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TRADICIONAL DESTINO DE PESCADORES, RIO ARAGUAIA REVELA BELEZAS NATURAIS ... Caderno Turismo. Páginas 6 a 8
ATRIZ ANDREA BELTRÃO TRAZ SEU PRIMEIRO SOLO A BH ... Página 12
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COMBINE PEÇAS PARA UM LOOK DE TRABALHO CHIQUE E ATUAL ... Páginas 34 e 35
CHAMATIVO, RANGE ROVER EVOQUE SE DESTACA TAMBÉM PELO DESEMPENHO ... Caderno Super Motor. Páginas 18 e 19
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24 a 30 de junho de 2017 ANO XXVII número 1404 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE STOCKXPERT/DIVULGAÇÃO
HAJA CARNEIRINHOS Insones narram seus dramas e sua busca constante por métodos que resolvam a questão; insônia afeta milhões de pessoas e causa graves danos à saúde
opinião
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VITTORIO MEDIOLI
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Editorial
Organização revelada Para termos um vislumbre da organização criminosa velada pelas siglas partidárias que se apropriam da riqueza do país, é imperdível a leitura da entrevista à revista "Época" (Globo) do execrado Joesley Batista. Se nem tudo que ele revela pode ser aceito como verdade, e se podemos desconfiar de interesses pessoais, as afirmações se encaixam na sequência de desastres e escândalos que levaram o Brasil ao fracasso, com quatro anos de abismal recessão e tristeza. Ele, um dos mais eloquentes representantes dos “insaciáveis” – como insaciáveis foram Eike Batista e Marcelo Odebrecht – adulterou o sistema republicano numa cleptocracia perversa, e, assim, do alto de sua experiência, emitiu frases que não deixam indiferente nem o mais curtido delinquente deste Brasil. A frieza de Joesley, que não gasta uma palavra a mais nem uma a menos para descrever os torpes bastidores de Brasília, pinta o conchavo dos poderes que asfixiou o país. Mostra como as leis, de alguns anos pra cá, assim como a fiscalização exercida pelo Congresso Nacional, criaram paradas obrigatórias para surrupiar as caravanas. Transcrevo aqui, não por prazer, algumas revelações de Joesley, que se encontra no beco cuja saída será entregar os crimes consumados para aliviar sua pena.
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“Há político que acredita que o simples cargo, que ele está ocupando, já o habilita a você ficar devendo favores a ele, e (ainda) pedir algo a você de maneira que seja quase uma obrigação você fazer os favores”. Continua: “É o grupo deles (do Eduardo Cunha e companhia). Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muito perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites. Então, meu convívio com eles foi sempre os mantendo a meia distância: nem deixando eles aproximarem demais, nem deixando eles longe demais, para não armar alguma coisa contra mim. A realidade é que esse grupo é o de mais difícil convívio que já tive na minha vida. Daquele que nunca tive coragem de romper, mas também morria de medo de me abraçar com ele”. Avançando: “O mais relevante foi quando Eduardo tomou a Câmara. Aí virou CPI para cá, achaque para lá. Tinha de tudo. Eduardo sempre deixava claro que o fortalecimento dele era o fortalecimento do grupo da Câmara (PMDB e aliados) e do próprio Michel. Aquele grupo tem o estilo de entrar na sua vida sem ser convidado”. Sobre o líder do esquema: “O Eduardo, quando já era presidente da Câmara, um dia me disse assim: ‘Joesley, eles estão querendo abrir uma CPI contra a JBS para investigar o
BNDES. É o seguinte: você me dá R$ 5 milhões que eu acabo com a CPI’. Falei: ‘Eduardo, pode abrir, não tem problema’. ‘Como não tem problema? Investigar o BNDES, vocês’. Falei: ‘Não, não tem problema’. ‘Você está louco?’ Depois de tanto insistir: ‘É sério que não tem problema?’. Eu: ‘É sério’. Ele: ‘Não vai te prejudicar em nada?’. ‘Não, Eduardo’. Ele imediatamente falou assim: ‘Seu concorrente me paga R$ 5 milhões para abrir essa CPI. Se não vai te prejudicar, se não tem problema… Eu acho que eles me dão os R$ 5 milhões’. ‘Uai, Eduardo, vai na sua consciência. Faz o que você achar melhor’”. Conclui: “Esse é o Eduardo (Cunha). Não paguei e não abriu. Não sei se ele foi atrás. Esse é o exemplo mais bem-acabado da lógica dessa organização criminosa”. Essa descrição calha bastante com o resultado dos desastres mais recentes. Em Brasília perderamse de vista o interesse nacional, o sentimento de respeito e de decência, o compromisso com o desenvolvimento, a necessidade de eliminar a miséria assombrosa. Mais que estadistas e representantes populares, o Brasil parece ter sido dominado por aves de rapina, psicopatas que se arrogam o poder de fazer e desfazer em benefício próprio, completamente dissociados do dever com a nação. E como disse Napoleão ao chegar à ilha de Santa Helena: “O ser humano não tem amigos. Somente os tem os seus sucessos”.
Uso de smartphones revolucionado a medicina PIXABAY
estão revolucionando o diagnóstico e o tratamen6 Osto desmartphones doenças, graças a complementos e aplicativos que transfor-
mam suas telas em dispositivos médicos, dizem pesquisadores. “Se você olhar para a câmera, o flash, o microfone... eles estão cada vez melhores”, afirma Shwetak Patel, da Universidade de Washington (EUA). Aplicativos informam dados pessoais sobre a saúde e são capazes de atuar em alguns diagnósticos. Avanços ajudam casos diversos, como asma, câncer, osteoporose e outros. Confira em nosso site!
cuidados ESTUDO QUESTIONA CONSELHOS DA VOVÓ, MAS DICAS TÊM VALOR Quem é pai ou mãe já se deparou com os famosos conselhos da vovó sobre como cuidar das crianças – sejam orientações sobre como elas devem dormir ou estratégias para baixar a febre. No entanto, hábitos que a princípio parecem positivos e até inofensivos podem esconder riscos para os pequenos. É o que diz um estudo feito nos EUA, apresentado em maio em uma reunião das Sociedades Acadêmicas de Pediatria. Leia mais no nosso site! JOÃO GODINHO
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vittorio.medioli@otempo.com.br Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
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reportagem
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SEM SONO> Problemas como a insônia afetam milhões de pessoas e causam graves danos à saúde Leo Garibaldi já se acostumou a ser chamado, pelos amigos, de “Michael Douglas”. E não, nenhuma relação com o ator norte-americano, mas, sim, com o hit de João Brasil – aquele do “nunca mais eu vou dormir”. No caso do estudante, porém, a referência não tem nada a ver com balada, e sim com a dificuldade em pegar no sono que o acomete há tempos. Nesta luta diária (ou noturna), ele não está sozinho. “Ultimamente, a insônia tem sido uma companheira corriqueira na minha vida”, confessa a jornalista Poliana Ornelas, que já apelou para uma pá de dicas, de remédios tarja preta a chás naturais. “Tentei tudo. Ver TV para tentar pegar no sono, não ver TV para não despertar...”, enumera ela, que chegou a baixar um aplicativo que indicava a hora em que ela deveria dormir. “Ia para cama mesmo sem sono, tentando criar uma rotina de deitar sempre no mesmo horário, independentemente do sono”. Debalde. Levantamento feito pelo Instituto Datafolha no ano passado apontou que 53% da população brasileira manifesta algum problema durante o sono. Nesse caso, foram consideradas questões como ronco ou pesadelos. Quando o recorte é a insônia, vale lembrar o número divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), também referente ao exercício 2016, e segundo o qual 40% dos brasileiros relataram ter sofrido ou sofrer com o problema. Não surpreende, portanto, que a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgada pelo IBGE, tenha revelado que 7,6% da população se vale do uso de remédios para dormir. E a lista de opções ganhou acréscimo no último dia 12, com a regulamentação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Rozerem (ramelteona). No final de 2016, foi a vez da melatonina (leia mais na página 4). As novidades chegam não apenas como tentativas de aplacar os efeitos imediatos de noites mal dorPatrícia Cassese
Cadê Morfeu? FRED MAGNO
midas – cansaço, falta de concentração, alterações de humor –, mas reduzir consequências mais graves para a saúde. “Estudos vêm demonstrando que pessoas que dormem menos do que deveriam podem acabar ficando mais obesas”, afirma o médico especialista em sono Marco Tulio de Mello, professor da UFMG. Não só. “Pessoas que são restritas do sono – por trabalharem em horários diferentes, como à noite ou por turno, cada dia num horário – têm uma baixa no sistema imunológico e, portanto, ficam mais susceptíveis a doença. Com isso acabam acarretando um problema de saúde maior”. A OMS divulgou, recentemente, uma monografia mostrando que pessoas que trabalham por turno ou no período noturno, após a aposentadoria, têm maior incidência e frequência de câncer. “Então, não adianta nada (o trabalhador) achar que vai ganhar mais dinheiro trabalhando mais se depois vai gastar tudo em hospitais e com tratamentos”. DORMINDO NO CINEMA O reflexo de uma noite mal dormida é descrito por Poliana. “Tem dias que não sou ninguém. Fico mal-humorada, irritada, sem energia”. Descrevendo-se como uma pessoa ansiosa, a jornalista diz que sua cabeça “funciona a milhão”. “Então, fico antecipando o que pode vir a acontecer, o que preciso fazer, como vou fazer, pagar a conta (estou desempregada e, depois que passei a ter trabalhos informais, fiquei mais preocupada ainda). Enfim, penso em tudo”. Já Leo Garibaldi até reconhece que a situação “Michael Douglas” melhorou após ter optado por uma outra faculdade e estar fazendo monitoria. Aos 35 anos, formado em design gráfico, ele voltou aos bancos escolares para cursar cinema (à tar-
Leo Garibaldi Apelo ao café para sobreviver no dia seguinte às noites insones
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
MAIS QUE UM CORPO CANSADO Conheça outras consequências de dormir tarde ou mal Aumento da fome no dia a dia Dormir pouco aumenta os níveis de grelina, o “hormônio da fome”
Aumento do risco de câncer de mama Mulheres na pós-menopausa podem ter um tipo agressivo de câncer de mama e uma maior probabilidade de recorrência da doença
Altas chances de um derrame cerebral Mesmo pessoas com peso normal e sem histórico de doenças cardiovasculares, mas que dormem tarde da noite, têm maior risco de ter um AVC Aumento do apetite por comidas gordurosas Dormir tarde ativa de maneira diferente os centros de recompensa do cérebro. Assim, alimentos gordurosos ficam mais salientes aos olhos
Aumento do risco de impotência sexual Além do maior risco de impotência, homens que dormem tarde têm maiores chances de desenvolver problemas cardiovasculares e de engordar
FONTE: SOCIEDADES DE SONO ASSOCIADAS/FEDERAÇÃO DE SOCIEDADES DE BIOLOGIA EXPERIMENTAL/SOCIEDADE PARA ESTUDO DE COMPORTAMENTO DIGESTIVO/BREAST CANCER RESEARCH AND TREATMENT
de). Já a monitoria o faz acordar cedo, e ainda tem os trabalhos eventuais em bares, à noite, que complementam a renda. Os remédios, então, foram relegados ao fundo da gaveta. “Cheguei a tomar alguns, mas sempre receitados. Agora, parar foi uma coisa minha: percebi que estavam me prejudicando”, rememora. Muitas vezes, Leo até chegava a pegar no sono, mas acordava de madrugada. “Me dava angústia, estresse”. Na época, morava com a namorada e, portanto, não podia acender a luz. E foi o fato de enviar mensagens às 5h da manhã que rendeu-lhe o apelido de Michael Douglas. Hoje, ainda com uma má qualidade do sono, Leo recorre ao velho e bom café para manter-se acordado para estudar. Várias vezes ao dia. É verdade que nem sempre o artifício surte efeito. Tanto que, recentemente, ele “pagou o mico” de dormir em plena sessão de um filme de ação. No caso, “Mulher Maravilha”. “E olhe que estava doido para ver”. INVESTIGAÇÃO Para o professor Marco Tulio de Mello, antes de qualquer coisa, é preciso investigar a causa do problema. “Tomamos muitos remédios desnecessários, isso não é propriamente uma novidade. Mas o Brasil é o maior consumidor de remédios biodiazepínicos, entre os quais muitos são utilizados para induzir o sono. O que é muito ruim”, alerta. Marco Tulio lembra que existem, hoje, muitas terapias comportamentais que minimizam os problemas do sono, principalmente os ligados à insônia, depressão e ansiedade. “Há pessoas que acham que não estão dormindo porque têm problemas de sono, e nem sempre é assim. Há pessoas que estão ansiosas ou deprimidas e isso é que está acarretando o não dormir. Ou seja, o sono é um problema secundário, e não primário. E aí, acabam tratando o problema, e não a causa”. Para o especialista, a primeira coisa é ter a consciência de que não se toma remédio para tudo. “É preciso tratar a causa, em vez de o efeito”.
ALGUNS PONTOS IMPORTANTES SOBRE O SONO NOSSO DE CADA DIA Tempo de sono O médico Marco Tulio de Mello lembra que o marco de oito horas por noite foi estabelecido a partir da média de sono da população (7h40). Mas lembra que existem os curto dormidores (“que estão bem, obrigado, dormindo menos”) e os longo dormidores (que necessitam de mais horas). “A pessoa tem que se sentir bem, dormir o quanto ela se sente recuperada. É algo ruim pensar que dormir pouco é ser mais produtivo!”.
Hora de acordar Da mesma forma, lembra o médico, existem os matutinos, que dormem cedo e acordam entre 6h e 8h da manhã, e os vespertinos, que dormem tarde e acordam também tarde. “É mais ou menos a mesma proporção dos curto dormidores e dos longo dormidores, ou seja, 15% da população/cada, e os 70% são os chamados ‘indiferentes’”. Efeitos a curto, médio e longo prazo
A curto, mau humor, irritabilidade e outras alteração do humor. A médio, a privação do sono começa a gerar episódios de esquecimentos e mesmo alterações de comportamento. A longo, o sistema imunológico fica afetado, o que abre as portas para outras doenças. A privação pode levar à morte? De acordo com Marco Tulio, os casos constatados de morte em animais se deveram à associa-
ção com outra ação, principalmente o déficit do sistema imunológico. “Assim, claro, diante de fatores que agridam o corpo, o organismo não vai ter como responder”. Obesidade Além da baixa do sistema imunológico, outra decorrência da falta de sono ou da má qualidade do sono é a obesidade. “Recentemente, estudos vêm de fato demonstrando que pessoas que dormem menos do
que deveriam dormir ficam mais obesas”. Alerta vermelho “O botão vermelho deve se acender sempre que percebo que, durante um período maior que 15 dias, passei a dormir mal, estou sempre cansado, com sono, acho que não estou me recuperando, fiquei mal humorado. Se começo a ficar doente mais vezes do que deveria, devo procurar um especialista em sono”, diz Marco Tulio.
Escolha do profissional O médico Dirceu Valladares, uma das autoridades em sono em Minas Gerais, lembra que, para procurar ajuda, o interessado deve acessar a página do Conselho Regional de Medicina e entrar em Medicina do Sono, para checar os profissionais de fato gabaritados a lidar com o assunto. “Já é um filtro importante, pois, hoje, todo mundo é especialista em sono. É como juiz de futebol”, alerta.
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SEM SONO> Medicina apresenta novidades na ajuda do diagnóstico; mudança de hábitos auxilia
Uma questão de reeducação JOÃO GODINHO
A jornalista Fernanda Castro até já encontrou um dos suspeitos pelo sono não reparador que a acomete. “Penso que um fator que prejudica é o celular, que me deixa ligada. Daí, na hora de dormir, demora a baixar a adrenalina”, aventa ela, que costuma dormir uma média de seis horas/noite. “Mas não é um sono reparador. Eu durmo, acordo e estou sempre cansada”, expli ca Fernanda, que diz se sentir angustiada pelo dia seguinte. “Porque penso que vou ficar pouco produtiva, que o dia vai ser penoso”, acrescenta. Após o almoço, no entanto, não é raro que todo o sono que faltou a Fernanda à noite comece a emergir. Para pessoas como ela, o psiquiatra Dirceu de Campos Valladares Neto, especializado em Sono pela Universidade da Califórnia, tem boas novas. “Uma delas, que vem sendo incorporada paulatinamente, são dispositivos de alta tecnologia (sensores que registram os despertares noturnos com mais precisão) colocados no dedo, e ativados pela pulsação periférica”. É que algumas pessoas com má qualidade de sono acordam várias vezes na noite, mas acabam só percebendo um despertar, por exemplo. “No caso, o que acontece quando ele tem a consciência que acordou”. Patrícia Cassese
SPLIT NIGHT Outra novidade é o split night, uma polissonografia feita em duas partes, a partir de uma série de cuidados. Um exemplo: muitos pacientes, nas clínicas de sono, adotam, para dormir, a posição fetal, mais defensiva. Mas é importante que o sono se desenvolva também em outras posições, para que o laudo seja mais abrangente. Na primeira parte do exame, já se tem uma ideia do número de despertares. Se forem mais de 30, por exemplo, o paciente já é submetido, na segunda parte do exame, a uma prévia do tratamento, “que em geral é a bombinha de ar”. Evidentemente, lembra Dirceu, na consulta prévia ao exame, o paciente já é apresentado ao aparelho, para se familiarizar. Para casos não tão
agudos, o que ele recomenda mesmo é a reeducação do sono. “Fala-se muito em reeducação alimentar, então, por que não a do sono?”. E como se daria esse processo? Alguns conselhos, lembra ele, já são bem divulgados entre a população em geral, como não ingerir substâncias como café e refrigerantes com cafeína à noite, bem como evitar estímulos como a televisão. “Muitas pessoas tendem a ficar postergando a procura ao médico, mas é necessário ter um sono satisfatório, para a memória, o sistema imunológico, a produção...”. MELATONINA Fernanda Castro é uma das que já se valeram da melatonina. Mas os especialistas ouvidos pela reportagem são unânimes: é preciso cautela. “Não é uma indicação inicial para o tratamento, a primeira linha”, diz Dirceu Valladares, sem, no entanto, desvalidá-la. Hoje, o produto pode ser manipulado ou importado, mas ainda não é fabricado no Brasil. No caso da melatonina importada, alerta Marco Túlio, nem sempre há certezas quanto à procedência (laboratório). Não bastasse, “tomar melatonina durante muito tempo pode causar a baixa nos receptores para esse hormônio, e o organismo começa a produzir menos”. “É preciso lembrar que qualquer medicamento tem que ter usado sob prescrição médica, mesmo que seja vendido como suplemento alimentar, pois o uso constante pode, sim, trazer consequências negativas”, adverte o especialista.
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Já usei ansiolíticos, passei por chazinhos, remédios naturais e melatonina. Mas sigo contando os carneirinhos Fernanda Castro, jornalista
Ciclo vicioso Fernanda se preocupa com a falta de sono e, consequentemente, não dorme
Um vetor importante “O sono é uma interrupção sem concessões no roubo de nosso tempo pela velocidade do mundo atual. A imensa parte de nossas vidas que passamos dormindo, libertos de um atoleiro de carências simuladas, subsiste como uma das grandes afrontas humanas à voracidade do capitalismo contemporâneo”. A frase do ensaísta Jonathan Crary consta do material de apresentação de “Modo Avião”, novo projeto do músico Lucas Santtana (leia sobre o lançamento na
página 21). “O sono é o único momento, no que se chama de ‘capitalismo tardio’, em que estamos libertos de um bombardeio constante de propaganda, de sermos sugestionados, induzidos ou simplesmente expostos a produtos e serviços. Portanto, é o último refúgio de pausa, de estarmos em paz com nós mesmos. É um vetor importante nesse início de século”, diz Santtana. O cantor, compositor e instrumentista Affonsinho nunca se esqueceu do dia
que marcou a estreia do grupo Hanoi Hanoi, o qual ele integrou. “Não conseguia dormir na noite anterior. Cheguei a tomar erva-cidreira, mas só depois soube que também tinha cafeína”. Hoje, ele recorre às lembranças com bom humor. Mas lembra que, em épocas de turnê, chegou a ter insônia preocupado com as poltronas do meio de transporte o qual iria se utilizar – pelo fato de ser alto e ter as pernas compridas. “Uma médica homeopata que fui me disse
ANNA LAURA/DIVULAÇÃO
Affonsinho já foi diagnosticado, de brincadeira, com a síndrome da tensão pré-show
que eu tinha TPS, que era a tensão pré-show”, ri. Mesmo mais tarde, o problema persistiu a ponto de ele ter se valido de remédios tarja preta. Jáhá algum tempo, aposentou-os. “Vi que não preciso mais. Hoje sei que meu relógio biológico é diferente mesmo, tenho mais sono pela manhã”. A companhia de um bom livro é um dos alentos do moço hoje – ele até fica chateado quando a leitura está muito boa e o sono dá o ar da graça. EDU PIMENTA/DIVULGAÇÃO
“Sinto que vivemos uma sociedade do cansaço”, diz o músico baiano Lucas Santtana
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Vale realiza 6 Memorial arraial para crianças
Palpita e Coral 6 Coração Infantil ao ar livre
A Fundação Logosófica apresenta show gratuito com o grupo de músicas infantil Coração Palpita, conhecido pelas canções lúdicas de valores positivos para a formação das crianças, junto ao Coral Infantil da fundação. Onde Unidade Vila Serra Fundação Logosófica (r. González Pecotche, 60, Nova Lima) Quando Dia 1º (sábado), às 10h30 Quanto Gratuito. Ingressos na sede da AA Colégio Logosófico (r. Piauí, 742) ou na unidade Vila da Serra
Em clima de São João, a atriz e cantora Maria Tereza Costa leva para o Memorial Minas Gerais Vale um show junino lúdico para crianças. Dentre as atividades, os pequenos podem participar de intervenções circenses e brincadeiras Onde Memorial Minas Gerais Vale (Praça da Liberdade, 640) Quando Neste domingo (25), às 11h Quanto Entrada gratuita (mediante retirada de senhas 1 hora antes do evento)
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Mineira 6 Academia recebe Edmar Bacha
realiza mostra 6 Loyola sobre a Tropicália
Autor do texto “Os Lisboa: Fragmentos de Memória”, o acadêmico visita a Academia Mineira de Letras, na próxima quarta-feira (28), para a palestra “Henriqueta, Alaíde, José Carlos e Lourenço: um Roteiro Afetivo”, onde retoma os laços históricos de sua família Onde Academia Mineira de Letras (r. da Bahia, 1466, Lourdes) Quando Quarta (28), às 20h Quanto Entrada gratuita
No ano em que o movimento completa 50 anos, o colégio preparou uma mostra interativa para homenagear a Tropicália. São seis espaços temáticos repletos de músicas, imagens, textos e instalações Onde Passo das Artes no Colégio Loyola (av. do Contorno, 7919) Quando Seg. a sex., das 8h às 9h30, 10h30 às 12h, 14h às 15h30 e 16h30 às 18h. Até 12/7 Quanto Gratuito
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
‘Choquinho’ MOISÉS SILVA
(CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
Epidemia de demências s demências estão aumentando a passos largos no decorrer das últimas décadas. Não vejo, no Brasil, políticas públicas voltavas para o tema e um plano de enfrentamento para o problema, como ocorre nos casos de obesidade, nas epidemias virais, nas doenças cardiovasculares, etc. É como se nada tivesse acontecendo. A cada dia surgem mais e mais casos de demência e as famílias simplesmente não sabem como lidar com o drama. A publicação americana Alzheimer’s Disease International estima que 135 milhões de pessoas em todo o mundo estarão vivendo com demência até 2050. Essa previsão revista já é 17% acima das previsões anteriores e tende a aumentar, em grande parte, pelo aumento na expectativa de vida da população. Se de um lado está sendo bom viver mais, por outro, a qualidade está deixando a desejar – demência à vista. O Mal de Alzheimer é a causa mais comum de demência, e seus sintomas incluem perda de memória, mudança de humor, problemas com a comunicação e de raciocínio. O relatório norte-americano diz que a doença de Alzheimer e outras formas de demência representam “uma epidemia global”. Você, caro leitor, deve ter um parente ou conhecido portador desta doença. E se vivenciou um pouco, sabe dos transtornos e dificuldades que os familiares enfrentam. Os atuais tratamentos são caros e pífios. Observa-se uma melhora com as medicações no início da doença, entretanto, nos casos moderados a graves, a situação poÀ medida que de ficar caótica para os cuidadores no dia a a população dia. É essencial que envelhece, nos preparemos. Na verdade, o Brasil já eso sistema tá atrasado. A Organitradicional zação Mundial de Saúde (OMS) já encara o de cuidar vai problema como “séprecisar de um rio” e o tem como prioridade. apoio muito Pensemos o mesmaior – mo! Amanhã poderemos ter um ente queriinclusive do portador de demêndo Estado cia em casa, confuso, perdido no tempo, com falsos reconhecimentos e às vezes agressivo. Até que tratamentos efetivos venham à tona, pesquisadores do King's College de Londres sugerem que, à medida que a população envelhece, o sistema tradicional de cuidar, feito de maneira informal pelas famílias, amigos e comunidade, precisará de um apoio muito maior. Inclusive do Estado, já que, no Brasil, esse apoio é falho e feito com descaso. Segundo a pesquisa, pouco mais que uma em cada dez pessoas acima de 60 anos precisa de cuidados de longo prazo, como ajuda diária em tarefas como tomar banho, alimentar-se, vestir-se e usar o banheiro – as chamadas atividades da vida diária (AVDs). Isso pode ser um fardo para a família, já que muitos dos parentes que cuidam do idoso precisam deixar o trabalho e outros afazeres do dia a dia. Também sugere maior profissionalização dos residenciais para idosos, o que pode ser uma opção de escolha em tempos de famílias pequenas e atarefadas. Segundo a britânica Alzheimer's Society, a demência é a maior crise na área de saúde que o mundo enfrenta atualmente. Um alerta para governos mundo afora sobre a urgência de investir mais em cuidado e apoio. Faça uma boa semana.
Para suar Maquinário high-tech conecta unidade de comando a um traje especial com eletrodos
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Treinamentode apenas20 minutosequivale atrêshorasde musculação Os movimentosde agachamento, polichinelo e abdominal estão lá, mas, em vez de puxar ferro, os alunos estão vestindo uma roupa repleta de eletrodos, que, ao darem “choquinhos”, fazem todo o trabalho de estímulo semelhante aos provocados por exercícios de musculação. O eletrofitness é um novo tipo de atividade em que, em 20 minutos de aula, 350 músculos se contraem ao mesmo tempo, o equivalente a três horas de treinamento convencional. O gasto calórico pode ultrapassar 500 calorias por aula. O equipamento usado é uma tecnologia alemã que virou febre entre atletas como Usain Bolt e Rafael Nadal. Depois de desembarcar no Brasil no início do ano, já caiu no gosto de Bruna Marquezine, Grazi Massafera e outras famosas. Estúdios que oferecem a modalidade em São Paulo já estão com filas de espera. O maquinário high-tech consiste em uma unidade de comando que se conecta a um traje composto por Litza Mattos
um colete e cintas umedecidos e colocados na região de braços, pernas e glúteos, conforme explica o profissional de educação física Marcos Breno Silva. As peças são equipadas com oito grupos de eletrodos, que podem ser programados para realizar três tipos de treinos. A intensidade dos pulsos varia de 0 a 100. “Nos exercícios de força, os movimentos são alternados entre quatro segundos de estímulo e quatro segundos de recuperação. No aeróbico, o protocolo é constante, porém a frequência é menos intensa. Na recuperação, são dez minutos de estímulos com o aluno parado. É mais usado para relaxar depois de uma competição, por exemplo”, explica Silva. RESULTADOS O método de eletroestimulação muscular (EMS, na sigla em inglês – Electric Muscle Stimulation) auxilia
no emagrecimento, na redução de gordura corporal, na tonificação muscular, no ganho de força, na hipertrofia muscular, na correção postural e no combate à celulite. Adepto do crossfit há três anos, o professor de matemática Alisson Marques, 40, percebeu que precisava mudar. “Chega um momento em que parece que o corpo fica estabilizado. Sinto que a eletroestimulação está me ajudando. Quando comecei, há um mês e meio, estava com 23% de gordura corporal e agora estou com 18%”, comemora. No entanto, a novidade nada tem a ver com uma “proposta milagrosa”, segundo Silva. “Só fazer isso não adianta e, assim como qualquer outra atividade física, deve estar associada a uma reeducação alimentar e boa qualidade do sono”, reconhece. Por ser um treino bem intenso – duas sessões são
“
Não podemos negar que é um avanço tecnológico e que estamos caminhando cada vez mais para o uso da tecnologia a favor da qualidade de vida, mas buscas milagrosas por aparelhos não podem substituir a atividade física regular Anderson Luís Coelho, fisioterapeuta
equivalentes a seis aulas convencionais de uma hora na academia –, o professor de educação física diz ser preciso ficar atento a alguns cuidados. “São necessárias de 48 horas a 72 horas de recuperação entre os treinos. O máximo recomendado são duas vezes na semana”, afirma. Se para muitas pessoas a ideia de se exercitar tomando “choquinhos” parece, no mínimo, estranha, Alisson garante que na prática os estímulos são bem toleráveis e não assustam. “A gente sente como se fossem formigamentos, mas a intensidade o personal que acompanha o aluno na aula vai ajustando na máquina”, tranquiliza.
DEPOIMENTO “A roupa umedecida dá frio. Ao ser plugada na máquina e com tantos fios aparentes, a sensação é a de estar em um filme de ficção científica. Fiz o treino de força, em que a máquina mostra os movimentos na tela e o aluno deve imitálos. São dez exercícios repetidos 12 vezes em movimentos lentos e sem peso, enquanto os choques vão percorrendo o corpo e, em alguns momentos, nos fazem rir. Ao final dos 20 minutos, o suor é aparente. Ideal para quem tem a agenda apertada.” Litza Mattos, 30 anos, jornalista
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para queimar calorias EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
Aparelho não deve substituir exercícios
ELETROESTIMULAÇÃO MUSCULAR Pode ser aplicada em três tipos de aulas Força
Apesar de novidade no mundo fitness, a eletroestimulação não é uma técnica nova, especialmente para os fisioterapeutas, que lançam mão desse recurso, com muito critério, para reabilitação muscular, por exemplo, explica o fisioterapeuta e presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – Regional Minas Gerais, Anderson Luís Coelho. “São diversos tipos de correntes elétricas, e cada uma tem um objetivo, dosagem, frequência, largura do impulso elétrico, em que ajustes mínimos podem alterar os resultado, além de associar com
outros recursos e exercícios ‘ativos’ – que o aluno faz voluntariamente”, diz. Ele se preocupa com comparações com as atividades convencionais. “Por mais que exista uma contração e um certo ganho de definição muscular, o aparelho dispara o impulso diretamente no músculo, o que não significa uma resposta do cérebro ao estímulo, então, o ganho não é real. Quando for necessário recrutar os músculos, o cérebro não vai estar devidamente condicionado”, explica, afirmando que a modalidade deve ser complementar à atividade física regular.
Aeróbico Recuperação muscular Passo a passo O aluno veste uma roupa própria fornecida pelo estúdio Eletrodos são conectados a abdômen, glúteos, braços, pernas, lombar, costas, grande dorsal e peitoral
Cada sessão de 20 minutos equivale, em média, a até
3 horas
de treinamento convencional
Em uma sessão pode-se perder até
500 calorias Podem ser feitas, no máximo,
duas aulas
por semana O aparelho custa, em média,
R$ 200 mil
Contraindicações Gestantes, pessoas com implantes ou marca-passo e aquelas com tumores e doenças como tuberculose ou epilepsia
PESQUISA Estudo da Universidade de Colônia na Alemanha, comparou dois grupos de praticantes de atividades físicas. Um com eletroestimulação e o outro com treinos convencionais. Ao final de quatro semanas, os que usaram a técnica tiveram 30% a mais de melhoria no desempenho de velocidade
A roupa ligada à máquina envia impulsos aos músculos, que se contraem involuntariamente enquanto o aluno faz alguns movimentos Até 350 músculos são trabalhados durante o exercício FONTE: PESQUISA DIRETA
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sociedade
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DOLCEVITA NOBRE FEIRA
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ntre 27 de junho e 2 de julho, a tradicional Feira de Vinhos Super Nosso, no Espaço Meet, com mais de 700 rótulos de vinhos nacionais e internacionais, champanhes e espumantes. E mais: cursos e degustações comentadas por enólogos, sommeliers e produtores. Este ano, o destaque é o narrador esportivo Galvão Bueno, apaixonado por vinhos e dono da Bueno Wines.
