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Pampulha, sábado - 17/11/2018

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turismo

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OS ENCANTOS DA COSTA VERDE NO LITORAL SUL DO RIO DE JANEIRO ... Páginas 4 a 6

GRIFES PRESTAM HOMENAGEM AOS 90 ANOS DE MICKEY MOUSE ... Página 28

MUSICAL PREMIADO MOSTRA AS VÁRIAS FACES DO ÍCONE ELZA SOARES ... Página 15

MODELOS 100% ELÉTRICOS SÃO AS ESTRELAS DO SALÃO DO AUTOMÓVEL ... Páginas 12 e 13

17 a 23 de novembro de 2018 ANO XXVII número 1477 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

www.jornalpampulha.com.br

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE EDITORIA DE ARTE

SOCORRO, MEU BICHO FUGIU! Quem já passou pela situação de perder um animal de estimação sabe muito bem da angústia, da ansiedade, do estresse desse momento. Mas é preciso manter a cabeça no lugar para tomar as medidas corretas para encontrá-lo. Confira dicas de como proceder.


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 17 a 23 de novembro de 2018

VITTORIO MEDIOLI

A SEMANA “Quando passamos por episódios desse tipo, vemos, em exemplificação, o que acontece com muitas mulheres todos os dias, em muitos lugares. Isso é desenfreado, cruel, nos fere e nos dá medo.”

Editorial

No rumo da superação ão fosse a manifestação da sociedade organizada a reclamar do excesso de burocracia e de carga tributária, o mundo político brasileiro e os donos do poder estariam inventando mais absurdos para espoliar o cidadão. O assalto durou, impune, tanto tempo, que parecia não ter prazo para acabar. Infelizmente, a população, ignara do sistema que a priva do indispensável, passou a desconfiar mais recentemente, e o resultado se apresentou nas urnas, surpreendendo quem pensava continuar impunemente na prática. Os candidatos de cores e crenças variadas levantaram juras (como se não fossem cúmplices do desastre ao qual se chegou) e promessas de simplificar, de desburocratizar, de diminuir impostos, de facilitar a vida. Reconheceram sem pudor que os excessos inibem a competitividade, o crescimento econômico, a geração de oportunidades, ampliando o desemprego e a miserabilidade. Tarde demais. Nem mesmo aqueles gravemente culpados da desgraça, que se fingiram inocentes, tiveram êxito. A caravana de seus governos deixou no rastro destroços indeléveis e a sina da corrupção no mastro mais alto. Analisando o mapa eleitoral do segundo turno em Minas, nota-se que, quanto maior a distância da capital, melhor se fez o desempenho do candidato Zema e pior o de Anastasia. Zema somou 72% contra 28% e representou a resposta marcante ao sentimento de indignação e de abandono que se abrigou na alma da maioria. A resposta nos vales da pobreza, nas fronteiras da Zona da Mata e do Triângulo deu uma dimensão dos equívocos tucanos que a derrota de Aécio e Pimenta da Veiga mostrou em 2014. Anastasia captou apenas um voto, no máximo dois, em cada dez disponíveis em regiões de fronteira. O eleitor não se convenceu com as falas redondas pintando um futuro sem respaldo no passado, muito menos com o excesso de críticas no limite da demonização a Zema, sem qualquer auto-

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180 Distribuição gratuita

crítica. Isso afundou ainda mais o barco do PSDB em plena travessia. “Saber tudo” e dar resultados negativos anulou a virtude do “saber”, exaltou o “não saber” de seu adversário. Quem vive na divisa da realidade de São Paulo, Goiás, Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro desaprovou o modus operandi de Minas das últimas décadas, que consolidaram um Estado complicado, caro, pouco competitivo, incapaz de transformar em oportunidades suas imensas riquezas naturais. Um Estado que poderia se sustentar com combustíveis naturais sem importar um litro de gasolina, mas se transformou no maior consumidor dos combustíveis fósseis e poluidores. O Estado que, apesar da fartura de terras para produção de madeira reflorestada, prefere manter terras degra-

Quando apareceu uma brecha para tirar de cena os candidatos da velha política, o eleitor não titubeou. dadas incultas; que da abundância de sua energia hidrelétrica tira a tarifa mais alta do país. Comprovou, ainda, em letras garrafais, a incapacidade de aproveitar minimamente os minérios estratégicos, como o nióbio, o lítio, o urânio e muitos outros, que imporiam Minas ao mundo. Quando apareceu uma brecha para tirar de cena os candidatos da velha política, o eleitor não titubeou. Castigou o desleixo, os milhares de empreendimentos que foram afugentados, puniu as inúteis obras faraônicas quando a população ficou sem o mínimo para uma vida decente. No Brasil são necessárias 2.600 horas de burocracia, em Minas mais do que isso, para aquilo que, num país civilizado, se resolve em 450 horas por ano. É como ser seis vezes mais pesado e competir com os 350 kg de burocra-

cia com quem tem apenas 70. Burocracia que tem sua razão de ser na prática da discricionariedade, do empreguismo, do partidarismo, destruindo os setores produtivos, que poderiam gerar renda e arrecadação pública para manter o Brasil de pé. A forma discricionária de conduzir o poder se vale de excessos de propaganda imerecida, que subsidiariamente atende mensalões e propinas. O pior é que alguns governantes acreditaram que a propaganda enganosa pudesse manter quietos o descontentamento e a miséria que deixavam no rastro. No cipoal burocrático ditado por quem não trabalha, não costuma ter prazo para responder, analisar e aprovar, não importa o prejuízo provocado ou o aniquilamento de boas iniciativas privadas. O Estado existe hoje para atrapalhar, cobrar exageradamente e nada devolver de razoável. Os novos governantes desembarcarão em janeiro numa ilha arrasada, com poucas vacas e muitos carrapatos. Fica nisso o desafio de transformar, apagar inutilidades e estabelecer utilidade para fomentar o desenvolvimento e geração de renda. O Brasil já perdeu décadas a fio e oportunidades excepcionalmente favoráveis, gastou bilhões em obras faraônicas, tão inúteis ao povo quanto úteis ao esquema da corrupção. É preciso arquivar o Estado tirano e dar ao cidadão a presunção da boa-fé, ao contrário do que acontece despudoradamente na máquina pública hostil, perdulária, lenta, caríssima e monstruosamente injusta. Minas, em especial, precisa demolir as barreiras que represam o progresso, deixam na fome milhões de pessoas, impedem uma arrecadação maior ao Estado e serviços sociais minimamente dignos para a população. A melhor política social é o desenvolvimento.

vittorio.medioli@otempo.com.br

Claudia Leitte, em post no Instagram na última segunda (12), desabafando a respeito de sua participação no Teleton, no sábado (10), quando o apresentador Silvio Santos disse que ficaria excitado se a abraçasse. JOE RAEDLE/AFP

“Porque somos exemplos, é importante para nós sermos honestos e dizer que, se você está em um casamento e há momentos que você quer sair, isso é normal – porque eu me já me senti dessa maneira.” Michelle Obama, em entrevista recente à revista “People”, revelando que ela e Barack Obama já fizeram terapia de casal “um punhado de vezes”. A ex-primeira dama dos EUA deu entrevista para falar da divulgação de seu livro, “Minha História” (“Becoming”), lançado mundialmente na última terça (13).

“Gratidão por todo o amor e carinho que recebi de vocês hoje! Estou ótima e feliz.” Susana Vieira, 76, após sua assessoria confirmar a informação de que a atriz tem leucemia. Segundo a equipe de Susana, o diagnóstico não é novo, e a doença está “totalmente estabilizada”.

“Tenho minha roupa do corpo e uma mochila, e isso é basicamente tudo. É a liberdade, não o tipo de liberdade que alguém procuraria, mas é liberdade mesmo assim.” O americano Glenn Simons, artista de 64 anos, disse à AFP ter perdido telas produzidas por ele nos últimos 50 anos por conta do incêndio Camp Fire, que já deixou mais de 50 mortos e é considerado o mais letal da história da Califórnia.

Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

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reportagem

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SOCORRO, MEU BICHO FUGIU!> Antes de mais nada, calma: e confira, aqui, dicas de como proceder ACERVO PESSOAL

Patrícia No momenCassese to do reencontro, lágrimas. Muitas. Mas, ao contrário das derramadas no dia anterior, agora, de alegria, por representarem o fim de um pesadelo para a contadora Maria Tereza. Após quase 24 horas de tormento, Chico retornava, enfim, a seu lar, doce lar, juntando-se a Maria, sua cara-metade. Ao ver as duas calopsitas novamente reunidas, a moça não refreou o ímpeto de cobrir de beijos a ave que chegou a passar a noite fora. Um desenlace afim é o que a professora de geografia Ana Maria Simões Coelho espera com o coração nas mãos. Desde que Bidu fugiu, no início de junho, ela vive na expectativa de que os cartazes que espalhou pela cidade ou os posts nas redes sociais surtam efeito, e que alguém que porventura tenha levado o cãozinho para casa, para protegê-lo das ruas, faça a boa ação de procurá-la. A verdade é que basta dar uma caminhada pelas ruas da cidade para se deparar, em postes ou murais de pequenos estabelecimentos comerciais, com fotos de cães, gatos e pássaros perdidos, fixadas junto aos telefones dos proprietários e, não raro, promessas de recompensas. E mesmo cercados de zelo e carinho, fato é que muitos animais acabam aproveitando uma porta entreaberta ou uma coleira mais larga para se aventurar a explorar outros territórios, deixando seus donos no mais completo desespero – e, muitas vezes, sem saber como proceder. Não por outro motivo, o Pampulha foi atrás de algumas organizações e pessoas que lidam com animais para saber quais os procedimentos mais prudentes nessa hora em que inequivocamente o pânico se instala. Presidente da ONG Rockbicho, uma das que buscam dar apoio a donos de animais perdidos, Maria Helena Maciel de Athayde tem uma série de dicas na ponta da língua, mas, antes de dividi-las, reitera a importância da plaquinha de identificação. “Veja, não é garantia de devolução (referindo-se ao fato de que algumas pessoas, mesmo encontrando o animal com a identificação, acabam preferindo ficar com a guarda, indiferentes ao sofrimento do dono), mas ajuda. Maria Helena ressalta que a plaquinha pode (e deve) ser usada também em gatos. “A maioria dos animais achados nas ruas está sem a plaquinha. E, no caso dos gatos, hoje o merca-

Da mesma forma, páginas de associações de bairros podem ser úteis e, claro, os perfis particulares: no caso, não hesite em pedir para os amigos compartilharem o post.

Laila voltou

A cachorrinha do artista plástico Tião Vieira foi localizada graças às redes sociais

LAILA, O RETORNO Foi graças a esse expediente, aliás, que o artista plástico e artesão Tião Vieira, 52, conseguiu reaver sua Laila, uma simpática mistura de poodle com cocker spaniel. “Queria morrer”, confessa, ao se lembrar do dia em que sua fiel escudeira fugiu. Rapidamente, ele deu start aos modos possíveis de localizá-la. “Como perto da minha casa há um acesso à BR, pensei no pior – mesmo porque, ela já é mais velha e, por isso, praticamente cega”. E, de fato, foi por lá mesmo que a cadelinha se esgueirou, sendo resgatada por uma boa alma que, por desconhecer a origem do animal, o encaminhou a um abrigo. E foi exatamente neste compartilhamento de postagens que Laila foi identificada e pôde voltar para casa sã e salva, reencontrando não só Tião, como Beethoven, o gato do ateliê do artista. “Não tenho nem outra expressão para me identificar (na hora do retorno): era só alegria”.

Volta, vem viver outra vez ao meu lado do oferece coleiras confortáveis para eles – a Rockbicho inclusive costuma indicar algumas”, pontua. No caso da plaquinha, a ONG vende um modelo, de acrílico. No entanto, se nem sempre evitar é possível, ocorrida a fuga, é hora de partir imediatamente para a ação. “No caso dos gatos, se estivermos nos referindo a uma casa, vale deixar a caixa de areia na rua, para que ele sinta o cheiro. Geralmente, gatos não costumam ir muito longe”. A tradicional volta no bairro é outra opção. E enquanto alguém faz a ronda (motorizada ou a pé),

uma outra já pode ir separando a foto e preparando os cartazes a serem fixados em postes, pontos de ônibus e comércios de bairro. “Geralmente, todos permitem, têm murais. Vale também afixá-los em clínicas veterinárias e pet shops”. Faixas são uma alternativa, mas Maria Helena pontua que é preciso seguir a legislação do município. Em ambos os casos, a presidente da Rock Bicho aconselha a não citar valor de recompensa e a deixar apenas o número do celular, para evitar eventuais chantagens (caso a pessoa que

encontre o animal aja de má-fé, tentando extorquir dinheiro). Em bairros que tenham monitoramento particular, Maria Helena sugere avisar os funcionários das guaritas ou os que fazem ronda por moto. “Não é obrigação deles, mas, claro, podem ajudar”. Um outro sistema disponível é o de carro de som ou moto som, no qual o motorista percorre ruas próximas ao ponto no qual o animal sumiu anunciando as características dele pelo alto-falante. “Vale ressaltar que também não é prudente citar o endereço da casa, DIVULGAÇÃO

Nas ruas da cidade, cartazes clamam por notícias dos animais perdidos

apenas o celular”. Alguns jornais impressos – como o “Super Notícia” – e programas de rádio e TV cedem espaço para publicar fotos de animais perdidos. Um outro suporte – relativamente recente, mas importante – é o das redes sociais. Atualmente, há várias páginas dedicadas a localizar animais perdidos, como a do Núcleo de Apoio à Localização de Animais – Nala. ONGs voltadas a animais também publicam as fotos dos “fugitivos” – além da Rockbicho, existem várias, como a CãoViver, Bichos Gerais, Bicho Loko etc. ACERVO PESSOAL

Maria e Chico no ombro de Maria Tereza

NALA FOI A SEMENTE Foi por meio das redes sociais que o sumiço da vira-latinha Nala mobilizou a capital mineira ano passado, resultando na criação de uma página no Facebook para coletar informações sobre seu paradeiro. Nala foi localizada, mas a página seguiu em atividade, agora para ajudar outras pessoas que perderam seus animais – hoje, aliás, são outros administradores. Uma delas, Débora Cândida, diz que uma de suas satisfações é constatar que a página se tornou uma referência, sendo espontaneamente indicada pela população em casos de fuga. Como Maria Helena, ela também incentiva o uso da plaquinha, por lembrar que animais perdidos podem ser encontrados por pessoas que sequer têm redes sociais. “Muitas vezes, ficam com animal não por maldade, mas por não saberem como proceder”. Aliás, por isso é importante também procurar em clínicas. E, da mesma forma como grupos de apoio se prontificam a espraiar os pedidos de socorro, Débora lembra a importância de, localizado o animal, o dono comunicar o feito, para que a página em questão retire o anúncio e possa priorizar os demais pedidos em curso.


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SOCORRO, MEU BICHO SUMIU!> Histórias permeadas pela emoção e pela expectativa do final feliz

Traje ‘de festa’ para reencontro ACERVO PESSOAL

Patrícia A professora Cassese de história Mannuela Luz mandou emoldurar um dos cartazes que imprimiu no afã de reencontrarse com Jayme. Na parede, ele simboliza o sucesso da empreitada, que vale ser contada em detalhes. Feliz proprietária de três cães, Mannu acostumou-se a soltá-los numa obra próxima à sua casa – afinal, ela sempre estava atenta. No entanto, o inquieto Jayme achou por bem escapar, dando início ao tormento da moça. “Naquele dia, procurei a noite inteira, junto com minha vizinha, de carro, ficamos rodando o bairro (Liberdade), gritando, mas não encontramos”. Também de pronto, os cartazes foram espalhados, mas as noites continuaram a ser de busca. “Como nos deram essa dica, de procurar mais à noite, que é quando os animais que fogem se expõem mais, acordava às 3h da manhã para procurar o Jayme”. Para júbilo de Mannu, o rebelde cãozinho foi encontrado, com a coleira peitoral, por uma moça, que levou-o a um pet shop, clamando pelo abrigo do animal até que o dono fosse localizado. Na verdade, a dona do local ne-

gou a hospedagem, mas uma senhora que estava ali, compadecida, resolveu levá-lo para sua casa. Quando a moça que localizou Jayme se deparou com um dos cartazes, ligou para Mannuela, revelando que o cão estava sob a tutela da dita senhora. “Na hora, me desesperei, pensando que a mulher não ia me devolver. Liguei para ela, que estava no trabalho e só poderia me receber às 17h. Vesti até roupa de festa para buscá-lo”, diverte-se ela, revelando que, agora, a farra dos passeios sem coleira acabou para Jayme. “Quando a gente passeia, canto para ele o trecho da música (“Há Tempos”) do Renato Russo, que diz ‘disciplina é liberdade’. Se não teve disciplina, não terá liberdade”, brinca. Em tempo: Jayminho é um cão positivo para leishmaniose, mas com boa evolução do tratamento. Ele conquistou Mannu de pronto, em uma clínica onde, há cinco anos, chegou estropiado, “só osso e feridas”. A professora estava de luto: tinha acabado de perder sua cadelinha e viu em Jayme a possibilidade de dar início a uma nova relação de afeto. Um laço que a também professora, mas de geografia, Ana Maria Simões Coelho sabe bem. Há cinco meses, ela se aferroa à esperança de reencontrar Bidu, que

Mannu e Jayme

A volta para casa com o fujão: Mannu entre os amigos que ajudaram na operação resgate, Elaine Chaves e Daniel Diniz

fugiu durante uma viagem dela com o marido. No período, como de praxe, o cão costumava ficar com a sogra, mas, durante um passeio, conseguiu se soltar da guia. “Dona Conceição (a sogra) passou mal, ficou desorientada, com as pernas bambas”. Juntos, os três deram início ao périplo habitual: cartazes, faixas, contratação de carro de som (com

o marido junto do motorista na operação), anúncios em programas de TV, rádio, jornais impressos... Infelizmente, por ora, em vão. Adquirido numa ida despretensiosa à feira de flores do bairro Santa Efigênia, quando se apaixonou pelo cãozinho que era vendido como um beagle, Bidu provocou uma revolução na vida do casal. “Eu já queria

me tornar vegetariana, foi um impulso”. O amor aos animais cresceu de tal monta que ela também adotou Pitoco, que chegou cheio de vermes, pulgas e carrapatos. Na busca por Bidu, o trio se encantou por um cãozinho de características similares, com o qual foram se encontrar supondo ser o fujão. “Acabamos ficando com ele, o Bilu”. Não só. No

meio dessa trajetória, o casal também se deparou com Lola, uma cachorrinha que pertencia a uma ocupação, mas foi abandonada – resultado: acabou sendo também adotada. Agora, falta só Bidu voltar para a felicidade reinar de novo na casa dessa família. A divulgação da foto do garoto, logo abaixo, é mais um fio de esperança.

Um novo espaço no Pampulha para pets ACERVO PESSOAL

Bem cuidado, limpo, vacinado, vermifugado... Bidu, o cãozinho que aparece na foto ao lado, pode hoje estar sob a guarda de alguém que o encontrou vagando pelas ruas. Para a professora Ana Maria, seria mesmo difícil resistir a tanto encanto. Mesmo assim, ela, que o enxerga como um ente da família, segue mantendo as esperanças de um eventual retorno ao lar. Embora não existam estatísticas oficiais, as chances de os donos localizarem animais perdidos aumentaram consideravelmente com o advento das redes sociais – caso da já citada página Nala, no Facebook. Lá, segundo Débora Cândida, já foram registrados até casos de araras sumidas. Seja como for, a fuga de animais, apresentada nesta edição, corresponde ao pon-

Cadê Bidu? O cãozinho de Ana Maria ainda está perdido

tapé inicial da nova série que o Pampulha preparou para o seu leitor. A partir da próxima edição, o semanário – que, você sabe, tem distribuição gratuita, aos sábados, em vários pontos da cidade – vai publicar uma página dedicada ao universo dos pets,

abordando temas que vão da saúde dos bichinhos ao comportamento, incluindo também as novidades que o mercado que gira em torno dessa relação de afeto está disponibilizando, além de fotos de bichinhos que estão para adoção. Não perca!


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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

‘Doença da beleza’ (CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Aumentando a longevidade abemos que para viver mais e melhor temos que praticar atividades físicas, não fumar, ter moderação no consumo de bebidas alcoólicas e uma alimentação balanceada. Entretanto, existem também alguns pontos importantes e que vão impactar a médio e longo prazo no aumento de expectativa de vida. E um deles é o sexo. Na coluna desta semana, passarei por alguns costumes do dia a dia que devem ser mantidos ou alterados para se ter uma vida longa e mais próspera. Vamos iniciar por uma boa noite de sono. Durma, mas não exagere. Nada é mais verdadeiro do que as sete ou oito horas de descanso noturno. Relatório publicado em 2010 analisou um milhão de pessoas em oito países e descobriu que dormir menos de seis horas por noite pode aumentar em 12% o risco de morte prematura. E, por outro lado, quem dorme mais de nove horas ao dia apresentou um risco ainda maior, cerca de 30%. Como citado, a atividade física é requisito obrigatório para elevar a expectativa de vida. A Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, orienta um mínimo de 150 minutos por semana ou 30 minutos por dia de caminhada para quem deseja ter boa saúde – o exercício fortalece os músculos e melhora a saúde cardiovascular. Além disso, pesquisadores norte-americanos e suecos descobriram que pessoas acima dos 40 anos que fazem caminhadas regulares vivem mais (até quatro anos e meio de vida) em comparação com as Segundo estudo que são sedentárias. realizado no Ter uma percepção positiva perante País de Gales, a vida é outro fator fazer sexo de grande importância para viver mais e duas vezes por melhor. De acordo semana pode com pesquisadores, o segredo da longevidareduzir em de reside muito mais 50% o risco no prazer pela vida do que nos genes. Isde morte so porque um estudo revelou que a genética representa apenas 10% do envelhecimento, enquanto os outros 90% estão relacionados ao estilo de vida. Quem tem pensamentos mais positivos pode viver até sete anos a mais em comparação com os céticos, negativistas e rancorosos. Seguindo a linha da longevidade, adie ao máximo sua aposentadoria. Um estudo de 2016, realizado pela Oregon State University, nos Estados Unidos, estabeleceu que indivíduos que se aposentaram com 66 anos ou mais têm um risco 11% menor de morte por todas as causas se comparados àqueles com a mesma idade que haviam se aposentado mais cedo. De igual forma, quem tem uma vida sexual mais ativa vive mais. Segundo estudo realizado no País de Gales, fazer sexo duas vezes por semana pode reduzir em 50% o risco de morte. A relação sexual regular aumenta o tamanho dos telômeros (componente do DNA que indica longevidade), ou seja, quanto mais longo ele for maior é a vida útil. Para finalizar, utilize os serviços hospitalares para os casos mais sérios e urgentes. Estudos apontaram que pacientes internados por muito tempo – qualquer que seja o motivo – estão mais propensos a morte prematura. Internações prolongadas aumentam também o risco de infecções por bactérias superresistentes. E é por isso que os hospitais tentam fazer seu trabalho e tratar o paciente no menor tempo possível para propiciar uma alta precoce. Leonardo da Vinci resumiu o tema em uma frase: “A vida bem preenchida torna-se longa”.

