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Pampulha - 20 a 26 de outubro de 2018

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almanaque

turismo

estilo

IBITIPOCA: UM REFÚGIO VERDE NA ZONA DA MATA MINEIRA ... Páginas 6 a 8

MODA INVESTE NA PARCERIA COM RENOMADOS ARTISTAS ... Páginas 27 e 28

ROGER WATERS APRESENTA TURNÊ ‘US + THEM’ NA CAPITAL MINEIRA ... Página 20

super motor

MERCEDES-BENZ DÁ UM TAPA NO VISUAL DO C200 E RENOVA TODA A CLASSE C ... Páginas 18 e 19

KEVIN WINTER/AFP

20 a 26 de outubro de 2018 ANO XXVII número 1473 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE ACIR GALVÃO

UM PAÍS EXAUSTO As eleições de 2018 têm desafiado a sanidade mental e interferido nas relações de afeto dos brasileiros de modo contundente; o cansaço é generalizado e especialistas relatam que a política vem pautando com frequência inédita as sessões de terapia


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 20 a 26 de outubro de 2018

VITTORIO MEDIOLI

A SEMANA “Vi muita gente dizendo que foi por divergência política e eu queria esclarecer: ‘Não, não foi por nada disso’”

Editorial

Bruna Marquezine, 23, que, na última quinta (18) confirmou ao jornal “Folha de S. Paulo”, durante uma festa promovida pela grife Le Lis Blanc, o fim do namoro com o jogador do Paris Saint-Germain Neymar Jr., 26. De acordo com o veículo, a atriz pontuou que, desta vez, a iniciativa do rompimento partiu dele, mas frisou que ainda “existe carinho e respeito” entre os dois.

Zebra urpresa, sim, mas previsível também. Faltando 20 dias para as urnas se abrirem em Minas, havia ainda 41% de não definidos para governador e mais de 32% para presidente. Embora em outras campanhas os indecisos acabassem por se distribuir proporcionalmente aos definidos, nesta prevaleceu o sentimento de rejeição à Velha Política, a VP. Aquela “coisa” que se acreditava eterna e insubstituível, que manobrou o poder, mas cansou a nação com estelionatos eleitorais. A atenção dos não definidos estava em escolher o candidato que não fosse “nem um, nem outro”. Nas pesquisas qualitativas dominava a opção de uma “terceira via” que “livrasse o poder público da VP”. Uma situação que deixou, pela primeira vez nos últimos 30 anos, o PT e PSDB em desgraça conjunta com o eleitorado. Os eleitores tiraram quase todos os réus da Lava Jato da imunidade do foro privilegiado para acelerar a punição. Deu sorte, assim, quem encarnava a NP (a Nova Política); não que esta se apresentasse no momento “melhor”, mas seria a alternativa de aposentação da VP. Em Minas, quem era o terceiro colocado faltando sete dias, um desconhecido nos ambientes políticos, colheu 41% dos votos das urnas e teve 13 pontos de frente para o segundo, senador e ex-governador tucano. Mesmo filiado a um partido sem um só deputado, com a lacuna de não ter conhecimento de liturgias e relações no ambiente político, foi o “escolhido”. Diria Lula: “Nunca antes na história deste país”. Ora, os indecisos estavam mineiramente “na moita”, aguardando a forma melhor para tirar de cena a VP, e a tiraram cirurgicamente depois de debates entre acusações que consolidaram o entendimento de uma velha política culpada. Pesaram o sofrimento e as angústias do povo mineiro, que padece, eternamente em berço esplêndido, da falta de serviços essenciais, de empregos, de salários

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180

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em dia, assistindo estupefato aos privilégios desregrados de alguns em detrimento de milhões de excluídos. Mais ainda pesaram as dificuldades dos pequenos e médios empresários, dos profissionais, dos trabalhadores atormentados pela burocracia, pela arrogância de um Estado aloprado. O eleitor está indignado pela maior carga tributária entre todos os Estados do país (determinada pela VP), pelos preços mais altos dos combustíveis e das tarifas elétricas, pelos desperdícios, espoliado por obras megalomaníacas e inúteis (que depois se souberam fraudadas e lesadas pela corrupção) para o cidadão, como a Cidade Administrativa, a reforma do Mineirão, o estádio Independência, a Cidade das Águas, o prédio da Filarmônica em BH, num conjunto que consumiu R$ 4,5 bilhões, exatamente num Estado

Zema, como Bolsonaro, não existe qualquer dúvida, surfam na onda gigantesca da incompetência e do fracasso de quem os precedeu. sem saúde básica, educação infantil, geração mínima de empregos. As acusações do PT contra o PSDB, e do PSDB contra o PT, deram o sentimento de que seria melhor se livrar dos dois, até porque, por ação e omissão, Minas faliu, perdeu a Fiat, o polo acrílico de Betim, as águas do São Francisco, a fábrica de amônia no Triângulo, a produção da Samarco e milhares de indústrias. Ruins no poder e na oposição, acabaram pintando um quadro desolador. Pode Zema perder aqui, em Minas, e Bolsonaro, no Brasil, em 28 de outubro? Improvável, os conceitos estão enraizados em camadas profundas, não se formaram superficialmente nos últimos dias. São respostas práticas à ineficiência, in-

competência, insensibilidade que deixaram em frangalhos a nação e o Estado. A VP cavou sua situação débil, “ouviu” das urnas um brado de “basta”. Basta de agressão à nação que trabalha, basta de um lixo de burocracia, de corrupção. Basta de esperteza, de especulação, de carregadores de mochilas de dinheiro. A maioria decidiu-se a não perdoar. Tem quem acredite que se pode uma Europa, um EUA ou até uma China aqui, sem ter que migrar. Impera a vontade de libertação. Em Minas não prosperou a imagem do “bom gestor público”, até porque quem vive na vida real sabe que não existe bom gestor “público”. Apenas bom gestor. Aquele que sabe levar ao sucesso. Quem administra bem no privado não erra no público, mas o contrário não é verdadeiro. O público se nutre do esforço dos outros; o privado, do que ele produz. Dilma quebrou em dois anos uma loja de suvenires e demorou cinco anos para liquidar o Brasil como “presidenta”. A sorte é generosa com quem se alimenta de tributos e taxas dos outros, e impiedosa com quem vive na competição privada. Pintou a zebra, ou melhor, deu Zema de última hora, aquele que captou o desejo explosivo do eleitorado que anseia por mudança e não vê saída na VP unificada. A “terceira via” acabou passando pela brecha mais apertada, sem Fundo Partidário, sem tempo de TV, sem participar de debates, sem apoio de mídia, de banqueiros e empreiteiros. Aliás, com todos unidos para explodir a terceira oportunidade. Ainda haverá uma queima de um arsenal de maldades, mas isso parece, ao contrário do pretendido, consolidar a mudança. Zema, como Bolsonaro, não existe qualquer dúvida, surfam na onda gigantesca da incompetência e do fracasso de quem os precedeu.

vittorio.medioli@otempo.com.br

LEILA FUGII/DIVULGAÇÃO

“Enquanto eu falar, andar e concatenar meus pensamentos, estarei trabalhando (risos). Tem uma hora que deverá começar a falhar, entendeu? Até chegar lá, enquanto essa realidade me permitir trabalhar... Ah... Vão ter que me aguentar! (risos)” Fernanda Montenegro, que na última terça (16) completou 89 anos, ao jornal “Extra”

“Podem comprar os remedinhos, porque vai ter emoção” Levir Culpi, treinador paranaense, que retorna ao Atlético após três anos. Agora com contrato até dezembro de 2019, ele substitui Thiago Larghi

“Agora, o pessoal vai ter um pouquinho de tolerância com minha maneira defensiva de jogar. Há outras maneiras, eu respeito, mas tenho minhas convicções” Mano Menezes, primeiro técnico bicampeão consecutivo da Copa do Brasil, em desabafo ao fim da vitória do Cruzeiro sobre o Corinthians por 2 a 1, na noite da quarta (17), em Itaquera

Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

FUNDADOR Vittorio Medioli

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EDITORES EXECUTIVOS Murilo Rocha Renata Nunes COODERNAÇÃO DE JORNALISMO Flaviane Paixão EDITORA Marília Mendonça REDATORAS Jessica Almeida, Lorena K. Martins e Patricia Cassese

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reportagem

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NA TERAPIA>As eleições têm pautado as relações, causado sofrimento e, agora, o voto vai ao divã “Festa da democracia”. Ao menos a cada dois anos, essa frase volta a ser empregada com constância no país. É quando milhões de brasileiros, devidamente munidos de seus títulos de eleitor, se dirigem às urnas – agora eletrônicas – para praticar o direito ao voto. Neste 2018, a “festa” continua vigente, mas, para manter uma analogia com a palavra, não seria impertinente dizer que uma grande ressaca já vem abatendo o eleitorado que acompanha, a ferro e fogo, a corrida presidencial. Com os ânimos à flor da pele, tem sido comum ouvir histórias de pessoas, de um lado ou de outro do espectro político, sofrendo um certo mal-estar. São fartos os relatos daqueles que se sentem angustiados, abatidos e até paralisados por uma sensação de medo. Relações antes cordiais ou mesmo de vínculo familiar e de amizade sofrem abalos. E foi assim que o voto, em uma proporção até mesmo inédita na história, foi parar no divã. É o que comprovam as histórias que o Pampulha ouviu desde antes do fim do primeiro turno, no dia 7 de outubro, mas que se tornam cada vez mais contundentes à medida em que se aproxima a data em que a população vai decidir se Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT) será o novo presidente do Brasil. “As pessoas levam para a análise aquilo que está causando profundo incômodo. E, este ano, ninguém deixou de falar sobre as eleições”, observa a psicóloga e psiquiatra Suzana Márcia Braga. Há 30 anos atuando profissionalmente, essa é a primeira vez em que viu todos os seus pacientes levando para o divã tudo aquilo que estaria em jogo com o seu voto. “Estão todos muito mexidos e até ameaçados”, comenta, informando que não interessa se o voto é na esquerda ou na direita: “A nação inteira está angustiada”. “Não me recordo de uma época na qual a política influenciou tanto a vida das pessoas”, expõe Sérgio de Campos, membro da Escola Brasileira de Psicanálise e da Associação Mundial de Psicanálise. “Elas trazem com frequência o tema da política para suas sessões e como a eleição tem afetado suas vidas. O sintoma mais frequente nos tempos do agora é a angústia”, ratifica ele, acerca da constatação de Suzana. “Pelo lado da esquerda, um abatimento e uma apreensão no futuro cercado de dúvidas de como será um futuro governo e o risco Alex Bessas

Mentes torturadas JOÃO GODINHO

Relaxamento

Para manter a mente sã em um momento conturbado, Thainá pode não esquecer o pleito presidencial, mas, em casa, se atém ao descanso

de um retorno aos tempos de chumbo; por outro, do lado da direita, constamos sujeitos plenos de expectativas que estarão sujeitas ao risco de não se realizarem – acarretando sérias frustrações – tais como o fim da corrupção e a garantia de segurança”, examina Campos. É nos estudos do francês Jacques Lacan (1901-1981) que o psiquiatra encontra explicações para o recente fenômeno: “Vivemos na era da incerteza no porvir. As dúvidas e as incertezas assolam a todos e fazem despertar a an-

gústia, a ansiedade, o abatimento, a raiva, a tristeza, a insegurança, na medida em que, particularmente, a mídia digital notifica a possibilidade de golpe, de fraude ou de anulação das eleições”. RELAÇÕES ESTREMECIDAS Evidenciam o estado de divisão do país as constantes queixas de esgarçamento ou até rompimento de laços interpessoais por conta de conflitos políticos. Quem sentiu tal efeito na pele foi a advogada Thainá Scaridi. “Me as-

sumi lésbica aos 18 anos e, embora nunca tenha performado feminilidade, só agora, aos 23, sofri meu primeiro episódio de homofobia”, revela, referindo-se a um familiar. A situação se desenrolou após um debate acalorado sobre escolhas eleitorais. “Então, ele, que foi uma das pessoas mais importantes na minha vida, disse que o fato de eu ser homossexual influenciava a sua filha”. A desavença deixou um rastro de mágoa e os dois romperam com todo e qualquer tipo de ligação. Feliz-

mente, Thainá encontrou no restante da família um porto seguro. “Recebi o apoio de todos”. Apesar do baque, ela segue se posicionando. “Toda luta é válida, independentemente do resultado”, assegura. Hoje, para evitar mais estresse, opta por desligar notificações em publicações feitas nas redes sociais e, em casa, se atém ao descanso da militância – cerveja, chá ou café são boas pedidas, acompanham leituras e a companhia da namorada ou de amigos.

Online

Nas ruas

4000%

137

Foi o aumento do número de denúncias de situação de xenofobia registrados pela Safernet em relação ao mesmo período do ano passado. O comparativo, feito pela “Vice”, revela clima de intolerância nas redes sociais

Foi o número de jornalistas vítimas de agressão em contexto político, partidário ou eleitoral em 2018. Os dados são da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e indicam uma escalada de violência no país

AQUELE ABRAÇO æFoi justamente a busca por acolhimento e a percepção de abatimento que mobilizaram Nelma Costa. Professora do curso de cinema do Instituto de Comunicação e Arte, da UNA, ela vinha observando seus alunos cada vez mais cabisbaixos. Nas aulas, o rendimento dos discentes começou a cair significativamente. “As pessoas estão se sentindo encurraladas, não há clima para mais nada e eles têm dificuldades em se concentrar até nas tarefas mais fáceis”, diz. Nelma lembra que é fundamental que os alunos encontrem um ambiente seguro para que exista aprendizado. Mas notícias de atos de violência desde o encerramento do primeiro turno das eleições começavam a paralisar os estudantes. Os progressivos relatos de situações de agressão registrados diuturnamente por meio de redes sociais e de iniciativas como o Mapa da Violência Eleitoral, que contabiliza mais de 70 notificações, ativaram uma sensação de iminente perigo. Caso que se tornou emblemático foi o assassinato do capoeirista Mestre Moa, morto a facadas em Salvador, no último dia 8, por confessa motivação eleitoral. Além disso, o clima de insegurança é particularmente alarmante nas redes sociais. A Safernet, uma associação pela promoção de direitos humanos na internet, registrou expressivo aumento de 4.000% em relação a ataques xenofóbicos no ambiente online, após a apuração dos votos no primeiro turno. Também há queixas de hostilidade racial, sexual e até neonazista. Diante desse cenário, a preocupação de Nelma se ampliou ainda mais quando ouviu, na lida cotidiana com os estudantes, conversas sensivelmente depressivas, que a fizeram intervir. Então, a professora, que tem formação em história e filosofia, reuniu alunos e professores em roda, fez a leitura de uma poesia e promoveu um abraço coletivo – reunindo alunos de todos os oito cursos do campus universitário. Registrado em vídeo e postado no Facebook, a gravação do ato já superou dez mil visualizações. A repercussão pegou Nelma de surpresa. “Foi algo super simples, uma coisa pequena, sem pretensão”, diz. A professora lembra que seu intento com a ação foi demonstrar aos jovens que eles não estão sozinhos. “É o momento para ficar junto, mesmo que seja para lamuriar”, brinca. “O importante é que eles se sintam acolhidos”.


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POLARIZAÇÃO>Em um Brasil dividido, eleitores falam de suas experiências de cisão e reconciliação

O país pede por conciliação Enquanto os afetos são mobilizados pelo acirramento político e postulantes à Presidência da República ocupam o epicentro das atenções, a campanha eleitoral vem pautando as relações sociais. E se é chover no molhado dizer que o país está dividido, assusta a escalada de violência e intolerância que vem tomando o país. Na cena contemporânea, o jogo político se redesenha, ganha novos vetores e atores. E as eleições de 2018 põem em relevo uma radical mudança de comportamento, como indica Sérgio de Campos, coordenador e preceptor da Residência de Psiquiatria do Instituto Raul Soares. Agora, passamos a nos orientar “não mais por ideais dos quais somos a favor, mas por objetos a que somos contra e que repudiamos com o ódio”. Além disso, a polarização da sociedade é combinada à forte presença das mídias digitais, “que circulam em grande parte com conteúdo falsos” – como evidenciou o estudo conjunto da USP, UFMG e da Agência Lupa, indicando que das 50 imagens mais replicadas no WhatsApp, apenas 4 eram verdadeiras. Por fim, há ainda a insurgência de movimentos que pareciam ter sido superados. “Todos esses elementos de um binarismo suprapartidário – num caldeirão fervente em fogo alto – afetam as pessoas independentemente de sua posição política”, comenta o especialista, que vê crescer o número de pacientes que buscam faAlex Bessas

“

Se o Brasil levar às últimas consequências esse ódio e acirramento algo pode se fraturar. O país seguirá em frente depois das eleições. Mas, como? Sérgio de Campos Psiquiatra

lar, no divã, sobre o tema. Em um cenário em que vizinhos, amigos e familiares estão completamente divididos, o psiquiatra acredita que, se levados às últimas consequências, esse ódio e acirramento podem causar fraturas. “O país seguirá em frente depois das eleições. Mas como? Se algo se quebra, será como um bule de porcelana que se partiu e foi colado. O bule funcionará para servir o chá. Mas não será mais o mesmo, visto que existirão fissuras irreparáveis”, ilustra. Dentro desse frágil organograma social, os novos ato-

res políticos tentam se equilibrar entre o cansaço e a militância, entre o debate e o risco de que um posicionamento mais assertivo cause uma cisão irreparável. O designer gráfico Lucas Alcântara, 31, reconhece de pronto estar esgotado. “Em 2014, já havia a polarização. Mas agora é diferente”, avalia o rapaz, pontuando as notícias falsas disseminadas nas redes sociais, a falta de empatia e os discursos radicalmente agressivos e intolerantes como elementos que fazem deste um momento difícil de ser atravessado. Apesar de se sentir desgas-

tado e, muitas vezes, irritado, Alcântara se mantém ativo e se vê na linha de frente na batalha contra as notícias falsas compartilhadas por amigos e familiares. “Eu sempre busco desmentir e me posicionar diante de discursos de ódio apresentando diversas fontes”, explica – sem deixar de observar que manter-se atuante assim tem seu preço. “Tenho certeza que não vou ser convidado para algumas festas de aniversários”, ri. Um estresse particular para o ilustrador tem sido um grupo que reúne sua família no WhatsApp. O espaço se tornou terreno fértil para alar-

mismo e boatos – tanto que Alcântara chegou a sair da rede social. Mas retornou. “Fiquei imaginando que o pessoal ia continuar falando bobagem e seria importante ter alguém para ser meio que um contrassenso”, afirma. “Briguei com amigos, com parentes, com muita gente. Estou absolutamente esgotado, mas ainda prefiro demonstrar que existe uma outra opinião”. Mesmo cansado, Alcântara gostaria até que o período eleitoral fosse protelado. “Ainda há muita história para ser desmentida”, diz, completando que, na inglória luJOÃO GODINHO

No front

Embora se sinta esgotado, Lucas está firme na missão de desmentir boatos em grupos de amigos e familiares

Política em família Há quem diga que até mesmo a tradicional noite de Natal em família esteja ameaçada diante do clima de polarização no país – algo que, de certa forma, não surpreende a cientista política Érica Anita Baptista. Para ela, “as redes sociais online têm uma dinâmica muito próxima das ‘off-line’, porém, nas virtuais conseguimos alcançar mais pessoas e ‘perdemos a vergonha’, o que facilita o embate entre as pessoas”, pontua. A grande questão, observa a pesquisadora, é

que as redes potencializam a formação de bolhas ideológicas – através de escolhas pessoais ou mesmo por ação dos algoritmos. “Por mais que o usuário discuta, ocasionalmente, com os seus opositores, na maior parte das vezes, ele está reforçando seus argumentos com aqueles que têm posicionamentos parecidos com o seu”. Dessa maneira, as redes entregam um cardápio de informações – nem sempre verificadas – que reforçam as crenças do usuário, o que promove

uma certa radicalização de seus posicionamentos, a medida que são constantemente reafirmados. É uma lógica que se quebra justamente nos “grupos de WhatsApp da família”, como observa Érica. Como muitas pessoas estão nesses canais de comunicação apenas para cumprir um protocolo social – e não necessariamente por afinidades políticas –, é neste lugar que o debate se torna mais acalorado, pois ali opiniões divergentes se chocam. Para ela, as pessoas muitas vezes desconhe-

cem os candidatos e precisam escolher entre eles. Assim, se dividem em preferências, buscam alguma informação para defender seu ponto de vista, “como se fosse uma disputa de futebol”. “As brigas, em muitos casos, surgem porque não estamos discutindo as melhores propostas, mas porque não queremos desperdiçar o voto”, elabora. Érica sustenta que há uma herança positiva em todo esse embate: “as pessoas estão percebendo a importância de discutir política”.

ta contra as fake news, algumas precisou esclarecer até cinco vezes. PARA O BEM O advogado Rafael Moreira, 33, é outro que tem zelado por manter enlaces afetivos, apesar dos posicionamentos políticos. “Eu e meus pais nunca tínhamos tido nenhum tipo de desentendimento por conta de um processo eleitoral”, comenta. Com o fim do primeiro turno, tiveram a primeira briga. “Eu estava assustado com a escalada de violência que vinha se desenhando e me senti pessoalmente afetado pelas escolhas deles”, expõe Moreira. Um dia depois, através do WhatsApp, sua mãe o procurou. “Ela disse que não entendia o que havia acontecido e eu, mais calmo, falei dos meus medos”, lembra. Aquela foi a primeira vez que eles conversaram sobre a sua sexualidade – assunto que permanecia um tabu para a família. “Então, houve uma reconciliação de uma mãe que não quer perder o contato com o seu filho. De um filho que quer estar próximo dos pais”, orgulha-se. No desenrolar dos fatos, o tema eleições não voltou. “Apesar de um período de tensão e de ainda sentir medo, é algo que me deixou feliz. De uma certa maneira, me conforta ter uma relação harmônica com minha família e ter com eles conversas francas sobre nós, sobre a vida. Quando a gente sabe que tem esse apoio, proteção, afeto, intimidade, isso alivia muito, ajuda a enfrentar esse momento”, assegura.

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Os “grupos de WhatsApp da família” se tornam campos de guerra porque são lugares onde as pessoas estão mais por uma obrigação social e não por afinidade política Érica Anita Baptista Cientista Política


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CENÁRIO BH JACKSON ROMANELLI/DIVULGAÇÃO

PENALUX/DIVULGAÇÃO

Garcia lança 6 Adriane “Garrafas ao Mar”

Safatle no 6 Vladimir “Sempre Um Papo”

A poeta apresenta 124 poemas. “É meu livro mais volumoso, e traz uma junção de temas sobre os quais eu já vinha trabalhando em outros livro. Mas, agora, procurei dar um viés um pouco mais crítico e filosófico. Acho que, aqui, estou pensando mais a sociedade, a condição humana”, diz ela. Onde Letras e Ponto (rua Aimorés, 388, sl. 501) Quando Sábado (20), 11 às 15h Quanto R$ 36.

O escritor e filósofo chileno (radicado no Brasil) volta a BH para debater o tema “A Ascensão Conservadora Brasileira”. No evento, Safatle também falará sobre seu livro mais recente “O Circuito dos Afetos” (Autêntica), que faz uma abordagem sobre qual o sentido da política no mundo contemporâneo. Onde auditório da Cemig (Av. Barbacena, 1.200) Quando Quinta (25), 19h30. Quanto Entrada franca.

DANIEL DIAS/DIVULGAÇÃO

GUSTAVO MIRANDA/DIVULGAÇÃO

na Academia” 6 “Lacan tem terceiro encontro

Mostra Conceição 6 IIIEvaristo no Sesc

Com o tema “O Verdadeiro Delírio Sonoro é Fazer com os Sons uma Experiência Tal Como Joyce Fez Com as Palavras (Boulez)”, a sessão será apresentada pelo psicanalista e baterista Sérgio de Mattos, com comentários do compositor e instrumentista Sérgio Rodrigo (foto). Onde Academia Mineira de Letras (rua da Bahia, 1.466, Lourdes) Quando Quarta-feira (24), às 19h30. Quanto Entrada gratuita.

O evento destaca o protagonismo da mulher negra por meio da produção literária da autora (foto). Onde Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046) Quando Terça (23), 19h30, encontro cênico-musical. Sexta (26), às 20h, no foyer da Augusto de Lima, debate com a escritora (mediação de Rosália Diogo), performances de Ramon Paixão e show de Andrea Roseno. Quanto Dia 23: R$ 10 (inteira). Dia 26: gratuito.


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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

Enxaqueca é (CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Artrose artrose é uma doença das articulações, cujo principal problema é o desgaste da cartilagem que recobre as extremidades dos ossos. É essa cartilagem articular que tem por função promover o deslizamento, sem atrito, entre duas extremidades ósseas durante o movimento de uma determinada articulação. Seu comprometimento gera dor, inchaço e limitação funcional. Na coluna desta semana, vamos falar um pouco sobre essa doença e o que fazer para melhorar a qualidade de vida de quem convive com ela. Segundo dados do Ministério da Saúde, a artrose atinge 15 milhões de pessoas somente no Brasil, sendo a quarta doença que mais reduz a qualidade de vida para cada ano vivido, pois pode afetar várias articulações, em especial das mãos, da coluna, joelhos e dos quadris. A artrose ocorre principalmente devido ao uso excessivo de uma articulação, mas também pelo envelhecimento natural da pessoa. O uso repetitivo das articulações ao longo dos anos causa danos à cartilagem, que leva dores nas articulações e inchaço. Com o passar dos anos, o fluído que existe entre as articulações (líquido sinovial) se degenera, bem como a cartilagem que recobre esse líquido, chamada de membrana sinovial. Isso provoca o atrito direto entre os ossos, causando muita dor e limitação dos movimentos. Os mesmos danos à cartilagem também podem estimular calcificações em alguns pontos em torno das articulações, formando os chamados osteófitos, mais conhecidos por bicos de papagaio, quando do acometimento na coluna vertebral. O diagnóstico da artrose ocorre através de uma boa avaliação médica, seguida de exames de imagem, coSegundo dados mo raio-X e ressonândo Ministério da cia magnética. Agora vamos ao Saúde, a artrose que interessa! A artroatinge 15 milhões se é uma doença que não tem cura, portande pessoas to, o foco tem de essomente no tar no controle sobre evolução da patoloBrasil, sendo a gia e para atenuar os quarta doença principais sintomas. A dor e o inchaço asque mais reduz a sociados à limitação qualidade de nos movimentos retiram da pessoa um vida para cada bem natural que é a ano vivido qualidade de vida. O uso de analgésicos e anti-inflamatórios orais, com prescrição e acompanhamento médico, é a primeira de linha para alívio da desconforto e das inflamações. Existem também anti-inflamatórios a base de corticoides injetáveis para os casos de dor e inflamação acentuados. O alívio da dor é essencial. Nos casos agudos, quando a articulação está muito inchada e dolorida, a crioterapia com bolsa de gelo local é de grande ajuda. Já para os casos crônicos uma parte dos pacientes tem melhora com a bolsa de água quente local por 30 minutos, de duas a três vezes ao dia. A realização de exercícios físicos é de suma importância. Claro que o profissional de fisioterapia irá avaliar o tipo de exercício que é tolerado. O uso de aparelhos de ultrassom e eletroestimuladores transcutâneos (tens) podem ser de grande ajuda. A pessoa que tem artrose e se mantém sedentária tem uma piora é certa. Portanto, o acompanhamento por fisioterapeuta é mandatório nestes casos. Já a indicação de cirurgia fica restrita aos casos mais avançados. Este tema me remete a uma frase normalmente atribuída a Hipócrates: “Curar algumas vezes, aliviar quase sempre, consolar sempre”. Faça uma boa semana.