FRESCA E MASCULINA
J
úlia Zingoni, estilista da Água Fresca Lingerie, acompanhou em Florença, Itália, as novidades da Pitti Uomo. A feira é referência internacional para a moda masculina. “A cada coleção da AFL, investimos mais em peças masculinas”.
CURAR É PODER
A
única vantagem em perceber a doença é a possibilidade de tratamento e cura. O Brasil está muito doente. Temos os remédios, complicado é achar os médicos. São poucos, mas estão bem perto, fa-
Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
zendo o que podem. Pessoas como as que conduzem a BrazilFoundation com projetos sociais. No clima humanizado, muitos empresários e voluntários praticam o bem e a solidariedade.
CURAR É CUIDAR
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rupos que ajudam e salvam os mais fracos e carentes. Ações finas, elegantes, artísticas, que envolvem e mobilizam a sociedade e, muitas vezes, como é importante, anonimamente. Sejamos médicos sem fronteiras, começando por derrubar as fronteiras, diferenças e injustiças que separaram o próprio Brasil e os brasileiros.
CURTA E GROSSA
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indicador Atlas Brasil anunciou uma “novidade”: em Belo Horizonte, dinheiro dá mais saúde e longevidade. A Vila Pinho é um dos aglomerados que fazem parte da UDH Vila Ecológica Águas Claras, que compreende ainda a Vila Formosa e outros oito bairros. Típica área de ocupação irregular. A expectativa de vida na região é de, anotem: 69,85 anos.
LONGA E FINA
lançaperfume
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gora, outra novidade para pasmar o mundo. No topo da lista dos bairros onde a longevidade é maior, depois do Belvedere e Mangabeiras (82,04 anos) aparecem Santo Agostinho/Lourdes (81,88 anos), Savassi/Funcionários (81,82 anos) e Cidade Jardim/Santa Lúcia/ São Bento (81,59 anos).
CASA DE CARTAS
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House of Cards”, já na quinta temporada, é das melhores séries de TV. Trata das artimanhas, estratégias e maldades supremas do político Frank Underwood, um deputado desprovido de qualquer escrúpulo que tenta, consegue chegar e ficar na presidência dos Estados Unidos. Frank, num primeiro momento, foi comparado aos políticos brasileiros.
CASA DE CANALHAS
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obre Frank Underwood, um trombadinha charmoso perto dos atores de nossa política. Para começar, em “House of Cards” a maldade mora em um político, aqui, praticamente é uma epidemia. A maior diferen-
mineiros 6 Queijos venceram no País dos Queijos. Concurso “Mondial du Fromage”, Salão do Queijo, em Tours, França, com um super ouro, sete medalhas de prata e três de bronze. queijos foram jul6 Osgados pela aparência Na exposição “Resquícios da Memória” do renomado fotógrafo mineiro Daniel Mansur, a marchand Marcela Bartolomeo e Audrey de Castro
ça entre o canalha de lá e os daqui é bem mais vulgar e previsível. Na série, o objetivo é o poder. No Brasil tosco, é o dinheiro. Na série, o dólar é o meio, no Brasil, o vil metal é o fim.
CINZA SEM BRASA
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filme e o livro “50 Tons de Cinza” são de pobreza lancinante. “Sessão da Tarde”, sem graça e dor. Coisa de amadores e principiantes. Mesmo assim, as mulheres adoram esse erotismo fajuto, desde
que não precisem apelar para a Lei Maria da Penha.
BRASA MORTA
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ma promotora de Justiça, contou-nos que são muitas as mulheres se submetendo a chicotadas de maridos, depois de assistirem à sequência do filme, “50 Tons Mais Escuros”. Algumas acabam indo, posteriormente, dar queixa na delegacia de mulheres. Mas, com a delegada, acabam confessando que foram sexo e chicotadas consentidos.
exterior e interior, reação na boca, odor, sabor e textura. Concorreram com 700 produtos de 20 países, todos mestres na arte deste nobre produto. ouro ficou 6 Ocomsuper o Queijo Minas Artesanal, de Marli Leite, de Sacramento, região de Araxá. Demorou, mas chegamos, naturalmente. Simões, 6 Roberto presidente da Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais (Faemg), elogia: produtores 6 “Nossos estão de parabéns por terem colocado o queijo de Minas entre os melhores do mundo. Estas conquistas confirmam a qualidade dos queijos mineiros e são um estímulo para quem apoia a produção e para os próprios produtores, pois demonstram que o queijo minas artesanal tem futuro próspero”. andou meio 6 Ele esquecido, vivendo
papel de coadjuvante e até de bandido, rotulado como veneno, bebida de “profissionais”. é a bebida da 6 Agora, moda. O gim ganha destaque nos muitos bares europeus e de São Paulo, com casas dedicadas exclusivamente à perfumada bebida. traz essa 6 Quem onda para Belo
Abrilhantando a mesma noite, Laura Diniz, Carolina Torresini e Ana Carolina Mansur
Horizonte é a CasaCor Minas, com o bar Ginger, a partir de 12 de agosto. O gim da casa será produzido no próprio local, sob a supervisão do inglês, Darren Rook.
reportagem
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SAÚDE E BEM-ESTAR
Análise de PCR detecta doenças Os exames de análise da Proteína C Reativa (PCR) têm se tornado cada vez mais comuns nos pedidos de check-ups médicos. O motivo, segundo a especialista da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) Tania Martinez, está no estilo de vida “inadequado” dos pacientes, muitas vezes estressados e com sobrepeso. A função do exame é identificar se essa proteína – que é produzida no fígado – está circulando no sangue. Nessas situações, ela funciona como um marcador de inflamações ou infecções no organismo. “Ela não é específica para uma doença em particular e pode aumentar em quadros de virose, infecções bacterianas e processos reumáticos, entre outros”, diz. Essa proteína praticamente inexiste na circulaLitza Mattos
ção de pessoas saudáveis. Mas, em episódios de inflamação ou infecção aguda, sua concentração pode aumentar até mil vezes. Por isso, diz-se que a PCR é uma proteína de fase aguda. Esses processos inflamatórios vão ser especialmente importantes para os pacientes com risco de doenças coronarianas. De acordo com Tania, qualquer estado inflamatório em um paciente que apresente outros fatores de risco (colesterol alto, hipertensão, diabetes) representa um sinal de alerta para que seja disparado um protocolo de atendimento. Isso porque, nesses casos, o quadro pode representar risco iminente de infarto, angina e derrame. “Uma simples inflamação na raiz do dente pode acelerar um evento cardíaco que estava ali latente em pessoas de alto risco”, alerta a médica. O fato de o exame da proteína C reativa estar altera-
do, no entanto, não significa uma “sentença de morte”, tranquiliza o cardiologista Firmino Haag, da rede de hospitais São Camilo de São Paulo. “Por ser considerado um marcador inespecífico, achados laboratoriais de elevação de PCR não devem ser considerados isoladamente como preditores de gravidade. É sempre necessário que haja correlação clínica associada a outros exames”, explica. Entre as condições não infecciosas que podem provocar elevação da PCR também estão apendicite aguda, pancreatite aguda, doença inflamatória intestinal, queimaduras e traumatismos. Os médicos recomendam que o exame entre no rol dos pedidos anuais a partir dos 30 anos, ou até antes, em casos de fatores de risco. MAIS PRECISA Nos últimos anos, o exame para a identificação da
proteína C reativa foi aprimorado, e dosagens menores passaram a ser detectadas. “Antes, o exame era mais ‘grosseiro’ do o que temos agora, que detecta até quantidades ‘minúsculas’. Por isso, essa nova técnica é conhecida como sendo de maior sensibilidade. Nos pedidos médicos, o exame aparece como proteína C reativa AS (Alta Sensibilidade)”, diz Tania Martinez. Pacientes internados com algum tipo de infecção ou inflamação também costumam ser submetidos ao exame de sangue com análise da proteína C com frequência, para que o estágio do quadro seja acompanhado. “A proteína é boa medidora da evolução do processo infeccioso, não é só na cardiologia, mas em qualquer doença para ver se houve melhora ou piora”, diz. Ao sinal de elevação dos índices de PCR, o tratamento será avaliado de acordo com cada caso.
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
INFECÇÃO À VISTA O que é? A Proteína C Reativa (PCR) é produzida pelo fígado. A concentração no sangue se eleva consideravelmente quando ocorre algum processo inflamatório. A PCR possui a função de auxiliar o sistema imunológico no combate a invasores, além de atuar como potente anti-inflamatório
Exame de sangue laboratorial Pode ser usado para: detectar infecções, traumatismos, doenças reumáticas, neoplasias, apendicite, medir o risco cardiovascular e avaliar a resposta imunológica de pacientes oncológicos com infecções graves
Valores Níveis persistentes acima de 1 mg/dL devem ser interpretados indicativos de possível processo infeccioso ou inflamatório De 1,0 a 5,0 mg/dL De 5,1 a 20,0 mg/dL Acima de 20,0 mg/dL
INFECÇÕES VIRAIS E PROCESSOS INFLAMATÓRIOS INFECÇÕES BACTERIANAS E PROCESSOS SISTÊMICOS INFECÇÕES GRAVES, GRANDES QUEIMADURAS E POLITRAUMATISMO
Como indicador de risco cardiovascular Abaixo de 0,1 mg/dL
De 0,1 a 0,3 mg/dL
Acima de 0,3 mg/dL
RISCO BAIXO
RISCO INTERMEDIÁRIO
RISCO ALTO
OS VALORES DESCRITOS PARA AVALIAÇÃO DE PROCESSOS INFECCIOSOS OU INFLAMATÓRIOS SÃO SIMPLES REFERÊNCIAS. O RESULTADO DEVE SER INTERPRETADO À LUZ DA HISTÓRIA E DO EXAME CLÍNICO FONTE: PESQUISA DIRETA
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ESPAÇO GOURMET JOÃO GODINHO
DE BANDEJA I
Hit do inverno
ARQUIVO PESSOAL
Celebração à batata-frita O petisco predileto de todos está em alta. O Outback apresenta sua tradicional Aussie Cheese Fries em duas deliciosas versões especiais para o Festival de Fries, que segue até o dia 16 de julho. A casa desenvolveu duas receitas baseadas na porção de fritas. A Aussie Blue vem com uma generosa porção de blue cheese, bacon crocante, um perfumado toque de redução de balsâmico e é acompanhada por um delicioso molho de gorgonzola. Já a Aussie Chicken vem com pedaços de frango ao molho barbecue, e é servida com outra especialidade, o molho Carolina Mustard Sauce.
Germana Ruiz, do blog “Dicas Vem Com a Gente”, clica e posta os chocolates quentes que experimenta pela cidade
Combustível para o frio
Troca-troca entre cozinhas
Novasversõesdo clássicochocolate quenteconquistam ospaladares
Promovendo um intercâmbio de cozinhas de bar, o Albanos Lourdes promove mais uma edição do “Albanos Recebe”, projeto que acontece durante este mês de junho. Neste sábado e domingo é a vez de o chef Paulo Vasconcelos (Bravo! Catering e Osso) preparar delícias como a língua confitada ao funghi. Já a chef Agnes Farkasvolgyi encerra o projeto no próximo fim de semana.
Endereço certo no pós-balada Um dos pontos de sanduíches mais tradicionais da vida noturna de BH abriu novo endereço. A nova casa do pós-balada e do lanchinho da madrugada do X-Tudo fica na av. Raja Gabáglia, 4443, na altura do bairro Santa Lúcia. E para celebrar o novo ponto, a rede lança uma nova letra no cardápio, a “K”. O sanduíche vem com um hambúrguer de lombo e três opções de ingredientes – banana, abacaxi ou cebola caramelizada. O X-Tudo funciona todos os dias, das 17h às 7h, e aos domingos, das 18h às 7h. LÚCIA MACHADO/DIVULGAÇÃO
SORVETE COM CAFÉ? Germana também percebeu que muitas gelaterias começaram a aderir à rota dos chocolates e cafés quentinhos neste inverno. “É uma ótima forma de diversificar as vendas nesta época em que o sorvete não é tão consumido. Outra coisa boa que vi é que estes locais não deixam a essência de gelateria de lado. O chocolate quente vem acompanhado por uma bola de sorvete base. E fica uma delicia ir imergindo colheradas de sorvete no chocolate quente”, explica, sugerindo a gelateria Mi Garba como uma das paradas indispensáveis do roteiro. Para esta temporada fria, gelaterias como a Sésamo e a Lullo lançaram a sua carta auto-
CROASONHO/DIVULGAÇÃO
O clássico chocolate quente é uma das pedidas certeiras para aquecer o corpo durante a temporada fria – e a boa novidade é que, além do irrecusável chocolate, base das receitas, a bebida tem surgido, cada vez mais, em novas e surpreendentes versões. É o que garante o casal Germana Ruiz e Rômulo Lisboa, autores do blog “Dicas Vem com a Gente”, que, neste ano, criou a tag #embuscadochocolatequenteperfeito. Os dois se propuseram a visitar estabelecimentos da cidade e a experimentar a maior quantidade possível de chocolates. Detalhe: tudo é clicado, avaliado e, claro, compartilhado pelos dois por meio das redes sociais. Dicas de leitores também são bem-vindas, desde que “obedeçam” alguns pré-requisitos. “Para mim, o chocolate quente é aquele tipo de alimento confortável, que parece que te dá um abraço, sabe? Ele precisa ser bem cremosinho e não tão doce, tem que ser suave para não ser enjoativo”, ensina Germanda, sobre como deve ser a receita perfeita ao paladar. Lorena K. Martins
Ela conta que já visitou e experimentou o chocolate de 11 lugares na capital mineira – o mais recente da lista foi o Chá Comigo, escolhido como cenário para a fotografia que ilustra esta matéria – lá, a receita ainda é arrematada por uma dose de uísque Jack Daniel’s, além do leite, chocolate meio-amargo, leite condensado, cravo e canela. “Gostei muito. Ele não é tão cremoso, mas o sabor estava delicioso”, avalia. Curiosamente, a bebida, no cardápio do local, foi batizada de “Melhor Chocolate Quente do Mundo”, após uma cliente cativa da casa ceder a receita.
ral de cafés que vão além do clássico italiano affogato, que combina o café expresso com o sorvete. “A nossa receita foi criada à base do gelato de creme de avelã com chocolate meio amargo. O gelato passa pelo processo de vaporização para dar muita cremosidade à bebida”, explica a proprietária Cristiane Temporão. Com uma função de cumprir – e muito bem – o papel da sobremesa, os chocolates quentes disponibilizados pela doçaria Patrícia Goedert provocam, no cliente, a sensação de aquecimento não só pela temperatura que são servidos, mas pelos ingredientes. As versões são preparadas com brigadeiro, café, leite Ninho e chantilly. “Servimos com uma colher, para o cliente ir degustando aos poucos e em camadas”, diz a proprietária, Carla Scaldaferri.
NOVAS VARIAÇÕES Outros estabelecimentos também andam apostando suas fichas – e brincando – nas variações das porcentagens do cacau, aliado a ingredientes diferenciados. No Atmosphera Mocca Coffee and Meals, existe uma versão tradicional feita apenas com leite e chocolate de cacau 50%. Já uma outra é acrescida de creme de avelã, e combinada com achocolatado com 32% de cacau e cacau em pó puro. “Essa mistura garante que a bebida fique mais encorpada, servida sempre bem quente para não correr o risco de formar aquela nata por cima”, explica a proprietária Adriana Martins que utiliza sempre duas medidas de chocolate para uma de leite – garantia de um aroma ainda mais surpreendente. Já professora de gastronomia do Centro Universitário Una, Patrícia Amante, explica que a receita certeira é garantia pela escolha do ingrediente principal, e não pela dosagem. “Para que o chocolate quente fique bem gostoso e com um sabor marcante, sugiro usar sempre cacau ou chocolate meio amargo. A proporção ideal fica a gosto de cada pessoa”, explica. “Podemos soltar a imaginação ao fazer o chocolate quente. É possível incluir especiarias das mais diversas, licores, diferentes tipos de leite e até dar um toque de café na finalização”. Ela sugere, inclusive, o leite de amêndoas, que “fica delicioso e delicado”. “Para os alérgicos à proteína do leite e veganos, podemos usar o leite de soja”, pontua. A receita do Croasonho tem leite vaporizado, cacau em pó e marshmallow em formato de coração
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DE BANDEJA II
RECEITA BRAGA PÃO DE QUEIJO/DIVULGAÇÃO
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Chocolate quente Braga
VICTOR SCHWANER/DIVULGAÇÃO
Receita do Braga Pão de Queijo Ingredientes: 1 litro de leite 100g de chocolate em pó 1 tablete (180g) de chocolate meio amargo picado 1 lata de creme de leite sem soro Duas colheres de sopa de doce de leite Modo de preparo: Bata o leite com o chocolate em pó no liquidificador, leve ao fogo em uma panela. Adicione o chocolate meio amargo picado e mexa bem até o chocolate derreter e a mistura ferver e ficar bem homogênea. Retire do fogo, adicione o creme de leite, mexa e leve novamente ao fogo apenas para aquecer. Sirva em canecas lambuzadas com o doce de leite e, se desejar, enfeite com uma colherada de chantilly, polvilhando por cima paçoca. Pode-se acrescentar também meia dose de cachaça mineira artesanal. RONNIER GOUVEA/DIVULGAÇÃO
MATEUS MEIRELES/DIVULGAÇÃO
Para quem ama doce, este é feito com brigadeiro, café, chantilly, chocolate Kinder Bueno e leite Ninho, da doceria Patrícia Goedert
Chocolate quente com Nutella, servido no Atmosphera Mocca Coffee and Meals SÉSAMO GELATO/DIVULGAÇÃO
O chocolate quente da Lullo é feito com chocolate meio amargo e gelato de creme avelã vaporizado
O chocolate quente da Sésamo Gelato é feito com cacau belga e creme de leite fresco. O sabor meio amargo ainda ganha um toque de chantilly caseiro
VICTOR GONTIJO/DIVULGAÇÃO
Pedida única Mesmo que o mineiro ainda não esteja acostumado com o autosserviço nos estabelecimentos gastronômicos, vale experimentar o conceito se o destino for a Pitza 1780, casa aberta recentemente na Savassi (Rua Antônio de Albuquerque, 749). Por lá, são cinco opções de sabores de pizza feita com massa fina e levíssima (no tamanho de 30 cm), como a elogiada Pesto de Baru. Outra opção é o stick recheado de calabresa e manjericão. O preço único é R$ 18,90, e catchup não é permitido – e não precisa, viu?
Quente e frio Para quem acredita que sorvete é um alimento válido para o inverno também, a Sorveteria Salada lançou mais uma edição da sua deliciosa Temporada de Sorvetes Quentes, que segue até o dia 31 de agosto. São delícias diferenciadas, que combinam ingredientes nobres e brincam com as sensações térmicas do paladar, alternando frio e quente. Um dos destaques é a big taça Banana Safada (foto), que combina banana caramelizada acompanhada de sorvete crocante salted, creme de chocolate trufado quente, farofa toffee e pralinês, doce de leite quente e cremoso com o singular toque de caramelo salgado. Vá com fome! SALADA/DIVULGAÇÃO
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almanaque SOLO> Pela primeira vez dirigida por Amir Haddad, Andrea Beltrão apresenta “Antígona” em BH GUGA MELGAR/DIVULGAÇÃO
Sáb. e dom. 1º e 2.jul.
Comemoração
Mito grego Ao convidar Amir Haddadparadirigi-la em seu mais recente projeto no teatro, Andrea Beltrão tinha duas coisas em mente: queria estar sozinha no palco e trabalhar com o mito grego de Antígona. Essas escolhas a abriam para uma série de possibilidades e, consequentemente,para a dúvida.E foi exatamenteisso que motivou o diretor a embarcar no trabalho – que marca a primeira parceria dos dois. O resultado desse encontro, maturado por um ano, aparece no solo “Antígona”, que faz curta temporada em Belo Horizonte nos próximas sábado (1º) e domingo (2), no Cine Theatro Brasil. “Ela é uma atriz de talento reconhecido e eu também sou uma pessoa de carreira bem-sucedida, mas até então só tínhamos tido contatos esporádicos. Até que ela me procurou dizendo que estava numa zona de conforto, num lugar de sucesso que é muito perigoso. Me disse que queria sair e que achava que eu era a Jessica Almeida
pessoa indicada para ajudála”, conta o diretor. “Mergulhamos juntos e foi um encontro de grande fertilidade. Atualmente, sou apaixonado por ela e ela por mim. Ela é atrevida, corajosa, inteligente, e eu sou insaciável”. O texto escolhido foi a tradução de Millôr Fernandes da peça de Sófocles, escrita no ano de 441 a.C., que conta como a filha de Édipo e Jocasta encara seu tio Creonte, rei da cidade de Tebas, para dar um enterro digno ao irmão Polinices. O rei havia decidido por mantê-lo insepulto, mas Antígona força o enterro do irmão, terminando presa e obrigada a responder por tal desacato. Coautores da dramaturgia, Andrea e Amir dividiram o espetáculo em três partes: na primeira, a atriz recebe os espectadores e os cumprimenta na entrada do teatro; na segunda, um misto de teatro e palestra, a árvore genealógica da família que protagoniza a tragédia é apresentada ao público, com o auxílio de cartazes afixados ao fundo do cenário, com os nomes de deuses e deusas, desde Zeus e Hera; na última, Andrea en-
tra, de fato, “no rito de encenação de ‘Antígona’”, nas palavras do próprio Amir. “Não há nenhum achado intelectual, nada de genialidade, é tudo substantivo, objetivo. Ela recebe as pessoas porque queremos tirar o mistério do teatro, que ele seja magia, mas sem mistério, afinal uma coisa não depende da outra. É muito bom para o ator e para o público que já estejam em contato para fazer daquela cerimônia um encontro quase religioso e exercer essa possibilidade humana que é o teatro. Tem que ser assim, natural. Quem não quer mistério não pode ficar
escondido no camarim, vestido de Deus”, afirma o diretor. Quantoàescolhade“explicar” a genealogia de Antígona, a ideia era simplesmente provercontexto a quemfor assistir. “Quando um brasileiro vai ver ‘O Auto da Compadecida’, ele já conhece o Nordeste, seus costumes e lendas. Faz parte do nosso cotidiano. No caso de Antígona, quando os gregosentravamparaverjáestavamcansados desabera história inteirinha, de quem era filha, irmã, a origem da família. Tudo isso estava no imaginário grego, os mitos rodavam”, explica. “Contamos a formação da família desde o
80 ANOS DE AMIR HADDAD Aniversário O diretor Amir desvio, sem me vender, fiz tudo o Haddad, que é natural de Gua- que tinha que fazer. Quando se xupé, no Sul do Estado, virá chega nesse ponto e a cobra com Andrea a BH no fim de morde o próprio rabo, é uma semana de suas apresentações maravilha ver que não descume fará aqui o início das comepri nada do que me propus. Olho morações de seus 80 anos, para trás e vejo um menininho celebrados no dia 2 de julho. de 6 anos declamando um poema no dia da Pátria, e ele já tiMarco Para ele, chegar a esse nha tudo isso que sou hoje. Cheponto da vida é um privilégio. gar aos 80 e pensar que está “Tenho uma história absolutachegando o final é um horror”, mente coerente, sem nenhum comenta.
Aos 53 anos, atriz celebra 40 anos de carreira em sua primeira experiência com uma tragédia grega e o formato monólogo
início, a fundação da cidade de Tebas,quem são os irmãos, por que brigaram. Colocamos tudo de uma forma dramatúrgica contemporânea, mas sem ser linear ou cronológico. Assim como a natureza dá saltos, a narrativa também dá”. SEM ‘CACOS’ Tudo isso é pra fazer com que, quando a peça chega ao clímax, o espectador esteja totalmente imerso naquele universo, não só da mitologia, como do próprio teatro. “A qualidade chega a ser insuportável. Tem gente que acha que colocamos ‘cacos’ no texto pra atualizá-lo. Por exemplo, há um momento em que se diz ‘em mim, só manda um rei, o que constrói pontes e destrói muralhas’, que é uma coisa louca de se ouvir, nesse momento em que todas as pontes estão sendo arrebentadas e as muralhas construídas”, pontua o diretor. “Mas isso e tudo o mais que há no texto foi escrito por Sófocles há quase 2.500 anos, nós não forçamos a barra. É muito forte porque pega em cheio o homem ocidental e suas origens”. Cofundador do Teatro Ofi-
cina e criador do grupo de teatro Tá na Rua, Amir ressalta que todo o trabalho tem influência direta de sua experiência com o teatro de rua. “Nada disso se aprende na cena italiana, fazendo espetáculos para a burguesia protestante. Na rua, o ator se coloca em movimento, deixaa função de apenas entreter um grupo social e passa a ser cidadão do mundo. Tudo o que pude fazer com a Andrea, só pude porque fazia teatro na rua”, diz. Quanto a transformar um texto tão cheio de personagens num solo, a analogia é parecida. “Quem inventou o teatro foi o ator, não o contrário. E o ator é narrador, vai pro meio da rua contar as histórias e no meio disso faz teatro. A recuperação da figura do narrador é o que há de mais antigo e contemporâneo, é quem faz a passagem direta entre o espetáculo e a plateia”, conclui.
> Antígona
Solo com Andrea Beltrão Dir. Amir Haddad Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Dias 1º (sábado), às 21h, e 2 (domingo), às 17h. R$ 50 (inteira, 2º lote)
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ARTES CÊNICAS Herói é aquele que sonha Alex Os Super HeBessas róis estão em alta. Advindos das HQs, eles angariam vultosas bilheterias no cinema, seus emblemas estampam camisas, os bonecos não são procurados apenas por crianças – jovens e adultos figuram entre colecionadores destes artefatos. Mas não, não são estes os heróis que o Grupo Oriundo de Teatro leva para o palco no próximo sábado (2). “A gente não quis falar do super herói, com poderes etc. Optamos por uma figura heroica clássica, por um herói cheio de sonhos!”, pontua Anna Campos, assistente de direção e fundadora do grupo. Dessa perspectiva, com o peso da literatura, uma escolha óbvia se apresentou: o épico Dom Quixote de la Mancha. “Ele tem esse peso clássico e dá um contraponto a esse arquétipo que já está presente no imaginário popular”. No espetáculo, Dom Quixote, acompanhado de seu fiel escudeiro, Sancho Panças, e de sua amada, Dulcinéia del Toboso, abrem uma escola de heróis, recebendo alunos de todo o mundo. A montagem mistura atores, bonecos e realiza
Dom. 2.jul
sonoplastia ao vivo. Colocar em cena essa variedade de estilos teatrais não foi tarefa fácil. “Saímos completamente da nossa zona de conforto”, comenta Anna, que frisa a dificuldade de conciliar o teatro com atores e com bonecos. “Já tivemos uma experiência parecida em ‘O Mistério da Bomba H’ (2015), mas, desta vez, tem muito mais bonecos. É tudo muito novo”, assegura. Além disso, o grupo vinha de uma
THIAGO FRANCO/DIVULGAÇÃO
Atores interagem com bonecos e toda a sonoplastia é feita ao vivo durante o espetáculo “Escola de Heróis”, do Grupo Oriundo de Teatro
leva de musicais, o que é rompido em “Escola de Heróis”. Quanto à sonoplastia feita ao vivo, Anna indica que a opção pelo artesanal é característica da companhia. “Não tem som gravado, porque abrimos mão de usar recursos externos. É tudo feito na hora, no calor da cena”, explica, entre elogios à sonoplasta que acompanha o elenco, Pâmella Rosa. E o desafio inclui, ainda, brincar com sotaques, já que há personagens
vindos de todo planeta. Detalhe: a dinâmica cênica foi trabalhada de forma que mesmo crianças compreendam os diálogos carregados de regionalismo. UNIVERSAL Para Anna, o teatro deve ser pensado como um todo e a ideia de segmentação de público pesa menos na hora de conceber uma peça. “A gente nunca pensou em trabalhos infantis infantiliza-
dos”, analisa. Além do mais, “a criança é muito maior que o adulto pensa”, indica, e teoriza que, sim, os pequenos têm sensibilidades que muitas vezes se atrofiam com a idade adulta. Do ponto de vista mercadológico, adiciona, a peça precisa agradar os pais, já que são eles que levam as crianças ao teatro. Feita a ponderação, Anna lembra que a produção teatral fica polarizada entre o in-
fantil e o adulto. Para ela, existe uma carência quanto ao público intermediário. Ela acredita que a montagem pode ser capaz de abarcar essa lacuna. “O Oriundo vai fazer dez anos em 2018. Nessa trajetória, fizemos quatro peças que abrangem o público infanto-juvenil. Mas essa é a primeira que se comunica com uma juventude ligada à Marvel, DC Comics”, diz. Com orgulho de o grupo ter crescido desde sua estreia, em 2008, sem evasão de nenhum integrante, Anna defende que são as divergências que dão solidez ao Oriundo. O processo de criação, aliás, trás consigo muita escuta. Tanto que foram “seis meses ensaiando todos os dias para chegar onde chegamos”, detalha. Quanto à expectativa, não se faz de desentendida. “O novo sempre traz apreensão! Mas estamos com muita vontade de ir para o palco para saber para onde isso vai nos levar”, diz, acrescentando que este é, sem dúvida, o que chama de um trabalho com ‘T’ maiúsculo.
> Escola de Heróis
Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2244, Lourdes). Dia 2 (sábado), às 16h. R$14 (inteira).
‘Jardins’ politicamente frágeis Qui. a seg. 29.jun a 17.jul.
ANDRÉ VELOSO/DIVULGAÇÃO
Camilo Lélis e Kelly Crifer se reencontram no palco, pela primeira vez sozinhos
Umcortadorde beterrabasdefeituoso, o desaparecimento de um casal de classe média e asagadedois policiaisembusca de respostas. É a partir destatrama queoespetáculo“Jardins” se desenrola e, mais que quaisquer romances policialescos, propõe questionamentossobre a instabilidade política que paira sobre o Brasil. A peça estaciona no palco do CCBB com sua temporada de estreia a partir da próxima quinta-feira (29) e, gestado no atual panorama nacional, transita por uma realidade marcadaporesquemas decorrupção e uma grave onda de conservadorismo. “Foi esse tempo presente que nos uniu”, conta a atriz Kelly Crifer. No palco, apenas ela e o dramaturgo Camilo Lélis(queestevenoelencodaminissérie global “Nada Será Como Antes”), dão vida aos policiais, ao casal e também quebrama “quarta parede”.Camilo e Kelly se posicionam, durante a peça, como atores, artistas e cidadãos. “É preciso se
manifestar, enquanto operário da arte, com essa profunda vontade de resistir a essas adversidades todas”, diz Camilo. Osatorestambémsemanifestam através do enredo: o público é convidado a vigiar a posturadospoliciaisqueinvestigam o caso, descobrir as artimanhas do casal desaparecido e interpretar as alegorias deixadas em cena. “O casal adquire um cortadordebeterrabasqueapresenta defeitos e começa a mutilar os empregados... É uma metáfora que pode dizer que a gente está sendo mutilado, perdendo direitos”, explica Kelly. O título, inclusive, é outra CONSTRUÇÃO Laboratório Participante de um projeto da Zula Cia de Teatro, que ministra aulas de teatro para mulher encarceradas no Complexo Penitenciário Estevão Pinto, a atriz Kelly Martins conta que a observação das carcereiras a auxiliou na construção da policial que encena em “Jardins”.
das metáforas do espetáculo. “‘Jardins’ vem de um lugar delicado, frágil, potencialmente belo. Mas exige um cuidado, senão ele vai sendo atacado, crescem plantas, mato e ele deixa de ser um paraíso para se tornar um inferno. É este mesmo lugar da falta de garantias, da perda de direitos”, justifica o diretor do espetáculo, Rogério Araújo. Apesar do forte posicionamento e alegorias que fazem alusão a importantes questões políticas, segundo Camilo a peça não mergulha de cabeça em discussões como a desmilitarização, esquemasde corrupçãoe o impeachment da presidente Dilma Rousseff. “A gente não se aprofunda nesses temas, mas eles são trazidos”. * Lara Alves, sob supervisão de Marília Mendonça
> Jardins
Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450). Qui. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira). De 29/6 a 17/7.
