turismo
almanaque
SANTO ANDRÉ É IDEAL PARA QUEM BUSCA SOSSEGO E PASSEIOS ÚNICOS ... Caderno Turismo. Página 6 a 9
MUSICAL CELEBRA OS 90 ANOS DE ARIANO SUASSUNA NO SESC PALLADIUM ... Página 16 MARCELO RODOLFO/DIVULGAÇÃO
11 a 17 de novembro de 2017 ANO XXVII número 1424 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
www.jornalpampulha.com.br
pampulha
O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE LINCON ZARBIETTI
SAÚDE E EQUILÍBRIO Medicina alia tratamentos convencionais às chamadas práticas integrativas e complementares como reiki, acupuntura, fitoterapia, dentre outras, que auxiliam na cura de diversas doenças
A médica Lilian Zazá combate tabus que cercam acupuntura: “Não estamos falando de mágica, mas de ciência”
2
opinião
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
A SEMANA
VITTORIO MEDIOLI
“É ruim ficar preso. Aqui a gente entra e fecha a porta. Em Bento, ela ficava aberta esperando vizinho.”
Editorial
Radicais ainda livres e as pesquisas de intenções de voto servissem de verdade, quando faltam 11 meses para a escolha do novo presidente, teríamos agora um quadro um tanto desalentador. O Brasil voltaria a ter Lula, desta vez diminuído pelas denúncias de corrupção, e com seus ex-generais presos em Curitiba, ou um Jair Bolsonaro, que de governo tem poucas e vagas noções. Duas candidaturas com discursos extremos. Um querendo se vingar das ofensas e acusações, mostrar assim que não é o que dizem dele. Certamente não mais o “Lulinha paz e amor” que encantou o povo em seu melhor momento. A alternativa dele tem como mote varrer o lulopetismo até o último vestígio e implantar um regime autoritário militarista. São candidaturas sem propostas mínimas de governo, apenas acenos fortes e marcas pessoais, exacerbadas pelo messianismo de alguém que de messias não tem a face nem o carisma. Tanto uma como a outra emanam vingança e mostram ser inábeis para conciliar, aglutinar, estabilizar, levar para além do mar vermelho seu povo exilado da modernidade. A exaltação dos defeitos e dos vícios do oposto atesta a carência de virtudes de estadistas que possam preencher o que mais se exige de um condutor da prosperidade de uma nação. As alternativas visíveis e preferidas neste momento apontam para um governo “sindical” ou outro “militar”. A maior parte da nação não
S
quer nem um, nem outro. A pluralidade e o equilíbrio são condições sine qua non. Disso pode se crer que esse quadro ainda apresenta-se aberto a mudanças. Falta um intérprete do pensamento mais comum. Nenhum dos dois, Lula ou Bolsonaro, é de consenso. Marcados por rejeição espantosamente superior às intenções de voto, não garantem ao eleitor a promoção de um Brasil moderno, confiável, estável. A intolerância e o porrete despontam nos discursos dirigidos ao
O Brasil dos extremismos de direita ou de esquerda não será o Brasil da normalidade, da harmonia. MTST ou às Forças Armadas. Nisso a sociedade plural, a majoritária, continua fora, assim como quem trabalha e sua a camisa para se manter e contribuir com 40% do que produz para o Tesouro Nacional. O Brasil dos extremismos de direita ou de esquerda não será o Brasil da normalidade, da harmonia. Num horizonte, mais que fortes contrastes, é preciso ter segurança jurídica, a vontade de reformular a burocracia, de gerar modernização, de instalar confiabilidade que atraia investimentos e progresso. Existem hoje mais dúvidas e temores, uma angústia nacional de que o país continuará fora do rumo certo. A popularidade e as intenções de agora não signifi-
cam necessariamente votos em outubro de 2018. O sentimento da nação é de enjoo com o mundo oficial. A revolta contra a impunidade, o Congresso Nacional e parte do Judiciário provoca a intolerância. Grande parcela é levada a imaginar: “Se a esquerda não funcionou, vamos para a direita”. A história nos faz lembrar que os grandes momentos de crescimento, em qualquer tempo e nação, se deram em governos que, como o de Juscelino Kubistchek, tinham programas e metas e abominavam o confronto. Conciliavam e davam segurança ao cidadão. Não perdiam tempo com adversários e, com grandeza, sabiam transitar entre os opostos sem perder de vista a meta. Já disse nesta coluna, há dois meses, que Bolsonaro cresceria nas intenções de voto. De 16% já está em 25%, apenas três pontos atrás de Lula. Considerando ainda a forte rejeição de 39% atribuída ao petista, pode-se imaginar que, exatamente por esse sentimento contrário e na ausência de uma alternativa no horizonte, o ex-oficial do Exército poderá ultrapassar o expresidente. Embora essas pesquisas signifiquem o esgotamento da tolerância com a classe política, estão ainda longe de se concretizar em 2018. Bolsonaro, neste momento, deve agradecer a Lula como principal motivo de seu portentoso avanço e torcer para que assim se cristalize a próxima campanha. Caso Lula venha a ser impedido de concorrer por condenação em segunda instância, o quadro desfavorecerá Bolsonaro. O clima eleitoral com um radical preso enfraquecerá o outro.
vittorio.medioli@otempo.com.br
José das Graças Caetano, o Zezinho do Café, ex-morador de Bento Rodrigues, em entrevista ao jornal O TEMPO. Localidade pertencente à cidade de Mariana foi dizimada após o rompimento da barragem da Samarco. Tragédia, que matou 19 e deixou rejeitos ao longo de 600 km, completou dois anos no último domingo (5). Neste período, aumentou em 67% o número de tentativas de suicídio na cidade. Ninguém está preso e não há qualquer punição criminal aos envolvidos. Na esfera administrativa, somente duas das mais de 60 multas aplicadas foram pagas.
“(Lula) Vai acabar preso, claro, porque se ele disputar, ele ganha (...) Na Marina eu não votava nem para síndica. O Ciro eu acho meio tolo, fala demais. O Doria é um rapaz que lutou muito para ficar rico, segundo a história que ele conta, mas é um idiota completo. Não tenho candidato não.” Ziraldo, cartunista, que completou 85 anos no mês passado, em entrevista à “Folha de S.Paulo”
OSSERVATORE ROMANO/AFP
“Eu fico muito triste quando celebro a missa aqui na praça ou na basílica e vejo tantos telefones erguidos. Não apenas dos fiéis, como também de alguns sacerdotes e, inclusive, bispos. Por favor! A missa não é um espetáculo!” Papa Francisco, durante missa na praça de São Pedro. Ele pediu aos fiéis – e também aos padres e bispos – que mantenham guardados os celulares e deixem de tirar fotos durante a missa
MARCOS DE PAULA/ESTADÃO CONTEÚDO
“Tá buzinando por quê, seu m... do cacete? Não vou nem falar, eu sei quem é (…) Preto, né? É coisa de preto com certeza” William Waack, jornalista, em vídeo de 8 de novembro do ano passado. Após divulgação das imagens, apresentador foi afastado do comando do Jornal da Globo. A emissora afirmou em nota que é “visceralmente contra o racismo em todas as suas formas e manifestações”.
Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
pampulha
O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180
FUNDADOR Vittorio Medioli
GERENTE COMERCIAL Alessandra Soares
PRESIDENTE Laura Medioli
GERENTE INDUSTRIAL Guilherme Reis
VICE-PRESIDENTE Marina Medioli
GERENTE DE CIRCULAÇÃO Isabel Santos
DIRETOR EXECUTIVO Heron Guimarães
GERENTE DE TECNOLOGIA Fábio A. Santos
Distribuição gratuita
Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não refletindo, necessariamente, a opinião do jornal.
EDITORA EXECUTIVA Lúcia Castro SECRETÁRIA DE REDAÇÃO Michele Borges da Costa ADJUNTO DA SECRETARIA DE REDAÇÃO Murilo Rocha CHEFE DE REPORTAGEM Renata Nunes EDITORA Marília Mendonça REDATORAS Jessica Almeida, Lorena K. Martins e Patricia Cassese
COMERCIAL Fone: (31) 2138-3900 Fax: (31) 2138-3920 REDAÇÃO E INDUSTRIAL Fone: (31) 2101-3000 Fax: (31) 2101-3950 ATENDIMENTO Fone: (31) 2101-3838 INTERNET faleconosco@jornalpampulha.com.br facebook.com/pampulhajornal Twitter: @jornalpampulha
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de
reportagem
2017
3
SAÚDE> Medicina se rende a práticas integrativas e complementares como reiki e acupuntura Apósumaprimeira gestação muito tranquila, Luiza Rachel Costa viu a segunda entrar em risco quando apresentou uma infecção urinária. Com 29 anos, ela cumpre com rigor as orientações de seu obstetra. Aos 65, Marcos Peixoto descobriu um linfoma no canal biliar. Também segue à risca o tratamento indicado pelo oncologista. Já Lívia Moreira, entre dores provocadas por uma escoliose acentuada e o estresse em prestar vestibular para um curso tão disputado quanto a medicina, se entregou aos cuidados de fisioterapeutas. Os três personagens acima citados vivenciaram problemas distintos e sequer se conhecem – mas suas vidas se conectam no fato de terem procurado ajuda, por indicação de seus médicos, para além do campo da medicina tradicional: Luiza, Marcos e Lívia conciliaram o tratamento convencional a outras práticas terapêuticas, como auriculoterapia, reiki, yoga e acupuntura. A experiência do trio ratifica que sim, a opção por complementar o tratamento com essas técnicas – que já foram tachadas como alternativas – foi essencial para alcançar equilíbrio, bemestar e, principalmente, para recuperar a saúde. E, na verdade, eles não estão sozinhos. No Brasil, desde 2006 vigora a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), que oferece 19 tipos de tratamentos no Sistema Único de Saúde (SUS). Com isso, entre 2008 e 2016, o número de atendimentos via SUS com essas técnicas subiu 670%, passando de 271 mil para 2,1 milhões. E se apenas 967 casas de saúde ofereciam tais tratamentos em 2008, hoje são pelo menos 5.514. Entre eles, está o Hospital Sofia Feldman, maior maternidade do país e referência na realização de partos normais e na assistência humanizada à gestante. É lá, aliás, que Luiza é assistida. “Eu tinha plano de saúde, mas resolvi fazer um pré-natal e ter minha filha aqui”, salienta ela. Além do imóvel onde acontecem os partos, a maternidade mantém a Casa da Gestante, de acompanhamento a grávidas em situação de risco, e a Casa do Bebê, para recém-nascidos que necessitam de cuidados especiais. É ali, numa varanda no segundo andar, que funciona o Núcleo deTerapias Integrativas e Complementares (NTIC). Inaugurado em outubro de 2006, por lá passam cerca de cem gestantes por mês, além dos 30 funcioAlex Bessas
Muito além do convencional LEO FONTES
Cuidados
A gestante Luiza Rachel recebe terapias complementares no Sofia Feldman
nários. “Somos recebidas por essas mulheres, sempre muito carinhosas... É o lugar para a gente relaxar, se preparar para o parto, trabalhar a ansiedade, a insegurança e outras questões afins”, explica Luiza. A belo-horizontina, vale dizer, vive já há algum tempo em Diamantina e pretendia até ter a filha em casa, mas, por conta da pielonefrite, precisou vir para a capital. Hoje, já testou todas as terapias oferecidas pela maternidade. “Tem esse escalda pés, a massagem, a auriculoterapia, a cromoterapia, a ventosa,acupuntura, musicoterapia...”, enumera. “Para mim foi – e tem sido – muito bom! A gente fica ansiosa, não sabe como vai ser e tem todos os planos para depois, então, vir aqui ajuda muito. Além disso, há o estímulo natural, não invasivo, do parto”.
homeopatia. “Diferentemente da medicina tradicional, alopática, trata as doenças de maneira diferenciada – mas a prática já é reconhecida como especialidade médica e adotada pelo SUS”, frisa.
Segundo a médica Cláudia Navarro, primeira secretária do Conselho Regional de Medicina (CRM-MG), “essas práticas complementares têm sido cadavez maisaceitas e reconhecidas por seus benefícios à saúde”. Alémdas 19 práticas oferecidas pelo SUS (confira quadro na página 4), ela cita outras que trazem resultados e que já vêm sendo pesquisadas. “Existem técnicas, como a meditação mindfulness (que visa a atenção ou consciência plena, trabalhando por um estado mental que se caracteriza pela autorregulação da atenção para a experiência presente), que não são consideradas especialidades da medicina, mas jáhá umavasta pesquisa científica indicando que podem, sim, auxiliar no tratamentode algumas patologias”, afirma. Cláudia destaca também a já reconhecida
ESTILO DE VIDA Professor universitário, Marcos Peixoto sempre optou por um modo de vida equilibrado. Encontrou nas práticas orientais refúgio – nas suas palavras, um “acalanto” e “contraponto” à rotina dos centros urbanos.Praticante de yoga de longa data, ano passado recebeu um diagnóstico que assustaria muita gente. “Fui acometido por um linfoma no canal biliar, um câncer”, lembra. Por já se dedicar a essas práticas, o oncologista que o assistia sugeriu que, além do yoga, Peixoto integrasse a quimioterapiaà acupuntura. “Veja, a sugestão partiu dele”, frisa. Não demorou para que ele a entendesse. “Quando se faz quimioterapia, pode-se perder a sensibilidade na ponta dos dedos de pés e mãos. A acupuntura ajuda a recuperála.Ofígadotambémficasobrecarregado peloexcessode medicamentos, com o estímulo da técnica, passa a funcionar melhor. Tudo isso me ajudou muito”, certifica. Cláudia Navarro atesta. “A acupunturatem açãoanalgésica, antidepressiva e anti-infla-
PRÁTICA RECONHECIDAS Alternativo Nos anos de 1960 e 1970, eram chamadas de “alternativas” práticas como a acupuntura, o reiki e a homeopatia, entre outras. Sem o reconhecimento da medicina, essas terapias orientais não se integravam aos tratamentos de saúde, sendo adotadas por um universo estreito de pessoas. Complementar À medida que estes tratamentos se mostravam eficientes, passaram a ser adotados em complemento ao que era oferecido pela medicina tradicional do Ocidente. A partir de então, essas terapias passaram a ser reconhecidas como “complementares”. Integrativa Consolidadas, a medicina alopática passou a integrar vários recursos dessas práticas no tratamento de saúde dos pacientes. Por essa razão, recentemente, tais técnicas passaram a ser reconhecidas como “integrativas” aos tratamentos convencionais.
matória, assim como outras técnicas, como as ventosas, a moxa… E isso pode estimular o funcionamento de alguns órgãos. O fígado, por exemplo”, afirma. Mas ela alerta: é fundamental que o paciente não abandone o tratamento convencional. “Não é trocar um procedimento por outro. E o corretoéinformarsempreao médicosobreaspráticasaliadas ao tratamento”, avisa. Na verdade, a convicção de Marcos de que a adoção das práticas favoreceu o tratamento é compartilhada por 67% dos brasileiros. Além disso, 26% creem que aestimulaçãodoprópriocorpo aumenta as chances de cura.É o que indica um estudo da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica. Hoje recuperado, ele segue fazendo acompanhamento com o oncologista e mantém a acupuntura, fitoterapia e yoga como hábitos rotineiros. “Também voltei às minhas atividades ‘normais’, como a academia, o futebol no fim de semana...”,comenta,notadamente feliz. MENTE E CORPO A acupuntura, Lívia Moreira começou há um ano – e parar não está definitivamente nos seus planos. De início, ela foi levada pela dor. “A escoliose acentuada me fez tentar vários procedimentos para reduzir as dores”, diz, citando a fisioterapia e o pilates. “Fui como uma última tentativa”. Na primeira sessão, confessa ter ficado apreensiva com a visão das agulhas. Mas já nesta “estreia”, admite que a dor diminuiu. “E bastante!”. Entendendo que fortalecer a musculatura das costas é essencial para tratar a escoliose, ela hoje completa o tratamento com as aulas de pilates. Ocorre que esse não era o único problema que atormentava a moça. Às vésperas de prestar o Enem para o concorrido curso de medicina, ela reconhece: “Estava muito estressada e ansiosa, o que aumentava as dores”. Para amenizar o desconforto, Lívia decidiu somar a acupuntura a outra prática: o reiki. Com auxílio destes profissionais, viu que essas terapias resultavam em “uma tranquilidade muito sensível”. Hoje estudante de medicina pela Universidade José do Rosário Vellano, a Unifenas, ela precisou reduzir o número de consultas – afinal, a rotina se mostrou mais atribulada. Mesmo assim, faz questão de continuar com pelo menos uma das práticas. “O reiki é mais espiritual, senti que me adaptei melhor à acupuntura. Faço duas vezes por semana. E são nesses dias que me sinto outra pessoa, com um humor bem melhor!”. * Com Thuany Motta
4
reportagem
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
MITOS> Embora já sejam reconhecidas pela medicina, práticas precisam superar preconceitos
Terapiastêmquevencertabus LINCON ZARBIETTI
Alex Um pensaBessas mento mais holístico, integrando corpo e mente, e que entenda a saúde não apenas como cura, mas também como prevenção. É assim que a médica especialista em acupuntura Lilian Cristina Zazá, 38, define as terapias milenares que agora são associadas à medicina convencional. Em dez anos como acupunturista, Lilian lembra especialmente episódios em que testemunhou uma melhorasensíveldeseuspacientes. “Os casos que marcam mais são aqueles que podemosver.Tiveaqui,noconsul-
tório, pessoas com paralisia facial que começavam a voltar a ter movimentos”, recorda. Foi justamente por uma situação extrema que a escrivã da Polícia Civil Maria Aparecida Canuto, 56, procurou a profissional. “Em 2015, tive vários problemas de coluna... Tenho hiperlordose, além de desgastes em algumas vértebras. Com isso, tinha ataques de dores”, recorda. “Comecei a fazer pilates e a fisioterapeuta sugeriu acupuntura para aliviar essas dores”. Mesmo com “horror à agulha”, ela começou o tratamento. “A primeira vez foi tensa, justamente por esse receio”. Mas, depois, “as crises se extirparam, as dores diminuíram e até a
ansiedade passou a ser mais controlada”. “A gente não consegue imaginar a quantidade de ligações que tem o nosso corpo”, analisa Maria Aparecida. DESAFIOS Mesmo diante dos bons resultados que encontra no seu dia a dia, Lilian não esconde que ainda há tabus a serem vencidos. “Às vezes, por não estudarem essas terapias na faculdade, alguns colegas médicos têm certa resistência, como é comum a tudo que é diferente...”, diz ela, lembrando que, no caso da acupuntura, “é um tratamento que só teve sua eficácia reconhecida em 1979 (pela Organização EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
CORPO, MENTE E ESPÍRITO Conheça quais são os tipos de práticas integrativas autorizadas pelo Ministério da Saúde e utilizadas no SUS Medicina tradicional chinesa Inclui tratamentos como a acupuntura, a fitoterapia e a terapia dietética Acupuntura Baseia-se na estimulação de pontos específicos do corpo com diferentes técnicas por meio da inserção de agulhas Fitoterapia O tratamento consiste no uso de medicamentos industrializados que são preparados com plantas medicinais que possuam efeito comprovado cientificamente pela Anvisa Ayurveda É utilizada para a prevenção de doenças. Ioga, dieta e fitoterapia são alguns exemplos da ayurveda Homeopatia Procura a “autocura” do organismo. Todos os medicamentos ingeridos são à base de ingredientes naturais Hipnoterapia Consiste em colocar o paciente num estado de relaxamento profundo que chega a alterar a consciência. Naturopatia Baseia-se em formas naturais para a cura de problemas de saúde, como hidroterapia Medicina antroposófica Feita com os tratamentos homeopáticos, terapias físicas, arteterapia e aconselhamento Termalismo social Compreende as diferentes maneiras de utilização da água mineral e sua aplicação em tratamentos de saúde Biodança Tem por objetivo estimular a comunicação das pessoas com o próprio corpo e com outros indivíduos
Dança circular Promove a meditação dinâmica e desperta o ser dentro de cada um Musicoterapia Conjunto de técnicas baseadas na música e empregadas no tratamento de problemas somáticos, psíquicos ou psicossomáticos
Mundial de Saúde) e só em 1997 foi reconhecido como especialidade (pelo National Institutes of Health, dos EUA), portanto, ainda é muito recente”. Para tratar seus pacientes, Lilian reforça que precisa de uma análise holística. “Para o nosso diagnóstico e tratamento, precisamos saber do todo. Desde como é o sono, atividades fisiológicas, estresse...”, comenta. Ela situa que o combate ao problema, muitas vezes, é integrado a outras práticas. “No caso de uma infecção bacteriana, por exemplo, a acupuntura age para aliviar a dor, enquanto a pessoa também se trata com antibiótico”. Lilian menciona que a premissa de que a técnica é “totalmente natural” pode prejudicar no tratamento do paciente. “Quando receitamos algum medicamento, muita gente questiona, não quer tomar...”, pondera. Outro problema são os exageros. “Há quem chegue pensando que vai tratar um câncer, que vai emagrecer 10 kg em uma semana”, comenta. Para ela, vencer estes clichês é, hoje, um grande desafio. “É necessário entender: não estamos falando de mágica, mas sim de ciência”.
Médica acupunturista Lilian Zazá atende a estudante de medicina Lívia Moreira
Osteopatia Consiste na utilização de técnicas de mobilização e manipulação articular, bem como de tecidos moles Quiropraxia A quiropraxia trata disfunções motoras que envolvem alterações em tecidos nervosos, musculares, ligamentosos, vasculares e conectivos Reflexoterapia Terapia que consiste em provocar, por excitação, picada ou cauterização, reflexos em uma parte do corpo afastada da lesão Reiki É uma técnica de canalização da energia universal, repassada por meio do toque e da imposição das mãos Shantala É uma técnica de massagem que consiste num momento diário de afeto entre mãe e bebê/criança Terapia comunitária É uma abordagem terapêutica para comunidade com finalidade de promover a atenção primária na saúde mental IOGA Por meio de exercícios que integram respiração, postura, movimentos físicos e meditação, a ioga mantém corpo, mente, pensamentos e emoções equilibrados
FONTES: MINISTÉRIO DA SAÚDE
A solução pode estar no próprio corpo Cristiane de Souza Silva estava ansiosa e irritada. Em sua terceira gravidez, é a primeira de risco. Por isso, foi enviada de sua cidade natal, Cristais, no Sul de Minas, para a capital do Estado. Há 13 dias na Casa da Gestante do Hospital Sofia Feldman, ela só pensava em voltar para casa. “Eu tenho criança pequena”, justifica-se. Diante desse estresse, que poderia prejudicar a gestação, já que o bebê corre o risco de nascer prematuro, Cristina foi orientada a frequentar, duas vezes por semana, o Núcleo de Terapias Integrativas e Complementares da maternidade. “Fiz a auriculoterapia e isso me ajudou bastante”, atesta. Essa técnica aplica sementes em áreas estratégicas, entendendo a orelha como um microssistema conectado com o corpo inteiro. Sem a ajuda da terapia, dificilmente a gestante conseguiria esperar por mais
duas semanas até que o bebê esteja em melhores condições e o parto possa acontecer, mesmo adiantado. Afinal, ela ainda está na 32ª semana e precisa esperar pelo menos até a 34ª. “Eu nunca tinha feito nada assim, para mim foi muito surpreendente. Já saí de lá mais calma”, garante ela. Lilia Coelho Lopes, enfermeira obstetra e coordenadora do núcleo, comenta que, embora muitas pacientes não conheçam os procedimentos, chegam prontas para recebê-lo. “Quando chegam aqui, não há estranhamento, elas já têm um campo interno preparado... É como a abelha que se atrai pela flor”, diz. Para ela, o mais importante é justamente a integração das gestantes com os cuidados da maternidade. “Ela se sente acolhida e, quando chega ao hospital para o parto, percebe que é uma continuação daqui. Daí tudo acontece de forma mais tranquila e natural”.
FUNCIONAMENTO A médica e acupunturista Lilian Zazá explica que estas modalidades terapêuticas funcionam “através da liberação de substâncias químicas contidas no nosso organismo e que podem ter efeitos analgésicos, anti-inflamatórios ou antidepressivos”. É assim que age, além da acupuntura, técnicas como a moxaterapia e a ventosaterapia. “Estas práticas são mais comuns no tratamento de situações de dor e doenças como obesidade, ansiedade, depressão e do sistema respiratório”, cita ela, lembrando que estes são apenas alguns casos. Agora, avançam estudos do uso da acupuntura também no auxílio de pessoas que querem ter filhos, mas encontram dificuldades. “Pesquisas recentes indicam a possibilidade de estimular a ovulação e a produção de esperma”, informa.
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
5
6
reportagem
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
SAÚDE E BEM-ESTAR
Pânico de falar
VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
(CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
Autocontrole utocontrole é a capacidade de controlar nossas emoções e nossos desejos, ou seja, é a capacidade de saber fazer nossa gestão emocional. Quem não tem autocontrole pode incorrer em problemas de relacionamento no trabalho e na família. Se, em várias ocasiões, você está com o “estopim curto”, com riscos de perder o controle, continue a ler a coluna desta semana e veja o que pode ser feito para melhorar as nossas frustrações, intolerâncias e irritações diárias. Autocontrole é a habilidade de tomar as rédeas das nossas emoções, em especial as mais fortes como a raiva e os ímpetos de fúria. Apelamos para a nossa capacidade de autocontrole sempre que estamos diante de situações que não nos agradam muito, como o encontro com um chefe chato, um vizinho inoportuno, ou as que nos colocam frente a determinados riscos e sob pressão. Ter autocontrole é saber “pisar no freio” dos impulsos para que um pequeno desentendimento entre colegas ou na família não tome proporções maiores. Em quase todas as situações, utilizamos o autocontrole para seguir as normas sociais de boa convivência. Entretanto, nem sempre é fácil manter o domínio de nossas reações. E, como acontece com a maioria das características humanas, existem grandes difeSer muito renças entre as pessoas. Em nossa socieradical com dade, quem tem tudo na vida bom domínio de si mesmo é, em geral, provoca mais mais respeitado peestresse, los outros do que pessoas consideradas intolerância e instáveis e imprevisíveis. Pessoas com mais bom autocontrole irritabilidade. são, em geral, mais bem-sucedidas no Conte até dez trabalho e mantêm antes de relacionamentos mais estáveis. responder Bom, então, o que alguém. podemos fazer para controlar estes impulsos de descontrole no dia a dia? Existem alguns pontos importantes que podem nos ajudar a ter mais tolerância nas diversas situações. Inicie tomando consciência de suas emoções e o que te perturba. Não se controla aquilo que não se conhece. Liste também as reações irracionais que tomou recentemente e que gostaria de controla-las. Quando você identificar as situações em que pode perder o controle emocional você terá a chave para gerenciá-las. Pratique o bom humor. Tente levar as coisas um pouco mais na esportiva. Todos os assuntos levados a serio demais ficam mais difíceis de resolver. Procure também ser mais flexível com a sua agenda. Ser muito radical com tudo na vida provoca mais estresse, intolerância e mais irritabilidade. Conte até dez antes de responder alguém. Precisamos avaliar se algo é tão importante que não possa esperar. Resolver as coisas de cabeça quente normalmente tem resultados desastrosos. Deixar o clima esfriar e resolver a situação quando todos estiverem mais calmos é um hábito salutar. Enfim, exercícios de relaxamento, se adicionados à rotina diária, poderão ser uma ferramenta de grande utilidade. Lao Tsé, filósofo e alquimista chinês, falou sobre o tema: “na condução das questões humanas, não existe lei melhor do que o autocontrole”. Faça uma boa semana.
A
Em uma simples reunião, você treme quando tem que falar e dá um verdadeiro branco. Na sala de aula, se tem um trabalho para apresentar, tem taquicardia e começa a suar. Fazer amigos em uma festa? Melhor nem ir. Esse medo desproporcional de interagir costuma ser mais do que uma simples timidez e provavelmente indica um quadro de fobia social, um sentimento causado pelo medo de ser avaliado negativamente ou criticado pelo outro e que te impede de agir, prejudicando suas relações com a família, com os colegas de trabalho e ou com os amigos. Em casos mais graves, pode levar ao suicídio, alertam psiquiatras, que defendem a procura Aline Reskalla
Pânicodefalaremreuniõesedeinteragiremfestasemedo decríticascaracterizamoprincipaltranstornodasociedade imediata de um profissional assim que os sintomas aparecerem. Estimativa apresentada no Congresso Brasileiro de Psiquiatria, na última semana de outubro, pela médica Daniela Zippin Knijnik, do Grupo de Fobia Social do Programa de Transtornos de Ansiedade do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), indica que o problema atinge expressivos 13% da população brasileira, índice bastante alto, levando-se em conta que a média mundial é de 7%. Em números absolutos, seria um universo próximo de 26 milhões de brasileiros sofrendo, em algum grau, com o problema.
Segundo Daniela, dos distúrbios psiquiátricos, a fobia social é o terceiro mais prevalente, sendo classificado dentro dos transtornos de ansiedade, entre os quais é líder de casos. “A pessoa sente medo, uma sensação de branco, de não saber o que dizer, e apresenta uma esquiva fóbica, fugindo de situações sociais. Não é que necessariamente ela evite sair de casa. O que está em jogo é uma situação pessoal, como, por exemplo, conversar com uma pessoa, interagir num coquetel, falar em público”, explicou a especialista à reportagem. O transtorno tem gradações leve, moderada e EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
ENTENDA O TRANSTORNO Transtorno de Ansiedade Social (TAS) ou fobia social Ciclo negativo de retroalimentação Pessoas com TAS percebem as regras do mundo social como rígidas e difíceis de serem seguidas. A alta ansiedade leva a um processo ruminativo, focado nos aspectos negativos. Isso reforça a autopercepção negativa e as autoafirmações indutoras de ansiedade, levando ao que a ciência considera como um ciclo negativo de retroalimentação e a um sistema autossuficiente
TESTE Caso responda “sim” a essas questões, procure um especialista para um dagnóstico
1
Sente medo/ ansiedade significativos ou evita uma ou mais situações sociais em que se sinta exposto à observação de outras pessoas (exemplos: conversar com pessoas, travar conhecimento com novas pessoas, ser observado comendo ou bebendo, fazer apresentações em público)
2
O seu medo nessas situações é de que possa comportar-se de uma forma que seja avaliada negativamente, podendo ser humilhado ou rejeitado, ou ofender terceiros, ou sentir-se embaraçado?
