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PARAÍSO BRUTO: DESVENDE A CHAPADA DAS MESAS NO MARANHÃO ... Páginas 6,7 e 8
SOBRANCELHAS ARQUEADAS E FINAS COLOCAM BELEZA EM XEQUE ... Página 26
FERNANDA MONTENEGRO E NATHÁLIA TIMBERG APORTAM NA CAPITAL ... Páginas 14 e 15
NOVO PORSCHE CAYENNE CHEGA AO BRASIL COM MOTORES MAIS POTENTES ... Páginas 16 e 17
18 a 24 de agosto de 2018 ANO XXVII número 1464 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE LEO FONTES
REBOBINE, POR FAVOR Nadando contra a corrente, locadoras de DVDs e Blu-rays mantêm um público cativo, que exalta as possibilidades que esse tipo de estabelecimento oferece, como a interação e a garimpagem de pepitas
Marlene Lisboa imprimiu um diferencial e tanto à sua locadora, a Art Vídeo: agora, o espaço é também galeria e antiquário
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opinião
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 18 a 24 de agosto de 2018
VITTORIO MEDIOLI
A SEMANA “Os abusos descritos no relatório são criminosos e moralmente repreensíveis” Nota do Vaticano os crimes de abusos sexuais cometidos por padres na Pensilvânia, nos EUA. Na última terça-feira (14), a notícia de que uma ampla investigação no país encontrou evidências de abusos sexuais encobertos pela Igreja Católica na Pensilvânia durante décadas chocou o mundo. No mesmo dia, o grande júri do caso divulgou um relatório com menções a táticas utilizadas pelos líderes da Igreja para não deixar pistas dos atos de pedofilia protagonizados por 300 padres ao longo de 70 anos. A informação é do “The New York Times”.
Editorial
Debate revelador om oito candidatos numa cena apertada e uma audiência que, pela tardia hora, não atingiu a população trabalhadora, deu para sentir o clima da eleição presidencial deste ano, a primeira em 30 anos sem Lula na vitrine, devido a sua condenação. Embora seja aparentemente árduo destrinchar o cenário, podemos dividir os oito pretendentes em três diferentes categorias. A primeira é a de ex-governadores bemsucedidos em seus mandatos, que se habilitaram assim a entrar no rol dos presidenciáveis: Geraldo Alckmin, Ciro Gomes e Alvaro Dias. Outra categoria tem um único representante, Henrique Meirelles, com diploma de ex-ministro da Fazenda nos governos de Lula e, em seguida, de Michel Temer. No terceiro grupo, o mais numeroso, se incluem quatro pretendentes na faixa mais popular, a mesma transformada em avenida pelo metalúrgico Lula. São eles Marina Silva, Jair Bolsonaro, Cabo Daciolo e Guilherme Boulos. Populares ou populistas se erguem usando a exterioridade teatral, marcada por parco conhecimento e segurança para adentrar propostas e programas. Poucas as boas intenções e muitas as críticas marcadas de indignação pela corrupção. De regra, a corrupção dos outros, como marcou Marina atacando Alckmin, esquecendo que ela era ministra do governo que respondeu pelo mensalão, e Boulos, que descascou a corrupção de direita voltado de costas para aquela da esquerda. Nesse grupo Jair Bolsonaro é o mais bem-sucedido no ranking eleitoral,
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provavelmente para a pontaria giratória que não poupa ninguém. O cabo Daciolo mostrou que ainda faltam alguns anos para chegar a sargento e alguns séculos para chegar a presidente. Henrique Meirelles pode ter todas as qualidades deste mundo, mas, como candidato de Michel Temer, com 97% de impopularidade, tenta aquecer seu lado com barras de gelo. Deverá provavelmente renunciar antes mesmo do meio da campanha. Dos governadores, temos um que critica a esquerda, outro, a direita, e um que critica
Resta ver como agirá o fator “voto útil” nas categorias experientes contra populares nas próximas semanas. todos. Alckmin, com o apoio do centrão, tem que se esquivar dos desmandos de quem o apoia. Ciro, na caçada ao eleitorado que ficou viúvo de Lula, se joga na direção oposta. Já Alvaro Dias da “Lava Jato” atira na corrupção de ambos os lados. Apresenta-se como candidato de Sergio Moro, o “refundador” da República, já que aquilo que sobra tem que ser reconstruído desde os alicerces. Nesse primeiro capítulo, cada um tentou ser intérprete de uma estratégia. Os fatores preponderantes são a corrupção e a indignação, de um lado, e a vontade de ver o Bra-
sil, passado a limpo, crescer e prosperar. O PT, deixando a cadeira do debate vazia, tenta manter no páreo Lula como grande trunfo até tocar o momento de oficializar Fernando Haddad. Isso será até o improvável extremo de o TSE permitir que a imagem do ex-presidente figure na urna eletrônica. Neste momento, a “candidatura” de Lula, impedida por uma legislação que teve o voto favorável do próprio PT, terá esgotado seu dever perante o partido: abrir o caminho a Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, e ao voto de legenda que pretende puxar. Resta ver como agirá o fator “voto útil” nas categorias experientes contra populares nas próximas semanas. Pelo adiantado da hora, Jair Bolsonaro, com o sucesso que lhe dão as redes sociais, parece ter fôlego para passar ao próximo turno. Esta eleição é a mais imprevisível de todas. Repete os passos de incerteza de 1989, quando Collor e Lula passaram como “zebras” para o segundo turno, dando origem, em 1992, a um terceiro turno, decidido no Congresso com a cassação do presidente eleito e a posse de seu vice, Itamar Franco. Permanecendo esse quadro, o Brasil, sem ter um presidente realmente capacitado ao enfrentamento da situação mais grave de sua história, ficará preso em situação imerecida e imperdoável, com risco de um imprevisível terceiro turno, provocado pela revolta de quem não se conforma com o vexame e a miséria de um nação que nunca deveria ter chegado ao ponto em que se encontra. * Este artigo foi escrito logo após a realização do primeiro debate entre os presidenciáveis, ocorrido no dia 9 de agosto.
vittorio.medioli@otempo.com.br
“Eu tinha vergonha, minha mãe chegava em casa e eu estava toda machucada. Teve um momento que não suportei mais e consegui fugir” Gretchen, durante o “Programa do Porchat” da última terça-feira (14). Ela revelou ter sido vítima de violência doméstica durante um dos seus casamentos. Sem dizer quem foi o marido que a agrediu, ela explicou que o caso aconteceu antes da vigência da Lei Maria da Penha, aprovada em 2006.
MOLLY RILEY/AFP – 6.12.2015
“Nos temos o poder. Nós somos muito engenhosas. Mulheres merecem respeito. Acho que mulheres, crianças e idosos são os três grupos menos respeitados em nossa sociedade” Aretha Franklin, uma das maiores divas do soul norteamericano, à revista Elle, em 2016. A cantora , vencedora de 18 prêmios Grammy, morreu na última quinta-feira (16), depois de lutar contra um câncer.
“No Dia dos Pais, eu rompi com a minha vaidade. Eu falei para os meus pais e minha família que eu sou gay” Igor Guimarães, humorista que participa do programa “Pânico”, na Rádio Jovem Pan. Ele revelou na terça-feira (14) que se assumiu gay perante sua família e amigos durante o Dia dos Pais. Ele aproveitou para fazer o anúncio publicamente no programa e agradeceu o apoio dos integrantes da atração.
“O casamento dele não mexe comigo. Acho natural que ele reconstrua a vida dele. Assim como também estou tocando a minha” Fátima Bernardes, em entrevista ao jornal “O Globo”, publicada na ultima quarta-feira (15). Ela comentou sobre a decisão de seu ex-marido, William Bonner, casar-se novamente. Bonner e a fisioterapeuta Natasha Dantas vão se casar no próximo mês em São Paulo. A jornalista também está em um relacionamento público com o advogado Túlio Gadêlha.
Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
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reportagem
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BH> Alheias a fenômenos como o streaming, locadoras ainda atraem cinéfilos na capital LEO FONTES
Patrícia D e u n o Cassese “New York Times” – mais precisamente, na edição de 14 de julho. Após o encerramento das duas unidades situadas no Alasca, a Blockbuster, que já foi uma das redes de locação e venda de DVDs e blu-rays mais poderosas do planeta, agora se limita a uma loja – localizada no Estado do Oregon, nos Estados Unidos. A notícia, na verdade, não ganhou as páginas só do “NYT” – foi destaque nos principais jornais do mundo, o que, na sequência, desencadeou uma onda de pessoas empenhadas em um financiamento coletivo para viabilizar um documentário sobre a “last Blockbuster”. Para dar uma dimensão do que foi este verdadeiro império, basta lembrar que, só nos EUA, a rede alcançou o marco de 9.000 lojas. Em Belo Horizonte, a Blockbuster chegou a ter lojas concorridas – numa segunda etapa, junto a outra rede, as lojas Americanas, onde alguns dos resquícios da Blockbuster ainda podem ser vistos (na unidade Gutierrez, por exemplo, as vagas de estacionamento com nomes de artistas seguem lá, ainda que meio apagadas pela ação do tempo). Em tempos de streaming, entusiastas da tecnologia digital podem não entender a celeuma em torno da iminência de extinção da Blockbuster – mas a verdade é que ainda há um contingente significativo de pessoas que cultiva o hábito de ir às locadoras à procura de um filme raro ou mesmo do lançamento recente. Não por outro motivo, se a capital mineira não abriga mais nenhuma grande rede, são muitas as locadoras que, instaladas nos bairros ou no Centro, resistem estoicamente. “Verdade seja dita, mesmo em seus tempos áureos, a Blockbuster nunca foi propriamente uma meca para os cinéfilos, por se direcionar mais a filmes comerciais”, diz o servidor público Antônio Coelho, 57, acrescentando que os amantes da sétima arte preferem as locadoras me-
Novo CEP Randolfo, entre raridades e lançamentos em sua nova loja
Os últimos românticos nores, mais voltadas aos chamados filmes de arte. E cita, saudoso, a Cinecittà, a Videomania e a Splendor. Curiosamente, dois estabelecimentos aos moldes dos citados por Coelho quase descerraram suas cortinas recentemente – aos 45 do segundo tempo foram salvos. Foi em setembro de 2015 que Marlene Lisboa Rosa Almeida Gomes pensou em jogar a toalha frente à concorrência dos piratas e do streaming – chegou a dispensar funcionários de sua Art Vídeo, locadora fundada em 1993 e localizada na rua Fernandes Tourinho. Acabou sendo dissuadida pelo marido, João Carlos. “Ele é LEO FONTES
Marlene: no acervo, Wadja, Fellini, Allen, Varda e outros
um sonhador e falou: ‘Isso é bobagem, nada acaba’. Acontece que, para fechar a loja, eu precisava da ajuda dele, que, junto às minhas meninas, foi me enrolando”, diverte-se. “E na dependência, fui ficando”. O empurrão final veio do responsável pelo aluguel das lojas (a Art Vídeo chegou a ocupar duas, contíguas). “Quando a imobiliária conseguiu alugar uma delas, me propôs a dividir o espaço (para que continuasse o negócio). Sabe aquela coisa de todo mundo fazer um jeito para você ficar?”. Sim, Marlene capitulou e não se arrepende, embora tenha imprimido um diferen-
cial e tanto a seu negócio. Já há algum tempo, além de locadora, a Art Vídeo também atua como uma espécie de galeria de arte e antiquário, o que só aumentou o charme da ambiência. “Tem muita gente que passa pela rua e exclama: ‘Meu Deus, uma locadora! Pedem para tirar fotos, fazem selfie”, ri ela. Também situada na zona Sul da capital mineira, mais precisamente no Luxemburgo/Coração de Jesus, a Star Vídeo foi outra que esteve prestes a encerrar suas atividades. Hoje, seu proprietário, Randolfo Paiva, 59, é peremptório: “Se depender de mim, fico aqui até morrer”, diz, lembrando que seu teCRAIG MITCHELLDYER/AFP
Em Wilsonville, no Oregon, está a última Blockbuster
mor atual reporta-se ao futuro das distribuidoras. “Porque não quero trabalhar com cópias”. Uma série de entreveros levaram Randolfo a querer desistir – os detalhes, ele prefere não divulgar. Mas foi por meio de uma placa de “aluga-se”, colocada bem próxima ao local que ele mantinha a Star Vídeo (na praça José Cavallini), que o fez vislumbrar uma saída. Há dois meses, com a ajuda de um mutirão de amigos, ele e a esposa, Flávia, trataram de levar o acervo para uma loja da rua Perdigão Malheiros, 529. “Nem luz tinha! Aliás, ficamos dez dias até que fosse instalada”, lem-
bra, divertido. Já tendo dispostos os discos audiovisuais prateleiras afora no novo endereço, Randolfo ainda teve a grata surpresa de ver os amigos oferecerem seus préstimos para resolver as questões inerentes a uma mudança: pintura, corrimão, placa... Os trabalhos estão em curso, mas Randolfo já têm o que comemorar: o fato de estar em frente a uma rua de intenso movimento faz com que, enquanto aguardam o sinal, o olhar dos motoristas invariavelmente se volte ao balcão no qual cinéfilos de todas as regiões da cidade alugam pérolas como “O Barato de Grace”, “Nunca Te Vi, Sempre Te Amei”, “Colcha de Retalhos”, “Amélie Poulain”, “A Festa de Babette”, “Filhos do Paraíso” ou “Betty Blue”, para citar algumas das raridades. “É uma clientela que sai de longe para locar o filme”, conta Randolfo, citando um fenômeno que também é detectado na Art Vídeo, como conta Marlene. “Há pessoas que vêm inclusive de outras cidades – neste caso, fazemos um pacote, para que a devolução seja feita em um prazo maior”. Randolfo usa o mesmo expediente. Detalhe: ambos os estabelecimentos também reservam prateleiras para lançamentos, incluindo filmes de apelo comercial. E mesmo nesse caso o prazo de devolução pode ser estendido. “Não precisa ser aquela coisa de devolver em 24 horas, podemos combinar o prazo”, diz Marlene, que, no dia da visita do Pampulha, havia separado “Koyaanisqatsi”, filme de 1992 que chegou a ser exibido na cidade (no extinto Savassi Cineclube) para uma professora da UFMG. “É outro público assíduo: o professor quer levar o vídeo para exibir o filme em sala de aula”. Quando o filme é tão raro que nem nessas locadoras está disponível, os donos não se rogam a ir à caça. “Depois da família, minha maior felicidade é receber um telefonema de cliente à procura de uma raridade e responder: ‘tenho’. Mas se não, corro atrás”, assegura Randolfo. PC/DIVULGAÇÃO
Augusto Duarte: psicólogo mantém o hábito de alugar DVD
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reportagem
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LOCADORAS>São vários os chamarizes que fazem destes estabelecimentos ainda uma meca
Interação, raridades e extras RAMON BITENCOURT
A Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg) registra atualmente, em BH, 244 estabelecimentos ativos com o CNAE 7722-5/ 00, que se refere a aluguel de fitas de vídeo, DVDs e similares. Mas, diante do manancial disponibilizado por plataformas como Netflix ou Now, ou mesmo no YouTube, o que leva alguém a procurar uma locadora? O psicólogo Augusto Duarte enumera. “O público cinéfilo é um pouco mais exigente do que, por exemplo, aquele que se contenta em ligar a TV e assistir ao filme que está passando, inclusive dublado. Ele quer o filme com o som original e, se necessário, legenda”. Não bastasse, Augusto ressalta a importância dos extras. “Pessoas da minha geração – tenho 62 anos – foram criadas em frente à tela de cinema. Com o tempo – e respondo por mim, pois os outros são simpáticos (risos) –, fiquei chato. E passei a querer ver cenas deletadas, informações sobre os artistas, a opinião do diretor... Ou seja, tudo o que é extra, que não aparece na telona, me seduz tremendamente. E onde encontro essa informação de bastidor? Em DVDs. Os filmes de Fellini, por exemplo, costumam trazer entrevistas fabulosas”, alerta. Como prova de que o interesse por filmes clássicos e/ou de arte segue vivo, Augusto cita o fato de o jornal “Folha de S. Paulo” ter iniciado, há duas semanas, a série “Grandes Diretores no Cinema”, com “Monika e o Desejo”, de Ingmar Bergman, e “Soberba”, de Orson Welles, cujos DVDs vêm acompanhados por um livro que analisa aspectos da obra do diretor. E, ainda, o fato de a Versátil Home Vídeo seguir lançando, em DVD, clássicos – entre os mais recentes, a digipack “Filme Noir Francês”, com filmes de Jean-Pierre Melville, Jacques Becker e Claude Sautet. “Ou seja, há um resgate daquilo que a gente poderia até chamar de vintage, embora esse não seja um termo muito atrelado a locadoras”. No que tange à faixa etária, Randolfo diz que é das mais diversificadas. “Há meninos que vieram aqui crianças e hoje são cinéfilos”. Os professores, como citado por Marlene Lisboa, são outro público ávido, assim como os da terceira idade. Dona da Art Vídeo, ela também lembra que, quando a cidade sedia uma mostra de Patrícia Cassese
Hobby Para Marcello Guimarães, “o hábito de colecionar é diferente”
destaque, como a recente “O Lobo à Espreita”, dedicada a Bergman, a procura pelos filmes do diretor triplica, uma vez que muitos não querem enfrentar as filas ou mesmo assistir em sessões lotadas. Um dos mais conhecidos funcionários de locadoras da cidade (trabalhou na Companhia do Vídeo e na BH Vídeo) e cinéfilo de carteirinha, Marcello Guimarães acrescenta: “O melhor canal de TV a cabo, ou mesmo a Netflix, têm acervos limitados, disponíveis por um período determinado. Já tive clientes que disseram: ‘Nossa, quando fui assistir, tinham tirado’. Ou seja, fica-se à mercê do catálogo. Mesmo o Mubi (conhecido como o Netflix dos cinéfilos) tem um acervo limitado”. VENDA DE ACERVO Quem passa pela rua dos Guajajaras, no centro, se de-
para com uma placa que instiga: “Não é uma locadora”. Pode soar estranho, mas é isso mesmo. Ali estão à venda, a partir de R$ 3, DVDs e BluRays, usados ou novos. O intento é atender a um público mais seleto que o que ainda vai a locadoras. “O público que aluga quer desfrutar o filme, mas não quer têlo, não tem o propósito de montar coleção. O hábito de colecionar é diferente. Aí, o DVD está disponível a qualquer hora, mesmo de madrugada, e o espectador pode ver os extras à vontade. Locadora é um lugar muito gostoso, mas tem que devolver. Por outro lado, nas poucas locadoras que resistiram, os clientes gostam de interagir, seja com o dono ou outros clientes. E isso não vai mudar”, vaticina Guimarães, que atualmente trabalha nesta loja.
“
Percebo que, hoje, as pessoas estão querendo sair mais de casa. E as locadoras são um espaço onde podem trocar ideias, conversar...” Marlene Lisboa Rosa,
proprietária da Art Vídeo
LEO FONTES
Hippert guardou não só alguns dos DVDs de sua locadora, como também filmes em VHS
Dores e delícias da ‘vida de balcão’ O coach Luiz Hippert foi dono de uma locadora (a Hiper) que acabou sucumbindo aos novos tempos. “A clientela foi ficando cada vez mais escassa. Na região (Floresta) havia, acho, nove. Fui o último a fechar. A resistência se deu porque não tinha aluguel, não tinha mais funcionários e passei a funcionar de forma bem alternativa: eu mesmo atendia, sozinho. O fechamento foi gradativo até o dia que encerrou de vez”. Para ele, o mais bacana da experiência foi o contato com o cinema. “Você fica bem envolvido com esse mundo de produções, lançamentos, atores, diretores, de uma maneira diferente que um cinéfilo, vamos dizer, ‘normal’. Porque fica inserido nesse universo, faz mesmo parte”. Outro ponto positivo, ressalta, eram os clientes que “curtiam falar sobre filmes e buscavam indicações”. “Ir conhecendo o perfil das pessoas e acertar as indicações era muito legal”. Por outro lado, como em todo comércio, havia os inconvenientes. “Os que criavam caso, dificultavam na hora de pagar, ou que queriam levar vantagem. Algumas promoções, a gente acabava tendo que encerrar por isso. Uma época, por exemplo, resolvemos baratear os filmes locados a
partir de 20h. Então, tinha cliente que chegava às 19h, ou até antes, e ficava com o filme em mãos até dar 20h. Ou seja, quem chegasse para pegar o filme X e pagar o preço normal não conseguia, porque tinha gente segurando”. As compras também entravam no rol de coisas aprazíveis. “Receber as listas, selecionar. Fora garimpar, a melhor parte. Visitar acervos, lojas. Na verdade, vira um vício”. O acervo, lembra Hippert, foi colocado à venda. “Mas nem tudo foi adquirido – e nem foi fácil”. A venda, diz, se deu em “fases”. Mas em agosto do ano passado, como a loja (que era própria) foi alugada, ele teve que de fato esvaziá-la. “Nessa fase, além de venda, fiz muitas doações, principalmente de VHS – sim, até o final, ainda tínhamos no acervo – e um pouco de DVDs”. Claro, algumas raridades, ele acabou levando para casa. Em tempo: Hippert conta que a “vida de balcão” o ajudou também em outras áreas. “Como consultor, atividade que exercia paralelamente, praticamente era o único que conhecia atendimento ao cliente além da teoria. Ali na ponta, na prática do dia a dia”.
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HORIZONTES DA CIDADE
Primeiro arranha-céu de BH é reformado e vira hotel Edifício Ibaté, na rua Tupi, é tombado pelo patrimônio, e obras respeitaram construção original Quando foi inaugurado em 1935, o Edifício Ibaté – que significa “o mais alto” em Tupi –, primeiro arranha-céu de Belo Horizonte, com dez andares, teria provocado dores no pescoço de belo-horizontinos de tanto que eles olhavam para cima para admirar o “espigão”. Há relatos, inclusive, de que filas foram formadas para conhecer o primeiro elevador da cidade, instalado na construção, que é tombada pelo PaPedro Ferreira
trimônio Municipal desde 1994. Depois de 23 anos fechado, apenas com uma sapataria funcionando no térreo, o prédio foi totalmente reformado para se transformar em hotel. A diferença é que, agora, ele passa despercebido aos olhos de quem transita pela rua São Paulo com a avenida Afonso Pena, no centro da capital mineira, por estar escondido entre outros edifícios três vezes maiores que ele. Em estilo eclético e com influência art déco, desde a década 40, a definição de “o
mais alto” já não se justifica para o Ibaté. Outros prédios com mais andares do que ele começaram a surgir em seu entorno, como o Acaiaca, de 1943, com 30 andares. O Ibaté foi adquirido em 2007 por dois espanhóis, identificados apenas por Cesário e Serafim, que ainda aguardam da Prefeitura de Belo Horizonte a aprovação do habite-se e a liberação do alvará de funcionamento do hotel. “Eles preferem não falar sobre o futuro do hotel”, conta o engenheiro civil Rafael Duran, da Rase EngenhaLEO FONTES
Edifício foi inaugurado em 1935 e era uma verdadeira atração cultural
“BALANÇA, MAS NÃO CAI” TAMBÉM É REFORMADO Outro prédio que passou por reformas, mas está fechado, é o famoso “Balança, mas não cai”, como é conhecido o Edifício Tupis, na avenida Amazonas com rua dos Tupis, também no centro de Belo Horizonte. Construído entre 1945 e 1947, a unidade comercial de 17 andares passou décadas abandonado e começou a ser reformada em 2008 para ser moradia popular. O dono da construtora que o ad-
quiriu, Teodomiro Diniz Camargos, disse que depende de uma ação na Justiça para entregar os 66 apartamentos, o que deve acontecer em breve. “Eram sete ações de usucapião. Seis já foram resolvidas”, disse. Boatos de que o Tupis poderia desabar fizeram dele uma lenda. Como era o único prédio da região, as pessoas olhavam para cima e viam as nuvens passando atrás dele, dando a impressão de que ele balança.
ria, empresa contratada para a reforma que demorou três anos. Por ser imóvel tombado, as intervenções passaram pela diretoria do patrimônio da prefeitura. “Respeitamos as características originais”, ressalta Duran. As fachada com suas janelas, paredes laterais, escadas e elevador são originais da construção. “Toda a estrutura do prédio foi reforçada. As paredes internas foram retiradas, e as divisórias, feitas com placas de gesso, que são mais leves”, disse. Duran conta que o hotel terá
quatro suítes por andar. “Um dos andares terá o refeitório e a administração. Todas as instalações hidráulicas e elétricas foram trocadas, assim como o maquinário do elevador antigo”, disse, sem revelar o valor investido na obra. Segundo o engenheiro, a expectativa é que o hotel seja inaugurado até o final deste ano. O nome dele ainda não foi definido. “Também não sabemos qual será a categoria do hotel, mas o padrão de acabamento será muito bom em relação aos demais hotéis do centro. Todas as suítes terão
ar-condicionado individual”, adiantou. O empreendimento surge em momento de crise no setor hoteleiro de Belo Horizonte. Levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-Nacional) aponta que 90 hotéis encerraram suas atividades em oito das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, depois da competição. Belo Horizonte lidera esse quesito negativo, com 23 unidades que deixaram de operar.
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reportagem
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL
A testosterona para CARLY HEAD / PIXABAY
Dr. Telmo Diniz
(CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
Diabetes e poluição relação do desenvolvimento do diabetes tipo 2 com o sobrepeso e obesidade já temos o conhecimento a bastante tempo. Entretanto, a associação do diabetes com a poluição do ar é uma novidade que até a pouco não se conhecia bem. Na coluna desta semana vamos ver os efeitos da poluição como fator de desencadeamento e de piora do diabetes mellitus do tipo 2. Algumas pesquisas já apontam a poluição do ar como fator desencadeante do diabetes. Por exemplo, na revista Lancet Planetary Health publicado no final do mês passado, demonstrou que um em cada sete novos casos de diabetes é causado pela poluição do ar. De igual forma, em outra pesquisa, com 397 alemães de 10 anos de idade descobriu que viver perto de uma estrada em contato com a poluição aumenta a resistência à insulina em 7% e pode elevar o risco do desenvolvimento de diabetes. No estudo, as crianças fizeram exame de sangue para medir glicose e insulina. O nível de exposição à poluição foi estimado de acordo com o endereço e dados de tráfego na região entre os anos de 2008 e 2009. Foram levados em conta também fatores como índice de massa corporal (IMC) e exposição ao fumo passivo em casa. A poluição contribuiu para o desenvolvimento de 3,2 milhões de novos casos de diabetes no mundo no A poluição do ar ano de 2016, o que retambém tem presenta cerca de 10% do total dos casos. Essa sua parcela de foi à conclusão a que culpa no chegou o estudo da faculdade de medicina de surgimento e Washington em Saintpiora da Louis, nos Estados Unidos, onde foram acomdiabetes. panhados por oito anos É preciso e meio e escolhidos por não terem diabetes no melhorar a começo da pesquisa. Os qualidade pesquisadores acreditam que a poluição redo ar que duz a produção de insurespiramos lina e provoca inflamações, impedindo o corpo de transformar a glicose do sangue em energia. Uma das causas implicadas no aumento da glicose no sangue é o chamado estresse oxidativo, onde os poluentes em contato com nossas células provoca uma resistência à insulina levando, com o passar dos anos, ao diabetes. A pesquisa concluiu que os níveis de resistência à insulina foram maiores em crianças com maior contato com a poluição do ar. Portanto, você caro leitor, caso relacione o diabetes apenas ao consumo excessivo de açúcar e obesidade, está na hora de rever seus conceitos. A poluição do ar também tem sua parcela de culpa no surgimento e piora da doença. É preciso melhorar a qualidade do ar que respiramos. O diabetes é um caso de saúde pública não somente devido ao aumento da ingestão de açúcar como também pelos altos índices de poluição. Os dados ora expostos devem ser analisados à luz da ciência, envolvendo todas as áreas do conhecimento, principalmente a da saúde. As decisões devem ser voltadas à melhoria das condições de saúde de uma população que clama por um ar passível de ser respirado, bem como ter alternativas que redundem em melhoria da qualidade de vida das pessoas. Como não podemos estocar ar limpo, esperamos que as políticas públicas – como já são feitas nos países desenvolvidos – tenham um olhar atento para este tema. Faça uma boa semana.
