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HOLANDA: CONHEÇA OS BAIRROS NDSM E DE PIJP, O LADO B DE AMSTERDÃ ... Páginas 4 a 9
LISTAMOS AS PRINCIPAIS TENDÊNCIAS DA MODA PRAIA ... Páginas 26 e 27
“ROMEU E JULIETA” CHEGA A BH EM VERSÃO COM CANÇÕES DE MARISA MONTE ... Página 14
TESTAMOS O NOVO TIGUAN ALLSPACE; MODELO FICOU MAIOR E MAIS TECNOLÓGICO ... Páginas 18 e 19
24 a 30 de novembro de 2018 ANO XXVII número 1478 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE BRUNA BRANDÃO/DIVULGAÇÃO
ERUDITO POPULAR Na direção oposta à pecha de herméticas, instituições de música clássica apostam na formação de público, investem em eventos gratuitos ou a preços populares e angariam cada vez mais fãs na capital mineira
Orquestra Filarmônica em concerto gratuito em praça de BH
opinião
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A SEMANA
VITTORIO MEDIOLI
“Saí do carro com arma na cabeça, arma na barriga, tomei uma pistolada no peito. Os caras, não satisfeitos de terem levado o nosso carro, na hora que estavam saindo, começaram a atirar na gente, e a gente começou a correr que nem sei lá o que... Isso, para mim, foi um divisor de águas. Eu vou fazer só o que importa para mim de verdade”
Editorial
Poder e autoridade
Rafael Cardoso, ator, que foi vítima de um arrastão na madrugada de quinta-feira (15), no Rio
Os dicionários de quem quer destroná-lo. da língua porA história registra com fartura tuguesa colo- descendentes de monarcas que se cam os termos aproveitaram do fator hereditarie“poder” e “au- dade sem preparo para tanto. Astoridade” no sim, o poder se fez um peso e um mesmo nível, pesadelo; coube a subalternos sinônimos. En- exercê-lo, e frequentemente nestretanto, pode e deve haver uma se caso se registraram reinados distância enorme entre eles. breves e marcados por insucessos Segundo Max Weber, talvez o e confusões. Deixando épocas asmaior entre os últimos sociólogos sinaladas por regressos econômique apareceram na humanidade, cos e sociais. que assegurou seu lugar entre os Já a “autoridade” exala não do inesquecíveis, a diferença é imensa. caso, mas da condição provenienA uma pessoa pode ser dado o te do mérito, da capacidade para poder, mas carece de autoridade exercer um poder. Assim, se percepara exercê-lo; outro pode ter au- be que a “autoridade” é capacidatoridade, mas o destino não o co- de de exercer o poder proficualocou no poder. mente num ambiente de confianPara Weber, o poder pode cair ça, de admiração. no colo de um personagem sem Trata-se de um reconhecimento que este tenha qualidades e cabe- sólido e generalizado de capacidadal para exercê-lo. des pessoais. Pode ser conquista“Autoridade naNos maiores do pela capacidade tural e moral” de luta, pela força, fracassos, nos confere o “popela esperteza, mas der” pelo mérito. momentos sem ter relação com Autoridade é a capacidade para alma do poder, mais difíceis administrar as tareesta o pode um país, se sem fas que se seguem a der será uma uma vitória. desgraça. enxerga essa Não tem preparo Autoridade diferença, que arrasta para as tarefas que multise seguem ao erguidões, faz crer, nos períodos mento para o cargo despertar, avande bonança em que reside o “staçar. É uma varetus” do poder. ta mágica para passa Costuma brino Estado, faz emdespercebida. preendimentos, dar uma figura também pelo acaso, peprojetos prospela herança, pela rarem. conjugação de circunstâncias esSubentende talento, justiça, tranhas, pelo sorteio de uma lote- determinação, desapego, amor à ria, por erros alheios. Um compe- causa. tidor pode sucumbir por descuiA Coroa espanhola reconheceu dos e fraquezas pessoais, benefi- autoridade de Cristóvão Colomciando um inepto, um débil, cujo bo, um simples genovês de famíúnico mérito é o demérito dos ad- lia sem títulos, e lhe deu meios paversários que lhe deixam a por- ra encontrar um Novo Mundo. teira escancarada para seguir Os ingleses encontraram essa adiante. condição em Winston Churchill; O poder, quando conquistado os indianos, em Gandhi. à revelia da capacidade de exerNos maiores fracassos, nos mocê-lo, se revela instável, vacilan- mentos mais difíceis de um país, te, como torre de escasso alicerce. se enxerga essa diferença, que No vértice da elevação, passa a nos períodos de bonança passa balançar e a enfrentar os golpes despercebida.
DIOR/REPRODUÇÃO
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vittorio.medioli@otempo.com.br
“O quê? Então, Dior e Jennifer Lawrence querem celebrar as tradicionais cavaleiras mexicanas através de lentes modernas com uma mulher branca e rica como protagonista da campanha?” Phoebe Robinson, comediante, em seu Instagram, sobre a nova coleção da Dior, inspirada nas roupas usadas pelas las escaramuzas, cavaleiras de rodeios mexicanos. Críticos dizem que uma modelo dessa origem deveria ter sido escalada para o filme publicitário, e não Jennifer Lawrence
“Temos visto pela Europa um aumento no discurso de ódio, particularmente antissemitismo e racismo, mas também homofobia e sexismo alt-right. O respeito pelas pessoas não está em uma boa fase” Susanne Baer, ministra da Corte Constitucional da Alemanha, em palestra na FGV, na quarta-feira (14)
“Quero agradecer a mim por simplesmente ser eu a todo momento”
FERNANDA TINE/DIVULGAÇÃO
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“As pessoas ficam me perguntando por que minha música não é mais política. Eu sou uma ‘poc’ que sobe no palco num país que mais mata LGBT. Se isso não é uma forma política, então eu não sei o que é” Pablo Vittar, cantora, respondendo a críticas de fãs
Rapper Snoop Dog, na última segunda (19), que, ao ganhar uma estrela na calçada da fama, em Los Angeles, agradeceu a si mesmo
Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
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DEMOCRÁTICA> Na direção oposta à pecha de hermética, música erudita angaria cada vez mais fãs DANIELA PAOLIELLO/DIVULGAÇÃO
Tem fila, sim senhor
Pessoas de todos os perfis disputam os ingressos para os concertos da Filarmônica
Basta uma zapeada rápida pela timeline da página da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais no Facebook para encontrar comentários como este: “Foi maravilhoso, regente Arakaki super simpático! Levamos 2 familiares que não apreciavam música clássica e saíram maravilhados com a orquestra, com a Sala Minas Gerais, com a organização e com toda a beleza que nos proporcionaram gratuitamente! Parabéns .....amamos!”. Ou este: “Eu fui agraciada com a oportunidade de acompanhar o concerto do palco. Foi difícil segurar as lágrimas durante os primeiros minutos, com o belíssimo Capricho Italiano! Como não emocionar?! Esse dia ficará para sempre na minha memória”. Os comentários estão em um álbum de fotos que traz os registros de uma das edições da série “Concertos para a Juventude”, que acontece sempre nas manhãs de domingo, com entrada gratuita e o propósito de formar público, desvendando o universo orquestral. Aliás, a última apresentação do projeto este ano acontece neste domingo (25), às 11h, com um programa que traz, entre outras obras, “O Guarani: Protofonia”, de Carlos Gomes, e “Carmem: Prelúdio”, de Bizet. O “Concertos para a Juventude” é apenas um dos diversos projeto que a Filarmônica desenvolve com o propósito de ampliar o alcance da orquestra e fomentar o gosto pela música erudita entre a população. Objetivo que, vale dizer, é comungado por outras iniciativas. Na verdade, Belo Horizonte traz várias opções para quem eventualmente ainda não é muito familiarizaJessica Almeida
CONFIRA
Música erudita para todos do com esse universo ou mesmo não disponha de muito dinheiro, mas nutra interesse (confira quadro ao lado). Entre os outros programas da Filarmônica de cunho educacional, há, ainda, apresentações direcionadas a crianças e adolescentes do ensino fundamental e médio e a instituições sociais (“Concertos Didáticos”), orientações, aulas e experiências práticas para jovens regentes do país inteiro (“Laboratório de Regência”) e palestras conduzidas por diferentes profissionais sobre o repertório dos concertos da orquestra. Não só. Há o “Clássicos na Praça”, que são apresentações realizadas gratuitamente em praças e parques da Região Metropolitana de Belo Horizonte, além das turnês estaduais, nas quais o grupo faz concertos ao ar livre, gratuitos e de repertório abrangente. “Hoje em dia, raramente a música clássica aparece nos grandes meios de comunicação. É raro ver concertos na TV aberta – quando ocorre, é em canais educativos ou fechados. No rádio, há iniciativas pontuais. Então, não dá para conquistar o interesse das pessoas sem que tenham acesso, por isso agimos de modo a dar a conhecer essa
expressão artística”, explica Jacqueline Guimarães, diretora de comunicação do Instituto Cultural Filarmônica. POLÍTICA PÚBLICA Enquanto corpo artístico oriundo de uma política pública do governo do Estado, a Filarmônica, ressalta Jacqueline, segue a diretriz de ampliar a oportunidade de experimentação da arte musical erudita para um maior número de pessoas. “Na medida em que a sociedade tem contato com diferentes formas de produção artística, a gente se aprimora”, completa. A Fundação Clóvis Salga-
do é outra instituição da cidade que se empenha na difusão do conhecimento relacionado à música erudita (entre outras formas de arte), assim como pela formação de público e de novos músicos. Dois dos eixos sobre os quais isso acontece são as séries “Lírico ao Meiodia” e “Lírico em Concerto”, que, por sinal, têm novas edições na terça (27) e na quarta (28), respectivamente. As apresentações marcam o início das celebrações dos 40 anos do Coral Lírico de Minas Gerais, cuja baliza é em 2019. No primeiro, a apresentação é gratuita. A proposta é ser mais didático: o regente
PROGRAMAÇÃO DESTA SEMANA Coral O Coral Lírico de Minas Gerais se apresenta na próxima terça (27), às 12h, e quarta-feira (28), às 20h30, em edições especiais das séries Lírico ao Meio-dia e Lírico em Concerto. As apresentações marcam o início das celebrações dos 40 anos do CLMG, e contarão com a participação da Cia de Dança do Palácio das Artes, e de músicos dos naipes de cordas e sopros da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Na terça, a entrada é gratuita. Na quarta, custa R$ 20 (inteira).
Concerto Neste domingo (25), na Sala Minas Gerais, às 11h, a Filarmônica de Minas Gerais (rua Tenente Brito Melo, 1090, Barro Preto) encerra a edição 2018 dos Concertos para a Juventude e apresenta “Uma festa para toda a família Filarmônica”, sob a regência do maestro Marcos Arakaki, que apresentará peças de Elgar, Bizet, J. Strauss Jr., dentre outros. A entrada é gratuita. Ingressos poderão ser retirados, no dia do evento, na bilheteria da Sala, a partir das 9h.
explica ao público as obras executadas, fala sobre os compositores e sobre o diferencial da apresentação. “O segundo, que é à noite, é um concerto que a gente chama ‘de gala’, como manda o figurino. Mas a preços populares”, comenta Cláudia Malta, diretora de produção artística da FCS. Apresentações nesses moldes também acontecem com os outros corpos artísticos da Fundação, como a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e a Cia. de Dança Palácio das Artes. “A formação é algo que é pensado 365 dias ao ano na FCS. Tudo o que fazemos, tem a vertente de formação de público correspondente para aquela atividade”, afirma Cláudia, mencionando também projetos como o Sarau no Café, apresentado pelo Coral Lírico, como o nome indica, no café do Palácio das Artes, e os eventos levados para outros espaços, como o Lírico Sacro, em que o coral canta em igrejas da cidade. “E durante a produção das óperas que a Fundação realiza, fazemos ciclos de palestras e atividades com todo mundo que trabalha na ópera: diretor de cena, solistas, diretor musical etc Cada um fala sobre sua experiência”, completa Cláudia.
Filarmônica - Concertos para a Juventude. Realizados em domingos. Gratuito. Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1090, Barro Preto), 3219-9000, filarmonica.art.br. Fundação Clóvis Salgado - Sinfônica e Lírico ao Meiodia. Gratuito. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, Centro), 3236-7400, fcs.mg.gov.br. Fundação de Educação Artística FEA (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários), 3226 6866, feabh.org.br. Conservatório UFMG - Quarta Cultural. Sempre às 12h30. Gratuito. Conservatório de Música UFMG (av. Afonso Pena, 1534, Centro), 3409-8300, ufmg.com.br/conservatorio. PUC Minas - Concertos Dominicais Peter Lund. Gratuito. Museu de Ciências Naturais PUC Minas (r. Dom José Gaspar, 290, Coração Eucarístico), 33194152. BDMG Cultural - Jovem Músico BDMG. Instituto Cultural Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (r. da Bahia, 1600, Lourdes), 3219-8486, bdmgcultural.mg.gov.br. Sesiminas Orquestra Jovem e Orquestra de Câmara Sesiminas. Centro Cultural Sesiminas (r. Álvares Maciel, 59, Santa Efigênia), 3241-7168, fb.com/centroculturalsesiminasBH. Orquestra Ouro Preto Domingos Clássicos. Concertos no Sesc Palladium. Preços populares. 3551-1228, orquestraouropreto.com.br.
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ERUDITO> Investimento na democratização traz novo público e novos músicos ao gênero
Formação e renovação PAULO LACERDA/DIVULGAÇÃO
E se o investimento em projetos de democratização do acesso à música erudita e formação de público e novos músicos é uma prioridade para as instituições, o retorno é algo recompensador, como observa Cláudia Malta, diretora de produção artística da Fundação Clóvis Salgado (FCS). “A resposta é incrível, as pessoas sempre vêm falar conosco, muitas vezes gente que nunca tinha visto algo do tipo, que não sabia que existia de forma acessível ou tinha preconceito. E muitas delas se apaixonam. É muito bonito ver nossas ações no Parque (Municipal), as famílias unidas em torno de uma ação de alto nível. Até porque não é porque é de graça e no parque que vamos levar um espetáculo que não tenha a mais alta qualidade, como a que exigimos aqui dentro”, diz. Jacqueline Guimarães, diretora de Comunicação do Instituto Cultural Filarmônica, lembra de um momento de emoção vivido pelo diretor artístico e regente titular da Filarmônica, maestro Fabio Mechetti. “Estávamos em Tupaciguara (Triângulo Mineiro), uma cidade muito pequenininha, a maioria da população fica na zona rural. O concerto estava cheio e as pessoas ouviram direitinho. Quando terminou, fizeram uma enorme fila. Ficamos sem entender, mas queriam cumprimentar os músicos. O maestro conta muito emocionado de um senhor de mãos calejadas que apertou sua mão e agradeceu pela oportunidade de conhecer tanta beleza”, conta. Numa dessas excurJessica Almeida
sões pelo interior do Estado, a Filarmônica acabou mudando o destino de uma musicista de Montes Claros, no Norte de Minas. “Foi uma menina que assistiu à orquestra pela primeira vez em 2008 e ficou muito impressionada pelos fagotes. Botou na cabeça que ia estudar e assim fez, primeiro lá em Montes Claros, depois aqui em Belo Horizonte. Inclusive teve aula com a Catherine Carigan, principal fagotista da Filarmônica”, diz. A menina era Vivian Meira, 24. Desde pequena ela já tinha interesse por música e tocava flauta doce. Mas foi depois de uma master class com a Filarmônica que ela decidiu que queria tocar fagote numa orquestra. “Naquele ponto eu tinha 13, 14 anos e tinha trocado a flauta doce pela transversa. Mas tocar com a Catherine mexeu com alguma coisa em mim. Depois disso, eu fui morar em BH, fiz faculdade de música na UFMG e inclusive fui aluna dela, que era professora substituta, outra vez. Hoje eu sou formada e já toquei como ‘músico cachê’ com Filarmônica, que é quando somos contratados pra apresentações isoladas. E agora faço Aca-
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Se essas pessoas nunca tivessem ido a Montes Claros talvez hoje eu nunca estivesse trabalhando com música Vivian Meira, fagotista
demia de Música da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo)”, conta. DESTINO MUDADO Antes do encontro com a Filarmônica, Vivian havia participado de outra atividade, dessa vez com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, na qual conheceu o hoje falecido professor Mauro Mascarenhas, que fazia parte do grupo e a fez sentir vontade de tocar numa orquestra. “Se essas pessoas nunca tivessem ido a Montes Claros talvez hoje eu nunca estivesse trabalhando com música. Foi uma porta que se abriu, eu vi que era possível, que havia pessoas felizes fazendo”, reflete. “Fora que o fagote é um instrumento muito específico, quando eu digo que toco as pessoas respondem ‘o que, pagode?’ Poderia sequer conhecer o instrumento que hoje eu toco”. Mariana Botelho, 21, por sua vez, estudava canto popular no Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart), mas se apaixonou pelo lírico e pela ópera depois de participar do ciclo de palestras da montagem de “Norma”, de Bellini, realizada pela FCS no ano passado. Desde então, ela já participou de outras montagens realizando trabalho voluntário. “Belo Horizonte é riquíssima em cultura temos filarmônica, sinfônica, coral lírico, companhia de dança. Às vezes as atividades desses grupos chegam às pessoas, às vezes não. Acho que precisava existir mais projetos nas escolas, porque é onde se semeia esses hábitos. Hoje também temos um aliado que é a divulgação nas redes sociais, que ajuda muito. Tanto é que nos públicos do Palácio (das Artes) vemos muitos jovens, isso é muito positivo”, comenta Mariana.
BRUNA BRANDÃO/DIVULGAÇÃO
Filarmônica em apresentação na cidade de Boa Esperança
De pequeno
Alunos de escolas infantis na série Concertos Comentados da FCS
Incentivo necessário Outro projeto fundamental para o fomento da cena da música erudita em Belo Horizonte é o programa de bolsas de estudos da Fundação de Educação Artística (FEA). “A FEA tem 55 anos de uma tradição de formação de músicos e também uma vertente cultural importantíssima, justamente por oferecer uma programação intensa de música, além de outras vertentes artísticas”, explica Berenice Menegale, diretora artística da instituição. Por acaso, justamente agora está acontecendo uma série de shows o propósito de arrecadar recurso à campanha “Transforme seu imposto em música”, que tem contribuído, desde 2011, para manter o programa social de bolsas da Fundação. “É muito conhecida a possibilidade de pessoas jurídicas patrocinarem projetos culturais mas pessoas físicas nem tanto. Essa campanha é para motivar as pessoas a fazerem doações a esse programa”, diz a diretora. Um dos beneficiados desse programa é o violoncelista Isac Luiz de Souza,
18. Morador de Ibirité, na Região Metropolitana de BH, ele teve o interesse pela música clássica despertado por uma professora, no ensino fundamental. “Ela comentava bastante que as pessoas deviam escutar mais música clássica. Estávamos estudando o cérebro e ela falava de como a música tinha a capacidade de melhorar a cognição das pessoas, que tocar um instrumento favorecia a coordenação motora e também que a per-
CAMPANHA Transforme seu Imposto de renda em música Nós & Voz Neste sábado (24) e domingo (25) Cordas e Vocais Dias 1º (sábado) e 2 (domingo) Voz e Cia Dias 8 (sábado) e 9 (domingo)
Fundação de Educação Artística, (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Às 19h. R$ 20 (inteira)
cepção de mundo mudava”, lembra. Isac então foi atrás de um projeto em que pudesse aprender um instrumento. Encontrou um em sua cidade, porém era direcionado a crianças de até 12 anos – ele já tinha 15. Mesmo assim, entrou na fila de espera e conseguiu começar a fazer aulas de violoncelo. Até que ele descobriu a bolsa da FEA. “Desde então venho comprovando na prática as coisas que minha professora dizia”, comenta. O fato de ter uma bolsa de estudos é fundamental para Isac. “Eu não conseguiria fazer se não tivesse a bolsa e a ajuda com a passagem, porque sou de uma família de baixa renda e moro longe. Meus pais são separados e só minha mãe é responsável por mim e minha irmã. Além de fazer as aulas, eu trabalho na FEA aos domingos, quando tem concerto e sempre frequento a Filarmônica, que tem preços especiais para estudantes de música”, afirma.
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL
Empatia ajuda a reverter a Cefaleia por uso de analgésicos depressão Dr. Telmo Diniz
(CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
abemos que o termo cefaleia remete a dor de cabeça, mas que o abuso de analgésicos pode ser uma das causas de dores crônicas de cabeça poucos devem saber. É na coluna desta semana que vamos falar um pouco sobre este tema tão comum. Cefaleia é um dos sintomas mais comuns nos consultórios médicos, bem como um dos grandes motivos de absenteísmo no trabalho, não só no Brasil, mas em todo o mundo. As cefaleias são tão comuns, que algo em torno de 93% dos homens e 99% das mulheres terão algum tipo de dor de cabeça ao longo da vida; e que 76% do sexo feminino e 57% do masculino tenham pelo menos um episódio de dor de cabeça por mês. Já as cefaleias por abuso de analgésicos perfazem, em média, 35% do total dos casos. O paciente típico é àquele que toma um analgésico com o surgimento de qualquer dor de cabeça e em qualquer intensidade. Daí ele vai aumentando a frequência de uso com cada vez menos sucesso. Com o decorrer do tempo ele que usava a medicação a cada três dias, por exemplo, passa agora a usar o analgésico diariamente e a dor tende a voltar no mesmo dia. A cefaleia por uso de analgésicos é um ciclo vicioso, tendo com o tempo uma piora progressiva dos sintomas da dor e em sua intensidade. O paciente tem a tendência de não procurar ajuda medica, pois tem à mão justamente um dos causadores do problema. A automediAs cefaleias são cação neste caso é a tão comuns, que causadora do mal. Existe uma recomenalgo em torno de dação dos especialis93% dos tas da área de que em casos de mais de homens e 99% três dias com dor de das mulheres cabeça por mês ou de mais de três meterão algum tipo ses de dores de cabede dor de cabeça ça frequentes é preciso procurar a ajuda ao longo da vida de um neurologista. De uma forma geral os medicamentos usados para o tratamento agudo da cefaleia podem causar dores de cabeça por abuso ou uso inadequado. No entanto, há alguns que têm maior risco, a citar: paracetamol; combinação de analgésicos (paracetamol+cafeína, paracetamol+Ácido Acetilsalicílico, paracetamol+ergotamina); opióides (tramadol e codeína); AAS; anti-inflamatórios não esteroides (como o ibuprofeno, o diclofenaco e o naproxeno). Portanto, caro leitor, caso você esteja tomando uma destas medicações de forma frequente e tem dores crônicas de cabeça, abra o olho! Claro que o tratamento da cefaleia vai depender da causa primária e, portanto, a cefaleia por uso abusivo de analgésico deve ser detectada pelo médico e este instruir a suspender seu uso. É também recomendado alterações sobre os hábitos de vida, como investir em atividade física, procurar reduzir o peso, melhorar qualidade do sono e combater o estresse. É importante que o leitor mais atento saiba que a dor de cabeça pode ser sintoma de uma doença mais séria e, portanto, a procura por ajuda especializada é necessária, para não dizer mandatária nestes casos. Temos a mania de querer fazer diagnóstico ou buscar ajuda no “Dr. Google”. Já falamos sobre esse tema aqui nesta mesma coluna. O diagnóstico e o tratamento são prerrogativas do médico. Não se automedique. Faça uma boa semana.
