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O Tempo - 29/05/2018

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Ao leitor. VejacomoacessaraediçãodeOTEMPOeacoberturacompletanasredessociais. Página 2 EDIÇÃO DE

CRISE R$ 2,00 (outros Estados R$ 3,00) - www.otempo.com.br - Belo Horizonte - Ano 22 - Número 7836 - Terça-feira, 29/5/2018

Escassez continua, e ministro admite aumentar imposto RAMON BITENCOURT

Caminhões-tanque abasteceram 32 postos na região metropolitana

Nono dia de caos

1 GrevistasmantêmbloqueiosemBRsepedemquedadeTemereintervenção

1 Combustívelchegaa32postos,vendaélimitadaaR$100,egalõessãoproibidos

¬ Duas greves reforçam a crise nos trans-

portesnospróximosdias. FUPrejeitaapelo, e trabalhadores de refinarias pedem demissão de Pedro Parente e redução de preços de gasolina e gás. Páginas 9 e 15

Reação

Bancada mineira cobra mudança na política de preços da Petrobras Páginas 11 e 12

de que greve acabará hoje, mas o número de interdições nas estradas passa de 550. Além das reivindicações econômicas, grevistas que não seguem as lideranças tradicionais sobem o tom da pauta política. Tropas federais são convocadas para escoltarcaminhões-tanque,e,naregiãometropolitana, um comboio protegido por PMsreabastece32postos.Anotíciaprovo-

O senhor dos apagões Pedro Parente, que manifestantes querem ver fora da Petrobras, foi ministro na crise energética de 2001. Estatal já perdeu R$ 115 bi na Bolsa. Páginas 13 e 15

SERVIÇOS

cou corrida aos estabelecimentos e filas quilométricas até em locais que não foram contemplados. O litro da gasolina chegouaR$4,88naViaExpressa,eafalta deanidropuxa ospreços paracima.Desabastecimento em mercados, sacolões e distribuidoras de gás se prolonga e gera disparada da inflação. O ministro da Fazendaadmiteaumentarimpostosparaarcarcomareduçãododiesel. Páginas 2 a 17

Metrô: Até 9h30. Greve no resto do dia Ônibus: Funcionamento normal

YASUYOSHI CHIBA/AFP - 21.3.2017

Metrôdeixade rodaràs9h30, epetroleirosvão pararamanhã

¬ Temer afirma ter “absoluta convicção”

Rodoviária e aeroportos: Redução de viagens Coleta de lixo: Funcionamento normal Repartições públicas: Fechadas até segunda-feira Hospitais e SUS: Atendimento reduzido Escolas públicas: Fechadas até segunda-feira Escolas particulares: Parcialmente paradas Páginas 8, 9 e 17


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O TEMPO Belo Horizonte TERÇA-FEIRA, 29 DE MAIO DE 2018

aparte@otempo.com.br

LUIZ TITO

A.PARTE

*

luiz.tito@sada.com.br

INFORMAÇÃO AOS LEITORES Comunicamos a nossos assinantes e leitores que, nesta terça-feira (29 de maio), os jornais O TEMPO e SUPER NOTÍCIA continuam circulando em regime extraordinário.

domiciliar será feita apenas nas rotas em que os entregadores tiverem condições de percorrer os trechos a Exemplares do SUPER NOTÍCIA serão pé ou em bicicletas. A SEMPRE EDITORA distribuídos entende que o país GRATUITAMENTE passa por um em pontos importante momento específicos de BH, de sua história e Contagem e Betim. Para os assinantes de reforça seu compromisso de O TEMPO, a entrega

garantir o DIREITO de livre acesso à informação de qualidade e sem manipulação. Você, consumidor de nossos jornais, tem acesso livre a nosso portal: OTEMPO.COM.BR. Continue sintonizado na rádio Super Notícia 91,7 FM.

Jornalismo de qualidade REPRODUÇÃO

Cobertura da paralisação confirma liderança de O TEMPO e do Super Notícia em Minas Mesmo com restrições na distribuição dos jornais impressos, a Sempre Editora oferece aos mineiros a maior cobertura, em quantidade e qualidade de informação, da paralisação dos caminhoneiros. Por meio dos portais e dos perfis no Facebook, Instagram e Twitter, além da rádio Super Notícia 91,7 FM, o leitor/ouvinte acompanha em tempo real os principais fatos e análises sobre a crise no país. O compromisso de levar a informação de forma honesta e sem manipulação é refletido pelo crescimento da audiência. REPRODUÇÃO

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SEMPRE EDITORA/DIVULGAÇÃO

1,4 milhão de pessoas alcançadas no perfil do jornal no Facebook em uma semana

LEO FONTES - 12.6.2017

A rádio Super Notícia 91,7 FM é mais um importante canal de comunicação para os mineiros acompanharem os principais acontecimentos acerca do movimento dos caminhoneiros em todo o país, além de atualizações ao vivo sobre os serviços úteis aos cidadãos de Minas Gerais.

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O Brasil tem jeito II

A

paralisação que se consumou no país há dez dias, a greve dos caminhoneiros, revelou um amplo conjunto de falências até então tolerado, presente na construção de políticas públicas produzidas pelas relações econômicas que nos submetem, especialmente na determinação do custo de vida pelo qual paga a sociedade brasileira. Desde a notória incapacidade política dos governos, federal e dos Estados, Minas Gerais especialmente, em lidar com eventos da dimensão tomada por esse movimento, passando pela desinformação e pela absoluta desconexão com nossas demandas, enquanto cidadãos, até a entrega da Petrobras a um corpo dirigente limitado tão só à tarefa de recompor o patrimônio da maior empresa nacional, ferido de morte pela ação criminosa de grupos empenhados num processo de corrupção nunca visto, essa greve nos imprimiu um alento, um choque de responsabilidade. As próximas eleições, que escolherão o presidente da República, governadores, membros do Senado, da Câmara Federal e das Assembleias legislativas, serão o momento de exigirmos decência, lisura, competência e o compromisso dos candidatos que se apresentarão para dirigir nossos destinos. Não podemos ser tolerantes com a omissão a que assistimos de nossos atuais governantes. Nem com a inversão de valores que privilegia o monopólio exercido pela Petrobras a serviço apenas de recompor, com permanente majoração de seus preços, os valores de um negócio de fartos ganhos de seus acionistas. Nem, tampouco, com o improviso e o despreparo dos ministros a quem foi equivocadamente confiada a condução das soluções da crise gerada por um movimento que assumiu a proporção que foi pela incompetência de todos – todos mesmo – os seus agentes. Chegou-se ao absurdo de se dialogar com falsas lideranças, estas sem credenciais mínimas de representação dos grevistas. Um vexame. Não se ouviu de nenhum governador nem uma tímida proposta de renúncia às escorchantes alíquotas de ICMS que tributam os combustíveis e lubrificantes. A tributação de PIS/Cofins, majorada por decreto do presidente Temer neste exercício, permanecerá com o mesmo índice em que está. Se foi alterada por decreto, da mesma forma poderia sem formalidades ser recuada, mas isso não aconteceu. Não há espaço nos Orçamentos públicos, no nacional ou nos dos Estados, pelo que se tenta convencer a nação, para alterações e consequentes renúncias. Também não se ouviram medidas de corte de despesas, de dotações parlamentares que beiram o imoral, das quais faz uso o Executivo, federal, estaduais e municipais, para que se comprem a desídia, o desleixo, o desmazelo de senadores, deputados e vereadores que não fiscalizam, não controlam nem censuram e trocam sua independência por verbas indenizatórias e cargos de confiança. Nossas leis tributam a produção, o trabalho, mas são benevolentes com os bancos e seus lucros criminosos, que exploram e mortificam a economia popular. O Brasil tem jeito, repetimos, mas com um mínimo de dignidade e decência.


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CRISE FOTOS RAMON BITENCOURT

Luta por migalhas

nagrevequenão acaba ¬ KARLON AREDES ¬ O presidente Michel Temer

tem “absoluta convicção”, conforme disse ontem, de que o movimento dos caminhoneiros termine hoje em todo o país. Mas, mesmo que sua previsão se confirme, o que é muito pouco provável, os reflexos vão continuar por um bom tempo na economia e na vida do consumidor. Quem está com o carro parado na garagem com o tanque vazio não vai conseguir enchê-lo tão rápido, pois seu vizinho também tem o mesmo problema, e o combustível chega a conta-go-

tas ao varejo. Ontem, registros de filas enormes e caos nos poucos estabelecimentos do país que tinham bombas funcionando. A história deve se repetir também hoje, apesar de as forças de segurança estarem conseguindo liberar a distribuição das refinarias, escoltando caminhões-tanque com combustível. Contrariando os desejos do Planalto, foram contabilizadas ontem 556 interdições em estradas federais de todo o país, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal. O maior registro oficial desde quinta-feira. Sinal

Asfilasempostosontemforam gigantes;comgôndolasvazias, supermercadosesacolões tiverammovimentointenso epreçosnasalturas de que o movimento, bancado mais por caminhoneiros autônomos, contrariando alguns sindicatos e associações, continua. A proposta do governo federal de reduzir o preço do litro do diesel em R$ 0,46, promovendo corte de impostos sobre o combustível (e pode ter certeza de que tributo de algum outro produto vai subir para compensar isso), não surtiu o esperado efeito imediato. Enquanto a incerteza continua, o desabastecimento é realidade. Supermercados e saco-

lões, com gôndolas cada vez mais vazias, tiveram movimento grande ontem, com pessoas querendo estocar alimentos por medo do efeito prolongado da paralisação dos caminhoneiros. Com a demanda grande e a oferta nem tanto, o que se vê são preços galopantes. Batata e cenoura, por exemplo, encareceram 100% em uma semana. Leite, jogado fora no chão das fazendas por não ter como sair de lá sem caminhão, já subiu 94% em cinco dias. Reflexos de uma greve que parece não ter fim.

Poderautônomo O governocedeuaoscaminhoneiros. Diesel maisbarato,reajustemensal,isençãodepedágio para eixo suspenso, tabela de valor mínimoparafrete.Mesmoassim,aparalisação não dá sinais de terminar. Grupos permanecem bloqueando estradas em todo o país.De acordocom a AssociaçãoBrasileira dos Caminhoneiros (Abcam), cerca de 250 mil caminhões permaneciam ontem parados nas estradas, o equivalente a 30% dos que vinham participando do movimento. E a negociação com esses motoristas tem se mostrado praticamente impossível. Esses caminhoneirosnãoseguemliderançastradicionais, se articulam pelo WhatsApp. Têm pedidosdifusos,queincluemasaídadopresidente Michel Temer e a intervenção militar no Brasil. Querem que não só o diesel, masagoratambémagasolina,baixedepreço.“Virouumasituaçãosemcontrole”,dizo presidentedaUniãoNacionaldosCaminhoneiros(Unicam),JoséAraújodaSilva,conhecido como China. A Polícia Federal deve começar a prender líderes da greve que resistemaofim daparalisação. (Agência Estado)


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Começa a ‘pingar’ gasolinanospostos, e povo vai à loucura Filasquilométricas seformavammesmo semcertezadehaver abastecimento ¬ ISIS MOTA LETÍCIA FONTES NATÁLIA OLIVEIRA

¬ Parecia quadrilha de fes-

ta junina. Só que, em vez do “Olha a chuva!”, o grito ontem era “Chegou combustível!”. O problema é que, várias vezes, logo em seguida vinha o “É mentira!”. O desespero diante do tanque vazio era tanto que tinha motorista fazendo fila em posto sem ter nenhuma certeza de que, em algum momento do dia, chegaria combustível. Quando a Polícia Mili-

tar divulgou uma lista de 32 locais que receberiam o produto, sob escolta, a informação se espalhou pelos grupos de WhatsApp, e as filas, que já estavam grandes, se tornaram quilométricas em questão de minutos. Além dos veículos, eram grandes as aglomerações de pessoas a pé carregando galões ou vendendo recipientes vazios para quem estava na fila. Para piorar a sensação de desordem geral, no fim da tarde a Polícia Militar decidiu proibir o enchimento dos galões. As carretas com combustível começaram a chegar aos postos de Belo Horizonte e região metropolitana no meio da tarde. No posto Pica Pau, na Via Expressa,

em Contagem, um caminhão chegou por volta das 16h30. No posto Faria, em frente, os tanques também foram reabastecidos. Mas, quando a carga chegou, motoristas já estavam lá havia cerca de duas horas, e a fila passava de 4 km. Segundo frentistas, a previsão era abastecer somente 300 carros, o que equivale a 15 mil litros. O taxista Fernando Silva, 42, era um dos primeiros. Sem rodar desde sextafeira, ele contabilizava um prejuízo de R$ 4.000. “Está absurda essa situação, o país parou. Os políticos continuam lá, e a gente aqui, sem trabalhar”, disse. A dona de casa Elaine Teixeira, 30, foi com o mari-

FOTOS RAMON BITENCOURT

do. A filha, de 13 anos, ficou em casa esperando alguma novidade sobre a escola. “Na semana passada, neste mesmo posto, a gasolina estava a R$ 4,40. Hoje (ontem) já mudaram o preço para R$ 4,88”, reclamou. “Apesar das dificuldades, apoio a manifestação. É uma luta de todos”, contou. Depois que o caminhãotanque chegava, ainda demorava mais de uma hora para as bombas funcionarem. “Só funk para salvar. Estou aqui há uma hora e meia, estou tentando manter a calma, mas está difícil”, confessou o comerciante Carlos Rodriguez, 36. O Comitê de Crise estadual promete novas levas para os postos hoje ou nos próximos dias.

Corrida. Em alguns postos, a fila de pedestres com galão era maior que a de carros; quanto mais passava o tempo, maior o tumulto

Comprarnogalãoestáproibido ¬ LUCAS RAGAZZI ¬ A Polícia Militar limitou o

abastecimento nos 32 postos que receberam combustível ontem a R$ 100 por pessoa. Além disso, não será permitido o uso de galões para levar combustível. O problema é que a fila do galão estava quase igual à dos carros, e nem os frentistas estavam sabendo dessa decisão.

Vendedores ambulantes também aproveitaram. O galão com capacidade para 20 litros estava sendo vendido por até R$ 50 nos postos. “Tem que aproveitar para ganhar dinheiro, fica parado só quem é bobo”, contou um vendedor, que não quis se identificar. Só ontem ele vendeu mais de cem galões. “É galão que usava para óleo”, disse. (Com LF)

Regras de venda durante a escassez Decisões do Comitê de Crise estadual, formado pelo governo (incluindo a Polícia Militar), sindicato dos postos (Minaspetro), distribuidoras, Agência Nacional do Petróleo (ANP), Procon e Ministério Público: 0 Localização. A escolha dos postos, das companhias Ipiranga e Raízen/Shell, considerou regiões estratégicas para possibilitar

o abastecimento por um número maior de pessoas. 0 Quantidade. Valor máximo por cliente é de R$ 100. 0 Só no tanque. Para garantir a segurança, o abastecimento em galões foi proibido, mesmo que eles sejam certificados. 0 Segurança. A PMMG montou efetivo em cada um dos postos onde ocorre o reabastecimento.

Filas começaram horas antes de o caminhão-tanque chegar


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CRISE LEO FONTES

Na conversa. Manifestantes tentaram impedir a saída de caminhões de combustível da Refinaria Gabriel Passos, em Betim, ontem; quase houve confusão, mas, depois de negociação, veículos deixaram o local

Tensão na porta da refinaria LEO FONTES

Manifestantesem Betimtentaram barrarpassagemde caminhões-tanque ¬ BERNARDO MIRANDA ¬ O início da saída de ca-

minhões-tanque para abastecer 32 postos de gasolina em Belo Horizonte e na região metropolitana gerou tensão na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim. Caminhoneiros mantiveram o bloqueio e tentaram, por diversas vezes, evitar a passagem dos veículos, mesmo com a presença de policiais. A liberação só era realizada após muita discussão. Quando os primeiros caminhões-tanque começaram a ser escoltados, os caminhoneiros abordaram os policiais, e houve uma negociação para liberar o transporte. Segundos os manifestantes, os militares informaram que o combustível seria para abastecer viaturas do interior que estavam paradas e, por isso, eles deixaram passar. Porém, seguiram o comboio e viram que o produto foi para um posto de combustíveis em Contagem. Isso revoltou os caminhoneiros. Sentindo-se enganados, eles ignoraram a presença dos policiais e interromperam a passagem do caminhão-tanque se-

guinte. Sentados em frente à via que dá acesso à Regap, discutiram com os policias. Após 20 minutos, os manifestantes liberaram o caminhão, depois de conferirem a nota fiscal. A carga, segundo os militares, seria destinada a viaturas de Divinópolis, no Centro-Oeste do Estado.

