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MANAUS POSSUI RICOS PRÉDIOS HISTÓRICOS E UMA CULTURA ÚNICA ... Páginas 6 a 9
MOSTRA TRAZ OBRAS INÉDITAS DO CRIADOR DO GRUPO GIRAMUNDO ... Pagina 16 REPRODUÇÃO
30 de setembro a 6 de outubro de 2017 ANO XXVII número 1418 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE MARIELA GUIMARÃES
AMOR DIVIDIDO Por diferentes motivações, amigos, irmãos, namorados e ex-companheiros que não vivem juntos têm optado por dividir a guarda de animais, uma alternativa que visa o bem-estar do pet e dos tutores A estudante universitária Marina Zauli divide a guarda da simpática Kimmy com o ex-namorado
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opinião
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 30 de setembro a 6 de outubro de 2017
A SEMANA
VITTORIO MEDIOLI
“Já que ele (Aécio) não teve esse gesto de grandeza, nós vamos auxiliá-lo exatamente a que ele se porte tal como ele deveria se portar”
Editorial
As cinzas do triunfo
O
é breve e volúvel a trajetória humana dos cumes do sucesso à queda no pó. As cinzas na cabeça do fiel são dadas advertindo: “Memento homo, quia pulvis es et in pulvis reverteris”, “lembre, homem, que tu és pó e ao pó retornará”. Assim mesmo, depois de reduzir o sucesso a cinza (matando o orgulho e a vaidade), é que o verdadeiro se apresentará. O sucesso não dura para sempre, é ilusório. O rito eclesiástico pretende despertar a transitoriedade, os ciclos, as forças, os ímpetos exuberantes e seu desaparecimento que em cinza serão levados por um sopro.
“Carpe diem”, “aproveita teu dia” (no bom sentido), pois, após o Carnaval, como diz a palavra, a “carne será levada” Neste mundo da vitória até a derrota o passo é curto, de um Domingo de Ramos a uma sexta na cruz. A força modeladora do corpo físico é movida pela capacidade de sentir (corpo etérico), de querer (corpo astral) e de pensar (entidade mental). Pois olha aí! Entramos na metafísica, e nada seria possível a esse “hardware” cor-
póreo não fosse um “software” a dar-lhe sentido, escopo e função. Tem quem nessa aventura humana seja tocado pela melancolia, tão presente no fado (tradição portuguesa) e na consciência inquietada pelo sentimento de caducidade. “Carpe diem”, “aproveita teu dia” (no bom sentido), pois, após o Carnaval, como diz a palavra, a “carne será levada”, ou relativizada em sua importância enquanto durar. Os ciclos de aprendizado, de triunfo, de aparentemente injusta crucificação da carne passam pelo sofrimento, pela experimentação, pelas quedas e pelos reerguimentos da Via Crucis até o cume do Gólgota, onde o corpo ficará pregado. Do eclipse se passa acima das nuvens para um horizonte desimpedido, incondicionado, esplêndido. Como Shakespeare disse, “apaguem as tochas, o esplendor me ilumina”. Esse tentador dito “inexplicavelmente” Lúcifer, Portador de Luz, mostra que a ele foi dada uma incumbência de apressar o homem para o limiar, onde as tochas do inferno não têm qualquer sentido, e ele aí ficará como o mal que obriga a conquistar o mérito. Memento homo! Essa celerada ilusão faz crer que o pecado possa triunfar, que o engano seja vencedor, que a injustiça dure eternamente. Em Brasília, cenário das tentações, do ouro que não nutre, dos brilhos que confundem, a folia está acabando. Repete-se “et in pulverem reverteris”, apenas pó sobrará desse ciclo de maldades.
DOUGLAS MAGNO – 18.9.2017
“Nós humanos fazemos planos, e Deus ri” Steven Tyler, vocalista da banda Aerosmith, que passou mal e levou a banda a cancelar shows no Brasil, Chile, Argentina e México
“Somos um partido ou uma seita guiada por uma pretensa divindade?”
“Somos loucos, somos Cruzeiro” Grito de guerra da torcida cruzeirense entoado pelos mais de 60 mil torcedores que lotaram o Mineirão na conquista do penta da Copa do Brasil, após a vitória nos pênaltis sobre o Flamengo, na quarta (27)
“Acabei de deixar George na escola e ele não quer mais ir” Príncipe William, sobre o filho, que está cansado de ir à escola após três semanas de aula. Quem nunca? RICHARD POHLE/AFP – 7.9.2017
crescimento de um organismo é acelerado por células estaminais e hormônios que sustentam o multiplicar-se das células. A infância, a adolescência, os primeiros momentos de vida são os períodos em que os seres vivos têm seu maior desenvolvimento. As regras do universo são simples, lógicas, perfeitas. Alcança-se um crescimento partindo-se do óvulo fecundado e transformado em embrião, dotado de extraordinárias forças multiplicadoras, que desaparecem por sua vez e abandonam o organismo na maturidade. A queda de produção de hormônios apaga o ímpeto e até a sustentação, desacelera a reposição de células. Surge a deterioração e decandência até o falecimento inexorável do conjunto. E aí ocorre a separação dos elementos, deixando a poeira ser levada pelo vento. Na quarta-feira que se segue à terça de Carnaval, o fiel recebe do sacerdote um toque de cinzas na cabeça e traça-se uma cruz em sua testa. De onde vêm as cinzas? Da queima dos galhos de oliveiras, aqueles distribuídos no ano anterior nas igrejas no Domingo de Ramos, que antecede o Domingo de Páscoa, e lembram os mesmos galhos e os mesmos ramos usados na chegada triunfal a Jerusalém. A aclamação “Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum” (o INRI), que, afixado na cruz apenas seis dias depois, mostra quanto
Ministro Luiz Fux, do STF, ao proferir voto no julgamento da última terça (26), que afastou o senador Aécio Neves (PSDB-MG) do cargo e determinou seu recolhimento noturno. Decisão gerou uma crise institucional após reação do Senado, que na última quinta (28) aprovou, por 43 a 8, requerimento para votar decisão que pode revogar medida do STF. Votação acontecerá na terça (3/10)
vittorio.medioli@otempo.com.br
Antonio Palocci, ex-ministro do governo Lula, em carta divulgada esta semana em que pediu sua desfiliação do Partido dos Trabalhadores (PT)
“Se um artista pede ‘Lucinha, você me deixa gravar tal música?’, eu falo ‘me dá um tempo’. Aí eu digo ‘Cazuza, me dá um sinal’. Ligo o rádio e está tocando Cazuza. Isso é um sinal de que tenho que assinar a autorização” Lucinha Araújo, mãe do cantor Cazuza, morto há 27 anos
Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
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PERFIL> Divisão de guarda de animais entre pessoas que não vivem juntas é alternativa moderna A relação entre homem e animal há muito tempo vem sendo construída: estima-se que começou há mais de 10.000. Naquela época, a ideia era principalmente usar o animal para fins práticos, como transporte e caça. O tempo encarregou-se de uma aproximação afetiva. E, a medida que a civilização muda, foram alterados os modos de convivência entre humanos e bichos. Hoje, responsabilizarse por um pet não resumese a alimentá-lo: é preciso pensar no bem-estar, inclusive evitando períodos de solidão ou estresse, causados, por exemplo, pela ausência de um tutor antes querido e próximo. Por isso, as guardas compartilhada e alternada têm crescido como opção. No primeiro caso, o bichinho mora com uma pessoa, mas há outra (ou outras) que acompanham de perto seu desenvolvimento e rotina. Na segunda modalidade, duas ou mais pessoas ficam com o animal em casas diferentes em períodos distintos (veja detalhes no quadro abaixo). Ambas são especialmente comuns entre casais que se separam (alguns, inclusive, com necessidade de intermediação pela Justiça e registro em cartório), mas podem acontecer entre irmãos, namorados e parentes que amam os animais, mas não pretendem deixar de lado compromissos, como viagens e saídas a casas noturnas. As alternativas também são interessantes para os bichinhos, claro, no sentido de garantir um cuidado a mais a eles. Ou seja, tudo para facilitar a dedicação a passeios diários, manutenção de vacinas e cumprimento de tantos outros deveres. O adestrador Augusto Lavinas explica que, de fato, a solução de partilhar a guarda de um pet pode ser positiva para que ele não fique estressado ou deprimido. “Cada situação é bem única e precisa ser avaliada, mas tem sido algo interessante no caso de separação, por exemplo”, comenta. “Se for uma mudança radical, o pet pode causar problemas, ficar até mais agressivo ou desenvolver doenças”, diz. A comerciante Carla* optou pela guarda alternada de um casal de shitzu quando separou-se da companheira há pouco mais de um ano. “Ninguém quer abrir mão quando se tem amor aos animais. Inicialmente, eles iam ficar só comigo, mas imaginei que seria bom também para os caAline Gonçalves
Nem seu, nem meu: é nosso! MARIELA GUIMARÃES
Bem-estar
Para a estudante universitária Marina Zauli, dividir a guarda da dócil Kimmy com o ex-namorado foi uma decisão natural
chorros, porque eles gostam muito dela e não queria que sofressem. Então, fizemos o acordo e registramos em cartório”, conta. As duas ficaram juntas por quase 15 anos e foi uma decisão conjunta ter os animais, hoje com 3 e 4 anos. Também para não deixar os animais sozinhos em caso de viagem ou em outros momentos, o casal de namorados Melina Capila e José Sérgio Júnior, junto há
três anos, divide as responsabilidades na guarda do cãozinho Samuca e da gata Charlote, mesmo morando separadamente. “Vamos juntos em tudo. Quando viajei de férias por 15 dias, a Charlote ficou lá. Também partilhamos o custo com alimentos, tratamentos”, explica Melina. Já a estudante universitária Marina Zauli nem precisou oficializar o combinado com o ex-namorado, de tão
OLHA A BICHARADA População A última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2013, mostrou que 44,3% dos domicílios do país possuem ao menos um cachorro, o que daria 52,2 milhões de cães, número superior até ao de crianças (44,9 milhões de menores de 14 anos). Já os gatos estão presentes em 17,7% dos domicílios e são 22,1 milhões
natural que foi, para ambos, compartilhar os cuidados da cadelinha Kimmy, hoje com cerca de 3 anos. Ela foi adotada por eles no início do ano e, após o término há pouco mais de seis meses, passou a viver com Marina. “Mas ele a pega quando quiser ou quando eu peço por algum motivo. Também vamos ao veterinário juntos, essas coisas”, diz. “Tem sido ótimo porque ele tem muito carinho por ela e a Kimmy
MODALIDADES DE GUARDA PARA FILHOS E ESTENDIDA AOS ANIMAIS Guarda alternada A modalidade tem sido bastante escolhida por juízes no caso de separação de casais com animais, sobretudo cães. Nestes casos, o pet fica alguns dias pré-estabelecidos com um tutor e, no restante do mês, com outro. As despesas, em geral, também são divididas. Guarda compartilhada Nestes casos, o animal passa a viver apenas na casa de um, mas o outro tutor tem livre acesso
ao bichinho, podendo visitá-lo quando quiser e também participando ativamente de outros momentos, como visitas ao veterinário, vacinação, etc.. Exige uma boa relação entre os ex-cônjuges. Tem se mostrado ideal para gatos (que costumam ter mais dificuldade em se ambientar a uma nova casa) e também quando um dos tutores não possui moradia adequada ao animalzinho. Guarda unilateral Significa que apenas
um dos tutores conseguiu a guarda do animal. São diversos motivos que levam à decisão dos juízes nesse sentido, como quando um dos envolvidos muda de cidade e torna inviável a guarda compartilhada ou alternada, por exemplo, até casos onde a convivência do ex-casal é impraticável, quando há relatos de agressão de um pelo outro, ou mesmo do ex-tutor ao animal. Pode ser concedida, em paralelo, uma exigência de ajuda de custo para despesas com o pet.
também adora toda a família dele, fica ‘doida’ de felicidade quando chega lá. Assim, eu fico bem-tranquila, algo que não sei se seria possível caso precisasse deixá-la em hotelzinho, por exemplo, porque ela é medrosa”, conta. Mas nem sempre as relações são tão amistosas. No caso de Carla e sua excompanheira, a alternativa da guarda alternada acontece com a intermediação de um pet shop. Quinzenalmente, uma delas deixa os pets no local e a outra vai buscá-los. “É bom porque sei que eles estão bem-cuidados e também posso ter minha privacidade, meus momentos de lazer, porque, querendo ou não, animal é como um filho: dá trabalho, não gosta de ficar sozinho”, afirma Carla. CUIDADOS Em todos os casos, Lavinas sugere que o animal seja acompanhado por um especialista, como adestrador, terapeuta animal ou veterinário. “É preciso entender que o bichinho percebe a mudança de contexto”, reforça Lavinas. O bombeiro Sandro Nobre vivenciou isso de perto. Ao terminar um relacionamento, passou a dividir a guarda do cãozinho Dick, que havia dado à ex-namorada. Até aí funcionou bem. Porém, à época, o rapaz vivia na mesma casa de sua prima Ângela Moreira e ela se afeiçoou ao animal – e vice-versa. Quando ela mudou-se, Dick parecia não conformar-se. “Ele começou a fazer xixi em vários lugares, foi bem complicado”, relembra ele. A solução encontrada foi uma nova mudança: Dick passou a ter a guarda alternada entre Ângela e a exnamorada de Nobre, enquanto o rapaz passou a fazer visitas ao animalzinho. Para Nobre, uma das motivações para a reação do cãozinho ao ver-se sem Ângela foi o fato de que ela dava mais liberdade ao animal. “Com ela, ele subia até na cama”, explica. Lavinas ensina que, para evitar situações complexas como essa, o ideal é que ambas as casas dos animais em guarda alternada tenham regras bem próximas. “Também sugiro aumentar o enriquecimento ambiental quando há uma mudança drástica de contexto. Oferecer uma alimentação de forma mais lúdica, brinquedos interativos, intensificar os momentos de passeio. A título de comparação, seria como o que nós fazemos quando não queremos pensar muito em um problema, em uma separação: ocupamos o nosso tempo com outras atividades”, diz. * Nome fictício
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POSIÇÃO>Sem leis específicas sobre guarda de animais, sensatez e jurisprudência são cruciais EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
Juízes usam bom senso nas decisões PIXABAY/ DIVULGAÇÃO
Em 2010, foi arquivado pela Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 7196/10, do deputado federal Márcio França (PSB-SP), que visava regulamentar a guarda de animais de estimação em caso de separação ou divórcio sem acordo. O projeto era criticado por entidades de defesa dos animais já que colocava os pets na condição de “coisa”. Dessa maneira, a guarda ficaria assegurada a quem comprovasse ser o proprietário do animal, por meio de qualquer documento, como nota fiscal.
Adaptação Afinidade do animal com o tutor deve ser observada em casos levados à Justiça
vendo um divórcio, um momento delicado, e não conseguem ter consciência no sentido de decidirem pelo bem-estar do animal”, explica. Ele acredita, inclusive, que seria interessante ouvir especialistas em cuidados animais em caso de divórcio em que não há consenso sobre a guarda. “A divisão da guarda nem sempre é a melhor saída. Se ele tiver uma clara preferência por um dos tutores, creio que a guarda unilateral é melhor. Uma adestrador ou outro profissional capacitado tem condições de avaliar a preferência do animal porque ele dá sinais, mostra com quem está mais confortável”. PROCEDIMENTO Fernanda explica que, quando não há acordo, é preciso sim acionar a Justiça pela guarda do pet. “Se os ex-
CASOS JUDICIAIS Afeto não se compra No Rio, um homem exigiu a guarda unilateral do cachorro, comprovando que ele havia sido dado por seu pai. No entanto, a mulher conseguiu comprovar que tinha vínculo afetivo maior com o bicho, levando-o para passear, ao veterinário e comprando ração com frequência. O juiz decidiu em favor da mulher e concedendo visitas ao homem. Importância Em São Paulo, um homem ofereceu abrir mão de todos os bens, como o carro, em troca da guarda unilateral de um cão. A mulher não concordou e o juiz concedeu guarda alternada.
cônjuges concordam em tudo, menos na guarda do animal, é preciso entrar com um processo que vai incluir todos os pontos do divórcio”, explica. Para a guarda compartilhada é necessário mostrar capacidade financeira, tempo e amor. Mas, ainda assim, se o animal não puder se adaptar aos dois ambientes, o juiz pode escolher a guarda unilateral. “Vi o caso de um gatinho que ficava acuado na casa do homem, quando ele o buscava na casa da ex-mulher. Então, o juiz estipulou que ele ficaria duas horas na casa da exmulher, para visitá-lo”. Segundo ela, outros animais domésticos também podem ter decisão semelhante, como papagaios e calopsitas, que costumam não se adaptar bem a ambientes novos.
Na falta desse registro, a guarda seria concedida a quem comprovasse maior capacidade para cuidar do animal (guarda unilateral). No entanto, caso as duas partes provassem que poderiam oferecer um ambiente adequado, a guarda poderia ser compartilhada ou alternada, com o juiz estabelecendo as atribuições de cada um. Atualmente, há outra proposta em tramitação no Congresso, desde 2015, sob autoria do deputado federal Ricardo Tripoli (PSDB-SP). Ela tem pontos similares a anterior, mas muda a condição para a guarda unilateral: o animal
TRÊS PERGUNTAS PARA IVONE ZEGER, ADVOGADA ESPECIALISTA EM DIREITO DE FAMÍLIA E SUCESSÃO Há consenso entre os juízes em relação à guarda de animais? Co-
ACERVO PESSOAL
Aline D i v i d i r a Gonçalves guarda de umanimalestá se tornando prática comum entre namorados, excasais, amigos e irmãos. Mas, por ser uma modalidade recente, não foi acompanhada de uma legislação que a regulamente. O primeiro Projeto de Lei sobre o tema surgiu em 2010, mas houve críticas, pois mantinha os bichinhos no patamar de coisas, conforme explica a advogada Fernanda Bouchardet, que atua com frequência em temas dos direitos animais (leia mais no quatro ao lado). “Se tivesse sido aprovado, esse projeto mantinha a posse do animal para quem possuía a nota fiscal, basicamente. Era uma lei seca e fria”, comenta. Hoje, há outro Projeto de Lei tramitando e que coloca como tutor preferencial o responsável afetivo pelo bichinho. Também fala-se de guarda compartilhada e estipulase pontos polêmicos, como a exigência da aprovação de ambos no caso de procriação. No entanto, não há previsão para avaliação do projeto. Enquanto isso, tem prevalecido, o entendimento e bom senso dos juízes. “Felizmente, no Rio Grande do Sul e em São Paulo, sobretudo, há várias decisões para que os animais tenham sua guarda compartilhada ou alternada, independentemente de quem os comprou. O juiz tem observado quem tem condições psicológicas, financeiras e afeto ao bichinho”, diz Fernanda. Segundo ela, o número de pessoas que procura o judiciário para resolver o assunto tem crescido. “As pessoas estão mais conscientes de que não precisam abrir mão do animal: o que acabou foi o casamento, não o sentimento pelo bichinho, e há alternativas para garantir uma partilha”. Para o adestrador Augusto Lavinas, porém, o caminho ainda exige discussão e discernimento. “O judiciário e outras esferas engatinham quando falamos em proteção do animal. Uma lei é necessária porque, infelizmente, os tutores, muitas vezes, estão vi-
LEGISLAÇÃO NA GUARDA DOS PETS
mo os bichinhos não foram contemplados até o momento com leis sobre o tema, há apenas jurisprudência, que tem indicado uma tentativa de dirimir a problemática, optando-se, quando possível, pela guarda alternada, ou seja: o animal passa um tempo com um e outro tempo com outro. A guarda compartilhada costuma ser mais indicada para crianças
que animais, já que é comprovado que elas precisam de uma estabilidade de residência. No entanto, pode ser levada aos bichos em alguns casos, quando um dos tutores não tem uma casa adequada ainda, por exemplo. É preciso registrar o acordo ainda que seja feito extrajudicialmente? É melhor. So-
bretudo quando há separação, todos os bens e decisões são informados em cartório, e isso vale para o animalzinho. Hoje, também é possível ir ao cartório e registrar o animal, fazer uma certidão de propriedade. Talvez seja
ficaria com quem demonstrar maior vínculo afetivo com ele, maior capacidade para exercer a posse responsável, ou seja, cumprir deveres e obrigações com o pet (e não o proprietário no papel, por assim dizer). Para conceder a guarda, o juiz deve observar outras condições, como a moradia para o animal e disponibilidade de tempo. Esse Projeto de Lei (1365/15) não tem prazo para ser votado. Paralelamente a isso, a Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou em agosto a proposta de Lei do Senador Antonio Anastasia (PSDB/MG) que acrescenta um ponto no Código Civil para proteção dos animais (PL 3670/2015 na Câmara). Segundo ele, os animais não serão considerados coisas, mas bens móveis para os efeitos legais, salvo o disposto em lei especial. Esse projeto aguarda prazo de recurso para que possa seguir para sanção presidencial. Em Portugal, já há lei similar em vigor desde maio deste ano, deixando de considerá-lo coisas. Na Argentina, uma orangotango foi reconhecida como “pessoa não-humana”, em 2015, e, com isso, conseguiu habeas corpus para deixar um zoológico e ser transferido para um santuário de animais.
uma boa alternativa anterior quando se tem um animal anterior ao casamento, chama Identpet. Mas, claro, ainda assim isso pode ser discutido depois. Existe possibilidade de pensão para o animal? A guarda compartilhada de animais de
estimação não segue a mesma regra que a guarda de filhos, uma vez que as necessidades são outras, já que animais não precisam de escola, por exemplo. O animal é tratado como coisa e não como um ser humano a ponto de existir pensão alimentícia, mas pode estar contemplada uma ajusta de custo, porque ele tem direitos.
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
(CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
A correta esperança sperança é acreditar na possibilidade de se ter resultados positivos na vida pessoal. A esperança requer perseverança e resiliência, ou seja, crer que algo seja possível mesmo quando há indicações apontando no sentido contrário. Você, caro leitor, tem esperança de que algo vai melhorar em sua vida? Acho que a maioria esmagadora diria que sim. Para termos esperança em algo é importante esperançar e não ficar esperando “as coisas caírem do céu”. A coluna de hoje trata justamente na diferenciação destes dois padrões de comportamento – esperar e esperançar. Esperar é deixar que os outros façam por você, que o problema se resolva por si ou deixar que a situação fique cada vez pior por falta de uma real atitude. Por que? Porque a pessoa está esperando as coisas acontecerem, sem nada fazer. Já esperançar é agir, é fazer a sua parte, é ser responsável e dar o melhor de si, é ser um agente transformador da sociedade e aquele que faz as coisas acontecerem. Uma passagem do escritor e filósofo Mário Sergio Cortella descreve com maestria sobre o tema: “Não se pode confundir esperança, do verbo esperançar, com esperança do verbo esperar. Aliás, uma das coisas mais perniciosas que temos nesse momento é o apodrecimento da esperança; em várias situações, as pessoas acham que não tem mais jeito, que não tem alternativa, que a vida é assim mesmo… Violência? O que posso fazer? Espero que termine… Desemprego? O que posso fazer? Espero que resolvam… Fome? Oque possofazer?EspeEsperançar ro que impeçam… Corsignifica, em rupção? O que posso fazer? Espero que última liquidem… Isso não é instância, esperança, é espera. Esperançar é se levanlevantar da tar, esperançar é ir cama todos os atrás, esperançar é construir, esperançar dias para fazer é não desistir! Esperanacontecer, cheio çar é levar adiante, esperançar é juntar-se de esperança e com outros para fazer força de de outro modo”. A maioria de nós vontade não sabe a diferença entre esperar e esperançar, e essa é uma das grandes razões pelas quais tão poucos têm real sucesso na vida, pois a maioria das pessoas fica apenas sonhando com ele. Já esperançar significa confiar, contribuir e agir verdadeiramente para que as coisas saiam da forma planejada. O primeiro é proativo, enquanto o segundo é completamente passivo. Em outras palavras, enquanto aquele que pratica o verbo esperançar tem confiança em um futuro de sucesso e se movimenta para que isso ocorra, o que espera apenas observa, sentado na plateia da vida, aguardando que algo de bom aconteça. Esperançar significa, em última instância, levantar da cama todos os dias para fazer acontecer, cheio de esperança e força de vontade. É o verbo que caracteriza pessoas que arregaçam as mangas e caminham na direção de seus planos e sonhos. Esperançar é interferir ativamente na vida, mudando rumos e destinos finais. Enfim, é criar um futuro e não esperar por ele. Não permita que sua esperança acabe por se transformar em espera. Levante-se e faça com que o seu futuro aconteça conforme você imaginou. Chega de ser um mero espectador da vida. Saia da plateia e suba no palco como um ator participativo. Deixe a esperança ganhar vida. Faça uma boa semana.
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Pediatras pedemajovens quesevacinem MYRIAN / PIXABAY
Higiene: Antes de fazer a tatuagem, o jovem deve procurar saber se tatuador tem alvará e usa material esterilizado ou descartável
Artigoserá publicadoem outubro,masjá estádisponível nainternet A tatuagem, dependendo desenho, pode tornar-se uma verdadeira obra de arte na pele. O piercing não fica atrás: dependendo da joia utilizada e do local perfurado, a pessoa pode ficar ainda mais sexy. No entanto, para que o efeito seja positivo, alguns cuidados – sejam do profissional ou do cliente – devem ser tomados ou o resultado pode se transformar num pesadelo. Para isso, a Academia Americana de Pediatria divulgou – pela primeira vez – algumas diretrizes para adolescentes e jovens adultos sobre precauções que devem ser adotadas antes e Thuany Motta
depois da prática. O artigo online já está disponível e deve ser publicado na edição de outubro da revista médica “Pediatrics”. No caso dos desenhos, os especialistas apontam que as infecções podem estar relacionadas ao HIV e à hepatite B, em locais sem a assepsia adequada. Geralmente, são lugares clandestinos, em que a troca de agulha não foi feita, por exemplo. Quanto às reações alérgicas, apesar de raras, deve-se estar atento. Ocasionalmente, algumas pessoas podem desenvolver alergia a desenhos feitos há muitos anos, por causa do pigmento utilizado na pele. E, ao se falar de cicatrização, o alerta deve estar voltado à formação de queloides – crescimento excessivo de tecido fibroso ou cicatrizes. Algumas pessoas são propensas a desenvolver o problema, principalmente aquelas com dificuldade de cicatrização. MELHOR PREVENIR Mas como evitar as complicações? O dermatologis-
DENTRO DA LEI Seguro “O mais importante é saber se o local (estúdio de tatuagem) funciona dentro da lei e obedecendo a todas às normas da Vigilância Sanitária”, afirma o dermatologista Bruno Vargas.
ta Bruno Vargas, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que os cuidados devem vir antes do procedimento. “Pesquisar se o estúdio tem alvará de funcionamento em dia, tanto da prefeitura, quanto da Vigilância Sanitária. Depois, saber se os equipamentos e produtos utilizados são esterilizados e/ou descartáveis”, diz. O médico faz as mesmas ressalvas em relação ao piercing. Na hora de perfurar o corpo, a Academia Americana de Pediatria esclarece que as complicações mais
comuns são infecções cutâneas no local perfurado por causa de bactérias que podem entrar na pele. Mas também pode haver riscos de infecção por hepatites B e C e tétano. Por isso, os pediatras americanos recomendam que, antes de procurar um estúdio, o jovem deve estar em dia com as vacinas contra a hepatite B e contra o tétano. Os médicos ressaltam, ainda, que, em locais como a língua ou nos lábios, existe risco de traumas à gengiva e aos dentes (que podem quebrar ou terem o seu esmalte danificado). O tatuador Junior Oliveira, 23, começou a desenhar na pele há quatro anos. “Tenho autorização de todos os órgãos necessários para funcionar. Todo o material é esterilizado, assim como o estúdio, ou descartável”, garante. Junior diz que segue a lei no que se refere a menores de idade. “Só tatuo se o responsável legal estiver presente”, afirma o tatuador.
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CRISTIAN BORQUEZ/FLICKR
Nem todos conhecem os perigos da técnica
Estudo aponta que 38% dos jovens entre 18 e 29 anos têm pelo menos uma tatoo
O artigo da Associação Americana de Pediatria mostra que as tatuagens são comuns nos Estados Unidos, mas ressalta que nem todos conhecem os cuidados necessários nem as complicações associadas à técnica. De acordo com um estudo de 2010, 38% dos jovens entre 18 e 29 anos de idade tinham pelo menos uma tatuagem e 23% apresentavam piercings em outras partes do corpo – fora a orelha. Outro estudo realizado com estudantes universitários nos Estados Unidos, porém, apontou que poucos conheciam as complicações. “Tatuagens são muito mais aceitas hoje do que há 20 anos. Ao aconselhar adolescentes, eu recomendo que eles façam uma pesquisa e pensem bem sobre o que e onde eles querem
tatuar”, diz Cora Breuner, que lidera a equipe que redigiu o artigo. MENOS PRECONCEITO? De acordo com o artigo, está diminuindo a per-
“
Na maioria dos casos, os adolescentes só querem curtir a aparência de uma tatuagem, mas nós os aconselhamos a conversar com seus pais antes de tomar a decisão David Levine
cepção social de que tatuagens podem estar relacionadas a comportamentos “errados”. Em 2008, 29% acreditavam que pessoas com tatuagem estavam mais propensas a fazer algo “errado”. Esse número caiu para 24% em 2012. Embora essas modificações sejam mais aceitáveis socialmente, uma pesquisa de 2014 com cerca de 3.000 pessoas concluiu que 76% das pessoas acham que tatuagens ou piercings poderiam atrapalhar a chance de alguém conseguir um emprego. O estudo esclarece também que, dentre aqueles com uma tatuagem, a maioria (86%) nunca se arrependeu de ter feito uma, e 30% disseram que a tatuagem os torna mais sexy.
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sociedade
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DOLCEVITA DATA ÍMPAR le sempre surpreende. Assim, já imaginamos o que vem por aí! Os 60 anos do empresário Rono “Mart Minas” Neves serão muito bem comemorados, dia 13 de outubro, no cinematográfico Haras Neves, em Pedro Leopoldo. Entre as atrações, de meio-dia à meia-noite, Rick e Ricardo, Almir Sater, banda Blitz e Gustavo Lima. Detalhe do traje exigido no convite: de bermuda a smoking.
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CONCORRÊNCIA
DE FORTES
ernando Duran, da AvantGarde e parceiros, os grupos Eurovelle, Carbel e dois paulistas são os finalistas para adquirir a primeira concessão da mitológica Porsche em Minas. O resultado técnico da acirrada disputa será conhecido em novembro.
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FIM SEM PICADA omentário perspicaz de grande jornalista, durante coquetel: “BH não teve mais atores envolvidos na Lava Jato simplesmente porque aqui não aconte-
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Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS RENATA MELO/DIVULGAÇÃO
cem obras”, que são o mapa da mina, mas não das Minas. Isso não chega a ser um mérito porque precisamos de 0 Corrupção e 1.000 obras. Por isso, velha definição, de saudoso empresário da construção permanece atual, infelizmente: “Enquanto Rio e São Paulo são canteiro de obras, aqui se faz obra em canteiros, pracinhas, ciclovias inúteis...”
lançaperfume
o 6 Continuando tema: A Uber vai apelar da decisão. “Os 3,5 milhões de londrinos que usam a Uber e os mais de 40.000 motoristas estão chocados", rebateu o chefe da empresa em Londres, Tom Elvidge.
NÃO ESTÁ NO MAPA uitos empresários vivem reclamando sobre a estagnação do turismo em Belo Horizonte, mas não fazem o dever de casa. Semana passada, duas francesas passaram por situação absurda. As duas cometeram a insensatez de pedir um mapa de Minas. Nada no aeroporto, nada no hotel, restaurantes, nem na locadora de automóveis! Isso numa cidade sem atrativos e que é analfabeta em qualquer outra língua.
M
COISAS DA VIDA ilosofia é estar numa sala escura procurando um gato preto. Metafísica é estar na mesma sala procurando um gato preto que não está lá.
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proibir 6 “Querendo nosso trabalho, os Transportes de Londres e o prefeito cederam a um pequeno número de pessoas que querem limitar a escolha dos clientes”. No coquetel de degustação do Sundae de Pipoca, desenvolvido pela chef Marise Rache para comemorar os 10 anos da Alessa Gelatto e Café, Aldinha, Suzana, Marise, Ângela e Denise Rache com Mário Augusto Baêta
Teologia é procurar o gato preto que não está lá e gritar “achei!”. Na religião, o gato preto não está lá, grita-se achei” e luta-se com as outras pessoas que estão nessa mesma sala procurando também. Ciência é estar na sala escura procurando o gato preto, mas com uma lanterna.
UMA COISA
e uma amiga com o pai hospitalizado: “Às 5h30, os médicos liberaram meu pai. Fui ao ponto de táxi em frente ao hospital, onde havia um bar. Três táxis no ponto, com os motoristas dentro bar, bebendo, conversando, jogando fliperama. Fingiram não me ver. Saí. Do nada, aparece um Uber! O motorista, um rapaz enorme, tirou meu pai da cadeira de rodas delicadamente e o colocou no carro.
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OUTRA COISA uanto aos taxistas, quero que reclamem da vida difícil e do Uber tirando seus passageiros. Quero que tenham vergonha ao dizer que saem às 5h “para trabalhar”, mas na verdade recusam corridas porque estão
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conversando, bebendo ou jogando fliperama. Quem me ajudou, quem foi profissional e humano foi o motorista do Uber.
MAIS UMA COISA ondres acaba de proibir o Uber por vários motivos que comprometem a segurança do público. Lembremos que motoristas de táxi passam por duras provas pela licença. Por exemplo, têm de conhecer todas as ruas de Londres! Para as autoridades, os motoristas do Uber não denunciam crimes que testemunham, suas fichas policiais têm falhas, usam um aplicativo que dificulta a vigilância das autoridades em zonas onde não podem operar e apresentam certificados médicos pouco confiáveis.
