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TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE SEGURO-VIAGEM ... Páginas 2 a 12
GILBERTO GIL CELEBRA OS 40 ANOS DO CLÁSSICO ‘REFAVELA’ EM BELO HORIZONTE ... Página 13 HENRIQUE ALQUALO/DIVULGAÇÃO
23 a 29 de setembro de 2017 ANO XXVII número 1417 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE FRED MAGNO
A jornalista Daniella Zupo lança neste sábado (23) o livro “Amanhã Hoje É Ontem”, em que faz reflexões sobre o período em que tratou um câncer de mama
CATARSE PELA ESCRITA O enfrentamento de um câncer, um diagnóstico de autismo ou a alegria de um processo de adoção: dividir este tipo de vivência através de livros ajuda tanto quem escreve quanto quem lê
opinião
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 23 a 29 de setembro de 2017
VITTORIO MEDIOLI
A SEMANA “Poderíamos resolver tudo com 1.500 hospitais (...) Por que não fechamos hospitais? Por uma questão política. É difícil fechar um hospital”
Editorial
Ricardo Barros, ministro da Saúde. Em entrevista à revista “Exame”, ele afirmou que o país tem excesso de hospitais. São 7.500 para atender uma população de 207,7 milhões de pessoas
O Grande Irmão m ser humano pertence a uma família, a um povo, a uma raça; sua atuação neste mundo depende diretamente da filiação a tal conjunto. Também seu caráter está umbilicalmente relacionado a isso. Existe um destino de família, tribo e assim por diante, como existe um caráter de família, de tribo, de nação, que unem e formam uma “alma grupal”, uma entidade invisível, mas perceptível, que determina o destino de imensos contingentes humanos. Para o indivíduo limitado a seus sentidos mais grosseiros, esses conceitos não chegam ao nível de percepção consciente, permanecem como “ideias inúteis”, abstrusas e incômodas. As sutilezas não se ensinam nas escolas, elas aparecem no decorrer de um extenso período de disciplina física e moral, que permite desvencilhar-se do nível egoístico e animalesco. Não se pode desistir ante os fracassos incontáveis, é preciso perseverar e afinar o ouvido à voz da consciência ou do silêncio que deixa ouvir a sabedoria. Abster-se de cálculos egoístas, falsidades, simulações, deslealdades que ofuscam e impedem o chegar das forças positivas que movem o reino de Deus. O estudioso do lado oculto aprende a conhecer mundos superiores, dos quais as personalidades individuais são os membros, tanto quanto braços, pernas e cabeça são membros do ser humano. E na vida de uma família, de um povo ou de uma raça também atuam, além das pessoas individuais, as autênticas almas das famílias, dos
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povos, os espíritos de raça. Em certo sentido os indivíduos são apenas órgãos executores das almas das famílias e dos povos. Podemos sentir que a alma de um povo se serve das almas de indivíduos escolhidos, pertencentes a ele, para levar a cabo seus trabalhos. Os heróis são a representação material desses escolhidos pela alma maior. A percepção da alma de um grupo se oblitera no rasteiro plano da nossa vida dos
Não se pode desistir ante os fracassos incontáveis, é preciso perseverar e afinar o ouvido à voz da consciência ou do silêncio que deixa ouvir a sabedoria. sensos humanos. Ela se encontra em nível superior e harmoniza-se com infalível justiça como cupins do mesmo cupinzeiro, como abelhas da mesma colmeia. A partir do momento em que o indivíduo se enxerga como ator desses destinos, amplia extraordinariamente seus horizontes e passa a participar conscientemente do trabalho evolutivo. Aguarda o sinal e o chamado para executar as tarefas dessa inteligência anímica superior. O que importa é se manter na verdade, na lealdade,
suprimindo o egoísmo e procurando a via do serviço. Um indivíduo deve estar à disposição, e não se impor pela vaidade pessoal. Nessa visão, uma eleição é a escolha daquilo que um grupo “mereceu”, e, se merece sofrer para evoluir, a escolha recairá sobre o governante, que executará os castigos necessários. O livre-arbítrio pessoal também entra em jogo e poderá ajudar e se insinuará com justiça, podendo levar o escolhido na cruz entre dois ladrões. O pensador materialista olha com desdém para o pesquisador que investiga o lado espiritual, que se alcança pelo estoicismo. Na tradição de todos os povos e religiões se encontra a figura do “messias”, do “avatar”, do “redentor” como manifestação dessa lei superior, oculta à visão da maioria. Do “ungido”. Nas religiões mais antigas, o Manus era o grande enviado. Para os índios da América do Norte, é Manitu, o Messias judaico, o Mahatma hindu, o Mago, o Moisés, que conduz o povo pelo deserto e entre as águas do mar Vermelho. E “mano” é “irmão”. Por incrível que seja, o Big Brother (Grande Irmão) tem a pretensão de executar a “escolha” desse redentor. Na realidade, a eleição política é mesmo um processo de escolha de um Grande Irmão, dessa figura mítica a serviço da evolução do grupo. Uma “eterna” e mítica personagem enviada que atende a regra do merecimento dos castigos e dos prazeres. Neste momento se consolidam as condições que determinarão os eleitos de 2018, e qualquer boa ação e pensamento fazem bem a esse processo.
vittorio.medioli@otempo.com.br
“Pensando em você hoje, Brasil. Espero que esta errada decisão seja corrigida em breve” Cantora norte-americana Demi Lovato, em reação à decisão do juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho, que abre brecha para que psicólogos ofereçam tratamento para a reversão sexual. Notícia repercutiu mal no país e no mundo. RICH FURY/AFP
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“Silêncio por favor! Não caminhem, não respirem, tentamos ouvir as vozes” Policial mexicano durante buscas de crianças com vida nos escombros de uma escola que desabou no terremoto de terça-feira (19) no México. Tremor de magnitude 7,1 graus deixou pelo menos 273 mortos e um rastro de destruição no país.
“Se shopping fosse bom, o Real Madrid e o Barcelona teriam cinco” Alexandre Kalil, prefeito de BH e ex-presidente do Atlético, em defesa do novo estádio do Galo; projeto foi aprovado esta semana pelo conselho do clube. Agora, Kalil vai enviar um Projeto de lei para a Câmara Municipal. Custo da arena é estimado em R$ 410 milhões, e parte do dinheiro virá da venda parcial do DiamondMall.
“Que merda, dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho” Boris Casoy, apresentador, que esta semana foi condenado a pagar uma indenização de R$ 60 mil ao gari José Domingos de Melo pela frase dita em 2009, em áudio que vazou no “Jornal da Band”, na noite de réveillon
Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
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TESTEMUNHOS> Ao dividir experiências de vida em livros, autores ajudam a si e a quem os lê
Diários compartilhados GUSTAVO ANDRADE/DIVULGAÇÃO
Após um leve titubeio, a pergunta: “E aquele seu problema?”. A jornalista Daniella Zupo sorri, internamente. Sim, ela entende a hesitação do interlocutor – embora não veja problemas em dizer, com todas as letras, a doença que enfrentou: o câncer. “Ainda há muito tabu”, reconhece a moça, que ano passado decidiu compartilhar etapas de seu tratamento disponibilizando, no YouTube, a websérie “Amanhã Hoje é Ontem”, que teve milhares de visualizações. Agora, a empreitada desdobra-se em livro, com o mesmo nome – o lançamento, aliás, acontece neste sábado (23), a partir das 11h, na Livraria Quixote (rua Fernandes Tourinho, 274, Savassi). O conteúdo, porém, é completamente distinto, à exceção de um capítulo que reproduz o primeiro episódio do conteúdo online. “O restante, é um apanhado de textos, em formatos diferentes. Tem um pouco de ensaio, crônica, contos, poesia... Mas todos a partir do mesmo fio condutor, que é meu olhar sobre essa experiência. Na verdade, o vejo como um diário de bordo”. Dividir este tipo de vivência, como se propôs a jornalista, não é de todo incomum a quem passa por situações limítrofes. “Você acorda todo dia, vai ao trabalho, tem seu final de semana... E um belo dia, sua vida muda radicalmente”, diz Daniella. Médica do Hospital da Baleia, também referência no tratamento de câncer, Raquel Vilela endossa a importância desses relatos. “O ser humano cresce a partir da sua experiência e da observação da vivência do outro. Quem vai ao Alcoólicos Anônimos (AA), por exemplo, irá assistir a uma troca de experiências. E, daí, elabora, a partir também de sua vivência, um motivo para parar de beber”, compara. Não só. Ela entende que esse tipo de iniciativa abre horizontes a quem talvez “esteja completamente sem perspectiva”. “Um conforto, o vislumbrar de uma razão para seguir a luta. É como uma bússola. Daí, aliás, o sucesso de biografias ou autobiografias”.
Caio e Cris
Patrícia Cassese
Hora de dividir a experiência em livro, para ajudar outras famílias que enfrentam o câncer
Daniella avalia: “Acho que a força do livro é que ele até se descola um pouco do diagnóstico de câncer, porque, na verdade, o que está ali é uma grande auditoria existencial, que foi o que fiz durante todo esse período. São questões que, na verdade, são essenciais a todos que se interessam por essa jornada de aprofundamento espiritual, racional e emocional”. Imbuída desse espírito de partilha, a jornalista – que encerrou o tratamento em novembro passado – criou o site amanhahojeeontem.com, que entende ser como um memorial, com conteúdo diversifica-
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Na série, a força da imagem acabava conduzindo a narrativa. Acho que com o livro, as pessoas podem construir a sua própria” Daniella Zupo Jornalista
do, de modo a facilitar o acesso de interessados. TODAS AS LETRAS Combater o temor que cerca a menção da doença foi um dos motivos que levaram o jornalista Maurício Lara a lançar, em 2005, “Com Todas as Letras – O Estigma do Câncer Por Quem Enfrentou Esse Inimigo Cruel” (Record). “Escrever me ajudou no processamento da doença (no caso, um câncer de próstata) e acredito que tenha tido uma função importante, inclusive para quem enfrenta outros tipos de câncer, pois a sociedade ainda tem dificuldade em lidar
com a doença, e com o doente”, entende. A tal ponto que, diz ele, muitos seguem se referindo ao câncer como “aquela doença”. “Normalmente, têm dificuldades em abordar o assunto, só falam comigo quando se sentem autorizadas. Ficam tateando”, diz ele, que também ressalta a importância dessa vertente do mercado editorial. “O câncer continua sendo mais mortal do que poderia ser”, diz, referindose à importância do diagnóstico precoce, com o qual a informação pode contribuir. Cris Miranda sabe bem do que Maurício está falan-
do. Até seu filho ter confirmado o diagnóstico de leucemia, a jornalista teve que lidar com uma indicação de antibiótico e mesmo com a especulação de que as manchas roxas que apareceram no menino poderiam ser decorrentes de uma briga. Hoje com 12 anos, Caio acaba de concluir o período “mais pesado” do tratamento – está na chamada “manutenção”. Mais aliviada, Cris resolveu escrever um livro, “Mamãe Coragem”, com previsão de lançamento para novembro. “Acabei conhecendo muitas mães que vêm do interior. Mulheres com três, quatro filhos, e têm que deixá-los para acompanhar o que está em tratamento. Via o sofrimento delas. Enquanto eu voltava para casa ao final das sessões (de quimioterapia), elas iam para as casas de apoio – todas boas, mas, enfim, não eram as suas casas. E não são poucas as que têm que deixar o emprego”, diz Cris. O livro, que terá financiamento coletivo através do site Catarse, irá além das vivências de Caio. E caso arrecade mais do que o valor pensado para o livro, na campanha, ela pensa na compra e doação de poltronas novas à Santa Casa de Misericórdia, para dar mais conforto à espera das mães, posto que algumas sessões de químio ou mesmo os eventuais transplantes de sangue ou plaquetas demandam horas. Quem quiser colaborar para o lançamento do livro, é só acessar o site www.catarse. me/mamaecoragem
FRED MAGNO
DESMISTIFICANDO A RELAÇÃO COM UM ACONTECIMENTO GRAVE POR MEIO DA RESILIÊNCIA E DA SUPERAÇÃO A jornalista Daniela Zuppo conta que o livro “Amanhã Hoje É Ontem”, que lança neste sábado (23), segue a trilha da web-série que lançou no YouTube, que é a de falar da experiência do diagnóstico do câncer através de um olhar mais humanizado, que busca tirar alguma coisa para além até da vivência de superação. Ela lembra que esse potencial de transformação interior – que considera infinito –, vislumbra não só a partir de um diagnóstico de câncer, mas também de outros acontecimentos ditos graves. O curioso é que os textos que compõem o livro precederam a web-série. “Eu poderia até dizer que a web-série nasce do livro, pois, quando recebi o diagnóstico der câncer de mama, fiz o que sabia fazer desde criança: escrever, que foi o que me levou ao jornalismo.
Foi o jeito que encontrei de elaborar o processo”. Daniella, na verdade, não pensava em publicar esses escritos – apenas se preocupou em organizá-los. Foi quando o editor Álvaro Gentil (Ramalhete) levantou a hipótese da publicação. “Para ser sincera, algumas pessoas já me provocavam (quanto a isso), talvez já tivessem detectado esse potencial”. Mesmo assim, ela só resolveu encarar o desafio quando o hospital no qual fez o tratamento, a Oncomed, entrou na empreitada, ao entender que levar a informação inserida nos textos de Daniella a um número maior de pessoas poderia ajudar num ponto que todos os profissionais da saúde entendem como crucial: o diagnóstico precoce. E também no processo de transformação interior citado pela mineira.
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ORIENTAÇÃO> Compartilhar experiências pode dar alento a quem se vê sem perspectivas Embora os livros citados na página anterior tenham como denominador comum o registro de lutas contra o câncer, não são poucos os títulos no mercado que fazem referência a outros tipos de vivências que, ao serem compartilhadas, servem, como apontou a médica Raquel Vilela, de bússola a quem está passando por situações similares. Há pouco mais de dois anos, a decoradora de interiores Odette Castro lançou “Rubi” (Ed. Impressões), no qual fala da síndrome Rubinstein Taybi – doença de origem ainda desconhecida, que pode gerar comprometimento mental, do andar e dificuldade para se alimentar –, com a qual Beatriz, 29, sua filha, foi diagnosticada. “Na verdade, não pensava em escrever um livro, pensava que seria muito criticada”. Mas aconteceu o contrário. “Comecei a receber muitos e-mails de pessoas narrando como tinham sido ajudadas”. O curioso é que as mensagens não vinham só de mães de filhos especiais. “Mas também de pessoas em processo de luto... Ou mesmo pessoas ‘comuns”. Após ler a obra, uma mulher que vivia uma realidade similar à de Odette admitiu a ela que, no passado, havia chegado ao extremo de pedir a Deus que levasse seu filho: “Você me salvou”. Outra senhora, mãe de um menino que tinha sofrido um AVC, disse a Odette: “Todo mundo que está passando por algum sofrimento tinha que ler”. E, na sequência, foi de quarto em quarto, num hospital, mostrar a obra a pacientes. Lançado ano passado, “Diário da Mãe de Alice” (Scrittore), da jornalista mineira Mariana Rosa, é um desdobramento do blog homônimo, no qual ela compartilha o dia a dia da fofa Alice, 4 anos, que, em razão da prematuridade, teve paralisia cerebral e desenvolveu a Síndrome de West, tipo de epilepsia de controle muito específico. Patrícia Cassese
Uma bússola para quem está se sentindo perdido BLOG DIÁRIO DA MÃE DE ALICE/DIVULGAÇÃO
Passado quase um ano, Mariana conta que o livro segue “sua vida própria”. Este ano, para citar um exemplo, a obra a levou a uma roda de conversa em um presídio (o Centro de Referência à Gestante Privada de Liberdade, que acolhe apenas mulheres gestantes ou com filhos até um ano) em Vespasiano. “Elas (as presas) se identificaram com a história, pelos desafios, pelo fato de as coisas não terem saído como planejado... E também pelo desejo de registrarem as próprias histórias”, partilha. Outro momento marcante foi uma outra roda de conversa, esta em um centro de saúde em Campinas. “Conversei com profissionais da saúde, pacientes, psicólogos etc. O tema era a despatologização da vida, e foi maravilhoso”, avalia Mariana, que também recebe muitos e-mails de gratidão. A radialista e youtuber Selma Sueli teve o diagnóstico de autismo apenas aos 53 anos. Semana passada, quase um ano depois, lançou o livro “Minha Vida de Trás Pra Frente” (Ed. Manduruvá), narrando sua experiência antes e depois da diagnose. “Ao escrevêlo, percebi que se esforçar para conseguir extrair o máximo de nossas habilidades, minimizando limitações, é um exercício válido para todos”. INTERCÂMBIO Diagnosticado precocemente, o câncer infantil tem porcentagens de cura bastante elevadas nos dias atuais. Não por outro motivo, a médica Raquel Vilela se dispôs ela mesma a narrar a história de um de seus pacientes no livro infantojuvenil “O Sorriso de João”. Infelizmente, a batalha do sempre sorridente garoto contra um osteosarcoma não teve um final feliz, o que
Mariana e Alice Desafios, aprendizados e alegrias da maternidade atípica, por meio de crônicas
terceiro momento que veio a ideia de lançar “O Menino da Nuvem” no mercado. A obra infantil é dedicada a Marcelo, uma criança risonha e fofa que nasceu não do ventre, mas do coração de Luciana e de seu marido, Riva Moreira. Sim, nesta história, não há, em foco, uma condição genética, mutação ou neoplasia envolvidas, ou seja, uma dor. E sim a adoção. E a hora de informar a criança do processo. Tudo começou quando Marcelo fez 2 anos, e Luciana achou que era o momento de contar como ele chegou à família. A decisão de alcançar mais pessoas veio com a ponderação de que a obra “poderia servir de base para que outras famílias possam contar a seus filhos como é nascer do coração”. O retorno? “Tem sido maravilhoso. Muitos se emocionam, relatam que se veem na história”, diz, referindo-se aos “filhos do coração” que a procuram após a leitura. “O livro está envolvido em uma energia muito boa”, diz ela, que, neste domingo (24), às 15h, vai debater a obra na Bienal do Livro de Contagem, que acontece no Centro de Memória do Trabalhador. RIVA MOREIRA/DIVULGAÇÃO
não deve ser encarado por pacientes e família que estão passando pelo problema como um desalento – no caso, a neoplasia, nele, foi detectada já em estágio bem avançado, com metástases importantes. “O livro tem como cerne, lição, a capacidade que o ser humano tem diante das adversidades da vida”. A chamada resiliência. “O João estava sempre com um sorriso iluminado. Era acolhedor e nunca reclamava, mesmo em situações extremamente doloro-
sas”. Detalhe: como o livro é dedicado a crianças, Raquel aborda todas essas questões de maneira sensível e com especial cuidado. DO CORAÇÃO De início, a história que a jornalista Luciana Neves Moreira rascunhou iria ficar restrita à caixa de lembranças da família. Num segundo momento, ela resolveu publicála em um livro “delicado, ilustrado”, mas, também, só para amigos e família. Foi num
Luciana tem ido a escolas falar sobre o tema adoção
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA Lúpus, doença que SAUDÁVEL levou Selena Gomez Crise da a um transplante Dr. Telmo Diniz
(CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
meia idade
meia idade é o período que compreende pessoas de 45 a 55 anos (ambos os sexos), que pode vir acompanhada de crises existenciais com baixa da autoestima e grande insegurança pessoal. Você, caro leitor, encontra-se nesta faixa etária e está passando por esta “crise”? Saiba como detectá-la e passar por esta etapa com menos traumas. O termo “crise da meia idade” foi criado pelo médico canadense Elliott Jaques, em 1965, para descrever indivíduos que, durante esta fase da vida, passam por grande insegurança, no qual percebem que a fase da juventude está acabando e a idade avançada se aproximando. Essa crise pode ser desencadeada por vários fatores: morte de parentes, casos extraconjugais, alterações hormonais, sensação de envelhecimento, insatisfação com a carreira profissional, saída dos filhos de casa etc. Vivemos em uma sociedade onde se cultua a juventude em detrimento da idade mais avançada. O que não podemos esquecer é que todos vão envelhecer e estamos nos tornando um país de pessoas mais idosas, com clara inversão da pirâmide etária. Como saber se estou passando por essa crise? Veja bem! Existem sinais claros que podem apontar para o problema e, portanto, evitar decisões precipitadas, que muitas das vezes, podem não ter volta, causando enorme arrependimento posterior. Sinais de tédio com o trabalho e amigos próximos, bem como uma nostalgia dos “velhos tempos”, estão presentes. De igual forma, uma culpa por fracassos do passaNão tenha do, com um desejo de medo de se isolar e de restringir o número de pessoas envelhecer, por ao redor de si podem que esse surgir. É muito comum à pessoa tentar parecer processo é mais jovem com uma obsessão pela aparêninexorável. cia, inclusive passando Busque uma a gastar mais. É também frequente um desemaior qualidade jo de ter um caso amode vida. roso (especialmente com pessoas mais jovens). Uma sensação de não amar mais o cônjuge e um ressentimento com o casamento também são comuns. Para piorar as coisas, há uma incerteza sobre o rumo que tomar na vida e o que realmente deseja. Se você estiver com boa parte destes sinais, é possível que a crise de meia idade esteja te acompanhando. A procura por ajuda especializada é sempre indicada e bem-vinda. Entretanto, há coisas que você pode fazer a seu favor. Comece evitando a auto-crítica. Ninguém pode voltar a ter 20 ou 30 anos. Portanto, tente viver sua idade da melhor forma possível – com suas vantagens e limitações. Nas relações conjugais, perceba que é uma crise e como tal, vai passar. O casamento não precisa terminar, pois pode gerar arrependimento posterior. Chico Xavier dizia: “na vida tudo passa”. Não tenha medo de envelhecer, por que esse processo é inexorável. Busque uma maior qualidade de vida, durma bem, alimente-se bem e faça exercícios. Busque algo diferente, em especial, se já estiver aposentado. Divirta-se. Se os filhos já saíram de casa e a aposentadoria está próxima, trace novas metas e objetivos. Se possível, faça aquela viagem com que sempre sonhou. Escreva o livro que sempre teve vontade. Chega de lamentações. Busque o lado positivo das coisas. Enfim, seja pragmático como um velho ditado: faça o possível, renuncie ao impossível e aprenda a reconhecer a diferença entre os dois. Faça uma boa semana.
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Cirurgiapode serevitadase problemafor descobertocedo, explicamédica A cantora Selena Gomez revelou ontem, por meio de suas redes sociais, que precisou fazer um transplante de rim em função do agravamento do seu problema de lúpus e que a atriz e amiga Francia Raisa foi sua doadora. A cantora pop, a pessoa mais seguida no Instagram, postou para seus 126 milhões de seguidores uma foto em que aparece segurando a mão de Francia, lado a lado, em camas de hospital. Em outra foto, mostra uma grande cicatriz em seu abdômen. A ex-atriz mirim de 25 anos foi diagnosticada com lúpus em 2015. Em agosto, Selena anunciou o cancelamento de 34 shows de sua turnê “Revival Tour”, que incluía o Brasil, para cuidar da saúde. “Eu descobri que precisava fazer um transplante Litza Mattos
DIVULGAÇÃO INSTAGRAM SELENA GOMEZ
de rim, devido a meu lúpus, e tinha que me recuperar. Era o que eu precisava fazer pela minha saúde. Honestamente, estava ansiosa por dividir isso com vocês: minha jornada por vários meses”, escreveu ontem. Ela agradeceu a sua amiga Francia, conhecida por seu trabalho em “The Secret Life of the American Teenager”. “Ela me deu o maior dos presentes e sacrifícios, doando seu rim para mim. Te amo muito, mana”, escreveu Selena. O lúpus é uma doença autoimune, inflamatória, crônica e sistêmica que pode acometer qualquer sistema do organismo, de acordo com a reumatologista e vicepresidente da Sociedade Mineira de Reumatologia, Viviane Angelina de Souza. “Afeta predominantemente as mulheres em idade fértil. A princípio, não tem predileção por raça, mas, quando o lúpus acomete a raça afroamericana, tende a ser mais grave”, diz. Segundo a médica, a doença é multissistêmica, mas os órgãos mais acometidos costumam ser a pele e as articulações. “Dependendo do órgão acometido, o problema vai ser mais ou menos grave”, explica. No caso da cantora, o pro-
Francia Raisa e Selena Gomez, em foto divulgada em rede social
blema gerado foi uma nefrite lúpica, que é a inflamação dos rins – situação, segundo a médica, rara de acontecer. “Se não for diagnosticada e tratada adequadamente, ela evolui para doença renal crônica, que pode chegar à falência total do rim. Aí o paciente entra no processo de terapia renal substitutiva (diálise) e na fila do transplante renal”, afirma. “Quando diagnosticada precocemente, existe tratamento com imunossupressores para combater a inflamação e se consegue o controle das manifestações, evitando
a progressão para o acometimento renal”, diz Viviane. Outro exemplo é o da apresentadora Atrid Fontenelle, 56. Diagnosticada em 2012, ela chegou a ficar internada 12 dias por complicações no pulmão e no rim. O tratamento inicial provocou queda de cabelo, e ela decidiu raspar a cabeça. Alem disso, ela passou a tomar 45 comprimidos por dia. “Não tem cura. Vou conviver com a doença por muito tempo”, disse na época. (Com agências)
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
LÚPUS Saiba um pouco mais sobre essa doença O QUE É O lúpus é uma doença autoimune, inflamatória, crônica e sistêmica que pode acometer qualquer sistema do organismo.
CAUSAS Suas causas ainda são desconhecidas, mas sabe-se que há múltiplos fatores envolvidos: Genético
ÓRGÃOS MAIS ATINGIDOS PELE O sol provoca vermelhidões nas bochechas e no nariz de 48 horas a 72 horas RINS Pode levar à redução do volume urinário, urina espumosa, sangue na urina e hipertensão. Alguns pacientes apresentam problemas no rim sem sintomas
Uso de medicações Ambiental Infeccioso Hormonal Radiação solar
ARTICULAÇÕES Dor e inflamação, geralmente nos punhos, mãos e joelhos.
‘Incrivelmente abençoada’, diz cantora “Eu sou incrivelmente abençoada. Eu te amo muito, irmã”, escreveu Selena Gomezpara a atriz Francia Raisa ontem, ao revelar que a amiga lhe doou um rim. Após o episódio, muitas pessoas estão se perguntando: quem é essa generosa jovem? Californiana de nascimento, Francia tempais latinos e está com 29 anos. As duas atrizes se conheceram em 2008 e, desde então,são amigas,afirma o jornal britânico “The Sun”. Em 2016, a atriz publicou em suas redes sociais que estava feliz com “todas as recordações que construíram”.
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DOR E INCAPACIDADE
AL
COMO A ARTRITE REUMATOIDE AGE NO CORPO
ARTICULAÇÃO N OR M
As inflamações são por causa da citonina (glicoproteína que ajuda a produzir os anticorpos). Essa substância é produzida pelo sistema imunológico do paciente com a patologia. Em excesso, ela ataca a estrutura que recobre as articulações A artrite reumatoide atinge ARTICULAÇÃO IN FL A
DA MA
A faixa etária entre
40 e 70 anos de idade é a mais atingida
25% DOS PACIENTES LEVAM PELO MENOS DOIS ANOS PARA RECEBER O DIAGNÓSTICO
51% DELES SENTEM DIFICULDADE PARA EXECUTAR TAREFAS DIÁRIAS
Silenciosa, ela pode levar até 30 anos para ser diagnosticada: esse é o perfil da artrite reumatoide, uma doença que ataca as articulações do corpo. Segundo os especialistas, ela é sistêmica e crônica, pois atinge várias partes do corpo – principalmente as articulações – e não tem cura, mas pode ser controlada. Além disso, ninguém está livre, independentemente de idade ou sexo. No entanto, com tratamento adequado, o paciente pode levar uma vida normal. A causa ainda é desconhecida, mas sabe-se que é autoimune, ou seja, os tecidos são atacados pelo próprio sistema imunológico do corpo. Para detectá-la, depende-se da associação de uma série de sintomas, assim como de exames laboratoriais e por imagem, que podem ajudar o méThuanny Motta
3 vezes mais mulheres do que homens
Artrite reumatoide é doença silenciosa
SINTOMAS Dor persistente nas articulações por período maior que um mês Comprometimento dos dois lados do corpo (se dói um pé, o outro será acometido) Inchaço nas juntas Rigidez matinal Fadiga FONTE: GUSTAVO LAMEGO, REUMATOLOGISTA
dico a identificar a doença pela presença de biomarcadores (substâncias detectadas que qualificam a doença). De acordo com o reumatologista Gustavo Lamego, membro da Sociedade Mineira de Reumatologia, a artrite reumatoide ataca o sistema imunológico e atinge os tecidos do corpo. “A partir daí, acontece a inflamação das articulações e, consequentemente, vêm a dor, o inchaço e a vermelhidão, principalmente nas mãos e nos pés”. O médico alerta que a doença pode afetar outras áreas, como joelhos, tornozelos, ombros e cotovelos. “Se não for tratada de forma correta, pode levar ao comprometimento das juntas, provocando deformidades e limitações nas atividades do dia a dia”, diz. Segundo Lamego, o tratamento pode exigir medicamentos, fisioterapias e até cirurgias. “O mais comum é
usar remédios que agem no sistema imunológico e ajudam a impedir a progressão da doença”, comenta. O médico ressalta que intervenções cirúrgicas são somente em casos extremos, quando os medicamentos não previnem ou retardam o dano articular. “Praticar atividades físicas, mesmo que seja uma caminhada, já ajuda muito”. A corretora de seguros Fabiana Gastaldi, 37, desenvolveu a doença durante a gravidez do filho Samuel, 9. “As dores eram tão fortes que eu não conseguia pegar meu filho no colo ou girar a chave na maçaneta”, conta. Atualmente, Fabiana leva uma vida normal graças à disciplina. “Voltei a fazer coisas simples porque não deixo de tomar os remédios em nenhum momento”, conta a corretora.