Emtodoopaís,retomadado abastecimentoébastantelenta ¬ SÃO PAULO. Após o governo

ESCONDERAM A CHAVE.

Essa situação se repetiu por duas vezes. Na mais tensa delas, os caminhoneiros não se convenceram de que o combustível era destinado para veículos prioritários e chegaram a esconder a chave do caminhão. Só depois de muita discussão liberaram o comboio. Logo após anoitecer, os caminhoneiros desistiram de parar todos os caminhões que chegavam sob escolta para conferir a nota fiscal. Em um dos comboios, estavam escoltadas quatro carretas bitrem com capacidade para 50 mil litros de gasolina cada. Os manifestantes se recusaram a dar entrevistas, mas disseram que não aceitam a proposta do presidente Michel Temer (MDB), que tem como principal ponto a redução de R$ 0,46 no litro do diesel nos próximos 60 dias. Eles afirmam que “um barateamento provisório não é suficiente”. Muitos dos caminhoneiros defendem que só deixarão o bloqueio se Temer renunciar.

Polícia teve que escoltar tanqueiros para evitar possíveis bloqueios

acertar um acordo com diversas concessões aos caminhoneiros – o que ainda não foi suficiente, contudo, para acabar com a greve da categoria –, o abastecimento dos postos de combustível está sendo retomado muito lentamente em todo o Brasil. As entregas, em muitos casos, estão sendo feitas com escolta policial, e o fornecimento está longe de voltar ao normal, segundo mostra o último balanço da Fecombustíveis, entidade que representa apro-

ximadamente 40 mil postos. No Rio de Janeiro, por exemplo, apenas cinco postos da cidade receberam algum tipo de combustível ontem. Em Belo Horizonte e regiãometropolitana, foram 32. Em Santa Luzia, um só posto recebeu, mas a prioridade foi abastecer carros oficiais – a mesma coisa que aconteceu em Campinas (SP). A situação está melhor no Espírito Santo, onde uma liminar permitiu o abastecimento em 80 postos no fim de semana, com escolta.

JOÃO GODINHO

Oásis em SP Bauru tem combustíveis 0 A diferença que um trem faz. Bauru, no interior de São Paulo, ainda tem gasolina, etanol e diesel nos postos, diferentemente de outras cidades do Brasil. O motivo é que o local é abastecido por trem.

Demora. Processo entre a chegada do caminhão e o início das vendas é lento nos postos abastecidos

0 Vai durar pouco. A situação, porém, não deve continuar. Isso porque vários manifestantes se reuniram ontem para bloquear a saída dos caminhões que pegavam o combustível nos vagões.


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Comescassez,preçosdisparam Especialistaafirma queescaladapode levarmesesparaser totalmenterevertida

preços vão cair, mas isso deve demorar cerca de 30 dias para acontecer, quando o movimento parar”, diz. Ele admite que, dependendo do setor, a volta dos preços vai demorar mais. “Dependendo da cadeia produtiva, pode levar de dois a cinco meses”, diz Pacheco. Os aumentos foram significativos. No Ceasa de Belo Horizonte, em três dias, a caixa de couve-flor com seis unidades subiu mais de três vezes, passou de R$ 8, no dia 21 de maio, para R$ 25,na última quinta-feira. A

¬ LUDMILA PIZARRO ¬ A disparada dos preços

nos sacolões, supermercados e outros estabelecimentos por causa da greve dos caminhoneiros não vai se resolver rapidamente, na avaliação do professor do Ibmec-BH Paulo Pacheco. “Quando o abastecimento se restabelecer, os

cenoura e a batata dobraram de preço no mesmo período. Para o consumidor final, o aumento é maior. “A cenoura não custava nem R$ 2 (antes da greve) e, agora, está mais de R$ 5”, conta a social media Luanna de Campos Maciel Guedes, 38. “Paguei R$ 1 em um tomate ontem (anteontem)”, afirma a artista plástica Luiza Matheus, 31. A empresária Jane Marise, 38, conta que pagava R$ 1,80 no litro de leite e, ontem, no mesmo local, pagou R$ 3,50. A escalada de preços é ex-

plicada, segundo Pacheco, pela falta de produtos. “Sem dúvida, é a lei da oferta e da procura”, diz. No Ceasa de Belo Horizonte, na quinta-feira em que os preços dispararam, 81% dos caminhões não havia chegado, segundo a Associação Comercial da Ceasa-MG. O gás de cozinha também subiu muito. A cantora Hilmara Fernandes conta que pagou R$ 72 no botijão antes da greve, e, no mesmo local, já estava R$ 90 ontem. Em nota, o Sindigás relatou a dificuldade de es-

coar a produção. “O Sindigás reitera que há gás nas bases. O problema no abastecimento devese às dificuldades de escoamento pelas rodovias. É necessário que grevistas e autoridades compreendam que o GLP é um produto essencial, e que permitam o trânsito das carretas a granel e dos caminhões com os botijões, vazios ou cheios”, diz a nota. “(Botijão de) gás estava R$ 150 no Jardim Vitória (Nordeste da capital), mas todos acabaram”, diz a vendedora Tamires Flávia.

Nas gôndolas do varejo também faltam produtos. A Associação Brasileira dos Supermercados (Abras) afirmou, por nota, que alguns supermercados já estão chegando à metade de seus estoques. “Lembrando que, mesmo após a greve, o setor poderá levar de cinco a dez dias para a normalização do seu abastecimento”. A Abras informou que orientou seus associados a “evitar a prática abusiva de preços sem justa causa”. ALEX DE JESUS

Prejuízo

Padariaslutampara semanteremabertas Pode faltar produto nas padarias de Belo Horizonte, segundo a Associação Mineira da Indústria de Panificação (Amip). “Caso o cenário de desabastecimento continue, é provável que, dentro de três ou quatro dias, haja falta de produtos por falta de matéria-prima, como ovos e queijos”, diz a nota da entidade. “Estamos fazendo um esforço para garantir que as padarias continuem abertas”, afirmou o presidente da Amip, Vinicius Dantas. Segundo ele, mesmo com aumento do preço dos insumos, como o ovo, que subiu 66%, o custo não vai ser repassado para o cliente. A Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) soltou uma nota ontem reiterando o risco de desabastecimento. “A produção de alimentos demora a se recuperar, tere-

mos uma ruptura nas cadeias produtivas e o movimento (dos caminhoneiros) vai impactar outros setores que ainda não foram impactados”, disse o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe. “Os prejuízos do setor são imensos. Tanques com 80 mil, 100 mil litros de leite estão sendo jogados fora diariamente e já temos caso de canibalismo de galinhas”, disse o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faemg), Roberto Simões. (LP)

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Índices Piora. Com o desabastecimento e alta dos preços, a greve dos caminhoneiros deve influenciar negativamente os índices oficiais de inflação no próximo mês, segundo o professor Paulo Pacheco. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

INFLAÇÃO EM TRÊS DIAS Comparação de preços antes e durante a greve dos caminhoneiros (EM R$) PRODUTO

21/5

24/5

DIFERENÇA

Morango (kg)

5,30

12

126%

Couve-flor (cx 6 unid) Batata esp (kg)

8

25

212,5%

1,40

2,80

100%

Batata prem (kg)

0,70

1,40

100%

Cenoura Extra A (kg)

1,50

3

100%

Cenoura Extra (kg)

1

2

100%

90

150

66%

Ovo (30 dúzias)

Gás de cozinha (em R$)

FONTE: CEASA E PEQUISA

21/5

24/5

80

150

DIFERENÇA

87,5%

Nada para vender. Desabastecimento deixou o Mercado Livre do Produtor, na Ceasa Minas, completamente vazio ontem

Descontrole

ParaBC,efeitossãotemporários O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, negou ontem que a paralisação dos caminhoneiros possa apresentar impactos a longo prazo na inflação. O presidente do BC acrescentou que a paralisação também não deve influenciar na política monetária brasileira. As informações são da Agência Brasil. “Acho que o impacto é temporário. O que importa para o Banco Central é o im-

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SÃO PAULO.

pacto dessa inflação ao longo do ano. Esses choques do dia a dia não são algo que influenciam na política monetária”, disse ele. O presidente do BC foi questionado também sobre o preço do diesel e respondeu que não comenta “cada item sozinho”, mas que, às vezes, acontecem “choques para baixo ou para cima”, mas que o Banco Central trabalha para controlar a média dos preços. Goldfajn disse também

que o Banco Central não vai reagir de forma automática aos impactos do cenário internacionalna economia brasileira e que vai atuar somente quando houver “impactos secundários”. “Pode haver impacto do cenário externo na economia brasileira. Mas é preciso entendercomo funciona a políticamonetáriacom relação a esse choque externo. Primeiro: a política monetária não vai reagir de forma automática.

Entendemos que os choques externos devem ser combatidos apenas para o impacto secundário”, disse ele, acrescentando que, por impacto secundário entende-se não o impacto do cenário externo “nos preços diretamente afetados”, mas “se esses preços vierem a contaminar os demais preços”. Sobre a volatilidade do câmbio, Godfajn disse apenas que “faz parte da política” do Banco Central evitar excessos.


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Faltam insumos em hospitais FOTOS: FRED MAGNO

Recomendaçãoé priorizarurgênciae emergência,eadiar ascirurgiaseletivas ¬ RAFAELA MANSUR ¬ A falta de insumos médi-

Funcionamentonormalizado Em Belo Horizonte, as unidades de urgência do Hospital Odilon Behrens, as Unidades de ProntoAtendimento (UPAs), a Central de Internações, o Samu, os Centros de Referência em Saúde Mental e o Serviço de Urgência Psiquiátrica vão funcionar normalmente. Mas postos de saúde terão funcionamento com escala de 50% dos profissionais. Já em Betim, o funcionamento da rede de urgência e emergência será mantido, e as 34 Unidades Básicas de Saúde seguem fechadas.

cos, como antibióticos, órteses, próteses e luvas de procedimentos, e o estoque limitado de oxigênio, resultados da greve dos caminhoneiros, está restringindo a admissão de novos pacientes em hospitais da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). Em algumas unidades da rede, cirurgias e consultas eletivas foram adiadas. A situação é mais complicada no Hospital Regional João Penido, em Juiz de Fora, na Zona da Mata, e no Hospital Regional Antônio Dias, em Patos de Minas, no Sul do Estado. Os cardápios das unidades também estão sendo adaptados devido à falta de alimentos. Na Santa Casa de Belo Horizonte, as cirurgias eletivas foram adiadas, e o hospital está em alerta amarelo para acompanhar a repo-

sição de estoques. “Estamos com alguma incerteza com relação ao fornecimento de alimentos perecíveis, especialmente verduras, legumes e leite, porque alguns fornecedores têm nos avisado que têm segurança de fornecimento até esta quarta-feira”, disse o diretor de assistência à saúde, Guilherme Riccio. Ele garantiu que a instituição vai encontrar uma solução. No Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, as cirurgias eletivas serão suspensas a partir de hoje, exceto a de pacientes já internados. Procedimentos ambulatoriais, consultas e exames serão suspensos a partir de amanhã. Em todo o Estado, as cirurgias eletivas seguem suspensas, e a recomendação é priorizar casos de urgência e emergência. O horário de atendimento da Farmácia de Todos, na capital, permanece reduzido, das 8h às 17h, até o fim desta semana. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, a rede está abastecida de vacinas.

Samusemabastecimento Em relação aos Samus, a Secretaria de Estado de Saúde informou que as regiões Centro-Sul, Sul e Nordeste só tinham abastecimento suficiente até ontem, e as regiões Norte e Oeste eram as mais críticas no final de semana. Para o abastecimento das ambulâncias, foi realizado um cadastro emergencial, e as regiões em situação crítica estão sendo priorizadas. Em Belo Horizonte, segundo o prefeito Alexandre Kalil (PHS), o abastecimento das ambulâncias está “tranquilo”.

Escolasparalisadas

Vacinaçãoprorrogada

As aulas estão suspensas em todas as escolas da rede estadual de Minas Gerais nesta semana. Nas escolas municipais de Belo Horizonte, Betim e Contagem, na região metropolitana, as atividades só serão retomadas na próxima segunda-feira, dia 4 de junho. O Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais informou ontem que cerca de 30% das instituições estavam paralisadas total ou parcialmente e que cabe a elas decidir sobre o funcionamento. Hoje, as aulas também estão suspensas em diversas instituições de ensino superior, como UFMG, PUC Minas, Fumec e UniBH.

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, disse ontem que a campanha de vacinação contra a gripe deve ser prorrogada por ao menos 15 dias. A medida ocorre devido aos baixos índices de vacinação e pela dificuldade enfrentada por parte da população em acessar as unidades de saúde em meio à paralisação dos caminhoneiros. Inicialmente, a campanha de vacinação contra a gripe estava programada para acabar na sexta-feira, dia 1º de junho. De acordo com o último balanço do ministério, porém, ainda faltam 21 milhões de pessoas a serem vacinadas – 40% do público-alvo.

Coletadelixonormal

Hemodiálisegarantida

A partir de hoje, a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) volta a oferecer serviços de coleta de lixo e varrição de rua normalmente em Belo Horizonte. Desde a última sexta-feira, o serviço era prestado de forma parcial na capital. As atividades serão realizadas todos os dias, exceto no feriado de quinta-feira e no domingo, quando haverá apenas plantões de varrição no centro, na Savassi e na região hospitalar. Em Betim e Contagem, na região metropolitana, os serviços de varrição, capina e coleta de resíduos também serão feitos normalmente.

Uma carreta carregada com 10 mil litros de gasolina saiu ontem da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, escoltada pela Polícia Militar, com destino a Santa Luzia, também na região metropolitana, para abastecer veículos oficiais. Uma das prioridades era garantir o transporte, para Belo Horizonte, de pacientes que fazem hemodiálise e necessitam, diariamente, realizar o procedimento. Além disso, foram abastecidos os veículos oficiais tanto da saúde quanto da segurança pública. Sem insumos e com risco de ficar sem alimentação, unidades de saúde restringem atendimentos


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CRISE

Metrôiniciagrevehojeàs9h30

FRED MAGNO

O metrô atende cerca de 210 mil usuários por dia

Paralisaçãocomplica aindamaisrotinana capital;novareunião serárealizadahoje ¬ FRANCO MALHEIRO LETÍCIA FONTES

¬ O Sindicato dos Metroviá-

rios de Minas Gerais (Sindimetro-MG) decidiu, em assembleia ontem à noite, na praça da Estação, paralisar as operações a partir de hoje. O serviço vai funcionar somente no início da manhã, das 5h30 às 9h30, com 100% dos horários previstos. Já a volta para a casa será complicada, pois as operações serão interrompidas por tempo indeterminado. De acordo com o diretor jurídico do Sindimetro-MG, Robson Zeferino, a entidade descartou a proposta do Tri-

bunal Regional do Trabalho (TRT) de manutenção de 100% dos serviços entre 16h30 e 20h. Segundo ele, ocorreram inúmeras tentativas de negociação com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), empresa que opera o metrô, mas as reuniões não avançaram. A categoria reivindica reajuste salarial que, segundo a entidade, não aconteceu nos últimos dois anos. Por dia, 210 mil usuários utilizam o serviço. “A gente sempre esteve aberto a propostas. Foi justamente essa falta de negociação da CBTU e do governo federal que nos levou a essa greve, que é o nosso último recurso”, ressaltou. Ainda segundo o diretor, a categoria cobra também a manutenção do acordo coletivo, além do julgamento do dissídio de 2017 com a cobrança dos retroati-

vos. Uma nova assembleia está marcada para hoje, às 12h, para determinar os rumos da paralisação. Por meio de nota, a CBTU pediu que a categoria reconsidere a proposta do TRT para que sejam mantidos 100% dos trens nos picos da manhã e da tarde. A companhia informou que já ajuizou uma medida cautelar junto ao TRT e aguarda a decisão da Justiça.

Repercussão RAMON BITENCOURT

RAMON BITENCOURT

RAMON BITENCOURT

AUMENTO. No início do mês, a

CBTU anunciou um aumento de 88,8% no preço da tarifa do metrô de Belo Horizonte, que passaria de R$ 1,80 para R$ 3,40. O reajuste começou a valer em 11 de maio, mas na mesma data a Justiça suspendeu a medida. A companhia recorreu da decisão e o caso, agora, será analisado pela Justiça Federal.