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em mais de 6 Presente 70 países, a Uber apresentou vários problemas. A França aplicou-lhe infinitas multas. Foi brevemente banido de Nova Déli, Índia, devido a um estupro, coisa que lá acontece até em ônibus. proibido na 6 Está Hungria e na Dinamarca em virtude de novas leis. E aqui? Como sempre, prós e contras, um dos mais fortes: os motoristas da Uber não conhecem a cidade como costumam conhecer os taxistas. e Wagner 6 Lorena Mattos, Maria Cristina e Eduardo Uchôa Costa convidam para o casamento de seus filhos, Caroline e Luiz Henrique, dia 28, no Café de la Musique, em Maceió, Alagoas. Teresa e 6 JáCarlosMaria Berquó Dias, Venusa Maria Freire e Claudio Vieira Castro convidam para o casamento de seus filhos, Maria Clara e Pedro, 13 de outubro, na Paróquia nossa Senhora Rainha.
No mesmo evento, que aconteceu no D´artagnan, Marise Rache, Dill Bartholomeo e Luíz Guilherme Vilela
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de 2017
SETEMBRO VERDE> Segundo o Inca, cerca de 35 mil novos casos da doença são esperados em 2017
Campanha de prevenção ao câncer de intestino é destaque BRUNO FIGUEIREDO/DIVULGAÇÃO
Dica
Comer alimentos como frutas, verduras e legumes é uma das melhores formas de combate o câncer de intestino
Conhecido como Setembro Verde, o mês é dedicado à prevenção contra um dos tipos de câncer mais comuns na população: o de intestino. A campanha é encabeçada pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP). De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), são esperados, somente para este ano, 17.620 novos casos de câncer de cólon e reto em mulheres e 16.660 em homens. Ainda conforme o órgão, a doença colorretal é a segunda mais frequente nas mulheres (após mama) e o terceiro nos homens (após próstata e pulmão). Em 2017 foram registrados 34,2 mil casos decorrentes dessa patologia no Brasil. Em 2013, 15,4 mil mortes foram relacionadas à anomalia. Para fazer com que esses números diminuam consideravelmente, conscientizar a sociedade do risco do mau hábito alimentar é o principal caminho, garantem especialistas. “Uma alimentação muito rica em gordura animal, carne vermelha – que não pode ultrapassar Leonardo Cunha
500 g por semana – e o excesso na ingestão de alimentos processados, como presunto, mortadela, salsicha, linguiça e bacon, são fatores alimentares que influenciam o aparecimento desse tipo de câncer”, revela a proctologista Luciana Pyramo. PREVENÇÃO Para se precaver dessa doença, os chamados bons hábitos de vida devem ser levados a sério, conforme explica Luciana. “O que, de fato, ajuda as pessoas a não ter o câncer de intestino é uma alimentação saudável, rica em fibras, frutas, legumes e verduras, aliada à prática de exercícios físicos regulares. Outros fatores de risco são a obesidade, o sedentarismo, o tabagismo e o uso exagerado de bebida alcoólica”, ressalta. Alguns estudos realizados por especialistas da área comprovam que alimentos como curry, gengibre, pimenta-negra, ginseng, açafrão, berberina (encontrada em raízes e cascas de plantas medicinais e alguns tipos de uva), cogumelos, vinho tinto, soja e alimentos probióticos (que contenham microrganismos vivos) podem auxiliar na prevenção da enfermidade.
“Nós temos duas formas distintas da doença. A primeira, que representa a grande maioria dos casos, cerca de 85%, é chamada de câncer esporádico, que aparece sem uma causa definida. Já a outra registra algo em torno de 10% a 15% dos casos e está ligada a fatores genéticos”, explica o proctologista Antônio Hilário.
SINTOMAS
DIAGNÓSTICO O câncer de intestino surge a partir de uma pequena verruga localizada na mucosa do intestino. Ela demora alguns anos para se desenvolver, o que torna possível diagnosticálo antes que se torne maligno. “Um diagnóstico realizado de maneira precoce representa mais de 90% de chances de cura. Por isso, é importante que as pessoas realizem os exames preventivos”, destaca Hilário. O exame para detecção da doença é chamado colonoscopia. Esse procedimento é feito por meio de uma sonda de fibra ótica que faz uma filmagem do intestino. A prática é recomendada para pessoas a partir dos 50 anos de idade, desde de que não se tenha histórico da patologia na família. Caso contrário, o ideal é realizar o procedimento a partir dos 40 anos.
0Cansaço frequente;
0Sangramento nas fezes; 0Dor abdominal e cólica contínua; 0Alteração do ritmo intestinal; 0Sensação de peso ou dor na região anal, mesmo após evacuar;
0Análises de sangue com presença de anemia; 0Perda de peso sem razão aparente.
“
Uma alimentação muito rica em gordura animal, carne vermelha – que não pode ultrapassar 500 g por semana – e o excesso na ingestão de alimentos processados, como presunto, mortadela, salsicha, linguiça e bacon, são fatores alimentares que influenciam o aparecimento desse tipo de câncer.” LEO FONTES/06.10.10
Atividade física regular é fator importante no combate ao aparecimento da patologia
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reportagem
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DIA A DIA Recall de veículos: a solução que vira um novo problema JOE RAEDLE/AFP – 21.5.2015
DOR UMI S N CO
Chamada não tem prazo de validade
Dos101processos dejaneiroa agostodeste anonopaís,83 envolvemcarros Os números não mentem. Segundo dados da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, de janeiro a 31 de agosto deste ano, foram iniciados no país 101 recalls, sendo que, desse total, nada menos do que 83 envolveram veículos, de praticamente todas as montadoras. Porém, o que deveria ser a solução para um defeito – que em muitos casos coloca em risco a segurança do consumidor – acaba se tornando uma grande dor de cabeça. “Basicamente, na hora de fazer o recall no veículo, o proprietário enfrenta dois desafios. Não consegue agendar o atendimento ou, quando consegue, não encontra na concessionária a peça de reposição”, diz o coordenador geral da Senacon, Gabriel Carvalho. Além disso, ele aponta outro problema: nem sempre a convocação para o procedimento é clara, o que faz com que muitas pessoas nem fiquem sabendo do problema em seu carro. “A comunicação é falha. Por isso, o percentual de adesão no Brasil é baixo, em torno de 60%. No Japão, por exemplo, ele beira os 100%”, diz ele.
Segundo o coordenador geral da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), Gabriel Carvalho, o Código de Defesa do Consumidor é claro. “O recall tem que ser feito imediatamente. Caso contrário, a montadora está sujeita a oito tipos de penalidades. A mais comum é a multa, que pode variar de R$ 650 a R$ 9,2 milhões, dependendo da gravidade da infração, do porte econômico do fabricante ou da vantagem auferida. Além disso, a empresa pode ter suas atividades suspensas ou ser obrigada a fazer a contrapropaganda”, explica Carvalho. Ainda conforme o coordenador da Senacon, “o recall não tem prazo de validade”. “Enquanto houver unidades em circulação, o procedimento deve ser mantido pela montadora, independentemente do fim da garantia gratuita de fábrica. O consumidor pode e deve exigir um certificado comprovando que o recall foi feito”, completa Carvalho. Nesse sentido, a orientação da secretaria é sempre procurar, quando necessário, os órgãos de defesa do consumidor.
Eurico Martins
SEM DIVULGAÇÃO Um bom exemplo sobre o desconhecimento que cerca o assunto pode ser dado pela médica Karla Miranda, 61. Ela conta que, no ano passado, ficou sabendo do recall nas fechaduras de seu carro por meio de um parente, que tinha um modelo igual ao seu. “O recall não teve a divulgação adequada. Quando fiquei sabendo, entrei no site da montadora e descobri que meu carro estava entre aqueles que precisa-
Convocação geral: Airbag da Takata, usado pela maioria das montadoras, motivou recall mundial
vam passar por reparo”, lembra a médica. Foi aí que começou seu calvário. “Liguei para a concessionária, mas não consegui fazer o agendamento, porque não existia peça de reposição. Um mês depois, tentei de novo e não consegui, mesmo alegando que minha segurança estava ameaçada, já que a porta poderia abrir com o carro em movimento”, diz. Depois de várias tentativas frustradas, a proprietária, indignada, resolveu procurar o Procon Assembleia, que acionou a montadora. “Três dias depois, a peça foi trocada”, conta Karla Miranda. Problema parecido enfrentou o gerente de vendas Fábio Márcio Pereira Barbosa, 45. “Meu carro tinha um problema na fechadura e eu recebi uma carta da fabricante alertando para o risco e convocando para o recall. Entrei em contato com a concessionária, que me avisou que eu teria que entrar na fila de espera, já que a peça estava em falta. Durante mais de cinco meses, tentei solucionar o problema, mas não consegui”, conta o consumidor. Cansado, ele recorreu ao Procon Assembleia, que solucionou o caso. “Achei um absurdo. Me avisam sobre o perigo e não disponibilizam a peça?”, questiona Barbosa.
ACORDO PARA LOCALIZAR OS PROPRIETÁRIOS Vai ficar mais fácil para as montadoras de automóveis encontrarem os proprietários de veículos que ainda estão com o recall pendente. Em breve, o Denatran deve liberar para as empresas
“
A comunicação é falha. Por isso, o percentual de adesão no Brasil é baixo, em torno de 60%. No Japão, por exemplo, ele beira os 100% Gabriel Carvalho, coordenador geral do Senacon
os endereços desses consumidores para que possam fazer uma comunicação personalizada, aumentando a eficácia dos recalls, que são realizados sempre que há identificação de um defeito que pode
trazer risco à saúde e à segurança do consumidor. A iniciativa faz parte de um acordo de cooperação entre o departamento e a Secretaria Nacional do Consumidor.
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
COM DEFEITO
No ano passado, foram realizados no Brasil 138 recalls, dos mais variados tipos PERCENTUAL TIPO DE PRODUTO Automóveis 76,08 Motocicletas 7,25 Ciclomotores 2,9 Eletrônicos 2,9 Alimentos 2,9 Cadeiras plásticas 2,17 Bicicletas 1,44 Caminhões 1,44 Acessórios automotivos 0,76 Equipamentos náuticos 0,72 Peças e componentes mecânicos 0,72 Saneantes 0,72
150
UNIDADES AFETADAS TIPO DE PRODUTO Eletrônicos 7.229.321 Automóveis 1.575.917 Alimentos 752.442 Motocicletas 77.025 Saneantes 6.072 Cadeiras plásticas 3.081 Caminhões 3.043 Bicicletas 2.366 Peças e componentes mecânicos 1.098 Ciclomotores 642 Equipamentos náuticos 506 Acessórios automotivos 6 Total 9.651.519
EVOLUÇÃO DOS RECALLS
109
120
78
90 60
33
30
2003
40
39
43
45
2004
2005
2006
2007
46 2008
76
67
2011
2012
51 2009
2010
FONTE: SECRETARIA NACIONAL DO CONSUMIDOR (SENACON), DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA
2013
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reportagem
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HORIZONTES DA CIDADE ALEX DE JESUS - 15.8.2017
DETALHES
Devoção. A capela e a igreja das Romarias são pequenas para abrigar os milhares de fiéis que buscam o santuário para rezar
Hospedagem Como em algumas cidades a estrutura hoteleira é deficiente, serão oferecidas hospedagens domiciliares aos peregrinos. Moradores de seis municípios mineiros, como Antônio dos Santos e Santa Rita Durão, vão receber curso de capacitação para atender os turistas.
Santuário da Serra da Piedade: 250 anos Local,quequerse firmarentreos grandesdestinos religiosos,celebra doisséculose meioneste sábado(30) Todo último sábado do mês, a professora Mari sa Alves,56, viaja 84 km de Itabira, na região Central do Estado, até Caeté, na região metropolitana, para agradecer e curar os males da alma no Santuário Nossa Senhora da Piedade. Dedicado à padroeira de Minas Gerais e incrustado no alto da serra da Piedade, a 48 km de Belo Horizonte, o santuário completa 250 anos neste sábado (30) como um dos principais pontos de visitação do Estado e buscando se firmar entre os grandes destinos religiosos do país. Em 2016, cerca de 500 mil peregrinos, pagadores de promessas e fiéis de todas as regiões de Minas e de outros Estados estiveram no santuário. O número é 16 vezes maior que o de 30 mil registrado seis anos antes,em2010, e continua crescendo. De janeiro a junho deste ano, 300 mil pessoas estiveram no local. Se for mantido o ritmo, serão pelo menos 600 mil visitantes até o fim do ano. Para comparar, Ouro Preto, primeira cidade reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade no país, recebe cerca de 400 mil turistas por ano. Um importante passo para aumentar ainda mais esse público e atrair visitanLetícia Fontes
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
ROTA RELIGIOSA
Caeté Sabará
Saiba por onde passa o Caminho Religioso da Estrada Real
Raposos
Nova Lima
38 cidades, sendo 33 em Minas Gerais e seis em São Paulo
Rio Acima Itabirito
1.032 Km de extensão, começando no
Mariana
Entre Rios de Minas
Conselheiro Lafaiete São Brás do Suaçuí Casa Grande
Lagoa Dourada
O tempo de percurso cavalgando é de
37 dias de caminhada
Prados
23 dias e em jipes 4x4 é de
Tiradentes
dez dias. Por dias são percorrecidos, em média, 25 km.
são necessários para concluir todo percurso
São João del Rei
16 dias é o tempo gasto
Carrancas
para percorrer a rota de bicicleta
Cruzília
São Sebastião do Rio Verde Itanhandu
Santa Bárbara Catas Altas Santuário do Caraça
Ouro Preto Ouro Branco
Congonhas
Santuário Estadual Nossa Senhora da Piedade, em Caeté, na região metropolitana de BH e terminando no Santuário Nacional de Aparecida (SP)
Caxambu Santa Cruz de Minas
Barão de Cocais
Baependi São Lourenço Pouso Alto Itamonte Passa Quatro Cruzeiro (SP)
Guaratinguetá (SP) Cachoeira Paulista (SP) Canas (SP) Lorena (SP)
ESTRUTURA
22 1 escada de acesso 64 placas informativas
quiosques para descanso
38 3 passarelas 119 placas de sinalização
paradas para bicicleta
1.771 totens indicativos
Aparecida (SP)
tes de outros Estados foi dado com a inauguração oficial do Caminho Religioso da Estrada Real (Crer), que vai ligar o santuário da Piedade ao de Aparecida, em São Paulo, o principal destino religioso do Brasil. A iniciativa se soma a outras, como a criação do circuito Entre Serras, que liga
Piedade ao Caraça, em Catas Altas, na região Central do Estado, e um termo de cooperação assinado com o Centro Nacional de Cultura e a Câmara Municipal de Ourém (Portugal), em 2016. A proposta é integrar o santuário da Piedade ao de Nossa Senhora de Fátima, em Ourém,
por meio da divulgação de informação aos visitantes. Melhorar o acesso ao santuário, que fica a 1.746 m de altitude, também está nos planos. Até outubro, devem ser iniciadas as obras da Via do Peregrino, uma ligação de 5,5 Km entre o sopé e o topo. Nela, haverá um trem que le-
vará até cem passageiros por vez. O número de viagens dependerá da demanda. A inauguração deve ocorrer até dezembro. Hoje, o visitante chega ao topo da serra a pé ou de carro. Em dias de grande movimento, o estacionamento superior é fechado, e a subida é feita em vans credenciadas, que cobram R$ 5 por pessoa. A professora Marisa, que faz a subida a pé, diz que o esforço vale a pena. Há nove anos, ela perdeu o marido e a filha de 5 anos em um acidente de carro. “Venho aqui para pedir força e para tentar entender por que estou aqui (vivendo). O esforço é para lembrar que ainda tenho vida”. A médica Maria José Bezerra, 63, relata que se sente renovada e mais próxima de Deus sempre que vai à serra. “Deus está em todos os lugares, mas é mais especial poder sentir e agradecer a Ele por tudo aqui”, diz. PÚBLICO A pequena ermida (capela) construída no século XVIII comporta apenas 200 pessoas e parece cada vez menor diante do número de visitantes, que se espalham em oração pela serra. Mesmo a igreja das Romarias, erguida em 1974 para abrigar até 3.000 fiéis, não é suficiente em dias de grandes peregrinações, como a do Terço dos Homens, que reuniu 15 mil pessoas no último sábado de agosto.
TOMBAMENTO Patrimônio Em 1956, o Conjunto Arquitetônico e Paisagístico do Santuário Nossa Senhora da Piedade foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Tempo O peregrino que fizer o percurso a pé irá demorar 37 dias até o destino. De bicicleta, o trajeto demorará 16 dias, e, de carro 4x4, são dez dias. Passaporte O peregrino receberá um passaporte, que será carimbado em cada uma das cidades por onde passar, e um certificado ao fim do trajeto. Os passaportes poderão ser retirados no slocais credenciados pelos municípios. História A Secretaria de Estado de Turismo ressalta que, além da questão religiosa, representada pelos dois extremos do caminho e pelos inúmeros templos barrocos erguidos nas cidades por onde o viajante passar, a rota é rica em história e belas paisagens. Natureza Partindo da Serra da Piedade, é possível observar o Maciço do Espinhaço, as serras do Caraça, do Itacolomi, do Itabirito e de Ouro Branco, no Quadrilátero Ferrífero.
Milagre iniciou peregrinação A peregrinaçãocomeçou no século XVIII, depois do rela to de um milagre: Nossa Senhora teria aparecido com o Menino Jesus nos braços para uma menina muda, no alto da Serra da Piedade. A partir daí, a garotinha teria recuperado a fala. O milagre não é reconhecido pelo Vaticano, mas os relatos se espalharam e foram suficientes para atrair os peregrinos. A ermida foi construída por um português, Antônio da Silva Bracarena, convertido depois de ouvir um relato sobre a aparição da Virgem. “Aqui somos convidados a refletir sobre a vida, a encontrar o sentido dela e a luz da palavra de Deus”, diz o reitor do santuário, padre Fernando César do Nascimento.
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reportagem
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COMPORTAMENTO Minimalismo retorna como opção ao frenesi consumista FOTO DOUGLAS MAGNO
Movimento não busca “converter” as pessoas
Juntos
Karin, Héberson e os filhos Isabela, Eduardo e Mateus, aderiram ao minimalismo Thuany Boa parte da Motta vida da em-
presária Karin Acioli foi resumida nas mudanças de cidade em cidade. A jornada começou em Curitiba, há nove anos, e terminou em Belo Horizonte, quando a família se estabeleceu. Mas a cada nova casa, Karin repensava a necessidade de levar consigo roupas, objetos e móveis. O resultado foi que, em cada parada, mais coisas ficavam para trás, e isso produzia nela um efeito de leveza e satisfação. “Eu estava cansada de abrir as caixas, ver tudo e não conseguir aproveitar. A cada cidade, saía um peso de mim quando eu percebia a quantidade de coisas que não tinha que levar”, relembra Karin, hoje uma adepta declarada do “novo” movimento minimalista. Atualmente, a ideia de que “menos é mais” ganha força entre as pessoas cansadas do frenesi consumista da vida moderna. Mas a origem do minimalismo é mais antiga, nasceu de uma série de movimentos artísticos, culturais e científicos que percorreram di-
Adeptosdomovimentoquepregavivercomo essencialsedizemmaisfelizesdepoisque reduziramaimportânciado‘ter’ versos momentos do século XX, especialmente os anos 1960, tendo como base o uso de poucos elementos como base de expressão. Na prática, hoje, o minimalismo representa-se nas pessoas que decidiram viver apenas com o que consideram suficiente, deixando os excessos de lado. Essa forma de viver mudou a vida da família de Karin. Os filhos – Isabela, 15, Eduardo, 14, e Mateus, 11 – passaram a ser criados com princípios minimalistas. O marido, Héberson, 42, também entrou no ritmo. “Começou com roupas e brinquedos: a cada novo que eles ganhavam, tinham que ir ao quarto e procurar um parecido para a doação”, lembra. “Tento fazer com que eles adotem esse hábito em todos os ambientes da vida. Seja com os móveis dentro de casa – temos uma vida confortável e de qualidade, sem excessos – até a necessidade de comprar determinada coisa”, explica Karen. O curioso, no entanto, é
que a empresária não conhecia o termo até poucos meses atrás. Foi quando fez o curso de personal organizer – profissional que ajuda a organizar todos os aspectos da vida de uma pessoa – que descobriu o conceito minimalista. “Eu me divirto quando lembro porque já era e não sabia como nomear”, garante. Mas engana-se quem pensa que viver apenas com o suficiente é fazer voto de pobreza. Os adeptos afirmam que trata-se de dar menos importância para o material, abrindo espaço para o que realmente importa. No caso da representante comercial Andressa Forzza, 42, foi a crise financeira que a fez viver com menos. Ela chegou a ter sete lojas de informática até a derrocada da economia nacional. “Era do interior, em Ubá, e estava acostumada a ter empregada e funcionários. As pessoas levavam roupas e joias à loja para que eu pudesse escolher”, diz. A ruptura aconteceu
quando Andressa se mudou para a capital mineira, em 2013. “Eu quase fali, e isso me deu um baque, me fez colocar o pé no chão. Abri mão de empregada, cartão de crédito, mordomia. Qualidade de vida faz parte do meu mundo, mas o luxo, não”, afirma. A representante comercial conheceu o termo minimalismo por meio de uma amiga. “Foi como se meus olhos se abrissem. Passei a
pesquisar sobre isso e me identifiquei com cada linha que eu lia. Me apaixonei pelo minimalismo a tal ponto que, sempre que posso, quero transmiti-lo às pessoas a minha volta”, diz. Hoje ela cozinha, limpa a casa e cuida sozinha da beleza. “Faço escova, as unhas e me depilo em casa mesmo. A economia sem esses mimos chega a R$ 1.500 por mês”. Andressa expõe que a vida minimalista a fez trocar de apartamento e economizar R$ 600 mensalmente. “Eu, meu marido e meu filho vamos nos mudar para dois andares acima. Vamos usar o dinheiro na educação do filho”, diz.
“
Eles não querem uma revolução, uma vez que defendem que a própria experiência é o que vai contagiar as pessoas Marcelo Mocarzel Pesquisador da Universidade Federal Fluminense
De acordo com o pesquisador em cultura e comunicação Marcelo Mocarzel, da Universidade Federal Fluminense (UFF), os minimalistas fazem parte de uma subcultura que não prega contra determinado movimento para ser considerada uma contracorrente, mas que consegue conviver harmonicamente sem imposição de seus hábitos. “Eles não estão preocupados em convencer o mundo, mas em manter e preservar aquilo que acreditam. Não querem uma revolução, uma vez que defendem que a própria experiência é o que vai contagiar as pessoas”, comenta. REDES SOCIAIS Mocarzel explica que os adeptos do minimalismo, no sentido existencial, são adultos entre os 30 e 40 anos. “São pessoas jovens, mas que já têm alguma experiência de vida, que já saíram da faculdade e se sustentam”, afirma. O pesquisador aponta que o advento das redes sociais foi o grande precursor dessa nova modalidade. “Nos EUA e na Europa, esse movimento começou no início dos anos 2000. No Brasil, começamos a perceber uma movimentação a partir de 2012, 2013, quando o número de usuários de redes sociais passou a crescer. Dentro do mundo virtual, essas pessoas se encontram em grupos de troca de móveis, objetos, roupas e serviços de manutenção e conserto desses e aproveitam para compartilhar experiências e divulgar o minimalismo”, explica. O especialista acredita que o movimento deve se tornar uma demanda social dentro de dez anos. “A velocidade da internet e da tecnologia vai facilitar muito esse processo”, afirma.
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reportagem
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COMPORTAMENTO Para eles, menos é mais EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
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A vanguarda russa foi a primeira aparição do minimalismo pelo conceito que é conhecido hoje. Procuravam uma linguagem universal da arte, passível de ser absorvida por toda a humanidade.
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Dé ca da
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TUDO COMEÇOU...
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Dé ca da
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O termo “mínimo” foi usado pela primeira vez pelo filósofo britânico Richard Wollheim, em 1965.
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Nesse período, o movimento ganhou o campo da arquitetura. Ele se expressou por meio de uma total abstração, simplicidade e alto grau de acabamento. Na música, o minimalismo foi muito influente para o movimento punk.
Na Rússia, na mesma época, artistas procuravam estudar as possibilidades estéticas de composição por meio não de pinturas ou esculturas, mas de estruturas bi ou tridimensionais.
Thuany A internet é a maior Motta propagadora do mi-
No sentido social, a corrente esteve muito presente no movimento hippie, nos EUA. Esses grupos tendiam a viver em comunidades coletivistas ou de forma nômade, vivendo e produzindo independentemente dos mercados formais.
Dé ca da
de
Dé ca da
de
Desde o estilo das roupas (casuais e surradas) até a composição de sons com apenas dois ou três acordes.
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Na área de design, o minimalismo acabou por criar produtos baseados numa redução formal extremamente forte e no uso de cores neutras (ou mesmo ausência de cores). Na moda, os profissionais expunham sua visão minimalista, querendo dizer não que “quanto menos roupa, melhor”, mas quanto menos informações, mais interessante a coisa se torna. Com o advento das redes sociais, o novo
An os
Manifesto minimalistaganha ainternet,egrupos quedefendema tesesemultiplicam
milênio começou a viver o minimalismo de uma 00 forma mais existencial. Os novos grupos surgidos 0 2 daí buscam viver apenas com o que consideram ser o suficiente, seja com vestimentas, decoração da casa, utensílios e aquisição de serviços.
FONTE: FELIPE SOUZA, PSICÓLOGO/MARCELO MOCARZEL, PESQUISADOR EM CULTURA E COMUNICAÇÃO
nimalismo atualmente. Em sites e redes sociais, é possível encontrar desde depoimentos até grupos de pessoas que integram o movimento. No site Vida Minimalista, por exemplo, há o “Manifesto Minimalista”. Nele, a fundadora Camile Carvalho diz que a ideia é “não se deixar levar pela correnteza. É comprar sem culpa, mas com consciência, sabendo que aquilo que se está adquirindo é realmente útil e necessário. É saber que, EXEMPLO
A representante comercial Andressa Forzza diz que passou a ser mais feliz sem cartão de crédito e empregada doméstica. Ela faz tudo sozinha em casa e está de mudança para outro apartamento: uma economia de R$ 600 na renda
MINIENTREVISTA Felipe de Souza Psicólogo Como a psicologia vê o minimalismo?
Um movimento que preza o “quanto menos, mais”. Em vez de acumular e acumular (vemos como temos coisas desnecessárias quando precisamos fazer uma mudança de casa), o minimalismo defende que as pessoas deveriam ter o mínimo. Dizendo dessa forma pode parecer que perderíamos, certo? Porém, para o minimalismo, o que perdermos é o peso psíquico de ter demais. Ao deixarmos tantas coisas irem embora (seja para o lixo, seja para doação, seja para venda para terceiros), ficamos mais leves, mais em paz, mais felizes. Nesse sentido, qualquer pessoa pode ser minimalista? Sim. O minimalismo le-
va em consideração a característica de cada pessoa. Então ela vai adequar o movimento de acordo com sua realidade. No
final, o mais importante é se sentir satisfeito com aquilo que é necessário para você. Existem dicas para quem deseja experimentar essa prática? Comece dando
uma olhada no seu guarda-roupa, nas suas gavetas, nos seus armários e separe tudo em três itens: objetos que você não usa e nunca vai usar; objetos que você usa às vezes; e objetos que você usa sempre e são úteis para você. Antes de comprar qualquer coisa nova, pergunte-se: isso vai ser útil de verdade? É só para ter? Para satisfazer uma falta? Apenas por consumismo? E, por último,fiquesempre atento paraáreas de compras que podem ser particularmente tentadoras. Para uma pessoa, podem ser sapatos. Para outra, itens de cozinha. Para outra, pode ser tecnologia, livros etc. A pergunta se isso vai ser útil ou é apenas consumismo deverá resolver a maior parte das dúvidasem novascompras. Éprecisoperceber que o objeto vai dar uma alegria momentânea, nada além disso.
para tudo o que temos em casa, há uma finalidade. É não deixar objetos e roupas estagnados num canto, acumulando poeira, enquanto há tantos que precisam. É viver com menos preocupações”. Outro site com conteúdo exclusivamente sobre o “suficiente na vida” é o Sou Minimalista. O próprio endereço eletrônico é descrito como o lar do minimalismo, com ingredientes para viver uma vida simples, focada, com curadoria e significativa. Ali há, inclusive, cursos de como se tornar um adepto. Em um deles, a proposta é aprender, em 30 dias, as etapas para simplificar. Em outro, o desafio é viver intensamente, ao combinar práticas e regras que ajudam a construir o modo de viver intencionalmente, com um plano de ação para viver com propósito. Grande parte dos endereços virtuais utilizados como canal de comunicação para divulgar a prática convida o público visitan-
te a experimentar esse vivência e compartilhá-la. Redes sociais. Ainda segundo Marcelo Mocarzel, além dos blogs e dos sites especializados na prática minimalista, as redes sociais são as principais fontes de encontro entre os adeptos, bem como de troca de experiências e divulgação do movimento. “A era digital trouxe à tona várias ferramentas para o compartilhamento de novas ideias e comportamentos sociais. As redes sociais, nesse contexto, aproximam e unem toda essa network de adeptos. Seja por meio de grupos, páginas ou perfis pessoais”, explica. Nesse sentido, o pesquisador diz que “a grande sacada” dos minimalistas da era virtual é se aproximarem mais dos capitalistas clássicos descritos pelo estudioso Max Weber. “O capitalismo não é o problema para eles, mas sim esse capitalismo selvagem ancorado na ostentação e no desperdício”, finaliza.
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ESPAÇO GOURMET GUSTAVO ANDRADE/DIVULGAÇÃO
DE BANDEJA Carne maturada a seco após 30 dias é servida no Templo Cervejeiro Backer
NELIO RODRIGUES/DIVULGAÇÃO
Churrasco maturado
Modernismo para comer Até o dia 5 de novembro, ocorre a 8ª edição do Circuito Gastronômico da Pampulha. São 17 restaurantes selecionados para oferecer pratos criados com a temática “Modernismo”. De posse do cupom impresso no site ou do aplicativo, o cliente ganha outro prato ao comer o sugerido. No Villa Celimontana, uma opção é o tornedor de atum fresco com creme de pistache, massa recheada de berinjela e ricota acompanhado de gelato de cebola roxa (foto: R$ 70). A cada prato vendido será doado o valor de R$ 2 para o movimento “Somos Pampulha”, focado na revitalização da região.
Outubro é para os cervejeiros Não é só a Oktoberfest que faz sucesso em Outubro. Para os cervejeiros de plantão, no sábado (7/10) ocorre o Junglebier, o festival de cervejas artesanais com conceitos sustentáveis, no Bar do Marcinho, em Macacos, a partir do meio-dia. No mesmo mês, a faculdade Estácio de Sá recebe inscrições para o curso de MBA em Gestão de Negócios Cervejeiros, pelo site www.pos.estacio.br
A vez da carne em dry-aged
Para quem ama batata frita
Técnicaaseco valorizacortes nobresdoboie conquistachefs
A disputa pela nacionalidade da batata frita é acirrada, já que ainda pairam dúvidas sobre a sua origem – francesa ou belga? Seja como for, o petisco tem ganhado destaque em BH. No Cabernet Butiquim, por exemplo, uma das novidades do menu ibérico é a Frigideira Catalã, feita com batatas, ovos estrelados e jamón (foto, R$ 34). Já no Trip Food, às quinta-feiras, é possível saborear o rodízio de batatas belgas e poutine (prato típico canadense) à vontade ao valor único de R$ 35.
Quando o assunto é carne, há gosto para tudo. Há quem prefira bem passada, outros quase fresca e bem suculenta. Já os especialistas preferem ao ponto, que é o meio-termo entre o bem e o mal passado. Agora, tem chegado a Belo Horizonte uma outra novidade: a dryaged, uma técnica milenar de maturação de carnes a seco, já conhecida nos Estados Unidos, e que começa a dar os primeiros passos aqui no Brasil, com menus repletos de cortes nobres de carne em idade avançada. Lorena K. Martins
STUDIO TERTÚLIA/DIVULGAÇÃO
O sistema de conservação lembra ao da carne de sol, porém, no dry-aged, o produto passa por um processo com temperatura, ventilação e umidade controladas, em uma câmara especial. É o que explica o chef Felipe Galastro, do Templo Cervejeiro Backer, que serve pedaços nobres de carne dry-aged, como prime rib e t-bone, maturadas pela empresa mineira especializada na técnica, Umami Steaks. Para ele, além de trazer um sabor único, essa técnica permite que as fibras da carne fiquem mais macias, por meio de um processo enzimático natural – bem diferente da maturação úmida, no qual a carne é embalada a vácuo pouco depois do abate do boi. “No dry-aged, geralmente utilizam-se peças com osso, o que dificulta o processo de desidratação. O corte fica em um
ambiente com temperatura controlada, em uma câmara refrigerada entre zero a quatro graus”, explica Galastro.
mo o roquefort e camembert, e pode ser ainda mais forte, já que o gosto é associado à quantidade de dias de maturação”.
NOBREZA O chef ainda conta que, ao fim do processo, que dura no mínimo 30 dias – há peças de carne com até um ano de maturação– surgem aminoácidos que conferem um sabor forte e intenso ao produto, além de ocorrer a redução de sua acidez. Esse seria o motivo que justifica alto valor desse tipo de carne no mercado, que pode custar até mesmo o dobro de uma peça convencional. Há especialistas que defendem que o efeito da quebra das proteínas também gera aminoácidos responsáveis pelo umami, o quinto gosto do paladar, responsável por prolongar o agrado e satisfação ao ingerir o alimento. Mas será que o cliente está disposto a pagar mais por isso? “Esse tipo de carne é para quem aprecia um sabor exótico e quer proporcionar uma experiência ao paladar”, acredita Galastro. “É uma carne que perde um pouco a suculência, mas ganha muito em maciez e sabor. Tem notas de queijo blue cheese, co-
FEIO POR FORA, GOSTOSO POR DENTRO Por outro lado, o processo é responsável pela secagem da carne e, por isso, forma-se uma “crosta” dura e mais escura, resultado da proliferação microbiana – que impede a entrada de bactérias nocivas. A maturação também resulta de 40% a 50% a menos de volume, já que, na hora do preparo, é preciso descartar a casca ressecada. Apesar da aparência um pouco envelhecida, o miolo, por ser extremamente macio, é ótimo para ser grelhado na parrilha e combina com guarnições como legumes tostados e alho confitado. “A carne é a estrela do prato, não dá para comer com um risoto, por exemplo”, diz o chef, que também anda fazendo novas experimentações, com peças maturadas com uísque e cachaça envelhecida. “A bebida vai entrando na carne, transferindo o sabor amadeirado e o álcool evapora”, explica.