Não
Não Sim
3
Sim
O medo ou ansiedade que sente nessas situações sociais é claramente desproporcional ao contexto e é consistente ao longo do tempo, durando por seis ou mais meses?
Não
4
Sim
Essa situação de medo/ ansiedade social ou evitamento de situações sociais tem impacto na sua vida profissional, acadêmica ou social?
Não
Sim
FONTE: DANIELA ZIPPIN KMIJMIK E EDUARDO TRACHTENBERG, NO ARTIGO “TCC NO TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL - UMA PROPOSTA DE EXERCÍCIO SISTEMÁTICO” / OFICINA DE PSICOLOGIA DE PORTUGAL
grave. Daniela afirma que, nos casos mais graves, costuma ser comum a presença também de quadros de depressão, que podem levar a situações extremas como o suicídio. “É muito comum que a pessoa passe a beber muito para aliviar os sintomas, o que tende a agravar a depressão”, alerta a psiquiatra gaúcha. Quanto mais acentuados são os sintomas, maior a chance de existência de um fator genético como causa. Portanto, diz a médica, se você tem alguns dos sintomas ou conhece alguém que pode ter o problema, a orientação é buscar um especialista o mais rápido possível. “A demora em procurar ajuda é um complicador, e é essencial encontrar um profissional especializado em ansiedade. Feito o diagnóstico, o tratamento envolve terapia comportamental e psicofármacos, e a pessoa geralmente consegue retomar sua vida”, diz. A psiquiatra Maria Cecília de Lima, do Distrito Federal, acrescenta que é importante ter em mente que o retorno à vida social passa também por uma espécie de treinamento: “Habilidade social é como musculação. Quando você faz, o músculo cresce, mas, se parar, ele volta a diminuir. Não é que vai atrofiar, ele estará sempre lá, mas vai diminuir”. Segundo ela, o mesmo ocorre com o fóbico social: quando ele está há muito tempo sem interagir, não é que ele não tenha essa habilidade, ele simplesmente não a está usando. “Não se lembra de usar, ou é meio troncho quando vai usar. Eles têm uma dificuldade muito grande de se colocar. Muitas vezes eles não falam a respeito e estão há muito tempo sem treinar. Estão isolados, estão com medo”, explica. Os especialistas esclarecem que a ansiedade é um fator biológico do ser humano, que vem à tona em situações de perigo ou ameaça. Na fobia social, a sensação ultrapassa níveis normais, fazendo com que as pessoas que têm transtorno experimentem graus tão intensos que podem levar a alterações fisiológicas agudas.
reportagem
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
7
em público afeta milhões LEO FONTES
‘Vi que seria difícil, entrei em depressão profunda’ Dias antes de ter que subir ao palco, Amanda Dias*, 26, começa a passar mal. “Ansiedade, tremedeira, suadeira, nervosismo, e não consigo dormir. É insônia e tudo mais”, conta. Os prejuízos causados por esse transtorno talvez pudessem ser mais bem contornados se ela não fosse musicista. “Sou patrocinada por uma grande marca. Geralmente tomo calmante fitoterápico, mas sempre dá algo errado”, diz. Amanda não recebeu o diagnóstico sociofóbico, mas também admite que “foge de médico”. “Não me incomoda não ir aos locais; na verdade, me incomoda ir. Desde nova fujo de qual-
quer encontro social, e, devido a isso, nenhuma amizade se manteve. Não ia a festas, fugi da formatura. Hoje estudo à distância justamente para não conviver com pessoas. Eu saí do estágio porque não aguentava ter que ligar para gente que não conheço. Eu me veto de todas as formas para não conviver com pessoas”, diz. Para a estudante de engenharia química Camila Máximo, 20, o diagnóstico veio há dois anos. No entanto, assim como Amanda, ela recorda dos sintomas desde a infância, época que acredita que tenha deixado marcas em seu comportamento. “Sofria muito bullying. Nunca tive amigos, era tímida
também, tinha medo de cometer erros ou de falar algo errado. Os colegas roubavam meus lanches e me ameaçavam por qualquer motivo fútil. Devo ter uns quatro amigos, e olhe lá. Não acho ruim, pelo menos são confiáveis”, avalia. Camila tentou se libertar do transtorno por meio da terapia comportamental, mas logo abandonou o tratamento. “Eu não vi muitos resultados e desisti”, diz. Outra tentativa foi apostar nos desfiles. “Subi na passarela com muito medo da adrenalina do momento. Quando desci passei muito mal, quase desmaiei e tive que tomar calmantes. Estou tentando enfrentar. Gosto de desfilar
como um hobby”, conta. As crises e os altos e baixos também fazem parte da história do programador Lucas Carreiro Pinheiro, 27, natural de Resende, interior do Rio de Janeiro. Segundo ele, sua vida pode ser divididas em fases. “Até os 18 anos, sofri com a fobia em silêncio. Dos 18 aos 23 anos, lutei contra a minha fobia. Aos 24 anos venci a fobia, mas, dos 25 anos em diante, vi que vencer a fobia seria muito mais difícil do que eu imaginava, e entrei em depressão profunda”. Hoje, Pinheiro considerase livre da fobia social. “Eu consegui superar a fobia por um tempo e depois ela voltou com tudo. Fiz um tratamento psicoquiátrico. Ou seja, com psicóloga e psiquiatra. E o que mais funcionou comigo, no entanto, foi a Terapia Cognitiva-Comportamental (TCC)”, relata o programador. (Litza Mattos) * Nome fictício
A baterista Amanda Dias* tem grande dificuldade de subir ao palco para desempenhar sua profissão
8
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
9
10
sociedade
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
DOLCEVITA SOMBRA PARA POUCOS
PAULO NAVARRO
A
Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com
VOCÊ E OS OUTROS
A
boa, velha, cruel e injusta máxima continua: crise só existe para o sofrido pobre e a penalizada classe média. Segundo o Convention and Visitors Bureau de Miami, os dez países que mais fornecem visitantes à bela e dinâmica cidade de Miami neste 2017 são: Canadá, Argentina, nosso Brasil brasileiro, Colômbia, Alemanha, Inglaterra, Bahmas, Venezuela, Costa Rica e França.
té sua renda vem ou veio por meio de outros. Se você quer se divertir, viajar, ir a um show, cinema, teatro, restaurante, são os outros que te servirão. Quando você adoece, é cuidado por outros, às vezes, gente que nem te conhece. O respeito a si é dado por outros. Seu último banho será dado por outros, que você nem conhece, muito menos vai poder agradecer. Seu funeral será realizado por outros.
EU E OS OUTROS
NÓS E OS OUTROS
R
ecebemos mui bela reflexão. Daquelas que nos deixam mais civilizados. Uma reflexão bonita que também deveria ser óbvia, mas não é. Você sabia, já parou para pensar que seu nascimento foi através dos outros? Que seus primeiros banhos e seu nome foram dados por outros? Você, todos nós, fomos educados por outros.
P Na inauguração da Green Up, na Bodytech Belvedere, o sócio e chef Felipe Rameh e o músico Rogério Flausino, do Jota Quest
ronto, você morreu. Pertences e propriedades serão herdados por outros. Então, por que deixamos o nosso ego, tempo e dinheiro, nossa carreira e crenças nos levarem a menosprezar o valor dos outros, como se fossem invisíveis? Está na hora de nos tornarmos mais amorosos, mais humildes e mais amigos. Porque precisamos uns dos outros todo o tempo. Sejamos gratos com o próximo! Cada um de nós é o outro do outro. Cuidemos uns dos outros! Em tudo, eu e você precisamos um do outro!
UBER & “UBEER”
D
a amiga Laura Barreto, sempre genial e, segundo a própria, “desperdiçada”: “Tô aqui no trânsito pensando... Por que ainda não criaram o “Ubeer”? Um Uber que viesse com cerveja gelada. Bas-
taria, na chamada, a gente falar quantas ia querer durante o percurso”.
começo. Vamos aprofundar e explicar? América do Sul, África e Europa...
O PAÍS DO FUTURO
ARTESANAL E IDEAL
N
a recente Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia (Finit), em Belo Horizonte, a diretora da Serpa China, Samara Reis, e o CEO da empresa perguntaram: “Quem será capa da ‘Forbes’ daqui a 20 anos?”. Apresentaram os desafios de se fazer negócios na e da China, apontaram as melhores estratégias para obter bons resultados.
O
que acontece quando esses três continentes se encontram e pensam juntos em um conceito inovador de alimentação de alta qualidade, feita com ingredientes naturais e entregue de forma conveniente e rápida? Acontece a Green Up, empresa de pessoas sérias com os mesmos objetivos, mas diferentes bagagens culturais.
O FUTURO PERFEITO
“
É fundamental conhecer os aspectos culturais e desmistificar a ideia do mercado chinês estar atrelado a produtos de baixa qualidade ou más condições de trabalho. O país é muito desenvolvido industrialmente”, reforça Lin. Para a capa da Forbes em 2038? Um robô. “O futuro já acontece na China. A China vem investindo pesado na robótica e usar robôs na linha de produção é uma realidade cada vez mais real”, pontuou Samara.
VERDE E ARTESANAL
G
reen Up é a cozinha artesanal com altas doses, com mil doses de saúde. Uma empresa resultado da união entre Felipe Rameh e outros três sócios, abrindo nova unidade na Bodytech Belvedere e avisando que esse é só o PAULO NAVARRO
lançaperfume
sobre a Green 6 Ainda Up, que reuniu as expe-
riências e vidas do carioca Luiz Calfa, do sul-africano Thavashan Perumal, da alemã Carolin Puppel e do já famoso chef mineiro Felipe Rameh. foi formado 6 Ocomgrupo a intenção de co-
nectar a alta gastronomia com a cozinha saudável, sem deixar de lado o sabor dos alimentos. para o 6 Alimentação público diverso que va-
loriza a boa cozinha e quer refletir sobre a origem dos alimentos. parcerias 6 Mantendo com grandes marcas da
gastronomia, o Green Up está presente na academia Cia Athletica, no shopping Diamond Mall, e agora na academia Bodytech Belvedere. das cami6 “Habitués” nhadas no Belvedere e
usuários da Praça Hugo Werneck, conhecida como praça das Crianças, apelam para a Copasa e para a Fundação Torino. para que a 6 Apelam companhia e a mante-
nedora da praça voltem a deixar fluir a água da fonte local. Trata-se da única água disponibilizada para centenas de usuários. do dia 15, BH 6 Aterápartir a oportunidade de
Na 68 La Pizzeria, o gerente comercial da LV Moet Hennessy, Lúcio Rossi, e o apresentador Lair Rennó
relembrar o mundo mágico das bonecas, soldadinhos de chumbo, quebra-nozes, trens de madeira, cavalos de pau, carrossel e outros clássicos do Natal na decoração temática do BH Shopping 2018.
reportagem
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
11
DIA A DIA Reforma trabalhista entra em vigor deixando rastro de dúvidas A reforma trabalhista entra em vigor neste sábado (11) deixando ainda muitas dúvidas sobre o que mudou na legislação. Ainda há divergências na interpretação, por exemplo, quanto à aplicação da lei sobre contratos de trabalho que já existem e os direitos adquiridos. Advogado trabalhista do escritório Andrade Gomes e Queiroz, Eduardo Augusto Gonçalves Dahas diz que a situação é clara para os novos contratos. “Contrato novo, vale a lei nova”, afirma. Só que o mesmo não acontece quando se trata dos contratos antigos. “Esta não é uma questão pacífica”, ressalta o especialista. O professor de direito do Ibmec-MG Flávio Monteiro afirma que a questão é polêmica. “Não está claro se poderia, por exemplo, fazer um aditivo num contrato de uma pessoa que está há anos numa empresa para que ela passe a adotar as novas regras”, observa. A dúvida não é exclusiva dos especialistas. Em julho deste ano, quando a reforma foi sancionada pelo presidente Michel Temer, o Ministério do Trabalho e Emprego divulgou que a nova regra valeria apenas para novos contratos. No dia seguinte, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, informou que valeria para todos os contratos. E, um dia depois, o ministério esclareceu que as mudanças atingem todos os contratos de trabalho, com exceção daqueles com condições já estabelecidas em documento ou convenções coletivas em vigor. A reportagem procurou o Ministério do Trabalho para esclarecer o assunto. Por meio de nota, a pasta informou: “a posição oficial do Poder Executivo é que a lei nº 13.467/2017 Juliana Gontijo
se aplica a todos os contratos firmados com base na CLT, tanto os novos quanto os antigos.” Para o advogado trabalhista Cristiano Augusto Teixeira Carneiro, a reforma vale para todos, e os direitos trabalhistas garantidos nos contratos continuarão valendo, mesmo com a entrada da nova lei. Ele destaca o desserviço da boataria. “Há quem já tenha ouvido falar até mesmo no fim do 13º salário”, comenta. Dahas ressalta ainda que o benefício continua mantido, e está previsto no artigo 7º da Constituição, que é a lei máxima do país. * Toda a série de reportagens publicadas sobre a nova legislação estão reunidas em www.otempo. com.br/hotsites/a-reforma-trabalhista
Juristasreforçamquedireitoscomoo 13ºsãoconstitucionaiseinatingíveis EDITORIA DE ARTE / O TEMPO / LINCON ZARBIETTI
AINDA HÁ MUITA INTERROGAÇÃO... A reportagem ouviu trabalhadores nas ruas e pela internet, e procurou especialistas para esclarecer as dúvidas mais frequentes
1 Pela nova lei, posso dividir minhas férias somente se a empresa aceitar ou poderá haver um acordo entre ambas partes, ou mesmo poderá ser negado tanto por mim quanto pela empresa? MARITA SENA POR E-MAIL
EDUARDO DAHAS ADVOGADO
A novidade é o fracionamento das férias em até três vezes. Agora, assim como antes, a palavra final é do empregador. É claro que empregado e empregador podem negociar. Aliás, essa é a tendência com a nova legislação.
2 Como que fica a situação de quem já tem um contrato de trabalho em vigor. A nova lei vai valer para todo mundo? JARDEL MOREIRA SOUZA AJUDANTE DE PRODUÇÃO
FLÁVIO MONTEIRO PROFESSOR DE DIREITO DO IBMEC/MG
3 Vai mudar alguma coisa para as domésticas, já que tem lei específica?
EDELIANA MARTINS EMPREGADA DOMÉSTICA
EDUARDO DAHAS ADVOGADO
Tem uma regra no direito que diz que a lei especial prevalece sobre a lei geral. Logo, vale o que está previsto na Lei complementar n° 150/2015, que dispõe sobre o trabalho doméstico
Ainda não é claro o que acontece com os contratos de trabalho que estão em vigor, se seria necessário fazer um aditivo nesses contratos. É de fato polêmico, pois há a questão dos direitos adquiridos. Para novos contratos, vale a lei nova.
4 Como será calculado o descanso semanal? LUDIMILA CAMPOLINA PELO FACEBOOK
Não há mudanças com relação ao descanso semanal.
6 Como será o cálculo de horas extras? LUDIMILA CAMPOLINA PELO FACEBOOK
EDUARDO DAHAS ADVOGADO
Não há mudança no cálculo das horas extras.
7 O tempo para ir e voltar do trabalho continuam sendo pagas?
ENDERSON JENSEN RAMOS TÉCNICO DE INFORMÁTICA
EDUARDO DAHAS ADVOGADO
As horas in itinere – que é o tempo de deslocamento do trabalhador até o seu local de trabalho e para o retorno, desde que o local seja de difícil acesso ou não servido por transporte público, e o empregador forneça a condução, deixam de ser pagas.
8 Caso o patrão te demita sem justa causa, os 40% sobre o fundo de garantia (multa rescisória) ainda está valendo? SUZANA DIAS PELO FACEBOOK
5
EDUARDO DAHAS ADVOGADO
EDUARDO DAHAS ADVOGADO
Sim, não há alteração para a demissão por justa causa. A novidade trazida pela reforma é a demissão consensual, ou seja, em comum acordo entre empregador e funcionário. O demitido recebe metade do aviso prévio, metade da multa do FGTS (20%) e 80% do saldo do fundo.
Eu trabalho seis horas por dia. A minha carga horária pode mudar? Posso ter que trabalhar 12 horas? BRUNA NADIELE BANCÁRIA
CRISTIANO CARNEIRO ADVOGADO
A empresa pode aumentar a jornada, desde que haja aumento proporcional de salário. A jornada de 12 horas só poderá ser exigida em caso de folga posterior de 36 horas e mediante acordo entre patrão e empregado. Nesse caso, não há aumento salarial
9 Estou trabalhando em uma empresa. Quando eles me mandarem embora, terei os direitos de férias, décimo terceiro e o fundo de garantia igual ou muda alguma coisa? WEBER RENNE PANTUZZO PELO FACEBOOK
EDUARDO DAHAS ADVOGADO
Você terá todos esses direitos garantidos. Aliás, são direitos previstos pela Constituição, no artigo 7º.
12
reportagem
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
DIA A DIA Projeto garante livre escolha FOTOS LINCON ZARBIETTI
DOR UMI S N CO
Textotransforma emleidireito quemuitos motoristasnão sabemquetêm A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou, no fim do mês passado, o projeto de lei 5.097/16, de autoria do deputado Cabo Sabino (PRCE), que reforça o direito que o consumidor tem de escolher livremente a oficina quando acionar o seguro para cobertura de danos ao veículo segurado ou de terceiros, acabando com a lista de credenciadas. Como foi aprovada de forma conclusiva por todas as comissões da Casa, a proposta seguiu para o Senado. A livre escolha já é um diEurico Martins
TERCEIROS Garantia Também foi aprovada emenda que estabelece que os veículos de terceiros só podem ser levados para reparo nas concessionárias se ainda estiverem na garantia.
reito reconhecido pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), que regula o setor, mas poucos consumidores sabem. Por isso, além de fazer constar em lei o direito, o texto aprovado na Câmara também obriga as seguradoras a assegurarem – e não apenas informarem – o direito de escolha no momento do aviso do sinistro à central de atendimento da seguradora. Na avaliação do diretor do Sindicato das Empresas de Seguros Privados, de Resseguros e de Capitalização dos Estados de Minas Gerais, de Goiás, do Mato Grosso e do Distrito Federal (Sindseg MG/ GO/MT/DF), Ronaldo Pinho, a proposta é bem-vinda. “O projeto, na verdade, vai dar mais transparência a um tema que já é feito na prática pelas empresas”, diz Pinho. O diretor da entidade reitera que a livre escolha já é uma realidade, mas faz uma observação. “Geralmente o segurado deixa a leitura do contrato nas mãos dos corretores (de seguro). O consumidor deveria ler a apólice com mais atenção. Muitas das queixas nesse sentido acontecem devido ao baixo conhecimento em relação ao produto seguro. É preciso ler o contrato no ato da compra, não apenas na hora do sinistro”. O presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de Minas Gerais (Sindirepa-MG), Ramon Melo, segue na mesma linha. “Hoje o motorista já pode escolher a oficina, mas muitos não têm conhecimento. Os bons corretores informam isso no momento de venda da apólice, outros não. O projeto preenche
Mea culpa: Jonas Duarte admite que não leu o contrato na hora da compra, mas diz que deveria ter sido informado sobre a alternativa
essa lacuna”, acredita ele. CUIDADOS No entanto, Melo faz um alerta. “É preciso cuidado na hora de escolher uma oficina não credenciada, já que a seguradora impõe algumas restrições quanto à qualidade do serviço oferecido”, explica o presidente da entidade, que conta com 16 mil associados, muitos não credenciados, conforme ele. O cuidado com a escolha da oficina também é destaca-
“
SAIBA MAIS Livre escolha Segundo o projeto aprovado, a livre escolha tem de ser respeitada ainda que o segurado e o terceiro envolvido no sinistro escolham oficinas diferentes. Nesse caso, a seguradora precisa cobrir os serviços nos estabelecimentos diferentes. Orçamento compatível A livre escolha garante serviços de mecânica, lanternagem, pintura, de recuperação e limpeza. É exigido que a oficina apresente orçamento compatível com preços médios praticados no setor.
Falta de peças é outro motivo de muita reclamação
Os bons corretores (de seguro) informam isso no momento de venda da apólice, outros não. O projeto preenche essa lacuna Ramon Melo, presidente do Sindirepa-MG
do pelo diretor do Sindseg, que explica como é o processo de credenciamento. “A oficina passa por uma bateria de testes que incluem a vistoria da capacidade de atendimento, a existência – ou não – de cabinede pinturae a qualificaçãode funcionários comolanterneiros, pintores e mecânicos, entre outros pontos”, explica. “Além disso, exigimos a certificação Cesvi, um tipo de ISO, um selo de qualidade que mostra que a oficina passou por testes rigorosos”.
Ramon Melo: “É preciso cuidado na hora de escolher a oficina”
Caso a lei aprovada pela Câmara já estivesse em vigor, com certeza o médico Jonas Duarte de Souza, 35, seria poupado de muitas dores de cabeça. “No meu caso, faltou informação. Admito que não li o contrato na hora da assinatura, só depois. Não sabia que podia escolher a oficina e não fui informado disso na hora que comuniquei o sinistro. A seguradora me apresentou uma lista com três oficinas perto da minha casa e eu escolhi uma”, lembra o médico.
O melhor, conforme ele, seria ter deixado o carro, importado, numa concessionária. “Esperava que o conserto durasse duas semanas e levou quatro meses, por falta de peças”, diz ele. Problema parecido enfrentou o garçom Júlio César Martins, 28. Ele conta que, quando avisou o acidente, não foi informado pelo serviço de atendimento da seguradora que poderia escolher a oficina. “Eles apenas me mostraram uma lista de credenciadas, e eu escolhi uma de Venda Nova,
mais perto de minha casa”, diz ele, que mora em Santa Luzia. Martins também enfrentou o problema da falta de peças, motivo de muitas queixas nos Procons do país. “Meu carro ficou quatro meses na oficina. Sempre me informavam que a peça estava em falta, que mandaram a peça errada etc”, relata o garçom. O presidente do Sindirepa-MG, Ramon Melo, reconhece o problema. Mas explica que não é sempre que isso ocorre. “Geralmente temos mais dificuldade em encontrar as peças de pouco giro”, diz. Ronaldo Pinho, diretor do Sindseg, acrescenta outra dificuldade. “Há também casos de importados de marcas menos famosas ou menos populares no Brasil”, justifica Pinho.
reportagem
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
13
DIA A DIA Novembro é mês de liquidação BlackFridayjá setorna3ªdata maisimportante doanopara ocomércio A versão brasileira da Black Friday – que acontece na última sexta deste mês –, já chega a ser a terceira data mais importante em vendas, só perdendo para Natal e Dia das Mães em alguns setores do comércio. É o caso da rede de calçados femininos Rafa’s, que tem seis lojas em Belo Horizonte. “O brasileiro já se acostumou com a data”, diz o gerente da empresa, Rafael César de Almeida. Ele conta que a empresa já adota a estratégia há quatro anos. Nesta edição, espera vender, pelo menos, 10% mais que no ano passado. Os descontos, segundo Almeida, devem chegar a até 50%. Com ofertas no mesmo patamar, o proprietário da loja de moda masculina L’Uomo, na Savassi, Alessandro Runcini, também espera conseguir vender, no mínimo, 10% mais durante a Black Friday. Além do apelo da data, o empresário ressalta que a melhora da economia deve ajudar. “Não dá para descer mais. O pior já passou”, analisa. Para ele, a data vem ganhando importância, em especial nos último dois anos. “Ela já é aguardada pelo público. E, dependenJuliana Gontijo
GASTOS Mais de R$ 1.000 Segundo pesquisa do comparador de preços Zoom sobre intenção de compra na Black Friday, 52% das pessoas pretendem gastar mais de R$ 1.000 em compras neste ano.
DOUGLAS MAGNO
do do tipo de varejo, chega a ser a terceira ou quarta mais relevante no ano”, observa. Numa época em que vale tudo para vender mais, há lojas que estão adotando a Black Week, com uma semana de descontos, e até a versão de ofertas durante todo o mês, a chamada Black November. É o caso do site de viagens Hotel Urbano, que antecipou e expandiu a Black Friday, com descontos de até 40% durante todo o mês. A mesma estratégia foi adotada pelas lojas da Damyller. A campanha foi chamada de Black Damyller e começou ontem. De acordo com a empresa, a promoção se estenderá nas lojas físicas e no e-commerce enquanto durarem os estoques. A plataforma Shop2gether promete descontos progressivos semanais durante todo o mês de novembro: a White Friday. E para a Black Friday em si estão previstos descontos de até 80% para 250 mil itens. POUCOS DIAS Para Runcini, que também é diretor do conselho da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) Savassi, oferecer descontos durante uma semana ou durante todo o mês descaracteriza a Black Friday. “O ideal é que sejam no máximo 48 horas de descontos”, diz. No Shopping Cidade, no hipercentro de Belo Horizonte, a campanha será de quatro dias – entre os dias 23 e 26 deste mês. Os descontos, segundo a gerente de marketing do centro de compras, Carolina Vaz, chegarão a 50%. O mall adota a data há quatro anos. “Um dia só de descontos, como acontece nos Estados Unidos, aqui não é muito tradicional. Mas durante um mês todo, acredito que é pouco eficaz para as vendas, em especial das lojas físicas. O consumidor percebe de fato que é uma promoção quando sabe que tem poucos dias para comprar e que o produto corre o risco de acabar”, diz.
Alessandro Runcini, da loja L’Uomo, acredita que melhora da economia deve ajudar o comércio a vender mais na data
ONDE TEM A MEGALIQUIDAÇÃO Shopping Cidade - De 23 a 26 de novembro, com descontos de até 50% Beach Park (Fortaleza) Vendas de 24 a 26 de novembro. No pacote de hospedagem com café da manhã incluso, o visitante recebe 30% de desconto. Já para quem escolher o pacote que inclui meia pensão (café da manhã e jantar) e acesso ao parque, o desconto será de 15% Site deviagemHotelUrbanoDescontos de até 40% durante todo o mês Damyller Durante o mês enquanto durarem os estoques. Exemplo: jeans de R$249 por R$199 Sapato Grande E-commerce que trabalha com calçados masculinos acima do tamanho 44. Entre os dias 20 e 24 de novembro, com descontos de 20% Guia de Motéis Dia 27 de novembro – 50% de desconto. Estabelecimentos: www.motelblackmonday.com.br.
Motéis darão 50% de desconto no dia 27 Não é só o varejo que está apostando na Black Friday. O segmento de motéis promete descontos de 50% no dia 27 de novembro. “A expectativa é ter um acréscimo de 100% no faturamento dos motéis de luxo e de 70% nos estabelecimentoseconômicos”, diz a presidente da Associação Brasileira de Motéis, Eusébio Ribeirinha. Participam da promoção do Guia de Motéis cem estabelecimentos de oito Estados, entre eles Minas Gerais. As vendas da Black Friday neste ano devem superar as registradas no ano passado no Shopping Cidade, no centro de Belo Horizonte, segundo a gerente de marketing Carolina Vaz. “Acredito que é possível que os lojistas possam vender entre 5% e 6% mais”, diz. Mas não é apenas a
Black Friday que está animando os lojistas. A aproximação do Natal trouxe expectativa de aumento nas vendas. Para o proprietário da loja de moda masculina L’Uomo, na Savassi, Alessandro Runcini, o Natal deste ano poderá ter vendas de 10% a 20% maiores que as verificadas em 2016. “Vale lembrar que será um crescimento
em cima de uma base fraca. Embora o resultado deva ser de alta, será menor que o verificado em 2013 e 2014”, afirma. Na rede de calçados femininos Rafa’s, o gerente Rafael César de Almeida estima crescimento de até 30% nas vendas natalinas. “A economia melhorou no segundo semestre”, justifica. REPRODUÇAO/INTERNET
Sites como a Netshoes estão promovendo um mês de descontos
14
reportagem
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
ESPAÇO GOURMET DENILTON DIAS
DE BANDEJA VINICIUS LACERDA/DIVULGAÇÃO
Menu inspirado na África No clima da temática da exposição “Ex Africa”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), o Café com Letras Liberdade promove neste mês várias ações relacionadas à cultura de matriz africana. Uma delas é a oferta de pratos inspirados da culinária do continente. O menu especial contempla três pratos: canapés de cassava com abacate e ovo confitado (R$ 18), camarão piripiri (R$ 48) – um dos pratos típicos de Moçambique, feito com a base de uma pasta feita com pimenta chili, salsinha, coentro e outros temperos – e o espetinho de pato, de Zanzibar (R$ 23).
Quitutes: Casadinho (R$ 13) e compota de jabuticaba (R$ 20), da Degryse Chocolates
Homenagem ao Serro
Época de colher jabuticaba no pé
A cidade do Serro, também conhecida como a “Terra do Queijo”, será o tema da Feirinha Aproxima neste sábado (11), no entorno do Museu Histórico Abílio Barreto. O tema foi escolhido pela importância gastronômica da região, com sua culinária mineira de raiz, quitandas, cachaça e, claro, sua grande produção de queijos. O evento acontece das 10h às 17h, com entrada gratuita.
