser devolvido”, lembra. Verba garantida, o show acontece na próxima sexta (11), no palco d’A Autêntica, na Savassi. Em cena, um rol generoso de convidados – Ellen Oléria, Luiz Gabriel Lopes, Luedji Luna, Marcelo Veronez, Nath Rodrigues, François Muleka, Guilherme Ventura, Mariana Cavanellas, Helóa e Meninos de Minas, além do DJ Vinil Brown – reforça o carisma da itabirana, radicada em BH há 12 de seus 28 anos. A base do DVD é o repertório de seu disco de estreia, o autoral “Poente e
Sex. 11.mai
LEONARDO LELES/DIVULGAÇÃO
tou (da homenagem)”. Em relação ao repertório inédito, ela adianta a faixa “Banquete para Obá”, parceria com Marcos Fábio de Faria, cuja versão acústica pode ser conferida no YouTube. “Mas, agora, ela ganhou nova roupagem, novo arranjo...”, avisa a artista.
“Mais”
A itabirana festeja o êxito da campanha de financiamento de seu disco audiovisual
Outras Paisagens” (2016), mas, claro, pitadas de material inédito também serão devidamente ofertadas ao público. “Na verdade, já estou em fase de pré-produção do meu segundo disco”, avisa a moça, que, no entanto, prevê o lançamento do material novo apenas para 2019. Mas mesmo o repertório de “Poente” será levado ao palco com sabor de novidade: “As músicas ganha-
ram outra roupagem, com arranjos mais dançantes. Temos guitarras em todas as faixas, por isso escolhemos a Autêntica, para o público ficar de pé”. Nesta toada, não poderia ficar de fora, claro, a faixa “Insubmissa”, a que mais gerou burburinho no repertório de “Poente”. “Ela é a campeã no ranking do disco no Spotify”, avisa Baldaia, que credita a boa repercussão
ao fato de a música estar bem atrelada à questão da representatividade. “Ela fala do empoderamento da mulher negra, ou mesmo da mulher contemporânea de um modo geral, independentemente da cor. Tem algo de místico e, ao mesmo tempo, de pé no chão. E, por incrível que pareça, é uma música que também tem chegado muito aos homens”. Maíra acrescenta:
“Acho sempre pertinente falar que essa música teve uma inspiração muito forte no universo da literatura, em particular, de Conceição Evaristo”. A fonte inspiradora, vale dizer, chegou a ir a um show de Baldaia no espaço Aparelha Luzia, em São Paulo. No entanto, as duas só tiveram a oportunidade de trocar poucas palavras. “Mas, até onde sei, ela gos-
MISSÃO No que tange ao trabalho, Maíra analisa: “Acredito que ser artista é uma missão. Entendo a arte como uma potência transformadora, tal qual a educação. No caso da música, seja no discurso da letra ou na presença no palco”, assegura ela, que também é atriz, formada pela UFMG. Em tempo: Maíra acaba de voltar dos Estados Unidos, onde, ao lado de nomes como Gilvan de Oliveira, participou, na Trinity College, em Hartford, do evento “Samba Fest”, que teve curadoria do pesquisador Eric Galm. A caravana de artistas realizou a primeira missa conga naquele país. No evento, Maíra se apresentou em formato duo com Guilherme Ventura.
> Maíra Baldaia
Gravação do DVD “Mais” A Autêntica (rua Alagoas, 1.172). Dia 11 (sexta), às 22h. R$ 20 (antecipado) ou R$ 25 (na hora)
#FICAADICA CHICO BARROS/DIVULGAÇÃO
FRANCISCO BENTO/DIVULGAÇÃO
BH Tattoo Festival reúne 6 8ºnomes do rock e do hip hop
Queiroga lança 6 Lula “Aumenta o Sonho” em BH
O músico pernambucano desembarca na capital mineira para show de seu último lançamento, o disco “Aumenta o Sonho”. Com 11 faixas originais, o álbum apresenta a dualidade da superação pelo sonho, que passa tanto por atmosferas solares quanto por sonoridades noturnas. O show conta com a participação de Pedro Luis. Onde Distrital (r. Opala, s/n, Cruzeiro) Quando Dia 10 (quinta-feira), às 21h Quanto R$25 (ingresso promocional. pelo sympla.com.br)
WANDER WILIAN/DIVULGAÇÃO
O BH Tattoo Festival chega em sua oitava edição trazendo, além das novidades para os amantes desta arte, shows de grandes nomes do rock e do hip hop local. Neste sábado (5), o rock ocupa o palco com shows de Ratos de Porão, Pesta e Slama!. Domingo (6) é a vez do hip hop que apresenta Dexter, Duelo de MC’s, Big da Godoy, entre outros. Onde Serraria Souza Pinto (av. Assis Chateaubriand, 809) Quando Nestes sábado (5), das 12h às 4h, e domingo (6), das 12h às 22h Quanto A partir de R$ 25 (diário) portuguesa Eugenia Melo e 6 ACastro canta no Sesc Palladium
A cantora portuguesa apresenta o show “Ser Poeta é Ser Mais Alto”, com repertório especial, o qual acrescenta o conceito viajante dos compositores, viajantes em nacionalidades e gêneros musicais, entre Portugal e Brasil, enriquecendo a linguagem e a troca de imagens sonoras numa língua portuguesa comum, numa música que se sente e se faz universal. Onde Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro) Quando Dia 9 (quarta-feira), às 20h Quanto R$ 10 (inteira)
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MÚSICA Cada um no seu quadrado Eventoscujoline-up é dominado por atrações do universo sertanejo não são necessariamente uma novidade na cidade. E, na verdade, trata-se de uma opção justificada, dado o apreço do público belo-horizontinopelo gênero. No próximo final de semana (dias 12 e 13), quando o Festival Brasil Sertanejo ocupar a Esplanada do Mineirão com a suaquartaedição, nomescomo Marília Mendonça, Henrique & Juliano e Gusttavo Lima vão se incumbir de sacudir os braços da plateia. Mas o evento também programa uma novidade: desta vez, incluiu um dia totalmente dedicado ao agito das batidas do funk. E para estrear a edição, convocou nomes de ponta, como Anitta, Kevinho, Livinho e Nego do Borel. A cada dia, as atrações e vertentes musicais ficarão bemseparadas,no estilo “cada um no seu quadrado”. Mas a miscelânia não seria necessariamente um problema para Leno Maycon VianaGomes,25, nacionalmente conhecido como Nego do Borel. O carioca, que, como o nome artístico já indica, emergiu do Morro do Borel, coleciona parcerias distintas Lorena K. Martins
no plano musical. Na verdade, ele inclusive já tratou de mesclar o seu funk ao sertanejo da dupla Maiara & Maraísa – juntos, lançaram a canção “Esqueci Como Namora”, uma de suas atuais músicas de trabalho. “Entendo que a mistura musical é sempre algo positivo, principalmente para mim, que venho de um gênero que é muito inovador”, diz o cantor, sobre o funk. Ese a entrevista avança sobre uma mescla musical que ele acalenta,Nego nemdemora em entregar: “Sempre tive muita vontade de cantar com o Justin Bieber”. Dividir uma gravação com o astro canadense pode soar ousado, mas vale lembrar que, no fim do ano passado, Nego já deu alguns passos para uma possível carreira internacional, ao lançar o single “Corazón” – uma versão em espanhol da faixa “Você Partiu meu Coração”, que conta também com Anitta e Wesley Safadão – com o colombiano Malumba. “A gente se tornou muito parceiro desde o começo, e ele trouxe a música para um universo que nunca imaginei atingir”, relembra ele, que também neste ano cantou em Miami, no Premio Lo Nuestro. “Até bem pouco tempo atrás,eu sequer imaginaria estar onde cheguei. Cantar em Miami? Tá louco! (risos).
Sáb. e dom. 12 e 13.mai.
INSTAGRAM/REPRODUÇÃO
sábado (5) A COR DO SOM No projeto “Meu Vizinho Pardini”. Praça da Liberdade. Às 17h30. Gratuito
COLADERA Lançamento do disco “Lá Dôtu Lado”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 21h. R$ 20 inteira
DE SANTO AMARO A XERÉM Bethânia e Zeca revisitam clássicos. Km de Vantagens Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro). Às 22h. R$ 280 (lote 4, inteira)
DJONGA Lançamento do novo álbum. O Mercado (av. Olegário Maciel, 742, centro). Às 22h. R$ 40 (3° lote)
JACK EXPERIENCE Edição traz bandas Monocine, Seu Madruga e Lili Band. Jack Rock Bar (av. do Contorno, 5623, Funcionários). Às 21h. R$ 30
domingo (6) PATO FU Banda lança “Música de Brinquedo 2”. Teatro Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 16h. R$ 20 (inteira)
segunda (7) SEGUNDA MUSICAL
Nego do Borel é uma as atrações do dia funk do evento, junto a Anitta e MC Livinho
PROGRAMAÇÃO Sábado (12) Anitta, Léo Santana, MC Kevinho, MC Livinho, MCs Jhowzinho e Kadinho, MC WM e Nego do Borel Domingo (13) Felipe Araujo, Gusttavo Lima, Henrique e Juliano, Marília Mendonça e Zé Neto & Cristiano
Mas, com o tempo, a gente vai evoluindo, e os nossos objetivos também. Então, espero chegar ainda mais longe”, reconhece. Nego do Borel também não descarta planos na televisão,apósterfeitoalgumas participações em programas globaiscomo“Malhação” enanova montagem de “Os Trapalhões”. “Sempre busco trabalharum pouco mais com atuação, que é algo que curto mui-
to. Tenho alguns projetos, um deles já em andamento, com expectativa de acontecer em breve – mas ainda não posso revelar”, finaliza ele,que de fato prefere manter sigilo sobre seus futuros passos.
Festival Brasil >Sertanejo
Sábado (12) e domingo (13), a partir das 15h. Ingressos a partir de R$ 80 (área vip). Esplanada do Mineirão (av. Antônio Abrahão Caram, 1001, Pampulha)
Concerto do pianista Jordan Alexander. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Às 20h. Entrada gratuita
terça (8) CONCERTOS MINAS TÊNIS CLUBE Russo interpreta de Chopin a Nirvana. Teatro Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 20h30. R$ 60 (inteira)
sexta (11) BRUNA CARAM Apresenta “Multialma” e releituras da MPB. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Dias 11 e 12, às 20h. R$ 35 (inteira)
CENÁRIO BH MARIA LUIZA CORREA/DIVULGAÇÃO
LEONARDO LARA/DIVULGAÇÃO
realiza 6 Filarmônica Concertos para a Juventude
Nesta edição do “Concertos para a Juventude”, o programa apresenta “Divertimento para Orquestra de Cordas”, de Krieger; “Adágio para Cordas”, op. 11, de Barber; “Suíte Antiga”, de Nepomuceno; e “Serenata em Dó maior”, op. 48, de Tchaikovsky, sob regência do maestro Marcos Arakaki. Em 2018, os concertos da série passaram a ser gratuitos. Onde Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto) Quando Neste domingo (6), às 11h Quanto Entrada gratuita RAFAEL MOTTA/DIVULGAÇÃO
recebe “Memorial 6 Aglomerado Itinerante – Africanidades”
O Aglomerado da Serra recebe o “Memorial Itinerante – Africanidades”, projeto que leva à população um recorte do acervo do Memorial Minas Gerais Vale. A mostra pretende ampliar a discussão e a reflexão a respeito das questões etnicorraciais, propondo ações de fortalecimento das identidades e apropriação das matrizes africanas na sociedade brasileira. Onde Centro Cultural Vila Fátima (r. São Miguel Arcanjo, 215, Aglomerado da Serra) Quando De 8 (terça) a 9 de junho. Terça a sexta, das 9h às 19h; sábados, das 10h às 14h. Quanto Entrada gratuita.
Tambor na Praça abre 6 Projeto programação deste ano
Liderado por Maurício Tizumba, que se apresenta ao lado dos blocos Tambor Mineiro e Bloco Saúde, o projeto Tambor na Praça retoma as atividades deste ano e, para a edição deste domingo (6), recebe o premiado instrumentista Juventino Dias. Ao longo de 2018, acontecerão sete shows de música instrumental em diversas praças públicas de BH, Betim e Contagem Onde Praça Floriano Peixoto (Santa Efigênia) Quando Neste domingo (6), às 16h Quanto Entrada gratuita
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almanaque
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CINEMA Luta contra a barbárie na tela UNIVERSAL/DIVULGAÇÃO
Daniel Já fazia alOliveira gum tempo que os programadores do Cine Humberto Mauro desejavam realizar uma mostra sobre a relação entre cinema e os direitos humanos. “Uma das grandes motivações foi aquela polêmica em torno da exposição do Pedro Moraleida, quando o propósito de diversidade do Palácio das Artes foi atacado”, conta o curador Bruno Hilário. E os recentes eventos políticos no país só vieram a tornar esse desejo ainda mais urgente. “O que aconteceu com a Marielle Franco, as ocupações militares nas unidades periféricas do Rio, o problema da moradia escancarado com o desabamento do prédio em São Paulo agora, tudo isso nos fez pensar que este era o momento ideal para discutir o tema”, descreve. O resultado é a mostra “Direitos Humanos: Um Mundo por Vir”, que vai até o dia 29 de maio. Celebrando os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, a seleção de 46 filmes – entre curtas e longas – navega por ficção e documentário para explorar os mais diversos aspectos do tema. “Embora estejamos celebrando, o conceito de direitos humanos está hoje ameaçado por interesses
DESTAQUES “Noite e Neblina” (1955), de Alain Resnais. Dia 15 (terça), às 21h30 e dia 24 (quinta), às 15h – ambas após “Terra Sem Pão” (1933), de Luis Buñuel
Vencedor do Oscar de melhor roteiro original, ‘Corra!’ é um dos filmes exibido s na mostra
“O Fascismo de Todos os Dias” (1965), de Mikhail Romm. Dia 6 (domingo), às 16h; dia 15 (terça), às 19h e dia 25 (sexta), às 21h15 “Cabra Marcado para Morrer” (1985), de Eduardo Coutinho. Dia 10 (quinta), às 19h45; dia 18 (sexta), às 17h15 e dia 26 (sábado), às 18h “Corra!” (2017), de Jordan Peele. Dia 5 (sábado), às 20h; dia 21 (segunda), às 19h e dia 27 (domingo), às 18h
conservadores e totalitaristas, com discursos fascistas abertos nas redes sociais. Quisemos pensar como o cinema está inserido nessa luta e como a experiência cinematográfica remete a situações em que a dignidade humana foi absolutamente ultrajada”, argumenta Bruno. RASTROS NA HISTÓRIA Com isso, a mostra dá destaque a produções sobre a Segunda Guerra – como o clássico de Alain Resnais “Noite e Neblina” e o
documentário “O Fascismo de Todos os Dias” – cujas imagens de horror e crueldade foram as responsáveis pela Declaração de 1948. E, seguindo na história, passa por registros do totalitarismo no Brasil dos anos 70, com documentários como “Cabra Marcado para Morrer” e “Orestes” revelando os abusos da ditadura civilmilitar no país. O recorte, porém, não é apenas histórico. A programação toca em questões como o racismo, mesclando filmes como o recente “Corra!” a “Cão Branco”, de Sa-
muel Fuller, e o clássico da blaxploitation “Sweet Sweetback’s Baadasssss Song”; e homofobia, com os documentários “Meu Nome é Jacque” e o vencedor do Oscar “Os Tempos de Harvey Milk”, que inspirou a ficção estrelada por Sean Penn. Outros destaques incluem ainda o excelente documentário “O Ato de Matar”, de 2012, que revela os horrores dos esquadrões da morte da ditadura militar na Indonésia, e os nacionais “Greve de Março” e “Linha de Montagem”. Um diferencial impor-
tante da mostra é que várias de suas sessões contarão com recursos de acessibilidade: closed caption, audiodescrição e libras. Além delas, as escolas para alunos com necessidades especiais que desejarem agendar sessões específicas podem entrar em contato com o Cine Humberto Mauro.