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ARTES CÊNICAS Semana teatral agitada TATI MOTTA/DIVULGAÇÃO
Lara “É tempo Alves de encon(*) tro,étempo de teatro”. É com esta definição que o Grupo Maria Cutia volta aospalcos epraças deBelo Horizonte para celebrar em casa os 11 anos da companhia. Nos dois próximos fins de semana (24 e 25 de junho e 1° e 2 de julho), Mariana Arruda, Leonardo Rocha e os muitos parceiros do grupo nessa trajetória embarcamnumaviagempela memória da companhia com a “Mostra Maria Cutia 11 anos”, em que encenam os espetáculos,“Comoagentegosta”, “Na roda”, “Francisco” e “Ópera de Sabão”. O cardápio de peças foi escolhido a dedo para contemplar toda a história do grupo e trazer para praças e teatros o público variado que o grupo an-
gariou ao longo dos anos. Aliás, esta é a principal característica do Maria Cutia que, ao longo de 150 apresentações, já viajou por cidadesdointerior, fronteiriças, para o continente africano, e é, declaradamente, apaixonado pelo teatro de rua. PRAÇA DO PAPA A escolha da praça belo-horizontina para sediar duas das apresentações do grupo não foi sem propósito. “A Praça do Papa é um lugar histórico pra cidade e até para o teatro, com o marco que foi a encenação de ‘Romeu e Julieta’, do Galpão (há 25 anos)”, pontua a atriz Mariana Arruda. Para a atriz, depois de soprar as velinhas “o desafio é continuar existindo”. Para cumprir essa tarefa, o Maria Cutia planeja para meados de outubro a estreia do espetáculo solo do ator Leonardo Rocha sob
direçãode Eduardo Moreira.Aliás, o próximo aniversário do grupo já está sendo comemorado com um novoprojeto.“Vamosmontar um espetáculo com o Gabriel Vilela (diretor do mesmo ‘Romeu e Julieta’, do Galpão). Era um desejo antigo trabalhar com ele e a realização de um sonho”, adianta Leonardo.
Maria Cutia comemora 11 anos com apresentação de vários espetáculos
* Sob supervisão de Jessica Almeida
>
Mostra Maria Cutia 11 Anos Ópera de Sabão Praça do Papa (av. Agulhas Negras, s/n°, Mangabeiras). Neste sáb. (24), às 18h. Entrada gratuita. Como a Gente Gosta Praça do Papa. Neste dom. (25), às 17h. Entrada gratuita. Praça Floriano Peixoto (av. do Contorno, s/n°, Santa Efigênia). Dom. (2), às 18h. Entrada gratuita. Na Roda MuseuHistórico Abílio Barreto (av. Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim). Sáb. (1°), às 16h. Entrada gratuita. Francisco Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046, centro). Sáb. (1°), às 21h. R$ 20 (inteira). DENILSON CARDOSO/DIVULGAÇÃO
Receitas para Não Morrer de Amor Segundo um cardiologista inglês, é possível, sim, morrer de amor. Foi partindo desta informação e dos devaneios românticos de cada um, que o dramaturgo Raysner de Paula se lançou, ao lado dos atores Fábio Schmidt (conhecido do público mineiro desde a peça
“Freddie Rock Star”) e Gabriela Dominguez, para criar o espetáculo “Receitas para Não Morrer de Amor”, sob direção de Angela Mourão. Estreante da semana na Funarte MG, a peça parte de uma pesquisa sobre o que acontece depois do fim de um grande amor ou quando se tem um amor não correspondido. Os atores mer-
gulham em ambientes e contextos costumeiros para representar as histórias de personagens cotidianas em um diálogo com suas experiências pessoais e as grandes histórias de amor da humanidade Onde Funarte MG (r. Januária, 68, centro) Quando Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. Até 2/7 Quanto R$ 20 (inteira)
ESPAÇO COMUM LUIZ ESTRELA/DIVULGAÇÃO
Escombros da Babilônia & Babylon Cabaret Um poema encontrado no casarão Luiz Estrela e, supostamente, escrito pelo artista e morador de rua que dá nome ao Espaço Comum, foi o ponto de partida para os dois espetáculos que estreiam nesta semana. Dirigidas por Manu Pessoa e Rafael Botaro, as peças “Escombros da Babilônia” e “Babylon Cabaret” começaram a ser produzidas no início do ano a partir de oficinas para interessados em participar das montagens. O resultado? Dois espetáculos criados coletivamente com uma equipe que reúne mais de cem integrantes. “Escombros da Babilônia”, a partir do poema de Estrela, e “Cabaré Babylon”, com seus números circenses e musicais. Onde Espaço Comum Luiz Estrela (r. Manaus, 348, Santa Efigênia) Quando Sex., sáb. e dom., às 19h30. Até 2/7 Quanto Entrada gratuita mediante retirada de senhas no local em troca de um agasalho ou cobertor, uma hora antes do início do espetáculo.
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ARTES CÊNICAS Sobre a arte de ser palhaço Qui. a dom. 29.jun a 2.jul.
GABRIEL RACHID/DIVULGAÇÃO
Em cartaz, ‘Animo Festas’ é um freak-show para o público adulto
teatro adulto A COMÉDIA MÁGICA Com Kradyn Júnior Mágica, stand up e hipnose. Teatro Raul Belém Machado (r. Jauá, 80, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste sáb. (24), às 20h; dom. (25), às 19h. R$ 20 (inteira).
A HISTÓRIA DE NÓS DOIS Dir. Ernesto Piccolo. Com Alexandra Richter e Bruno Garcia Aventuras de um casal separado, que revê sua história quando o marido vai buscar seus pertences. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb. (24), às 21h. R$ 50 (inteira).
A PREGUIÇA DE DEUS E O DIABO Dir. Valber Palmeira. Com Caroline Diamante, Clarice Carvalho, Gabriel Castro Um elogio ao ócio do poeta Joaquim Simão e uma crítica ao Brasil burguês. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (24) e dom. (25), às 20h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc).
BASTA RECITARE Com Maurizio Donadoni Um ator maduro abre sua mala e relembra por meio de figurinos, textos e personagens o seu percurso artístico. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1341, centro). Sex. (30), às 21h. Entrada gratuita mediante retirada de senhas 1 hora antes do espetáculo.
BUMM Dir. Inês Peixoto. Com Dora Sá, Gisele Milagres, Laura Bastos Uma explosão, quatro mulheres confinadas. O confronto entre algumas certezas e um mundo que levanta muros. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450). Qui. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 26/6.
CHURRASCO NA LAJE Dir. Marco Amaral. Com Juliana Almeida, Christiane Almeida, Raphael Calazans Reginaldo convida os amigos que o ajudaram a “bater a laje” para churrasco. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7827). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 36 (inteira). Até 9/7.
“Uma vez, um menininho de 6 anos recebeu alta após conseguir voltar a andar ao tentar correr atrás dos palhaços. Ele tinha feito uma cirurgia para tirar o apêndice e estava debilitado, com medo. Mas se levantou, de fraldas, e veio atrás dos palhaços que saiam de seu quarto”. Rodrigo Robleño chega aos quase 30 anos como palhaço ainda se emocionando, e muito, com seu ofício. E é nesta efusão de sentimentos e percepções que o artista completa quatro anos à frente do projeto Uniclown, ao lado Marko Novaez, e comanda, a partir da próxima quinta-feira (29), a terceira edição do “Drops Uniclown”. O festival terá programação gratuita e reunirá especialistas para ministrar palestras e oficinas sobre a arte da palhaçaria, além de apresentar espetáculos. Segundo Rodrigo, esta edição trará a performance do palhaço sob três vieses. O primeiro é histórico e busca analisar como a figura e suas formas de representações se adaptam através do tempo e do espaço. “O palhaço é um arquétipo de todas as sociedades. Ele é figura que está dentro da gente, no circo, João H. Motta (*)
COLÓQUIO SENTIMENTAL Dir. Mônica Ribeiro. Com Camila Felix e Gabriel Correa As mazelas da relação de um casal que tenta reavivar relacionamento. Funarte MG (r. Januária, 68, centro). Qui. (29), sex. (30) e sáb. (1°), às 20h; dom. (2), às 19h. R$ 20 (inteira).
ESCOMBROS DA BABILÔNIA E BABYLON CABARET (Leia mais na página 15)
JARDINS (Leia mais na página 14)
MEMÓRIAS DE ANA Dir. Lenise Moraes e Oscar Capucho. Com Dinalva Andrade e Andressa Miranda As memórias de Aninha são contadas através de diversas línguas e linguagens. Teatro Raul Belém Machado (r. Jauá, 80, Alípio de Melo, 3277-6437). Sex. (30) e sáb. (1°), às 20h; dom. (2), às 19h. R$ 20 (inteira).
MENOS DE NÓS Dir. Adélia Carvalho. Com alunos do Cefart Inspirado em Medeia, espetáculo recria mito e demonstra como os valores cultivados disseminam opressões. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro). Qua. a seg., às 20h; dom., às 19h. Entrada gratuita com retirada de ingressos 1 hora antes do espetáculo. De 28/6 a 16/7.
sua polêmica carreira levam a reflexão sobre o que é e o que não é arte. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Neste sáb. (24), às 21h; dom. (25), às 18h. R$ 80 (inteira).
RECEITAS PARA NÃO MORRER DE AMOR
no palco, nas ruas e até na TV. A essência do palhaço não muda, o que muda é a expressão da sua essência”, conta o coordenador do Uniclown, que atua com trupes de profissionais e voluntários em hospitais e lares de idosos da região metropolitana de BH. Para Rodrigo, “o fazer do palhaço é uma arte de encontros. Ele busca encontrar um estado de graça nas coisas, nas pessoas. Esse estado vai do engraçado ao sublime, sempre que a gente ri, fica elevado, o que é outra função do palhaço, chacoalhar.” Outra temática que será abordada nesta edição é a própria trajetória dos profissionais que aprofundaram-se na palhaçaria e transforESPETÁCULOS CIRCO DE DOIS Com Cia. Pé de Chinelo. Dois palhaços querem fazer o maior espetáculo de todos os tempos. Juntos apresentam números de grande "periculosidade". Spetáculo Casa de Artes. Dia 1º (sábado), às 17h30. Entrada gratuita.
ANIMO FESTAS Cia. La Cascata Cômica. O freak-show do palhaço Klaus mostra com humor sarcástico seu submundo decadente como um animador de festas infantis. Spetáculo Casa de Artes. Dia 2 (domingo), às 19h30. Entrada gratuita
na, s/nº, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Neste sáb. (24), às 20h; dom. (25), às 19h. R$ 30 (inteira). (*) Apresentações com tradução simultânea em libras.
teatro infantil
(Leia mais na página 15)
SÍSIFOS Dir. Cláudia Henrique. Com Antônio Rodrigues e Gustavo Bartolozzi Dois personagens refletem sobre sua relação com o poder e a felicidade. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Neste sáb. (24), às 20h; dom. (25), às 19h. R$ 10 (inteira).
SOBRE RATOS E HOMENS
Com Mágico Kradyn Júnior Interativo e lúdico, espetáculo traz mensagens sustentabilidade. Anfiteatro do Pátio Savassi (av. do Contorno, 6061, São Pedro). Neste sáb. (24) e dom. (25), às 16h. R$ 40 (inteira).
A MAIOR FLOR DO MUNDO
TIO VÂNIA (*)
Dir. Eid Ribeiro. Com Grupo de Teatro Armatrux Apaixonados pela lua, Tonico, Bié e Madrugada vivenciam aventuras. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (25),
Dir. Sergio Abritta. Com Ana Gusmão, Fernanda Lima, Gisele Reis Caminhada de menino até o encontro da flor que definhava. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Sáb. e dom., às 16h30. R$ 24 (inteira). Até 17/7.
DE BANDA PARA A LUA
ISMAEL MONTICELLI/DIVULGAÇÃO
MEU TIO É TIA Dir. Marco Amaral Com Emerson Rezende, Ernane Campos, Cristian Amaral Alessandro recebe a notícia de que seu sobrinho vai se hospedar em sua casa. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Sex., sáb. e dom., às 20h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc). De 30/6 a 9/7.
> Drops Uniclown
Palestras, oficinas e espetáculos sobre a arte da palhaçaria. Spetáculo Casa de Artes (r. Pouso Alegre, 1.568, Floresta). De 29 de junho a 2 de julho. Gratuito. Confira a programação completa em: spetaculo.art.br
às 16h. R$ 20 (inteira).
ESCOLA DE HERÓIS (Leia mais na página 14)
teatro de rua (Leia mais na página 15)
musical DE TEMPO SOMOS - UM SARAU DO GRUPO GALPÃO Dir. Lydia Del Picchia e Simone Ordones Com Antonio Edson, Beto Franco, Eduardo Moreira O sarau musical recorda músicas do repertório de espetáculos do grupo. Teatro Raul Belém Machado (r. Jauá, 80, Alípio de Melo, 3277-6437). Qui. (29), às 20h. R$ 20 (inteira).
circo MOSTRA DE NÚMEROS CIRCENSES Composta por espetáculos convidados pelo Festival Mundial de Circo, a mostra reúne números circenses do Brasil, Uruguai, Argentina, Peru e Itália. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto). Neste sáb. (24), às 20h; dom. (25), às 19h. R$ 20 (inteira).
dança MAGNÓLIA Dir. Ana Virgínia Com No Ar Cia de Dança A relação entre imagem, um corpo em ação e texturas sonoras levam o público a experimentar diferentes sensações. Meia Ponta - Espaço Cultural Ambiente (r. Grão Pará, 185, Santa Efigênia, 3225-5070). Neste sáb. (24), às 20h; dom. (25), às 19h. R$ 10 (preço único).
NIL AGRA: ALTO FALANTE Com Nil Agra Casos corriqueiros do dia-a-dia. Teatro Ouro Minas (av. Cristiano Machado, 4001, Ipiranga). Neste dom. (24), às 19h. R$ 60 (inteira); R$ 30 (promocional antecipado).
O ESCÂNDALO DE PHILIPPE DUSSAERT Dir. Fernando Philbert. Com Marcos Caruso A história de um pintor contemporâneo e
* Sob supervisão de Marília Mendonça
danças urbanas à mineirid’ade. Cafuá (r. Brasília, 417, Carlos Prates). Neste sáb. (24) e dom. (25), às 19h30. R$ 20 (inteira).
festival palco giratório (*)
MOSTRA MARIA CUTIA A MAGIA DA SUSTENTABILIDADE
Dir. Kiko Marques Com Ricardo Monastero, Ando Camargo, Natallia Rodrigues George e Lennie estão unidos pelo sonho de trabalhar, juntar dinheiro e comprar um pedaço de terra. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450). Sex. a seg., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 17/7. Dir. Yara de Novaes. Com Grupo Galpão O espetáculo narra a perda inevitável das ilusões e a consequente necessidade do homem de se reinventar. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pe-
maram-na em seu meio de subsistência. O próprio Rodrigo é prova disso. Atuando nesse campo desde meados dos anos 90, o artista desenvolve, atualmente, pesquisas sobre a arte dos clowns e alia o “trabalho artístico ao trabalho voluntário”. Atualmente, a linha de sua pesquisa é “a influência do palhaço na qualidade de vida de idosos institucionalizados”. Para ele, “é preciso estudar o palhaço em outros ambientes, onde há limitação de saúde, de espaço, econômica... Com a experiência, a gente tem visto o que a ciência já fala, rir é o melhor remédio. O riso libera endorfinas que ajudam a equilibrar as necessidades do corpo. Equilibra o sono de pacientes com insônia ou o apetite de quem está com problemas de alimentação. Queremos ir além dos efeitos químicos do riso e investigar a postura, o comportamento dessas pessoas, como elas reagem ao agir do palhaço...”.
QUANDO EFÉ
Coletivo Irmãos Guimarães traz ‘Hamlet’ ao Palco Giratório
Dir. Leandro Belilo Com Cia Fusion de Danças Urbanas O espetáculo busca unir a linguagem das
Neste sábado (24) 20h Ledores no Breu Dir. Rodrigo Mercadante. Com Cia do Tijolo O espetáculo trata das relações entre homem, letras e o mundo ao seu redor. 21h O Quadro de Todos Juntos Dir. Eduardo Felix e Igor Godinho Com Pigmalião Escultura Que Mexe Uma família posa para um retrato. E o instante revela além da superfície. . Domingo (25) 16h Abrazo Dir. Marco França. Com Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare Num lugar em que não é permitido abraçar, personagens contam histórias. 19h Ledores no Breu Dir. Rodrigo Mercadante. Com Cia do Tijolo Espetáculo trata das relações entre homem, letras e o mundo ao seu redor. Quarta (28) 20h Entropia/ O Eu do Qual Somos Parte Dir. Priscila Fiorini Com Cia. Sesc de Dança Dois trabalhos de dança contemporânea criados pela Cia. Sesc de Dança. Quinta (29) 20h Hamlet: Processo de revelação Dir. Adriano Guimarães e Fernando Guimarães. Com Coletivo Irmãos Guimarães Um ator em cena tenta reconstruir a narrativa de Shakespeare. Sexta (30) 21h Fui! Dir. Sueli Araújo Com CiaSenhas de Teatro Quatro personagens se encontram para lembrar e reviver as experiências que compartilharam quando eram jovens. (*) Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Entrada gratuita para todos os espetáculos mediante retirada de ingresso 1h antes do evento.
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MÚSICA Um bolero para cada estação Patrícia Cerca de 20 Cassese kg mais magra, após ter aderido a uma reeducação alimentar aliada à prática de exercício físico constante – processo que, por sua vez, decorreu de um cateterismo a que se submeteu no ano passado, para colocação de um stent no coração – a cantora Alcione volta a Belo Horizonte para apresentar, no palco do Palácio das Artes, a turnê “Boleros”, que divulga CD e DVD homônimos, nos quais a Marrom se rende ao ritmo que, reza a lenda, teria tido sua pedra inicial em Cuba, em 1883, a partir da matriz espanhola e com o tempero adicional de outros países latino-americanos. “Na verdade, eu sou fã do gênero desde menina, quando costumava ouvir músicas de nomes como Altemar Dutra ou Anísio Silva – posso dizer que o bolero sempre esteve em mim, e sempre esteve presente em minha vida”, diz a musa que, na verdade, já se volveu sobre o ritmo no início da carreira, quando se apresentava em boates na noite carioca, e mesmo no curso de sua trajetória, em momentos pontuais. No caso desta apresentação específica, é preciso dizer que o repertório foi selecionado a quatro mãos. “A escolha foi feita em conjunto com a minha irmã, Solange Nazareth”, faz questão de ressaltar Alcione, que é toda carinho com a caçula, também sua empresária. O romantismo, componente intrínseco ao gênero, se faz, mais uma vez, presente, coadunando-se com o viés pelo qual Alcio-
Quin. 29.jun.
ELIZEU FIÚZA/DIVULGAÇÃO
Alcione movimentou a internet na semana passada, após aparecer no “Domingão do Faustão” bem mais magra
ne se tornou conhecida em todo o Brasil – e, claro, fora, basta lembrar a homenagem de Axl Rose, do Guns N’Roses, que a chamou de “incrível”.
“
Nem posso citar um bolero como o meu preferido, gosto de todos. São músicas que conseguem tocar qualquer um Alcione
ESTAÇÕES DO ANO “São boleros conhecidos”, diz ela, sobre a escolha das músicas. “Por isso mesmo, chegam rápido ao coração das pessoas”, entende Alcione, lembrando que o show é dividido em quatro momentos, cada um correspondendo a uma estação do ano. Entre cada bloco, a plateia será brindada com a declamação de poesias de autoria de Elisa Lucinda. A escolha pela lavra da poetisa (que também é jornalista, atriz e cantora) é explicada pela própria cantora maranhense: “Elisa sabe fazer e recitar a poesia, sem pudor e com muita intensidade!”, diz, sobre a colega capixaba. Na verdade, Alcione conta que a ideia de adicionar com mais frequência a poesia a seus espetáculos é antiga. “Sempre gostei muito de poesia, porém, em show, me apresentei poucas vezes
#FICAADICA DIVULGAÇÃO
Mater Ecclesiae e amigos da MPB O Coral Mater Ecclesiae realiza show beneficente com finalidade de obter recursos para a viagem de seus integrantes para o XLI Congresso Internacional Pueri Cantores, que acontece no Rio de Janeiro. O espetáculo conta com a participação de artistas de renome como Tavinho Moura e Toninho Horta. Onde Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes) Quando Quinta-feira (29), às 20h Quanto R$ 60 (inteira)
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(com esse recurso). Mas gosto demais”. No palco, acompanhada pela Banda do Sol, Alcione também contará com a participação especial da atriz e cantora Sylvia Nazareth. Sim, o sobrenome dá o indicativo. Sylvia, de apenas 20 anos, é sobrinha de Alcione, e já há alguns meses atua como backing vocal da parente mais famosa. No projeto, ela canta “A Sombra do Teu Sorriso”, versão em português do standard “The Shadow of Your Smile”, música que se tornou hit na voz de Tony Bennett. Já a versão em português já foi gravada por nomes como Moacyr Franco e Dalva de Oliveira. “A Sylvia tem uma sintonia muito grande com a arte, ela ouve muito (músicas). Ela tem um registro de voz muito particular e, aos poucos, vai tomar ainda mais posse desse registro”,
avalia, sobre a convidada. REPERTÓRIO Mas o público que comparecer ao Palácio das Artes disposto a soltar a voz a bor-
“
Procuro cantar o que me emociona, caso desses boleros, que conseguem chegar rápido ao coração das pessoas Alcione
do dos hits de carreira não vai ficar decepcionado. É que sucessos como “Estranha Loucura”, “Além Da Cama”, “A Loba”, “Mulher Ideal”, “Faz Uma Loucura Por Mim”, “Meu Ébano”, “Gostoso Veneno” ou “Não Deixe o Samba Morrer”, entre outras, vão marcar presença junto aos boleros selecionados pelas irmãs Nazareth. Entre eles, “Gracias a La Vida” (Violeta Parra, na estação Outono), “Que Queres Tu de Mim” (Jair Amorim/Evaldo Gouveia, na estação Inverno), “Segredo” (Herivelto Martins/ Marino Pinto, na Primavera) e “Corsário” (João Bosco/Aldir Blanc, na estação Verão). O roteiro inclui, ainda, outros boleros e sambas-canção dos anos 1950 aos 1980, como “Besame” (parceria de Flávio Venturini e Murilo Antunes, 1988), “Desacostumei de Carinho” (Fátima Guedes, 1981) e “Recusa” (Herivelto Martins, 1952). Já os fãs ávidos por novidades vão ser contemplados com “Quem dera” (Júlio Alves), “Amor Amigo” (Roberta Miranda) e “A Paixão de Dartagnan”, de Altay Veloso. Aliás, a música de Roberta Miranda tem um gostinho todo especial para Alcione. “Além de ser muito bonita, é Roberta! E faz meu gênero!”, brinca ela, que, na verdade, se notabiliza pelo ecletismo. Tanto que já gravou um vídeo para Axl Rose, avisando que estará na primeira fila do show do Guns no Rock in Rio 2017, em setembro. Sim, Alcione também é rock.
> Alcione
Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537). Quin (29), 21h. Ingressos de R$40 a R$180.
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MÚSICA Show com direito a bolo e afeto Qua. 28.jun.
ÉLCIO PARAÍSO/DIVULGAÇÃO
No show, Ana Cristina coloca seu repertório em repasse e também apresenta inéditas
Vai ter bolo, sim. “Na saída do show. Algo simples, mas gostoso. E será de coração”, promete Ana Cristina, referindo-se ao show “Entrecordas”, que comemora seus 51 anos, no dia exato de seu nascimento: 28 de junho. Sim, não é uma data redonda. Mas é que, ano passado, marco dos 50, ela estava envolvida com outros projetos (como “Aquático”, destinado ao público infantil), e, portanto, o parabéns junto ao público será agora, no palco da sala Juvenal Dias. “O repertório é um passeio por canções minhas já gravadas, mais a ‘Lira Romantiquinha’, faixa-surpresa no CD-Rom dos ‘Poemas Musicados’. Tudo passa por sentimentos, visões de vida em vários momentos, relacionamentos engraçados ou que deram muito errado. É, na verdade, um passeio por várias fases da minha obra, sempre – e ainda – em processo”, diz ela, que não se Patrícia Cassese
norteou por um tema em particular para o set list. FIO CONDUTOR “Engraçado, eu, que sempre me pauto por roteiros temáticos, não tinha pensado exatamente num fio condutor para este show. Mas olhando agora (para as músicas escolhidas), percebo claramente um caminho: o eu sensível, aquele sutil, meio flutuante. Depois, o enredamento das paixões, o cotidiano em aspectos como os relacionamentos e a lida com a mulher e sua TPM... Aí, na brincadeira do ‘Toca Raul’, achei uma canção dele, também aniversariante do dia, que ironiza e pontua todo o conflito atual com as relações de poder. Pra cair na real de vez”, diz Ana. Ao lado da cantora, no palco da Juvenal Dias, estarão os músicos Cláudio Moraleida e Rogério Delayon. E, ainda, os cantores Anthônio, Júlia Dias (filha de Maurício Tizumba, que ela conhece desde bebê), Ivone Lopes, Luiz Rocha, André Salles e Caio
Gracco. Rocha, aliás, é responsável pela canção “mais fresquinha” do repertório, “Rua do Jardim da Vida Inteira”. “É uma parceria de outro dia mesmo, sobre uma letra que fiz para ser título de um futuro álbum”. Outra composição bem recente é “Os Dias”. “Uma letra que tinha aqui e mandei para o Kristoff Silva musicar. O apelido da canção é ‘TPM’ (risos). Gosto muito dela, porque tem humor na forma de retratar as várias faces e luas de uma mulher ‘naqueles dias’”, diverte-se a itabirana, que estreou no mercado fonográfico em 1995, com “Outras Esquinas”. Desde então, lançou oito discos e assinou um livro. “Em meio a tantos obstáculos atuais, a gente canta quando pode. Nos intervalos, se vira com o que é possível. Mas junto à teimosia insiste a esperança”.
> Ana Cristina
Sala Juvenal Dias (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Quarta (28), às 20h. R$ 30 (inteira).
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MÚSICA LucasSanttanaemmodoavião Patrícia Por ora, o beCassese lo-horizontinovaiteracesso à experiência sonora – nestedomingo (25),no Gramadão do Parque Municipal (atrás do Palácio das Artes), a partir das 12h, com sessões sempre de uma em uma hora até as 16h. “Depois voltaremos com o show do disco. O importante, agora,éaspessoasouviremoaudiofilme, e a melhor oportunidade será nessa iniciativa”, diz o cantor e compositor baiano Lucas Santtana, 46, a respeito de seu mais recente trabalho. Que fique claro. Trata-se de uma experiênciasingular,que demanda algumas explicações. Neste que é seu sétimo trabalho autoral, “Modo
Avião” (viabilizado pelo projeto Natura Musical), Lucas optou pelo formato de audiofilme, com oito canções que contam uma história. Não só. Há um texto literário, escrito junto a João Paulo Cuenca, e cujos personagens ganharam a voz de gente como Patrícia Pillar ou Mariana Lima, entre outros. Ao fim, o audiofilme mistura música, literatura, cinema e arte dramática. É como se o espectador fosse ao cinema e assistisse a um filme de olhos fechados, entendendo a história apenas por meio do texto, das músicas e dos sons ambientes, e com a ajuda de fones. A história é contada pelas canções, algumas em parceria, como “Um Enorme Rabo de Baleia”, com a poeta
Alice Sant’Anna. “Convido as pessoas para uma pausa nessa loucura que estamos vivendo, nesse tempo acelerado demais. Acho que quem for até o parque e ouvir lá, no meio da natureza, estará fazendo um bem enorme a si mesmo. Esses 40 minutos ouvindo o audiofilme serão diferentes para cada pessoa, pois será um tempo de cada um consigo, fazendo essa pausa”, diz Lucas, que anda um tanto cansado de tanto frenesi. “Que, aliás, não gera reflexão, pois, para refletir sobre qualquer coisa – qualquer coisa mesmo – você precisa de tempo”, analisa.
Dom. 25.jun.
NATURA MUSICAL/DIVULGAÇÃO
> Modo Avião
Parque Municipal (av. Afonso Pena, 1377). Domingo (25), a partir das 12h. Gratuito.
Acima, a audição em Salvador, terra de Lucas: pufes e fones serão dados também em BH
Nó em Pingo D’Água lança CD Sáb. 24.jun.
STEVENSON GEOREGE/DIVULGAÇÃO
Rodrigo Lessa, Celsinho Silva, Mario Sève e Rogério Souza formam o Nó em Pingo D’Água
Uma antologia do samba. Ou, melhor dizendo, uma “Sambatologia”. Esse é o título do disco que o grupo Nó em Pingo D’ Água lança neste sábado (24), na Praça Floriano Peixoto, em show gratuito que terá, na abertura, o mineiro Assanhado Quarteto. “A ideia (do CD) surgiu após uma viagem à Tailândia, a convite da embaixada brasileira”, diz o bandolonista Rodrigo Lessa. “Na ocasião, pediram que colocasse, no repertório, clássicos do samba. Ao trabalhar nos arranjos, aprontei ‘Pelo Telefone’, ‘Samba da Minha Terra’ e ‘O Morro Não Tem Vez’, entre outros. E aí, ao voltar, perguntei ao Celsinho Silva (seu companheiro de grupo) o
que ele achava de o Nó levar esse projeto adiante”. Ideia aprovada por todos os componentes, veio a escolha das músicas, norteada pela observação de que o samba tem vários subgêneros. “A escolha deveria, pois, atender aos requisitos de serem musicas com boas melodias, de forma a soarem bem no instrumental, e de serem representantes icônicas da cada subgênero. Cheguei a mais de 14, mas achamos melhor fazer um disco que não esgotasse todo esse universo”, lembra o músico, que, na sequência, foi conversar com o jornalista Sergio Cabral, responsável pela inclusão de “Copacabana”. “Na opinião dele, o mais importante samba-canção
moderno pré-Bossa Nova. Outro estudioso com o qual conversei muito foi o Carlos Didier, autor da biografia de Noel Rosa junto a João Máximo. A ajuda e o apoio deles foi muito valiosa para as escolhas finais”, diz. O músico ressalta sonoridades como a que o Nó conseguiu em “Samba de Uma Nota Só”. “Já em ‘Pelo Telefone’, usamos, na levada de cordas, o ritmo cabula, que muitos dizem ser a origem do samba”, enfatiza. (Patrícia Cassese)
Nó em Pingo >D’Água
No lançamento de “Sambatologia” Praça Floriano Peixoto. Neste sábado (24), às 19h30. Gratuito.
#FICAADICA PABLO BERNARDO/DIVULGAÇÃO
Grupo Tradição lança o primeiro CD Com 23 anos de estrada, o Grupo Tradição, composto por sambistas mineiros, lança seu primeiro CD de inéditas. “Tradicionalmente” conta com 12 canções autorais de compositores do estado e quem assina a direção e produção musical é o violonista beo-horizontino Thiago Delegado. Onde Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/n, centro) Quando Quarta-feira (28), às 20h30 Quanto Entrada gratuita.