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FOTOS DJALMA VICTOR/DIVULGAÇÃO
Quando o assunto é carne dry-aged, não há limite Pendurados em uma câmara fria, cortes de boi, como prime rib, ribeye (filé da costela), t-bone e porter house. Eles sofreram processos de maturação a seco por 120 dias, pelas mãos do chef italiano Sandro Giovannone, especialista em dry-aged e a frente do Spazio Laboratorio, em São Paulo – cidade onde a técnica deus os primeiros passos aqui no Brasil. Carnes envelhecidas como essas vão estar disponíveis para o público mineiro no Fuegos Festival, que ocorre em Belo Horizonte no próximo sábado (7) – mais um exemplo de que chefs andam interessados nesse ‘terreno’, em BH. É a primeira experiência de Giovannone com maturação com tantos dias. Para ele, o ideal é, no mínimo, esperar 45 dias para comercializar a carne. O chef deixa claro que o procedimento é fei-
to somente com carnes nobres que ganham uma espécie de “upgrade” no sabor. O ideal, entretanto, é que tenham osso e a gordura, aliados que “protegem a perda da carne”, diz. “Na hora da limpeza, essas partes são descartadas. A carne não fica extremamente
seca, fica no ponto certo”.
> Fuegos Festival
Hangar 677 (Rua Henriqueto Cardinalli, 121, Olhos D'Água). Dia 7 (sábado), das 14h às 22h. R$ 200 (segundo lote). Disponível no www.sympla.com.br/fuegosfestival. O ingresso dá direito às 15 estações dos chefs assadores e ao livre consumo de chope Heineken, água e refrigerante, além de toda a programação musical que inclui Fuegos Rock Band, Vulgo e Glasgow 9.
Prime de angus maturado a seco por 120 dias, do Spazio La especialmente para o Fuegos Festival
O Osso já elaborou um hambúrguer feito com carne dry-aged da Spazio Laboratorio, feito na brasa com pão de brioche, crispy de bacon, queijo gravata e tomate confitado
DICIONÁRIO DRY-AGED Maturação a seco ou dry-aged a técnica consiste em um tempo de descanso indefinido dentro de uma câmera especial com temperatura e umidade controlados. “Antigamente, era um processo para conservar e, hoje, a inovação é para realçar o sabor da carne e deixar ela mais macia”, diz Giovannone. Melhor forma de consumo Normalmente, cortes de carne dry-aged são feitas na gre-
lha e na panela de ferro, com manteiga e tomilho. “É só colocar direto na grelha e temperar com flor de sal e pimenta, depois de pronta. Deixe sempre o prato principal para a carne”, sugere o chef. E o gosto? O sabor da carne é totalmente realçado e o retrogosto é de blue cheese. Na boca, a carne é mais saborosa e macia que a convencional.
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almanaque EXPOSIÇÃO>Mostra inédita traz obras do fundador do Giramundo nos 4 anos do Cine Theatro Brasil REPRODUÇÃO
Figura exponencial da histó ria do teatro de bonecos no Brasil, Álvaro Apocalypse tratou de desdobrar seu talento por diversas vertentes do fazer artístico – não por outro motivo, o título de “multiartista”, para abarcar o fato de ter sido pintor, ilustrador, gravador, desenhista, diretor de teatro, cenógrafo, professor, museólogo e publicitário. No cerne das comemorações dos quatro anos do Cine Theatro Brasil Vallourec, um dos pilares do Grupo Giramundo é homenageado com uma exposição inédita, que reúne nada menos que cem obras do mineiro de Ouro Fino, falecido em 2003, aos 66 anos. “O Baú de Álvaro Apocalypse” ocupará dois andares de galerias do centro cultural a partir da próxima terça-feira (3). Neto do genial artista, Paulo Apocalypse estima que de 70% a 80% do conteúdo da mostra seja inédito. Os trabalhos, na verdade, pertencem ao acervo da família, mas, para esta empreitada específica, houve o reforço de 25 bonecos, estes do acervo do Giramundo, grupo que ele criou em 1970, ao lado das artistas plásticas Terezinha Veloso, sua esposa, e Madu. “Baú de Álvaro Apocalypse” tem curadoria dividida por Paulo e sua tia, Adriana Apocalypse. Entre as cerejas do bolo, está a reprodução de duas obras em alto relevo, criadas a partir de uma técnica de impressão 3D, visando permitir que pessoas com deficiência visual possam apreciar o trabalho do artista. “Ou seja, não é a obra dele, mas uma representação. Inicialmente, fizemos apenas duas, para aferir o feedback – pode ser que tenhamos colocado detalhes demais e, no caso, o menos seja mais...”, pondera o moço, situando essa iniciativa como uma espécie de piloto, para desdobramentos futuros de maior alcance. Há, ainda, algumas peças do artista sem assinatura, ou mesmo uma ou outra inacabada. E há obras que sofreram algum dano ou processo de deteriorização em razão da passagem do tempo. Caso de duas em tecido, Patrícia Cassese
Relíquias de Apocalypse
Nada menos que cem obras de Álvaro Apocalypse, algumas inéditas, estarão na exposição
que, lembra Paulo, remetem à segunda metade da década de 60. Algumas peças cuja recuperação não foi concluída com sucesso serão expostas mesmo assim, por terem sido consideradas emblemáticas. DESCOBERTAS Paulo Apocalypse frisa que a família está sempre descobrindo coisas novas de Álvaro. “A gente vai abrindo gavetas e se depara com estudos de obra que, por vezes, ele nem chegou a executar. Ou com desenhos como o do primeiro cachorro dele – que, aliás, estará exposto. Certa vez, fui trocar a moldura de uma obra e, quando vi, havia outro desenho atrás”, conta Paulo, que,
aliás, trabalha com marcenaria e, por isso, se incumbe das molduras. Uma das obras preferidas do neto do artista é uma gravura que representa um touro. “Diria que é um xodozinho mesmo. Se tiver uma exposição e não levar, não fico satisfeito”, brinca. Hoje com 32 anos, Paulo começou a se enfronhar no o universo do Grupo Giramundo quando contabilizava apenas 12. Do avô, guarda a lembrança de um homem “super agradável, cheio de histórias e que sempre colocou a família em primeiro lugar”. E que, até o final da vida, se fez presente no grupo de bonecos, que já encenou clássicos como “Pedro e o
Lobo” e “Alice no País das Maravilhas”. “Na verdade, ele se abateu bastante quando minha avó (Terezinha) recebeu o diagnóstico de Alzheimer, pois a ideia dele, para a vida, era de os dois viajarem muito. Ele adorava a França, por causa da tradição das marionetes”. Detalhe: Apocalypse
Abertura 3.out
faleceu no mesmo ano que sua companheira de vida. Quanto ao artista, Paulo analisa que o avó começou com um desenho mais rigoroso, depois passou a aceitar mais o rumo que suas obras espontaneamente tomavam. “Por exemplo, se o braço (da figura que estava retratando) não havia ficado ARQUIVO DE FAMÍLIA
bom, mas estava dentro do que considerava ‘aceitável’, não voltava a ele, não corrigia mais, dentro do conceito de que a arte não tem erro”, disse. Ao mesmo tempo, o curador frisa que o artista nutria particular apreço pelos grandes painéis, as grandes obras, como “Peixes”, localizada no bairro da Lagoinha. “Ele costumava dizer que a arte não cabia dentro do formato de um papel A4. Sabia preencher tanto um papel quanto uma parede, mas gostava daquele ‘poder se afastar para conferir como estava o andamento da obra, ou usar um andaime...” MÊS DAS CRIANÇAS Em tempo: por conta do mês das crianças, o Cine Theatro Brasil Vallourec vai oferecer uma oficina gratuita de construção de bonecos ministrada pelos integrantes do Giramundo. A ação acontecerá durante a Semana da Criança e as inscrições podem ser feitas no site cinetheatrobrasil.com.br No dia 12, o público poderá assistir ao espetáculo “O Carnaval dos Animais”, do Giramundo. A peça, inspirada na obra do francês Charles Camille de SaintSaëns, do século XIX, reúne a maior coleção de marionetes a fio reunida em uma peça do repertório do grupo. O enredo aborda a decisão do Rei Leão de organizar uma festa na floresta para todos os animais – à exceção dos de boca grande, o que faz com que alguns bichos usem artifícios para participarem da confraternização.
O Baú de Álvaro >Apocalypse Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, Praça 7, Galerias 5º e 6º andares – Fone: 3201-5211). De 3 de outubro a 5 de novembro, de terça a domingo, das 11h às 19h. Gratuito. Informações: cinetheatrobrasil.com.br
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MÚSICA Reunião dos causos e canções Alex Tadeu MarBessas tins é um artista versado, de “palavreiro” rimado. Falante da política, da cultura e, sobretudo, um contador de histórias. O prosador é quatro anos mais velho que outro Tadeu – esse, de voz marcante, cantar elogiado por artistas do quilate de Milton Nascimento e que adotou o sobrenome artístico “Franco”, apesar de na certidão de nascimento constar “Franca” – tudo por conta de um mal entendido. Em comum, além dos nomes, dividem a década de 1950 de seus nascimentos, a cidade natal de Itaobim, no Vale do Jequitinhonha, o gosto pela vida na capital e, acredite, até suas mulheres atendem pela mesma graça: Solange. Agora, voltam a dividir o palco – o do Cine Theatro Brasil Vallourec, na próxima sexta-feira(6). “Tadeus – Causos e Canções” só havia sido apresen-
tado uma vez, durante o primeiro Festival da Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha (Festivale), no despertar dos anos de 1980. “Assim como outros grupos que resolveram se reencontrar, pensamos que podia ser uma boa ideia”, diz Martins. ELOGIOS TROCADOS O contador de causos já narrou epopeias em cordéis por pelo menos 500 cidades do Brasil, além de outros países da América e Europa. Tem cerca de dez livros publicados, além de um CD. O parceiro de palco e caminhada, ele conheceu ainda na juventude. “Tem até foto da gente na praia: eu com uma namorada, ele com uma bola”, brinca, citando a diferença etária. Martins também se lembra do Franco menino, “tirando uns rocks do violão”. “Comecei a admirá-lo muito jovem”, diz. Antes, pois, de o amigo angariar respeito junto a gente como Maria Bethânia, Simone e Milton Nascimento – esse, aliás, produziu
Sex. 6.out.
Os Tadeus
Martins e Franco revivem show que mescla músicas e histórias e que foi apresentado em 1980
VLADIMIR MARTINS/DIVULGAÇÃO
o primeiro álbum de Tadeu Franco, “Cativante” (1984). E quando o prosador encerra o discurso, é a vez de Franco devolver os elogios. “Ele tem esse lado mais político... Antes, estava mais no palanque, aí descobriu o palco. E fez do palco palanque e do palanque, palco!”, comenta. MENINOS DO JEQUITINHONHA Em 1973, Martins veio para Belo Horizonte, onde morava com o irmão de Franco, que, por sua vez, veio um ano depois – e chegou a voltar a Itaobim antes de optar definitivamente pela capital. A cidade, para eles, tinha um vasto horizonte cultural, mas também foi lugar de per-
rengues. “Lavava uma camisa à noite para usar de dia”, rememora Franco. Nesse período, ele chegou a tentar carreira até como vendedor. “Mas vi que não levava jeito”. E, nas noites, o violão traçou seu destino. Martins, envolvido com o jornal “Geraes” (que refletia sobre questões políticas, trabalhistas e sociais do Vale do Jequitinhonha), não deixava de acompanhar a incipiente carreira do amigo, que insistia em tocar músicas autorais no intervalo de shows de músicos profissionais – muitas vezes, a contragosto da plateia. Foi quando decidiu criar um “encontro de compositores”, capitaneado pela publicação. O evento aconteceu em
1979, sendo o experimento que reverberou no ano seguinte no Festivale – festival que acontece até hoje. “Estes nossos movimentos, naquele momento delicado do país (que começava a deixar os anos de chumbo), foi essencial para transformar o ‘Vale da Miséria’ em ‘Vale da Cultura’, como é conhecido hoje”, pontua Martins. Ao repassar a trajetória, os dois lembram que, no bojo dessa efervescência, vieram do Vale do Jequitinhonha artistas de todas as vertentes, de poetas a pintores, e que conseguiram significativa projeção. E fazem um paralelo com o Clube da Esquina: “pessoas diferentes com o mesmo espírito de fazer arte”. A definição, pois, valeria tanto para o grupo de Milton, Lô Borges e companhia quanto para os “Meninos do Jequitinhonha” – Paulinho Pedra Azul, Saulo Laranjeira, os dois Tadeus, dentre outros. Contudo, a sensação não é a de dever cumprido. Na casa dos 60, se definindo mutuamente como “avós incansáveis”, eles acreditam que ainda têm muito por fazer. Aliás, frisam, encontros entre músicas e histórias, “podem acontecer sempre”. Afinal, “entre nós, existe uma harmonia sem igual”, finaliza o cantor.
Tadeus – Causos >& Canções Cine Theatro Brasil Vallourec (rua dos Carijós, 258, Centro). Dia 6 (sexta), às 20h30. R$ 28.
#FICAADICA UNS PRODUCÕES/DIVULGAÇÃO
Veloso se une Moreno, Tom e Zeca em show 6 Caetano no Palácio das Artes em que fazem homenagens O compositor baiano reúne os filhos Moreno, Tom e Zeca para show dedicado “às mães deles, a Cézar Mendes e à memória de minha mãe”, como afirma o músico em texto nas redes sociais. O show é uma vontade antiga do artista, que há muito tempo gostaria de reunir os rebentos em uma apresentação pública. O repertório do espetáculo traz músicas de Caetano como “Leãozinho” e “Reconvexo”, além de parcerias e composições dos filhos Onde Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro) Quando Dias 7 e 8 de outubro (sábado e domingo), às 21h e às 19h, respectivamente Quanto De R$ 180 a R$ 280 (inteira)
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MÚSICA Luan: bem longe do metal ONU instituiu o Dia Internacional da Mulher. “Acho muito importante o fato de elas estarem ganhado voz e força em vários segmentos, principalmente na nossa música”, diz Luan. Tudo no espetáculo procura transmitir noções ligadas ao universo da luta das mulheres. “Criamos um ambiente industrial, que remete às operárias e às suas constantes lutas por igualdade de gêneros ao longo da história”, explica. 1977: NO CD No CD, Luan dispara sua metralhadora em direção a várias vertentes, passando pelo sertanejo romântico, mais ligado a sua trajetória, mas transitando também por linguagens mais relacionadas ao pop, por exemplo. Embalos que são traduzidos por suas parceiras. No CD, Luan divide o microfone com Sandy, Anitta, Ana Carolina, Marília Mendonça, Ivete Sangalo e até com a atriz Camila Queiroz. Dando liga ao diversificado conjunto rítmico apresentado no trabalho, há um tema particular sempre presente: “o amor é algo que me move”, assegura ele,
Sertanejo
O romantismo amor segue norteando Luan Santana
Sáb. 7.out.
INSTAGRAM/DIVULGAÇÃO
Luan Santana deu um pequeno susto no seu séquito de admiradores (e mesmo nos não fãs, digamos assim) na última semana, quando circulou a declaração de que abandonaria o universo sertanejo para se dedicar ao heavy metal, que seria uma paixão de infância. A história era apenas uma ação de marketing, como se revelou dias depois – na verdade, depois dos episódios afins envolvendo Claudia Leitte e Chiquinho Scarpa, já havia muita gente desconfiada. Mesmo assim, a investida acabou revelando que sim, os fãs do sertanejo o apoiariam na nova empreitada. Mas a verdade é que o músico não vai deixar de cantar o amor. É o sentimento que o traz de volta a BH no próximo sábado (7), quando realiza o show do CD “1977”, lançado no ano passado. O título soa enigmático. Mas tem fácil explicação: trata-se de uma homenagem ao público feminino, fazendo referência ao ano em que a Alex Bessas
classificando o sentimento como o “mais nobre” e “minha essência”. Por fim, Luan defende que quer “sempre cantar o amor em todos os
PABLO BERNARDO/DIVULGAÇÃO
tempos e fases de minha carreira” – afinal, o músico tem consciência de ter se tornado marcadamente um cantor romântico.
1977: NO PALCO No show, claro, sem contar com as presenças das convidadas do disco, o cantor se vale de sua experiên-
cia no palco para não dar a impressão de faltar nada. “Desse repertório, além da riqueza promovida pela mistura das vozes femininas, convém ressaltar o avanço da minha maturidade”, atesta o artista, nascido em Campo Grande (MS) há 26 anos. Luan, aliás, assegura que fará “um espetáculo muito fiel à atmosfera do DVD (lançado em 2016)”. Além disso, assim como na última turnê, o palco tem lugar especial dedicado a acolher 40 fãs, que terão “o privilégio de assistir ao show bem ali, coladinhas comigo”. E ao falar das fãs belohorizontinas, Luan é só elogios. “BH foi uma das grandes cidades que me receberam no começo de carreira. Tenho uma legião de fãs por aí”, comenta, orgulhoso, reforçando ter pela cidade um sentimento “especial”. Por tudo isso, “já estou ansioso”, afirma.
> Luan Santana
Apresentação do CD “1977”. KM de Vantagens Hall BH (av. Sra. do Carmo, 230, Savassi). Dia 7 (sábado), às 22h. A partir de R$ 120 (3° lote, inteira).
BILLBOARD/REPRODUÇÃO
Eletronika faz 18 6 Festival anos e foca no hip hop
Harmony passa por 6 Fifth BH com a turnê latina
Festival de música independente traz atrações mundiais de destaque e artistas de vanguarda há 18 anos para BH. Na edição deste ano, o foco é o hip hop e a programação contará com nomes locais e nacionais. A noite de estreia conta com Rincon Sapiência, Tamara Franklin (foto) e Kdu dos Anjos. A programação para outubro traz ainda Matéria Prima, Zaika, Hot Apocalypse e outros. Onde A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi) Quando Dias 5, 11, 19, 26 de outubro). Quanto Gratuito. Confira em: eletronika.com.br
A girl band norte-americana chega à capital mineira para apresentar o show de sua turnê global iniciada este ano e também o recém-lançado terceiro álbum intitulado “Fifth Harmony”. As meninas repassam seus sucessos como “He Like That”, “Angel” e “Down”. O show conta ainda com a abertura da revelação da internet Alex Aiono. Onde KM de Vantagens Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro) Quando Dia 4 de outubro (quarta-feira), a partir das 20h30 Quanto De R$ 360 a R$ 380 (inteiras)
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MÚSICA Sérgio Santos repassa ‘Áfrico’ Patrícia Não é raro ouvir Cassese por aí que todo mundo se lembra com precisão de onde estava no fatídico 11 de setembro de 2001. O cantor e compositor Sérgio Santos não foge à regra, mas, além de a data remeter ao ataque das Torres Gêmeas, em Nova York, ele estava em estúdio, preparando um disco que, lançado no ano seguinte, tornou-se um marco em sua carreira: “Áfrico”. Passados quase 15 anos, o álbum será colocado em repasse na próxima quinta-feira (5), no Sesc Palladium, com a participação especialíssima de um artista convidado na gravação original: o pernambucano Lenine. Mas não só. À exceção de André Mehmari (piano), os instrumentistas que colocaram seus talentos a serviço das composições de Santos e Paulo César Pinheiro foram convidados para a celebração da década e meia. E assentiram. São eles: Rodolfo Stroeter (contrabaixo), Tutty Moreno (bateria) e Nailor Proveta (sopros). No piano, entra em cena Tiago Costa. “Áfrico” foi o terceiro disco de carreira de Sérgio Santos, e sua trajetória foi pontuada por momentos marcantes. “Na verdade, nem sei exatamente o porquê de o disco ter tido tanta aceitação, pois não é musicalmente
sábado (30) DJALMA NÃO ENTENDE DE POLÍTICA Show do álbum “Apesar da crise” no Funarte Musical Funarte (r. Januária, 69, centro). Às 19h. R$ 10
simples. Ao contrário, é bastante complexo, melodicamente, harmonicamente”, opina ele. Com o trabalho, Sérgio Santos arrebanhou o extinto Prêmio Rival BR – vale lembrar que “Áfrico” concorria com “Sinfonia do Rio de Janeiro”, de Francis Hime, gravado (como o nome indica) com orquestra; e com “O Samba é Minha Nobreza”, produzido por Hermínio Bello de Carvalho. “Imagina, eu, pequenininho ante essa concorrência...”, diz ele, ressaltando, porém, que não considera “Áfrico” como um disco só seu. “É também do Paulo César Pinheiro e de todos os demais que participaram”. INFLUÊNCIA NEGRA O mineiro lembra que teve um grande desafio pela frente na gênese do trabalho: procurar uma linguagem própria para falar musicalmente sobre a influência do negro na cultura brasileira. “Esse traço que a gente identifica, e que foi para a Bahia, para o samba carioca... E essa tarefa foi comprada não só por mim, mas por todos que participaram, que deram suas contribuições”, indica. “Áfrico” também abriu as portas da vizinha Argentina para o artista. “Por conta de alguns contatos que conheceram o disco, quando fui fazer apresentações em Buenos Aires, os ingressos estavam esgotados – fiquei surpreso, pois nunca havia pisado lá”.
NATIRUTS NA PRIMAVERA Lançamento do CD “Índigo Cristal”. Esplanada do Mineirão (Av. Antônio Abrãao Caran, 1001, São José). Dia 30 (sábado), às 16h. A partir de R$ 140 (inteira).
domingo (1º) AS GALVÃO: 70 ANOS DE HISTÓRIA Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Dia 1º de outubro (domingo) às 19h. Ingressos a partir de R$ 80 (inteira, plateia superior)
terça (3)
O artista
“Áfrico” traz ritmos de origem afrobrasileira, como jongo e o afoxé, mas sempre com o violão como referência
apresenta “Novos 6 Fortuna Mares” no Teatro Bradesco A convite do Jazz Festival Brasil, a cantora paulistana Fortuna desembarca na capital mineira para apresentar seu último trabalho “Novos Mares – Alepo – Sefarad – Olinda”. A partir de um encontro das tradições judaicas com as culturas do Mediterrâneo, a cantora resgata suas heranças culturais e interpreta temas em árabe, hebraico e ladino Onde Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes) Quando Dia 7 (sábado), às 21h Quanto R$ 25 (inteira).
quinta (5) Edição Especial "Tributo à guitarra" Casa do Jornalista (av. Álvares Cabral, 400, centro). Às 21h. R$ 15
Show “Em cada canto um você” Sala Sergio Magnani (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Às 20h. R$ 20 (inteira)
No show de 15 anos de “Áfrico”, com participação do cantor Lenine Grande Teatro Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro – 3270-8100). Dia 5 (quinta), às 21h. A partir de R$ 30 (inteira).
Série “Concertos Teatro Bradesco”. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 20h30. R$ 20 (inteira)
Com Thaís Gulin, Flávio Renegado, Minimalista e Lucas Santtana. Instituto Inhotim (r. B, 20, Brumadinho, 3571-9700). Dia 30 (sábado), das 17h30 às 21h30. A partir de R$ 44 (inteira, lote promocional).
KRISTOFF SILVA
> Sérgio Santos
PAULO SANTOS/DIVULGAÇÃO
CAMILA DE ÁVILA ALVES/DIVULGAÇÃO
AFFONSINHO E RADIOBLUES
No show “O Disco do Tênis”. Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537, Centro). Dia 30 (sábado), às 21h. A partir de R$ 70 (inteira)
Qui. 5. out.
QUARTETO COULL E CÉLIA IRUZUN
INHOTIM NOITE ABERTA
LÔ BORGES
E ainda teve mais. Quando o Museu da Imagem e do Som (MIS) resolveu listar uma discoteca básica brasileira do século XXI, o primeiro CD a ser selecionado foi “Áfrico”. “São desdobramentos que vão acontecendo e que fogem à nossa expectativa. Depois do lançamento, o álbum foi ganhando outra dimensão. A prefeitura de São Paulo, por exemplo, comprou uma grande quantidade para ser distribuída em escolas públicas”, orgulha-se Sérgio, que faz questão de ressaltar o prazer de reencontrar Lenine. “A gente já viajou muito, mas tivemos pouca oportunidade de fazer algo juntos. Então, esse reencontro vai ser ótimo, sensacional”, prevê. Em tempo: a parceria de Santos com Paulo César Pinheiro segue a todo vapor. “Acho que o que a gente tem de gaveta poderia resultar em uns quatro ou cinco projetos diferentes, de inéditas”, diz. Enquanto esses projetos não saem do papel, Sérgio revela que acaba de gravar um disco como intérprete, no qual coloca a voz a serviço de pérolas de nomes como Chico Buarque, Gilberto Gil, Moacyr Santos, Edu Lobo, Dori Caymmi e Tom Jobim.
ELETRONIKA Kdu Dos Anjos, Tamara Franklin e Rincon Sapiência. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 19h. Entrada gratuita
NIL LUS Músico apresenta o disco "Alma Feminina". Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 21h. R$ 50 (inteira).
TAQUINHO COSTA TRIO Show “Ainda” na edição do Idea em Concerto Idea Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1.200, Funcionários). Às 19h. R$ 25 (inteira)
sexta (6) ONDA SONORA Iconili e Zimun. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 22h. R$ 25 (antecipado)
MATÉRIA PRIMA Rapper convida o músico Barulhista para o palco. Idea Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1.200, Funcionários). Às 20h30. R$ 15 (inteira)
LUÍZA PALHARES/DIVULGAÇÃO
Pererê e Vitor Santana 6 Sérgio interpretam Caymmi Para o próximo show da série “Domingo no Museu”, Sérgio Pererê e Vitor Santana foram convidados a mergulhar no universo do consagrado álbum “Canções Praieiras”, de Dorival Caymmi. O repertório escolhido homenageia o importante compositor e leva para a apresentação canções como “O Bem do Mar” Onde Museu de Arte da Pampulha (av. Otacílio Negrão de Lima, 16.585, Pampulha) Quando Neste domingo (1°), às 11h Quanto R$ 20 (inteira).
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MÚSICA Novidades na cena autoral VÍTOR MACIEL/DIVULGAÇÃO
Patrícia Embora não Cassese fosse sequer nascido à época, involuntariamente, foi nos anos 60 e 70 que o mineiro Gedeon Antunes encontrou os pilares de sua formação musical, cujo resultado começa a ser apresentado ao público agora, com o lançamento de seu primeiro disco de carreira, “Bagatelas e Badulaques”. “No que diz respeito à música nacional, sempre gostei de Raul Seixas, a chamada Turma do Nordeste (Alceu Valença, Elba e Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Fagner e Belchior) e Rita Lee, tanto nos Mutantes quando no Tutti Frutti”, aponta. Já no escaninho dos internacionais, ele destaca Bob Dylan e Jimi Hendrix como influências confessas. Naturalmente, todo esse manancial serviu apenas de trampolim, posto que o fazer artístico do moço tem características que refletem a sua persona. Na verdade, algumas das faixas do CD-début já preenchiam seu baú autoral – que, aliás, é profícuo e, segundo ele, já pode ter outro escoadouro no ano que vem. Desafiado a fa-
lar sobre a vertente que abraça, ele enfatiza que assume o posicionamento folk, projetando o peso das composições para as letras, que normalmente abordam temas do cotidiano. Composta em inglês, “More Horse”, por exemplo traz, embutida, uma crítica ao consumismo exacerbado que pauta os dias atuais, ao mesmo tempo que exalta as virtudes de uma vida mais simples. Outra faixa composta neste idioma é “Free Way”, que, por sinal, foi composta durante o período que ele viajou para Los Angeles. “Lá, tive um choque de informações, e, no quarto do hotel, sozinho, acabei compondo, ainda sob o impacto do que estava vivenciando”. “O Que Você Quer” assinala com um convite ao meio musical mineiro, propondo mais conexões entre os artistas para um fortalecimento da cena. No show, ele estará com a banda que participou do trabalho, mas ele também prepara um show em formato mais intimista, com o qual poderá viajar com mais liberdade.
> Gedeon Antunes
Teatro de Bolso do Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro). Dia 6 (sexta), às 20h. R$ 20 (inteira)
Nil Lus lança‘Alma Feminina’
Gedeon Antunes: O cantor começou sua trajetória na música ainda adolescente
HIP HOP EM DESTAQUE Cidade Hip Hop Em sua nova edição, o projeto pauta o lançamento do primeiro CD do MC e produtor Eazy CDA. O show de apresentação de “O Gol de Honra” será na sexta (6), a partir das 22h, no Núcleo de Estudos de Cultura Popular, o Necup (av. Nossa Senhora de Fátima,
3.312, Prado). Além de Eazy, a noite vai contar com Paula Ituassú no comando da pista. O público também confere o som do DJ Spider, grafitagem de Fhero e a ginga dos B-boys e B-Girls do Breaking no Asfalto. Duas décadas Eazy CDA lan-
ça seu primeiro trabalho após 20 anos produzindo outros artistas. O CD conta com vários convidados. “Um time de primeira linha. Artistas que ajudaram a construir minha carreira e que acreditaram em mim como produtor e MC”, revela ele. Ingressos a R$ 10 (inteira)
De volta à sua terra natal, após uma passagem pelo México, o músico, poeta e compositor mineiro Nil Lus apresenta ao público seu mais novo espetáculo “Alma Feminina”, que tem como calço o recém-lançado disco homônimo. O show acontece no Teatro Bradesco, na próxima quinta-feira (5). Autorais, as canções perpassam questões atreladas ao universo feminino, em uma perspectiva histórica, política e social – incluindo o lado mítico e místico. “Alma Feminina” é o 15º álbum da carreira do belo-horizontino. São 16 faixas, além de dois bônus, “Gabo” e “Olorum”. A música de abertura, “Oxum”, se envereda por um tema que também contagia a capa do trabalho, uma reprodução da obra de mesmo nome.
> Nil Luz
Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2.244, Lourdes). Dia 5 (quinta-feira), às 21h. R$ 50 (inteira)
RAFAEL MOTTA/DIVULGAÇÃO
Venturini realiza 6 Flavio show beneficente em BH
Soul Blues Festival 6 BH homenageia Celso Blues Boy
O cantor e compositor mineiro Flávio Venturini apresenta o show “Paisagens Sonoras”. O espetáculo conta com o apoio do Programa Minas Tênis Solidário e abre a programação do projeto Pérolas de Minas no Outubro Rosa, uma campanha mundial de prevenção e combate ao câncer de mama. O artista é o padrinho do Pérolas de Minas, grupo que apoia mulheres em tratamento contra a doença. No repertório estão sucessos como “Todo azul do mar”, “Noites com Sol” e “Pierrot”. Onde Teatro Brdesco (r, da Bahia, 2.244, Lourdes). Quando Dia 4 (quarta-feira), às 20h Quanto R$ 50 (inteira)
O Festival traz grandes nomes do cenário mineiro do blues, como Bulldose Eletric Blues (show para crianças), Mojo, Affonsinho e Radioblues, Shello & Lobo Blues Band, Alexandre Araujo, Audergang, Renato Caetano, Alexandre da Mata e The Black Dogs, além de Leo Barreto, que fará tributo ao lendário Celso Blues Boy. Além disso, o festival traz o gaitista e cantor norte-americano Omar Coleman (foto), considerado um dos grandes ícones do gênero. Onde Av. Augusto de Lima, entre as ruas Paracatu e Araguari Quando Dia 8 de outubro (domingo), às 12h Quanto Entrada gratuita mediante troca do ingresso por 1 litro de leite
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CENÁRIO BH HERMANO TARUMA/DIVULGAÇÃO
PC/DIVULGAÇÃO
Mutações” programa três 6 “Ciclo conversas para a semana
Parede convida 6 Projeto Helder Cavalcanti
O “Ciclo Mutações – Dissonâncias do Progresso” realiza, nos próximos dias, três batepapos. Na terça, dia 3, o filósofo Marcelo Jasmin discutirá a “Civilização, Des-civilização e Violência”. No dia 4, o jornalista Eugênio Bucci (foto) abordará “Sem Fatos, Sem Política, Sem Imprensa”. E no dia 5, o arquiteto Guilherme Wisnik fala sobre o tema “Não-lugar, Cidade Genérica, Paisagem Transgênica”. Onde BDMG Cultural (rua da Bahia, 1600, Centro). Quando Sempre às 19h. Quanto R$ 20 (inteira, conferência avulsa). Confira: mutacoes.com.br
O artista, autor de belas obras gráficas na cidade (como a que aparece na foto ao lado, na avenida do Contorno), é o convidado do mês do projeto. Onde Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1046, Centro). Quando Execução da obra: dias 3 e 4 de outubro, das 9h às 18h, com intervalo entre as 12h e as 13h40. Permanência da obra: 5 de outubro a 7 de janeiro, durante todo o dia no portão da saída de emergência do teatro Quanto Gratuito.
MARTA ALENCAR/DIVULGAÇÃO
CASA ARTE SOBRE O PAPEL/DIVULGAÇÃO
‘Vai Mundo’ 6 Projeto promove palestra na AML
apresenta 37 6 cAsA gravuras de 29 artistas
O projeto “Vai Mundo”, que trata do contexto histórico da deficiência e seus desafios, realiza a palestra “A História da Deficiência e Desafios da Acessibilidade no Mundo”, com a jornalista Mariana Rosa (do blog e livro “Diário da mãe Alice”), a cadeirante Laura Martins (autora do livro “Cadeira Voadora”, foto ao lado), a escritora Michele Malab e o cientista social Marcos Fontoura. Onde Academia Mineira de Letras (rua da Bahia, 1.466) Quando Quinta (5), às 19h. Quanto Gratuito.