Atenção! A programação a seguir refere-se a este fim de semana, dias 5 (sábado) e 6 (domingo)
do que está prestes a ser demitido, Harold Soyinka aproveita uma viagem de trabalho para simular um sequestro. BH Shopping 10: 17h20, 19h40, 22h Cidade 3: 12h, 14h10, 16h20, 18h30, 20h40 Contagem 3: 14h10, 16h20, 18h40, 21h Del Rey 4: 16h10, 18h10, 20h30 Diamond 2: 16h20, 21h40
estreias
PAULO, APÓSTOLO DE CRISTO
Pampulha 3: 12h45, 14h55, 17h05, 19h15, 21h25 (*) Partage Shopping Betim 3: 13h20, 16h, 18h20, 21h (*) Pátio Savassi 1: 13h45, 16h30, 19h30, 22h Ponteio 4: 14h10, 16h20, 21h10 Shopping Estação BH 5: 13h20, 15h50, 18h20, 20h45 (*) Via Shopping 2: 14h, 16h10, 18h40, 20h50 (*)
CIGANOS DE CIAMBRA (A Ciambra, Itália/ EUA/ França/ Suécia/ Alemanha/ Brasil, 2018, 1h58, 14 anos) Dir. Jonas Carpignano. Com Pio Amato, Damiano Amato, Koudous Seihon. Pio, de 14 anos, tem vontade de crescer mais rápido. Seu irmão fica incapaz de cuidar da sua família, e Pio assume o seu lugar. Belas 1: 20h50 Belas 2: 13h50
OS FANTASMAS DE ISMAEL (Les Fantômes d’Ismaël, França, 2018, 1h54, 14 anos) Dir. Arnaud Desplechin. Com Mathieu Amalric, Charlotte Gainsbourg, Marion Cotillard. Ismael prepara para o início das filmagens do seu novo longa, sua vida sai de controle com a volta de sua esposa Carlotta, desaparecida há 20 anos. Ponteio 3: 16h, 18h40
GRINGO – VIVO OU MORTO (Gringo, EUA/ Austrália, 2018, 1h50, 16 anos) Dir. Nash Edgerton. Com David Oyelowo, Charlize Theron, Joel Edgerton. Suspeitan-
(Paul, Apostle Of Christ, EUA, 2018, 1h48, 12 anos) Dir. Andrew Hyatt. Com James Faulkner, Jim Caviezel, Olivier Martinez. Paulo era perseguidor de cristãos. No entanto, tudo muda quando ele encontra Jesus. Betim 3: 14h, 16h10, 18h20, 20h30 (*) BH Shopping 6: 13h40 (*), 16h30 (*), 19h (*), 21h30 Big 4: 14h20, 18h30 (*) Boulevard 4: 13h40, 16h10, 18h20, 20h30 Cidade 5: 11h40 (*), 14h (*), 16h10 (*), 18h20 (*), 20h30 Cidade 5: 14h (*), 16h10 (*), 18h20 (*), 20h30 Contagem 2: 14h (*), 16h10, 18h30 (*), 20h50 Del Rey 5: 14h10, 16h20, 18h30, 20h40 Del Rey 7: 23h Diamond 2: 19h Diamond 3: 14h30, 20h50 Itaú Power 2: 14h10, 16h20, 18h30, 20h45 (*) Minas 4: 14h10, 16h20, 18h30, 20h40 (*) Monte Carmo 2: 14h (*), 16h10, 18h40(*), 21h10 Paragem 3: 14h, 16h10, 18h30, 20h50
Mostra Direitos >Humanos: Um Mundo Porvir
Cine Humberto Mauro (Palácio das Artes – av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Até 29 de maio. Confira a programação completa em palaciodasartes. com.br e veja alguns destaques ao lado.
(*) Sessões dubladas
TEU MUNDO NÃO CABE NOS MEUS OLHOS (Brasil, 2018, 1h34, livre) Dir. Paulo Nascimento. Com Edson Celulari, Leonardo Machado, Soledad Villamil. Vitório é cego de nascença, pai de família e famoso por oferecer a melhor pizza dos arredores do bairro do Bixiga. Belas 2: 16h10, 19h50, 21h40 BH Shopping 9: 13h30, 16h, 18h10, 20h30 Cidade 1: 12h10, 14h30, 16h30, 21h Cidade 1: 14h30, 16h30, 21h Pátio Savassi 2: 14h, 16h10, 18h45 Pátio Savassi 4: 22h20 Ponteio 2: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30
“Cão Branco” (1982), de Samuel Fuller. Dia 5 (sábado), às 16h; dia 21 (segunda), às 15h e dia 27 (domingo), às 20h “Sweet Sweetback’s Baadasssss Song” (1971), de Melvin Van Peebles. Dia 5 (sábado), às 18h; dia 21 (segunda), às 21h e dia 27 (domingo), às 16h “Meu Nome é Jacque” (2016), de Angela Zoé. Dia 15 (terça), às 14h30 e dia 25 (sexta), às 15h “Os Tempos de Harvey Milk” (1984), de Rob Epstein. Dia 8 (terça), às 17h15; dia 18 (sexta), às 15h e dia 24 (quinta), às 21h30
Big Shopping 4: 16h25, 20h35 (*) Boulevard 5: 16h40, 18h40, 20h40 Cidade 8: 14h30, 16h40, 18h50, 21h (*) Contagem 8: 14h30 (*), 16h40, 19h (*), 21h(*) Del Rey 4: 22h40 (*) Itaú Power 1: 14h30, 16h40, 19h, 21h10 (*) Minas 5: 14h30, 16h30, 19h, 21h10 (*) Monte Carmo 3: 14h30 (*), 16h40 (*), 19h (*), 21h Pampulha 2: 13h10 (*), 15h10 (*), 17h10, 19h10 (*), 21h10 (*) Partage Shopping Betim 2: 11h45 (*), 14h10 (*), 16h30 (*), 19h20 (*), 21h30 Pátio Savassi 6: 13h10, 15h30 Pátio Savassi 8: 19h50, 22h10 Shopping Estação 1: 12h30 (*), 14h45 (*), 17h15 (*), 19h40, 22h Via Shopping 1: 14h30, 16h40, 19h, 21h15 (*) (*) Sessões dubladas
em cartaz 7 DIAS EM ENTEBBE
VERDADE OU DESAFIO (Truth or Dare, EUA, 2018, 1h40, 12 anos) Dir. Jeff Wadlow. Com Lucy Hale, Tyler Posey, Violett Beane. Uma estudante é assombrado por uma presença sobrenatural após jogar ‘verdade ou consequência’. BH Shopping 4: 13h20 (*), 15h45 (*), 18h20
(7 Days In Entebbe, Reino Unido, 2017, 1h47, 12 anos) Dir. José Padilha. Com Daniel Brühl, Eddie Marsan, Rosamund Pike. Quatro sequestradores pró-Palestina raptam um avião repleto de judeus, em represália à prisão de cidadãos palestinos. Diamond 2: 13h30
almanaque
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 5 a 11 de maio de 2018
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CINEMA TOPÁZIO FILMES/DIVULGAÇÃO
mostras
ARÁBIA (Brasil, 2018, 1h37, 16 anos) Dir. Affonso Uchoa, João Dumans. Com Aristides de Sousa, Murilo Caliari, Renata Cabral. Em Ouro Preto, um jovem encontra por acaso o diário de um operário metalúrgico que sofreu um acidente e por suas memórias embarca numa jornada. Belas 3: 18h
CURTA CIRCUITO (*) Segunda-feira (7) 20h “O Outro Lado do Crime” (SP, 1979, 1h35, 18 anos) Dir. Clery Cunha. Bate-papo após a sessão com o diretor Clery Cunha e o radialista Gil Gomes. (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
A CIDADE DO FUTURO (Brasil, 2018, 1h15, 14 anos) Dir. Cláudio Marques, Marília Hughes. Com Milla Suzarte, Gilmar Araújo, Igor Santos. Em uma região marcada pelo machismo e pela homofobia, Milla, Gilmar e Igor formarão uma família fora dos padrões. Belas 3: 14h, 21h30 Belas 3: 11h (Sessão clube do professor. Somente para professores cadastrados), 14h, 21h30
COM AMOR, SIMON (Love, Simon, EUA, 2018, 1h49, 12 anos) Dir. Greg Berlanti. Com Nick Robinson, Jennifer Garner, Josh Duhamel. Aos 17 anos, Simon sofre por esconder de sua família e amigos que é gay. Diamond 1: 13h20 Pátio Savassi 4: 13h30
CONSTRUINDO PONTES (Brasil, 2016, 1h12, livre) Dir. Heloisa Passos. Documentário mostra a relação da cineasta Heloisa Passos e seu pai, o engenheiro civil Álvaro. Belas 3: 20h
DEIXE A LUZ DO SOL ENTRAR (Un Beau Soleil Intérieur, França/ Bélgica, 2018, 1h35, 14 anos) Dir. Claire Denis. Com Juliette Binoche, Philippe Katerine, Xavier Beauvois. Isabelle é uma mãe divorciada e solteira que está à procura de um amor na romântica capital da França. Ponteio 3: 14h
ELLA E JOHN (The Leisure Seeker, Itália / França, 2018, 1h53, 14 anos) Dir. Paolo Virzì. Com Helen Mirren, Christian McKay, Donald Sutherland. Septuagenários, o casal de aposentados decide fazer uma última viagem pelo país, de carro. Belas 1: 14h, 16h20, 18h40
EX-PAJÉ (Brasil, 2018, 1h21, livre) Dir. Luiz Bolognesi. Um poderoso pajé passa a questionar sua fé depois de seu primeiro contato com brancos. Belas 2: 18h10 Belas 3: 16h
EXORCISMOS E DEMÔNIOS (The Crucifixion, EUA, 2018, 1h30, 14 anos) Dir. Xavier Gens. Com Sophie Cookson, Brittany Ashworth, Corneliu Ulici. Quando um padre é sentenciado à prisão após a morte de uma freira em que praticou um exorcismo, uma jornalista investigativa tenta desvendar o caso. Cidade 2: 15h40 (*) Contagem 4: 15h40 (*) Partage Shopping Betim 6: 13h50 (*) (*) Sessões dubladas
OS FAROFEIROS (Brasil, 2018, 1h43, 12 anos) Dir. Roberto Santucci. Com Antônio Fragoso, Cacau Protásio, Maurício Manfrini. Quatro famílias de classe média baixa acabam numa cilada ao alugar uma casa de praia. Del Rey 7: 16h30, 21h Paragem 4: 16h20, 18h50, 21h Monte Carmo 1: 14h, 16h, 18h
O HOMEM DAS CAVERNAS (Early Man, Reino Unido/ EUA/ França, 2018, 1h29, livre) Dir. Nick Park. Um homem das cavernas une sua tribo contra um inimigo da Idade do Bronze para tentar vencêlo em uma grande batalha. Partage Shopping Betim 7: 11h, 13h10 (sessões dubladas)
JOGADOR Nº 1 (Ready Player One, EUA, 2018, 2h20, 12 anos) Dir. Steven Spielberg. Com Tye Sheridan, Ben Mendelsohn, Olivia Cooke. Num futuro distópico, as pessoas não tem interesse no mundo real, dando preferência à realidade do jogo Oasis. BH Shopping 9: 14h10 Boulevard 1: 15h50, 21h10 Pátio Savassi 8: 16h45
CURTA DEGUSTAÇÃO (*) Terça-feira (8) 13h “Varieté” (HOL, 2012) , de Roleof van der Bergh; “Rua da Paz” (EUA, 1917), de Charles Chaplin; “Fantasmas” (BRA, 2010), de André Novais de Oliveira
Circuito traz o diretor Clery Cunha e a crítica Beatriz Saldanha 6 Curta para comentar a exibição do filme ‘O Outro Lado do Crime’ (1979)
O longa “O Outro Lado do Crime”, dirigido e roteirizado por Clery Cunha e protagonizado pelo emblemático repórter policial Gil Gomes, que também assina o argumento, vai ser apresentado na próxima edição do Curta Circuito. Na ocasião, o diretor vai estar presente para um bate-papo após a exibição, assim como a crítica cearense Beatriz Saldanha. Onde Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro) Quando Segunda (7), às 20h Quanto Entrada gratuita, sujeita à lotação do espaço
UM LUGAR SILENCIOSO (A Quiet Place, EUA, 2018, 1h35, 10 anos) Dir. John Krasinski. Com Emily Blunt, John Krasinski, Noah Jupe. Uma família é perseguida por uma entidade fantasmagórica assustadora. BH Shopping 7: 13h20, 18h30, 21h Boulevard 2: 13h40, 15h30, 17h20, 19h10 Cidade 6: 19h10 (*) Contagem 7: 14h20, 18h50 (*) Del Rey 6: 14h20, 16h10 Itaú Power 6: 18h40 (*) Minas 2: 14h30 (*) Minas 6: 19h10 (*) Diamond 4: 13h10 Monte Carmo 5: 18h30 (*) Partage Shopping Betim 7: 15h15 Pátio Savassi 3: 13h e 15h05 (*) Sessões dubladas
NADA A PERDER – CONTRA TUDO. POR TODOS (Brasil, 2018, 2h10, 12 anos) Dir. Alexandre Avancini. Com Petrônio Gontijo, Beth Goulart, Dalton Vigh. A vida do bispo Edir Macedo. BH Shopping 7: 15h40 Betim 2: 18h30 Boulevard 1: 13h20, 18h30 Cidade 1: 18h30 Contagem 5: 13h50, 18h30 Del Rey 7: 13h50, 18h40 Diamond 3: 17h30 Itaú Power 4: 13h30, 18h30 Minas 2: 18h30 Monte Carmo 1: 20h Paragem 2: 13h45, 16h15, 18h45, 21h15 Pampulha 4: 14h, 16h30, 19h, 21h30 Partage Shopping Betim 5: 13h Pátio Savassi 2: 20h55 Shopping Estação 6: 12h15, 15h, 18h, 21h15 Via Shopping 5: 16h, 18h30
PANTERA NEGRA (*) (Black Panther, EUA, 2018, 2h14, 12 anos) Dir. Ryan Coogler. Com Chadwick Boseman, Lupita Nyongo, Michael B. Jordan. T’Challa retorna para casa, a isolada e tecnologicamente avançada nação africana de Wakanda, para tomar seu lugar como Rei. Boulevard 2: 21h Cidade 6: 14h20 Contagem 7: 16h10, 20h40 Itaú Power 4: 16h, 21h05 Minas 6: 16h30, 21h
Partage Shopping Betim 7: 13h05 Pátio Savassi 8: 14h35 Via Shopping 5: 13h50 (*) Sessões dubladas
RAMPAGE – DESTRUIÇÃO TOTAL (Rampage, EUA, 2018, 1h47, 12 anos) Dir. Brad Peyton. Com Dwayne Johnson, Malin Åkerman, Naomie Harris. Um experimento genético desonesto é feito em um grupo de predadores, os animais se transformam em monstros que destroem tudo em seu caminho. Betim 2: 16h (*) BH Shopping 8: 13h15 Cidade 6: 17h, 21h (*) Contagem 5: 16h20, 21h10 (*) Del Rey 4: 14h Itaú Power 6: 16h30, 20h50 (*) Minas 2: 16h20, 21h15 (*) Monte Carmo 5: 16h20, 20h40 (*) Partage Shopping Betim 5: 22h10 (*) Partage Shopping Betim 6: 15h40 (*) Via Shopping 5: 21h (*) (*) Sessões dubladas
SOMENTE O MAR SABE (The Mercy, Reino Unido, 2018, 1h42, 12 anos) Dir. James Marsh. Com Colin Firth, David Thewlis, Rachel Weisz. Donald é um iatista que decide fazer de tudo para vencer a Golden Globe Race de 1968. No entanto, sua tentativa desastrada na competição acaba fazendo com que ele embarque em uma jornada perigosa. Diamond 4: 22h Ponteio 4: 18h50
SUBMERSÃO (Submergence, EUA, 2018, 1h52, 14 anos) Dir. Wim Wenders. Com James McAvoy, Alexander Siddig, Alicia Vikander. Danielle é uma exploradora do oceano que descobre um novo desafio: descida ao abismo Ártico. Diamond 1: 15h30
TUDO QUE QUERO (Please Stand By, EUA, 2018, 1h33, 10 anos) Dir. Ben Lewin. Com Dakota Fanning, Alice Eve, Toni Collette. Wendy, uma jovem mulher portadora de autismo, consegue driblar sua cuidadora e escapa para entregar seu manuscrito para concorrer em uma competição de escrita. BH Shopping 8: 22h15
(*) Sessões dubladas
VINGADORES: GUERRA INFINITA
PEDRO COELHO (*)
(The Avengers – Infinity War, EUA, 2017, 2h36, 12 anos) Dir. Joe Russo. Com Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth. Os Vingadores precisam unir forças com os Guardiões da Galáxia. Betim 1: 14h30, 20h30 (*) Betim 2: 20h50 (*) BH Shopping 5: 14h (*), 17h10 (*), 20h40 Big Shopping 2: 15h, 18h, 21h (*) Big Shopping 3: 14h15, 17h15, 20h15 (*) Big Shopping 5: 14h45, 17h45, 20h45 (*) Boulevard 3: 12h30, 15h30, 18h30, 21h25 Cidade 2: 17h30, 20h30 Cidade 7: 11h40, 14h40, 17h40, 20h40 (*)
(Peter Rabbit, EUA, 2018, 1h25, livre) Dir. Will Gluck. Com Rose Byrne, Domhnall Gleeson, Sam Neill. Pedro Coelho é um animal rebelde que apronta todas no quintal e até dentro da casa do Mr. McGregor. BH Shopping 1: 13h, 15h30 Betim 2: 14h10 Boulevard 5: 14h40 Cidade 2: 13h40 Contagem 4: 13h40 Del Rey 6: 12h30 Itaú Power 6: 14h30 Minas 6: 14h20 Monte Carmo 5: 14h20 Paragem 4: 14h20
Contagem 4: 17h30, 20h30 Contagem 6: 12h, 15h, 18h, 21h (*) Del Rey 3: 12h10, 15h10, 18h10, 21h10 Del Rey 5: 22h50 (*) Del Rey 6: 18h, 20h50 (*) Diamond 4: 15h20(*), 18h50 Itaú Power 3: 12h, 15h, 18h, 21h (*) Minas 3: 12h, 15h, 18h, 21h (*) Monte Carmo 6: 12h, 15h, 18h, 21h (*) Pampulha 1: 12h30, 15h25, 18h20, 21h15 (*) Pampulha 5: 12h40, 15h35(*), 18h30, 21h25(*) Pampulha 6: 12h50, 15h45, 18h40, 21h35 (*) Paragem 1: 12h, 15h, 18h, 21h Partage Shopping Betim 5: 15h45, 19h (*) Partage Shopping Betim 7: 17h30, 20h50 (*) Pátio Savassi 4: 15h50 (*) Pátio Savassi 7: 12h50, 16h20, 19h40 Shopping Estação 2: 13h (*), 16h30, 20h (*), 23h30 (*) Shopping Norte 2: 15h, 18h, 21h (*) Shopping Norte 3: 14h15, 17h15, 20h15 (*) Shopping Norte 5: 14h45, 17h45, 20h45 (*) Via Shopping 3: 12h, 15h, 18h, 21h (*) Sessões 3D: Betim 1: 17h30 (*) BH Shopping 1: 17h50, 21h10 BH Shopping 2: 14h50, 18h35, 21h50 BH Shopping 3: 13h10 (*), 16h40 (*), 20h BH Shopping 8: 15h50 (*), 19h10 Big Shopping 1: 14h30, 17h30, 20h30 (*) Boulevard Imax: 12h, 15h, 18h10, 21h10 Cidade 4: 11h40 (*), 14h50, 17h50 (*), 20h50 Contagem 1: 12h20 (*), 15h20, 18h20 (*), 21h20 Del Rey 1: 14h20 (*), 16h20, 18h20 (*), 20h30 Del Rey 1: 14h20 (*), 16h20, 18h20 (*), 20h30, 22h30 Del Rey 2: 12h (*), 15h, 18h, 21h Diamond 1: 18h, 21h20 Diamond 5: 13h, 17h10, 20h30 Diamond 6: 12h30 (*), 16h, 19h45 Itaú Power 5: 12h10 (*), 15h10, 18h10 (*), 21h10 Minas 1: 12h10 (*), 15h10, 18h10 (*), 21h10 (*) Monte Carmo 4: 12h10 (*), 15h10, 18h10 (*), 21h10 Paragem 5: 12h10 (*), 15h10, 18h10 (*), 21h10 Partage Shopping Betim 1: 13h30, 16h45, 20h (*) Partage Shopping Betim 4: 12h, 15h15, 18h30, 21h50 (*) Partage Shopping Betim 6: 18h (*), 21h20 Pátio Savassi 3: 17h10 (*), 20h30 Pátio Savassi 4: 19h10 Pátio Savassi 5: 14h50, 18h30, 21h50 Pátio Savassi 6: 17h50, 21h10 Ponteio 4: 21h Ponteio Premier: 12h20, 15h15, 18h15, 21h10 Shopping Estação 3: 12h, 15h15, 18h45, 22h15 (*) Shopping Estação 4: 14h (*), 17h30 (*), 21h Shopping Norte 1: 14h30, 17h30, 20h30 (*) Via Shopping 4: 12h10 (*), 15h10 (*), 18h10, 21h10 (*) (*) Sessões dubladas
(*) Av. Augusto de Lima, 270, centro. Entrada gratuita
CINE IDEA (*) Quarta-feira (9) 19h “Eu, Oxum” (BRA, 2017, 22 min) Dir. Héloa e Martha Sales. Comentários de Heloá (*) IDEA Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1.200, Funcionários). Entrada gratuita mediante retirada de senha 30 minutos antes da sessão.