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ARQUIVO PESSOAL

TDC afeta a 4 milhões de pessoas em todo o mundo; Brasil é campeão em próteses de silicone abaixo dos 17 anos Uma mulher “muito alta, muito branca e muito magra”, com os olhos arregalados e grandes, a pele quase completamente manchada por sardas e um papo embaixo do queixo. Era essa a imagem que a publicitária Solange Cassanelli, 35, de Florianópolis, via diante do espelho. Isso a fez buscar inúmeros procedimentos estéticos e cirúrgicos sem sucesso, uma vez que o problema não estava em seu corpo, mas na sua mente. O Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) é um problema reconhecido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), mas que, muitas vezes diagnosticado tardiamente, leva as pessoas a se submeterem a procedimentos de alto risco em vão. “O TDC é uma desordem onde a pessoa tem uma percepção exagerada ou até surreal sobre seus defeitos. Às vezes não existe defeito, mas ela acha que tem. Existem vários graus da doença, desde as pessoas com acometimento leve até as que não conseguem se enxergar bem de maneira alguma, podendo até chegar ao suicídio”, explica o cirurgião plástico e membro da SBCP, Gustavo Aquino. A estimativa é que cerca de 2% da população mundial tenha o transtorno, o que significa cerca de 4 milhões de pessoas só no Brasil. Já a prevalência de sintomas para TDC em pessoas que procuram cirurgias plásticas no país pode chegar até 57%, segundo o Censo 2016 da SBCP. Segundo Aquino, homens e mulheres são vítimas desse transtorno em igual proporção, no entanto a preocupação maior é com os jovens, dos 15 aos 30 anos. “Segundo dados da sociedade internacional de cirurgia plástica estética, o Brasil é o cam-

Diagnosticada com o TDC, a publicitária Solange Cassanelli, 35, criou um blog

Litza Mattos

peão mundial em próteses de silicone abaixo dos 17 anos. Ou seja, a gente faz muita cirurgia nessa faixa etária, que é justamente a que tem a maior prevalência da doença”, diz. O principal risco de levar à mesa de cirurgia um paciente com o transtorno, conforme Aquino, é que ele não fique nunca satisfeito. “Você faz um trabalho minucioso, um trabalho em detalhe, muitas vezes uma cirurgia grande e até onerosa, expõe o paciente ao risco como toda cirurgia tem e, no final, ele fica completamente insatisfeito, o que pode gerar até um processo judicial”, analisa. No entanto, como a doença é multifatorial, cerca de 80% dos cirurgiões identifi-

“

cam o TDC apenas após a cirurgia, uma vez que muitos desses pacientes são funcionais e têm um discurso adaptado e adequado à realidade que buscam modificar. “Acredita-se que o TDC pode ter uma origem genética e hormonal. Algumas pessoas têm uma baixa do hormônio serotonina – que é o hormônio do bem-estar –, e tem o fator ambiental também. Ou seja, das pessoas que já passaram por algum trauma na vida, seja de bullying ou assédio moral e sexual”, explica o cirurgião. Sofrimento. “Viver com esse transtorno é bem difícil, eu já perdi amigos por causa disso. Muitos se afastaram. Meu emocional é muito frágil, qualquer es-

São pessoas que frequentemente estão se olhando no espelho do carro, em casa, na clínica, no banco e que precisam se reafirmar em rede social com curtidas e comentários Gustavo Aquino Cirurgião plástico

tresse desperta em mim crises em relação à aparência”, relata o estudante de medicina em Recife Felipe Farias do Nascimento Sabino, 25. O estudante conta que sempre sofreu bullying porque sua cabeça tem um formato mais alongado. Isso gerou nele uma fixação em termos de preocupação com a aparência. “Faço terapia e acompanhamento com psiquiatra de 15 em 15 dias”, diz. Para Aquino, existe um fenômeno agravante global do quadro presente também em nações mais “criteriosas”, como Japão, Itália e México. “Está todo mundo muito imediatista. Já querem resolver o problema sem pensar muito na causa. Você vê um paciente às vezes com um excesso de gordura, em que a pessoa poderia malhar, fazer uma dieta, mas ela já quer fazer a lipoaspiração e resolver. Além disso, no mundo, hoje, a cobrança é muito maior. Os padrões de beleza são extremamente exagerados. Existem aplicativos para cada coisinha que você quer mudar em uma foto, aí você vai criando essa tendência, essa cobrança ao perfeccionismo e até ao exagero. As pessoas não conseguem mais ver que a beleza é um conjunto de fatores”, afirma Aquino.


reportagem

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motiva 57% das plásticas EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

CENSO 2016

PRINCIPAIS CIRURGIAS

Situação da cirurgia plástica no Brasil

2009

ESTÉTICAS

aumento de mama lipoaspiração

REPARADORAS

Total de cirurgias

629 mil

dermolipectomia abdominal

459.170

CIRÚRGICOS

NÃO CIRÚRGICOS

1.472.435

1.288.800

1.332.203

mastopexia 73% 27% 169.830

redução de mamas blefaroplastia rinoplastia

Blogueira relata hitória de vida

PROCEDIMENTOS

271.490 2014

2016

2016

2014

otoplastia Total de cirurgias

60% 40%

1.288.800

Total de cirurgias

1.472.435

FONTE: SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA

lifting facial

774.569

TIPOS DE PROCEDIMENTOS Preenchimento, aplicação de toxina botulínica, de laser e de luz pulsada, suspensão com fios, carboxiterapia, dermoabrasão, peeling, intradermo.

514.231 FAIXA ETÁRIA DOS PACIENTES (2016) ATÉ 12 ANOS 3% DE 13 A 18 ANOS 5,7%

839.288

37,6% 32,2%

DE 19 A 35 ANOS

57% 43% 664.809

DE 36 A 50 ANOS

15,8%

DE 51 A 64 ANOS 65 ANOS OU MAIS

5,7%

“Tenho dismorfia corporal desde criança. Quando eu tinha 5 anos, um amigo do meu irmão me chamava de feia. Meus pais me colocaram na psicóloga porque eu chorava dizendo que era feia. Fiz terapia, mas acabei saindo. Com 21 anos, voltei para a terapia com outra psicóloga. Foram seis meses e 27 consultas. Saí novamente por não sentir diferença. Em 2009, vi que não tinha mais condições emocionais para aguentar. Eu estava com depressão e não sabia. Foi quando pela primeira vez li sobre o transtorno. Cada palavra parecia uma biografia. Descrevia exatamente como eu me via e me sentia. Senti um alívio, estava conseguindo achar um rumo. Fui a um psiquiatra que diagnosticou a dismorfia corporal. Comecei a tomar medicamento e a fazer terapia. Foi então que decidi criar o blog (Diário de uma Dismorfia) para ajudar outras pessoas.” Solange Cassanelli, 35 anos PUBLICITÁRIA, SC


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conteúdo especial

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Tecnologia

As telhas são produzidas a partir de uma chapa de PVC modificada

BOLSO> Custo-benefício é um dos principais diferenciais na hora de escolher o material

Telhas de PVC: versáteis, resistentes e duráveis Planejar uma obra nem sempre é tarefa fácil. Escolher quais materiais utilizar para as diversas áreas da construção requer muita atenção e pesquisa. Uma das mais importantes é na hora de definir qual tipo de material será usado para fazer uma das partes mais importantes de um lar: o telhado. Atualmente, muitos modelos podem ser encontrados no mercado. No entanto, uma opção que tem ganhado cada vez mais força são as telhas de PVC. Desenvolvido para atender diferentes instalações, com resistência e versatilidade, esse tipo de material traz um design diferenciado, maior duLeonardo Cunha

rabilidade, fácil aplicação e excelente custo-benefício, além de não propagar chamas e ser 100% recicláveis. Segundo a designer de ambientes Cátia Carneiro de Miranda, a pessoa que opta por esse tipo de produto sente menos peso no bolso na hora da compra. Ela explica que isso ocorre porque as telhas de PVC são feitas de um material sintético, o que faz com que elas sejam muito mais baratas do que as de cerâmica, produzidas com barro. Ainda de acordo com a profissional, outro aspecto a ser considerado é que as telhas de PVC são maiores e mais leves do que outras soluções para coberturas, o que minimiza custos de transporte, gerando menor índice de perdas e

melhor manuseio. “Além disso, esse tipo de material dispensa os caibros, elemento componente para a sustentação do telhado, e as ripas, garantindo melhor produtividade e rapidez na instalação. Outra questão interessante é que ele também é mais resistentes à temperatura”, completa. Conforme explica Cátia, o produto pode ser aplicado em diversos tipos de coberturas, residências, galpões e espaços comerciais. “Hoje em dia, o mercado apresenta muitas opções. É possível, por exemplo, encontrar diferentes medidas, cores e formatos”, frisa. INSTALAÇÃO Nesse quesito, é necessário avaliar

alguns pontos importantes, como o espaçamento e a declividade entre as telhas para que a cobertura não venha a sofrer danos durante as chuvas e ventos fortes. Apesar de parecer complicado, Cátia garante que esse processo é muito simples. “Na verdade, instalar as telhas de PVC é mais fácil do que as de cerâmicas, pois não é preciso usar nenhum tipo de ripamento, por exemplo. Nesse caso, é utilizada uma espécie de viga de madeira que sustenta as telhas”, explica. Ela enfatiza, também, que as informações que constam no manual de instalação do produto são bastante compreensíveis e, consequentemente, há a realização de um bom trabalho. ARAFORRO/DIVULGAÇÃO

OUTRAS VANTAGENS Outros benefícios que esse tipo de cobertura possui é a resistência em relação à ação de granizo e a fácil manutenção, pois permite que pessoas caminhem sobre ela sem danos.

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Além disso, não acumula sujeira como folhas, fungos e mofo, por ter uma superfície lisa. As telhas de PVC também possuem isolamento acústico, absorvendo barulhos externos e calor. (LC)

Esse tipo de material dispensa os caibros, elemento componente para a sustentação do telhado, e as ripas, garantindo melhor produtividade e rapidez na instalação. Outra questão interessante é que ele também é mais resistente à temperatura.”

Material possui isolamento acústico, além de não acumular sujeira como folhas, fungos e mofo


conteúdo especial

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SANTA CRUZ/DIVULGAÇÃO

#ficaadica

308453 - Precon Telha PVC Plan Marfim 242x088 R$ 56,90 a unidade 308454 - Precon Telha PVC Plan Cerâmica 242X088 R$ 56,90 a unidade Material possui excelente custobenefício, além de ser antichamas e 100% reciclável

306061 - Precon Telha PVC Colonial Cerâmica 230X086 R$ 81,90 a unidade

DANIEL MANSUR/DIVULGAÇÃO

GUSTAVO XAVIER/DIVULGAÇÃO

Porcelanato é um dos pisos mais procurados

BIANCOGRES/DIVULGAÇÃO

Queridinho

Facilidade na hora de limpar e boa durabilidade são algumas das vantagens do piso de porcelanato

HENRIQUE QUEIROGA/DIVULGAÇÃO

Cada vez mais moderno, bonito e específico para cada ambiente, com uma variedade enorme de formas e texturas, o porcelanato tem se tornado um dos pisos preferidos entre os consumidores. Segundo o arquiteto Rafael Gomes, outra característica que faz com que esse tipo de material seja observado com maior atenção “é que nenhum outro revestimento natural tem uma vida útil tão grande”. Indicado para diversas áreas da casa, tanto para internas quantos externas, ou para espaços comerciais, o porcelanato possui um excelente custo-benefício, segundo Gomes. Isso ocorre porque, de acordo com ele, há grande concorrência entre as marcas que produzem esse tipo de material. Ainda conforme explica o profissional, questões como limpeza e durabilidade são outras vantagens que o porcelanato possui em relação aos demais. “Isso acontece porque não é necessário realizar manutenções, como no caso de pisos de madeiras ou pedras”, frisa. Para os interessados em comprar esse tipo de piso, Gomes dá dicas valiosas. “Para os ambientes pequenos, como banheiros, é melhor não optar por peças de porcelanato muito grandes, pelo fato de ocorrerem possíveis recortes. Outra questão é atentar-se para as características de cada ambiente, o uso do melhor acabamento, além de contar sempre com a ajuda de profissionais para realizar a instalação”. (LC)

306062 - Precon Telha PVC Colonial Marfim 230X086 R$ 81,90 a unidade

305460 - Biancogres Porcelanato Acetinado Urban Bege 60 X 60 Extra Retificado R$ 33,90 m²

305066 - Viarosa Porcelanato Acetinado Madero Acacia 72 X 72 Extra Retificado R$ 36,90 m²

304768 - Delta Porcelanato Polido Fuji Sand 70X70 Extra e Retificado R$ 55,90 M²

306985 - Ceusa Porcelanato Banqueta 20,2x86,5 Extra e Retificado R$ 77,90 M² ATENÇÃO! A Black Days da Santa Cruz começou no dia 14 e segue até 30 de novembro


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sociedade

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DOLCEVITA PERFUME DE GARDÊNIA

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cabamos de comemorar ou ignorar o dia da Proclamação da República em 1889. Vocês sentiram um gosto de 7 de setembro neste 15 de novembro? Um perfume de independência, liberdade! Topam redescobrir a República? Então, festejemos a República ainda que ela tenha expulsado um ótimo rei, D. Pedro II. A História do e no Brasil, como sempre, foi e é muito ingrata para com dois grandes estadistas: D. João VI e seu neto, D. Pedro II.

PERFUME DE HISTÓRIA

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om Pedro II realmente amava o Brasil e fez muito pelo país. Foi uma injustiça o que fizeram com ele. Uma ignomínia que o matou de tristeza. Mas isso é história e “leite derramado”. As repúblicas substituem as monarquias para, supostamente, melhorar o estado das coisas. Para que, no lugar de um rei, um imperador, um déspota, esclarecido ou não, o povo seja o ator principal, com seus eleitos, seus repre-

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS PAULO NAVARRO

sentantes.

4004-9000

PERFUME REPUBLICANO

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é aí que mora o problema, o perigo. Às vezes, presidentes são mais prepotentes e autoritários que reis. Virou moda apelar para o tal do sentimento republicano. Assim como o Estado Democrático de Direito. Todos os políticos se dizem republicanos. Mas são? República é ou deveria ser o governo que atende aos cidadãos. Uma forma de governo em que o povo é soberano. Assim, reflitamos! Que tal, a partir de 1º de janeiro, começarmos a participar, cobrar, vigiar e ser soberanos, republicanos?

A VIDA É OCA

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sse tal de autor desconhecido é ótimo, sempre um ilustre desconhecido. Recebemos um texto novo de sua lavra. Conta a fábula de um cara que adorava sequilhos. Todo dia, ao voltar pra casa, ele parava na padaria e comprava sequilhos com goiabada. Mas, ao chegar em casa, preparar o café e a TV, para acompanhar os sequilhos, ele tinha um problemão.

lançaperfume

12, Adolfo Lona, 6 Dia o gaúcho rei dos espumantes, promoveu degustação na Casa Rio Verde. Suas degustações são uma aula para um público cada vez maior, embora ainda preferencialmente feminino. fez 6 Aumaimportadora surpresa para o enóO Comandante José Afonso Assumpção, fundador da Líder Aviação e a neta Bruna ladeados pelos integrantes do Cirque de La Symphonie e pelo maestro da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, Fabio Mechetti, na comemoração dos 60 anos da companhia aérea

A VIDA É DOCE

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grande problema é que, nos sequilhos, vinha pouca goiabada. Então, dia seguinte, nosso amigo, depois do trabalho, voltou à padaria, reclamou e xingou. Chegou a ser grosso, mesmo. No dia seguinte, nos sequilhos, tudo havia mudado. Só para ele, especialmente, os sequilhos vazavam

goiabada. Então pronto, tudo perfeito? Não, nada feito.

A VIDA É DURA

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osso astro conseguiu comer nem um sequilho inteiro, de tanta goiabada colocada, como ele havia cobrado, exigido. De tão doce, ele ficou enjoado. Dia seguinte, de novo, na padaria, só para ele, outros sequilhos lotados de goiabada. Por vergonha ou para não dar o braço a torcer, ele falou nada, levou os sequilhos. Em casa, raspou o excesso de goiabada e comeu tudo, como antes.

A VIDA É RAPADURA

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í caiu a ficha! Ele percebeu que o problema não era a goiabada e muito menos o padeiro, era ele. Era ele quem queria. Queria do

jeito dele, percebendo, quase tarde demais que gostava mesmo era do original. Na padaria, desculpou-se e pediu o bom e velho sequilho. Qual a moral desta fábula moderna? É que, como o personagem fez com sua iguaria, assim fazemos com as pessoas.

A VIDA É LEVE

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o início amamos as pessoas como são, depois começamos a criticá-las. Tentamos colocar as pessoas do nosso jeito. Mudar as pessoas. E do nosso jeito, são pessoas que não existem. E se existissem, enjoaríamos delas. Não queira mudar a pessoa que te cativou ou por quem você se apaixonou à primeira vista. Confie no “padeiro do destino”. Ame as pessoas como elas são. Isso sim é doce! É levar a vida leve, como diz o livro da escritora Laura Medioli.

logo – “batizou” a sala de degustação com seu nome. Não há outra bebida que se identifique tanto com o brasileiro como o espumante. Ou seria a brasileira? Por enquanto. festivo, alegre, leve, 6 Édescontraído, acessível,

charmoso. Feliz e infelizmente, nossos espumantes, de nível internacional, são muito melhores que nossos vinhos. 82% dos 6 Enquanto vinhos consumidos no

Brasil são importados, a proporção se inverte quando se trata de espumantes nacionais. do país, a ven6 Dentro da de espumantes atin-

giu 4,3 milhões de litros no primeiro semestre, um crescimento de quase 10% frente a igual período de 2017. badalado Bar da 6 OPraia, Caraíva, Bahia, rea-

liza seu 1º Festival de Verão, entre 27 de dezembro e 13 de janeiro. evento terá cultura, 6 Oesporte e sustentabilidade, com destaque para o show de Criolo, na noite de réveillon. E mais: ações de conscientização de preservação do paraíso que é Caraíva.

Prestigiando o mesmo evento que aconteceu na Sala Minas Gerais, Flavio Géo e Márcia Salvador


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CONSUMIDOR Desconhecida, fórmula de reajuste dos planos vai mudar LEO FONTES

Consulta pública pode definir nova metodologia a ser implantada A Agência Nacional de Saúde Suplem e n t a r (ANS) levou a consulta pública na última terça (13) a proposta de mudar a fórmula de reajuste dos planos de saúde individuais e familiares. A agência também abriu um formulário online para participação pública a fim de ouvir a sociedade a respeito dos reajustes dos planos de saúde – as observações devem ser mandadas até o este domingo (18). A possível mudança causa receio entre os consumidores, que não descartam que as altas nos valores cobrados possam ser ainda maiores. “Eu não sei como é calculado o reajuste atual e tenho receio que possa ficar ainda mais alto”, diz a técnica de enfermagem Érika Fernanda Marinho. Ela conta que paga o plano de saúde há 11 anos. “É bem caro. Só que não dá para encarar o SUS. Acaba sendo uma necessidade”, diz. De acordo com a ANS, o modelo atual de cálculo para reajuste anual dos planos individuais e familiares se baseia no reajuste dos contratos de planos coletivos

Entidades cobram mais transparência

Juliana Gontijo

Erika Fernanda reclama do valor do plano de saúde e teme reajustes maiores, mas prefere pagar pela assistência privada do que depender do SUS

com mais de 30 beneficiários. A nova fórmula proposta é baseada na Variação das Despesas Assistenciais (VDA) dos planos individuais e nas despesas não assistenciais das operadoras, como é o caso dos custos administrativos, medidos pela inflação. O índice deixa então de se basear exclusivamente na VDA, mas continua sendo composto por uma fórmula única, que reúne as duas variações, com peso de 80% para as despesas assistenciais e 20% para as não assistenciais. Em nota, a ANS informou que a intenção é utilizar uma metodologia no reajuste que reflita mais diretamente a variação das despesas das operadoras nos planos individuais e familiares, sendo os dados utilizados para o novo cálculo públicos e auditados, tornado assim o modelo mais transparente e previsível para benefi-

ciários e operadoras. Há ainda outros benefícios, segundo a agência, como a redução do tempo entre o período de cálculo e o período de aplicação do reajuste e a transferência de parte dos ganhos de eficiência das operadoras para os beneficiários através de reduções no índice. De acordo com a ANS, a mudança no cálculo vem sendo discutida nos últimos anos e, recentemente, em julho, o tema foi levado a audiência pública para que a sociedade pudesse opinar já na primeira etapa da transição. A intenção da agência reguladora é sempre promover o equilíbrio do setor, garantindo sua sustentabilidade. Para ela, a mudança não deve ter como consequência direta aumento no valor do reajuste, já que a medida visa justamente coibir desproporções na co-

brança dos planos individuais ao adotar um índice que leva em conta a natureza do próprio produto. Em nota, a ANS diz que “cabe sempre lembrar que a saúde suplementar é um setor mutualista, que tem seu custo influenciado por fatores que não são previamente identificáveis, como o aumento da frequência de uso. Deve-se ressaltar que a metodologia proposta traz o componente ‘Fator Ganhos de Eficiência’, para evitar que o reajuste seja um mero repassador de custos, estimulando as operadoras a serem mais eficientes na assistência à saúde dos beneficiários”. Entre os dias 8 a 18 do próximo mês, será disponibilizado no portal da ANS um formulário para receber as contribuições daqueles que não puderem comparecer à audiência.

As entidades de defesa do consumidor cobram da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mais transparência na proposta da nova metodologia para o cálculo de reajuste anual dos planos de saúde individuais e familiares. “É importante que simulações sejam feitas. Só assim para saber se a alteração será boa ou ruim para o consumidor”, afirma a presidente do Instituto Defesa Coletiva, Lillian Salgado. Para ela, a principal dúvida é como seria feito o cálculo da Variação das Despesas Assistenciais (VDA), que é um dos componentes do novo modelo, que soma também o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em nota, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) afirma que a “ausência de simulações indicando quais percentuais seriam aplicados hoje se a metodologia já estivesse em vigor dificulta o entendimento por enti-

dades e consumidores individuais sobre a magnitude da mudança”. A entidade informou que está estudando os documentos disponibilizados pela ANS sobre a nova metodologia e ressaltou que, assim como foi destacado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em seu relatório, o problema não está só na metodologia, mas na forma de a ANS fiscalizar e apurar os dados para o seu cálculo. “Sem a garantia de uma agência reguladora que efetivamente busque atender ao interesse público, qualquer alteração vai favorecer as operadoras”, diz o Idec. Procurada pela reportagem, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) disse, por meio de nota, que vai avaliar a proposta e participará das discussões juntamente com toda a sociedade durante audiência pública na ANS.

