turismo
estilo
ATRAVESSAR O MARROCOS É UMA EXPERIÊNCIA FASCINANTE ... Páginas 6 a 9
EDITORIAL UNE A MODA DE VÁRIAS GERAÇÕES AOS GRAFITES DE BH ... Páginas 35 e 36 HENRIQUE GUALTIERI/DIVULGAÇÃO
9 a 15 de dezembro de 2017 ANO XXVII número 1428 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE JOAPA/MADE IN BEAGÁ/DIVULGAÇÃO
BH 120 ANOS 1 À flor da pele: Apaixonados pela capital declaram seu amor e tatuam símbolos da cidade Páginas 3 e 4
1 Com foco em detalhes, projetos fotográficos trazem um olhar diferente para histórias, memórias e peculiaridades de BH Páginas 7 a 9
1 Estrangeiros falam do sabor e do aroma que consideram a cara da cidade: o pão de queijo Páginas 12 e 13
1 Iniciativas mostram que BH também é vanguarda Página 6
1 Símbolos belo-horizontinos são inspiração para marcas, artistas, estilistas e artesãos Páginas 16 a 18
1 É festa: Capital celebra aniversário com bolo, shows, eventos culturais e dois novos painéis do Circuito Urbano de Arte, o Cura Páginas 23 a 27
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opinião
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 9 a 15 de dezembro de 2017
VITTORIO MEDIOLI
A SEMANA “A UFMG nunca se curvou e jamais se curvará ao arbítrio”
Editorial
Um combate urgente e eficiente delação é detest a d a p o r quem acaba desmascarado, mas aplaudida por 90% da população, que sofre as consequências dos desmandos do Executivo e Legislativo públicos, acumpliciados com facínoras de variadas espécies. A prática de delação se firmou nos últimos dois anos como forma certeira no combate à corrupção. Ajudou a desvendar o sistema tentacular de malandragem que está na origem do retrocesso econômico ocorrido de 2013 a 2017. Tanto crescemos, tanto retrocedemos, perdendo os avanços acumulados de 2006 a 2012. Como instrumento, a delação serviu para destocar o mal maior e revirar suas raízes ao sol. Firmou-se ao conceder redução na execução das penas para quem revela e fornece provas de esquemas delituosos. O delatado uma vez encurralado, se quiser alívios, deve contribuir para tirar de circulação outros culpados e estancar esquemas criminosos. Nessa corrente denunciatória, as peças do dominó da corrupção nacional caíram. Mesmo assim, os acordos de leniência, limitados a pagamentos de longo prazo, deixam os corruptores nas mesmas posições estratégicas para tornar a desfrutar e se esbaldar de fraudes. O ganho deles não está nas atividades, nos lucros delas, mas exatamente nas fraudes e desvios monumentais que a relação com os cofres públicos permite realizar. Mais recentemente evoluiu-se da mera delação para a mais abrangente “colaboração premiada de fato”, como
A
no caso da JBS, com executi- mar as conclusões de uma invos engajados na gravação, vestigação. Trata-se de uma filmagem e apresentação de forma mais primitiva, do Veprovas que permitiram fla- lho Oeste. grar malas de dinheiro e moExistem países orientais e chilas passando do setor pri- mediterrâneos onde a corrupvado para detentores do po- ção é pervasiva (se insinua fader público. cilmente em ambientes e se A delação se consolidou enraíza), e o Brasil, mesmo na Itália para desbaratar a separado das águas mornas máfia e levar à prisão vitalí- do Oriente, se apresenta imcia 300 líderes mafiosos, pregnado pelo vício. Nesse que, aos poucos, vêm enve- ambiente facilmente corruplhecendo e falecendo atrás tível é difícil que as dinâmidas gracas sociais des. Serou as tranviuemsesações seNo Brasil, haja guida jam totaltambém mente vista a gravidade para dar isentas de e o peso da um golinteresses pe certeipessoais, corrupção na ro com a de atituvida de qualquer des do leoperação Mani var vantaindivíduo, que Pulite gem. A perde serviços (inspirapartir do dora da mau flanesociais e ainda Lava Jalinha que to) na poameaça contribui com dridão riscar um impostos política. carro, até “Mor subir os elevados, quer s tua, videgraus dizer, assume ta mea” mais altos quer dido poder, privações, zer “tua a forma implantar-se condenade apreção me sentar difipenas duras já deixa viculdades vem com atraso. para venvo e livre”, esder facilisa a lógica rasteira da colabo- dades se enraizou e se apreração. Corre-se dessa forma senta como praga. o risco de que delações fantaA burocracia se vale da lesiadas e sem provas façam gislação medieval brasileira perder tempo e, quando vaza- para garantir recorde de cordas, abalem indevidamente rupção nos atos públicos, prareputações. Disso a necessi- ticados nas formas mais sutis dade de precauções, conce- e perversas. O Estado aparedendo as garantias tempesti- ce como um déspota, um vas de conhecimento das acu- monstro. sações. Isso na Itália é deterNa China, que historicaminado pelo “aviso de garan- mente viveu à mercê da culzia”, que permite, no decor- tura da corrupção, em 1997 rer da juntada de provas ao decidiu-se quebrar a simeinquérito, a apresentação de tria das penas da corrupção contraprovas pela defesa. ativa e passiva, e deixar o Aqui não ocorre para legiti- corrompido com ônus
maior. Partiu-se do princípio de que quem paga é achacado pelo corrompido, destinando assim penas escorchantes e até a morte para o funcionário público, que por determinação constitucional precisa ser colaborativo, imparcial, solícito e imprescindivelmente honesto. Pode ser contestado o método chinês, pois os grandes corruptores, os donos do poder no Brasil, elegem e nomeiam de regra nos cargos estratégicos públicos os que serão corrompidos. Veja-se a fórmula de Eduardo Cunha de se infiltrar nos postos-chave da administração pública e de entidades-peças que atendem o conluio e malversação. As assimetrias das penas levaram até a execução por fuzilamento os corrompidos, mas renderam uma drástica redução da corrupção visceral da China. A assimetria de penas representa a quebra do círculo, deixando de compensar um lado castigando o outro. No Brasil, haja vista a gravidade e o peso da corrupção na vida de qualquer indivíduo, que perde serviços sociais e ainda contribui com impostos elevados, quer dizer, assume privações, implantar-se penas duras já vem com atraso. Eliminar os sigilos e instituir um órgão que fiscalize a evolução patrimonial dos detentores dos cargos mais altos, criar órgãos de combate especializado e tribunais dedicados, determinar o banimento vitalício, penas de valor muito superior aos prejuízos etc. Ocorre que propostas dessa envergadura não saem de um Congresso que tem entre seus líderes os mais atingidos pelo endurecimento das penas. O país está sentado em seu rabo e não conseguirá se levantar tão cedo. ›
vittorio.medioli@otempo.com.br
Reitor Jaime Arturo Ramírez, alvo de condução coercitiva junto à vice-reitora e outros professores da universidade na última quarta (6), após a deflagração da operação Esperança Equilibrista da Polícia Federal. VINICIUS LOURES/CAMARA DOS DEPUTADOS
“O que eu vi nos sete anos aqui, eu saio totalmente com vergonha. (...) Estou decepcionado com a política brasileira, decepcionado com muitos de vocês” Deputado federal Tiririca (PR-SP), em seu primeiro e último discurso na Câmara, anunciando o abandono da vida pública após o fim de seu mandato.
“As ações encorajadoras das mulheres em nossa capa, assim como de centenas de outras, e também de homens, desencadearam uma das mudanças mais rápidas em nossa cultura desde a década de 1960” Edward Felsenthal editor-chefe da revista “Time”, que escolheu as pessoas que romperam o silêncio sobre as agressões sexuais ocorridas em vários setores da sociedade nos EUA como “Personalidade do Ano”.
Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
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reportagem
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ESPECIAL>No aniversário de 120 anos da capital, o Pampulha celebra a identidade da nossa cidade
Belo Horizonte à flor da pele FRED MAGNO
Umterritório de dualidades. Cercada pelasmontanhas,BeloHorizonte nasceu com o olho no futuro. O planejamento do engenheiro Aarão Reis (1853-1936) mirava a modernidade em um país que pretendia se consolidar como república. Um contraponto à antiga capital, a colonial Ouro Preto. Mas uma cidade em Minas Gerais – mais especificamente, no centro do Estado – dificilmente escaparia à mineiridade. E é por isso que quando dizemos que vivemos em uma “roça grande” não estamos necessariamente fazendo uma crítica. Estamos reconhecendo que em alguns cantos daqui podemos encontrar São Paulo e, em outros, o Vale do Jequitinhonha. Aliás, BH também é um terreno de segredos, sejam eles bons ou ruins. Viver em Belo Horizonte é se aventurar em descobertas. É essa identidade tão complexa que o Pampulha celebra nesta edição, em comemoração ao aniversário de 120 anos da cidade. Nas reportagens deste especial, projetos que permitem vislumbrar a cidade a partir de pequenos detalhes (páginas 5 a 7); gente que ajudou a criar nossos cartões-postais (página 8); iniciativas que demonstram como, por mais que tenhamos um pé na tradição, somos vanguardistas (página 9); coisas irresistíveis, como o pão de queijo – ok, ele não é exclusividade nossa, mas tem a cara de BH (páginas 12 e 13) –; e objetos inspirados em temas daqui (páginas 10 e 11). E também apaixonados, a começar por aqueles que decidiram marcar na pele seu amor pela capi-
BH 120 anos
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Foi a forma que eu encontrei de levar (quando se mudou daqui) um pouco da paixão que sinto pela região e pela cidade junto comigo Bernardo Garcia, gastrônomo
DOUGLAS MAGNO
tal. Pessoas que escolheram tornar visível e permanente a relação que construíram com a vida aqui. O gastrônomo Bernardo Garcia, 25, estava de mudança para Curitiba quando tatuou a igreja de São Francisco de Assis, um nos mais emblemáticos cartões postais da cidade, no braço direito. “Sempre morei na Pampulha, e foi a forma que eu encontrei de levar um pouco da paixão que sinto pela região e pela cidade junto comigo”, explica. A referência, no entanto, nem sempre é facilmente reconhecida. “Por estar com o traço do projeto arquitetônico, o que foi uma forma de homenagear também o (Oscar) Niemeyer (arquiteto que projetou o Complexo da Pampulha), as pessoas custam a sacar. Já disseram que era um cachorro-quente, um guarda chuva,
um ratinho, e uma moça disse até que era um velhinho em cima de uma serra”, lembra, aos risos. Giovana Villari escolheu a praça da Liberdade para sua homenagem. “Nasci em BH, mas fiquei muitos anos fora. E, desde que voltei, em 2012, queria ter pra sempre comigo um pedacinho de cada uma daquelas cidades”, diz a estudante, que também tem o Elevador Lacerda, de Salvador, e o Cristo Redentor, do Rio de Janeiro, na pele. “Escolhi a praça da Liberdade para representar BH porque passei três anos caminhando todos os dias por ela para chegar em casa. Ela é sinônimo de aconchego e uma velha amiga para mim. Fiz a tattoo em abril deste ano e não poderia estar mais orgulhosa em carregar minha cidade comigo”. (Jessica Almeida)
Maíra Lemos
MAGÊ MONTEIRO/DIVULGAÇÃO
Jornalista e apresentadora
PARABÉNS, BH! “Tenho uma relação de amor com BH e é como se eu me apaixonasse diariamente por essa cidade. Pelas ruas novas que eu descubro, pelas que eu já conheço e que se modificam com as luzes e os verdes das estações do ano. A arquitetura de BH me encanta e eu preciso até tomar cuidado pra não cair porque eu ando olhando pro alto, pros prédios. As árvores centenárias desse nosso imenso jardim são a minha fonte de energia. E uma cidade que tem Belo Horizonte no nome, só não enxerga sua beleza quem não quer, não é? É importante comemorarmos os 120 anos de BH, que é carregada de simbolismo na sua essência. Pra mim, as serras e as pirambeiras da cidade são uma metáfora da vida, que sobe e desce”.
“
Escolhi a praça da Liberdade para representar BH porque é sinônimo de aconchego e uma velha amiga para mim Giovana Villari, estudante
reportagem
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DOUGLAS MAGNO
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Além de ser um ponto turístico, é um reduto cultural diversificado Alessandra Guimaraes, estudante
Grace Passô Atriz e dramaturga
PARABÉNS, BH!
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“Nasci aqui. Fui alfabetizada (no sentido mais profundo dessa palavra) por essa cidade. Belo Horizonte, pra mim, é memória viva, agora. A escuta dos belo-horizontinos, os botecos, os espaços de resistência e arte (sedes de cias de teatro, do Espaço Luiz Estrela, da ONG Lá da Favelinha, só pra citar alguns). O maior motivo pra comemorar é quando a gente vive nossa cultura radicalmente. O Carnaval, impulsionado pelos blocos da cidade, é motivo pra se comemorar também!”
FRED MAGNO
Razões diversas, sentimentos iguais Foi justamente no que Belo Horizonte tem de mais antagônico com sua cidade natal, Recife, que o pesquisador Txai Ferraz, 26, quis basear sua homenagem ao lugar que tão bem o acolheu mesmo antes que ele passasse dois anos morando aqui. “BH sempre meimpactou por ter um paisagemmontanhosa e, sobretudo, pela vista da Serra do Curral, que dá pra ver da (avenida) Afonso Pena. É bem linda e diferente de Recife, onde quase tudo é uma planície”, observa. Foi esse o tema escolhido para sua primeira tatuagem. “Resolvi tatuar a serra para me lembrar sempre desse período em que morei aí, dos amigos que fiz e das coisas boas que me aconteceram”, diz. O fotógrafo Mateus Lustosa, 25, também deixa na pele rastros dos lugares em que morou: Ouro Preto, Toronto, Lisboa e, claro, Belo Horizonte. Junto do tatuador Matheus Dias, definiu que seria um desenho em forma de foto, representando seu ofício. “Escolhi a escultura das Três Graças, que fica no jardim do Palácio da Liberdade, em função do significado e de onde está afixada. Ela é parte de um pedaço muito icônico da cidade, aquele entorno da praça da Liberdade”, explica. Já o publicitário André Macedo, 30, nunca havia pensado em tatuar o obelisco da praça Sete – mais conhecido como “Pirulito”. Porém, a arte da tatuadora Thereza Nardelli (o Pirulito com um pirulito na mão), o fisgou instantaneamente. Depois de tatuar com ela o número 5102, linha de ônibus que tem ponto final na porta de um apartamento em que morou, no bairro Santo Antônio, ele repetiu a dose. “Me encantei com o desenho porque acho que não tem símbolo mais icônico para o belo-horizontino que o Pirulito – eu, particularmente, tenho uma relação de amor e ódio com o centro e a loucura que é o entorno da praça. Além disso, gosto muito da expressão felizinha dele, apesar de ser meio canibal esse lance dele estar chupando um pirulito”, diverte-se. E mais do que tatuar um símbolo de BH, a estudante Alessandra Guimarães, 21, o fez em seu coração. “Quando buscava o que tatuar, o viaduto Santa Tereza era um lugar muito presente na minha vida. Além de ser um ponto turístico, é um reduto cultural diversificado. Além da forte relação do lugar com célebres escritores locais (quemnuncaouviufalar doritual de passagem dos jovens Carlos Drummond de Andrade, Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos, Hélio Pellegrino e Fernando Sabino, dentre outros, ao escalar os arcos do viaduto, cada um em seu tempo?). Pra mim, isso tem tudo a ver com a comemoração dos 120 anos de Belo Horizonte e a minha relação com a cidade”. (Jessica Almeida)
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Gosto muito da expressão felizinha dele, apesar de ser meio canibal esse lance dele estar chupando um pirulito André Macedo, publicitário ARQUIVO PESSOAL
LUCAS ÁVILA/DIVULGAÇÃO
MATEUS LUSTOSA/DIVULGAÇÃO
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Ela (a escultura das Três Graças) é parte de um pedaço muito icônico da cidade (praça da Liberdade) Mateus Lustosa, fotógrafo
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BH sempre me impactou por ter um paisagem montanhosa Txai Ferraz, pesquisador pernambucano
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BH CRIATIVA ESPECIAL>Tida como conservadora, capital é, na verdade, vanguardista em muitos aspectos
BH 120 anos
Terra fértil para boas ideias LEO FONTES – 10.7.16
Nascida nos Estados Unidos, a dança vogue tem em BH, hoje, seu maior polo no Brasil
MARIELA GUIMARÃES – 12.9.2015
O Duelo de MCs nasceu há dez anos sob o viaduto Santa Tereza com batalhas de versos de hip hop
BEAGÁ NO DNA Coxinha de catupiry Thereza Martins de Oliveira, ou dona Thereza, afirma ter sido a responsável pela criação da iguaria, no início dos anos 1970. A Doce Docê, loja em que a iguaria era vendida originalmente, inclusive, foi reaberta recentemente, em Nova Lima. Identificador de chamadas (Bina) Numa época distante dos smartphones supersônicos que fazem praticamente tudo, um belohorizontino, o engenheiro Nélio Nicolai, revolucionou a telefonia ao inventar o Bina, conhecido hoje como identificador de chamadas. Comida a quilo Amplamente difundida no Brasil inteiro, a comida a quilo foi inventada em Belo Horizonte, pelo chef e empresário Frederico Mata Machado, em 1984.
UARLEN VALERIO – 14.6.2015
ponsável pela iniciativa, acredita que aqui os grupos oprimidos entenderam a importância de estar na rua. “Sejam LGBT ou qualquer outra parte da população que sofra com o preconceito e as opressões, e mesmo sabendo que a rua é o espaço em que isso acontece, vamos para mostrar que não somos minoria e também temos direito de habitá-la, como qualquer outra pessoa”, diz. “Ficamos felizes em saber que isso esteja se repetindo em outros lugares, que outras pessoas estejam comprando essa ideia”, completa.
O Campeonato Interdrag de Gaymada promove as identidades LGBT ressignificando o estigma do jogo queimada
mos e ir amadurecendo e entendendo com o tempo, experimentando e criando em coletivo com a cidade”, afirma. A resposta a essa mudança de perspectiva é que expressões que nasceram aqui já foram “importadas” por outras cidades, como a gaymada, que acontece regularmente em São Paulo. O
campeonato nasceu em 2015, com o intuito de refletir sobre o que, desde a infância, é entendido como brincadeira “de menino” ou “de menina”, e o estigma atribuído à queimada, sobretudo quando jogada por meninos. Além outras questões LGBT. David Maurity, 30, ator e integrante do coletivo Toda Deseo, res-
Marília Rocha Cineasta, diretora do filme “Cidade Onde Envelheço”
BIANCA AUN/DIVULGAÇÃO
Que atire a primeira p e d r a quem nunca criticou Belo Horizonte e a “tradicional família mineira” que aqui habita, desdenhou de sua configuração, ao compará-la com outras capitais – “cadê o metrô?” –, ou mesmo quis fugir daqui para uma “metrópole de verdade”. Ainda que sejamos incapazes de fazê-lo diante de qualquer não residente, poucas coisas são mais características do belo-horizontino do que reclamar do suposto atraso da cidade. No entanto, a verdade é que, ainda que pairem muitos valores conservadores sobre nossas cabeças e que ainda tenhamos problemas urbanísticos, BH nem de longe pode ser considerada atrasada. Muito pelo contrário, existe uma abertura para a inovação na cidade e nosso solo tem se tornado cada vez mais fértil para muitas iniciativas que nascem aqui e, quando não ganham o mundo, no mínimo atribuem à nossa identidade uma veia vanguardista. Só nos últimos dez anos, o surgimento de propostas como a Praia da Estação, o Duelo de MC’s, a festa Dengue, com o duelo de vogue, o Campeonato Interdrag de Gaymada e outros eventos com viés de ocupação do espaço público, manifestação cultural e ato político, demonstram como BH efervesce de um jeito completamente único no contexto brasileiro. O antropólogo João Campos observa que isso é fruto de uma realidade muito específica existente em Belo Horizonte. “É algo que não existe, por exemplo, em São Paulo, onde as coisas acontecem de uma forma mais pulverizada. Aqui, a proximidade geográfica, ainda que nem tudo aconteça no centro, aproxima os movimentos”, explica. Esses movimentos, ele observa, vão na contramão da retórica do medo que está atrelada à experiência na cidade contemporânea. “O que está nas entrelinhas dessas manifestações é uma proposta de viver a cidade de maneiras alternativas. Elas transformam lugares que normalmente são de passagem numa mistura de festa e ação política, na lógica do ocupar um território em disputa. E assim a própria prática artística se reinventa”, comenta. O diretor e coreógrafo Guilherme Morais, 33, criador da festa Dengue, acredita que isso é fruto de uma libertação vivida pela capital. “Paramos de olhar para o circuito Rio-São Paulo e escutamos nossas demandas. Queremos fazer nossa arte e cultura do nosso jeito e fortalecê-las sem seguir o ‘como deve ser feito’. O maravilhoso de todos os movimentos em BH é que, ao começar, podemos fazer da forma que quiser-
OLHO NO FUTURO Outro aspecto em que Belo Horizonte se destaca é no âmbito da economia criativa e da tecnologia. A cidade abriga um ecossistema de start-ups, conhecido como San Pedro Valley, que é o segundo maior do país, com mais de 400 empresas. O ecossistema tem visibilidade in-
PARABÉNS, BH! “Tenho uma relação afetiva com a cidade que vem da infância (ela nasceu em Goiânia). Quando era bem pequena, vinha com as minhas irmãs passar férias na casa das minhas tias. Depois, vim estudar e aqui fiz grandes amigos, vivi os maiores amores, fiz alguns filmes, tive um filho. É a cidade que me acolheu e teve um papel central na minha formação e na minha vida. Acho que seria válido usarmos essa data para lembrar de coisas muito importantes, como os nossos parques, árvores, rios e nascentes que estão sendo extremamente maltratados ao longo dos anos. Gostaria de comemorar, antes de tudo, cuidando do lugar onde escolhemos viver.”
ternacional, é referência para as empresas de base tecnológica do país e representa a maturidade do mercado empreendedor do Estado, de acordo com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Além disso, após quase dez anos de operação em Minas Gerais, o Google inaugurou aqui, no ano passado, o único escritório da empresa focado em engenharia da América Latina, confirmando nosso potencial para a inovação. A gastronomia é outro âmbito no qual Belo Horizonte está em evidência, uma vez que reúne os diferentes sabores do Estado, que é referência em comida boa. Por sinal, dois festivais criados aqui extrapolaram não só os limites da cidade, mas também estão em outras partes do Brasil: o Comida di Buteco e o Fartura. O primeiro já está em 20 cidades em todas as regiões do país. Maria Eulália Araújo, uma das fundadoras do projeto, enxerga BH como um polo de criatividade. “Hoje em dia, fala-se muito em economia criativa, mas aqui já é assim há muito anos, antes dessa moda. E temos uma cultura de comida, cozinha, culinária, que é extremamente criativa por mais que sobre um berço e uma genética de tradição”, pontua. O fato de ser de Belo Horizonte, ela acredita, dá uma chancela ao festival quando ele se expande. “Por mais que em cada cidade o Comida seja muito regional, onde quer que a gente chegue, perguntam se é o de BH, porque aí sabem que é bom. E acaba sendo o nosso jeito de devolver para a cidade o fato de ter nos abraçado, levando-a por onde quer que a gente vá”, conclui. (Jessica Almeida)
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HORIZONTES DA CIDADE ESPECIAL> Projetos trazem olhar diferente para histórias, memórias e peculiaridades de BH TÂNIA ARAÚJO/DIVULGAÇÃO
Detalhes tãopequenos... Toda cidade tem os seus cartões-postais, sejam eles paisagens esculpidas pela natureza ou aquelas criadas por meio do talento da mão do homem. No caso da capital mineira, o traço insuspeito de gênios do naipe de Oscar Niemeyer ajudou a alçar construções como a Igrejinha da Pampulha ao posto de monumento icônico, para citar um exemplo. Mas se os estandartes disputam a primazia nos cliques dos turistas, uma profusão de detalhes não passa despercebido ao olhar perscrutador de moradores da metrópole. Flâneurs contemporâneos que, câmeras a postos, dedicam-se a capturar minudências para ressignificá-las. Muitos desses cliques desdobram-se em projetos de maior vulto – caso do “Chão Que Eu Piso” ou “Pássaros da Liberdade”, que já viraram livro. Na verdade, trata-se de uma busca pelo implícito, como analisa a estudante de Belas Artes Mariana Laterza, que, por conta de seu mestrado na UEMG, investiga o espaço urbano através de diversas derivas, tentando perceber e retratar a paisagem simbolicamente pelos seus detalhes. “Procuro o que está por detrás do óbvio. Imagens que instigam o devaneio, detalhes que possam ser simbólicos. Minha busca é pelo subjetivo, pelo sensível. Então, quando vejo uma hera nascendo no meio da rachadura de um muro, não vejo só uma planta, mas esperança. A luta de uma florzinha delicada no meio da brutalidade do concreto. Vejo a luta diária de tantas pessoas que sobrevivem apesar de todas as dificuldades. Esses detalhes, para mim, nunca são o que parecem, representam algo mais. E ao mesmo tempo, são o micro que simboliza o macro”, explana, para acrescentar, em seguida: “BH, para mim, não é a paisagem expandida: é feita de inúmeros fragmentos que me cativam e ficam marcados na memória afetiva”.
BH 120 anos
MARIANA R/DIVULGAÇÃO
PARABÉNS, BH!
Djonga
Rapper
“Eu sempre gostei da arquitetura da cidade... Mas eu vejo que a cidade cresceu tanto que muita característica se perdeu também. Crescer não é só colocar mais prédio, chegar mais empresa. Tem que crescer no sentido de qualidade de vida, de infraestrutura para receber as pessoas. A periferia continua desamparada, na vila falta muita coisa ainda… Mas o que tem de mais legal em Belo Horizonte, o que vale comemorar, é a galera, são os bares. É uma cidade que não é igual a São Paulo – que não dorme –, é uma cidade que dorme na hora certa. O motivo pra comemorar o aniversário é a gente que tá aqui.”
O QUE NELAS ESTÁ CONTIDO “Foi um tapume, que tinha como função, claro, tapar algo, que, para mim, descortinou muita coisa”, recorda a artista plástica Tânia Araújo (foto), referindo-se ao ano de 1995, quando, no trajeto diário de sua casa ao campus da UFMG, onde cursava Belas Artes, teve sua atenção captada pelo aparato de obras na av. Antônio Carlos, onde seu ônibus passava. A partir dali, ela começou a escanear a cidade pela janela dos coletivos. O fio condutor inicial foi o trecho que abarcava a Lagoinha. E foi ali, no bairro, que, certo dia, sua atenção se volveu para uma caixa de correios. “A partir daí, comecei a observar esse objeto como metáfora da espera”, diz, referindo-se aos tempos em que as cartas ainda eram um recurso valioso de comunicação. Hoje, lembra Tânia, as caixas servem de pouso para o que pode ser visto até como lixo. “Coisas colocadas sem a gente pedir, como informes publicitários ou, em época de eleições, santinhos”. O desuso explica o fato de, hoje, várias estarem detonadas. Algumas cobertas de hera, outras até violadas. “O que me chama a atenção é o fato de serem objetos silenciosos, mas que, com suas aberturas frontais, abrem a possibilidade do contato com o mundo exterior”. “Anônimas”, a série de cliques das caixas feita por ela, foi tema de seu doutorado e rendeu exposições. O detalhe é que, propositadamente, as fotos não trazem o endereço da casa à qual a caixa pertence, para deixar o espectador instigado.
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FERNANDA GOULART
REGISTRO HISTÓRICO ATRAVÉS DOS PISOS O projeto fotográfico Chão Que Eu Piso nasceu em 2013, de forma despretensiosa, em um perfil pessoal do Instagram. “A ideia era chamar atenção para a história do lugar, fazer com que bater o olho (no piso retratado) remetesse a pessoa não só ao lugar, mas à história do lugar”, lembra Paola Carvalho que, junto a Raíssa Pena, ambas jornalistas, partiu, num segundo momento, para uma página específica, que acabou atraindo a atenção de pessoas do mundo inteiro, que também entraram na roda. Por isso, mais que os 11 mil seguidores, o que faz os olhos delas brilharem é saber que a hashtag #chaoqueeupiso inspira pessoas de todos os continentes a também fotografarem chãos instigantes. No caso de BH, Paola salienta que os registros permitem traçar uma linha do tempo da cidade. “O projeto cresceu muito neste sentido, o de registro de patrimônio. Antes, era mais ligado à memória afetiva, na linha: a cozinha da minha avó, a igreja onde casei. Esse componente ainda está presente, mas também tem esse contexto histórico”. Num outro momento, em parceria com o projeto Casas de BH, veio o livro homônimo, que avança trazendo a fachada das casas cujos chãos foram clicados, pontuando a busca pelo contexto histórico. A obra está à venda na página do projeto e em locais como a Casa Guaja, Casa Amora ou Coletivo AU. Paola lamenta que, das 120 casas retratadas no livro, uma acabou sendo derrubada. “Infelizmente, ainda não temos uma legislação que dê o devido valor histórico a esse patrimônio”.
PARABÉNS, BH!
IVAN ARAÚJO/DIVULGAÇÃO
* Chão que Piso. Saiba mais sobre o projeto no Facebook e no Instagram homônimos
Apreciação e documentação Hoje, o fotógrafo Júlio Toledo, cujo projeto explora a arquitetura da cidade através da floração dos ipês, acha engraçado, mas no início de sua empreitada, se sentia como um maluco ao andar olhando para o alto ou, às vezes, no meio da rua, fotografando árvores. “Alguns me xingavam, mas os mais atentos acabavam procurando qual era o objeto de interesse. E acho que isso tudo foi criando e aumentando uma cultura de apreciação e valorização do paisagismo e da arquitetura dessa cidade que já foi a ‘cidade jardim’”. Propósito similar é compartilhado por Fernanda Goulart. “Minha pesquisa visa valorizar um tipo de arquitetura presente no imaginário social e afetivo das cidades, mas que não é objeto de tombamento ou proteção. E, através de sua memória gráfica, fazer das artes gráficas um veículo de documentação e preservação do patrimônio arquitetônico”, diz ela, que está por trás do projeto “Urbano Ornamento: Memória Gráfica das Grades Ornamentais”. Não raro, o homem acaba entrando também como um vértice, em uma triangulação com a arquitetura e formações da natureza. A artista plástica Tânia Araújo, por exemplo, ao expandir seu foco do bairro Lagoinha ao hipercentro, teve sua atenção voltada para o cotidiano dos camelôs, que todo dia, ao anoitecer, embalam suas mercadorias e as organizam em carrinhos, para, no dia seguinte, desembalar tudo de novo. O imponderável também compõe o dia a dia de quem busca um ângulo diferente da cidade. “Uma vez, minha máquina foi tomada de refém quando, no alto de um morro, eu tentava aproveitar a luz de fim de tarde”, diz Toledo. “Fui cercado e tomaram a máquina”. A devolução foi condicionada à entrega de um certo valor. “Peguei meu carro, sem pensar em riscos, desci o morro e pedi R$ 200 a um comerciante (não havia tempo para ir a um banco) para ‘libertar’ a câmera”, diz ele. Passado o susto, o plano, agora, é dar visibilidade a outras florações, “como as de sibipirunas, flamboyants, jacarandás-mimosos, sapucaias, manacás etc”. “Quero descobrir mais belezas na nossa cidade que faz 120 anos e ajudar a recuperar, para ela, o título de ‘cidade-jardim’, incentivando um cuidado maior com o paisagismo e arquitetura desta jovem senhora que é Belo Horizonte”.
Algo que me chama a atenção em BH é sua tendência a voltar contra si mesma, a se desfigurar e apagar seus vestígios, como muito bem lembrou Beatriz de Almeida Magalhães. Essa sensação pode ser apreendida caminhando pelas ruas da cidade, observando os passantes e as conversas ao percorrer por exemplo, no interior da Contorno, seu traçado em xadrez habitado pelas muitas ladeiras. Também é digno de nota o caráter ambivalente da capital mineira, que mantém ao mesmo tempo um ar provinciano e cosmopolita, (muito) conservador e (pouco) liberal, familiar e estrangeiro. Como metrópole de um país periférico, a cidade não sabe lidar com a diversidade e as minorias, pagando um alto preço por isso. Nesse sentido, os escritores nos dão as melhores sínteses sobre ela: é o Belorizoo de Wir Caetano, o Velhorizonte, a Cidade-Grande Sertão de Ricardo Aleixo, o Belo-Horizonte de Rubem Braga, a “Maravilha de milhares de brilhos vidrilhos” de Mário de Andrade. Mas, no fundo, a gente fala mal como alguém critica algo que no fundo ama, tal como disse certa vez um dos maiores belo-horizontinos já existentes, Wander Piroli. Tudo o que BH é, Fabrício ou aspira a ser, ainda se encontra no Mercado CenMarques tral. Um pouco também na Lagoa da Pampulha e Jornalista no Maletta. Nesses locais, quando menos se espera e escritor nos deparamos com a fala cantada, os olhos das moças, o prazer da conversa, a boa comida, os belos horizontes, e, de repente, o espírito de Minas”.
LINCON ZARBIETTI – 23.9.2015
ELEMENTOS DE PROTEÇÃO. E DE ADORNO Professora da Belas Artes da UFMG, Fernanda Goulart guarda com nitidez a cena de, já no interior da casa ainda vazia, que acabara de alugar (uma construção dos anos 1960), no bairro Sagrada Família, ficar olhando fascinada para o gradil que adornava a janela. “Me apaixonei por este elemento, que tanto pode remeter à ideia de segurança quanto de beleza”, admite ela, lembrando que, no primeiro quesito, em muitos casos as grades foram, com o tempo, substituídas pelos muros de concreto. À época, Fernanda buscava um tema para o seu doutorado em arquitetura. E o enlevo foi tal que partiu para uma pesquisa mais aprofundada não só sobre as grades, mas ornamentos, como volutas e brasões, por toda BH. Por meio de um bem-sucedido financiamento coletivo, veio o desdobramento do projeto Urbano Ornamento em livro. Em meio a este percurso, não foram poucos os que vinham lhe contar que passaram a reparar neste elemento a partir do trabalho dela. Mas o afinco de Fernanda quase virou uma obsessão, e, em certo momento, a moça achou por bem encerrar o ciclo. Hoje, debruça-se sobre o art déco em BH, cujos elementos estão presentes, estima, em mais de 500 casas. “Mas não estou me referindo ao art déco oficial, objeto de patrimônio tombado, que caracteriza a arquitetura de prédios como os da Prefeitura, o dos Correios ou o Cine Theatro Brasil; e sim o residencial, de arquitetura menor, de até dois andares”, enfatiza. * Urbano Ornamento. Confira mais sobre o projeto no Facebook homônimo
reportagem
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JÚLIO TOLEDO/DIVULGAÇÃO
A VIDA COTIDIANA, A MEMÓRIA E O PRESENTE O fotojornalista Marcelo Prates diz que a cidade na qual nasceu passou a atrair seu olhar no momento em que pegou o bonde para o grupo escolar e, na sequência, ao sair da Serra rumo ao Liceu Salesiano. “Nessas ‘viagens’, desenvolvi o exercício do olhar a cidade”. Seu primeiro ensaio foi instintivo – ele nem conhecia o termo. “Lembro de ter fotografado parte da destruição da Serra do Curral, um dos símbolos da nossa BH, pela extinta Ferrobel”. Aos 17 anos, Prates, hoje com 62, comprou a primeira câmera, ampliador e livros de fotografia. Mas foi após o curso de jornalismo que desenvolveu sua maneira de olhar e produzir imagens. “A pé ou de carro, circulo em busca de momentos inusitados e únicos. Ao fotografar, busco transferir, para as imagens, minhas informações culturais, artísticas e pessoais. Cada pessoa tem um olhar único e procuro, seja no plano geral ou em detalhes, mostrar a vida cotidiana, as memórias e o presente de BH”. Entre os ensaios, estão “Pássaros da Liberdade”, “Pendurados”, “O Chão que a Gente Pisa”, “Amores Improváveis”, “Fachadas”, “Monumentos”, “Fragmentos”, “Rabiscos”, “Ninhos Urbanos”, “Sinal de Ocupado” e “A Linguagem nos Suportes Urbanos” .
UM DIA, UM IPÊ “São muitas as histórias que Júlio Toledo carrega junto a si e à sua câmera em busca não só da floração dos ipês, mas desse espetáculo da natureza combinado a marcos arquitetônicos da capital mineira. “São madrugadas esperando pelo vazio das ruas, o medo de estar sozinho e vulnerável no espaço da cidade, à espera da melhor luz, de invernos floridos. A direção às vezes desatenta ao volante e atenta ao alto, para ser surpreendido por uma nova floração”. Toledo começou a fotografar ipês junto à arquitetura da cidade em 2005. De pronto, criou, no Facebook, a página bhcidadejardim. Em 2008, veio a “Coleções Ipês” (Ed. Rona), que arrebatou o prêmio Gentileza Urbana 2010. Aliás, foi naquele ano, durante o curso de Revitalização Urbana, na Faculdade de Arquitetura da UFMG, que ele se enfronhou mais no termo “paisagem cultural”, cunhado pela Unesco, e que se reporta justamente à junção da arquitetura e paisagismos notáveis. Em 2014, Toledo ganhou um concurso do Ministério da Cultura, o “Cultura 2014”, com a instalação “Sinfonia Para uma Cidade Jardim”, no prédio do Iepha, na praça da Liberdade, realizada em conjunto com a Voltz Design›. Mas o prêmio maior vem da natureza. “Este ano, por exemplo, fui surpreendido com uma floração conjunta de ipês roxo, amarelo e branco na praça Tiradentes”.
* Pássaros da Liberdade Confira mais no site passarosdaliberdade. com.br ou no Facebook, na página Marcelo Prates Fotografias
MARCELO PRATES/DIVULGAÇÃO
* BH Cidade Jardim. Confira mais no Facebook (BH Cidade Jardim) ou no site bhcidadejardim.com.br
“Além da questão do sucesso profissional e das conquistas que eu tive pelo Atlético, Belo Horizonte representa uma cidade que me acolheu muito bem, onde vou sou muito bem tratado, aprendi demais aqui com o povo mineiro, com o povo de Belo Horizonte – inclusive já virei até cidadão belo-horizontino. Gosto da culinária de BH, aqui tem ótimos restaurantes. Adoro a região em que moro, a Pampulha, é muito bonita. O entorno da cidade também é lindo, tem ótimos parques, é um lugar que oferece de tudo um pouco. É uma cidade que eu tenho um carinho muito grande, especial, por tudo que já vivi e vivo aqui no dia a dia. Gostaria de parabenizar BH pelo seu aniversário.”