DIREITOS HUMANOS - UM MUNDO POR VIR (*) Neste sábado (5) 16h “Cão Branco” (EUA, 1982, 1h24, 18 anos) Dir. Samuel Fuller 18h “Sweet Sweetback's Baadasssss Song” (EUA, 1971, 1h37, 18 anos) Dir. Melvin Van Peebles 20h “Corra!” (EUA/JAP, 2017, 1h44, 14 anos) Dir. Jordan Peele Domingo (6) 16h “O Fascismo de Todos os Dias” (URSS, 1965, 2h18, 14 anos) Dir. Mikhail Romm 18h30 “De Certa Maneira”, (Cuba, 1977, 1h12, 10 anos) Dir. Sara Gómez 20h “A Cortina de Açúcar”, (CubaESPFRA, 2006, 1h20, 12 anos) Dir. Camila Guzmán Urzúa Segunda-feira (7) 15h30 “O Caso Pinochet” (BEL-CHI-ESPFRA, 2001, 1h50, 14 anos) Dir. Patrício Guzman 17h30 “Desaparecido – Um Grande Mistério”, de Costa-Gavras (Missing, EUA, 1982, 2h02, 16 anos) Terça-feira (8) 15h “O Homem Elefante” (EUA, 1980, 2h05, 10 anos) Dir. David Lynch 17h15 “Os Tempos de Harvey Milk” Dir. Rob Epstein (EUA, 1984, 1h30, 12 anos) 19h15 Quilombo Rio dos Macacos, de Josias Pires (BRA, 2017, 2h, 14 anos) 21h30 Orestes, de Rodrigo Siqueira (BRA, 2015, 1h33, 16 anos) Quarta-feira (9) 15h “Cinco Câmeras Quebradas” (HOLFRA-Israel-Territórios Palestinos Ocupados, 2011, 1h34, 16 anos) Dir. Emad Bornat, Guy Davidi 17h “Persépolis” (FRA, 2008, 1h35, 12 anos) Dir. Marjane Satrapi, Vincent Paronnaud 19h “O Ato de Matar” (DIN-NOR-Reino Unido, 2012, 2h02, 16 anos) Dir. Joshua Oppenheimer 21h15 “A Vala” (China, 2010, 1h49, 14 anos) Dir. Bing Wang Quinta-feira (10) 15h “Paris é uma Festa – Um Filme em 18 Ondas” (FRA, 2017, 1h35, 14 anos) Dir. Sylvain George 17h “Que Bom Te Ver Viva” (BRA, 1989, 1h40, 16 anos) Sessão comentada 19h45 “Cabra Marcado Para Morrer” (BRA, 1985, 2h, 14 anos) Dir. Eduardo Coutinho 22h “Brasil: Um Relato de Tortura” (EUA, 1971, 1h, 18 anos) Dir. Saul Landau, Haskell Wexler Sexta-feira (11) 15h “Depois que Te Vi” (BRA, 2016), de Vinicius Saramago (BRA, 2016); “Índios no Poder” (BRA, 2015), de Rodrigo Arajeju; “Cartão Vermelho”, de Laís Bodanzky (BRA, 1994) Sessão com recursos de acessibilidade 17h “A Cidade é Uma Só?” (BRA, 2011, 1h19, 14 anos)
Dir. Adirley Queirós 19h “Jardim Nova Bahia” (BRA, 1971), de Aloysio Raulino ; “Teremos Infância” (BRA, 1974), de Aloysio Raulino ; “Tarumã” (BRA, 1975), de Aloysio Raulino ; “O Tigre e a Gazela” (BRA, 1977), de Aloysio Raulino ; “O Porto de Santos” (BRA, 1978), de Aloysio Raulino 21h “A Vizinhança do Tigre” (BRA, 2014, 1h35, 16 anos) Dir. Affonso Uchoa
MOSTRA VIDAS EM PORTUGUÊS (*) Neste sábado (5) 17h "Língua - Vidas em Português" (BRA, 2002, 1h30) Dir. Victor Lopes Domingo (6) 17h "O Grande Bazar" (MOZ, FRA, 2006, 0h55) Dir. Licínio Azevedo 18h10 "Kuxa Kanema - O Nascimento do Cinema" (FRA, MOZ, 2003, 0h52) Dir. Margarida Cardoso Terça-feira (8) 17h "Inventário da Rapina" (BRA, 1986, 0h26) Dir. Aloysio Raulino 17h "Poeta de Sete Faces" (BRA, 2002, 1h34) Dir. Paulo Thiago 19h "Virgem Margarida" (MOZ, FRA, PORT, 2012, 1h30) Dir. Licínio Azevedo Quarta-feira (9) 17h "Língua - Vidas em Português" (BRA, 2002, 1h30) Dir. Victor Lopes 19h "O Grande Bazar" (MOZ, FRA, 2006, 0h55) Dir. Licínio Azevedo Quinta-feira (10) 17h "Tango Negro - As Raízes Africanas do Tango" (ANG, FRA, 2013, 1h33) Dir. Dom Pedro, Louise de Prémonville 19h "Kuxa Kanema - O Nascimento do Cinema" (FRA, MOZ, 2003, 0h52) Dir. Margarida Cardoso Sexta-feira (11) 16h "Recife/Sevilha - João Cabral de Melo Neto" (BRA, 2003, 0h52) Dir. Bebeto Arantes 17h "Virgem Margarida" (MOZ, FRA, PORT, 2012, 1h30) Dir. Licínio Azevedo 19h "Hóspedes da Noite" (MOZ, FRA, 2007, 0h56) Dir. Licínio Azevedo (*) Cine Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Entrada gratuita mediante retirada de ingresso 30 minutos antes de cada sessão. Um ingresso por pessoa.
SESSÃO INFANTIL (*) Neste sábado (5) 17h “Asterix e Os Vikings” (FRA, 2016, 1h19) Dir. Stefan Fjeldmark, Jesper Möller (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
TRABALHO E LUTA (*) Neste sábado (5) 19h “Peões” (BRA, 2004, 1h25) Dir. Eduardo Coutinho Domingo (6) 17h “O Baiano Fantasma” (BRA, 1984, 1h38) Dir. Denoy de Oliveira 19h “O Homem que Virou Suco” (BRA, 1980, 1h37) Dir. João Batista de Andrade Quarta-feira (9) 19h30 “São Paulo Sociedade Anônima” (BRA, 1965, 1h47 Dir. Luís Sérgio Person Quinta-feira (10) 19h30 Curtas: “Greve”, de João Batista de Andrade; “ABC Brasil”, de Sérgio Peo, Luís Carlos Asbeg e Luiz Arnaldo Campos; “Greve de Março”, de Renato Tapajós Sexta-feira (11) 19h30 “Uma Questão de Terra” (BRA, 1988, 1h20) Dir. Manfredo Caldas (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
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BELO HORIZONTE 5 a 11 de maio de 2018
estilo UI, QUE FRIO!> Meia-calça colorida é a pedida certa para deixar looks de inverno mais alegres
Pernas quentes Há algumas temporadas, nomes como Versace, Adam Selman e Jeremy Scott engrossam o coro na passarela em prol de produções coloridas para o frio – e isso inclui, também, o retorno das meias-calças em tons vibrantes. É para o próximo inverno que elas, bem coloridas e até estampadas, prometem proteger as pernas do frio e, claro, ajudar na produção e tirá-la da sobriedade. Segundo a plataforma digital Pinterest, que possui mais de 13 bilhões de ideias de moda, a busca por looks com meia-calça colorida aumentou 135% no último ano. Sinal de que, em breve, modelos mais ousados estarão desfilando pelas ruas, como explica o stylist Davi Leite. “Eu acho a meia-calça um clássico que está sendo revisitado. Ela comple-
menta um look e agora ressurge mais jovem, com cores, texturas e até estampas. Na vida real, fica mais legal quando vem embalada com a personalidade da mulher que está usando, sabe?”, pondera. “É legal pensá-la também como um acessório que alonga a silhueta, enriquece a produção e a deixa até mais sofisticada”, finaliza. COM DOMÍNIO Já para o stylist Pedro Moura, nas passarelas recentes, as produções incluiram as meias em tonalidades como vermelho, azul e verde. Muitas delas serviram como um ponto vibrante de cor, especialmente em looks sóbrios. “Por segurança, é ideal investir na meia colorida com peças de tons neutros, como branco, preto e bege”, sugere ele. Moura também destaca outra forma de usar a tendência: faça a dobradinha de combinar a cor da meia com a cor do calçado, relembrando as botas-desejo que a Balenciaga emplacou no ano passado, feitas com único tecido do bico ao cano. “Essa produção
funciona muito na vida real. Outra que eu sugiro é o look monocromático, não necessariamente da mesma cor, mas com a tonalidade semelhante. Dá um ar despojado à produção por completo”, ensina. Os tons neons, como magenta e laranja, também são boas pedidas – além de fortes – para coordenar e tirar os looks invernais do óbvio. Nas buscas de inspirações relatadas pelo Pinterest, as meias-calças azuis lideraram as pesquisas, com aumento de 80% nos últimos 12 meses, assim como as vermelhas, que tiveram um crescimento de 180% no último ano. Vale investir em texturas mais opacas, como a lã, ou mais transparentes e leves. Moura também alerta sobre as cores complementares, apostando no color block, por exemplo, combinando branco e vermelho, azul e vermelho e amarelo e azul. Por outro lado, para Leite, o ideal é saber o que lhe cai bem e usar com autonomia. “O maior crítico é o espelho. Vestiu e gostou? Pronto! Isso é mais importante do que qualquer passarela”, sugere.
FOTOS AGÊNCIA FOTOSITE
Lorena K. Martins
135% Look neutro com meia calça na cor vibrante, como mostrou a Miu Miu, é uma sugestão de uso
t É ousada? A pedida é o animal prin na to sapa tanto da meia quanto do Dolce e Gabbana
Variações de um mesmo tom podem alongar a silhueta, como fez a Balenciaga
foi a taxa de aumento das buscas por looks com meia-calça colorida na plataforma Pinterest
Meias coloridas podem realçar as estampas, como o look de Jeremy Scott
estilo
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Dúvidasemcombinaroestilodasua mãecomopresenteideal?Vejaas opçõesdemimosparahomenageá-la Basta você chegar com um presente em mãos para que elas digam: “o que é isso, não precisava...”. Mas, mesmo não precisando mesmo, mimar a sua mãe no próximo domingo (13) é fundamental. Neste Dia das Mães que se aproxima, o mercado está aquecido com novidades. Uma delas é da L’Occitane au Brésil, com a linha batizada “Olinda de Viver”. A novidade enaltece a alegria de viver do cotidiano olindense, que permeia a cidade pernambucana mesmo depois do Carnaval. E, para apresentar o lançamento, convidou, no mês passado, um time de formadores de opiniões e influenciadoras digitais para viver cada detalhe de Olinda, em Pernambuco, desde as icônicas casinhas coloridas até as caminhadas por suas ladeiras instigantes. Nessa imersão cultural, a marca apresenta para a data comemorativa três produtos: desodorante colônia, creme desodorante corporal e sabonete (R$ 15). Todos têm uma fragrância floral frutal, com notas como lichia, tangerina, gerânio, jasmim, sândalo, musk, baunilha e patchouli. Além dessa sugestão, selecionamos opções para todos os gostos – e estilos de mamães, uma vez que escolher o presente ideal não é uma tarefa tão simples. Lorena K. Martins
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crônica
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
Bendito é o poste ACIR GALVÃO
ois é, queria discutir a relação, e deu no que deu, o cara esfriou, ou melhor, congelou. A amiga bem que avisou: com 23 dias de relacionamento, era cedo para isso. Se ela, com 20 anos de vida em comum, nunca conseguiu, imagina a outra, com 23 dias? Aliás, discutir o quê? Se ainda estavam em plena lua de mel, descobrindo-se, curtindo cada minuto que passavam juntos, cada noite que se enroscavam no carro, no elevador, na garagem, na saída da faculdade, no primeiro quarto que encontravam pela frente. Era paixão saindo pelos poros, naquela urgência louca que a fazia perder o juízo. Com 27 dias, inventou de falar em filhos – adorava crianças. Segundo a amiga, outra precipitação, das grandes. – Humm... Às vezes me dá uma vontaaade de ser mãe! – disse um dia ao ouvido dele com aquela voz melosa e concludente. Isso no meio da relação, que, de repente e abruptamente, parou por aí. Nada mais desestimulante para um jovem que ouvir isso da recém-namorada, pra lá de balzaca. E dá-lhe luzinha amarela na cabeça. E ela lá, abrindo o baú
P
dos desejos. Com um mês, não resistiu e foi falar do dito, floreando a história sobre o tal cupido com que uma noite sonhou. – Parecia tão real... benheeeeê! Você acredita em sonhos e premonições? Bom, a essa altura, os dele começaram a virar pesadelos. – Ô gata! Vamos devagar com a louça! – disse ele num dia de calmarias. E ela, sem entender, ou se fazendo de desentendida, continuou seu repertório “espanta-relação”, para o desespero dele e total consternação da amiga. – Ana Amélia! Você pirou? Você acha mesmo que um cara de 22 anos está pensando nessas coisas? Filho? Casamento? – Mas ele é muito amadurecido, e também a gente está tão apaixonado... – Querida, não se iluda. O garoto está encantado, aprendendo com você o que nunca aprendeu com mocinhas da idade dele. Não confunda as coisas, pelo amor de Deus! – Karina, estou te estranhando. Que papo é esse agora? Por que você não acha possível um cara de 22 se apaixonar por uma mulher de 35? – Ana, não é isso. Como eu explico... peraí... – Já entendi, não precisa me explicar nada. Já entendi tudo. E por pouco não perdeu também a amiga, que, para não piorar a situação, desistiu de palpitar. Dois meses depois, li-
gou, eufórica. E contou em detalhes o final de sua história, desde o início, quando o garoto resolveu sumir. Desesperada, foi atrás, tentando compreender em que havia errado. “Eu bem que avisei!”, pensou a outra, mas não disse, claro, apenas pensou. – Eu ia para a porta da faculdade, do bar que ele gostava de frequentar, fuxicava o Facebook, o Instagram, o Twitter, e até o check-in no Foursquare eu olhava. – E aí? – quis saber a amiga com curiosidade.