“Não trabalho desde quinta. Estamos sem condição de manter serviços básicos. Mas vejo a necessidade da greve, que reflete a ineficiência do governo.”

“Não tenho ido para o cursinho. A revolta é ver que a falta de serviços é sentida pela população mais pobre, quem tem condição não sofre com falta de metrô.”

“Tem sido muito difícil chegar ao trabalho, chego atrasada e saio mais cedo. Muitas pessoas já não estavam indo. Sem metrô, vai ficar muito complicado.”

Joyce Emília, professora

Luana Claudine, estudante

Mariana Gonçalves, auxiliar administrativa EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

Ônibuscirculando O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), garantiu na manhã de ontem que os ônibus – que estavam circulando com horário de feriados há cinco dias devido à falta de combustíveis – voltarão a circular normalmente a partir de hoje na capital. De acordo com a BHTrans e com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitanos (Sintram), o mesmo ocorrerá com os coletivos metropolitanos. Por outro lado, o prefeito da capital decretou ponto facultativo para servidores da Prefeitura de Belo Horizonte hoje e amanhã. Como a semana tem feriado na quinta e a sexta-feira já seria ponto facultativo, a prefeitura só deverá voltar à plenitude dos serviços na próxima segunda. O mesmo ocorrerá em Contagem.

ABRE E FECHA

Confira aqui os impactos da greve dos caminhoneiros na capital mineira e região metropolitana por setores

ESCOLAS

SAÚDE

As redes muncipais de Belo Horizonte e Contagem seguem com aulas suspensas. A rede estadual também não terá aula. Algumas escolas particulares também não vão abrir. Entre elas estão:

Vão ficar abertos:

Coleguium

Serviço de Urgência Psiquiátrica (SUP)

Chromos Santa Marcelina Colégio São Paulo Colégio Santo Agostinho

Unidades de Urgência do Hospital Metropolitano Odilon Behrens (HOB) Unidades de ProntoAtendimento (UPAs) Central de Internações Samu Centros de Referência em Saúde Mental (CERSAMs).

OS OUTROS EQUIPAMENTOS DA REDE SUS-BH TERÃO FUNCIONAMENTO COM ESCALA DE 50% DOS PROFISSIONAIS NOS DIAS DE PONTO FACULTATIVO.

ASSISTÊNCIA SOCIAL, SEGURANÇA ALIMENTAR E CIDADANIA Fechados Centros de Referência da Juventude (rua Guaicurus, 50, centro); LGBT (rua Tupis, 149, 10º andar, centro); e da Pessoa Idosa (avenida Dom Pedro II, 3.250, bairro Caiçara) Abertos Centro de Apoio à Mulher – Benvinda (rua Hermilo Alves, 34, Santa Tereza). Aberto das 9h às 18h. Procon-BH- Consumidores com audiências agendadas nesta semana estão sendo contatados para reagendamento Sine-BH -Trabalhadores agendados para seguro-desemprego serão contatados na semana que vem para atendimento. Restaurantes Populares I, II, III e IV Funcionarão hoje e amanhã, com adaptações no cardápio devido à deficiência no abastecimento de alguns gêneros alimentícios.

SEGURANÇA Guarda Municipal Trabalha normalmente. Centro de Operações de Belo Horizonte (COP-BH) Funcionamento normal, exceto para atendimento ao público. Defesa Civil Funcionamento normal, todos os dias, 24 horas por dia, inclusive aos domingos e feriados. Telefones: 199 e 3277-8864.

CULTURA Museus Todos fechados, com exceção do MIS Cine Santa Tereza. Teatros Todos fechados, com exceção do Teatro Francisco Nunes Centros culturais Todos fechados


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O TEMPO Belo Horizonte TERÇA-FEIRA, 29 DE MAIO DE 2018

EDIÇÃO DE

CRISE

Impostos podem aumentar BRUNO SPADA/TRIPÉ IMAGEM/ESTADÃO CONTEÚDO

Governopoderá subiroutrostributos paracompensar reduçãonodiesel ¬ BRASÍLIA. O governo poderá recorrer ao aumento de impostos para compensar a redução da tributação no diesel até o fim do ano. Da redução de impostos de R$ 0,46 prometida pelo governo, R$ 0,16 virão do corte a zero da Cide e R$ 0,11 da diminuição do PIS/Cofins. O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou que essa parcela da redução, vinculada aos tributos federais, será parcialmente compensada pela reoneração da folha de pagamentos. Mas já é evidente para o governo que o valor não cobre a conta. Pelo projeto atualmente em tramitação no Senado, a reoneração geraria ganhos de R$ 3 bilhões em 12 meses. Como estamos quase em junho (o mês começa na próxima sexta-feira) e, para entrar em vigor, será necessária uma noventena, a arrecadação da reoneração será inferior a essa cifra. Guardia afirmou que outras medidas compensatórias serão apresentadas para alcançar os R$ 4 bilhões, após a aprovação da reoneração no Congresso. Isso porque o impacto das reduções tem que ser neu-

Peso. Gasolina vai ficar mais cara para compensar redução no preço do diesel, anunciado pelo governo; impacto para o consumidor será de, ao menos, R$ 0,15 por litro

tro, segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal. Além do aumento de impostos, o governo poderá recorrer à eliminação de benefícios fiscais em vigor. A maior parte desses incentivos, porém, é vinculada a leis aprovadas no Congresso Nacional, e sua retirada é complexa. O ministro disse que essas medidas adicionais serão anunciadas após o desenho final da reoneração,

Rombonascontas édeR$3,8bilhões Desde que os caminhoneiros pararam para reivindicar a redução do diesel, a economia parou junto. Segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), R$ 26 bilhões deixaram de circular no país. Tudo isso já provocou um rombo de R$ 3,86 bilhões nos cofres públicos. “Isso tem reflexo nas contas públicas, pois o Orçamento já conta com essa arrecadação para dar andamento a projetos, folha de pagamentos, investimentos, entre outras destinações”, afirma o coordenador do estudo, Gilberto Luiz do Amaral. Nos últimos anos, o governo já tem contingenciado os gastos, cortando o

redução localizada no diesel será compensada por outro tributo. “É mudança da composição. Em vez de Cide e PIS/Cofins, vamos tributar outras coisas”, afirmou. Guardia disse que acontece hoje a reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e que o governo federal vai propor aos Estados que a redução dos preços do diesel seja refletida imediatamente no ICMS. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

Arrecadação

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aprovado no Congresso. “As medidas que estamos colocando podem ser majoração de impostos, a eliminação de benefícios hoje existentes, através de lei ou decreto, que gerem recursos necessários para a compensação”, disse Guardia. “Não estou dizendo quais medidas, estamos aguardando a aprovação do projeto (de reoneração)”, afirmou. O que já está certo para o Ministério da Fazenda é que a

Orçamento de todos os setores, para baixar o déficit fiscal. Agora, essa perda tende a se acentuar ainda mais, pois o governo tem que arranjar outra fonte para compensar as concessões feitas pelo diesel.

CARGA PESADA

Veja o tributo dos impostos nos combustíveis em MG

EM R$/L

TRIBUTOS FEDERAIS (CIDE + PIS/COFINS)

GASOLINA

0,652

MINAS.

Segundo a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), o Estado de terça a domingo da última semana, perdeu R$ 6,6 bilhões na economia e R$ 1,35 bilhão no setor industrial. A estimativa de perda no recolhimento de ICMS, que financia serviços essenciais, como saúde, educação e segurança pública, atingiu a R$ 491,6 milhões na economia, dos quais R$ 302,8 milhões na indústria. (QA com agências)

TRIBUTO ESTADUAL (ICMS)

1,450

ETANOL*

0,242

0,541

DIESEL

0,460

0,554

O governo anunciou corte na Cide e no PIS/Cofins sobre o diesel por 60 dias * A CIDE NÃO INCIDE SOBRE O ETANOL FONTE: FECOMBUSTÍVEIS

Minas Gerais tem o segundo maior ICMS sobre a gasolina do Brasil. O Estado só perde para o Rio de Janeiro (em R$/L) MG

RJ

1,450

1,590

Já subiu

Commenosanidro, preçodagasolina ficaaindamaiscaro A gasolina não só ficou fora do plano de desoneração do governo, como vai ficar ainda mais cara nos próximos dias, por falta de álcool anidro. A proporção oficial desse produto na mistura é de 27%, mas, desde a última sexta-feira, o governo federal está permitindo que as distribuidoras usem de 18% a 27%. “Na gasolina, a incidência de impostos é maior. Se se reduz o anidro, aumenta a parte dela na mistura e o preço sobe”, explica o presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas (Siamig), Mário Campos. O presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis (Fecombustíveis), Paulo Miranda, alerta que o impacto será de pelo menos R$ 0,15 por litro. “As distribuidoras misturam o anidro na gasolina na hora de carregar o caminhão, mas não estão conseguindo buscar nas usinas, mesmo porque elas nem estão conseguindo produzir”, afirma. Ontem, alguns postos da região metropolitana começaram a receber combustível. Na Via Expressa, a gasolina, que na quinta-fei-

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ra foi vendida por R$ 4,40, ontem estava custando R$ 4,88. “O aumento já é realidade”, justifica Miranda. “São 15 usinas paradas, pois elas também precisam de diesel para a moagem. Por dia, só Minas está deixando de produzir 10,5 milhões de litros de etanol e 10 mil toneladas de açúcar”, diz Campos. A Siamig pede que a Secretaria de Estado de Fazenda e a Agência Nacional de Petróleo (ANP) flexibilizem as regras da distribuição do etanol. “O ideal seria que, pelo menos durante essa crise toda, a distribuidora pudesse coordenar a logística e contratar outros transportadores para buscar o etanol na usina. Hoje, pela lei atual, se ela busca o etanol em uma região produtora como João Pinheiro, tem que levá-lo até Betim. Só depois esse etanol volta para os postos da cidade. Hoje, as usinas estão cheias de álcool, mas nem as regiões produtoras conseguem ser abastecidas, o que seria possível com essa flexibilização”, afirma Campos. (Queila Ariadne)


O TEMPO Belo Horizonte TERÇA-FEIRA, 29 DE MAIO DE 2018

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CRISE

“O problema é a Petrobras” JOÃO GODINHO

Pimentelculpa estataleafirmaque Estadopodeapenas cuidardosefeitos ¬ LUCAS RAGAZZI ¬ Debaixo de uma

série de gritos de ordem e buzinaço do lado de fora do Palácio da Liberdade, o governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), afirmou que os impostos estaduais, como o ICMS sobre o óleo diesel, não são os responsáveis pela crise com os caminhoneiros e responsabilizou a “equivocada” política de preços da Petrobras pela situação. Em coletiva ontem, após reunião do comitê de crise do governo, Pimentel defendeu que a tributação do ICMS no diesel é a mesma desde 2012 e que quando assumiu seu governo não fez reajustes. “De fato existe ICMS sobre o óleo diesel, de 15%, e ele está mantido desde 2012, não teve aumento. Pelo contrário, a gente reduziu a alíquota, e ano que vem será 0% do ICMS sobre o óleo diesel para o transporte de passageiros coletivo”, disse. Pimentel também criticou a Petrobras por conta da política de preços dos combustíveis, que, segundo ele, tem alterado os preços finais da gasolina e do diesel diariamente. “A origem deste problema é a política de preços equivocada da Petrobras, que foi adotada há cerca

de um ano, com reajustes diários, o que levou o combustível a ficar muito elevado, muito acima da inflação. É algo incompatível com o país, com a renda das pessoas. A discussão se a tributação influi nisso é secundária”, argumentou. Na última sexta-feira, Pimentel já havia alfinetado o presidente Michel Temer (MDB), durante jantar na Fiemg, por conta da política de preços da Petrobras e da crise. Em resposta, Temer também atacou, afirmando que Pimentel deveria olhar a política de ICMS no óleo diesel e “contribuir” para o fim da greve. REGRAS.

Acompanhando o governador, o comandante geral da Polícia Militar, Helbert Figueiró, afirmou que a operação de liberação de caminhões para postos de gasolina foi acertada com o sindicato dos postos. “A PM recebeu e acolheu a demanda do sindicato dos postosde gasolina, o Minaspetro, para que conseguíssemos diminuir o desabastecimento na região metropolitana. Quem elegeu os postos foi o sindicato, a PM basicamente vai só fazer a escolta dos caminhões até os postos, além de permanecer no posto durante o abastecimento”, disse. Figueiró também apontou que o comitê de crise do governo definiu regras para o abastecimento de emergência. “Estamos fazendo o máximo possível para manter o mínimo para a população”, disse o comandante.

Reação. Governador Fernando Pimentel anunciou medidas para garantir o abastecimento de postos no oitavo dia da greve dos caminhoneiros EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

ATAQUES Pimentel responsabiliza Temer Se a crise se prolongar durante a semana, os problemas podem piorar. Mas aí não compete a nós, a negociação está sendo mantida em Brasília

Funcionalismo

Governoprorroga pontofacultativo O governo de Minas divulgou uma série de medidas que serão tomadas para diminuir o prejuízo causado pela crise dos caminhoneiros. Em nota, o governador Fernando Pimentel prorrogou o ponto facultativo nas repartições públicas estaduais para os dias 29, 30 e 1º de ju-

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Escolta Companhia. A Polícia Militar afirmou que também continuará no trabalho de escolta dos caminhões-tanque que têm levado combustível aos postos da região metropolitana da capital.

nho. “O objetivo é minimizar o uso de combustível, a fim de preservar os serviços essenciais”, cita o texto divulgado pelo governo. As aulas da rede estadual de ensino também serão suspensas neste período. Segundo o governo mineiro, ficarão mantidos os serviços essenciais, como os médico-hospitalares, os de segurança pública e de Unidades de Atendimento Integrado (UAIs). Todos os demais órgãos do Estado também estarão de plantão para atender demandas básicas da população. “O governo inteiro está de plantão, não tem ninguém de férias nem viajando”, alegou Fernando Pimentel. (LR)

É o governo federal que tem condições de resolver o problema. As causas do problema não estão nos Estados, estão em Brasília. O que podemos fazer aqui é atacar as consequências da crise

A origem deste problema é a política de preços equivocada da Petrobras, que foi adotada há cerca de um ano, com rejaustes diários, o que levou o combustível a ficar muito elevado, muito acima da inflação


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CRISE

Reajuste diário é “tiro no pé” Políticosdefendem quePetrobrasrevise políticaatreladaao preçointernacional

impactos provocados pela greve dos caminhoneiros na economia e nos serviços do país estão longe do fim e ampliam o desgaste político do governo federal entre parlamentares mineiros. A reação do presidente Michel Temer (MDB) diante da crise divide deputados, mas há consenso sobre a necessidade de mudança da política de preços da Petrobras, que encareceu o combustível e desencadeou a paralisação da categoria. Para o deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB), a União demorou a reagir à situação, o que agravou a crise. Ele chamou os reajustes praticamente diários nos valores do combustível

de “tiro no pé”. “O governo, sabendo da tendência de aumento, deveria o tempo todo ter trabalhado em relação a impostos, calibrar ou compensar o eventual aumento do preço internacional com a diminuição de impostos. A conta fica com o consumidor”, pontuou. O deputado federal Reginaldo Lopes (PT) defendeu o controle de preços da companhia. “Nós precisamos nos tornar autossuficientes em refinaria para não ficarmos vulneráveis ao preço do dólar. Não dá para o governo buscar lucro para distribuir para acionistas a custo de toda a economia brasileira”, afirmou. Ele ainda defendeu a demissão do presidente da Petrobras, Pedro Parente. “Ele foi o pai do apagão, e agora é o pai do apagão de todas as cadeias econômicas do país”, completou, referindo-se ao período em que Parente foi ministro de Minas e Energia de Fernando Henrique Cardoso, quando ocorreu o apagão de energia.