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sociedade
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DOLCEVITA LUZ E TÚNEL
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ossa sempre elogiada BrazilFoundation, desde 2003, arrecada nos EUA e também aqui, muitos dólares e reais. Arrecada para várias e diversas situações, com as vítimas da tragédia de Mariana que, até hoje, passam terríveis necessidades.
LUZ DE VERDADE
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ma recente investida aconteceu esta semana. Foi em Nova York e arrecadou R$ 1,4 milhão. A campanha “Abrace o Brasil” vai socorrer cem organizações em todo o país. A BrazilFoundation Gala New York comemorou 15 anos. Reuniu 470 convidados – muitos brasileiros – do mundo empresarial, diplomático, esportivo e artístico.
LUZ SOLIDÁRIA
A
fundação destacou os direitos humanos e homenageou
Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com PAULO NAVARRO
brasileiros que, em vez de subtrair, somam. O ponto alto da noite foi o lançamento da própria “Abrace o Brasil”. Um show de filantropia. Um lado bom do Brasil.
Paisagem Urbana na Praça da Lagoa Seca: a maratonista crossdresser Larissa Melisseira
DUPLA E FELIZ
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omingo passado, a maratonista crossdresser Larissa Melisseira (na verdade, o mecânico Max Costa), fez a praça da Lagoa Seca, no Belvedere, sorrir. De sainha e sutiã rosa, desfilou músculos e resistência. O mais importante: munido somente da coragem, despertou simpatia geral e falou de diversidade sem patrocínio da Lei Rouanet.
A HORA INDECENTE
A HORA DO SIM
M
uita gente não gosta de comer lesma, minhoca, escorpião, formiga. A solução? Não comer. Mas tem gente que adora. Cada um come o que gosta, não é mesmo? O Rock’n’Rio deveria tocar rock, mas teve Ivete Sangalo e Maria Rita? O que fa-
M
uita gente criticou e se escandalizou com a mostra. Disseram que era incentivo à pedofilia, que agredia a religião católica, entre outras. Errou todo mundo. Errou o Santander em não advertir o público sobre o conteúdo da exposição. Errou o público que reagiu com violência. Resumo da ópera: não à pedofilia, à homofobia, ao racismo, à intolerância religiosa e também à censura! A censura que começa assim e termina como todo mundo sabe. Ou já esqueceram?
zer? Não ir e ver nem na televisão!
A HORA DO TALVEZ
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essoas não leem autores com quem não se identificam ou acham chatos. Outras não gostam de filmes pornográ-
ficos, mas tem gente que ama. A gente não pode fazer apenas o que gosta, mas pode muito bem evitar muitas outras. Tudo isso para falar da polêmica exposição no banco Santander, QueerMuseu.
A HORA DO NÃO
N
o mais, como perguntou a saudosa e fatal Hilda Hilst, autora de “A Obscena Senhora D”, “o que é obsceno? Ninguém sabe. Obsceno para mim é a miséria, a fome, a crueldade, a nossa época é obscena”. Na esteira, escreveu nossa amiga, Cynthia Bernis: “Foi-se o tempo em que as pessoas que queriam aparecer colocavam uma melancia na
cabeça”.
A HORA DO DIREITO
E
continua: “Hoje em dia, elas tiram a roupa e saem por aí gritando, quebrando coisas e provocando tumulto e escândalos. Claro, tudo em nome do politicamente correto, tudo em nome do ‘meu’ direito ‘legítimo’ de protestar. Passou do limite! Tá feio e chato. O direito de cada um de nós, em sociedade, não pode invadir o do outro”.
MERRY BAZAR
N
este sábado (23), a digital influencer Mariana Rage e seu Bazar da Mari, na Clínica Aprimori Lourdes (Casa de Vidro). A ideia surgiu quando a influenciadora decidiu se desapegar de parte do seu acervo, que conta com marcas nacionais e internacionais.
ESPECIAL CASACOR MINAS AGITO A última semana da CASACOR Minas esteve bastante agitada, com uma programação diversa. A Arcelor Mittal recebeu um grupo de convidados para celebrar a parceria com a mostra, e Bharbara Renault, da Jardin, que assina os modelitos da equipe de recepcionistas do evento, promoveu um encontro entre clientes da marca. Cátia Alves, da Criativa Persianas, também recebeu um grupo de revendedoras. A mostra chega ao fim neste domingo (24), no bairro Floresta.
EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Alexandre Alberto, José Alberto Machado e Alex Carone
EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Carina Farkasvolgyi, Homero Storino, Juliana Grillo, Bernardo Farkasvolgyi, Henrique Morais e Ana Amélia Paolucci
BÁRBARA DUTRA/DIVULGAÇÃO
Junia Bernanos, Rosângela Brandão Mesquita e Eduardo Henrique Brandão
EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Cris Guerra, Mariana Hardy, Bharbara Renault, Luciana Arantes e Luisa Jordá
EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Luciana Brandão, Juliana Faria e Junia Carsalade
EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Wilker Souza, Juliana Costa, Cátia Alves e Viviane Krafetuski
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reportagem
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HORIZONTES DA CIDADE FOTOS PATRICK ARLEY/DIVULGAÇÃO
Abram alas: o cortejo da Irmandade Os Carolinos já é uma tradição aguardada pelos moradores do bairro Aparecida
Os reinados do bairro Aparecida Localizado na região noroeste da capital mineira, o bairro Aparecida tem muitas histórias para contar. Uma, em especial, ganha relevo agora com o show de lançamento – neste sábado (23), na Funarte MG – do disco “Aparecida, Reinos Negros”. Trata-se do registro de uma manifestação cultural que, ali, encontrou terreno fértil para se propagar: os congados, também conhecidos como reinados. O Aparecida abriga nada menos que três. E é justo dizer, eles têm a mesma raiz: a Irmandade Os Carolinos. Essa história, na verdade, começou em 1917, na região rural de Contagem, quando o reinado foi criado por Francisco Carolino, o Chico Kalu. A história deste provável descendente de escravo é envolta em brumas, pela escassez de documenPatrícia Cassese
Localidadeabrigatrêsguardasdecongado,queserão celebradosnoCD“Aparecida,ReinosNegros” tação. De toda forma, 20 anos depois, com a mudança do núcleo familiar original para o Aparecida, a guarda foi refundada por um dos filhos de Chico, Luiz Carolino, que veio para BH em busca de trabalho. À época, cumpre dizer, a avenida Américo Vespúcio, uma das principais artérias do bairro, ainda era um rio. Já no ano de 1973, as mulheres da região decidiram acabar com a máxima até então vigente – de que “congado não é coisa de mulher” – e formaram a Guarda de Congo Feminino. Em 1996, por sua vez, veio a Guarda de Moçambique do Divino Espírito Santo do Reino de São Benedito, completando a tríade, com filhos e netos das senhoras integrantes da guarda feminina. O CD “Aparecida, Reinos
Negros”, idealizado por Sérgio Pererê e Elias Gibran, contempla a diversidade rítmica das três guardas em 29 faixas, além de contar com a participação de nomes como Chico César, Fabiana Cozza, Maurício Tizumba e Pereira da Viola, bem como do próprio Pererê. São marchas-graves, moçambiques serra-acima ou serra-abaixo, dobrados, compassados e paraseros, executados com instrumentos típicos, como tambores, gungas e patangomes. OBJETIVO O objetivo principal das guardas de congado é o de reinterpretar, nas ruas, o mito fundador da aparição e retirada de Nossa Senhora do Rosário do mar pelos escravos. Aos 68 anos, Dona Zilda Lisboa, capitã da Guarda de Con-
go Feminino, brinca: “Moro em um bairro abençoado”. Nas cercanias, os cortejos são esperados com ansiedade. Instada a falar sobre o preconceito contra as mulheres vigente em tempos passados do bairro, ela lembra, divertida, as vezes em que um integrante do Carolinos faltava e ela, então, “entrava escondida, para ajudar”. Mas só após o falecimento de alguns dos fundadores é que a mãe de Zilda, Dona Marieta, lançou a ideia de um reinado só de mulheres. “Mesmo assim, alguns remanescentes não aprovaram.Oquefizemos?Fomoscaminhar com os próprios pés. Para se ter uma ideia, os couros vinham cabeludos, a gente limpava com caco de vidro e montava (os instrumentos)”. Mas nem tudo são flores. Ela lamenta o fato de, hoje,
Ao lado, integrantes da Guarda de Moçambique
Sérgio Pererê (de branco) é o produtor musical da coletânea
A Guarda de Congo Nossa Senhora do Rosário em cena
muitos jovens não terem mais interesse pelas guardas e, mais do que isso, ligarem o som de seus carros no volume máximo, reverberando funk em meio aos encontros. Sérgio Pererê endossa e lembra que, como em outras manifestações, os jovens vão sendoatraídos por outros chamarizes. Justamente por isso, ressalta o fato de a iniciativa do CD ter agregado gerações mais novas e até crianças, que se encantaram pela experiência de gravar em estúdio. “E o mais legal foi que entraram
ALÉM DISSO Origem Os reinados também trazem reminiscências das tradições do antigo Curral Del Rey e do repertório religioso-cultural trazido pela mão de obra vinda do interior para a construção da nova capital.
no estúdio para tocar os mesmostambores (a queestão habituados). A minha função foi só inserir a linguagem técnica de captação de som, não interferi no cantar. E como gravamos primeiro ostambores, quando escutaram o resultado com as vozes adicionadas, foi como mágica”, situa. Pererê entende que, de fato, não há como não se emocionar com o resultado. “Os congados significam a reconstituição dos reinos africanos – porque os negros vieram para cá (para o Brasil) misturados, e é necessário lembrar sempre que não somos descendentes de escravos, mas de povos que foram escravizados – entre eles, reis e rainhas”.
Aparecida, >Reinos Negros
Lançamento na Funarte MG (rua Januária, 68). Neste sábado (23), às 19h. R$ 10.
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DIA A DIA Qualquerpessoa pode“apagar” suacasadoGoogleStreetView Qualquerpessoa podepedirparater imagemborradanos mapasdaempresa
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
COMO FAZER Quem quiser retirar ou borrar uma imagem nos aplicativos do Google deve
PASSADO Imagens antigas ficam disponíveis no Street View quando acessadas pelo Google Maps. Para acessar a “máquina do tempo” basta clicar no relógio que fica junto do pegman (um boneco amarelo) da plataforma O sistema exibe uma espécie de vídeo com várias imagens do mesmo local ao longo do tempo. O borrão continua lá, mesmo nas imagens mais antigas
a imagem do 1 Abrir endereço desejado
Após borrar a casa do prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), no mapa que mostra sua rua, o Google afirmou que o procedimento pode ser solicitado por qualquer cidadão quando a imagem for de propriedade da empresa. A reportagem foi conferir e constatou: em menos de 24 horas, a solicitação para borrar uma janela no quarto andar de um prédio foi atendida. O serviço, que já foi usado por famosos como Paul McCartney e Jimmy Page, está disponível para ocultar detalhes: rostos, placas de carros, casas e informações de identificação. O Google também aceita denúncias de conteúdo impróprio que viole a sua política de conteúdo geral (veja ao lado). Depois de retirada ou borrada, a imagem não volta a ficar visível, mesmo que o usuário peça ou que a imagem daquele endereço seja atualizada. Ludmila Pizarro
canto inferior direito, 2 No buscar o link “Informar um problema”
o 3 Preencher formulário
4 Clicar em enviar FONTE: GOOGLE
O QUE NÃO PODE O que o Google considera impróprio segundo sua política de conteúdo, e que pode se denunciado por qualquer cidadão: - Violações de propriedade intelectual (conteúdo que infrinja os direitos legais de outra pessoa, incluindo direitos autorais) - Conteúdo sexualmente explícito - Conteúdo ilegal, perigoso ou violento - Abuso infantil - Discurso de ódio (conteúdo que promova ou tolere a violência contra indivíduos ou grupos com base em raça ou origem étnica, religião, deficiência, sexo, idade, nacionalidade, orientação sexual/identidade de gênero etc) - Assédio e ameaças - Informações pessoais ou confidenciais (como detalhes de cartão de crédito etc.) Fonte: google.com/streetview/privacy
ANÁLISE HUMANA As solicitações para borrar ou retirar imagens do Google Street View são analisadas por humanos, não apenas por algoritmos, segundo uma fonte ligada à gigante da tecnologia no Brasil – porém, a empresa não confirma essa informação oficialmente. Com isso, fraudes e solicitações que não foram feitas pela pessoa responsável por uma residência ou estabelecimento comercial ficam dificultadas. A Assessoria Policial Militar, órgão do gabinete da Prefeitura de São Paulo responsável pela segurança de Doria que fez a solicitação ao Google no mês passado para borrar o endereço residencial do prefeito, não foi a primeira a ter a ideia. Segundo o site norte-americano Atlas Obscura, quando o Google Street View foi lançado nos Estados Unidos, em 2005, a Casa Branca foi borrada. O Google Earth também oferece a opção de desfocar áreas consideradas de segurança. Alguns exemplos são plantas de energia na França e Eslováquia, áreas militares na Holanda e na China, e o palácio de Amsterdam onde reside a família real holandesa. No caso do prefeito, o pedido não envolveu o Google Earth, e o local continua visível no sistema. Já no Brasil, quando o Google Street View começou a funcionar, em 2010, incidentes flagrados foram retirados ou borrados no sistema, incluindo um corpo na avenida Presidente Vargas na capital do Rio de Janeiro. A última atualização dos termos de serviços adicionais de Maps e Earth são de dezembro de 2015.
SAIBA MAIS Sistema O Google Maps é um serviço de localização que oferece ao usuário três modos básicos de exibição de suas informações: Earth (Terra), Mapa e Satélite. O Mapa não tem imagens reais; o Earth só pode ser acessado após o download de um plugin e tem 3D; o Satélite permite uso do Street View.
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DIA A DIA Proteste pede ressarcimento de ICMS pago sobre a energia DOR UMI S N CO
Além dos aumentos constantes, principalmente em tempos de estiagem como agora, quando o sistema de bandeiras tarifárias é acionado, os consumidores mineiros, atendidos pela Cemig e Energisa, estão pagando, sem saber, uma conta de luz mais cara do que deveriam, segundo alerta a Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Conforme a entidade, o governo do Estado vem incluindo na base de cálculo do ICMS em encargos como a Tarifa de Uso dos Sistemas Elétricos de Transmissão (TUST) e de Distribuição (TUSD), quando, segundo ela, o tributo só poderia ser cobrado sobre a energia consumida pelo usuário. Por isso, a associação, baseada no Código de Defesa do Consumidor (CDC), tem orientado os consumidores a procurarem a Justiça, na tentativa de reaver os valores já pagos e impedir novas cobranças. Segundo o técnico da Proteste Rafael Bomfim, todos os contribuintes podem ingressar com uma ação contra o Estado. “É preciso apenas que ele seja o titular da conta”, explica Bomfim, ressaltando que podem ser questionados os valores pagos nos últimos cinco anos, pela mesma unidade consumidora. Ana Paula Pedrosa
Ferramentaajuda consumidora calcularquanto gastouamais De acordo com ele, existem dois caminhos. “Algumas ações devem ser interpostas nas varas de Fazenda Pública, nos casos em que o reclamante não sabe o total a ser ressarcido. A segunda opção são os juizados especiais fazendários, que devem ser acionados quando o montante a ser devolvido já foi calculado”, explica. “Caso o contribuinte não possua todas as contas, ele deve solicitar que a concessionária as disponibilize no processo. Pode também pedir uma liminar suspendendo futuras cobranças”, completa o técnico. SIMULADOR Para ajudar o consumidor, a Proteste lançou nova versão do Simulador de ICMS. Disponível em seu site, www.proteste.org.br/ restituicao-icms-energia, a ferramenta calcula quanto foi pago a mais com a cobrança indevida do ICMS nas contas da Cemig e da Energisa, além de outras 34 concessionárias de energia do país. Caso o consumidor queira mais informações sobre como proceder para conseguir o ressarcimento apontado pelo simulador, pode entrar em contato com a Proteste, através do telefone 0800 282 2210 ou por meio do link www.proteste.org. br/energia. * Calcule o quanto receberia de ressarcimento em www.otempo. com.br
Tramitação é suspensa no TJMG Devido ao grande número de processos questionando a incidência do ICMS nas tarifas de transmissão e distribuição de energia, a desembargadora Albergaria Costa, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), determinou, em 13 de junho deste ano, a suspensão do andamento dos processos indivi-
LEO FONTES – 26.5.17
duais e coletivos que tramitam no Estado versando sobre o tema. O TJMG não sabe o total de ações dessa natureza, mas informa que apenas na 16ª Unidade Jurisdicional do Juizado Especial da Fazenda Pública cerca de 300 processos eram entrada. Porém, novos processos podem dar entrada
Proteste diz que, há cinco anos, existe uma cobrança indevida de ICMS sobre as contas de energia elétrica no país
EMPRESAS Cemig Procurada pela reportagem, a Cemig esclareceu, por meio de nota, que “como distribuidora de energia, a empresa é mera arrecadadora de tributos e repassa os valores, em sua totalidade, para as entidades competentes”. Portanto, diz a nota, “não compete à Cemig a exclusão do referido tributo das faturas.” Energisa Também por nota, a Energisa informou que apenas arrecadada. “Essa questão envolve aspectos tributários, com impactos finais na receita do Estado, sem afetar a receita da distribuidora, uma vez que todos os tributos cobrados do consumidor são integralmente repassados para o Estado”, diz.
AGE: cobrança é constitucional Procurada pela reportagem, a Advocacia Geral do Estado informou, por meio de nota, ser constitucional a inclusão da Tarifa de Uso dos Sistemas Elétricos de Transmissão (TUST) e de Distribuição (TUSD) na base de cálculo do ICMS sobre energia. No texto, o procurador chefe da Procuradoria de Tributos e Assuntos Fiscais, Marcelo Barroso, “assevera que os precedentes judiciais em todos os Estados conduzem a esse mesmo entendimento.” Nesse sentido, ele orienta os consumidores a não se aventurarem com ações judiciais deste tipo. “O consumidor não está pagando mais imposto do que deveria na conta de energia. Ao contrá-
rio do que sustentam alguns profissionais, os custos da energia são compostos pela geração, distribuição e transmissão. O ICMS devido aos Estados, no caso da energia, incide sobre o custo final dessa mercadoria conforme determina a Constituição de 1988”, diz ele na nota.
SIMULAÇÃO Valores Segundo simulação, um cliente da Cemig que pagou nos últimos 60 meses uma conta média de R$ 150 teria reembolso de R$1.661,82. No caso da Energisa, o valor seria R$ 1.472,17.
Ainda segundo o procurador, “a Lei Kandir e a legislação do Estado de Minas Gerais sobre o ICMS estão sendo corretamente aplicadas, a fim de manter na base de cálculo do ICMS sobre energia elétrica os valores correspondentes aos custos de transmissão (TUST) e distribuição (TUSD) dessa mercadoria.” Em Minas Gerais, segundo a Secretaria de Estado de Fazenda, as liminares e tutelas concedidas implicam em um prejuízo mensal na arrecadação no importe de R$ 11 milhões, cujas decisões devem ser revertidas em razão no contexto dos precedentes judiciais.
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ESPAÇO GOURMET Clássico francês descomplicado A comida crua sempre foi mais comumente relacionada à gastronomia japonesa, com seussushise sashimisdepeixe. Já o uso da carne vermelha, por sua vez, começou a ser mais disseminado pela cozinhaárabe,em pratos como o quibe. Na culinária francesa, ela serve de base a um emblemático prato: o steak tartare, entrada pra lá de requisitada em muitos restaurantes contemporâneos da capital mineira. A iguaria é sempre feita de carne crua sem nervos e sem gordura – geralmente é usado o filé-mignon – e servida em cortes brunoise, ou seja,cubinhos feitos na ponta da faca, para que ela não se desmanche. “Em qualquer receita, é preciso sentir o sabor do ingrediente principal. Nesse caso, o foco é a carne. Os pedaços ficam bem finos, porém, conservam a textura da carne quando se mastiga”, destaca o chef Alain Patrick Ducasse, do restaurante Benvindo, que serve o steak tartare original, acompanhado de batata frita. Nessa receita, a carne é misturada a condimentos como mostarda Dijon, sal, cebola, alcaparras, pepino em conserva e azeite. E com um grand finale, que faz toLorena K. Martins
da a diferença: a gema de ovo crua,que pode ou nãoser misturada à carne, dependendo do gosto do cliente. “Como a receita também contém sal e azeite, a ideia da gema é fazer uma espécie de maionese caseira na hora, para dar ‘liga’ à mistura”, diz o chef, que opta por usar a gema do ovo de codorna servida ainda na casca para facilitar, caso o cliente queiradispensá-la. “Émais delicada ao paladar e o sabor da carne continua se sobressaindo”, justifica a escolha. O ovo de codorna também é a opção do steak tartare na versão mineira, criada pelo chef Jaime Solares, da Borracharia Gastrobar. O filé-mignon é “empanado” com sal e fica cerca de 24 horas no processo artesanal de salga – ou seja, é “menos cru” do que a versão tradicional. “Eu uso menos ingredientes e temperos justamente para valorizar a carne de sol da receita e deixar esse sabor dela prevalecer”, explica o chef, que tempera a carne com cebola roxa, gengibre, raspas de limão e ervas frescas. Solares ainda destaca alguns “mandamentos” do steak tartare perfeito, além de não moer a carne. “Ela precisa estar muito limpa”, aconselha. “Como é um prato fresco, é preciso misturar os ingredientes apenas quase na hora de servi-lo, para garantir essa característica”, finaliza o chef.
MARIELA GUIMARÃES
Nua e crua A receita do steak tartare do restaurante Benvindo é finalizada com gema do ovo de codorna, mais delicada
AGÊNCIA BARU/DIVULGAÇÃO
RECEITA
Steak Tartare Receita do Mon Caviste – Bar à Vin
Tartare de filé-mignon de carne de sol da Borracharia Gastrobar é acompanhado por maria gondó e mandioca frita ORIGEM O
steak tartare teria surgido na Idade Média pelos tártaros – povos bárbaros que habitaram a Europa Oriental e comiam carne crua e fresca. Ela era temperada e colocada sob a sela dos cavalos, para ficar mais macia
Ingredientes -250 g de filé-mignon -1 colher (sopa) de cebola picadinha -1 colher (sopa) de alcaparras - 15 g de cebolinha - Sal e pimenta-do-reino à gosto - 1 colher (café) de mostarda à l’ancienne - 10 mL de vinagre balsâmico - 2 gemas de ovo - Azeite à gosto
Modo de preparo Corte a carne em cubinhos bem pequenos (brunoise) e reserve. Misture todos os ingredientes, exceto a gema de ovo, de modo que não amasse a carne. Molde o steak tartare com um aro ou mesmo com as mãos. Finalize com um pouco de cebolinha, azeite e um gema de ovo por cima. Logo após, refrigere ou sirva imediatamente. Acompanhe com batatas fritas rústicas. TÚLIO BORGES/DIVULGAÇÃO
No Mon Caviste, sabor da carne fresca ganha a companhia da gema de ovo cru e batatas rústicas
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almanaque SHOW >Baiano chega ao Palácio das Artes com turnê que marca os 40 anos do disco "Refavela" PAOLA ALFAMOR/DIVULGAÇÃO
Sex. 29.set.
No palco
Gil estará acompanhado por músicos amigos e também membros de sua família
Gil revisita a negritude Na África dos anos 1970, Gilberto Gil encontrou-se com suas raízes negras mais profundas. Foi depois de participar do Festac (Festival Mundial de Arte e Cultura Negra), na Nigéria, em 1977, ao lado de mais de 50 mil artistas africanos e convidados, que decidiu gravar “Refavela”. No Brasil, era época do movimento Black Rio, gênero que fundia a soul music ao samba. Reggae e blocos afros da Bahia também ganhavam projeção. O título trazia o compromisso conceitual que o cantor mesmo fixou, no sentido de “continuar” o “Refazenda”, seu álbum anterior, de inspiração rural, e que junto a “Realce”, o subsequente, formou a trilogia “re”, assinada pelo compositor. Também tinha a ver, claro, com o que Gil encontrou na cidade de Lagos: uma paisagem similar aos conjuntos habitacionais construídos na década de 1950 no Rio e em Salvador – cujo objetivo era criar uma moradia melhor às pessoas, mas, muitas vezes, eram transformados Aline Gonçalves
em novas favelas. Quatro décadas depois, Gil revisita, agora, as dez músicas registradas na época, durante a turnê “Refavela 40”, que será finalizada em Belo Horizonte na próxima sexta (29). Além delas, apresenta outras que dialogam como o disco – no total, serão cerca de 20 canções. O projeto foi uma ideia do músico e produtor Bem Gil, seu filho. “Na época da feitura do disco, deixamos algumas canções fora por questão de espaço e também para manter uma certa unidade. Agora, pegamos essas ‘sobras’, além de uma música do Caetano feita em função daquela viagem, uma homenagem ao motorista do nosso ônibus. Também incluímos canções do Bob Marley do disco ‘Exodus’, que, por coincidência, fez 40 anos agora e o Ziggy Marley montou um projeto mais ou menos como es-
Parceria
Celebração foi motivada pelo filho Gilberto Gil, o músico Bem Gil HENRIQUE ALQUALO/DIVULGAÇÃO
se do Bem”, diz Gil. Segundo Bem, todavia, o projeto não surgiu inicialmente no sentido de celebrar os 40 anos do álbum, já que começou a ser delineado há cinco anos, quando o ex-baterista da banda Abayomy Afrobeat, Thomas Harres, convidou Gil para tocar as músicas de “Refavela” no Fela Day – data anual em que há homenagens, ao redor do mundo, para um dos grandes responsáveis por difundir o afrobeat, o nigeriano Fela Kuti. Na época, Gil não pode participar. “O ‘Refavela’ é um disco do qual eu gosto muito, incluind o a
produção, músicas, ambiente em que ele começou a ser criado. Talvez seja um dos que eu mais tenha colocado para tocar na minha vida”, diz Bem. “Eu fiquei com a ideia da cabeça e, para agora, reuni vários músicos que também têm gosto por esse álbum (inclusive Harres, um dos bateristas no show)”. Ana Lomelino, Di Lullo e Domenico Lancellotti, todos companheiros da banda Tono, em que Bem é guitarrista, estarão no palco, por exemplo, além de Céu, Moreno Veloso e Maíra Freitas. “É interessante pensar porque, no início da minha colabora-
“
É um hábito profissional continuar produzindo. Mas, também, há o gosto espiritual imenso pela música Gilberto Gil
ção com meu pai, eu fui entrando na galera dele. Mas, desta vez, acabei conseguindo juntar a minha turma”. Como Bem e os músicos já apreciavam o disco original, não houve um delineamento para pensar em novos arranjos. “Cada um foi colocando sua colaboração natural, da personalidade, agregando coisa por causa de estilo e linguagem próprios”, explica o produtor. CONTEXTO Ao comparar o período de lançamento de “Refavela” com os dias atuais, Gil
acredita que a visão do mundo sobre as matrizes africanas mudou. “Não sei exatamente se há mais consciência sobre isso, mas as influências africanas estão mais impregnadas. Claro, ainda há dificuldade em todo mundo, vimos por esses casos que têm ocorrido nos Estados Unidos, em admitir os negros plenamente na vida política e social, mas houve conquistas interessantes”, argumenta. “A presença africana tornou-se um componente importante em todas as artes”. Enquanto observa o mundo ao redor, Gil, aos 75 anos, segue produzindo coisas novas também. No ano que vem, lançará um disco de inéditas, com produção de Bem. “É um hábito profissional continuar produzindo, porque tiro daí todo meu sustento e há uma série de pessoas que estão envolvidas. Mas, também, há o gosto espiritual imenso pela música”, comenta.
>AnosRefavela 40
Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Dia 29 (sexta), às 21h. A partir de R$ 160 (inteira, plateia superior).