– Aí é que descobri a tal da Aninha. Uma loirinha do cabelão que não parava de lhe mandar Whats e mensagens no Face. – Uátis? – É, WhatsApp! – Tudo bem, continua. – Aí eles marcaram de se encontrar no McDonald’s. “Bem próprio para a idade”, pensou em dizer a outra, mas não disse, claro, apenas pensou. – Aí eu também fui. – Ao McDonald’s??? Atrás do garoto? Não acredito! – Fui e fiquei dentro do
carro, olhando. Escondida, claro. – Que nem uma adolescente enlouquecida... – E eles lá, comendo sanduíches com batatinha frita e tomando Coca-Cola. – E? – E nada! Deram um selinho na hora de sair, e cada um foi para o seu lado. Resolvi segui-lo. Fui atrás do ônibus, com suas trocentas paradas, até descobrir seu endereço. – Peraí, você sabe tudo do garoto, mas sequer sabe onde ele mora? – Uai, Karina! Ele mora
com os pais, e não sei por que sempre evitou me levar a sua casa. – Ok, mas e aí? – Aí aconteceu o inesperado. Nervosa, acelerei o carro e, olhando rapidamente para a casa, me esqueci de olhar pra frente. Final da história: me espatifei num poste. O barulho foi tanto que a rua inteira apareceu para ver. Inclusive ele e o tio dele. – Nooossa! Você se machucou? – Um pouco, mas o pior mesmo foi a vergonha. Dele e do tio. – Que tio? – O tio de Uberlândia, que estava hospedado na sua casa. Um gentleman! Me ofereceu água com açúcar, cadeira para sentar, essas coisas. – E? – Bom, acabei sendo apresentada a ele pelo sobrinho, desconfiadíssimo. Enquanto aguardávamos o reboque, ficamos ali de papo. – E? – Ele anotou meu telefone. Me ligou, e saímos dois dias depois. Divorciado, quarentão, louco pra ter filhos, uma nova relação... – E... – Bom... você acredita em sonhos, premonições, essas coisas...? Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
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BELO HORIZONTE Sábado 5/5/2018
No topo do mapa Cabo Frio atinge classe A na categoria turística; cidade fluminense oferece atrações e conforto com bom custo-benefício. Páginas 6 a 9
CABO FRIO CONVENTION & VISITORS BUREAU/DIVULGAÇÃO
WNeve. Estações de esqui se preparam para a alta temporada. Págs 4 e 5 pampulha WEngajamento. A experiência em um destino de uma forma diferente. Pág. 10
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paulo campos
Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super
paulocampos@otempo.com.br
sala vip W
Fretamentos para o Chile na alta temporada FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Sandra Castro (Arte y Vida), Ramon Ferraz (Ramon Turismo), Simone Pires (Arte Fly Turismo) e Thalita (Class Viagens)
Denise Lichter (LP Turismo), Kênia Lopes (Plan Turismo), Corália San Miguel (Big Travel) e Isabel Alves (Multitour)
Valéria Gomes (Mariana Turismo), Zenaide Chaves (Lúmini) e Luís Eduardo e Bruno Mendes (VB Turismo)
Com o apoio da companhia aérea Latam Airlines, a Snow Operadora lançou o fretamento Chile para Todos 2018. São dois voos diretos de Belo Horizonte para Santiago, a capital chilena, nos dias 14 e 21 de julho, na alta temporada. Serão os únicos voos diretos de Minas Gerais para o país andino, com mais de dez pacotes diferentes de sete
Marco Túlio (Destaque Turismo), a dupla Giselle Sampaio e Lívia Costa (Viajar Turismo) e Daniel Sales (Dedicato Turismo)
Janine Costa (São Gabriel), Rafael Tadeu (Help Turismo), Michele Trindade (Flash) e Mariana Nardelli (Visa Turismo)
rar fotografias e uma loja com produtos da marca.
São novidades como essa que servem para renovar e atrair mais turistas aos parques temáticos? A novidade
diretor comercial do Beto Carrero World, fala das novidades do parque temático, localizado no município de Penha (SC), para a próxima temporada, entre elas o Hot Wheels, em parceria com a fabricante de brinquedos Mattel, instalado na área do “Extreme Show”
com duas grandes marcas – a DreamWorks e a Universal. Com a DreamWorks, foi concebido um projeto de conteúdo com os personagens das animações “Shrek” e “Madagascar”. Com a Universal, criamos uma área dedicada à série “Velozes e Furiosos”, com “Extreme Show” e corrida de carros.
Também marcaram presença no evento Gustavo e Ana Carolina Zschaber (Soluções em Viagens)
PAULO CAMPOS
Roberto Vertemati,
Beto Carrero existe há 26 anos. O parque passou por um crescimento planejado. A Vila Germânica foi a primeira área temática e, após o falecimento de seu fundador, o saudoso João Batista Sérgio Murad, o Beto Carrero, começamos a criar outras áreas em parcerias
Graciema Freitas (Primus), Júnia Petrucelli (Petrucelli Viagens), Vivian Ambrósio (Roteiros Tour) e Anna Clementino
Os diretores André e Rafael Vieira com a equipe de colaboradores da Snow Operadora
MINIENTREVISTA
Há quanto tempo existe o parque Beto Carrero World? O
dias que podem combinar a capital chilena com o deserto do Atacama, a Patagônia, os Lagos Andinos, as estações de esqui e as vinícolas. O produto tem o objetivo de vender o Chile como um todo para os mineiros, com todo o conforto e comodidade. No evento ocorrido no restaurante Graciliano, compareceram mais de cem agentes de viagens.
Qual é a novidade do parque para a próxima temporada? A
novidade é a parceria do parque com a Mattel, a maior fabricante de brinquedos do mundo, que tem os famosos carrinhos Hot Wheels. A área temática será inaugurada em junho no lugar onde ficava o “Extreme Show”. Além do show de carros, o espaço terá restaurante local para ti-
cria o interesse em quem já foi e até em quem não foi, mostrando a nossa força para atrair marcas internacionais de prestígio. O Beto Carrero é um parque de altíssima qualidade, de padrão internacional. Fomos eleitos em 2017 um dos sete melhores parques temáticos do mundo e o melhor da América Latina no Prêmio Traveller’s Choice do Trip Advisor, com a votação dos próprios usuários do site.
As famílias são o público-alvo do parque?
Nosso público são famílias com filhos entre 3 e 12 anos, mas também adolescentes que procuram adrenalina, como as montanhas-russas e a Big Tower.
ro, Paraná e Minas Gerais.
A novidade é a parceria do parque com a Mattel, a maior fabricante de brinquedos do mundo, que tem aqueles famosos carrinhos Hot Wheels De onde vêm os frequentadores do parque? Hoje, o catarinense que mora na região é nosso principal frequentador, depois os turistas de São Paulo e interior, Rio de Janei-
Quem vai ao Beto Carrero pode casar o parque com praia. Você costumam incentivar essa dobradinha? Para os
mineiros, além da diversão no parque, tem os atrativos locais. Santa Catarina é um Estado que tem muitas possibilidades e combinações – as praias de Bombinhas, Porto Belo e Balneário Camboriú, por exemplo. Penha, onde está Beto Carrero, é uma cidade com 18 lindíssimas praias. Balneário Camboriú tem a melhor balada do mundo. O Vale Europeu, um recanto da Europa que você só encontra em Santa Catarina, é uma atração tanto no inverno quanto no verão. O Estado atende os turistas que querem permanecer três dias, um feriado, uma semana ou um mês de férias. As agências de viagens já vendem essa combinação de Beto Carrero com outros destinos. No parque, são recomendados pelo menos dois dias para curtir todas as atrações.
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turismo
Chile/Argentina
Lá vem muita neve! Está aberta a temporada de esqui Estações na América do Sul estão preparadaspara aestação maisfria doano;aéreas têmvoos diretospara capitais,e pistas divulgamprogramas Carolina Mazzi
Agência O Globo
Com o fim do verão, resorts de neve na Argentina e no Chile já se preparam para a temporada de inverno de 2018 na América do Sul, com datas para abertura das pistas e promoções. Todas as companhias aéreas têm voos diretos partindo de Belo Horizonte para Santiago ou Buenos Aires. De lá, é fácil fazer uma escala e partir para as principais estações de esqui da América do Sul. Com destinos para todos os perfis, a cordilheira sul-americana não deve nada às do Hemisfério Norte em beleza, adrenalina e badalação. Com o dólar em alta, aproveitar as atrações do continente é uma boa chance de se divertir gastando menos.
Novidades A estação Cerro Catedral (catedralaltapatago-
nia.com), a principal de Bariloche, está aberta o ano inteiro. A temporada de inverno começa em 9 de julho e se estende até 1º de outubro. A maior estação de esqui da Argentina tem 40 meios de elevação e fica perto do centro da cidade, que tem outras atrações, como o circuito de cervejas artesanais, com visita a fábricas, e a produção de chocolate local. Na estação, além da montanha principal, há outras áreas para a prática de snowboard e esqui, como Piedras Blancas (popular para famílias) e o Centro de Esqui Nórdico, que tem 10 km de pista. A estação Cerro Chapelco (cerrochapelco.com), em San Martín de Los Andes, eleita duas vezes (em 2015 e 2016), a melhor da Argentina pelo World Ski Awards, abrirá suas 28 pistas em 16 de junho e terá atrações até o dia 3 de outubro.
Com o dólar em alta, as estações de esqui dos Andes, as mais próximas do Brasil, estão com preços mais atrativos do que os praticados nas Montanhas Rochosas norte-americanas e nos Alpes europeus
tos de partida: aeródromo de Tobalaba, edifício Minvest e torre Titanium La Portada. A temporada no Valle Nevado vai até 30 de setembro. Portillo (skiportillo. com), a cerca de duas horas de distância da capital chilena, abrirá suas 35 pistas de esqui e snowboard e 14 teleféricos em 23 de junho. Neste ano, de 7 a 14 de julho, as famílias que reservarem períodos de sete noites poderão levar até duas crianças (4 a 11 anos) para esquiarem de graça.
Crianças de graça No Chile, Valle Nevado (vallenevado.com), a apenas 40 km de Santiago, abre a temporada em 22 de junho. Com mais de 40 pistas para esqui ou snowboard e 16 teleféricos, a estação comemora 30 anos de funcionamento em 2018 com eventos como o Foodie’s Week (3 a 10 de agosto) e o Wine Week (17 a 24 de agosto). O Hotel Ladera, em Santiago, oferece voos de helicóptero até Valle Nevado para os hóspedes. A viagem dura cerca de 15 minutos, custa uma média de US$ 1.500, para até seis passageiros, e tem três pon-
Quem leva Operadora: Snow Inf.: Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Snow Operadora Pacote: Inclui aéreo (voando Latam) em voo direto e fretado, sete noites com café da manhã, traslados, city tour panorâmico em Santiago, seguro-saúde, coordenadores Snow e bolsa de viagem Saídas: 14 e 21 de julho Preços: A partir de US$ 1.168, podendo ser dividido em até dez vezes sem juros
Cerro Catedral é a principal estação de esqui de Bariloche PORTILLO/DIVULGAÇÃO
Em Portillo, ofertas especiais no período de 7 a 14 de julho
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PAULO CAMPOS/DIVULGAÇÃO
DAVID TORREALBA/POTTSTOCK
Aos pés de vulcão, e com desconto As pistas da estação Valle Corralco (corralco.com), que fica na região de Araucanía, aos pés do vulcão Lonquimay, já estão cobertas pela neve. A temporada vai de 1º de junho a 15 de outubro. Lá são 26 pistas e seis teleféricos. A região fica a 720 km de Santiago. O aeroporto de Temuco, cidade próxima, recebe voos de Santiago, da Sky Arlines ou Latam. Os 35 km de pistas de Nevados de Chillán (nevadosdechillan.com), a 1.650 m de altitude e a 400 km de Santiago, na região de Biobio, serão abertos em 28 de junho (até 30 de setembro). O destino está com desconto de 20% a 30% para reservas até o dia 30 de abril (os valores variam de acordo com a data da viagem). (CM/AG)
Pistas em Nevados de Chilán ficam abertas de 28 de junho até 30 de setembro
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Passeio
Barcos saem do Canal do Itajuru O passeio de barco em Cabo Frio é uma das principais atrações turísticas. Na avenida dos Pescadores, à margem do canal do Itajuru, ficam atracadas diversos embarcações, que realizam os tours com duração média de duas horas e meia, a partir de R$ 50. Também é possível fazer passeios em lanchas para explorar a região, a partir de R$ 70. Inf.: gugatour.com. SETUR-RJ/DIVULGAÇÃO
Mergulho
Ilha com águas transparentes Um dos melhores pontos para mergulho – tanto com snorkel quanto com cilindro – em Cabo Frio está na ilha dos Papagaios. Pela Ecodiving Escola de Mergulho, são duas saídas de terça a domingo: às 9h e as 13h30. A atividade dura cerca de três horas e pode ser praticada por crianças a partir dos 10 anos. Custa R$ 230 por pessoa, com toda a aparelhagem, mais lanche. Inf.: ecodiving.com.br.
turismo
Região dos Lagos
Destino que se fortaleceu no litoral do Rio Cabo Frio, ponto departida para uma visitaàs vizinhasBúzios e Arraial do Cabo, temexcelenteinfraestrutura, boas praias e atépolo gastronômico Da Redação Milhares de turistas mineiros vão à região dos Lagos nas temporadas de férias e feriados prolongados para ver as dunas em Cabo Frio – a sétima cidade mais antiga do Brasil –, que sempre procura inovar em sua estrutura turística. Recentemente, a cidade recebeu a nota máxima no Mapa do Turismo Brasileiro, uma avaliação do Ministério do Turismo. O levantamento é um raio x do setor, que identificou 2.075 municípios com interesse turístico no país. A praia mais famosa no quesito montanhas de areia é a do Peró, que, além da paisagem, oferece quiosques à beira-mar, ondas constantes e água fresquinha, em torno de 22ºC. Ela possui um dos mais ricos ecossistemas do litoral fluminense. Tanto que está se qualificando para receber a Bandeira Azul – um selo internacional de qualidade ambiental para marinas e praias urbanas. Movimentada durante o dia e à noite, a praia do Forte tem de tudo: comércio farto, bares e restaurantes e uma excelente estrutura hoteleira. É cartão-postal da cidade e a mais procurada pe-
los turistas. Com seus 7,5 km de extensão, tem mar calmo e águas cristalinas, um convite perfeito para passar o dia de pés para o alto, ou visitando a região. De lá, é possível avistar o forte São Mateus, construção portuguesa do século XVII para proteger a Coroa lusa. Havia no litoral brasileiro mais de 130 “bocas de fogo” armadas como
o de Cabo Frio. Uma boa pausa para recuperar as forças é passar no restaurante, como o Farol do Forte, que tem a especialidade em frutos do mar e comida brasileira. Caminhando no sentido centro (ou dez minutos de carro), chega-se a outro ponto paradisíaco – a praia das Conchas. Com apenas 600 m de extensão, em formato de concha, é uma das relíquias da Costa do Sol, favorita das famílias. Em sua extremidade direita, está a ponta do Arpoador, com piscinas naturais formadas entre as rochas.