Para a deputada federal Jô Moraes (PCdoB), as medidas apresentadas pelo presidente Michel Temer “não enfrentam o problema central que gerou a crise: a política de preços da Petrobras”. “A gravidade é chegar a uma quantidade de aumento no preço dos combustíveis que a sociedade brasileira não suporta. Com as medidas apresentadas, ele ganha um certo tempo para apenas parte do movimento”, afirmou. “É preciso uma proposta mais permanente, que altere esses absurdos aumentos sucessivos que a Petrobras realiza hoje. Adiar

JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL - 17.3.2016

FRED MAGNO - 26.1.2018

DENILTON DIAS - 13.11.2017

¬ FRANSCINY ALVES RAFAELA MANSUR

¬ Os

Posição Sem resposta. A reportagem pediu posicionamento ao presidente da Assembleia Legislativa de MG, Adalclever Lopes (MDB), e ao senador Aécio Neves (PSDB), mas eles não responderam.

por 60 dias não resolve o problema”, declarou. tido de Michel Temer, o deputado federal Mauro Lopes (MDB) saiu em defesa do presidente e disse que ele tomou “todas as medidas necessárias” para atender as reivindicações dos caminhoneiros. O parlamentar defendeu que o Estado deve contribuir para a queda do preço do combustível por meio da redução do ICMS. “O que o governo federal podia fazer, ele fez. Está na hora de o Estado ter um gesto de boa vontade e se sacrificar um pouco. Só o ICMS equivale a praticamente R$ 1 por litro”, disse. O deputado federal Jaime Martins pontuou que, para um governo em “fim de mandato e com pouca popularidade”, Temer foi “sensível” e acertou em ceder e atender as reivindicações dos caminhoneiros. Ele disse, no entanto, que o mercado internacional não deve

definir o preço do petróleo produzido no país. “Aquilo que for importado tem que ser guiado pelos preços internacionais, mas o preço da produção interna tem que se basear no custo de produção. A Petrobras é uma empresa pública ”, pontuou. Já o deputado federal e pré-candidato ao Palácio da Liberdade Rodrigo Pacheco (DEM) atribuiu a responsabilidade pela crise ao governo federal e também ao Estado, por causa dos “sistemáticos aumentos de ICMS sobre o combustível, o que torna o combustível de Minas mais caro que em outros Estados”. Segundo ele, a União demorou a esboçar reação diante da situação e falhou na imposição de diretrizes à estatal. “A Petrobras está esquecendo que tem a função de regular a questão do combustível no país e tratando do interesse próprio e de acionistas”, disse, ressaltando que é preciso visar menos ao lucro e atender mais a coletividade.

DENILTON DIAS - 25.9.2017

BARBARA DUTRA - 26.5.2014

DEFESA. Companheiro de par-

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

GREVE DOS

CAMINHONEIROS Análise de políticos mineiros Não dá para o governo buscar lucro para distribuir para os acionistas a custo de toda a economia brasileira. Quem imediatamente paga a conta são os caminhoneiros, e, ao não viabilizar a atividade econômica dos caminhoneiros, existe um efeito cascata. REGINALDO LOPES (PT), DEPUTADO FEDERAL

As respostas do governo foram lentas, deixaram a crise se agravar. A política adotada pela Petrobras de modificações no preço praticamente diariamente foi um tiro no pé. RODRIGO DE CASTRO (PSDB), DEPUTADO FEDERAL

O presidente Temer tomou todas as medidas necessárias para atender as reivindicações feitas pelos caminhoneiros. O governo do Estado tem que fazer um gesto de boa vontade e diminuir o ICMS, que pesa muito. MAURO LOPES (MDB), DEPUTADO FEDERAL

Para um governo em fim de mandato e com pouca popularidade, ele foi até ágil e sensível em atender as reivindicações dos caminhoneiros.

Mauro Lopes defende Temer e pede sacrifício ao Estado

Jô Moraes lembra que efeitos das medidas são temporários

Jaime Martins acredita que a Petrobras deve servir ao país

Jair Bolsonaro

Prisãoparaquemobstruirvias 7

BRASÍLIA. Autor de uma

mensagem nas redes sociais prometendo revogar qualquer multa aplicada a caminhoneiros pelo governo de Michel Temer, o deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) é autor de projeto que, em sentido contrário, pune com até quatro anos

de cadeia aqueles que impedirem ou dificultarem o trânsito nas vias públicas. “A proposição é pautada na necessária preservação dos direitos individuais e coletivos dos cidadãos, vítimas de ações irresponsáveis daqueles que desprezam as liberdades do outro quando da busca de suas demandas

sociais”, escreveu Bolsonaro na justificativa do projeto. O texto estabelece que “impedir ou dificultar o trânsito de veículos e pedestres, sem autorização prévia da autoridade competente”,resultaem“reclusão de um a três anos”, pena agravada em um terço caso o atoprejudiqueofuncionamento de serviços de emergência”.

Reginaldo Lopes quer a demissão de Pedro Parente

Rodrigo de Castro diz que governo deveria ter calibrado preços

FaltarumoaoBrasil,dizFHC ¬ SÃO PAULO. O ex-presidente

Fernando Henrique Cardoso disse ontem que “falta rumo ao Brasil” e que a paralisação dos caminhoneiros não é uma questão só da categoria. “Ela está expressando um mal-estar que a gente não sabe o que é. É um mal-estar profundo entre o que poderia ser e o que é. Falta rumo ao Brasil”, disse FHC em evento comemorativo de 20 anos de Organiza-

ções Sociais, em São Paulo. Segundo o ex-presidente, embora no governo atual as taxas de juros e de desemprego tenhamcaído,o índicedepopularidade do presidente Michel Temer (MDB) “caiu mais do que tudo”. “Não adianta fazer. Há uma falta de crença. É precisoreinventaracrença nademocracia e na capacidade que os governos terão de entregar resultados”, afirmou o tucano.

JAIME MARTINS (PSD), DEPUTADO FEDERAL

As medidas que o presidente Temer apresenta não enfrentam o problema central que gerou a crise, que é a política de preços da Petrobras. Adiar por 60 dias não resolve o problema, nós temos que mudar a política de preços da Petrobras. JÔ MORAES (PCDOB), DEPUTADA FEDERAL FONTE: PESQUISA DIRETA


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No epicentro do “apagão” lência, por conta da greve dos caminhoneiros, é um velho conhecido nos meios político e financeiro por ser expert em crises. A mais emblemática ocorreu há 17 anos, quando Pedro Parente esteve à frente de outro importante processo de ra¬ FRANSCINY ALVES cionamento pelo qual passou ¬ Quem conduz hoje a Petro- o país: o apagão da energia elébras neste momento de turbu- trica. Na ocasião, chefe da Casa Civil durante o governo FHC, ficou conhecido como o “ministro do apagão”. Hoje, é o inimigo número 1 dos manifestantes. Ele tem sido pressionado por políticos, sindicalistas e membros da so-

Presidenteda Petrobras,Parente estevenacrisede energianaeraFHC

ciedade civil para deixar o cargo, que assumiu em maio de 2016. A insatisfação levou o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, vir a público ontem para dizer que a possibilidade de Parente deixar a presidência da Petrobras não está em discussão. A origem do conflito se dá pela política de preços de combustível implantada pelo empresário, que passou a ser definida pelo preço do petróleo no mercado internacional. A reportagem conversou com pessoas que conviveram com ele, inclusive na época do apagão. E, por conta de seu histórico profissional, o empresário é classificado como: “amado pelo mercado e odiado pelos sindicalistas”. Ele é visto no meio profissional como alguém que não cede a pressões externas, co-

mo de trabalhadores. “A prioridade dele é o lucro. Em empresas públicas, ele pratica políticas de empresas privadas. É difícil tirá-lo do eixo. A vida dele é mexer com grandes cifras. Chega a ser arrogante”, contou uma pessoa que conviveu com ele no governo tucano. Entre 1999 e 2002, Parente chefiou três ministérios (Casa Civil, Minas e Energia e Planejamento) e foi considerado como um dos nomes preferidos dos tucanos. Não por menos, em 2001, foi nomeado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso para coordenar o comitê responsável por administrar a crise de energia elétrica e organizar o racionamento. Após deixar o governo, passou pelo comando de diversas empresas e fez jus à fama de cuidar de riquezas. Em 2014,

atuou na Prada Assessoria – consultoria criada pela mulher dele, Lucia Hauptman –, especializada em fortunas de cerca de 20 famílias. O deputado federal Marcus Pestana (PSDB) conhece Parente desde 1997 e o classifica como um excelente executivo e gestor. “É uma pessoa extremamente inteligente, tem uma liderança muito forte, sereno, maduro e convicto. Ele estava fazendo a coisa certa; o equívoco do governo foi fazer a recomposição em poucos dias do preço, precisava dar uma previsibilidade”, avalia. Nilmário Miranda (PT), que era deputado federal na época do apagão, disse que Parente é do “mercadismo”: “Ele foi o pivô do apagão com seu mercado radical. E agora é isso de novo”. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

NO CENTRO DA CONFUSÃO Aos 65 anos, estar no epicentro de uma crise não é novidade para Pedro Parente, presidente da Petrobras FORMAÇÃO

Engenheiro formado pela Universidade de Brasília (UnB), Parente é servidor concursado e iniciou sua carreira no setor público no Banco do Brasil em 1971 “MINISTRO DO APAGÃO”

Em 2001, foi nomeado para coordenar o comitê gestor da crise de energia elétrica e organizar as regras do racionamento no país. Na época, ficou evidente a falta de planejamento e de investimentos no setor

GOVERNO TUCANO

Entre 1999 e 2002, ocupou diversos cargos na gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), tendo comandado os ministérios da Casa Civil, Planejamento e Minas e Energia GESTÃO DE FORTUNAS

Ao deixar o governo, em 2002, tornou-se vice-presidente do grupo de mídia RBS. Oito anos depois, assumiu o comando da multinacional de alimentos Bunge Brasil. Em 2018, foi nomeado presidente do conselho da gigante BRF em meio a uma crise da companhia

CONSELHEIRO

Parente atuou ainda em empresas como Itaú, Tam, Suzano e BM&F Bovespa. Foi ainda consultor do Fundo Monetário Internacional (FMI) e de instituições públicas

Pressão

“Gestoreficiente fica”,dizPadilha O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse ontem que a possibilidade de Pedro Parente deixar a presidência da Petrobras não está sequer em discussão no governo. Ele afirmou que o empresário “mostrou que está literalmente afinado” com a intenção do presidente Michel Temer de colocar a estatal entre as maiores empresas do mundo. “Para nós, ele é um gestor eficaz e eficiente”, elogiou.

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Parlamentares da oposição e até da própria base já fazem coro para derrubar Parente. Para o deputado feral Júlio Delgado (PSB), “o trabalho agora é ‘fora, Parente’”. “Ninguém tem que pagar essa conta”, disse. O deputado federal Lincoln Portela (PR) evitou colocar a culpa somente no presidente: “Se for demitir o Parente, tem que demitir o governo inteiro. Seria um bom momento”, declarou. (FA)


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EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

O AVANÇO DO

CAOS

DO

EVERALDO

NTEÚ TADÃO CO SILVA/ES

Aumenta pressão para redução de impostos sobre o diesel. Entidades anunciam a greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira (21.5) caso o governo não reduza a zero a carga tributária sobre o diesel (PIS/Cofins). Categoria também reclama de outros custos para a atividade, como IPVA e pedágio, e das condições das estradas. O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, afirma que o governo tem discutido sobre como reduzir impostos.

26.5, sábado NAS RUAS: Faltam combustíveis em 11 aeroportos. Estradas registram 596 pontos de bloqueio, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Desde o dia anterior, 544 pontos foram desbloqueados. NA POLÍTICA: Polícia Federal já pediu prisão de empresários que estão por trás de um locaute na greve. Segundo o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, governo começa a aplicar multas no valor de R$ 100 mil por hora parada para donos de transportadoras.

NAS RUAS: Caminhoneiros fazem manifestações em 25 Estados e no Distrito Federal. Frotas de ônibus são reduzidas, faltam combustíveis e produtos em supermercados. Anunciados os primeiros efeitos no setor da saúde.

Primeiros bloqueios pelo país. NAS RUAS: Em 21 Estados, há os primeiros bloqueios totais ou parciais de rodovias. Em alguns pontos, os caminhoneiros ficam nos acostamentos. Em outros, eles queimam pneus para evitar a passagem de veículos por um período, e, depois, liberam as vias.

NAS RUAS: Os protestos atingem 24 Estados. A maioria dos atos impede a passagem de caminhões, mas permite a de carros e de outros veículos. Fabricantes como Chevrolet, Fiat e Ford anunciam problemas para lidar com a produção devido às manifestações. Aeroportos começam a regrar o gasto de combustíveis. NA POLÍTICA: Petrobras reduz o preço dos combustíveis para refinarias. O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, anuncia que o governo fez um acordo para zerar um dos impostos sobre o diesel e que em 2020 vai acabar com a desoneração da folha em todos os setores. Em vídeo, presidentes da Câmara e do Senado anunciam acordo com governo para zerar os tributos de combustíveis. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirma que foi montado um gabinete de crise. FONTE: PESQUISA DIRETA E G1

24.5, quinta-feira Calamidade e anúncio de acordo

21.5, segunda-feira

Fábricas afetadas e movimentação do governo

NAS RUAS: Governo aciona forças federais para desbloquear estradas. Caminhoneiros mantêm concentração principalmente nos acostamentos. A falta de combustíveis ocorre em mais aeroportos, limita circulação de ambulâncias e cancela cirurgias em alguns Estados. Universidades federais suspendem aulas. NA POLÍTICA: Temer critica uma “minoria radical” e diz que aciona as forças federais de segurança para desbloquear as estradas. Supremo Tribunal Federal autoriza uso de força para desbloquear rodovias e impõe multa a quem descumprir decisão. No fim da tarde, governo informa que 45% dos bloqueios em rodovias foram liberados.

DOUGLAS MAGNO

DIVULGAÇÃO

NA POLÍTICA: Governo federal anuncia que deve subir impostos para pagar subsídio do diesel. Em semana de feriado, Estado e PBH estendem ponto facultativo até a próxima sexta-feira. Metroviários anunciam que metrô só funcionará entre 5h30 e 9h30.

Aeroportos “secos” e envio de forças federais

NO

20.5, domingo

22.5, terça-feira

NAS RUAS: Primeiro dia em que houve melhora na situação do desabastecimento. Mais de 30 postos de gasolina da região metropolitana foram abastecidos, mas longas filas foram formadas e estoque durou pouco tempo. Escolas públicas continuaram paradas, mas algumas instituições particulares anunciaram a retomada das atividades. Prefeitura de BH informou que coleta de lixo e ônibus serão normalizados nesta terça-feira. Houve protestos em 25 Estados e no Distrito Federal.

25.5, sexta-feira

DOUGLA S MAG

Entra em vigor o quinto reajuste diário consecutivo do diesel. A Petrobras eleva os preços do diesel em 0,8% e os da gasolina em 1,34% nas refinarias. Desde julho de 2017, o aumento médio para o consumidor final foi de 21%.

NA POLÍTICA: O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirma que o governo federal buscará “um pouco mais de controle” para dar “previsibilidade” à alta dos combustíveis.

Manifestações de apoio aos caminhoneiros se espalham

NA POLÍTICA: Presidente Michel Temer anuncia a redução de 46 centavos no preço do litro do diesel, um ajuste que será mantido por 60 dias. Ele propôs outras quatro medidas que atendem às reivindicações dos caminhoneiros. População reagiu com panelaços.

Pontos de manifestação desbloqueados

19.5, sábado

Primeira decisão judicial contra bloqueio total de rodovias. A Justiça Federal proíbe o bloqueio total de estradas federais por caminhoneiros no Paraná. O fechamento total pode ser punido com multa de R$ 100 mil por hora. De acordo com Carlos Marun, ministro-chefe da Secretaria de Governo, há a primeira reunião da cúpula do governo sobre o preço do diesel.

Ontem

NAS RUAS: Escolas públicas e particulares anunciam suspensão de aulas, supermercados não abrem, governo de Minas Gerais decreta ponto facultativo para hoje (28.5). Governo de São Paulo anuncia que mais de 80% dos bloqueios nas rodovias do Estado estão liberados. Em grupos de WhatsApp dos caminhoneiros, a ordem é manter a paralisação ao menos até terça-feira (29.5).

Veja como a ineficiência do governo fez a greve dos caminhoneiros tomar conta do país

18.5, sexta-feira

27.5, domingo

NA POLÍTICA: Após negociações, ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, anuncia que conseguiram chegar a um acordo e que os caminhoneiros vão suspender a greve por 15 dias. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, diz que há indícios de locaute – termo originado a partir do inglês “lock out” – quando patrões impedem os trabalhadores de exercer a atividade. A prática é proibida por lei.