Típicadasestações chuvosas,frutinha vaibemem inúmerasreceitas
Burger Fest para aproveitar o mês
Mesmo que timidamente, é nesta época do ano que algumas jabuticabeiras começam a dar as frutinhas de cor escura e sabor adocicado. “As jabuticabas nascem com a constante presença de água”, explica o chef Danilo Simões, professor do Centro Universitário Estácio. É por isso que a fruta, nativa da Mata Atlântica, desponta mais facilmente entre a primavera e o verão, estações em que a intensidade de chuvas é maior. E tão prazeroso quanto comê-las frescas no pé é poder saborear receitas com o fruto, rico em vitamina C e versátil na cozinha. No restaurante Quintal Pampulha, por exemplo, a jabuticaba servida no molho que acompanha o filé de aruanã (um tipo de peixe) vem de pés plantados na fazenda de Urlenisê MiranLaura Maria
MATEUS BARANOWSK/DIVULGAÇÃO
Até o dia 26 deste mês, não há desculpa para não comer hambúrguer. A cidade recebe mais uma edição do Burger Fest, festival de que engloba 30 novas receitas para provar espalhadas nas 21 casas participantes. Uma delas é a J’S Fine Burger, que pretende emplacar o Clube da Esquina (R$ 33,90): pão australiano, hambúrguer preparado de pernil, torresmo crocante artesanal, cebolas caramelizadas, creme de queijo catupiry, couve crispy, tomates, molho barbecue e chipotle (foto).
da, chef e proprietária do estabelecimento. Segundo Urlenisê, o molho é ideal para acompanhar carnes claras e vegetais. “Ele vai muito bem com lombo, pernil e peixe – e até saladas”, diz. Para preparar o molho, é preciso colocar as frutas inteiras, sem casca, em uma panela com água e deixar ferver por horas. A diferença entre o molho preparado por Urlenisê e a geleia feita por Ernestina Degryse está na consistência. Enquanto o primeiro tem aspecto mais líquido, a segunda tem uma textura firme, no ponto ideal para rechear os casadinhos de biscoito amanteigado da Chocolateria Degryse, comandada por Ernestina. “Eu mesma produzo a geleia durante a safra de jabuticaba na região de Guanhães, e ela tem prazo de validade de até dois anos. A jabuticaba tem esta característica, de durar o ano inteiro, sem que seja necessário acrescentar conservante”, observa. Na chocolateria, ainda é vendida uma compota, feita a partir da calda e da polpa da fruta. Os quitutes da Vovó Helê – produtora de Sabará, cidade
onde ocorre o Festival da Jabuticaba –, aliás, podem ser consumidos o ano inteiro graças ao congelamento da fruta. Lá, o que não falta são opções para saborear a jabuticaba em suas mais diversas formas. “Produzimos geleia, vinho, licor, vinagre, mostarda, molho barbecue...”, destaca Kátia Del Rio, filha de Helê. Com o avanço de idade da matriarca, de 78 anos, é ela quem tem assumido a direção do negócio. “Com a jabuticaba, também fazemos uma farinha, usada em bolos ou como suplemento alimentar. Para prepará-la, é necessário deixar as cascas das frutas ao sol por 15 dias e, depois, batê-las no liquidificador”, conta Kátia. BEM GELADOS Nesta época de calor intenso, a jabuticaba também é boa para acompanhar pratos refrescantes. Na Fiorella Gelato, é possível saborear o gelato de jabuticaba, sabor criado especialmente para esta estação. “A jabuticaba tem uma característica muito peculiar: a polpa dela é doce, mas a casca é ácida. O sorvete tem esse mesmo sabor: tem um começo doce
com um final mais ácido”, comenta a chef e proprietária do estabelecimento, Ananda Domingo. Ela garante que o gelato já está entre os mais pedidos, logo na primeira semana de teste. “A aceitação foi unânime, todo mundo gostou, e já é o carro-chefe da casa”, diz Ananda. Outro lugar onde se pode apreciar uma versão geladinha da jabuticaba é na Jabu Drinkeria, que serve o drink Madame Jabu. “O ideal é tomar esse drink em época de calor, porque ele é bem refrescante e combina bem com frutos do mar e carne branca”, pontua o mixologista Matheus Cunha. Vale destacar que, no centro da drinkeria, foi plantada uma jabuticabeira de 60 anos, que veio de Ipatinga. O estabelecimento abre somente às quartas-feiras. A jabuticaba também é a estrela do drink Cerrado Vermelho, desenvolvido pelo bartender Victor Quaranta para a Churrascaria Porcão. O manjericão e o limão-siciliano deixam a bebida à base de vodca ainda mais refrescante.
reportagem
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
15
VOVO HELÊ/DIVULGAÇÃO
LEONARDO FRANCO/DIVULGAÇÃO
RECEITA
MHD/DIVULGAÇÃO
Madame Jabu Ingredientes 70 mL de vodca de baunilha 5 mL de licor de pêssego 20 mL de xarope de amêndoa 1/2 colher de sopa de geleia de jabuticaba 30 mL de mix de frutas cítricas 4 gotas de bitter de laranja Espeto com lâmina de pepino
Variedade: Vinho, cachaça e licor de jabuticaba são alguns dos produtos da Vovó Helê
Modo de preparo Bata todos os ingredientes em uma coqueteleira com gelo e sirva em uma taça previamente resfriada. Decore com o espeto com lâmina de pepino. LEO FONTES
Refrescante: Valor do pote de gelato de jabuticaba, da Fiorella Gelato, varia entre R$ 10 e R$ 15
FRED MAGNO
Alcoólico: Jabuticaba acompanha Cerrado Vermelho (R$ 25), da Churrascaria Porcão
Peixe: Molho de jabuticaba acompanha o filé de aruanã (R$ 59), do Quintal Pampulha, servido no Circuito Gastronômico Pampulha
16
pampulha jornalpampulha.com.br
BELO HORIZONTE 11 a
17 de novembro de 2017
almanaque HOMENAGEM> Musical que celebra os 90 anos de Ariano Suassuna faz curta temporada em BH MARCELO RODOLFO/DIVULGAÇÃO
Sáb. e dom. 18 e 19.nov.
Parceria
Premiada companhia Barca dos Corações Partidos se junta ao escritor Braulio Tavares, ao diretor Luiz Carlos Vasconcelos e ao músico Chico César
Um vídeo, com mais de 100 mil visualizações no YouTube,de uma das inúmeras palestras de Ariano Suassuna (1927 – 2014), dá a entender tanto por qual via o musical “Suassuna – O Auto do Reino do Sol”, em cartaz em BH no próximo fim de semana (dias 18 e 19), homenageia o dramaturgo, quanto o que ele queria dizer quandose descrevia como um palhaço frustrado. Em dois minutos, Suassuna, que era avesso ao rock’n’roll, conta a história de um jovem que tentou convertê-lo em admirador do gênero e canta a música que o fulano teria usado para tanto. Alternando um “refrão” em que repetia os sobrenomes dos físicos Ernest Rutherford (1871-1937) e Niels Bohr (1885-1962) a versos como “um cavalo morto é um animal sem vida” e “em redor do buraco tudo é beira”, levou a plateia às gargalhadas. A despeito do desdém do paraibano pelo rock, a música acabou ganhando arranjo e entrando no espetáculo, que não se pretende biográfico, nem mesmo uma colagem de referências à obra do autor. “A gente fez uma brincadeira que é dele mesmo. Ele não gostava de Jessica Almeida
Ao palhaço de cara limpa rock, mas de uma maneira bem-humorada. Como eu, um dos diretores musicais e alguns atores gostamos, nós decidimos colocar essa música na trama”, explica Braulio Tavares, autor do texto. O projeto é dirigido por Luiz Carlos Vasconcelos, criador do palhaço Xuxu, e traz no elenco a companhia Barca dos Corações Partidos. Chico César, em parceria com dois membros do grupo, Alfredo Del Penho e Beto Lemos, são compositores e diretores musicais. Todo esse arranjo foi engendrado pela produtora Andrea Alves, como uma forma de celebrar os 90 anos do nascimento de Suassuna, completados este ano. A proposta começou a ser delineada enquanto o dramaturgo ainda estava vivo. Assim como é herdeira da homenagem feita a ele quando completou 80 anos, de certa forma, também foi demandada pelo próprio Suassuna.
“Das comemorações que realizamos em 2007, nasceu uma relação muito próxima e uma vontade de repetir a dose. Nós seguimos nos encontrandoe numadessas ocasiões, em 2009, ele brincou comigo, que eu não me metesse a besta de comemorar os 85 porque ele não iria morrer, e disse para comemorar os 90”, lembra Andrea. A morte dele em 2014 foi um impacto muito grande, mas em momento algum a produtora desistiu de prestar a homenagem. “Nenhum dos três convidados tem diretamente a ver com o Movimento Armorial (criado por Suassuna), mas têmmuito essa influência, conhecem sua obra e o conheceram”. “Quando pensei em alguém para escrever, o primeiro nome que me veio foi o do Braulio, que é muito próximo da obra dele. Como a ideia era homenagear o palhaço Ariano, pensei no Luiz,
que o descreve como um ‘palhaço de cara limpa’ e tem um palhaço que é referência. O terceiro foi o Chico, a quem Ariano dedicou um livro de poemas. Só depois do time formado, notamos que eram três paraibanos, como ele”, conta ela. OBRA ORIGINAL Confiado à missão de escrever uma obra original inspirada no universo do dramaturgo, Braulio deu início ao processo. “Foi uma oportunidade muito boa que eu tive para desenvolver certas ideias que tinha como leitor do universo de Ariano, esse mundo do sertanejo, que também é muito próximo a mim. As coisas do sertão me fascinavam e ainda não tinha tido muito a chance de explorálas criativamente. E isso é algo muito mais interessante do que simplesmente escrever a vida dele”, diz Braulio. Em cena, a história de um
grupo de artistas saltimbancos que ruma a Taperoá, cidade onde Suassuna passou a infância, e onde planejam encenar um espetáculo. O texto inclusive traz as mesmas métricas de Suassuna (sextilhas, septilhas, décimas). “Ele era 23 anos mais velho que eu, mas havia uma coincidência de leituras, de vivência musical, com repentistas sertanejos. Então foi uma coisa rápida, simples pra mim, porque se por um lado eu recorria ao universo dele, esse universo era meu também”, afirma. O trabalho, no entanto, foi feito em conjunto. “De outubro do ano passado até junho deste ano, trabalhei profundamente com diretor e atores. Muitas cenas foram escritas em poucas semanas e o Luiz Carlos foi fundamental na parte final, em que ia determinando a entrada das cenas. Dizia: ‘Braulio, agora preci-
so de cena tal aqui’, e eu escrevia. De certa forma, foi regendo. Tínhamos muitas opções de enredo e tudo foi muito discutido entre o grupo, houve convergência de objetivos”. Durante o período, inclusive, a equipe excursionou pelo Nordeste, visitando a casa do dramaturgo, no Recife, a Pedra do Ingá, bloco com inscrições rupestres, na Paraíba, que marcou o autor, e a Fazenda Carnaúba, que pertencia a ele, acompanhados de seu filho, Dantas Suassuna. Mas para além de falar deAriano,“Suassuna–OAuto do Reino do Sol” fala do Brasil. “O musical reflete uma coisa que é um dos aspectos principais da obra dele:a contradição entre o Brasil oficial e o real”, observa. “Dos grandes senhores de terra que na peça são simbolizados por duas famílias em guerra,queprovocauma crise e leva os retirantes a se refugiarem no Vale do Soturno, uma espécie de Arraial de Canudos. E essa guerra se refere à obra do Ariano, mas também de Euclides da Cunha, de Guimarães Rosa e tem tudo a ver com hoje”, finaliza Braulio.
–O >AutoSuassuna do Reino do Sol
Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Dias 18 (sábado), às 21h; e 19 (domingo), às 19h30. R$ 50 (inteira).
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de
almanaque
2017
17
ARTES CÊNICAS Um passado que ainda é atual Jessica E m 1 9 6 1 , Almeida em meio às celebrações dos 150 anos da independência do Paraguai, um assassinato sacudiu o país. Em plena ditadura do general Alfredo Stroessner (1954-1989), um homem armado entrou no Cine Splendid, em Assunção, e disparou em alguém do público. A história foi contada no livro “El Crime del Cine Splendid”, de Juan Marcos González, e foi o ponto de partida para o espetáculo “Cine Splendid”, que estreia na próxima quinta-feira (16). Sara Pinheiro, que assina o texto, viu na história uma ponte para realizar um desejo. “Trata-se de um caso que nunca foi muito falado, que tem a ver com ditadura e que traz o elemento cinema. Era uma vontade minha, em algum projeto, fazer um diálogo entre teatro e cinema”, explica. A partir da leitura, ela foi ao Paraguai por um mês, realizar uma residência dramatúrgica, e teve a oportunidade de conversar com muita gente, inclusive o autor do livro e funcionários que trabalharam no cinema após o atentado. “Essa história verídica foi o trampolim para criar uma outra coisa. Peguei outros signos, como o próprio cinema ou o filme que passava
Qua. a seg. 16 a 27.nov.
PABLO LAMAR/DIVULGAÇÃO
Em vídeo
Seleção dos atores foi feita com cada um deles falando da própria relação com a ditadura
na noite do atentado, para permear a ficção que queria criar. A ideia era falar da vida cotidiana. Não do assassinato e de pessoas ligadas a ele, mas de gente que poderia ter ido à sessão naquele dia”, afirma a dramaturga. Além disso, o projeto trata de uma questão latente, tanto na nossa sociedade quanto na paraguaia: a ditadura. “Já faz alguns anos que fui fazer a residência e, na época, achava, ingenuamente, que a ditadura era uma coisa muito distante. Lá, cheguei a ver um carro com um
adesivo escrito: ‘Stroessner, meu único líder’, e pensei: ‘como assim, alguém ainda acredita que aquela época foi melhor?’”, conta Sara. De lá para cá, o cenário político foi mudando e ela percebeu que aquela não era uma realidade só do Paraguai. “Acabou sendo uma surpresa ver a atualidade do projeto, se pensarmos que hoje há pessoas pedindo intervenção militar, acreditando que esse período foi de paz e progresso. Ainda que eu saiba que a ditadura não é uma questão bem resolvida na
maior parte da América Latina”, comenta. FICÇÃO DE TRANQUILIDADE A proposta é também, portanto, tratar desse terror que as pessoas vivem sem saber. “Em determinado momento da peça, trazemos uma metáfora que representa a ficção de tranquilidade que essas pessoas constroem”, diz. A direção do espetáculo ficou a cargo de Ricardo Alves Jr. e Pablo Lamar, que são diretores de cinema. Além disso, Pablo é paraguaio, assim
como o elenco, formado por Natalia Santos, Diego Mongelós, Diro Romero e Guadalupe Lobo. Naturalmente, o intercâmbio entre as duas linguagens e os países foi inevitável. “O procedimento que eu mais gostei de experimentar foi poder ensaiar mais longamente com os atores. Não é como no cinema, em que se passa muito tempo planejando e, quando chega a filmagem, é muito intenso. Sinto que o trabalho com os atores no teatro é mais vivo”, afirma Pablo. “E também foi muito legal achar elementos cine-
matográficos, ao lado do Ricardo, que já tem experiência em teatro. Trabalhamos muito com a luz e o som nesse sentido, foi muito legal pensar esse processo de transposição”. Para os atores, o processo também foi rico. “O mais interessante foi que cada um dos atores pode participar da construção das situações. Por meio de improvisações, descobrimos formas de relatar o que havia no texto, e isso fez com que cada um pudesse desenvolver uma forma de contar a história de acordo com sua própria linguagem atoral”, afirma Diro Romero. Eles relatam também a riqueza da vivência em Belo Horizonte, onde puderam assistir a espetáculos como “Nós”, do Galpão, e “Vaga Carne”, de Grace Passô, além de outras manifestações culturais. “Vimos que Beagá é uma cidade viva e que seus habitantes se apropriam dos espaços públicos. Levaremos uma experiência extraordinária ao Paraguai, que vai mais além da criação artística e tem a ver com a possibilidade de que nossos povos possam pensar juntos sobre sua história comum”, comenta Natalia Santos.
> Cine Splendid
CCBB (praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). De 16 a 27. De quarta a segunda, às 19h. R$ 20 (inteira)
Espiritualidade pela dança Quandoo coreógrafoMaurício de Oliveira, da Companhia de Dança Siameses, teve seu primeiro contato com o livro “Psicologia Alquímica”,do psicólogonorte-americano James Hillman (1926-2011), ficou impressionado não só com a qualidade do texto, que, segundo ele, parece poesia, mas com o caminho que ele traça para demonstrar que a espiritualidade é experiência no corpo físico do homem. “Ele diz que não existe possibilidade de se falar de metafísica sem falar de física, e isso fez cair muitas fichas pra mim. A gente busca aespiritualidade fora denós, mas experimentar o pé no chão, o cotidiano saudável, integrado, isso em si é a espiritualidade que procuramos fora”, afirma o coreógrafo. Foi a partir daí que ele criou a “Trilogia Alquímica”, composta pelos espetáculos
“Nigredo”,“Albedo” eencerrada por “Rubedo”, que faz únicaapresentação em Belo Horizonte na próxima quarta (15). “Ela fala, metaforicamente,dastrêsfases quequalificam o desenvolvimento humano intelectual, emocional e até físico. A ‘nigredo’ é quando o indivíduo está mergulhadonuma densidade, numaescuridão. Nela, ele tem todas as possibilidades, mas não encontra nenhuma”, explica. Em “albedo”, ele é atingido por um raio de luz. “Porém, este o cega tanto quanto a escuridão. Ele vê a possibilidade nascendo em suas mãos e não sabe como lidar com aquilo que chegou até ele como uma grande potência. Só em ‘rubedo’ as energias se equilibram, e esse é um momento de vivificação do corpo. É uma metáfora para o entendimento daquele indivíduo que teve clara compreensão do que é espiritualidade”,
afirma. A partir dessas metáforas do psicólogo, os espetáculos foram sendo criados. Em todos os três, o espectador tem a impressão de estar envolvido numsonho.“Em “Rubedo’, especificamente, fazemos projeções, numa tela, de imagens que surgiram dos meus sonhos. É um trabalho absolutamente surrealista, mas não é simplesmente a concatenação de imagens inusitadas, danças imprevisíveis. Há um simbolismo forte, que é a tentativa de representação visual do que está no texto de James Hillman”, observa. Dois traços são marcantes na metodologia da companhia Siameses: a incorporação de informações da yoga clássicanavivênciadosbailarinos e a expectativa de que o espectador não seja um mero observador da coreografia. “Percebi que a yoga é o meio de treinamento mais
Qua. 15.nov.
ARTHUR WOLKOVIER/DIVULGAÇÃO
adequadoparao aparatopsicofísico do bailarino. Chegamos à conclusão de que, em nome da longevidade do artista do corpo, especialmentedadança,éprecisoumtrabalho que pense questões médicas, de não saturação do corpo. E percebemos que a yoga aliada à Técnica de Alexander era ideal”, diz o coreógrafo. Quanto ao espectador, o grupo o vê como cocriador de suas obras. “Por isso gosto muito dos bate-papos que fazemos após os espetáculos, porque a devolução das informações é tão incrível quanto o que apresentamos. E essa devolução inclusive acaba servindo de base para o desenvolvimento de outras obras”, conclui. (Jessica Almeida)
> Rubedo ‘Rubedo’ fecha a ‘Trilogia Alquímica’, da Companhia Siameses
Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Dia 15 (quarta), às 20h. R$ 20 (inteira)
18
almanaque
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
ARTES CÊNICAS Uma princesa empoderada Neve – na verdade, a personagem se chama Sebastiana e é natural de Bangu, zona oeste do Rio – se muda com a madrasta para Orlando, Flórida, após a morte do pai. Lá, a viúva começa a namorar um certo “Waldisney”, que, espertamente, se apropria da história da garota para um de seus longas de animação mais famosos. Não bastasse, transforma a heroína em uma moça branca. Essa não é, porém, a única revolta de Sebastiana, que também não engole as outras princesas do universo Disney – mesmo porque, todas chegaram depois dela. Detalhe: todas essas revelações são feitas diretamente para a plateia, como se a atriz quebrasse a chamada quarta parede. O texto é de Cacau Hygino e a direção, da mineira Regina Antonini. “A Cacau me convidou por achar que a peça se adequava à minha embocadura de comédia. E fiquei apaixonada pelo texto, estou amando fazer. A história é muito engraçada, mas é uma sátira também, porque, na infância, não conseguia me identificar com nenhuma princesa dos contos de fadas, não havia nenhuma negra, por exemplo. Hoje, ao contrário, entendo que toda mulher pode ser princesa”, pontua.
Sim, o texto aborda questões como o conSex. e sáb. ceito de bele17 e 18.nov za, cor de pele, manequim... Mas tudo permeado pelo elemento humor. “Na verdade, acho que o ser humano tem mais facilidade de captar as mensagens que são ditas de forma lúdica ou na brincadeira. Então, a peça acaba dando um ‘se liga’ no povo por essa via”, entende Cacau. Pelo que ela tem aferido, o objetivo tem se cumprido. “Tem muita gente que manda mensagem depois, elogiando. Acho maravilhoso, mesmo porque, fazer um monólogo não é uma tarefa fácil. Fico uma hora e 10 minutos sozinha no palco, e, graças a Deus, as pessoas riem muito. O curioso é que as reações variam de acordo com o lugar que vou: há piadas nas quais todos riem, mas há algumas que só algumas plateias acham graça”. Mesmo sendo um espetáculo solo, há vozes em off com as quais a personagem dialoga – entre elas, as de Paulo Gustavo, Marcus Majella e Rodrigo Fagundes. E embora diga que pre-
fere não adentrar em terrenos arenosos, como a política, a atriz assegura que a apresentação de um dia nunca é igual à de outro, ou seja, o texto não é estanque. NA TV Na telinha, a atriz, que ganhou fama por meio da novela “Avenida Brasil”, seg u e
JANDERSON PIRES/DIVULGAÇÃO
Vaiterfotodepois do espetáculo, sim. E ninguém precisa ter pressa: a atriz Cacau Protásio garante que vai atender a todos. “E, geralmente, todo mundo fica para o clique”, diz ela, mais do que feliz comosucessode“DeuaLouca na Branca”, comédia que estreou em julho, em Vitória, e que traz agora à capital mineira – as sessões acontecem nos próximos sábado (17) e domingo (18), no Teatro Bradesco. No palco, como a foto ao lado revela, Cacau dá vida a uma das mais conhecidas heroínas dos contos de fada – no caso, com o figurino à la versão Disney. Mas a história original dos Irmãos Grimm ganha, aqui, uma nova leitura. Não por outro motivo, ela faz questão de enfatizar: “Atenção! Não se trata de uma peça infantil – a pessoa pode achar isso me vendo com cara de fofa na foto, mas a minha Branca de Neve é bem assanhada, namoradeira”, diz, bem-humorada, acrescentando que, definitivamente, não há espaço para apenas um príncipe encantado na vida da moça. A Branca de Patrícia Cassese
no elenco fixo do humorístico “Vai que Cola”, programa de maior audiência do canal Multishow. Lá, interpreta a coprotagonista Terezinha. “Estamos indo para a sexta temporada. Também recebi outros convites, mas, infelizmente, não posso revelar ainda”, despista. Já no cinema, Cacau se diz ansiosa quanto à estreia de “Os Farofeiros”, de Roberto Santucci, no início de 2018. “É sobre um grupo de amigos que vai alugar uma casa para passar as férias. Mas são famílias bem diferentes, cada uma com a sua cultura, e dá aquela bagunça”, adianta. No elenco, estão, ainda, Danielle Winits, Paulinho Gogó e Aline Riscado e Maurício Manfrini, entre outros.
Deu a Louca na >Branca
Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2.244, Lourdes). Dias 17 (sexta) e 18 (sábado), às 20h30. A partir de R$50 (setor II, inteira). 14 anos.
Cacau Protásio Sebastiana é uma princesa diferente: “Ela é namoradeira, assanhada”
O misterioso sumiço de Lili Ter. 14.nov.
ALLEC GOMES/DIVULGAÇÃO
Sem limites: “Quero que os pais refletam sobre a criação dos filhos”
Assim como o espetáculo de Cacau Protásio, “Gente, a Lili Sumiu”, de Eraldo Fontiny, não se destina ao público infantil – embora em cena esteja uma criança, a citada no título. Uma menina que, vale dizer, não tem muita intimidade com a palavra “limite”. Lili é, na verdade, uma das várias personagens criadas pelo ator e comediante mineiro. Ocorre que, neste ano, Eraldo está comemorando 20 anos de carreira. E Lili, nada menos que 15. Para juntar o útil ao agradável, ele resolveu subir aos palcos – a estreia acontece na próxima terça-feira (14), no Cine Theatro Brasil Vallourec. “Já tinha, há algum tempo, o desejo de montar um espetáculo com meus personagens, que foram nascendo de forma espontânea. Acontece que a Lili acabou se destacando na mídia, e pelo Brasil inteiro. Então, por um bom período, fiquei meio que só por conta dela”, lembra. De tão envolvido, veio à sua mente um episódio do extinto “TV Pirata”, no qual o personagem Barbosa, um dos mais emblemáticos no programa humorístico global, era assassinado. Era
uma brincadeira, mas consta que Ney Latorraca já não aguentava mais ser sugado por Barbosa. E a peça foi se delineando. “Eu queria trabalhar com os outros personagens, e vi que, na peça, eles poderiam estar dentro da história, como suspeitos (pelo sumiço de Lili). É, pois, uma investigação com comédia”. Lili, na verdade, tem como espinha dorsal uma crítica aos pais que “deixam a criança fazer tudo o que quiser”. “Mesmo que você não seja, por exemplo, mãe ou pai de uma Lili, pode, um dia, topar com ela. A Lili pode ser a pessoa que vai se casar com seu filho (a), ou qualquer outra pessoa sem limite que possa vir a fazer parte da sua vida. Quis falar dessas pessoas sem limites, porque sempre questionei o preconceito de que humorista não pode falar de coisas inteligentes. Muitas vezes, somos tachados de bobos, de chulos. Mas por que não questionar com humor e tentar despertar uma reflexão?”, argumenta. A identificação por parte do público, entende ele, é notória, “muito rápida”. “Porque existe esse lado um pouco cruel em todos
nós, na infância. Não adianta colocar a criança só num lugar de poesia, ela não é um boneco, tem defeitos, como todo mundo. Por isso, a identificação é imediata, tanto que é a personagem mais popular na minha carreira”. O bordão de Lili – “minha mãe deixa” –, vale lembrar, chegou a ser proferido por Ivete Sangalo. Não raro, Eraldo, que também trabalha seus personagens em rádio, é abordado nas ruas. “O engraçado é que querem a voz da Lili. As pessoas entram no lado lúdico da personagem”. Além de Minas e São Paulo, outros Estados nos quais Lili vem mitando são o Ceará e o Amazonas. “Você nem acredita. Cada vez que vou a Manaus, é um show da Beyoncé”, brinca. E a página de Lili no Facebook, acredite, tem mais de 1.200.000 seguidores. Sucesso pouco é bobagem. (Patrícia Cassese)
> Gente, a Lili Sumiu
- Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315). Dia 14 (terça), às 21h. R$ 30 (inteira). - Espaço Cultural Shopping Estação BH (av. Cristiano Machado, 11.833). Dias 18 (sábado), às 21h, e 19 (domingo), às 19h. R$ 32 (inteira), R$ 15 (Sinparc).
almanaque
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
19
ARTES CÊNICAS teatro adulto A EMPREGADA QUASE PERFEITA Dir. Juliano Maia. Com Renato Millani, Bruno Alexander, Wander de Castro Casal resolve contratar uma empregada e a agência manda uma travesti que, ao chegar, reconhece o marido como um antigo namorado. Teatro da Biblioteca Pública (Circuito Liberdade, 21, Funcionários). Neste sáb. (11), às 21h; dom. (12), às 19h30. R$ 18 (postos Sinparc).
A INOCÊNCIA ESTÁ PERDIDA Dir. Matheus Martone. Com Matheus Ceará O humorista volta às suas origens, revelando suas histórias de infância, incluindo os causos de seus avós, e as experiências vividas com sua família. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro). Neste dom. (12), às 19h. R$ 80 (plateia 1, inteira); R$ 60 (plateia 2, inteira).
20 (inteira). Até 20/11.
PARA MAHAL Dir. Márcio Menezes. Com Coletivo Tombado Inspirado na obra "Tu não te moves de ti", a obra discute questões metafísicas, religiosas e morais. Teatro Espanca! (r. Aarão Reis, 542, centro). Neste sáb. (11), às 20h; dom. (12), às 19h. R$ 20 (inteira).
SEGUNDA CHAMADA Dir. Chico Pelúcio. Com Conexão Galpão Três amigos se reencontram e precisam solucionar casos mal resolvidos. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários). Neste sáb. (11), dom. (12) e seg. (13), às 19h. R$ 20 (inteira). Até 13/11.
TODOMUNDO Dir. Jordan Baêsso. Com Alex Bernardes, Alessandra Stella, Ernane Campos Ao receber a visita da Morte, Todomundo assusta-se e sai buscando uma forma de escapar.
Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7827). Neste sáb. (11), às 21h; dom. (12), às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc).
VINCENT - UM SOLO DE AMOR Dir. Jefferson da Fonseca. Com Jefferson da Fonseca Cartas do pintor holandês inspiram cenas sobre períodos conturbados da vida de Vincent Van Gogh. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Qui. a sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 30 (inteira). De 17/11 a 26/11.
teatro infantil DAYAALU Dir. Kátia Kouto. Com Coletivo Grupo Segredo. História de uma princesa muito alegre, sonhadora e de bom coração.
Teatro da Maçonaria (av. Brasil, 478, Santa Efigênia). Neste dom. (12), às 16h e às 17h30. R$ 15.
NOEL E OS DUENDES Dir. Joselma Luchini A história de um velhinho que catava brinquedo dos sacos de lixo deixados na rua. Espaço Cultural Luchini (r. Osório de Morais, 274, bairro Ouro Preto). Dom., às 11h. R$ 30 (inteira); R$ 14 (postos Sinparc). Até 17/12.
