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DEIXE-SE LEVAR PELA CALMARIA DE PRADO (BA), NA COSTA DAS BALEIAS ... Páginas 2, 6, 7, 8 e 9
TRENDS DE VERÃO NOS DESFILES DA GRINGA ... Página 28
BETH CARVALHO CELEBRA 40 ANOS DE DISCO COM FUNDO DE QUINTAL ... Página 14
VERSÃO GRIFFE PACK DEIXA PEUGEOT 3008 AINDA MAIS SEGURO E CONFORTÁVEL ... Páginas 18 e 19
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pampulha 29 de setembro a 5 de outubro de 2018 ANO XXVII número 1470 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE STOCKXPERT
“NÃO GOSTO...” Seletividade alimentar é problema comum entre crianças de 3 a 5 anos e pode ser combatida com o apoio da família e a ajuda de especialistas como pediatras e fonoaudiólogos
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opinião
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 29 de setembro a 5 de outubro de 2018
A SEMANA
VITTORIO MEDIOLI
“Em duas semanas, o povo brasileiro irá às urnas. Escolherá as lideranças políticas que dirigirão o Brasil a partir de janeiro de 2019. Assim determina nossa Constituição, assim tem sido nos últimos quase trinta anos e assim deve ser”
Editorial
O jogo sujo os últimos 30 dias, as principais pesquisas eleitorais para presidente da República têm carecido de coerência. Variações têm se mostrado entre um e outro instituto. Basta analisar os resultados de 18 a 20 de setembro de cinco pesquisas de diferentes institutos, considerados “sérios”, para ver que sérios não são. A seriedade baixa apenas nos últimos dias e na boca de urna; agora, torcem e manipulam para um ou outro cliente oculto. Não todas, porém algumas evidentemente não relatam a verdade, para a qual se ajustam na última hora antes que as urnas se manifestem. Considerando, agora, a soma de todos os resultados, e dividindo-a por cinco, temos a média; provavelmente é esse o mais próximo da realidade. Na simples conta aritmética (somar e dividir), o líder é Jair Bolsonaro, com 28% (entre 27% e 33%); em segundo, Fernando Haddad, com 17% (entre 16% e 19%); em terceiro, Ciro Gomes, com 11% (entre 10% e 13%); em quarto, Geraldo Alckmin, com 7% (entre 6% e 9%); em quinto, Marina Silva, com 6% (entre 4% e 7%); embolados na casa dos 2% aparecem Alvaro Dias, Henrique Meirelles e João Amoêdo. Os institutos que mais impactam o ambiente eleitoral são aqueles veiculados pela Rede Globo: Datafolha e Ibope. Estes valem ouro. Entra e sai eleição, as acusações de manipulação dos resultados no decorrer da campanha sempre aparecem, e são lógicas, embasadas e oportunas. Esses institutos que divergem na fase de campanha, na boca de urna, quase por milagre, se alinham e coincidem. As discrepâncias parecem, data venia, encomendadas. Quem mais reclama nestes dias das aberrações das pesquisas é o candidato Ciro Gomes, que sofre o desânimo de sua tropa fustigada pelas notícias do Ibope, reverberadas nas mídias.
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
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Estas se abatem negativamente sobre a tropa dos seguidores. O efeito se parece com aquele provocado pelo medidor que acusa um esfriamento errôneo e impreciso. As notícias chegam como baldes de água fria de um lado e como mel do outro. As manipulações pré-eleitorais das pesquisas não podem ser subestimadas, são arma na guerrilha de contrainformações. Alguns partidos são useiros sem pudor. Guardo uma foto de um outdoor de uma cidade da região metropolitana, tirada na semana da eleição, que estampava a vitória de um candidato por margem de 15 pontos; passadas 72 horas da fixação do resultado, as urnas deram uma derrota de 10 pontos. Pois é, desespero à parte, os números das pesquisas pesam na formação da opinião e da escolha. Não em todos, mas pesam para uma parcela que pode fazer a diferença final.
Alguns resultados são fake news legalizados, ainda com registro e carimbo do Tribunal Superior Eleitoral. Alguns “velhos” institutos já foram incinerados pela contumaz distorção de cenários. Não mais aparecem e fecharam as portas depois de terem gastado o saldo que possuíam de credibilidade, especialmente quando persistiram no erro além do limite de se corrigirem. Outros sobreviveram manipulando números apenas longe das urnas e se alinhando ao resultado na véspera e na boca de urna. Ciro Gomes protestou até há pouco tempo com razão. De um lado, o Datafolha deu uma diferença de 3 pontos entre ele e
Haddad, 13 contra 16, enquanto o Ibope apresentou uma diferença de 8 pontos, 11 contra 19. Se o primeiro resultado o deixa “vivo”, o segundo, eleitoralmente, o mata. O cenário do Ibope afasta os menos convictos, e outros oportunistas, empurrando utilitariamente para Haddad. O Ibope prestou um serviço inestimável ao candidato do PT, colocando em grande inferioridade Ciro. Temos quem defenda a não divulgação de pesquisas durante a campanha eleitoral, ou ao menos nas ultimas três semanas, como toque de recolher das manipulações no mercado eleitoral. Alguns resultados são fake news legalizadas, ainda com registro e carimbo do Tribunal Superior Eleitoral. Tanto Ciro como Bolsonaro, um à esquerda e outro à direita, são aparentemente candidatos fora do “eixo”, dois que sinalizam profundas mudanças no poder. Aparecem como os favoritos entre os postulantes inovadores. O estresse atinge nestes dias os círculos de poder, as mídias de apoio, com medo de que o Brasil esteja a uma semana de uma profunda mudança. É na prática remoto e improvável que este momento possa ser lembrado para corrigir as distorções que afetam esta campanha – legalizadas pelos direitos beneficiários. Vale observar que os candidatos à Presidência com menor tempo de campanha e menor Fundo Partidário vêm recebendo, como recebem agora Bolsonaro e Ciro, mais de 50% das intenções dos votos decididos. Quer dizer que apenas 5% de todo o Fundo Partidário está, agora, derrotando os 95% restantes. O que imaginar sem um fundo bilionário, agora comprovadamente inútil?
