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CASAR NO EXTERIOR ESTÁ CAINDO NO GOSTO DOS MINEIROS; CARIBE É 1ª OPÇÃO ... Página 2 a 6
LANÇAMENTOS DA MODA NO CLIMA DA COPA INSPIRAM A TORCIDA ... Páginas 27 e 28
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EM BH, TAKAI LANÇA CD EM QUE CANTA TOM JOBIM ... Página 16
FREESTYLE É VERSÃO COMPLETA E REQUINTADA DO FORD KA ... Páginas 12 e 13
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9 a 15 de junho de 2018 ANO XXVII número 1454 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE FACEBOOK/REPRODUÇÃO
Egor Kreed lançou há duas semanas, ao lado de outro rapper russo, Timati, o clipe “Gucci”, que já tem 26 milhões de visualizações no YouTube
NO PALCO DA COPA Se você chegar à Rússia hoje vai descobrir que este é o rapper Egor Kreed, um dos artistas mais populares do país; descubra no PAMPULHA o que anda bombando no cenário cultural da sede do Mundial 2018
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opinião
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VITTORIO MEDIOLI
A SEMANA “O bandido prefere o celular à arma. Com ele, se faz todo o comando dentro da cadeia. Só de Nelson Hungria, foram 24 anos de trabalho. Não conheço nenhum local no qual os bloqueadores realmente funcionaram um dia”
Editorial
O fim da linha setor de transporte rodoviário, tanto de carga como de passageiros, pode ser comparado a uma galáxia. Existem nele sistemas solares com estrelas, planetas e seus satélites, num firmamento de cometas, asteroides, meteoritos. Não existe um controlador, apenas uma lógica sustentada pela sobrevivência da galáxia em contínua expansão. Nos últimos 20 anos, os fartos financiamentos do Finame permitiram o acesso à compra de veículos de transporte a centenas de milhares de pessoas. Foi condição para renovar a frota, ampliar a competitividade e manter os fretes sob controle. Provavelmente, o único grande setor (15,6%) do PIB nacional que não conseguiu realinhar seus preços. Teve perdas consideráveis, mesmo assim uma miríade de novos agentes apareceu no setor. Mais de 3.000 sindicatos, concedidos ou vendidos no balcão do Ministério do Trabalho, mais que dar força ao setor rodoviarista, acabaram por horizontalizar as decisões e confundi-las. Cresceu também o transporte próprio, e muitas empresas passaram a ter um frota a seu exclusivo serviço. Na falta de uma coordenação, o setor se agita em suas bases pelo instinto de sobrevivência que quatro anos de recessão têm colocado a dura prova. Nessa situação fatalmente adversa, a política dolarizada da Petrobras saturou como um gás de cozinha o ambiente. A explosão veio como já era anunciada e previsível. A Petrobras deixou de produzir diesel no Brasil (reclamam os petroleiros) e passou a importálo em grande parte, expondo-o ao mercado de curto prazo. Passou a vender o petróleo cru que as refinarias americanas devolvem em diesel. Quer dizer que ela tem colchão para não se espa-
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tifar, com seu produto crescendo de preço. Disso a prática de aumentos de 59,6% em um ano com inflação interna de apenas 2,7% inviabiliza as atividades que de diesel dependem e não têm como conseguir um repasse equivalente ao de mercado. Lembre-se de que, quando o barril de petróleo despencou de US$ 100 para US$ 40 em 2013/2014, não se praticou qualquer redução nos preços nas bombas. A Petrobras teve ganhos fantásticos que abasteceram o petrolão, verdadeiro assalto à economia nacional. Mas, seja o que for, o governo, numa economia com inflação de 2,7%, aplicando um aumento de 60% ao principal insumo do transporte rodoviário, precisa se preocupar em adotar medidas amortecedoras do impacto.
A situação é grave, e esse governo tem ainda sete meses para tentar resistir a sua incompetência. Tudo concedeu a um lado, e nada fez para atenuar o outro. Isso mostrou que, longe de ser uma política que atenue o sofrimento da população, o governo Temer adota a política cruel do banqueiro. Deixou, ainda, elevar o dólar de R$ 3,14 a R$ 4, apesar de um superávit comercial de US$ 5 bilhões mensais. Tem situações espantosas ou, mais precisamente, abertas para ganhos especulativos. Custe o que custar. Pesa nessa situação que os fundos americanos conseguiram no ano receber cerca de US$ 3 bilhões de multas da Petrobras em decorrência dos rombos do petrolão e mais medidas, como impor a venda de diesel dos Estados Uni-
dos ao Brasil. Pedro Parente é ligado aos interesses de banqueiros, e, antes de sair da presidência, que ocorreu a contragosto pelo pipocar de suas relações fatais com fornecedores, cumpriu seu papel de homem das finanças. Os anteriores eram representantes de partidos que se lambuzaram da fartura da estatal. Consertar a Petrobras era fácil desde que se eliminassem, ao menos parcialmente, os esquemas de assaltos a que era submetida. Parente fez o dever, tapou os ralos, e nisso os ganhos apareceram de imediato. A Petrobras, entretanto, não poderia liquidar os cem ou mais bilhões do rombo num só ano, mas ao longo de alguns. Tem patrimônio e solidez para tanto. Mas o governo Temer, debilitado pelo linfoma da corrupção, foi além. Com escasso conhecimento de economia, “terceirizou” a empresa aos banqueiros da soberania nacional. Colocou a raposa para tomar conta do galinheiro. Corrupção em dose nunca vista, carga tributária desregrada, gastos com mordomias e privilégios de marajás, sem qualquer exemplo de ética e de austeridade, fundos partidários bilionários, colocando, ainda, setores que trabalham na dureza para pagar a conta, o descompromisso com o sofrimento de 13,7 milhões de desempregados: tentar governar é como subir a nado as cataratas de Iguaçu. Nota-se o silêncio no Congresso acéfalo e sem líderes, atordoado como “pobre na chuva”, não surgem propostas nem palavras em solidariedade a quem deveria representar. Vivemos um momento de falência daquilo que era uma cleptocracia mascarada de democracia. A situação é grave, e esse governo tem ainda sete meses para tentar resistir a sua incompetência. Se as greves continuarem, será pela incapacidade de governar, e, se for assim, só resta a renúncia.
Ronan Rodrigues da Silva, presidente da União Mineira dos Agentes de Segurança Prisional, sobre a hipótese de a comunicação entre presos de facções criminosas que estariam comandando a onda de ataques a ônibus nas cidades mineiras – até a última quinta-feira (14) foram 101 – ter sido favorecida pela ausência ou ineficácia dos bloqueadores de celular nas prisões do Estado
“Sério que vocês acham Silvio Santos ídolo? O cara fez a gente crescer vendo-o ridicularizar negros/ mulheres/gays/plus e ganhar mídia com isso. Vocês tão mal de ícone, viu? Não dá para normalizar isso” Gaby Amarantos, cantora STELA HANDA/DIVULGAÇÃO
“Renuncio por ter dormido negra numa terça-feira e numa quarta, após o anúncio do meu nome como protagonista do musical, acordar ‘branca’ aos olhos de tantos irmãos. Renuncio ao sentir no corpo e no coração uma dor jamais vivida antes: a de perder a cor e o meu lugar de existência. Ficar oca por dentro.” Fabiana Cozza, cantora, que renunciou ao papel de Dona Ivone Lara (1921-2018) em musical sobre a sambista após ser considerada “branca” demais para o papel
vittorio.medioli@otempo.com.br Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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RÚSSIA>País sede da Copa valoriza a tradição, mas tem cena cultural diversa e efervescente
COPA DO MUNDO
2018 No início de fevereiro, o jornal “The Moscow Times” previu: “Em 2018, o hip-hop em russo vai decisivamente emergir das sombras. E não será somente a juventude balançando suas cabeças com a batida”. Dito e feito, no fim de abril, Philipp Kirkorov, 51, um artista pop local em evidência desde os tempos de União Soviética, mas sem grandes sucessos recentes, lançava o videoclipe da música que em português teria um título como “Cor de Humor Azul”, prestando uma espécie de homenagem aos jovens rappers russos contemporâneos e à moda pós-soviética. Mais surpreendente que a atitude em si do cantor – mais conhecido por sua aparência extravagante e estilo musical que não mudava há 30 anos – é a repercussão que o vídeo está gerando. Há pouco mais de um mês no ar, já soma quase 33 milhões de visualizações no YouTube. No entanto, não dá para saber ao certo se as pessoas estão gostando ou achando graça do look duvidoso do cantor de meia idade – em clara referência a nomes do hiphop russo como Face, Pharaoh e o superstar Timati, vestindo roupas de grifes como Vetements e Balenciaga – e do fato de que aparece cometendo atos de rebeldia ao lado de adolescentes. Com 17,1 milhões de quilômetros quadrados, a Rússia é o maior país do mundo em extensão territorial. Sede da Copa do Mundo de 2018, cuja abertura acontece na próxima quinta-feira (14), é tão vasto territorialmente quanto complexo em seu cenário cultural contemporâneo. Este, por sua vez, reflete uma trajetória histórica que envolve, só nos últimos 200 anos, um grande império, sua transformação no maior Estado comunista que o mundo já viu, a participação intensa em grandes guerras e o retorno ao capitalismo de uma forma extrema. Os resultados disso são quadros excêntricos como o mencionado, mas também muita riqueza e diversidade. Duas das maiores estrelas do cenário de música russo contemporâneo pertencem ao já citado gênero do hip-hop: Timati e Egor Kreed. A dupla inclusive lançou uma colaboração há pouco mais de duas
Caldeirão musical FOTOS FACEBOOK/REPRODUÇÃO
semanas, “Gucci”, que já tem 26 milhões de visualizações no YouTube. O último é também responsável pela música não-oficial da Copa de 2018, “Equipe 2018” (em tradução livre), junto com a estrela pop russa Polina Gagarina – já que a oficial, “Live it Up”, dos norteamericanos Nicky Jam e Will Smith, além da albanesa Era Istref, não tem participação de músicos locais. Egressos do concurso musical Eurovision, transmitido pela televisão no continente europeu, como Sergey Lazarev e Dima Bilan, também têm espaço nas paradas russas. Eles compõe a cena pop nacional, que tem outros nomes importantes. Olga Buzova surgiu em 2004 no reality show “Dom-2” e hoje é uma cantora extremamente popular. Mas não tanto quanto a “Pri-
Rock Além do hip-hop, do pop e da música eletrônica, o rock também tem sua vertente russa. Uma das bandas de rock alternativo mais conhecidas e controversas é a Leningrad. O grupo foi criado ao final dos anos 1990 e, recentemente, tem conquistado mais adeptos na internet e soma milhares de visualizações. A banda é tão mal-vista por suas letras sujas e obscenas que o ex-prefeito de Moscou, Yury Luzhkov, não permitiu apresentações da banda na capital durante seu mandato. Televisão O mais popular programa de TV é o “Pust Govoryat” (em português, Deixe-os Falar), apresentado pelo famoso showman Andrey Malahov. Este, no entanto, foi substituído por Maxim Galkin, após ser pressionado a pedir demissão por ter pas-
sado a comentar muito assuntos políticos. O novo apresentador, aliás, é casado com a estrela do pop Alla Pugacheva.
Youtuber Um jovem ex-cozinheiro de 27 anos é, de longe, um dos maiores youtubers russos da atualidade. Conhecido como “Top Russian meme-maker” (uma espécie de produtor de memes da internet russa), Adam Thomas Moran chegou à fama em 2010 após a publicação do primeiro episódio do canal, onde ele assiste e comenta vídeos engraçados e bizarros. Hoje ele detém mais de oito milhões de inscritos e mantém o mesmo formato de vídeos há oito anos.
madonna” (nome do seu primeiro sucesso) do pop russo: Alla Pugacheva – que, aliás, também participou do Eurovision em 1997. “Eu costumo chamá-la de Roberto Carlos russo, porque é uma instituição. É famosa e escandalosa, casada com um cara 30 anos mais novo, tem dois filhos gerados por barriga de aluguel e sua vida sempre é comentada”, descreve a historiadora russa Olga Pisnitchenko, que mora no Brasil desde 1995 e mantém contato diário com sua mãe e avó, que ficaram no país de origem. A música eletrônica também tem muita força, sobretudo nos clubes noturnos. “O pop eletrônico europeu, chamado no Brasil de poperô, dos anos 1990, faz muito sucesso”, afirma o jornalista Filipe Barini, pós-graduado em estudos russos pela Universidade Columbia, nos Estados Unidos, e com passagem recente pela Universidade de São Petersburgo. Uma das estrelas desse estilo, o ucraniano que canta em russo Vitas, com seu alcance vocal incomum, inclusive virou meme no Brasil no ano passado. Aliás, um subgênero da música eletrônica específico da Rússia é o Hardbass.
Surgido nos anos 2000, é caracterizado pelo ritmo rápido, sintetizadores, sons distorcidos e raps ocasionais. Como pouco se vê em outros ritmos russos, apresenta certo grau de crítica social, como explica Barini. “É um estilo bem dançante, com letras fortes, que falam da vida das pessoas, de sua dureza e dificuldade, mas também trazendo mensagens positivas como ‘não use drogas, não beba’. É um movimento que não chega tanto ao mainstream, mas faz bastante sucesso”, diz. “Não em termos de sonoridade, mas por ser uma manifestação de classes mais populares, é comparável ao funk brasileiro”. A TRADIÇÃO PERMANECE Terra de alguns dos maiores compositores de música clássica da história da humanidade, a Rússia segue sendo um país que valoriza e aprecia essa arte. “Lá, existem escolas musicais, ou seja, as crianças aprendem o currículo regular num turno e música no outro. Ao final de sete anos, saem músicos formados”, conta a historiadora russa Olga Pisnitchenko, 40. Ela mora no Brasil desde 1995, mas tem contato diário com a mãe e a avó, que ficaram no país de origem, e retorna a ele em média uma vez por ano. “As pessoas também frequentam rotineiramente salas de concerto. E geralmente não compram apresentações individuais, mas uma espécie de passaporte para vários meses”. Ópera e balé clássico, outros dois gêneros em que a Rússia é referência, também desfrutam do mesmo prestígio. “O Bolshoi, em Moscou, é realmente caro, mas há muitos teatros mais acessíveis em que se pode ver apresentações de altíssimo nível. A diferença de um para os outros é só riqueza do ambiente, mas não a qualidade da apresentação”, acrescenta a historiadora. Filipe Barini relata que a música e o balé clássicos, além da ópera, fazem parte da alma da sociedade russa. “Frequento o país desde o ano 2000, a última vez em que estive lá foi por alguns meses no início deste ano, e posso dizer que praticamente todo russo tem um compositor clássico favorito. Os concertos acontecem não só nos vários e importantes teatros, mas também em via pública (como em São Petersburgo, no último dia 27, quando a cidade comemorou 315 anos). As apresentações podem acontecer mesmo na segunda-feira que terão lotação máxima”, afirma. (Jéssica Almeida)
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reportagem
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RÚSSIA> Censura cresce no país e as vozes de artistas contra o governo têm sido caladas
Entre a ebulição e a repressão MOSTRA DE ANIMAÇÃO RUSSA/DIVULGAÇÃO
Internet: popular e vigiada
COPA DO MUNDO
2018 Além de ser terra natal de alguns dos mais importantes autores da literatura mundial,a Rússiatemumacaracterística que vem, no mínimo, desde os tempos de União Soviética: é um país de leitores ávidos. Ainda que as tiragens de 20, 30 milhões de cópias não sejam mais tão comuns, ainda faz parte da rotina, por exemplo, ver cada passageiro do metrô carregando (e lendo) seu livro. “As pessoas leem muito, tanto autores clássicos, quanto contemporâneos. E preferem os russos aos estrangeiros. Isso fica evidente nas livrarias, onde a seção de literatura estrangeira é consideravelmente menor que a nacional”, observa o jornalista Filipe Barini, pós-graduado em estudos russos pela Universidade Columbia, nos Estados Unidos. “Um amigorusso inclusive me contou uma coisa curiosa: há poucos dias foi realizada a Feira do Livro da Praça Vermelha, em Moscou, e parece que a chegada da taça da Copa do Mundo, no mesmo período, foi meio ofuscada por isso”. Existe um mercado cinematográfico local que, segundo Barini, é aquecido, embora os realizadores reclamemda falta de apoio para produzirem. “Tem filme para todos os gostos, comédia romântica, aventura, terror. O mercado de desenhos animados também estácrescendo muito, inclusive a série ‘Masha e o Urso’ é um fenômeno mundial que tem muitos fãs também no Brasil, inclusive minhas duas filhas pequenas”, conta. Voluntária da Copa na cidade de Nizhny Novgorod, a estudante belo-horizontina Ester Pinheiro, 20, chegou à Rússia há quase duas semanas e notou que, entre as pessoas jovens com quem convive no trabalho há bastante empolgação com dois filmes deste ano: “Selfie”, de Nikolai Khomeriki, baseado no popular livro homônimo de Sergei Minayev, conta a história de um escritor que é gradualmente substituído da própria vida por um sósia; e “Coach”, um drama esportivo dirigido por Danila Kozlovsky, quecontaa história de um jogador de futebol que, por causa de um erro, é expulso de seu time, acaba tornando-se técnico de um time pequeno e transforma
Mostra de Animação Russa Com curadoria de Luiz Gustavo Carvalho e Maria Vragova, evento começa no dia 26 de junho e vai até o dia 7 de julho, no Cine Sesc Palladium. Idealizada para apresentar os principais filmes de animação realizados na Rússia e na ex-União Soviética para o público belo-horizontino, a mostra também terá uma programação paralela com sessões comentadas, lançamento de livros e uma oficina de animação com Svetlana Filippova. Acima, cena de “Meu Amor”, do diretor Alexander Petrov
em propósito de vida a meta de torná-lo campeão. “O último eu já combinei de assistir com os amigos que fiz aqui. Mesmo se não houver legendas em inglês e não falando russo eu vou, porque o pessoal está muito animado”, diz. Além da produção análoga à hollywoodiana, a Rússia, berço de grandes cineastas como Serguei Eisenstein (1898-1948) e Andrei Tarkovski (1932-1986), continua produzindo o chamado cinema de autor, como explica a russa residente no Brasil Maria Vragova, diretora executiva da produtora cultural Arts et Vita, que promove a cultura de seu país no nosso. É o caso, ela diz, de Kirill Serebrennikov, mantido em prisão domiciliar desde o ano passado e motivo de manifestação de apoio recente no festival de Cannes, ao qual foi impedido de ir. E também de Andrey Zvyagintsev,diretor do indicado este ano ao Oscar de melhor filme estrangeiro, “Sem Amor” – e que já havia sido indicado ao prêmio em 2015, por “Leviatã”. Estes, porém, gozam de menos apoio e até liberdade para expressarem suas ideias, Maria pondera. “O diretor que está preso é um símbolo da Rússia e sua ausência de liberdade de expressão no momento.Afinal, é vítima de acusações falsas, por ser um crítico do regime. Zvyagintsev, por sua vez, fez um filme que, na opinião de algumas pessoas, passava uma imagem ruim do país (“Leviatã”), e por isso passou a ter dificuldades para ter apoio financeiro, precisandorecorrera parcerias internacionais”, explica. Maria diz que também há nomes contemporâneos
proeminentes no campo das artes visuais, como o do premiado fotógrafo Sergey Maximishin – que aliás tem seus trabalhos atualmente expostos na mostra “O Último Império”, em São Paulo. Também, segundo ela, houve a abertura recente de museus de arte contemporânea no país. “O cenário de arte ainda é conservador, mas acho
que tem tudo para crescer”. Por outro lado, ela teme o crescimento da censura. “Estive recentemente com (o fotógrafo) Maximishin, falando dasituaçãoatual.Eleestámuito pessimista, acredita que os artistas estão num pântano, que a censura está aumentando. O caso do diretor preso é um forte símbolo disso. Casos recentes de exposições de arte
INFLUÊNCIA BRASILEIRA NA RÚSSIA TV “Escrava Isaura” foi a primeira novela exibida no país, em 1988, e está sendo reprisada atualmente. Entre 1985 e 2000, os canais da TV aberta exibiram cerca de 20 novelas e “Mulheres de Areia” e “O Clone” conquistaram grandes níveis de audiência. Em 2013, a televisão russa transmitiu 50 episódios de “Avenida Brasil”, mas o horário ruim da transmissão impediu a adesão do público. Lambada Foi e ainda é bem
conhecida. Principalmente depois que a carioca Gabriella cantou “Chorando Se Foi” no “The Voice” russo, em 2015. Carrapicho Sucesso unânime na década de 90, a música “Bate Forte o Tambor” ganhou uma versão em russo com o mesmo ritmo, batida e sonoridade. A letra, entretanto, é totalmente diferente e faz referência à história de um menino que quer visitar a cidade russa de Tambov.
encerradas, parecidos com os que aconteceram no Brasil ano passado, contribuem para essecenário. As vozes dissonantes estão sendo obrigadas a se calar, de uma forma ou de outra”, afirma. Filipe Barini concorda, observando que o fato de a elite econômica ser aliada do governoéumagravante dasituação. No entanto, sua visão é mais otimista. “Não é um lugar em que se possa ser ativista, ou mesmo se expressar artisticamente contra o governo. Quem está fazendo esse tipo de crítica geralmente são artistas que deixaram o país. Por outro lado, o país já passouportantassituações drásticas sem prejuízo à cultura, que duvido que esta seja a que vai afetá-la profundamente. A produção cultural da Rússia, a maneira como se expressam, seja através da música, da literatura, do cinema, sempre se adapta. Mas não deixa de existir nem de ser muito grande”, conclui. (Jessica Almeida)
A internet na Rússia é um caso à parte. Lá, a rede social mais popular é a VKontakte (ou simplesmente VK). O formato é similar ao da rede de Mark Zuckerberg, mas com um diferencial que evoca o outrora tão querido, mas já finado Orkut. “Quem quiser se conectar aqui tem que usar o VK, que serve para mensagens, fotos, música. O Facebook, muitos usam apenas para conectar outros apps, como o Tinder. Mas, para fazer contatos, são poucos que o acessam – a não ser os que lidam muito com estrangeiros” explica o jornalista Filipe Barini. Mas Zuckerberg consegue estender seus domínios até a Rússia de outra forma: o Instagram. “O pessoal é bem ligado à internet e me parecem bem viciados, principalmente no Instagram. Se preocupam muito em passar uma imagem positiva, são orgulhosos e transparecem isso”, afirma o estudante Johnny Ferreira, 22, que morou em São Petersburgo por dois anos, até 2016. O “vício” também foi observado pela estudante Ester Pinheiro, que atualmente é voluntária da Copa na Rússia. “No trabalho que estou fazendo, por exemplo, somos proibidos de usar o celular, tirar fotos com os jogadores, mostrar os bastidores e muita gente ficou triste por isso”, conta. Mas há repressão também na internet. “Existe um órgão regulador para a internet e volta e meia tem gente presa por posts considedos ‘inadequados’. Há censura online também”, diz Barini.