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DIVULGAÇÃO
Trupe Chá de Boldo lança novo trabalho A banda paulista chega a BH para lançar o álbum “Verso”. O CD revira 11 composições de artistas distintos da cena independente brasileira, como Alzira E, André Abujamra, Iára Renó, Tatá Aeroplano, Negro Leo e outros. A abertura fica por conta de Lamparina e a Primavera. Onde A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi) Quando Sexta (30), às 22h. Quanto R$ 20 (antecipado), R$ 30 (portaria)
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MÚSICA Ode a Marina Machado Alex Este é apenas Bessas o segundo ano, desde a reabertura, em junho do ano passado, do Teatro de Bolso Sesiminas. Pode parecer pouco, mas desde o início sabia-se bem o caminho que o equipamento cultural deveria seguir. “Na verdade, o objetivo central é a experimentação e o fomento da criação cultural”, aponta Karla Bittar, gerente do Centro Cultural Sesiminas. Pautado por escolhas ecléticas, o espaço será ocupado até a próxima sexta (30) pelo projeto (EM) Processo, que terá atrações diversas, a começar pela estreia do espetáculo “Sísifos”, da Cia Candongas. Fecha a programação um workshop com Inês Peixoto e Eduardo Moreira, integrantes do Grupo Galpão. E, entre um e outro, aindahá espaço para a música com o show “Um Passeio... Um Passado... Um Presente”, em homenagem à trajetória da cantora Marina Machado. Declaradamente influenciado pela obra da mineira, o cantor Marcelo Veronez é quem dirige a apresentação que irá homenageá-la. “Quando recebi o convite da Silvia (Carolina, idealizadora e produtora do espetáculo), aceitei de pronto! Sou mega fã da Marina há muitos anos”, diz o artista. Assim como Marina, Veronez tem um pé no teatro e outro na música. E, claro, nos dois casos a teatralidade é levada para os shows. Por isso, o diretor frisa gostar não só de ouvi-la, como também de vê-la em cena, no palco. Para ele, no entanto,
“esseponto em comum émais uma coincidência” que “não necessariamente facilitou na construção” da montagem. Ele destaca que outros aspectos influiram positivamente para a feitura do show. “A Marina tem uma carreira muito rica e plural. Isso facilita na escolha do roteiro, das músicas, na escolha das pessoas que vão realizar esse trabalho...”, assegura. Vale um adendo: entre os nomes escalados para prestar preito à artista estão Laís La Côrte, Júlia Branco e Nath Rodrigues, entre as cantoras da nova geração belo-horizontina, além de Celinha Braga e Raquel Coutinho, parceiras antigas da homenageada. SURPRESA Quem está entusiasmada com a escolha destes nomes é a própria Marina Machado, que também se apresenta, encerrando o show. “Estou emocionada e doida para ver essas meninas, essas novas caras cantando meu repertório!”, confidencia. “Se ver no outro é uma coisa muito interessante e muito importante para mim”, completa, frisando que não acompanhou nenhum ensaio e que o show será uma surpresa para ela. Com 25 anos de estrada, o último trabalho assinado pela cantora foi “Quieto Um Pouco”, de 2013. Nele, já se refletia o novo perfil da artista, que viu a maternidade reverberar em todos aspectos de sua vida. Ao saber da homenagem, além de honrada, Marina se revela grata. “Estou em um momento muito em casa, as coisas estão mais devagar”, diz, lembrando que não, ela não parou de cantar e nem vai pa-
sábado (24) ELTON JOHN TRIBUTE & ROCKET BAND
PEDRO DAVID/DIVULGAÇÃO
Qua. e qui. 28 e 29.jun
FORRÓ DE SAIA Grupo celebra o Dia de São João com show. Memoria Minas Vale (pça. da Liberdade, 640, Lourdes). Às 15h. Entrada gratuita
PALCO BALACLAVA Festival com Séculos Apaixonados, gorduratrans, Kill Moves e Sci-fi. A Autêntica (r. Alagoas, 1.227, Savassi). Às 21h. Entrada gratuita com retirada de ingressos antecipadamente pelo sympla.com
domingo(25) FRESNO Turnê “A Sinfonia de Tudo Que Há” Music Hall (av. do Contorno, 3239, Santa Efigênia). Às 18h. A partir de R$ 40 (pista, meia)
MANHÃS MUSICAIS Concerto com a Orquestra de Câmara de Ouro Branco Sala Sergio Magnani (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Às 11h. R$ 20 (inteira)
A cantora Marina Machado será homenageada dentro do projeto (EM) Processo
TEATRO E OFICINA Sísifos Com referências nas obras “O Mito de Sísifo”, de Camus, “Mito da Caverna”, de Platão, e “1984”, de Orwell, a montagem põe em cena dois personagens que refletem sobre sua relação com o poder e a felicidade, enquanto carregam pedras. Quando Nestes sábado (24), às 20h, domingo (25), às 19h Quanto R$ 10 (inteira) Workshop São 20 vagas para a oficina e troca de experiências com os atores Inês Peixoto e Eduardo Moreira, do Grupo Galpão, que neste ano celebra 35 anos de sua trajetória. Quando Sexta-feira (30), das 14h às 16h. Quanto Gratuito Inscrições (31) 3241-7168
rar. Mas então, no meio dessa calmaria, “veio uma notícia dessas… Sabe, os amigos não me deixam parar, sempre há novos convites”, orgulha-se. “Acho que esses encontros reais têm tudo a ver com a minha trajetória”, reforça para, em seguida, resgatar os caminhos até aqui. “Sou uma artista de BH. Nunca tive isso como profissão. Recebia um convite, outro. Na hora que vi, já era uma cantora profissional”, ri. Desde a chegada de seus filhos – Joaquim tem 5 anos e Helena, 2 – Marina trocou os palcos pela casa. Agora que os dois frequentam escola, ela inicia a retomada de sua carreira. Afinal, ganhou “4 horas por dia para trabalhar”, diz, entre risos. O novo projeto? Curtindo a maternidade
DARYAN DORNELLES/DIVULGAÇÃO
SEGUNDA MUSICAL
Um Passeio... Um >Passado... Um
Orquestra Sinfônica de Minas Gerais revisita a obra do compositor Gustav Mahler. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 20h30, R$ 20 (inteira)
Presente
Homenagem a Marina Machado Teatro de Bolso Sesiminas. Quarta (28) e quinta-feira (29), às 20h. R$ 10 (inteira)
> (EM) Processo
Teatro de Bolso Sesiminas (rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Até sexta (30).
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volta à capital mineira com a turnê “Todo Amor do Mundo”. O álbum homônimo foi lançado no início de 2016 e traz histórias que marcaram as vidas artísticas dos seis componentes da banda. No repertório do show estão músicas como “Sonhando com os Pés no Chão”, “Tenha Fé na Música”. Onde KM de Vantagens Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230) Quando Sexta-feira (30) e sábado (1º), às 22h Quanto A partir de R$ 80 (inteira) GIUL PERA/DIVULGAÇÃO
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hoje e para todo o sempre, como ela mesma diz, a cantora está preparando um espetáculo infantil ao lado de Celinha Machado. Para chegar ao formato, Marina recorre a alguns “especialistas particulares”. Entre um vinil e outro, ela toma nota daqueles que sensivelmente despertam algo nos pequenos e destaca as canções que por horas eles ficam cantarolando.
Nova volta a Belo Horizonte 6 Roupa A banda que acumula 35 anos de estrada
Alice Caymmi traz “Louca” a BH Tendo adiado seu último show em BH (que aconteceria em março passado), a cantora carioca finalmente apresenta seu novo show na cidade baseado em seu single. Versão da canção “Loca”, sucesso na novela mexicana “Maria do Bairro”, “Louca” ganha peso e dramaticidade na voz de Alice. Além disso, ela mostra outros ritmos como funk, música eletrônica e axés dos anos 90. Onde Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244) Quando Sexta (30), às 21h Quanto R$ 40 (inteira)
Espetáculo musical em homenagem ao músico inglês. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 21h. R$ 100 (inteira)
Espetáculo de piano e saxofone. Teatro da Assembleia (r. rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Às 20h. R$ 1
quarta (28) RENATO SAVASSI QUINTETO Novas roupagens para as músicas do álbum “Trilhas Imaginárias”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 19h30. R$ 10 (inteira)
SINFÔNICA EM CONCERTO
quinta (29) CORAL ARS NOVA Concerto Federico García Lorca e Amigos. Museu Inimá de Paula (r. da Bahia, 1201, centro). Às 19h30. Entrada gratuita
LÍRICO SACRO Coral Lírico de Minas Gerais apresenta repertório do Barroco à música popular norte-americana. Igreja São José (r. dos Tupis, 164, centro). Às 19h30. Gratuito
LULI Lançamento do EP “Deserto”. Idea Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1.200, Funcionários). Às 20h30. R$ 15 (inteira)
RENATO CAETANO Projeto Violação. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h. R$ 10 (inteira)
da Música no Barreiro 6 Dia Artistas locais unem-se para celebrar o
Dia Mundial da música. Personagens da cena cultural independente de BH se reúnem para shows de rap, hip hop e rock’n roll, além de um festival com rodas de congados. O evento acontece em três palcos espalhados na região do Barreiro e conta com shows de Bleeding for my Enemies (foto), Neghaun e Irmandade Moçambique Nossa Senhora do Rosário. Onde Praça do Cristo, Pista de Skate do Barreiro e Praça da Febem Quando Neste sábado (24), às 13h Quanto Gratuito
sexta (30) JAM 2017 Experimentação e improvisação corporal e musical. Sala Sergio Magnani (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Às 20h. R$ 5
ROCK AO PIANO Com Bruno Hrabovsky. Idea Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1.200, Funcionários). Às 21h. R$ 30 (inteira)
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INVERNO DAS ARTES Luznadiversidadedaartenegra JAIR MAGRI/DIVULGAÇÃO
Jessica ApropostainiAlmeida cial era simplesmente oferecer à população belohorizontina programação cultural em um mês em que historicamente a cidade carecia de tais atividades. Porém, chegando a sua terceira edição a partir do próximo domingo (2), o Inverno das Artes se consolida não só como uma alternativa num período mais “morno”, mas como um evento múltiplo, diverso e com atrações de peso se apresentando, tanto locais quanto de fora. “O primeiro ano, em 2015, foi uma espécie de piloto, para ver como a coisa andava. Ainda não tínhamos um conceito elaborado, apenas uma coisa era clara: queríamos trazer novidades”, afirma Augusto Nunes Filho, presidente da Fundação Clóvis Salgado (FCS). “No segundo ano, percebemos que estava-se discutindo muito a antropofagia, o tropicalismo. Então, resolvemos fazer um percurso nesse momento da MPB, convidamos, entre outras pessoas, o pessoal da vanguarda paulista e trabalhamos nesse eixo”. Este ano, o foco escolhidofoiaartenegra.Entreshows, bate-papos, espetáculo de dança, teatro e mostras de cinema, o Inverno das Artes destacaa produçãodeartistas negros locais, nacionais e internacionais. “Belo Horizonte sediaria um festival mundial de arte negra e achamos que não faríamos mais que nossa obrigação em acompanhar o evento e oferecer uma programação com o que temos de melhor nesse nicho. Por questões que nos fogem do controle,
PABLO BERNARDO/DIVULGAÇÃO
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A Família de Rua que promove o Duelo de MCs, participa de bate-papo sobre o coletivo, seus desdobramentos e próximos passos do grupo Onde Sala Juvenal Dias Quando Dia 14 (sexta) Quanto Entrada franca
o festival foi cancelado, mas achamos que era legítimo manter esse como nosso foco”, explica o presidente, adiantando que outros eventosdaFCS manterão aproposta, como o Sinfônica Pop e a óperaque serámontada no segundo semestre – “Porgy and Bess”, de George Gershwin (1898-1937). Elza Soares abre a programação com show do aclamado álbum “A Mulher do Fim do Mundo”, a atriz e cantora Zezé Motta vem para uma apresentação musical interpretando sucessos de Elizeth Cardoso (1920-1990); Sérgio Pererê comanda um bate-papo sobre arte e ancestralidade afro-brasileira, e Fabiana Cozza faz uma homenagem ao pianista cubano Bola di Nieve como show “Ay Amor!”, entre outras atrações. “A gente precisaria de ‘N’ festivais para contemplar tudo o que pensamos para todos os campos.Diria que talvez esse seja um momento em que todo mundo está mais atento à arte negra. Nós não necessariamenteesperamos umevento com esse foco para contemplar esses artistas, mas diria que vivemos um momento de reconhecimentoouincorporação natural da arte negra no nosso cotidiano”, pontua Augusto Nunes Filho. VOZ E PIANO No dia seguinte à abertura do festival, Alaíde Costa apresenta um show com canções de diferentes momentos de sua carreira. “Vou fazer algumas coisas do ‘Canções de Alaíde’ (2015), outras que interpretei ao longo de minha carreira e também de um trabalho que ainda vai ser lançado, no segundo semestre deste ano”, conta. No palco, a cantora estará
acompanhada somente de um pianista, que é a forma como mais gosta de se apresentar. Para ela, um evento como esse é importante para dar dimensão da diversidade da arte negra. “Muitas vezes quando se fala em artista negro as pessoas se restringem a pensar em samba e rebolado, mas eu, por exemplo, faço completamente o inverso disso tudo”. Aos 81 anos de idade e 60 de carreira, ela celebra os múltiplos convites de trabalho que tem recebido nessa etapa da vida. “’Nesses últimos anos tenho tido mais oportunidades do que ao longo da minha carreira e isso é muito bom. Muita gente pensa que aos 81 não dá mais para cantar, mas eu estou ótima, graças a Deus”.
>Artes3º Inverno das Alaíde Costa se apresenta no dia 3 (segunda), na Sala Juvenal Dias, ingressos a R$ 40 (inteira)
MARCOS HERMES/DIVULGAÇÃO
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Elza Soares apresenta o aclamado disco “A Mulher do Fim do Mundo”, produção que lhe rendeu o Grammy Latino de melhor álbum de Música Popular em 2016. Onde Grande Teatro Quando Dia 2 (domingo) Quanto R$ 100 (inteira)
Sérgio Pererê propõe uma roda de conversa para discutir como a ancestralidade africana influenciou a formação cultural brasileira. Onde Sala Juvenal Dias Quando Dia 7 (sexta) Quanto Entrada franca.
MAXWELL VILELA/DIVULGAÇAO LARRY BUSACCA/GETTY IMAGES/AFP
6 Zaika dos Santos traz sua música, que contém em si o feminismo negro, o interseccional, afrofuturismo e afropsicodelia, passando pelo reggae eletrônico e a percussão brasileira. Onde Sala Juvenal Dias Quando Dia 17 (segunda) Quanto R$ 40 (inteira)
PABLO CALDEIRA/DIVULGAÇÃO
DANIEL FONTANA/DIVULGAÇÃO
KRIZ KNACK/DIVULGAÇÃO
6 Fabiana Cozza interpreta sucessos do pianista, cantor e compositor cubano Ignácio Jacinto Villa Fernandez (1911-1971), mais conhecido como Bola de Nieve, no espetáculo “Ay Amor!” Onde Sala Juvenal Dias Quando Dia 10 (segunda) Quanto R$ 40 (inteira)
Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). De 2 a 31. Confira detalhes da programação nesta página.
NIDIN SANCHES - 16.7.2015
6 Rui Moreira Cia. de Danças apresenta “Faça Algum Barulho”. Na montagem, dois andançarinos, confrontados por suas diferenças, reinventam sua expressão. Onde Sala Juvenal Dias Quando Dia 12 (quarta) Quanto R$ 40 (inteira)
ROBERT SPARKE/DIVULGAÇÃO NÃO RECOMENDADOS/DIVULGAÇÃO
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Spike Lee (foto) e Raoul Peck, cujas filmografias retratam o negro na sociedade contemporânea, terão, cada um, uma seleção de suas obras exibidas Onde Cine Humberto Mauro Quando De 28 de julho a 17 de agosto Quanto Entrada franca
Zezé Motta mostra seu lado cantora no show “Divina Saudad, uma homenagem à grande diva da música brasileira Elizeth Cardoso (1920-1990) Onde Sala Juvenal Dias Quando Dia 24 (segunda) Quanto R$ 40 (inteira)
Criolo apresenta o álbum “Espiral de Ilusão”, lançado em abril, que é um disco em homenagem e baseado no universo poético do samba. Onde Grande Teatro Quando Dia 29 (sábado) Quanto R$ 80 (inteira)
6 Não Recomendados é um show que reúne três autores intérpretes para questionar, provocar e transformar os padrões comportamentais e viciados da sociedade Onde Sala Juvenal Dias Quando Dia 31 (segunda) Quanto R$ 40 (inteira)
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LITERATURA Luzes e sombras que instigam Patrícia As primeiras Cassese fotografias da casa da infância de Myriam Vilas Boas, em Caxambu, Sul de Minas, começaram a ser feitas em 2010. Três anos depois, já eram objeto de exposição na Biblioteca Pública Luiz Bessa, na Praça da Liberdade. “Depois disso, continuei a fotografar a casa. Minha mãe, hoje com 90 anos, ainda mora lá e passamos feriados e as férias ali”. E fui num desses feriados que veio o insight que acaboudesembocando nolivro de artista, que ela lança neste sábado (24), no Vila 211. Em edição limitada (300 exemplares assinados e numerados), o livro é dividido em dois blocos: há uma inversão na quarta capa que vai até o miolo da obra,onde oleitoréconduzido por imagens compostas pelas sombras que as janelas produzem na casa, nas paredes e nos objetos que a compõem. O projeto gráfico é da Memo Editorial. Myriam se lembra bem da faísca que se acendeu em sua mente e que acabou resultando na empreitada.
“Acordei muito cedo, mas sem vontade de sair da cama. Lembrei-me de quando era pequena. Logo que acordava, corria para a cama dos meus pais e, ainda deitados, junto a meus irmãos, ficávamos brincando de adivinhar o que eram as sombras que as janelas projetavam na parede”. Foi naquele momento que ela vislumbrou que as réstias de luz e as sombras projetadas nas paredes falavam de um tempo passado, “mas ainda representado no presente”. “Achei que tinha encontrado um caminho, que poderia construir uma narrativa, testando as possibilidades imagéticas de uma essência primeira: quase luz, quase sombra, quase escuridão. Além de alguma luminosidade que se fez no devir”, narra. RESSIGNIFICAÇÃO Myriam confessa gostar de trabalhar com pouca luz. “Criar uma atmosfera de mistério, sem mostrar tudo, construir um desafio para o espectador. Tirá-lo da zona de conforto, deixar que procure na imagem um caminho onde possa ressignificar a obra”, pontua. Em 2014, Myriam teve
FRANCOIS GUILLOT/AFP PHOTO
um diagnóstico de metástase óssea, decorrente de um câncer de mama, que alcançou também o pulmão e o fígado. “Fiquei três meses sem enxergar, porque um osso na base do crânio tinha uma lesão que acabou afetando a minha visão. Foi muito difícil este momento porque tive que ficar um tempo sem fotografar. Comecei a quimioterapia e, com três aplicações, minha visão voltou ao normal, os nódulos do pulmão desapareceram e os do fígado diminuíram”, conta ela, que, mesmo hoje tendo voltado à quimioterapia, leva uma vida “bem próxima da normalidade”. “Faço pilates, meditação, passeio com minha cachorra. Talvez não consiga trazer do sacolão da esquina uma dúzia de bananas, mas posso trazer meia – e isso me deixa numa felicidade gigantesca. A vida fica bem mais simples. Só o essencial importa: o amor do filho e dos amigos”. E, claro, o prazer enorme de “ver a vida pulsar através do livro pronto”.
> livro de artista
Lançamento Vila 211 (rua Estevão Pinto, 211, Serra). Neste sábado (24), às 11h. Entrada Gratuita. O livro será vendido a R$ 50.
Sáb. 24.jun.
MYRIAM VILAS BOAS/DIVULGAÇÃO
Mistério A fotógrafa Myriam Vilas Boas diz que gosta de trabalhar com pouca luz: desafio
JOÃO MIGUEL JÚNIOR/GLOBO/DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO
Couto participa de 6 Mia conversa no Sesc Palladium
um Papo recebe Fernando 6 Sempre Gabeira e Leonardo Boff
Leila Sterenberg fala 6 Jornalista sobre seu documentário em BH
O escritor moçambicano Mia Couto chega a BH para uma palestra sobre literatura. No Sesc, o autor divide o palco com a professora Rita de Cássia Natal Chaves e a cantora Lenna Bahule Onde Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046, centro) Quando Terça (27), às 20h Quanto Entrada gratuita mediante retirada de ingressos na bilheteria e no site tudus.com.br
A próxima semana promete ser agitada no Sempre um Papo. O projeto recebe, na segunda (26), o jornalista Fernando Gabeira, e, na quinta (29), o convidado é o teólogo Leonardo Boff Onde Auditório da Cemig (r. Alvarenga Peixoto, 1200, Santo Agostinho) Quando Fernando Gabeira – segunda (26), às 19h30; Leonardo Boff – quinta (29), às 19h30 Quanto Entrada gratuita
Depois de gravar o documentário “Cartas da Bessarábia”, a jornalista da Globo News participa de palestra para contar sobre a viagem às regiões da Romênia e da Moldova Onde Centro Comunitário da Associação Israelita Brasileira (r. Rio Grande do Norte, 477, Santa Efigênia) Quando Neste sábado (24), às 17h Quanto R$ 20; Entrada gratuita para estudantes
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ARRAIAL DE BELO HORIZONTE
Fim de semana de São João PEDRO GONTIJO – 3.7.2015
Aline Pode ser ao Gonçalves ar livre, com bandeirinhas e sentindo o friozinho do inverno que finalmente começou, como manda a tradição. Ou moderna, ao som do rock. Quem sabe até com as luzes de uma boate. Para todos os gostos, as festas juninas que chegam neste fim de semana em que se comemora o dia de São João (24 de junho) são opções para aproveitar um dos períodos mais esperados do ano. Entre as várias comemorações, está o Arraial do Santa Tereza, que acontece nestes sábado (24) e domingo (25), na praça Duque de Caxias. O evento retoma as antigas festas no bairro, que ocorriam nos anos 80, e é organizado por associações e comerciantes locais. “É o quarto ano seguido e a festa tem crescido muito, é
quase um Carnaval. Teremos mais de 20 barraquinhas e atrações musicais ligadas ao forró. Estamos definindo a programação”, explica um dos organizadores Márcio Honório. O ponto alto do evento será às 19h deste sábado, quando uma quadrilha formada por moradores do bairro se apresenta. “São cerca de 50 casais. Também teremos apresentação de quadrilhas profissionais”, conta Honório. Para quem prefere outro estilo musical, o rock, o ideal é ir direto para o Mercado Distrital do Cruzeiro, também neste sábado (24), quando ocorre a Sô João do Rock, festa open bar com shows das bandas No Label, Ca$h e a DJ Nath Castro. “Nosso espaço não é muito grande e o forró exige uma área para dançar. Além disso, o rock tem mais a ver com o nosso público. São pessoas que vão para conhecer cervejas especiais sem ter preocupação com o va-
arraiás CÃONINA ANIMALLE Quadrilha + dupla de violeiros Concurso de fantasias dos pets. Animalle (av. do Contorno, 8.931, Gutierrez) Neste sábado (24), das 11h às 15h. Gratuito
ARRAIALZINHO DO MEMORIAL Maria Teresa Costa traz show com canções juninas adaptadas para o público infantil Memorial Minas Gerais Vale (praça da Liberdade, 640, Funcionários). Neste domingo (25), às 11h. Gratuito (senhas uma hora antes do evento)
ARRAIÁ DE SANTA TEREZA Grupos de quadrilha e forró (programação aberta) Praça Duque de Caxias, s/nº, Santa Tereza. Nestes sábado (24) e domingo (25), das 14h às 21h. Gratuito
ARRAIÁ UNIVERSITÁRIO
lor”, justifica o produtor cultural Kuru Lima. O projeto de divulgação das artesanais já ocorre mensalmente e sempre busca uma temática. Desta vez, as comidinhas serão bem típicas, como canjica e pipoca. Ao comprar o ingresso, pode-se consumir a vontade oito rótulos da mar-
ca Eisenbahn. Ainda no sábado, A Animalle promove a festa Cãonina, com concurso de fantasia entre os animais. Neste domingo (25), tem programação para as crianças no Memorial Minas Gerais Vale. O espetáculo comandado por Maria Teresa
Costa terá intervenções circenses, brincadeiras e músicas típicas. “Vamos trazer toda parte lúdica, para as crianças se soltarem e dançarem mesmo. É muito importante levar festas juninas para elas, porque isso ajuda a permanência da tradicionalidade”, explica a cantora e atriz.
Zarastruta + DJ Lucas BHZ + Black'n Yellow + Victor Andrade + Xeréu + Raquel Feu + DJ Pikadilha Mpc. Rua Professor José Vieira de Mendonça, 1.485, Engenho Nogueira. Neste sábado (24), às 19h. R$ 70 (3º lote), com open bar
SÔ JOÃO DO ROCK No Label e Ca$h Mercado Distrital do Cruzeiro (rua Opala s/nº, Cruzeiro). Neste sábado (24), às 19h30. R$ 90, com open bar
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ARTES VISUAIS Dosintrincamentosdacerâmica Alex Ao partir da Bessas tradição da cerâmica nas artes mineiras para dizer de questões atemporais – e muito contemporâneas – sobre liberdade, opinião e posicionamento, Renato Morcatti indica: a abrangência e história de sua primeira mostra individual exigia grandiosidade. “Pirajá”, como batizou a instalação, já passou por Brasília. Entre março e abril, a mostra pôde ser vista no Museu Nacional da República. Agora, neste sábado (24), deságua no CCBB-BH, marcando a estreia da individual do escultor e desenhista em sua terra natal. Para chegar às dimensões que ambicionava, Morcatti criou, em três técnicas distintas, um conjunto de pequenos objetos cerâmicos. “Trabalhei a argila em suas várias fases. Para o entalhe, recorri ao barro mole. Na modelagem, algo mais espaço. E, para a fundição, argila líquida”, diz. Para
exposição 3° SINAL: BELO HORIZONTE EM CENA Contempla textos, figurinos, cenários, fotos e depoimentos que homenageiam as muitas histórias do teatro em Belo Horizonte. Museu Histórico Abílio Barreto Foyer térreo (av. Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, 3277-8575). 3ª, 6ª, sáb. e dom., das 10h às 17h. 4ª e 5ª, das 10h às 21h. Até julho.
BAX E A CIDADE MODERNISTA Composta por pinturas, esculturas, documentos e fotografias que, dentro de uma perspectiva histórica, reflete sobre a relação entre Petrônio Bax e a capital mineira, no ano em que o artista completaria seu 90º aniversário. Museu Histórico Abílio Barreto (av. Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, 3277-8573). 3ª a dom., das 10h às 17h; 4ª e 5ª, das 10h às 21h.
CASA&MATÉRIA A mostra celebra a própria Casa do Baile, ícone mundial e Patrimônio da Humanidade, trazendo telas que evidenciam a arte da Casa e da Lagoa da Pampulha. Casa do Baile (av. Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha). 3ª a dom., das 9h às 17h; 5ª, das 9h às 21h. Temporada indeterminada.
CASA KUBTISCHECK Duas exposições marcam a abertura do novo espaço museológico: “Casa Kubitschek: Uma Invenção Modernista do Morar” e “Pampulha: Território da Modernidade”. As mostras pretendem levar o visitante a experimentar aquele movimento cultural que deixou marcas profundas no modo de ser local. Casa Kubitscheck (av. Otacílio Negrão de Lima, 4.188, Pampulha, 3277-1586). 3ª a sáb., das 10h às 17h. Temporada indeterminada
DUELO DE MC’S - UMA DÉCADA OCUPANDO AS RUAS
a concepção das peças, o artista recorreu, ainda, à técnica Bizen, introduzida em Minas na década de 1970, pela ceramista japonesa Toshiko Ishii (1911– 2007). A exposição, diga-se, é dividida em três eixos. “Entre”, com totens trancados em uma gaiola, “Nós”, molhos de chaves suspensos por um prego, e “Segredos”, que trazem as linhas de encaixe dessas chaves. De Brasília para BH, Morcatti realizou pequenas mudanças na disposição da obra. “A preocupação era ocupar espacialmente o lugar, dialogando com a arquitetura local”, pontua. As peças do conjunto “Nós”, por exemplo, ficavam na parede e, agora, ficam em um suporte de aço. “Houve esse ajuste, mas o importante mesmo foi manter a ideia de suspensão”. Enquanto trabalhava na instalação da mostra, Morcatti destacou ao Pampulha algumas características do seu trabalho. “Todo processo é manual, então você vai notar, literalmente, as minhas digitais nas
peças, vai entender como eu lido com a escultura”, aponta. Ele também indicou artistas que influenciaram sobremaneira sua trajetória. Na sua formação como artista, cita a juiz-forense Thais Helt e o belo-horizontino Marco Tulio Resende. De Sabará, Erli Fantini foi essencial para que Morcatti se descobrisse ceramista. “No ateliê dela, comecei a trabalhar com outras pessoas vindas de outras modalidades artísticas, que não tinham intimidade com a cerâmica”, lembra. “Foi aí que meu repertório foi se criando”, analisa. O nome da mostra, digase, é particular à história do artista. “Pirajá” faz alusão ao bairro em que reside, na região Nordeste da capital, e onde, hoje, está o seu ateliê. A palavra também carrega o significado próximo ao de um coletivo de peixes.
Cerca de 50 fotografias, selecionadas a partir do acervo do grupo, contam a história do Duelo, desde suas primeiras edições, ainda na Praça da Estação, até os dias atuais, embaixo do Viaduto Santa Tereza, já estabelecido como um dos maiores encontros nacionais de artistas e amantes da cultura do rap e hip-hop. CâmeraSete (av. Afonso Pena, 737, centro). 3ª a sáb., das 9h30 às 21h. Até 26/8.
áudios e mapas, a exposição exibe acervo do Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB) e de terceiros, para expressar a diversidade social, espacial e cultural da cidade desde a década de 1940 aos dias atuais, em seis temas: trabalho, lazer/sociabilidade, festas/religião, arte, política e natureza. Museu Histórico Abílio Barreto (av. Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, 3277-8573). 3ª, 6ª, sáb e dom., das 10h às 17h; 4ª e 5ª, das 10h às 21h. Temporada indeterminada
ENTRE NÓS - A FIGURA HUMANA NO ACERVO DO MASP A exposição tem como eixo central a representação da figura humana, tema que atravessa diferentes histórias da arte presente no acervo do MASP. Com peças do Povo Iorubá (Nigéria), da cultura Chancay (Peru) e de artistas como Rafael, Renoir, Van Gogh, Picasso, Diego Rivera, Burle Marx, Portinari. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários). 4ª a 2ª, das 9h às 21h. Até segunda (26). GREEN OU SINAL VERDE PARA O
IMAGEM E SOM: MEMÓRIA, REGISTRO E MOVIMENTO A mostra leva o público a explorar curiosidades e truques que envolvem a produção e dos registros sonoros, visuais e audiovisuais. Dentre os objetos que podem ser tocados e manipulados pelo público, estão os brinquedos ópticos (zootrópios e flipbooks) que permitem avaliar as especificidades do som. Museu da Imagem e do Som (av. Álvares Cabral, 560, centro, 3277-6330). De 2ª a 6ª, das 9h às 17h. Temporada indeterminada.
OLHAR REVISITADO Com o subtítulo “Reencontros e novas afetividades, sobre o Acervo Artístico da Universidade Federal de Minas Gerais”, a exposição é composta por obras doadas ao longo da história da Universidade, além de trabalhos de artistas contemporâneos. Espaço Expositivo da Reitoria UFMG (av. Antônio Carlos, 6.627, campus Pampulha). De 2ª a 6ª, das 8h às 18h. Até 6/8.
O MUSEU E A CIDADE SEM FIM Composta de fotos, objetos, vídeos,
> Pirajá
Exposição de Renato Morcatti CCBB-BH (praça da Liberdade, 450, Funcionários). Abertura neste sábado (24), às 10h. De quarta a segunda, das 9h às 21h. Até 28/8. Gratuito
PALAVRAS VISÍVEIS: USOS DA TIPOGRAFIA EM BELO HORIZONTE A exposição explora a diversidade da utilização da tipografia na capital mineira a partir do acervo do Museu. São objetos utilizados na escrita que evidenciam a multiplicidade dos usos das novas formas de letras produzidas. Museu Histórico Abílio Barreto (av. Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, 3277-8573). 3ª, 6ª, sáb e dom., das 10h às 17h; 4ª e 5ª, das 10h às 21h. Temporada indeterminada
PINTURA COLETIVA As artistas plásticas Laura Pinto Coelho, Maria Clara Cheib e Nicole Bini fazem um contraponto entre a delicadeza e a força feminina na mostra “Sororidade Artística”. Casa Leopoldina (r. Leopoldina, 357, Santo Antônio). De 3ª a 6ª, das 14h às 21h; sáb., das 9h às 13h. Até 1/7.
PINTURA - OU A FOTOGRAFIA COMO VIOLÊNCIA A exposição inédita revela como a população paraense, amplamente negra e mestiça, é retratada nas páginas policiais dos jornais. Galeria Genesco Murta do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). 3ª a sáb., das 9h30 às 21h; dom., das 16h às 21h. Até 13/8.