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almanaque
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MÚSICA O vigor da estreia de Lô Borges Alex Jásão13shoBessas ws Brasil afora, em casas lotadas. O vinil, relançado em maio, já está na segunda edição. Não bastasse, há planos de um DVD ao vivo e um filme semi-documental – este, para 2018. Na base de tudo isso está um disco que está completando 45 anos, com várias histórias para contar. Inclusive, a de ter sido, em dado momento, até mesmo negligenciado pelo seu criador. O “Disco do Tênis” marcou a estreia solo da carreira de Lô Borges, um dos pilares do Clube da Esquina. Rolava o ano de 1972, quando o Brasil inteiro ouvia o hoje antológico disco “Clube da Esquina”. O sucesso foi tal que quase ofuscou “Lô Borges – 1972”, ou o “Disco do Tênis” – graças à foto da capa, que trazia um par de tênis surrados (do próprio músico). No próximo sábado (30), Lô Borges mais uma vez dedica um show inteiro ao trabalho, no palco do Palácio das Artes. Hora, pois, de relembrar a gênese do álbum. “Para mim, era tudo muito novo... Tinha 18, 19 anos quando comecei a compor as músicas do ‘Clube da Esquina’. A gravadora nem me queria no álbum, entrei por insistência do Milton (Nascimento)”, lembra ele, entre risadas.
DO ZERO Com o sucesso da empreitada – e “pensando que eu tinha mais ‘Trens Azuis’” – os produtores sugeriram o lançamento de um segun-
Sáb. 30.set.
FLAVIO CHARCHAR/DIVULGAÇÃO
neiro, foi porque estava cansado de receber ‘baculejo’ dos militares...”, lembra. Ao olhar para o momento atual, Lô muda o tom. Sério, lamenta ver corrupção à direita, à esquerda e ao centro. “Estamos vivendo em um regime de lesa pátria. Mas ao menos ainda podemos sair às ruas. Nada se compara com o que vivemos na ditadura”.
Agora cult Passados 45 anos, “Disco do Tênis” é celebrado do disco, no mesmo ano. Lô aceitou, sem revelar que tinha desovado todo seu estoque de composições. “Foi (um processo) altamente criativo e sufocante! Eu casei com o violão”, recorda. Ao acordar, ele compunha. À tarde, tocava a melodia para o irmão, Márcio Borges, que letrava. À noite, após rápidos ensaios, gravava. “Era uma jornada ao desconhecido”, resume. Por sorte, teve o apoio de nomes como Toninho Horta, Beto Guedes, Danilo Caymmi e Robertinho Silva. “Foi graças à competência deles que chegamos onde chegamos”, elogia. E brinca: “Eu, que não sou letrista, escrevi umas cinco ou seis... Quando penso, me dou conta, estava mesmo inspirado naquele
ano”. Há ainda uma letra de Ronaldo Bastos e uma de Tavinho Moura. O resultado desse “respirar música 24 horas/dia” é um álbum que traz pitadas do folk ao baião, passando pelo jazz e rock. Hoje tido como visionário, desbravador, a verdade é que, à época, o disco não ganhou turnê. Na verdade, nem um show de apresentação. É que, esgotado, Lô quis se dar um tempo. “A foto do tênis já dizia que eu queria pegar a estrada, ser um jovem ‘normal’...”, explica. Além disso, as 15 canções que habitam o lisérgico conjunto jamais se misturaram à obra de Lô Borges e, por isso, passados mais de quatro décadas depois, nunca haviam sido interpretadas ao vivo.
A FORÇA DO TÊNIS Um recorte temporal flagra o convite para reproduzir o disco na Virada Cultural de São Paulo. Mas, com agenda cheia, o mineiro declinou. A fagulha, porém, ficou ali, instigando-o. Certo dia, Lô recebeu, em sua casa, o cantor e compositor Pablo Castro. E a conversa, claro, desaguou em música – com a execução das faixas do álbum “do Tênis”. Castro já saiu dali com a missão de reconstituir o trabalho. “Disse para ele preparar que eu ia ouvir. Porque é um trabalho muito sofisticado, então, se achasse que estava bom, faríamos”. Quando assistiu ao ensaio, ficou arrepiado. “Tudo o que fizemos naquela época estava lá!”. E assim, o “disco do Tênis” ganhou o palco, com seu
criador e músicos “com idade para serem meus filhos e netos”, brinca. E foi ao ver uma apresentação na casa de shows carioca Circo Voador, que a produtora mineira Vânia Catani – “O Palhaço” (2011) e “A Festa da Menina Morta” (2008) – procurou Lô com a proposta de levar essa história para o cinema. “Estamos chamando de ‘Filme do Tênis’. Além dele, quero lançar o DVD ao vivo, pois o filme, a pessoa não leva para casa, o DVD sim!”, diz o músico, surpreendido pela força do LP. A produção cinematográfica deve mergulhar no contexto do Brasil de então, ainda sob o regime militar. “A opressão era tanta que, um dos motivos de depois de lançar eu ter saído do Rio de Ja-
DE VOLTA A BH O show em questão, vale lembrar, já passou por BH. Mas, agora, ganha um tempero a mais. “Conheci esses meninos da banda no meio do ano passado... BH foi a segunda cidade que passamos, ainda estava bem no começo”. Por isso, a apresentação de agora esta “mais amadurecida”, assegura ele, lembrando ainda que o público desse show tem uma singularidade. “Eles têm uma energia! Conhecem todas as músicas, cantam juntos! Levam os vinis – e até os tênis”, festeja. “Eu mesmo fui pego de surpreso com o vigor de um disco que, por 40 anos, eu não ouvia”. Além das faixas do “Disco do Tênis”, por sugestão do próprio Lô, o show inclui contribuições suas para o LP “Clube da Esquina”, como “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo” e a já citada “Trem Azul”. O show, enfim, faz “uma viagem no tempo” – e traz de volta o vigoroso 1972 de Lô Borges.
> Lô Borges
No show “O Disco do Tênis”. Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537, Centro). Dia 30 (sábado), às 21h. A partir de R$ 70 (inteira)
Encontros sonoros no Inhotim respondem ao propósito do Noite Aberta de “unir atrações de diversas linguagens artísticas”. Em um modelo que mescla atrações principais e convidados especiais, o músico mineiro Minimalista recebe o baiano Lucas Santtana e, em seguida, Thaís Gulin sobe ao palco e encontra Flávio Renegado. Neste ínterim, as galerias Cildo Meireles, Rivane Neuenschwander, Fonte e Praça permanecem abertas à visitação até as 21h30. “Nós entendemos que este formato do evento é muito legal, ele junta as pessoas e amplia a participação de outras linguagens
dentro do Inhotim”, pontua Grassi. Sempre voltado às cenas contemporâneas, os artistas escolhidos para o evento per-
JORGE BISPO/DIVULGAÇÃO
Há pouco mais de um ano, o Inhotim comemorava dez anos de existência e recebia, pela primeira vez, visitantes noturnos em suas galerias. Em um palco montado para receber apresentações musicais, a presença ilustre ficara a cargo da cantora Fernanda Takai e a gravação de seu DVD “Na Medida do Impossível”. A receita testada deu certo e, no próximo dia 30, o instituto localizado a 65 km de BH promove a segunda edição do Inhotim Noite Aberta. Para este ano, o diretor executivo do instituto, Antônio Grassi, adianta que as atrações escolhidas cor-
tencem a um universo que desponta recentemente na música brasileira. A paranaense Thaís Gulin é uma destas peças que apresentam novas sonoridades. Convidada para o principal show da noite, a cantora interpreta canções de seus dois primeiros discos – o último lançado em 2011 – e outras que integram o repertório de seu DVD – gravado no ano passado e com previsão de
Sáb. 30.set.
Thaís Gulin canta o repertório de seu DVD
lançamento para 2018. Às vésperas de sua segunda visita ao Inhotim, Thaís declara sua paixão pelo complexo. “Conheci o Inhotim em 2013, me apaixonei e pensei: ‘um dia vou cantar aqui’. E é muito lindo cantar num lugar onde você sonhou se apresentar. É emocionante, é puro, o coração fica mais aberto para dar o que tem”, conta. Entre as escolhas para o show do Noite Aberta, a cantora traz “Se Eu Soubesse...” – dueto composto para ela por Chico Buarque –, “Quantas Bocas”, “Garoto de Aluguel”, entre outras canções inéditas.
Em dado momento, Flávio Renegado divide o palco com Thaís. A cantora explica que o encontro está sendo preparado e não pode adiantar as surpresas, mas avisa: “Conheço o Flávio há anos e adoro sua trajetória. Só posso dizer que ele entra no momento ‘amor’ do show”. * Lara Alves, sob supervisão de Marília Mendonça
Inhotim Noite >Aberta
Com Thaís Gulin, Flávio Renegado, Minimalista e Lucas Santtana. Instituto Inhotim (r. B, 20, Brumadinho, 3571-9700). Dia 30 (sábado), das 17h30 às 21h30. A partir de R$ 44 (inteira, lote promocional).
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MÚSICA UmnovopôrdosolcomNatiruts Alex Na cena do Bessas reggae no Brasil, Natiruts está entre os principais representantes. O grupo brasiliense, aliás, tem história: são 21 anos fazendo a cabeça dos regueiros do país. Nesse tempo, construíram um repertório popular e conquistaram um público diverso – em muito, por conta da abertura dos músicos para uma miscigenação de ritmos. Em Belo Horizonte, o Natiruts veio pela primeira vez em 1997. Desde então, os músicos selaram uma relação de proximidade com a capital mineira, onde têm público cativo. Também por isso, priorizaram a cidade na turnê de lançamento de seu mais novo CD, “Índigo Cristal” (palavras que significam, respectivamente, a qualidade de crianças especiais pelo seu idealismo e por não aceitarem injustiças). Sétimo álbum do grupo, o trabalho foi lançado em agosto, depois de um hiato de oito anos sem apresentar inéditas. Nesse intervalo, diga-se, eles não ficaram parados. “Com trabalhos como o ‘Natiruts Acústico’ (2012) e o ‘Reggae Brasil’ (2015), viajamos muito, inclusive para fora do Brasil. Nessas releituras,
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BETO GATTI/DIVULGAÇÃO
produção artística dos músicos se viu atravessada por uma sensação de “indignação com toda a podridão do sistema”, como explica Maurício. A inquietação por trazer estes temas ao CD, portanto, encontrou lugar na canção. Mas, mesmo que o tom crítico tenha subido, é uma composição feita “do nosso jeito, com esperança e positivismo”.
Inéditas
Depois de oito anos, Natiruts lança CD de originais lapidamos arranjos e experimentamos outros ritmos”, explica o baixista Luís Maurício. Para o músico, pois, colocar o pé na estrada foi essencial para a concepção do novo CD. “Conhecemos culturas diferentes e construímos o nosso próprio estúdio. Isso tudo influenciou e foi o alicerce para a construção do novo trabalho”, diz. Com o lançamento, aliás, a banda voltou a pegar estrada e já passou por países como Argentina, Uruguai e Chile, além de já ter ido à São Paulo.
PEDRO MARGHERITO/DIVULGAÇÃO
AMADURECIMENTO Belo-horizontino, o baixista acredita que “Índigo Cristal” carregue “todo o amadurecimento natural de mais de 20 anos de carreira”. “Ao longo destes anos, fomos entendendo o poder de transformação e a importância das nossas músicas na vida das pessoas”, pontua Maurício – que entende como uma missão da banda “tentar mudar a frequência vibratória com canções”. Para o Natiruts, portanto, a música funciona “como um antídoto contra todas as energias negativas”,
capaz de “mostrar um caminho de esperança e paz”. Claro, a positividade, esse estado de espírito de um otimismo intencional, se faz presente nas canções do no-
“
Nossa missão é mostrar um caminho de esperança e paz Luís Maurício
Banda paulista traz o show “O Terno com Metais” à capital mineira Grupo O Terno está em destaque no cenário independente brasileiro. O trio retorna a Belo Horizonte ainda com o sucesso do álbum “Melhor Do Que Parece” (2016), mas com algumas novidades. O show traz as canções do disco com rearranjos para um naipe de metais formado pelos músicos Amilcar Rodrigues, Filipe Nader e Douglas Antunes. Onde Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro) Quando Dia 29 (sexta-feira), às 21h Quanto R$ 60 (inteira)
vo trabalho do grupo – que, ainda, faz conexões com o passado. É o caso da música “Na Positiva”, que ganhou clipe na Chapada dos Veadeiros, lançado em agosto. O cenário é o mesmo dos primeiros clipes da banda, como “Liberdade Para Dentro da Cabeça”, de 1998. Em meio a tanta positividade, porém, há pelo menos uma exceção, a faixa “Injusta Falha”, que, ainda que otimista, inclina para a crítica política. Acontece que, em meio a escândalos de corrupção e em um país polarizado, a
UM BELO HORIZONTE Quando fala de Belo Horizonte, Maurício lembra imediatamente de sua família, “grande parte mora em Minas”, comenta. Depois, volta no tempo. “Fizemos nosso primeiro show em BH em 1997. De lá pra cá, a empatia e o amor só aumentaram”. O Natiruts, pois, esteve na cidade em janeiro deste ano e a memória ainda emociona os regueiros. “O último show, na Esplanada Mineirão, foi mágico! Jamais esquecerei daquele pôr do sol e da energia do público”. De volta ao lugar, além de apresentar canções do novo álbum, a banda inclui no repertório sucessos, como “Reggae Power” e “Me Namora”.
Natiruts na >Primavera
Lançamento do CD “Índigo Cristal”. Esplanada do Mineirão (Av. Antônio Abrãao Caran, 1001, São José). Dia 30 (sábado), às 16h. A partir de R$ 140 (inteira).
SITE DA BANDA CARTOON/DIVULGAÇÃO
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Oceania e Versalle no lançamento de “Beneath The Surface” O trio formado por Gustavo Drummond, Daniel Debarry e Tulio Braga debutam o primeiro álbum recheado de guitarras distorcidas e melódicas, “Beneath The Surface”. Na noite, a banda de rock rondonense Versalle também se apresenta no palco d’A Autêntica Onde A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi) Quando Dia 29 (sexta-feira), às 21h Quanto R$ 15 (antecipado) e R$ 25 (na portaria)
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mineira Cartoon lança 6 Banda seu 5° disco no Teatro Bradesco
Produzido por meio de uma campanha de financiamento coletivo com a ajuda dos fãs, o novo álbum da banda Cartoon será apresentado aos fãs em um show de lançamento no próximo dia 30. As novas composições trazem arranjos bem cuidados sem perder a energia do rock que popularizou a banda no cenário nacional Onde Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes) Quando Dia 30 (sábado), às 21h Quanto R$ 50 (inteira).
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MÚSICA Sete décadas embaladas por um ‘beijinho doce’ Aline Muito antes Gonçalves de Simone e Simaria. Bem anterior a Paula Fernandes. Roberta Miranda nem havia nascido. O ano era 1947 quando As Galvão (anteriormente intituladas Irmãs Galvão) se apresentaram no gênero sertanejo caipira pela primeira vez. À época, Marilene e Mary eram duas meninas de 5 e 7 anos e nem sabiam direito o que estavam fazendo ou a simbologia disso em uma sociedade tão machista. A realidade mudou um bocado de lá para cá, mas elas continuaram na profissão que praticamente ajudaram a inventar e tornaram-se a dupla sertaneja há mais tempo em atividade no Brasil. Para celebrar estas sete décadas de traje-
Dom. 1º.out.
tória, sobem ao palco do Palácio das Artes, onde estreiam a turnê “As Galvão: 70 anos de História”. “Vamos apresentar músicas do cancioneiro sertanejo caipira, o que o povo gosta de cantar junto”, diz Mary. Dentre elas estão “Beijinho Doce”, “No Calor dos Teus Abraços”, “Pedacinhos”, “Coração Laçador”, “Menino Canoeiro” e “Lembrança”. “Escolhemos começar por BH porque Minas sempre nos prestigiou”, explica. Elas já têm programados shows em Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Além da turnê, como parte das comemorações, a dupla lançou o livro “Dossiê As Galvão: As Soberanas, 70 Anos de História” e prepara, para outubro, um DVD e um documentário. O show foi registrado em São Carlos, São Paulo, e traz convidados co-
SITE AS GALVÃO/REPRODUÇÃO
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sábado (23) BREVE Festival com Novos Baianos, Tulipa Ruiz e Marcelo Jeneci, Projota, Karol Conka. Mirante Beagá (rua Gabriela de Melo, 0, Olhos D’Água). Às 14h. R$ 200 (inteira, 1º lote)
CIDADE HIP HOP Diversidade do rap mineiro com Roger Deff, Clara Lima e Das Quebradas NECUP (av. Nossa Senhora de Fátima, 3.312). Às 22h. R$ 10 (inteira)
PÉRICLES
Sempre juntas, As Galvão, aos 77 e 75 anos, apresentam músicas do cancioneiro caipira em show no Palácio das Artes, que abre a turnê
Turnê “Deserto da Ilusão” Km Hall BH (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro. 3209-8989). Às 22h. A partir de R$ 90 (arquibancada 1º lote)
SÉRGIO PERERÊ Apresentação na série “Funarte de Ritmos”. Funarte (r. Januária, 68, Centro). Às 19h. R$ 10 (inteira)
domingo (24) MUTANTES A SECO Show “Jardim Elétrico”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 18h. R$ 15 (inteira)
PROJETO TAMBOR NA PRAÇA
mo Daniel e Chitãozinho e Xororó. “Imagina como foi reviver nossa história para montar tudo isso? Foi lindo, emocionante, choramos: é glorioso chegar aos 70 anos de carreira e bonitonas (risos)”, diz Mary.
ARQUIVO PESSOAL
TRAJETÓRIA Mary e Marilene começaram a cantar incentivadas pelos pais, Bertholdo e Maria. A estreia foi na Rádio Club Marconi, de Paraguaçu Paulista (SP). Logo, elas também aprenderam a tocar sanfona e violão. “Cantávamos e víamos as pessoas felizes, aplau-
Ainda meninas, irmãs aprenderam a tocar instrumentos
dindo, e daí fomos fazendo tudo direitinho, tendo respeito com a música caipira e os nossos fãs”, comenta Mary. A dupla gravou, ao longo de todo esse tempo, mais de mil músicas. No entanto, quando já tinham quase 30 anos de carreira, chegaram a pensar na aposentadoria. “Foi o momento em que o Mário chegou na nossa vida. Isso foi um divisor de águas, fizemos um disco e estouramos”, comenta. Mário Campanha, no caso, é compositor, maestro e produtor, e as acompanha desde 1981. Hoje, ela comemora o mo-
mento favorável do sertanejo para as mulheres. “Quando vejo esse movimento penso que valeu tudo que nós fizemos. Esse é um segmento que sempre teve muito preconceito: o homem nunca deu chance para duplas femininas. Até por isso nós valorizamos tanto chegar a uma marca que nem eles conseguiram”.
70 >AnosAsdeGalvão: História
Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Dia 1º de outubro (domingo) às 19h. Ingressos a partir de R$ 80 (inteira, plateia superior)
Fernando Muzzi se junta aos anfitriões Mauricio Tizumba, Bloco Saúde e Tambor Mineiro. Praça da Saúde (av. Silva Lobo, Grajaú). Às 16h. Gratuito
segunda (25) SEGUNDA MUSICAL Concerto com Juliana Marin (piano), Gisele Fernandes (soprano) e Juliana Marin (piano), Diogo Alvarez (violão). Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Às 20h. R$ 1
quarta (27) MINAS POCKET MÚSICA Vitor Santana interpreta repertório autoral na segunda edição do projeto. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537). Às 19h30. R$ 20 (inteira)
SINFÔNICA E LÍRICO EM CONCERTO LUCIANO BELFORD/ESTADÃO CONTEÚDO
começa turnê tributo ao 6 Atom Pink Floyd no Cine Theatro Brasil
Para homenagear o álbum “The Dark Side of the Moon” o, a Banda Atom estreia sua nova turnê nos próximos dias 29 e 30, no Cine Theatro Brasil. Desta vez, a banda preparou uma apresentação conceitual do disco que conta com telões, jogo de luzes e uma rica montagem cênica Onde Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro) Quando Dias 29 (sextafeira) e 30 (sábado), às 21h Quanto A partir de R$ 80 (inteira, primeiro lote).
Interpretam composições de Tchaicovsky. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 20h30. R$ 20 (inteira)
quinta (28) Pabllo Vittar volta a Belo Horizonte Depois de uma apresentação que arrastou uma multidão no Rock in Rio, a drag queen Pabllo Vittar desembarca novamente em Belo Horizonte com a turnê “Vai Passar Mal...”. Na apresentação, Pabllo canta seus principais hits, entre eles “Na Sua Cara” e “K.O.” Onde Wood’s BH (Alameda da Serra, 154, Nova Lima) Quando Dia 27 (quarta-feira), às 23h Quanto A partir de R$ 110 (espaço Bud unissex, 4° lote).
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RENATO TEIXEIRA Cantor revisita sua trajetória com os grandes sucessos como Tocando em Frente, Romaria, Amanheceu, peguei a Viola, Frete Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 21h. A partir de R$ 120 (inteira) RUBENS CERQUEIRA/DIVULGAÇÃO
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ARTES CÊNICAS Amor em tempos de internet Aline As relações Gonçalves a m o r o s a s são tema recorrente de inspiração às diversas artes, mas, complexas por natureza, continuam rendendo novos desdobramentos. Desta vez, na peça “Estranhos. com”, que chega ao Teatro Sesiminas, nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, serão abordadas de maneira contemporânea. Em cena, os atores Deborah Evelyn e Johnny Massaro vivem personagens de realidades distintas. Ele é William, um jovem blogueiro que faz sucesso na internet fazendo relatos de suas experiências sexuais. Já ela é Olivia, um mulher de meiaidade, professora de literatura e escritora, um pouco desiludida e bastante ponderada sobre o mundo digital e das celebridades. Em uma noite chuvosa, os dois conhecem-se em uma pousada. Ele foi ao encontro dela para falar de literatura, mas, logo, surge uma atração. “Vimos a montagem em Nova York e percebemos que era muito atual, mas que também traz questões antigas, no sentido de falar sobre o relacionamento de homem e mulher”, explica Deborah, que coproduz o espetáculo, ao lado de Monica Torres, resgatando, assim, a parceria da montagem “Hora Amarela”, de 2014. O texto original é da autora norte-americana Laura Eason, roteirista da série norte-americana “House Of Cards” (Netflix). A direção é de Emílio de Mello, que também é um premiado ator.
REENCONTRO A versão estreou no início do ano e passou ape-
Sáb. e dom. 30 e 1º. out.
ANDREA CAPELLA/DIVULGAÇÃO
Após BH, foco da dupla é a TV
Montagem nas por Rio e São Paulo antes de chegar a BH. A indicação de Massaro partiu de Deborah. Ela o conheceu durante as gravações da novela “A Regra do Jogo”, que foi ao ar na rede Globo entre 2015 e 2016. Na época, viveram tia e sobrinho. “Precisávamos de um ator jovem que fosse muito bom, porque são apenas duas pessoas em cena: e ele é um dos melhores dessa nova geração. É muito impressionante porque tem apenas 25 anos, mas, no palco, tem maturidade, um enorme talento”, elogia Deborah. “O que me atraiu a princípio foi a possibilidade de contracenar com a Deborah, queria aprofundar este encontro, e também ser dirigido pelo Emílio, alguém que eu admiro muito”, diz Massaro. Segundo ele, o personagem é retrato de um geração. “O William é um jovem que é muito fluido, está inserido nesta era da informação. Positivamente, lida
bem com a rapidez das coisas e, negativamente, relaciona-se com a superficialidade também”, diz. Na opinião da atriz, ao mostrar o relacionamento de uma mulher mais velha com um rapaz jovem, a peça fala também de preconceitos. “Talvez isso já tenha sido superado em algumas esferas, mas ainda existe em outras e, por isso, é importante falar sobre. De toda forma, é uma loucura como as pessoas ainda se metem na vida sexual dos outros”, reflete. Depois dessas apresentações na capital mineira, que integram o projeto Teatro em Movimento, o espetáculo dará uma pausa, já que tanto Deborah quanto Johnny estão escalados para as próximas novelas da rede Globo.
Em “Estranhos. com”, globais interpretam um jovem blogueiro e uma escritora
Novela
Deborah volta à telinha nesta semana, ao lado de Nelson Freitas e Bárbara França
Protagonistas da peça “Estranhos.com”, Deborah Evelyn e Johnny Massaro não sabem quando voltarão a encená-la após a passagem por Belo Horizonte na próxima semana. Isso porque ambos estão escalados para novos folhetins na Globo. Ela viverá Alzira na trama “Tempo de Amar”, que estreia já no dia 26 de setembro, na faixa das 18h. Já ele será um dos protagonistas da trama das 19h, “Deus Salve O Rei”, que deve estrear em janeiro de 2018: fará um príncipe que relaciona-se, inicialmente, com a personagem de Tatá Werneck. “O meu núcleo de atuação nessa novela (que inclui o ator Nelson Freitas) não vai trazer uma comédia clássica. O Nelson, apesar de ser mais conhecido pelos papeis de humor, quer sair um pouco disso. A minha personagem terá um viés
cômico diferente, por meio do absurdo: ela é racista, preconceituosa e usa tudo de mais politicamente incorreto para expressar-se. Será bem ‘nojentinha’ mesmo”, explica Debora. Já Massaro não sabe detalhes de seu personagem, ainda em processo de construção. Se seguir a linha de atuação do jovem, não será, certamente, um príncipe óbvio, já que ele tem se mostrado talentoso em criar tipos mais diferentes, inclusive no cinema (recentemente, esteve em “O Filme da Minha Vida”, de Selton Mello). “Não sei o porquê de me chamarem para esse tipo de personagem, talvez por sorte, confiança dos outros de que serei capaz, mas também creio que ocorre porque tenho um tipo físico diferente”, reflete. JOÃO MIGUEL JR/TV GLOBO
> “Estranhos.com”
Teatro Sesiminas (rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Dias 30/9 (sábado), às 20h, e 1º/10 (domingo), às 19h. R$ 50 (inteira)
MARIANA RETTORE/DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO
no Youtube, 6 Sucesso TazerCraft chega a BH
Na internet, os meninos Pac e Mike conquistaram 8 milhões de seguidores, que acompanham os vídeos com dicas e truques para jogar MineCraft e outros games online. Agora, no palco do KM de Vantagens Hall BH, a dupla apresenta um espetáculo em que recriam os cenários dos principais quadros do canal Onde KM de Vantagens Hall BH (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro) Quando Neste domingo (24), às 17h Quanto A partir de R$ 60 (arquibancada, inteira, 1° lote).
de Dança Sala B 6 Grupo apresenta “Fluxos”
Dirigido e coreografado por Fernando de Castro, um dos fundadores do Grupo Corpo, "Fluxos" remonta aos relacionamentos interpessoais nos grandes centros urbanos. Nove bailarinos do grupo de dança contemporânea Sala B ocupam o palco do Teatro Bradesco, no próximo dia 28, e embalados pela trilha sonora do Quarteto Balanescu questionam uma sociedade mecanizada e padronizada Onde Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes) Quando Dia 28 (quinta-feira), às 20h30 Quanto R$ 20 (inteira).
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ARTES CÊNICAS Bianca conta sua história Alex A história de BianBessas ca Andrade poderia ser só mais um clichê adolescente de uma jovem maquiadora que sonhava ser atriz desde criança. Acontece que, no caso dela, uma “fada madrinha” aparece para tornar tudo verdade. É assim que ela descreve a produtora Luizi Costa, nome por trás de sua estreia no teatro com o espetáculo “Boca Rosa, a Peça!”, que volta a BH na sexta (29). Bem, mas antes de levar sua vida para o palco, Bianca já tinha para si um público fiel. Acontece que, desde 2011, a maquiadora mantém um canal no YouTube – seguido, hoje, por mais de 4 milhões de pessoas. Batizando peça, canal e blog, a expressão “Boca Rosa” a acompanha desde o ensino médio. “Eu vivia de batom rosa!”, comenta. Por isso, colegas da escola a apelidaram assim. Mas, o que era para ser bullying virou a marca registrada da moça. “Como sempre gostei da cor, não ligava que me chamassem assim, então adotei o ‘Boca Rosa’ de vez!”.
SUCESSO NO YOUTUBE Vale dizer, a trajetória de sucesso de Bianca no YouTube começou por acaso, quando, “um dia, baixando música na internet, achei uns vídeos da Andreza Goulart, que foi quem me inspirou. Fiquei apaixonada... Depois, ficava imitando-a no espelho, sonhando em fazer igual”, lembra. A partir de então, “comecei a treinar muito as maquiagens e dividir com as minhas amigas, que pediram pra eu criar meu blog e depois o canal, porque era melhor para aprender pelos vídeos”, comenta ela, recordando, ainda que, “não sabia mexer nessas coisas...”. No início, aliás, os vídeos eram bem caseiros. “Fazia para as minhas amigas, tanto que molhava o cotonete na boca e usava a saliva pra limpar a maquiagem quando borrava, do jeito que todo mundo faz em casa...”, diz. Sem esperar que os vídeos repercutissem mais, ela só se deu conta de que o conteúdo que vinha criando havia ganhado relevância quando, em janeiro de 2013, foi convidada para um café da manhã com a apresentado Ana Maria Braga, no programa “Mais Você”, da Rede Globo.