Quem leva Operadora: ABC Turismo Informações: (31) 3519-8800 ou www.abcturismo.com.br Pacote: Viagem em ônibus executivo double-deck com ar-condicionado, quatro noi-
tes no Caribe Park Hotel (a 100 m da praia), com café da manhã e almoço. Saídas de setembro a dezembro Preço: 8 x R$ 119 por pessoa em apartamento duplo
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Boulevard Canal é point dos turistas e rende um belo passeio à noite
PREFEITURA DE CABO FRIO/REPRODUÇÃO
Passeio na ilha do Japonês e compras na rua dos Biquínis
CVB CABO FRIO/DIVULGAÇÃO
Ilha do Japonês tem se tornado o lugar queridinho dos turistas em Cabo Frio PREFEITURA DE CABO FRIO/REPRODUÇÃO
Rua dos Biquínis conta com grande centro de compras, ideal para bater perna
Recentemente descoberta pelos turistas, a ilha do Japonês – no canal do Itajuru, entre as praias do Forte e Brava – vale um dia de visita. O lugar, paradisíaco, é tranquilo e tem maré baixa. Mas é bom ficar atento à alta temporada. Como a região tem se tornado a queridinha dos turistas, costuma ficar cheia em feriados e no período de férias. Para chegar lá, não é difícil. O acesso é feito pelo bair-
ro Ogiva, logo após a rua dos Biquínis – como o nome já sugere, tem preços muito bons de roupas de praia, com boa qualidade, e tem para todos os tamanhos, do infantil ao extragrande. As lojas abrem a partir das 9h e, na alta temporada, costumam varar a noite, ficando cheias até mais tarde. A via, ideal para uma caminhada a pé, fica depois da ponte Feliciano Sodré, próximo ao Boulevard Canal. Tam-
bém há opção de pegar uma barca que sai diretamente do canal. Ainda no Boulevard, aproveite para encontrar várias lojas, sorveterias, bares e boates. Empresas disponibilizam, a partir de R$ 60, passeio terrestre, em troller, um jipe aberto, passando pela ilha do Japones chegando até à rua dos Biquínis, com parada para compras. Mais informações sobre passeios em tourshop.com.br.
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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte
Praia do Forte: o cartão-postal de Cabo Frio
No largo de São Benedito O bairro da Passagem é o marco histórico de Cabo Frio. Lá surgiram as primeiras construções portuguesas, e, nos últimos anos, o lugar tem se tornado um polo gastronômico, como o largo de São Benedito. A maior parte dos estabelecimentos fica na pracinha São Benedito, como é o caso do restaurante Galápagos, com especialidade em frutos do mar, um dos mais requintados da região. O ambiente é clássico, e a reserva é indispensável durante a alta temporada, já que
são poucas mesas. Para quem gosta de agitação, o Dream Land Pub tem boa cerveja, show de rock e cardápio inspirado na culinária asiática. Fica na rua do Furtado, e é possível acompanhar a programação de lá pelas redes sociais. No período de frio, o festival de caldos com música ao vivo custa a partir de R$ 40. No Armazém da Passagem, também na pracinha, pausa para a apreciar a gastronomia luso-brasileira, como o Punheta de Baca-
lhau (lascas de bacalhau, cebola, azeitona portuguesa, azeite e torradas). Já o restaurante Travessia, na avenida Hilton Massa, tem pratos que vão desde frutos do mar até petiscos e massas. O espaço também conta com música ao vivo e, inclusive, salão para dança. O Escritório do Chef Petiscaria e Pizzaria, como o nome sugere, tem pizzas, a partir de R$ 24,90, de segunda a quarta-feira, na Travessa Primeiro de Maio.
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Igreja de São Bendito é um dos pontos turísticos e fica no bairro da Passagem
O largo de São Benedito está situado na margem de restinga do canal do Itajuru. O píer da passagem serviu de cenário para a novela “A Força do Querer”
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Bairro da Passagem é dos mais antigos de Cabo Frio: foi ali que os portugueses desembarcaram no século XVI
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turismo SECRETARIA MUNICIPAL DE TURISMO DE ARRAIAL DO CABO/DIVULGAÇÃO
Passeios de barco podem ser contratados em Cabo Frio e levam direto a Arraial
Ilha do Farol
Gruta Azul revela mistérios No meio do passeio que leva até a ilha do Farol fica a gruta Azul. Os tons variam dependendo da hora do dia – ao nascer do sol ficam mais vivos. No percurso, também é possível ver a fenda na rocha onde está a imagem de Nossa Senhora e o buraco que teria sido formado pela queda de um meteorito. Na ilha do Farol, não deixe de aproveitar um mergulho nas águas calmas e transparentes. O passeio de barco pelos atrativos custa a partir de R$ 110. Inf.: tourshop.com.br. ARQUIVO SETUR-RJ/DIVULGAÇÃO
Arraial do Cabo
Passeios
As águas mais bonitas e translúcidas da região dos Lagos FERNANDA MAYRINK/AJB
Destinomereceumdiaparavisitare épossívelpercorrergrandepartedaorla a pé; se for à ilha do Farol, fique ligado nas regras impostas pela Marinha Da Redação O balneário de Arraial do Cabo é o lugar com as praias mais aprazíveis da região dos Lagos, ideal para quem quer fugir da badalação. Situado a 150 km do Rio de Janeiro (e a 13 km de Cabo Frio), tem o melhor custo-benefício da região. É fácil chegar lá de carro. Ônibus circulares fazem o trajeto diariamente. Além disso, é possível contratar receptivos, que incluem passeios até a Prainha, praia do Forno, praia Grande e Pontal Atalaia, que são muito próximas e, com um pouco de disposição, é possível percorrer quase todas elas a pé. Há empresas que par-
tem do Aeroporto do Galeão, na cidade do Rio de Janeiro, direto para lá. Mas é preciso ficar atento a um detalhe. A orla de Arraial não oferece grandes estruturas de quiosques.
Beleza ímpar A praia do Farol requer um tempo extra. Por ser uma área de reserva ambiental, a praia é controlada pela Marinha do Brasil, e apenas embarcações autorizadas podem atracar nas areias. O passeio de barco até lá dura 30 minutos. Por causa do forte controle ambiental, é proibido embarcar com sacos plásticos ou comida. Mas vale a pena conhecer, porque é uma das praias mais belas da região.
Praias de Arraial do Cabo têm águas azul-turquesa, ótimas para banho
Aquático e terrestre. Receptivos podem ser contratados dentro de alguns hotéis de Cabo Frio e levam direto a Arraial do Cabo. As empresas pegam os turistas no hotel e os levam a barcos, que partem de Arraial. O tour de oito horas, passando pelas praias e, depois, por pontos históricos de Cabo Frio, custa a partir de R$ 180 na Tour Shop. Os passeios podem ser reservados diretamente pelo site tourshop.com.br.
Outono é a melhor época para visitar Arraial do Cabo. Chove menos nesse período do que no alto verão, e entre abril e maio as temperaturas na praia podem chegar aos 30°C
turismo
9W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 5 de maio de 2018
FOTOS FÁBIO ROSSI/DIVULGAÇÃO
Festival gastronômico agita Búzios em julho Taverne 67: camarão ao molho masala com legumes
Trento: gelato com doce de leite e praliné de nozes
Em julho, Búzios receberá a 17ª edição de seu festival gastronômico, nos dois primeiros finais de semana do mês: entre os dias 6 e 8, e de 13 e 15. Mesas espalhadas pelas calçadas e porções de degustação a preços convidativos – entradas e sobremesas a R$ 15 e pratos principais a R$ 22 –, dão o tom da programação. No centro, as degustações serão às sextas e sábados, das 19h à meia-noite, nas ruas
das Pedras, Manoel Turíbio de Farias e na Orla Bardot. NosOssos, o circuito acontece nastardesdesábadoedomingo, das 14h até às 21h, na lagoa dos Ossos e na praça dos Ossos.EmManguinhos, participarão os 15 restaurantes do ComplexoGastronômico Porto da Barra, às sextas e sábados, das 19h à meia-noite. O visitante receberá um mapa com todos os restaurantes participantes e seus endereços originais.
Cigalon: biscuit de amêndoas, chocolate e pipoca de banana
Uruguai
Outono convida para experimentar um bom vinho Enoturismo começoua ser desenvolvido recentemente no país;associaçãotem vinícolas cadastradaspara todos os gostos, desde as tradicionaisaté as que aceitam pets O outono no Uruguai é extremamente convidativo aos turistas que possuem paixão pela estação. O cheiro, a temperatura, a beleza e os sabores são, ainda, um convite aos brasileiros que apreciam um bom vinho. A variedade e diferentes estilos de vinícolas podem ser conferidos em todo país, desde as mais antigas e tradicionais até a mais modernas, passando pelas que aceitam bichinhos de estimação até as que possuem atividades infantis. Faz pouco tempo que o Uruguai vem trabalhando o Enoturismo, sendo esta época do ano perfeita para experimentar os vinhos uruguaios. Além da tradicional Tannat – tradicional cepa, o país produz muitos outros tipos de uvas consideradas campeãs internacionais. A associação Uruguay
WineTours, por meio do selo “Los Caminos del Vino”, apresenta diversos estabelecimentos das regiões de Canelones, Maldonado e Montevidéu. Aconchegantes nessa época do ano, os turistas poderão degustar dos vi-
nhos, passear entre os vinhedos e harmonizar os rótulos produzidos por cada uma das bodegas com os pratos servidos nos restaurantes da casa. Para mais detalhes sobre as vinícolas participantes, acesse, www. uruguaywinetours.com. DANIEL NETO/DIVULGAÇÃO
Vinícola Alto de la Ballena produz edições limitadas de rótulos exclusivos
Entre as novidades deste ano, está a participação inédita do restaurante vegetariano e vegano Cereall Gourmet. Outro destaque são as palestras gratuitas sobre sustentabilidade. Detalhe: todo o lixo do evento será reciclado. Para as crianças, haverá um espaço kids com diversas atividades,alémdemini-hambúrgueres, pizzas e outras guloseimas na praça dos Ossos.
N’Moranga: sorrentinos de abóbora com gorgonzola
W Saiba mais no site festbuzios.com.br
Primitivo: nhoque com ricota, camarões, rúcula e nozes
Lorenzo: nhoque com leite de coco, espinafre e salmão
Porto Seguro
Turquia (I)
Turquia (II)
Excursão rodoviária
Pernoite gratuito em Istambul
Companhia ainda oferece city tour
A ABC Turismo está lançando uma excursão rodoviária para Porto Seguro na baixa temporada. O pacote de oito dias e cinco noites custa a partir de 8 x R$ 105 por pessoa em apartamento duplo, com viagem em ônibus leito turismo superluxo, cinco noites no Hotel Transoceânico (hoteltransoceanico.com.br), na praia de Taperapuã, com café da manhã e visita à Coroa Vermelha. Informações: (31) 3519-8800.
A companhia aérea Turkish Airlines oferece pernoite gratuito em Istambul, incluindo transfer, para passageiros das classes econômica e executiva que tiverem a partir de 10 horas ou 7 horas, respectivamente, entre conexões. Mais informações no site: istanbulinhours.com.
Para pernoitar em Istambul, o passageiro deve passar pelo controle de passaporte, retirar a bagagem e, no desembarque, se dirigir ao balcão Turkish Airlines Hotel Desk com seu e-ticket para ser levado ao hotel. Para participar do TourIstambul, é preciso de ter tempo de, pelo menos, seis horas.
Bahia
Sinalização turística A Prefeitura de Cairu está instalando placas de sinalização turística bilíngue (em português e inglês) nas praias de Morro de São Paulo e Boipeba, além de na vila de Garapuá, indicando desde locais perigosos para banhistas até proibições para o embarque e desembarque de passeios. Há placas que alertam sobre os cuidados na preservação dos corais e para não alimentar indevidamente os peixes. Em Garapuá, a sinalização é voltada para proibição do tráfego de veículos motorizados na área de praia.
Fretamento para Porto Seguro
Em parceria com a hotelaria PORTO SEGURO PRAIA RESORT/DIVULGAÇÃO
A Viagens Master está com pacote a partir de R$ 1.598 por passageiro, incluindo as crianças de até 12 anos, para hospedagem família (dois adultos com três crianças no mesmo quarto) no Porto Seguro Praia Hotel. O programa inclui bilhete aéreo (não inclusas as taxas), sete noites de hospedagem em sistema all inclusive e traslados. A saída acontece no dia 12 de maio. Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Viagens Master.
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turismo STUDIO LAURA CAMPENELLA/DIVULGAÇÃO
Turismo consciente
É possível viajar e ser voluntário Em missão humanitáriaou por um propósito pessoal, seja qual for o motivo, no destino é preciso trabalhar,gastando poucos recursos Paula Coura
paula.coura@otempo.com.br
Planejar uma viagem pode se tornar uma ótima oportunidade de dedicar afeto e tempo a uma causa humanitária. Associações espalhadas pelo Brasil e pelo mundo unem o desejo de conhecer um novo destino à vontade de contribuir, efetivamente, para a melhoria das condições de vida das pessoas que lá vivem. Com pouco dinheiro e bastante engajamento, é possível conhecer lugares inusitados, como o sertão nordestino e o Quênia, e até os mais tradicionais, como os Estados Unidos. Além do sentimento de realização pessoal, turistas que viajam com o objetivo de cumprir missões humanitárias, como, por exemplo, ajudar a construir creches na África ou contribuir para melhores condições de vida aos imigrantes moradores de rua nos Estados Unidos, carregam na bagagem muito empenho. É preciso também ter mente aberta para todos os imprevistos possíveis e algumas roupas na mala – os pacotes para conhecer e trabalhar em um destino são bem mais baratos que os tradicionais, já que na maioria das vezes o turista arca apenas com aéreo e cursos de capacitação, para saber conviver com as adversidades da missão. A hospedagem e as refeições, na maior parte dos casos, também são colaborativas e o viajante não arca com elas, já que são disponibilizadas em casas de famílias, que também querem contribuir de alguma maneira para a causa humanitária. Fundada há cerca de seis anos e levando aproximadamente 300 turistas voluntários por ano para
as mais diversas missões pelo mundo, a Volunteer Vacations (VV) tem parcerias com ONGs de variados perfis para proporcionar uma experiência de curto prazo em ajuda humanitária. “Nosso público entende o valor de doar seu tempo, e isso é uma via de mão dupla. Cerca de 90% dos nossos viajantes são mulheres, na faixa etária entre 18 e 35 anos. Mas as viagens são para todas as idades”, explica Mariana Serra, uma das fundadoras da VV. Sílvia Castro é roteirista e documentarista e já viajou assessorada pela VV. Em determinado momento da vida, sentiu que precisava contribuir para o bemestar de outras pessoas, e, após algumas viagens, deixou o emprego fixo para, agora, explorar o mundo em missões humanitárias. “Após uma ótima experiência no sertão do Piauí, fui convidada para ir ajudar o Haiti, em 2016. Precisava levantar um dinheiro para conseguir viajar, e foi pedindo aos amigos e por meio da internet que consegui, em duas semanas, juntar R$ 10 mil e ir. Lá ajudamos em missões com as crianças”, conta. Atualmente, ela viaja pa-
“Trabalhava como relaçõesinternacionais em uma grande multinacional, no Rio de Janeiro, mas me perguntava qual era o real sentido disso, qual era a minha missão neste mundo. Aí, larguei tudo e resolvi viajar para ajudar as pessoas.” Mariana Serra Fundadora da VV ra diversos destinos gravando e fotografando suas missões, o que serve de inspiração para que outras pessoas possam colaborar com essas causas. Neste ano, por exemplo, ela já foi à Amazônia levar livros para comunidades que não conseguem chegar à escola na época da cheia. “Já não consigo mais ir a destinos ‘comuns’. Não penso em ir a Paris, quero conhecer o Camboja”, afirma.