23.5, quarta-feira Alerta nos aeroportos e efeito dominó NAS RUAS: Bloqueios em 23 Estados e no Distrito Federal causam problemas em diversos setores: linhas de ônibus são reduzidas, Correios suspendem postagens, a produção em ao menos 129 frigoríficos e abatedouros é paralisada, faltam hortifrutigranjeiros, e exportações são prejudicadas. No Recife, o litro da gasolina é vendido a R$ 8,99. NA POLÍTICA: O presidente Michel Temer afirma que pediu trégua de dois ou três dias aos caminhoneiros para uma “solução satisfatória”. Petrobras anuncia redução de 10% no diesel, o que representa queda de R$ 0,23 na refinaria e de R$ 0,25 para o consumidor. Medida deve valer por 15 dias.

AS PROPOSTAS DO GOVERNO REDUÇÃO DO PREÇO Na quinta-feira Reduzir a zero a alíquota da Cide, sobre o óleo diesel. Manter a redução de 10% no valor do óleo diesel a preços na refinaria nos próximos 30 dias, com compensações financeiras da União à Petrobras, o que daria redução de R$ 0,29 por litro. No domingo Zerou alíquota de PIS/Cofins sobre o diesel e elevou o desconto total (incluindo isenção da Cide e o desconto da Petrobras) para R$ 0,46. PRAZOS Na quinta-feira Preço com desconto congelado por 30 dias. No domingo Ampliado o prazo para 60 dias. REAJUSTES Na quinta-feira Após 30 dias de redução de 10%, começariam os reajustes dentro da política de acompanhamento diário de preços da Petrobras. No domingo Após 60 dias, preços serão reajustados a cada 30 dias. TABELA DE FRETE Na quinta-feira Reeditar, no dia 1º de junho de 2018, a tabela de referência do frete e mantê-la atualizada trimestralmente. No domingo Vai editar Medida Provisória (MP) para a questão do frete. PEDÁGIO Na quinta-feira Promover gestão junto aos Estados para implementação da isenção da tarifa de pedágio sobre o eixo suspenso em caminhões vazios. No domingo Vai editar MP para a proposta. GRÃOS DA CONAB Propostas de quinta e de ontem são iguais. MP para liberar 30% do transporte da produção para caminhoneiros autônomos. REONERAÇÃO DA FOLHA Propostas de quinta e de domingo mantêm desoneração da folha de pagamento para transporte rodoviário de cargas.


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CRISE Petrobras vale R$ 115 bi a menos EDIÇÃO DE

EVANDRO LEAL/ESTADÃO CONTEÚDO

Açõesdacompanhia encerraramodiacom umaquedademais de14%naBolsa ¬ SÃO PAULO. Os desdobra-

mentos da greve dos caminhoneiros têm sido catastróficos para as ações da Petrobras. Em menos de uma semana, a petroleira perdeu R$ 115,6 bilhões em valor de mercado – sendo R$ 40 bilhões apenas ontem. Além disso, ainda despencou da primeira para a quarta colocação no ranking das empresas mais valorizadas da BM&FBovespa, sendo ultrapassada pela Ambev, Itaú e Vale. Os papéis da Petrobras recuaram ontem quase 15%, e ajudaram a levar a B3, a bolsa brasileira, de volta ao patamar que estava em 22 de dezembro. O Ibovespa fechou, ontem, em queda de 4,49%, o maior recuo desde que veio à tona a gravação de Joesley Batista, da JBS, com o presidente Michel Temer. O índice terminou o dia em 75.355 pontos, zerando os ganhos acumulados no ano. No primeiro dia dos protestos, na segunda-feira da semana passada, dia 21, a Petrobras era avaliada em R$ 357,2 bilhões. Após o pregão de ontem, a cifra caiu para R$ 241,6 bilhões. O movimento deixou as ações da empresa perto de zerar ganhos acumulados desde o início do ano. Essa trajetória foi iniciada na última quarta, quando o presidente da companhia, Pedro Parente, baixou em 10% o preço do óleo diesel e decretou seu congelamento por 15 dias. A medida foi interpretada pelos investidores como um sinal de instabilidade e de que a política de preços dos combustíveis, de reajustes diários, estava ameaçada. Nem mesmo o anúncio feito pela companhia logo na manhã de ontem, de que “não subsidiará o preço do diesel e não incorrerá em prejuízo” foi suficiente para evitar a continuidade da desvalorização das ações. O Itaú BBA anunciou a retirada de Petrobras PN da sua lista “Brazil Buy”. Além de repercutir o efeito da greve dos caminhoneiros na empresa, em seus relatórios, analistas lembram ainda a paralisação marcada pelos petroleiros e a queda do petróleo no mercado internacional

como fatores de insegurança. Ressarcimento. Em fato relevante distribuído aos investidores, a Petrobras comentou a decisão da presidência da República de garantir um desconto ao consumidor de R$ 0,46 no litro do diesel na forma de subsídio. Os preços mais baixos serão mantidos por 60 dias. Na semana passada, Parente comunicou o congelamento nas refinarias por 15 dias. A diferença de 45 dias em que o valor do combustível permanecerá inalterado será bancada pelo Tesouro. A empresa reforçou que “será ressarcida pela União, em modalidade ainda a ser definida”. Não está claro para os investidores, porém, como acontecerá o ressarcimento e se o governo federal tem dinheiro em caixa suficiente para fazer frente ao compromisso ou se vai empurrá-lo para a estatal. Ao mercado, a Petrobras diz somente que “está avaliando as medidas anunciadas e as alterações legais que entrarão em vigor”.

Na quarta

Petroleiros mantêm paralisação de72 horas 7

REPASSE. Professor de econo-

mia do Ibmec de Belo Horizonte, Paulo Pacheco diz que caso a Petrobras tenha prejuízo com a queda do preço do diesel, é possível que ela repasse para os preços do etanol e da gasolina. “Será necessário acompanhar esse movimento. Já o governo repassaria o prejuízo que terá com o corte dos impostos no diesel diretamente aos consumidores dos outros combustíveis se aumentasse a alíquota deles. Mas, no caso do governo, quando ele diminui a arrecadação do diesel, o prejuízo é pago pela população em geral. O benefício é concentrado e os custos são difusos”, afirma. Segundo Pacheco, “isso acontece porque o governo não corta na própria carne, não diminui os supersalários e não vai fazer, ainda mais em um ano de eleição. É isso que incomoda a população, que fica pagando caro o litro da gasolina e não vê o governo fazendo o que devia fazer, que é cortar na própria carne”. (Com Ludmila Pizarro)

Dólar O câmbio também não ficou imune a toda a turbulência que o país atravessa. O dólar fechou em alta de 1,90%, cotado a R$ 3,7331. “As várias concessões mostram o quão frágil o governo está”, disse Glauco Legat, analista da Spinelli Corretora.

Segurança. Veículos do Exército chegam à refinaria de Canoas (RS) para escoltar caminhões-tanque

RIODEJANEIRO. Sindicalis-

tas realizaram manifestações, ontem, já em preparação à greve de 72 horas marcada para amanhã. Por enquanto, o protesto se limitou a um atraso na troca do turno da manhã. Além disso, representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) se mantêm na porta de refinarias mobilizando empregados a aderir à paralisação desta semana. Os sindicatos dos petroleiros alegam que a política de preços estabelecida pela gestão Pedro Parente é prejudicial à companhia por abrir espaço para a concorrência com combustíveis importados. A decisão de cruzar os braços amanhã foi comunicada pela FUP à diretoria da petroleira no sábado. A lista de reivindicações inclui a demissão de Parente, além de outros quatro pontos: a redução dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha; a manutenção de empregos e retomada da produção interna de combustíveis; o fim da importação de derivados de petróleo; e a desmobilização do programa de venda de ativos promovido pela atual gestão da estatal.

Betim

FuncionáriosserãobarradosnaRegap ¬ FRANCISNY ALVES ¬ De acordo com o coordena-

dor do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro-MG), Anselmo Braga, se as reivindicações não forem atendidas até a noite de hoje, os petroleiros vão derrubar a produçãoaté onde a lei permite. Para isso, funcionários vão ser proibidos de entrar na refinaria, impossibilitando a troca de turnos. “Vamos negociar na Justiça uma redução na produção para que a greve tenha efeito. Não temos ainda um valor definido de quanto vamos reduzir. Mas isso vai ser em último caso. A gente vai bloquear a entradade pessoas para trabalhar, mas a refinaria consegue operar com as pessoas

que estão lá dentro. Depois vamos negociar a troca das equipes de trabalhadores”, explicou Anselmo Braga. O coordenador explicou que quando a refinaria está em condições “normais”, o transporte de combustíveis é feito por meio de dutos que saem da Regap até as distribuidoras, o que torna desnecessária a ida de caminhões até a refinaria. De acordo com ele, esse fato acontece somente em casos excepcionais, como a da paralisação dos caminhoneiros. Ele garante que o movimento em Minas Gerais não vai bloquear a entrada desses caminhões nem fechar os dutos. “Essa entrada e saída de caminhões hoje é de maneira

extraordinária, para atender demanda de urgência e o serviço público, como viaturas e ambulâncias. E a gente não

quer atrapalhar isso”, afirmou. Ainda segundo ele, a greve pode permanecer por tempo indeterminado. LEO FONTES

Movimentação de policiais na Refinaria Gabriel Passos, ontem


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EDIÇÃO DE

CRISE

Direita dá o tom da paralisação FOTOS: ALEX DE JESUS

Forçasconservadoras aproveitamcrise para reivindicaruma intervençãomilitar

¬ SÃO PAULO. “A

imprensa fez um acordo na última sexta para acabar com a paralisação dos caminhoneiros. Mas nós, do jornalismo independente, estamos convocando o Brasil para ir às ruas e gritar ‘Fora, Temer’”. Esse tipo de discurso pode parecer antigo para o leitor, que já deve tê-lo ouvido, com pequenas alterações, da boca de petistas e de membros da mídia alternativa de esquerda. No entanto, no Brasil pré-eleitoral de maio de 2018, é a direita quem se apropria das palavras de ordem. O grito saiu do alto de um carro de som do movimento Acampamento Lava Jato, anteontem, no centro de Curitiba (PR). “Quem diria, hein... Até os coxinhas. Fora, Temer!”, prosseguiu um dos líderes. Ao seu lado, um caminhoneiro identificado como “Dedeco” também marcou presença no ato, cujo objetivo foi apoiar a paralisação da categoria e pedir “a saída dos corruptos”. Naquele dia, parte do grupo concentrou-se em frente à Universidade Federal do Paraná, na praça Santos Andrade, reduto de protestos progressistas e de esquerda. Caminharam até a praça Osório, a cerca de 1,5 km, sob buzinaço e gritos de intervenção militar. Enquanto isso, a esquerda, com dificuldade de capitalizar sobre o protesto dos caminhoneiros, divide opiniões nas redes sociais. Alguns atribuem o movimento unicamente

Pedido. Faixa a favor da intervenção militar em viaduto de Belo Horizonte

aos “patrões”, negando se tratar de uma iniciativa de trabalhadores; outros defendem a necessidade de disputar com a direita a narrativa das manifestações. O filósofo Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação de Dilma Rousseff (PT), diz acreditar que a segunda alternativa não poderia ter funcionado. “A rigor, não tinha como. São movimentos inesperados, que já surgiram com a pauta fácil da intervenção militar”, afirma. Ribeiro alerta para um problema gigantesco da falta de cultura política. Segundo ele, os brasileiros têm pouca noção dos conceitos de esquerda, direita e globalização, o que reduz o pensamento apenas à ótica do combate à corrupção. “A sociedade não consegue acompanhar uma discussão nesse sentido. A solução fácil, que é denunciar o banditismo, é a que

se adota. Hoje, o banditismo é do (Michel) Temer. Há três anos, era da Dilma e do Partido dos Trabalhadores (PT). A pauta muito vinculada à corrupção acaba sendo ruim para o país. A gente fica com muita dificuldade de pensar o que pode ser feito”. ATOS DE 2013.

O ex-ministro traça um paralelo com as manifestações de junho de 2013. Quase cinco anos depois, segundo ele, o país volta a mergulhar em protestos inesperados, com lideranças pouco identificáveis. Ribeiro avalia que os atos de 2013 partiram de uma esquerda difusa e que, posteriormente, foram apropriados pela direita, substituindo a pauta dos serviços públicos pela anticorrupção. “Agora, de fato, a coisa já começa por uma direita difusa... Uma ideologia de extrema-direita muito forte”, diz o filósofo.

Repercussão internacional

“No oitavo dia de greve, bolsa tem forte queda e Petrobras perde R$ 40 bilhões em valor de mercado”

“O desabastecimento golpeia o Brasil no oitavo dia de greve dos caminhoneiros”

“Greve de caminhoneiros paralisa o Brasil e assusta investidores”

Restaurar a paz Reunião. Em encontro na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), líderes partidários acertaram a elaboração de documento conjunto em defesa da democracia e das instituições. Os deputados – tanto da base como da oposição – acreditam que o país precisar mostrar, o quanto antes, a imagem de paz entre os Poderes. O movimento é uma resposta à intensificação dos atos de caminhoneiros que pedem intervenção militar.

“Presidente brasileiro cede às demandas dos caminhoneiros após uma semana de paralisação”

Brasil retrocede, pelo menos é o que indica o presidente Michel Temer

“A solução fácil, que é denunciar o banditismo, é a que se adota. Hoje, o banditismo é do (Michel) Temer. Há três anos, era da Dilma e do PT.” Renato Janine Ribeiro FILÓSOFO “Fora Temer”. Manifestantes pedem a saída do presidente do posto e intervenção militar no país

No centro

Protesto emBH pedesaída deTemer ¬ LUCAS RAGAZZI ¬ Movimentos de esquer-

da realizaram, ontem à noite, na praça Sete e depois na praça da Estação, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, um protesto abordando diversas pautas. Com bandeiras da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de partidos de esquerda, entre eles o PT, os manifestantes pediam a saída do presidente Michel Temer (MDB) e uma mudança na política de preços feita na Petrobras – principal razão, segundo eles, pela crise de abastecimento e greve de caminhoneiros no país. “Temos que derrubar esse governo ilegítimo para a Petrobras voltar para o povo. Só assim vamos reduzir os preços do combustíveis e sair dessa crise”, argumentou o cientista social Leonardo Durões, 28. Os manifestantes empunhavam faixas com exigências pela saída de Temer e em defesa do ex-presidente Lula (PT), preso em Curitiba há quase dois meses. Tanto os organizadores do movimento quanto a Polícia Militar não informaram o número de pessoas presentes no local.


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EDIÇÃO DE

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CRISE

Incertezas ameaçam viagens no feriado de Corpus Christi RENATO COSTA/ESTADÃO CONTEÚDO

Turistascancelam reservas,esetor buscaalternativas paraevitarperdas ¬ QUEILA ARIADNE ¬ Será que vai ter gasoli-

na? Será que vai ter querosene de aviação? Será que o hotel e os restaurantes estarão abastecidos? Todas essas incertezas estão ameaçando o feriado de Corpus Christi. As agências de viagem, as companhias aéreas e as empresas de transporte rodoviário até tentam acalmar os passageiros, mas, como não têm a mínima condição de dar certeza de que tudo correrá bem, muita gente já está cancelando os passeios. Para evitar prejuízos ainda maiores, a criatividade tem sido a maior aliada, com descontos de última hora e até van para buscar os hóspedes desabastecidos. Com algo entre 20% e 35% das reservas adiadas, o hotel-fazenda Samba Rio de Pedras, em Itabirito, montou um ponto de encontro na praça Sete, no centro de Belo Horizonte, e vai viabilizar a ida e a volta dos hóspedes. “Tivemos um impacto grande com essa crise, foi inevitável, as reservas

sentiram muito. Porém, agimos rápido, colocamos essa promoção. O consumidor faz sua reserva no site da empresa e marca a opção de estadia e transporte”, informa a rede de hotéis. O hotel-fazenda Tucano, em Capim Branco, a 25 km de Belo Horizonte, está com uma ocupação de 45% para o feriado, abaixo do esperado. Para atrair quem ainda tem combustível, eles estudam uma promoção e garantem que não faltará comida. Embora não tenha recebido alguns produtos, o hotel se comprometeu a buscá-los caso os fornecedores não tenham como entregar. APREENSÃO. Há três meses, a dona de casa Raquel Lima, 39, começou a organizar a viagem com a família para

Gramado (RS), marcada para hoje. Há uma semana, sua rotina inclui checar a todo tempo os sites dos aeroportos e das companhias e os serviços do hotel. “Acho que vamos conseguir embarcar, mas meu maior medo é a volta. Também comprei vários serviços de restaurante que não sei se eles terão como atender”, conta. Ontem, 13 voos foram cancelados no aeroporto de Confins, por falta de querosene de aviação. As companhias aéreas continuam orientando os clientes a checar a situação dos voos antes de sair de casa. Elas estão concedendo isenção das taxas de cancelamento e remarcação e garantindo o reembolso. RENATO COSTA/ESTADÃO CONTEÚDO

Escoltados. Mais de 20 caminhões-tanque com querosene de aviação seguiram de Minas para Brasília

Em uma semana

Confins

0Cancelamentos Mais de 270 voos foram cancelados e outros alterados nos mais diversos aeroportos do país.

