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O ALENTEJO MESCLA UM M POUCO DE TUDO: PRAIAS, HISTÓRIA E GASTRONOMIA ... Páginas 6 a 10
AS ESTAMPAS LISTRADAS SE CONSAGRAM COMO O HIT DO VERÃO ... Página 29
DIVA JOSEPHINE BAKER TEM VIDA CONTADA NOS PALCOS DE BH ... Página 14
NOVO HONDA CR-V FICA MAIOR E MAIS TECNOLÓGICO, MAS PREÇO AFUGENTA ... Páginas 18 e 19
22 a 28 de setembro de 2018 ANO XXVII número 1469 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE ACIR GALVÃO/EDITORIA DE ARTE
CORDEL ENCANTADO Artistas mineiros celebram reconhecimento do gênero literário como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro
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opinião
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 22 a 28 de setembro de 2018
VITTORIO MEDIOLI
A SEMANA
Editorial
Honestidade e competência resolvem fastar a velha politicagem ajuda o funcionamento do Estado. Exemplos, embora raros, existem para demonstrar como é possível combater o atraso que atravanca o progresso e inutiliza o extraordinário potencial do Estado e do país. Faz 20 anos que em Minas as atividades produtivas sofrem, submetidas a governos burocráticos, marqueteiros e oportunistas, que não fomentam. Dedicam-se com afinco a obstacular e impedir os avanços, governos que não se autodisciplinam nas regras e nos prazos de respostas. Sistemas coloniais e patrimonialistas fizeram a festa de poucos e o desespero de muitos. Assistimos à exploração por meio de constantes mudanças de regras e de entendimentos, que nada acrescentam a não ser dificuldades inúteis, e geram uma indústria do licenciamento fraudulento, aumentos de custos, de taxas estultas. Uma vergonha que elevou nosso Estado a campeão da burocracia no país mais burocrático do planeta, colocando a economia em compasso de atraso. Um Estado estulto, de olho em taxas, exploradas por entes periféricos, enquanto o erário central sofre perdas superiores centenas de vezes pelo atraso de produção e, consequentemente, de ICMS. Não é raro que uma atividade que pode gerar R$ 2 milhões em ICMS por ano fique retida alguns anos e renda R$ 20 mil “una tantum”. Estado preocupado em manter a miséria vergonhosa, e não em viabilizar oportunidades de trabalho. O modus operandi satânico castiga cruelmente a duras penas os rincões mais pobres, a população mais exposta à miséria. Temos políticos preocupados com isso? Poucos e insuficientes para mudar o quadro
A
desesperador. A máquina do Estado em Minas, apinhada de exploradores nas últimas décadas, esqueceuse de sua função de olhar o povo como se fosse um pai justo. Prefere ser o torturador de sua inocente população. Na contramão desse inferno dantesco, surgiu um feliz exemplo, apresentado na matéria “Estado destrava gargalos que atrasavam licença ambiental”, assinada por Queila Ariadne e publicada no jornal O TEMPO no último dia 14. Parece um sonho. Mostra e explica como a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Minas Gerais (Semad), nos últimos dois anos, tem adotado uma postura surpreendentemente oposta àquela que perdurava havia mais de uma década, na avaliação dos pedidos de licenciamento de atividades produtivas. Os números são impressionantes e revelam atitude de transparência, praticidade, modernidade, que deixam o Estado tacanho e corrupto para trás. Em 2014, último ano do governo tucano, aquele que licenciou a barragem de Mariana (em caso de dúvida, leia-se o parecer de 21.10.2013 do Instituto Pristino, que profetizava o desastre), se registrava o atraso (segregação) de 1.890 pedidos de licenciamento. Naquele ano entraram 1.130 protocolos, e foram atendidos apenas 712. Os atrasos se ampliaram até 2016, época petista, com protocolo no ano de 1.020 pedidos e atendimento de 686. Em 2017 a realidade mudou. Neste momento, com uma nova equipe, executando uma assepsia “ambiental”, pela primeira vez na história do Estado teve um número de licenciamentos superior ao de entrada de pedidos. Dos 1.121 protocolos, foram atendidos 1.312 licenciamentos, com um emblemático saldo positivo de 191 processos, o primeiro da história. A nova sistemática possibilitou que, nos primeiros oito meses de 2018, se concretizasse um avanço inacreditável.
A arrumação da Semad, o foco na resposta rápida e nos métodos mais avançados, aliados à boa vontade (dever de servir), adotados pela nova equipe, fizeram acreditar nas respostas da secretaria e atraíram desesperançados e frustrados pela burocracia secular. Os pedidos de licenciamento aumentaram 280%, de 1.121 para 2.915 até agosto. Mesmo assim, os licenciamentos baterem um recorde histórico, sete vezes superior à produtividade de todo o 2014, chegando a liberar 3.676 processos com redução do saldo em análise para 1.764, ou seja, aos protocolos de quatro meses. Isso, traduzido em avanços, considerando a média de 50 empregos diretos gerados por licenciamento, produz um efeito positivo de até 200 mil empregos anuais que de outra forma não se efetivariam. Mais um reflexo maiúsculo de arrecadação para os cofre públicos e ativação econômica. Isso mostra que com simplicidade e responsabilidade pode se ativar vigorosamente um círculo virtuoso, sepultar a fama de Estado mais complicado e dar passos firmes na recuperação do tempo perdido. Os autores da proeza são Germano Luiz Gomes, secretário da Semad, e seu adjunto, Anderson Silva de Aguiar. Ambos são pessoas de seriedade e comprometimento, competência e honestidade. São essas as virtudes dos heróis desta época assombrosa. Minas agradece, e agradece o governador que os escolheu. Viva a desburocratização. Precisamos de mais honestidade, comprometimento e da lisura mostrada por esses jovens servidores.
vittorio.medioli@otempo.com.br Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
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SUPERINTENDENTE DE JORNALISMO Ana Weiss
Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não refletindo, necessariamente, a opinião do jornal.
“Ainda há tempo para deter a marcha da insensatez. Como nas Diretas Já, não é o partidarismo, nem muito menos o personalismo, que devolverá rumo ao desenvolvimento social e econômico. É preciso revalorizar a virtude da tolerância à política, requisito para que a democracia funcione” Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente, em carta divulgada na última quinta-feira (20), na qual pede aos candidatos que não apostam em soluções extremas
“Não vou participar de jogo político e não gostaria de ter minha imagem atrelada a isso” Anitta, cantora, em vídeo postado em suas redes sociais respondendo fãs que cobraram uma posição política da cantora INSTAGRAM/REPRODUÇÃO
“Quero dizer que, independente de quem é o seu candidato, o que a gente precisa agora é de paz e de respeito. Eu desejo uma excelente eleição para todos nós, porque é o que o Brasil precisa” Patrícia Pillar, atriz, em vídeo divulgado esta semana em que afirma ter sido alvo de “fake news”. Na resposta, ela, apesar de não citar o nome do ex-marido, o presidenciável Ciro Gomes, garante nunca ter sofrido nenhum tipo de agressão. E pede uma eleição com paz.
“Famílias onde não há pai e avô, mas, sim, mãe e avó, é fábrica de elementos desajustados que tendem a ingressar nessas narcoquadrilhas” General Hamilton Mourão, vice na chapa do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), durante palestra em São Paulo. O eleitorado, principalmente o feminino, reagiu e muitas famosas anunciaram a retirada do voto ao candidato.
EDITORES EXECUTIVOS Murilo Rocha Renata Nunes COODERNAÇÃO DE JORNALISMO Flaviane Paixão EDITORA Marília Mendonça REDATORAS Jessica Almeida, Lorena K. Martins e Patricia Cassese
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reportagem
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LITERATURA> Gênero acaba de ter seu status elevado a patrimônio imaterial cultural do país Feliz, com certeza. Mas não necessariamente surpreso. O registro da literatura de cordel como patrimônio cultural imaterial do Brasil, conquistado na última quarta-feira (19), em decisão do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, na verdade, já era aguardado por Olegário Alfredo, um dos que batalham por essa frente em Minas Gerais. Nascido em Teófilo Otoni, Mestre Gaio, como também é conhecido, é um dos dois mineiros a integrar a Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC) – o outro é o escritor, cantor e compositor Téo Azevedo. Por este motivo, já vinha acompanhando de perto toda a tramitação do processo – daí, a “não surpresa”. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) define como “bem imaterial” as práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e lugares. No caso da literatura de cordel, o Ministério da Cultura (MinC) a entende como um gênero literário que, escrito na forma rimada, “revela o imaginário coletivo, a memória social e o ponto de vista dos poetas sobre acontecimentos vividos ou imaginados”. Tendo sua gênese no Norte e Nordeste, a literatura de cordel acabou arregimentando adeptos em todas as demais regiões do Brasil. E em Minas Gerais não foi diferente – e o próprio Mestre Gaio é um exemplo. Do alto de seus 64 anos, ele avalia que a chancela de patrimônio cultural imaterial, na prática, não afeta em muito a realidade dos signatários do gênero. O ganho estaria em atestar a manifestação, da forma como foi reconhecida (pontuando-se que suas raízes podem ser localizadas em outras culturas, como a lusitana), como “brasileira”, em tempos nos quais apropriações são praticadas a torto e a direito mundo afora. E se o gênero ganhou matizes específicos em plagas tupiniquins, em Minas adPatrícia Cassese
Viva o cordel! CRISTIANE MATTOS
Varal literário
Mestre Gaio é referência do cordel feito em Minas Gerais e comemorou título
REPRODUÇÃO
quiriu um sotaque próprio. Entre os propósitos da obra de Mestre Gaio, por exemplo, está o de difundir a cultura mineira. Seus títulos já repassaram, por exemplo, a história do Mercado Central, do presépio do Pipiripau ou do Pirulito da Praça Sete. Também se debruçaram sobre lendas urbanas, como a Loira do Bonfim, ou sobre figuras históricas, como Xica da Silva. E, ainda, escritores, como Adélia Prado, Carlos Drummond e Guimarães Rosa. Ah, sim, a rivalidade Galo X Cruzeiro também. NO PALCO Em outro contexto, a literatura de cordel é agora transposta para o palco pelo multiartista Sérgio Pererê: no próximo dia 29, ele apresentar, no Tambor Mineiro, “A Morte de Antônio Preto”, que inspirou um livro homônimo, lançado em abril. “Na verda-
Obra do artista Rogério Fernandes, que pincelou, em algumas de suas obras, referências da xilografia de cordel
de, a montagem – nem chamo de espetáculo, mas de uma narração de texto, com elementos cênicos bem sutis –, estreou há quatro anos. E, desde então, muita gente me perguntava sobre o livro. Daí resolvi fazê-lo em um formato bem aproximado ao da literatura de cordel, no que diz respeito ao tamanho, ao uso da xilogravura...”. Pererê entende que o cordel praticamente sugere uma melodia. “Você quase consegue ouvir o sotaque por trás de cada estrofe, não é uma coisa que está presa ao papel. E são histórias da cultura popular, o encontro de figuras destemidas – São Jorge contra o Dragão, por exemplo. Além da métrica, que é muito bonita, o enredo é feito para atingir um ápice, mexer com a emoção. Dentro da minha música, também busco esse lugar. E se nela, posso transitar por vários gêneros, posso ir ao
rock, ao blues, ao samba... Mas esse pé no popular, o sagrado na cultura mineira e essa herança africana, sempre vão falar mais alto”. Pererê também enfatiza que a adesão de mineiros ao cordel é “um jeito de quebrar barreiras”. “Você pensa: ‘Ah, não vou fazer! Isso é do Nordeste, e sou mineiro. Só que aí você não absorve uma estética que vem no Nordeste e absorve a que vem dos EUA, por exemplo! E, na minha opinião, temos que ficar mais atentos às maravilhas do Brasil, para as quais a gente pode quebrar as barreiras. Foi o que quis fazer, com um texto falando das coisas de Minas, mas que acabou sendo também uma homenagem ao cordel”. NO TRAÇO Embora não seja mineiro (nasceu no Piauí), foi entre as montanhas que o artista visual Rogério Fernandes, 47, teve seu nome projetado nacionalmente. Assinando artes de rua que ganham admiradores por toda a cidade, ele não nega que o cordel tenha sido uma influência em seu traço. “Primeiramente, porque sou nordestino, de pai pernambucano e mãe maranhense. Passei as férias da minha infância cruzando o Nordeste de carro, da casa de uma avó para outra. E neste percurso, meus pais paravam em muitas cidades, onde haviam grandes feiras, como em Caruaru. Aquilo me impressionava demais”, relembra. Na verdade, a mente do então menino não registrava só a literatura de cordel, mas outras manifestações, como as bandas de pífanos. “Mas do cordel, em casa sempre tínhamos muita coisa, quadros, azulejos. E, claro, os livros”. Fernandes ressalta os toques de realismo fantástico das histórias, além das pinceladas de humor. “Cresci com aquilo e, mais tarde, foi aflorando no meu trabalho”. Hoje, ele diz que seu trabalho não é mais tão ligado ao cordel. “Mas alguns conceitos ainda estão presentes. No cordel, você pode misturar seres, pessoas e épocas diferentes no mesmo caldeirão artístico, e, dali, resultar uma obra de arte”.
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LITERATURA DE CORDEL> Título de patrimônio garante preservação do gênero da cultura popular INSTAGRAM/REPRODUÇÃO
Versos cantam nossa história e nossa gente A literatura de cordel é fruto da conexão entre as tradições orais e escritas presentes na formação social do Brasil e tem vínculos com as culturas africana, indígena, europeia e árabe. São folhetos, pequenos livros, geralmente em xilogravura, que são pendurados em varais expostos em via pública, em feiras ou grandes aglomerações, onde ficam à venda – daí, aliás, vem o nome cordel. Inserido na cultura brasileira no final do século XIX, é um gênero literário feito em versos, mas cuja métrica é bem distinta da dos poemas, acadêmicos, tradicionais. Tem Jessica Almeida
uma linguagem muito próxima à coloquial e uma raiz forte no humor, na ironia. Herança de outras culturas, encontrou no Brasil terreno propício, como explica Reinaldo Maximiano, pesquisador de literatura e teledramaturgia. “São formas, apropriadas aqui, encontraram uma força singular, talvez porque tenhamos uma tradição forte de história oral. A força da literatura de cordel está justamente no fato de não ter métrica acadêmica, não ser erudita, mas oralizada e coloquial. São formas de contar histórias e assim são repassadas de geração a geração”. Embora tenha na região Nordeste o seu maior e mais tradicional polo de produção,
em Estados como Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, espraiou-se por todo o país, inclusive como referência para outras manifestações artísticas além da literatura. Agora, com o título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, passa a ter direito a ações de salvaguarda que vão garantir sua ampla promoção, pontua o coordenador geral de identificação e registro do Iphan Deyvesson Gusmão. “As ações ainda vão ser definidas em detalhes a partir de agora, mas o processo de pesquisa até aqui já indicou algumas condutas. Uma delas é bastante reivindicada pelos cordelistas, que é a conservação e divulgação dos acer-
Prodígio
Aos 9 anos, João Neto, do RN, é um dos mais jovens representantes da literatura de cordel
vos, principalmente os mais antigos, que estão em bibliotecas especializadas. Outra é a realização de encontros de cordelistas, que existem em várias regiões, para que possa haver momentos de trocas entre eles”, diz. São ações que, no fim das contas, vão garantir que essa forma de expressão se mantenha viva. “Precisamos assegurar que novos talentos apareçam, novas histórias aconteçam. Vivemos um momento pulsante nessa cultura e o cordel, por mais que venha de um processo bastante tradicional, não é algo datado, ainda tem inserção presente”, frisa Reinaldo Maximiano. “É um universo vasto de criação que podemos preservar ou perder, e se em 2018 provamos que ainda não somos suficientemente bons na preservação da nossa memória, haja visto um evento como o recente incêndio no Museu Nacional, isso é, de alguma forma, consolador”. Atuante na seara da preservação da literatura de cordel desde que foi fundada, em 1936, a Lira Nordestina – antiga Tipografia São Francisco – ganhou um importante aliado com o título de patrimônio. Localizada em Juazeiro do Norte, no Ceará, é um dos espaços mais antigos e famosos do Brasil em termos de produção de cordel e xilogravura. Hoje associada à Universidade Regional do Cariri (Urca), é gráfica, ateliê, museu, espaço de oficina e pesquisa, além de outras atividades relacionadas ao cordel. Diretor artístico da instituição, José Lourenço trabalha com cordel há quase 40 anos e comemora o marco na história da manifestação
“
O que eu mais quero é espalhar minha poesia e a cultura nordestina pelo mundo inteiro João Neto, 9, cordelista cultural, mas quer ver os efeitos de fato. “É a nossa vivência, vivemos o dia a dia com cordel e xilogravura, isso para nós é um sonho. É uma felicidade enorme, parece que acendeu uma luz. Agora, esperamos que ações sejam feitas de fato e não fique somente no ‘oba oba’”, ressalta. NOVA GERAÇÃO Quem também celebrou a conquista foi um dos mais novos representantes da literatura de cordel: o poeta João Neto, de apenas 9 anos. Morador da cidade de Equador, no Rio Grande do Norte, o menino tem quase 60 mil seguidores em diferentes redes sociais e faz sucessos declamando poesias suas e de outros autores. Seus primeiros passos foram inspirados por outro cordelista da nova geração, Bráulio Bessa, 32. Ao vê-lo num vídeo declamando o poema “Cheiro no Cangote”, há cinco anos, João imediatamente se encantou e, após poucas repetições, já era capaz de declamá-lo também. Além de Bráulio, ele tem como ídolos Patativa do Assaré (19092002), Ariano Suassuna
(1927-2014), Tiago Monteiro, Souza Filho, Antônio Francisco Teixeira de Melo, entre outros. E ele também já inspira outras crianças. “Outro dia, no fim da aula, durante o xadrez, um menino me disse que também sabia declamar e que se inspirou em mim. Já soube também de um menino chamado Moisés, de outra cidade, e a minha amiga Clara Bezerra, que é autora de alguns poemas”, conta. João Neto espera que o título de patrimônio ajude o cordel a chegar a ainda mais pessoas. “Estou muito feliz pelo reconhecimento. Espero que o cordel seja vendido com mais frequência, seja mais valorizado, porque não é tão reconhecido como a poesia tradicional e os poetas do Norte e Nordeste não são tão conhecidos quanto os de outras regiões. E sobre a minha poesia o que eu mais quero é espalhá-la e espalhar a cultura nordestina pelo mundo inteiro”, afirma. A mãe de João Neto, Alyne Paula da Silva Gomes, faz gosto que o menino tenha esse desejo. “Espero que ele siga no caminho voltado para uma cultura valorizada, que perceba que ser nordestino não é feio, que nosso modo de falar não é esquisito, é só a nossa característica. E que possa escrever seus poemas no futuro. Estamos planejando publicar um em breve, ele está escrevendo e já tem 16 estrofes, cumprindo todas as regras. Espero que ele leve nossa cultura para o mundo como deseja e que seja um espalhador de cultura”.
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reportagem
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
(CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
Terapias alternativas uem nunca ouviu falar que a acupuntura ajuda nas dores de cabeça e da coluna e que a ioga pode ajudar a tranquilizar uma pessoa, enquanto a homeopatia ajuda no combate aos sintomas da gripe? Para muitas pessoas, as chamadas terapias alternativas podem parecer a melhor opção para assegurar a saúde e incrementar a qualidade de vida, sem necessidade das medicações tradicionais. Elas podem ajudar, e muito, em casos considerados mais brandos e de menor complexidade. Porém, existem pessoas que simplesmente abandonam um tratamento para um câncer, por exemplo, e vai se apoiar exclusivamente nas técnicas alternativas. E este é um grande erro. A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece que mais de 40% da população dos países desenvolvidos já recorreu e ainda recorre às terapias alternativas. O nosso Sistema Único de Saúde (SUS) já é beneficiado por várias destas técnicas, a citar: acupuntura, homeopatia, fitoterapia, termalismo, arteterapia, ayurveda, meditação, naturopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reike, shantala, ioga, apiterapia, bioenergética, cromoterapia, constelação familiar, ozonioterapia, terapia com florais, entre alguns outras. Com uma visão macro, estas terapias visam tratar o ser humano de forma integral – corpo, mente e alma. A maioria das pessoas procuram os tratamentos alternativos, principalmente como um complemento à medicina convencional que, por sua vez, se utilizam de medicações alopáticas. As práticas de medicina alternatiPenso no que va, como homeopatia, acupuntura e iodisse Sêneca – ga, são baseadas em sua maioria em quesfilósofo e escritor tões holísticas e prodo Império curam tratar os problemas físicos e emoRomano: “É cionais com métodos parte da cura o naturais. Existem as teradesejo de ser pias mais conhecidas curado” e procuradas pela população. Atualmente, a acupuntura é a mais difundida. Em segundo lugar, estão as práticas de Medicina Tradicional Chinesa, como tai chi chuan e lian gong. Em seguida aparece a auriculoterapia, seguida da ioga, da biodança e das terapias comunitárias. Estas terapias tiveram uma boa aceitação por uma parte da população que pode contar com uma ajuda extra aos tratamentos médicos ortodoxos. Alguns trabalhos têm mostrado os benefícios do tratamento integrado entre medicina convencional e práticas integrativas e complementares. Além disso, crescente número de profissionais se capacitando e dando maior valorização aos conhecimentos tradicionais de onde se originam grande parte dessas práticas. No inicio deste ano, foi anunciada a expansão do programa destas práticas integrativas pelo Ministério da Saúde. Há que se ressaltar que esta implantação de terapias alternativas no âmbito do SUS não conta com a aprovação do Conselho Federal de Medicina, com a alegação de que estas práticas não têm o apoio em estudos científicos sérios e de longo prazo. Entre as terapias alternativas, o Conselho Federal de Medicina reconhece somente a acupuntura e a homeopatia, desde que sejam praticadas exclusivamente por médicos. Particularmente e em alusão a este tema, penso no que disse Sêneca – filósofo e escritor do Império Romano: “É parte da cura o desejo de ser curado”. Faça uma boa semana.
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Tetania: contrações musculares que podem causar danos Diagnóstico precoce é importante para descobrir causas e ter tratamento mais eficaz As contrações musculares involuntárias costumam ser associadas à prática de atividade física. No entanto, uma das diversas condições médicas que também provocam esse quadro é a chamada tetania. Atingindo, principalmente, os músculos das mãos, dos pés e da face, os espasmos podem se estender por todo o corpo. De acordo com o neurologista Delson José da Silva, vice-coordenador do Departamento de Controle de Transtorno de Thuany Motta
Movimento da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), a tetania não é uma doença, mas um sinal de que algo não vai bem. “Trata-se de uma consequência física que envolve nervos excessivamente estimulados. Isso significa que, embora existam tratamentos eficazes para a condição, para impedi-la, muitas vezes, dependemos da identificação do que a causou em primeiro lugar”, explica o médico. Esses movimentos persistentes podem ser provocados, na maior parte das vezes, pelo nível baixo de cálcio no sangue devido ao hipoparatireoidismo (doença provocada pela secreção insuficiente do hormônio paratormônio, produzido pela paratireóide, na parte de trás da tireoide e responsável por aumentar a concentração de cálcio no sangue) e a deficiência de magnésio ou potássio, causando crises de ansiedade e hiperventilação
(quando se respira muito rapidamente). “O maior grupo de risco é formado por pessoas que fizeram a cirurgia da tireoide. Esse procedimento pode provocar uma lesão na região, diminuindo a produção do hormônio TSH, que estimula a produção do paratormônio. Ele trabalha em conjunto com a vitamina D para manter os níveis de cálcio no sangue normais”, explica o endocrinologista Sergio Maeda, diretor do Departamento de Metabolismo Ósseo e Mineral da Sociedade Bra-
RIM Apesar de raros, os casos com insuficiência renal requerem tratamento contínuo com suplementos de cálcio para tratar a condição que levou à tetania.
sileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem). AÇÃO Como o tratamento da tetania deve levar em consideração a origem da doença que a provoca, no caso do hipoparatireoidismo, por exemplo, o cálcio deve ser suplementado, seja por via oral ou intravenosa. “Dependendo da situação, administramos doses individualizadas (de quantidade e tempo) de cálcio com vitamina D, chegando até a quatro vezes por dia”, afirma Maeda. Segundo o médico, a detecção precoce da tetania pode evitar sintomas mais graves como fraturas ósseas. “Os quadros mais sérios envolvem convulsões, problemas cardíacos e contusões decorrentes de contrações que, dependendo da força dos movimentos, podem resultar em fratura dos ossos nos locais atingidos”, diz o endocrinologista. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
ATO INVOLUNTÁRIO O que é a tetania São contrações rítmicas dos músculos ou espasmos musculares
ENTENDA COMO A TETANIA ACONTECE Os íons de cálcio ficam armazenados em “bolsas” dentro da célula muscular
Sintomas Dores musculares, paralisia, formigamento, falta de ar, dormência, letargia, fraqueza, dormência em um lado do corpo, ansiedade, fadiga, insônia, perda de coordenação muscular
Fora delas, o nutriente se liga a uma proteína do músculo, a troponina-C Essa ligação permite que a actina e a miosina (proteínas musculares) interajam entre si e realizem o encurtamento do músculo, ou seja, a contração muscular
Diagnóstico Realização de exames de sangue e análise dos sintomas com o histórico de vida do paciente Tratamento Depende das causas que geraram a tetania. Pode envolver suplementação de cálcio, uso de medicamentos ansiolíticos e psicoterapia
Quando o estímulo elétrico que provoca a contração se propaga pelas células, o cálcio é liberado das bolsas
CÉLULAS MUSCULARES ACTINA
Portanto, quanto mais cálcio disponível, maior será a força da contração A contração só termina quando o cálcio se separa da troponina-C e retorna às bolsas
MIOSINA FONTE: DELSON JOSÉ DA SILVA, NEUROLOGISTA E VICE-COORDENADOR DO DEPARTAMENTO DE CONTROLE DE TRANSTORNO DE MOVIMENTO DA ACADEMIA BRASILEIRA DE NEUROLOGIA (ABN)
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Ansiedade pode ser agravante
Dependência por opiáceos ARQUIVO PESSOAL
Não são apenas as condições físicas que interferem diretamente no aparecimento das contrações musculares. O estado emocional de uma pessoa também pode ter um papel fundamental, independentemente da causa. “A ansiedade atua porque, quando você está estressado por um longo período de tempo (não importando o motivo), seus músculos nunca deixam a fase de contração. Eventualmente, essa tensão causa dor, desconforto e até problemas com a mobilidade”, afirma o psicoterapeuta André Freitas. No caso do músico Jonathan Martins, 30, a tetania surge depois de crises desencadeadas pelo transtorno de ansiedade. “Já cheguei a ficar com as pálpebras tremendo por dois dias seguidos. Os tremores ficam mais
Luta. O músico Jonathan Martins, que sofre com tetania
fortes com o passar do tempo até que acabam”, conta o rapaz, que convive com os espasmos desde 2015. Para tratar o agravante emocional, Freitas sugere uma rotina de vida saudável, além de acompanhamento profissional. “Viver
bem, alimentar-se bem, praticar atividades físicas e, sobretudo, fazer terapia com um profissional especializado, impedem que a ansiedade coloque em prática seus gatilhos e que se reproduza através dos tremores”, pontua o especialista.
A prescrição excessiva e as vendas ilícitas de analgésicos têm sido amplamente responsabilizadas por um fenômeno que vem atingindo de forma devastadora a América do Norte: a chamada crise de opioides. Para se ter uma ideia, no Canadá, nos três primeiros meses, mais de mil mortes foram relacionadas à overdose de opioides, elevando para 8.000 o número de vítimas desde o início dessa crise, em 2016, informou a agência de saúde pública do país na última terça-feira, dia 18. “Os últimos dados sugerem que a crise não está diminuindo”, disse a agência, em um comunicado. “Queremos enfatizar que a atual crise não discrimina. Ela afeta pessoas de todas as classes sociais, faixas etárias e origens so-
cioeconômicas. No entanto, é claro que certas populações e regiões são mais afetadas do que outras”, prosseguiu o boletim. Historicamente, as mortes por overdose – principalmente do analgésico fentanil – concentravam-se entre viciados em drogas. Mas a crise agora atinge também pessoas que se tornaram dependentes de analgésicos prescritos antes de começarem a usar drogas ilícitas. As províncias de Colúmbia Britânica e Alberta continuam sendo as mais atingidas, disse a agência. A Colúmbia Britânica alega que empresas farmacêuticas como a Purdue, fabricante do OxyContin, “enganaram prescritores e pacientes sobre os riscos e benefícios dos opioides”, o que resultou em uma “epidemia de dependência”.