NA ANS Ranking de reclamações nas ouvidorias, divulgado pela ANS no dia 07.11.2018: Temas financeiros: 26,4% Rede prestadora: 24,6% Administrativo: 23,3% Cobertura: 19,1%

SAC ineficiente: 6,6% Reclamações por tipo de contrato: Coletivo empresarial: 41% Coletivo por adesão: 30,1% Individual/familiar: 26,2% Não identificado: 2,7%


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reportagem

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ESPAÇO GOURMET BH recebe a 3° Semana de Cozinha Italiana pelo Mundo Quando se pensa em Itália, logo acorre à mente uma associação com a boa comida. Esse fenômeno é fruto também da difusão pelo mundo da gastronomia italiana, que fez a fama do país. No Brasil, inclusive em Minas Gerais – quinta maior comunidade no Brasil –, as famílias italianas chegaram entre 1880 e 1930 e trouxeram receitas que reverberam a tradição local, em pratos como o nhoque, o macarrão e a lasanha, dentre outras. Mas a famosa gastronomia do país europeu não se restringe apenas a esses clássicos. São muitas as variações. Por isso, com o objetivo de valorizar a comida italiana e dar espaço para receitas menos conhecidas por aqui, começa nesta segunda (19), seguindo até o dia 25, em Belo Horizonte, Tiradentes e em Montes Claros, a III Settimana della Cucina Italiana nel Mondo – III Semana da Cozinha Italiana no Mundo, na tradução – , realizada pela Câmara de Comércio Italiana de Minas em parceria com Consulado da Itália em Belo Horizonte. Durante a semana, dez restaurantes certificados pelo selo Ospitalità Italiana (título cedido pelo governo italiano comprovando a fidelidade do restaurante às tradições) vão oferecer menus e pratos a preços promocionais. O festival acontece simultaneamente em mais Franco Malheiro

Um viva à vera cucina italiana MARIELA GUIMARAES

de cem países, dentro do Made in Italy – iniciativa implementada pelos ministérios italianos com objetivo de realçar a tradição culinária da “bota” mundo afora. “De maneira objetiva, a Semana da Cozinha Italiana representa o orgulho e os laços afetivos que nos unem à nossa gastronomia, e que, generosamente, nos motivam a compartilhar os sabores únicos com todos os povos”, declara Valentino Rizzioli, presidente da Câmara de Comércio Italiana de Minas. RESTAURANTES Dos participantes, o chef Matheus Paratella, do D’Agostim di Paratella, preparou um menu com entrada, prato principal e sobremesa, que valoriza, assim como sua cozinha, a região do Piemonte, no Norte da Itália. Destaque para o Tagliarini Alla’Matriciana, como prato principal, e, para a sobremesa, o semifredo, com crocante de avelã e ganache de chocolate (Semifreddo al Crocante di Nocciole). “Procuro trazer para Belo Horizonte a gastronomia típica da região do Piemonte, que é uma culinária muito tradicional, mas pouco difundida na capital mineira”, comenta. Por ser uma região mais fria, são pratos que exploram as carnes, os antepastos e os molhos à ba-

Umas das opções do Nonna Carmela é o canelone de camarão, por um valor de R$ 68, para servir duas pessoas

se de carnes, ele conta. Já o menu preparado pelo chef Simone Biondi, do Est! Est! Est!!! contempla mais regiões do país. Destaque para o Scaloppine al Funghi (filé mignon com cogumelos mistos), segundo

prato no menu de quatro tempos montado por Biondi. “Quis trazer ‘partes’ da Itália: a polenta, de entrada, é muito comum no norte; já a pacheri (tipo de massa), que coloquei como primeiro prato, se come bastante no

centro. O scaloppine e o tiramisú (sobremesa) são clássicos difundidos por toda Itália”, destaca o chef do Est! Est! Est!!! Diferentemente do conceito já conhecido de restaurantes italianos, um dos par-

ticipantes deste ano é o Bellazio, do chef Stefano Panella. A casa traz pratos tradicionais na Itália para comer com as mãos, como bruschettas e piadinas. “São produtos muito conhecidos na Itália e que se come muito em almoços como entradas, mas ainda é um setor da gastronomia italiana pouco explorado”, explica Panella, contando que, para o festival, selecionou a piadina (espécie de pão italiano em forma de disco e selado em uma chapa). A ofertada para a semana será com presunto cozido italiano e molho de azeitona e alface. Na carta do Anella, um clássico italiano. O chef Paolo Peluso escolheu o Nhoque Alla Milano – molhos fonduta (creme de leite com parmesão) e à bolonhesa. “É um prato com muita saída na casa, então, o escolhi para o festival”, comenta. “O molho traz bastante creme de leite e queijo”, explica. No restaurante O Italiano terá um Pappardelle con Ragú di Maiale (pasta fresca servida com ragu de costela suína cozida em baixa temperatura). “É um prato bem italiano e uma das minhas massas favoritas. No tempero da costela, utilizo laranja, algo bastante comum na Itália: porco com laranja”, explica Alessandro Sofia, chef de O Italiano. Já o Nonna Carmela terá três opções de pratos. “O cliente vai poder escolher se prefere uma lasanha de cordeiro, um canelone de camarão ou um talharim ao sugo com polpetones,”, explica Flávio Fantini, chef e proprietário do restaurante, que, por dois pratos, cobrará o preço de apenas um.

KELLEN PAVÃO / DIVULGAÇÃO

No menu do Est! Est!! Est!!!, Scaloppine al Funghi. O menu completo sai a R$ 124, para duas pessoas

PROGRAMAÇÃO 19 a 25 de novembro Jantares típicos com menus especiais nos restaurantes e pizzarias italianas. 20 de novembro Curso e degustação de pasta artesanal italiana, das 9h às 12h, com o chef Rosario Messina,

para chefs convidados 21 de novembro Curso e degustação de gelato artesanal italiano, das 14h às 17h, com especialista da Leagel, para chefs. 21 de novembro Palestra

“Conversa ao redor da mesa” na Casa Fiat de Cultura, com os chefs Leo Paixão e Luca Palmesi. 23 de novembro Degustação de vinhos italianos na ABSMG para o público com Sommelier Renato Costa.


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CRISTIANE MATTOS

RECEITA

SERVIÇOS

OSVALDO CASTRO/DIVULGAÇÃO

Anella Av. Ministro Guilhermino de Oliveira, 325, Santa Amelia, 34418748. Belazio Av. dos Bandeirantes, 1280, Mangabeiras, 2555-1707. Nonna Carmela Rua Antônio de Albuquerque, 1607, Lourdes, 32436754. Est! Est!! Est!!! Av. Getúlio Vargas, 107, 2526-5852. Nhoque alla Milano do Anella: massa à base de batata, com molhos fonduta e à bolonhesa JOANA SPDINGER/DIVULGAÇÃO

Semifreddo al Crocante di nocciole, do D’Agostim di Paratella Ingredientes 150g de torrone 200ml de creme de leite fresco 3 gemas grandes 90g de açúcar cristal 80ml de água 50g de chocolate meio amargo Para a ganache: 100g de chocolate amargo (a gosto) 100 ml creme de leite fresco

Modo de preparo Quebre o torrone até obter pedaços pequenos. Pique o chocolate meio amargo. Reserve Em uma panela pequena, ferva o açúcar com a água. Use um termômetro para verificar quando a temperatura do xarope chegar a 121ºC. Enquanto espera o xarope chegar a temperatura indicada, bata as gemas na batedeira. Logo em seguida, acrescente o xarope pouco a pouco. Continue batendo até o composto esfriar. O resultado deve ser um creme branco e espumoso. Reserve

Bata o creme de leite no ponto chantilly e reserve. Acrescente delicadamente, ao composto espumoso, o torrone e o chocolate triturados. Em seguida, o chantilly, sempre misturando com delicadeza. Verse o semifreddo em uma forma de cake 23 x 11cm forrado com filme plástico. Tampe a forma com mais filme plástico, etiquete e coloque no freezer por no mínimo 6 horas. Antes de servir, derreta o chocolate com o creme de leite, misture bem e sirva quente com o semifreddo cortado conforme desejar.

D’Agostim Di Paratella Rua Bernardo Guimarães, 2520, Santo Agostinho, 3347-7126. O Italiano Rua São Vicente, 155, Olhos D'Água, 3288-3052. Barrolio Alameda Oscar Niemeyer, 1033 – 4, Vila da Serra, Nova Lima, 3786-1359. Bottega Capolla. Rua Olímpio Dias de Abreu, 107, Jardim São Luiz, Montes Claros. (38) 991915557. Sapore d’ Italia Rua Mestre Luiz, 64, São Pedro, 3018-4585.

Papardelle com Ragu de Costelinha Suína, d’ O Italiano, que custa R$ 68

Trattoria Via Destra Rua Direita, 156, Tiradentes, (32) 3355-1906.


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almanaque RECONHECIMENTO> Musical em homenagem a Elza Soares foi coroado com o Prêmio Reverência LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO

Sáb. e dom. 24 e 25.nov

Musical das sete faces

Diferencial

Peça inova com sete atrizes interpretando a homenageada; biografia é apresentada sem ordem cronológica

Ímpar e paradoxalmente uma simbólica polifonia: é assim a voz de Elza Soares. Seja pelas canções que entoa, seja por sua tumultuada biografia, o timbre da artista é reconhecido em histórias de tantas outras mulheres, um caleidoscópio de brasilidades. Entre cicatrizes e prazeres, quedas e o levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima, a carioca é um monumento para além da música. No dia 1º de novembro, chegou ao cinema o musical conceitual “My Name Is Now”, dedicado à cantora. Na literatura, o jornalista Zeca Camargo prepara sua biografia oficial. E, nos palcos, a história da artista é interpretada no premiado “Elza”, que aporta em Belo Horizonte no sábado (24) e no domingo (25). Musical que foge à regra, a narrativa em cena desobedece o rigor cronológico dos fatos. E as tantas facetas de Elza Soares ganham materialidade: não apenas uma, mas sete atrizes interpretam a mulher negra, mãe, emergente, artista. Encarnando a personagem com certo protagonismo, a atriz Larissa Luz reconhece o desafio que o formato impõe, mas destaca ter sido uma escolha acertada. “Acho incrível, primeiro porque foge do comum. Alex Bessas

E acho bom dividir esse espaço com outras mulheres”, diz. Para ela, é algo que representa a homenageada. “Ela é a voz de muitas, então, nossa polifonia é muito bem-vinda”, avalia ela, que compartilha a construção da personagem com Janamô, Júlia Tizumba, Késia Estácio, Khrystal, Laís Lacorte e Verônica Bonfim. FELICIDADE No palco, os percalços que se impuseram em sua vida são passados em revista. Menina pobre, sofria abusos sexuais e foi obrigada a se casar aos 12 anos. Logo teve seu primogênito. A fome levou a Mulher do Fim do Mundo a um programa de calouros. Viu o Brasil rir de seu jeito, meio estropeado, meio faminto. Perdeu um filho para a fome. Teve um romance complicado com Garrincha (1933-1983). O filho do casal sofreu um acidente fatal quando ia visitar o túmulo do pai. Tragédias que, via de regra, foram superadas por Elza. Diante disso, a diretora do musical, Duda Maia, pontua que “era difícil ter feito um espetáculo que sublinhasse o trágico”. “Eu, você, o público, ninguém enxerga ela nesse lugar de vítima. A história dela é de superação, assim como a da mulher, assim como a da mulher negra, das minorias que, apesar de tudo, vão à luta, como diz a música ‘Dura

na Queda’ (de Chico Buarque, 2000)”. A diretora lembra que, ao ser convidada para o projeto pela produtora Andrea Alves e pelos empresários de Elza Soares, Juliano Almeida e Pedro Loureiro, teve carta branca para conduzir o trabalho. As escolhas em cena, reconhece, refletem um desejo da homenageada, que não queria que a peça tivesse um aspecto triste. Mas é, também, reflexo de características da personalidade da artista. “Ela é engraçada, irônica, debochada, tem uma grande vontade de viver. E se sua fala tem alegria, ao mesmo tempo é muito consciente de tudo que acontece, e está pronta para usar a arte para falar sobre tudo que acredita como ética, como sociedade, como política, como amor”, avalia Duda. A feminilidade é um traço marcante no espetáculo. Até mesmo figuras masculinas

que atravessam a biografia de Elza, como Mané Garrincha e o compositor e apresentador Ary Barroso (1903-1964), são representados. Foi, aliás, o autor de “Aquarela do Brasil” que apresentou a cantora ao país em um programa de calouros. “De que planeta você veio, minha filha?”, questionou Barroso diante da moça magra e vestida como podia. “Do planeta fome, seu Ary”, respondeu, encerrando os risos da plateia. Duda lembra que até a banda é composta por elas. No caso, as musicistas Aline Colombani (violões, cavaquinho), Georgia Camara (bateria e percussão), Guta Menezes (trompete, flugelhorn e gaita), Marfa Kourakina (baixo), Neila Kadhí (programações, pandeiro, guitarra) e Priscilla Azevedo (teclado, sanfona, escaleta) – são 13 mulheres em cena na peça. “Foi um projeto, dentro da mi-

PRÊMIO REVERÊNCIA 2018 Laureado Em uma cerimônia realizada na noite da última terça (13), no Teatro Alfa, em São Paulo, o espetáculo “Elza” acumulou reconhecimento e premiações. Entre elas, faturou o troféu de melhor espetáculo do Prêmio Reverência de teatro musical.

Estatuetas A montagem, que agora chega a BH, recebeu também os prêmios de melhor direção, para Duda Maia, melhor autor, para Vinicius Calderoni, e especial, para Letieres Leite – que rearranjou todas canções para o espetáculo teatral.

nha direção, e todas conseguiram colocar sua cara. É um trabalho autoral, cada movimento, marca, cena, palavra, música parece ter sido feito por elas”. POLÍTICO A produtora Andrea Alves, a diretora Duda Maia e a atriz Larissa Cruz já haviam trabalhado juntas em outro musical, “Gonzagão – A Lenda”. “Desde então, a gente via essa possibilidade, porque já se notava que tinha um pouco de Elza no meu cantar”, comenta Larissa. E se ela já integrava o projeto antes de ele existir, as outras seis atrizes foram selecionadas em audições. Ou melhor, aulas. “Esse é um dos poucos trabalhos em que fiz testes de elenco. Eles começaram em uma segunda-feira. Na quarta anterior, a (vereadora) Marielle Franco havia sido executada”, recorda Duda. “A gente tentou, buscou e fez um teste amoroso. Em cinco dias, recebemos as candidatas com aulas, criando, juntas, um coletivo. Todas puderam falar daquele momento delas. Foi uma semana emocionante, gratificante”, avalia a diretora. Diante do cenário, o tom político foi se adensando. “O Vini (Vinicius Calderoni, autor do texto) disse que era incontornável, que a gente precisaria falar da Marielle”, recorda Duda. Ela lembra que a

medida que o texto do dramaturgo chegava, o formato do espetáculo ia se conformando. “Todas as atrizes têm voz política forte em suas carreiras. Mas, na peça, isso não fica óbvio. O público também é protagonista, porque vai precisar ter um certo trabalho para fazer associações, captar a mensagem”, situa Duda. SENTIMENTOS O musical mexeu de tal forma com Larissa Luz que a atriz acabou assinando também a direção da peça com Pedro Luís e Antônia Adnet. Como a montagem não obedece uma ordem cronológica, as canções interpretadas percorrem diversas fases da artista. Estão lá trabalhos recentes, como “A Mulher do Fim do Mundo” (2015) e “Deus é Mulher” (2018). Também entram clássicos como “A Carne” e “Maria da Vila Matilde”, e sucessos como “Se Acaso Você Chegasse”, “Lama”, “Malandro”, “Lata D’Água” e “Cadeira Vazia” – o repertório foi arranjado pelo maestro Letieres Leite, da Orquestra Rumpilezz. “As pessoas estão saindo mexidas da sala”, comemora Larissa.

> Elza

Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, Centro). Sábado (24), às 20h, e domingo (25), às 19h. R$ 60 (plateia 1 e 2/inteira) e R$ 50 (balcão).


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ARTES CÊNICAS Novo olhar para assunto velho Jessica Nathalia Dill, Almeida 32, tinha apenas 2 anos quando a peça “Fulaninha e Dona Coisa”, escrita por Noemi Marinho, estreou, em 1988, com Aracy Balabanian e Louise Cardoso interpretando as personagens-título, e Marco Nanini na direção. De lá pra cá, muita coisa mudou e foi justamente com a ideia de ver com olhos do fim dos anos 2010 que o produtor Eduardo Barata resolveu dar início ao projeto, que passa por Belo Horizonte no próximo fim de semana para duas apresentações (24 e 25). “A gente acabou focando mais na solidão das mulheres, em como elas se complementam e como elas precisam uma da outra pra sobreviver. Olhamos mais para a solidão, mas sem esquecer a parte política do pano de fundo da peça”, diz Nathalia. A PEC das Domésticas – lei aprovada em 2013 que

equiparou os direitos dos empregados domésticos aos dos demais trabalhadores – foi uma das transformações que Barata tinha em mente quando buscou outro viés ao texto. “Ele (o texto) fala da relação patroa-empregada, uma herança escravagista que temos e que fez dessa relação muito mal definida por muito tempo. Mas a PEC foi uma mudança que a tornou um pouco diferente, ao mesmo tempo a aproximando de qualquer outra relação patrão-empregado, porque sempre um precisa do outro. E, por mais que haja mais direitos, a relação hierárquica de poder ainda existe”, contextualiza Nathalia. “E depois de tudo o que aconteceu esse ano, as eleições, ficou cada vez mais evidente que todas essas conquistas são frágeis, da PEC das Domésticas à própria CLT, e, se não ficarmos atentos e valorizá-las, podemos perdê-las. Acho que a peça ficou ainda mais atual”. Nathalia interpreta a empregada Fulaninha, uma jo-

vem com a cabeça cheia de sonhos que chegou do interior, e Vilma Mello faz Dona Coisa, sua patroa, uma mulher moderna, independente, que prefere manter certa distância em suas relações. “Fizemos algumas alterações no texto pra tentar trazer as questões profundas de cada uma”, explica. Não foi por acaso que Nathalia ficou com o papel da empregada e Vilma Mello, que é negra, interpreta a patroa. Não só na dramaturgia , frequentemente a situação é oposta. A ideia era fazer uma provocação. “Quisemos justamente jogar uma luz nessa questão: o que é padrão, o que é certo, o que está ao contrário. Existe uma regra? Por que se espera o contrário? Será que quando eu vejo também acho estranho? Quisemos sinalizar isso, não dá pra continuar fazendo do jeito que sempre foi feito. É uma mensagem importante”. A atriz não restringe suas mensagens políticas ao palco e, ao lado de outros nomes como Patrícia Pillar, Camila Pi-

GUI MAIA/DIVULGAÇÃO

Sáb. e dom. 24 e 25.nov.

Nathalia Dill interpreta Fulaninha na versão anos 2010 de ‘Fulaninha e Dona Coisa’

tanga, Bruna Marquezine, Leandra Leal, Bruna Linzmeyer, Alinne Moraes, Juliana Alves, Sophie Charlotte e Nanda Costa, usou seu perfil no Instagram para repudiar o assédio sofrido pela cantora Claudia Leitte, no último sábado (10), durante participação no programa Teleton. Na ocasião, Sílvio Santos se recusou a abraçar a cantora dizendo que isso o deixaria excitado. “Acredito que todo mundo deva se posicionar sempre. Precisamos estar atentos, nos questionar, conversar, dis-

cutir. Se não falarmos a coisa passa em branco. Isso tudo é muito recente, e são coisas que a gente costumava ignorar, deixar pra lá. E não quero me tirar da necessidade de crítica, também preciso evoluir, melhorar, mudar erros, afinal estou inserida nessa sociedade que é machista, racista, hipócrita. Contestar o discurso é uma forma de me transformar, porque não podemos deixar assédio e humilhação passar”, pondera. TRABALHOS Com uma novela recém-

terminada – “Orgulho e Paixão”, do horário das 18h, da rede Globo, em que interpretou a protagonista Elisabeta – a atriz já tem previsão de retorno à telinha: estará no elenco da próxima novela de Walcyr Carrasco, “Dias Felizes”, prevista para o horário das 21h, que deve estrear no fim do primeiro semestre de 2019.

>CoisaFulaninha e Dona

Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Dias 24 (sábado) e 25 (domingo), às 20h. R$ 25 (inteira)

LIGHTWIRE THEATER/DIVULGAÇÃO

norte-americana 6 Companhia apresenta: ‘Um Natal Eletrizante’ O Lightwire Theater, que ganhou fama ao se apresentar no America’s Got Talent, em 2012, chega ao Brasil com o espetáculo: “Um Natal Eletrizante”. É um conto mágico de aventura, amizade e amor, centrado em um jovem pássaro chamado Max e suas aventuras de férias. Onde Grande Teatro Sesc Paladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro) Quando Terça-feira (27), às 20h Quanto R$ 140 (inteira)

REPRODUÇÃO VÍDEO

traz espetáculo infantil 6 Memorial que celebra a consciência negra O espetáculo “Griot – Histórias e Cantorias” é uma vivência lúdica em que dois contadores de histórias – metidos à Griot, que são respeitados mestres contadores de histórias na África – brincam, cantam e narram lendas e mitos africanos e contos da cultura popular afro-brasileira. Onde Memorial Minas Gerais Vale (praça da Liberdade, 640, Lourdes) Quando Domingo (18), às 11h Quanto Gratuito (ingressos devem ser retirados uma hora antes da apresentação)


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ARTES CÊNICAS teatro adulto AGORA VAI! Comédia stand-up com Stevan Gaipo. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta, 3226-9459). Neste dom. (18), às 20h. R$ 40 (inteira).

AMA Direção: Anair Patrícia, Anderson Ferreira e Sinara Teles. Texto: Anair Patrícia, Anderson Ferreira e Andréa Rodrigues. Trata do universo das mulheres negras que sofrem violências domésticas, físicas e psicológicas, que culminam no silenciamento. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, centro, 3277-6325). Neste sáb. (17), às 20h, e dom. (18), às 19h. R$ 20 (inteira).

A PONTE Direção: Adriano Guimarães.Três irmãs separadas pela vida são obrigadas a se reunir para enfrentar a morte iminente de sua mãe. Neste reencontro, as três vão acabar revendo seus valores, crenças e diferenças em busca da possível reconstrução de uma célula familiar há muito tempo fragmentada. CCBB (praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. (23), às 20h. R$ 30. Até 23/12.

BLOCO DO EU SOZINHO Direção e texto: Jordan Baêsso. Conta de forma divertida as esquisitices de um ‘eu sozinho’ em busca de vencer a solidão e encontrar alguém pra ser feliz. Neste caminho ele encontra uma mulher também muito esquisita. Este enredo fala de amor e rosas dentro de uma poética carnavalesca. Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 32367-7400). Deste sáb. (17) a seg. (19), às 20h. R$ 40 (inteira).

BOCA DE OURO

Direção: Igor Ayres. Texto: Nelson Rodrigues. História do lendário bicheiro carioca, figura temida e megalomaníaca, é assassinado e tem seu passado vasculhado por um repórter. CCBB – Teatro I (Circuito Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Neste sáb. (17), e dom. (18), às 19h. R$ 30 (inteira). Até 26/11

ME MOSTRA – MOSTRA DE CENAS CURTAS Sáb. (17) “Sinpase” / “Praia da China” / “Os Retalhos que Deixei!” / “Rodapés” / “É Aqui que o Teatro Dependura a Máscara”; Dom. (18) “Até Quando o Sinal Tocar” / “Sístole-Diástole” / “Guardo Meus Rancores com o Maior Carinho” / “Cesta Mortuária”. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537). Das 19h às 22h. Entrada gratuita.

O IMPORTADO Direção: Odilon Esteves e Fernando Badharó. Inspirado no conto “O Importado Vermelho de Noé”, de André Sant’Anna. Teatro de Bolso do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Sex. e sáb., às 20h dom., às 19h. R$ 15 (inteira). Até 25/11

OUTROS Direção: Marco Abreu. Com Grupo Galpão. Traduz teatralmente as inquietações contemporâneas. É um espetáculo sobre a construção da memória e o impacto do agora no porvir. Cine Horto (rua Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (17), às 21h; e dom. (18), às 19h. R$ 40 (inteira).

PAGANDO BEM QUE MAL TEM? Direção: Raffael Vieira. Texto: Ana Signoretti. Lúcio e Bianca são apaixonados um pelo outro, mas o pai não quer ver a filha namorando. Enquanto isso, a filha mais velha, Catarina, não quer saber de amor, preferindo a companhia de seus livros. Teatro da Biblioteca Pública (Circuito

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Liberdade, 21, Funcionários, 32935502). Neste dom. (18), às 19h. R$ 20.

teatro infantil

QUE TAL NÓS DOIS? Direção: Adriano Guimarães.Três irmãs separadas pela vida são obrigadas a se reunir para enfrentar a morte iminente de sua mãe. Neste reencontro, as três vão acabar revendo seus valores, crenças e diferenças em busca da possível reconstrução de uma célula familiar há muito tempo fragmentada. CCBB (praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. (23), às 20h. R$ 30. Até 23/12.

GRIOT – HISTÓRIAS E CANTORIAS Com o Grupo Teatro Negro e Atitude. Contos, cantos e brincadeiras. Memorial Minas Gerais Vale (Circuito Liberdade, 640, Funcionários, 3308-4000). Neste dom. (18). às 11h. Entrada gratuita.