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Pesquisa: Mulheres atletas analisadas apresentam maior tendência à depressão do que homens
Em pomada, gel ou cápsulas, substância cai nas graças delas, que buscam melhora na libido A banalização no uso de hormônios é uma realidade no meio médico, mas é especialmente o boom de mulheres brasileiras usando testosterona (principal hormônio sexual masculino) que mais preocupa os endocrinologistas. Eles classificam o problema como de saúde pública, muitas vezes alimentado por um mercado informal e clandestino. E não são apenas as adeptas da malhação pesada que usam o hormônio – apresentado em gel, pomada, cápsulas e até injeção – para esculpir o corpo, o que por si só já é controverso. Com a promessa de melhorar libido e disposição, sites vendem a substância sem qualquer controle. Um kit de quatro frascos com 120 cápsulas cada (650 mg) custa R$ 122 em um deles. Um único pote com cápsulas manipuladas chega a apresentar vaLitza Mattos
riação de preço entre R$ 21,90 e R$ 219. Duas farmácias de manipulação de Belo Horizonte informaram que oferecem o produto, mas apenas com receita. O uso e abuso do hormônio nas mulheres foi tema de debate no 33º Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia (Cbem 2018), realizado na última semana, em Belo Horizonte. Em uma das palestras, a médica Rita Vasconcelos – que é presidente do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) – explicou que há uma queda natural da testosterona nas mulheres a partir dos 35 anos e, depois, diferentemente do que se
imaginava, não há diminuição significativa entre os 45 e 64 anos. Porém, de acordo com sua experiência no consultório, nos últimos quatro anos aumentou muito o número de pacientes fazendo o uso abusivo do hormônio. “Elas se queixam de dificuldade sexual, mas não só isso. Queixam-se também de cansaço e, muitas vezes, já estão fazendo uso do hormônio. Quando a gente fala dos riscos, elas não aceitam porque já perceberam uma melhora. Por isso, a nossa preocupação”, diz. Segundo a médica, a divulgação de informações não científicas aumenta a corrida pelo hormônio, principalmente nos Estados Unidos. Em sites, é comum en-
O HORMÔNIO DO PRAZER Mais sobre a testosterona:
Efeitos Favorece a libido, estimula crescimento de pelos pubianos e produção de glândulas sebáceas e aumenta vigor físico
Paixão Cientistas acreditam que o cérebro leva de 90 segundos a quatro minutos para se apaixonar e que, durante a paixão, a produção de testosterona aumenta. O cheiro da pessoa amada e suas características físicas estimulam esse crescimento.
Consequências do excesso na mulher Crescimento de barba; ausência de menstruação; aumento da acne; mudança na voz
Níveis Os níveis sanguíneos de testosterona nos homens são de 20 a 30 vezes maiores do que nas mulheres.
Para elevar níveis do hormônio naturalmente Pratique atividade física regular; tenha boas noites de sono; consuma alimentos com ômega 3
contrar dados não oficiais sugerindo que 50% das mulheres entre 18 e 59 anos sofrem com alguma disfunção sexual relacionada à deficiência de testosterona. A endocrinologista e professora da Universidade Federal do Rio Grade do Sul (UFRS) Poli Mara Spritzer explica que o hormônio na mulher pode ser responsável por aumento da libido e crescimento da densidade mineral óssea, massa muscular e força, mas o uso indiscriminado e sem indicação pode ter impactos. Os principais efeitos adversos passam por aspectos masculinizantes (acne, alopecia androgênica, engrossamento da voz e crescimento de pelos) e outros, como problemas no útero, câncer de mama, vigorexia, dependência química e Transtorno Dismórfico Corporal (TDC). Conforme Rita, existe apenas uma indicação para o uso do hormônio em mulheres: em caso de diagnóstico da síndrome do desejo Sexual Hipoativo (DSH), que atualmente o Manual Diagnóstico e Estatístico (DSM5) – documento que define e descreve as diferentes doenças mentais – classifica como síndrome do interesse e excitação sexual. Mesmo assim, o diagnóstico só é concluído se a mulher obedecer a pelo menos três critérios, e quando os sintomas a incomodarem.
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mulheres e seus perigos FRED MAGNO - 8.8.2018
Remédios ‘off label’ agravam a situação Ainda que exista a indicação de tratamento de síndrome do interesse e excitação sexual com a testosterona, os médicos enfrentam outro desafio. Segundo eles, os níveis do hormônio variam de acordo com o estado reprodutivo da mulher, a fase do ciclo menstrual e o horário de coleta e não existe uma padronização dos níveis normais para o hormônio. Segundo Rita Vasconcelos, a dosagem de testosterona não deve ser solicitada para o diagnóstico de síndrome de insuficiência androgênica porque existem muitas interferências e não existe um ensaio que possa
ser confiável para ter o diagnóstico desse problema. “Um chiclete pode alterar completamente a dosagem”, afirma a endocrinologista Dolores Perovano. SEM APROVAÇÃO Além disso dos fatos já citados, Rita destaca ainda que “não existe no mundo nenhum produto aprovado para uso em mulher”. Não há remédios aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que torna a venda pela internet e em farmácias de manipulação ainda mais arriscada. “Tem a indicação, mas
não tem a droga. Se você não tem o uso ‘on label’, ou seja, não tem uma medicação para ser usada nas mulheres com a síndrome do interesse e excitação sexual, ‘permite’-se o uso ‘off label’, e aí é muito difícil de controlar. A própria Anvisa não tem como fiscalizar”, diz Rita. Na opinião dela, o governo poderia começar a coibir essa venda e pedir aos médicos que usem apenas medicação que tenha bula. “O que a gente está tentando é educar e informar as pessoas. Não só no Brasil, no mundo inteiro, isso não é um problema do Brasil, é mundial”, diz.
Polêmica: Discussão lotou palestra em congresso de endocrinologistas
“A MULHER É MULTITAREFA E MUITO COBRADA” Para a presidente do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), Rita Vasconcelos, essa busca pelo vigor físico e sexual proporcionados pelo hormônio masculino se deve à forma como a sociedade cobra a mulher. “A mulher hoje em dia é multitarefa, tem que ser boa profissional, boa mãe, tem que estar bonita, cuidar bem dos filhos. Na minha opinião, precisamos estudar mais os perfis das mulheres que estão mais propensas a usar drogas, e o médico tem que informar a paciente sobre tudo”, diz.
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DOLCEVITA
Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com PAULO NAVARRO
A HORA DA HORDA
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m dos sintomas da barbárie que grassa o mundo, em especial o Brasil, é a falta de respeito pelo outro. Recentemente, no (ex) paraíso de Angra dos Reis, litoral do Rio de Janeiro, conhecemos o lado náutico da imbecilidade sobre rodas, infelizmente, tão comum nas cidades. Estamos falando daqueles seres que circulam pelas ruas com a pior música (sic) já feita no Brasil, como funk e pagode, no mais alto volume. Pois é, em Angra, este tipo de comportamento absurdo atingiu barcos e lanchas.
A HORA DOS RUMINANTES
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“crime” nas águas paradisíacas de Angra dos Reis é claro um exemplo da decadência dos costumes e da cultura no Brasil. Música (sic) e letras (sic) da pior qualidade são típicas de um país sem educação ou muito mal-educado. Não contentes em consumir tal baixaria, conseguem fazer pior; impor seu mau gosto, obrigar outras pessoas a ouvirem, no mínimo, o que não gostariam numa altura ensurdecedora. Triste trópico!
A HORA DOS HONORÁVEIS
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nquanto isso, e sempre, no Japão, a Finlândia do Oriente, a história é outra. Ouvimos na CBN o relato de um jornalista que viveu anos no Japão. Como lição de casa, trouxe outras, de gentileza humana e urba-
na. Ele falou sobre o senso de coletividade, que passa pelo respeito ao próximo e ao meio que habita. Japoneses têm esta estranha mania de ser civilizados, de respeitar. Por exemplo, como se comportar num estádio em jogo de futebol.
A HORA DOS EXEMPLARES
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oi na Copa do Brasil, em 2014, que os japoneses ensinaram ao mundo que, após o jogo, as torcidas devem recolher o lixo que produziram durante a partida. O fato repetiu-se agora, na Copa da Rússia. Voltando ao jornalista da CBN, ele dizia que, no Japão, a educação “trabalha”.
A HORA DOS SINGULARES
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educação leva em consideração o contexto público, considera e respeita o outro nas mínimas ações. Isso vale para entrar e sair dos vagões do metrô; para aprender e ensinar que não se come na rua, onde não existem latas de lixo. O lixo produzido anda e fica com as pessoas.
A bela e internacional Andrea Dellal ao lado das chiques Lili Andrade e Claudia Guimarães durante o Gala do BrazilFoundation para Minas na Casa Tua
4004-9000
lançaperfume A HORA MAIS ESCURA
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sso explica, em parte, a força dos japoneses na reconstrução do país depois da 2ª Guerra Mundial e de desastres naturais. Claro que o Japão não é um paraíso e tem enormes problemas. O trabalho excessivo, a formalidade exagerada, a dificuldade em se relacionar, a tradição, a cobrança e competitividade são
fontes de problemas sociais e comportamentais graves, mas é aquele história: ninguém é perfeito.
PARA NÃO PERDER
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im, a 24ª CasaCor, até 16 de setembro, na Floresta, com o tema “A Casa Viva” – 49 ambientes, assinados por 86 profissionais das áreas de arquitetura, design de
interiores e paisagismo do estado. Ah! Além do casarão histórico, a mostra conta com um ambiente instalado no Pátio Savassi. Tudo recheado de novidades. “Apesar de ocuparmos o mesmo prédio do ano passado, esta mostra está completamente diferente da última. A distribuição dos ambientes segue outra formatação”, destaca o diretor de conteúdo e relacionamento Eduardo Faleiro. EDY FERNANDES
Na mesma noite, Paulo Henrique Pentagna Guimarães e sua linda Camila Chiari
A HORA MAIS CLARA
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lixo gerado via delivery, em casa, no trabalho, na escola espera o lugar adequado. Assim, não sujam a rua nem mesmo com um sorvete derretido, pingado; muito menos com os abomináveis chicletes, embalagens de bala etc. Essa mentalidade também passa por outros espaços públicos, como o trânsito e suas regras. Leis rígidas ajudam, mas o essencial está na educação.
sequência ao 6 Dando assunto CasaCor, Casa
Viva, o tema escolhido, coloca o visitante próximo da natureza. como o lar 6 Mostra pode ser um refúgio, lu-
gar especial para celebrar a vida com amigos, familiares e animais de estimação. temática é um 6 Essa prolongamento da
abordagem proposta para 2017, denominada Foco no Essencial. lembrar 6 Equevaleo 21ºa pena Festival Cultura e Gastronomia Tiradentes acontece da próxima sextafeira, dia 24 de agosto, a 2 de setembro, e comemora os 300 anos da cidade. faz parte 6 Odaevento Plataforma Fartura
– Comidas do Brasil e reúne atrações gastronômicas em uma programação repleta de conhecimento e experiência.
#FICAADICA LEO FONTES – 20.5.17
Ronaldo Fraga realiza Baile Perfumado Pelo segundo ano, o Grande Hotel Ronaldo Fraga realiza mais uma edição do seu Baile Perfumado. A programação vai contar com shows do Baianas Ozadas (foto), Túlio Mourão e Dona Jandira, Forró Cabra Cega e DJs Yuga e Fred Santhi, além de gastronomia, lazer e intervenções culturais para agradar das crianças aos mais experientes. Quando Neste sábado (18), das 12h às 22h Onde rua Ceará 1.205, Funcionários Quanto Entrada gratuita + 1 kg de alimento não perecível no site www.sympla.com.br
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GREG ZARASINSKI/DIVULGAÇÃO
Garimpo certo no Diadorim Armazém O Diadorim Armazém realiza sua 1ª edição do Oportuno, evento de garimpo e antiguidades com a participação dos colecionadores Alexandre Mascarenhas, Dudu Prates, Lincoln Rondas e Natalie Oliffson. O evento é voltado principalmente para quem curte objetos para decorar, usar ou admirar, e peças recheadas de história, design e estilo para incrementar a casa. Quando Sábado (18) das 10h às 18h Onde Av. Prudente de Morais, 287 (em frente ao Museu Histórico Abílio Barreto) loja 9 Quanto Entrada Gratuita
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CONSUMIDOR
Mutuários podem suspender pagamento por até 12 meses Para isso, ele deve ter pago pelo menos 24 prestações e não estar inadimplente Comprar a casa própria é o sonho de milhares de brasileiros. E foi esse o desejo realizado por um engenheiro industrial e de segurança do trabalho, de Belo Horizonte, que prefere não ser identificado. Ele conta que, em 2010, contratou um financiamento de R$ 130 mil, a ser pago em 30 anos, junto à Caixa Econômica Federal, para adquirir uma casa na região do Barreiro, na capital mineira. Tudo corria muito bem e as prestações, de cerca de R$ 1.600, eram pagas religiosamente em dia, até que, em 2014, a empresa na qual ele trabalhava havia 17 anos, ganhando aproximadamente oito salários mínimos por mês (cerca de R$ 7.600), entrou em dificuldades financeiras, e ele acabou demitido. Sem saber como continuar a pagar as parcelas, ele procurou ajuda para “poder respirar”. “Na época, fui orientado pelo departamento jurídico da minha ex-empresa a procurar a Caixa e pedir a suspensão dos pagamentos do financiamento, pelo menos durante o período em que estivesse desempregado. Não sabia que podia fazer isso, Eurico Martins
LÉO FONTES - 5.5.15
mas consegui ficar seis meses sem pagar a prestação, sem risco de perder o imóvel”, conta ele, que hoje está novamente empregado, ganhando cerca de 60% do que recebia anteriormente, mas pagando, com muito esforço, as prestações. Como ele, milhares de mutuários da Caixa no país desconhecem essa possibilidade, conhecida como “pausa moratória”, que não é divulgada pelo banco estatal nem está estipulada em contrato, segundo especialistas do setor. Em vigor desde 2015, a regra prevê que o mutuário (apenas pessoa física) que estiver em dia com suas prestações e que já tenha pagado pelo menos 24 parcelas desde a concessão do financiamento ou da última negociação que tiver feito com a Caixa poderá suspender o pagamento das prestações por até 12 meses. O valor da nova dívida, porém, não pode ser superior a 80% do preço do imóvel. “É importante salientar que o mutuário não vai deixar de pagar as parcelas. Elas vão para o saldo devedor, que será recalculado, e as seguintes, quando ele voltar a pagar, estarão maiores do que as atuais, como se fosse um refinanciamento, mas sem mudança no prazo”, explica o presidente da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais (AMMMG), Silvio Saldanha. O advogado Kênio de Souza Pereira, presidente da Comissão de Direito Imobiliário da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais (OAB/MG), concorda, mas faz um alerta. “Requerer o congelamento das prestações por até 12 meses exige muita reflexão do mutuário,
Exigência: Contratantes do programa Minha Casa, Minha Vida devem provar a queda nos rendimentos
já que, ao deixar de pagá-las, ele vai aumentar o saldo devedor e o valor das parcelas posteriores, o que pode dificultar a pontualidade futura, diante do maior peso da prestação no orçamento doméstico”, diz. Por isso, é preciso cautela. “É sabido que após três meses de atraso se inicia o procedimento de cobrança,
enviando a Caixa o pedido para o Oficial do Registro de Imóveis notificar o devedor para pagar toda a dívida atrasada no prazo de 15 dias. E, não sendo quitado o débito em atraso, a instituição paga o ITBI para o município e consolida a propriedade em seu nome, perdendo o mutuário o imóvel”, conclui o advogado. AMMMG/DIVULGAÇÃO
Saldanha alerta: prestações e saldo devedor vão aumentar
Pausa vale também para o Minha Casa, Minha Vida Segundo o presidente da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais (AMMMG), Silvio Saldanha, a chamada “pausa moratória” vale também, com regras parecidas, para os contratos do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. Para isso, de acordo com ele, basta que o mutuário comprove a queda na renda com documentos oficiais. “A grande maioria dos contratos desse plano possui um Fundo Garantidor da Habitação (FGHAB),
que está vinculado ao valor total da renda bruta do comprador”, explica Saldanha. “Conforme a faixa de valor, há um número limite de meses para a pausa de pagamento nos casos de desemprego ou decréscimo de renda, podendo chegar a 36 meses. Nesse caso, é preciso solicitar o benefício na agência em que foi feito o contrato, levando a documentação comprobatória”, explica o presidente da AMMMG.(EM)
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ESPAÇO GOURMET EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO
Sua majestade,
Pompa
A grande novidade desta edição é a volta dos festins – jantares onde os comensais são servidos simultaneamente –, que haviam sido substituídos em 2015 por um modelo mais simples de serviço. É a chance, por exemplo, de experimentar receitas do premiado chef Léo Gonçalves, que comanda o Mar Menino em Fortaleza, e dividirá as panelas com o chef Ronie Peterson, do Senac-MG na sexta, dia 24. Todos os festins ocorrem na Pousada Escola do Senac, e é necessária reserva prévia. Os preços vão de R$ 350 a R$ 390.
Tiradentes LÉO FONTES
A pedidos: festins estão de volta
Espaço focado em BH
A praça da Rodoviária vai se transformar em um espaço a céu aberto para degustar os petiscos e pratos preparados por chefs de Belo Horizonte – alguns deles, cozinhados ao vivo (a R$ 25). Seis estabelecimentos confirmaram presença, como o contemporâneo A Favorita e o português Taberna Baltazar. Os preços variam de R$ 20 a R$ 100.
Comida e música de Tiradentes
Na Praça Sesc Campo das Vertentes, criada exclusivamente para o evento, estarão reunidos estandes de restaurantes de Tiradentes, como o italiano Via Destra e o tailandês UaiThai, com receitas exclusivas. Os valores serão entre R$ 20 e R$ 100. Também nesse espaço, chefs da região vão cozinhar ao vivo (R$ 25).
Aprendizado
O largo das Forras é apelidado “Praça Senac do Conhecimento” com aulas teóricas gratuitas e lotação por ordem de chegada. Osvaldo Filho vai falar sobre as características do queijo d’Alagoa, no dia 2, às 11h30. No Espaço Interativo, com capacidade para 16 pessoas, os alunos colocam a mão na massa com especialistas, como Rafael Tocchetto, do Campagne Restaurante (dia 26, às 11h). Já na pousada Escola Senac, Eduardo Girão conta a história dos queijos da região do Campo dos Vertentes, no dia 1º, às 11h.
Costelinha de porco caramelizada no tucupi preto com canjiquinha branca , pixuri e jambu: prato será apresentado pelo chef Flávio Trombino, do Xapuri, em um dos festins
21ª edição do Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes comemora os 300 anos da cidade
Quando surgiu, há mais de 20 anos, o Festival Cultura e GastroEventos paralelos nomia de TiradenVários estabelecimentos de Tiradentes tes tinha um perfil fortemente inoferecem opções de entretenimento. Na ternacional, com interesse em pousada Vila Paolucci, por exemplo, o Leitão chefs franceses e italianos, busdo Luiz Ney já é clássico e, desta vez, ocorre nos dias 25 e 1º, das 14h às 18h (R$ 350, cando criar algo inovador na époindividual, inclui bufê e bebidas). ca. A partir do momento em que passou a fazer parte da plataforma Fartura – Comidas do Brasil Estabelecimentos locais Na Biroska Santo Reis, o cupim de boi assado em 2012, porém, o evento foi se com batatas douradas, farofa de banana“abrasileirando” cada vez mais. da-terra e molho de pimenta-biquinho vai sair E essa nacionalização atinge seu a R$ 58, para duas pessoas. Já no Angatu, do chef Rodolfo Mayer, haverá menu-degustação clímax em 2018, quando ele decide celebrar os 300 anos de Tirade seis etapas a R$ 310 (individual, com harmonização) ou R$ 260 (individual, sem dentes, voltando seu foco para a harmonização); e no Tragaluz, do chef Felipe culinária e a história da cidade. Oliveira, os valores são R$ 175 (almoço, “Queremos mostrar as transindividual) e R$ 245 (jantar, individual), com formações na região: o que era menu de cinco tempos. a cozinha em Tiradentes há 300 anos, e o que ela é hoje”, sintetiMúsica za a curadora Luiza Fecarotta. A praça da Rodoviária e o espaço Sesc Campo Para isso, a 21ª edição do evendas Vertentes vão receber shows de música to – que começa sexta-feira instrumental gratuitos. No dia 25, às 16h, o (24), e vai até o dia 1º de setemBloco Magnólia é o destaque, com a mistura de carnaval e jazz. Já no dia 1º, às 22h, Thiago bro, com uma intensa programaDelegado apresenta o show “DelegasCia”. ção (veja os destaques na arte) – coloca no centro dos holofotes Daniel Oliveira
não só a típica gastronomia mineira local, mas como Tiradentes mistura seu caráter fortemente campesino, rural e familiar, com os vários turistas e imigrantes nacionais e internacionais que aportaram por ali durante seus três séculos de vida, digerindo e reprocessando essas influências – da Itália à Tailândia, da França ao Pará – de forma única e saborosa. QUEIJO DE CABRA Essa investigação vai desde uma aula com Edson Cardoso, que produz queijo de cabra em seu Rancho das Vertentes, em Barbacena, até uma aula-degustação com Eduardo Girão, resgatando a história dos queijos da região do Campo das Vertentes, do século XVIII aos dias atuais. Passa pela chef Valéria Parôco, descendente de italianos que fabrica massas artesanais com o queijo feito por seu tio, no restaurante da Filó, em São João del Rei. Revela as receitas dos biscoitos Mineirisse, típicos da cidade de São Tiago, e da melhor broa mineira que Luiza Fecarotta afirma ter comido na vida, feita pela chef Mariana Oliveira, do restauBoa parte das atrações vão se concentrar na praça da Rodoviária
rante Roça Grande, na capital. E apresenta personagens como Osvaldo Filho, que saiu da roça para estudar, voltou com sua expertise e transformou o queijo d'Alagoa em uma sensação na internet. Acima de tudo, a curadora afirma que esta edição quis fortalecer a presença de chefs mineiros. O Estado vai estar representado de norte a sul, inclusive com nomes que nasceram aqui e fugiram do ninho. “Desejamos entender como mineiros carregam Minas para fora de Minas”, brinca Luiza. Ela cita o chef Thiago Cerqueira estudou em Paris e assumiu o restaurante Loup, em São Paulo. “É uma tentativa de compreender como a França encontra Minas nesse caminho”, argumenta. (com Aline Gonçalves) EDSON TEIXEIRA/DIVULGAÇÃO
A mistura de Minas com França vai estar presente ainda em dois festins – que retornam à programação a pedido do público, após uma ausência de três anos. “Eles criam uma relação diferente com a comida. Uma coisa é andar, comer e interagir com um chef. Outra é sentar na mesa e degustar uma sequência de pratos”, avalia a curadora. Num deles, o renomado Ivo Faria vai dividir a cozinha com a chef francesa Charlène Estevão; e no outro, Léo Paixão, mais um mineiro que estudou em Paris, vai explorar a culinária portuguesa com o chef Luís Espadana, da Tasca da Esquina, um dos maiores restaurantes lusitanos do Brasil. “O Fartura está estreitando nossos laços com Portugal. Estivemos lá com uma expedição do festival este ano, e vamos fazer uma ação com chefs brasileiros residentes no país”, conta Luiza. Nos outros dois festins da programação, o festival decidiu homenagear as culinárias do Ceará e do Pará – que, segundo a curadora, contam com governos ativos no desenvolvimento da gastronomia de seus Estados. No primeiro, Léo Gonçalves, chef do restaurante O Mar Menino de Fortaleza, vai fazer uma dobradinha com Ronie Peterson, do Senac-MG, para apresentar o que ele chama de “cozinha DOC – Denominação de Origem Cearense”. “É um movimento que tenta identificar os pilares da culinária do Ceará”, explica Luiza. Já o paraense Saulo Jennings, chef da Casa do Saulo, em Santarém, vai mostrar o que é a “cozinha tapajônica”, com ajuda de Flávio Trombino, do restaurante Xapuri. “A Amazônia é um mundo, presente em nove países, e falam da culinária amazônica como se ela fosse uma coisa só. O Saulo desenvolveu um estudo sobre a gastronomia da região de Tapajó, com a manteiguinha santarense, a chicória do Pará e os modos locais de preparo”, descreve a curadora. (DO)
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DE BANDEJA RECEITA Badejo grelhado sobre molho de cachaça de Bichinho
HENRIQUE GUALTIERI/DIVULGAÇÃO HELENA LEÃO/DIVULGAÇÃO
Receita será apresentada pelo Tragaluz durante o festival INGREDIENTES 200 g de badejo 400 g de banana-da-terra 1 cenoura orgânica 1 abobrinha 1 brócolis comum 1 limão-siciliano 70 g de manteiga sem sal 100 mL de cachaça 50 mL de creme de leite 30 mL azeite Sal e pimenta-do-reino a gosto MODO DE PREPARO Peixe Limpe o peixe. Tempere com sal
e pimenta. Em uma frigideira de teflon, grelhe os dois lados. Depois, leve ao forno a 180 graus por oito minutos. Creme de cachaça Flambe a cachaça para que todo o álcool saia, acrescente o creme de leite e deixe reduzir. Acerte o sal e a pimenta.
de mousseline( dica: use água quente). Retorne para a panela, acrescente o suco do limão.
Mousseline de banana Em uma panela, coloque a manteiga junto com a banana-da-terra e deixe dourar. Processe a banana ainda quente com um pouco de água, até obter a textura
Legumes Fatie a abobrinha em um mandolim e grelhar com um fio de azeite em uma frigideira de teflon. Cozinhe a cenoura e o brócolis em água fervendo. Junte todos
os legumes, salteie-os e acerte sal e pimenta. MONTAGEM Coloque a mousseline no fundo do prato, com os legumes por cima. Ao lado, coloque o . creme de cachaça e, em cima, o peixe. Decore e sirva
Dadinhos de tapioca com queijo curado e geleia de pimenta INGREDIENTES Dadinhos de tapioca 300 g de tapioca granulada 300 g de queijo canastra curado ralado 1/2 colher de chá de sal 600 mL de leite Pimenta-do-reino a gosto Geleia de pimenta
2 pimentões vermelhos 12 pimentas dedo-de-moça 2 maçãs 3/4 de xícara de chá de açúcar Suco de 1 limão 3 dentes de alho 200 mL de suco de laranja 1/2 colher de chá de sal MODO DE PREPARO Junte todos os ingredientes do
dadinho em uma panela e leve ao fogo médio, mexendo sem parar. Quando a massa engrossar e o queijo derreter, despeje em uma forma de 30 x 20 cm, forrada com plástico filme, e espalhe. Seja rápido, pois a massa endurece. Cubra com plástico filme em contato e leve à geladeira por duas horas. Na hora de servir, corte a massa em quadradinhos e
frite em óleo quente até dourar. Geleia de pimenta Pique os pimentões, as pimentas e as maçãs. Em uma panela, junte todos os ingredientes e deixe ferver até engrossar. Processe. * Receita do Caê Bar e Restaurante será servida em estande na praça da Rodoviária
Bê-a-bá da biomassa A chef funcional Xanda Fogaça vai dar, dia 26 de agosto, o curso “Colocando a mão na (bio)massa”, na unidade Mangabeiras da saladeria Green Station. Será ensinada técnicas de preparo e receitas com biomassa de banana verde, das 10h às 13h. As inscrições custam R$ 147 + taxas de serviço no site www.eventosgofree.com
Churrasco, música e IPA Neste sábado (18), das 13h às 19h, a cervejaria Backer (r. Santa Rita, 221, Olhos D’água) realiza mais uma edição do BBQ IPA Backer. O evento é auto-explicativo: ideal para quem curte cervejas do estilo India Pale Ale com muito churrasco. Valor: R$ 250 (3º lote).
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almanaque PRÓXIMO FIM DE SEMANA>Em projetos distintos, Nathalia Timberg e Fernanda Montenegro vêm a BH ULGAÇÃO GUGA MELGAR/DIV LEILA FUGII/DIVULGA ÇÃO
Carinho Nos palcos desde a década de 1950, Nathalia e Fernanda trocam elogios e reconhecimento
“
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Fernanda nos enriquece, ensina. Emana uma presença forte e rara. Nathalia Timberg, em entrevista ao Pampulha
Não apenas nomes da maior importância para as artes cênicas do país, Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg são figuras essenciais da cultura brasileira contemporânea. Em atividade no palco, na TV, no cinema, com passagem pelo rádio e sem se furtar a tomar posições e se engajar politicamente, as duas damas da dramaturgia, por uma oportuna coincidência, aportam em Belo Horizonte a partir da próxima sexta (24). Cada uma para apresentação de um projeto particular. Fernanda, que completa 89 anos em outubro, lança na capital o livro “Fernanda Montenegro: Itinerário Fotobriográfico”, chancelado pelo selo Sesc (leia mais em quadro nesta página). Ela também se dedica à obra de um dos nomes centrais do teatro brasileiro, fazendo leitura dramática do livro “Nelson Rodrigues por Ele Mesmo”, de Sônia Rodrigues, no sábado (25) e domingo (26), às 19h, no Sesc Palladium (ingressos R$ 20, a inteira). Já Nathalia, com recémAlex Bessas
Grandes damas aportam na capital completos 89, traz para a cidade, ao lado da pianista Clara Sverner, o espetáculo musical erudito “Chopin ou o Tormento do Ideal”, dirigido por José Possi Neto, em cartaz também nos dias 24 e 25 (leia mais na página 15). Em BH, elas ocupam pal-
cos diferentes, mas com o domingo livre, Nathalia já cogita aproveitar a ocasião para assistir à amiga de longa data. O primeiro registro de uma parceria entre elas, aliás, data do ano de 1956, em “Nossa Vida com Papai”, peça dirigida por Gianni Rat-
to. No ano seguinte, voltaram a ter seus nomes nos elencos de “Os Interesses Criados” e de “Rua São Luiz, 27, 8º andar”. Desde então, não pararam mais. Juntas, dividiram o que Fernanda chega a creditar como “talvez, os melhores
anos das nossas vidas”. A passagem está no livro que agora lança e se refere ao período de atividade de O Grande Teatro (1957-1965), que teve as atrizes como fundadoras, ao lado de Sergio Britto, Fernando Torres, Flávio Rangel, Ítalo Rossi e Manoel Car-
sobre uma atriz”, situa o diretor do Sesc. O amor pelo companheiro, o ator Fernando Torres (1927– 2008) é sensível. E, na leitura, se encontra também uma batalhadora da cultura brasileira.
gerações vindouras, deixa uma direção, referências, ideias...”, afirma o diretor do Sesc SP.