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No Brasil, segundo a OMS, há 30 milhões de pessoas que sofrem com a doença Seis em cada dez pessoas que sofrem com enxaqueca faltam ao trabalho, em média, uma semana por mês. É o que revelou um levantamento realizado em parceria entre a Novartis e a Aliança Europeia para Enxaqueca e Cefaleia (European Migraine and Headache Alliance, EMHA) feita com mais de 11 mil pacientes com enxaqueca de 31 países, incluindo o Brasil. O estudo ainda mostrou Isabella Melano

que quem tem enxaquecas apresenta uma redução de 53% na produtividade. Dentre os recrutados, 90% tinham experiência de pelo menos um tratamento preventivo e, desses, 80% mudaram o tratamento uma ou mais vezes. A enxaqueca é uma doença neurológica. Sua principal característica é uma dor latejante em um ou nos dois lados da cabeça. Hoje, sabese que a doença é genética e crônica e que existem gatilhos no ambiente que desencadeiam as crises. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a enxaqueca atinge 15 a cada cem brasileiros, o que equivale a 30 milhões de pessoas no país. Para as mulheres a doença é ainda mais comum, uma proporção de duas para cada homem. A doença, relata a OMS, é a sexta mais incapacitante. A enxaqueca ocorre, na maioria das vezes, entre

35 e 45 anos, e resulta em incapacidade temporária durante as crises. A engenheira de produção Anaísa Ávila, 27, diagnosticada com enxaqueca em 2010 conta que sofria em média três crises por mês e que, só agora que mudou o medicamento, conseguiu algum alívio. “Atualmente estou usando o Amitriptilina, um antidepressivo. Nas crises, uso Cefa-

QUALIDADE DE VIDA “Além dos tratamentos da dor, com analgésicos, e profilático, pacientes podem melhorar a frequência e a intensidade das crises com medidas não farmacológicas, como a prática de atividade física”, diz o neurologista Paulo Christo.

lium”, diz. “Sabe-se que existem componentes hereditários e fatores que podem desencadear a crise. Entre eles estão a privação de sono, o consumo de bebidas alcoólicas e até mesmo de alimentos como o queijo curado e o chocolate”, explica o neurologista Paulo Christo. Além da dor, quem sofre de enxaqueca apresenta sensibilidade a luz, cheiros e barulhos, náuseas, vômitos, formigamento e dormências no corpo, tontura e sintomas visuais como pontos luminosos, escuros e linhas em zigue-zague. O estudo My Migraine Voice aponta que o peptídeo relacionado com os genes de calcitonina (CGRP) tem sido colocado em um papel importante no processo que desencadeia as crises de enxaqueca. Os níveis de CGRP sobem durante as crises e se normalizam quando acabam. MEDSITE/REPRODUÇÃO

A enxaqueca é uma das doenças mais incapacitantes em todo o mundo

Medicamento inovador chega ao país no 1º semestre de 2019 Recentemente, nos EUA, foi aprovado pelo órgão sanitário, o Food and Drug Administration (FDA), o Pasurta (erenumabe). O medicamento é o primeiro biológico anticorpo monoclonal totalmente humano desenvolvido especificamente para localizar e bloquear os receptores do peptídeo re-

lacionado com os genes de calcitonina (CGRP). O tratamento é capaz de bloquear diretamente o ciclo da doença. O medicamento não mostrou quase nenhum efeito colateral e deve chegar ao Brasil no primeiro semestre de 2019. O remédio é injetável, e a seringa se assemelha à usada na aplicação

de insulina, podendo ser usada pelo próprio paciente – na barriga, no braço ou na perna. Os novos medicamentos podem ser um alento para quem tem crises de enxaqueca, mas por serem tratamentos profiláticos, não são a cura nem a solução, e sim uma forma de tentar evitar as crises

de enxaqueca. “Existem critérios para receitar esse tipo de medicamento. Quem sofre enxaquecas com muita frequência, que têm dores incapacitantes ou pacientes que fazem uso abusivo de analgésicos são os que mais se beneficiam com esses remédios”, explica o neurologista Paulo Christo.


reportagem

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causa de falta no trabalho EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

ENTENDA A ENXAQUECA

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O que acontece no cérebro durante a crise

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Disparadores externos ext rnos

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CENTRO DE CONTROLE

Uma das hipóteses é que o hipotálamo, um dos centros de processamento do cérebro, dispara sinais até o tronco cerebral. Ocorre a inflamação dos nervos cerebrais, o que pode provocar náuseas e vômitos FONTE: PESQUISA DIRETA

GERADOR DE ENXAQUECA

No tronco cerebral, existem áreas que se ligam ao nervo trigêmeo, uma rede de fibras nervosas com ramificações por todo o cerebro e pela lateral do rosto

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GATILHO

Os fatores que podem disparar a crise de enxaqueca são internos (mudanças hormonais, estresse, jejum prolongado, insônia) ou externos (excesso de luz, barulho, cheiros fortes, alimentação)

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A dor de cabeça latejante é causada pela inflamação dos vasos sanguíneos na membrana externa do cérebro, a dura-máter. Ela é cheia de vasos sanguíneos e fibras nervosas sensíveis à dor

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INFLAMAÇÃO

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Vaso sanguíneo normal FIBRAS NERVOSAS

Vaso sanguíneo inflamado SINAIS DOLOROSOS: QUANDO OS NERVOS SÃO ATIVADOS, ELES LIBERAM COMPOSTOS QUE DESPER DES DESPERTAM OS RECEPTORES DA DOR


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conteúdo especial

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A fixação do piso exige que se tenha cuidados especiais

Se a primeira impressão é a que fica, saber investir bem no piso que compõe a área externa é essencial, uma vez que ele pode ser um dos primeiros contatos que as pessoas têm com as residências. Nesse momento, não basta apenas se atentar à beleza: mais do que encantar, ele também precisa apresentar diversas outras qualidades, que não comprometam o dia a dia dos moradores da casa e dos seus convidados. Antes de tomar uma decisão, alguns dos fatores a se avaliar, de acordo com a arquiteta Juliana Impelizieli, é qual ambiente que será utilizado na parte externa, se será uma área coberta ou descoberta, a qualidade técnica do produto e a segurança em relação ao material. “Por exemplo, evitar piso escorregadio em área molhada”, explica. A arquiteta Estela Netto reforça a atenção que se deve ter neste último caso. “Crianças podem correr ao redor das piscinas, com pés molhados, e isso favorece escorregar, portanto, é preciso cuidar e colocar material antiderrapante”, diz. Juliana destaca que uma boa opção para a área externa é o porcelanato, devido a características como Juliana Siqueira

DIA A DIA

Área externa requer pisos belos e seguros Para causar uma boa impressão logo na entrada, investir em materiais que garantam o bem-estar dos convidados é essencial; especialistas dão dicas para fazer a escolha certa e garantir excelentes espaços em sua casa

SANTA CRUZ ACABAMENTOS/DIVULGAÇÃO

Biancogres Porcelanato Relevo Thimos Fit 26 x 106

alta resistência, durabilidade, facilidade de instalação, limpeza e o fato de ele ser impermeável. Além disso, a profissional também ressalta que esse produto tem “custo variável, versatilidade em formatos e acabamentos de cores, uniformidade da cor e diferentes reproduções de materiais, como pedras, madeiras e mármores”, afirma ela. Tendo tantas qualidades, não é à toa que pode-se dizer, atualmente, que o porcelanato é uma tendência na decoração, segundo Juliana. “O porcelanato deixa qualquer ambiente sofisticado. Ele pode ser utilizado em piso, paredes e revestir bancadas”, frisa ela, que completa que o produto conta com “diferentes características, permitindo inúmeras composições e design perfeito aliado à resistência”, diz. CUIDADOS NA INSTALAÇÃO Escolhido o produto, é a hora de pensar na instalação, para que tudo, de fato, saia bem. Em relação aos cuidados que se deve ter ao fixar o porcelanato na área externa, Juliana ressalta a “utilização da argamassa e rejuntes específicos indicados pelo fabricante, um contrapiso bem-feito e alinhado e mão de obra qualificada”.

“

O porcelanato deixa qualquer ambiente sofisticado. Ele pode ser utilizado em piso, paredes e revestir bancadas.”


conteúdo especial

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 20 a 26 de outubro de 2018 DANIEL MANSUR/DIVULGAÇÃO

#ficaadica

Beleza e estilo Beleza pode ser muito importante quando se trata de pisos para área externa. Segurança e qualidade também. Mas é essencial, ainda, avaliar o famoso conjunto da obra. A arquiteta Fernanda Andrade lembra, por exem-

plo, que um fator a se pesar na hora de optar por um tipo de piso é o estilo da casa. “Não adianta colocar em uma casa moderna um piso totalmente rústico, por exemplo”, diz ela. (JS)

SANTA CRUZ ACABAMENTOS/DI-

DANIEL MANSUR/DIVULGAÇÃO

VULGAÇÃO

Biancogres Porcelanato Rustic Chicago 83 x 83

Biancogres Porcelanato Relevo Pietra di Vesale 60 x 60

R$ 40,07m² JOMAR BRAGANÇA/DIVULGAÇÃO

Biancogres Porcelanato Rustic Chicago 83 x 83 Verificar se a área é coberta faz a diferença

Piso bem pensado proporciona locais mais elegantes

R$ 67,45m²

SANTA CRUZ ACABAMENTOS / DIVULGAÇÃO

Biancogres Porcelanato Relevo Bosco Fit

Porcelanato Relevo Thimos Fit 26 x 106 R$ 69,96m²

DANIEL MANSUR/DIVULGAÇÃO

MAIS TIPOS Além do porcelanato, há outros tipos de pisos que também são recomendados para a área externa. A arquiteta Estela Netto fala mais sobre alguns deles. Madeira. Pode-se usar, sim. O ideal é que se aplique material impermeabilizante, como um verniz fosco, por exemplo; não mudará cor ou textura da madeira, mas irá protegê-la do sol e da chuva. Porcelanatos e cerâmicas específicas para área externa, que possuam níveis de rugosidade que impeçam que o usuário escorregue quando estiver molhado. Quanto mais textura, mais antiderrapante, porém mais difícil de limpar. Pedras, mármores e granitos. Devem receber impermeabilização e ter textura rústica, como os flameados, apicoados e brutos.

Áreas próximas a piscinas não devem ter pisos escorregadios, para evitar acidentes

Cimentícios. Possuem diferentes texturas que se adequam ao uso em áreas externas.

Biancogres Porcelanato Relevo Everest 63 x 63

R$ 49,96m²

Biancogres Porcelanato Relevo Bosco Fit 26 x 106

R$ 68,64m²

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sociedade

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DOLCEVITA BAILE DE MÁSCARAS

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s eleições vão além da “simples” escolha de um ou outro candidato. Poucos são os “que não sabem ou não respondem”. No Brasil recente, parece que estamos sempre entre a “cruz e a caldeirinha”. Clima de guerra entre familiares e amigos. Insultos gerais e, como vemos, a absurda agressão física, assassinatos e tentativas de... Mas na filosofia popular do “limão e da limonada”, também caem máscaras.

BAILE DOS VAMPIROS

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laro que a hipocrisia evita guerras, confundindo-se com a chamada tolerância. Mesmo assim, as desavenças são inevitáveis nestes períodos à flor da pele. É interessante, chega a ser engraçado, por exemplo, o comportamento de muitos brasileiros que vivem no exterior. Desta feita, porque o panorama é infinitamente diferente, até a visão de alguns destes “estrangeiros” mudou. Mas muitos continuam sonhando e delirando.

BAILE DAS POLLYANAS

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ão os brasileiros lá fora que sonham um Brasil e os outros que vivem o pesadelo aqui dentro. Gente que posa e posta fotos dentro de confortáveis metrôs e nem se lembra de como é o transporte público no Brasil. Gente que exibe monumentos e museus, jardins e caste-

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS PAULO NAVARRO

los, defendendo um Brasil que queima museus, florestas, que não tem cultura, leitura, saneamento básico e infinito etc.

M

ais especificamente no sentido RioBH, um dos mil funis responsáveis por engarrafamentos monstruosos. Principalmente em feriados. Funil, por exemplo, que passa por uma ponte em curva, logo depois do viaduto de acesso à cidade de Ouro Branco/Açominas. Cabe aí uma pergunta capital.

ÁGUIA EM INOVAÇÃO

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Grupo Aquila reúne empresários e gestores públicos para mais um “#Foco 2019 Aquila”, no próximo dia 31, no Centro Cultural Minas Tênis Clube, das 9h às 20h. Um dos destaques é o lançamento das inovações em soluções para os setores público e privado.

BRASIL ILEGAL

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ÁGUIA EM GESTÃO

O

Índice de Gestão Municipal Aquila (Igma) será uma das grandes novidades, a partir do mapeamento do desempenho em gestão de mais de 5.000 cidades brasileiras. Um debate será comandado pelo jornalista William Waack. A palestra será do indiano Kandarp Mehta, Phd em empreendedorismo pelo Iese (Barcelona, Espanha).

Carol Toledo e Juliana Recoder em noite fashion na cidade

or que até hoje a concessionária 040 não alargou ou refez o mesmo trecho? E não é o único. É um entre outros que abusam de nossa paciência. Outros funis? Os pedágios! Enchem os cofres das mesmas concessionárias e esvaziam a mesma santa paciência com filas lentas e irritantes.

BRASIL DE QUINTAL

E

o IPVA, para que serve mesmo? “Em compensação”, na cidade, é a mesma coisa. Há muito repetimos aqui a frase de um empresário do setor: “Em BH, no lugar de canteiro de obras, temos obras em canteiros”. Para sermos mais exatos, não vemos obras nem mesmo nos canteiros, abandonados como toda a cidade.

BRASIL MEDIEVAL

S

inceramente, o Estado e concessionárias deveriam ser processados e condenados pela maioria das mortes em nossas assassinas estradas. Mortes causadas pela péssima manutenção. Buracos, calombos e crateras no asfalto de quinta. Sinalização tosca, pistas estreitas e mal remendadas. As famosas falhas mecânicas e humanas matam muito menos. Menos grave, mas tão importante quanto, vemos na mesma BR 040.

BRASIL TERMINAL

BRASIL GERAL

N Em noite de Blitz no Espaço Libertas em Tiradentes, o vocalista da banda e Liliane Andrade

a capital e região, outro grito desesperado, comum e constante, é aquele por obras de verdade. Mas é inútil, no deserto. Nem mesmo as obras emergenciais, paliativas acontecem. O resultado é o desastre atual.

4004-9000

lançaperfume o tema 6 Finalizando mobilidade, desconfia-

mos que os “remendos” não são “atrativo$”, rentáveis para governos e empreiteiras. O que vale também para o trevo do BH Shopping e à trincheira da avenida Oscar Niemeyer em Nova Lima, com a devida urbanização. A burocracia emperra até propostas alternativas com verbas oriundas de investidores na região. Máquina emperrada em todos os sentidos. por ditar gran6 Famosa des tendências no mer-

cado internacional, a Itália resplandece no Brasil. A Fatto in Italia, dos italianos Renato di Carlo, Saverio Lavilla e seu filho Lorenzo Lavilla, foi inaugurada dia 19, em coquetel, no Centro de Convenções Caesar Business, Belvedere. experiência e 6 Com exclusividade, a Fatto

in Italia representa marcas com DNA e design tipicamente italianos, produção artesanal de alta qualidade. Apaixonado pelo “modo da fare” de sua Itália, falou Saverio Lavilla: “Vamos além do conceito das grandes marcas italianas, como a arte dos óculos Ultra Limited Eyewear”.

DE BANDEJA Frat Melt House abre as portas no coração Savassi Qual é o segredo de um hambúrguer inesquecível? Para o recéminaugurado Frat Melt (rua Paraíba, 845, Savassi) é o pão artesanal, desenvolvido na padaria Cum Panio, as carnes moídas no local sem conservantes e a fusão de queijo cheddar cremoso que dá o toque especial no menu. Prova cabal dessa mistura pode degustada pelo o Black Jack Melt: pão artesanal de parmesão, Blend Angus 160g pincelada ao molho barbecue, fusão cremosa de cheddar, bacon e cebola caramelizada (R$ 25).

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VICTOR SCHWANER/DIVULGAÇÃO

Boa notícia para quem é fã do clássico kebab A vontade de compartilhar as lembranças gastronômicas e afetivas do período que viveu em Valência, na Espanha, é o que fez o gastrônomo Bernardo García inaugurar, neste mês, a kebaberia Bení (av. do Contorno, 6425, Savassi). O cardápio traz o tradicional kebab em quatro versões: maclet kebab (feito com o pão da casa), bení kebab (com pão folha), maclet falafel (vegetariano, feito com o pão da casa) e bení falafel (com pão folha). Todos acompanham alface, tomate, pepino, repolho roxo, cebola e molho da casa.

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BENÍ/DIVULGAÇÃO


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PRESIDENTE DA FIEMG FAZ PALESTRA NO CONEXÃO EMPRESARIAL O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, foi o convidado do 10o Conexão Empresarial do ano, evento promovido pela VB Comunicação. No almoço-debate que reuniu empresários e executivos, Roscoe falou sobre as mudanças implementadas na entidade, que assumiu há quatro meses, como corte de um terço dos funcionários e redução dos contratos, aumentando o foco na atividade fim. Ele também falou sobre a conjuntura do país e afirmou que não há solução possível sem que seja feita a Reforma da Previdência. Hoje, explicou, com 10% da população aposentada, o Brasil gasta com benefícios a mesma proporção do PIB (11%) que o Japão, que tem 36% de aposentados. FOTOS: TIÃO MOURÃO

— João Matos, Flávio Roscoe, PCO e Cesar Romero

— Flávio Roscoe, PCO, Maria Inez Narciso e Rosângela Silveira

— Rodrigo Mangerotti, Michelle Franco e Lúcio Aleixo

— PCO, Simone Moreira e Carlos Alberto Teixeira de Oliveira

— Marcos Brandão e Cristiano Jardim

— Aldo Souza, PCO, Maria Inez Narciso e Valentino Rizzioli

— Alexandre Davis e GCO

— Sérgio Cavalieri e Ricardo Costin

— André Lacerda, Paulo Assunção e Luiz Carlos Costa

— Carlos Alberto Teixeira de Oliveira e Fernando Dias

— Paulo Assunção, Alessandra Soares e Sérgio Braga

— GCO e Guilherme Carsalade

— Adriana Rezende, Socorro Almeida e Joanna Mendes

— Cláudio Bianchini, Helvécio Flores, André Lacerda e Wagner Espanha

— José Amaro Siqueira, Carlos Doné, Paulo Assunção e Alexandre Davis

— Joel Ayres Motta, Cesar Bueno e PCO

— Rebeca Reis, Erika Pessoa, Thiago Romano e Bruno Dib

— Camilo de Lélis e José Margalith

— Garibalde Mortoza, Marcos Calmon e Josemar Moura

— Luciana Magalhães, Marcos Borges, Mitsuo Nonaka e Alexandre Tibúrcio

— PCO, Samuel Flam e Garibalde Mortoza

— Fernanda Dutra, Kazue Higashi e Silésia Vilarino

— Adriana Machado, Marcelo Ligére, Ângela Furtado e PCO

— Guilherme Guedes, Cândida Bicalho e Roberto Guimarães

— Valentino Rizzioli, Ricardo Costin e Fernando Dias

— Maria Elvira Sales, Flávio Roscoe e Carlos Rubens Doné

— Wagner Gomes e Sérgio Cavalieri

— Berilo Torres e Rodrigo Freire

— Décio Freire, Márcio Cadar, Samuel Flam e Joel Ayres Motta

— Geraldo Santana e Décio Freire

— Leonardo Dias Oliveira e Socorro Almeida

— Sirone Ferraz e Alessandra Soares


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reportagem

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COMPORTAMENTO Farinha feita de insetos pode ajudar no emagrecimento AMANDA LELIS / DIVULGAÇÃO

No RS, cientistas criam até ‘pão de barata’, que tem o dobro de proteína As farinhas de amêndoa, chia, grão-de-bico, arroz, aveia e linhaça já são conhecidas e vendidas no Brasil. Agora, novos tipos de farinha surgem com propriedades que podem, inclusive, combater distúrbios alimentares. Os ingredientes abrangem bambu, rico em fibras, e até insetos, como grilos, besouros e baratas. Essas são algumas apostas dos pesquisadores, ainda não disponíveis no mercado. Uma farinha de cinco insetos que está sendo desenvolvida por pesquisadores do Instituto de Ciências Agrárias (ICA) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), campus Montes Claros, no Norte de Minas, mostrou-se eficaz na redução da desnutrição e da obesidade. Besouros Tenebrio comum e gigante, baratas cinérea e baratade-madagascar e grilo-preto são os cinco ingredientes que compõem a farinha, extremamente rica em proteína. Além do alto índice de nutrientes, o produto também garante sustentabilidade produtiva. “Insetos geram proteína de alta qualidade nutricional a partir de uma alimentação baseada em resíduos agroindustriais ou orgânicos”, explica o pesquisador Diego Vicente da Costa, do ICA. “Também consomem menos água, menos energia e emitem menos gases de efeito estufa que outros animais de produção, como o gado, utilizado na alimentação humana”, complementa. A pesquisa mostrou resultados eficazes ao incluir a farinha na dieta de aves, peixes, cães, gatos e camundongos. Os últimos são o principal modelo animal para o estudo da nutrição humana. “Existe na farinha algum componente que ajuda no controle de distúrbios metabólicos, como a obesidade e a desnutrição. Observamos que os camundongos obesos emagreceram e que os desnutridos engordaram. Isabella Melano

Os números foram animadores”, afirma. Pão de barata. Pode parecer estranho, mas essa não é a primeira vez que insetos são usados na produção de farinha. Na Universidade Federal do Rio Grande, a engenheira de alimentos Andressa Jantzen da Silva Lucas, do Laboratório de Tecnologia de Alimentos da Escola de Química e Alimentos, usou a barata cinérea (Nauphoeta cinerea) em uma receita de pão. As baratas usadas na culinária são de origem africana, produzidas em cativeiro e próprias para consumo humano. A razão da escolha é o valor nutricional da barata, “uma importante fonte proteica”, segundo a pesquisadora. “Tem cerca de 70% de proteínas, contra 50% da carne bovina. E pode ser uma alternativa em casos de escassez de alimento”, diz. FARINHA DE BAMBU Os insetos não são o único ingrediente inusitado na produção de farinhas. Na Unicamp, o bambu foi a matéria-prima utilizada. “Feito à base do colmo jovem de bambu, possui apenas 24 g de carboidratos em relação aos 82 g da farinha de milho, por exemplo”. Outro diferencial é a quantidade de fibras. “São 50 g encontrados na gramínea, contra apenas 1,9 g na composição da farinha de mandioca”, explica a coordenadora da pesquisa Maria Teresa Pedrosa Silva Clerici, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA). O broto de bambu é muito usado na culinária oriental, é rico em nutrientes, tem baixo teor de gordura, o que auxilia na redução dos níveis de colesterol, e também tem propriedades anticarcinogênicas. Outra vantagem é que a fibra do colmo jovem de bambu não compromete o sabor ou a coloração do “produto”, podendo ser usado na fabricação de cookies, massas e bolos.

Pesquisadores da UFMG usaram dois tipos de besouro, duas espécies de barata e um grilo para desenvolver farinha

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

MAIS NUTRITIVAS TIPO

ESPECIFICIDADES

BENEFÍCIOS

Farinha de baratas cinéreas

Mais proteína

20% mais proteína que carne bovina

Farinha de bambu

Menos carboidratos e mais fibras

29% menos carboidratos que a farinha de milho, 48,1 g de fibra a mais que a farinha de mandioca

Farinha de aveia

Mais fibras

A substância betaglucana aumenta a saciedade

Farinha de grão-de-bico

Mais proteínas

22 g de proteína a cada 100 g

Farinha de arroz

Sem glúten

Fonte de energia e fibras

Farinha de castanha-do-pará

Rica em gorduras boas

(Nauphoeta cinerea)

QUANTIDADE DE PROTEÍNA EM CADA 100 G

Pão caseiro seiro iro feito com m farinha farinh fari rinha rinh nha tradicional iciona iona nal

Alto teor de selênio, mineral que, entre outros benefícios, fortalece o sistema imunológico Pão de barata

9,7 g

LEO FONTES

“

Atualmente, uso o floco de milho para preparar o cuscuz, que pode servir para qualquer refeição do dia, e um mix de farinhas para adaptar outras receitas Sarah Dutra, professora

22,6 g

Sarah usa farinhas alternativas devido à intolerância ao glúten

Alternativas aliadas à saúde A professora Sarah Dutra, 28, descobriu que era celíaca em novembro do ano passado. Desde então, teve que se adaptar à nova dieta cortando todos os produtos com glúten da alimentação. Assim que ela trocou a farinha de trigo por um mix de farinhas, as melhorias na saúde foram instantâneas. “Em uma semana, deixei de ter dores horríveis que tinha por causa de gases”, conta. A adaptação não foi fácil. “É difícil encontrar lugares que não usem farinha de trigo. E percebi como somos dependentes de farinha de trigo”, diz a professora. As farinhas alternativas fazem bem não só para quem tem intolerância ao glúten. Usá-las na alimentação diária traz benefícios a qualquer um, explica a nutricionista Júnea Senra Portilho. “As farinhas agregam valores nutricionais diferenciados à alimentação. Essas farinhas chegam mais puras ao nosso prato, e a farinha de trigo aqui ainda tem muitos agrotóxicos”, diz Júnea.