RUSÁ E LA DU RUSÁ O fotógrafo Tiago Aguiar acompanhou durante vários anos a Rusá, a festa tradicional do Congado. Depois das visitas ao longo do ano, Tiago reuniu o trabalho em 15 impressões em formato de selos postais. CâmeraSete (av. Afonso Pena, 737, centro). 3ª a sáb., das 9h30 às 21h. Até 26/8.
abertura 24.jun
ELCIO PARAISO/DIVULGAÇÃO
Renato Morcatti inaugura a instalação “Pirajá, neste sábado (24), no CCBB
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CINEMA No reino da paranoia FOTOS: DIAMOND/DIVULGAÇÃO
Daniel A família que Oliveira protagoniza “Ao Cair da Noite” mora em uma casa no meio da floresta, isolada da civilização e de alguma epidemia que parece ter dizimado grande parte da população. As circunstâncias dessa doença e o que exatamente ela é nunca são explicados – apenas que mata em cerca de um dia e parece ser altamente contagiosa. Não gera zumbis, nem vampiros – o que significa que não há monstros na obra de terror do diretor Trey Edward Shults, que está em cartaz (confira roteiro na página 30). Porque o monstro que interessa ao filme é o próprio ser humano. O grande foco do longa é a possibilidade de trevas e luz, bondade e maldade, vida e morte, que existe dentro de nós – e os efeitos do medo, da paranoia e do instinto de sobrevivência sobre esse equilíbrio dinâmico em que se sustentam os pilares da civilização. O filme acompanha a família formada por Paul (Joel Edgerton), sua esposa, Sarah (Carmen Ejogo), e o filho, Travis (Kelvin Harrison Jr.). Após a morte do pai de Sarah, eles vivem um luto silencioso, interrompido pela chegada de Will (Christopher Abbott). Em busca de alimento e água, ele é eventualmente convidado a se mudar para a casa dos anfitriões com sua esposa, Kim (Riley Keough), e o filho, o pequeno Andrew (Griffin Robert Faulkner). “Ao Cair da Noite” se tor-
na, então, o estudo das relações – atrações, repulsas e ressentimentos – que vão se formando entre esses personagens. Essencialmente um exercício de observação do comportamento humano sob condições incomuns, o filme é um caldeirão cozinhando uma fórmula prestes a explodir a qualquer momento, com Shults – cujo longa de estreia, “Krisha”, foi um sucesso de crítica no circuito indie dos EUA em 2015 – especialmente interessado no triângulo formado pelos três homens da casa. O cineasta mantém seu ponto de vista mais próximo de Travis. Um adolescente que parece nunca ter interagido muito com pessoas fora da família, ele tem no casal recém chegado – especialmente Kim – uma vazão para seu enorme desejo de contato físico e a latente curiosidade sexual, típica da idade. PRODUTO DO MEIO Mas o principal conflito do longa se estabelece entre Paul e Will. Um produto de seu meio e das circunstâncias, o patriarca vivido por Edgerton é um poço de paranoia, incapaz de confiar totalmente em qualquer elemento externo – que representa, potencialmente, uma ameaça à sua família. Isso o coloca em choque direto com Will, que vê ali um porto seguro para Kim e Andrew, mas sabe estarem sob constante vigilância – e podem, a qualquer deslize, passar de convidados a prisioneiros. Esse xadrez psicológico torna o filme quase um teatro gótico, alicerçado no bom elenco e na direção firme de
O ator Joel Edgerton vive patriarca dominado pela paranoia e obcecado em proteger sua família em ‘Ao Cair da Noite’
Shults. A fotografia escura de Drew Daniels trabalha com pouquíssimos pontos de luz, representando a luta entre bem e mal dentro dos personagens, e a boa trilha de Brian McOmber é uma das grandes responsáveis pela tensão no longa. E esse, na verdade, é o grande desafio que “Ao Cair da Noite” representa para o público: trata-se de um filme que trabalha bem mais com antecipação do que com o horror propriamente dito. Seu caráter de observação e
sua recusa em explicar demais – que fazem da história uma alegoria aberta às mais diversas interpretações do público – deixam a obra mais próxima de um drama independente do que de um terror tradicional. Quem for ao cinema buscando sustos fáceis vai se decepcionar. Agora, quem tiver interesse na escuridão adormecida dentro de todos nós, prestes a ser despertada por qualquer deslize civilizatório, vai ter muito o que conversar depois da sessão.
LEANDRA LEAL ESTREIA NA DIREÇÃO Conquista Pode ser mera coincidência, mas é muito mais uma metáfora. Em conversa, esta semana, com a distribuidora Sílvia Cruz, da Vitrine Filmes, Leandra Leal comemorava o fato de que seu longa “Divinas Divas” tenha entrado, na última semana, em 38 salas – duas delas, em Belo Horizonte (confira roteiro na página 30). Sucesso Parece pouco, nesta era de grandes lançamentos.
Hoje, certos filmes entram em mil e mais salas. Para Leandra é um triunfo. Quando começou a captar para fazer o filme, só ouvia “não”. Nenhuma empresa queria ligar seu nome a um filme sobre travestis. Protagonistas As oito biografadas em “Divinas Divas” foram guerreiras. Pioneiras do travestismo artístico no país, enfrentaram preconceito, mas se fizeram aceitas.
CALIFORNIA FILMES/DIVULGAÇÃO
Amor após a guerra
A atriz Paula Beer foi premiada em Veneza por sua performance como a protagonista Anna
“Frantz”, em cartaz em BH (confira roteiro na página 30), é sobre um vazio. Um vazio causado pela morte e pela guerra, que os personagens tentam preencher. E quando descobrem que isso é impossível – que a morte, assim como a guerra, é irreversível – eles inventam históriaspara dar algum sentido a um mundo que não mais o possui. O que, provavelmente,vemaser oobjetivo por trás de todo filme de guerra. Adaptadoda peça de Maurice Rostand – que rendeu o clássico “Não Matarás”, de Ernst Lubitsch (1892-1947) – o longa de François Ozon segue Anna (Paula Beer), jovem de uma pequena cidade alemã que todos os dias leva flo-
res ao túmulo do noivo, Frantz (Anton von Lucke), morto na PrimeiraGuerra.Umdia, elaencontraalio francês Adrien(Pierre Niney), que afirma ter sido amigo do falecido antes do conflito.Elepassa,então,a frequentara casa dospais de Frantz, onde Anna vive, reacendendo uma chama de vida em um lugar assombrado pelo luto. É claro que a história não é bem o que parece. Mas o diretor Ozon flerta bem com as várias possíveis versões da verdade. O que ele deixa claro é que, mesmo que a narrativa de Adrien não soe muito verossímil, os personagens a aceitam porque precisam dela. “Frantz” não é filmado em preto e branco por acaso: é um longa sobre um lugar e pessoas
que perderam o amor na guerra.Frantzdátítuloao filme porque representa isso. E a chegada de Adrien, e sua história, traz a possibilidade desse amor de volta. A possibilidade de um mundo como ele era antes do conflito, ainda que possa ser uma mentira. A potência do longa está namelancolia dessa vãesperança, tanto que, quando a verdade vem à tona, “Frantz” vai perdendo aos poucosseu fôlego.Na segunda metade, Ozon parece pouco interessado nas reviravoltas melodramáticas do roteiro, e o filme se torna umabuscaamargaearrastadade Annapor esse amorintangível.
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CINEMA Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 24 (sábado) e 25 (domingo)
pré-estreia UMA FAMÍLIA DE DOIS (Demain Tout Commence, França, 2017, 1h58, 12 anos) Dir. Hugo Gélin. Com Omar Sy, Antoine Bertrand, Clémence Poésy. Sem conseguir encontrar a mãe biológica, Samuel cria a filha, Glória, sozinho. Oito anos depois, quando Samuel e Glória já se tornaram inseparáveis, a mãe retorna para recuperar a menina. Ponteio 3: 21h(somente sábado)
UM INSTANTE DE AMOR (Mal de Pierres, França/Bélgica, 2017, 2h01, 14 anos) Dir. Nicole Garcia. Com Marion Cotillard, Alex Brendemühl, Louis Garrel. Gabrielle é uma mulher que não sabe lidar muito bem com seus impulsos sexuais. Sua mãe arma o casamento dela com o pedreiro José, mas, após um aborto, Gabrielle encontra a paixão por um tenente à beira da morte. Ponteio 4: 18h50
estreias AO CAIR DA NOITE (It Comes At Night, 2017, 2017, 1h37, 14 anos) Dir. Trey Edward Shults. Com Joel Edgerton, Christopher Abbott, Riley Keough. Paul mora com sua esposa e seu filho numa casa solitária, mas segura, longe de uma epidemia que assolou o planeta. A rotina deles é perturbada com a chegada de uma família desesperada procurando refúgio. Paragem 3: 16h40, 18h40, 20h40 Pátio Savassi 1: 20h40, 23h10(somente sábado) Pátio Savassi 3: 22h10
O CÍRCULO (The Circle, EUA, 2017, 1h50, 12 anos) Dir. James Ponsoldt. Com Emma Watson, John Boyega, Tom Hanks. The Circle é uma das empresas mais poderosas do planeta, atuando no ramo da internet. Ao ser contratada, Mae fica empolgada, mas logo percebe que seu papel lá dentro é muito diferente do que imaginava. BH Shopping 5: 12h50(*), 15h30, 18h10, 20h50 Boulevard 2: 13h50, 21h10 Cidade 5: 14h(*), 16h15(*), 18h30(*), 20h45 Contagem 8: 14h20(*), 16h30, 18h40(*) e 20h50 Del Rey 7: 14h10, 16h30, 18h40, 20h50 Diamond 1: 13h20, 16h, 19h Diamond 5: 22h10 Itaú Power 5: 18h50 (*) Itaú Power 6: 14h15 (*) Pampulha 1: 14h35 , 18h45, 20h55 (*) Partage Shopping Betim 4: 12h50, 15h20, 18h, 20h50 (*) Pátio Savassi 4: 13h20, 16h10, 18h50, 21h50 Shopping Estação 5: 16h30, 19h, 21h50 (*) Via Shopping 1: 16h40, 21h10 (*) (*) Sessões dubladas
DIVINAS DIVAS (Brasil, 2017, 1h50, livre) Dir. Leandra Leal. O documentário acompanha o reencontro de oito grandes travestis dos anos 70 para a montagem de um espetáculo, trazendo histórias e memórias de uma geração que revolucionou o comportamento sexual e desafiou a moral de uma época. Belas 3: 21h30 Cine 104: 20h45(somente sábado)
Belas 2: 14h, 19h Ponteio 4: 14h10, 16h30, 21h15
Ponteio Premier: 16h40, 21h10
(El Ciudadano Ilustre, Argentina, 2017, 1h57, 12 anos) Dir. Mariano Cohn, Gastón Duprat. Com Oscar Martinez, Andrea Frigerio, Dady Brieva. Daniel Mantovani, escritor argentino e vencedor do Prêmio Nobel radicado há 40 anos na Europa, volta ao povoado onde nasceu e que inspirou a maioria de seus livros para receber o título de cidadão ilustre. Ponteio 3: 20h50, 16h20(somente sábado)
(Wonder Woman, EUA, 2017, 2h21, 12 anos) Dir. Patty Jenkins. Com Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen. Quando o piloto Steve Trevor cai numa praia de sua ilha, a amazona Diana Prince descobre que uma guerra está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar, certa de que pode parar o conflito. Betim 2: 15h, 17h40,20h30 (*) Big Shopping 2: 18h05 (*) Boulevard 3: 13h, 15h40, 18h20, 21h Cidade 7: 13h, 15h35, 18h15, 20h50 (*) Del Rey 2: 12h50, 15h30(*), 18h20, 21h Del Rey 3: 22h10(somente sábado) Diamond 4: 13h40, 17h,20h Itaú Power 3: 12h50, 15h30, 18h10, 20h50 (*) Minas 4: 12h50, 15h40, 18h30, 21h10 (*) Monte Carmo 3: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) Pampulha 6: 13h40, 16h15, 18h50, 21h25 (*) Paragem 2: 13h, 15h40, 18h20, 21h Partage Shopping Betim 2: 20h20(somente sábado) Partage Shopping Betim 2: 20h20(somente domingo) (*) Partage Shopping Betim 3: 12h40, 16h, 19h, 20h50 (*) Pátio Savassi 7: 12h50, 18h20, 21h40 Shopping Norte 5: 18h05 (*) Via Shopping 4: 13h, 18h30, 21h10 (*) Sessões 3D: BH Shopping 1: 15h40, 18h50, 22h BH Shopping 2: 13h30, 16h45, 20h (*) BH Shopping 8: 11h20, 17h50, 21h Boulevard 2: 18h30 Boulevard IMAX: 16h, 21h10 Cidade 4: 15h40 (*) Contagem 1: 16h (*) Del Rey 1: 16h(*), 20h50 Diamond 2: 11h20, 18h e 21h Itaú Power 5: 16h10, 21h (*) Minas 1: 13h10, 15h50, 21h (*) Partage Shopping Betim 1: 14h20, 17h40, 21h (*) Pátio Savassi 3: 16h, 19h Pátio Savassi 5: 11h30, 14h40, 17h50, 21h Ponteio Premier: 14h, 18h30 Shopping Estação 3: 15h15, 18h30, 21h30 (*) Shopping Estação 4: 13h, 16h15, 19h30, 22h30 (*) Shopping Norte 2: 15h, 17h45, 20h30 (*) Via Shopping 4: 15h40 (*)
COLOSSAL
(*) Sessões dubladas
(The Boss Baby, EUA, 2017, 1h37, livre) Dir. Tom McGrath. Um bebê falante, que usa terno, une forças com seu irmão mais velho invejoso para impedir que um inescrupuloso CEO acabe com o amor no mundo, além de salvar os pais. Pampulha 1: 16h45 (sessão dublada)
Cine 104: 16h40(somente sábado)
AS AVENTURAS DE OZZY (*) A GAROTA OCIDENTAL (Noces, Bélgica/Luxemburgo/Paquistão/ França, 2017, 1h38, 14 anos) Dir. Stephan Streker. Com Lina El Arabi, Babak Karimi, Sébastien Houbani. Zahira é uma jovem paquistanesa na França. Chegando aos 18 anos, seus pais a obrigam escolher um marido. Mas Zahira não está pronta e conta com o irmão Amir para encontrar uma solução. Belas 1: 15h50 e 21h30 Ponteio 2: 16h40, 18h50 e 21h
(Ozzy, Espanha, 2017, 1h30, livre) Dir. Alberto Rodríguez, Nacho la Casa. Ozzy é um cão deixado em um spa para cachorros enquanto seus donos viajam. Mas, na verdade, esse lugar perfeito é uma fachada construída por um vilão que deseja sequestrar cachorros. BH Shopping 3: 11h40 Cineart Contagem 1: 14h Cineart Del Rey 6: 14h20 Pátio Savassi 3: 13h30 (*) Sessões dubladas
MEUS 15 ANOS (Brasil, 2017, 1h34, 10 anos) Dir. Caroline Fioratti. Com Larissa Manoela, Daniel Botelho, Rafael Infante. Aos 14 anos, Bia descobre que vai ganhar uma grande festa de 15 anos. Mas tem um problema: a garota sonhadora e apaixonada por música não tem muitos amigos para convidar ao evento. Betim 3: 14h10, 16h20, 18h30, 20h40 BH Shopping 6: 13h50, 16h35 e 19h15 BH Shopping 7: 12h30, 15h, 17h30 e 20h20 Big Shopping 3: 14h20, 16h20, 18h20 e 20h20 Boulevard 4: 13h, 15h, 17h10, 19h20 e 21h30 Cidade 2: 11h50(somente domingo), 14h15, 16h40, 18h50 e 21h Cidade 8: 14h, 16h10, 18h20 e 20h30 Contagem 2: 14h30, 16h40, 18h50 e 21h Contagem 3: 14h, 16h10, 18h20 e 20h30 Del Rey 3: 13h30(somente sábado), 14h(somente domingo), 15h40(somente sábado), 16h10(somente domingo), 17h50(somente sábado), 18h20(somente domingo), 20h(somente sábado), 20h30(somente domingo) Diamond 3: 12h30, 15h, 17h30, 20h20 Itaú Power 2: 14h10, 16h20, 18h30, 20h40 Minas 3: 14h, 16h10, 18h20, 20h30 Minas 6: 13h, 15h Monte Carmo 4: 13h40, 15h50, 18h10, 20h20 Pampulha 3: 13h45, 15h35, 17h25, 19h15, 21h05 Paragem 1: 14h, 16h10, 18h20, 20h30 Partage Shopping Betim 6: 13h, 15h50, 18h40, 21h30 Pátio Savassi 6: 13h, 15h30, 18h, 20h30 Shopping Estação 6: 13h30, 15h45, 18h, 20h15 Shopping Norte 3: 14h20, 16h20, 18h20, 20h20 Via Shopping 3: 13h50, 16h, 18h10, 20h30 Via Shopping 5: 14h20, 16h30
MULHER DO PAI (Mulher do Pai, Brasil/ Uruguai, 2015, 1h34, 14 anos) Dir. Cristiane Oliveira. Com Maria Galant, Marat Descartes, Veronica Perrotta. A adolescente Nalu precisa cuidar do pai cego após a morte da avó que os criou como irmãos. Quando Ruben percebe o amadurecimento da filha, surge uma desconcertante intimidade entre eles. Belas 3: 19h30
NUNCA ME SONHARAM (Brasil, 2017, 1h24, 10 anos) Direção: Cacau Rhoden. O documentário traça um panorama sobre o ensino médio nas escolas públicas do Brasil sob diferentes pontos de vista, principalmente a partir dos estudantes. Belas 1: 11h(somente sábado)(*), 18h
BAYWATCH (Baywatch, EUA, 2017, 1h57, 14 anos) Dir. Seth Gordon. Com Dwayne Johnson, Alexandra Daddario, Zac Efron. Enquanto treina o novo e exibido recruta Matt Brody, o salva-vidas Mitch Buchannon descobre uma conspiração criminosa que pode ameaçar o futuro da baía onde trabalha. BH Shopping 4: 13h15, 16h, 19h30, 22h30 Boulevard 5: 14h15, 18h50 Cidade 4: 18h20, 20h50 (*) Contagem 5: 16h20, 21h15 (*) Del Rey 5: 16h20(*), 21h Del Rey 7: 22h40 (*) Diamond 6: 21h30 Itaú Power 4: 16h20, 21h10 (*) Minas 2: 14h10, 16h30, 21h10 (*) Monte Carmo 1: 13h50, 18h40 (*) Pampulha 2: 14h25, 16h40, 21h20 (*) Partage Shopping Betim 7: 16h20, 19h10, 21h55 (*) Pátio Savassi 8: 16h20, 19h10, 22h Shopping Estação 1: 20h45 (*) Via Shopping 1: 14h20, 18h50 (*) (*) Sessões dubladas
O CIDADÃO ILUSTRE
(Colossal, Espanha/Canadá, 2016, 1h50, 12 anos) Dir. Nacho Vigalondo. Com Anne Hathaway, Dan Stevens, Jason Sudeikis. Gloria deixa Nova York após perder o emprego e o noivo. Ao acompanhar as notícias sobre o ataque de um lagarto gigante a Seul, ela descobre que está misteriosamente conectada ao evento. BH Shopping 6: 21h50
KIKI – OS SEGREDOS DO DESEJO (Kiki, El Amor se Hace, Espanha, 2015, 1h42, 16 anos) Dir. Paco León. Com Paco León, Ana Katz, Candela Peña. Cinco histórias de amor e sexo em Madri, na Espanha, envolvendo frustrações e fantasias de casais da cidade. Belas 3: 17h20 Ponteio 2: 14h30
MULHER MARAVILHA
NEVE NEGRA (Nieve negra, Argentina/ Espanha, 2017, 1h30, 12 anos) Dir. Martin Hodara. Com Ricardo Darín, Laia Costa, Leonardo Sbaraglia. Sozinho há décadas na Patagônia, Salvador recebe a inesperada visita do irmão e da cunhada, que desejam vender as terras que os irmãos receberam em herança. Belas 1: 14h, 19h
PARIS PODE ESPERAR (Paris Can Wait, EUA, 2014, 1h32, 12 anos) Dir. Eleanor Coppola. Com Diane Lane, Alec Baldwin, Arnaud Viard. Casada com o produtor de cinema Michael, Anne pega carona de Cannes até Paris com o sócio dele. Ao longo de várias paradas, eles passam a se conhecer melhor e apreciam as paisagens francesas. Ponteio 3: 14h20, 18h40, 18h45(somente sábado)
A MÚMIA (The Mummy, EUA, 2017, 1h51, 12 anos) Dir. Alex Kurtzman. Com Tom Cruise, Annabelle Wallis, Russell Crowe, Sofia Boutella. Nas profundezas do deserto, uma rainha mumificada desperta nos dias atuais. Com uma maldade acumulada ao longo dos anos, ela espalha terror, das areias do Oriente Médio aos becos de Londres. Betim 1: 16h40, 18h50 (*) BH Shopping 10: 21h20 Big Shopping 2: 16h (*) Boulevard 5: 16h40, 21h15 Cidade 3: 16h30, 18h40, 20h50 (*) Contagem 4: 14h10(*), 16h30(*), 18h50(*), 21h10 Del Rey 6: 16h10(*), 18h20, 20h40, 22h50(somente sábado) Diamond 1: 22h Itaú Power 6: 16h30, 18h45, 21h10 (*) Minas 5: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 (*), 14h10, 16h30, 18h50 (*) Pampulha 5: 14h45, 16h55, 19h05, 21h15 (*) Paragem 5: 15h50, 20h40 Partage Shopping Betim 5: 13h40, 16h40, 19h40, 22h10 (*) Shopping Norte 5: 16h (*) Via Shopping 2: 13h50, 16h10, 18h20, 20h50 (*) Sessões 3D: Betim 1: 21h10 (*) BH Shopping 3: 14h20(*), 17h05, 19h45(*), 22h20 Big Shopping 1: 14h15, 16h20, 18h25, 20h35 (*) Boulevard IMAX: 13h40, 18h50 Cidade 4: 13h30 (*) Contagem 1: 18h40, 20h50 (*) Del Rey 1: 13h50(*), 18h40 Diamond 5: 16h20 e 19h20 Itaú Power 5: 14h (*) Minas 2: 18h50 (*) Minas 5: 21h10 (*) Paragem 5: 13h30, 18h20 Pátio Savassi 2: 11h45, 14h20, 17h05, 19h40, 22h20 Ponteio 3: 16h20, 14h(somente sábado) Shopping Estação 2: 14h45(*), 17h15(*), 19h45, 22h15(*) Shopping Norte 1: 14h15, 16h20, 18h25, 20h40 (*) (*) Sessões dubladas
O PODEROSO CHEFINHO
PIRATAS DO CARIBE – A VINGANÇA DE SALAZAR (Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales, EUA, 2017, 2h09, 12 anos) Dir. Joachim Rønning, Espen Sandberg. Com Johnny Depp, Brenton Thwaites, Javier Bardem. O capitão Salazar lidera um exército de fantasmas assassinos e está disposto a matar todos os piratas existentes. Para escapar, Jack Sparrow precisa encontrar o tridente de Poseidon, que dá ao seu dono o poder de controlar o mar. Betim 1: 14h10 (*) BH Shopping 10: 12h20, 15h20, 18h25 Big Shopping 2: 20h50 (*) Boulevard 2: 16h
Cidade 6: 13h30, 16h, 18h30, 21h (*) Contagem 5: 13h50,18h40 (*) Del Rey 5: 13h40(*), 18h30 Itaú Power 4: 13h50, 18h40 (*) Minas 1: 18h30 (*) Monte Carmo 1: 16h10, 21h05 (*) Pampulha 2: 18h55 (*) Shopping Norte 5: 20h50 (*) (*) Sessões dubladas
SEPULTURA ENDURANCE (Brasil, 2016, 1h40, 14 anos) Dir. Otavio Juliano. Documentário sobre a trajetória da banda Sepultura, com imagens de arquivos de shows, bastidores e momentos pessoais. Belas 3: 15h10
UM TIO QUASE PERFEITO (Brasil, 2017, 1h36, livre) Dir. Pedro Antonio. Com Marcus Majella, Ana Lúcia Torre, Letícia Isnard. Tony e sua mãe Cecília são malandros trambiqueiros. Despejados, os dois procuram Angela, outra filha de Cecília que recebeu uma promoção no emprego e deixa seus três filhos sob os cuidados do tio Tony. BH Shopping 9: 14h, 16h20, 19h, 21h40 Big Shopping 4: 14h30, 16h30, 18h30, 20h40 Boulevard 1: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Cidade 1: 12h(somente domingo), 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Contagem 7: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 Del Rey 4: 14h10, 16h, 18h10, 20h20, 22h20(somente sábado) Diamond 6: 13h, 15h50 e 18h40 Itaú Power 1: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Minas 6: 17h20, 19h20, 21h20 Monte Carmo 3: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Pampulha 4: 15h10, 17h10, 19h10, 21h10 Paragem 4: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Partage Shopping Betim 2: 12h30, 14h50, 15h(somente domingo), 17h30(somente domingo), 17h45(somente sábado) Pátio Savassi 1: 13h10, 15h40 e 18h10 Shopping Estação 1: 13h45, 16h, 18h15 Via Shopping 5: 18h40, 20h40
TUDO E TODAS AS COISAS (Everything, Everything, EUA, 2017, 1h37, 12 anos) Dir. Stella Meghie. Com Amandla Stenberg, Anika Noni Rose, Nick Robinson. Uma adolescente vive cheia de restrições e cuidados devido a problemas de alergia a tudo que se possa imaginar. Mas ela se apaixona pelo garoto que se mudou para a casa do lado. BH Shopping 1: 13h BH Shopping 8: 14h40 Cidade 3: 14h20 (*) Paragem 3: 14h40 (*) Diamond 2: 14h30 Diamond 5: 11h40, 14h Partage Shopping Betim 7: 14h (*) Pátio Savassi 7: 15h50 Pátio Savassi 8: 14h (*) Shopping Estação 5: 14h15 (*) (*) Sessões dubladas VITRINE FILMES/DIVULGAÇÃO
(*) Clube do professor. Necessário a comprovação do mesmo
NA VERTICAL (Rester Vertical, França, 2017, 1h38, ) Dir. Alain Guiraudie. Com Damien Bonnard, Christian Bouillette, India Hair. Em busca de inspiração, o cineasta Léo vaga sem rumo pelo interior da França, iniciando um relacionamento com a filha de um pastor de ovelhas, Marie, e rondando um jovem que mora por perto. Belas 2: 16h30, 21h40 Cine 104: 19h(somente sábado)
em cartaz
FRANTZ
ALÉM DAS PALAVRAS
(Frantz, França/Alemanha, 2017, 1h57, 12 anos) Dir. François Ozon. Com Pierre Niney, Ernst Stötzner, Paula Beer. Em uma pequena cidade alemã após a Primeira Guerra, Anna leva flores diariamente ao túmulo de seu noivo, morto em uma batalha na França. Um dia, ela encontra ali um jovem francês, Adrien.
(A Quiet Passion, Reino Unido/ Bélgica, 2016, 2h05, 12 anos) Dir. Terence Davies. Com Cynthia Nixon, Jennifer Ehle, Jodhi May. História da grande poeta norte-americana Emily Dickinson, desde os primeiros dias como uma jovem estudante até seus últimos anos como uma artista reclusa e praticamente desconhecida.
Documentário “Divinas Divas”, dirigido por Leandra Leal, tem a travesti Rogéria como uma de suas oito personagens
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CINEMA mostras CINECLUBE FRANCÓFONO (*) Mostra exibe filmes de países da língua francesa Neste sábado (24) 14h “Duas Garotas Românticas” (FRA, 1967, 2h) Dir. Jacques Demy. Sessão comentada
CORPO POLÍTICO (*) Filmes que marcaram a trajatória de representação da luta LGBTQ Neste sábado (24) 16h45 “O Beijo da Mulher Aranha”, (Kiss of the Spider Woman, EUA, 1985, 2h) Dir. Hector Babenco 19h “Hedwig - Rock, Amor e Traição” (Hedwig and the Angry Inch, EUA, 2001, 1h35) Dir. John Cameron Mitchell 20h45 “Velvet Goldmine” (EUA-ING, 1998, 2h4) Dir. Todd Haynes Domingo (25) 16h “Querelle” (ALE-FRA, 1982, 1h48) Dir. Rainer Werner Fassbinder 18h “Wigstock: O Filme” (EUA, 1995, 1h25) Dir. Barry Shils 20h “Morrer Como Um Homem” (PORT-FRA, 2009, 2h13) Dir. João Pedro Rodrigues Segunda-feira (26) 15h “Doce Amianto” (BRA, 2013, 1h10) Dir. Guto Parente, Uirá Dos Reis 17h “Um Tiro Para Andy Warhol” (EUA-ING, 1996, 1h43) Dir. Mary Harron. Sessão comentada 19h15 “Priscilla, A Rainha do Deserto” (AUS, 1994, 1h44) Dir. Stephan Elliott 21h15 “Pink Flamingos” (EUA, 1972, 1h33) Dir. John Waters
IMAGEM FILMES/DIVULGAÇÃO
Terça-feira (27) 16h30 “Transamérica” (EUA, 2005, 1h43) Dir. Duncan Tucker 18h30 “Lesbiana” (CAN, 2012, 1h3) Dir. Myriam Fougère 19h45 “Paris is Burning” (EUA, 1990, 1h17) Dir. Jennie Livingston 21h15 “Línguas Desatadas” (EUA, 1989, 54 min) Dir. Marlon Riggs Quarta-feira (28) 15h “Madame Satã” (BRA, 2002, 1h40) Dir. Karim Ainouz 17h “Transsexual Menace” (ALE, 1996, 1h30) Dir. Rosa von Praunheim 19h Sessão Bárbara Hammer: “Dyketactics”; “Superdyke Meets Madame X”; “Nitrate Kisses” (EUA, 1992, 1h7). Dir. Barbara Hammer 21h “O Outro Lado de Hollywood” (ALEFRA-ING-EUA, 1995, 1h42) Dir. Rob Epstein, Jeffrey Friedman Quinta-feira (29) 15h “Los Leones” (BRA, 2016, 1h20) Dir. André Lage 17h “Vítor ou Vitória?” (EUA-ING, 1982, 2h13) Dir. Blake Edwards. Sessão comentada 19h45 “São Paulo Em Hi-Fi” (BRA, 2013, 1h41) Dir. Lufe Steffen 21h30 “Meu Amigo Claudia” (BRA, 2009, 1h27) Dir. Dácio Pinheiro (*) Cine Humberto Mauro (av. Afonso Penas, 1.537, centro). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão
EM MOVIMENTO - LUGARES E MOMENTOS (*) Filmes de países diferentes retratam os esaços, as histórias e as personagens em movimento no tempo Neste sábado (24)
Dir. Ethan Coen, Joel Coen. Domingo (25) 16h “Fogo contra Fogo” (EUA, 1995, 2h52, 14 anos) Dir. Michael Mann. 19h30 “Edward Mãos de Tesoura” (EUA, 1990, 1h45, livre) Dir. Tim Burton. Segunda-feira (26) 17h “Cassino” (EUA, 1995, 2h58) Dir. Martin Scorsese 21h “Transpotting” (EUA, 1996, 1h33) Dir. Danny Boyle
“Jackie Brown” é um dos filmes exibidos na mostra Jovens Clássicos, no Cine Theatro Brasil 17h “Estamos Todos Bem” (ITA, 1990, 2h2) Dir. Giuseppe Tornatore 19h “O Segredo das Águas” (JAP, 201, 1h59) Dir. Naomi Kawase
1h58) Dir. Eugène Green
FALAS DE NEGRITUDE – TEMPORADA FAN (*)
Quinta-feira (29) 18h “Azul Profundo” (GRE, 2011, 1h27) Dir. Aris Bafaloukas
Domingo (25) 17h “O Artista e a Modelo” (ESP-FRA, 2012, 1h44) Dir. Fernando Trueba 19h “Caverna dos Sonhos Esquecidos” (FRA-CAN-EUA-ALE, 2010, 1H30) Dir. Werner Herzog
Sexta-feira (30) 17h “Nostalgia da Luz” (FRA-CHI-ESP, 2011, 1h30) Dir. Paul Guzmán. Sessão comentada 19h30 “Oslo, 31 de Agosto” (NOR, 2011, 1h35) Dir. Joachim Trier
Domingo (25) 17h “A Arte de Ser” (BRA, 2013, 1h15, livre) Dir. Coletivo Negras Ativas. 19h Ovarian Psycos (EUA, 2016, 1h12, livre) Dir. Joanna Sokolowski, Kate TrumbullLaValle.