PROJETO DE FOTOBIOGRAFIA É GRANDIOSO Projeto antigo A feitura do livro “Fernanda Montenegro: Itinerário Fotobiográfico” é um projeto antigo e que vinha sendo incentivado há muito por Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc SP, que assina o texto de apresentação da obra. “É um trabalho exaustivo, demorado, mas também prazeroso. Assim, era preciso ir com calma, com tranquilidade”, examina ele. Robusto O processo de produção ganhou mais gás nos últimos quatro anos. E o resultado surpreendeu: ao todo, somamse 500 páginas entre registros fotográficos, cartas, artigos e observações escritas pela própria Fernanda. A obra é dividida em 11 capítulos, desde a infância de Arlete, nome de batismo da atriz, até o presen-
te. “Um livro grande em conteúdo e em tamanho”, classifica Miranda. Paralelo Refletindo a trajetória de uma atriz que iniciou carreira ainda na década de 1950 e permanece em atividade, o registro é mais amplo que uma história particular. “A biografia dela está integrada à cultura brasileira de todo esse período e ao caldo político instalado no país”, observa o diretor. Multifacetada Há também, claro, registros mais particulares, que revelam uma Fernanda filha, esposa e mãe. “Não é só
Generosa Miranda é enfático: ao entregar-se a essa viagem por sua própria biografia e depois dividi-la publicamente, Fernanda dá provas de sua generosidade. “Ela partilha sua vida e você vai ver: é uma multidão. Ao abrir sua história, ela deixa algo para as
Uma ideia Por fim, Miranda acredita que a artista “representa todo um pensamento civilizatório”. “É uma figura exemplar, que revela um caminho, uma proposta de vida. Aos 89 anos, ela ainda é dedicada totalmente à construção de um país melhor”. O quê Lançamento do livro “Fernanda Montenegro: Itinerante Fotobiográfico” Onde Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046, Centro) Quando Dia 24 (sexta), às 19h30 Quanto Gratuito, com retirada de ingressos, a partir do meio-dia, mediante doação de 1Kg de alimento não perecível. O livro será vendido a R$ 160.
Nathalia Timberg trabalha sem parar em teatro (...). Porque o teatro te dá vida Fernanda Montenegro, em entrevista ao jornal El País
los. “Foi o nosso grande laboratório de ofício. Nosso material de trabalho resultou em mais de 400 textos da melhor literatura brasileira, estrangeira e, principalmente, de dramaturgia”, descreve Fernanda em seu “Itinerário Fotobriográfico”. Também atravessaram períodos difíceis. Se insurgiram contra as perseguições e censuras do regime ditatorial (1964-1985) e, mais recentemente, encararam com indignação a polêmica criada em torno do beijo trocado por elas na novela “Babilônia” (Globo, 2015). “Sugeri o beijo quando ensaiávamos a cena. Demos um beijinho afetuoso de amor, sem língua ou qualquer outra coisa. Aí ocorreu aquela rejeição toda, que me surpreendeu”, escreve Fernanda em sua fotobiografia, que, aliás, cita a amiga em 22 ocasiões. Nathalia pontua que as atrizes têm uma “trajetória de vida que correu muito paralela”. “Do nosso grupo, sobramos praticamente Fernanda e eu”, observa ela, que se dobra em elogios à amiga e reforça, incisiva: “Somos as sobreviventes”.
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Sob os auspícios de Chopin JULIANA ALBERNE/DIVULGAÇÃO
Alex Há uma fraBessas s e q u e a atriz Nathalia Timberg gosta de lembrar quando fala sobre Frédéric Chopin (18101849): “A alma da música andou pela Terra”. As aspas, proferidas por ninguém menos que o renomado crítico e compositor Robert Schumann (18101856), foram ditas logo após a precoce morte do gênio polonês, esclarece Nathalia, uma das grandes damas das artes cênicas do país. Agora, a atriz envereda por uma missão nova. Desafiadora sim, mas, talvez por isso, ainda mais apaixonante: fazer com que Chopin ande pelos palcos do Brasil, com direito a Belo Horizonte, onde ela aporta nesta sexta (24) e sábado (25). Com o espetáculo que é um híbrido entre o teatro e o musical erudito, “Chopin ou o Tormento do Ideal”, traz para a cena, como o nome sugere, um músico que persegue a ideia quimérica, romântica (e nada sentimental) do que é a arte. Mas não só esta faceta é explorada pela dramaturgia. Dirigida por José Possi Neto e ao lado da pianista Clara Sverner, Nathalia indica que a peça é um caleidoscópio: a composição dramatúrgica inclui cartas do próprio Chopin, principalmente as endereçadas à sua amante, a escritora Georges Sand (18041876), além de poemas, correspondências e outros registros deixados por aqueles que conviveram com o compositor. Essa seleção de textos foi feita originalmente pelo francês Philippe Étesse, autor do roteiro originalmente publicado em 1987 – mas que ainda não tinha ganhado uma adaptação brasileira. Tendo à mão esse compêndio que gira em torno do universo chopiniano, o espetáculo traz não só a perspectiva do próprio
“
A alma de Chopin está em nós, Nathalia e eu, e no público, que fica emocionado Clara Sverner, pianista
Nathália Timberg em cena com Clara Sverner: a veterana atriz lembra que nos primeiros anos de teatro, ainda na universidade, já visitava BH; “Todos nós, no Brasil, temos o privilégio de carregar Minas na alma”, afiança
compositor polaco radicado na França, como também de pessoas que conviveram com ele – como os poetas Alfred de Musset, Charles Baudelaire e Saint-Pol-Roux, o escritor Gérard de Nerval e o compositores Franz Liszt. E detalhe: é Nathalia quem vive todos os personagens em cena. Aliás, é dela também a tradução do original. O texto chegou à atriz por meio de um amigo em comum com o dramaturgo francês, em uma estada dela em Paris. À época, Nathalia conversava com Clara sobre o prazer de terem feito juntas “33 Variações”, espetáculo de 2013 que, por demandar hiperbólica produção, acabou não circulando pelo país. Registra-se: “33 Variações”, um dos mais importantes textos da dramaturgia mundial, escrito pelo venezuelano Moisés Kaufman, é também um musical erudito. Peça que marcou a despedida dos palcos de Jane Fonda nos EUA, no Brasil chamou a atenção o retorno de Wolf Maia aos palcos, como ator, ao lado de Nathalia e Clara. Ansiosa por voltar ao formato que já havia funcionado bem, a leitura de “Chopin ou o Tormento do Ideal” não poderia vir em melhor hora, tanto que a atriz, nesse caso, frisa: “Não dá nem para acreditar que foi só uma coincidência”. Assim, logo compartilhou o material com Clara (“que amou”), José Possi Neto (“que ficou completamente apaixonado”) e para os produtores Ricardo Grasson e Danielle Cabral (“que ficaram igualmente hipnotizados”). Resumindo: foi uma catarse logo nesse primeiro contato, garante Nathalia. Mas, mesmo entusiasmada, a pianista ficou inicialmente
com um pé atrás. Já havia experimentado a mistura de teatro e concerto antes, é verdade. Ocorre que, desta vez, seria apenas ela e Nathalia no palco. Foi por conta da feliz parceria anterior que Clara acabou encarando o desafio. A direção, sob tutela de Possi, então, foi a cereja do bolo. “Ele organizou tudo de um jeito que formamos um duo em cena. Ficou maravilhoso”, elogia a instrumentista. Encontrando abertura para sugerir mudanças, Clara optou por indicar alterações, assim como Possi vinha fazendo. “Uma nova cabeça, uma nova direção, logo, escolhas diferentes”, examina a atriz carioca – que, além das raízes maternas belgas, tem ascendência polaca por parte de pai. Assim, alguns textos foram suprimidos e o diretor apostou em uma dramaturgia mais teatral. A pianista fez suas opções entre baladas, noturnos, mazurkas, estudos, valsas e prelúdios. E eis que, feitas as modificações, o projeto segue inspirando paixões. Agora, entre o público. “Onde quer que seja, está sendo bem re-
“
Nós, atrizes, temos oportunidade de ser veículo. Transmitir essa história e música é um privilégio Nathalia Timberg, atriz
cebido, entusiasticamente, emocionalmente”, observa Nathalia. “É impressionante, vemos que as pessoas ficam com lágrimas nos olhos”, ratifica Clara. Pude-
ra: além de sua imponente presença de palco, a plateia é agraciada pela interpretação de Clara para as peças do compositor. “Eu tenho um privilégio incrível de ter
cruzado e ter ouvido essa virtuosa pianista. É um privilégio para qualquer pessoa que tenha a menor parcela de sensibilidade, então, para quem aprecia a arte da música, é um momento único”, elogia a atriz. Vale lembrar, a musicista foi indicada ao Grammy Latino pelo disco “Chopin por Clara Sverner”, em 2011. E Clara também não economiza elogios à sua companheira de cena. “É magnífico estar ao lado de alguém assim, que tem essa presença mágica”, garante. A cada apresentação, conclui ela, a sensação é de dever cumprido. “A gente está entendendo que esse espetáculo toca a sensibilidade das pessoas. E é isso que estamos precisando, mais do que nunca”, arremata.
Chopin ou o >tormento do ideal
Espetáculo musical com Nathalia Timberg e Clara Sverner. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia 2244, Lourdes). Dia 24 (sexta), às 21h, e dia 25 (sábado), às 20h. R$ 50 (inteira).
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ARTES CÊNICAS Encontro entre o novo e o antigo Lara A brasilidade Alves d o G r u p o (*) Corpo é continuamente descoberta ao longo de mais de 40 anos. Cada novo espetáculo sempre começa nos quadris, movimento característico da companhia que nunca para de se reinventar e que fez Luis Fernando Veríssimo afirmar, em uma crônica de 2001, o orgulho de ser conterrâneo do grupo: “toda vez que eu vejo o Corpo, fico patriota”. Seu último espetáculo, “Gira”, estreou no ano passado e arrastou multidões pelos teatros brasileiros. Para muitos, é o segundo grande marco na história do grupo. O primeiro seria “21”, o balé que revolucionou as formas de dançar da companhia. Duas décadas e meia é o tempo exato que separa as duas montagens, agora encurtado pela possibilidade inédita do público mineiro poder conferi-las em um programa duplo. A partir da próxima quarta-feira (22), o Corpo volta à sua terra natal para seis apresentações no Palácio das Artes. O programa será aberto com a volta de “21” – criado em 1992 e apresentado pela última vez no Brasil há dez anos – e será sucedido por “Gira”, que vem sendo saudado como uma renova-
O balé “21” é dividido em oito pequenas peças musicais extraídas das combinações entre algarismos e que alternam elementos das músicas erudita, popular, oriental, cigana e jazzística
FOTOS JOSÉ LUIZ PEDERNEIRAS/DIVULGAÇÃO
Qua. a dom. 22 a 26.ago.
ção à linguagem firmada pelo primeiro. SALTO Há muitas suposições sobre o que firmou “21” como o grande marco da virada artística da companhia. Foi a partir desse balé, com trilha de Marco Antônio Guimarães, executada pelo Uakti, que o Corpo estabeleceu uma de suas principais características: convidar compositores para criarem trilhas específicas para cada espetáculo. A única exceção desde então é “Lecuona” (2004), espetáculo com canções do cubano Ernesto Lecuona (1895-1963).
“Antes do ‘21’, fazíamos um trabalho que era quase neoclássico. A partir dele, essas linhas mais desenhadas começaram a ser quebradas, foi aí que nós encontramos esse jeito tão nosso de nos movimentar”, explica o coreógrafo Rodrigo Pederneiras, responsável por criar a inconfundível linguagem do grupo, que deixa de lado a forma e se preocupa com a leveza e a dinâmica do movimento. Apresentar “21” ao lado de “Gira”, para ele, também significa expor toda a contemporaneidade do balé de 1992. “O ‘21’ não envelheceu, é muito impressionante
larinos que integram o Corpo dançaram “Gira”, quase nenhum havia apresentado “21”, uma demonstração da renovação não só da linguagem, mas também dos artistas. “É uma coisa engraçada, o 21 é mais velho que vários bailarinos que estão dançando. Quando ele foi criado, alguns não tinham nascido ainda”, conta Pederneiras. Além da oportunidade de conferir “21”, as apresentações no Palácio das Artes dão chances a quem ainda não assistiu “Gira”, eleito o melhor espetáculo do ano pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). A montagem é fruto de uma parceria do Corpo com a banda Metá Metá, livremente inspirada nos ritos da umbanda. “O público se levanta de uma vez no final de ‘Gira’. Muitas pessoas têm dito que esse é um outro marco na vida do Grupo Corpo. Para nós, ainda é cedo dizer isso, vamos ver o que será daqui para frente”, afirma Pederneiras.
Sucesso, “Gira” é inspirado nos ritos da umbanda
* Sob Supervisão de Marília
ele ter sido criado há 26 anos. Quando nós estávamos remontando para essas apresentações, eu fui me dando conta de que não precisava mexer em nada”, afirma Pederneiras. O curioso da distância que separa “21” de “Gi-
ra” está também na maturidade companhia. “O que mudou, de verdade, foi que nós ficamos muito mais velhos, 25 anos mais velhos, o que significa muita coisa”, brinca o coreógrafo. Não apenas, enquanto a maior parte dos bai-
Mendonça
> Grupo Corpo
Programa duplo: “21” e “Gira”. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Dias 22 (quarta-feira) a 25 (sábado), às 20h30; 26 (domingo), às 19h. R$ 100 (plateias 1 e 2, inteira); R$ 80 (plateia superior, inteira).
Corpos dançantes pela cidade Quantos passos de dança podem ser traçados em cima de um banco de praça? E quantos bailarinos são suficientes para interromper o fluxo de uma rua? É de perguntas como essas, que versam sobre a interação entre corpos que bailam e espaços da cidade, que nasceu a Mostra Horizontes Urbanos. Depois de ter ocupado cabines do Move e até estações de trem com espetáculos de dança, o festival chega a sua 7ª edição e, neste fim de semana, invade as praças Duque de Caxias, em Santa Tereza, e JK, na avenida Bandeirantes, com quatro diferentes espetáculos voltados para o público que costuma transitar por esses espaços. “A mostra é pensada para quem está passando pela praça. Tem gente que para e assiste, tem gente que se incomoda porque estamos atrapalhando a rotina. O nosso objeti-
vo é chamar a atenção para os corpos em movimento na cidade”, resume Wagner Tameirão, curador e diretor-executivo da mostra. Depois de selecionar os espetáculos que combinavam com a temática “Perspectivas
Sáb. e dom. 18 e 19.ago.
em Movimento”, Tameirão percebeu que todas as montagens eram coreografadas por mulheres. “A mulher sempre esteve inserida no universo da dança, mas ter 100% de mulheres à frente de coreografias é um trunfo”, afirma.
Para ele, a força feminina está clara nos espetáculos “Resistência”, de Aline Corrêa, “Acaso”, de Gutielle Ribeiro, “PlaylistA”, do Movasse Coletivo de Dança – que inclusive foi adaptado para o festival de modo a ser dançaHENRIQUE CHENDES/DIVULGAÇÃO
Mostra recebe “Em Algum Lugar de Mundo”, novo espetáculo da Cia. Sesc de Dança
do apenas por mulheres – e “Em Algum Lugar de Mundo”, estreia da Cia Sesc de Dança, coreografado e dirigido por Dudude Herrmann. NOVOS PASSOS Artista reconhecida, Dudude foi convidada pela Cia Sesc de Dança para produzir seu novo espetáculo. “Em Algum Lugar de Mundo” faz parte das comemorações dos cinco anos da companhia e é uma proposta totalmente diferente do que foi feito até hoje. “É o primeiro espetáculo do grupo feito para espaços públicos. Foi muito bem recebido pelos bailarinos, essa história de construir um corpo que pudesse habitar o espaço público”, diz Dudude. Para a coreógrafa, o espetáculo passeia pela “poética do sim”. “É dizer sim à vida, à dignidade, ao cuidado de si, ao respeito. A montagem está na contracorrente da negatividade que o Brasil vive”.
Além de sua participação como coreógrafa na mostra, Dudude dedica ao festival a próxima edição de seu programa de entrevistas ao vivo, o “No Sofá com Dudude”. O encontro acontece periodicamente na CasaManga e neste sábado (18), às 17h, será voltado para discutir a relação entre corpos e espaço urbano. No bate-papo, a bailarina Ana Paula Cançado encerra o festival com a montagem “Solitude”. * Lara Alves sob supervisão de Marília Mendonça
Mostra >Horizontes Urbanos
“No Sofá com Dudude” e “Solitude” - CasaManga (r. Adolfo Radice, 318, Mangabeiras). Neste sábado (18), às 17h. Entrada gratuita. Apresentação dos espetáculos “Resistência”, “Acaso”, “PlaylistA” e “Em Algum Lugar de Mundo”, nessa ordem. - Praça Duque de Caxias (Santa Tereza). Neste sábado (18), das 10h às 12h30. Gratuito. - Praça JK (av. Bandeirantes). Neste dom. (19), das 10h às 12h30. Gratuito.
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ARTES CÊNICAS teatro adulto ABSURDOS Dir. Djalma Ramalho. Com Nenhuma Cia. de Teatro Coletânea de cenas livremente inspiradas no Teatro do Absurdo. Espaço Cênico Yoshifumi Yagi do Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste sáb. (18), às 20h; dom. (19), às 19h. R$ 20 (inteira). R$ 20 (inteira).
A PESTE Dir. Vera Holtz e Guilherme Leme. Com Pedro Osório A história de um médico isolado em uma cidade, devido a uma doença contagiosa. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Qui. a seg., às 19h. R$ 30 (inteira). Até 27/8.
BUMERANGUE Dir. Fernando Couto e Ari Nóbrega. Com Marcelo Prosdocimi e Felipe Abreu Dois homens se reencontram e são atravessados por obsessões e desejos. Teatro da Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21, Lourdes). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 19 (postos Sinparc). Até 26/8.
CLARICE LISPECTOR E EU O MUNDO NÃO É CHATO Dir. Rubens Camelo. Com Rita Elmôr Atriz e escritora se misturam ao contar as suas histórias. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Neste sáb. (18), às 21h. R$ 80 (inteira).
COMO SOBREVIVER EM FESTAS E RECEPÇÕES COM BUFFET ESCASSO Dir. Carlos Nunes. Com Carlos Nunes, Douglas Gonzales e Marcos Kass O ator ensina truques para que a plateia não passe por situações desa-
DANIEL AUGUSTO/DIVULGAÇÃO
gradáveis. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 31189902). Qui., às 20h30. R$ 15 (antecipado); R$ 40 (inteira, no dia). Até 30/8.
GRUPO CORPO Espetáculos Gira e 21 (Leia mais na página 16)
MOSTRA HORIZONTES URBANOS (Leia mais na página 16)
EDIFÍCIL DU CARVALHO Dir. Wesley Maciel Um caipira decide vender imóveis falsos em construção para seus conhecidos na roça. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 31189902). Sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 40 (inteira). Até 26/8.
TECITURAS Com Quik Cia. de Dança O espetáculo é construído através de processos de improvisação. Foyer do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Neste sáb. (18), às 20h. Entrada gratuita.
O ATORMENTADOR Dir. Eid Ribeiro. Com Glauce Guima e Diego Roberto A trama mescla lendas, fábulas, histórias, de autores variados e utopias. Teatro de bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Qui., sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 15 (inteira). Até 26/8.
armatrux mostra eid ribeiro DE BANDA PRA LUA
PEÇA DO CASAMENTO Dir. Guilherme Weber. Com Eliane Giardini e Antônio Gonzalez Uma crise obriga um casal a revisar suas vidas. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 34319400). Qui. a seg., às 20h; dom., às 20h e às 17h. R$ 20 (inteira). Até 3/9.
“O Pequeno Príncipe” está entre as atrações do fim de semana para os pequenos
SANTIAGO - O PEIXE
Dir. Cíntia Reis. Com Asas do Vale Cia. de Teatro Quatro brinquedos foram deixados em um quarto. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 31189902). Neste sáb. (18), às 16h. R$ 15.
Dir. Dimitrius Possidônio. Com Francis Severino Um ator desenvolve narrativas físicas e tenta construir fragmentos de histórias. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Qui. a sáb., às 19h; dom., às 18h. R$ 20 (inteira). Até 2/9.
SÍSIFOS Dir. Cláudia Henrique. Com Antônio Rodrigues e Gustavo Bartolozzi Em Aliena, reino absurdo, Tralha e Troco refletem sobre suas existências. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (18), às 20h; dom. (19), às 19h. R$ 20 (inteira).
teatro infantil JACEFLOPIM - UMA VIAGEM NA IMAGINAÇÃO
JOJÔ E PALITO EM AS CIGARRAS E AS FORMIGAS Dir. Jordana Luchini. Com Joselma Luchini, Argileu Rodrigues, Olavino Marçal As cigarras passaram todo o versão cantando e, no inverno, precisam ser socorridas pela formiga Jojô. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Sáb. e
dom., às 16h30. R$ 40 (inteira). Até 2/9.
MEMÓRIAS DE UM QUINTAL Dir. Brenda Campos, Cláudio Márcio, Dário Marques e Keu Freire. Com Insensata Cia. de Teatro O duelo entre uma criança e o pardal que ele sonhava em acertar. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (18) e dom. (19), às 16h. R$ 20 (inteira).
O PEQUENO PRÍNCIPE Dir. Diego Benicá. Com Bernard Bravo, Bernardo Rocha, Gabriela de Paula Um aviador acaba perdido, quando é surpreendido por um menininho com roupas estranhas. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta). Sáb. e dom., às 16h. R$ 50 (inteira). De 19/8 a 2/9.
OS TRÊS PORQUINHOS Dir. Gilberto Lainha A história de três irmãos que deixam a casa da mãe para morarem sozinhos. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Neste dom. (19), às 16h. R$ 20 (inteira).
PRU-TI-TI - MEMÓRIAS DE ESTIMAÇÃO Dir. Brenda Campos, Cláudio Márcio, Dário Marques, Keu Freire. Com Insensata Cia de Teatro Cau transgride regras para conseguir levar seu pintinho para casa. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (18) e dom. (19), às 16h. R$ 20 (inteira).
dança
Dir. Eid Ribeiro. Com Grupo Armatrux Tonico e Bié moram na roça com o pai e a mula Madrugada. Apaixonados pela lua, eles vivenciam aventuras. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, 1.377, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Neste sáb. (18) e dom. (19), às 11h. R$ 20 (inteira).
NIGHTVODKA Dir. Eid Ribeiro. Com Grupo Armatrux O espetáculo parte dos relatos sobre o acidente de Chernobyl e faz uma ode à cultura soviética. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, 1.377, Parque Municipal, centro). Neste sáb. (18), às 20h; dom. (19), às 19h. R$ 20 (inteira).
THÁCHT Dir. Eid Ribeiro. Com Grupo Armatrux Tragicomédia musical aborda fragmentos da vida de Rafa e Rufo. - Espaço Aberto Pierrot Lunar (r. Ipiranga, Floresta). Qui. (23) e sex. (24), às 20h. R$ 20 (inteira).
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MÚSICA A duração de um tempo breve A contradição é parte do Breve Festival logo no batismo, já que o próprio epíteto o desautoriza: “Música pra durar”. Nada que o filósofo Goethe (1749-1832) não tenha entendido há alguns séculos: “Como a arte é longa, e tão breve é a vida!”, escreveu o alemão nos versos de “Fausto”, sua peça mais conhecida. Embora fique em cartaz apenas por dois dias, no próximo sábado (25) e no domingo (26) que vem, a ideia da segunda edição do evento, realizado no Mirante Beagá, é que a experiência permaneça na memória dos presentes mesmo após o encerramento. “Depois de uma suposta pós-modernidade, parece que virou tendência as coisas secarem, evaporarem, mas nós Raphael Vidigal
acreditamos ser possível ultrapassar esse mundo líquido e virtual e chegar a um conteúdo de maior permanência, num movimento de resistência que é radical”, aposta Russo Passapusso, vocalista do BaianaSystem. Além da banda soteropolitana, coqueluche recente da música brasileira, a iniciativa congrega outras atrações de peso, como Caetano Veloso acompanhado por seus filhos, Mano Brown, Iza, Pabllo Vittar, Rincon Sapiência, Luedji Luna e o mineiro Djonga (leia mais sobre Luedji na página 21). FOGUEIRA Resistência, aliás, é uma palavra que sempre esteve no vocabulário de Mano Brown. A apresentação do rapper será baseada em seu mais recente álbum, “Boogie Naipe” (2016), que, nas palavras do cantor, trouxe “uma temática mais festiva e intimista”, e explicitou as influências da
música soul e de Jorge Benjor. Apesar disso, o paulistano não abandona o teor do discurso consagrado pelos Racionais MC’s. “Odeio falar esse tipo de palavra: ‘mercado’, ‘indústria’. Mas eles estão aí interferindo na música, porque pressionam tanto os artistas a correrem atrás do tempo, que acabam ficando descartáveis”, critica, antes de emendar com uma metáfora pra lá de esclarecedora. “É como álcool pra acender a fogueira, depois ela apaga e precisa de mais. É difícil dizer que a música vai permanecer assim”, constata. No entanto, o rapper segue sua toada sem perder o prumo. No momento, ele participa de um inédito disco póstumo de Sabotage, numa faixa que traz a voz do cantor assassinado em 2003, aos 29 anos. Para completar, gravou uma nova canção, que pretende lançar em breve, com a atual geração do rap, em que partici-
pam Emicida, Rael, Rincon Sapiência, Djonga e BK’. “Não acredito em vender sentimento no guichê da farmácia em forma de tubo. Nesse quesito, me sinto ultrapassado. Hoje se faz música como pastel, o cara bom é o que ‘frita’ três por dia. Nesse caso, fica mais difícil para quem se envolve emocionalmente”, observa Brown. Autor de clássicos como “Negro Drama”, “Diário de Um Detento” e “Vida Loka”, ele aproveita o ensejo para avaliar a força da própria obra. “Nunca alimentei o dragão faminto da mídia, que agora virou a internet. A música pode soar como dinamite ou anestesia. Tem música que marca uma época, outras marcam várias e algumas não marcam nenhuma. Sei que as minhas foram remédio para certas pessoas, porque ouvi isso delas”, afirma Brown, que recobra a memória afetiva para explicar o contemporâneo. “Me apegava a músicas, fil-
Sáb. e dom. 25 e 26.ago
mes, mas hoje é tanta coisa que você se apega até amanhã”, lamenta o entrevistado. MISTURAS Na opinião da cantora Iza, que traz à capital mineira a turnê de seu álbum de estreia, o segredo para combater a efemeridade está numa palavra mágica: verdade. “Mesmo com tantos trabalhos sendo lançados, com a internet e a rapidez com que a música se espalha, o trabalho feito com verdade agrada ao público e fica na memória das pessoas. Tudo que é feito com amor é duradouro”, acredita a carioca. Extrapolando o repertório de “Dona de Mim” (2018), ela garante a presença de um cover de Lady Gaga no set list, sem contar, é claro, os sucessos “Pesadão”, “Esse Brilho é Meu” e “Ginga”. Na última faixa, por sinal, ela teve como convidado no disco o rapper Rincon Sapiência, que comparece domingo
MARCOS HERMES/DIVULGAÇÃO
Trupe
INSTAGRAM/REPRODUÇÃO
Iza canta músicas de “Dona de Mim”
SITE OFICIAL/DIVULGAÇÃO
Caetano Veloso apresenta com seus três filhos o show “Ofertório”
(26) ao festival. Compositor da ácida “Ponta de Lança” (dos versos “batemos tambores/eles panela”), ele chama atenção para outro ponto importante do festival: a diversidade musical e o encontro de gerações que, assim como ocorre no palco, deve se repetir na plateia. “A arte, no geral, da música ao teatro e à dança, tem se manifestado de forma muito positiva nesse sentido, cada vez mais agregadora, e isso contribui para a formação das pessoas, eu sempre gostei das misturas”, diz Sapiência. O belo-horizontino Djonga vê com os mesmos bons olhos a maior abertura de espaço para músicos do, outrora, marginalizado rap. “Tem que ser assim, fico feliz, não existe mais a conversa de que rap é um subgênero, esses tabus estão caindo. Fica o que tem verdade”.
