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Pampulha, sábado - 26/08/2017

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REGIÃO DOS AÇORES ESCONDE VULCÕES, LENDAS E TRILHAS EM MEIO AO ATLÂNTICO ... Caderno Turismo. Páginas 4 a 7

PROMESSAS MINEIRAS NA PASSARELA DO SPFW ... Página 28

GRUPO CORPO CELEBRA EXU EM SEU NOVO ESPETÁCULO ... Página 14

FIAT ARGO EM DOSE DUPLA: TESTAMOS AS VERSÕES PRECISION E HGT, COM MOTOR 1.8 ... Caderno Super Motor. Páginas 16 a 19

JOSÉ LUIZ PEDERNEIRAS/DIVULGAÇÃO

26 de agosto a 1 de setembro de 2017 ANO XXVII número 1413 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE DENILTON DIAS

Fábia Lima não vê problemas em lidar com as ditas “imperfeições” – a obra de Binho Barreto, por exemplo, se danificou ao cair

CASA COM HISTÓRIA

Decoração baseada em objetos que guardam as marcas do tempo e que, com suas imperfeições, trazem autenticidade, identidade e aconchego, tem despertado interesse


opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 26 de agosto a 1 de setembro de 2017

A SEMANA

VITTORIO MEDIOLI

“Comprem um bom celular de alta definição”

Editorial

Conselho do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para que os candidatos em 2018 façam seus próprios programas eleitorais diante da dificuldade de a Casa aprovar a criação de um fundo eleitoral com dinheiro público.

Sábado último publiq u e i neste espaço o artigo “Distritão, um vendaval”. No mesmo dia recebi um expressivo número de manifestações provenientes de figuras que militam no meio político e ainda de leitores cansados da “política sem-vergonha”. Segunda-feira me ligou o deputado Fabinho Ramalho (PMDB-MG), vice-presidente da Câmara dos Deputados, instância que votará a reforma política – na realidade, apenas reforma das regras da eleição de outubro de 2018, no prazo de um ano antes de sua efetivação. Faltam assim 40 dias. “Vittorio, gostei demais do seu artigo; muito boa a fórmula de validar, além do voto nominal, o voto de legenda e distribuí-lo entre os candidatos do partido. Poderíamos ter pensado antes, mas ainda cabe uma emenda para votação em plenário, me manda um texto agora”. Mandei. E a fórmula chegou a ser palatável para muitos. Especialmente por ter a virtude de manter viva a força de partidos com expressão e conteúdo ideológico, ainda ficar mais próxima e alinhada com a vontade do sufrágio popular, sem artificialismo e espertezas de nanicos e oportunistas. Passei ao vice-presidente da Câmara uma sugestão de texto para a emenda. Já no dia seguinte, terça-feira última, entrou em discussão em Brasília. Surpreendentemente, tomou conta dos noticiários como “distritão misto” e está sendo discutida como uma via capaz de agradar a gregos e troianos, evitando uma disputa, ou “roleta”, de plenário. “Mudar é preciso”, soa por todo lado e cerca o Con-

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gresso Nacional, impondolhe novidades. Já. Corrigir a ópera bufa e poluída por dezenas de siglas que mais distorcem o fluir da democracia, tornando-se uma cleptocracia. Como dar mais força e legitimidade ao sufrágio popular? Como parar a multiplicação inconsequente de siglas que se transformam em balcões de negociatas e de “rifas” eleitorais? Embora tenha amplas e incontáveis razões, o sistema proporcional, de ano em ano, instalou regras absurdas, como das rifas eleitorais dos nanicos. De um lado geram o aproveitamento dos

O ‘distritão misto’, que se discute agora, ameniza e corrige os aspectos mais extremos do ‘distrital misto’ fundos partidários de origem pública para seus caciques, de outro possibilitam loterias que sorteiam um candidato tirando do mandato quem de votos e representatividade tem até o triplo. Nisso não existe sentido democrático nem de respeito ao VOTO. O “distritão misto”, que se discute agora, ameniza e corrige os aspectos mais extremos do “distrital misto”, que dividiria um Parlamento entre uma casta de “brâmanes” intocáveis indicados por quem tem o poder hoje e outra de “síndicos” de paróquias. Na prática com a eternização dos atuais caciques atolados na Lava Jato. Pela proposta de Fábio Ramalho, os eleitos seriam os mais votados em absoluto, no caso de Minas Gerais,

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180

os primeiros 53 candidatos. Contudo, os votos de legenda, que favorecem exatamente os partidos “ideológicos”, valeriam para empurrar para um patamar melhor aqueles que de outra forma não estariam entre os 53. Poder-se-ia votar num candidato nominalmente ou na legenda, e quem tiraria proveito disso seriam os partidos “amados”, provavelmente o mais favorecido o PT, que hoje é contrário ao “distritão puro”. Vantagens menores, mas expressivas, seriam também para o PSDB e o PMDB, e ainda para aqueles “históricos” ou de “propostas”, como o PCdoB e o PV. As eleições seriam despoluídas de candidatos sem sentido que emprestam seu parco “prestígio” à loteria eleitoral. Seriam fulminadas as “rifas” eleitorais, e desapareceriam, apenas em Minas, cerca de 2.000 candidatos para Câmara e Assembleia e mais 20 mil no resto do país. O novo clima imporia aos partidos procurar uma identidade e propostas sérias. Enfim, a introdução de candidaturas avulsas, sem filiação, oxigenaria os Parlamentos com candidatos eleitos por méritos próprios e que prometem agir com independência. As eleições, pelo clamor das ruas, devem ser disputadas sem fundos partidários eleitorais, especialmente sem os bilhões que sairiam do bolso do eleitor. No lugar disso a lei deveria limitar meios e despesas. Não se resolve tudo de uma vez, mas o “distritão misto” abre um caminho para sair dos grilhões em que o país está parado.

vittorio.medioli@ otempo.com.br Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

TÂNIA RAMOS/FACEBOOK/REPRODUÇÃO

Distritão “misto”

Marcia Friggi, professora de Indaial, em Santa Catarina, que foi agredida por um aluno de 15 anos e agora sofre uma onda de ataques na internet

Giselle Bundchen, sobre o decreto do presidente Temer (PMDB) que extingue reserva na Amazônia para ampliar exploração mineral

“Olhava e via muitos corpos no mar. Tinha criança lá” Meire Reis, 53, sobrevivente do naufrágio de uma embarcação próximo à Ilha de Itaparica, na Bahia, que deixou 18 pessoas mortas – entre elas um bebê de cerca de um ano, na última quinta-feira (24). Meire conta que havia assistido ao noticiário do dia anterior que mostrou um outro naufragio, desta vez no Pará, que deixou 21 pessoas mortas.

CORREÇÃO Diferentemente do que foi publicado na edição passada, o crédito da foto ao lado é de Isabella Pauline

GERENTE COMERCIAL Alessandra Soares

PRESIDENTE Laura Medioli

GERENTE INDUSTRIAL Guilherme Reis

VICE-PRESIDENTE Marina Medioli

GERENTE DE CIRCULAÇÃO Isabel Santos

DIRETOR EXECUTIVO Heron Guimarães

GERENTE DE TECNOLOGIA Fábio A. Santos

Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não refletindo, necessariamente, a opinião do jornal.

“Vergonha. Estão leiloando nossa Amazônia!”

“Estou estarrecida. Certas pessoas estão escrevendo que eu merecia isso, por meu posicionamento político... Já atingiram o meu olho, mas não vão me calar”

FUNDADOR Vittorio Medioli

Distribuição gratuita

NELSON ALMEIDA/AFP

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EDITORA EXECUTIVA Lúcia Castro SECRETÁRIA DE REDAÇÃO Michele Borges da Costa ADJUNTO DA SECRETARIA DE REDAÇÃO Murilo Rocha CHEFE DE REPORTAGEM Renata Nunes EDITORA Marília Mendonça REDATORAS Jessica Almeida, Lorena K. Martins e Patricia Cassese

COMERCIAL Fone: (31) 2138-3900 Fax: (31) 2138-3920 REDAÇÃO E INDUSTRIAL Fone: (31) 2101-3000 Fax: (31) 2101-3950 ATENDIMENTO Fone: (31) 2101-3838 INTERNET faleconosco@jornalpampulha.com.br facebook.com/pampulhajornal Twitter: @jornalpampulha


reportagem

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 26 de agosto a 1 de setembro de 2017

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CASA>Aposta na decoração que traz aconchego, história e, mesmo a imperfeição, chama atenção DENILTON DIAS

Patrícia TransitorieCassese dade. Impermanência. Simplicidade. Muitos desses preceitos ainda provocam estranheza. Prova é que, ao abrir recentemente as portas de seu apartamento para a revista “Casa Vogue”, a atriz Bruna Linzmeyer recebeu comentários pra lá de depreciativos. É que muitos internautas não concordaram com as escolhas da catarinense, como as de manter livros empilhados pelo chão, flores ressecadas em vasos, uma poltrona com rasgos (pelos quais a espumaevadia)... Outro recurso que dividiu opiniões foi o de deixar uma das paredes sem nova pinturaapós a retirada dos quadros da moradora anterior – Bruna achou interessante o efeito do desbotamento provocado pela incidência do sol, em contraponto à área escura preservada pelas telas. Uma das que se assustaram com o tom de certos comentários (embora tenha havido também os que endossassem as escolhas da moça) foi a designer de interiores Maria Fernanda Seixas, do Estúdio Ferdi. “Nada ali me incomodou. Ainda que não sejam escolhas que eu faria para minha casa. Afinal, quando vamos parar de pautar o que pensamos a respeito dos outros baseados unicamente em quem somos?”, argumentou ela, em texto no site “Metrópoles”. Procurada pelo Pampulha, Maria Fernanda credita parte do estranhamento ao fato de muitas pessoas manterem viva a preocupação do que vão pensar da casa delas, “de como vão julgá-la por ter um objeto, velho, ou gasto”. “E acabam fazendo uma decoração mais voltada a impressionar do que para curtir, representar, se sentir acolhido”. No entanto, ela entende que essa chave está virando. Para a designer, é cada vez maior o número de pessoas que “entendem que são esses objetos com história que dão o tom, a identidade, o aconchego”. A sensação de pertencimentodeveser o itemprincipal da decoração, advoga ela. “A casa é cada vez mais o refúgio e essa mudança de

Em harmonia

Peças com defeito convivem sem traumas com as “em perfeito estado” na estante de Fábia Lima

A vida como ela é visão alcançou a decoração”, enfatiza. WABI-SABI Maria Fernanda relacionou as escolhas de Bruna Linzmeyer ao wabi-sabi, “conceito que busca valorizar a imperfeição das coisas e entender que são essas ‘falhas’ que trazem autenticidade, identidade e a consciência da impermanência da vida”. É válido frisar que muitas dessas práticas se processam de forma intuitiva, espontânea e orgânica – e não de “caso pensado”, mesmo que acabem remetendo ao wabi-sabi. Na casa de Fábia Lima, professora do curso de Comunicação na UFMG, brinquedos danificados se-

ACERVO DE FAMÍLIA

gue dividindo democraticamente espaço com os em perfeito estado na sua estante, enquanto o rasgo na cortina não tira seu sono. Recentemente, Fábia deixou cair um dos quadros do grafiteiro Binho Barreto. Mesmo avariado, ela simplesmente o pendurou de volta. “Sou muito tranquila. Se, na limpeza, a moça que me ajuda quebra alguma coisa, já vou logo falando: ‘relaxa’”. A arquiteta Paty Fernandes partilha da mesma diretriz: “As marcas do tempo conferem ao objeto uma característica única: a sua história. E histórias me encantam. Quando estão vinculadas a memórias afetivas, irradiam para o ambiente...”,

diz ela, que se orgulha da mesa que mantém em casa, com seu tampo de mármore branco... quebrado! “Eu a usava para fazer panetone. Certa vez, me empolguei na sova e o tampo se quebrou ao meio”, diverte-se. Hoje, o móvel faz as vezes de aparador, “cheio de plantas, com seu tampo quebrado. E com sua história”. Já o prato banho-maria para papinha que pertenceu ao irmão, mesmo trincado, está pendurado na parede, entre obras de artistas contemporâneos. CONCEITO O artista plástico Lucas Dupin vem se debruçando sobre o wabi-sabi desde 2011,

quando integrou exposição homônima a convite da curadora Thereza Farkas e, instigado, passou a pesquisar a visão surgida por volta do século XV no Japão, com base nos ideais do zen budismo. Sobre o termo, aliás, Lucas adverte que não se trata de uma filosofia, mas de uma forma de se relacionar com a vida. “A questão da definição do wabi-sabi é, de fato, bem problemática. Primeiramente, não há uma palavra que a traduza para o português. Um dos livros que estudei fala que, no seu sentido mais amplo possível, seria um modo de ser e estar”. Seja como for, prossegue ele, o wabi-sabi transcende a questão do objeto e, num espectro mais

amplo, refere-se muito à questão da transitoriedade, da impermanência. Inclusive da humana. “Mas quando é visto neste campo da decoração e das artes, é apontado em objetos que guardam as marcas do tempo, ou em construções que prezam pela essência”. Lucas lembra que a questão da transitoriedade e da impermanência sempre estiveram, de alguma forma, presentes em seu trabalho. No caso específico da exposição “WabiSabi”, ele apresentou dois trabalhos. “Coleção Inútil” expunha cem aquarelas de bitucas de cigarro que catava nas ruas, e a série “Homenagens”, um calendário composto por fotografias tiradas em momentos distintos a partir da claraboia do estúdio que ocupou no Canadá. “No calendário, apaguei a possibilidade de se localizar. Via-se só a transitoriedade de espaço, tempo e lugar”. Lucas, que inclusive deve passar uma temporada no Japão para se aprofundar no tema, lembra que, em sua casa, há cantos inspirados neste pensamento – caso do que aparece na foto abaixo, na qual a luz que adentra a janela compõe uma cena com o retrato de uma de suas obras, um vaso de flores e estalinhos, desses que as crianças brincam nas festas juninas, deixados espontaneamente pelo filho sobre a mesa. Aliás, com esse exemplo, Lucas esclarece que não se deve vincular o wabisabi apenas a objetos antigos ou antiguidades. De toda forma, Maria Fernanda argumenta. “Prefiro uma casa em que a imperfeição vira prosa. Que a gente não se cansa de olhar e imaginar cada história que tem por trás de detalhes inusitados”.

LUCAS DUPIN/DIVULGAÇÃO

Design poético: A arquiteta Paty Fernandes mantém, em casa, a mesa com o tampo de mármore trincado

Na casa de Dupin, canto organizado sob o olhar wabi-sabi, com direito aos estalinhos deixados espontaneamente pelo filho sobre o móvel


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reportagem

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 26 de agosto a 1 de setembro de 2017

CASA> Sem conceitos herméticos, impermanência e identidade dialogam com o moderno ACERVO PESSOAL

A beleza dentro da imperfeição A ceramista Sonia Imanishi recebeu, semana passada, uma boa notícia: além de ter sido selecionada para participar da 1ª Grande Exposição de Arte Bunkyo, que será realizada no final de outubro deste ano, em São Paulo, foi agraciada na iniciativa com o prêmio de Menção Honrosa. “É um privilégio estar fazendo o que realmente amamos”, celebra a descendente de japoneses que, mesmo não seguindo ortodoxamente os preceitos do budismo, adotados por seus antepassados, consegue fazer uma conexão entre o wabi-sabi (no caso, atrelado ao zen-budismo) e a sua vida. “O conceito de beleza dentro da imperfeição, da impermanência da vida, da simplicidade. Aprender a viver, sobreviver e transformar em meio às adversidades da vida. É o que tenho tentado seguir em frente com humildade na cerâmica, através do barro que levou minha filha, buscando transformá-lo em belo. A cada queima, uma surpresa, aceitando sua imprevisibilidade”, discorre ela, com lirismo. A citação à filha e ao barro que a levou evocam uma tragédia com a qual todo o Brasil se sensibilizou e se solidarizou. No réveillon de 2010, a filha única de Sonia e Geraldo Faraci, Yumi Faraci, estudante de arquitetura, então com 18 anos, foi uma das vítimas de um desmoronamento de toneladas de terra ocorrido em Angra dos Reis, em função das fortes chuvas, e que destruíram a pousada da família. O wabi-sabi, Sonia relaciona não só a impermanência da vida como também à atitude de humildade perante a existência. “Minha vida tem tudo a ver com isso – na verdade, a de todo mundo”. Na cerâmica, ela aplica o olhar com o filtro do wabi-sabi quando o próprio processo de queima faz com que a peça tome outro caminho do que o inicialmente planejado. “A verdade é que não temos o controle das coisas”, reconhece. Sonia lembra outra técnica do país de seus ascendentes, a Kintsugi, que vem a ser a arte de reparar a cerâmica que se quebra com uma mistura de laca e pó de ouro. Detalhe: o reparo fica aparente, como veios. O conceito propõe um olhar sobre as “feridas” da cerâmica. Esse tipo de restauração (que não pretende ser imperceptível) celebra a vida cotidiana, e, ao fim, acaba conferindo, à peça, ainda mais valor. Patrícia Cassese

POLTRONA RASGADA A professora universitária Fábia Lima hoje mora em um prédio localizado na Serra que tem todo um valor agregado por ter sido projetado por um renomado

arquiteto. No entanto, recentemente, alguns condôminos propuseram dar início a uma obra na qual algumas das características que foram pensadas pelo projetista seriam trocadas – o piso, para citar um exemplo, seria substituído por porcelanato. “Eu e meu marido fomos contra, pois descaracterizaria um prédio que tem toda uma história por

WABI-SABI: PILARES DE SUSTENTAÇÃO Para Leonard Coren, autor de “Wabi-Sabi for Artists, Designers, Poets e Philosophers”, as características estéticas do wabi-sabi incluem assimetria, aspereza, simplicidade, economia, austeridade, modéstia, intimidade e valorização da integridade ingênua de objetos e processos naturais.

trás”, diz ela. Por ora, a reforma foi para o estaleiro, para alívio do casal. É ponto pacífico que este posicionamento não torna Fábia refratária a modernidades – prova são os citados quadros do grafiteiro Binho Barreto, espalhados pela sala, que dialogam com peças vintage. A arquiteta Paty Fernandes endossa: “Também tenho, em casa, peças novas, contemporâneas, que criam um contraponto às antigas e evitam a ‘datação’ da decoração”. Fábia lembra o caso recente de um quiproquó que ganhou a mídia, a partir do fato de uma mulher não ter deixado o filho de outra, que estava visitando sua casa, mexer num boneco que era item de coleção. Sem tomar partido do caso específico, ela Sonia brinca que, em sua casa, é bem diImanishi ferente. “Aqui, A cada queima, criança pode meuma surpresa xer em tudo”, estabelece. LINCON ZARBIETTI

Objetos aptos a contar histórias Pela poltrona vermelha da foto ao lado, Antônio Carlos Figueiredo já recebeu várias ofertas – inclusive de decoradores. Mas não, ele não sucumbiu à tentação de vender a peça, e a mantém tal como está, com direito a rasgos, manchas e desgastes. Mesmo não se norteando pelo wabi-sabi, o objeteiro acaba praticando, transversalmente, um de seus nortes: o de não interferir na ação do tempo nas peças que compõem o seu singular e instigante Museu do Cotidiano, iniciativa que, ressalta, é 100% privada, sem apoio do poder público. Hoje, o Museu do Cotidiano abre suas portas mediante agendamento prévio. Mas quem passa em frente ao imóvel que abriga o notável acervo, na rua Bernardo Guimarães, 1.296, a julgar pela discrição, nem Galpão imagina a verdadeira caAntônio filtra seu verna de Aladim que ali foco para objetos se esconde. que contenham Mas, bem, Antônio uma história enfatiza: não se trata de obras de artes, de uma galeria. Ele também refuta veemente-

mente a chancela de “colecionador” ou a pecha de acumulador. “Não sou. Meu foco é o cotidiano. O objeto pode ser inclusive de hoje – se for interessante, cabe no museu. Procuro objetos peculiares, que transmitam uma história pela ideia de quem os criou”, diz ele, que desafiou o visitante a adivinhar a função de objetos hoje não mais fabricados. Atualmente organizando as cem mil peças do galpão (lembrando que ele tem outros depósitos) no um quilômetro de prateleiras que virariam sucata e que acabou de adquirir, Antônio Carlos se posiciona, até certo ponto, contra a restauração. “As marcas também contam a história do objeto – eu, na verdade, gosto delas”. Tanto que ele não descartaria uma peça por ela ter cupins, por exemplo. “Vou te contar uma coisa: nós vamos morrer e os cupins e baratas vão continuar sobre a Terra”, pontifica, entre um exemplar da primeira TV que chegou ao Brasil, trazida por Assis Chateaubriand, da cadeira Sérgio Rodrigues ou da máquina de costura que foi da mãe de Estêvão Pinto.


reportagem

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CENÁRIO BH JOANA MOREIRA/DIVULGAÇÃO

LEONARDO BELTRÃO/DIVULGAÇÃO

Beltrão publica 6 Leonardo livro com lambes

na Casa Fiat promove 6 Exposição encontro entre cerejeiras e ipês

Criados de forma artesanal pelo escritor e produtor mineiro, os lambes já fazem parte da cultura urbana de BH. Agora, o artista compilou 119 lambes destacáveis em um livro-objeto chamado “Poemas de Muro e Amor” e lança a publicação na próxima terça-feira Onde Mama/Cadela (r. Pouso Alegre, 2048, Santa Tereza) Quando Dia 29 (terça), às 19h Quanto Entrada gratuita. O livro estará à venda por R$ 45 no dia

Apaixonada pela natureza, a fotógrafa Joana Moreira captou imagens da florada de cerejeiras e ipês-amarelos. Para ela, as árvores são um ponto de encontro entre as culturas mineira e japonesa. Nesse sentido, a mostra “Hanami/Mbotyra epiak: um olhar sobre flores na Casa Fiat de Cultura” reúne 34 fotografias das espécies Onde Casa Fiat de Cultura (Praça da Liberdade, 10, Funcionários) Quando 3ª a 6ª, das 10h às 21h; sábado, domingo e feriados, das 10h às 18h. Até 24/9 Quanto Entrada gratuita

FRED ANTONIAZZI/DIVULGAÇÃO

lança livro sobre a 6 Escritora história do bairro Funcionários

Inspirada por personagens do bairro da região centro-sul de BH, a escritora Madu Brandão lança o livro “Funcionários”, que integra a coleção “BH. A cidade de Cada Um” (ed. Conceito). Durante o lançamento, acontece tarde de autógrafos e um bate-papo com a autora Onde Diadorim Armazém Contemporâneo (r. Antônio de Albuquerque, 969) Quando Neste sábado (26), das 15h às 18h Quanto Entrada gratuita (o livro estará à venda no dia por R$ 20)

FERNANDA CARVALHO

comemora 4 anos 6 CCBB com atividades gratuitas

Para celebrar o aniversário, o CCBB promove uma série de atividades gratuitas para o público visitante. A programação tem desde contações de histórias para crianças até oficinas de ioga na exposição “Erwin Wurm - O Corpo É a Casa” Onde Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450) Quando Até domingo (27). Confira a programação completa em: www.bb.com.br/cultura Quanto Entrada gratuita


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almanaque

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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

(CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Síndrome do pânico ecentemente, a Síndrome do Pânico ocupou os noticiários quando reportaram que o padre Fábio de Melo está sofrendo com o problema e que, atualmente, está em fase de tratamento. Um padre bacana como ele e aparentemente “imune” a transtornos como este levanta a questão de que nós podemos estar expostos a tais problemas e, portanto, devemos ficar atentos aos sintomas – e quando precisamos buscar ajuda. A origem da palavra “Pânico” é proveniente do grego “panikon” e significa um susto ou pavor repentino. Na mitologia grega, o Deus Pã (de pânico), possuía chifres e pés de bode e provocava, com seu aparecimento, horror nos pastores e camponeses. A Síndrome ou Transtorno do Pânico (TP) é uma entidade clínica relativamente recente, sendo que a primeira descrição dos sintomas foi feita por Freud, que a denominou, à época, de “neurose ansiosa”. Na “crise de pânico”, o agende causador do “medo” não está presente, ou seja, ela surge de repente, sem aviso. Durante a crise, a pessoa experimenta vários sintomas, a saber: boca seca, aceleração dos batimentos cardíacos, palpitações, palidez, sudorese, falta de ar, entre vários outros desconfortos físicos. A pessoa acha que vai perder os sentidos e tem uma sensação iminente de morte. Devido aos sintomas com predominância cardiovascular, o sujeito normalmente vai parar no pronto-socorro achando se tratar de um infarto. Várias complicações podem ocorrer O transtorno caso o diagnóstico do pânico não seja precoce. Os pacientes passam a não tem nada ter gastos excessivos a ver com sua com médicos e exames complementares, fé ou religião, muitas vezes sem nechega sem cessidade. Afastamento do trabalho, faltas pedir licença. e até pedidos de deAbra os missão são situações corriqueiras na vida olhos! destas pessoas. À medida que os ataques de pânico se sucedem, o paciente desenvolve hipocondria, outros tipos de fobias, ansiedade antecipatória, agorafobia (medo de espaços abertos), depressão, alcoolismo e/ou uso abusivo de drogas. Estes problemas podem estar presentes todos juntos ou de forma parcial. O fator primordial no início do tratamento é acabar com os ataques ou reduzi-los em frequência e intensidade, através do uso de medicamentos e, desta forma, permitir outras abordagens terapêuticas, como apoio psicoterápico e atividades físicas. O tempo de tratamento poderá variar de seis meses até dois anos. Entretanto, o índice de recaída após a suspensão das drogas varia entre 20% e 50%. O paciente deve ser paulatinamente encorajado – claro que sob os efeitos das medicações – a enfrentar os lugares ou situações onde foi acometido pelo ataque e desta forma ir ganhando autoconfiança e voltar às suas atividades diárias e normais. Martyn LIoyd-Jone – teólogo galês – disse certa vez que a “fé se recusa a entrar em pânico”. Em contrapartida, no caso do padre Fábio de Melo, o mesmo afirmou que o pânico “quase abalou sua fé”. O transtorno do pânico não tem nada a ver com sua fé ou religião, chega sem pedir licença. Abra os olhos! Faça uma boa semana.

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‘Hormônio do estresse’ pode ajudar organismo Emaltasdoses, noentanto, substância podeprovocar, inclusive,infarto Conhecido como “hormônio do estresse”, o cortisol – produzido pelas glândulas suprarrenais – costuma ser associado a momentos de nervosismo. No entanto, especialistas explicam que, em quantidade normal, esse hormônio é importante para auxiliar o organismo a reduzir as inflamações, porque Thuany Motta

contribui para o bom funcionamento do sistema imune e mantém constantes os níveis de açúcar no sangue e a pressão arterial. Quando seu nível está abaixo do habitual, os sintomas variam entre fadiga, fraqueza e até mesmo depressão. Entretanto, em altas doses, as consequências podem ser sérias, incluindo o infarto. A endocrinologista Ana Paula Zanini, professora da Faculdade Ipemed, esclarece que, durante o dia, a produção costuma ser maior do que de noite, mas que é um processo natural. “Quando acordamos, o corpo produz mais cortisol para iniciar o ritmo de atividades que vamos encarar nas horas seguintes. Quando chega a tarde, a produção começa a ser

reduzida, até que se torna mínima para que possamos dormir de noite”, afirma. Além disso, a dose de cortisol no organismo varia segundo o sexo e a idade, afirma a nutricionista Edith Zulato, do Conselho Regional de Nutrição de Minas Gerais. “Por causa da testosterona, o homem costuma ter o cortisol um pouco mais elevado do que a mulher, mas, para ambos, ele deve estar entre 5 mg e 23 mg por litro de sangue. Já uma criança tem entre 5 mg e 10 mg, sendo o mesmo valor para um idoso”. Edith aponta que, se esses índices são obedecidos, a ação do hormônio é considerada saudável. Nesse caso, os benefícios do cortisol são os mais diversos. Um dos mais importan-

tes é ser uma defesa natural a estímulos externos. Diante de uma situação de perigo, por exemplo, ele deixa o corpo em situação de alerta, pronto para reagir. Já quando a dose sai dos trilhos, muita coisa no organismo também desregula. De acordo com Edith, há duas situações que merecem atenção: quando a quantidade está abaixo ou acima do considerado normal. “Se ela é baixa, os prejuízos podem ser perda de peso, fraqueza muscular, fadiga, pressão arterial baixa e manchas escuras na pele”, explica. Caso suba, pode provocar transtorno de ansiedade, estado de confusão mental, dificuldades de concentração, lapsos da memória e a diminuição da cognição. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

CAMINHO DO CORTISOL O cortisol é produzido no córtex, de onde deriva seu nome

CÓRTEX

A produção se dá a partir de estímulos vindos do hipotálamo (parte do encéfalo responsável pela produção/liberação de hormônios) e da glândula hipófise (responsável por regular a atividade de outras glândulas

HIPOTÁLAMO 1

A produção de cortisol é maior pela manhã, diminuindo durante a tarde e a noite e voltando a aumentar durante o sono

HIPÓFISE 2

3

1

RINS

Tudo começa no hipotálamo, onde um hormônio chamado Fator Liberador de Corticotrofina (FLC) é liberado

chega até a hipófise por meio da corrente 2 Ele sanguínea e ativa a liberação do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) – que ajuda na liberação do cortisol – que, por sua vez, chega pela corrente sanguínea às glândulas suprarrenais

glândulas, assim, serão 3 As estimuladas pelo ACTH a produzir o cortisol para combater o estresse

FONTE: FLÁVIO SEKKEF, NEUROLOGISTA/EDITH ZULATO, NUTRICIONISTA

A liberação do cortisol é aumentada em situações de estresse, tanto psicológico quanto fisiológico. Alguns dos fatores são: Temperatura ambiente extrema Febre Hipoglicemia Inflamações Dores Traumas Sensação de medo


reportagem

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Exames e mudanças Mudanças simples podem manter o nível saudável, afirma a nutricionista Edith Zulato. “Como o hormônio está, na maioria das vezes, ligado ao emocional, para mantê-lo controlado é necessário diminuir o agente causador. Sendo assim, atividade física é recomendada, pois ajuda a relaxar, além de liberar endorfina e serotonina, os hormônios ‘do prazer’ e ‘do humor’, respectivamente”, esclarece. Outro ponto é a alimentação. “Sugiro comer alimentos que controlem o açúcar no sangue, como ovo, abacate, vegetais, peixe, aveia,

amêndoa e castanha”, diz. Para saber se a quantidade de cortisol é ideal para o bom funcionamento do organismo é preciso medi-lo. Segundo a endocrinologista Ana Paula, existem três tipos de exames: o salivar, que avalia a quantidade do hormônio na saliva, ajudando a diagnosticar estresse crônico ou diabetes; o urinário, que mede o cortisol livre na urina, devendo ser colhida uma amostra de urina durante 24 horas; e o de sangue, que avalia a quantidade de cortisol proteico e de cortisol livre no sangue.