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Diante da gravidade do quadro, o governo canadense resolveu investir cerca de 84 milhões de dólares canadianos para financiar projetos de investigação sobre opiáceos, visando reverter o quadro. Enquanto na América do Norte é o fentanil e seus análogos a se constituir um problema, na África e na Ásia é o tramadol – um opioide utilizado para tratar dores moderadas e graves. Em ambos os casos, o acesso para usos medicinais é vital para o tratamento da dor crônica, mas traficantes os produzem ilicitamente, promovendoos em mercados ilegais e causando danos consideráveis à saúde. Dados de 2016 já apontavam que a apreensão global de opioides farmacêuticos havia sido de 87 toneladas, aproximadamente a mesma quantidade de heroína apreendida naquele ano. No início deste ano, uma pesquisa apontou que, no Brasil, a venda de opiáceos e opioides registrou um aumento de 465% entre 2009 e 2015.
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sociedade
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DOLCEVITA
Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com ARQUIVO PESSOAL/EVERSON REZECK
aplicativos de encontros bombando, quem precisa de boate e bordel? Drogas? As novas gerações querem é suco verde e pedalar às 5h da manhã. Sexo, alface e rock’n’roll.
da música alta e medo de “perder a linha”.
FIM DOS TEMPOS
“
Medo de perder a linha” é ser filmado e humilhado nas redes sociais. A lendária Hippopotamus no Rio reabriu e já fechou por dívidas. Mesmo com a grife do eterno rei da noite brasileira, Ricardo Amaral. Prestes a abrir sua décima casa em São Paulo, o bar Arcos, Facundo Guerra vai abrir mão da pista de dança. “Ela vai rolar onde for. As estruturas estão obsoletas”.
FIM DE NOITE
4004-9000 FIM DE SONHO
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runo Astuto, em “O Globo”, tocou em nosso tema recorrente: o fim das boates. “Por que as baladas estão morrendo? Para os ‘Reis da Noite’, a culpa é (também) dos millenials”. Fora a crise, os comportamentos mudaram. Os “caretas” trocaram as boates pelo Netflix e pelo Spotify. A noite não é mais criança. É uma idosa cadeirante. Há 40 anos, três coisas atraíam para as boates. A primeira era exorcizar a dureza da vida dançando.
FIM DE FESTA
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segunda era poder ficar “doidão” sem que chamassem uma ambulância. A terceira e a maior de todas: transar. Hoje, com o Spotify e
lançaperfume 24, a sede da 6 Dia Localiza será palco do
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stuto falou com o rei da noite paulistana, Facundo Guerra. “Hoje, a noite é até meia-noite. Ninguém mais fica cheirando e bebendo.” O que rima com estudo da “Monitoring The Future”, sobre jovens nos EUA. Segundo ela, o uso de drogas e de álcool às vésperas da maioridade chegou a seu nível mais baixo desde 1975.
FIM DE HORIZONTE
FIM DA NOITE
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aladas estão em extinção no mundo. Mais de 10 mil bares e casas noturnas fecharam as portas nos EUA na última década. Na Inglaterra, das 3.100 casas noturnas em 2007, quase metade desapareceu. “Em Paris, a luz da Cidade Luz é a luz do sol”.
FIM DO BRASIL
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oltemos ao Brasil. Em São Paulo, bye-bye baladas. Depois da febre das megacasas estrangeiras, como a Pink Elephant
maestro João Carlos Martins, o pianista Arthur Moreira Lima e o Quinteto Bachiana. Depois, jantar com os chefs Paulo Vasconcelos, Pablo Oazen e André de Melo Guimarães. O valor arrecadado será revertido para a Junior Achievement Minas Gerais.
espetáculo “Quatro Mãos e Infinitos Corações”, promovido O presidente da pela Junior Achievement MiLocaliza, Eugênio Matnas Gerais. A iniciativa reúne o tar, tem um presente para to-
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Coroado por beldades, o príncipe da dermatologia Everson Rezeck em casa com Simone Rezeck, Michelle Bartoschik, Isabella Bartoschik, Maura Dias e Marcela Costa
e a Mokai, ninguém quer ouvir falar de balada. Os emergentes, que imitavam russos de cinema e da vida real, gastando desmedidamente em camarotes, sumiram. Não eram os novos ricos, mas os novos bregas.
FIM DO MUNDO
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o Rio, das 192 boates, apenas 70 têm inscrição municipal ativa, o que não quer dizer
dos que o visitam. O livro “QS: Inteligência Espiritual”, de Danah Zohar e Ian Marshall. O livro defende a ideia de que, além do QI (quociente intelectual) e do QE (quociente emocional), a inteligência humana também pode ser medida por meio da inteligência espiritual, o QS. é só a “Globo” 6 Não que recebe sugestão so-
que funcionem. Repetimos, crise e millennials, pessoas que atingiram a maioridade depois do ano 2000 com um celular em punho. O empresário Marcus Buaiz vendeu suas 12 casas noturnas, que chegaram a faturar, no auge, R$ 70 milhões por ano. “Vi que a forma como os jovens saíam estava mudando”, profetizou Buaiz.
FIM DE FEIRA
bre “O Brasil que Eu Quero”. Diego Vinicius nos enviou e transcrevemos: “Museus não pegam fogo. Criança não vende bala no sinal. Desigualdade não é mais notícia de jornal. Político é honesto. Preconceito já não faz parte da nossa realidade. Cada um cuida de sua vida. Criminalidade já saiu de moda. Professor é ídolo. Respeito é rotina. Cultura brasileira não é só bunda e futebol.
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As baladas foram derrotadas pelo suco verde, pelo Facebook e pelo Netflix. As baladas sertanejas também estão no fim” alerta Buaiz. “A galera prefere gastar nos megafestivais, como o Villa Mix, Lollapalooza e o Coachella.” Os motivos dos millennials: preços das bebidas, filas, excesso de pretensão e rudeza dos funcionários, a incapacidade de conversar por causa
Emprego, saúde e segurança. Busão, diversão, compreensão. A televisão não mente mais. O Brasil que eu quero talvez nunca exista, mas ser brasileiro é ter um monte de fé, pois gente de bem não falta. Se organizar direitinho, todo mundo faz sua parte e a gente muda esse país.” Miami, o dermatolo6 De gista Everson Rezeck trou-
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ara Facundo, a saída são as baladas superexclusivas. “Não precisa ser essa coisa elitista. Os escolhidos hoje são as trans, os ‘mano’, o malandro, o playboy. A mauriceia é chata. Tenho preguiça de gente que tem dinheiro e acha que isso basta. Isso é que é velho.” BH? Precisa perguntar? Desde 2015 parece um cemitério com tumbas fechadas e placas de “aluga-se”. Naõ é mais nem a Capital dos Bares, quanto mais das baladas. Triste Fim de Policarpo Quaresma.
xe mais do que boas recordações do seu níver: a expertise no manuseio do Ultraformer III, a sensação entre as “moçoilas” sedentas por novidades estéticas para remodelação do colágeno. Última palavra para flacidez de face e pescoço, o procedimento, segundo o médico, melhora a aparência de linhas e rugas e funciona, em alguns casos, como uma plástica.
CENÁRIO BH Gastronomia, cantos e dança unem Bahia e Minas em evento beneficente A terceira edição do evento “Bahia em Terra de Minas” acontece neste final de semana com o objetivo de estreitar as ligações culturais entre os Estados e arrecadar fundos para a construção da sede da Associação pela Divulgação e Fortalecimento da Cultura Afro brasileira, um espaço destinado a eventos religiosos, como candomblé e umbanda, escola de capoeira e fabricação e aula de tambores. O evento contará com apresentações musicais e de dança com grupos de congado e de samba. Terá ainda variada gastronomia, como bobó de camarão, acarajé, tropeiro e pão de queijo com pernil. Onde Rua Três Rios, 305, bairro Olhos D’Dágua. Quando Neste sábado (22), das 12h às 18h. Quanto R$ 100, com direito a uma camiseta e open food. Gratuito para crianças até 10 anos. O evento tem vagas limitadas.
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PEDRO SALES/DIVULGAÇÃO
de Rolimã realiza sua 6 Mundialito sétima edição em Belo Horizonte O já tradicional Mundialito de Rolimã do Abacate chega a sua sétima edição em 2018 e ocupa a rua Magi Salomon, no bairro Salgado Filho, neste sábado (22). Antes do campeonato, a pista vai estar liberada para quem quiser levar seu carrinho de rolimã e brincar. O encontro ainda conta com o desfile de fanfarra, maracatu e som na pista com o DJ Luiz Valente, além de barraquinhas de comidas e bebidas. Este ano, o Mundialito terá três categorias de velocidade, uma apenas para mulheres, uma para crianças e a “Sangue Nu Zóio”, em que todos podem participar. Onde Rua Magi Salomon, 215, bairro Salgado Filho. Quando Neste sábado (22), das 10h às 18h. Quanto As inscrições para as provas competitivas são gratuitas e devem ser feitas no dia, entre 10h e 11h.
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PIXABAY/DIVUGALÇÃO
Métodos utilizados contra a doença
Combate ao câncer de intestino ganha apoio no mês de setembro O câncer colorretal, popularmente conhecido como “câncer de intestino”, é um dos mais incidentes em todo o mundo. Para se ter ideia, somente para o ano de 2020, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 15 milhões de novos casos são esperados, sendo 1,65 milhão para o câncer de intestino. No Brasil, a patologia é a segunda maior em incidência na mulher (atrás apenas do câncer da mama), com aproximadamente 17.620 casos, e a terceira nos homens (após o de próstata e o de pulmão), com 16.660 registros. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), somente entre os anos de 2016 e 2017, 34.280 pessoas desenvolveram a doença. Dessas, 15.415, Leonardo cunha
ou seja, 44% das vítimas da patologia, vieram a óbito. Ainda segundo o Inca, a estimativa do número de casos para 2018 é ainda maior, com algo em torno de 37 mil novos registros. Com o objetivo de combater o câncer de intestino e reto e conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce da doença, é realizada uma campanha em todo o mundo no mês de setembro. Conforme explica o oncologista e diretor da Oncomed-BH, Roberto Fonseca, o risco de desenvolver esse tipo de patologia ocorre por fatores ambientais e genéticos. “A incidência vem aumentando, devido ao aumento da expectativa de vida da população, uma vez que estamos vivendo mais e com hábitos de vida que são ruins, como dieta inadequada, falta de atividade física, obesidade, alcoolismo e ta-
bagismo. Assim, é importante que a sociedade tenha um hábito de vida saudável, pois é a melhor maneira de se evitar a doença”, revela o especialista. Ainda segundo ele, a mortalidade do câncer colorretal está relacionada à de-
PREVENÇÃO Manter dieta rica em fibras, frutas, verduras e cereais integrais; Reduzir a ingestão de gorduras, principalmente as de origem animal (carne vermelha); Evitar o uso de bebidas alcoólicas e o fumo; Praticar exercícios físicos diariamente; Evitar a obesidade
mora no diagnóstico, o que ocasiona o avanço da doença no organismo. No entanto, Fonseca aponta que, em estágios iniciais, as chances de cura atingem 90% dos casos. “Conseguimos realizar um rastreamento através de exames que podem diagnosticar a doença em fases mais precoces”, diz. De acordo com o especialista, na maioria dos casos, o câncer do intestino se desenvolve a partir de um adenoma (nódulo benigno) ou de uma displasia (anomalia) da mucosa (tecido) do intestino. Ele ainda destaca que “a maior incidência dos casos encontra-se após os 50 anos de idade”. No entanto, pessoas mais jovens também podem desenvolver a doença. Conforme aponta o profissional, o maior risco é observado em pessoas com vários casos de parentes de primeiro grau com o diagnóstico de câncer do intestino, ou aque-
las com familiares que tiveram o problema antes dos 60 anos. “Nesses casos, pessoas com 40 anos de idade, ou que tenham dez anos a menos que aquele membro da família diagnosticado com a patologia, devem iniciar o rastreamento através da colonoscopia”, ressalta o médico. SINTOMAS Para ajudar na identificação da doença, Fonseca destaca que dores ou desconfortos abdominais (cólicas frequentes, excesso de gases), mudança do hábito intestinal (diarreia ou constipação), sangramento anal ou sangramento nas fezes e dor ao evacuar são os sinais mais comuns de que há algo errado. “Já nas fases mais avançadas da doença podem ocorrer anemia, fraqueza, perda de peso, ascite (água no abdômen), tumor palpável, além de uma obstrução intestinal”, finaliza o oncologista.
O tratamento do câncer do intestino deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar (cirurgião proctologista oncológico, oncologista, radioterapeuta). De acordo com Fonseca, é importante que as pessoas entendam que esse tipo de patologia não é apenas uma doença. “Dependendo do local em que a patologia se inicia, seja no cólon direito, no esquerdo ou no reto, o prognóstico, a evolução da doença e a resposta às várias modalidades do tratamento vão ser diferentes”, diz. Ele destaca também que na fase inicial da patologia a melhor forma de tratamento é a cirurgia. Ainda de acordo com o oncologista, para se ter mais sucesso no tratamento contra a doença, é fundamental que se conheçam as mutações genéticas presentes nas células do tumor. “Outros métodos que têm modificado a evolução natural do câncer e, consequentemente, melhorado o prognóstico são as chamadas ‘drogas antiblásticas’, imunobiológicos e a imunoterapia”, frisa.
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CONSUMIDOR Cliente de plano fica grávida de gêmeas após ligar trompas FOTOS MARIELA GUIMARÃES
Eurico Um procediMartins mento de laqueadura de trompas, que teria sido mal feito, levou uma operadora de telemarketing a entrar na Justiça, pedindo indenização por dano material, ao descobrir, oito meses após a cirurgia, que estava grávida de gêmeas. A história começou em agosto de 2016, quando Rosimeire Abreu dos Santos, 36, tomou uma decisão. Como já tinha dois filhos, de 5 e 15 anos, decidiu fazer a cirurgia para não mais engravidar. Diante disso, ela conta que procurou sua ginecologista para realizar a operação. E, após a consulta, sua médica pediu ao plano de saúde Vitallis autorização para o procedimento. Dias depois Rosimeire foi informada, via e-mail, que o único profissional dessa especialidade que
Indignada, mulher entrou na Justiça, pedindo indenização por dano material operava nos hospitais cadastrados pelo convênio era o ginecologista e obstetra E.R.N., segundo os autos do processo, tendo sido orientada a marcar uma consulta com ele, para que só então a cirurgia pudesse ser avaliada e solicitada. “Agendei uma consulta e senti muita segurança. O médico me disse, de forma bem firme, que ‘cortava as trompas e jogava fora’. Era isso que eu queria”, conta. Confiante, a operadora de telemarketing marcou a cirurgia, realizada em 2 de janeiro de 2017, no Hospital Vitallis Unidade Barreiro, em Belo Horizonte. Após 30 dias, Rosimeire voltou ao hospital para uma consulta de revisão e foi informa-
da pelo médico, segundo ela, que a laqueadura havia sido um sucesso. Porém, oito meses depois, o quadro mudou. “Comecei a passar muito mal e pensei que poderia ser mioma, infecção urinária ou pedra nos rins. Fui em vários prontos-socorros e tomei diversas injeções de antibióticos e para dor”, lembra ela. Após alguns exames, Rosimeire descobriu que estava grávida de seis semanas e, para seu espanto, de gêmeas. Desesperada, voltou ao ginecologista, que teria lhe dito que não sabia explicar o que aconteceu e que “isso só podia ser a vontade de Deus, pois isso nunca tinha ocorrido com ele.”.
O QUE DIZ O INSS Avaliação Sem tratar especificamente desse caso, em nota enviada por sua assessoria de imprensa em Minas, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) afirmou “que a perícia médica faz a avaliação de incapacidade, que é um conceito que relaciona a saúde do trabalhador com as atividades laborais exercidas”.
A cirurgia, que é questionada, foi feita em hospital no Barreiro
Critérios Para isso, de acordo com a nota do instituto, “é considerada, de forma impessoal, a documentação médica apresentada pelo segurado, que compreende, por exemplo, atestado dos médicos assistentes, exames e medicação”.
Único de Saúde (SUS) e conseguiu atestado de 30 dias. “Porém, a perícia do INSS só garantiu 15 dias”, diz ela. Diante disso, conforme Rosimeire, ela voltou ao médico do SUS, que lhe deu mais 30 dias. Porém, ao fazer a perícia no INSS, a médica disse que ela estava
Advogado vê falha no serviço Sem condições financeiras de criar com dignidade mais dois filhos, Rosimeire Abreu dos Santos entrou, em outubro de 2017, com uma ação reparatória de danos materiais e morais na 4ª Vara Cível da Comarca de Contagem. “Entendemos que houve falha na prestação do serviço, sobretudo por terem sido dadas garantias ao consumidor sobre a segurança do procedimento de laqueadura e do grau de eficiência contra con-
cepção”, diz o advogado Cristiano Vasconcelos Boaventura Leite. “Posteriormente, em outro exame, Rosimeire descobriu que as trompas não haviam sido removidas, mas ‘amarradas ou obstruídas’. Portanto, as informações prestadas não condizem com a realidade”, acrescenta. “Considerando a condição econômica, pedimos a condenação das partes (o médico, o hospital e o plano de saúde) ao custeio de um
salário mínimo para cada bebê, até que alcancem a independência financeira”, diz Leite. “E diante da quebra de expectativas, o transtorno com a chegada de filhos sem programação e o desespero que ela tem passado para comprar medicamentos, materiais de higiene infantil e até alimentação, pedimos também a condenação por danos morais”, completa Leite.
Operadora diz que vai investigar
BATALHA TAMBÉM PARA CONSEGUIR BENEFÍCIO Além da questão judicial, Rosimeire Abreu dos Santos enfrenta problemas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ela conta que, vencida a licença-maternidade e diante do quadro de depressão que a impossibilitava de trabalhar, foi ao médico do Sistema
Calvário: Rosimeire conta que passou muito mal até descobrir que estava grávida de duas meninas
apta para o trabalho. Inconformada, ela marcou nova perícia, para janeiro de 2019. Ela critica o fato do INSS não aceitar o atestado de o SUS. “Enquanto isso, vou viver de quê?”, questiona ela, que foi demitida do emprego e reivindica o benefício do INSS.
Procurada, a Vitallis, que administra o Hospital Vitallis Unidade Barreiro, por meio de nota, informou que “só tomou conhecimento da alegada falha de procedimento de laqueadura tubária realizada em seu serviço através do contato feito pela imprensa, não tendo recebido qualquer manifestação da usuária ao longo do período superior
a um ano transcorrido”. Informou ainda que está à disposição da usuária e instaurando procedimento interno de verificação do ocorrido. “A operadora considera importante ressaltar que, conforme é sabido na literatura médica, os procedimentos de laqueadura executados corretamente podem ter índice de insucesso de até 2% dos casos”, conclui o texto.
Já o médico E.R.N. foi procurado durante toda a semana passada, mas não retornou os recados deixados com sua secretária. Segundo ela, ele não atende telefone fixo, apenas o celular. Porém, durante a semana não foi possível estabelecer contato com ele, uma vez que a caixa-postal do aparelho estava “cheia”.
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ESPAÇO GOURMET
Do Leblon para o Planalto Sucesso na zona Sul carioca, Alaíde Carneiro traz seus famosos salgados a BH Val já se acostumou – afinal, são mais de 20 anos convivendo com o hábito de sua esposa, Alaíde Carneiro, de acordar no meio da noite para anotar receitas que surgem em meio a sonhos. Na verdade, ela costuma pular da cama e, ainda de olhos fechados (pois, se abrir, o sonho “apaga”), registrar tudo em um caderno que fica estrategicamente localizado ao lado da cama. No dia seguinte, compra os ingredientes e coloca o sonho em execução. Em mais de 30 anos de fogão, Alaíde garante que nenhuma receita deu errado – e a prova é que o inusitado ritual lhe rendeu a fama de uma das maiores quitandeiras do Brasil. “Eu sonho não só com os ingredientes, mas com a montagem e o modo de preparo. Até com a finalização e com o nome do salgado eu sonho. Escrevo rápido e de olhos fechados, porque geralmente vem uma sombra e apaga tudo. Aí, quando acordo, leio o que escrevi no caderno e faço a receita”, diz ela, sem medo de entregar o jogo. Alaíde, vale dizer, não faz questão de medir as quantidades dos ingredientes. “São sempre receitas para muita gente, nunca sei de cor”, disse. Essas, digamos assim, “visões” já lhe garantiram nada menos que 54 receitas de seus famosos salgados. Receitas essas que lhe renderam fama e prestígio na cena gastronômica do Rio de Janeiro, onde a cozinheira assumiu, em 1984, a cozinha do Bracarense, na época um dos boLorena K. Martins
“
O público aqui é diferente, mas para melhor
FOTOS LEO FONTES
tequins mais badalados do bairro Leblon, para anos depois se aventurar em um negócio próprio no não menos reconhecido Chico & Alaíde, também na zona Sul carioca. A boa nova é que, há cerca de dois meses, Alaíde e seus reconhecidos bolinhos estão dando o ar da graça no Planalto, bairro da zona Norte de Belo Horizonte. O pequeno bar, localizado na avenida Dr. Cristiano Guimarães, entre uma pastelaria e uma agência lotérica, ainda não tem placa nem nome oficializado, mas quem chega sempre faz a mesma pergunta. “É aqui que fica o botequim da Alaíde?”. Sim, é. Com pouquíssimas mesas na calçada, o local registrou filas quilométricas em busca dos bolinhos, logo na primeira semana, após algumas visitas estratégicas, como a do jornalista Daniel Netto, do perfil no Instagram Baixa Gastronomia, que voluntariamente fez a divulgação. Vizinhos asseguram que, naqueles dias, as filas ficaram maiores do que as que se formam na lotérica quando o prêmio da Mega-Sena fica acumulado. “Não estava esperando aquela quantidade de gente. Fiquei completamente maluca”, lembra, aos risos. “Eu já estou acostumada a filas, mas, no caso, tive que pedir desculpas aos que não consegui atender. E os mineiros foram compreensivos”, contou ela, que chegou de mansinho, sem falar com ninguém sobre o novo endereço. Mas não demorou muito para que o típico boca a boca mineiro engrenasse para dar continuidade à fama de Alaíde. “Me contaram que a antiga lanchonete aqui, que era do Renato, agora é um bar com uns bolinhos incríveis, que eram famosos no Rio de Janeiro”, revelou o carioca Durval Serra, que mora há 15 anos no bairro Planalto e, mesmo tendo nascido e vivido durante anos na capital carioca, foi experimentar os quitutes só em Belo Horizonte. Mas, bem, ele precisou esperar um pouco: afinal, a estufa repleta de almôndegas, bifes suínos, linguiça e costelinha só cede espaço aos bolinhos por volta das 16h. Detalhe: eles custam de R$ 5 a R$ 8 a unidade e são todos fritos na hora. À medida que a estufa vai esvaziando, novas remessas são imersas no óleo quente. Cumpre dizer que, das 54 receitas sonhadas e desenvolvidas por Alaíde, só cerca de 20 sabores ganharam espaço cativo em sua estufa, como o bolinho de caruru com vatapá, finalizado com um camarão seco por cima, os de feijoa-
A A mineira mineira Alaíde Alaíde Carneiro Carneiro ee seus seus famosos famosos salgados salgados em em BH. BH. No No novo novo bar, bar, ela ela serve serve 20 20 dos dos 54 54 que que criou criou
“
Eu sonho não só com os ingredientes, mas com a montagem e o modo de preparo. Até com a finalização e com o nome do salgado eu sonho da, bacalhau e carne-seca com abóbora e o primeiro que ela criou, batizado com seu nome e feito com aipim, queijo cremoso e camarão. Na verdade, não há um cardápio fixo, e os bolinhos são fritos de acordo com a demanda de clientes. O boteco, que abre bem cedo – por volta das 8h –, também serve prato feito a partir de R$ 13, com opções como rabada com polenta, costelinha frita e peixe com molho de camarão. HISTÓRIA Mineira de Pirapora, Alaí-
de chegou ao Rio em 1975 e foi trabalhar numa casa de família, onde aprendeu a fazer quitutes tão bem que logo passou a vendê-los por encomenda. Depois de sair do Bracarense, em 2009, abriu o Chico & Alaíde juntamente com um dos garçons do mesmo bar, Francisco, já que era um desejo ter sua própria cozinha. A parceria durou até fevereiro deste ano, quando a cozinheira desligou-se e, assim, pôde realizar um desejo antigo: ficar ao lado de sua família e morar em Belo Horizonte. “Eu só vinha aqui quando morria algum parente, sabe? Por isso, já estava planejando há muito tempo vir pra cá, era um desejo antigo. Não estava mais curtindo trabalhar lá, só pensava em BH”, contou ela, que, atualmente, também mora no mesmo bairro de seu bar. O novo local foi um acaso. Alaíde descobriu com os vizinhos que o antigo dono do estabelecimento estava passando o ponto e foi logo arrumando um jeito de estrear ali seu novo endereço. É bem menor, menos badalado – no Rio, a presença de globais era constante. Ela planeja inclusive escrever, aqui, o livro que contará sua história – na verdade, guarda um arsenal de receitas exclusivamente para ele. “O público aqui é diferente, mas para melhor. São ho-
nestos quando esqueço de marcar algum bolinho na comanda. E eu só recebo apoio, parabéns e pedidos pra ficar aqui no bairro”, ela contou, depois que a reportagem foi pausada, pela quarta vez, por uma cliente agradecendo-lhe pelos quitutes e desejando mais sucesso. Val, o marido, é o único funcionário fixo do estabelecimento – e, curiosamente, já foi garçom do Bracarense. Três irmãs e os sobrinhos vão se alternando entre o bar e a casa, que, na verdade, é a fábrica dos bolinhos. Cada dia alguém da família integra o time de funcionários. “Eles me apoiaram demais quando eu disse que queria voltar. A família, unida jamais será vencida! E eu não abro mesmo mão deles”, disse, convicta.
“ Na parede do botequim, recortes de notícias que marcaram sua trajetória
E eu só recebo apoio, parabéns e pedidos pra ficar aqui no bairro
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DE BANDEJA Outra iguaria de sucesso: bolinho de vatapá com caruru arrematado com camarão seco (R$ 7)
Menu repaginado O Svärten Mugg Taverna (r. Santa Rita Durão, 1056, Savassi), casa especializada em comida escandinava, está com novos pratos em seu menu assinado pelo chef Kiki Ferrari. Entre as novas opções, o Dimmuborgir Schnitzlar (foto) impressiona pelo tamanho: um bife de carne de porco à milanesa de quase meio quilo, servido sobre batatas rústicas, acompanhado de limão siciliano e molho picante a base de mel, mostarda e curry. Outras boas novidades é o Fjordens Pasta Med Köttbullar (massa com almôndegas e molho de camarão) e o Kroens Fisk, uma espécie de ceviche feito conserva de peixe branco curado. DILSON FERREIRA/DIVULGAÇÃO
Adaptação longe do mar
Bolinho de carne seca com abóbora ainda é empanado com carne desfiada e custa R$ 5
SERVIÇO BOTEQUIM DA ALAÍDE Avenida Dr. Cristiano Guimarães, 1.863, Planalto. (31) 2527-3386. Aberto de terça-feira a sábado, das 8h às 22h, e domingo, das 9h às 18h30
Agora em solo mineiro, uma questão importante era saber como garantir a qualidade dos frutos do mar, ingredientes frequentes nas receitas de Alaíde Carneiro – afinal, Belo Horizonte fica a quilômetros das praias. Mas ela conta que conseguiu um produtor que entrega toda semana os insumos, sempre fresquinhos. “Tudo o que eu tinha no Rio, tenho aqui também”, garante. A surpresa da cozinheira foi a grande saída de seus consagrados bolinhos do mar. “Os que contêm camarão são os que mais têm saída, isso me surpreendeu bastante”, contou ela. Em terras cariocas, o mais aclamado é o choquinho: generosos camarões cobertos de Catupiry e em batata palha caseira. Segundo ela, já teve briga por lugar na fila, iniciada por quem surtou ao pensar que ficaria sem a iguaria. A dificuldade mesmo foi se acostumar a chamar suas criações de bolinhos. “Eu chamava de ‘salgados’, mas já estou me acostumando (a falar ‘bolinho’)”, disse. Boa de papo, Alaíde prefere não falar
tanto do passado. Pelo menos, sobre o fim da parceria com Francisco Chagas, seu antigo sócio no bombado bar Chico & Alaíde, no Leblon. O imbróglio está na Justiça e ela prefere se resguardar. As partes boas, ela faz questão de deixar estampadas nas paredes do pequeno bar, repleto de recortes de reportagens da sua fama em publicações cariocas. E, definitivamente, não gosta de dar detalhes sobre suas criações – tampouco a receita. “O segredo é a pessoa ter amor pelo que faz. E, claro, usar ingredientes de qualidade e fritar o salgado em gordura sempre limpa, senão, fica encharcado”, entregou ela, que faz questão de não sair da cozinha. “Sou muito exigente. Se um bolinho não fica do meu jeito, eu mesma pego e faço”, afirma. Em tempo: mesmo exibindo um sorriso mais cativante que sua estufa, a chef reluta em revelar sua idade. “Essa parte você pode pular. Sou igual à (jornalista) Glória Maria, não revelo quantos anos tenho. Quem sabe amanhã ou depois você volta e eu te conto?”, brinca.