vittorio.medioli@otempo.com.br
Presidente Michel Temer, em discurso na Assembleia Geral da ONU na última terça-feira (25)
“Pode ter certeza que há espaço em casa para tudo que já ganhei desde a primeira medalha, no colégio. Tem um lugar especial para esse (troféu) também” Marta, jogadora, a primeira estrela do futebol mundial a conquistar seis vezes o prêmio da Fifa de melhor jogadora, na última segunda-feira (24). Entre os homens, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo estão empatados, com cinco troféus cada um.
ARQUIVO PESSOAL
“Por que você é tão burra assim? (...) Você não aceita o homem que tem mais dominância do que você. Você não aceita, você acha que é o homem da relação. Mas você não é, você é uma mulher, véi (sic), tem que aceitar isso!” Erick Bretz, belo-horizontino suspeito de agredir a namorada Melissa Gentz, em Miami, em áudio gravado por ela durante uma briga no último domingo (23). Bretz vai responder nos EUA por dois processos: violência doméstica por estrangulamento e intimidação de vítima ou testemunha.
Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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reportagem
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NUTRIÇÃO>Problema é comum e pode levar ao desenvolvimento da obesidade entre os pequenos
Seletividade alimentar dos filhos é pesadelo para os pais ARQUIVO PIXABAY
Litza “ O H e i t o r Mattos tem 6 anos. Antes comia de tudo, frutas e legumes. Desde a introdução alimentar sempre teve uma alimentação saudável. Mas agora, não está comendo quase nada. E a mãe aqui fica quase doida”, desabafa a blogueira Tatiane Nunes. A dificuldade alimentar dos filhos é um dos piores pesadelos de qualquer pai e mãe. Mas o que muitas vezes eles não sabem é que crianças entre 3 e 5 anos podem ser bastante seletivas em relação à alimentação. Chegam a viver de macarrão e biscoito por meses e rejeitam qualquer coisa com proteínas, fibras e vitaminas. É o que os pediatras, nutricionistas e até fonoaudiólogos chamam de seletividade alimentar, ou seja, quando a criança ou adolescente para de comer um ou mais grupos de alimentos, devido à textura, consistência, cheiro, temperatura, entre outros. O problema, segundo a presidente do departamento de obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), Maria Edna de Melo, não tem uma causa fisiológica definida. Existe, sim, um período na infância em que as queixas se tornam mais comuns nos consultórios. “Em torno dos 18 e 24 meses, a criança acaba diminuindo um pouco as suas necessidades metabólicas e come menos. E isso, às vezes, é entendido como se ela não quisesse comer nada. Mas ela acaba consumindo a quantidade de energia necessária para que se mantenha em desenvolvimento”, tranquiliza. Foi por volta de 1 ano e seis meses que o filho da escritora Flávia Carvalho começou a escolher os próprios alimentos. “Ele rejeitava todas as frutas, à exceção da manga. Tentamos várias apresentações, mas, quando ele sentia o gosto, acabava cuspindo. Tentamos fazer o momento das refeições ser leve e divertido. É muito jogo de cintura para não rotular a criança como chata para comer”, afirma.
ENTREVISTA
Rejeição Na seletividade alimentar as crianças tendem a consumir mais carboidrato
Juliana Pizzocolo Nutricionista funcional O que caracteriza a síndrome da seletividade alimentar infantil? É quando a criança consome
apenas 15 tipos de alimentos ou menos. Ou quando evita grupos alimentares inteiros, por exemplo, não consome nenhuma fruta, ou nada de leite e derivados. Crianças com essa síndrome costumam fazer náuseas e vômitos. Quem dita as regras do que comer e do que não comer deveria ser os pais. Mas e quando eles também são “chatos pra comer”? Geralmente, pe-
go mais pais que são chatos do que a criança para comer, então, quando vou atender uma criança, dou prioridade ao atendimento aos pais, porque são eles os responsáveis pela compra de alimentos para a família. Uma criança com 2 ou 10 anos não tem autonomia para isso. Então, os pais chatos para comer devem ser os primeiros a passar por uma terapia nutricional, e com urgência, porque o filho é o reflexo da alimentação dos pais. Como incluir novos alimentos na rotina do filho? A dica é sempre ter a família unida, fazer do mo-
Tatiane conta que a partir de 3 anos de idade, o filho passou a rejeitar alguns alimentos, como o feijão. “Depois foi tirando a cenoura e a abóbora, que gostava muito. Ainda não procurei ajuda porque a pediatra fala que é uma fase, que vai passar – mas estou ficando mais preocupada”, diz. O que mais se associa à seletividade é a insistência em se oferecer alimentos que a criança não quer. Dessa forma, segundo Maria Edna, os pais passam a colocar mais comida ou se tornam mais severos. As duas situações podem trazer impactos negativos. “Esse quadro, na maioria das vezes é transitório. Em algum momento na própria infância, na adolescência, ou no começo da vida adulta ele se modifica”, garante a médica. Maria Edna alerta ainda para que os pais observem se o consumo exagerado de alimentos mais palatáveis não está sendo prejudicial. Em alguns casos, quando não se tem um aporte adequado de frutas, verduras e legumes, a criança pode até desenvolver obesidade e ficar desnutrida. “Ela está com excesso de peso, mas, nutricionalmente, está em deficiência”, alerta.