NOEL E OS DUENDES Direção e texto: Joselma Luchini. Inspirada em fatos reais, a autora conta a história de um velhinho que catava brinquedo dos sacos de lixo deixados na rua. Espaço Cultural Luchini (r. Osório de Morais, 274, bairro Ouro Preto, 99993-0600). Neste sáb. (17), às 16h30; e dom (18), às 11h. R$ 25. Até 23/12

DE UMA VEZ POR TODAS Direção, texto e atuação: Gustavo Mendes. O ator interpreta Dilma. Ao longo do espetáculo a ex-presidenta vai contar o que andou fazendo enquanto estava ‘sumida’, vivendo um período sabático. Cine Theatro Brasil (r. Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb., às 21h. Plaeia I: R$ 80 (inteira); plateia II: R$ 60 (inteira).

RICARDO BELLO Stand-up comedy e personagens. O artista relata as diferenças entre homens e mulheres no namoro e no casamento, além de imitar celebridades como Ney Latorraca, Nelson Rubens, Lula, Datena, Marcelo Rezende, Alexandre Frota, Raul Gil, dentre outros. Maria das Tranças (rua Estoril, 938, São Francisco, 3441-3708). Neste sáb., às 20h. A partir de R$ 20 (individual)

SANTIAGO – O PEIXE Direção: Dimitrius Possidônio. Tem em cena um ator, em jogo, desenvolvendo narrativas físicas, tentando construir fragmentos de histórias de aventura – especificamente aventuras marítimas, de pesca e naufrágio. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (17), às 19h30; e dom. (18), às 17h30. R$ 20 (inteira).

SHOW DA PRAÇA – SÓ

PRU-TI-TI – MEMÓRIAS DE ESTIMAÇÃO

Gustavo Mendes interpreta Dilma em ‘De Uma Vez Por Todas’ PARA MAIORES Direção: Rafhael Carvalho. Texto: coletivo. O formato permanece original, um banco no centro do palco, onde o protagonista Marcelo de Nobrega, permanece sentando durante todo o show, recebendo ilustres comediantes. Cine Theatro Brasil (r. Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste dom. (18), às 19h. Ingressos de R$ 25 a R$ 90.

URGENTE Direção: Miwa Yanagizawa e Maria Sílvia Siqueira Campos. Texto: Areas Coletivo de Arte e Cia. Luna Lunera. Manter o diálogo vivo mesmo diante das diferenças parece ter se tornado uma tarefa hercúlea em tempos de intolerância. A peça evoca temáticas como o tempo, convivência e rupturas. Teatro Marília (av. Alfredo Balena,

586, Santa Efigênia, 3277-4707). Neste sáb. (17) e dom. (18), às 20h. R$ 30 (inteira).

dança

Direção e texto: Coletivo. Insensata Cia. de Teatro. Livremente inspirado no livro “O Menino e o Pinto do Menino”, de Wander Piroli. Quando passa a carroça do troca-troca, o menino Cau troca latas e panelas velhas por um pintinho e faz de tudo para leva-lo para seu apartamento. Teatro do CCMTC (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1027). Neste dom. (18), ás 16h. R$ 10 (inteira).

SOLTANDO OS BICHOS ESTAÇÃO BELO HORIZONTE Direção: Carolina Diniz Bastos. Núcleo Flora – Espaço de Arte & Dança. A narrativa retrata o belo-horizontino através das linhas do metrô e o corpo do bailarino reflete as vivências da cidade com sensibilidade, arte e mobilidade. Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/nº, Alípio de Melo, 32776437). Neste sáb. (17), às 20h; dom. (18), às 19h. R$ 20 (inteira).

Direção: Geraldo Alvarenga. Texto: Sérgio Abritta. O Papagaio, o Leão, a Girafa, o Tatu, o Elefante e todos os animais da floresta deixam de lado suas desavenças para lutar contra o ‘Bicho-Homem’, que planeja inundar a mata. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277-4707). Neste sáb. (17) e dom. (18), às 16h30. R$ 40 (inteira); R$ 19 (postos Sinparc). Até 2/12


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#FICAADICA ARQUIVO PESSOAL

GUILHERME MARANHÃO/DIVULGAÇÃO

Zuppo lança: 6 Renato ‘Inteligência prática’

celebra centenário 6 AML de Antonio Cândido

O escritor Renato Zupo lança seu quarto livro, “Inteligência Prática – O Caminho da Vitória em Concursos, Provas e Exames” (Novo Século). A obra de não-ficção busca atalhos no conhecimento humano, criando estratégias simples e didáticas de como aprender mais em menos tempo. Onde Leitura BH Shopping (piso 3) Quando Dia 22 (quinta), às 19h Quanto Gratuito. O livro custa R$ 26,90.

A Academia Mineira de Letras (AML) recebe a palestra “Antonio Candido: Primus Inter Pares”, ministrada pelo advogado e escritor Fabio de Sousa Coutinho, que traz detalhes da vida e da obra do professor e crítico, com destaque para a estreia literária de Antonio Candido, aos 27 anos, no “Livro do Centenário” de Eça de Queiroz. Onde AML (rua da Bahia, 1.466) Quando Dia 20 (terça), às 19h30 Quanto Gratuita

FERNANDO BADHARÓ/DIVULGAÇÃO

LEO FONTES – 29.4.14

solo de 6 Espetáculo Odilon Esteves estreia

é destaque 6 Aleijadinho no Dia do Barroco

A peça “O Importado” é um monólogo concebido a partir do conto “O Importado Vermelho de Noé”, do escritor mineiro André Sant’Anna, da década de 90. O espetáculo traz um questionamento sobre o ciclo produção-consumo e o sentido da própria vida. Onde Sesc Palladium (avenida Augusto de Lima, 420) Quando Até o dia 25, sextas e sábados, às 20h; domingos, às 19h Quanto R$ 15 (inteira), R$ 7,50 (meia), R$ 6 (trabalhadores do comércio).

Evento celebra a memória e o aniversário da morte de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e promove o lançamento do livro “Estudos sobre Belo Horizonte e sobre Minas Gerais nos 30 anos do BDMG Cultural”. A obra reúne temas ligados à história da fundação de Minas e de BH, bem como assuntos relacionados à memória, à arquitetura, à cultura e ao meio ambiente. Onde BDMG Cultural (rua Bernardo Guimarães, 1.600) Quando Dia 19 (segunda), às 19h Quanto Gratuito


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MÚSICA ‘Somos Todos Black’ na área Patrícia Na semana Cassese na qual o Dia da Consciência Negra (terça, 20) está inserido, Belo Horizonte recebe a terceira edição do “Somos Todos Black”, evento que, este ano, baliza uma data pra lá de especial para um dos convidados, Flávio Renegado. É que o moço está completando dez anos de carreira, com direito ao lançamento de seu primeiro disco, “Do Oiapoque a Nova York”, no formato vinil. Com uma grade que, além de shows, contempla gastronomia, intervenções urbanas, debates e lançamentos de livros, o festival acontece de terça a domingo (25), sendo que no fim de semana, as atividades se concentrarão num ponto emblemático: a rua dos Guaicurus, entre as ruas da Bahia e Espírito Santo. Uma das idealizadoras do evento, a produtora cultural Danusa Carvalho lem-

bra que a região concentra uma rede de estabelecimentos – como hotéis, bares e restaurantes – que emprega dezenas de pessoas, contingente que, somado à população flutuante, confirma seu relevo para urbe. Não bastasse, ela atenta para o fato de que, num momento em que tanto se fala de empoderamento feminino, nada mais pertinente que abarcar, nesse bojo, as prostitutas, “que fazem dos próprios corpos seu ganhapão”. Como se sabe, a região ganhou notoriedade pelos hotéis nos quais profissionais do sexo atuam há décadas, tendo inspirado obras como “Hilda Furacão”, de Roberto Drummond (1933-2002). Não por outro motivo, no domingo pela manhã, haverá até uma visita guiada à região, onde, às 14h, haverá o Banquete das Missões – Cozinha Senzala, com os mentores Americo Piacenza e Flávio Xapuri, além dos chefs Dona Dirce, Dona Nilce e Lucilene. “A comida será ofertada em potes”, conta uma entu-

Ter. a dom. 20 a 25.nov.

MARCIO RODRIGUES/DIVULGAÇÃO

Dez anos de trajetória artística

Comemorando dez anos de seu primeiro disco, Renegado se apresenta no sábado (24)

siasmada Danuza, ressaltando, ainda, o fato de o evento dar visibilidade à arte feita por artistas negros da capital – na próxima edição, a meta é também inserir artistas do interior de Minas. O show de Flávio Renegado acontecerá no sábado, mesmo dia em que, a partir das 14h, haverá o Circuito Gastronômico de Favelas,

Disputa Nervosa (passinho), feira com venda de roupas, acessórios, livros, turbantes e cosméticos e outras atrações musicais, como Sérgio Pererê. Com shows agendados também para São Paulo (na Feira Preta, com participação de Simoninha), Rio (no Teatro Ipanema) e Brasília (no Favela Sound), Renegado festeja a oportunidade de se

apresentar em sua cidade natal. “Não é um show intimista, mas a relação com as pessoas daqui, que me acompanham todos esses anos, é”.

>BlackSomos Todos

Rua Guaicurus, entre as ruas da Bahia e Espírito Santo e av. Afonso Pena, 2.925, centro. De 20 (terça) a 25 (domingo). Gratuito. Confira programação completa em facebook.com/somostodosblack

Aos 35 anos, Renegado confessa que segue sendo um “rapaz latino-americano que sonha em levar seu som para o mundo”. Os dez anos de carreira trouxeram, claro, maturidade. “Eu era um rapaz do Alto Vera Cruz fazendo rap, hoje, me sinto feliz de sobreviver de arte no país, de levar Minas além das montanhas e de ter conquistado o tão falado lugar de fala – mesmo que algumas pessoas não gostem do que tenho a dizer”. Sobre o CD que agora vira LP, analisa que as faixas seguem atuais – algumas, como “Sei Quem Está Comigo”, sempre estão nos shows. “Já ‘Por Amor’, sinto que é isso aí. O amor continua sendo a força motriz para mudar as coisas”.


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MÚSICA Ivan Lins em parceria inédita O músico caAline rioca Ivan Gonçalves Lins, 73, é só elogios sobre a possibilidade de encontro com a Orquestra Ouro Preto. “Eu adoro trabalhar com orquestras. É uma das formas que eu mais gosto para mostrar as minhas canções, porque os arranjos são mais densos. E, por essa ser uma com muitos instrumentos, há uma variedade de sonoridade para vestir as minhas músicas, o que as torna mais ricas”, comenta, sobre a expectativa da única apresentação que faz em Belo Horizonte no próximo sábado (24) no Sesc Palladium, sob regência e direção artística do maestro Rodrigo Toffolo. Pianista de formação, está claro que a relação de Lins com orquestras é antiga. No entanto, com o grupo da cidade histórica, fundado em 2000, a reunião é inédita. “Será a primeira vez, mas espero que não seja a única”, brinca o músico. A história para essa união começou no ano passado, quando um antigo parceiro musical de Lins, Gilson Peranzzetta, o con-

vidou para assistir a um ensaio da Orquestra Ouro Preto, durante o Festival Musimagem, em BH. “Gilson tinha levado algumas canções minhas para eles, e eu fui vê-los. Já combinamos de realizar um concerto neste ano. A Orquestra é muito boa”, argumenta Lins. “O Ivan conhecia um pouco do trabalho da Orquestra (que já atuou com outros grandes nomes da MPB, como Alceu Valença, no projeto Valencianas). E veio o interesse em fazer um trabalho conjunto. Ele tem uma carreira muito sólida, é uma figura importante da MPB. Tem muita coisa bacana, são músicas que todo mundo conhece, como ‘Madalena’, ‘Vitoriosa’, ‘Fogueira do Divino’... Muitos desses clássicos serão contemplados”, conta Toffolo. Para o maestro, uma das essências da Orquestra Ouro Preto é justamente tornar a música erudita mais acessível ao público por meio de experimentalismo. A Peranzzetta ficaram as responsabilidades de escolher boa parte do repertório e de rearranjar as músicas, moldando-as para a versão orquestral. Foram definidas

LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO

Sáb. 24.nov.

Sinergia

Carioca reúne-se com Orquestra Ouro Preto para única apresentação em Belo Horizonte

canções como “Love Dance” e “Setembro”, além de outras presentes no álbum instrumental dele com Lins, lançado no início do ano, “Cumplicidade” – em que revisitaram a parceria de décadas. A ideia também é lançar o registro da apresentação em BH em um álbum. “O es-

petáculo vai ser gravado de qualquer maneira e, se houver boa qualidade, vamos colocar no mercado”, diz Lins. A expectativa, ainda, é levar o show a outras cidades, a depender da agenda da Orquestra Ouro Preto e de Ivan Lins. Para 2019, o músico pretende lançar um disco de

inéditas. “Já não apresento nada novo há dois anos, mas tenho muitas músicas. No começo de ano que vem, devo organizá-lo”, explica. Enquanto isso, o pianista celebra o fato de poder subir em um palco em Belo Horizonte. “Minha relação com Minas Gerais é maravi-

lhosa, adoro a música mineira, sou ligado a compositores do Estado. E tocar para um público tão musical é ótimo”, afiança.

Ouro >PretoOrquestra & Ivan Lins

Grande Teatro do Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Dia 24 (sábado), às 20h30, R$ 40 (inteira)

Amaranto celebra 20 anos Belo Horizonte é terra fértil para parcerias duradouras. Seja nas artes cênicas (incluindo teatro de bonecos) ou na música, a capital tem seus exemplos de grupos longevos, artistas que estão há tanto tempo juntos que já se sentem como que em família. Bem, as irmãs Lúcia, Flávia e Marina Ferraz levam à literalidade tal expressão: juntas elas formam o grupo vocal Amaranto, há 20 anos. No ano que celebram duas décadas de estrada, as cantoras mergulharam em saraus e fizeram extensa revisão da trajetória do trio. Agora, fazem oportuno show na Fundação de Educação Artística (FEA) – onde deram seus primeiros passos profissionais no fazer musical. As apresentações acontecem neste sábado (17), no domingo (18) e fazem parte da 7ª campanha “Transforme seu Imposto de Renda em Música”, projeto que, desde 2011, tem contribuído para manAlex Bessas

ter o programa social de bolsas de estudo do FEA. “A nossa relação com a fundação é bem antiga: para além da família, foi a primeira escola em que estudamos formalmente música, em 1990”, lembra Flávia Ferraz, que chegou a lecionar na instituição, caminho seguido também por sua irmã, Lúcia. Ministrando aulas, elas compreenderam, na prática cotidiana, a importância das bolsas de estudo. “Vários artistas mineiros foram formados lá, muitos deles entraram como bolsistas. É algo que abre novas perspectivas de vida”, elogia. Ao mesmo tempo, Flávia demonstra preocupação em sustentar esse projeto. “Como tudo na cultura, tem sido um desafio mantê-lo”, comenta a artista. E se o vento não tem soprado a favor da cultura, é se propondo a superar obstáculos que o trio Amaranto chega aos 20 anos. “Começamos em 1998 e, claro, somos muito gratas por chegar até aqui. Hoje, olhamos em perspectiva e conseguimos avaliar todas as etapas da carreira”, ci-

Sáb. e dom. 17 e 18.nov.

FELIPE E NANDA/DIVULGAÇÃO

Irmãs fazem show para manter programa de bolsas da Fundação de Educação Artística

ta. “Este é um momento importante, em que fazemos uma espécie de balanço. Os últimos anos foram cada vez mais desafiadores e há até uma sensação de regresso, sobre ter de quebrar barreiras, abrir espaços. Na verdade, a primeira década foi mais fácil que a segunda década”, examina Flávia, inteirando que shows em grandes plateias já

não são uma realidade. “A maneira de consumir música mudou. A presença maciça de artistas nas redes sociais acabou diluindo, em alguns casos, a vontade de ir para o ao teatro”, elabora. E se o horizonte se transformou, não falta resiliência para o trio. “É algo que põe a prova nossa criatividade. Continuamos com diversos

projetos, DVD, livro infantil, música em plataformas digitais...”, enumera. Entre as novidades, as irmãs lançam, em 2019, um novo trabalho, gravado ao lado do Trio Mitre e que vai, prioritariamente, para a internet. Mas, este ano, a prioridade foi investir no “privilégio da presença”. É que o grupo Amaranto abriu as portas de

sua sala de ensaios e realizou saraus, em que revisavam sua carreira. Ao longo do ano, o público disputava os 30 lugares disponíveis para assistir ao trio. Para o show no FEA, apesar da capacidade de público ser quatro vezes maior, a ideia é manter a mesma atmosfera intimista, sem uso de microfones e amplificação. Além do Amaranto, o projeto “Transforme seu imposto de renda em música” recebe shows dos grupos Nós & Voz (24 e 25/11), Cordas e Vocais (1º e 2/12) e Voz e Cia (8 e 9/12). Com o valor dos ingressos revertidos para o programa de bolsas do FEA, Flávia menciona que o maestro Ernani Maletta foi quem aglutinou todos os grupos vocais para o projeto. Também apoiam a causa o músico Chico Amaral, ex-aluno da fundação, que gravou depoimento reconhecendo a importância do equipamento.

> Amaranto

Sala Sergio Magnani (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Neste sábado (17) e domingo (18), às 19h. R$ 20 (inteira).


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#FICAADICA LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO

ELIANA RODRIGUES/DIVULGAÇÃO

Calcanhoto em 6 Adriana ‘A Mulher do Pau Brasil’

retorna à 6 Pity capital mineira

A cantora gaúcha retorna a Belo Horizonte com o projeto que teve sua estreia nacional na capital mineira, em agosto. No show, Adriana se apropria de algumas canções, através de releituras, como o “O Cu do Mundo” (Caetano Veloso) e “As Caravanas” (Chico Buarque). Onde Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1.537, centro) Quando Dia 22 (quinta), às 21h Quanto R$ 120 (plateia 1, inteira) R$ 100 (plateia 2, inteira), R$ 80 (plateia superior, inteira).

Pitty volta aos palcos da capital mineira fazendo uma ponte entre as essências de suas primeiras composições e a linguagem contemporânea. O cenário do palco será composto por desenhos exclusivos da artista Eva Uviedo. No repertório estarão os singles mais recentes “Na Pele” e “Contramão”. Onde Hangar 677 (r. Henriqueto Cardinalli, 121) Quando Dia 23 (sexta), às 21h Quanto A partir de R$ 70, meia- entrada (pista, terceiro lote) ou R$ 120 (inteira, segundo lote).

KENZA SAID/DIVULGAÇÃO

PAULO SANTOS/DIVULGAÇÃO

celebra 20 anos 6 Otto de “Samba pra Burro”

da Consciência Negra 6 Mês celebrado com show

Além do repertório integral do primeiro disco, “Samba pra Burro” (1998), Otto promete não decepcionar o público e apresentar ainda outros grandes sucessos da carreira, incluindo algumas faixas do álbum “Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos”, outro clássico do repertório do artista pernambucano. Onde Grande Teatro do Sesc Palladium (r.a Rio de Janeiro, 1.046) Quando Dia 23 (sexta), às 21h Quanto Plateia 1, R$ 50 (plateia 1, inteira), R$ 40 (plateia 2, inteira), R$ 30 (plateia 3, inteira).

O músico e compositor mineiro Sérgio Santos – compositor de valsas, choros e baladas a jongos, frevos e baiões– , parceiro de Paulo César Pinheiro, traz em seu repertório, músicas de alguns dos seus oito CDs – inspirados na cultura afro-brasileira – principalmente Áfrico, com a participação da cantora Maíra Manga. Onde Memorial Minas Gerais Vale (praça da Liberdade, 640) Quando Dia 22 (quinta), às 19h30 Quanto Entrada gratuita (retirada de senhas uma hora antes da apresentação).


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LITERATURA O livro que se impôs ao silêncio O jornalista e Alex escritor MarBessas co Antônio Lacerda nunca se sentou para escrever “As Flores do Jardim da Nossa Casa”. Quando cedeu ao convite da editora portuguesa Chiado Books e se deu ao ardil de construir um novo livro, não era essa a obra que pretendia lançar agora. A história, no entanto, estava “atravessada na goela”, diz. “Quem trilha esse trajeto pedregoso da literatura sabe que as histórias se impõem”, define ele – que tem propriedade sobre o assunto, afinal, é autor do best-seller “Favela High-Tech” – adaptado para o cinema com o título “Neon River”, sobre a realidade de brasileiros que ganham a vida no Japão. Se naquela aventura era pelo olhar de um correspondente internacional que Lacerda construiu sua literatura, agora faz do ofí-

cio um ato de despudor. O livro que lança em Belo Horizonte na sexta (23) é um mergulho íntimo em sua própria biografia. O gatilho para o desenrolar da narrativa é acionado no dia do 40º aniversário do personagem, que tem o DNA do autor combinado com aspectos ficcionais. O presente, digamos, é uma espécie de Cavalo de Troia. Esperando a visita de um amigo, ele é surpreendido por uma gangue em seu apartamento, na capital paulista. Ocorre que a vítima do ataque reconhece um de seus algozes: um outro “amigo”, garoto de programa em Belo Horizonte. Amarrado à cama, é ameaçado de morte. A vida do personagem, então, é passada em revista em uma trama que costura histórias reais, alguma realidade falseada e situações completamente fantasiosas. “É um livro sobre violência, corrupção, preconceito pessoal e de comportamen-

Qui. 23.nov.

ARQUIVO PESSOAL

Marco Lacerda, que lança seu novo livro em BH; evento terá shows de Fernando Sodré, Maurício Troian e Leda Tavares de Farias

to e de traição política”, avisa o autor. Na obra, se desvela uma traição familiar: um golpe financeiro, que é abafado pela tradicional família, que prefere ficar à míngua do que sacrificar sua altivez. O estupro sofrido na infância por um rapaz poucos anos mais velho é outro crime abafado – que se torna

um conflito surdo na relação com o pai, alcoólatra e agressor da mulher, que não aceita a homossexualidade do filho. O autor desnuda experiências profundamente íntimas – as secretas aventuras sexuais e uso de drogas, por exemplo. Também percorre as histórias macro, vide a epidemia de Aids nos anos 80 –

Lacerda chegou a trabalhar para uma casa de assistência a jovens soropositivos durante sua estada em San Francisco, nos Estados Unidos. Em comum, essas histórias foram, de alguma forma, abafadas. Um silêncio pudico que foi imperativo e funcionou como comportas. Ocorre que as palavras até

então barradas passam a jorrar torrencialmente. Não é à toa que Lacerda classifica como “uma catarse” o processo de feitura da obra. A publicação, aliás, provocou seus contratempos. Um expurgo de sua própria história, o projeto causou o rompimento do autor com parentes e amigos – pessoas que ele enquadra como “partidários da hipocrisia”. Com forte acento pessoal e íntimo, “As Flores do Jardim da Nossa Casa” é, acima de tudo, “um livro sobre uma trajetória humana”, diz o autor. Ali, as palavras estilhaçam as barreiras de um silêncio represado.

As Flores do >Jardim da Nossa Casa

Lançamento do novo livro de Marco Lacerda. Escola Superior Dom Hélder Câmara (r. Álvares Maciel, 628, Santa Efigênia). Dia 23 (quinta), às 18h. Entrada gratuita. O livro estará à venda por R$ 50.

CONFIRA ABAIXO TRECHO DO LIVRO “AS FLORES DO JARDIM DA NOSSA CASA”, DE MARCO LACERDA CHIADO BOOKS/DIVULGAÇÃO

O Militante Traído

Passados dez anos de sua última publicação, autor volta a se enveredar pela literatura. Veja trecho do novo livro: “No final dos anos 1970 a sociedade brasileira se articulava pelo fim da ditadura militar. Um dos primeiro sinais do avanço foi o surgimento do Partido dos Trabalhadores, cujas atividades se concentravam em São Bernardo Campo, SP. O PT entrava em cena a partir da necessidade sentida por milhões de brasileiros de intervir na vida social e política do país, para transformá-la. Aproximava-se a volta dos militares aos quarteis. Durante minha permanência no Brasil, vindo de San Francisco, onde trabalhava como correspondente do jornal O Estado de São Paulo, participei de uma manifestação do PT em São Bernardo do Campo, onde conheci Maurício, um militante da ala jovem da Libelu (Liberdade e Luta), uma ruidosa facção trotskista ligada ao movimento estudantil. Naquela tarde em São Bernardo os ânimos se acirraram durante um comício de Lula, o líder sindical àquela altura já estabelecido como a voz dos trabalhadores. O confronto com a polícia foi inevitável. Sentado no capô do carro de reportagem de uma emissora de TV, junto a outros jornalistas que faziam a cobertura do episódio, eu observava Maurício. À primeira vista ele era uma sombra a mais entre as muitas sombras naquela arena de conflito.