Chope novo no pedaço O Redentor Bar, estabelecimento com duas unidades na capital mineira, uma na Savassi e outra no Shopping Cidade, acaba de receber uma nova opção de chope: Colorado. A casa é a primeira de BH selecionada pela cervejaria para acrescentar a novidade no cardápio. A nova bebida está disponível em duas versões: Appia (trigo maltado com toque de mel) e Idica (Ipa com toque de rapadura).
Cinco anos de Capa Preta Neste sábado (22), a cervejaria Capa Preta celebra o seu quinto aniversário. Além das atrações musicais, o cardápio ficará por conta do Restaurante Osso. A cerveja, um caso à parte: serão servidos mais de 15 rótulos da cervejaria, dentre eles os já consagrados pelo público e outras receitas elaboradas exclusivamente para a comemoração. A festa acontece na rua Projetada, 185, Nova Lima de 12h às 22h. Os ingressos custam R$ 60 no site www.sympla.com.br/capapreta5anos. Cada ingresso dá direito a um copo de vidro de 350ml que será entregue na entrada. MARCELLA RIBEIRO/ANANÁS COMUNICAÇÃO/DIVULGAÇÃO
Choquinho (R$ 8) é o salgado de maior sucesso, feito com camarão, Catupiry e batata palha caseira
Barquinha recheada com camarão e queijo cremoso e enfeitada com azeitona empanada em flocos de arroz
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almanaque DIVA> Espetáculo sobre Josephine Baker revive a trajetória de uma mulher à frente de seu tempo As imagens (em sépia ou P&B) da mulher de seios mal escondidos por colares extravagantes, trajando uma inusual saia de bananas e com uma franja “pega rapaz” são icônicas. Poucos são os que errariam, hoje, a identidade da mulher ali retratada: Josephine Baker, ou a “Black Venus”. O que poucos sabem é que, na vida real, a cantora e dançarina norte-americana Freda Josephine McDonald (19061975) foi também uma mulher à frente do seu tempo – como diriam os franceses, avant la lettre. E é esse “para além do palco” que “Josephine Baker – A Vênus Negra” tenta esmiuçar. Com dramaturgia de Walter Daguerre e direção de Otávio Muller, a montagem – que estreou em abril do ano passado, no Rio de Janeiro – chega agora a BH, para duas apresentações, nos próximos sábado (29) e domingo (30), no Cine Theatro Brasil Vallourec. Em cena, Aline Deluna, 29, é acompanhada pelo trio de músicos Dany Roland (bateria e percussão), Christiano Sauer (contrabaixo, violão e guitarra) e Jonathan Ferr (teclado e escaleta). À bela atriz carioca, aliás, pode ser dado o título de mentora da empreitada: há cerca de cinco anos, Aline estava envolvida em outro projeto que citava a figura de Baker. De pronto, se identificou e tratou de se aprofundar ainda mais na história da norte-americana que, nascida no então ambiente racista do sul estadunidense, decidiu cruzar um oceano para se firmar como diva em Paris. “Quanto mais pesquisava, mais ficava encantada por ela”, confessa Aline. “E veio o desejo enorme de contar essa história”. A atriz ressalta o fato de Josephine ser “meio moleca, desengonçada”, e mesmo o de rir da própria nudez. A energia, a personalidade, o fato de não se enquadrar nos padrões de beleza vigentes à época foram outros chamarizes. A “Pérola Negra” foi, de fato, uma figura potente. No que tange ao combate ao racismo, Miss Baker integrou a National Association for the Advancement of Colored People (NAACP) e apoiou o líder Martin Luther King (19281968). Outro diferencial é Patrícia Cassese
Pérola negra Sáb. e dom. 29 e 30.set.
LUCIO LUNA/DIVULGAÇÃO
Aline Deluna:
“Baker tinha múltiplas facetas como artista. Dançava, cantava e atuou em três filmes”
que adotou 12 crianças órfãs, de várias etnias: Janot (coreano), Akio (japonês), Luís (colombiano), Jari ( finlandês), Jean-Claude (canadense), Moïse (judeu francês), Brahim (argelino), Marianne (francesa), Koffi (costa-marfinense), Mara (vene-
zuelana), Noël (francês) e Stellina (marroquina). A trupe de sete meninos era chamada por ela de “tribo arcoíris” – não bastasse, ela tinha ainda, como animal de estimação, um guepardo, Chiquita. E não para aí. Baker também foi espiã – du-
rante a Segunda Guerra Mundial, atuou para a resistência francesa contra a ocupação nazista. Teve um caso com Frida Kahlo (19071954) e encantou Pablo Picasso (1881-1973). Aline conta que o espetáculo é cronológico, mas não
opera de forma didática. “Na verdade, não tem um padrão formal. Não se adequaria nem ao conceito de um musical nem ao teatro tradicional. Em uma hora e dez minutos, a gente conta a vida dela, encadeada à minha. Ou seja, em dado momento, vivo a
personagem, em outro, saio (da pele de Josephine) para comentar. Não há delimitações muito claras. É quase como um cabaré, tudo acontece em cena. Não há coxia”. Cumpre dizer que a própria Aline recebe o público no foyer dos teatros. “Às vezes, até ajudo a localizar o lugar na plateia. É isso, o público é tão importante quanto o que se passa no palco. Então, a gente começa com ele”. Otávio Müller complementa. “Quando começamos todo o processo, no teatro Maison de France, tínhamos pouco dinheiro, por isso optamos pelos três músicos em cena o tempo todo, para que também interferissem como atores. E para o cenário, decidimos pelo palco nu mesmo, homenageando o teatro, grande paixão tanto da Aline quanto da Josephine – e que, no caso dela, onde venceu preconceitos seríssimos vigentes no início do século passado, principalmente nos EUA, onde a violência contra o negro era liberada – podia-se até matar”. Em relação à nudez, Aline contemporiza. “Sou atriz desde os 7 anos, ou seja, bichinho de madeira, como a gente diz. E, nós, atores, a gente entende o corpo como instrumento de trabalho. E é divertido, nestes tempos de culto ao corpo perfeito, de plásticas, botox, você chegar com o seu corpo e brincar, debochar, dançar”. E, sim, a iniciativa traz contornos tropicalista-antropofágicos, uma vez que a espinha dorsal da montagem “esbarrou” no fato de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral terem hospedado Baker quando ela veio pela primeira vez ao Brasil – ao todo, foram quatro vindas, sendo que em uma, se apresentou junto a Grande Otelo, no Cassino da Urca. “A história dela é riquíssima, mas acho que estamos contando pedaços importantes. A peça está recebendo críticas bonitas, estamos com um orgulho danado”, declara Müller. Em tempo: “Josephine Baker” teve, em 2017, oito indicações aos prêmios Shell, Cesgranrio, Botequim Cultural e APTR 2017.
Baker >– AJosephine Vênus Negra
Cine Theatro Brasil Vallourec (Praça Sete). Dias 29 (sábado), às 21h, e 30 (domingo), às 19h. R$ 50 (inteira)
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ARTES CÊNICAS Horizonte para experimentação FABRÍCIO BELMIRO/DIVULGAÇÃO
abertura 26.set.
ANDRÉ CAVALEIRO/DIVULGAÇÃO
CALU ZABEL/DIVULGAÇÃO
‘Aparecida’ examina o lugar imposto às mulheres negras
‘Agô’ estimula o espectador a refletir sobre ancestralidade
‘Axexê da Bailarina’ investiga das mitologias afro-brasileiras
Se propondo a ser uma radiografia capaz de, através de um apanhado de apresentações, decodificar promissoras tendências das artes cênicas em matéria de tema e também de linguagem, o Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto chega a sua 19ª edição pautado por eixos variados, mas que demonstram a urgência do debate sobre o teatro negro, o olhar da mulher para o mundo e a diversidade. Com apresentações entre a próxima quarta (26) e domingo (30), o mais tradicional festival dedicado ao formato do país traz, neste ano, 16 cenas de palco, três de rua e cinco dos chamados
nalidade. “Se há muitas propostas de comédias, a gente procura aprovar uma grande quantidade também”, expõe Chico Pelúcio, diretor do Galpão Cine Horto e um dos fundadores do Grupo Galpão. Dessa maneira, “conseguimos capturar um retrato do que está sendo produzido”. Essa radiografia se dá tanto em temas quanto em formatos. Pelúcio destaca que, além da pertinência das pautas propostas, a curadoria é atenta à qualidade da pesquisa teatral. Os projetos, digase, vêm de diferentes lugares: entre as propostas mineiras, além de BH, foram contempladas cenas de Betim e Nova Lima, na Região Metropolitana, e Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. De São Paulo, comparecem dois espetácu-
de sacada é justamente criar esse lugar para novas experiências”. “Abrir a cortina está cada vez mais caro na cidade, então a gente tem essa possibilidade, graças ao Galpão, de revelar novos artistas, novas potências. É algo muito rico”. Além disso, a curadora vê no festival uma fresta para subverter a lógica mercadológica por trás dos palcos. “Veja, tanto o artista quanto o seu espetáculo são vistos como um produto. É exigido que esteja tudo pronto, embalado, quadrado. Mas, com o festival, a gente consegue quebrar esse sistema cruel de consumir a obra dessa maneira, meio industrial”, propõe. Além de ser uma janela para a experimentação, a atriz sustenta que o projeto
Alex Bessas
rolês – que são apresentações que alternam entre artes visuais, música, performance e discotecagem, entre outras abordagens. No caso, estas propostas serão levadas para espaços culturais da cidade, como a Zona Last, Teatro 171, Gruta Casa de Passagem, Santa e Galpão Cine Horto. Prova que o festival é uma referência de espaço para cenas de até 15 minutos, foram 239 inscrições – que exigiram dos curadores Amaury Borges, Carlandréia Ribeiro, Chico Pelúcio, Henrique Vertchenko, Joyce Athiê e Ricelli Piva um mergulho sobre as propostas apresentadas. É que todas inscrições pesam na formatação do evento, mesmo as que ficaram de fora. Explica-se: a seleção de cenas tem como critério a proporcio-
los, e Bahia, Rio de Janeiro e Santa Catarina têm uma representação cada. A arte educadora e atriz Carlandréia Ribeiro, também curadora do festival, por sua vez, voltou seu olhar principalmente para cenas que fugissem à regra. “A maior parte do que conhecemos em matéria de produção teatral é, ainda, eurocentrista”, critica. “Por isso, com minha experiência como atriz e ativista negra, procurei fazer esse recorte para espetáculos que abordam questões silenciadas pelo machismo e racismo estrutural e que eram cenas interessantes”, avalia. Possibilitando a experimentação de formatos e linguagens e propondo debates, que integram o evento, Carlandréia observa que “a gran-
permite a construção de diálogos em um ambiente reconhecidamente criativo. Ali, reforça, as cenas entendem sua potência. Algumas vezes, por sinal, a proposta ganha corpo, indo para além dos 15 minutos e se torna um espetáculo. Foi, aliás, do Festival de Cenas Curtas que surgiram peças imponentes, como o sucesso nacional “Por Elise”, do Grupo Espanca!, e “Rosa Choque” – este último cumprindo temporada em Portugal neste mês.
19° Festival de >Cenas Curtas
Diversos espaços culturais da cidade. Abertura: dia 26 (quarta), às 19h30. Cenas de palco: R$ 20 (inteira). Cenas de rua, rolês e debates: entrada gratuita. Confira a programação completa no site: galpaocinehorto.com.br. Até 30/9.
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ARTES CÊNICAS Na despedida, a dor e o riso Patrícia A e d i ç ã o Cassese 2018 do Festival Internacional de Teatro Palco & Rua (FIT-BH) vai chegando à reta final. E entre as atrações deste último final de semana, está “Unwanted”, da Compagnie Kadidi (França), que ocupa o palco do Centro Cultural Minas Tênis Clube neste sábado (22), às 21h. Em cena, a performer ruandesa Dorothée Munyaneza parte de um tema doído – o testemunho de vítimas de estupros cometidos em seu país como arma de guerra durante o genocídio, por parte de militares hutus, dos tutsis – para versar sobre a dignidade. “Sobre como é possível recuperar seu corpo, sua beleza e a sua dignidade após sofrer este tipo de violência”. Nascida em 1982 em Kigale, Dorothée, além de atriz, é cantora, dançarina e coreógrafa. Vale dizer que ela integra, como cantora, a banda original do filme “Hotel Ruanda” (2004), de Terry George. “Unwanted”, segundo espetáculo de sua carreira, estreou ano passado, no Festival d’Avignon. Na ocasião, a artista dedicou-o às crianças nascidas da violên-
teatro adulto ATÉ QUE A EMPREGADA NOS SEPARE Dir. Diney Vieira. Um casal, um pai, dois amigos, uma dívida e uma empregada. Uma história cheia de confusões e uma empregada completamente atrapalhada que acaba colocando a vida de todos de pernas para o ar. Teatro Izabela Hendrix (rua da Bahia, 2.020, Lourdes, 3016-4706). Sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 20 (postos Sinparc). Até este domingo (23)
O AUTOFALANTE Dir. Amir Haddad. Com Pedro Cardoso. Homem perde emprego e, a partir daí, começa a questionar seu lugar no mundo. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Dia 22 (sábado), às 21h. R$ 80 (inteira, setores 1 e 2), R$ 60 (inteira, setor 3)
CABARÉ LIDÔ Dir. Marcos Amaral. A montagem é baseada no cotidiano real de profissionais do sexo. Uma história sobre sexo, liberdade e sonhos. Galpão de Ideias (rua Uberlândia, 413, Carlos Prates). Sex. a dom., às 20h. R$ 30 (inteira). Até 30.9
A COMÉDIA MÁGICA Com Kradyn Junior e os convidados Christiano Junqueira e Mágico João. Teatro da Assembleia (rua Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7827). Neste sáb. (22), às 20h30. R$ 30.
CONFISSÕES DE UM ATOR EM CRISE Dir. Carlos Nunes. Um ator frustrado que está passando por diversos conflitos pessoais. A namorada o largou, a família não o apoia, todos o enxergam
cia sexual sofrida por suas conterrâneas, bem como, claro, a essas mulheres. Ao Pampulha, Dorothée contou que “Unwanted” é uma suíte de “Samedi Détente”, seu espetáculo de estreia, que também evocava o conflito ocorrido em 1994, e que, em cem dias, provocou a morte de mais de 800 mil pessoas. “Para mim, é uma questão central compartilhar as reflexões dessas mulheres que viveram essa experiência – e que conseguiram sobreviver a ela. Infelizmente, a violência contra a mulher praticada por homens é uma questão que concerne a toda humanidade – não é exclusiva a um só povo, mas mundial”, afirma, lembrando, por exemplo, o documentário “L’Homme Qui Répare Les Femmes, La Colère D’Hippocrate”, sobre o médico Denis Mukwege, que operou mais de 30 mil congolesas vítimas de mutilação genital. Dorothée também cita os episódios de violência contra a mulher praticados nos dias atuais em países como Chade (por conta da organização Boko Haram) ou mesmo na Síria. DO REPENTE Se o espetáculo de Dorothée ocupa o palco, a parte “rua” do FIT também oferece
como um vagabundo e ele precisa animar festas infantis para pagar as contas. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 31189922). Neste sáb. (22), às 21h. R$ 40 (inteira); R$ 17 (antecipado).
DO INTERIOR PARA O MUNDO Comédia stand-up com Marcus Cirillo. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 31189922). Neste dom. (23), às 19h. R$ 60 (inteira); R$ 30 (antecipado).
OS HOMENS QUEREM CASAR E AS MULHERES QUEREM SEXO Dir. Carlos Nunes. História de Jonas, um rapaz que tenta de todas as maneiras encontrar uma mulher para se casar. Frequentador assíduo de casamentos de conhecidos e desconhecidos, ele briga por todos os buquês e enfeites de bolo. Teatro da Cidade (rua da Bahia, 1.341, centro, 3273-1050). Sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 19 (postos Sinparc). Até 30.9
NA COMÉDIA DE EDGAR, ALAN PÕE O BICO Dir. Geraldo Octaviano. Cia Patuá. Sem público para suas tragédias, Edgar resolve participar de um concurso de textos cômicos. Não consegue, entretanto, escrever uma comédia, mesmo ajudado pelo seu corvo Alan. Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 32367400). Dom., às 19h. R$ 30 (inteira). Até 30.9
INSETOS Dir. Rodrigo Portella. Cia. dos Atores Doze quadros que se entrelaçam formando um mosaico no qual o autor fala sobre convivência, medo e manipulação. Como uma fábula, o texto traça paralelos entre a natureza e questões políticosociais da atualidade. CCBB (Circuito Liberdade, 450, Funcio-
Sáb. 22.set.
CHRISTOPHE RAYNAUD DE LAGE
Sáb. e dom. 22 e 23.set.
FLAVIANA OX/DIVULGAÇÃO
“Unwanted” lança alerta contra a violência contra a mulher
“Do Repente”, do Tocantins, valoriza o romanceiro popular
várias atrações nesta despedida. Caso de “Do Repente”, da Lamira Artes Cênicas, companhia do Tocantis, que tem duas apresentações agendadas para este sábado, dia 22, (às 10h, no CRAS Mariano de Abreu, e às 18h30, no Centro de Referência da Pessoa Idosa) e uma para domigo, dia 23, (às 18h, na paróquia Cristo Luz dos Povos, na Cabana do Pai Tomás).
Carolina Galgane, que, além de atriz, assina a direção e coordenação geral, conta que a encenação estreou em 2014, em Palmas e, desde então, integrou a grade de eventos como o Amazônia das Artes e o Palco Giratório. “A montagem versa sobre o romanceiro popular do Nordeste e, como a cultura nordestina é bem difundida país afora – por conta de
pessoas como Ariano Suassuna –, o público se identifica muito. Tanto que já nos apresentamos em todos os Estados, à exceção de Sergipe”. Carolina conta que a peça não tem uma estrutura dramatúrgica linear, com começo, meio e fim. Em cena, numa linguagem que ela qualifica como “simples”, desfilam personagens do romanceiro popular, co-
nários, 3431-9400). Sex. a dom., às 20h. R$ 30 (inteira). Até 15.10
1046, Centro). Neste dom. (23), às 16h. R$ 20 (inteira)
PINÓQUIO
PEIXES
SUSPEITOS: UM CRIME IMPROVISADO
CHAPEUZINHO VERMELHO
Dir. Luciano Luppi. Um bonequinho de madeira recebe o dom da vida através da magia de uma fada. Para realizar o sonho de se transformar num menino de verdade, ele precisa provar que é valente, sincero e generoso. Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, Savassi). Sáb., às 16h. R$ 19 (postos Sinparc). Até 29.9
Direção, texto e atuação: Ana Regis. Teatro Raul Belém Machado (rua Leonil Prata, s/nº, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste dom. (23), às 17h. R$ 20 (inteira).
Dir. Fabiano Lana História de um crime retirada das páginas de jornais sensacionalistas será improvisada pelos atores. A plateia deve auxiliar o investigador e decidir quem é o verdadeiro culpado. Teatro da Biblioteca Pública (Circuito Liberdade, 21, Funcionários, 32935502). Sex. e sáb., às 20h dom., às 19h. R$ 40 (inteira). Até 7.10
teatro infantil TRÊS PORQUINHOS Dir. Roberto Freitas. Para fugir do terrível Lobo Mau, os três porquinhos resolvem fazer, cada um, sua casinha de palha, de madeira e de tijolos. Teatro da Biblioteca Pública (Circuito Liberdade, 21, Funcionários, 32935502). Dom., às 16h30. R$ 19h (postos Sinparc). Até 7.10
A BRUXINHA QUE ERA BOA Dir. Diego Benicá. Conta a história de Ângela, uma bruxinha diferente das outras que frequentam a Escola de Maldades da Floresta e que estão sendo preparadas para serem as piores. Grande Teatro do Cine Theatro Brasil Vallourec (rua Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste dom. (23), às 16h. R$ 50 (inteira).
CASA CARAMUJO Dir. Gustavo Paso. Com Cia de Teatro Epigenia Com leveza, espetáculo aborda a perda através de uma fábula que conta a história de uma criança que aprisiona a morte numa casa de caramujo, interrompendo o ciclo natural da vida Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro,
Dir. Gilberto Lainha. Chapeuzinho Vermelho leva frutas e legumes para sua avó. No caminho, encontra o lobo mau que utiliza suas artimanhas. Teatro do CCMTC (rua da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1027). Neste dom. (23), às 16h. R$ 20 (inteira).
JOÃO E MARIA, O MUSICAL Dir. Maurício Canguçu. João e Maria que são abandonados pelo pai e pela madrasta. Perdidos na floresta, eles encontram uma casa feita de doces, que na verdade é a morada de uma bruxa e seu assistente. Presos na armadilha, os irmãos precisam encontrar uma forma de fugir antes que o pior aconteça. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 31189922). Dom., às 16h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (antecipado). Até 30.9
JOJÔ E PALITO EM: AS CIGARRAS E AS FORMIGAS Dir. Joselma Luchini. A peça começa quando a dupla entra juntamente com o público no formigueiro. Lá estão as formigas trabalhando numa fábrica de balas e as distribuem aos visitantes. Elas nunca cantam, nunca param, nunca descansam. Só trabalham. Espaço Cultural Luchini (rua Osório de Morais, 274, bairro Ouro Preto, 999930600). Sáb., às 16h30; dom., às 11h. R$ 25. Até 30.9
PEPINHA NA FAZENDA Dir. Francis Oliveira. Os porquinhos Pepinha e Gegê e seus amigos vivem uma aventura musical na fazenda. Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, Savassi). Dom., às 15h e 17h. R$ 40 (inteira); R$ 19 (postos Sinparc). Até 30.9
fit - festival internacional de teatro DO REPENTE Dir. Carolina Galgane. Texto João Vicente. CRAS Mariano de Abreu (rua 5 de Janeiro, 133, Mariano de Abreu) Sáb. (22), às 10h / Centro de Referência da Pessoa Idosa (av. Dom Pedro II, 3.250, Jardim Montanhês). Sáb. (22), às 18h30 / Paróquia Cristo Luz dos Povos – Cabana do Pai Tomás (rua São Geraldo, 110, Cabana). Dom. (23), às 18h. Entrada gratuita.
O GRITO DO OUTRO – O GRITO MEU! Dir. Cia. Espaço Preto. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277-4707). Neste sáb. (22), às 19h; dom.(23), às 21h. R$ 20 (inteira).
A JAGUNÇA Direção e texto: Ildeu Ferreira. Solo de Michelle Ferreira. Parque Municipal Jacques Cousteau (rua Augusto José dos Santos, 366, Estrela do Oriente). Neste sáb. (22) e dom. (23), às 19h. Entrada gratuita.
LIBERTAÇÃO Dir. André Amálio. Teatro Raul Belém Machado (rua Leonil Prata, s/nº, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste sáb. (22), às 17h. R$ 20 (inteira).
mo “o pobre desmilinguido que é espertinho”. Ou “o coronel ricão, cheio do ouro”. E, ainda, o valentão que, ao ser convocado para a briga, afina. “São arquétipos, mas que traduzem bem a hipocrisia social”, analisa Carolina.
> FIT BH
Confira espetáculos no roteiro abaixo ou em www. fitbh.com.br
QUASEILHAS Direção e concepção: Diego Pinheiro. Parque Municipal Lagoa do Nado – Centro de Referência da Cultura Popular (rua Des. Lincoln Prates, 904, Itapoã). Neste sáb. (22) e dom. (23), às 19h. Entrada gratuita.
RUA DAS CAMÉLIAS Direção Gabriela Luque. Texto: Daniel Toledo e Gabriela Figueiredo. Hotel São Cristóvão (av. do Contorno, 60, centro). Neste sáb. (22), às 22h. R$ 20 (inteira).
TWO LADIES Direção e concepção: coletiva. Teatro Francisco Nunes - Parque Municipal (av. Afonso Pena, s/nº, centro, 3277-6325). Neste sáb. (22), às 21h; e dom. (23), às 17h. R$ 20 (inteira).
UNWANTED Concepção e coreografia: Dorothée Munyaneza. Teatro do CCMTC (rua da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1027). Neste sáb. (22), às 21h. R$ 20 (inteira).
festival de cenas curtas Leia mais, na página 16, sobre a 19ª edição do Festival de Cenas Curtas, que será realizado de 26 a 30 de setembro em diversos espaços da cidade. Este ano, 16 propostas são cenas de palco, três são de rua e cinco, rolês.
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ARTES VISUAIS Um convite à penumbra Alex As sombras Bessas são elementos comuns nas artes plásticas. Capazes de se integrar a paisagens, possibilitando que sua leitura ganhe noções de profundidade e volume, elas muitas vezes não passam de um detalhe. E é essa lógica que o escultor paulistano Ângelo Venosa subverte na exposição “Penumbra”, que será inaugurada na próxima quarta (26), no Memorial Minas Gerais Vale. Expoente da chamada Geração 80, composta em sua maioria por pintores, o artista leva para a sua mostra individual um experimento de formas, luz e sombras. Ali, parte das obras expostas desafia a percepção do visitante. Afinal, as pequenas entradas de luz fazem com que as sombras se projetem e redimensionem os objetos, criando novas estruturas. De forma incipiente, o artista já havia demonstrado interesse em pesquisar as distorções que a penumbra provoca nos objetos ainda na adolescência. É que, aos 16 anos, quando comprou uma câmera fotográfica, experimentou fazer registros com mínima iluminação. “Na verdade, muitos de nós, artesãos da
O escultor paulistano Ângelo Venosa traz mostra individual para BH. Na exposição, luz e sombra se integram na composição de seus trabalhos; o resultado é uma mostra que provoca o visitante a interagir com as obras expostas
FELIPE AMARELO/DIVULGAÇÃO
abertura 26.set.
arte, têm um repertório, um dicionário e acabamos voltando, de forma consciente ou inconsciente, a esse arquivo”, avalia Venosa, que cita uma conversa com o também artista plástico Cildo Meireles. “É como ele diz, se um artista tiver três grandes ideias durante toda sua carreira, já é um bom negócio”, brinca, reforçando a tônica de investigação continuada do fazer artístico. Não por acaso, o conjunto de obras que serão expostas incluem desde uma escul-
tura feita no início dos anos de 1980 até projetos recentes, que indicam opções experimentais, criadas através de impressora 3D. O esforço em experimentar novas formas é, para o escultor, algo espontâneo. “Para mim, todos esses processos acontecem de forma muito próxima”, expõe. Claro, ele reconhece que a forma de fazer se transformou ao longo dos anos. “Os trabalhos têm, digamos, uma existência anterior. Um deles é uma escultu-
ra antiga, mas que, nesse tempo, se transformou pela ação do tempo. Os outros foram feitos agora, mas, de certa maneira revisitando esses trabalhos de 1980, com mesmos princípios construtivos”. Todavia, reforça: “Houve sim uma mudança na forma de fazer, afinal, o mundo mudou e eu estou mais velho… A fabricação se dá um pouco diferente de como eu fazia antes”. Novos modos de fazer, diga-se, que não descaracterizam sua obra. “Mesmo que
de forma virtual, está lá a minha digital”, baliza Venosa. INTERAÇÃO O escultor explica que o conjunto de trabalhos foi pensado para a exposição no Museu Vale, em Vila Velha (ES). Em BH, “faremos uma espécie de mostra pocket, com um apanhado desse material”, expõe. Por aqui, três grandes esculturas serão postas em galeria e outra n o Jardim do Memorial, além disso, uma série de obras de pequenas dimensões em ma-
deira, tecido e vidro também estarão em exibição. Com a passagem da mostra em Vila Velha, Venosa observou que a sua proposta reverberou nos espectadores de uma forma inesperada. “Mesmo que eu não quisesse, tem forte componente lúdico nessa exposição”. Algo que ele observou através das redes sociais. “No Instagram, notei que as pessoas faziam fotos brincando com suas sombras, se integrando à obra. Acredito que é uma maneira de a pessoa se entregar na experiência quase corporalmente”, avalia, satisfeito. Para o artista, afinal, seus trabalhos “têm muito a ver com o corpo”. Ou melhor, “com corpos, não necessariamente humanos, mas que, muitas vezes, evocam a forma orgânica – mesmo que não seja referência a nenhum corpo existente”. Assim, vê como “natural que os visitantes venham a se experimentar junto com aquilo, que eles reconhecem de algum lugar”.
> Penumbra
Mostra individual do escultor Ângelo Venosa. Memorial Minas Gerais Vale (praça da Liberdade, 640). Abertura: dia 26 (quarta), às 10h. De terça a sábado, das 10h às 17h30. Quintas, das 10h às 21h30. Domingos, das 10h às 15h30. Entrada gratuita. Até 25/11.