O homem comum, em suas atividades, passando pelo sofrimento e o trabalho até chegar à morte. Essa é a linha que conduz a coletiva “Prosaica Humanidade”. São 37 gravuras de 29 artistas, entre eles, Goya (ao lado, detalhe de “No Hay Que Dar Voces”), Chagall, Goeldi e Renina Katz. Onde cAsA – Obras Sobre Papel (av. Brasil 75, Santa Efigênia). Quando Segunda a sexta, das 10h às 19h. Sábados, das 10h às 14h. Até 23 de dezembro. Quanto Gratuito
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O QUE VEM POR AÍ outubro DIA 11 BEST OF JETHRO TULL BY IAN ANDERSON
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 260 (cadeira setor 1, inteira, 1° lote), R$ 230 (cadeira setor 2, inteira, 1° lote), R$ 180 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote).
WILMORE OLIVEIRA/I HATE FLASH/DIVULGAÇÃO
RIAS – GUILHERME WEBER APRESENTA “FRANKENSTEIN”
teira).
MADELEINE PEYROUX
DIA 28
Sesc Palladium. Às 21h. R$ 80 (inteira).
Centro Cultural Banco do Brasil BH. Às 19h30. Entrada franca com distribuição de senhas 1h antes do início do evento.
3030 - LANÇAMENTO DO CD “ALQUIMIA”
DIA 18
DIA 19
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 70 (pista/arquibancada, 1° lote).
IRA! FOLK
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 440 (mesa setor 1, inteira), R$ 400 (mesa setor 2, inteira), R$ 60 (arquibancada, inteira, 1° lote).
AGNALDO TIMÓTEO
novembro
Teatro Bradesco. Às 16h. R$ 100 (inteira).
DIAS 3 E 4
DIA 20
JOTA QUEST ACÚSTICO MÚSICAS PARA CANTAR JUNTO
DIA 21
ABERTURA DA EXPOSIÇÃO "EX AFRICA"
Centro Cultural Banco do Brasil BH. Das 9h às 21h. Entrada franca. Até 30/12.
Esplanada do Mineirão. Às 21h. R$ 500 (pista premium Budzone), R$ 240 (pista, inteira).
DIAS 12, 13 E 14
DIA 21
Palácio das Artes. Às 21h. R$ 180 (plateia 1, inteira), R$ 150 (plateia 2, inteira), R$ 110 (plateia superior, inteira).
FESTIVAL ROOTSTOCK BRASIL 2017
ANAVITÓRIA
DIA 11
KM de Vantagens Hall BH. Às 21h. R$ 160 (cadeira setor 1, inteira), R$ 140 (cadeira setor 2, inteira), R$ 90 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote).
PAULINHO DA VIOLA ENCONTRA MARISA MONTE
DIA 25
Serraria Souza Pinto. Às 10h. R$ 230 (passaporte para os três dias, 3° lote).
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 60 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 120 (pista premium, inteira, 1° lote).
DIA 17
DIAS 21 E 22
PAUL MCCARTNEY
MONÓLOGO PÚBLICO COM MICHEL MELAMED
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 1.200 (mesa setor 1 com quatro lugares), R$ 1.000 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 150 (arquibancada, inteira, 1° lote).
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 520 (mesa setor 1 com quatro lugares), R$ 440 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 80 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote).
DIA 11
DIAS 25 E 26
ARNALDO ANTUNES A CASA É SUA
DIA 3
RADNOR AND LEE
ÓPERA PORGY AND BESS
Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 21h. R$ 50 (inteira)
HUMBERTO GESSINGER – DESDE AQUELE DIA – 30 ANOS A REVOLTA DOS DÂNDIS
MAIS BONITO NÃO HÁ MILTON NASCIMENTO E TIAGO IORC
Palácio das Artes. Seg. a sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 60 (in-
DIA 16
Palácio das Artes. Sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 130 (plateia 1, in-
Anfiteatro Mineirão. Às 19h. A partir de R$ 40 (arquibancada
Music Hall. Às 21h. R$ 160 (pista e Meet and Greet, inteira, 1° lote), R$ 260 (camarote e Meet and Greet, inteira, 1° lote).
DIA 11
Mineirão. Às 21h. R$ 850 (pista premium Elo, inteira), R$ 400 (pista normal, inteira), R$ 580 (cadeira inferior, inteira), R$ 350 (cadeira superior, inteira). DIA 18 HISTÓRIAS EXTRAORDINÁ-
JOHN MAYER
Teatro Sesiminas.Sáb., às 20h; dom., às 19h. Valores ainda não divulgados. DIAS 21, 23, 25, 27, 31
AMIGAS – FERNANDA BRUM E EYSHILA
VANESSA DA MATA
A banda Jota Quest lança DVD acústico em novembro
teira), R$ 120 (plateia 2, inteira), R$ 110 (plateia superior, inteira)
dezembro
setor branco, inteira, 1° lote).
janeiro DIA 16
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ARTES CÊNICAS Aventura pelo cancioneiro PABLO BERNARDO/DIVULGAÇÃO
Aline Gonçalves
Uma garota destemida e sua inseparável boneca de pano resolvem sair juntas pelo mundo à procura de um sabiá desaparecido. É essa a premissa do espetáculo infantil “Berenice e Soriano”, cuja temporada de estreia em Belo Horizonte será entre 6 e 15 de outubro, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-BH). Se elas encontrarão ou não o pássaro, é preciso assistir para saber. Certo é que o caminho da menina com a boneca (e do público) será de descobertas e reencontros com personagens do cancioneiro popular brasileiro e suas célebres cantigas de roda, que há décadas permeiam o imaginário dos pequenos. Por isso, a montagem une teatro, dança e música. O texto original é da escritora Manuela Dias, famosa por outro tipo de produção, mais adulta, que inclui, por exemplo, as minisséries da rede Globo “Justiça” e “Ligações Perigosas”, ambas exibidas 2016. “A Manuela enviou esse texto ao meu marido há uns três anos (o ator e diretor Rodolfo Vaz) porque pensou nele com a boneca. Resolvemos montar a
No palco peça, mas, por uma série de circunstâncias, ele acabou não podendo fazer parte, e eu fiquei com a responsabilidade da direção”, conta a atriz e preparadora corporal Fernanda Vianna, na função pela primeira vez. Os dois são conhecidos pelas atuações com o grupo Galpão, mas Fernanda também já havia trabalhado com Manuela antes, quando fez parte do elenco da minissérie “Justiça”.
CONSTRUÇÃO Agora, a diretora elogia a autora por esses escritos voltados ao público infantil. “O tema é apaixonante, saboroso e poético. O texto é inteligente e divertido e, por isso, costumo falar que não é um espetáculo só para crianças: tenho certeza de que os adultos vão aproveitar muito”, diz ela. Para Fernanda, o tema também é importante por ser um resgate à cultura na-
Elenco interpreta músicas do imaginário popular em ritmos diferentes
cional. “É importante respeitar a riqueza da nossa tradição. Fizemos um trabalho profundo com os personagens. A Berenice é uma criança que vê as coisas pensando no futuro, enquanto a Rosa, na verdade uma boneca criada por ela, faz o contraponto. Não usamos
recursos mirabolantes, mas o texto já é ótimo e flui perfeitamente com as músicas”, explica. No elenco, estão os atores Denise Lopes Leal, Evandro Heringer, Jéssica Tamietti, Juliane Guimarães e a musicista e multi-instrumentista Sarah Assis, que guiou todos na proposta coletiva de criação musical. A trilha sonora, assim, é toda executada ao vivo por eles, que tocam instrumentos diversos
fazendo releitura dos clássicos. Eles aparecem em ritmos como samba de roda, maracatu, forró, valsa e frevo, por exemplo. “A versão que fizemos para ‘O Sapo Não Lava o pé’ é um reggaeton”, comenta Fernanda. “Sabiá na Gaiola”, “Tangolomango”, “A Barata Mentirosa”, “Alecrim Dourado”, “Sambalelê”, “Pai Francisco” e “Marinheiro Só” são canções que aparecem no espetáculo. Já na cenografia, o destaque são os bordados, fuxicos e rendas, em almofadas, além de elementos que remetem à inocência da antiga infância, como um cavalinho de balanço de madeira. “Mas não é um espetáculo saudosista”, explica Fernanda. A cultura regional mineira, o sertão de Guimarães Rosa e a poética de Manuel de Barros, presente no texto de Manuela, foram a inspiração para a cenógrafa Wanda Sgarbi na criação do cenário, figurino e adereços, e para Wladimir Medeiros, na concepção da iluminação.
“Berenice e >Soriano” CCBB-BH (praça da Liberdade, 450, Funcionários). Dias 6 (sexta), às 19h; 7 (sábado), 8 (domingo) e de 12 a 15 (quinta a domingo), às 16h e às 18h. R$ 20 (inteira).
O ritmo ímpar dos ribeirinhos Tão particulares quanto rotineiros são os gestos dos ribeirinhos da bacia do rio Amazonas, que se moldam desde o nascimento aos cursos d'água, à cotidiana lama. Nadar, jogar a rede, pescar. Tudo é feito em um tempo diferente, mais longo, que não sofre interferência dos horizontes dos grandes centros urbanos. Esse outro universo brasileiro, diga-se, inspirou três produtos culturais que se alimentam entre si: uma exposição fotográfica, um espetáculo de dança e um livro. Agora, premiados pela Funarte, estes projetos chegam juntos a Belo Horizonte nas próximas quarta (4) e quinta-feira (5). “A gente pensa a questão do ribeirinho por essa ótica do cotidiano”, comenta Fabiano Barros, diretor do espetáculo “D’Água e Lama”, da rondoniense Cia de Artes Fiasco. “Do mes-
Qua. e qui. 4 e 5.out.
MICHELE SARAIVA/DIVULGAÇÃO
Cia de Artes Fiasco parte de série de fotos para dançar a vida dos ribeirinhos MICHELE SARAIVA/DIVULGAÇÃO
mo jeito que o corpo do cidadão da metrópole se conforma ao seu meio, assim também é com eles”, diz. Vale dizer, essa é a 10ª peça da companhia, que não só dança, como também apresenta espetáculos teatrais. “E é a terceira vez que trabalhamos com questões relacionadas à bacia
do rio Amazonas”. Nas duas primeiras, todavia, o grupo explorou as lendas da região – e, mesmo ao falar do garimpo, houve conexões, por exemplo, com personagens como Iara. Dessa vez, o que interessa são os próprios ribeirinhos, seus movimentos, a forma como se habituam a um ambiente
Ribeirinhos em fotografias
muitas vezes hostil. “O tempo mais longo, sem interferência da TV” é outro assunto sobre o qual se debruçam os artistas, explica. Há ainda a intenção de retratar com certa crueza a vida desses brasileiros. Algo que se pode notar pela ausência de uma “trilha sonora artificial”. Na peça só há os sons da respiração das duas bailarinas em cena, dos movimentos delas na água e no barro. “Inicialmente, a gente até convidou dois artistas para fazer a sonorização, mas depois de assistir, eles disseram que toda a música já estava no espetáculo”, lembra. EXPOSIÇÃO Há sim muitas contraposições entre a vida dos ribeirinhos da bacia do rio Amazonas em paralelo aos que vivem no meio urbano. No lugar das estradas, por exemplo, estão os rios. Se nas cidades a noite se estende em meio à luz artificial, nessas co-
munidades só há a luz dos astros. Estes e outros estranhamentos foram vivenciados pela fotógrafa Michele Saraiva, também nascida em Rondônia, mas hoje radicada em São Paulo. Em 2011, ela experimentou uma inquietante passagem por comunidades do Baixo Madeira (importante rio da bacia do rio Amazonas). Com a câmera em punho, a viagem reverberou na série de fotos que inspirou Barros a criar o espetáculo de dança contemporânea. A exposição de fotos acompanha o espetáculo. “É uma forma de a gente mostrar esse lugar em que a gente buscou nossas referências”, explica a fotógrafa. (Alex Bessas)
> D’Água e Lama
Cia de Artes Fiasco, de Rondônia. Auditório da Escola de Belas Artes da UFMG (av. Presidente Antônio Carlos, 6627, Pampulha). Dias 4 (quarta) e 5 (quinta), às 19h30, com bate-papo em seguida. Entrada franca.
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ARTES CÊNICAS Cidade que acolhe e sonha
teatro adulto
Sáb. e dom. 7 e 8.out
Tons pastéis
Inês Peixoto relembra que as crianças ajudaram a colorir cenario e figurino
dramaturgia inserida em um recital de dança e a transformação dos bailarinos em personagens é um processo de ruptura – e de aumento de perspectiva. Ao se envolver nesta iniciativa, Inês Peixoto assume pela primeira vez a direção em um espetáculo com balé e dança contemporânea. “Utilizamos ferramentas do teatro para trabalhar memórias afetivas dos bailarinos, evocar
Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, 3241-7181). Sáb. (30), 20h; dom. (1°), 19h. R$ 50 (inteira).
A MINHA MÃE É UMA COMÉDIA
FRANCISCO DE ASSIS - DO RIO AO RISO
Dir. Maurício Canguçu. Com Beto Sorolli. Uma sem um rumo na vida recebe ajuda de sua avó. Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste sáb. (30), às 20h; dom. (1°), às 19h. R$ 40 (inteira).
Dir. Carlos Nunes. Com Carlos Nunes e André Maurício. A existência de Francisco de Assis, homem e santo, sobre a terra. Teatro Francisco Nunes (Parque Municipal). Sex. (6), às 20h. R$ 30 (inteira).
ÀS MARGENS Dir. André Luiz Dias. Com Amanda Chaves, André Luiz Dias, Araci Cachoeira. Histórias do Vale do Mucuri. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613). Sex. (6) e sáb. (7), às 21h. R$ 20 (inteira).
ATRÁS DOS OLHOS DAS MENINAS SÉRIAS Dir. Juarez Guimarães Dias Com Léo Quintão e Neise Neves Uma mulher obsessiva expõe suas lembranças, segredos, experiências. Espaço Aberto Pierrot Lunar (r. Ipiranga, 137, Floresta). Neste sáb. (30), às 20h. R$ 10 (inteira).
BOA NOITE CINDERELA Dir. Inês Peixoto. Com Amauri Reis Bancário acorda após conhecer um rapaz. Está sozinho e com vergonha. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Sáb. (30), 20h; dom. (1°), 19h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (Sinparc).
CERTOS RAPAZES - O NOSSO AMOR A GENTE INVENTA Dir. Maurício Canguçu. Com Gerson Marques e Guilherme Neves O encontro amoroso de dois homens. Teatro da Biblioteca Pública (Circuito Liberdade, 21). Sáb. (30), 20h30; dom. (1°), 19h. R$ 17 (Sinparc).
ESTRANHOS.COM Dir. Emillio de Mello. Com Johnny Massaro e Deborah Evelyn. Jovem blogueiro se apaixona por uma professora de literatura mais velha.
ANDREIA BUENO/DIVULGAÇÃO
lembranças, sensações que tinham sobre a cidade e a infância”. AS VIRTUDES As crianças foram essenciais para a criação do espetáculo. A partir de dinâmicas lúdicas e criativas com os pequenos, os bailarinos e a produção chegaram a 12 virtudes necessárias para uma cidade ideal: compaixão, tolerância, paciência, perseverança, honestidade, generosi-
dade, solidariedade, respeito, justiça, lealdade, gratidão e gentileza. “Os alunos do Sesi Catem (de 6 a 7 anos) criaram esquetes. Em um deles, diziam que devemos ‘tentar, tentar, tentar, até conseguir!’ Em outro, entregavam um agasalho a uma pessoa com frio, ajudavam uma senhora a atravessar a rua, devolviam ao dono uma nota de 100 reais achada na rua…”, recorda Ane, revelando uma curiosidade. “Para
os pequenos, a mais difícil das virtudes é a paciência”. Eduardo Moreira e Inês Peixoto passaram a integrar o projeto um pouco após o início das pesquisas, mas logo acertaram os ponteiros. “Baseado no texto ‘Nossa Cidade’, de Thornton Wilder (1897-1975), o Eduardo propôs uma cidade comum, com duas famílias e uma rua principal, e focou nas relações de vizinhança, visto que as virtudes se dão na convivência das
CIA NEDERLANDS FAZ APRESENTAÇÃO INÉDITA EM BH DAISY KOMEN/DIVULGAÇÃO
João H. Uma “cidaMotta * de ideal”. Esse foi o ponto de partida de “Cidade dos Sonhos, Recanto das Virtudes”, novo espetáculo da Cia de Dança Sesiminas, que estreia no sábado (7). Somando balé clássico e dança contemporânea a teatro, a iniciativa tem coreografia assinada por Ane Adade. Integrantes do Grupo Galpão, Inês Peixoto e Eduardo Moreira assinam, respectivamente, direção e roteiro, enquanto a trilha sonora é de Kiko Klaus. A montagem conta, ainda, com as crianças do projeto Rede de Virtudes, da Rede Sesi de Ensino. O espetáculo traz uma novidade para a Cia Sesiminas. Tradicionalmente voltada ao balé clássico, ela abriu-se às possibilidades da dança contemporânea e à linguagem teatral para a empreitada. Ane Adade frisa que todos os bailarinos participaram do desenvolvimento da coreografia. E ressalta que a
ISSO É TUDO QUE EU TENHO Dir. Thiago Ventura. Com Thiago Ventura Humorista conta histórias da sua infância. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste dom. (1°), às 19h. R$ 80 (inteira).
MACUNAÍMA GOURMET Dir. Eid Ribeiro e Eduardo Felix. Com Pigmalião Escultura que Mexe. O espetáculo marca os 10 anos do grupo e reflete os contrastes das sociedade. Teatro Francisco Nunes (Parque Municipal). Sáb. (30), às 20h. R$ 10 (inteira).
MÃE - RAIZ DO MORRO Dir. Fernanda Carvalho, Liliane Alves e Marcelo Oliveira. Com Coletivo O Teatro Entre Elas. A luta de mulheres para se equilibrar no mito da mãe ideal. Espaço Cultural Casa do Beco (av. Arthur Bernardes, 3876, Santa Lúcia). Sáb. (30), 20h. Entrada gratuita.
NEAGLE SHOW Dir. Marcos Nauer Sampaio. Com Eagle Trindade, Gabriel Neox. Os desafios que bombam no Youtube chegam ao palco. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258). Dom. (1°), 14h. R$ 150 (plateia 1A, meet & greet); R$ 100 (plateia 1B e 2, inteira).
OS HOMENS QUEREM CASAR E AS MULHERES QUEREM SEXO Dir. Carlos Nunes. Com Marcelo Ricco Jonas é um rapaz que tenta encontrar uma mulher pra se casar. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30). Sáb. (30), 21h; dom. (1°), 19h. R$ 40 (inteira); R$ 16 (Sinparc).
PERIGO, MINEIROS EM FÉRIAS
Dança Com 60 anos de história, a companhia holandesa Nederlands vem pela primeira vez a BH. O espetáculo, que reúne três coreografias inéditas, será apresentado no dia 7 (sábado), às 21h, no Sesc Palladium
Dir. Rogério Falabella. Com Raul Starling, Adriani Vargas, Olavino Marçal Funcionário público estressado leva a família para uma viagem de férias. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta). Sáb. (30), 21h; dom. (1°), 19h. R$ 40 (inteira); R$ 20 (postos Sinparc).
ca Mariazinha após cair da janela. Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade, 700). Sáb. (30), às 17h. Gratuito.
quatro figuras tem que se entender. R. Genoveva de Souza, 1.940, atrás do Galpão Cine Horto. Neste sáb. (30), às 17h. Entrada gratuita.
BERENICE E SORIANO
QUEM ROUBOU O BRANCO DO MUNDO?
RELAXA E GOSTA
Uma menina vive na estação transiberiana e, certo dia, encontra uma arara. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Neste sáb. (30), às 16h. R$ 100 (plateia 1, inteira); R$ 80 (plateia 2, inteira); R$ 60 (plateia 3, inteira).
Com Christiano Junqueira. Stand-up. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova). Neste sáb. (30), às 19h. R$ 10.
UMA SOMBRA ENTRE NÓS Dir. Fernando Couto e Danielle Fortunato Com Lorena Jamarino, Nino Camini e Bernardo Filaretti. Solidão, culpa e desejo se entrelaçam neste triângulo amoroso. Funarte (r. Januária, 68, centro). Sáb. (30) e dom. (1°), 20h. R$ 40 (inteira).
teatro infantil A BONEQUINHA PRETA Com Quintal da Guegué. A saga da bone-
(Leia mais na página 21)
MASHA E O URSO
O MENINO MAIS RICO DO MUNDO Dir. Diego Benicá. Com Marcelo Ricco. Um pequeno catador de papel convida a plateia para um dedo de prosa. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, 2108-7827). Neste sáb. (30) e dom. (1°), às 16h30. R$ 30 (inteira); R$ 12 (Sinparc).
O VERMELHO Dir. Robson Vieira. Com Patela Ajuntamento. Vindas de lugares diferentes,
Dir. Paulo Lobo Com Grupo Aldeia Comunicação e Arte A peça é uma forma de mostrar a alegria de conviver de forma harmônica. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Neste sáb. (30) e dom. (1°), às 16h30. R$ 30 (inteira).
pessoas”, lembra Inês. Um dia, um imigrante que chega ao local, em uma mala. E as famílias – uma mais tradicional, outra mais diversificada – são incumbidas de acolhê-lo. Na condução deste enredo, a montagem lança um olhar sobre as possibilidades de paz e de suavidade com a vida. “É necessário balancear os trabalhos com a necessidade de olhar o outro através da generosidade e da solidariedade”, pondera Inês, para quem o desafio de unir linguagens foi “maravilhoso”. Para tal, as indicações dadas pelo grupo foram fundamentais. “A Ane e os bailarinos me indicaram muitas referências do que está circulando no mundo da dança contemporânea. Me apaixonei, por exemplo, pelo Mats Ek (que a Ane também ama)”, exalta Inês. * Sob a supervisão de Patrícia Cassese)
Cidade dos >Sonhos, Recanto das Virtudes Cia de Dança Sesiminas e Grupo Galpão. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Dias 7 e 8 de outubro, às 17h. R$ 20 (inteira)
Dir. Antônio Hildebrando e Anna Campos Grupo Oriundo de Teatro Temas referentes à infância são levados a cena por meio de músicas ao vivo. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (1°), às 16h. R$ 10 (inteira).
dança D’ÁGUA E LAMA Dir. Fabiano Bairros Com Cia de Artes Fiasco A vida em comunidades amazônicas por meio da dança contemporânea. Auditório da Escola de Belas Artes da UFMG (av. Pres. Antônio Carlos, 6627, Pampulha). Qua. (4) e qui. (5), às 19h30. Entrada gratuita.
SAPIÊNCIA Dir. Victor Alves. Com Laia Cia. de Danças Urbanas. O processo civilizatório da humanidade visto por meio de danças urbanas. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30).Sex. (6), 12h. Gratuito.
experimentos cênicos (*) O CAMINHO ATÉ MERCEDES Dir. Thiago Catarino. Com Sol Miranda A história da primeira mulher negra a integrar o corpo de baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
REI SAPO
PROTÓTIPO PARA CAVALO
Dir. Diego Dávila Com Diego Dávila, Marcela Fiorenzo e Shirley Rodríguez Livre adaptação da fábula homônima dos irmãos Grimm. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta). Neste sáb. (30), às 16h. R$ 10.
Dir. Bremmer Guimarães. Com Brunno Oliveira. Um manifesto, onde o amor é uma violência tão cruel quanto a guerra.
musical A FESTA DO PIJAMA
ANTES DA ESCRAVIDÃO Com Helvécio Izabel e Lúcio Ventania A história dos pesadelos de um general do Antigo Império Gana. (*) Teatro Espanca (r. Aarão Reis, 542, centro). Seg. (2), às 20h. R$ 10 (inteira).
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LITERATURA O espetáculo das araras de lear Patricia Fotógrafo esCassese pecializado em natureza selvagem, João Marcos Rosa já visitou paisagens deslumbrantes – muitas, por conta de trabalhos para publicações como a “National Geographic”. No entanto, acalentava o sonho de conhecer um lugar que, situado no nordeste da Bahia, traduz com precisão a característica mais comumente atrelada ao sertão: a resistência. Ao fazer a tão sonhada viagem à ecorregião do Raso da Catarina, em 2012, o fotojornalista se flagrou, como ele mesmo diz, “transtornado” – e não só com a beleza absurda da região e com a cultura e a história do entorno (palco, por exemplo, da Guerra de Canudos), mas com o espetáculo ímpar da revoada das araras-azuis-de-lear. Para ilustrar, ele compararia o local a uma espécie de Grand Canyon, “mas povoado por um bando de araras”. Aquele primeiro contato se desdobrou em vários outros – os últimos, já impulsionados por um objetivo nobilíssimo: a composição do livro “Os Jardins da Arara de Lear”, que será lançado no próximo sábado (7), em BH. A empreitada, ele dividiu com seu colega (do coletivo de histórias visuais Nitro) Gustavo Nolasco, responsável pelo texto. “O João quis dar uma outra pegada ao livro, que não a pura e simplesmente científica. E me convidou para tentar dar um caráter mais humano a essa história, mostrando a saga dos sertanejos que lutam pela preser-
vação não só das araras, como de seu principal alimento, o coquinho; e de outras espécies nativas”. Cumpre frisar que a ave, até pouco tempo atrás, era considerada como “em perigo crítico” pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais. Explica-se: quando foi revelada ao mundo pelo naturalista alemão Helmut Sick, em 1979, a arara-azul-delear consistia em um grupo de apenas 21 exemplares. Hoje, estima-se que existam 1.400 ararinhas, o que levou a mudança de categoria da espécie para “ameaçada
Sáb. 7.out.
JOÃO MARCOS ROSA/DIVULGAÇÃO
Ameaçadas de extinção, as araras azuis de lear são as estrelas do livro
de extinção”. “Houve um acréscimo populacional relevante sim, mas há algumas críticas a essa mudança de nível, pelo fato de a arara-de-lear ser endêmica, o que a faz, por exemplo, ainda estar sujeita a uma queimada”, explica Rosa. A preservação dessas aves teve como baliza o ano de 1980, quando iniciou- se a pesquisa das áreas de nidificação e dormitório das araras. Em 1983, foi criada a Estação Ecológica do Raso da Catarina. Dez anos depois, a FundaçãoBiodiversitas adquiriu 130 hectares da área de Toca Velha e criou a Estação Biológica de Canudos, ampliada em 2007, quando passou a incluir os paredões utilizados pelas aves. Em 2001, também foi criado o Programa de Conservação da Arara-azul-de-lear, no município de Jeremoabo. O livro aborda outros perigos às aves, como caçadores e traficantes. Em contrapartida, os nativos estão empenhados como nunca em atuar contra os “milicianos da destruição”. E em meio a eles, surgem personagens cativantes, como Seu Zequinha, que, em função da idade, abandonou a subida nos paredões para encontrar suas amigas aves. Qual não foi sua surpresa, certo dia, ao receber a visita de alguns exemplares, que, talvez saudosos, trataram de um fazer ninho ao lado de sua humilde morada.
Jardins da Arara >de Lear Lançamento do livro. Livraria Scriptum (rua Fernandes Tourinho, 99, Savassi). Dia 7 (sábado), às 11h. Entrada gratuita. O livro será vendido a R$ 90.
CENÁRIO BH OSCAR ARARIPE/REPRODUÇÃO
FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE CULTURA/DIVULGAÇÃO
digital 6 Fachada expõe obras de Oscar
negra é 6 Cultura celebrada no MHAB
No ano em que as obras de Oscar Araripe completam três décadas de existência, a Fachada Digital do Espaço do Conhecimento UFMG recebe a mostra “O Brasil Nunca Mais o Brasil – Cinco Estórias Sem Palavras”. O conjunto é formado por 149 imagens do começo da carreira do artista Onde Fachada Digital do Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade, 700, Funcionários) Quando Todos os dias, das 18h às 22h. Até 15/10 Quanto Gratuito
O espetáculo “Poethórias Afro”, da Companhia Primitiva de Arte Negra, será encenado neste final de semana no Museu Histórico Abílio Barreto. A montagem traz a interpretação de 12 poemas de Lena Santos, musicados a base de canto, dança e percussão ao vivo, e aborda temas como a luta pela terra e a mestiçagem. Onde Museu Histórico Abílio Barreto (avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim) Quando Neste domingo (1º), às 11h. Quanto Gratuito
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CINEMA Estranheza pop de Tim Burton Alex Tim Burton é Bessas vasto. Influenciado por filmes B dos anos de 1950 e aficionado pela literatura de terror, o diretor e produtor norte-americano acumula sucessos e fracassos de bilheteria e, sem receio de arriscar, tornou-se uma referência no cinema, com trânsito fácil entre os universos pop e cult. Agora, a cinegrafia de Burton poderá ser revista em Belo Horizonte. A cidade recebe, pela primeira vez, entre os dias 1° de outubro e 5 de novembro, uma mostra sobre a obra do artista. No total, serão exibidos 41 filmes – material que “inclui seus trabalhos como produtor, diretor e até obras que o influenciaram”, explica Breno Lira Gomes, idealizador e curador da mostra “Tim Burton e Suas Histórias Peculiares”. “Acredito que é importante que as pessoas possam assistir aos filmes que ele dirigiu, mas vejam também suas influências”, comenta Gomes, lembrando como o universo de “O Gabinete do Doutor Caligari”, filme de 1920, está presente, por exemplo, “nos cenários tortos” de produções como “Edward Mãos de Tesoura”, de 1990. Outro aspecto que a série de exibições deve refletir é sobre o papel de produtor do norte-americano. “É importante que as pessoas vejam que, mesmo na produção, ele mantém uma identi-
Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 30 de setembro (sábado) e 1º de outubro (domingo)
estreias AMOR, PARIS, CINEMA (Arnaud fait son 2ème film, França, 2017, 1h20, 14 anos) Dir. Arnaud Viard. Com Irène Jacob, Arnaud Viard, Louise Coldefy. Aos 45 anos, o cineasta Arnaud quer fazer seu segundo filme, mas não está sem ideias. Quer ter um filho, mas as coisas não dão certo com sua mulher. Ele se separa e vira professor e uma cidade, onde conhece Gabrielle. Belas 1: 13h50, 20h Ponteio 3: 13h25, 17h20, 21h15
DUAS DE MIM (Brasil, 2017, 1h22, 12 anos) Dir. Cininha de Paula. Com Thalita Carauta, Latino. Suellen é uma cozinheira que trabalha duro para manter sozinha a família. Um dia, seus sonhos viram realidade: ela se divide em duas. Sua cópia, tem diferenças de personalidade, sendo mais extrovertida e corajosa. BH Shopping 7: 14h15, 16h20, 18h30,
Abertura 1°.out.
AGENDA COMUNICAÇÃO/DIVULGAÇÃO
ESSENCIAIS Primeiros passos Estreia de Burton como diretor, Breno Lira Gomes não considera “As Grandes Aventuras de Pee-wee” (1985) exatamente marcante. “Era um filme encomendado, então, sua identidade não é tão explicita”, diz.