AÇÃO Ação “O estresse é inevitável e todos sentimos ou sentiremos de alguma forma. Mas a maneira que cada um de nós recebe pode também influenciar as reações que causa ao organismo. A ideia é que sejam sempre positivas”, diz o neurologista Flávio Sekkef.

Intestino: preconceito atrapalha diagnóstico Desconhecimento e preconceito ainda contribuem para o atraso do diagnóstico de diversas doenças, impedindo o tratamento adequado e trazendo como consequência até mesmo a morte. Esse é o caso das doenças que atingem o intestino grosso e o ânus – as chamadas doenças proctológicas. Uma em cada três pessoas no mundo pode desenvolver essas enfermidades sem saber, segundo alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS). A médica coloproctologista Hilma Nogueira da Gama, coordenadora de colocproctologia do Hospital Madre Teresa, em Belo Horizonte, afirma que um paciente pode levar até um anoaté receber o diagnóstico – desde o aparecimento dos primeiros sintomas até a detecção da patologia.

“Até 70% dos meus pacientes deixaram de procurar um profissional de saúde após terem apresentado alguns sintomas por causa do preconceito. É preciso falar sobre isso, porque é natural”, ressalta. A médica aponta que a falta de divulgação da coloproctologia, especialização da medicina responsável por essas áreas, contribui para o desconhecimento da população. Já o preconceito, explica, está as-

sociado à vergonha na hora de se falar quando os sintomas aparecem nas regiões do intestino e do ânus. SINAIS DE ALERTA Os sinais que mais exigem atenção no ânus são o sangramento intenso na hora de evacuar – mesmo que aconteça apenas uma vez –, dor intensa, desconforto e, algumas vezes, secreção purulenta. Já quanto ao intestino grosso, DENILTON DIAS – 16.6.2015

Hilma Hilma Nogueira Nogueira da da Gama, Gama, coloproctologista coloproctologista

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vale ficar de olho se ele está solto (diarreia) ou preso (prisão de ventre) demais. O diagnóstico é feito, inicialmente, pela anamnese dirigida – uma entrevista em que o médico ajuda o paciente a relembrar todos os fatos que se relacionam com a doença e à pessoa doente. Em seguida, há o exame especializado, que pode ser inspeção, palpação, toque e endoscopia. “Eles costumam ser indolores e apresentar somente um leve incômodo. Mas vale pagar esse preço para salvar a vida”. A médica diz que, entre as doenças colorretais mais comuns, estão as hemorroidas, o câncer de intestino grosso, o câncer de ânus e as fissuras anais. As hemorroidas, inclusive, são a principal causa de desconforto anal. Mesmo não se desenvolvendo para uma doença mais grave, ela causa dor e pode atingir até 50% dos brasileiros, segundo o Ministério da Saúde. A especialista garante que, tanto nesses casos quanto nas demais patologias, o tratamento geralmente é baseado em repouso, muita hidratação e uso de medicamentos.


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sociedade

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 26 de agosto a 1 de setembro de 2017

DOLCEVITA SABOR SOLIDÁRIO

D

ia 11, na Mineiraria Casa da Gastronomia, em BH, participamos da 3ª edição do projeto Chefs Contra o Câncer, reunindo chefs do Brasil inteiro em prol da Cape – Casa de Acolhida Padre Eustáquio. No comando da primeira noite, ninguém menos que Alex Atala, que preparou iguaria de origem indígena à base de açaí e peixe frito.

SABOR GENEROSO

A

tala confessou: “Quero mostrar a todos o valor da nova geração de cozinheiros que hoje somam talentos nesta noite beneficente”. Sobre a culinária mineira, ressaltou-a como uma das mais representativas, não só pelos ingredientes, mas também pela diversidade de sabores e da cultura, além do elo natural com Portugal.

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com EDY FERNANDES

AGORA VAI

B

elo Horizonte será a terceira cidade do Brasil a receber o badalado e internacional Bagatelle, no Automóvel Clube. A rede assumirá os restaurantes dos Salões Príncipe de Gales e Dourado.

Em tarde de vozes femininas na Casa Cor, as anfitriãs Adriana Vasconcelos, Mônica Gonçalves e Natália Vasconcelos à frente de suas mulheres homenageadas

CRONICAMENTE INVIÁVEL

“

Fora as alegrias pessoais, sigilosas, o saldo do ano está longe de ser positivo. Recessão, inflação, desemprego. Como o Brasil, o mundo inteiro está dizendo que o ano já vai tarde, ainda que nuvens mais negras se avolumem no horizonte do ano que vem. Nem o dr. Pangloss estaria otimista numa hora assim. O jeito é esperar que se confirme o ditado e que o diabo não seja tão feio quanto o pintam”. Pasmem e chorem, este texto é de Otto Lara Resende, na revista “Veja”, de 29 de dezembro de 1982.

DIÁRIO DE TIRADENTES

PEROLAR TIRADENTES

T

ivemos o privilégio de abrir o 20º Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes, que termina neste fim de semana porque tudo que é ótimo dura pouco. Logo na sexta (25), em nossa primeira saída, na praça principal, encontramos o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, mui bem acompanhado da primeira

dama mais linda do Brasil, Ana Laender. Acreditem, o casal foi e voltou conduzindo duas possantes motos.

DELÍCIAS DE TIRADENTES

A

gora, falemos de Rodrigo Ferraz que, há dez anos, conduz com mãos de Midas o festival, cria de Ralph Jus-

tino, o ex-prefeito e fábrica ambulante de boas ideias. Parabéns! Gentes do Brasil, praças, pousadas cheias. O campeão Rodrigo Ferraz fez bela parceria com Vanilce Barbosa, da “pousada” Pequena Tiradentes, onde ficamos hospedados. O espaço é alquimia entre o Século XVIII e o XXI. É mesmo, uma Pequena Tiradentes.

E

tudo funcionou como relógio suíço. Cidade repleta de gente feliz dando lição de turismo saudável ao resto do país. Pode melhorar muito, claro. A começar pelo comércio que, não aceitando cartões para poupar taxas, perde muito em vendas. Música pelas esquinas e praças. Restaurantes proferindo aulas magnas e vontade de ficar a semana inteira. Ops! O clima ajudou muito, nem frio, nem calor, tudo civilizado.

LAPIDAR TIRADENTES

O

titular da coluna foi umas das 19 pessoas homenageadas. Muito emocionante. A homenagem aos que divulgam e fortalecem o Festival Cultura Gastronomia de Tiradentes aconteceu na manhã de sábado (26), no casarão histórico, no centro, onde “tudo” começou. Vida longa!

ESPECIAL CASACOR MINAS SEMANA DE DESTAQUES

BÁRBARA DUTRA/DIVULGAÇÃO

EDY FERNANDES

EDY FERNANDES

O

s últimos dias foram bastante movimentados no antigo casarão onde acontece a 23ª edição da CASACOR Minas, localizado na rua Sapucaí, 383, no bairro Floresta, em Belo Horizonte. Um dos destaques foi o Jardí, um almoço inspirado nos grandes banquetes. Os pratos foram servidos no Ginger Bar, um dos espaços mais charmosos desta edição da mostra. A diretora superintendente da CASACOR, Lívia Pedreira, a diretora de publicidade e marketing, Cleide Gomes, e o diretor de conteúdo e relacionamento, Pedro Ariel, também visitaram o imóvel e ficaram bastante impressionados com a ousadia da versão mineira do evento.

Eduardo Faleiro e Gustavo Greco EDY FERNANDES

Renata Costa, Décia Jaime e Ângela Roldão

Roger e Ana Paula Rohlfs BÁRBARA DUTRA/DIVULGAÇÃO

Henrique Gilberto, Túlio Pires, Luiza Soares e Daniel Romeiro

Isabela Alpino, Barbara Rohlfs, Lara Resende e Bruno Carneiro BÁRBARA DUTRA/DIVULGAÇÃO

Pedro Ariel, Cleide Gomes, Lívia Pedreira, Juliana Grillo e Eduardo Faleiro


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PESQUISA> Má alimentação é apontada como segunda causa do aparecimento da doença

Dieta balanceada pode evitar até 30% dos casos de câncer FREEPIK/DIVULGAÇÃO

Manter o peLeonardo so na faixa Cunha saudável é importante para a prevenção ao câncer, de acordo com especialistas da área. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a alimentação e a nutrição inadequadas são tidas como a segunda causa do aparecimento da doença. A estimativa é que aproximadamente 30% dos casos estejam associados à dieta, e estes poderiam ser evitados se as pessoas se alimentassem de forma adequada. Evidências dessa relação tiveram início nos anos 70, com base na observação da maior incidência da patologia em pacientes com determinados hábitos alimentares. Segundo o oncologista Amândio Fernandes, diretor da Oncomed-BH, observou-se, por exemplo, que em países desenvolvidos do Ocidente ocorria um maior número de determinados tipos dessa doença, como câncer de intestino grosso, mama e de próstata, em indivíduos com dieta rica em produtos animais, gordura e açúcar. “Já nos países em desenvolvimento, onde a alimentação era baseada em amido e baixa ingestão de produtos animais, gordura e açúcar, a incidência era menor. No entanto, havia maior registro de câncer de esôfago, estômago e fígado”, relata. Ainda de acordo com o especialista, outro importante indicativo da associação entre dieta e câncer é a observação de mudanças em populações de imigrantes vivendo em uma nova região, quando relacionadas à incidência da patologia nas populações que permanecem em seu local de origem. “O melhor exemplo para essa situação são os japoneses que foram para os Estados Unidos. À medida que ocorreu uma mudança no hábito alimentar, claramente consolidado na segunda geração dessa população imigrada, percebeuse um aumento da incidência do câncer de intestino grosso, que normalmente é baixa no Japão”, diz. PERIGO Consideradas fatores de risco modificáveis, uma vez que os hábitos alimentares

Dia a dia

Dieta rica em frutas e outros vegetais diminui a ocorrência de vários tipos de cânceres

LEO FONTES

podem ser alterados por meio de um estilo de vida mais saudável, a dieta e a alimentação devem ser encaradas com seriedade para diminuir a chance de se desenvolver a enfermidade. Dentre os fatores dietéticos que podem estar associados ao aparecimento da doença estão a alta ingestão de gordura, álcool, carne vermelha ou processada (por exemplo, bacon, linguiça, salsicha, mortadela) e alimentos contaminados por aflatoxina (substância produzida por alguns fungos, considerada tóxica). Além disso, alimentos como churrascos e defumados representam perigos para a saúde. A explicação é que, se ingeridos em grandes quantidades, podem aumentar a incidência de cânceres de mama e de estômago, pois estes estão associadas à produção de Hidrocarbonetos Aromáticos Policíclicos (HAPs), substâncias carcinogênicas em animais de laboratório. Para as pessoas que fazem uso de bebida alcoólica, a Sociedade Americana de Câncer (ACS) recomenda limitar a ingestão para não mais de dois drinks por dia para homens e um drink pa-

ra mulheres. EVIDÊNCIAS Análises baseadas em estudos observacionais mostram que uma dieta rica em frutas e outros vegetais diminui a ocorrência de diversos tipos de cânceres. “Estudos recentes mostram, por exemplo, que indivíduos que consomem grande variedade de vegetais e frutas, grãos integrais, peixes e aves, ou que consomem pequenas quantidades de carnes vermelhas e processadas, apresentam menor risco de desenvolver certos tipos de cânceres, como o de boca, faringe, laringe, pulmão, esôfago, estômago e intestino grosso”, destaca Fernandes. Segundo a ASC, para cada cem casos de câncer, 33 poderiam ser prevenidos se a população adotasse hábitos saudáveis, como controlar a ingestão de gorduras, aumentar o consumo de fibras, ingerir no mínimo cinco porções de frutas e outros vegetais ao dia, diminuir a quantidade de carne vermelha, incluir na dieta produtos derivados da soja, além de manter uma prática regular de atividades físicas.

O oncologista Amândio Fernandes destaca a importância de uma boa alimentação


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reportagem

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COMPORTAMENTO Mulheres não aceitam receber cantadas de conotação sexual Abordagemque causaangústia deixadeser paquerae torna-seassédio Thuany Motta

Todos os dias, mulheres são obrigadas a lidar com comentários de teor obsceno, olhares, intimidações e importunações de cunho sexual. Eles apresentam-se de várias formas e são entendidos pelo senso comum como elogios, brincadeiras ou características imutáveis da vida em sociedade. Mas, na verdade, nada disso está sendo visto como normal ou aceitável. Uma pesquisa online divulgada recentemente traz um alerta aos homens brasileiros que adoram caprichar na hora da cantada: a maior parte do público feminino do país – 63% das entrevistadas – não aceita comentários com conotação sexual no momento da paquera. Essa tática pode comprometer qualquer chance de se começar uma conversa com o sexo oposto. O levantamento foi feito pela empresa Match Group LatAm, responsável por sites de relacionamento na internet, com 1.358 mulheres de todo o país. O intuito era descobrir quais cantadas são apontadas por elas como machistas e que podem acabar causando o efeito contrário do desejado pelo sexo masculino. Outros pontos importantes foram identificados: 15% das entrevistadas odeiam que os homens falem de qualquer parte do corpo delas. Além disso, 12% delas de-

ASSÉDIO No trabalho Segundo dados divulgados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), 53% das mulheres do mundo inteiro já sofreram algum tipo de assédio sexual, seja ele verbal ou físico.

FRED MAGNO

saprovam abordagens que brincam com o visual e 10% não admitem piadas com algum tipo de estereótipo. CONCEITOS DIFERENTES A psicóloga Débora Oliveira explica a diferença entre o conceito de paquera e assédio sexual. “Uma paquera acontece com consentimento de ambas as partes. É uma tentativa legítima de criar uma conexão com alguém que você conhece e estima. O assédio sexual é uma manifestação alheia à vontade da pessoa a quem se dirige. Inclui abordagens grosseiras, ofensas e propostas inadequadas que constrangem, humilham, amedrontam” diz. Para a psicóloga, a paquera não pode causar medo nem angústia. “Deve ser um momento de prazer. O mais importante é buscar o consentimento do outro e, se não acontecer, saber aceitar “não” como resposta”, afirma. Débora avalia, ainda, que cantada e assédio físico não são um meio de se criar intimidade com alguém.

A artista Débora Guimarães, 35, já sentiu na pele ser abordada por um estranho sem consentimento. “São várias vezes durante a vida, mas sempre tem aquela que nos marca. Eu era adolescente. Um dia, saí da escola acompanhada de dois amigos. Um homem nos seguiu e começou a falar coisas nojentas como “gostosa” e “delícia”. Os meninos nem reagiram. Virei para trás e comecei a xingar o cara”, conta. A artista fala que o homem a desmentiu. “Ele me chamava de louca, que não estava me assediando. Depois, foi embora, ainda reclamando”, conta. Para Masra de Abreu, assessora técnica da ONG Centro Feminista de Estudo e Assessoria (Cfemea), de Brasília, o resultado do levantamento indica que as mulheres não admitem ser tratadas de qualquer maneira. “A chance de o homem pensar que a mulher está disposta a fazer qualquer coisa ou a ser o que ele quiser é grande. Mas a pesquisa mostra exatamente o contrário”, aponta.

A artista Débora Guimarães traz na memória a marca de uma cantada na adolescência

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

PORTA FECHADA NA PAQUERA ONLINE Confira abaixo as cantadas que elas não aceitam e o ranking das cantadas online preferidas Aquela que comenta algo sobre o corpo

A que tem conotação sexual

15%

63%

10%

Débora Oliveira Psicóloga Por que o assédio sexual deve ser denunciado?

A que brinca com o visual

12% QUAL É O TIPO DE CANTADA MAIS MACHISTA E INACEITÁVEL?

ENTREVISTA

Piada que brinque com algum estereótipo

Dizer não ao assédio é não aceitar mais que mulheres sejam vistas como objetos sexuais passivos ou como vítimas frágeis do poder dos homens. Dizer não ao assédio é afirmar que as mulheres podem e devem ter controle sobre a própria sexualidade. Quais são as consequências do assédio?

HOMENS

QUAIS SÃO AS CANTADAS PREFERIDAS POR HOMENS E MULHERES?

MULHERES

28%

Gosta de história? Vamos começar a nossa?

33%

21%

1 minuto são 60 maneiras de pensar em você

21%

19%

Quero te beijar de olhos fechados e coração aberto

14%

13%

Existe um vazio no meu coração que tem as suas medidas. Quer entrar?

12%

10%

Aposto um beijo que você me dá um fora

11%

5%

Faz que nem álbum: cola em mim e me completa

3%

4%

Me chama de previsão do tempo e diz que tá rolando um clima

6%

FONTE: MATCH GROUP LATAM JULHO DE 2017

Entre os efeitos negativos relatados pelas vítimas, os mais citados são: ansiedade, depressão, perda ou ganho de peso, dores de cabeça, estresse e distúrbios do sono. Qual é a raiz do problema?

O que está por trás do assédio não é uma vontade de fazer um elogio. Na verdade, esse comportamento é, principalmente, uma tentativa de demonstrar poder e de intimidar a mulher. Qual a gravidade social?

O sujeito que assedia uma mulher, seja na rua ou na internet, jamais quer ouvir a opinião da outra parte. Ele quer apenas se impor sobre ela, tentar mostrar um possível domínio.


reportagem

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 26 de agosto a 1 de setembro de 2017

DIA A DIA Golpe da falsa carta de crédito está de volta DOR UMI S N CO O pedreiro José dos Reis, 58, já tinha até esquecido do consórcio de um carro, que ele parou de pagar há três anos, quando recebeu uma ligação dizendo que ele tinha sido contemplado e que poderia pegar a carta de crédito imediatamente. Para tanto, bastaria renovar o contrato e pagar uma pequena quantia pela regularização. Reis cumpriu sua parte. Já a empresa fez uma falsa promessa. “Paguei, mais ou menos, R$ 400. Mas aí me disseram que só poderia ter a carta, que era Queila Ariadne

Estelionatáriodizque consorciadofoicontemplado ecobrapequenaquantia de R$ 22 mil, se fosse sorteado”, conta ele. Diante do crescimento de casos como esse, o Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais está reforçando o alerta aos consumidores. “Prestem muita atenção: não existe venda de carta de crédito contemplada”, destaca o coordenador do órgão, Marcelo Barbosa. O advogado lembra que esse golpe é antigo, mas tem feito novas vítimas. “Para atrair o consumidor e concretizar a venda, alguns escritórios falam que a carta já está liberada. Ou dizem que o comprador terá acesso a ela em alguns meses. No entan-

to, a carta só será emitida quando a pessoa for sorteada ou der o maior lance na assembleia”, explica. Foi exatamente isso o que aconteceu com Reis. “Para que eu comprasse, prometeram a carta, para que eu tirasse o carro imediatamente. Só depois falaram que era preciso esperar ser sorteado. Então, questionei e disse que não foi isso que tinham me prometido. Eu acionei o Procon e consegui receber os R$ 400 de volta, mas acho que foi só porque tinha gravado a conversa com a moça, me fazendo a oferta falsa”, afirma. Barbosa explica que nem sempre o Procon consegue

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

OLHA O GOLPE 1

Como acontece CARTA CONTEMPLADA Um vendedor oferece uma carta de consórcio, prometendo acesso imediato ou delimitando um prazo para a entrega Solicita um pagamento como espécie de sinal e não registra a falsa promessa em contrato

O engano: um consorciado só recebe a carta em caso de sorteio ou lance maior

agir, pois trata-se de delito a ser tratado na esfera policial. “Na verdade, são dois crimes: estelionato, já que a pessoa enganada chega a depositar o dinheiro;e propaganda enganosa, pois oferecem algo que nãopodem cumprir”, esclarece o coordenador do órgão de defesa do consumidor. Para o Procon, só é possívelagir se a falsa promessa estiver escrita no contrato. “Só que isso não acontece. O vendedor fala, e a pessoa acredita. Mas, quando perguntamos sobre o contrato, nada disso está estipulado. Nos escritórios, não encontramos os vendedores, que às vezes dão nomes falsos. Ou a empresa diz que eles foram demitidos”, ressalta Barbosa. Por isso, os casos têm sido encaminhados para a Delegacia deDefesado Consumidor, para a Polícia Civil investigar.

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SOBRE A TRANSFERÊNCIA É permitido transferir uma carta contemplada, desde que se cumpram os seguintes critérios: O termo de transferência do contrato deve ser assinado na sede ou na filial da administradora de consórcios, já que a mesma deverá aprovar a transferência do contrato e o cadastro do novo consorciado

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CUIDADOS QUE O CONSUMIDOR DEVE TOMAR

Documentos: a ata da Assembleia Geral Ordinária que confirmou a contemplação da cota; Comprovantes dos pagamentos das prestações pagas; documentos pessoais; cópia do contrato assinado à época da aquisição da cota; declaração da administradora. Confira se a instituição que administra o sistema é autorizada pelo Banco Central. A lista pode ser consultada no site www.bcb.gov.br ou pelo 145

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ONDE RECORRER EM CASO DE GOLPE Procon e Delegacia Especializada em Defesa do Consumidor FONTE: ABAC/ PROCON ALMG

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reportagem

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ESPAÇO KIDS

Pais ignoram o que os filhos fazem na internet A maioria dos pais não deixaria seus filhos atravessarem a rua sozinhos ou conversarem com estranhos sem supervisão. Mas, surpreendentemente, quase um quarto deles deixa as crianças e os adolescentes navegarem na internet desacompanhados, e apenas um terço se preocupa com os riscos que os filhos correm no mundo virtual. Os dados são da Pesquisa de Riscos de Segurança para o Consumidor de 2016, da empresa de segurança cibernética Kaspersky Lab, realizada com mais de 12 mil pessoas. No Brasil, mais de 23 milhões (79%) de crianças e adolescentes de 9 a 17 anos são usuários de internet, conforme levantamento do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI). De acordo com o analista de segurança da Kaspersky Lab, Thiago Marques, na maioria das vezes, os pais nem sequer têm o cuidado de saber o que os filhos estão fazendo no mundo digital, com quem estão conversando e que tipo de atividade estão realizando. “O próprio caso do ‘jogo da Baleia Azul’, no qual as pessoas buscavam as crianças e os adolescente justamente nas redes sociais, é um exemplo de perigo”, lembra. Outras situações de alto risco para a saúde também se tornaram uma prá-

Estudomostraquesócercadeumterçodas famíliassepreocupacomosriscosdarede

Litza Mattos

tica popular entre os adolescentes depois de ganharem espaço nas redes sociais, como os desafios de comer canela, espirrar desodorante na boca e a “brincadeira (ou jogo) do desmaio”, que consiste em provocar a perda da consciência com a ajuda de outros colegas. Colégios de Paraná, Sergipe, Brasília e Rio de Janeiro registraram alguns casos desde 2014. Na semana passada, uma adolescente de 16 anos fugiu de casa em Belo Horizonte depois de ser proibida de usar as redes sociais. A família não sabia que ela tinha milhares de seguidores por postar imagens sensuais. Felizmente, a garota voltou para casa. NA REDE A consultora de implantação Sumara Fernandes, 37, tem um filho de 12 anos que passa cerca de seis horas por dia na frente do computador. Ela teme algumas situações, mas reconhece que nunca tentou usar outros recursos. “Confesso que não sou antenada com tecnologia, então o que eu faço é ouvir as conversas nos jogos para ver se do outro lado está outra criança ou um adulto, e converso muito com ele”, diz. Além dos jogos, até 2016, 80% da demanda da Delegacia Especializada de Investigações de Crimes Ci-

bernéticos em Belo Horizonte correspondia a casos de ciberbullying – intimidação sistemática ocorrida na internet. Para Marques, os resultados do estudo da Kaspersky Lab evidenciam a necessidade de os pais terem uma maior consciência dos perigos que rondam a internet. Segundo a pesquisa, 41% das crianças foram expostas a ameaças online no período de 12 meses anterior ao estudo. Essas ameaças incluem a exposição a conteúdo impróprio e contato com estranhos, entre outros. RISCOS A estudante e bailarina Maria Clara Marliére, 12, tem mais de 30 mil seguidores no seu perfil no Instagram (@mariacantaencanta), e quem administra a conta é a mãe Wilmara Marliére, 50. Ela reconhece os riscos que a filha poderia correr se não a acompanhasse de perto. “Infelizmente, ela sempre recebe convites de pessoas perguntando a idade dela e fazendo elogios extremamente exagerados. Logo respondo e digo que não é a Maria do outro lado, mas eles muitas vezes insistem, por terem esperança de ela ler e responder. Isso me incomoda, já tive vontade de acabar com a conta. Já tro-

quei a senha várias vezes”, conta Wilmara. A mãe se diz “apavorada” e, por isso, também vigia as conversas da filha no aplicativo WhatsApp. “Eles cercam a criança o tempo todo. Inúmeras vezes já pensei que, se ela tivesse sozinha, teria caído em várias armadilhas”, afirma. Wilmara, porém, é exceção. O estudo também descobriu que um número pequeno de pais toma medidas necessárias para proteger seus filhos: apenas um terço conversa regularmente com as crianças sobre a internet e os perigos online, enquanto um quarto (27%) verifica periodicamente o histórico no navegador da web. Na opinião da mãe, esse “desinteresse” não é provocado pela falta de informação. Na análise dela, a vida corrida dos pais e a falta de noção de que o perigo realmente existe prejudicam o controle. “Muitos acreditam naquela máxima de que ‘não vai acontecer comigo’, mas eu prefiro cuidar porque pode, sim, acontecer”, completa. Para Marques, não é preciso proibir, mas controlar e, sobretudo, saber o que está acontecendo no ambiente virtual. “A principal dica é prestar atenção”, diz.

Compra de itens em aplicativos PERIGO ONLINE causam rombos EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

Menina de 2 anos comprou carro enquanto brincava com smartphone do pai

Criança de 6 anos comprou US$ 250 dólares em brinquedos usando o dedo da mãe, que dormia, para desbloquear celular

Menino de 12 anos gastou € 100 mil contratando publicidade ao tentar ganhar dinheiro com seu canal no YouTube

DOUGLAS MAGNO

Maria Clara e a mãe, Wilmara, conversam sobre os perigos existentes no ambiente virtual

O jovem Danny Cook chocou seus pais quando gastou R$ 5.400 (US$ 2.470) com jogos de zumbis

53% dos meninos e 28% das meninas com idade entre 12 e 15 anos assistem a cenas de sexo explícito na rede

32% de crianças de 10 anos estão expostas a pornografia online As mortes de

41 adolescentes em todo o mundo foram relacionadas aos ataques provocados pelo ciberbullying, em 2012, segundo pesquisa da Academia Americana de Pediatria FONTE: PESQUISA DIRETA

Entre um clique e outro, as cores e os personagens de desenhos animados e de jogos de sites e aplicativos destinados ao público infantil escondem um anúncio publicitário. Fazer compra dentro dessas ferramentas e videogames, por celulares e consoles, pode ser tão fácil que até crianças pequenas adquirem produtos de alto valor sem que os pais percebam (leia no quadro ao lado al guns exemplos). Dessa forma, além dos prejuízos que a internet pode trazer à saúde física e mental das crianças se não for bem utilizada, a conta bancária dos pais e das mães também corre perigo se eles não se prevenirem quanto aos acessos dos pequenos. Segundo a Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês), a Apple já recebeu dezenas de milhares de queixas por compras de apps não autorizadas feitas por crianças. Depois das denúncias, a empresa decidiu reembolsar os pais. No sistema operacional Android, além da opção de bloqueio, os responsáveis podem comprar cartões vale-presente para serem utilizados. Pensando nisso, o Movimento Criança Mais Segura na Internet, da Safernet, criou um manual com o passo a passo para ensinar crianças a comprar pela internet.