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MÚSICA
A suavidade do rock’n’roll de Frejat
Um dos nomes essenciais do rock oitentista brasileiro, Roberto Frejat dá nova roupagem a seus sucessos em um show em que experimenta substituir os metais e distorções do rock’n’roll por apenas dois elementos: sua voz e seu violão. Com a nova proposta, o músico vem se apresentando Brasil afora e, no próximo domingo (30), chega a Belo Horizonte. Enquanto circula com o projeto, que na capital mineira será recebido no Palácio das Artes, Frejat se orgulha ao observar que uma plateia diversa acompanha seus shows. Egresso do Barão Vermelho e ex-parceiro de composições de Cazuza (1958-1990), o roqueiro nota se diz privilegiado por suas canções atravessarem as gerações. “No público de meus shows tem gente da minha idade, assim como gente que é 20 ou 30 anos mais jovem e alguns mais velhos que eu”, expõe, sem se preocupar muito em achar razões para essa confluência. “Não sei se isso vem das redes sociais, de terem ouvido com os Alex Bessas
pais, só sei que me deixa muito feliz”, comenta. Com o novo formato, que classifica como intimista, o músico vê a possibilidade de experimentar em um formato diferente canções já consagradas. “Estar ali só com voz e o violão é um exercício e um desafio”, aponta, reforçando que, ao mesmo tempo que detém todo poder e força do espetáculo em sua mão, a responsabilidade passa a ser maior: “Se algo der errado, então teu mundo inteiro começa a desmoronar”, brinca ele, entre risadas. Em BH, Frejat considera muito oportuno que se apresente em um teatro. Para a proposta de show, este é o espaço que vê como ideal. “Ali as pessoas ficam concentradas, se atêm aos detalhes das canções, nas suas letras”. E, embora algumas canções tenham certo tom político, o roqueiro identifica na plateia reações mais acaloradas quando o amor é o tema cantado. Presentes em muitas das canções, o sentimento é o mesmo que Frejat nutre pelo público que encontra em Minas Gerais. “É algo realmente especial, sempre fui muito bem recebido, de
forma carinhosa, quando vou aí”, reconhece. SUCESSOS Frejat em voz e violão é um show para cantar junto. Ali, o músico apresenta canções de sucesso como “Segredos”, “Homem Não Chora”, “O Poeta Está Vivo” e “Por Você”. Além disso, se integra ao repertório a interpretação de composições de outros grandes nomes da música brasileira, referências para o artista. “Esse show tem um lado autoral que me agrada muito. Toco meus sucessos, músicas menos conhecidas e algumas raridades. Além de uma música do Chico Buarque e Francis Hime (‘Trocando em Miúdos’) e uma do Raul Seixas (‘Carpinteiro do Universo’)”. Fazendo sua música ecoar por salas de teatro de todo Brasil, Frejat permanece ativo em outras frentes. “Acabei de produzir o CD do Serginho do Trombone. É algo que me deu muita satisfação! É um disco instrumental de alta qualidade musical”, diz. Além disso, adianta que um novo projeto está sendo gestado e deve ser lançado em 2019, mas, por enquanto, prefere não dar mais detalhes. Sem descanso, além de encarar produção, segue fazendo turnê com dois espetáculos diferentes: além do projeto em voz e violão, viaja com “Tudo se Transforma”, em que se apresenta ao lado de uma banda. E vem mais por aí. É que, entre tantos afazeres, o carioca segue compondo. “Estou escrevendo umas coisas novas que pretendo lançar, não sei se como singles ou como um EP”, indica.
> Frejat Voz e Violão
Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, Centro). Dia 30 (domingo), às 19h. A partir de R$ 110 (superior, inteira).
dom. 30.set.
CHRISTIAN GAUL/DIVULGAÇÃO
Intimista
Ex-vocalista do Barão Vermelho traz show em voz e violão para a capital mineira
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MÚSICA Espraiando amor e canções Assim que colocou o ponto final na parceria com Murilo Antunes, que acabou batizando seu novo disco, “Assim Que a Vida Quiser”, Rodrigo Borges constatou que sua nova lavra de canções resvalava uma unidade temática: no caso, sobre o amor. E é imbuído desse sentimento que ele apresenta oficialmente o petardo ao público, em show que ocupa o palco do Grande Teatro do Sesc Palladium na próxima quinta-feira (27), e que terá como convidada especial a cantora Mart’nália. Não é a primeira vez que as duas partes se juntam – a primeira, foi nas Patrícia Cassese
comemorações dos 120 anos de Belo Horizonte, em dezembro passado. Foi lá, aliás, que a carioca lembrou-se que Rodrigo era o segundo artista a convidála para se apresentar aqui – o primeiro havia sido o saudoso Vander Lee. Naquele momento, os dois resolveram fazer uma homenagem a Lee, por meio do já clássico “Onde Deus Possa Me Ouvir”. “E na passagem de som, já estava todo mundo chorando”, lembra Rodrigo, que, claro, tratou de incluir a faixa no disco. Na verdade, não é a única releitura a marcar presença: uma outra é “Paisagem da Janela” (Lô Borges e Fernando Brant), que ganhou uma pegada de xote, com pi-
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tadas de forró. “Ritmos que, como já provou Gilberto Gil, estão bem próximos”. “Essa versão tem uma história curiosa: ano passado, o Jorge Continentino estava aqui (agora, já voltou a Nova York) e fomos tocar numa feira orgânica, numa festa junina. E em meio a clássicos do forró, falei: ‘Vamos fazer ‘Paisagem’ em xote? E aí, a pista encheu. Falei: ‘Ué, aí tem’. A nossa versão dialoga com a original, faz jus,
MARINA CAMBRAIA/DIVULGAÇÃO
Expoente da nova geração de uma família das mais musicais do país, Rodrigo Borges é só elogios à amiga Mart’nália: “Ela é doce, cativante, alto astral, de bem com a vida... E generosa: vai ficar no palco em 50% do show, mostrando também seus sucessos”
mas vai para outra praia”. A última releitura é a de “Queixa”, de Caetano Veloso, com as participações de Maurício Tizumba, Júlia Dias e Play. No caso das inéditas, o novo disco do filho de Marilton Borges traz vários chamarizes: a gravação da faixa-título, por exemplo, traz a participação de Jason Lindner, tecladista de David Bowie no álbum “Blackstar”. Já no dia da conversa
com o Pampulha, ele acabava de concluir uma parceria com Otto, “Amanheceu no Rio”. Outra história que merece registro. “Foi no mesmo evento dos 120 anos de BH. Depois, a gente foi para o Bolão e, às 5h30 da madrugada, o Otto disse: ‘Quero entrar no Clube da Esquina’. E fizemos essa música, que tem uma levada de bossa e samba, também falando de amor”. Das novas, ele também cita “Pelas Tardes
Azuis de Verão”, inspirada no poema “Sensações”, de Rimbaud, “e também em Vinicius de Moraes”. “E a estética é meio anos 80, com teclados. Tem um groove que lembra um pouco Michael Jackson”. “Invasão Bárbara”, por sua vez, é uma homenagem à mulher brasileira. A gravação contou com a participação de Roger Deff e Toninho Horta. “No geral, o disco tenta se distanciar um pouco da sonoridade do Clube da Esquina, mas essa tem um certo quê bituquiano”, conta. E se o assunto é influências, Rodrigo diz que, ao fim, o novo disco (que sucede “Qualquer Palavra”, de 2011) acabou lembrando-lhe “de Stevie Wonder. “Só que, ali, ele falava de uma desilusão amorosa, ao contrário de mim, que estou em um momento de paz com a minha família”, diz ele, que só quer respingar amor. “O Brasil está precisando”.
Rodrigo Borges e >Mart’nália
Sesc Palladium (Av. Augusto de Lima, 420). Dia (quinta), a partir das 21h. A partir de R$ 40 (inteira, plateia 3)
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MÚSICA Mais que parceiros, amigos Patrícia O composiCassese tor e instrumentista Chico Amaral entrega: “Além do Skank, Marina Machado é minha intérprete mais constante”. Já sobre o colega Affonsinho, ele diz: “Meu primeiro parceiro, um querido. Foi o responsável pelo meu encontro com o Samuel Rosa, que estava procurando um letrista e o Affonsinho falou para me procurar”. A relação profissional entre Affonsinho e Marina também é profícua: do compositor, a cantora já gravou, para ficar apenas em um exemplo, “Vagalumes”. Não surpreende, pois, que o projeto “Chico Amaral Convida Seus Parceiros” incluísse um show no qual os três amigos vão dividir democraticamente os holofotes – assim, depois do primeiro convidado, Ed Motta, em julho passado, o “trio” sobe ao palco do Centro Cultural Minas Tênis Clube na próxima
quinta-feira (27). Ao Pampulha, Marina Machado confessa que, ao receber o convite para o show, ficou feliz “de chorar”. Explicase: sua relação com Chico Amaral está na gênese de sua profissionalização na música. Em 1994, quando fez seus dois primeiros shows solo, ele assistiu ao do Teatro Alterosa. “Lembro que a gente saiu depois, em turma, e eu soube que ele era um dos letristas do Skank. E, bem, sou absolutamente fã do Samuel Rosa, uma referência forte na minha vida”. A amizade que nasceu ali ganhou matizes mais fortes em 99, quando ela foi gravar seu primeiro disco solo, “Baile das Pulgas”. Marina resolveu convidar Chico e o músico Flávio Henrique (1968-2018) para produzi-lo. E teve gratas surpresas. “O Chico tinha mil ideias, e, quando cansava, ia passear pelo Prado, onde ficava o estúdio. Resultado: fez amizade com todo mundo do bairro, descobria coisas por lá...” Além da produção, Chi-
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JÚLIA LANARI/DIVULGAÇÃO
Amaral convoca dois artistas marcantes em sua trajetória: Affonsinho e Marina Machado
co e Flávio compuseram para Marina faixas como “Casa Aberta”, uma homenagem aos candombeiros da Serra do Cipó, onde Marina cresceu. “Chico e Flávio também fizeram ‘Panamericana’, que canto em absolutamente todos os meus shows, e ‘Bagaceira’. Ou ‘Sin-
gular’, que Chico já tinha”. Fato é que todos os discos posteriores de Marina têm composições do colega – como “Embora o Mundo Nos Separe”, parceria de Chico Amaral e Affonsinho. “Eles são caras da minha cidade, que vivem esse mesmo ambiente que eu. Falam com meu sota-
que. E falam coisas que parecem caber pra mim. Isso faz toda diferença na carreira de uma intérprete, que é o que me considero”, pontua ela. Chico devolve: “A gente tem uma facilidade incrível para trabalhar”. Marina, aliás, lembra que “Baile das Pulgas” vai fazer 20 anos. “En-
tão, já falo que quero o Chico na minha re-volta”, ri, referindo-se ao fato de ter dado dois hiatos na carreira em função da maternidade. “Minha ideia, agora, é fazer um CD que se chame ‘Panamericana’, talvez até regravar algo de ‘Baile’, e vou chamar o Chico e o Robertinho Brant para a produção. Mas também quero músicas e participação, pois isso pra mim faz um sentido danado”, diz ela, abarcando Affonsinho neste desejo. “E quem me dera Flávio Henrique estivesse aqui (o músico faleceu janeiro passado, aos 49 anos, vítima da febre amarela). Eles são a minha galera – o que fazem para mim me coloca diferente, com a personalidade de uma cantora de BH, da Serra do Cipó, de Minas”, finaliza.
Chico Amaral >Convida Parceiros
Com Affonsinho e Marina Machado Centro Cultural MTC (rua da Bahia, 2.244). Dia 27 (quinta), às 21h. R$ 40 (inteira)
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MÚSICA Garotas superpoderosas Patrícia O convite já Cassese foi acolhido com entusiasmo. Mas foi na primeira reunião com a Fundação de Educação Artística para acertar os detalhes da quarta edição do projeto “Palco de Encontro”, na qual seriam as anfitriãs, que as integrantes do Dolores 602 tiveram o que Camila Menezes (baixo, ukulele e voz) define como uma “baita surpresa”. “Colocaram, à nossa frente, um papel em branco e a pergunta: o que vocês querem fazer?”. Para um grupo que sempre levantou a bandeira da luta feminina e da necessidade de mais espaços para dar vazão à produção artística do antes chamado “sexo frágil”, aquele ato, ali, foi traduzido como exemplo de um resultado aferido. “E daí, após uma chuva de ideias, veio o desejo de reunir várias vozes femininas”, conta Camila. Prontíssimas para mostrar a potência musical das convocadas, entram em cena Aline Calixto, Marina Machado, Josi Lopes, Tamara Franklin, Bia Ferreira e Bia Nogueira (que assina a direção cênica). E, claro, das meninas do Dolores –
Seg. 24.set.
NATALIA LIMA CASTRO/DIVULGAÇÃO
As Dolores
“Vai ser muito bacana estrear nesse palco ao lado de tantas artistas maravilhosas” além de Camila, Débora Ventura (voz, violão, guitarra), Isabella Figueira (bateria, gaita, escaleta) e Táskia Ferraz (guitarra, vocais). Não bastasse, as minas entenderam por bem arrebanhar instrumentistas mulheres – no caso, a percussionista Analu Braga, a multi-instrumentista Verônica Zanella e a violoncelista Vanilce Peixoto. E nos bastidores, na parte técnica, a presença feminina tam-
bém detém a primazia. Camila conta que, por ocuparem o posto de anfitriãs, as meninas do Dolores vão fazer um show com o repertório próprio. “Mas as convidadas, claro, também vão mostrar as músicas delas, o que é bacana, pois, nós, do Dolores, estaremos, assim, cruzando universos”. E adentrando territórios até então pouco (ou nada) explorados, como o samba. “Esse, por
conta da Aline Calixto. Sinceramente, não sei em que outra oportunidade a gente poderia tocar samba”, divertese Camila. Sobre a escolha das convidadas, ela lembra que, de uma forma ou de outra, todas já estabeleceram uma conexão com o grupo. Caso de Bia Ferreira. “Atualmente, ela mora no Rio, e quisemos ‘resgatar’ essa mineira”, brinca.
A força do eletrônico SÓ TRACK BOA/DIVULGAÇÃO
A música eletrônica vem galgando cada vez mais espaço no Brasil. E o “Só Track Boa” é prova deste feito. Idealizado há três anos pelo produtor Lukas Ruiz Hespanhol, o DJ Vintage Culture, o projeto já passou por 35 cidades, em 14 Estados do Brasil. Ao todo, cerca de 200 mil pessoas já participaram da festa. Números expressivos à parte, é em BH que o evento ganha formato um tanto exclusivo: é somente por aqui e em São Paulo que o “Só Track Boa” se redimensiona, tornando-se um festival dedicado à música eletrônica e seus diversos subgêneros. E, agora, pela segunda vez na capital mineira, o projeto faz do Mineirão uma grande pista de dança no próximo sábado (29). Para o feito, os organizadores selecionaram nomes de peso nesta seara musical. No palco, sobem, além do próprio Vintage Culture, Bruno Be,
Dashdot, Lothief, Rdt, Chemical Surf Feat. Gabriel O Pensador, Cid, Gustavo Mota B2B Groove Delight, KVSH , Malaa e Volac. E se a música eletrônica virou mania, a expectativa é que o festival receba por volta de 15 mil pessoas. “Acredito que os novos DJs são o motivo para o crescimento desse público. Eles conquistaram espaço e isso ajudou a difundir o estilo no Brasil”, observa o produtor local do evento, Otacílio Mesquita. Exemplo destes jovens artistas é Luciano Ferreira, o DJ e produtor KVSH. “Tocar em casa é sempre uma emoção muito grande!”, assegura o mineiro. “Voltar para o lugar onde comecei, em um dos maiores festivais do Brasil, e ver tudo que consegui conquistar desde então, todo apoio do pessoal de Minas, isso é incrível”, diz ele, que já é o sexto artista mais ouvido do Brasil pelo Spotify. Aos 23 anos, o rapaz reconhece no festival referên-
Indagada se haverá um momento no qual todas estarão juntas, no palco, Camila despista. “Sim, mas vai ser surpresa. O que posso adiantar é que, neste momento, vamos ter também uma dança em cena, na qual o público poderá assistir a uma condução mútua (quando, no casal de dançarinos, as duas partes dividem igualitariamente a responsabilidade de ser o condutor), o que é uma coisa
sábado (22) DADO VILLA-LOBOS E MARCELO BONFÁ
Matheus e Kauan, Banda Eva e DJ Vavá. Alphaville (Lagoa dos Ingleses, Nova Lima). Às 10h. R$ 240 (inteira/ 1º lote). Informações: sympla.com.br
NEGUINHO DA BEIJA-FLOR Sucessos de carreira. Contemporâneo Gastrô Bar (r. Rio Grande do Norte, 138, Santa Efigênia). Às 13h. R$ 30 (1º lote)
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Gramado do Mineirão (av. Antônio Abrahão Caran, 1001, São José). Dia 29 (sábado), de 18h às 8h. R$ 240 (2º lote/inteira) e R$ 380 (camarote/inteira).
MINAS JAZZ & BLUES
ORQUESTRA OURO PRETO
NA PRAIA – 2ª EDIÇÃO
Só Track Boa Festival
si). Às 22h. R$ 25 (antecipado); R$ 35 (porta)
BETO GUEDES & MARCUS VIANA
No show “Baú de Guardados”. Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, Centro). Às 20h. R$ 30 (inteira)
soma mais de 10 milhões de views no YouTube. (Alex Bessas)
Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537). Dia 24 (segunda), às 20h30. R$10 (inteira)
Atrações: Felipe Vilas Boas Trio, Enéias Xavier Quarteto, Shello & Lobo Blues e o guitarrista Lancaster. Casa Eventos (av. Casa Branca, 620, Brumadinho). Às 16h. R$ 30 (1º lote).
TÚLIO BORGES
cias pessoais. “O Lukas (Vintage Culture) é uma delas. Já trabalhamos juntos e foi incrível, ele acabou virando um grande amigo”, comenta ele, fazendo referência à música “Cante Por Nós”, também assinada pelo cantor Breno Miranda, e que já
Vozes >Femininas
Comemoração dos 30 anos dos discos “Dois” e “Que País É Este”. KM de Vantagens Hall (av. N. Sra. do Carmo, 230, São Pedro). Às 22h. Ingressos de R$ 40 a R$ 180
Sucessos de carreira. Grande Teatro Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, Centro). Às 21h. Plateias I e II: R$ 130 (inteira); plateia superior: R$ 110 (inteira)
Luciano Ferreira, o DJ KVSH, é uma das atrações
muito simbólica para a gente. Acreditamos que a gente não tem que seguir os padrões, e sim, ser quem se é. Esse ato, pois, faz parte dessa mensagem”, sinaliza. O projeto Palco de Encontro, vale lembrar, é uma iniciativa que visa celebrar o trabalho de artistas mineiros, promovendo, como o nome indica, reuniões de talentos. Com a oportunidade, o Dolores 602 vai subir pela primeira vez no palco do Grande Teatro do Palácio das Artes. Não é o único début. A instrumentista Verônica Zanella (que também toca na banda de Maíra Baldaia) é outra que vai pisar ali, profissionalmente, pela primeira vez. O encontro feminino vai ganhar registro para o programa “Hipershow”, da Rede Minas. “Mas também devemos fazer uma gravação própria, para depois ir lançando vídeos”, antecipa Camila, completando que, apesar de o processo de produção estar sendo intenso, “está fluindo bem bonito”.
WARRIORS TOUR Show com as bandas Korzus, Armored Dawn e Noturnall. Abertura com a banda Ryel. Mister Rock (av. Teresa Cristina, 295, Prado). Às 19h30. R$ 40
ALDRIN GANDRA No show “Simples Assim”. Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec (r. Carijós, 258, Centro). Às 19h. R$ 30 (inteira)
FESTA AFROBEAT NIGHT Mamour Ba e Adriano Grineberg. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savas-
Sob a regência do maestro Rodrigo Toffolo, apresenta o concerto “The Beatles I e II”. Grande Teatro do Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, Centro). Às 20h30. R$ 90 (inteira)
ORQUESTRA DE CÂMARA SESC Sob a regência do maestro Eliseu Barros, apresenta repertório variado do erudito ao popular. Memorial Minas Gerais Vale (Circuito Liberdade, 640, Funcionários). Às 15h. Grátis
PALCO ULTRA FESTIVAL Djonga; Francisco, El Hombre; Maglore; Giovani Cidreira; Luan Nobat; Marcelo Veronez; Sara Não Tem Nome; Moons e discotecagem da DJ Aída Lage. Praça da Assembleia, Santo Agostinho. Às 12h. Grátis
domingo (23) NA PRAIA – 2ª EDIÇÃO Atrações: Rodrigo Shá + Baianeros. Alphaville - Lagoa dos Ingleses, Nova Lima. Às 10h. R$ 30 (1º lote). Informações: sympla.com.br
CONCERTOS DOMINICAIS PETER LUND Espetáculo cênico-musical com o grupo Singspiel. Auditório do Museu de Ciências Naturais PUC Minas (av. Dom José Gaspar, 290, Coração Eucarístico). Às 11h.
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CINEMA Bruxaria genérica e inofensiva UNIVERSAL/DIVULGAÇÃO
Daniel E s c o n d i d o Oliveira sob muitas camadas de efeitos especiais e piadinhas infantojuvenis, existe um tema bastante interessante costurando o subtexto de “O Mistério do Relógio na Parede”: a ideia de que a única maneira de se aprender com o passado é encarar seus horrores e a dor que eles causaram, e não ignorá-los ou apagálos. E considerando que essa questão no filme se refere diretamente ao nazismo e à Segunda Guerra, podese dizer que a produção tem muito a ensinar no Brasil, e não só para as crianças que são seu público-alvo. É pena, porém, que esse potencial mais denso seja desperdiçado nas mãos de um cineasta limitado como Eli Roth. Quando até o diretor de “O Albergue” e “Canibais” ganha a chance de comandar uma produção do gênero, fica bem claro como o grande sonho de Hollywood é encontrar uma nova franquia infantojuvenil à la “Harry Potter”. E é isso que o filme que estreia hoje é: um Potter genérico. A adaptação do li-
Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 22 (sábado) e 23 (domingo)
pré-estreias CORAÇÃO DE COWBOY (Brasil, 2018, 2h, 12 anos) Dir. Gui Pereira. Com Gabriel Sater, Françoise Forton, Thaila Ayala. Quando acaba sua inspiração para compor músicas de sucesso, um cantor de sertanejo universitário decide dar um tempo na carreira para regressar a sua cidade natal no interior, onde pretende se reconectar com suas raízes. BH Shopping 9: 18h20 Estação BH 1: 22h
UM PEQUENO FAVOR (A Simple Favor, EUA, 2018, 1h58, 16 anos) Dir. Paul Feig. Com Anna Kendrick, Blake Lively, Henry Golding. Stephanie, uma mãe vlogueira que vive numa cidade de interior nos EUA, descobre que sua melhor amiga, Emily, desapareceu e tenta descobrir a verdade por trás do mistério. Boulevard 5: 18h30 Cidade 5: 18h30 Contagem 1: 18h30 Del Rey 1: 20h50 Diamond 3: 22h Ponteio 2: 21h Pampulha 4: 21h30 (*) Pátio Savassi 3: 18h20 (*) Sessões dubladas
estreias 22 MILHAS (Mile 22, EUA, 2018, 1h35, 14 anos) Dir. Peter Berg. Com Mark Wahlberg, Iko Uwais, Lauren Cohan. Um agente da CIA tem que transportar um informante da Indonésia do centro da
vro de John Bellairs segue o órfão Lewis (Owen Vaccaro), que vai morar com o tio Jonathan (Jack Black) quando os pais morrem após a Segunda Guerra. O solitário garoto logo descobre que o tio excêntrico e sua vizinha, Florence Zimmerman (Cate Blanchett), são feiticeiros. E aprendendo ele mesmo alguns feitiços, acaba se envolvendo na busca dos dois pelo misterioso relógio do título, escondido nas paredes de sua casa por Isaac Izard (Kyle MacLachlan), parceiro falecido de Jonathan. “O Mistério do Relógio na Parede” não quer ser mais do que uma diversão infantojuvenil inofensiva. O filme mistura a busca pela reconstrução dos laços familiares de Steven Spielberg com o detalhismo assombrado e fantástico de Guillermo Del Toro. E se, em certa medida, ele funciona como a produção escapista do primeiro objetivo, é diante das referências do segundo que ele empalidece. A maior falha do longa é que, mais do que uma locação, a casa de Jonathan deve ser uma personagem da história. E mesmo com todos os efeitos visuais e CGI à sua disposição, Eli Roth nunca con-
“O Mistério do Relógio na Parede” é aposta de Hollywood em nova saga infantojuvenil à la Harry Potter
segue dar a ela a vida e a personalidade que Del Toro e seu inconfundível design de produção conferem a seus monstros e suas criações. Com isso, o visual de “O Mistério do Relógio” nunca ultrapassa a linha do mediano – algo tão correto quanto genérico, com uma falta de inventividade que se reflete nas piadas escatológicas do roteiro. Essa falta de inspiração visual fica bastante evidenciada no ato final, quando quase todos os mistérios da histó-
ria são solucionados por meio de diálogos em uma série de cenas expositivas. E é nessa hora que o bom elenco salva a produção, como na cena em que Cate Blanchett mostra porque tem dois Oscars ao operar um milagre emotivo com o longo monólogo que narra a história pregressa de Florence e Jonathan para Lewis. Fazendo sua melhor versão de Julie Andrews, a atriz e o resto do elenco são os grandes destaques do filme.