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MEDLEY/DIVULGAÇÃO
No Brasil, 11,5 mi sofrem com a doença – o maior índice na América Latina “Experimentar os sapatos do outro”. A expressão, que significa colocar-se no lugar de outra pessoa para enxergar o mundo pela perspectiva dela, também pode se traduzir em apenas uma palavra: empatia – qualidade apontada por especialistas como uma das principais formas de reverter quadros de ansiedade e depressão. Incentivar as pessoas a falar sobre a depressão para alguém de confiança que pratica a empatia é o mote da campanha #PodeContar, lançada pela farmacêutica Medley, unidade de negócios responsável por genéricos e similares da Sanofi. O objetivo é estimular a quebra dos estigmas e preconceitos relacionados à doença. A proposta abrange várias iniciativas, entre elas uma plataforma disponível no site coletivopodecontar.com.br e o engajamento de um grupo de médicos e influenciadores digitais. Em todo o mundo, mais de 300 milhões de pessoas têm depressão, e menos da metade procura ajuda, segundo a Organização Mundial da Saúde
Influenciadores digitais participam da campanha nas redes sociais
Litza Mattos, enviada especial
(OMS). Nos países em desenvolvimento, a situação é ainda pior, e as taxas não ultrapassam 10%, como é o caso do Brasil. No país, 11,5 milhões de pessoas sofrem com a doença – o maior índice na América Latina. Acostumada a lidar com números, a engenheira Bernadete de Araújo, 64, de repente se viu incapaz de realizar suas atividades. “Sentia uma tristeza imensa e não
GRUPO PC Siqueira, Carol Burgo, Hillan Diener, Juliana Luna, Lua Fonseca, Joanna Canabrava e Uyara Torrente formam o Coletivo #PodeContar, que viajará para São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro com a campanha.
sabia a razão. Uma sensação de incapacidade e de abandono, o desejo de querer ficar só e vários sintomas físicos. O neurologista me pediu 26 exames, que não mostravam nada”, conta. Só depois que ela buscou ajuda na Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata) que descobriu que vinha sofrendo de depressão recorrente ao longo da vida. ENFRENTAMENTO A depressão é uma doença coletiva, pois afeta a família, os amigos, os colegas de trabalho, de acordo com o líder da área médica da Medley, Eduardo Issa. “Muitos pacientes têm vergonha e medo de falar, medo da rejeição. Por isso, a campanha é focada na empatia, porque poder contar com alguém empático ajuda o paciente a
procurar assistência mais rápido e melhora o resultado do tratamento”, disse. Além disso, a falta de atenção aos sinais da doença, que, segundo a OMS, será a mais incapacitante até 2020, ajuda a explicar por que tantas pessoas com depressão têm dificuldade em pedir auxílio. Pesquisa da Federação Mundial para a Saúde Mental mostra que mais de 70% dos indivíduos com depressão não falam nem conversam sobre a doença. “Fortalecer o relacionamento entre o médico e o paciente é essencial, é aquilo que mantém a relação. Sem empatia ele (paciente) não volta, na segunda consulta já não estará mais ali”, observa a presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Carmita Abdo. * A jornalista viajou a São Paulo a convite da Medley
DIANTE DE ALGUÉM DEPRESSIVO O que não fazer - Comparar com a situação de outras pessoas - Pedir para olhar o lado positivo ou para “sair dessa” - Perguntar o que há de errado
- Dizer que não pode fazer nada por aquela pessoa - Dizer que vai se sentir melhor amanhã - Estigmatizar a terapia ou qualquer outro tratamento - Culpá-lo por sua condição
Maneiras de ajudar - Ouvir a pessoa com atenção e a acolher - Não ignorar comentários suicidas - Incentivar a pessoa a procurar ajuda profissional
- Desencorajar o consumo de álcool e drogas - Estimular a socialização e sugerir a prática de esportes - Reforçar que depressão é doença e tem tratamento Fonte: Coletivo Pode Contar
reportagem
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EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
COMO ENFRENTAR
Para o bem-estar do casal, personalidades devem se completar
Entenda a depressão e como a empatia pode ser um remédio para esse mal DEPRESSÃO Transtorno que consiste em uma série de sintomas que fazem a pessoa perder o interesse e o prazer pela vida, aparentemente sem motivo SINTOMAS Tristeza, baixa autoestima, sensação de inutilidade, sentimento de culpa e presença constante de pensamentos negativos NO CÉREBRO 3 A depressão afeta o hipocampo (1), a amígdala (2) e o córtex pré-frontal (3) – regiões que respondem por funções importantes, como memória, aprendizado, concentração e cognição EMPATIA NÃO É SIMPATIA Empatia Ocorre quando você abre o seu coração e tenta entender e sentir as emoções de outra pessoa como se fossem suas FONTE: COLETIVOPODECONTAR.COM.BR
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Simpatia Refere-se à tristeza diante do infortúnio alheio e está ligada à pena, criando um distanciamento emocional e menor compreensão do que o outro está passando
Quem não conhece alguém que já terminou um relacionamento sob o argumento de que era muito diferente do(a) parceiro(a)? Para descobrir se essa é ou não apenas uma desculpa esfarrapada, psicólogos da Universidade de Amsterdã, na Holanda, avaliaram 4.464 casais. Em busca de respostas, os cientistas usaram a abordagem chamada de “Big Five” ou “teoria dos cinco grandes fatores”, mais sofisticada do que aquelas usadas em estudos anteriores. Trata-se de um método famoso na psicologia que divide a personalidade humana em cinco características gerais: neuroticismo (instabilidade emocional), extroversão, sociabilidade (afabilidade), escrupulosidade (que mede a autodisciplina) e a abertura para novas experiências. Segundo a psicóloga Manon van Scheppingen, princi-
pal autora do estudo, o maior erro dos trabalhos anteriores foi abordar o Big Five de forma extrema, na qual as respostas se limitavam apenas a “é melhor os parceiros serem parecidos” ou “é melhor serem diferentes”. Em Amsterdã, os pesquisadores optaram por uma investigação autônoma e sutil dos cinco traços de personalidade – e como eles se relacionavam para o sucesso da relação. E descobriram que, de longe, ter uma com-
binação perfeita pode não ser o mais indicado. O mais importante para o bem-estar dos parceiros, concluíram, é que suas personalidades se complementem. No estudo foi constatado, por exemplo, que ter o mesmo nível de extroversão causa mais problemas: é melhor que um dos parceiros seja mais desinibido. Além disso, é preferível que ambos tenham níveis parecidos de sociabilidade (não importando se alto ou bai-
HARMONIA É PALAVRA-CHAVE Duas pessoas com personalidades idênticas se relacionando poderia ser uma tragédia comparada à lenda de Narciso, da mitologia grega. “Ambos se apaixonariam pelos próprios reflexos no espelho”, diz a psicóloga Gabriela Freitas. Segundo ela, é necessário haver um equilíbrio entre diferenças e
semelhanças, ou seja, nada de “8 ou 80”. “Elas precisam ter o que chamamos de “pontos de contato”: interesses em comum, ideias similares, sonhos e objetivos alinhados. Se isso não acontecer, a relação tende a não durar graças às diferenças, que acabam sobressaindo quando há desequilíbrio”, diz.
xo), mas, se houver diferença, o ideal é que esse fator sobressaia em um deles. Ainda segundo os psicólogos, os indivíduos tendem a ser mais felizes se eles e/ou seus parceiros tiverem personalidades mais agradáveis, mais conscientes e menos neuróticas – o que é consistente com o que se sabe até hoje sobre as ligações entre esses traços e o conceito de felicidade. “A similaridade levaria a menos conflitos entre visões e ações do casal, o que poderia estar ligado à experiência de níveis mais elevados de bem-estar relacional”, escreveu Van Scheppingen na pesquisa. No geral, é mais seguro concluir que não existe uma regra única que se aplique a todas as pessoas e que a semelhança entre parceiros é, de fato, importante para os relacionamentos. (Thuanny Mota)
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sociedade
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DOLCEVITA MAIS PÉROLAS 5º BrazilFoundation Gala São Paulo será realizado dia 28. O evento, que também acontece em Miami e NY anualmente, reunirá 300 convidados do mundo empresarial, diplomático e artístico, por um Brasil mais justo. Os recursos ajudarão iniciativas sociais no Brasil em 2019. A BrazilFoundation já arrecadou mais de US$ 40 milhões e apoiou mais de 600 organizações sociais de 26 Estados brasileiros.
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OUTRAS PÉROLAS jantar financia projetos em educação, cultura, saúde, desenvolvimento socioeconômico, direitos humanos e negócios sociais. Na Casa Fasano, o mestre de cerimônia será Reynaldo Gianecchini. Os apresentadores do leilão, Fernanda Gentil & Jonathan Azevedo. Leiloeiro, Fábio Zukerman. Abertura, DJ Dolores e Orquestra Imaginaria PLOC. Show, Maria Rita.
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LINDO E SOLIDÁRIO
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ecoração maravilhosa do BH Shopping recebeu o Pa-
Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS EDY FERNANDES
pai Noel dia 15 de novembro com a “Candy Stick Christmas”, assinada por Cipolatti. A programação teve mais uma surpresa: a maior árvore de Natal da capital mineira, com 34 metros de altura e mais de 200 mil luzes! A programação também será solidária. O empreendimento apoiará algumas ações para beneficiar crianças carentes.
e coragem!”. Além do progresso tecnológico dos aviões, José Afonso justifica o sucesso à equipe da Líder: “É o principal. Sem uma equipe preparada, dedicada, nada disso seria possível! Seres humanos maravilhosos”.
SINFONIA DA AQUARELA as o que José Afonso espera deste novo Brasil? “Espero muito dos que agora assumem o comando do país e dos nossos Estados, do novo Congresso e do ministro da Justiça! 2019 será talvez o mais crítico para nós, o primeiro do novo governo que, após se organizar, poderá mostrar os resultados que dele esperamos! A partir de 2020, início da longa e demorada recuperação! O estrago foi grande demais!
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CIRCO DA AVIAÇÃO ara festejar e comemorar seus 60 anos, a Líder Aviação deu um inolvidável presente a convidados e depois à população de BH. Dia 12, na Sala Minas Gerais, apresentação de um espetáculo inédito no Brasil. Foi o grupo “Cirque de la Symphonie”, junto à Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, Dias 13 e 14, o espetáculo aberto ao público. No repertório, grandes sucessos da música clássica, como trecho do balé “O Lago dos Cisnes”, de Tchaikovsky, e “Bolero de Ravel”.
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SINFONIA DA AVIAÇÃO nossa maneira, comemoramos os 60 anos da Líder Aviação entrevistando seu criador e líder máximo, o ami-
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Durante a comemoração dos 60 anos da Líder Aviação na sala Minas Gerais, o casal Eugênio e Camila Mattar
go comandante José Afonso Assumpção, nas páginas de nosso jornal irmão O TEMPO, de onde extraímos agora “os melhores momentos”. Para começar, uma surpresa, nada clichê. O amor de José Afonso pela aviação não veio da infância, como
nos filmes. “A primeira intenção, foi escapar do serviço militar, mas aí o amor nasceu!”.
SINFONIA DA VIDA os 85 anos, José Afonso está assim, “alegre por viver e agradecendo diariamente a Deus pela vida e tudo que lhe concedeu”. O balanço? “Muito positivo, em todos os sentidos! Muito trabalho
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GUYS AND DOLLS (395) té então, pelo menos para nós, “goy” era “não judeu”. Agora, é coisa completamente diferente, “gay que não é gay”, pode? Um exemplo? Lemos no blog de Paulo Sampaio. São Paulo, nossa Amsterdam, sempre à frente das outras cidades, terá bar para homens que transam com homens, mas não são gays, são os "gOys". Assumidamente heterossexuais, os gOys são homens que fazem sexo entre si, mas com parcimônia.
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4004-9000
lançaperfume
sobre os “gOys”. 6 Ainda Eles admitem “quase tudo, mas não os finalmente”. O bar, no Largo do Arouche, será inaugurado hoje. 350 m² e várias 6 São salas para os g0ys interagirem. “Cabem apenas 300 pessoas”, diz o dono, Karlos, que instalou “labirintos” (corredores que conferem um aspecto lúdico ao “namoro”). detalhes são 6 Outros impublicáveis neste jornal familiar. Antes, os encontros g0ys aconteciam em sítios ou festas particulares em casas na cidade. maioria dos homens 6 Aé casada (ou tem namorada) e leva a mulher junto, como “prova” da heterossexualidade. se sentiam 6 Muitos constrangidos na presença das mulheres. Hoje, isso está completamente superado. Elas aceitaram o movimento g0y melhor do que se esperava. site do movimen6 “No to, as regras são bem claras. Logo no início, se anuncia: ‘Não participam das nossas festas: Trans, homens afeminados, gays e homens singles de comportamento passivo’”. que ou6 Osaheterog0y ir além recebe um castigo severo: “O passivo será removido, e o ativo levará uma advertência; se for reincidente, também será removido”. Nosso comentário: goy não é gay, mas é meio caminho andado. Paulo Henrique Pentagna Guimarães e Camila Chiari no mesmo evento que teve apresentação inédita do Cirque de la Symphonie ao lado da Orquestra Filarmônica de MG
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BICHOS E CAPRICHOS
Boca saudável
ADOTE UM AMIGO FOTOS DIVULGAÇÃO
Como os humanos, os animais precisam cuidar da saúde bucal, para não sofrer com o mau hálito e mesmo com a perda óssea provocada pelo tártaro ACERVO PESSOAL
Patrícia O tártaro é, Cassese sem dúvida, um dos problemas mais frequentes. Mas, definitivamente, não é o único. Assim como nós, humanos, os animais também precisam de uma série de cuidados para ostentarem dentes sadios. A boa notícia é que o mercado especializado neste segmento tem apresentado uma série de opções para seu melhor amigo não sofrer com o mau hálito ou mesmo com a perda dos dentes, para citar problemas bucais mais frequentes. Que o diga Luiz Claudio Sofal. Ainda estudante de veterinária, ele começou a notar que a capital mineira registrava uma carência no que tangia à área de cuidados dentais direcionados a animais. E, movido pela paixão, resolveu apostar as fichas nesse nicho. Passadas duas décadas, trabalho não falta ao dentista veterinário. No entanto, em vez de comemorar, Sofal prefere ratificar a importância de o dono dedicar tempo para evitar que seu animalzinho precise enfrentar o motorzinho. “A doença periodontal mais frequente causada pelo tártaro (ou cálculo dentário) decorre do fato de esse, com o tempo, destruir a estrutura de suporte do dente, provocando gengivites, pe-
Luiz Cláudio Soifal recomenda escovação dia sim, dia não
riodontites... A raiz do dente pode ficar exposta. Com isso, perde-se a fixação e o animal pode ter a perda dentária – esse é realmente o maior problema: acomete cerca de 80% dos animais acima de sete anos”, diz. PRODUTOS Sofal lembra que o mercado, hoje, oferece vários produtos que ajudam na profilaxia. Mas enfatiza: sozinhos, não fazem mágica. “Às vezes, acontece de o proprietário se iludir. O ideal é que o animal fizesse uma limpeza profissional semestral – em alguns
casos, anual. E, no dia a dia, uma escovação dentária eficiente e persistente, constante. Vale lembrar que, nos pet shops, essa escovação é feita de forma mais rápida. Então, precisa ser reforçada em casa, no mínimo dia sim, dia não. E, bem, não é só uma chacoalhada no dente”, pontua ele, reconhecendo, porém, que algo em torno de 90% dos donos, perdidos nos afazeres diários, se esquecem desse cuidado. CÁRIES? Apesar da frequência do tártaro, curiosamente, os cães não costumam
apresentar muitas cáries – isso porque têm PH da boca mais alcalino. Um outro problema recorrente no consultório é o dente de leite que não cai. Com o surgimento do permanente, acaba ocorrendo um “acavalamento”, o que facilita ainda mais a ocorrência do tártaro. Uma curiosidade é que se é fato que os consultórios dentários recebem mais clientes caninos e felinos, também são aptos a atender pássaros e mesmo tartarugas. Explica-se: os psitáceos podem sofrer acidentes que resultam em quebra dos bicos, o que pode ser minimizado com o uso de próteses. O mesmo ocorre com os cascos das tartarugas. Sofal também lembra que tem aumentado o número de roedores, em particular, coelhos. E quanto à anestesia? Bem, é fato, alguns animais podem, sim, precisar. Vale dizer que Sofal chegou a atuar no jardim zoológico da capital mineira, onde integrou uma equipe que atendia animais de grande porte, como o saudoso Idi Amin. Obviamente, nesses casos, a anestesia é essencial. Mas ela pode ser usada também em animais de pequeno porte – no caso, é aplicada a inalatória gasosa, “que é bem mais tranquila”. “O animal só não pode dirigir depois”, brinca, o veterinário, formado pela UFMG e com especialização pela USP.
cachorrinha quase foi sacri6 Essa ficada. A Juju é cega e ouve pouco. Na verdade, não é chegada a afagos, mas é mansa, não morde nem ataca. Porte grande. ACERVO PESSOAL
um gatinho positivo 6 OparaLineuFelvé (leucemia felina), doença não transmissível a humanos, mas sim para outros gatos. Precisa ser o único gato da casa ou ser adotado por alguém que tenha outros gatos positivos para Felv. DIVULGAÇÃO
casa mudou e abado6 Onoudonoessadacadelinha, que, trancada, passou fome e sede. Foi resgatada, mas está triste. Mesmo sendo cuidada, procura um lar definitivo. * Se você se interessou por algum dos animais desta página, entre em contato, sempre na parte da tarde, pelo telefone 99471-3113.
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HORIZONTES DA CIDADE Mulheres integram efetivo há 25 anos, mas são menos de 10% FOTOS DOUGLAS MAGNO
Pioneiras tiveram que mostrar que são capazes de exercer as mesmas funções A primeira reação do pai de Karla Lessa Alvarenga Leal, quando ela comunicou à família que seria militar do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, foi dizer que “bombeiro não era coisa para mulher”, que era um serviço estritamente masculino e que não caberia a uma mulher desempenhar tal função. Mas Karla não desistiu. Em 2001, aos 18 anos e recém-saída do colégio, ela foi aprovada em concurso público do curso de formação de oficiais da corporação. Hoje, aos 36 anos, Karla ostenta a patente de capitão e é comandante de helicóptero. Ela foi a primeira mulher a pilotar uma aeronave do Corpo de Bombeiros no Brasil. Trata-se de um marco da luta feminina pela igualdade, entre as 551 mulheres que, desde 1993, fazem história usando a mesma farda. No último dia 31, fez 25 anos que o Corpo de Bombeiros de Minas abriu sua primeira turma feminina. Hoje, elas ainda representam menos de 10% do efetivo (9,2%), mas seguem abrindo caminho para muitas outras e quebrando barreiras que pareciam intransponíveis. Pedro Ferreira
PRIMEIRA TURMA Quando a capitão Sônia Regina Borges da Silva de Carvalho, 50, passou a integrar o efetivo, a corporação era exclusivamente masculina. Na época, ela tinha 26 anos e já era casada. “Turma 133”, diz ela, orgulhosa ao lembrar o número da primeira turma feminina, que formou Sônia e mais 66 mulheres. Elas passaram a exercer as mesmas funções dos homens e mostraram, com muito trabalho, que o serviço militar também é coisa de mulher. “Foi uma novidade porque não existia, até então, a presença feminina nos quartéis. O ambiente era 100% masculino. Foi uma surpresa para eles, e a adaptação
Confiança só veio com o tempo
foi um pouco complicada”, conta Sônia. Da sociedade, ela disse ter percebido apenas admiração. Mas dentro da corporação “acontecia preconceito, sim!”, diz ela. “Alguns homens, no início, achavam que não daríamos conta, que nós éramos frágeis demais para certos tipos de trabalho”, lembra a capitão. Mas em pouco tempo ela sentiu que eles foram se adaptando. “Inclusive, eles falavam que o ambiente havia melhorado muito, assim como a convivência”, reforça. Já a reação da família foi um misto de orgulho e preocupação. “Eles sabiam como era o trabalho dos bombeiros e ficaram um pouco apreensivos. Não sabiam muito bem como lidar com isso, com o tempo que eu ficava envolvida com o trabalho. Às vezes, eu não voltava para casa”, recorda Sônia.
Sônia Regina Borges da Silva de Carvalho já entrou nos bombeiros com habilitação para dirigir. Logo no início, ela quis conduzir as viaturas, mas não foi fácil. “Eu sentia resistência, ouvia alguns comentários. Levou um tempo para eles terem confiança na gente”, conta. A turma dela, com 80 mulheres, passou nove meses em treinamento. Uma tenente e uma capitão da Polícia Militar (PM), que admitiu mulheres em seus quadros em 1981, foram designadas para a formação das bombeiras. “Era uma vida totalmente diferente, passávamos um tempo longo dentro da instituição. Muitas mulheres entraram sem entender o que viria pela frente. Os treinamentos eram muito puxados”, lembra. A grade curricular do curso era a mesma dos homens.
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LEGISLAÇÃO História O emprego de mulheres nas atividades do Corpo de Bombeiros de Minas foi garantido por meio da Lei 11.099/1993. Das 80 inscritas na primeira turma, 67 se formaram.
é o número total de bombeiros militares em MG
551 Karla Lessa entrou na corporação aos 18 anos e foi a primeira mulher a pilotar uma aeronave dos bombeiros no Brasil
mulheres integram o quadro da corporação em Minas
Fardas e padrões foram adaptados
Trajetória: Sônia Regina integrou a primeira turma feminina e diz que conseguiu vencer preconceitos
Quando as primeiras mulheres entraram para a Polícia Militar (PM) de Minas, em 1981, elas eram obrigadas a abrir mão da vaidade e, inclusive, cortar os cabelos. As primeiras bombeiras do Estado pegaram uma época mais avançada. Podem ter cabelo comprido, mas desde que o prendam com coque. “Hoje, esse lado é muito mais respeitado. Podemos usar maquiagem, tudo que estiver dentro dos padrões. Temos um fardamento apropriado”, afirma a capitão Sônia Regina Borges da Silva
de Carvalho. Ela lembra que, quando a primeira turma feminina entrou na corporação, a farda usada por elas tinha modelagem masculina. “Hoje é diferente porque nós somos diferentes. Podemos, sim, manter a vaidade”, disse. A militar conta que não perde sua identidade nem mesmo quando está em ação. “Quantas vezes eu estava na mata, combatendo incêndio, e passava meu batom, toda suja de resíduo”, contou Sônia.
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HORIZONTES DA CIDADE Sangue-frio e emoção na dose certa FOTOS: DOUGLAS MAGNO
Ser bombeiro, muitas vezes, exige sangue-frio, mas para a capitão Karla Lessa Alvarenga Leal, 36, é inevitável não se abalar com a dor do próximo, independentemente de ser homem ou mulher. “De forma geral, cada atendimento tem sua particularidade. Muitas vezes, envolve sofrimento humano”, conta. Ela não esquece um acidente envolvendo vários veículos, entre eles um caminhão de combustível de aviação dos bombeiros, em que foi acionada para salvar colegas que ficaram presos às ferragens. O desespero durou três horas diante do risco constante de explosão. “Essa é uma ocorrência que me marca até hoje, não apenas por envolver companheiros do batalhão, mas também pela noção que a gente precisa
COMANDANTE AGRADECE Falar da presença das mulheres no Corpo de Bombeiros é falar de algo especial, segundo o comandante geral da corporação, coronel Cláudio Roberto de Souza. “É falar de quebra de barreiras, acessibilidade, aceitação, presteza, carinho com o cidadão”, afirmou o militar. Ele diz que a convivência é salutar: “Nos deu um toque de sensibilidade que resulta na qualidade do serviço”.
‘Mulher é mais sensível e cuidadosa’ Elas dizem que bom atendimento requer técnicas e pés no chão
ter, de ser um pouco sangue-frio às vezes, para ter calma no atendimento da ocorrência. Não adianta sair na emoção, de qualquer jeito. É preciso ter técnicas e pés no chão para atender da
melhor forma”, ensina a capitão. Karla lembra que os bombeiros não podem colocar a própria vida em risco. “A gente precisa ter o máximo de treinamento possível”, concluiu a militar.
A soldado Camila Wendel, 34, no Corpo de Bombeiros desde 2014, acredita que uma das principais qualidades que as mulheres levaram para a corporação é a sensibilidade. “Como a gente trabalha com vidas e bens, homens, mulheres e animais, acho que a mulher traz uma visão mais humanitária para o trabalho, um
cuidado maior. Eu acho que é uma característica própria da mulher, ela é mais cuidadosa, pensa mais nos outros, e isso se reflete no ambiente de trabalho”, afirma Camila. Ela lamenta que a mulher ainda represente menos do que 10% do efetivo da instituição, mas reconhece que elas vêm conquistan-
do seu espaço. “Ainda é um universo muito pequeno, mas a gente vem demonstrando no dia a dia, com a qualidade do nosso trabalho e capacitação, que é possível dar esse passo. Acho que a tendência é aumentar o número de mulheres no serviço militar”, completou Camila.
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ESPAÇO GOURMET STUDIO TERTULIA/DIVULGAÇÃO
Começou, na última sexta-feira (23), a primeira edição do Festival Baixa Gastronomia, em Belo Horizonte. Idealizado pelo jornalista gastronômico Daniel Neto, o Nenel, e realizado em parceria com a produtora cultural Híbrido.cc, o evento conta com 20 estabelecimentos participantes. Entre as casas, há desde botequins e restaurantes a pastelaria, padaria, mercearia e até um carrinho de comida de rua, sempre com opções a preços populares. Os pratos indicados custam de R$ 4 (pãozinho de batata recheado com queijo canastra) a R$ 22 (tropeiro completo). O festival acontece até 23 de dezembro. Uma festa, que reunirá todos os participantes, batizada de Mexidão do Baixa, acontecerá em 15 e 16 de dezembro, no Villa Albertini. Confira a lista dos participantes e seus pratos em festivalbaixagastronomia.com. LEO FONTES – 12.9.2018
O Alaíde Botequim é um dos participantes do Festival Baixa Gastronomia
Muita novidade para o calor A Easyice (rua Professor Moraes, 476, Funcionários) lançou seu novo cardápio de sobremesas. Dentre as novidades, estão três opções de smoothies (R$19,90). Há também sabores mais doces, como o Verrine (R$9,90), que propõe uma releitura dos consagrados drinks com uísque, mas em uma versão de sobremesa, e também opções com chocolate, como o Cioccolato (R$14,90).
Hambúrguer em festival Começou na última sexta-feira (23) e vai até 9 de dezembro a 13ª edição do Burger Fest, roteiro de hambúrgueres que ocorre em cinco capital do país, incluindo BH. Entre os 16 participantes, há casas especializadas em sanduíches, como o James Burguer, mas ainda bares e restaurantes, como o Caê. Os preços das sugestões variam entre R$ 22,90 e R$ 45. Informações no burgerfest.com.br. VICTOR SCHWANER/DIVULGAÇÃO
Minuciosamente colocados para ornamentar os pratos a serem servidos, os brotos têm surpreendido não só por sua aparência delicada, mas também pelo sabor superconcentrado e pelos benefícios nutritivos. Essas folhinhas recém-nascidas são salpicadas para incrementar receitas como a polenta cremosa com trifollati de funghi e ovo estrelado, servida no restaurante La Palma com brotinhos de rúcula. “Além de dar mais sabor, o prato fica mais apresentável e bonito do que quando finalizado com uma erva grande com galhos, por exemplo”, explica a chef Naiara Faria. Ela tem como assinatura de sua cozinha justamente os pratos acompanhados por essas pequenas hortaliças – é por isso que, há pouco mais de um ano, mantém uma pequena horta totalmente dedicada à produção de brotos e folhagens de beterraba, agrião e rabanete, que são utilizados em suas criações. “Os de coentro, por exemplo, as pessoas têm mais resistência, por isso coloco apenas nos pratos com peixe. O de rabanete é mais neutro e dá para utilizar em uma maior variação de pratos”, ensina a chef. Para quem estava acostumado a deixar para escanteio o verdinho no prato, essas pequenas hortaliças têm conquistado os paladares. “Tem muito cliente que pede para saber qual broto é porque, pelo formato, não dá para saber. Muitos provam e não criam tanta restrição”, comenta Naiara. O chef Gabriel Dias, do Espaço Do Ar, gosta de finalizar a sobremesa de morangos marinados com pimenta e sobert de limão com raminhos recém-nascidos de rúcula. “Com o leve amargor, o broto de rúcula ajuda a contrastar o sabor do doce, e a sobremesa fica mais equilibrada”, afirma. Já o estrogonofe de cogumelos recebe pequenos agriões, e a salada de feijão fradinho com mexilhões ganha brotos de beterraba, enquanto os pedaços de frango crocantes vêm com coentrinhos. Todos os brotos são da empresa Takoish, de São Paulo. O coquetel de camarão feito pelo chef Massimo Battaglini, do Club do Chef, leva broto de nabo. “O broto é a união do acabamento do prato e o sabor. Ele é até cinco vezes mais intenso do que o próprio nabo, e o leve Lorena K. Martins
Que broto, hein?