Para estudantes Com sede em Belo Horizonte, a AFS Intercultura Brasil (ONG sem fins lucrativos), criada há 102 anos, também serve ao intercâmbio voluntário pelo mundo. “No caso do High School,
Uma das fundadoras da VV, Mariana Serra realizou viagem humanitária com grupo para auxiliar as crianças no Quênia
aos Estados Unidos, por exemplo, os estudantes ficam em casas de famílias e têm a oportunidade de conhecer costumes locais, aprender um novo idioma e contribuir às atividades sociais”, explica a psicóloga Rozana Andrade Romualdo, presidente do comitê da AFS na capital. “Para uma experiência mais ampla, no caso do intercâmbio, por exemplo, recomendamos o de um ano. Existe uma linha de acompanhamento, há o período da primeira expectativa e o de adaptação, situações que as pessoas vivem em um outro país. Por isso, há todo um período de preparação antecipada”, finaliza.
Quanto custa? Estados Unidos. Passar um ano estudando em intercâmbio, o High School, custa a partir de US$ 15,5 mil, com saída em agosto 2019 e retorno em junho de 2020. A estadia é em casas de famílias locais. Para outras informações, acesse afs.org.br. Quênia. Participar de projetos de empoderamento feminino no país, em uma viagem de sete dias, custa a partir de U$S 577, com transfer, hospedagem, café da manhã e jantar inclusos. Passagens áreas à parte. Mais detalhes em: volunteervacations.com.br
ARQUIVO PESSOAL/REPRODUÇÃO INSTAGRAM
“Nas últimas férias que passei com minha família, em Arraial d’Ajuda, tratei de descobrir alguma organização que precisasse de mim. Conheci uma ONG e passei uma manhã lá.” Sílvia Castro Roteirista e documentarista
Sílvia Castro viajou até a Amazônia para doar livros que recebeu em Belo Horizonte para criar uma biblioteca estudantil
Cursos auxiliam na adaptação Antes de colocar a mochila nas costas e embarcar em uma viagem humanitária, é preciso se preparar para os imprevistos. A principal preocupação das agências que fazem a ponte entre os interessados em ser voluntários e os que recebem ajuda é com o psicológico do viajante. “É fundamental, antes da viagem, que a pessoa tenha o certificado de competências globais. É onde se aprende a lidar com situações adversas, aprender sobre a cultura do país para que se vai viajar, como trabalhar nesse destino e doar seu tempo da melhor maneira”, explica Rozana Romualdo, presidente do comitê da AFS em BH. Segundo Mariana Serra, fundadora da Volunteer Vacations, os turistas voluntários fazem um précadastro, e a partir dele são preparadas as etapas antes da viagem. “Precisamos saber das expectativas das pessoas para formular a capacitação, com uma metodologia de ambientação”, diz. (PC)
turismo
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MINISTÉRIO DO TURISMO DE ISRAEL/DIVULGAÇÃO
Lançamento
As receitas de Dona Lucinha No último dia 3, Maria Lúcia Clementino Nunes, mais conhecida como Dona Lucinha, lançou a quinta edição do livro de receitas “A História da Arte da Cozinha Mineira por Dona Lucinha”. O exemplar se mantém atual e traz como novidade um manuscrito com dicas e uma receita. A publicação, ilustrada pelo fotógrafo Miguel Aun, narra um pouco de sua trajetória e registra a história e os hábitos da culinária tradicional, além das preciosas receitas. BENDITA/DIVULGAÇÃO
Cinco pontos
Descubra Eilat, ao sul de Israel Balneário tematividades para quem gosta decurtir praia, noitesiluminadas, efica bempróxima às ruínasde Petra, umadas Sete Maravilhasdo Mundo A praiana Eilat, um dos principais balneários de Israel – fica mais ao sul, próxima a Petra, o carro-chefe do turismo na Jordânia por conter uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, que são suas ruínas –, é um ótimo destino para visitar durante todo o ano. Bem no meio do deserto, entre o Egito e a Jordânia, a movimentada Eliat, às margens do mar Vermelho, que, apesar do nome, tem águas azuladas e cristalinas, conta com spas, vida noturna vibrante e inúmeras atrações.
Um ótimo passeio é fazer um tour de compras. Eilat é uma zona livre de impostos, o que a torna um lugar popular. Existem vários centros comerciais dentro da cidade. que vendem desde produtos locais até marcas internacionais.
Nadar com golfinhos
Sol e areia fofinha Quase todas as praias em Eilat possuem estrutura com mesas, espreguiçadeiras e chuveiros à beira-mar. O destino também é bem conhecido e disputado por mergulhadores.
Caia na água. Com mais de sete quilômetros de costa deslumbrante, Eilat tem muito a oferecer quando se trata de atividades na água. De mergulho a windsurfe, kitesurfe ou vela, não faltam alternativas de esportes para praticar no mar Vermelho.
Sugestão. O Dolphin’s Reef é uma praia ecológica familiar com um lindo jardim botânico e piscinas de relaxamento, mas a principal atração é assistir, tocar, nadar e mergulhar com golfinhos. Os peixes tropicais e corais também impressionam os visitantes.
MINISTÉRIO DO TURISMO DE ISRAEL/DIVULGAÇÃO
MINISTÉRIO DO TURISMO DE ISRAEL/DIVULGAÇÃO
Na montanha Timna Park. Uma das maiores atrações do sul de Israel, o parque, situado em um cenário desértico majestoso, tem história e geologia únicas, além de uma série de atividades inesperadas. Ele está localizado a cerca de 25 km ao norte de Eilat, no deserto de Negev. O Timna Park cobre cerca de 15 mil acres em um vale em forma de ferradura cercado por penhascos íngremes, como o monte Timna, a primeira mina de cobre do mundo. Há inúmeras trilhas diferentes para explorar o destino.
Paraty
Quatro festivais no mês de maio Em maio, Paraty será palco de festivais. Nos dias 11, 12 e 18, acontece o Festival Estações Musicais, com shows de música clássica e de câmara. Entre 11 e 20, haverá o Paraty Spa Days. Durante dez dias, 11 spas e pousadas oferecerão tratamentos de relaxamento, estéticos e energéticos a preços acessíveis. De 17 a 20, o Paraty Yoga Festival oferece aulas práticas de ioga e meditação. De 25 a 27, o Bourbon Festival Paraty agita o destino com o melhor do jazz, blues, R&B e soul. ANDRÉ BABILÔNIA/DIVULGAÇÃO
Observatório aquático Marine Park. Experimente a vida marinha debaixo d’água sem se molhar dentro do observatório. Com o vasto recife de corais que corre ao longo do mar Vermelho, não é de se admirar que esse seja um local tão popular. Centenas de pessoas visitam o parque todos os anos, entusiasma-
das para observar e aprender curiosidades sobre a vida marinha. Alunos e pesquisadores também visitam o parque como centro informativo, além de utilizar o local para condução de pesquisas. Observe diferentes tipos de criaturas do mar, entre elas, tartarugas e arraias. Veja, ainda, as piscinas de tubarões.
MINISTÉRIO DO TURISMO DE ISRAEL/DIVULGAÇÃO
Show de luzes Vida Noturna. Impossível não apreciar o espetáculo audiovisual colorido à noite em Eilat: prepare-se para o Wow, da Broadway, que combina dança, efeitos de luz acrobáticos, ótima trilha sonora e outras surpresas. É deliciosa a oportunidade de degustar a gastronomia local durante o jantar em algum dos muitos restaurantes e bares. Depois, é só cair na pista de dança de um clube.
KHALIL MAZRAAWI /AFP 9.5.2016
Na vizinha Jordânia, pelas ruínas de Petra Esculpidas no arenito. Petra, reconhecida como patrimônio da humanidade, pela Unesco, é uma importante região arqueológica da Jordânia. Habitada desde 1.200
antes de Cristo, suas ruínas, que conseguiram sobreviver ao tempo, são de uma beleza impressionante. Na cidade encontram-se vestígios de várias épocas: o teatro
romano, os túmulos reais, as casas de vários períodos e as câmaras funerárias, entre outros. O sítio abre sempre às 6h e fecha às 18h no verão, e às 16h, no inverno.
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sua melhor viagem
Nova Zelândia: a síntese da natureza FOTOS: KATIA LOMBARDI E PEDRO MOTTA
A fotógrafa Kátia Lombardi, ao ladode PedroMota, revela segredos do paíslonge dos centros urbanos e emcontato próximo com a natureza Viajamos à Nova Zelândia no verão de 2018. Pedro e eu queríamos passar férias longe dos centros urbanos e em contato com a natureza. Valeu a pena viajar até o outro lado do mundo (15 horas de fuso horário) para conhecer a geografia deslumbrante e diversa desse pequeno país dividido em duas ilhas na Oceania.
São montanhas, vulcões, gêiseres, geleiras, praias, dunas, fiordes, rios cristalinos e lagos multicoloridos, os cenários mais impressionantes do planeta reunidos em um só local. Tudo isso respaldado por uma excelente estrutura urbana, além da oferta de todo tipo de atividade ao ar livre – caminhada, rapel, bungee jumping, escalada,
2 - Casa ambulante. Depois dos dias em Queenstown, alugamos uma campervan que passou a ser a nossa casa ambulante. A grande vantagem da campervan é que você está sempre em percurso, e cada dia pode dormir em um lugar diferente. Por toda a Nova Zelândia existem camp-sites onde você pode estacionar e passar a noite. A estrutura varia desde as mais simples, que oferecem apenas banheiro e são geralmente gratuitos ou bem baratos, até as mais sofisticadas, que, além de eletricidade, água corrente e estação para descarregar os detritos do veículo, possuem piscina, parque infantil, área gourmet, lavanderia, quadra de tênis etc. Uma boa dica é baixar o aplicativo gratuito CamperMate, que oferece informações detalhadas sobre os camp-sites disponíveis em todo o país. Ao invés de comer em restaurantes, optamos por cozinhar em uma churrasqueira instalada do lado de fora do veículo. Na gastronomia, os destaques são a carne de carneiro, os frutos do mar e os diversos rótulos de vinho branco.
passeio de barco e de bicicleta, parapente, asa-delta, rafting, paraquedismo, balonismo, voo panorâmico, mergulho, pesca, canoagem, iatismo e surfe, sem falar nos esportes de inverno. Ao contrário do que os turistas geralmente fazem, começamos a viagem pela ilha Sul, em Queenstown, uma cidade com cerca de 30 mil habitantes situada nas margens do lago Wakatipu. De lá, alugamos uma campervan e rodamos a ilha, do sul ao norte, de leste a oeste, sem roteiro, guiados apenas pela paisagem. Já na ilha Norte, optamos por alugar um carro em Wellington e seguir em direção ao norte.
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1 - De caiaque pelo rio. Um dos passeios que mais gostamos de fazer foi explorar as águas cristalinas do Dart River em um caiaque inflável (Funyaks), no coração do Mount Aspiring National Park. Esse passeio pode ser agendado em uma das várias agências de turismo em Queenstown e dura praticamente o dia inteiro. Inclui um saboroso almoço no meio do parque, e o retorno é feito em um ônibus com tração nas quatro rodas que passa por algumas locações do filme “O Senhor dos Anéis”.
3 - Mount Cook. Na Ilha Sul, a caminhada de três horas ao longo do Mount Cook National
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Park é uma atividade imperdível. Mesmo no verão, o cume da montanha se mantém coberto de neve, e é comum encontrar blocos de gelo nos lagos do parque. A trilha é bem-sinalizada, e não existem grandes dificuldades no percurso. Para os mais resistentes, há opções de trekkings de vários dias, com pernoites durante o caminho. A paisagem é estonteante!
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5 - Gêiseres e hotsprings. A cidade de Rotorua está situada no Volcanic Plateau e tem um dos campos mais ativos de atividade
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geotérmica do mundo. Além dos gêiseres, hotsprings e outras atrações provenientes do calor do solo da região, não deixe de visitar uma vila maori. Nós visitamos a mais antiga delas, a Whakarekarewa, conhecida como A Vila Viva dos Maori. Ela encontra-se numa zona de intensa atividade termal e é repleta de chaminés e poços de vapor. Experimente um banquete hangi, comida típica dos maori, que consiste em enterrar e cozinhar os alimentos diretamente no calor do solo fumegante, devido às atividades vulcânicas.
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4 - Na trilha da truta. Na ilha Norte, também é preciso preparo físico para enfrentar a trilha mais famosa da Nova Zelândia, a Tongariro Alpine Crossing. São 19,4 km, aproximadamente sete horas de caminhada, mas a vista lá de cima compensa todo o esforço. Passamos por campos de lava, uma cratera ativa, jatos de vapor, um lago azul e outro de cor esmeralda e vimos paisagens magníficas por todos os lados. O ponto mais alto tem 1.886 m. As condições climáticas nessa área mudam rapidamente, por isso é preciso levar equipamento adequado, roupas impermeáveis e quentes, botas para longas caminhadas, água e alimentos para consumir durante o trajeto. Ficamos hospedados na pequena e simpática Turangi, capital mundial da truta. Para relaxar depois da caminhada, recomendamos um banho nas piscinas de águas termais, com temperatura de 39ºC a 41ºC, em Tokaanu, situada na margem sul do lago Taupo.
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car a sua melhor viagem, envie um e-mail para paulocampos@ otempo.com.br ou tania ramos@ otempo.com.br
6 - Hot Water Beach. Na península de Coromandel, na costa noroeste da Nova Zelândia, tem uma praia bem especial, a Hot Water Beach. Nessa praia, a água gelada do mar contrasta com a água termal quente que brota logo abaixo da areia. Os visitantes, munidos de pás para cavar a superfície da areia, lotam a praia durante a maré baixa. Eles cavam pequenas piscinas de água termal que chega até a 64ºC, depois entram nelas e ficam relaxando como em um spa. A cena é impressionante, uma mistura de emoção, fascínio e incredulidade estampada nos rostos.
JORGE RODRIGUES JORGE/CZN
LINCON ZARBIETTI - 06.05.2016
W Moto. Confira o teste da CVO Road Glide, a mais luxuosa das Harleys, com preço de R$ 153.380. Páginas 22 e 23 W Novos tempos. Distração ao volante com tecnologias já é a causa de 10% dos acidentes, aponta estudo. Página 15
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KIA/DIVULGAÇÃO
BELO HORIZONTE Sábado 5/5/2018
pampulha
Pequeno notável Depois de chegar à Argentina, Kia Rio se prepara para desembarcar no Brasil; previsto há anos para o mercado brasileiro, modelo sul-coreano vem para brigar com Fiat Argo, Ford Fiesta e VW Polo. Páginas 18 e 19
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interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br
Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.