Owen Vaccaro tem o carisma necessário para que o espectador se importe com o solitário e imaturo protagonista, e Jack Black exagera como sempre, mas de uma forma que funciona para o excêntrico Jonathan. Seus diálogos engraçadinhos com Blanchett eventualmente ficam cansativos, mas os dois fazem o possível com o material que têm em mãos. O resultado é um longa mediano, mas que pode agradar às crianças e aos pais que
AMAZON PRIME VIDEO/DIVULGAÇÃO
cidade para refúgio em um aeroporto a 22 milhas de distância. BH Shopping 4: 17h30(*) , 19h55 e 22h10 Cidade 2: 20h40 (*) Cidade 4: 14h30 (*) Contagem 4: 17h (*) Contagem 8: 21h10 (*) Big 3: 17h25, 19h10 e 20h55 (*) Pampulha 3: 14h05, 15h50, 17h40, 19h30 e 21h20 (*) Partage Shopping Betim 5: 15h50, 18h20 e 20h40 (*)
“Uma Questão Pessoal”, dos irmãos Taviani, aborda a busca tendo como cenário uma Itália em guerra
(*) Sessões dubladas
BUSCANDO... (Searching, EUA, 2018, 1h42, 14 anos) Dir. Aneesh Chaganty. Com John Cho, Debra Messing, Michelle La. Um pai desesperado com o desaparecimento da sua filha de 16 anos decide invadir o computador da jovem para procurar pistas que possam levar ao seu paradeiro. BH Shopping 8: 14h10(*), 16h40, 19h10 e 21h40 Boulevard 2: 14h30, 16h40, 18h50 e 21h Cidade 8: 14h(*), 16h15, 18h30(*) e 20h45(*) Contagem 3: 14h(*), 16h15, 18h30(*) e 20h45(*) Del Rey 6: 14h40, 16h50, 19h e 21h Itaú Power 2: 14h, 16h15. 18h30 e 20h45 (*) Minas 5: 14h, 16h15, 18h30 e 20h45 (*) Diamond 1: 14h40, 17h10, 19h30 e 21h50 Estação BH 6: 13h30, 15h45, 18h, 20h15 e 22h30 (*) Ponteio Premier: 14h40, 16h50, 19h e 21h10 Partage Shopping Betim 3: 14h20, 16h50, 19h20 e 21h50 (*) Pátio Savassi 4: 13h50, 16h30, 18h50 e 21h30 (*) Sessões dubladas
O MISTÉRIO DO RELÓGIO NA PAREDE (The House With a Clock in its Walls, EUA, 2018, 1h46, 1h45) Dir. Eli Roth. Com Jack Black, Cate Blanchett, Owen Vaccaro. Lewis, de 10 anos, acaba de perder os pais e vai morar com
desejam levar os filhos para algo que não seja mais uma animação com bichinhos. E ainda que, num escopo maior e com personagens mais bem desenvolvidos, os dois primeiros longas “Harry Potter”, dirigidos por Chris Columbus, também não eram muito mais que isso. Pelo menos, é o que a Universal deseja que o público acredite, já que a saga estrelada por Lewis conta com nada menos que 12 livros publicados.
que morre. Na manhã seguinte, o médico descobre que a morte foi considerada suspeita pela autópsia. Ponteio 3: 14h45 e 19h
TRAFFIK – LIBERDADE ROUBADA (Traffik, EUA, 2018, 1h29, 14 anos) Dir. Deon Taylor. Com Paula Patton, Omar Epps, Roselyn Sanchez. Brea e John estão nas montanhas para um fim de semana romântico quando acabam se deparando com uma gangue de motoqueiros. Sozinhos, eles precisam se defender do grupo. Diamond 2: 19h e 21h30 Ponteio 4: 13h50 e 19h40
continuam em cartaz ALFA (*)
seu tio Jonathan, em Michigan. Porém, ele não tem ideia de que seu tio e a vizinha da casa ao lado, a Sra. Zimmerman, são feiticeiros. BH Shopping 1: 13h30, 16h, 18h30 e 21h10 (*) Boulevard 4: 14h10(*), 18h50, 16h30(*) e 21h Cidade 6: 14h20, 16h30, 18h40 e 20h50 (*) Contagem 5: 14h15, 16h25, 18h40 e 20h45 (*) Del Rey 5: 14h(*), 16h30(*), 18h40 e 20h50 Itaú Power 3: 14h20, 16h30, 18h40 e 20h50 (*) Minas 2: 14h10, 16h20, 18h30 e 20h40 (*) Paragem 3: 14h10(*), 18h50, 16h30(*) e 21h Via Shopping 1: 14h30, 16h40, 18h50 e 21h (*) Big 2: 16h40 e 20h40 (*) Big 5: 14h50 e 18h50 (*) Diamond 5: 13h20, 15h50, 18h20 e 20h50 (*) Estação BH 5: 14h40, 17h, 19h20 e 21h45 (*)
Pampulha 2: 14h45, 16h50, 18h55 e 21h05 (*) Partage Shopping Betim 6: 15h, 17h30, 20h e 22h30 (*) Pátio Savassi 6: 13h, 15h30, 18h e 20h30 (*) (*) Sessões dubladas
UMA QUESTÃO PESSOAL (Una Questione Privata, Itália, 2018, 1h25, 14 anos) Dir. Paolo Taviani, Vittorio Taviani. Com Luca Marinelli, Lorenzo Richelmy, Valentina Bellè. Em 1943, Milton está dividido entre o movimento de resistência e sua obsessão pela jovem Fulvia. Ele descobre que ela está apaixonada por seu melhor amigo Giorgio e decide ir atrás dele, que acabou de ser preso pelos fascistas. Belas 2: 14h, 18h e 19h40
O RENASCIMENTO DO PARTO 3 (Brasil, 2018, 1h12, 12 anos) Dir. Eduardo Chauvet. Com depoimentos de mães, ativistas, médicos e outros profissionais de saúde, o filme documen-
ta o SUS que dá certo com o Centro de Parto Humanizado Casa Angela de São Paulo e a cena obstétrica na Holanda, Nova Zelândia e Camboja. Belas 3: 14h
O RETORNO DO HERÓI (Le Retour du Héros, França/ Bélgica, 2018, 1h30, 12 anos) Dir. Laurent Tirard. Com Jean Dujardin, Mélanie Laurent, Noémie Merlant. O capitão Neuville é chamado para uma batalha, deixando sua noiva com o coração partido. Vendo a tristeza da moça, sua irmã decide escrever cartas em seu nome para animá-la. Porém, tudo muda quando Neuville reaparece. Ponteio 3: 17h e 21h10
SEM DATA, SEM ASSINATURA (Bedoune Tarikh, Bedoune Emza, Irã, 2018, 1h44, 14 anos) Dir. Vahid Jalilvand. Com Navid Mohammadzadeh, Amir Aghaei, Zakieh Behbahani. Dr. Nariman, médico forense, se envolve em um acidente de carro com um motociclista e seu filho de 8 anos,
(Alpha, EUA, 2018, 1h36, 10 anos) Dir. Albert Hughes. Com Kodi SmitMcPhee, Jóhannes Haukur Jóhannesson, Marcin Kowalczyk. Após cair de um penhasco e se perder do seu grupo, Keda precisa encontrar o caminho de casa. Atacado por uma matilha, ele consegue ferir um dos lobos, mas decide não matar o animal. O jovem cuida dele e os dois começam uma relação de amizade. BH Shopping 5: 14h20 (sessão 3D) Betim 2: 14h30, 18h30 e 20h30 Boulevard 5: 21h Cidade 5: 20h50 Contagem 2: 14h20, 19h e 21h Del Rey 7: 18h30 Itaú Power 4: 18h30 Minas 4: 18h50 Paragem 1: 19h Via Shopping 2: 16h40 Big 4: 16h45 e 20h30 Norte 5: 16h45 e 20h30 Estação BH 2: 14h20 e 16h30 (sessões 3D) Monte Carmo 1: 16h20, 18h30 e 20h40 Pampulha 1: 19h15 e 21h25 (sessões 3D) (*) Sessões dubladas
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 22 a 28 de setembro de
almanaque
2018
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CINEMA BIANCA AUN/VITRINE/DIVULGAÇÃO
ANA E VITÓRIA
UMA LUZ NA ESCURIDÃO (*)
(Brasil, 2018, 1h55, 14 anos) Dir. Matheus Souza. Com Ana Caetano, Vitória Falcão, Victor Lamoglia. Ana e Vitória se encontram em uma festa, marcando o início da dupla. As duas precisam aprender a lidar com a fama, ao mesmo tempo que ainda estão tentando encontrar quem elas realmente são. BH Shopping 4: 14h40
(God’s Not Dead: A Light in Darkness, EUA, 2018, 1h45, 12 anos) Dir. Michael Mason. Com David A.R. White, Jennifer Taylor, John Corbett. Quando a igreja de Saint James é incendiada, devastando a congregação e o pastor Dave, a universidade vizinha, Hadleigh University, usa a tragédia para tentar despejar a igreja do campus. Contagem 8: 18h50 Monte Carmo 5: 16h20 (*) Sessões dubladas
O BANQUETE (Brasil, 2018, 1h44, 14 anos) Dir. Daniela Thomas. Com Drica Moraes, Bruna Linzmeyer, Mariana Lima. Nos anos 90, durante um jantar de comemoração dos dez anos de casamento do jornalista Mauro com a atriz Bia, segredos e infidelidades vêm à tona enquanto Mauro aguarda um mandado de prisão por ter atacado o presidente Collor. Belas 3: 21h30 Ponteio 2: 14h20
BENZINHO (Brasil, 2018, 1h37, 12 anos) Dir. Gustavo Pizzi. Com Karine Teles, Adriana Esteves, Otávio Müller. Fernando, filho de Irene, é convidado para jogar handebol na Alemanha e sua mãe se encontra mergulhada em sentimentos. Ela terá que se desdobrar para ajudar e dar atenção ao seus outros filhos, à irmã e ao marido. Belas 1: 14h, 16h e 21h40 Ponteio 2: 16h45
O CANDIDATO HONESTO 2 (Brasil, 2018, 1h44, 14 anos) Dir. Roberto Santucci. Com Leandro Hassum, Rosanne Mulholland, Victor Leal. Um político brasileiro se entrega à justiça e é preso por corrupção, antes de tentar dar a volta por cima com sinceridade e propostas reais. BH Shopping 10: 13h10, 15h50, 19h e 21h30 Betim 2: 16h30 Boulevard 1: 18h40 Cidade 1: 16h30 e 20h50 Contagem 7: 18h20 Del Rey 4: 18h20 Itaú Power 1: 14h45 e 18h50 Minas 6: 21h10 Paragem 4: 16h30 e 20h50 Via Shopping 5: 16h40 Diamond 3: 14h e 16h30 Diamond 6: 19h50 e 22h15 Monte Carmo 2: 14h10, 16h10, 18h20 e 20h30 Partage Shopping Betim 2: 13h e 20h10 Pátio Savassi 1: 14h30, 17h05 e 21h50 Pátio Savassi 2: 22h Pátio Savassi 8: 13h10, 15h50, 18h30 e 21h
CRÔ EM FAMÍLIA (Brasil, 2018, 1h27, 12 anos) Dir. Cininha de Paula. Com Marcelo Serrado, Arlete Salles, Tonico Pereira. Crô se vê sozinho e sem família. Carente e vulnerável, acaba ficando à mercê de supostos parentes, cujas intenções não parecem ser das melhores. BH Shopping 6: 13h, 15h30 e 18h10 BH Shopping 9: 14h, 16h10 e 20h55 Betim 3: 14h40, 16h40, 18h40 e 20h40 Boulevard 1: 14h30, 16h30 e 20h50 Cidade 3: 13h30, 15h20, 17h05, 19h e 20h50 Contagem 7: 14h, 16h10 e 20h30 Del Rey 4: 16h20 e 20h30 Del Rey 4: 16h20, 20h30 e 22h30 Itaú Power 1: 17h e 21h Minas 6: 13h40, 15h30, 17h20 e 19h10 Paragem 4: 14h20 e 18h40 Via Shopping 5: 14h45, 18h50 e 20h40 Big 4: 15h e 18h40 Norte 5: 15h e 18h40 Estação BH 1: 20h Monte Carmo 3: 13h40, 15h30, 17h20, 19h10 e 21h15 Pampulha 4: 14h10, 16h, 17h50 e 19h40 Partage Shopping Betim 2: 15h30 e 18h Partage Shopping Betim 7: 14h, 17h40, 19h50 e 22h10 Pátio Savassi 2: 15h, 17h40 e 19h50
DEUS NÃO ESTÁ MORTO -
MEU MALVADO FAVORITO (Despicable Me, EUA, 2010, 1h35, livre) Dir. Pierre Coffin, Chris Renaud, Sergio Pablos. Gru é o maior vilão do momento, mas tem seu posto abalado pelo novato Vetor. BH Shopping 3: 12h40 (sessão 3D) Diamond 1: 12h10 (sessão 3D) Partage Shopping Betim 6: 12h55 (sessão 3D) Pátio Savassi 5: 12h30 (sessão 3D)
(Loving Pablo, Espanha, 2018, 2h03, 16 anos) Dir. Fernando León de Aranoa. Com Javier Bardem, Penélope Cruz, Peter Sarsgaard. Uma jornalista engata um relacionamento com o famoso traficante de drogas colombiano Pablo Escobar. Ponteio 2: 18h40
FANTÁSTICA, UMA AVENTURA NO MUNDO BONNIE BEARS (*)
CAMOCIM (Brasil, 2018, 1h17, 14 anos) Dir. Quentin Delaroche. Dois líderes políticos disputam a vaga na Câmara dos Vereadores da cidade de Camocim de São Félix, interior de Pernambuco, enquanto seus cabos eleitorais organizam a campanha. Belas 1: 19h50 (sessão vitrine: R$ 12 inteira)
sessão especial
ESCOBAR – A TRAIÇÃO
(Boonie Bears: Entangled Worlds, China, 2018, 1h23, livre) Dir. Huida Lin, Leon Ding, Yongchang Lin. Uma equipe de ladrões é enviada por um famoso caçador de tesouros para roubar o que Fantástica tem de mais valioso: o tesouro dourado. BH Shopping 7: 13h20 e 17h50 Diamond 6: 13h05, 15h10 e 17h30 Partage Shopping Betim 4: 16h40 Partage Shopping Betim 5: 13h40 Pátio Savassi 7: 12h e 14h10 (*) Sessões dubladas
FERRUGEM (Brasil, 2018, 1h45, 14 anos) Dir. Aly Muritiba. Com Tiffanny Dopke, Enrique Díaz, Giovanni de Lorenzi. Tati é uma adolescente que gosta de compartilhar seus melhores momentos nas redes sociais. Mas a vida dela vira do avesso quando algo que ela não queria cai no grupo de Whatsapp do colégio. Belas 3: 17h30
A FREIRA (The Nun, EUA, 2018, 1h36, 14 anos) Dir. Corin Hardy. Com Demián Bichir, Jonas Bloquet, Taissa Farmiga. Uma freira comete suicídio em um convento na Romênia e, para investigar o caso, o Vaticano envia um padre atormentado e uma noviça que está prestes a se tornar freira. BH Shopping 2: 13h50(*), 16h20, 18h40(*) e 21h BH Shopping 3: 14h50, 17h20, 19h40 e 22h Betim 1: 16h50, 18h50 e 20h50 (*) Boulevard 3: 13h15, 15h15, 17h15, 19h15 e 21h25 Boulevard Imax: 18h40 Cidade 2: 14h40(*), 16h40(*) e 18h40 Cidade 7: 13h10, 15h10, 17h10, 19h10 e 21h10 (*) Contagem 4: 13h(*), 15h, 19h e 21h(*) Contagem 6: 13h15, 15h15, 17h15, 19h15 e 21h15 (*) Del Rey 2: 13h10, 15h, 17h, 19h e 21h (*) Del Rey 3: 13h20, 15h10, 17h10, 19h10 e 21h10 Itaú Power 4: 16h30 e 20h30 (*) Itaú Power 5: 13h20, 15h20, 17h20, 19h20 e 21h10 (*) Minas 3: 13h20, 15h20, 17h20, 19h20 e 21h20 (*) Minas 4: 16h50 e 20h50(*) Paragem 1: 15h(*), 17h e 21h Via Shopping 2: 18h45 e 20h45 (*) Via Shopping 3: 13h20, 15h20, 17h20, 19h20 e 21h20 (*) Big 1: 14h45, 16h45, 18h45 e 20h45 (*) Norte 1: 14h45, 16h45, 18h45 e 20h45 (*) Norte 3: 19h e 21h (*) Diamond 2: 16h40 Diamond 4: 15h20, 17h40 e 20h30 Estação BH 3: 13h, 15h15, 17h30, 19h45 e 22h15 (*) Estação BH 4: 14h, 16h15, 18h30 e 20h45 (*) Monte Carmo 5: 20h30 Monte Carmo 6: 14h40, 16h40, 18h50 e 21h (*) Net Cineart Ponteio 4: 15h40 Pampulha 5: 17h05 e 21h15 (*) Pampulha 6: 15h, 17h, 19h e 21h (*) Partage Shopping Betim 1: 13h30, 16h, 18h30 e 21h (*) Pátio Savassi 5: 14h40, 17h20, 19h40 e 22h10 Pátio Savassi 7: 16h15, 19h10 e 21h40
mostras IN-EDIT (*)
Vencedor do Festival de Gramado, “Benzinho” tem Adriana Esteves e Karina Teles no elenco
nosos mais perigosos da cidade recebem cuidados especiais. A enfermeira, que controla o lugar, descobre que um dos pacientes irá cometer um assassinato. Del Rey 7: 16h40 Ponteio 4: 17h40 e 21h30
OS INCRÍVEIS 2 (The Incredibles 2, EUA, 2018, 1h58, livre) Dir. Brad Bird. Helena Pêra é chamada para voltar a lutar contra o crime como a super-heroína Mulher-Elástica, e seu marido, Roberto, terá que cuidar das crianças, especialmente o bebê Zezé, cujos superpoderes surgem sem qualquer controle. Contagem 2: 16h20 (sessão dublada)
OS JOVENS TITÃS EM AÇÃO! NOS CINEMAS (*) (Teen Titans GO! To The Movies, EUA, 2018, 1h24, livre) Dir. Aaron Horvath, Peter Rida Michail. Robin, Ciborgue, Estelar, Ravena e Mutano são os Jovens Titãs e, ao perceberem que todos os super-heróis estão estrelando filmes, decidem se mobilizar para também ter espaço nas telonas. BH Shopping 7: 15h40 e 20h20 Betim 1: 15h Boulevard 5: 14h30 e 16h30 Cidade 5: 14h30 Contagem 8: 14h40 Del Rey 6: 14h50 Itaú Power 4: 14h30 Minas 1: 14h Paragem 5: 14h30 Via Shopping 2: 14h45 Big 3: 15h40 Norte 3: 17h Estação BH 1: 13h15, 15h30 e 17h45 Monte Carmo 5: 14h30 e 18h40 Pampulha 1: 14h, 15h45 e 17h30 (*) Sessões dubladas
(Brasil, 2018, 1h40, 12 anos) Dir. Sergio Rezende. Com Othon Bastos, Esther Góes, Leonardo Medeiros. Os últimos dias da vida de Tancredo Neves, que foi eleito pelo colégio eleitoral do Congresso Nacional após a ditadura militar, mas ficou doente às vésperas da posse e, depois de 39 dias de internação, morreu no dia 21 de abril de 1985. BH Shopping 6: 20h40 Cidade 1: 12h, 14h20 e 18h30 Cidade 1: 14h20 e 18h30 Del Rey 4: 14h20 Paragem 2: 14h20, 16h30, 18h40 e 20h50 Diamond 2: 14h10 Pátio Savassi 1: 19h30
BH Shopping 5: 16h50 e 21h50 (sessões 3D) Boulevard Imax: 14h, 16h20 e 21h (sessões 3D) Cidade 4: 11h50, 16h50 e 19h05 Cidade 4: 21h10 Cidade 4: 16h50 e 19h05 Contagem 1: 13h50, 16h10 e 20h50 (*) Del Rey 1: 14h e 16h20 Del Rey 1: 18h40 (sessão 3D) Del Rey 1: 14h, 16h20 e 23h Itaú Power 6: 18h40 (*) (sessão 3D) Itaú Power 6: 14h, 16h20 e 21h (*) Minas 1: 18h40 (*) (sessão 3D) Minas 1: 16h20 e 21h (*) Paragem 5: 16h45, 19h e 21h10 Via Shopping 4: 14h10, 16h30 e 18h40 (*) Via Shopping 4: 20h50 (*) (Sessão 3D) Big 2: 14h40 e 18h40 (*) Big 5: 16h50 e 20h50 (*) (sessões 3D) Norte 2: 14h30 e 18h35 (*) Norte 2: 16h30 e 20h40 (*) (sessões 3D) Diamond 3: 18h55 e 22h Diamond 3: 18h55 Estação BH 2: 18h45 e 21h15 (*) (sessões 3D) Monte Carmo 4: 14h(*), 16h30, 19h(*) e 21h(*) Pampulha 5: 14h55 e 19h05 (*) Partage Shopping Betim 4: 13h50, 18h50 e 21h20 (*) (sessões 3D) Pátio Savassi 3: 21h10 (sessão 3D) Pátio Savassi 3: 15h40
O PREDADOR
(*) Sessões dubladas
MEGATUBARÃO (*) (The Meg, EUA, 2018, 1h53, 14 anos) Dir. Jon Turteltab. Com Jason Statham, Bingbing Li, Rainn Wilson. Um submarino foi atacado por uma criatura gigantesca, a qual se pensava estar extinta. Um expert em mergulhos profundos é forçado a confrontar seus medos e salvar a tripulação, ficando frente a frente com o maior predador marinho que já existiu. Contagem 8: 16h30 Minas 4: 14h30 Monte Carmo 1: 14h (*) Sessões dubladas
O PACIENTE - O CASO TANCREDO NEVES
(The Predator, EUA, 2018, 1h47, 14 anos) Dir. Shane Black. Com Boyd Holbrook, Keegan-Michael Key, Sterling K. Brown. Um menino ativa o retorno dos predadores, agora mais fortes e inteligentes do que nunca. Ex-soldados e uma cientista se juntam para lutar contra essa ameaça e proteger o futuro da humanidade. BH Shopping 5: 19h20
MGM/PATHÉ ENTERTAINMENT/DIVULGAÇÃO
O PROTETOR 2 (The Equalizer 2, EUA, 2018, 2h01, 14 anos) Dir. Antoine Fuqua. Com Denzel Washington, Bill Pullman, Pedro Pascal. Um empresário coloca uma mulher no carro de Robert McCall e ordena que ele a leve até sua casa. Percebendo que ela foi violentada, McCall resolve ir atrás do tal homem. Pouco tempo depois, ele descobre que a mulher foi assassinada. Cidade 5: 16h20 Del Rey 7: 20h40
UMA QUASE DUPLA (Brasil, 2018, 1h30, 14 anos) Dir. Marcus Baldini. Com Tatá Werneck, Cauã Reymond, Louise Cardoso. Quando uma série de assassinatos abala a rotina da cidade de Joinlândia, o calmo e pacato subdelegado Claudio recebe a ajuda da destemida e experiente investigadora Keyla nas investigações. Diamond 4: 13h Pátio Savassi 3: 13h20
A VIDA EM FAMÍLIA (La Vita in Comune, Itália, 2018, 1h50, 12 anos) Dir. Edoardo Winspeare. Com Gustavo Caputo, Antonio Carluccio, Claudio Giangreco. Na aldeia Desperata, no Sul da Itália, o prefeito Filippo Pisanelli tem certeza de que está na profissão errada. Para aliviar sua depressão, usa seu amor pela poesia para dar aulas a presos. Belas 2: 15h40 e 21h30 Belas 2: 11h(Clube do professor. Somente para professores cadastrados), 15h40 e 21h30
(*) Sessões dubladas
HOTEL ARTEMIS (Hotel Artemis, EUA/ Reino Unido, 2018, 1h35, 16 anos) Dir. Drew Pearce. Com Jodie Foster, Dave Bautista, Sterling K. Brown. No subsolo de um hospital em Los Angeles, os crimi-
História real de Yonlu, garoto de 16 anos que, com a ajuda da internet, conquistou o mundo com sua arte, mas também participava de um fórum suicida. Belas 1: 18h
YONLU
“Thelma & Louise” é destaque da Setembro Amarelo
(Brasil, 2018, 1h30, 14 anos) Dir. Hique Montanari. Com Thalles Cabral, Leonardo Machado, Nelson Diniz.
Neste sábado (22) 15h30 Vou Rifar Meu Coração, de Ana Rieper (BRA, 2011) 17h30 Gretchen Filme Estrada, de Eliane Brum e Paschoal Samora (BRA, 2010) 19h30 Waiting for B., de Paulo Cesar Toledo e Abigail Spindel (BRA, 2015) Neste domingo (23) 15h30 O Piano que Conversa, de Marcelo Machado (BRA, 2017) 17h30 A Farra do Circo, de Roberto Berliner e Pedro Bronz (BRA, 2013) 19h30 Fevereiros, de Márcio Debellian (BRA, 2017) (*) Sesc Palladium - Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro. Até este domingo (23). Entrada gratuita. Retirada dos ingressos 30 minutos antes de cada sessão na bilheteria. Informações: 31 3270-8100
SETEMBRO AMARELO (*) Neste sábado (22) 17h A Carruagem Fantasma, de Victor Sjöström (Körkarlen, SUE, 1921) 19h Harakiri, de Masaki Kobayashi (Seppuku, JAP, 1962) Neste domingo (23) 16h A Balada de Narayama, de Shohei Imamura (Narayama Bushikô, JAP, 1983) 18h30 Despedida em Las Vegas, de Mike Figgis (Leaving Las Vegas, EUA, 1996) 20h30 A Morte do Caixeiro Viajante, de Laslo Benedek (Death of a Salesman,EUA, 1951) Segunda (24) 16h Noite de Desamor, de Tom Moore (Night, Mother, EUA, 1986) 17h45 À Queima-Roupa, de John Boorman (Point Blank, EUA, 1967) 19h30 A Ponte, de Eric Steel (The Bridge, EUA-RU, 2006). Sessão comentada pelo Dr. Gustavo Lembi (Psiquiatra – AMP) Terça (25) 16h Thelma & Louise, de Ridley Scott (EUA, 1991) 18h15 Últimos Dias, de Gus Van Sant (Last Days, EUA, 2005) Quarta (26) 16h30 Gente como a Gente, de Robert Redford (Ordinary People, EUA, 1980) 18h45 Garota, Interrompida, de James Mangold (Girl, Interrupted, EUAALE,1999) 21h Mishima - Uma Vida em Quatro Capítulos, de Paul Schrader (Mishima: A Life in Four Chapters, EUA-JAP, 1985) Quinta (27) 15h Trinta Anos Esta Noite, de Louis Malle (Le Feu Follet, FRA, 1963) 17h Mouchette, de Robert Bresson (FRA, 1967). Sessão comentada pelo cineasta Samuel Marotta 19h As Horas, de Stephen Daldry (The Hours, EUA-RU, 2002) 21h15 Gosto de Cereja, de Abbas Kiarostami (Ta’m e Guilass, FRA-IRÃ, 1997) (*) Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes da sessão). Informações 3236-7400
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reportagem
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 22 a 28 de setembro de 2018
Evento vai eleger o casal mais belo de Minas Gerais e dá grandes prêmios
GAROTO E GAROTA SUPER 2018.>
Grande final terá show de Anavitória BRENO GALTIER/DIVULGAÇÃO
Leonardo A grande fiCunha nal do concurso Garoto e Garota Super, que acontecerá no dia 23 de novembro no KM de Vantagens Hall, terá o show da dupla pop de maior sucesso na atualidade: Anavitória. A pré-venda dos ingressos começa no dia 24 de setembro. Donas de hits como “Fica”, “Dengo”, “Singular”, “Agora eu quero ir”e “Trevo”, as cantoras naturais da cidade de Araguaiana, no Tocantins, começaram a carreira por meio da internet, onde postavam versões de músicas covers de outros artistas. O sucesso das meninas é tão grande que elas
já fizeram parcerias com o cantores Tiago Iorc, Matheus & Kauan e Projota. INSCRIÇÕES As inscrições para a 14ª edição do Garoto e Garota Super continuam a todo vapor. Por isso, se você tem de 16 a 25 anos e sonha em desfilar e ser reconhecido (a) no mundo da moda, é bom não perder mais tempo. Para se inscrever basta adquirir a ficha de inscrição do concurso, que é publicado no jornal Super Notícia às terças, sextas, sábados e domingo. Ela também pode ser acessada pelo site www.garotoegarotasup er.com.br. Após preenchê-la com seus dados, é só ane-
xar duas fotos, sendo uma de rosto e outra de corpo, com medida mínima de 10 cm x 15 cm. Depois de seguir essas orientações, é hora de colocar tudo dentro de um envelope lacrado e escrever nele “Concurso Garoto e Garota Super 2018” e enviar ou entregar nos endereços disponíveis no regulamento. Fique atento! As inscrições seguem até o dia 28 de setembro, mas a data de postagem nos Correios deve ser até o dia 27 de setembro. Menores de 18 anos devem enviar também uma autorização assinada e autenticada por seus responsáveis, além de uma cópia do RG deles autenticada.
Saiba como adquirir sua entrada
Sucesso. A dupla Anavitória se apresentará no dia 23 de novembro, no KM de Vantagens Hall, na grande final do Garoto e Garota Super
A pré-venda do show acontecerá no dia 24 de setembro. A dupla irá se apresentar no dia 23 de novembro, no KM de Vantagens Hall, na grande final do concurso Garoto e Garota Super 2018, realizando um show completo. As cantoras prometem emocionar o público presente com grandes sucessos como as canções “Trevo”, “Fica”, “Dengo”, “Singular” e “Agora eu quero ir”. Os ingressos custam R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia-entrada) e podem ser adquiridos pelo site www.t4f.com.br.
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estilo RETORNO >Surgindo aos poucos entre fashionistas, a calça de cintura baixa volta a ser tendência MARK MAINZ/GETTY IMAGES/AFP-18.11.2003
LUIZA FERRAZ/DIVULGAÇÃO
INSTAGRAM @CHIARAFERRAGNI/REPRODUÇÃO
A blogueira italiana Chiara Ferragni é uma das pioneiras em resgatar a barriga de fora para essa temporada
Umbigo à mostra com peça esportiva? A atriz Bruna Marquezine desfilou a tendência no evento da Tommy Hilfiger em Nova York, no início do mês
É pra abaixar! No universo da moda, a roda está em constante giro – motivo pelo qual tendências que foram parar no limbo por razões diversas, acabam voltando à cena. E exemplos que atestam esse movimento pululam: foi assim com a pochete, com a bota branca e com vários outros itens que, por algum motivo, algum dia receberam a pecha de “itens de gosto duvidoso”. O mais recente caso é o da calça de cintura baixa – principalmente, a jeans. Inspirados pelo saudosismo do início dos anos 2000, estilistas incluíram a peça em suas recentes coleções, ainda que de forma revisitada. Caso de Tommy Hilfiger, Puma e Proenza Schouler. Ou seja: para que ela voltasse a reinar era só uma questão de tempo. O stylist Daniel Ueda relembra que foi o estilista Alexander McQueen que, em 1996, deu asas à tendência das calças extremamente baixas. “As pessoas foram assimiLorena K. Martins
lando, e, no início dos anos 2000, a calça baixa foi pulverizada por celebridades como Britney Spears e Shakira”, lembra. “Mas é uma tendência superperigosa, né? É uma silhueta injusta. Mesmo em um shape muito magro, a calça ‘pega’ em um lugar no corpo e acaba evidenciando o que não deve. Sinto receio de como a tendência vai ser adotada no Brasil”, pondera ele. Além disso, o modelo “marca e deforma o abdômen”, acredita o também stylist Pedro Moura. Confortável, de fato, a tendência não é: quem nunca se incomodou com uma cintura baixa e um zíper minúsculo na hora de sentar? ATUALIZADO Cautela, pois, é uma palavra importante nesse retorno, principalmente por conta do revival recente do mom jeans (diretamente dos anos 80), que conquistou um contingente fashion com sua cintura altíssima e modelagem mais ampla. Fato é que a cintura baixa ensaia o seu retorno com registros
recentes de celebridades como Kylie Jenner, Bruna Marquezine e Chiara Ferragni. Todas são adeptas de calças com a cintura extremamente baixa, revelando também o umbigo. “Sabemos que a tendência foi vista em celebridades e modelos, ou seja, em corpos padrões. Esse modelo de calça não valoriza todo tipo de corpo, então é preciso ter cuidado”, pondera Pedro Moura. Para usar o look hoje, vale pensar alternativas para que o resultado fique mais elegante e natural. Nesse quesito, a parte de cima da produção tem um peso decisivo. “A mulher pode até deixar o umbigo aparecer, mas também vale combinar a camisas e blusas mais largas, usadas para dentro da calça”, acredita Moura. A boa nova é que a tendência da cintura baixa também está atrelada ao sportwear, que tem vida longa nessa temporada – e “isso confere um pouco mais de leveza e conforto às modelagens”, finaliza o stylist.