ARNO BURGI/AFP – 10.2.2010
LITERATURA CONTEMPORÂNEA ENGAJADA
Victor Pelevin Publicar livros constantemente é uma das principais marcas do escritor Victor Pelevin. Autor de romances icônicos da década de 1990, Pelevin reflete sobre atuais problemas sociais e conquistou diversos prêmios literários com seu estilo de escrita complexo e pós-modernista. Sua obra prima “A Metralhadora de Argila" (na edição brasileira) é considerado o primeiro romance zen budista. Ludmila Ulitskaya Nascida em 1943, é uma escritora e contista moderna internacionalmente aclamada que só começou a publicar após a queda do regime soviético para evi-
tar a censura. Sua obra já foi traduzida em cerca de 20 línguas e trata de questões como a força das mulheres e o holocausto. Vladímir Sorókin (foto) Em 2014, Sorókin esteve no Brasil para participar da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). Ele é um dos autores mais radicais e políticos da literatura russa, teve seus textos banidos durante o regime soviético e atualmente suas obras foram traduzidas para mais de 20 idiomas. Sua última criação, “Dostoiévski-Trip” inspira a montagem homônima que está em cartaz no CCBB BH (leia mais na página 23)
reportagem
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É TEMPO DE COPA
Festas para todos os gostos BHterásériede eventosdurante Mundialembares erestaurantes
COPA DO MUNDO
2018 Se da Copa 2014 ficou o lamento pela goleada que tirou o Brasil do páreo, ao menos restou na memória o espírito festivo que envolveu BH naquele período, com as ruas repletas de torcedores com vários sotaques. Agora, os espaços da cidade começam a se mobilizar para atrair os torcedores. Além de transmissões em restaurantes e bares (confira roteiro nesta página), a capital mineira recebe o “Bud Basement”, promovido pela cerveja Budweiser, patrocinadora do campeonato. Os jogos serão mostrados em telão com visão 360º. O espaço (o local só será divulgado no início desta semana) vai ter não só atrações para amantes de esportes (pebolim e futebol de botão, street soccer e “banca” para fãs das figurinhas) como shows, festas, coworking, barbearia e até tattoo shop. A abertura, na quinta (14), às 12h, terá show do grupo Iconilli. No dia 15, o Nação Zumbi se transmuta em Los Sebozos Postizos para homenagear Jorge Ben Jor. O Bud Basement ocorre em várias capitais brasileiras e em cidades como Nova York e Berlim. Em tempo: quem estiver no Rio de Janeiro neste fim de semana pode aproveitar o Road Show Fifa 2018 Russia, no qual uma delegação de São Petersburgo vai oferecer atividades interativas e culturais, na praia de Copacabana.
CONFIRA ROTEIRO DE BARES E ATRAÇÕES NA CAPITAL PARA QUEM QUER ASSISTIR AOS JOGOS FORA DE CASA Bar da Copa O Villa Albertini reúne uma programação exclusiva para exibir os jogos da Copa do Mundo. Com a presença de nomes do futebol, entre eles Jair Bala e Dadá Maravilha, o projeto conta com uma decoração temática e todos os eventos serão open bar com rótulos da Krug Bier e open food com comidas típicas. No jogo de estreia do Brasil, o bar conta com shows de Matheus Luccato, da banda de rock Velotrol e do DJ Kriok Onde Villa Albertini (r. Cristal, 137, Santa Tereza) Quando Dias 17 (domingo) e 27 (quarta-feira), a partir das 13h (o open bar funciona das 13h às 18h) Quanto A partir de R$ 90 (1° lote). Carna Copa na Rua Estrutura especial na rua Major Lopes com decoração temática e transmissão do jogo de estreia em um telão. Atrações do carnaval de Belo Horizonte foram convocadas para animar a festa, haverá shows do Bloco Quem É Essa Aí Papai, do cantor TK3, do Dj Siman e do Baile do Kin. Onde Krug Bier (r. Major Lopes, 172, São Pedro) Quando Dia 17 (domingo), a partir das 11h Quanto Entrada gratuita mediante retirada de ingressos no Sympla.
Palco da última Copa do Mundo, o Mineirão recebe um evento para celebrar a participação da seleção brasileira na nova edição do evento esportivo. Entre as atrações confirmadas estão a cantora Iza e a banda Jota Quest
para os visitantes é o "Bolão HB", onde um vencedor por jogo terá sua conta coberta pela casa até o fim do primeiro tempo Onde Hofbräuhaus Belo Horizonte (av. do Contorno, 7.613, Lourdes) Quando Dia 17 (domingo), às 12h (jogo Alemanha X México) e às 15h (Brasil X Suíça) Quanto Entrada gratuita (reservas pelo telefone 3021-9165)
Copa Camarim NaSala Em parceria com a Camarim e a Do Brasil S/A, a boate realiza o projeto e a cada jogo da seleção haverá festa e transmissão dos jogos, além de um open food com comida de boteco. Programação ainda não divulgada. Confira mais informações em: www.facebook.com/ naSalaBH/ Onde Mercado Distrital do Cruzeiro (r. Ouro Fino, 453, Cruzeiro) Quando Dias 17 (domingo), 22 (sextafeira) e 27 (quarta-feira)
Chalezinho Futebol Clube O evento volta a compor o calendário da casa com festas dedicadas à disputa mundial. A boate realiza todas as transmissões de jogos do Brasil na Copa em telões e TVs e recebe uma produção temática para 600 convidados nos dias de partidas, além de open bar e open food durante os 90 minutos Onde Clube Chalezinho (av. Professor Mario Werneck, 530, Buritis) Quando Dia 17 (domingo), às 14h Quanto R$ 90 (feminino, 1° lote); R$ 120 (masculino, 2° lote).
Copa do Mundo Hofbräuhaus Durante todo o período da Copa do Mundo, a Hofbräuhaus vai transmitir todos os jogos da Alemanha e do Brasil. A estreia das duas equipes acontece no dia 17. Uma atração
Choperia Almanaque Para quem procura tranquilidade, as três filiais da choperia contam com televisões e telões para clientes acompanharem as partidas do Brasil que acontecem às 15h Onde Choperia Almanaque no Shopping
Cidade (r. dos Tupis, 337, centro); Choperia Almanaque no Minas Shopping (av. Cristiano Machado, 4.000, União); Choperia Almanaque (r. Pium-Í, 675, Cruzeiro) Quando Confira os horários especiais em www. almanaquebar.com.br/ Jungle na Copa A próxima edição do Junglebier será uma homenagem à Copa do Mundo. O evento acontece no dia da estreia do Brasil na competição e além da exibição da partida, reúne open bar com três opções de chopes da Verace, open barbecue, shows com três atrações de diferentes estilos e a produção ao vivo da cerveja russa Kvass Onde Cervejaria Verace (av. Canadá, 212, Jardim Canadá, Nova Lima) Quando Dia 17 (domingo), das 14h às 18h30 Quanto R$ 120 (individual, 1° lote); R$ 400 (mesa com quatro lugares, 1° lote). Mercado da Boca Para a Copa do Mundo, o Mercado investiu num telão 360° para exibir os jogos da seleção e funcionará em dias e horários especiais durante todos os jogos do Brasil. O food hall do espaço recebe uma decoração especial, onde os demais jogos serão exibidos. Confira mais
informações em: www.facebook.com/mercadodaboca Onde Mercado da Boca (av. Toronto, 156, Jardim Canadá) Quando Dia 17 (domingo), das 11h às 22h; dia 22 (sexta-feira), das 8h às 0h; dia 27 (quartafeira), das 12h às 22h Quanto Entrada gratuita Mineirão Arena nº 1 Brahma Para torcer pelo Brasil e curtir boa música, o "Mineirão Arena" é uma boa opção. Além do telão gigante, o evento recebe no dia 22 a cantora Iza e no dia 27 a banda Jota Quest. A atração do dia 17 ainda não foi confirmada. Para mais informações, acesse: https://www.facebook.com/ events/388326694987395/ Onde Estádio Mineirão (av. Antônio Abrahão Caram, 1.001, São José) Quando Dias 17 (domingo), às 14h; 22 (sexta-feira), às 8h; 27 (quarta-feira), às 14h Quanto Entrada gratuita Pulero Nos dias de jogos da seleção brasileira na Copa, o bar com temática voltada ao Atlético Mineiro abre as portas 30 minutos antes da bola rolar nos dias de jogos do Brasil, fará promoções e terá decoração e cardápio especial, além de mú-
sica ao vivo Onde Pulero Bar (av. Francisco Sá, 66, Prado). Quando Dias de jogos da Copa. Durante a semana, das 11h às 14h e das 17h às 0h Quanto Entrada gratuita. Rumo ao Hexa Festa open bar e open food para acompanhar o jogo de estreia da Seleção que será exibido em um telão e em televisões. Durante os intervalos, o Dj Black Josie embala a comemoração Onde Los Mariachis (r. Rio Verde, 253, Sion) Quando Dia 17 (domingo), a partir das 14h (o open bar funciona das 14h às 18h) Quanto R$ 59,90. Terrace Brasil Nesta reta final da segunda temporada do rooftop no Ponteio Lar Shopping, o "Terrace Brasil" dá início a uma programação temática dedicada ao mundial. A partir do dia 15, o projeto vai transmitir as partidas e reunirá uma programação especial para celebrar as conquistas da seleção. Programação ainda não divulgada. Confira mais informações em: www.facebook.com/rooftopgardenbh/ Onde Ponteio Lar Shopping (rodovia BR-356, 2.500, Santa Lúcia)
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BORSCHT Pensada especialmente para aquecer os comensais durante o inverno rigoroso, a borscht é feita com beterraba, legumes e carnes picados. À frente do Restaurante do Ano, Juliana Myrrha já preparou o prato em outras ocasiões, mas admite que só fez sucesso com quem já conhecia a receita. “É uma sopa aparentemente exótica e bem bonita, mas quem tem receio ao sabor da beterraba não come”, comenta ela, que prepara o prato da forma tradicional: beterrabas assadas e, depois, cozidas e batidas para serem incorporadas à receita, que ainda leva repolho, endro e caldo de carne.
Muito além do estrogonofe Chefsmineiros desvendama culináriarussaque fogemàsiguarias jáconhecidas
COPA DO MUNDO
2018 Pedir um estrogonofe é fácil. Tarefa hercúlea é saber pronunciar o nome de outros pratos típicos da Rússia. Isso porque o idioma, tanto quanto a sua gastronomia, é bem peculiar. O país sede da Copa do Mundo 2018 possui pratos típicos dos quais muitos brasileiros provavelmente nunca ouviram falar – embora alguns dos ingredientes-base dessas iguarias já tenham se disseminado pelo mundo, caso do caviar e da vodca. Em Belo Horizonte não existe nenhum restaurante especializado na gastronomia russa, de acordo com o Consulado Honorário da Federação da Rússia. Mas alguns chefs já se arriscaram a reproduzir fielmente algumas das receitas daquele país – e, curiosamente, muitas já fizeram parte do cardá-
LEO FONTES
pio de algumas casas. À frente do Restaurante do Ano, a chef Juliana Myrrha recriou, para este inverno, uma das receitas mais emblemáticas da Rússia, a sopa de beterraba, batizada de borscht. “A receita original é feita com creme azedo (o smetana), que substitui por queijo mascarpone, ingrediente que já utilizo em outros pratos do restaurante”, explica ela. O chef Jaime Solares, da Borracharia Gastrobar, por sua vez, aprendeu algumas receitas tradicionais russas quando morou na França, em 2005, e fez amizade com uma moça chechena. “No café da manhã, ela costumava preparar o draniki, uma espécie de panqueca feita com batata ralada e cebola”, descreve. MUITAS INFLUÊNCIAS O fato de a Rússia ser o país com maior área do planeta – são 17.100.000 km² – faz com que a sua gastronomia seja também um reflexo dessa imensidão. O resultado é uma mistura de traços característicos da cultura europeia e oriental, como explica Laurant Prous, professor do curso de Gastronomia do Centro Universitário Estácio em BH. “É uma culinária bem variada, com forte influência europeia – principalmente a gastronomia francesa pós-século XVII. Também é popularmente feita com especiarias, como o dill, e preparações à base de
vinagre e temperos ácidos”, enumera. Ainda segundo Laurant, o clima acaba influenciando a comida. Os insumos são pensados para fornecer energia para equilibrar a temperatura do corpo. “Boa parte do país tem um inverno muito rigoroso, e poucas plantações conseguem sobreviver ao frio. Os tubérculos, como batata e rabanete, podem ser estocados com mais facilidade, assim como a beterraba, uma raiz típica de climas frios”, explica. “As conservas de pepino e repolho também são comuns, como uma maneira de aumentar a vida útil do ingrediente”, complementa. Carnes e peixes defumados e salgados, como o arenque, também entram no menu. Quem for à Rússia deve saber que a culinária pode inclusive variar a cada região – tal qual no Brasil. Entretanto, a professora de russo Cecília Calazans, da plataforma digital GetNinjas, deixa claro que, no país, em geral, as pessoas comem bastante. “Por isso, o turista não precisa ter vergonha de comer bem para espantar o frio”, afiança ela. Em tempo: uma receita bem conhecida por lá traz, em seu nome, a capital do país vizinho, a Ucrânia. Sim, estamos falando do Frango a Kiev, preparado a partir de manteiga de ervas. Ucrânia e Rússia fizeram parte da antiga União Soviética e, portanto, apesar das disputas recentes, compartilham culturas similares. (Lorena K. Martins)
GOLUBTSI Conhecido como charutinho russo, o golubtsi é bem parecido com o charuto da culinária árabe, porém, não leva arroz. Feitos com folhas e couve ou repolho, a iguaria, também típica da Ucrânia – país que faz fronteira com a Rússia –, é recheada com carne bovina temperada. Aqui, foi recriada pelo chef Jaime Solares, da Borracharia Gastrobar, envoltos de folha de couve.
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RECEITA
Draniki Por Jaime Solares, da Borracharia Gastrobar
Ingredientes - 6 batatas médias - 1 ovo - 2 colheres de sopa de farinha de trigo - 1 cebola - 1 ramo de tomilho - Sal, azeite e pimenta do reino a gosto Modo de preparo Descasque e rale as batatas em um ralo fino. Pique a cebola em cubinhos. Desfolhe o ramo de tomilho. Misture todos
estes ingredientes e acrescente o ovo e a farinha. Tempere com sal e pimenta do reino. Em uma frigideira, coloque um pouco de azeite e um pouco da preparação, amassando com uma colher, para conseguir um formato similar ao de uma panqueca. Aqueça os dois lados, em fogo médio, até dourar bem (cerca de 4 minutos de cada lado). Sirva com creme azedo e uma salada.
DRANIKI: AS PANQUECAS RUSSAS Batata e cebola são ingredientes que servem de base à culinária da Rússia e à de muitos outros países do Leste Europeu. São também a base desta panqueca chamada drániki. “Ela
não leva recheio depois de frita e é servida como uma entrada com creme azedo e caviar, ou como sugestão de café da manhã”, explica o chef Jaime Solares, da Borracharia Gastrobar.
MAIS SEGURANÇA NAS RUAS ESSA É A NOSSA ESCOLHA
86 BASES DE SEGURANÇA EM BH BREVE EM TODA REGIÃO METROPOLITANA governo.mg.gov.br
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É TEMPO DE COPA Comunidade russa em BH abraça o Mundial 2018 JOAO GODINHO
ImigrantesestabelecidosnoBrasiltêm nosjogosoportunidadedesereunirem ejátêmumsegundotimedocoração
COPA DO MUNDO
2018 Desde o anúncio de que a Rússia sediaria a Copa do Mundo, falar sobre suas origens virou rotina para a estudante de engenharia mecânica Natalia Chistova, estabelecida no Brasil há sete anos e, como o sobrenome denuncia, cidadã russa. “Todos querem saber tudo, principalmente sobre comida”, comenta, com a maior disposição para ajudar os brasileiros a compreenderem melhor sua nação. O evento esportivo, claro, também mexeu com ela. A saudade de casa apertou aqui ou ali e, talvez, até tenha aproximado mais a comunidade russa que vive em BH. Há cerca de 20 compatriotas de Natalia na capital mineira, estima ela. Eles até se encontram, esporadicamente, em bares, restaurantes ou na casa uns dos outros. Agora, planejam assistir à abertura dos jogos no Consulado Honorário da Federação da Rússia, no Vale do Sereno, em Nova Lima. Nestes encontros, talvez ela esbarre com Elena Suchkova, flautista da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde 2012. De uma família de esportistas, ela foi a única a fazer carreira pela música. Assim como Natalia, Elena também lembra de ir a estádios e assistir jogos de futebol na TV quando pequena. Mas as duas garantem: nada igual à pátria em chuteiras, como eternizou Nelson Rodrigues. “É mesmo o esporte nacional aqui. Quando cheguei em BH, logo vi que havia dois times fortes”, recorda Elena, referindose a Cruzeiro e Atlético. “No começo, ficava muito assustada com gritos e buzinas de carros... Parecia estar havendo uma revolução!”, examina a musicista, garantindo que, agora, já está habituada a esse jei-
to passional de torcer do brasileiro. E é justamente com a equipe canarinho que elas querem vibrar. Reconhecendo que seu país não tem lá muita tradição com o futebol, as duas asseguram que vão sim torcer pelos seus compatriotas... Mas que, se a equipe não for muito longe, o segundo time do coração é o Brasil – e elas garantem que o feito se repete Rússia afora. Logo, do que depender delas, a seleção de Tite será consagrada hexacampeã. E já está tudo combinado com os russos. Mas há entre Brasil e Rússia mais que a torcida compartilhada pela seleção verdeamarela. É certo que a distância não é pouca. Há todo um oceano e continentes inteiros entre eles. No entanto, acredite, os dois países de dimensões continentais guardam muito mais similaridades do que crê nossa imaginação. É o que garante Natalia, que, em 2011, fincou raízes por aqui. Diga-se, por motivo nobre: “por amor, por amor”, diz entre suspiros dedicados a Cristiano Neves, com quem se casou e formou família. É ele quem já indica que, afinal, se entregar por amor, assim, parece até coisa “made in Brazil”. “Na Rússia, so-
Torcida de brasileiros na Rússia
A russa Natalia Chistova e seu marido, o brasileiro Cristiano Neves, preparam para torcer
mos um povo muito guerreiro. Já enfrentamos guerras, revoluções”, elabora a Natalia, garantindo que, por aqui, apesar de nem guerras e tampouco revoluções estarem em evidência na história do país, considera os brasileiros um povo batalhador. E também mais aberto. “Aqui, se eu sair na rua falando comigo mesmo, ninguém vai achar estranho”, ri. Na nação onde o erudito é pop e a leitura um hábito, há também aproximações em relação a costumes. Quando a equipe do Pampulha visitou a casa de Natalia, em BH,
a recepção foram braços estendidos e um pão francês (que fazia as vezes de um karavai, espécie de pão do país) com um potinho de sal por cima. “É uma recepção que faz parte de nossa tradição, porque entendemos que o visitante andou muito, pode ter passado por muitas coisas para chegar à nossa casa e assim devemos recebê-lo, quando ele é benquisto”, explica ela. Porta adentro, o papo acontece na cozinha, entre goles de chá cinza, também comum no sul da Rússia, de onde Natalia vem. “O café está para o Brasil, assim como o
O TARANI Peixe seco Natália serviu um prato tradicional do sul da Rússia, o tarani, trazido por sua mãe de lá: peixe de água salgada preparado na primavera, época de sua desova em rios de água doce. O pescado é posto em sal e fica ao tempo, até secar. De sabor terroso, ele é servido sem ir ao fogo. “É o prato de que sinto mais falta”, diz Natalia.
Enquanto a comunidade russa que se estabeleceu no Brasil já vem se preparando para o início dos jogos, os brasileiros que vivem na Rússia também já fazem planos. Caso da estudante Raquel Albuquerque, da Universidade Médica Estatal de Kursk. A universitária aponta que, diferentemente do que viu quando o Brasil foi a sede, a excitação por lá é menor. “Aqui as pessoas estão se preparando para assistir aos jogos quando a Copa começar. Já quando foi em terra brasileira, a gente fazia festa até nos treinos”, indica ela, que se mudou para o país em setembro de 2014, logo depois dos jogos da Fifa por aqui. Torcendo exclusivamente pela seleção canarinho, Raquel comenta que os brasileiros que vivem na cidade universitária de Kursk, que não receberá jogos, devem se reunir em bares para torcer juntos. “Quem estiver nas cidades sedes ou vai para estádios ou para o Fifa Fan Fest”, diz.
chá está culturalmente para nós”, pontua a estudante acerca do potencial socializante da bebida. A recepção, lembra a russa, emmuito lembra o que acontece Minas Gerais afora, onde uma mesa é posta a quem chega. Foi em 2011, quando mudou-se para cá, que ela descobriu que até uma banda muito popular na sua adolescência estava mais perto do que nunca: “As pessoas lá adoravam o Sepultura. Aí descobri que são daqui, do (bairro) Santa TeBOAS VINDAS reza”. (Alex Bessas) Tradição Natália recebeu a reportagem de forma tradicional: com um karavai (tipo de pão tradicional no país) e um pote de sal. Assim, o visitante sabe que é benquisto. A prática já não é usual no dia a dia, mas ainda é tradição recorrente em celebrações, como, por exemplo, em casamentos.
ARTESANATO Bonecas russas Na estante da sala de Natália, as matrioskas, bonecas talhadas em madeira e pintadas com motivos camponeses e cores vibrantes, que lembram a estética da religiosidade ortodoxa russa. O nome remete à forma como mães e matronas eram chamadas na Rússia do século XIX.
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ConheçaastrêscriançasdoEstado queterãooprivilégiode acompanharaseleçãobrasileira naCopadoMundo2018
COPA DO MUNDO
2018 Assim como o lateral-direito Danilo e o volante Fred – jogadores mineiros convocados por Tite para a Copa do Mundo –, os pequenos Nikole e Anne, 8, e Thomaz, 6, também representarão Minas Gerais no maior evento do futebol mundial. O trio participou da promoção “Prepara a Emoção!”, da rede de fast-food McDonald’s,
patrocinador oficial do Mundial da Rússia, e foi contemplado com uma experiência única: entrar em campo com a seleção brasileira. A oportunidade será no dia 22 de junho, contra a Costa Rica, em São Petersburgo, segundo compromisso da equipe na competição. Em meio à ansiedade para o embarque, promovemos o primeiro encontro entre os garotos em um palco de Copa, o Mineirão. Anne, que é de Passos, no Sul de Minas, e Thomaz, de São João del Rei, no Campo das Vertentes, se encontraram com Nikole, que mora na capital.
Já devidamente uniformizados, eles chegaram ao gramado do Gigante boquiabertos, com aquele sentimento de não acreditar. Imagina na Copa! PERSONALIDADES “Tenho certeza de que vou fazer muitos amigos por lá”, garante Anne, miniblogueira e minifashionista no Instagram, que já tem mais de 1.500 seguidores. Os bastidores do Mineirão, lógico, foram devidamente registrados e transmitidos ao vivo em sua conta. Ela também toca violão, curte Marisa Monte, faz balé e joga futebol na escola. Anne e Nikole mal se conheceram e já pareciam melhores amigas. Filha de pais brasileiros, Nikole nasceu em Londres e veio para o Brasil com 3 anos. Hoje, aprende inglês com um professor nativo e tem tudo para interagir bem na Rússia. Ela até já ga-
“ “
Meus colegas estão me perguntando muito, se eu vou ficar muito feliz. Estou muito ansiosa para ir. Eu não sei quase nada da Rússia.