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
mento da alimentação algo divertido, diferente. Uma dica legal é você fazer desenhos no prato para chamar a atenção da criança, explicar as cores dos alimentos e, mais importante de tudo, é a família ser o exemplo. De nada adianta você querer que seu filho prove um alimento novo se você não o faz e se também tem uma monotonia alimentar.
CHATO PRA COMER? Entenda a seletividade alimentar CARACTERÍSTICAS Diminuição da variedade ou quantidade de alimentos. Quando a criança consome apenas 15 tipos de alimentos ou menos
Interação é uma estratégia
Requer mais de
20 a 25 Evita grupos alimentares inteiros. Por exemplo, não consome nenhuma fruta, ou nada de leite e derivados
apresentações para aceitar novos alimentos
Frequentemente seleciona alguns alimentos para comer por determinado tempo, que geralmente podem variar passado algumas semanas ou meses
Crianças com essa síndrome costumam fazer náuseas e vômitos diante da necessidade de experimentar novos alimentos
Geralmente é capaz de tocar ou provar alimentos, embora com alguma resistência
Participa da refeição em família; normalmente come ao mesmo tempo e no mesmo local que os membros da família FONTE: PESQUISA DIRETA
Fonoaudiólogos, psicólogos e pediatras são os profissionais mais adequados para ajudar a família a tornar a alimentação um momento de prazer. Fazer uma avaliação para verificar quais aspectos sensoriais dentro da alimentação estão impactando na recusa e na seletividade alimentar é uma das funções do fonoaudiólogo, segundo Sandra Smaira, da Clínica Ludens de Campinas, em São Paulo. A fonoaudióloga reconhece que o crescimento da indústria de alimentos processados contribuiu para que as crianças tivessem mais episódios de seletividade alimentar. No entanto, ela diz que a dinâmica familiar também tem grande impacto. “Pela facilidade de acesso aos alimentos industrializados hoje, as famílias acabam não se envolvendo muito no preparo do alimento, e isso
faz com que as crianças não participem dessa dinâmica. Muitas vezes, ao procurar os alimentos que são de mais fácil preparo, a criança cresce não aprendendo sobre a importância da alimentação, e desse momento da refeição”, explica Sandra. A interação das crianças com os alimentos deve ser vista pelas famílias como uma das principais estratégias para lidar com o problema. “A dica mais importante seria inserir a criança nesses processos de confecção do alimento, de contato com ele, quer seja pelas mãos, pelo cheiro ou pelo visual. Mas precisa de preparo e de orientação terapêutica quanto à forma correta de como a família deve fazer essa exposição”, orienta a fonoaudióloga às famílias.
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CENÁRIO BH SCRIPTUM/DIVULGAÇÃO
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noite Memorial 6 Boa traz dez atrações
Capanema lança 6 Carla livro na Scriptum
Neste sábado (29), o Memorial Minas Gerais fica de portas abertas até meia-noite. O museu abre às 10h, para visitação, e, a partir das 16h, dá início a atrações musicais como DJ Belezazu, Sara Não Tem Nome (foto), leitura dramatizada e performance. Onde Memorial Minas Gerais Vale (praça da Liberdade, 640) Quando Neste sábado (29), das 16h à meia-noite Quanto Entrada gratuita
Com a publicação “Enlaces e Desenlaces na Adolescência”, a psicanalista Carla Almeida Capanema investiga a paternidade como contingência que poderia funcionar como tentativa paradoxal de enlace do Real, do Simbólico e do Imaginário. Onde Livraria e Editora Scriptum (r. Fernandes Tourinho, 99, Savassi) Quando Neste sábado (29), às 11h. Quanto Entrada gratuita, o livro estará à venda por R$ 50
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Carpinejar 6 Fabrício em novo espetáculo
M. Vasconcelos 6 Gláucia lança livro de poemas
O poeta, escritor e jornalista volta aos palcos com o seu segundo espetáculo pensado para o teatro. Depois do sucesso de “O Amor Não É para Os Fracos”, o artista apresenta “Cuide dos Pais Antes que Seja Tarde”, baseado em seu mais recente e homônimo livro. Sozinho no palco, Carpinejar faz uma sincera homenagem aos pais e valoriza ao máximo a importância e a necessidade do respeito aos mais velhos. Onde Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 312, centro, 32015211) Quando Dia 4 (quinta), às 21h Quanto R$ 70 (inteira)
Um convite à descoberta da terra brasilis, Gláucia M. Vasconcelos Vale e a editora Ramalhete lançam em BH o livro “Cantos da Terra”, que ecoa o brado da Dandara dos Palmares, desvenda o encanto das Amazonas, penetra os meandros das cidades grandes e a desolação das paisagens devastadas. Onde Livraria Ouvidor (r. Fernandes Tourinho, 253, Savassi). Quando Neste sábado (29), às 11h. Quanto Entrada gratuita, o livro estará a venda por R$ 40.