TEATRO Assim como sua aventura na internet, a empreitada pelo teatro se iniciou depois de um certo encantamento. “Uma vez fui assistir à peça do Paulo Gustavo, com a minha amigaLuiziCosta, esaí de láextasiada, cheia de vontade de atuar”, comenta Bianca. Inquieta, procurou Luizi. “Confessei que tinha o sonho de ser atriz e ter uma peça contando a história da minha vida”, lembra. Foi assim que deu-se início à parceria entre elas. Hoje, “a Lu é minha fada madrinha. Não tem ficção na peça. Mas sinto que é mágico!”. Bianca explica que, no espetáculo, interpreta a si mesma e, em alguns momentos, faz também três personagens diferentes ao mesmo tempo. Assim como em seus vídeos, ela canta e dança em cena. A apresentação, é verdade, já passou por BH, há cerca de um ano. “Foi maravilhoso! Recebi muito carinho”, elogia, observando ainda que “o povo mineiro é muito alegre”. Agora, está ansiosa por voltar a receber “essa boa energia”.
> Boca Rosa, a Peça!
Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2244, Lourdes). Dia 29 (sexta), às 20h. R$ 80 (inteira).
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Popular na web, Bianca volta a BH com peça sobre sua vida
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ARTES CÊNICAS teatro adulto 1 MILHÃO DE ANOS EM 1 HORA Dir. Cláudio Torres Gonzaga. Com Bruno Motta A história do mundo em uma hora, da era das cavernas ao Facebook. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Seg. (25), ter. (26) e qua. (27), às 20h. R$ 60 (inteira).
ABSURDO!
Teatro da Biblioteca Pública (Circuito Liberdade, 21, Funcionários). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 17 (postos Sinparc). Até 1/10.
EFÊMERO Dir. Fabrício Trindade. Com Fabrício Trindade Uma diva decadente, um assassino, um anjo, o penitente e um pássaro flertam com universos marginais. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Neste sáb. (23) e dom. (24), às 19h. RR$ 20 (inteira). Dir. Paulo de Moraes. Com Armazém Companhia de Teatro A história de Hamlet é a história da destruição de uma ordem estabelecida. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários). Neste sáb. (23), dom. (24) e seg. (25), às 20h. R$ 20 (inteira).
A MINHA MÃE É UMA COMÉDIA
IVAN
Dir. Maurício Canguçu. Com Beto Sorolli Uma mulher de meia idade recebe ajuda de sua avó, uma mulher intensa. Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 40 (inteira). Até 1/10.
Dir. Cláudio Dias. Com Marco Amaral e Gustavo Marquezini A luta de Ivan Karamazov com sua própria consciência. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). Neste sáb. (23) e dom. (24), às 20h. R$ 30 (inteira).
ANTES DO FIM
MACUNAÍMA GOURMET
BABADOS DA VIDA Dir. Edson Fieschi. Com Evelyn Regly e Kakau Berredo A youtuber apresenta alguns dos quadros de seu canal. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb. (23), às 19h. R$ 90 (inteira); R$ 45 (promocional Itaucard).
BOA NOITE CINDERELA Dir. Inês Peixoto. Com Amauri Reis Bancário acorda após conhecer um rapaz. Está sozinho e com vergonha. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Qui. a sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc). Até 1/10.
BOCA ROSA (Leia mais na página ––)
CERTOS RAPAZES - O NOSSO AMOR A GENTE INVENTA Dir. Maurício Canguçu. Com Gerson Marques e Guilherme Neves O encontro amoroso entre dois homens e suas problemáticas.
Com direção do saudoso Domingos Montagner, circo Zanni se apresenta no Sesc Palladium
HAMLET
Dir. Thiago Comédia Com Thiago Comédia, Thiago Neuhaus Oito personagens contam suas histórias, inspiradas no dia-a-dia. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova). Qui. (28), às 20h30. R$ 17.
Dir. Rita Clemente Com Fafá Rennó, Marcio Monteiro, Odilon Esteves Um quarteto de cordas e um motoboy veem seus valores se desfazerem, quando suas vidas se entrelaçam. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários). Neste sáb. (23), dom. (24) e seg. (25), às 19h. R$ 20 (inteira).
PAULO BARBUTO/DIVULGAÇÃO
ROSE, A DOMÉSTICA DO BRASIL
Dir. Eid Ribeiro e Eduardo Felix Com Pigmalião Escultura que Mexe O espetáculo marca os 10 anos do grupo e reflete os contrastes das sociedade. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Qui. a dom., às 20h. R$ 10 (inteira). Até 30/9.
Dir. Adriana Soares. Com Lindsay Paulino A doméstica famosa relembra sua história antes de alcançar o sucesso. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Qui. (28), às 21h. R$ 50 (inteira).
MALANDRAMENTE
Dir. Rômulo Lima. Com Grupo Teatral os Gatões Quadros cômicos inspirados no cotidiano. Teatro Shopping Estação (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova). Neste sáb. (23), às 20h30. R$ 15.
Com Sérgio Mallandro Em seu stand-up, Mallandro conta histórias de sua carreira e de sua vida. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Neste sáb. (23), às 21h30; dom. (24), às 18h. R$ 90 (inteira).
OS HOMENS QUEREM CASAR E AS MULHERES QUEREM SEXO Dir. Carlos Nunes. Com Marcelo Ricco A história de um rapaz que tenta encontrar uma mulher pra se casar. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 16 (postos Sinparc). Até 1/10.
Dir. Rogério Falabella. Com Raul Starling, Adriani Vargas, Olavino Marçal As situações cômicas de um funcionário público e sua família na praia. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 20 (postos Sinparc). Até 1/10.
Dir. Diney Vieira. Com Lucas Santos, Stefany Vaz, André Moreno O garoto que se recusa a crescer vive na terra do nunca onde vive aventuras. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211).Neste dom. (24), às 16h. R$ 50 (plateia 1, inteira); R$ 40 (plateia 2, inteira).
OS SALTIMBANCOS TITI: COÇAR E RIR SEM FAZER XIXI
teatro infantil O FAROL Dir. Clarice Cardell. Com Cia Studio Sereia Para bebês de 0 meses a 4 anos, o espetáculo retrata a primeira infância. Teatro de Bolso Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Neste sáb. (23), às 15h e às 16h30. R$ 20 (inteira).
O MENINO MAIS RICO DO MUNDO
PERIGO, MINEIROS EM FÉRIAS
Dir. Cláudio Márcio. Com A Patela Ajuntamento Um garoto que acorda mais velho e sai em busca de seu pai. Teatro de Bolso Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Neste dom. (23), às 16h. R$ 20 (inteira).
Dir. Diego Benicá. Com Marcelo Ricco Um pequeno catador de papel convida a plateia para um dedo de prosa. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho).Sáb. e dom., às 16h30. R$ 30 (inteira); R$ 12 (postos Sinparc). Até 1/10.
O PEQUENO
Dir. Diego Benicá. Com Anderson da Mata, Daniela Cassimiro, Efigênia Marya Um grupo de animais parte para a cidade para tentar a carreira musical. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro). Neste sáb. (23) e dom. (24), às 16h. R$ 40 (inteira).
PEDRO E O LOBO Dir. Álvaro Apocalypse. Com Grupo Giramundo A história do menino Pedro que se vê às voltas com um feroz lobo. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (24), às 16h. R$ 10 (inteira).
QUEM ROUBOU O BRANCO DO MUNDO? Dir. Paulo Lobo. Com Grupo Aldeia Comunicação e Arte A peça é uma forma de mostrar a alegria de conviver de forma harmônica. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Sáb. e dom., às 16h30. R$ 30 (inteira). Até 1/10.
musical PETER PAN - O MUSICAL
dança
paalelo dessas lendárias amazonas com as mulheres da atualidade. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Neste sáb. (23), às 20h. R$ 24 (inteira).
FLUXOS Dir. Fernando de Castro. Com Sala B O espetáculo recria situações e ambientes existentes nos centros urbanos. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Qui. (28), às 20h30. R$ 20 (inteira).
BANTU Dir. Benjamin Abras. Com Ballet Jovem de Salvador Uma dança de matriz africana contemporânea traça vários caminhos e danças tradicionais tomam outras formas. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Qua. (27), às 20h30. R$ 20 (inteira).
DEFINITIVO É O FIM Dir. Rui Moreira. Com Rui Moreira Cia de Danças Pontes entre o ocidente e o oriente através do gestual de danças urbanas. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Qui. (28), às 20h30. R$ 20 (plateia 1, inteira)
circo CIRCO ZANNI Dir. Domingos Montagner Artistas se reúnem para apresentar os números da companhia. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste dom. (24), às 11h e às 19h. R$ 50 (plateia 1, inteira); R$ 40 (plateia 2, inteira); R$ 30 (plateia 3, inteira).
performance
ESPELHO DA LUA
VEM... PRA SER INFELIZ
Dir. Mário Nascimento. Com Cia. Mário Nascimento Dizem os historiadores que quando os expedicionários europeus, chegaram ao Brasil, encontraram um grupo de mulheres guerreiras, que viviam isoladas e não aceitavam a presença de homens em seu território. Nesta obra, o autor faz um
Dir. Priscila Rezende. Com Priscila Rezende O corpo negro exposto de forma extrema à reprodução da representação estereotipada de sua imagem. Teatro Espanca! (r. Aarão Reis, 542, centro). Seg. (25), às 20h. R$ 10 (inteira).
HELVES DOMINGUES/DIVULGAÇÃO
#FICAADICA BENÍCIO BRAGA/DIVULGAÇÃO
Mallandro apresenta 6 Sérgio stand up “Mallandramente”
Após sete anos em cartaz com seu show de humor e diversas passagens pela capital mineira, o artista volta à cidade com uma nova temporada de “Mallandramente”, na próxima semana, no Teatro Sesiminas. No stand-up, Mallandro relembra momentos que marcaram sua trajetória na televisão e no cinema. Com passagens pelo SBT e pela TV Globo, Sérgio Mallandro conta histórias sobre colegas de trabalho e episódios de sua vida pessoal. Além disso, o humorista também interpreta suas famosas e cômicas canções, como “Bilú Teteia” e “Um Capeta em Forma de Guri” Onde Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181) Quando Neste sábado (23), às 21h30; domingo (24), às 18h Quanto R$ 90 (inteira).
e o Urso desembarcam em Belo Horizonte 6 Masha com megaprodução cênica e musical
A história de Masha, uma menina que vive na estação transiberiana, e seu amigo Urso já é conhecida por muitas crianças. Agora, as estrelas da animação russa ganham os palcos mineiros em uma megaprodução. O espetáculo “Masha e o Urso Live Show” conta com um cenário grandioso, além de efeitos e figurinos especiais que remetem à série. Na montagem cênica e musical, Masha e o Urso conhecem uma arara brasileira muito falante e precisam preparar para ela uma festa de aniversário Onde Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3270-8100) Quando Dia 30 (sábado), às 16h Quanto R$ 100 (plateia 1, inteira); R$ 80 (plateia 2, inteira); R$ 60 (plateia 3, inteira).
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ARTES VISUAIS Todas as cores de Poteiro FOTOS REPRODUÇÃO
Aline ReligiosidaGonçalves de, lendas e tradições brasileiras são alguns dos temas que o artista plástico Antônio Poteiro (1925-2010) retratou ao longo de sua premiada trajetória. Nascido em Portugal, mas vivendo no Brasil desde a tenra infância (mudou-se com a família com pouco mais de um ano e viveu em diversas cidades, como Uberlândia), esse brasileiro de coração será o homenagea-
do em uma exposição que terá início no próximo dia 27 (quarta), em BH. A ideia de arte concebida por Poteiro priorizava cores fortes e vibrantes. Em geral, sua obra é relacionada ao primitivismo, o distanciando de peças delicadas e suaves. Seu trabalho foi exibido em países como Japão, Alemanha, Itália, Marrocos e França. Segundo o curador da mostra “Poteiro, o Colorista do Brasil”, Errol Flynn, essa será a maior e mais representativa iniciativa do tipo sobre ele já realizada. Ao todo, serão 90 obras, sendo 83 pinturas e sete cerâmicas, como os quadros “O Cavaleiro”, “Brasil” e “Revoada em Verde”. “Ele era mágico. Dentro da arte contemporânea, trazia uma visão totalmente diferente. Vamos abarcar as várias temáticas que ele trabalhou, um pouquinho de Sete esculturas integram a retrospectiva, como “Deus Anjo”, de 1994
Obra de 1974, “O Cavaleiro” estará nesta exposição
“Revoada em Verde”, de 1997, revela ligação à ecologia
cada coisa”, revela Flynn, que teve a oportunidade de relacionar-se com o artista durante sua última década e colecionou um grande acervo. “Tínhamos um vínculo de amizade. Ele era uma pessoa de sabedoria ímpar, mesmo sem ter estudo, sem ter formação, falava coisas incríveis”, comenta. As peças em exposição abrangem um amplo período de atividades de Poteiro, entre 1974 e 2008. Para o curador, a importância disso é, exatamente, mostrar as mudanças em seu trabalho durante esse intervalo de quase 40 anos. “Com o passar do tempo, ele fica mais fiel ao seu estilo. Isso é de praxe de qualquer artis-
AUTENTICIDADE A exposição vem sendo delineada desde 2012. O longo período deu-se por uma série de acontecimentos, como a crise econômica e o fato de que membros do Instituto Antônio Poteiro, em Goiás, terem que vir à capital mineira para certificar todas as peças – dando a elas o título de autênticas. “Será um panorama bastante completo e interessante sobre o trabalho do meu pai, com várias fases. Ele era um grande observador do mundo e creio que, na exposição, estarão os temas que ele gostava de discutir mais, como ecologia”, comenta o filho de Antônio Poteiro, Américo Poteiro, à
ta, na verdade. No início, os traços são mais certinhos, firmes e, com a maturidade, ele se solta-se mais, preocupa-se menos com todos esses detalhes”, analisa
RECONHECIDO Prêmios Poteiro foi consagrado com diversos prêmios, como o da Associação Paulista dos Críticos de Arte, na categoria escultura, em 1985. Também recebeu a Medalha da Ordem do Mérito Cultural do Brasil, em 1997, e a Elaboração do prêmio Unesco para 2001.
frente da instituição que resguarda a memória do artista plástico. Américo fala, ainda, da importância da vivência de seu pai com os índios, durante dois anos, quando aprendeu lendas deles. “Isso o influenciou e o motivou pintar”, revela. Para Flynn, Poteiro usou os pincéis para expressar-se com graça e lirismo. “Ele sempre dizia que queria ser poeta e acabou tornandose pela pintura”, diz.
“Poteiro, o >Colorista do Brasil”
Errol Flynn Galeria de Arte (r. Alagoas, 977, Savassi, ) De 27 de setembro a 14 de outubro de 2017. Visitação de segunda a sexta, das 9h às 19h; sábado, das 9h às 14h. Entrada gratuita
CENÁRIO BH TARCÍSIO DE PAULA/DIVULGAÇÃO
JUVENA PEREIRA/DIVULGAÇÃO
propõe uma viagem 6 Mostra pelo organismo humano
Depois de viajar por 40 países e ter sido vista por mais de 20 milhões de pessoas, a exposição “O Fantástico Corpo Humano” desembarca no Shopping Cidade e conta com 12 corpos e 150 órgãos reais para explicar ao público as diversas funções do corpo humano Onde Shopping Cidade (r. dos Tupis, 337) Quando Todos os dias, das 12h às 20h Quanto A partir de R$ 50 (inteira, de segunda a sexta). ANA MARIA LIMA/DIVULGAÇÃO
Meu Vizinho Pardini leva 6 Festival show de Marcus Viana para praça
Com a proposta de reunir apresentações musicais e teatrais, atrações circenses, espaço kids e um espaço gastronômico, o Festival Meu Vizinho Pardini acontece, neste sábado (23), na praça da Assembleia. O principal show fica por conta de Marcus Viana e Sagrado Coração da Terra Onde Praça da Assembleia (s/n°, Santo Agostinho) Quando Neste sábado (23), das 10h às 20h Quanto Entrada gratuita.
um Papo recebe lançamento 6 Sempre da biografia do músico Belchior
Há dez anos, o crítico musical Jotabê Medeiros deu início à sua pesquisa sobre a vida de Belchior. No próximo dia 29, o escritor participa do Sempre um Papo para lançar a biografia “Belchior- Apenas Um Rapaz Latino-Americano” Onde Auditório da Cemig (r. Alvarenga Peixoto, 1200) Quando Dia 29 (sexta), às 19h30 Quanto Entrada gratuita (o livro estará a venda no dia por R$ 49,90).
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CINEMA O poder do cinema em debate No Festival de Cinema de Berlim, premia-se com o Urso de Ouro. Já no de Veneza, com o Leão. Na capital mineira, a capivara foi o animal escolhido para ilustrar o troféu do 19º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte, que acontece da próxima sexta-feira, 29, até o dia 8 de outubro. O prêmio será concedido aos vencedores das mostras competitivas – “Minas”, “Brasil” e “Internacional” – e vem acompanhado por R$ 5.000, além de outros benefícios. Ao longo do festival, serão apresentados 151 filmes de diversos países, entre documentários, animações e peças do cinema contemporâneo, distribuídas também em outras sete mostras temáticas e especiais. Os curtas em competição, no caso, foram produzidos entre 2016 e 2017, já os demais variam. A mostra intitulada “Maldita”, por exemplo, segue na programação para arrancar sustos. Outras analisam o caráter político do cinema e suas manifestações João H. Motta (*)
Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 23 (sábado) e 24 (domingo)
estreias O ASSASSINO – O PRIMEIRO ALVO (American Assassin, EUA, 2017, 1h51, 16 anos) Dir. Michael Cuesta. Com Michael Keaton, Taylor Kitsch. Veterano da Guerra Fria recebe sua tarefa mais complexa como agente de treinamento da CIA quando o seu superior ordena que ele treine um ex-soldado cujo estado psicológico está devastado após a morte de sua noiva. BH Shopping 7: 13h, 15h50, 18h30, 21h10 Boulevard 3: 16h30, 21h15 Cidade 3: 11h50(*)(somente domingo), 14h(*), 16h20, 18h40(*), 21h(*) Contagem 5: 14h(*), 16h20, 18h40(*), 21h05(*) Del Rey 2: 14h10, 18h40 Diamond 3: 14h20, 16h50, 19h30, 22h Itaú Power 3: 13h50 (*) Itaú Power 5: 18h35, 20h50 (*) Minas 5: 16h30, 18h45, 21h05 (*) Pampulha 2: 14h45, 18h55, 21h05 (*) Partage Shopping Betim 1: 13h40, 16h15, 18h50, 21h30 Pátio Savassi 4: 11h45, 14h30, 17h05, 19h40, 22h15 Shopping Estação 2: 19h45, 22h15 (*) (*) Sessões dubladas
DIVÓRCIO – ATÉ QUE O AMOR EXPLODA (Brasil, 2017, 1h50, 12 anos) Dir. Pedro Amorim. Com Camila Morgado, Murilo Benício, Luciana Paes. O
ao longo da história. O slogan desta edição, “O Que Pode o Cinema?”, questiona, retoricamente, a potência da sétima arte. “É uma pergunta que surge durante o festival, seja nas mostras ou nos textos, mas também é a pergunta que nós fazemos todos os dias. O que o cinema produz enquanto encontros, enquanto imagens e sentidos, enquanto atos de fala ou de pensamento?”, reflete a curadora e coordenadora da mostra, Ana Siqueira. As preocupações da curadoria são referentes tanto ao cinema contemporâneo, com suas possibilidades sensoriais e a apuração estética do filme, quanto pertinentes a for-
mas de organização social e com o reconhecimento das memórias sociais. “Não é primeira vez que estamos vivendo em crise. Já vimos outros
tempos em que esses problemas (intolerância, censura, violência, etc.) eram ainda mais agudos, como em 1964, período da ditadura”, afirma
Abertura 29. set.
FESTCURTAS/DIVULGAÇÃO
“Call of Cuteness”, animação alemã, questiona padrões de consumo FESTCURTAS/DIVULGAÇÃO
Ana. Para ela, é preciso pensar como o passado é atualizado no presente. “Como os cineastas desse período pensavam naquela época a produção do filme e também contra o que pensavam? É uma forma de ‘historicizar’”, diz. RECORTE Uma das mostras especiais contempla um recorte cinematográfico com valor de memória inestimável. A sessão “Documentário: Invenção de Formas/Pensamento Crítico (1964 – 1983)” traz filmes desse período que sofreram uma “censura tripla”. Ana explica que o termo foi usado pela pesquisadora em cinema Naara Fontinele. DILÚVIO PRODUÇÕES/DIVULGAÇÃO
“Refere-se a filmes que sofreram censura política: devido ao conteúdo dos discursos; censura estética, por não corresponderem aos padrões do regime; e autocensura, ou seja, os próprios cineastas não podiam sequer pensar sobre a realização de um filme”, afirma. Os documentários dessa seleção são brasileiros, mas acuradoriaestendeuo diálogo com a produção dos países “hermanos”. Para isso, o professor de Cinema e Humanidades, Jorge Yglesias, da Escola Internacional de Cinema e Televisão de San Antonio de los Baños, em Cuba, preparou o recorte “Radicales Libres” com filmes da América Latina, do período de 1961 a 1993. O festival ainda terá programação extra que inclui cursos e oficinas (técnicas e teóricas), além de show da Orquestra Atípica de Lhamas na abertura. * Sob supervisão de Marília Mendonça
> FestCurtas BH Série “Cantos de Trabalho”, de Leon Hirszman, integra a mostra que resgata o período de 1964 a 1983
casal Noeli e Júlio leva uma vida humilde, até que ficam ricos depois de criar um molho de tomate que virou sucesso nacional. Com o passar dos anos, os dois vão se distanciando e um incidente é a gota d’água para a separação. Betim 3: 14h, 16h10, 18h20, 20h30 BH Shopping 8: 13h10, 15h40, 18h30, 21h30 Big Shopping 2: 16h35, 18h35 e 20h35 Boulevard 1: 14h30, 16h40, 18h50, 21h Cidade 2: 12h(somente domingo), 14h, 16h10, 18h20, 20h30 Contagem 3: 14h, 16h10, 18h20, 20h30 Del Rey 6: 14h, 16h10, 18h30, 20h40, 22h50(somente sábado) Diamond 5: 14h50, 17h30, 19h50 e 22h10 Itaú Power 4: 14h10, 16h20, 18h30, 20h40 Minas 2: 14h10, 16h20, 18h30, 20h40 Monte Carmo 4: 14h20, 16h30, 18h40 e 20h50 Pampulha 5: 15h05, 17h10, 19h15 e 21h20 Paragem 3: 14h20, 16h30, 18h50, 21h10 Partage Shopping Betim 3: 13h05, 15h30, 18h05, 20h30 Pátio Savassi 7: 14h20, 16h45, 19h20, 21h50 Shopping Estação 4: 14h, 16h30, 19h, 21h30 Shopping Norte 5: 14h35, 18h35, 20h35 Via Shopping 1: 14h20, 16h30, 18h50, 21h10
ESTA É A SUA MORTE – O SHOW (The Show, EUA, 2017, 1h44, 18 anos) Dir. Giancarlo Esposito. Com Josh Duhamel, Famke Janssen, Sarah Wayne Callies. Adam Rogers é um apresentador de TV que tem um novo e ousado programa em que as pessoas são pagas para se matarem ao vivo. Tal iniciativa macabra gera muitos protestos, mas também faz bastante sucesso, graças ao fascínio do público em acompanhar a degradação de outras pessoas. Boulevard 2: 18h20, 20h30 Cidade 5: 16h10, 18h50(*), 21h(*) Contagem 2: 16h40, 21h10(*)
Contagem 8: 18h30 (*) Del Rey 2: 16h30, 21h, 23h(somente sábado) Monte Carmo 5: 16h40(*), 18h50(*), 21h05 Partage Shopping Betim 4: 19h25, 21h50 Via Shopping 5: 16h40, 21h (*) Sessões dubladas
PENDULAR (Pendular, Brasil/Argentina/França, 2017, 1h48, 18 anos) Dir. Júlia Murat. Com Raquel Karro, Rodrigo Bolzan, Neto Machado. Em um galpão abandonado, um casal de artistas contemporâneos observa a arte, a performance e suas intimidades se misturarem; e onde se perdem, aos poucos, a capacidade de distinguir entre seus projetos artísticos, o passado de cada um e sua relação amorosa. Belas 2: 19h20 Ponteio 4: 21h05
MÃE! (Mother!, EUA, 2017, 2h02, 14 anos) Dir. Darren Aronofsky. Com Jennifer Lawrence, Ed Harris, Javier Bardem. Casal tem o relacionamento testado quando pessoas não convidadas surgem em sua residência acabando com a tranquilidade reinante. BH Shopping 4: 16h35, 19h25 e 22h05 Boulevard 4: 16h20, 18h40 e 21h Cidade 4: 13h50, 16h10, 18h30 e 20h50 (*) Contagem 4: 13h50(*), 16h10, 18h30(*) e 20h50 Del Rey 5: 14h10, 16h20, 18h40, 21h e 23h10(f) Diamond 1: 12h20, 15h, 18h e 20h40 Itaú Power 2: 14h, 16h20, 18h40 e 21h (*) Minas 1: 14h, 16h20, 18h40 e 21h (*) Monte Carmo 2: 14h10(*), 16h30, 18h50(*) e 21h10 Pampulha 1: 14h30(*), 16h40, 18h50(*) e 21h(*) Paragem 2: 14h, 16h20, 18h40 e 21h Partage Shopping Betim 7: 14h15, 17h10, 20h (*) Pátio Savassi 3: 15h, 17h50 e 20h40
Na sessão Maldita, “Mar de Monstro” (RJ, 2017) traz um suspense de um jovem projecionista
Ponteio Premier: 14h, 16h20, 18h40 e 21h05 Via Shopping 4: 13h40, 16h, 18h20 e 20h40 (*) (*) Sessões dubladas
RODIN (Rodin, França, 2017, 2h01, 14 anos) Dir. Jacques Doillon. Com Vincent Lindon, Izïa Higelin, Séverine Caneele. Cinebiografia de Auguste Rodin (1840-1917). O escultor francês conhece Camille Claudel, que se torna sua assistente. Não demora para os dois se aproximarem e Camille virar musa e amante de Rodin. Mas o relacionamento é tempestuoso por causa da infidelidade dele. Belas 1: 11h(somente sábado)(*), 16h20, 18h50, 21h20 Ponteio 3: 14h10, 16h30, 21h10 (*) Clube do professor. Necessário a comprovação do mesmo
sessão infantil
Cidade 8: 18h50 (*) Contagem 8: 20h40 (*) Del Rey 7: 18h50, 20h30 Itaú Power 3: 18h45 (*) Minas 6: 19h30 (*) Partage Shopping Betim 6: 15h Via Shopping 2: 18h40 (*) (*) Sessões dubladas