O FIRME SOLDADINHO DE CHUMBO Dir. Simone Ordones. Com Cláudia Antunes, Deborah Silva, Felipe Galvão Firme e valente sobre sua única perninha, o soldado de chumbo enfrenta odisséia. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (11), às 20h; dom. (12), às 19h. R$ 20 (inteira).
dança
ORBIS FINIS Com Grupo Contemporâneo de Dança Livre A resistência do indivíduo em meio às relações de poder e às estruturas de violência. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro). Neste sáb. (11), às 21h. R$ 16 (inteira)
OUTRO EM SI Dir. Fernanda Lippi e André Semenza. Com Cia Sesc de Dança A resistência e a impregnação do que é estrangeiro em cada um e as possibilidades de tornar-se outro. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (11), às 20h30. R$ 10 (inteira).
RUBEDO Dir. Maurício de Oliveira. Com Cia de Dança Siameses A conciliação do corpo com a redescoberta do seu espaço interior, um despertar, da escuridão do esquecimento à brancura da revelação.
ALTOS E BAIXOS Dir. Ílvio Amaral e Maurício Canguçu. Com Bruno Albertini e Marino Canguçú Amigos revelam histórias que vivenciaram ao longo da vida. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Ter. (14) e qua. (15), às 20h. R$ 20 (inteira).
Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Qua. (15),às 20h. R$ 20 (inteira).
musical CONCERTO PARA BEBÊS BRASIL Dir. Cássio Pinheiro. Com Ana Roberta Rezende, Gabriel Estanislau, Gerson Marques Espetáculo cênico-musical para a primeira infância, sustentado no erudito e no cancioneiro popular brasileiro. Teatro Francisco Nunes - Parque Municipal (av. Afonso Pena, s/nº, centro, 3277-6325). Neste sáb. (11) e dom. (12), às 11h. R$ 70 (inteira); R$ 30 (postos Sinparc).
HISTÓRIAS DA ARCA Dir. Ana Cristina. Com Ana Cristina, Caio Gracco, Cláudio Moraleida Em uma casa esquisita, as peripécias de um pato pateta em confusões no galinheiro são embaladas por canções de Vinícius de Moraes. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Neste sáb. (11) e dom. (12), às 16h. R$ 20 (inteira).
bh in solos
A MAMÃE VOLTOU
ONDAS DE ONDE PARTO
Dir. Rodrigo Scheer. Com Tharso Brant e Raphael Monteiro A história de Conceição, uma mãe que volta do além para controlar o filho Jorginho e deixá-lo em situações constrangedoras. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova, 3118-9902). Qua. (15), às 21h; sex. (17), às 20h30. R$ 50 (inteira)
Dir. Fernando Barcellos. Com Mariana Rabelo Mulher narra a trajetória de espera da criança em seu ventre até o parto. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Neste sáb. (11), às 20h; dom. (12), às 19h. R$ 10 (inteira).
SAPATO BICOLOR Dir. Polyana Horta. Com Fabiano Persi Engraxate acha alento na Soul Music. Teatro de bolso Júlio Mackenzie do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (11), às 20h; dom. (12), às 19h. R$ 10 (inteira).
CLEÓPATRA Dir. Susan Worsfold. Com Diego Bagagal Marco Antônio está morto nos braços da rainha que se recusa a figurar no desfile triunfal de Roma. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Sex., sáb. e dom., às 19h. R$ 20 (inteira). De 17/11 a 26/11.
festival de teatro popular permanente
DEU A LOUCA NA BRANCA (Leia mais na página 18)
ESPÉCIE Dir. Fernanda Branco Polse. Com Igor Leal A expansão de uma cena que borre as fronteiras entre teatro e performance, a partir de uma perspectiva queer e pós-pornô. Teatro Espanca! (r. Aarão Reis, 542, centro, 3657-7348). Ter. (14), qua. (15) e qui. (16), às 20h. R$ 10.
ROQUE SANTEIRO Dir. Argileu Rodrigues. Com Centro de Pesquisas Teatrais Garoto que prosperou devido à lenda de Roque Santeiro e que teria morrido para salvar a população dos cangaceiros. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Qui. (16), às 20h. Entrada gratuita mediante doação de 1 kg de alimento não-perecível.
GENTE, A LILI SUMIU (Leia mais na página 18)
HOMEM VAZIO NA SELVA DAS CIDADES Dir. Gustavo Falabella. Com Dominique Macbé, Lucas Costa, Micheline Monteiro Um escritor sem ideias precisa partir em direção à cidade para escrever um novo livro e cumprir o contrato com a editora. ZAP 18 (r. João Donada, 18, Serrano). Neste sáb. (11), às 20h30; dom. (12), às 19h. R$ 20 (inteira).
IMPROVISAÇÕES INSEGURAS Dir. Fernando Silva. Com Eutálio Barcelos, Fernando Silva, Kim Wellerson Todas as cenas são construídas a partir de sugestões da plateia através de jogos de improvisação. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova). Neste sáb. (11), às 21h. R$ 15.
INTIMIDADE INDECENTE Dir. Pedro Paulo Cava. Com Andreia Garavello e Geraldo Peninha Um casal às voltas com o passado precisa se adaptar às redes sociais. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1341, centro, 3273-1050). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 50 (inteira). Até 17/12.
NIGHTVODKA Dir. Eid Ribeiro. Com Grupo Armatrux O espetáculo parte dos relatos sobre o acidente de Chernobyl e faz uma ode à cultura soviética. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Qui. a seg., às 20h. R$
reúne mais de 6 Circovolante cem palhaços em Mariana
do Teatro Universitário 6 Estudantes estreiam dois espetáculos na Funarte
A 9ª edição do Encontro Internacional de Palhaço marca o sucesso de um dos maiores eventos circenses do país. Com a presença de mais de uma centena de palhaços, o festival se estende por toda a cidade histórica e reúne atividades gratuitas, entre elas espetáculos, rodas de conversa, shows e exibição de filmes. Confira a programação completa em: www.facebook.com/ Circovolante Onde Diversos espaços da cidade de Mariana Quando De 16 (quinta-feira) a 19 (domingo) Quanto Gratuito.
O Teatro Universitário da UFMG é responsável pelo preparo e pela formação de futuros atores mineiros. Neste ano, as duas turmas formandas comemoram o fim do curso com a estreia dos espetáculos “Os Negros” e “A Cerimônia”. A primeira montagem traz à baila a questão racial, enquanto a segunda se interessa pela bestialidade humana. Onde Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084) Quando “A Cerimônia”: qui., sex. e dom., às 19h; sáb., às 18h. “Os Negros”: qui. a dom.. às 20h30 Quanto Gratuito
LINCON ZARBIETTI/DIVULGAÇÃO
NAUM PRODUÇÕES/DIVULGAÇÃO
ocupação transarte DANDARA ATRAVÉS DO ESPELHO Dir. Diêgo Deleon. Com Dandara Vital A biografia da atriz transexual em sua jornada de autoconhecimento, descoberta e enunciação. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Neste sáb. (11), às 20h; dom. (12), às 19h. R$ 20 (inteira); entrada gratuita para pessoas trans.
MULHERES DE TEBAS Dir. Carolina Caju. Com Aléxis Diogo, Biancka Fernandes, Dandara Vital Uma mulher trans enriquece e decide patrocinar o enredo do bloco de carnaval do seu coração. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Neste sáb. (11), às 18h. R$ 20 (inteira); entrada gratuita para pessoas trans.
PARTILHA DE UMA VIVÊNCIA Dir. Odilon Esteves. Com Fabíolla Amanda, Guilhermina Xavier, Isabella Rayssa Exercício de cenas guiado pela narrativa autobiográfica dos artistas; retrata estranhamento social cotidiano com corpos trans. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Neste dom. (12), às 18h. R$ 20 (inteira); entrada gratuita para pessoas trans.
20
almanaque
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
MÚSICA Voz a serviço de hinos seculares Patrícia Lançado no Cassese ano passado, “Secular Hymns”, mais recente disco de Madeleine Peyroux, é a base da nova turnê da cantora norteamericana no Brasil, que aterrissa na capital mineira para show na próxima quinta-feira (16), no Sesc Palladium. Gravado ao vivo em uma sessão intimista numa pequena igreja romano-normanda do século XII, situada em Oxford, Inglaterra, ao lado dos músicos Jon Herington (guitarra) e Barak Mori (baixo), o álbum reúne dez faixas, sendo três de compositores contemporâneos – Tom Waits, Townes Van Zandt e Allen Toussaint –, além de um spiritual afro-americano e músicas de baluartes da composição norteamericana, como Stephen Foster. O registro teve uma acolhida efusiva por parte da crítica. “Talvez até um pouco além das nossas expectativas”, reconhece Madeleine ao Pampulha. Segundo ela, houve quem apontasse este como o melhor álbum de sua trajetória, o que a artista vê com singularidade. “Por se tratar simplesmente do registro de uma performance ao vivo, não hou-
Qui. 16.nov.
ve, por exemplo, edição ou correções posteriores. Nem overdubs ou efeitos adicionais. De verdade, procuramos a reprodução mais fiel do concerto. Naturalmente, ficamos atentos à questão da fidelidade sonora, mas não tentamos ir além. Aliás, talvez seja um caminho que eu deva continuar seguindo. Talvez tenha a ver com a percepção de que nossos ouvidos estejam cansados das coisas suplementares, e pos-
SHERVIN LAINEZ/DIVULGAÇÃO
samos nos dedicar a desfrutar o som mais complexo de todos – aquele da acústica da natureza”. REPERTÓRIO Mas, sim, Madeleine reconhece que, no caso dos shows no Brasil, o roteiro vai abarcar, além do repertório do CD, canções ligadas ao universo da bossa nova. “Espero que o show se adapte ao sentimento de vocês, aí, neste momento”.
Madeleine, vale lembrar, desenvolveu uma relação extremamente próxima com o Brasil, já tendo vindo a Minas em outras ocasiões. “Me encantei com a cidade logo na primeira vez que a visitei, em 2005. Lembro de ter dançado a noite inteira em um bar de cachaça, um dos melhores que me recomendaram. Já ali me vi envolvida pelo espírito da cidade. Me sinto em casa – talvez porque a cidade de vo-
de Madeleine se estende à música brasileira. Ela conta, por exemplo, que recenAfinados temente descobriu o trabaMadeleine e, ao fundo, lho de “um grande baterisJon (ao centro) e Barak: ta, Edu Ribeiro”. “Também trio gravou o CD em tenho ouvido muito Zé Reuma igreja no interior nato e outros cantautores. da Inglaterra Mas é fato que não consigo estar em dia com tudo – mesmo porque, tudo é tão bom”. Dentre os baluartes, ela recorre a Tom Jobim. “Penso que as harmonias do maestro influenciaram todo o jazz americano”. Também cita Elis Regina como uma cantora que a fez ter mais confiança em si mesma pelo uso de sua voz. “Penso que os artistas da Tropicália me inspiraram a procurar a paz onde menos se espera e a trabalhar para encontrá-la. Já o violão de João Gilberto e seu canto me impactaram de cês me lembre um pouco o uma maneira singular, coBrooklyn (Nova York), on- mo ninguém mais”. de cresci em meio aos trabaInstada a falar sobre o lhadores da cidade. Agora, mundo atual, Madeleine a verdade é que me apaixo- diz que sua maior preocunei não só pela capital, mas pação é que “percamos a fé por toda Minas Gerais, a uns nos outros”. “Não sei partir do momento em que se tenho razão, mas é o que toquei no Festival de Jazz acredito”, conclui. de Ouro Preto, dirigido por Madeleine Maria Alice Martins. Ali, fui despertada para a história Peyroux de vocês. E sigo apaixona- No Projeto Full Jazz Grande Teatro do Sesc Palladium (rua da”, ressalta. Rio de Janeiro, 1.046). Dia 16 (quinta), Naturalmente, o apreço às 21h. R$ 80 (inteira).
>
Clássicos de Israel para BH Belo Horizonte foi a cidade escolhida pela Orquestra Filarmônica Jovem de Israel para dar início à nova turnê pelo Brasil – a apresentação será neste domingo (12), na Sala Minas Gerais. O grupo, vale lembrar, é composto por estudantes da BuchmannMetha School of Music, vinculada à Filarmônica de Israel. Depois da capital mineira, a agenda segue por cidades como Curitiba, São Paulo e Rio Preto. O programa contempla duas peças de Johannes Brahms, a Sinfonia n° 3 e o Concerto para Violinos Op. 77. O maestro Eyal Ein-Habar lembra que a apresentação é educativa. “Por isso, temos que equilibrar as necessidades técnicas e emocionais dos alunos com a expectativa do público. E Brahms é querido tanto pelos intérpretes quanto pela audiência”, afirma ele, que é coordena-
dom. 12 nov.
DIVULGAÇÃO
distrações… Queremos que se divirtam, mas é preciso que estejam afinados, em seu melhor”, brinca. Mas sim, a passagem pelo Brasil reserva um compromisso que mescla diversão e didatismo. A BuchmannMetha programa visitar a sede de uma escola de samba paulista, quando se apresentará para as baterias e, em troca, poderá conferir, in loco, o mais emblemático gênero musical brasileiro.
Orquestra de jovens do mundo todo se prepara para compor a Filarmônica de Israel
dor da escola e primeira flauta da Filarmônica de Israel. A turnê convida, como solista, o violinista Guy Braunstein, em cujo currículo consta participações em apresentações das filarmônicas de Zurique e Israel. Não
bastasse, foi o mais jovem primeiro violinista da Filarmônica de Berlim. “Para os alunos, é excelente poder estar ao lado de um músico do nível de excelência de Braunstein. Isso os ajuda a se manterem na direção cer-
ta”, destaca Ein-Habar. O maestro também revela, de forma bem-humorada, um dos grandes desafios da turnê. “Os jovens querem se divertir, e estão em um país diferente, em uma nova cultura, com festas e
BOLSAS Como a Orquestra Jovem foi criada com o intuito de preparar músicos para a Filarmônica de Israel, o regente lembra que os alunos precisam atingir um nível de excelência, “mas sem perder a empolgação e o desejo de tocar”. “Procuramos equilibrar técnica e emoção na formação”, explica. Por conta de um programa de bolsas direcionadas a jovens talentos de todo o
mundo, a orquestra abriga, hoje, cinco brasileiros – que, aliás, estão na atual turnê. É o caso de Rudá Alves. O estudante de violino possui mestrado pela Universidade de Tel Aviv e atualmente completa a graduação em Diploma Artístico – espécie de pós-graduação – na Buchmann-Metha. “Tive – e tenho – colegas dos mais variados países, como nossos vizinhos Argentina, Chile e Uruguai, ou europeus, como Alemanha, Espanha, Itália e Finlândia. Ou mesmo mais distantes, como China, Japão, Myanmar. A lista não acaba aqui, o que comprova a universalidade da música”, diz Rudá. * João H. Motta/sob a supervisão de Patrícia Cassese
Orquestra Jovem >de Israel
Concerto com peças de Brahms. Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1.090). Neste domingo (12), às 20h30. A partir de R$ 25 (terraço, inteira)
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
21
22
almanaque
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
MÚSICA Para além de um trem-bala Lara Alves (*)
Em menos de um ano, a c a n ç ã o “Trem Bala”, de Ana Vilela, conquistou um sucesso que a jovem cantora paranaense sequer esperava quando gravou um vídeo caseiro e despretensioso em que cantava sua composição. Meses depois da explosão viral do vídeo nas redes sociais, “Trem Bala” virou trilha sonora de novela global, música-tema do Teleton, foi remixada por produtores badalados e ganhou versões de ninguém menos que a uber model Gisele Bundchen, o cantor Luan Santana e o padre popstar Fábio de Melo. Aos 19 anos, Ana tem a convicção de que a música é um verdadeiro “hino das tias do WhatsApp”, diz em meio aos risos, referindo-se à paixão de públicos diversos pela canção que traz à luz a importância de enxergar a beleza da vida e ser grato a ela. Agora, após o turbilhão que alterou os rumos de sua vida, Ana se concentra em novos projetos para manter em alta a carreira artística. Na próxima quarta-feira (15), a cantora desembarca em BH para uma
Qua. 15.nov.
segunda apresentação na cidade em menos de um ano. Desta vez, em vez de um formato voz e violão e a interpretação de covers, Ana traz para o Teatro Bradesco um novo formato. O palco será tomado por uma banda completa e o espetáculo embalado por um repertório quase que integralmente composto por canções autorais que ela compõe desde antes do sucesso.
ALESSANDRA TAWARA/DIVULGAÇÃO
Aos 19 anos, Ana Vilela viu sua vida virar de cabeça para baixo quando seu vídeo cantando “Trem Bala” atingiu mais de 12 milhões de visualizações no Youtube; agora, a jovem cantora desembarca em BH para o show de lançamento de seu primeiro disco
A segunda passagem pela capital é fruto da turnê de lançamento do álbum que leva o nome da cantora e marca o crescimento artístico de Ana. “As coisas mudaram no geral na minha carreira desde a minha primeira ida a BH. O show agora está muito mais maduro, mais encorpado”, explica. O setlist do show e as canções escolhidas para integrar
o álbum de estreia apontam para o desejo da cantora de se voltar para suas próprias composições, entre elas está “Promete” – o novo single é uma declaração de amor às crianças e, principalmente, a seu primo, Pedro, de 2 anos. “Gosto de cantar e compor sobre o que eu vivo. Eu preciso sentir o que componho porque, senão, não sai direito”, pontua.
Apenas uma música destoa deste ideal de Ana. Presente tanto no repertório quanto no disco, “Leãozinho”, de Caetano Veloso, é uma exceção e não poderia ficar de fora. Ela explica: “Quando eu era criança, minha tia Simone cantava essa música pra mim e ela é presente na minha vida desde então. Não tinha como não incluir ‘Leãozinho’ no reper-
tório”. Aliás, voltar a Belo Horizonte, para ela, é como resgatar algumas das raízes da infância. “Minha família toda é de Minas Gerais, então, desde o começo, significou muito pra mim me apresentar na cidade. O público é uma delícia e espero sentir outra vez o calor das pessoas e que elas gostem do meu trabalho novo”, conta. MPB FOFA Se a alcunha de “fofo” para a música de artistas que se voltam para composições melódicas suaves e letras delicadas pode incomodar alguns, para Ana ela é apenas uma identificação do sentimento que as pessoas têm com a sua música. “Eu não gosto de ficar rotulando as minhas próprias músicas. O público decide se é ‘fofo’ ou não, mas acho que isso acaba sendo consequência do fato de eu escrever sobre aquilo que eu vivo e com a intensidade de como eu vivo”, avalia. * Sob supervisão de Marília Mendonça
> Ana Vilela
Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Dia 15 (quarta-feira), às 19h. R$ 90 (inteira).
Quintana para ouvir e dançar “Poeta das coisas simples”, Mário Quintana (1906 – 1994) deixou uma obra marcada pela inventividade e ritmo. Com lirismo particular, o poeta sempre soube valorizar a musicalidade das palavras. E entre seus mais de 40 livros, incluindo publicações póstumas, além de antologias, costumava dedicar um lugar especial aos pequenos. Neste recorte, uma de suas mais conhecidas obras é “Lili Inventa o Mundo” (1983), escolhida pelos músicos mineiros Cristiano Gouveia e Irene Bertachini como base do espetáculo “Lili Canta o Mundo”, cuja estreia foi em 2013. Neste domingo, os dois sobem ao palco do Teatro Bradesco para o lançamento do CD homônimo. Gouveia, que é músico, ator e contador de histórias – desenvolve trabalhos junto ao público infantil desde 2004 – lem-
bra o embrião do projeto. “Em 2012, apresentava o ‘Quintal da Cultura’ (TV Cultura) e conheci o trabalho da (cantora, compositora, flautista e educadora musical) Irene. Fiquei apaixonado, principalmente com a música ‘Bom Dia’, que quis levar para o programa”. Contato feito, Irene cedeu os direitos para a apresentação. A história teria acabado por aí. Só que Gouveia foi convidado (pelo Sesc Santos) a integrar uma homenagem ao autor gaúcho, em 2013. “E cometi a loucura de, estando em São Paulo, convidar alguém de BH. E ela cometeu a loucura de aceitar”, brinca. A dupla resolveu se debruçar sobre o livro “Lili Inventa o Mundo”. E decidiu dar vida à personagem. A parceria se mostrou tão vigorosa que o projeto foi estendido. “Depois, nos apresentamos em bibliotecas, teatros e até na Virada Cultural de BH”, comenta o paulista.
Dom. 12.nov.
LUIS HENRIQUE EVO/DIVULGAÇÃO
A mineira Irene Bertachini e o paulista Cristiano Gouveia lançam CD infantil em BH
A ideia de gravar um CD surgiu a partir de algumas cobranças. “Às vezes, as pessoas voltavam ao espetáculo e perguntavam se havia um registro. No início, a gente dizia que não. Depois, mudamos para um ‘ainda não’, com ênfase no ainda”, menciona Gouveia.
Contando com a contribuição da aclamada contadora de histórias Aline Cântia, que conduz parte do espetáculo, e da banda, Gouveia e Irene se dizem ansiosos e contentes pelo lançamento do CD. “É um trabalho solar, muito alegre, pensado para as crianças – mas
não é infantilizado”, explica Irene, que define o álbum como “sensível” e que “acessa a infância sem nenhum menosprezo”. Ela adiciona ainda que, embora as canções não “entreguem tudo mastigado”, são compreensíveis para crianças de várias idades. “Cada uma con-
segue extrair algo diferente”, afinal, “na poesia de Quintana, a gente experimenta vivenciar essas brincadeiras com as palavras, com os sentidos”, diz. Claro, o lirismo do poeta gaúcho facilitou a vida dos artistas. “Cada poema dele tem sua musicalidade. O que fizemos foi encontrar essa sonoridade e levá-la tanto para o CD quanto para o show”, explica Cristiano. O resultado, garante a dupla, vai agradar tanto as crianças quanto os “agregados”. “Às vezes, uma criança vai acompanhada ao show por até três adultos, por exemplo. Então, sabemos que precisamos agradar esse público também”, completa Irene. (Alex Bessas)
Lançamento do >CD ‘Lili Canta o Mundo’
Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2244, Lourdes). Neste domingo (12), às 16h. R$ 10 (inteira).
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de
almanaque
2017
23
MÚSICA A palavra e o som em Joyce Joyce Moreno admite: não vem à capital mineira com a frequência que gostaria. Curiosamente, sua agenda de novembro contempla a cidade duas vezes. Na primeira, ela apresenta o repertório de seu mais recente disco, “Palavra e Som” (Biscoito Fino), dentro do projeto “Domingo no Museu”, no Museu de Arte da Pampulha. No dia 19, retorna para “Em Casa”, um tributo a Luiz Eça, junto a artistas do naipe de Dori Caymmi, Zé Renato e Toninho Horta. “Palavra e Som” foi lançado inicialmente no Japão, ano passado. Como só acontece na carreira de Joyce, a Terra do Sol Nascente é um ponto do planeta no qual sua música ecoa com particular fruição. Tanto que ela conta, orgulhosa, que o disco acabou entrando na lista dos melhores do ano (2016). Em julho, foi a vez de o Brasil conferir a lavra de inéditas. Sim, as 13 faixas levam sua assinatura, sendo que em apenas três ela não se incumbiu de letra e melodia. Uma dessas, aliás, chama particular atenção: “O Poeta Nasce Feito”, parceria póstuma com o tropicalista Torquato Neto (1944 – 1972). No caPatrícia Cassese
so, a música é dedicada a Ronaldo Bastos, e a explicação impacta. “Foi ele (Bastos) que me entregou esse poema do Torquato, na verdade, escrito em forma de carta a ele. Nem eu sabia, mas, durante o processo de pesquisa para o documentário que saiu agora sobre ele (“Todas as Horas do Fim”, de Eduardo Ades e Marcus Fernando), revelouse que Torquato tinha uma lista de coisas que pretendia fazer e, entre essas, constava o desejo de fazer uma parceria comigo”, revela Joyce. O disco que ela apresenta em BH também reserva uma outra dedicatória, no caso, a Chiquinha Gonzaga, na faixa 10, “Forrobodó das Meninas”. “Ela foi a criadora do termo borogodó e trisavó de todas as feministas. Foi uma mulher livre, independente, e isso já no século XIX. Eu quis falar um pouco sobre esse novo feminismo, e não podia deixar de lembrá-la e mencioná-la”. De um modo geral, Joyce conta que não pensou em conceito para nortear o feixe de canções que “Palavra e Som” aglutina. “São músicas de uma safra mais recente, mas o processo (de seleção para o disco) é orgânico. Geralmente, espero um tempinho para juntar o buquê. Depois que ele está pronto, aí vou encontrar o conceito, e,
no caso, a ideia”. Em relação ao disco, esta diretriz está no título, que traz as duas palavras pilares da música. “Palavra e Som” é um trabalho que, no geral, bate continência ao samba já a partir da faixa por meio da qual ela o inicia, “No Mistério do Samba” (já gravada por Maria Rita). “O samba é uma forma de composição que, para mim, é muito recorrente, faz muito parte da minha formação, assim como o jazz e a bossa nova”, explica. Aliás, o jazz e a sua tradição de improviso ganham destaque na faixa quatro, “Mingus, Miles e Coltrane”. Mas o CD ecoa outras referências, como ao Rio de Janeiro, em “Humaitá”, que aponta o bairro no qual ela escolheu para morar, “debaixo do braço direito do Redentor”. Nela, Joyce fala de uma cidade que “ruge, rosna e late”. “É um pouco metáfora de todo o Brasil, embora no Rio, por ser uma cidade emblemática, sempre ecoe mais”. Por último, mas não menos importante: merece destaque a bela capa do álbum, que reproduz uma pintura do artista japonês Shinichi Sugaya.
LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO
Dom. 12.nov.
Joyce Moreno
No show, além do novo repertório, ela repassa alguns dos hits de carreira
> Joyce Moreno
Museu de Arte da Pampulha (av. Otacílio Negrão de Lima, 16.585). Neste domingo (12), às 11h. R$ 20 (inteira), à venda no local, a partir das 10h, ou antecipadamente, na Acústica CDs (rua Fernandes Tourinho, 300, telefone: 3281-6720).
O ‘balzaquiano Bazar’ de Tutti Resiste: é com esse verbo queoapresentadorTuttiMaravilha,67,explica alongevidade de seu programa “Bazar Maravilha”, que completou este ano 30 anos no ar, pela rádio Inconfidência FM (100,9 MHz). “Durante esse tempo, a música brasileira mudou muito, foi uma resistência mesmo sobreviver às enxurradas de música da moda. Mas eu tento colocar a boa música brasileira no ar diariamente, divulgar e lançar uma galera boa. Acho que é isso que segura. Além, claro, do bom humor”, comenta Tutti. É para comemorar essa trajetória bem-sucedida que ele realiza uma versão com plateia do programa na próxima terça (14), o “Bazar Maravilha 30 anos”, no Sesc Palladium. No palco, Tutti contaráhistórias detodosesses anos de programa e receberá artistas que fazem parte dessa trajetória. Estarão lá Ana Cristina, Babaya, Caro-
na Brasil, Cobra Coral, Célio Balona, Chico Lobo, Jairo de Lara, Lô Borges, Mauricio Tizumba,MarcosFrederico,Marina Machado, Roger Deff, Thiago Delegado, Tianastácia, Túlio Mourão e Zé da Guiomar. “São artistas da cidade que têm relação forte com o Bazar, que lançamos aqui no programa, que desde o início nos deram o prazer de lançar seus discos. Foi difícil fazer essa seleção”, diz, adiantando que também haverá uma surpresa. Cada um dos convidados vaitocarumamúsica econversar um pouco com o apresentador. O Bazar será transmitido ao vivo pela primeira vez à noite pela rádio Inconfidência –o programa de DudaRamos, “A Noite Vai Ser Boa”, que é transmitido no horário, vai ao ar excepcionalmente das 14h às 16h, horário de Tutti. O radialista comemora a possibilidade do encontro com seu público, de quem se
Ter. 14.nov.
MAÍRA CABRAL/DIVULGAÇÃO
O Bazar Maravilha entrou no ar em 1983, mas foi suspenso em 1987, retornando em 1991
considera íntimo, mas que nem sempre conhece seu rosto. “O ouvinte é muito parceiro, mas eu só os conheço pelo telefone. Tem gente que eu nuncavi,masnostratamos como amigos íntimos. Já ajudei a juntar casais que hoje têm fi-
lhos que me ouvem, mas muita gente ainda se surpreende ao ouvir minha voz na rua, não sabe quem eu sou. É bom teressas oportunidades deencontro”, afirma. Ao final, Tutti ainda receberá um presente: a marchi-
nha “Balzaquiano Bazar”, que Thiago Delegado e Marcos Frederico fizeram para ele, será tocada, com direito a letra para a plateia acompanhar. O passar do tempo tem feito bem ao Bazar, como observa Tutti. “Eu ouço os progra-
mas antigos e fico nossa, como eu falava desse jeito. Mas a prática vai tornando as coisas melhores e tento aprender com os erros”, afirma o apresentador. Além disso, existe uma rotina bem delineada pra que tudo corra da melhor forma. “Como é diário e ao vivo, eu começo a viver o programa umdia antes, buscandoo quevai estar acontecendo na cidade no dia seguinte e faço a programação em cima desse tema. Mas às vezes está tudo prontinho às 13h30 e eu resolvo mudar tudo, porque descubro outra música ououtroconvidado que funcionaria melhor. OBazarestá vivo otempointeiro, é quase uma crônica diária do rádio”, comenta. (Jessica Almeida)
Bazar Maravilha >30 anos
Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Dia 14 (terça), às 20h. Ingressos esgotados
24
almanaque
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
MÚSICA MARIONALDO JUNIOR/DIVULGAÇÃO
sábado (11) Hemp faz show e 6 Planet lança filme em BH Às vésperas do feriado, a banda Planet Hemp volta a Belo Horizonte. No evento, a banda de rap lança o filme “Legalize Já”, que narra a trajetória do grupo e apresenta seus sucessos. A noite também será embalada por Vitor Sobrinho, Froid e outros nomes do house e hip hop Onde Hangar 677 (r. Henriqueto Cardinalli, 121, Olhos D’Água) Quando Dia 14 (terça-feira), às 22h Quanto A partir de R$ 120 (pista, inteira, 1° lote).