34%

dos pais temem que os filhos sejam vítimas de bullying virtual, diz estudo da Kaspersky

21%

acreditam ser melhor que as crianças aprendam sozinhas como usar a internet com segurança


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pampulha jornalpampulha.com.br

BELO HORIZONTE 26 de agosto a 1 de setembro de 2017

almanaque ESTREIA>Novo espetáculo da companhia de dança mineira, “Gira”, faz temporada em casa

O Corpo se liga ao divino ver quando produzem discos. “Normalmente, gravamos em poucos dias, definindo os takes que valeram, sempre gravados com todo mundo tocando junto. Para o Corpo, o pontapé inicial seguiu o mesmo modelo. Gravamos em uma semana. O Rodrigo e o Paulo vieram a São Paulo ouvir”, conta. “A partir daí, fomos seguindo os pedidos deles, que iam nos orientando. Assim, fomos adequando nosso processo às exigências de um espetáculo de dança, em que a música acontece não como protagonista, como estamos acostumados, mas como uma espécie de estrutura, a partir da qual bailarinos, cenário, figurino, luz vão acontecer e fazer o espetáculo acontecer. Foi um grande aprendizado”. Rodrigo se embrenhou nos livros que tinha em casa e emoutrosmateriais depesquisa, mas estes foram insuficientes.Começou então afrequentarterreiros. “Acabeime fixando mais na umbanda, que é mais brasileira (fusão do candomblé com o catolicismo e o kardecismo), mais solta, do que no candomblé, que é mais rígido. Me fixei mais em um, Casa do Divino Espírito Santo das Almas, conduzida pelo pai (de santo) Marcelo (de Oliveira), cuja forma de nos acolher foi de uma generosidade fantástica. Nos abraçou com muitocarinhoeensinou muita coisa”, conta. Lá,Rodrigo aprendeu

Exu

‘Gira’ celebra o mais humano dos orixás

FOTOS JOSE LUIZ PEDERNEIRAS/DIVULGAÇÃO

Ainda que a esposa de Rodrigo Pederneiras tenha tido contato com manifestações religiosas de matriz africana e que em sua casa haja muita literatura sobre o assunto, o coreógrafo do Grupo Corpo, que teve criação católica, nunca tinha tido contato com o tema até começar a trabalhar em “Gira”, produção mais recente da companhia de dança belo-horizontina, que após estrear em São Paulo e passar pelo Rio de Janeiro, faz temporada na capital mineira a partir do próximo sábado (2). Foi a partir de seu irmão e diretor artístico do grupo, PauloPederneiras, do convitequeele fezaotrio paulistanoMetáMetáparaumacolaboração e, por sua vez, da proposição dos músicos Kiko Dinucci, Juçara Marçal e Thiago França – cujo trabalho está estreitamente ligado ao candomblé – de trabalharem a partir da figura do orixá Exu na criação da trilha que o encontro do Corpo com esse universo se deu. Considerado o mais humano dos orixás, Exu é uma divindade ligada ao movimento,aocorpo,edesempenha papel importante tanto no candomblé quanto na umbanda. Gira é um termo quevem do primeiroe denomina um dos principais rituais da última: uma roda de fiéis em que se cultuam as entidades do terreiro ou centro com cânticos, danças rituais, passes e oferendas, que está diretamente associada a Exu. O trabalho criado pelo Metá Metá resultou de uma misturadeinfluênciasafricanas e jazz, e traz a participação do poeta e artista plástico Nuno Ramos como letrista de uma das faixas (“Pé”), assim como a voz de Elza Soares noutras duas. Juçara comenta que foi um processo bastante diferente dos que costumam viJessica Almeida

como se davam os ritos, como cada entidade se manifesta, suas movimentações e o comportamento dos vários exus, que têm características diferentes. “Vale dizer que nunca houve a intenção de se fazer um simulacro de terreiro no palco. Frequentava as giras, principalmente as de Exu, para buscar movimentos e trazê-los para uma peça de dança contemporânea”, afirma. “Faço um paralelo com quando trazemos elementos da técnica clássica, mas nesse caso os significados são maiores porque cada movimento tem um sentido”. Se os espetáculos do Corpo já tinham a capacidade de levaro espectador a umaespécie de transe com a plasticidade de seus movimentos aliada à intensidade da música, destavez esse traço fica mais pungente.“Acreditoque issoaconteça exatamente porque vários movimentos incorporados por nós são usados nos rituaisparaque aspessoas justamente entrem em transe”, comenta o coreógrafo. Compondo com os movimentos coreográficos, a cenografia criada por Paulo é mínima.Alémdaluz,apenascadeirassobre o palco, já queos bailarinos não o deixam ao longo da performance. Quem não está na gira fica sentado ao fundo e nas laterais, coberto por um véu e com iluminação fraca sobre a cabeça. O figurino de Freusa Zechmeister é apenas uma saia branca parahomens e mu-

lheres, que dançam com o torso nu e o pescoço pintado de vermelho. HERANÇA Mais do que uma produção artística, a experiência deixa um legado pessoal na vida de Rodrigo, que continua frequentando as cerimônias. “Confesso que hoje sou completamente fascinado. Fiquei muito admirado com as pessoas, a beleza dos ritos, das festas, a forma carinhosa como todos nos receberam. Tudo me cativou de uma forma muito especial. Ainda não faço parte da religião, mas tenho frequentado e isso tem me ajudado muito em vários pontos”. Além disso, a companhia acabaassumindoumaposturapolíticaao falarrespeitosamente de Exu, considerando que essas religiões frequentemente sofrem com atos de intolerância no país. “Não foi intencional, mas acabou se tornando um ato político, sim, porque escuto muito isso de quem assiste, as pessoas saem tocadas. São manifestações muito perseguidas, às vezes até de forma violenta, e eu acredito que isso acontece por falta deconhecimento.Aignorância gera esse tipo de atitude, as pessoas têm certo medo do que não conhecem”. “Gira” será apresentada em programa duplo com “Bach”, de 1996. “A escolhemos porque não a apresentávamos há dez anos, mas nela há alguma coisa de elevação também. Muitas pessoas acham que ‘Bach’ tem alguma religiosidade, mas de uma forma muito diferente da outra. Acho que ficou legal o programa, mas foi por acaso”, comenta.

>GiraGrupo Corpo –

Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537. De 2,3,5, 6 e 7 de setembro. Sábado, terça e quarta, às 20h30. Domingo e quinta, às 19h. R$ 100 (inteira, plateias 1 e 2), R$ 80 (inteira, plateia superior)


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ARTES CÊNICAS ‘Budas Ditosos’ volta à capital Jessica F e r n a n d a Almeida Torres tinha 37anosquando começou a interpretar a libertina baiana de 68 anos que repassa incontáveis experiências sexuais de sua vida em “A Casa dos Budas Ditosos”, monólogo baseado no livro homônimo de João Ubaldo Ribeiro (1941– 2014), que ela apresenta em Belo Horizonte no próximo fim de semana ( 1º e 2). Hoje, à beira de completar 52, se sente mais próxima dela. “Tem um trecho em que ela afirma que a melhor idade da vida de uma mulher é entre os 35 e os 40 e poucos. No início, eu falava essa frase com a boca cheia, o orgulho de quem está vivendo seus melhores anos. Hoje, eu falo diferente, porque esse tempo passou, não é saudosismo, mas o reconhecimento de que a gente envelhece. Estou muito mais perto dela”, afirma a atriz. Desde que estreou, nuncafeztemporadasmuitolongas e também nunca ficou muito tempo sem encenar a montagem. “Eu tenho saudade dela. Sempre que volto, me surpreendo com a qualidade do texto do Ubaldo, as viradas e reviradas de raciocínio, a imaginação delirante dele. E o amor que o Domingos (de Oliveira, responsávelpelaadaptação)explorou do livro, o sentido de paixão, de aventura dela. Nãogosto de fazercontinuamente porque os 14 anos começama pesar.Faço temporadas curtas e volto”, diz. A Belo Horizonte, porém, ela não vem com o espetáculo há cerca de dez anos. “Estou devendo outra turnê pelo Brasil para mim mesma. Estou feliz de voltar a BH, que é uma grande praça para teatro, com uma mineirada inteligentíssima. Minas é Minas. E tem gente que tinha 8 anos de idade quando eu fiz aí e hoje tem 18. ‘Os Budas’ continua inédito, é muito louco”, observa. Além de uma Fernanda mais próxima da personagem, o público vai encontrá-

la numa relação mais madura com o espetáculo como um todo.“Euestou maisvelha,entendo melhor a questão da memória, da maturidade, da mudança, dos anos que passam, além de ter um domínio muito maior sobre o texto. Eu demorei até descobrir o ritmo das passagens, qual eu deveria acelerar, qual ralentar. É como na música, hoje eu domino melhor a partitura e não tenho ansiedade de agradar. Quanto mais séria essa peça, melhor, quanto mais grave, nobre, quanto mais Ubaldo melhor”, comenta. INSPIRAÇÃO E INCENTIVO Sua trajetória com o trabalho serviu de inspiração e ela mesma foi uma grande incentivadora para que a amiga e colega de cena no seriado “Tapas & Beijos”, Andrea Beltrão, também montasse seu monólogo – “Antígona”, que inclusive ela apresentou em Belo Horizonte há alguns meses. “O monólogo é muito libertador, do ponto de vista do ator e do produtor de teatro. Você é dono do seu nariz, e eu tive a sortedeter aCarmen Mello,minha sócia, que soube dimensionar os ‘Budas’ para que ele fosse isso para nós duas. A Andrea sentiu essa liberdade quando assistiu aos ‘Budas’. Mas é difícil encontrar um cavalo de batalha desses para fazer. Ela queria enfrentar a ‘Antígona’ há tempos. É uma atriz impressionante,aAndrea,uma leitoravoraz, uma produtora incrível, é das pessoas mais inteligentes que conheço”, elogia. Na verdade, foi a própria Fernanda quem deu o último

“

Eu tenho horror a me identificar com personagem, a ficar tentando me ver ali

Sex. e sáb. 1º e 2.set.

LUCIANA PREZIA/DIVULGAÇÃO

autor brasileiro, que, talvez, possa virar uma peça”. O espetáculo, inclusive, foi um propulsor para sua escrita. “Os ‘Budas’ foi um trabalho de adaptação conjunta com o Domingos, cortamos juntos,olivro, essefoio trabalho. E essa peça me ajudou muito a começar a escrever, pela intimidade que eu fui obrigada a ter com a escrita do Ubaldo. Uma coisa é ler em voz alta, outra é repetir atéentrar dentro daquilo. Então, acho que escrever e atuar estão ligados, mas escrevo colunas para o jornal, livros para a editora, atuo paraTV,cinema eteatro,sãodepartamentos estanques”, diz.

Uma década

Faz mais de dez anos desde a última vez que Fernanda apresentou a peça em Belo Horizonte

empurrãozinho que Andrea precisava para começar. “No fim do ‘Tapas’, nós estávamos jantando e ela disse que queria fazer a ‘Antígona’, mas que achavaque afamília nãoia liberar os direitos da tradução do Millôr (Fernandes). Como eu conhecia o Ivan (filho do autor), liguei no ato e ele, é claro, liberou. Ela saiu do ‘Tapas’ para o ensaio, adaptou com o Amir (Haddad), arrebentou e hoje está aí, livre pelos palcos do país. Ter um monólogo nas mãos é uma sensação maravi-

lhosa. O (Marcos) Caruso está fazendo o dele (‘O Escândalo de Phillipe Dussaert’), não vi, dizemqueelearrebenta.Émuito bom quando dá certo”, diz. Enquantoseguecom os‘Budas’, Fernanda realiza novos trabalhos em diversas áreas. “Eu estou escrevendo outro livro, um roteiro que escrevi há alguns anos acaba de ser finalizado, dirigido pelo Andrucha (o suspense ‘O Juízo’), estou adaptando o (livro) ‘Fim’ para umaminissérie etenhoguardado um material, baseado num

“

Séries possuem uma dramaturgia mais complexa do que só comédia, ou só drama, tem que ter tudo

TELEVISÃO Aliás, ela retorna a televisão em “Filhos da Pátria”, série criada por Bruno Mazzeo e Alexandre Machado que vai ao ar em setembro (mas já está inteira disponível para assinantesdaplataformaGloboPlay), que se passa em 1822, pós-Independência, mas busca refletir o presente. A personagem de Fernanda, MariaTeresa,elamesmadefine como uma espécie de “tataravó” de Adriana Ancelmo e Cláudia Cruz. Ambiciosa e arrivista, exige do marido, Geraldo Bulhosa, um funcionário da coroa portuguesa vivido por Alexandre Nero, um padrão de vida semelhante ao da irmã, que é casada com um ricaço. “O ‘FDP’ começa mais leve do que termina. A corrupção no início é num carimbo, mas no fim, a cidade está cheia de buracos e a corja já está tirando da comida do presídio para roubar. O Nero é muito responsável por esse ladotrágico. Elefez umGeraldo triste, é um homem que não quer se corromper, mas uma vez no jogo, se locupleta com ele, e depois se arrepende, ao ver o filho seguir os mesmos passos”, afirma.

A Casa dos Budas >Ditosos

Com Fernanda Torres Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3270-8100). Dias 1º e 2 de setembro. Sexta e sábado, às 21h. R$ 130 (inteira, plateia 1), R$ 100 (inteira, plateia 2), R$ 80 (inteira, plateia 3).


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ARTES CÊNICAS teatro adulto 180 DIAS DE INVERNO Dir. Nando Motta. Com Cia Afeta Baseado no diário “Minha Fantasma” do artista plástico Nuno Ramos, um homem narra seus dias e noites cuidando de sua esposa doente. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (26), às 20h30; dom. (27), às 19h. R$ 10 (inteira).

A CASA DOS BUDAS DITOSOS (Leia mais na página 16)

ANTES DO FIM Dir. Rita Clemente. Com Fafá Rennó, Marcio Monteiro, Odilon Esteves Um quarteto de cordas e um motoboy veem seus valores se desfazerem, quando suas vidas se entrelaçam. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 25/9.

ATREVIDO Dir Gustavo Mendes. Com Gustavo Mendes Famoso por interpretar a ex-presidente Dilma, Gustavo Mendes leva outros personagens icônicos para o palco. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb. (26), às 21h; dom. (27), às 19h. R$ 100 (plateia 1, inteira); R$ 80 (plateia 2, inteira).

CAMILLE CLAUDEL Dir. Luciano Luppi. Com Ivana Andrés A atriz desenha e canta à capela para encarnar a escultora Camille Claudel e reviver sua relação com Rodin. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Neste sáb. (26), às 20h; dom. (27), às 19h. R$ 20 (inteira); R$ 10 (postos Sinparc).

E SE TODAS SE CHAMASSEM CARMEM?

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CANÁRIO FEDERICI/DIVULGAÇÃO

Dir. Adriano Borges. Com Anair Patrícia, Marcos Tito e Renata Paz Três mulheres têm algo em comum: uma verborragia debochada sobre a situação do país em que vivem. Brejo das Sapas (r. Alagoas, 1468, Funcionários). Neste sáb. (26) e dom. (27), às 10h. R$ 15.

FRANCISCO DE ASSIS - DO RIO AO RISO Dir. Carlos Nunes. Com Carlos Nunes e André Maurício O espetáculo mostra sob um novo aspecto a existência de Francisco de Assis. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro). Neste sáb. (26), às 21h; dom. (27), às 19h. R$ 30 (inteira).

GUIA PRÁTICO DE COMO EDUCAR SUA MÃE Dir. Ílvio Amaral e Maurício Canguçu. Com Freddy Mozart e Jefersom Medeiros Fatos divertidos da relação mãe e filho dentro do mundo digital. Teatro de bolso do Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Neste sáb. (26), às 20h; dom. (27), às 19h. R$ 40 (inteira).

IGNORÂNCIA Dir. Marcos Coletta e Assis Benevenuto. Com Quatroloscinco Em meio a trinta cadeiras, dois atores constroem situações cômicas e dramáticas que propõem diferentes pontos de vista sobre vícios sociais. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Neste sáb. (26), às 21h; dom. (27), às 19h. R$ 10 (inteira)

presentes nos trejeitos de Dona Hermínia. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro). Neste sáb. (26), às 19h e às 21h30; dom. (27), às 18h e às 20h30. Ingressos esgotados.

MULHERES EM AUTOAJUDA Dir. Paulo Fontenelle. Com Rosane Gofman Uma mulher madura, pressiona pelo marido, vai a uma sessão de autoajuda. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste sáb. (26), às 21h. R$ 60 (inteira).

OS INDICADOS IMPROVÁVEL Com Cia Barbixas de Humor Um Mestre de Cerimônias faz uma pequena introdução e na hora das improvisações seleciona sugestões da plateia. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Sex. (1°), às 20h; sáb. (2), às 19h e às 21h; dom. (3), às 18h. R$ 60 (inteira).

Dir. Vinícius Souza. Com Vinícius Souza e João Marcelo Emediato Uma hora é o tempo que dois personagens têm para preparar um discurso que será dito numa importante cerimônia. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Neste sáb. (26), às 20h; dom. (27), às 19h. R$ 10 (inteira).

RISCO MINHA MÃE É UMA PEÇA Dir. João Fonseca. Com Paulo Gustavo Os estereótipos das famílias brasileiras

Dir. Ricardo Alves Júnior. Com Luísa Bahia A odisséia de Dora, uma narradora errante e solitária.

“Sopro” O Grupo Contemporâneo de Dança Livre traz para o projeto Multiverso a intervenção “Sopro”. Apresentação acontece neste sábado (26), às 17h, no Espaço do Conhecimento UFMG

Museu da Moda de Belo Horizonte (r. da Bahia, 1149, centro). Sex. (1°) e sáb. (2), às 20h. Entrada gratuita (com distribuição de ingressos 1 hora antes).

(com distribuição de ingressos 1 hora antes da apresentação).

SOBRE ATOS E PALAVRAS

Dir. Alexandre Fávero. Com Thiago Bresani e Soledad Garcia Um Índio da aldeia sonha com uma mulher sobrenatural e através do sonho descobre assim a história da Iara. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Neste sáb. (26) e dom. (27), às 16h. Entrada gratuita (com distribuição de ingressos 1 hora antes da apresentação).

Dir. Mariana Bizzotto. Com Bia Rodrigues, Marco Fugga, Thiago Di Nazaré Um embate entre um escritor que defende suas ideias e um advogado que procura corrompê-lo. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1341, centro). Neste sáb. (26), às 19h; dom. (27), às 19h. R$ 17 (postos Sinparc).

festival do teatro brasileiro ADAPTAÇÃO Dir. Gabriel F. Com Gabriel F. A história de personagens num momento de adaptação para sobreviverem. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (26), às 20h. Entrada gratuita

IARA - O ENCANTO DAS ÁGUAS

KALO - FILHOS DO VENTO Dir. Eliana Carneiro e Naira Carneiro. Com Os Buriti A história de Suki, uma cigana que quer salvar a memória de seu povo. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro). Neste sáb. (26) e dom. (27), às 20h. Entrada gratuita (com distribuição de ingressos 1 hora antes da apresentação).

O QUE ME TOCA É MEU

TAMBÉM Dir. Raquel Karro. Com Julia Henning e Maíra Moraes Os bailarinos transitam pelo universo da acrobacia aérea em uma trajetória cênica que inclui memória, reprodução, imitação e criação. Teatro Raul Belém (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo). Neste sáb. (26), às 20h; dom. (27), às 19h. Entrada gratuita (com distribuição de ingressos 1 hora antes da apresentação).

teatro infantil PETER PAN - POCKET SHOW AO VIVO Dir. Fernando Bustamante. Com Alex Alves, Rafael Ventura, Raquel Carneiro O espetáculo que traz músicas ao vivo conta história de Peter Pan. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (27), às 16h. R$ 40 (inteira).

dança NUVENS DE BARRO Dir. Fernando Martins e Joaquim Elias. Cia de Dança Palácio das Artes Um mergulho no universo lírico de Manoel de Barros. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). Qui. (31) e sex. (1°), às 20h30; sáb. (2) e dom. (3), às 18h30 e às 20h30. R$ 20 (inteira).

OUTRO EM SI Dir. Fernanda Lippi e André Semenza. Com Cia Sesc de Dança O espetáculo explora a resistência do que é estrangeiro em cada um. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (26), às 20h30; dom. (27), às 19h. R$ 10 (inteira).


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MÚSICA De música a feira no parque FLORA PIMENTEL/DIVULGAÇÃO

Sex. a sáb. 1º a 3.set.

Lenine

DARYAN DORNELLES/DIVULGAÇÃO

Flávio Renegado

Música, esportes, feira de orgânicos e muito espaço para afetividade: o Festival Vibra anuncia sua segunda edição com a ambição de ser um espaço de saúde – em seu sentido mais amplo, do físico e mental ao espiritual. A bandeira, afinal, é a de uma vida urbana mais sensível e leve. Não à toa, o espaço que o Vibra ocupa entre a próxima sexta (1) e domingo (3) é o Parque Municipal, centro verde da capital que entra no embalo de ritmos como o manguebeat da Nação Zumbi, a cúmbia da Orquestra Atípica de Lhamas, além do rap de Flávio Renegado e a MPB de Lenine. Com atrações musicais revesando entre dois palcos, muitas outras atividades tomam do parque nos três dias do festival. “Organizamos vários torneios com alguns parceiros. Então, temos atividades como o slackline, o basquete 3x3, que é uma nova modalidade olímpica, além de área de skate”, detalha Tomás Dias, produtor do festival. Ele destaca, ainda, mais atividades paralelas, como a “Feira Fresca”, uma “feirinha de alimentos orgânicos de pequenos produtores da região”. Além disso, com a proposta de um festival urbano, o Vibra também incorpora o grafite, que, nas mãos de Luís Otávio, conhecido como World, dá as cores para o palco principal – tudo ao vivo. “Quanto à música, nossa grade fala por si”, orgulha-se Tomás. “A maior parte da programação é local, indo de artistas que estão começando agora, como Orquestra Atípica de Lhamas, Velejante e Inquilinos, até nomes consagrados, como Graveola, Flávio ReneAlex Bessas

TOM CABRAL/DIVULGAÇÃO

Nação Zumbi

gado e Pequena Morte”, explica, traçando o perfil sonoro do festival. Para ele, embora sejam “grupos de segmentos musicais diferentes”, todos “falam uma mesma língua, que tem um perfil de público bem parecido”, avalia. CONEXÃO PE – MG A programação tem também referências nacionais da música brasileira advindas de um mesmo Estado: Pernambuco. É o caso de Lenine, que sobe no palco no sábado (2), segundo dia do evento. Seu trabalho mais recente é o disco “Carbono” (2015), que, para Tomás, “demonstra bem como, com o passar dos anos, esse recifense permanece se renovando”. Do mesmo Estado, a já quase folclórica Nação Zumbi abre o festival na sexta (1). São 26 anos de estrada, do grupo associado a um dos movimentos musicais mais importantes do país, o manguebeat, do início dos anos de 1990. Bem, mas Lúcio Maia, integrante da Nação Zumbi desde sua fundação, em 1991, tem um ponto de vista bem diferente. “Na real, a gente não vê como um movimento musical...”, diz. “Recife era considerado um dos piores lugares do mundo para se viver e foi isso que motivou e inquietou todos a fazer essa movimentação cultural”, pontua, acerca do momento de surgimento do que se popularizou como manguebeat. Nesse contexto e “na ânsia de conseguir expor nossas ideias, de nos expressar artisticamente, nós, junto com o Mundo Livre S/A, o Chico Science, praticamente inventamos uma cena”, explica, completando que, para ele, não trata-se de um movimento

ou de um estilo – até porque “não está só na música, mas no cinema, teatro, moda...”. Na verdade, defende Maia, “trata-se de uma cena que foi e está muito forte”. Deixando de lado o retrovisor para encarar o que vem pela frente, Maia comenta que muito ainda está por vir, a começar por um próximo single, que deve ser lançado em outubro. “E essa parceria com o Ney (Matogrosso) que vamos fazer no Rock in Rio (em setembro) pode render um novo atrativo...”, diz, destacando que esta é apenas uma possibilidade, sem nada de mais concreto. Entre passado e futuro, certo mesmo é a forte relação do grupo com Belo Horizonte. “Em 1993, quando tocamos fora de Pernambuco pela primeira vez, fizemos um show em São Paulo e, em seguida, viemos para BH”, recorda. “Era uma casa perto dos trilhos do trem, então, a banda tocava e volta e meia um trem passava”, diz entre risadas, lembrando que aquele foi um momento muito importante para a Nação Zumbi. Momento significativo de memórias é, também, este 2017, quando se completaram 20 anos da prematura morte de Chico Science. “Para o mundo da música, das artes, uma grande perda. Mas, para nós, não tem um só dia que a gente não lembre dele”, lamenta Maia, que conviveu com o líder da banda desde os 16 anos. LATINIDADE Subir em um palco contagiado pelo maracatu da Nação Zumbi não é nada menos que uma honra para a Orquestra Atípica de Lhamas, uma grande banda completamente multicultural – por grande, aliás, entenda tamBETH FREITAS/DIVULGAÇÃO

Orquestra Atípica de Lhamas

bém em um sentido literal: são 16 músicos no palco, mas o guitarrista Carlos Bolívia costuma dizer que, ao todo, são 19 membros. Afinal, “a gente entende que a música não está separada de todo um contexto e tenta trazer a latinidade para além dos sons”. Por isso, inclui no bojo um diretor cênico, uma designer e uma produtora. Para o segundo dia do festival, eles levam um som que os brasileiros só agora descobriram: a cúmbia, “ritmo nascido na Colômbia, mas tocado do México à Argentina”, diz Carlos que, como o sobrenome sugere, é sim colombiano. Há, ainda, outros gringos na banda, como a vocalista Claudia Manzo, que é chilena. Este aspecto multiétnico é outro dos charmes do grupo, que dá a cúmbia elementos brasileiros. “Misturamos tudo”, diz, com orgulho.

FESTIVAL VIBRA No Parque Municipal - Sexta (1º) Às 19h. R$ 20 (inteira). Palco Gramado Nação Zumbi, Graveola, Orquesta Atípica de Lhamas, DJs: Cateb e Eddy Alves. Palco Chico Nunes DeSkaReggae Sound System + Uai Sound System - Sábado (2) Às 19h. R$ 30 (inteira) Palco Gramado Lenine, Flávio Renegado, Zevinipim, Lagum, DJs: Cateb e Eddy Alves. Palco Chico Nunes: DeSkaReggae Sound System + Família de Rua - Domingo (3) Às 19h. R$30 (inteira) Palco Gramado Maneva, Gabriel Elias convida Marceleza (Maskavo), Edu Ribeiro, Tati (Chimarruts) e Zeider (Planta e Raiz), Pequena Morte, DJs: Cateb e Eddy Alves. Palco Chico Nunes Inquilinos, Velejante, Lucas Rasta, Lelo Youth e Seletores Deskareggae


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MÚSICA Diálogos com a tradição negra As raízes da João H. culturaafricaMotta na no Brasil (*) felizmente não se reduzem ao passado áspero do trabalho escravo. Para analisar as reverberações dessa culturae pensar o posicionamento do negro contemporâneo, a Semana Idea de Arte Negra reúne escritores, músicos, advogados, jornalistas e cientistas e coloca em foco o diálogo entre as produções culturais afrobrasileiras, recentes e tradicionais. De29 deagosto a 2de setembro, o Idea Casa de Cultura recebe a programação extensa do festival, que contarácomdebates, apresentações com artistas locais e convidados,exposições fotográficas, atividades de formação, intercâmbio e reflexão, pautadas na discussão da cultura negra e no posicionamento do negro na contemporaneidade. Entre as atrações musicais, estão confirmados Maíra Baldaia, na próxima sexta (1º), e Sérgio Pererê e Mateus Aleluia, do grupo Os Tincoãs, no sábado (2). Oprimeiro show dofestival estreante – que promete uma edição a cada ano – fica por conta de Juçara Marçal e Cadu Tenório. A dupla apresenta o projeto “Anganga” (2015) uma releitura

contemporânea de vissungos recolhidos por Aires da Mata Machado Filho (1909-1985), em1943,emSão Joãoda Chapada, distrito do município de Diamantina.Um LPcomas vozes de Clementina de Jesus (1901-1987), Geraldo Filme (1927-1995) e Tia Doca da Portela (1932-2009) já havia sido lançado em 1982. Outros cantos do congado também compõem o álbum – “Grande Anganga Muquixe” e “Candombe – Ia Cacundê Iauê”. A cantora lembra seu encontrocom o disco.“Fiqueiimpressionada com a força das cantigas, potencializadas nas vozes de Clementina, Geraldo Filme e Tia Doca. Uma força queatravessa os tempos”, conta Juçara. Ela recorda com carinho dequandoestrearam o espetáculo em terras mineiras, em novembro de 2015. “Foi muito marcante, porque fizemos o show pouco tempo depois do que havia acontecido em Mariana, o desastre provocado pela Samarco. Então lembro que a tristeza, o banzo, o clima todo que as músicas têm, no show, adensaram a sensação geral de desesperançae ao mesmo tempo de que a música que estávamos fazendo tinha algo de curativo, de fortalecedor”, lembra. Ela compõe também o trio Metá Metá, além de participar de uma forte cena paulista queexperimentamusicalmen-

Ter. a sáb. 29.ago a 2.set.