Em revista
Mostra reúne filmes dirigidos, produzidos e que influenciaram Tim Burton dade”, menciona. Exemplo maior é a animação “Estranho Mundo de Jack” (1993) – “que muita gente acha que foi dirigido por Burton”, comenta Gomes. CULTUADO Passando em revista toda obra que gira em torno das produções dirigidas, assinadas ou que influenciaram Burton, o curador pretende que “fãs declarados ou apenas apreciadores ocasionais entendam como ele construiu seu universo cinematográfico”. Para isso, Gomes mergulhou no livro “O Estranho Mundo de Tim Burton” (ed. LeYa) – que “traz toda a origi-
20h40 Big Shopping 4: 14h40, 18h40, 20h40 Boulevard 5: 15h, 16h50, 18h40, 20h30 Cidade 6: 12h(somente domingo), 14h40, 16h50, 18h40, 20h30 Contagem 8: 14h50, 16h50, 18h50, 20h30 Del Rey 4: 15h, 16h50, 18h50, 20h30, 22h20(somente sábado) Diamond 2: 15h10, 19h50 Diamond 3: 19h, 21h10 Itaú Power 2: 15h, 16h50, 18h40, 20h30 Minas 6: 15h, 17h, 19h, 20h50 Monte Carmo 2: 15h, 17h, 19h, 20h50 Pampulha 5: 14h10, 15h55, 17h40, 19h25, 21h10 Partage Shopping Betim 5: 15h15, 17h20, 19h30, 21h40 Pátio Savassi 1: 14h50, 17h15, 19h20 e 21h40 Shopping Estação 6: 13h45, 15h45, 18h, 20h, 22h Via Shopping 1: 14h40, 17h, 18h50, 20h40
ENTRELINHAS (The Unattainable Story, EUA, 2017, 1h13, 14 anos) Dir. Emilia Ferreira. Com Irina Björklund, Edoardo Ballerini, Harry Hamlin. Skene, diretor de uma peça teatral que lida com conflitos entre amor e trabalho, descobre, bem no dia da estreia, que foi manipulado. Belas 3: 18h
EXODUS – DE ONDE EU VIM
nalidade e estranheza de um dos mais criativos diretores da história do cinema”, segundo a editora. O culto ao artista, diga-se, é um dos aspectos que interessam ao curador. “A gente tem uma expectativa muito grande”, diz. Ele lembra que, no ano passado, uma outra exposição sobre o artista aportou no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. Na época, o número de visitantes superou a marca de 150 mil, o dobro outras mostras internacionais, como a de Stanley Kubrick e David Bowie. Em BH, Gomes torce que o sucesso se repita, “possibilitando uma troca entre os fãs e
cinéfilos tradicionais”. Afinal, ao trazer o universo de Tim Burton para a telona, Gomes acredita que dá uma oportunidade única para que o público possa assistir no cinema filmes que só viu pela TV. Por isso, “nos esforçamos em trazer projeções de qualidade”. Além disso, “em uma sala, por ser compartilhada, a experiência é potencializada”. Além das exibições, são programadas cinco palestras, que passam por temas como o cinema de horror e os personagens do autor. Há ainda uma oficina de stop motion e um master class. A amplitude da mostra, aliás, já indica: ela vinha sen-
NÃO EXISTE MAIS
Minas 1: 13h, 18h25 (*) Monte Carmo 4: 13h30(*) e 18h20 Pampulha 2: 14h e 18h40 (*) Shopping Estação 1: 21h30 Shopping Norte 1: 17h50 (*) Via Shopping 2: 13h30 e 18h10 (*) Sessões 3D: BH Shopping 2: 12h05, 15h10, 18h10, 21h20 Big Shopping 1: 15h10, 20h30 (*) Boulevard IMAX: 13h, 15h35, 18h30, 21h10 Cidade 5: 11h40(*)(somente domingo), 15h(*), 17h45(*), 20h30 Contagem 1: 16h10(*), 21h Del Rey 1: 22h40(somente sábado) Del Rey 2: 15h40, 21h Diamond 5: 14h50, 18h Diamond 6: 22h10 Itaú Power 5: 15h45, 21h05(*) Minas 1: 15h40, 21h10(*) Monte Carmo 5: 16h05, 20h50(*) Pampulha 1: 16h20, 21h (*) Partage Shopping Betim 1: 14h50, 18h20, 21h30 (*) Pátio Savassi 4: 22h10 Pátio Savassi 5: 15h20, 18h20, 21h20 Ponteio Premier: 13h20, 16h, 18h40, 21h20 Shopping Estação 4: 13h30, 16h30, 19h30, 22h30 (*) Shopping Norte 1: 15h10, 20h30 (*) Via Shopping 4: 16h05, 20h50 (*)
(Brasil, 2017, 1h30, 12 anos) Dir. Hank Levine. Acompanhando as jornadas de seis refugiados em uma observação sobre o estado do mundo frente à crise de imigração e os motivos que levam essas pessoas a abandonar seus países. Belas 2: 16h, 17h50, 19h40
O FANTASMA DA SICÍLIA (Sicilian Ghost Story, Itália/ França/ Suíça, 2017, 2h02, 14 anos) Dir. Fabio Grassadonia, Antonio Piazza. Com Julia Jedlikowska, Corinne Musallari, Gaetano Fernandez. Giuseppe, 13, desapareceu nas redondezas de uma misteriosa floresta. A pequena Luna não se conforma com o sumiço dele e está disposta a enfrentar todos os perigos para resgatar seu amigo. Belas 1: 15h20, 17h40, 21h40
KINGSMAN – O CÍRCULO DOURADO (Kingsman: The Golden Circle, Reino Unido/ EUA, 2017, 2h21, 16 anos) Dir. Matthew Vaughn. Com Taron Egerton, Colin Firth, Mark Strong. Após o fim do Kingsman, Eggsy e Merlin vão aos EUA à procura da organização secreta Statesman. Juntos, eles precisam derrotar a responsável pelo ataque. BH Shopping 9: 22h Big Shopping 1: 17h50 (*) Cidade 2: 12h50, 15h35, 18h20, 21h (*) Contagem 2: 15h, 17h45(*), 20h30(*) Del Rey 2: 13h e 18h20 Itaú Power 5: 13h10 e 18h25 (*)
(*) Sessões dubladas
LEGO NINJAGO – O FILME (*) (The Lego Ninjago Movie, EUA, 2017, 1h41, livre)
do gestada há muito tempo, precisamente, desde 2009. Dessa forma, Gomes se ateve aos detalhes e mesmo o período de exibições se relacionam com as propostas de Burton. “Por mais que não tenham tanto apelo no Brasil, tivemos o cuidado de programar filmes especialmente para os dias 31 de outubro (Halloween) e 2 de novembro (Finados) – datas que dialogam com o legado de Burton”.
Tim Burton e Suas >Histórias Peculiares Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro). De 1° de outubro a 5 de novembro, exceto segundas-feiras, das 14h30 às 19h20. Programação em www.sescmg. com.br. Gratuito
Dir. Charlie Bean. Durante o dia, Nya, Cole, Jay, Zane, Kai e Lloyd são adolescentes comuns. À noite eles se tornam ninjas. Boulevard 2: 15h05, 19h15 Big Shopping 5: 16h30 e 20h35 Cidade 4: 11h50(somente domingo), 16h15, 20h40 Contagem 3: 14h10, 16h15, 18h30 Del Rey 1: 16h15, 20h40 Diamond 6: 14h30 Itaú Power 6: 16h15, 20h40 Minas 2: 16h15, 20h50 Monte Carmo 4: 16h15 e 21h05 Pampulha 2: 16h40 e 21h20 Paragem 5: 16h15, 20h50 Partage Shopping Betim 6: 14h15 e 19h15 Pátio Savassi 4: 14h40 Shopping Estação 1: 14h, 16h454 e 19h15 Shopping Norte 2: 16h30 e 20h35 Via Shopping 2: 16h15 e 21h Sessões3D: Betim 1: 16h25, 20h30, 14h20, 18h30 BH Shopping 3: 12h30, 15h, 17h20, 19h45, 22h05 BH Shopping 8: 13h50, 16h30, 18h55 Big Shopping 5: 14h30, 18h30 Boulevard 2: 13h, 17h10 Cidade 4: 14h10, 18h30 Contagem 1: 14h, 18h50 Del Rey 1: 14h10, 18h30 Diamond 5: 12h30, 21h30 Diamond 6: 14h30, 17h05, 19h30 Itaú Power 6: 14h10, 18h30 Minas 2: 14h10, 18h40 Monte Carmo 5: 14h, 18h50
Nasce um mundo É em “Os Fantasmas se Divertem” (1988) que o curador identifica como “um filme que tem cara de ser o primeiro dele”, já indicando seus caminhos pelo horror e humor. Horror Em “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça” (1999), Burton homenageia o cinema de horror. “Toda atmosfera remete à Hammer (produtora de filmes de horror), que tinha em Christopher Lee (figura importante para Burton) seu principal ator”. Antes disso, em “Ed Wood” (1994), ele presta preito ao chamado “pior cineasta de todos”, Ed Wood, também essencial no seu repertório. Virada “Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas” (2003) marca momento especial para o diretor. “Nele, a figura paterna deixa de ser opressora, negativa, porque vem quando ele se torna pai”.
Pampulha 1: 14h20, 19h Paragem 5: 14h10, 18h40 Partage Shopping Betim 6: 16h40, 21h50 Pátio Savassi 2: 14h10, 16h40, 19h10 Shopping Estação 2: 13h(c), 15h45, 18h15 Shopping Norte 2: 14h30, 18h30 Via Shopping 4: 14h, 18h50 (*) Sessões dubladas
em cartaz O ASSASSINO – O PRIMEIRO ALVO (American Assassin, EUA, 2017, 1h51, 16 anos) Dir. Michael Cuesta. Com Michael Keaton, Taylor Kitsch. Stan Hurley, veterano de guerra, recebe sua tarefa mais complexa da CIA. Seu superior ordena que ele treine um ex-soldado das forças especiais que está devastado após a morte de sua noiva. BH Shopping 9: 16h Boulevard 3: 16h10 Cidade 3: 14h, 20h45 (*) Contagem 4: 16h10, 20h50 (*) Del Rey 6: 20h40 Itaú Power 4: 18h40 (*) Minas 5: 18h20 (*) Pampulha 3: 14h35, 18h55 (*) Partage Shopping Betim 4: 15h20 (*) Pátio Savassi 8: 16h50 (*) Sessões dubladas
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CINEMA MARV FILMES/DIVULGAÇÃO
em cartaz (continuação) BINGO – O REI DAS MANHÃS (Brasil, 2017, 1h51, 16 anos) Dir. Daniel Rezende. Com Vladimir Brichta, Augusto Madeira, Leandra Leal. Cinebiografia de Arlindo Barreto, um dos intérpretes do palhaço Bozo no SBT dos anos 80. Famoso quando usava a fantasia e desconhecido sem ela, ele acabou se envolvendo com drogas, inclusive nos bastidores do programa. Pátio Savassi 1: 23h45(somente sábado) Pátio Savassi 4: 19h40
COMO NOSSOS PAIS (Brasil, 2017, 1h42, 12 anos) Dir. Laís Bodanzky. Com Maria Ribeiro, Clarisse Abujamra, Paulo Vilhena. Ao mesmo tempo em que precisa cuidar das filhas, manter seus sonhos, seus objetivos profissionais e enfrentar as dificuldades do casamento, Rosa recebe uma notícia bombástica da mãe, Clarice, com quem tem uma relação conflituosa. Belas 2: 14h, 21h30 Ponteio 2: 14h40, 19h
DIVÓRCIO – ATÉ QUE O AMOR EXPLODA (Brasil, 2017, 1h50, 12 anos) Dir. Pedro Amorim. Com Camila Morgado, Murilo Benício, Luciana Paes. O casal Noeli e Júlio leva uma vida humilde, até que os dois ficam ricos depois de criar um molho de tomate que virou sucesso nacional. Com o passar dos anos, os dois vão se distanciando e um incidente é a gota d’água para a separação. Betim 3: 14h, 16h10, 18h20, 20h40 BH Shopping 10: 13h20, 15h50, 18h40, 21h Big Shopping 3: 14h45, 18h45 Boulevard 1: 14h30, 18h50, 21h Cidade 1: 16h10, 18h20 e 20h30 Contagem 7: 16h10, 18h40, 20h45 Del Rey 7: 13h50, 16h, 20h20, 22h40(somente sábado) Diamond 3: 14h, 16h30 Itaú Power 1: 16h40, 19h, 21h10 Minas 3: 14h, 18h30, 20h40 Monte Carmo 1: 16h10, 18h20, 20h30 Pampulha 4: 16h35, 18h50 Paragem 4: 14h20, 16h30, 18h50, 21h10 Partage Shopping Betim 7: 12h05, 14h30, 17h, 20h Pátio Savassi 4: 17h05 Pátio Savassi 7: 14h Shopping Estação 5: 16h15, 19h, 21h15 Shopping Norte 3: 14h45, 18h45 Via Shopping 5: 16h10, 18h30, 20h30
AS DUAS IRENES
BH Shopping 5: 12h20, 14h40, 17h10, 19h25 Betim 2: 14h20 Big Shopping 2: 14h Boulevard 3: 14h30 Cidade 8: 13h50 Contagem 5: 14h30 Del Rey 6: 14h30, 16h30 Itaú Power 4: 14h30 Minas 5: 14h40 e 16h30 Paragem 1: 14h Norte 5: 14h Monte Carmo 3: 14h10 Pampulha 6: 14h15 Partage Shopping Betim 2: 14h Pátio Savassi 3: 12h10 (*) Sessões dubladas
FEITO NA AMÉRICA (American Made, EUA, 2017, 1h55, 14 anos) Dir. Doug Liman. Com Tom Cruise, Domhnall Gleeson, Sarah Wright. Barry Seal é um piloto que trafica drogas e armas para o mítico Cartel de Medellín e, recrutado pela CIA, torna-se agente duplo. BH Shopping 6: 12h40, 17h40, 20h30 Big Shopping 4: 16h30 (*) Boulevard 2: 21h15 Cidade 8: 16h10 (*) Del Rey 5: 14h10 Diamond 2: 17h20, 22h Itaú Power 3: 13h20 (*) Pampulha 3: 21h05 (*) Paragem 2: 18h40 Partage Shopping Betim 2: 19h20 (*) Pátio Savassi 8: 14h05, 19h30, 22h20 Ponteio 4: 18h40 (*) Sessões dubladas
LINO – UMA AVENTURA DE SETE VIDAS (Brasil, 2017, 1h33, livre) Dir. Rafael Ribas. Lino trabalha como animador de festas. Determinado a mudar sua vida, ele contrata os serviços de um feiticeiro, mas a magia acaba sendo um tiro no pé, e Lino se transforma em um felino enorme. BH Shopping 7: 12h Paragem 3: 14h10 Diamond 4: 13h
IT – A COISA
(*) Sessões dubladas
EMOJI – O FILME (*) (Emoji, EUA, 2017, 1h26, livre) Dir. Tony Leondis. Todos os emojis têm somente uma expressão facial, com exceção de Gene, que nasceu com um bug em seu sistema. Determinado a se tornar um emoji normal, ele vai encarar uma jornada através dos aplicativos de celular mais populares desta geração.
Leia mais na página Neste domingo (1°) 14h “O Estranho Mundo de Jack” (EUA, 1993, 1h15) Dir. Henry Selick 17h “Os Fantasmas se Divertem” (EUA, 1988, 1h32) Dir. Tim Burton 19h “Batman” (EUA, 1989, 2h05) Dir. Tim Burton Terça-feira (3) 17h As grandes aventuras de PeeWee (EUA, 1985, 1h30) Dir. Tim Burton Quarta-feira (4) 17h Peixe grande e suas histórias maravilhosas (EUA, 2004, 2h05) Dir. Tim Burton
(*) Sessões dubladas
(*) Clube do professor. Necessário a comprovação do mesmo
(The Case for Christ, EUA, 2017, 1h57, 12 anos) Dir. Jon Gunn. Com Mike Vogel, Erika Christensen, Faye Dunaway. Um jornalista investigativo, ateu convicto, parte em uma investida para desmentir a existência de Deus após sua esposa tornar-se cristã. Cidade 3: 18h30 Contagem 3: 20h40 Shopping Estação 5: 14h
TIM BURTON E SUAS HISTÓRIAS PECULIARES (*)
(The Show, EUA, 2017, 1h44, 18 anos) Dir. Giancarlo Esposito. Com Josh Duhamel, Famke Janssen, Sarah Wayne Callies. Adam Rogers é um apresentador de TV que tem um novo e ousado programa em que as pessoas são pagas para se matarem ao vivo. Tal iniciativa macabra gera muitos protestos mas também faz bastante sucesso, graças ao fascínio do público em acompanhar a degradação de outras pessoas. BH Shopping 9: 13h30 Cidade 3: 16h15 (*) Contagem 5: 16h20 e 20h30 (*) Del Rey 6: 18h40 Partage Shopping Betim 2: 16h50 (*)
UMA MULHER FANTÁSTICA
EM DEFESA DE CRISTO (*)
(*) Cine Humberto Mauro e Sala Juvenal Dias - Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita
ESTA É A SUA MORTE – O SHOW
(Brasil, 2017, 1h29, 14 anos) Dir. Fabio Meira. Com Isabela Torres, Priscila Bittencourt, Marco Ricca. Uma menina de 13 anos, de uma família tradicional do interior, descobre que seu pai tem uma filha de outra mulher, com a mesma idade e o mesmo nome dela, Irene. Agora, a filha do meio se sente num lugar de rejeição e começa a tentar descobrir quem ela é e quem quer ser. Belas 3: 11(somente sábado)(*), 19h30(**)
(**) Sessão vitrine: R$ 12 (inteira)
“Elle et la Poule”, de Kika Nicolela / “Divina Luz”, de Ricardo Sá / “Autopsia”, de Mariana Barreiros / “Cabelo Bom”, de Swahili Vidal Moreira / “Crystal Lake”, de Jennifer Reeder.
(Una Mujer Fantástica, Chile/ Alemanha/ Espanha/ EUA, 2017, 1h44, 14 anos) Dir. Sebastián Lelio. Com Daniela Vega, Francisco Reyes, Luis Gnecco. Marina é uma garçonete transexual, mas seu verdadeiro sonho é ser uma cantora de sucesso e, para isso, canta durante a noite em diversos clubes de sua cidade. Isso até seu namorado morrer inesperadamente. Belas 3: 14h
(It, EUA, 2017, 2h15, 14 anos) Dir. Andrés Muschietti. Com Bill Skarsgård, Finn Wolfhard, Jaeden Lieberher. A pacata rotina da cidade de Derry é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. BH Shopping 1: 13h40, 17h50, 20h50 BH Shopping 5: 21h40 Betim 2: 16h20, 20h50 (*) Big Shopping 2: 15h45, 18h10, 20h40 (*) Boulevard 3: 13h30, 18h25, 21h05 Cidade 7: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) Contagem 6: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) Del Rey 3: 13h10, 15h40, 18h20, 20h50 Del Rey 6: 22h50(somente sábado) Diamond 4: 15h30, 18h30, 21h40 Itaú Power 3: 15h50, 18h25, 21h (*) Minas 4: 13h30, 16h, 18h40, 21h15 (*) Monte Carmo 3: 16h, 21h (*) Pampulha 6: 16h15, 18h45, 21h15 (*) Paragem 1: 16h, 18h35, 21h10 Partage Shopping Betim 3: 15h40, 18h50, 22h (*) Partage Shopping Betim 4: 21h10 Pátio Savassi 2: 22h05 Pátio Savassi 3: 14h30, 17h40, 20h50
O ator britânico Colin Firth protagoniza uma sequência de tirar o folêgo em “Kingsman” Shopping Estação 3: 14h30, 17h30, 20h30 (*) Shopping Norte 5: 15h45, 18h10, 20h40 (*) Via Shopping 3: 13h30, 16h10 e 21h (*) (*) Sessões dubladas
MÃE! (Mother!, EUA, 2017, 2h02, 14 anos) Dir. Darren Aronofsky. Com Jennifer Lawrence, Ed Harris, Javier Bardem. Casal tem o relacionamento testado quando pessoas não convidadas surgem em sua residência acabando com a tranquilidade reinante. BH Shopping 8: 21h30 BH Shopping 9: 19h10 Boulevard 4: 16h20, 18h50, 21h10 Cidade 8: 18h30, 20h50 (*) Contagem 4: 13h50, 18h40 Del Rey 5: 16h20, 18h30, 21h Diamond 1: 16h40 e 21h50 Itaú Power 4: 16h20, 21h (*) Minas 5: 21h (*) Monte Carmo 3: 18h40 (*) Estação BH 2: 21h45 (*) Pampulha 3: 16h45 (*) Pampulha 4: 20h55 (*) Paragem 2: 13h50, 16h20, 21h Partage Shopping Betim 4: 18h10 (*) Pátio Savassi 6: 12h20, 15h10, 18h10, 21h Ponteio 3: 15h05, 19h Via Shopping 3: 18h50 (*) (*) Sessões dubladas
PENDULAR (Pendular, Brasil/ Argentina/ França, 2017, 1h48, 18 anos) Dir. Júlia Murat. Com Raquel Karro, Rodrigo Bolzan, Neto Machado. Em um galpão abandonado, um casal de artistas contemporâneos observa a arte, a performance e suas intimidades se misturarem. Eles perdem, aos poucos, a capacidade de distinguir entre seus projetos artísticos, o passado de cada um e sua relação amorosa. Belas 3: 16h
POLÍCIA FEDERAL – A LEI É PARA TODOS (Brasil, 2017, 1h47, 14 anos) Dir. Marcelo Antunez. Com Marcelo Serrado, Antônio Calloni, Flávia Alessandra. Inspirado em fatos reais sobre a Operação Lava Jato, uma série de investigações sobre a corrupção no Brasil, desde o início do processo até a condução coercitiva do ex-presidente Lula. BH Shopping 4: 13h10, 16h40, 19h35, 22h15 Boulevard 1: 16h40 Cidade 1: 14h Contagem 7: 14h Del Rey 7: 18h10 Diamond 1: 14h10 e 19h20 Itaú Power 1: 14h20 Minas 3: 16h20 Monte Carmo 1: 14h Paragem 3: 16h10, 18h20 e 20h30 Pátio Savassi 7: 16h25, 18h55 e 21h30 Ponteio 2: 16h50 e 21h10 Via Shopping 5: 14h
O QUE SERÁ DE NOZES 2 (*) (The Nut Job 2: Nutty by Nature, EUA, 2017, 1h31, livre) Dir. Cal Brunker. Sequência da comédia de sucesso sobre um grupo de esquilos urbanos que planeja roubar uma loja com nozes e armazenar alimento para sobreviver ao inverno. Pampulha 4: 14h25 Partage Shopping Betim 4: 13h (*) Sessões dubladas
RODIN (Rodin, França, 2017, 2h01, 14 anos) Dir. Jacques Doillon. Com Vincent Lindon, Izïa Higelin, Séverine Caneele. Cinebiografia de Auguste Rodin (1840-1917). O escultor francês conhece Camille Claudel, que se torna sua assistente. Não demora para os dois se aproximarem e Camille virar musa e amante de Rodin. Mas o relacionamento é tempestuoso por causa da infidelidade dele. Belas 3: 21h20 Ponteio 4: 16h20 e 21h
O SEQUESTRO (Kidnap, EUA, 2017, 1h35, 14 anos) Dir. Luis Prieto. Com Halle Berry, Christopher Berry, Dana Gourrier. Uma mulher, que tem seu filho sequestrado em um parque local, embarca numa corrida contra o tempo para salvá-lo. BH Shopping 6: 15h20 Betim 2: 18h50 (*) Big Shopping 3: 16h45, 20h45 (*) Contagem 5: 18h30 (*) Shopping Norte 3: 16h45 e 20h45 (*) Partage Shopping Betim 2: 22h10 (*) (*) Sessões dubladas
mostras PARACÊTALOKA (*) Neste sábado (30) 17h15 “Vic & Flo viram um urso” (Canadá, 2013, 1h35, 14 anos) Dir. Denis Côté. 19h “Doce Amianto” (BRA, 2013, 1h10, 16 anos) Dir. Guto Parente, Uirá dos Reis. 20h15 “O cheiro da gente” (FRA, 2014, 1h28, 18 anos) Dir. Larry Clark. (*) Cine 104 (praça Ruy Barbosa, 104, centro, 3222-6457). R$ 12 (inteira)
FESTCURTASBH (*) Confira a programação completa em: http://festivaldecurtasbh.com.br/19/ Humberto Mauro 17h Mostra Radicales Libres 1 “La ciudad en la playa”, de Ferruccio Musitelli / “Revolución”, de Jorge Sanjinés / “Now”, de Santiago Alvarez / “Basta”, de Ugo Ulive / “Me matan si no trabajo y si trabajo me matan”, de Raymundo Gleyzer / “Las AAA son las tres
armas”, de Jorge Denti e Grupo Cine de la Base “Missing Miss”, de Clemente Padin. 19h Competitiva Internacional 1 “Pedro”, de André Santos e Marco Leão / “Los (de)pendientes”, de Sebastian Wiedemann / “The brick house”, de Eliane Bots / “La bouche”, de Camilo Restrepo. 21h Competitiva Internacional 2 “Turtles are always home”, de Rawan Nassif / “Manodopera”, de Loukianos Moshonas /“Fajr”, de Lois Patiño / “Ciudad Maya”, de Andres Padilla Domene. 23h Sessão Maldita “Barbie Contra Ataca!”, de Yan Whately / “Dummies”, de Bruno Christofoletti Barrenha / “Janaina Overdrive”, de Mozart Freire / “Mar de Monstro”, de Isabella Raposo. Domingo (1°) 17h Mostra Radicales Libres 2 “AmaZona”, de Narcisa Hirsch / “Agarrando Pueblo”, de Luis Ospina e Carlos Mayolo / “79 primaveras”, de Santiago Alvarez / “Coffea Arabiga”, de Nicolas Guillén Landrián. 19h Competitiva Internacional 3 “La Disco Resplandece”, de Chema García Ibarra / “Nyo Vweta Nafta”, de Ico Costa / “Dear Renzo”, de Agostina Gálvez e Francisco Lezama / “The Hunchback”, de Gabriel Abrantes e Ben Rivers. 21h Competitiva Internacional 4 “Koropa”, de Laura Henno / “Keep That Dream Burning”, de Rainer Kohlberger / “Events in a Cloud Chamber”, de Ashim Ahluwalia / “Cilaos”, de Camilo Restrepo. Sala Juvenal Dias Neste sábado (30) 16h Juventude 3 “Éden”, de Andrés Ramírez Pulido / “Pussy”, de Renata Gasiorowska / “Blind Sex”, de Sarah Santamaria-Mertens. 18h Atravessamentos do Presente – Disputas do Cotidiano “Green Screen Gringo”, de Douwe Dijkstra / “At Least You Are Here”, de Kristen Swanbeck / “Great Muy Bien”, de Sheyla Pool Pástor / “Meryem”, de Reber Dosky / “Las Vísceras”, de Elena López Riera. 20h Engajamentos Contemporâneos 1 – Territórios Espaço Político “ExPerimetral”, de Daniel Oliveira Santos / “Obra Autorizada”, de Iago Cordeiro Ribeiro / “Terminal 3”, de Thomaz Pedro / “Em busca da terra sem males”, de Anna Azevedo. Domingo (1º) 16h Animação 3 “Sun Milk”, de Silvan Zweifel / “O Ex-Mágico”, de Olímpio Costa e Maurício Nunes / “Nighthawk”, de Spela Cadez / “Après la mort, après la vie”, de Olivier Deprez e Adolpho Avril / “Call of Cuteness”, de Brenda Lien. 17h Atravessamentos do Presente 2 – Percursos da Memória “A River Twice”, de Audrey Lam / “Mais Ailleurs c’est Toujours Mieux”, de Vivian Ostrovsky / “Debris”, de Giuseppe Boccassini / “On Drawing”, de Ana Mendes / “Altas Cidades de Ossadas”, de João Salaviza / “Depth Of Field”, de Mareike Bernien e Alexandra Gerbaulet. 19h Engajamentos Contemporâneos 2 – Mulher: Corpo Político
Quinta-feira (5) 17h Frankenweenie (EUA, 1984, 29') + Frankenstein (EUA, 1931, 1h11) Dir. Tim Burton/ Dir. James Whale 19h Edward mãos de tesoura (EUA, 1991, 1h45) Dir. Tim Burton Sexta-feira (6) 17h A pequena loja dos horrores (EUA, 1960, 1h13) Dir. Roger Corman 19h Batman: O retorno (EUA, 1992, 2h06) Dir. Tim Burton (*) Grande Teatro do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). R$ 10 (inteira / para cada sessão)
CINEMA RUSSO (*) Neste sábado (30) 19h Um Acidente de Caça (União Soviética, 1978, 1h47, livre) Dir. Emil Loteanu. Domingo (1º) 17h “Vassa” (União Soviética, 1983, 2h11, livre) Dir. Gleb Panfilov. 19h30 “Vá e Veja” (União Soviética, 1985, 2h16, livre) Dir. Elem Klimov.
SESSÃO INFANTIL (*) Neste sábado (30) 17h O Lorax – Em Busca da Trúfula Perdida (EUA/ FRA, 2012, 1h26, livre) Dir. Chris Renaud, Kyle Balda. (*) MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita
FESTIVAL MUSIMAGEM MOSTRA MUSIMÁGICA INFANTIL (*) Sábado (30) 10h Curtas “Histórias da Unha do Dedão do Pé do Fim do Mundo”, de Evandro Salles e Marcia Roth / “Malevich”, de Evandro Salles e Marcia Roth / “Sobre 2 Quadrados”, de Evandro Salles e Marcia Roth / “A Travessia”, de Fernanda Sasaki / “O Lobisomem e o Coronel”, de Elvis Kleber e Ítalo Cajueiro / “Buba e o Aquecimento Global”, de Bruno Bask e Eduardo Nakamura / “Remoto Controle Remoto”, de Bruno Bask / “Dino Aventuras Animação Brasileira Série com 20 episódios”, de Andre Forni. Domingo (1°) 14h Bruxarias (ESP, 2015, 1h18, livre) Dir. Virgínia Curia.
FESTIVAL DE CINEMA BB DTVM (*) Entre os dias 6 a 22 de outubro, o CCBB Belo Horizonte apresenta uma seleção dos melhores filmes nacionais dos últimos anos. Sexta-feira (6) 18h “ Zoom” (BRA, 2016, 1h37) Dir. Pedro Morelli 20h “Flores Raras”(BRA, 2013, 1h44) Dir. Bruno Barreto (*) CCBB – Teatro I (Circuito Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Entrada gratuita
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estilo MINAS TREND> Evento mineiro começa na próxima semana com tendências para o inverno 2018 FOTOS MARCIO RODRIGUES/DIVULGAÇÃO
Se o São P a u l o Fashion W e e k (SPFW) aposta há algumas temporadas no movimento “see now, buy now”, ou seja, lançamentos na passarela em sintonia com os do varejo, o próxima temporada de desfiles do Minas Trend, que acontece entre os dias 3 e 6 de outubro, segue o calendário oficial e apresenta apostas somente para o próximo inverno. Realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o evento, que será realizado no Expominas, ainda trabalha sob tema “ano.dez”, com desfiles concentrados nos dois primeiros dias, no Expominas. Pelo menos é o que se espera da maioria das marcas que participam do line-up de desfiles do evento que nos representa no calendário nacional de moda, além do salão de negócios que conta com 200 marcas. Aliás, é na passarela que surgem novas – e boas – novidades. Os desfiles contam com as estreantes Molett (e suas criações irreverentes feitas no moletom), Ronaldo Silvestre (mineiro de Itabira, mas com o currículo carimbado pelas suas elogiadas passagens pelo Dragão Fashion, em Fortaleza), Chocker (marca mais jovem da Tutta) e LED (que desfilou, recentemente, no projeto TOP 5 no SPFW e pretende apresentar uma coleção inédita focada no gênerolivre, e é uma grandes apostas da temporada). Lorena K. Martins
NOVA SAFRA Junto com o Minas Trend acontece também Ready to Go, concurso que contribui, a cada semestre, para a renovação do mercado da moda com o olhar apurado para a nova safra de estilistas. As marcas que participam são Broderie, Chris Gontijo, Fe-Lis, Jessica Andrade, Rerum, Libertees, Lav e Beach and Fit. A Figurati, a Mietta e a Nul&Filled fazem a sua segunda participação. Antes do start do evento, o Pampulha dá um gostinho das tendências que estão por vir das principais marcas do evento que estão no editorial a seguir. Pode conferir!
Vestido longo estampado da Unity Seven e brincos Carlos Penna
O frio chegou LINE-UP Terça-feira (3) 16h Sindijoias Lucas Magalhães 18h Mollet Natalia Pessoa 20h Plural Unity Seven Quarta-feira (4) 16h Bobstore LED 18h Ronaldo Silvestre Chocker
Vestidos usados como blusa e saia, ambos da Anne est Folle, e brincos Carlos Penna
20h Anne est Folle Manzan
Jaqueta Led e acessórios Carlos Penna
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estilo
de 2017
Saia feita de vestido Ronaldo Silvestre; sandália Nuu shoes e brincos Carlos Penna
Tomara-quecaia de moletom e calça preta Chocker; sandália Nuu Shoes e gargantilhas Carlos Penna
Blusa com capuz e calça metalizada, ambas da Mollet; sandália Nuu Shoes, gargantilha e anéis da Misfit
FICHA TÉCNICA Fotos Marcio Rodrigues Edição de moda Deia Kanter
Modelo Flavia Ker (Live)
Produção de moda Bianca Perdigão
Beleza Jo Martins
Assistente de fotografia Rodrigo Bethônico
Assistente de Beleza Jeff Duarte
Tricô e acessórios LED Mantô preto de couro da Plural e brincos Carlos Penna
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VITRINE
Flower Power 6 Tropicanália Para entrar no mood da estação por completo, invista em estampas que mescla a diversidade da fauna e flora como esse vestido Quanto R$ 294 Onde www.antixstore. com
Inspirações para florir Noclimadaprimavera,produtos parainvestirnaestaçãoperfumada Desde o último dia 22, a primavera começou oficialmente a fazer parte do calendário e trouxe o pretexto para renovar as energias e, por que não, também o guarda-roupa. Peças frescas voltam às ruas com toda força, principalmente aquelas em cores vibrantes e estampas florais. A diversidade da flora e da fauna também estampam várias peças, como óculos, acessórios e sapatos, principalmente a mule, suprassumo para os pés na temporada. Dentro de casa, não é diferente: aproveite o mood para enfeitar os ambientes que vão desde a mesa do café da manhã a detalhes minimalistas em outros lugares da casa, mas que fazem toda a diferença. Outra forma de manter o frescor da estação é apostar em aromas e fragrâncias florais. Listamos alguns exemplos a seguir. Lorena K. Martins
bom Com desenho inspirado 6 Cheiro na forma da flor da vitória-régia, esse sabonete tem fragrância floral fresca Quanto R$ 23 Onde L’occitane au Brésil (Shopping Cidade) (31) 2510-0090
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
À espera da vida ACIR GALVÃO
erdida em um bairro longínquo de Contagem, fin a l mente cheguei à casa onde moravam o garoto Vinícius e sua mãe, Zenilda. Vinte anos de idade resguardados num corpo franzino e delicado, marcado pela doença nos rins, que não funcionam, e pelo acesso, onde, três vezes por semana, uma hemodiálise é feita. Três anos na fila de espera por um transplante. Mocidade sem jogar bola, sem poder viajar com amigos, sem andar de bicicleta, sem correr atrás das oportunidades que o mundo oferece aos jovens. Sua corrida é contra a vida, lenta, persistente, devagar, para não se cansar. Além da espera e da esperança, quase nada tem a fazer. Levo comigo um notebook novo, embrulhado em papel colorido. Dentro dele, um mundo a ser descoberto. Será o companheiro mais constante, inclusive no hospital São José, durante as quatro horas seguidas de tratamento, três vezes na se-
P
mana. Ali, poderá jogar paciência, FreeCell, contatar amigos no Facebook, ler notícias do planeta inteiro, expandir o seu pequeno mundo. – Um dia chegará a sua vez! – digo ao me despedir do garoto franzino que, com as mãos trêmulas, acena para mim. Ontem, foram à minha casa avisar: – Laurinha! Marião fez transplante, já voltou para casa e está precisando de ajuda. Uma grata surpresa saber que a minha velha amiga, acometida por doença de Chagas, teve a chance de renascer. Enquanto me dirigia à sua casa, voltava no tempo, quando a conheci. Na época, moradora de um assentamento de terra, debaixo de uma lona preta, ela já exercia sua liderança. Trabalhadora incansável, cozinheira de mãocheia em residências, restaurantes e uma casa de apoio a soropositivos... Além do trabalho remunerado, o comunitário, sempre à frente nas causas que defendia. Seu sorriso largo é sua marca registrada. Vive rindo, mesmo diante das adversidades. Nunca perde a esperança. E, quando a doença se agravou, encaminhada pelos médicos,
entrou na lista do transplante. Mais de dois anos de espera. Enquanto Vittorio, meu marido, aguardava por um fígado em São Paulo, Marião aguardava por um coração em BH. Distantes, vivenciando o mesmo drama. Na porta, sou atendida por Gabriel, o caçula, com nome de anjo e camisa do Cruzeiro. Pede-me para passar álcool nas mãos antes de entrar no quarto da mãe. Marião me sorri como antes. Uma figura essa mulher!, penso, divertida, ao encontrá-la tão bem. Há um mês e meio transplantada, vem me mostrar com orgulho a sua cicatriz, por onde retiraram seus males e introduziram a vida. Fala-me com admiração e carinho dos médicos que tão bem a acompanharam. Conta das dificuldades de um hospital que vive sua luta diária a favor da vida, da falta de sangue que dificulta cirurgias, dos pobres vindos do interior, sem ter onde ficar, das cadeiras frias e corredores tristes, onde permanecem os acompanhantes, mas fala, acima de tudo, da obstinação, da competência e do imprescindível valor humano que encontrou ali, no Hospital das Clínicas, onde nasceu de novo.