CRISTIANE MATTOS – 24.7.2018
promove mais 6 Belas um ‘Palavra Trocada’ Acontece na próxima quintafeira (4) a segunda edição do “Palavra Trocada”. A iniciativa reúne autores e provocadores, que vão trocar impressões sobre literatura. Desta vez, o tema será “A Imagem como Texto” e terá como provocadores convidados os ilustradores Anna Cunha, Binho Barreto (foto) e Maurízio Manzo. “Palavra Trocada” é um projeto da Livraria do Belas, da editora Impressões de Minas e da também editora Crivo Editorial. Onde Livraria do Belas (rua Gonçalves Dias, 1.581) Quando Dia 4 (quinta), das 19h30 às 21h30. Quanto Entrada gratuita
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
(CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
(In) felicidade infelicidade pode ser vista e sentida de várias formas e a pessoa, por consequência, percebida como mal-aventurada, desastrada, inconformada, uma desafortunada, entre outros. Quando a infelicidade atinge estágios mais avançados, a mesma se mostra destruidora do conforto intrapessoal e daí sobrevém à angústia, que pode ocasionar uma crise de existencial levando o indivíduo ao isolamento social e à depressão. Na coluna desta semana, vamos falar um pouco de infelicidade e como tentar chegar a seu oposto sentimental – a felicidade. A população mundial está menos feliz em 2018. Foi o que apontou uma pesquisa publicada pelo Instituto Gallup. A queda nas taxas de felicidade no mundo está relacionada, em especial, ao aumento do estresse originado pelas mais variadas razões. O levantamento revelou que o humor global enfrenta seu pior momento desde que a primeira sondagem do tipo foi realizada em 2006. O mundo está cada vez mais estressado, com preocupações das mais variadas causas, estando às pessoas mais sofridas e tristes. O Relatório Mundial da Felicidade da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado no início do ano, mostrou que a felicidade no Brasil também sofreu uma queda, caindo seis posições no ranking em relação à última pesquisa, onde ocupamos o 28° lugar numa lista com 156 países. Corrupção, crises financeiras e violência foram alguns dos Acho que itens que podem ter contribuído para piopessoas mais rar a situação. felizes são A Finlândia apareceu em primeiro luaquelas que têm gar nessa pesquisa. desejos mais Entre alguns dos itens medidos neste estudo simples e tem estava o PIB per capita, o apoio social, a exmaior facilidade pectativa de vida, a de lidar com os saúde, a liberdade social, a generosidade e fatores de a ausência de corrupestresse do ção. São itens que estamos bem longe de dia a dia. alcançar – infelizmente. Para os finlandeses, o acesso à natureza, à segurança, às boas creches e escolas e à assistência médica gratuita de qualidade estão entre os melhores pontos do país. Nem mesmo os invernos intensos foram capazes de reduzir a felicidade neste país. Outros locais onde o índice de felicidade é elevado incluem a Dinamarca, Islândia, Suíça, Holanda, Canadá, Nova Zelândia e Austrália. Vários estudiosos pesquisam sobre o tema (in) felicidade. O psicólogo norte-americano Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, é um deles e afirma que a felicidade é o conjunto de três pontos, ou seja, é um tripé constituído por desejos, engajamento e por um significado. Então, se passamos a nos engajar ao máximo nas coisas que fazemos e passamos a dar um significado para a nossa vida, a felicidade poderá estar mais próxima. Como um dos pilares da felicidade é o engajamento, necessitamos de estar sempre conquistando algo. E daí surgem as contrariedades, dificuldades e desilusões. Pessoalmente, acho que pessoas mais felizes são aquelas que têm desejos mais simples e tem maior facilidade de lidar com os fatores de estresse do dia a dia. Somos diferentes e, portanto, temos necessidades diferentes. Portanto, se tivermos algo a fazer ou um bem a realizar, estaremos mais satisfeitos. Pense nisso! Henri Amiel, escritor e filósofo suíço, disse que: “quando o meu amigo está infeliz, vou ao seu encontro; quando está feliz, espero por ele”. Faça uma boa semana.
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Estudo descobre mecanismo da “febre emocional” Resultado pode ajudar a descobrir tratamento para quem sofre com mal Durante um episódio de forte estresse prolongado, é comum que a pessoa sinta um aumento da temperatura corporal, que pode ser acompanhada de transpiração e rubor na pele. Foi o que aconteceu com a profissional de relações públicas Joana Martins, 30, durante a lua de mel. “Eu estava nervosa por causa do casamento e tive febre por três dias seguidos. Minha temperatura ficava entre 39ºC e 40ºC. Eu suava muito, sentia dor no corpo, e a única coisa que aliviava era compressa com pano molhado na testa, na nuca e nas costas”, afirma. Nesses casos, as respostas do organismo podem Thuany Motta
resultar na chamada “febre psicogênica” – popularmente conhecida como “febre emocional” –, que não é reduzida com o uso de anti-inflamatórios nem de antitérmicos. Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no entanto, pode ajudar a desenvolver remédios para tratar o distúrbio. Os pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) descobriram os mecanismos que o cérebro utiliza para controlar a temperatura do corpo em situações de estresse. “Identificamos que os neurônios do tipo Vglut2, localizados na área dorsal do hipotálamo, são os responsáveis pelo controle da temperatura corporal e participam da eclosão da febre em resposta ao es-
tresse”, explica a pesquisadora Natália Machado, principal autora do estudo e pós-doutoranda em neurociências na Universidade de Harvard. EXPERIÊNCIA Para chegar ao resultado, a equipe teve que aprender a manipular o funcionamento dos neurônios. Duas técnicas foram utilizadas para a ativação e a inibição neural: a quimiogenética, que possibilita a alteração genética dos receptores para que reajam à injeção de drogas, e a optogenética, que permite o domínio dos neurônios em resposta à emissão de luz. “Durante o estresse induzido por mudança de ambiente, observamos que aquela população de
ESTUDO REQUER FINANCIAMENTO Para que os pesquisadores prossigam com o estudo, é necessário haver financiamento por parte do poder público, afirma o professor Marco Antônio Peliky Fontes. “O conhecimento nós já temos, mas precisamos de toda uma estrutura para que novos resultados sejam alcançados. Estamos estudando a possibilidade de pedir ajuda de fora do país se for necessário”, afirma.