Vitor Goleiro do Galo
MOISES SILVA – 15.9.2015
PARABÉNS, BH!
Mestranda em Belas Artes, Mariana Laterza é enfática: “Amo Belo Horizonte”. O fato de ter morado em outros países acentuou essa convicção. “Quando se tem outras possibilidades, a escolha precisa ter um motivo”. E essa veio com a percepção de que seu afeto estava aqui. “Uma vez, escreveram na parede do meu ateliê: ‘Em você encontro meu abrigo’, frase que fez total sentido para mim. Completei mentalmente: ‘meu lar é onde mora meu coração’. Fui redescobrindo BH, seus cantos e encantos, e me sentindo cada vez mais ‘dona’ daqui. Acho que foi muito isso também que me motivou a fazer toda a pesquisa (para sua tese) sobre paisagem urbana. Esse afeto pelo espaço, que guarda tantas memórias”, diz ela, que é filha do saudoso filósofo Moacyr Laterza. O exercício de fotografar detalhes se tornou inerente ao dia a dia de Mariana. “A ideia é que as fotografias sejam por si só obras, mas que, posteriormente, também virem gravuras”. Ao concluir o mestrado, ela espera levar o trabalho ao formato livro. “E expor a produção artística também. Quero fazer algo mais poético, que explore o lado subjetivo da cidade”. * Confira o trabalho de Mariana Laterza no Instagram (artista_mariana_laterza) ou em marianalaterza.wixsite.com/portfolio
MARIANA LATERZA/DIVULGAÇÃO
O LADO SUBJETIVO DA CAPITAL MINEIRA
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CIDADE E MEMÓRIA ESPECIAL> Arquiteta da praça do Papa, Marieta Maciel conta curiosidades de sua construção Altar da única visita de um Papa a Minas Gerais, palco dos primeiros passos de um dos mais icônicos grupos de teatro de Belo Horizonte, tombada como patrimônio histórico e artístico brasileiro: a praça do Papa parece hiperbólica por vocação. Aos pés da Serra do Curral, cercada de espaços turísticos, como a rua do Amendoim, o mirante e o parque das Mangabeiras, o lugar se tornou espaço de encontro e não foge à rota de quem visita a capital mineira. Batizada com nome masculino – oficialmente, é a “praça Governador Israel Pinheiro”, em homenagem ao político que governou o Estado entre 1966 e 1971 –, a praça do Papa nasceu das mãos de duas mulheres: Marieta Cardoso Maciel e Raquel Teixeira Rezende. São elas que assinam o projeto arquitetônico responsável por driblar os acidentes geográficos e dar conta de uma extensão atípica para uma praça (são 37.300 m²). O resultado é, sem dúvida, o mais importante legado de suas carreiras. Do alto de seus 70 anos, Marieta fala afetuosamente deste patrimônio mineiro. “Todos os projetos relacionados à praça do Papa me deram muito trabalho”, lembra ela, entre risadas. E fala com a autoridade de alguém que já se considera uma “parqueira e praceira”. É que dos 46 anos dedicados à arquitetura, desde recémformada ela se dedica a projetos de parques e praças. Falar de espaços públicos, então, tornou-se a especialidade da professora recémaposentada, que há 40 anos leciona sobre o tema na UFMG – sendo criadora do Programa Arquitetura Pública, com o professor Leonardo Barci Castriota.
BH 120 anos
DE ALTAR A PALCO Por ter trabalhado para a Secretaria de Obras do Município depois de sua graduação, em 1971, seu repertório de projetos de parques e praças é vasto. “Algumas das praças que projetei nem exis-
‘Dona’ dos parques e praças de BH DENILTON DIAS
PREMIADA Marieta Cardoso Maciel é um nome decisivo para a cartografia belo-horizontina. Por 20 anos, até a década de 1990, ela atuou junto à prefeitura de BH como “parqueira e praceira”, como se intitula. Além da praça do Papa, a arquiteta, que sempre optou por régua e compasso ao uso de computadores, assina projetos como a praça Alaska, na região Centro- Sul, a praça São Francisco de Assis e a praça João Alves, na região Norte. No último sábado (2), seu trabalho foi laureado com o 12º Prêmio Arquiteto e Urbanista do Ano, da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), que a considerou a “arquiteta do ano” no setor público.
A arquiteta Marieta Maciel na praça do Papa, local que projetou
tem mais”, reclama. Mas é a praça do Papa o seu xodó. “Com a vinda de João Paulo II, começou a história”, recorda. “O altar, feito em madeira, precisei projetar em uma semana! Porque o Papa já estava vindo!”. Feito de madeira, tinha que obedecer ao rigor da Cúria da Igreja, embaixo do altar devia haver um espaço reservado para o líder católico. “Foi tudo feito muito rápido! O mestre de obras, lembro, arrancou o projeto da minha prancheta e correu para executar!” Em compensação, o trabalho acabou se convertendo em um
momento único na vida de Marieta. “Pude assistir à missa do altar, no mesmo lugar que estava João de Deus”, emociona-se. “Eu nunca tinha visto antes e nunca vi depois tanta gente reunida!”, lembra, com razão. Para se ter ideia, no último Carnaval o bloco que reuniu maior número de pessoas em um mesmo lugar foi o Baianas Ozadas, agrupando 500 mil foliões e marcando recorde de público. Na visita do representante do Vaticano, havia quatro vezes mais pessoas. Certamente, ver o usufruto público de um espaço comum foi fundamental para a ALEX DE JESUS – 9.6.2016
PARABÉNS, BH!
Fábio goleiro do Cruzeiro
“Belo Horizonte é uma terra abençoada, que mudou a história da minha vida. Mudou não só dentro de campo, mas, principalmente, fora. A gente sente muito a presença de Deus. É onde eu recebi todo o carinho, todo o reconhecimento da minha vida profissional. E, com certeza, isso refletiu na minha vida pessoal. Cada vez mais me sinto mais mineiro, mais belo-horizontino. Estou muito feliz aqui”
trajetória de Marieta. A passagem do pontífice por ali, é verdade, reverberou não apenas na vida da arquiteta. A própria administração municipal, à época comandada pelo então prefeito Maurício Campos (“homem atento à importância dos espaços públicos para a cidade”, elogia), decidiu construir no lugar um memorial. Mais uma vez, Marieta e Raquel conduziram o projeto, inaugurado em 12 de dezembro de 1981. “Por conta da topografia, fizemos dois platôs e, contando com a notoriedade de João Paulo II, até os pisos usados foram doados”, rememora. Marieta explica que, com o projeto, priorizaram manter viva a memória daquele 1º de julho. Para esse propósito, foi erguido na praça o Monumento à Paz, feito em ferro pelo artista Ricardo Carvão Levy. Analisando o desenho do projeto, a arquiteta pontua que o lugar é quase um anfiteatro. Por isso, não se surpreende que tenha sido palco de espetáculos essenciais do Grupo Galpão. “Fico feliz com este tipo de uso destes espaços”, diz. Afinal, assim a praça mantém sua vocação para um lugar de encontro, “como deve ser com todos os espaços públicos da cidade”. APEGO “Sempre peço que meus alunos criem projetos para áreas que estão em vias de ser privatizadas
e apresentem para os órgãos competentes”, diz ela, para quem “estes espaços são mais importantes para o meio urbano que os privados” e, afinal, “sem eles, a cidade vira apenas um dormitório”. É com essa convicção que ela cobra mais “investimento em manutenção e divulgação dos parques e praças da cidade”. Principalmente, diga-se, para as áreas de grande concentração, que, para ela, sofrem com pouca iluminação, sujeira, ocupação irregular com barracas e depredação. Este também é o caso da praça do Papa. Embora não esconda o orgulho de saber que, no ano passado, o local foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), ela alerta que “falta manutenção” na praça. Quando fala do que categoriza como “desleixo”, Marieta se mostra decepcionada. “O poder público não entende os espaços públicos como estratégicos”, critica. “Mas, como dizia um colega, tenho que desapegar, porque a praça não é minha”, afirma, tentando se conformar. Mas essa não é uma tarefa fácil: a arquiteta viu a concepção, sabe quanto custou e, principalmente, viveu a história destes lugares. Dessa maneira, mantém-se inquieta, inconformada. Para ela, afinal, “diferente do que se pensa, os lugares comuns, públicos, não pertencem a ninguém, mas sim, a todos”. (Alex Bessas)
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GUTO MUNIZ/DIVULGAÇÃO
Grupo Galpão na apresentação histórica de “Romeu e Julieta” na praça do Papa, em 1992
Praça do Papa: palco do teatro A verdade é que o Grupo Galpão, fundado em 1982, sempre teve relação umbilical com os espaços públicos de Belo Horizonte. Ainda nos primeiros anos da companhia, os atores se viram em situação complicada por fazer de parques e praças seus palcos. “Ainda era ditadura, aquele período complicado, quando fizemos uma apresentação no Parque Municipal e acabamos detidos”, lembra o ator Eduardo Moreira. Ele recorda que havia uma lei que proibia eventos que provocassem aglomeração no local. Os policiais, diz bem-humorado, “foram até educados e esperaram a gente terminar a apresentação para nos levar”. Se a história, por si, diz muito da relação do grupo com o espaço urbano, é na praça do Papa que tal história se consolidou. “Nós fazíamos espetáculos na praça Sete, na praça da Liberdade, na Savassi... Sempre tivemos essa vocação de ocupar o espaço comum”, lembra Eduardo. Mas, comemorando a primeira década de
trajetória, no ano de 1992, “o Galpão já era acompanhado por multidões”. Foi por isso que o ator sugeriu que a estreia da peça “Romeu e Julieta” em BH se estabelecesse na praça Governador Israel Pinheiro. Claro, a estética de um anfiteatro do espaço também contou. “A praça do Papa se tornou um lugar totalmente ligado a nossas apresentações”, comenta a atriz Inês Peixoto, que traz na memória outro momento emblemático: a missa celebrada pelo líder da Igreja Católica, João Paulo II, em 1980, quando ela tinha 20 anos. Hoje, ela examina que as apresentações do Galpão no lugar se tornaram “um rito quase inacreditável: chegamos a colocar quase 8.000 pessoas naquela geografia de quase um teatro grego”. Espaço de celebração do teatro, como definem Eduardo e Inês, a praça se tornou uma das casas da companhia. “Sempre que estamos comemorando algum aniversário, fazemos apresentações lá”, lembra Inês. Neste ano, por sinal, soprando veli-
AGÊNCIA ESTADO – 6.4.2005
nhas dos 35 anos do grupo, a tradição foi respeitada. “Precisamos desconstruir esse medo do espaço público”, é o que pontua Inês. Para ela, “ruas e praças não podem ser lugares associados à violência”, e não devem ser “usados apenas para manifestações políticas”, mas também precisam se guardar como “lugares de encontro e celebração”. De uma perspectiva um tanto poética, aliás, a praça do Papa é síntese da harmônica relação do Grupo Galpão com BH. À frente, a Serra do Curral, símbolo da capital mineira, ao fundo, a própria cidade. “Montamos o cenário e a plateia tem ali a vista panorâmica, uma das mais amplas de Belo Horizonte”, comenta Eduardo, para quem tais imagens dizem muito sobre como o Galpão abraça e é abraçado pela cidade e seus habitantes. (Alex Bessas)
A missa celebrada pelo papa João Paulo II, que reuniu cerca de 2 milhões de pessoas no alto da Afonso Pena, foi o embrião da futura praça que popularmente levaria seu nome
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ESPAÇO GOURMET ALISSON GONTIJO / 16.6.2010
Pãodequeijoéacara dacidade:poraquise reinventoueganhou públicodiversificado Em umprimeiro momento, o colombiano Felipe Martinez, o francês Quentin Plaud e o alemão Matthias Bronk aparentam não ter nada em comum. Um é arquiteto, o outro bacharel em comércio exterior e o terceiro professor e intérprete. O que os une é BH e, mais precisamente, o apreço que eles passaram a ter por um sabor da capital, o do pão de queijo, após viverem aqui. É claro que o quitute não nasceu em uma cidade tão jovem: segundo dizem especialistas, é fruto da combinação da cultura alimentar de portugueses (pelo apreço por pão), indígenas (a quem se cogita a inclusão do polvilho) e africanos. No entanto, foi em BH que ele se reinventou, ganhou prestígio e o mundo. E, por mais que a cidade tenha desenvolvido uma gastronomia peculiar, com restaurantes sofisticados e criativos, ele segue abrindo o apetite de todos, como um “embaixador” da culinária. “A primeira vez que eu comi um pão de queijo foi no aeroporto de Guarulhos (SP). Achei bom, mas depois de provar tantos melhores em BH, vejo que ele era ruim”, relembra Martinez, que ainda vive na cidade. “Quando penso em BH, imediatamente relaciono com comida, com queijo e, claro, com pão de queijo com café”, completa. É a mesma ideia que tem Plaud, hoje morando em Paris. “Quando eu lembro de BH, penso em todas essas padarias servindo fantásticos pães de queijo e outros quitutes”, diz ele, que viveu na cidade por quatro meses, no início deste ano. Martinez gosta tanto de pão de queijo que o apresenta para toda sua família. Inclusive, já levou polvilho e queijo para Colômbia. “Todos amaram, mas reclamaram por-
Quitute tradicional, no Dona Lucinha
Tem sabor
da capital que só deu três unidades para cada um”, conta, rindo. Bronk, que morou na cidade por 13 anos, também se lembra de momentos em que colocou a mão na massa, quando o avô, um norteamericano, veio visitá-lo. “A primeira vez que fiz foi com a dona Marilene, e foi uma experiência muito boa pra mim: lembro da sova, do preparo. O mais forte que me ficou do pão de queijo é o gosto de queijo canastra curado”, diz, ele, ao citar Marilene Santiago, mãe de Mário Santiago, um dos sócios d’ A Pão de Queijaria – e de um amigo de colégio de Bronk. CRIATIVO A Pão de Queijaria, aliás, é um
dos principais redutos de BH, hoje, que servem o quitute e um dos responsáveis por elevar o patamar do item recentemente ao prepará-lo não apenas de maneira tradicional, mas também com outros queijos mineiros, como o parmesão d’Alagoa, e ao servi-lo reinventado, como base para sanduíches criativos. “Começamos bebendo nas receitas da minha família e do Lucas (Parizzi, sócio). Hoje, temos um modo de fazer nosso, mas muitas receitas”, conta Santiago. Ao todo, são cerca de 50 kg de pão de queijo por dia, muitas unidades para turistas, mas também para belo-horizontinos. “Creio que alguns fatores levaram o pão
de queijo a se destacar em BH entre os outros quitutes. Primeiro porque a capital tem um ritmo acelerado, as pessoas comem rua e isso leva à profissionalização. Além disso, temos uma consciência de nos apropriarmos daquilo que é a nossa cultura, valorizando-a”, diz ele. Para Hélida Mendonça, diretora de recursos humanos e gestão estratégicas da Forno de Minas, uma das pioneiras na produção de pão de queijo congelado, há agora outra razão para impulsionar o produto. “Temos um novo momento gerado pela onda do glúten free, mas as próprias características do sabor do pão de queijo fazem dele especial: ele agrada asiáticos, europeus, latinos. Quando participamos de feiras, percebo o feedback imediato, as pessoas ficam impressionadas”, diz ela. “Em um primeiro momento, nossa ideia era atingir os brasileiros que moravam fora, sobretudo nos Estados Unidos, mas agora o mercado norte-americano inteiro, por exemplo, está descobrindo a delícia e a versatilidade do pão de queijo”, diz.
N’ A Pão de Queijaria,ele pode vir recheado, como nesta opção com sobrecoxa de frango frita empanada e quiabo
A fala dela ganha força ao se observar os recentes publicações que enaltecem o pão de queijo no exterior. Em um vídeo do “USA Today”, por exemplo, o narrador comenta que “O pão de queijo é vendido em cinco ou seis por vez, o que é bom, porque, uma vez que você come um, você com certeza vai querer mais”. Já o jornal britânico “The Guardian” cita a origem mineira do quitute e aponta que o ideal é comê-lo no início do dia, acompanhando por um cafezinho. Se bem que, para belohorizontinos, o horário pouco importa: sempre é hora para degustar um bom pão de queijo. (Aline Gonçalves). DENILTON DIAS
Nenel Jornalista e criador do blog “Baixa Gastronomia”
ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO
PARABÉNS, BH! “Minha relação com Belo Horizonte é bem intensa. Nasci em BH e sempre morei aqui. Além disso, não dirijo e quase não ando de ônibus, o que me faz ter que caminhar muito pela cidade. Sendo assim, aproveito ao máximo as vistas das paisagens, os cheiros, os espaços públicos e o contato com as pessoas que circulam pela cidade. E eu adoro isso! A nossa gastronomia é demais! Os nossos botequins também, principalmente aqueles que mantêm a alma boêmia sem se importar em estar na moda ou não. E, pra completar, temos o inigualável Mercado Central, um paraíso na Terra, e em plena Belo Horizonte!”
O colombiano Felipe Martinez aprecia o quitute de vários lugares, como o do Café Dois Irmãos, no Mercado Central
BARBARA KAUCHER/DIVULGAÇÃO
BH 120 anos
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DENILTON DIAS/3.11.2017
ONDE COMER
RECEITA
Veja sugestões da equipe do Pampulha para comer pão de queijo original ou criativo
Pão de queijo (rende 30 pães de queijo de 70 g) Ingredientes 600 de polvilho azedo 100 g de fécula de mandioca 15 g de sal 400 mL de leite integral (gordo) 350 g de queijos curado Canastra 200 g de manteiga 3 ovos inteiros
Modo de preparo Rale o queijo na parte mais grossa do ralo. Coloque o polvilho azedo, fécula e o sal em um bojo e amasse com a mão. Coloque em uma panela, o leite e a manteiga. Leve ao fogo médio até ferver. Quando o leite e a manteiga levantarem fervura, escalde o polvilho e a fécula. Acrescente o queijo e mexa bem a massa até que ela se solte totalmente nos dedos. Espere a massa esfriar e acrescente os ovos. Faça as unidades e leve ao forno a 180 graus por 40 minutos.
Especialistas ensinam a fazer À frente da Cafeteria da Fazenda, que serve várias opções de pão de queijo produzidos com queijos mineiros, Ivagner Ferreira dá dicas a quem quer preparar um pão de queijo em casa. “Tem que colocar muito queijo, sem economia”, comenta. Na receita da sua família, há outro
truque: a inclusão de fécula de mandioca. “Misturo com o polvilho para dar alterar a textura: fica mais poroso”, diz. A historiadora Márcia Nunes, que cuida do Dona Lucinha, fundado por sua mãe, observa que, de fato, cada família de Minas tem um detalhe que torna a
A Pão de Queijaria R. Antônio de Albuquerque, 856, Funcionários Dona Lucinha R. Padre Odorico, 38, São Pedro
Receita Receita da da Cafeteria Cafeteria da da Fazenda Fazenda
receita diferente. “Nós (por exemplo) seguimos o modo de escaldar que foi passado por uma senhora. Ela usava água e óleo, enquanto minha mãe fazia com manteiga e leite”, diz. A principal dica no preparo que ela dá, porém, é sobre o uso das mãos. “Há três movimentos importantes. Primeiro: quando escaldar tem que esfarinhar a massa, juntando as palmas das mãos. Na hora de sovar, é preciso usar a força até do pulso. Agora, quando o queijo entra, aí só se mistura levemente, com os dedos”, diz. Para Mário Santiago, d’ A Pão de Queijaria, antes de mais
nada, deve-se ser criterioso na escolha dos ingredientes. “É preciso ter um queijo artesanal de leite cru e com uma cura de cerca de 25 dias, ovo caipira, um bom polvilho”, argumenta. O processo de assar também merece cuidados. “O forno deve estar pré-aquecido a 180 graus”, diz Hélida Mendonça, da Forno de Minas. Márcia concorda. “Nos primeiros 20 minutos, no forno, o pão de queijo cresce. Quando acabar esse processo, pode-se reduzir a temperatura para uns 150 graus e, aí, em mais uns 20 minutos, ele estará pronto”, diz.
Braga Pão de Queijo Av. Antônio Abrahão Caram, 1.001, Mineirão, Pampulha Café Dois Irmãos Av. Augusto de Lima, 744. lj. 30, Mercado Central, centro Cafeteria da Fazenda R. Montes Claros, 752, Anchieta Dona Diva Café e Quitandas Av. Augusto de Lima, 744, lj. 11, Mercado Central, centro Padaria Anchieta R. Montes Claros, 910, Anchieta Pão & Cia R. Francisco Deslandes, 41, Anchieta Verdemar Av. Nossa Senhora do Carmo, 1.900, Sion
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ESPAÇO GOURMET STUDIO TERTÚLIA/DIVULGAÇÃO
Parabéns com bolo
Alguns restaurante da cidade vão oferecer pratos em celebração pelo 120 anos. O chef Paratella Matheus, do D’Agostim di Paratella, reelaborou um prato feito pelos avós, o ravióli de galinha gorda, tendo em vista a participação dos italianos na cidade. O prato como uma garrafa de vinho sairá a R$ 120. Já o Paratella Gastronomia Italiana incluiu uma opção de sobremesa: é a panacota com calda de goiabada cascão, que estará disponível entre 8 e 25 de dezembro por R$ 23.
Como não poderia faltar no aniversário da capital mineira, um imenso bolo será servido no Restaurante Popular da Rodoviária. Segundo a prefeitura de Belo Horizonte, serão distribuídos 20 mil pedaços, no almoço do dia 12 de dezembro.
Rusty Marcellini Pesquisador e comentarista gastronômico
PARABÉNS, BH!
A sorveteria Easyice decidiu celebrar os 120 anos de BH com uma campanha para escolher um novo sabor de sorvete que seja a cara da capital. Na primeira etapa, foram selecionadas quatro pessoas, a partir das inscrições e sugestões enviadas pelo site. Os escolhidos foram Coquinho Crocante, Caldo de Cana, Cerveja com Crisp de Bacon e Pão de Queijo com Café, criados por Ana Laura Souza, Jessica Martins, Maísa Rocha e Vitor Massara, respectivamente. Os sabores serão lançados no dia 12 de dezembro (data de aniversário da cidade) e serão degustados por um júri crítico, que definirá o vencedor do concurso. O sabor escolhido ficará à venda nas lojas até o final do mês e poderá fazer parte da linha de produtos da Easyice.
Pratos de festa
“É aqui em Belo Horizonte que eu nasci e cresci. Fui morar fora aos 17 anos, mas voltei e fiquei desde 2004. Antigamente, não gostava tanto de morar em BH, hoje gosto principalmente por conta das pessoas e da informalidade em relação à gastronomia: essa coisa de comer em cima do balcão, na calçada. As pessoas gostam de falar da comida, da boa mesa, sentem prazer com a refeição e dão tempo para ela. É uma coisa muito do belo-horizontino.”
Promoção na data O Porcão BH realiza uma promoção no próximo dia 12 (terça), aniversário de BH. Na data, quem consumir o rodízio integral ganhará um espumante. Para participar, é preciso retirar o voucher no clubemeet.com.br.
CHARLES SILVA DUARTE / 4.3.2011
Eleição para sorvete com cara da capital
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VITRINE
Achados de
BH
No clima dos 120 anos Sobremesa celeste Que tal comer uma 6 panna cotta com calda de anis e ainda
no formato do Estádio do Mineirão? A iguaria é uma homenagem ao time Cruzeiro Quanto R$ 18 Onde Confraria Celeste (31) 2511-8187
pra 6 Poema usar Apesar
de ter nascido em Itabira, o poeta Carlos Drummond de Andrade viveu na capital e a homenageou de diversas formas. Aqui, ganha sua homenagem Quanto R$ 62 Onde www. poemese.com
Bebida alvinegra Com quase 10 milhões de torcedores, o Atlético Mineiro também ganhou sua versão de vinho tinto, feito com uva merlot Quanto R$ 44,90 Onde www. vinhosite.com.br/vinho-do-galo/p
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a BH! A 6 Brinde cervejaria Backer
criou um produto especialmente para homenagear os 120 da capital mineira. A Belorizontina, cerveja estilo light lager, foi produzida em edição limitada: 10 mil litros. Quanto R$ 15 Onde r. Santa Rita, 220, Olhos D’ Água ou www.cervejariabacker. com.br
Produtosinspirados nacapitalmineira sãoumconvite paracomemoraradata Nem só de botecos, paisagens belíssimas e uma gastronomia incomparável vive a capital mineira, mas essas diversões são essenciais para o espírito de se viver aqui em BH. É também inegável a força do setor da moda, além de ações e iniciativas que colocam a cidade como uma das capitais mais criativas do país. Provas desse potencial podem ser vistos nesses produtos inspirados, de alguma forma, em Belo Horizonte. Muitas marcas, estilistas, artesãos, artistase produtores tiram dacapital, do cenário onde vivem e ocupam todos os dias, e de suas peculiaridades, motivos para as suas criações. Da nova geração, o artista Gustavo Gontijosempre reúne elementos da cidade e sua estética artística, transformando tudo em colagens únicas. Ja a Mooca, uma das lojas colaborativas mais descoladas da cidade, convocou seus produtores a desenvolver produtos novos cuja inspiração fosse BH. Veja a seguir, produtinhos inspirados nos nossos monumentos, nos nossos detalhes, no nosso jeitinho.
BH 120 anos
A foto da atriz Diana Dors (1931 - 1984), 6 Colagem em sua bicicleta, no ano de 1949, foi inspiração para
que o artista Gustavo Gontijo fizesse o trabalho “Rios invisíveis”. A imagem retrata o asfaltamento da atual avenida dos Andradas, em 1960 Quanto R$ 250 (edição limitada) Onde(31) 99403-9239
Arquivo especial O livro “Casa e Chão” é um inventário fotográfico das casas belo-horizontinas e seus respectivos pisos Quanto R$ 90 Onde www. chaoqueeupiso. iluria.com
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O cruzamento 6 Cenário entra as avenidas Assis
Chateaubriand e Sapucaí, no bairro Floresta, feito à mão por Gaby Aragão sobre desenho do arquiteto Sylvio de Podesta Quanto R$ 110 Onde Gaby de Aragão (31) 99227-2620
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MADE IN BEAGÁ/DIVULGAÇÃO
certo O mapa de Belo Horizon6 Local te estampado na latinha de tartufo de chocolate Quanto R$ 28,90 Onde Frau Bondan (31) 3337-8198
com estilo Confeccionada 6 Cafezinho com madeira de reflorestamento, essa
Beagá como conceito Uma mistura de blog com loja, a Made in Beagá é um espaço dedicado a interessados e apaixonados por Belo Horizonte. Sua proposta é trazer um novo olhar sobre a cidade, por meio de produtos desenvolvidos por pessoas daqui. Quanto Carteira avenida do Contorno R$ 29; Quadro praça da Liberdade R$ 110; chaveiro carranca do Acaiaca R$ 15; Capinha de celular capivara no Pirulito R$ 45 Onde www.madeinbeaga.com.br
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MARIÂNGELA CHIARI/DIVULGAÇÃO
bandeja tem como cenário a clássica igrejinha da Pampulha Quanto R$ 140 Onde Asas da Terra claudiachiari@gmail.com
MATEUS LUSTOSA/DIVULGAÇÃO
aí O porta-bloquinho de 6 Anota tecido foi feito no projeto Meninas do Cafezal para a loja Patrícia de Deus, e retrata a icônica Praça do Papa. Quanto R$ 35 Onde Rua Fernandes Tourinho, 145, Savassi.
PATRÍCIA DE DEUS/DIVULGAÇÃO
colecionador Patches inspirados 6 Para nos principais rolês de Belo Horizonte: do icônico cachorrão da Emive até a capivara da Lagoa da Pampulha Quanto R$ 21,90 (cada) Onde Mooca (31) 3566-2067
Lúdico, o viaduto de Santa Tere6 Símbolo za é também utilitário, servindo como por-
PATRÍCIA DE DEUS/DIVULGAÇÃO
ta-lápis ou porta-objetos. Quanto 36,90 Onde bonecaria.com@gmail.com; www.facebook. com/bonecaria ou pelo telefone 3486 9409 /
PARABÉNS, BH!
Tentações A loja Patrícia de Deus tem belezu6 ras como os origamis da Oru (acima, R$ 28) e
papel de carta Refúgio (abaixo) R$ 59). Onde Rua Fernandes Tourinho, 145, 3223-5415.
MARIELA GUIMARAES
Alexandre Rato Grafiteiro
“Vejo a capital mineira como uma cidade que foi planejada para ser menor, mas que, no entanto, não cresceu de forma desordenada. Profissionalmente, faço expedições em outras cidades, mas é aqui que nasci e onde quero viver. ‘Perdi’ um ou outro colega para São Paulo, que foram atrás de oportunidades, mas que, hoje estando lá, percebem o crescimento aqui. Particularmente, não vejo sentido em sair. Percebo, aqui, um circuito cultural muito forte – e cito essa área por ser a que mais circulo. Atualmente, tenho desenhos espalhados por toda a Grande BH, à exceção de Ribeirão das Neves. Entre eles, destacaria o que fiz para a Vila Biquinho, na região norte, ao lado do Planalto. Ali fiz um trabalho de arte-educação e percebi que, através dele, os moradores passaram a ter uma sensação maior de pertencimento, o que se reverteu para cuidados como a limpeza do local”.
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LUIZ HIPPERT/DIVULGAÇÃO
REPRODUÇÃO FACEBOOK
em 6 BH HQ
Chancelada pela Editora Miguelim, a HQ de Jão e Rafael flagra a região do Baixo Centro Quanto R$ 24 Onde editoramiguilim.com
6 Beagá Que Eu Vi
O projeto traz camisetas e canecas. Quanto R$ 39,90 e R$ 29,90 (respectivamente) Onde windstore.com.br
EDITORA MIGUELIN/DIVULGAÇÃO
em linhas gerais 6 BH Não menos que irresistíveis são
os produtos da Refúgio Design. Quanto R$ 45 Onde Feiras, lojas da cidade e no Facebook.
PARABÉNS, BH! Célio Dias, estilista e dono da grife LED
CONCEITO EDITORIAL/DIVULGAÇÃO PEDRO GONTIJO - 29.12.2016
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A Cidade de Cada Um 6 BH: A coleção já lançou vários volu-
mes que esquadrinham a cidade. Quanto R$ 20 (em média) Onde livrarias da cidade
“A minha relação com a capital é justamente a de troca. Belo Horizonte me ensinou e ensina todos os dias como posso ser livre e usar do seu espaço, unindo o tradicional com o novo e alinhando minha forma de viver. É, sem dúvida, um celeiro de experimentações. Eu gosto do fato, por exemplo, de termos fortes influências interioranas e, ao mesmo tempo, modernas. Tanto nas artes, na música, na moda, na gastronomia e em diversas vertentes. BH é única e incrível. Me mostrou que não somos somente a tradicional família mineira, o conceito teve que mudar e hoje temos inúmeros formatos de família e todos eles podem ser mineiros, mas não necessariamente tradicionais. O que a cidade tem de mais legal é justamente as pessoas que aqui habitam, os indivíduos que aqui vivem. Todos sempre com muita história e tempo pra tomar um café com pão de queijo. Quer um motivo maior pra comemorar do que esse?”
Conteúdo Especial
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PROCURA> Planos de previdência privada crescem 8,15% no acumulado entre janeiro e setembro
De olho na aposentadoria FREEPIK/DIVULGAÇÃO
Muitos brasiLeonardo leiros estão Cunha p r e o c u p a dos com o cenário que o país atravessa. Um dos assuntos mais discutidos pela sociedade é a Reforma da Previdência, que deverá ser votada em breve no Congresso Nacional, em Brasília. No entendimento de boa parte da população, caso a reforma seja aprovada, o direito à aposentadoria dos trabalhadores será prejudicado. Em função disso, os planos de previdência privada têm ganhado cada vez mais fôlego no mercado, afinal, eles são um complemento à previdência pública. Segundo a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), entidade que representa as empresas que vendem esse tipo de produto, no acumulado de janeiro a novembro deste ano, pouco mais de 13 milhões de brasileiros optaram por es-
se tipo de serviço, o que gerou um crescimento de 8,15% se comparado ao mesmo período do ano passado. Já a Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro, aponta um crescimento de 22% das provisões do mercado de Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador
PRINCIPAIS MODALIDADES Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) – indicado para pessoas que fazem a declaração de ajuste anual do Imposto de Renda (IR). Nesse modelo, é possível deduzir até 12% da renda bruta tributável anual como despesa. Vida Gerador Benefício Livre (VGBL) – indicado àqueles que são isentos de imposto de renda ou fazem declaração simplificada.
de Benefício Livre (VGBL) no período de 12 meses. PREPARO Para o superintendente comercial da Icatu em Minas Gerais, seguradora especializada em previdência privada, Anderson Mathias Siqueira, “isso demonstra que o brasileiro que está sendo bombardeado com as notícias sobre as mudanças propostas na Previdência Social está começando a se preparar com os impactos futuros sobre sua renda”, diz. Ainda de acordo com ele, o plano de previdência privada é uma das melhores opções de investimentos em longo prazo disponível para aqueles que desejam garantir um futuro mais tranquilo. Entretanto, Siqueira revela que o futuro cliente, a fim de evitar dor de cabeça, deve escolher um corretor qualificado e de confiança para auxiliá-lo em todos os passos na contratação do serviço. “Esse profissional é o mais indicado para identifi-
Investimento Previdência privada é um complemento à previdência pública
car o plano mais aderente à declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de cada indivíduo”, frisa. Siqueira aponta, ainda, as principais vantagens em se contratar esse tipo de produto. “O cliente terá au-
sência de diferimento fiscal, uma vez que a tributação só acontece no momento do resgate ou compra de renda. Terá diversas opções de fundos para aplicação, como possibilidade de contratar benefícios de ris-
co como pecúlio por morte e invalidez, pensão ao cônjuge e filhos, além de ser um produto muito utilizado para sucessão, já que não passa por inventário”, conclui o superintendente comercial.
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
Música trata (CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
Depressão de fim de ano hegou mais um final de ano e, junto com ele, vêm as avaliações do ano que passou. Passa pela nossa cabeça os arrependimentos, as conquistas, as perdas, os ganhos etc. Enfim, é uma fase de avaliar o que se fez e o que deixamos de fazer. Neste período, justamente devido a estas avalições, a tristeza vem afligir uma parte da população. Na coluna desta semana, vamos diferenciar quem está triste somente ou deprimido e precisa de um tratamento especializado. Ficar triste nesta época é algo natural, em especial devido às reflexões que são feitas. Algumas pessoas podem ter também lembranças da morte de um parente ou alguma perda no ano que passou, como uma separação, um emprego, uma reprovação escolar etc. São sentimentos que, acumulados no decorrer do ano, podem se misturar e causar mais melancolia e tristeza. Não podemos confundir depressão com tristeza. Ficar simplesmente triste não caracteriza, necessariamente, uma depressão, que é um quadro patológico. A pessoa depressiva apresenta vários sintomas emocionais e físicos que podem incluir sentimentos de culpa sem uma razão Não podemos aparente, tendência ao isolamento, perda confundir ou ganho de peso, depressão com distúrbios do sono, raciocínio lento, metristeza. Ficar lancolia, perda de simplesmente apetite, dores pelo corpo etc. Quem fica triste não efetivamente deprimido no final do ano caracteriza, éporque já vem carrenecessariamente, gando sintomas prévios da doença. uma depressão É normal a pessoa confundir, ainda hoje, depressão com tristeza, “baixo astral”, fossa, ou atribuir os sentimentos a uma “fase ruim” ou à “crise do país”. A tristeza é um sentimento que acontece com qualquer pessoa, mas é passageiro, não altera o funcionamento do indivíduo. A pessoa continua a “tocar a vida”, ou seja, entristecer não é ficar deprimido. Todos temos momentos de tristeza, faz parte da vida. A vida é feita de alegrias e desilusões. O dia de Natal, por ser considerado cultural e socialmente um período familiar de união, troca, e por ser carregado de religiosidade, é uma data em que muitas pessoas se entristecem, pois as lembranças podem ser dolorosas, algumas feridas ainda não cicatrizadas pode voltar à tona e a percepção da realidade pode não agradar. Se você faz parte deste grupo que fica mais triste nesta época do ano, aí vão algumas dicas. Planejar seu final de ano é de suma importância. As coisas feitas em cima da hora geram mais estresse. Evitar conflitos familiares e não falar em coisas desagradáveis é de bom tom. Há sempre aquele familiar que chega com temas desagradáveis (esta pessoa deve ser evitada a qualquer custo). Priorize os exercícios físicos e se exponha mais ao sol, pois sabidamente a não exposição solar está ligada a quadros depressivos e melancólicos. E, por fim, não assuma compromissos acima da sua capacidade neste período. Faça aquilo que você planejou e mais nada. Já os casos com sintomas depressivos devem procurar ajuda médica e ou psicológica. O ano de 2018 está chegando. Novos erros serão cometidos, entretanto, não cometa os erros de 2017. Errar duas vezes pelo mesmo motivo é sinal de pouca inteligência e isso pode gerar tristezas e depressão. Faça uma boa semana.