LUAN CARDOSO/DIVULGAÇÃO

de suspensão do tempo. O passado se faz presente, que se faz futuro”, completa Juçara. RELAÇÕES Sobre o encontro do temadofestivalcom seutrabalho, ela destaca: “Acho importante debater as várias formas de diálogo entre as tradições populares e a formação artística e cultural de um povo. Não só cultural e artística, humana mesmo. Há muito o que aprender e vivenciar nessas tradições. Háuma ética,uma generosidade, um senso de solidariedade, uma sabedoria…” E arremata: “Tudo é tão genuíno nessas práticas tradicionais que, cada vez que vivencio um momento desses, ficome perguntando como seríamos diferentes (pra melhor!), se todos pudessem ter essas práticas ancestraisfazendo parte de verdade de nossas vidas”.

‘Anganga’

Juçara Marçal apresenta seu trabalho em parceria com Cadu Tenório

te do samba ao punk rock. Todos os seus trabalhos são permeados por suas raízes nas matrizesafricanasepeloexperimentalismo. Em “Anganga”,osarranjosdotambém carioca Cadu Tenório surpreendem.Oartista utiliza sintetizadores, objetos amplificados,

cassetes,microfones de contato, bateria eletrônica, violão e violino para criar uma sonoridade que traz a dimensão de elos ancestrais com a natureza. “A sonoridade que o Cadu constrói é muito poderosa, criamesmouma espécie detúnel, a canção se vê abraçada por aquele universo sonoro de tal forma que parece realmente atravessar os séculos…”, afirma a artista. O disco é batizado com o

nome da entidade suprema dopovo banto,segundo o congado mineiro (“Anganga Nzambi”). Os versos do canto do congado “Grande AngangaMuquixe”indicam reverência àquele cuja “gunga não bambeia”, o mestre, o maisvelho. É uma expressão que diz respeitoà reverência aopassado. “É como se os arranjos do Cadu paraos cantos dos escravos dessem mais potência para a vocação que eles já têm

Idea de >ArteSemana Negra

Idea Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1.200, Funcionários). De 29 de agosto (terça) a 2 de setembro (sábado). Debates, apresentações com artistas locais e convidados, exposições fotográficas e atividades de formação. Entrada Franca. Confira a programação completa em www.semanadeartesnegras.com Anganga, com Juçara Marçal e Cadu Tenório. Dia 29 (terça). Às 21h. Os ingressos poderão ser retirados antecipadamente pelo sympla. Na bilheteria local, uma hora antes do show.

Victor e Leo celebram 25 anos Como muitas duplas sertanejas, os irmãos Victor e Leo Chaves começaram a carreira em uma pequena cidade do interior, cantando em pracinhas, participando gratuitamente de festivais e se apresentando em barzinhos. Com os requintes dramáticos de qualquer biografia cinematográfica – como “Dois Filhos de Francisco” –, a carreira dos irmãos foi permeada por diversos obstáculos, foram 15 anos tocando para mesas, cadeiras e pequenos públicos, até a conquista do estrelato, em 2006, com “Fada”. De 1992 – quando começaram – para cá, um quarto de século se passou e os irmãos construíram uma sólida trajetória no Brasil. Mineiros de Abre Campo, Victor e Leo voltam à capital mineira na próxima sexta-feira

(1°) para comemorar os 25 anos de carreira. O novo show desembarca no KM de Vantagens Hall e, mais que nunca, reúne os grandes sucessos da dupla. Motivados pela celebração, os irmãos não puderam deixar de lado as canções preferidas do público e o repertório inclui as músicas da dupla que marcaram época no Brasil, como “Fada”, “Deus e Eu no Sertão”, “Vida Boa” e “Amigo Apaixonado”. Mas, é claro, as novas canções não ficam de fora e o single “Senhorita”, do álbum “Na Luz do Som” – que deve ser lançado nas próximas semanas –, integra o repertório. Para dar conta de uma coletânea tão vasta, a promessa é que o show de sexta seja mais dinâmico, com poucas pausas e, aproximadamente, duas horas de duração. “A gente pensou em fa-

Sex. 1°.set.

ASSESSORIA VICTOR E LEO/DIVULGAÇÃO

da nossa história”, reflete o parceiro de Victor.

Além do novo disco, a dupla promete gravar um DVD para comemorar os 25 anos

zer um show mais ligado, onde quase não para, é um movimento bastante intenso com o público. Terminamos o show com as pessoas gritando ‘mais um’, porque elas se jogam naquelas canções”, explica Leo.

DE VOLTA AO LAR Depois de viajar com a turnê dos 25 anos por inúmeras cidades brasileiras, a dupla chega a Belo Horizonte e espera um show com um “gosto especial”. “Quando viaja, você come a comida de vários restau-

rantes. Mas quando volta, você come o ‘arrozinho com feijão’ da sua mãe e tem sempre um sabor diferente. Nós vamos voltar a Belo Horizonte e comer a comida de casa, ficar mais à vontade e encontrar com pessoas que fizeram parte

FUTURO Depois de um ano conturbado, com o envolvimento de Victor em um escândalo familiar e a posterior saída da dupla do júri do programa “The Voice Kids”, da Rede Globo, Leo demonstra confiança para os próximos meses. Além do lançamento do novo disco, a dupla grava, em meados de outubro, na cidade de Uberlândia, o DVD “Cantor do Sertão” e, ainda neste ano, deve gravar também o DVD comemorativo dos 25 anos. * Lara Alves/ Sob supervisão de Marília Mendonça

> Victor & Leo

KM de Vantagens Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro). Dia 1° (sexta-feira), às 22h. A partir de R$ 100 (arquibancada, inteira, 2° lote).


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MÚSICA Casamento musical de Ná e Zé Alex Bessas

Com uma parceria de mais de 30 anos, Ná Ozzetti e Zé Miguel Wisnik celebram uma história de sincronicidade na música. “Parece que somos do mesmo time”, comenta ela, entre elogios à naturalidade com que se comunicam entre notas e melodias. “As composições melódicas do Zé se encaixam em meu timbre de voz”, pontua. Essa fluidez, indica ele, é o ponto forte da dupla, que no próximo domingo (3), se apresenta em um dos cartões postais de Belo Horizonte, o Museu de Arte da Pampulha. “O modo como ela canta as minhas músicas... Ná tem uma voz cristalina e luminosa, que ao mesmo tempo não esconde as palavras”, elogia Wisnik, que vai além: para ele, essa qualidade da cantora é herança de sua iniciação na música no Grupo Rumo. “Ela traz as palavras cantadas com a naturalidade de quem fala”, avalia ele, para quem o verso é muito caro ao fazer musical. Tal preocupação do músico, que também é professor doutor em literatura pela USP, se relaciona a seu cuidado com a poesia

Dom. 3.set.

GAL OPPIDO/DIVULGAÇÃO

com o Zé é um dos lados da carreira dele e um dos lados da minha”, destaca.

Primeira vez

Com mais de 30 anos de parceria, Ná e Zé dividem palco em BH em formato piano/voz

cantada. “O poema no livro e poema cantado não são a mesma coisa. Mas, às vezes, se encontram”, pontua Wisnik. “Eu busco estes encontros”, completa. Por isso, a apresentação tem textos musicados de Fernando Pessoa, Paulo Leminski e Gregório de Matos. HISTÓRIA Quando Wisnik casou-se com a artista plástica Laura Vinci, em 1985, entendia o quão especial era aquele momento. Não imaginava, toda-

via, que dali em diante iniciaria sua trajetória pela música. Foi assim, enquanto preparava a cerimônia, que convidou Ná Ozzetti para dar voz a algumas de suas composições, feitas especialmente para a data. A sintonia foi tamanha que Wisnik acabou revelando outras composições, que Ná passou a interpretar em seus shows e levou para seu primeiro disco, em 1988. O passar dos anos, é verdade, só veio a acrescentar na parceria entre os artistas.

Vale dizer, o último trabalho dos dois artistas foi justamente o disco duplo “Ná e Zé”, de 2015. “A gente nem tinha se dado conta... quando vimos, o CD veio exatamente 30 anos depois de nosso encontro musical”, lembra Wisnik. Com direito a banda, o trabalho foi acompanhado de shows na época de seu lançamento. Até que, já em 2017, Ná e Zé Miguel apresentaram o repertório em São Paulo com formato mais intimista: apenas piano e voz. E assim eles chegam a

BH. O reencontro, portanto, se dá em seu estado mais puro, tal como foi na primeira vez. “Foi a forma como nos conhecemos musicalmente e é uma retomada de uma parceria de mais de 30 anos”, destaca Ná. Claro, com uma carreira tão rica, de tantas parcerias – entre elas, Luiz Tatit, Suzana Salles, Itamar Assumpção, Zélia Duncan, Mônica Salmaso, Ivan Vilela, Kristoff Silva –, Ná pondera que cada momento é especial em si. “É bom lembrar que esse show

LUGAR FAMILIAR Ná Ozzetti afirma que construiu “uma relação quase familiar com BH”. Tanto que não faz muito tempo da sua última passagem pela capital. A cantora esteve aqui durante o Festival da Gentileza, em julho. Hoje, “quando vou para BH, é como se estivesse em casa”, diz. Entre elogios a nomes da velha e nova geração da música mineira, de Milton Nascimento a Makely Ka, Zé Miguel já se programa para sua estadia na capital mineira. “Já vi em São Paulo, mas quero rever o novo espetáculo do Grupo Corpo”, diz, se referindo à peça “Gira” (leia sobre o espetáculo na página 14). Bem, não é para menos: a relação dele com a companhia de dança é antiga e rendeu a composição de quatro trilhas. Para a nova montagem, foi ele quem fez a ponte com a banda Metá Metá, que assina as músicas.

Ná Ozzetti e Zé >Miguel Wisnik

Em Domingo no Museu, no Museu de Arte da Pampulha (Av. Otacílio Negrão de Lima, 16.585). Dia 3 (domingo), às 11h. R$ 20 (inteira).

Clara Nunes: tributo e afetos Apesar da voz afinada, dona Elza nunca se dedicou ao ofício da música. Mas era comum que arriscasse alguns versos em casa. Mineira, cantarolava especialmente músicas eternizadas por Clara Nunes (1942 – 1983), voz marcante do cancioneiro daqui. Foi assim, pela voz de sua mãe, que, pela primeira vez, a paulista Virgínia Rosa ouviu a cantora que homenageia no CD “Virgínia Rosa Canta Clara”, de 2015. Agora, pois, o tributo desembarca em Belo Horizonte, onde a Guerreira viveu por oito anos, entre 1957 e 1965. “O repertório da Clara me leva ao encontro de mim mesma na infância e na adolescência”, aponta. “Eu sempre me emociono muito”. A homenagem, portanto, perpassa o brilhantismo da artista e esbarra em afetos e memórias que vêm à tona a cada apresentação.

Dom. 3.set.

GAL OPPIDO/DIVULGAÇÃO

Virgínia Rosa quer revelar mais que a faceta sambista de Clara Nunes

Soma-se a isso tudo o que a cidade representa quando o espetáculo ganha um palco belo-horizontino: a homenageada viveu aqui, assim como a família de Virgínia. O show, diga-se, ainda traz a participação de Célio Balona e com ele a carga de memórias afetivas cresce, afi-

nal, o músico já dividiu palco com Clara Nunes. Para Virgínia, aliás, fazer o espetáculo ao lado de dois mineiros, Balona e a atriz e cantora Rose Brant, “é realmente um presente”, elogia. Por tudo isso, o olhar de Virgínia procura sempre algo mais. “Sim, ela foi uma sam-

bista extraordinária! Mas Clara era muito mais do que apenas uma sambista. Ela gravou os maiores compositores da MPB e cantou boleros, valsas, chorinho, forró...”. Assim, disco e espetáculo “têm a preocupação de revelar a grande intérprete que a Clara Nunes foi”, pontua.

FORÇA DO ACASO Cantora e atriz, Virgínia Rosa participou do musical “Cartola – O Mundo é um Moinho”, em que interpretava Dona Zica, última esposa do sambista. A homenagem ao Bamba dos Bambas veio de forma espontânea. “Recebi um convite do diretor, Roberto Lage, e aceitei o desafio”, lembra. Com o espetáculo, por sinal, ela passou pela capital mineira em agosto. Sobre a apresentação, “eu definiria em uma única palavra: apoteótico!”, diz, entre elogios ao público daqui. O tributo à Clara Nunes, por outro lado, requereu muito planejamento e já acontecia há muitos anos, quando, finalmente, acabou desaguando na produção do CD lançado em 2015 pelo selo Sesc. Para ela, portanto, essa inflexão para uma certa geografia do samba, ao voltar seu trabalho para Cartola (1908 – 1980) e Clara Nunes, “é uma

feliz coincidência que a vida e a carreira apresentam”. Afinal, “em relação ao samba eu não tenho nenhum projeto específico”. Virgínia não gosta de rótulos musicais. Por isso, prefere não ser entendida nem como “sambista”, nem como “roqueira”. “Eu quero poder cantar o que sinto, o que me toca e o que eu gosto”, afirma. Sua discografia, por sinal, corrobora com a observação. Em 2006, ela lançou o CD “Samba A2”, em que gravou, por exemplo, “As Rosas Não Falam” em tango. “À época, eu dizia que era um disco que tinha os pés no samba e os olhos no mundo. Eu também sou assim”. (Alex Bessas)

Eterna Guerreira >– Virgínia Rosa canta Clara

Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1046, Centro). Dia 3 (domingo), 19h. Entre R$ 20 e R$ 40 (inteira).


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MÚSICA Misto de música e teatro Jessica Pode pareAlmeida cer estranho, à primeira vista, perceber que a Cia. Filarmônica não se trata de uma grande orquestra, mas o nome do grupo, que traz dois de seus espetáculos a Belo Horizonte no próximo fim de semana (dias1º e2), temumajustificativa. “Uma orquestra, quandoébancada peloEstado, é chamada de sinfônica, mas quando é feita entre amigos chama-se filarmônica. Não somos uma orquestra convencional, mas é daí que vem o uso do nome. E companhia porque nossos espetáculos sempre têm elementos teatrais”, explica Marco Fentanes, criador e diretor do grupo paulista que tem 16 anos. Os espetáculos que trazem a BH são “ReBeatles” (que é o “Beatles Segundo a Cia. Filarmônica” rebatizado) e “A Música do Cinema Segundo a Cia. Filarmônica”. Em ambos, a dinâmica

é parecida: uma seleção de clássicos apresentada de modo despojado e salpicada de intervenções teatrais. “O dos Beatles eu decidi montar para fugir daquele estereótipo do cover, que tenta imitá-los, no figurino e todo o modo de apresentar as músicas, o que considero caricato. Eu queria que o meu espetáculo tivesse a música deles como protagonista,mascom algumelemento autoral”, explica. A solução foi encontrada na inserção de elementos como bonecos de Olinda e de dramaturgia, com a presença de personagens que brincam com a plateia e trazem humor. “Um desses recursos, por exemplo, é uma traquitana em que passa a letra da música e uma bolinha vai mostrando a hora de cantar como num karaokê enquanto tocamos ‘Yesterday’. A plateia inteira canta em uníssono”, comenta. Outros sucessos “Hey Jude”, “Let It Be” e “Twist and Shout” compõem o repertório. Em “A Música do Cinema

Sex. e sáb. 1º e 2.set.

CIA. FILARMÔNICA/DIVULGAÇÃO

sábado (26) ENSAIO DA BATERIA DO BAIANAS OZADAS Ensaio e oficina da bateria do tardicional bloco de carnaval de BH. NECUP (Av. Nossa Senhora de Fátima, 3.312, Prado). Das 14h às 17h. R$ 10

INFINITO MENOS Trio de música experimental contemporânea. Sala Sergio Magnani (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Às 20h. R$ 20 (inteira)

O GRANDE ENCONTRO Show reúne os amigos Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo. KM Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi). Dias 26 e 27. Às 22h. A partir de R$ 90 (inteira)

domingo (27) MARQUIM D’MORAIS Lançamento do álbum “Do alto do morro”. Teatro Santo Agostinho (r. Aimorés, 2679, Santo Agostinho). Às 19h. Ingressos gratuitos, com distribuição a partir de 17h.

Os Garotos de Liverpool ganham versão bonecos de Olinda no espetáculo da Cia. Filarmônica

Segundo a Cia. Filarmônica”, trilhas sonoras icônicas como as dos filmes de Charles Chaplin, de “Casablanca” (1942) e de “Rocky” (1976) têm suas versõesapresentadas ao público, enquanto cenas desses filmesaparecemnotelão–inclusive há uma sequência com

mais de cem beijos marcantes. Oespetáculotambémépermeado de intervenções e traz dois medleys: um com as canções de “E o Vento Levou” (1956), “Em Algum Lugar do Passado” (1980) e “Houve uma Vez um Verão” (1971), e o outro com as de “Psicose”

(1960), “Tubarão” (1975) e “Missão Impossível” (1996).

> Cia. Filarmônica

Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). R$ 80 (inteira). ReBeatles Dia 1º (sexta), às 21h. A Música do Cinema Segundo a Cia. Filarmônica Dia 2 (sábado), às 21h. JEFERSON SOUZA/DIVULGAÇÃO

RICARDO ULPIANO Pré-lançamento do EP “Por que Calar?” Hall do Museu de Artes e Ofícios (pça. Rui Barbosa, 600, centro). Às 11h. Entrada gratuita

SALOMÃO TERRA Evento reúne feira de trocas, música e oficinas. Com Arthur Melo Mama/Cadela (r. Pouso Alegre, 2048, Horto). Às 15h. R$ 10 (pelo sympla.com)

terça (29) AQUI JAZZ BEATLES Tradicional projeto mineiro apresenta o grupo Take Five em homenagem aos Beatles. Pça. da Liberdade. Às 11h. Gratuito

CONCERTOS TEATRO BRADESCO Série apresenta o violoncelista Antônio Meneses e a pianista Celina Szrvinsk, interpretando obras de Schumann, Villa–Lobos, Shostakovich e outros. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 20h30. R$ 20 (inteira)

MICHAEL SWEET & JOHN SCHLITT

Hip Hop retorna a BH 6 Cidade O festival Cidade Hip Hop volta a acontecer

após três anos. Em sua quarta edição, o evento reúne grafite, música e dança em uma programação de peso. A cerimônia fica com Monge MC que apresenta Radical Tee e a paulista Yzalú (foto), além de outras atrações. Onde Necup (av. Nossa Senhora de Fátima, 3.312, Prado)Quando Neste sábado (26), às 22h Quanto R$ 10

RAFAEL KENT/DIVULGAÇÃO

Vocalistas trazem os clássicos de suas respectivas bandas, Stryper e Petra. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h. A partir de R$ 160 (inteira)

quarta (30) DIVAS ACUSTICAMENTE BLUES Horizonte Blues Festival apresenta Ana Rock, Kicila sá, Gabi Melo e outras. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h30. R$ 30 (inteira)

SINFÔNICA E LÍRICO EM CONCERTO Ópera Pagliacci. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 20h30. R$ 20 (inteira) ATHOS SOUZA/DIVULGAÇÃO

Dias e sua viola no Memorial 6 Wilson Para integrar as comemorações do Dia do

Patrimônio Histórico, o violeiro apresenta, neste sábado (26), composições de seus 25 anos de carreira, além de clássicos do cancioneiro popular brasileiro Onde Memorial Minas Gerais Vale (Praça da Liberdade, 640, esquina com Gonçalves Dias) Quando Neste sábado (26), às 16h Quanto Entrada gratuita

Marquim D’Morais


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LITERATURA Unidos na vocação para escrita CRISTINA GRANATO/DIVULGAÇÃO

Morte”. Partindo deste lugar, encontrou no escritor Marcos Santarrita inspiração para seu personagem, mas apenas inicialmente, “depois, fui em frente, sem pensar mais nele”. Até que “aconteceram coisas estranhas e Santarrita (que antes estava bem de saúde) morreu de um câncer no pulmão, exatamente a doença do meu personagem”, comenta. “Eu não digo sempre que escrever é assombrado?”, questiona.

Heloísa Seixas e Rui Castro estarão na segunda (26) no projeto Sempre um Papo

vos Mergulhos Na Bossa Nova” (Cia das Letras) e celebra os 50 anos de trabalho na imprensa. Em meio século dedicado ao jornalismo, o escritor tem currículo de peso. A trajetória, por fim, une o casal em torno de um novo projeto. “Estamos fechando uma antologia de matérias ‘incorretas’ e polêmicas, selecionadas pela Heloisa”, comenta Castro. “É uma panorâmica muito interessante e irreverente sobre a carreira do Ruy”, completa ela. A obra deve sair no final de outubro com o título “Trêfego e Peralta – 50 Textos Deliciosamente Incorretos”.

INCESSANTE Em paralelo à proposta que rememora os 50 anos de carreira do marido, Heloisa se debruça sobre um novo livro de contos, o “A Noite dos Olhos”. Essa dedicação à literatura, revezando incansavelmente entre projetos, é facilmente explicada por ela: “quando pouso meus dez dedos sobre o teclado, eu me sinto em casa”, afirma. Foi assim que escreveu, demoradamente, entre um livro e outro, a obra que vem a BH lançar. “Agora e na Hora” traz a história de um escritor frustrado que decide se matar depois de conceber seu último livro,

uma série de contos, quando descobre um tumor. Assim, o livro é dividido em duas partes: “a primeira são contos, que seriam as histórias sobre a morte que estavam sendo escritas pelo personagem. Seu livro póstumo. E a segunda parte é uma narrativa contínua, em que ele revê a própria vida, seus dramas e tragédias, misturando-se de alguma forma com as histórias que está escrevendo”, diz. Para ela, esta é uma obra sobre a morte, mas também sobre escrever. A autora detalha que sempre escreve “sobre o que me assombra, seja paixão, solidão, loucura.

UNS PRODUÇÕES/DIVULGAÇÃO

O

QUE VEM POR AÍ

setembro DIA 10

100 (inteira). DIA 18 AEROSMITH

Esplanada do Mineirão. R$ 580 (pista premium, inteira, 1° lote), R$ 280 (pista, inteira, 1° lote). DIA 20 CIRKOPOLIS - CIRQUE ELOIZE

Music Hall. Às 21h. R$ 200 (inteira, 2° lote)

Palácio das Artes. Às 20h30. R$ 160 (plateia 1, inteira), R$ 140 (plateia 2, inteira), R$ 120 (plateia superior, inteira).

DIAS 14 A 17

DIA 22

2° FESTIVAL LITERÁRIO INTERNACIONAL DE BELO HORIZONTE (FLI-BH)

BRUNO & MARRONE

DEVENDRA BANHART

Centro de Referência da Juventude. Confira a programação completa em: www.flibh. com.br

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 200 (mesa setor 1, inteira), R$ 160 (mesa setor 2, inteira), R$ 100 (arquibancada, inteira, 1° lote). DIA 23

DIA 15

PÉRICLES

VISITANDO O SR. GREEN

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 640 (mesa, setor 1), R$ 560 (mesa, setor 2), R$ 90 (arquibancada, inteira, 1° lote).

Sesc Palladium. Às 21h. R$ 60 (inteira). DIAS 16 E 17 RIO MAIS BRASIL, O NOSSO MUSICAL

DIA 27

Teatro Sesiminas. Sáb., às 17h e às 21h; dom., às 19h. R$

Woods BH. Às 22h. R$ 120 (mezanino unissex, 1° lote), R$ 75

PABLLO VITTAR

(espaço Bud unissex, 2° lote). DIA 29 REFAVELA 40 ANOS – COM GILBERTO GIL, CÉU, MORENO VELOSO E MAÍRA FREITAS

Palácio das Artes. Às 21h. R$ 240 (plateia 1, inteira), R$ 200 (plateia 2, inteira), R$ 160 (plateia superior, inteira). DIA 29

Caetano se apresenta ao lado de Moreno, Zeca e Tom no Palácio das Artes, em outubro; as vendas já estão abertas

O DISCO DO TÊNIS

Palácio das Artes. Às 21h. R$ 90 (plateia 1, inteira), R$ 80 (plateia 2, inteira), R$ 70 (balcão, inteira)

outubro DIA 4 FIFTH HARMONY

KM de Vantagens Hall BH. Às 21h30. R$ 360 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote).

O TERNO COM METAIS

Sesc Palladium. Às 21h. R$ 60 (inteira). DIA 30 LÔ BORGES –

DIA 5 HARLEM GLOBETROTTERS

KM de Vantagens Hall BH. Às 20h. A partir de R$ 160 (arquibancada, inteira, 1° lote)

EDIÇÃO AMPLIADA Já sobre o relançamento de seu livro acerca da Bossa Nova, tema que lhe é caro, Castro avalia que cumpriu a missão de “checar tudo exaustivamente, apagar o folclore e estabelecer os fatos, principalmente os que estavam escondidos”. A nova edição, revista e ampliada, conta com cinco textos-bônus – um deles revelando os ásperos bastidores da gravação do disco “Getz/Gilberto”, de João Gilberto, lançado em 1964, e outro narrando a glória e a miséria de um ídolo: Wilson Simonal.

Seixas e >RuyHeloisa Castro

Em Sempre Um Papo. Auditório da Cemig (rua Alvarenga Peixoto, 1200, Santo Agostinho). Nesta segunda (28), às 19h30. Entrada franca. Os livros serão vendidos no local.

NINIL GONÇALVES

Jaffe e Carrascoza Na próxima semana, Noemi Jaffe lança seu livro “Não Está Mais Aqui Quem Falou” e João Anzanello Carrascoza relança “O Volume do Silêncio” – título que lhe rendeu um Prêmio Jabuti Onde Auditório da Cemig (r. Alvarenga Peixoto, 1220, Santo Agostinho) Quando Dia 31 (quinta-feira), às 19h30 Quanto Entrada gratuita JULIANA MONTEIRO CARRASCOZA

Alex Heloisa SeiBessas xas e Ruy Castro têm muito em comum: profissionais do jornalismo, guardam especial vocação para a escrita. A bem da verdade, dividem até a casa, afinal, são casados há 26 anos. Todavia, quanto mais lançam livros, mais se mostram diferentes. Ele, por seu caminho, opta por escrever biografias. Já ela prefere enveredar pela ficção. Das propostas diferentes, cada um deles obteve sucesso à sua maneira. Castro se tornou reconhecido por trazer ao público a vida em detalhes de nomes como Nelson Rodrigues (1912 – 1980), Garrincha (1933 – 1983) e Carmen Miranda (1909 – 1955). Já Heloisa acumula quatro indicações ao maior prêmio literário do país, o Jabuti. O casal, pois, vem a Belo Horizonte na próxima segunda (28), quando participam do programa Sempre Um Papo. Cada qual, claro, com seu próprio livro a tiracolo: Heloisa lança na cidade a obra “Agora e na Hora” (Cia das Letras), de 2017. Castro, por sua vez, apresenta o relançamento de “A Onda Que Se Ergueu No Mar – No-

DIAS 7 E 8

DIA 11

CAETANO VELOSO E FILHOS

PAULINHO DA VIOLA ENCONTRA MARISA MONTE

Palácio das Artes. Sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 280 (plateia 1, inteira), R$ 230 (plateia 2, inteira), R$ 180 (plateia superior, inteira). DIA 11 BEST OF JETHRO TULL BY IAN ANDERSON

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 260 (cadeira setor 1, inteira, 1° lote), R$ 230 (cadeira setor 2, inteira, 1° lote), R$ 180 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote).

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 1.200 (mesa setor 1 com quatro lugares), R$ 1.000 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 150 (arquibancada, inteira, 1° lote). DIA 11 ARNALDO ANTUNES – A CASA É SUA

Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 21h. R$ 50 (inteira)

DIA 17

DIA 18

PAUL MCCARTNEY

IRA! FOLK

Mineirão. Às 21h. R$ 850 (pista premium Elo, inteira), R$ 400 (pista normal, inteira), R$ 580 (cadeira inferior, inteira), R$ 350 (cadeira superior, inteira).

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 440 (mesa setor 1, inteira), R$ 400 (mesa setor 2, inteira), R$ 60 (arquibancada, inteira, 1° lote).

DIA 20

VANESSA DA MATA

JOHN MAYER

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 520 (mesa setor 1 com quatro lugares), R$ 440 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 80 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote).