Maurício usava uma máscara, não para esconder o rosto, mas para proteger-se do gás lacrimogênio, enquanto recolhia as bombas jogadas pelos policiais nos grevistas e as atirava de volta com a ajuda de um pedaço de feltro enrolado na mão. Tirei um par de luvas de couro que trazia na mochila e o atirei na direção dele. Quando viu cair aos seus pés o artigo de que mais precisava na operação, Maurício ergueu o polegar em agradecimento e continuou seu trabalho até a manifestação terminar, horas depois, com muitos manifestantes presos e outro tanto ferido. Longe da multidão, nos apresentamos um ao outro, caminhamos e conversamos enquanto consumíamos cigarros até quase queimar os dedos. Era preciso uma segunda olhada para perceber a beleza discreta de Maurício, a graça dos seus gestos e a expressão límpida dos seus olhos, que fazia tudo ao redor parecer sujo. Do que lhe contei a meu respeito nada o impressionou tanto quanto a argolinha de ouro que eu usava na orelha esquerda. Quando demos por nós, estávamos no pátio da Volkswagen, depois de entrar por um portão lateral ao qual só os funcionários da empresa tinham acesso. Por alguns momentos, sequer nos olhamos, espantados pela proximidade um do outro. Sentados no chão de asfalto, entre fileiras de carros encalhados pela greve, nos beijamos na escuridão, nos acariciamos sem pressa entre palavras brandas, despimos um ao outro devagar, com ternura sossegada e uma felicidade parecida com o amor. Não sabíamos como fazer o

Acordava cedo em manhãs geladas, sem roupa de inverno, para panfletar em portas de fábricas, convocando companheiros a se levantarem contra os abusos e as violações de direitos em duas décadas de regime militar. “Isso tem de acabar, vai acabar. Agora a gente tem alguém do nosso lado, zelando por nós, os mais fracos, os sem voz”, Maurício me disse uma vez, referindo-se a Lula, a quem mantinha num pedestal reservado apenas aos avatares.

que estávamos fazendo, fomos inventando, hesitantes, guiando-nos mutuamente com carinho. Não importava o que acontecesse depois, eu levaria comigo aquele dia em São Bernardo gravado para sempre na memória do coração. O pouco dinheiro que Maurício ganhava na Volkswagen dava apenas para ajudar nas despesas da família no bairro Casa Verde, em São Paulo. Não sobrava nem para a cerveja. A precariedade do seu vestuário revelava a penúria em que vivia. Ao sentar-se, não cruzava as pernas para esconder os buracos nas solas dos sapatos. Mesmo no verão mais inclemente, não tirava a jaqueta para não deixar à mostra as camisas remendadas e as mangas que nunca coincidiam no comprimento.

Apesar da dureza em que vivia, Maurício não aceitava convites nem favores que não pudesse retribuir. Quando lhe propus irmos juntos para San Francisco, recusou minha oferta de pagar a passagem. Preferiu vender o pouco que tinha acumulado em cinco anos de trabalho: um aparelho de som, uma bicicleta, uma caneta Parker 51, um relógio de pulso e uma pequena coleção de livros de grandes pensadores. Pouco tempo depois de nos conhecermos, Maurício se demitia do emprego e, com um vocabulário de meia dúzia de palavras em inglês, viajava comigo para San Francisco.

e amigos, Maurício se ofereceu como voluntário na assistência aos enfermos. Era impressionante sua capacidade de entrega quando tinha nos braços um paciente terminal. Afagava os cabelos de garotos da idade dele, cantava cantigas de ninar ouvidas na infância e ia com eles, de mãos dadas, até a última fronteira da vida. Quando retornamos em definitivo ao Brasil, depois de oito anos vivendo em San Francisco, a Aids ainda era uma crise distante. Logo o círculo foi se fechando. Começaram a morrer conhecidos, depois amigos próximos, até que a doença atingiu Maurício. Mais uma vez acompanhei cada passo da peste atroz, as febres que lhe queimavam as vísceras, diarreias repugnantes que tragavam suas energias, infecções corrosivas. Até que do militante apaixonado do Partido dos Trabalhadores só restou um esqueleto demente sobre a cama, um monte de ossos embrulhados numa camada de pele suficiente apenas para impedir que sua alma fugisse.

Retornamos à Zen House, a comunidade onde eu vivia, mas era bem outra a cidade que abriga a maior comunidade gay do mundo. A Aids dizimava os homossexuais e o pesadelo era sentido em San Francisco mais que em qualquer outra parte. A doença, ainda sem tratamento, roubou a alegria da cidade. No lugar, deixou paranoia, preconceito e luto numa comunidade ao mesmo tempo obcecada e aterrorizada pelo sexo.

Nenhum morto que eu vira antes parecia tão morto quanto Maurício nos últimos dias de vida. Doía ver a decrepitude a que ele chegou antes de completar 30 anos. A última lembrança que tenho dele é do dia, quando ainda tinha o movimento dos braços, em que me deu a argolinha de ouro que levava na orelha esquerda e confessou seu lamento por abandonar o barco no melhor da viagem. Em seguida, balbuciou o que viria a se tornar palavra de ordem: “Lu-lá-lá”!!!

Quando a Zen House passou a acolher vítimas das Aids rejeitadas por família

Um pedaço de mim morreu com Maurício.”


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CINEMA Os segredos do mundo bruxo WARNER BROS/DIVULGAÇÃO

É difícil avaliar um filme de qualquer uma das sagas de J.K. Rowling isoladamente. Afinal, tudo faz parte de uma trama maior. Falar que “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” é um filme menor do que seu antecessor, “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, talvez seja injusto, apesar de o novo longa ter um enredo que se desenrola de forma mais lenta. As cenas de ação aparecem em dois ou três momentos, recheadas de efeitos visuais de tirar o fôlego e fazer o espectador se encolher na poltrona do cinema 3D. Apesar de, à primeira vista, parecer uma característica ruim, essa narrativa mais tranquila dá espaço para um desenvolvimento maior dos anseios dos personagens da saga. O que os motiva? Quem são eles verdadeiramente? Em “Os Crimes de Grindelwald”, a autora J.K. Rowling retoma sua história do ponto em que parou: com o poderoso bruxo Grindelwald (papel de Johnny Depp) na prisão. As cenas que se seguem são uma sucessão de imaEtienne Jacintho

Atenção! A programação abaixo se refere a este final de semana, dias 17 (sábado) e 18 (domingo)

pré-estreias COLDPLAY: A HEAD FULL OF DREAMS (Coldplay: A Head Full of Dreams, Reino Unido, 2018, 1h55, 12 anos) Dir. Mat Whitecross. Integrantes da banda partilham suas histórias e reflexões mais profundas que surgiram durante 20 anos de estrada. BH Shopping 1: 20h30 Diamond 2: 19h15 e 21h55 Pátio Savassi 4: 19h15 e 21h55 estreias Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald (Fantastic Beasts: The Crimes Of Grindelwald, Reino Unido/ EUA, 2018, 2h14, 12 anos) Dir. David Yates. Com Eddie Redmayne, Dan Fogler, Katherine Waterston. Newt Scamander reencontra os queridos amigos e une forças com seu antigo professor de Hogwarts, Alvo Dumbledore, para enfrentar o terrível Gerardo Grindelwald. BH Shopping 2: 20h (sessão 3D) BH Shopping 3: 21h (sessão 3D) BH Shopping 5: 22h Cineart Betim 1: 20h50 (*) (sessao 3D) Cineart Boulevard 4: 21h15 Cineart Cidade 4: 21h (*) (sessão 3D) Cineart Cidade 7: 20h40 (*) Cineart Contagem 1: 21h10 (sessão 3D) Cineart Contagem 6: 20h50 (*) Cineart Del Rey 1: 21h (sessão 3D) Cineart Del Rey 3: 20h50 Cineart Itaú Power 3: 20h50 (*) Cineart Itaú Power 5: 21h10 (*) (ses-

bre a amizade de Grindelwald e Dumbledore. O fim é surpreendente e dá um ótimo gancho para o próximo filme da saga.

“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” traz Jude Law na pele do jovem Dumbledore

gens impressionantes que acompanham a fuga do mago até sua chegada a Paris, na França, cenário deste segundo filme da saga. A autora prometeu completar essa jornada somente no quinto filme. Ela também deu a entender que um dos longas será ambientado no Rio de Janeiro (veja ao lado). Após sua fuga, Grindelwald começa a recrutar seus seguidores, que defendem um mundo dominado por bruxos de sangue puro. Enquanto Grindelwald leva adiante seus planos, os aurores (membros treinados da

elite de agentes) do Ministério da Magia tentam encontrá-lo, mesmo sem o apoio de Newt Scamander (Eddie Redmayne, sempre ótimo na tela). O jovem se nega a ajudar o ministério oficialmente e decide agir por fora para auxiliar Alvo Dumbledore (Jude Law) em sua missão de impedir as ações de Grindelwald. Na trama, Scamander precisa ir a Paris encontrar Credence Barebone (Ezra Miller), que está para ser recrutado por Grindelwald enquanto busca a verdade sobre seu passado. O segundo

filme da saga tem seu centro exatamente nesse mistério sobre o passado de Credence. Todos parecem interessados em revelar, em esconder ou em inventar essa informação. São tantas as teorias que o espectador fica sem saber em quem acreditar e confiar. Em Paris, Scamander não está só. Theseus Scamander (Callum Turner) e seus colegas vão à Cidade Luz. Queenie Goldstein (Alison Sudol) viaja ao país com o “no-maj” – ou não mágico – Jacob Kowalski (Dan Fogler) para procurar sua irmã

H20 FILMES/DIVULGAÇÃO

são 3D) Cineart Minas 1: 21h10 (*) (sessão 3D) Cineart Minas 3: 20h50 (*) Cineart Paragem 1: 20h50 Cineart Paragem 5: 21h (sessão 3D) Cineart Via Shopping 3: 20h50 (*) Cineart Via Shopping 4: 21h (*) (sessão 3D) Cinesercla Big 3: 20h40 (*) Cinesercla Norte 2: 20h40 (*) Diamond 5: 21h (sessão 3D) Estação BH 2: 21h e 23h45 (*) (sessões 3D) Estação BH 3: 22h45 (*) (sessão 3D) Monte Carmo 4: 21h10 (*) (sessão 3D) Monte Carmo 6: 20h50 (*) Net Cineart Ponteio Premier: 21h (sessão 3D) Pampulha 2: 21h10 (*) Partage Shopping Betim 1: 20h (*) (sessões 3D) Partage Shopping Betim 6: 21h (sessão 3D) Pátio Savassi 5: 20h e 23h (sessões 3D) Pátio Savassi 6: 21h (sessão 3D) Pátio Savassi 7: 22h30 (*) Sessões dubladas

continuam em cartaz ANIMAIS NOTURNOS (Nocturnal Animals, EUA, 2016, 1h57, 16 anos) Dir. Tom Ford. Com Amy Adams, Jake Gyllenhaal, Michael Shannon. Dona de uma galeria de arte, Susan recebe o manuscrito do primeiro romance de seu ex-marido e, ao ler o violento material, reflete sobre o antigo relacionamento e as escolhas que fez na vida. Cineart Boulevard Imax: 21h30 (sessão 3D) Diamond 1: 20h (sessão 3D) Estação BH 4: 20h30 e 23h15 (*) (sessões 3D) (*) Sessões dubladas

Tina (Catherine Waterston), seguidora do fugitivo. Leta Lestrange (Zöe Kravitz) também está em Paris atrás de Credence, que, por sua vez, tem como acompanhante Nagini (Claudia Kim). Com o palco montado na França, a batalha está próxima. Assim como a verdade – mesmo que inventada, vai saber – sobre Credence. Enquanto o embate não acontece, o público passeia entre as histórias passadas dos bruxos para descobrir detalhes sobre Credence, Leta Lestrange e, principalmente, so-

Na expectativa de uma vaga na disputa do oscar, “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues, chega esta semana às salas de cinema com a missão de encantar a plateia

BOHEMIAN RHAPSODY (Bohemian Rhapsody, EUA, 2018, 2h15, 16 anos) Dir. Bryan Singer. Com Rami Malek, Aaron McCusker, Lucy Boynton. Cinebiografia sobre o vocalista da banda Queen, Freddie Mercury, que nasceu na Tanzânia e se mudou para a Inglaterra durante a adolescência. O filme compreende cerca de 15 anos da vida do cantor, até o festival Live Aid, em 1985. BH Shopping 2: 13h50 e 16h50 Cineart Boulevard 4: 16h20 Cineart Boulevard Imax: 14h e 18h30 Cineart Cidade 7: 13h(*), 15h35 e 18h10(*) Cineart Contagem 4: 16h10(*), 18h45(*) e 21h15 Cineart Del Rey 5: 13h20, 16h, 18h30 e 21h Cineart Minas 4: 16h(*), 18h40(*) e 21h10 Cinesercla Big 5: 16h20 e 20h40 (*) Cinesercla Norte 3: 15h40, 18h10 e

20h40 (*) Diamond 1: 14h05 e 17h05 Diamond 6: 21h40 Estação BH 2: 18h (*) Monte Carmo 1: 16h10(*) e 20h50 Net Cineart Ponteio Premier: 13h40, 16h10 e 18h40 Pampulha 5: 16h30 e 21h05 (*) Partage Shopping Betim 6: 14h e 17h30 (*) Pátio Savassi 5: 14h e 17h (*) Sessões dubladas

A CASA QUE JACK CONSTRUIU (The House That Jack Built, Dinamarca, 2018, 2h35, 18 anos) Dir. Lars von Trier. Com Matt Dillon, Bruno Ganz, Uma Thurman. A história do personagem Jack, ao longo de 12 anos, mostrando os assassinatos que definem sua personalidade como serial killer. Belas 2: 16h20

CHACRINHA - O VELHO GUERREIRO (Brasil, 2018, 1h54, 14 anos) Dir. Andrucha Waddington. Com Stepan Nercessian, Eduardo Sterblitch, Gianne Albertoni. A história de José Abelardo Barbosa é narrada desde a época de sua juventude, quando fazia faculdade de medicina e largou tudo para se aventurar como locutor em uma rádio. Daí em diante, acompanhamos a transformação de sua vida e a criação do alter ego, o Chacrinha. BH Shopping 10: 14h20, 17h, 19h35 e 22h15 Cineart Boulevard 1: 15h50, 18h30 e 20h50 Cineart Cidade 1: 14h, 16h20, 18h40 e 21h Cineart Contagem 7: 14h, 16h20, 18h40 e 21h Cineart Del Rey 7: 13h30, 15h50 e 20h20 Cineart Minas 6: 13h40, 16h e 20h30

PAIXÃO DE JUVENTUDE Em 2007, após lançar o “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, o último livro da saga do bruxo, J.K. Rowling tirou Alvo Dumbledore, diretor de Hogwarts, do armário. Em um evento, ela confirmou a paixão de Dumbledore por Grindelwald em sua juventude. “Esse amor foi a grande tragédia da vida de Dumbledore”, disse ela na ocasião. Antes de lançar “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”, a autora disse que mostraria essa paixão, mas na tela a história é velada. O espectador passa, sim, a conhecer mais detalhes do relacionamento e descobre porque Dumbledore não luta diretamente contra Grindelwald, mas é só isso. Já havia sido dito que a homossexualidade de Dumbledore não seria explicitada. Então, quem espera um romance tórrido entre os magos, terá de se conformar com menos.

Cineart Paragem 3: 14h, 16h20, 18h40 e 21h10 Cineart Via Shopping 5: 16h, 18h20 e 20h40 Diamond 5: 18h25 Pátio Savassi 2: 13h10, 16h e 21h15 Pátio Savassi 8: 14h10

O DOUTRINADOR (Brasil, 2018, 1h50, 16 anos) Dir. Gustavo Bonafé. Com Kiko Pissolato, Samuel de Assis, Tainá Medina. Um vigilante mascarado, por trás do disfarce de “doutrinador”, decide atacar a impunidade que permite que políticos e donos de empreiteiras enriqueçam às custas da miséria e do trabalho da população brasileira. BH Shopping 9: 14h Cineart Cidade 8: 15h10(Sessão quarta a R$ 3) e 21h10 Cineart Contagem 8: 16h50(Sessão quarta a R$ 3) e 21h15 Cineart Del Rey 7: 18h10 Cineart Itaú Power 1: 20h40 (Sessão quarta a R$ 3) Cineart Minas 6: 18h20 Cineart Paragem 4: 20h50 Cineart Via Shopping 5: 13h40 Diamond 3: 14h Diamond 4: 22h30 Estação BH 1: 15h20 Monte Carmo 2: 20h30 Net Cineart Ponteio 2: 14h20 (Sessão quarta a R$ 3) Pampulha 4: 14h25, 16h35 e 18h45 Partage Shopping Betim 7: 19h30 e 22h10 Pátio Savassi 4: 13h20 e 15h50 Pátio Savassi 7: 20h

FÚRIA EM ALTO MAR (Hunter Killer, EUA, 2018, 2h02, 14 anos) Dir. Donovan Marsh. Com Gerard Butler, Common, Gary Oldman. Um capitão inexperiente de um submarino junta-se à Marinha norte-americana para resgatar o presidente russo, sequestrado por um general trapaceiro. Cineart Paragem 2: 21h (Sessão quarta a R$ 3 dublada)


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CINEMA O GRINCH (*) (Dr. Seuss’ The Grinch, EUA, 2018, 1h30, livre) Dir. Yarrow Cheney. O Grinch não gosta do Natal e resolve invadir os lares dos vizinhos e roubar tudo o que está relacionado à data. BH Shopping 3: 14h10, 16h20 e 18h40 (sessões 3D) Cineart Betim 1: 14h30, 16h30 e 18h30 Cineart Boulevard 2: 13h50 e 17h30 Cineart Boulevard 2: 15h40 e 19h20 (sessões 3D) Cineart Cidade 4: 15h20 (sessão 3D) Cineart Cidade 4: 13h30, 17h10 e 19h Cineart Contagem 1: 13h30, 17h10 e 19h Cineart Contagem 1: 20h50 (sessão 3D) Cineart Del Rey 1: 13h30, 17h10 e 19h Cineart Del Rey 1: 15h20 (sessão 3D) Cineart Itaú Power 5: 13h40, 17h20 e 19h10 Cineart Itaú Power 5: 15h30 (sessão 3D) Cineart Minas 1: 13h40, 17h20 e 19h10 Cineart Minas 1: 15h30 (sessão 3D) Cineart Paragem 5: 19h10 (sessão 3D) Cineart Paragem 5: 13h40, 15h30 e 17h20 Cineart Via Shopping 4: 19h (*) (sessão 3D) Cineart Via Shopping 4: 13h30, 15h20 e 17h10 Cinesercla Big 1: 17h e 20h30 (sessões 3D) Cinesercla Big 1: 15h15 e 18h45 Cinesercla Norte 1: 17h e 20h30 (sessões 3D) Cinesercla Norte 1: 15h15 e 18h45 Diamond 4: 13h10, 15h30, 17h50 e 20h10 Diamond 5: 13h50 e 16h10 (sessões 3D) Estação BH 3: 14h45 e 17h (sessões 3D) Monte Carmo 4: 13h40, 17h20 e 19h10 Monte Carmo 4: 15h30 (sessão 3D) Pampulha 1: 15h55 e 19h40 (sessões 3D) Pampulha 6: 14h, 17h45 e 21h30 Partage Shopping Betim 1: 12h55 e 17h10 (sessões 3D) Partage Shopping Betim 3: 13h35, 15h55 e 18h10 Pátio Savassi 3: 14h20 e 16h30 Pátio Savassi 6: 13h, 15h30 e 18h20 (sessões 3D) (*) Sessões dubladas

HALLOWEEN (*) (Halloween, EUA, 2018, 1h49, 14 anos) Dir. David Gordon Green. Com Jamie Lee Curtis, Haluk Bilginer, Judy Greer. Em uma noite de Halloween, Laurie Strode escapou de Michael Myers e, 40 anos após o ocorrido, ainda é perseguida pela memória. Quando Myers retorna para a cidade de Haddonfield, ela está preparada para enfrentá-lo. BH Shopping 9: 21h50 Cineart Betim 3: 21h (*) Cineart Boulevard 5: 16h35 e 21h

GALERIA DISTRIBUIDORA/DIVULGAÇÃO

Cineart Cidade 2: 15h, 19h e 21h10 (*) Cineart Contagem 6: 16h (*) Cineart Del Rey 3: 14h(*) e 18h30 Cineart Itaú Power 6: 16h10 e 20h40 (*) Cineart Minas 5: 14h10, 16h30 e 21h (*) Cineart Paragem 1: 16h10 Cineart Via Shopping 3: 16h15 (*) Cinesercla Big 4: 14h35 e 18h45 (*) Estação BH 1: 17h45, 20h15 e 22h30 (*) Monte Carmo 6: 16h30 (*) Pampulha 4: 20h55 (*) Partage Shopping Betim 2: 18h50 e 22h (*) Pátio Savassi 4: 13h20 e 15h50

TUDO POR UM POPSTAR

(*) Sessões dubladas

JOHNNY ENGLISH 3.0 (*) (Johnny English Strikes Again, Reino Unido, 2018, 1h29, 10 anos) Dir. David Kerr. Com Rowan Atkinson, Emma Thompson, Olga Kurylenko. Após um ataque cibernético revelar a identidade de todos os agentes secretos britânicos, Johnny English é convocado para deixar sua aposentadoria e descobrir o hacker por trás do plano de ataque. Cineart Cidade 2: 13h10 e 17h10 Cineart Contagem 2: 20h40 Cineart Del Rey 4: 14h50 (sessão quarta a R$ 3) Cineart Via Shopping 1: 16h30 (Sessão quarta a R$ 3) Cinesercla Big 5: 14h35 e 18h50 Pampulha 5: 14h30 e 19h05 Partage Shopping Betim 3: 20h40 (*) Sessões dubladas

LEGALIZE JÁ - AMIZADE NUNCA MORRE (Brasil, 2016, 1h 30, 16 anos) Dir. Johnny Araújo, Gustavo Bonafé. Com Renato Góes, Ernesto Alterio, Ícaro Silva. Skunk é um músico, revoltado com a opressão e o preconceito diários sofrido pelas comunidades de baixa renda. Ele conhece Marcelo e o gosto pelo mesmo estilo musical os aproxima. Impulsionado por Skunk, ele adentra o universo da música e, juntos, formam a banda Planet Hemp. Cineart Paragem 4: 18h50

MILLENNIUM: A GAROTA NA TEIA DE ARANHA (The Girl in the Spider’s Web: A New Dragon Tattoo Story, EUA, 2018, 1h57, 16 anos) Dir. Fede Alvarez. Com Claire Foy, Sverrir Gudnason, Sylvia Hoeks. Uma jovem hacker e um jornalista se vêem capturados numa teia de espiões, criminosos cibernéticos e oficiais corruptos do governo. BH Shopping 5: 13h50, 16h40 e 19h20 Cineart Boulevard 2: 21h10 Cineart Boulevard 3: 14h10 e 19h Cineart Cidade 5: 14h20(*), 16h40(*), 18h50(*) e 21h05 Cineart Contagem 5: 14h20(*), 16h40(*), 18h50 e 21h05(*) Cineart Del Rey 6: 13h40, 16h10, 18h20 e 20h30 Cineart Itaú Power 2: 14h10, 16h25, 18h40 e 21h (*)

antiga moradora do lugar, que fez para o seu companheiro, Daniel, 20 anos antes. Belas 3: 15h30 e 19h30 Cineart Cidade 8: 13h15, 17h20 e 19h15 Net Cineart Ponteio 2: 16h40, 18h40 e 20h40