ANNABELLE 2 – A CRIAÇÃO DO MAL (*) (Annabelle: Creation, EUA, 2017, 1h50, 14 anos) Dir. David F. Sandberg. Com Anthony LaPaglia, Miranda Otto, Stephanie Sigman. Anos após a trágica morte de sua filha, artesão de bonecas e sua esposa decidem acolher em sua casa uma freira e as meninas desalojadas de um orfanato, enquanto lidam com um demônio do passado: Annabelle, criação do artesão. Cidade 8: 20h40 Contagem 1: 18h30 e 20h40 Itaú Power 1: 14h30 e 18h50 Minas 3: 16h45 e 21h10 Shopping Estação 1: 16h45 (*) Sessões dubladas
ESPECIAL PATRULHA CANINA Aventura com os patrulheiros mais queridos das crianças: Marshall, Rubble, Chase, Rocky, Zuma, Skye enfrentando a mais difícil das missões em uma coletânea de episódios especiais. BH Shopping 10: 12h
em cartaz
BINGO – O REI DAS MANHÃS (Brasil, 2017, 1h51, 16 anos) Dir. Daniel Rezende. Com Vladimir Brichta, Augusto Madeira, Leandra Leal. Cinebiografia de Arlindo Barreto, um dos intérpretes do palhaço Bozo no SBT dos anos 80. Famoso quando usava a fantasia e desconhecido sem ela, ele acabou se envolvendo com drogas, inclusive nos bastidores do programa. Pátio Savassi 2: 19h
AMITYVILLE: O DESPERTAR (Amityville: The Awakening, EUA, 2017, 1h25, 14 anos) Dir. Franck Khalfoun. Com Jennifer Jason Leigh, Bella Thorne, Jennifer Morrison. Uma jovem jornalista decide fazer uma reportagem para revelar todos os acontecimentos de Amityville, desde 1976. Ela chega ao local acompanhada de padres, outros jornalistas e de investigadores de atividades paranormais. BH Shopping 3: 11h50, 14h05 Boulevard 4: 14h
COLUMBUS (Columbus, EUA, 2017, 1h44, 14 anos) Dir. Kogonada. Com Haley Lu Richardson, John Cho, Parker Posey. Jin vai até Columbus, em Indiana (EUA), pois seu pai foi internado e está em coma. Ele conhece uma mulher que está cuidando da mãe viciada. Os dois começam a explorar os pontos de destaque arquitetônico da cidade e expõem seus sentimentos. Belas 3: 21h20
Cine Humberto Mauro e Sala Juvenal Dias (av. Afonso Pena, 1.537, centro). De 29 de setembro a 8 de outubro. Entrada gratuita. Mais informações: www.festivaldecurtasbh.com.br
COMO NOSSOS PAIS (Brasil, 2017, 1h42, 12 anos) Dir. Laís Bodanzky. Com Maria Ribeiro, Clarisse Abujamra, Paulo Vilhena. Ao mesmo tempo em que precisa cuidar das filhas, manter seus sonhos, seus objetivos profissionais e enfrentar as dificuldades do casamento, Rosa recebe uma notícia bombástica da mãe, Clarice, com quem tem uma relação conflituosa. Belas 2: 14h40, 17h, 21h30 Cine 104: 19h(somente sábado) Ponteio 2: 14h40 e 19h Pátio Savassi 2: 21h35
CORPO ELÉTRICO (Brasil, 2017, 1h34, 16 anos) Dir. Marcelo Caetano. Com Kelner Macêdo, Lucas Andrade, Welket Bungué. Trabalhando numa confecção de roupas em São Paulo e quase sem contato com a família na Paraíba, Elias passa seu tempo livre com outros homens e reflete sobre suas possibilidades para o futuro. Cine 104: 17h(somente sábado)
DESERTO (Brasil, 2017, 1h40, 14 anos) Dir. Guilherme Weber. Com Lima Duarte, Cida Moreira, Everaldo Pontes. Grupo de artistas apresenta um espetáculo por todo o sertão brasileiro. Mas, cansada da vida de nômade, a trupe decide se instalar em uma pequena cidade abandonada, e ali fundar a sua própria comunidade. Belas 3: 15h
AS DUAS IRENES (Brasil, 2017, 1h29, 14 anos) Dir. Fabio Meira. Com Isabela Torres, Priscila Bittencourt, Marco Ricca. Menina de 13 anos de uma família tradicional do interior descobre que seu pai tem uma filha de outra mulher, com a mesma idade e o mesmo nome dela, Irene. Agora, a filha do meio se sente num lugar de rejeição e começa a tentar descobrir quem é. Belas 3: 19h30(*) Cine 104: 20h40(somente sábado) (*) Sessão vitrine - R$ 12
almanaque
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 23 a 29 de setembro de 2017
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CINEMA em cartaz (continuação) EM DEFESA DE CRISTO (*) (The Case for Christ, EUA, 2017, 1h57, 12 anos) Dir. Jon Gunn. Com Mike Vogel, Erika Christensen, Faye Dunaway. Um jornalista investigativo resolve desmentir a existência de Deus . BH Shopping 9: 16h50, 22h Boulevard 5: 16h40 Cidade 6: 13h40, 18h30 Shopping Estação BH 2: 17h (*) Sessões dubladas
EMOJI – O FILME (*) (Emoji, EUA, 2017, 1h26, livre) Dir. Tony Leondis. Gene, um emoji defeituoso, nasceu sem expressão. Agora, ele vai encarar uma jornada para se tornar normal. Betim 2: 14h20 BH Shopping 9: 12h10, 14h30 e 19h40 Big Shopping 3: 14h30, 16h30, 18h30 Boulevard 2: 16h30 Cidade 8: 15h Contagem 1: 16h30 Del Rey 1: 14h30, 16h20 Diamond 3: 12h Itaú Power 5: 14h40 Minas 5: 14h40 Minas 6: 17h40 Monte Carmo 3: 14h30, 16h20 Pampulha 6: 14h15 Paragem 1: 14h30, 18h40 Partage Shopping Betim 2: 18h30 Pátio Savassi 2: 14h10, 16h35 Shopping Norte 1: 14h Shopping Norte 5: 16h35 Via Shopping 2: 16h50 Via Shopping 3: 14h10 Sessões 3D: BH Shopping 1: 16h40 Cineart Boulevard 2: 14h40 Itaú Power 5: 16h30 Shopping Estação 2: 13h, 15h (*) Sessões dubladas
FEITO NA AMÉRICA (American Made, EUA, 2017, 1h55, 14 anos) Dir. Doug Liman. Com Tom Cruise, Domhnall Gleeson, Sarah Wright. Barry Seal é um piloto que trafica drogas e armas e, recrutado pela CIA, torna-se agente duplo. BH Shopping 5: 12h30, 15h10, 17h50, 20h40 Big Shopping 4: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 (*) Boulevard 5: 21h10 Boulevard IMAX: 13h40, 18h40 Cidade 6: 16h10, 20h50 (*) Contagem 2: 14h20(*), 18h50 Del Rey 1: 18h10, 20h40 Diamond 6: 16h40, 19h10, 21h50 Itaú Power 3: 16h25, 20h45 (*) Minas 6: 15h20, 21h15 (*) Monte Carmo 1: 13h50(*), 18h20 Pampulha 4: 16h50, 21h10 (*) Paragem 1: 16h20, 20h30 Partage Shopping Betim 3: 16h, 21h10 (*) Pátio Savassi 8: 16h50, 19h30, 22h05 Ponteio 4: 14h, 16h20, 18h40 Shopping Estação 5: 16h, 21h15 (*) Shopping Norte 3: 18h40, 20h50 (*) Via Shopping 2: 14h30, 20h30 (*) (*) Sessões dubladas
A GENTE (Brasil, 2017, 1h29, 12 anos) Dir. Aly Muritiba. O diretor Aly Muritiba
WARNER BROS./DIVULGAÇÃO
trabalhou por sete anos em uma prisão como integrante da Equipe Alfa. Ele retorna, como cineasta, para documentar a rotina das pessoas que integram a Alfa, responsáveis pela custódia de criminosos de uma penitenciária brasileira. Belas 3: 17h30
IT – A COISA (It, EUA, 2017, 2h15, 14 anos) Dir. Andrés Muschietti. Com Bill Skarsgård, Finn Wolfhard, Jaeden Lieberher. A pacata cidade de Derry é abalada quando crianças começam a desaparecer. Betim 2: 16h20, 20h50 (*) BH Shopping 2: 15h, 18h, 20h55 BH Shopping 3: 16h15, 19h15, 22h15 Big Shopping 1: 15h45, 18h10 e 20h40 (*) Boulevard 3: 13h50, 18h40 Boulevard IMAX: 16h, 21h Cidade 7: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) Contagem 6: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) Del Rey 1: 22h40(somente sábado) Del Rey 3: 13h10, 15h40, 18h20, 20h50 Diamond 4: 15h30, 18h30, 21h20 Itaú Power 6: 13h20, 15h50, 18h25, 21h (*) Minas 4: 13h30, 16h, 18h40, 21h15 (*) Monte Carmo 3: 18h20 e 21h (*) Paragem 4: 16h, 18h35, 21h10 Pampulha 6: 16h15, 18h45, 21h15 (*) Partage Shopping Betim 6: 17h15, 20h15 Pátio Savassi 5: 16h20, 19h25, 22h20 Pátio Savassi 6: 15h20, 18h20, 21h30 Shopping Estação 1: 13h45, 19h45, 22h30 (*) Shopping Estação 3: 14h45, 17h45, 20h45 (*) Shopping Norte 1: 15h45, 18h10, 20h40 (*) Via Shopping 3: 16h, 18h35, 21h10 (*) (*) Sessões dubladas
O JANTAR (The Dinner, EUA, 2017, 2h01, 16 anos) Dir. Oren Moverman. Com Richard Gere, Laura Linney, Steve Coogan. Dois casais engatam numa conversa que ganha força quando falam sobre seus filhos envolvidos numa investigação policial. Ponteio 3: 18h50
LINO – UMA AVENTURA DE SETE VIDAS (Brasil, 2017, 1h33, livre) Dir. Rafael Ribas. Lino trabalha como animador de festas. Determinado a mudar sua vida, ele contrata um feiticeiro, mas a magia acaba sendo um tiro no pé. Betim 1: 14h30 BH Shopping 4: 11h55, 14h15 Big Shopping 1: 14h Cidade 1: 14h20 Contagem 7: 14h10, 16h25 Del Rey 4: 13h50 Diamond 4: 13h10 Minas 6: 13h30 Paragem 5: 14h10 Partage Shopping Betim 4: 12h Pátio Savassi 1: 11h45(somente sábado) Pátio Savassi 6: 13h Shopping Estação 2: 16h55 Shopping Estação 6: 14h30, 17h15
UMA MULHER FANTÁSTICA (Una Mujer Fantástica, Chile/Alemanha/ Espanha/EUA, 2017, 1h44, 14 anos) Dir. Sebastián Lelio. Com Daniela Vega, Francisco Reyes, Luis Gnecco. Marina é uma garçonete transexual, mas seu verdadeiro sonho é ser uma cantora de sucesso. Isso até seu namorado morrer inesperadamente. Belas 1: 14h
POLÍCIA FEDERAL – A LEI É PARA TODOS (Brasil, 2017, 1h47, 14 anos)
Burguês” (ALE, 2017, 1h39, 14 anos) Dir. Julian Radlmaier. 16h20 “Ela Passou Algumas Horas Sob a Luz do Sol” (FRA, 1985, 2h10, 14 anos) Dir. Philippe Garrel. 18h40 “Cidade do Sol” (Geórgia/EUA/ Catar/HOL, 2017, 1h44, 14 anos) Dir. Rati Oneli. 20h30 Os Iniciados (África do Sul/ ALE/HOL/FRA, 2017, 1h28, 18 anos) Dir. John Trengove. Domingo (24) 14h30 “Empatia” (EUA, 2016, 1h23, 14 anos) Dir. Jeffrey Dunn Rovinelli 16h30 “Liberdade, A Noite” (FRA, 1983, 1h22, 14 anos) Dir. Philippe Garrel 18h30 “A Bela da Tarde” (FRA, 1967, 1h40, 14 anos) Dir. Luis Buñuel 20h30 “O Colo” (PORT/FRA, 2017, 2h16, 14 anos) Dir. Teresa Villaverde Terça-feira (26) 17h “A Criança Secreta” (FRA, 1979, 1h32) Dir. Philippe Garrel 19h “Nós Somos Os Trabalhadores” (HONG KONG/CHINA, 2017, 2h54) Dir. Huang Wenhai
Murilo Benício e Camila Morgado protagonizam comédia “Divórcio”, em cartaz na cidade Dir. Marcelo Antunez. Com Marcelo Serrado, Antônio Calloni, Flávia Alessandra. Inspirado em fatos reais sobre a Operação Lava Jato. Betim 1: 16h40, 18h50, 21h BH Shopping 6: 14h, 16h0, 19h, 21h40 Big Shopping 3: 20h30 Boulevard 5: 14h20, 19h Cidade 1: 16h20, 18h30, 20h40 Contagem 7: 18h50, 21h10 Del Rey 4: 16h, 18h10, 20h20 Diamond 2: 14h10, 16h30, 18h50, 21h30 Itaú Power 1: 16h40, 21h10 Minas 3: 14h30, 19h Paragem 5: 16h10, 18h20, 20h30 Monte Carmo 1: 16h10, 20h40 Pampulha 4: 14h40, 19h Partage Shopping Betim 4: 14h25, 16h55 Pátio Savassi 1: 14h, 16h30, 19h05, 21h40 Ponteio 2: 16h50, 21h10 Shopping Estação 5: 13h30, 18h40 Shopping Norte 3: 16h35 Via Shopping 5: 18h50
O QUE SERÁ DE NOZES 2 (*) (The Nut Job 2: Nutty by Nature, EUA, 2017, 1h31, livre) Dir. Cal Brunker. Um grupo de esquilos urbanos planeja roubar uma loja com nozes e armazenar alimento. BH Shopping 1: 12h05 Cidade 5: 12h10(somente domingo), 14h30 Contagem 8: 14h30 Del Rey 7: 14h50 Paragem 4: 14h Via Shopping 5: 14h40 Big 2: 14h35 Norte 3: 14h35 Diamond 6: 14h Monte Carmo 5: 14h40 Pampulha 3: 14h05 e 15h55 Partage Shopping Betim 2: 13h25 Pátio Savassi 5: 11h50, 14h05 (*) Sessões dubladas
O SEQUESTRO (Kidnap, EUA, 2017, 1h35, 14 anos) Dir. Luis Prieto. Com Halle Berry, Christopher Berry, Dana Gourrier. Uma mulher tem seu filho sequestrado e embarca nu-
ma corrida contra o tempo para salvá-lo. Betim 2: 18h50 (*) BH Shopping 10: 14h45, 17h05, 19h35, 21h50 Big Shopping 5: 14h45, 16h45, 18h45, 20h45 (*) Cidade 8: 16h50 (*) Contagem 8: 16h30 (*) Del Rey 7: 16h50 Pampulha 3: 17h45, 19h35, 21h25 (*) Partage Shopping Betim 5: 15h15, 17h30, 19h50, 22h10 (*) Shopping Norte 2: 14h45, 16h45, 18h45, 20h45 (*) (*) Sessões dubladas
festival cinemark 20 anos HÉRCULES (EUA, 2014, 1h38, 14 anos) Dir. Brett Ratner. Após os 12 trabalhos, Hércules se une a um grupo de assassinos até que o rei da Trácia o convida a treinar o seu Exército. Paragem 6:12h30 Pátio Savassi 8: 12h30
mostras INDIE 2017 (*) Cine Humberto Mauro Neste sábado (23) 15h “Não Escuto Mais a Guitarra” (FRA, 1991, 1h38) Dir. Philippe Garrel. 17h “A Primeira Noite de Um Homem” (EUA, 1967, 1h45) Dir. Mike Nichols. 19h “O Vento da Noite” (FRA, 1999, 1h35) Dir. Phillippe Garrel. 21h “O Colo” (PORT/FRA, 2017, 2h16) Dir. Teresa Villaverde. Domingo (24) 15h O Caminho dos Sonhos (ALE, 2016, 1h26, 14 anos) Dir. Angela Schanelec.
17h O Nascimento do Amor(FRA/SUI, 1993, 1h34, 14 anos) Dir. Philippe Garrel. 18h45 Jovem Mulher(FRA, 2017, 1h37, 14 anos) Dir. Léonor Serraille. 20h30 Milholland Drive: Cidade dos Sonhos (EUA, 2017, 2h27, 16 anos) Dir. David Lynch. Segunda-feira (25) 15h “Beijos de Emergência” (FRA, 1988, 1h30) Dir. Philippe Garrel 17h “Acossado” (FRA, 1960, 1h30) Dir. Jean-Luc Godard 19h “Réquiem Para a Senhora J” (SÉR/ BUL/FRA, 2017, 1h34) Dir. Bojan Vuletic 21h “Inocência Selvagem” (FRA, 2001, 2h) Dir. Philippe Garrel Terça-feira (26) 15h “O Berço de Cristal” (FRA, 1975, 1h20) Dir. Philippe Garrel 17h “Cidade do Sol” (EUA/CATAR/HOL, 2017, 1h44) Dir. Rati Oneli 19h “Os Jovens Desajustadas” (FRA, 1964, 17 min) “O Ciúme” (FRA, 2013, 1h17) Dir. Philippe Garrel 21h “Antes Que Tudo Desapareça” (JAP, 2017, 2h09) Dir. Kiyoshi Kurosawa Quarta-feira (27) 15h “A Fronteira da Alvorada” (FRA, 2008, 1h43) Dir. Philippe Garrel 17h “A Bela da Tarde” (FRA, 1967, 1h40) Dir. Luis Buñuel 19h “Um Verão Escaldante” (FRA, 2011, 1h35) Dir. Philippe Garrel 21h “Tesnota” (Rússia, 2017, 1h58) Dir. Kantemir Balagov Cine Sesc Palladium Neste sábado (23) 14h30 “Autocrítica de um Cachorro
Quarta-feira (27) 17h “O Leito da Virgem” (FRA, 1969, 1h45) Dir. Philippe Garrel 19h “Stromboli” (ITA, 1950, 1h47) Dir. Roberto Rossellini (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400) / Cine Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada gratuita
CINEMA RUSSO (*) Domingo (24) 17h “O Juramento” (União Soviética, 1946, 1h46, livre) Dir. Mikheil Chiaureli. 19h “A Professora da Aldeia” (União Soviética, 1947, 1h40, livre) Dir. Mark Donskoy.
SESSÃO INFANTIL (*) Neste sábado (23) 17h Um Time Show de Bola (ESP/ ARG, 2013, 1h46, livre) Dir. Juan José Campanella
LANÇAMENTO (*) Neste sábado (23) 19h Curtas metragens Escola Livre de Cinema “Questão de Escolha”, “Antimanicomial F20”, “Fissura”, “Invisíveis”, “Testemunhas”, “A Dança”, “Último Suspiro”, “Foi Golpe?”, “A Grande Refeição”. (*) MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita
FESTCURTAS BH Sexta-feira (29) 20h Abertura da 19ª edição do FestCurtas BH - Livre “Elle et la Poule”, de Kika Nicolela “ExPerimetral”, de Daniel Oliveira Santos “Now”, de Santiago Alvarez “Contestação”, de João Silvério Trevisan (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400)
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 23 a 29 de setembro de 2017
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GAROTO E GAROTA SUPER >Vencedores de 2017 vão ganhar moto, viagem e muitos outros prêmios
Você pode ajudar a eleger os mais belos de Minas Gerais FOTOS PEDRO NICOLI/DIVULGAÇÃO
Juliana Agora é a vez Siqueira de você, leitor do Pampulha, ajudar a realizar sonhos.Jápensouna responsabilidade que está em suas mãos? Nessa página estão os 30candidatosaotítulodeGaroto e Garota Super 2017 queforam escolhidosnaseletiva presencial realizada no sábado (16). Nesse momento do concurso, eles disputam dez vagas na final por meiodavotaçãopopular.Outros cinco meninos e cinco meninas foram diretamente para a finalíssima. Eles foram selecionados por um júri especial (veja abaixo). Apontar o seu favorito é simples. Desde quarta-feira (20) são publicadas no jornal Super Notícia as cédulas para votação. Basta você selecionar o garoto e a garota que forem os seus favoritos e depositar a ficha em um dos seguintes endereços: sede do jornal Super Notícia (avenida Babita Camargos, 1645, Cidade Industrial,
Contagem), jornal O Tempo Betim (rua do Rosário, 182, bairro Angola, Betim), Espaço Cultural do jornal O TEMPO (rua Pernambuco, 712, Funcionários,Belo Horizonte)eloja Compre Certo (rua da Bahia, 495, Centro, Belo Horizonte). Não há limites de votos por pessoa. Outra maneira de ajudar a eleger o seu favorito é pelo site oficial do concurso. Basta acessar www.garotoegarotasuper.com.br e sinalizar o casal que você acha que merece estar na finalíssima. É preciso estar bastante atento à pontuação. Os votos pela internet valem 0,1 ponto. Já aqueles que foram realizados por meio do material impresso valem 2 pontos. O prazo se encerra no dia 29 de setembro. ETAPAS Chegar até aqui não foi uma tarefafácilpara os participantes. A organização recebeu centenas de fichas de inscrição, como acontece em todos os anos, de jovens que aguardam ansiosamente pelo
evento. Foi a partir disso que osprimeirosnomes dos potenciais ganhadores surgiram. Escolhidas as fichas, foi a hora de os concorrentes se apresentarem frente a frente para o júri, em desfiles com roupas de banho e do dia a dia. FINALÍSSIMA Como de praxe, neste ano haverá também uma atração muito especial na grande final doconcurso. A cantora Anitta, que vem fazendo um grande sucesso, promete agitar bastanteo público. Afesta acontecerá no dia 20 de outubro, no KM de Vantagens Hall. Se você quer fazer parte desta festa, adquira oseu ingresso.O 1º lote custa R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada). Ponto de venda: KM de Vantagens Hall. Informações, (31)2138-3926. Você pode saber muito mais a respeito do concurso e doscandidatostambémnoInstagram. Basta seguir @garotoegarotasuper. Acompanhe! No site oficial do evento há também o perfil de todos os candidatos ao título.
Grupo de meninas foi escolhido durante seletiva realizada em Belo Horizonte no último sábado (16)
Grupo de meninos também foi escolhido durante seletiva presencial no Espaço Cultural da Sempre Editora
FINALISTAS
FINALISTA Francielle Ferreira, 24, Santa Luzia
FINALISTA Giovanna Vaz, 17, BH
FINALISTA Isabela Fernandes, 21, BH
FINALISTA Paula Soares, 21, Contagem
FINALISTA Vitória Jhuly, 16, Betim
FINALISTA Lucas Oliveira, 24, Igarapé
FINALISTA Luis Franco, 18, BH
FINALISTA Matheus Silva, 24, BH
FINALISTA Michael Santos, 22, BH
FINALISTA Thaisson Martins, 22, Contagem
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estilo SUCESSO> Reality “Keeping Up with the Kardashians” completa 10 anos ditando muitas tendências
Bocão A irmã caçula do clã Kardashian, Kylie Jenner, popularizou o preenchimento labial, e a boca volumosa virou tendência no make
A herança das Kardashians
FOTOS INSTAGRAM/REPRODUÇÃO
Contorno facial Apelidada de rainha do contorno facial, Kim foi a responsável pela técnica de iluminar e aprofundar partes do rosto
Lingerie As irmãs sempre são clicadas deixando à mostra sutiãs, bodies e outras peças íntimas, em produções que vão das básicas às mais luxuosas
HOLLYWOOD REPORTER/DIVULGAÇÃO
Se você já se maquiou usando a técnica do contorno facial, tirou selfies com o celular como se não houvesse amanhã, usou biquíni asa-delta ou batom nude, é provável que, de alguma forma, tenha sido influenciado pela socialite Kim Kardashian ou por outro membro da família mais midiática dos tempos atuais. Aliás, quando uma tendência chega às lojas, é provável que as belas integrantes do clã já a tenham, e há muito tempo, registrado em suas redes sociais – por mais polêmicas que essas tendências possam ser. Mas, sim, para justificar o poderio da família (de origem armena), há uma boa história por trás. As irmãs Kim, Kourtney, Khloe, Kylie, Kendall e a matriarca, Kris, deram o primeiro passo para se tornarem a família mais famosa do mundo do entretenimento há dez anos, quando estrearam em outubro, no canal E!, o “Keeping Up with the Kardashians”. Hoje, o dia a dia do núcleo é exibido em pelo menos 167 países. Na verdade, o reality se tornou sinônimo de sucesso e empreendedorismo feminino, contando com um faturamento acima de US$ 1 bilhão, segundo publicação recente do “The Hollywood Reporter”. Além do programa na TV, a família empreende na moda e na beleza, fixando o sobrenome como uma marca poderosa e lucrativa. Com isso, vive lançando tendências mundo afora. Mérito também de Monica Rose, stylist que acompanha a família há anos. Lorena K. Martins
Coladíssimo Peças que valorizam as curvas, independentemente do biótipo, ficaram populares ao serem usadas por Kim
Asa-delta Sucesso dos anos 80, o maiô cavadíssimo retornou de forma mais popular à moda praia, como mostra Kourtney
Selfie Kim transformou o autorretrato com o celular em uma de suas marcas registradas mais potentes e copiada por todo mundo
KIM E A QUEBRA DE PADRÕES Thereza Chammas, autora do blog Fashionismo – que funciona, atualmente, quase como uma enciclopédia das Kardashians – explica que Kim, hoje com 36 anos, surgiu quebrando padrões. Inclusive os de beleza, já que a mídia viu, na socialite, um modelo de mulher distante dos corpos bem magros. “Ela sempre foi
mais voluptuosa e uma das pioneiras na forma de exibir o corpo. Tanto ela quanto as irmãs erram e acertam muito na escolha dos looks, mas, no geral, possuem uma visão de moda que interessa a muitas pessoas, além de serem extremamente fashionistas e ditarem várias tendências”, explica Thereza sobre o motivo de tanto sucesso. “A maquiagem, de dez anos para cá, também sofreu forte influência delas, principalmente pela popularização das técnicas de contorno facial”. Em julho deste ano, Kim lançou um kit com produtos especialmente para o contorno. Foram colocadas à venda 300 mil unidades, que se esgotaram em apenas duas horas, resultando em um total de US$ 14 milhões despendidos. Subvertendo alguns estigmas por conta de seu corpo – leia-se quadris e derrière avantajados –, Kim protagoniza a peça mais cobiçada pelo mundo da moda mesmo com um corpo distante da magreza ditada pelas passarelas. “Ela é referência de uma geração que muito sofre com padrões limitados de beleza. Inclusive, fez com que muitas grifes, como Balmain e Givenchy, adaptassem roupas a suas curvas e vestissem, também outros corpos como o dela”, enumera Thereza. A jornalista Karla Lopes também concorda. Foi por meio dos vestidos bem colados protagonizados pela socialite que ela encontrou uma maneira de aceitar seu corpo. “Quando comecei a reparar nesse tipo de vestido usado por Kim, fiquei receosa, porque tinha alguns problemas em aceitar que, sim, sou bem bunduda e tenho quadril”, admite. “Mas é bonito, sexy na medida, bastante confortável e totalmente democrático”, enfatiza. Porém, os vestidos coladíssimos ao corpo com comprimento abaixo dos joelhos são apenas uma entre as várias tendências emplacadas. Veja as mais relevantes delas a seguir – por enquanto, pois é bem provável que, até o fechamento desta edição, o clã já esteja apostando em outra novidade.
Khloe, Kim, Kris (a matriarca), Kendall, Kourtney e Kylie: edição especial da “Hollywood Reporter”
Boxer Braids O penteado estilo boxeador foi adotado por Kim e sua filha North West – e ficou conhecido como a “trança das Kardashians” Cinta Não é só Khloe, mas todas as irmãs são adeptas do artefato modelador, que virou febre entre as mulheres que desejam afinar a cintura
“Free The Nipple” Kendall Jenner disse que não vê problema em não usar sutiã e endossou o movimento de liberdade dos seios
Chocker Sucesso dos anos 90, as gargantilhas coladas ao pescoço são vistas sempre no look de Kim em modelos brilhantes
CASACOR MINAS >Móveis com particularidades foram projetados por participantes do evento
Profissionais se ‘aventuram’ na produção de várias peças IVAN ARAÚJO/DIVULGAÇÃO
Da A ideia de Redação que qualquer profissional participante da CASACOR Minas seria capaz de desenvolver um mobiliário autoral, por meio de workshops defabricaçãodigital,deucerto. O projeto, um dos mais ousados desta edição, repercutiutantoentre os profissionais que muitos deles se aventuraram na produção de várias peças. A proposta é do GUAJA Sapucaí, formado pelos arquitetos Lucas Durães, Sarah Kubistchek, Pedro Haruf, Gabriel Nardelli, Marcos Franchini. Foi por meio desse processo que surgiu, por exemplo, todo o mobiliário que integra o espaço que abriga a programação culturaldaCASACORMinas.Oresultado tem surpreendido positivamente os visitantes. Em busca desse frescor trazido pelo GUAJA e tambémpeloineditismo,arquitetos e designers de interiores que integram o time da mostra criaram móveis autorais para seus próprios ambientes. Para muitos deles, a dificuldade de encontrar uma peçado jeito exato ou parecido com o que tinham em menteparaoprojetofoioimpulso principal para produzir um móvel da forma exata como gostariam.