Os meus amiguinhos me viram no jornal e já estão falando que eu vou. Quero entrar com o Philippe Coutinho, porque ele é muito bom de bola. Thomaz do Carmo, 6 anos
Anne Barreto, 8 anos
“
Meus professores me pediram para fazer um diário, tirar fotos e contar como é na Rússia, o tipo de comida, se tem maneiras diferentes de conversar. Nikole Miranda, 8 anos
PROGRAMAÇÃO E CONDUTAS Premiação Dos 11 mascotinhos que entram em campo, dez foram escolhidos por meio da promoção do McDonald’s. São três de Minas, três de São Paulo, três do Rio e um da Paraíba. O 11º contemplado é uma garota do Instituto Neymar. Os garotos mineiros viajam à Rússia acompanhados dos pais no dia 18 de junho e voltam no dia 25. As crianças ficarão em um hotel, com refeições, intérprete, atividades e passeios. Encontro As crianças chegarão ao estádio cinco horas antes da partida e lá fazem um ensaio, se alimen-
tam e brincam, sempre com monitores. Antes de se vestir, elas vão se divertir com jogos e brincadeiras em um espaço reservado. Além do kit com o uniforme, os mascotinhos receberão um certificado de participação. Os pais também ganham ingressos para ver a partida e acompanhar o filho. Postura Os garotos precisam prestar atenção para fazer bonito. Os monitores vão explicar como se portar dentro de campo. É bom estar com a letra do hino nacional na ponta da língua. Os orientadores orientam que os mascotinhos não fiquem tietando ou conversando com os atletas. Tem
que ser sério e discreto. O clima, no entanto, é muito amistoso, e geralmente os próprios atletas interagem com as crianças. Regras Não é permitido levar canetas, celulares ou máquinas fotográficas para a entrada em campo. O jogador com quem o garoto vai entrar no gramado será sorteado, ou seja, não tem essa de preferir este ou aquele jogador. Depois, é só dar as mãos e sentir a vibração da torcida. No gramado, as crianças se posicionam à frente dos atletas. De longe, os amigos e os familiares estarão ligados na televisão.
nhou um dever de casa. “Meus professores me pediram para fazer um diário, tirar fotos”, conta. Ainda de poucas palavras, Thomaz também se mostrava deslumbrado com tudo o que está acontecendo e aquilo que está por vir. Na escola, todos já sabem da novidade. Entre os craques do Brasil, ele tem um favorito, e não é Neymar: “Philippe Coutinho”, diz ele, que sabe contar que seu favorito começou no Vasco e, hoje, joga no Barcelona. (Thiago Nogueira)
Anne, de Passos, Thomaz, de São João del Rei, e Nikole, de BH, são os representantes mineiros do time de mascotinhos que entrará em campo com o Brasil na Copa
FOTOS FRED MAGNO
É TEMPO DE COPA Mineirinhos entram em campo
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
Kombucha: é ‘nova’ (CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
Tolerância olerância é um termo que vem do latim tolerare, que significa suportar ou aceitar. A tolerância é o ato de agir com condescendência e ter aceitação perante algo que não deseja ou que não se pode impedir. Em termos conceituais, a tolerância é o ato ou efeito de tolerar. É atitude que consiste em permitir aos outros a liberdade de exprimirem suas opiniões; é aceitação, disposição ou tendência para perdoar erros ou falhas; enfim, é ser indulgente. Na coluna de hoje, vamos ver que ser tolerante, em última instância, faz bem para saúde física e, principalmente, mental. A tolerância é uma atitude fundamental para quem vive em sociedade. Uma pessoa tolerante normalmente aceita opiniões ou comportamentos diferentes daqueles estabelecidos pelo seu meio social. Ser tolerante implica na aceitação de que todo indivíduo tem a livre escolha das suas convicções, bem como enxergar que o outro tem o direito de desfrutar da mesma liberdade. Ser tolerante não significa ser bobo. Tolerância não é sinônimo de tolice. O tolerante não faz tempestade em copo d’água. É dócil ao contato interpessoal. Atualmente, temos assistido a uma intensificação de intolerância social. As pessoas confundem dar opinião com impor uma opinião, anulando-se todos os pontos de vista diferentes. Com o avanço galopante da tecnologia e a expansão das redes sociais, tornou-se fácil e instantâneo dar a opinião sobre um determinado assunto. É o cara da esquerda que fala mal do sujeito da direita e vice-versa. É aqui que se intensificam cada vez mais os pontos de vista, dando um tom maior às intolerâncias, seSer tolerante jam elas quais forem. Mas como podetraz inúmeras mos ser mais toleranvantagens. tes? Podemos exercitar a indulgência no Quem é dia a dia? Existem algutolerante é mas formas de promover a tolerância, pomenos tenso, rém, a melhor forma tem menos de treinar consiste em pensar antes de responestresse, é der. Não ser impulsivo menos ansioso e é a palavra-chave. Exercitar a tolerância nos possui uma permite ver as situaqualidade de ções por outro ângulo. É importante desenvolvida melhor ver a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, procurando compreender e aceitar as diferenças em relação ao próximo. Pensando em nossos filhos, temos na educação o meio mais eficaz para promover a tolerância, pois nos permite adquirir, durante o crescimento, as competências para a gestão de conflitos. Respeitar o espaço do outro, aceitar a diferença de ideias de cada um e utilizar a inteligência emocional são formas de aplicar a tolerância no nosso dia-a-dia. Ser tolerante traz inúmeras vantagens, a curto, médio e longo prazo. Quem é tolerante é menos tenso, tem menos estresse, é menos ansioso e possui uma qualidade de vida melhor. Os tolerantes são mais felizes, pois não exigem que os outros pensem como ele. A aceitação e a compreensão dos erros alheios nos tornam pessoas mais dóceis e de fácil convivência. Aceite que todos somos diferentes e compreenda que estamos continuamente aprendendo. O líder indiano e pacifista Mahatma Gandhi disse: “A lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensaremos todos da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos diversos”. Faça uma boa semana.
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Bebidamilenar chinesafeitada fermentação debactériaé antioxidante, digestivoe emagrece Considerada pelos chineses o elixir da saúde, o kombucha (pronunciase combutchá) é uma bebida milenar preparada a partir da fermentação de chá, açúcar e uma cepa de micro-organismos probióticos. Difundido nas redes sociais por blogueiras que dizem emagrecer após incluir o consumo dele nas suas rotinas, o kombucha caiu no gosto dos brasileiros por causa também de outros benefícios que traz à saúde. A bebida, descoberta na China há mais de 2.000 anos, é considerada antioxidante (retarda o envelhecimento), possui enzimas que auxiliam na digestão, micro-organismos que repõem a flora intestinal e ácidos orgânicos que desintoxicam o fígado e equilibram o pH – podendo ser um excelente substituto do refrigerante, pois é reLitza Mattos
frescante, ácido, levemente adocicado e gaseificado naturalmente. “A bactéria cultivada em chá preto ou chá mate também ajuda a dar energia. É benéfico ao sistema imune e possui vitaminas que são protetoras celulares, ou seja, diminuem as chances de doenças inflamatórias”, afirma a nutricionista esportiva Júlia Mendoza. Os micro-organismos do kombucha são leveduras e bactérias que, quando fermentam, liberam “gases” benéficos, acrescenta a nutricionista funcional Juliana Pizzocolo. “A gente tem uma microbiota no intestino, e o kombucha vêm para complementar e ajudar. Fortalecem o sistema imunológico e ajudam a equilibrar a nossa microbiota”, diz. Por esse efeito no sistema digestivo, a bebida está sendo associada ao emagrecimento. “Geralmente, quando o ciclo intestinal funciona bem, a tendência é a pessoa não reter líquido e não ter problemas de estufamento. Além disso, o consumo regular estimula o metabolismo e isso limita o acúmulo de gordura”, diz Mendoza. Os “kombucheiros” têm até grupos no Facebook, nos quais trocam receitas e colônias de bactérias. A bebida também pode ser comprada. Em uma loja online de produtos fermentados, o “scoby” (sym-
biotic culture of bacteria and yeast, ou cultura simbiótica de bactérias e leveduras, em português) de kombucha custa em média R$ 38. Já as garrafinhas prontas da bebida são vendidas a partir de R$ 10 na internet e em lojas de produtos naturais. EFEITOS COLATERAIS Especialistas alertam, porém, que o produto deve ser usado com orientação médica, pois tem efeitos colaterais – como diarreia, estufamento, náuseas, vômito e desconforto gastrointestinal. “Pode ser bebido todos os dias, mas o ideal, para quem nunca tomou, é começar devagar – cerca de 300 ml por dia, no máximo”, explica Juliana Pizzocolo. Além disso, a nutricionista funcional cita as contraindicações. “Quem tem diabetes deve consumir com ressalvas, justamente por conta da fermentação, que é feita com açúcar. Também não é recomendado para grávidas, gestantes e lactantes e para quem apresenta mau funcionamento do fígado, além de crianças e pessoas que têm gastrite” aponta Juliana. Para a advogada Jussara Maria Guimarães Souza, 56, a bebida – descoberta por ela há um ano – só trouxe benefícios. “Eu tinha uma crise alérgica todo ano, de ficar de cama, e depois que comecei a to-
mar isso não tive mais. Melhorou insônia, rinite, sinusite e me dá muito mais disposição e ânimo”, conta. Adepta também de outro probiótico – o kefir –, Jussara afirma que hoje extrapolou o uso do kombucha como bebida e utiliza até na pele, como cosmético. “Antes eu só usava cremes caros. Agora, bato a panqueca do kombucha com óleo de coco, aloe vera, babosa e uso como hidratante”, diz ela. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
PASSO A PASSO Aprenda como preparar o seu kombucha em casa Ingredientes e materiais Cultura de kombucha (colônia-mãe) Chá verde ou chá preto 2 colheres (chá)
O kombucha pode ser saborizado com outros alimentos (maracujá com gengibre, hibisco com canela e maçã, laranja com gengibre, cenoura e beterraba)
Panquecas de kombucha
Açúcar (mascavo, cristal ou demerara) Jarra de vidro (capacidade de 3 litros) 250 ml de água desclorada
Modo de preparo Ferva a água, acrescente o açúcar e deixe ferver até dissolver; Junte as folhas de chá, ferva por mais dois minutos;
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Desligue o fogo, tampe a panela e deixe em infusão por 15 minutos;
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Coe, em um pano fino (tule) e deixe esfriar;
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Coloque no vidro e junte 1.800 ml de água e 1 ou + panquecas de kombucha;
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Tampe o vidro com tule e elástico na borda para evitar que moscas e formigas entrem; O primeiro preparo deve ser deixado em repouso na infusão por 21 dias, sem mexer e em local escuro; Após esse prazo, retire as panquecas, reserve um pouco para ativar a nova leva de kombucha – a partir dessa vez, o repouso pode ser por apenas dez dias Infusão FONTE: PESQUISA DIRETA
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SAÚDE E BEM-ESTAR
mania entre os fitness FRED MAGNO
WIKIMEDIA COMMONS/DIVULGAÇÃO
Adepta: A advogada Jussara Maria, 56, descobriu o ‘elixir’ há um ano; ela saboriza a bebida com frutas como maracujá, maçã e laranja Kefir é outro probiótico poderoso, que lembra os iogurtes
AS ‘COMIDAS-VIVAS’ DO MOMENTO Kimchi (“Kimchee” ou “Gimchi”) É um fermentado apimentado muito popular na culinária coreana. De sabor azedo, forte e picante, a conserva normalmente é feita de acelga (ou outros vegetais) e ajuda reduzir a glicose do sangue. Kefir Com aparência semelhante a de um iogurte, esse alimento é fruto da fermentação de uma colônia de micro-organis-
mos benéficos que agem como antibióticos naturais. Pode ser cultivado de dois tipos: em água e em leite. Levain Francês, é um fermento natural produzido a partir da fermentação de uma mistura de farinha de cereais com água. Também tem poder de ajudar a controlar a microbiota intestinal e melhorar a imunidade.
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sociedade
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DOLCEVITA AQUARELA DO BRASIL
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exto perfeito que não ficou paralisado nas estradas da internet: “A pessoa tem um posto e vende gasolina a R$ 6 o litro. O Ceasa vende o saco de batata que custava R$ 75 a R$ 500. O mercado vende o alface por R$ 6,58. E só o político é ladrão e corrupto. Parabéns, Brasil, pela união. Se serve de consolo, temos lembranças do último grande furacão nos Estados Unidos, onde faltou de tudo”.
AQUARELA PATRIÓTICA
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Nos Estados Unidos, durante e depois do furacão, a maioria dos mercados, farmácias, postos de gasolina, hotéis, comércio em geral, vendia produtos e serviços a preço de custo para ajudar a população. Lamentável. O problema do Brasil é o brasileiro. Sem sombra de dúvidas”.
AQUARELA HISTÓRICA
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pnnavarro@gmail.com FOTOS BARBARA DUTRA/DIVULGAÇÃO
dios do mensalão, o escritor dizia que “o governo Lula é incompetente, que ricos e pobres brasileiros são igualmente desonestos”.
nestos, com também políticos. Mas a maioria confirma a regra. Um querendo levar vantagem sobre o outro, no final, todos perdem porque um desconta no outro. No capítulo impostos, o governo explora o povo, o povo explora o próximo e sonha em enganar o governo. Resultado: um gosto da Venezuela na boca.
AQUARELA CRUEL
“
O brasileiro é tão subserviente que, quando alguém chama Lula de ignorante – o que é uma verdade – diz-se que o presidente está sendo desrespeitado. Vivemos num ambiente de lassitude moral que se estende a todas as camadas da sociedade. Esse negócio de dizer que as elites são corruptas, mas o povo é honesto é conversa fiada. Nós somos um povo de comportamento desonesto de maneira geral, ou pelo menos um comportamento pouco recomendável. Se me acompanhar à rua, podemos fazer uma experiência”.
O ÓPIO DO POVO
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AQUARELA E QUERELA
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A população da zona sul do Rio de Janeiro é formada, em grande parte, de gente da terceira idade. Quando um idoso atravessa a rua, os motoristas de ônibus aceleram em ponto morto, fazendo um barulhão, para assustar o velho, querem matar o velho. Os brasileiros estão convictos de que, se um pedes-
clovix.com.br
m 14 de maio de 2005, o saudoso escritor João Ubaldo Ribeiro (1941-2014) declarava em entrevista à revista “Veja”: “Somos um país corrupto”. Nos primór-
Paulo Navarro com Walter Navarro
Emprestando sua beleza em tarde chique D’Artagnan, Carolina Toledo
tre atravessar fora da faixa, o motorista tem o direito de atropelá-lo e matá-lo”.
AQUARELA DESBOTADA
“
Ouço de várias empregadas domésticas, comuníssimo, aqui no Rio, que responsáveis pela meren-
ARTE & SOLI DARIE DADE
da escolar retiram alimentos das crianças e levam para casa, para distribuir entre parentes e até montar quitandas. Isso é um evidente absurdo”. Será que agora isso vai acabar ou vivemos apenas mais um voo cego de galinha, como em 2013?
AQUARELA TOTAL
R
esumo da ópera bufa: Claro que existem brasileiros ho-
a esteira dos acontecimentos, recebemos o seguinte texto do empresário e ex-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Pesada (Sicepot-MG), Emir Cadar: “Minha tristeza é que,, daqui uns dias, começa a Copa do Mundo e vamos assistir aos carros correndo pelas ruas, com bandeirinhas do Brasil presas nos vidros laterais, com pessoas vestindo as camisas da seleção, principalmente mulheres”.
O PIO DO POVO
“
Principalmente as mulheres que ficaram os quatro anos ausentes dos estádios, mas, que na época de Copa do Mundo, querem dar aulas de futebol para todos. Firmas terão que interromper suas atividades na hora dos jogos e emendar feriadões. Os políticos vão se afastar de Brasília”. Continuamos no Lança Perfume.
“Os políticos abandonam Brasília para agradar suas bases e deixar o Congresso às moscas”. isso, o 6 “Enquanto país, mergulhado na maior crise da sua história, mesmo dependendo de todos para se reerguer, vai acompanhar a seleção brasileira, composta quase em sua totalidade por ‘estrangeiros’”.
que estão 6 “Jogadores fora do Brasil há tem-
pos, ganhando rios de dinheiro e pouco se importando com o Brasil”. circo está monta6 “O do, mas e o pão? Como
vamos ganhá-lo. Comemorando jogos da seleção é que não vai ser. Abra os olhos, Brasil”.
festa junina mais 6 Abadalada e farta da
temporada, a de Mariângela Lima e Secreto, será dia 16, às 18h, no Hangar 677, Olhos d’Água. comida, bebida 6 Muita e música boa até uma
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com o 6 Continuando texto de Emir Cadar:
canção em nossos ouvidos, mesmo porque, em menor ou enorme grau, como agora, não é só de quatro em quatro anos que o Brasil está em crise. É sempre. Triste.
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reportagem
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CENÁRIO BH JADE LIZ/DIVULGAÇÃO
QU4ARTOSTUDIO/DIVULGAÇÃO
um Papo” 6 “Sempre recebe Fernanda Young
Fernanda Young chega a BH para o debate e o lançamento do livro “Pós-F: Para Além do Masculino e do Feminino” (Ed. Leya, 128 páginas). Nesta primeira obra de não ficção, a autora insere-se, por meio de textos autobiográficos, no debate sobre o que significa ser homem e ser mulher hoje. Onde Auditório da Cemig (rua Alvarenga Peixoto, 1200, Santo Agostinho) Quando Dia 14 (quinta), a partir das 19h30. Quanto Entrada gratuita. O livro será vendido a R$ 34,90. BOB WOLFENSON/DIVULGAÇÃO
Bazar de Arte acontece em 6 Junta dois finais de semana
Feira Flores e Jardim 2 2ªacontece na Casa Amadoria
Cirino lança o livro 6 Adriano “Nos Bastidores de Escobar”
de Invenção terá 6 Territórios segunda edição a partir de julho
Reunindo trabalhos de 40 artistas, o Junta acontece em dois finais de semana seguidos. Dentro da programação, haverá também um happy hour e um bate-papo com os organizadores - Baba Jung, Binho Barreto, Comum e Thiago Alvim - na quinta (14), das 19 às 22 horas. A proposta do Junta é fomentar a cena local das artes visuais de BH. Onde Galeria Mama/Cadela (rua Pouso Alegre, 2.048, Santa Tereza) Quando 9 e 10, 16 e 17/6, das 10h às 20h. Quanto Entrada franca.
Em parceria com a Florinha da Nat, a casa Amadoria realiza a 2ª Feira Flores e Jardim, que irá reunir 15 expositores. Suculentas, cactos, orquídeas, rosas do deserto, flores, hortas, vasos, arranjos, kokedamas, terrários, ferramentas e produtos para jardinagem e insumos para cultivo estarão à venda. Crianças e bichos de estimação são bem-vindos. Onde Amadoria (rua Mucuri, 325, Floresta) Quando Neste sábado (9), das 10 às 17h Quanto Entrada gratuita.
De julho a outubro, duos e trios musicais como o Grivo vão ocupar conservatórios e universidades de seis cidades do estado para práticas e processos de criação com artistas e estudantes, no 2º Territórios de Invenção: Residências Musicais, realizado pela Fundação de Educação Artística (FEA). O material criado durante as residências artísticas será aberto ao público ao final de cada processo, em apresentações com formatos diversos: ensaios abertos, intervenções musicais ao ar livre, apresentações, concertos e instalações sonoras. Quanto As inscrições, gratuitas, vão até o dia 25 (cada cidade tem seu prazo). A ficha de inscrição está disponível no Facebook (residenciasmusicais) e no Instagram: @residenciasmusicais). Vagas limitadas.
A obra “Nos Bastidores de Escobar & Outras Crônicas Bogotanas” (Crivo Editorial, 218 páginas) é, segundo o autor, o jornalista Adriano Cirino, um volume gestado ao largo de dois anos e meio, fruto de um enlace entre o jornalismo, a literatura e uma temporada de intercâmbio acadêmico em Bogotá. Consiste em uma coletânea de seis crônicas de viagem nas quais, prossegue o autor, “o esmero formal domina sobre a pressa informativa”. “Ocupa o território fronteiriço do chamado jornalismo narrativo (ou jornalismo literário) e pertence ao reino da não-ficção”. Onde Café com Letras (Rua Antonio de Albuquerque, 781, Savassi). Quando Neste sábado (9), a partir das 11h30. Quanto O evento tem entrada gratuita. O livro será vendido a R$ 30.
FÁBIO ARRUDA/DIVULGAÇÃO
RENATO STOCKER/DIVULGAÇÃO
Leida Reis lança livro 6 Jornalista infantil “As Árvores Invisíveis”
Na obra, que tem ilustrações de Mariana Tavares, o personagem Sebastião não consegue enxergar as árvores da cidade, mas conecta-se de forma muito sensível a elas. Onde Parque Rosinha Cadar (rua Rodrigues Caldas, 315, Santo Agostinho). Quando Neste Sábado (9), das 9h às 13h. Haverá contação de história, com Vanessa Corrêa, apresentação de duas artistas circenses argentinas e distribuição de pipoca e algodão-doce verde. Quanto Entrada gratuita. PÁGINAS EDITORA/DIVULGAÇÃO
Cultural abre exposição 6 BDMG “CoraçãoBombaseiva”
O artista Flávio Augusto Generoso apresenta a exposição “CoraçãoBombaseiva”, no qual dá vida a seres híbridos, que narram seus sentimentos por meio de textos nas paredes da galeria. A ideia é falar do quanto o homem dos grandes centros urbanos se distanciou da natureza. Onde Galeria de Arte BDMG Cultural (rua Bernardo Monteiro, 1.600). Quando Visitação diária, das 10h às 18h, até 9 de julho. Às quintas-feiras, horário estendido, de 10h às 21h. Quanto Acesso é gratuito.
se despede com 6 “Mutações” nomes como Zé Miguel Wisnik
José Miguel Wisnik, Eugênio Bucci, Olgária Matos e Luiz Alberto Oliveira estão na última semana do ciclo “Conferências Mutações 2018 – A Outra Margem da Política”. Onde BDMG Cultural (rua Bernardo Guimarães, 1.600). Quando Dia 11 (segunda), Wisnik; Dia 12 (terça), Bucci; Dia 14 (quinta), Olgária; e dia 15 (sexta), Oliveira), sempre às 19h. Quanto Ciclo completo: R$ 60 (inteira). Palestras avulsas: R$ 20 (inteira), pelo site appa.art.br ou pessoalmente, antes das conferências
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almanaque ESTREIA>Com a bênção de nomes fundamentais da Bossa Nova, Fernanda Takai lança CD em BH
O jovial Tom de Takai Era com excitação que Roberto Menescal falava de um projeto que ele e Marcos Valle vinham construindo com a cantora Fernanda Takai em que interpretariam canções de Tom Jobim (1927 – 1994). À época, o compositor e músico viajava o país celebrando, ao lado de convidados, seus 80 anos. E foi assim, como que de uma iluminação, já com nome e tudo, que a ideia do álbum foi germinada. Detalhe: a anunciação ocorreu no meio de um dos shows dessa turnê, em Brasília. De supetão, Menescal interrompeu Fernanda e a convocou publicamente, diante de toda plateia, para encarar a empreitada – pegando até a cantora de surpresa. Gestado em nove meses, “O Tom da Takai” foi lançado nas plataformas digitais e lojas físicas e, agora, será apresentado oficialmente no próximo sábado (16), em Belo Horizonte – e, por isso, a excitação volta a tomar conta do trio. A cantora, por sinal, considera o momento como “histórico” para sua trajetória. Não é para menos. É com a bênção de um dos pais da Bossa Nova que ela dedica um CD ao gênero. “A gente fala em fazer algo junto desde 2007, quando Menescal gravou uma guitarra no meu primeiro disco solo”, lembra Fernanda, se referindo ao álbum “Onde Brilhem os Olhos Seus”, em que canta Nara Leão. Talvez mera coincidência, a participação do instrumentista é justamente em “Insensatez”, composição de Vinicius de Moraes e Tom Jobim. Depois do episódio, eles fizeram mais shows juntos “e essa vontade amadureceu”, comenta ela. Este, aliás, não é o único acaso que liga Fernanda Takai, Roberto Menescal e Tom Jobim. Quando anunciou a ideia do projeto, ela interpretava “Estrada do Sol”, música do homenageado em parceria com Dolores Duran. E para dar ainda mais cara de coisa do destino, no CD “Encontro Inédito”, lançado por Menescal no ano passado, o músico octogenário convidou a mineira para dar voz à canção “Depois Só Canções do Jobim”. Mesmo diante de tantos, digamos, presságios, a apresentação do projeto, já debaixo dos holofotes, foi um susto para a contida Fernanda. “O que eu não esperava era anunciar para todos logo de cara. Geralmente, gosto de começar todo o processo, ter um cronograma mínimo e só depois contar para as pessoas”, diz. Esse Tom que é tão da Takai, vaAlex Bessas
Sáb. 16.jun.