Agora feliz, agradece todos os dias a Deus, aos médicos e enfermeiros e, principalmente, ao doador e seus familiares. Doador que, além da dela, salvou mais três vidas. Também agradece aos doadores de sangue. – Eu precisei de muito sangue, sabia? – ela me diz, emocionada. Tento fazer com que se cale um pouco. O esforço da fala ainda a cansa. Gabriel me chama para comer o bolo que ele fez. Nos últimos anos, cuidou da mãe como uma mãe cuidaria de um filho. Treze anos apenas e tamanha responsabilidade. Conta-me das noites sem dormir, das ma-
drugadas ligando para o Samu, acompanhando a mãe ao hospital, do feijão com arroz que aprendeu a fazer, dos remédios controlados que não deixa de dar nos horários certos. Olhando para aquele menino, vejo que o anjo não está apenas no nome que carrega. Despeço-me com um sorriso largo, que nem o da Marião. Nas mãos, levo uma forma gigante com pudim de leite, presente do Gabriel. E lembro-me, então, daquele garoto carioca que se transferiu para São Paulo e ficou dois anos residindo num hospital, longe da família, à espera de um coração.
E que, numa entrevista, solicitado a deixar uma mensagem, com os olhos lacrimejantes, disse: – Pior que perder uma vida é perder duas. PS: No próximo dia 27 será comemorado o Dia Nacional do Transplante. Cinco anos se passaram desde quando escrevi esta crônica. Quis republicá-la porque conheço de perto a angústia e o sofrimento de quem espera por uma nova vida. Desde o dia em que o Vittorio foi transplantado, acendo uma vela para o seu doador, que, carinhosamente, chamo de “meu amigo”. Agradeço a ele e aos seus familiares por terem dado não apenas ao Vittorio, mas a outras pessoas, a chance de viver. Minha gratidão será eterna. Hoje, Vittorio, como prefeito de uma grande cidade, dedica seu tempo e seu trabalho empenhado em amenizar os sofrimentos, principalmente daquela população mais carente. E, assim, vai cumprindo o que acredita ser sua missão. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
30 DE SETEMBRO A 6 DE OUTUBRO DE 2017 - PROJETO ESPECIAL
O Sesc celebra a vitalidade de quem tem experiência para ensinar, mas ainda tem muito para aprender. mais Saiba 9 . na pág
DIA INTERNACIONAL DO IDOSO M & LAHAN/DIVULGAÇÃO
Viúvos, Darci Alves Caldeira, 72, e Desito Silva, 73, se conheceram quando ambos já tinham mais de 60 anos
NÚCLEO DE projetos
ESPECIAIS
amar bem faz
Segundo psicóloga, relacionamento nessa fase da vida também abre a possibilidade de manter acesa a sexualidade e conhecer novas pessoas, aumentando o desejo pela vida e diminuindo o risco de uma série de doenças. PÁG. 4
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Especial
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PROJEÇÃO
Juliana Siqueira
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uando eu for velhinho, farei coisas que ainda não fiz, como ir à China. Quero curtir bastante a vida nessa idade. Acho que já não estarei muito conectado ao computador e ao celular – não sei se teria mais graça”. Aos 11 anos, Caimã Delavi é o exemplo de uma nova geração que nasceu junto a diversas e rápidas mudanças. Em meio a tantas transformações sociais, ao ganho nas expectativas de vida – que aumentou 30 anos de 1940 a 2015 no país, chegando a 75,5 anos, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – entre outros fatores, uma dúvida surge: como será a velhice dos jovens de hoje? Neste domingo (1º de outubro), Dia Internacional do Idoso, essa reflexão se torna ainda mais intensa. Fato é, conforme especialistas ressaltam, que não há como prever. Se o futuro sempre foi al-
Quem será o idoso do futuro? go incerto, agora ele parece ser ainda mais, afinal, até mesmo o que aconteceu no mês passado dá a impressão de que é “antigo” demais. Os estímulos e as informações aumentaram como nunca. Para onde estamos caminhando? Se não sabemos muito bem para onde, já podemos ter uma ideia de como está sendo essa nova caminhada. Estevão Alves, geriatra da Unimed-BH, ressalta que os idosos estão mais ativos, o que é um dos pré-requisitos para que se tenha mais saúde. “Uma coisa que sempre digo é que é possível ser feliz independentemente da idade que se tem. É necessário ter coragem para enfrentar os desafios”, diz ele. O profissional destaca, ainda, que a ciência e a medicina têm atuado mui-
to para que, cada vez mais, esse conforto e essa melhoria na vida das pessoas sejam alcançados. DESBRAVANDO Como nunca vivemos tanto, com mais assistência em diversos sentidos, também não sabemos muito bem como é isso. E tem sido dos idosos de hoje a responsabilidade de mostrar para as novas gerações como vivenciar os dias de maneira plena. Conforme avalia Renata Mafra, psicóloga, professora do Centro Universitário Estácio de Belo Horizonte e atuante no Programa da Maturidade na Faculdade, atualmente a terceira idade está abrindo caminhos até então desconhecidos. “A nossa cultura ocidental foi criando padrões de beleza e de ju-
ventude. Então, isso acabou sendo um dos maiores pesos na velhice. Hoje em dia, os idosos não têm muito em quem se espelhar. Vários possuem a sensação de que são invisíveis. No entanto, a terceira idade está se reinventando. Ela viaja, sai, vai a festas. Pode ser que, no futuro, os idosos já não sintam tanto medo da velhice, já que está havendo uma mudança na imagem dessas pessoas”, diz. E qual seria essa imagem? Floraci Almeida, 93, mais conhecida como dona Flora, mostra bem que ela parte de uma visão muito mais otimista em relação a tudo. “A velhice cansa, mas posso dizer que a vida está uma beleza. É boa e bonita”, afirma. Ela, que faz questão de entoar as músicas que compõe, também relata as suas viagens recentes, como a que fez para Campinas, em São Paulo. “Eu me sinto muito bem. Para mim, está tudo ótimo”, finaliza ela.
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Renovação de ideias, sonhos e pensamentos
Gerações
Caimã com a bisavó, Floraci, de 93 anos; terceira idade abre caminhos para os mais jovens
Logo nos primeiros anos na escola, costuma-se aprender o ciclo nascer, crescer, reproduzir e morrer. Quando ele é analisado friamente, em um primeiro momento, pode-se chegar à ideia de que já não se tem sonhos ou objetivos após certa idade. No entanto, o idoso do futuro tenderá a pensar muito além disso. Conforme frisa Eduardo Fraga, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, o aumento da expectativa de vida traz com ela não só muitos desafios, mas também a questão da renovação. E, aí, aquele velho pensamento de que “é tarde demais para isso ou aquilo” pode ter um peso muito menor. “Deverá haver, por exemplo, uma ressignificação da carreira”, diz ele. O profissional também frisa que a manutenção dos laços sociais deverá ser ainda mais presente. “A cultura de convivência, o cuidado com o outro, deverá se fortalecer. Teremos mais gerações diferentes convivendo entre si”, diz. Além disso, o “aprender” deverá ser um exercício contínuo, como ressalta Glaucia Tavares, psicóloga clínica, professora do Centro Universitário FUMEC e atuante no Núcleo de Estudos Escola da Terceira Idade (NEETI) da instituição. “Há uma abertura maior para a inovação e uma disposição maior ao fato de que, independentemente da idade que possuímos, somos convocados ao aprendizado”, afirma. (JS)
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AFEIÇÃO
Relacionamento na terceira idade faz bem à saúde Leonardo Cunha
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amor não tem idade. Estamos sempre maduros para amar. Não acredito que o amor possa chegar cedo ou tarde. O amor é pontual. Chega sempre na hora certa, seja quando for”. Essas palavras são do escritor e autor de telenovelas brasileiro Manoel Carlos. Elas traduzem a realidade que vários idosos vivem nos dias atuais: a de apostar em um relacionamento amoroso. Foi o que aconteceu
com a dona de casa Darci Alves Caldeira, 72, e com o seu atual companheiro, Desito Silva, 73. Tudo começou no ano de 2006. Ambos, já viúvos há 20 anos, frequentavam o Clube da Maturidade, na avenida Prudente de Morais, na região Centro-Sul da capital, todas as quartas-feiras e sábados. O lugar realiza nesses dias o baile ‘Dança e Paquera’. “Eu era sócia do local há 17 anos. Em um belo sábado, nós nos conhecemos. Começamos a conversar e depois dançamos. Gostamos muito um do outro. De lá para cá, são 11 anos de relacionamento sério”,
relata Darci. Ela, mãe de dois filhos, e ele, de cinco, temiam como os familiares reagiriam à notícia de que ambos estavam vivendo um novo amor; mas deu tudo certo. “Graças a Deus, todos aceitaram muito bem o nosso envolvimento”, revela Darci. A maturidade do casal e o sentimento verdadeiro fizeram com que eles não perdessem tempo para decidirem morar na mesma casa. “Depois de seis meses namorando, decidimos nos juntar”, conta Silva. “Vivemos um relacionamento em que aproveitamos muito mais, pois não
temos mais aquela obrigação de cuidar dos filhos, uma vez que todos eles já são donos de sua vida. Nós estamos sempre saindo, nos divertindo com nossos amigos. Viajamos sempre que dá. É uma vida bem diferente da que tínhamos quando éramos mais novos”, destaca Darci. BENEFÍCIOS Para a psicóloga Maria de Fátima Araújo Martins, os efeitos dos relacionamentos amorosos iniciados na terceira idade são muito benéficos. “Um namoro nessa fase da vida abre a possibilida-
de de manter acesa a sexualidade e conhecer novas pessoas. Isso aumenta o desejo pela vida e diminui o risco de doenças coronarianas, depressão, isolamento social e estresse, além de elevar a autoestima, levando essa população a cuidar mais do corpo e da saúde, o que as torna mais emocionalmente equilibradas”, explica. Já segundo uma pesquisa realizada por psiquiatras da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), viver um caso de amor na terceira idade proporciona vontade de viver mais.
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Vivemos um relacionamento em que aproveitamos muito mais, pois não temos mais aquela obrigação de cuidar dos filhos, uma vez que todos eles já são donos de sua vida.” Darci Alves Dona de casa
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Um namoro nessa fase da vida abre a possibilidade de manter acesa a sexualidade e conhecer novas pessoas. Isso aumenta o desejo pela vida e diminui o risco de doenças coronarianas, depressão etc.” Maria de Fátima Araújo Psicóloga
Fôlego novo
Darci Alves e Desito Silva iniciaram um novo relacionamento após os 60 anos de idade
DSTs crescem entre os idosos Os vovôs e vovós da atualidade têm esbanjado saúde e disposição para realizar diversas atividades, como prática de esporte e dança, além de desfrutarem dos prazeres que são oferecidos pela atividade sexual. No entanto, todo esse vigor tem revelado um número assustador, que tem chamado bastante a atenção: o aumento de idosos que contraem as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). Segundo os últimos dados do Ministério da Saúde, que foram divulgados no ano de 2016, cerca de 4% a 5% da população acima de 65 anos no Brasil é portadora do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) – um aumento de aproximadamente 103% em relação à última década. Ainda segundo o Ministério da Saúde, o número de casos teve crescimento registrado entre pessoas de 50 a 90 anos, sendo que aproximadamente 80% dos adultos dessa faixa etária são sexualmente ativos. De acordo com a sexóloga Josi Mota, os estimulantes sexuais e a melhor qualidade de vida são fatores que aumentam o desejo sexual dessa população. “O grande problema é que os idosos são de uma época em que não era comum o uso do preservativo. Além disso, ainda tem a questão do preconceito e até desconhecimento por parte deles em relação à utilização da camisinha”, destaca Josi. “Muitos acham que ela só serve para evitar a gravidez. Outro fator que dificulta bastante é que muitos homens têm medo de parar a preliminar para colocar o preservativo e, assim, não conseguir manter a ereção”, completa a especialista. (LC)
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FOTOS GREEN HOUSE/DIVULGAÇÃO
Referência
Principal especialidade da Green House é o acompanhamento para quem tem Alzheimer e outras demências
Felipe Castanheira
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nquanto o Brasil se prepara para ver um salto no númerodeidosos nospróximosanos, a psicóloga eespecialista em neuropsicologiaEdinalva Borges se dedica a construir uma nova visão sobre envelhecimento com qualidade. Para isso, ela criou uma metodologia própria para desenvolver, reabilitar e cuidar das pessoas da terceira idade, garantindo mais qualidade de vida. Para a estudiosa, é necessário afastar a ideia de que o envelhecimento é sinônimo de falta de perspectivas, motivações e alegrias. “Precisamos partir para umavisãopositiva, queconsidera essa fase da vida como outra qualquer, em que é possível viver o presente de forma equilibrada e feliz”, argumenta Edinalva. Ela aplica seus princípios no residencial para idosos e centro de convivência Green House Melhor Idade, localizado na Alameda do Ypê Amarelo, 147,no bairroSãoLuíz,em BeloHorizonte. “Nossa base é em um acompanhamento individual,com suporte psicológico e ambiente interativo”, descreve. A Green House oferece diferentes formas de hospedagem para os idosos de ambos os sexos, desde diárias até a acolhida permanente, inclusive oferecendo atendimento para cuidados pós-cirúrgicos. A principal especialidade do local é o acompanhamento para quem tem Alzheimer, demência e outras enfermidades, sendo o único do Estado a ter esse tipo de qualificação.
RESULTADOS Edinalva conta que as melhoras apresentadas pelos residentes que enfren-
GREEN HOUSE
Envelhecer com qualidade é o foco do residencial tam demências são uma fonte especial de satisfação para ela. É o caso do aposentado Antônio da Rocha Leal, 79, que há quase 12 anos foi diagnosticado com demência frontotemporal. Ele foi hospedado em maio deste ano, quando já não era capaz de reconhecer os próprios familiares. “Agora ele está bem mais feliz, animado e com a memória ativa. Hoje ele me reconhece e me chama pelo nome”, descreve a filha dele Ana Paula Barros Rocha. Ana Paula lembra que antes de ir para o residencial, ele estava apático, com dificuldade de conversar e de se prender a um assunto. Desde então, se tornou mais disposto e passou a interagir mais. “Mas o que me deixou mais contente foi ver a alegria de volta ao rosto dele”, frisa. O advogado Paulo Roberto Martins Dias presenciou a melhora apresentada por sua mãe, Diocele Oliveira Dias, 92, portadora de mal de Parkinson. De acordo com ele, a doença acabou evoluindo para um Alzheimer agravado, quadroqueadeixoucom amobilidade bastante prejudicada. “Agora ela está bem mais desenvoltae com maismovimentação. Ela tem vontade de dançar, de cantar e de fazer outras coisas. O pessoal da Green House é superatencioso, e estoumuitosatisfeito comoatendimento que ela recebe”, conclui Dias.
SAIBA MAIS
Edinalva Borges é psicóloga e especialista em neuropsicologia
Atividades e serviços oferecidos na Green House. 0Metodologia própria; 0Enfermagem 24 horas; 0Atendimento para Alzheimer e demências; 0Hospedagem feminina e masculina, nas modalidades permanente, temporária, pós-cirúrgica e diária 0Diversas atividades terapêuticas;
História de dedicação
0Cardápio acompanhado por nutricionistas; ; 0Terapia ocupacional; 0Fisioterapia e pilates;
A psicóloga Edinalva Borges explica que parte da concepção do projeto é inspirada na proposta do geriatra norte-americano Bill Thomas, formado pela escola de Harvard, nos Estados Unidos, que formulou um novo modelo de cuidado de longa duração para a terceira idade. “Os cuidados que oferecemos vão além da proposta pelo doutor Bill Thomas. Trata-se de uma meto-
dologia própria, que visa o desenvolvimento e a reabilitação mental e física”, esclarece. A psicóloga conta que desde criança teve contato com moradores de asilos, mas que se sentia incomodada com o ambiente desse tipo de espaço, que acabava por minar as perspectivas dos idosos e abria caminho para a prostração e o isolamento. Foi dessa experiência
que ela tomou a decisão de buscar uma formação que permitisse oferecer uma nova visão sobre a terceira idade, oferecendo perspectivas de futuro e atividades aos idosos. Foram seus estudos na área da neuropsicologia que apontaram para a possibilidade de trabalhar a memória e a interação entre os pacientes, oferecendo-lhes um espaço para que eles possam envelhecer com desenvolvimento.
0Fonoterapia; 0Musicoterapia; 0Reabilitação cognitiva; 0Dança sênior; Saiba mais no site www. greenhousemelhoridade. com.brou pelos telefones (31) 3031-4239 e 99828-1238.
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SOLIDÃO
“Ninho vazio”: o que fazer quando os filhos saem de casa? IMOVISION/DIVULGAÇÃO
Felipe Castanheira
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É comum encontrar casos em que os pais começam a adoecer só para chamar a atenção dos filhos, sempre requisitando a presença deles, ou mesmo ter uma depressão real.”
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uitos pais e mães sonham em aproveitar a vida tão logo os filhos se tornem independentes. Entretanto, quando esse desejo se realiza, surge uma grande frustração. O que fazer com essa liberdade? O que fazer com o dia a dia, agora que existe mais tempo livre? Essas dúvidas, além de tantas outras, compõem a “síndrome do ninho vazio”, ou seja, a dificuldade de viver sem ter que cuidar da prole. A psicóloga Maria Márcia Verona explica que é importante se preparar para esse momento. Após um longo tempo de dedicação ao papel de pais, muitas vezes, as pessoas não conseguem ficar sem essa função e precisam encontrar um novo significado para a relação a dois. “É comum encontrar casos em que os pais começam a adoecer só para chamar a atenção dos filhos, sempre requisitando a presença deles, ou mesmo ter uma depressão real”, relata. A especialista alerta que a responsabilidade de evitar essa síndrome cabe principalmente aos pais. Segundo ela, para
Dia a dia
Filme de diretor argentino mostra o desafio de um casal para se redescobrir
Maria Márcia Verona Psicóloga isso, uma dica importante é não ficar muito em função dos filhos. “É preciso que exista prazer na relação do casal. Pai e mãe têm que continuar namorando, tendo coisas e momentos que são deles”, orienta. Com o crescimento das separações no país, é comum que homens e mulheres encontrem, de fato, o ‘ninho’ vazio. É o caso da professora Maria Márcia Barbosa, 56, que está se
preparando para ver a filha única, Júlia Barbosa Becattini, 28, se casar e se mudar. Divorciada há 13 anos, ela acredita que a solidão não será um grande problema, mas, sim, a falta de convivência com Júlia. Para minimizar o ‘vazio’ que possa vir surgir, Maria Márcia retomou alguns projetos que havia deixado para trás, como as atividades físicas. Ela conta, ainda, que quando percebeu que
a filha estava ficando mais tempo fora de casa, não conseguiu falar sobre seus sentimentos. “Mas quando consegui exteriorizar e dizer para ela o que eu sentia, tudo melhorou. Ela compreendeu minha situação e passou a se disponibilizar mais para estar comigo”, lembra. FILME O filme Ninho Vazio, do diretor Daniel Burman, re-
trata de forma comovente e bem-humorada os desafios de um casal que em plena maturidade precisa reacender o romance entre ele, além de descobrir os anseios e prazeres de uma nova vida, repleta de novas perspectivas. Na película, depois que os filhos de Leonardo e Martha criam asas e ganham o mundo, a convivência faz aflorar as diferenças antes soterradas pela roti-
na. Além disso, ela resolve retomar sua formação acadêmica e redescobre sua sensualidade. Já o marido passa por uma crise de meia-idade e, diante das mudanças, passa a ficar cada vez mais reservado e introvertido. O diretor consegue abordar o impacto pessoal dessa nova realidade tanto individualmente quanto na vida do casal.
COTIDIANO
Projeto visa à inclusão ALESSANDRO CARVALHO/DIVULGAÇÃO
Juliana Siqueira
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ias preenchidos com aulas de ginástica, de dança, de inglês, de música, entre outras. Pausas para assistir aquele filme especial no cinema. Para coroar a agenda agitada, muita diversão em um baile de fim de ano. Todas essas atividades até poderiam, em uma primeira leitura, refletir o cotidiano de um adolescente. No entanto, os idosos de hoje revelam que esses compromissos podem muito bem marcar o calendário deles, trazendo mais vida e alegria para os seus dias, sem que haja limites de idade para isso. E é justamente essa pro-
gramação – e muito mais – que o Shopping Cidade tem oferecido gratuitamente para a terceira idade desde o ano de 2010, com a criação do projeto “Melhor Cidade”. Atualmente, já são 200 pessoas inscritas no programa, que também conta com uma lista de espera. De acordo com Carolina Vaz, gerente de marketing do mall, “o Melhor Cidade reforça o posicionamento do Shopping, que é também estar presente e atuante na comunidade na qual está inserido”. “O número de inscrições superou as nossas expectativas, e o projeto realmente tomou corpo e importância”, completa. Todos os anos, as inscrições são abertas para novos participantes. Para partici-
par é preciso apenas que a pessoa seja moradora das ruas do entorno do Shopping e tenha acima de 60 anos. Além disso, também é possível, para quem já integra o projeto, renovar a sua matrícula e continuar desfrutando de bons momentos com os amigos – um dos objetivos do programa, aliás. Todos ganham camisetas, crachás e um calendário mensal com as atividades que são disponibilizadas no Espaço Melhor Cidade, localizado no piso G10, desenvolvido com foco no conforto e no aconchego. Uma enfermeira acompanha os processos, tornando-os mais seguros e tranquilos. Segundo Carolina, a iniciativa “faz bem para o corpo e para a alma”.
Projeto Melhor Cidade conta com uma programação especial para a terceira idade
FOTOS TARCISIO DE PAULA/DIVULGAÇÃO
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SOCIEDADE
Vivendo a maturidade P
ioneiro no país, o trabalho social com idosos que é realizado pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) tem mostrado toda a sua importância, sendo reconhecido, inclusive, pela Organização das Nações Unidas (ONU). Em Minas Gerais, as ações já acontecem há 40 anos, atendendo anualmente quase cinco mil pessoas. São grupos formados por integrantes que têm 60 anos de idade ou mais, que buscam melhorar sua qualidade de vida e o exercício da cidadania, resgatando o convívio e a participação social por meio de práticas socioeducativas que são desenvolvidas coletivamente. Esse público tem se caracterizado por ser cada vez mais ativo e participativo na sociedade. Sendo assim, as unidades da instituição no Estado oferecem atividades esportivas,
culturais, excursões, cursos, oficinas, reuniões de convivência e ações de voluntariado para esse público. Durante as atividades, são trabalhados diversos aspectos do cotidiano dos participantes, como o estímulo à autonomia, a valorização da história de vida, o fortalecimento de vínculos sociais e familiares, a socialização, o reconhecimento de capacidades e habilidades, entre outras questões relevantes. Tudo isso é direcionado aos comerciários e aos seus dependentes que se encaixam na faixa etária mencionada. Para saber mais a respeito do projeto e todos os benefícios que são oferecidos para quem está compreendido nesse perfil, basta procurar uma unidade próxima ou então acessar o site www.sescmg. com.br\carteirinha. Lá ha diversas informações acerca do assunto.
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O DESAFIO DE NÃO PARAR
Apesar da idade avançada, é possível fazer mais INSTITUTO IPPE/DIVULGAÇÃO
Exemplo
O jornalista Cid Moreira, ao centro da foto, não parou de trabalhar mesmo aos 90 anos
Felipe Castanheira
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unca é tarde para começar a fazer algo novo. A frase pode parecer clichê, mas essa é uma afirmação que ronda a cabeça de muita gente que ainda acredita que pode realizar mais, apesar da idade. O coordenador do Centro de Referência da Pessoa Idosa de Belo Horizonte, Leandro Campos, diz que ter novas ocupações é muito importante para a manutenção da cidadania. Ele explica que no local é oferecida uma série de atividades formativas, principalmente no campo da cultura. “A prática de atividades artísticas ajuda na manutenção da saúde, a dar a dimensão do cuidado com o corpo e a sociabilidade”, diz. Heliane Gomes de Azevedo é psicóloga, professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e atua há aproximadamente 12 anos na formação de empreendedores da terceira idade. Ela destaca que a experiência e o conhecimento dos mais velhos são fundamentais no mundo dos negócios. “Os dias desconhecem aquilo que os anos ensinam. Por isso, devemos usar o que temos de melhor. Quando olhamos para trás é que vemos o quanto a maturidade é importante”, argumenta. Recentemente, Heliane trouxe a Belo Horizonte o jornalista Cid Moreira, que mesmo com mais de 90 anos de idade permanece ativo. “Ele mostra que podemos conti-
nuar trabalhando, produzindo e empreendendo por muito tempo”, descreve. Segundo a psicóloga, um levantamento entre idosos revelou que apenas 9% deles não apresentam vontade de retornar a atividades produtivas. “Isso mostra que existe um forte desejo de ser útil”, pontua. Hoje com 70 anos, Ana Maria Rodrigues foi professora primária e cuidava da casa e dos filhos ao mesmo tempo em que trabalhava vendendo cosméticos e outros produtos. Há 17 anos, ela viu sua vida mudar quando o marido, que tinha um escritório de registro de marcas e patentes, faleceu. “Senti que a empresa precisava de uma líder, então eu assumi essa função”, conta. Há dois anos, ela se formou em Direito e hoje segue no comando da firma. Ana Maria relata que a decisão de ter uma nova formação surgiu quando ela viu que não sabia nada sobre o setor em que estava trabalhando. “Por atuar na área jurídica, o jeito foi ir para a faculdade. Foi a coisa que mais deu certo no mundo”, garante. Já a esteticista Rita de Cássia Nascimento, 60, se encontrou ao entrar para o teatro. Ela adotou o nome artístico de Rita Fênix, pois, segundo ela, o mundo da arte a fez renascer das cinzas. “Quando comecei a fazer outras atividades, minha vida mudou de ponta-cabeça. Foi assim que criei asas e comecei a voar”, diz. Para ela, a chave para continuar aprendendo é
a prática. “A pessoa tem que estar ativa, exercitar a memória e o corpo”, afirma. CAPACIDADE A neuropsicóloga Edinalva Borges estuda a capacidade de aprendizagem dos idosos. “Aprendemos desde o dia que nascemos até o dia que morremos. Todos, inclusive os idosos, têm capacidade de aprender”, afirma. Ela ressalta, ainda, que a realização de aprender algo quando mais velho é maior. “A satisfação vem em dobro. Primeiramente, porque você retoma um sonho que não conseguiu realizar no passado, depois, porque você percebe que ainda pode continuar crescendo, que a vida continua”, relata. A aposentada Geralda Angêlina, 72, perdeu o marido quando se preparava para comemorar 50 anos de casados. “Ele foi meu primeiro namorado. O que curou minha depressão foi a música. Sempre quis crescer, me envolver em atividades e ajudar as pessoas, e foi nisso que me encontrei”, conta. Para Geralda, nunca é tarde demais para aprender. “Sempre sonhei em tocar violão, mas não achava que poderia começar a tocar e cantar. Na verdade, descobri que o que a gente não pode é desacreditar, deixar de ter fé. Devemos ‘tocar o barco’”, ensina ela.
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ALZHEIMER
Apoio familiar é fundamental no tratamento da doença FREEPIK/DIVULGAÇÃO
Leonardo Cunha
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Mal de Alzheimer é uma doença degenerativa que acomete principalmente pessoas entre 60 e 90 anos de idade. Os sintomas mais comuns dessa patologia são a perda de memória, dificuldade no aprendizado, desorientação no tempo e no espaço, pensamento abstrato, incapacidade de realizar cálculos simples, distúrbios da linguagem, da comunicação e da capacidade de realizar as tarefas cotidianas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 47 milhões de pessoas possuem demência (distúrbio crônico causado por várias disfunções do cérebro), sendo que 60% a 70% desses casos são classificados como Alzheimer. No Brasil, estima-se que 1,2 milhão de pessoas sofram da enfermidade. Uma delas é o ex-relações públicas Manuel Guimarães Guedes, 69. Há cinco anos, a família dele começou a notar algumas situações diferentes em sua rotina. “Percebemos uma mudança no comportamento, como no que diz respeito a cumprimentar e a despedir das pessoas, na troca diária de roupas, esquecimento de datas e de informações recebidas, desatenção e falta de concentração”, relata o filho dele
Luigi Guedes. Três anos após os primeiros sintomas, Manuel foi diagnosticado com a doença por meio de testes e avaliações neuropsicológicas realizados por um neurologista. EMPENHO Para ter os cuidados necessários no tratamento, Manuel mora com cuidadoras. “Optamos por fazer isso para que ele seja observado por pessoas qualificadas no assunto. No entanto, ele vive no mesmo prédio da minha irmã e perto dos outros filhos e da minha mãe”, frisa Luigi. Além disso, toda a família ajuda o aposentado com alimentação, remédios, acompanhamento, paciência, amor e carinho. “Os gastos aumentaram bastante, pois tudo é caro,
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Estar informado sobre a doença, os seus sintomas e a respeito de como essa enfermidade evolui, ajuda a pessoa a lidar melhor com as dificuldades e gera menos estresse para todos.” Célia Gallo Psiquiatra
mas o que mais mudou em nossa vida é que hoje temos uma dedicação muito maior do que antigamente. A doença é mais nossa do que do meu pai. Ele não tem consciência disso, mas nós temos”, diz Luigi. OPINIÃO Para a especialista em psiquiatria geriátrica Célia Gallo, a presença e o apoio dos familiares são fundamentais no acompanhamento do idoso com Alzheimer. “Estar informado sobre a doença, os seus sintomas e a respeito de como essa enfermidade evolui, ajuda a pessoa a lidar melhor com as dificuldades e gera menos estresse para todos”, diz ela. Célia ainda ressalta que essa é uma patologia que não tem cura, mas que com tratamento medicamentoso e reabilitação (treinamento cognitivo geralmente realizado por neuropsicólogos), pode-se ter uma evolução bem mais favorável e com melhor qualidade de vida do paciente. “Por ano, no mundo, surgem 10 milhões de casos novos, sendo que o mais comum é o aparecimento de sintomas a partir dos 65 anos. Após essa idade, o risco de desenvolver doença de Alzheimer dobra a cada cinco anos. Considerando os idosos com mais de 85 anos, estima-se que um em cada quatro tenham esse diagnóstico. No entanto, existem casos raros de início precoce, antes dos 65 anos”, frisa a especialista.
Carinho
Amparo familiar é importante para o tratamento do Alzheimer
EXPEDIENTE gerente comercial ALESSANDRA SOARES
coordenador de projetos especiais TADEU CAMPOS
editora de projetos especiais DAYSE RESENDE
textos FELIPE CASTANHEIRA JULIANA SIQUEIRA LEONARDO CUNHA
diagramação MATEUS SANTANA
este caderno é parte integrante do jornal Pampulha e não pode ser vendido separadamente
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EMBRATUR/DIVULGAÇÃO
WOutubro. Celebrações religiosas de Círio de Nazaré e Aparecida. Página 4 e 5 pampulha WFuracão. Turista pode cancelar viagem para áreas afetadas. Página 10
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Herança da belle époque Manaus reúne arquitetura histórica e cultura única, ditada por tradições indígenas e cercada por floresta e rios. Páginas 6 a 9
W2 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 30 de setembro de 2017
paulo campos
Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super
paulocampos@otempo.com.br
sala vip W
CVC e M&E promovem roadshow na capital mineira
FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
A CVC foi anfitriã da sexta etapa do Roadshow M&E Nacional em Belo Horizonte, capital do segundo maior Estado do país em vendas da operadora. Destinado a capacitar os profissionais em técnicas de vendas e treiná-los sobre os parceiros presentes, o evento reuniu mais de 150 agentes de viagens. Foram várias
palestras, divulgação de novidades e rodada de negócios, além de coquetel. “Nós estamos em crescimento, sem falar nas frequentes promoções como a Quinzena de Resorts, que é um sucesso de vendas”, disse o gerente da CVC-MG, Thiago Benfica, ao falar sobre o primeiro semestre deste ano.