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almanaque

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CONSUMIDOR Cresce o número de queixas contra as companhias aéreas CRISTIANE MATTOS

Valores cobrados lideram ranking de reclamações contra empresas Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no segundo trimestre deste ano foram transportados pelas companhias aéreas brasileiras cerca de 24 milhões de passageiros. Porém, para milhares deles a viagem não teve um final feliz, uma vez que cerca de 5.800 reclamações foram registradas junto às principais companhias do país, conforme dados da plataforma consumidor.gov.br, da Secretaria Nacional de Relações do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça. É um aumento de cerca de 2% em relação ao primeiro trimestre, quando foram feitas quase 5.700 queixas. Os problemas relacionados a valores, conforme o boletim de monitoramento da agência, lideram as queixas, com 16,3% dos registros. Alteração pelo passageiro (16%), oferta e compra (15,2%), alteração pela empresa aérea (11,8%), execução do voo (10,3%), transporte de bagagem (9,9%), check-in (6,4%) e reembolso (6,2%) vêm na sequência. A cada cem mil passageiros transportados no mesmo período, a Latam foi alvo de 3.054 queixas, seguida pela Gol (1.227), Azul (882) e Avianca (659). Os dados também são da Anac. O administrador de empresas Ilo de Abreu Guerra, Eurico Martins

46, é um dos milhares de passageiros que enfrentaram problemas com companhias aéreas brasileiras. Ele conta que comprou passagens, em voo direto, de BH para Recife (PE), de onde seguiria para Porto de Galinhas (PE). Porém, nada deu certo. Acompanhado da esposa, um bebê de quatro meses e duas idosas, sua partida em Confins, programada para as 10h55 do dia 19 de maio deste ano, foi antecipada para as 8h40, com escala em Brasília (DF). Já a volta, marcada para a tarde do dia 27 de maio, foi adiada pela empresa para a madrugada do dia seguinte, sem que ele pedisse. “Foi um transtorno só. Muita correria no aeroporto para fazer o check-in e despachar as bagagens, além de outros problemas. Minha sorte foi que o hotel nos deu uma cortesia e permitiu que ficássemos hospedados sem pagar mais até a hora da saída para o aeroporto e volta para Belo Horizonte”, lembra ele. Apesar do alto número de reclamações, dados da Anac apontam melhora no índice de solução das reclamações no segundo trimestre de 2018, em relação aos números do primeiro trimestre. No boletim, das aéreas brasileiras com mais de 10% de participação de mercado – Avianca Oceanair, Azul, Gol e Latam –, a Azul foi a que alcançou maior percentual de solução, com 82%, seguida pela Avianca Oceanair (75,3%), Gol e Latam com 74,4%.

O administrador de empresas Ilo Guerra teve passagens de ida e volta remarcadas pela companhia aérea à revelia dele LÉO FONTES - 6.3.17

Legislação protege contra abusos e irregularidades Problemas com despacho de bagagem estão entre os mais comuns CRISTIANE MATTOS – 27.7.2018

Orientação é procurar empresa A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que representa praticamente 100% da aviação comercial do país, esclarece que o cliente tem vários caminhos para reclamação a seu dispor. “Assim como o site consumidor.gov.br, há diversos outros canais para registro de reclamações, como os Procons e o site Reclame Aqui. Da mesma forma, cada companhia aérea tem seu próprio método de atendimento aos clientes, em diversos canais”, disse a entidade, em nota à reportagem. A Abear recomenda, po-

rém, que todo passageiro que se sentir prejudicado deve, em primeiro lugar, procurar a própria empresa e apresentar sua insatisfação. “Todas as nossas associadas contam com pessoal especializado e treinado para tratar desses assuntos. É o meio mais seguro, confortável e rápido de solução de problemas”, afirma a associação. Ainda segundo a entidade, “com o intuito de aprimorar o relacionamento entre suas associadas e passageiros, a Abear realiza periodicamente visitas aos órgãos de defesa do consumidor,

tais como Procons, ONGs e similares, com executivos das áreas de atendimento ao cliente das empresas aéreas, para buscar diálogo e debater soluções de conflitos”. “Recentemente, concluímos um ciclo de seis eventos que incluem palestras e debates, com o tema relações contemporâneas de consumo. Participaram desses encontros autoridades no assunto, como Ana Carolina Caram, diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), entre outras”, conclui o texto.

“

De maneira geral, o passageiro está bem protegido pelo Código de Defesa do Consumidor e pela resolução da Anac, que define os direitos e deveres dos usuários.” Marcelo Barbosa

Coordenador do Procon Assembleia

No Procon Assembleia, em Belo Horizonte, as principais queixas de passageiros contra empresas aéreas são motivadas por problemas com bagagem – cobrança, avarias e perdas. O coordenador da entidade, Marcelo Barbosa, afirma que atrasos e cancelamentos de voos também são destaque. “De maneira geral, o passageiro está bem protegido, pelo Código de Defesa do Consumidor e pela Resolução 400/2016, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que define os direitos e deveres dos usuários do transporte aéreo”, diz ele. Porém, Barbosa faz uma ressalva no que diz respeito à cobrança pelo despacho de bagagem que não seja a de mão, com até 10 kg. “Ela é absurda e está sendo contestada judicialmente. Além, disso, há um projeto em discussão no Congresso que propõe o fim dessa taxação”, explica o coordenador do Procon Assembleia.

Apesar de toda a proteção prevista na legislação, problemas ainda acontecem com frequência. Nesses casos, a orientação de Barbosa é uma só: faça uma reclamação formal. “Em primeiro lugar, o passageiro deve procurar a empresa e relatar o ocorrido. Dependendo do caso, com a ajuda de testemunhas, de fotos e munido de protocolos de atendimento”, ensina ele. Caso a demanda não seja solucionada, deve procurar a Anac, pelo telefone 163, das 8h às 20h. “Alguns aeroportos do Brasil, principalmente os maiores, têm um posto da agência reguladora”, explica Barbosa. Outra opção é procurar o Procon municipal ou o Juizado Especial Cível, também presente em alguns terminais, como o de Confins. Por fim, Barbosa dá uma dica: antes de comprar uma passagem aérea, o consumidor deve consultar a resolução da Anac para conferir seus direitos.


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almanaque ÓPERA> Com música e libreto de Wagner, “O Holandês Errante” é montada pela primeira vez em BH

Fantasmagorias atemporais FOTOS FRED MAGNO

Numa sociedade conservadora, a força da repressão mira uma jovem mulher que decide romper com os costumes vigentes. A esse enredo, une-se uma ameaça fantasmagórica que, embora sob o viés de metáfora, resume o medo e o obscurantismo de um tempo sombrio que muitos consideravam superado. Condenado à prisão por dívidas com homens poderosos que um dia foram seus aliados, o músico Richard Wagner (18131883) concebeu “O Holandês Errante” logo depois de deixar o cárcere, em 1841. A obra é inspirada numa lenda nórdica de mais de 300 anos e num texto do alemão Heinrich Heine (1797-1856), reconhecido como o último dos poetas românticos. Apesar da distância de séculos, a ópera que estreia neste sábado (20), no Palácio das Artes, apresenta elementos que a aproximam da atualidade. “A cultura é fundamental para a mudança social do nosso povo. Uma ópera conta a história do ser humano na Terra, o que aconteceu, de onde viemos, como chegamos até Raphael Vidigal

aqui. Se a gente estudasse e lembrasse da nossa história, não estaríamos onde estamos hoje”, aponta Silvio Viegas, que rege a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais no espetáculo operístico. NARRATIVA Ambientada no século XIX, a trama se passa numa vila portuária banhada pelo mar da Noruega. O conflito começa quando o navio conduzido pelo capitão holandês atraca no local. Amaldiçoado pelo diabo, sua única esperança de redenção é encontrar um amor que ultrapasse as meras convenções. O sentimento é despertado por Senta, que se apaixona pelo viajante misterioso. Ela, no entanto, já está prometida pelo pai (interpretado por Savio Sperandio) ao caçador Erick (na atuação de Paulo Mandarino). O casal de protagonistas é vivido pelo argentino Hernan Iturralde e pela paulista Tati Helene. “Vejo a minha personagem como muito feminista, porque ela não aceita ser a peça de uma engrenagem que funciona como todas as outras, ela tem vontades e vai atrás delas, sem ficar restrita ao que lhe foi imposto”, destaca Tati. A soprano já esteve na pele de Senta em 2013, no Festi-

A Orquestra Sinfônica de Minas Gerais é regida pelo renomado maestro Silvio Viegas

val de Ópera do Theatro da Paz, em Belém, o que explica a identificação. Em Belo Horizonte, é a primeira vez que ela sobe ao palco. O mesmo acontece com Iturralde. Nascido em Buenos Aires, o barítono acumula no currículo passagens pelos maiores teatros de Alemanha, Suíça e Estados Unidos. “O público latino começa a aplaudir assim que o espetáculo termina, já na Europa eles costumam demorar um pouco mais, o que, às vezes, dá um nó na garganta”, admite o argentino. Conhecida por vários nomes, como “O Navio-Fantasma” e “O Holandês Voador”, a ópera nunca havia sido apresentada na capital mineira, e a montagem só foi possível graças à construção de um novo fosso cênico no teatro do Palácio das Artes. A grandiosidade do espetáculo aparece em números. O elenco conta com 147 artistas, sendo seis solistas, 64 coristas (30 mulheres e 34 homens) e ainda 77 músicos da orquestra sinfônica do Estado. Além da música, o libreto também é assinado por Wagner. Encenada na língua original (o alemão), a peça conta com legendas. A direção e concepção cênica são de Pablo Maritano, conterrâneo de Iturralde. Formado em piano e teatro, ele optou por traduzir questões caras à narrativa de forma subjetiva. “Na situação contemporânea, olhamos para o futuro com medo, não queremos pertencer a uma sociedade que nos trata como máquinas. O balanço entre egoísmo e altruísmo está muito marcado. Então, o que são o mar e a tempestade?”, questiona Maritano.

Numa sociedade conservadora, a jovem Senta busca se livrar das amarras ao se apaixonar pelo misterioso viajante de um navio

O Holandês >Errante

Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Dias 20 (sábado), 22 (segunda), 24 (quarta) e 26 (sexta), às 20h; e 28 (domingo), às 19h. R$ 60 (inteira)

PEÇA CONSAGROU INOVAÇÕES MUSICAIS DE WAGNER Dentro da trajetória de Richard Wagner, “O Holandês Errante” também é uma obra especial. Foi ali que o alemão consolidou o uso dos motivos condutores, pequenos temas musicais que se associam a per-

sonagens e emoções, preparando o público para o que vem a seguir. “Wagner abre as portas da música do século XX. A melhor palavra para definir a obra dele é personalidade”, afiança o maestro Silvio Viegas. O talento do compositor é realçado

pelo fato de escrever para todos os instrumentos, com solos para fagote e trompa, por exemplo. “Wagner estabeleceu a identidade alemã da ópera, com uma escrita bastante densa e meticulosa”, observa Viegas. O barítono argentino Hernan Iturralde vive o misterioso viajante holandês


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ARTES CÊNICAS A potência poética da loucura Fica no bairro Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, o Museu de Imagens do Inconsciente. A instituição foi fundada em 1952, pela psiquiatra Nise da Silveira (1905-1999), que não aceitava tratamentos para transtornos mentais como eletrochoque, lobotomia e coma insulínico, comuns à época. Anos antes, ela havia criado a seção de terapêutica ocupacional no Centro Psiquiátrico Nacional, onde os pacientes desenvolviam atividades como pintura e modelagem. Essa produção acabou dando origem ao museu. Sempre instigou o ator Leonardo Rocha, do grupo Maria Cutia, que justamente o local onde fica essa instituição se chamasse logo Engenho de Dentro. “Para além do fato de ter ficado extremamente impactado com as obras que vi lá, foi inevitável pensar o quão curioso era que o museu estivesse numa região cujo nome é uma analogia muito forte a como funcionamos, do que somos construídos, quais os nossos mecanismos, ferramentas”, afirma Leonardo, que por isso escolheu chamar de “Engenho de Dentro” seu solo, dirigido por Eduardo Moreira (Grupo Galpão) em terceira parceria com o grupo Maria Cutia, que estreia no próximo sábado (27). Em cena, um homem Jessica Almeida

confinado em um quarto. Em sua fala sarcástica e ácida, histórias delirantes, aventuras fantásticas e desvarios. Seu perseguidor imaginário assume distintas formas e personalidade num discurso cheio de memórias alucinadas. “O tema da loucura é muito instigante, e para mim sempre pareceu muito mais do que uma possibilidade de sofrimento, coisa assim, mas uma liberdade total do indivíduo. Claro que há dor, mas ao mesmo tempo há liberdade e talvez até por isso seja sofrido”, contextualiza. OUTRO PONTO DE VISTA Seu interesse, porém, nunca foi retratar ou refletir sobre a visão da sociedade sobre esses indivíduos, mas inverter a lógica. Apresentar o “olhar do louco” em toda a sua potência poética. Para a construção do texto, assinado também por Eduardo Moreira, foram reunidas referências a obras de autores como Miguel de Cervantes (1547-1616), Anton Tchekhov (1860-1904), Nikolai Gogol (1809-1852), Machado de Assis (1839-1908) e F. Scott Fitzgerald (18961940). “Além de todo o trabalho da Dra. Nise, fomos juntando essas referências literárias. Assim, fomos montando esse personagem que é recluso, mas vai contando seus devaneios. Na verdade, é uma apologia à poesia, ao seu poder libertador, que não se prende ao nosso mundo restrito”,

TATI MOTTA/DIVULGAÇÃO

estreia 27.out.

Em solo dirigido por Eduardo Moreira, Leonardo Rocha interpreta um homem confinado que relata histórias delirantes

pontua Moreira. “Não é um tratado ou estudo teatral sobre a loucura. É sobre um personagem que tem esse universo dele, um espírito libertador, dos sonhos, da imaginação. Coisas contra as quais a vida normal ou normatizada que conhecemos luta contra, sempre querendo nos colocar num clichê, um quadrado”. Os elementos cênicos ajudam a construir a metáfora da suspensão da realidade. Uma mesa, uma cama, uma

cadeira, um biombo e um espelho são dispostos pelo cenário, não no chão do palco, mas pendurados por uma corda. A referência é uma exposição que Leonardo visitou há alguns anos, chamada “Flutuações”, com obras de Arthur Bispo do Rosário (1909-1989), em que as obras também ficavam suspensas. “São móveis antigos, com 50, 60 anos de história, ou seja, trazem consigo uma história porque já fo-

STEFANO PAVANI/DIVULGAÇÃO

ram usados. De certo modo, eles materializam essas outras figuras com quem dialogo. Sempre levitando nessa realidade junto com o personagem”, explica o ator. O figurino, assinado por Julia Panadés, traz aplicadas técnicas de bordado e colagem de tecidos presentes na obra de Bispo do Rosário e Louise Bourgeois (19112010). Em conjunto, todos os elementos do espetáculo trabalham pela humanização do

personagem. “É uma abordagem menos denunciativa, alguém que podia estar ao nosso lado, ou mesmo ser eu, você ou qualquer pessoa”, conclui.

Engenho de >Dentro

Novo espetáculo do Grupo Maria Cutia, solo de Leonardo Rocha, com direção de Eduardo Moreira (Grupo Galpão) Teatro de Bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 32708100). Dias 27, 28, 1º a 4. De quinta a sábado, às 20h, domingo, às 19h. R$ 15 (inteira)

RAFAEL LINS/DIVULGAÇÃO

Jackson é reverenciado em 6 Michael espetáculo musical que chega a BH Revendo canções consagradas e um “lado B” reflexivo, a potência de Michael Jackson é a tônica do espetáculo “O Homem no Espelho”. Em cena, cinco artistas consagrados do teatro musical se revezam em hits que vêm movimentando o mundo por gerações, mas que, aqui, ganharam novos arranjos, embora sempre com a marca inconfundível do homenageado. Onde Grande Teatro do Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro) Quando Dias 26 (sexta) e 27 (sábado), às 21h. Quanto A partir de R$ 50 (inteira) HUGO CECATTO/DIVULGAÇÃO

eVolution Dance Theatre volta 6 Cia ao Brasil com seu “Night Garden”

ganha homenagem 6 Ziraldo no Memorial Minas Vale

Fundado em 2008, o grupo italiano retorna à capital mineira para trazer sua a dança, acrobacia, ilusão e poesia em uma apresentação única. Mistério, beleza e maravilha são o que se pode esperar de “Night Garden”, onde o público é transportado para um reino mágico, onde se descobre o que acontece sob o luar, quando o mundo está sonhando. Onde Grande Teatro do Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro) Quando Dia 24 (quarta), às 20h30. Quanto A partir de R$ 50 (plateias 2 e 3, inteira)

Serão mostrados “O Menino Maluquinho” e “Menina Nina”, bem como a cena “Flicts”, com Mariana Jacques, que falou com o Pampulha. “Minha conexão com Ziraldo começou na infância: minha mãe leu ‘Flicts’ para que eu superasse as barreiras de ser diferente. Já adulta, em uma oficina de teatro, ‘Flicts’ me veio forte. E surgiu um premiado trabalho, inclusive assistido pelo autor, que, ao fim, com os olhos marejados, me disse: ‘Você é meu Flicts’”. Onde Memorial Minas Vale (Praça da Liberdade, 640) Quando Domingo (21), às 11h. Quanto Gratuito.


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ARTES CÊNICAS Feto chega à sua 18ª edição Patrícia Vitrine neCassese cessária para fazer escoar o que é gestado nas escolas por aqueles que tomaram a decisão de fazer dos palcos o seu posto de trabalho, o Festival Estudantil de Teatro – Feto chega à sua 18ª edição. Tendo a Cia Luna Lunera como atração de abertura neste domingo (21), o evento programa até a sexta (26) dez montagens de grupos estudantis (da Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás, além de dois locais). E, ainda, oficinas, debates (sendo cinco abertos ao público) e o já tradicional CaFETO, o ponto de encontro dos participantes que, nesta edição, abriga discussões sobre dramaturgia contemporânea. Debates, discussões e apresentações, na verdade, mais uma vez vão convergir para questões prementes, como ratifica o or-

Dom. a sex. 21 a 26.out

ganizador Rodrigo Soares. “As montagens trazem temas atuais, como questões das minorias – de gênero ou cor de pele”, diz. Ele pontua que o fato de a Luna Lunera ter sido escalada para a abertura deve-se ao fato de a companhia ter se formado numa instituição de ensino profissionalizante de teatro (no caso, o Centro de Formação Artística do Palácio das Artes – Cefar), além de trabalhar com um

RICARDO ALBERTINI/DIVULGAÇÃO

O premiado grupo mineiro, fundado em 2000 por alunos do Cefar, celebra a 100ª apresentação de “Prazer”

processo criativo coletivo – dois pilares bem afins à espinha dorsal do Feto. Não obstante, vale lembrar que, além das escolas profissionalizantes, já há algum tempo o Feto abarca trabalhos de estudantes com outros níveis de formação, como os de escolas livres. MELITINTÂNCIAS Em meio aos que foram convidados a mostrar a que vieram, insere-se Efigênia

Marya. Recém-formada pelo Cefar, a atriz está no elenco de “Manual dx Guerrilheirx Urbanx”, inspirada no documento mimeografado de Carlos Marighella (1911–1969). A montagem do Primeiro Núcleo de Carnavandalização e Outras Melitintâncias é dirigida por Marina Viana e será apresentada na terça (23), a partir das 20h, no Francisco Nunes. Marina foi convidada pelos estudantes (ago-

ra formados), que já acompanhavam o trabalho da também dramaturga desde a sua atuação na (companhia) Primeira Campainha. “Para a dramaturgia, fomos convidados a escolher personas com as quais nos identificávamos. Como sou negra, quilombola, a opção mais natural foi Dandara”, diz ela, lembrando que a história mais difundida é a de Zumbi dos Palmares, o marido da líder quilombo-

la, o que, na sua opinião, já reflete o viés patriarcal que pauta a sociedade. “Mas em cena, temos também São Sebastião, Che Guevara, Frida Kahlo ou Malcom X para ajudar a contar essa história”, afiança. Efigênia salienta que, na costura dramatúrgica, os integrantes partiram de relatos reais. No caso dela, uma vivência de um episódio de violência ocorrido no quilombo urbano no qual tem suas raízes fincadas. “Mas há outras lutas em foco, lutas essas que, no fundo, estão interligadas”, avalia ela, que vê no Feto um importante canal de intercâmbio entre escolas.

> Feto 2018

Nos teatros Sesc Palladium, Francisco Nunes, Teatro Nossa Senhora das Dores, Espaço Pierrot Lunar, Teatro Marília e Centro de Referência da Juventude (CRJ). De 21 a 26/10. Espetáculos: R$ 6 (inteira). Oficinas, debates e encontros: gratuitos. Confira programação em fetobh.art.br. - Abertura: “Prazer”, da Cia Luna Lunera. Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046),neste domingo (21), às 19h. R$ 6


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ARTES CÊNICAS RAI JÚNIOR/DIVULGAÇÃO

teatro adulto BOA NOITE CINDERELA Direção: Inês Peixoto. Com Amauri Reis. Após passar uma noitada em uma boate, um homem acorda sozinho em casa, vestido de Bailarina e percebe que foi vítima da bebida misteriosa. Teatro da Biblioteca Pública (Circuito Liberdade, 21, Funcionários, 32935502). Sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 20 (inteira).

contemporâneas resultantes do encontro do diretor Marcio Abreu com o Grupo Galpão. Trata do hoje, do momento em que vivemos e das questões que o tornam não mais viável. Galpão Cine Horto (rua Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Sex. sáb., às 21h, e dom., às 19h. R$ 40 (inteira). De quarta à sábado. Até 18/11.

mente, até encontrar o amor de uma mulher que vai libertá-lo da maldição. Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 32377400). Domingo, às 20h. R$ 60 (inteira). Até 28/10.

feto - festival estudantil de teatro

dança LÂMINAS

BOCA DE OURO Direção: Alexandre Toledo.Texto: Nelson Rodrigues. Boca de Ouro é um bicheiro famoso, conhecido como o "Drácula de Madureira" ou "Assassino de mulheres". Ele não mede esforços para conseguir o que deseja e com sua influência e poder compra o que seu dinheiro alcança, o que não inclui sua paz de espírito. Teatro Marília (av. Professor Alfredo Balena, 586, Centro). Neste sáb. (20), às 20h. R$ 18 (inteira).

EM CASA A GENTE CONVERSA Direção: Fernando Philbert. Com Juliana Knust e Cássio Reis. Uma comédia romântica que conta as aventuras e desencontros de um casal já em processo de separação, que revê a sua própria história durante os encontros para definir detalhes do divórcio, criando sequências de momentos hilários. Malu e Carlos Alberto, aos olhos de muitas pessoas, formam um casal perfeito, daqueles de comercial de margarina. Grande Teatro do Cine Theatro Brasil Vallourec (rua Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb. (20), às 21h. R$ 80 (Inteira)

OUTROS Direção: Márcio Abreu. Com Grupo Galpão. Depois de “Nós”, “Outros” traduz teatralmente as inquietações

PRAZER

Direção: Victor Alves. Com Amanda Gonçalves, Carol Oliveira, Jessica Cristina. A apresentação é resultado de um trabalho de pesquisa desenvolvida a partir do tema “Juventude e Drogas”, que por meio da coreografia procura transmitir os anseios e reflexões intrínsecos à realidade social dos jovens responsáveis pela montagem. Beco (av. Artur Bernardes, 3876, Barragem Santa Lúcia). Neste dom. (21), às 20h. Gratuito. Até domingo.

Leia mais sobre a abertura do festival e sua programação na página 18. Grande Teatro do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 32708100). Dom., às 19h. R$ 6 (inteira).

teatro infantil “Contos Partidos de Amor” segue em cartaz no CCBB BH

musical REINO DO SOL CHAPLIN, O MUSICAL Texto original: Christopher Curtis e Thomas Meehan.Direção: Mariano Detry.Com Jarbas Homem de Mello, Juan Alba. Sucesso de público em São Paulo, "Chaplin, o musical" apresenta a trajetória de Charlie Chaplin desde sua infância pobre, em Londres, até o estrelato. Pessoas importantes na vida do personagem são levadas ao palco, como o irmão mais velho Sidney; a mãe, Hannah, talentosa cantora de teatro; Oona O’Neil, de outras. Teatro Sesiminas (rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181).Neste sáb. (20), às 21h; e dom. (21), às 18h. A partir de R$ 50.

SUASSUNA - O AUTOR DO

Texto: Bráulio Tavares. Encenação: Luiz Carlos Vasconcelos. O espetáculo traz na essência uma série de características de seu homenageado. Ariano Suassuna (1927- 2014) - que teria completado 90 anos em junho de 2017 - defendeu incansavelmente a brasilidade e a valorização da cultura nacional, ao mesclar a arte popular e o universo erudito em todas as suas obras. CCBB (Circuito Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex, sab e dom, às 20h. R$ 30,00 (inteira). Até 12/11.

CONTOS PARTIDOS DE AMOR Direção: Duda Maia. Texto: Eduardo Rios. Quatro pessoas amorosas e ciumentas revelam ao público suas verdades sobre as relações humanas. Através de diálogos bem-humorados, dança e

música, a peça apresenta canções e contos originais livremente inspirados na obra de Machado de Assis. CCBB - Teatro II (Circuito Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex., às 16h e 19h (com entrada gratuita); sáb. e dom., às 16h e 19h. R$ 30 (inteira). Até 29/10.

ópera O HOLANDÊS ERRANTE De Richard Wagner. Direção musical e regência: Silvio Viegas Ambientada em meados do século XIX, o drama revela a profundidade de uma sociedade conservadora, observada pelo estrangeiro condenado a errar pelos mares eterna-

A MAGIA DA SUSTENTABILIDADE Espetáculo de mágica com Kradyn Junior. Teatro da Assembleia (rua Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 21087827). Sáb. e dom., às 16h. R$ 30 (inteira). Até 28/10.

AS HISTÓRIAS DAS PRINCESAS E SEUS PRINCIPES Direção: Diego Benicá. Com Freddy Mozart, Bernard Bravo, Fernanda Hallais. Chegou o dia tão esperado para Joca e Clara, o dia do aniversário! Hora de ganhar presentes e receber a visita tão esperada do vovô, que lhes enche de histórias. E qual criança não é apaixonada por histórias? Principalmente quando falamos de princesas e príncipes. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 31189922). Sáb., e dom., às 16h. R$ 20 (inteira).

ALADIM E O GÊNIO DA LÂMPADA Direção: Diego Benicá. Com Bruno Alexsander, Vivian Germano e Igor Pena. Na história, Aladim recebe como missão a incumbência de resgatar de uma caverna escura e mágica uma velha lâmpada. O que ele não sabe é que se trata de uma lâmpada onde mora um gênio com poderes mágicos. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3237-7400). Neste sáb. (20) e dom. (21), às 16h30. R$ 40 (inteira).

A PATRULHA CANINA Direção: Roberto Freitas. Com Gesiane Souza, Luciano de Lima e Rene Cianeti. Turma de cachorros recebe vários pedidos de ajuda e com o apoio de todos os cachorrinhos consegue salvar vidas e solucionar todos problemas. Teatro da Biblioteca Pública (Circuito Liberdade, 21, Funcionários, 32935502). Neste sáb. (20) e dom. (21), às 16h30. R$ 19 (inteira).