WEBER DE PÁDUA/DIVULGAÇÃO
Boa companhia Ao lado dos mestres Roberto Menescal e Marcos Valle, cantora Fernanda Takai apresenta CD dedicado a Tom Jobim
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Como sabia da generosidade e simpatia do Menescal e do Marcos, só podia esperar momentos excelentes ao lado deles. Acho que é um momento histórico para mim. Fernanda Takai, sobre a parceria com Roberto Menescal e Marcos do Valle
le dizer, tem estética jovial – e não é à toa: as composições escolhidas pelo grupo fogem do óbvio e remontam as composições de um Antônio Carlos Jobim de 30 anos, quando ainda não dispunha do título de “Maestro Soberano”. “Há vários artistas, no Brasil e no mundo, que já gravaram discos dedicados ao Tom”, lembra a cantora. “Nosso desafio era fazer isso de um jeito bem particular. Trazer um toque de novidade através do repertório, arranjos e interpretação”, pontua, evidenciando a razão de um verniz pop nas canções. Por fim, é de um jeito bem mineiro, como quem define uma expressão nossa, os tais “causos”, que ela explica como vê o projeto: “é como uma contação de história: cada um tem seu estilo, sua particularidade, seu tom ao transmitir as palavras”. GESTAÇÃO Apesar de não ser gravado no fundo de casa – literalmente, já que é lá que Fernanda mantém o estúdio 128 Japs com seu marido, John –, a cantora diz que não houve nenhum estranhamento e a gravação fluiu com tranquilidade. “Fizemos a escolha de repertório em meados de janeiro, daí eles partiram para criar os arranjos. No fim de fevereiro entramos em estúdio por duas semanas, gravamos tudo. Ao mesmo tempo andava o projeto gráfico, criado pela Hardy Design, mixagem, fotos...”, narra a intérprete. “Foi muito tranquilo trabalhar com eles e a equipe do estúdio Tambor no Rio de Janeiro. Fazia tempo que eu não gravava um disco inteiro fora do meu próprio estúdio”, conclui ela. Sendo assim, o trio que são, as agendas não ajudam muito, afinal, cada um deles tem sólida carreira. Então, depois do show em BH, o grupo deve voltar a se encontrar apenas depois da Copa do Mundo. “Vamos marcar shows nas capitais”, garante a cantora, admitindo a dificuldade de encontrar datas comuns. “Mas não há pressa, a gente vai no tempo certo”, completa. Além de estar envolvida com o lançamento de “O Tom da Takai”, Fernanda continua a viajar com o Música de Brinquedo 2, do Pato Fu. “Há dez anos eu percorro simultaneamente turnês solo e com a banda, além de viajar bastante divulgando meus livros”.
> O Tom da Takai
Show de lançamento com Fernanda Takai, Roberto Menescal e Marcos Valle. Teatro Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2244, Lourdes). Dia 16 (sábado), 21h. R$ 50 (inteira).
almanaque
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MÚSICA Passeio pelo blues e pelo jazz CAROL PRATES/DIVULGAÇÃO
Dudu Lima faz show ao lado de Stanley Jordan e Ivan “Mamão” Conti
THIAGO CARDEAL/DIVULGAÇÃO
Nascido em Angola, Nuno Mindelis apresenta seu consagrado blues em BH
VINICIUS GROSBELLI/DIVULGAÇÃO
Pepeu Gomes leva ao palco o repertório do álbum “Alto da Silveira”, de 2015 CÍNTIA DUARTE/DIVULGAÇÃO
uma estimativa feita pelo próprio autor. “E olha que meu filho (Fábio) está falando que são mais...”, espanta-se, acrescentando que a nova residência não tem mais lugar para guardar “tanto papel”. “Cheguei aqui faz uns quatro ou cinco anos e o rapaz está assustado”, diz o artista, referindo-se ao fato de ter se mudado para a casa do rebento, em Bangu, Rio de Janeiro. De uma audição sensível, Pascoal tem uma visão abrangente do que conceitua como música. “Estou falando com você agora, e isso também é – e tem – musicalidade”, reflete, informando que, criando a todo tempo, só contabiliza mesmo “as que estão escritas na pauta”. Caso, por exemplo, do “Calendário do Som”, livro publicado em 1999 que reúne uma composição feita a cada dia no intervalo de 23 de junho de 1996 a 22 de junho de 1997. MÍTICO Extraindo sons de instrumentos convencionais, como piano, sanfo-
CAROL PRATES/DIVULGAÇÃO
Alex Abraçados pela SerBessas ra do Curral. É assim que o público deve se sentir na 4º edição do Festival BB Seguros de Blues e Jazz, que acontece neste domingo (10). Afinal, a reunião musical ocorre na praça JK, famosa por sua panorâmica vista deste cartão postal belo-horizontino. Sensação de afago compartilhada por alguns dos artistas que sobem ao palco do evento – entre eles, nomes míticos como Pepeu Gomes, que já apareceu entre os dez melhores guitarristas do mundo em lista da revista americana “Guitar World”, o blueseiro lusobrasileiro Nuno Mindelis, o icônico Hermeto Pascoal e o norte-americano Stanley Jordan, convidado do mineiro Dudu Lima. “Sou do Estado do Alagoas e nós não ficamos muito longe (de Minas Gerais). Fui criado no mato, no meio das montanhas. Então, cada vez que vou aí, minha inspiração fica ainda mais aguçada – mas sem premeditação”, comenta Hermeto Pascoal – e se é ele quem está dizendo, há de se acreditar que as serras mineiras devem mesmo ser inspiradoras. Afinal, o músico é responsável pela composição de pelo menos 10 mil canções, e m
Nascido em Chicago, Jordan faz do Brasil a sua segunda casa
Junto a Itiberê Zwarg, Jota P., Fabio Pascoal, André Marques e Ajurinã Zwarg, Hermeto Pascoal faz um show movido a improviso
na e baixo, ou até mesmo de um berrante ou elementos improvisados, como guardanapos de pano, e detentor de uma obra extensa, Pascoal não costuma preparar um repertório para suas apresentações. “Não premedito nada, nada. Meu negócio criar, sou 100% intuitivo”. Em maio de 2017, Hermeto Pascoal esteve em Boston, para receber o título de Doutor Honoris Causa no New England Conservatory. Orgulhoso do que considera “um prêmio muito importante”, o poli-instrumentista, porém, evita qualquer noção acadêmica em seu trabalho: “Nunca tive diploma e não teria nenhum que fosse mais forte que o meu coração e minha alma de fazedor de música”. E, detalhe, aos 82 anos o fato de ter sido reconhecido doutor soa-lhe até bonito, assim como o memorável elogio de Miles Davis, que o considerou o músico mais impressionante de todo o mundo – no início dos anos 70, Pascoal já ganhava fama internacional ao participar do disco “Live–Evil” do trompetista. Nada, no entanto, supera o título de “Bruxo do Som”. Na verdade, Pascoal lembra que, quando a jornalista Ana Maria Bahiana cravou o
apelido, não ficou exatamente satisfeito. É que logo vinham à sua memória as ameaças que ouvia quando criança. Com o tempo, porém, foi tomando gosto. E é assim que gosta de ser citado hoje em dia. MÚSICA QUE CURA Se tem uma coisa na qual Pascoal acredita (e atesta) é o poder curativo da música. Mas não como
PROGRAMAÇÃO 4ª edição do Festival BB Seguros de Blues e Jazz Neste domingo (10) 11h BB Seguros Jazz Band 12h Ablusadas 13h O Bando 14h Nuno Mindelis 15h30 Pepeu Gomes em um show de guitarra 17h Hermeto Pascoal 18h Stanley Jordan e Dudu Lima Trio Onde Praça JK, (av. dos Bandeirantes, Sion) Quanto Entrada gratuita.
um remédio a ser ministrado. Ele diz que já foi até abraçado por quem jurasse ter sido agraciado por um milagre seu. “A música segura o mundo enquanto a gente viver, é a maiorfonte semfim de alegria e prazer. Então, que cante mineiro danado, até o dia amanhecer!”, arremata o artista, em versos improvisados. É provável que o tema citado por Pascoal suscite interesse em outro artista que participa do festival: o guitarrista de jazz fusion Stanley Jordan, 58, é entusiasta e estudioso da musicoterapia. Aliás, para ele, o Brasil é exemplo da ação curativa das canções. “Gosto de estar aqui. Me sinto em casa e tenho grande afinidade com meu trio brasileiro e com a energia de vocês”, elogia ele, para quem há uma musicalidade latente em todos os pontos que visita no país. Mas é especialmente em Minas que ele ressalta a energia e o astral entre as montanhas. Como de praxe, Jordan vem a BHcomo vértice do Dudu Lima Trio. “Houve uma grande afinidade desde o primeiro encontro, em 2001. De lá pra cá, foram mais de 300 shows, gravações, viagens e muita energiamusical”, rememora Lima,que já considera Jordan um membro da família. “Dividir o palco com o Stanley e o Mamão (Ivan Conti, baterista do lendário Azymuth) é uma maravilhosa viagem musical. Cada show trazmuitainteraçãoecriaçãoespontânea”, avalia o mineiro, referindose aos colegas da tríade. Além do show, Jordan prepara umaparceria comMilton Nascimento. Juntos, eles já registraram uma canção no CD “Tamarear”, de Bituca e Dudu Lima e Trio. O brasileiro já participou de um show do americano e juntos gravaram “Meditação” (Tom Jobim e Newton Mendonça). Mais parcerias podem despontar. “A música é universal e a afinidade entre quem a faz com amor é inevitável. A reunião entre nós foi uma consequência de toda a estrada e a vontade de fazer música – onde fronteiras não existem”, conclui.
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MÚSICA Viagem pelo som do Clube Sincera até a medula, a cantora Ana Cañas recorre à hashtag #euconfesso ao ser indagada sobre sua relação com o Clube da Esquina. “Fui começar a ouvir Milton Nascimento já na adolescência, mas juntamente a outros titãs da música brasileira, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee, Chico Buarque, Gal Costa, Elis Regina e tantos outros”, rememora a moça, de 37 anos. “Então, cheguei ao Clube depois de ouvir a obra de Milton – e por causa dele”, pontua. O importante é que, ao se conectar com a música defendida por Bituca, Fernando Brant, Beto Guedes, Lô e Márcio Borges, entre vários outros, a paulistana sucumbiu à riqueza melódica e ao magnetismo das letras. A ponto de ser convidada a subir ao palco e soltar a voz em um espetáculo-hoPatrícia Cassese
menagem ao movimento que projetou ainda mais Minas no cenário artístico internacional. Em “Visitando o Clube”, que terá única apresentação na próxima quinta-feira (14), no Centro Cultural Minas Tênis Clube, Ana divide as honras com dois expoentes da boa música mineira: Telo Borges e Claudio Venturini. A iniciativa insere-se no projeto “Uma Voz, Um Instrumento”, gestado pelo produtor Pedrinho Alves Madeira, que, na abertura da versão 2018, recebeu Ed Motta. Apesar do título e da proposta, o repertório do show abarca, ainda, músicas que não são propriamente originárias do movimento, mas que estão atavicamente atreladas a ele. Assim, entram em cena pérolas como “Paula e Bebeto”, “Fé Cega, Faca Amolada”, “O Que Foi Feito Devera”, “O Trem Azul”, “Tristesse”, “Vento de Maio”, “Todo Azul do Mar”, “Voa Bicho” e “Nada Será Como Antes”,
para citar algumas. Indagada se detecta alguma interlocução entre seu trabalho e a música do Clube, Ana Cañas nem titubeia: “Sinto a força da melodia suprema, acima de tudo. E, para uma cantora/compositora, mas também intérprete,
Qui. 14.jun.
Trio Ana Cañas terá a companhia de Cláudio Venturini e Telo Borges no palco
é um presente imenso da vida poder cantar canções que vão tão fundo na alma”, exclama. “Além das letras, todas geniais”, arremata. Não por outro motivo, ela se esquiva em citar uma música de sua preferência. “Acho impossível (escolher
uma só). Todas que escolhi para cantar no show me emocionam profundamente – aliás, meu critério de escolha foi exatamente esse: o coração, incluindo, aí, ‘Clube da Esquina 2’, ‘Um Girassol da Cor do Seu Cabelo’, ‘Para Lennon e McCAROLINA VIANA/DIVULGAÇÃO
Cartney’, ‘San Vicente’, ‘O Que Foi Feito Devera’ e ‘O Trem Azul’, por exemplo. Músicas que transcendem tudo, aquelas na transversal da existência mesmo, que chegam rasgando e tirando o chão. Aquelas que te fazem chorar”, reforça. Ana Cañas lembra que a proposta inicial do projeto era fazer uma apresentação no formato “voz e violões”, ou seja, de cunho mais intimista. “Eu adoro e lembro que o repertório está recheado das canções conhecidas, mas também contempla alguns lados B”. Razão pela qual ela vaticina. “Acho que os fãs do Clube da Esquina vão ficar emocionados com as escolhas – e nós também!”.
>ClubeVisitando o
Ana Cañas, Cláudio Venturini e Telo Borges. Centro Cultural Minas Tênis Clube (rua da Bahia, 2.244, Lourdes – 3516-1360). Dia 14 (quinta), às 21h. R$ 25 (inteira), à venda na bilheteria do teatro e pelo site eventim.com.br.
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MÚSICA Aumenta que é rock’n’roll João H. N o r t e a d o Motta (*) por questões como a sustentabilidade, o Festival da Vida acontece neste fim de semana, em Sete Lagoas, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte. Com programação gratuita, a quinta edição do evento anuncia atrações para vários perfis até a próxima quarta-feira (15), assim como oficinas de jardinagem, compostagem e criação de móveis. O destaque da programação musical recai para a “Noite do Pop Rock”, que acontece neste sábado (9), com show do carioca Frejat. Há quase um ano, o guitarrista, cantor e compositor resolveu apostar suas fichas na carreira solo, com o espetáculo “Tudo Se Transforma”, que estreou no Rock In Rio 2017. É justamente a bordo desse repertório que o ex-Barão Vermelho aporta no Festival da Vida, que, vale lembrar, tem entrada gratuita. A abertura foi delegada à banda local Wonder Drive, que aposta na releitura de clássicos do rock. “Tudo Se Transforma”, projeto atual de Frejat, foi pensado “para o público cantar junto”, como o próprio artista defi-
ne. O repertório, portanto, coloca em repasse canções fundamentais da carreira do Barão Vermelho, como “Todo Amor que Houver Nessa Vida”, “Pro Dia Nascer Feliz”, “Maior Abandonado” e, claro, músicas do próprio Frejat, como “Amor Pra Recomeçar” e “Segredos”. No palco, o músico também lembra canções do saudoso parceiro Cazuza, como “Exagerado”, que foi incorporada ao setlist. E ainda coloca sua voz a serviço de “Ideologia” (1988), canção icônica do pop rock nacional que traz versos que ainda reverberam o contexto político do país. Mas também há espaço para novidades. Recentemente, o músico entrou em estúdio para produzir o single “Tudo Ainda”, gravado sem bateria e sem baixo, baseado no arranjo e na regência de cordas do maestro Jaques Morelenbaum. Para ele, a opção por um certo distanciamento do pop rock, nesse caso, “não foi motivada por um desejo de mudança, e sim de buscar qual seria a melhor forma de apresentar cada canção”. “É diferente das coisas que já fiz. Não é um novo caminho que pretendo trilhar, mas certamente abre por-
Sáb. 9.jun.
MAMUTTE Show com repertório dos álbuns “Quase-disco” (2014) e “Epidérmico” (2017). Rainha da Sucata (pça. da Liberdade). Às 17h. Entrada gratuita
Ô SORTE Roda de samba. Ô Sorte (av. Raja Gabaglia, 4.678, Santa Lúcia). Às 16h. R$ 20 (1° lote)
DOMINGOS CLÁSSICOS Orquestra Ouro Preto lança o DVD “Música Para Cinema”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 11h. R$ 20
MANHÃS MUSICAIS
Na vibe Frejat repassa hits de sua carreira no Festival da Vida, em Sete Lagoas
Com Rommel Fernandes, Roberto Papi e Elise Pittenger. Sala Sergio Magnani (r. Gonçalves Dias, 320). Às 11h. R$ 20 (inteira)
segunda (11) SEGUNDA MUSICAL Concerto com Paulo Rosa (saxofone) e Davi Camisassa (piano). Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30). Às 20h. Gratuita
quarta (13) SESSÃO COLABHORASOM #11 Edição com Jeferson Gouveia, Cleo Ventura, Lucas Avelar e Elisa Paraíso. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 20h. Entrada gratuita
tas para outras coisas que pretendo fazer no futuro”, reconhece. Dedicado a vários projetos como produtor e compositor, inclusive para o cinema, Frejat destaca a agenda cheia: “Neste momento, estou produzindo o disco do Serginho Trombone, que, aliás, está muito bom. Vai ser um trabalho importante para ele, pra mim e, acredito, para todos que se interessam por música brasileira instrumental dançante”.
SITE OFICIAL/DIVULGAÇÃO
celebram a música 6 Mestres instrumental mineira
Túlio Mourão e Célio Balona (foto) unem piano e acordeom em um show permeado pela intimidade dos amigos. Unindo gerações da música brasileira e instrumental, o repertório traz “O Trenzinho do Caipira”, de Villa Lobos, “O que Será”, de Chico Buarque, além de temas de Lennon e McCartney. Onde Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro) Quando Dia 13 (quarta), às 20h Quanto R$ 30 (inteira). CLAUDIA BENITEZ/DIVULGAÇÃO
Para comemorar os 70 anos de carreira, as irmãs Galvão apresentam um show juntamente com sua banda. O repertório é composto por músicas sertanejas de raiz. As irmãs munidas de violão e acordeom prometem levar o público ao delírio com os clássicos "Beijinho Doce", “Pedacinhos” e "Colcha de Retalhos". Onde Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350) Quando Dia 12 (terça), às 17h Quanto R$ 30 (inteira)
sábado (9)
domingo (10)
#FICAADICA
Galvão voltam a BH com 6 Irmãs o show “70 anos de carreira”
GIU PERA/DIVULGAÇÃO
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No cinema, ele e Leoni assinam a direção musical de “Intimidade Entre Estranhos”, de José Alvarenga, previsto ainda para este ano. O filme “pega emprestado” o nome do último CD solo de Frejat, lançado em 2008. “Compusemos várias canções originais e também serão usadas outras da nossa parceria”, afirma o artista. Tem mais. “Também vou fazer, junto a Luiz Antonio Melo, a direção musical do filme ‘Aumenta que Isso Aí é Ro-
ck’n’Roll’, com a história da Rádio Fluminense”, brinda. * Sob supervisão de Patrícia Cassese
da Vida >ShowFestival de Frejat.
Parque Náutico da Boa Vista, Sete Lagoas. Sábado (9), 20h. Entrada franca. Domingo, dia 10 “Ruas brincantes” e aula de zumba 10h Coral Troca de Talentos 11h Orquestra de Viola Caipira Ritmos e Tradição Informações sobre as oficinas: (31) 99175-0078.
quinta (14) NOITE INDEPENDENTE Com shows de Gusmão, Roger Deff, Pausa Para e discotecagem de Guidub. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 22h. R$ 15 (sympla.com.br)
SALVE O COMPOSITOR! Edição traz Francisco Heliodoro com o show “Savassi Futuro”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046). Às 20h. R$ 20 (inteira)
sexta (15) MG BIG BAND Banda regida por Sérgio Gomes. Teatro do CCMTC (r. da Bahia, 2.244). Às 20h30. R$ 40 (inteira)
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ARTES CÊNICAS Imaginário encontro É quase inevitável que a menção do nome de Edith Piaf (1915 – 1963) traga à mente do ouvinte o refrão do clássico “Non, Je Ne Regrette Rien” – mesmo que em um francês, digamos assim, arranhado. Da mesma forma, é provável que mesmo aqueles que não se debrucem com afinco sobre a obra de Bertolt Brecht (1898 – 1956) já tenham se deparado com algumas de suas frases lapidares, como: “Do rio que tudo arrasta se diz que é violento, mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem”. Com a obviedade dessa constatação, é seguro dizer: a cantora francesa e o dramaturgo alemão são daquelas personalidades que povoam o imaginário coletivo. Agora, imagine um encontro entre os dois: de um lado, o pragmatismo e a ironia de Brecht e do outro, a história movida a paixão de La Môme. É esta a premissa de “A Vida em Vermelho – Brecht & Piaf”, espetáculo idealizado por Aimar Labaki que aporta em BH nestes sábado (9) e domingo (10). Mas, vale dizer, texto (de Labaki) e direção (de Bruno Perillo) fizeram questão de não incorrer em estereótipos – opção que Letícia Sabatella já tinha feito quando entoava o mencionado clássico do cancioneiro francês nas apresentações de “Caravana Tonteria”, com o qual viajou Brasil afora ano passado. “Eu fazia a música dela com muita delicadeza, sem forçar aquela expressão que é muito característica”, lembra a atriz, ao Pampulha. “Acontece que, aos pouquinhos, de tanto fazer, as pessoas passaram a ter a ilusão de que havia alguma coisa que aproximava a minha interpretação da performance Alex Bessas
FLAVIA CANAVARRO/DIVULGAÇÃO
Sáb. e dom. 9 e 10.jun
Piaf & Brecht Leticia Sabatella contracena na peça com o marido, o ator Fernando Alves Pinto
dela – talvez na potência, na intensidade...”, examina a belo-horizontina, criada em Curitiba. Pois bem, Labaki também assistiu a “Caravana Tonteria” – e ficou impactado com a versão de Letícia. A ponto de re-adaptar “o texto (de “A Vida em Vermelho”) de acordo com o que viu”, conta ela. O convite para viver a personagem veio naturalmente e, é fato, já era um desejo de Letícia viver Piaf. Em cena, está a seu lado o ator Fernando Alves Pinto (seu marido), que encarna Bertolt. “Ao mesmo tempo em que me preparava para a peça, estava montando minha personagem para a novela ‘Tempo de Amar’ (Rede Globo), na qual faria uma vilã”, recorda, dizendo
que a agenda acabou inviabilizando que a equipe se reunisse para mais ensaios. “Fui me preparando em casa e o Nando foi me ajudando com a pronúncia do francês”, completa. NO CABARÉ O que se vê em cena é o duelo de dois clowns, explica Letícia. “São dois atores, Bertoldo e Edith, que estão preparando uma peça, em um cabaré. E eles ficam disputando o tempo todo. A Edith fica detonando o Brecht e o Bertoldo, detonando a Piaf, e cada um vai valorizando o seu personagem. A gente fica criando essa competição, e acabamos colocando o público na situação de ter que definir quem é o melhor”, antecipa. Pela importância dada à
música na peça, o casal é acompanhado por três instrumentistas que, ao vivo, executam temas como “Baladas de Mackie Messer” e “Ópera dos Três Vinténs”, do cancioneiro de Brecht, e “Padam, Padam” e “Milord”, de Edith Piaf, entre outras composições do universo dos artistas. Do repertório, há uma canção que emociona particularmente a atriz. “Existe um registro de Piaf cantando ‘Milord’ em uma TV americana no qual, mesmo com poucos recursos, ela consegue transmitir muita sensualidade e força interior”, elogia Letícia. A já citada interatividade com a plateia é outro ponto sobre o qual ela se detém. “A gente sempre cutuca muito, chama em mo-
mentos nos quais o público não espera. Convoca a plateia para cantar junto, para decidir uma situação. Acaba que é muito divertido e nos surpreendemos com a vontade das pessoas de participar – e com a desinibição”, anima-se. Entre a música e o canal aberto com o público, a peça também investe em dinamismo. “A pessoa está lá vendo uma coisa séria e, de repente, a gente quebra isso. Pega um caminho mais emotivo e, então, sai dessa rota e faz um distanciamento brechtiano – usamos muitos recursos dele, e a própria Piaf muitas vezes é uma personagem de Brecht”, explica Letícia. “A gente fica brincando com essas linguagens, teatro, show e entretenimento”, conclui.
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No geral, para “A Vida em Vermelho”, Letícia buscou fugir do óbvio. “Tem toda essa característica da sensibilidade de Piaf, que é mesmo muito forte, mas o que mais grita, para mim, é a grande força interior dela – e isso tira qualquer caricatura do que é essa figura, essa personagem incrível, que empresta dignidade aos excluídos”, pontua. Cantar suas músicas, então, foi um desafio à parte. “São verdadeiros trava-línguas!”, comenta, acrescentando que precisou fortalecer uma certa musculatura para acertar o tom. “Eu tenho uma voz completamente diferente, mas temos uma mesma tessitura vocal. As notas que ela canta são confortáveis para a minha voz. O cantar dela soa como um instrumento de sopro, e minha voz encontra esse timbre”, analisa. Com tudo isso, a atriz procurou “construir uma máscara, de forma que as pessoas acreditam, em algum momento, que estão tendo a experiência de assistir a Piaf”, garante. GRATIDÃO Além da turnê de “A Vida em Vermelho”, Letícia Sabatella participa da série global “Carcereiros”. Mas, quando vem a BH, a atriz se dedica mesmo é aos afetos. “Tenho uma pilha de amigos para visitar, mas se tem um lugar sagrado pra mim é o (hospital) Mater Dei, onde minha filha (Clara) nasceu (em 1993), e onde tive todo apoio e acolhimento. Sempre visito para agradecer pelo amor que recebi de toda aquela família”.
