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Pampulha - 01 a 07 de dezembro de 2018

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turismo

estilo

almanaque

super motor

AS NUANCES DE BELÉM: NATUREZA, HISTÓRIA E RICA GASTRONOMIA ... Páginas 6 a 9

ÓLEO DE RÍCINO TORNA-SE NOVO TRUQUE DE BELEZA DAS FAMOSAS ... Página 26

TITANE RECEBE ELOMAR NA SALA MINAS GERAIS NO PRÓXIMO SÁBADO (8) ... Página 16

CONFIRA DICAS PARA A TRADICIONAL REVISÃO DE FÉRIAS E VIAJE TRANQUILO ... Páginas 18 e 19

1 a 7 de dezembro de 2018 ANO XXVII número 1479 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

www.jornalpampulha.com.br

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE DILSON FERREIRA/DIVULGAÇÃO

NATAL LOCAL Em tempos de consumismo desenfreado, um número cada vez maior de pessoas prioriza o pequeno comércio, em que possa conhecer a história do produto e do seu produtor, e dá preferência a itens sustentáveis e engajados socialmente na hora de presentear

Edição passada da Feira Mercado.ria; próxima edição acontece no domingo, dia 16, na Casa Bernardi


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 1 a 7 de dezembro de 2018

VITTORIO MEDIOLI

A SEMANA “Esse menino não pode falar, é mudo, mas sabe se comunicar. (Ele) sabe como se expressar. Mais do que isso: é livre. É indisciplinadamente livre”

Editorial

Papa Francisco, na última quarta-feira (28), sobre um menino argentino que é autista e se desvencilhou dos braços da mãe para brincar com o pontífice durante uma audiência geral nesta quarta-feira, 28, no Vaticano. Tanto Francisco quanto todos os presentes se divertiram com a cena.

A riqueza imperecível

GEORGE KRAYCHYK/HULU/DIVULGAÇÃO

ente suando mais ricos, outros pobres querendo por mais rique- ser ricos. Duas humanidades apaza, títulos, po- rentemente diversas. Um único der e honras – Deus. Quem tem muito não tem sem tempo pa- tempo para aproveitar nem sossego ra olhar as estre- para dormir profundamente. las, a natureza, Riqueza, para o rei Salomão, é as crianças, a vi- sabedoria. Desta diz ele com entuda que escorre e some pela via. Gen- siasmo: “É mais que a saúde e a bete pisando na grama, atropelando a leza. Gozei da sabedoria mais do vida, sacrificando animais, arran- que a claridade do sol, porque a clacando flor pela raiz. ridade que dela emana jamais se Riqueza fantasiada de felicida- apaga”. de. Riqueza acima do necessário, riDeixa claro o caminho, doce o queza arrancada sem escrúpulo, dis- pensamento, livre o agir. E mais: putada a qualquer preço. Riqueza “Há na sabedoria um espírito intelique desconhece a importância de gente, santo, único, múltiplo, sutil, sua origem, dos métodos usados, móvel, penetrante, puro, claro, inodos sofrimentos gerados. fensivo, inclinado ao bem, agudo, liRiqueza maldivre, benéfico, benéta. Para quê? Anvolo, estável, seguRiqueza siedade, provocaro, sem inquietamaldita. ção, afã, luta, suor ção, que pode tudo, e até sangue. Ter que cuida de tudo... Para quê? mais, mais que o É ela uma efusão da Ansiedade, vizinho, mais do luz eterna, um espeque tudo. Riqueza lho sem mancha da provocação, sem objetivo, sem atividade de Deus e afã, luta, suor uma imagem de rumo, sem fim, sentada sobre um Sua bondade”. “Eu e até sangue. monte de vítimas. a amei e a procurei Ter mais, mais desde a juventude, Riqueza para pagar guarda-cosme esforcei para têque o vizinho, tas e advogados, la por esposa... por mais do para perder o sosmeio dela obterei a sego; escancaraimortalidade... e reque tudo. da, vulnerável, secolhido em minha questrável. Riquecasa, sem medo, za para fazer a fesdescobridor da mita de malandros, exposta à queda nha eternidade, repousarei junto da Bolsa, à desvalorização cambial, dela...” Sem precisar de mais nada ao assaltante e ao gatuno. que não seja o essencial. Riqueza monumental guardada Sabedoria: riqueza imperecível, em palácios e moradas, que não ca- grandeza do humilde; justiça do mibe no caixão, que será gasta por ou- sericordioso; doçura do homem, fortro fantoche. Um atrevido, um per- ça, inteligência de quem aprendeu dulário, um dissoluto, um bobo, um o que é amor. Tudo sem nada em trapaceiro que a desintegrará, ou contraposição a nada com tudo. Saum santo, um místico que não sabe- bedoria emprestada de Si por Deus, rá o que fazer e se livrará dela como gerando o homem “à imagem e sede um peso. melhança dEle”. Nada custa, é de Riqueza que aquieta a sede ou graça, apenas de quem a ama e a que aflige a alma, que enche de quer. preocupação e tormento. Fome de vento que nunca sacia. Inútil para o vittorio.medioli@otemespírito que dela um dia se libertará po.com.br como de um empréstimo. E o que dizer ao homem que não tem pão, incapaz de conseguir saciar o seu esVittorio Medioli também escreve tômago e o de seus filhos? Homens aos domingos no jornal O TEMPO diferentes. Uns ricos querendo ser

G

pampulha

O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180 Distribuição gratuita

“Outra inspiração é o mundo onde vivemos hoje” Margaret Atwood, autora canadense, no Twitter, revelando onde deve buscar subsídios para “The Testaments”, anunciada sequência de “O Conto da Aia”, livro de 1985 que virou fenômeno ao inspirar a série “The Handmaid’s Tale”. A obra flagra um EUA distópico comandado por uma teocracia misógina. O novo livro seguirá narrativas não resolvidas no original, investigando o “funcionamento interno” da nação fictícia de Gilead.

“Se eu aceito o tratamento de m*** em Fortaleza, isso passa a mensagem ao resto do Brasil de que eu sou barata e disponível por amendoins” Azealia Banks, cantora norte-americana que tem chamado a atenção nas redes sociais após cancelar seu show em Fortaleza, no último dia 14. O motivo seria ter tido da produção um tratamento inferior ao dado à brasileira Pabllo Vittar. “Eu sou uma estrela internacional, e ele não”, disse a cantora em suas redes sociais. KARL WALTER/GETTY IMAGES FOR COACHELLA/AFP

“Nunca tomei ácido. Tomei ayahuasca em 1968. Realmente vi umas coisas. Vi corpos de pessoas indianas, homens e mulheres todos nus, e que dançavam formando também mandalas. Essas mandalas iam aos poucos desenhando um rosto que era o centro de tudo, o Deus. Fiquei horas sofrendo, muito consciente de que estava mal” Caetano Veloso, na última segunda (26), ao programa “Lady Night”, com Tatá Werneck. O artista declarou que preferia “ficar mais na cerveja e na cachaça”.

FUNDADOR Vittorio Medioli

GERENTE COMERCIAL Alessandra Soares

PRESIDENTE Laura Medioli

GERENTE INDUSTRIAL Guilherme Reis

VICE-PRESIDENTE Marina Medioli

GERENTE DE CIRCULAÇÃO Isabel Santos

DIRETOR EXECUTIVO Heron Guimarães

GERENTE DE TECNOLOGIA Fábio A. Santos GERENTE DE CIRCULAÇÃO Fernanda Rodrigues GERENTE ADMINISTRATIVO Rômulo Lima

Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não refletindo, necessariamente, a opinião do jornal.

EDITORES EXECUTIVOS Murilo Rocha Renata Nunes COODERNAÇÃO DE JORNALISMO Flaviane Paixão EDITORA Marília Mendonça REDATORAS Jessica Almeida, Lorena K. Martins e Patricia Cassese

COMERCIAL Fone: (31) 2138-3900 Fax: (31) 2138-3920 REDAÇÃO E INDUSTRIAL Fone: (31) 2101-3000 Fax: (31) 2101-3950 ATENDIMENTO Fone: (31) 2101-3838 INTERNET faleconosco@jornalpampulha.com.br facebook.com/pampulhajornal Twitter: @jornalpampulha


reportagem

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TENDÊNCIA>Cresce o número de consumidores que prioriza comprar de pequenos produtores

Consumir sem culpa O consumidor ainda está na ressaca da Black Friday, mas as festas de fim de ano já os induzem a mais uma vez ir às lojas e shoppings. É fato: nesta época do ano, marcada por importantes datas do varejo e quando boa parcela dos brasileiros tem seus ganhos mensais dilatados, de forma direta ou indireta, pelo 13º salário, o convite para ir às compras se torna ainda mais insistente. É bem provável, pois, que o amigo leitor esteja com a caixa de emails abarrotada de ofertas ditas “imperdíveis”. Materialização desse calendário comercial, é fácil encontrar vitrines que ostentam, simultaneamente, uma ornamentação natalina e cartazes de liquidação da Black Friday. Com a isca lançada, o consumidor corre o risco de ser fisgado para o excesso – e cair nas armadilhas do famigerado consumismo. Bem, mas a história pode ser outra. O 25 de dezembro costuma ser ocasião para reunir amigos e famílias – até para os que não celebram o Natal cristão. E, é sabido, é uma tradicional oportunidade para trocar mimos. Em BH, a Câmara dos Dirigentes Lojistas indica que 74,4% dos belo-horizontinos devem presentear por agora. Ocorre que, mesmo sem fugir à regra ou se negar a participar das brincadeiras de amigo oculto ou ajudando o “Bom Velhinho” a distribuir embrulhos vistosos para os pequenos, dá para evitar essa lógica de consumo desenfreado. E este definitivamente é o caso da designer de moda Raíssa Leão, 26. É que, para ela, consumir por consumir já não serve mais. Há pelo menos cinco anos ela vem gradualmente se dotando de uma outra lógica, que classifica como “desacelerada” e “consciente”. As coisas começaram a mudar ainda nos tempos da faculdade, quando conheceu melhor o mercado do vestuário e passou a ter dificuldade em encontrar peças. É que buscava uma produção “transparente”, na qual fosse certo que em nenhum momento a cadeia produtiva utilizou trabalho análogo à escravidão. Importava, também, Alex Bessas

que os materiais usados não fossem excessivamente agressivos ao meio ambiente. “De começo, descobri os brechós e, em seguida, as marcas locais oferecidas em feiras e pequenos estabelecimentos”, lembra a moça. A partir do reuso e do consumo direto com os pequenos produtores, a reflexão de Raíssa foi se ampliando. “Comecei a ter uma visão mais holística da minha própria vida. Notei que a moda e o meu jeito de comprar não são ações ligadas apenas às tendências: também refletem muito sobre como me relaciono com o mundo”, analisa. Feita a inflexão, a moça considera que é difícil voltar a um jeito de consumir “mais vazio”. E diante dessa nova perspectiva, acredita que ganhou até mais qualidade de vida. Exemplo foi justamente a Black Friday. Indiferente ao frenesi criado pelo evento, viu conhecidos reclamarem de preços enganosos, filas quilométricas e um trânsito especialmente complicado. Ela, por sua vez, saiu incólume a tanto alvoroço. Percorrendo caminho semelhante, a psicóloga Patrícia Saar, 32, não se lembra bem de um “start” para a mudança de postura em relação ao consumo. Certo é que a história começou há cerca de três anos e foi acompanhada de muita reflexão. “Eu estava desconfortável com essa formatação: tudo muito descartável, sacolas cheias e a sensação constante de insatisfação”, examina. Assim, começou a buscar novos estabelecimentos. Pelo Instagram, descobriu a Mooca – o primeiro marketplace com aceleração de produtores locais do Bra-

sil. Visitar o estabelecimento, com certeza, foi para ela um divisor de águas. Além de virar frequentadora, lá conheceu produtores locais e passou a acompanhar o trabalho destas pessoas. Hoje, Patrícia considera prioritário conhecer a história do produtor e do produto que vai levar para casa – muitas delas, por sinal, “inspiradoras de pessoas que abandonaram empregos formais para se dedicar a um talento”. É importante também saber sobre a cadeia produtiva e a preocupação ambiental agregadas ao que vai comprar – “algo que só é possível nesse contato tête-à-tête com quem produz e vende”. Melhor ainda se a marca tiver alguma proposta social clara. Diante disso, “não quero e não sinto nenhuma necessidade de voltar a consumir como fazia antes. É plenamente possível ser um comprador consciente”. A relação de Patrícia se transformou, inclusive, em se falando de preços. Se para 26% dos belo-horizontinos o valor do produto é determinante, conforme pesquisa da CDL, para

“

Comprar menos, com mais qualidade e de forma humanizada e sustentável é uma tendência Patrícia Saar, psicóloga

DIVULGAÇÃO

Diverso

Feiras, bazares e lojas aproximam consumidores de produtores em BH

ela, cumprir os mencionados pré-requisitos é essencial. TENDÊNCIA Habituadas a frequentar as várias feiras de produtores locais e as emergentes lojas coletivas dedicadas a essa produção, Raíssa e Patrícia observam que o público desses lugares tem se ampliado. Algo que pode ser observado em pesquisas estatísticas, como a realizada pelo Instituto Akatu – uma organização que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade pelo consumo consciente. Uma publicação de julho deste ano demonstra que práticas sustentáveis estão sendo incorporadas por mais pessoas: em 2012, 32% buscavam um padrão de compra mais consciente. Agora, são 38%. Entre as questões avaliadas pela pesquisa, aparecem,

por exemplo, a busca de informações sobre a origem e o processo produtivo (importante para 23% dos entrevistados) e se a marca cuida do meio ambiente (algo valorizado por 20%). E tanto o crescimento da demanda quanto a aferição destes critérios são confirmados na prática pela empreendedora Janaina Ianomani, 37. À frente da Doce Banho, ela tem uma dessas “histórias inspiradoras” que a Patrícia valoriza. “Tudo começou em 2001, quando eu visitei uma amiga da minha mãe que fazia sabonetes. Ela me ensinou e eu peguei gosto, comecei a fazer. Cursava psicologia e, na faculdade, vendia os sabonetes que eu mesma produzia”. Aos poucos, a ficha de Janaina foi caindo: ela poderia ter um negócio próprio, mas será que teria clientela? Foi

quando começou a participar de feiras. A primeira delas, ainda muito incipiente, foi em 2012. “Então, começaram a aparecer mais, com propostas ricas, de diversos perfis e fui indo, de feira em feira”, recorda. Ali, descobriu que havia uma demanda de pessoas interessadas em adquirir algo que tivesse traço mais pessoal. “Não é comprar por comprar! É gente que quer saber da nossa história, dos nossos sonhos... Quando conto que saí de uma grande empresa, isso estimula que outros acreditem mais em si”, diz. Atenta ao que preza seu público, Janaina busca trabalhar com produtos que causem menos danos à natureza – por isso, fez, em 2016, um curso de saboaria e cosmética natural, em Lisboa.

COSTURAS DO IMAGINÁRIO/DIVULGAÇÃO

Engajamento

Cintia faz peças com estampas e informações em Braille

À preocupação em consumir produtos que estejam em uma cadeia produtiva sustentável, soma-se a valorização de marcas engajadas em questões sociais. Pesquisa da consultoria Edelman Earned Brand, de novembro do ano passado, demonstra que este é um crivo para 56% dos brasileiros – algo que Cintia Caroline, 32, atesta na prática. Fundadora da Costuras

do Imaginário, ela trabalha com peças acessíveis a deficientes visuais, incluindo estampas em alto relevo, escritas em Braille e tamanhos sinalizados também em Braille, do PP ao GG. Agora, ela estreia uma parceria com o Lar das Cegas. Visando empregar e gerar renda para mulheres com deficiência visual, ela utiliza em seus produtos botões em cerâmica,

que são produzidas por essas profissionais. Cintia menciona que, no início, tinha dúvidas sobre qual seria seu público. Hoje, orgulha-se de a marca ser “abraçada por todos”. E o melhor: a empreendedora nota que, ao levantar a bandeira da inclusão e acessibilidade, outras pessoas passam a refletir e praticar ações nesse sentido. “Me emocionam estes depoimentos! Sempre que acontece, o sentimento é de missão cumprida”.


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reportagem

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CONSCIENTE> Feiras, bazares e lojas propõem reflexão sobre um consumo mais sustentável

Um outro Natal possível MARIELA GUIMARÃES

Não faltam Alex testemuBessas nhas: a Black Friday é, sem dúvida, pautada na pressa, com promoções relâmpagos e produtos que se esgotam rapidamente. Passada a data, vem a calhar uma semana inteira dedicada a quebrar tal ritmo – e mesmo se preparar para um outro Natal possível, menos consumista e mais consciente. É esta, pois, a aposta da Semana Verde (encerrada neste sábado, 1º), realizada pela Casa Juta – um espaço aberto há dois meses, em BH, que se dedica a uma lógica comercial sustentável. Se propondo a ser um contraponto ao consumo desenfreado, a idealizadora e gestora do lugar, Luísa Junqueira, se esforça em criar um ambiente convidativo ao despertar de uma consciência sobre as implicações do ato de “comprar por comprar”. Assim, além de shows e rodas de conversa, a Casa Juta, que abriga uma loja colaborativa com 17 produtores locais e um café que trabalha com insumos vindos de redes de agricultura familiar, também tem promoções – diga-se, um tanto quanto “diferentonas”. Buscando uma forma de trabalhar com o uso mais do que com a posse, o espaço conta com um “armário compartilhado”. “É uma forma de dar destinação para peças que estão guardadas, sem uso, mas que os donos não querem vender. Então, eles colocam os itens para alugar e toda parte de lavagem e manutenção é nossa, sendo que a cada locação, a dona recebe por isso”, expõe Luísa. E durante a Semana Verde, todo vestuário tem iniciais 5% de desconto. Mas o valor é ampliado se, ao alugar, a pessoa desapegar de uma peça sua e deixar no armário coletivo. Com a iniciativa, Luísa espera atrair mais pes-

soas para essa “perspectiva mais consciente e holística”. Para ela, esta é também uma oportunidade para repensar o Natal. “Claro que tem o amigo oculto da família, em que queremos presentear… Mas e as relações? Onde ficam nessa história? Independente da crença, acredito que este é um dia de celebração que vem se esvaziando. Precisamos reativar os afetos, muito mais que o consumo em si”, defende. CONSUMO SUSTENTÁVEL A Mooca é outro exemplo de espaço que é vitrine para a produção local em BH. Fabiana Soares e Marina Montenegro, sócias e cofundadoras do lugar, lembram que, em 2015, notaram o surgimento de um movimento criativo, capitaneado principalmente por feirinhas. “Logo, começamos a nos questionar sobre consumo: como as coisas que eu adquiro foram feitas? Quem fez?”, explica Fabiana. À medida que foram se integrando a esse mercado, veio a ideia de abrir a Mooca. Inicialmente, o projeto era que fosse uma loja aberta sazonalmente, apenas na época do Natal. Mas o sucesso foi tamanho que, já em maio de 2016 elas voltavam a abrir as portas – agora de forma permanente. Fabiana explica que a loja se correlaciona aos objetivos de desenvolvimento social propostos pela ONU, mirando produção e

“

Quando compramos de produtores locais, o impacto para o planeta é muito menor Mariza Machado, co-idealizadora da feira Mercado.ria

Desapego

Raíssa (à frente) aderiu ao armário compartilhado idealizado por Luísa (ao fundo)

consumo sustentável em uma cadeia produtiva transparente. Os expositores que se apresentam na Mooca, portanto, precisam cumprir estes pré-requisitos. Aliás, o espaço também investe em profissionalização. Por lá, mais de 450 produtores locais já passaram por um programa de aceleração. E o que mobiliza essa demanda contingenciada? “As pessoas gostam de conversar com os artesãos, conhecer suas trajetórias, saber como fazem seu trabalho... Quando se compra um artesanato, vem junto um pedaço da história do artesão”, afirma Tânia Machado, uma das organizadoras da Feira Nacional de Artesanatos, que acontece há 30 anos na capital mineira. Segundo ela, esse é um dos grandes atrativos para se comprar dos produtores em pequena escala. Reunindo não só produtores locais, como também artistas de todo país, neste ano o evento presta homenagem aos mestres da arte e do ar-

tesanato e congrega 5.000 artesãos, em 1.100 stands. E além de projetos portentosos como este, BH é povoada de feiras menores, que acontecem durante todo o ano e que continuam sendo referência para a indústria criativa da cidade. Fundada por mais de 40 iniciativas, a Nossa Grama Verde busca “dar impacto para quem está criando em BH – e vai além de produtos, incluindo também movimentos e coletivos que dão vida à cidade”, explica Bruna Pardini, uma das idealizadoras. Para ela, o simples fato destes projetos acontecerem incute reflexões. Algo que a Mariza Matos, uma das organizadoras da feira Mercado.ria, faz questão de ratificar: “O ambiente em si é diferente e nestes lugares, que em geral são abertos, têm ar, têm natureza, você se conecta com outras pessoas que também acreditam em uma lógica de consumo mais humana e sustentável”.

“

As pessoas gostam de conhecer os artesãos, suas tragetórias Tânia Machado

ONDE COMPRAR FEIRAS 29ª Feira Nacional de Artesanato Expominas (Av. Amazonas, 6030, Gameleira). Considerado maior evento do gênero na América Latina, reúne 5.000 artesãos em 1.100 stands. Nesta edição, homenageia mestres da arte e do artesanato. Dos dias 4 (terça) ao 9/12. R$15 (inclui cupom de compras de R$5). Na internet: www.feiranacionaldeartesanato.com.br Nossa Grama Verde A Central (Praça Rui Barbosa, 104, Centro). Dos dias 18 (terça) a 21/12. Com 15 expositores de moda, arte, decoração, design, alimentos e bebidas, de terça a sexta, das 11h às 15h, e 40 expositores no sábado, das 11h às 19h. Gratuito. Na internet: facebook.com/nossagramaverde 9ª Mercado.ria Casa Bernardi (r. Conde de Linhares, 308, Cidade Jardim). Dia 16 (domingo), das 11h às 19h. Reúne cerca de 80 expositores de arte, moda, decoração, acessórios, cosméticos naturais, papelaria, plantas, brinquedos e gastronomia. Gratuito. Na internet: instagram.com/feiramercadoria BAZARES Junta Bazar Galpão Paraíso (r. Cachoeira Dourada, 44, Santa Efigênia). Dias 6 até 9 e 13 até 16/12, das 10h às 20h. Reúne 28 artistas visuais de destaque da cena independente de Belo Horizonte. São desenhos,

pinturas, gravuras, esculturas, trabalhos de linguagens e técnicas híbridas. Gratuito. Na internet: facebook.com/juntabazar Bazar de Natal Alphaville Estacionamento do Center III do Alphaville Centro Comercial (av. Picadilly, 155 - 203, Nova Lima). Reúne 50 microempreendedores, grande parte moradores da região. São artesãos que vão expor um mix diversificado de produtos como roupas, acessórios, artigos para casa e decoração, artesanato, alimentos e quitutes. Dia 7 (sexta), das 12h às 22h, até 9/12, das 10h às 19h. Gratuito. (31) 35473100. Na internet: www. alphavillemg.com.br LOJAS Mooca Primeiro marketplace com programa de aceleração para produtores locais do Brasil (r. Antônio de Albuquerque, 458, Savassi). Segunda, das 12h às 20h, terça a sexta, das 11h às 20h, sábado, das 10h às 15h. (31) 3566-2067. Na internet: www.mooca.co Casa Juta Moda sustentável, alimentos da agricultura familiar, terapias corporais, arte e produtos conscientes (r. Almandina, 56, Santa Tereza). Ter. a sex., das 10h às 20h, sáb., das 9h às 14h, e dom., das 10h às 16h. (31) 3646-7716. Na internet: instagram.com/casajuta


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#FICAADICA ESTÚDIO BUENA ONDA/DIVULGAÇÃO

ELCIO PARAÍSO/DIVULGAÇÃO

em exposição 6 Moda O Feed DOG, Festival Inter-

jovens artistas 6 Para Estão abertas as inscri-

nacional de Documentários de Moda, promove exposição com 40 fotografias que registram momentos emblemáticos e marcantes de passarelas, backstages, ruas e atmosfera de diversos eventos consagrados, registrados durante 20 anos pela Agência Fotosite. Onde Museu da Moda de Belo Horizonte (r. da Bahia, 1.149, centro) Quando Até 7 de dezembro Quanto Entrada gratuita.

ções para o edital do Memorial Minas Gerais Vale, que visa selecionar artistas com carreira iniciada a partir de 2008 para exporem seus trabalhos, com propostas inéditas, em duas galerias do memorial. Os selecionados receberão prêmio de R$ 7000, além de outros benefícios. Quando Inscrições serão feitas até 17 de dezembro Onde editalmemorialvale.com Quanto Submissão gratuita

INSTITUTO MARIA HELENA/ DIVULGAÇÃO

em discussão 6 Arte O programa CCBB Educati-

vo oferece duas atividades envolvendo a exposição “Construções Sensíveis”, mostra de arte abstrata. Neste sábado (1º), às 18h, a artista plástica Maria Helena Andrés (foto) discute o tema da mostra a partir de outros campos; no dia 10, das 17h às 21h, a professora da UFMG Maria Melendi propõe uma reflexão sobre a arte. Onde Onde CCBB (praça da Liberdade, 450) Quanto Gratuito, inscrições pelo ccbbeducativo.com

PERSONAL PRESS/DIVULGAÇÃO

“Ellora” 6 Instalação Ildeu Lazarinni apresenta a

instalação de 50 kg e 8 m de comprimento, feita com poliuretano, tinta acrílica e alfinetes. São 39 “núcleos flutuantes” que permitem a leitura de uma metáfora para a estrutura do corpo humano e para a essência emocional do homem. Onde Piccola Galleria/Casa Fiat (praça da Liberdade, 10) Quando De 4.12 a 27.1.2019. Sempre de 3ª a 6ª, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h Quanto Entrada gratuita


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reportagem

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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

Filme de terror (CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Mais Médicos II... m 2014 escrevi, nesta mesma coluna, sobre os “Mais Médicos” e o tema nunca esteve tão atual quanto agora. Vou transcrever parte da coluna daquele ano para termos ideia do que acontecia e o que ocorreu com este programa travestido com a roupa da solidariedade e com o intuito de enganar a população. “O Mais médicos” foi um programa lançado em de julho de 2013 pelo governo Dilma para suprir a “carência de médicos” nos municípios do interior e nas periferias das grandes cidades do Brasil. Será que realmente tinha alguma carência? O tempo se incumbiu de nos dar essa e outras respostas. O governo federal resolveu, à época, baixar uma norma para trazer médicos de diversas nacionalidades, com um número maior e expressivo da Ilha de Cuba. O fato é que esses médicos não passaram por nenhuma prova para clinicar no território tupiniquim. Caso eu quisesse ir para qualquer parte do mundo para exercer a função de médico, necessariamente, teria de passar pelos critérios e provas locais. Aqui não é necessário. Qualquer um pode entrar sem o exame do Revalida. Um absurdo! Outro aspecto é a remuneração. Aos médicos foi oferecido uma remuneração de R$ 10.000. Já os cubanos receberam 30% desse valor e o restante foi enviado para a ilha de Fidel Castro. Outro absurdo! Um abuso! Não só do ponto de vista trabalhista, mas também do ponto de vista humanitário. O mesmo serviço que é prestado por um meO que dico argentino, o meprecisamos dico cubano recebe valores muito aquém não é de mais dos outros. médicos O tempo passou, governantes foram estrangeiros, trocados, e o fato conprecisamos creto é que, até a semana passada, dados sim de mais divulgados pelo Mimédicos nistério da Saúde dão conta de que já brasileiros. foram preenchidas 96,6% das vagas, ou seja, das 8.517 vagas disponíveis no novo edital do programa, 8.230 já foram alocadas para atuação imediata. Foram 29.780 inscritos com registro (CRM). As inscrições para o Programa Mais Médicos segue no decorrer deste mês até o dia 7 de dezembro. O site disponibilizado para o cadastramento dos profissionais chegou a receber no inicio do edital mais de um milhão de acessos e causou instabilidade no sistema. Podemos ver que não irão faltar profissionais médicos para estas localidades. Na opinião de um importante jornalista e comentarista político da Globo News, esse programa “teve o claro objetivo para lavagem de dinheiro”. Também falou que “se fosse um programa de solidariedade, como também era chamado, não teria sido rompido abruptamente, sem que fosse feita uma tentativa de negociação com o futuro governo. Ou, pelo menos, haveria uma retirada gradual dos médicos, dando tempo ao novo governo de reorganizar a situação médica nos grotões brasileiros”. Ainda bem que isso não foi necessário, pois as vagas já estão ocupadas. Medidas como o “mais médicos” são eleitoreiras. Elas não pretendem melhorar o sistema de atendimento da população. São medidas para enganar a população mais pobre e sofrida, com único objetivo – o voto. Voto esse que não se repetiu este ano. O que precisamos não é de mais médicos estrangeiros, precisamos sim de mais médicos brasileiros. Faça uma boa semana.