GAL OPPIDO/DIVULGAÇÃO
Praça Floriano Peixoto recebe BH Instrumental Na última edição do ano, a série BH Instrumental chega à praça Floriano Peixoto. A abertura fica com o saxofonista Sérgio Danilo. E o destaque vai para o encontro da dupla Fernando Melo e Luiz Bueno, do Duofel, com o multi-instrumentista Carlos Malta e o percussionista carioca Robertinho Silva. O repertório traz clássicos da MPB Onde Praça Floriano Peixoto (Santa Efigênia) Quando Neste sábado (11), às 19h30 Quanto Entrada gratuita
AFFONSINHO & RADIOBLUES, SEU MADRUGA, ROCK MACHINE & BAUXITA Artistas apresentam seus trabalhos autorais no projeto “Jack Experience”. Jack Rock Bar (av. do Contorno, 5623, Funcionários). Às 21h. R$ 20 (antecipado promocional).
ARNALDO ANTUNES Show “A Casa É Sua”. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 21h. R$ 50 (inteira)
BELISARIO TONSICH Argentino interpreta música folclóricas de países sul-americanos. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h. R$ 40 (inteira)
BEQUADROS Show com repertório do álbum “Eu Me Vendo” e releituras de clássicos nacionais e internacionais. Orta Bar (r. Doresópolis, 606, Fernão Dias). às 19h. R$ 8.
DUO+2
6
Espetáculo reúne os músicos Luiz Bueno e Fernando Melo, do Duofel com os instrumentistas Robertinho Silva e Carlos Malta na série BH Instrumental. Praça Floriano Peixoto, Santa Efigênia. Às 19h30. Gratuito
FESTIVAL INTERNACIONAL DE VIOLÃO Fernando Araújo e Celso Faria em “Manuscritos de Buenos Aires – Obras Inéditas de Francisco Mignone”. Na segunda parte, Anat Cohen e Marcello Gonçalves em “Outra Coisa: a música de Moacir Santos”. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, centro). Às 21h. R$ 30 (inteira)
FORA DE SÉRIE Orquestra Filarmônica de Minas Gerais apresenta concerto em homenagem ao barroco italiano.
JOSÉ LUIS PEDERNEIRAS/DIVULGAÇÃO
Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1090, Barro Preto). Às 18h. A partir de R$ 40 (inteira, balcão)
GIRO BRASIL Edição Minas + Pará, com Dona Onete, Felipe Cordeiro, Matheus Brant e Renato Rosa, Strobo e Jaloo. Mercado Distrital do Cruzeiro (r. Ouro Fino, 452, Cruzeiro). Às 21h. R$ 20 (inteira)
MARISA MONTE E PAULINHO DA VIOLA Encontro repassa sucessos do samba. Km Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro). Às 22h. A partir de R$ 280 (4º lote)
SINFÔNICA POP Orquestra Sinfônica de Minas Gerais convida Chico César. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Dias 11 e 12, às 20h30 e 19h. R$ 60 (inteira)
domingo (12) DUELO DE MCS E TIÃO DUÁ
Cinema”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 11h. R$ 10 (inteira)
segunda (13) DUO PIANOS Com os pianistas portugueses Pedro Burmester e Mário Laginha. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 21h. A partir de R$ 50 (inteira, setor II)
quinta (16) CIA LÍRICA NINO CRIMI Concerto “Primavera de Clássicos”. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 20h. R$ 70 (inteira)
sexta (17) MARIANA NOLASCO Youtuber apresenta show acústico. Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro). Às 20h. R$ 40 (inteira).
A próxima etapa do Duelo Nacional de MC’s recebe também o lançamento do disco da banda Tião Duá intitulado “Dilá - TiãoDuá e os MCs de BH” Viaduto Santa Tereza, centro. Às 16h
VINIKOV
FESTIVAL TRANQUILO
JOÃO LUÍS SOARES/DIVULGAÇÃO
Festival traz proposta de músicas para contemplação com os artistas Minimalista e M O O N S. Amadoria (r. Mucuri, 325, Floresta). Às 14h. R$ 30
Lançamento do álbum “Babyloneliness”. A Obra (r. Rio Grande do Norte, 1168, Funcionários). Às 22h. R$ 30.
GRUPO DE CÂMARA DA ORQUESTRA JOVEM SESIMINAS Orquestra interpreta composições que vão da música clássica ao rock. Casa Fiat de Cultura (Praça da Liberdade, 10, Funcionários). Às 11h. Entrada gratuita.
ORQUESTRA OURO PRETO Lançamento do disco “Músicas Para
Marisa e Paulinho em BH
FELIZARDO FOTOGRAFIA/DIVULGAÇÃO
Tiso e Tunai 6 Wagner homenageiam Elis
na Quebrada 6 Intima chega à capital mineira
Depois de passar por várias capitais brasileiras, o show “Saudade da Elis (As Aparências Enganam)” volta a Belo Horizonte. No espetáculo, o pianista Wagner Tiso e o compositor Tunai prestam homenagem à cantora e retomam importantes canções eternizadas na voz da Pimentinha – entre elas “O Bêbado e a Equilibrista”, “Maria, Maria”, “O Trem Azul”, entre outras Onde Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro) Quando Dia 17 (sexta-feira), às 21h Quanto R$ 50 (inteira)
Com três edições bem-sucedidas no Rio de Janeiro, o Projeto “Intima na Quebrada” foi idealizado pelos DJs e produtores Sean Diss e Guilherme Toledo com a proposta de criar um evento acessível com música techno e house lo-fi. Pela primeira vez na cidade, o projeto acontece no Café Bier e conta com a presença de DJs e artistas visuais Onde Café Bier (r. Santa Rita Durão, 153, Funcionários) Quando Dia 18 (sábado), a partir das 17h Quanto Entrada gratuita até as 22h; R$ 15 (após às 22h).
ARTES VISUAIS IEPHA/DIVULGAÇÃO
Museomix ocupa Circuito Desde ontem, e até este domingo (12), o Circuito Liberdade recebe o “Museomix”, maratona criativa que acontece simultaneamente em diversos países e museus. Além de atividades que exigiram inscrição prévia, o evento oferece outras, gratuitas, para a popu-
lação em geral, tanto nos equipamentos quanto na própria Praça da Liberdade. No caso, os museomixers (que se inscreveram previamente) estão concentrados no desenvolvimento de protótipos no Rainha da Sucata. No domingo (12), das 15h às 19h, os trabalhos serão disponibiliza-
dos ao público. De acordo com a coordenadora geral do Circuito Liberdade, Marcela França, o Rainha da Sucata foi o prédio escolhido para que designers, artesãos, programadores e artistas produzissem suas obras pelo fato de o equipamento estar sendo utilizado para abrigar o Hub Minas Digital, projeto da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. “Vamos levar a cultura para um prédio tão inovador, que é o Rainha da Sucata. O Museomix é uma forma de o prédio dar boas-vindas ao cir-
cuito. Com o evento, estamos ocupando todos os espaços do edifício, e a secretaria está finalizando a ocupação de startups no prédio”, conta Marcela. Exposições, oficinas, games e palestras estão entre as atividades associadas abertas ao público em geral, e que serão desenvolvidas em outros prédios, como o Museu das Minas e do Metal, Memorial Minas Vale ou Biblioteca Pública Estadual.
> Museomix
Circuito Liberdade. Até este domingo (12). A programação pode ser acessada em facebook.com/MuseomixMG
Protótipos desenvolvidos serão apresentados no domingo
almanaque
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
25
CINEMA ‘Vazante’: narrativa lenta e olhar conformado Atenção! A programação abaixo se refere a este final de semana, dias 11 (sábado) e 12 (domingo )
pré-estreia
PAI EM DOSE DUPLA 2 (Daddy’s Home 2, EUA, 2017, 1h38, 12 anos) Dir. Sean Anders. Com Will Ferrell, John Lithgow, Mark Wahlberg, Mel Gibson. Após resolverem suas diferenças, Brad e Dusty precisam agora lidar com uma nova situação complicada: a súbita aparição de seus pais. BH Shopping 5: 22h10 (*) Big Shopping 3: 18h25, 20h25 (*) Diamond 5: 20h40 Estação 6: 19h15 (*) Norte 5: 18h25, 20h25 (*) Pampulha 2: 21h (*) Partage Shopping Betim 5: 18h05 (*) Pátio Savassi 1: 18h10 (*) Sessões dubladas
estreias BORG VS MCENROE (Borg vs McEnroe, Dinamarca/ Suécia/ Finlândia, 2017, 1h48, 12 anos) Dir. Janus Metz Pedersen. Com Shia LaBeouf, Stellan Skarsgård, Sverrir Gudnason. A preparação dos tenistas Björn Borg e John McEnroe para a final de Wimbledon, em 1980. Belas 2: 18h Ponteio 2: 16h30, 21h
DESERTO (Desierto, México/ França, 2015, 1h28, 14 anos) Dir. Jonás Cuarón. Com Gael García Bernal, Alondra Hidalgo, Jeffrey Dean Morgan. Moises está viajando com um grupo de pessoas que tenta atravessar a fronteira do México com os EUA. Belas 1: 15h40, 21h40
GOSTO SE DISCUTE (Brasil, 2017, 1h30, 12 anos) Dir. André Pellenz. Com Cássio Gabus Mendes, Gabriel Godoy, Kéfera Buchmann. Um chef perde o paladar quando precisa fazer um novo cardápio para conquistar a gerente de seu restaurante. Betim 2: 15h, 16h50, 18h40, 20h30 BH Shopping 6: 14h20, 16h30, 18h40, 21h Boulevard 2: 14h, 15h50, 17h40, 19h30, 21h20 Cidade 8: 14h10, 16h, 17h50, 19h40, 21h15 Contagem 7: 15h, 16h50, 18h40, 20h30 Del Rey 5: 13h50, 15h30, 17h20, 19h, 20h50, 22h30 (somente sábado) Estação 2: 13h40, 15h40, 17h50, 19h50, 22h Itaú Power 2: 14h, 15h50, 17h40, 19h30, 21h10 Minas 3: 14h, 15h50, 17h40, 19h30, 21h20 Minas 6: 16h20 Partage Shopping Betim 7: 15h10, 17h30, 19h50, 22h Pátio Savassi 2: 12h05(d), 14h10, 16h20, 18h40, 20h50 Via Shopping 5: 15h20, 17h20, 19h, 20h40
NO INTENSO AGORA
EUROPA FILMES/DIVULGAÇÃO
Daniel Q u e s t i o n a r Oliveira “Vazante” é questionar suas escolhas narrativas – o que está e o que não está na tela. E o problema do filme, que estreia, é que mesmo que se entenda que o longa é da diretora Daniela Thomas – e ela tem o direito de deixar de fora o que achar melhor –, aquilo que é incluído não traz nada de novo e não tem seu potencial satisfatoriamente explorado. E isso permite que as exclusões se tornem mais incômodas. O filme se passa na Diamantina de 1821. Ali, Beatriz (Luana Nastas), de 12 anos, é obrigada a se casar com o viúvo António (Adriano Carvalho), senhor de escravos bem mais velho que ela. E sozinha e abandonada na fazenda, a garota inicia uma relação com o jovem negro Virgílio (Vinicius dos Anjos), filho de Feliciana (Jai Baptista), escrava sexual de António. Com a belíssima fotografia em preto e branco do peruano Inti Briones (inspirada nas gravuras de Debret), o design de produção de Valdy Lopes e a lenta montagem de Es-
ESTRELAS (Brasil, 2017, 1h30, livre) Dir. Alexandre Peralta. O documentário segue duas bailarinas que fazem parte da única escola de balé para cegos do mundo. Belas 1: 13h50, 20h
O OUTRO LADO DA ESPERANÇA (Toivon Tuolla Puolen, Finlândia/ Alemanha, 2017, 1h38, 18 anos) Dir. Aki Kaurismäki. Com Sherwan Haji, Ilkka Koivula, Sakari Kuosmanen. Khaled fugiu da guerra na Síria e foi buscar asilo na Europa. Depois de solicitar uma permissão busca pela irmã, desaparecida. Belas 2: 16h Belas 3: 14h, 21h30
POKÉMON, O FILME: EU ESCOLHO VOCÊ! (*)
(*) Clube do professor. Necessário a comprovação do mesmo
(Gekijoban Pocket Monster: Kimi ni Kimeta!, Japão, 2017, 1h35, livre) Dir. Kunihiko Yuyama. Ash Ketchum tem 10 anos, o que significa que ele já tem idade suficiente para se tornar um instrutor de Pokémon. BH Shopping 5: 15h45 Estação 1: 16h30 (somente domingo) Partage Shopping Betim 2: 13h Pátio Savassi 7: 15h30
INVISÍVEL
(*) Sessões dubladas
(Brasil, 2017, 2h07, 12 anos) Dir. João Moreira Salles. Documentário político que justapõe uma série de acontecimentos da década de 1960. Belas 3: 11h (somente sábado) (*), 19h
(Invisible, Argentina, Brasil, 2016, 1h30, 14 anos) Dir. Pablo Giorgelli. Com Mora Arenillas, Agustina Fernandez, Mara Bestelli. Ely, uma jovem que mora num bairro pobre de Buenos Aires, descobre estar grávida e decide que não quer ter o bebê. Belas 2: 20h (*)
UM PERFIL PARA DOIS
(*) Sessão Vitrine. Ingressos a R$ 12.
(Un Profil Pour Deux, França/ Alemanha/ Bélgica, 2017, 1h41, 12 anos) Dir. Stéphane Robelin. Com Pierre Richard, Fanny Valette, Yaniss Lespert. Pierre é um viúvo aposentado, e agora, tem a chance de voltar a namorar novamente criando um perfil online em um site. Diamond 2: 13h30, 16h30, 19h, 21h30 Ponteio 3: 14h20, 16h30, 21h
OLHANDO PARA AS
VAZANTE (Brasil, 2017, 1h56, 14 anos)
Diamantina
Longa conta história de garota de 12 anos que se casa com viúvo
tevan Schilling e Tiago Marinho, Daniela imerge o espectador naquele tempo e naquele local. Mas cai na armadilha do “longa de época”, reconstituindo o período sem se aprofundar nas subjetividades de seus personagens e sua narra-
tiva com um olhar realmente contemporâneo. Por mais que se proponha comoahistóriadoestuproinstitucionalizado de Beatriz, “Vazante” é narrado muito mais do ponto de vista de António – e dá muito mais espaço a ele. E
Dir. Daniela Thomas. Com Adriano Carvalho, Luana Nastas, Sandra Corveloni, Jai Baptista. Após ficar viúvo, António, senhor de terras no Serro do século XVIII, decide se casar com a jovem Beatriz, deixando-a sozinha ao viajar pelo Estado. Cidade 1: 14h30, 16h50, 19h, 21h10 Paragem 4: 14h30, 16h50, 19h10, 21h30
Boulevard 4: 14h45, 16h45, 18h45 Cidade 2: 12h30 (somente domingo), 14h20, 16h20 Contagem 3: 14h30, 16h30 Del Rey 4: 14h45, 16h40 Diamond 6: 15h10, 17h20 Estação 6: 12h30, 14h40, 16h45 Itaú Power 4: 14h15, 16h15 Minas 5: 14h30, 16h40 Monte Carmo 2: 14h50, 16h50 Norte 5: 14h25, 16h25 Pampulha 3: 14h, 15h50, 17h40, 19h30, 21h20 Paragem 2: 14h30 Pátio Savassi 1: 13h30, 15h50 Via Shopping 1: 15h, 19h
em cartaz ALÉM DA MORTE (Flatliners, EUA, 2017, 1h50, 14 anos) Dir. Niels Arden Oplev. Com Ellen Page, Diego Luna, Nina Dobrev. Estudantes de medicina fazem experimentos, como ter o coração parado e depois reavivado, para curar a morte. Cidade 5: 14h20 (sessão dublada)
Sessões 3D: Partage Shopping Betim 2: 15h20, 17h40 (*) Sessões dubladas
BLADE RUNNER 2049 AS AVENTURAS DO CAPITÃO CUECA – O FILME (*) (Captain Underpants: The First Epic Movie, EUA, 2017, 1h29, livre) Dir. David Soren. Para não serem separados, dois amigos usam um anel contra o diretor e o transforma no Capitão Cueca. Estação 1: 12h, 14h20, 16h30(somente sábado) Paragem 2: 16h20 Pátio Savassi 7: 13h20 Sessões 3D: BH Shopping 4: 13h30, 18h05 (*) Sessões dubladas
(Blade Runner 2049, EUA, 2017, 2h43, 14 anos) Dir. Denis Villeneuve. Com Ryan Gosling, Harrison Ford, Jared Leto. Trinta anos após os acontecimentos, o novato oficial K desenterra um segredo. Boulevard 4: 21h Pátio Savassi 8: 21h50
A COMÉDIA DIVINA (Brasil, 2017, 1h38, 14 anos) Dir. Toni Venturi. Com Murilo Rosa, Monica Iozzi, Thiago Mendonça. Programa em crise contrata uma recém-formada. Ela vê sua carreira decolar quando o Diabo abre sua igreja na Terra. Contagem 7: 16h40, 21h
BIG PAI, BIG FILHO (*) (The Son of Bigfoot, Bélgica, 2017, 1h32, livre) Dir. Ben Stassen, Jérémie Degruson. Um adolescente solitário com superpoderes decide sair em busca de seu pai. Betim 3: 14h20, 16h30, 18h40 BH Shopping 5: 15h10, 17h30, 19h50 Big Shopping 3: 14h25, 16h25
COMO NOSSOS PAIS (Brasil, 2017, 1h42, 12 anos) Dir. Laís Bodanzky. Com Maria Ribeiro, Clarisse Abujamra, Paulo Vilhena. Enquanto tenta conciliar as crises de sua vida, Rosa recebe uma notícia da mãe. Pátio Savassi 7: 17h50, 20h20
na segunda metade, quando segue a garota, comete equívocos como usar a morte de um personagem negro em função do sofrimento dela. São nesses tropeços que o longa dá margem para a grande crítica que vem so-
frendo: o de não dar voz nem subjetividade aos escravos. Se o estupro de Beatriz é o grande drama, o de Feliciana, muito mais presente e frequente, é quase normalizado – e, mesmo que a atuação de Jai Baptista seja o melhor elemento do filme, ela nunca tem um momento para expressar sua dor. Além disso, o único negro que ousa questionar aquele sistema fala apenas o dialeto bantu, que não é traduzido porque os demais personagens não o entendem – uma escolha narrativa coerente, mas politicamente frágil. Porque, no final das contas, “Vazante” é a história de seus brancos, e não dos negros – cuja escravidão, um dos maiores crimes da humanidade, permanece na periferia da narrativa. Mas mesmo nessa escolha, Daniela opta por narrar seu longa, botar sua câmera, do ponto de vista de António e de seu poder absolutista ali. E isso torna seu filme conformado, datado, pouco acrescentando ao universo cinematográfico que explora.
26
almanaque
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
CINEMA COMO SE TORNAR O PIOR ALUNO DA ESCOLA (Brasil, 2017, 1h46, 12 anos) Dir. Fabrício Bittar. Com Bruno Munhoz, Carlos Villagrán, Daniel Pimentel. Dois alunos encontram um diário de como provocar o caos na escola. BH Shopping 9: 13h10, 18h50 Contagem 7: 14h30, 18h50 Del Rey 4: 22h40 (somente sábado) Del Rey 7: 14h20 Itaú Power 4: 18h30, 20h45 Estação 5: 17h30, 20h40 Minas 6: 14h10, 18h30, 20h40 Monte Carmo 4: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 Pampulha 4: 14h45, 18h55 Paragem 3: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 Partage Shopping Betim 3: 16h15 Pátio Savassi 3: 14h
D.P.A – O FILME (Brasil, 2016, 1h30, Livre) Dir. André Pellenz. Com Anderson Lima, Letícia Braga, Pedro Henriques Motta. Os Detetives do Prédio Azul precisam salvar o edifício da destruição. BH Shopping 1: 14h30, 16h45 Diamond 5: 16h10, 18h30 Partage Shopping Betim 4: 14h05, 16h20, 18h35
DEPOIS DAQUELA MONTANHA (The Mountain Between Us, EUA, 2017, 1h52, 12 anos) Dir. Hany Abu-Assad. Com Kate Winslet, Beau Bridges, Idris Elba. Após um acidente de avião, estranhos precisam forjar uma conexão para sobreviver. BH Shopping 7: 13h20, 16h20, 19h10, 21h50, 13h20, 16h20, 19h10, 21h50, 15h20, 18h10, 20h40 Boulevard 5: 14h, 16h15, 18h30, 20h45 Cidade 3: 13h40, 16h, 18h20, 20h40 (*) Del Rey 6: 14h, 16h20, 18h40, 21h, 23h10 (somente sábado) Diamond 4: 13h, 15h30, 18h10, 21h Estação 1: 18h45, 21h15 (*) Monte Carmo 1: 14h (*), 16h20 (*), 18h40, 21h Partage Shopping Betim 2: 20h Pátio Savassi 6: 13h10, 16h10, 19h10, 22h Ponteio 4: 14h, 18h40, 21h10 (*) Sessões dubladas
DUAS DE MIM (Brasil, 2017, 1h22, 12 anos) Dir. Cininha de Paula. Com Thalita Carauta, Latino. Uma cozinheira trabalha duro para manter a família. Um dia ela se divide em duas. Del Rey 7: 16h30
EM BUSCA DE VINGANÇA (Aftermath, EUA, Reino Unido, 2017, 1h35, 14 anos) Dir. Elliott Lester. Com Arnold Schwarzenegger, Maggie Grace, Scoot McNairy. Um homem busca vingança após ter perdido a esposa e o filho em acidente de avião causado por negligência. BH Shopping 10: 21h30 Del Rey 4: 18h30, 20h20
O ESTADO DAS COISAS (Brad’s Status, EUA, 2017, 1h41, 12 anos) Dir. Mike White. Com Ben Stiller, Michael Sheen, Austin Abrams. Para Brad, a vida dos amigos parece melhor do que a sua. Belas 2: 21h40 Boulevard 1: 17h Pátio Savassi 1: 21h Ponteio 2: 14h15, 18h45
GABRIEL E A MONTANHA (Gabriel e a Montanha, Brasil, França, 2017, 2h11, 14 anos) Dir. Fellipe Barbosa. Com João Pedro Zappa, Caroline Abras, Leonard Siampala. Gabriel tinha um sonho: conhecer a África. Entretanto, ele desejava conhecer mais. Belas 3: 16h30 BH Shopping 9: 15h40, 21h40
HISTORIETAS ASSOMBRADAS – O FILME (Brasil, 2017, 1h30, livre) Dir. Victor-Hugo Borges. Pepe é um menino de 12 anos que mora com sua avó, uma bruxa. Após descobrir que é adotado, ele decide sair em busca dos pais. Diamond 5: 14h Estação 5: 13h20, 15h20 Partage Shopping Betim 3: 14h
MOSTRA NO SESC PALLADIUM APRESENTA PÉROLAS DO CINEMA NÓRDICO
Pátio Savassi 8: 12h30, 14h50
LINO – UMA AVENTURA DE SETE VIDAS (Brasil, 2017, 1h33, livre) Dir. Rafael Ribas. Um animador de festas, determinado a mudar sua vida, contrata os serviços de um feiticeiro, mas a magia acaba sendo um tiro no pé. Pátio Savassi 8: 17h10, 19h30
Exótico A riqueza das obras produzidas em países como Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia ainda é pouco conhecida no Brasil. Para apresentar a diversidade deste cinema ao público mineiro, a Mostra de Cinema Nórdico reúne os melhores filmes feitos nesses países nos últimos anos. São 14 obras, entre documentários, ficções, dramas e comédias. Confira a programação da semana no roteiro abaixo. Onde Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350) Quando Até 19/11 Quanto Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
DIVULGAÇÃO
em cartaz (continuação)
MARK FELT – O HOMEM QUE DERRUBOU A CASA BRANCA (Mark Felt: The Man Who Brought Down The White House, EUA, 2017, 1h43, 14 anos) Dir. Peter Landesman. Com Liam Neeson, Diane Lane, Marton Csokas. A trajetória da vida de Mark Felt, vice-presidente do FBI, informante de jornalistas no famoso escândalo de Watergate. Ponteio 4: 16h20
O MELHOR PROFESSOR DA MINHA VIDA (Les Grands Esprits, França, 2017, 1h46, 12 anos). Dir. Olivier Ayache-Vidal. Com Denis Podalydés, Léa Drucker, Zineb Triki. Professor é forçado a se transferir para um colégio nos subúrbios de Paris. Belas 2: 14h
MEUS 15 ANOS (Brasil, 2017, 1h34, 10 anos) Dir. Caroline Fioratti. Com Larissa Manoela, Daniel Botelho, Rafael Infante. Bia descobre que vai ganhar uma festa. Mas ela não tem amigos para convidar. BH Shopping 10: 14h10, 16h50
MISSÃO CEGONHA (Richard The Stork, Bélgica/Alemanha/ Luxemburgo/Noruega, 2017, 1h24, livre) Dir. Toby Genkel, Reza Memari. Apesar de todos acharem que ele é um papagaio, Richard agarra-se à convicção de que é uma cegonha. Contagem 4: 14h45, 16h30 (sessões dubladas)
A MORTE TE DÁ PARABÉNS (Happy Death Day, EUA, 2019, 1h36, 12 anos) Dir. Christopher Landon. Com Jessica Rothe, Charles Aitken, Israel Broussard. Uma mulher é assassinada e fica presa em um ciclo vicioso entre vida e morte. Itaú Power 6: 16h30 (sessão dublada)
MULHOLLAND DRIVE – CIDADE DOS SONHOS (Mulholland Dr., EUA/ França, 2002, 2h26, 14 anos) Dir. David Lynch. Com Naomi Watts, Justin Theroux, Laura Harring. Depois de um acidente, Rita perde a memória. Betty, uma recém-chegada à cidade tenta ajudar a amiga a descobrir sua identidade. Belas 1: 17h20
A NOIVA (Nevesta, Rússia, 2017, 1h35, 14 anos) Dir. Svyatoslav Podgayevskiy. Com Vyacheslav Chepurchenko, Aleksandra Rebenok, Igor Khripunov. Nastya é uma jovem mulher que viaja para conhecer a família do noivo, mas isso pode ter sido um erro. BH Shopping 10: 19h20 Boulevard 1: 19h35, 21h30 Cidade 6: 15h, 17h, 19h, 21h (*) Contagem 2: 15h, 17h, 19h, 21h (*) Estação 6: 21h40 Itaú Power 1: 14h45, 16h45, 18h45, 20h45 (*) Minas 5: 18h50, 21h (*) Pampulha 2: 14h30, 16h40, 18h50 (*) Partage Shopping Betim 5: 15h45, 20h30 (*) Via Shopping 2: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 (*) (*) Sessões dubladas
PICA-PAU – O FILME (*) (Woody Woodpecker, EUA, 2017, 1h24, livre) Dir. Alex Zamm. Com Timothy Omundson, Graham Verchere, Thaila Ayala. Vigaristas estão determinados a construir a casa dos sonhos, mas, para isso, precisam derrubar a casa do Pica-Pau,. BH Shopping 8: 14h, 16h10 Big Shopping 4: 14h30, 16h30 Boulevard 1: 15h Contagem 5: 14h20 Del Rey 2: 13h30, 15h10, 17h Itaú Power 6: 14h45 Minas 2: 14h45, 16h40 Norte 3: 14h30, 16h30 Paragem 5: 14h20 Partage Shopping Betim 5: 13h30 Pampulha 4: 16h55, 21h05 Via Shopping 1: 17h (*) Sessões dubladas
POLÍCIA FEDERAL – A LEI É PARA TODOS
(Brasil, 2017, 1h47, 14 anos) Dir. Marcelo Antunez. Com Marcelo Serrado, Antônio Calloni, Flávia Alessandra. Inspirado em fatos reais sobre a operação Lava Jato. Diamond 6: 19h30, 22h
UMA RAZÃO PARA RECOMEÇAR (New Life, EUA, 2017, 1h30, 10 anos) Dir. Drew Waters. Com Jonathan Patrick Moore, Erin Bethea. Ben e Ava estão juntos há muito tempo, até que ocorre uma tragédia que deixa o futuro em perigo. Contagem 3: 18h30, 20h45 (*) Cidade 5: 18h40 (*) Sessões dubladas
TEMPESTADE – PLANETA EM FÚRIA (Geostorm, EUA, 2017, 1h49, 14 anos) Dir. Dean Devlin. Com Gerard Butler, Abbie Cornish, Jim Sturgess. Um criador de satélites precisa trabalhar para impedir que uma tempestade destrua o planeta. BH Shopping 5: 20h20 Betim 3: 20h40 (*) Big 4: 18h30, 20h50 (*) Cidade 5: 16h30, 20h30 (*) Contagem 5: 16h30, 18h40, 20h50 (*) Del Rey 2: 18h50, 21h10 Itaú Power 6: 18h50, 21h (*) Minas 2: 18h30, 20h45 (*) Monte Carmo 2: 18h40(*), 20h50 Norte 3: 18h30, 20h50 (*) Paragem 2: 18h50, 21h Partage Shopping Betim 4:20h50 (*) Via Shopping 1: 21h10 (*) Sessões 3D: Pampulha 1: 14h05, 18h45 (*) (*) Sessões dubladas
TERRA SELVAGEM (Wind River, EUA, 2017, 1h47, 14 anos) Dir. Taylor Sheridan. Com Jeremy Renner, Elizabeth Olsen, Kelsey Asbille. Cory, traumatizado pela morte da filha adolescente, encontra o corpo congelado de uma menina e decide iniciar uma investigação sobre o crime. Ponteio 3: 18h40
THOR: RAGNAROK (Thor 3: Ragnarok, EUA, 2017, 2h10, 12 anos) Dir. Taika Waititi. Com Chris Hemsworth, Cate Blanchett, Tom Hiddleston. Thor está preso do outro lado do universo. Ele precisa correr contra o tempo para voltar a Asgard e parar Ragnarok. Betim 1: 13h20, 18h30 (*) BH Shopping 8: 18h20, 21h20 Big Shopping 2: 15h45, 18h15, 20h45 (*) Big Shopping 5: 15h15, 17h45, 20h15 (*) Boulevard 3: 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 Cidade 2: 18hy20, 21h (*) Cidade 7: 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 (*) Contagem 4: 18h20, 21h Contagem 6: 13h15, 15h55, 18h35, 21h15 (*) Del Rey 3: 12h30 (somente sábado), 13h10 (somente domingo), 15h10 (somente sábado), 15h40 (somente domingo), 17h50 (somente sábado), 18h10 (somente domingo), 20h30 (somente sábado), 20h40 (somente domingo), 23h (somente sábado) Del Rey 7: 18h20, 20h50 (*) Diamond 3: 12h509d), 15h50, 18h45, 21h40 Estação 4: 14h (*), 17h (*), 20h15 Itaú Power 3: 13h25, 15h50, 18h25, 20h50 (*)