Equipe CVC: operadora, que tem em Minas Gerais seu segundo maior mercado, foi a anfitriã do roadshow, que reuniu mais de 150 agentes de viagens
Mariana (Enos Turismo), Rita (Destinar Viagens), Márcia (Styller Viagens) e Luciana (Geraes Viagens) marcaram presença no evento em Belo Horizonte
Bruno e Guilherme (Atlântica Tur), Carla, Daniel e Rudman (WD Turismo)
Alessandra, Ana Luiza e Danúbia (Valor Turismo) e Caroline (Nascente Turismo)
Valéria (Mundi Travel), Sônia (Baluarte Turismo) e Danielle (Haven Turismo)
Adriana e Tereza (Gemma Viagens), Sheila (Flap Turismo) e Rosângela (Rosângela Chamone Viagens): oportunidade para se capacitar ainda mais
Karla (Ver Gerais Viagens), Juliana (Oliveiras Tour), Denise (São José Viagens) e Patricia (Allegro Viagens) prestigiaram o roadshow da CVC
Rodrigo (Terra Brasilis), Ana Paula e Andreia (Ouro Viagens) e Bernardo (BCS Viagens); evento foi voltado para operadores que atuam no Estado
Ecos da Abav W
PAULO CAMPOS
A guerreira (I)
O candidato (I)
De última hora, o prefeito de São Paulo, João Doria, compareceu à abertura da 45ª Abav Expo & 48º Encontro Comercial Braztoa e roubou a cena. Em seu discurso, fez uma viagem ao passado e relembrou suas ações como presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). ABAV EXPO/DIVULGAÇÃO
Na abertura, o prefeito João Doria, o ministro Marx Beltrão e Edmar Bull
O candidato (II)
O “cabo eleitoral”
Dória confirmou a realização da próxima Abav Expo no Anhembi, que garante já estar privatizado, e anunciou acordo com a cidade do Rio de Janeiro para a realização do programa de ações conjuntas Sao Paulo + Rio, a exemplo do calendário Rio de Janeiro a Janeiro, anunciado no último dia 24. Ele pretende anunciar a parceria nos proximos dias.
Ao perceber que João Doria entrou no auditório do Expo Center Norte, o ministro do Turismo, Marx Beltrão (PMDB), que discursava para os participantes, afirmou que gostaria de ver o prefeito de São Paulo candidato à Presidência da República no ano que vem e que lhe daria seu voto.
Sem papas na língua, Magda Nassar cobrou do ministro do Turismo, Marx Beltrão, a nova Lei Geral do Turismo. “Tudo o que solicitamos no ano passado, não conseguimos”, afirmou a presidente da Braztoa. Ela ainda afirmou que “o Brasil precisa de mais investimentos e menos corrupção”.
Magda Nassar, da Braztoa
A guerreira (II)
A Guerreira (III)
Magda Nassar citou os números da Organização Mundial de Turismo (OMT) para mostrar que o Brasil ainda é “coadjuvante no turismo mundial”. “A Colômbia teve um aumento de 14,5% no volume de turistas, o Chile, 26%. O Brasil se contenta com apenas 4,8%”, comparou. “Enquanto o turismo na Colômbia e Chile tem, respectivamente, 6% e 7% na participação do Produto Interno Bruto (PIB), no Brasil é apenas de 3,2%”.
No Anuário da Braztoa, divulgado por Magda Nassar na Abav, as vendas das operadoras cresceram 12,3% de janeiro a junho, principalmente no internacional, que teve alta de 23% no primeiro crescente. Ao contrário, as vendas no doméstico tiveram queda de 3% “Esperamos fechar o ano em recuperação”, afirmou.
O organizador (I)
O organizador (II)
O batalhador
Na apresentação dos números da Abav Expo 2017, realizada da última quarta-feira até anteontem, o presidente da entidade nacional, Edmar Bull, desabafou que “não foi fácil montar a feira”. Em 25 mil metros quadrados, foram expostas 1.164 marcas, sendo 79 delas internacionais e 127 nacionais, além de ter contado com representações de dez países. Cerca de 23 mil agentes de viagens se inscreveram para participar do evento, e a previsão – os números ainda serão computados – é de que um público de 28 mil pessoas tenha estado no evento.
Edmar Bull aproveitou para divulgar os resultados parciais do Censo Big Data Abav, ums espécie de raio x do mercado de agências de viagens no Brasil: dados apontam que 60% das agências são consideradas pequenas, 30%, de médio porte e 10%, grandes.
Marco Ferraz, presidente da Clia Abremar, comemora o aumento na oferta de cruzeiros no litoral brasileiro na temporada 2017/2018. Serão 7 navios e um aumento significativo de 40 mil leitos. Em 2016, a atividade teve impacto de R$ 1,607 bi na economia e 358 mil cruzeiristas, 32,5% menor do que 2015/2016.
Os dedicados O Festival de Turismo de Gramado (Festituris) continua a apostar na segmentação do mercado. Os organizadores Márcia Rossi e Eduardo Zorzanello anunciaram espaços dedicados ao empreendedorismo digital, ao mercado de luxo e ao turismo corporativo. O Festituris também fechou parceria com Avianca e Redetur para promover a festa de abertura do evento.
PAULO CAMPOS
O carimbador
José Maurício de Miranda Gomes (Abav-MG) e Edmar Bull (Abav Nacional)
Guilherme Campos, presidente dos Correios, fez a obliteração – ato de carimbar o selo antes de entrar em circulação – da série de selos comemorativos ao Dia do Turismo, destacando aspectos turísticos das cinco regiões do país – Monte Roraima, Maragogi, Chapada dos Veadeiros, Armação de Búzios e Foz do Iguaçu..
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Templo
Fuga da santa motiva basílica Uma história que justifica a construção da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré foi a do “sumiço da santa” – um dia após ter sido achada, a imagem da santa teria desaparecido de seu humilde altar. Levada ao Palácio do Governo, onde ficou sob forte vigilância, ela teria novamente sumido. Assim, os devotos concluíram que ela queria ficar próxima ao igarapé onde foi encontrada. TARSO SARRAF/AGÊNCIA ESTADO
Origem
Papa autoriza Círio de Nazaré Com a autorização concedida pelo Vaticano em 1792 (de uma procissão em homenagem à Virgem de Nazaré, em Belém do Pará), o primeiro círio – palavra que vem do vocábulo “cereus”, que significa vela grande de cera, a principal oferta dos fiéis em procissões em Portugal – aconteceu em 8 de setembro de 1793. A inauguração da Basílica foi em 1941.
turismo
Outubro
Festas religiosas em Aparecida e Belém do Pará Na celebração dos 300 anos de NossaSenhora Aparecida haverá programaçãoespecial; no Círio de Nazaré,procissões terrestre e fluvial Tânia Ramos
taniaramos@otempo.com.br
Em outubro, católicos celebram o Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, no interior paulista, e o Círio de Nazaré em adoração a Nossa Senhora de Nazaré, em Belém, no Pará. Fiéis de todo o país peregrinam até o Vale do Paraíba para os festejos na Basílica Nova de Nossa Senhora Aparecida, na cidade batizada em homenagem à santa, cuja imagem, encontrada por um pescador no rio Paraíba do Sul em 12 de outubro de 1717, está completando 300 anos de devoção. A veneração a Nossa Senhora de Nazaré, padroeira do Pará e “Rainha da Amazônia”, teve início 17 anos antes, quando, em 1700, o caboclo Plácido José de Souza, ao se refrescar nas águas do igarapé Murutucu (onde hoje se encontra a basílica), teria encontrado a imagem de Nossa Senhora de Nazaré entre as pedras. Cada uma a seu tempo e lugar, ambas as imagens en-
sejaram fervorosas adorações e o resultado, hoje, são gigantescas celebrações que atraem peregrinos de todos os cantos do país. Por 12 dias – começa amanhã e vai até a data do encontro da santa – de muita emoção em Aparecida do Norte e mais de 20 em Belém, os devotos poderão pagar suas promessas, agradecer as graças recebidas e reforçar a fé em suas padroeiras.
Celebrações cristãs Por força da fé católica, Aparecida do Norte é hoje
O cardeal Giovanni Battista Re vai representar o papa Francisco nos 300 anos de Aparecida
Círio de Nazaré Período: De 1° a 23
Como parte das reformas em andamento desde 2012, a cúpula central do santuário será inaugurada no dia 11, explicou o padre João Batista de Almeida. Segundo ele, ao longo dos últimos cinco anos foram feitas inaugurações, como a do campanário, para esta data especial.
um dos destinos turísticos mais movimentados do país. Somente no ano passado, a cidade atraiu em torno de 12 milhões de fiéis, sendo 142 mil fiéis em visitação ao santuário apenas no dia 12 de outubro. Neste ano, já estiveram lá mais de 8 milhões de fiéis, e a estimativa é de receber no próximo dia 12 um total de 200 mil peregrinos. Para marcar os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, a programação deste ano será, segundo a assessoria de imprensa da basílica, especial, com a novena de amanhã até o dia 9, além de vários ritos cristãos de 10 a 12 (ver programação no site www.santuarionacional. com ), assim como uma agenda religiosa e cultural. De amanhã até o dia 23, o Círio de Nazaré, conhecido como “carnaval devoto” – em 2016, arrastou 2 milhões de fiéis por 3,6 km – será marcado por vários rituais religiosos, que têm seu apogeu no segundo domingo do mês (dia 8, neste ano), quando uma gigantesca procissão acompanha a santa (a pequena imagem original) até a Basílica Santuário de Nazaré. Na véspera, outro grande momento da celebração cristã: a romaria fluvial. CRISTINO MARTINS/AGÊNCIA ESTADO
Inauguração
Aparecida de cara nova
Em Aparecida, uma passarela liga a basílica nova, inaugurada em 1955, à antiga
Igrejas participantes: Basílica Santuário Nossa Senhora de Nazaré, capela Bom Pastor e catedral Metropolitana de Belém Programação completa: http://ciriodenazare.com.br/ site/programacao/ THIAGO LEON/DIVULGAÇÃO
Procissão fluvial do Círio de Nazaré
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BRUNO AGOSTINI/AGÊNCIA O GLOBO
Aparecida Shows Dias 6 e 7: Grupo Genrosso Local: Centro de Eventos Dia 10: Festival da Padroeira com padre cantores (padres Fábio de Melo, Antônio Maria, Reginaldo Manzotti, Juarez, Omar, Zezinho, Joãozinho, Marcos e Periquito, com participação especial de Daniel e Ziza fernandes) Local: Tribuna papa Bento XVI Dia 12: Festival da Padroeira com artista de MPB, samba e sertanejo (Fafá de Belém, Agnaldo Rayol, Joana, Renato Teixeira, Elba Ramalho, Chitãozinho e Xororó, Alcione, Michel Teló, Paula Fernandes, Preta Gil e pe. Fábio de Melo) Local: Tribuna papa Bento XVI Programação completa: http://www.a12.com/santuario/300-anos#programacao
Mais de 2 milhões de fiéis são aguardados no Círio de Nazaré, a maior festa cristã do Norte do país
De cantores sertanejos aos de MPB vão celebrar Maria Nas comemorações dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida, estão previstos os tradicionais nove dias de novena, além de vigília, procissões e missas – inclusive duas (às 9h do dia 11 e às 7h30 do dia 12) celebradas pelo representante do papa, o cardeal italiano Giovani Battista Re. Para marcar a data de forma mais grandiosa ainda do que já costuma ser, foram convidados vários artistas brasileiros para colocarem suas vozes a serviço da fé cristã. “Teremos muitos artistas devotos para emprestar a voz aos devotos em momentos de louvação”, expli-
cou o reitor do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, padre João Batista de Almeida, por ocasião do lançamento da programação deste ano do Dia de Nossa Senhora Aparecida.
No tom da fé Então, a programação contará com quatro shows. O primeiro, nos dias 6 e 7 de outubro, será do grupo italiano Genrosso – para assistir, deve-se comprar uma camiseta por R$ 30, cujo valor será revertido para a Fazenda Esperança, de Guaratinguetá. No dia 8, vão se apresentar os artistas ligados ao santuário, como Tonho Prado e Kleber de Oliveira.
No dia 10, será a vez dos padres cantores. Está confirmado a presença dos padres Fábio de Melo, Antônio Maria, Reginaldo Manzotti e, entre outros, Zezinho, que vai executar o Hino Oficial do Jubileu: 300 Anos de Aparecida. Os cantores Daniel e Ziza Fernandes também fazem uma participação especial. Na data dedicada à santa, dia 12, canções que falam de Maria serão interpretadas por artistas brasileiros como Fafá de Belém, Agnaldo Rayol, Joana, Chitãozinho e Xororó, Alcione, Michel Teló, Paula Fernandes, padre Fábio de Melo e Preta Gil.
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Histórico
Prédio é marco da engenharia De estilo eclético, com elementos medievais e renascentistas (reproduz os prédios londrinos do início do século XX), o conjunto da alfândega – todo em blocos pré-montados de tijolos aparentes, importados da Inglaterra – foi um dos primeiros prédios pré-fabricados do mundo. JL PIZZOL/COMMONS
turismo
Manaus
Face glamurosa em plena selva amazônica A principal capital do Norte do paísguarda uma riquíssima arquitetura histórica, quetem no TeatroAmazonasseu carro-chefe Tânia Ramos
taniaramos@otempo.com.br
Mercado
Artesanato, peixes e frutas Com pavilhões de ferro importados da Europa, em estilo art nouveau, o atual Mercado Municipal Adolpho Lisboa reúne três unidades: o municipal, o dos peixes e o das bananas. Lá, mais que uma viagem no tempo, o visitante poderá mergulhar na vida amazônica por meio de seus cheiros, sabores, cultura e arte. TÂNIA RAMOS
Palacete
“Uma capital que tem um teatro como principal atrativo turístico precisa desenvolver na própria população o gosto pela cultura”, disse-me Cindy Lourenço, contralto do Grupo Vocal do Coral do Amazonas, enquanto aguardávamos na fila para assistir à estreia da 14ª edição da Série Guaraná, uma programação gratuita de música clássica do Teatro Amazonas, que começou em 8 de agosto e se estende até junho de 2018. Depois de me encantar no dia anterior com a magnífica construção em estilos renascentista (exterior), Luis XV e art nouveau (interior), de 1896, eu não poderia deixar Manaus sem antes conferir a acústica do teatro, considerada a melhor do país e a quarta melhor do mundo. E não me decepcionei. Com um repertório que foi do barroco, clássico e romantismo ao contemporâneo, sob a batuta do maestro Marcelo de Jesus, a Orquestra de Câmara do Amazonas (OCA) passeou pelos virtuoses Georg Philipp Telemann, Wolfgang Amadeus Mozart, Nikolai Sokoloff e Steve Reich, apresentando as respectivas suíte “La Bizarre”, “Noturno” (tido como lado B de Mozart), “Segunda” Serenata para
cordas e “Trens Diferentes”. Mais eclético, impossível, porém com uma execução perfeitamente harmônica, em um cenário perfeito. A capital do Amazonas tem, entre tantas características únicas, mais essa singularidade: uma expoente performance erudita, seja na música ou na dança, divide as atenções com a multifacetária cultura popular, que engloba elementos de várias regiões do país – principalmente do Nordeste – e culmina com as ricas tradições indígenas, expressas ainda em costumes, artesanato e gastronomia.
Teatro Amazonas: uma herança do Ciclo da Borracha
TÂNIA RAMOS
Herança histórica Literalmente no meio da floresta Amazônica, ladeada pelos rios Negro e Solimões, a Manaus que vemos hoje tem suas raízes fincadas no Ciclo da Borracha,
Primeira cidade brasileira a ter energia elétrica, Manaus já foi conhecida como a “Paris dos Trópicos” MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO
Cinco museus num só espaço O Palacete Provincial, de 1875, restaurado em 2009, abriga cinco museus: Pinacoteca do Estado do Amazonas, Museu da Imagem e do Som do Amazonas, Museu Tiradentes (retrata a história da corporação militar do Estado), Museu de Numismática e Sala de Exposição Temporária José Bernardo Michilles.
que, por mais de 30 anos, gerou riquezas na região. No auge das exportações, a capital amazonense não só atraiu estrangeiros interessados na ambicionada matéria-prima como desenvolveu uma alta sociedade, os barões da borracha, com um gosto refinado por arte e arquitetura. Logo, foi com essa inspiração que se ergueu o monumental Teatro Amazonas, destinado a ser uma casa de ópera que em nada deixava a desejar às similares europeias. Com inauguração oficial em 31 de dezembro de 1896, só em 7 de janeiro de 1897 o teatro recebeu seu primeiro espetáculo: “La Gioconda”, de Amilcare Ponchielli, encenado pela então famosa Companhia Lírica Italiana.
Maior arquipélago fluvial do mundo, Anavilhanas é acessado a partir de Manaus
Formiga saúva com espuma de mandioquinha é uma das entradas (R$ 16 a unidade) do restaurante Banzeiro MURILO ROCHA
Era de ouro Ciclo da Borracha. O acervo histórico de Manaus, como já foi dito, é uma herança do Ciclo da Borracha, o produto oriundo do látex, extraído da seringueira, que colocou a maior cidade do Norte do país na mira mundial – de 1879 a 1912, o Estado do Amazonas dominou o mercado da borracha. Nossas sementes. O monopólio brasileiro começou a declinar em 1910, quando ingleses e holandeses iniciaram as plantações de seringueiras na Ásia (Sri Lanka, Malásia, Indonésia etc.), passando a ofertar o produto com preços mais competitivos. Responsável pela riqueza do Estado, a extração do látex hoje é mais para turista ver
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WALKIRIA F. CORREA/DIVULGAÇÃO
Pureza de som e riqueza de detalhes Com o preciosismo de ter tido calçamento de tijolos de borracha no Largo São Sebastião e nas adjacências, para evitar que o barulho das charretes interferisse em sua acústica, o Teatro Amazonas destaca-se por suas dimensões colossais e riqueza de detalhes. Nenhum luxo foi dispensado na construção renascentista. Sua estrutura é toda de ferro maciço – inclui o balcão curvo do saguão –, trazido da Inglaterra; no interior, pisos de madeira de lei, colunas de mármore de Carrara, vidro de Murano, pedras portuguesas, cobre e até acabamentos em ouro 14 quilates, boa parte ainda original. Os lustres de cristal daquela época, inclusive, fazem a iluminação até hoje. O salão nobre, cujo piso reúne 12 mil peças de madeiras (cortadas e trazidas de Portugal), tem paredes decoradas com telas de linho lonado, representando a floresta
Peixe como prato principal e até formiga de entrada A capital amazonense, ao lado de Belém, no Pará, oferece uma das mais exóticas gastronomias do país. E saudável. Situada na maior bacia hidrográfica do mundo, Manaus tem nos peixes, como tambaqui, pirarucu e tucunaré, o carrochefe de fonte de proteína. São peixes que caem bem em qualquer versão: cozidos, assados ou à dorê, com exceção da temível piranha, que, na panela, só não pode facilitar com suas espinhas. Daí os restaurantes (e as donas de casa) preferi-
rem servi-la como caldo, sendo uma excelente entrada. De sabor mais delicado, o tambaqui figura em pratos sofisticados. Então, não deixe de provar a clássica costela de tambaqui ou o tambaqui com crosta de castanha e banana assada que eu saboreei no restaurante Banzeiro, um endereço de culinária regional em Manaus. Foi lá também que me arrisquei com uma entrada de formiga, da espécie saúva (servida com espuma de mandioquinha), que tem sabor de erva-doce.
Servido de restaurantes top a barracas de rua, o tacacá é o mais típico prato do Estado. Preparado à base de goma de tapioca, tucupi (caldo da mandiocabrava depois de eliminado o veneno cianeto) e jambu (folha que provoca dormência na boca), seus ingredientes, a princípio, assustam, mas o sabor, que ainda tem um toque de camarão seco, é ótimo. Em sobremesas, sucos e sorvetes, prove as deliciosas frutastípicascomoburiti,murici e, entre outras, cupuaçu.
PATRÍCIA CHEMIN/DIVULGAÇÃO
Jantar de gala Night pass. O cruzeiro Iberostar Grand Amazon vai lhe colocar diante da diversidade amazônica. Caso contrário, pode-se saborear o jantar do comandante, seguido de shows de música e danças regionais, ou ainda passar uma noite embarcado. Preços. O night pass, às quintas, de 19h à 0h0, custa R$ 300 por pessoa; para ficar até 8h, sai a partir de R$ 600 (double) por pessoa. Inclui traslado Ponta Negra-navio. Decoração do jantar do comandante do Grand Amazon (www.iberostar.com)
amazônica – a principal delas faz alusão a “O Guarani”, ópera de Carlos Gomes. No teto, “O Olimpo dos Artistas”, uma pintura em perspectiva do italiano Domenico de Angelis, em que anjos sobrevoam a floresta amazônica. Enquanto o salão da plateia principal, em forma de lira, leva a assinatura do pernambucano Crispim do Amaral, responsável pela pintura da cortina do palco, representando o encontro das águas, a rosácea do teto cria a impressão de se contemplar a Torre Eiffel de baixo para cima. A cúpula do Teatro Amazonas, que sobressai na paisagem urbana manauara, é composta por 36 mil telhas vitrificadas em forma de escama de peixe, com as cores da bandeira do Brasil, provenientes da Alsácia. Agora, com quatro reformas, o teatro continua recebendo nomes como o tenor espanhol Jose Carreras.
Saiba mais Ir e vir. Manaus só é acessada pelo céu ou pelas águas. Assim, 80% de seu transporte é fluvial, feito hoje principalmente por embarcações denominadas “recreio”, nas quais se viajam por vários dias (dependendo do percurso) rio abaixo e rio acima. Sem cabines para acomodar os passageiros, elas são um verdadeiro atrativo pra se ver, com suas redes estendidas ao longo do convés. Evolução. Ainda bem rústicos, os barcos recreio (a motor) são uma versão atualizada das antigas gaiolas (a vapor) que singravam os rios amazônicos na virada do século XIX, segundo o chefe de expedição do Iberostar Grand Amazon, Wenceslau Nascimento de Melo. Receptivo e passeios Amazon Eco Sight (traslados e passeios) Contatos: (92) 3673-9346 / 3671-5432 ou www.amazonecosight.com.br
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Nenúfar (I)
Aquática faz homenagem Típica da Amazônia, a gigante planta aquática (ou nenúfar) Victoria amazonica, com folhas circulares (que nascem enrugadas e atingem 2 m de diâmetro), ganhou o nome de vitória-régia em meados do século XIX como homenagem à rainha Vitória, que, em visita ao Brasil, levou sua semente para plantá-la na residência real.
turismo
Musa
Para contemplar e entender a vida da floresta O Museu da Amazônia é umreduto defloresta primária aberto à visitação pública,porémcom ofoco em pesquisasda flora e da faunalocais Tânia Ramos
TÂNIA RAMOS
Nenúfar (II)
Uma bela flor de vida curta Com notável capacidade de flutuação (possui nervuras e canais de escoamento da água), a vitóriarégia sobrevive só de três a quatro semanas, e as flores, três dias – porém, elas exibem uma cartela de cores: nascem branca, ficam rosada e, ao atingirem a cor púrpura, mergulham nas águas para espalharem suas sementes.
Nenúfar (III)
Um convite aos pássaros Espécie de heliporto de pássaros e insetos, a vitória-régia desperta uma grande polêmica sobre a quantidade de peso que suporta: para uns, ela aguenta 40 kg e, para outros, apenas 2 kg, o peso dos jaçanãs (pássaros da região). Embaixo dela há uma série de espinhos para protegê-la de ataques sob as águas.
taniaramos@otempo.com.br
Imagine um museu vivo, repleto de árvores centenárias, trepadeiras, cipós, palmeiras, cogumelos, fungos e flores, embalados com o mavioso canto dos pássaros e os sons de insetos e animais que habitam a selva. Assim é o Museu da Amazônia (Musa), considerado o maior fragmento de floresta primária dentro de uma área urbana no país, que atrai turistas do mundo todo interessados em se embrenhar pela mata, mas sem abrir mão do conforto da cidade. Criado em 2009 na Reserva Florestal Adolpho Ducke, de 100 km², o Musa tem como principal atração uma torre de observação de 42 m de altura (o equivalente a um prédio de 14 andares). São 243 degraus, porém a visão que se tem dos níveis da floresta – são três plataformas de observação: 14 m, 28 m e 42 m de altura – até chegar ao topo, de onde se contemplam as copas da árvores e Manaus para além do rio Negro, vale todo o esforço da subida. Não à toa que apreciar o nascer ou o pôr do sol de lá é hoje um concorrido programa
na capital amazonense. Na mesma área, o Musa convive, desde 2002, com o Jardim Botânico Adolpho Ducke, que veio a agregar alguns espaços de intervenção humana voltados para pesquisas. Agora, somamse borboletário, com 12 espécies locais capturadas pelo técnico agrícola e pesquisador Frank Martins; lago de vitórias-régias; orquidário (inclui bromélias); aquário (de peixes como tambaqui, pirarucu, pirarara etc.); e serpentário, além de exposições sobre a cultura indígena e os sapos co-
Torre de observação do Museu da Amazônia coloca árvores gigantes praticamente sob os nossos pés
muns na região.
Trilhas Depois da torre, as trilhas são a principal atração para os turistas. Com o suporte do turismólogo José Jr., especialista em cultura indígena, realizamos uma das trilhas, em que, além de visitar as exposições sobre as etnias amazônicas e os apetrechos indígenas de pesca, pudemos conferir a “deusa maior da floresta amazônica”, como sugere o próprio nome, Dinizia Excelsa: o angelim pedra, uma árvore de cerca de 45 m (pode chegar a 65 m), com idade estimada em cerca de 600 anos – a única árvore concorrente é a samaúma (ou sumaúma), considerada o símbolo da Amazônia e que pode chegar até 75 m de altura. TÂNIA RAMOS
Reserva Florestal Adolpho Ducke, de 100 km², abriga um museu e um jardim botânico no entorno da cidade de Manaus TÂNIA RAMOS
TÂNIA RAMOS
Utensílio indígena de pesca: jequi de duas bocas, da “Exposição Peixe e Gente”
Base do tronco do angelim pedra do Musa; denominado senhor da floresta, já foram encontradas árvores de até 1.500 anos
turismo
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YOUTUBE/REPRODUÇÃO
Serviço Passeios Museu da Amazônia Preços: R$ 10 (visita guiada), R$ 20 (subida na torre), R$ 30 (visita guiada + subida na torre) e R$ 50 (observação de aves e nascer ou pôr do sol, somente com agendamento); estudantes e idosos pagam meia; e para crianças até 5 anos é gratuito. Contatos: (92) 3582-3188 ou museudaamazonia.org.br Teatro Amazonas Preço. Visitas (de segunda a sábado, das 9h15 às 17h) a R$ 20; amazoznense não paga. Contato: (92) 3622-1880 Onde se hospedar Tropical Hotel Manaus. Para saber diárias e promoções, consulte os sites www.tropicalmanaus.com.br / www.tropicalhotel.com.br ou ligue 0800 701 26 70 / (92) 2123-5000 Onde comer Restaurante Banzeiro. Rua Libertador, 102, Nossa Senhora das Gracas. (92) 3234-1621 MARCELO ISOLA/DIVULGAÇÃO
Com áreas amplas e aconchegantes, o Tropical Manaus ainda dá uma prévia do que o turista vai encontrar na selva
Hospedagem tem até zoo Com um quê de hotel de selva, porém localizado no bairro nobre de Ponta Negra, o Tropical Manaus Ecoresort já chama atenção por sua estrutura horizontal (apesar de possuir três andares) no meio de uma área verde de 60 mil metros quadrados. Os toques finais são o imenso arco branco ao longo da lateral de acesso ao lobby e os amplos pátios internos, que remetem às edificações coloniais. Às margens do rio Negro – que, no fim do dia, emoldura um belo pôr do sol a ser apreciado de seu píer –, o hotel ainda tem como dife-
rencial um zoológico com 91 espécimes de animais amazônicos, como onçapintada, o maior felino das Américas; macaco-aranha, o maior da floresta amazônica; e capivara, o maior roedor do mundo, além de aves, e, entre outros, iguanas, mantidas conforme exigências do Ibama. Ao lado, está o orquidário com 1.350 exemplares, entre eles 56 espécies amazônicas.
Acomodações A área da piscina, que possui ondas artificiais, é separada do espelho d’água, habitat das tartarugas gigan-
tes, por outro arco, que ainda faz a ligação entre dois blocos de hospedagem no terceiro andar. No interior do hotel, com longos corredores, também impressionam as portas antigas, de madeira maciça, que dividem as áreas de uso comum. O Tropical tem 611 acomodações,entrequartosecinco categorias de suíte. Vão de apartamentos mais simples, masaindaassimamplos,asuítes de altíssimo nível, a exemplo da Presidencial, de 313,24m,que possui antessala, duas salas, três banheiros, um lavabo, suíte com banheira e piscina privativa.
Lisboa
Descubra uma nova vista Uma descoberta única da Ponte 25 de Abril, uma das mais bonitas do mundo, é o que promete a Experiência Pilar 7, a nova atração turístico-cultural de Lisboa. A proposta é uma viagem pela história da construção, terminando na ascensão de um elevador até um mirante de 80 m de altura, que possibilita uma visão inédita da capital portuguesa. Preço: € 6. TURISMO DE PORTUGAL/DIVULGAÇÃO
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turismo TOM PAGE / FLICKR
BH
Hotel atende não hóspedes O Mercure BH Lourdes possui extenso portfólio de produtos e serviços, que vão desde lava rápido para automóveis até espaços de coworking abertos para a comunidade local. “Temos firmado parcerias estratégicas com algumas empresas. A ideia é reunir a excelência do nosso atendimento e hospitalidade com alguns serviços mais procurados”, comenta Rodrigo Mangerotti, gerente geral do Mercure BH Lourdes. BOK TOWER/DIVULGAÇÃO
Cancelamento em massa de voos é problema comum durante desastres naturais
Serviço
Flórida
Jardim botânico com história Os Jardins Bok Tower guardam espécies raras do Estado da Flórida e dos EUA. Localizado nas redondezas do Lago Wales River, ele está entre as 37 instituições do país que compõem o Centro para Conservação de Plantas (PCP, em inglês), instituição articula pesquisadores e especialistas pela conservação das espécies raras e em extinção do país. Já são 23 milhões de visitas desde 1929.
O tempo fechou! E agora, o que deve ser feito? Conheça os direitos assegurados ao turista caso aconteçam furacões, terremotose outros fenômenos naturaisdurante ou um pouco antes da viagem deférias Eduardo Maia Agência O Globo
E se um furacão cruzar o seu caminho durante as férias? A recente passagem de quatro grandes ciclones tropicais por Caribe, Flórida e Golfo do Mé-
xico (nomeados Harvey, Irma, Katia e José), além de um terremoto na costa sul mexicana, traz à tona a pergunta: o que o turista pode fazer se um fenômeno natural acontecer durante ou pouco antes de sua viagem e quais são seus direitos? De fato, furacões, terremotos, tsunamis e nevascas intensas, entre outras, acontecem. Ainda assim, o consumidor tem direito a ressarcimento e remarcação da viagem antes do embarque. “Se o cliente ainda não viajou, pode escolher entre receber o dinheiro de volta ou remarcar a viagem para o mesmo ou outro destino de valor similar, sem nenhum acréscimo no preço. E a empresa, seja companhia aérea, agência de viagem ou hotel, tem que acatar a decisão”, explica a coordenadora de atendimento ao consumidor do Procon do Rio de Janeiro, Soraia Panella. Ela ressalta que, mesmo que o destino não tenha sido atingido, mas esteja na área afetada diretamente, é possível pedir o ressarcimento.
Assistência é obrigação Mas e se o imprevisto aconteceu durante a viagem, como o caso de muitos brasileiros que estavam no Caribe durante o furacão Irma, agora em setembro? Ou ficaram presos em Bariloche pelas fortes nevascas no final de julho, que provocaram fechamento do aeroporto local? “Nesses casos, o prejuízo é dividido entre as partes, porque o prestador de serviço também foi pego de surpresa. Não há direito a ressarcimento, mas sim à assistência total ao cliente. As companhias aéreas, por exemplo, têm obrigação de colocar o passageiro no primeiro voo para casa, ou fornecer hospedagem e alimentação enquanto isso. Se o consumidor estiver num hotel, é essa organização que deve mantê-lo em segurança durante o período da reserva”, diz Soraia. Se o pacote foi comprado via agência, esta também precisa prestar todo o auxílio no momento de crise. De acordo com o presidente da Associação Brasileira das
Parque temático da Disney ficou fechado durante a passagem do furacão Irma
Agências de Viagem (Abav), Edmar Bull, são comuns mutirões de atendimento aos clientes nesses casos. E que a solução mais frequente é o reagendamento da viagem para outra data ou destino: “Quem comprou o pacote quer viajar e não esperar até o ano seguinte. Por isso quase não há cancelamentos”, destaca. Bull também orienta os passageiros a prestarem bastante atenção nas políticas de cancelamento por condições climáticas, comuns em parques temáticos, companhias de cruzeiros e resorts, por exemplo. Os parques de Orlando fecharam devido à passagem do Irma e ofereceram aos visitantes opção de ressarcimento ou voltar outro dia. Os furacões também provocaram cancelamentos e remarcações em série de cruzeiros de armadoras como a Royal Caribbean.
SERVIÇO De olho nos furacões. O viajante precisa ficar atento ao calendário, principalmente no caso de furacões. A temporada de ciclones tropicais no Atlântico Norte vai oficialmente de 1º de junho a 30 de novembro, mas, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA, o pico acontece de meados de agosto a meados de outubro, com 78% das incidências de tempestades. Cobertura. O presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagem (Abav), Edmar Bull, lembra que o viajante deve se prevenir com uma cobertura contra furacões e ouros fenômenos: “Também é importante contratar um seguro que cubra eventos naturais, principalmente quando o destino é propício” , aconselha.