E

É como compensar a dor: nos sentimos melhor quando o incômodo passa Se tem um gênero que mexe com as pessoas é o terror. Clássicos como “O Exorcista”, “A Noite dos Mortos Vivos” e até o mais recente “A Freira” impressionam o espectador com suas imagens, que ficam na memória, voltando à mente no momento de solidão. Mas o que será que acontece com nosso cérebro quando assistimos a uma dessas produções? Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos EUA – publicado na revista especializada “Emotion” –, sugere que a experiência faz com que as pessoas melhorem o humor e se sintam mais relaxadas. “Acreditamos que é algo muito semelhante, ao menos em um nível fisiológico e neurológico, à experiência de um atleta numa corrida profissional. Durante o momento de horror, você está forçando seu sistema nervoso autônomo a ficar ligado”, explicou a coautora do estudo, Margee Kerr, à revista “Emotion”. Segundo a pesquisadora, quando a situação assustadora acaba, o alívio faz com que uma grande quantidade de endorfina seja liberada no cérebro, o que causa o bem-estar – e o gosto das pessoas pelo horror momentâneo. Para o estudo, Kerr e sua equipe foram direto à fonte: uma casa “mal-assombrada” chamada “ScpixabayareHouse”. Os pesquisadores recrutaram pessoas que já haviam comprado ingressos para o local. IsThuany Motta

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

OS CAMPEÕES DO SUSTO

so permitiu a análise desses participantes, que costumam se submeter, voluntariamente, a atividades aterrorizantes por motivos sociais ou recreativos. COMO FOI No total, 262 pessoas preencheram questionários sobre seu humor antes e depois da experiência. Dessas, cem usaram sensores na cabeça que monitoraram a atividade cerebral antes e depois de passarem pela casa mal-assombrada. Quando o passeio terminou, metade das pessoas relatou ter melhorado de humor, enquanto 33% afirmaram não ter sofrido nenhuma mudança significativa. Os outros 17% disseram que experimentaram uma piora no ânimo. Não houve alterações importantes entre os gêneros. A maioria das pessoas disse que se sentiu feliz depois de passar pela casa assombrada, enquanto poucas relataram sentir cansaço e ansiedade depois da experiência. “Após o fim da experiência, as pessoas se sentem bem. É como a ideia de compensar a dor: você se sente melhor quando a dor é removida. Na verdade, o que as pessoas amam não é o medo, mas sim o prazer que ele traz depois de passar”, afirmou Kerr. De acordo com ela, as conclusões do estudo devem ser usadas em pesquisas futuras sobre terapia de exposição, uma prática comumente usada na psicologia para o tratamento de fobias, que envolve expor as pessoas a coisas que as assustam para reduzir gradativamente seus medos. PIXABAY

Os filmes de terror que mais arrecadaram nas bilheterias do mundo inteiro

R$ 1 bilhão

1. “It: A Coisa - Capítulo 1” (2017) Crianças começam a desaparecer na cidade de Derry, no Maine, e alguns amigos do mesmo bairro se unem para enfrentar Pennywise, um palhaço malvado cuja história de assassinato e violência remonta a séculos passados

2. “O Exorcista” (1974) Uma atriz nota um comportamento estranho e totalmente assustador em sua filha de 12 anos. Ela pede ajuda a um padre, que é também psiquiatra. Ele descobre que a garota está possuída por demônio

R$ 663 milhões

R$ 880 milhões

3. “Corra!” (2017) Um jovem fotógrafo descobre um segredo sombrio quando conhece os pais aparentemente amigáveis de sua namorada

MAIS SUSTOS Veja quais produções que prometem ser uma fonte inesgotável de gritos “Halloween” (em cartaz) Quatro décadas depois de escapar do ataque de Michael Myers em uma noite de Halloween, Laurie Strode precisa confrontar o assassino mascarado mais uma vez após ele escapar de uma instituição. Mas, agora, ela está preparada “Maligno” (7/2/2019) Preocupada com o repentino comportamento estranho e violento de seu filho Miles, Sarah inicia uma investigação por conta própria para entender o que está acontecendo. Mas o que ela descobre é que alguma espécie de força sobrenatural está agindo sobre o menino “Cemitério Maldito” (4/4/2019) Uma família se muda para uma nova casa localizada nos arredores de um antigo cemitério amaldiçoado, usado para enterrar animais de estimação, mas que já foi usado para sepultamento de indígenas. Logo, algumas coisas estranhas começam a acontecer “It: A Coisa - Capítulo 2” (5/9/2019) 27 anos depois dos eventos de “It - Capítulo 1”, o grupo de amigos do primeiro filme realiza uma reunião. No entanto, o que parece ser apenas um reencontro acaba se tornando uma verdadeira e sangrenta batalha quando Pennywise, o palhaço, retorna FONTE: PESQUISA DIRETA

Por quê? Cientistas explicam o que nos leva a ver filmes de terror


reportagem

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melhora o humor e relaxa EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

Produções são mais que entretenimento A experiência de pular da poltrona ou gritar no cinema depois de uma cena assustadora vai muito além do entretenimento. Os filmes afetam as pessoas psicologicamente, sem que elas percebam. “Eles são capazes de transmitir ideias através da emoção e de neutralizar o instinto para reprimir sentimentos e desencadear o alívio emocional, explorando os medos das pessoas e daquilo que as coloca numa posição desconfortável, tudo isso passado num ambiente seguro, no mundo real”, afirma a psicóloga Ana Gomes.

Ela explica que, após uma primeira vista, o cérebro já tem consciência do tipo de medo que foi despertado: “Assim, se o nosso cérebro interpreta o tipo de medo que enfrentamos como uma situação controlada, ela pode ser agradável”. O efeito de vê-los pode, inclusive, combater a ansiedade. “Eles tendem a nos dessensibilizar em relação à violência, o que cria um impacto no comportamento, deixandonos menos sobressaltados quando enfrentamos situações complicadas na vida real”, frisa Ana.

É DE MATAR Os filmes de terror ignoram as partes conscientes do cérebro para ir diretamente aos estímulos responsáveis pela resposta neural de luta ou fuga:

amígdala

CÉREBRO

na amígdala, que evoluiu para responder 1 Começa imediatamente a qualquer coisa que pareça uma ameaça, independentemente de quão real ela seja ou não amígdala soa o alarme para o corpo, ativando o 2 Ahipotálamo, que diz a suas glândulas suprarrenais para injetar um grande impulso de adrenalina faz com que o coração bombeie sangue cada vez 3 Isso mais rápido, liberando mais oxigênio para os músculos caso você precise lutar contra algo ou fugir o corpo percebe que não há nenhuma ameaça, os 4 Quando músculos relaxam, e o cérebro passa a liberar endorfina, que causa a sensação de bem-estar FONTE: UNIVERSIDADE DE PITTSBURGH, EUA

coração

glândulas suprarrenais

7


sociedade

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DOLCEVITA S.O.S. BOM

C

almo e estável, um Boeing sobrevoa o Atlântico, a 800 km/h. De repente, “do nada e tirando uma fininha dele”, aparece um F-18. O piloto do avião de combate desacelera, voa ao lado do Boeing e cumprimenta o piloto do avião de passageiros por rádio: “Entediante o voo?” O piloto do Boeing responde: “O que?”. Sem mais, o piloto do caça faz manobras radicais, quebra a barreira do som, rapidamente sobe às alturas vertiginosas e, a velocidade incrível, em seguida, de volta para baixo, quase ao nível do mar, em um mergulho audaz.

S.O.S. SEGURO

E

ntão, o mesmo corredor das alturas reduz a velocidade, volta para o lado do Boeing e pergunta: “E aí? O que você achou disso?” O piloto da Boeing responde: “Muito impressionante, mas agora olhe você para mim!” O piloto do caça olha para o Boeing, mas nada acontece. O avião comercial continua a voar em linha reta e ni-

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com PAULO NAVARRO

além da economia de dinheiro quando se aluga um vestido. Com a palavra, Graziela: “Ao alugar, o cliente contribui também para a redução do uso de material e das emissões de dióxido de carbono, proporcionando à roupa uma vida útil mais longa. Todos temos vários modelos estocados no fundo do armário e usados apenas uma vez. Se multiplicarmos pelas pessoas que conhecemos, teremos uma noção do lixo que será gerado. Agora, multiplique pelos habitantes do nosso planeta.”

velado com a mesma velocidade e atitude. Após cinco minutos, o piloto da Boeing diz no rádio: “Bem, o que você achou?”

S.O.S. PERFEITO

E

o piloto de combate confuso: “O que você fez?” O piloto comercial ri: “Levantei me, estiquei as pernas, fui ao toilette, tomei um café, comi um croissant e marquei com a aeromoça três noites em um hotel cinco estrelas, pago pelo meu empregador”. Moral: Quando você é jovem, velocidade e adrenalina parecem ser excelentes. À medida que você envelhece e é mais sábio, conforto e paz são melhores. Ah! “S.O.S.” é mais lento, mais antigo, mais inteligente (em inglês: slower, older, smarter).

BLACK DE VERDADE

E

como já faz mais de uma semana, para vocês uma Black Friday bem diferente, uma de sentimentos que rolou pela web. “É hoje! Imperdível! Leve um abraço pelo valor de um simples sorriso. A gentileza está com 80% de chance de melhorar o conví-

4004-9000

lançaperfume

FIZERAM BEM

R

A bela e elegante empresária Graziela Bicalho, que traz a Belo Horizonte um novo conceito de compartilhar e fazer a economia circular com sua Dress And Fun

vio. Queima de estoque na paixão, aproveite e leve junto a compaixão... A esperança está de cara nova e superacessível. Está na hora de trocar esse mau humor por uma gargalhada de alegria super em conta...”.

FRIDAY DE VERDADE

“

Adquira sua motivação, os estoques estão no fim! Não perca! Levando qualquer um dos sentimentos, você ganha também uma enorme quantia de amor para desfrutar com seus familiares, amigos e quem mais precisar. Regras da promoção. Pagamento somente com verdades. O coração deve estar leve. Os sentimentos devem ser compartilhados. Prazo: que seja eterno enquanto dure. Não aceitamos devoluções”.

A ARTE DE COMPARTILHAR om o propósito de apoiar a economia circular e o compartilhamento, a empresária Graziela Bicalho criou a Dress And Fun, inspirada em exemplos como Uber, AirBnB e Spotify. É uma tendência mundial que vai

C

ecentemente, a Secretaria de Turismo de MG e a Belotur participaram do importante Festival de Turismo de Gramado (RS), que recebeu representantes de vários países. Muito bem e parabéns, mas... A presença de órgãos oficiais do turismo de Minas em Gramado é importante, porém, sozinha não resolve o principal: a fraca divulgação de nosso potencial turístico não só em Minas – um mal brasileiro – o que acarreta enorme desperdício do mesmo potencial.

FAÇAM MAIS

S

em mais delongas, peguemos um único exemplo. Belo Horizonte nunca teve turistas, só entrou no mapa do mundo pelos 7 a 1, durante a Copa do Mundo de 2014. E mesmo na Copa BH não teve o resultado econômico esperado. Simplesmente porque um europeu ou norte-americano não faz longa e cara viagem até uma cidade que tem mínimos atrativos turísticos. Façam muito mais. Façam concursos, salões de arte, prêmios de arquitetura, aquisições para os museus, festivais...

sobre nosso 6 Ainda calcanhar de Aquiles! Sem apelar com os gringos, BH sempre foi cidade dormitório de turistas a caminho das cidades históricas. dormem aqui 6 Artistas uma noite e dia seguin-

te fogem. O marketing do turismo de negócios nunca colou por falta de atrativos e infraestrutura adequada. de Janeiro tem 6 Omar,Riopraias, história e é

bonito, maravilhoso por e pela natureza. Resolvendo o problemão da violência, reinará de volta no nosso turismo. Mas São Paulo e Paris não têm praias. Têm história e muita coisa, beleza a oferecer. da hora e 6 Jádo passou século de enchermos a boca e nos contentar com a... Igrejinha da Pampulha.

audiência pública 6 Em realizada no bairro Belvedere na última semana e que contou com a participação do vereador Léo Burguês, da secretaria de Atividades Urbanas Maria Caldas e da Associação dos Amigos e Moradores, definiu-se pela permanência das calçadas portuguesas no bairro, pelo fato de integrar o projeto do grande paisagista e arquiteto Burle Max.

CENÁRIO BH à venda para o 6 Ingressos Cirque du Soleil em BH

O circo estará na capital mineira entre os dias 7 e 17 de março de 2019, com seu novo espetáculo, “Ovo”, no Mineirinho. A produção é amplamente inspirada na cultura brasileira, repleta de cores e com uma trilha musical bastante rica, passeando por ritmos típicos como a bossa nova, samba, xaxado, funk, entre outros. Os ingressos custam a partir de R$ 260 (inteira, setor 3, azul) e estão sendo vendidos pelo site www. tudus.com.br/

CIRQUE DU SOLEIL/DIVULGAÇÃO

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reportagem

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CONSUMIDOR Usar o 13º para quitar dívidas pode evitar um prejuízo maior Um a cada quatro brasileiros vão pagar débitos e contas atrasadas Letícia Os recursos Fontes do 13º salário, que devem começar a cair nas contas dos trabalhadores agora no fim do mês, já têm destino certo para a maioria dos brasileiros: o pagamento de dívidas. A faxineira Maria do Rosário Campos, 40, não vê a hora de ver o benefício extra no orçamento. Mãe de dois meninos, um de 10 e outro de 5 anos, a faxineira usará o 13º para pagar parte das débitos que tem. “Uma dívida no cartão de crédito, que era de R$ 500, se transformou em R$ 1.000 em menos de seis meses. Hoje, com os juros altos, eu escolho quais contas pagar, e compro comida”, conta ela. Segundo uma pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), pagar contas atrasadas e quitar dívidas serão prioridades para 25,77% dos entrevistados. Logo na sequência, o pensamento no futuro foi apontado por 18,56% de quem pretende poupar para outros fins (veja no quadro abaixo). Para Thaize Martins, coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento do Ipead, planejamento é a

palavra-chave para quem quer começar o ano sem sufoco. “Pagar contas atrasadas e quitar dívidas é o mais recomendado. O ideal é que o recurso extra seja usado para sair de dívidas de cartão de crédito e cheque especial, que têm juros muito altos”, recomenda ela. A dica do educador financeiro Sandro Borges é organizar o orçamento, listar ganhos e gastos, cortar o desnecessário e, sempre que possível, poupar. Segundo ele, mesmo que o trabalhador use o dinheiro para pagar dívidas, deve existir muito planejamento. “É preciso ter em mente que não se pode começar o ano novo endividado”, aconselha. “É importante lembrar dos gastos de janeiro: impostos, como o IPTU e IPVA, e o material escolar dos filhos. Adiantar parcelas de automóveis e imóveis também não é uma boa opção (para o 13º), porque não é algo que vai surtir muito efeito nas parcelas seguintes. Além disso, a melhor escolha econômica é poupar. É fundamental fazer disso um hábito”, completa. A operadora de telemarketing Luciara Amaral, 34, está mais precavida neste ano. “Consegui me planejar bem. Então, vou comprar presentes e artigos de necessidades do meu filho de cinco meses”, disse. MARIELA GUIMARÃES

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

PARA ONDE VAI O 13° DOS BELO-HORIZONTINOS 2018

2017

2016

Pagar contas atrasadas

25,77%

25%

30,19%

DICAS PARA SEU 13° RENDER MUITO MAIS

Poupar

18,56%

23,15%

19,81%

1

PAGUE AS DÍVIDAS

Pagar os impostos do próximo ano (IPVA, IPTU)

11,34%

11,11%

11,32%

Gastos escolares do próximo ano

4,63%

6,60%

2

LEMBRE-SE DAS DESPESAS DE JANEIRO

9,28%

Compras de Natal

9,28%

12,04%

4,72%

Viajar

8,25%

8,33%

8,49%

Não sabe

8,25%

0,93%

0,94%

3

MATERIAL ESCOLAR

Dar entrada ou antecipar parcelas de financiamento (veículo, imóvel, empréstimo, financeiros)

4,12%

7,41%

9,43%

4

ADIANTE PRESTAÇÕES

Fazer investimentos financeiros

3,09%

Fazer compras para as comemorações do fim de ano

2,06%

Já antecipou e usufruiu do benefício ao longo do ano

0,00%

2,78%

3,70%

5

0,93%

Se depois de pagar dívidas sobrar algum dinheiro, pense nos impostos do começo do ano. Prefira pagá-los de uma vez. Sem parcelar e pagando adiantado, é possível que você ganhe desconto, como no IPVA e no IPTU. Se tem filhos ou se você estuda, não tem como escapar. Lembre-se: pagar à vista é sempre melhor. Veja se não tem nenhuma prestação pela qual está pagando juros. Se tiver, é bom adiantar as parcelas. FAÇA UM PÉ DE MEIA

Mesmo que seja pouco, é importante guardar uma parte do seu salário.

2,83%

6 0,94%

DIVERSÃO

Não deixe de reservar também um pouco do seu 13º salário para as alegrias da vida. Afinal, com as contas em ordem, dá para comemorar com mais presentinhos e viagens.

FONTE: ESPECIALISTAS E FUNDAÇÃO INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICAS, ADMINISTRATIVAS E CONTÁBEIS DE MINAS GERAIS (IPEAD)

CALENDÁRIO

SEM BENEFÍCIO

Prazos. O pagamento do 13º salário geralmente é feito em duas parcelas. Por lei, a primeira deve ser depositada até 30 de novembro. O prazo máximo para a empresa depositar a segunda é no dia 20 de dezembro. Quem trabalhou o ano todo ganha um salário cheio. Aqueles que foram contratados ao longo do ano vão receber um valor proporcional ao tempo de empresa. Para aposentados e pensionistas do INSS, a primeira parcela do 13º foi paga entre agosto e setembro. Já segunda parcela começa a ser paga amanhã, dia 27.

Extra. Neste ano, o 13º salário não será realidade para 53,81% dos belo-horizontinos, segundo pesquisa do Ipead-BH. A incerteza sobre o pagamento do benefício aflige também os servidores do Estado mais um ano. De acordo com a Secretaria de Estado de Fazenda, todas as questões relativas ao benefício ainda serão discutidas em reunião que ainda não tem data marcada. A taxa de desemprego no país é de quase 12%. Ou seja, mais de 40 milhões de trabalhadores brasileiros economicamente ativos não terão o 13º.

“ Luciara quer equilibrar as contas e comprar roupas para o bebê

4,72%

Se tiver dívidas, pague primeiro aquelas que têm maiores juros. Exemplo: cheque especial, financeiras e créditos rotativos de cartões de loja e de crédito.

Vou colocar as contas em dia, claro. E com o restante, pretendo viajar nos feriados de fim de ano.” Guilherme Pitangui, 25, auxiliar administrativo

Pesquisa: 25% dos brasileiros vão poupar Se 25% dos trabalhadores vão usar o 13º para pagar dívida, 27% utilizar o dinheiro extra em aplicações financeiras, como a poupança. Outros 23% pretendem gastar com presentes de Natal, segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). O estudo, feito nas 27 capitais do país, ainda revela que 16% vão gastar o 13° salário durante as festividades de Natal e Ano Novo e outros 13% vão pagar despesas essenciais da casa, como contas de água e luz. Na avaliação da economista da CDL-BH, Ana Paula Bastos, é importante lembrar de não dividir o pagamento dos presentes em muitas parcelas para não sobrecarregar o orçamento com as contas de início de ano, além de pes-

quisar bastante para conseguir bons descontos e condições vantajosas. “A instabilidade e a incerteza impacta na economia até de quem vai receber ou não o recurso, porque as pessoas ficam receosas em consumir. O cliente inadimplente não é bom nem para o comerciante, já que ele sai do mercado consumidor ou tem seu poder de compra reduzido”, disse.

NOME SUJO Balanço Em setembro, 62,4 milhões de brasileiros estavam inadimplentes – número quase 4% maior do que o registrado há um ano, segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas.


reportagem

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BICHOS E CAPRICHOS

Gatos pretos: eles dão é sorte! O preconceito vai ficando para trás: esses bichanos conquistam fãs e até destaque em novela global “Fiz questão que o gato fosse preto, para desmistificar essa história de que gato preto dá azar, o que é uma coisa sem sentido: nenhum bicho dá azar”. A fala do teledramaturgo Aguinaldo Silva ao site G1 refere-se, o público noveleiro sabe, a León, o gato protagonista da novela global “O Sétimo Guardião”. Gatos pretos, todo mundo sabe, estiveram por longo tempo atrelados a essa pecha que, felizmente, vai ficando cada dia mais para trás. Prova inPatrícia Cassese

FOTOS ACERVO PESSOAL

conteste é que a atriz Marina Ruy Barbosa já avisou que vai adotar um dos felinos que se revezam no papel de León. Na capital mineira, os felinos de pelo escuro caíram nas graças de gente como a produtora cultural e programadora Cris Gil, feliz proprietária de Ébano, resgatado na praça Floriano Peixoto. “Minha sobrinha o resgatou, fraquinho, no momento em que tentavam pegá-lo para fazer magia!”. Cris confessa que nunca tinha tido um animalzinho na vida. “Minha mãe não gostava de animais em casa, cresci gostando dos pets dos outros”. Mas no dia em que foi conhecer Ébano, ele, esperto que só, se enroscou nas pernas da moça. E foi amor à primeira vista. “Aí, fui atrás de amigos para uma consultoria”. Nem de longe ela se arrepende. “Posso dizer que é umas das coisas mais deliciosas da vida. Hoje, ele é forte, companheiro, tranqui-

Lourdinha e dois de seus gatos pretos: amor incondicional

“O Ébano me trouxe muita sorte”, diz a produtora Cris Gil

lo. É uma sensação gostosa, a de, todas as vezes que abro a porta de casa, ele vir me receber”. No que tange à superstição, ela é enfática. “Posso dizer que o Ébano me trouxe muita sorte, muito amor”. E embora não assista à nove-

A manicure Lourdinha Silva concorda. Tempos atrás, ela estava tranquila com seus cães quando resolveu acolher uma gata preta abandonada, Morcega. Se apaixonou de tal forma que quis adotar um companheiro com pelagem afim. Veio Co-

ADOTE UM AMIGO Um gatinho fofo para chamar de seu Esse é o Juliano – mas também pode ser chamado de “Juju”. Ele foi abandonado e a avaliação é que tem, no máximo, 90 dias. É muito dócil e tranquilo. Será doado para local seguro, com castração garantida, primeira dose de vacina e vermifugado. Contato pelo telefone (31) 99470-7377

DIVULGAÇÃO

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CÃOVIVER/DIVULGAÇÃO

cãozinho “cute” 6 Um de nome Jeremy

O Jeremy é um cãozinho adorável que está abrigado na CãoViver e disponível para adoção. Tem dois meses, é macho, de pelagem curta e estimado porte médio. Está vacinado e vermifugado. Os requisitos para adoção na CãoViver podem ser consultados na página da entidade (www.caoviver.com.br) ou nas redes sociais.

Procura-se um novo lar desesperadamente Esse cãozinho faz parte de um grupo de animais que ficava na rua, junto a dois moradores em situação de rua. Atualmente, resgatados, se encontram em um lar temporário, mas o ideal, claro, é que encontrem um lar acolhedor para chamar de seu. Contato pelo telefone (31) 99471-3113, à tarde.

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DIVULGAÇÃO

la, Cris faz apenas uma ressalva: “Tomara que (a adoção de gatos pretos) não seja só uma moda, e que as pessoas realmente cuidem desses felinos especiais como se fossem gatos persas. Para mim, são tão lindos quanto”, afiança.

rujo. Recentemente, o filho encontrou uma ninhada e levou para casa: agora, são quatro gatos pretos e um frajolinha (preto e branco). “Meu filho já avisou que não vai mais me mostrar gato preto para adoção”, diverte-se ela.


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reportagem

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COMPORTAMENTO Marketing eficiente, agora, é “de humano para humano” Isis Mota

SAN JOSE, EUA.