Brasil ainda aflige Brown Todo o trabalho de Mano Brown à frente dos Racionais MC’s está fundamentado na observação social e na defesa da camada mais pobre da sociedade, frequentemente atingida pela violência no país. Por essas e outras, não é de se espantar a tomada de posição do rapper diante do estado de coisas que têm determinado a política nacio-
nal desde as manifestações de junho de 2013. “Eu acompanhei esse processo desde o início, quando começaram a cogitar o impeachment da Dilma, com a história das pedaladas fiscais, a gente já sabia que o desfecho seria a prisão do Lula”, garante. No final do ano passado, o rapper chegou a postar em suas redes sociais uma foto ao lado do
ex-presidente e de Chico Buarque, após uma partida de futebol em que os três participaram. Sem esconder o apoio, ele entoou em seus shows, mais de uma vez, o coro de “Lula Livre”. “Colocaram um algodão na boca do povo, eu estou preso com o Lula, ao lado de mais de cem milhões de pessoas que sempre foram excluídas e enganadas. A perseguição não é contra o Lula, o problema é o que ele representa. A direita cansou de ficar fora do jogo e quer retomar o poder para ter de volta os seus privilégios, e não os direitos iguais”, afirma o músico.
“
A música não deve ser dividida em rótulos, ela é sempre um corpo só. Aprendemos com os mais velhos e o mais novos Mano Brown
PROGRAMAÇÃO DO BREVE FESTIVAL Dia 25.8 (sábado) Pabllo Vittar, Iza, Mano Brown, Djonga, Carne Doce, Young Lights e Tropkillaz são as atrações do primeiro dia de evento. A intenção é oferecer ao público uma diversidade rítmica e sonora, passando por vários estilos musicais, como rap, rock, soul, blues, eletrônica e pop. Dia 26.8 (domingo) Caetano Veloso e filhos, BaianaSystem,
Rincon Sapiência, Luedji Luna, Dônica e Teach Me a Tiger encerram o segundo dia de apresentações. O irmão de Bethânia sobe ao palco com o aguardado show “Ofertório”, que inclui 28 números e sucessos. Onde Mirante Beagá (r. Gabriela de Melo, s/n, Olhos D’Água). Quando A partir de 15h. Quanto R$ 140 (inteira, diário) e R$ 220 (passaporte)
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MÚSICA Sete talentos da nova MPB CRISTIANO CANICHE/DIVULGAÇÃO
André di Um dos proBernardi gramas de maior sucesso do BIS, canal de TV por assinatura que tem programação 100% voltada para música, o “Com a Voz Delas” sai das telas para ganhar corpo nos palcos do país. A estreia nacional do projeto acontece na próxima quinta-feira (23), no Grande Teatro do Sesc Palladium. No mesmo formato da atração televisiva, o show trará a BH sete destaques da nova safra de cantoras nacionais interpretando grandes sucessos nacionais e internacionais. O set list da apresentação traz clássicos do pop como “Vogue” de Madona, com Hananza Andrade; “Your Song” de Billy Paul, com Luciana Pires; “Dont Speak”, da Banda No Doubt, com Joi, e “Hallelluiah”, de Leornardo Cohen,na voz de Rachell
Luz. Destaque também para o repertório de hits nacionais como “Adivinha o Quê”, de Lulu Santos, com Heloá Holanda; “Esotérico”, de Gilberto Gil, com Lara Aufranc; e ainda “Quero que Vá Tudo pro Inferno”, Roberto e Erasmo Carlos, na voz de Dafiny Melo. Também conhecida como Kel, a paulistana Rachell Luz, que já dividiu o palco com grande nomes da música, como Marcos Valle e Guinga, diz estar ansiosa para o show: “Já estive em Belo Horizonte uma vez, mas agora é a primeira vez que encaro um desafio maior, como profissional. A gente queria muito trazer esse formato da TV para o palco. Sempre quis expandir o meu universo artístico e BH vai me proporcionar essa alegria”, revela. Além de “Hallelluiah”, Kel vai mostrar sua versão da canção “Chão de Giz”, de Zé Ramalho. Outra que não esconde
Lara Aufranc escolheu “Esotérico”
seu entusiasmo é a também paulistana Joi. “Nunca toquei em Belo Horizonte e estou muito feliz em mostrar meu trabalho para os mineiros. E o show certamente está mexendo com a gente de um modo diferente, pois é a estreia do projeto, e isso faz com que ele seja bem especial. Está sendo uma novida-
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ARQUIVO PESSOAL
Rachell Luz irá cantar “Hallelluiah”
de. Não conheço as meninas pessoalmente, e está sendo um momento único”, comemora. A paulista Lara Aufranc, que vai mostrar sua versão de “Esotérico”, de Gilberto Gil, explica que o projeto não interfere na carreira solo de cada uma. “É um projeto paralelo. Cada uma tem
EDUARDO ZEINEDDINE/DIVULGAÇÃO
Joi mostra versão de “Don’t Speak”
uma trajetória distinta, o que não deixa de enriquecer o espetáculo, idealizado pelo produtor Marcos Cruz. Tenho certeza de que vamos fazer um evento bem bacana, um tributo à boa música de todos os tempos”, diz. A banda reunida para a apresentação coletiva traz Well Aguiar (violões e gui-
tarras), Fabinho Gonçalves (violões e guitarras), Léo Pires (bateria), Léo Moura (sax), Hairlan Rodrigues (baixo) e Estefânio Alvares (teclados).
> Com a Voz Delas
Grande Teatro Sesc Palladium (avenida Augusto de Lima, 420, centro). Dia 23 (quinta-feira), às 21h. A partir de R$ 40 (plateia III, inteira)
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MÚSICA Tizumba une forças Khadhu em voo com Mart’nália solo e acústico Mart’nália não economiza nos elogios: “Tizumba é a voz da África em Minas Gerais”, diz, referindo-se ao mestre Maurício Tizumba. A atriz, cantora, compositora e percussionista carioca é a convidada especial da nova edição de um cortejo que deve levar uma pequena multidão ao bairro Prado: neste domingo (19), a partir das 10h, o tradicional “Festejo do Tambor Mineiro” inicia seu desfile de guardas e irmandades do Rosário, grupos percussivos e artistas para celebrar a cultura reinadeira/congadeira e a influência banto na música produzida no país, no Estado e na cidade. Este ano, são esperadas cinco mil pessoas. O “Festejo do Tambor Mineiro” é realizado anualmente, sempre no terceiro domingo de agosto. O ponto de encontro é a Rua Ituiutaba,em frente ao número 339. A entrada é gratuita, mas a produção pede a doação de um quilo de alimento não-perecível. O montante arrePatrícia Cassese
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NETUN LIMA/DIVULGAÇÃO
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VITOR MACIEL/DIVULGAÇÃO
Cortejo: festa terá início a partir das 10h, na rua Ituiutaba Integrante do Cartoon lança seu primeiro álbum solo, “Inverno Mineiro”, no CCMTC
cadado será destinado aos festejos das irmandades do Rosário. Lembrando o Grammy Latino recebido em novembro do ano passado pelo CD “+Misturado” (Biscoito Fino), Mart’nália conta que segue viajando. “Fiz o festival de Jazz em Montreux (na Suíça), que foi lindo! E, no mais, tô por aí... Onde me chamarem, eu vou”, assegura, aos risos. Feliz por se encontrar novacom Tizumba, Mart’nália ressalta
o fato de a música do colega ser norteado pelos tambores, numa referência à ancestralidade. Não por outro motivo, no que tange à sua participação no evento, a artista de 52 anos brada, com ênfase: “Vou entrar com tudo na África. Zumbi! Kizomba!Angola!’”.
Festejo do Tambor >Mineiro 2018
Rua Ituiutaba, 399, Prado. Domingo (19), a partir das 10h. Para a entrada, pede-se um quilo de alimento não perecível.
A nostalgia tomou conta de Khadhu Capanema, 42, em agosto de 2015, enquanto ele retornava de uma excursão nos Estados Unidos com a banda mineira de rock Cartoon. “Tinha saudades de Belo Horizonte, da época em que me mudei para Ouro Branco (aos 11 anos), dos lugares onde acampava quando era mais jovem, de coisas vividas na infância e na adolescência”, relata o multi-instrumentista e líder do conjunto. No inverno do ano seguinte, o sentimento de amor por Minas Gerais voltou a aflorar. As lembranças e outros temas com mensagens positivas foram então transportados para o papel em forma de poesias e ganharam uma trilha sonora por meio de voz e violão. Era o início da gestação do primeiro disco solo do artista, que veio à luz neste mês e não à toa foi batizado de “Inverno Mineiro”, cujo lançamento acontece nesta quinta-feira (23), às 21h, no Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube. “Tem todo esse feeling vivido por mim na época do inverno. O nome do disco também tem um sentido simbólico, por se tratar de um período em que muita gente se vê desesperançosa com o futuro. Mas este disco traz um conteúdo positivo, uma esperança de dias melhores, de estar sempre olhando para frente”, ressalta Khadhu, que durante o processo de gravação chamou vários músiThiago Prata
cos para adicionar às canções baixo, bateria, violino, metais, gaita, entre outros instrumentos – exceto a guitarra. “É um disco acústico, mais ainda que ‘V’, do Cartoon (lançado em 2017 e que trazia uma vibe mais acústica em comparação aos quatro primeiros álbuns da banda)”, sintetiza ele. Ao longo das 12 músicas que integram o play, há elementos de folk, rock e música popular brasileira. E todas elas são cantadas em português, algo que Khadhu não fazia em estúdio desde os tempos de “Martelo” (1999), debut do Cartoon. “No rock progressivo e em outros estilos de rock, o inglês é como uma ‘língua nativa’, cai como uma luva. Mas durante o período de composição desse disco, as letras vieram em português mais facilmente e naturalmente. E soaram muito bem. Ao mesmo tempo, minha atitude de não utilizar a guitarra pode ser considerada algo muito rock ‘n’ roll também (risos). Apesar de não ser um disco tão rock assim, possui uma atitude bem rock”, destaca. SAX É perceptível em uma primeira audição do álbum que possíveis solos e riffs de guitarra deram espaço a saxofone, como se deu na canção “Por uma Noite”. “E tem a faixa ‘Chaves do Universo” que possui gaita. É a mais diferente do disco, a mais elétrica, apesar de não ter guitarra. É uma música bem ‘funkeada’, baseada num riff que
fiz no baixo. Acrescentei metais a ela. E botei até uma gaita”, comenta o músico mineiro. Para o show de lançamento, Khadhu contará com participações do percursionista Paulo Santos (Uakiti), do flautista e saxofonista Renato Savassi (Cálix), da Fractal Orchestra, dos bateristas Bhydhu Capanema (Cartoon) e Marcelo Ricardo, dos tecladistas Christiano Caldas e Raphael Rocha (Cartoon), entre outros. FUTURO Divulgar o primeiro disco solo e começar a compor o sexto álbum com a turma do Cartoon são alguns dos próximos passos de Khadhu. “Haverá ainda um show da Orquestra Mineira de Rock (formada por Cartoon, Somba e Cálix) no dia 9 de dezembro, no Palácio das Artes. E há o plano de gravarmos um disco-manifesto da orquestra”, diz. E em 2019, “Martelo” completará duas décadas. Será quem vem algo especial para celebrar esse marco na carreira do Cartoon? “Já até conversamos sobre os 20 anos do ‘Martelo’, mas ainda não decidimos o que fazer, não tem nada fechado. Se tiver alguma ideia vamos soltar para vocês. Por enquanto, está todo mundo ocupado com projetos paralelos”, salienta.
Khadhu >Capanema
Lançamento do disco “Inverno Mineiro”. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Dia 23 (quinta-feira), às 21h. R$ 30 (inteira).
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MÚSICA Luedji Luna reivindica seu lugar A música aconteceu na vida da cantora e compositora Luedji Luna à medida em que buscava compreender o seu lugar no mundo. Paradoxalmente, foi através da palavra cantada que a artista foi decifrando o que havia sido reservado para si e, principalmente, que espaço ela reivindicava ocupar. É, portanto, da perspectiva de uma mulher negra e calcada na diáspora africana que se forjou o álbum “Um Corpo no Mundo”. Um disco orgânico que traz a percussão em seu âmago, a cantora baiana apresenta o projeto em duas ocasiões Alex Bessas
em Belo Horizonte: primeiro, no Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube, na próxima terça-feira (21), ao lado da banda original, que trabalhou com ela na feitura da obra, o evento ainda tem participação especial do rapper Djonga. No domingo (26), ela canta o repertório no Breve Festival (leia mais na página 18), desta vez, com banda paulista. A apresentação dupla na cidade acontece enquanto Luedji circula com “Um Corpo no Mundo”, que foi lançado no ano passado, em turnê pelo país. O resultado das apresentações, comenta a artista, tem superado suas expectativas. “As pessoas cantam da primeira até a última
música”, celebra. REPRESENTAÇÃO Formada em Direito, Luedji compunha desde a adolescência. “Era algo mais recreativo, sem muita pretensão”. Foi a vitória da cantora Ellen Oléria no programa The Voice Brasil, da Rede Globo, em 2012, que mobilizou a cantora a se dedicar com mais afinco ao fazer artístico. “Ver uma mulher negra, lésbica, que tem uma produção autoral, ser reconhecida foi algo que me encorajou”, explica. Então, foi fazendo aulas de canto e começou a frequentar os palcos – onde se encontrou. Luedji saiu da Bahia e, em São Paulo, começou a produzir o que viria a ser “Um Corpo no Mundo”. Combinou melodias de samba, reggae, congo, e trouxe sons de atabaques e agogô. Também buscou referências cosmopolitas, como na música cubana. Essa verve de se abrir para diálogos musicais se nota nas múltiplas origens dos parceiros no projeto: o produtor é o sueco Sebastian Notini, na guitarra está o queniano Kato Change e, no violão, o paulistano descendente de congolês François Muleka. O cubano Aniel Someillan é o baixis-
PAULO FIORI/DIVULGAÇÃO
Morelembaum canta Tom e 6 Paula Vinicius em espetáculo
Para celebrar os 60 anos da Bossa Nova, a cantora Paula Morelembaum reúne as canções clássicas que marcaram o estilo. Paula foi vocalista e solista ao lado de Tom Jobim, gravando os discos “Passarim”, “Antonio Brasileiro”, “Tom Jobim: Inédito” e “Tom Canta Vinícius”, realizando apresentações no Brasil e exterior. O repertório do espetáculo conta com as canções do disco “Canção do Amor Demais”, de Elizeth Cardoso, primeiro álbum com composições de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. O trio que a acompanha conta com Cristóvão Bastos (maestro/pianista), Guto Wirtti (contrabaixo acústico) e Ricardo Costa (bateria). Onde Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro) Quando Dias 24 e 25 (sexta-feira e sábado), às 21h Quanto R$ 50 (inteira
PAULO LACERDA/DIVULGAÇÃO
em Concerto Especial 6 Sinfônica apresenta “Noite Uruguaia”
Sob a regência do maestro Sergio Gomes, a apresentação, que acontece no Grande Teatro do Palácio das artes, marca as comemorações do 193º Aniversário da Independência do Uruguai. Serão interpretadas músicas do repertório popular uruguaio, como milongas, tangos e candombes, arranjadas para a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. O concerto contará com a participação do bandoneonista Leonel Gasso, da cantora Maia Castro e dos bailarinos Richard Camejo e Angeline Maldonado, artistas convidados pelo Consulado do Uruguai. Onde Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro) Quando Neste sábado (18), às 20h Quanto R$ 20 (inteira)
ta do grupo, que ainda conta com a percussão do baiano Rudson Daniel. A poética de Luedji aborda a questão racial a partir de sua própria experiência. “Existo a partir da palavra que eu canto e a música é reflexo da minha leitura de mundo, de como ele me atravessa e me afeta”. Consciente da luta do povo negro e da necessidade de conquistar um lugar no mundo, ela fundou, com a amiga e poeta Tatiana Nascimento, o Palavra Preta – um projeto dedicado às mulheres negras na música e na poesia. Envolvida com a militância do movimento negro, ela elogia o engajamento mineiro, que conta com iniciativas como o Segunda Preta, cita ela. Esta, aliás, não é a primeira vez de Luedji em BH. Em maio deste ano esteve na cidade para a gravação do DVD de Maíra Baldaia. “Mas vai ser a primeira vez que vou cantar músicas minhas”, diz, sem esconder a expectativa pelo retorno.
Um Corpo no >Mundo
Lançamento do disco de Luedji Luna. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia 2244, Lourdes). Dia 21 (terça), às 20h. R$ 30 (inteira).
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História Cantora persegue a ancestralidade e até seu nome traz bagagem: Luedji foi a rainha do povo Lunda, na Angola
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MÚSICA Novidades na capital Semana terá diversos shows de lançamentos de discos de músicos de Belo Horizonte; confira abaixo
Caminhos do amor Foi refletindo sobre os sentidos que a palavra amor pode carregar que Laura Catarina preparou seu primeiro disco solo, que ganha show de estreia na próxima quinta-feira (23). A cantora mineira apresenta o álbum “Amor em Si”, que conta com 14 faixas, sendo oito músicas autorais e duas parcerias, além de uma composição de Guilherme Borges, contemporâneo e amigo, e ainda uma versão de “Amor de Índio” de Beto Guedes e Ronaldo Bastos. O primeiro registro de Laura é permeada ainda por outras delicadezas: o ceJoão H. Motta
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nário foi idealizado pelo grupo Giramundo e mostra um aspecto onírico da natureza, segundo ela, montado a partir dos elementos do teatro de bonecos. A cantora também traz consigo o violão que herdou do pai, o saudoso músico Vander Lee (19662016), que tem usado em shows e nas gravações. O piano de Lee também foi incorporado ao trabalho, para ela “uma forma de dar as mãos e receber a bênção dele”. Laura realizou o trabalho entre 2016 e 2018, período de luto pela morte do pai e de outras transformações em sua vida. “O disco era para ser um registro da minha vida até aquele momento, mas muita coisa mudou e por isso o traFLÁVIO CHARCHAR/DIVULGAÇÃO
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MÁRCIA CHARNIZON/DIVULGAÇÃO
FESTIVAL SARARÁ E SENSACIONAL Diversidade de atrações invadem a esplanada do Mineirão: Emicida, Criolo, Mallu Magalhães e mais. Esplanada do Mineirão (av. Presidente Carlos Luz, São Luiz). Às 14h. R$ 25 (inteira)
FESTIVAL TRANSBORDA Festival de música independente. Portal Iemanjá (av. Otácilio Negrçao de Lima, s/n, Pampulha). Às 15h. Entrada franca
EXPEDIÇÕES: PAÍSES HISPÂNICOS Concerto com Orquestra Filarmônica e o violonista Aliéksey Vianna. Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto). Às 18h. A partir de R$ 44 (inteira)
balho também absorveu essas mudanças.” O mergulho na produção acabou tornando-se um processo de autoconhecimento. “Fui escutando a inspiração e os sentimentos que eu tinha e tentava traduzi-los em música, que é a minha melhor forma de expressão”, pontua. “Penso que ‘Amor em Si’ é sobre o sentimento que está em mim, mas também o amor que a gente precisa perceber no dia a dia, nas relações com as coisas que nos afetam no cotidiano”.
MATANZA Turnê de despedida do grupo. Music Hall (av. do Contorno, 3.239, Santa Efigênia). Às 22h. A partir de R$ 90 (inteira)
MPB 4 No espetáculo “O Sonho, a Vida, a Roda Viva: 50 Anos de Música”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro)
SINFÔNICA EM CONCERTO ESPECIAL Orquestra faz apresentação em homenagem a 193° aniversário de independência do Uruguai. Palácio das Artes (av. Afonso Penas, 1.537, centro). Às 20h. R$ 20 (inteira)
* Sob supervisão de Marília Mendonça
> Laura Catarina
Lançamento do disco “Amor em Si”. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60). Dia 23 (quinta), às 21h. R$ 30 (inteira)
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domingo (19) Laura Catarina segue os passos do pai, Vander Lee
Poder de criação
CHAMEGUINHO INSTRUMENTAL Shows de Semreceita, tocando repertório de Caetano Veloso e Assanhado Quarteto faz choro contemporâneo. Odara (r. Arthur Sá, 380, União). Às 16h. R$ 12
MANHÃS MUSICAIS
Cientista e artista, Robson chega ao sétimo disco
Conciliando a carreira de músico com a de pesquisador do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, o cantor Robson Santos chega ao seu sétimo disco, “Fermento”, que ganha show de lançamento na próxima terça-feira (21), no Teatro da Maçonaria. O trabalho conta com a participação de vários parceiros, entre eles Esdras Neném, Toninho Horta e Mestrinho. Robson considera este seu melhor trabalho. “É o melhor disco que já gravei, o que me anima a continuar compondo. Infelizmente, o trabalho com a ciência impede de sair em turnê fazendo mais shows”, conta.
A harmonia do dia Saído recentemente do forno, o disco “Qualquer Outra Estação”, da banda mineira Radiolaria, ganha show na próxima quintafeira (23). O trabalho conta com dez canções autorais e, segundo o guitarrista e vocalista Felipe Barros, o álbum marca um amadurecimento das composições da banda e uma escolha por temas mais otimistas sobre a dureza dos dias. “É uma música que tem uma beleza estética, uma escuta agradável. Acreditamos em fazer músicas que sejam capaz
de transportar as pessoas para um lugar confortável”, afirma o músico. O show, montado para o palco de teatro, contará ainda com cenário desenvolvido pelo cenógrafo Daniel Ducato, que propõe uma experiência que envolve cenografia, luz e poesia. No palco, sobem ainda o produtor Marcelinho Guerra, que explora as guitarras do disco, e Alexandre Horta, que faz as percussões, elemento também muito explorado no disco. O conceito visual também é parte importante do
A menina dos olhos do artista e cientista não ganhou esse êxito à toa. Além das parcerias já citadas, “Fermento” conta ainda com Cibele Codonho, Bárbara Barcellos e Filó Machado, que estarão no show de lançamento. O trabalho foi gravado no estúdio Ultra, em BH, e mixado no Hannes Bieger Studio, em Berlim. Para coroar, a masterização foi finalizada no Abbey Road Studios, lendário estúdio que abrigou a cena londrina dos anos 1960 e 1970. No álbum, inclusive, a faixa “Beatle Song” presta homenagem ao quarteto de Liverpool que eternizou o local com um ál-
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bum em sua homenagem. O disco passeia por diversos estilos – baião, rock, balada, bossa nova. “Só faltou mesmo um samba!”, brinca o compositor. Ele explica o motivo desse caldeirão de ritmos. “Minha ideia inicial era chamá-lo de ‘Saraivada’… Seria uma saraivada de música, mas (a faixa) ‘Fermento’ ficou muito boa e tem mais ou menos o mesmo sentido de catalisar alguma coisa, a ideia de fazer crescer”.
> Robson Santos
Lançamento de “Fermento”. Teatro da Maçonaria (av. Brasil, 478, Santa Efigênia). Dia 21 (terça-feira), às 20h. R$ 30 (com o CD)
TRIBUTO AO REI Espetáculo em homenagem ao cantor Michael Jackson. KM de Vantagens Hall (av. Nossa do Carmo, 230, São Pedro). Às 18h. R$ 90
quarta (22) JOÃO MACHALA Jovem trombonista estreia a série do 18º Prêmio BDMG Instrumental. CCBB BH (pça. da Liberdade, 450, Funcionários). Às 20h. Entrada gratuita
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processo e dialoga com a atmosfera das canções. A arte da capa do disco é uma aquarela feita pelo artista Humberto Hermeto: são pinceladas, ora fortes ora suaves, e pontos que estampam uma imagem azul e indefinida. “Queríamos algo mais abstrato para este conceito. O Humberto acompanhou o processo de criação e teve total liberdade para criar essa arte”, destaca Felipe.
KARABTCHEVSKY REVISITA FAVORITOS Maestro é convidado para reger programa com suas peças favoritas. Dias 23 e 24. Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto). Às 20h30. A partir de R$ 44 (inteira)
VIJAZZ Shows de Deanna Bogart & Big Joe Manfra Blues Band com Júnia Rabelo. A Autêtica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 22h. R$ 20 (antecipado)
sexta (24) DA GHAMA Noite dedicada ao reggae traz à Autêntica os shows de Da Ghama, Celso Moretti e mais. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 22h. R$ 20 (promocional)
> Radiolaria
Lançamento de “Qualquer Outra Estação”. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Dia 23 (quinta-feira), às 20h. R$ 25 (inteira)
Bárbara Penido (canto) e Eduardo Barretto (violão) apresentam o recital multimídia “Grito de Alerta”. Sala Sergio Magnani (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Às 11h. R$ 20 (inteira)
PELUQUERIA E CALDEIRA
As referências de Radiolaria: de Clube da Esquina a Beck
Diversidade de estilos e ritmos e tradição da música. Casa do Jornalista (av. Álvares Cabra, 400, centro). Às 21h. R$ 15
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LITERATURA A hora e a vez da arte da palavra ARQUIVO PESSOAL
André di Despertar o Bernardi fascínio pela leitura. Com esse objetivo acontece, na próxima quinta-feira (23), a partir das 19h30, no Teatro de Bolso do Sesc Palladium, mais um evento do projeto Arte da Palavra – Rede Sesc de Leituras, que promove o intercâmbio de artistas e, principalmente, a formação de novos leitores. Durante este ano, mais de 70 representantes da novíssima literatura brasileira percorrerão todos os Estados do país. Nesta edição, Belo Horizonte recebe o Circuito dos Autores – Trânsitos Literários, com a participação dos escritores Melanie Peter e Daniel Galera. A mediação será de Laura Cohen. O evento, promovido pelo Sesc, é gratuito. Neste bate-papo com o público, os escritores falarão de suas obras e trajetórias, com ênfase nos variados trânsitos literários. Pela manhã, os autores estarão na Escola Estadual Padre Matias, no bairro Glória, região Noroeste de Belo Horizonte, quando conversam com alunos do ensino médio. Galera, dono de romances que chamaram a atenção do público e da crítica, como “Barba Ensopada de Sangue” (Companhia das Letras, 2012) e “Mãos de Cavalo” (Companhia das, Letras, 2006),ressalta as vi-
TAÍS CARDOSO/DIVULGAÇÃO
Melanie Peter: “Literatura é precisão e emoção”
O paulista Daniel Galera já publicou cinco romances
sitas nas escolas. “Cada encontro com as crianças, é muito especial, são muito emocionantes. Sempre acontece uma espécie de alquimia estranha. Despertar o fascínio pela leitura é algo maravilhoso, esse é o nosso objetivo, isso é o mais gratificante, quando a gente desperta o brilho no olhar do leitor.” Considerando a riqueza e as diversas formas de manifestações literárias, o projeto
Stella Maris Resende, Cidinha da Silva, André de Leones e Bruna Beber, que, até dezembro, percorrerão o país. Serão realizados mais de 700 encontros, apresentações e oficinas. Segundo Galera, o projeto serve para ampliar o leque de conhecimentos de cada participante. “O convite para participar foi feito ano passado. Fiquei, claro, extremamente feliz pelo reconheci-
é composto pelos seguintes eixos: o Circuito dos Autores, que promove o encontro de escritores de diferentes locais do país, por meio de debates e apresentações artísticas; e o Circuito de Criação Literária, que visa a formação de novos leitores e o aprimoramento da escrita nas suas diferentes categorias. Além de Galera e Melanie, também vão participar do projeto, ao longo do ano,
mento. Tenho a noção do nível de responsabilidade que recai sobre os escritores, é um projeto de muita importância”, avalia.” O escritor é paulista, mas mora atualmente em Porto Alegre. Para Melanie, literatura é, antes de tudo, a arte do encontro. “É surpreendente esse contato com os leitores. O projeto nos proporciona uma experiência única, de divulgação do nosso trabalho, ele co-
loca os escritores na estrada. É sempre inusitado e mágico esse contato com os leitores. É um estímulo mútuo. O aprendizado é sempre enorme, pois existem outras maneiras de ler e enxergar o seu próprio trabalho através do olhar do outro.” A escritora deixa a dica: “Literatura é precisão e emoção, é encontro. A literatura é feita de solidão, mas uma solidão que te faz encontrar o outro”, explica. Melanie mora atualmente em Joinvile. Catarinense, além de escritora, é jornalista, performer e desenvolve pesquisas em torno da liminaridade e das intersecções entre os gêneros literários. Em 2010, ela lançou o livro “Persona” (Design Editora). Atualmente, a escritora também desenvolve o projeto Habitar os Ecos: Residência na Casa do Sol, que visa à produção de textos a partir da imersão na obra e no espaço habitado pela poeta e dramaturga Hilda Hilst. Depois de Belo Horizonte, o Arte da Palavra segue, já no próximo mês, para Palmas, no Tocantins.