Raimundo Couto
Mãos ao alto BRUNO FIGUEIREDO - 28.07.2008
A violência cada vez maior nos grandes centros urbanos tem mudado o cenário do segmento dos automóveis blindados. Segundo a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), apenas no ano passado, mais de 17 mil unidades passaram pelo processo que protege vidros e lataria de disparos por arma de fogo. Mesmo com o expressivo número, pouco se divulga sobre as etapas pelas quais a carroceria do veículo passa para receber a proteção. O processo exige equipe altamente capacitada e, quanto mais tecnologia tiver o carro, mais complexo é o procedimento. Para esclarecer todos os detalhes desse assunto, a coluna InterCâmbio abre espaço, esta semana, para o diretor da Concept Blindagens, Flávio Rovêdo, que vai, a seguir, nos explicar o passo a passo da proteção. A primeira etapa é a obtenção de autorização para
a blindagem junto ao Exército Brasileiro, órgão que fiscaliza o setor, bem como a escolha do nível de blindagem. O mais usado no país é o nível III-A, que resiste aos disparos de submetralhadoras, pistolas 9mm e revólveres .44 Magnum. Somente após essas ações é que o veículo estaciona na blindadora. Por computador, são feitas todas as medidas do veículo. Elas vão nortear os cortes das chapas de aço e dos painéis balísticos a serem instalados. Esses são os materiais que darão a proteção aos ocupantes do carro. Internamente, o veículo é todo desmontado. Tudo é catalogado e armazenado, e à carroceria, então, é incorporado o painel balístico. Depois, é a vez de instalar as chapas de aço. Elas são colocadas nas colunas do veículo e nos pontos considerados de maior vulnerabilidade, como as junções dos painéis balísticos. Todas as áreas internas, como colunas, maçane-
tas, laterais e teto devem receber a proteção. Os vidros são totalmente substituídos. Os originais dão lugar a um kit de vidros blindados, respeitando o nível de blindagem contratado. Os sistemas de acionamento dos vidros elétricos são redimensionados de acordo com cada modelo. Depois, o veículo é novamente montado e passa por pesagem e testes para checar eixo de gravidade, dinâmica, detecção de barulhos, impermeabilidade, eletrônica e suspensão, entre outros cuidados. O processo todo leva em torno de 30 dias, e somente após a aprovação nos testes é que o veículo é finalmente liberado para o cliente. De acordo com a Abrablin, o valor médio para a proteção no nível III-A em 2017 foi de R$ 53,6 mil. No entanto, Fábio Rovêdo de Mello alerta que o consumidor não deve escolher a blindadora que aplicará a proteção tendo como critério úni-
O processo todo leva em torno de 30 dias, e somente após a aprovação nos testes é que o veículo é finalmente liberado para o cliente. De acordo com a Abrablin, o valor médio para a proteção no nível III-A em 2017 foi de R$ 53,6 mil.
co ou primordial o preço. Outros fatores são fundamentais, tais como capacidade e equipe técnica para executar o serviço, certificações e regulamentação junto aos órgãos fiscalizadores do segmento e histórico da empresa no mercado. Tudo isso garantirá a segurança buscada por quem recorre ao blindado. O diretor da Concept esclarece que, como a blindagem torna-se definitivamente indissociável do veículo, não faz sentido decidir somente no critério preço da blindagem, e sim, o valor do conjunto já associado (carro
+ blindagem). Segundo a pesquisa da Abrablin, no ranking de blindagem o Estado de São Paulo lidera, concentrando quase 74% da produção. Rio de Janeiro ocupa a segunda posição, com 8,45%. Os Estados de Pernambuco (3,3%); Rio Grande do Sul (2,65%); e Ceará (2,4%) compõem a lista dos cinco Estados que mais blindaram. Os 9,2% restantes são distribuídos por Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Pará, Goiás e Paraná, além de outros que apresentaram menor demanda.
super motor
15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 5 de maio de 2018
MOISES SILVA - 7.2.2017
Nostalgia
Comportamento
Marca Puma de volta à ativa
Invisível ‘embriaguez’ Usar smartphones e outras tecnologias ao volante é tão perigosoquanto dirigir bêbado, apontaestudo feito porseguradora VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
Igor Veiga Um novo estudo do centro de tecnologia da seguradora alemã Allianz (AZT) chegou a uma drástica conclusão: o uso indiscriminado de smartphones e outras tecnologias é a nova “embriaguez” ao volante. A pesquisa aponta que a grande distração do motorista causada por esse tipo de comportamento eleva o risco de ocorrência de acidente grave a patamares equivalentes aos de dirigir um veículo completamente bêbado. Os destaques do estudo fazem uma correlação entre altos índices de acidentes e o uso de dispositivos de informação, comunicação e entretenimento disponíveis nos veículos, como GPS, streaming de música e leitura de mensagens de apps. No levantamento feito pela seguradora, 60% dos motoristas que sofreram um acidente nos últimos três anos afirmaram que estavam usando o telefone celular enquanto dirigiam. “Isso não é nenhuma surpresa”, diz Jochen Haug, diretor de sinistros da Allianz. “Quanto mais itens de tecnologia no veículo e mais complexa a operação, mais distraído estará o motorista em relação ao
Estatísticas Jovens morrendo. Um estudo de 2015, que entrevistou 1.211 motoristas nos EUA, apontou que quase 60% dos entrevistados leem mensagens no celular com o veículo em movimento. Lá, as colisões com veículo são responsáveis por cerca de um quarto de todas as mortes de jovens entre 15 e 24 anos. Cerca de 36% de todos os motoristas distraídos em acidentes fatais tinham entre 15 e 29 anos.
Navegação por GPS ou ligações pela central multimídia também são distrações perigosas ao volante trânsito”, assinala. A situação é tão grave que, na própria Alemanha, a distração ao volante já mata mais do que a embriaguez na direção. Conforme apontado pela Allianz, em 2016, por exemplo, das 3.200 mortes nas rodovias alemãs, 256 ocorreram porque uma das vítimas envolvidas no acidente estava bêbada. No entanto, cerca 350 morreram devido a distrações ao volante. “Além de ser proibido por lei, o comportamento em relação à bebida alcoólica mudou. Não é mais socialmente aceitável beber e dirigir. Nós precisamos adotar a mesma atitude em relação ao uso do celular no volante. Nosso es-
tudo é claro: o motorista que usa o celular enquanto dirige coloca outras vidas em risco”, pondera Haug. Conforme a pesquisa, a todo momento motoristas cometem alguma infração em relação ao celular enquanto dirigem. Quase 75% dos entrevistados admitiram distrair-se regulamente com as tecnologias disponíveis no veículo, enquanto 39% afirmaram que operam manualmente o sistema de navegação ao mesmo tempo em que guiam o carro.
Mudanças necessárias Além da distração tecnológica ao volante passar a ser oficialmente incluída JEEP/DIVULGAÇÃO
Assistência de frenagem de emergência ainda é exclusiva de modelos mais caros
“Quanto mais tecnologia no veículo e mais complexa a operação, mais distraído estará o motorista em relação ao trânsito.” Jochen Haug Diretor de sinistros da Allianz
nas estatísticas de trânsito, o estudo da Allianz defende que, para enfrentar o novo problema do século XXI, sejam adotadas medidas de segurança mais rígidas por parte das montadoras, como, por exemplo, desabilitar a navegação ou o acesso à internet nas telas disponíveis no carro enquanto ele estiver em movimento. Outra ação cobrada pela seguradora é a popularização de tecnologias hoje exclusivas de modelos mais caros, como o sistema de frenagem automática de emergência, em que o veículo é capaz de evitar uma colisão traseira ao brecar sozinho, sem a intervenção do motorista. PEDRO FRANÇA/AGÊNCIA SENADO
Digitar enquanto se dirige aumenta em 23 vezes a chance de bater o veículo
A Puma voltará a produzir carros no interior de São Paulo. A marca brasileira conseguiu um terreno em Botucatu e pretende instalar a pedra fundamental em janeiro de 2019. Até lá, o carro que foi sucesso no Brasil nas décadas de 70 e 80 será montado, de forma provisória, na cidade de Itatinga, também em São Paulo. Cerca de dez unidades do modelo rebatizado como Puma GT 2.4 Lumimari foram vendidas no Brasil, por R$ 150 mil cada. As primeiras unidades deverão ter motor 2.4 flex da Chevrolet e devem ser entregues a partir de julho. PUMA/DIVULGAÇÃO
Dieselgate
Diretor da Porsche é preso O caso Dieselgate, episódio que ficou mundialmente conhecido pelas fraudes nos testes de emissão dos veículos a diesel do Grupo Volkswagen, teve mais um capítulo. Agora, o chefe de desenvolvimento de powertrain da Porsche, Joerg Kerner, foi preso pela polícia alemã por suspeita de participação. A ação foi resultado das buscas que a polícia fazia na região da Bavária.
Linha 2019
Ka 1.5 terá motor do EcoSport A linha do Ford Ka 2019, que terá o visual reestilizado, vai usar o novo motor 1.5 flex, de três cilindros, adotado no EcoSport. O bloco será produzido na fábrica de motores da Ford em Taubaté (SP), e não será mais importado da Índia. Além do novo trem de força, o modelo também passará, pela primeira vez no Brasil, a ter versão com câmbio automático. O lançamento está previsto para o segundo semestre.
W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 5 de maio de 2018
Já chegou
Peugeot 5008 disponível na Pisa O Peugeot 5008, novo utilitário-esportivo de sete lugares da marca francesa, já chegou à concessionária Pisa Peugeot, em Belo Horizonte. Com preço a partir de R$ 157.490, o SUV traz de série tecnologia embarcada de ponta. Destaque para o controle de cruzeiro adaptativo, além dos sistemas de leitura de placas, de frenagem automática de emergência e de permanência em faixa. Há também detector de ponto cego nos retrovisores e sensor de fadiga do motorista. O modelo é empurrado pelo conhecido motor 1.6 THP da Peugeot, turbinado e com 165 cv de potência máxima. O câmbio é sempre automático de seis marchas. PISA PEUGEOT/DIVULGAÇÃO
super motor
Teste rápido
Duster melhora
R$
83.200 Renault Duster 1.6 CVT Dynamique
bem com o câmbio CVT Antes de trocar de geração, modelo da Renault fica mais seguroe confortável comconjunto mecânicoigual ao do Nissan Kicks Igor Veiga Ele é espaçoso; seu preço ainda é um dos mais acessíveis entre os SUVs compactos disponíveis no mercado e, agora, ele ficou mais seguro e confortável na linha 2018. Super Motor avaliou a versão Dynamique do Renault Duster 1.6 CVT. Além da nova caixa de marchas automática, para sobreviver no selvagem segmento dos utilitários-esportivos o modelo francês passou a contar com controle
eletrônico de estabilidade e de tração e assistente de partida em rampa. O câmbio CVT simula seis marchas e não dá sinal de tranco nas trocas. No entanto, o velho e conhecido problema desse tipo de caixa, aquele barulho de enceradeira, por vezes incomoda o motorista. Não dá para dizer que o casamento dele com o motor eficiente motor 1.6 da Renault é perfeito, mas dá conta do recado, digamos assim. Apesar de as trocas serem bem mais suaves e com
giro do motor menor, as respostas ao acelerador são lentas. O peso de 1.240 kg do Duster exige algumas pisadas mais vigorosas no acelerador para que o carro de fato, acorde na pista. De qualquer forma, o CVT é anos-luz melhor do que a arcaica transmissão automática de quatro marchas de antes. Irretocável mesmo segue sendo o custo-benefício do modelo da Renault. O Duster 1.6 CVT sai hoje a partir de R$ 76,5 mil, na versão Expression. Apesar de ser 4x2, o modelo agrada a quem procura um carro mais alto (são 21 cm de vão livre do solo) e com aptidão melhor para não sentir tanto a buracada nossa de cada dia. A suspensão tem uma calibragem equilibrada entre conforto e
firmeza nas curvas. A direção eletro-hidráulica podia ser mais leve. Não ter mais que se preocupar com o carro descer sozinho ao tirar o pé do freio em subidas é outro ganho e tanto. O espaço interno e o porta-malas grande (475 L) são outros atributos irrepreensíveis do Duster, que já ganhou uma nova geração na Europa, com estreia prevista no Brasil só em 2019. Com o novo Duster inclusive deve melhorar e muito a atual rusticidade do acabamento interno do modelo. Crítica comum sobre o carro. É muito plástico rígido para todos os lados. Apesar disso, o SUV vem com uma central multimídia touch interessante, com entrada USB, bluetooth, GPS e muito mais.
Pela ONU
Di Grassi vira embaixador Atual campeão da Fórmula E, a Fórmula 1 dos carros elétricos, o piloto brasileiro Lucas Di Grassi foi apontado na última semana, em Paris, como embaixador da Organização das Nações Unidas (ONU), no programa voltado à preservação do meio ambiente. “Estou muito honrado por ter sido escolhido para contribuir com a ONU no combate a um dos problemas mais importantes e urgentes para o nosso planeta: a contínua má qualidade do ar em todos os continentes, especialmente nos mais urbanizados”, disse Di Grassi. AUDI/DIVULGAÇÃO
Nova transmissão prioriza o conforto e a economia, mas passa longe da esportividade
Bom espaço interno do modelo segue como referência para o segmento
Consumo dentro da média O câmbio CVT do Duster prioriza o conforto e a economia de combustível. Quem espera esportividade, pode esquecer. O modelo, na verdade, conta agora com uma tecla Eco no painel, que parametriza o motor e o câmbio para economizar combustível – a promessa é de consumo 10% menor nesta condição. Testamos o tal Eco-mode, sempre com o ar-condicionado
ligado, mas o consumo não foi tão melhor assim. Ao fim da avaliação, a média acusada no computador de bordo do carro foi de 9,8 km/L com gasolina, na cidade. Com o modo Eco desligado, caiu para 7,5 km/L. Consumo é algo sempre bem relativo e vai de cada motorista. Nos testes oficiais do Inmetro, o Duster 1.6 CVT, com etanol, cravou médias de 7,1 km/L (ci-
dade) e de 7,9 km/L (estrada). Com gasolina, fez 10,3 km/L (cidade) e 10,8 km/L (estrada).
Único opcional No caso da versão Dynamique, o Duster 1.6 CVT pode vir com forração bicolor de couro nos bancos, além de detalhes em marrom no painel e black piano no console central. Mas, infelizmente, alguns detalhes de-
nunciam que o Duster é um projeto de baixo custo e envelhecido. A coluna de direção, por exemplo, não traz ajuste de profundidade e conta com um espartano comando satélite do rádio em vez do volante multifuncional. Com a chegada da nova geração em 2019, o modelo vai mudar de patamar e, provavelmente, também de preço. Será que o bom custo-benefício será mantido? (IV)
Ficha técnica Motor. 1.6 flex 16V, quatro cilindros em linha Potência. 120 cv (etanol), 118 cv (gasolina) a 5.500 rpm Torque. 16,2 kgfm a 4.000 rpm Dimensões. 4,32 m de comprimento; 1,82 m de largura; 1,68 m de altura e 2,67 m de entre-eixos Porta-malas. 475 L
super motor
17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 5 de maio de 2018
FOTOS RENAULT/DIVULGAÇÃO
Visual do Duster será repaginado no Brasil no ano que vem
Nissan Kicks, EcoSport, Jeep Renegade e o recém-lançado Chery Tiggo 2, estão entre os rivais do Duster Acabamento interno do modelo segue a linha da rusticidade
W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 5 de maio de 2018
Salão de Pequim
Poucas surpresas A Mini aproveita o Salão de Pequim, na China, para mostrar um sutil facelift no Cabrio e em seu hatch. As mudanças no visual foram bem pequenas. Entre elas, estçao os faróis de LEDs com acabamento preto. Além disso, as lanternas traseiras foram modificadas e acompanham a nova roupagem dos faróis. A versão hatch continua disponível nas opções de três e cinco portas. A previsão é que os dois modelos cheguem ao Brasil no segundo semestre deste ano. Os preços não foram divulgados. MINI/DIVULGAÇÃO
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Internacional
Com embarque próximo para o Brasil Kia Rio desembarca na Argentina e tem estreia nacional prevista para osegundosemestre; hatchusa mesmomotor 1.6 do Hyundai HB20 Jorge Blancarte Especial para Auto Press
Produzido no México, o Kia Rio já chegou à Argentina, e a expectativa é que chegue às lojas brasileiras da marca coreana a partir do segundo semestre deste ano. Em sua quarta geração, apresentada no Salão de Paris em 2016, o hatch até já foi flagrado no território brasileiro – inclusive em sessão de fotos para divulgação, na cidade do Rio de Janeiro, pela equipe da Auto Press. Nes-
te momento, a chegada do Rio é providencial, pois ele só consegue brigar entre compactos mais sofisticados – e mais caros. Esse é um subsegmento que tem se mostrado promissor. É o mesmo caso das versões superiores de Fiat Argo e Hyundai HB20, além de Ford Fiesta e Volkswagen Polo, que atuam na faixa de preço mais alta entre os modelos compactos. A quarta geração do Kia Rio tem uma frente agressiva, mas que destaca um capô
quase plano, com os volumes do modelo bem enfatizados. Para-choque, faróis e grade são novos. O resto da silhueta é destacado pelo uso de linhas retas e um espesso pilar traseiro, que até transmite uma imagem mais alinhada com a ideia de solidez dos modelos alemães do que com o dinamismo característico dos carros coreanos.
Motor de HB20 Para essa nova geração, o Kia Rio usa um motor 1.6 16V de quatro cilindros, que oferece, no modelo vendido no México, 123 cv e torque máximo de 15,4 kgfm disponíveis em 4.850 rpm. Na prática, trata-se do trem de força 1.6 disponível no Hyundai HB20 no Brasil, carro com o qual o Rio comparti-
lha alguns elementos da plataforma. No mercado brasileiro, esse propulsor é flex, chega aos 128 cv e 16,5 kgfm de potência e torque máximos, com transmissão manual ou automática de seis velocidades, mesmas opções de câmbio do modelo vendido no México. As medidas são superiores às do Hyundai HB20. São 4,06 m de comprimento, 14 cm a mais que o modelo já vendido no Brasil. A largura também é maior: são 4 cm a mais, totalizando 1,72 m. O entre-eixos fica em 2,58 m, e o porta-malas recebe 325 L. Na carroceria sedã, que também é esperada para o Brasil, o comprimento chega a 4,40 m, e o porta-malas abriga bons 500 L de capacidade.
Autônomos
Obstáculos no caminho Os carros totalmente autônomos estão ainda distantes. Segundo uma pesquisa realizada no Reino Unido, os veículos dependem de intervenção humana em certas circunstâncias, e isso demandará que os motoristas tenham uma certificação específica para conduzir os modelos. Diante dos incidentes recentes com autônomos, entende-se que a habilitação continuará sendo um documento indispensável para a direção.