Na trama “Todas as Canções de Amor”, personagens Ana e Chico são recém-casados

(Brasil, 2018, 1h23, livre) Dir. Bruno Garotti. Com Maísa Silva, Klara Castanho, Mel Maia. A banda Slavabody anuncia que vai tocar no Rio de Janeiro. Gabi e suas amigas farão de tudo para convencer os pais a deixarem elas saírem de uma cidade no interior para assistir ao show. BH Shopping 4: 13h30 Cineart Betim 2: 14h40(Sessão quarta a R$ 3), 16h40, 18h40 e 20h40 Cineart Boulevard 1: 14h (CineMaterna) Cineart Contagem 8: 14h40 e 19h Cineart Itaú Power 1: 14h40, 16h40 e 18h30 Cineart Paragem 4: 14h20 e 16h30 Diamond 6: 14h15 Monte Carmo 2: 14h20(Sessão quarta a R$ 3), 16h30 e 18h40 Partage Shopping Betim 7: 14h e 16h30 Pátio Savassi 1: 14h

VENOM (*) Cinesercla Big 2: 14h20, 16h30, 18h40 e 20h50 (*) Cinesercla Norte 5: 14h20, 16h30, 18h40 e 20h50 (*) Diamond 3: 16h40, 19h30 e 22h Estação BH 6: 14h30(*), 17h15(*), 19h45 e 22h15(*) Monte Carmo 5: 13h50(*), 16h, 18h40(*) e 20h50 Net Cineart Ponteio 3: 14h10, 16h30, 18h50 e 21h10 Pampulha 2: 14h35, 16h45 e 18h55 (*) Partage Shopping Betim 5: 13h40, 16h20, 19h e 21h50 (*) Pátio Savassi 8: 16h55, 19h30 e 22h (*) Sessões dubladas

Belas 3: 17h30 e 21h30

NASCE UMA ESTRELA (A Star Is Born, EUA, 2018, 2h16, 14 anos) Dir. Bradley Cooper. Com Lady Gaga, Bradley Cooper, Sam Elliott. A história de amor entre a cantora Ally que, ao mesmo tempo que ascende ao estrelato, seu parceiro Jackson, um renomado artista, cai no esquecimento. BH Shopping 4: 15h40, 18h40 e 21h40 Cineart Boulevard 3: 16h25 Cineart Del Rey 2: 21h Diamond 2: 15h50 Net Cineart Ponteio 4: 15h e 21h05 Pátio Savassi 1: 16h10, 19h10 e 22h10

UMA NOITE DE 12 ANOS MUSEU (Museo, México, 2018, 2h06, 16 anos) Dir. Alonso Ruizpalacios. Com Gael García Bernal, Alfredo Castro, Leonardo Ortizgris. Juan Nuñez e Benjamin Wilson na noite da véspera de Natal de 1985 roubam o Museu Nacional de Antropologia da Cidade do México. A magnitude do crime é imensa e leva esses jovens indolentes a um caminho descontrolado, que testará sua amizade. Belas 1: 16h30 e 21h20

MY NAME IS NOW, ELZA SOARES (Brasil, 2018, 1h13, 12 anos) Dir. Elizabete Martins Campos. Elza Soares chega, cara a cara, ultrapassa tempo, espaço, perdas e sucessos. Em um rito fílmico, nua e crua, ao mesmo tempo frágil e forte, real e sobrenatural, ela incorpora a ancestralidade brasileira, transcende em música e canta, gloriosamente, em “My Name is Now”. DISNEY/BUENA VISTA/DIVULGAÇÃO

(La Noche de 12 Años, Uruguai/ Espanha/ Argentina, 2018, 2h02, 12 anos) Dir. Alvaro Brechner. Com Antonio de la Torre, Chino Darín, Soledad Villamil. História de José Mujica, ex-presidente do Uruguai, Mauricio Rosencof, jornalista e escritor, e Eleuterio Fernández Huidobro, ex-ministro da Defesa, que, juntos, passaram por situações de extrema tortura física e psicológica. Belas 2: 14h, 19h10 e 21h40

ONDE A MOEDA CAI EM PÉ - A HISTÓRIA DO SPFC (Brasil, 2018, 1h38, 10 anos) Dir. Alexandre Boechat, André Plihal, Pedro Jorge. O longa conta a história do São Paulo, clube com três mundiais e seis títulos do Campeonato Brasileiro conquistados desde sua fundação, em 1930. Pátio Savassi 2: 19h

OPERAÇÃO OVERLORD (Overlord, EUA, 2018, 1h50, 16 anos) Dir. Julius Avery. Com Jovan Adepo, Pilou Asbæk, Wyatt Russell. A história de dois soldados norte-americanos atrás das linhas inimigas no Dia D. BH Shopping 8: 20h10 BH Shopping 9: 16h30 Cineart Boulevard 4: 19h e 21h Cineart Boulevard Imax: 16h30 Cineart Cidade 6: 14h30, 16h30, 18h30 e 20h30 (*) Cineart Contagem 3: 14h30(*), 16h30, 18h30(*) e 20h30(*) Cineart Del Rey 4: 16h50, 18h50 e 20h50 Cineart Itaú Power 4: 15h, 17h, 19h e 21h05 (*) Cineart Minas 2: 16h e 20h40 (*) Cineart Minas 5: 18h50 (*) Cineart Via Shopping 2: 15h, 17h, 19h e 21h10 (*) Cinesercla Big 4: 16h40 e 20h50 (*) Estação BH 5: 14h15(*), 16h45(*), 19h30(*) e 22h Monte Carmo 3: 14h40(*), 16h50(*), 19h e 21h10(*) Pampulha 3: 16h40, 18h50 e 21h (*) Partage Shopping Betim 4: 13h10, 15h50, 18h35 e 21h10 (*) Pátio Savassi 3: 18h50 e 21h30 (*) Sessões dubladas

PÉ PEQUENO

Inspirada no famoso conto natalino de E.T.A Hoffmann, escrito em 1816, produção da Disney “O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos” é destinada ao público infantojuvenil

(Smallfoot, EUA, 2018, 1h37, livre) Dir. Karey Kirkpatrick. Um Yetl, também conhecido como “Pé Grande”, está convencido de que as criaturas evasivas conhecidas como “seres humanos” realmente existem.

Cineart Contagem 4: 14h Cineart Minas 4: 14h (Sessão quarta a R$ 3) Cineart Paragem 1: 14h10 Cineart Via Shopping 1: 14h30 Pampulha 3: 14h40

A PRECE (La Prière, França, 2018, 1h47, 14 anos) Dir. Cédric Kahn. Com Anthony Bajon, Alex Brendemühl, Damien Chapelle. Thomas é viciado em drogas e, para dar um fim à esse hábito, ele decide participar de uma comunidade de ex-usuários que vivem isolados nas montanhas e usam a oração como uma forma de se curarem. Belas 1: 14h30 e 19h

O PRIMEIRO HOMEM (First Man, EUA, 2018, 2h22, 12 anos) Dir. Damien Chazelle. A vida do astronauta norte-americano Neil Armstrong e sua jornada para se tornar o primeiro homem a andar na Lua. Os sacrifícios e custos de Neil e toda uma nação durante uma das mais perigosas missões na história das viagens espaciais. Net Cineart Ponteio 4: 18h20

O QUEBRA-NOZES E OS QUATRO REINOS (*) (The Nutcracker and the Four Realms, EUA, 2018, 1h40, livre) Dir. Lasse Hallström, Joe Johnston. Com Mackenzie Foy, Keira Knightley, Matthew MacFadyen. Clara perde a única chave mágica capaz de abrir um presente de valor incalculável dado por seu padrinho. Ela decide, então, iniciar uma jornada de resgate que a leva pelo Reino dos Doces, o Reino das Neves, o Reino das Flores e o Quarto Reino. BH Shopping 1: 13h e 18h BH Shopping 1: 15h30 (sessão 3D) Cineart Betim 3: 14h, 16h20 e 18h30 Cineart Boulevard 5: 14h30 e 18h50 Cineart Cidade 3: 14h10 e 18h30 Cineart Contagem 2: 13h50, 16h e 18h30 Cineart Del Rey 2: 14h20 e 18h40 Cineart Del Rey 2: 16h30 (sessão 3D) Cineart Itaú Power 6: 14h (sessão 3D) Cineart Itaú Power 6: 18h30 Cineart Minas 2: 13h50 (sessão 3D) Cineart Minas 2: 18h30 Cineart Paragem 2: 14h30, 16h50 e 18h50 Cineart Via Shopping 3: 14h e 18h30 Cinesercla Big 3: 14h40, 16h40 e 18h40 Cinesercla Norte 2: 14h40, 16h40 e 18h40 Diamond 6: 16h30 e 18h55 Estação BH 2: 15h40 (sessão 3D) Monte Carmo 1: 14h e 18h45 Pampulha 1: 13h55 e 17h40 (sessões 3D) Pampulha 6: 15h45 e 19h30 Partage Shopping Betim 2: 12h40 Pátio Savassi 7: 12h50, 15h15 e 17h40 (*) Sessões dubladas

TODAS AS CANÇÕES DE AMOR (Brasil, 2018, 1h32, 14 anos) Dir. Joana Mariani. Com Marina Ruy Barbosa, Bruno Gagliasso, Luíza Mariani. Chico e Ana se mudam para um apartamento em São Paulo. Na arrumação, ela acha uma fita k7 e decide escutar e se depara com um mixtape de Clarisse,

(Venom, EUA, 2018, 1h52, 16 anos) Dir. Ruben Fleischer. Com Tom Hardy, Michelle Williams, Riz Ahmed. Eddie Brock é um jornalista que investiga o trabalho de um cientista, suspeito de utilizar cobaias humanas em experimentos mortais. Quando ele entra em contato com um simbionte alienígena, Eddie se torna Venom, uma máquina de matar incontrolável. BH Shopping 9: 19h Cineart Boulevard 4: 14h (Sessão quarta a R$ 3) Cineart Cidade 3: 16h20 e 20h40 (*) Cineart Contagem 6: 13h40 e 18h30 (*) Cineart Del Rey 3: 16h20(*) Cineart Itaú Power 3: 14h, 16h20 e 18h35 (*) Cineart Minas 3: 14h, 16h15 e 18h30 (*) Cineart Paragem 1: 18h30 Cineart Via Shopping 1: 18h30 e 20h40 (*) Estação BH 4: 16h (*) (sessão 3D) Monte Carmo 6: 14h10 e 18h35 (*) Partage Shopping Betim 2: 16h (*) (*) Sessões dubladas

mostras ERA DOS EXTREMOS (*) Neste sábado (17) 16h De Repente, Num Domingo, de François Truffaut (Vivement Dimanche!, FRA, 1983). Sessão comentada 19h O Diário de Anne Frank, de George Stevens (The Diary of Anne Frank, EUA, 1959) Neste domingo (18) 16h Vá e Veja, de Elem Klimov (Idi i smotri, URSS, 1985) 18h30 Arquitetura da Destruição, de Peter Cohen (Undergångens Arkitektur, SE, 1989) 20h45 Roma, Cidade Aberta, de Roberto Rossellini (Roma, citta aperta, ITA, 1945) Segunda (19) 15h O Barco – Inferno no Mar, de Wolfgang Petersen (Das Boot, ALE, 1981) 19h A Colina dos Homens Perdidos, de Sidney Lumet (The Hill, EUA, 1965) 21h15 Expresso para Berlim, de Jacques Tourneur (Berlin Express, EUA, 1948) Terça (20) 16h Adeus, Meninos, de Louis Malle (Au revoir les enfants, ALE-AUS-HUN, 1987) 18h A Grande Ilusão, de Jean Renoir (La grande illusion, FRA, 1939). Sessão comentada 21h Lili Marlene, de Rainer Werner Fassbinder (ALE, 1981) Quarta (21) 15h O Ovo da Serpente, de Ingmar Bergman (FRA-ITA, 1973) 17h15 Casablanca, de Michael Curtiz (EUA, 1942) 19h15 A Ascensão, de Larisa Shepitko (Voskhozhdeniye, URSS, 1977) 21h15 O Grande Ditador, de Charles Chaplin (The Great Dictator, EUA, 1940) (*) Cine Humberto Mauro


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BELO HORIZONTE 17 a 23 de novembro de 2018

estilo ANIVERSÁRIO> Mickey Mouse protagoniza coleções em comemoração pelos seus 90 anos

O tênis estampado da Melissa vai até a numeração 44; R$ 180

Bolsa da Zaxy com chaveiro em forma da luva do camundongo; R$ 149,99

A coleção da Havaianas conta a trajetória do camundongo; R$ 54,90

Lorena K. Para encerrar a úlMartins tima temporada

do São Paulo Fashion Week (SPFW), semana de moda paulistana que aconteceu no mês passado, a marca de moda praia Água de Coco decidiu criar um momento de diversão na passarela ao assinar uma coleção-cápsula em homenagem a Mickey Mouse, personagem de Walt Disney que completa 90 anos neste domingo (18). Entre os modelos de um casting diverso, o próprio Mickey e a sua namorada, Minnie, desfilaram na passarela. Os personagens oficiais, até então, nunca haviam saído de seu lugar de origem, nos EUA, para estrelar um desfile. Há seis anos, a etiqueta tem um licenciamento da Disney, o que certamente facilitou o processo da coleção, que levou quase um ano para ser finalizada. Aliás, não foi a primeira vez que ocorreu um flerte entre a Água de Coco e o personagem. “O universo Disney está presente em nossas coleções, e, por já termos essa história juntos, não poderíamos deixar de comemorar um marco tão importante”, contou Renato Thomaz, diretor de marketing da marca. Mas a etiqueta não foi a única a mostrar versões que homenageiam o ratinho nesta temporada. Mickey ganhou coleções especiais e temáticas preparadas por várias marcas, como Vans, Arezzo e Melissa, sem mencionar as lojas de departamento. A italiana Gucci apresentou em seu desfile de verão 2019 uma bolsa com shape do personagem. EM TODAS Uma olhada rápida no feed no Instagram também é um prato cheio para mostrar que blogueiras e celebridades – mesmo adultas – amam postar fotos exibindo camisetas do ra-

Body vintage no mood da comemoração, da Renner; R$ 69,90

Uma bolsa – ou merendeira – do Mickey foi destaque na passarela da grife Gucci

tinho que se tornou um ícone pop. A própria diretora internacional de moda do Instagram, Eva Chen, foi clicada recentemente usando uma camiseta do Mickey. “Muita gente tem essa ligação forte com a infância, e isso, claro, se transfere para a roupa. É muito fácil nos identificarmos, Daí a vontade de comprar alguma peça que tenha um valor sentimental”, confirma a produtora de moda Deia Lansky, que também acompanhou o backstage durante o desfile especial da Água de Coco. “É uma conexão mais direta com o consumidor”, acredita ela. Para Renato Thomaz, as coleções que têm o Mickey como protagonista sempre fazem sucesso porque “é um universo que encanta todas as idades”. “Quando começamos a fazer os produtos

licenciados, trabalhávamos somente peças para adultos, justamente porque tínhamos a ideia de trazer esse universo lúdico para a vida deles, buscando a criança que existe dentro de cada um de nós”, acredita. No clima do aniversariante do ano, reunimos os recentes lançamentos mais marcantes do personagem. Mas vale lembrar que “usar uma camiseta ou um acessório do Mickey é como dar uma pincelada sutil de divertimento no look completo”, ensina a produtora Deia.

ZE TAKAHASHI/FOTOSITE

Mochila da Vans tem a silhueta icônica do personagem; R$ 250

Ratinho fashionista

GUCCI/FOTOSITE

INSTAGRAM @EVACHEN212/REPRODUÇÃO

FOTOS DIVULGAÇÃO DAS MARCAS

VITRINE

Referências do Mickey, como a estampa de orelhas, no desfile da Água de Coco

A diretora internacional de moda do Instagram, Eva Chen, investiu no look despojado com a blusa do Mickey


estilo

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GAROTO E GAROTA SUPER>Anavitória e Zeeba serão as grandes atrações do evento em Belo Horizonte

Grande final será nesta sexta ZEEBA/DIVULGAÇÃO

Amor e expeJuliana riências pesSiqueira soais. A grande final do Garoto e Garota Super 2018, que será realizada nesta sexta (23), no KM de Vantagens Hall, em Belo Horizonte, promete entrar para a história do concurso. Além de eleger o casal mais belo de Minas, duas grandes atrações de peso prometem apresentações inesquecíveis. De um lado, Zeeba, artista que ficou mundialmente conhecido pela parceria com o DJ Alok na música Hear Me Now, e, do outro, a dupla Anavitória, formada por Ana Caetano e Vitória Falcão. Pela primeira vez desde a sua primeira edição, um artista irá se apresentar e interagir com o público du-

rante o desfile dos meninos e meninas que disputam o primeiro lugar na competição. “Eu estou muito feliz, com uma expectativa legal. Acho interessante misturar moda e música”, diz Zeeba. E se o concurso gira em torno dos sonhos de diversas pessoas que desejam se realizar na carreira, Zeeba é um grande exemplo para elas. Só para se ter uma ideia, no ano passado, ele foi um dos 30 artistas brasileiros mais ouvidos em todo o mundo. Autor do megahit “Hear me Now”, que estourou na parceria com o Dj Alok e Bruno Martini, ele recebeu, pela canção, o Disco de Platina Duplo na Itália e Disco de Ouro na França. Ainda em 2017, a música foi a mais tocada no Spotify Brasil, com mais de 68 milhões de reproduções, supeshow com:

rando cantores como Justin Bieber. “Para mim, é uma honra estar entre os 30 brasileiros mais ouvidos do mundo. Eu acho que é uma responsabilidade muito grande também”, afirma o artista. Com todos esses resultados, Zeeba dá dicas para quem também deseja ter sucesso profissional. “Primeiramente, é preciso acreditar em si, não ficar colocando barreiras, focar no trabalho que está fazendo. Quando a minha primeira música estourou, eu não estava esperando, mas estava fazendo tudo com honestidade. Acredite, sonhe bastante e também faça bastante”, aconselha ele. Já a dupla Anavitória fará um show completo da turnê “O Tempo é Agora”. De Araguaína, no Tocantins, as

meninas, de 23 anos, são as novas queridinhas do país. Em 2017, o primeiro álbum delas, “Anavitória”, chegou à marca de 80 mil cópias vendidas (disco de platina) e foi o sexto mais tocado no Spotify no Brasil. “Trevo (tu)”, composição das duas com Tiago Iorc, levou o Grammy de Melhor Canção em língua portuguesa. As artistas fizeram questão de deixar um recado para os leitores. “Gostaríamos de agradecer todos que nos acompanham e curtem nosso som. Muito, muito obrigada e estamos ansiosas para ver vocês em breve”, afirmam elas.

Zeeba dá dicas para quem quer ter sucesso

ANAVITORIA/DIVULGAÇÃO

Garoto e Garota > Super

Anavitória fará show completo

Km de Vantagens Hall, Av. Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi. Dia 23(sexta), às 21h. Ingressos: R$100(inteira) e R$50(meia) no primeiro lote.

PATROCÍNIO: REALIZAÇÃO

APOIO: PARCEIROS:


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shopping

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crônica

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

No mesmo barco HÉLVIO

té que enfim, o término da pancadaria. Daqui a pouco, ano novo, vida nova, presidente novo, e seja lá o que Deus quiser! Confesso que já estava exausta com essa campanha. WhatsApp, Facebook, e-mails, imprensa, fake news, nada nos dava sossego. A meu ver, a única coisa boa foram as piadas, saídas de mentes férteis em pleno estado de tensão. Impressionante como os brasileiros são bons nisso. Não estou falando aqui de fake news ou mensagens e charges feitas para denegrir pessoas e biografias; falo da inspiração humorística que renasce nos brasileiros nos momentos controversos. Um exemplo? Copa do Mundo de 2014. No meio do 7 a 1, já brotavam nas redes sociais as mensagens mais hilárias, feitas em tempo recorde, sobre o desastre que se abateu sobre nossa seleção. Choros? Desespero? Que nada, o negócio foi tão surreal, que o jeito foi levar

A

na brincadeira. E foi o que nós fizemos com maestria. Só que política é coisa séria, não dá para brincar. O pior é que, mais do que brincar, o povo resolveu brigar. E tinha até gente dizendo que, depois das eleições, o almoço de domingo ia se chamar “audiência de reconciliação”. Discussões acaloradas, mentiras deslavadas de ambas as partes, compartilhadas por desavisados, ou mal-intencionados. Resultado: um país ainda mais dividido, embora estejam todos no mesmo barco. Espero que com o passar do tempo os ânimos se acalmem e os decibéis abaixem. Que os parentes voltem a se falar, que os amigos esqueçam as palavras ácidas, os desaforos colocados ao pé da letra, discussões por mensagens ou mesmo cara a cara. Enfim, a campanha mais controversa e fora dos parâmetros terminou. Tida como a mais curta da história do país, foi também a mais conturbada, com direito a facada, assassinato, agressões físicas e verbais. E a gente no meio da confusão, não vendo a hora de acabar tudo isso, afinal, precisávamos nos recompor da ener-

gia ruim que pairava no ar. E fico aqui pensando: o Brasil é um abacaxi tão grande, e ainda tem gente brigando para descascá-lo? Menos mau que seja assim; se não fossem esses corajosos candidatos, postulantes a enfrentar tantos desafios, a coisa poderia ser pior. Alguns deles, legítimos caras de pau, sem a mínima chance de sair do lugar; outros bons, mas que não souberam captar nem falar a

linguagem popular; outros polêmicos; um indicado de peso; os de sempre, dando os seus recados; uns mais estourados; outros mais comedidos; uns com muito dinheiro, outros sem nenhum; uma única mulher, corajosa, de fibra, mas que já não correspondia aos anseios da população. Primeiro de janeiro nos aguarda. Novidades virão; medidas impopulares, evitadas nos governos anteriores,

por medo de se indisporem com a população, devem ser tomadas, pois não tem mais como fugir delas. O país em plena recessão, com o desemprego em níveis exorbitantes, um monumental déficit da Previdência, um Congresso “verde”, cheio de gente sem noção, como aquela senadora eleita pelo Distrito Federal, que sequer sabia explicar a necessária reforma da Previdência, dizendo que iria con-

sultar a população. Também alguns poucos idealistas, não contaminados pelo poder. Uns radicais, outros religiosos, sindicalistas, ruralistas, fichas-sujas, fichas-limpas e os demagogos de sempre. Um Congresso com caras novas que desconhecem os trâmites da Casa; até aprenderem, se passarão meses, enquanto determinadas medidas têm urgência e demandam conhecimento. Além do mais, haverá uma oposição ferrenha que, provavelmente, votará contra tudo. É esse o ambiente que o capitão Bolsonaro terá pela frente. O que nos resta é torcer para que dê certo. Se conseguir reduzir a corrupção – bandeira que ele abraçou –, já terá sido um grande feito. Vê-lo tocar a embarcação, contemplando a todos, com responsabilidade, sem bravatas, sem loucuras e com gente competente no leme, é o que queremos. Afinal, estamos no mesmo barco, e, apesar das avarias no casco, ele não pode afundar. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


W João Pessoa. BH terá voo direto para a cidade em dezembro. Página 2

pampulha UANDERSON FERNANDES/AGÊNCIA O GLOBO

W Nova York. Islandesa Björk estreia seu concerto mais elaborado. Página 7

W .