A Vida em >Vermelho – Brecht & Piaf
Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60). Nestes sábado (9), às 21h, e domingo (10), às 19h. R$ 50 (inteira).
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ARTES CÊNICAS As heranças que ficam em nós “Fica um pouco de teu queixo/ no queixo de tua filha”. Foi com esse verso que o itabirano Carlos Drummond de Andrade trouxe à baila, no poema “Resíduo”, reflexões sobre as heranças que os indivíduos deixam ao longo da vida, sobre o que fica nos filhos quando os pais partem. E foi justamente desse jogo de memória, esquecimento, luto e heranças que nasceu o espetáculo “O Que Fazer Com o Resto das Árvores?”, do Coletivo Binário, que estreia no CCBB dia 15, cumprindo temporada até o dia 25 deste mês, de sexta a segunda. Sob a direção de Larissa Matheus, os atores Nando Motta e Elder Torres – que assina o texto do espetáculo – dão vida aos irmãos Carlos e Frederico, fragmentados pela morte recente do pai. O homem passou mais de 40 anos escrevendo uma enciclopédia, se desfez de bens materiais acumulados durante a vida para imprimir os volumes da obra e deixa como herança um milhão de livros. Mais que contar a história desta família, a montagem perpassa um ideário sobre todas as heranças que constroem o destino dos indivíduos – as deixadas pela história do país, Lara Alves (*)
os traços dos pais e os objetos que guardam valor sentimental. Para o dramaturgo e ator Elder Torres, as enciclopédias da peça são metáforas sobre as heranças e como essas afetam os círculos familiares. “Ser irmão de alguém é a primeira herança que você recebe dos seus pais, a primeira herança que você tem que não é material. Depois da morte desse pai, esses irmãos têm que descobrir que herdaram um ao outro. E nós, a todo momento, estamos herdando coisas. Algumas vezes, são coisas desagradáveis, mas precisamos viver e lidar com elas”, conta Torres. E se o título do espetáculo pode parecer curioso à primeira vista, o ator Nando Motta lembra que também carrega todos os sentidos construídos por ele. “O título me instiga, é sobre o que fazer com aquilo que sobrou do pai, com esse mundo de árvores que o pai dos irmãos transformou em papel e que agora pertencem a eles. É também sobre o que fazer com o resto da vida, sobre como aprender a viver com o que sobrou”, explica. Não apenas a escolha do título, como também a de Elder, de contracenar com Nando Motta, foi proposital. Isto porque a estreia do espetáculo marca a criação do Coletivo Binário, composto pelos dois atores, que trabalham juntos, direta e indire-
tamente, desde 2008 – e que se consideram meio que “irmãos de cena”. Apesar de o espetáculo tratar sobre o luto e ques-
tões tão sensíveis, Elder garante que o humor é uma das ferramentas para a construção da montagem – e é exatamente em meio às dis-
Estreia 15.jun.
cussões entre Carlos e Frederico sobre o destino das enciclopédias que a graça emerge. “Existe muito humor nessa história, assim como na viJOÃO VIEIRA TORRES/DIVULGAÇÃO
Legado O dilema de dois irmãos que recebem 1 milhão de enciclopédias como herança é o ponto de partida do espetáculo
da. Nas piores coisas a gente consegue colocar humor. Esses irmãos pensam: ‘Meu Deus, tem um milhão de enciclopédias na sala de casa! O que fazer com isso?’. O próprio fato de eles terem que bater de porta em porta para tentar vender as enciclopédias em 2016 é muito cômico”, pondera. TEATRO E CINEMA Com incursões também pelo cinema, o dramaturgo Elder Torres convidou o cineasta e diretor de fotografia Rodrigo Tavares (responsável pela fotografia dos filmes “Rinha” e “Colegas”, de Marcelo Galvão) para compor o projeto. Na montagem, Tavares é responsável pela assinatura de um documentário que é exibido durante a peça e que narra a história dos dois irmãos, contada por eles próprios, anos depois do falecimento do pai. Outros recursos do cinema, como o vídeo mapping, também são utilizados para contar a história, atravessando o presente, o passado e o futuro dos personagens. * Sob supervisão de Patrícia Cassese
O Que Fazer com >o Resto das Árvores?
Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, 3431-9400). Estreia dia 15 (sexta-feira), às 19h. Sempre de sexta a segunda, às 19h. R$ 20 (inteira). Até 25/6.
Tendo a delicadeza como norte Dom. 10.jun
CAIO GALLUCCI/DIVULGAÇÃO
Lázaro e Kiara em cena: um musical para todas as idades
Protagonista de montagens brasileiras de musicais de sucesso na Broadway, como “O Fantasma da Ópera”, a atriz Kiara Sasso diverte-se: “Eu nem sabia que era uma mente criativa”. A fala encaixa-se no momento em que, ao Pampulha, ela lembrava o momento em que recebeu do colega, Lázaro Menezes, o convite para, juntos, desenvolverem um musical voltado ao público infantojuvenil. “Ele falou: ‘Vamos juntar nossa criatividade”. Ela assentiu ao convite e o resultado – o espetáculo “O Palhaço e a Bailarina” – chega agora à capital mineira, para única apresentação neste domingo (10), às 17h, no Cine Theatro Brasil Vallourec. Em cena, ela dá vida à bailarina Anabel, que se apaixona pelo palhaço vivido por Lázaro. Os dois trabalham
em um circo comandado por mão de ferro por Tombo, um ex-domador de leões interpretado pelo terceiro ator em cena, Blota Filho. Um dia, o patrão perde dinheiro e parte do circo em um jogo de cartas. Falido, vê-se obrigado a demitir sua trupe – porém, apaixonado que é por Anabel, resolve não só mantê-la, como deixá-la acorrentada a uma enorme “caixinha” de música. Nas ruas, o Palhaço tenta sobreviver de sua arte, até decidir partir em busca de sua paixão. Kiara conta que, ainda no processo de construção da dramaturgia, ela e Lázaro embrenharam-se no afã de descobrir o porquê da tradição da figura de uma bailarina presa em uma caixa de música. “De verdade, não achamos”, rememora ela, acrescentando que os dois literal-
mente partiram do zero para a concepção da montagem. “O Lázaro idealizou o cenário, eu me incumbi dos figurinos, do visagismo. Desenvolvemos o roteiro, compusemos as músicas... Enfim, o projeto inteiro veio de nossas almas”, salienta. E embora tenha sido pensado para crianças, Kiara revela que, no meio do caminho, acabou descobrindo que o resultado agradava a todas as faixas etárias. “Mesmo”, diz, colocando ênfase na dicção. “Os adultos se envolvem, nos procuram para tirar fotos após a sessão...” A boa recepção, Kiara credita não só ao apuro na concepção como ao fato de o texto tentar respeitar a inteligência do público. “Eu percebo que muitos espetáculos que estão por aí acabam ficando muito didáticos ao optarem
por temas como falar de reciclagem. No caso de ‘A Bailarina’, o ensinamento provém da história, que, acredito, está bem alinhavada, amarrada. E os personagens são muito reais”. Ela acrescenta que há um “ponto mágico” na montagem, quando a caixa a que Anabel está presa se abre e a atriz é içada. “Também é muito bacana ter seis músicos em cena”. Depois de três temporadas em São Paulo (a peça estreou em fevereiro de 2016), o espetáculo vem cumprindo agenda Brasil afora e, em breve, deve ganhar a versão livro. (Patrícia Cassese)
O Palhaço e a >Bailarina
Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315). Neste domingo (10), às 17h. R$ 50 (inteira).
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ARTES CÊNICAS Viagem por drogas inusuais Patrícia Asreações poCassese dem servariadas, mas uma coisa o ator Edgar Castro afiança: não há espectador que passe incólume à experiência de assistir a “Dostoiévski-Trip”, montagem que, sob a direção de Cibele Forjaz, volta a reunir a Cia. Livre (da qual ele faz parte) e a Mundana Companhia, sete anos após a bemsucedida experiência de “O Idiota – Uma Novela Teatral”, leitura da obra de Fiódor Dostoievski (18211881). Adaptação do livro homônimo do autor russo Vladimir Sorókin, 62, “Dostoievski-Trip” flagra, em seu início, um grupo de sete viciados que, em meio a um espaço indefinido, aguarda um traficante. “É um ponto de partida, digamos assim, divertido. Logo descobrimos que, na verdade, eles são viciados em literatura – inclusive, em vez das drogas conhecidas, sejam elas lícitas ou não, as substâncias têm nomes como Tolstói, Gorki ou Beauvoir. Algumas delas proporcionam boas viagens. Outras, nem tanto. De todo jeito, os personagens resolvem experimentar a nova droga, que se chama Dostoievski. E, por meio dela, embarcam em uma viagem que defla-
gra uma certa pulsão individual pelo poder. Por vários tipos de poder, pelo sexo, pela religiosidade...”, conta Edgar Castro. Na visão do ator, o subtexto fala de “uma sociedade sedenta por experiências mais profundas”, em função do cansaço gerado pelo individualismo exacerbado que pauta os tempos atuais. “(A dramaturgia) fala da condição miserável em que o mundo ocidental se vê hoje, vítima de um consumo excessivo. Um consumo que prometia satisfazer as necessidades individuais mais profundas, o que a gente hoje sabe que é mentira”, adiciona. No Brasil, “DostoievskiTrip” foi traduzido pela ensaísta e tradutora Arlete Cavaliere, que foi quem sugeriu aos atores da Livre e da Mundana a encená-lo, após assistir à já citada versão de “O Idiota”, que, vale lembrar, integrou a edição 2012 do Festival Internacional de Teatro Palco & Rua (FIT). Para quem não se lembra, a encenação tinha a duração de seis horas e meia, com dois intervalos. A empreitada atual desenrola-se no curso de 90 minutos, ainda que, como na montagem anterior, “DostoievskiTrip” esteja longe de ser uma montagem convencional. “Desde a primeira leitura, a obra causou um impacto grande no grupo. Não é o po-
CACÁ BERNARDES/DIVULGAÇÃO
Estreia 9.jun.
demos chamar de uma dramaturgia convencional. Inicia-se como uma fábula, mas, quando a nova droga passa a fazer efeito e os personagens começam a surtar, a estrutura dramatúrgica vai se decompondo”, aponta Edgard, lembrando que as nove semanas de ensaios foram “um desafio”. “Fizemos uma imersão profunda, inclusive indo a lugares como a Cracolândia e a Praça da Sé (SP). E queremos acreditar que, ao fim, conse-
guimos fazer uma leitura contemporânea do texto, inclusive com referências ao Brasil de hoje”, salienta. Sim, Edgar diz que a diretora e elenco, dentro de uma prática já comum às duas companhias, resolveram inserir uma alusão à realidade brasileira, “muito clara na parte final, como se ela furasse a caixa cênica e invadisse o espaço”. O que, claro, reverbera no público. Para o bem e para o mal. “Tem quem se sin-
ta atravessado pela experiência (de assistir ao espetáculo), inclusive porque ele tem uma voltagem física muito intensa. E, entre esses, há quem volte por não ter conseguido elaborar ao que assistiu num primeiro momento. E sim, há aqueles que não conseguem se conectar, talvez pela expectativa de uma experiência mais convencional. Mas, sem dúvida, a peça levanta discussões sobre a questão da arte, da sociedade... E da relação
entre elas, e a gente espera que o público possa ir para dar a sua contribuição a esse debate. Uma coisa é certa, a reação do público nunca é de tédio. As pessoas saem muito mobilizadas”, assegura.
> Dostoievski-Trip
CCBB BH (Praça da Liberdade, 450). Estreia neste sábado (9), às 20h. Sempre de sexta a segunda, às 20h. Sessões extras, às 17h, nos domingos 10/6, 24/6, 1/7 e 8/7, e no sábado 16/6. Em cartaz até 9/7. R$ 20 (inteira)
EM CENA ANDRÉ MORTATTI/COLETIVO ETINERÂNCIAS/DIVULGAÇÃO
ADRIANA MARCHIORI/DIVULGAÇÃO
reestreia atualizado 6 Espetáculo pelo contexto político e social
Exatos dois meses depois do assassinato de Marielle Franco, o espetáculo “Talvez Eu Me Despeça”, solo de Beatriz França, reestreia no dia 14 de junho, atualizado para também discutir a violência contra a mulher. Com direção de Ludmilla Ramalho e dramaturgia de Daniel Toledo, o trabalho homenageia a atriz Cecília Bizzotto, assassinada em 2012. Onde Casa do Beco (av. Arthur Bernardes, 3.876, Barragem Santa Lúcia) Quando De 14 (quinta) a 17 (domingo), às 20h. Quanto Gratuito VINÍCIUS CARVALHO/DIVULGAÇÃO
é opção para quem quer 6 Mostra fugir da Copa do Mundo 2018
Para quem prefere fazer reflexões sobre a situação política do país, a mostra “Não Vai Ter Copa – Arte e Resistência em Tempo de Barbárie”, realizada pela Zap 18, é uma ótima opção. A programação é gratuita e inclui intervenções, saraus, grafitagem, feira de arte, roda de samba e bazar. Confira a programação completa em: facebook.com/zap.dezoito Onde Diversos espaços da cidade. Quando Neste sábado (9), a partir das 15h e domingo (10), a partir das 10h Quanto Gratuito
Giratório retorna a Belo 6 Palco Horizonte e região metropolitana
Depois do lançamento nacional realizado em março, as atrações da 21ª edição do Palco Giratório voltam à capital mineira e a Contagem, destacando a resistência das artes por meio do circo. Até o dia 7 de julho, inúmeros espetáculos acontecem, além de oficinas para bebês, para adultos e para artistas da região. Confira as atrações deste fim de semana no roteiro da página 24. Para saber locais de apresentação, horários e outras informações, acesse: www.sescmg.com.br
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ARTES CÊNICAS BONDE DO JACK/DIVULGAÇÃO
teatro adulto
(inteira). De 14/6 a 24/6.
FUZUÊZINHO D'ARUANDA Com Companhia de Aruanda Espetáculo educacional e interativo sobre a cultura popular brasileira. Neste dom. (10), às 17h.
VACA PROFANA A MULHER QUE ANDAVA EM CÍRCULOS Dir. Sara Rojo Com Marina Viana Uma mulher que andava em círculos perdeu a noção se ia ou se voltava. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (9), às 20h; dom. (10), às 19h. R$ 20 (inteira).
BUMERANGUE Dir. Fernando Couto e Ari Nóbrega Situações vivenciadas na infância de dois homens se transformam em obsessão e desejos. Teatro da Biblioteca Pública (Circuito Liberdade, 21, Funcionários, 3293-5502). Sex., às 20h30; dom., às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 19 (postos Sinparc). Até 1/7.
Dir. Marcos Tito Casal aguarda seus convidados para viverem o último dia de suas vidas. Teatro da Maçonaria (av. Brasil, 478, Santa Efigênia, 3213-4959). Neste dom. (10), às 10h. R$ 15.
(*) Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, 1.377, Parque Municipal, centro, 3277-6325). R$ 10 (inteira).
teatro infantil A FANTÁSTICA BALEIA ENGOLIDORA DE CIRCOS
palco giratório (*)
Dir. Álvaro Assad Com Cia. Frita Três palhaças tentam sobreviver na barriga de uma baleia. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (10), às 16h. R$ 14 (inteira).
A SALTO ALTO: ENTRE GENTILEZAS E EXTERMÍNIOS Com Circo no Ato Pessoas despem-se de suas experiências para vestir outra realidade. Neste sáb. (9), às 21h.
O PALHAÇO E A BAILARINA (Leia mais na página 22)
CONTO ANÔNIMO Dir. Sara Pinheiro e Pablo Lamar Com Ana Lavigne e Marcelo Alessio A vida de uma mulher em seu dia a dia que transita entre memória íntimas e comerciais. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Qui. a sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 10 (inteira). Até 24/6.
DES ESPERA Dir. Wal Mayans Com Bruno Godinho Um solo tragicômico permeado por duas palavras: tempo e o amor. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7827). Sex., sáb. e dom., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 24/6.
DOSTOIÉVSKI TRIP (Leia mais na página 23)
LAMA Dir. Marcelo Bones Com Grupo Teatro Andante e Guiomar de Grammont A tragédia ocorrida em Mariana, após o rompimento da Barragem. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Neste sáb. (9) e dom. (10), às 20h. R$ 20 (inteira).
O QUE FAZER COM O RESTO DAS ÁRVORES? (Leia mais na página 22)
TALVEZ EU ME DESPEÇA Dir. Ludmilla Ramalho Com Beatriz França Atualizada, a montagem discute o assassinato de mulheres. Casa do Beco (av. Arthur Bernardes, 3.876, Barragem Santa Lúcia). Qui. (14), sex. (15), sáb. (16) e dom. (17), às 20h. Entrada gratuita.
UM ANJO PASSANDO AQUI Com Lenine Martins Uma dramaturgia em fragmentos do amor, sua ausência e aproximação. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Qui. a sáb., às 19h; dom., às 18h. R$ 30
CUCO: A LINGUAGEM DOS BEBÊS NO TEATRO
musical A BELA E A FERA IN CONCERT Uma releitura do clássico com elenco e produção grandiosos. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Neste dom. (10), às 18h. R$ 130 (plateia 1, inteira); R$ 100 (plateia 2, inteira); R$ 80 (plateia superior, inteira).
ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS Dir. Diego Benicá Com Copas Produções Uma menina se vê no dilema de crescer ou permanecer criança. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta). Sáb. e dom., às 16h. R$ 50 (inteira); R$ 22 (postos Sinparc). Até 29/7.
A VIDA EM VERMELHO BRECHT & PIAF (Leia mais na página 21)
3º curta dança A COR DAR Com Mirela França Três corpos dançam cores que carregam mensagens e ideias. Sex. (15), às 20h.
ANÁLTICA DO BRASIL RECRUTA Com Rubia Romani Uma paródia do homem fardado. Qui. (14), às 20h.
BELLYSAMBA Com Centro de Dança Letícia Soares Uma viagem entre o Brasil e os países árabes. Qui. (14), às 20h.
GRÃO DE AREIA Com Cia Ecos A importância dos pequenos detalhes. Qui. (14), às 20h.
IBEROAMERICANAS Com Duo Alismo
Companhia carioca Bonde do Jack apresenta espetáculo na mostra Benjamin de Oliveira
Com Cia. Caixa de Elefante Espetáculo lúdico sobre tempo, forma e sentidos para bebês. Neste dom. (10), às 15h.
P'S Incursão pelo repertório ibérico e latinoamericano. Qui. (14), às 20h.
Questionamentos e vivências sociais dos artistas do coletivo. Qua. (13), às 20h.
KNOCK MYSELF OUT
(*) Espaço Aberto Pierrot Lunar (r. Ipiranga, 137, Floresta). R$ 10 (inteira).
Com Coreografando Dançarinos iniciantes que se apaixonaram pela dança. Qua. (13), às 20h.
MAS CULO Dir. Giulia Braga do Valle Entre a dança e a performance o animal surge, de sua metamorfose civil. Qua. (13), às 20h.
OFF. ELES NÃO OLHAM PRA NÓS Com Coletivo Breaking no Asfalto Diferentes culturas e vários tipos de indivíduos dentro de cada cultura. Qua. (13), às 20h.
PELE Com Anne Caroline Vaz A pele que pode ser, estar, conhecer e até escolher o corpo. Sex. (15), às 20h.
QUEDA DA PRÓPRIA ALTURA Dir. Leonardo Augusto e Heloísa Rodrigues Com Duna Dias O transe de um corpo feminino exposto à metrópole e ao resgate de suas raízes. Sex. (15), às 20h.
RE-VER Com Branca Peixoto e Rafael Bittar Um casal que se conheceu dançando hoje volta aos palcos juntos. Sex. (15), às 20h.
REVERBERAR: AS VÁRIAS FACES DE UM SER Dir. Iale Buscácio Com Coletivo TricôR
Neste sáb. (9).
SAPATO BICOLOR Dir. Polyana Horta Com Fabiano Persi Um engraxate apaixonado por soul music. Neste dom. (10).
SORTEASUA
la movida in box (*) FILOFOBIA Dir. André Luiz Dias Com Grupo In-Cena Uma história distópica que passeia por temas como a marginalidade e a luta. Neste sáb. (9) e dom. (10).
SACI Dir. Elisa Santana Com Grupo Trama de Teatro Um novo olhar para uma criatura lendária do folclore brasileiro. Neste sáb. (9) e dom. (10).
SALA DE ESQUECER Com Cristiano Araújo e Raquel Pedras Uma mulher e um homem se deparam com a resposta inevitável da vida.
Dir. Jarbas Siqueira Com Coletivo Artesania Três personagens aguardam a virada do ano enquanto comungam desejos, relatos e uma cartela da Mega Sena. Neste sáb. (9) e dom. (10). (*) Praça da Jabuticaba (av. Pref. Gil Diniz, Nossa Sra. do Carmo, Contagem). A partir das 19h. R$ 6.
mostra benjamin de oliveira (*) NA MANHA DO HOUSE Com Bonde do Jack O Bonde resgata as confluências de danças. Neste sáb. (9), às 20h.
Com Trápia Cia. Teatral A história de P, jovem que assassina brutalmente alguns familiares. Sex. (15), às 21h. (*) Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 1 hora antes de cada espetáculo.
segunda preta (*) CAMPO DE MANDINGA Com Jack Diniz Uma cena curta que envolve dor, alegria e questionamentos sociais.