Esplanada do Mineirão. Às 21h. R$ 500 (pista premium Budzone), R$ 240 (pista, inteira).

novembro

DIA 25


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CINEMA ALISSON LOUBACK/WARNER/DIVULGAÇÃO

Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 26 (sábado) e 27 (domingo)

escrever um livro, Beatriz, uma terapeuta de casais, tem que lidar com problemas em seu próprio casamento. BH Shopping 6: 13h, 15h20, 18h30, 20h50 Boulevard 1: 14h30, 16h30, 18h30, 20h50 Del Rey 4: 16h40, 18h40, 20h30 Partage Shopping Betim 5: 16h47, 19j01, 21h15

Pampulha 5: 14h, 15h45, 17h30 Paragem 3: 14h Via Shopping 1: 15h20 Shopping Norte 5: 14h30 (*) Sessões dubladas

PARIS PODE ESPERAR (Paris Can Wait, EUA, 2014, 1h32, 12 anos) Dir. Eleanor Coppola. Com Diane Lane, Alec Baldwin, Arnaud Viard. Casada com um produtor de cinema, Anne pega uma carona de Cannes até Paris com o sócio dele. Ao longo de várias paradas, eles passam a se conhecer melhor. Ponteio 3: 13h50

UM FILME DE CINEMA

estreias BINGO – O REI DAS MANHÃS (Brasil, 2017, 1h51, 16 anos) Dir. Daniel Rezende. Com Vladimir Brichta, Augusto Madeira, Leandra Leal. Cinebiografia de Arlindo Barreto, um dos intérpretes do palhaço Bozo no SBT dos anos 80. BH Shopping 7: 13h10, 16h15, 19h05, 22h05 Boulevard 5: 14h, 16h15, 18h30, 20h45 Cidade 5: 13h50, 16h05, 18h20, 20h40 Contagem 7: 14h10, 16h30, 18h50, 21h10 Del Rey 6: 13h50, 16h, 18h20, 20h40, 22h50(somente sábado) Diamond 3: 14h30, 17h05, 19h40, 22h10 Minas 5: 14h10, 16h30, 18h50, 21h10 Monte Carmo 2: 14h10, 16h30, 18h50, 21h Pampulha 3: 14h35, 16h45, 18h55, 21h05 Paragem 5: 14h10, 16h30, 18h50, 21h10 Partage Shopping Betim 7: 13h30, 16h20, 18h56, 21h32 Pátio Savassi 1: 13h, 15h30, 18h10, 21h10 Ponteio Premier: 14h, 16h15, 18h30, 20h45 Shopping Estação 6: 14h, 16h30, 19h, 21h40 Via Shopping 5: 15h40, 18h10, 20h30

O CASTELO DE VIDRO (The Glass Castle, EUA, 2017, 2h07, 14 anos) Dir. Destin Daniel Cretton. Com Brie Larson, Naomi Watts, Woody Harrelson. A trama retrata a infância de Walls, criada com os irmãos numa família desequilibrada, pobre e nômade. Belas 2: 15h, 21h30 BH Shopping 4: 12h50, 15h50, 19h, 21h50 Diamond 1: 13h10, 15h50, 18h50, 21h30 Ponteio 3: 16h10, 18h40, 21h05

CORPO ELÉTRICO (Brasil, 2017, 1h34, 16 anos) Dir. Marcelo Caetano. Com Kelner Macêdo, Lucas Andrade, Welket Bungué. Trabalhando numa confecção em São Paulo e sem contato com a família na Paraíba, Elias passa seu tempo livre com outros homens e reflete suas possibilidade para o futuro. Belas 3: 15h

O DESERTO DO DESERTO (Brasil, 2016, 1h26, 12 anos) Dir. Tito Gonzalez Garcia, Samir Abujamra. São muitos os conflitos que eclodiram no continente africano. Um deles ocorre no Saara Ocidental, impulsionado pela saída da Espanha do local. Belas 2: 19h40

DOIDAS E SANTAS (Brasil, 2017, 1h35, 12 anos) Dir. Paulo Thiago. Com Maria Paula, Georgiana Góes, Nicette Bruno. Enquanto tenta cumprir o prazo para

(Brasil, 2017, 1h48, 12 anos) Dir. Walter Carvalho. Documentário parte de relatos do dramaturgo Ariano Suassuna e de inúmeros cineastas para discutir questões sobre a linguagem cinematográfica. Belas 2: 11h(*)(somente), 17h30 (*) Clube do professor. Necessário a comprovação do mesmo

O REINO GELADO – FOGO E GELO (*)

(Snezhnaya Koroleva 3. Ogon I Led, Rússia, 2017, 1h20, livre) Dir. Aleksey Tsitsilin. Crescidos, os irmãos Kai e Gerda se metem em um desastre de proporções globais, tudo para encontrar seus pais desaparecidos. Contagem 3: 13h40

NA MIRA DO ATIRADOR (The Wall, EUA, 2017, 1h28, 14 anos) Dir. Doug Liman. Com Aaron Taylor-Johnson, John Cena, Laith Nakli. Dois soldados norte-americanos descobrem que estão na mira de um atirador iraquiano. Sem se comunicar um com o outro, eles precisam descobrir como sair vivos. BH Shopping 9: 17h15, 19h30, 21h40 Cidade 6: 11h50(*)(c), 14h50(*), 16h50, 18h50(*), 20h50 Contagem 1: 14h30(*0, 16h30, 18h30(*), 20h30 Del Rey 7: 17h, 19h, 20h50, 22h40(somente sábado) Diamond 2: 19h20, 22h Pampulha 4: 19h25, 21h15 (*) Pátio Savassi 2: 13h50, 16h10, 18h50, 21h20 (*) Sessões dubladas

A TORRE NEGRA (The Dark Tower, EUA, 2017, 1h35, 12 anos) Dir. Nikolaj Arcel. Com Idris Elba, Matthew McConaughey, Tom Taylor. Perseguindo o Homem de Preto, um pistoleiro acaba percorrendo o mundo na direção da Torre Negra, prédio que desaparecerá. Betim 1: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 (*) BH Shopping 3: 12h, 14h30, 16h50, 19h20, 22h BH Shopping 5: 18h20(*), 21h Big Shopping 5: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 (*) Boulevard 2: 15h, 17h, 19h, 21h10 Cidade 3: 16h20, 20h50 Cidade 4: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 (*) Contagem 3: 20h50 (*) Contagem 4: 15h(*), 17h, 19h(*), 21h Del Rey 1: 14h30, 16h30, 18h40, 20h40, 22h30 (somente sábado) Del Rey 5: 16h50, 21h (*) Diamond 4: 13h30, 16h05, 18h20, 20h30 Itaú Power 2: 14h50, 16h50, 18h50, 20h50 (*) Minas 4: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 (*) Monte Carmo 1: 14h40(*), 16h40, 18h40(*), 20h40 Pampulha 2: 15h(*), 17h(*), 19h, 21h(*) Paragem 1: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 Partage Shopping Betim 1: 15h15, 17h30, 19h45, 33h (*) Partage Shopping Betim 3: 13h45(*), 16h(*), 18h15(*), 20h30(*)(somente domingo), 20h30(somente sábado) Pátio Savassi 6: 12h40, 15h, 17h15, 19h30 e 21h50 Pátio Savassi 7: 18h20 e 20h40 Shopping Estação 5: 12h45(*), 15h(*), 17h30(*), 20h, 22h15(*) Shopping Norte 2: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 (*) Via Shopping 2: 14h40, 16h40, 18h40,

“Bingo - O Rei das Manhãs” conta a história desconhecida do primeiro ator que viveu Bozo 20h40 (*) (*) Sessões dubladas

em cartaz ANNABELLE 2 – A CRIAÇÃO DO MAL (Annabelle: Creation, EUA, 2017, 1h50, 14 anos) Dir. David F. Sandberg. Com Anthony LaPaglia, Miranda Otto, Stephanie Sigman. Anos após a morte de sua filha, um artesão de bonecas e sua esposa decidem acolher em sua casa uma freira e as meninas de um orfanato, enquanto lidam com um demônio do passado: Annabelle. Betim 3: 16h15, 18h30, 20h45 (*) BH Shopping 1: 12h40(*), 18h40(*), 21h20 BH Shopping 2: 14h15, 17h05, 19h40, 22h20 Big Shopping 1: 14h20, 16h30, 18h40 e 20h50 (*) Boulevard 3: 14h(*), 16h20, 18h40(*), 21h Cidade 7: 12h(somente domingo), 14h, 16h20, 18h40, 21h (*) Cidade 8: 13h40(*), 16h(*), 18h15(*), 20h30 Contagem 5: 18h40, 20h50 Contagem 6: 13h40, 16h, 18h20, 20h40 (*) Del Rey 3: 14h(*), 16h10, 18h30(*), 20h50, 22h50(*)(somente sábado) Del Rey 5: 14h40, 18h50 (*) Diamond 5: 13h, 15h30, 18h, 20h40 Itaú Power 3: 14h, 16h20, 18h40, 21h (*) Itaú Power 4: 16h(*), 20h50 Minas 3: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 (*) Minas 6: 16h20(*), 21h05 Monte Carmo 3: 14h(*), 16h15, 18h30(*) e 20h50 Pampulha 1: 14h45(*), 16h55, 19h05(*), 21h10(*) Pampulha 5: 19h15 e 21h20 (*) Paragem 2: 16h10, 18h20, 20h30 Partage Shopping Betim 2: 21h50(somente sábado), 21h50(*)(somente domingo) Partage Shopping Betim 6: 13h04, 15h36, 18h08 e 20h40 (*) Pátio Savassi 4: 16h20, 19h e 21h40 Pátio Savassi 5: 12h, 14h30, 17h05, 19h40, 22h10 Shopping Estação 3: 14h30, 17h, 19h30 e 22h (*) Shopping Estação 4: 13h, 15h30, 18h, 20h30, 23h(somente sábado) (*) Shopping Norte 1: 14h20, 16h30, 18h40 e 20h50 (*) Via Shopping 3: 14h, 16h15, 18h30, 20h50 (*) (*) Sessões dubladas

CARROS 3 (*) (Cars 3, EUA, 2017, 1h49, Livre) Dir. Brian Fee. Durante uma disputa, o campeão Relâmpago McQueen acaba sofrendo um acidente que poderá acarretar em sua aposentadoria. Betim 3: 14h Big 4: 14h05 (*) Sessões dubladas

D.P.A – O FILME (Brasil, 2016, 1h30, Livre) Dir. André Pellenz. Com Anderson Lima, Letícia Braga, Pedro Henriques Motta. Os Detetives do Prédio Azul são confrontados com o maior caso de suas vidas: salvar o próprio edifício da destruição. BH Shopping 5: 11h25, 13h40, 16h Contagem 8: 14h, 16h15

Itaú Power 1: 14h30, 18h40 Pampulha 4: 14h05, 15h50, 17h35 Paragem 4: 14h30, 16h20 Partage Shopping Betim 2: 15h, 17h20 e 19h40 Pátio Savassi 8: 13h20, 16h e 18h40 Shopping Estação 1: 12h30, 14h45, 16h45 Via Shopping 5: 13h40

DIÁRIO DE UM BANANA: CAINDO NA ESTRADA (*) (Diary Of A Wimpy Kid: The Long Haul, EUA, 2017, 2h22, livre) Dir. David Bowers. Com Jason Ian Drucker, Alicia Silverstone, Tom Everett Scott. Greg convence sua família a embarcar numa viagem para ir ao aniversário de 90 anos de sua avó. Mas, na verdade, o que ele realmente quer é assistir a uma convenção de gamers. BH Shopping 10: 14h e 16h20 Diamond 6: 11h50, 16h20 Partage Shopping Betim 4: 14h Pátio Savassi 4: 14h (*) Sessões dubladas

DUNKIRK (Dunkirk, EUA/ França/ Reino Unido, Holanda, 2017, 1h47, 14 anos ) Dir. Christopher Nolan. Durante a Evacuação de Dunkirk, soldados são rodeados pelo exército alemão e devem ser evacuados durante uma feroz batalha. Cineart Boulevard IMAX: 16h50, 19h e 21h15 Pátio Savassi 7: 15h40 Pátio Savassi 8: 21h, 23h30(somente sábado)

EM RITMO DE FUGA (Baby Driver, EUA, 2017, 2h03, 14 anos) Dir. Edgar Wright. Com Ansel Elgort, Jamie Foxx, Lily James. O jovem Baby precisa ouvir músicas para silenciar o zumbido que perturba seus ouvidos, enquanto trabalha para uma gangue. Quando um assalto não sai como planejado, ele cai na estrada em fuga. Pátio Savassi 6: 0h10(somente sábado)

O ESTRANHO QUE NÓS AMAMOS (The Beguiled, EUA, 2017, 1h33, 14 anos) Dir. Sofia Coppola. Com Colin Farrell, Kirsten Dunst, Nicole Kidman. Virginia, 1864. Um cabo ferido em combate acaba sendo cuidado em um internato de mulheres, que se interessam por ele. Belas 3: 17h Ponteio 4: 19h10 Pátio Savassi 2: 23h50(somente sábado)

UMA FAMÍLIA FELIZ (*) (Happy Family, Alemanha, 2017, 1h33, livre) Dir. Holger Tappe. Emma, matriarca da família Wishbone, planeja uma noite de diversão. A confusão começa quando uma bruxa os transforma em monstros. BH Shopping 9: 11h50, 14h50 Big Shopping 3: 14h20, 16h15 Boulevard 4: 13h40 Cidade 3: 14h20 Contagem 2: 13h30 Del Rey 7: 15h Diamond 6: 14h Itaú Power 4: 13h50 Monte Carmo 5: 13h40 Pampulha 6: 14h20 e 16h20 Paragem 2: 14h10 Partage Shopping Betim 4: 16h16 Shopping Norte 5: 16h30 Via Shopping 4: 13h50 Sessões 3D: Pátio Savassi 3: 14h10 Shopping Estação 2: 14h15

(*) Sessões dubladas

O FILME DA MINHA VIDA (Brasil, 2017, 2h15, 12 anos) Dir. Selton Melo. Com Johnny Massaro, Selton Mello, Vincent Cassel. O jovem Tony decide retornar a sua cidade natal. Ao chegar, descobre que seu pai, voltou para França. Tony acaba tornando-se professor, e vê-se em meio aos conflitos e inexperiências juvenis. Belas 1: 14h20, 16h40, 19h e 21h20 Cidade 1: e h50 de 18h30 Contagem 8: 18h30 e 20h45 Del Rey 4: 14h20 Itaú Power 1: 16h20 e 20h30 Paragem 4: 18h40 e 20h50 Ponteio 2: 14h10, 16h30 e 21h10 Partage Shopping Betim 5: 14h25 Pátio Savassi 3: 16h30 e 19h10

HOMEM-ARANHA – DE VOLTA AO LAR (*) (Spider-Man: Homecoming, EUA, 2017, 2h13, 12 anos) Dir. Jon Watts. Com Tom Holland, Michael Keaton, Robert Downey Jr.. Peter Parker pensa ter encontrado sua maior missão quando surge um vilão na cidade. Big Shopping 5: 17h50 Contagem 5: 14h Itaú Power 4: 18h10 Minas 6: 13h40 e 18h30 Via Shopping 4: 15h50 (*) Sessões dubladas

JOÃO, O MAESTRO (Brasil, 2017, 1h56, 12 anos) Dir. Mauro Lima. Com Alexandre Nero, Alinne Moraes, Rodrigo Pandolfo. Cinebiografia do renomado pianista João Carlos Martins. BH Shopping 10: 18h55, 21h30 Cidade 1: 16h10, 20h50 Diamond 2: 13h50, 16h50 Estação BH 1: 18h50, 21h20 Ponteio 2: 18h50

LADY MACBETH (Lady Macbeth, Reino Unido, 2017, 1h29, 14 anos) Dir. William Oldroyd. Com Florence Pugh, Cosmo Jarvis, Naomi Ackie. Katherine está presa a um casamento de conveniência. Mas as coisas começam a mudar quando ela embarca em um caso extraconjugal com um trabalhador da propriedade do marido. Ponteio 4: 15h10, 17h10 e 21h10

MALASARTES E O DUELO COM A MORTE (Brasil, 2017, 1h50, 12 anos) Dir. Paulo Morelli. Com Jesuíta Barbosa, Ísis Valverde, Júlio Andrade. Pedro Malasartes é um malandro que, por mais que seja apaixonado por Áurea, não resiste a um rabo de saia, e deve dinheiro ao irmão dela, Próspero. Só que seu padrinho, a Morte em pessoa, tem planos para ele. Pátio Savassi 7: 13h10, 15h40

MEU MALVADO FAVORITO 3 (*) (Despicable Me 3, EUA, 2017, 1h30, livre) Dir. Kyle Balda, Pierre Coffin. O ex-ator mirim e astro de TV, Balthazar Bratt, foi um típico malvado bem-sucedido e agora está de volta à ativa. Ele vai aterrorizar a vida de Gru, Agnes e dos Minions. Betim 2: 16h10 Big Shopping 4: 16h05 Cidade 2: 13h30 Contagem 5: 16h40 Del Rey 2: 13h50 Itaú Power 6: 16h10 Minas 2: 13h40 Monte Carmo 4: 14h10 e 16h10

Sessão 3D: Shopping Estação 2: 12h (*) Sessões dubladas

PLANETA DOS MACACOS: A GUERRA (War For The Planet Of The Apes, EUA, 2016, 2h20, 14 anos) Dir. Matt Reeves. Com Andy Serkis, Steve Zahn, Woody Harrelson. César e seu grupo são forçados a entrar em uma guerra contra um exército liderado por um impiedoso coronel. Depois que vários macacos perdem suas vidas, César parte em busca de vingança. Betim 2: 18h10 (*) Big Shopping 2: 15h10, 17h50, 20h30 (*) Boulevard 4: 15h40, 18h20, 21h Cidade 2: 15h30, 18h10, 21h (*) Contagem 2: 15h40, 18h20, 21h (*) Del Rey 2: 15h50, 21h Del Rey 4: 22h30 (somente sábado) Diamond 6: 18h40, 21h40, 21h50 Itaú Power 5: 15h, 18h10 (*) Minas 1: 15h, 18h10 (*) Monte Carmo 4: 18h10 e 20h55 (*) Paragem 3: 16h, 21h10 Pampulha 6: 18h20 e 21h10 (*) Shopping Norte 3: 15h10, 17h50, 20h30 (*) Via Shopping 1: 18h10, 21h (*) Sessões 3D: BH Shopping 8: 13h20, 16h50 e 20h Itaú Power 5: 21h (*) Minas 1: 21h (*) Partage Shopping Betim 4: 18h38, 21h43 (*) Pátio Savassi 3: 21h55 Pátio Savassi 4: 00h15(somente sábado) Shopping Estação 2: 16h15, 19h15 e 22h30 (*) (*) Sessões dubladas

TRANSFORMERS: O ÚLTIMO CAVALEIRO (*) (Transformers: The Last Knight, EUA, 2017, 2h29, Livre) Dir. Michael Bay. Com Laura Haddock, Anthony Hopkins, Mark Wahlberg. Optimus Prime parte em busca dos Quintessons, enquanto na Terra uma nova ameaça alienígena tenta destruir a humanidade. Betim 2: 20h50 Big Shopping 5: 20h20 Contagem 3: 15h30 Itaú Power 6: 18h10 Minas 3: 18h20 Monte Carmo 5: 18h10 Via Shopping 4: 21h (*) Sessões dubladas

VALERIAN E A CIDADE DOS MIL PLANETAS (Valerian and the City of a Thousand Planets, França, 2017, 2h18, 12 anos) Dir. Luc Besson. Com Dane DeHaan, Cara Delevingne, Clive Owen. Século XXVIII. Quando chegam no planeta Alpha, os agentes Valérian e Laureline precisam acabar com uma operação que deseja destruir os sonhos e as vidas de seus 17 milhões de habitantes. Betim 2: 13h40 (*) BH Shopping 1: 15h40 Big Shopping 3: 18h10, 20h35 (*) Cidade 3: 18h20 (*) Contagem 3: 18h20 (*) Del Rey 2: 18h30 Itaú Power 6: 13h40, 21h (*) Minas 2: 15h50, 21h10 (*) Monte Carmo 5: 15h40, 21h10 (*) Paragem 3: 18h40 Shopping Norte 5: 18h25, 20h45 (*) Via Shopping 4: 18h30 (*) Sessão 3D: Boulevard IMAX: 14h10 (*) Sessões dubladas


almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 26 de agosto a 1 de setembro de 2017

25

CINEMA mostras

LIONSGATE/DIVULGAÇÃO

(PORT, 2017, 1h16) Dir. Susana de Sousa Dias.

CINE BH (*)

MIS

Cine Humberto Mauro

Neste sábado (26) 16h A Família Dionti (BRA, 2015, 1h37) Dir. Alan Minas. 18h Males sem Terra (BRA, 2016, 1h13) Dir. João Arthur. 20h Dois Rémi, Dois (FRA, 2015, 1h06) Dir. Pierre Léon.

Neste sábado (26) 14h Diálogos Históricos “O Caminhão” (FRA, 1977, 1h16 Dir. Marguerite Duras 16h Sessão Especial: 50 Anos do filme “Terra em Transe” 20h “Na Barba de Ivan” (FRA, 2009, 10 min) Dir. Pierre Léon “Outubro” (FRA, 2006, 1h18) Dir. Pierre Léon 21h30 Pré-estreia nacional: “Three” (CHI, 2016, 1h28) Dir. Johnnie To Domingo (27) 14h Perspectiva Pierre Léon: “O Adolescente” (FRA, 2001, 1h15) Dir. Pierre Léon 16h Perspectiva Pierre Léon: “Guillaume e os Sortilégios” (FRA, 2007, 1h05) 17h15 Perspectiva Pierre Léon: “O Idiota” (FRA, 2008, 1h01) 18h30 Pré-estreia nacional: “Bangkok Nites” (JAP, FRA, TAI, 2016, 3h03) Dir. Katsuya Tomita Cine 104

Quinta-feira (31) 17h “Ascensor para o Cadafalso” (Ascenseur pour L'échafaud, FRA, 1958, 1h28) Dir. Louis Malle. Sessão comentada 19h15 “O Homem do Prego” (The Pawnbroker, EUA, 1964, 1h56) Dir. Sidney Lumet 21h30 “Somos do Jazz” (My iz dzhaza / We Are from Jazz, URSS, 1983, 1h30) Dir. Karen Shakhnazarov

Domingo (27) 16h Mostrinha: Curtas: “Dono de Casa”/ “Dourado/ “A Rua É Pública”/ “Aniversário e Castigo/ “Zaga das Bonecas”/ “Papagaio Verde”. 18h “Taste of Cemente” (ALE/Líbano/Síria/Emirados Árabes/ Qatar, 2017, 1h25) Dir. Ziad Kalthoum.

Sexta-feira (1º) 15h “Por Volta da Meia-Noite” (Round Midnight, EUA-FRA, 1986, 2h13) Dir. Bertrand Tavernier 17h15 “Quanto Mais Quente Melhor” (Some Like It Hot, EUA, 1959, 2h) Dir. Billy Wilder 19h30 “Precisamos Falar Sobre o Kevin” (We Need to Talk About Kevin, EUA-ING, 2011, 1h52) Dir. Duncan Tucker

Sesiminas

(*) Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

Neste sábado (26) 20h O Garoto (EUA, 1921, 1h08) Dir. Charles Chaplin. Domingo 19h30 “O Mágico de Oz” (EUA, 1939, 1h42, livre) Dir. Victor Fleming, George Cukor, Mervyn LeRoy, Norman Taurog e King Vidor

CINETROPICÁLIA (*)

“O Castelo de Vidro” é uma das estreias da semana

Praça da Estação

Neste sábado (26) 17h “Li Per Li” (FRA, 1994, 1h01) Dir. Pierre Léon. 18h15 “Da Lona ao Pai Tomas: A História do Cabana Contada por Seus Primeiros Moradores” (BRA, 2016, 1h40, livre) Dir. Marcus Vieira. 21h Retrospectiva Gesto de Cinema: Curtas Domingo (27) 16h “Electra” (FRA, 2012, 1h20) Dir. Jeanne Balibar, Pierre Léon. 18h “Preto Velho na Lagoinha” (BRA, 2016, 1h12, livre) Dir. Célio Dutra. 19h30 “Luz Obscura”

Neste sábado (26) 18h “O Menino Maluquinho – O Filme” (BRA, 1995, 1h23, livre) Dir. Helvécio Ratton. 20h “E.T. – O Extraterrestre” (EUA, 1982, 2h05, livre) Dir. Steven Spielberg. (*) Entrada Gratuita - Endereços: Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400) / Cine 104 (praça Ruy Barbosa, 104, centro, 3222-6457). / MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699) / Teatro Sesiminas (rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181

20h30 “Bird” (EUA, 1988, 2h41) Dir. Clint Eastwood

MOSTRA ALL THAT JAZZ (*) Segunda-feira (28) 15h “Aleluia!” (Hallelujah!, EUA, 1929, 1h49) Dir. King Vidor 17h “Anatomia de Um Crime” (Anatomy of a Murder, EUA, 1959, 2h40) Dir. Otto Preminger. Sessão comentada 20h30 “O Homem do Braço de Ouro” (The Man With the Golden Arm, EUA, 1955, 1h59) Dir. Otto Preminger Terça-feira (29) 17h “Êxito Fugaz” (Young Man with a

Horn, EUA, 1950, 1h52) Dir. Michael Curtiz 19h “A Embriaguez do Sucesso” (Sweet Smell of Success, EUA, 1957, 1h36) Dir. Alexander Mackendrick 21h “Paris Vive à Noite” (Paris Blues, EUA, 1961, 1h38) Dir. Martin Ritt Quarta-feira (30) 16h “Música e Lágrimas” (The Glenn Miller Story, EUA, 1953, 1h55) Dir. Anthony Mann 18h “O Ocaso de uma Estrela” (Lady Sings the Blues, EUA, 1972, 2h24) Dir. Sidney J. Furie

Neste sábado (26) 19h Sessão Hélio Oiticica 20h “Viagem ao Fim do Mundo” (BRA, 1968, 1h40) Dir. Fernando Coni Campos Domingo (27) 17h “Bahia de Todos os Sambas” (BRA, 1984, 2h) Dir. Leon Hirszman, Paulo Cézar Saraceni 19h “O Mandarim” (BRA, 1995, 1h30) Dir. Julio Bressane Terça (29) 17h30 “Pan Cinema Permanente” (BRA, 2008, 1h23) Dir. Carlos Nader 19h “O Homem Pau Brasil” (BRA, 1h52, 1982) Dir. Joaquim Pedro de Andrade Quarta (30)

18h “O Mandarim” (BRA, 1995, 1h30) Dir. Julio Bressane 20h Sessão curtas Quinta (31) 18h “Doces Bárbaros” (BRA, 1976, 1h40) Dir. Jom Tom Azulay 20h “Viagem ao Fim do Mundo” (BRA, 1968, 1h40) Dir. Fernando Coni Campos (*) Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

FESTIVAL DE CINEMA DA NOVA ZELÂNDIA (*) Neste sábado (26) 19h10 “Boy” (NZ, 2010, 1h27, 18 anos) Dir. Taika Waititi. 21h20 “A Encantadora de Baleias” (NZ, Alemanha, 2002, 1h41, 12 anos) Dir. Niki Caro. Domingo (26) 19h10 “Nascido para Dançar” (NZ, 2015, 1h36, 12 anos) Dir. Tammy Davis. 21h20 “The Patriarch (Mahana)” (NZ, 2016, 1h43, 18 anos) Dir. Lee Tamahori. (*) Belas Artes – sala 3 (rua Gonçalves Dias, 1.581, Lourdes, 3273-3229). Entrada gratuita

ESPAÇO DO CONHECIMENTO UFMG (*) Domingo (27) 14h “Sobre Amigos e Canções” (BRA, 2010, 45 min) Dir. Bel Mercês e Leticia Gimenez (*) Espaço do Conhecimento UFMG (pça. da Liberdade, 700, Funcionários). Entrada gratuita

GAROTO E GAROTA SUPER >Inscrições já estão abertas

Concurso chega à sua 13ª edição Ser famoso, se destacar nas passarelas, dar entrevistas, ter a beleza reconhecida como a maior de Minas Gerais. Se você sonha com tudo isso e tem entre 16 e 25 anos, já está na hora de se inscrever para o concurso Garoto e Garota Super 2017. O evento é promovido pelo jornal Super Notícia e conta com uma trajetória de bastante sucesso. Ao longo de 13 anos, muitos nomes já foram descobertos pelos renomados jurados. Durante todo esse tempo de existência, diversas moças e rapazes foram se preparando em busca do título, que traz com ele, ainda, uma série de prêmios. Somente para se ter uma ideia, os vencedores levarão para casa uma Juliana Siqueira

GAROTO& GAROTA SUPER 2017

moto Honda PCX 2017/2017 da Minas Motos, um ano de academia na Cia Atlhetica, um book fotográfico e um contrato de R$ 12 mil com a Sempre Editora, entre outros prêmios. Os segundo e terceiro lugares também vão receber prêmios. Ficou com vontade de se inscrever? Então preste bem atenção no passo a passo. Antes de mais nada, é necessário adquirir a ficha de inscrição que é publicada no jornal Super Notícia às terças, sextas, sábados e domingos. Ela também pode ser acessada pelo site www.garotoegarotasuper.com.br. Após preenchê-la com os seus dados, é só anexar duas fotos, sendo uma de rosto e outra de corpo, com medida mínima de 10 cm x 15 cm. É preciso ter o seu nome e o seu número de telefone no verso.