No La Palma O trifollati de funghi e ovo estrelado é finalizado com brotinhos de rúcula. Para atender a demanda das receitas, a chef Naiara Faria (acima) mantém uma horta no próprio restaurante para a produção de brotos utilizados na sua cozinha
amargor contrasta com o molho do camarão, que é mais adocicado, além de dar um toque crocante ao prato”, conta o chef, que também está desenvolvendo os próprios brotos de manjericão, prontos para serem consumidos em dez dias. “Ele é muito delicado. Vale colocá-lo em uma saladinha e misturá-los com outros tipos de brotos”, sugere. O minimanjericão também finaliza a barriga de porco com goiabada defumada do restaurante OssO – Mind The Bones, feita pelo chef Djalma Victor. “Gosto muito de usar vários elementos em cima do prato. O de amaranto é um pouco mais amargo, já o de manjericão é ideal para dar refrescância. Se for para adocicar, o de cenoura ou erva-do-
ce é o ideal”, exemplifica o chef, que recebe os brotinhos duas vezes por semana para incrementá-los na receita. “Estão sempre frescos e podem ser armazenados por mais ou menos dois dias na geladeira”, revela. As pequenas hortaliças servem tanto de base quanto finalização de boa parte dos pratos servidos no Poke Sim, da chef Gabriela Harue. O moyashi (broto de feijão) e o broto de bambu são cultivados em água e combinados com proteínas, como atum e salmão crus, salmão grelhado e cogumelos shimeji. Já os de beterraba e rabanete servem para decorar. “São alimentos energéticos e saborosos, e essa versatilidade de sabor é recente”, finaliza. CACÁ LANARI/DIVULGAÇÃO
Variedade gastronômica
Com um sabor superconcentrado, as hortaliças recém-nascidas proporcionam aromas delicados e incrementam o visual dos pratos
FLÁVIO DE CASTRO/TOUJOURS FOTOGRAFIA/DIVULGAÇÃO
DE BANDEJA
No Club do Chef, o coquetel de camarão é finalizado com broto de nabo e pimenta-do-reino
Barriga de porco com goiabada defumada e broto de manjericão, pelo chef Djalma Victor do OssO – Mind the Bones
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RECEITA BRUNO SENNA/ESPAÇO DO ARBROTOS
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Cultivo das hortaliças pode ser feito em casa LEO FONTES
Para quem quer se aventurar no cultivo dos próprios brotinhos, Thiago Pinheiro, jornalista especializado em meio ambiente e sóciofundador da Galho de Amora, consultoria especializada em hortas urbanas residenciais, sugere jardineiras de parapeitos de janelas ou até mesmo recipientes e jardineiras de plástico ou cerâmica para o cultivo. “A regra é que tenha uma terra bem nutrida e drenagem no solo. Furos no fundo do vaso e pedrinhas favorecem a passaMorango de Verano RECEITA DO ESPAÇO DO AR
Ingredientes 150 g de morango 20 g de folhas de hortelã 5 g de pimenta-dedo-de-moça 100 g de açúcar demerara 50 g de sorbet de limão 10 g de broto de salsa Modo de preparo Corte os morangos em lâminas finas, e a
pimenta, em filetes bem finos. Reserve o morango e a pimenta numa vasilha e acrescente o açúcar demerara. Deixe descansar até o açúcar derreter e virar uma calda (cerca de 20 minutos). Corte o hortelã e acrescente na calda. Monte sua sobremesa com os morangos em calda, acrescente uma bola de sorbet e de limão e os brotos de salsa para decorar e dar equilíbrio à receita.
gem de água”, explica. Com uma sementeira – local em que as sementes germinam para que depois possam ser transplantadas para jardineiras ou vasos – e um punhado de substrato ou terra própria para jardinagem, é possível plantar as sementes. É preciso “água e sol indireto para não ‘fritar’ os brotos, que são sensíveis”, alerta. Na hora da colheita, o segredo é puxar os brotos com delicadeza e higienizá-los. “Podem ser guardados em potes herméticos,
de preferência entre folhas de papel toalha para mantê-los sequinhos. Duram até uma semana”, disse ele. “Mas não recomendo guardar, os brotinhos são bem delicados. O ideal é o consumo imediato após a colheita, que concentra ainda mais o sabor e os nutrientes”, sugere ele, que serve as folhinhas até mesmo no centro da mesa, ainda plantadas, para que os convidados colham à vontade.
Thiago Pinheiro, sócio-fundador da Galho de Amora
STUDIO TERTULIA/DIVULGAÇÃO
SERVIÇO
No Poke Sim, brotos de feijão e de bambu são frequentes no menu
Espaço Do Ar Rua Amoroso Costa, 32, Santa Lúcia.(37) 99914-4763 La Palma Rua Professor Jerson Martins, 146, Aeroporto. (31) 3441-4455 OssO – Mind The Bones Rodovia MG–030, Rod. Januário Carneiro, 8.625,
Vale do Sereno, Nova Lima. (31) 3694-2731 Poke Sim Rua Antônio de Albuquerque, 629, Savassi.(31) 99270-0116 Club do Chef Av. Raja Gabaglia, 2.700, sala 309, Estoril. (31) 3643-8784
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almanaque CLÁSSICO REINVENTADO> O mais popular texto do bardo Shakespeare ganha montagem inovadora
Romeu, Julieta & Marisa Embora pairem dúvidas quanto ao ano exato em que Willam Shakespeare (1564-1616) colocou o ponto final em sua obra mais popular, o drama “Romeu e Julieta”, é sabido que a história do amor impossível entre dois jovens foi ofertada à apreciação do público no final do século XVI. Desde então, a rixa entre Montéquios e Capuletos serviu de inspiração a balés, quadros, filmes e, claro, espetáculos teatrais. Mas se o assunto em questão é a música que embala o romance entre os filhos de duas famílias rivais de Verona, não há como não lembrar do tema composto por Nino Rota para o filme homônimo dirigido por Franco Zeffirelli em 1968. Nada menos que um clássico. A produção da montagem de “Romeu e Julieta” que a capital mineira recebe agora, no entanto, resolveu deixar de lado o que poderia soar como previsível para Patrícia Cassese
apostar em um feixe de canções de características peculiares: foram compostas ou cantadas por Marisa Monte ao longo de sua carreira. Canções como “Amor I Love You” ou “Um Só”. Aliás, são 25, ao todo. Com a palavra, o autor da ideia, Gustavo Gasparani, que assina o roteiro musical: “O fato de eu ser muito amigo dela (da cantora), de ter acompanhado a realização da maioria de seus discos, me deu um conhecimento profundo da obra dela e, ao ler a peça, sacar que as músicas cabiam naquele universo – e, portanto, nesta adaptação da obra ao gênero musical”, sublinha. Ideia aprovada pela produção e direção, Gasparani foi tentar entender que momentos do texto original poderiam ser transformados em números musicais. “E fui me surpreendendo com as diversas músicas que combinavam perfeitamente (com a história). Caso de ‘Ontem ao Luar’, escolhida para abrir o primeiro ato, e ‘Vilarejo’, para fechar o segundo. Outra que chamou muita atenção foi “Perdão Você”, que servia perfeitamente para a cena do envenenamento. Foram três músi-
“
É um texto de muita musculatura, com potencial para perpassar mais muitos séculos” Thiago Machado cas muito icônicas”, diz ele, acrescentando, à lista, “De Mais Ninguém”. “Essa, servia perfeitamente à cena final do casal”. Já as demais, explica, “foram vindo”. “É impressionante como os versos da Marisa Monte tinham a ver com a história – talvez o fato de ela cantar muito o amor tenha facilitado, e, por conta disso, eu tenha percebido a proximidade dos dois universos: o da obra dela e do texto do Shakespeare”. GRANDES NOMES Além de Gasparani, a produção traz
uma série de chamarizes: a direção é de Guilherme Leme Garcia, a cenografia, de Daniela Thomas, o figurino, de João Pimenta, e o visagismo, de Fernando Torquatto. A atriz Vera Holtz assina como “colaboradora artística”, tendo participado da preparação do elenco – que, vale dizer, foi escolhido por audições. São 23 atores em cena, sendo os papéis principais interpretados por Bárbara Sut (Julieta) e Thiago Machado (Romeu). São nomes conhecidos pelo público apreciador do teatro musical feito no Brasil, com passagens por empreitadas de sucesso. Alguns deles, diga-se, ainda tiveram aulas com Renato Rocha (diretor de “Ayrton Senna, O Musical”), que preparou os atores para as lutas de espadas. Ele trabalhou com a Royal Shakespeare Company, uma das mais importantes do Reino Unido. Nas vestes de Romeu, Thiago herda dessa empreitada mais que os 12 pontos que levou após se ferir em uma cena de esgrima durante um en-
saio – que, aliás, ele encara com bom humor. Ele, que já atuou em musicais como “Cazuza”, “Rent”, “Rocky Horror Show” e “Cantando na Chuva”, conta que, inicialmente, o que o levou a enfrentar a audição foi a possibilidade de atuar em um texto de Shakespeare. “Particularmente, em se tratando deste texto, que é muito elaborado e interessante nas entrelinhas, pleno de significados e contextos políticos que inclusive se refletem muito agora”, analisa. Outro ponto que contou foi o fato de ser uma montagem de “Romeu e Julieta” no escaninho dos musicais, “campo no qual me sinto mais confortável, no qual acredito que posso contribuir mais”. E, por último, a inovação de contar com a trilha de Marisa Monte. “Sei que, em 1984, houve uma montagem do Antunes Filho com músicas dos Beatles. Mas fiquei muito curioso de ver como ficaria com as músicas da Marisa Monte”, reconhece. MESCLA DE REFERÊNCIAS Uma outra, digamos assim, inovação apontada pela imprensa nas praças pe-
Sáb. e dom. 1º e 2.nov.
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Os figurinos são assinados pelo estilista mineiro João Pimenta
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Grandioso
las quais o espetáculo já passou – o fato de a montagem trazer uma Julieta negra – é relativizada por Thiago. “Isso não se destaca. Ela poderia ser oriental, branca ou de qualquer etnia. As famílias dos clãs rivais têm, nessa montagem, membros negros e brancos. Sei que houve uma montagem na Broadway na qual atores negros interpretavam os Capuletos, mas, particularmente, acho que nem é o momento de marcar esse tipo de distinção – aliás, aqui, temos meninos com saias, meninas de cabelos curtos... Uma mescla de referências. Temos calças jeans, óculos de sol, mas, também, trajes medievais. O baile tem música eletrônica, enquanto a luz é mais retrô. Mesmo a musicalização das composições de Marisa Monte é outra, elas foram desconstruídas”, avisa o moço.
> Romeu e Julieta
Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046). Dias 1º (sábadoº), às 17h e 21h, e 2 (domingo), às 19h. A partir de R$ 75 (inteira)
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ARTES CÊNICAS Vamos respeitar as diferenças? Companhia que dispensa maiores apresentações, o Grupo XIX de Teatro (SP) já acalentava há tempos levar ao palco um espetáculo direcionado ao público infantojuvenil. “Acabou que, ao longo do caminho do grupo, alguns dos integrantes tiveram filhos e, assim, passamos a conviver mais com esse universo”, lembra Rodolfo Amorim, um dos integrantes. “E também havia a vontade da gente de dialogar com um público em formação”. No entanto, ele se recorda que, até pouco tempo atrás, faltava, ao grupo, um projeto para dar o start a esse processo. Até que outro integrante, o ator e dramaturgo Ronaldo Serruya, colocou na roda o texto “De Repente, Nas Profundezas do Bosque”, do israelense Amós Oz. “A partir da sugestão, todos nós lemos. E o que achamos mais bacana é que não se trata de um texto indulgente, ele não passa pano para ninguém. Ao abordar o bullying, as crianças também são responsabilizadas”, avisa Rodolfo, que assina a direção junto a Luiz Fernando Marques. Vale dizer que Rodolfo e Ronaldo Serruya também compõem o elenco, junto a Patrícia Cassese
Janaina Leite, Juliana Sanches e Tarita Souza. “O enredo é o mesmo do livro: há uma aldeia na qual não existem mais animais, mas ninguém fala sobre isso. Os mais velhos, não sem um certo desconforto. Já as crianças, porque não conviveram mesmo – se referem a eles como se fosse mitologia”, descreve. Na verdade, apenas a professora, Rafaela, aborda o tema. “A gente achou que tinha em mãos um bom material para discorrer sobre a intolerância, um tema que está muito em foco. E trabalhamos com essa dimensão, a de que a criança não vai sozinha ao teatro. Então, a gente queria que fosse uma montagem consistente também para adultos, que eles pudessem se emocionar”. Na peça, estão em cena os colegas Santi, Clara e Luna – essa última, aliás, desaparece após sofrer bullying. Inquietos, Santi e Clara adentram a floresta de modo a tentar descobrir o que de fato houve. A ideia é mostrar como o bullying isola as pessoas e a consciência de que o “outro” também tem medos, fragilidades e inseguranças. “Em um debate após o espetáculo, tivemos um retorno muito intenso das crianças. Elas colocaram como o bullying as afetavam no dia a dia, mas, ao mesmo tempo, se reconheciam também, e de certa forma, praticantes.
JONATAS MARQUES/DIVULGAÇÃO
estreia 30.nov.
Em cena, um grupo de alunos que adentra uma floresta onde os animais são tidos como seres mitológicos
Porque isso é uma característica do nosso ser social, e de alguma forma, elas entenderam que é negativo. Foi muito legal, pois a peça propõe esse jogo de se ver, de se colocar no lugar tanto de quem pratica o bullying quanto de quem sofre. E se o primeiro ato é convencional, a plateia vê o palco de frente, depois, a montagem propõe uma itinerância no prédio. A plateia vê, por exemplo, a maquinaria do palco. E, aí, as
crianças assumem o papel dos animais que sumiram”. COMPLEXO Responsável pela dramaturgia, Ronaldo conta que um desafio ao qual se lançou na adaptação da obra de Oz foi justamente não ceder à tentação de tratar a criança “como um indivíduo não capaz de entender uma linguagem mais sofisticada”. “Não ceder à tentação de ‘simplicizar’, de tornar simplória a for-
ma de escrever para esse público. No processo de preparação, assisti a alguns espetáculos que, no meu ponto de vista, subestimavam a capacidade da criança. E no livro do Oz, ao qual ele mesmo se refere como infantojuvenil, e no qual cria uma narrativa fabular, vê-se essa preocupação, de não cair na armadilha de ter uma linguagem pouco elaborada”. Para tanto, a peça se vale de metáforas e outros recur-
sos potentes para frisar o quanto a diversidade é uma riqueza em si. “Quando aceitamos as diferenças, estamos, na verdade, alargando o nosso universo”, sentencia.
Hoje o Escuro Vai >Atrasar Para Que
Possamos Conversar CCBB BH (Praça da Liberdade, 450). Estreia dia 30 (sexta), às 16h. Até 23 de dezembro, sempre às sextas e segundas, às 16h, e sábados e domingos, às 11h e às 16h. R$30 (inteira).
A aproximação de diferenças ISMAEL MONTICELLI/DIVULGAÇÃO
Uma freira que se isolou do mundo, uma atriz falida e uma jovem apaixonada por séries de TV podem, à primeira vista, não ter nada a ver uma com a outra. Mas, na verdade, elas são da mesma família, filhas de uma mulher que está à beira da morte. É sobre as diferenças entre essas irmãs que forçosamente se aproximam que fala “A Ponte”. A estreia nacional do espetáculo acontece hoje, em Belo Horizonte, onde permanece em cartaz por um mês, com apresentações que vão de sexta a segunda. A dramaturgia é do canadense Daniel MacIvor, responsável por textos aclamados mundo afora e já montados no Brasil pelo ator Enrique Díaz, casos de “In on It”, “À Primeira Vista” e “Cine_Monstro”. Foi assistindo a essas peças que a atriz Maria Flor, 35, despertou para o desejo de atuar em
uma obra de MacIvor. Para tanto, começou a pesquisar vários títulos do autor. Até se deparar com “A Ponte”. “Achei que era um texto possível de se adaptar e que tem tudo a ver com o momento do Brasil. Precisamos falar sobre as diferenças, entender que as pessoas são múltiplas”, justifica Maria Flor. Apesar disso, ela considera que a abrangência da peça vai além. “As relações humanas são universais, e no ambiente familiar esse tipo de conflito costuma ser mais exacerbado”. No espetáculo, Maria Flor dá vida a Louise, a irmã mais nova, que só tem olhos para o que acontece na televisão. Bel Kowarick, que também participou da produção, interpreta a religiosa irmã mais velha. Já Débora Lamm é a irmã do meio, uma atriz que não conseguiu alcançar a fama e abandonou a cidade natal. No contexto do iminente
Bel Kowarick, Débora Lamm e Maria Flor são três irmãs em “A Ponte”
falecimento da matriarca, elas se reencontram, e daí surgem as inevitáveis farpas. “É sobre relações que não escolhemos ter. A família é o
lugar onde acontecem os primeiros afetos, mas também os primeiros enfrentamentos e as trocas entre diferenças. A disponibilidade para o enten-
dimento, nesses tempos de polarização política, é algo que tem nos faltado”, afirma Débora, 40. Associada à comédia, ela lembra que sua experiência mais recente no teatro foi como Medeia na tragédia grega “Mata Teu Pai”. “Acho um luxo ser reconhecida como comediante, mas passo pelos outros gêneros, até como exercício. O que aproxima a comédia da tragédia é que as duas existem na nossa vida, durante o mesmo dia você passa por elas, a vida não é chapada, ela é temperada”, diz. Para Maria Flor, não é possível definir o gênero da atual empreitada. “Não sei se é um drama porque, apesar de a peça falar sobre morte, isso não é o principal. Ela tem muito humor e termina de forma otimista. É como na vida, tem drama, comédia, suspense, romance”, avalia. O fato de ser protagonizada por três personagens femi-
ninas foi outro ponto que aguçou em Maria Flor a vontade de levar o texto para o palco. “Os homens da narrativa são apenas citados e não têm importância nenhuma na vida daquelas mulheres. A grande referência dessa família é a mãe e depois a irmã mais velha. Cada vez mais temos casas chefiadas por mulheres”, observa a atriz. Diretor da montagem, Alexandre Guimarães escreveu com Maria Flor e Emanuel Aragão o roteiro do longa “Filme Ensaio”, mas nunca tinha trabalhado com elas como atrizes. “São pessoas com trajetórias profissionais diferentes, o que só enriquece a peça”, declara. (Raphael Vidigal)
> A Ponte
Centro Cultural Banco do Brasil (Circuito Liberdade, 450). Sempre de sexta a segunda, às 20h. Até 23/12. R$ 30 (inteira).
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ARTES CÊNICAS teatro adulto BOCA DE OURO Direção: Ione de Medeiros. Texto: Nelson Rodrigues. História do lendário bicheiro carioca assassinado, que tem seu passado vasculhado por um repórter. CCBB – Teatro II (Circuito Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sáb. e dom., às 19h. R$ 30 (inteira). Até segunda (26)
CICLOS Direção: Juliana Pautilla. Texto: Rita Maia e Juliana Pautilla. Solo reflete sobre questões da condição feminina às voltas com sua emancipação e liberdade de escolhas (ou falta de escolhas) em relação à maternidade após os 40 anos. Galpão Cine Horto (rua Pitangui, 3.613, Horto). Neste sáb. (24), às 20h; e dom. (25), às 19h. R$ 20 (inteira).
ECLIPSE SOLAR Direção: Ricardo Alves Jr. Peça de Formatura Técnico de Teatro Cefart 2018, fala de uma cidade imaginária, a Cidade dos Exilados, para onde acorrem expatriados ávidos por preservar a liberdade do pensamento, dos corpos, da imaginação. Cefart Andradas (Av. dos Andradas, 723, Centro). Estreia dia 30 (quinta). Qui, às 21h, sex. e sáb., às 19h e 21h, e dom., às 19h. Até 15/12. Entrada gratuita.
ESSA MULHER Direção: Munish. Texto: coletivo Leela Grupo Teatral. Tem como base a maturidade e a tomada de consciência, onde a protagonista questiona a própria construção do que é ser mulher e a visão social do feminino. Funarte (rua Januária, 68, Floresta, 3213-3084). Neste sáb. (24), às 20h; e dom. (25), às 19h. R$ 25.
FULANINHA E DONA COISA Direção: Daniel Herz. Com Nathalia Dill e VIlma Mello Conta a história da jovem doméstica cheia de sonhos Fulaninha, e de Dona Coisa, uma mulher moderna que prefere manter certa distância em suas relações. O encontro entre elas mostra as dificuldades da convivência entre patroa e empregada. Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes 35161360). Nestes sáb. (24) e dom. (25), às 20h. R$ 25 (inteira)
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GLÓRIA
pañias El Club Minivenganzas y Menta Movement). Viagem pela plasticidade do corpo, ambientes sonoros e instalação de vídeo.
Direção: Rafael Lucas Bacelar. Grupo Toda Deseo. Espetáculo é um trabalho sobre as memórias dos artistas e experiências atuais relacionadas à igreja (e as religiões judaico-cristãs) no real deste nosso tempo. Galpão Cine Horto (rua Pitangui 3.613, Horto) Neste sábado (24), às 21h, domingo (25), às 20h. R$ 20 (inteira)
DE LUCES Y SOMBRAS Direção e atuação: Leslie Apablaza. Das luzes e sombras nasce um diálogo entre os movimentos. Espectadores assistem os dois lados do recorte.
O IMPORTADO
(*) Centro Cultural Bairro das Indústrias (rua dos Industriários, 265, Bairro das Indústrias I, 3246-0339). Sáb., às 18h30. Entrada gratuita. O evento vai até 14/12
Direção: Odilon Esteves e Fernando Badharó. Inspirado no conto “O Importado Vermelho de Noé”, de André Sant’Anna. História de um homem branco, jovem administrador, que parece ser conivente com o racismo, com o machismo, com a meritocracia, com o materialismo e, no entanto, se diz um homem de fé e um bom cristão. Teatro de Bolso do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Neste sáb. (24), às 20h, e dom. (25), às 19h. R$ 15 (inteira). Até domingo
LIGHTWIRE THEATER A VERY ELETRIC CHRISTMAS Direção: Ian Carney e Corbin Popp Espetáculo é um conto mágico de aventura, amizade e amor ambientado em clássicos natalinos, músicas de Nat King Cole, Tchaikovsky e Mariah Carey. Grande Teatro do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro). Dia 27 (quarta), às 20h. R$ 140 (inteira)
O LIVRO DOS ESPÍRITOS – A SAGA DE KARDEC Direção: Rogério Fabiano e Érica Collares. Texto: Cyrano Rosalém. Adaptação de passagens específicas da vida do escritor francês Hippolyte León Denizard Rivail, no século XIX, que publicou sob o pseudônimo de Allan Kardec o seu primeiro livro sobre a Doutrina Espírita, chamado “O Livro dos Espíritos”. Teatro Francisco Nunes – Parque Municipal (av. Afonso Pena, s/nº, centro, 3277-6325). Neste dom. (25), às 18h30. R$ 60 (inteira).
ME MOSTRA – MOSTRA DE CENAS CURTAS Neste sábado (24), às 19h: “Evolução Humana” / “Isto Não É uma Proposta Cênica” / “La Mariposa” / “O Voo do Comandante Tcharles” / “Experimento nº 1 e 2” / “Fulgás”. Neste domingo (25), às 19h: “Madalena” / “Sobre’Cargas” / “Psicótico...” / “Eu Sou Sereia, Bebê!” / “Macaxeira”. Teatro João Ceschiatti e Passeio Niemeyer do Palácio das Artes (av. Afon-
infantil A CAIXA MÁGICA
“Glória”, do Toda Deseo, em cartaz no Galpão Cine Horto, debate igrejas e religião so Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita.
A PONTE Direção: Alexandre Guimarães. Com Bel Kowarick, Débora Lamm e Maria Flor Três irmãs – uma freira que se isolou do mundo, uma atriz falida e uma jovem apaixonada por séries de TV – voltam a se reunir após morte da matriarca. Centro Cultural Banco do Brasil (Circuito Liberdade, 450). De sexta a segunda, às 20h. Até 23/12. R$ 30 (inteira).
(25), às 19h. Entrada gratuita.
musical ELZA Direção: Duda Maia. Texto: Vinícius Calde-
MARÍLIA HELENA/DIVULGAÇÃO
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dança
SEXO – A IDEIA FIXA DA HUMANIDADE
O GRITO DO OUTRO, O GRITO MEU!
Direção: Fabiano Lana. Texto: Arthur Arock e Edgar Quintanilha. Monólogo cômico interpretado pelo ator Edgar Quintanilha. Mostra como o sexo foi visto, aceito e, principalmente, feito ao longo dos anos. Espaço Cultural Itaú Power Shopping (av. David Sarnoff, 5.160, Cidade Industrial, Contagem). Neste sáb. (24), às 21h, e dom. (25), às 19h. R$ 5.
Direção e concepção: Cia. Espaço Preto. Aborda o racismo e a construção das identidades em uma sociedade fundamentada sobre o mito da democracia racial. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277-4707). Neste sáb. (24), às 20h; e dom. (25), às 19h. R$ 20 (inteira)
A SOMBRA DA GOIABEIRA Direção e Texto: Marcus Carvalho. Narra uma história de rupturas na relação entre um pai e um filho. Trata-se de um ritual de enfrentamento, perdão e morte da figura paterna/patriarcal. Funarte (rua Januária, 68, Floresta, 3213-3084). Nestes sáb. (24) e dom.
roni. Na montagem, sete atrizes evocam a figura de Elza Soares em suas mais diversas fases e personificam a trajetória da cantora carioca. Sessões com tradução em Libras. Grande Teatro do Cine Theatro Brasil Vallourec (rua Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb. (24), às 20h; e dom. (25), às 19h. Plateias I e II: R$ 60 (inteira); balcão: R$ 50 (inteira).
fid – fórum internacional de dança (*) “A Patinha Feia” aborda o bullying
AVE MUXE Direção e atuação: Carlos Castilian (Com-
Direção e texto: Coletivo. da Cia. Gaveta Caída. Em um vilarejo encantado mora uma contadora que é responsável por todas as histórias infantis. Para que essas histórias se tornem realidade, é necessário colocá-las numa caixa mágica. Mas, um dia, essas histórias são roubadas. Teatro Raul Belém Machado (rua Leonil Prata, s/nº, Alípio de Melo, 3277-6437). Nestes sáb. (24) e dom. (25), às 16h. R$ 20 (inteira).
ENCONTRO DE VILÕES Direção e texto: Fernando Bustamante. No dia das bruxas, os vilões de várias histórias se reúnem num chá da meianoite para reverter todo o mal que fizeram a suas princesas prediletas. Teatro do CCMTC (rua da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1027). Neste dom. (25), às 16h. R$ 22 (inteira).
NOEL E OS DUENDES Direção e texto: Joselma Luchini. Inspirada em fatos reais, a autora conta a história de um velhinho que catava brinquedo dos sacos de lixo deixados na rua. Espaço Cultural Luchini (rua Osório de Morais, 274, bairro Ouro Preto, 99993-0600). Sáb., às 16h30; dom, às 11h. R$ 25. Até 23/12
A PATINHA FEIA Após nascer por engano numa ninhada de patinhos,uma patinha feia passa a sofrer bullyng por ser diferente. Teatro Francisco Nunes – Parque Municipal (av. Afonso Pena, s/nº, centro, 3277-6325). Neste sáb. (24) e dom. (25), às 16h30. R$ 19 (postos Sinparc)
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MÚSICA Bamba até as raízes À tal pátria de chuteiras, evocada por Nelson Rodrigues, cabe adicionar: samba nos pés. Afinal, não só pelo futebol, mas é também por essa tradicional musicalidade que o mundo identifica o Brasil. Combinação, aliás, que Diogo Nogueira é representante autêntico. O artista chegou a jogar em clubes de base e pretendeu se profissionalizar. Todavia, o sangue falou mais alto e foi na música que se encontrou. Neto do violonista João Batista Nogueira e filho do bamba João Nogueira, o artista chega a sua primeira década de trajetória musical. Para celebrar, lança seu primeiro disco completamente autoral, “Munduê” – que apresenta em Belo Horizonte na próxima sexta (30), no Palácio das Artes. No novo álbum, Nogueira entoa sambas pé no chão, com muito batuque e foco na ancestralidade. Afinal, diante do marco, o artista se pôs a olhar para trás, perscrutando sua própria carreira e passando em revista a própria história do samba. “Em ‘Muanduê’ buscamos trazer o som de onde o samba veio. É um disco muito importante na minha carreira, por tudo que representa Alex Bessas
e por ser totalmente autoral”. Viés ancestral que, aliás, se faz ainda mais notável na faixa que dá nome ao projeto. “É uma canção inspirada na ancestralidade, no jongo, no passado, mas com um olhar para o futuro. É como um deus, uma entidade, que nos ensina a caminhar, que nos ensina a sermos melhores a cada dia”, explica ele, que assina a faixa juntamente a Bruno Barreto e Hamilton de Holanda – com quem já havia trabalhado no incensado disco “Bossa Negra”, de 2014. Atento à história do gênero, ao longo das 14 canções Nogueira presta homenagem a mestres como Noel Rosa, Cartola, Monarco, Nelson Cavaquinho, Zeca Pagodinho e Paulinho da Viola. Cuidado que se nota até nas parcerias. “Há músicas com gente da minha geração e até uma composição feita junto à nossa dama do samba e saudosa Dona Ivone Lara”, diz. “Muitas vezes, a canção nasce de um encontro, de uma boa provocação. Às vezes, de uma ideia, uma melodia que faço e dou para alguém colocar letra ou faço a primeira parte e depois me junto com alguém”, observa sobre as parcerias de “Munduê”. TRAJETÓRIA E se no marco de seus dez anos de carreira Noguei-
MARCOS HERMES/DIVULGAÇÃO
Sex. 30.nov.