Não basta ter uma logomarca criativa, um site bonito e perfis nas redes sociais para responder às questões dos clientes. Estamos deixando para trás a era dos negócios de empresa para empresa (B2B) e da simples venda pela internet (B2C). A onda agora é H2H, relações “de humano para humano” no mundo virtual. “Pessoas compram de pessoas”, define o ex-contador e coach de marketing de conteúdo Carl Reader, autor dos podcasts “Seja seu próprio chefe” (#BeYourOwnBoss). Ele foi um dos palestrantes do Quickbooks Connect, evento anual promovido pela fabricante de sistemas de gestão de finanças Intuit, nos Estados Unidos, neste mês de novembro. Em consonância com a opinião de outros especialistas que estiveram no evento dando dicas de como prosperar para contadores, pequenos empresários e autônomos, Reader acredita que, seja nas redes sociais ou num site, o importante para o marketing pela internet ser bemsucedido atualmente é ter essa “cara de gente”. Sonja Rasula, fundadora e CEO da Unique Masters, é direta: “Tenha uma voz e coloque no seu site. Diga ‘eu trabalho com números’, em vez de ‘nossa em-

DANNY LIAO/DIVULGAÇÃO

Pequenas empresas e autônomos devem colocar sua voz para crescer na internet presa atua na área X’”. “Há uma razão para a rede de cafeteria Starbucks perguntar o nome do cliente na fila do café. Eles sabem que pessoas compram de pessoas”, disse Reader em sua palestra. Em outra sala do Quickbooks Connect, o futuro CEO da Intuit, Sasan Goodarzi, se mostra na mesma caixa de ressonância: “Não é o café, é a experiência”, comentou. E nem precisa ser empresa para melhorar sua presença na internet. Um profissional autônomo que tem perfil no LinkedIn, por exemplo, também pode explorar o marketing de conteúdo. “Tente achar algo que te define para colocar na descrição, um resumo em três linhas que fica no alto e é o que todo mundo vê sem esforço”, orienta Reader. Ele também ensina que usar a seção de Artigos e Atividades do LinkedIn ajuda a demonstrar a credibilidade do profissional. O dono do perfil pode escrever ou republicar pequenos artigos de temas afins a sua profissão, por exemplo. FAÇA SUA PARTE Fala-se muito em Search Engine Optimization (SEO, ou otimização para mecanismos de busca). Isso nada mais é do que melhorar o conteúdo do seu site com pa-

lavras-chave que ajudem as pessoas a encontrar sua empresa ou seus produtos. “Às vezes, o pequeno empresário contrata uma empresa para fazer seu site, a página fica linda, mas não aparece na busca do Google e não conquista clientes”, pondera Sonja Rasula. É aí que entra o SEO. “Você precisa ter certas palavras no seu site para que os bots do Google te achem. Pergunte a amigos e familiares: ‘O que você iria escrever na busca do Google se estivesse procurando uma pessoa que faz o meu trabalho?’. Parta das sugestões deles para adaptar seu site e incluir essas palavras-chave”, orienta. Segundo ela, entre 70% e 80% dos usuários de mecanismos de busca estão focados só nos resultados orgânicos e não clicam nos conteúdos pagos. Daí a importância de “ajudar o Google a te encontrar”. Depois de ser encontrado, é preciso cultivar o relacionamento para crescer. Pesquisa do Google e da Provokers revela que empresas que publicam promoções, imagens e respondem aos comentários publicados por consumidores têm cinco vezes mais chances de converter vendas. * Viajou a convite da Intuit

Interpessoal. Sonja Rasula, CEO da Unique Masters, disse que o site da empresa tem que ter “voz”

Ambiente mobile é a aposta SAN JOSE, EUA. A migração da pu-

blicidade online para o mundo mobile é irreversível. Estimase que, em 2018, US$ 19,2 bilhões serão gastos na publicidade em dispositivos móveis, contra US$ 7,1 bilhões cinco anos atrás. Só que não é “anunciou, vendeu”. Numa plateia cheia de pequenos empresários no Quickbooks Connect, da Intuit, a maioria se disse insatisfeita com os resultados. Em resumo, funciona mal. Para a maioria dos sites, apenas 2% do tráfego se converte em uma primeira visita. Na verdade, a publicidade

online pode estar sendo mal empregada, e pequenas alterações podem ajudar a alcançar os 98% restantes. Seu site ou seus posts podem não estar bem-adaptados para exibição em celulares. Ou seu público-alvo pode ter sido mal escolhido. Na publicidade paga na busca do Google, por exemplo, é preciso avaliar o custo. “Normalmente pagamos US$ 0,30 por clique”, conta a CEO da Unique Masters, Sonja Rasula, que começou sua própria empresa sem nenhum capital. Grosseiramente transfe-

rindo essa conta para reais, quem investir R$ 600 por mês na busca do Google precisaria ter ao menos 2.000 cliques no período para se encaixar nesse patamar de R$ 0,30 por clique. A pessoa ou empresa que considera que o custo está ficando inviável precisa avaliar a segmentação, pois provavelmente está anunciando para o público errado. Aí é preciso alterar as configurações dos chamados “demographics”: em que cidade mora seu potencial cliente, se ele é casado, se tem filhos etc. “Tivemos um anúncio que estava custando US$ 1,65 por clique, o que é absurdo. Mudamos os ‘demographics’, e o custo caiu para US$ 0,50 por clique”, conta Sonja. (IM) INTUIT/DIVULGAÇÃO

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

POR QUE IMPORTA Veja a atitude de potenciais clientes em relação à busca, na internet, por pequenas e médias empresas

77% leem comentários para decidir entre dois ou mais negócios

58% confia nas avaliações online tanto quanto nas recebidas pessoalmente 75% consideram, na escolha entre empresas, os comentários de usuários e as respostas de perguntas

8 em 10 preferem usar o Google para buscar informações sobre empresas

6 em 10 disseram que viram no Google as empresas que descobriram no ano passado FONTE: GOOGLE/PROVOKERS

68% descobriram uma nova loja pesquisando sua categoria no Google 95% usaram o Google no ano passado para comparar empresas antes de decidir com qual delas entrar em contato primeiro

80% das pessoas que querem achar um produto ou serviço perto deles pesquisam no Google 93% visitam ou entram em contato com a empresa que se destaca ao publicar promoções, fotos e ao responder a comentários e perguntas

‘Velhos’ e-mail e Facebook funcionam “Se você não está usando o Facebook como plataforma para anunciar ou interagir com sua comunidade, este é meu primeiro conselho para vocês, pequenos empresários.” Assim a consultora Sonja Rasula orientou as centenas de pessoas que foram a sua palestra no Quickbooks Connect, evento para contadores e pequenas empresas promovido pela Intuit nos Estados Unidos em novembro. O Facebook ainda é a SAN JOSE, EUA.

plataforma de rede social mais adotada: 22% da população mundial está lá. Mas sua experiência mostra que o e-mail não acabou nem vai acabar tão cedo. Em 2017, havia 3,7 bilhões de usuários globais de e-mail. Segundo Sonja Rasula, para cada US$ 1 investido em email de marketing, o retorno médio é de US$ 38. “É uma estatística insana, mas é verdade”, relata a especialista em marketing digital.

Carl Reader disse que pessoas conversam é com pessoas


reportagem

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EDITORIA DE ARTE / O TEMPO / ILUSTRAÇÃO HÉLVIO

DICAS

ESCOLHA UMA PLATAFORMA Antes de começar a fazer marketing de conteúdo na internet, é preciso conhecer as plataformas que permitem ler, ouvir, assistir, interagir. Seu negócio já tem site? Você tem um perfil profissional no Instagram? Lembre-se de adaptar os formatos. Dá para transformar o conteúdo de um podcast, que é em áudio, num texto para blog – limitando-se a mais ou menos 300 palavras, usando tópicos destacados e colocando uma imagem junto. Os especialistas do Quickbooks Connect observam que:

Pequenos empresários e autônomos podem usar o marketing de conteúdo na internet para se tornarem populares, conquistar clientes e fechar negócios

No Facebook: faça posts com imagens e o mínimo de texto, para ser mais fácil promover (pagar para aparecer mais na timeline das pessoas).

Em podcasts: é como se você tivesse seu próprio programa de rádio, no qual tem a chance de falar o que pensa ou entrevistar quem quiser. O conteúdo é publicado nos agregadores de podcasts, e você pode mandar diretamente para quem já está na sua lista de contatos. O usuário só ouve quando quer, então leva mais a sério as recomendações feitas. É um público mais qualificado. Nos Estados Unidos, 45% dos usuários de podcast têm renda anual acima de US$ 75 mil.

Não compartilhe links externos. Por mais que você ache o link bom, não mande seu seguidor para fora da plataforma de mídia social em que ele está interagindo com você. Se for um vídeo, por exemplo, faça o upload dele, em vez de mandar o internauta para o YouTube.

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PRÁTICAS

No Twitter: já existem comunidades bem organizadas que falam entre si sobre os assuntos que lhes interessam. Interaja com elas.

No Instagram: incluir vídeo em um post aumenta o tráfego orgânico (aquele que não é pago) em 157%. Cerca de 90% dos usuários têm até 35 anos de idade.

NÃO SAIA DO LUGAR

COMECE PEQUENO Impulsionar um post da sua conta no Facebook pode ser um bom primeiro passo. Mas é preciso analisar os dados de retorno para ajustar, por exemplo, o público-alvo de sua próxima postagem. Você pode definir sexo, localização, interesses e outras características de quem vai ver seu post pago.

No YouTube: fale para os mais jovens. Nos Estados Unidos, 96% dos adolescentes online estão no site de vídeos.

OFEREÇA ALGUM INCENTIVO Crie ações como “As primeiras cem pessoas que baixarem meu podcast vão ganhar o brinde X”.

Adaptar seu site para celulares chama-se “design responsivo”. No mínimo, diminua as imagens grandes para que sua página possa carregar mais rápido. Aparecer na busca em disposiESCREVA SEUS tivos móveis pode aumentar OBJETIVOS a visibilidade de uma marca em 46%. Pesquisas provam que você tem mais chance de atingi-los quando os estabelece por escrito. Pode ser, por exemplo: “Conquistar dez clientes SEJA GENTIL pelo Instagram no primeiro semestre de Parece óbvio, mas os 2019”. especialistas reunidos pela Intuit afirmam já ter visto negócio afundar por causa de respostas grosseiras a clientes e internautas.

73 USE E-MAIL MARKETING Uma vez por mês, mande uma newsletter para clientes e pessoas que deixaram o e-mail no seu site. Mas quebre o fluxo de ofertas e promoções. Seja pessoal. Conte sua história, casos de seus clientes, da sua vizinhança, fale da data mais marcante daquele mês (o Natal em dezembro, por exemplo). Planeje essas ações. Separe uma hora do seu dia para pensar em 12 newsletters para mandar durante os 12 meses do próximo ano. Imagine conteúdos para cada uma. Depois, comece a escrever sobre esses conteúdos e a colocar num template: sua logomarca no alto, sua foto e seus contatos de mídias sociais no pé, e vá preenchendo o meio com suas ideias.

ATENÇÃO AOS CELULARES

TENHA SUA VOZ Publique conteúdo relevante no seu site, mostre-se como líder. Seus clientes atuais vão te admirar e te indicar, porque estão vendo que você está fazendo mais. Podem ser artigos de outras pessoas, pode ser sua própria opinião sobre algum assunto, mas o importante é dar seu tom. Procure na internet, por exemplo, cinco coisas relevantes sobre “seu assunto” – reabilitação física, por exemplo, caso você seja fisioterapeuta. Escreva um pequeno texto e publique. Porém, não confunda seus seguidores: fale de seu universo profissional, não poste fotos da viagem de férias ou vídeos do seu bebê.

DÊ OPINIÕES Mantenha o foco no seu negócio, mas quando um assunto está na boca de todo mundo, como as eleições, ou o movimento #MeToo, fale sobre isso. Confie nos seus instintos quando for decidir que tema vale a pena comentar.

ESTIMULE A SENSAÇÃO DE COMUNIDADE Crie grupos (no Facebook, por exemplo) de colegas de profissão, ou de clientes – enfim, de interessados no assunto que você entende. Todo mundo participa. Você faz uma pergunta que achava boba, e aparecem dez pessoas validando seu questionamento com frases como “É mesmo, eu também tenho essa dúvida”. Sempre alguém terá a solução, e você cria um ambiente de colaboração em vez de competição.

CONSISTÊNCIA É A CHAVE Tenha a mesma foto de perfil em todas as plataformas, os mesmos handlers (a identificação @seunome), use as mesmas hashtags.

FONTES: SONJA RASULA, CARL READER

INICIE DISCUSSÕES

Uma pergunta no Stories do Instagram é sua melhor fonte de conteúdo. Pergunte, por exemplo: “Qual é seu maior medo?”, ou “O que te impede de começar seu próprio negócio?”. A partir das respostas, você tem conteúdo com visualização garantida para os próximos posts, ou quem sabe até um podcast de cinco minutos. E não se esqueça de marcar os respondentes.


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reportagem

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ESPAÇO GOURMET JOÃO GODINHO

DE BANDEJA

Wäls reinaugura tasting room A cervejaria Wäls reabriu seu tasting room, localizado no bairro São Francisco, na Pampulha (rua Padre Leopoldo Mertens, 1.460). No espaço, o público pode ver como as bebidas são produzidas e degustá-las. O visitante faz seu serviço direto no balcão, onde pode escolher entre petiscos inspirados nas culinárias mineira e alemã, além de dez diferentes chopes. O local ainda tem loja de souvenirs. Funciona às sextas (17h às 22h), aos sábados (12h às 22h), e aos domingos (12h às 17h). ENAN CORREIA/DIVULGAÇÃO

Churrasco (mais) festivo

Local estava fechado para reformas

Última feirinha deste ano A Feirinha Aproxima realiza sua última edição do ano neste sábado (1º), a partir das 10h, na Casa Fiat de Cultura (praça da Liberdade, 10, Funcionários). Nesta edição, a Feirinha incentiva ações de responsabilidades social e ambiental. Um do estreantes será o restaurante Svärten Mugg Taverna, especializado em culinária escandinava. Esta edição contará também com uma barraca social da Associação Paulo de Tarso, entidade filantrópica. A entrada ao evento é gratuita

Cardápio novo no bar Baiuca O bar Baiuca lançou recentemente novas opções em seu cardápio. A proposta foi incluir sugestões com peixe e frutos do mar, como o petisco pastel de vento com bobó de camarão (R$ 29,90), e o principal com tilápia grelhada ao molho de camarão com arroz de coco (R$ 56,90). As carnes, porém, também foram contempladas, com opções como o ancho com arroz biro-biro e farofa de ovos (R$ 63,90) e o chorizo com risoto de brócolis e batatas coradas (R$ 59,90; foto). NATÁLIA MEROTO/DIVULGAÇÃO

Na época do ano em que a vontade de celebrar, inclusive ao redor da brasa, é mais forte, confira guarnições para surpreender os convidados Não há quase nada de errado com aquela farofa de ovos servida nos churrascos Brasil afora, exceto que todos os convidados já a conhecem bastante. E, se o novo sempre vem, não seria diferente na gastronomia – que se faz justamente de tradição misturada a inovação. Pensando nisso, Pampulha pediu a especialistas acostumados a preparar carnes na grelha ou na churrasqueira para indicarem sugestões de guarnições àqueles que gostam de celebrar o fim do ano ao redor da brasa, mas também querem, claro, um pouco de ineditismo. À frente do OssO – Mind The Bones, o chef Djalma Victor sugere o palmito pupunha como acompanhamento das carnes. De bônus, ele ainda dá a receita consolidada do chimichurri, molho de ervas fundamental na culinária portenha, mas que, por aqui, não costuma ser tão executado. “São Aline Gonçalves

acompanhamentos fáceis de fazer, mas que exigem cuidados. No caso do chimichurri, por exemplo, as ervas devem ser bem frescas e é preciso preparálo um ou dois dias antes de servilo, guardá-lo bem tampado, porque ele vai ficar mais encorpado”, comenta, a respeito do molho que vai bem com carnes vermelhas. “O palmito assado na brasa e finalizado com manteiga de limão na panela de ferro é uma guarnição um pouco doce e consegue ‘lavar’ a boca do gosto pesado da carne”, defende, explicando, ainda, que o produto vai bem com carnes vermelhas, peixes e até mariscos. Outro ingrediente que tem o poder de “lavar” o paladar é o gengibre, presente no purê de abóbora criado no Restaurante do Ano. Além dele, a casa serve a cebola roxa caramelizada, quase uma versão criativa da velha

RECEITA Salsa criolla assada, DO CHEF KIKI FERRARI

INGREDIENTES 2 cebolas roxas 2 cebolas brancas 2 pimentões vermelhos 1/2 molho de salsinha picada 1/2 xícara de azeite 1/2 xícara de aceto balsâmico

e boa cebola assada na brasa. Quem também parece se inspirar em uma receita tradicional no churrasco, o vinagrete, é o chef Kiki Ferrari, que ensina a preparar a salsa criolla, cuja base também são pimentões e cebolas, mas o resultado é muito distinto. “Ela pode ser servida com qualquer carne, mas eu sugiro com carne de porco por causa do toque adocicado do mel”, diz Ferrari. Acostumado a criar receitas e ministrar aulas de culinária com a temática da carne, o idealizador do blog Cozinhe pra Ela, André Barreto, dá duas receitas que podem substituir o habitual arroz branco do churrasco: o cuscuz marroquino e a paella vegetariana (confira em nosso site). O primeiro, ele explica, “é ideal para acompanhar carnes brancas, como lombo, costelinha de porco ou até mesmo fran-

1/2 xícara de melaço ou mel 1 colher de sobremesa rasa de orégano 1 colher de sobremesa rasa de cominho 1 colher de sobremesa rasa de alho bem picado 1 colher de sobremesa rasa de pimenta jalapeño ou dedo-de-moça bem picada. Sal e pimenta do reino a gosto MODO DE PREPARO

go”. Já o segundo é definido como um “prato curinga”. “Combina com todas as carnes de um churrasco e ainda agrada àqueles que não comem carne”, diz Barreto. E o substituto para aquela farofa superbatida? Que tal uma de pistache e farinha panko? A sugestão é do gerente da unidade da La Macelleria no Mercado da Boca, o cozinheiro e gastrônomo Gustavo Vianna. “Vai bem com qualquer grelhado e churrasco, mas especialmente com carnes bovinas. Aprendi essa receita na faculdade e já fiz em eventos particulares: o grande problema é que todo mundo quer levar um pouco pra casa” brinca. “Não é uma receita de baixo custo, mas combina bem com essa época de Natal, quando há mais disponibilidade de castanhas”, argumenta.

Asse as cebolas e os pimentões inteiros e com casca direto na brasa até que fiquem macios. Pode deixar a casca queimar. Depois de prontos, descarte as cascas das cebolas e a pele e as sementes dos pimentões. Pique as cebolas e os pimentões assados de forma grosseira. Misture todos os outros ingredientes e sirva com todo tipo de assado.


reportagem

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RAMON BITENCOURT

Molho chimichurri,

RECEITA

DO CHEF DJALMA VICTOR

Palmito pupunha,

INGREDIENTES 8 ramos de salsa 3 ramos de tomilho 3 ramos de orégano 3 ramos de alecrim 10 unidades de pimenta dedo-de-moça 8 unidades de raspa e suco de limão-taiti Sal e pimenta-do-reino a gosto Vinagre de vinho tinto e azeite a gosto

DO CHEF DJALMA VICTOR

INGREDIENTES 15 unidades de palmito pupunha 1 litro de manteiga de garrafa 5 limões taiti (suco e raspa) Flor de sal e cebolinha-francesa a gosto MODO DE PREPARO Enrole no papel-alumínio individualmente os palmitos. Asse no forno por uma hora a 160ºC. Deixe esfriar. Corte ao meio cada palmito. Aqueça a manteiga. Adicione o suco e a raspa de limão. Reserve. Para finalizar, leve o palmito à grelha por aproximadamente 15 minutos. Retire-o e tempere com a manteiga de limão, finalizando com flor de sal e cebolinha-francesa.

MODO DE PREPARO Pique todas as ervas e a pimenta dedo-de-moça na ponta da faca. Misture com limão. Acrescente o azeite e o vinagre. Tempere com sal e pimenta-do-reino. Guarde bem vedado para encorpar.

MARIELA GUIMARÃES

RECEITA Cuscuz marroquina, DO BLOGUEIRO ANDRÉ BARRETO

INGREDIENTES 500 g de cuscuz 500 mL de caldo de legumes 1 cenoura 1 pimentão amarelo 1 pimentão vermelho 1 cebola roxa 2 colheres de sobremesa de curry em pó 2 limões-sicilianos 100 mL de azeite extravirgem 150 g de mix de oleaginosas de sua preferência 50 g de mix de frutas secas (uva-passa, tâmaras, damasco) Hortelã fresca, pimenta-do-reino e sal a gosto

RECEITA

os pimentões em cubos bem pequenos. Esprema o suco dos limões, pique as frutas secas e a hortelã. Quebre o mix de sementes grosseiramente. Reserve tudo. Em uma panela, coloque um pouco de azeite e frite a cebola. Adicione a cenoura, os pimentões e deixe cozinhar um pouco. Coloque a outra colher de curry e mais um pouco de azeite, mexendo por cinco minutos. Desligue. Adicione as frutas secas e as sementes. Tempere a gosto. Em uma tigela, coloque um pouco do cuscuz e um pouco da mistura formada na panela. Adicione parte do suco do limão, azeite e hortelã. Mexa e repita esse procedimento algumas vezes. Regue com azeite e coloque um pouco de pimenta-do-reino. Finalize com ramos de hortelã.

MODO DE PREPARO Coloque o caldo de legumes para ferver com uma colher de curry. Ponha o cuscuz em um tabuleiro médio e, assim que o caldo ferver, jogue-o sobre ele e abafe imediatamente com um pano de prato. Deixe a água evaporar e esmigalhe o cuscuz cozido com ajuda de um garfo. Paralelamente, lave e pique a cenoura, a cebola e

Cebola caramelizada,

Purê de abóbora com gengibre,

DO RESTAURANTE DO ANO

DO RESTAURANTE DO ANO

INGREDIENTES 3 colheres de sopa de açúcar cristal 1/2 colher de sopa de açúcar mascavo 2 cebolas 2 colheres de vinagre de maçã

INGREDIENTES 1 abóbora-moranga 2 colheres de chá de gengibre 200 mL de creme de leite fresco 2 colheres de manteiga sem sal 4 dentes de alho 2 ramos de alecrim Sal a gosto Gergelim preto a gosto

MODO DE PREPARO Derreta o açúcar. Adicione as cebolas nesse caramelo e refogue-as. Deixe cozinhar até a cebola murchar. Então, adicione o vinagre e deixe reduzir. ARQUIVO PESSOAL

MODO DE PREPARO Asse a abóbora em duas metades envoltas em papel-alumínio e com alho e o alecrim dentro. Depois, retire a polpa com uma colher. Refogue isso na manteiga, acrescentando o gengibre ralado, o creme de leite e a manteiga. Tempere com o sal e salpique gergelim por cima.


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almanaque CONCERTO> Dois anos após primeiro encontro no palco, Titane recebe o músico na Sala Minas Gerais Jessica A primeira Almeida vez que Titane cantou com Elomar foi no fim de 2016, quando ela foi convidada a participar de um concerto em comemoração aos 80 anos do músico. Meses depois, ela lançou “Titane Canta Elomar – Na Estrada das Areias de Ouro”, tornando-se a primeira cantora a dedicar uma gravação ao cancioneiro do baiano. No início deste ano, ela começou a fazer shows baseados no disco. Dois anos depois da primeira apresentação, é a vez de Titane receber Elomar como seu convidado no palco no próximo sábado (8), no show “Titane em Noite de Santo Reis”, que tem repertório selecionado especialmente para o encontro. De lá pra cá, o contato com a obra de Elomar mudou a forma como ela percebe a si mesma. “Passar um ano cantando as canções dele abriu em mim um mundo de forma muito intensa. Estou preenchendo uma lacuna que era a ausência de investigação sobre as nossas relações com o mundo ibérico”, afirma. Titane observa que Elomar é um grande representante dessa dimensão da cultura brasileira. “Até então, o que eu tinha de mais familiaridade, mais presente no meu repertório relacionado à cultura ibérica eram as canções do Vale do Jequitinhonha que eu sempre cantei. É algo muito especial porque traz todas essas influências: indígena, negra e europeia. Mas tudo o que eu podia perceber em mim de influência da cultura ibérica sentia através do Jequitinhonha, como se fosse uma ponte. Com Elomar, isso vem direto na veia”, frisa. Ao contrário do que se poderia esperar, o repertó-

LUIZA PALHARES/DIVULGAÇÃO

Sáb. 8.dez.

Projetos

No início de 2019, Titane vai fazer a direção musical, junto com Bia Nogueira, do novo espetáculo do Grupo dos Dez (de ‘Madame Satã’), ‘Baquaqua’

Reencontro com Elomar rio não será baseado no disco com canções de Elomar lançado por Titane. Algumas coisas do álbum, claro, estarão presentes, mas ela frisa que tratase menos de um espetáculo e mais de um recital, inclusive pela enxuta formação de voz, violão e violoncelo – além dos dois, estarão no palco o filho de Elomar, João Omar, e o violonista Hudson Lacerda. O fato de a apresentação acontecer na Sala Minas Gerais também reforça esse caráter. “É um lugar onde as pessoas vão realmente pra abrir os ouvidos e escutar. Nesse tipo de situação, cantar Elomar é muito bom, é um privilégio. Ele é

um grande cancionista, um dos maiores compositores da nossa música, tem canções maravilhosas. E favorecer a escuta é sempre um desejo nosso, não só meu, mas dos músicos”, afirma. Titane ressalta que mesmo aos 80 anos, Elomar impressiona pela potência de sua voz. “É uma voz extremamente sonora, timbre grave. Ao mesmo tempo, ao construir as canções, ele também renova, transforma o violão brasileiro. Esse show é um convite pra que as pessoas venham ouvir a beleza das canções do Elomar”, diz. O convite a João Omar e

Hudson Lacerda para que os acompanhassem – aliás, o concerto terá três momentos: no primeiro, Titane será acompanhada pelos dois músicos; em seguida, João Omar e seu pai assumem o palco; e, no terceiro momento, ela canta com Elomar – aconteceu porque ambos são profundos conhecedores da obra do convidado. “Além de filho do Elomar, o João é maestro e está enfronhado na obra dele desde sempre. Há pouco tempo, lançou um disco muito importante com peças dele para violão (‘Ao Sertano’, de 2015)”, explica Titane. “E o Hudson trabalhou na transcrição na obra

de Elomar para partitura. Entre os quatro violonistas envolvidos no processo, foi o que leu na frente dele, pra que dissesse que era aquilo mesmo. Ou seja, a revisão foi feita com Hudson tocando. Ele tem um domínio da obra do Elomar muito grande. Começar a tocar com ele foi o que me incentivou a me dedicar mais às canções. Porque a gente resguarda a originalidade do violão do Elomar, o Hudson faz isso com maestria”. INTERPRETAÇÃO POÉTICA A exemplo do show de lançamento do disco, realizado

em março deste ano no Palácio das Artes – que contou com uma interpretação poética da própria Titane de um trecho da obra de “Dom Quixote”, clássico de Miguel de Cervantes (1547-1616) – também deve haver a leitura de algum texto na apresentação de sábado. “Mas não sei dizer qual. Eu sinto muita falta. Acho que a obra do Elomar dialoga muito bem com nossos grandes autores, grandes textos. Então, prefiro não dizer qual é porque ainda não decidi”, afirma. Além da importância pelo encontro com Elomar, o encontro ainda cumprirá o papel de ser uma espécie de “concerto de Natal que anuncia o ano novo”, nas palavras da própria Titane. Ela diz que sempre encara essa época do ano como tempo de cantar pensando no que passou ao longo do ano, renovando sentidos, ideias e pensamentos. Num ano turbulento como 2018, esse papel se intensifica. “As músicas do Elomar são de amor, aventura. São canções de perseverança, mais do que nunca. Ao compor ele convoca vários personagens, que andam mundo afora com dor no peito procurando uma coisa que a gente nunca sabe o que é”, diz, lembrando os versos “Sonho que na derradeira curva do caminho / Existe um lugar sem dor, sem pedras, sem espinhos / Mas se de repente / Lá chegando não encontrar / Seguirei em frente / Caminhando a procurar”, da canção “Cavaleiro de São Joaquim”. Cantar, para Titane, é uma forma de procurar sentido e beleza na vida. “Acho que estamos vivendo um grande caos, estamos perplexos, e essas canções nos ajudam a transcender um pouco e reunir força, esperança, capacidade para resistir a tudo de ruim que tem acontecido. Sou uma pessoa que acredita na democracia, acredito na nossa capacidade de criar uma sociedade justa. E eu acredito na diversidade humana e quando canto, pode ter certeza que eu canto pra revigorar força, energia, continuar vivendo em busca dessa utopia, digamos assim. Porque agora tá parecendo utopia. Mas eu acredito muito no ser humano”, conclui.

Titane em Noite >de Santo Reis

Participação especial de Elomar Sala Minas Gerais (av. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto, 2527-8585). Dia 8 (sábado), às 20h. R$ 30 (inteira)


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MÚSICA Entre clássicos e novidades No misticismo da numerologia, o número três representa criatividade e capacidade de comunicação. Dois atributos que, combinados, costumam dar em boa música. Por obra do acaso, nos próximos shows que o Humberto Gessinger traz para BH, nos dias 1º e 2 de dezembro, o algarismo é quase onipresente. “Ao Vivo Pra Caramba”, afinal, celebra os 33 anos de carreira do gaúcho e a terceira década do álbum “A Revolta dos Dândis”. No palco, o espetáculo é dividido em dois momentos e em cada um deles o artista se reveza entre três instrumentos musicais e é acompanhado por dois trios, um acústico e um plugado. O próprio Gessinger, diga-se, se surpreende com a impensada coincidência. “Puxa, não tinha percebido esta quantidade de números três! Na verdade, só a decisão de trabalhar com dois trios foi pensada a priori. A escolha da instrumentação, o repertório foram pintando naturalmente”, observa ele. No primeiro bloco, o músico toca violão, viola caiAlex Bessas

pira e harmônica e é acompanhado por Paulinho Goulart no acordeon e Nando Peters no baixo acústico. Em seguida, forma um trio power ao lado de Rafa Bisogno na bateria e Felipe Rotta na guitarra – enquanto ele assume o baixo elétrico, a guitarra e os teclados. “Gosto do formato. Pra quem não está acostumado, pode parecer rarefeito. Mas permite uma proximidade muito grande com o ouvinte. É muito direto”, observa. CASA CHEIA Embora o show tenha, de fato, digitais de “A Revolta dos Dândis”, Gessinger reforça que as comemorações do 30º aniversário do disco era central em 2017. Neste ano, o repertório é mais abrangente e inclui canções de todas as fases de sua carreira e também novas músicas. Mas, claro, clássicos do fatídico trabalho são presentes no show. “Este disco aconteceu num momento de transição. A banda estava mudando de formação, eu estava mudando de instrumento, a vida havia mudado com o sucesso do ‘Longe Demais das Capitais’ (1986). Estes momentos de insegurança são sofridos, mas, ao mesmo tempo, nos

sáb. e dom. 1º e 2.dez.