DIFERENÇA A hipertemia é o aumento de temperatura por tempo curto e pouco estresse. Já a febre emocional é o aumento de temperatura recorrente, quando o estresse é crônico.
neurônios estava ativa, e o animal, aquecido. Por sua vez, com os neurônios inibidos, essa resposta foi bloqueada”, descreve o professor Marco Antônio Peliky Fontes, do Departamento de Fisiologia e Biofísica do ICB e coautor do artigo. Segundo Fontes, a elevação da temperatura corporal é um mecanismo de defesa diante de uma situação de estresse. No entanto, aperfeiçoado ao longo de milhares de anos, o organismo ainda não conseguiu se adaptar à transformação do ambiente urbano nos últimos séculos. Ele diz que o próximo passo é descobrir se há outros fatores que intensificam ou reduzem os sintomas. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
O ESTUDO
HIPOTÁLAMO
OBJETIVO Descobrir como o corpo reage a um estímulo estressante e como o cérebro o entende e o transforma em resposta fisiológica
COMO FOI FEITO O EXPERIMENTO MANIPULAÇÃO Os neurônios dos camundongos foram manipulados por meio de duas técnicas para o controle da ativação e da inibição
Quimiogenética Uma droga sintética foi aplicada por injeção para ativar os neurônios. Isso permitiu o controle sobre suas células nervosas para que respondessem a sua presença Optogenética Um vírus manipulado geneticamente foi aplicado por via oral para inibir os neurônios. Esse vetor viral tornava-os sensíveis à luz. Em seguida, o aparelho foi direcionado aos neurônios, que foram inibidos pela luminosidade
NEURÔNIOS Três tipos participam do processo de febre emocional. São responsáveis pelo controle da temperatura corporal e estão relacionados à eclosão da febre em resposta ao estresse LOCALIZAÇÃO Esses neurônios ficam na área dorsal do hipotálamo (responsável também pela regulação da temperatura do organismo)
FONTE: NATÁLIA MACHADO, DOUTORA PELO DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA E BIOFÍSICA DO INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS (ICB) DA UFMG E PÓS-DOUTORANDA EM NEUROCIÊNCIAS NA UNIVERSIDADE DE HARVARD
reportagem
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NOVO AVANÇO CONTRA A QUEDA DE
CABELO
Ralf Paus, cientista da Universidade de Manchester, na Inglaterra, e autor principal da pesquisa, disse ao jornal “The Independent” que é a “primeira vez que se demonstrou que a reconstrução de um miniórgão humano – como é o caso dos fios de cabelo – pode ser regulada por um aroma amplamente utilizado na cosmética” e que esta descoberta é “bastante surpreendente”.
É um achado ainda precoce, mas renova a esperança de quem sofre com a queda de cabelo. Pesquisadores britânicos descobriDe acordo ram que um produto químicom os cientistas, a co, o Sandalore – criado para imitar o cheiro do dormência é o principal sândalo (usado para fazer estado das células fazer perfumes e sabonetes, por exemplo) – capilares. Descobrir também estimula o como ativá-las pode crescimento de cabelo em humanos.
MITOS E VERDADES MITO “Raspar a cabeça evita a calvície”: Raspar a cabeça deixa a haste (fio de cabelo) com aspecto mais largo, mas não interfere no crescimento do pelo.
VERDADE
“Lavar o cabelo com frequência faz mal”: Lavar excessivamente o cabelo faz mal, mas para o fio do cabelo, que fica mais fino e ressecado. Não contribui para a calvície.
Os pesquisadores concentraram-se em um recetor denominado OR2AT4, que pode ser encontrado na camada mais externa dos folículos pilosos do cabelo e que é estimulado pelo Sandalore.
“Usar elásticos de cabelo leva à queda do fio”: Usar elásticos não provoca a queda, mas é bom evitar prender o cabelo para não quebrar os fios.
“Não se deve usar secador de cabelo”: Não é verdade. Usar secador e prancha de cabelo não aumenta o risco de calvície, mas resseca o cabelo, que pode ficar com os fios quebradiços.
garantir uma constante Eles descobriram que, ao O estudo, cujos resultaaplicar a substância no tecido renovação dos dos foram publicados na do couro cabeludo, o revista científica “Nature fios crescimento do cabelo era Communications”, testou amostras de tecidos de couro cabeludo em laboratório. Os pesquisadores, no entanto, já devem começar os ensaios em humanos para verificar a eficácia do produto. Eles dizem esperar resultados motivadores até o início de 2019.
estimulado e, ainda, conseguia-se amenizar a morte das células dos folículos piolosos. Os resultados sugerem que os folículos humanos podem, de certa forma, “cheirar”, já que utilizam receptores olfativos antigos para controlar funções como o crescimento.
“Os esteroides aceleram a queda de cabelo”: Interferem sim. De um lado, aumentam os pelos no corpo, mas, de outro, reduzem o cabelo no couro cabeludo. Há uma resposta periférica diferente.