Diogo Nogueira lança “Munduê”, seu primeiro álbum totalmente autoral, em BH
ra quis se alimentar das raízes do samba, a comemoração foi capaz de provocar que sua própria história fosse revista. “Alguns momentos foram muito marcantes. Pensando de forma cronológica, posso citar o meu primeiro DVD gravado no tradicional teatro João Caetano, que me lançou para todo o Brasil. Depois recebo uma
música inédita do Chico (Buarque, a canção ‘Sou Eu’), que gravei no meu segundo CD, que me deu o meu primeiro Grammy. Os quatro sambas enredos que ganhei seguidamente na Portela também foram muito importantes para as pessoas me verem também como compositor. Minha ida a Cuba, onde gravei um DVD foi um outro momento muito especial. Fora isso, ter topado apresentar o programa Samba na Gamboa na TV Brasil e o musical “Sambra”, foram ações que me
projetaram de outra forma e que também significam momentos fundamentais na minha carreira”, recorda. Esse olhar retrospectivo, enfim, traz Nogueira ao novíssimo “Munduê”. Ele explica que o repertório do projeto é uma reunião de canções feitas nos últimos anos. “Juntei mais de 50 músicas, parcerias minhas com diferentes compositores”, diz. SUCESSO O resultado da recente empreitada, diga-se, tem lhe deixado orgulhoso. “Fiquei
muito feliz com o resultado e com todas as críticas positivas que temos recebido, tanto do disco como do show”, comenta. “A recepção tem sido a melhor possível e fico muito feliz com isso. Temos tido casas lotadas na maioria dos shows que já fizemos, desde São Paulo, passando pelo Sul, Nordeste, Brasília e Rio de Janeiro”, comemora, torcendo que o show em “BH seja um dos mais marcantes da turnê”. Cuidadosamente construído, “Munduê” é um show atento aos detalhes. “Vamos apresentar o show que vem rodando por todo o Brasil com cenários do Helio Eichbauer (1941-2018), inspirado no teatro de sombras chinês. Sempre tivemos a preocupação em apresentar um espetáculo completo, onde o cenário componha com o figurino (assinado por Milton Castanheira), com a luz (sob responsabilidade de Arthur Farinon)”. Tanto sucesso só o estimula a explorar uma faceta mais autoral. “Sempre tive meu lado de intérprete como uma marca principal e, com esse disco, pude ver o quanto devo deixar o meu lado compositor ter mais força na minha carreira”, avalia. “A canção sempre nasce de um sentimento e isso pode acontecer a qualquer momento, mas ultimamente tenho me dedicado mais a compor e já estou compondo para o próximo CD”, completa.
> Diogo Nogueira
Músico apresenta “Munduê”, seu novo CD Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, Centro). Dia 30 (sexta), às 21h. R$ 200 (plateia 1/inteira), R$ 160 (plateia 2/inteira), R$ 120 (plateia 3/inteira).
ANDRE FOSSATI/DIVULGAÇÃO
a Serra do Curral ao fundo, I 6 Com Love Jazz chega a sua 10ª edição O festival recebe Célio Balona, Fizz Jazz e Happy Feet Jazz Band, no sábado (24). No domingo (25), sobe ao palco a banda paulista Jazz Band Ball, em seguida María Noel Taranto, do Uruguai. Para encerrar, o norte-americano Mark Lambert se apresenta com o Quinteto Radio Swing. Onde Praça do Papa. Quando Nestes sábado (24) e domingo (25), às 16h30. Quanto Gratuito.
MARGARITA VASYUKOVAA/DIVULGAÇÃO
jamaicano Andru Donalds 6 Músico realiza primeira turnê pelo Brasil Um dos sucessos de Andru Donalds é conhecido dos brasileiros: “Save me Now” foi tema da novela “Cara & Coroa”, de 1995, e, agora, volta a ser trilha de uma nova produção global, “Espelhos da Vida”. O músico, aliás, é amante da cultura brasileira. Seu trabalho tem referências do pop, rock, r&b e reggae. Onde Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, Centro). Quando Dia 30 (sexta). Quanto R$ 90 (inteira).
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MÚSICA Ordenamento cósmico do amor Alex “O amor no Bessas caos”. Dita assim, solta, a frase encontra significado no conturbado contexto político e social brasileiro. E é exatamente esta oração que dá título à nova turnê de Zeca Baleiro. O curioso é que, na verdade, o sentido imaginado pelo artista era bem outro. “Quando batizei o show, me referia a um ‘caos’ mais, digamos, cósmico, planetário”, expõe. No entanto, concorda, “pode ser associado ao momento do país por extensão, um momento de grande tensão e incomunicabilidade”. É para trazer “O Amor no Caos” que Baleiro vem a Belo Horizonte no próximo sábado (1º). No show, além de sucessos repaginados, o músico traz ao público canções inéditas que estarão em seu próximo CD, previsto para ser lançado em março de 2019. Assim, invertendo a ordem convencional, o artista
apresenta ao vivo canções que ainda não foram registradas em estúdio – e confessa que a escolha pode reverberar na gravação. “É possível que interfira sim, o que vai ser muito bom. A execução ao vivo é mais caótica e passional, a interpretação no estúdio é mais pensada. Temperar esses elementos é fundamental pro bom resultado das gravações”, comenta. Entre as novas canções que leva ao palco, algumas já estão disponíveis em plataformas digitais. É o caso de “Te Amei Ali”, uma parceria com o amigo Roberto Frejat, lançada no final de outubro. Já no início de novembro, Baleiro disponibilizou o single “Por Minha Rua”, trabalho seu com o uruguaio Dany Lopez. Na esteira dessas parcerias, também está no show “Pela Milésima Vez”, que compôs com Paulinho Moska. “Essas canções foram feitas nos últimos anos, com alguns parceiros frequentes, outros nem tanto.
Sáb. 1º.dez.
SILVIA ZAMBONI/DIVULGAÇÃO
Zeca Baleiro traz para BH show da turnê ‘O Amor no Caos’, reunindo no repertório sucessos e inéditas
As parcerias vão surgindo, sem muito plano. Acho que as canções têm força e merecem um registro”. Com 21 anos de carreira, Baleiro soma coincidentes 21 discos (19 CDs e três álbuns digitais) – além de nove DVDs, um deles voltado ao público infantil. No show, para além das inéditas, o músi-
co se volta ao repertório construído ao longo da trajetória. “É necessário ter canções mais conhecidas pra criar empatia com o público. Os sucessos estarão lá, reformulados, além de algumas releituras. É sempre bom revisitar as velhas canções, lembrar como se chegou até aqui”, propõe.
No setlist entram clássicos como “Heavy Metal do Senhor” e “Telegrama”. Há também releituras de músicas de outros artistas, como “Céu Azul”, de Charlie Brown Jr. A resposta das plateias ao repertório proposto por Baleiro não poderia ser melhor. “Na estreia em Curitiba e Porto Alegre algumas canções toca-
ram o público de forma muito contundente. São canções que já têm uma história, uma relação com a vida das pessoas, isso é bonito”. Em BH, além de provocar afetação de sua audiência, o músico reconhece: fica balançado com memórias das passagens por aqui. “De pronto lembro de duas muito marcantes: a estreia do show ‘Líricas’ (2000) no Palácio das Artes e outro na edição de um ‘Comida di Buteco’ (em 2010). Foram shows de muita energia”. É estimulado por estes tantos afetos, em meio a um cenário com quê de caótico, que Baleiro se prepara para o show na capital mineira. Atos de amor que, aliás, podem ser capazes de realinhar as órbitas – para recorrer ao significado espacial que o artista sugere.
> Zeca Baleiro
Com a turnê “O Amor no Caos”. Km de Vantagens Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi). Dia 1º (sábado), às 22h. R$ 100 (3º lote/inteira).
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#FICAADICA ALEX DE JESUS - 19.9.2005
PEDRO VILELA-24.11.2003
lança “3 Primas 6 Malluh – Crônicas e Memórias” A escritora Malluh Praxedes e as primas Tita de Lima e Silva e Angela Leite Xavier lançam o livro “3 Primas – Crônicas e Memórias”, de título auto-explicativo. A maratona de autógrafos teve início em Ouro Preto, na última quinta (22), e, agora, haverá o evento em BH. Onde Restaurante Pinguim (rua Grão Mogol, 157, Carmo). Quando Terça-feira (27), a partir das 19h. Quanto Evento gratuito.
FÁBIO CANÇADO/DIVULGAÇÃO
Machado lança 6 Jovino “Trilogia do Álcool” Após “Sobras Completas”, o poeta lança a trilogia: “O Retrato do Artista Quando Bêbado”, “Minhas Mágoas se Alimentam de Cerveja” e “A Verdade Está no Vinho”. Segundo ele, os poemas são uma ode ao amor, ao sexo e à bebida, retratando passagens da vida de seus ídolos, como James Joyce e Henry Miller. Onde Maletta (rua da Bahia com av. Augusto de Lima) Quando Sábado (24), às 18h. Quanto Evento gratuito.
Barrio expõe obras inéditas na galeria Manoel Macedo, 6 Artur concomitantemente a mostra que traz fotografias de Cristina Motta Nascido no cidade do Porto, em Portugal, no ano de 1945, e radicado no Brasil desde a infância, Artur Alípio Barrio de Sousa Lopes, ou simplesmente Artur Barrio, fixou seu nome no mundo das artes plásticas arrebatando, ao longo de sua carreira, uma série de prêmios importantes, como o Mario Pedrosa. Agora, o artista luso-brasileiro apresenta ao público belo-horizontino uma série de obras inéditas, que estarão expostas na Galeria Manoel Macedo, situada no bairro Carlos Prates. “Desenhos Heterodoxos e Outros”, o título da exposição, ficará em cartaz até meados de janeiro, mesmo período em que a mulher do artista, a fotógrafa Cristina Motta, terá alguns de seus trabalhos dispostos na sala Lorenzato, localizada no mesmo espaço. De posse de sua Nikon N80, Cristina Motta sai em busca de imagens inusitadas. Uma influência constante em seu trabalho é a do fotógrafo Fernand Fonssagrives (19102003), considerado o mestre da luz. Para ela, “a arte é uma ideia, uma obra, uma imagem, uma forma de expressão que atinge a plenitude do tempo”. Já Barrio apresenta uma seleção de dez desenhos, instalações e obras de pintura sobre tecido. São trabalhos que fazem parte do acervo particular do artista, que recentemente teve uma retrospectiva no Museu Reina Sofia, em Madri. Barrio, vale dizer, foi um dos primeiros artistas a realizar gigantescas instalações, misturando múltiplos elementos. Onde Galeria Manoel Macedo Arte e Sala Lorenzato (rua Lima Duarte, 158, Carlos Prates) Quando A partir de sábado (24), com vernissage das 10h às 15 h. A mostra poderá ser vista até o dia 12 de janeiro de 2019, de segunda à sextas, das 10h às 18h30, e aos sábados, das 10h às 14h. Quanto Entrada franca.
DOIZUM/DIVULGAÇÃO
novas exposições 6 Duas na DotART Cartas de baralho em madeira (foto), esculturas flutuantes e pinturas contemporâneas estão nas mostras “AcorDo Rei”, do português Isaque Pinheiro; e “Desejo de Preto ou Como Desafinar o Coro dos Contentes”, do portenho Roberto Freitas, que vive em BH. Onde DotART (rua Bernardo Guimarães, 911) Quando De 3.12 a 19.3.2019, de segunda a sexta, das 10 às 19h, sábado, das 10 às 13h. Quanto Entrada franca.
ZI REIS/DIVULGAÇÃO
Reis apresenta 6 Ziexposição individual Uma reflexão sobre o corpo feminino enquanto espaço de resistência, insubmissão e transgressão. Este é o mote da artivista visual Zi Reis na individual “E Agora, Maria?(ao lado, detalhe de uma das telas) Onde Galeria Georges Vincent da Aliança Francesa (rua Tomé de Souza, 1.418, Savassi). Quando De sexta (30) a 20.12, de segunda a quinta, das 7h30 às 20h15, sexta, das 7h30 às 17h15, sábados, das 8h às 13h. Quanto Entrada franca.
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CINEMA DAVID LEE/DIVULGAÇÃO
Atenção! A programação abaixo refere-se a este final de semana, dias 24 (sábado) e 25 (domingo)
diferentes pessoas acabam se conectando a ela através de um evento marcante. Cineart Cidade 5: 21h10 Cineart Del Rey 1: 18h30 Diamond 4: 19h10 Pátio Savassi 7: 21h50
(A Boy Called Po, EUA, 2018, 1h35, livre) Dir. John Asher. Com Christopher Gorham, Sean Gunn, Julian Feder. Após a morte de sua esposa, David Wilson fica com a responsabilidade de cuidar sozinho do seu filho Patrick, um menino autista. PO, como o garoto gosta de ser chamado, é extremamente inteligente, mas enfrenta dificuldades para ser compreendido e aceito pelas pessoas à sua volta. Net Cineart Ponteio 4: 15h, 17h e 21h15
estreias pré-estreias DE REPENTE UMA FAMÍLIA (Instant Family, EUA, 2018, 1h58, 12 anos) Dir. Sean Anders. Com Mark Wahlberg, Isabela Moner, Rose Byrne. Pete e Ellie são um jovem casal que decide adotar uma criança. Durante o processo, eles acabam se apaixonando pela adolescente Lizzie, uma garota de temperamento forte e que se sente responsável pelos dois irmãos mais novos. Logo, Pete e Ellie se veem com três estranhos em casa, que mudam as suas vidas por inteiro. BH Shopping 9: 15h10 Cineart Cidade 2: 18h40 (*) Cineart Contagem 3: 18h30 (*) Cineart Del Rey 2: 21h Cineart Itaú Power 4: 20h50 (*) Cinesercla Big 5: 20h50 (*) Cinesercla Norte 3: 20h40 (*) Estação BH 5: 16h45 (*) Monte Carmo 5: 20h50 Pátio Savassi 2: 18h55 Pátio Savassi 2: 15h (*) Sessões dubladas
A VIDA EM SI (Life Itself, EUA, 2018, 1h58, 16 anos) Dir. Dan Fogelman. Com Oscar Isaac, Annette Bening, Olivia Wilde. O relacionamento amoroso vivido por um casal, é contado através de diferentes décadas e continentes, desde as ruas de Nova York até Espanha e como
O COLAR DE CORALINA (Brasil, 2018, 1h26, livre) Dir. Reginaldo Gontijo. Com Letícia Sabatella, Maria Coeli, Rebeca Vasconcellos. Ana era uma menina que se sentia rejeitada, pois todos a chamavam de estranha e desajeitada. Porém, ela nunca desistiu e encontrou um jogo de amarelinha que nutre a imaginação para fugir dos problemas. Agora adulta, ela encontra um prato azul de sua bisavó que traz memórias do passado. Cineart Cidade 8: 12h, 14h30 e 16h30 Cineart Cidade 8: 14h30 e 16h30 Cineart Del Rey 7: 13h40 e 16h20
REFÉM DO JOGO
EXCELENTÍSSIMOS (Brasil, 2018, 2h32, 14 anos) Dir. Douglas Duarte. Um registro a quente dos fatos, personagens e articulações por trás da maior crise política do país desde a redemocratização. Gravado dentro do Congresso ao longo dos meses em que corria o impeachment, o filme retrata quem, como e por que se derruba uma presidente. Cineart Cidade 1: 20h
FILME PAISAGEM - UM OLHAR SOBRE ROBERTO BURLE MARX (Brasil, 2018, 1h15, livre) Dir. Amir Haddad. Um passeio pela arte e personalidade do paisagista, pintor e escultor Roberto Burle Marx, que apresenta suas ideias numa sucessão de paisagens sensoriais. Belas 3: 17h30
Considerado a nova obra-prima de Spike Lee, “Infiltrado na Klan” estreia na cidade
(Final Score, EUA, 2018, 1h44, 16 anos) Dir. Scott Mann. Com Dave Bautista, Julian Cheung, Pierce Brosnan. Durante a final de um grande evento esportivo, um grupo de bandidos sequestra um estádio lotado e mantém as pessoas oprimidas por meio da violência. Um ex-militar usará seus recursos com a ajuda de alguns militantes para salvar a todos. BH Shopping 4: 16h20, 18h50 e 21h20 Cineart Cidade 5: 15h10, 17h10(*) e 19h10(*) Cineart Contagem 3: 14h10(*), 16h20(*) e 20h50 Cineart Itaú Power 4: 14h20, 16h30 e 18h40 (*) (*) Sessões dubladas
INFILTRADO NA KLAN
PARQUE DO INFERNO
(BlacKkKlansman, EUA, 2018, 2h16, 14 anos) Dir. Spike Lee. Com John David Washington, Adam Driver, Topher Grace. Ron Stallworth, um policial negro do Colorado, conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan local. Depois de meses de investigação, Ron se tornou o líder da seita, sendo responsável por sabotar uma série de linchamentos e outros crimes de ódio orquestrados pelos racistas. Belas 1: 14h, 16h30, 19h e 21h30 Diamond 3: 16h15, 19h15 e 22h10 Net Cineart Ponteio 2: 21h
(Hell Fest, EUA, 2018, 1h29, 14 anos) Dir. Gregory Plotkin. Com Amy Forsyth, Bex Taylor-Klaus, Reign Edwards. Um serial killer mascarado transforma o parque de diversões temático de terror em seu próprio playground pessoal, aterrorizando um grupo de amigos. BH Shopping 5: 17h30(*), 19h50 e 22h10 Cineart Boulevard 5: 17h10, 19h10 e 21h10 Cineart Cidade 3: 17h20, 19h20 e 21h15 (*) Cineart Contagem 5: 17h10, 19h10 e
21h10 (*) Cineart Del Rey 4: 17h10 e 21h05 Cineart Del Rey 4: 17h10, 21h05 e 23h Cineart Itaú Power 6: 17h, 19h e 21h (*) Cineart Minas 5: 17h20, 19h20 e 21h20 (*) Cineart Via Shopping 2: 16h20, 18h30 e 20h40 (*) Estação BH 2: 18h e 20h15 (*) Pampulha 2: 15h05(*), 17h05, 19h05(*) e 21h05(*) Pátio Savassi 1: 14h, 16h30 e 19h (*) Sessões dubladas
PO
O SEGREDO DE DAVI (Brasil, 2018, 1h52, 14 anos) Dir. Diego Freitas. Com Nicolas Prattes, Eucír de Souza, Neusa Maria Faro. Tímido estudante de cinema Davi esconde um passado sombrio. Ele acaba se transformando num serial killer que fica famoso por filmar as vítimas e colocar na internet. À medida que as mortes acontecem, seu segredo fica ainda mais ameaçado. Estação BH 6: 14h15 e 19h45 Pátio Savassi 2: 21h55 Pátio Savassi 2: 17h45 e 20h30
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CINEMA CINEART FILMES/DIVULGAÇÃO
SLAM: VOZ DE LEVANTE (Brasil, 2018, 1h25, livre). Dir. Tatiana Lohman, Roberta Estrela Dalva. Documentário sobre Poetry Slam, batalhas de poesia. Belas 3: 21h20
continuam em cartaz ANIMAIS FANTÁSTICOS: OS CRIMES DE GRINDELWALD (Fantastic Beasts: The Crimes Of Grindelwald, Reino Unido/ EUA, 2018, 2h14, 12 anos). Dir. David Yates. Com Eddie Redmayne. Newt Scamander reencontra os amigos e une forças com Dumbledore para enfrentar o terrível Gerardo Grindelwald. BH Shopping 2: 13h(*), 16h, 19h e 22h (sessões 3D) BH Shopping 3: 11h55, 14h50(*), 17h50 e 20h50 (sessões 3D) BH Shopping 8: 12h30, 15h30 e 18h30 Cineart Betim 1: 15h, 18h20 e 20h50 (*) Cineart Boulevard 3: 13h, 15h40, 18h20 e 21h Cineart Boulevard Imax: 13h15, 15h55, 18h35 e 21h15 (sessões 3D) Cineart Cidade 4: 13h10(*), 15h50, 18h30(*) e 21h10 (sessões 3D) Cineart Cidade 6: 16h e 20h40 Cineart Cidade 7: 13h, 15h40, 18h20 e 21h (*) Cineart Contagem 1: 18h35(*) e 21h15 (sessões 3D) Cineart Contagem 4: 14h e 18h40 Cineart Contagem 6: 13h, 15h40, 18h20 e 21h (*) Cineart Del Rey 1: 13h10(*), 15h50 e 21h10 (sessões 3D) Cineart Del Rey 2: 23h10 (sessão 3D) Cineart Del Rey 3: 13h, 15h40, 18h20 e 21h Cineart Del Rey 6: 16h10 e 20h40 (*) Cineart Del Rey 6: 16h10, 20h40 e 23h10 (*) Cineart Itaú Power 3: 13h, 15h40, 18h20 e 21h (*) Cineart Itaú Power 5: 13h10(*), 15h50, 18h30(*) e 21h10 (sessões 3D) Cineart Minas 1: 13h10(*), 15h50, 18h30(*) e 21h10 (sessões 3D) Cineart Minas 3: 13h, 15h40, 18h20 e 21h (*) Cineart Paragem 3: 13h10, 15h50, 18h30 e 21h10 Cineart Paragem 5: 16h(*) e 21h15 (3D) Cineart Paragem 5: 13h20 e 18h40 (*) Cineart Via Shopping 3: 13h, 15h40, 18h20 e 21h (*) Cineart Via Shopping 4: 18h30(*) e 21h10 Cineart Via Shopping 4: 13h10 e 15h50 (*) (sessões 3D) Cinesercla Big 1: 15h30, 18h e 20h30 (*) (sessões 3D) Cinesercla Big 2: 15h, 17h30 e 20h (*) Cinesercla Norte 1: 15h30, 18h e 20h30 (*) (sessões 3D) Cinesercla Norte 5: 15, 17h30 e 20 (*) Diamond 1: 12h20, 15h20, 18h20 e 21h30 (sessões 3D) Diamond 5: 13h20(*) e 16h30 Diamond 6: 17h20 e 20h30 ( 3D) Estação BH 3: 13h30, 16h30, 19h30 e 22h30 (*) (sessões 3D) Estação BH 4: 12h30, 15h30, 18h30 e 21h30 (*) (sessões 3D) Monte Carmo 4: 13h10(*), 15h50, 18h30(*) e 21h10 (sessões 3D) Monte Carmo 6: 13h, 15h40, 18h20 e 21h (*) Net Cineart Ponteio Premier: 13h30, 16h05, 18h40 e 21h15 (sessões 3D) Pampulha 1: 16h10, 18h40 e 21h10 (*) ( 3D) Pampulha 6: 14, 16h30, 19 e 21h30 (*) Partage Shopping Betim 1: 13h, 16h, 19h e 22h (*) (sessões 3D) Partage S.Betim 2: 16h30 e 19h30 (*) Partage S. Betim 4: 17h05 e 20h (*) Partage S. Betim 6: 18h e 21h (*) (3D) Pátio Savassi 5: 12h15, 15h15, 18h10 e 21h05 (sessões 3D) Pátio Savassi 6: 14h15, 17h15 e 20h15 (3D) Pátio Savassi 8: 19h15(*) e 22h10 (*) Sessões dubladas
BOHEMIAN RHAPSODY (Bohemian Rhapsody, EUA, 2018, 2h15, 16 anos) Dir. Bryan Singer. Com Rami Malek. Cinebiografia sobre o vocalista do Queen, Freddie Mercury. BH Shopping 1: 12h50, 15h50, 18h40 e 21h40 Boulevard 4: 13h30, 16h, 18h40 e 21h15 Cineart Cidade 2: 13h30(*), 16h05(*) e 21h Cineart Contagem 2: 15h45(*), 18h20 (*) e 21h Cineart Del Rey 5: 13h20, 16h, 18h30 e 21h10 Cineart Del Rey 7: 22h50
Cineart Minas 4: 16h(*), 18h35(*), 21h10 Cinesercla Big 3: 15h40, 18h10 e 20h40 (*) Cinesercla Norte 2: 20h50 (*) Diamond 2: 17h10 e 20h20 Diamond 2: 12h50, 16h, 19h e 22h Estação BH 5: 19h15 (*) Monte Carmo 3: 20h40 Net Cineart Ponteio 3: 13h40, 16h10, 18h40 e 21h10 Partage Betim 2: 22h30 (*) Partage Betim 5: 18h20 (*) Pátio Savassi 3: 12h50, 15h50, 18h45 e 21h40
BH Shopping 9: 20h30 Cineart Boulevard 2: 21h05 Diamond 4: 21h50 Pátio Savassi 1: 21h30 Pátio Savassi 4: 12h, 18h30 e 22h
UMA NOITE DE 12 ANOS (La Noche de 12 Años, Uruguai/ Espanha/ Argentina, 2018, 2h02, 12 anos) Dir. Alvaro Brechner. Com Antonio de la Torre, Chino Darín. História de José Mujica, ex-presidente do Uruguai, Mauricio Rosencof, escritor, e Eleuterio Fernández Huidobro, ex-ministro da Defesa, que foram torturados na ditadura. Belas 2: 11h(Clube do professor, para cadastrados), 14h30, 19h10 e 21h40
(*) Sessões dubladas
CHACRINHA – O VELHO GUERREIRO (Brasil, 2018, 1h54, 14 anos) Dir. Andrucha Waddington. Com Stepan Nercessian. A história de José Abelardo Barbosa, o Chacrinha. Cineart Cidade 1: 14h Cineart Contagem 7: 13h40 Cineart Del Rey 7: 18h30 Cineart Minas 6: 13h40 Cineart Paragem 1: 14h e 18h40 Cineart Via Shopping 5: 13h40 e 18h20
OPERAÇÃO OVERLORD (*)
CRÔ EM FAMÍLIA
PÉ PEQUENO
(Brasil, 2018, 1h27, 12 anos) Dir. Cininha de Paula. Com Marcelo Serrado. Crô se vê à mercê de supostos parentes, cujas intenções não são as melhores. Partage Betim 7: 14h15 e 21h50
O DOUTRINADOR (Brasil, 2018, 1h50, 16 anos) Dir. Gustavo Bonafé. Com Kiko Pissolato . Um vigilante, disfarçado de “doutrinador”, decide atacar a impunidade de políticos e empreiteiros. BH Shopping 10: 16h30 Cineart Cidade 8: 20h30 Cineart Contagem 7: 16h, 18h30 e 20h40 Cineart Itaú Power 1: 20h40 Cineart Minas 6: 16h, 18h20 e 20h40 Cineart Paragem 1: 16h20 e 21h10 Cineart Via Shopping 5: 16h e 20h30 Diamond 5: 21h40 Monte Carmo 5: 14h20, 16h30 e 18h40 Pampulha 4: 14h25, 16h35, 18h45 e 20h55 Partage Shopping Betim 5: 21h30 Partage S. Betim 7: 16h50 e 19h20
ENTREVISTA COM DEUS (An Interview with God, EUA, 2018, 1h37, livre) Dir. Perry Lang. Com Brenton Thwaites. Jornalista é pautado para entrevistar um sujeito que afirma ser Deus. Cineart Boulevard 2: 19h Cineart Cidade 6: 13h50 e 18h30 (*) Cineart Contagem 4: 16h40 e 21h10 (*) Cineart Del Rey 2: 19h Cineart Minas 5: 13h30 e 15h30 (*) Cineart Via Shopping 1: 21h05 (*) Diamond 3: 14h Estação BH 5: 14h30 (*) Monte Carmo 1: 16h30(*) e 18h40 Partage Shopping Betim 2: 14h10 (*) Sessões dubladas
O GRANDE CIRCO MÍSTICO (Brasil, 2018, 1h46, 16 anos) Dir. Carlos Diegues. Com Jesuíta Barbosa, Bruna Linzmeyer, Mariana Ximenes. A história de cinco gerações de uma mesma família circense, de 1910 até hoje.