Em show, Gessinger se apresenta com dois trios, um acústico e outro plugado

deixam mais conectados com o que há de mais forte dentro de nós”, diz ele. Para a citada turnê realizada no ano passado, Gessinger esteve em Belo Horizonte e viu os ingressos se esgotarem faltando mais de uma semana para as apresentações. Situação que se repete agora.

“É incrível, me sinto muito honrado pois BH e Minas têm um significado enorme na nossa cultura. Me sinto mais próximo agora do que nos anos 1980 e 1990. O que é sintomático pois acho que sou melhor músico e compositor hoje do que era então”, comemora ele, que arrisca

uma justificativa para esse repetido fenômeno. “Em algumas regiões do país, há uma percepção mais fragmentada do meu trabalho. Em alguns locais, centrada no início dos anos 1990, em outros no período pós-2004. Em Minas e BH sinto que a visão é mais completa”.

Nos shows que vem fazendo, o gaúcho nota que as plateias já absorvem seu repertório mais recente – e continua se emocionando com os clássicos. Confessa, ademais, que construir um setlist que combine diversas fases de sua carreira é sim um desafio. “Todo artista longevo enfrenta a questão de como mixar passado, presente e futuro; o que já realizou e o que ainda sonha realizar. Nem sempre é fácil, mas quando o pessoal entende qual o ritmo da nossa caminhada, caminhamos todos juntos”. Falando em futuro, Gessinger está gestando um novo trabalho. “Em janeiro faço os últimos preparativos para a gravação, a partir de março. Tenho lançado músicas novas com frequência, mas o último álbum de inéditas foi o ‘inSULar’, de 2013. Devo lançar ainda no primeiro semestre. E já estou ansioso para passar por BH novamente!”.

Ao Vivo Pra >Caramba

Humberto Gessinger apresenta clássicos e novas canções. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537). Neste sábado (21), às 21h, e domingo (2), às 19h. Ingressos esgotados.

Cavalcanti em versão integral Compositor prolífico no cenário musical brasileiro, João Cavalcanti “passou batido” por muito tempo reconhecido apenas como músico e compositor de samba, já que por 16 anos integrou o grupo Casuarina. É por isso que ele mesmo costuma dizer que “Garimpo” – disco dele em parceria com o pianista e acordeonista Marcelo Caldi, lançado no início do ano, que ele apresenta em Belo Horizonte pela primeira vez neste sábado (1º) – é uma espécie de “reintegração de posse” de sua própria carreira. “É uma reintegração sem violência, sem prejuízo e sem expulsar ninguém do lugar onde vive. Todas das canções do disco já foram gravadas pelos meus parceiros intérpretes, a exceção de três ou quatro. Mas não se tem muita notícia de quem são os compositores. Quando eu agrupo Jessica Almeida

elas no ‘Garimpo’, as pessoas percebem mais a minha obra íntegra, em sua profundidade. Tem mais a ver comigo do que o recorte simples como eu contribuí pro Casuarina, mesmo tendo ficado lá por muito tempo”, diz o músico, que tem outro trabalho solo, o disco “Placebo” (2012), ao qual ele diz não ter se dedicado da forma como queria. Não é de se estranhar, portanto, que o disco reúna tantas parcerias de João, a começar por seu pai, Lenine. Cláudio Jorge, Antonia Adnet, Joyce Moreno, Mario Adnet, Zé Renato, Pedro Luís, Tiê, Plinio Profeta completam a ala nacional, enquanto o português António Zambujo e o uruguaio Jorge Drexler formam a cota internacional de participantes. Há também um trabalho de Marcelo Caldi com Edu Krieger. É por isso que por onde passa apresentando “Garimpo”, João Cavalcanti gosta de convidar um parceiro local. No show de Belo Horizonte, a convidada

João diz que há poucas cidades no Brasil que ele ama tanto quanto BH: “ir ao Mercado Central é um clichê que eu amo. E o público daí é dos mais quentes do país, participativo, gentil. Já estava com saudades”

Sáb. 1º.dez.

vai ser Fernanda Takai. “Ela é uma das pessoas mais queridas da música brasileira, todo mundo que a conhece se apaixona. É uma figura legal pra caramba e temos essa intenção, quando vamos pra uma cidade, de convidar amigos pra virem, seja pra assistir ou pra participar”, comenta. “Além disso, tenho muitos amigos em BH, o Sérgio Santos, a Aline Calixto, o

EDUARDO MARTINO/DIVULGAÇÃO

Flávio Renegado. Todos são grandes músicos, artistas, intérpretes. Sempre que vou, tento colocar todos juntos. Chamei a Fernanda e ela topou, então o show vai ter um pouco do repertório dela também”. PÉ NO CHÃO João continua viajando com “Garimpo” depois de passar por Belo Horizonte e é o que tem planejado para

2019. Inclusive está agendada uma turnê pela Europa, a partir de fevereiro. E ele vai fazer isso literalmente com os pés no chão, já que ele e Marcelo Caldi sobem ao palco descalços. “O Marcelo reclama um pouco porque o piano tem pedal, fica gelado o pé, nem sempre ele consegue. Mas eu canto descalço porque é um disco em que estamos muito expostos, não tem

muito como esconder. Nós dois em cena ficamos muito nus e estar descalços é um símbolo disso. Não costumamos imaginar uma pessoa descalça em ambiente público, só em casa ou na praia. Estar descalço em cena pra mim, ao mesmo tempo que não tem o desconforto do sapato, é como ficarmos visivelmente inadequados”, diz. Ele pondera que fez essa análise a posteriori, simplesmente teve vontade de tirar o sapato e tirou. “Eu não sou religioso, mas o exercício da música em cena, o show, sobretudo quando canto coisas tão íntimas, me conecta com o divino, de alguma forma. Estar descalço também favorece isso, amplia a superfície de contato pisar no chão”, conclui.

> João Cavalcanti

Com Marcelo Caldi apresentam o disco “Garimpo”. Participação especial de Fernanda Takai Distrital (Mercado Distrital do Cruzeiro, r. Ouro Fino 452, Cruzeiro). Neste sábado (1º), a partir das 22h. A partir de R$ 25.


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#FICAADICA ISADORA BOUCHERVILLE/DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

& Vocais se 6 Cordas apresenta na FEA

Bis lança CD/DVD 6 14“Acústico ao Vivo”

“Cordas & Vocais Em Concerto” reúne um quarteto vocal (Eliane Fajioli, Cacá Campara, Maria Inêz Machado, Virgínia Bernardes) aos músicos Hely Drummond (piano), Valdir Claudino (contrabaixo acústico) e Daniel Augusto (bateria e percussão). Onde Fundação de Educação Artística (rua Gonçalves Dias, 320). Quando Neste sábado (1º) e domingo (2), às 19h. Quanto R$ 20 (inteira)

Gravado no Teatro Coliseu, em Santos, o CD/DVD prioriza o chamado lado B – como “Além Paraíso” e “Vale do Pavão”, de Sérgio Magrão, ou “Doce Loucura”, entre outras. Participação de Cezar de Mercês, da banda O Terço, e Celso Nascimento (percussão). Onde Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537). Quando Dia 8 (sábado, às 21h. Quanto a partir de R$ 100 (inteira).

DIVULGAÇÃO

faz show em BH 6 Shaman com formação original

Com sua formação clássica original – Andre Matos, Luis Maruitti, Hugo Mariutti e Ricardo Confessori –, o grupo executará seus álbuns “Ritual” e “Reason”, ambos na íntegra. Onde City Hall BH (av. Teresa Cristina, 179, Prado). Anteriormente, o local seria o Music Hall, mas, devido à grande procura por ingressos, foi alterado. Quando Neste sábado (1º), a partir das 22h. Quanto A partir de R$ 90 (lote 3).

T4F/DIVULGAÇÃO

Nova coloca 6 Roupa trajetória em repasse

São quase 40 anos de estrada, traduzidos em mais de 20 milhões de cópias vendidas dos 37 títulos lançados até os dias de hoje. Não bastasse, o grupo Roupa Nova é recordista em emplacar músicas em novelas. O show em BH, claro, revisita os hits de carreira. Onde KM de Vantagens Hall (av. Nossa Sra do Carmo, 230). Quando Dias 7 (sexta) e 8 (sábado), às 22h. Quanto R$ 90 (inteira). Mesas a partir de R$ 560 (4 lugares).


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#FICAADICA CHICO CERCHIARO/DIVULGAÇÃO

ÉLCIO PARAÍSO/DIVULGAÇÃO

Mello Franco 6 Bernardo vai ao Sempre um Papo

O projeto “Sempre Um Papo” encerra as atividades de 2018 em BH com o escritor e jornalista carioca Bernardo Mello Franco, de “O Globo”, para o lançamento do livro “Mil Dias De Tormenta – A Crise Que Derrubou Dilma e Deixou Temer Por Um Fio” (Objetiva). Onde Auditório da Cemig (rua Alvarenga Peixoto, 1200, Santo Agostinho). Quando Dia 4 (terça), às 19h30. Quanto Entrada gratuita.

LEYA/DIVULGAÇÃO

de Elza Soares 6 Biografia por Zeca Camargo

O jornalista e apresentador Zeca Camargo lança o livro “Elza” (LeYa). A obra, diz, apresenta “a versão final, definitiva, dessa história, contada por ela”. “Elaborada por mim, mas a matéria-prima é a memória da Elza Soares, e isso é muito, muito fascinante”. Está prevista a presença da cantora no evento. Onde Livraria Leitura Pátio Savassi. Quando Dia 3 (segunda), às 19h. Quanto Entrada franca. O livro será vendido a R$ 54,90

Cultural completa 30 anos de fundação com noite de 6 BDMG música e homenagens e reativa prêmio Diogo de Vasconcelos

O BDMG Cultural está completando três décadas com duas novidades. A primeira, o show “30 Anos de Música”, que homenageará Célio Balona, Flávio Henrique, Juarez Moreira, Nivaldo Ornelas e Toninho Horta. No palco, estarão instrumentistas (Antonio Loureiro, Camila Rocha, Cléber Alves, Deangelo Silva, Filipe José, Felipe Vilas Boas, João Machala, Luísa Mitre, Mauro Rodrigues, Natália Mitre e Wagner Souza) e, nos vocais, Bárbara Barcellos, Cobra Coral (Kadu Vianna, Mariana Nunes e Pedro Morais), Coral BDMG, Marina Machado e Sérgio Santos – que assina os arranjos junto a Rafael Martini (na foto ao alto, os dois). No repertório, músicas dos homenageados, em arranjos inéditos. Já o prêmio Diogo de Vasconcelos está sendo reativado: ele foi criado em 1977 e entregue até 2004, quando foi extinto. Seu objetivo é premiar trabalhos de pesquisa sobre a história de Minas Gerais. Para concorrer, os textos deverão estar em língua portuguesa. Os trabalhos deverão ser inéditos em meio impresso. Também poderão concorrer textos apresentados em programas de pós-graduação, do país ou do exterior, entre janeiro de 2013 e outubro de 2018. Seus autores devem ser mineiros ou residentes no estado há mais de dois anos. Nesta edição, o júri é formado por Clélio Campolina Diniz, Caio César Boschi e Eliana de Freitas Dutra. O vencedor receberá uma premiação em dinheiro, no valor de R$10 mil. O edital e a ficha de inscrição estão no site: www.bdmgcultural.mg.gov.br. A inscrição é gratuita. Informações: 3219-8691. Show 30 Anos de Música: Onde Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537) Quando Dia 7 (sexta), às 20h. Quanto Entrada franca (retirada de convites no local).

FERNANDA BOMBONATO/DIVULGAÇÃO

de lançamentos 6 Sábado na capital mineira

A poeta Adriana Versiani dos Anjos lança “Arqueologia da Calçada”, de poemas, e a plaquete “Farmacopeuma”. Onde Espaço Terra Boa (av. Paulo Camilo Pena, 432, Belvedere). Quando Neste sábado (1º), 11h30 às 15h30. Já Gilcevi lança “Retrato do Poeta Quando Devedor de Aluguel”. Onde Bar e Restaurante Lua Nova (edifício Maletta, 2º andar). Quando Neste sábado (1º), às 11h

ACERVO PESSOAL

Elisa Ribeiro encerra 6 Ana projeto Ideografias 2018

É possível ensinar a escrever? Essa é uma das reflexões que a escritora vai apresentar, encerrando as atividades de 2018 do Projeto Ideografias. Ao final do evento, ela lançará “Livro: Edição e Tecnologia no Século XXI” (Editora Moinhos). Onde Memorial Minas Vale (Praça da Liberdade, 640). Quando Neste sábado (1º), às 10h30. Quanto Entrada gratuita, com retirada das senhas uma hora antes do evento.


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ARTES CÊNICAS Hora de partir para ação RAFAEL FREIRE/DIVULGAÇÃO

Patrícia O nome do Cassese espetáculo espelha o espírito que rege o grupo Identidade: “Abre Caminho”. Com duas apresentações neste final de semana, a montagem se conecta à expressão atavicamente ligada a Exu: “abrir caminhos”, pois, passa a ser uma pulsão urgente. Antes de seguir, vale voltar ao ano de 2012, quando os componentes começaram a pensar em criar a companhia, como conta Pablo Xavier. “A gente participava de uma oficina de danças urbanas do projeto Fica Vivo, e resolveu formar o grupo, em junho daquele ano. Mas, ali, até então, era direcionado apenas a danças urbanas. Com o passar do tempo, porém, alguns integrantes foram explorando outros gêneros: uns faziam balé, outros jazz, outros funk... E pensamos: por que não usar essa diversidade de corpos? E surgiu o grupo nos moldes atuais”, lembra o integrante, embora frisando que a dança urbana continua sendo o eixo central. Hoje, o Identidade agrupa 15 integrantes, de faixa etária de 15 a 24 anos. Embora seja oriundo do aglomerado da Ser-

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teatro adulto ECLIPSE SOLAR Direção: Ricardo Alves Jr Teatro João das Neves (av. dos Andradas, 723, centro, 3236-7400). Sex. e sáb., às 19h e 21h; dom., às 19h. Entrada gratuita. Até 15/12

EIA Direção: Mônica Tavares Funarte (rua Januária, 68, centro). Sex. a dom., às 20h. Entrada gratuita. Até 16/12

Identidade

O grupo é originário do aglomerado da Serra, mas hoje também agrega integrantes de outras regiões

EU COMIGO MESMO Comédia stand-up com Rafael Portugal. Teatro Ouro Minas (av. Cristiano Machado, 4.001, Ipiranga). Neste dom. (2), às 19h. R$ 60 (inteira).

IN ON IT Direção: Luiz Arthur Espaço Cultural (av. 31 de Março, acesso 9, prédio 20, campus Coração Eucarístico). Neste sáb. (1º), às 20h30. Entrada: 1 kg de alimento não perecível.

MOSTRA DE MONÓLOGOS Cenas curtas Galpão Cine Horto (rua Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (1º) e dom. (3), às 20h. R$ 20 (inteira).

A PONTE Direção: Adriano Guimarães. CCBB – Teatro I (Circuito Liberdade, 450). Sex. a dom., às 20h. R$ 30 (inteira). Até 23/12

musical ROMEU E JULIETA

ra, conta com componentes de outras regiões. “Mas sempre jovens de periferia”, enfatiza Pablo. “Abre Caminho”, a montagem sobre o qual o grupo investe suas fichas agora, surgiu de uma provocação de um bailarino do Palácio das Artes, Léo Correa. “Ele nos desafiou a pesquisar sobre as causas do genocídio de jovens negros de periferias. E o que a gente viu é que não é só, digamos assim, uma ‘morte matada’. Há outras ‘mortes’, como a falta de

acesso à educação ou à cultura. A gente começou a ver as várias nuances desse genocídio – e veio a ideia do título. Porque a gente está cansado de ficar só gritando, gritando. A gente quer ação, abrir os caminhos”, explica. No processo de elaboração da montagem, o nome do grupo acabou sendo uma espécie de lanterna. “A gente aproveitou para dizer que cada coreografia visa mostrar a identidade de cada integrante. Há coreogra-

fias de grupo, só que elas foram montadas pensando em cada corpo que iria dançar. No espetáculo, há coreografia mais voltada às danças urbanas, outra mais para o contemporâneo... A proposta é pensar o que o corpo de cada bailarino quer falar”. Ao mesmo tempo, o todo reverbera não só as vivências pessoais dos integrantes como as de parentes e moradores de aglomerados que eles fizeram questão de entrevistar, como parte da

pesquisa. “Há, por exemplo, uma cena só de meninas, na qual elas narram a opressão que vivem. Temos uma falando de questões de gênero, do universo LGBT. Então, podemos falar que é um espetáculo diverso nessa questão das bandeiras, entre aspas. Mas com foco nas vivências da periferia”.

> Abre Caminho

Teatro Francisco Nunes (Parque Municipal, s/nº, av. Afonso Pena, s/nº). Sábado (1) e domingo (2), às 20h. R$ 10 (inteira).

CORDEL – HISTÓRIAS SUSPENSAS Direção: Natalia Carvalho Galpão Cine Horto (rua Pitangui, 3.613, Horto). Neste dom. (1º), às 19h. R$ 30.

O DIA EM QUE O CIRCO CHEGOU Direção: Pablo Barcelos Galpão Cine Horto (ru Pitangui, 3.613). Neste dom. (2), às 15h. R$ 30.

dança ABRE CAMINHO

fid – fórum internacional de dança

MARINA_TAKEISHI/DIVULGAÇÃO

RICARDO ALVES JR./DIVULGAÇÃO

Javali lança em 6 Editora BH o livro “Teatro de Rua”

O livro, que integra a coleção Teatro Contemporâneo, é uma coletânea que reúne textos teatrais encenados na rua por artistas contemporâneos da capital mineira: “À Tardinha no Ocidente” (Primeira Campainha), “Ópera de Sabão” (Maria Cutia), “Nossa Senhora” (Toda Deseo) e “PassAarão” (Espanca). Prefácio de Denise Pedron e Hamm Clóvis. Onde Teatro Francisco Nunes (Parque Municipal) Quando Neste sábado (1º), das 16h às 18h. Quanto Evento gratuito. Livro à venda por R$ 10.

MATÉRIA PRIMA - Direção e atuação: Denise Fantini. - Ensaio para as almas Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277-4707). Sáb., às 20h; dom., às 19h R$ 10 (inteira). O evento vai até 14/12

teatro infantil HOJE O ESCURO VAI ATRASAR PARA QUE POSSAMOS CONVERSAR Direção: Luiz Fernando Marques e Rodolfo Amorim. Com Grupo XIX de Teatro CCBB BH (Praça da Liberdade, 450). Sex. e seg., às 16h, e sáb. e dom., às 11h e às 16h. R$30 (inteira). Até 23/12

NOEL E OS DUENDES

EDITORA JAVALI/DIVULGAÇÃO

A edição especial do FID foi construída sob o tema “Reciprocidades Entre os Latinos” e prevê apresentações de espetáculos inéditos de artistas internacionais latinos, espraiadas em espaços como a Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes, o Teatro Marília e o CCBB BH. São montagens como o argentino “Matéria Prima” ou “Ensaio Para as Almas” (foto), que questiona padrões comportamentais e de beleza. Programação Confira informações sobre os espetáculos em www.fid.com.br

circo

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#FICAADIA

Internacional de 6 Fórum Dança segue até o dia 14

Direção: Guilherme Leme Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046). Nestes sábado (1º) , às 17h e 21h, e domingo (2), 19h. A partir de R$ 75 (inteira)

Solar” será apresentado 6 “Eclipse no Cefart Andradas até dia 15

O espetáculo de formatura do 3º ano do Curso Técnico de Teatro do Cefart flagra um grupo de expatriados que, na Cidade dos Exilados, divaga sobre política, humanismo, pessimismo, tragédias pessoais, anseios, rancores e desejo de liberdade, enquanto aguarda um acontecimento extraordinário – o eclipse total do sol. Onde Cefart Andradas (av. dos Andradas, 723, Centro) Quando Até 15/12, às quintas, às 21h; sextas e sábados, às 19h e 21h, e domingo, às 19h. Quanto Gratuito.

Direção e texto: Joselma Luchini. Espaço Cultural Luchini (rua Osório de Morais, 274, bairro Ouro Preto, 999930600). Sáb., às 16h30; dom, às 11h. R$ 25. Até 23/12

A PEQUENA SEREIA Direção: Fernando Bustamante. Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, Savassi). Neste dom. (2), às 15h. R$ 22 (inteira).

SOLDADINHO DE CHUMBO Direção: Fernando Bustamante. Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, Savassi). Neste dom. (2), às 17h. R$ 22 (inteira).

SOLTANDO OS BICHOS Direção: Geraldo Alvarenga Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia. Neste sáb. (1º) e dom. (2), às 16h30. R$ 40 (inteira); R$ 19 (postos Sinparc).


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LITERATURA Um novo olhar sobre o Mercado Patrícia O octogenáCassese rio Mercado Central, um dos pontos mais icônicos da capital, é o tema do último volume da série “Matéria da Memória – A Cidade e Seus Símbolos”, idealizada pela pedagoga e filósofa Maria de Lourdes Caldas Gouveia, com prefácio do escritor Olavo Romano. Após um lançamento na Academia Mineira de Letras, na última quarta (28), a obra terá outra sessão de autógrafos: no próximo domingo (9), a partir das 10h, no próprio Mercado Central. O título compõe uma tetralogia com os já lançados volumes sobre o Palácio da Liberdade, a Praça da Liberdade e o Cemitério do Bonfim. Doutora em Estudos Avançados em Filosofia pela Universidade Complutense, de Madri, Maria de Lourdes foi buscar inspiração no universo de Maurice Merleau Ponty (1908-1961) e

Lewis Mumford (18951990). O primeiro, autor de “Fenomenologia da Percepção”; o segundo, de “A Cidade na História”. “Sempre tive um interesse especial pelo tema ‘cidades’”, confessa ela. “E a Mumford, por exemplo, cheguei no projeto de qualificação para o doutorado. Na obra, ele levanta a pergunta: ‘o que faz uma cidade?’, e conclui que é um conjunto de símbolos”. Mesmo tendo nascido no Recife, Maria de Lourdes reside na capital mineira já há 52 anos – portanto, considera ser essa a “sua” cidade. “E, aí, comecei a trabalhar esses quatro símbolos”, relembra ela, que, além da tetralogia, também tem lançado um livro sobre o Hospital Felicio Rocho. No caso específico do volume sobre o Mercado – que, vale lembrar, completará 90 anos em 2019 –, ela deu o start quando ainda lecionava na PUC Minas, junto a um grupo de alunos, “fotografando, entrevistando”. No entanto, essa vertente per-

Dom. 9.dez.

CHICO GOUVEIA/DIVULGAÇÃO

Maria de Lourdes: “No livro, trabalho, por exemplo, a tentativa de entender o invisível”

deu-se, pois foi feita até 2009. “E, nesse tempo, o Mercado Central mudou muito”, pondera ela, frisando, porém, que os alunos que lá atrás atuaram naquela etapa são citados na obra. “Matéria da Memória” é ilustrado por aquarelas e fotos. No material textual, a

obra coloca em revista o primeiro mercado, instalado onde hoje situa-se o Terminal Rodoviário, ou seja, no início da avenida Afonso Pena. A edificação, porém, foi demolida em 1929. Já no endereço que ocupa atualmente, o Mercado Central começou a funcio-

nar desprovido de teto. Até os moldes atuais, muitas histórias se desenrolaram, trazendo à tona nomes como os do engenheiro Márcio Gomes, dos senhores Olímpio Marteleto e Vicente Araújo e do advogado Athenágoras Carvalhaes, que, em estatuto, tornou as lojas do Merca-

do Central inalienáveis para terceiros, protegendo os pequenos comerciantes. Mas é o conjunto formado pelos vários atores que ocupam os corredores – entre lojistas e transeuntes – o que de fato encanta a filósofa, que, aliás, se confessa uma frequentadora assídua do ponto. “Procuro observar o clima. Uma questão interessante é que, lá, ao contrário dos shoppings, onde as pessoas vão para ver e ser vistas, praticamente não há espelhos. Num shopping, se você não estiver ‘arrumadinho’, acaba não se sentindo bem. No mercado, ao contrário, as pessoas se sentem sempre acolhidas, do jeito que estiverem. Em alguns casos, os vendedores até conhecem os compradores pelo nome, os saúdam”, celebra ela.

O Mercado Como >Símbolo da Cidade

Mercado Central (av. Augusto de Lima, 744). Dia 9 (domingo), às 10h. Entrada franca.


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CINEMA ‘Mumia’ chega à 16ª edição Abertura 3.dez.

FOTOS MUMIA/DIVULGAÇÃO

“Tito e os Pássaros”: para o público infantil

“Yellow Submarine”: o clássico chega aos 50 anos

“Cidade dos Piratas” (Otto Guerra) abre a mostra

Nome à frente da Mostra Udigrudi Mundial de Animação, ou simplesmente Mumia, Sávio Leite reconhece que, apesar de a iniciativa já estar partindo para a 16ª edição, ainda guarda uma certa mágoa de um estigma ainda vigente no país: a de que o universo da animação é direcionado única e exclusivamente ao público infantojuvenil. “Talvez ainda passemos este século com esse dogma no imaginário, apesar de filmes como ‘Persépolis’”, lamenta. Seja como for, com o evento que idealizou, Sávio tenta dar sua contribuição para

mentos de livros e oficinas. Para a abertura, na próxima segunda (3), o título selecionado foi “Cidade dos Piratas”, de Otto Guerra. “É uma produção que partiu de uma tirinha da Laerte, mas que, no meio do processo, passa a contar a própria transformação da cartunista e, ainda, toca no fato de o diretor ter descoberto um câncer. É um filme bem instigante”. Sávio não se furta a citar outros destaques da programação, como “Tito e os Pássaros”, assinado por três diretores: Gabriel Bitar, Gustavo Steinberg e André Catoto Dias. “Esse sim, é para crianças. E é maravilhoso! Vem abocanhando vários prêmios internacionais”, diz o realiza-

mação. É cult e obrigatório”. Vale dizer que neste domingo (2), o filme completa exatos 50 anos de lançamento. Voltando aos títulos nacionais, Sávio Leite cita, ainda, “Guaxuma”, de Nara Normande. “Outro filme que tem angariado vários prêmios em festivais. E ele é feito com uma técnica de areia, muito interessante. A Nara é de Pernambuco, já participou do Festival de Cannes várias vezes. Essa coprodução francesa é, na verdade, uma homenagem dela a uma amiga que morreu jovem (Tayra Macedo, que faleceu em um acidente de moto)”. “Tailor”, de Calí dos Anjos, por seu turno, coloca em evidência o universo LGBTQ “ao falar da

Patrícia Cassese

reverter esse estigma. E fato é que tem sido bem-sucedido. A 16º edição do Mumia adentra a cena com 260 filmes de 34 países, divididos em três programas mineiros, sete mostras nacionais e 13 internacionais, que ocuparão espaços como Sesc Palladium, Cine Humberto Mauro, Mis Cine Santa Tereza, Instituto Undió, Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, Cineclube Joaquim Pedro de Andrade, PUC São Gabriel , C.A.S.A, Viaduto das Artes, Espaço do Conhecimento UFMG, Espaço Comum Luiz Estrela e sessões com áudio descrição e libras na Biblioteca Publica Estadual de Minas Gerais. Além das sessões, haverá lança-

dor, citando que o tema central da produção é o medo. Gabriel, aliás, vai ministrar uma master class durante o evento. Outra presença confirmada é a de Ronaldo Zenóbio, nome por trás de “Nino: Viagem ao Conhecimento”, série de animação brasileira (TV Brasil). “Acho que vale citar isso porque o Mumia está comemorando 16 anos, e, lá atrás, em 2003, era praticamente impossível pensar em uma série brasileira – no caso, de um mineiro – de animação”. Um clássico da animação também é destacado por Leite: “Yellow Submarine”, de George Dunning (19201979). “É um título emblemático para o cinema de ani-

transformação de gênero do próprio cineasta”. Já “Torre”, de Nádia Mangolini, aborda um tema espinhoso: a ditadura. “Flagra uma família que perdeu o pai (Virgílio Gomes da Silva) durante a ditadura militar brasileira, entrevistando a viúva e os filhos”, explica o realizador, que ressalva ainda o desejo da mostra de ampliar seu público, “levando esse tipo específico de produção onde ele normalmente não iria”.