NA PRÁTICA Camila Ferreira, responsável pelo projeto da Livraria e Varanda, assina três peças de seu ambiente: estantes, biombo e mesas. Para comporalivraria,aarquitetaqueria um jogo de mesas que, com os pufes, formassem um conjunto com alturas diferentes. A estrutura redonda foi criada com a intenção de retirar a rigidez do espaço e oferecermais movimento e leveza.Ospésforamconcebi-
dos em MDF cru de vários diâmetros diferentes, causando a sensação de escalonamento. A cor neutra escolhida para os pés foi pensada para não brigar com as madeiras originais existentes no ambiente e combinar com o tapete. Pelo fato de a mostra habitaremuma construçãotombada e não suportar fixação na parede, a estante foi uma ótima solução. Foram criados cavaletes de metalon pintados e prateleiras em lâmina de freijó natural bastante robustas, para sustentar o peso dos livros. Atrás do sofá curvo encontraseobiombo,desenhodeCamila que recebeu uma trama em couro de Elisa Atheniense. CamilleGuedes, da Sala de Vinhos,équemassinanãoapenas a bancada, mas também a estante em madeira, com diversosnichoscriadosparaabrigar vários rótulos de vinhos, além de adornos e utensílios voltados para a degustação. Na criação do Quarto de Bebê, Marco Reis desenhou os armários, o berço, a cômoda, prateleiras e porta-treco. A inspiração veio do universo infantil. O arquiteto incorporou palhinha em algumas peças que, além de ser um elemento delicado, caiu como uma luva para um ambiente feito para uma criança. A cômoda também funciona como trocador e é perfeita para quem possui um ponto hidráulico no quarto, pois é possível dar banho CASACOR MINAS GERAIS Quando: Até 24 de setembro Endereço: Rua Sapucaí, 383, Floresta, Belo Horizonte Horário de funcionamento: de terça a sexta, das 15h às 22h; sábados, das 13h às 22h, e aos domingos e feriados, das 13h às 19h. Informações: www.casacor. abril.com.br
no neném e trocar a roupa delenomesmoespaço.Umtablado foi criado com uma altura diferente e recebeu uma cama dorsel. No Living assinado por Luis Fábio, a poltrona Nina, nome em homenagem a sua filha recém-nascida, é de autoria do arquiteto. Ele conta que estava com problemas em encontrar uma cadeira elegante que combinasse com o restante da décor. A partir disso, o profissional desenhou um protótipo e ficou feliz com o resultado. A peça apresenta um design moderno sem abrir mão de traços clássicos. Detalhes como o uso de latão dourado formam um friso entre a madeira que oferece um toque especial ao móvel. No momento de escolher os revestimentos, Luis optou pelo uso de linho no assento e couro na parte da cabeça e dos braços. Com excelentes proporções, além de bonita, a peça é confortável e ergonômica. Na Suíte e Closet, a estante recortada em cubos feita em MDF foi desenhada por Rosane Guedes, que se inspirou no arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels. A divisória entre a cabeceira da cama e a escrivaninha também é criação da profissional, que, ainda, instalou tomadas e entradas USB, tudo para deixar o quarto o mais funcional possível. Cássio Gontijo, do LOFT, desenhou o biombo que foi produzido pela Sumisura. Sua estrutura foi confeccionada a partir de cantoneiras de alumínio que, depois de agrupadas e fixas entre si, relembram o movimento de uma onda. Como o pé direito do ambiente é alto, o biombo atrás da cama ajudou a dar uma verticalizada no espaço. A cor foi escolhida para combinar com o tom do piso. HENRIQUE QUEIROGA/DIVULGAÇÃO
Marco Reis desenhou vários móveis do Quarto do Bebê, como o berço e as prateleiras
Guaja Sapucaí foi o responsável pela proposta que trouxe mais frescor à mostra GUSTAVO XAVIER/DIVULGAÇÃO
Camila Ferreira assina três peças do seu ambiente: estantes, biombo e, ainda, as mesas JOMAR BRAGANÇA/DIVULGAÇÃO
Bancada e estante em madeira são assinadas por Camille Guedes, da Sala de Vinhos DANIEL MANSUR/DIVULGAÇÃO
Living, de Luis Fábio, tem estante e poltrona em homenagem à filha assinadas por ele
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crônica
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
Meninos e meninas virtuais HÉLVIO
uando minha afilhada fez 6 anos, resolvi dar a ela a sua primeira bicicleta – aquela que a gente nunca esquece. Pensei numa corde-rosa, de rodinhas e com cestinha na frente, que nem aquelas com que presenteei minhas filhas num longínquo Natal. Bobagem! Descobri que a garotada de hoje, inclusive as meninas, já não liga mais pra isso. Cestinha? Que coisa mais “de garotinha!”, me diria, mesmo sendo uma delas. E escuto de seu pai: – Em vez de bicicleta, dê um DS. – “D” o quê? – Um Nintendo DS. Ela vai adorar! – E que diabo é isso? – pergunto. Minha filha entra na conversa, ou melhor, estica a conversa sobre o assunto. E eu, completamente leiga, peço para voltarem a falar português. Na idade de minha afilhada, adorava ganhar panelinhas de alumínio do Mercado Central. Bichinhos de plástico que esparramava na terra ou nos lençóis da cama de meus pais. Alegria para mim eram os cachorros, não de pelúcia, mas de verdade, cuidados com zelo, responsabilida-
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de e carinho, como se fossem filhos. E cobro do meu irmão, pai de minha afilhada, as boas recordações que dividimos no passado. – Laurinha – interrompe alguém na mesa de almoço da família –, quanto mais cedo as crianças começarem a se familiarizar com a tecnologia, mais facilidades terão. – Tudo bem – tento argumentar –, mas por que tão cedo? Por que passar horas grudados num smartphone ou um iPad, entretidos em joguinhos viciantes, em vez de estar com os amigos brincando ou lendo um bom livro de histórias? E por que, em vez de serem precocemente racionais, combativas e cognitivas, não são sim-
plesmente crianças? A conversa rendeu pano pra manga. Não que eu pretendesse que as novas gerações vivessem como a minha. Apenas questiono o momento certo para inserilas no mundo virtual. Sei que as crianças de hoje são despertas para a tecnologia. Bombardeadas por informações muitas vezes descartáveis e nem sempre assimiladas. Por outro lado, nem precisam ler o manual de instruções para instalar uma televisão Smart HD seilá-o-quê, cheia de parafernálias, e ainda explicar como funciona. Pois é, decidi que minha sobrinha iria ganhar presente de criança. Cor-de-rosa,
com cestinha na frente. E, no dia em que me mostrasse seus “esfolões” e machucadinhos, eu teria a certeza de que fiz a coisa certa, pois queria que ela, acima de tudo, fosse uma criança feliz! Penso que, se as novas gerações ganham por um lado, por outro, perdem de goleada. Meninos de hoje não sabem o que é subir em pé de jabuticaba; não colecionam “esfolões” e machucados para mostrar com orgulho a prova de suas façanhas; não têm ideia de como fazer papagaios, disparar a campainha do vizinho e sair correndo, colecionar tampinhas, caixas de fósforo e outras bobagens adoráveis. Não é como hoje, em
que celulares e jogos eletrônicos tornam-se descartáveis, trocados em pouco tempo, pois a cada dia inventam algo melhor (e mais caro). E a meninada, achando isso natural, deseja um novo, “que nem o do colega”, que grava, filma, tem internet, dá recados, fala do tempo, da cotação do dólar, da Bolsa, do escambau! Mesmo que isso não lhe sirva pra nada. E os pais, sentindo-se culpados por não estarem presentes no dia a dia de seus filhos, tudo fazem para satisfazê-los. Na minha infância e adolescência não me lembro de ter ganhado muitos presentes. As coisas eram mais simples. De uma casca de bana-
na e rabiscos de giz no chão, fazíamos um jogo. A imaginação não tinha limites, e os livros eram meus grandes companheiros. E fico pensando nos desejos dos meninos de hoje: videogames, smartphones de última geração, tênis da marca tal... Viciamse em joguinhos criados justamente para viciar. No lugar das ruas, vivem no mundo virtual, onde também encontram desafios perigosos e instigantes, como o chamado “Baleia Azul”. Mas, além desse novo universo consumista e tecnológico, no qual as crianças estão acostumadas a pedir e receber de tudo, existe outra realidade. A das crianças que nem sequer possuem uma estrutura familiar; que nunca ganharão um celular ou um videogame – nem sabem o que é isso. Crianças que herdam o sapatinho do irmão mais velho, a camisa surrada, o livro escolar cheio de rasuras, a bola já desgastada e murcha. A Semana das Crianças se aproxima, e a elas dedico esta crônica, lembrando que aquele brinquedo ou livro há muito esquecido por seu filho poderá trazer alegria àquelas que nunca tiveram um. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
WNo exterior. Por que o seguro é obrigatório na UE e fundamental nos EUA
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WCoberturas. Como os serviços adicionais podem fazer toda diferença
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BELO HORIZONTE Sábado 23/9/2017
Especial seguro-viagem
Esclareça todas suas dúvidas sobre um dos itens mais importantes de sua viagem. Páginas 2 a 12
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turismo TARCÍSIO ARARUNA/DIVULGAÇÃO
Seguro-viagem
Gasto de quase R$ 10 mil em visita a Caldas Aposentada sofre queda e fratura perna no penúltimo dia deviagem ao balneário goiano; casal nãocontratou seguroporqueconfiava na coberturado plano de saúde viagem SEGURO
Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
“E precisa?”, indaga a aposentada Maria Olívia Marques Drumond, 69, para sua agente de viagens, que sugeria incluir no pacote do casal um seguro-viagem para um passeio de sete dias a Caldas Novas, o balneário goiano de águas quentes. “Precisa não, temos planos de saúde”, emenda o marido Edilson Luiz Drumond, 75. Com os recibos do hospital, dos bilhetes aéreos e dos traslados na mão, Edilson recorda do diálogo. “Foi uma bordoada”, afirma o aposentado ainda baqueado com o rombo de R$ 9.857,56 na conta bancária. “Mas também um aprendizado”, conclui. O engenheiro mecânico precisou sacar da conta uma parte da quantia e complementar com o cartão de crédito, um “gasto que não estava previsto no orçamento”. A última coisa que Edilson esperava é ver a esposa pisar em falso e rolar escada abaixo no penúltimo dia
em Caldas, fraturando uma das pernas. Até ela ser trazida para Belo Horizonte foi uma via-crúcis por atendimento,medicação e transporte. Nohospital, Drumonddescobriu a cláusula do contrato que restringia a cobertura do plano de saúde à região metropolitana de Belo Horizonte. Além da conta pelo atendimento hospitalar, precisou de traslado até Goiânia e de um bate-boca no guichê da companhia aérea para comprar quatro bilhetes para que a esposa, ainda sentindo dores, pudesse viajar “com um pouco mais de conforto”, com a perna imobilizada e estendida em três poltronas.
Um picolé por dia Setivesse viajadopara Caldas Novas com seguro-viagem, o casal teria desembolsado a quantia de R$ 70, que cobria atendimento médicohospitalar, compra de medicamentos, traslados e retorno aéreo para Belo Horizonte. “Viajei outras vezes a Caldas e nunca precisei disso. Não imaginava que daquela vez seria diferente”, lamenta
Edilson. “Seguro-viagem no Brasil custa o preço de um picolé por dia”, afirma o especialista no assunto, Paulo Zamboni, da 2xt Tecnologia e Gestão. “Seguro nacional tem baixa adesão por falta de conscientização. A cultura do ‘nada acontece comigo’ ainda prevalece no Brasil”, avalia Evandro Correa, da Bekup Corretora de Seguros, com 27 anos de experiência no mercado. A maioria dos especialistas faz questão de frisar que seguro-viagem não é plano de saúde. “O seguro-viagem é uma proteção temporária, por um determinado período de tempo, que só deve ser acionada em caso de urgência e emergência”, enfatiza Correa.
Relatos assustadores Com experiência de mais de 20 anos no segmento de seguros, Ana Paula Melo Soares Teixeira tem inúmeras dessas histórias para contar, como a do casal em lua de mel em Bariloche, na Argentina, que veio a falecer durante
Jardim japonês em Caldas Novas, a 172 km de Goiânia, que atrai famílias e idosos em busca de suas águas termais
um acidente na estrada e teve os traslados dos corpos até o Brasil cobertos pelo seguro. “Além disso, a família recebeu R$ 100 mil de indenização”, acrescenta. Outro caso que Ana Paula se recorda é o da estudante que teve um apêndice supurado e, em consequência, uma infecção generalizada. “A garota de 18 anos viajou sozinha aos Estados Unidos para fazer intercâmbio. O seguro cobriu os 20 dias em que ela permaneceu na CTI, como também pagou passagem aérea e hospedagem para que a mãe pudesse acompanhá-la”, conta.
420 mi 87,6% 52,9% em prêmios
de expansão
de crescimento
foram os valores pagos aos segurados no ano passado
no número de valores pagos em relação ao ano de 2015
na venda de seguro-viagem no primeiro semestre deste ano
Saiba mais Plano de saúde. Oferece cobertura apenas dentro do Estado onde o segurado reside. Alguns planos possuem cobertura nacional ou internacional, mas limitadas a atendimentos médicos, exames, análises clínicas e cirurgias. Seguro-saúde. Oferece cobertura para consultas, exames, internações, análises clínicas e outros procedimentos relacionados especificamente à saúde do segurado. Seguro-viagem. Oferece cobertura para gastos com despesas médicas de urgência e emergência em viagens nacionais e internacionais, de acordo com a resolução 315/2014.
Resolução tornou obrigatórias as coberturas: * Despesas médicas, hospitalares e/ou odontológicas em viagens internacionais; * Traslado de corpo até a residência ou local do sepultamento; * Traslado médico (gastos para levar uma pessoa até clínica ou hospital); * Regresso sanitário (indenização de despesas com traslado de regresso do turista ao local de origem ou domicílio, caso o mesmo não se encontre em condições de retornar por motivo de acidente ou enfermidade).
Novas regras desde 2016 Até março do ano passado, quando entrou em vigor a nova regulamentação do seguro-viagem (315/2014), o serviço era vendido como assistênciaviagem, e não efetivamente como seguro. Não havia uma regulamentação por parte da Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão federal responsável por normatizar e fiscalizar o setor e que veio substituir, em meados dos anos 80, o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). “A assistência era oferecida fora do ambiente da seguradora, apenas em casos de morte ou invalidez”, afirma Marcelo Mello, pre-
sidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi). Depois da resolução, só as seguradoras estão autorizadas a vender esse serviço – agências de viagens, operadoras de cartão de crédito e empresas de assistência atuam apenas como intermediadores. “Hoje, o seguro-viagem só pode ser vendido como seguro”, explica Marcelo Mello. Se na legislação anterior a assistência-viagem limitava o atendimento aos hospitais, agora o segurado não é obrigado a utilizar apenas a rede credenciada. “Caso queira um hospital ou um médico de
sua preferência e fora da rede credenciada, ele pode pagar pelo serviço e pedir o reembolso no retorno da viagem, obviamente dentro de sua faixa de cobertura”, salienta. De acordo com Evandro Correa, especialista em seguros-viagem, com experiência em seguradoras como Assist-Card e Travel Ace, a resolução criou a venda com responsabilidade. Mas ele ainda considera que o mercado está se acomodando à nova regra. “Vamos levar um tempo ainda para as seguradoras se adaptarem, porque a resolução é muito recente”, enfatiza.
“O seguroviagem é tão importante quanto o bilhete aéreo e a hospedagem, principalmente em viagens ao exterior” Marcelo Mello, presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi)
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte 23 de setembro de 2017
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Austrália
Obrigatório para intercambistas O seguro-viagem é obrigatório no país apenas para intercambistas. O governo exige a aquisição do Overseas Student Health Cover (OSHC), para que o viajante tenha acesso ao sistema público de saúde. O documento pode ser comprado em seguradoras e deve ter a mesma validade do visto. CROMO/DIVULGAÇÃO
turismo
Europa
Item obrigatório mesmo se você não utilizar Países que fazem parte do Tratado deSchengen exigem seguro-viagem comcoberturamínima de 30 mil euros; agentepassa mal e seguro cobretudo viagem SEGURO Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
América Latina
Venezuela e Cuba, exceções A maioria dos países não exige seguro-viagem. As exceções são Cuba, onde a cobertura obrigatória se limita a US$ 10 mil, e Venezuela. O país vizinho exige contratação de seguro-viagem com cobertura de US$ 40 mil para assistência médica e US$ 1.000 para roubo, furto ou perda de bagagem. CYNTHIA CASTRO/DIVULGAÇÃO
Portugal
Acesso à saúde pública gratuita
Contratar um seguro para uma viagem à Europa não é opção, mas obrigatoriedade. Os 27 países que integram o Tratado de Schengen – acordo internacional assinado em 1985 para estabelecer uma política de abertura das fronteiras e livre circulação de pessoas na Europa – exigem que o turista tenha um seguro-viagem com cobertura de, pelo menos, € 30 mil para entrar no continente. Apesar de não fazerem parte da União Europeia, Islândia, Noruega e Suíça assinaram o acordo. Fora do tratado estão Bulgária, Croácia, Irlanda, Reino Unido e Romênia. E foi na Romênia que a veterana agente de viagens Vilma Alagiyawanna experimentou a sensação de nascer de novo. Em junho do ano passado, ela organizou uma excursão por quatro países da Europa – Albânia, Macedônia, Bulgária e Romênia – e aconselhou aos clientes contratar um seguro-viagem.
Apesar da exigência do seguro, nenhum país cobra do viajante o documento na entrada. “Mas se cobrar na imigração e não tiver, o turista pode ser barrado e ter de voltar ao Brasil”, comenta.
Desmaio No voo de São Paulo a Amsterdã, na Holanda, Vilma teve uma síncope na porta do banheiro da aeronave. Quando acordou no aeroporto de Schiphol, já estava sendo atendida por uma equipe médica. Retida por quatro horas, só foi liberada para continuar a viagem depois de recuperar todos os sentidos. Horas depois, Vilma foi ao encontro do grupo em Roma, na Itália, e de lá seguiu de ônibus para Tyrana, capital da Albânia. Por causa de intensas dores de dente e de cabeça, acionou o seguro na Macedônia e foi encaminhada a um hospital na capital Skopje. “Não desembolsei um centavo e fui muito bem-atendida por um médico armênio.”
meçou a perder a memória. “Não me lembrava quem era, nem quem eram as pessoas que me acompanhavam. Quando me viram com olhar estranho, não falando coisa com coisa, pediram ao guia para acionar o seguro de novo”. A agente de viagens foi encaminhada a um hospital especializado em neurologia em Iasi, onde passou por uma cirurgia para retirada de um coágulo no cérebro. “Era um aparato de CTI”, recorda ela do comentário de uma cliente no retorno ao Brasil. O resultado foi três dias no hospital romeno.
Saiba mais Em 14/06/1985, na cidade de Schengen, em Luxemburgo, França, Alemanha, Bélgica, Luxemburgo e Países Baixos assinaram o acordo para adotar procedimentos e regras
comuns no denominado “Espaço Schengen” para conceder vistos, pedidos de asilos, controles nas fronteiras externas, cooperação e coordenação entre serviços policiais e autoridades judiciais. PEDRO GRAO/PIXABAY
Vista de Londres a partir da London Eye; Reino Unido é um dos países com medicina mais cara do mundo
Romênia Próximo de Bran, onde se localiza o castelo do Conde Drácula, na Transilvânia, na Romênia, ela coSTEF/COMMONS
Um convênio entre Brasil e Portugal garante acesso à assistência médica gratuita na rede pública em Cabo Verde e Portugal. O viajante deve solicitar o Certificado de Direito à Assistência Médica, conhecido como PB-4, no INSS. O documento é emitido pelo Núcleo Estadual do Ministério da Saúde.
Só despesas com bilhetes aéreos custaram R$ 24 mil
TURISMO DE LISBOA/DIVULGAÇÃO
Romênia é um dos países que não exigem seguro do turista; na foto, vilarejo de Bran
Para acompanhar Vilma Alagiyawanna, o seguro April Brasil pagou passagem e hospedagem para a amiga Ana Maria Barbosa. “As passagens de Ana Maria custaram cerca de R$ 13 mil e as minhas, R$ 11 mil”, comenta Vilma. A despesa no hospital na Romênia foi barata, cerca de US$ 1.000, mas ela não pagou nada. “Se o ocorrido fosse nos Estados Unidos ou no Rei-
no Unido, onde a saúde é muito cara, o tratamento teria um valor absurdamente alto”, salienta. Vilma considera fundamental um seguro em toda viagem internacional, especialmente em destinos exóticos, onde não se conhece o idioma, os costumes e a gastronomia. “Nesses casos, o cuidado deve ser redobrado”, enfatiza. Para uma viagem de 27 dias, com a parte terrestre
custando € 6.371 e US$ 35 mil de cobertura, Vilma desembolsou R$ 414,70 pelo seguro-viagem. “O valor do seguro é baixo para você ter tranquilidade e segurança, principalmente se está em um país estranho. Basta você ligar a cobrar para a seguradora e ela toma todas as providências. Você não precisa se preocupar com nada”, salienta.
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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte CARRASCO/COMMONS
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Schengen, cidade de Luxemburgo onde foi assinado o acordo
ARQUIVO PESSOAL
“O valor do seguroviagem é baixo para você ter tranquilidade e segurança, principalmente se está em um país estranho” Vilma Alagiyawanna, diretora da VTours, representante da operadora Queensberry em Minas Gerais Vilma ainda guarda fotografia com a enfermeira romena que cuidou dela no hospital
Schengen Países onde o seguro-viagem é obrigatório: *Alemanha * Áustria * Bélgica * Chipre * Dinamarca * Eslovênia * Eslováquia * Espanha * Estônia * Finlândia * França * Grécia * Holanda * Hungria * Itália * Letônia * Lituânia * Luxemburgo * Liechtenstein * Malta * Polônia * Portugal *República Tcheca * Suécia Observação: Apesar de não fazerem parte da União Europeia, Islândia, Noruega e Suíça assinaram o acordo. Fora do tratado, estão Bulgária, Croácia, Irlanda, Reino Unido e Romênia.
Estados Unidos têm os custos médicos mais caros do mundo Uma vez que o custo médio diário de uma internação hospitalar nos Estados Unidos pode chegar a US$ 2.200, segundo dados do site Kaiser Family Foundation, especializado em pesquisas sobre saúde, o seguro-viagem em solo norteamericano é indispensável, mesmo sem ser uma exigência. Além de alto, esse custo é normalmente multiplicado pela diferença de câmbio. “Cobertura de R$ 10 mil para despesas médicohospitalares não dá para nada”, reconhece Ana Paula, da Affinity Seguro. Menos que US$ 70 mil, adianta Agnaldo Abrahão, diretor da April Brasil, o viajante fica em situação muito frágil. “Um seguro com cobertura de US$ 70 mil vai custar US$ 7,95 ao dia. É muito barato”, exemplifica o executivo.
Abrahão recorda da queda que sofreu na Riviera Maya, no México, ainda nos anos 70. “Fiquei quatro horas no hospital e recebi uma conta de US$ 8.500, tudo pago pelo seguro”. Por ser o destino mais procurado pelos brasileiros, os exemplos nos Estados Unidos se multiplicam facilmente. Sérgio Frade, da Solutions Gestão de Seguros, recorda de um cliente que se assustou com uma conta de US$ 50 mil por conta de uma cirurgia para tratar de uma fratura da clavícula. “Estou há 27 anos nesse segmento e entendo que o grande desafio ainda é o cliente adquirir um produto completo para as necessidades dele, principalmente em viagens ao exterior”, conclui Evandro Correa, da Bekup Corretora de Seguros.
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turismo CHARLES SILVA DUARTE - 10.1.2010
Diferença (I)
Cancelamento de viagem No caso de cancelamento de viagem, o seguro-viagem cobre apenas as despesas geradas, como multas e taxas cobradas pela companhia aérea, multas do hotel ou pousada e outros serviços que o cliente tenha reservado junto ou após a emissão do seguro. O cancelamento deve ser solicitado até 48 horas antes do embarque do segurado.
Diferença (II)
Interrupção de viagem No caso de interrupção de viagem, o segurado é reembolsado pelas despesas com a compra de passeios, hospedagem e transporte, desde que tenham sido pagos antes do início da viagem. O seguro só pode ser acionado se ele interrompeu a viagem em caso de morte, internação por motivo de acidente ou doença aguda dele ou de familiares próximos.
Adicionais
Segurança extra na viagem Coberturas opcionais vão de extraviode bagagem a retorno de menor;cancelamento deviagem é o segundoitem commais ocorrência viagem SEGURO
Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
Pesquisa realizada com as seguradoras April, AssistMed, Infinity e Travel Ace indica que 51,5% da abertura de ocorrências no exterior vêm de atendimento médicohospitalar, seguido de cancelamento de viagem (35%) e compra de medicamentos (2,9%). Outros10,7% são de-
correntesdeextravio de bagagem, interrupção de viagem e gastos por demora na devolução de bagagem extraviada. Na avaliação de Sérgio Frade, autor do livro “Riscos eSeguros”,coberturas decancelamento e interrupção de viagemtambémdevemmerecer atenção do viajante. Fradeviveu uma dessas situações na Itália. Quando estava em Roma, conta ele, “meu pai faleceu no Brasil. Ele tinha 99 anos, passou mal e foi internado às pressas; meus familiares pediram que eu interrompesse a viagem e voltasse. Tive que pagar US$
Malas no aeroporto de Confins: extravio de bagagem é uma das coberturas oferecidas pelas seguradoras
4.800 de diferença no bilhete aéreo.Comotinha seguro-viagem com uma boa cobertura para interrupção do roteiro, apresenteio recibona seguradorae fuireembolsado.É nessa hora que você percebe que o seguro funciona”, observa.
Regresso de menor “Muitos viajantes estão preocupados com extravio de bagagem e esquecem de outras coberturas mais importantes”, destaca Ana Paula
MeloSoares Teixeira, gerente regional da Affinity em Minas Gerais. Além das citadas por Frade,elaaponta a necessidadedeum bomlimite decobertura para regresso de menor e idoso acompanhado. O serviço beneficia o pai ou a mãe que viaja acompanhada de filho pequeno. “Caso o adulto adoeça durante a viagem e tenha contratado o regresso de menor, o seguro paga um acompanhante para retornar com a criança ao ARQUIVO PESSOAL
país de origem”, explica. Coberturas não consideradas importantes, como assistência jurídica, podem pesar no bolso em situações inesperadas. Frade lembra do caso de um cliente que se envolveu em acidente de trânsito em Orlando (EUA), situação que o colocou com riscode ser preso. A cobertura de assistência jurídica não só pagou os honorários advocatícios como também a fiança determinada pelo juiz para liberá-lo da prisão.
Idosos e gestantes
Ana Paula, da Affinity: “viajante precisa conhecer o produto que está contratando”
Cobertura ideal Bagagem extraviada: US$ 1.200 Demora na chegada da bagagem: US$ 200 Despesas odontológicas: US$ 500 Despesas farmacêuticas: US$ 500 Translado de corpos: US$ 40 mil Regresso de menor ou idoso acompanhado: US$ 2.000 Acompanhamento familiar: US$ 500 Cancelamento de viagem: US$ 1.000 Interrupção de viagem: US$ 1.000
Frade também salienta que cada seguradora tem uma maneira de precificar a cobertura de acordo com o risco. Geralmente, as pessoas idosas têm preço agravado em 50% na cobertura, da mesma forma que a maioria das empresas do setor costuma excluir ou aumentar o preço para esportistas profissionais. Seguradoras como a Affinity, por exemplo, cobrem grávidas até a 34ª semana de gestação, outras, entre 30 a 34 semanas. Acidentes decorrentes de atos terroristas, curiosamente, são excluídos da cobertura de todas as seguradoras.
Cuidado com o limite para a preexistência Ana Paula Melo Soares Teixeiraaponta o atendimento à preexistência – que passou a ser obrigatória no seguro com a nova resolução – como a mudança mais importante na regulamentação da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Entende-se por preexistência as chamadas doenças crônicas ou preexistentes, como, por exemplo, pressão alta, diabete, cardiopatia etc. “O seguro precisa atender 100% o segurado, mas algumas seguradoras definem um percentual de preexistência”, denuncia.
O percentual definido pelas seguradoras é de US$ 100 mil, explica Sérgio Frade, mas algumas limitam o atendimento a US$ 30 mil. “Elas não estão descumprindo a resolução nem deixando de oferecer a cobertura, apenas oferecendo um valor menor. Cabe ao consumidor comparar as coberturas de cada seguradora e definir por aquela com melhor atendimento”, orienta. Por esse motivo, Ana Paula alerta sobre a importância de o viajante conhecer o produto que está contratando e verificaras condições gerais do contrato.
turismo
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ARQUIVO PESSOAL
Em números
Como escolher
Expansão e crescimento
“Seguradora não é tudo igual, tem diferença” Especialistas recomendam comparar as coberturas oferecidaspelas ascompanhias; deve-seobservar ainda os limitesde acordo com os destinos e os itens excluídos viagem SEGURO
Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
“Escolher um seguro-viagem envolve vários fatores”, afirma Sérgio Frade. Para o diretor da Solutions Corretora de Seguros e autor do livro “Riscos e Seguros”, lançado em maio deste ano, o segurado deve observar quatro itens: a cobertura, os limites, o destino escolhido e as coberturas excluídas pela seguradora.
“Eu aconselho comprar seguro com um corretor. Agências de viagens vendem seguro, mas não têm expertise para isso”, salienta. Outra opção é comparar os seguros em sites especializados. Em Belo Horizonte, Patrícia Schirmer Bechelany e Paulo Zamboni lançaram há um ano o Seguros Promo, um site com tecnologia que possibilita comparar preços e serviços das maiores seguradoras do mercado. “A Seguros Promo não é só um site, temos uma equipede dez consultoras que oferecem assistência online ao cliente, avaliando seu perfil e o direcionando para o melhor plano”, explica.
Se a compra for efetuada diretamente na seguradora, a maioria dos especialistas é unânime em afirmar que o mais importante é ler atentamente as letras miúdas do contrato e avaliar os serviços incluídos e excluídos na cobertura – principalmente os adicionais – para evitar surpresas futuras. “O segurado tem de comparar serviços, não preço. Nem sempre o mais barato é o melhor”, acrescenta Frade, lembrando que “seguradora não é tudo igual, tem diferença”. Deve-se levar também em conta na contratação do seguro o perfil do viajante, seus interesses e o destino es-
Sérgio Frade no lançamento do livro “Riscos e Seguros”, em maio deste ano
colhido para a viagem. Esse último item influi – e muito – no limite das coberturas. Lembre-se que alguns países são mais caros que outros e é preciso contratar um seguro que esteja de acordo com sua realidade. Frade recorda a história de um cliente que viajou para Miami (EUA) e sofreu uma queda de esqui aquático. “Se não tivesse seguro-viagem, ele teria de desembolsar US$ 50 mil com
despesas médico-hospitalares. Saúde lá fora não é brinquedo”, reconhece. Os mais paranoicos ou cautelosos podem até fazer pesquisa prévia e levantar os custos médicos no destino onde pretendem viajar, como o valor da diária em um hospital ou da intervenção cirúrgica (vide arte na página 10 com comparativo de preços de serviços médicos em Europa, EUA e América Latina).