(Overlord, EUA, 2018, 1h50, 16 anos) Dir. Julius Avery. Com Jovan Adepo, Pilou Asbækl. Dois soldados americanos atrás das linhas inimigas no Dia D. Cineart Via Shopping 2: 14h15 Pampulha 3: 21h15 Partage Shopping Betim 5: 15h20
VENOM (*) (Venom, EUA, 2018, 1h52, 16 anos) Dir. Ruben Fleischer. Com Tom Hardy, Michelle Williams. Jornalista investiga cientista suspeito de usar cobaias humanas em experimentos. Quando trava contato com um simbionte alien, vira Venom, máquina de matarl. Cineart Cidade 5: 13h Cineart Itaú Power 2: 19h e 21h10 Cineart Minas 2: 19h e 21h15 Estação BH 5: 22h Monte Carmo 1: 21h
sessão especial
(*) Sessões dubladas
“Po” mostra as dificuldades de um pai ao criar o filho autista Estação BH 6: 17h15 e 22h15 Net Cineart Ponteio 4: 19h Pátio Savassi 7: 19h25
O GRINCH (*) (Dr. Seuss’ The Grinch, EUA, 2018, 1h30, livre) Dir. Yarrow Cheney. O Grinch invade lares para roubar tudo o que está relacionado ao Natal. BH Shopping 4: 12h e 14h10 BH Shopping 9: 13h30 e 15h50 BH Shopping 9: 12h40 Cineart Betim 3: 14h30 e 16h30 Cin. Boulevard 2: 13h30, 15h20 e 17h10 Cineart Cidade 3: 11h50, 13h40 e 15h30 Cineart Cidade 3: 13h40 e 15h30 Cineart Contagem 1: 14h30 e 16h20 Cineart Contagem 2: 14h Cineart Del Rey 2: 13h30, 15h20 e 17h10 Cineart Itaú Power 2: 13h30, 15h20 e 17h10 Cineart Minas 2: 13h30, 15h20 e 17h10 Cineart Paragem 2: 13h40, 15h30, 17h20 e 19h10 Cineart Via Shopping 1: 13h30, 15h20 e 19h10 Cinesercla Big 5: 15h05 e 19h05 (3D) Cinesercla Big 5: 17h20 Cinesercla Norte 2: 17h20 Cinesercla Norte 2: 15h05 e 19h05 (3D) Diamond 5: 19h30 Diamond 6: 13h e 15h10 Estação BH 1: 13h, 15h, 17h e 19h Estação BH 2: 14h e 16h (sessões 3D) Monte Carmo 3: 14h30 e 16h20 Pampulha 5: 14h, 15h45 e 17h30 Partage Shopping Betim 5: 13h10 Partage Betim 6: 13h30 e 15h45 Pátio Savassi 7: 14h30 e 16h45 Pátio Savassi 8: 13h30 e 16h (*) Sessões dubladas
HALLOWEEN (Halloween, EUA, 2018, 1h49, 14 anos) Dir. David Gordon Green. Com Jamie Lee
Curtis. Laurie Strode escapou de Michael Myers, mas, 40 anos depois, ainda é perseguida pela memória. E quando ele retorna a Haddonfield, ela está preparada para enfrentá-lo. Cineart Betim 3: 20h30 (dublada)
LEGALIZE JÁ – AMIZADE NUNCA MORRE (Brasil, 2016, 1h 30, 16 anos) Dir. Johnny Araújo, Gustavo Bonafé. Cinebiografia da banda Planet Hemp. Cineart Paragem 4: 16h30 e 20h50
MILLENNIUM: A GAROTA NA TEIA DE ARANHA (*) (The Girl in the Spider’s Web: A New Dragon Tattoo Story, EUA, 2018, 1h57, 16 anos). Dir. Fede Alvarez. Com Claire Foy. Uma jovem hacker e um jornalista são capturados numa teia de espiões, criminosos cibernéticos e oficiais corruptos. Cinesercla Big 4: 18h30 e 20h45 Cinesercla Norte 3: 18h35 Monte Carmo 3: 18h20 Pampulha 5: 19h15 e 21h25 Pátio Savassi 4: 15h30 (legendada) (*) Sessões dubladas
MY NAME IS NOW, ELZA SOARES (Brasil, 2018, 1h13, 12 anos) Dir. Elizabete Martins Campos. Documentário poético sobre a cantora. Belas 3: 15h50
NASCE UMA ESTRELA (A Star Is Born, EUA, 2018, 2h16, 14 anos) Dir. Bradley Cooper. Com Lady Gaga, Bradley Cooper. A história de amor entre a cantora Ally, nome em ascensão, e seu marido, Jackson, viciado em drogas. BH Shopping 8: 21h30
M AGNOLIA PICTURES/DIVULGAÇÃO
Cena do documentário “The First Monday”, que busca respostas para saber se a moda é considerada uma arte
Diamond 4: 14h40 e 16h50 Monte Carmo 2: 14h20, 16h30, 18h30 e 20h30 Partage Betim 3: 13h45, 15h50, 17h55 e 20h10 Partage Shopping Betim 4: 13h e 15h Pátio Savassi 2: 16h25 Pátio Savassi 2: 13h
FEED DOG BH Após a edição paulista (2017), o Festival Internacional de Documentários de Moda chega a BH na próxima terça (27) e vai até domingo (2/12) no Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046) e no Museu da Moda (rua da Bahia, 1.149). São 12 filmes (alguns, com sessões comentadas), exposição de fotos e oficinas. Marcelo Aliche, curador, explica a opção pela cidade. “A indústria da moda tem um desenvolvimento interessante aqui, achamos que seria perfeita a aposta”. Ele lembra que uma das metas é atrair o público em geral. Ou seja, não só quem atua no setor. Entre as produções, destaca “Kevin Aucoin – Beauty and the Beast in Me”, de Lori Kaye, “feito a partir da recuperação de material filmado pelo próprio personagem”. Confira programação em br.feeddog.org
(Smallfoot, EUA, 2018, 1h37, livre). Dir. Karey Kirkpatrick. Yetl está convencido de que os “seres humanos” existem, sim. Pampulha 1: 14h10 (sessão dublada)
O QUEBRA-CABEÇA (Puzzle, EUA, 2018, 1h46, 14 anos). Dir. Marc Turtletaub. Com Kelly Macdonald. Agnes, mãe suburbana na casa dos 40, descobre o dom de montar quebra-cabeças. E passa a participar de competições. Net Cineart Ponteio 2: 14h e 18h50
O QUEBRA-NOZES E OS QUATRO REINOS (*) (The Nutcracker and the Four Realms, EUA, 2018, 1h40, livre) Dir. Lasse Hallström, Joe Johnston. Com Mackenzie Foy, Keira Knightley. Clara perde a chave mágica que abriria o presente dado por seu padrinho. E inicia uma jornada ao Reino dos Doces, ao das Neves, ao das Flores e ao Quarto Reino. BH Shopping 9: 18h Cineart Betim 3: 18h30 Cineart Boulevard 5: 13h10 e 15h10 Cineart Contagem 5: 13h10 e 15h05 Cineart Del Rey 6: 14h e 18h40 Cineart Itaú Power 6: 15h Cineart Minas 4: 13h50 Cineart Paragem 2: 21h Cinesercla Big 4: 16h Cinesercla Norte 3: 16h Monte Carmo 1: 14h Pampulha 3: 15h15, 17h15 e 19h15 (*) Sessões dubladas
UM SEGREDO EM PARIS (Drôles d’oiseaux, França, 2017, 1h10, 14 anos). Dir. Élise Girard. Com Jean Sorel, Lolita Chammah. Mulher de 27 anos sa se muda para Paris, onde se conecta a misantropo que dirige uma livraria. Belas 2: 17h20
SUEÑO FLORIANÓPOLIS (Sueño Florianópolis, Argentina, 2018, 1h47, 14 anos). Dir. Ana Katz. Com Gustavo Garzón. Nos anos 90, casal decide viajar com filhos adolescentes de Buenos Aires a Florianópolis, antes de se separar. Belas 3: 19h20 (Vitrine: R$ 12 inteira)
TODAS AS CANÇÕES DE AMOR (Brasil, 2018, 1h32, 14 anos) Dir. Joana Mariani. Com Marina Ruy Barbosa, Bruno Gagliasso. Chico e Ana se mudam para São Paulo. Na arrumação, ela acha uma fita k7, que traz um mixtape que Clarisse, a antiga moradora, fez para o seu companheiro, 20 anos antes. Belas 3: 14h Cineart Cidade 8: 18h30
TUDO ACABA EM FESTA (Brasil, 2018, 1h55, 13 anos) Dir. André Pellenz. Com Marcos Veras, Rosanne Mulholland. A festa de final da empresa traz uma série de imprevistos. BH Shopping 10: 14h, 19h10 e 21h50 Cineart Cidade 1: 16h20 e 18h10 Cineart Del Rey 7: 20h50
TUDO POR UM POPSTAR (Brasil, 2018, 1h23, livre) Dir. Bruno Garotti. Com Maísa Silva, Klara Castanho, Mel Maia. Gabi e amigas fazem de tudo sair do interior para ver o show da banda Slavabody no Rio. BH Shopping 5: 13h10 e 15h20 Cineart Betim 2: 14h40, 16h40, 18h40 e 20h40 Boulevard 1: 15h, 16h50, 18h40 e 20h30 Cineart Contagem 8: 14h30, 16h30, 18h30 e 20h30 Itaú Power 1: 14h40, 16h40 e 18h30 Cineart Paragem 4: 14h20 e 18h50
BALLET BOLSHOI: COPPÉLIA (Coppélia, Rússia, 2018, 2h45, livre). Dir. Sergei Vikharev. Swanhilda percebe que seu noivo Franz está apaixonado por Coppélia. Quase fazendo o casal terminar, Coppélia não é o que parece, e Swanhilda decide ensinar uma lição a Franz. Diamond 2: 12h50 Pátio Savassi 2: 12h50
O CHAMADO VS O GRITO (Sadako Vs. Kayako, Japão, 2016, 1h38, 14 anos). Dir. Kôji Shiraishi. Após ver uma fita, Yuri Kurahashi vira a nova vítima da maldição de Sadako. Estação BH 1: 21h (*) (*) Sessões dubladas
O GRITO 3: O INÍCIO DO FIM (The Grudge 3, Japão/ EUA, 2014, 1h31, 14 anos). Dir. Masayuki Ochiai. Estudante presencia fenômenos inexplicáveis em sua casa e se ausenta da aula de Saeki, que decide visita-lo. E acontecimentos misteriosos se desencadeiam. Estação BH 1: 21h
mostra FORUMDOC.BH 2018 (*) 22º Festival do Filme Documentário e Etnográfico Fórum de Antropologia e Cinema Neste sábado (24) 15h Sessão especial: Diante dos meus olhos, de André Félix (2018). Sessão comentada pelo diretor 17h Ebó Ejé - Cinema Brasileiro e Afro-religiões: - Ylê Xoroquê, de Raquel Gerber (1981) - Orixás – uma tradição viva, de Maoro Rocha Pitta (2008). Sessão comentada por Raquel Gerber 19h Mostra Brasileira Contemporânea Brasileira: - Auto de resistência, de Natasha Neri e Lula Carvalho (2018) 21h Mostra Contemporânea Internacional: - Fotbal infinit (Futebol infinito), de Corneliu Porumboiu (ROM, 2018) Neste domingo (25) 15h Mostra Contemporânea Brasileira: - Furna dos negros, de Wladymir Lima, (2017) - Bimi, Shu Ikaya, de Isaka Huni Kuin, Siã Huni Kuin, Zezinho Yube (2018) 17h Ebó Ejé - Cinema Brasileiro e Afro-Religiões: - A rainha Nzinga chegou (work in progress) de Júnia Torres e Isabel Casimira Gasparino (2018). Sessão comentada por Isabel Casimira e Antônio Cassimiro 19h Mostra Contemporânea Internacional: - The rare event (O raro evento), de Ben Rivers e Ben Russell (SUI/FRA/ING, 2018) 20h Sessão Especial Forumdoc. História Permanente do Cinema - Chuva é cantoria na aldeia dos mortos, de João Salaviza e Renée Nader (2018). Sessão comentada por Ihjãc Krahô, Hobotxiê Krahô, João Salaviza e Renée Nader (*) Cine Humberto Mauro (avenida Afonso Pena, 1.537, Centro). Entrada Gratuita mediante retirada de ingresso meia hora antes da sessão. A mostra Forumdoc.BH segue até o dia 2 de dezembro. Confira a programação completa com palestras e seminários em forumdoc.org.br/programacao-forumdoc-bh-2018/
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10 PERGUNTAS PARA ...
Dr. Roberto Fonseca
UARLEN VALERIO
Oncologista e diretor da Oncomed-BH Especialista aponta quais são os principais riscos que essa patologia traz à saúde do homem, além das melhores formas de prevenção e das possibilidades de cura quando a doença é diagnosticada ainda de forma precoce HANS THOURSIE/DIVULGAÇÃO
O câncer de Leonardo próstata é a Cunha segunda causa de morte por câncer na população masculina, atrás apenas do de pulmão. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), são esperados cerca de 68.220 novos casos da doença no Brasil somente neste ano. Ainda segundo o Inca, aproximadamente 25% dos pacientes morrem devido à patologia. O jornal Pampulha conversou com o oncologista e diretor da OncomedBH, Roberto Porto Fonseca, a respeito desse tema para esclarecer a população sobre quais são os riscos e formas de prevenção no combate ao câncer de próstata.
Bem-estar
Prática de atividade física é uma das melhores formas de se prevenir o câncer de próstata
Como acontece o desenvolvimento dessa enfermidade no homem? No
início, de modo geral, a doença não traz sintomas. Com a evolução, o paciente pode apresentar queixas relacionadas ao crescimento da glândula (diminuição do jato urinário, com dificuldade para urinar, necessidade de urinar mais frequentemente, inclusive durante a noite). Na fase avançada, os sintomas estão relacionados ao órgão acometido pela doença. De acordo com o Inca, são esperados cerca de 68.220 casos desse tipo de câncer somente neste ano. A que se deve esse número tão alto? O au-
mento da expectativa de vida da população é o principal fator de incidência da doença. Além disso, a melhoria nos métodos de diagnóstico e uma maior disseminação de informações sobre a enfermidade têm contribuído para o crescimento dos registros de câncer de próstata. Quais são os principais fatores de risco dessa pa-
tologia? Pacientes com his-
tória familiar de câncer da próstata, afrodescendentes e portadores de mutações genéticas específicas têm risco aumentado. Na população em geral, homens obesos, tabagistas e sedentários, que fazem uso regular de bebidas alcoólicas, têm tendência maior a adquirir a doença. A partir de qual idade é mais comum ter o diagnóstico da enfermidade?
A maioria dos casos de câncer da próstata é diagnosticada a partir dos 65 anos. Quais são as formas mais eficazes de prevenção?
Comprovadamente, a melhor forma de se prevenir o câncer em geral, inclusive o de próstata, está relacionada a hábitos de vida saudáveis, como manter uma atividade física diária, dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais inte-
grais. Devemos manter o peso adequado à altura, evitando, assim, a obesidade, diminuir o consumo de álcool e evitar o tabagismo. A cirurgia aumenta as chances de cura do câncer de próstata? O tratamento
do tumor da próstata vai depender de vários fatores (grau histológico, estágio e condições clínicas do paciente). Pessoas que têm tumores de evolução indolente, em fases iniciais, podem ser observadas ativamente por meio de avaliações periódicas e não necessariamente precisam de tratamento. Nos casos em que a doença esteja em um grau mais agressivo, localizada, é utilizada a cirurgia e/ou radioterapia. Já quando a patologia é metastática, utilizamos tratamento sistêmico (hormonioterapia, quimioterapia, drogas antiandrogênicas, entre outros).
Levantamento realizado pelo Centro de Referência da Saúde do Homem revelou que 60% dos pacientes do sexo masculino só procuram tratamento quando a doença está em estágio avançado. Na opinião do senhor, qual é a explicação para esse número ser tão alto? A desinfor-
mação sobre a alta incidência dos sintomas, eventual gravidade, além de questões culturais ou problemas de acesso a serviços de saúde, são, seguramente, as principais razões para um índice tão alto. Além disso, ainda tem o medo do diagnóstico de câncer em nosso meio. Em relação à campanha Novembro Azul, qual sua avaliação? Somos a favor
de campanhas que informem a população sobre determinadas doenças, sobretudo as mais incidentes e que possam ter seu prog-
“
Quando diagnosticado precocemente, a grande maioria dos pacientes com câncer de próstata fica curada.”
“
A maioria dos casos de câncer de próstata é diagnosticada a partir dos 65 anos.”
nóstico melhorado graças à detecção precoce. N o caso específico do câncer de próstata, é fundamental que os participantes sejam alertados para os riscos inerentes aos métodos diagnósticos (inclusive os invasivos, com biópsias) e ao sofrimento psicológico do diagnóstico em si. Parte dos tumores de próstata pode evoluir rapidamente e levar o paciente à morte. A maioria, porém, apresenta desenvolvimento lento, durante anos, não trazendo sintomas e não ameaçando a saúde do paciente. Em relação aos casos de alto risco, que são aqueles com histórico familiar, afrodescendentes e mutações reconhecidamente de risco, somos favoráveis ao rastreamento do câncer de próstata. Esse procedimento deve ser realizado a partir dos 45 anos. No entanto, após os 75 anos, não recomendamos esse método. Dois em cada dez pacientes são diagnosticados em fases avançadas da doença. Qual a explicação para isso? E qual é a principal dificuldade quando o tumor já está nesse nível? O câncer de
próstata pode se apresentar com características histológicas mais agressivas, conferindo uma evolução clínica mais rápida e desfavorável. Além disso, pacientes de riscos mais elevados ou com sintomas, que por alguma razão não procuram assistência médica, podem ser diagnosticados com doença mais avançada e consequente piora de seu prognóstico. O diagnóstico precoce contribui para até qual porcentagem de chance de cura? Quando diagnos-
ticado precocemente, a grande maioria dos pacientes com câncer de próstata fica curada.
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estilo CALOR >Chegada do verão é certeza de mudança no guarda-roupa; veja apostas da moda praia HENRIQUE SCHMEIL/DIVULGAÇÃO
Com calor no coração MARCIA FASOLI/DIVULGAÇÃO
SALINAS/DIVULGAÇÃO
ESC apostou na sensual cor vermelha para a beachwear deste ano
Cavas mais altas e cores mais neutras, como preto e branco, também estão presentes na coleção da Salinas
dá para inovar? As tendências 2019 da moda praia brasileira mostram exatamente que a escassez de pano não é problema. Das mentes de diretores de estilo de grifes celebradas do país surgem coleções que prometem elevar ainda mais as temperaturas à beira da praia, da piscina, da cachoeira… Muito dessa inspiração veio do verão europeu, ocorrido no meio do ano. Por lá, uma modelagem que se destacou foi a asa-delta. O hit dos anos 80 das praias cariocas, entretanto, deve ser tímido aqui. “Lançamos asa-delta no último verão e seguimos com essa tendência, porém, desta vez, em menor quantidade, pois notamos que as nossas clientes ainda não aderiram 100%”, conta a diretora de produtos da Amaro, Anay Zaffalon. “As cavas subiram um pouco, mas não sou adepta ao asa-delta na minha coleção”, pontua a estilista Lenny Niemeyer, da grife homônima. Já a diretora de estilo da Vix, Juliana Leal, acredita no sucesso da tanga. “É o modelo de calcinha mais sexy”, explica, enumerando outros palpites da marca: “top tomara que caia, retrô, com amarração frontal e o corsage”. O consultor de estilo e apresentador do programa “Esquadrão da Moda”, do SBT, Arlindo Grund, explica que os anos 80 e 90 são as grandes referências do período. “Estamos vivendo um momento de muita tropicalidade, estampas, babados. As influências dos anos 80, com os biquínis cavados, e dos anos FRED OTHERO/DIVULGAÇÃO0
Calcinha tanga, amarrações, cordas: alguns dos investimentos da Vix para os dias mais quentes
90, com os pequenos, estarão presentes”, diz. Anay conta que essas décadas foram exatamente as que mais influenciaram o processo criativo na Amaro, que traz, por exemplo, babados volumosos. Assim como eles, modelagens que fizeram sucesso em outras estações prosseguem. As mangas ciganinhas são um exemplo, e há outros: “Trabalhei mais a presença de franjas e macramês por remeterem ao artesanato brasileiro”, diz Lenny Niemeyer, lembrando itens que fizeram a cabeça de fashionistas em 2018. Também com olhos voltados para os anos 90, a coleção da grife New Beach traz tecidos tecnológicos, recortes, bordados “e, claro, algumas peças que entoaram nessa década, em tecidos que lembram o veludo no toque e na aparência”, argumenta o diretor Edson Recco Filho. As peças feitas à mão ainda devem ressurgir na moda praia em crochês, tricôs, amarrações, cordas e cintos. RETORNO Peça que nos últimos anos voltou aos holofotes, o maiô segue em alta no verão 2019. Agora, não vem apenas com decotes profundos, mas com cavas laterais e muitos detalhes. “A opção de uso casual e composição de looks modernos aumentaram a procura desta tendência. Bodies com recortes diferenciados e estampas ousadas estão em alta”, conta Recco Filho. “Na Amaro, trabalhamos o maiô de diversas maneiras: escritas localizadas, ombro a ombro, um ombro só, estampado e com textura”, exemplifica Anay. “O maiô ganhou definitivamente lugar no guarda-roupa da mulher que busca um look pós-praia, mas o biquíni continua imbatível nas areias. Tenho a sensação de já ter feito maiôs de todas as maneiras (manga longa, um ombro só, drapeado, plissado, frente única), mas, nesta coleção, explorei bastante o modelo blusado”, diz Lenny. As peças que transitam para o pós-praia, como citou Lenny, também estão na coleção da ESC, explica o diretor criativo André Lucian. “Podem ser aliadas a outras, como saias e calças de cintura alta”, argumenta. Juliana Leal afiança que a Vix contemplou a mesma ideia, com saias com diferentes comprimentos para serem usadas dia e noite, além de bodies e calças fluidas com fendas.
Lenny Niemeyer trouxe maiôs em diferentes recortes para a temporada
RENAN OLIVEIRA/DIVULGAÇÃO
Aline A roupa é pouca, mas Gonçalves quem disse que não
Babados e poá, como nesta combinação da Amaro, devem marcar presença
estilo
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AS FAMOSAS JÁ ESTÃO USANDO INSTAGRAM @GIO_EWBANK /REPRODUÇÃO
INSTAGRAM @BRUMARQUEZINE/REPRODUÇÃO
Biquíni neon foi aposta da atriz Giovana Ewbank para um dos seus modelitos
INSTAGRAM @CAMILACOELHO/REPRODUÇÃO
A digital influencer Camila Coelho usa modelo mais cavado e de crochê
MARCIA FASOLI/DIVULGAÇÃO
Cores vão de tons neutros a misturas bem tropicais
Na SPFW, em outubro, PatBo mostrou alguns de seus palpites para o período, como recortes estratégicos e fivelas em resina
Cavas laterais em maiôs vão fazer sucesso, como o modelo da atriz Mariana Rios
No verão europeu, a atriz Bruna Marquezine posou com peça asa delta e com cinto
INSTAGRAM @FLUVIALACERDA/REPRODUÇÃO
A modelo Flúvia Lacerda mostra em look duas tendências do verão: amarelo e babados
INSTAGRAM @MARIANARIOS/REPRODUÇÃO
Em relação às cores e às misturas, a beachwear 2019 promete de tudo um pouco. Além das queridinhas estampas tropicais, há possibilidades para fugir do óbvio, como o color block, tons neutros, terrosos, pastel. O poá, que ao longo do ano passou de tendência a realidade nas vitrines, migrou para a moda praia. E quem não tem medo de chamar atenção pode ir de neon. “É aquilo que a gente viu muito em 2018, descoloridos, misturas de cores, nenhum ou fluorescente, tons terrosos, e tudo fica bem diferente, bem criativo. Acredito que as estampas florais também continuam presentes”, comenta o consultor de estilo e apresentador do programa “Esquadrão da Moda”, do SBT, Arlindo Grund. O vermelho e o amarelo, cores que também estiveram em alta, vêm para a moda praia. A ESC, do diretor criativo André Lucian, apostou exatamente em uma dessas tonalidades. “A coleção de verão 2019 da ESC fala da feminilidade e transformação. A escolha da cor vermelha traz justamente o significado de desejo e confiança em si mesmo. Além de combinar com diversos tons de pele”, revela Lucian. “Vermelho e oncinha são clássicos”, corrobora a diretora criativa de Salinas, Jacqueline de Biase, que também faz a defesa dos dois. “Além da oncinha, temos estampas tropicais, frutas, drinks, piscina, quadras de tênis e as gráficas com listras largas. Nossas cores: muito verde, vermelho, rosa, azul e branco como as principais”, completa. Diretora criativa da BlueMan, Sharon Azulay revela que foi buscar inspiração caiçara para sua coleção de verão 2019. “Apostamos em uma cartela bem diversificada. Começamos o verão com tons mais sóbrios, como o vinho e verde-musgo, depois a coleção foi clareando e trazendo o lúdico nas cores. A nossa aposta são os candy colors com leve brilho na lycra, o nude rosado se contrapondo ao preto, o branco pérola: são peças-chave na coleção”, revela.