> Mumia

Em vários espaços da cidade. Abertura com o filme “Cidade dos Piratas”, no Cine Humberto Mauro ( Afonso Pena, 1537), dia 3 (segunda), às 19h. Confira programação completa em mostramumia.blogspot.com. A mostra tem entrada franca e vai até 23/12.


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CINEMA FOX FILM/DIVULGAÇÃO

Atenção! A programação abaixo refere-se a este final de semana, dias 1º (sábado) e 2 (domingo)

pré-estreias ENCANTADO (*) (Charming, EUA/Canadá, 2018, 1h25, livre) Dir. Ross Venokur. No dia de seu batizado real, Príncipe Felipe Encantado foi amaldiçoado com um feitiço que faz com que todas as mulheres do reino se apaixonem perdidamente por ele. O feitiço apenas será quebrado quando o príncipe encontrar o amor verdadeiro. BH Shopping 5: 13h10 (sessão 3D) BH Shopping 5: 13h30 (sessão 3D) Cineart Cidade 2: 13h40 Cineart Contagem 5: 13h40 e 15h30 Cineart Del Rey 3: 13h40 Cineart Itaú Power 4: 14h10 Cineart Minas 5: 13h40 Cineart Paragem 3: 14h10 Cineart Via Shopping 2: 14h10 Cinesercla Big 3: 14h30 e 16h15 Cinesercla Norte 2: 16h15 (sessão 3D) Cinesercla Norte 2: 14h30 Estação BH 6: 12h30 Monte Carmo 2: 13h40 Pampulha 5: 14h15 Partage Shopping Betim 5: 16h20 Partage Shopping Betim 5: 13h50 (*) Sessões dubladas

HENFIL (Brasil, 2018, 1h15, 12 anos) Dir. Angela Zoé. Apresenta a vida do cartunista e ativista Henfil e, através de narrativas paralelas, explora um movimento de descoberta do artista junto aos jovens. Belas 2: 21h

A VIDA EM SI (Life Itself, EUA, 2018, 1h58, 16 anos) Dir. Dan Fogelman. Com Oscar Isaac, Annette Bening, Olivia Wilde. O relacionamento amoroso vivido por um casal é contado através de diferentes décadas e continentes, desde as ruas de Nova York até Espanha. Cineart Cidade 5: 18h30 (*) Cineart Del Rey 4: 18h40 Diamond 2: 16h10 Pátio Savassi 7: 15h50 (*) Sessões dubladas

“As Viúvas”, de Steve McQueen, com Viola Davis no elenco, é uma das estreias da semana

estreias BTS - BURN THE STAGE: THE MOVIE (BTS - Burn The Stage: The Movie, Coreia do Sul, 2018, 3h23, 14 anos) Dir. Jun-Soo Park. Depoimentos e entrevistas exclusivas revelam a longa trajetória da banda coreana BTS, um dos maiores sucessos atuais do k-pop. BH Shopping 1: 16h50, 19h e 21h10 Partage Shopping Betim 5: 19h e 21h10 Pátio Savassi 4: 18h30 e 20h30

CADÁVER (The Possession of Hannah Grace, EUA, 2018, 1h25, 14 anos) Dir. Diederik Van Rooijen. Com Shay Mitchell, Grey Damon, Stana Katic. Quando uma policial recém-saída da reabilitação fica responsável pelo turno da madrugada num necrotério de um hospital, começa a encarar acontecimentos bizarros e violentos. BH Shopping 4: 12h40, 15h10, 17h20 e 19h30 Cineart Betim 1: 14h30, 16h20 e 21h (*) Cineart Cidade 2: 15h30, 17h20, 19h10 e 21h (*) Cineart Contagem 2: 14h40, 16h40, 18h40 e 20h40 (*) Cineart Del Rey 3: 15h20(*), 18h50(*) e 20h40 Cineart Del Rey 3: 15h20(*), 18h50(*), 20h40 e 22h30 Cineart Itaú Power 6: 15h, 17h, 19h e

21h (*) Cineart Minas 5: 15h30, 17h20, 19h10 e 21h (*) Cineart Via Shopping 1: 17h30, 19h20 e 21h10 (*) Cinesercla Big 2: 15h25, 17h10, 18h55 e 20h40 (*) Cinesercla Norte 5: 15h25, 17h10, 18h55 e 20h40 (*) Estação BH 1: 13h30, 15h30, 17h30, 20h e 22h30 (*) Monte Carmo : 17h20(*), 19h10(*) e 21h Pampulha 2: 14h, 15h50, 17h40, 19h30 e 21h20 (*) Partage Shopping Betim 4: 15h10, 17h20, 19h30 e 21h40 (*) Pátio Savassi 6: 19h50 e 22h (*) Sessões dubladas

DE REPENTE UMA FAMÍLIA (Instant Family, EUA, 2018, 1h58, 12 anos) Dir. Sean Anders. Com Mark Wahlberg, Isabela Moner, Rose Byrne. Um jovem casal decide adotar uma criança. Duran-

te o processo, acaba se apaixonando pela adolescente Lizzie, uma garota de temperamento forte e que se sente responsável pelos dois irmãos mais novos. Logo, Pete e Ellie se veem com três estranhos em casa, que mudam suas vidas por inteiro. BH Shopping 6: 16h10, 19h10 e 21h50 BH Shopping 6: 16h10, 18h50 e 21h30 Cineart Boulevard 4: 14h e 18h50 Cineart Boulevard 5: 16h Cineart Cidade 6: 11h30, 13h40, 16h, 18h20 e 20h50 (*) Cineart Cidade 6: 13h40, 16h, 18h20 e 20h50 (*) Cineart Contagem 3: 13h40(*), 16h(*), 18h20(*) e 20h50 Cineart Del Rey 6: 13h50(*), 16h10(*), 18h40 e 20h50 Cineart Del Rey 6: 13h50(*), 16h10(*), 18h40, 20h50 e 23h20 Cineart Itaú Power 4: 16h, 18h20 e 20h50 (*) Cineart Minas 2: 14h30, 18h40 e 21h (*) Cineart Paragem 3: 16h, 18h20 e

20h50 Cineart Via Shopping 2: 16h, 18h20 e 20h50 (*) Cinesercla Big 4: 16h15, 18h30 e 20h45 (*) Cinesercla Norte 3: 16h15, 18h30 e 20h45 (*) Diamond 2: 21h50 Diamond 2: 19h Diamond 3: 16h15 Estação BH 2: 14h, 16h30, 19h e 21h30 (*) Monte Carmo 5: 13h45, 16h05, 18h30 e 20h50 (*) Pampulha 3: 14h25, 16h40, 18h55 e 21h10 (*) Partage Shopping Betim 3: 13h40, 16h30, 19h10 e 21h50 (*) Pátio Savassi 2: 15h20, 18h e 20h45 (*) Sessões dubladas

A EXCÊNTRICA FAMÍLIA DE GASPARD (Gaspard va au mariage, França, 2018, 1h43, 14 anos) Dir. Antony Cordier. Com Félix Moati,

Christa Theret, Laetitia Dosch. Gaspard se reencontra com a família após o anúncio do casamento do pai, acompanhado de Laura, que aceita fingir ser sua namorada. Belas 3: 14h10 e 19h30

OS EXTERMINADORES DO ALÉM CONTRA A LOIRA DO BANHEIRO (Brasil, 2018, 1h40, 16 anos) Dir. Fabrício Bittar. Com Danilo Gentili, Léo Lins, Murilo Couto. Grupo de três youtubers que se dizem especialistas em seres sobrenaturais decidem conquistar o reconhecimento do público de uma vez por todas. Para isso, eles traçam um plano para capturar um ser conhecido por todos, a loira do banheiro. BH Shopping 10: 12h30, 15h30, 18h10 e 20h40 Cineart Boulevard 1: 17h10, 19h10 e 21h10 Cineart Cidade 1: 14h30, 16h30, 18h30 e 20h30 Cineart Contagem 8: 15h, 17h, 19h e 21h Cineart Del Rey 7: 15h, 17h, 19h e 21h10 Cineart Itaú Power 1: 15h10, 17h10, 19h10 e 21h10 Cineart Minas 6: 14h40, 16h40, 18h40 e 20h40 Cineart Paragem 1: 14h30, 16h30, 18h30 e 20h30 Cineart Via Shopping 5: 14h30, 16h30, 18h30 e 20h30 Diamond 6: 13h05, 15h30, 17h50 e 20h40 Estação BH 6: 14h30, 17h, 19h45 e 22h (*) Monte Carmo 1: 14h30, 16h30, 18h30 e 20h30 Pampulha 4: 15h05, 17h05, 19h05 e 21h05 Partage Shopping Betim 2: 13h20, 16h20, 18h40 e 21h20 Pátio Savassi 3: 14h, 16h30, 19h20 e 21h40 Pátio Savassi 3: 14h, 16h30 e 19h20 (*) Sessões dubladas


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CINEMA UM HOMEM COMUM (An Ordinary Man, EUA/ Sérvia, 2018, 1h30, 16 anos) Dir. Brad Silberling. Com Ben Kingsley, Hera Hilmar, Peter Serafinowicz. Um conhecido criminoso de guerra passa sua vida fugindo das autoridades internacionais. Quando ele é deslocado para um novo esconderijo, começa a se relacionar com sua empregada. Belas 3: 17h40 e 21h40

ROBIN HOOD - A ORIGEM (Robin Hood, EUA, 2018, 1h57, 14 anos) Dir. Otto Bathurst. Com Taron Egerton, Jamie Dornan, Jamie Foxx. Robin Hood retorna das Cruzadas para desbravar a Floresta de Sherwood. Unindo-se a um bando de foras da lei, ele resolve o problema com suas próprias mãos para acertar as coisas. BH Shopping 3: 13h(*), 15h40, 18h20 e 21h Cineart Betim 3: 16h10, 18h30 e 20h50 (*) Cineart Boulevard 2: 14h20, 16h40, 19h e 21h15 Cineart Cidade 7: 11h40(*), 14h(*), 16h20, 18h40(*) e 21h(*) Cineart Cidade 7: 14h(*), 16h20, 18h40(*) e 21h(*) Cineart Contagem 4: 14h(*), 16h20, 18h40(*) e 21h(*) Cineart Del Rey 2: 13h50, 16h10, 18h30 e 20h50 Cineart Del Rey 2: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 e 23h10 Cineart Itaú Power 3: 13h50, 16h10, 18h40 e 21h (*) Cineart Minas 4: 14h20(*), 16h40, 19h(*) e 21h15(*) Cineart Paragem 2: 14h20, 16h40, 19h e 21h15 Cineart Via Shopping 3: 14h20, 16h40, 19h e 21h15 (*) Cinesercla Big 1: 14h05, 16h20, 18h35 e 20h50 (*) Cinesercla Norte 1: 14h05, 16h20, 18h35 e 20h50 (*) Diamond 4: 12h10, 14h50, 17h30 e 20h10 Estação BH 3: 14h15, 16h45, 19h30 e 22h15 (*) Monte Carmo 6: 14h20(*), 16h40(*), 19h e 21h15(*) Net Cineart Ponteio Premier: 14h10, 16h30, 18h45 e 21h05 Pampulha 6: 14h30, 16h50, 19h10 e 21h25 (*) Partage Shopping Betim 6: 13h, 15h40, 18h20 e 21h (*) Pátio Savassi 1: 12h50, 15h30, 18h50 e 21h30 (*) Sessões dubladas

AS VIÚVAS (Widows, Reino Unido/ EUA, 2018, 2h09, 16 anos) Dir. Steve McQueen. Com Viola Davis, Elizabeth Debicki, Michelle Rodriguez. Quatro viúvas entram para o mundo do crime após seus maridos morrerem durante uma das maiores tentativas de assalto da atualidade. BH Shopping 7: 14h30, 17h30 e 20h30 Cineart Boulevard 4: 16h20 e 21h10 Cineart Cidade 5: 13h30(*), 16h(*) e 21h Cineart Del Rey 4: 13h30, 16h e 20h50 Cineart Paragem 4: 14h20, 18h40 e 21h10 Diamond 1: 13h, 15h50, 18h40 e 21h30 Net Cineart Ponteio 2: 13h50, 16h20 e 18h50 Pampulha 12: 16h35 e 21h (*) Pátio Savassi 8: 13h30, 17h05 e 20h (*) Sessões dubladas

continuam em cartaz ANIMAIS FANTÁSTICOS: OS CRIMES DE GRINDELWALD (Fantastic Beasts: The Crimes Of Grindelwald, Reino Unido/ EUA, 2018, 2h14, 12 anos) Dir. David Yates. Com Eddie Redmayne, Dan Fogler, Katherine Waterston. Newt Scamander reencontra os queridos amigos e une forças com seu antigo professor de Hogwarts, Alvo Dumbledore, para enfrentar o terrível Gerardo Grindelwald. BH Shopping 2: 11h55(*), 14h50, 17h50 e 20h50 (sessões 3D) BH Shopping 5: 19h BH Shopping 5: 19h10 Cineart Betim 1: 18h20 (*) Cineart Boulevard 5: 18h20 e 21h Cineart Boulevard Imax: 13h15, 15h55, 18h35 e 21h15 (sessões 3D) Cineart Cidade 4: 13h10 (*) (sessão

3D) Cineart Cidade 4: 15h50, 18h30 e 21h10 (*) Cineart Contagem 1: 13h, 15h40, 18h20 e 21h (*) Cineart Del Rey 1: 13h(*), 15h40 e 18h20 Cineart Del Rey 1: 21h (sessão 3D) Cineart Itaú Power 5: 13h10, 18h30 e 21h10 (*) Cineart Itaú Power 5: 15h50 (*) (sessão 3D) Cineart Minas 1: 15h50 (*) (sessão 3D) Cineart Minas 1: 13h10, 18h30 e 21h10 (*) Cineart Minas 3: 16h10 (*) Cineart Paragem 5: 13h40(*), 16h10, 18h40 e 21h15 Cineart Via Shopping 4: 13h, 15h40, 18h20 e 21h (*) Cinesercla Big 5: 18h (*) Cinesercla Big 5: 15h30 e 20h30 (*) (sessões 3D) Cinesercla Norte 2: 18h (*) Cinesercla Norte 2: 20h30 (*) (sessão 3D) Diamond 5: 15h e 21h (sessões 3D) Diamond 5: 12h e 18h Estação BH 4: 13h, 15h45, 18h30 e 21h15 (*) (sessões 3D) Monte Carmo 4: 18h30 e 21h10 (*) Monte Carmo 4: 15h50 (sessão 3D) Net Cineart Ponteio 3: 14h, 16h30 e 21h10 (sessões 3D) Pampulha 5: 16h15, 18h45 e 21h15 (*) Partage Shopping Betim 1: 12h50 e 18h50 (*) Partage Shopping Betim 1: 15h50 e 22h (*) (sessões 3D) Pátio Savassi 5: 13h, 16h, 19h05 e 22h10 Pátio Savassi 6: 13h50 e 16h50 (sessões 3D)

PARIS FILMS/DIVULGAÇÃO

PARQUE DO INFERNO (*) (Hell Fest, EUA, 2018, 1h29, 14 anos) Dir. Gregory Plotkin. Com Amy Forsyth, Bex Taylor-Klaus, Reign Edwards. Um serial killer mascarado transforma o parque de diversões temático de terror em seu próprio playground pessoal. Cineart Cidade 3: 19h15 Cineart Contagem 5: 19h20 e 21h15 Cineart Itaú Power 2: 21h Cineart Minas 3: 18h50 Cineart Via Shopping 1: 15h30 Estação BH 5: 21h45

Taron Egerton é Robin Hood em novo filme do personagem ENTREVISTA COM DEUS (*)

(*) Sessões dubladas

BOHEMIAN RHAPSODY

(*) Sessões dubladas

(*) Sessões dubladas

O COLAR DE CORALINA (Brasil, 2018, 1h26, livre) Dir. Reginaldo Gontijo. Com Letícia Sabatella, Maria Coeli, Rebeca Vasconcellos. Aninha é uma criança que não se ajusta aos estereótipos. É na amarelinha que a garota supera as dificuldades e limitações. Agora, na vida adulta, ela é relembrada sobre a rejeição sofrida na infância. Belas 1: 11h (Clube do professor. Somente para professores cadastrados) Cineart Cidade 8: 15h Cineart Del Rey 7: 13h20

CRÔ EM FAMÍLIA (Brasil, 2018, 1h27, 12 anos) Dir. Cininha de Paula. Com Marcelo Serrado, Arlete Salles, Tonico Pereira. Crô se vê sozinho e sem família. Carente e vulnerável, acaba ficando à mercê de supostos parentes, cujas intenções não parecem ser das melhores. Partage Shopping Betim 7: 14h

O DOUTRINADOR (Brasil, 2018, 1h50, 16 anos) Dir. Gustavo Bonafé. Com Kiko Pissolato, Samuel de Assis, Tainá Medina. Um vigilante mascarado decide atacar a impunidade que permite que políticos e donos de empreiteiras enriqueçam às custas da miséria e do trabalho do povo. Cineart Cidade 8: 20h40 Cineart Contagem 7: 16h10 e 20h30 Monte Carmo 3: 16h30 e 20h50 Partage Shopping Betim 7: 18h10 e 20h30

FILME PAISAGEM - UM OLHAR SOBRE ROBERTO BURLE MARX (Brasil, 2018, 1h15, livre) Dir. João Vargas Penna. Um passeio pela arte e personalidade do paisagista, pintor e escultor Roberto Burle Marx, que apresenta suas ideias numa sucessão de paisagens sensoriais. Belas 3: 16h10

O GRINCH (*) (Dr. Seuss’ The Grinch, EUA, 2018, 1h30, livre) Dir. Yarrow Cheney. O Grinch não gosta do Natal e resolve invadir os lares dos vizinhos e roubar tudo o que está relacionado à data. BH Shopping 6: 13h50 BH Shopping 6: 14h BH Shopping 7: 12h20 Cineart Betim 3: 14h20 Cineart Boulevard 5: 14h10 Cineart Cidade 3: 14h50 Cineart Contagem 6: 14h30 Cineart Del Rey 5: 16h30 Cineart Itaú Power 2: 14h30 e 16h35 Cineart Minas 2: 16h50 Cineart Minas 3: 14h10 Cineart Paragem 4: 16h50 Cineart Via Shopping 1: 13h40 Cinesercla Big 4: 14h20 Cinesercla Norte 3: 14h20 Diamond 3: 14h Estação BH 5: 13h15, 15h15 e 17h15 Monte Carmo 2: 15h30 Pampulha 1: 14h35 e 19h Partage Shopping Betim 5: 14h10 e 18h30 Pátio Savassi 4: 13h15 e 15h40 (*) Sessões dubladas

INFILTRADO NA KLAN (BlacKkKlansman, EUA, 2018, 2h16, 14 anos) Dir. Spike Lee. Com John David Washington, Adam Driver, Topher Grace. Ron Stallworth, um policial negro do Colorado, conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan local. Depois de meses de investigação, Ron se tornou o líder da seita, sendo responsável por sabotar uma série de linchamentos e outros crimes de ódio orquestrados pelos racistas. Belas 1: 14h, 16h30, 19h e 21h30 Diamond 3: 19h10 e 22h05 Net Cineart Ponteio 2: 21h15

MILLENNIUM: A GAROTA NA TEIA DE ARANHA (The Girl in the Spider’s Web: A New Dragon Tattoo Story, EUA, 2018, 1h57, 16 anos) Dir. Fede Alvarez. Com Claire Foy, Sverrir Gudnason, Sylvia Hoeks. Uma jovem hacker e um jornalista se vêem capturados numa teia de espiões, criminosos cibernéticos e oficiais corruptos do governo. Pátio Savassi 3: 21h50 (sessão legendada)

MY NAME IS NOW, ELZA SOARES (Brasil, 2018, 1h13, 12 anos) Dir. Elizabete Martins Campos. Documentário repassa alguns momentos da vida e da carreira da cantora Elza Soares. Belas 2: 16h20

NASCE UMA ESTRELA (A Star Is Born, EUA, 2018, 2h16, 14 anos) Dir. Bradley Cooper. Com Lady Gaga, Bradley Cooper, Sam Elliott. A história de amor entre a cantora Ally que, ao mesmo tempo que ascende ao estrelato, seu parceiro Jackson, um renomado artista, cai no esquecimento. BH Shopping 4: 21h40 Pátio Savassi 4: 18h30 e 21h50 Pátio Savassi 4: 22h30

UMA NOITE DE 12 ANOS (La Noche de 12 Años, Uruguai/ Espanha/ Argentina, 2018, 2h02, 12 anos) Dir. Alvaro Brechner. Com Antonio de la Torre, Chino Darín, Soledad Villamil. História de José Mujica, ex-presidente do Uruguai, Mauricio Rosencof, jornalista e escritor, e Eleuterio Fernández Huidobro, ex-ministro da Defesa, que, juntos, passaram por situações de extrema tortura física e psicológica.

Eucír de Souza, Neusa Maria Faro. Tímido estudante de cinema Davi esconde um passado sombrio e acaba se transformando num serial killer. Estação BH 5: 19h15 Pátio Savassi 2: 12h40

UM SEGREDO EM PARIS

(*) Sessões dubladas

(Drôles d’oiseaux, França, 2017, 1h10, 14 anos) Dir. Élise Girard. Com Jean Sorel, Lolita Chammah, Virginie Ledoyen. Mulher de 27 anos sonha com um futuro como escritora, mas é atormentada pela dúvida. Ela se muda para Paris, onde algo mágico acontece. Belas 2: 19h30

PO

SLAM: VOZ DE LEVANTE

(A Boy Called Po, EUA, 2018, 1h35, livre) Dir. John Asher. Com Christopher Gorham, Sean Gunn, Julian Feder. Após a morte de sua esposa, David Wilson tem que cuidar sozinho do seu filho Patrick, um menino autista. Net Cineart Ponteio 3: 19h05

(Brasil, 2018, 1h25, livre) Dir. Tatiana Lohman, Roberta Estrela Dalva. Documentário sobre uma atividade cada vez mais comum no país nos últimos anos: as Poetry Slams. Essas batalhas de poesia performáticas atraem ouvintes de diferentes realidades sociais e vivências. Belas 2: 17h50

O QUE DE VERDADE IMPORTA

(An Interview with God, EUA, 2018, 1h37, livre) Dir. Perry Lang. Com Brenton Thwaites, Charlbi Dean Kriek, Yael Grobglas. Um jornalista recebe uma oportunidade inusitada que acaba virando sua vida de ponta-cabeça: uma entrevista com um sujeito que afirma ser Deus em pessoa. Cineart Cidade 3: 13h Cineart Contagem 5: 17h20

(Bohemian Rhapsody, EUA, 2018, 2h15, 16 anos) Dir. Bryan Singer. Com Rami Malek, Aaron McCusker, Lucy Boynton. Cinebiografia sobre o vocalista da banda Queen, Freddie Mercury, que nasceu na Tanzânia e se mudou para a Inglaterra durante a adolescência. O filme compreende cerca de 15 anos da vida do cantor, até o festival Live Aid, em 1985. BH Shopping 1: 14h40, 18h e 21h20 BH Shopping 1: 13h40 e 19h10 BH Shopping 5: 16h e 22h BH Shopping 5: 16h e 22h10 Cineart Boulevard 3: 13h30, 16h, 18h40 e 21h15 Cineart Cidade 3: 16h40(*) e 21h05 Cineart Contagem 6: 18h30(*) e 21h05 Cineart Del Rey 5: 18h20 e 21h Cineart Minas 3: 20h50 Cinesercla Big 3: 18h05 e 20h35 (*) Diamond 2: 13h20, 16h10 e 19h Diamond 2: 13h20 e 21h50 Monte Carmo 4: 13h10 Net Cineart Ponteio 4: 13h40, 16h10, 18h40 e 21h10 Partage Shopping Betim 5: 20h40 (*) Partage Shopping Betim 5: 16h (*) Pátio Savassi 7: 12h30, 18h40 e 21h45 Pátio Savassi 7: 12h30, 19h e 22h20

Belas 2: 14h e 21h

(The Healer, EUA, 2018, 1h53, 12 anos) Dir. Paco Arango. Com Oliver Jackson-Cohen, Camilla Luddington. O engenheiro Alec mora em Londres e ganha a vida consertando eletrodomésticos. BH Shopping 1: 11h

O QUEBRA-NOZES E OS QUATRO REINOS (The Nutcracker and the Four Realms, EUA, 2018, 1h40, livre) Dir. Lasse Hallström, Joe Johnston. Com Mackenzie Foy, Keira Knightley. Clara perde a única chave mágica capaz de abrir um presente. Ela decide, então, iniciar uma jornada de resgate. Cineart Del Rey 5: 14h10 (sessão dublada)

REFÉM DO JOGO (*) (Final Score, EUA, 2018, 1h44, 16 anos) Dir. Scott Mann. Com Dave Bautista, Julian Cheung, Pierce Brosnan. Na final de um grande evento esportivo, grupo de bandidos sequestra um estádio lotado e mantém as pessoas oprimidas por meio da violência. Um ex-militar usará seus recursos com a ajuda de alguns militantes para salvar a todos. Cineart Contagem 6: 16h20 Cineart Itaú Power 2: 18h45 (*) Sessões dubladas

O SEGREDO DE DAVI (Brasil, 2018, 1h52, 14 anos) Dir. Diego Freitas. Com Nicolas Prattes,

TODAS AS CANÇÕES DE AMOR (Brasil, 2018, 1h32, 14 anos) Dir. Joana Mariani. Com Marina Ruy Barbosa, Bruno Gagliasso, Luíza Mariani. Chico e Ana se mudam para um apartamento em São Paulo e acham uma fita k7 de uma antiga moradora. Cineart Cidade 8: 16h50

TUDO ACABA EM FESTA (Brasil, 2018, 1h55, 13 anos) Dir. André Pellenz. Com Marcos Veras, Giovanna Lancellotti, Rosanne Mulholland. Festa de fim de ano da firma e Vlad é o responsável resolver vários problemas que vão surgindo. Cineart Cidade 8: 18h45

TUDO POR UM POPSTAR (Brasil, 2018, 1h23, livre) Dir. Bruno Garotti. Com Maísa Silva, Klara Castanho, Mel Maia. A banda Slavabody anuncia que vai tocar no Rio de Janeiro. Gabi e suas amigas farão de tudo para ir. Cineart Betim 2: 14h40, 16h40, 18h40 e 20h40 Cineart Boulevard 1: 13h30 e 15h20 Cineart Contagem 7: 14h20 e 18h40 Cineart Itaú Power 1: 13h30 Monte Carmo 3: 14h20 e 18h40 Partage Shopping Betim 4: 13h10 Partage Shopping Betim 7: 16h10