C
Mirley Costa, 32, estava com suspeita de uma doença degenerativa muscular. Depois de vários exames, precisou fazer uma biópsia no ombro sem anestesia, pois o músculo tinha que estar ativo para que fosse retirado um pedaço dele. Durante o procedimento, uma enfermeira do Hospital Sara Kubitschek, em Belo Horizonte, começou a cantarolar em seu ouvido enquanto fazia cafuné na cabeça dela para tentar acalmá-la. Foi como uma música de ninar, contou Iane, que se surpreendeu com a iniciativa da enfermeira. Aquilo a fez esquecer um pouco a dor. “Foi inesperado, eu me senti acolhida”, conta. Para além do gesto, estudos internacionais comprovam que a música provoca efeitos benéficos no cérebro como o alívio da dor, evitando analgésicos. “A música afeta o céreJoana Suarez
Musicoterapia:Ritmoafetaocérebrocomoumtodo, inclusiveaárearesponsávelpelador,dizespecialista bro como um todo, então pode ser usada para competir com a área específica da dor. Outras regiões são ativadas, e você distrai o paciente. A gente consegue demonstrar isso ao ver o batimento cardíaco melhorar, a pessoa fica menos agitada, o suor diminui”, afirmou Cybelle Loureiro, musicoterapeuta formada nos Estados Unidos. Hoje, ela dá aulas no curso de musicoterapia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), bacharelado criado na Escola de Música em 2009, com disciplinas de pediatria, geriatria e psiquiatria. O curso de medicina também tem aulas de musicoterapia. EFEITOS POSITIVOS Seja no cérebro ou no corpo, a música, segundo a especialista, provoca diversas reações. É usada em cirurgias e reabilitações, voltada
para as questões psicológicas ou neurológicas. Na infância, é algo necessário ao aprendizado da leitura, da escrita e da socialização. “Você aprende a esperar o tempo da música e a se controlar”, explica Cybelle. A música auxilia desde o momento do parto até a morte. Um vídeo na internet ganhou fama quando uma paciente mais velha pediu para a enfermeira cantar sua música preferida antes de morrer. A memória musical é outra coisa que impressiona, e seus benefícios têm sido tema de pesquisas. “O histórico musical da pessoa ajuda em casos de Alzheimer. Muitas vezes, há a perda de memória, mas a parte musical perdura. Também tem beneficiado pacientes com derrame que não conseguem falar, mas conseguem cantar, e essa habili-
dade ajuda a pessoa a lentamente voltar a falar”, esclareceu Cybelle. Uma das primeiras pesquisas que ela trabalhou com a música foi com pacientes que sofreram derrame. LIGUE O SOM Seja, então, para prevenir perda de memória, para o tratamento específico de doenças ou simplesmente para relaxar, está mais do que provado que escutar música – aí pode ser o estilo que mais lhe agrada – faz bem à saúde. Quem nunca se arrepiou com uma música, chorou, se animou ou lembrou um momento marcante? A advogada Angélica Miranda, 32, só toma banho, caminha ou assume a cozinha embalada por algum ritmo musical, que é escolhido de acordo com o humor do dia: “É mesmo um santo remédio”. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
BENEFÍCIOS
Ao escutar um som, você pode se acalmar ou ficar mais enérgico
Você percebe a música mais com seu hemisfério direito, depois você começa a separar os elementos, a seguir a batida rítmica da música ativa outras áreas do cérebro, incluindo a parte frontal.
É uma ótima forma de manter a memória saudável, e também pode curar feridas do passado. É usada em cirurgias no controle da dor do paciente e na concentração dos médicos. No tratamento de algumas doenças, é importante estudar a preferência musical do paciente e trabalhar com músicas do mesmo estilo mas desconhecidas.
As regiões ativadas pela música no cérebro estão relacionadas ao movimento, concentração, controle, aprendizagem e memorização. A música libera a dopamina, que melhora o humor, reduz a ansiedade e dá prazer.
Há muitas pesquisas que mostram que o treinamento musical possui vários benefícios cognitivos, como uma melhor diferenciação de tons e atenção seletiva.
Ouvir uma música que você gosta o deixa uma pessoa mais agradável
A escola de musicoterapia da UFMG tem projetos com mães e bebês de risco, onde são usados instrumentos mais delicados como pequenas harpas vindas da Alemanha.
FONTE: PESQUISA DIRETA
SAIBA MAIS
Dança também é aliada Dançar é um dos modos mais primitivos de usar a música e também um dos mais efetivos. Juntar as duas coisas – dança e música –pode potencializar os resultados citados da musicoterapia no cérebro, como o alívio da dor, e na ajuda em casos de Alzheimer. Ao dançar, você mexe o corpo, mas também apren-
de a coreografia, memoriza e inclui mais uma habilidade: o equilíbrio. Estudo do Centro Alemão para Doenças Neurodegenerativas revelou que a prática tem ligações diretas com o hipocampo, área do cérebro que, ao envelhecermos, pode ficar prejudicada. Na pesquisa, a dança foi comparada a atividades de resistência e flexibilidade e se mos-
trou mais vantajosa pelas habilidades adquiridas em relação à memória e ao equilíbrio, além de favorecer a autoestima e o humor. Aliada à música, a dança libera dopamina no cérebro, o que induz ao prazer e à motivação. A equipe quer,com o estudo,desenvolver programas de exercícios para ajudar a prevenir o declínio de funções mentais.
Curso Visite o site de musicoterapia da UFMG: musica. ufmg.br/musicoterapia. Para 2018, as inscrições estão abertas até 11 de dezembro. Hospitais Algumas unidades de saúde recebem músicos para ajudar no tratamento da dor. Já houve violino no Hospital Alberto Cavalcanti – um músico tocava o instrumento para pacientes com câncer – e harpa no setor de queimados do Hospital de Pronto-Socorro do João XXIII.
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e previne doenças LINCON ZARBIETTI
Melodia é usada contra paralisia
Projeto na Associação Mineira de Reabilitação (AMR) usa a música no tratamento de crianças com paralisia cerebral
Crianças que tinham comportamento de se isolar por conta da paralisia cerebral passaram a manter contato visual por meio da musicoterapia. O projeto desenvolvido na Associação Mineira de Reabilitação (AMR), no bairro Mangabeiras, em BH, por musicoterapeutas da UFMG é transformador, nas palavras da coordenadora da equipe, Verônica Magalhães. Eles atendem 12 crianças e adolescentes uma vez por semana. “Eles aprendem a fazer o movimento de ‘sim’ e ‘não’ com intenção de se comunicar. Tivemos um paciente que, no início do semestre, estava com uma rigidez muito grande no pescoço, ficava com a cabeça virada para o la-
do o tempo inteiro e, por meio do estímulo musical, agora já consegue mudar a posição da cabeça, deixando-a centralizada, sem que ninguém precise tocar no corpo dele”, contou.
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Eles aprendem o movimento de ‘sim’ e ‘não’ com intenção de se comunicar
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sociedade
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DOLCEVITA
Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS EDY FERNANDES
A SAÚVA BRASILEIRA
A
corrupção no Brasil é tão grande que chegar ser revolucionária. Revolucionária em vários e diversos sentidos. Revoluções destroem e constroem. Nossa corrupção destrói o Brasil; vidas, sonhos, projetos; destrói a história, principalmente o presente e, com certeza, muito do futuro.
O MONSTRO BRASILEIRO
M
as nossa corrupção também cria, como um Dr. Frankenstein. Criou riquezas, para poucos, numa bizarra distribuição de renda. Criou novos milionários, por exemplo, os advogados que ganham fortunas defendendo seus clientes. E criou um novo judiciário.
O SUPREMO BRASILEIRO
D
esde o mensalão, com Joaquim Barbosa à frente, as
intermináveis e soníferas sessões do Supremo Tribunal Federal (STF) ganharam status de novela, de cinema. Novela mexicana, cinema barato, comédia, suspense, ação, tramas, ligações espúrias e perigosas.
O MINEIRO BRASILEIRO
E
sta popularidade na mídia é muito criticada. Por isso falamos com quem entende do assunto. Falamos com o mineiro de Entre Rios de Minas, o ex-presidente do STF e do Tribunal Superior Eleitoral, o advogado Carlos Veloso. Ele também é o entrevistado na coluna Navarro deste sábado (9), em O TEMPO e no programa DNA, no mesmo dia, na Band.
A JOIA BRASILEIRA
V
eloso defendeu o Judiciário: não é uma ditadura, isso é um mito. Ele é justo! Em caso de falhas, sempre há espaço e instâncias para se recorrer. Já o STF é a “joia das institui-
lançaperfume As organizadoras do BrazilFoundation em Belo Horizonte Cristina Brulay e Rejane de Paula ao lado do mecenas Mauro Tunes e de sua esposa Lilian, que abriram sua residência em Lourdes para jantar com as futuras entidades beneficiadas pelo projeto
Miami se6 AgueCasacor até dia 18, no Brições republicanas”, como diria Levi Carneiro. E mais: “Juiz bom não aparece: se aparece muito, buscando ser uma estrela, não vai bem, devia ser político”.
O PODER BRASILEIRO
D
esenvolvendo a questão da suposta ditadura do Judiciário,
Veloso respondeu-nos, em outra recente ocasião: “Estamos vivendo um momento de dificuldade num jogo de poderes. É hora, eu penso, de o Supremo Tribunal Federal se apresentar na sua figura mais importante, na sua posição mais importante na ordem constitucional brasileira que é efetivar a moderação”.
A VONTADE BRASILEIRA
“
Nós precisamos estabelecer esse equilíbrio nesse jogo de poderes, afinal, o que a sociedade afinal deseja? Deseja que a corrupção seja escorraçada, que os corruptos sejam punidos exemplarmente, mas com todas as garantias constitucionais, então, é hora de o Supremo dar a sua palavra como poder moderador”.
A MINA BRASILEIRA
“
O Supremo foi assim instituído pelos pais fundadores da nossa República em 1789. De modo que eu acho, e falando de Minas é importante, porque de Minas se fala para o Brasil, não é? Minas é o Es-
tado mais conservador, mas é um Estado pioneiro neste país. Tudo o que é grande neste país, partiu de Minas”.
A ORDEM BRASILEIRA
E
finalizou: “Você começa com a Inconfidência Mineira, a primeira revolução pela independência planejada e séria, só que não deu certo porque teve um traidor e ficou na história como tal. Então, esta é a minha posição: Que o Supremo tome o seu papel de poder moderador e ponha ordem nestas coisas”.
A COR DE LÁ
A
equipe da Casacor Minas – Eduardo Faleiro, Juliana Grillo, Fábio Gomides, Luisa Jordá e Jussara Schmidt – está na Casacor Miami. Se aqui é uma beleza, lá é uma beleza americana, com toda a riqueza e criatividade dos EUA. A mostra conta com 20 ambientes e, detalhe: mais seis intervenções artísticas de grandes de mestres brasileiros na arquitetura, decoração, paisagismo.
ckell City Centre, um projeto inovador com 450 mil metros quadrados. Empreendimento de US$ 1,05 bilhão.
6 Empreendimento, engenho e arte do escritório Arquitectonica para a Swire Properties, uma das principais incorporadoras internacionais da Flórida. mostra ocupa três 6 A“penthouses” dentro
de uma das torres residenciais do empreendimento. entrevista na re6 Da vista “Poder”, com neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho: O que fazer para melhorar o cérebro? “Você tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício”. está deprimido, 6 “Se reclamando de tudo,
com a autoestima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo”. tem a ver 6 Cabeça com alma? “Acredito
que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma...” vida moderna atra6 Apalha? “A vida moder-
na é uma maravilha. Horror era a Idade Média. As pessoas morriam de doenças banais. O sofrimento era muito maior. Hoje, existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.” A bela Ana Luísa Prates Carvalho, que comemorou seus 15 anos ao lado dos pais Rubens Lessa de Carvalho e Maria do Carmo Prates com uma espetacular e badalada festa no Jardim Canadá
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almanaque BH EM FESTA> Shows diversos marcam o aniversário da capital em um espaço símbolo da cidade WEBER PÁDUA/DIVULGAÇÃO
A praça vai ferver!
Praça da Estação Com show na terça (12) Skank é uma das atrações que vão se apresentar no local
ISABEL BORGES / DIVULGAÇÃO
MARCOS HERMES/DIVULGAÇÃO
BH 120 anos
ENCONTROS NO BAIXO CENTRO O palco montado na praça da Estação recebe Rodrigo Borges e Marilton Borges, filho e pai – este, pianista que participou do movimento Clube da Esquina. Eles convidam a sambista carioca Mart’nália para acompanhá-los. “A Mart’nália também vem de uma família tradicional na música, é filha do Martinho da Vila, tem toda uma história”, elogia Rodrigo. “Quando a convidei, pensei ‘seria legal se ela pudesse fazer parte de uma família de músicos mineiros’. Será uma honra tocar junto com ela pela primeira vez”, completa. O repertório passa pelo disco de Rodrigo “Qualquer Palavra”, canções do Clube e clássicos de Vinicius de Moraes, Baden Powel e Noel Rosa. O outro show da noite traz uma voz mineira e outra pernambucana: Marcelo Veronez e Otto dividem o palco da praça, com direito a canções do lançado disco de estreia “Narciso Deu Um Grito”. “O mais especial é poder cantar para um público grande na praça da Estação. Esse lugar tem tudo a ver com o disco, com a história do Carnaval e com o que aconteceu comigo nos últimos tempos”, relembra Veronez. (João H. Motta/ Sob supervisão de Marília Mendonça)
Rodrigo Borges e Família >convidam Mart’nália. Marcelo Veronez convida Otto
Neste sábado (9), a partir das 20h45. Entrada gratuita.
“A praça da Estação é onde as coisas acontecem, a casa de todas as manifestações, independentemente de características. É bonito, do palco, ver a ‘Estação’, que é uma referência da nossa cidade”. É assim que o músico Henrique Portugal define a emblemática praça Rui Barbosa, um dos cartões postais de BH. Não por acaso, o lugar foi escolhido para receber os maiores eventos da programação das comemorações dos 120 anos da capital. Palco do Festival Acontece, a praça recebe o espetáculo “Sou do Mundo, Sou Minas Gerais”, neste sábado (9), com a presença de Lô Borges, Maurício Tizumba e Mano Coti. No mesmo dia, haverá, ainda, show da carioca Mart’nália, que se apresenta a convite de Rodrigo e Marilton Borges, e do pernambucano Otto, convidado de Marcelo Veronez. Já no domingo (10), a praça entra em ritmo orquestral com a companhia Sinfônica Arte Viva, de São Paulo. Para o concerto, a regência é do maestro Amilson Godoy, que convida, ainda, o cantor Toquinho. Na mesma noite, há a apresentação de Flávio Venturini e Marcus Viana. Na terça (12), dia do aniversário da cidade, é a vez de o Skank comandar a festa. Mas antes do icônico grupo
de pop rock mineiro, o hip hop de BNegão ocupa o espaço, que ainda experimenta o talento do cantador Pereira da Viola. “Para a gente, do Skank, é uma alegria fazer este show em uma data redonda, nessa comemoração de 120 anos de BH”, comenta Portugal. “É algo que Samuel (Rosa, vocalista) costuma lembrar sempre: a gente não existiria sem o carinho dos belohorizontinos, que foram o fator ‘bola de neve’”, analisa Portugal, dobrando-se em gratidão aos conterrâneos. Para retribuir o carinho, ele promete saudar a plateia com os hits do grupo. Afinal, “é um apanhado de músicas pensado para que as pessoas possam mesmo se divertir, cantar junto”, explica. Belo-horizontino, o tecladista guarda uma relação de afeto e identidade da cidade com o Skank. “Falar de um só momento especial é até maldade”, diz. “Tem aquele momento em que tocávamos nos bares, ou quando gravamos no Mineirão, as lembranças do Santa Tereza, onde fui criado e onde a banda deu seus primeiros passos...”, enumera. A relação com a capital é evidente até quando desembarca de um Uber: ao descer, é cumprimentado pelo motorista, um dos admiradores do Skank. Ou melhor, “cúmplice. Aqui, em BH, temos cúmplices”. (Alex Bessas)
> Skank
Praça da Estação. Dia 12 (terça), às 20h30. Abertura com Bala da Palavra convida BNegão, às 19h. Entrada gratuita
LÔ E TOQUINHO NO FESTIVAL ACONTECE Em sua segunda edição, o Acontece norteia-se pelo tema “BH 120, Patrimônio Iluminado” e promete, além dos shows na praça da Estação, iluminar as fachadas dos prédios que compõem o conjunto arquitetônico da Pampulha até o dia 12. No caso dos shows, o espetáculo “Sou do Mundo, Sou Minas Gerais”, realizado por alunos da Escola de Artes do Aglomerado Morro das Pedras, convida expoentes como Lô Borges, “dono” do verso que nomeia a montagem. “Temos que comemorar muito, porque é o aniversário de uma cidade muito acolhedora. Uma metrópole perfeita para fazer música, para fazer arte … Me inspira muito, essa cidade”, conta Lô. No domingo (10), quem sobe ao palco é um paulista que leva BH do lado esquerdo do peito: Toquinho. “A cidade é parte importante de minha vida. Foi onde conheci, em 1976, a mãe de meus filhos. Um lugar que sempre me recebe com carinho e afeto. É uma honra participar das comemorações de seus 120 anos!”, conta ele, que repassa seus clássicos junto à Orquestra Sinfônica Arte Viva. (Lara Alves/Sob supervisão de Marília Mendonça)
> Festival Acontece
Espetáculo “Sou do Mundo, Sou Minas Gerais”. Neste sábado (9), às 19h. Entrada gratuita. Orquestra Sinfônica Arte Viva, sob regência do Maestro Amilson Gody, convida Toquinho. Neste domingo (10), às 21h. Entrada gratuita. Confira a programação completa em: goo.gl/qPnbDJ e goo.gl/tQzViB
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BH EM FESTA Galpão sopra velinhas com BH GUTO MUNIZ/DIVULGAÇÃO
Alex GrupofundaBessas mental do teatro belohorizontino, oGalpão,claro, também participa das comemorações de aniversário da cidade. Aliás, para a companhiaacomemoraçãoédupla: além dos 120 anos de BH, os atores celebram 35 anos nos palcos, praças, parques e, agora, pela primeira vez, embaixo do Viaduto Santa Tereza. É lá que, neste domingo (10), a companhia apresenta a peça “De Tempos Somos”. O grupo ainda levauma adaptaçãodamontagem“Os Gigantes da Montanha” para a Casa Fiat de Cultura na terça (12). Emcomum,asduasapresentações tem o formato de um sarau musical, intercalando textos e canções. “De Tempo Somos”, é verdade, já partia dessa premissa fazendo uma leitura histórica do grupo a partir de um apanhado de músicas que fazem parte da trajetória afetiva da companhia. Já “Os Gigantes da Montanha”, peça que é uma alegoria sobre a importância do teatro no mundo moderno, precisou ser adaptada. “Somosumgrupoqueexplorou muito os espaços da cidade, fazendo deles lugares de celebração do teatro”,
Grupo nascido na capital faz duas apresentações gratuitas em comemoração ao aniversário da cidade e ao seu próprio
avalia a atriz Inês Peixoto. Entre os exemplos, ela lembra a estreia de “A Rua da Amargura”, em 1994, na Praça JK – que, à época, “era só um canto de terra”. Na rota do Galpão já passaram lugares como as praças do Papa, da Liberdade e Savassi e os parques Municipal e Ecológico da Pampu-
lha. Mas faltava, ainda, a ida ao Viaduto Santa Tereza, um dos redutos culturais mais pulsantes de BH. VERSÁTIL A presença em tantos lugares distintos indica a capacidade do grupo de montar peças nos mais diversos formatos. “Fazemos questão de cir-
cular muito na cidade, o que exige disposição. Assim, já apresentamos no Aglomerado da Serra e em bairros periféricos também”, diz Inês. Por conta dessa relação, portanto, “é muito importante paranósrealizarestasapresentações no aniversário de BH”, defendeoatorEduardoMoreira. Ele explica que a adapta-
çãode“Os GigantesdaMontanha”aconteceemformatomenor, sem cenário, e valorizando as músicas italianas. Vale dizer, além dos aniversários de BH e do Grupo Galpão, a nova montagem da peça homenageia também o autor do texto original da peça, o italiano Luigi Pirandello (1867 – 1936).
Além de demarcar a celebração dos 150 anos de nascimento do dramaturgo, a apresentação na Casa Fiat de Cultura simboliza o início da parceria entre o Galpão e a entidade. Acontece que a instituição vai viabilizar o lançamento de uma HQ baseada na montagem “Os Gigantes da Montanha”, em 2018 – história que começou em 2014, quando a companhia mineira se apresentou em São Paulo. Na plateia, estava o ilustrador Carlos Avelino, que “se apaixonou e converteu a inquietação que a peça nele despertou em desenhos de todos os personagens”, explica Moreira. Não tardou para que os desenhos fossem parar nas mãos dos atores, que receberam o presente com surpresa e satisfação. “Ficamos encantado, ele tem um traço fenomenal!”, elogia Moreira. Assim, foi a vez do trabalho de Avelino reverberar no grupo – principalmente em Inês, que sugeriu a criação da HQ.
Grupo Galpão no >aniversário de BH “De Tempo Somos”. Embaixo do Viaduto Santa Tereza. Neste domingo (10), às 14h. Entrada gratuita. “Os Gigantes da Montanha”. Casa Fiat de Cultura (praça da Liberdade, 10, Funcionários). Terça (12), às 19h. Entrada gratuita.
TEATRO GRATUITO NO ANIVERSÁRIO DA CIDADE PABLO BERNARDO/DIVULGACAO
PABLO BERNARDO/DIVULGAÇÃO
infantil integra a 6 Espetáculo programação dos 120 anos
18 celebra BH com 6 Zap nova montagem
Depois de uma temporada no CCBB, o espetáculo “Berenice e Soriano” realiza apresentação única para comemorar o aniversário da capital. Neste sábado (9), o Parque Municipal se torna o palco das aventuras da doce Berenice, que sai em uma busca incessante por Soriano, seu sabiá Onde Teatro Raul Belem Machado (r. Leoni Prata, s/nº, Alípio de Melo) Quando Neste sábado (9), às 15h Quanto Entrada gratuita
Se a cidade comemora 120 anos, a Zap 18 debutou em 2017. Para celebrar os 15, o espetáculo “Homem Vazio na Selva das Cidades” estreou neste ano e, às vésperas do aniversário da capital, volta em cartaz em única sessão Onde Centro de Referência da Juventude (praça Rui Barbosa, s/n°, centro) Quando Neste domingo (10), às 19h Quanto Entrada gratuita
PAULO SANTOS/DIVULGAÇÃO
Pinheiro e Movasse 6 Tuca apresentam “Em Nós”
Fruto da parceria entre o bailarino mineiro e a companhia, o espetáculo de dança “Em Nós” trata da concretude que pode surgir entre o pronome “nós” e o plural do substantivo “nó”, a partir do exercício do movimento Onde Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo, 3277-6437) Quando Neste sábado (9), às 20h Quanto Entrada gratuita
PABLO BERNARDO/DIVULGAÇÃO
Boulevard volta ao cartaz 6 Black para o aniversário da cidade
Estreante em temporadas passadas do Segunda PRETA – evento organizado pelo Espanca! –, o espetáculo “Black Boulevard ou Tudo Preto de Novo ou O Ensaio-Geral” é dirigido por Antonio Hildebrando e conta a história de quatro artistas em busca de um novo espetáculo Onde Centro de Referência da Juventude (praça Rui Barbosa, s/n°, centro) Quando Neste sábado (9), às 17h Quanto Entrada gratuita
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BH EM FESTA Aniversário duplo no CCBB BH Patrícia Juarez MoCassese reira entrega: além de o dia 12 de dezembro marcar os 120 anos da capital mineira, é também a data do nascimento do compositor, pianista e arranjador Wagner Tiso, que na próxima terça-feira completará 72 anos de vida. Uma comemoração à altura, pois, se faz necessária – e ela terá como convidado o público apreciador da boa música. No CCBB BH – que, detalhe, abrirá as portas pela primeira vez numa terça-feira (esse é, tradicionalmente, o único dia da semana no qual o equipamento não funciona) –, Juarez Moreira estreia o projeto “Juarez Moreira e Convidados”, que prevê quatro eventos. Neste début, ele convida Tiso para bater continência a um nome que dispensa comentários: Milton Nascimento. Os dois
estarão acompanhados pelo Quarteto Taron, além dos músicos Kiko Mitre (baixo) e Lincoln Cheib (bateria). Mineiro de Guanhães, Juarez Moreira veio para a capital há 47 anos, “para estudar no Colégio Estadual”. De pronto encantouse pela cidade, ainda que, nos dias atuais, veja com certa melancolia algumas mudanças em curso. “Pode parecer um saudosismo barato, meio piegas, mas ando muito a pé e venho notando a cidade meio triste. Mas, claro, a capital mineira cresceu muito, e num país complexo como o nosso, com as coisas tão difíceis...”, contemporiza. Wagner Tiso, por seu turno, é mineiro de Três Pontas, cidade na qual conheceu Milton Nascimento (nascido no Rio de Janeiro, Bituca foi criado também no município do Sul de Minas). “No espetáculo, vamos apresentar cinco ou seis canções do Milton, além de composi-
Ter. 12.dez.
ÉLCIO PARAÍSO/DIVULGAÇÃO
CAMISETAS Presente Como parte das celebrações dos 120 anos de BH, além de abrir pela primeira vez numa terça-feira e de receber o show de abertura do projeto de Juarez Moreira, o CCBB BH vai presentear o público com camisetas comemorativas à nova idade da cidade.
Novo projeto de Juarez terá desdobramento em janeiro, junto a Hamilton de Holanda
ções do Wagner Tiso. E toco minhas músicas também”, conta Juarez. Da lavra de Milton, entram pepitas como “Travessia”, “San Vicente” e ‘Vera Cruz”. Já Juarez Moreira promete mostrar algumas iné-
ditas, caso de “Cine Pathé”, que vai estar no repertório de seu próximo CD. Como o nome indica, a composição lembra a hoje fechada sala de cinema de rua da avenida Cristóvão Colombo, na Savassi. “Era fre-
quentador assíduo”, lembra o artista.
Juarez Moreira & >Wagner Tiso
CCBB BH (Teatro I – Praça da Liberdade, 450 – 3431-9400). Dia 12 (terça), às 20h. R$ 20 (inteira). Ingressos: eventim.com.br ou na bilheteria, das 9h às 21h
Troca O visitante poderá ganhar o presente por meio de ações em redes sociais ou nas de compra e retirada de ingressos para o show de Moreira e para a exposição “Ex Africa” (que, no caso, tem acesso gratuito) na terça (12). Em contrapartida, o CCBB excepcionalmente não funcionará na quarta (13), para manutenção.
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BH EM FESTA Novos murais celebram cidade JOÃO GODINHO – 19.7.2017
Apresentado em julho deste ano, o Circuito Urbano de Arte, Cura, chegou para colorir a cidade. Em agosto, o ambicioso projeto entregou, como prometido, os primeiros quatro murais que compõem o único mirante de arte de rua do mundo – visto da rua Sapucaí. Empreitada de sucesso encabeçada pelasamigas Juliana Flores, Janaína Macruz e Priscila Amoni, o evento ganha, agora, uma edição extraordinária que integra a programação dos 120 anos da capital, quando duas fachadas cegas de prédios da região central serão pintadas entre os dias 6 e 17 de dezembro. “A ideia veio de uma provocação da Prefeitura e o apoio fundamental da Cemig”, comenta Priscila, que conta que tudo tem sido feito com muita pressa. Afinal, a conversa começou no feriado do dia 15 de novembro– e asmeninas logo toparam o desafio. Já a partir do dia 18, começaram a convidar artistas. Priscila explica que as idealizadoras e organizadoras do circuito já tinham autorização para pintar a fachada de um edifício, o Príncipe de Gales. Mas, no caso da cobiçada empena da Garagem São José, a autorização foi dada apenas no dia 29 de novembro, pela Diretoria de Patrimônio Cultural de BH. “A gente está assim, trabalhando a todo vapor”, diz Priscila, que não reclama da corridacontra o relógio. Para ela, o problema mesmo é o mau tempo. “Estamos bem apreensivos coma questão dachuva, torcendo que dê uma estiada nesses dias”. A verdade é que o Cura X, como a edição foi batizada, já está em fase de préprodução desde o início do mês. As empenas dos prédios já vêm sendo trabalhaAlex Bessas
Priscila, Janaína e Juliana lançaram o Cura em julho deste ano com a ambição de criar o primeiro mirante de arte urbana do mundo; celebrando o aniversário de BH, edição especial cria outros dois murais e inaugura a iluminação permanente das obras
ÁREA DE SERVIÇO/DIVULGAÇÃO
Garagem São José Com 31,85 x 56 m, a fachada cega compõe a paisagem de um dos cartões postais da cidade: o viaduto Santa Tereza. O mural será feito pela artista Milu Correch, que vem da capital argentina para se dedicar ao projeto. “O trabalho dela está em ascensão”, analisa Priscila Amoni, mencionando que seu nome apareceu depois de ininterrupto trabalho de pesquisa.
DOUGLAS MAGNO/DIVULGAÇÃO
ÁREA DE SERVIÇO/DIVULGAÇÃO
Príncipe de Gales Com 22 m de largura por 43 m de altura, o mural tem “quase o dobro do meu maior trabalho”, comenta Davi Melo Silva, o DMS. Centrado e modesto, o artista de BH, que tem trabalhos em países como Itália, Alemanha, Inglaterra, Palestina, Tailândia e Taiwan, diz que, “antes de festejar” precisa “encarar o projeto com responsabilidade – e vencer o medo de altura”.
das para receber os murais. ARISTAS Tão logo a iniciativa foi autorizada, foram convidados o belo-horizontino Davi Melo Silva, conhecido como DMS, que vai transformar a empena do Edifício Príncipe de Gales, e Milu Correch, que vem de Buenos Aires para dar cores e formas à fachada da Garagem São José. A escolha dos artistas diz muito sobre o projeto, em um contexto mais amplo. “Cartãopostal dacidade junto ao Viaduto Santa Tereza, entregar esse painel para uma mulher é uma forma de reafirmar nosso compromisso de criar, a médio prazo, a maior coleção de arte urbana feita por mulheres”, destaca Priscila. Além disso, o fato de Milu “ainda não ser muito conhecida”, converge com o princípio de revelar novos talentos. Davi, por sua vez, representa a preocupação do Cura em “valorizar os artistas locais”. Além disso, uma coincidência é celebrada: além dos 120 da cidade, Davi comemora 20 anos dedicados à “artede rua”. Obelohorizontino, apesar das efemérides, descarta que a oportunidade venha a coroar sua trajetória. “É uma forma de agradecer à cidade... Não uma coroação, mas sim uma comemoração”, diz. PROGRAMAÇÃO Começando os trabalhos no dia 6, é no dia 12 que se iniciam as atividades no mirante da rua Sapucaí, onde o público poderá acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos, entre 16h e 22h, ao som do repertório musical tocado diariamente por dois DJs até o dia 17, quando será realizado o encerramento do Cura X e inaugurada a iluminação permanente das seis empenas já finalizadas.
ÉLCIO PARAÍSO/DIVULGAÇÃO
Horizonte 6 Belo saúda Iemanjá
Símbolos das raízes das culturas africanas em nossa cidade, a praça de Iemanjá também participa das comemorações dos 120 anos da capital mineira. O Monumento a Iemanjá e o Portal da Memória foram restaurados e o espaço será reaberto para o público com festividades durante a entrega das peças. Onde Praça de Iemanjá (av. Otacílio Negrão de Lima, 260, São Luiz) Quando Dia 12 (terça-feira), às 19h Quanto Entrada gratuita
Minas Gerais recria 6 Memorial sala belo-horizontina de 1897
Em exposição no Memorial Minas Gerais, a “Sala Belo Horizonte” remonta a decoração das grandes casas da cidade em seu ano de fundação. A exposição conta com um tour pelo museu e ainda traz histórias da construção, curiosidades da cidade e lendas urbanas que fazem parte do imaginário popular da capital. Onde Memoria Minas Gerais (praça da Liberdade) Quando Terças, quartas, sextas e sábados das 10h às 17h30; quintas, das 10h às 21h30 e domingo, das 10h às 15h30. Quanto Entrada gratuita
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BH EM FESTA Ter. 12.nov.
PATRICK ARLEY/DIVULGAÇÃO
Tizumba “Amo BH, e cada vez que saio, quando volto vejo que amo mais”
60 anos de vida, 45 de carreira J á vem de vários anos o tradicion a l festejo “Tambor de Natal”, no qual Maurício Tizumba não só marca o encerramento do ano do Tambor Mineiro como aproveita para comemorar, com os alunos, seu aniversário – ele nasceu em 15 de dezembro. Neste ano, não seria diferente não fosse o palpite feliz da filha, Júlia. “Pai, você vai completar 60 anos. Não é o caso de uma comemoração especial, em um teatro?”. Dito e feito, Tizumba não só transferiu a festa para o palco do Francisco Nunes, como chamou alguns de seus amigos para a efeméride – caso de Chico Amaral, Marcus Viana e Titane, além da filha Júlia, claro, e dos grupos Tambor Mineiro e Bloco Saúde. Mais: a baliza de seis décadas de vida acabou entrando na grade das festividades de 120 anos da capital mineira. “Achei super legal! BH, há tempos, não tem uma festa de aniversário desta dimensão. E uma cidade tão bonita, merece. E aí a festa vai acontecer no dia 12, com entrada gratuita”, brinda o artista, que, vale dizer, é belo-horizontino. “Sem-
BH 120 anos
pre gosto de contar que nasci na Nova Esperança, fui criado no Aparecida, estudei no Parque Riachuelo e nas adjacências me formei”, lista ele, que hoje tem um quarto e sala no São Lucas, o qual ele mesmo cuida. “Sou eu quem limpa”. Também tem uma casa na Lapinha, em Lagoa Santa – frisa a localização porque, diz, se citar só a cidade, poderia dar ideia de uma residências de luxo em torno da lagoa. “É uma casa simples, eu mesmo limpo, varro”. Sim, Tizumba é prendado. Mas ele mesmo se surpreendeu com o feito recente. Fez tanta folia com a neta, Iara, que, quando viu, a menina estava com o vestido imundo. “Vi um pedaço de chita que tinha lá em casa e você acredita que eu fiz um vestido? Fiquei de cara!”. Na verdade, no momento em que Tizumba começa a falar de seus pais, nota-se que esse talento vem de berço. Aliás, ele se emociona ao falar dos genitores, o que aconteceu quando instado
a revelar o melhor conselho que recebeu na vida. “Na verdade, foram exemplos. De trabalho, da minha mãe, Eni, e de honestidade, do meu pai, Antônio”. E destrincha: “Minha mãe era empregada doméstica, lavadeira, de lavar a roupa na mão. Por isso, tinha as unhas destruídas mas, mesmo assim, sempre tentava pintá-las. E sempre falava em trabalho, trabalho”. Meu pai, ele não sabia
escrever, não tinha instrução, mas fazia de tudo para manter a família com honestidade. Passava aperto, mas só falava de honestidade”. Os dois sempre encamparam a vontade do menino Maurício de soltar a voz na estrada. “Ainda criança, comecei cantando em programas da (extinta) TV Itacolomi, uma espécie de ‘The Voice Kids’ da época. Para eles, era trabalho, eu tinha que chegar no horário, prestar
Lembrança: Tizumba, em foto de 1967, em show de fim de ano do grupo Cornélio Vaz de Melo, no bairro Aparecida REDE GLOBO/DIVULGAÇÃO
À direita, em cena do remake da novela “Saramandaia”, da Rede Globo, onde interpretou o padre Romeu
atenção na música, estudála. Me arrumavam – porque naquele tempo, a roupa era da gente mesmo”. Hoje contabilizando 45 anos de vida profissional, Tizumba já deu o ar da graça em shows, musicais, peças teatrais ou filmes. Mas não arredou o pé de sua cidade natal. “Nos anos 80, um professor me disse que, se quisesse fazer sucesso, tinha que ir para fora. Mas me considero um artista de sucesso tendo ficado aqui. Nos anos 90, comecei a viajar mundo afora, até mais para o exterior que no Brasil. Com o advento da tecnologia, pessoas do Rio passaram a me conhecer, a me convidar. Ia lá, fazia eventos ou TV, e voltava para o meu porto seguro. Sabe aquelas pessoas que vão para fora e contam que, para sobreviver, tiveram que dormir no banco da praça? Sempre tive medo disso”, ri. Uma das mais recentes viagens de Tizumba foi a Bangladesh, onde participou do Dhaka International Folk Fest.
QUIMERA FILMES/DIVULGAÇÃO
O ator contracena com Patrícia Pillar (“atriz de grande generosidade”) no filme “Outras Histórias”
DE REPENTE, 60 Sobre a chegada aos 60 anos, ele pontua: “Realizei muita coisa, continuo realizando. Agora mesmo, fui dar parabéns a um compadre que também fez essa idade, e ele disse: ‘Sessentão sim, idoso não’. Concordo. Por enquanto, estou em condições de recusar a fila preferencial (ri). Estou muito bem e acho que ainda tenho muito a realizar. Não sei o tempo de vida que tenho pela frente, mas sei que vou continuar trabalhando. Nunca pensei em aposentadoria. Claro que é meio complicado (trabalhar depois de um certo tempo) para algumas profissões, mas, para o artista, acho que nosso trabalho dá condições de ficar mais tempo. Então, se puder envelhecer trabalhando...” Por último, mas não menos importante, vale lembrar que ele é um defensor estrênuo da preservação da matriz africana. E da causa negra também. Atualmente, se debruça sobre leituras afins ao tema. “Acabo de ler o livro do Lázaro Ramos e estou lendo tudo da Chimamanda Ngozi Adichie”, conta.
Mauricio >Tizumba
Teatro Francisco Nunes (Parque Municipal). Dia 12 (terça), às 20h. Entrada gratuita. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes do show.
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ARTES CÊNICAS Felipe Neto em novo formato Aline “MegaFest” Gonçalves foi o nome escolhido pelo youtuber Felipe Neto para seu novo espetáculo, que chega a BH neste domingo (10). Mas procurar, no site oficial do evento, detalhes sobre a apresentação é perda de tempo: não há nada lá além de datas e de preços. Talvez porque ele saiba que seu público no teatro é formado por pessoas que o conhecem e o acompanham muito bem (os corujas, como apelidou seus fãs). Dono da expressiva marca de segundo principal nome brasileiro no YouTube (fica atrás apenas de Whindersson Nunes), o carioca de 29 anos, nascido no bairro Engenho Novo, possui mais que 16 milhões de seguidores em seu canal. E, a cada milhão conquistado, pinta os cabelos de uma nova cor (por isso, não estranhe se, na capital, as madeixas não estiverem roxas, como na foto ao lado). Além disso, ocupa o 1º lugar do YouTube Brasil em número de visualizações e, no início do ano, seu canal foi o segundo que
mais ganhou inscritos na América Latina. Um pouquinho do que ele faz em vídeo, desta vez, estará no palco. “A ‘MegaFest’ é absolutamente diferente de tudo que já fiz, é um festival onde os jovens podem cantar, dançar, pular e até jogar junto no palco. Ocorrem quadros do canal ao vivo e improvisados, como o ‘Casa, Mata ou Beija’ e o ‘Tente Não Rir’. Além disso, rolam várias situações inusitadas e engraçadas”, comenta Neto. Esta é a segunda vez que o youtuber “sai” da internet para os palcos. A primeira foi com o espetáculo “Minha Vida Não Faz Sentido”. “É totalmente diferente. ‘Minha Vida Não Faz Sentido’ era um monólogo muito mais sério e pesado, mas também foi uma experiência incrível”, diz.