Terça-feira (27) 17h “Amar, Beber e Cantar” (FRA, 2014, 1h48) Dir. Alan Resnais 19h30 “O Batismo” (POL, 2016, 1h26) Dir. Marcin Wrona Quarta (28) 17h “À Sombra do Vulcão”(EUA-MEX, 1984, 1h52) Dir. John Huston 19h30 “La Sapienza” (FRA-ITA, 2014,
(*) Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.537, centro). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão
SESSÃO INFANTIL (*) Neste sábado (24) 17h “Alice no País das Maravilhas” (EUA, 1951, 1h15, livre) Dir. Oliver Wallace 19h “Ilegal” (BRA, 1014, 1h30, 12 anos) Dir.Tarso Araujo, Raphael Erichsen.
(*) MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita
JOVENS CLÁSSICOS (*) Neste sábado (24) 15h “O Silêncio dos Inocentes” (EUA, 1991, 1h58, 14 anos) Dir. Jonathan Demme 18h “Jackie Brown” (EUA, 1997, 2h34, 18 anos) Dir. Quentin Tarantino. 21h30 “Fargo” (EUA, 1996, 1h38, 18 anos)
Terça-feira (27) 17h “Fogo contra Fogo” (EUA, 1995, 2h52, 14 anos) Dir. Michael Mann. 20h30 “Os Suspeitos” (EUA, 1995, 1h46) Dir. Bryan Singer Quarta-feira (28) 17h “De Olhos Bem Fechados” (EUA, 1999, 2h39) Dir. Stanley Kubrick Quinta-feira (29) 16h “Transpotting” (EUA, 1996, 1h33) Dir. Danny Boyle 18h “Fargo” (EUA, 1995, 1h43) Dir. Joel Coen, Ethan Coen 20h30 “O Silêncio dos Inocentes” (EUA, 1991, 1h58, 14 anos) Dir. Jonathan Demme Sexta-feira (30) 16h “Edward Mãos de Tesoura” (EUA, 1990, 1h45, livre) Dir. Tim Burton 18h30 “Clube da Luta” (EUA, 1999, 2h31) Dir. David Fincher 22h “Matrix” (EUA, 1999, 2h16) Dir. Andy Wachowski, Lana Wachowski (*) Teatro de Câmara do Cine Teatro Brasil Vallourec (rua Carijós, 258, centro, 3201-5211). R$ 10 (inteira)
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O QUE VEM POR AÍ julho DIA 2
MIGUEL MANSO/DIVULGAÇÃO
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 80 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote)
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 90 (pista/arquibancada, inteira, 2° lote).
DIA 22
DIA 19
NANDO REIS
LUAN SANTANA - 1977
Land Spirit. Às 21h. R$ 180 (inteira, 1° lote).
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 100 (arquibancada, inteira, 1° lote).
ELZA SOARES
Palácio das Artes. Às 19h. R$ 100 (inteira). DIA 7 LUÍS MIRANDA - “7 CONTO”
Sesc Palladium. Às 21h. R$ 80 (plateia 1, inteira), R$ 70 (plateia 2, inteira), R$ 60 (plateia 3, inteira).
THE MAINE
DIAS 7, 8 E 9
SORRISO MAROTO
MECAINHOTIM - COM JORGE BEN JOR E KAROL CONKA
Inhotim. R$ 340 (passaporte para os três dias, inteira).
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 70 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 100 (pista premium, inteira, 1° lote).
DIA 8
DIAS 29 E 30
GAROTA VIP - COM WESLEY SAFADÃO
NELSON FREITAS E VOCÊ
Esplanada do Mineirão. Às 15h.R$ 180 (camarote golden, 2° lote), R$ 140 (lounge, 1° lote), R$ 90 (front stage, 1° lote), R$ 50 (arena, 1° lote) DIA 8 PAULA FERNANDES - VOZ E VIOLÃO
Sesc Palladium. Às 21h. R$ 200 (plateia 1, inteira), R$ 160 (plateia 2, inteira), R$ 100 (plateia 3, inteira).
Teatro Bradesco. Às 20h. R$ 240 (setor 1, inteira), R$ 200 (setor 2, inteira).
Cine Theatro Brasil. Sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 70 (inteira). DIA 29
DIA 24 LINDSEY STIRLING
KM de Vantagens Hall BH. Às 21h30. R$ 200 (arquibancada, inteira); R$ 250 (cadeira setor 2, inteira); R$ 280 (cadeira setor 1, inteira); R$ 360 (cadeira premium, inteira). DIA 25 HANSON – MIDDLE OF EVERYWHERE 25TH ANNIVERSARY WORLD TOUR
KM de Vantagens Hall BH. Às 21h30. R$ 270 (pista/arquibancada, inteira, 2° lote)
ANA CAROLINA - TURNÊ “GRANDES SUCESSOS”
DIAS 26 E 27
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 1.000 (mesa com quatro lugares), R$ 250 (mesa, cadeira individual, inteira), R$ 140 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote).
KM de Vantagens Hall BH. Sáb., às 22h; dom., às 20h. R$ 130 (arquibancada, inteira, 3° lote), R$ 720 (mesa setor 1 com 4 lugares), R$ 600 (mesa setor 2 com quatro lugares)
agosto
setembro
O GRANDE ENCONTRO
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 90 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 140 (mesa setor 2, cadeira individual, inteira), R$ 160 (mesa setor 1, cadeira individual, inteira).
Arnaldo Antunes apresenta em novembro o show “A Casa É Sua”
DIA 2 CAPITAL INICIAL – ACÚSTICO NYC
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 80 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 640 (mesa setor 1 com quatro lugares), R$ 160 (mesa setor 1, inteira), R$ 560 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 140 (mesa setor 2, inteira). DIA 10 Esplanada do Mineirão. R$ 580 (pista premium, inteira, 1° lote), R$ 280 (pista, inteira, 1° lote).
(pista normal, inteira), R$ 580 (cadeira inferior, inteira), R$ 350 (cadeira superior, inteira).
EM FAMÍLIA – COM A FAMÍLIA LIMA
DIA 23
DIA 20
PÉRICLES
JOHN MAYER
Teatro Bradesco. Às 21h. R$ 100 (inteira).
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 640 (mesa, setor 1), R$ 560 (mesa, setor 2), R$ 90 (arquibancada, inteira, 1° lote).
Esplanada do Mineirão. Horário ainda não divulgado. A partir de R$ 240 (pista, inteira, 1° lote)
DEVENDRA BANHART
Music Hall. Às 21h. R$ 180 (inteira, 1° lote) DIA 15
DIAS 15 E 16 TRINCA DE ASES – GAL COSTA, GILBERTO GIL E NANDO REIS
Palácio das Artes. Preços e horários ainda não informados.
DIA 15
DIA 12
DIA 1°
DIA 18
BARÃO VERMELHO
CIDADE NEGRA
VICTOR & LEO
AEROSMITH
outubro
novembro DIA 11
DIA 17 PAUL MCCARTNEY
ARNALDO ANTUNES – A CASA É SUA
Mineirão. Às 21h. R$ 850 (pista premium Elo, inteira), R$ 400
Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 21h. R$ 50 (inteira)
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EVENTO >Corrida acontecerá nos bairros Nova Contagem, Vila Renascer e Retiro, em Contagem
Domingo tem Circuito pela Paz MICHEL REZENDE/DIVULGAÇÃO
Leonardo Acontece nesCunha te domingo (25) a segunda etapa do Circuito pela Paz – Corrida na Comunidade. O evento é uma realização do jornal Super Notícia com o apoio da Prefeitura de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Serão duas provas. Na primeira, às 8h30, os adultos correrão um percurso de 5 km que passará pelas ruas dos bairros Nova Contagem, Vila Renascer e Retiro. Já na segunda, às 9h30, a criançada correrá 1 km. No entanto, antes de tomar fôlego e iniciar a corrida, os participantes deverão retirar o kit, que contém uma camiseta, sacola, número de peito e alfinetes neste sábado (24),
no Centro de Referência de Assistência Social (Cras), na avenida Retiro dos Imigrantes, 680, Bairro Retiro – Contagem, entre 8h30 e 16h30. PREPARO Quem já garantiu a vaga para participar da corrida deve criar uma boa estratégia para conseguir terminar a disputa. A personal trainer e educadora física Cristina Canabrava, mais conhecida como Tininha, é especialista em corridas. Ela orienta quem vai participar pela primeira vez de uma prova a respeitar os limites do corpo. “É bom intercalar uma corrida leve com caminhada, sempre observado o nível de cansaço, sem se desgastar, de maneira confortável. Se necessário, termine a prova caminhando. O im-
portante é não sair correndo no começo, que aí você não consegue nem finalizar a prova”, recomenda. Para quem já está treinando há dias, ela aconselha a manter a alimentação habitual. “É importante ter uma alimentação com carboidratos, como o pão, por exemplo, e frutas, além de cuidar da hidratação. Fazer uma refeição muito diferente da habitual pode acabar gerando problemas”, alerta. Além desses cuidados, todos devem usar protetor solar, calçados e vestimentas confortáveis e evitar bebidas alcoólicas no dia anterior ao da prova. INCENTIVO O Circuito pela Paz tem o objetivo de integrar as comunidades e incentivar a prática esportiva. Todos os
Antes de iniciar a prova, é importante realizar alongamentos para evitar lesões
que cruzarem a linha de chegada receberão uma medalha de participação. Os primeiro, segundo e terceiros lugares vão ganhar R$ 600, R$ 300 e R$ 150, respectivamente. Já as crianças vencedoras levarão para casa um vale-compras no valor de
R$ 100. O evento vai contar ainda com outros serviços que promovem a saúde, o bemestar e a diversão. Serão realizados medição de pressão e de glicose e corte de cabelo. Para os pequenos, terá brinquedos infláveis e
distribuição de algodãodoce, pipoca e balões. A corrida começará na praça do Retiro. No local os atletas vão contar com toda a infraestrutura necessária, como vestiários, guarda-volumes, água e frutas.
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SAÚDE> Exercício durante o tratamento, quando o paciente se sentir confortável, também é ideal
Os benefícios da atividade física na saúde são amplamente reconhecidos e divulgados há anos, tanto que é cada vez maior a preocupação de parte da população em praticar algum tipo de exercício. Entre as vantagens observadas estão manter o corpo em forma, controlar as doenças cardiovasculares e o diabetes, melhorar sintomas de depressão e ansiedade, além de permitir o bom funcionamento dos sistemas muscular e esquelético. Mais recentemente, os pesquisadores apontaram ganhos ainda maiores: a prática de atividade física pode diminuir a incidência de tumores. “Em alguns tipos específicos, como os cânceres de mama, de intestino grosso e de endométrio, esse benefício já está comprovado com fortes evidências científicas”, afirma o oncologista Amândio Fernandes, diretor da Oncomed-BH. Renata Abritta
PESQUISAS Ele aponta uma publicação do “Journal of the American Medical Association” (“Jama”), de 2016, que analisou 12 estudos sobre a relação entre atividade física e o risco de desenvolvimento de câncer. “Os autores concluíram que exercícios regulares estavam associados à redução do risco em 13 dos
26 tipos de neoplasias estudados”, ressalta Fernandes. O médico também conta que houve redução do risco de desenvolvimento da doença em torno de 20% em sete tipos de câncer (esôfago, fígado, pulmão, rim, endométrio e leucemia mieloide). Em outros seis (mieloma múltiplo, cólon, cabeça e pescoço, reto, bexiga e mama) a diminuição variou de 10 a 20%. Ainda segundo Fernandes, um grupo de pesquisadores australianos concluiu, a partir da análise de 21 estudos diferentes, que a atividade física também está associada à redução de 27% na incidência do câncer de intestino grosso. Ele também cita pesquisadores franceses, que demonstraram redução de 22%
“
Os exercícios podem melhorar a função cardiovascular, proteger os ossos e elevar o humor, oferecendo alívio para os sentimentos de depressão que podem acompanhar um diagnóstico de câncer
na incidência de câncer de mama nas mulheres que se exercitam regularmente, quando comparadas às mulheres sedentárias. MOTIVO Os cientistas apresentam diversas explicações para essa proteção, mas até o momento os motivos da queda das chances de ter um câncer ainda não estão totalmente esclarecidos. “Dentre os mecanismos, podemos citar a redução dos níveis circulantes de hormônios como a insulina e de fatores de crescimento. Acredita-se, ainda, que a atividade física possa melhorar a função imune dos indivíduos praticantes”, afirma o médico. Vale ressaltar que pessoas obesas que praticam esportes também contam com esse “efeito protetor” contra o câncer, mesmo a obesidade sendo um fator de risco da doença. DURANTE O TRATAMENTO No passado, para as pessoas que se tratavam de doenças crônicas como o câncer, a recomendação era interromper qualquer atividade física. Já nos dias atuais, o oncologista afirma que o pensamento mudou. “Hoje sabemos que a atividade física não só é segura e possível durante o tratamento, como também pode trazer benefícios no desempenho físico e na qualidade de vida do doente. Os exer-
cícios podem melhorar a função cardiovascular, proteger os ossos e elevar o humor, oferecendo alívio para os sentimentos de depressão que podem acompanhar um diagnóstico de câncer”, frisa. Mas o diretor da Oncomed-BH destaca que é preciso ficar atento, pois, na eventualidade da ocorrência de desconforto, como dores, aumento exagerado da frequência cardíaca ou falta de ar, a atividade deverá ser interrompida e retomada apenas quando os pacientes apresentarem boa condição clínica. “De um modo geral, sabemos que durante o tratamento o paciente não estará apto a atividades extenuantes como uma maratona ou uma escalada, mas é aconselhável que seja adicionada a sua rotina alguma forma de exercício regular. A atividade física que respeite a condição clínica do paciente poderá melhorar seu bem-estar físico e estimular sua recuperação”, comenta. Prova disso, segundo ele, é um estudo científico que evidenciou que pacientes com câncer que se exercitam regularmente apresentam de 40% a 50% menos queixa de fadiga quando comparados aos pacientes que não praticam atividades físicas. “Vale lembrar que, usualmente, fadiga constitui a queixa mais frequente entre os pacientes em tratamento”, pontua.
LEO FONTES/04.01.17
Atividades físicas reduzem riscos de desenvolver câncer
LEO FONTES
Chance de tumor retornar é menor
O médico Amândio Fonseca relata pesquisas surpreendentes
Além de a prática da atividade física estar associada à melhor qualidade de vida e à menor chance de desenvolver algum tipo de câncer, um estudo realizado com cerca de 3.000 mulheres, publicado no “Journal of the American Medical Association” (“Jama”), em 2005, mostrou resultados surpreendentes. “Observou-se redução de 60% do risco de recidiva do câncer de mama, menor mortalidade pela doença e menor probabilidade de morrer por outras causas naquelas que caminhavam pelo menos 30 minutos, em média cinco vezes por semana, na velocidade de cinco a seis quilômetros por hora, ou
que fizeram exercícios equivalentes, após o término do tratamento que incluiu cirurgia, quimioterapia e radioterapia”, destaca o oncologista Amândio Fernandes, diretor da Oncomed-BH. Segundo ele, em 2012, um estudo americano, incluindo pacientes tratados de câncer de intestino grosso e que estavam livres da doença, também mostrou que a prática de atividades regulares reduz a possibilidade de os tumores retornarem. “Frente a essas considerações, parece claro que pacientes que fazem atividade física após o tratamento do câncer de intestino grosso têm maior chance de cura”, finaliza o médico. (RA)
Diversos estudos realizados pelo mundo comprovam benefícios da atividade física contra o câncer
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Moda no trabalho MARIANA LEMOS/DIVULGAÇÃO
O jeans fica poderoso com o colete de alfaiataria
MAGÊ MONTEIRO/DIVULGAÇÃO
Lorena K. Martins
Mesmo nos dias atuais, quando a roupa é vista como um canal para expressar quem somos, é preciso ter cautela. É fato: a moda caminha para um estágio cada vez mais democrático, mas ainda é preciso prestar certa atenção, principalmente quando o assunto é o ambiente de trabalho. Sim, um guarda-roupa bem-montado colabora, e muito, para a construção de sua imagem profissional. “Passar a mensagem correta é muito importante no ambiente corporativo, e o vestuário tem o poder de ajudar a expressar o conteúdo do profissional e de fazê-lo alcançarseus objetivos”, acredita o stylist e
Dicas certeiras
A consultora de imagem Iara Leão propõe mesclar peças casuais e formais para usar no trabalho
MAGÊ MONTEIRO/DIVULGAÇÃO
O blazer mostra o poder da terceira peça no look
consultor de moda Rodrigo Cezário. Até pouco tempo atrás, era regra restringir-se a produções extremamente formais, com peças em alfaiataria e cores sóbrias. Com a correria dos tempos modernos, no entanto, as coisas mudaram um pouco. Usar um único look em várias ocasiões diferentes ao longo do dia foi motivo mais que justo para que as peças, mesmo aquelas com ares de escritório, ganhassem configurações mais modernas e, por que não? – um acento fashion. Mas nem sempre a tentativa dá muito certo. Recentemente, a apresentadora do “Jornal Nacional” Renata Vasconcellos apareceu vestida com um quimono na cor lavanda durante a chamada do noticiário. E, por lembrar um robe com ares de pijama, a peça virou meme nas redes sociais, principalmente para aqueles que ainda não estavam muito acostumados a um visual tão fashionista da jornalista. “As pessoas já estavam acostumadas a ver a Renata sempre com looks bem básicos e minimalistas apresentando o telejornal. Como a
Orientação “Ninguém precisa perder a essência na hora de se vestir para o trabalho. A pessoa pode ter o seu estilo, desde que ele se adapte às normas da empresa e ao que ela representa no mercado. Pedir orientação é importante, pois pode nortear o funcionário”, salienta Iara Leão.
MAGÊ MONTEIRO/DIVULGAÇÃO
É possível usar a calça pijama para o trabalho
jornalista estava sentada em uma bancada, ela ‘quebrou’ o look; a composição não apareceu completa, só da cintura para cima, e, por isso, causou estranheza”, analisa a consultora de imagem e personal stylist Iara Leão. ADEQUAÇÃO Para Rodrigo Cezário, situações como a ocorrida com a jornalista no contexto de trabalho são mais uma prova de que é preciso harmonizar a personalidade com o perfil da empresa. “Um tatuador consegue transmitir a mensagem ‘correta’ usando camiseta, jeans e tênis. Já um advogado só poderá expressar a seriedade do seu trabalho se estiver portando um terno bem-cortado. O equilíbrio acontece quando conhecemos a nossa personalidade e adequamos o nosso estilo pessoal aos códigos de cada profissão”. Iara Leão também acredita ser de extrema importância essa adequação entre a imagem pessoal e a profissional, mas sustenta que, na prática, não é preciso dividir, no armário, a seção “roupa de trabalho”
Dress code “Deve-se observar o ambiente: quanto mais formal, mais desaconselhável é o uso de roupas casuais. Se o ambiente permitir, vale compor looks equilibrando peças casuais com outras mais clássicas e elegantes”, diz Rodrigo Cezário.
Peças-chave “Casacos tipo cardigã, colete de alfaiataria, blazer e calças jeans escuras são peças ótimas para se aproveitar tanto no trabalho quanto em eventos informais”, enumera Iara.
MAGÊ MONTEIRO/DIVULGAÇÃO
Look monocromático impõe refinamento
da “social”. “O guarda-roupa pode continuar sendo um só. A divisão não é muito funcional nem sustentável. Eu sempre indico investir em peças atemporais e versáteis, que casem com o próprio estilo e que possam ser usadas no ambiente de trabalho e adaptadas aos momentos de lazer”, acredita. Poroutro lado, Cezário sugere organizar o armário de acordo com a necessidade. “O guarda-roupa ideal é composto por cápsulas de produção organizadas de acordo com as necessidades do usuário. Ter peças exclusivas para o trabalho facilita a escolha das produções no corre-corre diário, assim como garante a preservação das peças, ou seja, elas vão durar mais, entre outras vantagens”, sugere. “Um blazer bem-cortado ajuda a dar um toque deelegância na produção em qualquer ambiente, seja usado com jeans e tênis ou calça e sapatos sociais. Isso vale para o homem e para a mulher”, enumera. Para facilitar, elencamos produções que vão dão frescor e elegância ao guarda-roupa de trabalho, sem cair na mesmice.
Evite Tome cuidado com decotes ousados roupas exageradamente justas, saias curtas ou sandálias que mostrem muito os pés e sugiram certa sensualidade. “Lingerie muito à mostra e transparências exageradas também devem ser evitadas”, diz Iara.
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Silhuetas aconchegantes REPRODUÇÃO/TV GLOBO
NÉCESSAIRE A esfoliação ajuda na renovação da pele, elimina as células mortas e as impurezas. Ela ainda permite ainda que os poros fiquem abertos e potencialize o efeito de cremes hidratantes. Veja a seleção a seguir FOTOS DIVULGAÇÃO
A jornalista Renata Vasconcellos usou um robe na chamada do “Jornal Nacional”
Contém partículas esfo6 Frutado liantes de casca de coco e pó de Já há algumas temporadas o pijama deixou de ser uma peça usada apenas dentro do lar para ganhar ruas e passarelas. Na verdade, não só ele, mas também outras peças do chamado “sleepwear” – estilo que elevou as vestes com “cara de ficar em casa” para o posto de queridinhas do inverno. Famosas como Rihanna e Kim Kardashian já incorporaram o look soltinho em algumas aparições formais e casuais. E, no Brasil, por mais que a escolha do figurino da jornalista Renata Vasconcellos – que vestiu
um quimono de cetim lavanda para a chamada do “Jornal Nacional” no fim do mês passado – tenha causado frisson, outras peças que fazem parte desta tendência, como robes, chambres e camisas de pijama, podem, sim, ser usadas de várias maneiras. Na verdade, podem, inclusive, ser uma opção para fazer bonito no ambiente de trabalho, sem incorrer em um visual equivocado ou um look com cara de roupão ou pijama. Para o consultor de moda e stylist Rodrigo Cezário, uma das formas mais certeiras de usar o
robe é aliar a peça a outras mais básicas, evitando que o visual pareça ter saído direto da cama. “O quimono pode ser uma peça-curinga, servindo de base a um look para trabalho, passeio e até festa; tudo vai depender das cores e dos materiais”. Para o trabalho, ele sugere peças de tecidos mais opacos. “Já para a noite, pode abusar do brilho. Fica ótimo com calças justas ou pantalonas, e sobre vestidos longos também”, ensina. Peças para entrar no clima da tendência você vê a seguir. (Lorena K. Martins)
FOTOS DIVULGAÇÃO
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O mês de junho, tradicional das festas juninas, está chegando ao fim, mas as quermesses, não. A cidade ainda está repletas de festas e eventos agendados (veja roteiro na página 28) para esta e as próximas semanas – ainda bem! A época mais fria – e, cá entre nós, gostosa – do ano inspira a moda com a profusão de estampas de padronagem xadrez de todas as cores e gostos, juntamente às botas com ares de velho oeste. Itens de decoração também entram no clima e são ótimos pretextos para enfeitar a casa e até mesmo motivar a montar a própria festa junina e chamar os amigos. Que tal? Lorena K. Martins
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
“Furacão” HÉLVIO
o m 9 anos, presenciei uma cena da q u a l nunca vou me esquecer. Era uma tarde de domingo, estávamos em casa eu, meus pais e irmãos. Lá fora um barulho forte de vento, e o céu, num prenúncio de tempestade, rapidamente escurecia. Era ainda muito pequena para entender o que estava para acontecer. A única coisa de que me lembro é de meu pai, aflito, gritando para todos saírem de casa. O barulho lá fora era ensurdecedor, e o céu, cada vez mais negro. E era para lá que deveríamos ir, lá onde as árvores se curvavam em direção ao chão, a poeira se levantava em redemoinhos, e o vendaval, com uma força descomunal, destruía tudo por onde passava, inclusive parte de nossa casa. Segurava com força as mãos de meu pai, que, apreensivo, a tudo observava. Como era muito magrinha, não me deixavam sozinha, acho que por receio de que eu voasse. Atônita, via aquela cena terrível se passar à minha frente. O pior foi quando o Paulo, meu irmão mais velho, inventou de subir no telhado. Meus pais, ao vê-lo ali de pé, numa brincadeira perigosa e inconsequente,
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mal acreditaram. – Paulo! Desce daí, pelo amor de Deus! – gritavam. Nessa hora, foi Deus quem protegeu. No exato momento em que ele desceu, o telhado voou pelos ares. Também caíram as grades da varanda e parte do teto da sala. Fora o iminente perigo de as árvores tombarem na casa, motivo maior de nossa saída forçada. Esse
“furacão” ficou na história de Belo Horizonte. Toda a cidade havia sofrido as consequências do vento. Árvores caídas, barracos destruídos, casas danificadas, carros destroçados. Pode parecer brincadeira, mas por causa disso fui parar no psicólogo. Se existe uma coisa com a qual sou traumatizada, são ventos fortes. Naquela época, lembro-me de
que o psicólogo, doutor Raimundo Lippi, pedia-me para desenhar árvores. Eu as desenhava ao redor de minha casa, sempre curvadas, prestes a cair. Demorou um pouco para que meu pânico diminuísse. Com 13 anos, presenciei outra tempestade que ficou na memória. Era um dia de semana em que somente eu, Preta, nossa mais querida
cozinheira, sr. Pedro, nosso jardineiro, e um pintor, do qual não me recordo o nome, estávamos em casa. Por volta das 17h, o dia virou noite. E, como se não bastasse, pedras de gelo começaram a cair do céu. Em questão de minutos, a grama ficou branca. Dentro de casa o pânico foi completo, principalmente após a queda de energia.
O pintor, um senhor já de idade, começou a gritar que era o fim do mundo. Preta providenciou uma vela e tratou de rezar. – Vão rezar, gente! Vão rezar! – gaguejava nervosamente na tentativa de manter o equilíbrio. Um dos cachorros, enlouquecido com o barulho, se atirou na porta da varanda com vidro e tudo. E eu, já bastante traumatizada, observava a cena dantesca, começando a acreditar que aquilo fosse realmente o fim do mundo. Enfim, a tempestade cessou. Quando minha mãe e meus irmãos chegaram, o assunto não era outro, principalmente após constatarmos o caos em que havia se transformado a nossa casa. Árvores e fios caídos, passarinhos e sapos mortos por todo lado, mangueiras e outras árvores desfolhadas, cachorros em pânico ou desaparecidos. A chuva de pedra foi tamanha que, no dia seguinte, retiramos com pá camadas de gelo do chão. Não foi a primeira tampouco a última chuva de granizo que presenciei, mas, sem dúvida, a que mais me assustou. E foi depois dela que o doutor Raimundo quase me recebeu de novo. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
pampulha SILVIO QUIRINO/DIVULGAÇÃO
WAmérica do Sul. Temporada de esqui começa com novidades. Páginas 4 e 5 WItália. Palio di Siena é costume medieval que sobrevive até hoje. Página 11
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BELO HORIZONTE Sábado 24/6/2017
Partiu Araguaia Deixe a preguiça de lado e embarque nessa viagem de contemplação à natureza, com balneário e até pesca para iniciantes. Páginas 6 a 8
W2 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 24 de junho de 2017
paulo campos paulocampos@otempo.com.br
check in/ W check out
sala vip W
Star Prestigie nos resorts Iberostar FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Nathália Barbosa, gerente de contas para Minas Gerais e Brasília da rede Iberostar, veio especialmente a Belo Horizonte para divulgar, a um seleto grupo de agentes de viagens convidados pela operadora Viagens Master, uma das principais novidades da rede espanhola na Praia do Forte: o Star Prestigie. Trata-se de uma área VIP nos resorts onde os clientes podem desfrutar de lounge privativo e de um clube de praia exclusivo.
André Biagioni, gerente comercial da Viagens Master, durante evento que o Iberostar realizou em parceria com a Viagens Master
Nova loja em Belo Horizonte A Azul Viagens inaugurou, no dia 14, sua nova unidade em Belo Horizonte (avenida Raja Gabaglia, 2.000, loja 8, Torre 1, bairro Cidade Jardim.) A nova loja funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, e aos sábados, das 9h às 14h, apostando em excelência no atendimento e negociações especiais. O telefone de contato é (31) 3344-1871. Essa é a 32ª loja da marca e a quarta em Belo Horizonte. O supervisor é Juscelino Melo. AZUL VIAGENS/DIVULGAÇÃO
A Azul Viagens já tem outras três lojas em Belo Horizonte
Realidade virtual no turismo O Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau fechou parceria com a NDG Comunicação para o uso de uma ferramenta de realidade virtual. Com a parceria, BHC&VB poderá levar os atrativos de Belo Horizonte para o mundo inteiro por meio da tecnologia, permitindo aos turistas realizar um tour virtual pela capital mineira, numa experiência inédita. A realidade virtual está, aos poucos, fazendo parte do segmento de turismo.
Nathália Barbosa (gerente de contas para Minas e Brasília do Iberostar), entre Nery Jr. e André Biagioni (Viagens Master)
Reinaldo Azevedo (Speed System), Dorinha Paiva (Greenwich), Ronan Andrade (Ibiza Turismo) e Nathália Barbosa (Iberostar)
Raquel Cavalcante (Flyme Travel), Adriano Martins (WA Viagens), Ana Paula Chagas (FlyVip) e Joane Machado (BTM Viagens)
Lorran Silva (Alvo Turismo), Gisele Mendonca (Polo Turismo), Elaine Melo (Master Turismo) e Jordana Ramires (My Way)
Marca corporativa
Expansão do setor
O Beach Park expandiu seu leque de atuação e ganhou nova marca corporativa: o Beach Park Entretenimento. O desenvolvimento estratégico foi resultado de um ano de estudos e pretende refletir a consolidação da cultura da companhia, que, nos últimos 30 anos, expandiu-se para novas áreas como mídia, plataformas de conteúdo e entretenimento, como a produção do musical Ceará Show.
Com o aumento do turismo internacional, cresce a consciência sobre o seguro-viagem, por conta do alto custo do atendimento à saúde no exterior. De acordo com a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), os seguros de viagem registraram R$ 420,20 milhões em prêmios (valor pago pelos segurados) em 2016. O valor representou expansão de 87,6% em relação a 2016.
Câmara de Comércio Argentina-Minas Gerais
personagem da semana JACKSON ROMANELLI/DIVULGAÇÃO
Ubiraney de Figueiredo Silva, presidente da Associação Circuito do Ouro, fala sobre os novos circuitos e o trabalho de roteirização para facilitar a circulação do turista
Quando foi criada a Associação Circuito do Ouro e qual é o objetivo da entidade?
Desde 2001, a Associação do Circuito do Ouro existe com personalidade jurídica, tendo como missão representar seus associados, apoiar e promover o desenvolvimento do turismo sustentável no circuito, por meio da articulação de setores empresariais, governamentais e sociedade civil, e da indução de políticas, planos e projetos, reforçando a identidade regional.
Quantos municípios fazem
parte do circuito e quais seus principais atrativos?
São 15 municípios associados, com atrativos culturais, religiosos, ecológicos e gastronômicos, como Museu da Inconfidência, trem turístico da Vale, Museu do Tropeiro, santuários do Caraça e da Piedade, Fábrica da Felicidade da Coca-Cola, cervejarias artesanais e diversas cachoeiras e trilhas.
Em 2016, a associação lançou quatro roteiros turísticos. Quais são eles e como estão sendo vendidos aos turistas?
Os roteiros são: Entre Tri-
lhas, Sabores e Aromas, com duas rotas (gastronômica e ecológica), passando por Rio Acima, Itabirito, Nova Lima e Sabará; Entre Serras da Piedade ao Caraça, com três rotas (religiosa, gastronômica e ecológica), em Caeté, Barão de Cocais, Santa Bárbara e Catas Altas; Entre Personalidades e Ruralidades, com duas rotas (das personalidades e do tropeirismo), em Itabira e Nova Era; e Entre Cenários da História, com três rotas (histórico-cultural, das artes e ecológica), em Mariana, Ouro Preto, Ouro Branco e Congonhas. Como a proposta da associação é dar ao viajante autoguiado maior liberdade de planejamento e organização da própria viagem, os roteiros estão no site (circuitodoouro.tur.br), além do mapa e do guia, distribuídos gratuitamente.
Quais as últimas novidades do circuito para os turistas?
Com a roteirização, temos conseguido realizar diversas parcerias – com Coca-Cola e
Vale, por exemplo –, que ajudam a fazer dos roteiros um produto turístico das empresas e das comunidades da região, e não apenas da Associação do Circuito do Ouro. Temos ainda projetos de sinalização turística dos roteiros e de uma tecnologia extremamente inovadora, a serem realizados ainda neste ano.