INSTAGRAM @LORACAROLA/REPRODUÇÃO
Poá e ciganinha, sucessos em 2018, agora para a praia, como traz Carolina Dieckmann
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crônica
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
O rio sagrado (Índia, 1999) Parte de uma correspondência que escrevi a uma amiga, durante minha primeira viagem à Índia, no ano de 1999.
ncontro-me em Varanasi, cidade do Ganges – rio sagrado da Índia, considerado um dos maiores centros de peregrinação do país. Nunca imaginei que no mundo pudesse existir lugar tão caótico. A cidade tem uma superpopulação de vacas que se alimentam de lixo e papel e ainda conseguem dormir no meio do trânsito, obrigando carros e pessoas a se desviarem. Aliás, aqui tem superpopulação de tudo: gente, moscas, pernilongos, cabras e macacos. Quase não existem semáforos. Carros, riquixás e vacas disputam as ruas. Mão e contramão? Desconhecem! Partimos para ver o nascer do sol no rio, das coisas mais impressionantes que já presenciamos. Acordamos às quatro da manhã e seguimos a pé acompanhados por uma multidão. Aqui a confusão já começa cedo. Imagina que essa peregrinação acontece todos os dias e há mais de mil anos. Passamos por uma espécie de corredor, onde dezenas de hansenianos e
E
pessoas com deficiência física nos estendem as mãos. No início dessa passarela, que é enorme, notas são trocadas por moedas, que devem ser ofertadas aos pedintes. É impossível ficar insensível a tudo isso. O sol começa a nascer. A visão fascina, pois o Ganges é volumoso, e a distância de um lado ao outro é grande. Nas margens foram construídos pavimentos chamados de “ghats”, onde ocorrem cremações. A santidade do rio, pelo que me explicaram, se deve ao fato de o deus Shiva, o “Senhor do Universo”, ter se banhado em suas águas para se ver livre dos pecados. Por isso, os devotos se banham na esperança de também purificarem suas almas. Nos gaths, existem locais com sombrinhas de bambu, onde ficam os sadhus, considerados homens santos. Desprovidos de bens materiais, são magérrimos, com cabelos enormes e emaranhados. Ao morrerem, segundo o nosso guia, não são cremados, mas jogados no rio amarrados a uma pedra, assim como as grávidas e aqueles que morrem de varíola. Já os indianos comuns são cremados, e suas cinzas, jogadas nas águas. Acredita-se que a varíola seja uma deusa que habita na pele das pessoas e, assim sendo, não deve ser queimada. Enfim, no Ganges existe de tudo: cadáveres inteiros ou cremados, animais mor-
tos, esgotos de origens diversas, crianças nadando, homens e mulheres se banhando, para purificarem suas almas, escovando os dentes com os dedos, lavando roupas e engolindo compulsivamente suas águas. Creem que o rio no trecho que banha a cidade não traz doenças, mas curas. Trombando no barquinho em que estamos, descubro algo enorme e peludo que imagino ser um búfalo em avançado estado de decomposição. Durante o percurso, despontam antigos palacetes de marajás. Escolhiam esse local para morar por acreditarem que, assim, estariam mais próximos da salvação. Os hindus vão ao rio pouco antes do nascer do sol que tanto veneram, pois é ele a maior fonte de energia do mundo, assim como a água que alimenta a vida sobre a terra. Muitos meditam na posição iogue. Impressiono-me com a cremação de corpos. Na Índia existem dois tipos de cremação: a elétrica, mais barata, e a outra feita com toras de madeira, em que o corpo permanece cerca de três horas até se transformar em cinzas. Ao presenciá-las, confesso que tive uma sensação estranha, o choque cultural havia batido em mim. A morte para os orientais é vista com naturalidade, pois é apenas uma passagem entre as milhares de vidas pelas quais passamos.
Quem tem suas cinzas jogadas no rio sagrado se purifica ainda mais para entrar na seguinte. O guia nos conta uma curiosidade: não faz muito tempo, quando o marido morria, a viúva deveria acompanhá-lo. Para isso, se atirava na pira onde o corpo do esposo ardia em chamas. Aquela que não fizesse isso não era bem aceita, tornando-se marginalizada perante a sociedade. Foi preciso que o governo interviesse para acabar com suicídios tão absurdos. Voltamos ao hotel e, após o almoço, fomos visitar
o lado de fora de um famoso templo budista, cujo acesso é vetado a turistas. Na sua construção foi gasta uma enormidade de ouro. O templo se encontra no meio de inúmeros becos e vielas, repletos de gente indo e vindo. Nessas vielas existem pequenos comércios onde se vendem temperos, comidas e incensos. Dezenas de pedintes sentados no chão à espera de esmolas. Em determinado momento, sem jeito de ir para lugar algum, alguém insistentemente me empurra. Já ia reclamar, quando vi que se tratava de
uma vaca pedindo passagem. Coisas da Índia! Alguns europeus e americanos com lenços no rosto dão a impressão de querer sumir do local. Coisas de Primeiro Mundo! Bem fiz eu, brasileiríssima, que no meio de tudo tratei logo de me adaptar e curtir cada vez mais e intensamente essa viagem incrível, diversa e tão enriquecedora. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
WNova York. Mineiro fotografa brasileiros que visitam a cidade. Página 11
W .
pampulha KOEN SMIDE PHOTOGRAPHY/DIVULGAÇÃO
WViagens Incríveis. México muito além de Cancún e Riviera Maya. Página 12
.
BELO HORIZONTE Sábado 24/11/2018
Fora dos canais
Além do roteiro tradicional, descubra o lado B de Amsterdã, na Holanda, em bairros como NDSM e Pijp. Páginas 4 a 9
W2 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 24 de novembro de 2018
paulo campos paulocampos@otempo.com.br
Acompanhe as dicas de Paulo Campos no quadro Super Viagem, de segunda a sábado, às 9h55, 15h30 e 20h55
sala vip (I) W
Brocker premia operadores, OTAs e mercado Mice Em um espaço amplo e arejado da Villa Sergio Bertti, a Brocker Turismo, a maior e melhor agência de receptivo da Serra Gaúcha, promoveu a 13ª edição do Troféu Infinito, que premiou colaboradores e parceiros que mais venderam seus produtos no ano passado. “As dez operadoras aqui homenageadas são responsáveis por 70% do faturamento da Brocker”, afir-
mou a diretora Any Brocker. A cada ano, o receptivo também lança novidades no mercado. Em 2017, teve o Bus Bier, um tour pelas cervejarias de Gramado e Canela, e o Gramado Pass, um cartão que dá acesso a várias atrações das duas cidades. Neste ano, o estande da Brocker no Festival de Turismo de Gramado (Festuris) exibiu os óculos 360º, uma experiência virtual com os principais
tours oferecidos pelo receptivo na região gaúcha. Any também mencionou os investimentos em tecnologia e as viagens ao Vale do Silício, na Califórnia (EUA), mas salientou que nada disso importa sem uma equipe competente. “Um produto pode ser bom, mas tem que ter pessoas por trás”, acrescentou. A Brocker ainda investiu em mais de 80 capacitações em 2018 e tem se apro-
ximado cada vez mais do mercado Mice (segmento de eventos corporativos) e das OTAs (agências online). Neste ano, além das dez operadoras premiadas, a novidade foram os prêmios concedidos ao segmento Mice para eventos corporativos (Alatur JTB), eventos científicos (Acontece Eventos) e feiras (Fenin Feiras). Entre as OTAs, os destaques ficaram com Decolar.com, Viajar Ba-
rato e Hotel Urbano. Como destaque regional, a operadora Agaxtur foi a laureada pelas vendas no principal mercado do país, o Sudeste. O ponto alto do evento foi a premiação das top ten. A campeã e a vice-campeã, respectivamente, Flytour Viagens e Visual Turismo, foram as operadoras que passaram por grandes mudanças em 2017. A Flytour se uniu à MMT, e a Visual foi adquiri-
da pelo grupo CVC Corp. Ainda entre as dez mais: Latam Travel, Azul Viagens, FRT, Abreu Viagens, MMTGapnet, Trend, New It e MGM. Outro ponto alto foi a premiação de Marta Rossi, CEO do Festuris. Ainda receberam troféus Ângelo Sanches, secretário de Turismo de Canela, e os colaboradores Luciano Voges, gerente de TI, e Adilson Martins, guia da Brocker. FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
As diretoras Any Brocker, Luiza Brocker Boeira e Carlise Bianchi recepcionaram os convidados na entrada do evento
A equipe da Flytour, grande vencedora do Troféu Infinito
Mauro Bernardes e Edson Akaban, da Visual Turismo: a agência levou o segundo lugar em vendas dos produtos Brocker
Diretores da Brocker entregam prêmio de amigo parceiro a Marta Rossi, CEO do Festival de Turismo de Gramado (Festuris)
A equipe da Azul Viagens comparece em peso ao evento: 3º lugar, operadora foi a que mais cresceu no mercado de turismo
Representada por Nathália Vicente e Tatiana Nogueira, a operadora Latam Travel recebeu o troféu pelo quarto lugar
Aloísio Moreira e Fábio Timóteo subiram ao palco para receber o prêmio de 5º lugar conquistado pela operadora paranaense FRT
Da Abreu Viagens, Marcos Bizzotto, Danielle Torres, Roberta Baleotti, Adriana Cavalcanti Boeckh e Felipe Cuadrado; eles...
... subiram ao palco para receber a estatueta pelo sexto lugar em vendas dos produtos e serviços do receptivo Brocker
O mineiro Luciano de Souza (diretor da Território Viagens) com a esposa, Sara Thales (ST Turismo), e o filho, Rafael
Ângelo Sanches, secretário de Turismo de Canela, recebe prêmio como amigo parceiro do receptivo Brocker Turismo
Do hotel Recanto da Serra, de Gramado, o casal Fábio Montagna e Luciane Berlitz, prestigiando a festa no Villa Sergio Bertti
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte
24 de novembro de 2018
W4 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 24 de novembro de 2018
turismo
Holanda
Off-Amsterdã,
NDSM: área dos antigos estaleiros tem muitos espaços livres
fora do circuito dos canais Cidade revela seu lado moderno e autêntico em bairros como NDSM e De Pijp; quiz ajuda o turista a descobrir o bairro que é, realmente, a sua cara Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
Que Anne Frank, Van Gogh e Rembrandt me desculpem, mas minha passagem desta vez por Amsterdã teve outro sentido. Queria fugir do turismo de massa para descobrir outros lugares menos populares, para mostrar aos viajantes que a capital da Holanda não se resume a canais, sobrados do século XVII, bicicletas, moinhos e tulipas. A missão era descobrir novos roteiros para você vasculhar em sua primeira (ou próxima) viagem uma Amsterdã diferente, combinando, claro, com o roteiro de “slow travel” proposto pela operadora Queensberry Viagens, que, como no movimento “slow food”, não é nada mais do que fazer tudo devagar, com mais tempo.
Fora do centro Amsterdã é uma cidade de múltiplas faces, vai além da zona turística e dos programas tradicionais oferecidos aos turistas pelas agências de viagens – passeio de barco pelos canais, CasaMuseu de Anne Frank, Rijksmuseum, Heineken Experience, museus Van Gogh, Rembrandt e Hermitage, Nemo, praça Dam e Distrito da Luz Vermelha, só para citar os mais comuns. Existe uma Amsterdã que se esconde dos turistas em bairros vizinhos, como NDSM, De Pijp, Jordaan, Spiegelkwartier ou Chinatown – isso mesmo, a capital holandesa também tem seu bairro chinês –, com atrações diferenciadas, para todos os públicos. “Estamos evitando conteúdo genérico, como postagens sobre o canal de Amsterdã e atrações famosas”, comenta Angela Prosé, do I Am Amsterdam, órgão oficial de turismo da cidade. “Queremos ampliar a cidade e inspirar os turistas a visitar outros bairros e, assim, controlar o tráfego de visi-
tantes do centro”, diz. No ano passado, a Holanda recebeu 17,9 milhões de turistas, segundo dados do órgão oficial, Holland.com. Esses turistas têm o aeroporto Schipol, em Amsterdã, como porta de entrada no país. No centro, a sensação de superlotação é sentida até pelo turista e acende o alarme das autoridades.
Quiz Nos últimos anos, para diminuir esse impacto, o I Am Amsterdam criou uma campanha para divulgar bairros alternativos fora do cinturão
Para descobrir seu bairro, acesse iamsterdam. com/en/visiti ng/areas/ams terdam-nighb ourhoods
dos canais. Utilizou também do Amsterdam City Card para mapear as atrações e influenciar os viajantes pelas redes sociais. Criado para estimular o turismo, o órgão quer agora manejar e controlar o fluxo turístico na cidade. O site I Am Amsterdam é a ferramenta mais curiosa e criativa. O órgão criou o quiz “Which Amsterdam neighbourhood are you?” (na tradução, “Qual bairro de Amsterdã é você?”), com 11 perguntas para o turista descobrir qual região da capital holandesa é sua cara. Foi exatamente esse caminho que escolhi para fugir do buchicho do centro e descobrir os bairros de NDSM e De Pijp. O primeiro fica localizado em Amsterdam Noord, que significa “norte”, ou seja, a região ao norte do rio IJ, a área portuária que se revitalizou nos últimos anos, onde o projeto mais famoso é o NDSM -werf. O segundo é a região mais animada da cidade, nas imediações da Heineken Experience, antiga cervejaria que virou atração turística. É a área com a maior densidade de café e pubs de Amsterdã, um lugar multicultural apelidado pelos locais de “Quartier Latin de Amsterdã”, referência ao famoso bairro boêmio parisiense.
Quem leva Roteiro: Islândia, Terra do Fogo e dos Elfos (E o Melhor dos Países Baixos)/18 dias Saídas em 2019: 23/5, 11/7, 15/8 e 12/9 Pacote: Inclui aéreos, 3 noites em Akureyri, 4 em Reykjavík, na Islândia, 4 em Amsterdã (Hotel Kimpton de Witt), 3 em Bruxelas e uma em Frankfurt, serviço de maleteiros, 15 cafés da manhã e 6 refeições, guias locais falando português, visita às vilas de
Marken, Volendam, Zaanse Schans, Bruges e Antuérpia, tour em Reykjavík, Amsterdã e Bruxelas, cobertura Trip Protector e seguro-viagem. Preço: Sob consulta Consute as agências: AMMP – Associação do Ministério Público: (31) 21054867 / Estação de Turismo: (31) 3029-1688 /LCN: (31) 2126-8200 / Mappa Turismo: (31) 3071- 4000 / Tucha Turismo: (31) 3262-1830 HOLLAND.COM/DIVULGAÇÃO
Se você viajar para Amsterdã de 21 de março a 19 de maio 2019, pode visitar o Parque Keukenhof; desça no aeroporto de Schipol e pega ônibus para lá
Equilíbrio: natureza e área urbana Tratando-se de viagens de até 25 pessoas, é preciso pensar na coletividade. Por isso, ao estruturar os passeios do Grupos Brasileiros pelo Mundo (GBM), a equipe da Queensberry Viagens reflete cuidadosamente sobre as preferências do seu público. O roteiro Islândia, Terra do Fogo e dos Elfos (E o Melhor dos Países Baixos), por exemplo, além dos sete dias pelas paisagens de natureza selvagem do país nórdico, conta com quatro dias entre moinhos, museus e diques na Holanda, fora os dias em Bruxelas e Frankfurt. “Tudo começa com uma avaliação na procura por viagens aqui na empresa. Nós percebemos que a Islândia se tornou tendência. Mas mesmo quem quer ver os gêiseres islandeses gosta de cidades grandes: quer ter contato com a história, conhecer monumentos e fazer compras. O resultado foi um roteiro que contempla os aspectos naturais da Islândia, mas dá possibilidade de conhecer outros países. É uma viagem para a Europa completamente diferente dos padrões nacionais”, explica Marco Lourenço, diretor de vendas da Queensberry.
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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte
24 de novembro de 2018
PAULO CAMPOS
Um passe para explorar a cidade O I Amsterdam City Card (iamsterdam.com/pt/i-am/iamsterdam-city-card) é o passe para explorar a capital holandesa de um jeito econômico. O cartão dá acesso ilimitado ao transporte público (leia-se metrô, balsas e ônibus, exceto trens), inclui algumas atrações gratuitas, entre elas o passeio de barco pelos canais, e oferece descontos de até 50% em museus, tours, bares e lojas. O cartão tem vigência de 24 horas (€ 59), 48 horas (€ 74), 72 horas (€ 85) e 96 horas (€ 98), dependendo
de seu tempo de permanência. O I Amsterdam City Card passa a valer a partir do momento em que você o utiliza pela primeira vez. No transporte público, é preciso validá-lo nos leitores das máquinas. Você pode comprá-lo antecipadamente pelo site iamsterdam.com ou nos postos de informações turísticas no aeroporto de Schipol, na I Amsterdam Store, na estação central ou no centro de informações turísticas em frente à estação. Das 44 atrações e passeios
com entrada gratuita estão os museus Van Gogh, Van Loon, Hermitage, Stedelijk e Nemo, a Casa-Museu de Rembrandt, a igreja Oude Kerk e o Artis Royal Zoo. Descontos de 25% são oferecidos nos ingressos de Heineken Experience, Madame Tussauds, museus da Prostituição e da Fotografia, como também no aluguel de bikes. Fora dos benefícios do cartão está a Casa de Anne Frank (annefrank.org/en). PAULO CAMPOS
Centro de informações turísticas fica em frente à Central Station, bem no centro da cidade
Passeios PAULO CAMPOS
Museu Van Gogh: 18 euros (vangoghmuseum.nl) Casa de Rembrandt: 13 euros (rembrandthuis.nl/en) Hermitage Amsterdam: 25 euros (hermitage.nl) Casa da Anne Frank: 10 euros (annefrank.org/en) Riijksmuseum: 17,50 euros (rijksmuseum.nl) Heineken Experience: 18 euros (heineken.com) Passeio de barco pelos canais: 16 euros Iamsterdam City Card: Vigência de 24 horas (59 euros), 48 horas (74 euros), 72 horas (85 euros) e 96 horas (98 euros).
W6 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 24 de novembro de 2018
DENISE KEUS/CRANE HOTEL FARALDA
turismo
NDSM O painel do brasileiro Eduardo Kobra, na fachada do museu do grafite
Pronto para explorar o antigo estaleiro? Bairro na antiga área portuária, agora revitalizada, tem praia, hotel em guindaste, comunidade em barcos, lojas e restaurantes alternativos CRANE FARALDA/DIVULGAÇÃO
Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
Hotel
Três suítes em um guindaste O guindaste é um ícone de NDSM. É o que sobrou dos antigos estaleiros de construção naval. O que era para virar sucata foi alvo de um projeto multimilionário de restauração e design para transformálo no Crane Hotel Faralda. Dois elevadores panorâmicos levam o hóspede até o topo, onde estão três suítes, um spa pool e um lounge para eventos sociais e corporativos. “O hotel para espíritos livres criativos e apaixonados. O que acontece no guindaste permanece no guindaste”, brinca o slogan. Cada suíte tem identidade própria e custa a partir de € 435, com direito a café da manhã, champanhe, piscina, spa e segurança.
NDSM, sigla para News Dock Stories Membes, é uma referência à Nederlandsche Droogdok e Scheepsbouw Maatschappij (NDSM), gigante da construção naval que se estabeleceu na região ao norte do rio IJ nos anos 50. Essa área de estaleiros impulsionou o desenvolvimento e o crescimento de Amsterdã nos séculos XIX e XX, numa época em que os canais da cidade já não suportavam mais o fluxo de navios e cargueiros. Com a falência da NSDM em 1984, a região – abandonada e esquecida até 2010 – foi redesenhada com o auxílio de uma competição do poder municipal. O plano vencedor da fundação Kinetisch Noord, uma iniciativa de ex-invasores, artistas, skatistas e arquitetos, incluía um grande centro de arte e cultura, onde estúdios e espaços de trabalho acessíveis são combinados com atividades culturais. O bairro é hoje um lugar dinâmico e criativo,
onde convergem pistas de skate, escritórios, prédios utilizados como moradia para estudantes ou como estúdios para artistas, restaurantes gourmet, ateliês e bares. NSDM não só sedia os melhores festivais de música, como Over T IJ Festival, Voltt Loves Summer Festival e Valtifest, como acabou atraindo empresas de renome para a região, como MTV e Red Bull. É também uma área popular para os organizadores de festivais e cená-
rio para videoclipes e sessões de fotos.
De balsa Para chegar até lá, você precisa pegar a balsa da GVB para NDSMwerf, gratuita, que sai em intervalos de 30 minutos atrás da Central Station. Só tome cuidado para não pegar a balsa que vai pro Eye Filmmuseum. Você navega menos de 20 minutos e logo avista um antigo submarino soviético abandonado e depois o Amstel Botel, navio-hotel flutuante luxuosamente decorado, com diária ao preço de € 84. Mas há também hotéis de luxo no bairro, como DoubleTree by Hilton.
Saiba mais
A primeira ponte de aço do mundo a ser impressa em 3D será instalada na zona portuária de NDSM em 2019
Cannibale Royale Du Nord. Pratos entre 4,50 a 21,50 euros por pessoa. cannibaleroyale.nl Pllek. Novo cardápio conta com 75% de pratos vegetarianos. Abre diariamente das 9h30 à 1h. pllek.nl Kunststad. verhuur@ndsmloods.nl Noorderlicht Café. Chama atenção por sua estrutura em vidro. O cardápio vai de sanduíches a massas. noorderlichtcafe.nl Crane Hotel Faralda Diárias a partir de 435 euros, com café da manhã e champanhe. faralda.com PAULO CAMPOS
A região ainda concentra projetos inovadores, como o Street Art Museum, com coleção de 100 obras de artistas de rua de todo o mundo, como o inglês David Walker e o brasileiro Fábio de Oliveira Parnaiba, o “Cranio” O Amstel Botel, o hotel flutuante ancorado no ex-cais de NDSM, oferecendo conforto e diárias baratas para se hospedar longe do cinturão dos canais
turismo
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PAULO CAMPOS
Belo Horizonte 24 de novembro de 2018
PAULO CAMPOS
Pllek: areia e bancos de madeira â beira do rio IJ
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Praia artificial para relaxar ou contemplar o pôr do sol Depois de descer da balsa, é hora de acessar a Pllek – na tradução, “lugar”. Pouca gente desconfia, mas Amsterdã tem praia – artificial, claro! Pllek é um local descolado, relaxado, com atmosfera de praia, ótimo programa para um fim de tarde para ver o pôr do sol. Se não quer bebericar nada, é só sentar nos banquinhos de
madeira na areia e apreciar a vista do skyline. No inverno, o Pllek oferece aconchegante lareira. A programação é variada, de DJs a filmes. À noite, o “lugar” vira uma badalada discoteca. Erguido com contâineres de transporte reciclado, Pllek abusa da madeira, dos elementos de design e das cores para criar ambientes
diferenciados, como um lounge com sofás e almofadas, um restaurante transado e uma parte externa com areia artificial, área de piquenique com toalhas e cadeiras reclináveis, imitando uma praia. O cardápio é “orgânico e responsável”, preparado com legumes sazonais e produtos regionais pelo chef Dimitry Mulder, com saladas, sopas e sanduíches.
PHILIPP BENEDIKT/DIVULGAÇÃO
NSDM-werf Perder-se Perder-se por NDSMwerf é se deparar com lojinhas de design como a Van Dijk e KO, Neef Louis e Woodies Berlin – se você é um caçador de pechinchas, melhor é garimpar no mercado de pulgas J-Hallen. Mas nada se compara ao Kunststad, antigo armazém de construção naval com altura de 15 m e área de 20 mil metros quadrados, onde prosperam 250 lojas muito criativas. O galpão de construção naval foi transformado na Cidade das Artes.
Para comer
Brooklyn ou Noorderlicht? Perto da Pllek estão o Cannibale Royale Du Nord e o Noorderlicht. O Cannibale é um lugar para degustar hambúrgueres artesanais em um ambiente descontraído. No cardápio, sanduíches como La Classsique, com 180 g de suculenta carne com cheddar inglês, cebola refogada, tomate e bacon crocante. O Noorderlicht se autodefine como café cultural, onde acontecem eventos alternativos e gratuitos. Ele tem uma varanda envidraçada com vista para o rio IJ, é cercado de muito verde e foi decorado com móveis e objetos peculiares. GIOVANA/DIVULGAÇÃO
Gastronomia A Holanda não tem uma tradição gastronômica, mas em Amsterdã você encontra um pouco de tudo. Atualmente, proliferaram os restaurantes de comida orgânica e vegetariana, uma ode à cultura da saúde e do bem-estar. Um lugar interessante para conhecer é o complexo Food Hallen (foodhallen.nl/). De sobremesa, duas delícias típicas: stroopwaffel, bolachões recheados com caramelo, e poffertjes, espécie de minipanqueca servida com manteiga e açúcar.
O bairro na antiga área portuária tem uma comunidade de pessoas que moram em barcos e se ajudam mutuamente
W8 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 24 de novembro de 2018
Moinhos (I)
Uma aldeia holandesa Antes do retorno a Amsterdã, nossa última parada é Zaanse Schans, a aldeia dos moinhos, uma curiosa representação do passado holandês. É a maior concentração de moinhos da Holanda, em torno de 60. Com entrada gratuita, o lugar reproduz, com construções originais, as vilas holandesas dos séculos XVIII e XIX, um museu a céu aberto desde 1970. No museu local está exposta uma coleção de, pelo menos 30 mil objetos, do pintor Claude Monet.
Moinhos (II)
Minimuseus temáticos Muitas das casas de Zaanse Schans são minimuseus temáticos, onde podem-se empreender diversas atividades – visitar um moinho por dentro e uma fábrica de tamancos, conhecer a produção de queijos, passear por uma fazenda, degustar delícias como o apfelstrudel (receita doce com massa folhada) ou poffertjes (panquecas doces) e fazer passeio de barco pelo lago para chegar perto dos moinhos.
Queijos
Visitando uma fábrica O programa em Zaanse Schans termina na Cheese Factory Volendam, na Haven 25, para uma demonstração de como são produzidos três queijos – de vaca, de cabra e de ovelha, cada um com cheiro e textura diferentes. Depois de uma degustação, somos encaminhados a uma lojinha. Na Holanda, diga-se de passagem, leva-se a sério o ditado “você é o que você come”.
turismo
Pijp
Multicultural e efervescente até demais Próximo à Heineken, bairro tem cafés, bares e restaurantes acolhedores; a partir de Amsterdã, pode-se fazer bate-volta a Marken e Volendam Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
A 15 minutos do Museumplein, em uma região praticamente residencial e que ainda conserva a autenticidade dos antigos prédios, Pijp – antigo bairro da classe trabalhadora – é o lugar com a maior concentração de restaurantes, pubs e cafés por metro quadrado de Amsterdã. Para chegar a Pijp (“tubo”, em português), pegue a linha 52 na Central Station até a estação homônima, a poucas quadras do Sarphatipark e da Heineken. O coração vibrante do bairro é Alberto Cuypmark, mercado a céu aberto. Imagine a Feira Hippie, em BH, multiplicada por cinco. É mais ou menos isso! Albert Cuyp, que dá nome à rua, foi um pintor do século XVII, famoso por retratar a Holanda por meio das paisagens campestres. Até o século XIX, Albert Cuypstraat era um canal com moinhos às margens. Hoje, o bairro não é mais cortado por canais.
se frites (batata frita) e o kip saté (espetinho de frango com molho de amendoim). Perambular pelo bairro é contemplar exemplares da Escola de Amsterdã e em torno da P.L. Takstraat, com seu complexo de apartamentos de classe trabalhadora conhecidos como arbeiderspaleizen (“palácios dos trabalhadores”), prédios projetados no início do século XIX. Os visitantes que chegam
a Pipj vão lá apenas conhecer a Heineken Experience (heineken.com), um museu montado onde existia a antiga cervejaria. Mais interessante que a cerveja é o tour interativo e divertido, passando pelo processo de produção, degustação e lojinha de suvenir.