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estilo VERSÁTIL >Produto é aposta entre famosas por variedade de combinações para pele e cabelo FOTOS INSTAGRAM/REPRODUÇÃO

FOTOS: REPRODUÇÃO

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Ciara aderiu ao óleo de mamona nos cabelos

nhos com vários outros ativos, o óleo de rícino, também chamado óleo de mamona ou “castor oil”, já caiu nas graças dos maquiadores e dos cabeleireiros de famosas, como Beyoncé, Ciara, Khloé Kardashian e Bruna Marquezine, e deve ser o novo queridinho de quem deseja pele hidratada, fios saudáveis, lábios nutridos ou sobrancelhas volumosas. Tudo isso graças a seus componentes, como ômega 9 e 6, sais minerais, vitamina E, além do ácido ricinoleico e do ácido linoleico, responsáveis por uma de suas principais propriedades: a hidratação. “O óleo de rícino é muito usado para hidratar os fios, para melhorar o fortalecimento e, se aplicado no couro cabeludo, tem poder de controle da oleosidade e da caspa”, ensina o dermatologista e tricologista Alberto Cordeiro. “O uso frequente do produto promove um engrossamento do cabelo. Além da fortificação dos fios capilares”, completa a cosmetóloga do Laces and Hair, Cris Dios. Chegou a hora de abandonar então os tão elogiados óleos de coco e de abacate? Calma. Apesar de versátil, o óleo de mamona traz benefícios específicos. Por isso, pode (e deve) ser combinado a outros. Uma das maquiadores da atriz Bruna Marquezine, Amanda Schön, da Chanel no Brasil, revelou à revista “Marie Claire” que um dos preparos para deixar a pele da celebridade com o efeito “glow”, ou seja, com brilho, é justamente uma mistura de óleos de rícino e de melaleuca. Combinado a outros compo-

nentes, o resultado também agrada. “O óleo de coco é mais hidratante. Já o óleo de rícino age mais no crescimento saudável do cabelo. Se fosse para escolher, eu usaria o óleo de rícino mais no couro cabeludo, por que ele tem uma propriedade grande de fortalecer o crescimento capilar, e o óleo de coco na fibra”, explica Cordeiro. “O óleo de rícino está mais relacionado ao couro cabeludo pela ação fungicida. O óleo de abacate e de coco, por exemplo, são usados como hidratantes”, diz Cris. Para a terapeuta capilar Renata Fraga, o rícino é “um óleo ótimo para queda de cabelo, mas sozinho não vai fazer milagre”, diz. “Ele complementa um bom trabalho, misturado com jojoba e abacate, ajuda a hidratar. A função dos óleos é reter a água do fio e manter a nutrição do nosso cabelo”, ensina. Segundo Cris, por ser antifúngico e bactericida, o óleo de mamona ainda “previne caspas, ativa a circulação no couro cabeludo – o que resulta em um crescimento dos cabelos – promove a selagem e previne a desidratação dos fios, previne pontas duplas, além de ser muito usado em produtos de coloração por hidratar e realçar a cor dos cabelos”, revela ela, que diz ser melhor evitar misturas dele com óleos sintéticos. Ela também fala da necessidade de usálo com parcimônia. “Na pele, é muito usado contra a acne”, completa. PREPARO O óleo de rícino pode ser usado de diversas formas, dependendo do objetivo. “Se você quer fortalecer o crescimento dos fios, deve aplicar no couro cabeludo, massageando o óleo diretamente na região, com os fios secos, e depois proceder com a lavagem e o condicio-

namento. Você também pode usálo depois de lavar e secar, diretamente no couro cabeludo, e deixar agindo por mais tempo, mas isso pode deixar a raiz um pouco pesada. Se quiser usar para hidratar a fibra capilar, você pode misturar o óleo no xampu, no condicionador ou em uma máscara”, explica Cordeiro. No entanto, ele faz uma ressalva para que os cabelos não fiquem com o aspecto pesado. “Geralmente, os óleos são muito umectantes. Particularmente, não gosto de lavar o cabelo, aplicar o óleo e não enxaguar”, diz. A cabeleireira e especialista em tratamentos capilares naturais do Spa Deia, Renata Souza, também defende que o produto seja diluído. “O óleo não deve ser aplicado puro aos fios, pois pode acumular resíduos, deixando-os com aspecto plastificado”, ensina. Para ela, é melhor escolher um c r e m e

com vitaminas para aplicar junto ao óleo antes de lavar os cabelos, aplicar nas mechas secas com a ajuda de um pente e deixar agir por 20 minutos antes da lavagem. “A medida é de uma colher de sopa do óleo rícino para 200 mL de creme”, ensina. No caso de cabelos oleosos, Cris faz outra orientação. “Passe sempre no couro cabeludo e nos fios, deixe por 15 minutos e lave logo em seguida. Não é recomendado deixar por muito tempo nesse tipo de cabelo”, comenta. Também vale ficar atento a contraindicações. “A ressalva fica para pessoas que possuem algum tipo de alergia conhecida a essa substância”, diz Cordeiro. Combinado a outros, óleo de rícino é truque para garantir aspecto ‘glow’ à pele de Bruna Marquezine

ALBERTO PIZZOLI/AFP PHOTO

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Fofura peruana Simpático animal comum em países da América Latina inspira peças diversas

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Aline “Mamífero da família dos camelos encontrado do Gonçalves Peru a Argentina, geralmente usado como animal de carga”. Sem dúvida, a definição oficial para a lhama não faz jus a quanto esse bicho pode ser simpático e fofo. Foram essas características que transformaram o dócil e domesticado animal, que convive com os humanos há 4.000 anos, em novo ícone fashion. As queridinhas vindas das cordilheiras aparecem em objetos de decoração e em peças para vestir, sempre bem coloridas e, em alguns casos, ao lado de cactos – que também já invadiram o universo da moda. Veja nesta página a nossa seleção!

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crônica

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Os templos da sensualidade (Índia, 1999) HÉLVIO

screvo de dentro do avião a caminho de Khajuraho. A viagem é rápida, menos de uma hora. Olhando pela janela, dá um desânimo total. Não se vê nad a a não ser uma grande secura, inclusive nos leitos dos rios. Ao nos aproximarmos da cidade, já perto de pousar, comecei a me preocupar: “Que diabo de lugar é esse que só tem pedra e terra seca? Nem uma arvorezinha!” Lá embaixo um vilarejo minúsculo, completamente perdido. Chegando ao aeroporto, simples como era de se esperar, um guia nos aguardava. Com entusiasmo nos disse que o hotel ficava a dois minutos do aeroporto. Olhei pro Vittorio, e o jeito foi rir: “Bom, se o hotel fica a dois minutos desse lugar, quer dizer que fica no meio do nada, ou melhor, no meio de poeira, pedra e total desolação. Ai, meu Deus!” De repente a surpresa: entramos por uma portaria e lá dentro encontramos árvores e até um jardim florido. Nas paredes, quadros com pinturas de casais transando. Estranhei, já que os indianos me parecem bem puritanos. Alguém explicou (erroneamente) que estávamos na

E

cidade do Kama Sutra. À tarde saímos para a visita aos templos. Fiquei muito impressionada com o que vi. Construídos em pedras areníticas, há cerca de 2.000 anos, são belíssimos. Segundo o guia, antigamente eram 85 (cada um dedicado a uma posição sexual), só que há uns 500 anos a maioria foi destruída por um terremoto. Na verdade, o Kama Sutra não tem nada a ver com eles, a não ser em algumas formas de se fazer amor. Segundo o livro que li, o Kama Sutra foi escrito há mais de mil anos por um sábio indiano que o considerou um dever religioso. As mulheres e os homens são complementos um do outro e são iguais. O Kama, que seria o prazer ou a satisfação sensual, junto ao Sutra, teria o significado de “ciência ou técnica do amor”, em que devem ser usados os cinco sentidos: audição, tato, visão, paladar e olfato, com a coordenação da mente junto à alma. Os templos ficam espalhados num lugar cheio de verde; incrível como conseguiram isso naquele ambiente desértico. Já do outro lado do muro, a história muda. Encontramo-nos num vilarejo, com suas ruelas empoeiradas e vendedores prontos a “atacar” (no bom sentido). Eu me esqueci de dizer, mas na Índia somos atacados por ambulantes. Em Déli, quando ainda não

sabíamos disso, levamos um susto. Ao descermos do carro, nos vimos cercados por mais ou menos dez. Ao descobrirem que falávamos italiano, na mesma hora começaram a dizer o básico: “Com licença! É barato!” E todo um repertório desesperado para se verem livres de suas mercadorias, um monte de bobagens que eu adoro, mas que eram impossíveis de serem adquiridas. Digo isso porque, se demonstramos algum tipo de interesse, os dez se transformam em 20, e se você compra de um e deixa de comprar do outro... socorro! Depois que começamos a entender um pouco da vida difícil que levam, compreendemos suas atitudes. Infelizmente, esse não é o melhor

método de venda, pois acabam espantando os turistas. Nesse mesmo dia fomos ao vilarejo. As crianças do povoado são lindas. Distribuímos balas enquanto elas, com suas mãozinhas estendidas, pediam: “Money, money!” Enfim, amei Khajuraho! Justamente esse pontinho perdido no mundo, cheio de pedras e poeira. Descobri que não é sempre assim, a época em que viemos é que é de seca. De acordo com o guia, Khajuraho foi durante muitos séculos um pequeno e obscuro vilarejo, até quando, em 1800 e alguma coisa, um capitão do Exército britânico visitou o lugar e descobriu os templos. Depois disso, ficou conhecido mundialmente, e pessoas de todos os continentes vêm aqui visitá-

lo. Muitas teorias surgiram para explicar o porquê das esculturas eróticas, mas nada de concreto foi descoberto. Ao final da tarde, fomos visitar um templo jainista, apenas do lado de fora, já que não nos é permitida a entrada. Das religiões indianas, acredito que o jainismo seja das mais radicais. Segundo o que li, eles têm “a responsabilidade de conduzir as almas para a liberdade espiritual, tirá-las de sua prisão na existência material”. Acreditam que toda alma é divina e pode atingir seu objetivo seguindo as práticas de purificação e disciplina. Os mandamentos dos jainistas são: não violência; falar a verdade; abstinência sexual; não pegar nada que não seja dado; desligamen-

to de pessoas, lugares e coisas. Os monges mais evoluídos ficam presos, nus e em constante jejum. Suas posturas são tão rígidas que alguns chegam a usar saltos finos e altos nos pés para evitar pisar em algum inseto. Não tomam conhecimento do que acontece aqui fora, vivendo em estado de meditação. Já os seus devotos, mais flexíveis, são vegetarianos e não realizam trabalhos que envolvam a destruição da vida, como a caça e a pesca. Os que não ficam confinados vivem como andarilhos, com pouquíssima roupa, geralmente uma veste branca, um vasilhame que usam para tomar banho, um recipiente de esmola (que não pedem nunca, alguém deve dar a eles de livre e espontânea vontade) e uma cópia do texto das escrituras para as orações. Não permanecem num único lugar, para não criar apegos. Tudo na Índia impressiona, e Khajuraho, com seus templos, não fugiu à regra. Admirar a grandiosidade, a beleza e o fascínio sensual de suas estátuas foi uma experiência única. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


W Uruguai. Rica gastronomia, história e belas paisagens naturais. Páginas 4 e 5

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pampulha CRISTINO MARTINS/ARQUIVO AG PARÁ

W Nepal. Por dentro das trilhas mais procuradas pelos viajantes. Página 12

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BELO HORIZONTE Sábado 1/12/2018

No fervor de Belém História, cultura, natureza e gastronomia conduzem o turista pela capital do Pará. Páginas 6 a 9


W2 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de dezembro de 2018

paulo campos

Acompanhe as dicas de Paulo Campos no quadro Super Viagem, de segunda a sábado, às 9h55, 15h30 e 20h55

paulocampos@otempo.com.br

Wsala vip

A temporada 2018/2019 do Costão do Santinho

A operadora mineira Viagens Master, em parceria com o resort Costão do Santinho (SC), promoveu evento no restaurante Coco Bambu, no bairro Anchieta, para mostrar aos agentes de viagens as novidades

e promoções do resort catarinense, hoje um dos mais conceituados do litoral brasileiro. Uma das novidades do resort é a programação de verão 2018/2019, que terá eventos temáticos, como o Natal Mágico,

com o cantor sertanejo Michel Teló, uma já bem-sucedida parceria, e a noite de réveillon, com os cantores de pop rock Lulu Santos e Luciana Mello. O resort catarinense, localizado em uma área de 1 milhão de metros

quadrados, dos quais 75% são de Mata Atlântica preservada, ainda reedita sucessos de anos anteriores, como as festas Bem Sertanejo, Rock Weekend e Baila Costão. Neste ano, o resort apresentou o novo dire-

tor de marketing e vendas, Ricardo Amorim, que vem para dar novo fôlego ao empreendimento, depois de passar por outros segmentos. A ideia, segundo Amorim, é continuar fazendo do Costão um espaço de entreteni-

mento completo. A Viagens Master vai ter bloqueios em 2019 para Florianópolis na alta temporada e preços diferenciados para o resort. Os pacotes custam a partir de R$ 2.523 por pessoa. FOTOS EDY FERNANDXES/DIVULGAÇÃO

João Cruz, André Rossi e Daniel Dias (Viagens Master) entre Amanda Paleari e Elizabeth Menendes (resort Costão do Santinho, em SC)

Rodrigo Freire (Travel Tour), Wallace Fernandes (Alvo Viagens), a dupla Ana Carolina e Gustavo Zachaber (agência Soluções em Viagens)

Rose Fernandes (Master Turismo), Janine Costa (São Gabriel Viagens), Raquel Novaes (To Travel) e Amanda Ribeiro (Master Turismo)

Sarah Zampier (Aurora), Julio Quintao (Rede de Viagens), Delma Vieira (DJ), Ana Luíza Lana (Maikai Viagens) e Fernanda Oliveira (To Travel)

Narcando presença, Ana Paula Chagas (Flyvip Viagens), Elaine Miranda (Arizona Turismo) e Fernanda Lamonier (Vivaro Viagens)

A dupla de agentes Geisa Lopes e Luciana Lessa (Speed System), Cristiane Silva (Tia Eliane Tours) e Luciana Linhares (Tra Turismo)

Adriani Costa e Cadu Lobo (My Tour Turismo), Rebecca Arroyo (Tucha), Valéria Fernandes (Greentours) e João Cruz (Master Viagens)

Nora Dutra (Continentes), Maria Inês Eugênio (Persona Viagens), Italia Diniz (Master Turismo) e Áurea Regina Oliveira (Mappa Turismo)

Wcheck-in/check-out

EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Nova loja Azul

A estrela da temporada

Encontro de Hotelaria

O MSC Seview, o maior e mais moderno navio a fazer cruzeiros em águas brasileiras, estreia no porto Rio de Janeiro no próximo dia 5, em uma breve viagem de dois dias com convidados até o porto de Santos. Na cidade paulista, será realizada a tradicional cerimônia de troca de placas e a festa de inauguração com a presença de Xuxa, madrinha brasileira da MSC. A embarcação, que foi inaugurada em julho, na Itália, conta com um design diferente de tudo que existe na indústria.

A Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), em parceria com o Circuito Turístico Trilhas dos Inconfidentes, realiza nos dias 7 e 8/12, o 18º Encontro da Hotelaria e Gastronomia Mineira – Edição Inconfidente, no Santíssimo Resort, em Tiradentes (MG). Neste ano, o evento conta com a participação da Associação Brasileira de Resorts (Resorts Brasil), que fará a palestra de abertura. RESORTS BRASIL/DIVULGAÇÃO

IVAN SARFATTIMSC/DIVULGAÇÃO

Izabella Lessa (gerente geral da Azul Viagens em Sâo Paulo), Humberto Vieira (diretor da Primus Turismo) e Rosana Queiróz (gerente da Primus Turismo) EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Com um coquetel, a Primus Turismo, de Humberto Vieira, abriu sua sexta loja em Belo Horizonte, desta vez no bairro Belvedere (avenida Luis Paulo Franco, 991, loja 15), para atender os exigentes clientes da regiáo Centro-Sul da cidade e dos condomínios próximos a Nova Lima. O grupo empresarial que comanda a Primus e Snow, duas das melhores operadoras da cidade, é hoje representante oficial da Azul Viagens na capital mineira.

Novidade no ar Ricardo Domingues é diretor executivo da Resorts Brasil

Otimismo na hotelaria Levantamento do Ministério do Turismo (MTur) no setor de hotelaria revela que hoteleiros do Nordeste – cerca de 50% – são os mais otimistas em relação ao segmento. Eles projetam um aumento do faturamento nos próximos seis meses. No âmbito regional, o segundo maior percentual de otimismo está no Centro-Oeste, com 45,9%. Em seguida vem o Sudeste, com 44,4%, e o Sul e no Norte, com 38,3%.

Da equipe da nova loja da Azul Viagens no Belvedere, o trio de colaboradores Josiane Hansen, Iago Sampaio e Renata Lemos, durante a inauguração na terça-feira

Publicamos em primeira mão no dia 28 o anúncio da Norwegian Air de lançar voos low-coast ligando o Rio a Londres a partir de 31 de março. Serão quatro viagens semanais com preços convidativos: a partir de R$ 1.200 o trecho (£ 240) por pessoa. A companhia informou que agora não venderá bilhetes por agentes de viagens, mas direto no site norwegian.com/uk.


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte 1 de dezembro de 2018


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Cabo Frio

Rede mineira abre unidade A Samba Hotéis anunciou que a região dos Lagos vai receber uma unidade da rede mineira. Com investimentos que ultrapassaram os R$ 818 milhões, o Samba Cabo Frio tem 7.500 m² de área construída, oito andares e lazer no rooftop. Localizado na praia do Forte, o hotel tem 145 unidades habitacionais de diferentes categorias. O empreendimento tem fitness center, sauna, bar e piscinas na cobertura. Esta é a 12ª unidade da Samba Hotéis. Acesse sambahoteis.com.

Rio de Janeiro

Projeção mais real no museu O Portal Cósmico, no Museu do Amanhã (museudoamanha.org.br), no Rio de Janeiro, agora oferece uma experiência mais real para o público. Foram instalados projetores de vídeo da tecnologia laser fósforo, que garante qualidade de imagem dez vezes superior às lâmpadas antes utilizadas. A atração é constituída por um domo de 360º, envolto em paredes de projeção. MUSEU DO AMANHÃ/DIVULGAÇÃO

turismo

Uruguai

Entre os vizinhos do sul, um dos mais queridos A poucas horas de voo do Brasil, destino reserva rica gastronomia, belas paisagens naturais, atrativos históricos e calorosa receptividade local Shirley Pacelli

shirley.silva@otempo.com.br

“Vou me mudar para o Uruguai”. Vá lá... Quem não, neste ano de 2018, soltou essa frase assim, em tom de brincadeira, mas com aquele âmago de desespero? O manifesto chegou a virar refrão da música homônima do cantor e compositor gaúcho – Guri Assis Brasil – em seu álbum “Ressaca”. No contexto atual, o pequeno e querido país vizinho está no radar dos brasileiros especialmente por suas políticas públicas mais progressistas (leia-se maconha e aborto legalizados). O que acaba ficando em segundo plano é que a terra do ex-presidente Pepe Mujica é um destino turístico bastante interessante, já que fica a apenas três horas de voo de São Paulo ou do Rio de Janeiro. Rica gastronomia, arquitetura e história, além da receptividade uruguaia, esperam pelos visitantes. Você pode começar a “co-

nhecer o terreno”, de apenas 176 km² percorrendo as ruas de Montevidéu.

o Mercado del Puerto (mercadodelpuerto.com), paraíso gastronômico para quem gosta de comida saborosa, mas sem frescura. Espere por um lugar no balcão e assista ao “espetáculo” do preparo de um churrasco uruguaio no El Palenque (elpalenque.com.uy). De sobremesa, experimente o doce de leite local, um orgulho nacional.

Arquitetura A cidade velha concentra os prédios históricos mais fotografados. Logo na praça da Independência está o Palácio Salvo, edifício emblemático. Construído entre 1923 e 1928, o cartão-postal foi projetado pelo arquiteto italiano Mario Palantini. Tem 95 m e 27 andares e chama atenção por sua arquitetura eclética, com influência neogótica e neorrenascentista. No interior, um universo de detalhes inspirados em elementos esotéricos e da maçonaria. Logo na esquina está o imponente Teatro Solís (teatrosolis.org.uy), em estilo neoclássico. Inaugurado em 1856, é a mais antiga casa de espetáculos do país e também uma das visitas mais procuradas pelos turistas. Dica? Fique atento à vasta programação cultural do espaço. É preciso conhecer ainda

De ônibus Se tem pouco tempo, dinheiro sobrando e busca por praticidade, uma boa dica para descobrir os outros atrativos da cidade é pegar um ônibus turístico (busturisticomontevideo.com.uy). O passeio de cerca de duas horas a 689 pesos uruguaios (R$ 89) percorre pontos como o Estádio Centenário, palco da primeira Copa do Mundo, e o Parque Rodó, espaço arborizado, com pedalinhos e brinquedos – point das famílias. Do parque, é quase obrigatório dar um pulo à Rambla mais próxima. O nome é dado às avenidas a “beiramar” que margeiam o rio da Prata por cerca de 20 km de extensão na cidade. Do calçadão, admire a paisagem. No domingo, o programa é conhecer a tradicional Feira de Tristán Narvaja.

Letreiro no bairro de Pocitos è convidativo a selfies

Porto de Punta fica na praia Mansa; passeios de barco podem ser contratados

Quem leva

Canela

Voo de águia sobre a Serra O Parques da Serra Bondinhos Aéreos (parquesdaserra.com.br), em Canela (RS), inaugurou a atração Eagle, ideal para quem gosta de aventura e contato com a natureza. A novidade simula o voo de uma águia: uma cadeira se desloca a 180 m de distância a 21 m de altura. Do alto, a vista permite observar a cascata do Caracol. Ingresso a R$ 35 por pessoa.

Operadora. Abreu Viagens Inf.: Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Abreu. Inclui. Passagem aérea, quatro noites de hospedagem com café da manhã e traslados. Com tour na capital, em Punta del Este e em Colônia de Sacramento. Preço. A partir de R$ 3.423 (mais taxas) por pessoa em apartamento duplo. Saída. Até setembro de 2019 Operadora. CVC Inf.: Procure a loja CVC mais próxima de você ou acesse cvc.com.br. Inclui. Passagem aérea e sete noites de hospedagem no Hotel San Martín com café da manhã. Preço. A partir de R$ 3.081 por pessoa em ap. duplo Saída. 10.02. 2019 “Monumento ao Afogado”, também conhecido como “La Mano”, do artista chileno Mario Irarrázabal, é um dos pontos turísticos mais disputados para fotos em Punta del Este


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FOTOS EDY FERNANDES

Colônia del Sacramento

Patrimônio da Unesco, Colônia del Sacramento é uma charmosa cidade colonial, a 200 km do aeroporto de Montevidéu. À beira do rio, o lugar é apelidada por alguns de Paraty uruguaia. As semelhanças são muitas... Fundada por portugueses no ano de 1680, ela ainda

preserva sua aura de passado. Vielas com calçamento de pedra, casarões históricos e ruínas dividem a cidade com pousadinhas e restaurantes. A melhor maneira de conhecer a cidade é se perder pelas ruas; visite a Calle dos Suspiros, a mais antiga de Colônia.

Do glamour de Punta às praias hippies de José Ignácio Dois dias são suficientes para conhecer bem Montevidéu. Reserve o tempo restante para conhecer os arredores da capital. A 120 km da cidade está o badalado destino de Punta del Este, que já foi considerado um dos balneários mais luxuosos da América do Sul. Na alta estação (dezembro a fevereiro), o local é invadido por uma horda de turistas, que vão em busca do combo praias, sol até 21h e balada madrugada adentro. A praia Mansa é

de águas mais tranquilas, enquanto a Brava é reservada a quem curte pegar ondas. Democrático, o destino acaba agradando a veranistas, que apenas buscam lazer em família, até viajantes que buscam um clima mais ameno, regado a bons vinhos e alta gastronomia. O endereço certo para curtir um pôr do sol memorável é a Casapueblo, em Punta Ballenas, a 26 km do balneário. A antiga casa de verão do artista plástico uruguaio Carlos Vilaró

lembra a arquitetura grega de ilhas como Santorini. Há um ritual no entardecer: caixas de som ecoam um poema do próprio artista. Além de mirante, o local hoje funciona como hotel e galeria. A 40 km de Punta del Este está o antigo vilarejo de pescadores de José Ignácio. Longe do glamour e agito das areias de Punta, tem pegada hippie-chique e é o lugar certo para aqueles que procuram por uma praia mais tranquila.


O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de dezembro de 2018

turismo THIAGO GOMES/ARQUIVO SUSIPE

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Pará

Belém: desvende as nuances da “Lisboa dos trópicos” De passeios de barco a visitas a igrejas históricas, conheça as atrações de uma capital cosmopolita que não abre mão de seu passado Carla Lencastre Agência O Globo

A primeira surpresa boa é ainda do alto, se você estiver na janela. O avião começa a descer, e a Amazônia se revela. Água e vegetação a perder de vista. Na curva do rio, surge um paliteiro de prédios altos. É Belém aconchegada na curva do rio Guamá quando desemboca na baía do Guajará. Os próximos dias serão assim, cheios de contrastes, alguns belos, outros nem tanto, todos fascinantes. Fui a Belém pela mesma razão que a maioria vai: atrás da nova cozinha paraense, que valoriza os produtos de suas ilhas e seus rios num resultado repleto de sabores, uma vez mais, surpreendentes. Voltei feliz de ter encontrado uma “Lisboa dos trópicos”, uma cidade cosmopolita que preserva sua história de quatro séculos na entrada da floresta Amazônica. Em Belém, come-se bem nas barracas do popular mercado Ver-o-Peso e nas mesas do Remanso do Bosque, casa que frequenta a concor-

rida lista de melhores restaurantes da América Latina. A catedral da cidade vende velas e colônias de aromas encantadores feitos pela mesma empresa que fabrica no Brasil produtos de grifes francesas. Casas sobre palafitas à beira de um igarapé têm fachadas decoradas com belos murais coloridos. Há também construções art déco com a pintura da fachada descascando, lixo onde não deveria, um mormaço constante. É preciso calibrar o olhar.

Ver-o-Peso Às margens da baía, formada pelos rios Guamá (que contorna Belém) e Acará, estão lado a lado o complexo do Ver-o-Peso, com origem na época da fundação da cidade, no início do século XVII, e a Estação das Docas versão século XXI. Restaurada no ano 2000, a área dos antigos armazéns do porto botou Belém no mapa turístico, com a criação de um novo polo gastronômico ao lado do tradicional mercado. Hoje, o conjunto à beira-rio compõe o principal cartão-postal da capital paraense. Ao entardecer, quando o calor diminui, as Docas ficam repletas de belenenses e visitantes aproveitando o panora-

ma da baía e os bares e restaurantes, ou apenas batendo perna pelo calçadão de pedras portuguesas com grafismos marajoaras.