Foi lançado no último dia 14, no auditório da Fiemg, a Câmara de Comércio e Indústria Argentina-Minas Gerais, que será ferramenta fundamental para a consolidação e ampliação dos intercâmbios econômicos, tecnológicos, sociais, educacionais e culturais entre a República Argentina e o Estado de Minas Gerais. EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Qual é hoje o perfil do visitante do Circuito do Ouro?
Numa região que tinha como principal atratividade o segmento histórico-cultural, que concentrava um público acima de 25 anos, a roteirização do Circuito do Ouro possibilita apresentar diversos destinos sob várias perspectivas. Hoje, temos ações direcionadas para famílias, crianças e adolescentes, jovens adultos e terceira idade, bem como diversas classes sociais. Nosso fluxo é bem heterogêneo, tendo em vista a diversidade que a região apresenta.
Marcelo Arruda Nassif (representante do governo de Minas), Olavo Machado Jr. (presidente da Fiemg), Carlos Alfredo Magariños (embaixador da Argentina no Brasil), Lázaro Luiz Gonzaga (presidente da Fecomércio), Manoel Ferreira Guimarães Neto (Corpo Consular no Estado de Minas Gerais) e José Cafiero (cônsul geral da Argentina em Belo Horizonte)
Mal das pernas A companhia aérea italiana Alitalia está mal das pernas. Depois de iniciar processo de recuperação judicial na Itália, em maio, a empresa solicitou, no último dia 16, proteção contra falência em tribunal dos Estados Unidos. Por enquanto, não há notícias de que a medida afeterá os voos da companhia. Segundo analistas do setor aéreo, o mais provável é que a empresa seja mantida, apesar de não ter conseguido dar nenhum lucro até agora.
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte
24 de junho de 2017
O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 24 de junho de 2017
Rota da Seda (I)
Viagem mítica pela história O circuito em Usbequistão, Armênia e Geórgia faz parte da mítica Rota da Seda, considerada a maior rede comercial do mundo antigo, que estabelecia a ligação entre o Oriente e o Ocidente. O roteiro consta dos relatos do aventureiro Marco Polo e passa por lugares como a cidade murada de Khiva, a magnífica arquitetura de Bukhara e Samarcanda, a Joia do Oriente, além de cidades históricas e vales de incríveis belezas. Durante a viagem, você vai deparar-se com mesquitas, mausoléus, minaretes e madrassas em destinos exóricos, muito seguros e fascinantes. FERNANDO PESSOA/DIVULGAÇÃO
Rota da Seda (II)
Dezenove dias de viagem O roteiro de 19 dias da Van Holland Turismo inclui sete dias no Usbequistão, oito noites na Geórgia e na Armênia, visitando lugares de beleza arquitetônica e diferentes culturas como Khiva, Bukhara, Samarcanda, Tbilisi, Erevan e Novarank, com parada de dois dias em Istambul, na Turquia. A saída é no dia 7/9, com serviços privativos e guias locais falando espanhol.
turismo
Neve
Algo de novo em estações argentinas e chilenas Temporada de esqui na América do Sul começa neste mêscom muitas novidades; fortes nevascas desde marçoantecipam visitantesno Chile Tânia Ramos* Descontos em hotéis, aulas especiais e aplicativos para alugar material para esportes de neve. Essas são algumas das novidades da temporada de esqui na América do Sul, que começa neste mês e vai até setembro, na maioria das estações de esqui do continente, ou outubro, como é o caso da chilenas Portilho (até o dia 1°) e Ushuaia, destino argentino que vai funcionar até meados do mês. No Chile, onde fortes nevascas vêm acontecendo desde março, a abertura das estações de esqui foi antecipada, e as instalações já recebem turistas de todo o mundo. Com a expectativa de uma temporada de muita neve, as perspectivas em Nevados de Chillán são bastante otimistas. Lá, são esperados “cerca de 100 mil turistas apaixonados por esportes de neve”, segundo a diretoria do Nevados de Chillán Mountain Resort, Ski & Hot Springs. Considerado o mais importante centro de esqui do sul do Chile, o Nevados de Chillán tem como principal novidade da temporada a abertura do novo lift triplo El Refugio, que dará acesso
a Três Marias, a mais longa pista de esqui da América do Sul, com 13 km de extensão e descidas entre árvores e bosques milenares. Distantes apenas 60 km de Santiago, as pistas de Valle Nevado foram abertas em 26 de maio, mas foi ontem que os hotéis começaram a funcionar, e, hoje, acontece a festa de abertura com um show de boasvindas e, para fechar o dia, uma sunset party com o tema “A Luz e o Fogo”, no Mirador del Valle, com banda convidada, DJ e opções gastronômicas.
do, respectivamente, roupas vintage ou chapéus malucos. Em Portillo, a 160 km da capital chilena, a temporada – começou no último dia 17 e vai até 30 de setembro – investe em semanas temáticas para agradar a todo tipo de esquiador, além de gratuidade para uma ou duas crianças até 11 anos, em datas selecionadas. Nas Semanas da Família (entre os dias 8 e 29/7), haverá programações especiais para crianças, por exemplo. Na do Vinho (29/7 a 5/8) e no Wine Fest (19 a 26/8), haverá um festival dedicado aos rótulos produzidos no país.
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DAVID TORREALBA/DIVULGAÇÃO
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Snowboarders se divertem em Nevados de Chillán
Novidades da temporada argentina Bariloche: . Diárias de hotel até 21% mais baratas . Mais voos extras do Brasil para lá, operados por Latam e Azul, de julho a agosto . Nova confeitaria giratória no topo do Cerro Catedral
Cerro Castor (Ushuaia): . Ampliou a ligação entre os circuitos Gaviota Austral e Las Lajas, criando mais de 400 m de área esquiável . Investiu em novos canhões de neve artificial em Caminito del Bosque e Avutarda
*Com Agência O Globo VALLE NEVADO SKI RESORT/DIVULGAÇÃO
Aplicativo Neste ano, os frequentadores podem alugar equipamentos por meio do aplicativo Rental Mobile, e retirar direto na loja. O bilhete eletrônico Valle Plus, lançado em 2016, ganhou um upgrade tecnológico. Algumas pistas da estação foram ampliadas e agora contam com operação simultânea de fabricação de neve, o que deve garantir boas condições de esqui mesmo que não haja neve o suficiente. Outras inovações de Valle Nevado são o Vintage Day e o Crazy Hat Day, que prometem descontos e prêmios a quem aparecer por lá usan-
Esquiador desce pista da estação de Valle Nevado
HOTEL NEVADOS/DIVULGAÇÃO
De estações de esqui de Bariloche ao fim do mundo
Rota da Seda (III)
As vagas são limitadas Essa viagem através do tempo na Rota da Seda inclui ainda hospedagem, traslado, passeios e refeições. O voo é operado pela companhia aérea Turkish Airlines. Preço sob consulta. O grupo, com vagas limitadas, terá acompanhamento da expert em viagens Ana Queiroga e acompanhamento desde Belo Horizonte. Mais informações, ligue para a Van Holland, pelo telefone (31) 3275-1822.
Em Chillán, Hotel Nevados: mistérios da montanha com encantos da neve
Queridinha de brasileiros adeptos dos esportes de neve, a estação de esqui de Bariloche, na Argentina, tem um trunfo para atrair mais visitantes nesta temporada. Com o fim do imposto local sobre hospedagem para turistas estrangeiros, as diárias dos hotéis podem ficar até 21% mais baratas no destino de inverno argentino. Outra vantagem para os brasileiros é que haverá mais voos extras do Brasil para lá. A Latam, por exemplo, terá
rotas diretas de São Paulo às sextas, sábados e domingos, em julho, e sábados e domingos, em agosto. A Azul vai operar uma linha extra, sem conexões, de Campinas, aos sábados de julho e agosto.
Diversão Quem for neste inverno, poderá conhecer a nova confeitaria giratória no topo do Cerro Catedral, a mais alta estação de esqui da região. Já neva por lá, mas a temporada só abrirá oficialmente
no dia 9 de julho. Em Ushuaia, cidade que se autointitula “el fin del mundo”, a estação Cerro Castor, a mais austral do planeta, ampliou a ligação entre os circuitos Gaviota Austral e Las Lajas, criando mais 400 m de área de esqui. A estação também investiu em novos canhões de neve artificial nas pistas Caminito del Bosque e Avutarda. A temporada, que começou ontem, vai até meados de outubro.
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GUSTAVO CALLIGARIS/DIVULGAÇÃO
Amantes de esportes de neve se preparem: as estações de esqui do Hemisfério Sul já estão bombando
Hotel Cristal, com localização perfeita na avenida central de Bariloche, é uma das hospedagens com diárias 21% mais em conta nesta temporada de neve AXEL PASTOR/DIVULGAÇÃO
Confeitaria giratória, no alto da Cerro Otto, é uma das novidades de Bariloche
Em primeira mão no Chile Valle Nevado: . Aluguel de equipamentos pelo aplicativo Rental Mobile . O bilhete eletrônico Valle Plus ganhou um upgrade . Algumas pistas, ampliadas, contam agora com fabricação simultânea de neve Valle Corralco: . Inovação, o snowkite é uma mistura de esqui com pipa do kitesurfe, com aulas de duas horas a US$ 100 . Estação terá um novo bilhete
eletrônico, que abre os portões de acesso às pistas com a aproximação do visitante Portilho: . Terá programação temática: Semanas da Família: 8 a 29/7 Semana do Vinho: 29/7 a 5/8 Wine Fest: 19 a 26/8 Nevados de Chillán: . A novidade é o lift triplo El Refugio, que dará acesso à Três Marias, a mais longa pista de esqui da América do Sul
Deslize de esqui sob o vulcão Aos pés do vulcão Lonquimay, na Reserva Nacional Malalcahuello-Nalcas, a estação chilena Valle Corralco é uma alternativa para os amantes dos esportes de neve. Com desnível de pouco mais de 500 m – de 1.480 m de altitude a 2.300 m –, há opções para toda a família, de pistas negras para experts a verdes para principiantes. A estação ainda oferece caminhadas com raquetes para o vulcão Lonquimay e trilhas pelos bosques de araucária Pehuenco e Salto Colorado. Próximo à cidade de Temuco – a 718 km de Santiago –, a grande inovação da estação será o snowkite, uma mistura de esqui com a pipa de kitesurfe. Os interessados podem aprender a modalidade em aulas de duas horas a US$ 100. Para inspirar os iniciantes, haverá demonstrações de profissionais. Neste inverno, a estação terá um novo bilhete eletrônico, que faz com que os portões de acesso às pistas se abram automaticamente quando o turista se aproxima. A estação funciona desde sábado passado.
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turismo
Goiás
Pesca, descanso, praia e desapego no rio Araguaia Praticamente consolidada como destinode pescaesportiva, a região temainda atrativos para quem busca naturezae dar adeus ao estresse Bernardo Miranda Serpenteando entre os Estados de Goiás, Mato Grosso e Tocantins, o rio Araguaia carrega uma imensidão de água. Mas é só quando ela começa a baixar, entre maio e outubro, que o rio revela todo seu potencial. Bancos de areia branca, antes submersos, se transformam em tranquilas praias de água doce. As áreas, antes alagadas, ressurgem com sua vegetação e abrem espaço para a visualização de uma exuberante fauna. O fim da piracema, período de desova dos peixes, dá início à temporada de pesca esportiva. Peixes nobres como pirararas, piraíba e jáu, alguns com mais de 100 kg, transformam a região em um dos lugares mais cobiçados por pescadores no Brasil. Para desfrutar do que a região tem a oferecer, no entanto, não é preciso ser um pescador experiente, daqueles que se enfurnam em um barco e só saem de lá após a conquista do peixe com pesagem beirando os 100 kg. Sim, a região do Araguaia ainda é muito procurada por grupos de pescadores, homens. Porém, cada vez mais famílias inteiras e grupos de mulheres têm viaja-
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Peixes
do para as cidades às margens do rio, seja em busca de diversão pela pesca, pelo balneário, ou só pela contemplação da beleza que parece aumentar proporcionalmente ao baixar das águas. No Estado de Goiás, duas cidades banhadas pelo rio – Aruanã, a 314 km de Goiânia, eopovoadodeLuizAlves,pertencente ao município de São Miguel do Araguaia, a 519 km da capitalo – integram o Circuito Araguaia, idealizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Goiás,
justamente para aproveitar melhor esse potencial turístico mais amplo e criar melhores opções de hospedagem e de atividades para os turistas.
Edson das Tabocas, da Associação dos Barqueiros de Aruanã
À espera da fisgada Em ambas, os turistas encontrambarqueiros experientes capazes de guiar quem nuncapescou navida parapegar uma pirarara em menos de duas horas de pescaria. Em Aruanã, as praias também têm bons acampamentos, com direito até a conforto de ar-condicionado. É um ótimo local para um banho nas águas mornas do Araguaia. Já em Luiz Alves, o destaque fica por conta das pousadas às quais só é possível chegar após 70 km de viagem de barco, permitindo um contato quase cru com a natureza. Jacarés nadam ao la-
do do barco e botos ora submergem tranquilos para respirar, ora atacam um cardume, proporcionando o espetáculo dos peixes que saltam, aos montes, para fugir do predador. O Araguaia é lugar de pesca, mas pode ser também de descanso e de contemplação de uma natureza que dispensa o estresse e renova as energias, assim como o rio deixa as águas correrem livremente, sem apego, em uma cerimônia natural de renovação.
O pirarara é um dos maiores peixes da bacia do Araguaia e também um dos mais bonitos que nadam nas águas do rio
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Encontro das águas do rio Vermelho com o Araguaia, no trecho de Aruanã
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Piraíba
Lei da Cota Zero
Barbado
Muitas espécies Gigante dos rios No rio Araguaia é encontrada uma enorme variedade de peixes. Como há interligação do curso d’água com a bacia amazônica, praticamente todas as espécies existentes nos rios do Norte do país também podem ser pescados na região do Araguaia, inclusive os de grande porte. Cardumes inteiros se movimentam pelas correntezas das águas.
“A cidade se consolidou como um destino para a família toda. Aqui no Araguaia, a pesca é para todos”
Em grupo É o maior peixe de couro de água doce do mundo e pode pesar mais de 200 kg.
Encontrar cardumes desse peixe no Araguaia é um dos desafios dos pescadores.
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Grande e Belo
Ornamental
Pirarara
Aruanã Além de chegar até 50 kg, as misturas de cores fazem desse peixe um dos mais belos.
Peixe que dá nome ao município, é muito utilizado para embelezar aquários.
Preservação. Para garantir que as espécies de peixes continuem abundantes no Araguaia, não é possível levar os pescados. A lei da cota zero só permite que os peixes sejam consumidos lá, no limite máximo de 5 kg por licença. Espécies raras como a pirara são proibidas até para o consumo próprio. Estratégia. Para os barqueiros, a lei não reduziu o número de pescadores no Araguaia; ao contrário, aumentou e tornou o turismo sustentável.
turismo
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FOTOS EDMAR WELLINGTON/ SEBRAE/DIVULGAÇÃO
Pôr do Sol é certamente um dos momentos mais bonitos na região do Araguaia
Pesca fácil e água morna em Aruanã Localizada no encontro do rio Vermelho com o Araguaia, Aruanã (GO) talvez seja a principal cidade usada pelos goianos como balneário. As formações das praias de água doce no período da vazante são o motivo dessa atratividade. Por isso, há várias casas de veraneio no município. Porém, o local tem potencial para ser mais do que uma área de lazer estadual e atrair turistas de todo o Brasil. A melhor forma para chegar a Aruanã indo de outros Estados é pelo aeroporto de Goiânia. De lá, segue-se numa viagem de três horas em boas estradas pavimentadas. Na cidade, ainda são poucas as opções de hospedagem. Uma delas é a pousada Eliana, onde pode-se ficar em quartos com hidromassagem e vista para o encontro dos rios Vermelho e Araguaia. Outra alternativa é hospedarse nos acampamentos à beira das praias de água doce. Há
tanto áreas de camping mais simples quanto acomodações luxuosas com ar-condicionado e todo o conforto que se teria na cidade, com vantagem adicional de se estar a poucos passos das águas mornas do Araguaia. Outro ponto positivo em Aruanã é a facilidade logística para quem quer passar o dia pescando no rio. Há quatro portos espalhados pela orla, onde os turistas encontram os barqueiros para guiá-los pelo rio. O serviço, com aluguel do barco e almoço à beira-rio, em que o cardápio são os peixes pescados, sai a R$ 250. O barco leva até três pessoas, mas iscas, equipamento e combustível não estão inclusos. Com a experiência dos barqueiros, mesmo quem nunca pescou na vida não terá dificuldade para fisgar seus primeiros peixes. Se não tiver sorte, o passeio vale só pela paz proporcionada pela contemplação do rio.
Serviço Onde ficar: Pousada Eliana: Diárias a partir de R$ 210 o casal. A suíte com hidromassagem e vista para o rio custa R$ 400, na baixa temporada. Rua José Eufrásio F. Lima, quadra 21, lote 01. Telefone: (62) 3376-1470 Sesi Aruanã: Com 78 apartamentos padrão luxo, parque aquático e salão de jogos, o preço da diária custa a partir de R$ 130. Avenida Altamiro Caio Pacheco, quadra 23, lotes 46 a 53. Telefone: (62) 3376-1221 Onde Comer: Sabor e Arte: Restaurante simples, mas com comida com gosto de caseira. Os pratos vão dos peixes típicos do Araguaia ao Galopé. Os preços variam de R$ 15 a R$ 20. Rua Antônio Pinheiro Artiaga, 875. Avivar Açaí: Na praça Couto de Magalhães, várias modalidades de cremes de açaí para se refrescar do forte calor na região.
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turismo FOTOS EDMAR WELLINGTON/ SEBRAE/DIVULGAÇÃO
Asa Branca
Só o rio e a natureza como companhias de férias Após 70 km de navegação Araguaia abaixo e literalmenteno meio do mato, as pousadas do distrito permitemum genuínodescanso aosom das águas rio, queembalam ainda mais os hóspedes do barco-hotel Bernardo Miranda Descendo o rio Araguaia por cerca de 70 km, chega-se à pousada Asa Branca. Situada no meio da mata, distante de qualquer sinal de aglomeração urbana, o gerador movido a gasolina mantém a energia e até o Wi-Fi, que garante o conforto quando o hóspede não está aproveitando o rio. Mas o melhor é estar nas águas, atrás de peixes para fisgar, contemplando jacarés que nadam despretensiosos e, com uma boa dose de sorte, vendo onças-pintadas que andam pelas margens. Essa viagem a uma natureza quase virgem parte de Luiz Alves, distrito de São Miguel do Araguaia, já na tríplice divisa entre os Estados de Goiás, Tocantins e Mato Grosso. Diferentemente de Aruanã, lá o foco principal é mesmo a pescaria, e a rede hoteleira, mais extensa, o que oferece uma boa diversidade à escolha do turista. No distrito, há pousadas com boa estrutura de lazer e restaurantes. Se optar por lugares mais simples, não será difícil achar;
já se quiser ter um contato mais direto com o rio, poderá ficar em um barco-hotel ou seguir viagem rio abaixo até as pousadas à beira do rio, como é o caso da Asa Branca. Para se chegar a essas hospedagens, localizadas no meio da mata, o turista precisa ir a Luiz Alves, que fica a 519 km de Goiânia e 568 km de Brasília. Do distrito, é preciso percorrer mais de meia hora de carro até o porto e, então, pegar uma canoa ou uma lancha, para descer o rio Araguaia por quase duas horas até as pousadas mais distantes.
tica Andréa Falcão. Para quem não quiser sair do rio nem para dormir, tem a opção de ficar nos barcos-hotéis, com refeições e bebidas incluídas no preço da hospedagem. Eles têm capacidade para receber até 20 pessoas, oferecendo quartos com ar-condicionado. As canoas de pescaria seguem o barco-hotel e ficam à disposição dos hóspedes para ir em busca dos peixes. O pacote de seis dias no barco-hotel sai a partir de R$ 4.700 por pessoa, mas a única preocupação do turista é entrar na embarcação.
Rio Cristalino é um dos principais afluentes do Araguaia, que proporciona um contato mais íntimo com a natureza
Esforço recompensado Essa foi a escolha de um grupo de turistas de Curitiba, formado por casais, mulheres e homens solteiros, que praticamente todos os anos vão para o local. “Vale a pena todo o deslocamento para chegar até aqui. Não há esforço que seja maior que o de poder contemplar essa natureza com uma beleza única e, claro, pescar bons peixes. Não há como aproveitar uma natureza tão intocada se não fizer um caminho longo”, conta a técnica em informá-
Ao longo do Araguaia há comunidades indígenas da etnia Karajá, em que é possível encontrar belos artesanatos Um forte trabalho de resgate da cultura indígena Karajá, na região do Araguaia, foi realizado pelo cacique Raul Hawakat
Serviço Onde Ficar Pousada Asa Branca. A pousada tem uma unidade em Luiz Alves e outra em uma das margens do Araguaia, no meio da mata. Diárias a partir de R$ 230. Rua 7, 256, Setor Oeste. Tel: (62) 3364-2710 Pousada Pescador. Também tem opções no distrito e à beira-rio. Alameda Salustrino Pinheiro, s/n. Tel: (62) 3382-3100 Pousada Canoeiros. Diárias a partir de R$ 200. Localizada em Luiz Alves, com boa estrutura de lazer, como salão de jogos e piscina. Rua 9, quadra 19, lote 13. Tel: (62) 3223-3508 Encontro com animais silvestres, alheios à aproximação, é uma das vantagens de se hospedar no meio da mata
Criar um pacote único é o próximo incentivo Um dos objetivos da criação do Circuito do Araguaia é fazer com que os turistas visitem mais de uma cidade e aproveitem melhor os atrativos da região. Porém, uma das dificuldades para o visitante é que não há ainda um pacote que inclua esse roteiro aos diversos passeios possíveis na região, englobando os municípios banhados pelo rio. As agências já vendem pacotes para turistas que pretendem ficar exclusivamente em Luiz Alves, em São Miguel do Araguaia (GO). Neles, as diárias, já incluídos os gastos com a pescaria durante o dia, giram em torno de R$ 800.
Já em Aruanã, o turista precisa fazer o contato com os hotéis e ele próprio terá que montar seu roteiro para fazer o circuito passando pelas duas cidades. O último levantamento feito sobre a realidade do turismo no Araguaia, em 2013, apontou que a taxa média de ocupação hoteleira em São Miguel do Araguaia foi de 28%. A maioria dos turistas vão de Goiânia: 52%. Dos visitantes de fora do Estado, a metade consiste de paulistas, enquanto os mineiros aparecem em segundo lugar, com cerca de 20% do total.
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turismo VISIT LISBOA/DIVULGAÇÃO
Feiras (I)
De artesanato a biológicos As feiras de Lisboa são distintas entre si. De feiras de artesanato no Terreiro do Paço aos sábados e domingos a mercados onde se encontra de tudo aos sábados na Ribeira, de feiras de objetos vintage no bairro Alcântara a mercados biológicos certificados, há um pouco de tudo. Seja qual for, você vai adorar um lado de Lisboa que não está nos roteiros turísticos tradicionais e encanta a maioria dos estrangeiros. EDUARDO MAIA/AGÊNCIA O GLOBO
Lisboa
Para comprar o melhor de Portugal Do luxo às quinquilharias, a cidade temumpouco detudo para todos os bolsos egostos, de shoppings deluxo a mercadose feirinhas mais populares Uma forma original de descobrir Lisboa é fazer compras. Não apenas em grandes centros comerciais, mas em pequenos comércios a céu aberto. Com áreas distintas relativamente perto umas das outras, pode-se
mudar de ambiente de uma hora para outra e, até por vezes, de século sem se perceber. Listamos para você que pensa em viajar para a capital portuguesa locais que não estão (e estão) nos roteiros turísticos. GOOGLE STREETVIEW/REPRODUÇÃO
Shopping centers e outlets Para fazer as compras em um mesmo local, os shopping centers são uma boa aposta. Os melhores são o Shopping das Amoreiras (amoreiras.com), o Centro Colombo (colombo.pt) e o Vasco da Gama (centrovascodagama.pt). Com 220 lojas, o Amoreiras fica em um edifício moderno e emblemático. O Colombo tem a desvantagem de ser longe, na zona de Benfica, o que desanima o turista. O Vasco da Gama, no Parque das Nações, tem a facilidade do metrô à porta – pegue a Linha Vermelha até a estação
Oriente. Os outlets são outra opção em que se encontram excelentes negócios e ótimos descontos. Considerado o maior da Europa, o Freeport Designer (freeportfashionoutlet.pt), em Alcochete, abriga 120 lojas de grandes marcas. O shuttle para lá sai da praça Marquês de Pombal. O outlet recebe muitos turistas durante o ano todo que vão atrás de ofertas e promoções com preços que podem variar entre 60% e 80%. Se procura suvenires, prefira A Vida Portuguesa (www.avidaportuguesa.com).. VISIT LISBOA/DIVULGAÇÃO
Chiado
Feiras (II)
Ladra é a mais famosa A feira mais conhecida de Lisboa é a da Ladra, uma espécie de mercado das pulgas. A feira, que teve origem na Idade Média e já passou por diversos pontos da capital portuguesa, oferece todo o tipo de quinquilharia (leia-se objetos usados) por preços convidativos. Acontece todas as terças-feiras e sábados, no Campo de Santa Clara, atrás do mosteiro de São Vicente de Fora. Para chegar lá, pegue o Eléctrico 28, no sentido bairro Graça, e desça no rua Arco de São Vicente, em Alfama.
Rua Castilho Com sua arquitetura do século XX, a rua Castilho é praticamente uma extensão da avenida da Liberdade. Essa área nobre da cidade promove o comércio de rua por meio de diversas iniciativas de lojistas, como o conceito Castilho Fashion Street, e na última década é uma das ruas mais disputadas em Lisboa por marcas internacionais que
procuram uma localização com charme. Muitas lojas são voltadas ao público feminino, com marcas como Intropia, Gerard Darel, Karen Millen, La Perla, Veste Couture e Loja das Meias. Ali se encontram muitos bancos e hotéis de luxo, como o Ritz Four Seasons (fourseasons.com/lisbon), com seu conceituado restaurante Varanda.
Quem chega ao Chiado encontra a história e a tradição portuguesa misturadas aos novos conceitos da moda. O bairro é uma região trendy e fashion, onde convivem marcas nacionais e internacionais, lojas premium e mass-market. Além dos Armazéns do Chiado (armazensdochiado.com), com seus restaurantes, cafés e uma infinidade de lojas, pode-se aventurar e subir a rua Garret até o largo do Chiado e visitar a Casa Pereira e o café A Brasileira (cafeabrasileira.com. br), onde o poeta Fernando Pessoa passava suas tardes.
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Príncipe Real O boêmio, alternativo e chique bairro vem ganhando destaque nos últimos anos, em função de espaços e conceitos comerciais charmosos, elegantes e de identidade única. O lugar, repleto de ateliês, galerias e lojas de antiguidades, possui localização estratégica. O bairro entrou para o mapa das compras descoladas da capital. O Embaixada Hall (embaixadalx.pt), por exemplo, é um espaço que passou a reunir lojas de design, de moda e ambientes gastronômicos.
VISIT LISBOA/DIVULGAÇÃO
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Avenida da Liberdade
Baixa A Baixa Pombalina é a região comercial mais antiga e típica de Lisboa para as compras, onde se misturam lojas de suvenires, de moda e de acessórios, como roupas e sapatos. Locais como a rua Augusta, fechada ao trânsito de carro, e o emblemático Terreiro do Paço concentram o
comércio tradicional e as lojas com as últimas tendências da moda. A região abriga ainda uma grande diversidade de artigos comerciais encontrados em ruas paralelas e perpendiculares como as ruas do Ouro, da Prata, dos Bacalhoeiros, dos Fanqueiros e dos Sapateiros, entre outras.
A avenida da Liberdade é sinônimo de luxo, elegância e exclusividade. É considerado um espaço sofisticado por reunir marcas de luxo nacionais e internacionais (Louis Vuitton, Carolina Herrera, Hugo Boss, Dolce Gabana, Armani etc.). Com 90 m de largura, reúne também teatros, quiosques com bebidas e comidas abertos até tarde, hotéis (Heritage e Tivoli, entre outros), restaurantes (como Hard Rock Café) e calçadas recheadas com mosaicos e muito verde, que liga a praça dos Restauradores à Marquês de Pombal.
turismo
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GINO CIANCI/DIVULGAÇÃO
Diversão
Itália
Hospedagem
Palio di Siena
No clima. Perto dali, a apenas 20 minutos de carro, fica o Laticastelli, um hotel construído sobre as ruínas de um castelo do século XIII, que proporciona a experiência ideal de hospedagem para quem quer entrar no clima da tradicional festa.
preserva tradição Bela cidade da Toscana realiza, duas vezes ao ano, umacorrida de cavalosque teve origem na Idade Média; neste ano, será em 2/7e 16/8 Da redação Cavaleiros com trajes tradicionais, bandeiras de diversas cores e milhares de pessoas reunidas. É nesse ambiente que acontece, duas vezes ao ano – em 2 de julho e 16 de agosto –, o Palio di Siena, uma corrida de cavalos disputada desde o século XVII na Piazza del Campo, na cidade de Siena, na Toscana. Na celebração religiosa, os cavaleiros competem com trajes típicos medievais e carregam bandeiras de suas paróquias. O cavalo que chegar primei-
ro, após três voltas ao redor da praça, ganha o palio, estandarte criado exclusivamente para o evento. Mais do que um mero evento turístico, o Palio di Siena (ou simplesmente Il Palio, como é chamado pelos locais) representa um momento significativo na vida da cidade ainda hoje, como ocorria há séculos.
A corrida Para participar da competição, os visitantes podem aglomerar-se no centro da Piazza del Campo (sem cadeiras, somente o primeiro que chega recebe
Infraestrutura. Nele, a mobília rústica de origem camponesa se mistura a portas e janelas antigas e muros de pedra ou travertino, que contrastam com suas modernas acomodações – são 29 suítes equipadas com ar-condicionado, frigobar, DVD e Wi-Fi. No restaurante La Taverna, boa gastronomia e rótulos consagrados de vinhos da região. Cavaleiros conduzem estandarte em homenagem à Madonna de Provenzano
Colônia de férias no Rio das Pedras Para o mês de julho, a criançada não terá tempo para ficar quieta. O Samba Rio das Pedras prepara diversão do inicio ao fim do dia, com atrações pedagógicas com acompanhamento, laboratórios de vivências sobre a flora e a fauna da região e parque aquático com piscinas e o Tsunami Samba, que despeja 3.000 L de água de uma vez, além de esportes aquáticos, como wakeboard, stand-up paddle, caiaque e pedalinho. O pacote inclui ainda pensão completa (café da manhã, almoço e jantar). Preço sob consulta. Informações: (31) 0800 207 2622. FRED CARVALHO/DIVULGAÇÃO
um lugar) para assistir gratuitamente à corrida ou pagar um bilhete para obter uma posição mais confortável das varandas dos prédios com vista para o show. Dez cavalos e cavaleiros, vestidos com as cores de suas paróquias, representam dez dos 17 “contrade”
(ou alas) da cidade. O palio realizado em 2 de julho é denominado Palio di Provenzano, em homenagem à Madonna de Provenzano, uma devoção mariana particular de Siena que se desenvolveu em torno de um ícone do Terzo Camollia. Ou-
tros palios são realizados, às vezes, em maio e setembro, como eventos extraordinários. Além da grande corrida de 2 de julho, há eventos paralelos durante toda a semana, como desfiles históricos e exposição da bandeira do cavaleiro vencedor.