CHAPEUZINHO VERMELHO Direção: Livia Gaudencio. Com Deinha Baruqui, Fabi Loyola, Leo Campos. Nesta versão, os atores da trupe apresentam o ponto de vista de cada um dos personagens – afinal, todos querem sair de inocente ou herói desta história. Através de músicas e muita criatividade, os atores vão se revezando em todos os papéis. Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, Savassi). Sáb., às 16h; dom., às 17h30. R$ 19 (inteira).

FLICTS Com Mariana Jacques. A cena ‘Flicts’ é apresentada em formato solo narrativo em que Mariana Jacques abusa de vocabulário mímico – imagens, gestos e máscaras; e sonoro, por meio de palavras, ruídos e onomatopeias por toda a trama. Memorial Minas Gerais Vale (praça da Liberdade, 640, Savassi). Neste dom. (21), às11h. Gratuito.


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MÚSICA Dom. 21.out.

KATE IZOR/DIVULGAÇÃO

Roger Waters Pirotecnias para ninguém colocar defeito

Uma lenda do rock mundial Sim, foi uma boa espera para os fãs belo-horizontinos. Desde que desembarcou no Brasil, Roger Waters já se apresentou em três capitais, com direito a (todo mundo viu e/ou leu) polêmicas. Neste domingo (21), é a vez de o Mineirão receber “Us + Them”, um espetáculo na acepção do termo. E para ficar registrado na memória. Pelo menos é o que creem fãs como Marcelo Canaan, integrante do Pink Floyd Reunion – grupo mineiro que, aliás, participou recentemente de um “Esquenta Roger Waters”, no Distrital do Cruzeiro. “Acho um privilégio ver esse senhor, um dinossauro do rock, nessa nossa casa que é tão importante (referindo-se ao estádio)”. Ao fazer a aposta de que será um dos maiores shows já recebidos pela capital mineira, o músico não está se referindo apenas ao poderio das canções. “Os shows dele são de fato caracterizados pela superprodução: fogos, bonecos infláveis, efeitos e uma tela de LED de alta projeção, que extrapola as dimensões de largura do gramado”. Mas, mais que isso, o som dolby surround, “que faz com que o som circule o espectador. É até curioso, você chega a virar para trás Patrícia Cassese

para ver de onde está vindo”, avalia ele, que é fã do Pink Floyd desde a adolescência, quando deu alguns dólares a um ex-cunhado que visitaria os Estados Unidos, para que lhe trouxesse discos que, na avaliação do viajante, o garoto deveria ouvir. “Juntei minhas moedinhas e recebi discos dos Beatles, Led Zeppelin... Mas foi o do Pink Floyd que bateu mais”, rememora o músico, fã confesso da música “Shine On You Crazy Diamond”. O dolby surround é também destacado pelo jornalista, apresentador e crítico musical Terence Machado, do Esquema Novo. Terence já assistiu a um show de uma turnê anterior de Waters (“In The Flesh”, na Apoteose, Rio de Janeiro) e confessa seu arrependimento de não ter ido ao “The Wall – Live”, “que jogou o conceito de superprodução em outro patamar, outra esfera”. Curiosamente, seu interesse agora é ver a execução da música que batiza a turnê. E por um motivo simples: a ouviu ser tocada por David Gilmour em sua turnê pelo país e, agora, quer conferir a versão de Waters. “Não é nem a minha música predileta, mas, por esse fato, quero muito ver”. Companheiro de Esquema Novo de Terence, o jornalista e igualmente crítico de música Ro-

drigo James é outro fã de “Us + Them”, “que além de ser bela, fala sobre a luta constante que todos nós travamos contra ‘eles’ – no caso, os poderosos”. E já que a conversa adentra o território do posicionamento, James salienta um aspecto da vida e da obra de Waters que, como de praxe, se fará presente no show de BH: “Ele jamais ‘fugiu à luta’ e se posiciona onde quer que passe, causando discórdia em alguns lugares, mas levando o consenso a outros”. Terence complementa: “Se posicionar é uma postura absolutamente coerente ao discurso dele. Na verdade, acho que hoje ele é até mais ameno. Leio tudo o que sai sobre ele e percebo que foi amenizando seu discurso sem mudar a linha de pensamento, E, bem, aconteceu de ser vaiado também nos Estados Unidos, ao se posicionar contra (o presidente Donald) Trump”. O apresentador lembra que, em entrevista recente ao “Fantástico” (Rede Globo), Waters ratificou a análise de que situa-se numa fase em que as pessoas devem praticar mais o amar uns aos outros – e lutar contra o poderosos.

> Roger Waters

Mineirão. Neste domingo (21). 21h (abertura dos portões às 17h). A partir de R$ 150.

VITÓR MACIEL/DIVULGAÇÃO

Registro de show do Pink Floyd Reunion, com execução ao vivo de “The Wall – O Filme”

Sem perder a essência Jairo “Sith” Nascimento, guitarrista e vocalista do Pink Floyd Collection, outra banda mineira que advoga o som do grupo britânico, fala mais sobre o viés político. “É importante entender que é a essência dele”, diz, citando o mais recente CD do hoje “senhor” de 75 anos, “Is This the Life We Really Want?” (2017) e as canções do Pink Floyd que levam sua assinatura. Sobre o que

Waters representa nos dias atuais, Sith propõe uma volta ao final dos anos 1960, a Cambridge, onde o roqueiro teve sua mais forte inspiração lírica. “No caso, Syd Barrett (1946-2006), o que rendeu um dos melhores álbuns da história da música, o atemporal ‘Dark Side of The Moon’ (1973). A lírica vista ali segue totalmente válida aos dias atuais, como retratam ‘Time’, ‘Us +

Them’ e ‘Brain Damage’”. E vieram ‘Wish You Were Here’ (1975), ‘Animals’ (1977) e “The Wall” (1979). “Os dois últimos, em particular, marcam a assinatura de Waters. Foi mais precisamente em ‘Animals’ que começaram os protestos, as críticas. E em ‘The Wall’, a fala sobre a opressão, a perda do pai... O que permeia até hoje a identidade dele”.


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#FICAADICA GRAZIELA CAISI/DIVULGAÇÃO

FEA/DIVULGAÇÃO

de piano e 6 Recital violoncelo na FEA

Edilberto traz 6 Miltinho seu forró pé-de-serra

A série “Manhãs Musicais” da Fundação de Educação Artística apresenta recital de violoncelo e piano com Meredith Blecha-Wells (EUA) e Sun Min Kim (Coreia). No repertório, obras de compositores como Robert Schumann (18101856) Onde Sala Sergio Magnani da Fundação de Educação Artística (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários) Quando Neste domingo (21), às 11h Quanto R$ 20 (inteira).

O músico, compositor, produtor e pesquisador de Cultura Popular Miltinho Edilberto é o convidado do projeto Tambor na Praça 2018. O artista, que nasceu em Mirandópolis, interior de SP, traz a sonoridade da viola somada aos batuques de Maurício Tizumba e dos blocos Saúde e Tambor Mineiro. Onde praça Floriano Peixoto, Santa Efigênia Quando Neste domingo (21), a partir das 16h. Quanto Entrada franca.

MTC/DIVULGAÇÃO

PROJETO ARCELOR MITTAL/DIVULGAÇÃO

Minas Tênis 6 “Sarau Clube” se despede

de Sonho 2018” 6 “Pé traz novidades

Maíra Manga cantando Sérgio Santos, na segunda (22), e Faca Amolada cantando Alceu Valença na terça (23), encerram a edição 2018 do Sarau Minas Tênis Clube. Onde Teatro do Centro Cultural do MTC (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Quando Sempre às 20h, com apresentação de Christiane Antuña. Quanto Ingressos ao preço simbólico de R$ 2, à venda na bilheteria do teatro ou no site www.eventim.com.br.

Novos personagens, histórias, brincadeiras, fantasia e muita diversão marcam o segundo disco do grupo, formado por adultos e crianças e liderado pelos compositores e educadores Weber Lopes e Geovanne Sassá. No repertório do show, canções como: “Saci”, “Que bicho Será?”, “Dragão” e “Zigfrida”. Onde Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244) Quando Neste domingo (21), 16h. Quanto R$ 15 (inteira).


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ARTES VISUAIS Rubens Paiva lança livro em BH FERNANDO RABELO/DIVULGAÇÃO

As lembranças de como foi arrancado de seu habitat natural são vagas. Teria sido em Sumatra? Bornéu? Fato é que o início de “O Orangotango Marxista”, nova investida literária de Marcelo Rubens Paiva, já flagra o personagem citado no título em um laboratório brasileiro. Chegado de um centro de reabilitação africano, após ser resgatado de traficantes, o animal fica sob a tutela da ruiva Kátia, uma estudante de biologia que torna-se objeto de idolatria do símio. E se a cumplicidade dos dois só faz se solidificar com o passar do tempo, um incidente desencadeia na transferência do primata para um zoológico no interior de São Paulo. Lá, dá continuidade às suas não raro mordazes análises sobre aqueles que nomina como “macacos nus” – trocando Patrícia Cassese

em miúdos, nós, humanos. “O Orangotango Marxista” (Alfaguara) é o motivo que traz o paulistano, hoje contabilizando 59 anos de vida, de volta à capital mineira: nesta segunda (22), o autor do icônico “Feliz Ano Velho” (1982), entre outros títulos não menos bem-sucedidos, participa do projeto “Sempre um Papo”. Nele, além dos habituais autógrafos, conversa sobre esse inusual personagem que, na primeira parte de sua trajetória em terras tupiniquins, aproveita a noite, em função da gaiola sem trancas, para calibrar o intelecto com a leitura de obras de Marx, Engels e Kant. Ou, vá lá, Batman. O embrião de toda essa empreitada, Marcelo confirma ter sido as visitas à casa do sogro, que reside em Americana, justamente em frente a um zoo. Atiçado pela curiosidade, o escritor, dramaturgo e jornalista percorreu algumas vezes as ala-

medas do local para confirmar, estupefato, a triste rotina daqueles animais cerceados de liberdade a observar visitantes que, por seu turno, pareciam estar mais interessados em seus celulares. Instigado, partiu para uma série de pesquisas. “Estudei tudo: os macacos do novo mundo, os do velho mundo, os macaco-prego, que a gente encontra nas matas brasileiras... Mas também os grandes símios, como o chimpanzé e o gorila. Todos, de certa maneira, estiveram ligados ao homem há milhões de anos, para depois se separarem na evolução”. E por que, então, a escolha recaiu sobre um orangotango? “Na verdade, dos grandes símios, ele só não é mais inteligente que o homem. Mas sua memória às vezes chega a ser superior à nossa”, explica Marcelo. No livro, seja no laboratório ou no zoo, em meio a situações bisonhas como os nomes ridículos que os ani-

Marcelo Rubens Paiva lança livro na Biblioteca Pública Estadual (Pça da Liberdade), na segunda (22), às 19h30, com entrada franca

mais recebem ou os maus tratos imputados ao colega gorila, o orangotango esquadrinha o homem moderno que, vale dizer, na sua perspectiva, também vive – ainda que simbolicamente – preso. “Ando muito de metrô e ônibus e vejo as pessoas cada vez mais presas ao celular, vivendo um cotidiano virtual, em suas bolhas, jaulas, e esquecendo-se do real”, lamenta o autor, que, por outro lado, reverbera na obra (sim, o título também já avisa) a noção de utopia contida no pensamento de Karl Marx, a quem considera um injustiçado. “Mas não estou fazendo (no livro) uma apologia ao marxismo, e sim falando da filosofia dele e de questões que julgo relevantes em nossa sociedade”, diz o hoje pai de Joaquim e Sebastião (do casamento com a filósofa Silvia Feola) e também articulista do jornal “O Estado de S. Paulo”.


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ARTES VISUAIS Os traços de Pacheco em 75 telas nuas Colocando em repasse sua trajetória, Fernando Pacheco reconhece: sente-se, sim, orgulhoso. Mas nada que o impeça de usar o viés do humor para relativizar seus feitos: “Sou um caipira que deu certo”, divertese o artista mineiro (nascido em São João del-Rei, mas radicado desde cedo na capital) que, aos 69 anos de idade, começa nesta semana a comemorar suas cinco décadas de trajetória profissional. E o start não poderia ser diferente: com uma exposição. Assim sendo, “Pintura Nua” entra em cartaz na próxima sexta (26), na PS Galeria, oferecendo ao olhar do público nada menos que 75 obras do artista – a maioria, inédita. Para esse recorte, Pacheco optou por mostrar pinturas (óleo sobre tela e acrílica sobre tela), embora transite com desenvoltura por outras searas da criação. “Minha produção é muito eclética, passa por pintura, objeto, desenho, instalações e outros gêneros, mas, nesse caso, vou expor exclusivamente pinturas”. Na verdade, é a pintura a sua principal linguagem. “E pinto o tempo todo, de maneira que passo praticamente meu tempo no ateliê (localizado na Pampulha) Patrícia Cassese

produzindo”. Embora não tenha trabalhado sob um norte rígido, Pacheco conta que o título da empreitada define bem seu objetivo enquanto artista. “Essa ‘Pintura Nua’ quer dizer que trata-se de uma pintura direta, transparente, como se fosse o cão sem plumas. Não é feita para iludir o fruidor, mas para convidá-lo à reflexão. É nua no sentido de despojada, de uma caligrafia pictórica direta – não há enfeites para iludir”, especifica ele, que se vale com frequência de traços que formam olhos. Ou “olhinhos”, como ele nomina. “O que poderia falar é que eles são a metáfora do olhar para dentro de nós mesmos. Então, é como se a pintura absorvida num primeiro momento pela retina lançasse uma pergunta para o espectador. ‘De quem são os olhinhos?’ ‘Quem você é, quais os seus sonhos, suas fantasias, aqueles guardados no fundo da alma?’ De maneira que é uma provocação. Neste sentido, eles perguntam. E significa também que o olhar com os olhos fechados vai mais longe que o raso, a visão natural. O olhar para dentro é um olhar infinito, pois vai ao encontro de um universo amplo de sonhos, fantasias”. Instado a especificar o marco inicial ao qual os citados 50 anos de trajetória decorrem, Fernando Pacheco retorna, na verdade, à sua infância. “Desde criança, fui

NEREU JR/DIVULGAÇÃO

construindo um mundo paralelo abertura a esse palpável, físico. Um mundo 25.out de fantasia, no sentido de que imaginava coisas, falava com pessoas invisíveis. Fui criando um universo próprio a ponto até de ficar um pouco deslocado na escola. Eu era aquele que diziam viver ‘no mundo da lua’ (risos). Na época, como não havia entendimento disso, parecia que tinha problemas neurológicos (risos). Mas a partir do momento em que fui para a adolescência, senti necessidade de materializar esse mundo, aquilo que imaginava, que via”. O interessante é que Fernando Pacheco fez isso por vias próprias. “Sou o famoso autodidata. Comecei meu traço muito pessoal, sem influência da (Escola de) Belas Artes ou da Guignard. E quando comecei a inscrever os trabalhos nos salões de arte, que existiam muito àquela época, e talvez pelo ineditismo do trabalho, passei a ser selecionado e premiado, o que chamou a atenção da crítica. E então, dessa maneira fui sendo inserido nesse universo”, rememora ele, que há dez anos deu ainda mais impulso à carreira internacional. Marco “Tenho ido muito à OceaFernando Pacheco nia (em particular, à Nova celebra 50 anos de Zelândia) e à Ásia... fiz indivitrajetória artística dual em Pequim.. Tudo isso dentro e fora do país me dá muito orgulho, pois construir uma carreira internacional morando em Belo Horizonte, ou seja, fora do eixo Rio e SP, e estar fazendo esse trajeto, é uma coisa fantástica, um mila- TRAJETÓRIA REVISTA TAMBÉM EM FILMES gre. E, veja, não são aquelas expooutro do Ernane Alves, que, aliás, tamsições no exterior no qual o artista Das telas para a grande tela Para bém está fazendo um filme sobre a é convidado a pagar. Foram convi- além do bojo das efemérides alusivas aos 50 anos de trajetória do artista, dois irmã do Tom Jobim, a Helena Jobim”. tes oficiais”, diz. E se a mostra em questão bali- filmes estão sendo gestados. O primeiro, Exposição “Fernando Pacheco – Pinza o início das comemorações dos um documentário dirigido por Fernando 50 anos, é bom salientar que ou- Batista, da Noir Filmes, com lançamento tura Nua”. P.S Galeria (rua Antônio de Albuquerque, 911, Savassi). Vernissage tras iniciativas previstas para o previsto para o próximo ano. “Inclui depoimentos de músicos do Clube da Esquina quinta (25), para convidados. Abercurso de 2019 devem dar seguitura para o público na sexta (26). mento a elas. “Possivelmente, ex- na, como Flávio Venturini ou Lô Borges, Visitação de segunda a sexta, das 10h posições de trabalhos em outros do (editor e jornalista) José Eduardo às 18h, e aos sábados, das 10h às 14h, suportes”, aventa ele, que já tem Gonçalves, do (escritor) Bartolomeu Campos de Queiroz (1944-2012). E tem com entrada gratuita. Até 15/1 quatro livros sobre sua obra.

ISABELLA LEITE/DIVULGAÇÃO

LUCAS GALENO/DIVULGAÇÃO

lança exposição 6 Memorial audiovisual “Vozes da Cidade” A mostra procura identificar e registrar sons produzidos por habitantes da capital mineira que têm na voz – associada ou não a aparatos sonoros – o seu instrumento de trabalho. Trata-se de uma realização da produtora Emvideo, com videoinstalação de Bellini Andrade e Marcus Nascimento. Onde Espaço Cyber do Memorial Minas Gerais Vale (Praça da Liberdade, 640) Quando Às terças, quartas, sextas e sábados, das 10h às 17h30. Quintas, das 10h às 21h30. Domingos, 10h às 15h30. Até o dia 6 de dezembro Quanto Entrada gratuita. BELLINI ANDRADE/DIVULGAÇÃO

mineira Isabella Leite abre a 6 Fotógrafa mostra individual “Corpos Políticos”

Lobo expõe litografias na Galeria de 6 Lotus Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube

Sétimo evento da programação anual da galeria Georges Vincent, com o tema geral “Arte na Luta”, em um total de oito exposições. “Corpos Políticos” é um recorte de 23 fotografias produzidas em eventos que se utilizam de linguagens artísticas para construção e afirmação de identidades não binárias. Onde Aliança Francesa Belo Horizonte (rua Tomé de Souza, 1.418) Quando De sexta (26/10) a 22/11. Sempre de segunda a quinta, das 7h30 às 20h15, sextas, 7h30 às 17h15, e sábados, 8h às 13h Quanto Entrada gratuita.

A mostra traz matrizes litográficas de pedra e zinco e obras de vários períodos da trajetória de Lotus, belo-horizontina que tem obras em museus do Brasil e da Europa e já participou de mais de 40 coletivas e individuais. Lotus desenvolve um interessante trabalho de apropriação de desenhos das embalagens antigas, ressignificando-os para o campo da arte, observando aspectos do design. Onde MTC (rua da Bahia, 2.244) Quando Até 13 de janeiro, de terça a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 11h às 19h. Quanto Entrada gratuita.


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CINEMA Por trás da cortina de fumaça IMAGEM FILMES/DIVULGAÇÃO

Etienne Apesar de Jacintho marcado por violência mais social do que policial, o encontro entre os vendedores ambulantes Marcelo e Skunk, no início da década de 90, não poderia ser mais iluminado. Nas ruas do Rio de Janeiro, o primeiro foge de uma batida policial que lhe custou sua mercadoria: camisetas de bandas como Sepultura, Dead Kennedys, AC/DC e Beastie Boys. Já o segundo corre da polícia após sofrer preconceito racial e ser acusado falsamente de traficar drogas. A única mercadoria que tem em posse, no entanto, é uma coletânea de fitas cassete que grava e vende aos seus clientes. Tem trilha sonora para todas as ocasiões, de balada a romance, mas sempre com uma pegada de rock, de rap, de hip- hop. O sonho de ambos é sair da miséria sem se entregar ao sistema, que escraviza. A forma de protesto de Marcelo é sua caneta e seu caderno. Skunk, por sua vez, acredita que a música é o caminho da conscientização social. E foi o sonho e a música que uniram os dois, até então desconhecidos, em uma jornada de amizade e também de decepções. Dessa união surgiu o Planet Hemp, uma das bandas mais influentes de uma década em que a música brasileira sofria uma estagnação em meio à confusão no cenário político. “Legalize Já: A Amizade Nunca Morre”, de Johnny Araújo e Gustavo Bonafé, que estreia nesta semana nos cinemas, conta a histó-

ria do encontro desses dois garotos e, antes de qualquer outra coisa, vale dizer que, mesmo que você não seja fã do Planet Hemp, o filme provavelmente vai te conquistar. De cara, um diálogo recheado de palavrões entre um rapaz imaturo e sua namorada desesperada pode assustar o espectador, mas, aos poucos, nas quase duas horas que se seguem, o rapaz vai amadurecendo e a garota suaviza seu tom. A tensão da cena se dissipa com o início da arte e, principalmente, da esperança que cerca os personagens e está escancarada na figura de Skunk, essencial para o surgimento do artista Marcelo D2. O filme é uma homenagem de Marcelo ao amigo que morreu em 1994, em decorrência do vírus da Aids. O INÍCIO DE TUDO Ao som de Cypress Hill, Dead Kennedys e até de Lionel Richie, sem contar do Planet Hemp (claro!), a trajetória de Marcelo (interpretado por Renato Góes) e Skunk (vivido por Ícaro Silva) alterna momentos de tensão e diversão, amor e desilusão. Enquanto Marcelo lida com a falta de dinheiro aliada à gravidez da namorada, Sônia (Marina Provenzzano), e à pressão do pai (Stepan Nercessian) para sair de casa, Skunk enfrenta as consequências da decisão de não tomar seus remédios para controle do HIV. No esbarrão que marca o encontro dos dois, Skunk encontra os cadernos com os escritos de Marcelo e percebe que aquilo é música. Inspirado nos rappers norte-americanos, Skunk insiste para que o novo amigo cante suas letras. Em um quarto com equipa-

Da pesada

Renato Góes e Ícaro Silva interpretam Marcelo D2 e Skunk na cinebiografia dos primórdios do Planet Hemp

mento de som improvisado, Skunk faz seus arranjos, e Marcelo libera a energia de uma voz recém-descoberta. É Skunk quem batalha para colocar a banda para tocar na rádio Fluminense e em palcos como do Garage, importantes no cenário underground carioca. É ele também quem renova sempre as esperanças de Marcelo, que, na ânsia por conseguir dinheiro para sustentar um bebê, rende-se por vezes ao sistema em detrimento do sonho. Embora tenha temática pesada, o filme traz momentos de descontração e, em muitos deles, é impossível segurar o riso. O argentino Ernesto Alterio, na pele de Brennand, o amigo de Skunk que o ajuda nos momentos mais difíceis, dá graça à trama, com monólogos de “guru”, e exerce a função de pai dos dois jovens

carentes. Há piadas em relação ao momento musical do país, pois enquanto vivíamos a era Collor, com a economia frágil e a desigualdade social subindo a largos passos, o que se ouvia no rádio e se via na TV eram músicas como “Na Boquinha da Garrafa” e “Pimpolho”. Boa é a cena em que Marcelo, numa loja de eletrodomésticos, reflete sobre sua vida enquanto vê num televisor uma dançarina descendo na boquinha da garrafa. “Legalize Já: A Amizade Nunca Morre” é um filme que retrata a realidade brasileira e, apesar de ambientado nos anos 90, não poderia ser mais atual. Ele leva o espectador à reflexão, mas o impede de abandonar a esperança de construir um futuro melhor. Como diria Skunk, o caminho é a música. E a trilha sonora do filme é de arrasar!

Hits ganham a voz dos atores Indispensável a muitos filmes ambientados no Rio, aquela vista aérea do mar com o Corcovado não chega nem perto de “Legalize Já”, que mostra o concreto do centro da cidade, à noite, sem o glamour da boemia. Nesse ambiente, a música não poderia deixar de ser um grito de protesto. Ao som de “Insane in the Brain”, de Cypress Hill, ou de “Holiday in Cambodia”, dos Dead Kennedys, o jovem Marcelo escrevia palavras em seu caderno que se tornariam hinos entoados em uníssono pelos jovens de uma geração que cresceu ao som de “Usuário”, primeiro

álbum do Planet Hemp, lançado em 1995, seis meses depois da morte de Skunk. O filme traz músicas do álbum cantadas pelos atores Renato Góes e Ícaro Silva, como “Legalize Já”, “Mantenha o Respeito” e “Phunky Buddha”. Para se preparar, Renato Góes montou uma banda e ensaiou as músicas do Planet Hemp por oito meses antes de começar as filmagens. Além da voz, o ator também emagreceu dez quilos e trabalhou como vendedor ambulante para compor melhor seu personagem.