“Se ficou grisalho, não ficará calvo”: A calvície é em grande parte um fator genético. A pessoa grisalha pode ficar calva, sim, se tiver tendência.
Ciclo capilar Cada fio é formado em uma estrutura tubular chamada de “folículo piloso”. Em circunstânscias normais, a produção do cabelo em cada folículo ocorre em
três fases:
1
1aocm mês
em média
“Chapéu faz o cabelo cair”: Não interfere. O uso de chapéu ou boné pode ser indicado para proteger os fios tingidos da radiação solar.
Fase anágena
Fase de crescimento que dura entre 2 e 6 anos e é a fase essencial para a formação de cabelo saudável. Durante esse tempo, o metabolismo da raiz é bastante ativo e garante a rápida divisão das células capilares: novo cabelo forma-se e cresce
2
Na fase de crescimento, o cabelo é muito sensível. Estresse, doenças e deficiências nutricionais podem fazer cessar a atividade da raiz e limitar a fase de crescimento. A proporção natural de fios anágenos e telógenos se desequilibra, e o cabelo começa a cair cada vez mais
Remédios caseiros: Ovo, vinagre, mel, bicarbonato etc. Essas máscaras caseiras não interferem na calvície. Podem ajudar a dar uma aparência melhor para os cabelos.
HASTE DO FIO
“A dieta afeta o cabelo”: As dietas restritivas e o emagrecimento abrupto levam a uma queda do cabelo, de dois a três meses depois.
Fase catágena
Ao fim da fase de crescimento, segue-se a fase de transição, que dura apenas algumas semanas. A divisão das células capilares declina, a raiz reduz-se a mais ou menos 1/3 do tamanho original. O cabelo se solta da raiz e sobe para o couro cabeludo
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“Escovar muito o cabelo contribui para a calvície”: Uma escovação excessiva pode fazer cair o cabelo que já ia cair mesmo sem a escovação. Não existe interferência.
12ao ano, cm
Os especialistas apontam que o cabelo cresce, em média,
Fase telógena
Fase de repouso que dura de três a quatro meses, é o período no qual o cabelo cai, por si só ou quando é empurrado para fora pelo cabelo que começa a crescer, para dar início a um novo ciclo de crescimento
O QUE FUNCIONA?
Glândula sebácea
Glândula sudorípara Bulbo
Músculo eretor do pelo
RAIZ DO FIO
1
Já está cientificamente comprovada a eficácia dos remédios à base de finasterida para prevenir a queda dos fios, mas eles não recuperam o que foi perdido. O enxerto é a alternativa hoje para preencher os espaços já sem cabelo.
2 3
O laser não serve como único tratamento, mas pode ajudar a melhorar a circulação sanguínea no couro cabeludo.
Matriz Papila
Folículo capilar
FONTES: DERMATOLOGISTA FABIANE ANDRADE MULINARI BRENNER, ASSESSORA DO DEPARTAMENTO DE CABELO E UNHA DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA E PESQUISA DIRETA
No geral, recomenda-se não “maltratar” os cabelos, evitando submetê-los a altas temperaturas nem esticá-lo ou apertá-lo demais nos penteados.
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sociedade
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DOLCEVITA
Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com LECA NOVO/DIVULGAÇÃO
VIDA ESTRANHA vida imita a arte e vice-versa. No filme austríaco “Boa Noite, Mamãe” (2016), após dias afastada por conta de cirurgias plásticas, a mãe volta para casa e não é reconhecida pelos filhos gêmeos. As crianças, de 9 anos, duvidam que a mulher de rosto coberto seja realmente sua mãe e a partir de então nada será como antes. Filme de terror, vale lembrar! Na vida real isso já pode acontecer.
A
ARTE ESTRANHA s pessoas estão tão modificadas fisicamente por cirurgias plásticas que algumas ficam irreconhecíveis e, muitas vezes, completamente diferentes do tipo familiar. É tanta plástica que as mesmas, ao terem filhos, colocam no mundo crianças que mais parecem filhas do vizinho.
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BOTOX ESTRANHO uer dizer, as crianças são naturais e originais, os pais é que mudaram de cara e corpo. Mexem em tudo: cabelo, nariz, boca, formato do rosto, rejuvenescimento íntimo. E não é só aqui. Estados Unidos e Coreia do Sul são campeões mundiais em transformação do tipo oriental para ocidental, no caso coreano.
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FRICÇÃO ESTRANHA sso quando não trocam o próprio sexo, caso do filme “A Pele que Habito” (2011), de Almodó-
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var, ainda que a troca tenha sido involuntária. Fora da ficção, cada dia mais real, os descontentes trocam, literalmente, até os dentes. Tudo sorriso padronizado. Numa dessas, gaiato (a) pode comprar gato por lebre. Casa-se com um(a) humana e tem filhos “marcianos”. Antes, se você quisesse saber como sua mulher ficaria mais velha, bastava olhar a sogra, para o bom e o ruim. Hoje é armadilha, surpresinha.
SOL DE PRIMAVERA Recado de Primavera” é uma crônica, melhor, uma carta do Príncipe das Crônicas, Rubem Braga, para o Rei dos Poetas, Vinicius de Moraes, que havia morrido dois meses antes, em julho de 1980. A carta expressa muito mais que a falta e o vazio deixados por Vinicius. Braga assiste aos espetáculos da primavera no Rio de Janeiro, lembrando que era a primeira sem Vinicius, desde 1913. O tempo voou.