A empresária Paris Hilton usou icônicas peças que foram sucesso nos anos 2000, apostando na calça de cintura baixíssima
WEAR IT LOW / TWITTER
Nos anos 2000, a cantora Britney Spears foi a rainha da calça de cintura baixa. E, muitas vezes, deixava o piercing no umbigo à mostra
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É REAL?> Conheça o mundo das influenciadoras virtuais: perfis criados somente no computador
Parece, mas não é INSTAGRAM @ LILMIQUELA/REPRODUÇÃO
INSTAGRAM @ LILMIQUELA/REPRODUÇÃO
Lorena K. Se o padrão de beleza de alguMartins mas modelos já era bem pouco atingível pelos simples mortais, a mais nova tendência parece querer acirrar ainda mais a disputa entre a realidade e padrões irreais. Estamos falando das modelos virtuais, criadas por uma mistura de fotografia e computação. Ou seja, beldades que não existem na vida real. Neste mês, a grife Balmain divulgou sua nova campanha com modelos totalmente digitais: Margot, Zhi e Shudu Gram foram convocadas a estrelar a coleção de outono/inverno da marca. Apesar de ser algo inovador e tecnológico, alguns internautas acusaram a iniciativa de não promover a diversidade, uma vez que as modelos não são de verdade.
QUEM SÃO? Neste ano, a Fenty Beauty, marca de beleza da cantora Rihanna, compartilhou a foto da supermodelo Shudu Gram – a mesma que ilustrou a campanha da Balmain – usando um batom laranja da marca. A top, resultado de uma animação digital criada pelo fotógrafo Cameron-James Wilson, é reconhecida hoje como a primeira modelo digital do mundo. Mas tem mais. Durante a Semana de Moda de Nova York, encerrada na semana passada, a influenciadora virtual Miquela exibiu seus looks em sua conta no Instagram, que possui mais de 1 milhão de seguidores. Na mesma rede social, ela mostra, no currículo, parcerias com grandes grifes, como Diesel e Off-White. Não bastasse, ela já gravou um single que foi divulgado pela plataforma Spotify. Em fevereiro de 2018, a influenciadora foi uma aliada na cobertura do desfile da Prada em Milão. Miquela é mais um exemplo da nova safra de influenciadores virtuais e, assim como qualquer outra blogueira, vende um estilo de vida focado em moda, beleza e viagens. A diferença é que ela não é real – mas, veja, as coisas que são postadas (e que rapidamente são compartilhadas) existem, sim. E isso, de fato, confunde a cabeça de quem a segue. Para a fashion marketing Méria Cristiane, que recentemente levantou o debate sobre essas influenciadoras em suas redes sociais, esses perfis são considerados, sim, profissionais. E estão fazendo dinheiro usando seus milhares ou milhões de seguidores. “Miquela e Shudu, por exemplo, têm feito parcerias com grandes marcas, e os resultados têm sido satisfatórios para quem as contrata”, pontua.
Shudu Gram foi a primeira supermodelo digital do mundo: foi criada neste ano pelo fotógrafo Cameron-James Wilson
A instagramer Lil Miquela é, na verdade, uma simulação digital
Entretanto, ainda é cedo para entender como isso vai reverberar. “Não acho que elas vão tomar o lugar de outras pessoas. Acredito que, como em toda profissão, surgirão novas áreas, e a tecnologia aplicada à produção de imagem de moda será uma delas, com certeza”, pondera. FANTASIA X REAL Para suscitar ainda mais espanto, Miquela não está sozinha. Outras celebridades virtuais estão ganhando popularidade pelas fotos e trabalhos que realizam como se fossem realidade. E, claro, lucram, recebem jabás e fazem contratos milionários, mesmo em projetos pontuais. “Todas elas têm perfis nas redes sociais – e com muitos seguidores e engajamento altíssimo. Se é real, já não sei. Afinal, nesse universo digital, não dá mais para diferenciar o que é real do que é virtual, não é mesmo?”, argumenta Méria. INSTAGRAM @ SHUDU.GRAM/REPRODUÇÃO
Geradas pelo computador, as modelos Shudu Gram, Margot e Zhi protagonizaram a campanha de inverno 201 da Balmain. As tops são agenciadas pela The Digiitals, especializada em modelos virtuais
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Ainda no início do século XX, a estilista francesa Coco Chanel (1183-1971) transformou as listras em estampas de desejo. Desde então, a padronagem é tema constante na moda. Tanto que, recentemente, foram destaque durante a Nova York Fashion Week, a primeira semana de moda a puxar a fila das temporadas internacionais. A referência gráfica dominou as passarelas de Carolina Herrera, Philip Plein, Jason Wu e Tory Burch, que usaram o recurso como opção para misturar cores em uma mesma peça, seja com o requinte da alfaiataria ou despojada em looks esportivos. A boa nova é que, para o verão de 2019, as listras vão estampar peças em diferentes direções e larguras – o que possibilitam a combinação de cores inusitadas. “Para a próxima temporada haverá muitas listras com cores mais fortes e muitas com o tecido apresentando um fundo mais claro e, ao mesmo tempo, a mistura dessas listras, ou seja, um top com listras mais finas combinando com uma calça com listras mais grossas”, aposta o consultor de moda Arlindo Grund, durante o Mega Polo Moda, evento que aconteceu em São Paulo no mês passado.
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crônica
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vida leve enho recebido algumas solicitações para d a r opinião sobre política de modo geral. Nesta coluna, sempre dei preferência a amenidades e temas leves – tão em falta nos dias de hoje –, procurando evitar a polêmica e adentrar em campo minado de interesses e paixões. O problema é que não aguento escutar mentiras e ficar balançando a cabeça quando as coisas passam do limite. Ficar quieta nesta coluna é uma opção consciente, mas, na rua, sou capaz de me tornar “barraqueira”, com direito a discussões acaloradas. Ter que ouvir elucubrações de oportunistas incorrigíveis, falando pelos cotovelos, me incomoda. Gente que esteve contra tudo e todos, que torceu despudoradamente pelo “quanto pior, melhor”, e, depois, na maior cara de peroba, afirmou que salvou o país. Como se este tivesse renascido, moralizado e modernizado a partir de 2003. Gente que herdou a estabilidade da moeda; mudou o nome de programas sociais já existentes, aumentando a abrangência destes devido aos alicerces fundados anterior-
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Laura Medioli laura@otempo.com.br
Basta HÉLVIO
mente; que gastou horrores em propagandas, dizendo exaustivamente que “nunca antes na história deste país” e, ainda por cima, vangloriando-se de ter sido o “pai da criança”. Tem hora que não dá mesmo para ficar calada. Infelizmente, a memória do brasileiro é curta, e, de vez em quando, é necessário lembrar nossa caminhada. Lembrar que o Partido dos Trabalhadores nunca votou a favor de medidas de suma importância. Ele as condenou com estardalhaço e “bravatas” (como definiu Lula) pelo simples fato de, “quanto mais problemas”, mais fácil seria convencer eleitores incautos. O PT não explicava os motivos, apenas era contrário a tudo. Torcia pelo fracasso, travando a possibilidade de avanços, inclusive agravando as condições de vida dos pobres. Quanto mais sofressem, mais torceriam por mudanças. Analisando com frieza, o ex-presidente Lula foi contra tudo que, depois, chegando ao governo, adotou. Desde o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Proer, a privatização da telefonia, até o Bolsa Família.
Foi tão contra o “bolsa família” de FHC que, em 2000, gravou, sem pudor, para quem quisesse ver e ouvir, sua versão do programa: “Lamentavelmente, no Brasil, o voto não é ideológico. As pessoas não votam partidariamente, e, lamentavelmente, tem uma parte da sociedade
com alto grau de empobrecimento. Ela é conduzida a pensar com o estômago, e não com a cabeça. É por isso que se distribui tanta cesta básica, é por isso que se distribui tanto tíquete de leite. Na verdade, isso é uma peça de troca em época de eleição e, assim, despolitiza o processo eleito-
ral. Você trata o povo mais pobre da mesma forma que Cabral tratou os índios quando chegou ao Brasil, tentando distribuir bijuterias, espelhos, para ganhar os índios. Eles distribuem alimento. Você tem como lógica manter a política de dominação, que é secular no Brasil”. Is-
so é o que ele disse e gravou em 2000. Isso é exatamente o que fez durante o seu mandato. Pois é, pelo visto, o expresidente tem uma personalidade mutante, ao sabor do momento. E, com essa incoerência, não dá para acreditar em tudo o que diz. Não pretendo tirar dele seus méritos, que também foram muitos. Apenas gostaria que ele fosse menos prepotente, que não negasse tão descaradamente os seus erros, que não queimasse sua biografia como queimou, que não articulasse campanhas absurdas se colocando como candidato, quando sabia perfeitamente dessa impossibilidade. Que não jogasse mais para a plateia e que, sinceramente, colocasse a mão na consciência e parasse de negar o óbvio. Chega de teatro! Basta de mentiras, de desonestidade, de confundir o público com o privado. Basta de gestões como a da Petrobras, cabidão da companheirada, infindável e indecorosa “fonte de renda” para um bando de sem-vergonha. O Brasil não apenas não merece, como não suporta mais tantos erros. O Brasil perdeu fôlego e sangra. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
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WEleições. Conheça as propostas de Anastasia e Zema para o setor. Página 2
pampulha TURISMO DO ALENTEJO/DIVULGAÇÃO
WJanuária. Os tesouros naturais escondidos no Norte de Minas. Páginas 3 e 4
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BELO HORIZONTE Sábado 22/9/2018
Bucólico e intimista No Alentejo, praias paradisíacas, cidades surpreendentes, herdades com clima rural, vinhedos e rótulos conceituados Páginas 6 a 8 e 10
W2 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 22 de setembro de 2018
paulo campos
Acompanhe as dicas de Paulo Campos no quadro Super Viagem, de segunda a sábado, às 9h55, 15h30 e 20h55
paulocampos@otempo.com.br
Nesta edição, os candidatos Antonio Anastasia e Romeu Zema falam de suas propostas para o turismo. Na próxima semana, será a vez de Adalclever Lopes, Fernando Pimentel e João Batista dos Mares Guia.
Romeu Zema,
Antonio Anastasia,
PSDB, candidato ao governo de Minas Gerais pela Coligação Reconstruir Minas,
rizonte e região metropolitana já são reconhecidas por sua vocação para o turismo de negócios. Para manter essa vocação, precisamos fomentar as parcerias entre o setores público e privado, garantindo a infraestrutura. Cabe à iniciativa privada manter a rede hoteleira e os atrativos turísticos. Em nosso tempo no governo, tivemos iniciativas importantes para equipar a capital para grandes eventos nacionais e internacionais, como a Linha Verde e a modernização e expansão do Aeroporto Internacional de Confins, que permitiu ampliar a movimentação de passageiros e atrair voos diretos para destinos internacionais. Por meio de parcerias, o Estádio Independência e o Mineirão foram transformados em arenas multiúso. Tentamos também criar um grande centro de convenções, e nesse ponto temos uma deficiência. Vamos retomar esse projeto e as parcerias, hoje em uma nova realidade. Sabemos que o Tesouro está deficitário, mas vamos trabalhar com muita energia para, junto com o setor, encontrarmos soluções criativas.
Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (Abih-MG). Qual o percentual do Orçamento do Estado para fomento e geração de emprego no turismo de Minas Gerais? O turismo é uma das fontes de renda que mais geram emprego, com menor investimento e mais rapidez. Reconhecemos a importância estratégica do setor para reconstruirmos Minas, mas é prematuro falar em percentual do Orçamento para cada área dada à crise financeira do Estado. Infelizmente, o atual governo levou o Tesouro do Estado à falência, e nosso primeiro esforço será equilibrar as contas. Mesmo com poucos recursos no início, vamos buscar parcerias com a iniciativa privada, como fizemos no passado.
Associação Brasileira das Agências de Viagens (AbavMG). Qual é a sua posição quanto a um investimento forte na área de turismo em Minas Gerais, já que a indústria do turismo é considerada atualmente uma das principais no mundo e levandose em conta o fabuloso patrimônio histórico do Estado e nossas maravilhosas estâncias hidrominerais, tão valorizadas na Europa e que hoje
se encontram em total abandono? Minas Gerais tem um potencial turístico único, por seu patrimônio histórico, diversidade regional, culinária, belezas naturais e artesanato. Diante dessa riqueza, é inegável que temos um cardápio de ações a fazer de forma coordenada e em parceria com a iniciativa privada em um setor que preserva nossa identidade e tem papel fundamental para a recuperação econômica e para a geração de emprego. O turismo é uma verdadeira boia de salvação para a retomada do desenvolvimento. A Espanha fez isso na década de 80, Portugal fez isso, e temos ainda exemplos de Estados brasileiros. Hoje, infelizmente, Minas vive uma crise sem precedentes. Estamos preparados para enfrentar a crise. Reitero: vamos encontrar soluções criativas em parceria com a iniciativa privada para uma política ofensiva no turismo, focada na ampla divulgação.
É prematuro falar em nomes para o secretariado. Asseguro que, eleito, teremos renovação de quadros, uma equipe técnica, com especialistas nas diversas áreas de atuação, inclusive no turismo Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais (Fecitur). Gostaríamos de saber qual sua proposta para fortalecer o turismo como indústria econômica em todo o Estado e se o candidato avalia a possibilidade de ter um secretário ou adjunto com qualificações técnicas na área para operacionalizar os circuitos turísticos como ferramenta de gestão descentralizada. Como eu já disse, a proposta é trabalhar em parceria. Nesse momento, é prematuro falar em nomes para o secretariado, para a equipe. Asseguro que, eleito, teremos uma renovação de quadros, uma equipe técnica, com especialistas nas diversas áreas de atuação, inclusive no turismo, gente que realmente entende do setor.
Instituto Estrada Real (IER). A Estrada Real é o maior projeto
turístico de Minas Gerais. A rota, com 1.630 km de extensão, é a maior do país, passando por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Como candidato ao governo, como o senhor pretende impulsionar esse projeto de alto potencial para o desenvolvimento de Estado? A Estrada Real merece e deve receber atenção do poder público, com grande potencial para alavancar o desenvolvimento regional, gerando empregos no interior do Estado, criando ou consolidando uma rede de comércio, artesanato, hotéis e restaurantes. Compete ao poder público, reconheço, garantir a estrutura viária e a divulgação, a promoção de nossos destinos e atrativos. E à rede privada, a criação e manutenção da rede hoteleira, dos atrativos e equipamentos de turismo. Vamos trabalhar em conjunto com os municípios e com as empresas para impulsionar esse projeto.
Associação Comercial de Minas Gerais (ACMinas). No caso dos candidatos à Presidência da República, tem havido um destaque especial para seus assessores na área econômica, pela expectativa de que um deles será o ministro da Fazenda. A ACMinas entende que, em Minas, essa questão é ainda mais importante, uma vez que a falência do Estado, já tão caracterizada, será o principal foco de atenção do novo governo. Quem será seu futuro secretário da Fazenda? As políticas econômicas são, de fato, determinantes em uma boa gestão, tanto as fiscais quanto as de desenvolvimento econômico. A ACMinas tem toda razão ao dizer que essa questão torna-se mais importante diante da falência à qual o Estado foi lançado pelo governo atual. Nesse momento, entretanto, seria até antiético de minha parte apontar nomes para o secretariado, uma vez que eleição se decide nas urnas. Somente após o resultado, se eleito, poderemos falar em nomes. Certamente, para conduzir a política fiscal e econômica, teremos um secretário de perfil técnico, preparado para o tamanho do desafio que vamos enfrentar para reconstruir Minas, de um lado reduzindo o peso da máquina pública, e de outro tornando o Estado atrativo para novos negócios e expansão daqueles que estão aqui.
Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau. Quais são seus planos para que tenhamos, em Belo Horizonte e nas demais cidades-polo do Estado, mais eventos nacionais e internacionais? Como será esse esforço do governo, fomentando todo o imenso trabalho executivo da iniciativa privada? A importância do turismo para a economia é fundamental, pois aumenta o consumo e a produção de bens e serviços e, consequentemente, gera mais empregos. Temos Brumadinho, com o maior museu a céu aberto do mundo, Ouro Preto, que é Patrimônio Cultural da Humanidade, a minha Araxá, com as famosas termas, e diversas outras cidades. Embora tenhamos um potencial extraordinário, a falta de planejamento pode destruir tudo isso. Nos últimos anos, Minas apresentou queda de volume na atividade turística. De 2010 a 2014, apenas dez entre os 853 municípios mineiros acumularam 60% do valor adicionado do turismo na economia. Governos passados tentaram fomentar a maior distribuição de receitas do setor entre os municípios, mas não houve sinais de melhora. Entendemos que não há como desenvolver o turismo com um Estado hipertrofiado como é hoje. Somente por meio do enxugamento da máquina pública, da concessão de serviços – principalmente os relacionados à infraestrutura – e da simplificação da carga tributária é que será possível chegar à estabilidade econômica e atrair investimentos para alavancar o turismo em Minas. O caminho para o crescimento turístico no Estado não está em mais intervenção, mas sim em um ambiente de negócios mais simples, estável e que dê maior segurança aos empreendedores.
Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (Abih-MG). Qual o percentual do Orçamento do Estado para fomento e geração de emprego no turismo de Minas Gerais? O momento atual de Minas é de muito rigor fiscal e responsabilidade para voltar a cumprir os compromissos financeiros. Pensando assim, vamos promover um ambiente mais amigável para o empreendedor da área de turismo. Atrair a iniciativa privada para explorar as concessões de estradas, uso de hidrovias e estimular a retomada dos trens de passageiros em Minas.
Associação Brasileira das Agências de Viagens (AbavMG). Qual é a sua posição quanto a um investimento forte na área de turismo em Minas Gerais, já que a indústria do turismo é considerada atualmente uma das principais no mundo, e levandose em conta o fabuloso patrimônio histórico do Estado Ge as nossas maravilhosas estâncias hidrominerais, tão
JOÃO GODINHO – 29.8.2018
JOÃO GODINHO – 27.10.2018
Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau. Quais são seus planos para que tenhamos, em Belo Horizonte e nas demais cidades-polo do Estado, mais eventos nacionais e internacionais? Como será esse esforço do governo, fomentando todo o imenso trabalho executivo da iniciativa privada? Belo Ho-
candidato ao Governo de Minas Gerais pelo Partido Novo
valorizadas na Europa e que hoje se encontram em total abandono? O investimento
que o Estado deve fazer é estimular o setor entregando mais segurança, melhores acessos e uma economia mais vigorosa. A intervenção excessiva do Estado no setor pode criar bolsões de investimento que talvez não sigam a dinâmica do mercado e acabem por desperdiçar recursos tão importantes para melhorar e facilitar a chegada e estadia dos turistas. Ninguém melhor que o empresário e empreendedor para vender as melhores características de sua região e fomentar o turismo, e bons exemplos disso são as cervejarias artesanais da região metropolitana, que têm atraído milhares de pessoas, o grande hotel de Araxá, que, depois de concedido à iniciativa privada, voltou a atrair pessoas para visitar a região. Ouro Preto conta cada vez mais com a iniciativa privada para fomentar o turismo na região, entre outros exemplos que demonstram que os indivíduos conseguem desenvolver propos-
O caminho para o crescimento turístico no Estado não está em mais intervenção, mas sim em um ambiente de negócios mais simples, estável e que dê maior segurança aos empreendedores tas de maneira mais sólidas e consistentes que o Estado tem conseguido.
Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais (Fecitur). Gostaríamos de saber qual sua proposta para fortalecer o turismo como indústria econômica em todo o Estado, e se o candidato avalia a possibilidade de ter um secretário ou adjunto com qualificações técnicas na área para operacionalizar os Circuitos Turísticos como ferramenta de gestão descentralizada. Idealmente, os atores do setor de turismo deveriam se organizar em instituições independentes do Estado e articular com o governo maneiras de destravar o crescimento dessa indústria tão importante. Se eleito, vou estimular essa maneira mais orgânica de participação da sociedade no desenvolvi-
mento do Estado. O envolvimento político em ações de fomento ao turismo em Minas só tem levado ao desperdício de dinheiro público, pois inibe iniciativas autônomas e legítimas de instituições privadas que têm muito mais conhecimento. Basta olhar para o cassino em Lambari, onde já foram contratados mais de R$ 900 mil para um projeto de Museu das Águas, que mais parece uma reedição do Hidroex, quando sabemos de iniciativas de empreendedores que teriam interesse de conceder o espaço, sem qualquer uso de recurso público para instalação de um Museu de Arte Sacra, mas que politicamente não gera benefícios para o governo.
Instituto Estrada Real (IER). A Estrada Real é o maior projeto turístico de Minas Gerais. A rota, com 1.630 km de extensão, é a maior do país, passando por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Como candidato ao governo, como o senhor pretende impulsionar esse projeto de alto potencial para o desenvolvimento de nosso Estado? O que o Estado pode e deveria fazer é estimular o uso comercial desse caminho, que tem história tão rica. O Estado se colocando como grande incentivador da Estrada Real, e como único investidor, apenas fez com que ela se transformasse em atoleiro em alguns pontos e trilha abandonada em outros. Nosso governo quer fomentar a iniciativa e a criatividade da sociedade para fazer o turismo trilhar caminhos que passem, por exemplo, pela infraestrutura robusta.
Associação Comercial de Minas Gerais (ACMinas). No caso dos candidatos à Presidência da República, tem havido um destaque especial para seus assessores na área econômica, pela expectativa de que um deles será o ministro da Fazenda. A ACMinas entende que, em Minas, essa questão é ainda mais importante, uma vez que a falência do Estado, já tão caracterizada, será o principal foco de atenção do novo governo. Quem será seu futuro secretário da Fazenda? Temos trabalhado em equipe para a construção de um plano emancipador. Que simplifique e onere menos os empreendedores e empresários que ajudam Minas a criar novas oportunidades e mais riqueza. Nosso secretariado será técnico e voltado para simplificar a tributação, fomentar o crescimento de Minas Gerais. Certamente não serão indicações políticas, características dos últimos governos de Minas.
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte 22 de setembro de 2018
O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 22 de setembro de 2018
Brejo (I)
Em processo de restauração A igreja de Nossa Senhora do Rosário passa por um processo de restauração – nos trabalhos, foram encontrados detalhes das pinturas originais de seu altar, escondido por camadas de tinta. A igreja foi construída em estilo nacional-português, com naves com campas e tribunas laterais. Hoje, ela se encontra no território do distrito de Brejo do Amparo, a 9 km do centro de Januária. PETRÔNIO SOUZA/DIVULGAÇÃO
turismo
Januária
Para contemplar as belezas do Velho Chico Praias, cachoeiras, balneário, pantanal, cachaça e artesanato fazem da cidade do Norte de Minas um atrativo para turistas o ano todo Petrônio Souza
Especial para o Turismo
Brejo (II)
Um ofício quase em extinção Em Brejo está o único dorneiro da região, que, além de fazer dornas, tonéis e barris de madeira artesanais, dá manutenção nos alambiques. Vicente Dias mantém viva a tradição centenária da família, conservando um ofício quase extinto no Brasil. Os pequenos barris de madeira para domícilio, de 1 L, são vendidos a R$ 75. I (38) 99997-4641. PETRÔNIO SOUZA/DIVULGAÇÃO
Reza a lenda que Januária tem esse nome em homenagem à filha de dom Pedro I com a princesa Leopoldina, Januária de Bragança. E, assim como a irmã mais velha de dom Pedro II, a cidade também é uma princesa desconhecida dos brasileiros. Só assim mesmo para explicar o tesouro que se esconde ali, quase esquecido. Nos arredores da cidade, estão o Vale do Peruaçu, maior conjunto de cavernas da América Latina; o único pantanal existente em Minas Gerais; e a segunda igreja construída no Estado. Todas essas joias estão circundadas pelo rio São Francisco, com praias paradisíacas em determinados períodos do ano. Para brindar esse cenário de belezas, só mesmo com uma cachaça de Januária, já eleita por especialistas como uma das melhores do Brasil.
pio vizinho de Matias Cardoso, em 1673, e a segunda – de Nossa Senhora do Rosário – de Januária, em 1688. E ela está lá, de pé, até hoje. Muitos dos casarões históricos de Januária estão espalhados pelo centro da cidade, como a conhecida rua da Cultura, com o casario preservado e o calçamento em lajota tombado. Na charmosa rua Visconde de Ouro Preto
PETRÔNIO SOUZA/DIVULGAÇÃO
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localiza-se o Centro de Artesanato, com biblioteca comunitária no quintal e sugestiva placa: “Lê, leia e devolva”. Além do artesanato do Norte de Minas, há, ainda, uma sala dedicada aos artistas de Januária e espaço para eventos.
Memória O prédio da antiga cadeia ganhou nova função e nome, Casa da Memória. As antigas celas foram transformadas em escolas de música, artesanato e artes plásticas e lojas de artesanato. A parte superior, onde funcionava o antigo fórum, foi transformada em teatro de 80 lugares. Lá se encontra um memorial com
relíquias das primeiras famílias, como fotos, objetos, vestimentas e oratórios. Perto dali está o Mercado dos Produtores, com oferta de produtos da agricultura local, além de cachaças, artesanato, temperos, carne de sol e muitas outras iguarias da região. O mercado é o local ideal para um happy hour. PETRÔNIO SOUZA/DIVULGAÇÃO
História A porção Norte do Estado foi a primeira a ser habitada em Minas Gerais. Os primeiros colonizadores que vieram da Bahia tinham como referência o rio São Francisco. Prova disso é que na região eles construíram a primeira igreja do Estado, no municí-
Centro de Artesanato, uma síntese do Norte de Minas
Único pantanal fora dos limites do Mato Grosso A 20 km da vila de Pandeiros está o surpreendente pantanal do rio Pandeiros. Com visitação controlada, é um importante berçário do São Francisco, com 70% das espécies que habitam o rio. Diante da aridez do Norte mineiro, o Pantanal mineiro é um santuário que compreende 390 mil hectares, que vão desde os limites Januária até os municípios de Cônego Marinho e Bonito de Minas. Lá, a vida brota em todos os lados. A cada momento somos despertados pela algazarra da bicharada. Quase todas as espécies de peixes do médio São Francisco são encontradas ali. As visitas ao pantanal não são cobradas e são realizadas com o acompanhamento de funcionários da unidade de conservação. Durante a visitação, pode ser vista toda a biodiversidade do pântano mineiro, além de espécies vegetais endêmicas, aves, peixes, mamíferos de pequeno e médio porte, répteis e anfíbios, alguns só encontrados ali. (PS)
PETRÔNIO SOUZA/DIVULGAÇÃO
Produção da cachaça é tradição antiga na cidade
Artesanato
Do Norte de Minas Gerais No Centro de Artesanato é possível encontrar peças produzidas em todo o Norte de Minas, como as cerâmicas do Candeal, de Cônego Marinho, e Xacriabá, da tribo indígena homônima, de São João das Missões; carrancas; miniaturas de vapores; bonecas em cabaças; papel machê; esculturas; artesanato em tecidos; e muitos outros suvenires.
Brejo do Amparo se destaca pelos alambiques que produzem cachaça artesanal
Januária possui algumas das melhores cachaças do Brasil, muitas delas premiadas no exterior são, inclusive, produto de exportação, e há vários alambiques no município, alguns de tradição familiar. No centro da cidade existem muitas lojas mantidas por produtores, todas bem-estruturadas e com espaço para degustação. A maior concentração de alambiques está no distrito de Brejo do Amparo, a 6 km
do centro de Januária, onde, além de mostrar ao turista o processo de produção da cachaça, é oferecida a degustação de cachaças produzidas e envelhecidas. Lá, um exemplo é o centenário alambique da família Zé Marinho, que conserva há 106 anos uma produção totalmente artesanal – todo o processo é feito com dornas de madeira. No local, os seis tipos de cachaças produzidos variam de R$ 5 a R$ 26 o litro.