Bares e restaurantes Mas para curtir Pijp é preciso perambular pelas ruas e descobrir pequenos segredos, como brunch do Little Collins (littlecollins.nl), o “bruine cafe” do Berkhout (cafeberkhout.nl) ou o café da Scandinavian Embassy (scandinavianembassy.nl) Pelo bairro proliferam res-
taurantes de ex-colônias holandesas, como Indonésia e Suriname, até vietnamitas e árabes. Mas a atual “febre” são os restaurantes de comida orgânica e vegetariana. Sir. Hummus (sirhummus.nl) serve o hummus tradicional, prato típico árabe, enquanto o Yamazato, no Hotel Okura, uma estre-
la Michelin, dá à culinária japonesa ares de sofisticação. Mas não se pode passar por Pipj sem experimentar a badalação do Badcuyp, com música ao vivo, os coquetéis (e a vista) do Twenty-Third (okura.nl) e as cervejas artesanais do Café Krull (cafekrull.com). Tudo imbuído, claro, de um espírito multicultural. FOTOS PAULO CAMPOS
Feira A maior feira a céu aberto oferece um pouco de tudo. Pense em alguma coisa e encontrará por lá. A dica é se debruçar nas barracas de comida para degustar queijos, o haring com cebola, as vlaam-
Albert Cuypstraat foi no passado um canal com moinhos onde funcionavam serralherias e hoje abriga a Albert Cuypmarkt, a maior feira a céu aberto da Europa
Queijos, tamancos e e moinhos no caminho Para entender a Holanda é preciso percorrer seu território de apenas 42.508 km². O nome original do país também diz muita coisa – Netherlands, ou “terras baixas”, tem metade de seu território localizado um metro abaixo do nível do mar. Para conter a fúria das águas, foram construídas barreiras: os “diques”. Nosso primeiro bate e volta a partir de Amsterdã foi até a vila de Marken, no litoral holandês. É o mais próximo que vamos chegar de um dique. Afsluitdijk é
uma muralha de pedra que vai até o fundo do mar, virou uma rodovia e formou o lago Ijsselmeer. De um lado tem água salgada; do outro lado, água doce. Por séculos Marken viveu no isolamento, castigada por frequentes inundações. Com a construção do dique, em 1957, foi conectada ao continente e virou atração turística. O povoado tem 1.800 habitantes e lindas casas erguidas sobre estacas de madeira, entremeadas por jardins floridos, pontes, canais e uma única igreja.
Haarlem Os atrativos. Uma breve passagem por Haarlem contempla Amsterdamse Poort, um dos 12 portões medievais que ainda permanece intacto, o moinho Mole de Adriaan, todo feito de madeira, de 1178, às margens do rio Spaarne, e a Grote Markt, a praça central com o prédio da prefeitura, a igreja de St. Bavo, onde o jovem Mozart tocava õrgão, e o Vleeshal, que no passado vendia carne fresca e hoje abriga um museu de arte contemporânea. Infelizmente, o tempo corrido impediu de conhecer o Museu Frans Hals. Haarlem remete ao bairro norte-americano; os holandeses fundaram Nova York
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24 de novembro de 2018
Marken, uma vila pequena e florida
Volendam é hoje vila sofisticada
Moradores de Volendam tem como passatempo pintar cenários da cidade
Jopenkerk: ambiente agradável e um templo quase sagrado da cerveja
Fábrica de cerveja artesanal em uma igreja O roteiro Islândia, Terra do Fogo e dos Elfos (E o Melhor dos Países Baixos), da operadora Queensberry Viagens, oferece opcionais curiosos aos viajantes, como a visita a Haarlem, a capital da província da Holanda do Norte, também conhecida como Bloemenstad (“cidade das flores”). Nosso programa na cidade era visitar uma fábrica da cerveja artesanal, Jopenkerk, instalada em uma igreja medieval desativada. Na Jopenkerk, o cenário estava preparado para degustarmos três dos 15
tipos de cervejas artesanais produzidos na casa, entre eles Johann Bokaal, Mooie Nel IPA e Bokbier Bokaal, obviamente harmonizadas com comidinhas locais – queijo de cabra, carpaccio, croquete de camarão, saladas, sanduíches e os famosos bitterballen, típico salgado holandês que lembra nosso croquete, tudo num cenário muito charmoso.
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Jopenkerk Haarlem. Acesse jopenkerk.nl. Gedempte Voldersgracht 2, Haarlem, Holanda. Preços de degustações a 40 euros, incluindo três cervejas harmonizadas com comidas locais.
A maioria dos roteiros de viagens, como os da Queensberry, costumam combinar Marken com Volendam, no continente, pela proximidade. Cidade histórica e portuária, Volendam é ótima parada para um almoço. O principal ponto de referência é o píer, que sintetiza a alma e a simplicidade da vila de pescadores, com seus barcos, gaivotas e cheiro de peixe fresco. Nos últimos anos, Volendam tem se sofisticado com a abertura de novos restaurantes e a chegada de muitos turistas. Já tem até um clube badalado na área portuária, com seleção VIP de clientes, drinks personalizados, música ao vivo com DJs e uma atmosfera de descontração, como se Volendam fosse uma versão holandesa de Ibiza, a famosa praia espanhola. No porto também está o dique que separa o lago Ijselmeer da vila, erguida em um ponto mais elevado. Volendam mantém casas com arquitetura original e muitas tradições do passado: é comum se deparar com homens e mulheres vestindo trajes típicos. Volendam tem a fama de ter o melhor pescado da Holanda. Os pratos típicos são o kobiling (peixes frescos empanados) e o paling (enguia defumada servida com pão e salada). No De Lunch (delunchvolendam.nl), arrisquei menos, apostando num peixe fresco com salada e batatas ao preço de € 14,95.
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Meeting
Turismo de entretenimento Novidade da 30ª edição, o Meeting Festuris discutiu, com modelo inovador, as tendências do turismo. Entre os painéis, Rogério Siqueira, CEO do Beto Carrero World, abordou o impacto no setor pela economia criativa e o turismo a partir da experiência do parque temático. Ele destacou segurança, infraestrutura e modelo de gestão eficiente como razões do sucesso do parque e enfatizou a necessidade de parcerias. A mais recente foi fechada com a Mattel. Outra temática interessante foi o painel “Cidades inteligentes e experiências no turismo”.
turismo
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Lançamento (I)
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Festuris: ‘30 anos é apenas o começo’ O Festival de Turismo de Gramado (Festuris) comemorou 30 anos – e com louvor. O evento sempre teve dois fatores a seu favor: um cenário perfeito, a cidade de Gramado, e um trio de organizadores antenados com as tendências do mercado e a modernização do setor – Marta Rossi, Eduardo Zorzanello e Marcus Rossi. A 30ª edição, encerrada no dia 11, é pródiga em bons números: gerou R$ 300 milhões em negócios, teve 15 mil participantes, 65 desti-
nos internacionais e 250 palestras e workshops, tudo em uma área de 24 mil metros quadrados da Expogramado. O crescimento permaneceu na casa dos dois dígitos, evidenciando o prestígio de uma feira que sobrevive às crises. Coube a Guilherme Paulus, presidente GJP e um dos fundadores da operadora CVC, dar o recado ao presidente eleito. “É impossível que os componentes dessa nova era da República não vejam o turismo como de faFESTURIS/DIVULGAÇÃO
to ele deve ser enxergado: um grande gerador de emprego e renda”, afirmou. Foi-se aquela época em que se definia o Festuris como uma “mini-Abav”, em referência à feira promovida anualmente pela Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav-MG). O festival soube traçar seus próprios caminhos e hoje se destaca entre os eventos do setor. Todo ano o Festuris lança novidades, homenageia profissionais de turismo e destaca projetos autossusten-
táveis. A proximidade com os países mais importantes do Mercosul fez o Festuris se tornar alvo fácil de empresas, órgãos estaduais e municipais de turismo e destinos internacionais. A feira ainda estimula o turismo LGBT e destaca as viagens de experiência – pelo segundo ano, o Espaço Luxury é um oásis. Para um evento que se fortalece a cada ano, o Festuris se resume em uma frase alentadora da CEO Marta Rossi: “30 anos é apenas o começo”. FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
BETO CARRERO WORLD/DIVULGAÇÃO
Caminhos de Caravaggio Os prefeitos dos municípios Canela, Caxias do Sul, Farroupilha Gramado e Nova Petrópolis participaram do pré-lançamento do roteiro que liga os santuários de Nossa Senhora de Caravaggio de Canela e de Farroupilha, por estradas nas zonas rural e urbana. Caminhos de Caravaggio têm cerca de 200 km, que podem ser feitos a pé ou de bicicleta, opções que permitem a contemplação das paisagens naturais, plantações, construções do século passado, igrejas e visita a atrativos culturais que valorizam as conquistas dos imigrantes. FESTURIS/DIVULGAÇÃO
José Carlos (secretário de Gramado), João Machado (Abav), Eduardo Zorzanello e Marta Rossi (Festuris), Marcus Rossi (Summit Hub), professor Maguil (UCS) e Bob Santos (MTur)
Edson Erdmann, diretor artístico do Natal Luz, de Gramado, faz uma visita ao Espaço Luxury, um oásis dentro da feira, e é recebido pelo coordenador do estande, Marcelo Zingalli
Parceria
Lançamento (II)
Viagem pela cultura gaúcha
Os bastidores do Natal Luz
Outra novidade do Festuris foi o espaço temático Viagem pela Cultura Gaúcha e Costumes, em parceria com a CVC. Segundo a coordenadora Vanessa Birk Staudt, a atração ressaltou que as cinco áreas temáticas lembram um pouco da colonização italiana, alemã, portuguesa e açoriana. Na programação, destaque para as apresentações de músicas gaúchas, italianas e açorianas e a distribuição do roteiro turístico Linha Bella, com suas quatro paradas.
Entre os cinco lançamentos de livros na feira, destaque para “A Luz que Transformou uma Cidade: Os Bastidores do Natal Luz”, do empresário Luciano Peccin, que foi presidente do Natal Luz por 17 edições. Em 256 páginas, são relembrados momentos inusitados, divertidos e difíceis , além dos desafios da atração, criada em 1986. De acordo com Peccin, o objetivo do livro é deixar um legado para cidades, grupos de indivíduos e pessoas que se dedicam ou se interessam em fazer algo para sua comunidade.
Márcia Castilho, Andressa Noli e Lidiane da Silva, com o novo diretor de marketing do Costão do Santinho, Ricardo Amorim
Marcos Bizzotto, Fernanda Reis, André Mendel, Adriana Boeckh, Sérgio Vianna e Márcia Amodeo, da Abreu Viagens
Jango, do CBrasil, agência de receptivo de Fortaleza, no Ceará, e Daniel Dias, diretor da operadora Viagens Master
Da Lusanova, Daniel Marchante (diretor) e José Moacir; operadora portuguesa passa a ser representada em Minas pela Master
EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
RAFA PIRES/FESTURIS/DIVULGAÇÃO
Ivson Santana, Karolina Ehardt, Otaviano Maroja, Daniel Jacarandá e André Reis, no estande de Porto de Galinhas
Luciano e Marlene Peccin no Wood Hotel, que abriu as portas em outubro; novo hotel recebeu agentes durante Festuris
turismo
11 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 24 de novembro de 2018
PAULO CAMPOS
Vista de Manhattan do rio Hudson
PAULO CAMPOS
EUA Quem leva
Desvendando NY pelas lentes de um mineiro Fotógrafo clica turistas brasileiros em pontos icônicos da Big Apple; descubra quais são, segundo ele, os melhores cenários na cidade Shirley Pacelli
shirley.silva@otempo.com.br
Se você pudesse escolher somente um lugar em Nova York para fazer um selfie – um ponto que resumisse a essência do destino – qual seria? Para o administrador e fotógrafo Paulo Henrique Campos, 25, a Times Square é a melhor representante da Big Apple. “Mesmo que a maior parte das pessoas que passam por lá sejam turistas, e não moradores da cidade, aquele lugar é o encontro do mundo: você consegue ver pessoas de toda parte”, justifica. Nascido em Belo Horizonte, Campos está passando uma temporada em No-
va York e, neste ano e meio morando no exterior, segue registrando seu encantamento pela cidade cosmopolita com suas lentes (paulocamposfotografia.com). “Fotografo praticamente todos os dias desde que estou aqui. Meu lugar preferido para clicar na cidade é a região de Dumbo, no Brooklyn”, conta. Trata-se de um bairro novo e charmoso. Dumbo é, na verdade, a abreviação de “Down Under Manhattan Bridge Overpass”, ou seja: uma região de passagem embaixo da famosa ponte de Manhattan. Ali, é possível encontrar um ângulo diferente para fotografar a ilha. Campos tira fotos espeACERVO PESSOAL
Fotógrafo Paulo Campos em passeio de helicóptero sobre a estátua da Liberdade, um dos mais icônicos cartõespostais de Nova York; tour custa, entre US$ 279 e US$ 309
Operadora. Abreu Viagens Inf.: Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Abreu. Inclui. Aéreo pela Copa Airlines e quatro noites de hospedagem no Carvi. Preço. A partir de US$ 950 (mais taxas) por pessoa em ap. duplo. Saída. Até fevereiro de 2019 (exceto feriados).
cialmente de turistas brasileiros e residentes na cidade. Entre os registros especiais estão o da Miss Brasil 2018, Mayra Dias, que concorrerá ao Miss Universo no dia 16 de dezembro, na Tailândia. “Achei uma responsabilidade muito grande. Precisava ressaltar ainda mais a beleza de uma mulher que é referência do nosso país”, diz.
O que fazer O mineiro vive atualmente em Manhattan, no coração de Nova York – lugar onde ele encontra pessoas do mundo todo. Segundo ele, a caminhada de bike pelo Central Park é uma das atividades indispensáveis na cidade. “Você consegue conhecê-lo por um olhar de quem mora na cidade”, explica. No topo da lista de recomendações gastronômicas, está o restaurante Ellen’s Stardust Dinner (ensstardustdiner.com), localizado na Times Square. “Os garçons são artistas da Broadway e eles atuam, cantam e dançam enquanto te servem”, conta, entusiasmado. Para curtir a noite novaiorquina, a dica de Campos é o Magic Hour Rooftop, um bar com vista para o icônico Empire State Building. “Tem apresentações circenses durante a noite no meio da balada”, detalha.
Operadora. CVC Inf.: Procure uma loja CVC ou acesse cvc.com.br. Inclui. Aéreo pela Avianca e cinco diárias de hospedagem no Hotel Pennsylvania. Preço. A partir de US$ 822 por pessoa em ap. duplo. Saída. 20/01/2019. Caminhar pela Brooklyn Bridge ao entardecer é uma das dicas de Paulo Campos
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Viagens incríveis rafael@fvo.travel
FOTOS RAFAEL ROMEIRO
Quick Tips W
Os segredos
Tulum
O destino mais descolado
do interior de Yucatán
A uma hora e meia ao sul de Cancún, Tulum vem se consolidando com um dos destinos de praia mais “cool” do mundo, no melhor estilo rústico-chique. Pequenas pousadas, lojas de designers radicados na região e restaurantes charmosos se multiplicam ao longo dos 10 km de estrada à beiramar. A maioria das pousadas oferece bicicletas para explorar ao máximo esse trecho.
Mukan Resort A icônica Pirâmide de Kukulkan, do século XII, em Chichen Itzà, o mais conhecido sítio arqueológico maia
Para a maioria das pessoas, uma viagem ao México se resume a Cancún e à Riviera Maya, o trecho de litoral que se estende por 150 km ao sul do famoso destino mexicano, com praias azul-turquesa, resorts para todos os gostos (e bolsos) e cidadezinhas charmosas, como a agitada Playa del Carmen ou a descolada Tulum. O que poucos sabem é que o interior da Península de Yucatán reserva segredos incríveis e um dos hotéis mais impressionantes que já conheci na vida: o Chablé Yucatan (chableresort.com), a 30 minutos de Mérida, a maior cidade da região. Não sou o único a ter me deslumbrado com o hotel. Desde sua abertura, dois anos atrás, ele já levou vários prêmios, com destaque para o Prix Versailles de melhor arquitetura/design de hotel no mundo. A receita não é simples e junta natureza, história, misticismo e muito bom gosto. A propriedade foi uma das importantes fazendas de si-
Ruínas centenárias foram aproveitadas para fazer o hall de entrada das casitas
Convento de Santo Domingo, na cidadezinha colonial de Izamal. Toda a cidade é pintada com o mesmo tom de amarelo
sal da região, durante os tempos de colônia. A casa principal foi excepcionalmente restaurada e abriga recepção, biblioteca, loja de produtos locais, bar e uma adega impressionante. Espalhadas pelo jardim, outras construções coloniais foram aproveitadas para abrigar um fumoir de charutos e o restaurante de
Pórtico original da fazenda colonial transformada no hotel; detalhe da casa principal
alta gastronomia comandado pelo chef Jorge Vallejo, hoje considerado o 11º melhor do mundo.
Tequilas Além da cozinha mexicana contemporânea, o restaurante tem o maior acervo de tequilas do mundo – são mais de 3.000 garrafas diferentes. Outras construções antigas, já em ruínas, foram usadas como hall de entrada para vários dos 40 quartos do hotel, chamados por eles de “casitas”. Cada unidade tem mais de 200 m², piscina privativa, duchas interna e externa, e vários mimos. A cereja do bolo é a casita royal, com 900 m², três suítes e uma piscina enorme que atravessa antigas ruínas para acabar no banheiro do quarto principal. Não dá nem vontade de sair, mas há muito o que fazer por ali. As ruínas maias de Uxmal ficam a 40 minutos e são uma visita indispensável. Chi-
chen Itzá, sítio arqueológico que reúne as mais famosas, fica a uma hora e meia, bem no meio do caminho para o litoral. A cidade de Mérida, com seu centro histórico agitado, também vale a visita.
Cenotes Várias outras fazendas coloniais da região foram restauradas e têm ótimas opções de restaurantes. A cidadezinha de Izamal chama atenção pelas casas todas pintadas de amarelo e pelas ruínas maias que foram aproveitadas pelos espanhóis para a construção de um mosteiro católico. Quem quiser pode privatizar um cenote, piscinas naturais dentro de grutas, para um piquenique gourmet e um banho em contato com a natureza. De volta ao hotel, o spa oferece uma experiência única. Construído em torno de um cenote sagrado para os maias, o espaço é, ao mesmo tempo, suntuoso e au-
Grande destaque é o temazcal, uma cerimônia milenar tradicional dos maias, utilizada para purificar corpo e alma têntico. Há várias atividades previstas o dia todo, desde diferentes tipos de ioga a aulas de boxe. Mas o grande destaque é o temazcal, uma cerimônia milenar tradicional dos maias, utilizada para purificar corpo e alma. Acompanhados pela xamã, os participantes passam quase três horas indescritíveis em um iglu aquecido por pedras vulcânicas. Só vivenciando para conseguir entender a energia e a intensidade dessa experiência. Caso o Chablé Yucatan não caiba no seu orçamento, na região há outras fazendas históricas, também transformadas em hotéis requintados e de bom gosto, como a Hacienda Temozon e a Hacienda San Jose (thehaciendas.com). Sem dúvidas, a região é uma opção perfeita para esticar as férias no Caribe mexicano.
W Rafael Romeiro é expert em turismo de luxo e diretor da FVO Travel.
Exclusividade na reserva
A estrada que atravessa Tulum segue para a Reserva da Biosfera de Siam Ka’an, uma enorme área de preservação com praias desertas, mangues e lagos. Uma das únicas construções da região é o Mukan Resort, um pequeno hotel de apenas dez acomodações, acessível em uma hora de lancha desde Tulum. O serviço é totalmente personalizado e fora de série .
Breathless
Agito e festa à beira-mar Para uma experiência mais animada, o hotel Breathless Riviera Cancun (breathlessresorts.com.br/Riviera-Cancun), da AMResorts, tem clima de festa desde o momento do check-in. O hotel tem tudo incluído, com sete restaurantes à la carte e bebidas premium, mas o grande destaque fica por conta da programação agitada, com DJs tocando na piscina e balada até o dia amanhecer.
FRED MAGNO - 1.11.2018
HUSQVARNA/DIVULGAÇÃO
W Moto. Sueca Husqvarna Vitpilen 401 é testada no México; a cafe racer do século XXI se destaca pelo visual ousado. Páginas 22 e 23 WServiço. Saiba como proceder ao se deparar com um trecho de via alagado pela chuva. Página 15
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VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
BELO HORIZONTE Sábado 24/11/2018
pampulha
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Em busca de espaço
Maior e com novos equipamentos de série, Tiguan Allspace reúne atributos suficientes para brigar no segmento dos utilitários-esportivos médios; modelo da Volkswagen parte de R$ 124.990. Páginas 18 e 19
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interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br
Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.
Raimundo Couto
Saldo pra lá de positivo SALÃO DO AUTOMÓVEL/DIVULGAÇÃO
Dizer que o último Salão do Automóvel foi o mais eletrizante da história é pouco para definir a importância da mostra paulistana de automóveis, que foi muito além de ser uma exposição com belos carros e moças bonitas a seu redor. A 30ª edição do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo foi o registro de um novo tempo que começamos todos a viver. E que muito em breve se tornará uma realidade: a mudança da matriz energética dos automóveis, hoje movidos a gasolina e etanol e que passarão a ser empurrados por motores elétricos e híbridos. Aproximadamente 742 mil pessoas passaram pelo São Paulo Expo durante os 11 dias do evento, que apresentou marcas grandiosas: 66 modelos lançados, 45 mil test drives, 1.200 atividades interativas, mais de 540 veículos em exposição, além de cerca de cem even-
tos paralelos, com destaque para a inédita Arena New Mobility. As montadoras aproveitaram o salão para apresentar seus modelos elétricos e lançamentos, como foram os casos do Audi e-Tron, do Chevrolet Bolt, do Nissan Leaf e do Renault Zoe. O tema mobilidade foi amplamente debatido na Arena New Mobility, com mais de 130 palestrantes, que abordaram diversos temas referentes ao futuro da mobilidade urbana. O projeto foi decisivo para o retorno da Bosch ao Salão do Automóvel, depois de 24 anos, e apresentou o espaço ao lado de patrocinadores como CBMM, Discovery, Goodyear e Smarters. A experiência dos visitantes não ficou restrita a conhecer os novos modelos. Eles puderam também realizar experiências como test drives, simuladores, shows e apresentações, além de muita interatividade e diversão para toda a família. Foram 23 mil m² de pistas para test drives e
a maior experimentação de carros elétricos do Brasil, um recorde absoluto entre as edições do evento. Na experiência foi possível sentir o prazer e a emoção de acelerar em uma reta, testar a frenagem, dirigibilidade, agilidade e a ergonomia dos modelos. BMW i3, BMW i8, Chery EQ1, Kia Soul EV, Mitsubishi Outlander PHEV, Nissan Leaf, Porsche Panamera 4 ehybrid, Renault Twizy, Renault Zoe e Toyota Prius foram os modelos disponibilizados pelas empresas para os testes elétricos e híbridos. O test drive exclusivo contou com os modelos Bolt, da Chevrolet e Amarok V6, da Volkswagen. A montadora alemã também disponibilizou Golf GTE, Jetta, Passat, Amarok V6 e Tiguan em outro teste. Já o Drive Experience foi restrito a convidados da Audi (que ofereceu os modelos A3, Q5 e RS6) e Renault (Kwid, Duster, Sandero e Captur), as duas marcas participantes. As supermáqui-
Cerca de 742 mil pessoas passaram pelo São Paulo Expo durante os 11 dias do evento, que apresentou marcas grandiosas: 66 modelos lançados e 45 mil test drives.
nas foram destaque no Dream Lounge, espaço que abrigou modelos minuciosamente escolhidos pelas montadoras premium que participaram do evento: Alfa Romeo 4C Launch Edition, Audi R8 Coupe, BMW Série 7, Ferrari Califórnia T, Lexus LC500h, Maserati Levante, Maserati Quattroporte, Nissan GT-R, Lamborghini Aventador, Rolls-Royce Ghost e Shelby Cobra. Boa-nova ao fim da mostra foi a divulgação pela Associação Nacional dos Fabrican-
tes de Veículos Automotores (Anfavea) dos resultados positivos da indústria no mês de novembro. Os dados apontam um aumento de 15,3% no licenciamento de veículos novos em 2018: foram 2,1 milhões de unidades neste ano contra 1,8 milhão em 2017. Só em outubro, 243,7 mil unidades foram vendidas, o que representa expansão de 19,4% ante as 213,3 mil de setembro e de 25,6% no comparativo com outubro de 2017. Que venha logo 2020!
super motor
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FRED MAGNO - 1.11.2018
Serviço
Freio molhado
Questão
Tome cuidado. Após atravessar um trecho alagado, é bom ficar atento aos freios. A água pode encharcar lojas e pastilhas, diminuindo drasticamente a eficiência da frenagem logo nas primeiras pisadas no pedal de freio. A dica é dirigir devagar e ir pisando de leve no freio sem parar o carro para aquecer o disco e as lonas. Esse método restabelece a frenagem, além de limpar possíveis sujeiras acumuladas no sistema.
de pura paciência Comuns em BH nesta época do ano, enchentes e alagamentos de vias exigem cautela extra dos motoristas para evitar tragédias Igor Veiga A temporada mais intensa de chuvas e enchentes já começou em Belo Horizonte e, além de destruição, já causou quatro mortes. É neste período que os motoristas têm suas habilidades ao volante testadas ao se verem obrigados a dirigir debaixo de temporais. No entanto, em caso de travessia de trechos alagados, os especialistas são unânimes: o mais prudente mesmo é evitar atravessar e esperar a água baixar, ou, então,
buscar um caminho alternativo caso ainda haja tempo. Segundo Emerson Farias, analista técnico do Cesvi Brasil, é aconselhável, no máximo, passar em trechos em que a água esteja na altura da metade das rodas do carro, como é informado no manual do proprietário dos veículos. O que passar disso é sempre risco”, afirma. “Em geral, quando a rua está coberta pela água, o motorista raramente consegue ver se há buracos ou barreiras na pista, o que agrava o cenário de possíveis acidentes. O melhor
Mesmo carros mais altos como os SUVs podem facilmente ficar à deriva em uma enchente causada pela chuva mesmo é encostar o carro, desligá-lo e aguardar pacientemente até que a água baixe para seguir caminho”, reforça o especialista.
“Se ele passou, eu passo” Outro erro recorrente cometido pelos motoristas, segundo Farias, é querer seguir outro carro em situações de alagamento aparente. “É uma ilusão pensar que, quando um carro à frente abre espaço, é a hora certa de seguir caminho e
pegar ‘carona’ no rastro. Por um momento pode funcionar, mas a água, uma vez dispersa, volta em formato de onda normalmente mais forte, o que é pior para o carro e pode colocar em risco o veículo e o motorista”, explica. A mesma orientação vale para quem tem carros mais altos, como os utilitários-esportivos. Mesmo mais seguros, devido à altura, a orientação é sempre arriscar.
Sem saída Se a água subir repentinamente e não for impossível evitar os alagamentos, o que fazer? Se tiver que encarar a enxurrada, segundo o especialista, o ideal é sempre engatar uma marcha baixa – primeira ou segunda – e manter a aceleração constante, mas sem pisar muito fundo no acelerador, mantendo a rotação do motor entre 2.500 e 3.000 giros. Se o carro for automático, mude o câm-
bio para manual e o mantenha de primeira ou segunda marcha. Neste momento, um vacilo comum é trocar a marcha ou reduzir e depois acelerar. Não faça isso porque pode gerar ondas, e o veículo tende a literalmente aspirar a água para dentro do motor, provocando o temido “calço hidráulico”. Aí, o carro “morre”, não vai mais ligar de novo, e a situação pode se complicar de vez.