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BELO HORIZONTE Sábado 17/11/2018

Natureza, história e luxo Conheça os atrativos da Costa Verde, roteiro que abrange as cidades de Paraty, Angra dos Reis e Mangaratiba, além da ilha Grande. Páginas 4 a 6


W2 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 17 de novembro de 2018

paulo campos paulocampos@otempo.com.br

Acompanhe as dicas de Paulo Campos no quadro Super Viagem, de segunda a sábado, às 9h55, 15h30 e 20h55

sala vip (II) W

sala vip (I) W

Recife coloca o pé na estrada Paraíba com todas as cores Cerca de 11 hoteleiros, três receptivos, uma empresa de catamarã e o Instituto Ricardo Brennand participaram no último dia 30, no Hilton Garden Inn, no Cidade Jardim, do road show Recife: Capital da Criatividade, para mostrar a cidade como um destino preparado e competitivo. Recife comemorou um crescimento de 20% no volume de turistas neste ano. Segundo Marta Freitas, presidente do Recife Convention & Visitors Bureau, a cidade tem se firmado como destino gastronômico, cultural e de eventos. Minas Gerais é hoje o segundo emissor de turistas para a capital pernambucana. O road show, promovi-

do pela Secretaria Municipal de Turismo, Esportes e Lazer, pelo Recife CVB e pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (AbihPE), com o patrocínio de 17 empresas do trade turístico, percorreu oito cidades brasileiras – Campinas, Ribeirão Preto, Porto Alegre,

Curitiba, Cuiabá, Brasília, Salvador e Fortaleza – antes de se encerrar na capital mineira. Ao todo, segundo os organizadores do evento, foram capacitados aproximadamente mil agentes de viagens e operadores em todo o país.

De 20 de dezembro até 13 de fevereiro, a Azul Linhas Aéreas inaugurará voo direto e sem escalas de Belo Horizonte para João Pessoa. Esse foi o motivo que animou a Empresa paraibana de Turismo (PBTur) e hoteleiros da capital paraibana a desembarcar em Belo Horizon-

te para um workshop de capacitação para 80 agentes de viagens, em parceria com a Azul Viagens. A operadora terá, nesse período, pacote fechado para o destino, incluindo aéreo, traslado e hospedagem. Na oportunidade, João Pessoa exibiu suas praias, atrativos e serviços. Pesquisa

do Fluxo Global Estimado para João Pessoa apontou que os principais Estados emissores de turistas para a Paraíba são São Paulo (18,33%), Pernambuco (18,08%), Minas Gerais (7,87%), Rio Grande do Norte (7,83%) e Distrito Federal (7,68%).

FOTOS PAULO CAMPOS

Atrás: Michel Targino (Rede Nord de Hotéis), Débora Luna (Pbtur), Daniel Felix (Best Western Caiçara Hotel), Samira Samara (Aram Hotéis), Marcus Vinícius (Hardman Praia Hotel) e Ricardo Lins (Rede Littoral de Hotéis); agachados: Eduardo Pereira (Tambaú Hotel), Aline Félix (Azul Viagens), Márcio Del Agnase (Rede Littoral de Hoteis) e Rossana Oliveira (Hotel Manaíra)

FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Valéria Ferreira (Internacional Palace Hotel), Giselle Souto (rede Vila Galé), Edvaldo Xavier (Instituto Ricardo Brennand), Ana Terra (Empetur) e Marta Freitas (Recife CVB)

Renato Barbosa (Prefeitura de Recife), Mustafa Dias (diretor executivo de turismo e lazer), Rodrigo Mendicino (Azul Linhas Aéreas), Luiz Correia e Luiz Rodrigues (WLTour)

Representando a operadora Azul Viagens em Belo Horizonte, Izabella Moura e Aline Félix

Rodrigo Hespanhol (Allia Hotels), Débora Linhares (Recife CVB), Kamilla Pimentel (Pontes Hotéis), Rodrigo (Prefeitura de Recife) e Wellington Silva (Allia Hotels)

Emanuela Santos (Luck Receptivo), Andréa Bieuel (Catamaran Tours), Marcos Lins (Marante Plaza Hotel), Claudivânia Oliveira (Hotéis Pernambuco) e Roberta Suassuna (Accor Hotels)

Aloísio Pereira e Elisabete Assunção (Bênix Turismo), e o casal Wismar Dabess e Ana Paula Chagas (Flyvip Viagens) Giovana Gomes (Givoar Turismo), Marcos Horta (MH Placetur), Viviane Almeida (Vivian Turismo) e Karla (Baixinho Viagens)

Daniel Peixoto, Sônia da Silva e Diego Peixoto (Baluarte Turismo), Júnior Silva e Virgínia Silveira (CL Viagens)

Entre os sorteios, Samira Samara, gerente comercial da Aram Hotéis, entrega prêmio para Luciana (VB Turismo)


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte

17 de novembro de 2018


O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 17 de novembro de 2018

Minas Gerais

Circuito de presépios O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) promove a terceira edição do Circuito de Presépios e Lapinhas de Minas Gerais. Os municípios podem se cadastrar no site até 30/11. Com a ação, será criado um roteiro de visitação em todo o Estado. Em 2017, foram cadastrados 295 presépios e lapinhas. Informações: iepha.mg.gov.br MARIA AMELIADINI/DIVULGAÇÃO

Congonhas

Exposição da emancipação Está aberta ao público, no Museu da Imagem e Memória de Congonhas (Museu da Ladeira), a exposição “Congonhas: Terra de Devoção e Fé - 80 Anos de Emancipação”. A mostra, que vai até 4 de abril de 2019, faz um resgate da história do nascimento do município. A exposição gratuita pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 9h às 17h, na rua Bom Jesus, 250, Congonhas.

Black Friday

Descontos e promoções

turismo

Costa Verde

De Mangaratiba à beleza histórica de Paraty Entre o oceano Atlântico e a serra do Mar, se encontra a região com 180 km de praias; algumas são citadas por sites como as mais bonitas do mundo Leticia Nunes

Agência O Globo

A Costa Verde ganhou esse nome por conta do tom esmeralda do mar ou pelas cores da floresta que a protege? Boa pergunta, mas não há uma resposta certa. Por terra ou por mar, o verde da região, que vai de Mangaratiba a Paraty, enche os olhos de uma beleza profunda. Encravada entre o oceano Atlântico e a serra do Mar, a área entre o litoral sul do Rio de Janeiro e o litoral norte de São Paulo já foi listada pelo site Lonely Planet como um dos dez lugares no mundo para se conhecer. Para isso, porém, precisase de tempo, já que são 180 km de litoral. Somente a baía de Angra dos Reis tem 365 ilhas. Entre elas, a espetacular ilha Grande, cuja praia de Lopes Mendes frequentemente aparece em listas das mais bonitas do planeta. Por todo o litoral, pipocam resorts e hotéis de luxo, com piscina panorâmica e quartos com vistas cinematográficas. E, sim, Paraty é a última parada em terras fluminenses. Uma cidade histórica preservada, praias de águas mansas e mornas, cachoeiras que congelam no inverno e mais de 450 espécies de pássaros para observar. Apenas um resumo do que os desbravadores da Costa Verde vão encontrar pela frente. Há quem diga ainda que a região também pode-

ria se chamar de “Costa dos Resorts”. Afinal, são muitos: Portobello, Club Med, Vila Galé, Promenade, Hotel do Bosque, Porto Real, Fasano e Mercure.

História Se você prefere mais agitação, Angra dos Reis está com uma programação intensa para o verão. Além dos passeios de barco, das festas com música eletrônica nas praias e da badalação da juventude dourada, o turista pode fazer trilhas. O Angra Convention Bureau montou um roteiro com várias opções, como o

trekking do Forte do Leme, que leva a uma antiga fortaleza com canhões da época dos piratas. Outra opção é o passeio de catamarã, uma novidade na região. Na ilha Grande, aventureiros encontram atividades como o mergulho noturno, no qual podem ser observados, por exemplo, plânctons bioluminescentes. E que tal conhecer o farol de Castelhanos de barco? Inaugurado em 1900, ele fica na última praia da costa leste da ilha Grande. A edificação está bem conservada e, para chegar até ela, basta encarar uma trilha. Um dos pontos altos da jornada, Paraty oferece história, hotéis incríveis, restaurantes de luxo, praias escondidas e um certo jeitinho de que, por ali, os relógios andam mais devagar. Aprecie sem moderação.

UANDERSON FERNANDES/AGÊNCIA O GLOBO

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Como chegar BH/Rio de Janeiro De avião. Pela Azul (voeazul.com.br), a partir de R$ 578,10. Pela Gol (voegol.com.br) a partir de R$ 561, 30. *Tarifas, com taxas, entre novembro e dezembro. Rio de Janeiro/Costa Verde Pela Costa Verde Transportes (costaverdetransportes.com.br). Trecho para Angra dos Reis a partir de R$

55,40. Paraty a partir de R$ 79,20, e Mangaratiba a R$ 38,45. Mangaratiba/Ilha Grande De Mangaratiba, a barca sai diariamente às 8h (taxa de R$ 17). Volta às 17h30. A partir de Angra dos Reis, a barca sai às 15h30 em dias úteis e nos fins de semana e feriados às 13h30. A volta é sempre às 10h. Custo também de R$ 17. UANDERSON FERNANDES/AGÊNCIA O GLOBO

Praia Brava em Angra dos Reis: um refúgio na cidade

UANDERSON FERNANDES/AGÊNCIA O GLOBO

Quem deseja viajar nos próximos meses, deve ficar de olho nas promoções que as operadoras de viagens estão preparando para a Black Friday. As agências CVC, Submarino Viagens, Experimento Intercâmbio Cultural e a Visual turismo estão participando da campanha. A CVC oferece até 50% de desconto para o segundo passageiro. Embarques entre novembro e dezembro. https://bit.ly/2PqaNpT

A capital brasileira dos navegadores

Igreja de Nossa Senhora da Piedade na ilha da Gipoia: história e natureza

As 365 ilhas fizeram a fama de Angra dos Reis, a tal ponto que, hoje, segundo um levantamento da Marinha, um em cada três barcos de lazer do país está no arquipélago. Mas o litoral do município também tem seus encantos que, não raras vezes, passam despercebidos pelos visitantes. A praia Brava, por exemplo, no caminho para Paraty, fica no condomínio em que moram os funcionários de Angra 1, mas o acesso

é liberado na portaria mediante apresentação de documentos. Vale a pena se aventurar por esse paraíso escondido, que reúne muitos surfistas: ao contrário da maioria das praias da região, a Brava tem altas ondas. Já a praia das Pedras e a praia Vermelha são pouquíssimo frequentadas, não têm muita infraestrutura, mas oferecem espaço de sobra e ótimas condições para ver peixinhos sem grandes atropelos.

Agora, nem cogite visitar a cidade e dispensar o passeio pelas ilhas. O tour mais conhecido, batizado como “Superilhas Paradisíacas”, leva os turistas para ilha de Cataguazes, ilhas Botinas, ilha da Gipóia, praia das Flechas, praia da Fazenda e praia da Piedade, com duas paradas para banhos e a oportunidade de fazer fotos da igreja de Nossa Senhora da Piedade e da igreja de Nosso Senhor do Bonfim.


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Vista aérea da Baía de Angra dos Reis

UANDERSON FERNANDES/AGÊNCIA O GLOBO

Quem leva I Operadora. Abreu Viagens Inf. Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Abreu Inclui. Cinco noites de hospedagem com café da manhã no Hotel Fasano Angra dos Reis e traslados. Preço. A partir de R$ 4.990 por pessoa em ap. duplo Período. De 18 a 23/01/19

Praia do Bonfim, em Angra dos Reis, é uma das mais procuradas por famílias ANGRA CONVENTION & VISITOR BUREAU/DIVULGAÇÃO

Mergulho nas águas translúcidas da ilha Secreta, em ilha Grande

Onde ficar Angra Mercure. Diárias a partir de R$ 300 para casal, com café da manhã. O hotel terá festa de réveillon, aberta a não hóspedes, com ingressos a R$ 550 por pessoa. Informações: https://bit.ly/2zs9aNJ Angra Boutique Hotel. Diárias para casal a partir de R$ 600, na alta temporada, com café da manhã. Informações:

angraboutiquehotel.com.br. Ilha Grande Pousada Asalem. Até 30 de abril, diárias para casal, com café da manhã, a partir de R$ 740. Inf.: asalem.com.br Pousada Vila Pedra Mar. Diárias para casal a partir de R$ 1.200 (alta temporada), com café da manhã. Praia Vermelha. vilapedramar.com.

Enseadas, rios, lagos e morros Se você faz o tipo desbravador, ilha Grande é o destino certo. Muitas trilhas se abrem para os aventureiros. A própria Lopes Mendes tem acesso por barco ou por trilha. Apesar do sobe e desce, muita gente percorre o caminho de bicicleta, carregando a prancha de surfe, já que a praia tem altas ondas. Fundamental é levar água, principalmente fora da temporada, quando os 3 km de areias brancas e finas ficam quase desertos. O farol de Castelhanos é outra atração que merece a visita. A trilha tem grau médio, com alguns trechos mais complicados por causa da mata fechada. Na descida, vale arriscar o mergulho na pequenina praia de Castelhanos, com apenas 20 m de extensão. Em termos práticos, há pousadas e restaurantes por toda a ilha, mas o centro do agito é mesmo a Vila do Abraão, na enseada do mesmo nome. Ali chegam os barcos vindos do continente e dali parte a maioria dos passeios. A enseada tem 14 praias e cinco ilhotas, além de riachos que nascem na mata fechada e desembocam no mar. Uma paisagem única.


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Belo Horizonte

17 de novembro de 2018

UANDERSON FERNANDES/AGÊNCIA O GLOBO

Paraty

Um passeio pelos capítulos da história brasileira Cidade disputa, pela terceira vez, o título de Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade, concedido pela Unesco; além de atrativos históricos, destino conta com roteiros de barco que levam a vilarejos de areias brancas e mar cristalino Leticia Nunes Agência O Globo

Andar pelas ruas do centro histórico de Paraty é mergulhar no passado. Há maneiras e maneiras de se fazer essa viagem no tempo. Você pode simplesmente contemplar e dar asas à imaginação ou partir para uma espécie de caça ao tesouro, buscando pedacinhos de nossa cultura. “Caminhar sem pressa pelas ruas de Paraty é uma delícia”, diz o guia Gabriel Toledo, um craque na história da cidade. “Mas; quando você começa a perceber os detalhes, fica realmente encantado”, crava. Detalhes como os aba-

caxis que enfeitam algumas fachadas. A fruta, em séculos passados, já foi símbolo de ostentação, já que sua coroa e a cor dourada remetiam à nobreza. A partir dos anos 1800, a cara da riqueza se traduzia em sacadas de ferro. No Brasil Colônia, os habitantes não podiam trabalhar com metais. Algumas décadas depois, os mais abastados espelhavam suas riquezas nas janelas com vitrais importados da Europa. Só que não importava o volume de ouro que houvesse em seu cofre: prédio algum podia ser mais alto do que a igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios. A própria igreja esconde outro segredinho: a influên-

cia da maçonaria no desenvolvimento local. A fachada tem três galhos, cada qual com 11 folhas, totalizando 33. O três é um número-chave para os maçons, bem como os triângulos, que também decoram muitas fachadas em Paraty. O Olho da Providência, conhecido como “olho que tudo vê”, aparece estilizado em muitos casarões. Divirta-se procurando esses símbolos. Quer uma pista? Observe as casas de esquina. Em muitos quarteirões, três possuem bases de pedra e outra não, formando, mais uma vez, um triângulo. É muita história. Então, aceite uma sugestão: contrate um guia.

A cada curva surge uma nova paisagem deslumbrante, em praias como Tarituba ou São Gonçalo, de onde se vai para a ilha do Pelado

Ruas de pedra e casarões históricos de Paraty: encontro com o passado UANDERSON FERNANDES/AGÊNCIA O GLOBO

Há sempre um belo e novo refúgio a ser descoberto Pela terceira vez, Paraty está na disputa pelo título de Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade, concedido pela Unesco. Culturalmente, os motivos estão bem claros – como a Flip, que, no mês de julho, transforma a cidade na capital mundial da literatura. Mas a categoria “patrimônio natural” se descortina antes mesmo da chegada à cidade, às margens da rodovia Rio-Santos. A cada curva surge

uma nova paisagem deslumbrante, em praias como Tarituba ou São Gonçalo, de onde se atravessa de barco para a ilha do Pelado. Ligada à rodovia por uma estradinha de mão única está ainda Paraty Mirim. Por lá, a igreja de Nossa Senhora da Conceição enfeita a praia de águas cristalinas e areia branquinha. Uma opção é sair de Paraty de lancha (ida e volta por R$ 400 para quatro pessoas). Outra área que começa a

despontar para o turismo é a praia de Jabaquara. De 19/11 a 2/12, acontece o Gastrô Mix 2018, festival de cultura e culinária que apoia agricultores familiares. Para ir ainda mais a fundo, visite o Quilombo do Campinho da Independência. O tour dura cerca de quatro horas e inclui conhecer as casas das famílias, a agrofloresta e o artesanato, além de contação de histórias. Se possível, marque no horário da feijoada. É divina. UANDERSON FERNANDES/AGÊNCIA O GLOBO

Quem leva II Operadora. Abreu Viagens Inf. Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Abreu Inclui. Cinco noites de hospedagem com café da manhã na Pousada Corsário em Paraty. Preço. A partir de R$ 1.350 por pessoa em ap. duplo. Período. De 18 a 23 de janeiro de 2019

Passeios de charrete partem da praça principal do centro histórico; tour permite apreciar a beleza das fachadas coloniais PIXABAY/DIVULGAÇÃO

Serviço Onde ficar Pousada Literária. Diárias a partir de R$ 1.170, no apartamento para casal, com café da manhã. pousadaliteraria. com.br. Pousada da Condessa. Diárias para casal, com café da manhã, a partir de R$ 580 na alta temporada. pousadada condessa.com.br. Onde comer Margarida Café. Uma instituição da cidade. Cardápio variado: de saladas a frutos do mar. Preços a partir de R$ 30. Aberto todos os dias. margaridacafe.com.br/restaurantesparaty.

Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios: construção iniciou em 1787

Cartão postal: Igreja de Santa Rita de Cássia, de 1722, localiza-se em frente à baía da cidade; bem-preservada, ela abriga um importante acervo de arte sacra


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte

17 de novembro de 2018

Wcheck-in/check-out THE SHED/DIVULGAÇÃO

A cantora pop islandesa Björk será a estrela de “Cornucópia”, uma nova produção de concertos na abertura do The Shed, um megacentro cultural de Manhattan, em Nova York (EUA), que acontece na próxima primavera, quando será inaugurado seu mais novo e maior espaço, The McCourt; essa é a primeira produção de Björk criada especialmente para o teatro

Vaga no Consulado O Consulado Britânico em Belo Horizonte está contratando estagiário. O cargo tem como foco apoio na agenda do cônsul e assuntos administrativos de escritório. Os pré-requisitos são ambição, motivação, inglês fluente e experiência em relações com o Reino Unido. As inscrições terminam no dia 20. Mais informações e detalhes de como se candidatar no link ttps://fco.tal.net/vx/mobile-0/appcentre-ext/brand-0/candidate/so/pm/4/pl/1 /opp/7573-Administrative-Intern/en-GB PAULO CAMPOS

Cônsul do Reino Unido em BH, Thomas Nemes GOL/DIVULGAÇÃO

Novo diretor

Marcelo Oliveira, vice-presidente do Business Development Hotel Connections, e Paulo Kakinoff, presidente da Gol, durante inauguração de voo da companhia para Miami

Richard Alves é o novo diretor executivo do Grupo Porto Seguro de Hotéis, que possui dois resorts no destino baiano: Porto Seguro Praia Resort e Porto Seguro Eco Bahia Hotel. Na foto, ele está ao lado do presidente do grupo, Carlos Augusto de Paula. PORTO SEGURO PRAIA/DIVULGAÇÃO

Roteiros de charme A associação de hotéis de luxo Roteiros de Charme ganhará dois integrantes em 2019. Os novos associados são o Jaguaribe Lodge & Kite, que fica em Fortim (CE), e o Santa Teresa Rio MGallery by Sofitel, no Rio de Janeiro. Com os novos integrantes, a Roteiros de Charme terá 70 hotéis em seu portfólio, marcando presença em 61 destinos e 16 Estados.

Premiados na WTM London (I)

Premiados WTM London (II)

A WTM London anunciou os vencedores da do Internacional Travel & Tourism Awards. São eles: Turismo Centro de Portugal (Conselho Nacional de Turismo para DMO), South African Tourism (uso mais inovador de tecnologia em um destino), Visite Flandes (campanha regional) e Viajar Verde, blog de Ana Duék (influenciador digital).

Ainda entre os premiados estão a Promotur Turismo de Canarias (campanha digital), Conselho de Turismo da Eslovênia (bem-estar), Kerala Tourism (turismo responsável), Experience Jordan (aventura), Irlanda do Norte (destino gastronômico), Denver (LGBT) e Autoridade de Promoção Turística de Mauricio (melhor em luxo).


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Belo Horizonte


HONDA/DIVULGAÇÃO

DUCATI/DIVULGAÇÃO

W Moto. Nova Ducati Multistrada 1260 desembarca no Brasil recheada de tecnologia e esportividade. Página 15 WLançamento. Honda HR-V 2019 ganha retoques no visual e fica mais bem-equipado. Página 14

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MARCELO MACHADO DE MELO/RENAULT/DIVULGAÇÃO

BELO HORIZONTE Sábado 17/11/2018

pampulha

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Presidente da Renault do Brasil, Luiz Pedrucci, e a atriz Marina Ruy Barbosa, posam ao lado do elétrico Zoe

Com a pilha toda Salão Internacional do Automóvel de São Paulo termina neste domingo após surpreender o público com o lançamento dos primeiros modelos 100% elétricos no Brasil: conheça mais sobre cada um deles. Páginas 12 e 13


W 10 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 17 de novembro de 2018

interCâmbio

Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.

raimundocouto@otempo.com.br

Raimundo Couto

O último salão ARQUIVO PESSOAL

Se Deus escreve certo por linhas tortas, isso ficou ainda mais comprovado na semana que passou. Para nós, da imprensa especializada, seriam dias especiais, afinal nossas atenções estariam concentradas no Salão do Automóvel de São Paulo, evento muito aguardado. A 30ª edição do evento ficará marcada para sempre em minha memória e na de muitos colegas, não somente pelo que está sendo exibido na mostra paulistana, mas, principalmente, por uma nota triste: o último encontro com um grande amigo e incentivador: o jornalista José Roberto Nasser. Ele também esteve presente nesta cobertura, mas não teve tempo de publicar sua sempre bem-escrita coluna semanal, “De Carro por Aí”. Nasser sofreu um infarto fulminante, na noite de quinta-

feira (8), e nos deixou, prematuramente. Nesta edição da Intercâmbio, revivemos um pouco de sua paixão pelos automóveis e por sua filha Isabela em um acontecimento ocorrido há alguns anos, por ocasião do encontro de carros antigos que acontece em Araxá. Republico o texto na íntegra, como uma despedida ao amigo Nasser, que sempre me foi muito caro a mim e ao meu saudoso pai. “Minha história na cobertura especializada em automóveis certamente começou por influência de meu pai, jornalista Raimundo Couto e Silva, que foi um dos pioneiros do setor no Brasil. Por muitos anos assinou sob o pseudônimo de V. de Ouro Preto uma coluna sobre o tema, abrindo e desbravando uma trilha então desconhecida, para que novos profissionais da imprensa estreassem na área.

Mas não é com ele que vamos ocupar este espaço hoje. Da mesma forma que ele me transmitiu a paixão e o amor pelas quatro rodas, segue no mesmo caminho de seu pai a jovem cineasta Isabela Nasser, que vem a ser filha do competente (dono de um refinado e peculiar estilo) jornalista de Brasília, José Roberto Nasser, atual detentor do prêmio Lalique, um importante reconhecimento por parte dos colecionadores. Ao me despedir de Nasser, ainda no Grande Hotel, e fazer mais uma de minhas muitas consultas ao professor, ele foi enfático: ‘O que mais me deixou feliz neste encontro foi a certeza de ver – ao ser premiado o carro de Isabela – que eu consegui passar a minha filha o sentimento de amor que nutro pelo automóvel’. Nasser se referia ao Simca que ganhou prêmio de destaque pela con-

A 30ª edição do salão ficará para sempre marcada pelo meu último encontro com um grande amigo e incentivador: o jornalista José Roberto Nasser

servação e originalidade no evento. O carro é de Isabela, e, com o mesmo esmero e carinho que seu pai cuida de sua coleção, sua filha começa a demonstrar que o cinema deve perder, em breve, uma talentosa e bonita colaboradora. Historiador, com vários títulos publicados, é o automóvel brasileiro a especialidade de

Nasser e, como, em maio, o Simca completou 50 anos de vida no país, o jornalista ocupou alguns de seus prestigiados espaços na mídia abordando detalhes sobre a data. Parabéns Simca, parabéns Nasser, por mostrar o caminho para Isabela.” Descanse em paz, meu amigo Nasser!