Outra cachaça encontrada na região é a Januária Autêntica, que tem, junto ao alambique, uma pequena loja e espaço para degustação e demonstração da fase final da produção e do engarrafamento. Há, inclusive, uma dorna com cachaça envelhecida que só é engarrafada na hora para o turista, a preços que variam entre R$ 18 e R$ 22 o litro. No local, também pode-se escolher o modelo da garrafa a ser utilizado. (PS)
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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte 22 de setembro de 2018
Centro histórico de Jauária
Saiba mais Como chegar: Pegue a BR–040 em direção à Paraopeba, depois a BR–35. De ônibus, tarifa a partir de R$ 183,98. codemge.com.br Onde se hospedar: Pousada Viva Maria: (38) 3621-1414 ou hotelvivamaria.com.br O que ver: Alambique Família Zé Marinho: (38) 99805-6199 Cachaçaria Januária Autêntica: (38) 98838-3083 Pantanal Mineiro: Visitas agendadas pelo e-mail neilton.neves@meioambiente.mg.gov.br. PETRÔNIO SOUZA/DIVULGAÇÃO
Prainha com boa estrutura
Ponte Pencil sobre o rio Pandeiros, na área do chamado “Pantanal mineiro” ACERVO IEF]/DIVULGAÇÃO
Uma das cachoeiras do balneário do rio Pandeiros, na vila homônima
Balneário do rio Pandeiros Balneário (I). A 40 km de Januária, pela MG–479, fica o balneário do rio Pandeiros, com três cachoeiras em um raio de 1 km de distância. Mais adiante, o rio forma o pantanal do rio Pandeiros. O balneário é vizinho à Vila de Pandeiros, onde existem pousadas domiciliares e locação de casas ao preço médio de R$ 30 por pessoa.
Balneário (II). Possui área de camping, estacionamento, banheiros, bar, restaurante e rústico restaurante de frente para a terceira cachoeira, onde se come um frango caipira a R$ 120 (a porção para até dez pessoas), além de self-service a R$ 20 por pessoa. Para chegar ao balneário, pegue a linha Januária-Chapada Gaúcha.
Conhecida pelas belas praias que se formam às margens do rio São Francisco, Januária começou a investir nesse potencial turístico e mantém (durante o período de junho, julho e agosto) um bom receptivo aos turistas junto à grande praia. Para esse período do ano, que coincide com as férias escolares, são montadas barracas com estrutura completa de banheiros e cozinha, dando conforto e segurança para famílias inteiras que passam o dia se banhando nas águas do Velho Chico. Aproveitando a estrutura, muitos eventos são programados na praia, como shows e apresentações artísticas, tudo remetendo ao litoral. A noite em Januária vem pela orla do rio São Francisco – região que fica junto ao centro histórico, onde se concentram os bares, hotéis e restaurantes. São muitas opções de bares com música ao vivo, além dos tradicionais pontos de encontro das cidades do interior de Minas. Os restaurantes da orla servem a boa moqueca de surubim, com preço médio em torno R$ 90 para duas pessoas. Um dos restaurantes tradicionais é o da Pousada Viva Maria (hotelvivamaria.com.br). Uma das mais antigas da cidade, a pousada oferece boa estrutura, com ar-condicionado, TV, frigobar, telefone, cama box, ducha com aquecimento central e Wi-Fi,além de restaurante com pratos típicos e regionais. (PS)
W6 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 22 de setembro de 2018
Israel (I)
Haifa e Petra no roteiro Haifa, a cidade dos jardins de Bahá’í, ao norte de Israel, na costa mediterrânea, é um dos pontos altos das viagens em grupo oferecidos pela Terra Santa Turismo. Assim como Petra, na Jordânia, uma das Sete Maravilhas do Mundo, ela também está no roteiro de 13 dias da agência mineira pela fascinante região do Oriente Médio. MINISTÉRIO DO TURIMO DE ISRAEL
Israel (II)
Com guia desde Belo Horizonte O roteiro da Terra Santa Turismo inclui aéreo, hotéis quatro estrelas com café da manhã e jantar, traslados, passeios, seguro de saúde e guia falando português. O coordenador da agência Leonardo Costa, expert em Israel, é quem acompanha o grupo. Saídas em 7/11/2018 e 4/4/2019. Acesse o site terrasantaturismoisrael.com.br ou ligue (31) 99248-0481 e (31) 3568-5254.
Araras
Pacote para o Dia das Crianças O Hotel Caminho Real (caminhoreal.com.br), em Araras (RJ), passou por reformas e está novinho para receber os hóspedes. Para o feriado do Dia das Crianças, o pacote três noites (11 a 14/10), com meia-pensão e programação especial incluindo arvorismo e tirolesa, custa partir de R$ 1.800 para o casal, com hospedagem de duas crianças de até 6 anos como cortesia. HOTEL CAMINHO REAL/DIVULGAÇÃO
turismo
Portugal
Enoturismo sob sol e clima da “Toscana lusa” Com ótima gastronomia, vinhos bem pontuados e hospedagem nas vinícolas, região vem se destacando entre os melhores destinos na Europa A uma hora de carro do Algarve e a 190 km de Lisboa, a região do Alentejo produz ótimos vinhos, recebe com gastronomia única e, ocupando um terço do território luso, concentra apenas 7,4% da população de Portugal. Publicações do mundo inteiro, como o jornal norte-americano “The New York Times” e o inglês “The Guardian”, já beberam nessa fonte, derretendo-se por esse pedaço do país. O Alentejo chegou a ser chamado de “nova Toscana”. E virou destino da moda na Europa.
culinária merecedora de estrelas e herdades charmosas, a “Toscana lusa” está em alta. E com tudo em cima. Mais acessível, barata e fácil para os brasileiros (devido ao idioma) do que a original italiana, a localidade se beneficia do clima generoso, com 300 dias de sol por ano, e manhãs quentes e noites frias, numa equação mais do que perfeita. O solo também atua a favor da viticultura. A harmoniosa combinação de calcário, argila, magnésio e areia imprime maciez, coloração e sabor aos vinhos alentejanos. Na boca, são realmente inconfundíveis.
Vinhos
Hospedagem
Com 22 mil hectares de vinhedos espalhados po toda sua extensão, o Alentejo entrou para o time dos melhores destinos europeus de enoturismo. A prática envolve receber visitantes combinando atividades rurais, boa mesa, ótimos vinhos e hospedagem familiar nas próprias vinícolas. Oferecendo vinhos pontuados nas alturas,
A região recebe com boas pousadas instaladas em vinícolas, como Herdade da Malhadinha Nova (malhadinhanova.pt) e Herdade dos Grous (herdade-dos-grous.com). Algumas estão próximas a Beja, cidade que exibe centro histórico murado, castelo com torre de mais de 40 m e vista panorâmica. Aos sábados, a praça abriga uma adorável feirinha livre.
Luciana Fróes Agência O Globo
Construção tipicamente alentejana na pousada da Malhadinha Nova
TURISMO DO ALENTEJO/DIVULGAÇÃO
Herdade do Esporão: 450 hectares plantados
Quem leva Operadora: Abreu Viagens Informações: Consulte seu agente de viagens Pacote: Inclui aéreo, duas noites em Lisboa, uma em Évora, uma em Elvas e uma em Extremoz, com café da manhã, traslados, almoço em Évora, visitas às adegas Herdade da Cartuxa (Évora), Herdade das Servas (Extremoz) e Monte da Ravasqueira (Arraiolo), todas com prova de vinho, e aluguel de carro no primeiro dia Preço: A partir de 1.829 euros por pessoa em ap. duplo para saídas em outubro
turismo
7W O Tempo - Pampulha - Super Notícia
LUCIANA FRÓES/AGÊNCIA O GLOBO
Belo Horizonte 22 de setembro de 2018
TURISMO DO ALENTEJO/DIVULGAÇÃO
Hospedagem Bicicleta e balão Boa mesa, bons sonos, bons vinhos, mais spa, piscina, passeios de balão, moto, bicicleta, cavalo, caminhadas, canoagem, piquenique (com direito a almofadas, taças, vinhos na temperatura certa) e café da manhã inesquecível, na Malhadinha Nova. Diárias para casal a 300 euros (cerca de R$ 1.457). Sobreiros e wine bar A Herdade dos Grous é um hotel de charme, com olivais, gado e porcos pretos espalhados por terreno de típica propriedade rural rodeada por sobreiros, árvores das quais se extrai a cortiça. Com 700 hectares à beira de uma barragem, a herdade oferece lago artificial para banho e recebe os hóspedes com 24 quartos e wine bar dos mais simpáticos. Fica pertinho da cidade de Beja. Diárias a 100 euros (cerca de R$ 485).
Caves na Herdade do Esporão TURISMO DO ALENTEJO/DIVULGAÇÃO
Vinhos, conforto e vista pra lá de deslumbrante da região A Herdade da Malhadinha Nova, em Beja, no Baixo Alentejo, fica a 100 km do balneário de Albufeira, no Algarve. Malhadinha Nova é um projeto iniciado em 1998, quando a família Soares comprou uma propriedade de 1926, em ruínas, sem uma vinha plantada. Rita, o marido, João, e o cunhado Paulo, à frente de 20 lojas e distribuidoras de vinhos no Algarve, transformaram a área numa pousada-butique. Une conforto e charme a características estéticas e culturais genuínas do Alentejo. A sede, em azul-celeste
e branco, é um capricho. A decoração harmoniza luminárias do alemão Ingo Maurercom artesanato local. Móveis de madeira alentejana combinam com peças do designer francês Philippe Starck. Tudo na mais perfeita ordem. Tanto que conquistou nove prêmios de melhor alojamento de enoturismo em Portugal. Para hóspedes, há dez suítes. Mais dez estão sendo construídas na área onde pastam vacas alentejanas, cochilam volumosos porcos pretos e circulam cavalos de raça pura lusitano. E “malhaTURISMO DO ALENTEJO/DIVULGAÇÃO
Degustação de vinhos em casa típica alentejana; região tem cerca de 250 vinícolas, das quais 70 recebem visitantes
dinha” é o nome que se dá à casa onde são criados os porcos pretos.
Cardápio O restaurante Malhadinha é referência em comida alentejana. O cardápio está nas mãos do chef Joachim Koerper (uma estrela Michelin em seu Eleven, de Lisboa). Os insumos usados na cozinha são produzidos no local – carnes, frutas, verduras, legumes, animais de caça e vinhos. Os preços são digestivos. O carpaccio de porco preto com lagostim e camarão do Algarve sai a € 16 (cerca de R$ 77). A galinha do campo recheada de queijo fresco de Albernoa, frutas secas, polenta e pipoca custa € 23 (cerca de R$ 112). O delicado bombom de framboesa com vinho do Porto (€ 8 ou cerca de R$ 38) fechou nossa refeição. Nas taças, vêm as tintas touriga nacional, aragonez, baga; ou as brancas arinto e roupeiro, entre outras castas do terroir da Malhadinha. As vinhas ocupam 45 hectares em produção. Outros 35 estão sendo plantados. O enólogo da casa, Luis Duarte, foi eleito o melhor de Portugal em 2018. E os vinhos somam pontuação invejável conferida por especialistas.
Estilo hotel-fazenda na Herdade do Vau, perto da cidade de Serpa
Saiba mais Pioneirismo Um dos mais emblemáticos vinhos do Alentejo é o Herdade do Esporão. E a propriedade é uma das pioneiras no enoturismo na região. O espaço já abrigou um restaurante, que colecionou prêmios gastronômicos, hoje recebe com cardápio simples e preços em conta. Há visitas guiadas, degustações e caminhadas ecológicas. A herdade fica perto de uma das mais bonitas cidades medievais do Alentejo, Reguengos de Monsaraz. Na visita, vale testemunhar a feitura de vinhos em talha, ou ânforas, um resgate do método utilizado por romanos, há mais de 2.000 anos, ali no Alentejo. Tudo é lindo, as ânforas e o projeto da adega com teto em treliças. Visita guiada com prova de três vinhos: 15 euros (cerca de R$ 72). esporao.com
Hotel fazenda 'biochic A Herdade do Vau, em Serpa, tem estilo de hotel fazenda às margens do rio Guadiana. A antiga casa de campo foi reformada em 2012 e passou a funcionar também como hospedaria. O conceito adotado ali é "biochic": conforto e sustentabilidade em ambiente simples, mas elegante. Funcionou. A casa fica em meio aos vinhedos e, na vindima, vira festa com a turma colhendo as uvas (e fazendo pisa nos lagares) nas primeiras horas do dia. Programam degustações, visitas a vinhedos e piquenique na beira do lago. Serpa, cidade com muralhas históricas, está a cerca de 20 km do hotel e a meia hora da fronteira com Espanha. A queijaria de Serpa é simplesmente espetacular. Diárias a 100 euros (cerca de R$ 481).
W8 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 22 de setembro de 2018
turismo FOTOS TURISMO DO ALENTEJO/DIVULGAÇÃO
Alentejo
Uma planície de areias douradas e muito sol Parque Natural do sudoeste Alentejano é o guardião da beleza selvagem das praias da região portuguesa, que são o refúgio ideal para quem busca o descanso perfeito Da redação O verão é uma das melhores épocas para conhecer o Alentejo. Suas belezas vão além dos vinhedos e das planícies que tanto fascinam seus visitantes, do interior até a costa, com as praias de areias douradas e os cenários cinematográficos. A dica é começar o tour por um dos mais extensos areais de Portugal, a praia de Tróia Galé, na península de Tróia. Para chegar até lá, o viajante pode pegar o Ferryboat em Setúbal. Aproveite a estadia para conhe-
cer o rico patrimônio histórico, como as ruínas romanas. Tróia também conta com atrações como a observação de golfinhos na Reserva Natural do Estuário do Sado. A 30 minutos de Tróia, seguimos para a praia do Carvalhal, em Comporta. Sua beleza singular harmoniza com a natureza do entorno, característica que a tornou uma das finalistas na eleição das Sete Maravilhas de Portugal. A 20 minutos de carro é possível descobrir o castelo de Alcácer do Sal, imponente edifício de arquitetura de estilo islâmico, e sua pacata vila.
Próximo a Carvalhal está a encantadora lagoa de Santo André, enorme reserva de água salgada situada ao lado do oceano, ótima para levar as crianças. Seguindo a costa por apenas 20 minutos chega-se à simpática cidade de Sines, que abriga um museu que conta a história do navegador Vasco da Gama.
Culinária Antes de partir para o próximo destino, não deixe de saborear a rica gastronomia de Sines. Entre as opções se destacam a açorda de marisco, a feijoada de búzios e
Banhada por um mar de ondas fortes, a praia de Zambujeira do Mar é boa para a prática de surf e bodyboard
as migas com peixe frito. Depois de recarregar as energias, aventure-se em um mergulho para ver as impressionantes formações de corais de Porto Côvo. Após um delicioso banho de mar, siga para o interior da região para apreciar as ruínas do sítio arqueológico de Miróbriga, em Santiago do Cacém. Localizado a apenas 18 km de Sines,
é um importante vestígio da ocupação romana em Portugal. Seguindo viagem rumo ao sul, a sugestão é conhecer Vila Nova de Milfontes, que, além de ter praias encantadoras, produz o vinho Cortes de Cima Branco, eleito um dos melhores do mundo. A poucos minutos de Milfontes,, já se avista a antiga freguesia de Zambujeira do
Mar, uma das mais visitadas do Alentejo. Recortada por altas falésias, de onde se pode apreciar a incrível vista para o oceano, a região conta com diversas pequenas praias. Há boas opções para praticantes de surfe e bodyboard, com águas mais agitadas e muito concorridas por seus festivais durante o verão europeu.
Guia básico Como chegar. O Aeroporto Internaiconal de Belo Horizonte, em Confins, tem voos da TAP Portugal direto direto para Lisboa. Acesse flytap.com/pt-br. LDe Lisboa a Évora, no coração do Alentejo, são 132 km. Quando ir. A melhor época para visitar o Alentejo é entre maio e outubro, quando as temperaturas são amenas e há pouca amplitude térmica.
Comporta: privacidade e sossego é o que atrai muitos dos turistas para lá
Por causa de Madonna, praia saiu do anonimato Com areia branca e mar com águas cristalinas, a praia da Comporta é uma das mais badaladas do Alentejo, irresistível até para celebridades. A cantora Madonna escolheu o destino para suas férias de verão. Ela é também frequentada pelo ator Harrison Ford e pelo designer francês Christian Louboutin. Apesar disso, Comporta é um paraíso pouco conhecido pelas turistas, e
seus visitantes podem desfrutar de uma experiência tranquila e agradável. Com uma excelente estrutura para receber turistas, há muitas opções de bares e restaurantes de gastronomia alentejana, como de hospedagem., como o hotel Sublime Comporta, em Grândola (sublimecomporta.pt). Vale também uma visita à pequena vila homônima, com suas casinhas caiadas de branco, e ao Museu do Arroz.
O que levar. O conteúdo da mala varia de acordo com a estação do ano, mas é importante levar roupas confortáveis. No alto verão, a temperatura cai para 15 ºC à noite. Fuso horário. O Alentejo está no fuso GMT +4 horas em relação ao Brasil, mas deve-se observar que não é horário de verão nos dois países. Gastronomia. A culinária local é baseada em carne de carneiro, porco preto e lebre, além de peixes e frutos do mar, temperados principalmente com coentro, orégano, salsa e tomilho. O pão típico da região acompanha todas as refeições.
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte 22 de setembro de 2018
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turismo PAULO CAMPOS
Beto Carrero (I)
Formatura no parque O Beto Carrero lançou o School Party, produto exclusivo para alunos do ensino fundamental e do esnino médio. Agora, eles podem curtir a festa de formatura no parque. O pacote inclui dois dias de passe com duas festas ao entardecer na ilha dos Piratas. O evento acontece nos dias 23 e 24/11, a partir das 18h30, incluindo snacks e três bebidas não-alcoólicas por participante, além de ambientação e iluminação especiais e DJ. Informações: (47) 99152-0835. PAULO CAMPOS
Ruínas romanas na praça de Évora PAULO CAMPOS
Tour pelo interior
Em pequenos cantos e recantos Beto Carrero (II)
Criança até 12 anos não paga Quem viaja para Santa Catarina com crianças em outubro pode dar uma esticada ao parque Beto Carrero, que está com promoção imperdível. De 1º de outubro a 2 de novembro, a entrada para criança de até 12 anos é gratuita, se acompanhada de um pagante. Nesse período, o parque funciona de quarta-feira a domingo, das 9h às 18h. Mais informações: (47) 3261-2222.
Beto Carrero (III)
O melhor da América do Sul Pelo quinto ano consecutivo, o Beto Carrero foi eleito o Melhor Parque da América do Sul pelo prêmio Travelers’ Choice, do site TripAdvisor. A premiação anual é baseada nas avaliações dos visitantes postadas no site de viagens. Ele também é um dos 25 melhores do mundo, seguindo à frente de grandes parques como Hollywood Studios e Busch Gardens, de Orlando, ambos da Walt Disney.
Cidades e vilarejos contam a história do Alentejo, esbanjam muito charme e exibem arquitetura de outros tempos Da redação As planícies que se desenrolam ao longo do rio Tejo são surpreendentes para o viajante. A paisagem é entrecortada porvinhedos, olivais e sobreiros ao norte e uma combinação de sol e praias ao sul. Entre esses cenários, cidades medievais e amuralhadas. O ponto de partida para descobrir as preciosidades do Alentejo é Évora, a maior cidade da região, com mais de 56 mil habitantes e tírulo de Patrimônio Cultural da Unesco. Comece seu passeio pela praça Giraldo, se perca no labirinto de ruelas de nomes pitorescos e conheça o templo romano, a catedral gótica, o chafariz de mármore e a igreja dos Lóios. Em Évora, o atrativo mais célebre é a igreja de São Francisco, com sua curiosa Capela dos Ossos. De Évora, vá para Elvas, a cidade-quartel na fronteira com a Espanha. Seu conjunto de fortificações – os fortes da Graça e de Santa Luzia, São Mamede, São Domingo e São Pedro – protegeram outrora a cidade dos ataques castelhanos.
Em Elvas não há rua sem palacete, sem casa histórica, sem monumento. A cada esquina encontra-se um estilo arquitetônico, do românico ao gótico, do rococó ao manuelino e ao barroco. Estando por lá, não deixe de provar doces seculares, como a ameixas de Elvas e o sericaia.
to do século XVII. Poucos desconfiam, mas a cidade é um importante destino do turismo astronômico, para observação de astros e estrelas. Bucólica, Mértola tem o mérito de estar localizada em um parque natural e ser cortada pelo rio Guadiana. Antiga cidade muçulmana, preserva construções da época, como uma mesquita que funciona como igreja católica. Se você viajar em maio, pode participar do Festival Islâmico. Vila Viçosa tem um dos edifícios mais emblemáticos de Portugal, o Paço Ducal, palácio que foi, durante séculos, o favorito da família real. A fachada de 110 m é toda revestida por mármore, e o interior abriga 50 salas, um santuário e dois museus – o de Arqueologia e o de Mármore.
Marvão, no alto do penhasco
VICTOR CARVALHO/DIVULGAÇÃO
Monsaraz, a cidade amuralhada
Tapetes Marvão No alto da serra São Mamede está Marvão, na divisa com a Espanha, que deve seu nome a um cavaleiro mourisco do século IX, Ibn Marwan. O vilarejo, em um penhasco, parece brotar da rocha. No passado, protegeu Portugal dos ataques espanhóis. Sinta-se à vontade para caminhar por ruelas e admirar casinhas branquinhas, arcos renascentistas, grades de ferro batido e janelas manuelinas. Há até um cemitério romano. Dentro das muralhas, moram apenas 94 pessoas num ritmo de vida lento. De lá, a próxima parada é Monsaraz, com um castelo medieval, dois conjuntos megalíticos pré-históricos, a Casa da Inquisição e um conven-
Por fim, Arraiolos! A cidade de ruas de pedra, casinhas brancas e lojas de tapetes – artesanato produzido com lã pura e que é uma verdadeira obra de arte. No alto de uma colina, sua muralha protege o castelo do século XIV. Para conhecer mais Arraiolos, é necessário visitar o Convento de Nossa Senhora de Assunção, que mescla os estilos arquitetônicos manuelino-mudéjar e barroco seiscentista. Seu interior é revestido por azulejos portugueses. No Alentejo, a gastronomia é uma mistura de sabores, Você pode provar iguarias típicas da região, como gaspacho, migas, pratos com amêijoas, açordas e queijos, com uma suave combinação de ervas aromáticas.
PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP
Vista geral da cidade de Elvas
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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte 22 de setembro de 2018
Caraça
Tempo de olhar para o alto e “passarinhar” Está aberta a temporada de observação de aves no santuário, que conta com mais de 380 espécies; prática ajuda na conscientização e preservação ambiental RICARDO MENDES/DIVULGAÇÃO
Leveza: beija-flor-de-papo-branco é uma das espécies comumente encontrada em áreas de Mata Atlântica
Da redação “Passarinhar”, nome poético como ficou popularmente conhecida a prática de observar aves (“birdwatching”, em inglês), é uma das muitas atividades propostas no Santuário Nacional do Caraça, localizado entre os municípios mineiros de Barão de Cocais, Catas Altas e Santa Bárbara. Em setembro iniciou-se a temporada ideal para a atividade, que se estende até março – período em que as aves estão em fase reprodutiva, portanto, mais ativas. O destino, além de ser próximo a Belo Horizonte – são apenas 120 km – tem mais de 380 espécies para observação. Tamanha diversidade se deve aos 13 mil hectares de Mata Atlântica, campos rupestres e Cerrado. Ete último propicia a existência de espécies até mesmo em risco de extinção. Entre elas estão o macuco, o uru, a águia-cinzenta e o gavião-de-penacho. Há desde trilhas mais curtas até as que levam horas de caminhada – esforço recompensado por belíssimas cachoeiras. Marcelo Vasconcelos, mestre e doutor em aves das montanhas da faixa leste do Brasil e guia do Caraça, conta que é crescente a visita de adeptos da prática e visitação no santuário, inclusive vindos de outros
países. “A atividade garante um aprendizado constante”.
Iniciantes Para começar a praticar o “birdwatching” não é necessário nenhum alto investimento ou especialização. Basta um binóculo de qualidade e um guia de bolso para auxiliar na identificação de espécies. É essencial ainda que o praticante se camufle, vestindo roupas nos tons da vegetação. O melhor horário para fazer a observação é pela manhã, quando as aves estão mais ativas. Portanto, caso queira aderir à prática, é preciso espantar a preguiça de levantar cedo da cama. Se hospedar no santuário é o mais recomendável. Assim é possível explorar as trilhas sem se preocupar com o horário de funcionamento do local.
Serviço Santuário do Caraça. Estrada do Caraça, KM 9. Acesso pelas rodovias BR–381 e MG–36 ou por trem (Estação Dois Irmãos,Barão de Cocais/MG). Aberto todos os dias, das 8h às 17h. Entrada a partir de R$ 12. Onde ficar Pousada Fazenda do Engenho. A partir de R$ 162 por pessoa em ap. duplo. Com café da manhã, almoço e jantar. (31) 3837-1939. Santuário do Caraça. Suítes Imperiais a partir de R$ 220 por pessoa em ap. duplo. Com café da manhã, almoço e jantar. Informações. Acesse santuariodocaraca.com.br RICARDO MENDES/DIVULGAÇÃO
Coruja-do-mato é bastante ativa à noite; seu canto lembra o de um sapo cururu
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turismo MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO
Tiradentes
Festival de música Começou nesta sexta-feira e se estende até domingo a edição MPB do Quatro Estações Festival, realizado na cidade mineira de Tiradentes. O Largo das Forras se transforma em um palco não apenas para a boa música, mas também para cultura e gastronomia. O Clube da Esquina é o homenageado da vez. Neste sábado, há apresentação do cantor Flávio Venturini a partir das 22h. Entrada livre. Inf.: trembier.com.br/ 4estacoesfestival/. MARCELO MENDONÇA/DIVULGAÇÃO
Tiradentes
Uma cidade como protagonista Centro histórico singular, passeio de maria-fumaça, roteiros de ecoturismo e uma culinária com ares sofisticados estão no caminho dos viajantes Da redação Um dos cenários da próxima novela das seis da Rede Globo, “Espelho da Vida”, que estreia nesta terça-feira (25), Tiradentes é queridinha dos turistas não por um ou outro atrativo, mas pelo conjunto da obra: o singelo e colorido patrimônio histórico, as ruas de paralelepípedos, as charmosas charretes, a moldura da serra de São Jo-
sé e os cheiros que emanam de cada esquina. Não tente compará-la a Ouro Preto. Não estamos falando de uma cidade barroca imponente, mas de um vilarejo acanhado que foi alçado a “star” de uma região na qual o destaque sempre foi São João del Rei. Nesta seção, destacamos seis lugares que você não pode deixar de conhecer em sua viagem à cidade histórica. FLOFILLAT/DIVULGAÇÃO
Passeio a pé pelo centro histórico O centro histórico de Tiradentes é minúsculo e pode ser conhecido em uma caminhada ou em um passeio de charrete de uma hora e 45 minutos, ao custo de R$ 50, sempre de sexta a domingo. Você pode partir do largo das Forras e vai descobrir, pelo caminho, um charmoso casario, o chafariz de São José, marco da arquitetura do século XVIII, a igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (com representações de santos
negros nos belos altares laterais),e a da Santíssima Trindade, o Museu Padre Toledo (onde viveu o famoso inconfidente) e os ateliês das ruas Resende da Costa e Direita. Se quiser ver as igrejas abertas, coisa difícil em Tiradentes, dê preferência para visitá-las aos sábados e aos domingos pela manhã, quando muitas delas realizam missas. À noite, a cidade acentua seu clima romântico com os lampiões e seus aprazíveis restaurantes, alguns à luz de velas.
PEDRO VILELA FCA/DIVULGAÇÃO
Maria-fumaça Revéillon
Ingressos já à venda A venda de ingressos para o Réveillon Amarelo e Branco do Pampulha Iate Clube (PIC) já começou pelo site ingressospic. com.br) somente para os sócios e não sócios. As atrações deste ano serão o sertanejo universitário de Du Monteiro e o axé da banda Os Baianeiros no salão de festas. Já na Pérgula, a banda Chevette Hatch se apresenta com sucessos dos anos 80. Nos dois ambientes haverá DJ. Para os jovens, boate com repertório animado.
Matriz de Santo Antônio Do acervo religioso, vale visitar a Igreja Matriz de Santo Antônio, uma das obras-primas do barroco mineiro, datada do início do século XVIII, que tem escultura de fachada esculpida pelo mestre Aleijadinho e interior rico em detalhes em ouro. Chama a atenção na igreja o grande órgão de ori-
gem portuguesa. Na alta temporada, acontece na fachada um show de luzes. Áudio do ator Paulo Goulart narra a história do monumento e suas curiosidades. Já no interior, o espetáculo fica por conta do concerto de órgão, que acontece tradicionalmente às sextas-feiras. Entrada a R$ 5 por pessoa.