Land Rover
Híbridos e I-Pace confirmados A Land Rover confirma que lançará este ano no Brasil a opção híbrido plug-in dos modelos Range Rover e Range Rover Sport como parte de sua ofensiva global de eletrificação. Além disso, também está certa para o Brasil a vinda do primeiro modelo 100% elétrico da Jaguar, o I-Pace, cujo lançamento global foi feito em março. O SUV é equipado com dois motores elétricos de 394 cv e tem autonomia de 480 km.
Modelo vem com ar-condicionado e direção elétrica; a central multimídia tem tela de sete polegadas touch screen compatível com Apple CarPlay e Android Auto
Espaço interno, desempenho e acabamento agradam O Kia Rio se mostra um hatch com boa qualidade de fabricação e manuseio agradável, ágil e estável. Por dentro traz bastante plástico, mas sempre de boa qualidade. O toque não é lá tão suave, mas tudo é bem montado, sem falhas aparentes. O espaço para os passageiros é amplo, com boa área atrás para as pernas, a cabeça e os ombros. Sobre a direção, é
suave, confortável e dinâmica. Firme quando precisa ser e bem leve para as manobras de estacionamento. A suspensão ficou mais dócil ao lidar com as oscilações do solo, e a caixa manual de seis marchas presente na unidade testada tem engates precisos. O conforto a bordo também se mantém no que diz respeito ao isolamento acús-
tico, mesmo em alta velocidade. Ruídos de vento não aparecem, e, no rodar, por mais que demore um pouquinho até que o carro realmente ganhe vigor, ele se mostra bastante ágil e leve em seguida. O trabalho dos freios é excelente: seus quatro discos respondem com pressa às ordens dadas através do pedal do meio – cujo curso é curto. (AP)
O nome do modelo é, sim, uma homenagem à capital carioca
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19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 5 de maio de 2018
FOTOS KIA/DIVULGAÇÃO
Versão top acima dos R$ 70 mil
Hatch chegará em sua quarta geração, que traz a grade frontal de “focinho de tigre” característica dos modelos da Kia
Em termos de segurança, destaca-se a adoção de freio a disco nas quatro rodas. Porém, apenas a versão mais cara do hatch recebe controle eletrônico de estabilidade e tração e seis airbags. Já em relação ao equipamento de som e entretenimento, aparece uma tela sensível ao toque de sete polegadas com conectividade com Android Auto e Apple CarPlay. Há também sensores de estacionamento traseiros e câmera de ré. No México, os preços vão dos 241, 9 mil pesos pedidos pela variante de entrada aos 309,9 mil pesos cobrados pela mais cara. Na conversão direta, a conta dá algo em torno de R$ 44, 5 mil e R$ 57 mil. No Brasil, no entanto, a configuração mais cara, com transmissão automática, deve superar os R$ 70 mil. (AP)
Versões importadas para cá devem contar com controle de estabilidade e de tração e seis airbags
Hatch da Kia é feito no México sendo prometido há anos para o Brasil, mas a vinda sempre era adiada
Se preço for realmente competitivo, o Rio tem condições de fazer frente a modelos nacionais
W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 5 de maio de 2018
Sprinter e Vito
Novos planos de manutenção A Mercedes-Benz criou novos planos de manutenção para as linhas Sprinter e Vito. Sob a denominação de “Mercedes-Benz Service Care”, passam a ser oferecidos ao mercado duas modalidades: o “plano manutenção”, que abrange a troca de óleo dos agregados, filtros e manutenções preventivas, e o “plano completo”, que inclui também manutenções corretivas de itens de desgaste, guincho e deslocamento mecânico. De acordo com suas necessidades, o cliente pode escolher a vigência do Mercedes-Benz Service Care: de 1 a 5 anos, com possibilidade de renegociação ao final do prazo. MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO
Menos poluição
Scania traça meta audaciosa A Scania estabeleceu duas metas a serem cumpridas até 2025: reduzir pela metade as emissões de CO² tanto em suas operações globais e em seus fluxos de logística de transporte terrestre na Europa quanto na América Latina. A montadora busca atingir a primeira meta otimizando ainda mais seus processos de produção, melhorando a eficiência energética e convertendo sua geração de energia atual para fontes renováveis. Em 2017, a Scania anunciou o compromisso de mudar seus processos para eletricidade e meios livres de combustíveis fósseis até 2020.
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Transporte
Uma visão sobre o futuro próximo Volvo prevê sistema de transportes renovado até 2030 a partir da automação veicular, conectividade além denovos motores híbridose 100% elétricos Márcio Maio Auto Press
Falar sobre o futuro dos transportes parece fácil para os executivos da Volvo. Já empenhada em testar e inserir em seus modelos tecnologias ainda pouco – ou nada – comuns nas ruas, a marca sueca se arrisca a prever que daqui a pouco (mais precisamente, em 12 anos) temas como automação, conectividade e eletromobilidade serão corriqueiros. Pelo menos foi isso que o vice-presidente global da Volvo Trucks, Lars Terling, deixou claro ao participar do Seminário “Tendências futuras e inovação”, promovido pela fabricante em Itajaí, em Santa Catarina, durante a parada no Brasil da Volvo Ocean Race – regata de volta ao mundo patrocinada pela marca. E é bom mesmo que Lars esteja certo. A expectativa é que existam mais de 8 bilhões de pessoas no planeta em 2020, a maioria delas vivendo em áreas urbanas. Se nada mudar substancialmente até lá, de acordo com essas projeções, acidentes viários podem se tornar uma ameaça cada vez maior – até chegarem à quinta posição no ranking de causas de mortes no planeta, sendo que no ano passado, de acordo com relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), estava em décimo. “Temos o mesmo sistema de transportes há pelo menos uns 50 anos ou até mais. Mas isso vai mudar: em 10 anos já teremos transformações bem mais impac-
tantes do que as que chegaram nas últimas cinco décadas”, avalia Terling, sempre muito otimista. A automação é uma condição fundamental para esse período. Terling defende que os motoristas ainda serão peças importantes do sistema de transporte, mesmo diante de modelos que se locomovem sozinhos. Porém, eles desempenharão uma função distinta da que exercem hoje. “Eles contarão com uma série de instrumentos conectados que mudarão completamente a rotina de trabalho. Serão gestores necessários e preparados para lidar com as novas tecnologias”, adianta.
dade, também já há alguns sistemas que permitem fazer a gestão de frotas – usando desde rastreamento via satélite até sofisticados sistemas capazes de interagir remotamente com os veículos, atuando até sobre sua aceleração. Mas há uma expectativa de haver um sistema de tráfego inteiramente conectado no futuro, para informações sobre trânsito, por exemplo. Um cenário que depende de muita verba pública, mas que, segundo Lars, também deve receber mais investimentos privados daqui para frente.
Em operações repetitivas Para a Volvo, os veículos autônomos serão gradativamente introduzidos nas aplicações mais específicas, em áreas confinadas e sem trânsito regular. Essas são operações de transporte muito repetitivas, em que a produtividade dos motoristas é constantemente desafiada pela rotina extenuante. A marca já tem unidades atuando em operações reais desse tipo, como em uma mineração subterrânea em Boliden, na Suécia, e na colheita de canade-açúcar em Maringá, no Paraná, no Sul do Brasil. Para isso, os veículos recebem sensores e radares que detectam pedestres e outros obstáculos, analisam o exterior em um ângulo de 360°, alertam o motorista a respeito de qualquer contratempo e são também capazes de frear. Em relação à conectivi-
Ônibus híbrido da Volvo (movido a eletricidade e biodiesel) roda em testes na cidade de Curitiba (PR)
super motor
21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 5 de maio de 2018
FOTOS VOLVO/DIVULGAÇÃO
Em 2017, a Volvo mostrou o VM autônomo, que pode operar na colheita de cana
Primeiro caminhão elétrico da marca Na Europa, a Volvo apresentou, neste mês, o primeiro caminhão 100% elétrico da marca sueca, voltado para entregas urbanas com foco em operações noturnas. O FL Electric se destaca pelo silêncio de sua operação e a boa autonomia de até 300 km com uma única recarga. As vendas no Velho Continente estão previstas já para o próximo ano. “Não há barulho, o que faz com que seja possível
atuar também à noite. Além disso, nessa faixa alternativa de horário, economizaremos bastante tempo por fugir das situações de trânsito intenso”, defende Lars. Porém, a Volvo defende que todas essas constatações e previsões não significam um fim trágico para motores movidos a diesel. Para Lars, eles continuarão em franco desenvolvimento, só que cada vez menos poluentes e mais econômicos. E perma-
necerão ainda por muitos anos representando uma parcela importante do trem de força de caminhões, ônibus e equipamentos de construção. “A eletrificação no transporte comercial correrá inicialmente na área de distribuição. Para longas distâncias, as soluções híbridas ainda são as mais indicadas”, finaliza o vice-presidente da Volvo Trucks. (MM/AP)
Voltado a entregas urbanas, Volvo FL Eletric começa a ser vendido na Europa ainda neste ano
W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 5 de maio de 2018
Oportunidade
Swap meet da Milwaukee BH No próximo domingo, dia 6, a Milwaukee BH Motorcycles vai realizar seu primeiro swap meet. Muito popular nos EUA, o evento é um momento cedido aos clientes para vender, comprar e trocar artigos relacionados às motocicletas. O swap meet da Milwaukee BH terá shows de música, além de food trucks. A cerveja gelada fica por conta da Backer. O evento será realizado das 9h às 16h, na própria loja, que fica na avenida Barão Homem de Melo, 3.380, no bairro Nova Granada. DIVULGAÇÃO
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Moto
Pois então, é luxo que fala, né? Harley-Davidson CVO Road Glide recompensa valor alto com muito requinte,estilo e ótimo desempenho do motorbicilíndrico de 1.923 cc Eduardo Rocha Auto Press
O nome CVO Road Glide é autoexplicativo. CVO, ou Custom Vehicle Operations, é a divisão da HarleyDavidson que personaliza e equipa na própria linha de produção os modelos mais luxuosos da marca. Road Glide traduz a função no modelo: deslizar na estrada. O modelo da marca norte-americana é, de fato, a expressão máxima do luxo que uma Harley pode ofere-
cer. O propulsor da CVO, por exemplo, é o Milwaukee-Eight 117, de 1.923 cm³, refrigerado a óleo, que rende 17,2 kgfm de torque a apenas 3.000 rpm. Ele só é usado em motocicletas da linha de modelos personalizados da marca. A Harley não divulga a potência de seus motores, mas estima-se que esse tenha cerca de 110 cv. Mais que o rendimento melhor do motor, a maior preocupação da CVO é com o estilo. E até dispensam a
tradicional visita à butique da concessionária para incrementar o visual da motocicleta, como em geral ocorre com outros modelos da Harley. A CVO Road Glide tem uma pintura com partes em preto brilhante, partes em preto fosco e diversos detalhes em laranja – em toda a carenagem, nos baús laterais e até no cabeçote. As costuras dos bancos também são na cor laranja. As rodas dianteiras diamantadas aro 21 dão um ar mais esportivo ao modelo e, segundo a Harley, melhora a dirigibilidade. Outro ponto alto do modelo é o sistema multimídia. Na parte de entretenimento, o equipamento é da marca Boom, com quatro alto-falantes e 150 W de po-
tência. Vem de série com um fone Bluetooth e um módulo de interface, que permite a comunicação com o garupa e com até dezoutros motociclistas, para o caso de viagem em grupo. O sistema conta ainda com GPS e aceita comandos vocais. O preço salienta a exclusividade do modelo de forma enfática: R$ 153.380. São R$ 60.400 a mais que a Road Glide Special, que seria a versão mais “básica” do modelo e com quem divide carenagem, arquitetura e até sistema multimídia. O fato de custar 60% a mais não é uma aberração do mercado brasileiro. Essa mesma relação se repete em outros mercados. É isso também que provoca tamanha exclusividade.
Atenção
Honda convoca recall da CG 160 A Honda convocou um recall de 159.757 unidades da CG 160, nas versões Fan, Titan e Start, por uma falha no garfo guia dianteiro. Os exemplares envolvidos são do modelo 2018, produzidos entre 30 de maio de 2017 e 11 de abril de 2018. O reparo é gratuito. Para mais informações e agendamento, os clientes podem acessar o site: www.honda.com. br/recall ou no telefone 0800 701 3432.
A partir de 2020
Ducati planeja radares em moto
Central multimídia com tela de 6,5 polegadas é de série na moto
Harley não divulga a potência máxima do motor da CVO, mas estima-se que ele renda até 110 cv
A Ducati planeja lançar, a partir de 2020, motos equipadas com sistema de radar frontal e traseiro para detectar a presença de pedestres ou de outros veículos e minimizar os riscos de acidentes e atropelamentos. Batizado de Aras (Advanced Rider Assistance Systems), os radares são capazes de fornecer informações sobre o ambiente circundante – evitando, assim, colisões com obstáculos ou outros veículos por meio de alertas ao piloto.
Na traseira, além dos bagageiros, chama atenção o duplo escape
Desde o lançamento da linha 2018, apenas 23 unidades do modelo foram vendidos no Brasil
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23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 5 de maio de 2018
FOTOS JORGE RODRIGUES JORGE/CZN
R$
153.380 Harley-Davidson CVO Road Glide
A estilosa moto touring tem suspensão de alto desempenho
Super confortável, mas pesada e meio desajeitada na pista A CVO é uma moto com uma única e grande vocação: deslizar com charme e elegância em boas estradas
Ficha técnica Motor. Bicilíndrico 1.923 cc, a gasolina, com sistema de injeção eletrônica Potência. não informada Torque. 17 kgfm a 3.500 rpm Câmbio. Manual de seis marchas Peso (em marcha). 425 kg Freios. Dianteiro e traseiro com quatro pistões de 32 mm
A carenagem dianteira do tipo “nariz de tubarão” também tem função aerodinâmica no modelo
A CVO Road Glide foi feita para impressionar. Primeiro pelo porte: trata-se de um modelo com exatos 2,46 m de comprimento, que ainda ganha mais corpo por conta dos baús laterais. Depois pelo visual: a frente “shark nose”(nariz de tubarão), a pintura caprichada e a combinação ousada de preto com laranja chamam a atenção. Finalmente, pelo aspecto tecnológico: painel com duas alturas, com tela touch de 6,5 polegadas acima dos instrumentos e diversos botões e controles nos manetes. Tudo isso emoldurado em detalhes como acabamento em black piano, frisos cromados e para-brisa fumê. Passado o impacto visual, é a vez de ouvir o ronco grave do motor da Harley. Os pouco mais de 17 kgfm de torque empurram com facilidade os 425 kg do modelo em ordem de marcha. As suspensões mostram uma grande evolução quando comparadas a modelo recentes, do
início da década. Na frente, um sistema de dupla válvula muda a rigidez do conjunto, o que aumenta o conforto e o controle sobre a moto. Na traseira, há um ajuste para a pré-carga da mola que ajuda a adequar o modelo ao esforço a que será submetido. A CVO Road Glide fica à vontade mesmo em estradas. Acelera e retoma com enorme facilidade e oferece um alto nível de conforto para quem está a bordo, o que permite viagens longas sem cansaço. Isso, claro, em trechos pouco acidentados, tanto em relação a desníveis quanto no diz respeito a curvas de raio curto. Apesar da evolução, a Road Glide é pesada e ainda mostra pouco “jogo de cintura” em sequências sinuosas. Essa falta de agilidade fica ainda mais incômoda em trânsito urbano, onde o porte que tanto impressiona no primeiro contato a deixa bem desajeitada. (ER/AP)
W24 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 5 de maio de 2018
super motor MAXI-COSI/DIVULGAÇÃO
FORD/DIVULGAÇÃO
Segurança
Estratégia radical
Empresa lança 1ª cadeirinha com airbag
Ford abandonará seus sedãs nos EUA
A holandesa Maxi-Cosi lançou na Europa a primeira cadeirinha com airbags do mundo. As bolsas de ar da AxissFix Air são localizadas nos cintos, na altura do om-
A Ford anunciou que, até 2020, irá parar de produzir e vender modelos sedãs nos EUA. Com isso, carros como o Fusion, Taurus e as versões três volumes do
bros, e conectadas a um cartucho de CO². O modelo tem preço sugerido de € 599 (cerca de R$ 2.500). Por enquanto, não há previsão de venda do modelo no Brasil.
Fiesta e do Focus não terão sucessores. A intenção da Ford é daqui a dois anos ter quase 90% de sua linha nos EUA seja composta apenas por picapes e SUVs.