Aeronaves. No aeroporto operado pela concessionária BH Airport, o nível dos estoques é mínimo. O abastecimento continua sendo feito de forma restrita e em coordenação com as companhias.

0 Imprevisibilidade Apesar de a maior parte da malha aérea permanecer em operação, os cancelamentos e mudanças de horários deverão continuar a acontecer, sem previsão de normalização, por causa da não reposição ou total ausência de combustível em aeroportos menores espalhados pelo país.

Alívio: aeroporto JK, em Brasília, recebeu combustível ontem FRED MAGNO – 12.4.2018

0 Prejuízos Por dia, o setor está perdendo mais de R$ 50 milhões. 0 Suporte Companhias garantem remarcação de voo com isenção de taxas e reforçam pedido aos passageiros para checar situação antes de irem para o aeroporto.

Na rodoviária de Belo Horizonte, orientação é buscar informações sobre as viagens nas empresas

Transtorno

RodoviáriadeBHtem 456cancelamentos De sexta-feira até a tarde de ontem, 456 viagens foram canceladas na rodoviária de Belo Horizonte. Sem ter como garantir se haverá ou não combustível para o Corpus Christi, na próxima quinta-feira, as empresas pedem que os passageiros verifiquem o quadro de horários antes de se deslocarem para o terminal. A Gontijo, que faz uma das rotas preferidas dos mineiros – Guarapari –, diz que, por enquanto, as viagens do feriado estão mantidas. Mas o atendente disse, por telefone, que tudo depende da disponibilidade de combustível. A Itapemerim colocou um comunicado no site para explicar os impactos da redução de combustíveis provocada pelos bloqueios nas

7

estradas. “Diante dessa realidade e para melhor atendê-los, a empresa se vê obrigada a realizar adequações em sua operação. Sendo assim, solicitamos aos nossos clientes que, antes de se deslocarem até as rodoviárias, entrem em contato com a nossa central de atendimento para consultar os horários disponíveis”, pede a empresa. Também por meio do site, as viações Útil, Sampaio e Brisa comunicam que estão acompanhando as notícias do governo, entretanto, até o presente momento, persiste a situação de desabastecimento. “Estamos cumprindo com as viagens adquiridas e as disponíveis para venda, porém sujeitos a atraso no embarque”, afirma. (QA)


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~ O.PINIAO

O TEMPO Belo Horizonte TERÇA-FEIRA, 29 DE MAIO DE 2018

Editorial

Duke

ECONOMIA E POLÍTICA Poderia ter acontecido tudo com o governo Temer, menos uma greve de caminhoneiros dessa proporção. Greves da categoria foram enfrentadas pelos governos Fernando Henrique, Lula e Dilma Rousseff. Mas nenhum deles estava tão debilitado quanto Temer. Um governo fraco é presa fácil para manifestantes determinados, sobretudo quando dispõem do poder de tiro dos caminhoneiros. O governo capitulou em tudo o que pediram; só falta concordar agora que a queda de preços do diesel chegue ao que eles querem nas bombas. A aflição dos caminhoneiros é real: de um lado, baixos preços dos fretes, derrubados pela concorrência entre eles mesmos, em algum momento atraídos a investir nesse transporte; e, do outro, reajustes frequentes do diesel, empurrados pelo custo do petróleo e pelo dólar. Recém-saída de um desastre financeiro, a Petrobras implantou um programa de recuperação que mais pareceu o de uma empresa privada, e não o de uma estatal monopolista. Elegeu o mercado e desconheceu a política, que recomendava a administração de preços. Deu no que deu. Toda a raiva popular se abateu sobre a estatal, que entrega o combustível por um terço de seu valor, mas é identificada como responsável por 100% dele, como se não fizessem parte da composição de custos do óleo 48% de impostos federais e estaduais. Quase 77% da opinião pública considera que o governo, como seu maior acionista, deve controlar os preços da estatal. A maioria enxerga também o que Temer e sua equipe econômica se recusam a ver: a Petrobras deve sim ter uma função social e dividir seus estrondosos lucros não só com seus acionistas, mas com a população brasileira. O mercado não pode conduzir a economia e a política do país ir a reboque de cifras, análises financeiras e notas de agências de crédito. Ao contrário, é a política do Estado a responsável por determinar as diretrizes do crescimento do país, ainda mais em um Brasil marcado por desigualdade econômica e injustiça social.

FUNDADOR Vittorio Medioli PRESIDENTE Laura Medioli VICE-PRESIDENTE Marina Medioli

www.dukechargista.com.br

TEL: (31) 2101-3937 FAX: (31) 2101-3950 Editor: Victor Almeida victor@otempo.com.br e-mail: opinião@otempo.com.br Atendimento ao assinante: 2101-3838

L.EITOR

Greve

a

Dirlando Fernando

a

Hernani José de Castro

a

Wanderson Douglas

Duvido que o governo vá ressarcir a Petrobras pelo desconto no diesel. O presidente deve ter dito à direção da Petrobras que, "já que vocês vendem para a Bolívia gasolina por menos da metade do valor que cobram no Brasil e estão satisfeitos com este comércio, não vejo motivos para ressarcir alguma coisa”. Vamos utilizar esse argumento para utilizá-lo no momento adequado. O país está uma bagunça. A necessidade de uma intervenção, hoje, não poderá ser recebida como socialista ou comunista - isto nem existe mais. Trata-se de uma questão de disciplina. O número de processos contra o atual "presidente" mostra a necessidade de seu afastamento. O povo, cada vez mais espoliado e sem esperança, vê nessa intervenção a única maneira de um futuro melhor. Porém, só o afastamento não será suficiente. É preciso rever os procedimentos do grupo e, se for o caso, desfazer todos eles. Que a insatisfação em relação aos preços dos combustíveis reverbere em mobilizações em prol de melhores serviços públicos, sobretudo na educação, na saúde e na segurança.

DIRETOR EXECUTIVO Heron Guimarães

GERENTE COMERCIAL

EDITORA EXECUTIVA

Alessandra Soares

Lúcia Castro SECRETÁRIO DE REDAÇÃO (INTERINO)

GERENTE DE TECNOLOGIA

Fábio A. Santos GERENTE INDUSTRIAL

Guilherme Reis

GERENTE DE CIRCULAÇÃO

Isabel Santos GERENTE DE ASSINATURA

Fernanda Rodrigues

Murilo Rocha ADJUNTA DA SECRETARIA DE REDAÇÃO (INTERINA)

Renata Nunes EDITORES

Opinião: Victor de Almeida Economia: Karlon Aredes Magazine: Milton Luiz Brasil/Mundo/Interessa: Aline Reskalla Política: Ricardo Corrêa Super FC: Soraya Belusi Núcleo de Cidades: Carla Alves Primeira: Frederico Duboc Fotografia: Rejane Araújo

a

Marcondes Diniz

A atual greve dos caminhoneiros impacta e coloca em risco a economia brasileira. Mostrou, mais uma vez, a necessidade de reativação e revitalização de nossas ferrovias como opção para o escoamento dos nossos produtos e para o deslocamento da população. Além de ser uma alternativa mais econômica, promoveria o desafogamento de nossas comprometidas e abandonadas rodovias, além de salvar muitas vidas.

a

Sérgio Campos

Ao ser questionado por um repórter sobre a possibilidade de haver protestos por causa do preço da gasoli-

a

E-MAIL: opiniao@otempo.com.br

na, o ministro Eliseu Padilha disse que o governo não se deteve nesse assunto, pois a preocupação era com o diesel. Antes do diesel, o governo se preocupava com as eleições. Antes das eleições, era com a Lava Jato. Foi avisado da iminência da crise, mas não deu atenção. Já pode começar a pensar na gasolina.

a

Beatriz Campos

a

Marcelo Tadeu Saltarelli

Enquanto nos Estados Unidos existem mais de 20 petroleiras, refinadoras e distribuidoras de combustível, cuja concorrência faz com que o combustível seja de excelente qualidade e de baixo custo, no Brasil, por causa da Petrobras, o brasileiro bate no peito e diz: “Ah, mas o petróleo é nosso!”. Do que adianta termos uma Petrobras todinha nossa se temos 100% de nada? Nem influenciar no custo do combustível podemos. Até quando ficaremos nessa ilusão do “petróleo é nosso” se nem conseguimos pagá-lo sem sacrifício? Acorda, povão! Privatização da Petrobras já! Euatéentendo osilêncio do governadormineiro. Afinal, é de sua responsabilidade a absurda alíquota de ICMS. Logo, Pimentel têm mesmo que ficar em silêncio, pois é mais fácil assaltar o povo do que fazer as reformas. Tomara que, nas próximas eleições, o mineiro se lembre de quem instituiu esses ICMS absurdo, de quem apoiou o governador e de quem premiou os empresários com incentivos fiscais, fazendo o povo mineiro pagar a conta! São esses os verdadeiros inimigos do povo. A greve está mostrando o risco queessagente épara asociedadebrasileira! Kalil, Pimentel e demais “autoridades” ficam caladinhas, como se o problema do desabastecimento fosse apenas de responsabilidade da Petrobras ou do governo federal!

a

Ana Marília Viana Faria

Gostaria de entender: Dilma foi

a

WWW.OTEMPO.COM.BR

deposta, mas seu vice não foi. Até agora, nenhum cargo foi cortado, nenhum privilégio e auxílio foi extinto. Não se falou nenhuma vez em revisão dos supersalários ou das superaposentadorias. Cadê a reforma tributária? O governo tenta resolver a crise com subsídio e, mais uma vez, nós é que vamos pagar a conta. É revoltante!

a

Alexandre Gambera de Souza

a

Francisco Barbosa

a

Rogério A. P. Silva

Venho parabenizar o sr. Medioli pela coragem, espontaneidade e iniciativa da divulgação do vídeo em apoio aos caminhoneiros. O empresário é uma pessoa dotada de conhecimento e sabedoria. Acredito no capitalismo liberal, porém, há a necessidade de que seja cada vez mais inclusivo, refreando a corrupção. É preciso valorizar o trabalho, sobretudo o equilíbrio. Nesse sentido, creio que sua participação seja importante, antes que novos “revolucionários” ganhem o povo com sua oratória. O meu apelo é para que Medioli ajude a formar um povo instruído e, consequentemente, possa auxiliar a condução deste país. Os artigos do sr. Vittorio Medioli são excepcionais e surpreendentes! Espetacular! Parabéns. Na minha opinião, o maior responsável pela crise são os governos federal e estadual, que dobram o preço da gasolina quando ela sai da refinaria. Ora, se no Orçamento não estava previsto esse aumento de preço, e portanto a arrecadação prevista era outra, por que o governo não baixa os impostos para manter a gasolina mais barata? A Petrobras não deveria ser penalizada enquanto empresa, mas os governos tinham que abrir mão desta montanha de impostos que arrecadam com a gasolina e outros derivados do petróleo.


O TEMPO Belo Horizonte TERÇA-FEIRA, 29 DE MAIO DE 2018

RAQUEL FARIA

MIRIAM LEITÃO

raquelfaria@otempo.com.br

Efeitocâmbio

Comoargentinos

Os números são claros e contundentes: o que mais encarece no Brasil os combustíveis de origem petrolífera não é a alta do barril do petróleo e sim a valorização do dólar. Em agosto de 2008, com o dólar a R$ 1,60, o petróleo custava US$ 140 no mercado internacional e saia a R$ 224 para nós. Hoje o petróleo tem a metade da cotação, US$ 76 no preço de sexta, mas o dólar a R$ 3,70 eleva o barril em moeda brasileira para R$ 280, 25% a mais do valor pago há 10 anos. Efetivamente, o diesel, a gasolina e o gás de cozinha estão bem mais caros hoje. Mas a razão principal não é a fúria tributária nacional ou a praga da corrupção e sim a disparada do dólar – ou a perda de valor do real frente à moeda de referência mundial.

A constatação do impacto cambial nos preços do petróleo muda totalmente a perspectiva sobre a crise dos combustíveis no Brasil. O apagão logístico dos últimos dias, com a paralisação em peso do transporte no país, deve ser entendido como mais um forte desequilíbrio provocado na América Latina pela alta do dólar. De fato, o segundo grande choque. O primeiro já ocorreu na Argentina. Ainda neste mês, o país vizinho teve que elevar juros a 40% e recorrer ao FMI para conter a depreciação do peso. Os problemas nos dois países são muitos distintos, mas derivam do mesmo fenômeno: a perda de valor das moedas emergentes com a expectativa de juros maiores nos EUA.

Quempaga

Aquinãotem

O subsídio sobre o preço do diesel, prometido pelo Planalto, deve beneficiar mais os ricos e punir mais os pobres, especialmente se for mantida a solução do governo de poupar os investidores da Petrobras e jogar a conta para o Tesouro, ou seja, para a população. A divisão da conta já gera quizumba no Congresso. Ontem, senadores de siglas e ideologias distintas criticaram a postura do governo e da Petrobras, cujo presidente Pedro Parente fica agora na corda bamba.

Se depender de Pimentel e de outros governadores, a conta fica inteira para Petrobras e Brasília. O governador mineiro já disse não concordar com soluções que obriguem os Estados a abrir mão de receitas, posição também assumida por governadores de pelo menos mais seis Estados (MT, MS, GO, RO, MA e DF). Ontem, Pimentel reafirmou sua crítica à política de preços dos combustíveis, dolarizada na atual gestão.

ANNA CASTELO BRANCO/REDE FOTONOVELA

J

Luciana Ramires, Humberto Noronha e Sabrina Laureano

Irasanta O protesto caminhoneiro bagunça a rotina, mata bichos, estraga alimentos, gera prejuízos generalizados. Mesmo assim muitas pessoas mantêm o apoio firme, suportam os incômodos com resignação e paciência. O movimento virou uma catarse coletiva, canalizando o sentimento de exasperação social no país; a indignação dos brasileiros já ganhou tais proporções que torna menores os desconfortos dos últimos dias. O apoio ao protesto é mais um grito de abaixo o sistema e fora Temer.

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Apostanatrave Consumando fato O PSB mineiro avalia como difícil o acordo nacional do partido com o PT. Acha que o entendimento segue travado pela petista Marília Arraes, que está bem nas pesquisas, embolada nos primeiros lugares, e não abre mão da candidatura ao governo de Pernambuco em favor da reeleição de Paulo Câmara. Sem a renúncia de Marília, não há acordo. E Marcio Lacerda permanece na disputa do governo de Minas.

O acordo com o PSB é uma das orientações passadas por Lula ao PT. Mas, antecipando-se às pressões da cúpula petista, Marília Arraes reforçou a campanha junto à militância e conseguiu o agendamento da convenção estadual do partido já para o próximo dia 10. Ou seja, em menos de duas semanas a candidatura da petista rebelde poderá estar oficializada.