Dom. 10.dez.
DE CARA LIMPA Ou seja, o novo espetáculo reflete a transição pela qual Neto passou nas redes recentemente. O youtuber começou há sete anos usando óculos escuros e fazendo pinta de reclamão no canal “Não faz Sentido”. Hoje, sua forma de apresentação é diferente, mais “de cara limpa”. Neto, inclusive, defende que
LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO
aquele era um personagem que levava tudo ao extremo, o que ele, na verdade, não é. Assim, as polêmicas dos primeiros vídeos perderam espaço para discussões de temas do cotidiano, desafios e jogos. Ou seja, conteúdo voltado para o entretenimento, sempre com humor. Segundo o rapaz, a vontade de estar no palco, paralelamente, é constante em sua vida. “Só estava esperando para poder estabilizar melhor meu tempo e sair de novo em turnê. Não consigo ser feliz longe dos palcos”, afirma. Nesta temporada, ele já passou por cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Manaus (AM) e Campo Grande (MS). “O que importa é meu público sorrindo, nada mais é relevante enquanto meu público estiver feliz”, diz.
Inédito Youtuber carioca vem à capital com espetáculo focado no humor
OUTRAS FRENTES Agora, ele também diversifica seus negócios. Entre os próximos projetos, Neto lista cinema, “sem dúvidas”, e também música, sem dar detalhes. Atualmente, ainda patrocina, por meio de uma de suas empresas, o clube do coração, Botafogo. “É a parte em que não posso deixar minha vaidade tomar conta. Sou um empresá-
rio com sócios fundamentais e importantíssimos e pretendo continuar expandindo meus negócios, alguns com mais alarde e outros sem alarde nenhum. A ação do Botafogo foi, sem dúvida, a realização de um sonho”, diz ele, que se envolveu em uma polêmica após criticar os jogadores do time por não terem conseguido um melhor resultado no Campeonato Brasileiro, encerrado na última semana. Em Minas, sempre lota espaços por onde passa, como em setembro, no lançamento de seu livro “Felipe Neto – A Trajetória de Um dos Maiores Youtubers do Brasil” em um shopping da capital mineira, que reuniu milhares de fãs em um tumultuado evento. “Eu amo Belo Horizonte, pois sou recebido sempre com um carinho de tirar o fôlego! Não vejo a hora de chegar com meu espetáculo e comer muito pão de queijo”, diz.
Felipe Neto em >“MegaFest”
KM de Vantagens Hall BH (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro). Domingo (10), às 17h. De R$ 45 (meia Coruja de Ouro/ fãs sócios, arquibancada 3º lote) a R$ 120 (inteira, mesa individual)
Teatro para bebê brincar Dom. 10.dez.
KIKA ANTUNES/DIVULGAÇÃO
Para a proposta funcionar, o público tem que ser menor
Esqueça todos os espetáculos que você já viu para crianças pequenas. “Concertos para Bebês: Brasil”, que estará em cartaz neste domingo (10), no teatro Bradesco, é completamente diferente. Para começar, ele não é feito para ser apenas visto, mas também para ser sentido. Destinado a crianças de 0 a 3 anos, o evento consegue prender a atenção desse público, normalmente muito inquieto, durante quase uma hora. Surpreendente do primeiro ao último minuto, o espetáculo brinca com os sentidos. Visão, audição e tato, além dos sentimentos, estão autorizados a entrar em cena, assim como os pequenos, que fazem parte da apresentação. Bebês engatinhando pelo palco, outros tateando os instrumentos, crianças maiorzinhas correndo atrás de bolhas de sabão, entrando debaixo de panos ou dançando livremente, atores sentados ou agachados para olhar os espectadores
nos olhos: é assim que o show acontece. “A participação das crianças é fundamental para que a apresentação aconteça. Tudo é construído com a ajuda e participação do público”, diz o diretor Cássio Pinheiro. Mas, para que a interação ocorra, é preciso ganhar a confiança. Presente em apresentação que ocorreu na cidade em outubro, a reportagem viu que as surpresas começam antes mesmo do espetáculo, quando o público se depara com as portas do teatro fechadas até o horário previsto para o início. É quando o elenco surge, já tocando seus instrumentos e brincando com as crianças. O pequeno garotinho no colo do pai logo se rendeu à moça sorridente que tocava para ele; a menina que levava um sapo de pelúcia nas mãos ganhou um solo exclusivo de “O Sapo Não Lava o Pé”. “Nós pedimos licença às crianças para aproximarmos delas”,
diz Pinheiro. Conquistados, eles são convidados a entrar, mas não a ocupar as cadeiras da plateia: é de cima do palco, sentados em almofadas ou cadeiras, ou brincando, como preferirem, que todos assistem e participam do espetáculo. INSPIRAÇÃO “Concertos para Bebês: Brasil” é inspirado em um espetáculo português dirigido por Paulo Lameiro. A versão brasileira valoriza a música e a cultura do país. O repertório valoriza o cancioneiro popular brasileiro de todas as épocas, com músicas que vão desde “Lição de Solfejo XXIII”, de Luiz Alvares Pinto, composta no século XVIII, passando por Chiquinha Gonzaga e Chico Buarque. Todos sentam-se no palco no espetáculo em cartaz em BH Com a proposta de fazer um espetáculo bem próximo do público, com elenco e plateia dividindo o palco, o número de espectado-
res é limitado. São, no máximo, cem pessoas, entre adultos e crianças. O espaço físico, porém, não é o único limitador. “Para ter a qualidade que queremos, o zelo com as crianças, não podemos ter um público maior”, diz o diretor Cassio Pinheiro. Todos os artistas em cena são mineiros e foram selecionados ao longo de dois anos por meio de critérios artísticos e pela capacidade de interagir e cativar as crianças. “Todos que estão lá trabalham com crianças e têm carinho por elas. A ideia é ter a criança colocando a sua sensibilidade no espetáculo”, afirma. O grupo já tem convite para uma turnê no Rio de Janeiro e para participar de eventos em Portugal e na Espanha, em 2018.
Concerto para >Bebês: Brasil
Teatro Bradesco (Rua da Bahia, 2244, Lourdes). Neste domingo (10), às 11h. R$ 70 (inteira)
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ARTES CÊNICAS teatro adulto A CERIMÔNIA Dir. Rogério Lopes As peripécias de Jerônimo e Vicente para se tornarem grandes atores. Funarte (r. Januária, 68, centro). Neste sáb. (9), às 18h; dom. (10), às 19h. Entrada gratuita.
A COISA Com Núcleo de Teatro Espaço Comum Luís Estrela Intervenção sobre moradores de rua. Viaduto Santa Tereza (av. Assis Chateaubriand, 619, centro). Ter. (12), às 18h30. Entrada gratuita.
BLACK BOULEVARD OU TUDO PRETO DE NOVO OU O ENSAIO GERAL Dir. Tatá Santana. Com Elisa Nunes, Fabiana Brasil, Rainy Campos Quatro artistas em busca de um novo espetáculo. Centro de Referência da Juventude (Praça Rui Barbosa, s/n°). Neste sáb. (9), às 17h. Entrada gratuita.
DE TEMPO SOMOS - UM SARAU DO GRUPO GALPÃO Dir. Lydia Del Picchia e Simone Ordones. Com Antonio Edson, Beto Franco, Eduardo Moreira Sarau repassa o repertório do grupo. Parque Municipal Américo Renné Giannetti (av. Afonso Pena, 1377). Neste dom. (10), às 15h. Gratuito.
E A COR A GENTE IMAGINA Dir. Victor Alves. Com Oscar Capucho e Victor Alves As diferenças e relações entre o corpo cego e o corpo que enxerga. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Ter. (12), às 20h. Entrada gratuita.
GUANABARA CANIBAL Dir. Marco André Nunes. Com Aquela Cia A questão indígena na atualidade a partir de registros históricos da tomada do Forte de Villegagnon,. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a seg., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 18/12.
HOMEM VAZIO NA SELVA DAS CIDADES Dir. Gustavo Falabella. Com Dominique Macbé, Lucas Costa, Micheline Monteiro Um escritor precisa partir em direção à cidade para escrever um novo livro e cumprir o contrato com a editora. Centro de Referência da Juventude (praça Rui Barbosa, s/n°, centro). Neste dom. (10), às 19h. Entrada gratuita.
INTIMIDADE INDECENTE Dir. Pedro Paulo Cava. Com Andreia Garavello e Geraldo Peninha Um casal longevo às voltas com o passado precisa se adaptar às redes. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1341, centro). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 50 (inteira). Até 17/12.
MANUAL DX GUERRILHEIRX URBANX Dir. Marina Viana. Com Alunos do Cefart Figuras históricas e símbolos de diferentes gerações se conectam.
IGOR AYRES/DIVULGAÇÃO
JOÃO E MARIA
Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro). Qui. a sáb., às 20h; dom., às 19h. Entrada gratuita. Até 17/12.
Dir. Henrique Passini e André Brant. Com Cia Mineira de Ópera A história de dois irmãos aprisionados por uma bruxa malvada. Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste dom. (10), às 11h. R$ 20 (inteira).
MEGAFEST (Leia mais na página 28)
O MARIDO QUE COMPROU UMA BUNDA À PRESTAÇÃO Dir. Fernando Limoeiro. Com O Morro em Cena O cordel critica a ditadura da beleza. Praça Sete (Praça Sete, s/n°, centro). Ter. (12), às 12h. Entrada gratuita.
performance MIRRA Com Núcleo de Criação e Pesquisa Sapos e Afogados Um ator desenvolve uma arte marcial cujo objetivo é fazer flutuar. Foyer do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (9), às 17h. Gratuito.
O PAÍS DO SOL Dir. Ricardo Martins. Com Adriano Junior, Douglas Martins, Dudu Ferreira Uma sociedade imaginária que escancara a graça e a desgraça de quando a lama se confunde com a paisagem. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Sex., sáb. e dom., às 20h. Entrada gratuita. Até 17/12.
OS NEGROS Dir. Rogério Lopes Um tribunal é instalado para que uma corte composta por brancos julgue crimes atribuídos a um grupo de negros. Funarte (r. Januária, 68, centro). Neste sáb. (9) e dom. (10), às 20h30. Entrada gratuita.
PASSAARÃO Dir. Aline Vila Real. Com Grupo Espanca! Um olhar sobre o centro da cidade, seus moradores e passantes. Viaduto Santa Tereza (av. Assis Chateaubriand, 619, centro). Seg. (11), às 17h. Entrada gratuita.
SUAVE COISA NENHUMA Dir. Samira Ávila. Com Henrique Cordoval Dois artistas dividem palco e vida, e em algum momento essa relação se perde. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (9), às 20h; dom. (10), às 19h. R$ 20 (inteira); R$ 8 (comerciário).
UMA TENDÊNCIA PARA ALEGRIA Dir. Ronaldo Jannotti. Com Carol Oliveira, Luisa Rosa e Saulo Salomão Conhecidos que vivem sob o mesmo teto e atravessam juntos as estações. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, 3431-9400). Qui. a seg.,às 19h. R$ 20 (inteira). Até 23/12.
teatro infantil A BELA E A FERA – POCKET SHOW Dir. Fernando Bustamante. Com Cyntilante Produções Um príncipe foi transformado em uma fera e o feitiço só será quebrado quando ele encontrar uma mulher que o ame. Pátio Savassi - Praça de Alimentação (av. do Contorno, 6.061, São Pedro). Neste dom. (10), às 16h. Entrada gratuita.
BERENICE E SORIANO Dir. Fernanda Vianna. Com Denise Lopes, Evandro Henringer, Jéssica Tamietti A destemida Berenice sai pelo mundo em busca de seu sabiá Soriano, sempre acompanhada de sua boneca de pano. Teatro Raul Belem Machado (r. Leoni Prata, s/nº, Alípio de Melo). Neste sáb. (9), às 15h. Entrada gratuita.
Inspirado em “Morte e Vida Severina”, “É tão belo como um sim” é um espetáculo para bebês É TÃO BELO COMO UM SIM Dir. Débora Vieira. Com Lucas Barbosa, Igor Ayres, Mara Costa Espetáculo para bebês livremente inspirado em Morte e Vida Severina. Teatro de bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Sáb., às 15h; dom., às 11h. Entrada gratuita com retirada de ingressos 30 minutos antes do espetáculo. Até 17/12.
JOÃO E MARIA Dir. Manu Pessoa. Com Alessandra Reis, Carol Carvalho, Danilo Mata João e Maria, brincando de ser, outrora de saber, catando lembranças . Teatro de bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (9), às 11h; dom. (10), ás 16h30. Entrada gratuita com retirada de ingressos 30 minutos antes do espetáculo.
NOEL E OS DUENDES Dir. Joselma Luchini Velhinho cata brinquedo dos sacos de lixo. Espaço Cultural Luchini (r. Osório de Morais, 274, Ouro Preto). Dom., às 11h. R$ 30 (inteira); R$ 14 (postos Sinparc). Até 17/12.
SOLDADINHO DE CHUMBO Dir. Fernando Bustamante. Com Ricardo Sabino, Hadassa Baptista, Rafael Ventura Um boneco, que tem apenas uma perna, se apaixona por uma bailarina. Pátio Savassi - Praça de Alimentação (av. do Contorno, 6.061, São Pedro). Neste sáb. (9), às 16h. Entrada gratuita.
musical CONCERTO PARA BEBÊS BRASIL (Leia mais na página 28)
dança A INCRÍVEL HISTÓRIA DE AUGUSTO RUSCHI Dir. Fernando de Castro. Com Corpo Escola de Dança Um resgate à história do agrônomo e ecologista Augusto Ruschi. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Neste sáb. (9), às 18h; dom. (10), às CLARISSA LAMBERT/DIVULGAÇÃO
Companhia de Curitiba desembarca em BH para apresentar “Quando se calam os anjos”
18h. R$ 30 (inteira).
CIA SEC DE DANÇA Fragmentos da coreografia contemporânea "O Eu do Qual Somos Parte". Casa do Baile (av. Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha, 3277-7443). Neste sáb. (9), às 16h. Entrada gratuita.
EM NÓS Com Coletivo Movasse e Tuca Pinheiro Um corpo coletivo disponibiliza suas capacidades para propor e aceitar desafios. Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste sáb. (9), às 20h. Entrada gratuita.
OLHOS MEUS Dir. Anamaria Fernandes. Com Cia Corpos Mistos A obra coreográfica foi criada não para ser vista, mas para ser sentida. Funarte (r. Januária, 68, Floresta,
3213-3084). Neste sáb. (9), às 13h30 e às 16h30. Entrada gratuita.
PIXINGUINHA Dir. Fernando de Castro. Com Corpo Escola de Dança Homenagem a um dos maiores compositores da música brasileira. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Ter. (12), às 20h. R$ 30 (inteira).
QUANDO SE CALAM OS ANJOS Dir. Nicole Vanoni. Com Curitiba Cia de Dança A precariedade das relações humanas, o desamparo e a solidão desembocam nesta montagem. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Qui. (14), às 21h. R$ 20 (inteira).
ópera
WALTZEN Com Núcleo de Criação e Pesquisa Sapos e Afogados Os integrantes do coletivo revisitam sua trajetória em uma dança como quem faz um giro pela cidade. Entorno do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, 3214-5350). Sex. (15), às 16h. Entrada gratuita.
festival de teatro popular permanente RUMPELSTILTSKIN Dir. Juliana Almeida. Com Centro de Pesquisas Teatrais Personagens em ouro se envolvem em grandes confusões. Teatro de bolso do Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Neste sáb. (9), às 17h. Entrada gratuita mediante troca por 1kg de alimento não-perecível.
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MÚSICA Festival IMuNe tem 2ª edição
sábado (9) BANDA BLACK RIO Banda carioca celebra a black music e marca os 40 anos do álbum “Maria Fumaça”. Abertura com Cromossomo Africano. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 22h. R$ 60 (portaria)
– Sérgio Pererê, Bia Nogueira, Natália Avelar, Guilherme Ventura, Rodrigo Negão, Raphael Sales e Azulla convida The Pulso in Chamas – e um convidado de responsa: Chico César, que apresenta o show do DVD “Estado de Poesia”. “Acho que posso dizer que a repercussão (do projeto) superou as expectativas”, constata a atriz, cantora e compositora Bia Nogueira, idealizadora da iniciativa, que atualmente agrega ainda, em sua espinha dorsal, Maíra Baldaia, Natália Avelar, Guilherme Ventura, Raphael Sales e Rodrigo Negão, além de Rodrigo Jerônimo como parceiro e colaborador. O fato de, no curso do ano, os shows terem registrado casa cheia, aponta Bia, evidencia não só que os artistas arrolados têm uma plateia devota quanto que o público negro comparece em peso quando se sente representado pelo evento. “Nossa
MANHÃS MUSICAIS Com Gabriel Faustino (contrabaixo), Ludmila Cunha (piano) e Orquestra de Câmara SESIMINAS (reg. Marco Antônio Drummond) Sala Sergio Magnani (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Às 11h. R$ 20 (inteira)
segunda (11)
Sáb. 9. dez.
BRUNO FILIPI/DIVULGAÇÃO LUIZ GARRIDO/DIVULGAÇÃO
Patrícia N ã o é s ó Cassese questão de encerrar o ano com chave de ouro. Quando o Festival IMuNe – Instante da Música Negra adentrar o espaço do Distrital neste sábado (9) à noite, seus organizadores também vão brindar um ano em que as sementes plantadas em 2016 deram, sim, muitos frutos. Basta lembrar que de março a novembro, a mostra homônima conseguiu abarcar dezenas de propostas apresentadas por artistas de todo o Brasil, em parceria com o Espaço Suricato. Não bastasse, o projeto ganhou um desdobramento importante em São Paulo, em julho, em parceria com o Aparelha Luzia, espaço dos mais representativos da cultura negra na capital paulista. Não por outro motivo, a festa no Distrital acontece em grande estilo, com a presença de talentos locais
Chico César encampou a iniciativa HENRIQUE BOCCELI/DIVULGAÇÃO
domingo (10) ICONILI Banda apresenta a última edição do “Iconili Lab”, processo de laboratório experimental do novo álbum do grupo. A Casa de Cultura (r. Padre Marinho, 30, Santa Efigênia). Às 21h. R$ 15
SEGUNDA MUSICAL Concerto com a pianista Eudóxia de Barros. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Às 20h. R$ 1
terça (12) CORAL JOVEM SESC Concerto com a regência da maestrina Flávia Campanha apresenta o trabalho de um ano com os alunos do coral. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h30. Entrada gratuita
Bia Nogueira, uma das idealizadoras
quarta (13) ORQUESTRA DE CÂMERA SESC Concerto “Poema e Música” com regência de Eliseu Barros homenageia 100 anos de Tom Jobim. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h30. Entrada gratuita
SÉRGIO SANTOS Violonista apresenta-se na edição do Minas Pocket Música. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 20h. R$ 20 (inteira)
sexta (15) TÚLIO MOURÃO E DONA JANDIRA O pianista e a cantora apresentam o lançamento do disco feito em parceria, “Afinidades”. Palácio das Artes (av. Afonsos Pena, 1.537, centro). Às 21h. R$ 40 (inteira)
FLAVIA GUIEIRO/DIVULGAÇÃO
“Terraço 360°” estreia ao 6 Projeto som de banda mineira, na Pampulha
MAÍRA BALDAIA/DIVULGAÇÃO
> IMuNe
VANDER LEE: 20 ANOS Lançamento do CD e DVD póstumo com Zeca Baleiro, Maurício Tizumba, Lucas Rasta, Clara Catarina e Laura Catarina. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 20h. R$ 120 (inteira)
Natália Avelar, uma das atrações
ideia, no coletivo, é pensar estratégias que visam fortalecer não só os artistas negros como a cena de uma maneira mais ampla, mostrando que a mídia e as curadorias de festivais precisam ficar atentas. Com o IMuNe, estamos também tentando sensibilizar o poder público e os editais, porque os músicos negros estão aí, com potência, levando público às casas de show. Por isso, não é um favor inclui-los (na programação). É necessário pensar na representatividade na hora de se pensar uma programação”, aponta. Sobre Chico César, Bia não poupa elogios. “É um artistas engajado politicamente, que entendeu a proposta do evento e se incorporou ao nosso ativismo”, diz.
Apreciar uma vista panorâmica de Belo Horizonte ao som de boas bandas e saborear o melhor da culinária é a proposta do “Terraço 360°”. A primeira edição do evento de música e gastronomia acontece no Allia Gran Pampulha e recebe a banda mineira Conecto, que apresenta um show com seu som instrumental autoral. Além desta atração, o valor do ingresso inclui também serviços de open bar e open food. Onde Allia Gran Pampulha (r. Intendente Câmara, 540, Liberdade) Quando Neste sábado (9), das 16h às 21h Quanto R$ 80 (individual; incluso show e serviços de open bar e open food).
Guilherme Ventura fará show
Distrital (Mercado Distrital do Cruzeiro – r. Opala, s/nº). Neste sábado (9), 20h. R$ 20, no Sympla (https://goo.gl/ xidTc1).
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MÚSICA Afinidadesmusicais(edealma) Patrícia Na base do Cassese projeto, existe uma admiração mútua, salienta Túlio Mourão, referindose ao disco “Afinidades”, que divide com a cantora Dona Jandira. O título, aliás, diz muito da união desses dois talentos, que sobem ao palco na próxima sexta (15), na Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes. “Dona Jandira sempre chamou a minha atenção pela sua singularidade. Nos dias atuais, acho essencial o artista mostrar algo forte, novo, que possa se destacar. E o perfil dela é interessantíssimo. Ela tem uma carga de vivência que transparece em sua arte. Por isso seu canto é forte”, elogia. Dona Jandira devolve: “Não o conhecia pessoalmente – só de nome, claro. Confesso que de início fiquei receosa (com o convite), mas foi uma honra, não tenho nem palavras para definir essa situação”. Musicalmente falando, ela exalta o talento do mineiro ao piano, “esse instrumento fantástico”. “Acompanhava minha mãe dando aulas, embora ela nunca tenha tido condições financeiras de ter um piano em casa. Agora, com
CAROL REIS/DIVULGAÇÃO
Sex. 15.dez.
Dupla afinada Túlio e Dona Jandira colocaram seus talentos a serviço da boa música
esse projeto... Olha, não tenho muitas palavras, só sei te dizer que estou muito feliz, muito satisfeita com essa parceria que muitas pessoas poderiam chamar de ‘improvável’. Agradeço muito a Deus”, diz a simpática alagoana, radicada em Belo Horizonte há tempo suficiente para se considerar mineira. “Falo ‘uai’, ‘trem’...”, diverte-se. Além dos talentos reunidos, “Afinidades” chama atenção pelas pérolas passa-
das pelos dois em revista. Caso do clássico “Perfídia”, ou de composições de Noel Rosa, como “Com Que Roupa” e “Último Desejo”. MEMÓRIA AFETIVA Detalhe: muitas foram garimpadas da memória afetiva da cantora. “Eu costumo dizer que me chamo ‘Dona Jandira, Uma Caixinha de Surpresas’. Não sou poliglota, não sei cantar em francês, inglês ou castelhano, mas minha mãe, tendo sido profes-
sora de música, recebia as partituras, e eu via o original e a versão. E sabia todas”, conta ela, que a muito custo revela sua predileção pela faixa “Rosas Vermelhas Para Uma Dama Triste”, versão de “Red Roses For a Blue Lady” (1948). “Nem queria citar uma só, para as outras (faixas) não ficarem tristes, para não machucá-las. Mas é de uma poesia tão bonita”. Sobre o repertório, Túlio opina: “Foi uma surpresa grande. Foi muito doce, co-
movente, ela ter trazido essas canções. A maioria é da década de 60, e lembram muito a minha infância. Então, é tudo muito afetivo. Foi uma possibilidade de trabalhar a trilha sonora da minha vida, músicas que ouvia na rádio, em LPs antigos”. Ele cita como exemplo “Hino ao Amor”, clássico do cancioneiro francês, de letra assinada por Edith Piaf. “No Brasil, foi gravada por Dalva de Oliveira, que cantou maravilhosamente, depois May-
sa... Todas essas divas interpretaram com muita intensidade, e recriar essa música hoje é muito forte”, diz o compositor e instrumentista. Entre as outras pérolas do disco estão as versões “Além do Arco Íris”, para “(Somewhere) Over The Rainbow”, e dois clássicos de Charles Chaplin, “Luzes da Ribalta” e “Sorri” (“Smile”). “Mas, mais do que uma nostalgia, o que acho precioso é essa dimensão poética e romântica, que é necessária – diria mesmo que essencial – para o nosso equilíbrio diante desse massacre psicológico e emocional que estamos vivendo. A gente busca compartilhar essa dimensão poética e espiritual, que é o que pode nos salvar. Sou um artista com muita convicção disso. Neste vácuo de perspectivas, num momento particular de dificuldades do país, a gente tem que buscar apoio é na força da cultura, que é plena de humanismo. É de onde podemos tirar forças: da nossa boa música, da nossa poesia”, conclui Túlio.
Mourão e >DonaTúlio Jandira
No show “Afinidades” Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro – 3236-7400). Sexta (15), às 21h. R$ 40 (inteira)
NX Zero faz despedida em BH No momento do anúncio da pausa do NX Zero, no programa “Altas Horas”, em junho deste ano, o vocalista da banda, Di Ferrero, fez questão de frisar: a amizade entre os integrantes – que inclusive é anterior à formação do grupo – não sofreu nenhum abalo. O projeto conjunto, no entanto, precisava de um respiro. E é por isso que o show que eles fazem aqui no próximo sábado (16) é o último, por tempo indeterminado. “A gente já vem falando há mais de um ano sobre isso, pra todo mundo se programar. Temos em média 31 anos e a banda tem 16, é metade das nossas vidas. Vivemos coisas incríveis, muito sucesso, mas achamos que vai ser muito saudável dar essa pausa por um tempo, pra gente viver outras coisas em qualquer lugar, ou como qualquer um desejar. Foi tudo muito bem pensado e feito de forma saudável”, justifica Di Ferrero.
Sáb. 16.dez.
NX ZERO/DIVULGAÇÃO
são os mais assíduos em shows da banda fora do Estado. “Temos muitos fã clubes em BH e a galera sempre comparece demais. Se não me engano, são os que mais viajam para nos ver. Sempre tem alguém de Belo Horizonte na plateia dos shows do NX, é impressionante”, comenta.
Grupo paulista anunciou pausa por tempo indeterminado em junho, e faz último show em BH
A apresentação aqui, realizada pela produtora Criar, vai ser especial não só porque será o última em algum tempo, mas também por conta da relação da banda com a cidade. “Temos muita história, ainda lembro do primeiro show que fizemos aí, entre outras bandas, para umas 200
pessoas. Naquela época conhecemos um monte de gente e desde então temos uma história muito louca com a cidade e as bandas daí. A galera do Jota (Quest) e do Skank, principalmente, são muito nossos parceiros”, conta o cantor e compositor, que ainda lembra que uma das pri-
meiras experiências musicais registradas de sua vida tem a ver com Belo Horizonte. “É um VHS em que eu e meu irmão, quando eu tinha uns 10 anos, tocamos ‘O Samba Poconé’ (título do terceiro disco do Skank) inteiro”. Uma curiosidade a respeito dos fãs belo-horizontinos:
SETLIST VARIADO O repertório dos shows da “Saideira Tour” tem variado conforme o local e o desejo de cada público. As canções do DVD “Norte Ao Vivo”, gravado já após o anúncio da pausa e lançado este mês, estão presentes, mas há espaço para muita variação. “Nenhum show tem sido igual ao outro, temos tocado muita coisa antiga, a galera fica louca. Já estamos ligados em algumas músicas que o pessoal de BH está pedindo e vamos ensaiando. Mas às vezes nem ensaiamos, tocamos na hora, e quando é assim é mais especial ainda”, diz. Embora seja uma despedi-
da, Di garante que as apresentações não têm sido “para baixo”. Pelo contrário. “Tem sido tipo uma festa, as pessoas têm pensado: ‘Cara, eu vou nesse show porque não sei quando a banda vai voltar’. E a gente no palco também, a ideia é quebrar tudo, tocar e curtir demais, porque não sabemos quando volta. Os fãs e a banda estão nessa onda”, garante. O vocalista explica que todos os integrantes da banda já estão com planos definidos do que querem fazer, mas optaram por não divulgar, antes do fim da turnê. “Está todo mundo encaminhado, comum planejamento do que vai fazer – mas combinamos de contar só daqui a pouco, depois do último show”, conclui, rindo. (Jessica Almeida)
NX Zero – >Saideira Tour
Music Hall (av. do Contorno, 3.239, Santa Efigênia). Dia 16 (sábado), às 21h. R$ 80 (camarote), R$ 70 (frontstage), R$ 40 (pista).
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CINEMA As vantagens de ser bondoso DALE ROBINETTE/PARIS/DIVULGAÇÃO
Daniel O longa-meOliveira tragem “Extraordinário”, em cartaz na cidade desde a última quintafeira (7), é matematicamente calculado para fazer o espectador chorar. Depois, sorrir. E depois, acreditar no poder da bondade e de criancinhas encantadoras. E faz isso com competência. O filme, nunca tenta ir além de sua fórmula e do seu objetivo de passar uma mensagem. E se você não for cínico a ponto de rejeitar essa manipulação barata, vai ver uma produção bonitinha, bem atuada e mesmo importante nos dias atuais. O filme segue o primeiro ano na vida de Auggie (Jacob Tremblay, o garoto de “O Quarto de Jack”) que, após nascer com uma deformação facial, vai para a escola pela primeira vez na 5ª série. O roteiro retrata a jornada dos pais do menino, Isabel (Julia Roberts) e Nate (Owen Wilson), lidando com a ansiedade da separação e com o pânico do que espera o filho; da irmã mais velha Via (Izabela Vidovic),
Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 9 (sábado) e 10 (domingo)
pré-estreia AS AVENTURAS DE TADEO 2: O SEGREDO DO REI MIDAS (*) (Tadeo Jones 2: El secreto del Rey Midas, Espanha, 2017, 1h26, livre) Dir. Enrique Gato. Tadeo, pedreiro e aspirante a arqueólogo, descobre que o colar do rei Midas existiu de verdade e sai numa jornada com seus amigos, mas um problema surge quando Sara, uma de suas amigas, desaparece misteriosamente. BH Shopping 8: 16h50 Cidade 6: 13h e 14h50 Diamond 6: 13h50 Monte Carmo 4: 14h10 e 16h30 Partage Shopping Betim 4: 17h10 Pátio Savassi 2: 12h30 Shopping Estação BH 6: 14h15 Via Shopping 1: 13h30, 15h20 Sessões 3D: Boulevard 2: 13h, 14h50 Contagem 1: 14h30 Del Rey 2: 13h20, 15h Itaú Power 5: 14h30, 16h20 Minas 2: 16h30 Paragem 5: 16h20 (*) Sessões dubladas com exibição sábado e domingo
estreias
que cresceu negligenciada e com a pressão de ser perfeita para não ser outro fardo para os pais; e do próprio Auggie, enfrentando a crueldade inerente a crianças de sua faixa etária, 10 anos. Se o roteiro do diretor Stephen Chbosky tem o mérito de dar espaço a todas essas histórias e pontos de vista, seu ponto mais fraco é exatamente nunca conseguir ir além do previsível em nenhuma delas. Uma das grandes qualidades do filme anterior de Chbosky, o ótimo “As Vantagens de Ser Invisível” (2012), era partir da fórmula do longa de amadurecimento e arriscar inventividades visuais e reviravoltas narrativas que lhe davam autenticidade e personalidade. Aqui, ele se resume a ligar a câmera e contar a história sem jamais chamar a atenção, para que o foco nunca saia da mensagem. EMPATIA E é uma mensagem importante. “Extraordinário” é um filme sobre como somos um amontoado de buracos que precisa de outras pessoas para preenchê-los. E a melhor forma de fazer isso
Maria Eduarda de Carvalho. Décio, um treinador que trabalha no Jockey Club Brasileiro, se apaixona à primeira vista por Lena, uma jovem que recebeu como herança um empreendimento endividado no clube. BH Shopping 10: 17h01, 19h10, 21h40 Boulevard 1: 13h30, 17h20, 21h10 Cidade 1: 13h, 14h50, 16h40, 21h Contagem 7: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Del Rey 7: 14h50 Paragem 4: 14h30
APENAS UM GAROTO EM NOVA YORK (The Only Living Boy In New York, EUA, 2017, 1h28, 12 anos) Dir. Marc Webb. Com Kate Beckinsale, Callum Turner, Jeff Bridges. O jovem Thomas descobre que seu pai está tendo um caso. Ele até tenta impedir que essa situação continue, mas também acaba se envolvendo com Johanna, a amante. Diamond 2: 17h15 Diamond 5: 19h10 Ponteio 2: 15h40, 19h30
CÂMARA DE ESPELHOS (Brasil, 2017, 1h16, 14 anos) Dir. Dea Ferraz. Um retrato aprofundado sobre o universo masculino e sobre como os homens enxergam o papel das mulheres na sociedade ocidental, tradicionalmente patriarcal e machista. Cine 104: 20h30(somente sábado)
CORPO DELITO (Brasil, 2017, 1h14, 16 anos) Dir. Pedro Rocha. Com Ivan Silva, Gleiciane Gomes, José Neto. O documentário aborda a questão da imagem e o crime, acompanhando a rotina de Ivan que, após sair da cadeia, continua preso a uma tornozeleira eletrônica. Belas 3: 19h30 (sessão vitrine R$ 12 inteira)
EXTRAORDINÁRIO ALTAS EXPECTATIVAS (Brasil, 2017, 1h30, 12 anos) Dir. Pedro Antonio, Álvaro Campos. Com Gigante Leo, Camila Márdila,
(Wonder, EUA, 2017, 1h54, livre) Dir. Stephen Chbosky. Com Jacob Tremblay, Julia Roberts, Owen Wilson. Um menino com uma deformação facial
Carisma dos atores Jacob Tremblay e Julia Roberts dá vida à fórmula batida do filme
não é pensar nos próprios buracos, mas enxergar os dos outros e como você pode preenchê-los. Encontrar espaço para mostrar que Jack Will, o amiguinho de Auggie, também tem sua história deixa isso bem claro. E se você acha que falar sobre a importância da em-
patia é batido hoje em dia, olhe ao redor para um mundo governado por Trumps e candidatos como Bolsonaros. A melhor cena do filme revela que nenhuma criança nasce um bully, e que ódio e intolerância são reproduções do que se vê em casa – mostrando como “Ex-
enfrenta os desafios de iniciar seus ensinos em uma escola regular. Betim 3: 13h40, 16h10, 18h20 e 20h40 (*) BH Shopping 2: 13h(*), 15h40, 18h20, 20h55 BH Shopping 8: 19h20(*), 22h Boulevard 3: 14h10(*), 16h30, 18h50(*), 21h10 Cidade 2: 11h50(*)(c), 14h(*), 16h20(*), 18h40(*), 21h10 Contagem 4: 13h50(*), 16h20(*), 18h40(*), 21h10 Del Rey 3: 13h40(*), 16h, 18h20, 20h40, 23h(somente sábado) Diamond 1: 14h, 16h40, 20h30 Diamond 4: 18h, 21h Diamond 6: 16h Itaú Power 3: 13h50, 16h20, 18h40, 21h10 (*) Minas 3: 13h50(*), 16h20(*), 18h40(*), 21h10 Monte Carmo 3: 14h(*), 16h20(*), 18h40(*), 21h Pampulha 6: 14h40, 16h50, 19h, 21h10 (*) Paragem 1: 14h(*), 16h20, 18h40(*), 21h Partage Shopping Betim 4: 21h40 Partage Shopping Betim 6: 12h05, 14h40, 17h20, 20h Pátio Savassi 1: 17h20 Pátio Savassi 4: 13h40, 16h20, 19h, 21h45 Pátio Savassi 5: 12h40, 15h20, 18h, 20h40, 23h20(somente sábado) Ponteio 4: 16h20, 18h50, 21h10 Shopping Estação BH 4: 12h, 14h30, 17h15, 20h, 22h30 (*) Via Shopping 2: 13h40, 16h, 18h30 e 20h50 (*)
PERFEITA É A MÃE 2 (A Bad Moms Christmas, EUA, 2017, 1h44, 14 anos) Dir. Scott Moore, Jon Lucas. Com Mila Kunis, Kathryn Hahn, Kristen Bell. Amy, Kiki e Carla estão sobrecarregadas e precisam lidar com o stress familiar durante a época de Natal. Tudo piora ainda mais com a visita de suas respectivas mães BH Shopping 7: 13h30(*), 16h10, 18h40(*), 21h10 Cidade 6: 16h40, 18h50, 21h (*) Contagem 5: 14h10, 16h20, 18h30, 20h40 (*) Del Rey 2: 16h40(*), 18h50(*) 21h, 22h50(somente sábado)(*) Paragem 3: 14h10(*), 16h20, 18h30(*), 20h40 Pampulha 2: 14h30, 16h40, 18h50, 21h (*) Partage Shopping Betim 7: 15h20, 17h50, 20h20 (*) Sessões dubladas
VERÃO 1993 (Estiu 1993, Espanha, 0, 1h38, 12 anos) Dir. Carla Simón. Com Laia Artigas, Bruna Cusí, Paula Robles. Com a morte dos pais, a pequena Frida é obrigada a se mudar para a casa dos tios, em outra cidade, e manifesta um comportamento agressivo, especialmente com a prima mais nova. Belas 1: 14h, 19h50
sessão cult
(*) Sessões dubladas
EM BUSCA DE FELLINI (In Search of Fellini, EUA, 2017, 1h43, 14 anos) Dir. Taron Lexton. Com Ksenia Solo, Maria Bello, Mary Lynn Rajskub. Lucy ama filmes e descobre os longas excêntricos de Federico Fellini, decidindo partir numa viagem pela Itália para encontrálo. Belas 2: 14h, 19h50, 21h50 Ponteio 2: 17h30, 21h15
A BELA DA TARDE (Belle de Jour, França/ Itália, 1967, 1h40, 16 anos) Dir. Luis Buñuel. Com Catherine Deneuve, Jean Sorel, Michel Piccoli. Séverine é uma jovem e bela mulher casada com um médico. Ela ama o marido, mas não consegue se satisfazer sexualmente com ele, o que a torna uma prostituta que atua apenas durante a tarde. Belas 2: 17h50 Cine 104: 17h(somente sábado)
traordinário” é tão importante para os pais quanto para os filhos. Mesmo que isso seja executado como uma receita em que você sempre sabe o próximo ingrediente – sem jamais surpreender ou arriscar algo que ameace a cara de “Sessão da Tarde” do fil-
em cartaz ASSASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE (Murder on the Orient Express, EUA, 2017, 1h54, 12 anos) Dir. Kenneth Branagh. Com Kenneth Branagh, Johnny Depp, Michelle Pfeiffer. Quando um terrível assassinato acontece em um luxuoso trem, todos os passageiros à bordo do vagão se tornam suspeitos da investigação do detetive Hercule Poirot. BH Shopping 1: 12h20, 14h50, 17h30, 20h40 Boulevard 2: 16h40, 19h, 21h20 Cidade 3: 16h10, 18h30, 20h50 (*) Contagem 3: 13h50(*), 18h40 Del Rey 5: 16h20, 18h40, 21h Diamond 2: 14h40, 19h20, 22h Diamond 6: 18h40, 21h20 Minas 5: 17h10, 21h20 (*) Monte Carmo 4: 18h50(*), 21h10 Pampulha 3: 19h05, 21h15 (*) Paragem 2: 16h40, 20h50 Partage Shopping Betim 2: 19h10, 21h50 (*) Pátio Savassi 2: 14h50, 17h50, 20h30, 23h10(somente sábado) Pátio Savassi 6: 13h20, 16h, 18h45, 21h30 Ponteio Premier: 14h, 16h20, 18h40, 21h (*) Sessões dubladas
AS AVENTURAS DO CAPITÃO CUECA – O FILME (Captain Underpants: The First Epic Movie, EUA, 2017, 1h29, livre) Dir. David Soren. Jorge e Haroldo são amigos inseparáveis. Quando são ameaçados de serem separados da turma, Jorge usa um anel hipnótico contra o diretor, que faz com que ele obedeça a todas as suas ordens, e decide transformá-lo no Capitão Cueca. Paragem 2: 19h (sessão dublada)
BIG PAI, BIG FILHO (*) (The Son of Bigfoot, Bélgica, 2017, 1h32,
me –, ela funciona graças a um elenco escalado sob medida. Além de Chbosky reafirmar seu talento para dirigir jovens atores, Tremblay é um poço de carisma. Ainda que esteja mais histriônico que em “O Quarto de Jack”, quando ele chora, todos nós choramos. E o público adulto é conduzido pela performance de Julia Roberts, provando a universalidade atemporal de uma grande estrela como uma mãe torcendo para que o mundo trate seu filho com decência: quando a atriz sorri, todos sorrimos. Pode ser batido, nada original e previsível – mas em 2017, parece que ainda precisamos dessa lição. Uma curiosidade: a atriz brasileira Sonia Braga faz uma ponta no filme. Ela vive a avó falecida do protagonista e divide uma única cena, em flashback, com a adolescente Via. Mais tarde a personagem de Roberts diz que vai fazer “feijoada” para o marido, sugerindo que Isabel pode ser filha de brasileiros, embora isso nunca fique claro.