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CINEMA UNIVERSAL PICTURES/DIVULGAÇÃO

Atenção! A programação abaixo refere-se a este final de semana, dias 20 (sábado) e 21 (domingo)

pré-estreias AMIGOS ALIENÍGENAS (Luis and the Aliens, Alemanha, Luxemburgo, Dinamarca, 2018, 1h25, Livre) Dir. Christoph Lauenstein, Wolfgang Lauenstein. Com Chloë Lee Constantin, Flemming Stein, Tim Grobe. A vida de Louis, um menino de 12 anos, muda completamente quando a nave espacial de três alienígenas cai nos fundos do quintal de sua casa. Seu pai, um ufologista famoso, congelaria os novos amigos na primeira oportunidade, por isso ele precisa protegê-los e ajudá-los a conseguir voltar para casa. Boulevard 4: 13h Cidade 5: 13h30 Cidade 6: 12h, 16h30 Contagem 1: 16h10 Contagem 3: 13h30 (*) Itaú Power 5: 13h30 (*), 15h10 (*) Monte Carmo 5: 16h10(*) (*) Sessões dubladas

estreias A CASA DO MEDO INCIDENTE EM GHOSTLAND (Ghostland, França/ Canadá, 2018, 1h38, 14 anos) Dir. Pascal Laugier. Com Crystal Reed, Anastasia Phillips, Emilia Jones. Após 16 anos, duas garotas voltam à casa que moraram na infância e se deparam com coisas estranhas. BH Shopping 10: 17h30, 19h45 e 22h

Boulevard 5: 13h10, 15h, 17h e 19h Cidade 5: 15h20 (*), 19h20 (*), 21h15 (*) Contagem 8: 15h25 (*), 19h25 (*), 21h25 (*) Del Rey 7: 13h (*), 15h, 18h50 (*), 21h Del Rey 7: 13h (*), 15h, 18h50 (*), 21h, 23h10 (*) Itaú Power 4: 15h30 (*), 19h15 (*), 21h15 (*) Minas 4: 13h20 (*), 17h20 (*), 21h20 (*) Via Shopping 3: 15h, 17h, 19h, 21h Pampulha 3: 14h10, 16h, 17h50, 19h40 e 21h30

Ryan Gosling constrói um Neil Armstrong introvertido e meditativo, acossado por dramas pessoais

(*) Sessões dubladas

DJON ÁFRICA (Djon África, Portugal/ Brasil/ Cabo Verde, 2018, 1h36, 12 anos) Dir. Filipa Reis, João Miller Guerra. Com Miguel Moreira, Bitori, Isabel Cardoso. Filho de cabo-verdianos, Djon África nasceu e cresceu em Portugal. Sem ter conhecido seu pai, descobre que ele mora em Tarrafal e decide ir à procura dele. Belas 3: 17h30

ESTÁS ME MATANDO SUSANA (Me Estás Matando, Susana, México, Canadá, 2016, 1h40, 14 anos ) Dir. Roberto Sneider. Com Ashley Hinshaw, Gael García Bernal, Verónica Echegui. Eligio (Gael García Bernal) acorda em uma manhã e descobre que sua esposa Susana (Verónica Echegui) o deixou sem dizer uma palavra. Ele decide embarcar em uma viagem da Cidade do México até uma universidade de Iowa, nos EUA, para lutar pela mulher que ama. Belas 1: 14h30, 18h50 e 1h10 Belas 1: 11h, 14h30, 18h50,21h10 Ponteio 2: 14h, 21h

GOOSEBUMPS 2 HALLOWEEN ASSOMBRADO (*) (Goosebumps 2: Haunted Halloween, EUA, 2018, 1h23, livre)

Dir. Ari Sandel. Com Jeremy Ray Taylor, Caleel Harris, Madison Iseman. Sonny e Sam acham um manuscrito e, ao abri-lo, libertam Slappy, que pretende causar um apocalipse com a ajuda dos seus amigos monstros. BH Shopping 10: 13h, 15h15 Betim 3: 18h50 e 20h40 Boulevard 2: 15h30 e 19h20 Cidade 3: 14h, 18h40 Contagem 5: 14h30 e 19h Del Rey 4: 15h10 e 19h10 Del Rey 4: 15h10 e 19h10 Itaú Power 4: 13h40 e 17h30 Minas 6: 14h, 18h40 Paragem 2: 13h40 e 17h30 Via Shopping 2: 13h40 e 19h20 Big 4: 17h15, 19h, 20h45 Norte 3: 17h15, 19h, 20h45 Monte Carmo 1: 16h30 e 20h30 Pampulha 1: 15h10 e 19h20

Pátio Savassi 1: 13h30 e 15h45

(*) Sessões dubladas

(*) Sessões dubladas

LEGALIZE JÁ A JUSTICEIRA (Peppermint, EUA, 2018, 1h35, 14 anos ) Dir. Pierre Morel. Com Jennifer Garner, John Gallagher Jr., John Ortiz. Quando o marido e a filha são mortos a tiros diante de um parque de diversões, Riley (Jennifer Garner) acorda de um coma e passa os anos seguintes aprendendo a se tornar uma máquina de matar. BH Shopping 6: 22h20 BH Shopping 7: 21h50 (*) Cineart Contagem 3: 15h30 (*), 17h30 (*), 21h20 Del Rey 4: 17h20 e 21h Del Rey 4: 17h20, 21h e 23h Paragem 2: 15h30, 19h20 e 21h15 Via Shopping 1: 18h30 (*), 20h40 (*)

(Brasil, 2016, 1h 30, 16 anos) Dir. Johnny Araújo, Gustavo Bonafé. Skunk (Ícaro Silva) é um jovem músico que busca expor sua insatisfação através da música. Um dia, ao fugir da polícia, ele literalmente esbarra em Marcelo (Renato Góes), um vendedor de camisas de bandas de heavy metal. O gosto pelo mesmo estilo musical os aproxima. Impulsionado por Skunk, ele adentra o universo da música e, juntos, formam a banda Planet Hemp. BH Shopping 9: 16h50, 19h15 e 21h40 Cidade 1: 14h30, 16h30, 18h30 e 20h30 Contagem 7: 14h40, 16h40, 18h40 e 20h40 Paragem 3: 14h40, 16h40, 18h40 e

21h40 Monte Carmo 6: 14h40, 16h40, 18h40 e 20h40 Partage Shopping Betim 7: 14h40, 17h10, 19h50 e 22h Pátio Savassi 2: 12h45, 15h30, 1745, 20h30

O PRIMEIRO HOMEM (First Man, EUA, 2018, 2h22, 12 anos ) Dir. Damien Chazelle. A vida do astronauta norte-americano Neil Armstrong (Ryan Gosling) e sua jornada para se tornar o primeiro homem a andar na Lua. Os sacrifícios e custos de Neil e toda uma nação durante uma das mais perigosas missões na história das viagens espaciais. BH Shopping 5: 14h30, 17h50 e 20h50 Boulevard 5: 21h Boulevard IMAX: 13h, 15h45, 18h30, 21h15 Cidade 2: 13h (*), 15h40 (*), 18h20 (*), 21h (*) Contagem 4: 13h (*), 15h40, 18h20 (*), 21h Del Rey 1: 13h, 15h40, 18h20, 21h Itaú Power 3: 13h (*), 15h40 (*), 18h20 (*), 21h (*) Minas 2: 13h10 (*), 15h50, 18h25 (*), 21h05 Cineart Paragem 1 : 14h50, 18h20 e 21h Cinesercla Big 2: 15h15 (*), 17h55 (*), 20h35 (*) Diamond 2: 13h, 16h, 19h, 22h Diamond 6: 20h40 Monte Carmo 3: 15h (*), 18h20 (*), 21h Net Cineart Ponteio 3: 13h, 18h20 Net Cineart Ponteio Premier: 15h40 e 21h15 Pampulha 2: 15h30, 18h10 e 20h50 Partage Shopping Betim 3: 15h10 Partage Shopping Betim 4: 16h (*), 19h (*), 22h10 (*) Pátio Savassi 4: 11h30, 14h30, 17h30 e 20h45 Pátio Savassi 7: 18h45, 22h (*) Sessões dubladas


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CINEMA DOWNTON FILMES/DIVULGAÇÃO

continuam em cartaz AMANHÃ CHEGOU (Brasil, 2018, 1h30, 10 anos) Dir. Renata Simões. Durante décadas, sonho e consumo material foram duas coisas que sempre andaram juntos. Hoje, tenta-se desmitificar a ideia de que dinheiro sempre será poder. Cinderela e o Príncipe Secreto (*) (Cinderella, EUA, 2018, 1h30, livre) Dir. Lynne Southerland. Cinderela e seus amigos ratos se divertem no Baile Real, até que a princesa descobre que o príncipe é uma farsa – verdadeiro representante do reino foi transformado em rato por uma bruxa. Del Rey 4: 13h30 Itaú Power 2: 13h40 Paragem 5: 14h30 Big 3: 14h30 e 16h15 Norte 5: 14h30 e 16h15 Monte Carmo 5: 14h20 (*) Sessões dubladas

CRÔ EM FAMÍLIA (Brasil, 2018, 1h27, 12 anos) Dir. Cininha de Paula. Com Marcelo Serrado, Arlete Salles, Tonico Pereira. Crô se vê sozinho e sem família. Carente e vulnerável, acaba ficando à mercê de supostos parentes, cujas intenções não parecem ser das melhores. Partage Shopping Betim 3: 13h

UM DIA (Egy Nap, Humgria, 2018, 1h39, 12 anos) Dir. Zsófia Szilágyi. Com Zsófia Szamosi, Ambrus Barcza, Leo Füredi. Anna, mãe de três filhos, está sempre correndo por conta de suas tarefas diárias. Como se não bastasse, ela suspeita que está sendo traída pelo marido. Mas Anna não tem tempo para parar e refletir sobre seus problemas. Belas 3: 15h30 e 19h30 A Freira (*) (The Nun, EUA, 2018, 1h36, 14 anos) Dir. Corin Hardy. Com Demián Bichir, Jonas Bloquet, Taissa Farmiga. Uma freira comete suicídio em um convento na Romênia e, para investigar o caso, o Vaticano envia um padre atormentado e uma noviça que está prestes a se tornar freira. Cidade 5: 17h20 Contagem 3: 19h20 Del Rey 7: 16h50 Itaú Power 2: 17h20 e 21h20 Minas 1: 13h, 19h30 Via Shopping 2: 15h30 e 21h10 (*) Sessões dubladas

UMA NOITE DE 12 ANOS (La Noche de 12 Años, Uruguai/ Espanha/ Argentina, 2018, 2h02, 12 anos) Dir. Alvaro Brechner. Com Antonio de la Torre, Chino Darín, Soledad Villamil. História de José Mujica, ex-presidente do Uruguai, Mauricio Rosencof, jornalista e escritor, e Eleuterio Fernández Huidobro, ex-ministro da Defesa, que, juntos, passaram por situações de extrema tortura física e psicológica. Belas 2: 14h, 16h20, 21h20

Pé Pequeno (*) (Smallfoot, EUA, 2018, 1h37, livre) Dir. Karey Kirkpatrick. Um Yetl, também conhecido como “Pé Grande”, está convencido de que as criaturas evasivas conhecidas como “seres humanos” realmente existem. BH Shopping 7: 14h, 16h30, 18h50 Betim 2: 16h50 Boulevard 2: 13h30 e 17h20 Cidade 4: 14h10 Contagem 8: 13h30 e 17h25 Del Rey 5: 14h, 18h40 Itaú Power 2: 15h25, 19h20 Minas 4 : 15h20 e 19h20 Paragem 5: 16h50 Via Shopping 2: 17h30 Big 4 : 15h25 Norte 3: 15h25 Diamond 4: 12h Monte Carmo 1: 14h30 e 18h30 Pampulha 5: 14h05, 15h55, 17h45, 19h35, 21h25 Partage Shopping Betim 2: 13h, 15h15 Pátio Savassi : 11h45, 14, 16h30

UM PEQUENO FAVOR

TUDO POR UM POPSTAR

(A Star Is Born, EUA, 2018, 2h16, 14 anos) Dir. Bradley Cooper. Com Lady Gaga, Bradley Cooper, Sam Elliott. A história de amor entre a cantora Ally que, ao mesmo tempo que ascende ao estrelato, seu parceiro Jackson, um renomado artista, cai no esquecimento. BH Shopping 5: 12h50 BH Shopping 5: 15h, 18h50, 21h50 BH Shopping 8: 12h Boulevard 3: 13h20, 16h, 18h40 e 21h20

19h - Amor só de mãe, de Julia Hannud (Brasil, 2018, FAAP) - Lena, de Gustavo Campos (Brasil, 2018, AIC) - Inventário duma mudança, de Nayuribe Montero (Cuba, 2018, EICTV) - De lo que fue, de Federico Morlio (Argentina, 2017, Universidad del Cine) - Vigia, de João Victor Borges (Brasil, 2018, UFF)

Klara Castanho, Maisa Silva e Mel Maia estrelam filme baseado best-seller adolescente

Paragem 4: 15h00, 16h50, 18h50 e 20h50 Via Shopping 5: 14h40, 16h50, 18h40 e 20h30 Big 5: 15j10, 16h55, 19h45 e 20h35 Norte 2: 15h10, 16h55, 18h45 e 20h35 Diamond 3: 13h20, 15h30, 18h e 21h Monte Carmo 2: 14h50, 16h50, 18h50 e 20h50 Pampulha 4: 14h, 15h45, 17h35, 19h25, 21h15 Partage Shopping Betim 5: 14h05, 16h20, 18h30, 21h Pátio Savassi 8: 13h45, 16h45, 19h, 21h30

(*) Sessões dubladas

MINHA FILHA

NASCE UMA ESTRELA

17h - El Grito, de Leobardo López Arretche (México, 1968-1970)

(Papillon, EUA, 2018, 1h57, 16 anos) Dir. Michael Noer. Com Charlie Hunnam, Eve Hewson, Rami Malek. Henri, conhecido como Papillon, é condenado à prisão perpétua por um crime que não cometeu. Enviado para a Ilha do Diabo, ele conhece Louis, e Papillon promete ajudá-lo em troca de auxílio para escapar da prisão. Ponteio 2: 16h20 Pátio Savassi 1: 18h

(Juliet, Naked, EUA/ Reino Unido, 2018, 1h45, 12 anos) Dir. Jesse Peretz. Com Rose Byrne, Chris ODowd, Ethan Hawke. Annie tem um relacionamento de longa data com Duncan, fã obsessivo de um roqueiro. Ela acaba tendo um encontro com o roqueiro quando um hit dele ressurge no meio musical. Belas 3: 21h30 (Figlia Mia, Alemanha/ Itália/ Suiça, 2018, 1h37, 14 anos) Dir. Laura Bispuri. Com Valeria Golino, Alba Rohrwacher, Udo Kier. A guarda de uma menina de 10 anos está sob disputa de duas mães: a de criação e a biológica. No centro do conflito, a garota tenta lidar com a situação. Belas 1: 16h40 Ponteio 4: 14h30

21h - Lembro mais dos corvos, de Gustavo Vinagre (Brasil, 2018) terça (23)

PAPILLON

(A Simple Favor, EUA, 2018, 1h58, 16 anos) Dir. Paul Feig. Com Anna Kendrick, Blake Lively, Henry Golding. Stephanie, uma vlogueira que vive no interior nos EUA, descobre que sua melhor amiga, Emily, desapareceu e tenta descobrir a verdade por trás do mistério. Diamond 6: 17h30 Pátio Savassi 1: 21h O Que de Verdade Importa (The Healer, EUA, 2018, 1h53, 12 anos) Dir. Paco Arango. Com Oliver Jackson-Cohen,, Camilla Luddington, Jorge García. O engenheiro Alec mora em Londres e ganha a vida consertando eletrodomésticos, mas sua situação financeira está cada vez pior. Diamond 6: 14h50

JULIET, NUA E CRUA

19h - Alma, de Augusto Brasil e Zenner Henriques (Brasil, 2018, UNA) - Ècharpe Noir, de Barbara Fuentes (Brasil, 2018, UFRJ) - Folêgo, de Jane Choi, Juliana Alves, Luís Tsujino, Mariana Oliveira, Mariana Yumi da Cruz (Brasil, 2018, ESPM) - Eleguá, de Yuri Costa (Brasil, 2018, UFRJ) - Impermeável Pavio Curto, de Higor Gomes (Brasil, 2018, UNA)

(*) Sessões dubladas

OS INVISÍVEIS (The Invisibles, Alemanha, 2018, 1h50, 14 anos) Dir. Claus Räfle. Com Max Mauff, Alice Dwyer, Ruby O. Fee. Em Berlim, nos anos 40, com o regime nazista perseguindo o povo judeu, Hanni Lévy, Cioma Schönhaus, Eugen Friede e Ruth Arndt sonham em viver na América. Ponteio 2: 18h50

tor Ríos (Chile, 1970) - Poder local, poder popular, de Sara Gómez (Cuba, 1970) - Un día yo pregunté, de Julia de Álvarez (Colômbia, 1970) - Tarumã, de Aloysio Raulino, Guilherme Lisboa, Mario Kuperman e Romeu Quinto (Brasil, 1975) Diario Inacabado, de Marilú Mallet (Chile/Canadá, 1982)

Cidade 6: 21h Contagem 5: 16h20 (*), 20h50 Del Rey 5: 16h10 e 20h40 Minas 6: 16h (*), 20h30(*) Big 3: 18h (*), 20h30 (*) Norte 5: 18h (*), 20h30 (*) Diamond 1: 14h05, 17h20, 20h20 Monte Carmo 5: 18h10 (*), 20h50 Ponteio 3: 15h40 e 21h10 Ponteio Premier: 13h, 18h30 Partage Shopping Betim 2: 17h30 (*), 20h30 (*) Pátio Savassi 3: 16h45, 21h50 Pátio Savassi 5: 12h15, 15h15, 18h15, 21h15

(Brasil, 2018, 1h23, livre) Dir. Bruno Garotti. Com Maisa Silva, Klara Castanho, Mel Maia. Baseado no livro homônimo de Thalita Rebouças. A banda Slavabody anuncia que vai tocar no Rio de Janeiro. Gabi e suas amigas farão de tudo para convencer os pais a deixarem elas saírem de uma cidade no interior para assistir ao show. BH Shopping 6: 13h30, 15h40, 18h e 20h10 Betim 2: 15h,16h50, 18h40, 20h30 Boulevard 1: 15h, 16h50, 18h40, 20h30 Cidade 8: 11h50, 14h30, 16h30, 18h30 e 20h30 Cidade 8: 14h30, 16h30, 18h30 e 20h30 Contagem 2: 13h45, 15h35, 17h25, 19h15, 21h05 Del Rey 6: 13h20m 15h10, 17h, 19h e 20h50 Itaú Power 1: 13h30, 15h20, 17h10, 19h e 20h50 Minas 5: 13h40, 15h30, 17h30, 19h15 e 21h05

VENOM (Venom, EUA, 2018, 1h52, 16 anos) Dir. Ruben Fleischer. Com Tom Hardy, Michelle Williams, Riz Ahmed. Eddie Brock é um jornalista que investiga o trabalho de um cientista, suspeito de utilizar cobaias humanas em experimentos mortais. Quando ele entra em contato com um simbionte alienígena, Eddie se torna Venom, uma máquina de matar incontrolável. BH Shopping 2: 12h55, 16h, 18h40, 21h30 (sessão 3D) BH Shopping 2: 12h55 (sessão 3D) BH Shopping 3: 13h45 (*), 16h40, 19h30, 22h10 Cineart Betim 1: 13h50 (*), 16h10 (*0, 18h30 (*), 20h50 (*) Boulevard 2: 21h20 Boulevard 4: 14h40, 16h50, 19h05 e 21h15 Cidade 4: 16h30 (*), 18h50 (*), 21h10 (*) (sessão 3D) Cidade 7: 11h40 (*), 13h40 (*), 16h10 (*), 18h40 (*), 20h50 (*) Cidade 7: 13h40, 16h10, 18h40 e 20h50 Contagem 1: 13h50 (*), 18h30 (*),20h50 (*) (sessão 3D) Contagem 6: 14h10 (*), 16h30 (*), 18h50 (*), 21h10 (*) Del Rey 2: 14h20 (*), 16h40 (*), 18h50 (*) 21h10 (*) (sessão 3D) Del Rey 3: 13h40, 16h, 18h20 e 20h40 Del Rey 6: 22h40 (*) Itaú Power 5: 14h10 (*), 16h30 (*), 19h (*), 21h10 (*) (sessão 3D) Itaú Power 6: 14h (*), 16h20 (*), 18h40 (*), 20h50 (*) Minas 1: 15h (*), 17h15 (*) (sessão 3D), 21h20 (*) (sessões 3D) Minas 3: 14h20 (*), 16h40 (*), 19h (*), 21h15 (*) Paragem 5: e h50m 21h10 Via Shopping 4: 14h10 (*), 16h30 (*) (sessão 3D), 18h50 (*), 21h05 (*) Big 1: 14h10 (*), 16h20 (*) (sessão 3D), 18h30 (*), 20h40 (*) (sessão 3D) Norte 1: 14h10 (*), 16h20 (*) (Sessão

3D), 18h30 (*), 20h40 (*) (sessão 3D) Diamond 4: 14h40, 17h10, 19h40 e 22h Monte Carmo 4: 14h10 (*) (sessão 3D), 16h30(*), 18h50 (*), 21h10 (*) Ponteio 4: 18h50 Pampulha 1: 17h10 e 21h20 (sessões 3D) Pampulha 6: 14h30, 16h40,18h50 e 1h05 Partage Shopping Betim 1: 14h20 (*) , 16h50 (*), 19h20 (*), 21h50 (*) (sessões 3D) Partage Shopping Betim 3: 18h10 (*). 20h50 (*) Partage Shopping Betim 6: 18h50 (*), 21h20 (*) Pátio Savassi 3: 13h15, 19h15 Pátio Savassi 6: 14h15, 17h, 19h45, 22h15 (*) Sessões dubladas

sessão especial PETS - A VIDA SECRETA DOS BICHOS (*) (The Secret Life of Pets, EUA, 2016, 1h30, livre) Dir. Yarrow Cheney, Chris Renaud. Quando sua dona traz para casa um novo cão chamado Duke, o cachorro Max não gosta nada. Mas eles vão ter que deixar as divergências de lado quando um incidente coloca os dois na carrocinha. BH Shopping 5: 12h30 Diamond : 12h30 Partage Shopping Betim 4: 13h50 Pátio Savassi 6: 12h (*) Sessões dubladas

mostras LUMIAR 5º FESTIVAL INTERAMERICANO DE CINEMA UNIVERSITÁRIO Neste sábado (20) 16h - Fala Preta, de Lavínia Cardoso Kalu e Roger Ghil (Brasil, 2018, UFES) - Tá Tinindo!, de Bruno Sanábio (Brasil, 2018, UNA) - Favela em Diáspora, de Gabriela Matos (Brasil, 2017, UNA) 18h - Diversas, de Josiane Santos (Brasil,

2018, UNA) - Soy, de Desine Kelm (Cuba/Brasil, 2017, EICTV) - Sair do Armário, de Marina Pontes (Brasil, 2018, UFRB) - - Memorándum, de Jennifer Lara (Chile, 2017, Universidad Mayor) - Apuntes sobre Identidad, de Felipe Camargo (Argentina, 2017, Universidad de Buenos Aires) 19h30 - A luta do povo, de Renato Tapajós (SP, 1980) - Entre, de Vladimir Seixas (RJ, 2009) - Audiência Pública?, de Ernesto de Carvalho, Leon Sampaio, Luís Henrique Leal, Marcelo Pedroso e Pedro Severien (PE, 2014) - Conte isso àqueles que dizem que fomos derrotados, de Aiano Bemfica, Camila Bastos, Cristiano Araújo e Pedro Maia de Brito (MG, 2018) Neste domingo (21) 16h - Pretança em parceria com Segunda PRETA apresentam Café com canela, o filme, de Glenda Nicácio e Ary Rosa (Brasil, 2018) 18h - Salve Todos, de Isabela Renault (Brasil,2017, UNA) - Praça XV, de Claudio Tammela (Brasil, 2018, Unirio) - Rolê no Centro, de Clara Chroma (Brasil, 2018, UFF) - Diamante de Poções, de Isac Flores (Brasil,2018, UESB) - Super Estrela Prateada, de Leonardo Branco (Brasil, 2018, UNA) 20h Sessão Contato Educação e Cidadania (MG, 2016), série em 10 episódios: - Ativismo e juventude - Direitos humanos - Gênero e identidade - Africanidade - Sertão - Juventude e periferia - Água - Meio ambiente - Tecnologia e inovação - Diálogos contemporâneos com Pepe Mujica Segunda (22) 14h às 16h30 - Curso Uma outra história do Terceiro Cinema: descolonização e invenção de formas no cinema latino-americano, com Victor Guimarães inscrições prévias 17h - Venceremos, de Pedro Chaskel e Héc-

21h - Inconfissões, de Ana Galizia (Brasil, 2017, UFF) - Dedico, de Rebeca Francoff (Brasil, 2018, UNA) - Lembra, de Leonardo Martinelli (Brasil, 2018, UNESA) - Braços Vazios, de Daiana Rocha (Brasil, 2018, UFES) - Arteiro, de Bruno Carvalho (Brasil, 2018, UNA) quarta (24) 17h - Que som tem a distância, de Marcela Schild (Brasil, 2018, UNISC) - A Vila Longshui, de Letícia Kamiguchi (Brasil/China, 2017, USP) - Dos antigos aos filhos do amanhã, de Leonardo A. Gelio (Brasil, 2017, PUC RJ) Quinta (25) 19h Sessão de encerramento com os vencedores 21h Pré-estreia de Os Dias sem Tereza, de Thiago Taves Sobreiro (BH, 2018) (*) Cine Humberto Mauro (Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro). Entrada Gratuita mediante retirada de ingresso meia hopra antes da sessão

XV MOSTRA DE CINEMA ATUAL ESPANHOL (*) Terça (23) 19h30 A Noiva, de Paula Ortiz (ESP, 2015) Quarta (24) 19h30 Doñana. 4 estações, de Javier Molina Lamothe (ESP, 2014) Quinta (25) 19h30 A Colmeia, de Mario Camus (ESP, 1982) Sexta (26) 17h Desnorteados, de Nacho G. Velilla (ESP, 2015) 19h30 A Noiva, de Paula Ortiz (ESP, 2015) (*) MIS Cine Santa Tereza (R. Estrela do Sul, 89 - Santa Tereza) Entrada gratuita mediante retirada dos ingressos na bilheteria 30 minutos antes de cada sessão.

NARRATIVAS DO OLHAR (*) Neste sábado (20) 19h30 Irmã, de Zach Clark (EUA, 2016) Neste domingo (21) 19h30 Demon, de Marcin Wrona (POL/ISR, 2015) (*) Cine Sesc (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada gratuita


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estilo ARTE> Moda investe em parcerias com renomados artistas como forma de agregar valor a peças

Acervo fashion VANS/DIVULGAÇÃO

O diálogo entre a arte e a moda começou a ser travado lá atrás, de forma orgânica – há anos as obras de grandes artistas inspiram estilistas mundo afora. Nos anos 60, por exemplo, o francês Yves Saint Laurent (1936-2008) desenhou uma coleção que acabou tendo um de seus itens elevado à categoria de peça-fetiche: o vestido tubinho inspirado no grafismo elaborado com as cores primárias de Piet Mondrian (18721944). Em Minas Gerais, Ronaldo Fraga já homenageou, em coleções passadas, a arte de Candido Portinari e Athos Bulcão, para citar dois exemplos. Mas se não é propriamente uma novidade, vale dizer que essa parceria tem dado o ar da graça com mais constância nos últimos tempos – e revelando-se benéfica a ambas as partes. De um lado, a moda atinge outro status. Do outro, a marca interessada em se valer do traço de um artista não raro paga por isso, o que, consequentemente, fomenta a instituição responsável pelo acervo – ou mesmo o próprio artista. Exemplo recente se deu com a dobradinha entre o Van Gogh Museum, de Amsterdã, com a marca de sportswear Vans, que resultou em jaquetas, moletons e tênis estampados com estampas inspiradas em obras do holandês – uma oportunidade para que os traços impressos em telas como Lorena K. Martins

“Caveiras”, “Amendoeira em Flor”, “Girassóis” ou no autorretrato de Van Gogh ficassem, digamos assim, “acessíveis” aos meros mortais. Em contrapartida, parte do lucro das vendas foi destinada à instituição, que cuida de preservar o legado e a obra de Van Gogh (1853-1890). Mesmo pontuando que o tema merece uma análise mais complexa (“não gosto de polarizar esta relação, classificando-a como benéfica ou não”), Luiza Oliveira, fundadora da Plural Espaço de Moda, ressalva: “Se essa aproximação ‘populariza’ a arte e leva discussões sobre ela a pessoas que, de outro modo, não teriam qualquer noção de arte, e se, de alguma forma, dá suporte financeiro e visibilidade a diversos movimentos artísticos, é claro que há benefícios em jogo”. Por outro lado, ela acha que quando a arte se torna mercadoria, o há um deslocamento da função da mesma “enquanto movimento questionador e isento da lógica capitalista”. E salienta que produtos com esse plus podem conquistar o público pelo viés do consumo, da estética, e “não porque se trata de pessoas engajadas com o universo artístico ou interessadas em cultura”, opina. INCENTIVO Bem, fato é que a Vans não foi a única a investir recentemente nesse universo. A Billabong também apresentou, mês passado,

A tela “Amendoeira em Flor” (1890, de Van Gogh, virou estampa de jaqueta (R$ 599,99), além de um boné e uma mochila

uma coleção que teve trabalhos colaborativos com as fundações que cuidam da memória de Andy Warhol e Jean-Michel Basquiat. As peças estampadas com as obras assinadas pelos artistas fo-

ram fruto de uma parceria entre a etiqueta e a Andy Warhol Foundation for Visual Arts. De volta ao Brasil, na semana passada, foi a vez de a Arezzo se unir à ilustradora paulistana Naia Ceschin, que faz parte do time da La Baraque Creative, da França. “É incrível ver sua arte aplicada em uma superfície completamente diferente! Isso traz uma nova visão, até em termos de criação. Sem contar que é uma forma de também de divulgar seu trabalho, de ver a

sua arte em um universo ao qual você não está acostumado”, acredita Naia. Ela reconhece que adaptar suas criações (em seu ateliê, geralmente feitas em telas e grandes superfícies) a acessórios como as bolsas e sapatilhas não foi exatamente uma tarefa simples. “São peças bem menores. É muito importante ter esse cuidado com as escalas e levar em conta essas dimensões na hora de pensar uma coleção de moda”, relata ela.