Pôr do sol Um programa bem turístico e divertido é fazer um cruzeiro ao pôr do sol, que parte às 17h30 do terminal fluvial ao lado das docas. Num barco de madeira com dois deques, animado por ritmos e danças como o carimbó, o passeio pelo rio Guamá dura uma hora e meia. Uma animada dupla de mestre de cerimônias conta boas histórias sobre o folclore e as músicas. O sol tinge de dourado o centro histórico de Belém enquanto se põe na margem oposta da baía. É difícil escolher onde pousar o olhar

Encontro de fé: embarcações no chamado Círio das Águas CARLA LENCASTRE/DIVULGAÇÃO

Saiba mais

Passeio por igarapés revela palafitas com murais coloridos

Aos turistas que chegam a Belém, um alerta: é preciso regular o termostato interno. O sol é forte, e a umidade, alta. Durante o verão local (junho a novembro), a chuva costuma ser rápida. A partir de dezembro, chove às vezes até por dias seguidos. Em abril, a chuva começa a diminuir. Enquanto as águas de dezembro não encerram o verão, a dica é vestir uma roupa fresca e um calçado confortável que possa ser molhado. Capriche no protetor solar e tenha sempre uma garrafa de água à mão.

EDUARDO MAIA/AGÊNCIA O GLOBO

De sorvete de taperebá e bacuri a pastel de tacacá

Mercado Ver-o-Peso tem de tudo: de castanhas-do-pará a banho de ervas e cachaça de jambu, especialidade local

De volta ao porto, experimente o sorvete da Cairu, com todos aqueles sabores diferentes para quem vive no Sudeste, como bacuri, cupuaçu e taperebá. Uma dupla de nome familiar que faz sucesso é açaí com tapioca. Os gostos locais estão também na Amazon Beer (amazonbeer.com.br), cervejaria artesanal inaugurada junto com as novas docas. Peça uma mesa na varanda, ao ar livre e com vista para a baía, e se de-

licie com petiscos como unha de caranguejo (bolinho frito recheado com a carne da pata do crustáceo), pastel de tacacá (versão mais consistente do caldo com tucupi, goma de tapioca, jambu e camarão) e queijo de búfala da ilha de Marajó grelhado. Parte das cervejas leva frutas, como a Forest Bacuri, bem leve, e a Witbier Taperebá. Ver-o-Peso é programa diurno. Madrugadores podem chegar ao nascer do sol

para apreciar o desembarque dos cestos de açaí, que tem sua melhor safra no segundo semestre. Quem aparece mais tarde já vê o açaí fresco nas barracas, preparado para as refeições como acompanhamento de peixes fritos, nunca para ser servido com banana e afins. O mercado passou por uma boa renovação. É limpo, coberto, organizado em setores conforme a mercadoria e um dos programas mais bacanas da cidade.


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A fé que move 1,5 milhão de habitantes no mês de outubro Todo outubro, na segunda semana do mês, o maior de todos os contrastes de Belém se espalha pela cidade de 1,5 milhão de habitantes. É o Círio de Nazaré, a maior festa religiosa da capital paraense, mais importante do que o Natal. E com um jeito de Carnaval para quem não é devoto de Nossa Senhora de Nazaré, padroeira local, celebrada em 12 de outubro. No segundo domingo do mês, os números dizem

que 2 milhões seguem a procissão. Um réveillon em Copacabana andando atrás da imagem da santa, entre a Catedral e a Basílica. Há diversas outras festividades religiosas ao longo do mês, com a maioria se concentrando na semana anterior ao segundo domingo. E há também festas profanas, como o Arrastão da Pavulagem e a Chiquita, que lembram os blocos do Carnaval carioca. ANDERSON SILVA/AG. PARÁ

Imagem de Nossa Senhora do Nazaré, padroeira local, sendo carregada CARLA LENCASTRE/DIVULGAÇÃO

Castanha, ervas e cachaça

No porto: polo gastronômico, a Estação das Docas é um dos points da cidade

Serviço Quem leva I Operadora. CVC Inf.: Procure a loja CVC mais próxima de você ou acesse cvc.com.br. Inclui. Passagem aérea e quatro noites de hospedagem no Hotel New Inn Batista Campos com café da manhã. Preço. A partir de R$ 1.120 por pessoa em ap. duplo. Saída. 27 de janeiro de 2019

Quem leva II Operadora. CVC Inf.: Procure a loja CVC mais próxima de você ou acesse cvc.com.br. Inclui. Passagem aérea e sete noites de hospedagem no Bristol Belém com café da manhã. Preço. A partir de R$ 1.497 por pessoa em apartamento duplo. Saída. 10 de fevereiro de 2019

O mercado de ferro teve sua estrutura trazida do continente europeu na virada do século XIX para o XX. Foi inaugurado no ano de 1625, sendo um dos mais antigos do país. Hoje, vende mesmo apenas peixes. O complexo ao lado tem de tudo. De castanhas-do-pará de diferentes tamanhos, frescas ou torradas, a camisetas, passando por uma variedade de farinhas de enternecer o coração, como as de Bragança e de suruí. Além das muitas barracas de alimentos, chamam atenção as áreas de ervas, para banhos e simpatias, e de cerâmicas marajoaras. Ver-o-Peso também é um bom endereço para comprar cachaça de jambu, especialidade local. O jambu, planta usada no tacacá, dá uma sensação de anestesia na boca. O molho de tucupi, líquido amarelo extraído da raiz da mandioca brava, com ou sem pimenta, está por toda parte.


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Jerusalém

Abertura da casa do Papai Noel Está marcado para este sábado a abertura da Casa do Papai Noel de Jerusalém. A atração está localizada em uma antiga casa na Cidade Velha. Issa Kassissieh é quem encarna o Papai Noel de Jerusalém por mais de dez anos. O personagem é conhecido por suas fotos icônicas montado em um camelo. A casa ficará aberta até o dia 31, das 17h às 20h. https://bit.ly/2DncfC6

turismo

Belém

Um olho na natureza e outro na arquitetura da capital Entre os passeios pelo centro histórico da cidade, uma pausa para experimentar a cozinha amazônica e ainda visitar uma plantação de cacau Carla Lencastre Agência O Globo

FACEBOOK/REPRODUÇÃO

Linhares

Azul anuncia voo para BH A Azul vai voar de Linhares (ES) para Belo Horizonte e de Vitória para Recife em 2019. A companhia planeja cinco frequências semanais do Espírito Santo para o aeroporto Internacional de BH com aeronaves que podem transportar até 70 passageiros.

Conceição

Primeira igreja reabre as portas No dia 8, às 10h, será realizada a cerimônia de abertura da igreja matriz de Conceição do Mato Dentro, que tem mais de 300 anos e estava fechada para obras desde 2005. A reabertura será no dia de aniversário da cidade. SELMA AGUIAR/PREFEITURA DE CMD

A dez minutos de caminhada do Ver-o-Peso, encontra-se outro marco da fase inicial de Belém, o restaurado Forte do Presépio (entrada a R$ 6). Foi erguido pelos portugueses em 1616 num terreno ligeiramente elevado, com boa visão para a baía do Guajará. Em seu interior, há um pequeno museu com peças originais de cerâmica marajoara. Aqui você vai reparar que os objetos eram sempre em tons de café com leite. Entre as peças atuais, à venda no Ver-o-Peso, muitos pratos e vasos seguem os bonitos tons originais. Em frente à entrada do forte, do outro lado da praça Frei Beltrão, a catedral da Sé é o ponto inicial da procissão do Círio de Nazaré, no segundo domingo de outubro. Dali sai a imagem de Nossa Senhora para percorrer mais de 3 km até a basílica de Nazaré. É na catedral do final da segunda metade do século XVIII que você encontra velas aromáticas e colônias, que lembram as francesas, e charmosas pulseiras de fibra de miriti produzidas por uma comunidade ribeirinha da ilha de Marajó. Em seu interior, chamam a atenção candelabros de bronze, vitrais e um imenso órgão. Já a basílica de Nazaré, em estilo neoclássico, foi construída no início do século XX no mesmo local onde a imagem da santa teria aparecido pela primeira vez. É lugar para comprar fitinhas coloridas, como as do Senhor do Bonfim na Bahia. Milhares estão amarradas nas grades que cercam a basílica, criando a ilusão de muros coloridos. É ali que termina a procissão.

parque de 40 mil metros quadrados inaugurado em 2005, é uma área recuperada de manguezal amazônico à beira-rio. Fica perto do centro histórico e tem um gostoso restaurante em sistema de bufê, o Manjar das Garças, no qual prevalecem pratos regionais. Bom para ter uma noção da diversidade gastronômica de Belém. A praça da República é o endereço do Theatro da Paz, de 1878, que rivaliza em beleza com o Amazonas, em Manaus, de 1896. Ambos foram construídos no auge do Ciclo da Borracha. O interior do Theatro da Paz (theatrodapaz.com.br) só pode ser visto em visitas guiadas (vale a pe-

Theatro da Paz, de 1878, rivaliza em beleza com o Amazonas, em Manaus, de 1896. Ambos são do Ciclo da Borracha

na, há vários horários) ou durante um espetáculo. A programação é eclética. Em outubro, o cantor Nando Reis foi a atração, em show de voz e violão. No dia 11 haverá concerto da Orquestra Sinfônica do próprio teatro.

Cozinha Um pouco afastado do centro, está o Remanso do Bosque, do chef Thiago Castanho, hoje o mais celebrado de Belém. Aberto em 2011, o restaurante de cozinha amazônica contemporânea já esteve entre os 50 melhores da América Latina no ranking World's Best Restaurants. O negroni envelhecido na casa em barris de carvalho e o pirarucu defumado cozido ao leite de coco com banana-da-terra frita e castanhas deixam as melhores lembranças. No Bosque há receitas tradicionais da família Castanho, que está à frente também do mais clássico Remanso do Peixe, como o arroz caboclo com frutos do mar e do rio, ao lado de pratos originais como escondidinho de pirarucu defumado com banana, ameixa e queijo coalho. Entre as entradas, chamam a atenção o sanduíche de peixe no pão de açaí no vapor e os camarões empanados com farinha de tapioca grossa. A decoração é moderna, com referências locais para lembrar mais uma vez dos contrastes que marcam uma viagem a Belém. CARLA LENCASTRE/DIVULGAÇÃO

Interior do Theatro da Paz, de 1878

No caminho entre igarapés, uma pausa para admirar o trabalho de artistas que, desde 2014, CARLA LENCASTRE/DIVULGAÇÃO

Mangal Entre uma igreja e outra, não deixe de passar pelo Mangal das Garças (mangaldasgarcas.com.br) e pela praça da República. O Mangal,

Um marco: a catedral da Sé é o ponto inicial da procissão do Círio de Nazaré

Vista do alto do Mangal das Garças; parque à beira-rio inaugurado em 2005


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte 1 de dezembro de 2018

CARLA LENCASTRE/DIVULGAÇÃO

Ilha de Combu: tour ribeirinho com arte, chocolate e compras

vêm deixando sua marca nas fachadas das casas

Serviço Onde comer. Remanso do Bosque. restauranteremanso.com.br Remanso do Peixe. Tel. (91) 3228-2477 Estação das Docas. estacaodasdocas.com.br Sorvete Cairu. sorveteriacairu.com.br Manjar das Garças. manjardasgarcas. com.br Saldosa Maloca. saldosamaloca.com.br

Ainda que os encantos urbanos da capital paraense sejam muitos, reserve tempo para o lado amazônico da cidade. Boa opção é fazer um passeio até a ilha do Combu, a apenas 15 minutos de barco. Na praça Princesa Isabel e na Marina B&B, logo ao lado, é possível contratar barcos apenas para a travessia ou para fazer um passeio pelos igarapés. A principal vantagem do passeio particular é apreciar com calma os incríveis murais coloridos pintados nas fachadas das casas sobre palafitas com desenhos figurativos e abstratos. O projeto é da organização Instituto Street River. O tour ribeirinho pode levar também à plantação de cacau nativo do Combu.

Ali, Dona Nena (91 99388-8885) começou a fazer um chocolate que deu fama ao lugar quando passou a ser utilizado pelo chef Thiago Castanho. É possível visitar uma parte da plantação e até fazer uma trilha pela mata nativa (nesse caso, não se esqueça do repelente).

Peixe à mesa Se a disposição não for tanta, a gigantesca samaúma que marca o início do caminho já vale a visita. Na entrada da propriedade há uma lojinha com produtos locais, como barrinhas de 100% cacau; bombons de chocolate recheados com bacuri, castanha-do-pará e cupuaçu; e brigadeiro de colher. CARLA LENCASTRE/DIVULGAÇÃO

Passeios. Dona Nena do Combu. Visitas, com barco, a R$ 50 por pessoa, ou R$ 180 com almoço. (91) 99388-8885. Ilha de Combu: “trânsito” no rio para o lado mais amazônico do roteiro em Belém


W10 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de dezembro de 2018

turismo ANDRÉ FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Durante a festividade, Papai Noel atende as crianças na praça João Corrêa

CLEITON THIELE/SERRAPRESS

Rio Grande do Sul

Luzes e magia no Sonho de Natal de Canela Até 6 de janeiro de 2019, cidade no Sul do país realiza 31ª edição de sua tradicional festa natalina; evento terá número recorde de espetáculos Da redação Na última semana, Papai Noel aterrissou seu trenó nos jardins da Catedral de Pedra, cartão-postal de Canela (RS). A presença ilustre chegou à cidade para participar do 31º Sonho de Natal, tradicional festa natalina que será realizada no município até o dia 6 de janeiro de 2019. Neste ano, o evento terá o número recorde de espe-

táculos: ao todo serão 326. Na programação, inteiramente gratuita, estão apresentações de teatro, dança e shows. O público poderá conferir as atividades na praça da Matriz, em frente à Catedral de Pedra, no Multipalco e em outros pontos como a praça João Corrêa. Além da magia da “Chegada do Papai Noel”, com reapresentação marcada para este 1º de dezembro, os vi-

sitantes poderão assistir à “Paradinha de Natal”, aos sábados e domingos, às 15h30 no centro de Canela.

Desfile Uma surperprodução muito esperada é o “Desfile Mágico do Natal de Canela”, que conta com 150 pessoas, 11 carros alegóricos e foi produzido pelo Grupo Tholl. Ele será encenado às sextasfeiras, às 20h30, na rua Felisberto Soares. Durante a festividade, Papai Noel ainda fixará residência na cidade, mais precisamente na praça João Corrêa, de onde atenderá todos de terças a quintas-feiras das 14h às 22h, e de sextas a domingos das 10h às 22h.

Icônica Catedral de Pedra é cenário do espetáculo “A Chegada do Papai Noel”, com representação marcada para este sábado RAFAEL CAVALLI/SERRAPRESS

Serviço

Musicais prometem encantar os visitantes; a programação é inteiramente gratuita

Sonho de Natal Data. Até 6 de janeiro. Local. Praça da Matriz, em frente à Catedral de Pedra, e no Multipalco. Programação gratuita. Informações no site. sonhodenatal.com.br


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sua melhor viagem FOTOS PAULA TAKAHASHI

Nepal

O trekking mais procurado pelos viajantes Annapurna: a queridinha. Entre as trilhas mais populares do Nepal, Annapurna oferece duas opções:

Oito entre os dez picos mais altos do planeta estão no pequeno país asiático, que localiza-se na região do Himalaia; mineira conta sua aventura por essas trilhas Paula Takahashi Silêncio, contato com a natureza e uma sensação incrível de superação a cada etapa vencida. Como boa mineira que sou, não perco a oportunidade de colocar a mochila nas costas para desbravar uma trilha. Se Minas já é um paraíso para os amantes de trekking, imagina minha felicidade ao chegar ao Nepal, um dos destinos mais procurados do mundo entre os que compartilham do mesmo vício (digo, paixão). Oito entre os dez picos mais altos do planeta estão nesse país minúsculo, espremido entre as gigantes Índia e China. Entre eles, o famoso e aclamado Eve-

rest, com seus 8.848 m de altitude. Apesar de aparentemente intimidador, o Nepal oferece dezenas de circuitos diferentes com os mais variados níveis de dificuldade, tempo de duração e custo. Resumindo: não precisa ser um escalador profissional ou ter os melhores equipamentos do mundo para ver o Himalaia de perto. O destino pode entrar na lista de desejos de qualquer viajante. Algumas coisas, porém, são certas: todas as trilhas exigem uma permissão es-

pecial que deve ser providenciada com antecedência em Katmandu ou Pokhara (os valores variam de acordo com o circuito escolhido, partindo de US$ 40 por pessoa e podendo chegar a US$ 500 por pessoa). Além disso, qualquer turista está sujeito ao “mal da altitude”, já que praticamente todos os percursos terão etapas que superam os 3.000 m de elevação. Os meses mais movimentados são setembro e outubro, mas não se assuste com o período de monções (chuvas). Você pode se surpreender com a beleza da vegetação e ainda terá a vantagem de ter as trilhas praticamente vazias.

W Paula Takahashi é jornalista e desde

fevereiro de 2018 está viajando pela Ásia. Já passou pela China, Japão, Butão, Tibet e agora está no Nepal. Sua saga (sem data para acabar) pode ser acompanhada no Instagram @paulatakahashi.

Descanso e boa culinária em Pokhara. Conhecida por ser o ponto de partida e chegada de várias trilhas populares como Annapurna Base Camp (ABC), Pokhara fica à beira de um lago e oferece várias opções de atividades. Tem desde caiaque e paragliding, passando por um nascer do sol de tirar o fôlego até versões mais curtas de trekking, culinária internacional, vida noturna e várias opções de massagens relaxantes.

Circuit Trek (ACT) e Base Camp (ABC). Optei pela primeira, pela variedade de atrações ao longo do caminho e pelo desafio de atravessar a passagem entre montanhas mais alta do mundo: Thorong La Pass, a 5.416 m de altitude. O desafio de respirar, a dor de cabeça e o peso da mochila foram extremamente desgastantes, mas todo o esforço é recompensado.

Upper Mustang - Nepal mais próximo do Tibet. Juntamente com Manaslu, é uma das trilhas mais restritas do Nepal. O circuito pode ser realizado em dez dias e exige uma permissão especial que custará salgados US$ 500 por pessoa. Aberto aos turistas em 1992, o trajeto percorre vilarejos que mantêm vivas tradições trazidas para a região que hoje é conhecida como “pequeno Tibet”, tamanha a proximidade com a região dominada pela China desde 1959.

Um povo apaixonante. Independentemente da trilha escolhida, um dos pontos altos de qualquer trekking no Nepal é o contato com os moradores locais. Entender suas origens, hábitos e tradições enriquece qualquer experiência. Observar suas roupas, a forma como carregam as crianças e qualquer outra carga, a força física e espiritual que possuem é um aprendizado a cada nova parada.

Tradição que cabe no bolso em Kagbeni. Se seu orçamento não permitir um trekking tão caro quanto Upper Mustang, ainda é possível ter um gostinho da região visitando Kagbeni, a porta de entrada do circuito. A cidadezinha pode ser explorada em um dia e tem todas as características dos demais vilarejos encontrados ao longo do caminho. Destaque para o monastério do século XV com suas imponentes paredes vermelhas.

W Escolha um destino, mande suas fotos e dê suas dicas de viagem para outros leitores, enviando um breve relato neste formato para o e-mail paulocampos@otempo.com.br ou shirley.silva@otempo.com.br


HARLEY-DAVIDSON/DIVULGAÇÃO

CHEVROLET/DIVULGAÇÃO

W Moto. Conheça a Harley-Davidson Livewire, primeira moto elétrica da marca que será lançada oficialmente em 2019. Páginas 22 e 23 WAvaliação. Testamos o Tracker Midnight; SUV agrada pelo bom nível de equipamentos. Páginas 16 e 17

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RENAULT/DIVULGAÇÃO

BELO HORIZONTE Sábado 1/12/2018

pampulha

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Hora do check-up Tradicional revisão de férias pode detectar problemas que comprometem o desempenho e segurança do automóvel; confira dicas para viajar tranquilo, sem ter surpresas desagradáveis. Páginas 18 e 19


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interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br

Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.

Raimundo Couto

Do céu ao inferno RAIMUNDO COUTO

“Cão danado, todos a ele”, esse provérbio português seria bem apropriado para definir a situação em que se encontra hoje o outrora todo-poderoso executivo da indústria automobilística mundial, Carlos Ghosn, de 64 anos. Nascido em Porto Velho, Rondônia, com ascendência libanesa e cidadania francesa, Ghosn chegou até a ser cogitado como potencial candidato a presidente do Líbano, mas acabou descartando a possibilidade porque já tinha “muitos empregos”. E tinha mesmo. Comandava a aliança que uniu interesses industriais e comerciais da francesa Renault e da japonesa Nissan, além de ter incorporado, há cerca de dois anos, a Mitsubishi, outra montadora com origem no Japão. Ghosn se formou em

engenharia pela Escola Politécnica e pela Escola de Minas de Paris e iniciou sua carreira na Michelin – ocupando cargos na França e no Brasil. Na sequência, foi para a Renault. Ele se juntou à Nissan em 1999, depois que a marca francesa comprou uma participação na montadora nipônica, tornando-se o principal executivo da aliança em 2001. Do céu ao inferno, vivendo mais no avião particular e rodando o mundo para acompanhar os resultados das muitas companhias que estavam sob sua responsabilidade, o executivo brasileiro foi detido neste mês, em Tóquio, no Japão, por suspeita de fraude fiscal. A Nissan afirmou que a prisão foi resultado de uma investigação interna por vários meses, e que descobriu que ele, por anos, declarava rendimentos menores às autoridades

japonesas do que realmente auferia. Até hoje, na história da industrial mundial, não houve ninguém, sem ser ligado a uma família de fundadores, tão importante, reconhecido e com tanto poder de decisão quanto Ghosn. Sua fama se fez no começo dos anos 2000, após salvar a japonesa Nissan da bancarrota, demitir milhares de funcionários, fechar fábricas e, mesmo assim, seguir sendo admirado pelos japoneses. A idolatria por ele chegou a um ponto tal que, em uma pesquisa de opinião realizada em 2011, perguntaram aos japoneses quem eles gostariam que governasse o país. Ghosn ficou em sétimo lugar, na frente do então presidente dos EUA, Barack Obama (em nono). Tanto poder concentrado nas mãos de uma só pessoa pode ter sido o motivo para que fosse tão investigado

A saída de Ghosn levanta dúvidas sobre o futuro da aliança que ele mesmo moldou e consolidou até o momento em que decidiu deixar o comando em 2017, cargo que retomou pouco tempo depois e ocupava até sua prisão.

WAltas Rodas A Bamaq Automóveis, concessionária exclusiva Mercedes-Benz em Belo Horizonte, recebeu, na manhã do último sábado (24), clientes e a imprensa especializada para conhecer as novidades da linha 2019 do carro-chefe da marca alemã, a Mercedes Classe C. Entre os destaques, as alterações do modelo se concentram na dianteira e no interior, que ficou

ainda mais sofisticado e conectado, oferecendo maior interatividade. Na parte mecânica, o renovado sedã da estrela de três pontas traz o inédito motor 1.5 turbo EQ Boost, com tecnologia híbrida. Ele rende até 183 cv e 28,5 kgfm de torque. O novo 1.5 está combinado com os 14 cv e os 16,3 kgfm de torque do motor elétrico. O preço sugerido é de R$ 228,9 mil.

Brasileiro Carlos Ghosn segue preso no Japão por fraude fiscal com uma finalidade bem-definida. Uma vez descoberto algo contra sua reputação, seria acusado. E foi o que aconteceu. O executivo estrangeiro, que gozava de status de “astro do mundo corporativo” no Japão, está preso e já foi destituído do comando da Nissan e da Mitsubishi. A Renault o mantém no mesmo cargo, mas a operação é dirigida por um conselho formado com a finalidade de tomar resoluções

até que seja esclarecido o melindroso assunto. As ações da Renault despencaram 11% na Bolsa de Paris, ficando entre as mais desvalorizadas da Europa. Na Alemanha, os papéis da Nissan caíram 10%. A imprensa japonesa afirma que Ghosn teria embolsado R$ 333,7 milhões de compensação de horas por ano, mas declarou apenas metade disso, algo como R$ 167 milhões, por vários anos.

FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

A grande estrela do evento: Mercedes Classe C200 EQ Boost

Diretor do Grupo Bamaq, Clemente Faria Júnior, e Max Rodrigues

Raquel Mattar de Faria com seu filho Clemente Faria Neto

José Marcio (cliente) com Henrique Maia (consultor Bamaq)

Lislie Matoso veio conhecer de perto a nova máquina

Guilherme e Luiza Oliveira, Alisson Sena e Andrezza Oliveira

Equipe Bamaq reunida durante o lançamento do sedã

O jornalista Raimundo Couto com Clemente Faria Júnior


super motor

15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de dezembro de 2018

MOBILITY & SHOW MINAS/DIVULGAÇÃO

Mercado

O que é?

Segmento em plena ascensão

Versão PcD. De três anos para cá, as montadoras começaram a lançar no Brasil versões de veículos com câmbio automático, de até R$ 70 mil, voltado para pessoas com deficiência ou parentes que possam ser motorista dela. Hoje, há modelos PcD para todos os gostos: hatch, sedãs, minivan, SUVs, etc.

Empresas adaptadoras de veículos exibiram seus produtos na feira

Feira de tecnologia voltada a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em BH evidencia a procura em alta pelos veículos PcD Igor Veiga Belo Horizonte recebeu no último fim de semana a Mobility & Show Minas 2018, uma das maiores feiras de tecnologia e inovação para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida do país. Durante os três dias do evento realizado no Minas Shopping, na região Leste da capital, mais de 2.000 pessoas puderam conhecer, por exemplo, os óculos que leem textos para pessoas com deficiência visuais ou baixa visão e reconhecem rostos.

Várias montadoras e marcas adaptadoras de veículos participaram da feira oferecendo test-drive em veículos adaptados, além de modelos zero quilômetro em versão para Pessoa com Deficiência (PcD), o segmento automotivo que mais cresce no Brasil nos últimos três anos. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva (Abridef), só nos primeiros dez meses de 2018, a venda de veículos PcD atingiu a marca de 180 mil unidades, número que se aproxi-

ma de todo o volume de automóveis PcD comercializados no ano passado (187 mil carros). De janeiro a outubro deste ano, o volume de vendas já é 35% maior que o registrado em 2016.

Objetivo alcançado “Nossa proposta era ter um evento completo, com atrações, serviços, oportunidades e tecnologias para oferecer melhor qualidade de vida para as pessoas com algum tipo de deficiência. Os

objetivos foram plenamente alcançados. A mobilidade é um grande desafio para as pessoas com deficiência em qualquer cidade, e em Belo Horizonte não é diferente. Minas Gerais tem mais de 5 milhões de pessoas com deficiência. Somente na Grande BH, são mais de 1,2 milhão pessoas com alguma deficiência. É um público carente de informação e que precisa ser visto com atenção”, comemora Rodrigo Rosso, organizador do evento.

O desempenho crescente desse segmento deve-se ao maior conhecimento, pela população, da lei de isenção para pessoas com deficiência, que vigora há mais de 20 anos e que em 2013 foi estendida a familiares das pessoas que não podem dirigir (com deficiência visual, mental, intelectual ou física grave), além de quem tem mobilidade reduzida em graus elevados, como: tendinite crônica e problemas graves na coluna, quadril, joelho e outros.

Isenções fiscais. Para atender a legislação vigente, o preço do veículo PcD não pode custar mais de R$ 70 mil. Neste novo nicho do mercado, o automóvel zero quilômetro conta com benefícios fiscais garantidos por lei às pessoas com deficiência. Há isenção dos seguintes impostos: IPI, IPVA, IOF e ICMS. Têm o básico. Por serem mais baratos, os veículos PcD saem de fábrica menos equipados. No entanto, itens como ar, direção e vidros elétricos costumam ser de série nas versões deste segmento.