Com o aumento das viagens internacionais no Brasil desde 2008, cresceu também a conscientização sobre o seguro-viagem. De acordo com a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), os seguros-viagem registraram R$ 420 milhões em prêmios (valores pagos pelos segurados) no ano passado, uma expansão de 87,6% em relação a 2015. Também dados da sexta edição da Carta do Seguro, publicação da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), aferem esse crescimento. O seguro-viagem cresceu 52,9% no primeiro semestre deste ano, com receita de R$ 273,7 milhões, divulgou a entidade. Já a variação nominal de maio para junho deste ano foi de 28,2%, com receita de R$ 62,6 milhões.
W8 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 23 de setembro de 2017
turismo REPRODUÇÃO
Seguradoras
Escolha pautada pelo serviço, não pelo preço Mercado tem se adaptado a usuáriose suas necessidades;portfólio das companhiasdiversificaram os produtoscom osurgimento do viajante independente viagem SEGURO
Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
Com a nova resolução da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e o consequente amadurecimento do mercado, mudanças vêm ocorrendo rapidamente no comportamento das seguradoras e dos próprios consumidores. Em geral, até então as empresas de seguro tinham nas
agências de viagens seu principal canal de distribuição. Mas, de uns tempos para cá, com o aumento do número de pessoas que fazem reservas de viagens online, de forma independente, essas empresas têm percebido a necessidade de criar canais diretos. Seguradoras como Assist-Card e Travel Ace já efetuam venda direta em aplicativos. Na Affinity, em caso de sinistro, o atendimento pode ser feito por WhatsApp. Esse comportamento explica o sucesso de sites comparativos como o Seguros Promo, que emite cerca de 5.000 apóli-
ces por mês. “Nosso diferencial é o atendimento, a competitividade de preço e o acompanhamento online. Somos os únicos no mercado que emite apólice online”, afirma Patrícia Schirmer Bechelany.
Nichos e produtos A evolução do seguroviagem – que saltou de 33,3% em 2015 para 76% no ano passado – também fez surgir novos nichos e produtos. “Com crise ou sem crise, o brasileiro está viajando mais, e com seguro. Prova de amadurecimento do consumidor”, assinala o presidente da Con-
Site da Seguros Promo permite o usuário comparar as coberturas e os preços oferecidos por várias seguradoras
federação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Complementar e Capitalização (CNseg), Marcio Coriolano.
Plus Reasons Seguros para férias canceladas, perda de emprego, processo de divórcio, filho reprovado na escola, convocação como parte ou testemunha para júri, prejuízos gra-
ves na residência, incorporação a um novo posto de trabalho, apresentação para concurso público e roubo de documentação, entre outros, chamado pomposamente de Cancelamento Plus Reasons, já passam a figurar no portfólio da maioria das operadoras. “São, pelo menos, 21 motivos que permitem o cancelamento total da viagem”, informa Patrícia Schirmer Bechelany.
Onde contratar Affinity Seguro. Rua Alagoas, 1.005, loja 19, Savassi, (31) 3047-3272 e (31) 3047-3270. Acesse www. affinityseguro.com.br ou consulte seu agente de viagens. April Brasil. Para adquirir os produtos April, consulte uma agência de viagens ou o corretor de seguros
ARQUIVO PESSOAL
Seguros Promo. Acesse www.segurospromo. com.br para comparar preços e coberturas das maiores seguradoras do mercado. CVC. Operadora trabalha com os seguros Nacional e Nacional Top, que se diferenciam pelo valor investido por dia (R$ 3,50 e R$ 4,50, respectivamente) e pelo valor da cobertura. Agnaldo Abrahão, da April: personalizando a compra para os clientes
Empresas investem em planos mais específicos Empresas como a April Brasil, há 25 anos no mercado, preferem investir em uma central de atendimento própria. “Temos uma equipe interna responsável por atender os chamados de assistênciade qualquer parte do mundo. Enquanto nossos concorrentes têm plataformas em outros países, a nossa fica no Brasil”, afirma Agnaldo Abrahão, diretor comercial da seguradora. Segundo o executivo, a vantagem da April é personalizar a compra. A seguradora oferece aumento de cobertura para doenças preexistentes, práticas esportivas e gestantes. “É um adicional para aumentar o limite”, explica Abrahão, “pois entendemos que as necessidades de cobertura para um adolescente são diferen-
“O brasileiro não tem o hábito de fazer seguro como o argentino e o norte-americano. Esse é um processo longo de conscientização” Ana Paula Soares Melo Teixeira, gerente da Affintiy Seguro em Minas Gerais
tes se comparadas às de uma pessoa de 60 anos”. Na Affinity Seguro, despesas médico-hospitalares e preexistência têm 100% de cobertura. Cancelamento de viagem, idosos até 80 anos e intercambista até 60 anos não têm acréscimo de tarifa. “Nossas coberturas são por evento”, destaca Ana Paula Soares Melo Teixeira, gerente da Affinity emMinas.“Se osegurado teve mais de um sinistro na viagem e contratou US$ 50 mil de cobertura, ele terá esse mesmo valor para cada ocorrência”, explica. Outros diferenciais sãoos planos familiares para até cinco pessoas e os coletivos, para até dez pessoas. “No plano coletivo, cobertura de US$ 60 mil para viagem de dez dias custa R$ 170 por pessoa”.
turismo
9W O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 23 de setembro de 2017
ALBERTO PIZZOLI/AFP
Cartão de crédito
Surpresa uma atrás da outra
Especialistas alertam para cobertura e atendimento Advogada carioca necessitou de serviço médicona Europa, acionou o segurodo cartão e precisou da ajuda dosfilhos no Brasil para ser atendida viagem SEGURO Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
Vale a pena o seguro embutido no cartão de crédito? Os especialistas em seguroviagemsão categóricosem dizer que não. Os argumentos são as coberturas insuficientes e a falta de assistência em caso de um imprevisto. O preço do seguro, embutido na anuidade do cartão, também não é para todos. Só
tem direito a esse benefício clientes que detém as bandeiras de categorias superiores, ou seja, com renda alta. Sérgio Frade, que dedica um capítulo ao assunto no livro “Riscos e Seguros”, fala queo único benefício aoportador é não ter custo diretamente”. Os contra, enumera ele, são os limites baixos de alguns cartões, as restrições de cobertura e a falta de atendimento adequado. Recentemente, cartões com bandeira Mastercard excluiram morte e invalidez permanente de suas coberturas, o que Frade considera “um absurdo”.
Cobertura inferior Naúltima semana,o advogado Rafael Miranda, 36, foi ao socorro da mãe em uma seguradora. “Minha mãe estána Europa e não fez seguroviagem. Dessa vez, ela decidiu ir com apenas o benefício oferecido pelo cartão de crédito”, conta. Antes da viagem, continua Rafael, avaliamos as possibilidades do seguro-viagem separadamente, assim como a cobertura oferecida pelo cartão de crédito. Mesmo com a cobertura inferior, ele ea mãe decidiram queo seguro do cartão seria suficiente. Para se certificar disso, ele ligou para a Mastercard e tirou as dúvidas sobre as coberturas. A surpresa veio com a apólice, emitida com valor inferior aos € 30 mil exigidos para entrada nos países europeus. “Ligamos novamente, esclarecemos a questão e a operadora enviou no-
Roma foi um dos destinos de Leila Miranda na Europa; na foto, Fontana de Trevi
vo documento, dessa vez com os valores corretos”. Durante a viagem, Leila Miranda percebeu um inchaço e vermelhidão nas pernas. “A primeira dificuldade ao tentar acionar o seguro do cartãofoi o telefone com atendimento só em italiano”, conta Rafael, abismado. Preocupada, Leila ligou para o filho no Brasil para que contatasse a operadora. “A surpresa foi que, mesmo já tendo a apólice do seguro, o
atendente solicitou que fossemenviados por e-mail documentos que comprovassem a viagem e o fato de que a mesma foi paga com o cartão”. Com ajuda dos filhos, os documentos foram reunidos às pressas. “O atendente deu falta do comprovante de pagamento do seguro, já que a fatura do cartão não servia”, afirma. Enviado o recibo do pagamento solicitado, Leila e Rafael acreditavam que o problema estava, enfim, solucionado.
Horas depois, Rafael Miranda recebe uma nova ligação da operadora do cartão de crédito. “O atendente disse que minha mãe não teria direito ao seguro, porque comprou a viagem numa agência e não pagou apenas com o cartão de crédito, mas deu sinal em dinheiro”. Sem atendimento imediato, Leila, também advogada, teve de ameaçar a operadora de cartão com processo antes que fosse atendida, um dia depois, com instruções para procurar um centro médico, fazer o atendimento, pagar as despesas, pegar todos os comprovantes e depois, de volta ao Brasil, dar entrada no reembolso. “Nosso problema não foi a cobertura ligeiramente limitada, mas o atendimento. Encontramos muita dificuldade no momento de necessidade”, resume Miranda o imbróglio.
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turismo
O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 23 de setembro de 2017
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
GASTOS COM URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS (em US$ ) EUROPA
AMÉRICA LATINA
ESTADOS UNIDOS
Caso de pneumonia com dois dias de internação
3.000 a 8.500
3.500 a 8.000
12.500 a 16 mil
Gastroenterologia
2.000 a 3.500
2.000 a 4.500
8.000 a 12 mil
Fraturas
2.500 a 6.000
1.500 a 5.000
15 mil a 35 mil
Apendicite ou infecção urinária
6.000 a 12 mil
5.000 a 40 mil
25 mil a 60 mil
Traslado sanitário para o Brasil
130 mil a 150 mil
10 mil a 95 mil
100 mil a 130 mil
AS MAIORES ABERTURAS DE SINISTROS SÃO DECORRENTES DE: Cancelamento de viagem
35%
FONTE: TRAVEL ACE
ERROS MAIS COMUNS AO CONTRATAR UM SEGURO
51,5%
Não observar todos os serviços e coberturas oferecidas no contrato
Atendimento médico
Contratar um seguro só pelo preço Contratar um seguro com a data de chegada ao destino Comprar um plano fora de seu perfil Julgar que você não precisa de seguro, que nada vai lhe acontecer
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Qual a vantagem de contratar um seguro-viagem?
O seguro-viagem cobre toda e qualquer eventualidade que leve o contratante a um estado clínico de urgência ou emergência de acordo com a cobertura da apólice contratada, como despesas médicas, hospitalares e odontológica no local, fisioterapia, regresso sanitário, translado de corpo, orientação em caso de perda de documento ou cartão de crédito, auxílio para cobrir despesas em caso de cancelamento de viagem e seguro em caso de invalidez permanente ou morte acidental.
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O que é o Tratado de Schengen?
O Tr Tratado de Schengen é um acordo firmado entre 26 países europeus, que visa estabelecer a livre circulação dos visitantes nos países participantes. O tratado também estabeleceu a obrigatoriedade da contratação de um seguro-viagem no valor mínimo de € 30 mil euros para todos os turistas.
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Com quanto tempo de antecedência preciso contratar o seguro-viagem?
O seguro pode ser contratado até no dia do seu embarque para o destino. Recomenda-se apenas que se compre o seguro depois de já ter as datas da viagem definidas.
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AS DEZ PERGUNTAS MAIS COMUNS
2,9% Compra de medicamentos
10,7% Outros
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Caso precise de atendimento médico no exterior, como aciono o meu seguro?
Vou viajar por vários países, meu seguro vai me dar cobertura? Ao optar pelo seguro viagem internacional para qualquer destino, você estará assegurado em qualquer lugar do mundo, inclusive em alto-mar (já neste último caso, os seguros são feito através de reembolso).
Assim que finalizar a compra do seguro, você receberá uma apólice. Nela, estão listadas todas as coberturas do seguro contratado e os telefones caso você precise de atendimento de acordo com sua localidade. Algumas seguradoras dispõem de aplicativos no celular, nos quais pode-se solicitar atendimento em uma necessidade, além dos telefones disponíveis na apólice.
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Caso eu não consiga contatar a seguradora e pague as despesas, serei reembolsado?
Sim, o reembolso é feito mediante a apresentação das notas fiscais originais e de comprovantes do atendimento, junto os documentos pessoais solicitados pela seguradora, quando retornar ao Brasil.
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Qual a validade da minha apólice nas viagens nacionais? onais? ais? A validade do seu seguro são as datas de ida e volta prescritas na apólice. É importante lembrar que você só estará coberto(a) se estiver a uma distância mínima de 100 km de sua casa.
Quais são as redes de atendimento conveniadas às seguradoras?
Nenhuma seguradora divulga essa Ne informação. O segurado só será informado sobre a rede de atendimento quando contatar a seguradora, que irá indicar a rede mais próxima da localização do solicitante.
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Como faço o cancelamento do meu seguro-viagem?
Para cancelar o seguro-viagem é necessário acionar a seguradora. Se o cancelamento for solicitado 48 horas antes de sua viagem, as seguradoras não costumam cobrar multa. Consulte as condições gerais da seguradora escolhida.
ALGUMAS PEGADINHAS DO SEGURO VIAGEM Certifique-se da cobertura de doenças preexistentes
Certifique-se que seu plano cobre quais esportes de aventura, alguns só cobrem determinadas atividades
Previna-se e contrate um plano com seguro em caso de cancelamento
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Quais os riscos que o seguro saúde geralmente não cobre?
A maioria das seguradoras não cobre roubo e furto, atendimentos solicitados pelo segurado sem autorização da seguradora, despesas médicas com tratamentos, fisioterapia e medicamentos que não tenha sido prescrito pelo médico e que não seja consequência de algum acidente ou imprevisto ocorrido durante a viagem, danos à bagagem, como violação ou extravio de objetos, custos com tratamento de doenças epidêmicas, pandêmicas ou endêmicas, cirurgias plásticas e estéticas, tratamentos médicos, odontológicos ou fisioterapia de rotina, próteses, continuação de tratamentos médicos após o período da viagem, bens de uso pessoal, despesas médicas do segurado que colocou sua própria vida em risco, tratamentos psiquiátricos, pacientes em fase terminal, destinos em situação de guerra ou rebelião, imprevistos resultantes de fenômenos da natureza, tais como inundações, terremotos, erupções vulcânicas, ciclones,
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte 23 de setembro de 2017
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turismo DANIEL LAPORTE ROCHA/ARQUIVO PESSOAL
Turismo de aventura
Um pé no risco, o outro na diversão Seguro-viagem ainda não é preocupaçãodos adeptos dosesportes de aventura, masa maioria considera importantesua contratação;maior reclamação é opreço viagem SEGURO
Paulo Campos
paulohcampos1@gmail.com
Seguro-viagem não é preocupação da maioria dos adeptos de esportes radicais ouvidos por nossa reportagem. É o caso do praticante de escalada Daniel Laporte Rocha, 33. “Nunca fiz seguro-viagem por economia”, afirma Rocha, que também curte outros esportes, como rapel, rope swing (pêndulo), paraquedismo e mergulho. “Há 15 anos, pratico
escalada com amigos e nunca aconteceu nada. Em esportes como esse, acidentes geralmente ocorrem não por falha do praticante, mas dos equipamentos”, salienta Rocha. O biólogo carioca Gabriel da Fonseca, 57, comunga do pensamento de Daniel. Praticante de rafting e escalada, viveu boa parte da vida no exterior, em países como Austrália e Alemanha. “Quando comecei a praticar esporte nem existia o termo turismo de aventura”, afirma. Fonseca abre um parêntesis e reconhece a importância do seguro-viagem na prática de esportes de risco. “Se ocorrer um acidente e precisar de internação, é nossa
ruína. Saúde no mundo todo é cara”. Cauteloso, Renato Savi, 40, acredita que o risco da prática de paraquedismo é o mesmo de uma pessoa que pedala. “O investimento em seguro, com certeza, sairá mais barato que a conta do hospital”, frisa Savi, que é instrutor de tandem (salto livre). Segundo ele, que mora em Miami, nos Estados Unidos, é mais comum a consciência de praticar esportes com segurança.
Seguro de risco No Brasil, uma prática comum é a seguradora excluir a cobertura para a prática esportiva de risco. “Como em alguns esportes a sinistralida-
Praticantes de esportes como paraquedismo, paraglider, voo livre, asa-delta, body jump, montanhismo, escalada e mergulho são os alvos das seguradoras de é muita alta, muitas preferem excluir”, afirma Ana Paula Melo Teixeira. No caso da Affinity Seguro, as coberturas são apenas para esporte de lazer dentro do produto contratado, sem acrésci-
Daniel na cachoeira Alta, em Ipoema: “Fazemos tudo com o máximo de cuidado”
mo de tarifa. Existe também um produto especial para práticas esportivas, o Afinitty Esporte 50, com cobertura de despesas médico-hospitalar de US$ 50 mil. “Considero a cobertura adicional para prática esportiva a mais importante entre as coberturas adicionais”, afirma Agnaldo Abrahão, diretor comercial da April Brasil. “Mesmo as pessoas habituadas à prática de esportes radicais devem estar cobertas em caso de contratempo”, afirma. A April Brasil, por exemplo, oferece até 50% de cobertura adicional para esse tipo de viajante.
Nova Zelândia Se no Brasil seguro-
viagem para esportes de aventura é caro, na Nova Zelândia a realidade é outra. Proprietário da Skydive Taupo, o brasileiro Leo Medina, que mora à beira do lago Taupo, na ilha Norte, oferece aos viajantes experiências radicais na Nova Zelândia. Praticante de bungee jump, ele informa que, no país da Oceania, os viajantes contam com o Accident Compensation Corporation (ACC), plano que cobre custos de acidentes a qualquer pessoa, inclusive aos turistas. Embora nunca tenha contratado seguro-viagem, Medina não aconselha ninguém a viajar sem um.
FABIANA FERREIRA/ARQUIVO PESSOAL
Canoagem Fabiana Ferreira compete na canoagem havaiana
Profissional. Praticante desde cedo de esportes como caminhada, stand-up paddle e wakesurf, a jornalista paulista Fabiana Ferreira, 42, dedica-se atualmente à competição de canoa havaiana. “Todo esporte tem riscos. Se você pratica sem orientação e equipamentos adequados, mais ainda”, assinala. Quando ainda praticava rafting, ela chegou a presenciar alguns acidentes. Mesmo com plano de saúde, Fabiana acha “muito válida” a contratação de um seguro. DANIELI HILGEMBERG/DIVULGAÇÃO
Família unida até na aventura Desde os 8 anos, época em ainda era escoteira, Danieli Hilgemberg, 39, convive com montanhas, escaladas e acampamentos. Mas foi a paixão pela aventura que levou a engenheira aeronáutica a experimentar esportes como snowboarding, mergulho, voo livre e escalada, esse último sua grande paixão. Quando os filhos nasceram, resolveu não abrir mão do esporte e transformou o marido Bruno e os pequenos Theo, 5, e Nina, 2, em companheiros
de aventuras. Os destinos que já conheceram vão desde os vizinhos Argentina e Chile até países mais distantes como França e África do Sul. Na última gravidez, Danieli escalou até a 36ª semana. No ritmo de aventura, Danieli nunca se esqueceu dos cuidados, tem consciência dos riscos de levar os pequenos, mas faz de tudo para minimizar e controlar os perigos. Esportes e viagens para lugares não convencionais, enfatiza ela, exigem planejamento, estudos prévios
sobre alimentação, roupas, hidratação e cuidados. Além disso, idas constantes ao pediatra esportivo das crianças. Na última viagem, com destino a Bariloche, na Argentina, o casal não só se
Viagem com filhos Danieli Hilgemberg lançou o blog www.latitude22.org. A ideia é mostrar para famílias que não é preciso deixar o esporte quando se tem filhos. Ela agora vai criar um vlog para expor, de forma visual, as experiências de sua família.
preocupou em levar roupas adequadas e kit de primeiros socorros para as crianças, como também tratou de adquirir um seguroviagem. Danieli não ignora a importância do seguro, mas reclama do preço cobrado pelas companhias. “Alguns anos atrás era difícil de contratar coberturas de esportes de risco, porque não existiam. Hoje é mais fácil, mas os preços são muito altos, principalmente para esportes não convencionais, como é o caso da escalada”, lamenta.
Danieli Hilgemberg, o marido e os filhos Théo e Nino: escalada na Lapinha
WServiço. Direção preventiva é melhor modo de se evitar acidentes. Páginas 16 e 17
ISABEL ALMEIDA/CZN
WTransporte. Volkswagen lança nova linha de caminhões leves. Páginas 20 e 21 pampulha
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BELO HORIZONTE Sábado 23/9/2017
W Espaço para todos
Com ótimo conjunto mecânico, minivan Citroën C4 Picasso Intensive reúne qualidades para brigar com os SUVs médios. Páginas 18 e 19
W 14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 23 de setembro de 2017
interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br
Raimundo Couto
Ecos de Frankfurt DANIEL ROLAND/AFP
Retornando de mais uma cobertura do maior salão do automóvel do mundo, o de Frankfurt, na Alemanha, que fecha suas portas no próximo domingo (dia 24), como de costume, fazemos nesta ocasião um balanço daquilo a que tivemos a oportunidade de assistir e reportar em nossos cadernos Super Motor, na rádio Super Notícia FM e em nossas redes sociais. Em um evento dessa envergadura, que conta com 11 gigantescos pavilhões espalhados por cerca de 200 mil metros quadrados, é quase impossível eleger e destacar um modelo que possa, sozinho, representar tudo mais que ali foi exposto. Mesmo assim, vale ressaltar que, em seu pavilhão exclusivo, a MercedesBenz provocou suspiros de toda a imprensa mundial, que, como nós, promovia a cobertura da 67ª
edição da mostra automobilística alemã, ao mostrar, com a pompa e a circunstância que mereceu a ocasião, o Project One, um verdadeiro carro de Fórmula 1 vestido para ser guiado pelas ruas. Coube ao principal piloto da Mercedes, Lewis Hamilton, mostrar ao mundo o primeiro hipercarro híbrido da Mercedes AMG equipado com motor de 1.000 cv, o mesmo que equipa os carros dos pilotos da escuderia. Mas o salão foi muito mais do que isso. Como esperado, a mostra encerrase deixando cada vez mais clara a tendência da eletrificação dos automóveis em um futuro muito próximo. No entanto, não haverá uma ruptura abrupta da matriz energética hoje em utilização. Haverá uma transição em dois estágios, afinal o mundo não pode dar saltos. Primeiro virão os motores híbridos, ou seja, movidos a gasolina e al-
ternando-se com um segundo propulsor, elétrico. Em uma segunda etapa, acontecerá a definição pela escolha definitiva da eletricidade como meio de propulsão de nossos automóveis. A propósito, o evento na Europa também mostrou que essa corrida é contra o relógio. Determinados fabricantes estão mais avançados em pesquisas do que outros. A alemã Volkswagen, por exemplo, projeta para o ano de 2025 comercializar 1 milhão de “carros verdes”, como são chamados os produtos com zero emissão de poluentes na atmosfera. Uma prova do avanço nesse sentido estava presente no pavilhão da marca, a família de conceitos elétricos ID Concept, que ganhou os holofotes em Frankfurt. Por lá, também há o estudo de um novo sedã elétrico, nos mesmos moldes dos já apresentados ID Buzz MPV (van ins-
“Como esperado, a mostra encerra-se deixando cada vez mais clara a tendência da eletrificação dos automóveis em um futuro muito próximo.”
Lewis Hamilton e o inédito hipercarro da Mercedes, o Project One pirada na velha Kombi) e ID Hatchback. Por falar em Volks, em entrevista coletiva para a imprensa brasileira, o presidente da fabricante no Brasil, David Powels, confirmou a importação do SUV Tiguan All Space, com sete lugares, para o primeiro trimestre de 2018. Descontraído e acessível, o executivo estima que o segmento dos utilitários-esportivos, os SUVs, responderá por 35% do total das vendas de veículos no país nos próximos anos.
Fechadas as portas do IAA 2017, o mundo das quatro rodas agora se prepara para as quatro próximas grandes mostras automotivas, que acontecerão nesta sequência em 2018: em janeiro, o anual Salão de Detroit, nos Estados Unidos; em março, o tradicional Salão de Genebra, na Suíça; em setembro, o Salão de Paris, na Cidade Luz; e, em outubro, o nosso não menos consagrado Salão Internacional do Automóvel de São Paulo.
super motor
15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 23 de setembro de 2017
FOTOS CHEVROLET/DIVULGAÇÃO
Lançamento
Preço
Novo SUV tem motor 2.0 turbo com 262 cv e 37 kgfm de torque
equacionado Chevrolet começa pré-venda do Equinox; modeloimportado e com motor2.0 turbo de262 cvserá vendidoem versão única no Brasil Da redação Importado do México em versão única, o novo SUV da Chevrolet, o Equinox, será lançado no Brasil em outubro custando a partir de R$ 149.900. A prévenda oficial do modelo começou hoje. Equipado com motor 2.0 turbo de 262 cv com injeção direta de combustível e câmbio automático de nove marchas e tração integral, o Equinox será vendido em versão única
no Brasil, a Premier, considerada a mais sofisticada da linha de modelos da Chevrolet. Os bancos são revestidos com material e acabamento especiais, como couro perfurado e costuras duplas. O painel, também revestido, segue o mesmo requinte de execução. Acabamentos soft touch aplicados em outras áreas de contato, como os apoios de braço laterais e centrais e painéis de portas, proporcionam sofisticação e maior conforto. O
automática de emergênar-condicionado oferece cia; alertas sensorial, lumiopção de temperaturas dinoso e sonoro de colisão; ferente para os ocupantes dianteiros, dutos volassistente de permatados para o bannência na faixa e de estacionaco traseiro e a mento; alerta possibilidade de acionade ponto-cego; mento remotampa do portaChevrolet to com a ignimalas com acioEquinox Premier namento elétrição para que a co por sensor de cabine inicie seu processo de refrigemovimento; e tecnologia de carregamento wireração antes mesmo do emless de smartphones. O barque dos passageiros. O modelo traz de série Equinox Premier será oferrecursos como frenagem tado em pacote único.
R$ 149.900
SUV da Chevrolet vai substituir o Captiva e chega para bater de frente com Jeep Compass e Honda CR-V, entre outros
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Diferenças
Direção defensiva e preventiva Gerson Burin, do CesviMapfre, explica que há diferenças entre a direção preventiva e a defensiva, embora ambas sejam importantes para a segurança e devam ser adotadas pelo motorista. A primeira é baseada em ações para evitar o envolvimento em situações de risco. Já a segunda engloba técnicas de direção específicas para momentos nos quais há possibilidade iminente de colisão.
Campanha
Semana Nacional do Trânsito Entre os dias 18 e 25 de setembro, é realizada a Semana Nacional do Trânsito, com o tema “Minha escolha faz a diferença no trânsito”. “É exatamente por meio de campanhas como essa que conseguimos trazer a questão da educação dos condutores à tona”, avalia Aly Yassine, da Abramet.
super motor
Serviço
Comportamento ao volante faz toda a diferença Dirigir preventivamente éomodo maiseficazpara seevitaracidentes de trânsito,masmuitos motoristasnão dãoa devidaatenção aoscuidados Alexandre Carneiro O Brasil é recordista em acidentes fatais. Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), números da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam uma média de 50 mil óbitos anuais na malha viária do país. Diariamente, em média, 254 pessoas perdem a vida em decorrência de acidentes de trânsito. “É como se todos os dias caísse uma aero-
nave comercial”, exemplifica o médico Aly Yassine, diretor de inovação da Abramet. Ele explica ainda que a maioria das vítimas é do sexo masculino e tem entre 19 e 29 anos. “Isso mostra que ainda há muito machismo na mentalidade dos motoristas”, destaca. Mais espantosa que a grandeza dos números é a constatação de que a maioria dos acidentes tem uma causa única. Para apontá-la, Yassine cita dados do Minis-
tério da Saúde: “Das situações que acontecem no trânsito, 94% são falhas humanas. Essas falhas precisam ser trabalhadas”, explica o especialista, que, justamente devido à relação direta entre as ocorrências e o comportamento de motoristas e motociclistas, sugere uma mudança na terminologia sobre o tema. “Penso que a palavra ‘acidente’ nem deveria ser utilizada, porque ela leva o responsável a se isentar da culpa. Geralmente, foi ele (o condutor) que optou por falar ao celular enquanto dirige ou por beber antes de pegar o volante”, pontua.
Desrespeito à legislação As medidas para se evitar acidentes são simples e muito conhecidas pelos condutores, mas pouco aplicadas: passam por prudência, atenção e cumprimento da legislação. “O desrespeito às leis de trânsito, como, por exemplo, o excesso de velocidade, cria um cenário contrário ao da ação preventiva e, em determinadas situações, poderá gerar a perda do controle do veículo”, afirma Gerson Burin, coordenador técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária do Brasil-Mapfre (CesviMapfre). “A falta tanto da direção defensiva quanto de habilidade geram a combinação perfeita para um acidente”, acrescenta.