OS NEGROS Dir. Rogério Lopes Com Coletivo Impossível Um tribunal instalado para que brancos julguem os crimes atribuídos a negros. (*) Teatro Espanca! (r. Aarão Reis, 542, centro). Seg. (11), às 20h. R$ 10 (inteira)
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 9 a 15 de junho de
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CINEMA Duas semanas à francesa Patrícia C o m u m a Cassese oportuna homenagem a Constantin Costa-Gavras e nada menos que 20 títulos inéditos da produção cinematográfica francesa recente, o Festival Varilux de Cinema dá continuidade à sua nona edição na capital mineira, onde, desde a última quinta-feira (7), espraia-se por três salas: Belas Artes, Cineart Ponteio e Cinemark Pátio Savassi. A programação segue até o dia 20. A exibição de “Z”, um dos clássicos do diretor grego, hoje com 85 anos, já insere-se no bojo das comemorações dos 50 anos da produção, que serão completados ano que vem. “‘Z’ é um filme com um assunto muito relevante no contexto mundial atual, com questionamentos sobre a fragilidade da democracia e da propaganda da mentira como arma do fascismo”, aponta Pierre Alfarroba, diretor da Aliança Francesa BH, instituição que res-
Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 9 (sábado) e 10 (domingo)
estreias ANNA KARENINA: A HISTÓRIA DE VRONSKY (Anna Karenina: Istoriya Vronskogo, Rússia, 2018, 2h18, 14 anos) Dir. Karen Shakhnazarov. Com Elizaveta Boyarskaya, Max Matveev, Vitaliy Kishchenko. Durante a guerra russo-japonesa, Sergey Karenin, chefe de um hospital, descobre que um dos oficiais feridos é o conde Vronsky, a pessoa que arruinou sua mãe, Anna Karenina. Belas 1: 11h (somente sábado)(*), 14h e 18h50 (*) Clube do professor. Somente para professores cadastrados
AS BOAS MANEIRAS (Brasil, 2018, 2h16, 14 anos) Dir. Juliana Rojas, Marco Dutra. Com Marjorie Estiano, Isabél Zuaa. Ana contrata Clara para ser babá de seu filho ainda não nascido. Conforme a gravidez vai avançando, Ana começa a apresentar comportamentos estranhos e sinistros hábitos noturnos. Belas 3: 18h30 e 21h10 BH Shopping 9: 17h e 22h20 Ponteio 4: 16h e 21h
COMBOIO DE SAL E AÇÚCAR (Comboio de Sal e Açúcar, Portugal/ França/ Brasil/ África do Sul/ Moçambique, 2018, 1h40, 14 anos) Dir. Licinio Azevedo. Com Thiago Justino, Matamba Joaquim, Melanie de
ponde pela coordenação da mostra em Belo Horizonte. “O filme, aliás, tem uma advertência interessante nos créditos: ‘Qualquer semelhança com eventos e pessoas da vida real não é coincidência, é intencional’, que é uma assinatura do engajamento artístico e político de Costa-Gavras”, acrescenta Alfarroba, sobre a produção que traz Jean-Louis Trintignant, Yves Montand e Irene Papas no elenco, e que, no Brasil, ganhou o subtítulo “A Orgia do Poder”. No cômputo geral, o diretor frisa que a linha condutora do Festival Varilux é propiciar, ao público amante da sétima arte, uma amostragem da diversidade do cinema francês contemporâneo, “com assuntos e temáticas muito diferentes, atores e atrizes talentosos e, obviamente, a riqueza da língua francesa, apresentada com sotaques de todas as regiões”. Neste caldeirão, entram comédias, dramas, filmes históricos, um documentário e uma animação. Ou se-
Vales Rafael. O comboio que liga Nampula ao Malawi é a única esperança para centenas de pessoas dispostas a arriscar a própria vida numa viagem para garantir a subsistência das suas famílias. Ponteio 4: 14h e 18h40
UM DIA PARA VIVER (24 Hours To Live, EUA, 2018, 1h37, 16 anos) Dir. Brian Smrz. Com Ethan Hawke, Paul Anderson, Rutger Hauer. Um assassino é morto, mas volta à vida temporariamente graças a seu empregador. No entanto, ele tem 24 horas para cumprir uma missão e, assim, se redimir. Cidade 6: 15h20(*), 19h05(*) e 20h50 Contagem 3: 15h30(*), 17h25, 19h20(*) Del Rey 5: 15h Del Rey 7: 13h30, 19h10 Minas 5: 13h15, 17h15, 21h10 (*) Monte Carmo 3: 17h20(*), 19h15(*), 21h10 Partage Shopping Betim 5: 12h, 14h10, 16h45, 19h10, 21h30 (*) Via Shopping 5: 17h15, 21h10 (*) (*) Sessões dubladas
OS ESTRANHOS – CAÇADA NOTURNA (The Strangers: Prey at Night, EUA, 2018, 1h25, 16 anos) Dir. Johannes Roberts. Com Christina Hendricks, Bailee Madison, Martin Henderson. Seguindo os acontecimentos do primeiro filme, uma nova família receberá a terrível visita de três psicopatas que têm como único objetivo transformar suas vidas em um inferno na Terra BH Shopping 8: 16h30(*), 22h Boulevard 2: 13h20 Boulevard 4: 15h45, 19h30 Cidade 1: 12h(somente domingo), 15h40, 17h30, 21h05 (*) Contagem 5: 13h30, 17h25 e 21h20 (*) Del Rey 7: 15h30(*), 17h20, 21h, 22h40(somente sábado) Itaú Power 5: 13h10 (*)
FESTIVAL VARILUX/DIVULGAÇÃO
ja, “uma verdadeira oportunidade de viver duas semanas ‘à francesa’”, brinca Alfarroba. Vale destacar que grande parte dos filmes selecionados datam de 2017 e mesmo de 2018, ou seja, são recentíssimos. Desafiado a apontar um destaque da programação, o diretor da Aliança Francesa arrisca o premiado “Au Revoir Là-Haut” (“Nos Vemos no Paraíso”), de (e com) Albert Dupontel. Trata-se de uma adaptação do livro homônimo de Pierre Lemaitre, prêmio Goncourt 2013. “A trama se desenrola imediatamente após a Primeira Guerra Mundial, durante os chamados ‘années folles’ (loucos anos): é espetacular, poético, burlesco e muito surpreendente”, afiança Pierre Alfarroba. A fita flagra Albert Maillard e Edouard Péricourt, sobreviventes do conflito que, em 1918, são flagrados pela câmera em meio a uma singular realidade: a de um país que venera seus mortos, mas se esquece de dar atenção aos vivos. No quesito documentário, o destaque é “A Busca do Chef Ducasse” (“La Quête d’Alain Ducasse”), que segue o respeitado chef de cozinha e o documentarista Gilles de Maistre por pontos gastronômicos do planeta – cumpre frisar que o Brasil está representado pelo restaurante comunitário Refettorio Gastromotiva, no Rio, e pela colheita de cacau em Ilhéus, na Bahia.
Itaú Power 6: 15h35 e 19h30 (*) Pampulha 4: 17h10 e 21h10 (*) (*) Sessões dubladas
MAZINGER Z – INFINITY (Mazinger Z - Infinity, Japão, 2018, 1h35, 12 anos) Dir. unji Shimizu. A humanidade está novamente em perigo de cair nas garras do Império Subterrâneo, que no passado foi liderado pelo cientista maligno conhecido como Dr. Inferno. BH Shopping 10: 19h, 21h30
A MORTE DE STÁLIN (The Death of Stalin, EUA/ França/ Reino Unido, 2018, 1h48, 12 anos) Dir. Armando Iannucci. Com Steve Buscemi. União Soviética, 1953. Após a morte de Josef Stalin, o alto escalão do comitê do Partido Comunista se vê em momentos caóticos para decidir quem será o sucessor do líder soviético. Belas 1: 16h40, 21h30 Diamond 1: 16h, 21h10
OITO MULHERES E UM SEGREDO (Ocean’s 8, EUA, 2018, 1h50, 14 anos) Dir. Gary Ross. Com Sandra Bullock, Anne Hathaway, Cate Blanchett. Recémsaída da prisão, Debbie Ocean planeja executar o assalto do século em pleno Met Gala, em Nova York, com o apoio de Lou, Nine Ball, Amita, Constance, Rose, Daphne Kluger e Tammy. BH Shopping 2: 13h30, 16h, 18h30, 21h Boulevard 4: 14h30, 16h40, 18h50, 21h Cidade 2: 11h50(*)(somente domingo), 14h30(*), 16h40(*), 18h50(*),21h Contagem 1: 14h30(*), 16h40, 18h50(*), 21h Del Rey 6: 13h50, 16h10, 18h30, 20h40 e 22h50(somente sábado) Diamond 1: 13h30, 18h30 Diamond 6: 19h, 21h30 Itaú Power 2: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 (*)
Nouvelle Garde em destaque
“Custódia” O filme de Xavier Legrand flagra a disputa de um casal pela guarda do filho. A obra faturou Melhor Direção e Melhor Primeiro Filme no Festival de Veneza
“Z”, de Costa-Gavras O drama-thriller, que completará 50 anos em 2019, foi o vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Edição em 1970
A animação citada pelo diretor da Aliança Francesa Pierre Alfarroba é “A Raposa Má”, que localiza um grupo de animais vivendo uma crise de identidade. O Festival Varilux também traz a Belo Horizonte obras de três expoentes da “nouvelle garde” – entre eles, “Custódia” (“Jusqu’à La Garde”), de Xavier Legrand, que acompanha a disputa de um casal pela guarda do filho e que faturou os prêmios de Melhor Direção e Melhor Primeiro Filme no Festival de Veneza 2017. Na linha da comédia dramática, “A Excêntrica Família de Gaspard” (“Gaspard Va au Mariage”), de Antony Cordier, trata sobre o adeus à infância, o desejo e o tempo; enquanto “O Poder de Diane” (“Diane a les Épaules”), de Fabien Gorgeart, lança seus holofotes sobre os novos modelos familiares, por meio de uma mulher que aceita gerar o filho de um casal homossexual.
> Festival Varilux “Nos Vemos no Paraíso” Filme de Albert Dupontel é uma adaptação da obra de Pierre Lemaitre, que, por sua vez, faturou o conceituado prêmio Goncourt, em 2013
Minas 4: 13h50(*), 16h10, 19h30(*), 20h50(*) Monte Carmo 4: 13h50(*), 16h10, 18h30(*), 20h50 Pampulha 3: 14h50(*), 17h, 19h10(*), 21h20(*) Paragem 3: 14h30, 16h40, 18h50, 21h Partage Shopping Betim 6: 13h45(*), 16h25(*), 19h(*), 21h40 Pátio Savassi 5: 13h10, 15h45, 18h20, 21h Ponteio Premier: 14h30, 16h40, 18h50, 21h Shopping Estação 3: 13h15(*), 16h(*), 18h45(*), 21h30 Shopping Norte 2: 14h25, 16h30, 18h35 e 20h40 (*) Via Shopping 4: 14h, 16h20, 18h40 e 20h50 (*) (*) Sessões dubladas
NO OLHO DO FURACÃO (The Hurricane Heist, EUA, 2018, 1h40, 14 anos) Dir. Rob Cohen. Com Toby Kebbell, Maggie Grace, Ryan Kwanten. Um grupo de criminosos planeja roubar US$ 600 milhões do tesouro americano durante a passagem de um furacão. Mas seus planos são interrompidos quando o fenômeno atinge o nível 5. Betim 2: 16h20, 18h30, 20h40 (*) BH Shopping 3: 12h30(*), 15h30, 17h50(*), 20h30 Big Shopping 4: 14h35, 16h40 e 20h45 (*) Boulevard 4: 13h40, 17h30 e 21h20 Cidade 8: 14h20(*), 16h30, 18h40(*) e 20h50(*) Contagem 2: 16h20(*), 21h10 Contagem 5: 15h20, 19h15 (*) Del Rey 5: 13h, 18h50, 20h50, 23h(somente sábado) Diamond 3: 13h20, 15h50, 18h10 e 20h30 Itaú Power 6: 13h30, 17h25, 21h20 (*) Minas 5: 15h10, 9h10 (*) Monte Carmo 6: 17h10, 19h15(*) e
21h15(*) Pampulha 2: 14h45, 16h50, 18h55 e 21h05 (*) Paragem 5: 14h, 16h10, 21h Partage Shopping Betim 1: 13h(*), 15h30(*), 18h(*), 20h30 Pátio Savassi 7: 12h30, 15h, 17h20, 19h50, 22h20 Shopping Estação 5: 14h40(*), 17h15(*), 20h e 22h30(*) Via Shopping 5: 13h10, 15h10, 19h10 (*) (*) Sessões dubladas
SELFIE PARA O INFERNO (Selfie From Hell, Canadá/ Alemanha, 2018, 1h13, 12 anos) Dir. Erdal Ceylan. Com Alyson Walker, Meelah Adams, Tony Giroux. A vlogueira Julia é famosa pelas selfies. Mas sua vida toma outro rumo quando, ao visitar sua prima Hanna, fica doente. E coisas sinistras acontecem com seu smartphone. Cidade 1: 14h, 19h20 Contagem 8: 19h30, 21h10
em cartaz A AMANTE (Inhebbek Hedi, Tunísia/ Bélgica/ França, 2018, 1h33, 14 anos) Dir. Mohamed Ben Attia. Com Majd Mastoura. Hedi trabalha em uma concessionária e está prestes a se casar com uma moça escolhida pela mãe superprotetora. Mas, em uma viagem de trabalho, se apaixona pela funcionária de um resort. Belas 3: 14h
DEADPOOL 2 (Deadpool 2, EUA, 2018, 1h48, 16 anos) Dir. David Leitch. Com Ryan Reynolds, Josh Brolin, Morena Baccarin. Quando o super soldado Cable chega em uma missão assassina, o mercenário Deadpool precisa aprender o que é ser herói de verdade, recrutando pessoas, poderosas ou não, para poder ajudá-lo.
Belas Artes (rua Gonçalves Dias, 1.581), Cineart Ponteio (BR-356, 2.500) e Cinemark Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061). Programação: variluxcinefrances.com/2018/cidade/belo-horizontemg/ . Preços variáveis de acordo com os cinemas.
Betim 3: 14h, 18h20, 20h50 (*) BH Shopping 4: 12h10(*), 14h50, 18h(*), 20h50(*) BH Shopping 5: 21h50 BH Shopping 6: 13h, 18h50 Big Shopping 2: 14h, 16h15, 18h30 e 20h50 (*) Boulevard 3: 13h40, 16h10, 18h40 Boulevard Imax: 21h10 Cidade 3: 16h10 Cidade 7: 13h30, 16h, 18h30 e 21h (*) Contagem 3: 13h20 Contagem 4: 13h30, 16h10, 18h40 e 21h (*) Del Rey 3: 13h20(*), 15h50, 18h40(*), 21h(*), 23h10(somente sábado) Diamond 4: 13h50, 16h30, 19h20 e 22h Itaú Power 3: 13h40, 16h10, 18h40 e 21h10 (*) Itaú Power 4: 20h50 (*) Minas 2: 16h20, 21h15 (*) Minas 3: 13h30, 16h, 18h30 e 21h05 (*) Monte Carmo 1: 16h20, 18h40 e 21h (*) Pampulha 5: 14h25, 16h435, 19h05 e 21h25 (*) Paragem 1: 14h, 16h20, 18h50 e 21h10 Partage Shopping Betim 4: 12h30, 15h15, 18h10 e 20h50 (*) Partage Shopping Betim 7: 19h05(*) e 21h50 Pátio Savassi 2: 20h20(d) e 21h20(a) Pátio Savassi 4: 12h40, 15h20, 18h e 20h50 Pátio Savassi 8: 16h40 e 22h Shopping Estação 1: 13h(*), 15h45(*), 18h30(*) e 21h15 Shopping Estação 4: 14h, 16h45, 19h30 e 22h15 (*) Shopping Norte 5: 14h, 16h15, 18h30 e 20h50 (*) Via Shopping 2: 14h30, 16h45, 19h e 21h15 (*) (*) Sessões dubladas
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CINEMA WARNER BROS./DIVULGAÇÃO
Dir. Elia Kazan
ELLA E JOHN (The Leisure Seeker, Itália / França, 2018, 1h53, 14 anos) Dir. Paolo Virzì. Com Helen Mirren, Christian McKay, Donald Sutherland .Casal septuagenário decide fazer uma última viagem pelo país, de carro, a partir de Boston, rumo à antiga casa de Ernest Hemingway, na Flórida. Ponteio 3: 19h
Quinta-feira (14) 19h “Aconteceu Naquela Noite” (EUA, 1934, 1h45) Dir. Frank Capra (*) Centro Cultural UFMG (av. Santos Dumont, 174, centro, 3409-8280 ). Entrada gratuita mediante retirada de ingresso 30 minutos antes da sessão
EU SÓ POSSO IMAGINAR (I Can Only Imagine, EUA, 2018, 1h50, 14 anos) Dir. Andrew Erwin, Jon Erwin. Com Dennis Quaid, Cloris Leachman, J. Michael Finley. Baseado na história por trás da canção “I Can Only Imagine”, da banda cristã MercyMe, o filme mostra o relacionamento conturbado de Bart Millard com seu pai, que nunca entendeu o amor do filho pela música. BH Shopping 7: 14h20 e 22h15 Big Shopping 3: 16h15 e 20h55 (*) Boulevard 3: 21h15 Cidade 3: 18h30 (*) Cidade 4: 13h (*) Contagem 3: 21h15 (*) Contagem 6: 13h10 (*) Del Rey 2: 13h (*) Del Rey 5: 16h50 (*) Diamond 2: 13h e 18h20 Itaú Power 1: 13h (*) Itaú Power 4: 18h40 (*) Minas 6: 18h40 (*) Monte Carmo 1: 14h10 (*) Pampulha 1: 14h30, 16h40 e 18h50 (*) Paragem 4: 20h40 Partage Shopping Betim 3: 21h (*) Partage Shopping Betim 7: 13h30 (*) Pátio Savassi 2: 14h50 Pátio Savassi 3: 21h50 Shopping Estação 5: 14h20 e 19h15 (*) Shopping Norte 3: 18h45 e 20h55 (*) Via Shopping 1: 21h10 (*) (*) Sessões dubladas
GNOMEU E JULIETA – O MISTÉRIO DO JARDIM (*) (Sherlock Gnomes, EUA, 2018, 1h27, livre) Dir. John Stevenson. Os gnomos Gnomeu e Julieta recrutam Sherlock Holmes para investigar o sumiço de outros gnomos do jardim de Londres. Betim 2: 14h30 Betim 3: 16h30 BH Shopping 10: 14h10 Big Shopping 3: 14h20 Boulevard 1: 13h30, 15h20 e 17h10 Cidade 6: 11h50(somente domingo), 13h35 e 17h15 Contagem 8: 14h10, 16h e 17h50 Del Rey 1: 13h30, 15h10 e 16h50 Itaú Power 4: 13h20, 15h e 16h50 Minas 1: 12h50, 14h30 e 16h20 Monte Carmo 6: 13h30 e 15h20 Pampulha 6: 14h40 e 16h30 Paragem 4: 14h40, 16h40 e 18h40 Partage Shopping Betim 3: 16h30 e 18h35 Pátio Savassi 1: 14h e 16h20 Shopping Norte 3: 14h20 Shopping Estação 2: 13h30, 15h30 e 17h40 Via Shopping 1: 17h30 Via Shopping 3: 13h30 Sessões 3D: BH Shopping 5: 13h10, 15h20, 17h30, 19h40 Big Shopping 1: 14h10, 15h55 Diamond 5: 13h10, 15h20, 17h30, 19h40 Pátio Savassi 3: 17h30, 19h35 (*) Shopping Norte 1: 14h10, 15h55 (*) Sessões dubladas
HAN SOLO: UMA HISTÓRIA STAR WARS (Solo: A Star Wars Story, EUA, 2018, 2h15, 12 anos) Dir. Ron Howard. Com Alden Ehrenreich, Emilia Clarke, Woody Harrelson. As aventuras de Han Solo e seu fiel escudeiro Chewbacca, antes dos eventos retratados em “Star Wars - Uma Nova Esperança”, inclusive encontrando com Lando Calrissian. Betim 1: 18h20 (*) BH Shopping 1: 16h10 Big Shopping 3: 18h20 (*) Cidade 3: 13h40 e 20h40 (*) Contagem 2: 13h40 e 18h30 (*) Del Rey 1: 21h Itaú Power 1: 21h15 (*) Minas 2: 18h40 (*) Minas 6: 16h (*) Monte Carmo 3: 14h40 (*) Paragem 2: 15h Paragem 5: 18h30 Partage Shopping Betim 2: 11h50(*)(d), 18h20 (*)(d) e 21h10(a) Shopping Norte 3: 16h15 (*)
2ª MOSTRA SESC DE CINEMA Terça-feira (12) 19h30 Sessão 1: “Excursão“, de Marize Moreno; “O Que Fica do Que Foi”, de Ricardo Murad; “O conto do Burro amarelo”, de Daiana Mendes
Sarah Paulson, Sandra Bullock e a cantora Rihanna encabeçam o elenco estelar do longa “Oito Mulheres e Um Segredo” Via Shopping 1: 13h (*) Sessões 3D: BH Shopping 1: 12h50, 19h10, 22h10 Boulevard Imax: 13h15, 15h55, 18h35 Del Rey 1: 18h30 (*) Diamond 2: 15h30, 20h50 Ponteio 3: 13h50, 16h25, 21h10 Pampulha 1: 21h (*) Pátio Savassi 6: 13h, 16h, 19h, 19h10, 22h10
Partage Shopping Betim 2: 14h50, 21h10 (*) Pátio Savassi 3: 14h20 (*) Sessões 3D: Boulevard 2: 18h10 Big Shopping 1: 17h40, 20h30 (*) Minas 1: 18h10 (*) Shopping Norte 1: 17h40, 20h30 (*) Shopping Estação 2: 19h45 (*)
(*) Belas Artes (rua Gonçalves Dias, 1.581, Lourdes)/ Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061)/ Net Cineart Ponteio (BR-356, 2.500, Santa Lúcia). Valores praticados nas salas de cinema.
mostras CINECLUBE ROCINANTE GIALLO (*)
(*) Sessões dubladas (*) Sessões dubladas
NÃO SE ACEITAM DEVOLUÇÕES (Brasil, 2018, 1h43, 10 anos) Dir. André Moraes. Com Leandro Hassum, Laura Ramos. A vida de Juca Valente, dono de um quiosque no litoral, toma um rumo diferente quando a ex-namorada americana larga um bebê com ele. BH Shopping 10: 16h20 BH Shopping 9: 14h30, 20h Big Shopping 4: 18h45 Boulevard 1: 19h, 21h Cidade 5: 14h25, 16h30, 18h45, 20h40 Contagem 7: 14h, 16h30, 18h45, 20h40 Del Rey 4: 14h, 16h20, 18h20, 20h30 Diamond 6: 14h, 16h40 Itaú Power 1: 15h, 17h05, 19h10 Minas 6: 13h40, 20h50 Monte Carmo 2: 14h25, 16h30, 18h40, 20h40 Pampulha 4: 15h, 19h Partage Shopping Betim 3: 14h Partage Shopping Betim 7: 16h35 Pátio Savassi 8: 13h50, 19h20 Shopping Estação 5: 17h, 21h45 Via Shopping 1: 15h30, 19h15
PAULO, APÓSTOLO DE CRISTO
festival Varilux de cinema francês (*) 50 SÃO OS NOVOS 30 (FRA, 2017, 1h35, 12 anos) Dir. ValérieLemercier. Pátio Savassi 1: sáb., 18h45 Belas 2: dom., 14h4 Ponteio 2: dom., 20h45
O AMANTE DUPLO (FRA, 2017, 1h47) Dir. François Ozon. Ponteio 2: dom., 18h40
CARNÍVORAS (FRA, 2018, 1h38) Dir. Jérémie Renier, YannickRenier. Belas 2: sáb., 18h40 Pátio Savassi 1: dom., 21h30
DE CARONA PARA O AMOR (FRA, 2018, 1h47) Dir. Franck Dubosc. Ponteio 2: sáb., 16h15 Pátio Savassi 1: sáb, 21h30
(Paul, Apostle Of Christ, EUA, 2018, 1h48, 12 anos) Dir. Andrew Hyatt. Com James Faulkner, Jim Caviezel, Olivier Martinez. Paulo era conhecido como um cruel perseguidor de cristãos. No entanto, tudo muda quando ele tem um encontro com Jesus. BH Shopping 7: 17h10, 19h50 Pátio Savassi 2: 12h20 (somente sábado), 17h50
GAUGUIN – VIAGEM AO TAITI
O PROCESSO
NOS VEMOS NO PARAÍSO
(Brasil, 2018, 2h17, livre) Dir. Maria Augusta Ramos. O documentário mostra os bastidores do julgamento que culminou no impeachment da expresidente Dilma Rousseff. Belas 3: 15h40
O ORGULHO
VINGADORES: GUERRA INFINITA (The Avengers – Infinity War, EUA, 2017, 2h36, 12 anos) Dir. Joe Russo. Com Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth. Thanos chega à Terra disposto a reunir as Joias do Infinito. Para enfrentá-lo, os Vingadores se unem aos Guardiões da Galáxia. BH Shopping 6: 15h40, 21h40 BH Shopping 8: 13h20, 18h40 (*) Betim 1: 15h, 21h (*) Boulevard 2: 15h10, 21h05 Cidade 4: 15h, 18h, 21h (*) Contagem 6: 15h10, 18h10, 21h10 (*) Del Rey 2: 15h(*), 18h, 20h50 Del Rey 4: 22h20(somente sábado) Itaú Power 5: 15h, 18h, 20h50 (*) Minas 1: 21h (*) Minas 2: 13h20 (*) Paragem 2: 18h, 20h50 Via Shopping 3: 15h10, 18h, 21h (*) Diamond 5: 21h50 Monte Carmo 5: 15h, 18h, 21h (*) Pampulha 6: 18h20, 21h15 (*)
(FRA, 2017, 1h41) Dir. Edouard Deluc. Ponteio 2: sáb., 20h15
MARVIN (FRA, 2017, 1h53) Dir. Anne Fontaine. Ponteio 2: sáb., 14h Belas 2: dom., 16h35
Neste sábado (9) 16h “Blue Eyes of the Broken Doll” (ESP, 1974, 1h29, 12 anos) Dir. Carlos Aured. Debate após a sessão.