FCA/DIVULGAÇÃO

Mercado

Jogo de perde e ganha Jeep Compass é eleito o modelo com atual maior valor de revenda no mercado brasileiro em premiação concedida pela agência AutoInforme Da redação O Jeep Compass foi o campeão geral da quinta edição do Selo Maior Valor de Revenda, da agência AutoInforme, com uma depreciação de apenas 7,3% em um ano de uso. Ao todo, foram pre-

miados 18 modelos em suas respectivas categorias. A pesquisa considerou os 110 modelos 0 km mais vendidos no Brasil de 24 marcas. Além das marcas/modelos vencedores foram analisados modelos de Audi, Caoa Chery, Citroën, Ford, JAC, Jeep, Kia Motors, Lifan, MiVOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO

Entre as picapes pequenas, Saveiro foi a que menos se desvalorizou

Modelo da FCA foi o campeão geral da 5ª edição do Selo Maior Valor de Revenda, da agência AutoInforme

ni, Nissan, Peugeot, Renault, Subaru e Suzuki. Na avaliação da AutoInforme, a depreciação depende de vários fatores: o tamanho do carro, a marca, a rede de revendedores, o cuidado que a marca tem em relação ao pós-vendas, o segmento, a origem,

o fato de ter grande volume de venda, sua aceitação no mercado. Depois de cinco edições, o Selo Maior Valor de Revenda revela também os modelos pentacampeões: Chevrolet Onix, Volkswagen Golf, Honda Fit, Toyota Hilux e Toyota Corolla. TOYOTA/DIVULGAÇÃO

Corolla foi o campeão em valor de revenda entre os sedãs médios

Os principais vencedores: Confira os principais premiados pela agência AutoInforme e seus respectivos percentuais de depreciação após um ano de uso:

Picape compacta. Fiat Toro (-11,6%)

Segmento de entrada. Renault Kwid (-8,4%)

Sedã de entrada. Chevrolet Prisma (-7,8%)

Hatch compacto. Chevrolet Onix (-9,3%)

Sedã compacto. Honda City (-8,3%)

Hatch médio. Volks Golf (-11%)

Sedã médio. Toyota Corolla (-10%)

Hibrido/elétrico. Toyota Prius (-12,7%)

SUV de entrada. Hyundai Creta (-8,9%)

Monovolume. Honda Fit (-10,4%)

SUV compacto. Jeep Compass (-7,3%)

Picape média. Toyota Hilux (-10,9%)


super motor

11 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 17 de novembro de 2018

PIXABAY/DIVULGAÇÃO

Serviço

Pode ser

Cachorro viajando com a cabeça para fora do veículo é perigoso e pode render até multa para o motorista

‘bonitinho’, mas... Transporte inadequado de pets em veículos aumenta o risco de acidentes graves; especialista dá dicas para evitar problemas Da redação É muito comum encontrarmos no trânsito cachorros e gatos soltos dentro do carro, encostados na porta, com o rosto para fora e, principalmente, no colo dos seus donos. Contudo, essa maneira equivocada de transporte do pet, além de ser considerada uma infração de trânsito, pode colocar em risco a integridade física do animal e de todos os passageiros. Segundo o coordenador técnico do Cesvi/Mapfre, Alessandro Rubio, o

erro mais recorrente cometido pelos motoristas é a utilização do cinto de segurança comum para adultos, que não é recomendado por não ser anatomicamente projetado para os animais. “O transporte correto e seguro do pet deve ser preferencialmente realizado com bolsas, caixas plásticas de transportes (de preferência forradas com nylon ou tecido) ou com os cintos de segurança próprios e de acordo com o porte do bichinho de estimação”, salienta o especialista. Em lo-

jas especializadas para pets existem esses equipamentos ideais para o transporte do bicho. Quando tiver alguém no carro, o carona pode levá-lo colo, sem problema algum. O que é sempre difícil neste caso é mantêlo quieto. Além dos itens de segurança, é necessário que o animal fique no banco traseiro, devidamente acomodado e seguro, a fim de evitar que o motorista fique distraído na condução do

veículo. “Para quem tem pets muito grandes, o ideal é retirar o tampão traseiro do porta-malas e fixar bem a caixa de transporte. Dessa forma, evitamos que deslocamentos bruscos possam machucar o animal no caminho”, orienta Rubio.

Dicas extras Os pets que não estão acostumados a passear de carro podem ficar enjoados no trânsito. Por isso, uma das dicas é de não alimen-

tar o animal por pelo menos três horas antes da saída. Se ele ficar com fome durante o trajeto, ofereça porções menores do que as convencionais. Em caso de viagens mais longas, é indicado realizar paradas de três em três horas, assim você consegue fazer com que o animal fique menos estressado. Deixe ele sair do carro, esticar as patinhas, fazer suas necessidades e beber um pouco de água.

Dá multa Atenção. Animal de estimação viajando com a cabeça para fora do carro é considerado infração leve de trânsito, com multa de R$ 88,38 e três pontos na carteira. Já os motoristas que dirigem com o animal no colo, entre as pernas, cometem infração média, com multa de R$ 130,16 e quatro pontos na carteira.


W12 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 17 de novembro de 2018

Automático

Cronos Drive 1.8 sai por R$ 68.790 A Fiat lançou o Cronos Drive 1.8 automático. A nova versão do sedã chega ao mercado por R$ 68.790. Entre os itens de série, destaque para ar-condicionado, central multimídia compatível com Android Auto, Apple CarPlay, câmera de ré, sensor de estacionamento traseiro, sistema Isofix para cadeirinhas, monitoramento da pressão dos pneus, retrovisores elétricos, além de controles de estabilidade e de tração e assistente de partida em rampa. FCA/DIVULGAÇÃO

Curiosidade

Marcas mais buscadas na web A Honda foi a marca que mais despertou interesse dos brasileiros nos últimos dois anos. Conforme relatório do Google Trends, entre as montadoras, 22% das buscas na web originadas do Brasil foram referentes à marca japonesa. Fiat e Ford vieram em seguida, com 18,6% e 13,6% das buscas, respectivamente. A lista de marcas mais procuradas na web pelos internautas brasileiros seguiu com Renault (8,2%), Volkswagen (6,9%), Peugeot (6,8%) e MercedesBenz (6,7%).

Citroën

C4 Cactus terá versão elétrica Recém-lançado no Brasil, o utilitário-esportivo Citroën C4 Cactus deve ganhar uma versão elétrica a partir de 2020 na Europa. A informação foi revelada pela revista britânica Auto Express. Além do C4 Cactus elétrico, o Grupo PSA planeja lançar nos próximos anos pelo menos outros seis veículos totalmente movidos a eletricidade, além de 15 eletrificados – híbridos e híbridos plug-in.

super motor Elétricos no Brasil

O preço alto da modernidade Ainda bem longe de serem populares no país, modelos elétricos surpreendem o público no Salão do Automóvel de São Paulo, que termina neste domingo Eduardo Rocha Auto Press Muitos apostam que os motor shows estão em vias de extinção. A rapidez da internet estaria antecipando tudo e acabando com a emoção. Só que as marcas não estão paradas, esperando. Muitas procuram guardar uma ou outra atração inesperada ou inédita para os salões. É o que acontece no caso do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo 2018, que fica aberto ao

Autonomia do Leaf mais do que dobrou A Nissan lançou oficialmente o novo Leaf no Brasil, mas quem comprar agora só deve receber a partir do meio do ano que vem. Esta segunda geração do modelo elétrico mais que dobrou sua autonomia – era de 170 km e passou para 400 km no ciclo europeu, eminentemente urbano. No ciclo norte-americano, que inclui muitos trechos rodoviários, ela cai para 240 km. O motor do Leaf rende 150 cv de potência e 32,6 kgfm de torque e traz um pacote completo de assistência à condução, com alerta de mudança de faixa, frenagem automática e detector de ponto cego, entre outros. (ER)

público até o próximo domingo, no São Paulo Expo. Em um salão variado, com muitos conceitos, lançamentos de carros elétricos, várias novidades e muitas versões, o resultado foi melhor que o esperado. A grande surpresa em São Paulo, sem dúvida, foi o anúncio da chegada de três modelos puramente elétricos ao mercado brasileiro – até hoje, não há nenhum à venda. A Chevrolet mostrou o pequeno Bolt, a Nissan passa a trazer o Leaf oficialmente, e a Renault

vai começar a vender o compacto Zoe.

Conceitos Entre conceitos, a Volkswagen foi a que mais se destacou. A marca apresentou a picape-conceito Tarok, pensada para brigar no mesmo nicho de picapes médias compactas, segmento em que a Fiat Toro está sozinha. Por isso mesmo, não será surpresa se o modelo chegar ao mercado nos próximos meses. Outro carroconceito foi o Hyundai Saga EV. Mais importante que a

motorização elétrica, porém, são as linhas do carro, que podem antecipar o design do novo HB20, que deve chegar ao mercado no final de 2020. Já a Mercedes mostrou alguns novos modelos com a tecnologia mild hybrid EQ, lançada na nova Classe C. Mas chamaram a atenção mesmo o novo Classe A sedã e, principalmente, o Mercedes AMG One, um bólido de Fórmula 1 amansado para andar nas ruas. Outras poucas novidades vão sair do salão para o mercado. O novo Jeep Wrangler, um SUV de raiz, o Kia Stonic, que vai brigar entre os SUVs compactos, o novo Honda Accord e até uma versão especial da Toyota Hilux, a Gazoo Racing, que terá 400 unidades numeradas, com a assinatura da nova preparadora esportiva da marca japonesa. Entre tantas novidades, montadoras como Jaguar, Land Rover, PSA e Volvo, que não apostaram no salão, perderam uma chance de marcar presença em um motor show bastante interessante.

Renault Zoe, por enquanto, só está à venda em duas concessionárias, uma em São Paulo e outra em Curitiba

R$

178,4 mil Novo Nissan Leaf

Segunda geração do Nissan Leaf entrou em pré-venda por R$ 178,4 mil; modelo promete rodar até 400 km com uma única carga

Chevrolet Bolt acelera de 0 a 100 km/h em 6,5 s

R$

175 mil Chevrolet Bolt EV

Lançado nos EUA no fim de 2017, Bolt EV chega às lojas brasileiras a partir do ano que vem

A Chevrolet passou a vender oficialmente no Brasil o hatch compacto totalmente elétrico Bolt. O modelo é capaz de rodar até 380 km com uma única carga – em condições normais, a autonomia gira em torno de 250 km. A vantagem, segundo a marca, é que uma recarga parcial, de 30 minutos, permite rodar até 145 km. Segundo a GM, o modelo é capaz de ir de 0 a 100 km/h

em apenas 6,5 segundos. O Bolt chega por R$ 175 mil e vem com diversas tecnologias de auxílio à condução, como alerta de ponto cego e de tráfego cruzado, e ainda assistente de estacionamento com câmeras 360°, painel customizável e pneus autovedantes, entre outros. A Chevrolet mostra ainda o Camaro com novo câmbio de dez marchas e novo visual. (ER)


super motor

13 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 17 de novembro de 2018

FOTOS EDUARDO ROCHA/CZN

R$

144.990 Renault Zoe

Futuro rival do Fiat Toro, Tarok é a grande surpresa da Volkswagen no Salão de São Paulo

Mercedes AMG One custa R$ 10 milhões e usa motorização híbrida com mais de 1.000 cv

Recarga de 80% com 1 h e 40 min O compacto elétrico francês passa a ser vendido oficialmente na versão Intense, a R$ 144.990. Ele chega com um motor com potência estimada em 100 cv (não há informação oficial), com 22,4 kgfm de torque. O conjunto de baterias é capaz de movi-

mentar o modelo por até 300 km no ciclo europeu, eminentemente urbano, e quase metade disso no ciclo norte-americano, que inclui muitos trechos rodoviários. A recarga de 80% da capacidade pode ser feita em uma hora e 40 minutos em toma-

da trifásica especial. A Renault ainda apresenta duas novas versões: Captur Bose, com um tratamento sonoro com a assinatura da marca de som norte-americana, e o Kwid Outsider, uma espécie de versão aventureira do subcompacto. (ER)

SUV compacto

Stonic chama atenção na Kia A Kia decidiu apostar na recuperação da economia em 2019 e vai ampliar bastante seu line-up. Um dos modelos em que a marca investe é o Stonic, um SUV compacto, feito na plataforma do hatch Rio, já à venda na Europa. A marca ainda prometeu vender o Soul elétrico no ano que vem no Brasil.

Coreano elétrico

Hyundai Saga EV Concept A Hyundai criou o conceito Saga EV com duas funções: a primeira é mostrar que a marca tem tecnologia para produzir um carro elétrico. E a segunda é testar a aceitação estética do modelo, que serve de estudo para a criação da segunda geração do HB20. O conceito tem linhas limpas e quase sem vincos.


W14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 17 de novembro de 2018

super motor FOTOS HONDA/DIVULGAÇÃO

Chevrolet

Tracker 2019 fica mais seguro A linha 2019 do Tracker traz agora, desde a versão de entrada (LT), controle de estabilidade e tração de série, além de assistente de partida em rampa. Tem ar-condicionado, direção assistida, trio elétrico e central multimídia com CarPlay e Android Auto. Nessa configuração o modelo sai por R$ 92.190. No caso da versão top, Premier, a única mudança foi a nova inscrição da versão na tampa traseira. Ela sai por R$ 103.690 e incorpora teto solar, rodas de 18 polegadas, bancos de couro com ajuste elétrico do apoio lombar. JORGE RODRIGUES JORGE/CZN

VW Gol

Novo câmbio faz vendas subirem Pelo terceiro mês consecutivo, o Volkswagen Gol apresentou um desempenho de mercado surpreendente. O modelo vem mantendo o quarto lugar no ranking – posto mais alto que ocupa desde o fim do modelo G4, em 2013. Em outubro, foram 8.973 unidades e este bom desempenho “coincide” com a chegada da versão automática do modelo. Na lista dos mais vendidos não houve mais mudanças.

Linha 2019

Kia Sportage tem mudanças leves A Kia iniciou as vendas da linha 2019 do Sportage no Brasil. Apresentado durante o Salão de São Paulo, o SUV recebeu uma leve reestilização e agora tem faróis, para-choque dianteiro e rodas redesenhados. Por dentro, o volante é novo e os comandos do ar-condicionado foram modificados, além da central multimídia que está mais integrada ao painel e agora oferece conectividade com Android Auto e Apple CarPlay. O preço começa nos R$ 111.990.

R$

Lançamento

HR-V

108,5 mil Honda HR-V EXL 2019

de cara nova Queridinho da Honda no Brasil, SUV recebe o maior face lift desde seu lançamento em 2015; mudanças vão além da estética do carro Paula Coura De São Paulo

Ficha técnica O principal modelo da Honda no Brasil, o HR-V, teve suas novidades reveladas. A versão 2019 do SUV traz melhorias em design e conforto, além de ser mais tecnológico. Logo de cara vê-se uma mudança nas rodas. Todas as versões – LX, EX e EXL – chegam com aro 17 polegadas. Além disso, outra forte modificação visual está na grade frontal, agora é mais espaçada, alteração que deixou o carro nove milímetros mais alto. As lanternas traseiras ganharam guias em LED e acabamento escurecido na parte inferior. De modo geral, o carro afinou mais suas linhas para incorporar de vez o estilo cupê urbano, com caimento diferenciado do teto e visual elevado da traseira, além de maçanetas embutidas nas portas traseiras. Todas as versões ganharam ainda uma nova opção de cor: azul cósmico metálico.

Interior Na parte de conforto, os novos bancos têm suporte lateral, com design mais moderno e apoio superior para a região das costas e

Motor. 1.8 16V flex, quatro cilindros em linha, comando variável de válvulas Potência máxima. 139 cv a 6.300 rpm (etanol) e 140 cv a 6.500 giros (gasolina) Torque máximo. 17,3 kgfm a 4.800 rpm (gasolina) e 17,4 kgfm a 5.000 rpm (etanol) Câmbio. Automático do tipo CVT com sete marchas simuladas

A nova programação do câmbio CVT deixou o HR-V mais vivo e dinâmico na pista as pernas. Para o motorista, é como se ele estivesse mais alto dentro do veículo e com as pernas um pouco mais elevadas. As versões EX e EXL têm acabamento em couro. O interior ainda traz detalhes cromados, que reforçam o refinamento e a sofisticação. Os modelos mais caros também ganharam mais conectividade com painel multimídia de sete polegadas com GPS remoto. O EXL conta com um novo painel de instrumentos chamado Triple Ring Ambient Meter, com três arcos iluminados, e computador de bordo incorporado. A versão mais cara da marca, ganha ainda conectividade com os sistemas

Apple CarPlay e Android Auto. As versões LX e EX, por sua vez, contam com sistema de áudio com tela de cinco polegadas, com conexões USB e Bluetooth. A versão EX traz câmera de ré. Todas as versões são equipadas com motor 1.8 16V flex de até 140 cv na gasolina e 139 cv no etanol e transmissão CVT – com simulação de sete velocidades e aletas para trocas de marchas no volante, nas versões EX e EXL. O HR-V 2019 custa a partir de R$ 92,5 mil, versão LX, chegando a R$ 108,5 mil, o EXL. O modelo EX custará R$ 98,7 mil.

W

A jornalista viajou a convite da Honda

Na versão EXL, central multimídia agora é compatível com CarPlay e Android Auto

Suspensão recebeu melhorias, diz a Honda Uma das grandes mudanças do HR-V aconteceu na parte mecânica. O modelo 2019 recebeu melhorias dinâmicas que tornaram o SUV ainda mais refinado no rodar. São aprimoramentos da suspensão, do isolamento acústico e da transmissão CVT que tornaram o modelo ainda mais confortável. O novo sistema de suspensão foi criado no Brasil, em um trabalho realizado durante dois anos. Com as mudanças, de acordo com a marca, o rodar do carro

ficou mais agradável mesmo em pisos irregulares. Ficou mais difícil sentir qualquer solavanco ou trepidação dentro do veículo ao passar por um buraco. Isso se dá, segundo a Honda, graças à tecnologia chamada de stop hidráulico – sistema que suaviza o funcionamento do amortecedor em situações adversas, onde o fim de curso da suspensão é alcançado, como a passagem por um buraco ou a transposição de uma lombada em maior velocidade. (PC)

Novas rodas de 17 polegadas estão presentes em todas as versões


super motor

15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 17 de novembro de 2018

FOTOS DUCATI/DIVULGAÇÃO

Moto

Mistura

Multistrada 1260 oferece quatro modos de condução

Itens extras

envolvente R$

Já nas lojas brasileiras, Ducati Multistrada 1260 une esportividade e tecnologia

74,9 mil Nova Ducati Multistrada 1260

Equipamentos. Além dos itens da 1260 ABS, a versão 1260 S traz luzes de assistência em curva, que são em LEDs. O painel também é novo, em TFT e com cinco polegadas. Controle de velocidade de cruzeiro, chave com partida do motor por botão e comandos de punho retroiluminados são de série. A Multistrada 1260 custa R$ 74,9 mil, enquanto a 1260 S, versão mais tecnológica, sai a R$ 84,9 mil.

Márcio Maio Auto Press A Ducati gosta de números superlativos – assim como a Audi, que controla a marca italiana desde 2012. E a nova Multistrada 1260, que acaba de chegar às lojas nacionais, é um bom exemplo disso. A aventureira mantém as origens esportivas da fabricante, mas com uma boa dose de tecnologia capaz de impressionar as concorrentes no segmento das maxitrails. O motor é novo, e o modelo traz sensor avançado de monitoramento da pressão dos pneus e o sistema Ducati Quick Shift, já disponível também na Supersport S, lançada em setembro último por aqui, que permite a troca automática de marchas, para cima ou para baixo, sem que seja necessário utilizar a embreagem – mas que só aparece na versão mais cara, a Multistrada 1260 S. O motor é o mesmo nas duas configurações: um Ducati Testastretta DVT de 1.262 cm³ – o modelo anterior, Multistrada 1200, tinha 1.198 cm³ –, alinhado à legislação do Euro 4. Trata-se, na verdade, do mesmo propulsor bicilíndrico utilizado na XDiavel. O torque é de 13,21 kgfm em 7.500 rpm, mas a Ducati promete 85% dele já disponível a partir de 3.500 giros. Já a potência entregue é de

Modelo ganhou um novo quadro tubular de estrutura em treliça; curso da suspensão é mais longo 158 cv em 9.500 rotações, e a refrigeração é a água, com quatro válvulas e duas velas por cilindro. A transmissão é de seis velocidades. Para melhorar o comportamento dinâmico, a Multistrada 1260 ganha um novo quadro tubular de estrutura em treliça, com o ângulo da coluna de direção planejado para melhorar a estabilidade e a precisão nas curvas. Contribui nessa tarefa o aumento da distância entreeixos em 56 mm, garantido principalmente pela adoção de um monobraço oscilante 48 mm mais longo, e o sistema de suspensões com um conjunto de forquilha da Kayaba, com hastes invertidas de 48 mm na frente e amortecedor Sachs na tra-

seira. Já a versão S tem suspensões totalmente Sachs, que contam ainda com o sistema Ducati Skyhook Suspension Evolution, que permite o ajuste contínuo do amortecimento de ressalto e compressão. Esse sistema muda a atitude da moto de uma forma ágil, de acordo com as configurações de condução e tipo de viagem. Há quatro modos de pilotagem na aventureira: Sport, Touring, Urban e Enduro, e a moto traz de série ABS com função “cornering”, que identifica frenagens em curva, controle de tração ajustável em oito níveis e um sistema antiwheelie – para não empinar –, ajustável também em oito níveis.

Faróis em LED deixam o visual da 1260 ainda mais invocado

Painel de instrumentos em tela TFT colorida é outro destaque da moto estradeira italiana


W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 17 de novembro de 2018

super motor SABESP/DIVULGAÇÃO

Transporte

Scania testa ônibus movido a gás de esgoto Da redação Em parceria com a Sabesp, a Scania pôs para rodar pela primeira vez em Franca, no interior de São Paulo, um ônibus de

passageiros da Scania abastecido com gás biometano gerado a partir da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da cidade. O teste fez parte das Semanas de Inovação Sué-

cia-Brasil, iniciativa promovida pela embaixada da Suécia no Brasil e a Business Sweden com o intuito de fomentar discussões sobre o potencial do mercado do biogás nas cidades brasileiras. O veículo escolhido pela Scania para participar do teste foi o modelo K280

Estação armazena biometano a partir do esgoto desde abril deste ano

MATRIX REMOLD A BASE DE TROCA

Veículo de piso baixo circulou pelas ruas de Franca, em São Paulo

6×2, de 15 m, piso baixo, com capacidade de até 130 lugares e motor dedicado a gás, que pode ser abastecido tanto com biometano como com Gás Natural Veicular (GNV) ou ambos misturados em qualquer proporção. O projeto da Sabesp é o único do país com produção de biometano gerado a partir do tratamento de esgotos na América Latina. A ETE de Franca trata em média 500 L por segundo e produz em torno de 2.500 Nm³ de biogás por dia, suficiente para substituir 1.500 L de diesel comum diariamente.

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Pampulha, sábado - 17/11/2018 by Tecnologia Sempre Editora - Issuu