W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de dezembro de 2018

Volkswagen

Novo SUV Tarek surge na China A Volkswagen está exibindo o SUV médio Tarek no Salão de Guangzhou, na China. Fabricado sobre a plataforma MQB, ele será vendido no Brasil em 2020, com produção na Argentina. O Volkswagen Tarek mede 4,45 m de comprimento, 1,84 m de largura, 1,63 m de altura e 2,69 m de entreeixos. Na gama da montadora, ele vai ficar posicionado entre o T-Cross, que chega às lojas brasileiras em maio, e o Tiguan, na faixa entre R$ 100 mil e R$ 130 mil. VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO

Fiat Strada

Novo pacote de acessórios

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Avaliação

R$

Tracker segue

105.690 Chevrolet Tracker Midnight

o dress code esporte fino Edição especial Midnight do SUV compacto da Chevrolet Tracker ganha ar de exclusividade pelos detalhes e as tecnologias presentes Auto Press Qualquer marca que enxergue potencial de crescimento nas vendas de algum modelo costuma adotar uma estratégia para atingir esse objetivo: ampliar suas opções de versões. Algumas vezes, isso acontece com edições especiais, que podem se manter por muito tempo no catálogo ou ter uma produção limitada a determinada quantidade. A Chevrolet não chegou a definir por qual pe-

ríodo sua variante Midnight ficará disponível na linha Tracker. Mas sabe que a ideia de exclusividade garantida pela configuração pode fazer com que o modelo ultrapasse a atual média de 2.200 emplacamentos mensais do SUV compacto. O Tracker Midnight é caracterizado externamente pela carroceria em preto metálico, e pela ausência de cromados nas maçanetas e no friso da tampa traseira. A versão traz ainda faróis com máscara negra com assinatu-

ra em LED e rodas de alumínio escurecidas de 18 polegadas, com um desenho exclusivo para a série. Completando o toque “malvado” do conjunto estético, a logo da Chevrolet troca o tradicional dourado por um fundo preto, além de grafar o nome da edição na base da tampa do porta-malas. Por dentro, no entanto, as mudanças são mínimas. Predominam os tons escuros no revestimento dos bancos, volante, portas e painel e detalhes do console central e das molduras do ar-condicionado e do multimídia são em plástico brilhante.

Quase top de linha A base do Tracker Midnight é a versão top Premier. Itens como controle eletrônico de estabilidade e de tra-

ção, assistente de partida em rampa, sensor de ponto cego e câmara de ré com alerta de movimentação traseira estão no pacote. Ficam de fora airbags laterais e de cortina, alerta de colisão frontal e de aviso de saída de faixa. Em relação ao comportamento dinâmico, nada muda. O modelo só tem um trem de força disponível, composto pelo motor 1.4 turbo flex de até 153 cv de potência e 24,5 kgfm de torque, gerenciado pela transmissão automática de seis marchas. Para melhorar o consumo, há sistema startstop do motor. A central multimídia também é igual à da variante mais cara, com tela sensível ao toque e compatibilidade com Android Auto e Apple CarPlay.

A Fiat Strada tem novidades em sua linha 2019. A picape compacta, em sua versão top Adventure 1.8, passa a contar com o pacote de acessórios Cross Road, com peças desenvolvidas pela Mopar. Outra novidade é a versão Freedom 1.4 Cabine Dupla. Ela incorpora central multimídia com tela de 6,2 polegadas, DVD, GPS, câmera de ré, rodas de liga leve aro 14, faróis de neblina, capota marítima. Além disso, tem rádio com entrada USB, volante em couro com comando do rádio e retrovisores com ajuste elétrico.

Honda

Elétrico de baixo custo nos planos A Honda quer estender para os mercados emergentes seus planos de eletrificação da gama, já em andamento nos mercados mais ricos. De acordo com o portal indiano The Economic Times, a montadora japonesa já está investindo em projetos de modelos elétricos de baixo custo (a Índia deve ser o primeiro grande mercado a receber esses modelos). A expectativa é que o lançamento ocorra em meados de 2024.

Versão especial do modelo vem com controle eletrônico de estabilidade

Visual escurecido com detalhes cromados é o diferencial da versão especial

Espírito de carro esportivo O grande diferencial da versão Midnight na linha Tracker é mesmo o visual. O modelo, que passou por uma reestilização há cerca de dois anos, ganha acabamentos escurecidos no exterior que beneficiam itens como as rodas, por exemplo, além da carroceria em preto metálico na edição especial. E, é inegável, as mudanças fazem com que o utilitário-esportivo chame bem mais atenção nas

ruas do que nas variantes menos ousadas. A cabine já não se destaca tanto. Com raríssimas exceções, um SUV compacto é construído na mesma plataforma das versões hatch e sedã dos compactos da fabricante, mas custam muito próximo dos modelos médios. Na Chevrolet, por exemplo, a sensação que se tem ao entrar em um Tracker, mesmo em uma configuração

que custa mais de R$ 100 mil, é a de se estar no habitáculo de um Onix ou um Cobalt. Há bons porta-nichos, mas o porta-malas também pode desanimar quem pretende viajar em família ou carregar objetos mais volumosos, com seus inexpressivos 306 L de capacidade. É em movimento, porém, que o SUV compacto se dá melhor. O propulsor 1.4 turbo de 153 cv garante bom vi-

gor. Como o torque máximo aparece já nos 2.000 giros, o Tracker esbanja fôlego para boas arrancadas, retomadas e ultrapassagens com uma facilidade que impressiona. A transmissão automática de seis velocidades trabalha em boa sintonia com o motor, esticando um pouco as marchas quando se pede mais desempenho ou reduzindo-as para ultrapassagens e retomadas. (AP)

Ficha técnica Potência máxima. 153/150 cv a 5.200/5.600 rpm com etanol/gasolina Torque máximo. 24,5/24 kgfm a 2.000/2.100 rpm com etanol/gasolina Câmbio. Automático de seis velocidades Peso. 1.413 kg Porta-malas. 306 L


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FOTOS MÁRCIO MAIO/CZN

EcoSport e Creta são os maiores rivais O preço do Tracker Midnight não chega a ser muito convidativo: é de R$ 105.690 na tabela da marca. A versão tem dois rivais fortes. Um é o Ford EcoSport 2.0 de 176 cv e câmbio automático de seis marchas, que parte de R$ 100.590 na variante Titanium ou de R$ 105.290 na Storm, com tração integral nas quatro rodas. Outro é o Hyundai Cre-

O Tracker faz média de 7,3/8,2 km/L com etanol na cidade/estrada e 10,6/11,7 km/L com gasolina, nas mesmas condições

O interior do Tracker é bem parecido ao do Onix e do Prisma; versão traz bancos em couro

Rodas pretas de alumínio de 18 polegadas se destacam quando o carro é visto lateralmente

ta Prestige 2.0, que parte de R$ R$ 103.990 e é tão bem equipado quando o Tracker, só que mais espaçoso – é construído na plataforma do médio Elantra – e, por outro lado, sem teto solar. Além do Tracker, o Peugeot 2008 é o único no segmento com motor turbo a gasolina, mas tem apenas câmbio manual. (AP)

SUV utiliza o mesmo motor 1.4 turbo de 153 cv do sedã Cruze


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Premiação (I)

Virtus é o “Carro do Ano 2019” O grande vencedor do prêmio “Carro do Ano 2019” foi o sedã compacto Virtus, que levou para o QG da Volkswagen, em São Bernardo do Campo, interior de São Paulo, o tão desejado troféu. A versão três volumes do VW Polo enfrentou na acirrada disputa os seguintes modelos: Chery Tiggo 2, Fiat Cronos, Toyota Yaris e Citroën C4 Cactus.

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Serviço

Caia na estrada sem vacilar na manutenção Viagem de férias demanda uma boa revisão preventiva para evitar acidentes ou ficar parado no meio do caminho à espera do reboque

VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO

Igor Veiga

Premiação (II)

Um dos mais tradicionais A festa que marcou a entrega dos troféus aos vencedores do “Carro do Ano” foi realizada na noite da última segunda-feira (26), em São Paulo. O evento é uma promoção da revista Auto Esporte e é realizado há 52 anos. A mais tradicional em seu gênero, a iniciativa da Editora Globo é também uma das mais respeitadas e cobiçadas pelos fabricantes. O título tem grande representatividade no mercado e o vencedor colhe os frutos durante todo o ano seguinte por meio de campanhas publicitárias que enaltecem as qualidades do modelo premiado.

Tecnologia

Fiat lança 1ª revenda digital A Fiat já está operando a primeira concessionária digital da marca no país. Localizada na avenida Pacaembu, em São Paulo. Na loja-conceito de 300 m², há três carros em exposição – os modelos Fiat Toro, Argo e Cronos. As informações sobre cada modelo podem ser obtidas por meio de um totem digital ao lado do veículo. Configurado e escolhido o modelo, o cliente pode fazer um test drive acompanhado de um consultor de vendas.

As festas de fim de ano e as férias de verão estão chegando, e é neste período que muitas famílias escolhem viajar, seja para descansar ou para rever os parentes. No entanto, quem for cair na estrada de carro não pode esquecer que fazer a revisão do automóvel é sempre uma medida essencial. De acordo com a Polícia Federal Rodoviária (PRF), o período entre o mês de de-

zembro e o Carnaval é a época do ano em que são registrados os maiores índices de acidentes nas rodovias do país, e muitos deles podem ser evitados com uma boa manutenção preventiva. Desgaste dos pneus, calibragem, balanceamento e alinhamento, luzes do farol e dos freios, além de níveis de água do radiador e dos limpadores, podem ser conferidos pelo próprio motorista. Mesmo assim, isso é só o básico e está longe de ser o bastante. Afinal,

uma série de problemas no carro podem estar bem longe dos olhos do dono. Por isso, para garantir uma viagem segura e sem dor de cabeça, só mesmo levando o veículo até uma concessionária ou oficina mecânica de confiança para um diagnóstico completo.

Checagem completa Diferente do trânsito urbano do dia a dia, as estradas exigem muito mais performance e equilíbrio do veículo, já que há a necessidade de manter uma velocidade maior por mais tempo, além de possuírem trechos malconservados, que podem danificar a suspensão, por exemplo. Rangidos, batidas secas ou ruídos que se asseme-

lham a algo frouxo indicam problemas no sistema. Além disso, itens como correia dentada do motor, filtro de combustível, velas e a parte elétrica do veículo são de checagem e diagnóstico difícil, por isso é melhor deixar nas mãos dos profissionais especializados no assunto. “Daí a importância da revisão adequada para não colocar sua vida, a da sua família e dos demais motoristas em perigo. Por isso, o check-list da revisão deve ir sempre além dos componentes básicos e, obrigatoriamente, precisa incluir itens como os freios e o sistema de suspensão”, reforça Fábio Silva, coordenador técnico da empresa Total Lubrificantes. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO / ILUSTRAÇÃO: HÉLVIO

O QUE É IMPORTANTE LEVAR EM CONTA? Confira dicas sobre o que verificar antes de cair na estrada com seu veículo:

Bateria Sua vida útil, bem como todo o sistema elétrico do carro, deve estar em ordem. A manutenção por meio de revisões regulares e testes de desempenho garante seu funcionamento e evita surpresas desagradáveis na hora de dar a partida, por exemplo.

Freios São, obviamente, componentes que precisam de uma atenção redobrada do condutor. Durante uma revisão, pode-se obter um diagnóstico do estado real das pastilhas e dos discos de freio, além das lonas nas rodas traseiras.

Palhetas do para-brisas A época é de chuva no Sudeste do país e elas devem ser testadas acionando o esguicho. Caso chova na estrada, o bom funcionamento desse item de segurança é imprescindível. Riscos de água no vidro após acionar o limpador ou estalos, são sinais de que as palhetas precisam ser trocadas.

Lâmpadas

Além de evitar as multas, checar se as luzes do carro estão todas funcionando e reguladas ajuda a não comprometer o campo de visão do motorista, sem atrapalhar os condutores quem vêm no sentido contrário.

Oficina de confiança Seja na concessionária ou na oficina do bairro, é importante revisar seu veículo em um local de confiança, com profissionais capacitados e que não pressionem a troca desnecessária de itens. Desconfie sempre de revisões com preço muito abaixo do cobrado pelo mercado.

Arrefecimento Os problemas de superaquecimento são os que mais deixam motoristas no meio da estrada? Seu mecânico deve checar e conferir mangueiras, a situação da água do radiador, os interruptores, as válvulas e a bomba-d’água.

Itens de segurança Antes da viagem, não se esqueça de conferir se o triângulo, a chave de roda e o macaco dentro do carro estão funcionando corretamente. O extintor de incêndio também precisa estar na parte da frente do carro e dentro do prazo de validade.

Suspensão É importante observar com atenção se existem vibrações ao volante. Nesse caso, pode ser que uma roda esteja desbalanceada ou com a direção desalinhada. Atente-se também ao pneu cantando, que pode indicar desalinhamento.

Pneus É importante verificar as condições dos pneus e do estepe periodicamente. Antes de cair na estrada, é importante não esquecer de calibrá-los corretamente, inclusive o estepe.


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19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de dezembro de 2018

FORD/DIVULGAÇÃO

Apesar de simples, troca de óleo é coisa séria Apesar de ser um procedimento aparentemente simples, uma troca de óleo inadequada pode causar aumento no consumo de combustível e até fundir o motor do carro, dependendo do erro cometido. Por isso, é interessante também não fazer o serviço em qualquer lugar. Pode ser o “barato que sai caro”. “A lubrificação correta aumentará o desempenho e a vida útil do motor, evitando consertos indesejáveis, prejuízos e aborrecimentos

ao condutor”, salienta Lucio Guedes, gerente executivo da Zip Lube. De acordo com Guedes, é imprescindível trocar o óleo na quilometragem ou no prazo corretos e com o tipo de óleo adequado para cada motor, observando a viscosidade e a classificação apropriadas e especificadas no manual do veículo. Outro ponto importante é que o filtro de óleo deve ser trocado simultaneamente. (IV) PEDRO SILVEIRA - 08.04.2008

Lojas costumam oferecer descontos e pacote de serviços nesta época do ano para as revisões de férias Troca inadequada pode aumentar consumo e até fundir o motor SAMUEL AGUIAR - 31.08.2012

Pastilhas de freio ‘avisam’ quando estão perto do fim Responsáveis pela diminuição da velocidade do carro, as pastilhas de freio não possuem uma periodicidade determinada para troca, mas, ao realizar a revisão, é importante garantir que estejam em perfeito estado. Além do suporte de um profissional, é possível perceber o desgaste da peça por meio de alguns indícios – pisar no freio e ouvir um barulho parecendo de ferro como ferro ou um ruído estridente, por exemplo, são dois indicadores clássicos de que elas já estão passando da hora de serem substituídas. Há também diferenças no tempo de uso das pastilhas entre os motoristas que utilizam muito o carro

em engarrafamentos e cruzando com semáforos, pois nesses casos elas tendem a ter um desgaste mais rápido. Outro ponto importante é que, dependendo do modelo do carro, as pastilhas podem estar presentes nas quatro rodas ou em apenas duas. Entender os sinais do veículo e realizar as revisões em dia são as melhores formas de o condutor conhecer melhor seu automóvel e zelar por sua segurança.

Efeito elástico É necessário também observar o desempenho do carro após a troca das pastilhas. Segundo Marcos Iombriller, gerente dos centros automotivos da Porto Seguro, nos primeiros 300

km, o motorista deve ficar atento ao pisar no pedal do freio, porque ele vai se apresentar elástico e parar o carro por completo pode levar mais tempo do que antes. A dica geral é revisar o sistema de freios, no máximo, a cada 10 mil quilômetros, bem como o fluido do freio, mas sempre por profissionais gabaritados neste tipo de serviço e não no posto da esquina de casa ou a caminho do trabalho. E atenção ao combustível: evite rodar com o veículo próximo da reserva, mantenha pelo menos a metade da capacidade do tanque e, sempre que possível, abasteça para misturar o combustível novo com o antigo. (IV)

Fique atento Se antecipe. Não deixe para levar o carro para a revisão muito próximo da data da viagem, pois, se houver necessidade de substituição de alguma peça, muitas vezes é impossível fazer isso de um dia para o outro. Cintos traseiros. Os cintos de segurança também devem ser testados, principalmente os traseiros – que costumam ser pouco usados no dia a dia, mas que têm uso obrigatório em todas as vias. Pneus novos. Se a grana estiver curta e você optar por não trocar os quatro pneus, para maior segurança, o ideal é que os mais novos sejam sempre montados no eixo traseiro.

Alinhamento e balanceamento não devem ficar de fora da revisão


W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de dezembro de 2018

Na tomada

Mercedes inicia testes do eActros A operadora logística Meyer-Logistik e a cadeia de supermercados Edeka, ambas da Alemanha, são dois clientes da Mercedes-Benz Trucks a receberem o eActros, a versão 100% elétrica do pesado para testes em condições reais de operação. Por um ano, as empresas avaliarão o desempenho dos veículos em ruas e estradas das regiões de Hamburgo e Berlim. Os modelos, com capacidade para 25 t, foram equipados com baús refrigerados para serem colocados em rotas de distribuição de alimentos frescos, sensíveis à temperatura. MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO

Emissões

Euro 6 já tem data para estrear O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) publicou na última semana a Resolução 490, que estabelece a nova fase do Proconve P8, o Programa de Controle de Emissões Veiculares, que se baseia na norma europeia Euro 6. Caminhões e ônibus fabricados no Brasil a partir de janeiro de 2023 deverão contar com a tecnológica de emissão. O Euro 6 é cerca de 80% menos poluente que o padrão de emissões Euro 5, que é adotado atualmente no Brasil. Desde 2013, o Euro 6 é obrigatório na Europa. A norma Euro 5 passou a vigorar no Brasil em 2012.

super motor Transporte

Um quarto de século na pista Série especial Volvo FH 25 anos chega ao Brasil; edição comemorativa do líder de vendas da marca sueca no país celebra as inovações do produto ao longo do tempo Igor Veiga A Volvo acaba de lançar no mercado brasileiro a série comemorativa FH 25 anos. Com 1 milhão de unidades produzidas em todo o mundo – 130 mil só na América Latina – o Volvo FH é o líder de vendas da marca sueca no país. Com design exclusivo, diversos itens de conforto e muita segurança, a edição comemorativa é uma síntese de tudo o que o FH representa para o mercado brasileiro de transportes. “No Brasil, é uma série bem limitada, com poucas unidades. Nossa intenção é prestar uma homenagem aos clientes que fizeram do FH um diferencial em suas frotas, sempre buscando o que há de melhor em tecnologia, segurança e imagem”, afirma Alcides Cavalcanti, gerente comercial de caminhões da Volvo. A edição comemorativa tem um visual

Ficha técnica Motor. 12.8 L, seis cilindros, diesel, padrão Euro 6 Potência máxima. 540 cv entre 1.450 a 1.900 rpm Torque máximo. 265 kgfm entre 1.050 a 1.450 rpm Câmbio. Automatizado de 12 marchas

te também para o visual externo dos veículos. Ainda na parte externa, destaques decorativos em prata, cinza e laranja caracterizam a série especial, identificada também por faixas que formam o número “25”. Esses elementos combinam ainda efeitos 3D com sombras, numa referência ao design típico do início dos anos 90.

Interior diferenciado Distância entre-eixos. 3,7 m

marcante, na cor vermelho perolizado, numa referência às primeiras unidades do modelo, que chegaram ao Brasil no fim de 1993, ainda importadas da Suécia, onde fica a matriz da Volvo. Defletores laterais, de teto e saias laterais ajudam na aerodinâmica e na economia de combustível, com resultado marcan-

Por dentro, detalhes na cor laranja estão presente em cintos de segurança, cortinas, tapetes e decalques refletivos nas portas. Os bancos combinam tecido e couro, conciliando design e conforto. Completam o pacote interno o volante com acabamento em couro, multimídia com tela touch screen de sete polegadas, câmera de ré, escotilha superior com acionamento elétrico e geladeira.

Segurança avançada Fazendo jus ao legado de segurança do Volvo FH, os veículos da série comemorativa trazem equipamentos avançados. A Série 25 anos do caminhão traz controle eletrônico de estabilidade, sensor de mudança de faixa, sensor de pon-

to cego, piloto automático inteligente (com sistema anticolisão), sensor de chuva, freios eletrônicos a disco além de airbag e freios ABS. A nova série especial está disponível nas versões 6x2 com motor de 460 cv ou com motor de 540 cv.

Os bancos combinam tecido e couro, que também está presente no acabamento do volante

Defletores laterais e de teto ajudam na aerodinâmica do pesado


super motor

21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de dezembro de 2018

FOTOS VOLVO/DIVULGAÇÃO

Linha do tempo revela inovações Desde que chegou ao mercado, em 1993, a segurança sempre foi destaque no Volvo FH. A geração introduzida em 2010 excedeu todos os limites ao apresentar tecnologias que até hoje não são encontradas em boa parte dos outros veículos de carga. Era a primeira vez que um caminhão oferecia sistema de controle eletrônico

de estabilidade (ESP), que ajuda a evitar a perda de controle em curvas acentuadas e pisos escorregadios. Três anos mais tarde, em 2013, a Volvo decidiu importar para o Brasil o FH16. Com motor de 750 cv, era o caminhão mais potente do mundo, com configuração que lhe permite tracionar cargas de até 250

t. Hoje, várias unidades rodam pelo país ajudando principalmente no transporte para grandes obras. Uma das operações mais impressionantes realizadas pelo modelo foi o carregamento de rotores da hidrelétrica de Belo Monte, puxadas por três FHs 750 atrelados a uma composição de 36 linhas de eixo. (IV)

Cor vermelho perolizado é uma referência aos primeiros FH importados da Suécia para o Brasil, em 1993

Efeitos 3D com sombra nas faixas laterais é uma típica referência ao design dos anos 90


W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de dezembro de 2018

Kawasaki

Nova KX450 chega às lojas A Kawasaki lançou a linha 2019 da KX450. O moto de enduro foi totalmente renovado e chegou às lojas custando R$ 43.990. O novo motor de 449 cm³ adiciona potência e controle, enquanto o novo chassi mais leve e rígido reforça a vocação do modelo para completar voltas ainda mais rápidas. Completando o pacote que já incluía controle de largada e seleção de mapas na ECU (reprogramáveis), a KX450 agora soma à receita de sucesso partida elétrica e embreagem de acionamento hidráulico, além de aprimoramentos na ergonomia, suspensões e freios.

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Moto

Uma nova era para os harleyros Inédita elétrica LiveWire chega às lojas em 2019 para conquistar novo perfil de consumidor para a norte-americana Harley-Davidson Auto Press

e está pronto para ser vendido a partir do ano que vem. O desenho sofreu pouquíssimas alterações em relação ao protótipo mostrado inicialmente, há quatro anos. Pouco se sabe, no entanto, em relação às informações técnicas. Aliás, quase nada. O propulsor elétrico terá quatro modos de atuação, que alterarão seu gerenciamento eletrônico e o controle de tração. Suspensões esportivas assinadas pela japonesa Showa e freios da italiana Brembo também estão entre os itens esperados no modelo, que chegará em breve às concessionárias.

mado, também, a respeito da autonomia da LiveWire. A bateria e o bocal de recarga estão onde normalmente fica o tanque, e é possível recarregar a moto a partir de cabos guardados embaixo do assento. Além disso, a bateria principal terá a assistência de uma secundária, que ficará responsável por alimentar as luzes, o painel de TFT e a buzina. Outro ponto que já é conhecido é que há uma caixa de transmissão para facilitar a pilotagem. O painel digital é colorido e agrega tecnologias de conectividade. Por exemplo, possibilita o emparelhamento de um telefone com a moto via Bluetooth. Na tela, aparecem chamadas, música e informações de mapeamento e diagnóstico da motocicleta. A intenção é aproximar o máximo possível o modelo de um público mais jovem e antenado nessa tendência de unir os gadgets aos veículos.

XRE 300 ganha ABS de série

A Harley-Davidson precisava mesmo de um ponto de virada em sua história. A marca acabou fazendo escolhas no passado que foram potencialmente eliminando modelos voltados para um público mais jovem e manteve sua base de clientes em consumidores mais experientes. Há alguns meses, porém, anunciou novas motocicletas que estão por vir. E que, embora tenham causado polêmica, não deixaram indiferentes as pessoas que acompanham a trajetória da fabricante estadunidense. Um desses modelos, o LiveWire, foi apresentado em sua versão final de produção

A linha 2019 da Honda XRE 300 2019 chega ao mercado com novidades no visual e freios ABS como item de série. O painel de instrumentos digital agora traz informações sobre consumo e autonomia. A iluminação passou a ser inteira em LED, tanto do farol como da lanterna traseira. O modelo perdeu 5,4 kg em relação à XRE 300 2018 e pesa agora 148 kg. O motor é o mesmo monocilíndrico flex, com 291,6 cc, 25,6 cv de potência e 2,8 kgfm de torque quando movido a etanol. A nova Honda XRE 300 tem preço sugerido de R$ 18,2 mil para as cores azul e prata e de R$ 18.690 para a Rally e Adventure.

O modelo será vendido na América do Norte e em parte da Europa a partir de 2019

KAWASAKI/DIVULGAÇÃO

Honda

Puro mistério Até agora, nada foi infor-

A LiveWire foi baseada num protótipo apresentado em 2014


super motor

23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de dezembro de 2018

FOTOS HARLEY-DAVIDSON/DIVULGAÇÃO

Truque para agradar à nova e à velha geração

Nenhum dado técnico sobre a moto foi revelado pela Harley

Segundo a Harley, a LiveWire oferecerá sete modos eletrônicos de pilotagem

Será preciso esperar mais um pouco para que a Harley-Davidson revele outros detalhes técnicos da inédita LiveWire. Se a marca seguir a lógica que aplicou nos primeiros protótipos, apesar de o motor elétrico silencioso, a motocicleta vai produzir um som rascante, bem de acordo com seu aspecto agressivo. Segundo a marca norte-americana, uma engrenagem colocada entre o motor e a correia de transmissão foi projetada para

produzir um som que aumenta em tom e volume com a velocidade, produzindo uma resposta auditiva empolgante à velocidade e à aceleração. Desse jeito, a marca pretende agradar à nova geração de consumidores – loucos por tecnologia – que a fabricante busca conquistar e também aos tradicionais, que estranhariam a ausência de um som que traduza a força do motor. (Igor Veiga com Auto Press)

No lugar do bocal do tanque, está a entrada para as tomadas de reabastecimento da bateria

Apesar de moderna, marca fez questão de manter o farol redondo em sua primeira moto elétrica

Ajuste de carga da mola da suspensão traseira estará disponível no inédito modelo elétrico


W24 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de dezembro de 2018

super motor FOTOS VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO

Curiosidade

Conceito usa as cores verde e amarelo padrão do McDonalds na Holanda

Aumenta a batata? Divisão holandesa da Volks cria o Golf McDrive, o carro dos sonhos dos frequentadores de drive-thrus, dos restaurantes de comida rápida Da redação A divisão holandesa da Volkswagen resolveu colaborar com o Instituto Ronaldo McDonald de uma forma inusitada. Os designers da marca alemã criaram o e-Golf McDrive. Trata-se de um conceito baseado na versão elétrica do hatch especialmente adaptado para comprar lanches no dri-

ve-thru da rede de fastfood. Por dentro, o Golf McDrive traz elementos em madeira e couro caramelo tal como a mobília padrão dos restaurantes do McDonalds. A central multimídia é programada para reproduzir sons típicos da rede de fast-food ou sons da natureza. A versão especial do carro vem com uma bandeja de madeira acoplável na

porta do motorista, portacopos refrigerado e portaluvas com aquecimento para manter as McFritas quentinhas e crocantes. O console central conta com uma garrafa aquecida para café. Do lado de fora, o modelo exclusivo é pintado na cor verde no tom padrão usada pelo McDonald na Holanda e ainda traz faixas amarelas e o logo do restaurante em destaque.

Vai a leilão Evento beneficente. Para tristeza dos amantes de fast food, o e-Golf McDrive não será produzido em massa. A unidade especial será leiloada pela rede de restaurante no Ronald McDonald Children Gala e o dinheiro será doado ao Instituto Ronald McDonald.

Entre os detalhes está a bandeja de madeira acoplável


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Pampulha - 01 a 07 de dezembro de 2018 by Tecnologia Sempre Editora - Issuu