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INVERNO DE PRIMAVERA oje, 38 anos depois, com esta barra pesada e sem o próprio Braga, falecido em 1990, tem cronista, como Joaquim Ferreira dos Santos, adiando a primavera por falta de clima. Então, mais do que nunca precisamos é de Rubem, Vinicius, lirismo, poesia e as coisas da primavera.
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PERIGOS DA PRIMAVERA e os amigos apreciavam as garotas de Ipanema em minissaias, sem levar um processo por assédio sexual, nós temos as
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garotas lindas de BH. Se não temos mar, temos outras “violências primaveris”, como a chuva nas montanhas. Ah! Podem não ser os mesmos, mas temos o equivalente.
DELÍCIAS DE PRIMAVERA equivalente a um tico-tico com uma folhinha seca de capim no bico ou uma simples touceira de samambaia. Se procurarmos bem, achamos até a pitangueira que “O Fazendeiro do Céu”, Rubem Braga, tinha em sua cobertura, em Ipanema. Milagres acontecem, como a própria primavera. E assim, podemos terminar com as palavras finais do “Velho Urso”. O tempo vai passando e ainda vamos ficando um pouco por aqui, a vigiar, em nome dos cronistas e poetas do belo, o vento, os tico-ticos e as moças em flor.
4004-9000
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lançaperfume no Sa6 Continuando lão do Automóvel, o modelo de rua McLaren Senna é o mais radical, ousado e completo produzido pela fábrica inglesa. As belas e chiques Thati Araujo e Carol Toledo na Carpe Diem Store no Belvedere
SENNA ETERNO embram-se do inesquecível Ayrton Senna? No próximo Salão do Automóvel de São Paulo
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2018, em novembro, a marca Senna brilhará na tradicional feira automobilística. Com estande montado na
área Vip Dream Lounge, ela mostrará pela primeira vez aos brasileiros o novo superesportivo McLaren Senna. EDY FERNANDES
Fazendo e acontecendo na Clínica Expert, Caroline Botelho e Cibele Grossi
pensamento atri6 Um buído a Nicolau Maquiavel (1469- 1527) continua extremamente atual no Brasil. “Como é perigoso libertar um povo que prefere a escravidão! Um povo que aceita passivamente corrupção e corruptos não merece a liberdade. Merece a escravidão”. país cujas leis 6 “Um beneficiam bandidos não tem vocação para a liberdade. Um povo cujas instituições estão em boa parte corrompidas não tem futuro. Só passado”. para completar: 6 E“Tenho nenhum sentimento aos que elegem e reelegem corruptos, aos que servem de escudo e proteção aos bandidos. Aos indiferentes, os versos de Adam Mickiewicz: “Tua alma merece o lugar donde veio, caso tenhas entrado no inferno, e não sinta as chamas.”
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CONSUMIDOR CDC “resiste” a mais de 600 projetos de lei em dez anos DOUGLAS MAGNO
Considerado Ludmila a “bíblia” dos Pizarro direitos dos consumidores no país, o Código de Defesa do Consumidor (CDC), promulgado em 1990, enfrentou, nos últimos dez anos, 648 projetos de lei que poderiam alterá-lo. O levantamento foi feito pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) junto ao Congresso Nacional. Mesmo com tantas propostas, só dois projetos da Câmara e um do Senado se tornaram lei, e, como o projeto do Senado tratava do mesmo tema que o da Câmara, foram duas mudanças legislativas efetivas. A primeira é sobre higienização de equipamentos e utensílios no fornecimento de produtos e serviços. A segunda determina que escolas não po-
Poucas alterações mostram a força do código, mas barram sua atualização dem solicitar, na lista de material, produtos que não serão utilizados individualmente por aquele aluno. O pequeno número de alterações tem um lado positivo e outro negativo, na avaliação da pesquisadora do Idec e uma das responsáveis pelo estudo, Bárbara Simão. “Isso mostra que é uma lei forte, resistente. Mas, por outro lado, demonstra a dificuldade de atualização. Em 2010, uma comissão de juristas apresentou ao Congresso propostas de atualização que tratavam de temas como comércio eletrônico e superendividamento, e eles estão parados”, diz. Coordenador do Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Marcelo Barbo-
sa critica esse engessamento. “Os projetos de lei sobre superendividamento e comércio eletrônico são necessidades prementes”. Segundo ele, a cada dez consumidores atendidos pelo Procon, ao menos seis são casos de negociação de dívidas. “O consumidor endividado não tem proteção nem ações contra a falta de educação financeira dele ou contra a concessão irresponsável de crédito”, afirma. “Quando o CDC foi criado, o comércio eletrônico não existia. Hoje os problemas são muitos e não estão no código, inclusive com sites falsos e fraudes”. EMPURRA-EMPURRA O engenheiro de software Bruno Leite, 32, comprou
um computador pela internet que chegou com defeito e teve que ir à Justiça para reaver o dinheiro. “O site vendedor e o fabricante empurravam o problema um para o outro. Com regras mais claras, isso poderia ser evitado”, diz. A assessora de comunicação Emilienne “Mili” Cezar dos Santos, 31, também reclama da falta de proteção do consumidor no ambiente virtual. Ela está na Justiça contra o site Mercado Livre e sua solução de pagamento Mercado Pago, porque Mili vendeu um celular que foi devolvido pelo comprador, mas com peças trocadas ou retiradas. “O Mercado Pago devolveu o dinheiro para o cliente sem averiguar o que eu estava recebendo. Uma legislação específica poderia inibir esse tipo de situação.” EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