AREZZO Após ter mostrado seus traços em colaborações com marcas como Havaianas, Naia Ceschin assina, agora, a nova coleção da Arezzo: são ilustrações exclusivas pensadas para valorizar bolsas e sandálias

BILLABONG LAB A marca de streetwear Billabong apresentou, em agosto, a coleção de praia Warhol x Basquiat x Billabong, de peças estampadas com trabalhos de Andy Warhol e JeanMichel Basquiat.


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estilo

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CHECK-LIST

Peças que documentam épocas Luiza Oliveira pensa que a moda se aproximou da arte no momento em que essa última se tornou parte do nosso cotidiano. “Falo de movimentos artísticos que romperam com a arte clássica e com os espaços tradicionais dos museus. Quando a arte se moderniza, há espaço para que ela e a moda se relacionem. A moda é moderna por nascimento e não compactua com as tradições. É por esta razão que o encontro de ambas tem uma demarcação histórica: a modernidade.

Ambas também se relacionam bem porque se prestam à lógica do espetáculo”, atenta a docente. Mas Luiza faz um parêntesis: “Entendo que, quem curte arte, queira comprar (um produto como os lançados pela Vans) e que quem curtiu só a estampa sem saber do que se trata também. E penso que o incentivo à arte, por meio da venda, é relevante. Mas, sinceramente, eu preferiria apoiar um artista local, algum movimento da moda em prol da nossa arte, dos nossos tão precarizados museus”, argumenta. Como exemplo, ela cita

a homenagem feita por Ronaldo Fraga às vítimas da tragédia de Mariana: “Ele apoiou a arte das bordadeiras da região, usou tecidos em linho feitos no Brasil... É a moda autoral local que tem mais o meu apoio, entende?”. Por último, mas não menos importante, Luiza também lembra o fenômeno mundial recente de grandes grifes, como as italianas Gucci e Salvatore Ferragamo, criarem seus próprios museus: “É a moda entendendo que os objetos que produz são elementos de exposição museológica. Claro,

peças de vestuário e acessórios, sem dúvida, de fato contam sobre nossa civilização, o desenvolvimento da sociedade, então, se tornam itens de museu, fazem parte da documentação histórica. Mas, quando uma grife se presta a criar o próprio museu, há outra lógica: é também pensar que a marca está preocupada em contar a própria história, eternizá-la, e mais que isso, trazer um valor a esses objetos que não está só no âmbito do material, mas também do simbólico”. (LKM) ZÉ TAKAHASHI/FOTOSITE

ZE TAKAHASHI / FOTOSITE

Line-up do Minas Trend A 23ª edição da semana mineira de lançamentos de moda promovida pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), acontece na capital mineira de 28 outubro a 1º de novembro, com o estilista Ronaldo Fraga como o novo diretor criativo do evento. Os desfiles acontecem nos dias 29 e 30 de outubro, às 20h30, no Expominas. Na segunda-feira (29), quem puxa a fila é a apresentação coletiva dos criadores associados do Sindijoias/MG. Na sequência, outro desfile coletivo, desta vez com marcas de acessórios de Alagoas. Ao mineiro Victor Dzenk foi delegada a tarefa de encerrar o primeiro dia. Já na terça (30), o destaque é o retorno de Patrícia Motta ao line-up, que também traz Denise Valadares, Chris Gontijo (foto) e Manzan. MÁRCIO RODRIGUES/DIVULGAÇÃO

OSKLEN Na 44ª edição da São Paulo Fashion Week, a Osklen recriou as telas de Tarsila do Amaral, como a icônica Abaporu, em um projeto aprovado pela sobrinha-neta de Tarsila, que tem o mesmo nome da artista. Chris Gontijo estreia nessa edição do evento

MODEM A Modem, marca do estilista mineiro André Boffano, estreou na última edição da São Paulo Fashion Week com uma coleção que traz peças inspiradas nas obras do designer italiano Ettore Sottsass e nas dos membros do grupo de design fundado por ele na década de 80, o Memphis Group.

AGÊNCIA FOTOSITE

Mineiros em São Paulo Antes de o Minas Trend acontecer, ainda tem mais uma edição do São Paulo Fashion Week (SPFW): a maratona começa neste domingo (21) e segue até o dia 26. Situado na Vila Leopoldina, o espaço Arca entra em cena para substituir o prédio da Bienal (Ibirapuera) como meca fashionista. A grade apresenta quatro estreias (Piet, Cacete Company, Torinno e Bobstore) e sete novos designers integrando o line-up dentro da programação do Projeto Estufa. A semana também conta com a presença de mineiros – caso de Ronaldo Fraga, Apartamento 03 (foto), PatBo e a estreante Cacete Company. ZÉ TAKAHASHI/ AG. FOTOSITE

JIL SANDER Em 2012, o modernismo de Pablo Picasso foi revisitado por Jil Sander – à época, com direção criativa de Raf Simons – durante sua coleção de primavera/verão. A estampa recria um rosto pintado originalmente em um vaso de cerâmica.

Apartamento 03 desfila novamente no SPFW


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pampulha SHIRLEY PACELLI

W Viagens Incríveis. A impressionante beleza do Salar de Uyuni. Página 12 W Riviera Nayarit. Surfe, vida noturna agitada e luxo no México. Páginas 4 e 5

W .

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BELO HORIZONTE Sábado 20/10/2018

Um respiro! Parque Estadual do Ibitipoca, na Zona da Mata mineira, é refúgio com cachoeiras, grutas e piscinas naturais . Páginas 6 a 8


W2 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 20 de outubro de 2018

paulo campos

Acompanhe as dicas de Paulo Campos no quadro Super Viagem, de segunda a sábado, às 9h55, 15h30 e 20h55

paulocampos@otempo.com.br

sala vip W Bahia com atrativos turísticos e culinária típica A operadora CVC promoveu na última terçafeira (16), no restaurante Badejo, no bairro Funcionários, em parceria com a Secretaria de Estado de Turismo da Bahia,

um evento para apresentar os roteiros turísticos do Estado para cerca de 50 agentes de viagens. A Bahia é hoje o destino mais próximo procurado pelos turistas mineiros nas férias e nos feriados

prolongados. Em vídeos curtos, foram exibidos os atrativos turísticos de Chapada Diamantina, Costa do Dendê, Costa Descobrimento, Costa do Cacau,

Costa dos Coqueiros e Bahia de Todos os Santos. Entre os destaques estava um destino ainda pouco conhecido até pelos agentes de viagens: Igatu, apelidado de “Machu Pic-

chu baiana” por conta das ruínas e das histórias sagradas da época do Ciclo do Diamante. O vilarejo de pedra fica no distrito de Andaraí, a 114 km de Lençóis, no Parque Na-

cional da Chapada Diamantina. Logo após as explanações, foi servido um regabofe com os principais pratos típicos da culinária baiana. FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Kamila Linhares (Mauren Castro Produções), representando a Bahia, e Thiago Benfica (CVC)

Wismar Dabess e Ana Paula Chagas (Flyvip), Alice Lopes e Ana Fernanda Rocha (Graça Tour)

Ana Paula e José Aparecido (Castle Tour), Daniel Guimarães (Baluarte) e Ricardo Veira (Realizar)

Amanda Pizane (Belvitur), Gustavo e Adriene (Toda Classe) e Karina Nascimento (Graça Tour)

Agda Alves (BH Turismo),Welisson Castro (Ypê), Karla e Isabel (Master) e Patrícia Ferreira (Ypê)

Marília Oliveira e Luciene Ferreira (Itapoã), Giovana Gomes (Voar) e Marcela (Mar Viagens)

Hugo Jr. (Escotur), Alberto Magno e João Pedro (Agnus) e Aguinaldo Diniz (Novo Tempo)

Nathália (Vavatur), Luciana Gomes (Lu Viagens), Cláudia (Mundi Travel) e Karla (Transbaixinho)

FOUR SEASONS/DIVULGAÇÃO

check-in/check-out EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Aluizer Malab (Belotur), Cristina Maseda (Paraty), Milagros Ocho Koepke (Peru), Mônica Lobato (Belém) e Marcus Rocha (Floripa)

Cidade Criativa da Gastronomia

ARQUIVO PESSOAL

Herbert Faria está à frente da mais nova operadora do mercado, a Fun, que foca os destinos nacionais, como Angra, Aparecida e os circuitos históricos e gastronômicos de Minas

A candidatura de Belo Horizonte como Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco foi lançada na terça-feira (dia 16), pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Belotur. A escolha será definida em junho de 2019, e a capital mineira terá como embaixador o chef Léo Paixão. O anúncio da candidatura foi feito no encontro Cidades Criativas: Turismo e Gastronomia, evento promovido na sede da prefeitura, que reuniu o Peru, já eleito melhor destino gastronômico do mundo, e destinos brasileiros que já possuem o reconhecimento de Cidade Criativa da Gastronomia (Belém, Florianópolis e Paraty), EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

WTM London em novembro

Ricardo Rodrigues, Malab, Marcelo Wanderley e Edson Puiati

LÉO FONTES

Michael Schmid volta ao Brasil para liderar uma equipe de 220 pessoas no recéminaugurado Four Seasons Hotel and Residences São Paulo; nascido na Suíça e educado na prestigiada Ecole Hôtelière de Lausanne, ele iniciou sua carreira no antigo Four Seasons Hotel Berlin

Entre os dias 5 e 7 de novembro, acontece a WTM London, no Reino Unido, principal evento internacional do setor de viagens e turismo da Europa. Neste ano, edição londrina traz área dedicada à troca de ideias e à disseminação de conteúdo com uma programação de palestras e debates voltada especialmente para as Américas. Acesse london.wtm.com

O napolitano Dario Savarese assumiu há três meses o Consulado da Itália em Belo Horizonte; em entrevista à repórter Litza Mattos na rádio Super na última semana, ele falou sobre a iniciativa da entidade em realizar a Semana da Gastronomia italiana na terceira semana de novembro FOTOS SÉRGIO AZEVEDO/DIVULGAÇÃO

Gramado Aberto no último dia 17, o Wood Hotel é quarta unidade do Grupo Casa da Montanha. Inovador e conceitual, é voltado para jovens casais cosmopolitas que buscam um hotel-design moderno e despojado. A gastronomia, um dos pontos fortes, será comandada pelo chef Rafael Bellora e aposta no conceito slow-food.


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Rio de Janeiro

turismo

México

A era do gelo no AquaRio Está em cartaz no Aquário Marinho, até 20/12, a exposição “Gigantes da Era do Gelo”. A mostra reúne dez espécies de mamíferos e uma de ave do período Quaternário, que viveram há cerca de 10 mil anos nas Américas, Europa, Ásia e Oceania. A cenografia realista traz criaturas como a preguiçagigante. Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Riviera Nayarit : do hippie chique ao luxo absoluto Destino na costa do Pacífico oferece opções para os descolados e para os que querem mordomia; alta temporada vai de dezembro a março

AQUARIO/DIVULGAÇÃO

Naiara Andrade Agência O Globo

Pernambuco

Feriado em Porto de Galinhas A Abreu Viagens está com pacote para Porto de Galinhas no feriado de 15/10, com preço a partir de R$ 1.632 (ou 12 x R$ 136) por pessoa em ap. duplo. O programa, com saída no dia 14, inclui aéreo, traslados, quatro noites com café da manhã na pousada Recanto dos Corais em apartamento luxo. Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Abreu. BRUNO FIGUEIREDO - 2.10.2010

Cruzando a fronteira do Estado de Jalisco, chegamos a Riviera Nayarit, que não é uma cidade nem um povoado, mas a reunião de 23 microdestinos da costa mexicana do Pacífico. A marca foi criada em 2007 para aquecer a visitação a esse conglomerado, tão rico em belezas naturais, e torná-lo foco do turismo de luxo. São 308 km de praias, ótimas para prática de surfe, mergulho submarino, remo e pesca, que contam com oito campos de golfe desenhados para as melhores tacadas.

é grande. E há meios de hospedagem tipo hotel-butique e albergue, para todos os bolsos.

Mexicolate Pelas ruazinhas de pedra, a oferta gastronômica é ampla, com frutos do mar frescos e suculentos. Experimente-os, por exemplo, no restaurante Don Pedro’s, de frente para a

praia. Tacos, tequilas e mezcais também aguçam o paladar, que se derrete com um tipo de chocolate vegano local, produzido com cacau orgânico e sem açúcar, o “mexicolate”. Artistas expõem suas criações em lojinhas, com peças de roupa e de decoração inspiradas na cultura mexicana, de colorido intenso. Em tempo: a alta temporada na região é no inverno, de dezembro a março, com temperaturas mais amenas. No verão, os termômetros marcam 32º C, em média, e a sensação é de estufa, com mais dias chuvosos.

RIVIERA NAYARIT CONVENTION VISITORS BUREAU/DIVULGAÇÃO

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Como chegar De avião. A Latam (latam.com) tem voos entre Belo Horizonte e Puerto Vallarta, com escala em Guarulhos e na Cidade do México, a partir de R$ 2.780,11. Já a Aeroméxico (aeromexico.com) faz o

trecho, com as mesmas conexões, a partir de R$ 3.224,03. Voos da United (united.com) para a mesma rota, com escala em Guarulhos e no Texas (EUA), a partir de R$ 2.828,88. Tarifas, com taxas, para novembro.

EDUARDO ALBERTO MUGICA MURO/AGÊNCIA O GLOBO

Búzios mexicana Não deixe de conhecer Sayulita. No estilo hippie chique e cheio de boas vibrações, o povoado lembra um pouco Búzios, no Rio de Janeiro. A vida noturna é efervescente, regada a margueritas e música ao vivo. A praia, embora não seja das mais bonitas, é a queridinha dos surfistas: ali, o mar quebra forte. Aos que quiserem se aventurar pela primeira vez em cima de uma prancha, a oferta de aulas de surfe

Colorida Sayulita é reduto de surfistas VALLLARTA ADVENTURES/DIVULGAÇÃO

Uma praia escondida por onde se descortina o paraíso

Betim

Novo hotel no centro A rede Samba Hotéis passou a operar uma unidade em Betim, na avenida Juscelino Kubitschek, 801, centro. O hotel tem 56 apartamentos, duas salas para eventos para até 160 pessoas, scotch bar, estacionamento, restaurante, piscina e jacuzzi na área externa, sauna a vapor, salão de jogos e sala de ginástica. Reservas: (31) 38886161 ou 0800 20 samba.

Preservação: misteriosa praia Escondida recebe, no máximo, 116 pessoas por dia

A meia hora de barco de Punta de Mita revela-se um paraíso sem igual: a Playa Escondida, ou Playa del Amor, fica em meio ao arquipélago lslas Marietas. Suas águas cristalinas se abrigam numa grande cratera, só vista por sobrevoo ou acessada por mar, a nado. A formação rochosa assim se esculpiu por atividades vulcânicas e bombardeamentos, já que ali era área de testes militares. Após anos de desgas-

tes e visitação descontrolada, foi criado em 2005 o Parque Nacional Islas Marietas. O lugar hoje recebe, no máximo, 116 pessoas por dia. No entorno, é proibido pescar e usar protetor solar na água. Por fora, já impressiona a diversidade da fauna. Mais de cem espécies de aves habitam as ilhas. Num mergulho de snorkel, um leque de cores de peixes se abre. Mas é no interior das ilhas a grande sensação.

Torça para que a maré esteja baixa e prepare o fôlego para nadar por dez minutos, atravessando uma fenda que descortina o paraíso. O túnel tem cerca de 3 m de comprimento, e as ondas favorecem a chegada. Desafio vencido, aproveite cada segundo lá dentro: a visita dura de 15 a 20 minutos. Dá tempo de posar para fotos e agradecer aos céus pela oportunidade de conhecer um destino tão incrível.


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Paraíso escondido fica a meia hora de barco de Punta de Mita

NAIARA ANDRADE/AGÊNCIA O GLOBO

Requinte e glamour em Mita

Parque das Islas Marietas, um dos maiores santuários de biodiversidade do país NAIARA ANDRADE/AGÊNCIA O GLOBO

Decoração com arte huichol no W Hotel, que tem diárias de até US$ 3.600

Serviço Onde ficar Hotel La Morada. Diárias a partir de US$ 110. Calle Gaviotas 10, Sayulita. lamoradasayulita.com W Hotel Punta de Mita. Diárias a partir de R$ 450. Carretera Punta de Mita, KM 8,5, Punta de Mita. marriott.com.br The St.Regis Punta Mita Resort. Diárias a partir de US$ 600. Carretera Federal

200, KM 19,5, Punta de Mita. marriott.com.br Onde comer Don Pedro’s. Calle Marlin 2, Sayulita. donpedros.com Tuna Blanca. Av. Anclote, lote 5, Punta de Mita. tunablanca.com Spice Market Punta de Mita. No hotel W Punta de Mita. spicemarketpuntademita.com

Se suas férias permitem ostentar, siga direto para Punta de Mita, a península do glamour. Localizada no extremo norte da baía de Banderas, a área particular abriga resorts de luxo, restaurantes requintados e praias exclusivas, praticamente virgens. No condomínio Punta Mita, encontram-se mansões e resorts como o W Hotel, com cinco restaurantes, spa, serviço de limusine e suítes em meio à natureza, com diárias que chegam a US$ 3.600, e o St. Regis Punta Mita Resort, um cinco estrelas de cair o queixo. Logo na chegada, o hóspede se depara com uma piscina em vários níveis, ladeada por coqueiros, indo do hall até a praia. Os quartos são chalés de 56 m² com cama king size e vários ambientes, incluindo chuveiro externo. E não para por aí. Em cinco minutos, bate a sua porta um funcionário que se apresenta como seu mordomo, colocando-se à disposição 24 horas por dia pelo WhatsApp. O St. Regis também abriga a única experiência gastronômica AAA Five Diamond de Riviera Nayarit: o restaurante Carolina, supervisionado pelo renomado chef Jesus Durón. As diárias, em baixa temporada, custam a partir de US$ 600, e todas as refeições e serviços são cobrados à parte. Em contrapartida à ostentação, nada de desperdício: os canudos dos drinques são fabricados com a matéria-prima do caroço de abacate, o fruto-estrela do bom e velho guacamole mexicano.


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turismo

Zona da Mata

Refúgio: é hora de recarregar suas energias em Ibitipoca Distrito de Lima Duarte, próximo a Juiz de Fora, abriga um dos parque estaduais mais visitados do Estado; reserva conta com cachoeiras e piscinas naturais para refresco, enquanto pequena vila tem vocação cultural Shirley Pacelli

shirley.silva@otempo.com.br

Trânsito, atraso, frustração: nas ruas e na rede… Exaustão! Tem certos dias que seu eu interior grita por um respiro. Para eles, eu digo: mato. Não o verbo, o verde. Conceição do Ibitipoca, distrito do município de Lima Duarte, na Zona da Mata de Minas Gerais, é o destino ideal para você pegar esse “fôlego” para seguir. Com cerca de 1.004 habitantes, a pequena vila abriga o parque estadual homônimo que é um dos mais visitados do Estado. Em 2017, mais de 100 mil pessoas passaram pelo local. Não à toa, milhares de turistas são atraídos para o distrito. Com 1. 488 hectares de Mata Atlântica, o parque local oferece um refúgio único, bem-preservado e muitíssimo bem-estruturado, diga-se de passagem. Em tempos de calor intenso, nada tão convidativo ao descanso e à urgente necessidade de recarregar as energias quanto um banho de cachoeira. Além das quedas-d’água formadas pe-

los rios Salto e Vermelho e o córrego do Monjolinho, Ibitipoca tem piscinas naturais, praias, grutas, picos e mirantes espetaculares.

Restrito Uma vez em Ibitipoca, será mais fácil ouvir aquele chiado característico do sotaque carioca do que “uais”. Mineiros acabam sendo minoria por lá, devido à maior acessibilidade do destino para quem sai do Rio de Janeiro. De Belo Horizonte, são 320 km – sendo os 26 km finais em estrada de terra.

Em tempos de calor intenso, nada tão convidativo ao descanso e à urgente necessidade de recarregar as energias quanto um banho de cachoeira

Ônibus é uma possibilidade mas também um desafio. É preciso ir de BH para Juiz de Fora, de lá seguir para Lima Duarte, e só então pegar uma linha rumo à vila. Os horários são restritos e, se o viajante não tiver tudo planejado perfeitamente, corre o risco de ficar para trás e ter que pernoitar em uma das cidades. Se possível, monte um “bonde” de amigos e vá de carro. Mas fica o aviso: não há posto de combustível em Ibitipoca. Faça as contas para não ficar sem gasolina pelo caminho. É preciso se ater ainda a outro detalhe: como forma de reforçar a preservação do parque estadual, em abril o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) estabeleceram um novo limite diário de 600 visitantes. Anteriormente, era permitida a entrada de até 1.200 pessoas por dia na reserva. Ao longo deste ano estão sendo realizadas ações de recuperação das áreas degradadas, além de maior fiscalização nas trilhas. Chegar cedo, então, é algo obrigatório caso você realmente queira conhecer

a reserva. O parque abre somente às 7h, mas os turistas agora estão chegando horas antes para tirar uma senha que garante a entrada. No feriado, a fila é grande. Há relatos de quem tenha chegado às 6h e tenha ficado do lado de fora. Programe-se! Vale a pena. Os ingressos saem por R$ 20 por pessoa durante dias úteis e R$ 25 nos fins de semana e feriados. Quem pretende imersão total na natureza e não está nem aí para a efervescência cultural noturna do centro da vila, pode ficar na área de camping dentro do parque, que sai por R$ 60 a diária e conta com estrutura básica de banheiros e restaurante.

Visitante se refresca no poço da cachoeira dos Macacos

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Inf.: (32) 3281-1101. SHIRLEY PACELL

HELOÍSA CUNHA

Centro da vila é puro charme: calçamento de pedra, lojinhas coloridas de artesanato, cafés, bistrôs e restaurantes

Relógio de sol é um dos pontos de encontro de grupos de amigos; reserva natural conta com três circuitos de trilhas


turismo

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SHIRLEY PACELLI

Belo Horizonte 20 de outubro de 2018

Arte

Charmosa e cultural vila rústica mineira Igreja com pracinha, calçamento de pedras, casinhas coloridas e gente do bem: a vila de Conceição de Ibitipoca não foge aos maravilhosos clichês mineiros. Porém, ela vai além: as ruas do distrito respiram música, e por onde quer que se vá tem alguém dando uma palinha. Em agosto, por exemplo, é realizado o famoso festival Ibitipoca Blues (ibitipocablues.com.br), que tem 19 anos de história e já recebeu nomes reconhecidos, como Grana Louise, Nuno Minelis e Fred Sunwalk. O festival é emoldurado pelo verde cenário do camping Ibitilua, o que é ponto importante para criar a atmosfera que envolve o evento. Além do camping, existe o bar e restaurante Ibitilua (facebook.com/campingpousadaibitilua), no centro da vila – um lugar sempre bastante movimentado de-

De redes e ímãs à ibiticachaça HELOÍSA CUNHA

vido às apresentações de diferentes artistas locais.

Sabor No centro também estão charmosos cafés, bistrôs e restaurantes, como a Pizzaria Serra Nostra e o Portal da Serra, espécie de praça de alimentação que reúne várias casas. Destaque ainda para a loja Rancho do Queijo (facebook.com/ranchodoqueijo), que oferece uma infinidade de queijos artesanais direto da fábrica. Quem atende é Leandro Oliveira, sempre muito atencioso e pronto para permitir – e incentivar – a degustação de todos os queijos da casa. Passe por lá à noite para provar um delicioso pão com linguiça e quatro queijos. Outra iguaria local é o pão de canela. Reza a lenda que o mais tradicional é o da Elaine, que fica no Km 13 da estrada de Ibitipoca, um pouco antes de chegar à vila. Prove!

Lojas de artesanato colorem o centro

A vila tem ainda uma infinidade de simpáticas lojinhas de artesanato coloridas. Elas vendem de redes a mandalas, ímãs e toda uma sorte de artigos para casa, além de lembrancinhas fofas, como surpreendentes varinhas de condão. Uma excelente opção de presente é a ibiticachaça, uma bebida local que, além da pinga, leva mel e tem um modo especial de preparo. Aliás, tudo no distrito leva o nome “ibiti”... É uma brincadeira local, que acaba conquistando os visitantes. A garrafa de 1 L do destilado custa, em média, R$ 30. SHIRLEY PACELLI

Descubra como ir e onde ficar: Parque Estadual do Ibitipoca. Entrada em dias úteis a R$ 20 por pessoa. Nos fins de semana e feriados, a entrada sai por R$ 25. Aberto das 7h às 18h. Diária de estacionamento de motocicletas a R$ 20, de veículos de passeio (até sete pessoas) a R$ 25 e de veículos para mais de sete pessoas a R$ 65. Inf.: (32) 3281 1101. ief.mg.gov.br.