Arte da Palavra: >Circuito dos Autores - Trânsitos Literários
Com Daniel Galera e Melanie Peter. Mediação de Laura Cohem. Teatro de Bolso do Sesc Palladium (rua Augusto de Lima, 420, centro). Dia 23 (quinta-feira), às 19h30. Entrada franca (sujeito à lotação do espaço). Classificação: 16 anos.
ESTANTE ADAMO ALIGHIERI/DIVULGAÇÃO
FERNANDO RABELO/DIVULGAÇÃOS
Palestra na Academia Mineira de Letras celebra os 90 anos de “Macunaíma” Conduzida pela professora doutora Eneida Maria de Souza, a palestra “Nos 90 Anos da Publicação de ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade" traz à baila os acalorados debates sobre a obra. Escrito em 1928, o livro é um dos principais símbolos do modernismo e é inspirada no anti-herói Macunaíma, personagem de uma lenda amazônica Onde Academia Mineira de Letras (r. da Bahia, 1.466, Lourdes) Quando Dia 21 (terça-feira), às 19h30 Quanto Entrada gratuita.
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Ana Elisa Ribeiro lança 31º livro da 6 Poeta coleção “BH. A Cidade de Cada Um”
Depois de contar histórias sobre espaços icônicos da capital, como o Mineirão, a coleção “BH. A Cidade de Cada Um” se debruça agora sobre o bairro Renascença. Escrito por Ana Elisa Ribeiro, o livro reúne pequenas crônicas da autora, produzidas de vasta pesquisa documental e de memórias a ela contadas Onde Livraria Quixote (r. Fernandes Tourinho, 274, Savassi) Quando Neste sábado (18), das 11h às 14h Quanto Entrada gratuita (o livro estará à venda no dia por R$ 24)
Bonder lança livro na próxima 6 Nilton edição do Sempre Um Papo
No dia 21 (terça-feira), o escritor e rabino Nilton Bonder desembarca em Belo Horizonte para lançar seu livro “Alma & Política”, no Sempre Um Papo. Em sua nova obra, o rabino discute o lugar da política na evolução humana e o sectarismo do cenário político atual a partir de dois conceitos da tradição judaica Onde Auditório da Cemig (r. Alvarenga Peixoto, 1.200, Santo Agostinho) Quando Dia 21 (terça-feira), às 19h30 Quanto Entrada gratuita (o livro estará à venda no dia por R$ 29,90).
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CINEMA Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 18 (sábado) e 19 (domingo)
estreias CHRISTOPHER ROBIN – UM REENCONTRO INESQUECÍVEL (Christopher Robin, EUA, 2018, 1h44, livre) Dir. Marc Forster. Com Ewan McGregor, Hayley Atwell, Mark Gatiss. Christopher Robin já não é mais um garoto. Ele cresceu e perdeu o rumo de sua vida, mas seus amigos de infância irão ajudá-lo a se lembrar que aquele amável e divertido menino ainda existe em algum lugar. BH Shopping 7: 13h40 (*), 16h10 (*), 18h50 (*), 21h20 Big 4: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 (*) Boulevard 3: 13h10 Boulevard 5: 16h20 (*), 21h Cidade 8: 11h50 (*), 14h30 (*), 16h40 (*), 18h50 (*), 21h Cidade 8: 14h30 (*), 16h40 (*), 18h50 (*), 21h Contagem 8: 14h10 (*), 16h20, 18h40 (*), 20h50 Diamond 3: 12h10 (*), 15h (*), 17h30, 20h30 Estação 6: 13h40, 16h20, 18h40, 21h20 (*) Pampulha 6: 14h55, 17h, 19h10, 21h15 (*) (*) Sessões dubladas
DE CARONA PARA O AMOR (Tout le Monde Debout, França , 2018,
1h47, 12 anos) Dir. Franck Dubosc. Com Franck Dubosc, Alexandra Lamy, Elsa Zylberstein. Jocelyn é um bem-sucedido homem de negócios, sedutor e mentiroso. Ele acaba seduzindo uma jovem bonita, fingindo ser deficiente, até o dia em que ela lhe apresenta sua irmã, que é realmente deficiente. Belas 1: 15h40, 21h30
MENTES SOMBRIAS (The Darkest Minds, EUA, 2018, 1h44, 14 anos) Dir. Jennifer Yuh Nelson. Com Amandla Stenberg, Harris Dickinson, Mandy Moore. Em um mundo apocalíptico, onde uma pandemia mata a maioria das crianças e adolescentes da América, alguns sobreviventes desenvolvem poderes sobrenaturais. Eles são tirados de suas famílias pelo governo. Uma das sobreviventes consegue escapar com outras crianças. Boulevard 4: 16h20 Boulevard 5: 14h30, 18h50 Cidade 6: 12h (*), 14h20, 16h30, 18h50, 21h10 (*) Cidade 6: 14h20, 16h30, 18h50, 21h10 (*) Pátio Savassi 7: 13h35 (*), 16h, 19h40, 22h10 (*) Sessões dubladas
O PROTETOR 2 (The Equalizer 2, EUA, 2018, 2h01, 14 anos) Dir. Antoine Fuqua. Com Denzel Washington, Bill Pullman, Pedro Pascal. Sequência dos feitos de Rober, um agente aposentado que ajuda pessoas em perigo. Betim 1: 13h50, 16h15, 18h40, 21h (*) BH Shopping 3: 13h10 (*), 16h, 19h, 21h50 BH Shopping 4: 16h50, 22h20 Big 5: 16h, 18h20, 20h40 Boulevard 2: 17h, 21h20 Boulevard Imax: 14h, 16h20, 18h45, 21h15 Cidade 5: 18h40, 21h
Cidade 7: 11h40, 14h, 16h20, 18h45, 21h05 (*) Cidade 7: 14h, 16h20, 18h45, 21h05 (*) Contagem 2: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 (*) Contagem 5: 21h15 Diamond 2: 13h25, 16h10, 19h, 21h50 Diamond 4: 21h20 Estação 3: 13h, 16h, 19h, 22h (*) Norte 2: 16h, 18h20, 20h40 (*) Pampulha 2: 14h10 (*), 16h25 (*), 18h40, 21h (*) Partage Shopping Betim 6: 13h30,
16h20, 19h10, 22h10 (*) Pátio Savassi 1: 11h35, 14h20, 17h30, 20h20 Pátio Savassi 4: 18h30, 21h20 (*) Sessões dubladas
TROCA DE RAINHAS (L’Echange des Princesses, França/ Bélgica, 2018, 1h40, 12 anos) Dir. Marc Dugain. Com Lambert Wilson, Anamaria Vartolomei, Olivier Gourmet. Em 1721, para manter a paz entre França
e Espanha após anos de guerra, o regente da França propõe uma troca de princesas que resulta no noivado do rei da França, Louis XV, de 11 anos, com Anna Maria Victoria, 4 anos, e a do príncipe herdeiro Louis, de 11 anos, com Louise-Elisabeth d’Orleans, 12 anos. A chegada dessas princesas pode comprometer os jogos de poder na Corte. Belas 2: 14h, 17h50, 21h40 Belas 2: 11h (Clube do professor. Somente para professores cadastrados), 14h, 17h50, 21h40
UNICÓRNIO (Brasil, 2018, 2h02, 10 anos) Dir. Eduardo Nunes. Com Bárbara Luz, Patrícia Pillar, Zé Carlos Machado. Quando o pai de Maria deixa sua casa, a menina e sua mãe cuidam de tudo e esperam que ele regresse. Mas mas se entregam a seus desejos quando seu destino se cruza com um criador de cabras que vive na região. Belas 3: 19h10 (sessão vitrine: R$ 12 inteira)
em cartaz LAURIE SPARHAM/DIVULGAÇÃO
Ursinho Pooh Live action traz a história dos personagens da infância de Cristopher Robin
ANA E VITÓRIA (Brasil, 2018, 1h55, 14 anos) Dir. Matheus Souza. Com Ana Caetano, Vitória Falcão, Victor Lamoglia. Ana e Vitória se encontram em uma festa, marcando o início da dupla. As duas precisam aprender a lidar com a fama, ao mesmo tempo que tentam encontrar quem elas realmente são. BH Shopping 8: 20h40 Cidade 1: 16h50 Pátio Savassi 8: 16h30
A OUTRA MARGEM (Brasil, 2007, 1h40, 14 anos) Dir. Luis Filipe Rocha. Com Filipe Duarte, Maria D Aires. Um travesti que perdeu o gosto pela vida é confrontado com a alegria de viver de um adolescente com Síndrome de Down. Belas 3: 16h, 19h50
O ANIMAL CORDIAL (Brasil, 2018, 1h39, 18 anos) Dir. Gabriela Amaral Almeida. Com Murilo Benício, Irandhir Santos, Luciana Paes. Inácio é o dono de um restaurante de classe média que vivencia um assalto ao seu estabelecimento. Em meio ao tumulto, ele precisa encontrar meios de defender os funcionários e clientes da violência dos invasores. Belas 3: 15h30
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 18 a 24 de agosto de
almanaque
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CINEMA FÁTIMA, O ÚLTIMO MISTÉRIO (Fátima, el Último Misterio, Espanha, 2018, 1h20, 10 anos) Dir. Andrés Garrigó. Investigação sobre as aparições de Fátima, com base em dados reais e opiniões de especialistas, revelando eventos ignorados. BH Shopping 9: 17h10, 22h (sessão dublada)
HOMEM-FORMIGA E A VESPA (Ant-Man and the Wasp, EUA, 2018, 1h58, 12 anos) Dir. Peyton Reed. Com Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas. Scott Lang lida com as consequências de suas escolhas tanto como super-herói quanto como pai. Enquanto tenta reequilibrar sua vida com suas responsabilidades como o Homem-Formiga, ele é confrontado por Hope van Dyne e Dr. Hank Pym com uma nova missão. Cidade 2: 15h50 (*) Contagem 3: 14h20, 16h40, 19h, 21h20 (*) (*) Sessões dubladas
HOTEL TRANSILVÂNIA 3: FÉRIAS MONSTRUOSAS (*) (Hotel Transylvania 3: Summer Vacation, EUA, 2018, 1h38, livre) Dir. Genndy Tartakovsky. Drácula surpreende-se com o presente da querida filha: férias em um cruzeiro. Ele acaba engajado no passeio ao se encantar pela comandante que esconde um segredo nada amigável. Betim 3: 18h20 Big 2: 14h05 Boulevard 2: 13h, 15h Cidade 3: 13h30, 15h20, 19h10 Contagem 5: 13h30, 15h20, 19h10 Del Rey 1: 14h Del Rey 2: 18h50 Estação 1: 12h30, 14h40, 17h, 19h20 Norte 3: 14h05 Pampulha 5: 15h05, 17h05, 19h05 Partage Shopping Betim 2: 14h Sessões 3D: BH Shopping 8: 12h50, 15h50, 18h10 Big 1: 16h30 Diamond 6: 15h30 Norte 1: 16h40 Partage Shopping Betim 2: 19h40 Pátio Savassi 4: 13h20
(*) Sessões dubladas
MEGATUBARÃO (The Meg, EUA, 2018, 1h53, 14 anos) Dir. Jon Turteltab. Com Jason Statham, Bingbing Li, Rainn Wilson. Um submarino foi atacado por uma criatura gigantesca. Expert em mergulhos profundos é forçado a confrontar seus medos e salvar a tripulação, ficando frente a frente com o maior predador marinho que já existiu. BH Shopping 4: 14h10, 19h40 Big 2: 15h55, 20h35 Boulevard 4: 14h, 18h40, 21h Cidade 4: 13h50, 16h10, 20h50 (*) Contagem 1: 14h, 16h20, 18h40 (*) Del Rey 1: 18h30, 20h40, 22h50 Diamond 5: 14h Norte 3: 15h55, 20h35 (*) Pampulha 1: 14h40, 19h (*) Partage Shopping Betim 4: 15h, 17h40, 20h40 (*)
(Brasil, 2018, 1h23, 14 anos) Dir. Alexandre Serafini. Com Fabio Mozine, Tonico Pereira, Will Just. A bordo de um Opala 73, os irmãos Bel e Mau pegam a estrada em busca de um Maverick 77, que pertenceu ao pai desaparecido. A jornada leva os dois até uma região de conflitos de terras e fronteiras, onde o destino dos dois irmãos entrará em rota de colisão. Cidade 1: 13h20
OS INCRÍVEIS 2 (*) (The Incredibles 2, EUA, 2018, 1h58, livre) Dir. Brad Bird. Helena Pêra é chamada para voltar a lutar contra o crime como a super-heroína Mulher-Elástica, e seu marido, Roberto, terá que cuidar das crianças, especialmente o bebê Zezé, cujos superpoderes surgem sem qualquer controle. Betim 3: 15h Big 2: 18h10 BH Shopping 6: 16h40 Boulevard 1: 14h, 18h45 Cidade 5: 13h30, 16h Contagem 4: 13h40, 16h10, 18h40 Estação 5: 14h, 16h40 Norte 3: 18h10 Pampulha 3: 14h05, 16h30, 18h55 Partage Shopping Betim 2: 16h30 Sessões 3D: Big 1: 14h20 Norte 1: 14h20 Diamond 6: 18h Pátio Savassi 4: 15h40
Com grande elenco, “Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo!” conta as histórias da juventude de Donna nos anos 1970 (Le Brio, França/ Bélgica, 2018, 1h35, 12 anos) Dir. Yvan Attal. Com Daniel Auteuil, Camélia Jordana, Jean-Baptiste Lafarge. Jovem de origem árabe confronta-se com seu professor de direito, Pierre Mazard, conhecido por provocações e comentários racistas, mas que pode ser o mentor de que ela precisa. Belas 3: 17h20
UMA QUASE DUPLA
(*) Sessões dubladas
(Brasil, 2018, 1h30, 14 anos) Dir. Marcus Baldini. Com Tatá Werneck, Cauã Reymond, Louise Cardoso. Quando uma série de assassinatos abala a rotina da cidade de Joinlândia, o calmo e pacato subdelegado Claudio recebe a ajuda da destemida e experiente investigadora Keyla nas investigações. Betim 2: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 BH Shopping 10: 14h, 16h20, 18h40, 20h50 Cidade 1: 15h, 19h, 21h Contagem 7: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Diamond 6: 13h10 Pampulha 4: 14h, 15h50, 17h40, 19h30 Partage Shopping Betim 3: 13h20, 15h50, 18h10, 20h30 Partage Shopping Betim 7: 14h10, 16h40, 19h20, 21h40 Pátio Savassi 2: 15h50
MENTE CRIMINOSA
TESNOTA
Sessões 3D: BH Shopping 2: 13h (*), 15h40, 18h20 (*), 21h Big 1: 18h40, 20h50 (*) Cidade 4: 18h30 (*) Contagem 1: 21h15 (*) Del Rey 1: 16h10 (*) Diamond 5: 16h40, 19h20, 22h05 Estação 4: 15h20, 18h, 20h40 (*) Norte 1: 18h40, 20h50 (*) Pampulha 1: 16h50, 21h10 (*) Partage Shopping Betim 1: 13h, 15h40, 18h40, 21h20 (*) Pátio Savassi 3: 12h30, 16h10, 18h50, 21h30
(*) Sessões dubladas
OS INCONTESTÁVEIS
UNIVERSAL/DIVULGAÇÃO
(Mamma Mia! Here We Go Again, EUA, 2018, 1h54, 14 anos) Dir. Ol Parker. Com Lily James, Amanda Seyfried, Meryl Streep. Um ano após a morte de Donna, sua filha Sophie está prestes a reinaugurar o hotel da mãe. Ela convida seus três “pais” e as amigas da mãe Rosie e Tanya, e o reencontro serve para desenterrar memórias sobre a juventude de Donna nos anos 70. BH Shopping 6: 13h50, 19h30 Boulevard 1: 16h30, 21h15 Cidade 2: 13h30 (*) Contagem 4: 21h10 Del Rey 2: 13h40 Diamond 1: 13h, 15h40, 18h20, 21h Estação 5: 22h20 (*) Pampulha 4: 21h25 (*) Pátio Savassi 5: 11h25, 14h, 16h40, 19h20, 22h
(Criminal, EUA, 2015, 2h13, 14 anos) Dir. Ariel Vromen. Com Kevin Costner, Gary Oldman, Tommy Lee Jones. Para frear um plano diabólico, as memórias, segredos e habilidades de um falecido agente da CIA são implantadas no cérebro de um imprevisível e perigoso prisioneiro, que está no corredor da morte. BH Shopping 5: 12h40, 14h20 (*), 17h50, 20h30 (*) Sessões dubladas
MISSÃO IMPOSSÍVEL: EFEITO FALLOUT (Mission: Impossible - Fallout, EUA, 2018, 2h27, 14 anos) Dir. Christopher McQuarrie. Quando uma importante missão não sai como o planejado, Ethan Hunt e o time do IMF unem forças em ação numa corrida contra o tempo para acertar as contas com os erros do passados. Betim 3: 20h20 (*) Big 3: 15h, 17h45, 20h30 (*) Boulevard 3: 15h10, 18h, 20h50 Cidade 2: 18h10, 21h (*) Contagem 6: 15h10, 18h10, 21h (*) Del Rey 2: 16h, 20h50 Diamond 4: 14h40, 17h50 Norte 5: 15h, 17h45, 20h30 (*) Pampulha 3: 21h20 (*) Pátio Savassi 2: 17h50, 21h
(Tesnota, Rússia, 2018, 1h58, 16 anos) Dir. Kantemir Balagov. Com Darya Zhovner, Olga Dragunova, Veniamin Kats. Filho caçula não volta para casa junto com a noiva. No dia seguinte, o recebimento de uma carta pedindo alto resgate anuncia o sequestro e a família começa então a abrir mão de todos os bens materiais para tê-los de volta. Belas 3: 21h30
VIDAS À DERIVA (Adrift, EUA, 2018, 1h38, 12 anos) Dir. Baltasar Kormákur. Com Shailene Woodley, Jeffrey Thomas, Sam Claflin. Tami Oldham e Richard Sharp velejam pelo Taiti quando são atingidos por uma tempestade. Passada a tormenta, ela se vê sozinha na embarcação em ruínas e tenta se salvar e ao parceiro. BH Shopping 6: 22h10 BH Shopping 9: 19h20 Boulevard 2: 19h25 Cidade 3: 17h10, 21h10(*) Contagem 5: 17h10 (*) Diamond 6: 20h50 Estação 5: 19h40 (*) Pampulha 5: 21h05 (*) Partage Shopping Betim 2: 22h20 (*)
Pátio Savassi 8: 19h10, 21h40 (*) Sessões dubladas
VOCÊ NUNCA ESTEVE REALMENTE AQUI (You Were Never Really Here, Reino Unido, França, EUA, 2018, 1h29, 16 anos) Dir. Lynne Ramsay. Com Ekaterina Samsonov, Joaquin Phoenix, John Doman. Veterano de guerra ganha a vida resgatando mulheres presas em cativeiros trabalhando como escravas sexuais. Após uma missão mal-sucedida em um bordel, a opinião pública se torna contra ele. Belas 1: 13h50, 17h50, 19h40
sessão especial MEU MALVADO FAVORITO 2 (*) (Despicable Me 2, EUA, 2013, 1h38, livre) Dir. Pierre Coffin e Chris Renaud. Após largar a vilania e se dedicar às três filhas e a um novo negócio, Gru é novamente recrutado pela Liga Antivilões para desvendar o roubo de uma fórmula secreta com a ajuda da agente Lucy. BH Shopping 1: 12h20 Diamond 4: 12h30 Partage Shopping Betim 4: 13h10 Pátio Savassi 6: 11h (*) Sessões dubladas
mostras CHICO MÁRIO 70 ANOS Terça-feira (21) 17h “3 irmãos de sangue” (BRA, 2006, 1h42) 19h Exibição de “3 irmãos de sangue” (BRA, 2006, 1h42) e pocket show de Marcos Souza e Karina Souza Quinta-feira (23) 17h “Betinho - A esperança equilibrista” (BRA, 2015, 1h30). 19h Exibição de “Betinho - A esperança equilibrista” (BRA, 2015, 1h30) e roda de conversa com Filó Souza, Alfredo Alves e Paulo Spósito. (*) Cine Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
FESTCURTASBH (*)
Programação completa em festivaldecurtasbh.com.br Neste sábado (18) 10h Mostra Infantil “Aniversário e Castigo”, de Anderson Lima; “Tierra Sin Mal”, de Katalin Egely; “Plody Mraku”, de Katerina Karhankova; “Where is my moon”, de Mi-Young Baek; “O Menino Leão e a Menina Coruja”, de Renan Montenegro. 11h Mostra Infantil “Dia das Nações”, de Iuli Gerbase; “The Theory of Sunset”, de Roman Sokolov; “Tiny Big”, de Lia Bertels; “Yover”, de Edison Sanchez. 15h Sessão Extravasamentos: torções do artifício, maneiras de saltar “A Radical Film”, de Stefano Canapa; “Challenge”, de Cyrielle Raingou; “Onward Lossless Follows”, de Michael Robinson; “The White Elephant”, de Shuruq Harb; “Confluence”, de Stefan Ramírez Pérez e Benjamin Perez; “Crack”, de Emilia Izquierdo. 16h Competitiva Brasil “Mamata”, de Marcus Curvelo; “Sweet Heart”, de Amina Jorge; “Inconfissões”, de Ana Galizia (*) Sala Juvenal Dias. 16h30 Mostra Akosua Adoma Owusu “Intermittent Delight”; “Split Ends”, “I Feel Wonderful”; “Bus Nut”; “Drexciya; Me Broni Ba”; Sessão seguida de conversa com a realizadora. 18h Mostra Cinema Negro: capítulos de uma história fragmentada Programa 5: Corpo “Alma no Olho”, de Zózimo Bulbul; “Elekô”, direção coletiva/Mulheres de Pedra; “O Rito de Ismael Ivo”, de Ari Cândido Fernandes; “BR3”, de Bruno Ribeiro; “Kbela”, de Yasmin Thainá. (*) Sala Juvenal Dias. 20h Sessão de encerramento e premiação Domingo (19) 15h Sessão Mulher Corpo Político “Um Corpo Feminino”, de Thais Fernandes; “Eu me preocupo”, de Paulo Silver; “Tentei”, de Lais Melo; “La Flor de La Lengua de Vaca”, de Germán Reyes Ruiz; 16h Mostra Animação - Programa 1 “Contrastes - Impressões de Israel”, de Jackson Abacatu; “Airport”, de Michaela Muller; “Hégémonie Du Vide”, de Maeva Jacques; “Yal va Koopal”, de Shiva Sadegh Asadi; “Žltá”, de Ivana Šebestová; “Love He Said”, de Inés Sedan; “Happy”, de Alice Saey.
MAMMA MIA! LÁ VAMOS NÓS DE NOVO!
Neste sábado (18) 19h “Zuzu Angel” (BRA, 2006, 1h44, 14 anos) Domingo (19) 17h “Verônica” (BRA, 2009, 1h49, 12 anos) 19h “Chega de Saudade” (BRA, 2009, 1h35, 12 anos) Quarta-feira (22) 19h30 “Bar Esperança” (BRA, 1983, 2h07, 16 anos) Quinta-feira (23) 19h30 “O Padre e a Moça” (BRA, 1965, 1h30, livre). Sexta-feira (24) 19h30 “Eles Não Usam Black-tie” (BRA, 1981, 2h14, 14 anos). (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 32774699). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
SESSÃO INFANTIL (*) Neste sábado (18) 17h “Mogli - O Menino Lobo” (EUA/Reino Unido/Irlanda do Norte, 2016, 1h46, livre). (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 32774699). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
Terça-feira (21) 19h30 “O Homem Roxo” (BRA, 2010, 1h20, livre). (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 32774699). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
Sessões 3D: BH Shopping 1: 14h30, 17h40, 21h10 Estação 2: 14h20, 17h40, 21h (*) Partage Shopping Betim 4: 15h20, 18h30, 21h50 (*) Pátio Savassi 6: 13h10, 17h05, 20h30
INTERVENÇÃO MUSICAL-AUDIOVISUAL
O NOME DA MORTE (Brasil, 2018, 1h38, 16 anos) Dir. Henrique Goldman. Com Marco Pigossi, André Mattos, Fabíula Nascimento. Júlio Santana é um pai de família e um orgulho para os seus pais. No entanto, ele esconde outra identidade sob essa fachada: ele é um assassino profissional responsável por 492 mortes. BH Shopping 9: 14h50 Estação 1: 21h40 Pátio Savassi 2: 12h, 15h
O ORGULHO
MOSTRA ELAS: MULHERES DO CINEMA BRASILEIRO (*)
CINEMA FALADO (*)
(*) Sessões dubladas (Ramen Teh, Japão/ Singapura/ França, 2018, 1h30, 14 anos) Dir. Eric Khoo. Com Takumi Saitoh, Seiko Matsuda, Tsuyoshi Ihara. Masato, um jovem chef de lámen, deixa sua cidade natal no Japão para embarcar em uma viagem culinária em Singapura e descobrir a verdade sobre seu passado. Belas 3: 13h50
(*) Cine Humberto Mauro e Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro,3236-7400). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
UNIVERSAL/DIVULGAÇÃO
(*) Sessões dubladas
LÁMEN SHOP
(*) Sala Juvenal Dias. 17h Mostra Akosua Adoma Owusu “Mahogany Too; On Monday of Last Week”; “Reluctantly Queer”; “Kwaku Ananse”. Sessão seguida de conversa com a realizadora. 18h Competitiva Brasil - Programa 5 “Torre”, de Nadia Mangolini; “Nome de Batismo - Alice”, de Tila Chitunda; “Estamos Todos Aqui”, de Chico Santos e Rafael Mellim; “Peripatético”, de Jéssica Queiroz. (*) Sala Juvenal Dias. 19h Sessão premiados
“Eles Não Usam Black Tie” rendeu a Leon Hirzman o prêmio o Festival de Veneza em 1981
Neste sábado (18) 20h Cinegrafia: O Gabinete do Dr. Caligari Execução ao vivo da trilha sonora especial desenvolvida por Barulhista e Lise para o filme mudo O Gabinete do Dr. Caligari (ALE, 1920, 1h20). (*) Teatro Marília (av. Prof. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). R$ 20 (inteira).