Minas 4: 13h14, 15h55, 18h35, 21h15 (*) Monte Carmo 3: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) Norte 2: 15h40, 18h10, 20h40 (*) Pampulha 5: 13h50(*), 16h20, 18h50 (*), 21h20 (*) Pampulha 6: 14h, 16h30, 19h, 21h30 (*) Paragem 1: 13h50, 16h20, 18h50, 21h15 Partage Shopping Betim 3: 18h45, 21h50 (*) Partage Shopping Betim 6: 15h, 18h (*) Pátio Savassi 3: 16h30, 19h20 (*) Pátio Savassi 5: 14h20, 17h30, 20h30, 23h25 (somente sábado) Via Shopping 3: 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 (*) Sessões 3D: Betim 1: 15h50, 21h (*) BH Shopping 1: 19h, 22h BH Shopping 2: 13h40, 17h, 20h BH Shopping 3: 14h50 (*), 15h, 17h50, 20h45 (*) Big Shopping 1: 15h30, 18h, 20h30 (*) Boulevard IMAX: 13h30, 16h10, 18h50, 21h30 Cidade 4: 12h50 (*), 15h30, 18h10 (*), 20h50 Contagem 1: 13h (*), 15h40, 18h20 (*), 21h Del Rey 1: 13h (*), 15h40, 18h20(*), 21h Diamond 1: 14h50, 17h45, 21h10 Estação 3: 13h, 16h, 19h, 22h15 (*) Itaú Power 5: 13h40 (*), 16h15 (*), 18h40 (*), 21h10 Minas 1: 13h (*), 15h40, 18h20 (*), 21h ( Monte Carmo 5: 13h10 (*), 15h50, 18h30 (*), 21h Norte 1: 15h30, 18h, 20h30 (*) Pampulha 1: 16h15, 20h55 (*) Paragem 5: 16h, 18h30 (*), 21h10 Partage Shopping Betim 1: 14h20, 17h15, 20h10 (*) Partage Shopping Betim 6: 21h (*) Pátio Savassi 4: 12h20, 15h20, 18h20, 21h20 Ponteio Premier: 13h30, 16h, 18h30, 21h10 Via Shopping 4: 13h (*), 15h40 (*), 18h20 (*), 21h
mostras MOSTRA WILLIAM WYLER (*) Neste sábado (11) 14h “O Morro dos Ventos Uivantes” (Wuthering Heights, EUA, 1939, 12, 1h43) 16h “Da Terra Nascem os Homens” (The Big Country, EUA, 1958, 14, 2h45) 19h “Ben-Hur” (EUA, 1959, 14, 3h32) Domingo (12) 16h “A Princesa e o Plebeu” (Roman Holiday, EUA, 1953, 12, 1h58) 18h15 “Como Roubar Um Milhão de Dólares” (How to Steal a Million, EUA, 1966, 12, 2h03) 20h30 “O Colecionador” (The Collector, EUA-ING, 1965, 14, 1h59) Segunda-feira (13) 15h “Funny Girl - A Garota Genial” (Funny Girl, EUA, 1968, 12, 2h31) 17h45 “Sublime Tentação” (Friendly Persuasion, EUA, 1956, 12, 2h17) 20h15 “Da Terra Nascem os Homens” (The Big Country, EUA, 1958, 14, 2h45) Terça-feira (14) 15h “Jezebel”, (EUA, 1938, 12, 1h43) 17h “Pérfida”, (The Little Foxes, EUA, 1941, 14, 1h55) 19h “Fogo de Outono”, (Dodsworth, EUA, 1936, 10, 1h41)
21h “Beco Sem Saída” (Dead End, EUA, 1937, 10, 1h33) Quarta-feira (14) 16h “Memphis Belle: A Fortaleza Voadora” (The Memphis Belle - A Story of a Flying Fortresst, EUA, 1944, 12, 0h41) - “Thunderbolt - O Avião P-47 (Thunderbolt, EUA, 1947, 12, 0H44) Dir. William Wyler, John Sturges 17h45 “Os Melhores Anos de Nossas Vidas”, (The Best Years of Our Lives, EUA, 1946, 12, 2h52) 19h45 Rosa da Esperança (Mrs. Miniver, EUA, 1942, 14, 2h14) Quinta-feira (16) 15h O Colecionador (The Collector, EUA, ING, 1965, 14, 1h59) 17h História Permanente do Cinema “Tarde Demais” (The Heiress, EUA, 1949, 12, 1h55) - Sessão Comentada 20h “Funny Girl” - A Garota Genial (Funny Girl, EUA, 1968, 12, 2h31) Sexta-feira (17) 15h “Ben-Hur” (EUA, 1959, 14, 3h32) 18h45 “Sublime Tentação”, (Friendly Persuasion, EUA, 1956, 12, 1h17) 21h15 “O Morro dos Ventos Uivantes” (Wuthering Heights, EUA, 1939, 12, 1h43 (*) Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
CINEMA NÓRDICO (*) Neste sábado (11) 15h “Uma Família” (DIN, 2010, 1h42, 12 anos) Dir. Pernille Fischer Christensen. 17h “Asa Pequena” (FIN, 2016, 1h40, 12 anos) Dir. Selma Vilhunen 19h “Não chore por mim”(SUE, 2013, 1h49, 14 anos) Dir. Måns Mårlind, Björn Stein. Domingo (12) 15h “Eu Sou Sua” (NOR, 2013, 1h30, 14 anos) Dir. Iram Haq 17h “A Hora do Lince” (DIN, 2013, 1h33, 16 anos) Dir. Søren Kragh-Jacobsen. 19h30 “Parentes São Eternos” (NOR, 2013, 1h15, 14 anos) Dir. Frode Fimland. Terça-feira (14) 17h30 “Uma Família” (DIN, 2010, 1h42, 12 anos) Dir. Pernille Fischer Christensen. 19h30 “O Hotel” (SUE, 2013, 1h37, 14 anos) Dir. Lisa Lagnseth Quarta-feira (15) 17h “Parentes São Eternos” (NOR, 2013, 1h15, 14 anos) Dir. Frode Fimland. 19h30 “Asa Pequena” (FIN, 2016, 1h40, 12 anos) Dir. Selma Vilhunen Quinta-feira (16) 17h30 “Histórias de Estocolmo” (SUE, 2014, 1h37, 12 anos) Dir. Karin Fahlén 19h30 “Marie Kroyer” (DIN, 2012, 1h43, 12 anos) Dir. Billie August Sexta-feira (17) 17h30 “Não chore por mim”(SUE, 2013, 1h49, 14 anos) Dir. Måns Mårlind, Björn Stein 19h30 “Eu Sou Sua” (NOR, 2013, 1h30, 14 anos) Dir. Iram Haq
MOSTRA PARALELA E CINE MEMÓRIA Neste sábado (11)
14h Curtas e Médias “Candeias”, de Ythallo Rodrigues e Reginaldo Farias / “Congado.doc - Do Rosário à Coroa”, de Dandara Andrade / “Atrás da Pedra - Resistência Tekoa Guarani”, de Thiago Carvalho / “Santo Cavaleiro – A Festa de São Tiago de Mazagão”, de Gavin Andrews. 16h30 Curtas: “Cine São José”, de William Tenório / “Casa sem Janela”, de Juliette Yu-Ming, Marcelo Engster, Vitor Kruter / “Imagens e Memórias - O Cinema no Vale do Mamanguape-PB”, de José Muniz / “Rua da Carioca, 49”, de Daniel Roque / “Torre”, de Nádia Mangolini / “Aquela Rua Tão Triumpho”, de Gabriel Carneiro / “Cinema de Estado”, de Daniel Roque. 19h “The Destruction of Memory” (BRA, 2016, 1h21) Dir. Tim Slade. Domingo (12) 14h “Sotaque Elétrico” (BRA, 2017, 1h33) Dir. Caio Jobim e Pablo Francischelli. Exibição dos curtas “O Sabiá do Samba”, de Beto Waite, Diego Tavares e Pedro Bálaco / “O Conto do Burro Amarelo”, de Daiana Mendes. 16h30 Curtas e Médias “De Magrela”, de Marcelo Lin / “Fôlego”, de Bruno Vaccari; Edison Massei Filho; Felipe Gomes / “Vidas Cinzas”, de Leonardo Martinelli / “Cidades Invisíveis”, de Beth Formaggini / “Ora Sim, Ora Não”, de Lara Plácido / “Terramotourism”, de Coletivo LeftHandRotation. 19h30 “The Human Scale” (DIN, 2013, 1h17) Dir. Andreas Dalsgaard (*) Cine 104 (praça Ruy Barbosa, 104, centro, 3222-6457). Entrada gratuita
ESPECIAL JEAN ROUCH (*) Neste sábado (11) 19h “Eu, um Negro” (FRA, 1958, 1h10, 14 anos) Exibição do curta “As Viúvas de Quinze Anos”. Domingo (12) 19h “Mosso Mosso, ‘Jean Rouch Como Se’” (FRA, 1998, 1h13, 14 anos)
CINEMA ESPANHOL (*) Quarta-feira (15) 17h “Felizes 140” (ESP, 2015, 1h38, 12 anos) Dir. Graça Querejeta 19h “A Minha Grande Noite” (ESP, 2015, 1h40, 12 anos) Dir. Álex de la Iglesia Quinta-feira (16) 17h “Nem Tudo é Vigília” (ESP, 2014, 1h38, 16 anos) Dir. Hermes Paralluelo 19h “Noite de Verão em Barcelona” (ESP, 2013, 1h36, 16 anos) Dir. Dani de la Orden Sexta-feira (17) 17h “Truman” (ARG. 2015, 1h49, 12 anos) Dir. Cesc Gay 19h “Felizes 140” (ESP, 2015, 1h38, 12 anos) Dir. Graça Querejeta (*) MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita
27
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a
17 de novembro de 2017
estilo REPAGINADO> Mule quebra estigmas e se candidata a figurar com destaque nos looks desta estação
Calcanhar de fora LÉO FONTES
“A primeira vez que comprei um mule foi quando morei no Canadá, em 2012. Fui a uma loja e vi um modelo bem exótico, meio country, de salto, bege e com detalhes recortados. Sei que foi amor à primeira vista. Eu gostava tanto dele que usava pouco, para não gastar o sapato”, relata Marina Lerbach, designer de sapatos e sócia da marca Nuu Shoes. Ao contrário da moça, muitas mulheres ainda mantêm uma relação de “amor e ódio” com esse modelo, fechado na parte da frente e que deixa os calcanhares de fora. Mas, passados quase 20 anos do seu auge, nos anos 90, o calçado retorna triunfal, com a promessa de ser a estrela do closet. De origem francesa, os mules eram também usados por homens no século XVI. Mas foi nos anos 90 que se incorporaram definitivamente ao armário feminino. Há algumas temporadas, ele vem sendo resgatado tanto na versão clássica quanto repaginado por várias marcas, e em várias versões: com ou sem salto e com a parte frontal aberta ou fechada. E, mesmo com tanta versatilidade, ele é prova de que tudo é uma questão de costume para cada um começar a usar. “Em alguns casos, a mulher acha o modelo desconfortável por causa da exposição do calcanhar, mas, com o calor e o uso maior da peça por outras pessoas, muitas se arriscam em um novo estilo e vão às lojas para experimentar, por curiosidade”, explica Thais Moretzsohn, consultora de moda e imagem.
dências vêm e voltam, e, por isso, quando estão em alta, usamos mais certos modelos – até porque é mais fácil encontrá-los. Mas, ainda assim, acho que devemos usar aquilo que gostamos – e os mules são confortáveis demais pra deixarmos de lado”, defende a designer que sempre investe no calçado nas coleções da Nuu Shoes. “Para a nova coleção, eles vieram mais imponentes, com um salto quadrado deslocado, uma meia pata pequena e um solado largo”, disse. A consultora de estilo Thais Moretzsohn também acredita que, com a variedade de modelos lançados, é possível se adaptar aos mais diversos looks e ocasiões. “Vale combinar o acessório sem salto com calças jeans rasgadas e uma T-shirt, ou uma saia curta e também com shortinhos. Se a mulher tem um estilo mais despojado, vale investir no mule de salto com saia mídi, ou pantacourt, inclusive para looks noturnos. No trabalho, dê preferência a mules de saltos finos e calça de alfaiataria”, ensina. Entretanto, Thais pondera que é preciso ter cuidado em ocasiões muito formais. “Calcanhar de fora e vestido longo não combinam, a menos que seja uma sandália”, alerta. Por outro lado, foi justamente essa versatilidade para incluir o calçado em várias ocasiões que chamou atenção de Marina. “Tenho um modelo mais imponente, com um saltão alto quadrado, que usei em um casamento. Eu me achei chiquérrima. Adorei que várias pessoas na festa elogiaram meu sapato, acho que isso significa que o mule está mais bem aceito”, relata.
RETORNO Para Marina Lerbach, a volta do polêmico sapato é mais um dos exemplos do vai e vem da moda, assim como aconteceu, recentemente, com as pochetes e outras tendências “malvistas”.“A moda é cíclica, as ten-
A designer Marina Lerbach, da Nuu Shoes, sempre investe no mule. “É um modelo no qual acreditamos muito e é sempre muito bem aceito pelo nosso cliente”, assegura.
Lorena K. Martins
VITRINE
Feito em tecido natural e estampa de alecrim Quanto R$ 129 Onde Via Mia (31) 3264-004
Este modelo tem ares de tamanco holandês Quanto R$ 144,90 Onde www.petitejolie.com.br
Na tonalidade rosa millennial, este ainda é arrematado com tachas brilhantes Quanto R$ 390 Onde Schutz (31) 3330-8759
Com recortes estratégicos, este modelo é ótimo para o verão Quanto R$ 360 Onde www.nuushoes.com
28
estilo
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
COMO USAR> Calça esportiva com fenda lateral é nova mania
STUDIO TERTULIA/DIVULGAÇÃO
TV GLOBO/DIVULGAÇÃO
Pabllo Vittar é fã da calça que reflete a tendência sexy da moda esportiva
Os bordados da Mirabilia são feitos em peças únicas
Garimpo certo para o fim do ano
Olho nela! Não precisou exatamente de desfile de moda recente para que a calça esportiva, com fenda lateral, virasse instantaneamente mania entre os fashionistas. O flerte entre a moda esportiva e o sexy ganhou inclusive nome: calça tracker. O modelo se tornou queridinho no street style, fazendo bastante sucesso – principalmente entre blogueiras, é claro. A escolha dessa produção, na verdade, reflete não só o gosto pessoal, mas também o momento nostálgico da moda, ao reviver o início dos anos 2000 – época em que a internet se tornou um grande meio de divulgação e, ao mesmo tempo, o que todo mundo queria era atenção e ousaLorena K. Martins
LUCAS PINHEL/DIVULGAÇÃO
dia, como acredita a consultora de estilo e professora de design de moda Carla Mendonça. “Essa peça fez muito sucesso no início dessa década e, em 2014, surgiu na passarela de Alexander Wang para a parceria com a fast-fashion H&M, com uma referência esportiva muito grande”, contextualiza. “Desde então, aos poucos, ela foi ganhando espaço nas ruas, resgatando justamente esse espírito dos anos 2000. Agora, estourou de vez”, acredita. O modelo, comercializado principalmente por marcas de streetwear como Puma, Reebok e Adidas, com listras e botões por toda a lateral, é um dos mais aclamados por celebridades como as cantoras Pabllo Vittar, Anitta e Rihanna, que apostaram no mesmo INSTAGRAM/REPRODUÇÃO
modelo para momentos mais despojados em seus shows. Em produções na vida real, entretanto, a peça propõe inúmeras possibilidades de uso, como sugere Carla Mendonça. “Ela tem muito volume e, por mais que fique confortável com o tênis, ela fica também bem descolada com escarpin de salto bem fino e botões bem abertos, além de parecer que a pessoa é mais alta”, ensina. “Essa calça não precisa ter só um apelo esportivo. Se combinar com camisa branca e social, pode virar até um look para o escritório”, diz. Para combinar com tênis, aposte nos modelos de flatform para ficar mais alta. “Pode combinar também com uma camiseta despojada ou regata, para ficar mais descolada”, finaliza.
Mary Arantes reabre as portas de seu antigo showroom para mais uma edição da Quermesse da Mary neste fim de semana, dias 11 e 12. Selecionados cuidadosamente pela própria Mary, os 60 expositores locais apresentam produtos de moda, gastronomia, design e decoração. “Apesar de antecipar o Natal, nosso foco não é especificamente produtos natalinos, mas opções de bom gosto, design elaborado e produtos para todos os gêneros. Nessa edição, especialmente, as crianças serão privilegiadas e os barbudos também”, disse Mary. A Mirabilia Bordados é uma das novidades, além da Toffanet-
to Alfaiataria e o Ateliê MaCraft – marcas voltadas para o público masculino. Já O Armário de Sofia Brechó traz o acervo de roupas que já foram de mulheres mineiras como Agnes Farkasvolgi, Ângela Azevedo, Cida Nogueira e da própria Mary Arantes. “Por ser um evento em que o próprio expositor é quem faz, os preços são muito justos, sem atravessadores”, enfatiza. O evento acontece neste sábado (11), das 10h às 20h, e domingo (12), das 10h às 17h, na rua Ivaí, 25, Serra. A lista completa dos participantes e seus trabalhos pode ser conhecida por meio do Instagram e do Facebook quermessedamary. DIVULGAÇÃO
INSTAGRAM/REPRODUÇÃO
A Fabriqueta é feita de forma consciente e manual DIVULGAÇÃO
A digital influencer Aline Gotschalg usou botas vermelhas combinadas à calça
Sempre ousada, a cantora Rihanna mesclou o modelo com top esportivo
Já a Anitta investiu na peça com tênis branco, outra tendência da estação
Benedita é a marca da designer Ana Maria Paiva
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a
17 de novembro de 2017
shopping
29
30
shopping
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
shopping
31
32
crônica
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de novembro de 2017
vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
Fotografias, troços e trecos HÉLVIO
oder viajar nos feriados é ótim o , mas ficar em casa colocando as coisas em ordem também é muito bom. Ter tempo para arrumar aquela última prateleira de um armário repleto de entulhos, apesar de quase nos fazer despencar do alto da cadeira, é delicioso. É como entrar num túnel do tempo, redescobrindo tralhas passadas, caixinhas diversas, antigos cartões, fotos de colegial, pedaços de bijuterias que, sabe-se lá por quê, foram guardados, botões coloridos e outras bugigangas que sobreviveram aos anos, talvez na esperança de que um dia servissem para alguma coisa. Hoje, não guardo mais nada, passo tudo adiante, a não ser o que tem valor sentimental, como o tênis furadinho no lugar dos dedos com o qual minha filha mais velha aprendeu a dar os primeiros passos, ou a camisetinha surrada onde está escrito “Obrigado, papai, já nasci atleticano”, mesmo que a proprietária, já adulta, tenha virado cruzeirense. Fotografias, guardo todas; são caixas e mais caixas. Das minhas filhas, tem fotos desde antes de nascerem. No fundo, é um
P
complexo por eu ter tido pouquíssimas quando menina. Descobri nas caixas de minha mãe uma única fotografia desbotada em sépia de uma neném que, segundo ela, sou eu, embora não esteja segura disso. Sei não, mas, pelo jeito da foto, tratase dela própria: minha mãe. Com 6 ou 7 anos, algumas poucas imagens deixando à mostra minhas pernas finas e um sorriso sem dentes. Acho que nunca vou poder mostrar minhas fotos de criança e falar: “Olha como eu era bonitinha!”. Magrelinha, desdentada... E, para piorar, abraçada a um pastor-alemão meio pe-
rebento com quase o dobro do meu tamanho. Depois, lembranças da primeira comunhão, tiradas por um fotógrafo da escola em que passei da fase sem dentes para a fase dos dentões. Já repararam como os incisivos em crianças de 10 anos sobressaem? Os meus sobressaíam tanto que, com 12, fui obrigada a metalizar meu sorriso. Se já era tímida, virei um bichinho do mato. “Olha o passarinho!!!”, gritava alguém. E eu logo tratava de procurar formigas no chão. Como se não bastasse, apesar dos pouquíssimos re-
tratos, ainda fiz “mutilações” horríveis, “extraindo” os dentões das fotos. Uma pena... Enfim, foram essas as fotografias que me restaram da infância. Meus pais foram excepcionais em muitas coisas, mas um desastre no quesito “recordações fotográficas”. Nunca ligaram pra isso. Acho que nem tinham máquina. As fotos dos meus irmãos quando bebês foram tiradas por um tio-avô, num longínquo domingo qualquer. Bem que ele poderia ter tirado algumas minhas. Mas, segundo minha mãe, ele morreu antes que eu nascesse.
Voltando ao assunto inicial, lembro-me do meu irmão Cristiano, que, quando menino, tinha mania de guardar coisas. Debaixo de sua cama, escondia uma misteriosa mala de madeira, trancada a sete chaves, cujos segredos fomos desvendando aos poucos. Se precisássemos de um toco de vela, um barbante, um prego enferrujado, rolhas, uma pena de galinha, parafusos, uma tampa de garrafa, um ninho de passarinho ou qualquer tipo de bugiganga, encontraríamos em sua mala. Descobrimos, assim, que não só para ele, mas
também para nós, aquela mala gigantesca tinha um grande valor. Certa vez, quando meu pai resolveu fazer uma obra próximo a nossa capela, fomos surpreendidos por um achado inusitado. Debaixo da terra, numa enferrujadíssima lata de sorvete Kibon, um verdadeiro tesouro. Seu dono? Não foi difícil descobrir. Quem, a não ser meu irmão Cristiano, seria capaz de colocar um monte de moedas dentro de uma lata e enterrá-la no jardim? Ainda hoje nos divertimos com essa história. Herdei de minha mãe a mania de caixas. Tenho caixas para tudo: fotos, cartões, postais, bilhetes amorosos escritos pelas filhas e pelo marido, selos antigos, bijuterias, remédios, maquiagem, recortes de jornal... Eu as adoro, embora já comecem a me causar problemas. Costumo passar adiante roupas, sapatos e objetos que não uso. Na próxima leva, um bocado de caixas irá junto. Na vida, temos que ser práticos. Entulhos e determinadas coisas do passado nem sempre devem ser guardados. Descubro que limpar armários, muitas vezes, é limpar a mente. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
VB FILMES/COCONUT/DIVULGAÇÃO
WWashington. Um pouco de cultura e história afro-americana. Páginas 4 e 5 WSua Melhor Viagem. Cinco dicas para quem vai visitar o Atacama. Página 12 pampulha
W .
.
BELO HORIZONTE Sábado 11/11/2017
Praias, ótimos passeios, hospedagem com charme e ótima gastronomia pelas cercanias de Santo André Páginas 6 a 9
Parada para o sossego
W2 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de novembro de 2017
paulo campos
Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super
paulocampos@otempo.com.br
sala vip W
personagem da semana PAULO CAMPOS
Voos diretos e pacotes para Prado Deu overbooking no evento que a Azul Viagens promoveu, em parceria com o receptivoCatavento e as pousadas Cahy Praia, Casa de Ma-
ria e Novo Prado, no Dona Margherita, para promover os destinos Prado, Cumuruxatiba e Corumbau, na Costa das Baleias.A operadora está apro-
veitando os voos diários e diretos da Azul Linhas Aéreas de Belo Horizonte para Teixeira de Freitas, de final de dezembro a março, para venderpaco-
tes a partir de R$ 1.300 para o destino baiano, incluindo aéreo, sete noites de hospedagem com café da manhã e traslado. FOTOS PAULO CAMPOS
Fábio Camargo,
diretor da Delta Air Lines para o Brasil, fala dos 20 anos da companhia aérea no Brasil, os desafios frente ao novo cargo, a parceria com a Gol, as novidades como o novo Voo sazonal Rio-Nova York, as inovações a bordo e os prejuízos causados pelo furacão Irma no Caribe
Como foi o convite para assumir a diretoria da Delta Air Lines para o mercado brasileiro?
Humberto Capelin (Azul Viagens), Iracema Ribeiro (Catavento), Leonor Timponi (Cahy Praia) e Daniel Craide (Novo Prado)
Aline Oliveira e Ana Paula Freitas (Ibiza), Gisele Sampaio (Viajar Turismo), Gabriella Perdigão e Nicéia Cazara (Primus)
Comecei a trabalhar na Delta após Luciano Macagno ser promovido a diretor geral para a América Latina e o Caribe, para liderar as operações comerciais da companhia aérea na região. Agora, na Delta, sou responsável por supervisionar a operação da empresa no Brasil e a implementação da aliança de longo prazo da Delta com a Gol.
Quais serão suas prioridades como diretor da Delta no Brasil e os desafios diante da crise econômica e instabilidade política? Há sólidos indicadores de melhoria na economia do Brasil, o que provavelmente resultará em um tráfego maior no país a partir dos Estados Unidos. Mesmo nesse ambiente desafiador, a Delta realiza investimentos no Brasil, como o voo sazonal conectando o Rio de Janeiro a Nova York e a inclusão da aeronave A330 na rota entre São Paulo e o aeroporto JFK.
Quantas são hoje as frequências da Delta decolando do Rio de janeiro e de São Paulo? A Delta opera 31 voos semanais entre quatro cidades dos EUA (Atlanta, Detroit, Nova York e Orlando) e dois destinos brasileiros (Rio de Janeiro e São Paulo). Nós anunciamos um voo sazonal sem escalas entre o Rio e nosso segundo maior hub internacional em Nova York-JFK a partir de dezembro.
Trio animado: as agentes Michele Cardoso (Mazel Tour), Élida Dias (São José Viagens) e Denise Lichter (LP Turismo)
As duplas Pedro Henrique e Michele Lemos (Voe Feliz) e Rafizza Ferreira e Amanda Pizani (Belvitur Viagens)
Em 20 anos no Brasil, a Delta voou para cidades como Fortaleza e Brasília, mas hoje concentra suas operações no Rio e em São Paulo. Por que a Delta nunca investiu em uma operação em Minas? A aliança Delta e Gol atende todos os nossos clientes, fornecendo-lhes uma rede sólida com mais de 220 destinos nos Estados Unidos para clientes brasileiros e para os clientes da Delta que buscam viajar para o Brasil. Esses destinos representam 99% da demanda entre os dois países. A Delta avalia as demandas do mercado e faz ajustes de modo a atendê-las. Os mercados são constantemente monitorados.
Como está a receptividade para o novo voo Rio-Nova York, que estreia em dezembro?
Os casais Dario Diaz e Marlene Diniz (Céu Azul Viagens) e Cláudio (Futura Viagens) e Carla Marzano (Primus Turismo)
Aline Félix e Humberto Capelin (Azul Viagens), Izabela Moura, Iracema Ribeiro (Catavento) e Juscelino
Até o momento, houve uma boa receptividade para esse novo serviço sazonal da Delta. Iremos avaliar sua evolução assim que a operação tiver início.
Como funciona hoje a parceria da Delta Air Lines com a Gol? Temos uma parceria estratégica de longa data com a companhia aérea brasileira Gol, que é responsável por aproximadamente 40% de participação no mercado doméstico brasileiro e é parte fundamental no plano de expansão contínua da Delta no país e na América Latina. Nosso mantra é simples: queremos tornar mais fácil para cada cliente da Gol viajar para os Estados Unidos com a Delta e para que todos os clientes da Delta viajem no Brasil e na América do Sul com a Gol. E tomamos medidas para executar isso todos os dias.
Nos últimos anos, a Delta realizou altos investimentos em sua experiência de bordo. Como a companhia avalia esses resultados?
Luís Eduardo (Lextour Viagens), o casal Elizabeth Assunção e Aloísio Pereira (Agência Bênix Turismo, de Contagem)
Wcheck-in/check-out CVC compra Visual O grupo CVC acaba de adquirir, por R$ 67,9 milhões, a Visual Turismo, uma tradicional operadora com 30 anos de mercado. Com a nova aquisição, o grupo CVC atinge uma movimentação de mais de R$ 10 bilhões em vendas ao ano.
Feijoada amanhã Tradicional evento gastronômico de Belo Horizonte, a Feijoada do Maranhão será amanhã, das 13h às 18h, no Espaço Mazzarello, no Betânia, com shows de Jorge Augusto e da dupla Júlio César e Aldair.