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miriamleitao@oglobo.com.br

Bomba retardada

O

próximo governo assumirá tendo que cortar R$ 30 bilhões e, além disso, terá que aumentar o diesel ou encontrar nova solução. Toda a complexa engenharia para reduzir menos de meio real no preço do litro do diesel não pode ser mantida no ano que vem porque não há espaço para mais este gasto. E para este ano foi preciso inventar inúmeras saídas fiscais e tributárias. Quem for eleito herdará um aumento de despesas obrigatórias de R$ 74 bilhões, a maior parte disso Previdência e salário do funcionalismo. O problema é que o espaço para elevação de gastos é de R$ 40 bilhões. Por isso, o novo governo terá que abrir os trabalhos cortando outras despesas no valor em torno de R$ 30 bi. Ao lado disso, receberá a bomba do reajuste do diesel, porque o gasto extra de R$ 9,5 bilhões será suficiente apenas para o subsídio ao diesel este ano. No oitavo dia de greve do setor de transporte de carga, o governo já havia cedido tudo o que fora pedido, ainda havia paralisação e o país vivia os efeitos da desorganização do abastecimento. A esperança ontem cedo era que o setor de inteligência do governo estivesse certo. Eles detectaram uma melhora no tom das lideranças mais radicais a partir da madrugada e avisaram o governo. Durante o dia, no entanto, a situação se manteve tensa, ainda que com alguns pequenos avanços. No fim do dia, a Polícia Rodoviária Federal admitia haver 594 pontos de bloqueios. Os caminhões-tanque escoltados foram para aeroportos e serviços essenciais, mas segundo uma fonte do governo não conseguiam atender mais do que 5% da necessidade do país. A situação permanece crítica, portanto. E, mesmo quando o movimento acabar, o próprio governo admite que levará dias até que o país esteja normalizado. Para tentar encerrar o movimento dos transportadores de carga, que envolveu os caminhoneiros autônomos e as empresas do setor, o governo fez uma engenharia fiscal e financeira complexa. Uma MP está criando um programa de subvenção. O dinheiro veio de um remanejamento: parte de uma arrecadação extra que houve no ano e outra parte de uma reserva feita para capitalização de

estatais, que não ocorrerá. Mas para que esses recursos possam ser usados, é preciso que o Congresso aprove o crédito extraordinário pedido pelo governo. Mesmo assim não é suficiente. Será preciso aprovar o projeto de reoneração. Se e quando for aprovado não será o bastante e por isso o Ministério da Fazenda estava ontem preparando outros cortes. O governo precisou fazer toda essa ginástica para pôr de pé o subsídio ao diesel. Além disso, criará um imposto de importação flexível, que subirá quando o preço externo cair e será reduzido quando o preço externo estiver subindo. Essa é mais uma das medidas necessárias para manter essa nova política. A preocupação é com a possibilidade de o preço externo cair abaixo do preço fixo no Brasil. Neste caso, o importador independente poderia trazer o produto mais barato e distorcer o mercado. O governo confirmou o que foi publicado aqui na coluna: a compensação financeira será paga à Petrobras e a qualquer importador do diesel. Um quarto do mercado é abastecido com importação. Por enquanto está preservada a política de preços da Petrobras. Mas para tornar realidade esse desconto será necessário mover mundos e fundos, subverter leis econômicas e abandonar o projeto de reduzir a enorme conta de subsídios e incentivos fiscais. No mercado não se confia no futuro dessa política e é por isso que a ação da Petrobras já caiu 34%, reduzindo em R$ 126 bilhões o valor de mercado da empresa, segundo a Economática. O Brasil nos últimos anos acentuou sua escolha pelo transporte de carga através de caminhão a diesel. Um erro duplo: caminhão e diesel. Nas outras greves, como a de 2013, na esteira das manifestações contra o governo Dilma, ficou claro o quanto o país é vulnerável. O mundo caminha na direção de reduzir a dependência do petróleo. Recentemente num estudo feito pela OCDE, o Brasil foi aconselhado a aumentar o imposto sobre os combustíveis fósseis. E ele agora está fazendo exatamente o contrário. O sofrimento do país nos últimos dias tem sido imenso. Ele mostra, uma vez mais, como temos sido insensatos nas nossas escolhas coletivas.


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O TEMPO Belo Horizonte TERÃ&#x2021;A-FEIRA, 29 DE MAIO DE 2018

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O TEMPO Belo Horizonte TERÃ&#x2021;A-FEIRA, 29 DE MAIO DE 2018

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O TEMPO Belo Horizonte TERÃ&#x2021;A-FEIRA, 29 DE MAIO DE 2018

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O TEMPO Belo Horizonte TERÇA-FEIRA, 29 DE MAIO DE 2018

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Ao ataque! Seleçãobrasileira faz primeiro treinoem Londres, eTitetestatrio da frente com Neymar,Gabriel Jesus ePhilippe Coutinho. Página29 CRISTIANE MATTOS - 2.5.2018

Bruno Silva otimista

Pode perder peças

Jogo atrás de jogo

Volante deixa mau começo na Raposa para trás e mostra bom futebol que o trouxe à Toca. Pág. 26

Atlético teria acertado empréstimo de Otero a clube da Arábia Saudita; país também quer Róger Guedes. Página 27

Enderson Moreira teme queda de rendimento do América com maratona de partidas até a Copa. Pág. 27


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Belo Horizonte TERÇA-FEIRA, 29 DE MAIO DE 2018

Otimista. BrunoSilvaquer esquecerafalta deregularidadee repetirgrandes atuaçõesqueo trouxeramao Cruzeiro ¬ BRUNO MATEUS

¬ “Agora

é só alegria, tenho certeza disso”. O otimismo demonstrado pelo que disse o volante Bruno Silva tem explicação. Com o gol marcado na vitória por 1 a 0 diante do Santos, no último domingo, em São Paulo, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro, o jogador espera inaugurar uma nova fase na Toca da Raposa II. Ao cabecear a bola para o fundo das redes do goleiro santista Vanderlei, o camisa 20 quer deixar as críticas e a desconfiança da torcida no passado. Mineiro de Nova Lima, Bruno Silva, de 31 anos, chegou ao Cruzeiro cercado de expectativas. Eleito o melhor volante do Brasileirão do ano passado atuando pelo Botafogo, o Cruzeiro precisou desembolsar R$ 5 milhões para tirar o atleta do time do carioca. Em janeiro, ele assinou contrato com o clube até dezembro de 2020 sabendo da grande responsabilidade que teria. Porém, o jogador não conseguiu se firmar na equipe titular de Mano Menezes e a breve trajetória com a camisa azul tem sido marcada pela in-

Um gol para deixar a má fase no passado NEWTON MENEZES/ ESTADÃO CONTEÚDO - 27.5.2018

constância. No entanto, Bruno Silva conta com o apoio dos companheiros de clube e da comissão técnica para superar o momento que está longe de ser o que a torcida celeste espera do jogador. “Desde que cheguei aqui tenho a confiança de todo o grupo. Sou um cara que me cobro muito, estava chateado porque sei que posso fazer mais e não estava conseguindo. O gol veio na hora certa para tirar esse peso”, acredita. Curiosamente, dois dias antes do volante marcar seu primeiro gol pela Raposa, o técnico Mano Menezes foi

No ‘cheirinho’ Tanque vazio. O desabastecimento de combustível provocado pela greve dos caminhoneiros atinge o Brasil de norte a sul e também chegou à Toca da Raposa II. Bem-humorado, o atacante Raniel, em entrevista coletiva concedida na tarde de ontem no CT cruzeirense, brincou com a situação. “Meu carro está só no ‘cheirinho’, mas está dando para vir porque moro perto da Toca da Raposa”, disse o jogador.

questionado sobre a dificuldade de adaptação do jogador na Toca II. “O Cruzeiro é diferente do Botafogo, propõe mais o jogo, joga mais no campo do adversário. O Botafogo se retrai mais. Não estamos decepcionados com ele como muitos dizem. Temos um grupo de qualidade e se ele não conseguiu se tornar titular comprova a qualidade do nosso elenco”, afirmou o comandante celeste. Bruno Silva também credita as atuações irregulares às mudanças no estilo de jogo. No Botafogo, o jogador lembra que jogava praticamente como um ponta. Já no Cruzeiro, ele tem atuado como volante. As críticas vieram e o jogador as considera importantes para dar a volta por cima. “Sou um cara super tranquilo. Com o apoio do Mano e do grupo, consigo sair dessa fase que estava vivendo”, comenta o cruzeirense, que controla a ansiedade para voltar a repetir as atuações que chamaram a atenção da diretoria celeste e brilhar com as cinco estrelas no peito. “Tudo tem seu tempo, não adianta pular etapa. Graças a Deus, o resultado está começando a aparecer. Estou feliz aqui e é isso que importa.”

Com o gol da vitória sobre o Santos, volante quer deixar dificuldade de adaptação na Toca II para trás

Líder do Brasileirão

Rapidinhas Paulo Autuori deixa o Flu

Guerra para por três meses

O diretor Paulo Autuori deixou o Fluminense. Ele ficou incomodado com o vazamento da negociação com Kleber Gladiador, e mostrou contrariedade com os atrasos salariais no Tricolor carioca.

O meia Guerra vai desfalcar o Palmeiras por três meses. Ele teve detectada uma lesão nos ligamentos do pé esquerdo, sofrida no jogo contra o Sport, no último sábado. O jogador precisará passar por cirurgia no local.

Fla comemora retorno de Pará e torce pela recuperação de trio ¬ RIO DE JANEIRO. Dois dias de-

pois de derrotar o Atlético no Independência, o Flamengo se reapresentou no Ninho do Urubu, e iniciou os trabalhos visando o confronto diante do Bahia, quinta, no Maracanã, também pelo Campeonato Brasileiro. O grande destaque da atividade foi o lateral-direito Pará. Afastado das atividades há duas semanas, graças a

um estiramento no ligamento colateral medial do joelho direito, Pará trabalhou em campo pela primeira vez desde então. Ele realizou apenas uma corrida em volta do gramado, mas mostrou sinais de evolução na recuperação. Outro que vive fase final de reabilitação após se contundir é o colombiano Berrío. Ainda sem atuar em 2018, graças a uma grave le-

são no joelho esquerdo, sofrida ainda em outubro do ano passado, o atacante realizou um trabalho com bola nesta segunda e praticou algumas finalizações sob o comando do preparador físico Fábio Eiras. Os problemas físicos do Flamengo não param por aí. Os zagueiros Réver e Juan e o atacante Geuvânio também se recuperam de contusões e fizeram tratamento ontem. Todos eles deverão ser novamente desfalques , nesta quarta-feira, às 21h45, no Maracanã. Mesmo na liderança do Brasileiro, o técnico Maurício Barbieri já demonstra preocupação com a maratona de jogos, que ocasionaram as lesões. “Nem céu, nem inferno. Temos muito a corrigir e precisamos achar soluções para levar essa maratona até o dia 13 de junho”, comentou Maurício Barbieri.


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SUPER FC De saída. Atlético encaminha empréstimodo venezuelano aoAlWehda, novotimede FábioCarille

Belo Horizonte TERÇA-FEIRA, 29 DE MAIO DE 2018

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Otero vai para Arábia, que quer Guedes RAMON BITENCOURT - 12.4.2018

¬ THIAGO NOGUEIRA E FERNANDO MARTINS Y MIGUEL

¬ O Atlético está acertando o empréstimo do meia venezuelano Otero para o Al Wehda, da Arábia Saudita, nova equipe do ex-técnico coritiano Fábio Carille. A informação foi divulgada na noite dessa segunda-feira pelo Globoesporte.com e ainda não foi oficializada pelo clube mineiro. Otero tem contrato com o Galo até dezembro de 2020. Ele chegou em julho de 2016. São 101 jogos, completados no último sábado, contra o Flamengo, e 21 gols vestindo a camisa alvinegra. Mas outra negociação também movimentou o dia ontem no Galo. O Atlético está de olho na proposta que o Al Hilal, da Arábia Saudita, fez ao Palmeiras pela compra dos direitos econômicos do atacante Róger Guedes. Apesar de perder o artilheiro do Brasileiro, ao lado de Pedro, do Fluminense, com cinco gols, o clube mineiro aguarda o desfecho ou não da negociação para ter o direito de receber a cha-

mada “taxa de vitrine”, que é de 10% do valor da venda. De acordo com o radialista Leo Gomide, a proposta árabe feita ao Palmeiras gira em torno de US$ 10 milhões (cerca de R$ 37 milhões). Sendo assim, o Atlético receberia R$ 3,7 milhões, conforme confirmou ao SUPER FC uma fonte ligada ao clube. O Palmeiras possui 25% dos direitos econômicos do jogador, enquanto o Criciúma possui os 75% restantes. Róger Guedes foi emprestado ao Atlético pelo Palmeiras até o final do ano, sem ter os direitos econômicos fixados. O clube mineiro tem apenas uma preferência de compra ao final do vínculo, em dezembro, caso ache necessário. O atacante fez, até o momento, 23 partidas pelo Galo, sendo 11 vitórias, sete empates e cinco derrotas. É o vice-artilheiro do time na temporada. Depois de um início de ano irregular, com atuações e polêmicas nos bastidores, o camisa 23 ganhou nova chance com Thiago Larghi, deu a volta por cima e hoje, além de ser o artilheiro do Brasileirão, é fundamental no ataque alvinegro.

101 jogos fez o venezuelano Otero com a camisa alvinegra

21 gols marcou o “pé calibrado” defendendo o Atlético

De carona Falta de combustíveis. A greve dos caminhoneiros tem afetado todos que necessitam de veículos. Mas, no Atlético, a situação está controlada. Jogadores e funcionários têm feito rodízios e dado caronas uns para os outros. Fábio Santos deu sorte e contou com a esposa. “Minha mulher achou um posto e encheu o tanque, aí tenho conseguido me manter. No mais, o pessoal tem se virado bem”, disse. O zagueiro Gabriel usou do bom humor para falar. “Meu irmão socorreu os meninos que não tinham gasolina, aí cobrei só R$16,90 o litro. Deu uma ajuda boa para eles”, brincou. Jogador venezuelano deve ser emprestado para mesmo clube que tirou Fábio Carille do Corinthians

América

Enderson Moreira teme queda de rendimento do time até Copa LEO FONTES / 9.5.2018

¬ FELIPPE DRUMMOND NETO ¬ Assim como outras equi-

pes da Série A do Brasileirão, o América fará cinco partidas até a parada do campeonato para a Copa do Mundo. Ciente disso, a maior preocupação do time alviverde é manter o alto rendimento com uma boa preparação física, para encarar a maratona de jogos com partidas no meio de semana e aos domingos. “O desgaste não é tão visível em campo, mas nós sabemos que os atletas jogaram até a última gota, se entregaram de todas as formas e eu gostaria de enaltecer isso. Gostei da entrega da equipe contra o São Paulo. Os jogadores correram o tempo todo, acreditaram e buscaram o resultado até o final. Além do mais, enfrentamos um time que teve a semana inteira para se preparar, enquanto nós tivemos um jogo na quarta”, afirmou o técnico Enderson.

Enderson mostra receio com desempenho futuro do América

Além do cansaço que os jogadores acabam acumulando quando precisam atuar com poucos dias de intervalo de um jogo para o outro, para o treinador, a maior dificuldade enfrentada é trabalhar a parte estratégica do time com tão pouco tempo.

“Quando tivemos uma semana vazia para trabalhar, conseguimos apresentar em campo um bom futebol, independentemente dos resultados. Agora, teremos que nos preparar com pressa para as partidas, tentando manter o que vínhamos apresentando”, concluiu.