Os profissionais do CesviMapfre e da Abramet são unânimes em apontar o esclarecimento como maneira mais eficaz para reduzir o número de vítimas. “O descumprimento das leis de trânsito envolve questões ligadas aos fatores humano e comportamental. Todos sabem que um farol vermelho não deve ser ultrapassado, e, mesmo assim, temos inúmeras infrações relacionadas a desrespeito ao semáforo. Falta uma maior conscientização”, pondera Burin. “Seguir as leis de trânsito traz mais segurança para o tráfego em todos os sentidos, tanto para motoristas como para pedestres. Atenção total, além de ser fundamental, é também uma forma preventiva de se transitar”, complementa. Para Yassine, falta investimento do poder público em ações educativas para atuais e futuros motoristas e motociclistas. “Aproximadamente R$ 50 bilhões, o que corresponde a 2,3% do PIB brasileiro, são destinados a vítimas de trânsito. Esse valor deveria ser aplicado em estratégias preventivas. Nós temos que cuidar antes de a fatalidade acontecer”, diz. Outro fator apontado pelo médico da Abramet é a vigilância deficiente por parte das autoridades. “A educação e a rigidez da fiscalização são nossos maiores recursos”, conclui.
Distrações provocadas por celulares causam grande número de acidentes
super motor
17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 23 de setembro de 2017
FREEPIC IMAGES
Direção preventiva reduz as chances de ter que recorrer a ações defensivas
Álcool é segunda maior causa de acidentes
Nova versão
O uso de bebidas alcoólicas ao volante é a segunda maior causa de acidentes de trânsito no mundo, atrás do excesso de velocidade e à frente do uso do celular, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). “O álcool é a droga lícita mais fatal da sociedade. Mesmo em pequenas doses, como uma taça de vinho ou meia lata de cerveja, ele já é capaz de alterar nossa concentração, nosso tempo de resposta e nossos movimentos físicos e cognitivos”, explica Aly Yassine, diretor de inovação da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet). O especialista pondera que, embora os riscos de diri-
Equipada com o motor 2.4 Tigershark e câmbio automático de nove marchas, a Toro Blackjack acaba de ser lançada pela Fiat. A nova versão da picape destaca-se pelo visual “all black”, com todos os detalhes escurecidos, tanto por fora quanto por dentro. O visual externo é dominado pelo tom grafite aplicado nas rodas (de liga leve e 17 polegadas), nos retrovisores externos, no friso da grade dianteira e nas barras de teto. No interior, o ponto alto é o revestimento exclusivo dos bancos. A versão tem preço sugerido de R$ 112.990.
gir sob o efeito do álcool sejam de conhecimento geral, muitas pessoas não veem problema em ingerir pequena quantidade de bebida antes de conduzir um veículo. “Não há limites seguros, pois uma dose de destilado, por exemplo, causa efeitos diferentes em cada indivíduo. Por isso, nós defendemos a tolerância zero ao volante”, afirma Yassine. O especialista da Abramet acredita que a Lei Seca é uma evolução, mas que falta fiscalização. “Os gestores conhecem as zonas onde há maior consumo de álcool, mas não estabelecem pontos para realização de blitze”, adverte. (AC)
PEDRO FRANÇA/AGÊNCIA SENADO
Toro em tom sobre tom
FIAT/DIVULGAÇÃO
Antigos
Ponteio recebe exposição
Infração Multa. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, o uso do celular é punido com multa de R$ 293,47 e com a perda de sete pontos na carteira de habilitação do motorista. O condutor ainda pode ser autuado por não dirigir com as duas mãos ao volante, o que também é considerado infração e gera multa de R$ 130,16, além do débito de cinco pontos no prontuário. Só é permitido deixar de manusear o volante para dar sinais de trânsito, mudar de marcha ou acionar equipamentos do veículo.
Celular a bordo é novo perigo Motoristas e motociclistas têm derrapado em uma nova fonte de distração: o celular. Graças aos aplicativos e às múltiplas funcionalidades dos aparelhos atuais, os condutores não apenas tiram as mãos do volante para empunhá-los, como também desviam o olhar da via para examinar textos e vídeos. Além de ilegal, essa prática é perigosa. “As distrações no trânsito, como o uso de celulares, têm contribuído com os envolvimentos em acidentes”, explica o coordenador técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária do Brasil-Mapfre (CesviMapfre), Gerson Burin. “Um estudo do jornal médico‘The New England of Me-
dicine’ mostra que chamadas breves ao celular quadruplicam o risco de uma colisão”, afirma Aly Yassine, diretor de inovação da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet). “A nossa atenção fica dividida entre a conversa e o trânsito. O tempo de resposta diminui, e a percepção periférica fica muito prejudicada também”, explica o especialista, que aconselha todos que têm contato com o trânsito a deixar o aparelho de lado. “O pedestre também deve evitar o uso do celular enquanto atravessa a rua, por exemplo”, diz. Uma pesquisa realizada neste ano pelo Cesvi-Mapfre aponta que, apenas para destravar o celular, um motoris-
ta gasta em média 1,5 s. Parece pouco, mas, se o veículo estiver a 50 km/h, esse intervalo corresponde a dirigir às cegas por 20,6 m, espaço que equivale a uma sequência de 10 motocicletas. A uma velocidade de 100 km/h, o condutor terá andado por 41,7 m sem perceber o que se passa no trânsito, distância análoga a duas carretas enfileiradas. A utilização de outros recursos do aparelho demanda ainda mais tempo. São gastos 3,5 s para abrir o Facebook, período suficiente para o veículo andar 48,6 m à velocidade de 50 km/h. Essa distância aumenta para 97,2 m à grandeza de 100 km/h. Para carregar o Instragram,
são necessários 3 s, nos quais o motorista percorre 41,7 m a 50 km/h, ou 83,3 m se estiver a 100 km/h. Alessandro Rubio, coordenador técnico do CesviMapfre, pondera que os motoristas muitas vezes realizam várias operações em sequência no celular, o que aumenta ainda mais o tempo de distração. “Ao gravar um vídeo, é preciso considerar que há a necessidade de destravar o aparelho, abrir a câmera, iniciar a gravação e pará-la; ou seja, o motorista talvez tenha ficado sem olhar para a frente por aproximadamente 10 s. Para se ter uma ideia, isso significa trafegar por quase 280 m a 100 km/h”, adverte. (AC)
Os amantes de carros antigos têm até o próximo dia 27 para conferir de perto a segunda edição do Ponteio Dream Cars. Em parceria com o Clube de Veículos Antigos de Nova Lima, a exposição de esportivos europeus do século XX acontece no Ponteio Lar Shopping (piso LI), com entrada gratuita. A exposição traz para a cidade modelos que marcaram a história da indústria automobilística.
Lembra dela?
SpaceFox fica mais barata A Volkswagen enxugou a gama da SpaceFox à venda no Brasil. Agora, a perua só é oferecida na versão Trendline, que parte de R$ 58.990 com câmbio manual de cinco marchas. O preço antigo era de R$ 68,5 mil. Com a transmissão automatizada, o valor sobe para R$ 62.366. O motor é o conhecido 1.6 flex de 104 cv. Entre os itens de série, estão direção elétrica, ar-condicionado e sensores de estacionamento.
W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 23 de setembro de 2017
Lançamento
Fit 2018 com mais conteúdo Com visual revisado e novos equipamentos de série, o Honda Fit 2018 acaba de ser lançado no Brasil. O modelo ganhou controle de estabilidade e de tração como item de série e assistente de partida em rampa em todas as versões. Os sistemas Apple CarPlay e Android Auto constam na nova central multimídia da versão EXL. O ar-condicionado é digital para as versões EX e EXL. Os preços do modelo começam em R$ 58,7 mil na versão DX manual e chegam a R$ 80,9 mil na versão EXL com câmbio CVT. Acompanhe as impressões sobre o Fit 2018 na próxima edição do Super Motor. HONDA/DIVULGAÇÃO
Conveniência
GM faz parceria com Sem Parar A General Motors anunciou uma parceria que permite o pagamento de pedágios, estacionamentos conveniados e até mesmo o abastecimento dos veículos equipados com a tecnologia OnStar por meio do sistema Sem Parar. No momento da compra do tag, o cliente terá direito a três mensalidades gratuitas ao solicitar o código promocional apertando o botão azul do OnStar. A promoção é válida somente para clientes novos Sem Parar.
super motor
Avaliação
Francesa na contramão do mercado Citroën tenta encarar os SUVs médios coma minivan C4 Picasso; modelose destacapelo bom nível de conforto,espaço interno e mecânica Márcio Maio Auto Press
são diamantadas, com partes pintadas de preto brilhante. O motor, no entanto, segue intacto. Trata-se do mesmo 1.6 16V THP – de turbo high pressure –, disponível em boa parte da gama da marca. No C4 Picasso, porém, ele aceita apenas gasolina e rende até 165 cv de potência a 6.000 rpm e 24,5 kgfm de torque já a partir de 1.400 giros. A transmissão é automática de seis velocidades.
Todas as marcas automotivas parecem olhar fixamente para o segmento dos SUVs no Brasil. A Citroën, no entanto, caminha na contramão dessa movimentação. Sem uma opção de utilitárioesportivo, a fabricante francesa batalha por um espaço ao concorrer com um modelo vocacionado para o uso familiar com sua minivan C4 Picasso. A ideia pode até parecer ultrapassada, mas o fato Bem-equipado é que o modelo tem atributos A lista de itens de série é de sobra para vencer compabem completa. Engloba o esrativos focados no conforto e tiloso para-brisa estendido na tecnologia com diversos Zenith, central multimídia SUVs médios – principalmencom tela touch de sete polete em sua configuração de togadas e navegador GPS, arpo, a Intensive, que agrega condicionado de duas zoboa lista de série, pacote de nas, rodas de liga leve de 17 opcionais interessante e um polegadas, retrovisores exmotor vigoroso. ternos elétricos e rebatíveis, A terceira geração do Pisensores de obstáculos, de casso – segunda na linha C4 chuva e de luminosidade, – chegou ao país em oubancos individuais retubro de 2015, guláveis, freio de mas já neste estacionamento ano, em junho, elétrico e conrecebeu as altetrole de estabilirações promodade e de travidas em seu Citroën C4 Picasso ção, além de asIntensive primeiro facesistência de partilift. A grade foi da em rampa. centralizada e gaA minivan traz ainda nhou formato retangular. volante multifuncional, paiNa parte de baixo do paranel de informações em tela choque dianteiro, uma node 12 polegadas centralizava entrada de ar se funde vida, teto panorâmico, faróis sualmente aos nichos dos fadirecionais com xênon, charóis de neblina. Atrás, apeve presencial, câmera de ré, nas as lanternas ganharam lanternas em LED, iluminaseções tridimensionais. Oução do chão próximo à porta tra mudança ocorreu no dee faróis de neblina com ilusenho das rodas, que agora minação lateral em curvas.
Opcionais caros A Citroën cobra R$ 132 mil pelo C4 Picasso Intensive, mas essa conta pode ser maior. A configuração de topo aceita dois pacotes opcionais. O Comfort adiciona revestimento em couro e tecido, bancos dianteiros com massageador e apoio de pernas para o carona, sensor para ponto-cego e monitoramento 360º com quatro câmeras ao custo de R$ 9.900. Já o Luxe tem valor ainda mais salgado, com leitor de placas de trânsito, retrovisor eletrocrômico, banco do motorista com regulagem elétrica e dianteiros com massagem e aquecimento, farol alto automático e monitoramento de faixa, por R$ 20 mil.
Ficha técnica Motor. 1.6 turbo a gasolina, quatro cilindros em linha Câmbio. Automático de seis marchas Potência. 165 cv a 6.000 rpm Torque. 24,5 kgfm entre 1.400 rpm e 4.000 rpm Porta-malas: 537 L Tamanho. 4,43 m de comprimento, 1,83 m de largura, 1,62 m de altura e 2,79 m de distância entre-eixos. Tanque. 57 L
R$ 132 mil
C4 Picasso faz média de 9,9 km/L e 12,2 km/L na cidade e na estrada, exclusivamente com gasolina
super motor
19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 23 de setembro de 2017
FOTOS ISABEL ALMEIDA/CZN
Minivan tem bom conjunto mecânico e amplo espaço interno
Modelo transmite a sensação de muita qualidade e elegância
Interior tecnológico e conforto de alto nível Um ponto que chama bastante atenção no Citroën C4 Picasso Intensive é o quanto sua cabine parece mesmo ter sido pensada para garantir o conforto e a tranquilidade de todos os passageiros. O volante multifuncional faz com que o motorista não precise retirar as mãos da direção para acessar a central multimídia e, ao centro, as duas telas – uma de sete e outra de 12 polegadas – guardam to-
Motor 1.6 turbo desloca a minivan com facilidade As mudanças estéticas promovidas no C4 Picasso não chegam a marcar uma grande diferença nesse facelift da nova geração do modelo. Mas serviram para deixá-lo ainda mais em destaque nas ruas, onde não é tão fácil encontrá-lo. E não ter mudado tanto não chega a ser um demérito: na verdade, desde o visual ao desempenho, passando pela tecnologia embarcada, o Citroën C4 Picasso sempre se saiu bem. Principalmente na versão de topo Intensive. O motor THP de 165 cv
move o modelo com extrema facilidade. Basta pisar com um pouco mais de vontade o acelerador para perceber o ganho de força. Arrancadas, retomadas e ultrapassagens são realizadas sem buracos ou “turbo lags”. A transmissão automática de seis velocidades trabalha em tamanha sintonia com o propulsor que é até difícil lembrar das aletas atrás do volante para trocas manuais. O motor parece sempre “entender” direitinho qual reação o motorista espera, de acordo com a intensidade de
sua pisada no pedal direito. A suspensão não chega a ser preparada para garantir esportividade, mas resulta em uma carroceria equilibrada e com rolagens extremamente sutis. Mesmo quando o motorista exige um pouco mais do modelo, o C4 Picasso se mostra neutro e com as quatro rodas bem presas ao chão. E também filtra bem as imperfeições das nossas ruas esburacadas, apesar de o modelo ter sido projetado para circular pelas estradas lisas da Europa. (MM/AP)
Motor 1.6 THP de 165 cv, aliado à transmissão automática, empolga em qualquer faixa de giro
das as informações que são necessárias ao condutor. O sistema de entretenimento tem GPS e pode espelhar celulares. Além disso, os bancos são individuais e, a partir de pacotes opcionais, garantem massagem e aquecimento, além de extensor elétrico para pernas na poltrona do passageiro, que possibilita que o carona praticamente deite. É, de fato, um clima de sala de estar. (MM/AP)
W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 23 de setembro de 2017
Mercedes-Benz
Accelo, Atego e Axor têm recall A Mercedes-Benz convoca proprietários dos caminhões modelos Accelo, Atego e Axor, exceto os equipados com teto elétrico e climatizador, fabricados entre janeiro de 2015 e junho de 2017, a agendarem junto a uma concessionária, a partir de 16 de outubro, a inspeção nas portinholas, que podem apresentar trincas ou espessura irregular. Para agendamento do recall e mais informações, a Mercedes disponibilizou o telefone 0800 970 9090. MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO
E-commerce
FTP lança linha de vestuário
super motor
Transporte
Caminhão leve para motoristas de carro Volkswagen renova segmento coma nova famíliaDelivery;versões inéditasfazemo modeloatuar em umafaixa maisampla no mercado Luiz Humberto Pereira Auto Press
O segmento de leves é responsável por aproximadamente 31% das vendas de caminhões no Brasil. A previsão da indústria é que, no final da próxima década, esse percentual chegue a 39%. Esse expressivo crescimento no “share” dos leves é movido pelas mudanças de legislação de trânsito, que restringem cada vez mais a circulação de caminhões maiores nas cidades. De olho nessa transfor-
mação mercadológica, a MAN Latin América, que produz os caminhões e os ônibus das marcas Volkswagen e MAN, acaba de lançar no Brasil a nova linha Delivery. A maior novidade da nova linha é a que coloca a Volkswagen no disputado mercado de 3,5 t. O menor dos modelos, chamado de Express, tem a proposta de reunir os atributos de um caminhão grande, tais como espaço interno e robustez, em um veículo pequeno e com design moderno. E com a vantagem de poder ser diri-
gido por motoristas com habilitação na categoria B, a mesma dos automóveis. Segundo a marca, o preço da versão chassi-cabine ficará em R$ 118 mil, e o veículo será oferecido nas concessionárias também em versões caçamba e baú, já encarroçadas pela Randon.
Outras versões O Delivery de 4 t é outra aposta da MAN Latin America entre os modelos de entrada da nova família, já que contará com financiamento via Finame. O novo Delivery de 6 t chega, junto dos modelos de 9 t e 11 t, com atributos para superar os atuais Delivery. E o 13.180, com terceiro eixo, passa a ser a maior capacidade de carga do novo portfólio leve da Volkswagen. Únicos da nova linha do-
tados com tecnologia EGR, o Delivery Express e o 4.150 são equipados com o motor Cummins ISF de 2,8 L; os veículos alcançam 150 cv e um torque máximo de 36,7 kgfm. Para o Delivery 6.160, o motor também é o Cummins ISF, de 2,8 l, mas desta vez com solução SCR para o pós-tratamento. Sua potência chega a 160 cv, e o torque máximo fica em 43,8 kgfm. Os veículos de 9 t, 11 t e 13 t, por sua vez, estão com o Cummins ISF, de 3,8 L e tecnologia SCR. Os três registram o torque máximo em 61,2 kgfm, variando a potência entre 165 e 175 cv. Segundo a marca, a nova série de turbos permite alcançar o torque máximo em baixas rotações, além de aumentar a faixa de giros em que o torque máximo é entregue.
Estratégia
Presente nas estradas, no campo, nas obras, no mar e nas cidades, a FPT Industrial acaba de lançar uma linha de produtos que conta com camisetas, camisas, coletes, bonés, mochilas, óculos entre outros artigos de vestuário, acessórios e itens variados. As compras já podem ser feitas pelo site www.fptstore. com.br. Originalmente criada na Itália, os produtos da FPT Store no Brasil passaram por adaptações em função do clima tropical.
Opções. O novo Delivery estreia quatro versões de transmissão manual com seis velocidades, além da opção automatizada, que está em fase final de desenvolvimento. Já a partir do próximo ano, os países vizinhos do Brasil iniciarão as vendas dos novos veículos. Dentro da estratégia de internacionalização, a nova linha de produtos terá opções de motores atendendo normas de emissões Euro III e V, conforme as legislações e demandas de cada mercado. Desenvolvimento. Fruto de um investimento de mais de R$ 1 bilhão, o novo produto nasceu a partir da receita de sucesso da primeira linha Delivery e da experiência dos clientes das mais de 100 mil unidades produzidas.
Em operação
Caminhão elétrico nos EUA A Mitsubishi Fuso começou a entregar nos Estados Unidos as primeiras unidades do eCanter, caminhão elétrico produzido pela Daimler. O Fuso eCanter é um caminhão de entregas urbano relativamente pequeno. A empresa UPS vai implantar três eCanters, enquanto quatro ONGs norte-americanas receberão um total de oito caminhões elétricos. O modelo tem um alcance de 100 km entre as recargas das baterias.
Modelo começa a ser vendido na Fenatran, feira do setor de transportes que acontece de 16 a 20 de outubro, em São Paulo
Nova linha tem design sem firulas Em termos de design, a nova linha Delivery segue um estilo limpo e sem firulas, de aspecto quase oriental. A grade é longilínea, e o emblema da VW surge em uma dimensão mais elegante e bem proporcionada do que em outros modelos da marca. O bloco óptico multifunção reúne farol alto e baixo, luz indicadora de direção
frontal e luz de posição frontal. A lente de policarbonato oferece proteção contra batidas e pedras. As lanternas de posição laterais, indicadoras de direção laterais e delineadoras são de tecnologia LED. Defletores de ar estão integrados de forma harmônica às características visuais, desde a lateral da porta até a grade dianteira e os faróis. Os novos modelos têm
três versões de acabamentos e equipamentos: a City, de entrada, a intermediária Trend e a Prime, que investe em aspectos visuais e de conforto.
Fabricação nacional Enquanto houver demanda, os modelos da linha Delivery anterior continuam em produção na mesma fábrica, na cidade fluminense de Re-
sende (RJ). Com os seis novos modelos, a linha leve da Volkswagen foi ampliada de cinco para 11 variantes – incluindo a Express, o menor modelo da linha Delivery, que coloca a marca alemã no segmento de veículos com até 3,5 t de peso bruto total. Projetada e desenvolvida na América Latina, mas dentro de padrões internacionais para atender também
os mercados mais exigentes, a nova linha Delivery agora abrange de 3,5 t até 13 t, nos modelos Express, 4.150, 6.160, 9.170, 11.180 e 13.180. Com a proposta de criar inovação no transporte urbano de cargas, a redução de peso – para gerar diminuição do consumo de combustível – foi um dos principais parâmetros dos novos produtos. (LHP/AP)
super motor FOTOS MALAGRINE ESTÚDIO/VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 23 de setembro de 2017
Reprojetada, cabine ficou mais confortável O novo Delivery investe em itens ergonômicos e de design para diminuir o desgaste do motorista e dos passageiros. Peças interiores e dimensões da cabine foram aperfeiçoadas para as melhores soluções. No volante, de menor diâmetro, a coluna de direção é ajustável em altura e profundidade. O novo Delivery sai de fábrica com sistema de chicote elétrico preparado para a instalação de rádio, alto-falantes e climatizador, sem que seja necessário comprometer suas características originais. Os assentos são feitos com tecidos de alta resistência e hidrorrepelen-
tes, que não mancham. No painel, a função econômetro indica se a direção está sendo eficiente em termos de consumo de combustível. Uma série de porta-objetos facilita a organização do motorista, incluindo consoles que comportam garrafas de até dois litros. O encosto do banco central, rebatível, serve de mesa e apoio para o motorista fazer anotações ou para uma refeição rápida em suas entregas. Segundo a MAN Latin America, a nova linha Delivery conta com o maior espaço interno da categoria. (LHP/AP)
Nova geração foi desenvolvida em parceria entre as unidades alemã e brasileira da Volkswagen Painel modular setoriza instrumentos, rádio e tacógrafo
W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 23 de setembro de 2017
Lançamento
Nova Triumph Street Triple A Triumph lança no Brasil a nova geração da naked Street Triple, agora equipada com o motor de três cilindros e 765 cm³. A moto chega ao país nas versões S, de R$ 38.990, e RS, de R$ 48.990. Ambas são equipadas com o mesmo motor tricilíndrico, mas com ajustes específicos. Na S, ele rende 113 cv de potência a 11.250 rpm. Na RS, são 123 cv a 11.700 rpm. Mesmo no modelo de entrada, o ganho de potência em relação à versão anterior (85 cv) foi de 33%, com ganho de 22% no torque. Já a RS é a Street Triple mais forte já feita até hoje, com incrementos de 44% na potência e de 28% no torque. TRIUMPH/DIVULGAÇÃO
Yamaha
Produção cresce 33% em 2017 A Yamaha está vivendo um momento diferente de outras fábricas de motos instaladas no Brasil. A vice-líder de mercado produziu em agosto 12,5 mil unidades, o melhor mês desde setembro de 2015. No acumulado do ano, ela montou 83,2 mil unidades, 33,2% a mais que no mesmo período do ano passado. Vale dizer ainda que os emplacamentos da Yamaha cresceram 3%, enquanto os do segmento de motos como um todo recuou 7,5% de acordo com a Abraciclo, a associação que reúne as fabricantes de motocicletas instaladas no país.
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Duas Rodas
Novos modelos agitam segmento das médias ChegadaaoBrasildaBMWG310 GSe da Kawasaki Versys 300 movimentarámercadodas motocicletasdemédiacilindrada Márcio Maio Auto Press
O mercado de motos segue em queda no Brasil – nos oito primeiros meses de 2017, a retração atingiu 18,77%. Mas o cenário de crise parece ser também, para muitas fabricantes, uma oportunidade de se destacar em segmentos que tendem a sofrer menos os efeitos de um período de recessão. E, por esse prisma, o mercado em torno de 300 cilindradas guarda particularidades que o colocam em posição de destaque. Além de ser uma porta de entrada para modelos de média cilindrada, pode servir de alternativa para quem não está com tanto dinheiro para trocar de carro ou mesmo para quem está em uma categoria superior e quer descer sem necessa-
riamente se sentir fazendo um “downgrade”. E dois lançamentos com chegada garantida ao Brasil em 2018 prometem aquecer esse mercado, pelo menos entre os modelos aventureiros: a BMW G 310 GS e a Kawasaki Versys 300. Ambas terão como principais concorrentes, além de uma à outra, a Honda XRE 300 e a Yamaha Ténéré 250. A G 310 GS faz parte da ambiciosa meta da fabricante bávara de vender 200 mil unidades de motos em 2020. Para isso, a BMW conta com uma boa participação do Brasil e do resto da América Latina e terá o modelo entre os montados em sua nova fábrica, em Manaus, inaugurada em outubro do ano passado – tratase da primeira unidade da fabricante bávara destinada exclusivamente à cons-
trução de motos fora da Alemanha. A moto segue o padrão da linha GS, focada no on/off-road, com agilidade para o trânsito urbano e robustez para o fora de estrada. Com 169,5 kg, o desenho se distancia do da naked G 310 R, já produzida no Brasil, por se basear em motos maiores. Mas a motorização é a mesma: um monocilíndrico de refrigeração líquida com 313 cm³, de quatro válvulas e dois eixos de comando, que gera 34 cv a 9.500 rpm e torque máximo de 2,9 kgfm a 7.500 rpm.
Concorrência A Kawasaki Versys 300 chega para se juntar às já vendidas no Brasil Z300 e Ninja 300, que levam o mesmo trem de força. Trata-se de um propulsor de dois cilindros e 296 cm³, com refrigeração líquida. No modelo, no entanto, ao contrário do que acontece na Z300 e na Ninja 300, o motor passou por algumas alterações que priorizam o funcionamento em baixos e médios giros, para o torque apareKAWASAKI/DIVULGAÇÃO
Kawasaki Versys 300 compartilha motor com os modelos Ninja 300 e Z300
cer mais cedo e favorecer a proposta off-road. A potência segue em 39 cv, mas aparece em 11,5 mil rpm – na Z300, é em 11 mil giros – e o torque máximo é de 2,6 kgfm em 10 mil rpm, 0,2 kgfm a menos que na Z300. De acordo com a fabricante nipônica, essas mudanças deixaram o trem de força mais eficiente, garantindo autonomia de cerca de 400 km com seu tanque cheio, capaz de armazenar 17 L de gasolina. A transmissão é de seis velocidades. E as semelhanças com as outras motocicletas de 300 cm³ da Kawasaki acabam aí. Chassi e suspensões precisaram ser feitos especialmente para a proposta aventureira do modelo, assim como seu visual. Na frente, a Versys 300 usa suspensão telescópica de 41 mm, enquanto atrás o sistema é composto por link inferior Uni-Trak, com amortecedor a gás e ajuste de pré-carga. Já os freios trazem disco de 290 mm na dianteira e disco de 220 mm na traseira, com pinça de duplo êmbolo nos dois eixos.
Apresentação No Brasil. A BMW G 310 GS e a Kawasaki Versys 300 serão exibidas ao público no Salão Duas Rodas, em São Paulo, que ocorre de 14 a 19 de novembro. HONDA/DIVULGAÇÃO
Honda XRE 300 é líder do segmento, com 1.856 emplacamentos mensais
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23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 23 de setembro de 2017
BMW/DIVULGAÇÃO
Rivais japonesas prometem dar trabalho A briga de ambas com as concorrentes da Honda e da Yamaha tende a ser grande. A Ténéré 250 é a que perde mais no que diz respeito a desempenho. Ela aceita gasolina e etanol como combustível, e seu motor monocilíndrico com comando simples no cabeçote e arrefecimento misto de ar e óleo é de 249,45 cm³, com 20,7 cv quando abastecida com gasolina e 20,9 cv em caso de o motor ser alimentado com etanol, ambos atingidos a 8.000 rpm.
O torque é de 2,1 kgfm quando com etanol e 2,09 kgfm com gasolina, disponíveis a 6.500 giros. A Honda se sai um pouco melhor no que diz respeito à ficha técnica, com motor monocilíndrico de 291,6 cm³ flex de 25,4/25,6 cv e 2,76/2,80 kgfm de torque, com gasolina/etanol, refrigerado a ar. Nos emplacamentos de 2017, ambas se destacam. Mas a Honda sai na frente, com quase o dobro de vendas da Yamaha. (VA/AP) YAMAHA/DIVULGAÇÃO
Yamaha Ténéré 250 registra média de 998 vendas por mês
BMW G 310 GS tem motor de um cilindro capaz de desenvolver 34 cv de potência
24 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia 23 de setembro de 2017
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