Camila Scarabelli e Vanessa Barros (agência Alfatur), Márcia Pessoa e Maria Goretti Domingues (Select Tour)
VALDEZ MARANHÃO/ARQUIVO PESSOAL
Estamos constantemente aprimorando nosso serviço para garantir a melhor experiência possível ao cliente em cada etapa da viagem. A Delta foi a primeira companhia a oferecer assistência em tempo real em português por meio de seu canal no Twitter @DeltaAjuda. Os clientes brasileiros também podem acessar nossa página no Facebook dedicada ao Brasil.
Desde 1º de outubro, a Delta se tornou a primeira companhia aérea a oferecer mensagens móveis gratuitas. Como tem sido a experiência da companhia aérea com a tecnologia? A Delta é inovadora na indústria da aviação, e seus serviços de mensagens e Wi-Fi durante o voo são um exemplo disso. Além de mensagens móveis, a Delta continua expandindo seu Wi-Fi de alta velocidade, telas de entretenimento no assento e entretenimento gratuito para oferecer aos viajantes opções e flexibilidade em como gastar seu tempo durante o voo.
A Delta divulgou na última semana seu desempenho operacional de setembro, acusando danos de US$ 120 milhões em suas operações devido ao furacão Irma. Como ficaram as projeções do último trimestre?
Na celebração dos 25 anos do evento, em 2016: Valdez Maranhão, Antônio da Matta, João Leite e Marcelo de Souza
A Delta espera uma margem operacional de 15,5% a 16,5%. O furacão Irma afetou negativamente os resultados em aproximadamente US$ 120 milhões, o que corresponde a cerca de um ponto da margem.
3W
O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte
11 de novembro de 2017
O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de novembro de 2017
turismo
Washington
Memória afro
LÉA CRISTINA/AGÊNCIA O GLOBO
W4
na capital norte-americana Um passeio por cinco cenários emque a história dos direitos civis dapopulação descendente de imigrantesafricanos se materializa Léa Cristina
Agência O Globo
O jovem não se contenta em observar a escultura dos atletas olímpicos, uma das peças que mais atraem a atenção no Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana, em Washington. Ele se posta ao lado dela e imita a imagem dos dois norteamericanos que, em 1968, reproduziram no pódio a saudação do grupo Panteras Negras, em protesto contra a discriminação racial no país. Com a cabeça baixa, mão fechada e punho ao alto, o menino espera que o pai bata uma foto e logo sai da pose, para dar lugar a outro visitante, que repetirá seu gesto. A cena parece ter virado rotina no museu, inaugurado há um ano na capital norte-americana. E é só um exemplo da reação dos espectadores – majoritariamente negros – diante de um acervo que cobre a história afro-americana da era da escravidão até aqui. Adiante, outro destaque da era da luta pelos direitos civis no país: o vestido de Rosa Parks, a costureira e ativista que, em dezembro de 1955, recusou-se a ceder seu lugar no ônibus a um branco. Entre as centenas de peças do museu, encontram-se as que lembram a
contribuição dos negros, por exemplo, na cultura e nos esportes, como as luvas de Muhammad Ali e o Cadillac de Chuck Berry.
Cidade-museu Mas o novo museu é só um dos lugares de Washington para conhecer o movimento em torno dos direitos civis dos afrodescendentes. Palco de manifestações históricas contra a segregação racial nos EUA, a cidade funciona como um museu a céu abertosobreotema.Washing-
ton, aliás, é de maioria negra (47,7% de seus 681 mil habitantes, segundo o censo de 2016, contra 44,6% de brancos, entre outros grupos). A ideia aqui é sugerir cinco pontos de visitação em torno do tema. Até porque, em tempos de governo Trump, aprender sobre direitos civis fortalece o ânimo de quem anda cansado de manifestações de intolerância racial – como a que se viu, em agosto, durante a marcha da direita em Charlottesville, cidade a menos de três horas de Washington. Nessa sugestão de tour, incluímos dois memoriais, um restaurante/lanchonete e a casa de um escravo que virou figura eminente da sociedade americana.
‘I Have a Dream’, frase de Luther King gravada no chão em frente ao Lincoln Memorial, no mesmo lugar em que ele a proferiu
LÉA CRISTINA/AGÊNCIA O GLOBO
WASHINGTON.ORG/DIVULGAÇÃO
Esculturas dos três medalhistas dos 200 m rasos das Olimpíadas de 1968
No National Mall, museu faz sucesso
No museu afro-americano, o Cadillac de Chuck Berry (morreu em março deste ano), considerado um dos pioneiros do rock LÉA CRISTINA/AGÊNCIA O GLOBO
Três dos cinco pontos selecionados – o novo museu e os memoriais ao presidente Abraham Lincoln e ao reverendo Martin Luther King – estão no coração do National Mall, o enorme parque do centro de Washington, que abriga algumas das mais importantes instituições do país. O espaço recebe mais de 20 milhões de visitantes por ano. Neste primeiro ano de funcionamento – a inauguração foi em setembro de
2016 –, o museu já chegou a nada menos do que 2,5 milhões de visitantes. É o único do país dedicado exclusivamente a vida, história e cultura dos afrodescendentes. A exposição tem três seções (histórica, cultural e da comunidade), nas quais a interatividade é recorrente. Do total de 36 mil peças do acervo, 3,5 mil estão expostas. Por si só, o prédio do novo museu Smithsonian se destaca: a construção, de David Adjaye e Philip Free-
lon, remete a uma coroa, formada por três telas com 3,5 mil painéis da cor bronze. Em dia de sol, transformase em um ponto reluzente. Os ingressos são gratuitos, mas, para este ano, estão esgotados. No momento suspenso, o agendamento online normalmente é aberto no início de cada mês. Mas quem pensa em ir até lá por agora pode fazer outra tentativa:desegunda asexta,apartir das 13h, são distribuídos passes para o dia no local.
Serviço Museu Nacional de História e Cultura AfroAmericana: www.nmaahc.si. edu/visit/passes Ben’s Chili Bowl: www. benschilibowl.com
Cedar Hill, casa de Frederick Douglass, fica no alto de uma colina em Anacostia
Cedar Hill House: Para visitas com guias do serviço de Parques Nacionais dos Estados Unidos, agendar em www.nps.gov/frdo
5W
O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte
11 de novembro de 2017
Do bar Ben’s Chili Bowl à casa-museu Nesse passeio temático por Washington DC, que tal uma parada para o famoso cachorro-quente do bar e restaurante considerado bunker dos revolucionários de 1968? Importante palco dos movimentos negros, o Ben’s Chili Bowl foi o único estabelecimento da U Street a escapar do quebra-quebra nos protestos que se seguiram à morte de Martin Luther King. Desde então, o lugar é frequentado por artistas, políticos e celebridades em geral. Na lateral do prédio, um mural de pinturas homenageia os clientes famosos. Alguns estão sempre lá, como Obama e Michelle. Outros entram e saem, em um revezamento de imagens que acaba funcionando como uma das atrações da rua. O cachorro-quente é um half-smoke, de carnes bovina e suína, muitíssimo tem-
perado, quer dizer, apimentadíssimo. Custa US$ 5,95. Hoje, a loja do 1.213 da U Street é uma das oito unidades da rede. Ela guarda as características de sua inauguração, em 1958, por Ben Ali, um imigrante de Trinidad e Tobago, e sua mulher, Virginia.
Casa de Douglass O abolicionista Frederick Douglass nasceu escravo, em 1818, e morreu aos 77 anos(em1895)comooafroamericano mais influente de seu tempo. A casa em Washington onde viveu (por 17 anos) e morreu faz parte do patrimônio histórico americano e é aberta a visitação. No alto de uma colina, no bairro de Anacostia, a Cedar Hill House tem vista para diferentes pontos de Washington,como Capitólio eMonumento de Washington. Sua decoração, seus móveis e seus objetos são originais. WASHINGTON.ORG/DIVULGAÇÃO
Cantor norte-americano Wale, na lateral do prédio do restaurante Ben’s Chili Bowl
Memoriais Lincoln e Luther King Nascido escravo, Frederick Douglass morreu como um influenciador de Lincoln na abolição da escravatura
O restaurante Ben’s Chili Bowl foi um ponto de encontro nos protestos dos anos 60
Lincoln. Se o tema são direitos civis, a visita ao Lincoln Memorial vale por várias. Erguido em 1922, ele celebra a obra do presidente que garantiu a união de um país fracionado pela Guerra Civil e assinou o Ato de Emancipação, que culminou na abolição da escravatura. Foi ali, em agosto 1963, que Martin Luther King, como um dos organizadores da Marcha sobre Washington – eram mais de 250 mil pessoas pedindo emprego, liberdade e fim da segregação racial –, fez o discurso que marcou toda uma era. A famosa frase “I Have a Dream” está gravada na escadaria do memorial, no lugar em que King a pronunciou. Inspirado em um templo grego, o monumento tem 30 m de altura e 36 colunas que correspondem aos 36 estados que os EUA tinham quando Lincoln morreu, em 1865.
Luther King. O Martin Luther King Jr. Memorial, em meio aos jardins do National Mall, pode parecer inacabado pelo tipo de corte na pedra de onde sai sua imagem. Não está. E, para muitos, a forma como a escultura foi trabalhada mostra que a luta pelos direitos civis ainda está em processo. A obra está dividida em duas partes. Dois enormes montes de pedra estão ligeiramente posicionados antes da escultura de King, de 9 m de altura, como se estivessem abrindo passagem para o Nobel da Paz de 1964, assassinado em 1968. De frente para a Tidal Baisin, alvo de diferentes críticas – da escolha do projetista, o escultor chinês Lei Yixin, a algumas das frases de King ali inscritas –, o monumento recebe milhares de turistas todos os dias.
W6 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de novembro de 2017
Iasa (I)
Um projeto de cunho social No burburinho do vilarejo, notas musicais chamam atenção. Um jovem insiste em aprender a tocar piano. No Instituto Amigos de Santo André (Iasa), essa dedicação pela música atinge crianças e jovens de 4 a 18 anos que querem aprender uma profissão, a tocar ou produzir um instrumento. PAULO CAMPOS
turismo
Santo André
Um lugar para se livrar dos problemas do mundo Sossego, praias semidesertas, lagosta, ótima culinária,resort com muitocharme e conforto e passeios diferenciadosno caminho dos turistas Paulo Campos
paulohcampos1@gmail.com
Iasa (II)
Música e instrumentos O Iasa, patrocinado pelo resort Costa Brasilis, já formou uma bandinha rítmica de flauta doce e participou de apresentações em eventos musicais Brasil afora. Na parede, estão quatro violões, quatro violinos, uma viola e um violoncelo produzido por eles na lutheria. PAULO CAMPOS
Iasa (III)
Despertando a vocação
Meu retorno a Santo André teve, desta vez, um pouco mais de sabor. Convidado para o Festival da Lagosta, ia experimentar outro lado do distrito pelo qual eu me encantei há dois anos. Santo André não mudou nada. Continua a ser uma vila de pescadores perdida no mapa da Bahia. Nem mesmo os posts nas redes sociais do jogador alemão Lukas Podolski, na Copa do Mundo, foram suficientes para retirar a tranquilidade, o sossego do lugar. Da passagem da seleção de futebol alemã por Santo André, restamum condomínio transformado em hotel de luxo e um centro de treinamento dos jogadores abandonado. A linha divisória entre a agitação e a tranquilidade é o rio João de Tiba, que separa Porto Seguro e Santa Cruz de Cabrália do vilarejo. Depois que se atravessa o curso d’água de balsa, num trajeto de 15 minutos, entende-se por que muito turista se sente seduzido pela vila baiana. Como a jornalista Léa Penteado, que se entregou a um período de descanso e, 19 anos depois, ainda se rende à pro-
posta do destino, de um turismo de bem-estar: “Fiz uma viagem para cá para vender a casa do meu irmão e fazer um semestre sabático e estou morando até hoje”. EmSanto André, umaúnica rua de terra batida concentradois resorts, pousadas, restaurantese um comércio tímido. Mas a cena gastronômica surpreende pela qualidade. O movimento nas praias, a maioria semideserta, se concentra no final de semana, no extremo da costa, no encontro do mar com o rio, frequentada por moradores. Desses, espere muita hospitalidade. “Aqui, as pessoas se conhecem, se cumprimentam, há
Santo André está inserido na Área de Proteção Ambiental (APA) Santo Antônio, o que impõe à vila uma série de restrições
interação entre comunidade e turistas, talvez porque muitos estrangeiros se estabeleceram nessa região”, comenta Léa sobre a atmosfera amigável de Santo André. No distrito, os passeios fluviais recomendados são descer o rio João de Tiba em lancha ou barco fretado para até seis pessoas até os corais de Araripe, ao preço de R$ 1.500, ou a travessia de voadeira, pelo delta do Jequitinhonha, de Belmonte a Canavieiras, ao preço de R$ 240 por pessoa. O tour pode ser contratado em receptivos como a Coconut Experience. Também é possível subir o litoral em tour de um dia inteiro até as praias de Santo Antônio, Guaiú e Mogiquiçaba, ao preço de R$ 110. Perto da ponta de Santo Antônio, um mirante com uma estátua em tamanho gigante e uma capela, com acesso apenas de carro, oferece uma visão panorâmica do encontro do rio com o mar. Masmuitoturista se desloca para essas praias não por causa de suas águas mornas e cristalinas, mas para experimentar o arroz com polvo cozidocombatalhapalha, tomate, cebola e alcaparra no restaurante Maria Nilza, no fogão a lenha. “Cheguei aqui há 23 anos, numa época em que não tinha nada, nem estrada”, afirma. No caminho, ainda, pode-se fazer uma parada para comer um bobó de camarão, a R$ 85, ou um peixe frito, a R$ 45, na barraca Santuário, na praia do Boboca. PAULO CAMPOS
Segundo a coordenadora Lola França Pinto, o projeto Ambiente Musical formou mais de cem crianças e adolescentes desde 2008. “Santo André ainda não, mas Belmonte tem tradição musical em filarmônicas, como a Lira Popular e a Banda Musical”. Não se assuste se ouvir o som de flautas tocando “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga. PAULO CAMPOS
Ponta e praia de Santo Antonio vistas a partir do mirante homônimo; rústica e semideserta, ela fica a 9 km de Santo André
Lagosta em receitas para movimentar o turismo e a economia A lagosta faz sua festa no mês de setembro. Só no último festival foram 7 t do crustáceo degustadas pelos visitantes, segundo levantamento da Secretaria de Turismo de Santa Cruz de Cabrália. Vinte e sete restaurantes participaram do evento, 15 deles na vila de Santo André. O restaurante El Floridita, do resort Costa Brasilis, por exemplo, apresentou o clássico lagosta na manteiga de caju. A proposta do chef Khaleb Mansur é trabalhar com produtos regionais agregando um valor internacional, exibindo o que a Bahia tem de melhor – peixes frescos, produtos derivados do coco, sementes indígenas e frutas regionais. O distrito de Guaiú contou com cinco participantes, entre eles o restaurante Maria Nilza. Simpática e falante, a baiana utiliza os aprendizados repassados pela mãe para colocar sabor em iguarias, como a Lagosta Amorosa, preparada com abacaxi e manga em cubos, purê de banana da terra e cacau granulado, alho, salsinha e azeite. “No forno a lenha”, frisa ela, para manter a comida quentinha. O forno de Maria Nilza é utilizado para tudo, até para esterilizar os talheres. Pes-
soalmente, ela recebe os visitantes com um afago: “Aqui, anda tudo difícil, mas muito prazeroso”, comenta ao se deparar com uma cliente.
Corsário Com a lagosta se prepara um pouco de tudo, de sanduíches a tapioca, de caldo a bobó e risotos a moquecas. À beira do rio, com varanda para contemplar a paisagem de águas tranquilas e barquinhos coloridos, a Pousada Corsário ofereceu, em seu cardápio, lagosta grelhada na manteiga de garrafa e sálvia, purê de batata doce e ninho de abobrinha, mas o que fazia sucesso, segundo a chef Mikie Iwakirio, era o caldinho de lagosta. Assim como o lobster roll, uma tradição da Nova Inglaterra preparada pelo Bar do Rio, ou a sui generis receita de pizza com lagosta, ervas finas e pimenta biquinho da Pizzaria Paralelo 16. Festivais como o da lagosta, afirma o secretário de Turismo de Santa Cruz de Cabrália, Guto Jones, vem para combater a sazonalidade. No caso de Santo André, enfatiza ele, esses eventos não podem retirar o sossego nem devem deixar de preservar a identidade da vila.
turismo
7W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de novembro de 2017
SETUR-BA/DIVULGAÇÃO
Doces caseiros, artesanato e praias quase desertas Barco navega no encontro do rio com o mar
O segredo de Santo André está justamente na preservação de uma beleza quase bruta. Ao circular pelas ruas de terra da vila, percebe-se isso claramente. A rua paralela ao rio tem pousadas, restaurantes, mercado, escola e lojinhas de artesanato e de doces. Apesar da rusticidade, comidas e suvenires não são tão baratos, o que afasta de Santo André o viajante apenas interessado em custos. Os 13 km de praias são um convite para longas caminhadas, sem pressa. Próximo à foz do rio estão as três barracas que servem porções, sucos, água de coco, caipirinha e cerveja, Dali para frente, só há pousadas, terrenos particulares, resorts e sossego absoluto. A vila não possui farmácia, bancos ou caixas eletrônicos, o que significa que devese levar um pouco de dinheiro por precaução. Na Oficina do Sabor, por exemplo, vende-se bolo de
fubá, licores, doces em compotas e paçoca de bananada-terra, mas o que faz sucesso entre turistas são as cocadas produzidas com menos açúcares e conservantes químicos. Entre os sabores do tabuleiro da baiana Lete estão as de coco branco e queimado, abacaxi, maracujá, limão, chocolate e café, vendidas ao preço de R$ 15, em embalagens feitas pelos jovens a partir de reciclagem. O projeto social impressiona pela dedicação. No vilarejo, ainda podese comprar luminárias, produtos feitos com fibra de bananeira, colchas, almofadas de fuxico, colares e pulseiras feitas com sementes. Os interessados em surfe e kitesurfe podem contactar o Carlindo, nativo que conhece todos os caminhos do rio e do mar. No verão, de setembro a março, outros ilustres visitantes tomam conta das praias, as tartarugas marinhas, que retornam para botar seus ovos.
O que fazer Receptivo: Coconut Experience Informações: (73) 3671-4134 ou www.coconutexperience.com.br Passeios Voadeira pelo delta do Jequitinhonha, de Belmonte e Canavieiras: R$ 240 por pessoa Tour de lancha ou barco fretado (para até seis pessoas) para Coroa de Araripe: R$ 1.500 Tour pelas praias do litoral norte: R$ 110 por pessoa PAULO CAMPOS
W8 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de novembro de 2017
Spa Ruby
De ioga a massagens O Spa Ruby, da carioca Flávia Pereira, oferece massagens restauradoras com óleos e pedras quentes, banhos com especiarias, shiatsu, ioga, sauna, hidromassagem e ofurô. Tem até cabines para casais em lua de mel. Os preços variam da reflexologia (R$ 80) a banhos terapêuticos (R$ 240).
turismo
Costa Brasilis
Resort diferenciado com um toque de pousada Apartamentos estão em prédios comfachadacolonial; chalés aconchegantes lembram singelas (maschiques) casas de pescadores Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
Gastronomia
Do bufê ao sofisticado As novidades no Costa Brasilis são a Brasserie La Bodeguita e o Bistrô El Floridita. Esse último exige reserva e oferece vários tipos de drinques e uma culinária mais sofisticada, como a herança dos pratos do Festival da Lagosta. Há, ainda, a opção de bufê do Caravelas.
A essência da vila de Santo André – rusticidade, natureza, tranquilidade e aconchego – está resumida no astral e no estilo arquitetônico diferenciado do charmoso resort Costa Brasilis Resort & Spa. Dos mesmos donos da Pousada Corsário, o resort faz o hóspede se sentir bem à vontade, em parte por conta de sua atmosfera de descontração e a simpatia de seus funcionários. O Costa Brasilis tem tudo o que se espera de um resort – uma praia de mar calmo, quase privativa, piscinas, spa, quadras poliesportivas, salão de jogos, academia e uma área ajardinada. Mas o que torna o resort único é seu estilo colonial. As edificações, reproduzindo uma minicidade portuguesa, remetem à histórica Paraty, no litoral do Rio de Janeiro. Essas edificações – prefeitura, casa da moeda, barbearia, mosteiro e casarões fictícios – nada mais são do que unidades de hospedagem com mobiliário rústico e decoração retrô.
Chamam atenção os detalhes na decoração, como os móveis de antiquários e as referências religiosas. Ou ainda a forma como se introduzem elementos modernos em um ambiente rústico. De frente para a praia, os chalés, que reproduzem casas de pescadores, são geminados, dotados de varanda com rede, bom espaço interno e decoração primorosa.
Tudo incluído All inclusive desde março, o Costa Brasilis oferece o sistema com qualidade. “Temos flexibilidade. Nos adaptamos com facilidade às expectativas dos hóspedes”, afirma o gerente geral, Fabiano Rocha. Fora do tudo incluído está apenas o Bar Natural, com saladas, produtos detox, tapioca, açaí e sorvetes, pagos à parte, e um bicicletário, que oferece aluguel de triciclos a R$ 35 e de bikes a R$ 25. Entre as exclusividades do resort, o serviço de praia e uma suíte imperial com dois ambientes, closet, sauna e hidromassagem, luxos para celebridades como a cantora Zizi Possi e a atriz
O Costa Brasilis está com tarifas especiais para quem fizer reserva antecipada para as férias de janeiro e para o Carnaval Christiane Torloni, que já se hospedaram lá. Na gastronomia, pode-se degustar um pouco de tudo, desde uma moqueca de camarão a um ceviche de lagosta com batata doce, de uma cocada a uma Tarte au Citron (torta de limão francesa).
Chalés: amplos e confortáveis
Pacotes Natal*. A partir de R$ 5.690 (casal), com ceia, Papai Noel e hospedagem de uma criança free; a segunda paga de 25% a 50% Carnaval*. A partir de R$ 6.655 (casal), com bandinha * Ambos de cinco noites Reservas. (21) 4020-4140 ou (73) 3282-8200 Balsa. A travessia, com duração de dura no máximo 15 minutos, custa R$ 13 (veículo) ou R$ 1,20 (por passageiro em pé). A balsa sai de meia em meia hora, das 6h às 18h, e de uma em uma hora das 18h até 24h; depois, a cada duas horas.
A gastronomia, bem-elaborada, é um dos chamarizes do Costa Brasilis; nos meses de outubro, tem Festival de Lagosta
turismo
9W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de novembro de 2017
FOTOS COSTA BRASILIS/DIVULGAÇÃO
LegítImo pé na areia, o Costa Brasilis fica numa área de proteção ambiental
Onde comer El Floridita. (Vide texto). costabrasilis.com.br Pousada Corsário. Experimente o peixe com gengibre. pousadacorsario.com A Gaivota. O restaurante mais antigo da vila serve ótima moqueca. Sant'Antana. Massas rigorosamente al dente.
Os prédios de apartamentos do Costa Brasilis dividem privilegiada área verde
Maria Nilza Forno a Lenha. (em Guaiú, a 14 km). O arroz de polvo é um espetáculo. Fazenda Amendoeira. Serve massas, peixes e frutos do mar. O Bar do Rio. Abre às 17h na alta estação. Casapraia. O restaurante dos argentinos Pablo e Amadeo realiza festas na alta temporada. pt-br.facebook.com Bar da Jane. Tem moqueca de polvo, cerveja e drinks.
Rústicos e arejados, chalés têm varandas com rede para total relaxamento
Exclusiva. Com mimos únicos, a suíte master do Costa Brasilis é a preferida entre celebridades como Zizi Possi e Christiane Torloni
W10 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de novembro de 2017
turismo
Quarto de hotel
Como detectar câmera escondida Para tranquilizar os viajantes, trazemosuma valiosa dica de como descobrirtais aparelhos degravação, mesmosem ser umexpert em TI Tânia Ramos
taniaramos@otempo.com.br
Depois do episódio ocorrido no mês passado com um casal norte-americano em Longboat Key, na Flórida – em que foi descoberta uma câmera escondida no detector de fumaça sobre a cama do apartamento, alugado pelo Airbnb –, mais um possível problema passou a preocupar os viajantes: a garantia de privacidade em acomodações de aluguel ou de quartos de hotéis ao redor do mundo. Então, nessa época de dispositivos inteligentes
de gravação e pinholes (lentes minúsculas), além de inescrupulosos dispostos a ganhar com a privacidade dos outros, é preciso muito cuidado. Por isso, mostramos um método de como detectar câmeras escondidas, que, embora ainda não tenha sido testado por nós, pode tranquilizá-lo em sua próxima viagem. Para bancar o Sherlock Holmes, basta estar munido de seu celular e, ao chegar ao quarto, fechar as cortinas, apagar as luzes, ligar a câmera do telefone, sem acionar o flash, e girar ao redor do quarto (e demais cômodos, como antessala e ba-
nheiro) com seu celular. Se aparecer um ponto vermelho na tela do aparelho, significa que tem uma câmera escondida no local. Ou seja, não é preciso trabalhar com tecnologia de informação, como o norte-americano Derek Starnes (do episódio da Flórida), para resguardar sua privacidade.
Olho mágico Sem querer ser alarmista, mas ninguém quer ser surpreendido com suas imagens privadas expostas na internet. Eu aconselho os viajantes a repetirem essa operação sempre que retornarem a seus aposentos. Afinal, outro episódio de filmagem secreta, também nos EUA, expôs a repórter esportiva Erin Andrews, do Fox Sports. Em 2008, ela foi filmada nua em um quarto de hotel, em Nashville, pelo olho mágico. Em março do ano passado, ela foi indenizada em US$ 55 milhões, com 51% pagos por Michael David Barrett (executivo do setor de seguros e autor do vídeo) e o restante, pelo grupo proprietário do hotel.
“Dentro de um cenário psicocoletivo cada vez mais bizarro, cada vez que um hóspede sai é preciso checar bem o quarto” Maarten Van Sluys
Passo a passo Como proceder para verificar se há alguma câmera camuflada em suas acomodações:
Gasto com segurança ainda é baixo no Brasil O quesito segurança é uma das principais preocupações das redes hoteleiras, afirma a gerente do Clan Glass Business Tower Hotel, Suzana Diniz. Na unidade de Belo Horizonte, segundo ela, há um eficiente sistema interno de segurança, que cobre as áreas comuns e a garagem. “É nossa responsabilidade garantir a integridade de nossos hóspedes e funcionários”, enfatiza, destacando que as camareiras estão treinadas para verificar se tem algo estranho nos quartos quando os hóspedes fazem o check-out. O diretor dos hotéis San Diego, do grupo mineiro Arco, e especialista em segurança hoteleira, Maarten Van Sluys, explica que a questão da segurança envolve vários
aspectos, como invasões e arrombamento de apartamentos, mas principalmente segurança digital. “A atualização do sistema é briga permanente”, assegura Van Sluys, adiantando que, hoje, todo hotel tem quetrabalhardentrodomarco civil da internet e cadastrar o cliente para ele usar o Wi-Fi, o que vai mostrar todas as suas buscas online e, assim,dificultarparaocriminosodigitalquetentarcapturar os dados do clientes, como os de cartão de crédito. Contudo, ele ressalva que, “dogastoanualdoshotéiscom conservaçãoemanutenção,só 17%,emmédia, édestinadoà segurança no Brasil, quando deveria ser quase 50%, como ocorreemoutrospaíses”. REPRODUÇÃO DA WEB
1° Feche as cortinas e apague as luzes do quarto; 2° Ligue a câmera do telefone, sem acionar o flash, e gire ao redor do quarto (e demais cômodos, como antessala e banheiro) com seu celular; 3° Se aparecer um pontinho vermelho na tela do aparelho, significa que existe uma câmera escondida no local.
Na Flórida. Segundo a ABC Action News, Derek Starnes percebeu algo estranho no detector de fumaça sobre a cama onde dormiria com a esposa. Ele viu que as gravações da câmera eram armazenadas em um cartão SD e chamou a polícia; o dono do local, Wayne Natt, foi preso por voyeurismo
11 W
O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte 11 de novembro de 2017
W12 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de novembro de 2017
sua melhor viagem
Atacama: uma diversidade que impressiona CHRIS BIAGIONI/DIVULGAÇÃO
A viajante Chris Biagioni, que já conhecemaisde50países,encantou-se comaquele pedacinhodo Chile, conhecido porsuabeleza e aridez Neste ano, eu tive a oportunidade de fazer no deserto do Atacama um projeto especial para uma cliente, que escolheu o lugar para comemorar seu aniversário com alguns amigos. Fomos em outubro, mas o destino é ideal para ser visitado durante todo o ano, pois não há muita variação climática. Para chegar até lá, ficamos uma noite em Santiago e, depois, seguimos para o aeroporto de Calama,
W
1 e 2. O deserto do Atacama é um destino para se desconectar e renovar as energias; afinal, é um dos centros magnéticos da Terra. Por lá, a internet é encontrada em poucos pontos. Mas, com uma paisagem de tirar o fôlego, perder tempo olhando para a tela do celular parece mesmo uma bobagem, a não ser para registrar o momento com belíssimas fotos. No primeiro dia, é indicado não fazer passeios ou, pelo menos, não ir a nenhum lugar com altitude superior a 2.300 m (nível do vilarejo de San Pedro do Atacama).
1
W 2
onde o transfer do hotel Explora foi nos buscar. Devido à altitude e ao clima árido, é essencial levar itens para tratamento de pele, como água mineral, hidratante e protetor solar, além de roupas para a prática de esportes. A hidratação constante é essencial e uma dica para facilitar a aclimatação é apreciar os famosos chás de coca, que têm efeito estimulante e auxiliam o organismo na absorção do oxigênio.