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CAMPEONATO BRASILEIRO - 2018 SÉRIE A Classificação 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

FLAMENGO FLUMINENSE ATLÉTICO SÃO PAULO GRÊMIO CORINTHIANS PALMEIRAS INTERNACIONAL SPORT CRUZEIRO AMÉRICA BOTAFOGO VASCO VITÓRIA BAHIA SANTOS ATLÉTICO-PR CHAPECOENSE CEARÁ PARANÁ

SÉRIE B

P

J

V

E

D GP GC SG

14 13 13 13 12 11 11 11 11 10 10 9 8 8 8 6 6 6 3 3

7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 6 7 7 6 7 7 7 7

4 4 4 3 3 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 1 1 0 0

2 1 1 4 3 2 2 2 2 1 1 3 2 2 2 0 3 3 3 3

1 2 2 0 1 2 2 2 2 3 3 2 2 3 3 4 3 3 4 4

13 11 9 10 8 10 10 7 9 4 10 7 10 11 6 6 7 7 4 3

6 7 7 6 3 6 6 4 10 3 12 7 10 12 9 9 8 15 11 11

7 4 2 4 5 4 4 3 -1 1 -2 0 0 -1 -3 -3 -1 -8 -7 -8

PG=pontos ganhos; J=jogos; V=vitórias; E=empates; D=derrotas; GF=gols a favor; GS=gols sofridos; SD=saldo de gols LIBERTADORES

REBAIXADOS À SÉRIE B

MELHOR ATAQUE

MELHOR DEFESA

FLAMENGO

GRÊMIO CRUZEIRO

13 Gols

3 Gols

PIOR ATAQUE

PIOR DEFESA

PARANÁ

CHAPECOENSE

3 Gols

15 Gols

ARTILHARIA 5 gols RÓGER GUEDES (ATLÉTICO) E PEDRO (FLUMINENSE)

8ª RODADA

Classificação 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

FORTALEZA CSA AVAÍ CORITIBA VILA NOVA-GO FIGUEIRENSE PAYSANDU ATLÉTICO-GO SÃO BENTO GUARANI SAMPAIO CORRÊA OESTE B. DE PELOTAS LONDRINA PONTE PRETA JUVENTUDE CRB BOA ESPORTE GOIÁS CRICIÚMA

P

J

V

E

D GP GC SG

19 15 14 14 13 12 12 11 11 10 10 9 8 8 7 7 6 4 2 1

7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7

6 5 4 4 4 4 3 3 2 3 3 2 2 2 2 1 2 1 0 0

1 0 2 2 1 0 3 2 5 1 1 3 2 2 1 4 0 1 2 1

0 2 1 1 2 3 1 2 0 3 3 2 3 3 4 2 5 5 5 6

ACESSO À SÉRIE A

9ª RODADA

MELHOR ATAQUE

MELHOR DEFESA

FORTALEZA

FORTALEZA

16 Gols

4 Gols

PIOR ATAQUE

PIOR DEFESA CRB

LONDRINA CRICIÚMA BOA ESPORTE

4 Gols

15 Gols

ARTILHARIA 5 gols GUSTAVO HENRIQUE (FORTALEZA)

7ª RODADA

8ª RODADA

x

Internacional

02/06 16:00

Atlético

x

Chapecoense

22/05 19:15

30/05 19:30

Vasco

x

Paraná

02/06 16:00

Internacional

x

Sport

22/05 21:30

30/05 19:30

Sport

x

Atlético

02/06 19:00

Vasco

x

Botafogo

25/05 19:15

30/05 21:00

Chapecoense

x

Ceará

02/06 21:00

Palmeiras

x

São Paulo

25/05 19:15

30/05 21:00

São Paulo

x

Botafogo

03/06 16:00

Santos

x

Vitória

25/05 21:30

Coritiba 2 x 0 Vila Nova-GO

30/05 21:45

Grêmio

x

Fluminense

03/06 16:00

Flamengo

x

Corinthians

26/05 16:30

Goiás 1 x 2 Boa Esporte

30/05 21:45

Cruzeiro

x

Palmeiras

03/06 16:00

América

x

Atlético-PR

26/05 16:30

31/05 16:00

Flamengo

x

Bahia

03/06 16:00

Bahia

x

Grêmio

26/05 16:30

31/05 18:00

Corinthians

x

América

03/06 19:00

Ceará

x

Cruzeiro

26/05 21:00

31/05 21:00

Atlético-PR

x

Santos

04/06 20:00

Paraná

x

Fluminense

28/05 20:00

CSA 1 x 4 Figueirense

29/05 19:15

São Bento

x

Figueirense

29/05 21:30

Londrina

x

Coritiba

01/06 19:15

Juventude

x

Guarani

01/06 20:30

Vila Nova-GO

x

CSA

01/06 21:30

Avaí

x

Criciúma

01/06 21:30

Paysandu

x

Boa Esporte

02/06 16:30

CRB

x

B. de Pelotas

B. de Pelotas 3 x 0 Londrina

02/06 16:30

Atlético-GO

x

Goiás

Guarani 2 x 0 CRB

02/06 16:30

Fortaleza

x

Sampaio Corrêa

Sampaio Corrêa 1 x 0 Ponte Preta

02/06 19:00

Ponte Preta

x

Oeste

Fortaleza 2 x 0 Criciúma Avaí 3 x 1 Paysandu Atlético-GO 2 x 2 Oeste

São Bento 2 x 2 Juventude

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

Memórias dos Mundiais

COPA DE 1954

Alemães desbancam favorita Hungria, e Brasil perde batalha retorno do torneio a uma Europa que se recuperava dos danos provocados pela Segunda Guerra. A Suíça, localizada no centro do continente, sediou o torneio. Campeã olímpica em

12 5 8 3 2 4 1 1 2 2 -1 -1 1 -3 -3 -2 -8 -6 -9 -8

REBAIXADOS À SÉRIE C

Vitória

1952, a Hungria desembarcou como favorita. O time de Puskas e companhia havia goleado a Alemanha, por 8 a 3, na fase de grupos. Em novo confronto com a Alemanha, a Hungria abriu logo 2 a 0. Mas os húngaros se atrapalharam na etapa final

4 10 6 5 6 7 7 11 7 9 10 10 8 7 8 10 15 10 14 12

PG=pontos ganhos; J=jogos; V=vitórias; E=empates; D=derrotas; GF=gols a favor; GS=gols sofridos; SD=saldo de gols

30/05 19:30

¬ JULIO REZENDE ¬ A Copa de 1954 marcou o

16 15 14 8 8 11 8 12 9 11 9 9 9 4 5 8 7 4 5 4

e perderam dos alemães. Sexto colocado na Copa, o Brasil foi eliminado pela Hungria, por 4 a 2, no jogo conhecido como “A Batalha de Berna”. Depois da partida, brasileiros e húngaros protagonizaram uma grande briga em campo.

PAÍS DATA TOTAL DE ESPECTADORES CIDADES-SEDES E ESTÁDIOS

DADOS DOS JOGOS

16

países participantes

ALEMANHA OCIDENTAL, ÁUSTRIA, BÉLGICA, BRASIL, COREIA DO SUL, ESCÓCIA, FRANÇA, HUNGRIA, INGLATERRA, ITÁLIA, IUGOSLÁVIA, MÉXICO, SUÍÇA, TCHECOSLOVÁQUIA, TURQUIA E URUGUAI

Jogos Gols

26 140

5,3

Média de gols por partida

Suíça 16/6 a 4/7 943.000 6 - Basileia (ST Jacob), Berna (Wankdorf), Genebra (Charmilles), Lausanne (Pontaise), Lugano (Comunale di Cornaredo) e Zurique (Hartturm) CRAQUE Fritz Walter (Alemanha). Atacante, que serviu no exército nazista durante a Segunda Guerra Mundial, foi capitão e comandante da seleção alemã na Copa

ARTILHEIRO Sándor Kocsis (Hungria)

CURIOSIDADES O Brasil usou pela primeira vez o uniforme com camisa amarela e calção azul, que seria imortalizado futuramente. Ele substituiu o azul e branco da Copa de 50, taxado de “azarado” por causa da derrota na final para o Uruguai A Hungria havia vencido os 28 jogos oficiais que disputou antes da final da Copa de 54. A perda da invencibilidade para a Alemanha custou o título mundial que parecia certo A Copa da Suíça detém a maior média de gols da história do torneio, com 5,38 por partida

Mo Salah

Luis Suárez

Mohamed Salah mantém as esperanças de disputar a Copa. O egípcio foi submetido a nova avaliação clínica e irá se recuperar na Espanha. A ressonância realizada no local apontou entorse no ombro esquerdo, confirmando o resultado do primeiro exame. Segundo comunicado da Federação Egípcia de Futebol, os médicos do Liverpool escolheram a Espanha como local para o tratamento de Salah. O jogador teria ligado para a diretoria da seleção se dizendo animado e reforçando o desejo de voltar à seleção.

Luis Suárez esteve no centro das atenções nas últimas duas Copas disputadas pelo Uruguai. Em 2010, o atacante foi expulso após fazer pênalti nas quartas de final contra Gana e, em 2014, acabou suspenso depois de morder Chiellini. “Já é passado as de 2010 e 2014”, disse. Ele apontou as favoritas ao título na Rússia. “Brasil, Alemanha, Espanha, Argentina e França, que tem uma geração muito boa. Para a Bélgica é a segunda Copa da mesma geração, estão maduros e podem ser também”, concluiu.


Belo Horizonte TERÇA-FEIRA, 29 DE MAIO DE 2018

29

.

SUPER FC

Aprimeira atividadeem Londresnão contoucomos jogadoresque decidiramaLiga dosCampeões ¬ LONDRES, INGLATERRA. A

seleção desembarcou na capital britânica na manhã desta segunda para a segunda fase de preparação à Copa do Mundo. A primeira atividade no CT do Tottenham teve início com uma roda de bobinho no aquecimento. Em seguida, houve atividade de posse de bola e marcação. Depois, com Tite acompanhando de perto, os jogadores foram divididos em dois times em um campo reduzido, com o jovem Vitinho, do Cruzeiro, servindo como curinga – mudava de time conforme a posse de bola. A atividade serviu para o técnico Tite testar o trio de ataque contra a defesa titular da seleção brasileira. Philippe Coutinho, Neymar e Gabriel Jesus ficaram em um time, enquanto os zagueiros Marquinhos e Miranda estavam no outro.

Na reserva

Renato Augusto pode perder vaga na seleção ¬ LONDRES, INGLATERRA. Renato

Augusto, 30, um dos jogadores da seleção que mais têm prestígio com Tite, está em xeque. Escalado nos 12 jogos das eliminatórias com o técnico, o meia deve amargar o banco na estreia da Copa. Três motivos pesam para isso: jogar na China (no Beijing Guoan), onde intensidade e qualidade estão muito abaixo, a falta de ritmo e a preferência de Tite por um time mais ofensivo. Na China desde 2016, Renato disputou 66 jogos em três temporadas. Em 2015, com Tite, fez 49. Dos 23 convocados, o jogador é o que tem menos minutos em campo desde agosto de 2017. Renato também leva desvantagem por não ser ofensivo. Contra rivais fechados, a preferência deve ser por atletas assim. O meia, porém, tem prestígio com a comissão, pois é uma espécie de técnico em campo. “Atingi meu ápice com ele. Foi o melhor treinador que já tive e um dos melhores do mundo”, afirmou.

Sem finalistas, Tite testa trio de ataque RECUPERAÇÃO. Quem também apareceu no gramado do CT do Tottenham foi o atacante Douglas Costa. Este, no entanto, em estágio menos avançado da recuperação. O jogador fez atividades leves com o fisioterapeuta Bruno Mazziotti. Ao contrário de Fagner, Douglas dificilmente estará em campo no duelo contra a Croácia. “O Douglas ainda se recuperando da lesão na coxa esquerda. Ele se comportou bem com a carga de trabalho na última semana, agora está na fisioterapia”, disse Lasmar. Tite tem 20 jogadores no grupo. O lateral-esquerdo Marcelo, o volante Casemiro e o atacante Roberto Firmino só se apresentam na quarta-feira. Ganharam descanso porque estiveram envolvidos na decisão da Liga dos Campeões. Ontem, os primeiros a

SUÍÇA Copas do Mundo disputadas

irem para campo foram os goleiros Alisson, Ederson e Cássio, para um treinamento com o preparador de goleiros Taffarel. Os demais jogadores subiram cerca de 30 minutos depois. O aquecimento foi um treino de dois toques e, depois, estava programada uma atividade de aproximação e posicionamento. A seleção brasileira treina na Inglaterra até o dia 8 de junho. Pela programação inicial, serão 10 dias de treinamento em Londres, no CT do Tottenham, três deles em dois períodos. Nesta semana, o “trabalho dobrado” ocorrerá na terça e na quinta. Na sexta-feira, após o treinamento da tarde (15h30 pelo horário local, 11h30 de Brasília), a delegação embarca para Liverpool, onde no domingo faz o amistoso contra a Croácia, em Anfield Road.

AFP PHOTO / DANIEL LEAL-OLIVAS

Jesus e Neymar, ao lado de Coutinho, encararam a defesa titular, com Miranda e Marquinhos EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

FALTAM

GRUPO E

Trabalho.

Punição a Ramos

DIAS

10

para a Copa do Mundo 2018

(1934, 1938, 1950, 1954, 1962, 1966, 1994, 2006, 2010 e 2014)

Chega a Rússia tentando repetir o boa defesa que lhe rendeu classificação para as oitavas de final em duas Copas do Mundo. Em 2006, não sofreu nenhum gol na competição e foi eliminada pela Ucrânia apenas nos pênaltis.

Curiosidade Deverá ser um adversário duro na primeira fase. A seleção suíça sempre apresentou um bom desempenho defensivo. Agora, também conta com maior poder de fogo no ataque. Não passar da primeira fase será considerado vexame pelos suíços.

Por meio da plataforma “change.org”, um internauta que se identifica como Mohamed Salah Abdel-Hakeem criou uma petição pedindo que Fifa e Uefa punam Sergio Ramos pela lesão causada em Salah. A iniciativa já coletou mais de 354 mil assinaturas. O atacante do Liverpool e da seleção egípcia deslocou o ombro esquerdo após lance envolvendo o defensor, no último sábado, durante a final da Liga dos Campeões. Vale lembrar que o egípcio tem esperanças de disputar a Copa. GENYA SAVILOV / AFP PHOTO

CLASSIfiCAÇÃO PARA A COPA 2018

MELHOR COLOCAÇÃO

RANKING DA FIFA

2º lugar no Grupo B das Eliminatórias Europeias

Quartas de final em 1934, 1938 e 1954

6º lugar (1.169 pontos)

Desempenho nas Eliminatórias

12 jogos

10

1

vitórias

Principal jogador

24

derrota

gols pró

7

gols contra

XHERDAN SHAQIRI

O experiente meia é o principal nome da seleção suíça. Rápido, o pequenino é habilidoso e chega com perigo ao ataque, setor em que se desloca com facilidade.

Time-base Sommer Lichtsteiner Schar Akanji Ricardo Rodríguez Zakaria Xhaka Shaquiri Dzemailli Zuber Seferovic Técnico Vladimir Petkovic

1

empate

Ramos foi protagonista do lance que tirou Salah da final da Liga

Idade

Amistosos pré-Copa

26 anos Time atual

Ritmo

83

Stoke City (ING) Posição

Meio-campo 79

Pa

ss

e

Dr

86 45

Finalização e ibl fe De

sa

76 Físico

69

A França derrotou a Irlanda por 2 a 0, em amistoso de preparação para a Copa-2018 sob forte chuva, ontem, em Paris. O triunfo teve gols marcados por Giroud e Fekir ainda no primeiro tempo. Portugal também entrou em campo ontem para um amistoso. Sem Cristiano Ronaldo, que no sábado ganhou a Liga dos Campeões pelo Real Madrid, a seleção lusa ficou no empate por 2 a 2 com a Tunísia após abrir dois gols de vantagem.


SUPER.FC

DANIEL LEAL-OLIVAS

Cruzeiro. Gol dá moral ao volante Bruno Silva, que quer mostrar seu bom futebol na Raposa.

Tite testa trio de ataque com Jesus, Neymar e Coutinho.

Pág. 29 VVVV otempo.com.br

O TEMPO BELO HORIZONTE TERÇA-FEIRA, 29 DE MAIO DE 2018 e-mail: superfc@otempo.com.br twitter: @Super_FC Atendimento ao assinante: (31) 2101-3838

CRISTIANE MATTOS - 2.5.2018

TEL: (31) 2101-3921 FAX: (31) 2101-3950

De saída

ATLÉTICO

Atlético encaminha empréstimodo venezuelanoao AlWehda,da ArábiaSaudita, eoutroclubedo país,oAlHilal, teminteresseem RógerGuedes. Página27 Página27

2 25/5

LOTERIA

2 25/5

2 26/5

Lotomania

DuplaSena

concurso1.793

1ºsorteio

03 13 18 24 29 31

2ºsorteio

01 03 05 07 25 46

ÍNDICE

u Caderno A

Aparte

12

concurso1.869

13

18

20

21

26

27

30

32

33

36

41

43

48

49

65

75

83

95

96

2

Edição de Crise

2 26/5

Lotofácil

concurso 1.667

01

02

03

04

08

10

11

13

16

18

20

3 a 17

22

23

Opinião

24

25

2 26/5

Federal

concurso 5.287

1º prêmio 2º prêmio 3º prêmio 4º prêmio 5º prêmio

55.969 30.087 38.163 55.779 70.118

18

Super FC

Mega-Sena 07

14

concurso 2.044 47

54

25 a 30

21

30

60

07

concurso 4.689 13

49

65

80

O TEMPO publica diariamente o resultado das loterias. Fique atento ao número do sorteio.

2 26/5 Timemania 13

56

2 26/5 Quina

concurso 1.185 51

52

58

66

Atendimento ao assinante Capital e Grande BH 2101-3838 Interior 0800-703-4001

*Até o fechamento desta edição a CEF não havia divulgado todos os resultados.


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