Mas como escolher as imagens que você vai enviar? Quem dá as dicas é Suelen Amorim, a Garota Super 2016. “Não utilize nada extravagante, nem passe muita maquiagem. Você precisa mostrar aquilo que você realmente é”, diz ela. Além disso, nada de posar para as fotos usando óculos escuros ou boné. Acertada essa parte, coloque em um envelope, escreva nele “Concurso Garoto e Garota Super 2017” e encaminhe ou entregue nos endereços descritos no infográfico ao lado. Fique atento: a data de postagem nos Correios para Savassi e Betim deverá ser até o dia 8 de setembro; já para os demais, até o dia 9 de setembro. Menores de 18 anos devem enviar uma autorização assinada pelos pais e uma cópia autenticada do RG deles. Participe! PATROCÍNIO

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estilo BELEZA> Profissionaisrevelamseusaplicadorespreferidosecomoelesinfluenciamnamaquiagem UARLEN VALERIO

O maquiador Rafael Mazzega, do Tif’s Savassi, não abre mão da sua esponja beauty blender

Acervo mágico Lorena K. Pincéis, esponjas e até mesMartins mo os dedos. Na hora de apli-

car a maquiagem no rosto, o céu é o limite – principalmente para os maquiadores profissionais, com suas maneiras particulares de aplicar um produto sobre a pele da cliente. Mas, sim, com o mercado de beleza aquecido e novidades que brotam nas prateleiras a todo vapor, é normal ficar um tanto quanto confuso quando o assunto é a escolha do método de aplicação de cada cosmético. Mas não há certo ou errado, a escolha é pessoal e varia conforme o gosto de cada um. Um dos mais recentes aliados da beleza a adentrar o mercado deixou alguns profissionais intrigados: trata-se de uma esponja de gel que imita a textura dos dedos – e até simula a impressão digital. O objetivo do produto – da marca norte-americana Smashbox – é justamente dar um acabamento mais natural à pele, distribuindo, de forma homogênea, produtos como base e cremes. E se a função principal dessa esponja gelatinosa é simular a aplicação de produtos com os dedos sem deixar resquícios nas mãos e nas unhas, vale lembrar que há tempos os profissionais adeptos de “colocar a mão na massa” na hora de maquiar jogaram a técnica para escanteio. É o caso da maquiadora Bruna Costa. “A mão tem um pouco de oleosidade e interfere, tanto no produto quanto no rosto. Em mim, até uso o dedo em alguns pontos – perto dos olhos, por exemplo. Mas evito ao máximo, mesmo. Também acho pouco higiênico”,

explica ela, que não abre mão do seu arsenal de pincéis. “Prefiro sempre os de cerdas naturais, pois deixam a pele mais polida. Agora, quando o rosto é mais oleoso, uso a esponja molhada com água termal, para dar um acabamento melhor na base”, exemplifica. DICA DE EXPERT Molhar a esponja mais apreciada do mundo da beleza – a beauty blender – é praticamente um dos pré-requisitos para usar o produto de forma correta e, assim, evitar o desperdício de cosméticos. Maquiadores alegam que, para um resultado ainda melhor e mais uniforme na pele, é preciso umedecer o acessório para que ele não “sugue” o produto. “Depois, aplique a base primeiramente na esponja e, na sequência, no rosto, com leves batidinhas na pele. Esse movimento ajuda a diluir mais o produto, e o acabamento fica ainda mais natural”, explica o maquiador Rafael Mazzega, do Tif's Savassi, que não abre mão da sua esponja. “Por ter poros bem pequenos, ela não deixa rastros na pele, na aplicação da base cremosa, primes e bases, por exemplo. Ela tira qualquer marca de dedo e das cerdas dos pincéis, deixando a pele bem lisinha e bem-acabada”, defende. CONCILIAÇÃO Por outro lado, o maquiador Marcos Costa também acredita que ninguém deva ser escravo dos acessórios na busca por uma boa maquiagem – e, sim, ele dispensa a esponja. “Acumula muita sujeira”, re-

truca. “Adoro fazer a preparação da pele com o próprio dedo, usando base e corretivo, mas com as mãos sempre higienizadas, pois, assim, a fórmula do produto não se altera. Dou batidinhas no rosto, fazendo uma leve massagem para também descansar a pele. E o resultado fica bom, sim”, defende. Costa, inclusive, usa os dedos para aplicar outros produtos, como o batom – no caso, dando leves batidinhas nos lábios, para garantir o ar de naturalidade. Quanto ao lançamento da Smashbox, ele opina: “Entre uma esponja que imita um dedo e meu dedo, prefiro a segunda opção mesmo”, brinca o maquiador, que tam-

bém gosta muito de fazer uso das ferramentas e de suas infinitas funções – veja, na página ao lado, algumas dicas que ele listou de como e onde usar os principais pincéis de beleza sem complicações afinal, um make focado na pele não precisa ser necessariamente um drama. Vic Ceridono, do blog Dia de Beauté, também não testou o lançamento da Smashbox ainda, mas acredita que, na hora da maquiagem, não existe uma regra quanto aos aplicadores. “Gosto de usar os dedos na maquiagem. Acho que o dedo e o pincel são complementares, cada um tem seu momento, então acho importante conciliar o uso dessas duas ferramentas”, finaliza. TOM FORD/DIVULGAÇÃO

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Acho que o dedo e o pincel são complementares, cada um tem o seu momento, então é importante saber conciliar o uso dessas duas ferramentas” Vic Ceridono, autora do blog Dia de Beauté


estilo

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#FICAADICA

GUIA BÁSICO DOS PINCÉIS DE MAQUIAGEM

LU ANANIAS/DIVULGAÇÃO

FOTOS EDU DELFIM/DIVULGAÇÃO

PÓ Para usar pó solto ou compacto, este pincel longo e arredondado deixa a pele mais natural e uniforme. Aplique como se estivesse “varrendo” o rosto, de preferência depois da base, do corretivo ou do tratamento específico de cada pele

BLUSH O pincel chanfrado para blush é perfeito para todos os formatos de maçãs do rosto. Basta dar uma risadinha: a parte das bochechas que “sobe” é onde deve-se aplicar o produto

BASE E CORRETIVO Este pincel lembra o formato de um dedo grande, por conter muitas cerdas. É ótimo para corretivos e bases com texturas em musse, ou, ainda, para aplicar qualquer produto líquido. Encaixa-se bem nos cantos internos dos olhos e nas laterais do nariz e rosto

CONTORNO

FINALIZADOR

O pincel do contorno – ou pincel kabuki – serve para valorizar as áreas de sombra e de luz. Pode-se usar qualquer produto cremoso ou em pó. Aqui foi usado um blush fosco nas áreas de sombra do rosto

Muita gente pensa que este pincel em forma de leque e com cerdas bem fininhas é apenas decorativo. Além de lindo, também serve para finalizar a maquiagem, tirar excessos e pode ser usado para aplicar o pó compacto

dia com Regina Misk 6 Um Neste sábado (26), a designer brasilei-

ra Regina Misk convida a todos a mergulhar em seu universo criativo, feito de tricô e design artesanal. Ela vai expor suas peças de mobiliário, decoração e moda em um evento voltado para venda, que acontece no showroom Mary Design. Para deixar tudo ainda mais gostoso, o evento ainda vai contar com a venda de comidinhas e drinques no local Quando Sábado (26), das 14h às 18h Onde Showroom Mary Design (r. Ivaí, 25, Serra) Quanto Entrada gratuita

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estilo

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SPFW> Estilistasdesfilamapostasdeverão;RonaldoFragalançaasualinhainéditademodapraia

Mineiros desembarcam em SP dias mais leves e poéticos, como adiantou por meio de sua assessoria. Mais mineiros. Além de Ronaldo, outros estilistas reforçam o time mineiro na semana de moda paulistana. A grife PatBo, da estilista Patrícia Bonaldi, também se inspira na praia para apresentar uma coleção de resort com ares vintage dos anos 60, com tecidos como laise, organza e crepe. Pela segunda vez no SPFW, a Coven, marca de Liliane Rebery, desta vez vai se inspirar no continente africano retratado pela fotógrafa Jackie Nickerson. A marca vai levar para a passarela criações em algodão texturizado, fio de linho e ráfia sintética como bases necessárias para criar as texturas das malhas que ilustram seu já conhecido tricô. Já Fabiana Milazzo se inspira no universo dos sonhos para apresentar peças com ares românticos. O time mineiro ganha ainda o reforço ainda de Luiz Cláudio com a sua marca Apartamento 03, e de Juliana Jabour.

A coleção da Coven é inspirada no continente africano

COVEN/DIVULGAÇÃO

RONALDO FRAGA/DIVULGAÇÃO

A próxima Lorena K. temporada Martins de desfiles em São Paulo, batizada apenas de N44, que acontece entre os dias 27 e 31 de agosto, mais uma vez, não quer ficar associada a nenhuma estação específica. Entretanto, a maioria das marcas continua obedecendo à lógica dos desfiles e vai apresentar suas apostas para o próximo verão. Ao mesmo tempo, o line-up também conta grandes nomes da moda praia como Lenny Niemeyer, Água de Coco, Vix e Trya. Todas elas haviam pulado a temporada passada. Quem parece integrar, também, o mesmo time é o mineiro Ronaldo Fraga. Depois de abordar com louvor temas como refugiados e transexuais nas últimas edições, o estilista novato na areia lança uma linha praia pela primeira vez, com direito a sunga, maiô, biquíni e outros modelos leves e soltos, como uma espécie de pedido por

Pela primeira vez, o mineiro Ronaldo Fraga lança a linha praia

ESTREANTE NA PASSARELA Novidade A marca LED, do estilista Célio Dias, é uma das que estreiam no line-up do evento. Ganhadora da última edição do Ready to Go, concurso de

novos talentos que acontece em todas as edições do Minas Trend, a LED é a única representante mineira no projeto TOP 5, parceria do Sebrae

com o Instituto Nacional de Moda e Design (Inmod). O projeto também vai acompanhar, orientar e dar visibilidade durante um ano.

SURPREENDENTE>Mostra100%Minas,naCASACOR,evidenciaosmaisdiferentestiposdetrabalho

O poder do design mineiro GABRIEL CASTRO/DIVULGAÇÃO

Um local onJuliana de é possível Siqueira entrar em contato com design de qualidade, que exalta toda a diversidade produzida no Estado. Entre os itens em evidência, produtos feitos com exclusividade para a CASACOR Minas, que mesclam diferentes tipos de produção e originam trabalhos surpreendentes. Isso é um pouco do que poderá ser encontrado na Mostra 100% Minas, que acontece pela segunda vez no evento. Com curadoria de Mônica Boscarino, o projeto reúne móveis que contam com diferentes tipos de suportes, compostos por materiais como pedra sabão, tecidos, aço, couro, palha natural e madeira, que dão forma ou acabamento às peças. Além disso, todos os 22 designers responsáveis pelas obras são mineiros. “As formas produtivas vão desde a artesanal até àquela que envolve tecnologia de ponta. Há toda uma variedade de estilos, de materiais. É uma representatividade interessante do que existe nesse ce-

Projeto reúne vários profissionais; na foto, ambiente por Carlos Teixeira

nário em Minas Gerais”, ressalta Mônica. Para a profissional, a Mostra 100% Minas é, ainda, uma oportunidade de falar o que há de importante no Estado, além de difundir o trabalho dos designers e destacar toda a riqueza e amplitude existentes nas produções.

ATUAÇÃO O projeto expográfico é assinado pelo arquiteto Carlos Teixeira, e o de iluminação é de Mariana Novaes, da Atiaîa Lighting Design. Como Teixeira afirma, um dos objetivos foi compor um lugar em que os móveis fossem vistos com certa independência uns dos outros.

“Segmentamos o ambiente em vários planos, mas a ideia é que se possa visualizar também todo o espaço de uma só vez”, diz ele, que também é o responsável pela poltrona Pop 10, que está sendo lançada na exposição. A CASACOR Minas acontece até o dia 17 de setembro, no casarão onde funcio-

nava a extinta Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), na rua Sapucaí, 383, no bairro Floresta. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do evento ou pelo site www.blueticket.com.br. Mais informações a respeito do que vem acontecendo na mostra podem ser conferidas no www.otempo.com.

br/hotsites/casacor. O evento, além de ser uma mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo, é também uma plataforma que conta com diversas possibilidades, sustentadas pela inspiração, pelo conteúdo, pelo entretenimento e pelo networking.


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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Rifas que zurram HÉLVIO

utro d i a comprei algumas rifas e m p r o l de uma entidade filantrópica. Ao ler o cupom da “Ação entre Amigos” já fiquei meio assim… “Sorteia-se um burro, 12 meses, filho de jumento pega e égua mangalarga…”. Ao lado das palavras, a foto do próprio, com suas orelhas compridas e olhar simpático. Pois é. Vai que eu ganho? Obviamente, meu burro seria bem-vindo e, desde já, comunicado de que jamais seria usado como burro de carga. Não sei o que o destino lhe reservou ou se, alguma vez, em sua pouca idade, teve a infelicidade de usar correias, amarras e toda aquela parafernália necessária para uma carroça. Acredito que não, pois a entidade a ser beneficiada trabalha com projetos de equoterapia e, assim como eu, não enxergaria no burro um carregador de entulhos. Por se tratar de um animal dócil, serviria às crianças com algum tipo de deficiência, já que

O

a terapia equina vem obtendo ótimos resultados. Mas nunca sabemos ao certo o destino de um burro. Para ser sincera, jamais havia pensado nisso até aparecerem as rifas em minha mão. Caso me liguem comunicando que sou eu a sorteada, terei que me assentar na cadeira, respirar fundo e pensar no que fazer com ele – colocá-lo próximo a minhas galinhas felizes, já que tenho um galinheiro com 20 galinhas terminantemente proibidas de virar comida? E os cachorros? Constantemente estão caçando encrencas com gatos vizinhos, gambás noturnos, camundongos e pombas que, porventura, vêm parar no jardim. Como explicar a eles a vinda desse novo ser, enorme, orelhudo, cheio de carrapatos, que zurra e ainda por cima dá coices? Antes que eu seja pega de surpresa, solicitei ao “doutor Google” algumas informações básicas, e fui prontamente atendida: Reino: Animalia; Filo: Chordata; Classe: Mammalia; Ordem: Perissodactyla; Família: Equidae; Gênero: Equus; E s p é c i e : E q u u s asinus x Equus cabalus. Hum… Então tá.

E continuo minha pesquisa: “Burro é o nome dado ao filhote macho do cruzamento entre o jumento, também chamado de asno ou jegue, com a égua, ou cavalo fêmea. Quando se trata de uma fêmea resultante desse cruzamento, falamos em mula. Como são indivíduos resultantes do cruzamento entre espécies com número de cro-

mossomos diferentes, burros e mulas tendem a nascer estéreis”. Hum… Sei. Pelo que entendi, então, meu burro não poderá namorar com a mula, pois ambos não conseguem cruzar – quer dizer, talvez sim, só não dá pra fazerem burrinhos ou mulinhas por aí. E continuo tentando

compreender esse imbróglio. Segundo o “doutor Google”, “os burros se apresentam mais parecidos com os cavalos do que com os jumentos”. E eu achando que burro e jumento fossem a mesma coisa. Mas deixa pra lá, tanto faz, já que não tenho a menoooor intenção de criar jumentos, mulas, jegues, asnos ou cavlos em casa. Apenas

o burro – caso eu seja a sorteada, claro! “Sua longevidade permite-lhes trabalhar por mais de 35 anos, e apresentam inteligência superior à de seus primos, os cavalos”. Opa! Se os bichos são tão inteligentes assim, por que os seres desprovidos de Q.I. são chamados de burros? E olha que os cavalos já são inteligentes pra burro! Imagina os burros? Enfim, tudo resolvido. Lugar e alfafa pra ele eu dou um jeito. Só não me responsabilizo pelos cães. Mas isso é uma questão de tempo, acredito. Caso eu seja sorteada, gostaria de contar com vocês, leitores, para me ajudarem a escolher um nome bem bonito para ele. Mas já adianto: nada de Mimoso, Pompom, Loirinho ou algo que deprecie sua condição de burro, tipo “seu burrinho!”. Seu nome deve ter personalidade, postura, presença! Pois, como já sabemos, burros são inteligentes pra burro! Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO

O QUE VOCÊ QUER SABER SOBRE MINAS, O BRASIL E O MUNDO ESTÁ EM OTEMPO.COM.BR !"##"$"$%&'"$(")*+,-./)01. • Informação com credibilidade • Notícias em tempo real • Cenário político e econômico • Mundo dos esportes • Opinião • Programação cultural diversificada • Coberturas especiais • Rádio Super Notícia 91,7 FM • E muito mais!

otempo.com.br

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@otempo

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WFórum em BH. Douglas Trent, um ‘mineiricano’ que adora pássaros. Página 10 WCinco mais. Passeios inusitados misturam drinks com pedaladas. Página 12 pampulha

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Aposta na natureza Ilha de São Miguel, a maior de um conjunto de nove em Açores, oferece banho em águas termais vulcânicas, trilhas, paisagens de tirar o fôlego e monumentos históricos. Páginas 4 a 7

FABER/AZORESPHOTOS.VISITAZORES/DIVULGAÇÃO AÇORES

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W2 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 26 de agosto de 2017

paulo campos paulocampos@otempo.com.br

Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super

Wsala vip (I) Porto de Galinhas com esquete e sessão de cinema PortodeGalinhasfoipararliteralmentenastelasdeumcinema na última semana. É que a Associação dos Hotéis de Porto de Galinhas (AHPG) e o Porto Galinhas Convention & Visitors Bu-

reaurealizarammaisumaedição do Cine Porto para os agentes de viagens, com apresentação bem-humorada do destino pelo comediante Adriano Cabral e sessão do filme “Planeta dos Macacos: A

Guerra”. Desde maio, um grupo de empresários colocou o pé na estrada para divulgar os atrativos do mais famoso balneário pernambucano. O evento já passou pelo Uruguai (Montevidéu), pela Argentina

(Buenos Aires, Córdoba e Rosário), pelo interior de São Paulo (São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e Campinas) e pelo Rio de Janeiro. As próximasparadassãoemPortoAlegre (RS), São Paulo e Santos,

São José dos Campos (SP), Brasília (DF) e Goiânia (GO). Minas Gerais é hoje, segundo Otaviano Maroja, presidente do Porto de Galinhas CVB, o segundo destino emissor para obalneário,quesónoanopas-

sadorecebeucercade1,2milhão de turistas e teve ocupação hoteleira média de 66%, um recorde para um ano de crise. O destino é também o quinto no Brasil mais visitado por turistas estrangeiros. FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Rodney Gosling, Otaviano Maroja (Porto de Galinhas CVB), Marcos Tiburtius (Abih-Porto), Júlio César e Artur Marques

Karine e Vitor Linhares (Out Trip Turismo), Lilian Pires (operadora Greentours) e Rodrigo Baia (agência Terra Brasilis)

Viviane Ferreira e Juliana Giovannini (VS Viagens), Matilde Lopes e Leandro Vieira (Lextour|) e Ana Paula Martins (Trend)

Geizianne Ribeiro e Luís Carvalho (My Travel), Marina Lima e Vivian Ambrósio (Roteiros Tour) e Luís Carlos (Destaque)

Carolina Linhares, Márcia Gama e José Fernando (Visual Turismo) com Ana Claudia Scarpelli e Leonardo Marinho (Hotel Consulte)

Os agentes de viagens Ludmilla Meireles, Fátima Queiróz, Gioconda Campos e Mário Carvalho (da Atrium Turismo)

personagem da semana ARQUIVO PESSOAL

No ano passado, o Texas Tourism lançou um site em português. Quais são as próximas ações para atrair os brasileiros?

Morgan Taylor,

diretora de marketing do Tourism Texas, órgão oficial de turismo do Texas, fala das opções de diversão no Estado norteamericano, que hoje é servido de voos diretos de Rio e São Paulo para Dallas, Forth Worth e Houston; o Tourism Texas tem desenvolvido ações para levar mais brasileiros para os EUA

O Tourism Texas fez um road show recentemente no Brasil. Como foram esses eventos? Os eventos aconteceram em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, mercados que estão mandando cada vez mais turistas ao Texas. O Brasil tem voos diretos de São Paulo e Rio para Houston e Dallas, então aproveitamos esse road show para introduzir e promover o Estado para os agentes de viagem e as OTAs e os resultados foram muito positivos.

O que o Estado norte-americano tem a oferecer aos visitantes brasileiros? O Texas tem viagem para qualquer tipo de turista: praias, cidades cosmopolitas, montanhas, parques nacionais, cavernas, rio, passeios de aventura, experiência de caubói, cânions, tour

em cervejarias e vinícolas, comida tex-mex, gastronomia, esportes, parques de diversão e parque para pessoas com necessidades especiais, como o Morgan’s Wonderland, em San Antonio. Não importa o tipo de turista que você é, o Texas sempre vai ser a opção perfeita.

O Texas é geralmente associado à cultura do cowboy. O Tourism Texas quer desassociar o destino dessa ideia propagada principalmente pelo cinema? Não, estamos felizes por ser o destino caubói, e as pessoas vêm para o Texas procurando por uma experiência desse estilo. Mas o Texas não é só o caubói, o Texas é esporte, aventura, vida noturna, gastronomia e muito mais. Nós queremos ser conhecidos por ser um lugar completo.

O site tem informações que ajudam os brasileiros a acharem o destino perfeito no Texas, mas nós estamos promovendo, junto aos nossos parceiros do Brasil, uma infinidade de opções que os brasileiros podem encontrar no Texas, compartilhando as experiências e facilidades do Estado, com intuito de atrair mais brasileiros. Um exemplo disso são os voos que fazem conexão em Dallas e Houston por algumas horas. Nós estamos encorajando os brasileiros a aproveitarem a conexão e tirarem uns dias para visitar a cidade e seus arredores.

Para o brasileiro que gosta muito de fazer compras nos EUA, qual vantagem o Texas leva em relação a Miami? No Texas, as compras têm tax free, ou seja, o cliente recupera o valor dos impostos. É simples e leva 15 minutos para ter o seu dinheiro de volta. Então, para os brasileiros é mais econômico comprar no Texas, e também temos todas as marcas que eles amam. A qualidade da mercadoria é superior no Texas do que em outros Estados, até porque o Texas inventou o shopping.

Quantos brasileiros visitaram o Texas no ano passado e quais as expectativas de crescimento para os próximos anos? Essa informação nos é passada pelo US Commercial Services (Serviços Comerciais dos Estados Unidos) e nós estamos aguardando os números finais. Não há dúvida que houve queda no número de brasileiros que visitaram o Texas em 2016, mas isso, com certeza, pode ser associado ao sucesso dos jogos Olímpicos. Nós, e a maioria dos destinos norte-americanos, esperávamos que os brasileiros fossem remarcar suas viagens para aproveitarem a chance de verem os jogos no próprio país. O número de brasileiros no Texas em 2017 aumentou, mas não temos esse número atualizado.

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Depoisdedez anosemuma casa naMajor Lopes,a CI Intercâmbioe Viagens mudade endereço(rua Lavras 348, loja1)e padroniza seu layout. Paracomemorara mudança, reuniu amigose clientes emcoquetel prestigiadíssimona nova casa,que está bemmaisbonitae moderna. FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Os diretores da CI Intercâmbio e Viagens – Victor de Andrade, Vanessa Lana e Danielli Tavernard – com o proprietário da rede, Victor Hugo Baseggio (2º à esq.) e Filipe Fortunato (diretor comercial de franquias)

Quais as opções de voos do Brasil para Austin ou Dallas? Nós temos voos de São Paulo para Dallas/ Fort Worth operados pela American Airlines e, em dezembro, vamos contar com um novo voo AA saindo do Rio de Janeiro também. Temos ainda voos diários saindo do Rio de Janeiro e São Paulo para Houston, pela American Airlines. Nós temos o Texas perfeito para você, o seu Texas, então venha, nos visite e vamos descobrir qual é o seu #TexasToDo.

Júnior Azadinho, Heider Ferreira, Márcia Batista, Carolina Liberato e Leonardo Vanucci, equipe da CI Savassi


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte

26 de agosto de 2017


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turismo BRUNO ROSA/AGÊNCIA O GLOBO

Portugal

Descobrindo Açores de tirar o fôlego Ilha de São Miguel, a maior do arquipélago, é opasseio perfeito para quem busca tranquilidade em meioa belas paisagenscomdireito a vista exclusiva para o Atlântico BRUNO ROSA/AGÊNCIA O GLOBO

Ermida da Nossa Senhora da Paz encanta pelo visual

É possível contornar a Lagoa Verde pedalando em meio à natureza BRUNO ROSA/AGÊNCIA O GLOBO

Bruno Rosa

Agência O Globo

As exuberantes lagoas vulcânicas e uma geografia de tirar o fôlego fazem do arquipélago dos Açores o lugar ideal para quem busca férias sustentáveis com a intenção de contemplar a natureza preservada. Localizado no meio do oceano Atlântico, a pouco mais de duas horas de avião de Lisboa, esse conjunto de nove ilhas portuguesas vem chamando a atenção de turistas por sua gastronomia peculiar, piscinas de águas termais e miradouros que revelam cenários completamente verdes, sem a interferência do homem. A principal ilha dos Açores é São Miguel. No ano passado, foi o destino de quase 60% dos 591 mil turistas que chegaram ao arquipélago em busca de dias tranquilos. A capital, Ponta Delgada, tem o maior aeroporto da região e começou a ser habitada pelos portugueses a partir de 1400. Por lá, passaram também flamengos e espanhóis, conferindo, à parte dos nativos, um sotaque peculiar, às vezes quase difícil de entender. São Miguel se formou por três grandes explosões, iniciadas há mais de oito milhões de anos, resultando nas principais áreas da ilha

– e formando seus pontos turísticos mais famosos: as lagoas da Bacia das Sete Cidades, de Fogo e de Furnas. Em meio ao verde, São Miguel tem muitas opções para quem busca atividades esportivas. É possível descer do alto das montanhas e chegar ao pé de lagoas via trilhas demarcadas e organizadas em passeios que podem, facilmente, levar até cinco horas. Há dezenas de empresas que oferecem serviços para ciclismo, canoagem, montanhismo e caminhada. Para quem conhece Portugal, a ilha tem um clima que se assemelha às vilas ou às aldeias do continente. Embora seja a maior dos Açores, São Miguel tem só 15,8 km de largura – no alto das maiores montanhas é possível ver a imensidão do oceano dos dois lados. De comprimento, são 62,1km.

Miradouros secretos Andar pelas estradas é parte do passeio. As hortênsias coloridas decoram as vias e revelam dezenas de miradouros secretos que se abrem para paisagens que parecem pinturas. Há muitas belas praias, quase todas desertas, que compõem o visual rústico da ilha. Como não há sistema de transporte público voltado aos turistas nem motoristas de Uber, alugar um car-

Vulcão Aventura. Em frente à Ilha de São Miguel, há o ilhéu de Vila Franca do Campo. A dez minutos de barco, o vulcão inativo formou uma piscina natural no meio do oceano, uma opção imperdível para nadar e praticar mergulho com segurança e passar o dia. O local faz parte do Red Bull Cliff Diving, de pulo radical.

ro é essencial para aproveitar São Miguel. Mas, como a ilha tem um ar de interior, é preciso ter atenção, ao dirigir, à estradas que sobem pelas montanhas e às vacas no meio da rua – dizem, aliás, que esses animais na ilha são em maior número que os quase 70 mil habitantes. Há opções variadas de hospedagem: de pequenas albergarias de Ponta Delgada a resorts luxuosos na Ribeira Grande. O clima é bem instável. Sol e chuva se alternam constantemente, e nuvens se formam e desaparecem num piscar de olhos. Para conhecer São Miguel, o ideal é passar de quatro a cinco noites. Para ir às outras ilhas, reserve de dois a três dias para cada. O serviço de transporte marítimo entre as ilhas não faz muitas viagens.