W 4
3. No segundo dia, visitamos o Salar de Atacama. O indicado é ir perto do horário do pôr do sol para observar as aves, inclusive os famosos flamingos da região, e fazer um delicioso piquenique, com uma vista deslumbrante.
W
4. No dia seguinte, fomos conhecer as lagunas altiplânicas Miñiques e Miscanti. O trajeto passa por Piedras Rojas, atração com parada obrigatória, onde se encontra uma belíssima formação geológica de tons avermelhados. Devido à altitude de mais de 3.500 m, as vans do hotel Explora já vêm equipadas com galões de oxigênio. Faz muito frio na região, então é imprescindível levar agasalho, gorro e luvas.
6. Uma boa dica é, no mesmo dia
3
dos gêiseres, visitar as Termas de Puritama, que possui um conjunto de piscinas naturais com águas de até 42°C. Como o hotel Explora é dono da reserva, há uma piscina exclusiva para os hóspedes, com vestiário, roupão e um delicioso piquenique.
W 5
5. Outro passeio imperdível é aos gêiseres del Tatio. Para observá-los, é preciso sair bem cedo e estar devidamente agasalhado para enfrentar mais de 4.000 m de altitude. A água em ebulição no campo geotérmico forma um vapor que toma formas semelhantes a nuvens, num curioso espetáculo da natureza.
W 6
WEnvie sua
melhor viagem (conforme modelo) para paulocampos@otempo.com.br ou taniaramos@ otempo.com.br
W Avaliação. Sandero com motor 1.0 de três cilindros tem bom fôlego. Páginas 16 e 17 W Moto. Triumph Bobber alia tecnologia a bonito visual clássico. Páginas 22 e 23 pampulha
.
.
BELO HORIZONTE Sábado 11/11/2017
W
Ponto de partida Brasiléoprimeiropaísdomundo acontarcomummuseude imprensaautomotiva.Páginas18e19
FOTOS DIVULGAÇÃO
W 14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de novembro de 2017
interCâmbio
Raimundo Couto
raimundocouto@otempo.com.br
Elas com as mãos na graxa No próximo dia 18 de novembro será realizado, em Belo Horizonte, o curso “Mecânica para elas”, uma iniciativa da Caoa, que fabrica e importa veículos sob licença da coreana Hyundai. As noções básicas de mecânica automotiva para o público feminino fazem parte do aprendizado, e visam ajudar no entendimento de assuntos relacionados ao funcionamento dos principais elementos mecânicos de um veículo, tais como motor, freio, direção, suspensões dentre outros. Um dos diferenciais do curso é o fato de ele ser ministrado por uma equipe exclusivamente feminina, composta por colaboradoras da área de pós-venda da rede de concessionárias. Além disso,
o desenvolvimento da ação considerou as especificidades desse público na visão de cada umas das áreas envolvidas: pós-venda e marketing. Ao todo, foram quase três meses de planejamento das atividades, que buscam levar conhecimento, mas também promover momentos agradáveis para essas clientes na companhia da equipe. Em cada uma das cidades em que o curso já foi realizado, a turma, geralmente composta por cerca de 20 mulheres, participa de uma intensa aula com didática e dinâmica, mesclando teoria e prática sobre os conceitos básicos da mecânica de automóveis. Ao fim do curso, as alunas recebem uma certificação de participação. Para melhor apresentar a pro-
posta e conhecer em detalhes os conteúdos e a didática do curso foi criado o site: www.mecanicaparaelas.com.br. Em pouco mais de sete meses de realização do curso “Mecânica para elas”, cerca de 140 mulheres participaram das edições realizadas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Campinas e Salvador. O sucesso da ação pode ser comprovado pela excelente avaliação realizada pelas participantes: mais de 96% das alunas deram notas entre 9 e 10 – a escala varia de 0 (pior nota) a 10 (nota máxima) – ao definirem o seu nível de satisfação com a experiência que vivenciaram durante o treinamento. De acordo com Marcello Braga, diretor de mar-
Em pouco mais de sete meses de realização do curso ‘mecânica para elas’, cerca de 140 mulheres participaram das edições realizadas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Campinas e Salvador.
keting da Caoa, “o site marca o início de mais uma etapa dessa ação diferenciada e de enorme sucesso que a Caoa promove para o público feminino. Com essa página dedicada ao curso “Mecânica para elas”, ampliamos ainda mais a proximidade da empresa com as nossas clientes, além de tornar mais simples o contato delas com o automóvel. Vale a pena destacar que essa ação é o resultado do trabalho transversal de diversas áreas da empresa, tais como marketing, pós-venda e CRM no desenvolvimento de soluções diferenciadas de relacionamento com esse importante público consumidor”, garante o executivo da marca coreana no Brasil. Para Rogério Gonzaga, diretor de pós-venda da
Caoa, “o site ‘Mecânica para elas’ permitiu extrapolar, além das salas de aulas, a abrangência do curso, democratizando conhecimentos básicos sobre mecânica automotiva e o funcionamento dos principais itens. Outro diferencial desse novo canal de comunicação é o fato de ele fornecer dicas e informações que proporcionam economia na utilização do veículo, e que reduzem os riscos de nossas clientes serem lesadas por profissionais despreparados, ou, ainda, que as manutenções dos seus veículos sejam realizadas em locais de qualidade questionável”, diz Gonzaga. Vale a pena dar uma conferida no site, afinal, informação nunca ocupa espaço.
HENNESSEY/DIVULGAÇÃO
Supermáquina
Venom: o mais rápido? Hennesseyapresentaesportivo quepoderia chegar a 484 km/h; só serãoproduzidas 24unidades do modelo,que custa R$ 5milhões Criado nos Estados Unidos, Venom F5 não tem tecnologia híbrida e, segundo a marca, chega aos 400 km/h em menos de 30 s Da Redação Dentre as centenas de carrões presentes no Sema Show – maior evento de máquinas esportivas customizadas do mundo –, em Las Vegas, um dos modelos chamou a atenção. Apresentado pela
norte-americana Hennessey, o Venom F5 entra definitivamente no páreo para disputa do título de carro mais rápido do mundo. Segundo a empresa, o esportivo pode chegar a 484 km/h. Ele seria, inclusive, mais rápido do que o helicóptero mais veloz do
mundo, o Eurocopter X³, que não passa dos 472 km/h. Criado no Texas, nos Estados Unidos, o Venom F5 também não tem nada de tecnologia híbrida ou sistemas eletrônicos sofisticados. O veículo pode acelerar de 0 a 300 km/h em
menos de dez segundos e atingir 400 km/h em menos de 30 segundos. A Hennessey planeja produzir apenas 24 unidades do modelo, que não custará menos do que US$ 1,6 milhão (cerca de R$ 5,23 milhões, na conversão direta).
Detalhamentos A máquina é equipada com um motor V8 biturbo, que rende até 1.622 cv de potência, com tração traseira e transmissão de sete velocidades por meio de borboletas no volante. Para voar baixo, o Venom F5 também conta com
peso total reduzido: são 1.338 kg, além de uma aerodinâmica que favorece a rápida aceleração. A Hennessey oferecerá câmbio manual de seis marchas como opcional, mas adverte que será um desafio domar o Venom F5 com pedal de embreagem.
15 W
O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte
11 de novembro de 2017
W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de novembro de 2017
Tecnologia
Airbag para teto solar panorâmico A Hyundai Mobis, fabricante de autopeças da marca sul-coreana, criou o primeiro airbag de teto solar panorâmico. O equipamento de segurança, segundo a montadora, está sendo desenvolvido para reduzir a gravidade dos ferimentos e evitar que os ocupantes do carro sejam arremessados para fora do veículo em caso de capotamento. A intenção da fabricante é de aplicar o novo item de segurança nos SUVs luxuosos, e, posteriormente, em todos os modelos da marca. A novidade, porém, ainda não tem data prevista de estreia. HYUNDAI MOBIS/DIVULGAÇÃO
super motor
Avaliação
Regra de três funciona bem no francês Renault Sandero Expression traz vigore eficiência energéticacomnovo motor1.0 tricilíndrico; modelo se destacaporser econômico e ágil Márcio Maio Auto Press
A Renault já sabia que precisava mexer no Sandero há algum tempo. O modelo recebeu uma reestilização em 2014, mas já se mostrava um tanto defasado em relação à concorrência, em função dos antigos motores. No caso do 1.0, era um dos poucos que não tinham se rendido à atual tendência dos três cilindros, que entregam mais vigor e consomem menos combustível. E estreou o novo propulsor na linha de compactos
no final do ano passado. Hoje, ele é o principal trunfo da configuração Expression, que quase não teve novidades nos últimos três anos, mesmo sendo o carrochefe da linha – é a única disponível também na variante 1.6. Na ficha técnica, as mudanças não chegam a ser significativas. O torque máximo segue em 10,5 kgfm com etanol e 10,2 kgfm com gasolina, presente aos 3.500 rpm. Já a potência agora é de 82 cv e 79 cv, respectivamente, ou seja, ga-
nhou 2 cv com ambos os combustíveis e aparece nos 6.300 giros. O câmbio é sempre manual, com cinco velocidades, e o trem de força é capaz de chegar aos 163 km de velocidade máxima e partir do zero e atingir os 100 km/h em 13 segundos, quando abastecido com etanol. O 1.0 SCe 12V de três cilindros chegou com duplo comando de válvulas variável na admissão e no escape e todo em alumínio. Com isso, o motor perdeu 20 kg. Os esforços se concentraram principalmente para deixá-lo mais econômico. Para isso, a marca adotou soluções que surgiram de suas experiências em pistas de competições. Caso da bomba de óleo variável, que ajusta automaticamen-
te o fluxo de óleo enviado de acordo com a rotação e a carga do motor. Como resultado, o propulsor consome menos energia e, consequentemente, fica mais econômico. Há ainda um sistema de regeneração de energia que, quando o motorista tira o pé do acelerador sem frear, faz o alternador automaticamente recuperar energia e enviá-la para a bateria. Isso aumenta sua carga sem qualquer consumo de combustível e, durante a aceleração, não é preciso “puxar” energia do motor para enviar à bateria. De acordo com a Renault, isso diminui o consumo em até 2%. Para completar, a direção, que era hidráulica, passou a ser eletrohidráulica, que se ajusta de acordo com a velocidade. Já
A reestilização no visual há três anos deu nova vida ao hatch;hoje, isso não chega a ser uma vantagem
nesse caso, a promessa é de menos 3% de gasto de combustível. Outra evolução é a utilização de corrente de distribuição no lugar de correia, que dispensa a troca e garante redução também no custo de manutenção. Na versão, o preço começa em R$ 47.040, mas chega a R$ 48.340 com tudo.
super motor
17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de novembro de 2017
FOTOS ISABEL ALMEIDA/CZN
Desempenho melhora de forma consistente O visual do Renault Sandero Expression 1.0 não mudou desde o facelift promovido em 2014. Mas o novo propulsor tricilíndrico da fabricante francesa mexeu de forma consistente no desempenho do hatch. O ganho de potência não chegou a ser tão grande – 2 cv a mais, com etanol ou gasolina. Mas a disposição melhorou e, segundo a Renault, 90% de seu torque máximo dá as caras já aos 2.000 rpm. Talvez por isso o ganho de velocidade pareça mais rápido que antes, garantindo arrancadas, retomadas e ultrapassagens até interessantes para um 1.0 aspirado. Em tempos de crise, no entanto, a grande evolução parece ter ocorrido mesmo na economia de combustí-
vel. Na avaliação do Inmetro, curiosamente, a média na cidade com gasolina no tanque chega a ser menor que a obtida na estrada, que já é muito boa. Por outro lado, esse é um ponto que tem sido trabalhado por todas as montadorase também foi favorecido pelas mudanças nos motores de todos os concorrentes nos últimos anos. Por isso mesmo, e também pela lista comum de itens de série e o acabamento extremamente simples, surpreendem um pouco os mais de R$ 48 mil cobrados pela variante completa. O custo-benefício já foi o melhor trunfo do Sandero Expression, mas essa relação piorou um pouco. (MM/AP)
Ficha técnica
Acima da média
Motor. 1.0 flex 12V, três cilindros em linha com comando variável duplo de válvulas
Habitabilidade. Por ser mais espaçoso e também ter uma altura interior boa, é fácil se acomodar no modelo. Há bons espaços para guardar latas, garrafas, carteira e celular. O porta-malas comporta 320 L, uma capacidade acima da média do segmento e que facilita a vida dos passageiros no caso de uma viagem.
Câmbio. Manual de cinco marchas Potência máxima. 79 cv com gasolina e 82 cv com etanol a 6.300 rpm Torque máximo. 10,2 kgfm com gasolina e 10,5 kgfm com etanol a 3.500 rpm Pneus. 185/65 aro 15 Peso: 1.011 kg (em ordem de marcha) Tamanho do porta-malas. 320 L Tanque de combustível. 50 L
A 2.000 rpm, o propulsor entrega 90% do torque total, o que favorece muito as ultrapassagens
Acabamento. Pelo menos no Brasil, a Renault ainda está longe de ser referência nesse ponto, mesmo em categorias superiores. Há muitos plásticos rígidos e quase nenhum suave ao toque. Apesar da simplicidade, não há rebarbas aparentes e os encaixes são bem feitos.
O câmbio tem engates precisos e embora não sobre muita força, não há sensação de desâmino
W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de novembro de 2017
Novo VW Polo
Mudanças nos opcionais Houve mudanças nos pacotes de opcionais do Polo na versão Highline. Alguns itens foram realocados e outros passaram a ser opcionais avulsos. Sem nenhum dos kits, o preço do modelo é de R$ 69.190. Entre os itens que sofreram mudança estão as rodas de liga leve Razor. Antes incluídas no pacote Technology, agora elas são oferecidas de forma avulsa, por R$ 1.200. O pacote Technology, com as alterações, perdeu o Active Info Display, que passou para o kit High Tech, que agora custa R$ 3.300. No pacote Space, a alteração é o encosto rebatível no banco do passageiro, agora opcional, por R$ 300. VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
Ares de sábado
1º Encontro da Continental A tradicional Continental Auto Peças realiza no dia 11 de novembro, a partir do meio-dia, o 1º Encontro de Carros Antigos Refrigerados a Ar (Fusca, Kombi e derivados). O evento será no próprio endereço da loja, que fica na rua Evaristo Barbi, 12, no bairro Padre Eustáquio, em BH. Além de receber os clientes com seus carros antigos, no evento aberto ao público haverá food trucks, espaço kids, além de distribuição e sorteio de brindes. Fundada em 1979, a Continental Auto Peças oferece hoje um portfólio de mais de 5.000 itens automotivos para carros novos ou usados.
super motor
Memória
Relíquias reunidas por quem escreveu a história Primeiro museu de imprensa automotiva do mundo é inaugurado emSão Paulo; acervoreúne 10 mil itens raros e curiososdo jornalismo Raimundo Couto A ideia desta pauta surgiu assim que meu colega jornalista, Marcos Rozen, me convidou para participar da inauguração do Museu da Imprensa Automotiva, o Miau, que aconteceu no fim de outubro. Uma iniciativa que merece ser destacada não só pelo ineditismo – é o único do gênero no mundo –, como também pela importância de preservar a história e reconhecer o trabalho bandeirante dos profissionais de imprensa que abriram as trilhas por caminhos desconhecidos e pelos quais, hoje, seguimos em nossa labuta diária de cobrir o setor automotivo no Brasil. A proposta do Miau é eternizar, por meio de um rico acervo, a evolução de uma trajetória que teve inicio há 61 anos. Para melhor enten-
der o significado deste momento é preciso, assim como fazemos nas visitas aos museus tradicionais, uma viagem no tempo. Vamos agora voltar para o dia 16 de agosto de 1956, quando, oficialmente, foi aberto o desafio de informar ao público leitor e aos ouvintes um relevante acontecimento: a criação do Grupo Executivo da Indústria Automobilística (Geia), por meio do Decreto 39.412, do então presidente do Brasil Juscelino Kubitschek. Naquela época, a força da mídia impressa suplantava, e muito, todas as outras. O rádio sempre se manteve como veículo de grande representação, mas eram os jornais os responsáveis pela integração nacional. A televisão apenas engatinhava, e o “Repórter Esso”, com seu conhecido jargão: o primeiro a dar as últimas, era o principal noticiá-
rio televisivo. As edições dos jornais fechavam tarde à espera das últimas notícias, e os vespertinos circulavam na parte da tarde trazendo os acontecimentos que não foram retratados por completo nos diários. Entre as revistas, a que vale o registro é apenas “O Cruzeiro”, com uma tiragem que até hoje poucas publicações similares conseguem atingir. Foi com toda esta pujança que foi noticiada a chegada do Geia, o que viria descortinar um admirável mundo novo para nosso país, o dos automóveis.
Motor da economia As primeiras fábricas de veículos que seriam instaladas no Brasil trariam a reboque muitos empregos em uma extensa cadeia produti-
va, e um sem-número de oportunidades possibilitaria a inclusão social de milhares de brasileiros. E era preciso divulgar essa boa nova para população. Foi a partir daí que começou, de verdade, o desenvolvimento industrial no Brasil. Tudo era muito novo, assim como o trabalho do jornalista que passaria a cobrir estes primeiros movimentos que mudaram para sempre o retrato do Brasil. Surgiu, então, o profissional de imprensa especializado na cobertura automotiva. Da mesma forma, mas do outro lado do balcão, os fabricantes estruturavam seus respectivos departamentos de comunicação para estabeleceram a relação entre as mídias e as montadoras.
Serviço Onde fica? Rua Marcelina, 108, bairro Vila Romana – São Paulo (SP). Quando visitar? O Miau funciona de quarta-feira a sábado, das 11h às 19h com entrada até 18h. Aos domingos, abre das 11h às 17h com entrada até as 16h. Quanto custa? Os ingressos estão com preço promocional de inauguração, com meia-entrada a R$ 15 para todo o público.
Jornalistas brasileiros com Enzo Ferrari e Luca di Montezemolo, em Turim, na Itália, em 1975, um ano antes da fábrica da Fiat, em Betim
Como chegar? Estando em São Paulo, o jeito mais conveniente de chegar ao museu é de táxi. Ele fica a 40 minutos do aeroporto de Congonhas. Partindo da avenida Paulista são 15 minutos (de carro).
Rara máquina de escrever da marca Olivetti faz parte do acervo
super motor
19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de novembro de 2017
FOTOS MIAU/DIVULGAÇÃO
Primeira exposição celebra os 50 anos do Chevrolet Opala “O homem permanece vivo quando sua memória é preservada”. Uma frase de efeito e que tem muito de verdade. E o Miau está aí para provar. O acervo do inédito museu reúne nada menos do que 10 mil itens raros e curiosos incluindo press kits, catálogos, pôsteres, manuais de proprietário, fotos em papel, revistas, livros, jornais, máquinas de escrever, câmeras, gravadores de áudio e vídeo, entre outros. Aberto ao público desde o último dia 25, o Miau está localizado no bairro da Vila Romana, na cidade de São Paulo. O museu foi dividido em uma área permanente e outra temática. A primeira exposição do Miau abre as comemorações dos 50 anos do Chevrolet Opala, que serão celebrados em 2018. Dentro do museu, está sendo exibido um modelo Comodoro, ano 1988, em perfeito estado de conservação. Ele serve como sala de cinema para que os visitantes do
O Miau reúne centenas de materiais jornalísticos, fotos e fatos sobre a história da indústria automotiva no país
Miau assistam a um documentário que retrata a história do Opala, o primeiro automóvel fabricado pela General Motors, no Brasil.
Lançamentos históricos Em sua exposição permanente, o Miau conta a história da imprensa automotiva brasileira desde seu princípio, em 1911, quando foi publicada a “Revista de Automóveis”, do Rio de Janeiro. A área mostra materiais originais distribuídos pelas montadoras para jornalistas especializados durante o lançamento de importantes modelos para o mercado nacional, a exemplo do Fiat 147, em 1976, o Ford Corcel II, em 1977, o Volkswagen Gol, em 1980, o Chevrolet Kadett, em 1989, e muitos outros. Até agora, esse material jamais havia sido mostrado para o público em geral. (RC)
Edição número 1 da “Quatro Rodas” e outras raridades Dentre os itens raros que estão em exposição no Miau, destaque para a coleção de edições número 1 de diversas publicações automotivas como a primeira revista “Quatro Rodas”, que circulou nas bancas do país em 1960. Há também as edições de estreia das revistas “Motor 3”, “Grand Prix”, “0 KM”, “O Mecânico”, e “Vida na GM”, uma publicação de 1949. À mostra também estão manuais do proprietário de modelos nacionais raros co-
mo Aero-Willys Itamaraty, Simca, Esplanada GTX e DKW Candango, entre muitos outros.
Ferramenta de trabalho Uma vitrine exibe diversos itens ligados ao 147, primeiro veículo fabricado pela Fiat no Brasil. Ali, um dos destaques é uma antiga máquina de escrever Olivetti Valentine vermelha. Foi o brinde dado pela montadora aos jornalistas que participaram do lançamento, realizado na cidade históri-
ca de Ouro Preto, em 1976. Para conforto dos visitantes, que passam o dia ali olhando o material e enriquecendo sua cultura automotiva, o museu conta com o Café do Miau, com diversas opções no menu – que, aliás, também é temático. O Miau conta ainda com biblioteca, hemeroteca e “releaseteca”, com centenas de itens de diversas épocas, marcas e modelos, todos de livre consulta para os visitantes do museu automotivo. (RC)
Edições número 1 e históricas de várias revistas automotivas fazem parte do exclusivo acervo
Maioria do acervo foi doado ao Miau
Exposição temática e inaugural do museu celebra os 50 anos de fabricação do Opala no Brasil
O fundador do Miau é o jornalista automotivo Marcos Rozen. Ele conta que a proposta do museu surgiu da própria dificuldade dele em obter materiais antigos para produção de reportagens de cunho histórico, mesmo por parte das montadoras. Nos últimos 15 anos, Rozen começou a formar um acervo próprio e, com o pas-
sar do tempo, essa coleção acabou sendo amplamente enriquecida com colaborações de outros jornalistas e interessados na área. Segundo Rozen, atualmente, 75% do acervo do Miau é formado por doações de profissionais do setor. A Audi é única patrocinadora oficial do Miau, que funciona de quarta-feira a sába-
do, das 11h as 19h, e aos domingos, das 11h as 17h. Para marcar sua inauguração, foi feita uma promoção para os ingressos: o benefício da meia-entrada vale para todos os visitantes, que, assim, pagam apenas R$ 15. A promoção é por tempo limitado e os ingressos podem ser obtidos diretamente no museu. (RC)
W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de novembro de 2017
super motor
Transporte
Na lógica do mercado JAC Motors lança o caminhão leve V260 para brigar comKia Bongo e Hyundai HR;modelo poderodar emáreas urbanascom tráfegorestrito para pesados Márcio Maio Auto Press
Para que uma fabricante automotiva cresça, o caminho mais óbvio é concentrar seus investimentos nos segmentos com mais aceitação e rentabilidade. É exatamente isso que a JAC Motors está fazendo no Brasil. A marca já descontinuou os compactos J2 e J3 no país, concentrou suas atenções nos SUVs T40, T5 e T6 e, agora, entra no mercado de
VUCs – veículos urbanos de carga – com o novo V260. A fabricante chinesa já atuava na categoria de comerciais com a van T8 e chegou a vender por aqui o VUC T140. Agora, pretende ampliar seu alcance em uma área em que é uma das mais tradicionais em seu país de origem há mais de 50 anos – e também a maior exportadora local de caminhões há 15 anos. Com as restrições de tráfego para veículos maiores de carga em grandes cen-
tros urbanos, e o crescimento do comércio eletrônico, os VUCs apresentaram uma retração bem menor que os demais segmentos de veículos comerciais. Mas esse não é o único motivo para a movimentação da JAC na venda do V260: o fim do regime de cotas que limita as vendas de importadores, trazido pelo Inovar Auto, e previsto para se encerrar no final desse ano, vai permitir a chegada de novos modelos em volumes significativos a partir de 2018.
Chama atenção no V260 o bom torque, de 26,5 kgfm a 1.800 rpm – a título de comparação, seus principais concorrentes, Kia Bongo e Hyundai HR, chegam a 26 kgfm. A potência, no entanto, deixa a desejar diante dos rivais. O motor 2.0 16V turbodiesel rende ape-
nas 95 cv, enquanto Hyundai HR e Kia Bongo atingem 130 cv com seus propulsores 2.5, também turbinados e movidos a diesel. A transmissão é de seis velocidades, sempre manual. O modelo da JAC tem PBT de 3.200 kg, com capacidade de transportar 1.510
kg de carga útil, o que representa cerca de 300 kg a menos que os concorrentes das fabricantes coreanas. A distância entre-eixos é de 2,47 m, o que permite certa versatilidade na escolha do implemento ideal, como carrocerias de metal, a madeira ou baú.
super motor
21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de novembro de 2017
FOTOS JAC/DIVULGAÇÃO
Loja física e web
Volvo lança rede de seminovos A Volvo acaba de lançar sua rede de venda de caminhões seminovos. O site seminovosvolvo. com.br exibirá o estoque nacional, que atualmente gira em torno de 400 veículos, dentre Volvo e multimarcas. Os caminhões são vendidos em três padrões, conforme suas condições e as sua quilometragem.
O JAC VUC V260 tem capacidade de carga útil de 1.510 kg
Estados Unidos
Procura por caminhoneiros Motor 2.0 16V do chinês rende até 95 cv de potência
Modelo vem até com câmera frontal Em termos de equipamentos, o ar-condicionado é de série: alarme; vidros e trava contam com acionamento elétricos. Há, ainda, rádio MP3 com entrada USB, direção hidráulica, coluna de direção regulável na altura, airbag duplo, cin-
tos de segurança com prétensionadores, travamento automático das portas a 15 km/h e regulagem de altura do facho dos faróis. Porta-copos também estão inseridos no pacote. Os freios são assistidos por ABS, e o V260 ainda rece-
be a exclusiva JAC Connect Front Camera. É uma espécie de câmera alojada no retrovisor central que grava, em um cartão de memória, todas as imagens à frente do caminhão. (MM/AP)
Novo caminhão da JAC é mais barato que o de seus concorrentes
A falta de caminhoneiros será o maior desafio dos transportadores nos Estados Unidos, em 2018,de acordo com uma pesquisa divulgada no país. Essa não era mais a maior preocupação do segmento desde 2006, porém, voltou ao topo da lista graças às 50 mil vagas abertas para os profissionais do volante.
W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de novembro de 2017
Salão de Milão
Vespa lança moto elétrica A Vespa apresentou na Itália, nesta semana, seu primeiro modelo completamente elétrico: a Elletrica. Depois de aparecer como conceito no ano passado, o scooter foi a principal atração da marca no Salão de Milão 2017. Ainda sem preço definido, a Vespa Elletrica pode ser considerada a maior revolução na história da marca e chega às lojas da Europa no próxima ano. A Vespa conta com uma representação oficial no Brasil, mas ainda não se sabe se o novo modelo elétrico será vendido por aqui. VESPA/DIVULGAÇÃO
super motor
Moto
Estilo clássico e com muito conteúdo Triumph aposta no visual tradicionalda Bonneville Bobber combinadocoma tecnologia de ponta dasmotocicletasda fabricante Eduardo Rocha Auto Press
A Triumph acredita que a maior parte de seu crescimento no Brasil vai ser obra da linha Bonneville, de motocicletas clássicas. Atualmente, a marca dispõe de seis modelos diferentes, cada um representando um gênero distinto. Entre essas motos, a recémlançada Bobber é certamente a que mais chama atenção. Com um visual atraente, muito luxo no acabamento e um enorme deta-
lhamento na composição das peças e dos acessórios, a Bobber acaba também no topo da linha Bonneville, com o preço de R$ 49.990 – só é mais barata que a esportiva Truxton, do estilo Cafe Racer, que é mais equipada e potente. As bobbers originais nasceram nos Estados Unidos do pós-guerra, no fim dos anos 40, a partir de motocicletas da Indian e da Harley-Davidson. A ideia central era retirar tudo que não fosse fundamental na moto para reduzir o peso e
melhorar a performance. Por isso mesmo, não havia banco para garupa, os paralamas eram cortados e os acessórios eram reduzidos ao mínimo. O exercício de desprendimento, no entanto, não durou muito. Logo os motociclistas passaram a enfeitar os bólidos com cromados, tintas com flocos de metal e pinturas personalizadas. Em geral, a sanha de qualquer motociclista é ligar logo o motor e colocar a moto para andar. Na Triumph Bobber, no entanto, é quase impossível resistir a admirar o modelo antes. São inúmeros detalhes, todos de extremo bom gosto. Na Bobber, não é o caso de julgar forma e função. Valem aqui o estilo e a estética. A começar pelo “selim”, ou o assento flu-
tuante do piloto. Além do desenho arrojado, tem regulagem de altura e distância para acomodar condutores diversos. Em movimento, a Bobber apresenta uma curva de torque discretamente mais plana que a da Bonneville T-120. O motor de 1.200 cc é bem elástico, e até a quinta marcha, consegue subir o giro sem exigir trocas. A sexta, mais longa, fica reservada mesmo para situações com pouca exigência de aceleração, como em estradas. O guidão reto dá uma certa agilidade, mas para um ambiente rodoviário seria melhor um mais alto. Com os espelhos nas extremidades acontece o mesmo. Como eles se projetam para fora, tiram um pouco da manobrabilidade.
Motor de 1.200 cc com dois cilindros paralelos rende até 77 cv de potência a 6.100 rpm e 10,8 kgfm de torque
super motor
23 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia Belo Horizonte 11 de novembro de 2017
FOTOS EDUARDO ROCHA/CZN
Guidom reto e espelhos saltados limitam a manobrabilidade
24 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia 11 de novembro de 2017
Belo Horizonte