MILOS FORMAN (*) Mostra exibe as obras do diretor Neste sábado (9) 19h “Amadeus” (EUA, 1984, 3h, 14 anos) Domingo (10) 17h “Procura Insaciável” (EUA, 1971, 1h33, 18 anos) 19h “Hair” (EUA, 1979, 2h13, 16 anos) Dom., às 19h Segunda-feira (11) 15h “O Povo Contra Larry Flynt” (EUA, 1996, 2h10, 16 anos) 17h30 “O Mundo de Andy” (EUA-ALEJAPRU, 1999, 1h58, 12 anos) Terça-feira (12) 16h “Os Amores de uma Loira”, (Tchecoslováquia, 1965, 1h30, 12 anos) 18h “Pedro, O Negro” (Tchecoslováquia, 1964, 1h25, 14 anos) 20h “Um Estranho no Ninho, de Milos Forman (EUA , 1975, 2h13, 14 anos) Quarta-feira (13) 15h “Amadeus” (EUA, 1984, 3h, 14 anos) 18h15 “Valmont – Uma História de Seduções” (EUA, 1989, 2h17, 16 anos) 20h45 “Procura Insaciável” (EUA, 1971, 1h33, 18 anos) Quinta-feira (14)
15h “Na Época do Ragtime” (EUA, 1981, 2h35, 16 anos) 17h30 “Os Amores de uma Loira” (Tchecoslováquia, 1965, 1h30, 12 anos) 20h “Hair” (EUA, 1979, 2h13, 16 anos)
CURTA CIRCUITO (*) Segunda-feira (11) 20h “Beijo na Boca”, (BRA, 1981, 1h37) Bate-papo após a sessão com o ator Mário Gomes e o produtor Pedro Carlos Rovai. (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita mediante retirada de ingresso 30 minutos antes
SESSÃO INFANTIL (*) Neste sábado (9) 17h “A Dama e o Vagabundo”(EUA, 1955, 1h15, livre) Dir. Clyde Geronimi.
CRÔNICAS AMOROSAS (*) Neste sábado (9) 19h “Febre da Selva” (EUA, 1991, 2h12, 18 anos) Dir. Spike Lee. Domingo (10) 17h “Desencanto” (RU/ Irlanda do Norte, 1945, 1h26, 14 anos) Dir. David Lean. 19h “Closer: Perto Demais”(EUA/ RU/ Irlanda do Norte, 2004, 1h44, 14 anos) Dir. Mike Nichols. (*) Mis Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89). Entrada franca mediante retirada de ingresso 30 minutos antes.
CINECLÁSSICOS (*) Terça-feira (12) 19h “O Que a Carne Herda” (EUA, 1949, , 1h42, 12 anos).
Quarta-feira (13) 17h Sessão 1 19h30 Sessão 2: “Palace, O Contador de Histórias”, de Diego Neves; “Chacal: Proibido Fazer Poesia”, de Rodrigo Lopes de Barros, “Subsolos”, de Simone Cortezão Quinta-feira (14) 16h30 Sessão 2 18h Sessão 3: “O Potro“, de Diego Rocha; “Resguardo”, de Francisco Franco e Luiz Fernando Priamo; “Lençol de inverno”, de Bruno Rubim Sexta-feira (15) 17h30 Sessão 3 19h30 Sessão 4: “Lis”, de Lucas R. Bortolini; “A Nova Melancolia”, de Álvaro Andrade e Marcus Curvelo; “A retirada para um coração bruto”, de Marco Antônio Pereira (*) Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro,
FORUMDOC.UFMG 2018 Mostra itinerante de documentários Neste sábado (9) 12h30 Sessão Movimentos Sociais: “1917, A Greve Geral” (BRA, 2017, 1h30). Dir. Carlos Pronzato. Sessão seguida de debate com o diretor. Local: II Feira do Livro Anarquista (r. Manaus, 348, Santa Efigênia) Segunda-feira (11) 19h Sessão Corpos Trans: “Lembro mais dos corvos” (BRA, 2017, 1h20) Dir: Gustavo Vinagre. Após sessão, debate com estudantes do Transenem Local: Escola Estadual Pedro II (av. Prof. Alfredo Balena, 523, centro) Quata-feira (13) 19h Sessão Indígenas na Cidade “Primavera Guarani” (BRA, 2018, 1h16) Dir.: Carlos Eduardo Magalhães “Fantasia de índio” (BRA, 2017, 18 min) Dir. Manuela Andrade . Sessão seguida de debate com Avelin Buniacá Local: Ocupação Carolina Maria de Jesus (av. Afonso Pena, 2.300, centro)
DIVULGAÇÃO
(FRA, 2017, 1h57) Dir. Albert Dupontel. Belas 2: sáb., 20h40 Ponteio 2: sáb, 18h20 (FRA, 2017, 1h35) Dir. YvanAttal. Ponteio 2: sáb, 18h20 Belas 2: dom, 21h15
PROMESSA AO AMANHECER (FRA, 2017, 2h10) Dir. Eric Barbier. Belas 2: sáb., 16h10 Ponteio 2: dom., 16h10
A RAPOSA MÁ (FRA, 2017, 1h20) Dir. Benjamin Renner, Patrick Imbert. Belas 2: sáb., 14h30 Ponteio 2: dom., 14h30
O RETORNO DO HERÓI (FRA, 2018, 1h30) Dir. Laurent Tirard. Pátio Savassi 1: dom. 18h45
Z (FRA, 1968, 2h05) Dir. Costa–Gavras. Belas 2: dom., 18h50
13º CineOP Sob o mote do cinema como patrimônio e memória nacional, a Mostra de Cinema de Ouro Preto apresenta programação, a partir da próxima quarta (13), com exibição de filmes, debates e oficinas. A atriz Maria Gladys (foto), importante figura do Cinema Novo e do Cinema Marginal, foi escolhida para ser a homenageada. Sua trajetória artística será revisitada no documentário “Vida”, de Paula Gaitán, em exibição no festival. Onde Diversos espaços na cidade de Ouro Preto Quando De 13 a 18 de junho Quanto Entrada gratuita Programação cineop.com.br/
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estilo TÁ QUASE> Faltando pouco para a Copa do Mundo, listamos os principais lançamentos de moda
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Com a proximidade da cerimônia de abertura, a Copa do Mundo, que neste ano será sediada pela Rússia, passa a ser assunto recorrente nas ruas da cidade. E, previsivelmente, aquele que é considerado o principal evento esportivo no mundo também se reflete na moda. E nem poderia ser diferente: não são poucas as marcas globais que optaram por focar suas ações nos fãs de futebol – e transformaram o lançamento de seus produtos em burburinho. A Louis Vuitton, por exemplo, confeccionou a maleta que vai guardar o troféu do campeão da competição e um baú para colecionadores com as 13 reedições das bolas oficiais da Adidas dos campeonatos anteriores – saliente-se que a maison francesa também marcou presença na África do Sul, em 2010, e no Rio de Janeiro, em 2014. ALTERNATIVA Dos detalhes singelos de símbolos que remetem à Copa até declarações apaixonantes de camisetas com frases como “Vai com fé”, as marcas não se fartam em criar possibilidades para que os mais fashionistas possam torcer sem necessariamente recorrer ao uso da camisa oficial da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A entidade, vale lembrar, ganhou os holofotes por conta de ter dirigentes investigados em um intrincado esquema de corrupção, o que se refletiu em um certo desinteresse do cidadão comum em, literalmente, vestir a camisa oficial. Fenômeno inverso aconteceu com a linha de produtos da seleção nigeriana: a Nike, fornecedora do material esportivo do país africano, abriu a venda física das camisas, casacos e chapéus... e tudo se esgotou em poucas horas! Por outro lado, as peças que chegam às vitrines do Brasil não deixam de lado as cores da bandeira. A marca carioca Farm, que sempre idealiza linhas especiais para a Copa do Mundo, investiu em produtos com estampas icônicas – como as da popular chita – com as cores verde e amarelo. “A novidade é que muitas peças foram pensadas para serem usadas durante o resto do ano, sem restrição às datas dos jogos. Tem coisa melhor?”, diz Katia Barros, sócia-fundadora da marca. Com tantas novidades, de uma coisa podemos ter certeza. Depois da frustração com derrota por 7a1 para a Alemanha, há quatro anos, espera-se que pelo menos a confiança na nova seleção brasileira seja reforçada com estilo pelos lançamentos fashionistas que listamos a seguir. (Lorena K. Martins)
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Torcida pé quente
Como de costume, a marca carioca Farm investiu em uma linha especial para a torcida brasileira
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
Absurdamente encantado HÉLVIO AVELAR
enhum a amiga entendia com o e l a , educada à moda antiga, tão delicada e equilibrada, foi se apaixonar por aquele homem dominador e possessivo, embora coerente com suas convicções. Nada mais “dor de cabeça que aquilo”, era obrigada a concordar. Mas, não tinha jeito, Fernandinha se encantou desde a primeira vez em que o viu na fila do banco. Digo, na fila quilométrica e empacada do banco em que ele, Betão, começou a gritar: – ABSUUUUURDO!!! Cadê o respeito com os clientes? Tem uma hora que estou nessa p... de fila que não anda. #*%@*&*&%# !!! A concordância foi geral. Depois do “esparrama” em altos decibéis, a confusão começou. Até o gerente do segundo andar foi obrigado a descer para acalmar os ânimos, e o Betão lá, coordenando a manifestação de protesto. – É isso aí – dizia a Fernandinha –, tem mais é que protestar mesmo. O cara tá certíssimo. E foi a partir desse dia que tudo o que o Betão dizia “estava certíssimo”. Após o quiproquó no banco, acabaram se encontrando por acaso no café da esquina. Nem acreditou quando o viu entrando, imponente e decidido.
N
“Um poço de testosterona”, como tentou explicar depois às amigas. – Um café sem açúcar! – pediu à mocinha do balcão. Tomou de uma golada só, pediu outro e, enfim, resolveu sentar-se na banqueta ao lado. Digo, ao lado dela, Fernandinha, que precisou encolher a perna para que não tocasse a dele, pois, além do espaço exíguo, o homem era um colosso. – Gostei de sua atitude no banco –, disse baixinho ao vizinho de banqueta, que, só depois de alguns segundos, deu-se conta da presença tímida e pequena a seu lado. – Está falando comigo? – É, quer dizer, eu disse que gostei de sua atitude no banco... – Você estava lá? Um ABSUUUUUURDO!!! Tudo neste país é um ABSURDO!!! E sabe por quê? Porque ninguém diz nada, ninguém reclama seus direitos. – É um absurdo mesmo! – concorda a outra, já olhando encantada para a figura ao lado. E resolve puxar assunto. Nisso, o cafezinho quase vira uma cafeteira inteira, e a manhã, repleta de compromissos inadiáveis, fica para segundo plano – ela e os compromissos, naturalmente. O chefe liga para seu celular. Fingindo ir ao banheiro, ela sai para atender. – Fernanda? Onde você está? Preciso dos documentos com urgência –, diz uma voz aflita do outro lado. E ela: – Na fila do banco, você acredita? Um ABSUUUUUR-
DO isso aqui, uma falta de respeito... Volta pra banqueta onde o Betão, como um rolo compressor, conta suas experiências de palanque desde o tempo de garoto, quando,
ainda de calças curtas, reclamava da empadinha sem azeitonas da cantina. Depois, na universidade, quando presidente de uma entidade estudantil, quase enlouqueceu o rei-
tor, que já não via a hora de se livrar do aluno encrenqueiro e contestador. Fundou uma ONG para desespero dos madeireiros, guseiros e plantadores de soja transgênica. Nem os pesca-
dores de baleia do Japão se viram livres de suas cartas e e-mails de protesto. E ela lá, concordando com tudo. Encantada. Na hora de pagar a conta, reclama do troco. – Ô mocinha, eu não quero bala, eu quero moeda, está entendendo? Combinam de se encontrar após o expediente e também no dia seguinte, no outro e no outro, até, de repente, se verem juntos sob o mesmo teto. Ele mandando, e ela concordando, mesmo quando achava que ele não tinha razão. – Tem que ter coragem para enfrentar a fera! – desabafou um dia com a amiga. Até que, cansada de concordar, resolve questioná-lo. Ele podia ter razão em muitas coisas, mas não em todas, e já era hora de aprender a aceitar opiniões contrárias. No começo, foi um caos. A vizinhança ficou em estado de alerta – um dia essa casa cai. E não caiu, muito pelo contrário. – Essa mulher é um ABSUUUURDO! – questionavam os amigos de velhos Carnavais, injuriados com a ausência do Betão na festa. Enquanto ele, preocupado com o filho que estava para nascer, questionava com Fernandinha – de maneira ponderada e tranquila – o nome do bebê. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
WNatureza. É possível fretar navio-hotel para se casar na Amazônia. Pág. 4 WPreferidos. Punta Cana, México e Jamaica com estrutura completa. Pág. 6
pampulha
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VISIT BARBADO/DIVULGAÇÃO
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BELO HORIZONTE Sábado 9/6/2018
No Caribe, por que não?
Na primeira matéria da série ‘Destination wedding’, rede Iberostar transforma o casamento em momento mágico Páginas 2e 4 a 6
2 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia -
Belo Horizonte
9 de junho de 2018
Destination wedding
Caribe domina na preferência dos noivos Com seu mar de umazulinconfundível, regiãocaiu nas graçasdos mineiros;de dois anos para cá, cresce o númerode casais queoptam por casarlá em resorts ATA/DIVULGAÇÃO
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No Caribe, os casamentos na praia, ao pôr do sol, são concorridíssimos: reservas exigem 11 meses de antecedência
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Tânia Ramos
taniaramos@otempo.com.br
Tendência de longa data entre as celebridades, a opção de se casar em outro país – ou mesmo em outra cidade – tem crescido, nos últimos dois anos, também entre os casais mineiros comuns. Os motivos vão desde o sonho de celebrar o enlace em um cenário paradisíaco até a intenção de restringir o número de convidados. “Casar fora é uma forma de tornar um momento especial mais especial ainda, com a presença das pessoas realmente próximas e queridas dos noivos”, explica Carolina Silva, diretora da Honey Moon Viagens, empresa especializada na intermediação entre casais e hotéis em seu destino de preferência. Com suas belíssimas praias de variados tons de azul, que se tingem de dourado ao cair da tarde, o Caribe lidera na preferência
dos noivos mineiros como “destination wedding” (“destino de casamento”). “Para agendar uma celebração pé na areia ao pôr do sol, em qualquer destino caribenho, somente com 11 meses de antecedência, quando são abertas as agendas dos hotéis”, orienta Carolina Silva. A diretora da HoneyMoon, que já intermediou – embora faça questão de frisar: “Não sou cerimonialista” – vários casamentos fora da cidade de origem ou de residência dos noivos, destaca a importância de o casal contar com acompanhamento especializado na hora de fechar a celebração de um enlace matrimonial fora do país. Segundo ela, ao contrário dos hotéis do Brasil, que são flexíveis e podem fazer alguma concessão para as noivas (como deixá-las levarem doces fora do menu contratado), os hotéis caribenhos são rigorosos: para qualquer detalhe que fuja do especifica-
do nos contratos, paga-se uma taxa extra, que sai, em média, a US$ 800. Porém, dependendo do número de convidados, uma cerimônia que custaria US$ 1.500, por exemplo, pode sair de graça para o casal. O pacote básico, para um menor número de convidados, já é normalmente gratuito na maioria dos hotéis do Caribe.
“Casar fora é uma forma de tornar um momento especial mais especial, com as pessoas mais próximas dos noivos.” Carolina Silva, diretora da HoneyMoon Viagens
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte
9 de junho de 2018
W4 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de junho de 2018
turismo FOTOS IBEROSTAR/DIVULGAÇÃO
Você sabia?
Grávida em viagem A gravidez é uma das fases mais importante da mulher, e é preciso tomar todos os cuidados para que ela seja tranquila. Para manter essa tranquilidade nas férias, é necessário contratar um seguroviagem. Com ele, você terá a garantia de cobertura médica hospitalar e outras vantagens que, em caso de imprevisto, você não tenha que desembolsar nem um real a mais e pode aproveitar sua viagem muito mais. Quer mais? Acesse SegurosPromo.com.br e garanta 5% de desconto com o cupom gravidezsegura.
Santo André
Copa com tela de cinema O resort Costa Brasilis (costabrasilis.com.br) anunciou para o período da Copa do Mundo uma tela de cinema, onde os jogos serão exibidos para os hóspedes. Há quatro anos, os encantos de Santo André (BA) foram expostos no mundo todo por conta da passagem da seleção alemã. “A região continua igual, com a mesma preservação do meio ambiente, tranquila e com paisagens de tirar o fôlego”, afirmou Márcia Bitencourt, diretora comercial do Grupo Samadhi.
Mauá
Temporada do Pinhão MAUÁ GASTRONÔMICO/DIVULGAÇÃO
Iberostar
Luxuosas uniões matrimoniais à beira-mar Rede hoteleira possui infraestrutura emdestinos do Caribe; cerimônias tambémpodem ser no litoralda Bahia ounoAmazonas,emumcruzeirofluvial Tânia Ramos
taniaramos@otempo.com.br
Nessa onda de destination wedding, com maior foco em cerimônias pé na areia – ou, no mínimo, com o mar como testemunha –, quem está bem afinado para atender essa demanda é o grupo espanhol Iberostar. Com várias unidades de luxo e superluxo espalhadas pelo Caribe e três no Brasil, a rede oferece uma completa infraestrutura para casamentos, que pode variar de pacotes free, com decoração e serviços básicos para até dez convidados, a cerimônias pagas de altíssimo nível, com incríveis cenários e menus exclusivos. Basta, então, os noivos escolherem o destino, que, no Caribe, tanto pode ser a República Dominicana (Punta Cana, Bayahibe e Puerto Plata) e a Jamaica (Montego Bay) como o México (Cancún, Riviera Maya, Cozumel e Riviera Nayarit), por exemplo. Para os casais brasileiros que não querem ir tão longe para contrair matrimônio, o grupo Iberostar possui igual infraestrutura logo ali, em suas luxuosas unidades baianas: Iberostar Bahia e
Iberostar Praia do Forte. Agora, se o sonho dos noivos é dizer o “sim” em um ambiente completamente inusitado, o naviohotel Iberostar Grand Amazon oferece cerimônias privativas com direito à celebração simbolicamente realizada pelo comandante, nos pacotes Prata e Ouro.
Além da cerimônia As unidades baianas reúnem-se no complexo
No Brasil, a rede Iberostar oferece o serviço de cerimônias de casamento desde 2015, realizando, desde então, uma média de cinco enlaces anuais
Iberostar Praia do Forte Golf & Spa Resort, formado pelos cinco estrelas all inclusive Iberostar Bahia (632 apartamentos), inaugurado em 2006, e Iberostar Praia do Forte (536), de 2008, com acomodações com vista para jardim, spa, piscinas ou mar. O Grand Amazon Iberostar, que parte de Manaus e navega pelos rios Negro e Solimões em roteiros de três, quatro e sete dias, possui 72 cabines equipadas e climatizadas e duas suítes Royal na proa, área comum com piscina, sala fitness, restaurantes e bares, oferecendo passeios pela floresta Amazônica com conforto.
Iberostar Grand Amazon
Custo varia conforme número de convidados
Caribe Visconde de Mauá é sinônimo de natureza, noites ao pé da lareira e boa gastronomia. E pinhão, um dos símbolos locais. O fruto da araucária será celebrado no mês de junho, na 25ª Temporada do Pinhão. A programação prevê degustação de receitas com o fruto, concurso gastronômico, feiras de produtos locais, shows e exposições, entre outras atrações. Acesse mauagastronomico.com.br ou facebook/mauagastronomico.
Inesquecível “sim” ao pôr do sol, no Caribe
Países. No Caribe, a Iberostar possui, na República Dominicana, seis hotéis; no México, dez; e, na Jamaica, três, além de vários em Cuba. Resorts. Todos os Iberostar caribenhos são cinco estrelas all-inclusive e possuem atividades diárias de entretenimento, com piscinas, quadra de esportes, bares, discotecas e shows noturnos, além de restaurantes à la carte de alto padrão. Extras. Os hóspedes podem contratar, à parte, serviços de spa, esportes aquáticos e campo de golfe. Organizadores de casamento do Iberostar capricham em todos os detalhes
Com todas as unidades à beira-mar (com exceção do navio-hotel) e uma completa infraestrutura para a realização de casamentos de diversos tamanhos, bodas ou renovações de votos, os hotéis Iberostar, mesmo nos pacotes mais básicos nas unidades do Caribe, oferecem decoração, bolo, espumante e celebrante. Os noivos ainda podem adquirir serviços à parte, como os de fotógrafos e músicos. A rede também tem um serviço de cerimonial para
apoiar os noivos antes e durante a cerimônia e uma rede de fornecedores, sem contar o sistema all inclusive à disposição dos noivos e convidados hospedados nos hotéis Iberostar no Caribe e no Brasil. E, claro, toda sua infraestrutura de lazer. Em cada unidade, é possível contratar desde um casamento de dez convidados até festas maiores. O custo da celebração pode variar de acordo com o número de convidados e o pacote selecionado. (Da redação)
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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte
9 de junho de 2018
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
CASAMENTOS NO IBEROSTAR Hotéis da rede recebem de pequenas a grandes cerimônias de casamento BRASIL
Bahia No Iberostar Praia do Forte Golf & Spa Resort (Iberostar Bahia e Iberostar Praia do Forte), os casais podem escolher entre três pacotes, que oferecem: Cerimônia no jardim, bolo decorado e espumante; Upgrade de categoria na acomodação; Decoração romântica no quarto na noite de nupciais e espumante (somente nos pacotes Prata e Ouro); Early check-in e late check-out para os noivos (somente nos pacotes Prata e Ouro); Pode-se contratar à parte bufê e open bar, decoração para cerimônia e festa, foto e filmagem e aproveitar a estrutura do Spa Sensations by Spa Collection, para serviços de cabeleireiro, manicure, pedicure e massagem.
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De R$ 10 mil a R$ 22 mil, dependendo do número de convidados e dos itens incluídos.
Manaus Iberostar Grand Amazon. Aqueles que desejam casar no Iberostar Grand Amazon podem fretar o barco por 24 horas e ter a cerimônia simbolicamente realizada pelo comandante da embarcação (nos pacotes Prata e Ouro). Em todos os pacotes, os noivos terão sessão de fotos e serviço de lua de mel. No pacote Ouro, navega-se por quatro horas em um dos itinerários operados pelo navio. R$ 33 mil (bronze), R$ 35 mil (prata) e R$ 41.800 (ouro), de acordo com os itens incluídos e apenas para os noivos. Nos pacotes Prata e Bronze, pode-se optar pela navegação do barco por 4 horas pelo valor adicional de R$ 5.500,00. CARIBE
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República Dominicana São seis hotéis (Iberostar Hacienda Dominicus, Iberostar Costa Dorada, Iberostar Dominicana, Iberostar Punta Cana, Iberostar Bávaro e Iberostar Grand Bávaro).
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Variam de US$ 1.200 a US$ 5.950, dependendo do hotel, do número de pessoas, da cerimônia e da festa escolhidas.
México A Iberostar possui 10 hotéis (Iberostar Grand Paraíso, Iberostar Paraíso Maya, Iberostar Paraíso Lindo, Iberostar Cancún, Iberostar Playa Mita, Iberostar Paraíso Beach, Iberostar Paraíso del Mar, Iberostar Cozumel, Iberostar Quetzal e Iberostar Túcan).
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De US$ 999 a US$ 2,899, dependendo do hotel, do número de pessoas e dos itens escolhidos.