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turismo GRUPO DIROMA/DIVULGAÇÃO
Caldas Novas
Di v ersão 24 horas o ano todo para qualquer idade Cidade das águas termais, ela temnoscomplexosdoGrupodiRoma edoRioQuenteResortsosdestinos ideaisparacompletorelaxamento Da redação Terra do sol e do calor o ano inteiro, Caldas Novas, em Goiás, é um destino onde a diversão nunca acaba. Logo, é sempre uma boa opção para curtir as férias em família ou mesmo uma viagem solo, se sua pretensão for uma diversão que resulte, impreterivelmente, em completo relaxamento. Para isso, basta escolher entre os complexos de lazer do Rio Quente Resorts (a 30 km da cidade) ou do Grupo diRoma (no perímetro urbano), duas redes mistas de hospedagem
e diversão termal, que oferecem muitas opções de lazer e de descanso para todos. No Rio Quente Resorts, que possui sete opções de hotéis de quatro categorias, o carro-chefe da diversão – acessível aos hóspedes de todas as unidades – é o Hot Park, eleito um dos três melhores parques de diversão e aquático da América do Sul. São mais de 20 atrações, entre elas o Xpirado, um toboágua de 32 m de altura e 146 m de comprimento; o Lazy River, uma piscina com correnteza; playground aquático; hidromassagem termal;e tobogãs para descer
com boias e tapetes; além de esportes aquáticos, passeios de caiaque, mergulho com cilindro e até arvorismo e um aviário, o BirdLand, com cerca de 200 aves de várias espécies. E, claro, a mega-atração praia do Cerrado, com nove tipos de ondas que atingem até 1,2 m de altura, sendo considerada uma das maiores da América do Sul. Agora,se você busca mais adrenalina, a megatirolesa, de 1,1 km de extensão, desliza sobre uma das mais belas e contemplativas áreas do país. Para recarregar as energias, um lanche ou um Bello Gellato no Stella Artois Lounge ou na lanchonete Marolo. À noite, jantares temáticos: mexicano, árabe, italiano e japonês ou, se preferir, uma pizza na Pizzaria Oliva. Para esticar a vida noturna, o Clube Chopp Brahma, com música ao vivo.
O Acqua Park, do Grupo diRoma, é um completo parque termal e de lazer com piscinas de ondas e de até 42°C
Pacotes Operadora: ABC Viagens Inf.: (31) 3519-8800 Férias de julho Pacotes: A ABC Viagens oferece pacote rodoviário para o Rio Quente Resorts, com saída em 22/07 e preços a partir de R$ 2.861 (Rio Quente Suíte & Flat I) e de R$ 3.173 (Hotel Pousada) por pessoa. São quatro diárias com hospedagem em ap. duplo. Baixa temporada Pacotes: Com saídas em agosto, a operadora tem pacotes com quatro diárias a partir de R$ 1.152 (Hotel Thermas di Roma) e de R$ 1.025 (Hotel Villas diRoma), com hospedagem em ap. duplo. Diárias médias (na baixa): Rio Quente: Variam entre R$ 927,50 a R$ 1.264,25 DiRoma: De R$ 264 a R$ 312
Um point termal com mais hotéis Com 12 unidades hoteleiras em Caldas Novas, que atendem a todos os perfis de público, o Grupo diRoma é uma das opções de hospedagem no destino, tanto em viagens a lazer como de negócios. São hotéis com apartamentos bemplanejados, modernos e confortáveis, ampla oferta de atividades de lazer, muita diversão e uma gastronomia de dar água na boca. Também apostando nas águas termais que jorram abundantes na região, o diRoma tem como principal atrativo o Acqua Park, tido como, o mais completo parque termal e de lazer da cidade, com piscinas que atingem temperaturas entre 34°C e 42°C e de ondas, escorregadores, toboáguas, tobogãs e rio lento. Situado numa área de 55 mil metros quadrados, o Acqua Park (ele ocupa 16
mil m²) ainda reúne parque infantil – onde a criançada vai divertir-se muito com as mais radicais aventuras preparadas especialmente para elas –, além de quadras de areia e saunas.
Domínio no Centro-Oeste Hoje, o maior grupo hoteleiro do Centro-Oeste, o diRoma oferece, desde a inauguração da quinta e última parte do L’Acqua diRoma V, em julho de 2016, um total de 14.972 leitos em Caldas Novas, somando todos os hotéis e resorts do grupo, divididos em: Thermas diRoma, Império Romano, diRoma Exclusive, Villa diRoma, diRoma Resort, Hotel Roma e o diRoma Fiori. As diárias incluem meia-pensão e lazer 24 horas nas piscinas termais dos hotel, todos em áreas distintas, mas próximas. RIO QUENTE RESORTS/DIVULGAÇÃO
Parque das Fontes, no Rio Quente Resorts, é uma divertida e relaxante atração de dia e de contemplação à noite
WPrévia mundial. Sexta geração do Polo será fabricada no Brasil. Páginas 20 e 21
DENILTON DIAS
WServiço. Saiba como obter a placa preta para veículos antigos. Páginas 16 e 17 pampulha
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BELO HORIZONTE Sábado 24/6/2017
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Eu tiro
é onda
RangeRover Evoquecontinuaachamara atençãopelo design;comportamentotambémsedestaca. Páginas 18 e 19
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interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br
Raimundo Couto
Muita calma nessa hora MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO
Certamente, o atento leitor (a) faz parte de um time que, de modo geral, imagina serem as batidas (trombadas) em cruzamentos as responsáveis pelo maior número de sinistros gerados pelas seguradoras. Que nada! Um estudo recente identificou que cerca de 40% dos acidentes veiculares, que resultam em perdas ou danos materiais, ocorrem ao manobrar ou estacionar o carro. De acordo com a pesquisa, a frequência dos acidentes durante o estacionamento e as manobras aumentou mais de 30% nos últimos dez anos. Ao todo, eles representam 44% das ocorrências com perdas ou danos materiais. Outro dado curioso aponta que a grande maioria das batidas ao estacionar ou manobrar acontece quando se dá marcha à ré no veículo. Situações como essa são responsáveis por mais de 70% dos sinistros e próximo de 85%
dos pedidos de indenização pordanos materiais. Ao engatar ré no carro, é preciso redobrar a vigilância, manter o vidro traseiro limpo e frequentemente revisar o sistema dos retrovisores, principalmente se o ajuste se der por comando elétrico. Talvez você não saiba, mas oito a cada dez batidas em estacionamentos acontecem quando o motorista sai de uma vaga, e apenas 16% quando está entrando nela. Para se chegar a esses números foram analisados cerca de 3.500 sinistros. O estudo levantou também os tipos de carroceria dos automóveis nessa amostragem. Entre vários fatores, a pesquisa atribui também o aumento dos acidentes durante o estacionamento e as manobras devido às mudanças nos formatos dos veículos e ao crescimento contínuo da urbanização. Nas últimas décadas, os carros ficaram mais largos e compridos, enquanto o tamanho das vagas permaneceu o mes-
mo. Além disso, a visibilidade dos condutores foi consideravelmente reduzida, particularmente nas janelas traseiras e laterais, como consequência das mudanças na estrutura e no design. As análises mostraram que as caminhonetes e as vans ocasionam 30% mais acidentes do que veículos pequenos ou compactos. Quase a metade de todos os pedidos de indenização analisados pelo estudo, ou seja, 41,7%, resultaram de batidas de um veículo contra outro parado, sendo que o primeiro estava estacionando e dando marcha à ré. A pesquisa também apontou que uma a cada cinco manobras envolveu dois carros que colidiram quando ambos estavam parando de marcha à ré. A proporção de acidentes durante manobras que resultam em lesões corporais é de apenas 4%. No entanto, aqueles que envolvem pedestres ou ciclistas podem ser graves – dois terços dos aci-
“Um estudo recente identificou que cerca de 40% dos acidentes veiculares, que resultam em perdas ou danos materiais, ocorrem ao manobrar ou estacionar o carro.”
dentados com vítimas são de pessoas acima de 65 anos. Para terminar, o estudo mostrou que muitos sistemas de alerta de estacionamento atualmente instalados nos veículos têm uso limitado, isso porque não cobrem as laterais dos veículos e fazem com que muitos condutores confiem demais nesses dispositivos e não ajam com a rapidez necessária.
Portanto, fica a dica e um alerta: redobre a atenção, em shoppings, principalmente os que estão com estacionamentos quase sempre cheios, uma situação que faz aumentar os riscos de encontrar um desatento manobrando o carro nas vagas. Fique ligado, tome muito cuidado e tenha sempre atenção na hora de entrar ou sair da vaga.
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte
24 de junho de 2017
W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 24 de junho de 2017
super motor
Serviço
Placa preta segue vários critérios Cobiçado por colecionadores e entusiastas, item sóé concedido a veículosantigos com elevado índice deoriginalidade e em perfeito estado de conservação
que esse deslize foi impossível de ser evitado: “Eu tentei comprá-los, mas eles não estão mais no mercado, pois não são mais fabricados. Acabei tendo que colocar pneus com as características mais parecidas com as dos originais”, justifica Cavalcante, que, ainda assim, ficou muito satisfeito com a pontuação recebida. “Para mim, é uma satisfação essa nota excelente. A placa preta é o sonho do colecionador, a cereja do bolo. Ela demonstra que o trabalho que fizemos foi de alto nível”, conclui.
Vistoria Alexandre Carneiro Reluzente, o Volkswagen SP-2 1975 do empresário e colecionador Leonardo Cavalcante Pedroza começa a ser submetido à vistoria que faz parte dos trâmites para o recebimento da placa preta. O proprietário sabe que não é fácil ser aprovado nesse procedimento, mas está confiante, pois, recentemente, o veículo passou por
uma restauração completa, que incluiu lanternagem e pintura da carroceria, reparos na parte elétrica e retífica do motor. “A avaliação é bem rigorosa, e tem que ser, pois é difícil fazer uma restauração no padrão original, encontrar as peças, principalmente no caso desse carro, que teve poucas unidades produzidas”, comenta o antigomobilista. Concluída a vistoria, vem o resultado positivo:
do mínimo de 80 pontos exigidos para aprovação (o máximo é de 100), o SP-2 marcou 88. O veículo não escapou de algumas ressalvas, a maior delas para o estofamento dos bancos, que foi refeito fora dos padrões originais, o que ocasionou a perda de alguns pontos. Os pneus também estavam em desacordo com as medidas estabelecidas pela Volkswagen. O proprietário reconhece, mas explica
O vistoriador do SP-2, Luis Augusto Malta, presidente do Clube de Veículos Antigos de Minas Gerais (CVA-MG), uma das entidades certificadas no Estado para fazer esse tipo de avaliação, explica que, durante o procedimento, são verificados diversos itens. Estes são listados em um formulário, que é padronizado para todos os clubes filiados à Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA) e leva em consideração a originalidade e o es-
tado de conservação do veículo. “São quatro blocos de quesitos: mecânica, elétrica, carroceria e interior. Cada um deles traz subitens específicos, com uma quantidade de pontos determinada para ser atribuída a eles”, explica. Alguns dos elementos avaliados durante a vistoria são desclassificatórios:
Parâmetros Trâmite. O Certificado de Originalidade é emitido após uma vistoria feita por clubes de carros antigos credenciados junto ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran); porém, a filiação junto à Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA) não é obrigatória, e os critérios necessários para aprovação nesse procedimento, assim como a taxa para realizá-lo, podem variar de acordo com o clube. Órgão responsável. No mês passado, o Denatran enviou um ofício a todas as entidades credenciadas solicitando informações sobre esses critérios.
se o veículo estiver em desacordo com aquele item específico, não recebe aprovação mesmo se atender as demais exigências. “Alterações na suspensão não são permitidas. Assim, carros rebaixados, por exemplo, são reprovados sumariamente. Pinturas com cores ou padrões que não existiam na época da fabricação também não são toleradas”, esclarece Malta. O vistoriador ainda faz fotos do veículo: “Elas são enviadas para a FBVA, para evitar arbitrariedades no procedimento”, esclarece o presidente do CVA-MG.
Valorização Para Cavalcante, a aprovação na vistoria torna seu xodó ainda mais especial: “A placa preta agrega valor, não só financeiro: ela autentica o carro”, alega. Otávio Pinto de Carvalho, presidente do Instituto Cultural Veteran Car de Minas Gerais, concorda com ele: “É uma certificação de que o veículo está em excelentes condições, embora o preço seja influenciado também por outros fatores”, avalia.
CVA-MG/DIVULGAÇÃO
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
PRÉ-REQUISITOS BÁSICOS O Contran estabelece que, para estar apto à placa preta, o veículo deve: 1 Ter sido fabricado há mais de 30 anos 2 Conservar suas características
originais de fabricação 3 Integrar uma coleção 4 Apresentar Certificado de Originali-
dade, reconhecido pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran)
BELOHORIZONTEAV.SANTAROSA,209-PAMPULHA.(31)3491-5700/CONSELHEIROLAFAIETERUALOPESFRANCO O,Nº.790BAIRRO O CARIJÓS.(31)3762-1715/JUIZDEFRAPRAÇADAREPÚBLICA83-POÇO RICO.(31)3215-4547/SETELAGOASAV.RA AQUELTEIXEIRAV VIANA, 1010B.CANAAN.(31)3773-1717/MONTESCLAROSAV.JOÃOXXIIINº1188BAIRRO:EDGARPEREIRA.(38)3223-10602
PEDESTRE, USE SUAFAIX XA. PROMOÇÃO VÁLIDA ATÉ O DIA 10/07/2017 OU ENQUANTO DURAREM OS ESTOQUES.OS MODELOS DE PNEUS ENVOLVIDOS NA PROMOÇÃO SÃO : PNEU 175/70R14 EDGE TOURING 88T XL; PNEU 195/55R15 EAGLE SPORT 85H LGU.AS CONDIÇÕIES E PRAZOS DE GARANTIA ESTÃO SUJEITOS ÀS CONDIÇÕES S PREVISTAS NO CERTIFICADO DE GARANTIA DO FRABICANTE FRABICANTE.CONFIRA CONFIRA AS FORMAS DE PAGAMENTO COM NOSSA EQUIPE DE VENDAS VENDAS.NÃO NÃO ACUMULATIVA COM OUTRAS PROMOÇÕES OU CONVÊNIOS VIGENTES VIGENTES.DESCONTOS DESCONTOS APLICADOS A PARCEIROS NÃO SE APLICAM ITENS DESTA A PROMOÇÃO.OS PREÇOS AQUI CONSTANTES SÃO VÁLIDOS APENAS PARA AS LOJAS:BELO HORIZONTE AV. SANTA ROSA,200-PAMPULHA/CONSELHEIRO LAFAIETE RUA LOPES FRANCO,Nº790 BAIRRO CORIJOS,/JUIZ DE FORA PRAÇA DA REPÚBLICA 83-POÇO RICO/SETE LAGOAS AV.R RAQUEL TEIXEIRA VIANA 1010 B.CANAAN/MONTES CLAROS AV.JOÃO XXIII Nº1188 BAIRRO:EDGAR PEREIRA.NAS DEMAIS CIDADES ATENDIDAS PELO CURINGA DOS PNEUS,A EQUIPE DE VENDAS DEVE SER CONSULTADA QUANTO AOS PREÇOS,CONDIÇÕES DE PAGAMENTO E DISPONIB BILIDADE DO PRODUTO.ALGUNS PRODUTOS PODERÃO,POR MOTIVOS DIVERSOS,NÃO ESTAREM DISPONÍVEIS EM TODAS AS REGIÕES COBERTAS PELO CURINGA DOS PNEUS.
O veículo também precisa estar regularizado junto ao Departamento de Trânsito do Estado (Detran) Qualquer automóvel, nacional ou importado, pode portar placa preta, desde que cumpra todas as exigências legais citadas. Motos e veículos pesados também têm direito a recebê-la
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17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 24 de junho de 2017
MOISÉS SILVA
Segurança
Captur se sai bem em teste O Renault Captur passou pela avaliação de segurança do LatinNCAP. O órgão deu ao Captur quatro estrelas na proteção para adultos e três estrelas para crianças. O órgão classificou esse resultado como “muito bom”. A pontuação foi conseguida por conta dos itens de segurança do modelo, que incorpora quatro airbags (dois frontais e dois laterais), além de cintos de segurança com pré-tensionadores e controle de estabilidade (ESP) em todas as versões. LATIN NCAP/DIVULGAÇÃO
Vistoria é necessária para obter o Certificado de Originalidade, que respalda o emplacamento
Veículos com chapa preta devem ser licenciados anualmente e não têm restrições de circulação
Mercado
Financiamentos crescem no país O mês de maio encerrou com um total de 442.387 veículos financiados no mercado brasileiro, entre automóveis leves, motos e pesados, segundo levantamento da Cetip. O resultado mostra uma alta de 17,5% em relação a maio de 2016 – os dados consideram tanto os novos quanto os usados. De janeiro até maio, o volume de financiamentos acumula alta de 7,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
Comprovação de valor histórico A aprovação na vistoria do clube – que tem de estar credenciado para tal atividade junto ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) – resulta na obtenção não da chapa preta, e sim do Certificado de Originalidade, que comprova as condições do veículo. Com tal documento em mãos, o proprietário deve procurar o Departamento de Trânsito do Estado (Detran) para retirar a autorização para a confecção da nova placa em um dos fabricantes credenciados. Uma vez confeccionada
a chapa, o carro antigo deverá ser submetido à vistoria padrão do Detran, necessária para fazer quaisquer alterações no Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV) e no Certificado de Registro de Veículo (CRV), nos quais passará a constar a inscrição “veículo de coleção”. Após a liberação desses documentos, são feitos, enfim, os procedimentos de emplacamento e selagem. A placa preta dá direito a alguns benefícios legais. Segundo Otávio Pinto de Car-
valho, presidente do Instituto Cultural Veteran Car de Minas Gerais, ela dispensa o veículo de adotar itens de segurança que não existiam na época da fabricação: “Modelos muito antigos, que não tinham cintos de segurança, por exemplo, não precisam ser equipados com eles”, explica. “Além disso, em Estados que exigem verificação periódica de níveis de emissões, o carro fica isento de passar por esses testes”, diz o especialista. Em Minas Gerais, o antigomobilista pode conseguir
a isenção do pagamento do Imposto sobre Veículos Automotores (IPVA). Todavia, Carvalho explica que essa regra varia de acordo com a legislação local. “Cada governo tem regras próprias. Há Estados em que, a partir de determinada idade, o carro já fica automaticamente dispensado da cobrança”, esclarece. Porém, para obter esse benefício, o proprietário deve providenciar outro documento: o Atestado de Valor Histórico para Veículos, emitido pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Ar-
tístico (Iepha). “O Instituto Cultural Veteran Car credenciou-se junto ao Iepha para ser avaliador, mas, para obtê-lo, é preciso ter o Certificado de Originalidade. Além disso, se o carro for vendido, precisará de um novo atestado”, destaca o especialista. Por fim, toda a papelada é encaminhada à Secretaria de Estado da Fazenda. Vale salientar que o proprietário não é dispensado de pagar a taxa de licenciamento e o seguro obrigatório do bem. (AC)
Aniversário
Curinga Pneus faz 50 anos A Curinga Pneus, que atua no setor de serviços automotivos, está completando 50 anos de existência: em 15 de junho de 1967, foi fundada a primeira loja. Atualmente, existem 30 filiais em diferentes Estados do Brasil: em Minas, há unidades em Belo Horizonte e em Betim, na região metropolitana. Revendedora oficial de produtos Goodyear, a empresa também tornou-se autorizada Fiat.
W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 24 de junho de 2017
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Avaliação
SUV de luxo mantém atributos Range Rover Evoque até traz recursos off-road,mas se dá bem mesmoé no asfalto, com estabilidade afiadae desempenhoconvincente Alexandre Carneiro Nem parece, mas o Range Rover Evoque já tem sete anos de mercado. Em 2016, ele passou por uma reestilização sutil, que mudou apenas para-choques, grade frontal e disposição dos elementos internos dos faróis e das lanternas. Parece ter sido suficiente para fazer com que o modelo continue chamando atenção: durante a avaliação, não foram poucas as pessoas que lançaram olhares sobre ele. Curiosamente, é nas vias pavimentadas das cidades, mesmo em meio a motoristas e pedestres observa-
dores, que o Evoque se sente à vontade. Não que faltem atributos técnicos comuns em veículos off-road, o que mostra coerência com as origens do fabricante e capacidade de ir um pouco além dos automóveis convencionais: a tração é 4x4, do tipo permanente, e conta com o Terrain Response (cinco programas voltados para a superação de diferentes tipos de obstáculos, como barro, cascalho ou areia); o câmbio automático de nove marchas tem uma primeira muito curta, que, de certo modo, cumpre o papel de reduzida; a altura mínima do solo é de razoáveis 21,5 cm; e a capaci-
dade de imersão é de 50 cm. Porém, os pneus de perfil baixo, para uso em asfalto, não combinam nem um pouco com incursões na terra. Isso, porém, não é demérito algum. Primeiro, porque a grande maioria dos SUVs acaba mesmo sendo utilizada em vias pavimentadas, e não parece ser boa ideia fazer diferente com um modelo cujo preço ultrapassa a barreira dos R$ 200 mil (a versão avaliada, a top de linha HSE Dynamic, custa R$ 253.827). Segundo, porque o Evoque apresenta ótimo comportamento no asfalto. Equipado com um motor 2.0 a gasolina, com turbo e injeção direta, que desenvolve 240 cv de potência a 5.500 rpm e 34,7 kgfm de torque a apenas 1.750 rpm, o Evoque entrega desempenho de gente grande. Acelerações a pleno pedal fazem os ocupantes sentirem as costas sendo pressionadas con-
tra os bancos, à medida que o veículo atinge velocidades ilegais em poucos segundos. Na hora de encarar uma curva, o Evoque se sai muito bem para um SUV e permanece na trajetória sem demandar esforço do motorista, graças ao bom acerto da suspensão independente do tipo McPherson nos dois eixos e ao sistema de vetorização de torque. E o modelo ainda traz recursos eletrônicos que permitem mudar o comportamento dinâmico. Ao selecionar o programa Sport, a estabilidade melhora ainda mais, às custas de menor assistência da direção elétrica e de um enrijecimento da suspensão, que, todavia, torna o rodar mais duro e desconfortável. Por fim, enormes discos nas quatro rodas asseguram frenagens à altura da performance. O Evoque só não se saiu bem em consumo: a reportagem obteve médias de 6,2 km/L em ciclo urbano. Ainda que esse item não seja primordial dentro da proposta do modelo, era de se esperar mais, já que ele traz tecnologias voltadas para a eficiência energética, como sistema start-stop.
Habitabilidade
Tecnologia
Bancos dianteiros têm todos os ajustes elétricos. O interior do Evoque é espaçoso para quatro ocupantes. Com cinco pessoas a bordo, é impossível evitar desconforto no banco traseiro. O porta-malas, de acordo com o fabricante, comporta 575 L.
Em vez de alavanca, câmbio traz um seletor circular. Tela multimídia tem oito polegadas e fica em posição um pouco baixa: era de se esperar mais de um modelo premium. Porém, sistema de som da marca Meridian com 380 W e 11 altofalantes é excepcional.
Construção O acabamento do Evoque está à altura de um SUV do segmento de luxo: o interior é revestido com muito couro e revestimentos macios no painel e nos forros das portas, que, quando são abertas, acendem um facho de luz na base dos retrovisores para iluminar o solo ao redor do carro.
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19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 24 de junho de 2017
FOTOS DENILTON DIAS
Rodas de 20 polegadas são calçadas com pneus 245/45
Ficha técnica Motor: A gasolina, 1,999 L, quatro cilindros, 16 válvulas, com turbo e injeção direta de combustível. Potência: 240 cv a 5.500 rpm. Torque: 34,7 kgfm entre 1.750 rpm e 4.000 rpm. Transmissão: Câmbio automático de nove marchas; tração integral. Freios: Discos ventilados na dianteira e discos sólidos na traseira, com ABS.
Limpador do vidro traseiro fica escondido sob o spoiler
Equipamentos auxiliam a condução A lista de equipamentos de série do Range Rover Evoque é bastante extensa. Alguns dos itens mais interessantes são os de auxílio à condução, como o controle de velocidade de cruzeiro adaptativo, que mantém automaticamente uma distância segura do veículo que segue à frente. Se desativado, esse sistema pode atuar como alerta, advertindo o motorista caso o carro adiante freie, por exemplo. Outro re-
curso é o assistente de estacionamento, capaz de colocar o carro, sem intervenção humana, em vagas paralelas e perpendiculares. Se preferir fazer e manobra por si mesmo, o condutor pode ver no painel as imagens de cinco câmeras, que dão uma visão de 360° ao redor do veículo. A versão HSE traz ainda assistente de farol alto (que ativa automaticamente os fachos baixos ao detec-
tar outro veículo na direção contrária), teto solar panorâmico com persiana elétrica, bancos com aquecimento, ar-condicionado com duas zonas de temperatura, entre outros. Entre os itens de segurança, há controles eletrônicos de tração, estabilidade e de reboque a trailer, monitor de pontos cegos com detecção de tráfego em ré, sete airbags e ganchos Isofix para fixação de cadeirinhas. (AC)
W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 24 de junho de 2017
super motor
Prévia mundial
Volkswagen revela o novo Polo Apresentada na Alemanha, sextageração do hatch será fabricadano Brasil ainda neste ano; lançamento no mercadonacional deve acontecerem outubro Da redação A Volkswagen apresentou nesta sexta-feira o Polo de nova geração. Completamente reprojetado, o hatch ficou maior: o comprimento chega a 4,05 m, enquanto a largura é de 1,75 m, a altura é de 1,45 m, e o entre-eixos chega a 2,56 m. Isso fez com que o hatch ficasse mais espaçoso, inclusive no porta-malas, que comporta 351 L. Além de maior, o Polo ficou também mais sofisticado, com a adoção de
equipamentos inéditos na linha. Uma das novidades é o quadro de instrumentos que, em vez de mostradores, traz uma única tela TFT configurável, como em alguns modelos da Audi. Há ainda uma tela no console central, de oito polegadas, para o sistema de infotainment. A linha europeia é composta pelas versões Trendline, Comfortline, Highline, Beats e pela esportiva GTI. Todas elas trazem luzes diurnas de LEDs e dispositivos de frenagem de emer-
O novo Polo ocupará o segmento denominado de compactos premium; na linha da Volkswagen, o modelo deve ficar abaixo do Golf
gência e monitoramento de pedestres. As configurações mais caras incluem controlador de velocidade variável (capaz de manter a distância do veículo à frente), sistema de som de 300W, alertas de ponto cego e de tráfego cruzado na traseira, assistente de estacionamento, teto solar pa-
norâmico, carregador de celular sem fio, chave presencial e rodas de liga leve de 18 polegadas.
Opções O hatch terá nove opções de motor no mercado europeu. As configurações básicas são equipadas com um 1.0 aspirado de 65 cv,
mas uma versão turboalimentada do mesmo propulsor eleva a potência para 115 cv. Há ainda um 1.5 turbo de 150 cv. A marca disponibiliza ainda um 1.6 a diesel, turbo, que pode entregar 80 cv ou 95 cv e até um 1.0 movido a gás natural, de 90 cv. O Polo GTI tem um 2.0 turbo de 200 cv.
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FOTOS VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
Na Europa, preço do Novo Polo deve começar em 13 mil euros
Hatch cresceu e ficou 7 cm maior em relação a sua geração anterior Painel digital e central multimídia devem equipar versões mais caras
Modelo será exportado via Brasil É certo que a nova geração do Polo será produzida no Brasil a partir deste ano, de onde será exportada para outros países da América do Sul. O lançamento no mercado interno está previsto ainda para 2017 e deve
ocorrer no último trimestre. No ano que vem, será a vez de a versão sedã do modelo, batizada de Virtus, estrear por aqui. A nova geração do Polo é a sexta desde que o carro foi lançado na Europa, em 1975.
Desde então, ele já contabiliza cerca de 16 milhões de unidades produzidas. Vale lembrar que o modelo da Volkswagen já foi produzido no Brasil, em sua quarta geração, entre 2002 e 2014.
W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 24 de junho de 2017
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Moto
Sem medo de se jogar no meio da lama Triumph apostana aptidão off-road daTiger 800 XCx, que traztambém recursos tecnológicospara sefirmar entreas maxitrailsno mercado Eduardo Rocha Auto Press
As marcas de motocicleta que atuam nos segmentos mais luxuosos oferecem lá fora uma enorme gama de modelos, que vão desde retrô até streets, passando por esportivas, superesportivas, funbikes, maxtrails etc. No Brasil, os consumidores parecem ser atingidos por um “efeito manada”, que acaba refletindo-se no line up nas lojas. Atualmente, as ofertas se afunilam, cada vez mais, nas maxitrails. E não é difícil entender o interesse. Basta encarar as desniveladas ruas do país para perceber a atração que essas motos exercem. O exemplo da Triumph é emblemático. Nos mercados europeus e norte-amaricano, a fabricante inglesa
é famosa pelas motocicletas clássicas, hoje aglutinadas na família Bonneville. No Brasil, no entanto, a marca subsiste pela força da linha Tiger 800, que ganhou uma enorme injeção de tecnologia na mais recente renovação, há cerca de dois anos, com ABS e controle de tração de série. A marca aproveitou a ocasião para começar a expandir a gama, hoje com cinco versões: três da XR, mais urbanas, e duas da XC, mais aptas ao off-road. Como a aposta da marca é na tecnologia, a maior diferenciação teve de ser feita na roupagem. A XR tem rodas de liga e é mais despida, enquanto a XC é mais bem preparada para a aventura, com rodas raiadas, amortecedores WP e protetores de radiador, de cárter, de mãos e de motor – o que acrescenta 5 kg ao modelo e R$
3.000 ao preço, que vão a 196 kg e R$ 46.990. Já a XCx traz de série ABS, controle de tração com três níveis de intervenção, controle de velocidade de cruzeiro, piscas com autocancelamento e computador de bordo. Em relação à top XCa, a XCx custa R$ 4.510 a menos e abre mão de pequenos confortos, como aquecedor de acento e manete, faróis de neblina em LED e suporte para bauletos laterais de alumínio, entre outros. Ou seja: a XCx tem um bom custo-benefício na linha. A parte mecânica da Tiger 800 é uma só. O motor é um três cilindros em linha com injeção e acelerador eletrônicos, arrefecimento líquido e exatos 800,8 cm³. Ele rende 95 cv a 9.250 rpm e 8,06 kfgm de torque a 7.850 giros e é gerenciado por uma caixa de seis velocidades, e a transmissão é por corrente. O chassi é em treliça tubular tipo diamon, e a suspensão é WP, invertida na frente e monochoque atrás, com 220 e 215 mm de curso, respectiva-
mente. Os freios são Nissin, com ABS comutável. A melhor aptidão da Tiger XC às trilhas dá alguma vantagem em relação às rivais diretas, já que nas outras características ela fica no meio-termo. Ela é menos potente que a Yamaha MT-09 Tracer, de 115 cv, mas supera os 85 cv da BMW F 800 GS. Em relação ao preço, ela sai por R$ 1.000 a mais que as duas competidoras.
Mercado Em 2013, o segmento de maxitrails detinha 0,82% do mercado total, ou cerca de 16% do mercado de luxo. De lá para cá, esses números só cresceram. Nos cinco primeiros meses de 2017, a participação chegou a 1,39% do mercado, ou quase 30% dos segmentos chamados premium. Nas fileiras da Triumph, a força da Tiger é ainda mais flagrante. Desde 2013, a linha Tiger 800 representa cerca de 45% de todas as vendas. E nos cinco primeiros meses de 2017, essa participação chegou a 47,9%.
Ficha técnica Motor: A gasolina, 0,8 L, tricilíndrico, com 12 válvulas e refrigeração líquida.
Torque máximo: 8,06 kgfm a 7.850 rpm.
Potência máxima: 95 cv a 9.250 rpm.
Câmbio: Manual de seis marchas com transmissão por corrente.
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24 de junho de 2017
FOTOS EDUARDO ROCHA/CARTA Z NOTÍCIAS
Montado em Manaus (AM), modelo tem preço sugerido de R$ 46.990
Grande altura livre do solo dá porte mais imponente à moto
Painel une instrumentos digitais e conta-giros analógico
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super motor KIA/DIVULGAÇÃO
RODOLFO BUHRER/LA IMAGEM/RENAULT
Mercado europeu
Renault
Kia lança novo SUV compacto
Captur com motor 1.6 e câmbio CVT
A Kia apresentou nesta semana na Europa seu novo SUV compacto, o Stonic. O modelo, equipado com motor 1.0 turbo de 120 cv, chegará às lojas do Velho
A Renault acaba de lançar no Brasil duas novas versões do Captur, com motor 1.6 SCe e câmbio X-Tronic (automático do tipo CVT). O Captur CVT parte de R$
Continente nos próximos meses para disputar mercado com o Nissan Juke e o Renault Captur, Hyundai Kona e o futuro utlitário-esportivo da Volks, o T-Cross.
84,9 mil e traz de série arcondicionado, direção eletro-hidráulica, sensor de ré, trio elétrico, além de quatro airbags e controles de tração e estabilidade.