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BELO HORIZONTE 18 a 24 de agosto de 2018
estilo REPRODUÇÃO / YOUTUBE
As linhas ulrafinas como da atriz Angelina Jolie, foram referência de beleza na década de 90
Fino traço
BEAUTY> Uma das
maiores ditadoras de tendência no mundo, a cantora Rihanna surgiu recentemente protagonizando o possível retorno das sobrancelhas estreitas dos anos 90. Seria uma reviravolta na beleza? DICAS Crescimento O ciclo do crescimento do pelo é de 15 a 20 dias, independentemente do processo de remoção. Após esse período será necessário o retorno para manutenção das sobrancelhas. Cor Na hora de tonalizar os fios das sobrancelhas, é preciso optar pela cor que se mistura com a dos pelos existentes, criando um visual mais próximo ao natural. Alerta Muitas mulheres não gostam de ver os pelos crescendo e já querem retirá-los. Isso é perigoso, pois, sem respeitar o intervalo de no mínimo 15 dias, há o risco de que os pelos parem de se desenvolver nessa região. Fonte: Fernanda Barriviera, diretora técnica do Sobrancelhas Design
VOGUE/ DIVULGAÇÃO
Já há alguns anos ocupando o panteão dos lançadores de tendências, Rihanna resolveu endossar uma aposta que vem dividindo opiniões no mundo fashion: sobrancelhas estreitas e arqueadas. Não há dúvida: tudo o que RiRi usa acaba reverberando com força entre as mulheres. E como referência para fashionistas que é, a artista de Barbados “causou” ao posar para a capa da edição de setembro da “Vogue” britânica com os olhos verde-esmeralda emoldurados pelas citadas sobrancelhas ultrafinas, que já foram endossadas por celebridades como Jennifer Aniston e Angelina Jolie nos anos 90. O visual da autora de hits como “Umbrella” ainda lança a seguinte questão: após anos de movimento em prol da beleza natural, Lorena K. Martins
com sobrancelhas grossas e cheias, seria o traço afinado por pinça a nova referência de beleza? Para o maquiador Bruno Cândido, não. “A sobrancelha protagonista dos anos 90, bem fina e desenhada, surgiu acompanhada do movimento de uma maquiagem bem mais pesada, com os olhos muito esfumados por sombras marcantes”, lembra ele, que tem como uma de suas assinaturas a maquiagem natural. A referência de beleza é justamente a mesma idealizada pela maquiadora Isamaya Ffrench, da Fenty Beauty – marca de cosméticos da cantora –, que assinou o visual da capa da revista. “Hoje, a busca é cada vez mais pela valorização da beleza natural, com sobrancelhas volumosas. Acho pouco provável que as superfinas e arqueadas voltem à tona”, acredita ela. PREENCHIMENTO Divas como Malu Mader, portanto, podem ficar tranquilas: o
formato arqueado e delineado com lápis parece estar longe de voltar ao protagonismo, uma vez que profissionais da beleza insistem em acreditar nos formatos mais grossos para destacar o olhar. “As pessoas perceberam que tudo que é artificial confere um aspecto um pouco mais envelhecido ao rosto. Ou seja, quanto mais natural o desenho das sobrancelhas, mais jovem o visual. E quem hoje não deseja esse efeito?”, argumenta Fernanda Barriviera, diretora técnica do Sobrancelhas Design, grupo especializado no segmento. A multiplicação das técnicas de micropigmentação, de cosméticos que favorecem o crescimento da sobrancelha promovendo a recuperação gradual do traçado e das maquiagens para deixar os fios mais espessos propositalmente reforçam o movimento em prol do desenho natural. A marca norte-americana Benefit, por exemplo, vende um produto especialmente para a sobrancelha a cada
Capa da edição britânica da “Vogue” com Rihanna e sua polêmica sobrancelha finíssima e arqueada
três segundos no mundo. Outro ponto importante: mesmo que seu desejo seja copiar a opção de Rihanna por sobrancelhas finas, arqueadas e alongadas, como se fossem um fio só, vale frisar que a pinça não entra como ferramenta para alcançar este visual. Sim, a ferramenta, que caiu no gosto das mulheres nas décadas de 20 e 30, sendo depois resgatado pelos anos 90, ainda não recuperou fôlego. Assim como a cantora fez, o artifício indicado é cobrir o pelo natural e, depois, pintar um traço fino e arqueado, com um marcador preto. Sendo assim, o visual é totalmente reversível, ou seja, não há o risco de incorrer no erro de extrair pelos demais e se arrepender depois, um problema para o qual Fernanda Barriviera cham atenção. “As sobrancelhas nem sempre são simétricas. Tentar igualá-las, portanto, é um erro, pois a pessoa pode acabar afinando o desenho”, avisa.
VITRINE
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estilo
MEGA FASHION> Linho, mix de estampas e jeans delavê são
algumas das tendências que devem dominar as lojas na próxima estação, de acordo com a semana de moda do Brás, em SP
Verão para usar já!
NÉCESSAIRE Pele seca e boca rachada são alguns dos dilemas do inverno. É por isso que entram em cena os lip balms, que evitam o ressecamento excessivo dos lábios e os deixam com o aspecto mais saudável. Listamos, a seguir, algumas novidades do mercado. FOTOS MARCAS DIVULGAÇÃO
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MIX DE ESTAMPAS
Jeans de tonalidades claras (delavê) e escuras são combinadas no mesmo look
Misturar estampas com mesma tonalidade ou não será a grande aposta do verão
* A repórter viajou a convite do evento
LINHO
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pecial que não é grudenta e hidrata por causa da concentração de manteiga de manga e hialuronato de sódio Quanto R$ 99 Onde Benefit Cosmetics www.benefitcosmetics.com
Herdado dos anos 70, o linho é o tecido da temporada;invista também em tons pastel
LISTRAS
JEANS CLARINHO
FOTOS RENÉ MARTINS/DIVULGAÇÃO
Lorena K. É bem prováMartins vel que muitas (*) roupas expostas nas vitrines de lojas multimarcas Brasil afora sejam provenientes de um mesmo lugar: o Brás, no centro de São Paulo. A região, que abarca mais de 10 mil lojas espalhadas em exatas 55 ruas, é denominada o maior distrito atacadista brasileiro – e honra pelo título, uma vez que movimenta nada menos que US$ 6 bilhões por ano. Um dos maiores redutos de compras da região, o Mega Polo Moda, realizou, entre os últimos dias 5 e 7, a 25ª edição de sua Mega Fashion Week (MFW), antecedendo as tendências de verão 2018/19. Entre as novidades dessa edição, que foi inspirada na ilha de Capri, localizada no sul da Itália, estavam os desfiles mais intimistas e separados por tendências como jeans e mix de estampas – e não por marcas ou lojas. Todos foram restritos a 150 convidados por apresentação (foram duas por dia, uma às 10h e outra às 15h), e comentados ao vivo por profissionais da moda, como o stylist Arlindo Grund, o estilista Dudu Bertholini e a jornalista Mônica Salgado. As apresentações também foram montadas com combinações feitas a partir de peças das mais de 400 marcas de diversos segmentos presentes no Mega Polo, como infantil, plus size e moda praia – todos foram editados pelo stylist Gustavo Silvestre. Vale ressaltar que o espaço em que o evento foi realizado é um convite aos compradores. Longe do ambiente caótico das ruas, repletas de camelôs que dominam as calçadas e só aceitam dinheiro vivo, o Mega Polo Moda oferece mimos aos clientes, como estacionamento próprio de ônibus e guias para as lojas (e para as boas compras). Não bastasse, a partir dessa edição ofereceu uma espécie de consultoria aos lojistas – e a oportunidade de entender melhor o elo entre o “comprar por comprar” e o “comprar com informação”. Certo, ainda estamos vivendo o inverno. Mas, acredite: as tendências pinceladas a seguir têm forte potencial para estar, em breve, em seu armário. Duvida? Procure a multimarcas mais próxima para comprovar.
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DECORAÇÃO JOMAR BRAGANC A/DIVULGAÇÃO
é o homenageado desta edição da Casacor 6 Carico Um dos mais expressivos arquitetos mineiros, com reconheci-
agitam a mostra 6 Palestras Na próxima terça-feira (21), o espa-
mento nacional e internacional, Carlos Alexandre Dumont, mais conhecido como Carico, possui em seu portfólio mais de dois mil projetos comerciais e empresariais, entre centenas de outros residenciais. Carico é referência de peso na arquitetura e um dos precursores de desenvolvimento de projetos para lojas e grandes marcas no Brasil. Por isso é que a Casacor o escolheu como homenageado desta edição da mostra, com o ambiente batizado de Retrospectiva Arquiteto Carico (foto). Comandado por duas pessoas muito próximas do arquiteto, a filha Julia Gontijo Dumont e Tina Barbosa, arquiteta que trabalhou ao seu lado ao longo de 20 anos, o espaço utiliza elementos emblemáticos da carreira do arquiteto. JOMAR BRAGANÇA/DIVULGAÇÃO
BÁRBARA DUTRA/DIVULGAÇÃO
ço Campo de Palestras Sesc (foto), na Casacor, vai receber às 19h30 a arquiteta Camila Tariki, sócia do escritório Bernardes Arquitetura, responsável por projetos como o Hotel Fasano Brasília e Fasano Belo Horizonte, além do Museu do Mar (RJ), para falar sobre arquitetura comercial. Já na quarta-feira (22) as consultoras e integrantes do núcleo executivo da Frente da Moda Mineira Giovanna Penido e Natalie Oliffson comandam o bate-papo da vez. Para encerrar a semana, a palestra Espaços de Trabalho traz Lucas Durães – arquiteto e fundador do GUAJA – para falar sobre sensibilidade e versatilidade na abordagem arquitetônica e humana das mais diversas situações do cotidiano das pessoas — e, em especial, nos espaços de trabalho.
inspira verão da Barbara Bela 6 Verde Uma das tendências apontadas pela 24ª
edição da Casacor é convidar os visitantes a estarem mais próximos da natureza. É também a partir do frescor e as cores de jardins que foi construída a coleção Garden Party (foto), da marca mineira Barbara Bela, que será apresentada em um desfile no próximo dia 21 (terça-feira), às 16h30, na Casacor. No lançamento, 30 modelos vão apresentar os 40 looks da linha festa, com styling de Zeca Perdigão e outros parceiros da grife.
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
Hora de mudar INTERVENÇÃO SOBRE FOTOS DE ARQUIVO PESSOAL
ia dess e s , u m a leitora, incomodada com a foto da minha coluna, questionou-me se já não estava na hora de trocá-la, afinal, o tempo passou, e a fotinha continuava lá, provavelmente, diferente da minha fisionomia atual. Li aquilo e fui ver a dita, que, para mim, era como se já fizesse parte da paisagem. Durante quase cinco anos, a mesma, e eu nem me tocava que já era hora de renová-la. Levando numa boa o comentário da leitora, chamei minha secretária e decidi resolver o problema. – Pega o celular aí e tire umas fotos pra mim! – disse-lhe. E foi o que ela fez. Entre risos, caras e bocas, nos divertimos com a sessão de fotografias. De pé, sentada, atrás da mesa... Até que lembrei que foto de coluna é apenas um quadradinho focando o rosto e um pouco do colo. E teria de ser com o fundo branco. E lá fui eu pra parede. Separei algumas e as
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enviei ao setor de fotografia do jornal, onde deveriam ser tratadas. Ao lado do Cristiano, responsável pelo tratamento, decidi qual seria a nova cara que ocuparia minha coluna. – Epa!!! – disse ao Cris. – Tirar uma manchinha ou outra, tudo bem, mas deixe as ruguinhas aí, ok? Nada de Phothoshop, não quero que ninguém a questione depois. Também a foto é tão pequena que os detalhes mal aparecem, ainda mais quando tirada do celular, que praticamente dispensa “photoshopadas”. Há 13 anos, quando comecei a escrever neste jornal, as franjas emolduravam o rosto desta coluna. E, por muitos anos, assim ficou. Lembro-me de quando, no início do namoro com meu marido, há trocentos anos, eu tinha um cabelo enorme, descendo pelas costas. Pequena e magrinha, eu sumia em meio à cabeleira, mas achava lindo. Até que resolvi aproveitar a lua crescente para aparar as pontas. Entrei num salão, onde um renomado cabeleireiro me descobriu; a mim e ao meu cabelão. “Uau!”, deve ter pensado, “encontrei o que queria!”. Vendo sua
empolgação, tentei explicar o que EU queria, mas pelo jeito minha opinião era completamente dispensável. Tímida e meio ingênua, aceitei virar a cadeira de costas para o espelho – o novo visual seria surpresa. Ok, virei e fiquei aguardando, observando a tesoura funcionar a todo vapor, igual a um aparador de grama na minha cabeça. Tchec-tchec! E lá se vai o cabelão. Só me dei conta do estrago quando resolvi olhar para o chão. – Mas... Mas... Ei! O que você está fazendo? – Calma, menina! Seu
rosto é muito feminino, vai ficar lindo! Depois de infindáveis tchec-tchec, ele, com cara de encantado, desvirando minha cadeira, anunciou em tom triunfal a sua “obra-prima”: eu e meu excabelo! Acabara de descobrir que me restaram apenas umas coisinhas espetadas rentes à cabeça, com uma franjinha repicada dando o ar da graça. Devo ter sido a primeira no Brasil a usar o corte “joãozinho”, que alguns anos depois acabou ditando a moda. Nunca, nem em revistas europeias de van-
guarda, tinha visto coisa parecida, era eu e eu. Uma amiga veio se encontrar comigo. Depois de finalmente me reconhecer, teve uma crise de riso, pedia desculpas e ria, desculpas e ria, e ria. Na mesma proporção que eu chorava, chorava e chorava. Vittorio me ligou, dizendo que a mãe chegara da Itália e que iríamos jantar juntos. Já a conhecia, mas não como nora. Dessa vez nos veríamos com outros olhos. E agora? Como explicar esse meu visual pra lá de irreverente? Numa época em que as mulheres,
principalmente as jovens, como era o meu caso, usavam os cabelos na cintura? E se ela achasse que eu tive um surto de piolhos? Socooorro! Vittorio, para agradar, disse que eu estava bem, e minha sogra, com cara de espanto, comentou que meus olhos eram “bellissimi”. Então, tá. Com o tempo, comecei a curtir o “joãozinho”, tanto que anos depois me casei com ele. Hoje, já não uso franjas com cabelos espetados. E, se usasse, não me importaria. A maturidade nos torna menos preocupadas com o que as pessoas pensam ou deixam de pensar. Não gostou? Paciência! Eu adorei! E nada mais bonito e autêntico do que as mulheres que, após tratamentos quimioterápicos, expõem com naturalidade suas cabeças reluzentes e lindas como a força que carregam dentro de si. Enfim, uma nova foto. Daqui a dois ou três anos, troco de novo.
Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
pampulha EDUARDO VESSONI/AGÊNCIA O GLOBO
WRio de Janeiro. Desvende o centro histórico da capital carioca. Páginas 4 e 5 WParques. Como escolher com segurança o toboágua da vez. Página 11
W .
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Chapada das Mesas, no Maranhão, é destino de natureza bruta pouco explorado no país. Págs. 6,7 e 8
Ilustre desconhecida
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paulo campos
Acompanhe as dicas de Paulo Campos no quadro Super Viagem, de segunda a sábado, às 9h55, 15h30 e 20h55
paulocampos@otempo.com.br
sala vip W
Operadora lança bloqueios para Natal Luz de Gramado A Snow Operadora promoveu na última semana um treinamento sobre a Serra Gaúcha na Adega Steakhouse, no Gutierrez, em parceria com o receptivo Vento Sul e o hotel Recanto da Serra, parceiro local.
No evento, a operadora exibiu as facilidades do sistema de compras My Snow e lançou os bloqueios aéreos para o Natal Luz 2018, que neste ano acontece de 25 de outubro a 13 de janeiro. Segundo Luiz Fernando Branco, diretor de marke-
ting da Snow Operadora, a procura pela atração é sempre muito grande, e a empresa busca por fornecedores que possam sempre melhor atender os clientes. Os pacotes contarão com passagem aérea, hospedagem, traslado de chegada e
saída, seguro-saúde e tour na região das hortênsias. Serão três saídas, em 11, 18 e 25 de novembro. Cerca de 60 agentes de viagens participaram do evento, que contou com sorteio de um pacote terrestre completo para Gramado.
Os preparativos para a 33ª edição do Natal Luz de Gramado já iniciaram. O evento promove quatro grandes espetáculos ao longo de 81 dias de festa. O “Grande Desfile de Natal” e “Natal pelo Mundo” acontecem na ExpoGramado, “Reencontros
de Natal” será encenado no Lago Joaquina Rita Bier, e o “Show de Acendimento” é gratuito e apresentado diariamente ao anoitecer em frente ao Palácio dos Festivais. A previsão é que a venda dos ingressos se inicie no fim deste mês. FOTOS EDY FERNANDES
Equipe Snow, que participou de treinamento sobre a Serra Gaúcha em churrascaria de BH
André Vieira (Snow), Tatiane Avelar e Raquel Marra (Acta Turismo) e Anderson Souza (Snow)
Danielle Cavalcante e Juliana Machado (Ibiza Turismo), Enderson Vieira (São Gabriel Turismo e Viagens) e Hugo Jr. (Escotur)
Janine Costa (São Gabriel Turismo e Viagens), César Neves e Geisa Lopes (Speed System) e Flaviana Vidal (São Gabriel Turismo e Viagens)
Paola Garbaccio (Paola Salgado Viagens), Geizienne Ribeiro (My Travel), Jessica Morais (Viagem Perfeita) e Niceia Cazara (Primus)
Ricardo Pinto (LCN Viagens e Turismo), Silvana Silva (Class Tur) e Ramon Ferraz (Ramon Turismo)
LINX GALEÃO/DIVULGAÇÃO
check in/check out W Rio de Janeiro ganha “Press Office”
O Rio Convention & Visitors Bureau (RioCVB) trouxe para o Rio de Janeiro o modelo de Press Office já usado com sucesso por cidades como Nova York, Las Vegas e Berlin, entre outras, para impulsionar negócios e turismo. O projeto consiste na geração de conteúdo sobre o Rio de Janeiro a ser distribuído gratuitamente no Brasil e no exterior visando a disseminação e consolidação da imagem positiva da cidade junto à imprensa nacional e mundial. Incorporado à estrutura operacional do RioCVB, O Press Office dispõe de uma estrutura própria e uma equipe de profissionais multidisciplinares.
Nova fase: modernização O hotel Linx Galeão, da rede GJP Hotels & Resorts, anunciou uma nova fase de mudanças após cinco anos de implantação no Rio de Janeiro. A unidade é a primeira da rede construída em áreas de aeroportos. Inaugurado em outubro de 2013, ele apresenta hoje diversas novidades após modernização em áreas comuns. O projeto foi assinado pelos arquitetos Luiza Baeta e Pedro Kastrup (PKB Arquitetura). Toda a reformulação foi inspirada no conceito urbano, seguindo a missão corporativa do empreendimento e sem deixar a alegria e vibração que a capital carioca oferece.
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Flórida
Festival de frutos do mar Nos dias 5 e 7 de outubro, a cidade de Flórida, no Sudeste dos Estados Unidos, abriga o Destin Seafood Festival, que destaca muitos dos restaurantes locais e a variedade de frutos do mar frescos que chegam direto do Golfo do México. Música ao vivo, amostras da culinária e tours pela região também fazem parte das atividades do evento. Inf.: destinseafoodfestival.com
Belo Horizonte
Feira de cultura gaúcha Entre os dias 10 e 19 de agosto, a tradicional feira Minastchê retorna a capital mineira. Essa edição especial traz delícias da gastronomia, do artesanato e da cultura gaúcha. O evento será realizado das 16h às 23h nos dias de semana e sábado e domingo das 12h às 23h. São mais de 100 expositores. Ingressos promocionais a R$ 8 para todos. minastche.com.br. MINASTCHÊ/DIVULGAÇÃO
turismo
Novas rotas
O Rio histórico que existe e (quase) ninguém vê Projeto propõe conhecer a capital carioca a pé em roteiros repletos de cultura e história por centro e zona portuária, recentemente revitalizada O Rio é o Cristo, o Pão de Açúcar, a praia de Copacabana e o pôr do sol do Arpoador, mas mais que isso: é essencialmente a história brasileira. Para voltar o olhar do carioca e dos turistas a toda riqueza cultural que existe na cidade — por vezes desconhecida ou pouco valorizada — surgiu o projeto Rotas Culturais, do Instituto Cultural Cidade Viva (ICCV). A proposta é fazer visitas guiadas a pé no centro histórico, na zona portuária e adjacências. Para isso, foram criados três roteiros: Rio de Glórias, Cinelândia e Pequena África. Ao todo, o projeto atingiu 500 pessoas em 20 visitas e as vagas para os quatro tours extras se esgotaram em poucas horas. Existe uma lista de espera de 50 pessoas para o próximo passeio, que será realizado neste fim de semana. Mas os roteiros estão formatados, os mapas ficam disponíveis no site do instituto (institutocidadeviva.org.br) e há informações completas sobre horários de abertura e visitação, além do valor de entrada de cada atração (maioria gratuita). Portanto, basta ser curioso e ter disposição para se aventurar por esse cantinho pouco explorado
turisticamente na cidade. Natale Onofre, produtora executiva do ICCV, garante que essa foi apenas a primeira temporada: o objetivo é fazer centro e Barra no próximo ano. “O centro não se esgota. Tem programação em qualquer horário. Nossa intenção é ocupar a rua. Mostrar quantas coisas lindas e maravilhosa, além do patrimônio riquíssimo que existe perto da gente”, diz.
YURI MAIA/DIVULGAÇÃO
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Largo de São Francisco da Prainha: patrimônio cultural
Parceria Cubanos, argentinos, gaúchos e nordestinos, além de cariocas, já fizeram os tours. Há quem tenha até repetido a dose, como a senhora Estela Martins, moradora do Rio. O passeio dura três horas e tem como diferencial os guias: Luiz de Aquino, com formação em filosofia, e Priscila Monteiro, historiadora. “Em todos os roteiros percebo que tem coisa que as pessoas não fazem a menor ideia. As obras do VLT na zona portuária, por exemplo, atrasaram porque um sítio arqueológico foi descoberto. É a oportunidade de ver a história pulsando. Elas vão se surpreendendo com tudo
que tem na região”, afirma Priscila. A guia conta que as pessoas sempre têm curiosidade em conhecer o Theatro Municipal, que faz parte da rota Cinelândia. “Pela imponência dos prédios e por estar de bermuda e tênis, elas acham que não podem entrar. O passeio rompe com a ideia de que é um lugar que não se pode explorar”, expli-
ca. Na rota Rio de Glória, o grupo surpreende-se com o Memorial Getúlio Vargas, subterrâneo. Já o auge da rota Pequena África é o Instituto Pretos Novos, que abriga um cemitério de escravos, considerado hoje o maior das américas. O sítio arqueológico foi descoberto por dona Mercedes. moradora da região, ao fazer uma reforma na cozinha. YURI MAIA/DIVULGAÇÃO
CCBB RJ ocupa prédio de linhas neoclássicas
YURI MAIA/DIVULGAÇÃO
Trancoso
Festival de gastronomia Entre os dias 27 e 30 de setembro, Trancoso recebe a primeira edição do Organic Food Festival, evento para discutir métodos alternativos de produção de alimentos sem agrotóxicos. Os visitantes poderão saborear pratos de chefs reconhecidos como Roberta Sudbrack e Morena Leite, preparados com alimentos de produtores como Diego Badaro, cacauicultor e Lis Cereja, criadora da Enoteca Saint Vinsaint. uxua.com
Rotas culturais
Cais do Valongo, de 1811: a história da escravidão no porto da capital carioca
Rio de Glórias - Palácio do Catete (visita interna e jardins) - Caminhada pela praia do Flamengo - Edifício Manchete - Hotel Glória - Praça Luís de Camões (com visita ao Memorial Getúlio Vargas) - Outeiro da Glória (visão panorâmica) - Flamengo - Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial (Monumento aos Pracinhas)
Cinelândia - Cine Odeon - Centro Cultural da Justiça Federal - Praça Floriano Peixoto - Biblioteca Nacional - Theatro Municipal - Palácio Pedro Ernesto - Largo da Carioca - Antiga Sé e Paço Imperial - Travessa do Comércio e Arco do Telles - Rua do Ouvidor - CCBB RJ - Casa França-Brasil - Igreja da Candelária
W Partida do Windsor Florida
W Partida do Windsor Asturias
Pequena África - Largo de Santa Rita (antigo cemitério de escravos - Rua do Acre (Prisão do Aljube) - Rua Camerino - Largo de Depósito - Mercado de Escravos do Valongo - Jardim Suspenso do Valongo - Cais do Valongo - Pedra do Sal - Sacadura Cabral - Praça da Harmonia - Instituto Pretos Novos
W Partida do Windsor Guanabara. A
Rede Windsor Hoteis patrocina o projeto.
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YURI MAIA/DIVULGAÇÃO
Donga, Pixinguinha e João da Baiana se reuniam na Pedra do Sal, considerada hoje o berço do samba urbano carioca MICHELLE VIDAL/DIVULGAÇÃO
Descubra a essência afro do RJ O passeio Pequena África termina na Pedra do Sal, região que além de abrigar remanescentes quilombolas e ser considerada o berço do samba urbano, é lugar onde se come (muito) bem. Vários bares participam da edição local do festival Comida di Buteco, importado de Minas. Na Casa Omolokum (facebook.com/omolokumculinariadeterreiro), o visitante pode saborear comida feita com dendê, enquanto aprecia apresentações musicais, especialmente de percussão. No centenário Bar Gracioso, a dica é provar a exótica coxinha de banana. O local, reformado depois de um incêndio em 2012, abrigou no passado estivadores e comerciantes do porto. Já o Botequim Bodega do Sal, tem mais de cem anos de história e localiza-se num imóvel tombado. Bolinhos de sardinha acompanhados de pesto de coentro foram a aposta da casa em uma das edições do festival (botequimbodegadosal.com.br).
Museu da República, no Flamengo, abriga patrimônio muito bem-preservado
Serviço Onde ficar Windsor Florida. Diária a partir de R$ 250 (mais taxas) por pessoa em ap. duplo. Rua Ferreira Viana, 81, Flamengo, Rio de Janeiro. Inf.: (21) 21956800. Windsor Guanabara. Diária a partir de R$ R$ 270 (mais taxas) por pessoa em ap. duplo. Av. Presidente Vargas, 392, Centro, Rio de Janeiro. Inf.: (21) 2195-6000. windsorhoteis.com
Windsor Asturias. Diária a partir de R$ 220 (mais taxas) por pessoa em ap. duplo. Rua Senador Dantas, 14, Rio de Janeiro. Inf.: (21) 21951500. windsorhoteis.com. Guia Agência HCTur. Visitas guiadas em português. Roteiros históricos e culturais. Saídas aos sábados, domingos e feriados. Contribuição voluntária. Confirme horário no (21) 99177-1072. hctur.com.br.
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Off-road
Alugue um veículo 4x4 São 400 nascentes catalogadas: uma região rica em cachoeiras e cânions para visitações. A 83 km de Carolina, sendo 53 deles em caminhos off-road, o Parque Nacional da Chapada das Mesas só deve ser visitado com carros 4x4, não somente pela tração nas rodas, mas também por conta da altura do veículo, para vencer trechos irregulares de areia.
turismo
Nada óbvio
Paraíso bruto e pouco explorado no Nordeste Rios, cachoeiras e grutas estão entre as estrelas da rota pela chapada das Mesas, no Maranhão; turista encontra cenário de natureza singular
EDUARDO VESSONI/AGÊNCIA O GLOBO
Eduardo Vessoni Agência O Globo
Planeta água
Carolina: terra das cachoeiras São 89 cachoeiras catalogadas. Uma das mais populares é a do Itapecuru (entrada a R$ 10 por pessoa), que tem estrutura com restaurante. Bancos de areia formam pequenas praias com as águas dessas quedas, que têm de oito a dez metros de altura e são ideais para a prática de caiaque — equipamento disponível para aluguel. OTAVIO NOGUEIRA / FLICKR
No sudoeste do Estado, bem longe de cenários mais populares do turismo regional, a Chapada das Mesas é o Maranhão em estado bruto. É o Brasil sem ser lapidado nem disfarçado com maquiagem. É do jeito que se vê, sem se apegar ao bistrô descoladinho, ao hotel de charme ou às terapias alternativas. O turismo por ali acontece do lado de fora. E isso não é pouca coisa. A região, formada por dez municípios, entre eles Carolina, Imperatriz e Riachão, é endereço de um dos pontos de preservação mais desconhecidos do Brasil. O Parque Nacional da Chapada das Mesas, criado em 2005, protege cerca de 160 mil hectares, numa área de transição entre o Cerrado, a Caatinga e, vejam só, a Amazônia, em pleno Nordeste.
Paraíso pouco explorado O nome da região, que tem a cidade de Carolina como base, vem dos platôs
em forma de mesa que quebram a monotonia das imensas áreas verdes, recortadas por rochas de arenito com milhares de anos. Sem plano de manejo definido e um processo de desapropriação que se arrasta por anos, o parque ainda não conta com estrutura turística e recebe visitantes com apenas duas atrações, com entradas de R$ 15 cada. No entanto, ambas já seriam suficientes para justificar a viagem até uma região tão isolada das principais capitais nordestinas.
De acordo com a Secretaria de Turismo de Carolina, número de visitantes não chegou a 80 mil no ano passado
A primeira é a cachoeira da Prata, um conjunto de quedas d’água de até 18 m que se dividem na ilha no alto do rio Farinha e que caem sobre poções pedregosos que nem sempre convidam para banhos. Uma trilha curta, de 250 m conecta os setores superior e inferior daquelas águas violentas. Na vizinha cachoeira São Romão, uma queda potente de 25 m de altura forma uma imensa piscina de águas mansas para banho. Dá para alugar caiaque (a partir de R$ 10) para navegação ou apenas ficar estirado na prainha de areia ao longo do rio Farinha. Para admirar uma chapada ainda pouco explorada, guias mais experientes costumam levar visitantes na parte posterior da São Romão, seguindo por rotas alternativas, até a parte traseira da cachoeira. Nesse momento, a Chapada das Mesas prova, sob outra perspectiva, por que ficou conhecida como Paraíso das Águas e é um dos destinos turísticos mais exclusivos do Brasil. É como ver a chuva cair constantemente sobre um rio estreito rodeado por rochas vulcânicas esculpidas pelas águas.