livre) Dir. Ben Stassen, Jérémie Degruson. Adam, um adolescente solitário dotado de superpoderes, decide sair em busca de seu pai. Betim 1: 14h BH Shopping 8: 12h10 Itaú Power 6: 13h30 Partage Shopping Betim 5: 12h (*) Sessões dubladas
BONECO DE NEVE (The Snowman, Reino Unido/ EUA/ Suécia, 2017, 1h59, 16 anos) Dir. Tomas Alfredson. Com Michael Fassbender, Charlotte Gainsbourg, Rebecca Ferguson. Quando uma mulher desaparece, a única pista deixada para trás é um estranho boneco de neve. O detetive Harry Hole começa suas investigações e percebe que o crime parece obra de um serial killer. Pátio Savassi 8: 23h45(somente sábado) Ponteio 4: 14h
COM AMOR, VAN GOGH (Loving Vincent, Reino Unido/ Polônia, 2017, 1h35, 12 anos) Dir. Dorota Kobiela, Hugh Welchman. Um jovem parte numa investigação aprofundada sobre a vida e a misteriosa morte de Vincent Van Gogh através das suas pinturas e dos personagens em suas telas. Belas 1: 11h(somente sábado)(*), 16h, 17h50, 21h40 Ponteio 3: 18h40 (*) Clube do professor. Necessário a comprovação do mesmo
CROMOSSOMO 21 (Brasil, 2017, 1h31, 10 anos) Dir. Alex Duarte. Com Adriele Pelentir, Luís Fernando Irgang, Marisol Ribeiro. Vitória é uma moça com Síndrome de Down e leva uma vida completamente normal. Ela conhece o jovem Afonso, que não tem a deficiência, e inicia uma história de amor. Belas 3: 17h40
almanaque
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 9 a 15 de dezembro de 2017
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CINEMA PAGU PICTURES/DIVULGAÇÃO
em cartaz (continuação) A ESTRELA DE BELÉM (*) (The Star, EUA, 2017, 1h26, livre) Dir. Timothy Reckart. Um pequeno e bravo asno chamado Bo anseia por uma vida melhor. Um dia ele encontra a coragem de se libertar e, junto de seus novos amigos, segue uma estrela e acaba se tornando herói acidental do primeiro Natal. BH Shopping 9: 12h05, 14h, 15h55, 17h50 Boulevard 5: 13h25, 17h05 Cidade 5: 13h40, 17h15 Contagem 2: 13h40, 15h20, 17h15 Del Rey 4: 13h40, 15h20, 17h15 Diamond 5: 13h, 15h, 17h05 Minas 2: 13h10, 14h50 Pampulha 3: 14h05, 15h45 e 17h25 Partage Shopping Betim 4: 12h30, 15h, 19h30 Pátio Savassi 3: 13h, 15h05, 17h10 Shopping Estação BH 5: 12h45, 14h45, 16h20 Via Shopping 4: 14h20, 18h40
Sesc Palladium 15h Infantil 2 “The short storyof a foxand a mouse”/ “Caminho dos Gigantes” / “Catch It” / “Cheiro de pitanga” / “Der kleineVogelund die Raupe” / “Bem”. 16h Internacional 9: “Rain Lotus” / “All I needisyou” / “Fatcula Martinus” / “Posdata” / “DeathBringer” / “Horyzontzdarzen” / “Lucky”. 18h30 Internacional 10: ”Onemoonlessnight” / “LesTroisIngénieurs” / “Križ” / “Der kleineVogelund die Raupe” / “Locus”. 20h Internacional 11: “Stretch” / “InvisibleWalls: Tales ofInsecurity” / “Última Chamada” / “GaidotJaunogadu” / “Margaritandthe Monster” / ”Maiki – Mothers”. Domingo (10)
(*) Sessões dubladas
GABEIRA (Brasil, 2017, 1h15, livre) Dir. Moacyr Góes. Documentário sobre a trajetória do jornalista e político Fernando Gabeira. Com depoimentos de Armínio Fraga e Nelson Mota entre outros. Belas 3: 14h
GABRIEL E A MONTANHA (Gabriel e a Montanha, Brasil, França, 2017, 2h11, 14 anos) Dir. Fellipe Barbosa. Com João Pedro Zappa, Caroline Abras, Leonard Siampala. Gabriel Buchmann tinha um grande sonho: conhecer a África. Entretanto, mais do que visitar seus pontos turísticos ele desejava conhecer como era o estilo de vida do africano, sem se passar por turista. Cidade 1: 18h30
LIGA DA JUSTIÇA (Justice League, EUA, 2017, 2h01, 12 anos) Dir. Zack Snyder. Com Ben Affleck, Gal Gadot, Henry Cavill. Um grupo de super-heróis se forma com a missão de proteger o mundo. Betim 1: 18h30 (*) BH Shopping 4: 13h50, 16h30 (*) Boulevard 4: 16h05, 18h40, 21h15 Cidade 7: 13h30, 16h, 18h35, 21h10 (*) Contagem 6: 14h(*), 16h20(*), 18h40(*), 21h10 Del Rey 6: 13h, 15h30, 18h, 20h30, 22h50(somente sábado) Diamond 3: 13h30(*), 16h15, 19h, 21h50 Itaú Power 4: 13h30, 16h, 18h30, 21h Minas 4: 13h10, 15h45, 18h20, 21h (*) Monte Carmo 5: 13h30, 16h, 18h30, 21h (*) Pampulha 5: 14h25, 16h45, 19h05, 21h25 (*) Paragem 5: 21h15 Partage Shopping Betim 1: 15h30, 18h15, 21h (*) Partage Shopping Betim 2: 13h40, 16h25 (*) Pátio Savassi 7: 12h45, 15h30, 18h15, 21h Shopping Estação BH 2: 19h30 Via Shopping 3: 13h20, 15h50, 18h20, 21h (*)
Baseado na história real do brasileiro Gabriel Buchmann, morto em 2009, “Gabriel e a Montanha” segue em exibição
BH Shopping 5: 13h20(*), 15h30(*), 17h40, 20h10 Boulevard 5: 15h15 e 21h20 Cidade 5: 15h20, 19h e 20h50 (*) Contagem 2: 19h, 20h50 (*) Del Rey 4: 19h e 20h50 Diamond 4: 15h30 Diamond 5: 21h30 Itaú Power 6: 17h30, 19h20 e 21h15 (*) Minas 5: 13h15, 15h10 e 19h30 (*) Monte Carmo 2: 16h40, 21h10 (*) Pampulha 1: 14h, 15h50, 17h40, 21h30 (*) Partage Shopping Betim 5: 14h30, 17h, 19h40, 22h (*) Pátio Savassi 1: 14h30, 20h, 22h20 Shopping Estação 6: 17h30(*), 19h45, 22h(*), 17h30, 22h (*) Via Shopping 1: 19h20, 21h15 (*) (*) Sessões dubladas
MEU CORPO É POLÍTICO (Brasil, 2017, 0h52, 12 anos) Dir. Alice Riff. A partir da intimidade e do contexto social dos personagens, o documentário acompanha o dia a dia de quatro militantes LGBTQ que vivem na periferia de São Paulo. Cine 104: 19h(somente sábado)
NÃO DEVORE MEU CORAÇÃO (Brasil, 2017, 1h46, 14 anos) Dir. Felipe Bragança. Com Cauã Reymond, Adeli Gonzales, Eduardo Macedo.
Joca, jovem de treze anos, descobre o amor quando conhece Basano uma menina paraguaia. No entanto, para conquistá-la, ele passará por dificuldades, especialmente na relação com seu irmão Fernando, que pertence a uma gangue de motociclistas. BH Shopping 10: 13h40
ON YOGA: ARQUITETURA DA PAZ (On Yoga: The Architecture of Peace, Brasil/ Índia/ China/ EUA, 2017, 1h17, livre) Dir. Heitor Dhalia. Dhalia registra a busca de uma década do fotógrafo Michael O’Neill por conhecer melhor os principais gurus e mestres de ioga em atividade, incluindo encontros com pensadores, médicos e iogues, e passagens pelo Festival Internacional de Yoga, em Rishikesh, e o Mela Festival Kumbha, em Haridwar. Belas 3: 15h50, 21h(somente domingo), 21h30(somente sábado) (*) Sessões dubladas
PAI EM DOSE DUPLA 2 (Daddy’s Home 2, EUA, 2017, 1h38, 12 anos) Dir. Sean Anders. Com Will Ferrell, John Lithgow, Mark Wahlberg, Mel Gibson. Após resolverem suas diferenças, Brad e Dusty precisam agora lidar com uma nova situação complicada: a súbita EASTMANCOLOR/DIVULGAÇÃO
Sessões 3D: Betim 1: 21h (*) BH Shopping 3: 13h10, 15h50, 18h30, 21h20 BH Shopping 4: 19h30, 22h10 (*) Boulevard IMAX: 13h20, 15h50, 18h20, 20h50 Cidade 4: 15h50(*), 21h10 Contagem 1: 16h10, 18h40, 21h10 (*) Del Rey 1: 13h10(*), 18h20 Itaú Power 5: 18h10, 20h40 Minas 1: 13h30(*), 16h(*), 18h30(*), 21h10 Paragem 5: 14h, 18h50 (*) Pátio Savassi 3: 19h15, 22h Ponteio 3: 13h50 Shopping Estação 2: 14h, 16h45, 22h15 (*) Shopping Estação 3: 13h, 15h45, 18h30, 21h15 (*) Via Shopping 4: 20h40 (*)
aparição de seus pais, que possuem comportamentos bem diferentes. BH Shopping 8: 14h30 Boulevard 4: 13h30 (*) Cidade 3: 14h (*) Contagem 1: 14h, 16h20 (*) Del Rey 5: 14h10 Diamond 4: 13h10 (*) Itaú Power 6: 15h20 (*) Pampulha 1: 19h30 (*) Paragem 2: 14h30 Partage Shopping Betim 7: 12h55 Pátio Savassi 1: 12h (*) Shopping Estação 5: 18h45 (*) Via Shopping 1: 17h (*) (*) Sessões dubladas
OS PARÇAS (Brasil, 2017, 1h40, 14 anos) Dir. Halder Gomes. Com Tom Cavalcante, Tirullipa, Whindersson Nunes. Chantageados e enganados por um ambicioso trambiqueiro, Toinho, Ray Van, Pilôra e Romeu devem organizar uma festa inesquecível de casamento, sem nenhum dinheiro no bolso, caso não queiram lidar com o maior contrabandista de São Paulo, que é o pai da noiva. Betim 2: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 BH Shopping 6: 14h05, 16h20, 18h50, 21h30 Boulevard 1: 15h20 Cidade 8: 12h(somente domingo), 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 Contagem 8: 14h50, 16h50, 18h50, 20h50 Del Rey 7: 16h50, 18h50, 20h50, 22h40(somente sábado) Itaú Power 1: 14h10, 16h20, 18h30, 20h40 Minas 6: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Monte Carmo 1: 14h40, 16h40, 18h40 e 20h40 Pampulha 4: 15h20, 17h20, 19h20 e 21h20 Paragem 4: 16h30, 18h30 e 20h30 Partage Shopping Betim 3: 12h45, 15h10, 18h, 20h30 Pátio Savassi 8: 14h, 16h30, 19h30, 22h10 Shopping Estação BH 1: 13h45, 16h, 18h15 e 20h30 Via Shopping 5: 14h40, 16h40, 18h40 e 20h40
POR QUE VIVEMOS? (Nazeikiru: Nennyo Shounin to Yozaki Enjou, Japão, 2017, 1h26, 12 anos) Dir. Hideaki Oba. No Japão da era feudal, um jovem camponês vive com sua mulher grávida. Quando ela falece em um acidente, ele não sabe lidar com a perda e decide participar da palestra de um monge budista. Belas 2: 16h
JOGOS MORTAIS: JIGSAW (Jigsaw, EUA/ Canadá, 2017, 1h32, 18 anos) Dir. Michael Spierig, Peter Spierig. Com Matt Passmore, Callum Keith Rennie, Tobin Bell. Depois de uma série de assassinatos, todas as pistas levam a John Kramer, o assassino mais conhecido como Jigsaw, e ao fantasma de um homem morto há mais de uma década.
18h30 “Bruxarias” (ESP/ BRA, 2015, 1h16) Dir. Virginia Curia. 20h30 “Torrey Pines” (EUA, 2016, 1h) Dir. Clyde Petersen.
THELMA
“A Bela da Tarde”, que completou 50 anos, volta ao cartaz
(Thelma, Noruega/ França/Dinamarca/ Suécia, 2017, 1h54, 16 anos) Dir. Joachim Trier. Com Eili Harboe, Ellen
Dorrit Petersen, Henrik Rafaelsen. Após se mudar para Oslo, uma estudante norueguesa acaba descobrindo que tem poderes sobrenaturais ao se apaixonar por outra garota. Ponteio 2: 13h30
THOMAS E SEUS AMIGOS – VIAGEM AO DESCONHECIDO (Thomas & Friends: Journey Beyond Sodor, Reino Unido, 2017, 1h13, livre) Dir. David Stoten. Thomas vai para muito além de Sodor para ajudar um de seus melhores amigos, James. Na jornada ele irá conhecer e se aproximar de diversas outras pessoas, como Hurricane. Shopping Estação BH 6: 12h15 (sessão dublada)
THOR: RAGNAROK (Thor 3: Ragnarok, EUA, 2017, 2h10, 12 anos) Dir. Taika Waititi. Com Chris Hemsworth, Cate Blanchett, Tom Hiddleston. Thor está preso do outro lado do universo. Ele precisa correr contra o tempo para voltar a Asgard e parar Ragnarok, a destruição de seu mundo, que está nas mãos da poderosa e implacável vilã Hela. Betim 1: 16h (*) BH Shopping 9: 20h Boulevard 5: 18h50 Cidade 4: 13h10, 18h30 (*) Contagem 3: 16h10, 21h (*) Del Rey 1: 20h50 Itaú Power 2: 13h15, 15h45, 18h15 e 20h45 (*) Minas 2: 18h20 (*) Monte Carmo 2: 18h35 (*) Shopping Estação 5: 21h30 (* Via Shopping 4: 16h10 (*) Sessões 3D: Del Rey 1: 15h40 (*) Minas 2: 20h50 (*) (*) Sessões dubladas
VICTORIA E ABDUL – O CONFIDENTE DA RAINHA (Victoria And Abdul, Reino Unido/ EUA, 2017, 1h52, 10 anos) Dir. Stephen Frears. Com Judi Dench, Ali Fazal, Eddie Izzard. A rainha Victoria constrói uma improvável amizade com um jovem indiano chamado Abdul Karim. Baseado no romance de Shrabani Basu. Ponteio 3: 16h20, 21h10
Sesc Palladium 15h Infanto-juvenil 1: “The Sibyls’ Brawl” / “O Caçador de Árvores Gigantes” / “Caminho dos Gigantes” / “O Projeto do Meu Pai” / “The short storyof a foxand a mouse” / “Animais”. 16h Infanto-juvenil 2: ”Nimbus, o caçador de nuvens” / “Bem” / “Oasis” / “Catch It” / “Fonte da Tristeza” / “Minotaur” / “Power”. 18h30 Internacional 12: “Ruben Leaves” / “Five: MovingStormily” / “Electrofly” / “Power” / “Superbia” / “Out ofInternal Worlds”. 20h Documentário animado: “No-Go Zone” / “Inhibitum” / “InvisibleWalls: Tales ofInsecurity” / “Arteidas new life” / “Scraps”. (*) Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100) / Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita
CINECLUBE FRANCÓFONO (*) Neste sábado (9) 16h O Planeta Selvagem (FRA, 1972, 1h12) Dir. Renê Laloux.
FILMOGRAFIA DE IDA LUPINO (*) Domingo (10) 16h “Not Wanted” (EUA, 1949, 1h31, 14 anos) Dir. Ida Lupino, Elmer Clifton. 18h “Quem Ama Não Teme” (EUA, 1949, 1h15, 15 anos) 20h “O Mundo É o Culpado” (EUA, 1951, 1h15, 16 anos) (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita
MOSTRA HILDA (*) Neste sábado (9) 16h30 Curtas: Filmes que contam um pouco da história da poeta, ficcionista, cronista e dramaturga brasileira Hilda Hilst (1930-2004). Bate papo e sessão de leitura de crônicas da autora.
MOSTRA 120 ANOS DE BH (*) Neste sábado (9) 17h30 “O Menino no Espelho” (BRA, 2013, 1h18) Dir. Guilherme Fiúza Zenha. 19h30 “O Céu Sobre os Ombros” (BRA, 2011, 1h12) Dir. Sérgio Borges. (*) MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita
CINE CLÁSSICOS (*)
mostras MUMIA (*) Neste sábado (9) Cine Humberto Mauro 15h Infantil 1: “Musicidio” / “Sayounara” / “Flipbooks Camelô Camelo” / “Sério”, / “Fonte da Tristeza” / “Diário de Areia” / “Limonada” / “Guaiamum” / “Insonia” / “O Projeto do Meu Pai”.
Terça-feira (12) 19h “A cruz dos anos” (EUA, 12 anos, 1937, 91’) Dir. Leo McCarey Quarta-feira (14) 19h “A porta de ouro” (EUA, 14 anos, 1941, 116’) Dir. Mitchell Leisen (*) Centro Cultural UFMG (av. Santos Dumont, 174, centro). Entrada gratuita
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estilo PERFIL> Editorial traz marcas tradicionais e contemporâneas de BH que se norteiam pela arte
Urbana e moderna FOTOS HENRIQUE GUALTIERI/DIVULGAÇÃO
BH 120 anos A moda é fluida e, muitas vezes, ultrapassa fronteiras. Mas, claro, também traz características do lugar onde nasce. Belo Horizonte, mais do que nunca, tem sido reduto para os apaixonados pelas tendências contemporâneas. Marcas criadas aqui crescem refletindo o que é ser belo-horizontino, sem abrir mão de características que levaram a produção de Minas ao reconhecimento nacional, como o cuidado nos detalhes, o acabamento e o bordado. Os vanguardistas trilham um caminho de sucesso e continuam em plena atividade interligados à cidade, como Ronaldo Fraga, que abriu seu novo espaço em um casarão da década de 1920, no bairro Funcionários, região Centro-Sul da capital. Já a nova safra segue surpreendendo em desfiles, a exemplo de Tatiana Marques, que destacou-se no São Paulo Fashion Week deste ano. Foi com a ideia de unir as gerações, mostrando a efervescência da moda de rua da cidade, que chega a seus 120 anos, que o Estilo propôs a uma equipe afinada de profissionais o desafio de montar um editorial. “A moda mineira está se renovando. Saiu um pouco da ideia de marcas de moda festa e está em um cenário mais urbano. Tem um design arrojado e muito potencial”, comenta a responsável pela edição de moda, Andrea Kanter. “Fizemos a união de marcas mais antigas no mercado e superconceituadas, como Patrícia Motta, com outras que estão começando a mostrar a cara, como Molett. O critério na escolha das marcas veio por uma sintonia de estilos: elas se unem por algum tipo de participação artística ou por terem um DNA voltado para as artes”, completa. O resultado foi a compilação de nomes prestigiados e adorados, em sintonia com a paisagem urbana, que também tem se reinventando graças ao trabalho de grafiteiros independentes e de projetos como o Cura: Circuito Urbano de Arte, que entre julho e agosto inaugurou imensos painéis visíveis a partir da rua Sapucaí (antes abandonada e, mais re-
centemente, revitalizada) e que volta a fazê-lo agora por conta das comemorações do aniversário da capital (leia mais na página 26) “Queríamos valorizar uma Belo Horizonte nova, não só aquele padrão, da Pampulha, mostrando espaços que já conhecemos muito. E a capital mineira é uma das cidades que têm o grafite e a arte fortes. Nacionalmente, a cidade é lembrada como porta de
entrada do Inhotim, por exemplo (principal museu de arte contemporânea ao ar livre no país), e a moda produzida aqui tem isso forte, de ser artística, com novas modelagens”, observa Andrea. A tendência do editorial, portanto, é a da moda street, mostrando uma mulher contemporânea, cosmopolita, trazendo sobreposições e mistura de cores. (Aline Gonçalves)
Vestido Molett
Sandálias Tatiana Marques
Top Fatima Scofield
Brinco Carlos Penna
Meias Acervo
Bolsa Diwo
Moleton e vestido usado como saia Patrícia Motta
Sapatos Nuu Shoes Brinco e pulseiras Carlos Penna
Meias Acervo
Bolsa Diwo
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estilo
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 9 a 15 de dezembro de 2017
Calça e regata Ronaldo Fraga Top Fatima Scofield Brincos Carlos Penna Bolsa Diwo
Camisa e Macacão Apartamento 03 Meias Acervo Sapatos Nuu Shoes
Vestido Frutacor Calça pantacourt Virgilio Andrade
Colar Carlos Penna
Meias Acervo
Bolsa Molett
Sapatos Nuu shoes Brinco e pulseiras Carlos Penna Bolsa Diwo
FICHA TÉCNICA Modelo Vittoria Lapertosa (Mega Model) Fotógrafo Henrique Gualtieri
Edição de moda Andrea Kanter Assistente de foto Sanzio Melo
Beauty Rodrigo Caetano
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shopping IMAGEM> Loja Oscar Menswear conta com opções especiais de moda masculina e consultorias
Estilo para eles M & LAHAN/DIVULGAÇÃO
Juliana Fim de ano Siqueira chegou e é hora de ir às compras. Seja para adquirir os ingredientes para aquela ceia especial, os presentes para familiares e amigos ou a roupa que se vai vestir nos muitos encontros e festas, motivos são o que não faltam. No entanto, nem sempre é possível encontrar aquilo que se quer de verdade, com preço justo e qualidade, ainda mais em meio à correria de todos nesta época do ano. Por isso, em momentos como este, um atendimento diferenciado faz a diferença. Pensando em receber os consumidores da melhor forma possível, a Oscar Menswear, que possui unidades no Lourdes, Shopping Falls e Vila da Serra, tem apostado nesses elementos. Oferecendo produtos de marcas de moda masculina renomadas, como Fideli, Reda, Loro Piana, Individual, Dudalina, Highstil, entre outras, o local preza a assistência aos clientes em suas particularidades, com profissionais treinados para oferecer os itens que mais se adequam a cada um. A fórmula vem dando certo – tanto é que a loja celebra, neste ano, uma década de existência. “Sempre focamos o conforto para as pessoas. Os gerentes e proprietários dão um suporte fre-
Recepção Local investe em atendimento personalizado
quente para os vendedores. Eu digo que é um trabalho familiar, que faz toda a diferença”, afirma o fundador Oscar Cardoso, ao ressaltar que quem chega a uma unidade da marca tem estacionamento gratuito e muito conforto. E, se a ideia é manter todo esse conforto, inclusive para se sentir bem vestido em qualquer ocasião, o empreendimento oferece uma consultoria de imagens para compor aquele OSCAR MENSWEAR/DIVULGAÇÃO
Marca oferece uma série de itens para os consumidores
visual interessante. “Posso dizer que é uma loja completa. Trabalhamos com diversos produtos que fazem parte do dia a dia dos homens, como ternos, calças jeans, bermudas, sapatos, camisas, blazers etc”, destaca Oscar. Os 50 anos de atuação do profissional nessa área, ainda, de acordo com ele, o ajudam a ter uma ideia maior de tudo aquilo que o público quer e precisa para
se sentir melhor em seu cotidiano, garantindo uma maior satisfação. OCASIÃO ESPECIAL Se o assunto é festividade e alegria, o Natal e o Ano Novo estão longe de ser os únicos a promovêlos. E a Oscar Menswear sabe muito bem disso. Prova dessa realidade é que a marca oferece a noivos um atendimento todo especial, para deixar o dia do casamento ainda mais boM & LAHAN/DIVULGAÇÃO
Profissionais especializados ajudam a compor a imagem
nito e emocionante. A escolha da roupa para o grande dia conta com a ajuda de profissionais qualificados, que prestam uma consultoria exclusiva. O trabalho preza a harmonia entre todos os detalhes e leva em conta o local, o horário e a dimensão do evento. Tudo isso para que todos possam se sentir bem com aquilo que estão usando e aproveitar o momento da melhor forma possível.
SERVIÇO Oscar Menswear Lourdes: rua Curitiba, 2005, bairro Lourdes Telefone: (31) 2555-3991 Shopping Falls: rua Kepler, 441, loja 27, bairro Santa Lúcia Telefone: (31) 2555-3994 Villa da Serra: alameda Oscar Niemeyer, 1369, loja 15, Villa da Serra, Nova Lima. Telefone: (31) 3653-3995 Site: http://www.oscarmenswear.com.br OSCAR MENSWEAR/DIVULGAÇÃO
Lojas possuem especialistas em atendimento a noivos
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crônica
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
Os bichos agradecem ive o privilégio de crescer numa casa onde os animais faziam parte do meu mundo, e a convivência com eles me fez não somente entendê-los, mas, acima de tudo, admirá-los com suas peculiaridades, enxergar neles uma beleza alimentada pelo amor e pelo instinto. Quem tem um cão a seu lado, por exemplo, sabe que esse amor, que nada exige em troca, adoraria ter de você atenção e carinho, mas, se estes não vierem como gostaria, não tem problema, ele te amará do mesmo jeito. Ao chegar em casa, é aquela explosão de felicidade, com os rabos abanando, pulos, latidos, lambidas, todas as formas que encontram para demonstrar a alegria, apenas por você ter voltado. E, quando adoecemos, quase adoecem juntos. Lembro-me da última vez em que estive mal, com febre e uma indisposição terrível, e as três cadelas de casa se recusavam a sair do meu quarto. Permaneciam quietinhas, sem fazer a confusão que normalmente fazem quando estão juntas. Vlora, minha mais querida pit-lata, olhava-me com uma expressão triste como se sentisse a minha dor. E, como se não bastasse, de madrugada, acordo com um movimento no travesseiro do meu marido, que viajava. Sonolenta pelos medi-
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camentos, percebo que o movimento era dela, que, no decorrer da noite, preocupada, veio deitar-se ao meu lado, enquanto as outras duas, aos pés da cama, não arredavam as patas. Um amor que tão logo me curou. Enquanto escrevo, elas estão aqui, deitadas no chão, cansadas da farra que há pouco fizeram no gramado. Tento descobrir qual delas foi a responsável pela enorme cratera no jardim. Levanto a voz, e apenas uma, Vlora, coloca o rabo entre as pernas e se afasta. Claro, a atitude suspeita denuncia o seu erro. Abandonada numa rodovia, ainda filhote, Vlora foi recolhida por um amigo que, pela internet, se prontificou a ajudá-la. Minha filha, ao ver aquele olhar carente na tela de seu computador, não teve dúvidas: correu para adotá-la. Quando ela chegou em casa, apresentando-me sua nova cachorrinha, me assustei, principalmente após os veterinários constatarem o que eu já desconfiava: a filhote era uma mistura de vira-lata com pit-bull. Como grande parte da população desinformada, eu também tinha um preconceito em relação à raça e fui me inteirar sobre ela. Descobri feras terríveis, criadas a ferro e fogo, treinadas para atacar, ganhar concursos em rinhas e morrer em lutas absurdas e covardes. Mas descobri também cães de estimação, dóceis, brincalhões e carinhosos com as crianças, quando criados em ambientes saudáveis, plenos de cuidados e afeto. Li que vários trabalharam como cães de
mas dessas entidades, às quais destinamos essa doação com muita satisfação. E, para os leitores que quiserem nos ajudar a ajudá-las, o livro “Só de Bicho” está disponível nas Drogarias Araujo, nas Livrarias Leitura e no pet shop Animalle –parceiros nessa empreitada. E agora também nas clínicas veterinárias e lojas Vetmaster e Pegada Pet, na região da Pampulha. Trata-se de um livro de crônicas divertido, um ótimo e acessível presente de Natal, em que estão reunidas dezenas de histórias já publicadas em jornais e sites, tendo como protagonistas os animais: engraçados, comoventes, malucos, simpáticos e, como diz Fabbrini, às vezes tão humanos como nós. Gostaria de agradecer aos leitores que puderem se juntar a nós, colaborando com essa causa. Os nossos amigos, cães e gatos de rua, agradecem. resgate no 11 de Setembro e que em todo o mundo colaboram com a polícia, ajudam na terapia com crianças, idosos e doentes em hospitais e abrigos. Assim como fez minha pit-lata ao deitar-se ao meu lado, numa madrugada febril. Minha amiga diz que a Vlora, assim como a Pretinha, ganhou na loteria ao ir para minha casa, onde são praticamente “donas do pedaço”. Ambas tiveram essa chance, mas muitos outros cães, infelizmente, não têm a mesma sorte de encontrar um bom lar, alimentando-se de ração e de
carinho. E nem sempre é preciso ração, basta um pouco de atenção, para torná-los felizes. Como aquele vira-lata magricelo que, deitado na calçada com seu dono, um andarilho de roupas esfarrapadas, fez festa ao vê-lo acordando. O mendigo e seu vira-lata: uma cena que me deixou emocionada. Um cão, quando amado, é o ser mais grato e fiel que existe. E foi pensando nos cães que não tiveram esses privilégios que eu e o cronista Fernando Fabbrini decidimos lançar o livro “Só de Bicho”, hoje em sua segunda edição.
A ideia inicialmente estava focada nos cães, mas decidimos estender a todos os bichos, sejam moluscos, anfíbios, aves, répteis, mamíferos, enfim, uma fauna inteira com histórias divertidas e comoventes, a maior parte delas verídica. A renda do livro é destinada a entidades civis voluntárias protetoras dos animais de rua, que cuidam e promovem castrações, além de encaminhá-los para adoções. Entidades criadas por pessoas que verdadeiramente os respeitam. A Cão Viver, Rockbicho e Sociedade Protetora dos Animais de Betim são algu-
* O livro “Só de Bicho” pode ser adquirido pelo valor de R$ 30 nas Drogarias Araujo, nas Livrarias Leitura, nos pet shops Animalle, Pegada Pet, Vetmaster, nas lojas do Super Notícia e no setor de atendimento ao assinante, pelo telefone (31) 2101-3838. E, claro, nas ONGs Cão Viver, Rockbicho e Sociedade Protetora dos Animais de Betim. O Natal está aí, e este é um bom presente, principalmente para os animais que serão assistidos.
Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
WSalvador. Atraçóes novas no Pelourinho, inclusive para o verão. Páginas 4 e 5
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BELO HORIZONTE Sábado 9/12/2017
Marrocos, um país de muitas caras Praias, campos, montanhas, desertos e cidades exóticas num destino que foge do lugar-comum O Marrocos começou a ficar em evidência no Brasil em 2001, quando foi cenário da novela da TV Globo “O Clone” e, mais recentemente, em 2013, quando sediou Mundial de Clubes da Fifa. A novela não está mais no ar e o Mundial terminou sem a vitória do Atlético Mineiro, mas as atrações do país africano percorreram o imaginário dos brasileiros. No ano passado, segundo dados do Turismo do Marrocos, 25,6 mil brasileiros visitaram o país. O número é pequeno se comparado ao de outros países, mas represen-
tou um crescimento de 97% em relação aos últimos cinco anos e de 386% em comparaçãoa 2005. Aexpectativa, porém, é que o número de brasileiros alcance 50 mil nos próximos dois anos. A não obrigatoriedade de visto, a formatação de roteiros com guias que falam português e, principalmente, a operação de voos diretos da Royal Air Maroc entre São Paulo e Casablanca, com cinco frequências semanais e duração de aproximadamente nove horas, são fatores que ajudaram a alavancar esses números. Além da Royal, as
pampulha TURISMO DO MARROCOS/DIVULGAÇÃO
WFinlândia. Cinco experiências na terra natal do Papai Noel. Página 10
companhias aéreas TAP, Turkish Airlines e Emirates contam com boas ofertas de voos com conexões saindo do Brasil. Outra possibilidade para os brasileiros visitarem o país africano é combiná-locom outros destinos, como Espanha e Portugal ou Turquia, Dubai e Egito. O Marrocos costuma atrair brasileiros pela curiosidade em conhecer de perto essacultura exótica, a receptividade do povo e o contraste de praias, deserto e picos nevados,além, é claro, das construções seculares.
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Continua nas páginas de 6 a 9
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paulo campos
Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super
paulocampos@otempo.com.br
Wsala vip (I)
sala vip (II) W
BH/Orlando em voo direto
O Rio se promove em Minas
A Azul Linhas Aéreas deu mais um passo para a internacionalização de Belo Horizonte como destino. No último dia 3, decolou do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, o voo que marcou a estreia (com 95% de ocupação) da rota da companhia para Orlando, nos EUA. Já na sala de embarque, os primeiros clientes foram recebidos com festa, numa cerimônia que contou com a presença de executivos da Azul, de representantes do Governo de Minas, da BH Airport e do Visit Orlando no Brasil. Durante a alta temporada, o voo será operado todas as segundas, quartas, sextas e domingos, com partidas às 23h55. Após o dia 17/2, as operações serão diurnas, três vezes por semana.
O Rio Convention & Visitos Bureau reuniu oito redes hoteleiras e agentes de viagens em um happy hour descontraído, acompanhada de roadshow, na última semana, no Bar Ideal, na Savassi. Michael Nagy, diretor comercial da entidade, exibiu um Rio que é a cara do Brasil por meio de seus quatro pilares turísticos – centro, Zona Sul, São Conrado e Barra da Tijuca. “Hoje, os brasileiros são 70% do público visitante”, explica ele a importância da ação, que está sendo realizada em diversas capitais para promover o destino e seu réveillon. Mas o foco não foi somente o turismo de lazer. Até 2027, segundo Nagy, já foram agendados 322 congressos na cidade, que vão gerar cerca de R$ 2,8 bilhões em receitas.
FOTOS AZUL/DIVULGAÇÃO
Dany Oliveira (BH Airport), Gustavo Arrais (Setur-MG), Ronaldo Veras (Azul), Marcelo Bento (diretor de Aliança, Distribuição e da Azul Viagens) e Daniel Bircher (diretor de operações da BH Airport): comemorando o novo voo da Azul em Confins
Tripulação e equipe da Azul posam para foto antes do embarque
FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Michael Nagy (diretor) e Márcia Pessoa (gerente de turismo), do Rio CVB, com Thiago Brant (executivo de contas da Gol)
Gisele Souto (Hotel Vila Galé, na Lapa), Christopher Amorim (Hilton Copacabana), Juliana Girão (Sol Ipanema), Vinicius Ottoni (GJP) e Sílvia Nobre (South American Copacabana Hotel)
Os atrativos e a hotelaria potiguar em destaque FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
O Rio Grande do Norte está entre os três destinos de praia mais procurados pelos mineiros nas próximas férias. Por esse motivo, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Norte (Abih-RN) promoveu, no hotel Max Savassi, uma capacitação para 50 agentes de viagens. Durante o evento, Thiago Dantas, do receptivo
Potiguar Turismo, apresentou o potencial turístico do destino, com destaque para a hotelaria. De acordo com José Odécio, presidente da Abih-RN, o Rio Grande do Norte é bastante procurado pelos mineiros, mas mesmo muitos agentes de viagens ainda não conhecem o Estado. O evento seguiu depois para Cuiabá (MT) e Campo Grande (MS).