Há voos diários para São Miguel, partindo de Lisboa e Porto. Mas pode ser caro, se o bilhete não for comprado com antecedência Centro da ilha de São Miguel, Porto Delgado conserva arquitetura típica TURISMO AÇORES/AZORESPHOTOS.VISITAZORES/DIVULGAÇÃO

Em frente a São Miguel, passeio de barco leva a illhéu de Vila Franca do Campo opção para praticar mergulho


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte

26 de agosto de 2017

Passeios

Parques termais junto a construções seculares Centro histórico dePonta Delgada tem fortes militares erguidoshámais de 500anos pelos portugueses; parada imperdívelé mergulho comgolfinhos e banho emfontes FOTOS BRUNO ROSA/AGÊNCIA O GLOBO

Parque da Caldeira Velha conta com piscinas naturais com águas aquecidas, ideais para refrescar em meio à mata

Bruno Rosa

Agência o Globo

Relaxar em parques com fontes de águas termais, observar baleias em alto-mar e visitar fábricas artesanais de chá e licores. Não falta programação na ilha de São Miguel, com belas ermidas, miradouros no meio da estrada e fortes militares construídos pelos portugueses há mais de 500 anos para proteger o arquipélago de invasores. Na capital, Ponta Delgada, o centro da cidade é repleto de monumentos históricos com a típica calçada portuguesa. O ideal é andar pelas ruelas, começando pelo monumento Portas da Cidade, construído no século XVIII, e contemplar as igrejas de São Sebastião e São Pedro, que unem referências góticas, manuelinas e barrocas. Bancos, lojas, mercados e hotéis conservaram o mesmo padrão arquitetônico, mantendo, assim, as características originais da região e dando um visual especial à cidade.

vação equipados com canhões para o Atlântico. As observações de baleias e golfinhos são o passeio mais procurado na região: custa a partir de € 25 e dura cerca de duas horas. É possível avistar mais de dez cetáceos, em média. Os golfinhos aparecem o ano todo e o fluxo migratório das baleias é entre abril e outubro. Outra parada imperdível é se banhar em um dos parques com fontes de águas termais, que contam com propriedades terapêuticas pela alta concentração de ferro, minérios e sais minerais. Perto da lagoa do Fogo, há a Caldeira Velha, no Parque Natural de São Miguel (entrada a € 2). Em seu interior, é possível desfrutar de piscinas com águas aquecidas e relaxar. Na lagoa das Furnas, é possível desfrutar também de outra fonte de água quente, cujo vapor vem do vulcão do lugar. Na bela Poça da Dona Beija (entrada a € 3), os turistas se apertam nas cinco piscinas.

Conheça Fabricas de chá. São Miguel também é conhecida por seus chás, com plantações que datam do século XIX. As mais tradicionais são as das empresas Porto Formoso e Gorreana, localizadas uma ao lado da outra. As duas oferecem visitas guiadas por suas fábricas. Mulher de Capote. Mas há opções também para quem aprecia os destilados. A dica é visitar a fábrica da Mulher de Capote, que mantém um sistema de produção artesanal. Com 800 mil litros envasados por ano, há muitos sabores inusitados, em especial licores de leite e frutas típicas da região, como banana, maçã e abacaxi. Entre as centenas de miradouros, não deixe de ir ao Farol do Arnel, onde é possível ver um dos faróis mais bonitos da ilha.

Em alto-mar Separe um tempo para contemplar o Forte de São Brás. O local, cuja entrada é gratuita, guarda um museu para os amantes da guerra, com modelos de tanques e carros que foram usados em combates portugueses, nas antigas colônias africanas, como Angola, Moçambique eGuiné. Hápontosde obser-

Museu militar, Forte de São Brás, retrata a história das guerras na África


W6 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 26 de agosto de 2017

Nordeste

Novas rotas partindo de BH A Azul passará a oferecer, em dezembro, três novas rotas partindo do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte para Fortaleza, Maceió e a inédita Jericoacoara. Com isso, a companhia soma 42 destinos a partir a capital mineira (incluindo os internacionais Buenos Aires e Orlando), em cerca de 80 decolagens por dia no aeroporto.

Nordeste (II)

Jericoacoara pela 1ª vez Jericoacoara receberá o primeiro voo da Azul partindo do aeroporto de Belo Horizonte em 15 de dezembro, dando início às operações sazonais ao destino, que terá frequências em três vezes por semana: terças, quintas e domingos. Os voos acontecerão até 4 de fevereiro e terão conectividade com outros destinos. Acesse voeazul.com.br.

turismo

Exploração

Na garganta de vulcões e lagoas que guardam contos de amor e dor Estruturas geológicas formam um dosprincipais atrativos de São Miguel, queainda abriga lendas que podem inspirar ou apavoraros turistas Bruno Rosa

Agência O Globo

Não é todo dia que se pode admirar crateras de vulcões ativos em uma ilha pouco explorada no meio do Atlântico. Como estão sem erupções há milhares de anos, essas estruturas geológicas tornaram-se exuberantes lagoas de água doce pelas mãos da própria natureza. Hoje, três dessas áreas – Sete Cidades, Furnas e Fogo -– formam a principal atração turística de São Miguel, nos Açores.

O ideal é conhecer uma dessas áreas por dia. Por lá, é comum o tempo mudar a cada meia hora. A brincadeira entre os açorianos é que é normal presenciar as quatro estações em apenas um dia em São Miguel. A opulência da Bacia das Sete Cidades, eleita uma das Sete Maravilhas de Portugal, é resultado de quase 20 erupções em 5.000 anos – a última fase do colapso ocorreu há cerca de 16 mil anos, segundo o Instituto de Investigação em Vulcanologia dos

Açores. As lagoas mais famosas são a Azul e a Verde, que se comunicam entre si.

Lágrimas tingem as lagoas Diz a lenda que a princesa do reino das Sete Cidades apaixonou-se por um pastor. O amor foi proibido por seu pai. Mas eles marcaram um último encontro de despedida e choraram. De seus olhos azuis, surgiu a lagoa Azul. Das lágrimas do pastor de olhosverdes surgiua outra lagoa.Emboranãotenham ficado juntos, o amor deles ficou ali, marcado para sempre – diz o guia Rodrigo Viveiros. Mas se você não acreditar nisso, há uma explicação química. Uma tem mais algas que a outrae,por ser menosprofunda, reflete o verde. A principal parada de Sete Cidades é o Miradouro da

Vista do Rei. Aproveite para se deleitar e apreciar a paisagem. Do outro lado da rua, um hotel abandonado há mais de 20 anos atrai os visitantes mais curiosos. Ao pé das duas lagoas, é hora de aproveitar as águas geladas e praticar algum esporte. Empresas montaram estandes ali e oferecem atividades aquáticas a partir de € 15. O clima de mistério toma conta da lagoa de Santiago, que era chamada antigamente de lagoa do Inferno por apresentar coloração preta – tinha essa tonalidade devido à quantidade de rochas escuras. O local ganhou o nome do santo porque os moradores rezavam a Santiago pedindo proteção, com medo de que aparecessem demônios.

Monumento, uma espécie de portal, é ponto de partida para o passeio por Ponta Delgada, capital de São Miguel

Serviço Avião. A TAP oferece voos para Ponta Delgada. Com escala em Lisboa, o trecho Rio-Ponta Delgada sai a partir de R$ 5.725 com taxas. Tarifa pesquisada para a última semana de setembro. Carro. Em Ponta Delgada, é preciso alugar um carro. No aeroporto, há várias opções, com diárias que começam em 36,85 euros. Hospedagem. Diárias a partir de 148 euros na época da baixa e 248 euros na alta estação (junho a setembro). www. pedrasdomar.com. Os cozidos de Furnas se desfazem na boca: prato é famoso nos Açores


turismo

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FOTOS BRUNO ROSA/AGÊNCIA O GLOBO

Lagoa do Fogo é uma das maiores da ilha, procurada por quem gosta de trilhas

Entre fumarolas e cachoeiras pelas vielas históricas Das fumarolas – vapor com cheiro de enxofre –, a mais famosa está às margens da Lagoa das Furnas. É lá que os restaurantes depositam, na noite anterior, em panelas lacradas, legumes, batatas e carnes, em buracos cavalos no solo. Ficam lá cozinhando por até oito horas, de forma natural, apenas com o vapor cuja temperatura chega a 80°C. E uma das atrações é observar a retirada dessas panelas. Por isso, o ideal é chegar antes do meio-dia. É nessa hora que os alimentos são levados para os restaurantes da região. Furnas tem ainda o Parque Mata-Jardim José do Canto, de meados do século XIX. Na entrada, às margens da lagoa, está a escultura “Gandalf das Furnas”, do artista Emmanuel Courtot, que retrata o clima bucólico da área, ideal para um piquenique. Dentro do parque (ingresso: € 3), o passeio mais procurado é a

trilha até a cachoeira Salto do Rosal, em um percurso de cerca de uma hora. No caminho, a capela de Nossa Senhora das Vitórias, em estilo neogótico, contrasta com as enormes sequoias e azinheiras. Evite ir lá se estiver chovendo. Na área central da ilha de São Miguel, a lagoa do Fogo registrou suas últimas grandes erupções em torno de 1560. Chegando a um dos pontos mais altos da região, na estação emissora do pico da Barrosa, se tem a incrível experiência de avistar o oceano dos dois lados da ilha. Ali perto está o miradouro da Barrosa, que vale a parada. Dá para apreciar a lagoa e descer até sua margem por longa e íngreme trilha. É só estacionar o carro, colocar o tênis e descer. Mas o trajeto é longo e pode levar mais de duas horas em cada uma das direções. Por isso, acorde cedo e divirta-se. (BR/AG)

Outro lado Lagoa de Furnas. Na região, a dica é começar o passeio pelos miradouros. O do Pico do Ferro é o mais famoso e conta com estacionamento de fácil acesso. A sugestão é chegar cedo para garantir uma boa foto. Mais adiante, o miradouro do Salto do Cavalo guarda uma vista espetacular da cidade e da lagoa. Como são áreas bem rurais, o ideal é se manter nas vias principais. Na descida às margens da lagoa, o turista percebe dezenas de áreas de vapor saindo do chão com leve cheiro de enxofre. São as fumarolas.

O Gandalf das Furnas, às margens da lagoa, serve de cenário para fotos

Fumarolas de Furnas atraem turistas que querem ver como o vapor cozinha

Especiarias da terra, com cozidos e queijos exóticos A gastronomia nos Açores tem peculiaridades que merecem ser experimentadas. Pelos ingredientes locais e pelas tradições no preparo, comer é uma das melhores aventuras do arquipélago. Os cozidos de Furnas são o prato mais famoso dos Açores. E agradam até aqueles que dão preferência às frituras. Carne de boi, de porco, legumes e batatas são cozinhados juntos por horas em uma panela colocada em um bura-

co debaixo da terra, que chega a 80°C apenas com o vapor que vem das profundezas do planeta. No restaurante Terra Nostra, a combinação cria um tempero natural e único, que nasce da mistura dos próprios alimentos. A carne se desfaz na boca. E que tal experimentar queijos dos Açores com abóbora de entrada com um pão de levedo, que leva mais de sete horas para ser preparado? No Restaurante do hotel Pedras do Mar é possível. Lá ainda

tem pastel de nata salgado feito de massa folhada com recheio de morcela (chouriço) e toque de purê de maçã e mostarda. ORestaurante/Lounge Anfiteatro criou uma combinação que une ainda picles de beterraba, abóbora, couve-lombarda e alcatra, o corte mais tradicional da Ilha da Terceira, que é cozinhado por horas. Na casa, a dica é experimentar os sucos com gengibre e especiarias locais. (BR/AG)

Day use

Hospedagem a partir de R$ 119 O hotel Linx Confins oferece pacotes especiais no day use. Próximo ao aeroporto de BH, o hóspede tem à disposição excelentes acomodações e pode utilizar academia, restaurante e Wi-Fi gratuito. As diárias estão a partir de R$ 119. O hotel disponibiliza transfer gratuito a cada meia hora entre o hotel e o aeroporto. Mais informações (31) 3689-2600, LINX CONFINS/DIVULGAÇÃO

Day use (II)

Ofertas para curtos períodos Além da diária tradicional, o Linx Confins oferece períodos de 3, 6 e 12 horas de hospedagem, sempre entre 6h e 22h (após 22h já é cobrada uma diária completa). É uma ótima saída também para quem precisa embarcar em voos fora do horário comercial, ou seja, muito cedo ou tarde da noite. O ideal mesmo é se hospedar um dia antes de viajar.


W8 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 26 de agosto de 2017

turismo FOTOS COSTA BRASILIS/DIVULGAÇÃO

Costa Brasilis tem edificações que remetem à cidade de Paraty

Costa do Descobrimento

Área de lazer do resort, com a piscina principal

Para se deleitar com pratos requintados Costa Brasilis, resortall inclusive, participa do II Festival daLagosta compratos exclusivos; evento vaiagitar a charmosaviladeSantoAndrénoferiadodaIndependência Da Redação

Serviço Costa Brasilis. O resort baiano possui 122 apartamentos distribuídos em bangalôs e edificações temáticas, que lembram o centro histórico de Paraty, a réplica de um mosteiro com azulejos pintados à mão e uma vila de pescadores.

Costa Brasilis servirá ceviche de lagosta preparado pelo chef Vladmir Silva

Central de Reservas. (21) 4020- 4140 Na internet. É possível conhecer mais sobre as instalações do resort em costabrasilis.com.br e facebook.com/pages/CostaBrasilis- Resort/ ou instagram/costabrasilis Outra especialidade do resort all inclusive será o espaguete de lagosta

A vila de Santo André, no Sul da Bahia, vai receber o II Festival da Lagosta. O evento, que acontece entre 7 e 10 de setembro, terá a participação do Costa Brasilis – na verdade, o evento nasceu de uma ideia criada pelo resort há um ano e que se espalhou pela Costa do Descobrimento –, que elaborou cardápio especial com essa iguaria, buscando agradar a todos os paladares. Os pratos foram elaborados pelo coordenador de alimentos e bebidas do resort, Kaled Mansur, com o apoio do chef Vladimir Silva. Eles serão servidos pelo bufê self-service do restaurante Caravelas e também no bistrô El Floridita. No ano passado,a primeiraedição dofestival aconteceu no período de 20 a 27 de novembro, numa

Os chefs prepararam pratos como o escondidinho de lagosta a lagosta à especiaria flambada na cachaça ao molho de manteiga de caju,dentre outros iniciativa do Costa Brasilis, e se estendeu por nove restaurantes do vilarejo. Desta vez, durante o festival, o resort all inclusive oferecerá uma série de atrações para os hóspedes, que vão desde gincanas e brin-

cadeiras para adultos e crianças, passando pelos jantares temáticos até chegar aos sorteios de brindes exclusivos. Além disso, a equipe de recreadores do Costa Brasilis preparou uma programação especial por conta do feriadão da Independência do Brasil. “Tudo foi pensado para proporcionar aos hóspedes um feriado prolongado com muita diversão e degustação de vários pratos diferentes de lagosta, uma das iguarias mais saborosas e desejadas. Tenho certeza que nossos clientes ficarão muito satisfeitos com a programação e o cardápio especialmente preparados para o período”, afirma Uberto Molo, CEO do Grupo Samadhi Hotels, que administra o empreendimento.


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte

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turismo JOÃO MARCOS ROSA/IEF

DOUGLAS TRENT/DIVULGAÇÃO

RPPN

Parque Natural

Feliciano Miguel Abdala. Em cerca de 300 m, em meio à floresta da Mata Atlântica, “essa reserva espetacular não só tem grandes pássaros, mas grandes primatas, incluindo o Muriqui do Norte (foto)”, diz Trent, uma das maiores espécies de macaco da América.

Serra da Canastra. É possível avistar espécies raras de pássaros, assim como os lobos-guará (foto) e a raposa sul-americana. A região ecoturística tem mais de 200 mil hectares em seis municípios: São Roque de Minas, Vargem Bonita, Delfinópolis, Sacramento, São João Batista do Glória e Capitólio. YOUTUBE/REPRODUÇÃO

Ecoturismo

Evento

Rei dos pássaros

Fórum. Urgências Climáticas, Inovação, Mercados Sustentáveis e Futuros Possíveis é o tema do 10º Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável

escolheu BH para morar

Quando. 29/8, das 9h às 18h

Douglas Trentfalacomorgulhoqueéum“mineiricano”, explicacomooBrasilpoderiadesenvolverseupotencial paraoturismoecológicoecitaoscincomelhoreslugares emMinasGeraisparaocontatodiretocomanatureza

Local. Fundação Dom Cabral, campus Aloysio Faria, Alphaville, Lagoa dos Ingleses – Nova Lima Inscrições. Gratuitas, pelo site www.sustentar.net.

Paula Coura Desde que se formou em biologia, no início da década de 80, o norte-americano Douglas Trent sabia que queria viajar o mundo e explorar as diversas espécies. Juntou suas coisas em uma mochila e partiu rumo à América Central, vindo parar no Brasil, bem no coração do Pantanal. Naquela época, ele fundou uma das primeiras agências de turismo ecológico do país e trazia conterrâneos para visitar os exemplares tipicamente brasileiros. Morando em Belo Horizonte, o “mineiricano” – como Trent mesmo se intitula aos amigos – considera a capital mineira uma excelente cidade para se viver, justamente pela oportunidade do contato direto com a natureza e, principalmente, com os pássaros, uma de suas paixões. No próximo dia 29, ele ministra uma palestra em Belo Horizonte no Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável,

Entrevista Já há muitos anos o senhor idealizava o turismo ecológico, trazendo norte-americanos para conhecer o Brasil. O que mudou daquela época para os dias de hoje? Houve uma série de mudanças desde que criei o Focus Tours e comecei a orientar visitas ao Pantanal, em 1981. Tinha a única empresa de ecoturismo à época. Vi os mercados de peles de animais e o policiamento fazer parar o comércio de aves, além de um aumento nas populações de onças, lontras e araras. Vi muitas florestas antes de serem convertidas em pastagens e as pontes na Transpantaneira passarem de um desastre para as bem-conservadas que temos agora.

O senhor acredita que o Brasil explora mal seu potencial turístico ecológico? O Brasil estáaSantuário do Caraça abriga mais de 460 espécies de aves em Minas Gerais

em que explica que a sustentabilidade se baseia em três pilares: social, econômico e proteção da natureza. Aficionado por pássaros, Trent cita os cinco melhores lugares de Minas Gerais para observação de aves. O

primeiro deles é o Parque Natural do Caraça, com mais de 460 espécies. O santuário do Caraça fica entre os municípios de Barão de Cocais, Santa Bárbara, Catas Altas, Mariana, Itabirito e Ouro Preto.

trás da África e de outros lugares do mundo em termos de hospedagem para avistar a vida selvagem, de serviço, de língua inglesa e conhecimento da vida selvagem local. Na África, onde essas pousadas de alto nível são o padrão, é difícil iniciar um negócio de ecoturismo baseado na comunidade. No Brasil, pelo contrário, há oportunidades que não são

DOUGLAS TRENT/DIVULGAÇÃO

exploradas, e não demora para que os estrangeiros venham e as criem.

Como foi participar do “Living with the Jaguars” (documentário que mostra a vida das onças-pintadas no Pantanal)? A Focus Tours tem se preocupado com as equipes de cinema desde meados da década de 80. Assisti a programas da BBC filmando no Brasil, Arte France, televisão pública alemã, Jack Hanna Animal Adventures e outros. Tenho reputação internacional como o cara para trabalhar com filmes da natureza.

Depois de tantos anos morando em Belo Horizonte, o que mais te agrada na cidade?Eu falo aos meus amigos que sou um “mineiricano”. O clima é bom, as pessoas são amigáveis e tenho muitos amigos brasileiros e gringos. Eu vejo bons pássaros na minha varanda, na região da Serra, onde coloco comida para eles. Adoro o Mercado Central e o parque de Mangabeiras. Depois de anos bebendo “água com xixi”, agora temos cervejas reais e artesanais. BH é um centro de boa cerveja.

De que maneira o setor turísti-

co pode explorar economicamente o turismo ecológico em harmonia com o meio ambiente? Turismo em massa no Rio de Janeiro e o de negócios, em São Paulo, não podem ser chamados de ecoturismo. No ecoturismo há passeios pela natureza que não prejudicam o meio ambiente e proporcionam benefícios para a comunidade local, inclusive financeiros. Esse tipo é raro no Brasil.

Sobre o fórum de desenvolvimento e sustentável, quais as contribuições que esse debate pode trazer para a ecologia? A sustentabilidade está em três pilares: social, econômico e proteção da natureza. Se tivéssemos um mundo sustentável, a pobreza seria reduzida, as empresas, bemsucedidas e a natureza, preservada e protegida. Precisamos organizar a sociedade com base nos princípios da ecologia. Dentre eles, estão as redes – já que estamos todos conectados – os fluxos, os ciclos, o codesenvolvimento e o balanço dinâmico, que é a relação entre presa e predador, que deve estar equilibrada. DOUGLAS TRENT/DIVULGAÇÃO

Raridades

Em casa

Parque Natural Serra do Cipó e Conceição do Mato Dentro. Tem várias espécies de aves, dentre elas a borralhara-assobiadora (foto), que são encontradas no parque na Serra do Cipó. A cidade de Conceição do Mato Dentro tem inúmeras áreas florestais com boas acomodações.

Melhor lugar. É só começar a prestar atenção aos pássaros que consegue avistar em casa. A saúde física e mental melhoram com esse aprendizado que, segundo Trent, é uma forma ativa de conexão com à natureza. Cada cidade brasileira tem entre 250 e 450 espécies de aves. Na foto, a saíra-lagarta.


turismo

11 W O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 26 de agosto de 2017

sala vip (II) Avianca inaugura voo direto BH-São Paulo W Em solenidade no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, no último dia 21, a Avianca lançou o voo di-

reto que liga a capital mineira a São Paulo. Depois de batizada com jatos de água, a aeronave decolou às 10h30, aterrissando

em Guarulhos às 11h50. O primeiro voo já tinha decolado bem cedinho, às 6h. O evento contou com as presenças do vice-

presidente Tarcísio Gargioni, que veio no voo que saiu de São Paulo às 8h35, operado por um A230.

Serão quatro voos diários em horários bem distribuídos (6h, 10h30, 14h50 e 18h45). Gargioni disse que não era só

um retorno a BH, mas uma “retomada de maneira consistente, adequada ao mercado mineiro.”

FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Guilherme Brito (BH Airport), Henani de Castro (BH CVB), Andréa Fonseca (BH Airport), José Mauricio (Abav-MG) e Antônio de Pádua (Skal)

Rodrigo Napoli, Marcelo Figueiredo, Tarcísio Gargioni (vice-presidente), Marcius Moreno e Leandro Castro, da equipe da companhia aérea Avianca

Batismo da aeronave, Airbus320, com jatos d’ água na pista, na chegada ao aeroporto de BH

Os sempre presentes Thiago Benfica, Júlio Machado e Bruno Ribeiro (equipe da CVC Minas)

Luis Claudio Barros (Visual), Ana Paula Chagas (Flyvip), Luís Fernando e Elisa Vale (Snow)

Os executivos Kouros Manadjemi (diretor) e Álvaro Cotta (Liga Nacional de Basquete)


W12 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 26 de agosto de 2017

turismo NASHVILLE PEDAL TAVERN/DIVULGAÇÃO

Tiradentes

Museu recebe obras sacras O Museu de Sant’Ana, na histórica Tiradentes, comemora três anos de abertura, recebendo a exposição inédita “Santas Mulheres: As Heroínas da Fé”. A mostra reúne imagens de artistas populares e eruditos, como Aleijadinho, Mestre Piranga, Frei Agostinho de Jesus e Francisco Vieira Servas. A exposição já pode ser vista a partir deste sábado até o dia 6 de novembro. A entrada no museu é gratuita. ICFG / DIVULGAÇÃO

Pelo mundo

‘Bike beers’ são nova sensação Várias cidades turísticas já contam comesseinusitado passeio, quedá ao visitantea possibilidade de pedalar, enquantocurte a viagem alcoólica Da Redação Para quem não abre mão de passeios inusitados e de uma bebidinha especial durante as viagens, várias cidades turísticas do mundo já têm oferecido serviço de itinerante de bar. Montado geralmente em uma bicicleta ou veículo similar movido a força humana, as engenhocas têm chamado a atenção. Seja na América do Norte ou pela Europa, passando pela América do Sul, não importa a bebida – cervejinha, drinques e até mesmo um vinho. O principal é não deixar de

pedalar e curtir o visual de uma maneira mais relaxada. Os preços das atrações variam muito de lugar para lugar, mas, em média, custam entre R$ 70 e R$ 80 e transportam de 12 a 18 pessoas. Nesta página, fizemos uma seleção de alguns desses verdadeiros bike beers para quem quiser se jogar nesse passeio nada convencional. Haja perna, estômago e fôlego para encarar a viagem, que dura, em média, de 1h a 1h30. (Com Agência O Globo)

O lado boêmio do Tennessee Estados Unidos. Basta chegar o verão e as temperaturas subirem no Hemisfério Norte, para que as ruas se encham de “bares móveis”, ao sabor de um chopinho. Em Nashville, nos Estados Unidos, famosa pela música country,

empresas como a Pedal Tavern oferecem o serviço. Cada veículo leva 15 pessoas, a US$ 38 cada, pelo tour de 1h, com a bebida. Informações. nashvillepedaltavern.com.

BBIKE/DIVULGAÇÃO

Casa da cerveja

Hospedagem

Alemanha. Os tours etílicos não poderiam faltar na terra da cerveja. Em Berlim (Alemanha), há roteiros diversos, incluindo um que visita as cervejarias da cidade e outro por seu famoso muro. A Big Bike Berlin só aceita grupos de, no mínimo, seis pessoas e, no máximo, 16. O aluguel do veículo custa 120 euros, para uma hora de passeio regado a chope.

Descontos de até 20% O Melia.com está concedendo até 20% de desconto em reservas feitas em mais de 350 hotéis em 40 países. A promoção é válida para agendamento até 30 de setembro e hospedagem até de 20 dezembro deste ano, mediante um mínimo de noites. A porcentagem de desconto e as diárias podem variar de acordo com o hotel escolhido. Mais informações, acesse melia.com ou ligue 0800 892 4095.

Nova Zelândia

Intercâmbio cultural Conhecida como Terra dos Kiwis, nome que os habitantes locais ganharam em homenagem a um pássaro típico da região, a Nova Zelândia é um país completo em termos de ensino e atende a todos os requisitos desejados pelos brasileiros. A Experimento Intercâmbio Cultural, empresa de educação internacional do grupo CVC, oferece programas exclusivos para o destino. Mais detalhes em experimento.org.br.

BIG BIKE BERLIN/DIVULGAÇÃO

Informações. bigbike-berlin.de

SOCIAL CYCLE/DIVULGAÇÃO

Na Califórnia

Movida Madrilenha Espanha. Em Madri, capital da Espanha, os tours (em veículo para até 18 pessoas) não se limitam aos chopes. Há sangria e drinques diversos. O roteiro passa por pon-

Estados Unidos. A empresa Social Cycle oferece tours por cidades no sul da Califórnia, como Palm Springs, Santa Bárbara e San Diego. Os roteiros incluem chope, belas paisagens praianas e visitas a bares locais. Os veículos têm capacidade para 16 pessoas, e o preço varia por cidade.

tos turísticos da cidade, como o museu do Prado e dura 1h30. O preço, por pessoa, é de 25 euros. Informações. bbike.es

SANTA RITA/DIVULGAÇÃO

Informações. socialcycleca. com.

Sem pressa nos Andes, passeando pelas vinícolas Chile. O tour etílico é de vinhos e inclui uma bela vista para a cordilheira dos Andes. O passeio de uma hora e meia, organizado pela Vinícola

Santa Rita, que fica a apenas 45 minutos de Santiago, custa R$ 68 por pessoa, com direito à degustação da bebida. O veículo tem capacidade para

até 12 pessoas, e o serviço é oferecido pela vinícola de terça-feira a domingo. Informações. santarita.com


WLançamento. Nova geração do Volvo XC60 chega ao mercado. Página 15

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BELO HORIZONTE Sábado 26/8/2017

W

JOÃO GODINHO

WTransporte. Iveco Tector Auto-Shift traz câmbio automatizado. Páginas 20 e 21 pampulha

Argo em dose dupla DENILTON DIAS

Testamos o hatch da Fiat nas versões HGT e Precision, ambas equipadas com motor 1.8; conheça as particularidades de cada uma. Páginas 16a 19


W 14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 26 de agosto de 2017

interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br

Raimundo Couto

Na fogueira da especulação FCA/DIVULGAÇÃO

É curioso como em nosso tempo, em que a velocidade da informação cresce como se espalha uma epidemia, as notícias publicadas se tornam verdades absolutas, mesmo que a dita fonte não se identifique e muito menos comprove a veracidade do fato. Estamos falando das muitas especulações que cercam as negociações de grupos chineses, que estariam interessados em adquirir o controle da Fiat Chrysler Automobiles, a já conhecida FCA, com matriz nos Estados Unidos e cuja mais relevante planta industrial fica em Betim. Uma revista de circulação semanal revelou, no começo dessa semana, que a gigante chinesa Great Wall teria confirmado o interesse na FCA. E foi mais longe. Ventilou, também, que este grupo poderia comprar a totalidade das ações ou parte dos papéis referentes às lucrativas marcas Jeep e Ram. “Atualmente, temos

a intenção de adquirir. Estamos interessados (na FCA)”, disse um representante do departamento de relações com a imprensa da Great Wall Motor à agência Reuters por telefone, mas que não se identificou, não disse seu nome e nem detalhes sobre a operação. Não estou aqui afirmando ser mentira ou verdade a declaração, mas que está mal explicado, está, sobretudo depois que a FCA fez circular uma declaração dizendo que não foi procurada pela Great Wall. É evidente que, nos bastidores, muitas outras conversas neste sentido estão acontecendo, mesmo porque Sérgio Marchionne, CEO da FCA, já espalhou ao mundo que busca um parceiro para se associar ou mesmo um comprador para o grupo que comanda. É notório que os chineses estão de olho no mercado latino-americano e não teria porta melhor para entrar do que pelo Brasil, principalmente por meio de

uma montadora estabelecida e estruturada como é a Fiat Chrysler. Além do citado grupo, outras companhias chinesas já se mostraram interessadas em negociar a compra da FCA. Pelo o que foi publicado na imprensa, executivos da FCA inclusive viajaram para a China para se encontrar com os interessados e, além disso, delegações chinesas foram vistas na sede do grupo FCA, em Michigan, nos EUA. Por aqui, em Betim, onde a Fiat mantém a maior de todas suas fábricas, também foram vistos chineses circulando não só nas dependências da planta industrial, como também nos arredores, e em restaurantes próximos à matriz da Fiat no Brasil. Não estariam incluídas dentro das negociações com os chineses as marcas Alfa Romeo, Maserati e Ferrari, que seguiriam nas mãos da família Agnelli, a fundadora da Fiat. Ainda acerca dos chineses, lembro-me de que, há

“Em Betim, também foram vistos chineses circulando não só nas dependências da planta industrial, como também nos arredores, e em restaurantes próximo à matriz da Fiat no Brasil.”