Cachoeira São Romão, com 25 m de altura, cria imensa piscina para banho
Pedra Caída
A chapada bem estruturada O Complexo Turístico de Pedra Caída conta com 25 quedas e 23 rios, numa área de 13,6 mil hectares. As cachoeiras do Capelão e da Caverna (R$ 50) podem ser conhecidas na mesma visita, a partir de trilhas curtas, de 150 m. Passarelas de madeira deixam o turista na boca de cavernas, cânions e cachoeiras em sete diferentes opções de roteiros.
Dose dupla: cachoeira do Itapecuru, também chamada de Cachoeiras Gêmeas, é atração mais urbanizada; tem cara de clube, com estrutura de restaurante self-service e caiaques para aluguel
turismo
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FOTOS EDUARDO VESSONI/AGÊNCIA O GLOBO
SERVIÇO
Entardecer visto do rio Tocantins não pode ficar de fora do seu roteiro
Solitária Pedra Encantada, com 8 m de altura, fica isolada nas águas do Tocantins
Destino tem talento não apenas para as águas como para fins de tarde escandalosos, que parecem lançar no céu matizes de todos os tons
Paisagens para ficar na memória do visitante No “quintal” de uma família, fica o Portal da Chapada (entrada a R$ 10 por pessoa). Em plena BR010, uma fenda em forma de mapa do Tocantins contorna a chapada ao fundo, com vista para o Morro do Chapéu, a meseta mais emblemática. Ponto mais alto da região, a rocha de arenito tem subida de 365 m e acesso exigente até o topo. A vista do pôr do sol não pode ficar fora do roteiro. Aliás, o destino tem talento não apenas para as águas como para fins de tarde escandalosos, que
parecem lançar no céu matizes de todos os tons. O ponto mais central para ver o fim do dia fica ao lado do embarque para as balsas que cruzam até Tocantins. O restaurante Chega Mais, numa plataforma sobre o rio Tocantins, é estratégico para o entardecer. E ainda dá para pedir uma caipirinha e uma moqueca maranhense, inventada pela própria proprietária. Limite natural entre os dois estados, o rio Tocantins dá acesso também à Pedra Encantada, a 22 km de Carolina. Barcos no estilo voadeira costumam chegar
ali no fim de tarde. A rocha de oito metros de altura fica isolada entre águas, devido ao alagamento da área para a construção da hidrelétrica de Estreito, em 2010. A silhueta negra das mesetas ao fundo, recortada pelo céu alaranjado, é um dos visuais mais marcantes da chapada. É a parada final de outro roteiro turístico da região: o Três Encantos. O passeio de um dia inteiro inclui um trekking de 10 km até o mirante da chapada das Mesas e parada para piquenique às margens de um rio no Parque Terra d’Água.
Como chegar De avião. A Latam (latam.com) tem voos saindo de Belo Horizonte para Imperatriz, com conexão em Brasília, por R$ 1.372,02. Pela Azul (voeazul.com.br), o bilhete custa R$ 1.520,32 em voo direto. Tarifas, com taxas, pesquisadas para final de agosto e início de setembro.
2018 (exceto feriados) Preço. a partir de R$ 1.900 por pessoa em ap. duplo.
Quem leva Operadora. Agência Abreu Informações. Consulte o seu agente de viagens e peça já o pacote da Agência Abreu. abreutur.com.br Inclui. Traslados de ida e volta entre Imperatriz e Carolina, três noites de hospedagem com café da manhã em Carolina no hotel Pousada dos Lajes e passeios para Poço Azul, Encanto Azul, cachoeira de Santa Bárbara, complexo Pedra Caída e Portal da Chapada. Saídas. Até dezembro de
Espaço Gourmet. Praça José Alcides De Carvalho s/n. Tel. (99) 3531-8581.
Onde comer Cachoeira São Romão. Faça reservas antecipada. (99) 98152-4488. Chega +. Rua Alto Parnaíba 1. Tel. (99) 99106-6444
Passeios Cia do Cerrado. Pacote para quatro dias de atividades na região a partir de R$ 800 por pessoa, sem aéreo. A empresa também tem transfers de e para Carolina por R$ 600 para até 4 pessoas. Passeios curtos a partir de R$ 100 por pessoa, em grupos de, no mínimo, quatro passageiros. Inf.: ciadocerrado.com.br
W8 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 18 de agosto de 2018
turismo FOTOS: EDUARDO VESSONI /AGÊNCIA O GLOBO
São Paulo
Mercado da hospitalidade Nos dias 20 e 21 de setembro, a Equipotel - feira dos setores de hotelaria e gastronomia - realiza o 1º Congresso da Hospitalidade em São Paulo. O evento abrange as novas demandas de mercado para o setor. Entre os destaques do encontro está um workshop que demonstrará a metodologia oficial da Disney para encantamento e fidelização de clientes. David Lederman, responsável pela revisão técnica dos livros do Disney Institute no Brasil, vai conduzir a atividade. equipotel.com.br MARK ASHMAN/ASSOCIATED PRESS
Gramado
A grande festa de Natal Os preparativos para a 33ª edição do Natal Luz de Gramado já iniciaram. A edição 2018 será realizada entre os dias 25 de outubro e 13 de janeiro. Até o fim deste mês o público poderá comprar as entradas para espetáculos já consagrados, como o “Reencontros de Natal”, que conta com show pirotécnico no Lago Joaquina Rita Bier. A programação também conta com atrações gratuitas, como o Show de Acendimento. natalluzdegramado.com.br CLEITON THIELE/SERRAPRESS
Maranhão
Engenhos e
Majestosa: cachoeira Santa Bárbara tem admiráveis 76 m
rapadura no meio do caminho Áreas rurais de Carolina reservam boas histórias de gente simples e hospitaleira; tour sustentável é a proposta de casal na Vereda Bonita
ros. E ainda dá para levar alguns tijolos de rapadura para casa. Mas na chapada das Mesas não basta apenas levar lembranças, tem que deixar algo em troca.
Ecológico Eduardo Vessoni
Agência O Globo
O turismo pé no chão acontece em áreas rurais no entorno de Carolina, como a Fazenda Sobradinho, onde a produção de rapaduras temperadas com gengibre ganha outros tons com as histórias contadas por seu João. Há 45 anos, João Alves de Andrade tem os pés no engenho de moagem, movido por bois, e os olhos nos tijolos em que despeja a massa quente que vai dar forma à rapadura. “É uma rapadura natural da cana, moída na madeira de jatobá”, ele conta. “É um doce que todo mundo acha bom, porque não tem mistura nenhuma. O pessoal se dá bem com essa daqui”, completa. Segundo o secretário municipal de Turismo de Carolina, Leonardus Amorim Borges, o turismo de contemplação na Chapada das Mesas tem cerca de 30 anos, mas desde o ano pas-
sado está se diversificando, com roteiros que passam também por engenhos de cana. Além de ouvir as histórias que o dono da fazenda vai costurando, o visitante pode acompanhar o processo de moagem da cana e de fabricação da rapadura nas gamelas, tomar garapa na cuia e, se ficar mais um pouco, ainda provar coalhada com paçoca na mesa da cozinha da fazenda. Tudo dentro de uma simplicidade que esse trecho do Maranhão ainda consegue preservar e garantir aos forastei-
No início dos anos 90, havia a intenção de batizar a região de “Mesetas de Carolina”
Na Vereda Bonita, a proposta é o turismo sustentável, numa propriedade de 98 hectares, dos quais quatro margeiam o rio Pedra Caída. Além de recuperar uma Área de Preservação Permanente (APP), o casal Marcelo Assub Amaral e Valéria Petinaris recebe visitantes com atividades que sempre terminam com o plantio de uma árvore. Nessa estância ecológica, a cerca de 38 km de Carolina, é possível fazer trilhas ecológicas de até nove quilômetros de extensão ou seguir pela floresta alagada no rio dos fundos da propriedade, a bordo de caiaques ou de pranchas de stand-up paddle. “Você aprecia a natureza e as belezas naturais que a Chapada tem e, ao mesmo tempo, realiza práticas ambientais como o plantio de mudas”, diz Amaral, que também trabalha com fabricação de cadeiras de buriti e artesana-
to. “A vereda é como um turismo underground, o lado B da Chapada”, explica. Destino mais frequente de turistas do próprio Maranhão e dos vizinhos Tocantins e Pará, a chapada das Mesas vê suas atrações lotarem em feriados e períodos de férias. Para não estragar o clima de viagem selvagem, procure visitar a região durante a semana, quando os locais estão consideravelmente mais vazios, e crescem as chances de você ser o único por ali, como nos casos de visitas a piscinas naturais.
Você aprecia a natureza e as belezas naturais que a chapada tem e, ao mesmo tempo, realiza práticas ambientais como o plantio de mudas
Poços de águas cristalinas em meio à floresta A piscina natural mais conhecida e com melhor estrutura, como restaurante e área de lazer, é o poço Azul (com entrada a R$ 60), no município de Riachão. O atrativo é conhecido também pela cachoeira Santa Bárbara, que, do alto de seus 76 m, figura entre as mais altas da chapada das Mesas. A 135 km de Carolina por vias asfaltadas, o atrativo pode ser combinado com o vizinho Encanto Azul (R$ 20), com estrutura simples e menos visitantes. Seja qual for sua escolha, a experiência é bem parecida: florestas fechadas escondem poços de águas azuis entre paredões rochosos por onde escorrem outras pequenas quedas.
Em caiaques é possível descobrir belezas de estância ecológica
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte
18 de agosto de 2018
W10 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 18 de agosto de 2018
turismo
Diversão
Sol e relax com segurança Antes de escolher o toboágua da vez, é preciso conferir se o parque aquático definido para o passeio em família segue as normas da ABNT Shirley Pacelli
shirley.silva@otempo.com.br
Usar protetor solar e se hidratar adequadamente são algumas das orientações a seguir para curtir um dia de calor num parque aquático. Mas como garantir que os brinquedos, dos quais você desce a metros de altura, são seguros para a aventura? Em julho, um turista morreu ao cair do Vainkará, uma atração recém-inaugurada no Beach Park, na cidade de Aquiraz (Ceará). As atividades da atração foram encerradas para que a perícia seja realizada. O Beach Park integra uma lista de empreendimentos de lazer de alto padrão no país, que seguem protocolos nacionais de segurança. Em nota oficial, o parque esclareceu que todas as atrações passam por testes antes de serem inauguradas oficialmente. “A manutenção é periódica (...). Além disso, as normas de segurança e recomendação para os visitantes sobre cada atração são apresentadas na entrada delas”. Desde março de 2011, existe no Brasil um conjunto de normas de segurança para parques de diversões (incluindo os aquáticos) lançado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Esses critérios de funcionamento foram estabelecidos com base em normas internacionais, e, neste ano, a entidade já está realizando a atualização do documento. Estima-se que as 86 empresas integrantes da Associação dos Parques de Diversões no Brasil (Adibra), totalizando 320 espaços, estejam dentro dessas normas. “Na hora do projeto, é preciso levar em conta o que o corpo humano suporta. Fazer de forma a oferecer emoção, sim,
mas com segurança e conforto”, explica Francisco Donatiello, atual presidente da Adibra, que participou do comitê nacional que elaborou as normas da ABNT e trabalha com engenharia de segurança. O documento lista padrões, como necessidade de dispositivos duplos de proteção (trava e cinta). “Existem restrições ergonômicas (altura e peso), que devem ser consideradas na fabricação e operação do equipamento. A pessoa que tem labirintite não pode usar uma estação giratória, por exemplo. Isso tem que ser informado ao usuário”, explica Donatiello. O texto traz ainda um capítulo com orientação ao poder público sobre que tipo de documentação exigir para liberar alvarás de funcionamento. “Algumas cidades nem sabem que essas normas existem. Nossa luta é para divulgá-las”, afirma o presidente da Adibra
BEACH PARK/DIVULGAÇÃO/2015
Perícia está sendo realizada no Beach Park para investigar acidente fatal
Siga à risca!
Avaliação técnica por engenheiro
- Abuse do protetor solar - Hidrate-se regularmente - Faça lanches leves - Use óculos de sol e boné - Respeite regras ergonômicas e contraindicações de saúde de cada brinquedo - Confira cintas e travas - Veja se há responsável técnico pela atração e a data da última manutenção
Desde 1994, todo brinquedo de parques de diversões no país deve ficar sob responsabilidade de um engenheiro, que fará uma avaliação técnica acerca das condições de operacionalidade e qualidade da instalação. Segundo Josias Gomes Filho, de 58 anos, coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Mecânica e Metalurgia do Conselho Regional
de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), o engenheiro deve emitir uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), que deverá ser apresentada à prefeitura para a concessão de alvarás de funcionamento. Ele conta que, entre os problemas mais comuns em parques de baixa qualidade, estão o desgaste pelo próprio uso e avarias causadas pelas
montagens e desmontagens quando são itinerantes. “Esses equipamentos necessitam de manutenções preventivas periódicas”, afirma. Ele explica ainda que é preciso manter um livro de ocorrências atualizado com todas as eventuais inconformidades e anormalidades detectadas e a indicação das providências tomadas.
SHIRLEY PACELLI
Conheça e faça valer seus direitos
Regras de altura e peso devem ser respeitadas em todos parques
Em caso de incidentes em parques, se você se sentir lesado pela empresa, vale recorrer à Justiça. Segundo Vinícius Cosso, advogado com ampla experiência na área de direito do consumidor, é possível pedir reparação de danos com base na legislação. “A empresa deve planejar a estrutura e operação de forma a fornecer segurança ao consumidor. Se isso não ocorre, caracteriza-se como ‘defeito’ no serviço”, explica. O consumidor pode buscar o Procon para o primeiro atendimento. Caso o problema não seja resolvido, ele deve ir ao juizado especial ou buscar orientação de um advogado.
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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte 18 de agosto de 2018
Litoral Norte
Para quebrar a rotina e relaxar a beira-mar Em espaço com 1 milhão de metros quadrados, complexo Costa do Sauípe é destino certo para quem busca a tranquilidade da Bahia sem abrir mão do conforto BRUNO BEZERRA/DIVULGAÇÃO
Complexo tem uma megaestrutura de 1.564 apartamentos divididos em três experiências de hospedagem
Da redação Nada mais sedutor a nossos ouvidos do que o combo sol, praia, um bom livro e uma cerveja gelada. Localizada no litoral Norte da Bahia, a Costa do Sauípe é um destino ideal para aqueles que querem esquecer do mundo e relaxar à beira-mar. O complexo de resorts localizado no distrito do município de Mata de São João, está localizado a apenas 76 km do aeroporto de Salvador. São 6 km de extensão de orla com três praias diferentes. Piscinas naturais formam-se na maré baixa da praia Tranquila. A Selvagem convida a uma caminhada sem pressa apreciando a vista, pensando na vida e deixando-se levar. Já a Oca é para aqueles que não conseguem ficar parados e precisam de adrenalina para viver: surfe, jogos de vôlei e feira de artesanato. O complexo de resorts Costa do Sauípe conta com três opções de hospedagem all inclusive. São
mais de 150 opções de atividades, que vão de pedalinho e caiaque até canoa canadense, tirolesa, stand-up paddle na lagoa e pesca esportiva. A partida de futebol também é garantida, claro! Para quem busca relaxamento total, há serviços de spa.
Facilidade O Grupo Rio Quente, responsável pela Costa do Sauípe, lançou uma plataforma de vendas online para oferecer pacotes completos para o destino com saída de Belo
Horizonte. O cliente encontra a solução completa – passagem aérea, transfer e hospedagem – e ainda pode incluir passeios dentro e fora do resort para explorar o litoral baiano. Há descontos especiais e promoções exclusivas, além de pagamento em até dez vezes ou à vista no boleto. O destino tem uma megaestrutura de 1.564 apartamentos divididos em três experiências de hospedagem all inclusive: Sauípe Premium, Sauípe Resorts e Sauípe Pousadas. COSTA DO SAUÍPE/DIVULGAÇÃO
Resort Sauípe Premium, que conta com sistema all inclusive
Onde ficar Sauípe Pousadas. Quatro noites para casal em sistema all inclusive a partir de R$ 2.315,99*. Sauípe Resorts. Quatro noites
para casal em sistema all inclusive a partir de R$ 3.086,39*. Sauípe Premium. Quatro noites para casal em sistema all
inclusive a partir de R$ 4.280,42*. *Tarifas consultadas entre 1/9 e 4/9. Informações no site: costadosauipe.com.br.
W 12 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 18 de agosto de 2018
viagens incríveis rafael@fvo.travel
A Grécia genuína além de Mykonos e Santorini FOTOS RAFAEL ROMEIRO
Aqueles que seguem celebridades e influencers no Instagram devem estar se deparando recentemente com uma overdose de imagens de Mykonos e Santorini, as duas mais famosas ilhas da Grécia. Desde o ano passado, o país vem desbancando outros tradicionais destinos do mar Mediterrâneo, ganhando o status de “place to be” (lugar para se estar) do verão europeu. O que nem todos sabem é que as ilhas gregas não se resumem a essas duas. Há outras 6.000 opções por ali, sendo 200 delas habitadas, e a maior parte pode render fotos tão “instagramáveis” quanto as piscinas de borda infinita debruçadas sobre o mar de Santorini. É difícil encontrar consenso sobre quais são as melhores ilhas, até mesmo porque é praticamente impossível conhecer todas. Mas, para mim, o grande destaque é Milos, talvez mais conhecida pela famosa escultura da Vênus de Milo, encontrada ali séculos atrás e hoje em exposição no Museu do Louvre, do que por suas 70 praias para todos os gostos.
Pacata Enquanto nas ilhas mais famosas a alta temporada exige paciência para filas de espera, reservas antecipadas de restaurantes e beach clubs ou disputa por um espaço para assistir ao pôr do sol, Milos não perde a atmosfera pacata e genuinamente grega nem mesmo em julho e agosto, os meses mais cheios. Há poucos hotéis por ali. Os visitantes, em sua maioria gregos, costumam ficar em pequenas pousadas charmosas. Bares, tabernas e bons restaurantes, por outro lado, não faltam,
principalmente no vilarejo de Pollonia. Em outro pequeno vilarejo, Mandrakia, não se assuste com a rusticidade do restaurante Medousa. Peça uma mesa para se deliciar com o polvo grelhado com fritas de abobrinha, sempre acompanhado dos refrescantes vinhos gregos, enquanto aproveita a oportunidade para engatar uma conversa com o dono, que também é cozinheiro e pescador. Um pouco abaixo do restaurante, chamam a atenção as casinhas coloridas de pescadores, com acesso direto à água. A maior diversidade de Milos, no entanto, está na quantidade de praias tão diferentes entre si em uma ilha tão pequena. Para explorá-las, o melhor é alugar um jipinho conversível ou contratar um barco. Algumas têm acesso difícil para quem chega de carro, como é o caso da linda Tsigrado, onde é preciso descer a falésia por uma corda. A praia mais famosa e impressionante é Sarakiniko, onde a ação da água sobre a rocha calcária criou um aspecto de mármore branco polido. A água entra em meio às formações rochosas, criando um efeito único. Para chegar a Milos, sãotrês horas de catamarã ou 40 minutos de voo desde Atenas. É possível continuar a viagem para Santorini, em um trajeto de mais duas horas de catamarã. É bem provável que, depois de acabar com a memória de sua câmera nos cenários espetaculares (e superturísticos) de Santorini, você queira voltar correndo para seu refúgio em Milos.
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Quick Tips
Hydra
Uma ilha sem carros Diferente de outros lugares de trânsito caótico no país, na ilha de Hydra, a apenas uma hora de barco de Atenas, não há carros. Os trajetos são feitos a pé, de barco ou em burro. A vila concentra o movimento noturno e de dia os turistas aproveitam as praias. Para um jantar inesquecível ao pôr do sol, o melhor restaurante se chama, não por acaso, Sunset.
Santorini
Pôr do sol com bons vinhos
Para chegar à paradisíaca praia de Tsigrado é preciso descer por uma corda entre as falésias; esforço é recompensado
W Rafael Romeiro é diretor da FVO
Travel e escreve nesse espaço, uma vez por mês, sobre turismo de luxo e roteiros personalizados.
Polvos secando em frente ao restaurante Mesousa, em Mandrakia
País vem desbancando outros tradicionais destinos do mar Mediterrâneo, ganhando o status de “place to be” no verão
Santorini tem, provavelmente, o pôr do sol mais famoso e disputado do mundo. Para fugir da concorrência por um lugar com vista nas ruelas do vilarejo de Oia, uma dica é reservar uma mesa nos terraços da Santo Wines, cooperativa de produtores de vinho da ilha, e curtir o entardecer enquanto degusta as melhores safras harmonizadas com produtos locais.
Alpes franceses
Novo hotel em Chamonix O grupo Folie Douce, famoso na Europa pelos bares badalados nas montanhas, vai inaugurar em dezembro seu primeiro hotel em Chamonix, aos pés do Mont-Blanc (Alpes Franceses). Ele ocupará um palácio histórico que, até ano passado, abrigava o Club Med. Com acesso direto às pistas e uma programação animada, promete agitar o inverno europeu.
Os melhores
Novo ranking da Travel+Leisure
Ação da água sobre a rocha calcária criou um aspecto de mármore branco polido na exótica praia de Sarakiniko
Alugar um jipinho é a melhor forma de se locomover pela bela ilha de Milos
A publicação norte-americana Travel+Leisure soltou seus rankings 2018 de melhores hotéis e destinos do mundo. As duas primeiras cidades ficam no México: San Miguel de Allende e Oaxaca. O país também tem dez dos cem melhores hotéis do mundo, mas o destaque fica para a Ásia, com 27 propriedades na lista.
TRIUMPH/DIVULGAÇÃO
W Moto. Nova Tiger 1200 passa por dieta e se torna maior vitrine tecnológica da britânica Triumph no Brasil.
JORGE RODRIGUES JORGE/CZN
Páginas 18 e 19
Páginas 22 e 23
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BELO HORIZONTE Sábado 18/8/2018 PORSCHE/DIVULGAÇÃO
WAvaliação. Versátil e bom de dirigir, Compass Limited Diesel alavanca as vendas da Jeep.
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O melhor dos mundos
Esportivo com espaço tamanho família, Porsche Cayenne estreia sua terceira geração no Brasil com novos motores de 340 cv a 550 cv; SUV de luxo traz inéditas tecnologias do Panamera. Páginas 16 e 17
W 14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 18 de agosto de 2018
interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br
Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.
Raimundo Couto
Com a pilha toda BMW/DIVULGAÇÃO
Sabemos que são muitas as variáveis, que por enquanto, limitam um imediato investimento e a consequente popularização dos carros híbridos ou elétricos por parte dos fabricantes de veículos. Uma delas reside na pouca autonomia das baterias que alimentam os propulsores elétricos, o que restringe o ir e vir com liberdade e segurança de não ficar parado à beira da estrada sem energia suficiente para completar o percurso. Em termos de eficiência energética, os veículos elétricos garantem um percentual mais elevado em relação aos motores comuns de combustão interna. A eficiência energética do motor a gasolina varia entre 25 e 28%, e a do motor a diesel chega aos 40%. O motor elétrico de indução por corrente alternada, por outro la-
do, atinge níveis de eficiência energética na faixa dos 90%. Outra grande vantagem dos carros elétricos está na questão das emissões. Afinal, esse tipo de veículo não emite gases nocivos como os carros tradicionais. Ainda que esse primeiro passo signifique o começo de uma grande caminhada, é preciso, literalmente, se mover. Uma pequena rede de pontos de recarga para veículos elétricos no trajeto entre Rio de Janeiro e São Paulo começou a operar neste mês. Agora, os proprietários desse tipo de carro poderão fazer o percurso de 430 km entre as duas cidades mais populosas do Brasil utilizando apenas energia elétrica. Ao longo da rodovia Presidente Dutra foram instaladas seis estações de recarga, localizadas em postos de combustível. Até dois carros poderão
recarregar ao mesmo tempo, sem custo em um primeiro momento. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou uma regulação para o segmento que prevê a livre negociação de preços para as recargas. No caso da Via Dutra, as empresas ainda vão discutir uma possível cobrança em 2019. Para Guto Ferreira, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a iniciativa chancela a mobilidade elétrica no país. “Um dos maiores tabus em relação aos carros elétricos é justamente a autonomia. Com o aumento da infraestrutura para o abastecimento de forma rápida nas estradas, esse problema não existirá mais”, define. A distância máxima entre as estações de recarga é de 122 km na Via Dutra. Atualmente, os carros elétricos conse-
Agora, os proprietários deste tipo de carro poderão fazer o percurso de 430 km entre as duas cidades mais populosas do Brasil utilizando apenas energia elétrica.
Elétrico BMW i3 em um dos pontos de recarga instalados na Dutra guem percorrer distâncias de 160 km a 300 km com apenas uma carga. O tempo estimado de abastecimento é de 25 minutos para completar 80% do “tanque”. Segundo um estudo realizado pela BMW, cerca de 95% das pessoas rodam até 45 km por dia. O presidente da ABDI aponta que a medida pode aumentar as vendas de veículos movidos a eletricidade. Enquanto a gasolina
consegue transformar apenas 18% do combustível em movimento, no veículo elétrico 90% da energia que entra é destinada para esse fim. Além disso, o veículo elétrico gasta cerca de R$ 0,07 por quilômetro, enquanto o litro de gasolina custa em média R$ 4,50. É amigo, não tenha dúvida que um novo Eldorado está para surgir, e você fará parte dele!
FOTOS HONDA/DIVULGAÇÃO
Internacional
Da Ásia
Novo Honda Brio ficou com o visual parecido com o do Fit; na Ásia, modelo usa motores 1.2 e 1.3 a gasolina
para o mundo? Honda apresenta, na Indonésia, a segunda geração do Brio; há planos do hatch se tornar global e ser futuro rival do Onix no Brasil Igor Veiga A Honda apresento no Salão do Automóvel da Indonésia, em Jakarta, a segunda geração do Brio, hatch de entrada da marca japonesa voltado para o mercado asiático. As vendas do hatch começam em 2019. Os preços não foram anunciados pela montadora. Equipado com motor 1.2 a gasolina, de 90 cv, o compacto Brio pode se tornar um novo modelo global da Honda e com chances de ser lançado nos próximos anos na América Latina, e, consequentemente, no Brasil também. Além do motor 1.2 a gasolina, o Brio também é
oferecido na Ásia com motor 1.3 de até 100 cv. Há versões com câmbio manual ou automático do tipo CVT. No mercado asiático, o hatch tem até uma versão com acabamento e detalhes esportivos com o sobrenome R.S. Por lá, as vendas do novo Honda Brio começam a partir do início do ano que vem.
Mini-Fit Visto de frente, o novo Brio parece uma versão miniatura do Fit. Na traseira, o desenho do carro lembra de longe uma mistura exótica de Ford Ka com Chevrolet Onix, dois candidatos a concorrentes de mercado aqui no Brasil, além do Hyundai HB20. Em termos
de tamanho, o Brio também se assemelha: são 3,64 m de comprimento e 1,68 m de largura. Por dentro, o hatch compacto da Honda tem um acabamento que lembra, de novo, o Fit, só que um tanto quanto mais modesto. O volante de três raios e a central multimídia, por exemplo, só estão disponíveis na versão top de linha do carro. Na configuração básica, o Honda Brio vem com rádio convencional, entrada USB, bluetooth e viva-voz além de CD/MP3 Player.
Recortes da carroceria e desenho das lanternas traseiras fazem lembrar o Ford Ka ou o Chevrolet Onix
super motor
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FOTOS DEVA/DIVULGAÇÃO
Pesados
Escolha pela robustez Viana & Matos Transportes amplia sua frota com três novos caminhões extrapesados Iveco Hi-Way adquiridos na Deva Betim Igor Veiga A Viana & Matos Transportes, com sede em Paraopeba, na região Central de Minas, acaba de ampliar sua frota com três novos Iveco Hi-Way, um deles da Série Especial 20 anos, lançada na Fenatran 2017. Os novos “brutos” da marca italiana foram adquiridos na concessionária Deva, representante Iveco em Betim, Patos de Minas, Montes Claros, Pouso Alegre e Juiz de Fora. Eles irão
rodar pelo país para atender os 32 clientes da empresa, que é especializada em transporte de carvão e produtos de volumosos e de pouco peso como, por exemplo, isopor, cavaco e palha de arroz. “Fizemos um test drive e gostamos muito do Hi-Way. Preferimos Iveco pelo baixo consumo de combustível e pela produtividade. São caminhões robustos, quebram muito pouco”, justificou o diretor executivo da empresa, Marcos Paulo Matos. A Viana & Matos foi fun-
Marcos Paulo Matos e o Iveco Hi-Way 20 Anos
dada em 1977 pelo pai de Marcos, José Antônio de Matos, filho de fazendeiros de leite da região. À época, ele abandonou a vida de taxista na pacata Paraopeba para empreender. “Começou sozinho, com apenas um caminhão. Aí foi comprando outro, mais outro, e não parou mais”, conta Matos. Paralelamente à bem-sucedida carreira como empresário, Zezé, como é mais conhecido, também foi prefeito da cidade por dois mandatos. Hoje com 73 anos e 41
anos depois, a Viana & Matos já rompe as fronteiras de Minas e marca presença no Espírito Santo, no Ceará e na Bahia, onde a empresa mantém sua filial, em Pojuca, na região metropolitana de Salvador. Segundo Matos, a empresa mineira é dona hoje da maior frota de carreta com piso móvel do Brasil e atende as principais usinas siderúrgicas do Estado. “E não paramos por aí. Já estamos negociando a compra de mais 27 caminhões, inclusive mais da Iveco”, finaliza o diretor.