Camila Andrade (Multitour Viagens), Wellisson Castro (Ypê Turismo), o guia Thiago Dantas e Ebert Rosa (Ypê Turismo)
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check-in/ check-out
Nova identidade A Belotur lançou nova identidade visual turística para Belo Horizonte, acompanhada de novo posicionamento (Belo
Marcos Rodrigues (TDR Turismo), Thiago Dantas (Potiguar Turismo), Ana Paula (Trend), Izabella Moura e Aline Félix (Azul Viagens)
Fany Almeida (Holiday Inn, Holiday Inn Express e Praiamar), Thiago Dantas e Raíssa Pinheiro (receptivo Potiguar Turismo)
O quarteto Rodrigo Soares, Victor Matheus, Silvério Luciano e Clério Menezes (Cleriotur Viagens e Turismo, de Contagem)
Alessandra Pinheiro (Azul Viagens), Jenifer Melo (Já Turismo), Diego Guimarães (Baluarte Turismo) e Raissa Pinheiro (Potiguar)
Horizonte: Surpreendente). Criada pela RC Comunicação, a marca foi inspirada no traçado da cidade. “As letras trabalhadas de forma aberta e irregular transmitem sensação de infinito e movimento e fazem alusão a um horizonte que revela uma cidade em constante transformação”, afirma o designer Virgílio Dória.
Reação (I)
Reação (II)
Verão gelado
A leve reação da economia foi um dos fatores determinantes para o aumento de 4,3% no faturamento médio das empresas do setor de turismo no terceiro trimestre do ano, na comparação com o mesmo período de 2016, segundo pesquisa do Ministério do Turismo.
Os aumentos expressivos ocorreram nos segmentos de parques e atrações (11,4%), transporte aéreo (11,2%), operadoras (10,3%) e agências de viagens (9,3%). Organizadoras de eventos, meios de hospedagem e agências de receptivo ficaram abaixo de 2%.
Com a proximidade do verão, a Azul Linhas Aéreas passará a distribuir gratuitamente cerveja gelada nos voos domésticos até 18 de fevereiro de 2018. É o Happy Hour Azul, ação realizada pela companhia desde 2015 e que faz parte da Operação Verão.
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Hamburgo
A melhor vida noturna Hamburgo, na Alemanha, foi reconhecida com o título de melhor vida noturna do mundo, de acordo com pesquisa realizada pelo site Hosteworld, plataforma de reservas de hostels voltada aos viajantes em busca de experiências sociais. A pesquisa descobriu como os moradores de 41 cidades, de 27 países, classificam a vida noturna de suas cidades, baseadas em cinco categorias – qualidade da vida noturna, receptividade e simpatia dos locais, sensação de segurança, facilidade de transporte e locomoção e o custo total da saída noturna. STOCK IMAGES
turismo
Bahia
Tambores, teatro e cultura nas ruas do Pelourinho Salvador tem novas atrações durante overão; JorgeAmado, música e gastronomiatornam o centro históricoainda mais sedutor Rafael Soares Agência O Globo
Junte tudo de bom que a Bahia tem em uma combinação mágica: o toque dos tambores, a prosa de Jorge Amado e o tempero do dendê. Desde o início de novembro, o Pelourinho, um dos maiores símbolos de Salvador, tem uma programação especial para o verão que tem como objetivo encher novamente as famosas ladeiras com turistas do Brasil inteiro, após um período de queda na visitação que seguiu à Copa do Mundo, em 2014. E, para além do
Pelô, o centro histórico de Salvador guarda outras surpresas a serem desbravadas. O carro-chefe do Pelourinho Dia e Noite – como a programação foi batizada pela Prefeitura de Salvador – é o Circuito Jorge Amado, um musical itinerante, com trechos de diversas obras do escritor baiano, que tem como pano de fundo as ruas deste importante conjunto arquitetônico colonial. A peça, gratuita, começa todas as sextas-feiras, pontualmente às 19h, na frente de uma casa em pleno largo do ANDERSON MOREIRA/DIVULGAÇÃO
As outras 9
De Copenhague a Nova York Copenhague só ficou em segundo lugar no ranking de melhor vida noturna do mundo, porque perdeu por ser o lugar mais caro. Berlim (foto abaixo), terceiro lugar, é a cidade onde os moradores estão mais satisfeitos com o custo da diversão. Em quarto lugar, Dublin, famosa por sua vida noturna, teve pontuação alta em todas as categorias. Fechando as outras seis colocações estão Amsterdã (Holanda), São Francisco (EUA), Gotemburgo (Suécia), Praga (República Checa), Varsóvia (Polônia) e Nova York (EUA). PAULO CAMPOS - 9.6.2014
Popelô leva orquestras para se apresentam nas igrejas históricas de Salvador
Pelourinho, com o velório – e a posterior “ressurreição” – de Quincas Berro d'Água. Em seguida, a encenação segue para outros pontos do bairro, com Gabriela, Vadinho, pais de santo, malandros e orixás. “Apostamos na cultura para modificar essa área. O potencial é enorme. Queremos trazer as pessoas, ocupar o centro histórico,” conta Eliana Pedroso, diretora-geral de gestão do centro histórico de Salvador.
Diferentes ritmos A programação musical também conta com desfiles ao ar livre e concertos dentro das igrejas do conjunto histórico, joias do barroco brasileiro. Quatro grupos de tambor de jovens do Pelourinho – um deles, formado apenas por meninas – passaram a ganhar subvenção da prefeitura e mantêm um calendário de desfiles, revezando-se em apresentações de quarta a sábado, às 17h30m, e domingos, às 12h. Nas igrejas, quatro formações do Polo de Orquestras do Pelô (Popelô), que mesclam música clássica, jazz, ritmos africanos e pagode baiano, se apresentam, às segundas, terças e quartas, às 17h, e aos sábados, às 10h.
RAFAEL SOARES/O GLOBO
Colado no Pelourinho, bairro Carmo é reduto de artistas, arquitetos e escritores RAFAEL SOARES/O GLOBO
Atrações vão da culinária até uma praia escondida O tempero baiano também entra na mistura: aos domingos, 15 restaurantes do Centro Histórico preparam pratos especiais, que não fazem parte do cardápio regular, inspirados no livro “Arte culinária na Bahia”, um inventário de comida afro-baiana antiga escrito em 1916 pelo intelectual Manoel Querino. Destaque para pratos difíceis de serem encontrados como o xinxim de galinha com efó de língua de vaca - que, diferentemente do que se pode pensar, é um vegetal - servi-
do pelo Villa Bahia (R$ 49, o menu com entrada, prato principal e sobremesa). Entre uma atração e outra, o pôr do sol mais bonito da Baía de Todos os Santos está a 15 minutos a pé do Pelourinho - descendo pelo Elevador Lacerda. Ainda no Centro Histórico, a Praia da Gamboa, ao pé de uma comunidade pesqueira, já foi cenário de clipe (“Gente bonita”, lançado pelo cantor Fióti, irmão de Emicida), e tem uma vista de tirar o fôlego: dali, dá para ver o sol caindo no mar. (RS/AG)
Serviço Pelourinho Dia e Noite. Mais informações no site pelourinhodiaenoite.salvador.ba.gov.br. Restaurante Villa Bahia. Localiza-se no largo do Cruzeiro de São Francisco, 16. Mais informações no site restaurantevillabahia.com. Jam no MAM. Aos sábados, às 19h. Entrada: R$ 8 (inteira). Localiza-se na av. do Contorno s/nº, Solar do Unhão. jamnomam.com.br/mam. Casa do Rio Vermelho. Abre de terça-feira a domingo, das 10h às 17h. Entrada: R$ 20 (inteira), grátis às quartas-feiras. Localiza-se na rua Alagoinhas 33, Rio Vermelho.
Grupos de percussionistas se revezam em apresentações diárias no Pelourinho
turismo
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ANDERSON MOREIRA/DIVULGAÇÃO
Bistrôs e cafés atraem ao Carmo, colado no Pelourinho
Nas ruas, músicos acompanham os atores que dramatizam as obras de Jorge Amado
Passando da Baixa dos Sapateiros, o Pelourinho desemboca no bairro de Santo Antônio. Além do Carmo, ou só Carmo, como chamam seus moradores. O local tem aparência de cidade do interior: casinhas coloridas dividem espaço com praças, coretos e igrejas. Assim como o Pelourinho, o Carmo foi redescoberto por artistas, arquitetos e escritores, que passaram a morar no local. Hoje, bares, ateliês de arte e brechós fazem do bairro o mais charmoso de Salvador, perfeito para passear a pé. Logo na subida da ladeira do Carmo fica seu ponto turístico mais famoso: a escadaria de 55 degraus que leva à igreja do Santíssimo Sacramento do Paço, que foi cenário do longa “O Pagador de Promessas” (1962), único filme brasileiro a ganhar a Palma de Ouro em Cannes. No fim da ladeira íngreme, está a recompensa: mesas nas calçadas convidam para um petisco e uma cerveja gelada. Para
refeições mais demoradas, há restaurante como Pysco e Poró, nos casarões. Para conferir a linda vista para a Cidade Baixa, emoldurada pela Baía de Todos os Santos, basta pedir aos moradores das casas à esquerda da rua Direita de Santo Antônio. Essa via concentra ateliês, brechós e pousadas e os donos permitem a entrada dos visitantes. Depois do passeio pelo
Carmo, uma boa pedida é o Jam no MAM: show de jazz ao pôr do sol, no estacionamento do Museu de Arte Moderna da Bahia, um antigo engenho de cana de açúcar, com vista para a Baía de Todos os Santos. Aos sábados, músicos da banda Geleia Solar recebem instrumentistas para sessões de improviso. Nesse verão, todas as convidadas são mulheres. RAFAEL SOARES/O GLOBO
Praia da Gamboa virou point no litoral de Salvador após ser cenário de clipes
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Gastrô (I)
Chá e cuscuz marroquino Não estranhe se vir rodinhas de comensais dividindo uma travessa de legumes, carne e sêmola regados a molho à base de especiarias. É assim que se come o cuscuz marroquino. Outro ritual: antes e depois da refeição, é servido o tradicional chá de menta. SÍLVIA AMORIM/AGÊNCIA O GLOBO
turismo
Marrocos
O encontro de dois mundos no norte da África Cidadelas romanas, deserto do Saara, culturaberbere, montanhas gigantescase oásisnaturais estão no caminhode quem aventura pelo país João Lobato
Enviado especial
Gastrô (II)
Temperos deliciosos Ao lado do cuscuz, o prato mais famoso é o tagine, cozido de carne (frango, boi ou carneiro), com legumes e temperos, servido em uma panela de barro e que chega à mesa borbulhando. Não deixe de experimentar também os deliciosos doces marroquinos. SÍLVIA AMORIM/AGÊNCIA O GLOBO
Gastrô
Feira ao ar livre À noite, na praça Jemaa El-Fnaa, são várias barracas, uma ao lado da outra, vendendo de tagine a sanduíches locais. Em clima bem parecido ao das nossas feiras livres, moradores e turistas dividem mesas ou balcões nessa enorme confusão gastronômica. SILVIA AMORIM/AGÊNCIA O GLOBO
Cidadelas romanas, comida mediterrânea, arquitetura islâmica, festival de música espiritual, cultura berbere, excursões por desertos e montanhas. o Marrocos é uma terra onde cultura distintas têm se encontrado e se recriado por séculos,o que faz dele um país que pode agradar a qualquer tipo de turista. Para aqueles que querem experimentar de tudo um pouco, uma ótima opção são os trekkings. Lá, também é possível atender a todos os gostos, de confortáveis excursões a bordo de picapes 4x4 até expedições no espírito mochileiro, com pouco dinheiro, mas muita disposição. Independentemente do meio de transporte utilizado, o país pode oferecer muito ao turista que tiver paciência – em especial com os vendedores que tentam, até mesmo fisicamente, forçá-lo a comprar algo – e mente aberta para entender esse conjunto de culturas tão diferentes da nossa.
Ponto de partida As opções de trekking são muitas, mas ainda mais numerosas são as agências e os guias privados que oferecem o serviço. O ponto de partida é Marrakech, de onde é possível chegar tanto à borda do deserto do Saara quanto ao monte Atlas, passando, em qualquer direção, por inúmeras atrações. De lá, atingem-se os kasbahs, fortificações antigas, algumas anteriores ao século XI, que se mesclam à paisagem desértica. Comuns em muitas regiões do Marrocos, é difícil vê-las e não se imaginar em um conto de “As Mil e Uma Noites”. A mais famosa é a de Aït-Ben-Haddou, um tesouro marroquino que foi cenário de vários filmes norte-americanos, entre eles “Gladiador”, com o
ator Russell Crowe. É possível visitar algumas casas dos poucos moradores que ainda vivem nessa cidade fortificada. Os mais aventureiros podem organizar uma viagem de camelo até o deserto, na região chamada de pré-Saara. Mais uma vez é Marrakech o local de onde a maioria das excursões parte. Para quem não tem tempo nem dinheiro, uma boa opção é o deserto Agafay, a uma hora ao sul de Marrakech. É possível organizar passeios a cavalo e atividades como canoagem no reservatório Lalla Takerkoust. Com a exceção do lito-
A alta estação no Marrocos acontece entre julho e agosto, quando a temperatura pode chegar aos 40°Cem Marrakech
ral, o Marrocos é marcado por um clima seco, que cria largas áreas semidesérticas cortadas por vales verdejantes, verdadeiros oásis na paisagem. O contraste é esplendorosamente espetacular. Esses vales são muitos comuns na região central do Marrocos. Perto da cidade de Ouarzazate, a 200 km de Marrakech, depara-se com uma sequência estonteante desses oásis naturais.
Monte Atlas As montanhas do Atlas são, sem dúvida, a maior atração para quem gosta de desafiar a altitude. Mais uma vez, as excursões podem ir de um extremo a outro para aqueles com ótimo condicionamento físico, como desafiar o High Atlas, com picos cobertos de neve, ou turistas menos ativos com caminhadas tranquilas ao longo do riff do Atlas. O Atlas, em si, é um destino procurado para o turismo de aventura. Além da paisagem grandiosa pela quantidade de montanhas e vales como o Draa e o Dadès, há trilhas, rapel e escaladas. Como não é todo dia que se acorda em pleno deserto, vale o esforço de sair da cama um pouco antes do nascer do sol e acompanhar o espetáculo no alto de uma das dunas. (Com Agência O Globo) JOÃO LOBATO/DIVULGAÇÃO
Um dos oásis que fica localizado na região próxima à cidade de Ouarzazate
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
LOCALIZAÇÃO Rabat Fez Casablanca MARROCOS
Marrakech
SAARA OCIDENTAL
ÁFRICA
JOÃO LOBATO/DIVULGAÇÃO
Kasbahs (ou fortalezas) são uma espécie de casa fortificada de origem berbere
turismo
7W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de dezembro de 2017
SÍLVIA AMORIM/AGÊNCIA O GLOBO
O pôr do sol no Saara, o maior deserto do mundo
Atravessando o deserto do Saara O Saara é o maior e mais quente deserto do mundo. Mas não se engane. À noite, faz muito frio em qualquer época do ano. A alta temporada é em julho e agosto. Em geral, o tour no deserto é vendido em pacotes que incluem estadia, transporte e passeio de dromedário ao pôr do sol. Mas não é fácil chegar ao Saara. A partir de Marrakech, a viagem costuma ser feita em dois dias. Nela, praticamente se cruza o país de leste a oeste. São cenários muito bonitos, que se tornaram rota turística. É a Rota dos Mil Kasbahs, antigas fortalezas de origem berbere, primeiros habitantes do deserto. Construídas a partir da mistura de argila, estrume e palha, algumas kasbahs são
Viagem ao Marrocos não é cara nem barata A proximidade com áreas conflagradas da África, como o Mali e o Egito, não comprometem a sensação de segurança no país, que se mantém, por enquanto, distante do radicalismo político e religioso. O povo é amistoso e solícito, mas a religião – 98% da população é muçulmana – impõe limites à socialização. Para evitar aborrecimentos, e também em sinal de respeito aos anfitriões, é aconselhável evitar o uso de roupas que exponham muito o corpo e nunca tomar bebidas alcoólicas nas ruas. Aliás, isto é proibido no Marrocos do rei Mohammed VI. O custo para turistas é mediano. Os hotéis seguem pa-
drões europeus. O cardápio dos restaurantes é democrático. Paga-se, em média, por um tagine (guisado de legumes, geralmente com carne), um dos pratos tradicionais no país, para três pessoas, cerca de R$ 100. A oferta de comida de rua é grande, e os souks, como eles chamam os mercados a céu aberto, no paraíso das compras. O árabe e o berbere são os idiomas oficiais do país. Nos grandes centros, falam-se o francês, ensinado nas escolas, e o inglês, em menor escala. Mas em todo o país, qualquer dificuldade de comunicação é superada pela simpatia dos marroquinos. (Sílvia Amorim/Agência O Globo) TURISMO DO MARROCOS/DIVULGAÇÃO
Serviço Como chegar A TAP Portugal (flytap.com/ pt-br) voa de BH para Casablanca, via Lisboa. A Royal Air Maroc (royalairmaroc. com) também voa a partir de por São Paulo. Onde hospedar-se Hotel Xaluca. Acampamento no deserto cobra 404 dirhans (R$ 138) por noite por pessoa em tenda standard, e outros 200 dirhans (R$ 68) pelo passeio de camelo. Em tenda luxury, a noite sai por 1.400 dirhans (R$ 478) por pessoa, e o passeio de camelo está incluído. xaluca.com Hotel Kenzi Menara. Diárias em quarto duplo com café a partir de 126 dirhans (R$ 43). Em Marrakech. kenzi-hotels. com/kenzimenarapalace/default-en.html Berbere Palace. A partir de 185 dirhans (R$ 63). Rue Al-Mansour Ad-Dahbi, Ouarzazate. facebook.com/LeBerberePalace Onde comer Ksar El Hamra. Fica na medina de Marrakech. restaurantksarelhamra. net/fr Le Jardin. No Hotel Sofitel, Rue Harroun Errachid, Quartier de l' Hivernage, 40.000, Marrakech. La Kasbah des Sables. Em Ouarzazate. lakasbahdessables.com
Cordilheira do Atlas, a maior cadeia montanhosa do norte da África
tombadas pela Unesco, como na cidade de Ouarzazate, a Hollywood marroquina, e podem ser visitadas. De Marrakech até Ouarzazate, onde se faz outro pernoite, são cerca de cinco horas de estradas asfaltadas pelo interior do país. Boa parte do trajeto é de curvas. Na segunda etapa da viagem, são mais seis horas de carro até Erfoud, uma das portas de entrada do Saara marroquino. É hora de abandonar o veículo comum e prosseguir num 4x4 para um rali pelas dunas por uns 50 minutos até a próxima parada: subir num dromedário que o levará até a duna mais alta da região de Erg Chebbi, para um pôr do sol, certamente, inesquecível.
Dicas Esqueça bebida alcoólica. Na maioria dos estabelecimentos públicos do país, onde 98% da população segue o islamismo, o consumo não é permitido; Visitar a principal mesquita de Marrakech, a Koutoubia, também não é permitido, exceto a muçulmanos; A culinária marroquina se apresenta à mesa muito colorida. São ingredientes bastante conhecidos dos brasileiros, como beterraba, pimentão, abobrinha e lentilha, mas que ganham sabores inusitados por causa dos temperos e especiarias. O dirham marroquino é a moeda do Marrocos. Um dirham equivale a R$ 0,34 ou US$ 0,10. O ideal é levar dólares ou euros.
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turismo SÍLVIA AMORIM/AGÊNCIA O GLOBO
Marrakech
Vielas e comércio da Joia do Reino do Marrocos Cidade tem mil anos de história confinados numa cidadela encasteladade péaté hoje,a medinade Marrakech;do outro ladodo muro estáa modernidade Sílvia Amorim Agência O Globo
Caminhar por Marrakech é ser provocado a experimentar contrastes a todo instante. Imponentes muralhas dividem a cidade em duas dimensões: a medina de quase mil anos e a cidade moderna, eleita em 2015 o melhor destino da África pela World Travel Awards, uma das premiações mais conceitua-
das no setor de turismo. Intramuros, estão as vielas, os palácios centenários ricamente decorados com ladrilhos coloridos e a agitação dos souks (mercados locais). Do lado de fora, são as avenidas largas e arborizadas, os prédios novos e a paisagem monocromática em ocre, cor oficial das fachadas em Marrakech. Isso sem falar da convivência nas ruas entre véus, burcas e taqiyahs (toucas arredonda-
das usados por homens islâmicos) com minissaias, jeans e topetes cuidadosamente penteados. Costuma-se dizer por lá que é dessa mistura que vem o charme de Marrakech, a cidade mais visitada do Marrocos. Antiga sede do império marroquino, ela é a terceira maior do país, atrás da capital Rabat e de Casablanca. Tem boa infraestrutura, com aeroportos e rede hoteleira para to-
Marrakech é destino obrigatório para turistas Uma das tantas movimentadas e labirínticas viela de dentro das muralhas
dos os bolsos. Mas a principal porta de entrada do país, a partir do Brasil, é Casablanca, a quase quatro horas de carro de Marrakech ou a uma hora de avião. Se o tempo for curto, invista na medina, principal atração de Marrakech. São sete quilômetros
quadrados– duas vezes o bairro de Ipanema – de um emaranhado de ruelas disputadas por motos, carros, moradores, lojinhas, ambulantes e turistas. Tudo ao mesmo tempo. Foi lá que Marrakech começou, há quase mil anos, mais precisamente na praça Djemaa El-
Fna, tombada pela Unesco. Nela, encantadores de serpentes, acrobatas, músicos, vendedores e barracas de comidas típicas se encarregam da agitação de todo dia. Sem falar dos quiosques de suco de laranja, famoso pela cor e doçura intensas. RAYNE AROUCA/ARQUIVO
Koutoubia, a principal medina de Marrakech
SÍLVIA AMORIM/AGÊNCIA O GLOBO
Explorando a medina O melhor jeito de conhecer a medina é a pé. Não se desespere caso venha a se perder entre as vielas. A experiência faz parte, e, de um jeito ou outro, todos os caminhos levam à praça central. Pelas vielas, portas de madeira escondem palácios centenários. As grades nas janelas podem fazer alguns acreditarem que o local não é seguro. Mas elas estão ali por outro motivo: impedir que a mulher muçulmana tenha seu rosto visto por estranhos. Alguns palacetes foram transformados em riads, como os marroqui-
nos chamam pequenos hotéis administrados por famílias. É uma opção de estadia para quem quer viver mais intensamente a cultura local. As grandes cadeias hoteleiras, como Hilton, Four Seasons e Sofitel, ficam nos bairros modernos de Gueliz e Agdal. Entrar em uma das farmácias que ainda funcionam à moda antiga dentro da medina é outro passeio curioso. Os remédios, todos naturais, são comprados a peso. Açafrão, por exemplo, além do uso culinário, é indicado como laxante, para tratar prisão de ventre. Um pote com oito gramas custa cerca de 15
dirham (cerca de R$ 5). Nelas, são feitos também o famoso óleo de argan, muito usado para hidratar tanto o cabelo quanto a pele. O comércio é uma tradição à parte no país. Praticamente toda compra feita na medina precisa ser negociada. A oferta de produtos é imensa, de especiarias a móveis. Também há museus dentro e fora da medina sobre a história, arquitetura e cultura marroquinas. Quando o cansaço de tanta agitação bater, podese buscar um refúgio no jardim Majorelle, no lado moderno de Marrakech. Lá morou o estilista Yves Saint Laurent.
No fim de tarde, a praça é o endereço mais disputado para um pôr do sol regado ao tradicional chá de menta marroquino Marroquinas fazem óleo de argan numa farmácia de produtos naturais na medina
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9W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de dezembro de 2017
SÍLVIA AMORIM/AGÊNCIA O GLOBO
Romanas (I)
Volubilis é a mais famosa Existem mais de dez cidades romanas no Marrocos, e a maioria ainda preserva uma boa parte de sua estrutura original, com estátuas de imperadores, anfiteatros e os famosos arcos e colunas que ornam a via principal da cidade. A mais turística é Volubilis, a 33 km de Meknes e a quatro da cidade santa de Moulay Idris.
Nas cidades
Muito pra lá da turística Marrakech Queridinha dos viajantes, Fez, a cidade mais genuínado Marrocose ótimo localpara apreciar a arte islâmica, ficou conhecidapelos brasileiros porcausa da novela “OClone”
Minarete na mesquita Koutoubia, em Marrakech, modelo para outras do país
JOÃO LOBATO/DIVULGAÇÃO ABDELHAK SENNA/AFP
Evento no palácio Mokri, em Fez
Romanas (II)
Ruínas bempreservadas Volubilis pode ser facilmente visitada em um dia, saindo de Fez. Os ônibus locais são frequentes, e os guias também oferecem transporte particular. A cidade tem uma coleção preservada de mosaicos, como o dos doze trabalhos de Hércules, palácios, a basílica, o muro com arcadas e o arco do triunfo, em homenagem ao imperador Caracala.
João Lobato
Especial para o suplemento
Fez, a cidade mais importante do ponto de vista religioso e arquitetônico do Marrocos, ficou famosa no Brasil por causa da novela “O Clone”. Nela, é possível se perder por horas e horas na labiríntica medina, o centro antigo da cidade, passando entre construções seculares de refinada JOÃO LOBATO/DIVULGAÇÃO
beleza, barracas de comida berbere/mediterrânea, músicosambulantes e lojas de tecido e artesanato. Para os aficionados pela arte islâmica, Fez é o melhor lugar para se apreciá-la. Os mosaicose ladrilhos, commotivos tipicamente islâmicos, são encontrados em mesquitas abertas ao público – algumas datadas de mais de mil anos–, lojas, souqs (locais tradicionais de comércio) e madrassas (instituições de ensino religioso). Outros grandes centros, além de Marrakech e Fez, também têm belos conjuntos arquitetônicos. Porém, se existe um microcosmo da arte e arquitetura islâmica no país, esse lugar provavelmenJOÃO LOBATO/DIVULGAÇÃO
Romanas (III)
Patrimônio da Unesco O passeio a Volubilis custa custa 20 dirhams (R$ 6,80)e dura cerca de uma hora. Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1997, a cidade foi o centro administrativo do reino da Mauretânia e também uma das mais remotas do Império Romano. Durante 2 e 3 d.C., a maioria dos edifícios (ainda visíveis ) foram construídos. Acredita-se que a cidade tinha cerca de 20 mil habitantes.
Mosaicos decorativos no interior de uma antiga escola religiosa em Fez
te seria Bou Inania Medersa, a madrassa turística de Fez. Azulejos decorados, minaretes, arcos de influência moura, escrita estilizada nas paredes, tudo distribuído ao redor de um complexo largo, aberto ao público.
Casablanca e Tânger Outros destinos famosos do paísafricano são Casablanca – cidade eternizada em filme homônimo, estrelado por
Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, ícones do cinema norte-americano –, a capital econômica do país, situada na costa do Atlântico, mas de pouco interesse turístico; Rabat, capital do Marrocos e segunda cidade mais populosa, com uma orla litorânea; e Tânger, que, por muitos anos, teve triste reputação de ser um centro de drogas e prostituição. Uma aura mítica em tor-
no da cidade foi criada pelos poetas beat, especialmente por William Burroughs, que viveu em Tânger e experimentou todos os tipos de droga. Burroughs relata, de forma caótica e, por vezes, quase inteligível mas impactante, suas experiências no famoso livro “Almoço Nu” (“Naked Lunch”). A cidade, próxima à Espanha, lembra mais a Europa do que o Marrocos.
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turismo HERNAN PATINO/DIVULGAÇÃO
Nova Zelândia (I)
Escalada mais do que radical A empresa Wildwire Wanaka está operando um passeio diferente na Nova Zelândia. A escalada Lord of the Rungs tem uma proposta radical de mais de 450 m de altura. O sistema via ferrata (nome dado ao caminho preparado nas paredes da montanha com suportes de metal) se estende perpendicularmente ao longo da cachoeira de Twin Falls, oferecendo aos turistas uma aventura que leva entre seis e sete horas e termina com voo de helicóptero. CAMILA RUTHEFORD/DIVULGAÇÃO
Finlândia
Perfeito para experiências únicas País que celebrou os 100 anos de independênciaem 6 de dezembro tem cenáriosgrandiosos, cultura, história, artes,gastronomia e, claro, Papai Noel Vizinha de Suécia e Noruega, a Finlândia tem fama por ser a terra da vodca, do Papai Noel e dos cenários naturais grandiloquentes. Em razão de sua geografia peculiar – o país está situado em uma península de litoral recortado e com milhares de ilhas, –, a Finlândia é uma combinação efervescente de atrações turísticas, beleza natural, história, cultura, artes, arquitetura, design e gastronomia. Aliás, uma refeição finlandesa inclui peixes frescos,
além de verduras e frutas da estação, normalmente locais e orgânicos. A paixão nacionaléa sopade ervilha,servida pelos restaurantes às quintasfeiras, mesmo dia em que é oferecidanasescolas,acompanhada de panqueca. O pão de centeiotambémfoieleitoacomida típica do país em 2017. Localizado na Escandinávia, o país é de fácil acesso para brasileiros através das principais companhias aéreas europeias. Confira algumas das experiências que a Finlândia oferece aos visitantes.
Natureza extraordinária Sem a mesma herança arquitetônica expressiva de outros países europeus, a Finlândia tem uma grande extensão territorial e muito a oferecer em termos de paisagens naturais selvagens, todas de uma rara beleza, formada por florestas, rios e lagos. Esses cenários mudam conforme a região e a estação do ano. Observar a migração dos pássaros na ilha de Utö, e o azul do lago de Pielisjärvi do alto da monta-
nha de Koli ou se perder na paisagem branca de neve da Lapônia são experiências únicas, inesquecíveis. Isso sem falar no espetáculo da aurora boreal, no inverno, e do sol da meia-noite, no verão. Quem se aventurar pelo interior do país encontrará excelentes opções de turismo rural, podendo inclusive se hospedar em fazendas e propriedades rurais para conhecer os costumes locais.
VISIT FINLAND/DIVULGAÇÃO
VISIT FINLAND/DIVULGAÇÃO
Riqueza histórica Na Finlândia, ainda é possível encontrar pequenas cidades que parecem ter saído de um túnel do tempo. As chamadas “cidades de madeira” são um ótimo passeio histórico, já que preservam construções de casas de madeira de décadas ou até mesmo séculos atrás. Outra atração imperdível para os interessados em história é a visita ao castelo medieval da cidade de Turku, o mais antigo de todo o país, construído entre os séculos XIII e XVI.
Nova Zelândia (II)
Percurso de tirar o fôlego O percurso até o topo de Twin Falls segue quilômetros de cabos que passam por cima e por trás da cachoeira e inclui travessia de tirolesa de 35 m. Acrescente, ainda, a vista de tirar o fôlego do vale e das montanhas ao redor, parte da paisagem da região de Wanaka, na ilha sul. A escalada não exige experiência prévia, apenas preparo físico bom e força na parte superior do corpo. O custo é de 595 dólares neozelandeses (R$ 1.325,18).
Cidades inspiradoras As principais cidades da Finlândia – Helsinque, Turku, Vaasa, Oulu, Kuopio Tampere, Lahti e Rovaniemi – estão concentradas no litoral sul do país, onde as temperaturas são menos rigorosas. Helsinque conserva muitos edifícios antigos, como os da praça do Senado; Turku é uma cidade
histórica, com castelo e catedral do século XIV; Tempere é cercada por dois belíssimos lagos. Todas têm vida cultural e noturna próprias. Mas muitos turistas vão à Finlândia para conhecer Rovaniemi, a cidade natal do Papai Noel e suas renas e as inesquecíveis paisagens de neve.
GEORGE TURNER/DIVULGAÇÃO
Parques nacionais A Finlândia tem 40 incríveis parques nacionais. O mais novo deles é o Hossa, inaugurado em 17 de junho de 2017, em homenagem às comemorações de cem anos da independência do país. Com belos lagos, florestas selvagens e relíquias pré-históricas, o local é perfeito para praticar canoagem, fazer trilhas e pescar, entre outras atividades ao ar livre.
TEA KARVINEN/DIVULGAÇÃO
Cultura fascinante O povo sami (ou lapão) é nativo da Escandinávia. Eles foram os primeiros habitantes da Finlândia e ainda mantêm seus costumes e tradições. Em três cidades do país, o idioma lapão é até reconhecido como oficial. Em alguns locais, é possível que os turistas conheçam de perto essa cultura e realizem atividades com os lapões.
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turismo FOTOS PORTOBELLO RESPRT/DIVULGAÇÃO
Estrutura
Conforto com sofisticação Com conforto sob medida, os 152 apartamentos se dividem em cinco categorias de hospedagem. Quem se hospeda no térreo, tem acesso direto à praia, atravessando o gramado. Extremamente confortáveis, eles têm decoração clean e reforçam o clima praiano. A área da piscina, repaginada, com coqueiros, é uma das mais bonitas entre os resorts brasileiros. A gastronomia tem um “quê” de sofisticação. Em parceria com o endocrinologista João Curvo (espacojoaocurvo.com, o resort oferece, mensalmente, spa para emagrecimento e relaxamento.
Mangaratiba
Verão com toque francês Além das atividades de montanha e náuticas e do safári,Portobello Resort terá clínica de futeboldo Paris SaintGermaine ótimas festas de fim de ano Da Redação Montanha e praia num só lugar, com muito conforto e passeios diferenciados. É isso o que oferece o Portobello Resort & Safári, em Mangaratiba, no litoral do Rio de Janeiro. Um dos cinco melhores resorts de praia do país ainda traz um atrativo a mais: um safári com animais brasileiros e outros africanos, que remetem à savana. Além disso, na área verde do resort, há cachoeiras, piscinas naturais e pistas para caminhadas. Pode-se,
ainda, fazer passeios de bicicleta e cavalgada. O hóspede ainda tem várias opções de lazer náutico – windsurfe, ski aquático, stand-up paddle, caiaque, veículo aquático, banana boat e um passeio de catamarã às ilhas Guaíba e Grande.
PSG nas férias Nas férias de janeiro, o Portobello trará, mais uma vez, a exclusiva Clínica de Futebol do Paris Saint-Germain Academy Brasil para seus hóspedes. Sucesso entre as crianças nas últimas edições em
A praia do Portobello Resort & Safári é privativa e tem uma extensa faixa de areia e águas transparentes
julho, a clínica oferece uma experiência única com técnicas e metodologias de treino iguais às usadas pelas categorias de base do clube francês. Todas as crianças poderão se divertir e aprimorar suas habilidades técnicas de uma maneira especial. Para participar é necessário preencher o formulário e fazer a aquisição do uniforme do Paris Saint-Ger-
main Academy Brasil antecipadamente. Além disso, o Portobello prepara uma programação especial de Natal e réveillon. “Para as festas de fim de ano e férias de janeiro, o Portobello Resort tem programado uma série de atrações, que vão desde ceias temáticas, apresentações musicais, tarde de autógrafos com artistas mirins até a conceituado Clínica
de Futebol Paris Saint-German. A variedade de atrativos, além dos que já existem no empreendimento, como o safári, por exemplo, é o que define o perfil multifacetado do Portobello”, comenta Ricardo Luiz Peixoto, gerente comercial e marketing, lembrando que Minas Gerais está entre os três maiores mercados emissores de hóspedes para o resort.
Pacotes Natal (22 a 26/12): Inclui: Hospedagem com pensão completa e bebidas nas refeições, ceia especial de Natal e entretimento musical, além de Luau de despedida. Obs.: Duas crianças de até 12 anos no mesmo quarto que os pais não pagam diária. Haverá sorteio de ingressos para o Cirque du Soleil, show da cantora Mira Callado, tarde de autógrafos e selfies com o ator teen Fhelipe Gomes Preço: A partir de R$ 6.160,00 (4 noites) Os apartamentos do térreo têm a vantagem de acesso direto à praia
Réveillon (26/12 a 2/1): Inclui: Hospedagem com café da manhã, almoço e jantar servidos em bufê, jantares temáticos todas as noites com bebidas nas refeições, festa de réveillon com ceia especial, Luau de despedida e show da virada com banda Moluj Preço: A partir de R$ 15.640 (7 noites) (*) Para ambos os pacotes, preços são em apartamento standard duplo Clínica do PSG: Datas: 15 a 19/1; 22 a 26/1 e 29/1 a 2/2, tudo em 2018 Informações e reservas: 0800 282 0868, 4020-8005 (capitais) ou portobelloresort.com.br
Entre os animais da savana africana está a zebra, mas há muitos outros
W Avaliação. Creta Sport tem visual discreto e bom desempenho. Páginas 16 e 17
FORD/DIVULGAÇÃO
W Transporte. Propulsão elétrica começa a chegar aos caminhões. Páginas 20 e 21 pampulha
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BELO HORIZONTE Sábado 9/12/2017
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Cavalo indomável
FordconfirmachegadadoMustangaoBrasilparamarço;lendárioesportivo serávendidonaversãoGTPremiumcommotorV8de466cv. Páginas 18e 19
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interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br
Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.