Jamaica São três unidades (Iberostar Grand Rose Hall, Iberostar Rose Hall Suítes e Iberostar Rose Hall Beach)
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Sob consulta
REDE IBEROSTAR Informações Caribe: weddings.iberostar.com Brasil: (21) 2546-3150 ou eventos.br@iberostar.com Infraestrutura Iberostar
Todos os Iberostar do Caribe são cinco estrelas, operam no sistema all-inclusive e possuem atividades diárias de entretenimento, com piscinas, quadra de esportes, bares, discotecas e shows noturnos, além de restaurantes à la carte de alto padrão. Os hóspedes podem contratar, à parte, serviços de spa, esportes aquáticos e campo de golfe. Para casamentos, os noivos contam uma grande variedade de pacotes que incluem: Cerimônia de frente para o mar; Decoração com cadeiras e flores; Serviço personalizado de cerimonialista; Buquê da noiva; Bolo de casamento decorado; Brinde com espumante para os convidados após a cerimônia; Jantar de casamento em um dos restaurantes de especialidades (com duração máxima de 1h30) Serviços como cobertura fotográfica e músicos (contratados à parte).
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turismo IBEROSTAR/DIVULGAÇÃO
Locações
Qual o cenário do casamento perfeito? Caribe é o queridinho dos noivos quedesejam seunir num destination wedding;no Brasil, Arraial d’Ajuda, Trancoso,Búzios e Angra dosReis Tânia Ramos
taniaramos@otempo.com.br
Definitivamente, o Caribe é o preferido dos casais brasileiros – e até estrangeiros – que buscam um destination wedding fora do país para se unir em matrimônio. Nesses cenários idílicos, que já têm por si só um apelo natural, Cancún, no México, e Punta Cana, na República Dominicana, figuram como os queridinhos dos noivos. Na sequência, aparece a Jamaica como locação perfeita para quem quer se casar com glamour num resort pé na areia. Assim como a exclusiva Riviera Maya mexicana, as terras de Bob Marley seduzem ainda por sua aura de mistério e poesia. Em comum, todos esses destinos contam hoje, além de sua beleza natural – com águas de variados tons de azul e um estonteante pôr do sol como panos de fundo –, com uma superestrutura para a realização de casamentos para casais de todos os gostos e bolsos. Outros destinos na região, como Barbados e Aruba, só para citar alguns, também não deixam a desejar quando o assunto são bodas dos sonhos. E o que é melhor: mesmo com o câmbio atualmente desfavorável, estima-se o custo de casamentos no Caribe a partir de R$ 50 mil, segundo a diretora da HoneyMoon Viagens, Carolina Silva.
também estão entre os preferidos nacionais. A vila de São Miguel dos Milagres, no litoral Norte de Alagoas, também vem crescendo como destination wedding, figurando como uma opção exótica. A propósito, quanto mais o destino é exótico, mais o casal exige serviços de maior qualidade, garantem os especialistas, destacando que, casar-se em um
destino turístico não implica, necessariamente, em busca de economia.
Grande cerimônia Quem optou por um destination wedding, mas sem poupar nos convidados, foi a estudante de medicina Gabriela Buzette Braga Campos. Em julho do ano passado, ela reuniu 200 pessoas em suas bodas em Arraial d’Ajuda. “Nós achamos o local charmoso e a igreja apaixonante... Simples, mas com uma vista maravilhosa”, justificou Gabriela sua escolha, concluindo: “Reunir nossos familiares e amigos foi uma experiência inesquecível”.
Nos resorts da rede Iberostar, os pacotes de luxo primam pelos mínimos detalhes, com festas pra lá de sofisticadas ARQUIVO PESSOAL
Nos países caribenhos, mesmo com a disparada do dólar, as celebrações de casamento têm o custo estimado a partir de R$ 50 mil
Gabriela Braga e Cristiano, em Arraial d’Ajuda ARQUIVO PESSOAL
Bodas às margens do rio Madeira
Com sotaque local Para os noivos que fazem questão de um casamento pé na areia, mas sem sair do Brasil, Arraial d’Ajuda desponta como destino ideal. Um pouco mais à frente, está Trancoso, outro destination wedding que atrai os noivos. Búzios e Angra dos Reis, na região dos Lagos, no Estado do Rio de Janeiro,
O casal Caroline e Fabrício, em belíssima cerimônia ao pôr do sol, contou com a presença de amigos e familiares
Trocar alianças em um destino exótico, longe de casa, pode ser visto, às vezes, somente como uma forma de se adequar à conveniência de um dos noivos, como foi o caso de Fabrício de Souza Borges. Mineiro de Ipatinga, o engenheiro eletricista se casou em Porto Velho, em junho do ano passado, com a acreana Caroline Araújo. A cerimônia, realizada em uma ambientação de conto de fadas, aconteceu em um espaço nas proximidades do rio Madeira, que corta a capital de Rondônia. De pano de fundo, um
belo pôr do sol que tingiu o momento de dourado. Apesar da grande distância do destino da celebração (mesmo sendo no próprio país), Fabrício pôde contar com expressiva presença de familiares, além de alguns amigos mais próximos.
Motivação A busca por um destination wedding pode ter várias motivações: um casamento em cenário idílico ou em local que remete às memórias do casal até a busca por uma cerimônia mais intimista ou mais em conta.
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Belo Horizonte
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O casamento dos seus sonhos em um destino inesquecível
IBEROSTAR PRAIA DO FORTE
IBEROSTAR G RAN D HOTEL BÁVARO
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IBEROSTAR.COM
IBEROSTAR PARAÍSO MAYA
WMoto. Nova Honda CB 1000R Neo Sports Cafe transborda tecnologia. Página 11
MARLOS NEY VIDAL/AUTOSSEGREDOS
WTransporte. Inédita Daily City chega às concessionárias da Iveco. Páginas 14 e 15 pampulha
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BELO HORIZONTE Sábado 9/6/2018
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Estilo livre
Versão FreeStyle chega como a mais completa e requintada do Ford Ka. Páginas 12 e 13
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interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br
Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.
Raimundo Couto
Perdidos por aí... Nesta longa jornada profissional cobrindo o setor automotivo, já deu para o caro (a) leitor (a) perceber que é lugar-comum para a realização de nosso ofício participarmos de test drives, no Brasil e fora dele, com o intuito de colhermos as primeiras impressões acerca do automóvel a ser lançado no mercado. Para facilitar a vida do jornalista escrevia-se um livreto de bordo, o “road book”, que contém todas as informações que permitiam a mais precisa orientação possível sobre o local, curva a curva. Nesses muitos anos de trabalho na área, já presenciei inúmeras vezes casos de colegas que se perderam e para resgatá-los, foi preciso o empenho de força tarefa especializada, sem o qual não seria possível retomar a normalidade e dar sequência à programação. A facilidade propor-
cionada pelo GPS, o sistema de posicionamento global que permite a localização por satélite em tempo real e faz o mapeamento das cidades, anulou quase a totalidade de casos de jornalistas “desgarrados”, e esse advento ajudou muito nessa tarefa. Mas nem sempre foi assim. Recordo-me bem de um “causo” que teve como protagonista um colega, durante test drive do lançamento de um modelo francês, que ocorreu na Europa. Melhor preservar a identidade do jornalista sob o risco de perder o amigo. Os que estão de fora enxergam com brilho nos olhos essas viagens, mas só mesmo quem participa delas sabe que nem tudo são flores. É sempre muita correria, horários apertados, e agenda quase toda preenchida com alguma programação pré-determinada pela montadora. São poucos e raros os momentos de descanso para que se
possa fazer algum passeio fora do script. Voltando ao nosso test drive, foram quatro dias pela Espanha. Viagem de avião, desembarque e, logo na sequência, o início da primeira parte do percurso que nos levaria ao hotel. Três horas depois de partirmos, a primeira parada para almoço, mas não sem a recomendação de que teríamos no máximo 45 minutos. A tarde já estava adiantada e a noite não demoraria a cair. Não poderíamos atrasar, pois o resto da programação nos aguardava. E nosso colega, como os demais, comeu a refeição depressa para não contrariar o tempo. Findo o almoço, partimos novamente, sempre em duplas, como é usual nesse tipo de test drive. Tudo ia bem até que começamos a subir uma sinuosa serra, estreita, de mão dupla, pior e quase com o dobro do tamanho da serra de
“Os que estão de fora enxergam com brilho nos olhos essas viagens, mas só mesmo quem participa delas sabe que nem tudo são flores. É sempre muita correria, horários apertados, e agenda quase toda preenchida.”
Petrópolis, no Estado do Rio. E não deu outra: o companheiro jornalista, que viajava no banco do carona, começou a se enjoar e a sensação aumentava a cada curva fechada. A situação ficou insustentável, a ponto de ele pedir para achar algum local em que fosse possível estacionar. E foi a conta de parar o carro e ele descer, pálido, quase amarelo, e “chamar o juca”. Até aí, tudo certo. Era previsível. O que o incauto colega não poderia imaginar é que ao volante estava um “amigo da onça”, que, ao ver o reflexo no retrovisor, do amigo vomitando, logo sacou sua máquina fotográfica (naquela época não existia smartphone) e fez alguns cliques comprometedores. De volta ao carro, com o rosto já em tom normal, o inocente jornalista nem imaginava que tinha sido flagrado em pleno desconforto estomacal. A
viagem seguiu, a programação foi devidamente cumprida, e retornamos ao Brasil. Duas ou três semanas depois, a “vítima” quase morre, de susto ou vergonha, ao abrir as páginas do “Jornal da Cidade”, tradicional semanário de Belo Horizonte, que, na ocasião, publicava uma apimentada e divertida coluna, intitulada “Pastilhas de Cianureto”, e se deparar com uma charge, muito bem-feita, que mostrava o exato e constrangedor momento em que à beira de uma serra a caminho de Málaga, na Espanha, passou por aquele aperto, que fora revivido pelo jornal. Ao fim e ao cabo da história, entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Isso porque o fotografado levou tudo na brincadeira e com muito bom humor, apesar do momento para lá de constrangedor.
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FOTOS HONDA/DIVULGAÇÃO
Moto
Vintage bem moderna Nova Honda CB1000 R Neo Sports Cafe tem visual clássico, mascarrega muita tecnologia; modelojá é vendidona Europa As rodas da moto têm 17 polegadas, e a iluminação é 100%em LED Auto Press Retrô e futurista são duas características um tanto contraditórias. Mas elas servem bem para definir a nova Honda CB1000 R Neo Sports Cafe. A linha 2018 da moto, que foi apresentada pela fabricante nipônica no ano passado, no Salão de Milão, deixou para trás o estilo naked visto até então no modelo para adotar um estilo inspirado nas motocicletas Cafe Racer. Só em uma visão extre-
mamente contemporânea e – como não poderia deixar de ser, em função das origens da fabricante – japonesa. A revitalização nítida fez a moto incorporar uma série de melhorias bastante significativas, suficientes para justificar uma renovação tão inesperada. A começar pelo próprio motor, herdado da exuberante CBR1000 RR Fireblade, mas amansado. Em vez de 192 cv e 11,8 kgfm oferecidos na superesportiva, na Sports Cafe, o motor de qua-
tro cilindros com 998 cc entrega apenas 145 cv de potência e 10,6 kgfm de torque. O modelo tem acelerador eletrônico com quatro modos de pilotagem – para chuva, direção padrão, condução esportiva e um último personalizável – que atuam sobre as configurações de potência, freio motor e controle de torque. A compressão foi elevada, os pistões são forjados e tanto a alimentação quanto os dutos de admissão e escape foram modificados. Tudo pa-
ra adequar a CB1000 R às normas de emissões e, consequentemente, melhorar seu desempenho e eficiência. Somam-se aí a transmissão de seis marchas com relações mais curtas e uma nova embreagem deslizante e assistida, com modo antibloqueio – o que certamente contribui para uma sensação de pilotagem mais recompensadora. A CB1000R já é vendida na Europa, e seu preço por lá parte de € 13.250, algo em torno de R$ 55 mil.
Painel de instrumentos digital do modelo é bem completo
A nova Neo Sports é 12 kg mais leve que a antecessora e utiliza garfos e amortecedores da marca Showa na suspensão
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Pisa Peugeot
600 ambulâncias entregues à SES No mês de maio, a concessionária Pisa Peugeot, que fica na avenida Antônio Carlos, 4.175, no bairro São Francisco, realizou a entrega de 600 furgões Peugeot Partner adaptados para serem ambulâncias para a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). O utilitário da marca francesa é equipado com motor 1.6 de 113 cv e se destaca, por exemplo, pela ótima acessibilidade, graças às portas com sistema de abertura em 180 graus. PISA/DIVULGAÇÃO
super motor
Lançamento
Quero ser hatch utilitário Com estilo aventureiro, Ford Ka Freestyle antecipa a chegada do motor1.5 e do câmbioautomático do EcoSportno veterano compacto Raimundo Couto De Tatuí (SP)
O sobrenome Freestyle surgiu para batizar uma versão do Ford Ecosport, que na época reinava soberano no mundo dos SUVs. Para aproveitar o momento e surfar nesta onda, a Ford acaba de lançar o Ka Freestyle, modelo de maior valor agrega-
do dentro da linha do carro de entrada e que antecipa as novidades do Ka 2019. Diferentemente do Ecosport, o Ka Freestyle é definido pela Ford como sendo um Compact Utility Vehicle (CUV), ou veículo utilitáriocompacto. Na verdade, tratase de uma versão repaginada do carro com mudanças estéticas e uma pegada aventurei-
ra. O valor pedido pelo novo Ka Freestyle começa em R$ 63.490, com câmbio manual e vai a R$ 67.990 com a inédita transmissão automática. Da motorização ao visual, passando pela suspensão e a estrutura, o Ka Freestyle foi intensamente retrabalhado. O motor 1.5 de três cilindros é o mesmo que estreou no EcoSport e pertence à família Dragon, a mesmo do propulsor 1.0 três cilindros que equipa o próprio Ka. Ele rende 128 com gasolina e 136 cv com etanol. O inédito câmbio automático de seis marchas também é herdado do Ford EcoSport.
Conteúdo Na configuração FreeStyle, o Ka perde completamente o ar de carro de entrada
que assume nas versões mais simples. O visual do modelo foi detalhadamente mexido, apesar de não ter recebido nenhuma peça de acabamento nova. As cores internas são em preto e marrom, e os bancos têm revestimento combinando couro e tecido. O que tem de diferente, além da alavanca para o câmbio automático, é a central multimídia Sync 3 – semelhante à do Mustang –, comandada por uma tela touch que se projeta no console central. Ela tem recursos de comandos de voz evoluídos e conexão com Android Auto e Apple CarPlay e permite até o uso de Waze com iPhone. O modelo ganhou um conteúdo que o alinha com os compactos mais modernos do mercado, com seis airbags, controle de estabilidade e tração, sistema anticapotamento, assistente de partida em rampa, câmera e sensores traseiros direção elétrica progressiva com sistema que reduz a transferência de torque para o volante e controla desvios provocados por ventos laterais ou desníveis no piso.
Mals altinho em relação ao solo, o Ka FreeStyle é um pretenso SUV
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O jornalista viajou a convite da Ford
Modelo vem equipado com a terceira geração da central multimídia da Ford, a moderna Sync 3
Acabamento melhor e nova central multimídia Acabamento diferenciado com emprego de materiais de boa qualidade é um dos destaques no interior da inédita versão Freestyle, que ficou bem funcional. A Ford instalou no Ka seu sistema multimídia de terceira geração, o Sync 3, que traz recursos evoluídos de comando vocal e é gerenciado também por meio de uma tela touch flutuante de 6,5 polegadas, instalada no console central. O crossover ganhou tam-
bém volante multifuncional para comandar a central, além de controle de cruzeiro. O modo sequencial do câmbio automático contraria a lógica da praticidade, pois as trocas têm de ser feitas através de um desajeitado botão na lateral da manopla. A linha completa do Ford Ka 2019, com essas novidades expandidas para outras versões, será lançada no fim de junho. (Com Autopress)
Ficha técnica Motor. 1.5 12V flex, três cilindros em linha Potência. 128/136 cv com gasolina/etanol a 6.500 rpm Torque. 15,6 kgfm/16,1 kgfm a gasolina/etanol a 4.750 rpm Transmissão. Automática de seis marchas Peso: 1.080 kg Porta-malas. 257 L
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FOTOS FORD/DIVULGAÇÃO
Novo conjunto agrada
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67.990 Ford Ka Freestyle automático
Acabamento é visivelmente superior ao de outras versões do carro
Versão traz suspensão reforçada, mais apta para estradas de terra
O motor 1.5 de até 136 cv empurra o Ka Freestyle com muita facilidade. Basta pisar para que o ponteiro do velocímetro suba rapidamente. O ganho de velocidade é progressivo, sem buracos. O primeiro contato com o modelo se deu no campo de provas de Tatuí, que a Ford mantém no interior de São Paulo, e que conta com vários tipos de pista. No percurso sem pavimentação foi possível notar que a Ford reforçou a estrutura e repaginou completamente a suspensão para que enfrentasse melhor os pisos mais acidentados. Aumentou a altura livre do carro em 19 mm – tem agora 18,8 cm –, mudou o acerto de molas e amortecedores, e adotou pneus com perfil mais alto. Nesse processo, perdeu um pouco de maciez, mas rola pouco nas curvas e filtra bem as irregularidades do piso. (RC)
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Iveco
Mineira Logística amplia sua frota A Mineira Logística e Transportes acaba de adquirir mais dez Daily na concessionária Deva Iveco, que atende a região. A empresa fundada em 2004 por Sabrina Ferreira, e sediada em Sete Lagoas, na região Central do Estado, presta serviços exclusivos para a Tasa Lubrificantes, que realiza a coleta de óleo lubrificante usado. Os novos Iveco Daily da Mineira Logística serão usados para atender clientes no Estado de São Paulo. Os veículos foram financiados por intermédio do Banco CNH Industrial. DEVA IVECO/DIVULGAÇÃO
Brasil
Fiat terá três novos SUVs A Fiat-Chrysler Automobiles (FCA) anunciou, na última semana, o plano estratégico global do grupo até o ano de 2022. Para o Brasil, foi confirmado o lançamento de três novos utilitários-esportivos com o emblema da Fiat. Um deles do tamanho do Jeep Renegade – provavelmente o Fiat 500X (da foto abaixo) –, além de outro SUV menor, com menos de 4 m de comprimento. O último modelo foi descrito pela Fiat como pertencente ao segmento D, porém de baixo custo e com sete lugares. O modelo pode ser o tão aguardado SUV da Toro ou uma nova geração do Freemont. Ja na Europa, a aposta da FCA será na ampliação da gama de modelos elétricos.
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Linha Daily tem
108 mil Iveco Daily City versão chassi cabine
nova caçula na família IvecoDailyCity30S13chegaao mercado;inéditaversãodomodelo podeser guiada até pormotoristas comcarteira dehabilitação de carro Felipe Pedrosa
De Florianópolis (SC)
A Iveco acaba de lançar no mercado a Daily City 20S13. A nova versão do modelo chega às concessionárias da marca italiana sete meses depois de ter sido apresentada no Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Cargas (Fenatran), em São Paulo. Fabricada no Complexo Industrial da Iveco em Sete Lagoas, a Daily City 30S13 é voltado para atender o trans-
porte de cargas fracionadas, como e-commerce, comerciantes e empreendedores. O modelo, que conta com duas configurações – chassi cabine e furgão – tem altura reduzida, que proporciona maior conforto para o acesso do motorista à cabine. Em relação à consagrada versão 35S14, a Daily City é bem mais leve, com redução da tara para um aumento da capacidade de carga útil. O veículo tem Peso Bruto Total (PBT)de 3,5 t, o que permite a livre circulação
em grandes cidades por estar na categoria comercial leve, além de poder ser dirigido por motoristas com carteira de habilitação B (a de carros de passeio). Com a Daily City, o objetivo da Iveco é atender o crescente mercado de distribuição urbana. “Até 2030, 90% dos brasileiros irão viver em áreas urbanas, onde 70% do PIB do país é gerado. O aumento da demanda e do consumo impacta o surgimento de empresas para atender a essa nova realidade”, afirma Ricardo Barion, diretor de marketing e vendas da Iveco para a América Latina. Por debaixo do capô, a versão utiliza a nova geração do motor turbodiesel 2.3, da FPT Industrial, já consagrado na Europa e
mais adequado a ciclos urbanos, que prioriza a economia de combustível. De acordo com a Iveco, o propulsor com 130 cv de potência é até 10% mais econômico em comparação com os principais concorrentes. Na Daily City, a suspensão dianteira com mola transversal transmite uma sensação de dirigibilidade parecida com a de um carro de passeio. O chassi conta com um novo eixo traseiro mais adequado para a missão de entregas urbanas, segundo a Iveco. O inédito conjunto suspensivo vem com molas parabólicas e barra estabilizadora, que reduz vibrações e torna a condução mais suave.
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O jornalista viajou a convite da Iveco
Ficha técnica Motor. 2.3 turbodiesel, Euro 5, quatro cilindros em linha. Potência máxima. 130 cv a 3.600 rpm Torque máximo. 32,6 kgfm de 1.800 a 2.500 rpm Câmbio. Manual de seis marchas. Tração traseira
Cabine do Daily City é bem confortável e conta com três assentos com cintos de trës pontos em todas as posições
Dirigibilidade é parecida com a de carros de passeio Dirigir a Daily City, já disponível para encomenda nas concessionárias, pelas ruelas no entorno do Costa Golfe, complexo esportivo do Resort Costão do Santinho, em Florianópolis, foi tão prazeroso como guiar um carro em um fim de semana ensolarado. O veículo, tanto na versão chassi cabine como na
opção furgão, oferece um conforto fora de série para o motorista. A transmissão manual ZF de seis marchas instalada juntamente ao painel facilita a ergonomia. Surpreendeu a força na arrancada, que, segundo a Iveco, é superior a dos principais concorrentes da Daily City: o Renault Master e a Mercedes-Benz
Sprinter. Nas unidades que testamos durante o lançamento, o ar-condicionado, disponível como opcional, assim como as rodas de alumínio, a central multimídia, câmera de ré, além de trio elétrico, fez com que o veículo de carga ficasse ainda mais semelhante a um carro de passeio convencional.
Aliado a isso, vale destacar o baixo nível de ruído do motor. Mesmo com ar condicionado “no talo”, o desempenho da Daily City segue o mesmo, o que deixa no ar uma questão levantada pelo especialista de produtos da Iveco, João Gomes: “A Daily City é um carro ou um furgão?”. (FP)
Altura da cabine. 2,72 m Suspensão. Dianteira independente com mola transversal parabólica. Traseira com mola parabólica. Capacidade de carga. 1.250 kg Tanque. 70 L Peso total (em ordem de marcha). 2.250 kg
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15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de junho de 2018
FOTOS ENDRIGO RIGHETO/DIVULGAÇÃO
Versão tem capacidade de 1.800 kg de carga líquida e é classificado como um veículo comercial leve
Nova versão tem preço a partir de R$ 108 mil De acordo com a Iveco, a Daily City começa a ser vendido já neste mês na rede de concessionárias da marca em todo o Brasil, com preços a partir de R$ 108 mil para a versão chassi cabine e a partir de R$ 128 mil para a versão furgão. A Iveco vai oferecer um plano de financiamento em 12 vezes sem juros, com taxas, que vão de 0,8% a 1% ao mês, e com opção de uso do Cartão BNDES por intermédio do braço financeiro da montadora, o banco CNH Industrial Capital. O modelo contará com pacotes e itens opcionais, co-
mo trio elétrico, rodas de liga leve, ar-condicionado e kit multimídia com rádio e câmera de ré. Além disso, a Daily City também poderá contar com os pacotes de manutenção já oferecidos para a linha leve. Por enquanto, a Daily City está disponível apenas no mercado brasileiro, mas a marca já adianta que está estudando o modelo para o mercado argentino e indica que o lançamento deve ocorrer entre o fim deste ano e o início de 2019, além de explorar sua venda em outros mercados da América Latina. (FP)
Eixo traseiro foi desenvolvido especialmente para a nova versão
Daily City oferece 18,4 m cúbicos para abrigar diferentes tipos de carga; é o maior espaço da categoria
Veículo Urbano de Carga (VUC) da Iveco promete ser o mais econômico da categoria; até 3,5 t de PBT
16 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia 9 de junho de 2018
Belo Horizonte