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turismo FOTOS: TAUÁ RESORT CAETÉ / DIVULGAÇÃO
Vista aérea do Tauá, em Caeté
Caeté
Um belo refúgio para aquietar o corpo e a alma Resort a 50 km de Belo Horizonte éuma opção para quem quer sairda rotinasem terque ir muito longe, principalmente comfilhos menores Fransciny Alves Se o intuito é descansar, aproveitar a natureza ou compartilhar momentos em família, nada melhor do que buscar um refúgio em meio às montanhas mineiras. Com uma infraestrutura completa para agradar todos os públicos e gostos, o Tauá Resort Caeté é um desses lugares onde é possível esquecer os desafios diários e viver momentos inesquecíveis. E tudo isso a 50 km de Belo Horizonte. Especializado em eventos e no atendimento de crianças, o empreendimento conta com profissionais, apelidados de “taualegres”, que cuidam dos pequenos durante todo o dia. A programação começa às 9h e termina somente às 22h. Os monitores realizam brincadeiras, gincanas e atividades ecológicas. Enquanto isso, os papais e mamães podem desfrutar da infraestrutura do resort, que conta com boliche, arco e flecha, quadras poliesportivas, parque
aquático e spa com hidromassagem. Mas se o objetivo é apenas ver o tempo passar, sem se preocupar com nada, basta relaxar em uma das redes espalhadas pelo complexo, que conta com 350 apartamentos. O resort ainda guarda várias surpresas, como a Fazendinha do Toninho Cowboy. Pôneis, minivacas, miniporcos e aves, como galinhas e pavões, são alguns dos bichos que podem ser encontrados lá. Ainda é possível passear a cavalo e até mesmo tirar leite ao pé da vaca. Para a criançada há ainda a Jota City, uma minicidade onde são promovidos jogos, shows e oficinas. Já no Sítio do Pepito, mascote do Tauá Resort Caeté, os pequenos podem brincar na casa da árvore e em um completo playground. Também há um salão de jogos, que é perfeito para todas as idades. E para o próximo feriado, na Semana das Crianças, o hotel está preparando uma programação recheada de atividades, como festas e jantares temáticos,
“Temos programações para todos e buscamos sempre ter o melhor atendimento do mundo em hotelaria”
No salão de jogos, crianças e adultos podem se divertir com totó, mesa de pingue-pongue, dardos e fliperama
Serviço Hospedagem: Tauá Resort Caeté
Fernanda Santos, gerente geral do Tauá Resort Caeté
shows de mágica e de circo, futebol de sabão, bingo e atrações especiais, como a presença de youtubers. Mas não é só para os pequenos que o empreendimento é ideal. O Tauá Resort Caeté possui cerca 30 ambientes para a realização de eventos e conferências. Um dos espaços comporta até 1.500 pessoas. “Independentemente da idade, a diversão aqui é garantida. Atendemos crianças, adultos, grupos da melhor idade, excursões e eventos. Temos programações para todos e buscamos sempre ter o melhor atendimento do mundo em hotelaria”, afirma a gerente geral do hotel, Fernanda Santos.
Informações: (31) 3236-1900 ou www. tauaresorts.com.br Diárias (fora de feriado): Por casal, saem a partir de R$ 680. O valor é referente a pensão completa (café da manhã, almoço e jantar). As bebidas são cobradas à parte. Promoção: Duas crianças de até 6 anos se hospedam de graça quando ocupam o quarto dos pais, usando as camas existentes. Na promoção, entre 12 e 15 de outubro, quem reservar um apartamento e doar um brinquedo novo vai ter a idade limite elevada para até 12 anos. Os brinquedos serão doados para instituições sociais da cidade. O complexo aquático do resort conta com cascata, bar molhado e toboágua
W Avaliação. Fit recebe banho de loja tecnológico na linha 2018. Páginas 16 e 17
VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
W Moto. Nova Triumph Street Triple é mais potente e esportiva. Páginas 22 e 23 pampulha
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BELO HORIZONTE Sábado 30/9/2017
Novo tempo
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SextageraçãodoPolochegaao Brasil;hatchiniciarenovaçãoda linhadaVolksnopaís.Páginas18e19
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interCâmbio
Raimundo Couto
raimundocouto@otempo.com.br
Teoria da conspiração HYUNDAI/DIVULGAÇÃO
E seguem jogando mais lenha na fogueira da especulação que tem como centro das atenções a venda das ações da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) para algum grande grupo da indústria automotiva. Dessa vez, é a coreana Hyundai protagonista. Muito se tem comentado sobre o assunto, mas nada de oficial foi divulgado nem do lado montadora supostamente à venda e nem por algum dos possíveis pretendentes a assumir o controle das operações FCA. A pauta esfriou depois que foram divulgadas informações, não confirmadas nem desmentidas, dando conta que os chineses estariam com o cheque assinado para adquirir parte ou a totalidade do grupo ítaloamericano. Naquela oportunidade, ventilou-se que um megagrupo chinês te-
ria, inclusive, feito uma oferta concreta aos executivos da FCA. Como se não bastasse, teve gente que chegou até mesmo a ver alguns chineses circulando pela fábrica da Fiat, em Betim. Fazendo um rápido apanhado do que aconteceu até o momento, voltamos ao início deste ano, quando a bola da vez quicava no QG da General Motors. Na ocasião, o que se comentou foi o contato que Sérgio Marchione, CEO da FCA, estabeleceu com altos dirigentes da GM, dourando a pílula e mostrando as vantagens de uma possível compra de uma pela outra. Naquela oportunidade, a possível conclusão do negócio teria as bênçãos do presidente dos EUA, Donald Trump, que veria com bons olhos o fato de a GM tornarse ainda maior e mais líder. Além de colocar a FCA embaixo de seu guarda-chuva,
a compra traria de volta para casa a Chrysler, que nasceu nos EUA e se espalhou pelo mundo. São tantas as especulações, e tão bem engendradas, que chegaram a dizer que o interesse demonstrado pelos chineses recentemente teria sido um balão de ensaio para pressionar a GM a tomar logo uma decisão. Será? Agora, chegam informações divulgadas por fontes fidedignas da imprensa sul-coreana e italiana de que a Hyundai está cada vez mais próxima da Fiat-Chrysler. Na Coreia do Sul, já se fala até em valores e outros detalhes da negociação que secretamente estaria em curso. Para os dois lados, o ganho com uma fusão seria enorme. Uma união HyundaiFCA daria ao fabricante sulcoreano a primeira posição mundial como montadora e vendedora de veículos. A es-
“Segundo um analista sul-coreano, a Hyundai poderia pagar cerca de US$ 9,83 bi pela FCA, incluindo a compra da Maserati e da Magneti Marelli. Mas, sem essas empresas, o valor cairia pela metade.”
Sul-coreana Hyundai estaria interessada na aquisição da FCA timativa é de 13 milhões de veículos, com base nos 11,5 milhões vendidos pelas duas marcas em 2016. Isso fica bem acima de Volkswagen, Toyota e mesmo da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi. Para a Hyundai, a primeira posição é uma posição de importância e reconhecimento mundial. Mas, na prática, ter a FCA significaria também resolver alguns problemas im-
portantes. Um deles é a queda nos mercados de EUA e da China, este último por conta de questões diplomáticas. Nesse aspecto, as relações entre Coreia do Sul e EUA estão muito mais próximas devido à crise na península coreana, e, evidentemente, a aquisição de uma das “big three” pela Hyundai seria vista com bons olhos na Casa Branca.
FOTOS TOYOTA/DIVULGAÇÃO
Ofensiva japonesa
Hatch novo em 2018 Montadora japonesa anuncia investimento de R$ 1,6 bilhãoem suas fábricasno Brasil e confirma produçãodo Yaris no país em2018 Yaris hatch será produzido no Brasil; ele entrará na gama de produtos da Toyota para preencher a lacuna entre o Etios e o Corolla Da redação A Toyota anunciou, na última segunda-feira, dois grandes investimentos da montadora no Brasil: R$ 600 milhões para a ampliação da unidade de motores de Porto Feliz (SP), e
mais R$ 1 bilhão para a fábrica de Sorocaba, onde atualmente são produzidas as versões hatchback e sedã do compacto Etios. Os valores se referem à ampliação do complexo de Porto Feliz para a fabricação de propulsores para ou-
Steve St. Angelo, CEO da Toyota para América Latina e Caribe
tros automóveis da marca produzidos no país a partir do segundo semestre de 2019 e à preparação da planta de Sorocaba para início da produção do mais novo carro da Toyota para o mercado brasileiro, o Yaris, com início de vendas no se-
gundo semestre de 2018. A princípio, o Yaris será vendido apenas na versão hatch. O modelo usará o mesmo motor 1.5 da linha Etios e deve custar na faixa dos R$ 60 mil, abaixo do Corolla e acima do Etios. Ao contrário do que se
Fábrica em Porto Feliz (SP) terá aporte de R$ 1 bi
imaginava, a versão brasileira do Yaris deve usar a plataforma antiga do modelo e não a TNGA, nova base do carro recém-lançada no Yaris asiático. “A confiança depositada em nós, sua parceria e comprometimento contribuí-
ram para realizarmos este investimento no novo Yaris, que representa uma Toyota mais forte no Brasil”, afirmou Steve St. Angelo, CEO da Toyota para a América Latina e Caribe e “chairman” da Toyota do Brasil e Argentina.
Modelo chegará para brigar com versões mais caras do Argo e do HB20, entre outros
super motor
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FOTOS VOLVO/DIVULGAÇÃO
Pré-lançamento
Na onda
Preço do XC40 no Brasil ainda não foi divulgado pela Volvo
dos SUVs Volvo apresenta o inédito XC40, em Milão, na Itália; novo modelo temprevisão de chegadaao Brasil no primeiro semestrede 2018 Da redação A Volvo escolheu a Semana de Moda de Milão, na Itália, para apresentar, na última semana, seu inédito SUV compacto, o XC40. Com estreia prevista no Brasil para o primeiro semestre de 2018, o novo modelo chega para brigar com BMW X1, Audi Q3 e Mercedes GLA. O novo XC40 é o primeiro modelo a utilizar a nova plataforma modular de veículos compactos da
Volvo Cars – Compact Modular Arquitecture (CMA). Ela será a base de todos os futuros veículos da série 40, incluindo carros totalmente eletrificados. Codesenvolvida dentro da Geely, a CMA proporciona à fabricante a economia de escala necessária para esse segmento. Em termos de inovação, o XC40 traz as premiadas tecnologias de segurança, conectividade e infoentretenimento conhecidas dos XC60 e XC90. Os recursos
de segurança e assistência ao motorista no XC40 incluem, por exemplo, a última geração do City Safety, Cross Traffic Alert com freio automático e câmera 360º, que auxilia o condutor em estacionamentos ou áreas estreitas. O XC40 também oferece uma abordagem radicalmente nova para os portaobjetos. O engenhoso design do interior oferece espaço de armazenamento mais funcional nas portas e sob os assentos e espaço es-
pecial para smartphones (com carregamento indutivo). Na Europa, o XC40 estará disponível nas motorizações D4 (diesel) e T5 (propulsor de quatro cilindros). As versões híbrida e elétrica chegarão depois. O novo SUV compacto também será o primeiro Volvo com o novo motor de três cilindros da marca. Os preços no Reino Unido começam em R$ 118 mil. A produção do XC40 começará em novembro na fábrica de Ghent, na Bélgica.
No Brasil, o SUV deverá ser oferecido apenas nas versões turbo a gasolina (1.5 três cilindros, de 156 cv; e 2.0, de 247 cv)
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super motor
Hyundai
Lançamento
Creta ganha versão Sport
Honda Fit 2018
A Hyundai divulgou imagens de uma nova versão esportiva do utilitário-esportivo Creta. A novidade chega às lojas em novembro. Detalhes em preto brilhante, spoiler traseiro e rodas de liga leve aro 17 estão entre as exclusividades do Creta Sport. O preço ainda não foi informado pela Hyundai, mas deve se aproximar dos R$ 100 mil. A parte mecânica é a mesma das outras versões do modelo, equipado com motor 2.0 de 166 cv e 20,5 kgfm de torque. O câmbio é automático de seis marchas. Por dentro, a versão traz bancos em couro e acabamento escurecido. HYUNDAI/DIVULGAÇÃO
Modelo da Honda teve design modificado com novos faróis e lanternas com luzes em LED
fica maior e mais equipado Montadora japonesa melhora o conteúdo e introduzpequenas mudançasvisuais no monovolume para manter-se bemno mercado
prolongamentos localizados na tampa do porta-malas. Antes, esses elementos não tinham função prática, pois não acendiam.
Ganho em segurança Alexandre Carneiro Sem mudanças desde 2014, quando a atual geração foi lançada no Brasil, o Honda Fit acaba de ganhar uma atualização na linha 2018. Grade frontal e parachoques ganharam novos detalhes, sendo que o traseiro ficou mais volumoso para proteger melhor a tampa do porta-malas. Devido a esse detalhe, o veículo ficou 9,8 cm mais comprido. Nas laterais, ape-
nas as rodas de liga leve foram modificadas: elas têm novo desenho na configuração LX e, nas seguintes, a pintura mudou. A Honda também mexeu no conjunto óptico do Fit. Na versão EXL, top de linha, os faróis são do tipo full LED, com luzes diurnas integradas – na EX, também há luzes diurnas de LED, mas elas ficam posicionadas no para-choque. Já as lanternas também ganharam LEDs, que invadem os
Externamente, é só. Mas as mudanças foram acompanhadas de melhorias na lista de equipamentos de série. Agora, todas as versões do Fit contam com controles eletrônicos de estabilidade e de tração, assistente de partida em rampas e acionamento automático do piscaalerta quando o freio ABS entra em ação. A configuração intermediária EX ganhou ainda airbags laterais. Entre os itens de conforto, as configurações EX e EXL receberam ar-condicionado digital com comandos em uma tela touch, semelhante à do sedã City. Em ambas, há também câmera de ré e paddle shifts no volante. Elas também passaram a ter apoio de braço entre os bancos dianteiros. A versão top de linha EXL agora exibe uma nova central multimídia com tela de sete polegadas, GPS, e compatibilidade com os sistemas Apple CarPlay e Android Auto. Outra novidade do Fit mais luxuoso é a adoção de retrovisores externos com rebatimento elétrico. Na outra extremidade da gama, a configuração
DX, de entrada, passou a vir com banco do motorista com regulagem de altura. Equipada unicamente com câmbio manual, ela deve responder por apenas 3% das vendas, segundo a Honda. Por sua vez, a opção seguinte, EX, ganhou faróis de neblina.
R$
80,9 mil Honda Fit EXL
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FOTOS HONDA/DIVULGAÇÃO
Ar-condicionado digital virou item de série nas versões EX e EXL
Ficha técnica Motor. 1.5 flex 16V, quatro cilindros em linha Câmbio. Automático CVT – com três modos de condução: normal, sport e low Potência máxima. 115/116 cv (gasolina/etanol) a 6.000 rpm Torque. 15,2/15,3 kgfm (gasolina/etanol) a 4.800 rpm Tamanho. 4,10 m de comprimento, 1,69 m de largura, 1,54 m de altura e 2,53 m de entre-eixos Peso. Entre 1.073 kg e 1.104 kg, dependendo da versão
Mecanicamente, o Fit 2018 segue o mesmo, com motor 1.5 16V flex e câmbio manual na versão DX, e automático CVT nas demais versões
Porta-malas. De 363 L até 906 L com rebatimento do banco traseiro. Capacidade do tanque. 45,7 L
Dirigibilidade correta e um pouco mais interativa O Fit não é o tipo de carro que empolga o motorista, mas agrada ao entregar comportamento coerente com sua proposta. O motor 1.5 está longe de se destacar em desempenho, mas consegue mover o veículo sem sacrifício. Já o câmbio ficou mais interativo com os paddle shifts: quando utilizada no modo sequencial, a transmissão do tipo CVT simula sete velocidades. Trata-se de um recurso útil para fazer ultrapassagens ou para
permitir que o motorista tire proveito do freio-motor em curvas ou descidas de serra. No modo automático, mesmo que a alavanca esteja na posição Sport, o sistema não utiliza essas marchas virtuais. A direção elétrica exibe boa progressividade, deixando o volante leve em manobras e firme em alta velocidade. Já a suspensão mantém a calibragem mais firme, que ajuda a conter a rolagem da carroceria em curvas, mas, por outro la-
do, faz com que parte das imperfeições do solo sejam sentidas de maneira mais evidente pelos ocupantes. No interior, o ponto alto do Fit continua sendo o espaço interno amplo, apesar das dimensões externas compactas. O acabamento, embora apresente bom padrão de montagem, continua um tanto simples, composto por peças de plástico duro, o que destoa em especial na versão top de linha EXL, com a qual a reportagem teve contato. (AC)
Versão EXL traz bancos revestidos em couro e central multimídia com Apple CarPlay e Android Auto
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Segurança
Quatro airbags são item de série Desde a versão de entrada, o modelo traz de série quatro airbags (dois frontais e dois laterais), fixação Isofix com top tether para cadeirinhas infantis, controle de tração, apoios de cabeça e cintos de três pontos para todos os ocupantes do banco traseiro, direção elétrica, computador de bordo, banco do motorista com ajuste de altura, ar-condicionado manual e sistema de som com rádio, porta USB e bluetooth. Controle de estabilidade, rodas de liga leve aro 15 e central multimídia com tela touch, são opcionais da versão. VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
Comfortline
Custo-benefício interessante Na versão Comfortline 1.0 TSI, todos os itens opcionais da versão de entrada são de série e acrescenta ainda: sensor de ré, assistente de partida em rampa, freios a disco nas quatro rodas, descanso de braço, saídas de ar-condicionado e entrada USB traseira, coluna de direção ajustável em altura e profundidade, banco traseiro bipartido retrovisores elétricos com função tilt-down. Entre os opcionais, há rodas de 16 polegadas, chave presencial, câmera de ré, retrovisor eletrocrômico e paddle shifts, entre outros.
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Lançamento
Novo Polo não veio para brincar
Primeiras unidades do carro começam a ser entregues em novembro
Hatch da Volks fazsua estreia no mercado brasileiro emquatro versõese três motorizações diferentes Alexandre Carneiro De São Paulo
Desde 2014, o Polo não era oferecido no Brasil. O novo hatch que a Volkswagen lança agora tem muito pouco em comum com o antecessor em termos de projeto: está duas gerações à frente (houve uma safra intermediária na Europa, que não deu as caras por aqui), foi projetado a partir do zero e utiliza motores que, apesar de já conhecidos, são bastante recentes. Porém, quanto ao posicionamento no mercado, os dois têm muito em comum: assim como o antecessor, o modelo recém-lançado se propõe a oferecer um padrão de construção elevado e a ser a última opção na gama da marca alemã antes do Golf. Compacto sim, mas popular, não. É verdade que o novo Po-
Lista de preços Polo 1.0 MSI. R$ 49.990 Polo 1.6 MSI. R$ 54.990 Polo Comfortline 1.0 TSI. R$ 65.190 Polo Highline 1.0 TSI. R$ 69.190
lo nem é lá tão compacto: tem 4,06 m de comprimento e 2,56 m de distância entreeixos, o que faz dele um dos mais corpulentos da categoria. Isso é fruto da utilização da plataforma modular MQB, na qual se baseiam vários modelos da Volkswagen, inclusive o atual Golf, que não poderia ser encolhida em demasia. O fabricante afirma que a estrutura do modelo nacional é idêntica à do
Painel de instrumentos digital (opcional) é atrativo da versão top
similar europeu, com direito à utilização de aços e alta e ultraresistência e de soldas a laser. Esses recursos são responsáveis, em grande parte, pelo elevado grau de segurança que o hatch oferece em colisões: foi classificado com a nota máxima de cinco estrelas na proteção a ocupantes adultos e a crianças nos crash tests realizados pelo Latin NCAP, além do prêmio Advanced Award na proteção a pedestres, em caso de atropelamento.
Bem parecidos Visualmente, os modelos brasileiro e alemão são bastante parecidos, mas não iguais: o para-choque dianteiro foi modificado e adotou uma entrada de ar mais pronunciada. A suspensão do Polo nacional também foi modificada: embora mantenha a arde cinco marquitetura do tichas.Jáa segunpo McPherson da, presente Polo 1.0 MSI na dianteira e barnas variantes ra de torção na tramais caras e batizaseira, o conjunto foi eleda de TSI 200, em aluvado em 20 mm. são ao torque máximo cateO Polo de geração antegorizado em N/m, tem injerior chegou a ter uma versão ção direta e turbo, que fazem1.0 por alguns meses. O nono gerar 116 cv com gasolina vo tem duas motorizações e 128 cv com etanol, além de com essa cilindrada, ambas 20,4 kgfm com os dois comcom três cilindros e 12 válvubustíveis. Nesse caso, a única las. A diferença é que primeitransmissão disponível é a aura, que equipa a versão de entomática de seis velocidades. trada do carro, tem motor asHá ainda uma opção interpirado, que desenvolve 75 cv mediária de propulsor: 1.6 de potência com gasolina e 16V aspirado, de quatro cilin84 cv com etanol. O torque é dros, de 110 cv ou 117 cv e de 9,7 kgfm com o derivado 15,8 kgfm ou 16,5 kgfm, resdo petróleo e de10,4 kgfm pectivamente. com o combustível vegetal. W O jornalista viajou a convite da Volkswagen O câmbio é sempre manual
R$ 49.990
Hatch compacto tem design bem arrojado
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FOTOS VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
Acabamento interno surpreende No primeiro contato, o novo Polo agradou. O interior tem acabamento simples, mas bem cuidado: não há os materiais emborrachados presentes no Golf, pois os plásticos são rígidos, embora transmitam qualidade. O espaço interno é satisfatório para um compacto, suficiente para que quatro adultos se acomodem com conforto. O porta-malas, que tem 300 L, segundo o
fabricante, também é coerente para a categoria. A reportagem do Super Motor experimentou a versão Comfortline por um breve percurso de aproximadamente 40 km. O motor 1.0 TSI puxa o hatch com muita disposição e trabalha em sintonia com o câmbio automático de seis marchas. A direção, elétrica, é muito precisa, e a suspensão proporciona boa estabi-
lidade. O rodar é sólido e confortável. Durante o percurso, foi possível notar também o bom isolamento acústico e a ausência de vibrações do motor a bordo, o que nem sempre acontece em veículos equipados com propulsores de três cilindros. Os bancos ergonômicos e a boa posição de dirigir completam a atmosfera agradável a bordo do Polo. (AC)
Apesar de não ser luxuoso, Interior do Polo é muito bem resolvido com materiais agradáveis
Consumo recebeu nota A
Painel digital entra por R$ 4.500 Só na versão top. A versão mais cara do Polo, a Highline, vem com todos equipamentos da configuração Comfortline, e acrescenta ainda: ar-condicionado digital, banco do passageiro frontal rebatível, luzes diurnas de LEDs, lanternas traseiras escurecidas, porta-luvas refrigerado e rodas de 16 polegadas. Há ainda opcionais exclusivos como revestimento interno em couro sintético (R$ 800). O kit Tech High inclui câmera de ré, central multimídia com GPS e outros (por R$ 2.800). E, por fim, o kit Technology Pack, que substitui os instrumentos analógicos do painel por uma tela digital configurável de 10,2 polegadas, além de rodas de liga leve de 17 polegadas (R$ 4.500).
Todas as versões do novo Polo receberam nota A em consumo de combustível, segundo os critérios de aferição do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, do Inmetro. A versão 1.0 aspirada faz 13,5 km/L em percurso combinado de cidade e estrada, com gasolina no tanque, ao passo que, com etanol, a média é de 9,3 km/L. Já o 1.6 obteve 12,8 km/L e 8,7 km/ nas mesmas condições, respectivamente. Por fim, o 1.0 TSI 12,6 km/L e 8,7 km/L, nesta ordem.
Revisões Toda a gama do Polo tem garantia de três anos sem limite de quilometragem. As seis primeiras revisões, feitas a cada 10 mil km ou um ano (o que ocorrer primeiro), têm preços fixos. O novo Polo ganhou nota 10 em custo de manutenção em caso de acidentes, segundo Cesvi. (AC)
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Recall
Ford convoca F-4.000 e F350 A Ford anunciou um recall para os veículos F-4.000 e F-350, produzidos entre outubro de 2016 e agosto de 2017. A ação é causada por uma falha durante o processo de regulagem da convergência das rodas dianteiras do caminhão, durante o qual o torque do aperto no ajuste da barra de direção pode ter sido realizado incorretamente. Nesse caso, o componente pode até se soltar com o caminhão em movimento, gerando risco de acidente. Mais informações pelo telefone 0800 703 3673 ou no site www.fordcaminhoes.com.br. FORD/DIVULGAÇÃO
super motor
Transporte
Evolução na parte mecânica Scania expande sua linha rodoviária no mercado brasileirocomlançamento dos novosR450 e R510; atualizados,motores ficarammais potentes e eficientes Luiz Humberto Pereira Auto Press
Às vésperas da Fenatran 2017, salão internacional do transporte rodoviário de cargas, que se realizará em São Paulo de 16 a 20 de outubro, as empresas do setor começam a apresentar seus trunfos. A Scania vai aproveitar o evento para exibir dois novos motores para sua linha pesada rodoviária, com potência de 450 cv e 510 cv. Produzidos na fábrica da marca sueca em São Bernardo do Campo (SP), os novos
motores da Linha R são uma evolução do conhecido propulsor de 13 L de seis cilindros em linha e foram desenvolvidos com foco em rentabilidade, priorizando a economia de combustível e o melhor desempenho. Segundo a Scania, a redução de até 5% no consumo de diesel em relação à versão atual e a maior velocidade média da categoria são os principais atributos proporcionados. A versão com 450 cv tem torque de 239,6 kgfm e, na configuração com 510 cv, o torque máximo fica em
260 kgfm. Em ambos os motores, o pico de potência é a 1.900 rpm, e o torque máximo está entre 1.000 e 1.300 rpm. Os novos motores são uma ampliação da Linha R para o uso rodoviário, que atende demanda de cargas refrigeradas, segmento de cegonha, cargas líquidas e cargas perigosas. Com o lançamento, a linha estradeira de 13 L passa a ser composta por seis potências – as duas novas motorizações se somam às quatro atuais, de 360 cv, 400 cv, 440 cv e 480 cv. Com os seis
propulsores disponíveis, o torque máximo da Linha R está entre 188,6 kgfm, na motorização de 360 cv, e 260 kgfm, na nova versão de 510 cv. Todas as motorizações da Linha R são compatíveis com as configurações 6x2 e 6x4 e as cabines R Highline e Streamline.
Maior eficiência As novas motorizações foram desenvolvidas com tecnologia de alta pressão de injeção de diesel e com múltiplos pontos para diminuir o consumo, os ruídos e as emissões. Com essa evolução, a engenharia da Scania afirma que o propulsor passa a ter uma redução de até 5% no consumo de combustível e é mais silencioso do que a versão atual. Esse resultado é possível devido à combustão mais eficiente, capaz de aumentar a potência e o torque, sem exceder as emissões e o gasto de diesel. A eficiência da combustão também melhora a durabilidade e a confiabilidade do motor a longo prazo. Outro benefício alegado é a redução do desperdício de combustível com fuligem, partículas no escape e depósitos no propulsor.
Motores da Linha R são compatíveis com as configurações 6x2 e 6x4
super motor
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FOTOS SCANIA/DIVULGAÇÃO
Propulsor é fabricado em São Bernardo do Campo (SP)
Projeto adotou novas soluções e tecnologias Os novos motores passam a ser produzidos em CGI,um composto compactado de ferro e grafite que duplica a resistência à fadiga. Dessa forma, estão mais preparados para suportar o aumento na pressão de combustão dentro do cilindro. Apesar de mais robustos e resistentes, os novos motores continuam leves, o que proporciona um melhor desempenho do veículo. Também foram aperfeiçoados nessa nova linha de motores
componentes como o tanque de Arla 32, o sistema de redução catalítica seletiva, os cabeçotes, as tampas de válvulas, o sistema de filtragem de combustível e as bombas de baixa e alta pressão. “Os clientes poderão perceber as diferenças na economia e no desempenho. As duas novas potências chegam para complementar a atual linha rodoviária”, explica Eronildo Santos, diretor de negócios da Scania. (LHP/AP)
W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 30 de setembro de 2017
Europa
Linha 2018 do X-Max 125 A Yamaha resolveu incrementar a linha 2018 do scooter X-MAX 125 com algumas novas soluções e atualizações. O novo X-MAX traz linhas mais modernas, com destaque para a nova carenagem e luzes de LED. Para-brisa e guidom ajustáveis também são novidades, isso sem falar nas novas cores: vermelho, cinza, azul e prata. Além do novo painel de instrumentos, o X-MAX 125 conta com controle de tração, freios ABS e tomada USB para carregar smartphones. Sob o assento há espaço para acomodar dois capacetes. O modelo estará à venda na Europa, a partir de novembro, por € 4.790 (R$ 17.775). YAMAHA/DIVULGAÇÃO
2º lote esgotado
Salão Duas Rodas em SP O segundo lote de ingressos para o Salão Duas Rodas, em São Paulo, foi esgotado. O evento será realizado entre os dias 14 e 19 de novembro, no Centro de Eventos São Paulo Expo. Considerado o maior evento do segmento na América Latina, a 14ª edição do Salão Duas Rodas contará com a exposição de mais de 500 modelos de motos e recebe mais de 400 marcas relacionadas ao tema. Os ingressos custam de R$ 110 a R$ 500. Outros detalhes em www.salaoduasrodas.com.br.
super motor
Moto
Potência sob total controle Nova Triumph Street Triple ganhaesportividade com novo motorde 113 cve recursos eletrônicos como aceleradoreletrônico e câmbiocomfunção quickshifter Eduardo Rocha Auto Press
A Triumph decidiu dar maior agressividade a sua esportiva média Street Triple. Começou por colocar um motor mais forte, também tricilíndrico, de 765 cm³, no lugar do antigo 675 cm³ – o mesmo adotado recentemente na superesportiva Daytona. Além disso, introduziu controles dinâmicos eletrônicos, como vem fazendo em toda sua gama. Lá fora, a potência passou de 106 cv para 113 cv, na versão S, e 123 cv na RS. Esse ganho já seria bem significativo. Só que no Brasil a diferença é bem mais expressiva, e o modelo simplesmente mudou o patamar de desempenho. A geração anterior teve a potência reduzida por aqui para 85 cv por conta de adequação aos níveis de emissão – no Brasil, incrivelmente, eram mais rígidos que na Europa, porque por lá prolongaram a vigência do Euro 3. Nessa comparação, portanto, o modelo S ganhou 33% de potência: e o RS, 44%. Já o torque pulou de 6,22 kgfm para 7,44 e para 7,85 kgfm, 20% a mais na S e 26% na RS. Os preços, obviamente, acompanharam o novo status do modelo e subiram perto de 30%. A Street Triple mais barata custava R$ 29.990 e foi para R$ 38.990 na versão S, e a de topo, agora RS, passou de R$ 36.749 para R$ 48.990. Os preços estão bem de acordo com os modelos que entram agora
na alça de mira da Triumph: lo de inclinação ajustável. Ele tem diferentes confiKawasaki Z800 e Yamaha MT-09. Ambas têm potên- gurações para conta-giros cias similares à da versão de e velocímetro e traz um senentrada, mas com torque sor de luminosidade, que maior – 113 cv com 8,5 kgfm altera o contraste para mee 115 cv com 8,92 kgfm, res- lhorar a visualização de pectivamente. Em compensa- acordo com o ambiente – o ção, a moto da Triumph tem fundo fica em preto com números claros ou em branco mais tecnologia embarcada. Além do ABS, a Street Tri- com números escuros. O ple traz acelerador eletrôni- computador de bordo tem co – drive by wire – controle diversas funções, como consumo, marcha ende tração comutável e gatada e crodois modos de pilotanômetro pagem na versão S e ra registro cinco na RS. Os de volta. 10 cv a mais da RS surgem por Triumph conta da melhor Street Triple “respiração” do motor. Por conta disso, a maior diferença estética entre as versões é exatamente a entrada de ar, logo acima dos faróis duplos.
R$
48.990
Tecnologia nova A RS traz ainda outros recursos, como freios da Brembo nos dois eixos com ABS comutável, embreagem deslizante – para impedir que a roda trave nas reduções – e quickshifter, que permite as subidas de marcha sem o uso da embreagem e sem desacelerar. Outros detalhes ajudam a Street Triple a ser uma motocicleta bastante agressiva. Os pneus de 17 polegadas são Pirelli Diablo Rosso, de alta performance. A suspensão, totalmente ajustável, traz na dianteira um garfo invertido Showa e na traseira um monoamortecedor Ohllins. Nas duas versões, o painel é de TFT de cinco polegadas, colorido e com ângu-
Ficha técnica Motor. Gasolina, quatro tempos, três cilindros em linha, 12V, cabeçote com duplo comando Potência. 123 cv a 11,7 mil rpm (versão RS) Torque. 7,85 kgm a 10,8 mil rpm Câmbio. Manual de seis marchas com transmissão por corrente Freios. Discos flutuantes duplos de 310 mm com pinças monobloco radiais Brembo de quatro pistões na frente. Disco simples de 220 mm e pinça deslizante Brembo com pistão simples na traseira Peso. 166 kg
Houve bom trabalho no rebaixamento do centro de gravidade
Tanque. 17,4 L
super motor
23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 30 de setembro de 2017
FOTOS TRIUMPH/DIVULGAÇÃO
Apesar do aumento de preços, a Triumph espera que as vendas da Street Triple no Brasil cresçam
Painel de instrumentos é de TFT de cinco polegadas, colorido e com ângulo de inclinação ajustável
Leve e ágil, naked acelera fácil rumo aos 220 km/h O porte da Street Triple não antecipa seu desempenho avassalador. Ela é pequena, pesa módicos 166 kg e tem um enorme apetite para a velocidade – o ronco “clicado” do motor tricilíndrico denuncia esse nervosismo. Atinge velocidades além dos 200 km/h com certa facilidade e sem mostrar qualquer sinal de instabilidade. As poucas carenagens dessa naked conseguem direcionar bem o fluxo de ar – de qualquer
forma, para andar rápido é preciso um capacete também aerodinâmico. O 0 a 100 km/h é estimado em 3,4 s, enquanto a velocidade máxima fica em 220 km/h. Recursos como quickshifter e acelerador eletrônico deixam as respostas às solicitações no punho mais instantâneas e agressivas. Apesar da pegada esportiva, a Street Triple oferece uma postura bem confortável para o piloto. As peda-
leiras não são tão recuadas quanto em uma superesportiva, o que alivia o peso no antebraço. Isso faz bastante diferença em trajetos mais longos. Mas a Street Triple é surpreendente mesmo no trânsito. Apesar de a potência máxima aparecer aos 11,7 mil giros, e o torque, a 10,8 mil rpm, ela consegue trabalhar suavemente em giros mais baixos e tem uma ciclística muito equilibrada.(ER/AP)
24 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia 30 de setembro de 2017
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