Raimundo Couto
Tempos modernos Em um mundo em que as linhas de montagem estão robotizadas, e a impressão em 3D salta das telas dos filmes futuristas e mostra-se cada vez mais real, a história se distancia de gerações recentes, e, para quem não conhece como tudo começou em no mundo das quatro rodas, vamos hoje rememorar. Foi em 7 de outubro de 1913 que Henry Ford introduziu a primeira linha de montagem móvel do mundo. Um processo que revolucionaria a indústria. Antes eram necessárias 12 horas para a montagem de um Ford T, com seus mais de 3.000 componentes. Com o novo modelo de manufatura, o tempo caiu pa-
ra 90 minutos, derrubando também o preço do carro: de US$ 850 para menos de US$ 300. Pela simplicidade e preço, o modelo se destoava do que então era produzido pela incipiente indústria automotiva no mundo, se é que podemos chamar de fábrica o que era feito de forma quase artesanal. Àquela altura o automóvel era artigo raro, de luxo, e poucos eram os abonados que tinham o privilégio de possuir um exemplar. Mas Henry Ford, o criador do modelo T, queria mais. Inspirado nos processos produtivos dos revólveres Colt e das máquinas de costura Singer, o industrial Ford criou a linha de montagem em série. A introdução
Altas Rodas W A concessionária Reauto Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, realizou, no último dia 23, um happy hour para
apresentar o novo Polo, o mais recente lançamento da Volkswagen no Brasil. Participaram do evento empresários locais, diretores e asso-
dessa nova forma de fabricação possibilitou a imediata redução no tempo de produção de cada unidade. O custo final do produto foi diminuindo. O Ford T caiu dos US$ 850 iniciais para US$ 575, o que aumentou sobremaneira o acesso ao veículo. Este valor foi ainda mais reduzido quando o fabricante percebeu que ganharia mais tempo se apenas a cor preta fosse utilizada. Ao contrário das coloridas, a tinta preta demorava menos tempo para secar e, como consequência, o carro seguia mais rapidamente na linha de montagem. Este fato ensejou a célebre frase atribuída a Henry Ford: o carro está disponível em qualquer cor, contanto que
ciados da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Betim) e da Associação das Mulheres Empreendedoras de Betim (Ames), além de políti-
“Faróis e buzinas eram oferecidos como itens opcionais. O farol auxiliar do motorista, elétrico, com controle interno, sempre foi oferecido como acessório”
cos e clientes da Reauto Betim. Os convidados foram recebidos pelo diretor comercial da Reauto, José Ribeiro de Castro, e pelos gerentes
seja preto”. Em pouco tempo, o modelo passou a custar US$ 260, valor mantido até quando sua produção foi encerrada. No ano de 1914 foi iniciada a fabricação na Argentina, e, em 1917, um veículo de carga, dotado de caçamba, derivado do modelo, ganhou o nome de TT. No Brasil, ele estreou em 1919. O apelido de “bigode” surgiu por causa do acelerador, que não era no pedal, mas em uma alavanca no volante, que formava par com outra, para ajustar o avanço de ignição. As duas alavancas, opostas, formavam a figura de um bigode. Quando o nome pegou, os modelos fabricados no Brasil passaram a mostrar,
como um “enfeite” no capô, a figura de um bigode, abaixo do logotipo da Ford. Uma última curiosidade. Por algum tempo e em alguns modelos, faróis e buzinas eram oferecidos como itens opcionais. O farol auxiliar do motorista, elétrico, com controle interno, sempre foi oferecido como acessório. A produção do modelo T foi mantida até 1927. Alguns meses depois de realizar uma cerimônia comemorando a marca de número 15 milhões de carros produzidos, Henry Ford entendeu que aquele era o momento de seu modelo T abrir lugar a uma nova geração de automóveis.
Fernando Henrique Amorim, Geraldo Magela de Oliveira e Bruno Wilke. A apresentação do badalado hatch alemão foi um sucesso, e cer-
ca de 400 pessoas compareceram à Reauto Betim para conhecer de perto o modelo, que promete sacudir o mercado. FOTOS PAUTA COMUNICAÇÃO/DIVULGAÇÃO
Chegada do novo VW Polo foi celebrada na Reauto Betim, que fica na avenida Edmeia M. Lazzarotti, 2.505, no bairro do Ingá
Time da Reauto Betim reunido: Bruno Wilke, José Ribeiro de Castro, Geraldo Magela de Oliveira e Fernando Amorim
Convidados conheceram o novo hatch; na foto, a versão top de linha do Polo, equipada com motor 1.0 TSI, de 128 c
Gerente da Reauto Betim, Fernando Henrique Amorim (à dir.) recebeu os convidados especiais na concessionária
Apresentação do modelo reuniu além de clientes da revenda, empresários e representantes da CDL Betim e da Ames
O aguardado hatch foi recebido em clima de festa com direito a DJ e vários food trucks espalhados pelo salão de vendas
super motor
Belo Horizonte 9 de dezembro de 2017
Jeep convoca o Renegade
Carro do tipo três em um IMAGENS: FERNANDO MÓL/DIVULGAÇÃO
Mineiro cria projeto virtual de veículocompacto comcarroceria do tipomodular, que pode se tornar umhatch, umsedã ou umapicape
Já pensou em ter diferentes tipos de carro sem precisar manter ou adquirir mais de um? Pois essa é a proposta do Startup, um veículo virtual desenvolvido pelo mineiro Fernando Mól, de 35 anos, natural de Manhuaçu, na região da Zona da Mata. “O apelo do projeto é ter vários modelos em um só. Você pode comprar um hatch e, se precisar de mais espaço, pode ter um sedã. Ou se o proprietário tiver uma empresa e precisar transportar carga, pode ter uma picape”, explica. O projeto de Mól consiste, basicamente, em um veículo com carroceria inteiriça até pouco depois do recorte das portas traseiras. A parte de trás, po-
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Recall (I)
Curiosidade
Alexandre Carneiro
15 W
rém, é modular: pode ser do tipo hatch, sedã ou picape. Para fazer a mudança, basta trocar a parte traseira. O idealizador explica que ainda não determinou como ocorrerá a fixação dos dois elementos. “Isso será definido à medida que o projeto avançar”, pontua. Entre as vantagens de seu projeto, o mineiro destaca a sustentabilidade (pois não seria necessário adquirir um veículo inteiro quando fosse preciso adquirir um modelo com outro tipo de carroceria), o custo e a fidelização ao fabricante: “O proprietário se mantém mais tempo na marca, pois pode permanecer com o mesmo carro por mais tempo”, destaca. O criador alega que seu carro modular pode ter propulsão convencional, a combustão, ou elétrica: “O mo-
A Jeep anunciou um recall para 6.537 unidades do Renegade, devido a uma falha na central eletrônica que comanda as setas de direção: segundo o fabricante, o equipamento pode não funcionar quando for acionado pelo motorista, o que gera risco de acidente. O chamado envolve veículos de todas as versões, dos anos-modelo de 2016 até 2018. Mais informações pelo telefone 0800 703 7150 ou no site www.jeep.com.br. JEEP/DIVULGAÇÃO
tor ainda não está especificado. O foco do projeto é o design, com esse diferencial da carroceria intercambiável”, pondera. Porém, já pensou na faixa de potência ideal para o veículo: “ele teria 130 cv, pois, como serve de base para uma picape, precisa de ter força”, ressalta.
“Você pode comprar um hatch e, se precisar de mais espaço, pode ter um sedã. Ou se o proprietário tiver uma empresa e precisar transportar carga, pode ter uma picape.” Fernando Mól, criador
De acordo com Mól, o Startup foi elaborado para ter dimensões compactas, mas que as medidas exatas também serão definidas futuramente. Apesar de priorizar a questão da carroceria modular, ele elaborou alguns detalhes futuristas para seu projeto, como câmeras no lugar dos retrovisores, interior com instrumentos digitais e comandos acionados por meio de uma tela touch, portas deslizantes e faróis e lanternas interligados.
Paixão por carros Mól não tem formação em design ou em engenharia, mas sempre acompanhou os avanços da indústria automobilística e se vale de suas experiências pessoais para desenvolver o projeto. “Desde criança, sou apaixonado por automóveis e por desenho; gosto muito de desenhar. E sempre fui uma pessoa de muitas ideias”, sintetiza. Devido ao desenvolvimento tecnológico pelo qual os automóveis estão passan-
Rede social Mais informações. Para divulgar seu projeto, Fernando Mól mantém uma página no Facebook, denominada Projeto Startup. Entre o conteúdo disponível, há textos explicativos e várias projeções tridimensionais do veículo. O criador também se utiliza da rede social para postar os links das reportagens, publicadas até o momento, que tiveram como destaque seu carro com carroceria modular.
do, Mól está seguro sobre a viabilidade de sua criação. “Como atualmente a indústria é muito avançada, eu acredito que seja possível fazer essa modularidade”, afirma. Desse modo, ele não esconde o desejo de que o Startup possa sair do plano virtual para o físico. “Eu gostaria que o projeto chegasse a uma montadora, que se interessasse ao menos em estudá-lo”, vislumbra.
Recall (II)
Mercedes chama três modelos A Mercedes-Benz convocou os veículos Classe C, Classe B e GLA para recall. Caso o condutor insista em dar a partida com o motor travado por um evento anterior, pode superaquecer o limitador de corrente, com risco de incêndio. Para solucionar o caso, será instalado um fusível adicional. A ação envolve 3.458 veículos, fabricados entre 2015 e 2017. Informações pelo telefone 0800-970-9090 e no site www.mercedesbenz.com.br.
Renovação
VW revela planos até 2020
Habitáculo e componentes da estrutura do veículo virtual não mudariam
Painel teria estilo minimalista, com comandos concentrados na tela central
A Volkswagen revelou alguns dos modelos que pretende lançar na América do Sul até 2020 durante um evento destinado à imprensa argentina. Entre as novidades, estão o SUV compacto T-Cross, o SUV médio Tarek, a nova geração do Tiguan e versões esportivas GTS para Polo e Virtus. O Gol tem uma nova geração prevista para 2020, e a picape Saveiro também deverá ser totalmente reprojetada.
W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de dezembro de 2017
Mais equipado
Nissan lança o Kicks nos EUA A Nissan aproveitou o Salão de Los Angeles para lançar o Kicks nos Estados Unidos. O SUV fabricado no México chega ao país para substituir o Juke e é mais bemequipado que a versão brasileira do modelo, feita em Resende (RJ). Por lá, o Kicks ganhou um motor 1.6 mais potente, com 125 cv e 15,9 kgfm de torque. O câmbio é o mesmo e conhecido CVT. Desde a versão básica, o SUV à venda na terra do Tio Sam traz sete airbags e sistema de frenagem automática, itens disponíveis aqui apenas como opcionais. NISSAN/DIVULGAÇÃO
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Avaliação
Sul-coreano com roupa de academia Hyundai tira proveito de motor 2.0 de166 cv para criar Creta Sport; versão inéditado SUVcompacto trazdetalhes esportivos exclusivos Márcio Maio Auto Press
A Hyundai Brasil só vende no país as linhas HB20 e Creta – os outros modelos da marca coreana chegam a partir da Caoa. Por isso mesmo, sabe que precisa investir em um portfólio diversificado de versões para engordar seus emplacamentos. Não só para atrair diferentes consumidores, mas para não ficar muito tempo sem novidades no mercado. Daí a chegada da
nova configuração Sport para o Creta, nas lojas desde o início do mês de novembro. Com motorização topo de linha e visual exclusivo, a variante chega para ajudar a alavancar ainda mais a comercialização do modelo, que já ocupava a 14ª posição do ranking de vendas. O motor que embala o Hyundai Creta Sport é um 2.0 de 166 cv e 20,5 kgfm de torque máximo, também presente no SUV médio ix35. A transmissão é sem-
pre automática, de seis velocidades, e controles dinâmicos de estabilidade e tração, além de assistente de partida em rampas, fazem parte do pacote. Em relação à segurança, aparecem airbags frontais, sinalização de frenagem de emergência e faróis direcionais com luzes diurnas em LED, além da fixação Isofix para cadeirinhas infantis. Nota A em sua categoria na tabela do Inmetro – e C na avaliação geral –, o consumo de combustível do Creta Sport é beneficiado pelo sistema start-stop, que desliga o motor em paradas rápidas e o religa quando se pisa no acelerador. Externamente, a Hyundai aplicou na variante Sport o que batizou de “pacote Bla-
ck Design”. Como o próprio nome sugere, a novidade “pinta” de preto brilhante alguns detalhes do SUV. O kit traz para-choque frontal com contorno da grade em preto brilhante e, no mesmo acabamento, barras de teto longitudinais, retrovisores com luz indicadora de direção e protetores de para-choque dianteiro e traseiro, além de faróis com marcação em preto no interior. São exclusivos da versão o spoiler de teto, também em preto brilhante, e as rodas de liga leve diamantadas de 17 polegadas. Por dentro, aparecem bancos de couro e tecido pretos, volante revestido de couro, detalhes em preto fosco metalizado e acabamento interno preto no teto.
R$
94.990 Hyundai Creta 2.0 Sport
super motor
17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de dezembro de 2017
FOTOS MÁRCIO MAIO/CZN
Visual esportivo, mas com um toque de elegância
Sintonia do motor 2.0 com o câmbio automático de seis marchas é bem interessante
Ficha técnica Motor. 2.0 flex 16V, quatro cilindros em linha Câmbio. Automático de seis marchas. Tração dianteira Potência. 166 cv (etanol) e 156 cv (gasolina) a 6.200 rpm Torque. 20,5 kgfm (etanol) e 19 kgfm (gasolina) a 4.700 rpm Dimensões. Com 4,27 m (comprimento), 1,78 m (largura), 1,63 m (altura) e 2,59 m (distância entre-eixos) Peso. 1.399 kg Porta-malas. 431 L Consumo. Com etanol: 6,9 km/L (cidade) e 8,2 km/L (estrada). Com gasolina: 10 km/L (cidade) e 11,4 km/L (estrada)
Para diferenciar a versão Sport das demais, a Hyundai inseriu detalhes em preto, muitos deles brilhantes
O mais comum é que versões esportivas cheguem recheadas de detalhes rubros e cores marcantes. Mas o Hyundai Creta Sport, apesar de se diferenciar esteticamente do resto da linha, tem uma presença mais discreta. A marca coreana preferiu apostar nos tons escurecidos e em vários detalhes em preto brilhante, que acabam conferindo um toque até mais elegante do que propriamente nervoso. E que combina mais com a proposta e o desempenho da variante. Isso não significa, porém, que o Creta Sport decepcione em movimento. Na verdade, ele rece-
be a motorização topo de linha do SUV compacto, que chega a render 166 cv e 20,5 kgfm de torque, quando com etanol no tanque. O 2.0 flex garante boas arrancadas e ultrapassagens, apesar dos 1.400 kg do carro. Não chega a ser um comportamento extremamente esportivo, mas dá para manter uma direção mais instigante. A suspensão é macia para priorizar o conforto dos passageiros. Mas não deixa de controlar com competência os movimentos da carroceria nos trechos de curvas. A sensação de segurança ao volante é constante. Por outro
lado, o recheio da configuração Sport não impressiona. Traz o que se espera de um carro familiar, mas menos do que uma etiqueta de preço acima dos R$ 90 mil sugere. Airbags, por exemplo, são só os dois frontais previstos na legislação nacional. O interior é amplo o suficiente para transportar confortavelmente até mesmo cinco adultos. O porta-malas de 431 L comporta boas compras de supermercado ou a bagagem para uma viagem em família. Se há necessidade de levar mais carga, o espaço também é farto. (MM/AP)
Itens de série compatíveis com o preço A lista de itens de série do Creta Sport é generosa. Estão lá: ar-condicionado automático digital com saída de ar para os bancos traseiros, direção elétrica progressiva, vidros elétricos one-touch com abertura e fechamento automático pela chave, retrovisores externos com ajuste elétrico, computador de bordo, controle de velocidade de cruzeiro e sensor crepuscular. O veículo também possui central multimídia com tela sensível ao toque de sete polegadas, Android Auto e Apple CarPlay e câmera de ré. As cores sólidas são preto e branco; as metálicas, prata e bronze e vermelho perolizado. (MM/AP)
Interior não chega a expressar uma identidade esportiva, mas está acima da média dos SUVs compactos
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Você sabia?
Curiosidades sobre o Mustang O nome do carro foi inspirado no avião de caça norte-americano P-51 Mustang que, por sinal, é o nome da única raça de cavalo selvagem ogirinária dos EUA. O esportivo lançado em 17 de abril de 1964, na Feira Mundial de Nova York, foi baseado no sedã compacto Ford Falcon. Em 1965, a Ford vendeu 73.112 Mustang conversíveis e 409.260 cupês. Parte da popularidade e do sucesso do modelo nos EUA é seu preço acessível em relação aos dos rivais.
Celebridade
Presença na TV, seriados e cinema O Ford Mustang foi e ainda é figurinha carimbada nos cinemas, séries de TV e videogames. Nas telonas, apareceu em cenas de filmes como “Antes de Partir”, “Corrida Mortal”, “Gângster Americano”, no clássico “Bullitt”, de 1968, estrelado pelo ator Steve McQueen, e na famosa franquia “Velozes e Furiosos”, por exemplo. Mais de um milhão de unidades do Mustang já foram vendidas pelo mundo. O modelo hoje é comercializado em 120 países na Europa e na Ásia.
super motor Avant-première No Brasil, modelo tem como maior rival de mercado o Chevrolet Camaro
A lenda virou realidade ComlançamentonoBrasilespeculadopordécadas, Mustangtem suachegada confirmadano país;icônico esportivoda Ford deve custar na faixade R$300 mil Igor Veiga De São Paulo (SP)
Depois de 53 anos de espera e muitos rumores sobre sua chegada ao Brasil ao longo de décadas, o icônico Mustang, eternizado pelas telas de cinema por várias gerações, será finalmente vendido no país. Para anunciar o desembarque do modelo esportivo por aqui, a marca do oval azul reuniu na última semana 300 convidados para uma avant-première do carro no badalado Jockey Club de São Paulo. No evento apresentado pelo ator global Rodrigo Lombardi, a Ford anunciou o início da pré-venda do Mustang para o dia 11 de dezembro. As primeiras unidades do modelo importado dos Estados Unidos devem ser entregues a partir de março. Sonho de consumo de muitos, o carrão será para poucos. Como um legítimo
carro de imagem, a Ford confirmou que venderá no Brasil apenas a versão mais poderosa do esportivo, a GT Premium, equipada com o motor V8 5.0 de 466 cv de potência e 58 kgfm de torque, que trabalha associado a um câmbio automático de dez marchas. O conjunto, segundo a Ford, é capaz de levar o Mustang de 0 a 100 km/h em 4 s. O preço do Mustang não foi antecipado, mas deve se aproximar dos R$ 300 mil, mais barato que seu principal rival, o Chevrolet Camaro, hoje vendido no Brasil por R$ 310 mil. Nos Estados Unidos, há versões do esportivo equipadas com motor Ecoboost 2.3, de 314 cv, e transmissão manual de seis marchas, a partir de US$ 26 mil (cerca de R$ 85 mil). Além do desempenho marcante, o que chama atenção no carro é o imponente ronco do motor V8, algo sem
dúvida capaz de despertar paixão nos entusiastas do mundo inteiro. Com linhas pra lá de musculosas, o Mustang é tão emblemático nos EUA que, nos anos 70, deu origem a uma categoria de carros conhecida como “pony car”, modelos compactos de duas portas, baratos – para eles, claro – e atrelados ao conceito de primeiro carro dos jovens americanos.
Visual atualizado A Ford brasileira não divulgou os itens de série do Mustang GT Premium a caminho do Brasil, mas esperase que a lista seja a mesma oferecida nos EUA. O que deu para saber é que o esportivo a figurar por aqui será o modelo 2018, com visual atualizado do carro, que conta com saídas de ar no capô, aerofólio traseiro e conjunto ótico em LED com a característica assinatura de três barras, tanto na parte da frente
como nas lanternas traseiras. As rodas de liga leve são de 19 polegadas e vêm com acabamento brilhante. Para os mais entusiasmados, há recurso exclusivo de luzes de cortesia nos retrovisores, que projetam a imagem do cavalo, símbolo do carro, no chão. Também faz
parte da lista de itens da versão GT Premium: seis airbags, seletor de modos de condução, ar-condicionado digital de duas zonas, câmera de ré, sistema de som com nove alto-falantes e central multimídia Sync 3, entre outros.
W
O jornalista viajou a convite da Ford
Ficha técnica Motor. A gasolina, oito cilindros em V 5.0 L, com 32 válvulas Potência. 466 cv a 7.000rpm Torque. 58 kgfm a 4.600 rpm Câmbio. Automático de dez marchas Pneus. Michelin Pilot Sport 4S com rodas de liga leve aro 19. Aceleração. De 0 a 100 km/h em 4s
Pré-venda do carro foi anunciada em evento, em São Paulo, apresentado pelo ator Rodrigo Lombardi
Consumo médio. 7,6 km/L
Cupê será importado dos EUA na versão GT Premium, com 466 cv
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FOTOS FORD/DIVULGAÇÃO
Diversão garantida para quem gosta Quem curte carros ao estilo do Ford Mustang geralmente gosta de sentir altas doses de adrenalina e emoção. A versão GT Premium com motor V8, segundo a Ford, é capaz de chegar à velocidade máxima de 282 km/h e vem equipada com um recurso inédito chamado Eletronic Line Lock. Para os entusiastas, pode se dizer que é um grande barato. Com ele, o motorista
consegue segurar no “cabresto” – por meio de um botão no painel – toda a força da cavalaria do Mustang antes de arrancar. A tração traseira da versão GT fica travada por até 15 s, fazendo com pneus “fritem” e joguem fumaça para o alto sem parar, dando o famoso burnout. O nível dessa verdadeira “insanidade” pode ser monitorado pelo painel do Mustang, que é uma
tela colorida LCD com 12 polegadas. Outra novidade introduzida no modelo 2018 do esportivo é o chamado “Quiet Mode” (modo calmo). Para não incomodar ou acordar toda a vizinhança logo de manhã cedo, trata-se de um sistema que abaf a o “relinche” do poderoso motor V8 do Mustang, que fica bem mais comportado e silencioso. (IV)
Modelo 2018 do Mustang vem equipado com inédito modo ‘burnout’, além de outras novidades
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super motor
Chegou
Transporte
Novo caminhão da JAC em BH
Futuro é elétrico
Executivos da chinesa JAC Motors no Brasil estiveram ontem na concessionária da marca na avenida Barão Homem de Melo, 3.319, em Belo Horizonte, para apresentar o novo modelo de caminhão leve da marca, o V260. Custando a partir de R$ 69.990, o veículo equipado com motor 2.0 16V turbodiesel de 95 cv aposta no maior torque da categoria (26,4 kgfm a 1.800 rpm) para encarar os concorrentes. O chinês pesa 1.690 kg e pode rodar em cidades sem restrições. A capacidade de carga útil é de 1.510 kg. JAC MOTORS/DIVULGAÇÃO
também para os caminhões Fabricantes já desenvolvem veículos pesados depropulsão verde,que prometem evoluir com rapidezao longodos próximos anos Alexandre Carneiro A eletrificação é um caminho que já está sendo trilhado pelos automóveis há algum tempo. Em outros países, em especial nos europeus, já há grande oferta de modelos de propulsão verde e infraestrutura de recarga. Parece natural, então, que essas tecnologias estejam começando a chegar aos veículos pesados: vários fabricantes têm apostado que o futuro do transpor-
te rodoviário de carga também será movido por baterias e motores elétricos. A Mercedes-Benz é um exemplo disso: enquanto sua subsidiária de automóveis já conta com uma gama de modelos elétricos e híbridos, a divisão de caminhões vende normalmente, na Europa e na América do Norte, alguns veículos comerciais leves de propulsão verde. No ano passado, a empresa deu um novo passo ao apresentar, ainda como veículo conceitual,
o E-Truck, um caminhão pesado movido unicamente por eletricidade. Desenvolvido com o objetivo de fazer entregas em centros urbanos, o E-Truck tem Peso Bruto Total (PBT) de 26 t e autonomia de aproximadamente 200 km. Neste ano, algumas empresas alemãs já começaram a receber as primeiras 150 unidades: o número limitado é para avaliar o comportamento do veículo em uma situação real de funcionamento. Com o tempo, a Mercedes vai fabricar mais unidades e entregá-las a operadores de outros países. Outra empresa que está apostando na eletrificação é a fabricante de motores Cummins, que apresentou neste ano, nos EUA, seu primeiro protótipo de caminhão com
propulsão 100% verde. Batizado de Aeos, o cavalo mecânico com tração 4x2 tem PBT de 33,7 t e capacidade para conduzir quase 20 toneladas de carga, e pode ser utilizado para transporte rodoviário, entregas urbanas e atividades portuárias. Na configuração básica, o modelo tem autonomia de 160 km, mas há uma versão com raio de ação maior, capaz de rodar 482 km. A recarga da bateria dura uma hora, mas a empresa pretende baixar esse tempo para 20 minutos até 2020. A Cummins planeja colocar seu primeiro motor totalmente elétrico no mercado em 2019, para equipar ônibus e caminhões de menor porte. No ano seguinte, será a vez de uma motorização híbrida.
Vantagens Livre de poluição. Os caminhões elétricos não emitem gases na atmosfera e tampouco fazem barulho. Desempenho. Os pesados verdes levam vantagem em performance. A Cummins afirma que o Aeos proporciona acelerações até 35% mais rápidas em comparação a um veículo similar com motor de 11 L ou 12 L. Ecomomia. Segundo a Tesla, o valor gasto com eletricidade pode chegar a 50% do custo do abastecimento de um caminhão equivalente movido a diesel.
Era do motor a combustão ainda não chegou ao fim Apesar da tendência de toda a indústria automobilística apontar para um futuro elétrico, a transição não deverá ser imediata. Os motores a combustão ainda devem durar mais algum tempo, principalmente em mercados menos desenvolvidos como o brasileiro. Para Paulo Roberto Garbossa, consultor da ADK Automotive, o país precisa crescer economicamente para viabilizar novos tipos de propulsão: “Nosso mercado de cami-
nhões está começando a se recuperar de um período de crise. As vendas precisam engrenar de novo para que as empresas façam investimentos em tecnologias”, pondera. O especialista, porém, acredita na globalização dos motores elétricos a médio ou longo prazo. “Vai se tornar realidade em nível mundial. Hoje, todas as multinacionais estão desenvolvendo elétricos, e elas podem passar as matrizes
com essas tecnologias para suas filiais em qualquer lugar do mundo, inclusive no Brasil. Isso, por sua vez, deve desenvolver fornecedores locais”, prevê. Para Garbossa, porém, os fabricantes de veículos elétricos ainda têm algumas limitações para superar: “O maior desafio ainda é o tamanho das baterias. O desenvolvimento de outras questões, como a autonomia, já está avançado”, conclui. (AC)
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VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
TESLA/DIVULGAÇÃO
Segundo a Tesla, o Semi Truck é capaz de acelerar de 0 a 96 km/h em cinco segundos quando está vazio; com carga máxima, esse número sobe para 20 segundos
21 W
Volkswagen e-Delivery é equipado com baterias de íon-lítio
Modelo verde nacional entra em ação em 2018 O Grupo Volkswagen Truck & Bus, detentor das marcas Man, Scania e Volkswagen Caminhões, também está desenvolvendo tecnologias de propulsão elétrica em nível mundial. Curiosamente, um dos primeiros produtos a usar esse tipo de tecnologia surgiu pelas mãos do setor brasileiro de engenharia: tratase do e-Delivery, um caminhão leve 100% elétrico. O modelo é equipado com um motor de 109 cv de potência e 50,3 kgfm de torque. Segundo o fabricante, MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO
Tesla já apresentou seu primeiro veículo pesado
Formas aerodinâmicas do Mercedes E-Truck ajudam a economizar energia
A Tesla, fabricante automotiva que só utiliza motores elétricos, não quer ficar de fora do segmento de transporte e já apresentou o Semi Truck. As promessas da Tesla para seu primeiro caminhão são muitas. A começar pela capacidade de rodar 800 km com uma carga de até 36 mil quilos – e outros 650 km depois de uma carga de 30 minutos em estações alimentadas por energia solar. Para isso, contribui, indiretamente, o visual futurista. Primeiro, pela questão aerodinâmica. Mas, principalmente, por-
que foi conquistado a partir do uso de fibra de carbono, que garante uma boa redução de peso do veículo. A Tesla não informa detalhes sobre a bateria que equipa o Semi, mas ela vai da base do veículo até seu segundo nível, no espaço à frente do volante. O veículo é equipado com quatro motores iguais ao que move o Model 3, posicionados na traseira da cabine. O preço final ainda não está definido, mas o sinal para a reserva nos EUA é de US$ 5.000, cerca de R$ 16 mil. (Márcio Maio/Auto Press) CUMMINS/DIVULGAÇÃO
Ainda em fase de protótipo, Cummins Aeos é movido por motor elétrico de 346 kgfm de torque
é possível restabelecer cerca de 30% da carga da bateria em 15 minutos de conexão com a tomada. Há ainda um freio regenerativo que recupera até 30% da energia cinética. A autonomia é de 200 km. A Volkswagen Caminhões pretende produzir o e-Delivery em série, em versões de 9 t e 11 t, a partir de 2020. A partir do ano que vem, o veículo entra em uma fase de testes práticos: algumas unidades entregarão bebidas da empresa Ambev. (AC)
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super motor FOTOS HONDA/DIVULGAÇÃO
BMW
K 1600 Bagger chega ao Brasil A BMW começou a vender no Brasil a K 1600 Bagger. O modelo apresentado no mês passado durante o Salão Duas Rodas tem preço sugerido de R$ 134,9 mil. A Bagger tem motor seis cilindros, de 160 cv, que funciona com câmbio de seis velocidades e marcha a ré. De série, o modelo tem freios ABS, controle de tração, ajuste eletrônico da suspensão, além de manoplas e banco aquecidos e farol de xenônio, entre outros itens.
Moto
Vigor
R$
79.990 Honda CBR1000RR Fireblade SP
latente NovaHondaCBR1000RRFireblade ganhaesportividadecom mais potênciae menos peso; modelotraz tecnologiasda motovelocidade Márcio Maio Auto Press
Suspensão
BMW/DIVULGAÇÃO
Durabilidade
Pneu capaz de rodar 20 mil km A Metzeler, marca subsidiária da Pirelli, apresetou nesta semana um novo pneu de alta durabilidade para motos de baixa cilindrada. Segundo a empresa, o Roadtec Street seria capaz de rodar no mínimo 20 mil km e foi desenvolvido para suprir a demanda dos consumidores por maior quilometragem para motos do segmento. O preço e a data oficial de lançamento do novo do pneu não foram divulgadas.
Marca italiana
MV Agusta ganha sobrevida Segundo o site italiano Moto.it, a famosa marca de motos esportivas MV Agusta escapou da falência. A Justiça italiana aprovou o plano de renegociação da dívida da fabricante estimada em € 50 milhões. Uma parte dos débitos será paga até o fim do ano e o restante em até cinco anos. Em julho, investidores russos adquiriram parte da marca, substituindo a cota que antes pertencia à Mercedes-Benz.
Fabricantes japonesas normalmente investem na tradição. Principalmente quando se trata do mercado de motocicletas. É claro que os modelos ganham mais tecnologias e capacidades dinâmicas com o passar dos anos – até mesmo em função da legislação, para poluírem menos. Mas sem deixar de valorizar a credibilidade já conquistada em linhas clássicas. Foi isso que a Honda fez ao apresentar no Brasil, no último Salão Duas Rodas, a nova CBR 1000RR Fireblade. A edição é comemorativa dos 25 anos de produção do modelo no mercado mundial e chega com redução de 15 kg em relação ao modelo anterior. A potência subiu 11 cv, o que melhorou em 14% a relação peso/potência. A moto traz um projeto onde 90% de seus componentes são totalmente novos, com visual mais ousado e jovial. Externamente, as linhas remetem aos modelos de competição da Honda Racing Corporation (HRC). Para reduzir o peso, que agora é de 196
Seis níveis de ajuste. A versão Fireblade SP tem suspensões exclusivas e diferenciadas, com um conjunto desenvolvido em parceria com a Öhlins. O sistema pode ser ajustado eletronicamente em todos os seus níveis, direto no painel da motocicleta, na personalização dos modos de condução. São seis níveis de ajustes da suspensão, sendo três manuais e outros três automáticos.
Painel da superesportiva é em tela TFT colorida e mostra toda as informações básicas ao piloto kg – 195 kg na versão SP –, a marca mexeu em itens como parafusos e arruelas, além de pequenas peças plásticas. Na versão SP, escape e tanque de combustível – que comporta 16 L – foram desenvolvidos em titânio, uma aplicação inédita em uma motocicleta de produção e que garantiu a perda de 4,1 kg. As carenagens ficaram menores, mais justas e também mais compactas, melhorando a refrigeração do motor e garantindo maior entrada de ar nos dutos dos radiadores nas laterais dos faróis e lanternas. Chamam atenção a rabeta elevada e o assento em dois ní-
veis, com altura de 832 mm (834 mm na SP). O pacote tecnológico inclui sistemas como uma unidade de medição de inércia, sistema TCS de controle de tração regulável, novos freios ABS e até um novo sistema de seleção do modo de condução da motocicleta.
Tecnologia A nova CBR1000RR Fireblade é também a primeira motocicleta com motor quatro cilindros da Honda a sair de fábrica com acelerador eletrônico “Throttleby-Wire”, desenvolvido com base no sistema utilizado na RC213V-S – a versão street do modelo RC213,
Motor da nova Fireblade rende 192 cv a 13 mil rpm e 11,82 kgfm de torque a 11 mil rpm
utilizado na categoria MotoGP. Sua função é proporcionar maior precisão e sensibilidade nas acelerações, uma vez que todo trabalho fica por conta da ECU e do sensor de posicionamento da manopla do acelerador. O painel de instrumentos é totalmente digital, em LCD de alta definição, e traz informações como hodômetro total e parcial, consumo médio e instantâneo, velocímetro, tacômetro, luzes de alerta e de avisos. Além disso, o sensor do painel se adapta à luz ambiente, facilitando a visualização em qualquer iluminação. Há cinco modos de pilotagem disponíveis. Os três
primeiros estão divididos em Street, para uma pilotagem mais suave e que prioriza o conforto; Winding, que equaliza características esportivas em um nível não tão arisco de condução; e Track, onde toda força e desempenho são disponibilizados a pleno. Para isso, três características básicas são ajustadas: potência do motor, controle do torque e o controle do freio-motor. Os outros modos ficam para definições pessoais e são totalmente configuráveis pelo piloto. Na versão Fireblade SP ainda é possível configurar a suspensão semiativa da Öhlins em até seis níveis de ajuste.
Transmissão de seis marchas tem nova embreagem e ficou mais leve, segundo a Honda
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FOTOS LAMBORGHINI/DIULGAÇÃO
Internacional
Lamborghini lança seu SUV Urus traz motor 4.0 V8 biturbo de 660cve vai de 0a 100 km/h em 3,6 s Da redação Mais de duas décadas depois de lançar seu primeiro SUV, o LM002, a Lamborghini acaba de apresentar
na Europa o novo utilitárioesportivo da marca, o Urus. O poderoso modelo da tradicional marca italiana tem desempenho de um legítimo superesportivo. É equipado
Novo modelo chega com o status de SUV mais rápido do mundo
Além da Europa, Urus será vendido nos EUA, na China e no Japão
com motor 4.0 V8 biturbo de 660 cv e nada menos que 86,7 kgfm de torque. O propulsor trabalha com um câmbio automático de oito marchas e é capaz de levar
quatro rodas, o Urus usa a mesma plataforma do Audi Q7 e oferece seis modos de direção selecionáveis por meio de botões no volante. O carro tem calibração eletrôni-
o Urus de 0 a 100 km/h em 3,6 segundos, segundo a Lamborghini. A velocidade máxima chega a 305 km/h, nada mal para um SUV. Com tração integral nas
ca para rodar na areia, neve, terra e pista de corrida, além de um modo esportivo e outro específico para estradas. Na Europa, o Urus vai custar € 171 mil.
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Belo Horizonte
WSalvador. Atraçóes novas no Pelourinho, inclusive para o verão. Páginas 4 e 5
W .
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BELO HORIZONTE Sábado 9/12/2017
Marrocos, um país de muitas caras Praias, campos, montanhas, desertos e cidades exóticas num destino que foge do lugar-comum O Marrocos começou a ficar em evidência no Brasil em 2001, quando foi cenário da novela da TV Globo “O Clone” e, mais recentemente, em 2013, quando sediou Mundial de Clubes da Fifa. A novela não está mais no ar e o Mundial terminou sem a vitória do Atlético Mineiro, mas as atrações do país africano percorreram o imaginário dos brasileiros. No ano passado, segundo dados do Turismo do Marrocos, 25,6 mil brasileiros visitaram o país. O número é pequeno se comparado ao de outros países, mas represen-
tou um crescimento de 97% em relação aos últimos cinco anos e de 386% em comparaçãoa 2005. Aexpectativa, porém, é que o número de brasileiros alcance 50 mil nos próximos dois anos. A não obrigatoriedade de visto, a formatação de roteiros com guias que falam português e, principalmente, a operação de voos diretos da Royal Air Maroc entre São Paulo e Casablanca, com cinco frequências semanais e duração de aproximadamente nove horas, são fatores que ajudaram a alavancar esses números. Além da Royal, as
pampulha TURISMO DO MARROCOS/DIVULGAÇÃO
WFinlândia. Cinco experiências na terra natal do Papai Noel. Página 10
companhias aéreas TAP, Turkish Airlines e Emirates contam com boas ofertas de voos com conexões saindo do Brasil. Outra possibilidade para os brasileiros visitarem o país africano é combiná-locom outros destinos, como Espanha e Portugal ou Turquia, Dubai e Egito. O Marrocos costuma atrair brasileiros pela curiosidade em conhecer de perto essacultura exótica, a receptividade do povo e o contraste de praias, deserto e picos nevados,além, é claro, das construções seculares.
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Continua nas páginas de 6 a 9
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paulo campos
Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super
paulocampos@otempo.com.br
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BH/Orlando em voo direto
O Rio se promove em Minas
A Azul Linhas Aéreas deu mais um passo para a internacionalização de Belo Horizonte como destino. No último dia 3, decolou do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, o voo que marcou a estreia (com 95% de ocupação) da rota da companhia para Orlando, nos EUA. Já na sala de embarque, os primeiros clientes foram recebidos com festa, numa cerimônia que contou com a presença de executivos da Azul, de representantes do Governo de Minas, da BH Airport e do Visit Orlando no Brasil. Durante a alta temporada, o voo será operado todas as segundas, quartas, sextas e domingos, com partidas às 23h55. Após o dia 17/2, as operações serão diurnas, três vezes por semana.
O Rio Convention & Visitos Bureau reuniu oito redes hoteleiras e agentes de viagens em um happy hour descontraído, acompanhada de roadshow, na última semana, no Bar Ideal, na Savassi. Michael Nagy, diretor comercial da entidade, exibiu um Rio que é a cara do Brasil por meio de seus quatro pilares turísticos – centro, Zona Sul, São Conrado e Barra da Tijuca. “Hoje, os brasileiros são 70% do público visitante”, explica ele a importância da ação, que está sendo realizada em diversas capitais para promover o destino e seu réveillon. Mas o foco não foi somente o turismo de lazer. Até 2027, segundo Nagy, já foram agendados 322 congressos na cidade, que vão gerar cerca de R$ 2,8 bilhões em receitas.