Acesso principal ao prédio da sede mundial da FCA, nos EUA mais de dez anos, em uma edição do Salão de Detroit, alguns poucos fabricantes de automóveis da China se aventuraram a expor seus produtos no Cobo Hall, local onde se realiza o autoshow. Recordo que os estantes dessas marcas não estavam próximo aos grandes e tradicionais, como GM, Ford e Chrysler, entre outros. Eles ficaram, timidamente, instalados nos corredores do pavilhão de exposição.

Na ocasião, Bob Lutz, uma lenda da indústria automobilística, com mais de 45 anos de serviços prestados aos maiores fabricantes do mundo, vaticinou a respeito dos chineses – “Eles estão chegando”. Uma década depois, a profecia não se concretizou, e, como os chineses não querem esperar mais tempo para aprender a construir automóveis, parece que eles optaram por comprar pronto.


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15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 26 de agosto de 2017

FOTOS VOLVO/DIVULGAÇÃO

Lançamento

Novo por completo Segunda geração do Volvo XC60 desembarcano Brasil em três versõese comopção única de motor; preços partemde R$ 239.950 Da redação A nova geração do Volvo XC60 chegou ao Brasil. Totalmente redesenhado, o SUV é construído a partir de uma nova plataforma, batizada de SPA (sigla para Scalable Product Architecture). A gama é formada por três versões: Momentum, Inscription e R-Design, que compartilham o mesmo conjunto mecânico, formado pelo motor 2.0 com turbocompressor e injeção direta de

combustível, que desenvolve 254 cv de potência e 35,7 kgfm de torque, pelo câmbio automático de oito marchas e tração integral. A versão de entrada, Momentum, custa R$ 239.950 e vem equipada com sistema multimídia com tela de 9 polegadas e integração com smartphones via Apple Car Play e Android Auto, sistemas de monitoramento de ponto cego, assistente de manutenção de faixa, faróis de LEDs autodirecionais, cinco modos de condução

Pacote de itens de segurança faz jus à tradição do fabricante (Eco, Confort, Dynamic, OffRoad e Individual) e assistência via rastreamento em caso de acidente ou roubo. As versões Inscription e R-Design, que custam respectivamente R$ 259.950 e 269.950, trazem ainda instrumentos concentrados em uma tela de 12,3 polegadas personalizável, alerta de colisão traseira, controlador de velocidade relativa ao veículo que segue à frente, assistente de direção semiautônoma e abertura gestual da tampa do porta-malas.

SUV compacto Em 2018. A Volvo aproveitou o lançamento do novo XC60 para anunciar que o inédito SUV compacto XC40, que será lançado mundialmente em setembro, já está confirmado para o mercado brasileiro: o modelo chegará ao país no primeiro semestre do ano que vem. Com ele, a marca sueca vai competir com BMW X1, Mercedes-Benz GLA e Audi Q3.

Design, que adota elementos da nova identidade visual da marca sueca, lembra o do SUV maior da linha, o XC90


W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 26 de agosto de 2017

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Avaliação

Visual esportivo é o apelo do Fiat Argo HGT Versão top de linha do novo hatch trazsuspensão recalibrada para proporcionarmais estabilidade, mas motor1.8 nãopassou por alterações Alexandre Carneiro Quem quer um Fiat Argo com motor 1.8 tem duas opções de acabamento: a Precision, de aspecto mais conservador, e a HGT, com visual esportivo, garantido pelas rodas de liga leve diamantadas de 16 polegadas, spoilers, molduras plásticas nos paralamas e faróis com máscaras negras. Tirando esses detalhes, a lista de equipamentos é, a grosso modo, equivalente: ambas as versões vêm de série com ar-condicionado, di-

reção elétrica, vidros, travas e retrovisores elétricos, sistema start-stop, monitoramento da pressão dos pneus, sistema multimídia com tela tátil de 7 polegadas, compatível com os sistemas Apple Car Play e Android Auto e com duas entradas USB, volante multifuncional regulável em altura e profundidade, faróis de neblina e luzes de posição em LEDs. Entre os itens de segurança, os dois trazem controles eletrônicos de estabilidade e tração, ganchos Isofix para fixação de cadeirinhas, airbags frontais e freios ABS.

As particularidades do ArgoHGT fazem comque eleseja R$ 2.800 mais caro que o Precision.Vaidogostodointeressado pagá-las, já que a parte mecânica também não traz grandes alterações: apenas a suspensão tem uma calibragem diferente – mais macia no Precision e mais rígida no HGT,paramelhorara estabilidade –, embora a arquitetura seja, essencialmente, a mesma, com conjuntos do tipo McPherson na dianteira e por eixo de torção na traseira. O motor não muda: é o conhecido 1.8 16V da família E.torQ, já com as atualizações que estrearam na picape Toro, que incluem variação de tempo de abertura das válvulas e coletor de admissão variável. Esses recursos elevaram a potência para 139 cv com etanol e 135 cv

com gasolina, e o torque, para 19,3 kgfm com o combustível vegetal e para 18,8 kgfm com o derivado do petróleo. A transmissão pode ser manual de cinco marchas ou automática de seis em ambas as versões de acabamento.

Por dentro No interior, as exclusividades do Argo HGT se resumem à tela de sete polegadas entre os mostradores (opcional no Precision) e à cor preta do forro do teto. O esportivo da linha traz ainda um aplique vermelho no painel, que causou polêmica durante a avaliação: alguns gostaram, outros detestaram. Os materiais de acabamento são os mesmos, com plásticos texturizados no painel e nos forros das portas, como é de praxe no segmento. O padrão de

montagem é bom, com encaixes precisos e sem rebarbas. Os bancos dianteiros são os mesmos das demais versões; muda apenas o material de revestimento. Eles não têm abas laterais generosas, para segurar o tronco em curvas, como convém a um esportivo, mas acomodam bem a coluna. No traseiro, o assento é curto, deixando as

coxas sem apoio. Por outro lado, há encostos de cabeça e cintos de três pontos para todos os ocupantes. Para um hatch compacto, o espaço interno é bom: quatro adultos sentam-se sem aperto. De quebra, há boa quantidade de porta-objetos a bordo. O porta-malas também tem boa capacidade para o porte do carro: segundo a Fiat, são 300 L de volume. JOÃO GODINHO

Painel tem apliques cromados, mas a pedaleira aluminizada é exclusiva da versão esportiva


super motor JOÃO GODINHO

17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 26 de agosto de 2017

JOÃO GODINHO

Muitos itens são opcionais

Aplique vermelho no para-choque frontal identifica a versão HGT

Na traseira, saída de escape esportiva e imitação de estrator de ar; rodas aro 17 são opcionais

Ficha técnica Motor: dianteiro, transversal, 1,747 L, com quatro cilindros em linha e 16 válvulas. Potência: 135 cv com gasolina e 139 cv com etanol, a 5.750 rpm. Torque: 18,8 kgfm com gasolina e 19,3 kgfm com etanol, a 3.750 rpm. Câmbio: manual de cinco marchas. Suspensão: dianteira independente do tipo McPherson, traseira semi-independente por eixo de torção. Freios: discos ventilados na dianteira e tambores na traseira, com ABS e EBD. Dimensões: 4 m de comprimento, 1,75 m de largura, 1,505 m de altura e 2,521 m de distância entre-eixos. Peso: 1.243 kg.

O Fiat Argo HGT tem preços a partir de R$ 64,6 mil. Porém, esse valor pode chegar a R$ 81,2 mil com todos os equipamentos opcionais, como o veículo avaliado pelo Super Motor, que abria mão apenas da transmissão automática e da pintura metálica. São três pacotes vendidos à parte: o Kit Style, que reúne rodas de liga leve de 17 polegadas diamantadas e bancos revestidos em couro, por R$ 2.500, o Kit Tech, que inclui ar-condicionado digital, retrovisores externos com rebatimento elétrico e retrovisor interno eletrocrômico, chave presencial com botão de partida e sensores de chuva e crepuscular, por R$ 2.800, e o Kit Parking, que agrupa câmera de ré e visualizador gráfico para o sensor de estacionamento, por R$ 1.200. Também é possível adquirir dois airbags laterais por mais R$ 2.500. Alguns itens, porém, não são oferecidos sequer como opcionais, como é o caso do teto solar (que podia equipar o antecessor Punto) e dos airbags do tipo cortina (disponibilizados no concorrente Ford Fiesta). Por outro lado, o Argo HGT não deve nada em termos de conectividade: a central multimídia pode ser integrada a smartphones por meio dos aplicativos Apple CarPlay ou Android Auto. A resolução da tela é muito boa, ao passo que o sistema é intuitivo e simples de operar. (AC) FIAT/DIVULGAÇÃO

Dirigibilidade é agradável, mas sem esportividade Quem dirige o Argo HGT logo nota que seu apelo é muito mais visual do que comportamental. O motor 1.8 assegura bom desempenho, mas está longe de transmitir esportividade, principalmente em baixas rotações: apesar de as atualizações aplicadas ao propulsor terem foco na distribuição de torque, é bem nítido que ele ganha força mesmo a partir de 3.000 rpm. Em faixas de rotação mais elevadas, a performance é boa, mas ainda não chega a empolgar. Os freios com discos ventilados na dianteira e tambores na traseira (como

no Precision) são eficientes, mas também não chegam a se destacar no segmento. Por outro lado, a estabilidade é muito boa, o que evidencia o trabalho feito pela Fiat na versão top de linha. Mesmo em curvas fechadas, tomadas em velocidades mais altas que a recomendável, o hatch se mantém firme e seguro. Outra vantagem é que o enrijecimento da suspensão não tornou o rodar desconfortável, pelo contrário: o sistema absorve bem as imperfeições do solo. O Argo HGT avaliado pelo Super Motor estava

equipado com câmbio manual. Os engates se mostraram precisos, mas o curso da alavanca é mais longo que o desejável. O escalonamento das marchas é correto. Já a direção elétrica é bastante progressiva e mostra peso correto tanto em manobras quanto em alta velocidade. O volante tem ótima pegada, mas os pedais deslocados para a direita prejudicam a ergonomia. O consumo do Argo HGT se mostrou razoável: a reportagem aferiu médias de 9,5 km/L na cidade e de 11,7 km/L na estrada, com gasolina. (AC)

Forros das portas da frente têm porção acolchoada, mas os das de trás são todos em plástico


W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 26 de agosto de 2017

Fiat 500 2017

Com teto solar e central multimídia Importado do México e ainda com o design antigo, a Fiat lançou a linha 2017 do 500 com novos equipamentos. Vendido em versão única (Cult 1.4 Evo Flex, com câmbio manual), o carrinho agora traz de série teto solar elétrico e ganhou central multimídia Uconnect com tela de toque de cinco polegadas, além de monitoramento de pressão de pneus e indicador de troca de marcha. O Fiat 500 Cult 1.4 Evo Flex tem preço sugerido em R$ 61.396. Entre os itens de série do Fiat 500 2017 se destacam: controle de estabilidade, hill holder, direção elétrica, volante multifuncional revestido de couro, modo de condução Sport, faróis com regulagem elétrica de altura e rodas de liga leve de 15 polegadas. FCA/DIVULGAÇÃO

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Avaliação

Custo-benefício no jogo do perde e ganha Comumvisualmaisdiscretoesóbrio, ArgoPrecision1.8automáticosaide fábricabem-equipadoeporR$2.800a menosemrelaçãoaoHGTmanual Igor Veiga Lançado no fim de maio, o Fiat Argo cria muita expectativa e curiosidade entre os consumidores. Primeiro por ser um carro totalmente novo. Depois, por ter chegado com a missão de substituir de uma vez só três modelos da marca: versões mais caras do Palio, além do Punto e do Bravo. Para abraçar os diferentes perfis de clientes, a Fiat resolveu apostar alto na ampla oferta de configurações do carro o que, sem dúvida, foi

um diferencial no segmento dos hatches compactos. São sete versões disponíveis com três opções de motor e dois tipos de câmbio. Tem Argo de todo tipo. Do manual Drive 1.0 ao HGT 1.8 automático. Os preços, dançam conforme a música. Ficam entre R$ 46,8 mil a R$ 70,6 mil. Super Motor avaliou o Argo 1.8 Precision automático, opção logo abaixo da top de linha. A versão parte de R$ 67,8 mil e, a princípio, pode ser considerado cara, mas não se levarmos em consideração o custo-be-

nefício se comparada aos rivais diretos como, por exemplo, Hyundai HB20 1.6 Premium e New Fiesta 1.6 Titanium. Desde a versão 1.0, o Argo vem equipado com direção elétrica e sistema start-stop do motor. A versão que testamos traz ainda controle de estabilidade e de tração de série, além do bom câmbio automático de seis velocidades, o mesmo da picape Fiat Toro. A unidade que testamos veio com todos os opcionais, que elevam o preço da versão para R$ 77,2 mil. São três os kits disponíveis no Argo Precision. O Style, que acrescenta revestimento de couro nos bancos e rodas de liga leve aro 16 (R$ 2.200). O kit Tech, adiciona ar-condicionado digital, chave presen-

cial com partida do motor por botão, além de quadro de instrumentos com tela de TFT de sete polegadas, sensor de chuva e crepuscular e retrovisor interno eletrocrômico (R$ 3.500). E, por fim, você pode somar airbags laterais (R$ 2.500), além de sensor e câmera de ré por mais R$ 1.200. A central multimídia com tela touchscreen e flutuante tem sete polegadas e é item de série no Argo desde a versão intermediária (Drive 1.3). Ela vem com comandos do rádio e telefone no volante, mas peca por não vir com mapa GPS já integrado ao dispositivo. Para se guiar por meio da tela, só plugando o celular à porta USB para acessar o app via Apple CarPlay ou Android Auto.

Vai ter feirão

Recreio BH celebra 19 anos Completo como a unidade que testamos, Argo 1.8 Precision chega a R$ 77, 2 mil No próximo dia 26 de agosto (sábado), das 8h as 18h, a concessionária Recreio BH irá comemorar seu aniversário de 19 anos com o “Feirão Fora de Série”. O evento será recheado de ofertas e preços especiais e terá também exposição de carros antigos da Volkswagen, espaço kids, além de food trucks e food bikes. A entrada é franca. A Recreio BH fica na avenida Barão Homem de Melo, 3.535, no bairro Estoril.

Central multimídia é de serie na versão, mas a câmera de ré é item opcional

Dirigibilidade é ponto forte O conjunto mecânico do Argo 1.8 Precision é exatamente o mesmo do Jeep Renegade e da picape Toro, e não decepciona. Bem mais leve do que seus irmãos de sangue, o hatch de 1.264 kg se desloca com destreza seja no trânsito ou na estrada. O motor 1.8 16V flex, de até 139 cv e 19,3 kgfm de torque, oferece boa resposta as pisadas no acelerador e se entende bem com o câmbio automáti-

co de seis velocidades, sem sinais de tranco, e com possibilidade de trocas manuais das marchas por meio de paddles shifts atrás do volante. A ergonomia é outro ponto forte do italiano. Todos os comandos estão ao alcance do condutor. A empunhadura do volante revestido em couro também é ótima, bem como o descansa-braço para o motorista, um conforto extra bem bacana. A suspensão

parece bem acertada e o conforto é garantido mesmo ao se passar por trechos mais esburacados. Mesmo em velocidades maiores, o carro mostra muito equilíbrio em curvas mantendo a trajetória sem sustos ou aquele tomba pra lá, tomba pra cá. Para garantir a segurança, se precisar, o motorista conta ainda com a ajuda do controle de estabilidade e de tração, de série na versão. O isolamen-

to acústico também merece elogios. O carro roda bem macio e silencioso. O sistema start-stop contribui e muito para deixar o Argo 1.8 econômico. Abastecido com etanol, o computador de bordo aferiu média de 9,5 km/L ao fim do tanque cheio num percurso com dois terços rodados na cidade e um terço na estrada. Média satisfatória para um carro com motor 1.8 16V. (IV)

Ficha técnica Motor. 1.8 16V flex Potência. 135 cv (G)/139 cv (E) a 5.750 rpm Torque. 18,8 kgfm (G)/19,3 kgfm (E) a 3750 rpm Câmbio. Automático de seis marchas e uma à ré Direção. Elétrica Porta-malas. 300 L


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19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 26 de agosto de 2017

FOTOS DENILTON DIAS

Design é estiloso e tem personalidade própria O Argo carrega em seu visual uma mistura dos design de outros modelos da Fiat. Com linhas bem pronunciadas e estilo próprio, o carro marca presença por onde passa. De frente, é inevitável a comparação da parte dianteira do Argo com o Mobi, sobretudo pelo desenho da grade frontal. Os vincos no capô e os faróis maiores se destacam. Nas laterais, os traços são bem marcados nas portas com linhas que remetem à pi-

cape Toro. A parte de trás talvez seja a mais sóbria e controversa do Argo. Pelo desenho da tampa do porta-malas e das lanternas, há quem diga que o carro visto de traseira ficou uma mistura de HB20 com Gol. Um certo exagero. No geral, o nível de acabamento interno do Argo 1.8 Precision é interessante, compatível com o que existe no mercado brasileiro e com materiais de boa qualidade. (IV)

Visual do Argo é bem equilibrado; trasmite elegância com detalhes esportivos Desenho da traseira faz o modelo sofrer um certo “bullying”


W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 26 de agosto de 2017

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Transporte

Iveco amplia linha de semipesados Tector Auto-Shift com câmbio automatizado de dez marchasaumenta desempenho e conforto na operação, aliadoà força do motor N67 com 107 kgfm de torque Da redação A categoria de semipesados representa hoje 27% do mercado brasileiro de caminhões. Em 2016, o mercado de veículos comerciais com câmbio automatizado foi de 20% do total dos segmentos 6x2 e 8x2. De olho nessa tendência, a Iveco acaba de lançar no Brasil o Tector Auto-Shift, com câmbio automatizado de dez velocidades em versões 4x2, 6x2 e 8x2. O novo modelo é fabricado no complexo da

Iveco, em Sete Lagoas, e foi projetado para maximizar a operação, aumentando o conforto do motorista. Segundo a Iveco, um dos principais diferenciais da nova versão do Tector está na integração entre o câmbio automatizado e o motor N67, da FPT Industrial. Com seis cilindros, 300 cv de potência e 1050 NM de torque, o propulsor passou por nova calibração que permite trocas de marchas 60% mais rápidas. Isso evita diminuição das quedas de rotações, o que

“O uso da transmissão automatizada é uma tendência que começou no segmento de pesados e ganha força agora nos semipesados” Marco Borba Vice-presidente da Iveco para a América Latina

melhora o desempenho e a média de consumo. “Os novos modelos Auto-Shift dão conta de entregas comerciais menores até operações fora de estrada e atendem os clientes que costumam passar muito tempo dentro do caminhão, uma vez que um mo-

torista chega a fazer de 400 a 800 trocas de marchas por dia, dependendo da aplicação”, revela Ricardo Barion, diretor de marketing da Iveco para a América Latina. O novo modelo da Iveco também traz um belo pacote de tecnologia embarca-

da que inclui controle eletrônico de tração, hill holder e super marcha reduzida, que garante tranquilidade ao motorista para arrancar em situações adversas, mesmo com o caminhão carregado. A lista inclui ainda um modo manobra, que elimina os trancos em baixas velocidades.


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21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 26 de agosto de 2017

FOTOS IVECO/DIVULGAÇÃO

Pioneirismo

Ônibus elétrico é feito no Brasil

Modelo é produzido na fábrica da Iveco, em Sete Lagoas (MG)

São três versões do novo semipesado italiano: 4x2, 6x2 e 8x2

Desenvolvido pela Eletra, primeira empresa fabricante de ônibus elétricos do Brasil, o Dual Bus foi apresentado´ na última semana ao secretário municipal de Mobilidade e Transportes de São Paulo, Sérgio Avelleda. Com 23 m de comprimento e capacidade para 153 passageiros, o Dual Bus é um modelo de ônibus elétrico híbrido. O consumo de combustível na versão híbrida tem redução de 28%. Como elétrico puro ou trólebus, além de emissão zero, consome 33% menos energia. ELETRA/DIVULGAÇÃO

Custo e manutenção mais baratos De acordo com a fabricante italiana, os clientes têm à disposição um plano de manutenção competitivo. Na principal fatia do mercado deste produto (6x2 rodoviário), por exemplo, o Tector Auto-

Shift é 18% mais barato do que a concorrência. A Iveco oferece ainda a revisão com preço fixo para os dois primeiros anos do veículo, com valores em média 11% abaixo dos concorrentes. “O Tector Auto-Shift é

a melhor solução de veículo automatizado do segmento de semipesados. Desenvolvemos características exclusivas para oferecer performance, redução de custos e conforto ao motorista”, completa Barion.

Câmbio automatizado vem com diversas funções de conforto


W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 26 de agosto de 2017

Linha 2018

Honda CG 160 mais equipada A Honda CG 2018 chegou com novidades. Agora todos os modelos comercializados na linha CG 160 contarão com o sistema de freio CBS, que sempre aciona os freios nas duas rodas, além de suspensão dianteira SFF, tecnologia em que apenas um dos garfos telescópicos dianteiros tem mola interna, enquanto o outro contém os dispositivos hidráulicos de amortecimento. Os preços da CG 160 2018 são: R$ 7.990 (CG Start), R$ 8.990 (CG Fan) e R$ 10.190 para a CG 160 Titan. HONDA/DIVULGAÇÃO

Sem mudanças

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Moto

Nova fronteira para a marca alemã de luxo BMW põe à venda a G 310 R nacionale arrisca-seao entrar em segmentomais popular do mercado Márcio Maio Auto Press

Foram quase dois anos entre a primeira aparição da versão de produção, no EICMA de 2015, e o início das vendas da BMW G 310 R no Brasil. Na época, a expectativa era de que a comercialização se iniciasse já em 2016, no segundo semestre, quando a marca alemã inaugurou, em outubro, justamente no Brasil, sua primeira fábrica própria fora da Alemanha, dedicada exclusivamente a motocicletas, em

Manaus (AM). A moto de entrada da BMW finalmente chegou às lojas nacionais na última semana, depois de uma pré-venda iniciada em julho. A G 310 R é considerada pela BMW Motorrad um marco em sua história no Brasil. Além de ser produzida na nova fábrica do BMW Group em Manaus, também é a estreia da marca na categoria de motocicletas abaixo de 500 cm³ do país – segmento de média, que concentra um bom volume de vendas. A ideia é que o mo-

delo possa servir de porta de entrada para consumidores que até então não planejavam comprar uma BMW e também atrair compradores de modelos maiores da concorrência que se seduzam pela ideia de ter uma moto da fabricante bávara na garagem. O outro lado é o modelo passar a ser porta de saída para clientes que buscam na marca uma ideia de exclusividade, que será difícil de manter se a G 310 vender muito. Tanto que a fabricante não fala em quantas motos quer vender nem em quantas foram encomendadas na pré-venda. O visual, como costuma acontecer, é inspirado nos modelos maiores da marca; no caso, a BMW S 1000 R. A imagem que o fabricante

quer transmitir é a de uma legítima roadster. Já o desenho dos faróis e do tanque de combustível insere uma personalidade mais esportiva ao design. Com 39 concessionárias espalhadas pelo Brasil, a BMW Motorrad pede, pela nova G 310 R, R$ 21,9 mil. Mas a promessa é de que as entregas aos clientes comecem no mês de setembro. Em agosto, recebe apenas quem adquiriu a moto na campanha de pré-venda, que durou três semanas. Para garantir mais vendas, a marca oferece condições especiais de financiamento, como parcelas mensais de R$ 499, taxa de juros de 2,08%, saldo em 36 meses e entrada de R$ 7.150, com parcela final de 30%.

Yamaha XTZ 250 Ténéré 2018 A linha 2018 da Yamaha XTZ 250 Ténéré já está no mercado. A moto traz apenas novas opções de cores – verde Savage, marrom Atacama e Matt Black –, que se conjugam a grafismos refeitos. A mecânica não mudou: o motor de 249,45 cm³ e um cilindro rende 20,7cv e 2,09 kgfm com gasolina e 20,9 cv e 2,1 kgfm com etanol.

Rodas de liga leve com pintura escurecida acentuam o visual esportivo

Painel reúne todos os instrumentos em uma única tela de cristal líquido


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23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 26 de agosto de 2017

FOTOS JOERG KUENSTLE/BMW/DIVULGAÇÃO

Motor entrega 34 cv de potência Preço sugerido do modelo é de R$ 21,9 mil

A BMW G 310 R é equipada com um motor monocilíndrico de 313 cm³ capaz de entregar 34 cv de potência a 9.200 rpm e 2,86 kgfm de torque máximo em 7.500 giros – menos potente que as principais rivais Yamaha R3 e Kawasaki Z300. O bloco é refrigerado a água e conta com comando duplo de válvulas e injeção eletrônica de combustível. Suspensões dianteiras

são invertidas, para dar mais esportividade à moto, e o painel é digital. As informações são exibidas em uma tela de cristal líquido que indica a quantidade de combustível, a marcha, ABS, conta-giros, hodômetro, temperatura do motor, consumo e velocidade médios e, é claro, o velocímetro, além de outros dados. Os freios são a disco simples nas duas rodas, com 300 mm na frente e 240

mm atrás, e há sistema ABS de série. Os pneus têm medidas 110/70 R 17 na frente e 150/60 R 17 atrás. O câmbio é de seis marchas. A estrutura é nova e planejada para manter um peso leve – são apenas 158,5 kg em ordem de marcha. Com esse conjunto, a BMW espera aumentar a base de clientes, mesmo com o risco de perder status. (MM/AP)

Linhas do design são ressaltadas por uma frente baixa e pela traseira extremamente curta


W24 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 26 de agosto de 2017

super motor FOTOS KIMBALL STUDIOS/DIVULGAÇÃO

Carros antigos

Clássicos à beira-mar Edição 2017 do Pebble Beach Concours d’Elegance,na Califórnia, teve comogrande vencedor raro modeloda Mercedes-Benz,de 1929 Da redação Realizado desde 1950, em Monterrey, na Califórnia, o concurso de elegância de Pebble Beach reuniu, no último fim de semana, 204 carros clássicos de 15 países e de 31 diferentes lugares dos Estados Unidos. Neste ano, o grande vencedor do Concours d’Elegance foi um raro exemplar do Mercedes-Benz S Barker

Tourer, de 1929. O carro de turismo esportivo foi restaurado por anos por uma loja em Nova Jersey e mantém seus equipamentos de iluminação originais Marchal e rodas cromadas. O visual encantador do clássico é completado pela carroceria em formato torpedo, estreita na frente e sem portas. O desenho da traseira é no estilo rabo de barco (boat tail). Abaixo das falsas

Mercedes-Benz S Barker Tourer, de 1929, foi eleito o melhor clássico portas, há estojos em forma aerodinâmica que levam ferramentas e são perfeitamente integrados ao conjunto. Já a bagagem vai em um charmoso suporte atrás da cabine. A cor azul da carroceria é inspirada em um vestido feito de penas de pavão, do século XIX. O modelo da Mercedes foi uma das criações de Ferdinand Porsche, bem antes de ele fundar sua própria marca.

Famosos Presença. Entre as celebridades presentes no evento em Pebble Beach estiveram o comediante e notório colecionador de carros Jay Leno, além do ator e ex-governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, e o criador da Pixar, John Lasseter.

Desfile de raras Ferraris também fez parte do tradicional evento


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