Como chegar De carro. São 320 km saindo de Belo Horizonte. Siga na BR–040, sentido Rio de Janeiro, até a placa “Lima Duarte, Caxambu, São Lourenço”. Então, entre na BR–267 e siga até o município de Lima Duarte. Daí, serão 26 km praticamente só de estrada de terra. Em Ibitipoca, não há posto de combustíveis. De ônibus Belo Horizonte/Juiz de Fora Ida e volta pela Viação Atual a partir de R$ 83,40. Partidas diárias entre 1h e 20h45; exceto aos domingos, quando inicia-se às 7h. Inf.: (11) 24048499 ou ciaatual.com.br. Juiz de Fora/Lima Duarte Ida e volta pela Viação Bassamar a partir de R$ 17,20. Partidas diárias entre 6h e 19h, mas é preciso pegar o

das 14h para alcançar a segunda linha rumo a Ibitipoca. Inf.: (32) 3215-1109 ou https://bit.ly/2Es3CIK

* Atenção: essa linha não parte de dentro do terminal rodoviário. Sai do centro da cidade e passa pelo ponto de ônibus urbano em frente à rodoviária de Juiz de Fora. Informe-se no guichê da Bassamar. Lima Duarte/Ibitipoca Ida e volta pela Viação Vimara por R$ 17. Ida de segunda a sexta-feira, às 6h15 e às 15h15; sábados, domingos e feriados, às 7h15 e às 15h15. Retorno de Ibitipoca de segunda a sextafeira, às 8h e às 17h; sábados, domingos e feriados, às 9h e às 17h. Inf.: (32) 3281-1390 *Serviço de táxi disponível; consulte preço no local.

(32) 3281 1101 ou no peibitipoca@meioambiente.mg.gov.br. Na vila Diogenes Pousada. Diária a partir de R$ 80 por pessoa. Estrada do Parque Estadual, 69, Conceição do Ibitipoca, Lima Duarte. (32) 984510878. diogenespousada.com. Pousada Ibitilua. Diária no camping por R$ 35 por pessoa (café da manhã opcional a R$ 15). Conta com cozinha comunitária, banheiros com ducha quente e Wi-Fi. Chalé a R$ 160 e suíte a R$ 170 a diária, casal, com café da manhã. Fica a 3 km do parque. (32) 3281-8211/ (32) 3281-8200/ (32) 98409-4822. Informações na página facebook. com/camping pousadaibitilua.

Vila/Parque Uma Kombi faz o trajeto desde o centro da vila. Ela sai da esquina em frente ao mercado Ibralândia, entre 6h10 e 7h, e retorna à tarde, por volta das 17h. Custo entre R$ 7 e R$ 10, dependendo da temporada.

Fora da vila Pousada Alto dos Manacás. Chalé com diária casal a partir de R$ 300 com café da manhã. A 500 m da portaria principal do parque. (32) 984038558/(32) 98401-0027. Informações no site altodosmanacas.com.br.

Onde ficar No parque Camping. Custo de R$ 60 por pessoa por dia. Conta com estrutura básica de banheiros e restaurante. Informações no

Alquimia Chalés. Chalé a partir de R$ 220, casal, com café da manhã. Rua Geraldo Fortes, 15, Conceição do Ibitipoca. (32) 98423-8235. Inf..: alquimiaibitipoca.com.

Bar do Firma fez fama e atrai visitantes por seu ambiente singular; visite o local e prove da cachaça artesanal da casa

A estranha e maravilhosa loucura do Bar do Firma Se você for a Ibitipoca e não conhecer o Bar do Firma (Candeias Bar), volte três casas. O lugar não é apenas um bar, é uma experiência. O espaço é mais afastado do centro da vila, a 1 km de distância, mas é famoso – então qualquer morador saberá indicar o caminho até lá. Em meio a árvores, fica a exótica e sonora casa. Nas paredes, caricaturas

de Nina Simone dividem espaço com recortes de jornais de astros do rock, como Janis Joplin, retratos de Monalisa e fotos 3x4 dos primeiros clientes do Firma. Há raízes retorcidas no teto, por onde um esquema de roldanas guarda a grande surpresa: a cachaça que vem “voando” – de graça – até sua mesa. Quando você menos espera, do balcão o garçom

ativa o sistema e baixa um litro entre você e seus amigos. O destilado artesanal, com mel, é docinho e, por isso, perigoso. O Firma, proprietário que dá nome ao local, não anda mais por lá. O bar fica na rua Revalino Carvalho da Fonseca. Leve dinheiro vivo porque, embora a casa aceite cartão, o sinal da máquina não é dos melhores.


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turismo FOTOS SHIRLEY PACELLI

Ibitipoca

Em busca da espetacular Janela do Céu Com razão, mirante natural é o ponto mais cobiçado em parque estadual na Zona da Mata mineira; chegar até lá exige coragem dos mais sedentários : são 16 km no total Shirley Pacelli

shirley.silva@otempo.com.br

Vez ou outra na vida, a gente inventa uns desafios para si próprio. É uma maneira de se dar uma sacudida e sentir-se vivo. Minha autoprovocação foi chegar à Janela do Céu: o ponto mais cobiçado do Parque Estadual do Ibitipoca, na Zona da Mata mineira. No total, são 16 longos quilômetros de trilha, sendo os quatro iniciais de pura subida. Para os sedentários, não é tarefa das mais fáceis. Prepare o espírito e “só vai”! Poucos metros à frente da portaria do parque, você encontrará uma placa que indica o início da trilha. Serão 6.550 m até o atrativo. É possível fazer o caminho inverso, mas é sempre melhor encarar a parte mais difícil – de subida – na ida e descer na volta, quando se está mais cansado.

Subida O ideal é ir cedinho para esse passeio, assim você não pegará o sol a pico no trajeto nem ficará no breu, no meio da mata, na hora de retornar. Os primeiros quilômetros são de vegetação rasteira e não há onde se esconder. Devido à altitude, é possível que uma neblina o acompanhe e faça frio. Por isso, vale também levar uma blusa corta-vento. Além da motivação, se abasteça ao menos de 2 L de água e alguns petiscos (alguém disse chocolate?). Não carregue muito peso porque você vai se lembrar de cada grama a mais nas costas ao subir a serra. Abuse do protetor solar e leve um chapéu ou boné. Não há como se perder: é seguir morro acima. Cansaço bateu? Faça uma pausa e aproveite a vista do mar de montanhas, que é lindo. Um sá-

Durante os feriados, forma-se uma fila no local. Sente, descanse e espere. Você não andou tantos quilômetros para desistir no final, certo? bio já dizia que o importante é o caminho, não apenas a chegada. Aproveite cada passo na trilha para expurgar seus problemas: faça dessa vivência um momento consigo mesmo. Ao chegar ao histórico monumento do Cruzeiro, se permita ainda um intervalo para registrar tudo em selfies com os amigos. Passada a exaustão, a lembrança que fica é de puro contentamento. Do cruzeiro ao pico da Lombada, o ponto mais alto do parque – 1.785 m de

altitude –, se vai outro 1,5 km de caminhada. De lá se tem uma vista panorâmica da região. Na rota também estão as grutas do Fugitivo/Três Arcos, da Cruz e dos Moreiras. Valem a visita. Depois disso, alguns metros de descida, e você enfim estará diante da placa que sinaliza a Janela do Céu.

Auge Vá preparado para uma possível espera de duas ou três horas para tirar foto no atrativo. Durante os fins de semana, férias e feriados, forma-se uma fila no local. Sente, descanse e espere. Afinal, você não andou tantos quilômetros para desistir agora, certo? Depois de descer uma escada de madeira, a Janela do Céu se desvenda como uma piscina natural de borda infinita. É bonito demais… Mas, sim, a água também é fria demais. Encare esse último desafio para fazer o registro. Porém, nada de se arriscar pela foto perfeita. Respeite o limite de aproximação da beira do poço. Há muito o que ver aindaem Ibitipoca.

Para nadar: lago dos Espelhos faz parte do Circuito das Águas e fica a apenas 875 m da Prainha, logo na entrada do parque

Prepare-se para a trilha: - Confira a previsão do tempo antes de sair para a trilha. - Passe no centro de visitantes, pegue um mapa e peça orientações sobre o percurso. Informe ainda qual o destino de seu grupo. * Caminhe apenas nas tri-

lhas indicadas no mapa. * Não ultrapasse as áreas permitidas. * Ao visitar uma gruta, tenha cuidado: leve lanterna, use calçado fechado, não faça barulho e não entre desacompanhado.

* Leve um saco e recolha seu próprio lixo. * Leve água e lanches. * O parque pode exigir o cartão de vacinação com o registro da imunização contra febre amarela. Na dúvida, é melhor levá-lo.

Outras 48 cachoeiras estão a sua espera

Janela do Céu é grande candidata a um dos pontos mais fotografados de Minas; em feriados há fila de espera para atrativo

Depois de alcançado o sucesso de chegar até a Janela do Céu, é hora de relaxar nas atrações dos outros dois circuitos do parque, que conta com 48 cachoeiras e 74 grutas. O das Águas tem apenas 5 km, sendo o mais acessível. Um de seus atrativos é a Prainha, que fica na entrada da unidade e é um bom lugar pra bater papo e tomar uma cerveja com os amigos. O restaurante, a alguns metros de distância, tem opções a preços justos. Outro lugar próximo e superdelícia é o lago dos Espe-

lhos: ideal para nadar. Já a ida até a cachoeira dos Macacos requer um pouco de esforço, mas na rota estão mirantes naturais espetaculares. O circuito ainda conta com o lago das Miragens, a ponte de Pedra, as grutas dos Coelhos e dos Gnomos, além do lago Negro e da praia das Elfas. O terceiro circuito é o do Pico do Peão, que leva o nome do segundo ponto mais alto do parque, com 1.720 m. Ele tem 9 km e conta com as grutas do Peão, dos Viajantes e o Monjolinho.


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turismo JOSÉ ORIHUELA/PROMPERÚ

Peru

Entregue-se a esse universo gastronômico País sul-americano vai além de atrativos históricos e naturais; destino foi eleito pela sexta vez consecutiva como a “melhor culinária do mundo” pela World Travel Awards ; conheça sete restaurantes imperdíveis em Lima Da redação Nem só da lendária cidade perdida de Machu Picchu é feito o Peru. O destino, que é reconhecido pelos viajantes por sua história, natureza e cultura, também é um tentador convite ao universo gastronômico. Em setembro, o país participou da 46ª Abav Expo Internacional de Turismo, em São Paulo, com estande institucional voltado para a gastronomia. No ano passado, o país

sul-americano foi eleito, pela sexta vez consecutiva, como o Melhor destino culinário do mundo pela World Travel Awards. Além disso, dez restaurantes peruanos compõem a lista dos 50 melhores da América Latina – três deles estão na lista mundial dos 50 melhores deste ano. Tudo isso mostra que a gastronomia do destino é um fenômeno que merece (e muito) sua atenção.

Capital Especialmente na capital Lima, é possível encon-

trar várias especialidades e cozinhas tradicionais, além de restaurantes premiados a nível mundial. A matéria-prima e os produtos colhidos nas terras peruanas tornaram possível a consolidação e o reconhecimento do potencial culinário do país, hoje um símbolo gastronômico internacional. Para cada tipo de cozinha, existe uma casa no Peru que se destaca como especialista. Conheça a seguir algumas das casas peruanas imperdíveis.

La Mar Reconhecido mundialmente por sua culinária de peixes e mariscos, o La Mar propõe a seus clientes serem cativados por um criativo repertório de ceviches a cargo do chef

Andrés Rodríguez, leal ao império gastronômico de Gastón Acurio, dono do restaurante. Além dos extravagantes ceviches com polvo, ouriço-domar, camarões e garoupa, la

chalaca de causas, prato com caranguejo, molho derretido, abacate e molho tártaro, é o mais solicitado da casa. Informações no site lamarcebicheria.com/es/Lima

RESTAURANTE WA LOK/DIVULGAÇÃO

ERNESTO BENAVIDES/DIVULGAÇÃO

Fiesta Melhor representante da cozinha peruana do Norte. É dirigida pelo chef Héctor Solís. Experimente o arroz com pato à la chiclaya e o chinguirito (espécie de ceviche de um peixe típico da região chamado guitarra). Inf.: restaurantfiestagourmet.com

ALEJANDRO LIVIO/DIVULGAÇÃO

Maido Osso É o número 1 na América Latina – oitavo a nível mundial – e é reconhecido por sua cozinha nikkei. Maido está localiza-

do no coração do bairro de Miraflores e guarda o tesouro dos segredos da cozinha japonesa, uma tradição cheia

de detalhes que o chef Mitsuharu Tsumura. O menu oferece uma grande variedade de pratos. Informações: maido.pe

Se destaca como a melhor grelha de luxo do Peru, com a peculiaridade de ter começado como um açougue com o chef Renzo Garibaldi. Osso pode ser o restaurante menos autenticamente peruano nesta lista, mas também pode ser o melhor lugar na América do Sul para comer carne. Inf.: osso.pe

ERNESTO BENAVIDES/PROMPERÚ

Amaz É a referência latino-americana por excelência da cozinha amazônica. Com um amplo conhecimento da região e um foco particular nos ingredientes frescos

e tradicionais da floresta, o chef Pedro Miguel Schiaffino impõe seu toque selvagem aos pratos como o ceviche, o tacacho (feito á base de banana) e

a cecina (espécie de carne desidratada). Mesmo o menu de bebidas oferece uma interessante variedade de frutas raras. Inf.: amaz.com.pe


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ENRIQUE CASTRO-MENDÍVIL/DIVULGAÇÃO

El Rincón Que No Conoces É ícone da culinária afro-peruana e destaque por sua cozinha crioula. Fundado pela chef Teresa Izquierdo, inclui uma grande quantidade de guisados que variam diariamente, onde se pode saborear mais de 30 pratos. Inf.: elrinconquenoconoces.pe/ OMAR LUCAS/PROMPERÚ

Central Está classificado como o segundo melhor restaurante da América Latina e o quinto melhor do mundo pela reconhecida culinária de renome do chef Virgilio Martínez. Sua filosofia recupera a tradição pré-colombiana de troca e intercâmbio

entre as comunidades da costa, das montanhas e da selva, com ingredientes de altitudes de até 3.500 m até o nível do mar, com todos os tipos de peixes e mariscos. O menu destaca as vieiras temperadas com rocoto peruano picante e transformadas em

uma crosta com textura de merengue. Os clientes podem escolher para acompanhar seus pratos uma seleção de batatas peruanas decorada com muña, uma espécie de menta. Inf.: andinacentralrestaurante.com.pe.


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viagens incríveis rafael@fvo.travel FOTOS RAFAEL ROMEIRO/DIVULGAÇÃO

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quick tips

La Paz

Alta gastronomia à moda boliviana

A travessia do Salar de Uyuni

Passando por La Paz, não deixe de reservar um jantar no Gustu, o melhor restaurante do país e 28º da América Latina, segundo a “Restaurant Magazine”. O menu-degustação é uma ode à cultura e aos produtos bolivianos. A carta de vinhos só oferece vinhos produzidos na Bolívia, que surpreendem. Deixe a harmonização por conta do sommelier e não vai se arrepender. FOUR SEASONS/DIVULGAÇÃO

Quando chove, a água forma um espelho d’ água que reflete o céu no Salar de Uyuni

Na Bolívia, nosso país vizinho e um dos menos desenvolvidos da América do Sul, fica o Salar de Uyuni, um dos lugares mais inóspitos e incríveis do mundo. É uma planície de sal tão grande que pode ser vista do espaço, cercada por um deserto, lagos de águas coloridas e vulcões com mais de 5.000 m de altitude. Sem dúvida, uma das paisagens mais impressionantes do planeta. À beira desse mar de sal, a cidade de Uyuni é a porta de entrada e onde começa a travessia, em jipes 4x4, até Atacama, no Chile. Alguns minutos depois de deixar a cidade já não se vê mais nada, a não ser sal, uma paisagem tão onírica e inusitada que é difícil acreditar que seja real. Entre fotos e expressões de deslumbramento, o motorista fala sobre a cultura quechua – indígenas bolivianos – e conta casos de turistas que ficaram perdidos ou atolados por dias no salar – é fundamental escolher muito bem com quem fazer a travessia. Um dos únicos relevos a cortar o horizonte é a ilha Incahuasi, uma colina rochosa coberta de cactos, que cria um cenário ainda mais incrível. De lá, segue-se para o pouso da primeira noite. A falta de infraestrutura faz com que a região seja um destino principalmente de aventureiros, mas poucos sabem que é possível fazer a travessia em boas condições de conforto e ficando em hotéis charmosos. O primeiro hotel, Tayka Hotel de Sal, é todo construído de sal. À medida que o sol se põe e a temperatura cai – os dias são quentes, mas à

noite, a temperatura pode chegar a -10ºC –, um vinho boliviano na varanda, aos pés de um vulcão, cercado por plantações de quinoa do povoado vizinho e com vista para o salar, faz com que rapidamente se esqueça qualquer mal-estar causado pela altitude ou pelo ar seco. A manhã seguinte é ainda no Salar, até a parada para almoço em um vilarejo todo construído de pedras, na fronteira entre o sal e o deserto. Dali para frente, a paisagem muda completamente, mas continua tão (ou mais) impressionante. São dezenas de vulcões margeando o horizonte, enquanto o jipe corta caminhos de areia e pedra, em meio ao deserto. Chega-se ao hotel da segunda noite, Tayka Hotel del Desierto, totalmente integrado à paisagem, 4.500 m acima do nível do mar. O restaurante toma ares de cantina, com todos conversando em torno da lareira. A comida é bem-preparada, mas a base da refeição é restrita ao que se consegue produzir na re-

São Paulo (I)

Four Seasons abre as portas

A laguna salada, de águas azuis escuras, na Reserva Nacional Eduardo Avaroa, é umas lagoas que se encontra ao sul do trajeto

gião: carne de lhama, frango, quinoa e batatas. Após o jantar, o ponto de encontro passa para o lobby, onde um cilindro de oxigênio fica à disposição dos hóspedes para aliviar o mal de altitude. O terceiro e último dia da travessia guarda alguns dos cenários mais fotogênicos. São lagoas de águas azuis, vermelhas ou verdes, com vulcões fazendo o pano de fundo. Antes do meio-dia já se alcança a fronteira do Chile, onde troca-se de carro pa-

ra seguir rumo a Atacama. É a primeira vez que se vê uma estrada de asfalto desde a chegada em Uyuni, três dias e algumas centenas de quilômetros atrás. Para um gran finale, nada melhor que alguns dias em um dos lindos e requintados lodges do deserto chileno, no entorno da agitada vila de San Pedro de Atacama, para relaxar e recompor as energias.

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Rafael Romeiro é expert em turismo de luxo e diretor da FVO Travel.

É possível fazer a travessia em boas condições de conforto e ficando em hotéis charmosos

Uma das principais redes de hotéis superluxo do mundo, a Four Seasons acaba de aterrissar no Brasil. Sua primeira unidade no país foi inaugurada no último dia 15, na avenida das Nações Unidas, com a tradicional elegância da marca, além do foco em um serviço personalizado e fora de série. FOUR SEASONS/DIVULGAÇÃO

São Paulo (II)

Primeiro hotel da marca W

Chegada ao Tayka Hotel del Desiert, hotel na segunda noite no salar

Em alguns trechos da travessia não se vê nada no horizonte além de sal

A rede Marriott anunciou na última semana seu novo projeto, que será um marco na hotelaria brasileira. Em três anos, será inaugurado na Vila Olímpia o primeiro hotel da marca W no Brasil, reconhecida por seu design contemporâneo e hi-tech, além de bares, baladas e festas animadas.


WPorsche abarca mercado de SUVs com novo Cayenne. Páginas 16 e 17

EDUARDO ROCHA/CARTA Z NOTÍCIAS

WDucati lança edição especial de aniversário da Monster 1200. Páginas 22 e 23 pampulha

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BELO HORIZONTE Sábado 20/10/2018

Mercedes-Benz Classe C200 recebe um tapa no visual e renova toda a família. Páginas 18 e19

W

Híbrido de classe


W 14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 20 de outubro de 2018

interCâmbio

Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.

raimundocouto@otempo.com.br

Raimundo Couto

Um caos diário em BH LINCON ZARBIETTI 14.7.2014

Passada a Semana da Criança e o feriado que deixou a meninada sem aula por alguns dias – as portas das escolas vazias, sem as tradicionais filas duplas e, muitas vezes, triplas, tão comuns pela manhã, na hora do almoço e no fim da tarde –, a vida volta ao normal. A bem da verdade é que, a cada dia, o tráfego de nossa cidade se torna ainda mais problemático, pois o trânsito fica não só mais difícil, como também – de certa maneira – desafiador. Com frequência, e em todos os lugares, temos prova disso, sobretudo nas horas chamadas de cruciais, ou a do rush. Até então, seja dito, o motorista mais afeito ao volante tinha na memória o horário e o lugar aonde teria de enfrentar o problema. Agora não. A confusão surge onde menos se espera, em horários muito menos espaçados do

que antes. Apenas para citarmos um exemplo, entre tantos, que a todo momento ocorre, destacamos a avenida Raja Gabaglia. Diante de sua pares (em uma cidade centenária como é Belo Horizonte), a avenida tem sua construção até muito recente, mas já se tornou um local de deixar irritados os que por ela transitam. E se for entre as 17h30 e 19h, então, nem se fala. É nesse intervalo que acontece a saída dos colégios, e aqueles que estão localizados na zona Sul de Belo Horizonte têm, naquele corredor de tráfego, uma alternativa para atingir o destino a tempo e a hora de não deixar o filho esperando na porta de sua escola. Mas a situação não tem apenas a avenida citada como uma privilegiada. A cidade toda vira um caos. O fim da tarde virou um pesadelo para toda a

população, seja motorizada ou não, já que os efeitos dos congestionamentos se espalham e, de uma ou outra maneira, acabam por afetar, além dos motoristas, claro, também os transeuntes, passageiros de táxi ou de ônibus. Todos, afinal, que estão na área central da capital em busca do aconchego do lar, depois de mais um exaustivo dia de trabalho, sofrem na pele o desordenado crescimento da metrópole. Apesar de planejada para não exceder os limites da avenida do Contorno, o progresso venceu as montanhas, e Belo Horizonte se tornou a terceira cidade do Brasil. Um dos graves problemas são os quarteirões muito curtos, que implica em muitos cruzamentos, semáforos abrindo e fechando na tentativa de ordenar o trânsito. Os resultados são quilômetros de congestionamentos, barulho ensurdecedor de bu-

O fim da tarde virou um pesadelo para toda a população, seja motorizada ou não, já que os efeitos dos congestionamentos se espalham e acabam por afetar, além de motoristas, transeuntes, passageiros de táxi ou de ônibus

Em frente ao Colégio Loyola, filas duplas e trânsito intenso na hora do rush

zinas que de nada adiantam a não ser fazer aumentar o nível de estresse que naquele momento já anda bem alto. Solução? Transporte público eficiente. Metrô subterrâneo ou de superfície, planejamento para evitar o trânsito de caminhões dentro do períme-

tro central durante o horário comercial e tantas outras sugestões que os países desenvolvidos aplicam com sucesso para amenizar os problemas advindos da modernidade, aquilo que vem deixando todos em polvorosa: o nosso trânsito de cada dia. Valha-me Deus!

Dieselgate

Audi pagará multa de R$ 3,4 bilhões Filial do grupo Volkswagen foi autuada em caso dos motores a diesel manipulados; caso foi revelado em 2015, e montadora é acusada de ocultar emissão de poluentes Por AFP A montadora Audi, filial do grupo alemão Volkswagen, pagará uma multa de € 800 milhões – cerca de R$ 3,4 bilhões – pelo caso dos motores a diesel manipulados, anunciou a empresa. “A Audi aceitou a multa”, afirma um comunicado, que também explica que o pagamento terá um impacto negativo no resultado de 2018 do grupo. Até agora, o dieselgate custou ao grupo mais de € 27 bilhões – cerca de R$ 116 bilhões – em recalls e processos judiciais. O valor inclui uma multa de mais de € 1 bilhão, anunciada em junho pelo Ministério Público de

Brunswick e que já foi contabilizada no resultado do segundo trimestre. A Procuradoria de Munique indicou que “ficaram evidenciadas violações na supervisão”, dentro da empresa, “a respeito da homologação de carros a diesel, que não respeitam a regulamentação”. “A multa não tem impacto nas investigações da Procuradoria de Munique, direcionada a pessoas no âmbito do caso diesel”, informou um comunicado.

Entenda O caso dos motores a diesel manipulados foi revelado em setembro de 2015, quando a Agência de Proteção do Meio Ambiente

(EPA), dos Estados Unidos, denunciou a Volkswagen. A EPA acusou a montadora de ter instalado em 11 milhões de veículos a diesel – 600 mil deles vendidos no próprio país – um software que manipulava os resultados dos testes de poluição e ocultava as emissões reais, até 40 vezes superiores às permitidas. Desde então, a Justiça alemã abriu investigações por fraude, manipulação das cotações da Bolsa e propaganda enganosa, entre outras acusações, contra executivos da Volkswagen e de duas de suas marcas, assim como contra a Daimler e a fabricante de peças Bosch.


super motor

15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 20 de outubro de 2018

JOÃO GODINHO/ARQUIVO O TEMPO

Serviço

Hora de documentar Saiba o que é necessário para regularizar um carro O km ou transferir um veículo usado no Detran; não é preciso despachante Da Redação Seja por desconhecimento ou a falta de aptidão com o processo, muita gente fica perdida com a documentação do veículo, seja na hora de adquirir um zero-quilômetro ou um usado. Mas não há motivos para ficar temeroso: o procedimento é simples e, ao contrário do que se possa imaginar, não precisa necessariamente de um despachante. Em Minas, o primeiro

emplacamento a ser pago no Detran custa R$ 159,32, mesmo valor para transferência de propriedade e vistoria. As guias de pagamento podem ser emitidas online, no site do próprio órgão. Vale lembrar que, a partir da data da compra, no caso da transferência de veículo, o prazo estipulado pelo Detran é de 30 dias. Estar em situação irregular com o licenciamento é uma infração gravíssima, com punição de sete pontos na carteira e multa de R$ 293,47.

Saiba quais são os documentos necessários para vender ou comprar carro Carro novo. É preciso tirar o Certificado de Registro do Veículo (CRV), a certidão de compra e venda do automóvel e o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV), o popular “papel do carro”. Para requisitálos, é preciso ir ao Detran com os documentos: 0 RG e CPF (original e cópia); 0 comprovante de endereço (original e cópia);

0 cópia da nota fiscal do fabricante; 0 nota fiscal original da revenda, emitida pela concessionária ou pelo fabricante; 0 decalque do chassi; 0 formulário do Renavam, disponível no site do Detran; 0 comprovantes de pagamento do primeiro registro e do emplacamento.

negócio, é bom verificar se o carro não tem nenhuma pendência, o que pode ser checado no site do Detran, tendo o Renavam do veículo e o número da placa. O prazo para transferência é de 30 dias. O não cumprimento gera multa e punição com perda de pontos na carteira. Além disso, são necessários os documentos:

Carro usado. Antes de fechar

0 CRV preenchido e assinado

pelo antigo proprietário, com firma reconhecida em cartório; 0 CRLV (original e cópia); 0 RG e CPF do novo proprietário (original e cópia); 0 comprovante de endereço do comprador (original e cópia) de até três meses; 0 duas vias do formulário do Renavam, no site do Detran; 0 dois decalques do chassi; 0 comprovante de pagamento da taxa de emissão do novo CRV e dos demais débitos, caso existam.