FOTOS AZUL/DIVULGAÇÃO
Dany Oliveira (BH Airport), Gustavo Arrais (Setur-MG), Ronaldo Veras (Azul), Marcelo Bento (diretor de Aliança, Distribuição e da Azul Viagens) e Daniel Bircher (diretor de operações da BH Airport): comemorando o novo voo da Azul em Confins
Tripulação e equipe da Azul posam para foto antes do embarque
FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Michael Nagy (diretor) e Márcia Pessoa (gerente de turismo), do Rio CVB, com Thiago Brant (executivo de contas da Gol)
Gisele Souto (Hotel Vila Galé, na Lapa), Christopher Amorim (Hilton Copacabana), Juliana Girão (Sol Ipanema), Vinicius Ottoni (GJP) e Sílvia Nobre (South American Copacabana Hotel)
Os atrativos e a hotelaria potiguar em destaque FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
O Rio Grande do Norte está entre os três destinos de praia mais procurados pelos mineiros nas próximas férias. Por esse motivo, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Norte (Abih-RN) promoveu, no hotel Max Savassi, uma capacitação para 50 agentes de viagens. Durante o evento, Thiago Dantas, do receptivo
Potiguar Turismo, apresentou o potencial turístico do destino, com destaque para a hotelaria. De acordo com José Odécio, presidente da Abih-RN, o Rio Grande do Norte é bastante procurado pelos mineiros, mas mesmo muitos agentes de viagens ainda não conhecem o Estado. O evento seguiu depois para Cuiabá (MT) e Campo Grande (MS).
Camila Andrade (Multitour Viagens), Wellisson Castro (Ypê Turismo), o guia Thiago Dantas e Ebert Rosa (Ypê Turismo)
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check-in/ check-out
Nova identidade A Belotur lançou nova identidade visual turística para Belo Horizonte, acompanhada de novo posicionamento (Belo
Marcos Rodrigues (TDR Turismo), Thiago Dantas (Potiguar Turismo), Ana Paula (Trend), Izabella Moura e Aline Félix (Azul Viagens)
Fany Almeida (Holiday Inn, Holiday Inn Express e Praiamar), Thiago Dantas e Raíssa Pinheiro (receptivo Potiguar Turismo)
O quarteto Rodrigo Soares, Victor Matheus, Silvério Luciano e Clério Menezes (Cleriotur Viagens e Turismo, de Contagem)
Alessandra Pinheiro (Azul Viagens), Jenifer Melo (Já Turismo), Diego Guimarães (Baluarte Turismo) e Raissa Pinheiro (Potiguar)
Horizonte: Surpreendente). Criada pela RC Comunicação, a marca foi inspirada no traçado da cidade. “As letras trabalhadas de forma aberta e irregular transmitem sensação de infinito e movimento e fazem alusão a um horizonte que revela uma cidade em constante transformação”, afirma o designer Virgílio Dória.
Reação (I)
Reação (II)
Verão gelado
A leve reação da economia foi um dos fatores determinantes para o aumento de 4,3% no faturamento médio das empresas do setor de turismo no terceiro trimestre do ano, na comparação com o mesmo período de 2016, segundo pesquisa do Ministério do Turismo.
Os aumentos expressivos ocorreram nos segmentos de parques e atrações (11,4%), transporte aéreo (11,2%), operadoras (10,3%) e agências de viagens (9,3%). Organizadoras de eventos, meios de hospedagem e agências de receptivo ficaram abaixo de 2%.
Com a proximidade do verão, a Azul Linhas Aéreas passará a distribuir gratuitamente cerveja gelada nos voos domésticos até 18 de fevereiro de 2018. É o Happy Hour Azul, ação realizada pela companhia desde 2015 e que faz parte da Operação Verão.
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Hamburgo
A melhor vida noturna Hamburgo, na Alemanha, foi reconhecida com o título de melhor vida noturna do mundo, de acordo com pesquisa realizada pelo site Hosteworld, plataforma de reservas de hostels voltada aos viajantes em busca de experiências sociais. A pesquisa descobriu como os moradores de 41 cidades, de 27 países, classificam a vida noturna de suas cidades, baseadas em cinco categorias – qualidade da vida noturna, receptividade e simpatia dos locais, sensação de segurança, facilidade de transporte e locomoção e o custo total da saída noturna. STOCK IMAGES
turismo
Bahia
Tambores, teatro e cultura nas ruas do Pelourinho Salvador tem novas atrações durante overão; JorgeAmado, música e gastronomiatornam o centro históricoainda mais sedutor Rafael Soares Agência O Globo
Junte tudo de bom que a Bahia tem em uma combinação mágica: o toque dos tambores, a prosa de Jorge Amado e o tempero do dendê. Desde o início de novembro, o Pelourinho, um dos maiores símbolos de Salvador, tem uma programação especial para o verão que tem como objetivo encher novamente as famosas ladeiras com turistas do Brasil inteiro, após um período de queda na visitação que seguiu à Copa do Mundo, em 2014. E, para além do
Pelô, o centro histórico de Salvador guarda outras surpresas a serem desbravadas. O carro-chefe do Pelourinho Dia e Noite – como a programação foi batizada pela Prefeitura de Salvador – é o Circuito Jorge Amado, um musical itinerante, com trechos de diversas obras do escritor baiano, que tem como pano de fundo as ruas deste importante conjunto arquitetônico colonial. A peça, gratuita, começa todas as sextas-feiras, pontualmente às 19h, na frente de uma casa em pleno largo do ANDERSON MOREIRA/DIVULGAÇÃO
As outras 9
De Copenhague a Nova York Copenhague só ficou em segundo lugar no ranking de melhor vida noturna do mundo, porque perdeu por ser o lugar mais caro. Berlim (foto abaixo), terceiro lugar, é a cidade onde os moradores estão mais satisfeitos com o custo da diversão. Em quarto lugar, Dublin, famosa por sua vida noturna, teve pontuação alta em todas as categorias. Fechando as outras seis colocações estão Amsterdã (Holanda), São Francisco (EUA), Gotemburgo (Suécia), Praga (República Checa), Varsóvia (Polônia) e Nova York (EUA). PAULO CAMPOS - 9.6.2014
Popelô leva orquestras para se apresentam nas igrejas históricas de Salvador
Pelourinho, com o velório – e a posterior “ressurreição” – de Quincas Berro d'Água. Em seguida, a encenação segue para outros pontos do bairro, com Gabriela, Vadinho, pais de santo, malandros e orixás. “Apostamos na cultura para modificar essa área. O potencial é enorme. Queremos trazer as pessoas, ocupar o centro histórico,” conta Eliana Pedroso, diretora-geral de gestão do centro histórico de Salvador.
Diferentes ritmos A programação musical também conta com desfiles ao ar livre e concertos dentro das igrejas do conjunto histórico, joias do barroco brasileiro. Quatro grupos de tambor de jovens do Pelourinho – um deles, formado apenas por meninas – passaram a ganhar subvenção da prefeitura e mantêm um calendário de desfiles, revezando-se em apresentações de quarta a sábado, às 17h30m, e domingos, às 12h. Nas igrejas, quatro formações do Polo de Orquestras do Pelô (Popelô), que mesclam música clássica, jazz, ritmos africanos e pagode baiano, se apresentam, às segundas, terças e quartas, às 17h, e aos sábados, às 10h.
RAFAEL SOARES/O GLOBO
Colado no Pelourinho, bairro Carmo é reduto de artistas, arquitetos e escritores RAFAEL SOARES/O GLOBO
Atrações vão da culinária até uma praia escondida O tempero baiano também entra na mistura: aos domingos, 15 restaurantes do Centro Histórico preparam pratos especiais, que não fazem parte do cardápio regular, inspirados no livro “Arte culinária na Bahia”, um inventário de comida afro-baiana antiga escrito em 1916 pelo intelectual Manoel Querino. Destaque para pratos difíceis de serem encontrados como o xinxim de galinha com efó de língua de vaca - que, diferentemente do que se pode pensar, é um vegetal - servi-
do pelo Villa Bahia (R$ 49, o menu com entrada, prato principal e sobremesa). Entre uma atração e outra, o pôr do sol mais bonito da Baía de Todos os Santos está a 15 minutos a pé do Pelourinho - descendo pelo Elevador Lacerda. Ainda no Centro Histórico, a Praia da Gamboa, ao pé de uma comunidade pesqueira, já foi cenário de clipe (“Gente bonita”, lançado pelo cantor Fióti, irmão de Emicida), e tem uma vista de tirar o fôlego: dali, dá para ver o sol caindo no mar. (RS/AG)
Serviço Pelourinho Dia e Noite. Mais informações no site pelourinhodiaenoite.salvador.ba.gov.br. Restaurante Villa Bahia. Localiza-se no largo do Cruzeiro de São Francisco, 16. Mais informações no site restaurantevillabahia.com. Jam no MAM. Aos sábados, às 19h. Entrada: R$ 8 (inteira). Localiza-se na av. do Contorno s/nº, Solar do Unhão. jamnomam.com.br/mam. Casa do Rio Vermelho. Abre de terça-feira a domingo, das 10h às 17h. Entrada: R$ 20 (inteira), grátis às quartas-feiras. Localiza-se na rua Alagoinhas 33, Rio Vermelho.
Grupos de percussionistas se revezam em apresentações diárias no Pelourinho
turismo
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ANDERSON MOREIRA/DIVULGAÇÃO
Bistrôs e cafés atraem ao Carmo, colado no Pelourinho
Nas ruas, músicos acompanham os atores que dramatizam as obras de Jorge Amado
Passando da Baixa dos Sapateiros, o Pelourinho desemboca no bairro de Santo Antônio. Além do Carmo, ou só Carmo, como chamam seus moradores. O local tem aparência de cidade do interior: casinhas coloridas dividem espaço com praças, coretos e igrejas. Assim como o Pelourinho, o Carmo foi redescoberto por artistas, arquitetos e escritores, que passaram a morar no local. Hoje, bares, ateliês de arte e brechós fazem do bairro o mais charmoso de Salvador, perfeito para passear a pé. Logo na subida da ladeira do Carmo fica seu ponto turístico mais famoso: a escadaria de 55 degraus que leva à igreja do Santíssimo Sacramento do Paço, que foi cenário do longa “O Pagador de Promessas” (1962), único filme brasileiro a ganhar a Palma de Ouro em Cannes. No fim da ladeira íngreme, está a recompensa: mesas nas calçadas convidam para um petisco e uma cerveja gelada. Para
refeições mais demoradas, há restaurante como Pysco e Poró, nos casarões. Para conferir a linda vista para a Cidade Baixa, emoldurada pela Baía de Todos os Santos, basta pedir aos moradores das casas à esquerda da rua Direita de Santo Antônio. Essa via concentra ateliês, brechós e pousadas e os donos permitem a entrada dos visitantes. Depois do passeio pelo
Carmo, uma boa pedida é o Jam no MAM: show de jazz ao pôr do sol, no estacionamento do Museu de Arte Moderna da Bahia, um antigo engenho de cana de açúcar, com vista para a Baía de Todos os Santos. Aos sábados, músicos da banda Geleia Solar recebem instrumentistas para sessões de improviso. Nesse verão, todas as convidadas são mulheres. RAFAEL SOARES/O GLOBO
Praia da Gamboa virou point no litoral de Salvador após ser cenário de clipes
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Gastrô (I)
Chá e cuscuz marroquino Não estranhe se vir rodinhas de comensais dividindo uma travessa de legumes, carne e sêmola regados a molho à base de especiarias. É assim que se come o cuscuz marroquino. Outro ritual: antes e depois da refeição, é servido o tradicional chá de menta. SÍLVIA AMORIM/AGÊNCIA O GLOBO
turismo
Marrocos
O encontro de dois mundos no norte da África Cidadelas romanas, deserto do Saara, culturaberbere, montanhas gigantescase oásisnaturais estão no caminhode quem aventura pelo país João Lobato
Enviado especial
Gastrô (II)
Temperos deliciosos Ao lado do cuscuz, o prato mais famoso é o tagine, cozido de carne (frango, boi ou carneiro), com legumes e temperos, servido em uma panela de barro e que chega à mesa borbulhando. Não deixe de experimentar também os deliciosos doces marroquinos. SÍLVIA AMORIM/AGÊNCIA O GLOBO
Gastrô
Feira ao ar livre À noite, na praça Jemaa El-Fnaa, são várias barracas, uma ao lado da outra, vendendo de tagine a sanduíches locais. Em clima bem parecido ao das nossas feiras livres, moradores e turistas dividem mesas ou balcões nessa enorme confusão gastronômica. SILVIA AMORIM/AGÊNCIA O GLOBO
Cidadelas romanas, comida mediterrânea, arquitetura islâmica, festival de música espiritual, cultura berbere, excursões por desertos e montanhas. o Marrocos é uma terra onde cultura distintas têm se encontrado e se recriado por séculos,o que faz dele um país que pode agradar a qualquer tipo de turista. Para aqueles que querem experimentar de tudo um pouco, uma ótima opção são os trekkings. Lá, também é possível atender a todos os gostos, de confortáveis excursões a bordo de picapes 4x4 até expedições no espírito mochileiro, com pouco dinheiro, mas muita disposição. Independentemente do meio de transporte utilizado, o país pode oferecer muito ao turista que tiver paciência – em especial com os vendedores que tentam, até mesmo fisicamente, forçá-lo a comprar algo – e mente aberta para entender esse conjunto de culturas tão diferentes da nossa.
Ponto de partida As opções de trekking são muitas, mas ainda mais numerosas são as agências e os guias privados que oferecem o serviço. O ponto de partida é Marrakech, de onde é possível chegar tanto à borda do deserto do Saara quanto ao monte Atlas, passando, em qualquer direção, por inúmeras atrações. De lá, atingem-se os kasbahs, fortificações antigas, algumas anteriores ao século XI, que se mesclam à paisagem desértica. Comuns em muitas regiões do Marrocos, é difícil vê-las e não se imaginar em um conto de “As Mil e Uma Noites”. A mais famosa é a de Aït-Ben-Haddou, um tesouro marroquino que foi cenário de vários filmes norte-americanos, entre eles “Gladiador”, com o
ator Russell Crowe. É possível visitar algumas casas dos poucos moradores que ainda vivem nessa cidade fortificada. Os mais aventureiros podem organizar uma viagem de camelo até o deserto, na região chamada de pré-Saara. Mais uma vez é Marrakech o local de onde a maioria das excursões parte. Para quem não tem tempo nem dinheiro, uma boa opção é o deserto Agafay, a uma hora ao sul de Marrakech. É possível organizar passeios a cavalo e atividades como canoagem no reservatório Lalla Takerkoust. Com a exceção do lito-
A alta estação no Marrocos acontece entre julho e agosto, quando a temperatura pode chegar aos 40°Cem Marrakech
ral, o Marrocos é marcado por um clima seco, que cria largas áreas semidesérticas cortadas por vales verdejantes, verdadeiros oásis na paisagem. O contraste é esplendorosamente espetacular. Esses vales são muitos comuns na região central do Marrocos. Perto da cidade de Ouarzazate, a 200 km de Marrakech, depara-se com uma sequência estonteante desses oásis naturais.
Monte Atlas As montanhas do Atlas são, sem dúvida, a maior atração para quem gosta de desafiar a altitude. Mais uma vez, as excursões podem ir de um extremo a outro para aqueles com ótimo condicionamento físico, como desafiar o High Atlas, com picos cobertos de neve, ou turistas menos ativos com caminhadas tranquilas ao longo do riff do Atlas. O Atlas, em si, é um destino procurado para o turismo de aventura. Além da paisagem grandiosa pela quantidade de montanhas e vales como o Draa e o Dadès, há trilhas, rapel e escaladas. Como não é todo dia que se acorda em pleno deserto, vale o esforço de sair da cama um pouco antes do nascer do sol e acompanhar o espetáculo no alto de uma das dunas. (Com Agência O Globo) JOÃO LOBATO/DIVULGAÇÃO
Um dos oásis que fica localizado na região próxima à cidade de Ouarzazate
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
LOCALIZAÇÃO Rabat Fez Casablanca MARROCOS
Marrakech
SAARA OCIDENTAL
ÁFRICA
JOÃO LOBATO/DIVULGAÇÃO
Kasbahs (ou fortalezas) são uma espécie de casa fortificada de origem berbere
turismo
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SÍLVIA AMORIM/AGÊNCIA O GLOBO
O pôr do sol no Saara, o maior deserto do mundo
Atravessando o deserto do Saara O Saara é o maior e mais quente deserto do mundo. Mas não se engane. À noite, faz muito frio em qualquer época do ano. A alta temporada é em julho e agosto. Em geral, o tour no deserto é vendido em pacotes que incluem estadia, transporte e passeio de dromedário ao pôr do sol. Mas não é fácil chegar ao Saara. A partir de Marrakech, a viagem costuma ser feita em dois dias. Nela, praticamente se cruza o país de leste a oeste. São cenários muito bonitos, que se tornaram rota turística. É a Rota dos Mil Kasbahs, antigas fortalezas de origem berbere, primeiros habitantes do deserto. Construídas a partir da mistura de argila, estrume e palha, algumas kasbahs são
Viagem ao Marrocos não é cara nem barata A proximidade com áreas conflagradas da África, como o Mali e o Egito, não comprometem a sensação de segurança no país, que se mantém, por enquanto, distante do radicalismo político e religioso. O povo é amistoso e solícito, mas a religião – 98% da população é muçulmana – impõe limites à socialização. Para evitar aborrecimentos, e também em sinal de respeito aos anfitriões, é aconselhável evitar o uso de roupas que exponham muito o corpo e nunca tomar bebidas alcoólicas nas ruas. Aliás, isto é proibido no Marrocos do rei Mohammed VI. O custo para turistas é mediano. Os hotéis seguem pa-
drões europeus. O cardápio dos restaurantes é democrático. Paga-se, em média, por um tagine (guisado de legumes, geralmente com carne), um dos pratos tradicionais no país, para três pessoas, cerca de R$ 100. A oferta de comida de rua é grande, e os souks, como eles chamam os mercados a céu aberto, no paraíso das compras. O árabe e o berbere são os idiomas oficiais do país. Nos grandes centros, falam-se o francês, ensinado nas escolas, e o inglês, em menor escala. Mas em todo o país, qualquer dificuldade de comunicação é superada pela simpatia dos marroquinos. (Sílvia Amorim/Agência O Globo) TURISMO DO MARROCOS/DIVULGAÇÃO
Serviço Como chegar A TAP Portugal (flytap.com/ pt-br) voa de BH para Casablanca, via Lisboa. A Royal Air Maroc (royalairmaroc. com) também voa a partir de por São Paulo. Onde hospedar-se Hotel Xaluca. Acampamento no deserto cobra 404 dirhans (R$ 138) por noite por pessoa em tenda standard, e outros 200 dirhans (R$ 68) pelo passeio de camelo. Em tenda luxury, a noite sai por 1.400 dirhans (R$ 478) por pessoa, e o passeio de camelo está incluído. xaluca.com Hotel Kenzi Menara. Diárias em quarto duplo com café a partir de 126 dirhans (R$ 43). Em Marrakech. kenzi-hotels. com/kenzimenarapalace/default-en.html Berbere Palace. A partir de 185 dirhans (R$ 63). Rue Al-Mansour Ad-Dahbi, Ouarzazate. facebook.com/LeBerberePalace Onde comer Ksar El Hamra. Fica na medina de Marrakech. restaurantksarelhamra. net/fr Le Jardin. No Hotel Sofitel, Rue Harroun Errachid, Quartier de l' Hivernage, 40.000, Marrakech. La Kasbah des Sables. Em Ouarzazate. lakasbahdessables.com
Cordilheira do Atlas, a maior cadeia montanhosa do norte da África
tombadas pela Unesco, como na cidade de Ouarzazate, a Hollywood marroquina, e podem ser visitadas. De Marrakech até Ouarzazate, onde se faz outro pernoite, são cerca de cinco horas de estradas asfaltadas pelo interior do país. Boa parte do trajeto é de curvas. Na segunda etapa da viagem, são mais seis horas de carro até Erfoud, uma das portas de entrada do Saara marroquino. É hora de abandonar o veículo comum e prosseguir num 4x4 para um rali pelas dunas por uns 50 minutos até a próxima parada: subir num dromedário que o levará até a duna mais alta da região de Erg Chebbi, para um pôr do sol, certamente, inesquecível.
Dicas Esqueça bebida alcoólica. Na maioria dos estabelecimentos públicos do país, onde 98% da população segue o islamismo, o consumo não é permitido; Visitar a principal mesquita de Marrakech, a Koutoubia, também não é permitido, exceto a muçulmanos; A culinária marroquina se apresenta à mesa muito colorida. São ingredientes bastante conhecidos dos brasileiros, como beterraba, pimentão, abobrinha e lentilha, mas que ganham sabores inusitados por causa dos temperos e especiarias. O dirham marroquino é a moeda do Marrocos. Um dirham equivale a R$ 0,34 ou US$ 0,10. O ideal é levar dólares ou euros.
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turismo SÍLVIA AMORIM/AGÊNCIA O GLOBO
Marrakech
Vielas e comércio da Joia do Reino do Marrocos Cidade tem mil anos de história confinados numa cidadela encasteladade péaté hoje,a medinade Marrakech;do outro ladodo muro estáa modernidade Sílvia Amorim Agência O Globo
Caminhar por Marrakech é ser provocado a experimentar contrastes a todo instante. Imponentes muralhas dividem a cidade em duas dimensões: a medina de quase mil anos e a cidade moderna, eleita em 2015 o melhor destino da África pela World Travel Awards, uma das premiações mais conceitua-
das no setor de turismo. Intramuros, estão as vielas, os palácios centenários ricamente decorados com ladrilhos coloridos e a agitação dos souks (mercados locais). Do lado de fora, são as avenidas largas e arborizadas, os prédios novos e a paisagem monocromática em ocre, cor oficial das fachadas em Marrakech. Isso sem falar da convivência nas ruas entre véus, burcas e taqiyahs (toucas arredonda-
das usados por homens islâmicos) com minissaias, jeans e topetes cuidadosamente penteados. Costuma-se dizer por lá que é dessa mistura que vem o charme de Marrakech, a cidade mais visitada do Marrocos. Antiga sede do império marroquino, ela é a terceira maior do país, atrás da capital Rabat e de Casablanca. Tem boa infraestrutura, com aeroportos e rede hoteleira para to-
Marrakech é destino obrigatório para turistas Uma das tantas movimentadas e labirínticas viela de dentro das muralhas
dos os bolsos. Mas a principal porta de entrada do país, a partir do Brasil, é Casablanca, a quase quatro horas de carro de Marrakech ou a uma hora de avião. Se o tempo for curto, invista na medina, principal atração de Marrakech. São sete quilômetros
quadrados– duas vezes o bairro de Ipanema – de um emaranhado de ruelas disputadas por motos, carros, moradores, lojinhas, ambulantes e turistas. Tudo ao mesmo tempo. Foi lá que Marrakech começou, há quase mil anos, mais precisamente na praça Djemaa El-
Fna, tombada pela Unesco. Nela, encantadores de serpentes, acrobatas, músicos, vendedores e barracas de comidas típicas se encarregam da agitação de todo dia. Sem falar dos quiosques de suco de laranja, famoso pela cor e doçura intensas. RAYNE AROUCA/ARQUIVO
Koutoubia, a principal medina de Marrakech
SÍLVIA AMORIM/AGÊNCIA O GLOBO
Explorando a medina O melhor jeito de conhecer a medina é a pé. Não se desespere caso venha a se perder entre as vielas. A experiência faz parte, e, de um jeito ou outro, todos os caminhos levam à praça central. Pelas vielas, portas de madeira escondem palácios centenários. As grades nas janelas podem fazer alguns acreditarem que o local não é seguro. Mas elas estão ali por outro motivo: impedir que a mulher muçulmana tenha seu rosto visto por estranhos. Alguns palacetes foram transformados em riads, como os marroqui-
nos chamam pequenos hotéis administrados por famílias. É uma opção de estadia para quem quer viver mais intensamente a cultura local. As grandes cadeias hoteleiras, como Hilton, Four Seasons e Sofitel, ficam nos bairros modernos de Gueliz e Agdal. Entrar em uma das farmácias que ainda funcionam à moda antiga dentro da medina é outro passeio curioso. Os remédios, todos naturais, são comprados a peso. Açafrão, por exemplo, além do uso culinário, é indicado como laxante, para tratar prisão de ventre. Um pote com oito gramas custa cerca de 15
dirham (cerca de R$ 5). Nelas, são feitos também o famoso óleo de argan, muito usado para hidratar tanto o cabelo quanto a pele. O comércio é uma tradição à parte no país. Praticamente toda compra feita na medina precisa ser negociada. A oferta de produtos é imensa, de especiarias a móveis. Também há museus dentro e fora da medina sobre a história, arquitetura e cultura marroquinas. Quando o cansaço de tanta agitação bater, podese buscar um refúgio no jardim Majorelle, no lado moderno de Marrakech. Lá morou o estilista Yves Saint Laurent.
No fim de tarde, a praça é o endereço mais disputado para um pôr do sol regado ao tradicional chá de menta marroquino Marroquinas fazem óleo de argan numa farmácia de produtos naturais na medina
turismo
9W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de dezembro de 2017
SÍLVIA AMORIM/AGÊNCIA O GLOBO
Romanas (I)
Volubilis é a mais famosa Existem mais de dez cidades romanas no Marrocos, e a maioria ainda preserva uma boa parte de sua estrutura original, com estátuas de imperadores, anfiteatros e os famosos arcos e colunas que ornam a via principal da cidade. A mais turística é Volubilis, a 33 km de Meknes e a quatro da cidade santa de Moulay Idris.
Nas cidades
Muito pra lá da turística Marrakech Queridinha dos viajantes, Fez, a cidade mais genuínado Marrocose ótimo localpara apreciar a arte islâmica, ficou conhecidapelos brasileiros porcausa da novela “OClone”
Minarete na mesquita Koutoubia, em Marrakech, modelo para outras do país
JOÃO LOBATO/DIVULGAÇÃO ABDELHAK SENNA/AFP
Evento no palácio Mokri, em Fez
Romanas (II)
Ruínas bempreservadas Volubilis pode ser facilmente visitada em um dia, saindo de Fez. Os ônibus locais são frequentes, e os guias também oferecem transporte particular. A cidade tem uma coleção preservada de mosaicos, como o dos doze trabalhos de Hércules, palácios, a basílica, o muro com arcadas e o arco do triunfo, em homenagem ao imperador Caracala.
João Lobato
Especial para o suplemento
Fez, a cidade mais importante do ponto de vista religioso e arquitetônico do Marrocos, ficou famosa no Brasil por causa da novela “O Clone”. Nela, é possível se perder por horas e horas na labiríntica medina, o centro antigo da cidade, passando entre construções seculares de refinada JOÃO LOBATO/DIVULGAÇÃO
beleza, barracas de comida berbere/mediterrânea, músicosambulantes e lojas de tecido e artesanato. Para os aficionados pela arte islâmica, Fez é o melhor lugar para se apreciá-la. Os mosaicose ladrilhos, commotivos tipicamente islâmicos, são encontrados em mesquitas abertas ao público – algumas datadas de mais de mil anos–, lojas, souqs (locais tradicionais de comércio) e madrassas (instituições de ensino religioso). Outros grandes centros, além de Marrakech e Fez, também têm belos conjuntos arquitetônicos. Porém, se existe um microcosmo da arte e arquitetura islâmica no país, esse lugar provavelmenJOÃO LOBATO/DIVULGAÇÃO
Romanas (III)
Patrimônio da Unesco O passeio a Volubilis custa custa 20 dirhams (R$ 6,80)e dura cerca de uma hora. Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1997, a cidade foi o centro administrativo do reino da Mauretânia e também uma das mais remotas do Império Romano. Durante 2 e 3 d.C., a maioria dos edifícios (ainda visíveis ) foram construídos. Acredita-se que a cidade tinha cerca de 20 mil habitantes.
Mosaicos decorativos no interior de uma antiga escola religiosa em Fez
te seria Bou Inania Medersa, a madrassa turística de Fez. Azulejos decorados, minaretes, arcos de influência moura, escrita estilizada nas paredes, tudo distribuído ao redor de um complexo largo, aberto ao público.
Casablanca e Tânger Outros destinos famosos do paísafricano são Casablanca – cidade eternizada em filme homônimo, estrelado por
Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, ícones do cinema norte-americano –, a capital econômica do país, situada na costa do Atlântico, mas de pouco interesse turístico; Rabat, capital do Marrocos e segunda cidade mais populosa, com uma orla litorânea; e Tânger, que, por muitos anos, teve triste reputação de ser um centro de drogas e prostituição. Uma aura mítica em tor-
no da cidade foi criada pelos poetas beat, especialmente por William Burroughs, que viveu em Tânger e experimentou todos os tipos de droga. Burroughs relata, de forma caótica e, por vezes, quase inteligível mas impactante, suas experiências no famoso livro “Almoço Nu” (“Naked Lunch”). A cidade, próxima à Espanha, lembra mais a Europa do que o Marrocos.
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turismo HERNAN PATINO/DIVULGAÇÃO
Nova Zelândia (I)
Escalada mais do que radical A empresa Wildwire Wanaka está operando um passeio diferente na Nova Zelândia. A escalada Lord of the Rungs tem uma proposta radical de mais de 450 m de altura. O sistema via ferrata (nome dado ao caminho preparado nas paredes da montanha com suportes de metal) se estende perpendicularmente ao longo da cachoeira de Twin Falls, oferecendo aos turistas uma aventura que leva entre seis e sete horas e termina com voo de helicóptero. CAMILA RUTHEFORD/DIVULGAÇÃO
Finlândia
Perfeito para experiências únicas País que celebrou os 100 anos de independênciaem 6 de dezembro tem cenáriosgrandiosos, cultura, história, artes,gastronomia e, claro, Papai Noel Vizinha de Suécia e Noruega, a Finlândia tem fama por ser a terra da vodca, do Papai Noel e dos cenários naturais grandiloquentes. Em razão de sua geografia peculiar – o país está situado em uma península de litoral recortado e com milhares de ilhas, –, a Finlândia é uma combinação efervescente de atrações turísticas, beleza natural, história, cultura, artes, arquitetura, design e gastronomia. Aliás, uma refeição finlandesa inclui peixes frescos,
além de verduras e frutas da estação, normalmente locais e orgânicos. A paixão nacionaléa sopade ervilha,servida pelos restaurantes às quintasfeiras, mesmo dia em que é oferecidanasescolas,acompanhada de panqueca. O pão de centeiotambémfoieleitoacomida típica do país em 2017. Localizado na Escandinávia, o país é de fácil acesso para brasileiros através das principais companhias aéreas europeias. Confira algumas das experiências que a Finlândia oferece aos visitantes.
Natureza extraordinária Sem a mesma herança arquitetônica expressiva de outros países europeus, a Finlândia tem uma grande extensão territorial e muito a oferecer em termos de paisagens naturais selvagens, todas de uma rara beleza, formada por florestas, rios e lagos. Esses cenários mudam conforme a região e a estação do ano. Observar a migração dos pássaros na ilha de Utö, e o azul do lago de Pielisjärvi do alto da monta-
nha de Koli ou se perder na paisagem branca de neve da Lapônia são experiências únicas, inesquecíveis. Isso sem falar no espetáculo da aurora boreal, no inverno, e do sol da meia-noite, no verão. Quem se aventurar pelo interior do país encontrará excelentes opções de turismo rural, podendo inclusive se hospedar em fazendas e propriedades rurais para conhecer os costumes locais.
VISIT FINLAND/DIVULGAÇÃO
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Riqueza histórica Na Finlândia, ainda é possível encontrar pequenas cidades que parecem ter saído de um túnel do tempo. As chamadas “cidades de madeira” são um ótimo passeio histórico, já que preservam construções de casas de madeira de décadas ou até mesmo séculos atrás. Outra atração imperdível para os interessados em história é a visita ao castelo medieval da cidade de Turku, o mais antigo de todo o país, construído entre os séculos XIII e XVI.
Nova Zelândia (II)
Percurso de tirar o fôlego O percurso até o topo de Twin Falls segue quilômetros de cabos que passam por cima e por trás da cachoeira e inclui travessia de tirolesa de 35 m. Acrescente, ainda, a vista de tirar o fôlego do vale e das montanhas ao redor, parte da paisagem da região de Wanaka, na ilha sul. A escalada não exige experiência prévia, apenas preparo físico bom e força na parte superior do corpo. O custo é de 595 dólares neozelandeses (R$ 1.325,18).
Cidades inspiradoras As principais cidades da Finlândia – Helsinque, Turku, Vaasa, Oulu, Kuopio Tampere, Lahti e Rovaniemi – estão concentradas no litoral sul do país, onde as temperaturas são menos rigorosas. Helsinque conserva muitos edifícios antigos, como os da praça do Senado; Turku é uma cidade
histórica, com castelo e catedral do século XIV; Tempere é cercada por dois belíssimos lagos. Todas têm vida cultural e noturna próprias. Mas muitos turistas vão à Finlândia para conhecer Rovaniemi, a cidade natal do Papai Noel e suas renas e as inesquecíveis paisagens de neve.
GEORGE TURNER/DIVULGAÇÃO
Parques nacionais A Finlândia tem 40 incríveis parques nacionais. O mais novo deles é o Hossa, inaugurado em 17 de junho de 2017, em homenagem às comemorações de cem anos da independência do país. Com belos lagos, florestas selvagens e relíquias pré-históricas, o local é perfeito para praticar canoagem, fazer trilhas e pescar, entre outras atividades ao ar livre.
TEA KARVINEN/DIVULGAÇÃO
Cultura fascinante O povo sami (ou lapão) é nativo da Escandinávia. Eles foram os primeiros habitantes da Finlândia e ainda mantêm seus costumes e tradições. Em três cidades do país, o idioma lapão é até reconhecido como oficial. Em alguns locais, é possível que os turistas conheçam de perto essa cultura e realizem atividades com os lapões.
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte 9 de dezembro de 2017
W12 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de dezembro de 2017
turismo FOTOS PORTOBELLO RESPRT/DIVULGAÇÃO
Estrutura
Conforto com sofisticação Com conforto sob medida, os 152 apartamentos se dividem em cinco categorias de hospedagem. Quem se hospeda no térreo, tem acesso direto à praia, atravessando o gramado. Extremamente confortáveis, eles têm decoração clean e reforçam o clima praiano. A área da piscina, repaginada, com coqueiros, é uma das mais bonitas entre os resorts brasileiros. A gastronomia tem um “quê” de sofisticação. Em parceria com o endocrinologista João Curvo (espacojoaocurvo.com, o resort oferece, mensalmente, spa para emagrecimento e relaxamento.
Mangaratiba
Verão com toque francês Além das atividades de montanha e náuticas e do safári,Portobello Resort terá clínica de futeboldo Paris SaintGermaine ótimas festas de fim de ano Da Redação Montanha e praia num só lugar, com muito conforto e passeios diferenciados. É isso o que oferece o Portobello Resort & Safári, em Mangaratiba, no litoral do Rio de Janeiro. Um dos cinco melhores resorts de praia do país ainda traz um atrativo a mais: um safári com animais brasileiros e outros africanos, que remetem à savana. Além disso, na área verde do resort, há cachoeiras, piscinas naturais e pistas para caminhadas. Pode-se,
ainda, fazer passeios de bicicleta e cavalgada. O hóspede ainda tem várias opções de lazer náutico – windsurfe, ski aquático, stand-up paddle, caiaque, veículo aquático, banana boat e um passeio de catamarã às ilhas Guaíba e Grande.
PSG nas férias Nas férias de janeiro, o Portobello trará, mais uma vez, a exclusiva Clínica de Futebol do Paris Saint-Germain Academy Brasil para seus hóspedes. Sucesso entre as crianças nas últimas edições em
A praia do Portobello Resort & Safári é privativa e tem uma extensa faixa de areia e águas transparentes
julho, a clínica oferece uma experiência única com técnicas e metodologias de treino iguais às usadas pelas categorias de base do clube francês. Todas as crianças poderão se divertir e aprimorar suas habilidades técnicas de uma maneira especial. Para participar é necessário preencher o formulário e fazer a aquisição do uniforme do Paris Saint-Ger-
main Academy Brasil antecipadamente. Além disso, o Portobello prepara uma programação especial de Natal e réveillon. “Para as festas de fim de ano e férias de janeiro, o Portobello Resort tem programado uma série de atrações, que vão desde ceias temáticas, apresentações musicais, tarde de autógrafos com artistas mirins até a conceituado Clínica
de Futebol Paris Saint-German. A variedade de atrativos, além dos que já existem no empreendimento, como o safári, por exemplo, é o que define o perfil multifacetado do Portobello”, comenta Ricardo Luiz Peixoto, gerente comercial e marketing, lembrando que Minas Gerais está entre os três maiores mercados emissores de hóspedes para o resort.
Pacotes Natal (22 a 26/12): Inclui: Hospedagem com pensão completa e bebidas nas refeições, ceia especial de Natal e entretimento musical, além de Luau de despedida. Obs.: Duas crianças de até 12 anos no mesmo quarto que os pais não pagam diária. Haverá sorteio de ingressos para o Cirque du Soleil, show da cantora Mira Callado, tarde de autógrafos e selfies com o ator teen Fhelipe Gomes Preço: A partir de R$ 6.160,00 (4 noites) Os apartamentos do térreo têm a vantagem de acesso direto à praia
Réveillon (26/12 a 2/1): Inclui: Hospedagem com café da manhã, almoço e jantar servidos em bufê, jantares temáticos todas as noites com bebidas nas refeições, festa de réveillon com ceia especial, Luau de despedida e show da virada com banda Moluj Preço: A partir de R$ 15.640 (7 noites) (*) Para ambos os pacotes, preços são em apartamento standard duplo Clínica do PSG: Datas: 15 a 19/1; 22 a 26/1 e 29/1 a 2/2, tudo em 2018 Informações e reservas: 0800 282 0868, 4020-8005 (capitais) ou portobelloresort.com.br
Entre os animais da savana africana está a zebra, mas há muitos outros