Virou quase uma obrigatoriedade, ao visitar Tiradentes, fazer o delicioso passeio de maria-fumaça até São João del Rei, principalmente se você estiver acompanhado de crianças. O trajeto, de 13 km, é também um bom motivo para conhecer a cidade vizinha. O trem margeia o rio das Mortes por 40 minutos, tendo a serra de São José como cenário. A saídas acontecem de sexta a domingo, em horários não fixos, ao preço de R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia) só ida e R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia) ida e volta. Antes de entrar no trem, porém, acompanhe uma curiosidade: a maria-fumaça ser girada manualmente e mudar de sentido. Inf.: https://bit.ly/2MHbWTN
CLAUDIBERTO/DIVULGAÇÃO
Bichinho Não deixe de esticar até o povoado de Bichinho, a 7 km de Tiradentes. Por ali, a pedida é explorar as oficinas de artesanato. A pioneira é a Oficina de Agosto, que abriu as portas em 1991; a nova atração é a Casa Torta. Na volta, dê uma parada no Museu do Automóvel da Estrada Real, que reúne modelos do colecionador Rodrigo Cerqueira Moura desde 1976.
LUCIA SEBE/DIVULGAÇÃO
Réveillon (II)
Mais leve, sem obrigatoriedade Para completar, o réveillon do PIC terá lounge no sistema open bar/food e decoração especial. A boa notícia é que a diretoria do clube manteve o mesmo valor do ingresso do ano passado. O traje amarelo e/ou branco também não será obrigatório neste ano, apenas uma sugestão, e os convidados poderão levar sua bebida preferida. Informações pelo site pic-clube.com.br/reveillon2018 ou pelo telefone (31) 3516-8282.
UAITRIP/DIVULGAÇÃO
Serra de São José Museus da Liturgia e de Sant'Anna Dos museus da cidade, vale conhecer o da Liturgia (museudaliturgia.com.br), com entrada a R$ 10, e o de Sant’Ana (museudesantana.org.br), com ingressos a R$ 5. O primeiro é o único dedicado ao tema na América Latina. Com acervo de mais de 400 objetos de uso
litúrgico e peças sacras dos séculos XVIII a XX, conta com instalações audiovisuais, terminais multimídia e amplo programa educativo. O segundo está no antigo prédio da cadeia pública e reúne uma coleção de 300 imagens que representam a santa protetora dos lares, da família e dos mineradores.
Passeios pela serra de São José são uma forma diferente de conhecer Tiradentes e seu entorno. A serra pode ser desbravada a pé ou de bicicleta. Agências de receptivo locais oferecem também passeios de ecoturismo aos visitantes – trilhas com diversos graus de dificuldade, cachoeiras, mirantes, cavalgadas e alambiques.
HONDA/DIVULGAÇÃO
W Moto. Nova Honda CB Twister traz detalhes da CB 300R e passa a ter freios CBS na versão de entrada. Páginas 22 e 23 WPrévia. Saiba quais serão os supercarros que devem brilhar no Salão de São Paulo, em novembro. Páginas 16 e 17
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BELO HORIZONTE Sábado 22/9/2018 HONDA/DIVULGAÇÃO
MC LAREN/DIVULGAÇÃO
pampulha
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Nítida evolução
Importada em versão única dos Estados Unidos, nova geração do utilitário-esportivo Honda CR-V ficou maior e mais bem-equipada, mas cobra caro por isso; modelo custa R$ 189 mil. Páginas 18 e 19
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interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br
Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.
Raimundo Couto
Para terminar... RONALDO BERNARDI/AGÊNCIA RBS/ESTADÃO CONTEÚDO - 8.1.2014
O assunto é polêmico, por isso não poderia deixar de causar repercussão. Estamos há três semanas usando este espaço do Intercâmbio para debater sobre o processo para obtenção primeiro, da permissão para conduzir automóveis e, depois, da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Para refrescar a memória do (a) amigo (a) leitor (a), tudo começou depois de contar aqui os “apuros de Janaína”, uma jovem que encontrou dificuldades para superar algo que deveria ser bem mais sereno – tirar a tão sonhada carteira de motorista. Na sequência, o leitor Abner Bragança nos enviou um email nos contando sobre como em países desenvolvidos, como nos Estados Unidos, o cidadão tem acesso à licença para dirigir. Hoje, encerrando a celeuma, abrimos novamente o espaço, dessa vez para Gláucio Macedo, outro leitor do Su-
per Motor, que é empresário e proprietário de autoescola e que em outra oportunidade também já manifestou seu ponto de vista. Com a palavra, Macedo. “Venho acompanhando a coluna (Intercâmbio) sobre o processo de habilitação e gostaria de deixar minha opinião, pois sou proprietário de autoescola e especialista no setor. Primeiramente, esse estresse que gera o momento do exame de direção é decorrente de nossa educação desde novos. Não somos acostumados a realizar testes práticos, e não somos educados no decorrer de nossas vidas com testes assim. Na maioria das vezes, fazemos provas escritas, portanto, nos momentos raros que somos analisados na prática, passamos por situações adversas, que podem nos levar ao limite mental e físico”, opina Macedo. E ele prossegue: “Outro ponto crucial é a preparação para realização dos exames de direção. Atualmen-
“Para Macedo, é preciso investir em conscientização e educação no trânsito para ter pessoas mais preparadas para conduzir um veículo.” te, o aluno precisa fazer cinco aulas no simulador e, no mínimo, 20 aulas de prática de direção. A maioria dos alunos, quando finaliza o processo das aulas práticas, querem agendar seu exame de direção. Ao fim da carga horária obrigatória, damos um feedback geral para o aluno informando sobre os pontos positivos e os pontos a desenvolver. No entanto,
Candidata a CNH realiza aulas em simulador de autoescola na preparação para o exame prático mesmo advertindo que ele precisa treinar mais, se o aluno optar por agendar o exame não podemos impedi-lo. Portanto, na maioria das vezes, é necessário fazer mais aulas, praticar mais para aprender mais e também ficar preparado para o exame de rua. Na realidade, isso não acontece”, revela. O problema, segundo Macedo, esbarra na questão financeira. “O aluno sempre fala que não tem mais dinheiro. Mas precisamos lembrar que tirar a Permissão para Dirigir é investimento. Nossa
cultura brasileira é diferente de outros países. Os índices de mortalidade no trânsito são altos. Frequentemente, vemos alunos na sala de legislação que não dão a devida importância às leis. O Código de Trânsito Brasileiro nos ensina quais são nossos direitos e deveres, e quanto mais conhecimento, maior a responsabilidade. O trânsito brasileiro é violento, muitas pessoas morrem anualmente por acidentes. O principal motivo é a imprudência em que o condutor desrespeita as leis de trânsito colocando
em risco sua vida e a dos outros a sua volta”, reflete o dono de autoescola. Para Macedo, é preciso investir em conscientização e educação no trânsito para ter pessoas mais preparadas para conduzir um veículo. Ainda na opinião dele, o processo de habilitação no Brasil possui várias fases em decorrência da nossa cultura. “Peço a todos os condutores de veículos conscientização, educação e responsabilidade em conduzir um veículo para que possamos ter um trânsito melhor”, finaliza.
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Corporativo
Diretor da FCA visita O TEMPO O novo diretor de comunicação corporativa e sustentabilidade da Fiat Chrysler Automóveis (FCA) para a América Latina, o jornalista Fernão Silveira, visitou a sede da Sempre Editora na última semana. Na oportunidade, o executivo pôde conhecer as redações dos jornais O Tempo, Super Notícia, Pampulha e o portal O Tempo, além do moderno parque gráfico da empresa e dos estúdios da rádio Super Notícia 91,7 FM. CRISTIANE MATTOS
Airbags mortais
Casos no Brasil chegam a 30
super motor
Prévia
Supermáquinas com desembarque próximo Salão de São Paulo marcará a estreia de vários carros de luxo no país; entre eles o Rolls-Royce Cullinan, SUV mais caro do mundo Igor Veiga Faltando pouco menos de dois meses para o Salão do Automóvel de São Paulo, algumas das principais montadoras do mundo confirmaram para o evento o lançamento de uma nova leva de supermáquinas no Brasil. Ferrari, Lamborghini, McLaren e Rolls-Royce irão trazer modelos inéditos que prometem surpreender as mais de 700 mil pessoas aguardadas para a 30ª edição do evento internacional, que acontece entre os dias 8 e 18 de no-
vembro, no São Paulo Expo. Entre as principais novidades está a Ferrari 488 Pista, o V8 biturbo mais potente da marca, que estreou no Salão de Genebra, em março deste ano, e que não deve custar menos do que R$ 3 milhões no Brasil. Além da 488 Pista, a marca italiana também mostrará em São Paulo a Portofino, modelo sucessor da Ferrari Califórnia, o mais vendido na história da fabricante. A Lamborghini, por sua vez, traz como grande novidade em São Paulo o Urus,
primeiro SUV da marca. O super utilitário-esportivo, como define a marca, desembarcará no Brasil custando a “bagatela” de R$ 2,2 milhões. Equipado com motor 4.0 V8 biturbo de 650 cv e 86,6 kgfm de torque e um câmbio automático de oito marchas, o Urus vai de 0 a 100 km/h em 3,6 segundos.
Conversível poderoso Outro modelo que vai passear pela primeira vez no Brasil será o Lamborghini Huracán Performante Spyder, um dos conversíveis mais rápidos do mundo. O italiano é fabricado com composto forjado – material que substitui fibra de carbono e é mais leve. Seu motor 5.2 V10 aspirado de 640 cv e 6,2 kgfm de torque atinge a velocidade máxima
de 325 km/h e leva o bólido de 0 a 100 km/h em apenas 3,1 segundos. O supercarro é equipado com câmbio automático de sete marchas e sistema de tração integral. Ainda não há estimativa de preço para a nova máquina no Brasil, mas para se ter ideia a versão convencional do Huracán Performante é vendida aqui por R$ 3,3 milhões. Outra superatração confirmada no Salão de São Paulo é o Cullinan, da Rolls-Royce, o primeiro SUV da marca inglesa considerado o mais luxuoso e caro do mundo. Lançado neste ano, o Brasil será um dos primeiros países a exibir o Cullinan, que tem 5,34 m de comprimento. Para tanto espaço e luxo, muita potência: motor 6.7 V12 biturbo, com 571 cv.
A Toyota admitiu, na última segunda-feira, ter registrado um caso de airbag defeituoso rompido, que não passou pelo mega-recall do equipamento fabricado pela Takata. O caso foi em 2017 e ocorreu com um Corolla 2002, na região Norte do país. Ninguém se feriu. Na semana passada, a Honda também assumiu outros 28 casos de acidentes com os chamados “airbags mortais”. Em 11 deles houve feridos por estilhaços de metal após o acionamento do airbag.
Chevrolet
Novo Malibu de volta ao Brasil? A Chevrolet registrou o novo Malibu 2019 no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). Na geração anterior, o sedã médio-grande teve cem unidades vendidas no Brasil em 2010, apenas para concessionários, mas a Chevrolet avaliou que o modelo não tinha viabilidade no mercado naquela época. Nesta nova versão, o Malibu adota a atual identidade visual da marca, já aplicada no Cruze.
O inédito Cullinan da Rolls-Royce será privilégio para poucos e deve custar R$ 3,2 milhões
Urus é o primeiro SUV da Lamborghini e com desempenho de superesportivo
Serviço O quê. Salão Internacional do Automóvel de São Paulo Quando. 8 a 18 de novembro de 2018 Horário. das 13h às 22h/ das 11h às 19h (no dia 18) Onde. São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, KM 1,5) Ingressos e informações. salaodoautomovel.com.br
Lamborghini Huracán Performante Spyder promete ser outra estrela do Salão de São Paulo; conversível também passa dos R$ 3 milhões
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FOTOS DIVULGAÇÃO
McLaren Senna tem presença confirmada Entre os superesportivos, outro modelo que promete render vários posts e selfies nas redes sociais é o McLaren Senna, o carro de estrada mais rápido já produzido pela marca inglesa, que atinge 340 km/h e acelera de 0 a 200 km/h em 6,8 segundos. Com esse desempenho alucinante proporcionado pelo motor 4.0 V8 biturbo, de 800 cv, o McLaren Senna é fiel às habilidades lendá-
rias do tricampeão de Fórmula 1, o eterno Ayrton Senna, que tem uma verdadeira legião de fãs. Foram produzidas apenas 500 unidades do modelo fabricado na Inglaterra e com tecnologias que vão desde suspensão ativa a aerofólio traseiro duplo, e todas já vendidas. Três delas para o mercado brasileiro e por aproximadamente R$ 8 milhões, cada uma. (IV)
Ferrari 488 Pista estreou no Salão de Genebra, em março, e estará presente no autoshow paulistano Três unidades da Senna foram vendidas no Brasil, por R$ 8 mi, cada
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América Latina
Onix segue como o mais vendido Pelo terceiro ano consecutivo, o Onix foi o carro mais vendido na América Latina, no primeiro semestre de 2018. Conforme pesquisa divulgada pela Focus2Move, foram vendidas no período 132.314 unidades do hatch da Chevrolet. O vice-líder é o Ford Ka, com 99.085 unidades. A terceira posição é da Toyota Hilux, única picape na lista dos dez mais com 77.008 unidades vendidas. O ranking inclui números de 41 países, embora os resultados sejam pautados justamente pelos três maiores mercados: Brasil, México e Argentina. CHEVROLET/DIVULGAÇÃO
super motor Avaliação
Para famílias grandes e modernas Quinta geração do Honda CR-V ganha potência e tecnologias que reforçam a vocação familiar; modelo ficou maior e agora é importado dos EUA Márcio Maio Auto Press
O Honda CR-V é o SUV mais vendido do mundo. Apenas no ano passado, foram 750 mil unidades emplacadas em todo o planeta. Só isso já justificaria o cuidado que a marca nipônica teve ao desenvolver a quinta geração do modelo, que passou a ser vendida no Brasil em abril último. Mas outro detalhe fez com que o empenho no novo projeto fosse ainda maior: nunca o mercado global esteve tão próspero para os utilitários
esportivos. Com isso, coube à Honda adotar novidades no modelo que fossem além do apelo estético. E as alterações contemplaram até a adoção de, pela primeira vez, motorização turbo no carro – a mesma que equipa a versão de topo Touring do sedã médio Civic, só que recalibrada para dar ainda mais vigor ao crossover de 1.607 kg. No Brasil, o CR-V chega apenas em sua configuração mais abastada, a Touring, que utiliza propulsor 1.5 turbo a gasolina de 190 cv, ou seja, 17 cv a mais que
no Civic 10, com quem o CR-V compartilha a chamada plataforma global compacta da Honda e seus conteúdos. O câmbio CVT simula sete marchas e a tração é on demand, preferencialmente dianteira, mas capaz de transferir até 50% de sua força para o eixo traseiro.
Mais tecnológico Entre as melhorias que o modelo recebeu nessa nova geração estão itens como freio de estacionamento elétrico, head-up display, tampa traseira com sensores para abertura e fechamento
elétrico, monitoramento de cansaço do motorista e iluminação full LED. O painel de informações também mudou e ganhou uma tela em TFT de alta definição de sete polegadas. Além disso, a central multimídia, que é bem completa e interage com smartphones, exibe também as imagens de uma câmera instalada no retrovisor direito sempre que a seta para essa direção é acionada, garantindo uma visibilidade melhor ao motorista. A lista de itens de série contempla ainda seis airbags, ar-condicionado de duas zonas, volante multifuncional, controle de cruzeiro, teto solar, chave presencial, sensores de chuva e luminosidade e revestimento em couro. O preço, no entanto, é pouco convidativo: são R$ 189 mil. Se bem que já é de praxe na Honda adotar valores acima da concorrência, fazendo-se valer da credibilidade conquistada não apenas por aqui, mas ao redor de todo o globo terrestre. O que, verdade seja dita, não costuma afetar seus negócios no Brasil.
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189 mil Novo Honda CR-V Touring
Novas lanternas em formato bumerangue chamam atenção na parte traseira e também nas laterais
Por dentro, destaque para a nova central multimídia e o head-up display para o motorista
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FOTOS HONDA/DIVLUGAÇÃO
SUV ganhou um design jovial e ficou mais parecido com o Civic
Luzes diurnas em LED também são novidade no SUV da Honda
Refinamento tecnológico voltado para o conforto As tecnologias a bordo do novo Honda CR-V merecem destaque. A central multimídia é moderna e o painel de instrumentos digital em alta resolução, com sete polegadas, favorece bastante a interação entre o carro e o condutor. Ao se acionar a seta à direita, o recurso batizado como LaneWatch projeta na tela central a imagem da faixa da direita captura por uma câmara instalada no retrovisor externo. Na hora das viagens ou das compras no mercado ou no shopping, o por-
ta-malas obedece a um sensor sob o para-choque e é só passar o pé próximo que a tampa se abre ou se fecha automaticamente. É, sem dúvidas, um carro extremamente familiar. Na pista, o motor 1.5 turbo de 190 cv de potência e 24,5 kgfm de torque se mostra bem ágil em ambas situações. A suspensão, apesar da altura elevada do modelo – 1,67 m –, consegue manter a carroceria neutra diante de curvas mais acentuadas. (MM/AP)
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Tecnologia
Ônibus com motor a GNL A Scania vai apresentar o primeiro ônibus com motor a Gás Natural Liquefeito (GNL) no Salão Internacional do Automóvel em Hannover, na Alemanha. O Scania Interlink Medium Decker que estará no salão é um MD de 13 m, com um motor a GNL com autonomia de até 1.000 km. Com isso, a Scania informa que vai ampliar a gama de opções de combustível alternativo para viagens sustentáveis em ônibus. No salão também será apresentado o Scania Citywide elétrico, que funciona por meio de baterias. SCANIA/DIVULGAÇÃO
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Transporte
Por um futuro 100% livre da poluição Estande da Iveco no Salão de Hannover, na Alemanha, terá foco em gama de produtos movidos a combustíveis alternativos Igor Veiga
A participação da Iveco na 67ª edição da IAA Commercial Vehicles, o mais importante evento internacional do setor de veículos comerciais, que será realizado em Hannover, na Alemanha, de 20 a 27 de setembro, vai destacar os benefícios ambientais de longo alcance do Gás Natural Veicular (GNV) e da tecnologia elétrica. A Iveco trabalhará em
colaboração com a Shell, com quem compartilha a crença de que a descarbonização do setor de transporte requer uma série de combustíveis e tecnologias. No transporte de cargas e de passageiros, o GNV, por exemplo, proporciona redução de mais de 90% das emissões de NO², 99% de material particulado e 95% de CO² com biometano. “A pressão sobre o diesel está aumentando, já que a opinião pública se voltou contra ele. As instituições da
União Europeia e os governos estão introduzindo políticas e subsídios para apoiar a conversão de frotas para tecnologias ecológicas. Na IAA, a Iveco, em colaboração com a Shell, demonstrará que sua oferta completa movida a tração elétrica e GNV está disponível como uma alternativa viável aos veículos a diesel”, afirma Pierre Lahutte, presidente mundial da Iveco.
Modelo pioneiro Ao todo, serão 18 produtos em exposição pela Iveco, entre eles cinco versões do Daily Hi-Matic Natural Power, o primeiro veículo comercial leve movido a GNV com caixa de câmbio automática de oito marchas. Outro destaque no espaço da marca é o minibus
elétrico Daily, de emissão zero, que oferece a solução perfeita para o transporte de pessoas no tráfego dos centros das cidades. Na linha de caminhões, o estande terá a versão movida a gás natural do Iveco Eurocargo, eleito caminhão do ano na Europa há dois anos. Para missões de longas distâncias, a marca italiana mostrará um Stralis NP 400, rígido de 26 t, com carroceria refrigerada. O Stralis NP 400 inclui três tanques de GNV com autonomia de 1.000 km. Os veículos expostos incluirão versões articuladas e rígidas. Entre eles, o mais recente lançamento da Iveco, o Stralis NP 460: eleito o caminhão de baixa emissão de carbono do ano, no Reino Unido.
Ford Transit
Ford revelará nova geração A Ford prepara a apresentação da nova geração do Transit também no Salão de Hannover. O modelo só deve ser lançado em meados de 2019 na Europa. Além de um novo visual, o utilitário deve ganhar novos motores a diesel e uma versão híbrida com bateria de íons de lítio, de 48V, usando essa energia armazenada na operação do motor e dos demais componentes elétricos. A autonomia ultrapassa os 500 km.
Mercedes-Benz
Com tempero brasileiro Entre os destaques da Mercedes-Benz no Salão de Hannover estarão dois modelos da marca alemã que são fabricados no Brasil: o caminhão leve Accelo 815 e o semipesado Atego 1725 4x4, ambos produzidos na planta da marca alemã em São Bernardo do Campo (SP). O Accelo e o Atego fabricados no Brasil são exportados para vários países, com destaque para alguns da África e do Oriente Médio.
Linha Daily Blue Power será destaque no estande da Iveco em Hannover e foi eleita campeã do prêmio Van Internacional do Ano 2018, concedido na Europa
Marca também exibirá nova tecnologia para os trólebus Pela divisão de ônibus da Iveco, a marca optou por reduzir a bateria a bordo do veículo ao mínimo com sua tecnologia de carregamento em movimento destacada no novo Iveco Crealis elétrico. Esse ônibus combina cabos elétricos suspensos com uma pequena bateria de bordo. Isso significa que uma nova rota de ônibus
elétricos pode ser implantada mesmo que haja trechos sem cabos suspensos, reduzindo consideravelmente a complexidade e os custos, sem perda de tempo para recarga. A tecnologia de carregamento em movimento do Crealis recebeu o prêmio de inovação do Paris Salon du Transport Public 2018 com essa novidade. Para o transporte públi-
co, a Iveco exibirá o Crossway Low Entry Natural Power, ganhador do título Ônibus Sustentável do Ano, na Europa. Esse veículo apresenta um design exclusivo, com os tanques de gás natural integrados no espaço do teto, tem autonomia de até 600 km e proporciona alto desempenho e baixas emissões. (Da redação)
Crealis pode rodar mesmo onde não há cabos elétricos suspensos
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FOTOS IVECO/DIVULGAÇÃO
Iveco Stralis 460 NP é um dos mais recentes produtos da marca; é movido a gás natural e com transmissão automatizada
Stralis X-Way é outro produto da Iveco já movido a gás natural
Outro destaque da Iveco em Hannover será o Eurocargo NP
W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 22 de setembro de 2018
Novidade
BMW lança nova R 1250 GS A BMW lançou a sua nova bigtrail R 1250 GS 2019. Esse novo modelo chega com motor boxer de 1250 cc que gera mais potência e torque e menos consumo de combustível e emissões de poluentes. Para atingir essas novas especificações, a BMW desenvolveu intensamente o novo motor e adicionou a tecnologia “BMW ShiftCam Technology”, que permite a variação no tempo e curso de válvula na admissão, além de uma abertura assíncrona das mesmas. A nova BMW R 1250 GS agora produz 136 cv de potência máxima a 7.750 rpm) e 14,3 kgfm de torque a 6.250 rpm). BMW/DIVULGAÇÃO
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Brecadas mais
14.990 Honda CB Twister 250F ABS
seguras por um preço menor Honda renova o visual da CB 250F Twister, que passa a contar com sistema de freios combinados, CBS, desde a versão de entrada Eduardo Rocha Auto Press
A Honda reina absoluta entre os modelos de baixa cilindrada no Brasil, mas nem por isso se acomoda. Sempre que é obrigada a fazer alguma adequação a novas normas, usa a ocasião para evoluir suas motocicletas. Esse foi o caso da linha 2019 da CB 250F Twister. Por causa da legislação, a fabricante tinha de instalar um novo sistema de freios na versão de
entrada do modelo até janeiro de 2019 – a top de linha já estava adequada por contar com ABS. No caso, a marca optou por um sistema de freios combinados, ou CBS, e aproveitou para fazer pequenas melhorias no modelo, como o novo painel black-out, com fundo azul e dígitos brancos, e as luzes dos piscas em LED – antes, só a lanterna traseira usava a tecnologia. O computador de bordo agora passa a contar com dados de consumo
médio e instantâneo. Na linha 2019, a Twister passa a ostentar um novo visual, mais agressivo. Os gráficos deixam de ser detalhes e passam a dividir a superfície da moto. A cor preto sempre aparece no tanque, na carenagem do farol e no para-lama dianteiro, enquanto a cor da moto propriamente dita aparece nas laterais, aletas do tanque e faixas na carenagem do farol e no tanque. Na versão CBS, as combinações de preto são com as cores vermelha, prata e branca, com rodas de liga pintadas de preto. A Twister ABS repete a cor vermelha com rodas em preto e tem a cor laranja, em um arranjo inspirado nas cores da equipe de Moto GP, com rodas também em laran-
ja. Nos demais aspectos, a Twister não sofreu alterações. O motor é flex, monocilíndrico de 249,5 cm³ com quatro válvulas, comando no cabeçote e injeção eletrônica. Com etanol, ele rende 22,4 cv a 7.500 giros de potência e 2,28 kgfm de torque a 6.000 rpm. Ele é gerenciado por um câmbio de seis marchas. A velocidade máxima fica em torno dos 140 km/h e a aceleração de zero a 100 km/h fica pouco abaixo dos 10 segundos. A suspensão também é a mesma. Na frente, o sistema telescópico tem válvulas que controlam o fluxo hidráulico e suavizam os movimentos. Na traseira, o amortecedor único conta com duas molas com níveis de rigidez diferentes.
Concorrência fez a Honda se movimentar Ducati
Scrambler 2019 traz mudanças A Ducati Scrambler ganhou atualizações tanto no estilo quanto na mecânica na linha 2019. Agora, ela vem com farol com luzes diurnas em LED e um X em preto no centro da lente, enquanto os piscas também passaram a ser de LED. O banco está mais baixo e recebeu novo revestimento na parte superior. Na parte mecânica, a Scrambler 2019 teve algumas mudanças: ganhou embreagem de acionamento hidráulico com regulagem e ABS de curvas da Bosch. A novidade deve estrear na Europa em novembro.
A versão com CBS custa os mesmos R$ 13.990 da antiga versão de entrada; a versão ABS ficou R$ 540 mais barata, a R$ 14.990
Além da exigência legal, outro fator impulsionou a Honda a promover modificações na Twister: a rival Yamaha. Desde que a nova geração da FZ 250 Fazer chegou, em janeiro deste ano, as vendas da Yamaha passaram de 900 para próximo a 1.300 unidades mensais em média. As vendas da Honda também melhoraram. A Twister vendia, em média, 1.850 motocicletas e, este ano, tem emplacado cerca de 2.450 unidades mensais. O caso é que a Yamaha acompanhou o crescimento do segmento, que foi de 50%. Mesmo que não tenha roubado participação, a Honda está atenta ao desempenho da concorrente. (ER/AP)
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23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 22 de setembro de 2018
FOTOS EDUARDO ROCHA/CZN
A Twister é vendida com três anos de garantia sem limite de quilometragem
No painel, a mudança mais notável é a possibilidade de monitorar o consumo médio e instantâneo na nova Twister
Desempenho satisfatório e mais segurança para o piloto A Honda caprichou no visual da linha 2019 CB 250F Twister. O conceito de compor as cores com preto dá um ar agressivo e moderno ao modelo, principalmente na versão com ABS na cor laranja. Já o desempenho consegue responder bem às expectativas de um modelo do segmento. Acelera bem, vibra pouco e tem ótima ciclística, que permite contornar facilmente as curvas e manter o controle mesmo em pisos bastante irregulares. A maior novidade, no entanto, ficou por conta do sistema de freios combinados da versão de entrada, o CBS. Ele conta com discos nas duas rodas, sendo a traseira com um cáliper de um pistão e a dianteira com outro de três pistões em linha. Sempre que o freio traseiro for acionado, o pistão central dianteiro também entra em ação. O CBS não é como um ABS, que impede que a roda seja bloqueada, mas aumenta muito a eficiência
de frenagem e mantém a moto equilibrada durante o processo de desaceleração da motocicleta. A vantagem do sistema é impedir a frenagem apenas com a roda traseira. Esse hábito é reconhecidamente errado – tanto que a
inclusão do CBS foi exigida pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) – , mas é estimulado nas motoescolas para as provas de habilitação do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). (ER/AP)
Rodas em cor laranja são exclusivas da versão mais cara, com ABS
W24 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 22 de setembro de 2018
super motor FOTOS DIVULGAÇÃO
Mercado
Novidade em Belo Horizonte Inaugurado, no último domingo, o Feirão de Veículos do Expominas Da redação Inaugurado no último domingo, o Feirão de Veículos do Expominas já entrou para o calendário
dos mineiros. O evento foi projetado com o intuito de proporcionar para os expositores e visitantes um ambiente confortável e seguro, onde comprar e vender
Estacionamento do Expominas é ideal para realização do evento
A expectativa é reunir cerca de 6.000 pessoas por domingo
seu veículo possa se tornar um programa para toda a família, com espaço kids totalmente gratuito, com monitores em todos os brinquedos, além de hall de ser-
2.500 vagas disponíveis para expositores e mais de 500 vagas para visitantes. Os compradores têm uma facilidade especial: na feira do Expominas é
viços automotivos e espaço para alimentação com diversos food trucks. O feirão é de fácil acesso pela avenida Amazonas ou de metrô, e conta com
possível negociar o crédito para compra do veículo com empresas parceiras e realizar o financiamento e seguros na hora, tudo no mesmo lugar.