Marcos Paulo Matos e José Antônio de Matos (Viana & Matos) receberam as chaves dos caminhões da equipe de vendas da Deva
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super motor Mais espaçoso
Lançamento
Kia Rio
Hatch terá motor 1.6 do HB20 Prometido desde 2014, o Kia Rio deve finalmente ser lançado aqui neste ano. O modelo acaba de constar na mais recente lista do Inmetro, que afere a média de consumo de todos os carros à venda no Brasil. Pela tabela do Inmetro, o Rio hatch será vendido em duas versões (EX e LX) ambas equipadas com o motor 1.6 16V flex de 128 cv do Hyundai HB20, marca irmã da Kia. Ambas as variantes poderão ser equipadas com câmbio manual ou automático de seis marchas. O Kia Rio deve estrear no Brasil, ao que tudo indica, em novembro, no Salão de São Paulo. KIA/DIVULGAÇÃO
Um utilitário pra lá de esportivo Terceira geração do Porsche Cayenne desembarca no Brasil em três versões e com motores V6, V5 e V8 mais potentes; interior incorpora itens do novo Panamera Da redação Lançada na Europa no segundo semestre de 2017, a terceira geração do Porsche Cayenne acaba de desembarcar no Brasil. O preço começa em R$ 423 mil e chega a R$ 733 mil para o Cayenne Turbo. Além do visual renovado, o luxuoso utilitárioesportivo ganhou motores mais potentes e novo chassi. “Ao lado do Macan, o Cayenne é o grande líder de vendas da Porsche. A chegada desta nova geração faz parte da estratégia para conquis-
tarmos ainda mais espaço no mercado brasileiro e uma oportunidade de atingir resultados que superem os patamares de 2017, ano recorde da marca”, afirmou Werner Schaal, diretor de vendas da Porsche Brasil. As versões do SUV variam de acordo com os motores. A opção de entrada chamada apenas de Cayenne traz um V6 3.0 de 340 cv e 45,9 kgfm de torque. Com esses predicados, segundo a Porsche, o novo Cayenne acelera de 0 a 100 km/h em 6,2 segundos. A velocidade máxima é de 245 km/h. Na
versão intermediária, o Cayenne S (R$ 523 mil) recebe um inédito motor V5 2.9 biturbo de 440 cv e 56,1 kgfm de torque, que atinge os 100 km/h em 5,2 segundos. A cereja do bolo é a versão top do SUV, chamada de Cayenne Turbo. Ela é empurrada por um V8 4.0 biturbo de 550 cv e 78,5 kgfm de torque, que leva o carro de 0 a 100 km/h em apenas 4,1 segundos e atinge os 286 km/h, segundo a Porsche. Todas as versões do modelo são equipadas com câmbio automático Tiptronic de oito marchas com tração integral.
O novo Cayenne possui entradas de ar maiores na dianteira em virtude do aumento de potência nos motores; as lanternas de canto horizontais conferem ao SUV um visual mais largo e atlético. A nova geração do SUV ficou 63 mm maior em comprimento do que o modelo anterior, mas mantém a mesma distância entre eixos (2,89 m). Em altura, são 9 mm a menos, o que confere uma silhueta mais alongada ao carro. O porta-malas agora comporta até 770 L – um ganho de 100 L. No interior, a terceira geração do SUV incorpora elementos do novo Porsche Panamera com destaque para a tela de 12,3 polegadas da central multimídia. O painel de instrumentos traz duas telas digitais de sete polegadas nas laterais com informações sobre o carro e o conta-giros central analógico. Todas as versões chegam ao Brasil equipadas com faróis fullLED, além de tecnologias avançadas como visão noturna, câmera termal, detector de ponto cego, park assist e sistema de leitura de placas de trânsito, entre outros.
R$
423 mil Novo Porsche Cayenne V6 3.0
Só na Europa
Honda HR-V com motor turbo A Honda divulgou imagens e informações sobre o renovado HR-V, que será lançado em outubro na Europa. As mudanças no visual foram bem sutis e devem chegar também ao Brasil. Mas a principal boa nova, exclusiva para o HR-V europeu, é a versão do SUV equipada com o mesmo motor 1.5 turbo a gasolina do novo CR-V, que gera até 193 cv de potência, na versão com câmbio CVT. A novidade estreia na Europa em meados de 2019.
Na traseira, um fio de LED percorre toda a tampa do porta-malas ao estilo do novo Panamera
Bastidores
Novo Corolla é registrado no Inpi A Toyota já está providenciando o registro das peças do novo Corolla no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). O modelo deve chegar no segundo semestre de 2019. Por dentro, o novo Corolla ficará mais limpo e um pouco mais moderno. Terá uma nova central multimídia mais destacada, como ocorre atualmente com o Ford Ka ou o Audi Q7, por exemplo.
Opcionais aprimoram a dirigibilidade De acordo com a Porsche, o novo Cayenne possui sistemas ativos de chassi, que são analisados e sincronizados por um sistema computadorizado chamado de Porsche 4D Chassis Control. Esse dispositivo trabalha em tempo real otimizando continuamente o comportamento de pilotagem do veículo. Assim como no 911 e no Panamera, o Cayenne po-
de ser agora equipado com o eixo traseiro direcional. Ele melhora a agilidade nas curvas e a estabilidade nas mudanças de faixa com velocidades mais altas. Além disso, o diâmetro de giro do volante fica reduzido para facilitar a manobrabilidade do carro no uso do dia a dia. A suspensão a ar adaptável – opcional com nova tecnologia de três câmaras
–, aumenta significativamente a amplitude entre uma conexão rígida e esportiva oferecendo, segundo a Porsche, o conforto de viagem equiparável ao de um sedã. Esse sistema permite ajustar a altura em relação ao solo para rodar, por exemplo, em terrenos fora de estrada. Já o Porsche Dynamic Chassis Control (PDCC) – que também é opcional –,
atua para estabilizar oscilações ativamente, evitando inclinações laterais em curvas. Além disso, ele diminui o balanço lateral do veículo em pista ondulada oferecendo uma dinâmica mais confortável na rua – em qualquer velocidade, sem falar nas manobras melhoradas e uma relação mais equilibrada da força sobre o acelerador. O novo Porsche Cayen-
ne é feito sobre a plataforma MLB Evo. É a mesma dos Audi Q7 e Q8, do novo Volkswagen Touareg e do inédito e recém-lançado utilitário-esportivo da Lamborghini, o Urus. Segundo a marca, as melhorias na arquitetura deram ao novo Cayenne um melhor desempenho nas curvas, garantindo mais esportividade ao modelo. (Da redação)
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17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 18 de agosto de 2018
FOTOS PORSCHE/DIVULGAÇÃO
Mudanças na dianteira do Cayenne foram discretas; basicamente as entradas de ar ficaram maiores, e os faróis são full-LED agora
Rodas de liga leve aro 20 são de série desde a versão de entrada
Ar-condicionado digital possui controles individuais no banco de trás
Por dentro, o destaque fica por conta da inédita central multimídia e do novo painel de instrumentos
BH terá revenda da Porsche na Raja Gabaglia
Lanternas têm novo design tridimensional das luzes de LED
Com 2,89 m de entre-eixos, SUV oferece bom espaço interno
Deve ser inaugurada em dezembro a primeira concessionária Porsche de Belo Horizonte. O Grupo Bamaq foi escolhido para representar a marca na cidade. A inédita revenda será construída na avenida Raja Gabaglia, próximo ao número 2.222. “Nosso trabalho foi intenso: fizemos um estudo completo e detalhado. A perspectiva para a nova concessão é ótima, e a qualidade dos produtos Porsche aliada ao nosso know-how em veículos premium torna o cenário ainda mais atraente”, afirma o diretor do Grupo Bamaq, Clemente Faria Júnior. (Da redação)
W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 18 de agosto de 2018
Mercado
Banzai Honda é destaque em BH O reconhecimento da qualidade na prestação de serviços da Banzai Honda, concessionária com dois endereços em Belo Horizonte, é atestada por clientes cada vez mais satisfeitos. Sob o comando do diretor Gabriel Lucien, que chefia a unidade da avenida Antônio Carlos, na Pampulha, e com a supervisão técnica do responsável pela funilaria, o eficiente consultor técnico Igor Leandro (na foto), as revendas da marca japonesa vêm ganhando cada vez mais destaque entre suas pares na capital mineira! BANZAI HONDA/DIVULGAÇÃO
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Avaliação
R$
‘Queridinho’ do
168.990 Jeep Compass Limited Diesel 4x4
mercado mostra seu valor Versatilidade do motor a diesel impulsiona o Jeep Compass Limited 4x4 na preferência dos clientes de SUVs médios no Brasil Márcio Maio Auto Press
Poucas marcas que atuam no cenário automotivo brasileiro conseguiram ir tanto na contramão da crise automotiva quanto a Jeep. E a fabricante norte-americana nem inovou tanto, ao contrário: apostou no óbvio e investiu suas fichas nos utilitários-esportivos, que estão em alta no mercado. Além de oferecer no Brasil o compacto Renegade, passou a construir aqui também a nova ge-
ração do médio Compass. Aliás, fez ainda mais: promoveu seu lançamento global no Brasil. Não teve jeito, o carro caiu nas graças do consumidor e se tornou o SUV mais vendido do país e já é, de janeiro a julho de 2018, o oitavo automóvel de passeio mais emplacado por aqui. Uma de suas principais vantagens entre os crossovers médios é o fato de aliar o visual elegante e tecnologias modernas ao motor a diesel. E a variante intermediária Limited é a que oferece o me-
lhor custo-benefício nesse sentido. No visual, aparece a característica grade de sete fendas e o típico para-lamas de contornos trapezoidais da fabricante. Por outro lado, o apelo esportivo é aguçado pela linha de teto descendente na traseira. O conjunto ótico também deixa de lado a imagem robusta que a Jeep carrega e traz um desenho mais elegante, com assinaturas de LEDs na frente e atrás. Visto de perfil, há um friso bem destacado que sai da base da coluna dianteira, acompanha toda a linha superior dos vidros laterais e contorna o vidro traseiro pela lateral e por baixo. De série, a versão Limited 4x4 traz chave presencial e tela configurável de TFT no quadro de instrumentos. Há
central multimídia com navegação GPS, bluetooth e tela sensível ao toque com 8,4 polegadas, que transmite imagens da câmera de ré e traz funções acionadas por comando de voz. Na segurança, aparecem controle eletrônico de estabilidade, sistemas anticapotamento, de monitoramento de pressão de pneus, além de controle de velocidade de cruzeiro, assistente de partida em rampa, freios a disco nas quatro rodas, Isofix, e outros. Entre os opcionais, é possível ampliar o número de airbags de dois para sete, e instalar sensores crepuscular e de chuva, monitoramento de faixa de rolagem, estacionamento automático e controle de cruzeiro adaptativo com frenagem de emergência.
Toyota
Yaris ganhará versão esportiva Aos moldes do Corolla XRS, o recém-lançado Toyota Yaris ganhará em breve uma versão com visual esportivo. A opção deve vir com rodas escurecidas, kit aerodinâmico nos para-choques, saias laterais, além de acabamento interno próprio, entre outras firulas. O Yaris esportivo (sedã ou hatch) deve chegar ao mercado apenas com o motor 1.5 16V da versão top do carro, de 110 cv, e câmbio automático CVT.
Linha 2019
Polo e Virtus fazendo barulho A linha 2019 dos Volkswagen Polo e Virtus tem novidades. Os modelos receberam um pacote de opcionais que adiciona o sistema de som premium Beats. Esse kit está disponível para as versões Comfortline e Highline. No Polo, o preço do pacote é de R$ 2.872 para a Comfortline e R$ 2.278 para a Highline. No Virtus, os valores são de R$ 2.083 e R$ 2.050 para Comfortline e Highline, respectivamente.
O isolamento acústico impressiona, ainda mais por se tratar de um motor a diesel e a suspensão filtra bem as imperfeições da pista; sistema multimídia do carro é completo
Motor 2.0 a diesel move o SUV com muita facilidade O motor é o mesmo 2.0 turbodiesel que movimenta versões mais caras do Jeep Renegade e da Fiat Toro, assim como a transmissão automática de nove marchas – com aletas atrás do volante – e a tração 4x4 Jeep Active Drive Low. São 170 cv e 35,7 kgfm, sendo que o torque máximo fica disponível já em 1.750 rpm. Ele move com facilidade o SUV mé-
dio. Segundo a Jeep, 80% do torque já aparece em 1.500 giros. Isso garante vigor em toda a faixa útil de rotações do carro, de arrancadas até retomadas e ultrapassagens. O câmbio automático oferece trocas suaves e no tempo certo. A tração é definida pelo sistema Selec-Terrain, com um seletor giratório no console central com opções de
neve, areia e lama. A capacidade off-road também é acentuada por questões estruturais: há 5.000 pontos de solda no carro, e cerca de 70% do chassi é feito de aço de alta resistência, para aumentar a rigidez, refinar o comportamento dinâmico e melhorar a absorção de impactos mesmo em terrenos acidentados. (MM/AP)
Motor é o mesmo 2.0 de versões mais caras do Renegade e da Toro
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19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 18 de agosto de 2018
FOTOS JORGE RODRIGUES JORGE/CZN
Econômico e bom de dirigir
Por fora, o Compass aposta poucas fichas na im’agem robusta, com uma boa mistura de elegância e traços de esportividade
Ficha técnica Motor. 2.0 16V, turbodiesel e quatro cilindros em linha
Veloc. máxima. 194 km/h Porta-malas. 410 L
Potência. 170 cv a 3.750 rpm Peso. 1.717 kg (em marcha) Torque. 35,7 kgfm a 1.750 rpm Câmbio. Automático de nove marchas
Freios. A discos nas quatro rodas Pneus/rodas. 225/55 aro 18
Aceleração de 0 a 100 km/h. 10 segundos
Compass é a única opção diesel de SUV desse porte, e a versão Limited traz um bom pacote tecnológico
Com os itens opcionais como os da unidade testada, preço do SUV da Jeep chega a R$ 185.880
Capacidade do tanque. 60 L
Em qualquer que seja a versão, o Jeep Compass impressiona por seu aspecto contemporâneo e elegante. Mas isso sem deixar de lado a robustez aventureira típica da Jeep. O desenho é bem equilibrado e capaz de atrair quem procura um modelo familiar que passe menos pelo posto de gasolina – graças ao motor turbodiesel. O Inmetro não faz aferições de motores diesel. Durante a avaliação por mais de 1.500 km, o modelo obteve médias de 11 km/L no ambiente urbano e 14 km/L em rodovia. A ergonomia do Compass é excelente e o volante tem boa pegada. Em relação à visibilidade, agrada na frente e atrás. A chave presencial faz com que a entrada no veículo e a partida do motor sejam extremamente práticas, apenas pelo toque de um dedo. Além disso, é fácil lidar com o interior, que traz comandos intuitivos e uma central multimídia com tela grande, cheia de boas funções e alinhada com as novas tecnologias de conectividade. O rodar é suave na estrada e na cidade, mas o modelo também se mostra bem sólido nos trechos de terra ou esburacados. A direção é direta e precisa, e, apesar dos diversos recursos eletrônicos que favorecem a segurança, é muito difícil vê-los em ação. (MM/AP)
W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 18 de agosto de 2018
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Clone indiano
Transporte
Roxor é cópia de Jeep Willys
Uma picape que
A Fiat Chrysler Automobiles (FCA) apresentou uma queixa contra a Mahindra, marca indiana sediada em Mumbai. De acordo com a agência Automotive News, a FCA quer a paralisação das vendas no novo Mahindra Roxor porque o modelo teria visual muito parecido com o Jeep Willys. A preocupação da FCA é a possibilidade de o Roxor atrapalhar as vendas do Jeep Wrangler em mercados de grandes volumes. Nos EUA, o Roxor, modelo a diesel, não está homologado para rodar, pois não cumpre as regulamentações de segurança e emissões do país. MAHINDRA/DIVULGAÇÃO
é praticamente um caminhão Gigantesca Ford F-250 alia conforto e tecnologia como nunca se viu antes; modelo vendido nos EUA utiliza motorzão V8 de 330 cv Esau Ponce Especial para Auto Press
Nos Estados Unidos, boa parcela dos consumidores trocou os tradicionais “banheirões” – aqueles sedãs gigantes – por SUVs e picapes de grande porte. Mas, mesmo lá, a picape Ford F-250 é capaz de impressionar. A carroceria tem proporções exageradas: mede mais de seis metros de comprimento e tem nada menos que 4.545 kg – o que já faz com que seja exigida carteira C para sua
condução. E, ainda assim, está 158 kg mais leve que na geração anterior. O que por fora deixa um tamanho excessivo, se traduz em um interior confortável e bastante espaçosa. E quando os bancos traseiros são rebatidos, o resultado é um ganho ainda maior de espaço extra para carga, que dá o recado para uso cotidiano ou mesmo no trabalho. O acabamento interno conta com plásticos duros, e os assentos são revestidos com tecidos grossos, que fazem novas
referências para uso em locais mais inóspitos com necessidade de matérias duráveis. No entanto, detalhes cromados e a presença de couro em pontos como o volante e console central, dão um toque de elegância ao monstro. Itens como tela sensível ao toque de oito polegadas, sistema multimídia Sync 3 com CarPlay e Android Auto e seis alto-falantes completam a gama de itens que tornam a nova F250 mais interessante. A lista de equipamentos conta ainda com seis airbags, sistema anticapotagem RSC, assistência de partida em subidas, monitoramento da pressão dos pneus, ignição do motor de botão e sensores, câmera de ré e espelhos retrovisores telescópicos, que se tornam indispensáveis na hora de estacionar o grandão.
Reboca até 5 t Outra característica da picape é ser robusta. Montada sobre um chassi de aço de alta resistência, a Ford F-250 tem uma capacidade de carga de 1.313 kg e reboca até 5.670 kg. As rodas de 20 polegadas, aliadas ao sistema offroad, ajudam na absorção
Ficha técnica Motor. 6.7 L, turbodiesel, 32V, oito cilindros em ‘V’ Taxa de compressão. 16.2:1 Potência máxima. 330 cv a 2.800 rpm Torque máximo. 104 kgfm a 1.800 rpm Câmbio. Automático de seis marchas Capacidade de carga. 1.313 kg Tanque de combustível. 181 L Peso. 3.393 kg Dimensões. 6,35 m (comprimento), 2,68 m (largura), 1,98 m (altura) e 4,05 m (distância entre-eixos
do impacto em terrenos com imperfeições e buracos. A motorização conta com um V8 Power turbodiesel de 6.7 L a diesel, com 330 cv de potência e torque de 104 kgfm, enviado para as quatro rodas através de uma transmissão automática de seis velocidades. Apesar de se mostrar ágil, o consumo não é favorável. Em um percurso de pouco mais de 80 km, a picape fez entre 6,7 km/L e 7,7 km/L. O valor inicial nos Estados Unidos bate nos US$ 50 mil – ou quase R$ 170 mil. Mesmo assim, em relação às características, há poucos concorrentes capazes de encarar a picape da Ford no mercado. (com Daniele Ramiro/Auto Press)
A bruta da Ford transpira robustez com sua enorme e imponente grade frontal
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21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 18 de agosto de 2018
FOTOS FORD/DIVULGAÇÃO
Tamanho e peso avantajado dificultam o uso no dia a dia A unidade da F-250 usada para esta avaliação realizada na Cidade do México mostrou bom desempenho no momento de aceleração. Apesar da agilidade e de conseguir superar rapidamente os primeiros 120 km/h, a partir dessa marca, a aerodinâmica e o comportamento do motor diesel joga contra a picape. A sensação ao pisar nos freios é um pouco esponjosa, enquanto a direção suave não permite distrações. Uma vez encontrado algum tipo de imperfeição na estrada, como buracos, por exemplo, o volante fica leve demais e pode se perder o controle da direção com facilidade. Além disso, a rigidez na suspensão traseira remete a vocação das picapes Ford F-250 como veículos de carga e trabalho. As proporções gigantescas da picape não deixam que ela seja considerada como um veículo para uso pessoal no dia a dia.
Dirigir o Ford F-250 na cidade é praticamente um desafio. A impressão é de estar ocupando espaço demais. E estacionar é complicado. Falta espaço nos lugares convencionais. Locais cobertos também se tornam obstáculos por causa da altura de 1,98 m. Vai ser preciso cautela e o motorista terá que calcular sempre o espaço, caso não queira ficar entalado no teto. Ao mesmo tempo, é refinado demais para um carro usado apenas para o trabalho pesado. Espaço interno é o que não falta, assim como a área da caçamba. Tudo leva a crer que os ambientes agrícolas ou as grandes rodovias são os melhores para o carro. Ele se encaixa bem em situações como as de trabalho rural, que exigem um veículo capaz de rebocar todo tipo de coisa sem preocupação e sem a sacrificar o conforto. (Auto Press)
Motor V8 da picape tem potência e torque de um caminhão de verdade Vincos fortes na carroceria evidenciam a robustez da picape mesmo quando ela é vista por trás
Apesar da vocação total para trabalho, interior da F-250 surpreende pelo acabamento refinado da cabine
Piso da picape é plano, e espaço para quem viaja no banco de trás é mais do que satisfatório
W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 18 de agosto de 2018
Motocross
YZ 250F e 450F 2019 à venda As novas Yamaha YZ 450F e YZ 250F 2019 já estão à venda nas concessionárias da marca. A YZ 250F possui motor totalmente novo, além de chassi, banco e carenagens e suspensão dianteira, que também foram renovadas. Os preços sugeridos são de R$ 48.990 para a YZ 250F e R$ 52.050 para a YZ 450F. Em Belo Horizonte, os novos modelos de competição da Yamaha estão disponíveis na revenda O2 BH, no bairro Estoril.
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Moto
Ruído feroz e muito amigável Renovada Triumph Tiger 1200 une boa ciclística com inéditos recursos eletrônicos eficazes e fáceis de serem utilizados pelo piloto Eduardo Rocha Auto Press
YAMAHA/DIVULGAÇÃO
Novidade
Motos elétricas feitas no Brasil A Electro, empresa 100% nacional com sede em Goiás, já produz motos 100% elétricas e deve realizar as primeiras vendas neste mês. São dois modelos: a Vip Rider e a Sport Power, ambos com duas versões: DS e LX. A DS possui baterias de chumbo e autonomia de 60 km. Já a LX possui baterias de lítio e autonomia de 90 km. A diferença de preço é grande. No caso da Sport Power, a DS custa R$ 11.683; já a versão LX sai por R$ 24.625.
As motos aventureiras representam uma parte fundamental do mercado da Triumph no Brasil. Mas é na nova Tiger 1200 que a marca britânica deposita suas tecnologias mais nobres. Na linha 2019, o modelo recebeu, inclusive, painel eletrônico totalmente digital e recursos de auxílio eletrônico à condução bem mais aprimorados em relação ao modelo anterior. Para marcar de forma bem definida as novidades, a Tiger 1200 chega com leves alterações estéticas e uma nova designação; ela perde o sobrenome “Explorer” e passa a se chamar apenas Tiger 1200. No tanque, em que aparecia o antigo nome, agora está a inscrição “Tiger”. Essa iniciativa funciona também para aproximar a Adventure, de grande porte, da Tiger 800, modelo de maior sucesso da marca britânica no Brasil. Outra mudança visível foi no conjunto ótico. Agora, ele usa LED tanto nas luzes
de posição quanto em todo o sistema de iluminação nas versões superiores da linha. Na versão básica XR, o LED é aplicado nos piscas e nas luzes de posição, o que cria uma assinatura luminosa que dá um aspecto bem tecnológico ao modelo. A partir da intermediária XCx, os faróis passam a ser em LED, e ela ganha ainda um sistema de iluminação em curvas – que se intensifica no lado para o qual a moto se inclina. A versão top XCa incorpora ainda luzes de neblina. Por conta de exigir menor potência para funcionar, o sistema elétrico foi reduzido nessas versões. Passou a usar bateria sólida, o que reduziu o peso da moto.
Dieta eficiente Vários outros recursos foram usados para tirar peso da Tiger 1200. Os atuais 248 kg equivalem a uma redução de 10 kg ou 4% em relação ao modelo anterior. Além dos 2,5 kg da parte elétrica, outros 7,5 kg foram perdidos em mudanças no propulsor, como o
R$
60.090 Triumph Tiger 1200 XR
alívio do volante do motor e do virabrequim, por exemplo. Como resultado dessa mexida, além de perder peso, o modelo ganhou potência. O motor tricilíndrico de 1.215 cc passou a render 141 cv, dois a mais que a versão anterior. O ganho de potência veio acompanhado por diversas evoluções. De novo, a Tiger 1200 passa a contar com mais modos de condução – três na XR e seis na XCa –, que alteram parâmetros de ABS, potência, controle de tração e resposta ao acelerador. A versão top traz ainda recursos mais sofisticados, como suspensão semiativa e sistema para trocas sem o uso de embreagem, tanto para subir quanto para descer as marchas. Tem ainda chave presencial, que não precisa ser retirada do bolso para acionar a motocicleta. Segundo a Triumph, foram mais de cem alterações na Tiger 1200. Apesar da óbvia evolução do modelo, os preços não foram inflacionados. A 1200 começa em R$ 60.090 na XR, passa pelos R$ 73.190 da XCx e chega aos R$ 83.490 da XCa.
45% do país
Tem mais motos do que carros O número de motocicletas é maior que o de carros em 45% das cidades, segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) sobre a frota de veículos no Brasil. De acordo com a pesquisa, havia em abril deste ano mais motos do que carros circulando em 2.487 dos 5.568 municípios brasileiros. A região que lidera essa proporção é o Nordeste, onde a frota de motos chega a 7,49 milhões contra 6,67 milhões de carros.
Painel de TFT colorido destaca velocímetro, marcha e conta-giros
Perda de peso da nova Tiger 1200 passou por mudanças nos componentes do escapamento
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23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 18 de agosto de 2018
FOTOS EDUARDO ROCHA/CZN
Sistema de freios traz o selo de qualidade da famosa Brembo
Ciclística impecável e suspensão com acerto equilibrado
A bigtrail da marca inglesa oferece modos de condução extras nas versões XR e XCa
A Tiger 1200 é a vitrine de tecnologia da Triumph. Por isso mesmo, é a primeira a receber os equipamentos mais sofisticados de que a marca dispõe. Mas, independentemente das luzinhas piscantes, o maior valor da Tiger 1.200 é mesmo a ciclística equilibradíssima, fornecida pelo quadro em treliça extremamente rígido e pelas suspensões muito bem acertadas. Não por acaso, quando em movimento, a Tiger 1200 parece menor do que é. Ela é capaz de transmitir segurança para que o piloto arrisque ultrapassar um obstáculo ou para que se mantenha equilibrado em terrenos de baixa aderência. O motor de três cilindros ganhou um pouco de potên-
cia, mas isso especificamente nem se nota. Mais perceptível é o ganho de giro mais rápido, com maior disposição para acelerar e retomar, graças à redução de peso em peças móveis internas do motor. A Tiger 1200 é feita para longos trajetos. Os bancos são grandes e confortáveis, e a posição de pilotar é relativamente rebaixada, o que permite um bom apoio dos pés no chão mesmo para pilotos de estatura mediana, em torno de 1,75 m. Os comandos, computador de bordo e menus são bastante lógicos e acessíveis. Apesar de contar com muita tecnologia, a Tiger 1200 não perdeu a simplicidade. (ER/AP)
Em detalhe Suspensão. Garfo telescópico invertido WP com 190 mm de curso. Traseira do tipo monochoque WP com 193 mm de curso. Ajuste eletrônico de compressão e retorno nos dois eixos. Freios. Disco duplo de 305 mm e pinças radiais Brembo com quatro pistões na frente e disco simples de 240 mm e pinça deslizante com pistão duplo na traseira.
Motor tricilíndrico de 1.215 cc ficou 2 cv mais potente e agora oferece até 141 cv a 9.350 rpm
Todo o sistema de iluminação da Tiger 1200 é de LED agora
24 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia 18 de agosto de 2018
Belo Horizonte