W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 20 de outubro de 2018

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Evolução

Um Cayenne

R$

423 mil Porsche Cayenne V6 3.0 turbo

de personalidade forte Chegando para abarcar o mercado em alta de SUVs, Porsche criou um veículo com linhas estilizadas, alta potência e itens triviais, como o controle de estabilidade Eduardo Rocha Auto Press

Entre as marcas de luxo, a Porsche foi a última alemã a se render aos SUVs. Quando o Cayenne surgiu, em 2002, com aquele jeitão de 911 vitaminado, o sucesso veio muito mais pelos atributos tradicionais da marca do que pelo resultado estético do projeto. Agora, o SUV alemão chega a sua terceira geração com todas as lições aprendidas. A marca ain-

da tem o 911 em alta conta, mas já não faz do cupê sua única referência visual. O Cayenne chega com muita personalidade própria – a ponto até de emprestar um pouco para o menor SUV da fabricante, o Macan.

Principais pontos O novo Cayenne fez um belo regime, e essa versão V6 baixou das duas toneladas de peso. Isso facilitou ainda mais o trabalho do propulsor 3.0 V6 turbo, de 340 cv de potência.

Ficha técnica Motor. A gasolina, injeção direta de combustível e acelerador eletrônico. Potência máxima. 340 cv disponíveis entre 5.300 e 6.400 rpm Aceleração. De 0 a 100 km/h em 6 segundos. Vel. máxima. 245 km/h. Pneus. 255/55 ZR 19 na frente e 275/50 ZR 19 atrás. Freios. Discos ventilados na frente e atrás. Tanque. 75 L

Para um carro alto e pesado, o Cayenne tem um equilíbrio impressionante. O modelo traz os itens triviais para a classe, como controle de estabilidade e tração e a distribuição contínua de torque entre os dois eixos. Desde a versão de entrada, o Cayenne traz conceitos modernos

de controle e auxílio dinâmico, embora os mais refinados, como suspensão a ar e barra estabilizadora ativa, no chamado controle dinâmico de chassi, fiquem para as versões superiores. A nova geração manteve o visual clássico, com cinco mostradores redondos no

painel à frente do condutor. Ali se misturam instrumentos analógicos, como velocímetro, conta-giros e relógio, com telas digitais programáveis, que podem replicar as informações do computador de bordo e do sistema multimídia, além de exibir a velocidade em dígitos.


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17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 20 de outubro de 2018

FOTOS: JORGE RODRIGUES/CARTA Z NOTÍCIAS

Neste ano

T-Cross quase saindo do forno

Maior inclinação da coluna traseira dá agressividade ao conjunto

O Volkswagen T-Cross já está em fase final de testes e avaliações no Brasil. O carro será produzido em São José dos Pinhais, no Paraná, graças a um investimento de R$ 2 bilhões feito na fábrica. O crossover terá duas opções de motores, 1.0 e 1.4 TSI, com injeção direta de combustível e turbocompressor.

Novidades

Peugeot investe em picapes

Solidez e conforto ímpar a bordo Não dá pena nenhuma enfrentar pisos ruins a bordo de um Cayenne. Isso porque o modelo transmite uma tal a sensação de solidez que deixa a impressão de ser quase indestrutível. A boa vida a bordo é garantida pelos amplos ban-

cos, com ergonomia eficiente, e pelo generoso espaço interno. A versão mais despojada do Cayenne não traz tanto atrativos, como seria normal em um modelo de luxo, mas tem um sistema multimídia eficiente, com GPS interno, ar de duas zonas de

temperatura, isolamento acústico perfeito e uma suspensão primorosa. Com o Cayenne, a Porsche consegue unir as vantagens de um SUV, como espaço, robustez e porte, com as tradicionais qualidades da marca, como requinte e esportividade. (ER/AP)

Bancos têm ergonomia eficiente em generoso espaço interno

A Peugeot quer entrar no segmento de picapes médio-compactas. E a marca francesa já trabalha no projeto de um utilitário com caçamba com características semelhantes às da Fiat Toro, pelo menos no que diz respeito ao tamanho. O mercado brasileiro é um dos que devem vender o futuro lançamento.


W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 20 de outubro de 2018

Novidades

Renegade com conjunto híbrido O Grupo FCA pretende, nos próximos dois anos, ampliar o portfólio da linha Renegade com uma nova opção de trem de força. Trata-se de um conjunto híbrido plug-in que será construído na Itália. Para as alterações necessárias na adoção do motor elétrico, a Jeep investe alto. Já foram injetados cerca de R$ 830 milhões no projeto. Vale lembrar que o Renegade lá fora passou por um leve face-lift no visual, mudanças que serão apresentadas neste mês de outubro no Brasil. JEEP/DIVULGAÇÃO

Linha 2019

Prisma Joy muda interior e exterior A linha 2019 do Prisma Joy chega às lojas com atualizações em partes internas e externas. As novidades começam pelo novo acabamento da lanternas, com máscara negra e elementos cromados. No interior, as melhorias incluem novo revestimento dos bancos, cinto de segurança de três pontos e apoio de cabeça traseiro centrais. O Prisma Joy é equipado com motor 1.0 de até 80 cv e transmissão manual de seis marchas. O preço parte de R$ 49.590.

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C200

Classe C renova linha popular com motor híbrido Sistema considerado Mild Hybrid, disponível apenas na família EQ Bost, chega ao C200; potência com menos consumo é a promessa da marca Eduardo Rocha Auto Press

O Classe C vem ganhando importância para a Mercedes-Benz ao longo de seus 25 anos de existência. Quando surgiu, em 1993, foi uma tentativa de rejuvenescer a marca e passar a atingir novos públicos. E deu certo. Hoje o Classe C é o modelo mais vendido pela marca no Brasil e o segundo no mundo – fica atrás do Classe E na Europa e nos Estados Unidos. Na esteira do facelift de meia-vida do Classe C a Mercedes resolveu apresentar uma de suas maiores novidades: o motor 1.5, da nova família EQ Boost, que utiliza

um sistema considerado Mild Hybrid, ou híbrido suave, e foi instalado no nova C200. Toda a gama da Classe C foi afetada neste facelift. Além do C200, no Brasil a gama agora será composta por C180 Avantgarde, C180 Exclusive e C300. Os dois C180 mantêm o mesmo motor 1.6 Turbo de 156 cv que já dispunham, enquanto o C300, que usa um 2.0 Turbo, teve sua potência aumentada de 245 cv para 258 cv. Nesta nova gama, o C250 deixa de ser comercializado. Já o novo C200, que também usava um 1.6 Turbo com 184 cv, passa a contar

agora com o EQ Boost 1.5 Turbo, que tem uma potência nominal de 183 cv, adicionado de 14 cv oriundos do motor elétrico. O novo motor tem algumas características que o tornam mais eficientes. Caso dos cilindros levemente cônicos, que espreme os anéis do pistão na parte superior, para manter o máximo de compressão, e os deixa mais livre na parte inferior, para reduzir o atrito e reduzir o consumo. Outro recurso interessante é o chamado sailing, em que o motor pode ser desligado quando está em situações que não exige potência, como uma descida. Nesse caso, mesmo com o motor desligado, todos os sistemas elétricos, como ar-condicionado, continuam funcionando normalmente. Como o motor é novo – a marca está testando-o no

mercado com o C200 – a Mercedes ainda não desenvolveu para ele um sistema flex. Se tudo der certo, a tendência é que esta família de Mild Hybrid se espalhe pelos modelos da fabricante.

Alterações em série As quatro versões do Classe C também tiveram uma renovação na tabela de preço, refletindo a alta do dólar. O C180 Avantgarde sai a R$ 187,9 mil, enquanto a C180 Exclusive fica em R$ 188, 9 mil. O C300 Sport sai a R$ 259,9 mil. Com as novidades, a marca aposta que vai consolidar o atual desempenho de mercado. Nos três primeiros trimestres, a marca obteve 51% das pouco mais de 7.000 unidades vendidas entre as marcas premium alemãs – no fundo, a única comparação que interessa para a Mercedes.

R$

228,9 mil C200 EQ Boost

Mais caro

Ford altera tabela do EcoSport A Ford mexeu na tabela do EcoSport 2019 e deixou versões de entrada e de topo mais caras. O Crossover, cuja linha 2019 foi lançada ainda no primeiro bimestre deste ano, parte agora de R$ 79.250 na variante SE 1.5, com câmbio manual, um aumento de R$ 960, também adotada na SE com transmissão automática, que passa a custar R$ 85.250. A versão Freestyle Plus, com sete airbags, foi retirada do catálogo.

C200 equipado com o EQ Boost 1.5 Turbo, com potência nominal de 183 cv

Painel digital, display multimídia e banco do motorista e volante com ajuste elétrico

Boa arrancada e farta tecnologia O aspecto geral do novo Classe C é carro comportado. Mas, sob esse manto conservador, há um trem de força capaz de impressionar. O motor 1.5 EQ Boost mantém o sedã de linhas clássicas e sóbrias bastante excitado. Toda a força do C200 parece estar disponível o tempo todo, com retomadas vigorosas. Mas o que impressiona mesmo são as arrancadas.

A aceleração de 0 a 100 km/h em 7,7 segundos dá a dimensão dessa energia. Outros aspectos do C200 chamam atenção. Alguns deles são comuns até ao modelo de entrada C180. Caso da estabilidade exemplar e da suavidade de rodagem. Ao contrário de modelos maiores e mais caros da marca, o Classe C não é anestesiado. O volante tem ótima comunicação

com as rodas, e o motorista tem perfeita noção e controle sobre a direção. E, embora não tenha sofrido alteração, o espaço interno merece uma menção. É bem generoso e aconchegante. No caso do C200, é também requintado, com acabamentos em couro e black piano. Os R$ 40 mil a mais que o C200 custa, em relação ao C180, se refletem no ní-

vel de tecnologia. C200 e C300 trazem painel digital com 12,3 polegadas configurável, display multimídia de 10,25 polegadas e pequenos confortos, como sensor de chuva, câmera de ré, banco do motorista e volante com ajuste elétrico e um completo arsenal de equipamentos de segurança, inclusive com alerta de colisão com frenagem automática. (ER/AP)

Ficha técnica Motor. Hélices duplas, comando duplo no cabeçote e dupla variável de válvulas. Acelerador eletrônico e injeção direta. Transmissão. Automática, com nove marchas à frente e uma a ré. Tração traseira. Potência. 183 cv entre 5.800 e 6.100 rpm com 14 cv adicionais do motor elétrico. Aceleração. De 0 a 100 km/h: 7,7 segundos. Tanque. 66 L.


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19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 20 de outubro de 2018

FOTOS: EDUARDO ROCHA/CARTA Z NOTÍCIAS

Classe S: pensado para conquistar a perfeição A Mercedes tentou com o Classe S vender o que não é possível comprar, projetando um produto que vai além do status. Uma vez dentro do sedã, notam-se os ajustes perfeitos do banco do motorista, e a visão é livre de impedimentos em todas as condições. O volante tem boa ergonomia e uma calibração progressiva que se destaca. O modelo é um retorno às origens da Mercedes, e o Classe S lembra até a exclusividade de um jato particular.

A começar pelo sistema de suspensão, que parece funcionar a um metro de distância do chão. Para apoiar a condução, há o famoso sistema de tração integral 4Matic e a transmissão automática com conversor de torque, que também pode ser operada por aletas atrás do volante. Tudo está meticulosamente no lugar. Encontrar falhas é quase impossível. (Cosimo Curatola/Auto Pres) MERCEDES/DIVULGAÇÃO

Novo motor do C200 tem algumas características que o tornam mais eficientes. Caso dos cilindros, pensados para reduzir o consumo

Diferenciais do Classe S lembram exclusividade de um jato


W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 20 de outubro de 2018

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Volkswagen

Elétricos

Volvo Trucks fará exibição nos EUA REPRODUÇÃO VÍDEO

Linha ID elétrica e totalmente tecnológica Veículos estão equipados com E3, sistema eletrônico inteligente que será usado na linha ID e vai permitir atualizações durante toda a vida útil

Volvo FE Eletric A Volvo Trucks vai participar de um projeto de demonstração de caminhões elétricos no Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, no próximo ano. A ação envolverá 16 parceiros, incluindo dois dos principais frotistas de caminhões norte-americanos. As unidades serão baseadas na tecnologia do caminhão Volvo FE Electric, apresentado em maio e que começa a ser comercializado na Europa já em 2019, e, nos Estados Unidos, em 2020. Várias tecnologias inteligentes serão aplicadas, incluindo o diagnóstico remoto, além da plataforma de gestão de serviços conectados da marca sueca para monitorar o desempenho dos veículos e maximizar a disponibilidade.

Da Redação A Volkswagen está mesmo decidida a investir na eletrização de seus produtos. Tanto que a marca alemã garante que os elétricos da linha ID: I.D. Crozz, I.D. Buzz e I.D. Vizzion já estão definidos em termos de design e desenvolvimento para 2019. Em relação ao ID Buzz, a previsão é que esteja to-

talmente pronto em 2022, e que será vendido nos Estados Unidos, na Europa e na China. O projeto original da van, que agora parece uma Kombi repaginada, estreou em 1950 e durou bem até o final dos anos 60, ajudando a definir a geração hippie. As características do Buzz serão projetadas pela Nvidia e terão especificações como reconhecimen-

to facial que desbloqueia o carro. Além disso, as inovações tecnológicas prometem ajuste ao idioma do motorista e preferências de assento. As novidades devem vir da recente divisão da Volkswagen de experiência com o usuário, que busca focar as interfaces de produtos e serviços de fácil utilização para oferecer eprojetos de usabilidade intuitiva aos clientes. Outra novidade é que os veículos da linha ID, de maneira geral, vão oferecer uma nova arquitetura eletrônica, chamada E3. A plataforma acrescenta um processador mais potente e um novo sistema operacioVOLKSVAGEN/DIVULGAÇÃO

Central multimídia no interior do ID Buzz promete ser um diferencial na nova versão da Kombi

nal vw.OS, capaz de receber atualizações sem fio, que vai permitir manter os veículos atualizados durante toda a vida útil.

Diferenciais As portas do ID Buzz foram projetadas para abertura automática elétrica, e o balanço traseiro na versão de carga é maior que na versão de passageiro. O ID Buzz Cargo, por exemplo, usa a plataforma modular para elétricos MEB. A partir das mudanças, toda linha ID terá um motor elétrico de 170 cv. Permitindo que o hatchback, por exemplo, acelere de 0 a 100 km/h em menos de oito segundos. Os veículos terão autonomia para rodar entre 320 km e cerca de até 550 km, dependendo de seus pesos e tamanhos. A carga total será possível em uma noite. A iniciativa de lançar essa gama de novidades visa acompanhar o crescimento do mercado de carros elétricos, cujas vendas subiram 60% no ano passado. E os planos são ousados: a intenção é comercializar por volta de 150 mil veículos elétricos até 2020 e 1 milhão deles até 2025.

Personalização dos ID Os clientes também poderão optar por opções personalizadas na compra dos veículos. A escolha pela bateria dos carros permite ao motorista analisar a opção que melhor se adapta ao próprio uso. A opção vai diferenciar o preço final de modelos projetados para a cidade em comparação a modelos para longas distâncias. (Com Auto Press)

Ficha técnica Autonomia. Entre os 330 e os 550 KM com uma carga de bateria. Tecnologia. Comandos principais para a condução estão no volante cujo centro é um touchpad com várias funções. O veículo é equipado para ser uma espécie de escritório móvel, com alto grau de conectividade. Motores. Dois, um por eixo, com 200 cv cada um, gerando uma potência combinada de 375 cv. Velocidade. A Volkswagen estima que o ID Buzz vá de 0 a 100 km/h em 5 segundos. A velocidade máxima, por questão de segurança, é limitada a 160 km/h.


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21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 20 de outubro de 2018

VOLKSWAGEN /DIVULGAÇÃO

Trapizio

Carona autônoma mais que curiosa Um transporte bem tecnológico ganhou destaque no salão de Paris. A empresa francesa Navya (expositora no setor de tecnologia) disponibilizou uma carona para os visitantes da feira em uma espécie de microônibus autônomo e elétrico. Chamado de Trapizio, o veículo já opera em 14 locais ao redor do mundo, em cidades como a própria Paris, Las Vegas e Sydney. O carro pode levar até 15 passageiros. A velocidade máxima é de 25 km/h. REPRODUÇÃO VÍDEO

ID Buzz tem lançamento previsto para 2022

Trapizio leva 15 pessoas

Parceria global para dupla motorização Da Redação A fabricante norte-americana de motores diesel Cummins e a montadora japonesa de caminhões Isuzu assinaram, no último dia 4, uma carta de intenções para avaliar as oportunidades de desenvolver produtos em conjunto globalmente, com foco em motorização diesel e a gás natural. O anúncio foi feito no próprio site da Cummins. “Nossas empresas compartilham um compromisso

com liderança tecnológica, qualidade e confiabilidade para nossos clientes e alcance global. Também compartilhamos valores comuns na maneira como fazemos negócios e como tratamos nossos funcionários, clientes e parceiros”, disse o presidente e CEO da Cummuns,Tom Linebarger. A Isuzu e a Cummins são líderes em inovações tecnológicas, com amplo alcance global em regiões complementares do mundo. Cada empresa compro-

meteu-se a designar uma equipe de pessoas nos próximos meses para explorar potenciais oportunidades no desenvolvimento de tecnologia de produtos, serviços e outras áreas de colaboração. Esse acordo de colaboração tem também, segundo as empresas, potencial de uma parceria de longo prazo para a próxima geração de sistemas baseados em diesel e gás natural; motores de combustão e novas tecnologias de powertrain, tal como a eletrificação. REPRODUÇÃO ISUZU

Montadora japonesa Isuzu, tradicional em montagem de caminhões, fará parceria com a Cummins


W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 20 de outubro de 2018

Triumph (I)

Nova linha sem preços revelados Na Alemanha, a Triumph mostrou suas novas Street Twin e Street Scrambler, que passaram por alterações no visual e também no motor para a linha 2019. Os preços, no entanto, ainda são desconhecidos. A Triumph pretende revelá-los apenas em novembro, no dia 23. E como a fabricante não costuma tardar a trazer seus lançamentos para cá, é esperado que ambas apareçam por aqui ainda no primeiro semestre do ano que vem. Esteticamente, as mudanças foram bem sutis. TRIUMPH/DIVULGAÇÃO

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Moto

Versão turbinada para comemorar 25 anos Edição de aniversário da Monster 1200 tem apenas 500 exemplares e itens especiais, como acabamento fino e retrô, além de cilindrada premium Jorge Beher Auto Press

A Ducati Monster foi apresentada pela primeira vez no Salão de Motos de Colônia, na Alemanha, em 1993. E, em poucos anos, atingiu status icônico, quebrando tabus. Tanto que foi o modelo responsável pelo lançamento da categoria de motocicletas de naked esportivas e, desde sua chegada, um grupo robusto de fãs cresceu em torno dela. Por isso mesmo, após

25 anos do início de suas vendas, a Ducati quis celebrar seu quarto de século com uma edição especial, que além de comemorar essas duas décadas e meia de existência, também anuncia algumas mudanças que poderão ser promovidas em uma nova geração do modelo. A edição de aniversário da Monster 1200 tem apenas 500 unidades, todas numeradas. Ela se destaca pelas três cores da bandeira italiana – vermelha,

branca e verde – em sua carroceria e chassi, inspirada no modelo Monster S4RS Testastretta Tricolore, de 2008. O banco também recebe a logo especial criada para identificar a série. As rodas Marchesini e o seu chassi tubular na cor dourada são uma referência à Ducati M900, projetada por Miguel Ángel Galluzzi nos anos 90. Na frente, as manetes de embreagem e freio são novas, assim como os espelhos, as manoplas e o guidom. Atrás, foi descartado o suporte de placa original para dar lugar a outro, produzido em alumínio. E como em qualquer modelo esportivo de alta cilindrada premium que se

Triumph (II)

preze, não falta fibra de carbono em sua construção, cobrindo a tampa da chave, o protetor de escape e os para-lamas. Em termos técnicos, a Monster 1200 inclui na frente amortecedores telescópicos invertidos com 48 mm e totalmente ajustáveis, um amortecedor traseiro ajustável e um amortecedor de direção, todos da marca Öhlins. Suporte dinâmico, sistema de freios Brembo M50 com pinças monobloco e discos frontais duplos de 330 mm e traseiro de 245 mm também estão na série. O pacote eletrônico tem modos de pilotagem, ABS para curvas, controle anti-wheelie, controle de tração e quick shift. DUCATI/DIVULGAÇÃO

Boa aposta em personalização Na Street Twin, aparecem novas rodas e painel de instrumentos redesenhado. Já a Street Scrambler passa a contar com um acabamento mais robusto e guidom alargado, além de painel de instrumentos remodelado. Outra aposta está nos acessórios, com mais de 140 peças disponíveis para personalização. Tecnologicamente, nos dois modelos, há novos modos de pilotagem: normal e para chuva.

A Harley-Davidson apresentou ontem no Brasil a inédita FXDR, modelo que fez estreia mundial em agosto passado. A moto custará R$ 80,2 mil nas lojas brasileiras. O modelo chega às lojas do país em dezembro. Outras motos que chegam ao Brasil na linha 2019 são: Iron 1200 (custando R$ 46,9 mil), Sport Glide e a renovação da linha Touring – as duas últimas não tiveram os seus preços revelados.

90 mil aproximadamente custa a Monster 1200, edição de 25º aniversário, na Europa

Ficha técnica Motor: Testastretta 11°, quatro válvulas atuadas por cilindro, vela de ignição dupla, refrigerado a líquido. Injeção de Combustível: Sistema eletrônico, ride-bywire, corpos de aceleração ovais com diâmetro equivalente a 56 Cilindrada: 1.198 cc Câmbio: 6 velocidades

Lançamento

Chega a FXDR da Harley-Davidson

R$

Tanque: 16,5 L

Edição de aniversário tem as cores da bandeira italiana, e é inspirada no modelo Monster S4RS Testastretta Tricolore, de 2008 DUCATI/DIVULGAÇÃO

Motor ganhou potência em edição ‘italiana’ especial Durante os 25 anos de existência, 325 mil unidades da Monster foram vendidas ao redor do mundo. Atualmente, a linha conta com os modelos 821, 1200 e 796. Tratando-se da 1200, o motor é a versão mais recente do Testatretta 11 DS, com dois cilindros em “L”, comando desmodrômico e

arrefecido a líquido de 1.198 cm³. Ele é capaz de desenvolver 147 cv de potência a 9.250 rpm e torque máximo de 12,64 kgfm a 7.750 giros. O amortecedor de direção, que vem de série, é fabricado pela marca sueca Öhlins. A 1200 edição de aniversário vem equipada com rodas de aro 17 tanto na dianteira como na traseira.

Valores A Monster 1200 25° Aniversário ficou disponível para a venda na Europa no mês passado, pelo preço de € 19.990 – equivalente a R$ 90 mil. No Brasil, a Ducati vende a Monster 1200 S – na qual a série especial é baseada – por R$ 61,9 mil. (JB/AP)

Motor tem quatro válvulas por cilindro e é refrigerado a líquido


super motor

23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 20 de outubro de 2018

FOTOS DUCATI/DIVULGAÇÃO

Yamaha (I) Monster 1200 inclui na frente amortecedores telescópicos invertidos com 48 mm e totalmente ajustáveis; no detalhe o painel

Versão 2019 da MT-07 no Brasil A Yamaha MT-07 versão 2019 chega ao país neste mês em versão única com freios ABS de série. A motocicleta é sucesso em todo o mundo, com mais de 80 mil unidades vendidas nos últimos quatro anos e 1.406 unidades emplacadas no Brasil no ano passado. O preço sugerido de R$ 33.790. O bicilíndrico de 689 cm³ e refrigeração líquida não sofreu mudanças. O desempenho continua igual: o virabrequim crossplane garante bom torque desde os baixos giros até atingir 6,9 kgfm a 6.500 rpm. YAMAHA/DIVULGAÇÃO

Indian Motorcycle mostra três novidades para 2019

INDIAN/DIVULGAÇÃO

Yamaha (II) No Brasil, a Indian Motorcycle encerrou suas operações em junho de 2018, menos de três anos depois de iniciá-las, em 2015. Ficaram apenas algumas oficinas autorizadas, para garantir o pós-venda e a reposição de peças. Nos Estados Unidos, no entanto, a história é outra. Por lá, a marca – que pertence ao grupo canadense Polaris – mostrou os novos recursos que ganharão espaço nos modelos 2019 nos mercados onde segue em atuação. A ideia é claramente não se contentar com os louros já colhidos ao redor do globo e seguir na busca por maneiras de melhorar a experiência de condução de seus clientes. E é bom mesmo que seja assim, já que Harley-Davidson, principal concorrente da Indian, já prometeu alterações em suas motos.

Na Indian, uma das maiores novidades para 2019 é que as motos terão três modos de condução: Tour, Standard e Sport. Cada um deles modifica o mapeamento do motor para situações diferentes. O modo Tour é o mais sereno, com uma resposta suave do acelerador e menor consumo de combustível. No Standard, a moto acorda e entrega uma dose extra de potência, porém ainda de forma equilibrada. Finalmente, há o Sport, que, como o próprio nome sugere, resulta em uma pilotagem mais esportiva, com reações imediatas do acelerador. Para aumentar o conforto, todos os modelos com o motor Thunder Stroke 111 da linha 2019 desligam automaticamente o cilindro traseiro em paragens. A Roadmaster 2019 apre-

senta novidades exclusivas. Caso das proteções para pernas redesenhadas, com o objetivo de aumentar o fluxo de ar para o piloto. Basicamente, elas têm uma abertura na parte central, que pode ser fechada se o condutor quiser que o vento não chegue a suas pernas, peças que podem ser montadas em versões anteriores. Por último, houve mudanças no sistema de som de série. Agora, os tweeters são separados dos alto-falantes intermediários para aumentar a qualidade do som. Nos Estados Unidos, os preços da linha 2019 da Indian começam em US$ 17.999 cobrados pela Chief Dark Horse e chegam aos US$ 28.999 cobrados pela Roadmaster – cerca de R$ 68,3 mil e R$ 110 mil, respectivamente. (Auto Press)

Nova YZF-R3 é apresentada

Motos Indian têm três modos de condução: Tour, Standard e Sport

A Yamaha revelou na atualização da YZF-R3, pequena esportiva que compete com a Kawasaki Ninja 400 na Europa. Ainda não há informações sobre quando a versão chega ao Brasil. Apesar de manter a base da moto anterior, a R3 ganhou importantes mudanças que vão desde o visual até o chassi. De acordo com a montadora, o novo visual, uma das partes que mais mudou, foi inspirado na M1 utilizada na MotoGP, que atualmente é pilotada por Valentino Rossi e Maverick Viñales.


24 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia 20 de outubro de 2018

Belo Horizonte


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