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11 de dezembro
Porsche Center BH abre em breve Está confirmada para o próximo dia 11 de dezembro (terça-feira), a inauguração da inédita Porsche Center BH. Comandada pelo experiente Grupo Bamaq, a primeira concessionária da marca alemã de luxo em Minas Gerais funcionará na avenida Raja Gabaglia, ao lado da Automax Fiat, e contará com uma estrutura completa de vendas, pós-vendas e assistência técnica. Todos os modelos da Porsche serão vendidos em BH, incluindo a novíssima geração do Cayenne, que estreou no Brasil em agosto. PORSCHE/DIVULGAÇÃO
super motor
Internacional
Com passaporte carimbado para o Brasil Com venda prevista no Brasil a partir de 2019, Fiat modernizou o crossover 500X para manter o modelo atraente no mercado europeu Igor Veiga Apresentado ao público brasileiro pela primeira vez no Salão de São Paulo, o Fiat 500X está de malas prontas para o nosso país. Ele deve ser vendido por aqui a partir de 2019 atendendo a um apelo de concessionários. O SUV virá importado da Itália em lotes de mil unidades por ano. Ainda não se sabe qual versão ou opção de motor do modelo vai desembarcar no Brasil.
O 500X utiliza a plataforma que deu origem à que é usada nos Jeep Renegade e Compass e também na picape Fiat Toro, todos feitos em Goiana, em Pernambuco. Inspirado visualmente no simpático Cinquecento, o modelo ostenta medidas bem mais imponentes, com 4,25 m de comprimento, 1,80 m de largura, 1,60 m de altura e 2,57 m de entre-eixos. Na Europa, o Fiat 500X 2019 fez sua estreia com design e conteúdo melhorados, além de inovações tecnológicas.
Motores
Preços na Europa
Houve a adoção de dois novos motores turbo a gasolina da família FireFly, que usam o mesmo bloco do motor feito no Brasil com um novo cabeçote para passar a trabalhar com turbocompressor. O propulsor 1.0 de três cilindros chega aos 120 cv e 19,37 kgfm de torque, enquanto o 1.3 de quatro cilindros vai a 150 cv e 27,53 kgfm de torque. O 500X importado para o Brasil deve vir com esse motor, que trabalha com uma transmissão automatizada de seis velocidades. Além dos novos FireFly, na Europa, o carro possui ainda versões 1.6 eTorq de 110 cv com câmbio de cinco marchas e 1.3 e 1.6 diesel, de 93 cv e 120 cv, respectivamente, ambos da família MultiJet.
No Velho Continente, o 500X hoje sai a partir de € 19.250 (R$ 74,7 mil) e chega aos € 22.750 (R$ 109,6 mil). Portanto, a de se esperar que, no Brasil, o charmoso SUV da Fiat chegue custando acima dos R$ 100 mil. Externamente, os novos faróis full LED do 500X, disponíveis como opcionais, chamam atenção. O conjunto de lanternas traseiras também foi redesenhado e agora se parece muito com os do novo Fiat 500, que saiu de linha no Brasil. Por dentro, o volante é novo e mais ergonômico, e o painel foi atualizado. A central Uconnect tem tela de 7 polegadas, que é compatível com os sistemas Apple CarPlay e Android Auto. (Com Auto Press)
Nova versão
Creta Smart sai por R$ 83.490 A Hyundai lançou uma nova versão do Creta, a Smart, por R$ 83.490. A variante é a mais barata com transmissão automática do modelo. O Creta Smart tem motor 1.6 de 130 cv e 16,5 kgfm de torque, e o câmbio é automático de seis marchas. Os equipamentos incluem controles de tração e estabilidade, motor com start-stop, assistente de partida em rampa e sensor de estacionamento traseiro, entre outros.
Modelo teve visual repaginado em setembro na Europa e esteve presente no Salão de São Paulo neste mês
Volkswagen
Investimento alto nos elétricos A Volkswagen anunciou na última semana que espera investir quase € 44 bilhões no desenvolvimento de carros elétricos e autônomos e em novos serviços de mobilidade até 2023, além de explorar outras áreas de cooperação com a norte-americana Ford. A produção em massa de veículos elétricos ajudaria a fabricante a reduzir os custos para o mesmo nível de preços atualmente praticados para veículos a diesel.
Modelo oferece bom nível de segurança embarcada A segurança também foi melhorada na linha 2019 do 500X. Há sistema de monitoramento da pista, função Speed Advisor – que permite ajustar velocidade do carro com base na leitura que a câmera faz da pista –, frenagem de emergência, controle de ponto cego, controle de cruzeiro adaptativo e detector de tráfego transversal. Confi-
gurações mais completas podem ter ainda abertura das portas e partida do motor sem chave, bancos e volante com aquecimento, monitoramento de ponto cego, alerta de colisão dianteira e mudança de faixa, entre outros mimos. À venda em mais de cem países em todo o mundo, o 500X não tem previsão de ser comercializado no Bra-
sil. Isso porque poderia se chocar com as vendas do Jeep Renegade. Os dois compartilham a mesma plataforma – assim como a picape Toro –, mas o 500X tem foco voltado principalmente para a utilização urbana, enquanto o Renegade é um modelo de uso misto, na lama ou no asfalto, e que exalta suas características off-road. (Auto Press)
Interior do 500X mantém o estilo retrô do Cinquecento original
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17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 24 de novembro de 2018
FOTOS FCA/DIVULGAÇÃO
Conjunto da obra agrada
Fiat 500X usa a mesma plataforma do Jeep Renegade e deve chegar ao Brasil custando mais de R$ 100 mil
O Fiat 500X com o novo motor FireFly turbinado é silencioso e elástico. O modelo consegue fazer um bom trabalho em ultrapassagens e tem fluência para lidar com viagens mais longas. Na estrada, o comportamento foi melhorado pelos inúmeros sistemas de segurança que tornam a condução mais relaxante e proporcionam redução no consumo e emissões. A transmissão automática de nove velocidades se mostra interessante. A direção é sempre precisa, e as frenagens passam a sensação de plena segurança. A bordo do carro, a condução agrada e fica bem superior às expectativas, principalmente pela boa habitabilidade e pela capacidade de carga do utilitário-esportivo italiano. (Auto Press)
W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 24 de novembro de 2018
super motor
Avaliação
Tiguan cresce
Tiguan Allspace está mais comprido, largo, baixo e tem a maior distância entre-eixos da categoria: 2,79 m
e quer ganhar terreno Volkswagen aposta na linha do utilitário-esportivo médio ao promover mudanças significativas no modelo, que parte de R$ 124,9 mil Raimudo Couto Desde que a VW apresentou o novo Polo e, na sequência, o sedã Virtus, ambos compartilhando, no Brasil, a plataforma MQB, a sorte da montadora alemã – que estava mesmo precisando se reinventar em nosso mercado – estava lançada. Afinal, para quem tem em seu currículo uma liderança inconteste em nosso país com uma larga vantagem por muitas e muitas décadas, os resultados vinham deixando, e muito, a desejar e a agradar os investidores que do QG da marca, em Wolfsburg, na Alemanha. Para reverter o jogo, traçaram uma nova e agressiva estratégia visando à retomada da liderança. Dentro desta proposta de longo prazo, o foco está no lançamento de utilitários-esportivos, que hoje predominam no gosto do consumidor brasileiro. O Tiguan Allspace foi o primeiro e o próximo SUV, o T-Cross, já foi anunciado para 2019. O Super Motor passou alguns dias avaliando o modelo e, nesta edição, trazemos nossas impressões sobre o SUV.
do modelo. Com 4,70 m de comprimento, o Tiguan agora oferece uma versão para cinco passageiros e duas para sete ocupantes. Com isso, a marca espera ampliar o alcance do modelo e brigar tanto com SUVs médios, como o Jeep Compass e Hyundai iX35, quanto com modelos maiores, como Peugeot 5008, Mitsubishi Outlander e Kia Sorento.
Quanto vale O preço do novo Tiguan Allspace começa em R$ 124.990, na versão de cinco lugares, chamada 250 TSI, correspondente em Nm aos 25,5 kgfm de torque do motor 1.4 turbo de 150 cv. A versão intermediária, Comfortline, usa a mesma motorização, mas oferece sete lugares e alguns ingredientes a mais e custa R$ 149.990. Nas duas versões, o câmbio é de dupla embreagem e seis marchas. A versão top de linha, R-Line 350 TSI (R$ 179.990), também oferece sete lugares e tem motor 2.0 turbo, com 350 Nm ou 35,7 kgfm de torque, e tração nas quatro rodas, definida pela montadora como 4Motion, com câmbio de dupla embreagem de sete velocidades.
Concorrentes
Cheio de tecnologia
Importado do México, o novo Tiguan Allspace, construído também sobre a plataforma MQB – a mesma de Polo, Golf e Jetta –, o SUV ganhou corpo em relação à primeira geração
O novo Tiguan também é generoso em tecnologia. Todas as versões vêm com seis airbags, direção elétrica, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, detector de fadiga, controle de es-
Ficha técnica Motor. 1.4 16V, turbo, quatro cilindros em linha, com sistema de injeção direta de combustível Potência. 150 cv a 5.000 rpm (gasolina ou etanol) Torque. 25,5 kgfm a 1.500 rpm (gasolina ou etanol) Câmbio. Automatizado de seis marchas Consumo. Cidade: 6,8 km/L (etanol) e 10,1 km/L (gasolina); estrada: 8 km/L (etanol) e 11,7 km/L (gasolina) Aceleração de 0 a 100 km/h. 9,5 segundos
tabilidade e de tração, arcondicionado de três zonas e sistema de freios com auto-hold, que sempre mantém o carro imobilizado até que o motorista acione o acelerador, sistema start-stop e farol de neblina com iluminação lateral em curvas. Entre a versão básica e a intermediária, alguns recursos justificam a diferença de R$ 25 mil na tabela: faróis full LED, sensor de chuva, lanternas de LED, revestimento em couro nos bancos – os dianteiros têm aquecimento e o do motorista tem ajuste elétrico –, start-stop e câmera de ré. Na versão top, há ainda diversos recursos mais sofisticados como o controle de cruzeiro adaptativo, quatro modos de condução, controle automático de faróis, sistema de detecção de pedestre com frenagem automática, e sistema de estacionamento automático, entre outros. (Com Auto Press)
SUV traz de série seis airbags, controle de estabilidade e de tração, além de sistema Isofix
super motor
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FOTOS VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
R$
149.990 VW Tiguan Allspace Comfortline 250 TSI
Modelo conta com boa modularidade dos bancos e oferece até 1.870 L de capacidade de carga
Acabamento e ergonomia agradam No interior, os comandos e os botões estão bem posicionados e contribuem aumentando a boa ergonomia, o que abrevia bastante o trabalho de reconhecimento do veículo. No caso da versão top de linha, há diversos comandos novos, mas todos
são bem fáceis de usar, com indicações claras sobre quem faz o quê. Em relação ao acabamento, o Tiguan também não decepciona. Os revestimentos são corretos, com superfícies macias nas áreas de toque e rígidas nas demais, mas nada que transmita
charme ou requinte. Pela nova proposta de utilização e a introdução de novos equipamentos, o Tiguan Allspace deverá ter uma trajetória comercial mais exitosa que o modelo menor que o antecedeu. (RC com Auto Press)
Diferenças sutis no visual das versões Visualmente, não há grandes diferenças entre as versões. Uma das mais chamativas é a diferença de dimensões das rodas: aro 17 na 250 TSi, 18 da Comfortline e 19 na R-Line. A partir da versão intermediária, a grade, a moldura das janelas e a ponteira do escapamento são cromadas. A configuração é top, o para-choque tem um desenho mais esportivo, e uma grande moldura em torno do farol de neblina é em acabamento preto brilhante. Há ainda a inscrição 4Motion na grade e na tampa traseira. No conjun-
to, o estilo do novo Tiguan é uma evolução lógica do estilo que a Volkswagen vem seguindo nos últimos anos. Ganhou vincos mais profundos na carroceria e conjuntos óticos mais afilados e com efeito tridimensional. O Tiguan Allspace tem 27 cm a mais de comprimento e 18 cm a mais de entre-eixos que o antecessor. Mesmo assim, a tecnologia de construção e a plataforma MQB fazem o novo SUV da Volkswagen pesar 1.562 kg, com cinco lugares. O antigo modelo ficava em 1.501 kg, com a
mesma motorização e menos equipamento. No caso da versão top, com motor 2.0 e totalmente equipada, chega a 1.785 kg. Nas duas configurações, os respectivos motores dão bem conta do recado, com boas acelerações e retomadas. Na verdade, no caso da versão 350 TSi R-Line, o trem de força exibe uma boa sobra de potência. O 0 a 100 km/h em 6,8 segundos dá bem a dimensão disso. Na estrada, as curvas, as frenagens e os ganhos de velocidade são feitos com total controle de quem está ao volante. (RC)
Utilitário-esportivo chega ao Brasil importado do México; motor 1.4 flex turbo de 150 cv convence
Volks terá linha completa com cinco SUVs Novos produtos. Com o aumento das dimensões desta nova geração do Tiguan, a Volkswagen abre espaço para outros três novos SUVs da marca nos próximos meses. O primeiro deles será o T-Cross, que deve chegar ao mercado no início de 2019 para enfrentar modelos compactos, como Jeep Renegade, Nissan Kicks e Honda HR-V. O seguinte ficará logo abaixo do Tiguan e será chamado
de Tarek. Este deve brigar mais diretamente com o Jeep Compass e o Honda CR-V. O terceiro, que está definido como crossover, será ainda menor e vai colocar na alça de mira o Honda WR-V e chega para substituir o CrossFox. O quinto e último SUV da marca será maior que o Tiguan Allspace e vai enfrentar SUVs de maior porte, como Toyota SW4 e Mitsubishi Pajero.
Todas as versões têm central multimídia com tela de 8 polegadas e CarPlay e Android Auto
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Europa
Novo Iveco Stralis é flagrado A Iveco está trabalhando na próxima geração de caminhões pesados. Sites especializados em caminhões na Itália publicaram na internet, na última semana, imagens do que seria a próxima geração do Iveco Stralis, com previsão de lançamento, na Europa, em 2019. Alguns detalhes parecem familiares, como as rodas pretas que lembram o Volvo FH. Chama atenção também o novo desenho da grade frontal e dos faróis, que trazem luzes diurnas em LED. REPRODUÇÃO/IEPIELEAKS.NL
Itália
Programa de pontos inusitado
super motor
Transporte
Carga pesada com frota totalmente renovada Nova geração de caminhões da Scania aposta na modularidade para ganhar eficiência e versatilidade; marca sueca está otimista para 2019 Eduardo Rocha Auto Press
A Scania levou a sério o conceito de modularidade de sua nova geração de caminhões pesados, que acaba de lançar no Brasil. Na nova linha, desde o mais leve, o P220, até o poderoso S620, diversos componentes são compartilhados. Com isso, o número de composições possíveis entre cabine, entre-eixos e motores subiu de menos de 30 para mais de 50. É a bordo dessa frota
que a marca sueca pretende manter a atual liderança nos segmentos acima de 16 toneladas. Em 2018, as projeções são de 9.000 unidades da marca – 64% a mais que as 5.754 vendas de 2017. Para 2019, com a chegada dos novos modelos, a projeção é crescer, no mínimo, o mesmo que o mercado, entre 10 e 20%. Mas a expectativa mais otimista prevê o emplacamento de 11 mil unidades da marca. A maior novidade dessa nova geração de caminhões
é a nova cabine S, de superior. Com ela, agora são quatro versões. Ela chega para ser a configurações top de linha que já contava com as configurações P, R e G, de pequena, regular e grande. A nova cabine S traz algumas características que, segundo a Scania, respondem a antigas demandas dos usuários. Caso do piso plano, sem o degrau provocado pelo motor, e da generosa altura no interior, de 2,07 m. No visual, os novos modelos ganharam traços modernos, com contornos mais suaves, mas mantiveram as principais linhas que caracterizam a marca, como as barras horizontais que cortam toda a frente e os faróis em formato qua-
drangular. Agora, há uma assinatura em LED na base do conjunto ótico.
Produção a todo vapor Esta nova geração é a mesma apresentada na Europa há dois anos e no México no ano passado. Mas o leque completo de aplicações passou a ser oferecido apenas em maio deste ano. No Brasil, os modelos que já dominam a linha de produção em São Paulo desde o início de outubro oferecem todos os implementos e configurações da linha. Os modelos estão sendo comercializados com preços iniciais entre R$ 300 mil e R$ 580 mil, aproximadamente, e as primeiras unidades serão entregues a partir de fevereiro.
A cidade de Bolonha, no norte da Itália, encontrou uma maneira inusitada de estimular a população a deixar o carro em casa e usar a bicicleta ou o transporte público. Trata-se de um programa de pontos, via app, que premia ciclistas e usuários do transporte coletivo com a distribuição de cervejas, ingressos de cinema, sorvetes e outros brindes. Ao concluir sua viagem, o usuário fica sabendo pelo aplicativo o quanto de CO² deixou de ser emitido graças a sua escolha.
Volkswagen
Expansão na linha de elétricos A família de caminhões elétricos Volkswagen acaba de ganhar mais um integrante: o e-Delivery 13 t, concebido na configuração 6x2. O modelo é o irmão maior do e-Delivery 11 t 4x2, apresentado na IAA, maior mostra de veículos comerciais do mundo. O motor elétrico entrega até 180kW de potência com autonomia de até 200 km. O terceiro eixo vem com rodado simples e suspensor para otimizar ainda mais a operação.
O berço do motor foi rebaixado para aprimorar a frenagem e a estabilidade
No chassi, o eixo dianteiro dos novos modelos foi reposicionado 50 mm adiante
Marca investe em conforto Independentemente da aplicação para a qual um caminhão da Scania é vocacionado, de uma coisa a marca parece não abrir mão: os motores fornecem força de sobra. Esse conceito faz com que quem está ao volante se sinta bem e acaba ajudando no consumo, pois o motorista não fica tentando tirar de onde não tem. Mas na nova linha de caminhões da mar-
ca há outros aspectos que também ajudam no bem-estar do “piloto”. O que chama mais atenção é a ergonomia. Banco e volante são milimetricamente reguláveis. No teste, na passagem no trecho offroad, os amortecedores do assento, da cabine e da própria suspensão por vezes se desentendem um pouco, e o caminhão rebola mais que o de-
sejável. Mas esse pequeno desconforto é ainda melhor que o tradicional tranco na coluna que costuma ocorrer neste tipo de terreno. Ali também o sistema de tração permite encarar sem qualquer temor trechos de lama. Já nas situações de rodovia e urbana, o controle oferecido pelo conjunto de direção é completo. É fácil colocar a roda exatamente onde se quer,
que facilita tanto a condução normal quanto as manobras. Em marcha, mesmo em trechos sinuosos há pouca rolagem lateral, e o câmbio é rápido em decidir que marcha usar. Os auxílios eletrônicos de condução, como partida em rampa, também facilitam o trabalho do motorista, que não precisa nem ser “raiz” para conduzir esses caminhões com facilidade. (ER/AP)
Renovação Cabines. Atual gama com as cabines serão descontinuadas para dar lugar às novas P, G, R, S e XT, das quais as duas últimas nomenclaturas são completas novidades no mercado. Eixos. A nova geração ampliará também as possibilidades de configuração de rodas, das atuais sete para 14, do convencional 4×2 ao 10×6.
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21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 24 de novembro de 2018
FOTOS: SCANIA/DIVULGAÇÃO
Motores prometem ser mais econômicos Outra novidade é o novo motor de 7 L, com seis cilindros em linha, que chega com potências de 220, 250 e 280 cv, mas mesmo os outros motores foram otimizados, segundo a Scania. A linha conta com o motor de 9 L e cinco cilindros, que pode render 280, 320 e 360 cv. Acima deste está o motor de 13 litros e seis cilindros em linha com potências de 410, 450, 500 ou 540 cv. No topo, o motor V8 de 16 L , com 620 cv.
Segundo a Scania, os novos motores serão até 12% mais econômicos que os atuais. Tanto o motor de 13 L com 410 cv quanto o de 9 L com 280 e 340 cv têm versões alimentadas a biometano. Eles usam a mesma base dos motores diesel, mas são modificados para passar a trabalhar com velas de ignição. Na transformação, há uma pequena perda de torque, na casa dos 5%. (ER/AP)
Segundo a Scania, os novos motores serão até 12% mais econômicos que os atuais Nova gama de motores têm versões movidas a biometano
W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 24 de novembro de 2018
Salão de Milão
Honda mostra inédita CB 650R A Honda apresentou no Salão de Milão (EICMA) a inédita CB 650R. Com o conceito de Neo Sports Café, a moto traz um estilo retrô-futurista também visto nas nakeds CB 125R, CB 300R e CB 1000R. Com a missão de substituir a CB 650F, a CB que troca a letra F pela letra R já está confirmada para o Brasil, mas ainda não há preço definido. O motor é o mesmo quatro cilindros em linha, com duplo comando no cabeçote (DOHC) arrefecido a líquido de 649 cm³ com 95 cv e 6,5 kgfm. Um ganho de mais de 5% em relação à antecessora. O câmbio tem seis marchas. HONDA/DIVULGAÇÃO
Além dos carros
Jaguar investe agora em motos A fabricante de motos elétricas britânica Arc está contando com o investimento da Jaguar Land Rover. O processo contou com o apoio do fundo InMotion para, de acordo com a empresa, fazê-la ficar na liderança tecnológica. Recentemente, a Arc lançou a Vector, sua primeira moto. Ela tem quadro de carbono e braços de suspensão de fibra de carbono, e pesa 220 kg. O modelo acelerar de 0 a 100 km/h, em 3,1 segundos e chegar à máxima de 193 km/h. A autonomia fica na casa dos 320 km em ciclo urbano. Na cidade, o uso mais frequente dos freios ajuda a recarregar as baterias.
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Moto
Lugar incomum Referência no fora de estrada, marca sueca Husqvarna aposta no cenário urbano com a Vitpilen 401; modelo ainda não é oferecido no Brasil Márcio Maio Auto Press
A tradição da Husqvarna no mercado de duas rodas é no universo off-road. Na hora de se lançar oficialmente no mercado brasileiro, a marca sueca não chegou a deixar de lado os modelos fora de estrada. Porém, optou justamente por sua linha projetada para a cidade para tentar conquistar um novo público no país. No Brasil, está à venda a Svartpilen 401, uma moto com vocação urbana, mas uma ou outra característica que a aproxima do espírito mais aventureiro da fabricante. Em outros mercados, no entanto, a Husqvarna chega a apostar em uma versão totalmente citadina, a Vitpilen 401, e com uma estética que se destaca entre as nakeds – quase sempre muito parecidas entre si. O trem de força da Vitpilen 401 é o mesmo utilizado pela Svartpilen 401 vendida no Brasil. Trata-se de um motor monocilíndrico de 373 cc com 3,77 kgfm de torque, que trabalha com uma caixa de seis velocidades. A injeção eletrônica de combustível é operada por um sistema ride-by-wire e a potência chega a 44 cv. O sistema de exaustão é composto de duas partes: um pré-silenciador feito de aço e um silenciador final, em alumínio e acabado com uma aparência crua, com o icônico logotipo da fabricante. Quanto aos freios, ali es-
tão pinças hidráulicas em combinação com discos de aço perfurados frontais de 320 mm e 230 mm. Há também um sistema ABS da Bosch de última geração, mas que pode ser totalmente desativado – o que só se indica quando se tratam de pilotos mais experientes. A suspensão traz sistemas de desempenho WP e, na dianteira, possui garfos de cartucho aberto de 43 mm, enquanto a traseira tem sistema de amortecimento progressivo conectado ao braço oscilante.
A cafe racer do século XXI conta com uma ciclística irrepreensível; apenas a posição baixa do guidom prejudica um pouco o conforto
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23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 24 de novembro de 2018
FOTOS HUSQVARNA/DIVULGAÇÃO
Modelos de rua da Husqvarna atraem pelo visual pra lá de ousado
A rabeta curta e minimalista da moto é um dos destaques do design da Vitpilen 401
Painel de instrumentos é pequeno; além de ser digital, oferece todas as informações básicas
Vigor de sobra com nível de conforto excepcional Como a Husqvarna Vitpilen 401 foi projetada para a cidade, o teste a bordo do modelo se deu em 300 km sobre as condições para as quais ele foi criado: ruas secundárias, estradas principais e horários de pico de trânsito, ou seja, o plano foi mesmo ter uma ideia de como é utilizar a motocicleta no dia a dia. A primeira coisa que se destaca é a resposta do acelerador. Assim que o ponteiro do conta-giros ultrapassa 5.000 rotações, a Vitpilen 401 se move surpreendentemente, especialmente considerando que é uma moto de apenas 373 cc. Em algumas ocasiões, é preciso
segurar o guidom com força. A moto vibra um pouco, é verdade. Mas nada que incomode e algo absolutamente normal por se tratar de um motor monocilíndrico. Basta focar os olhos no caminho para que a vibração passe despercebida. A estética chama atenção – as motos da Husqvarna têm um design muito minimalista que impressiona. E o farol redondo é um charme à parte, com desenho clássico, mas moderno no ponto certo, com iluminação em LED. O painel de instrumentos digital também é redondo e, apesar de seu pequeno tamanho, fornece todas
as informações necessárias, como velocímetro, tacômetro, nível de combustível, hodômetro, computador de bordo e até mesmo autonomia. A posição baixa do guidom joga o piloto para a frente, o que é um tanto conveniente para maximizar as capacidades esportivas do modelo. Nesse ponto, o conforto é prejudicado: depois de uma hora de viagem, é possível que alguns pilotos se sintam cansados e incomodados com a posição. Por outro lado, a suspensão lida com buracos e solavancos sem que as costas ou os pulsos do piloto sejam comprometidos. (AP)
W24 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 24 de novembro de 2018
super motor FOTOS TOYOTA/DIVULGAÇÃO
Na China
Novo Corolla sedã é revelado Nova geração do modelo deve ser lançada no Brasil só em 2020 Da redação A Toyota revelou no Salão de Guangzhou, na China, a 12ª geração do Corolla. Com visual renovado,
o modelo feito sobre a mesma plataforma do híbrido Prius foi apresentado em versões para Europa, China e Estados Unidos. O novo sedã só deve estrear no Bra-
Corolla brasileiro deve seguir visual da nova geração europeia
Pela primeira vez, modelo vai ganhar uma versão híbrida
sil em meados de 2020. Além do visual, o Corolla vai receber outras novidades, entre elas uma versão 1.8 híbrida, de 122 cv. Foram exibidas também ver-
Ainda não se sabe com quais opções o modelo será vendido por aqui, mas são grandes as chances de o novo Corolla estrear a primeira motorização híbrida flex
sões com motor 1.6 de 132 cv, com câmbio manual de seis marchas e CVT (que simula dez velocidades), além de motorização 2.0 quatro cilindros.
da Toyota no Brasil. O visual do nosso novo Corolla deve acompanhar – como de costume – o da versão europeia apresentada na China.