Sem proteção na internet: Mili Santos teve que entrar na Justiça contra o Mercado Livre para resolver problema na venda de um celular
RAIO X DO RELATÓRIO Conclusões do estudo sobre projetos de lei do Congresso Nacional que visavam alterar o Código de Defesa do Consumidor (CDC)
Áreas mais citadas nos projetos de lei de dados 1° Banco e cadastro
2°
Direito à informação
3°
Vício de produto e serviço
4° Práticas abusivas
FRAGMENTADORES Projetos de lei que enfraquecem o CDC propondo legislação separada para setores específicos como telecomunicações e aviação civil NÃO SÃO FRAGMENTADORES
SÃO FRAGMENTADORES
Câmara dos Deputados
22,1%
Senado
16,8%
de 5° Cobrança dívidas
6°
Contrato de consumo
77,9% ,9%
83,2%
TRAMITAÇÃO
420
projetos de lei que estão na Câmara dos Deputados tratam sobre direito do consumidor
212
deles estão com a tramitação avançada
FONTE: IDEC
Projetos deixam Código mais fraco O levantamento do Idec sobre os projetos de lei (PLs) que visam alterar o Código de Defesa do Consumidor (CDC) não considerou se eles eram positivos ou negativos para o consumidor. Mas destacou as propostas chamadas “fragmentadoras”, que criam normas próprias para setores como telecomunicações e aviação civil e vão contra o caráter geral do CDC. “Os projetos frag-
mentadores são negativos porque o CDC traz princípios para todos. Quando surge uma norma específica, ele se enfraquece”, diz a pesquisadora do Idec Bárbara Simão. Entre os PLs apresentados na Câmara dos deputados de 2008 a 2018, 22,1% são fragmentadores. No Senado esse número é de 16,8%. Bancos de dados de consumidores foram o tema que mais recebeu propostas de alteração do CDC no Congres-
so. “Percebemos um salto de propostas entre 2011 e 2016, quando o Cadastro Único Positivo estava sendo discutido. Não havia a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais”, conta Bárbara. Para ela, a sanção da lei foi importante, mas “ainda é necessário criar uma autoridade nacional de proteção de dados com autonomia financeira e administrativa”, diz. O segundo tema em número de propostas é o direito
à informação. Em uma categoria separada, o Idec destaca a questão da rotulagem dos alimentos. A empresária Denise Godinho, 51, tem um filho com alergia a glúten. Ela conta que os avanços legislativos sobre a rotulagem foram importantes, mas não suficientes. “Ainda vemos rótulos que na frente dizem ‘sem glúten’ e atrás ‘com traços de glúten’. Isso é um crime, diante do risco à saúde, e deveria ser punido”, diz.
REPERCUSSÃO Empresa O Mercado Livre informou, por nota, que, após o contato da reportagem, transferiu o valor do produto devolvido a Emilienne “Mili” Santos.
Consumidora Diante das negativas anteriores da empresa, Emilienne afirma que ainda estudará com o advogado se vai desistir do processo judicial.
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COMPORTAMENTO Professora vence prĂŞmio por abordar, nas aulas, o suicĂdio DIRETORIA DE COMUNICAĂ‡ĂƒO DO COLÉGIO DE APLICAĂ‡ĂƒO JOĂƒO XXIII
Escolhido por alunos do nono ano, tema foi levado para debate em outras salas de aula No inĂcio de todo ano letivo, os alunos do nono ano do ColĂŠgio de Aplicação JoĂŁo XXIII, em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, tĂŞm um desafio na disciplina de lĂngua portuguesa: eleger um assunto para ser trabalhado no aprendizado de argumentação da disciplina de portuguĂŞs. Os temas escolhidos, geralmente, abordam a violĂŞncia, a gravidez na adolescĂŞncia e o aborto. Em 2018, no entanto, a professora Lucilene Hotz Bronzato, 52, foi surpreendida com um tema ainda pouco falado nas salas de aula: a maioria dos 90 jovens na faixa de 14 anos queria falar sobre depressĂŁo e suicĂdio. “NĂŁo estava preparada para que esse tema viesse Ă tonaâ€?, admite Lucilene, que tambĂŠm leciona no mestrado profissional de letras da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Ă qual o colĂŠgio ĂŠ vinculado. “NĂŁo nesta faixa etĂĄriaâ€?, conta. Na sala dos professores, teve nova surpresa: o assunto tambĂŠm era uma demanda das turmas do sexto, sĂŠtimo e oitavo anos. Mesmo assustada, LuciCarla Chein
lene – que leciona hĂĄ mais de 25 anos – nĂŁo fugiu ao tema. O resultado do esforço foi a campanha educativa “Sim. O melhor ĂŠ falar sobre o suicĂdio!â€?, construĂda por seus alunos do nono ano e divulgada nas 21 salas dos ensinos fundamental 2 e mĂŠdio do JoĂŁo XXIII. O relato sobre a iniciativa venceu a etapa estadual do PrĂŞmio Professores do Brasil deste ano, do MinistĂŠrio da Educação (MEC). O PROJETO “Qualquer atropelo, qualquer mau jeito, podia ser desastroso. Era preciso falar com muito cuidado (com os alunos)â€?, diz Lucilene. A solução foi iniciar a argumentação com os “sistemas de reputaçãoâ€? presentes em diferentes esferas da sociedade e que levam os estudantes a lidarem diariamente com cobranças de desempenho rigorosas – o que pode resultar em dificuldades emocionais. “Essa avaliação o tempo todo influencia a satisfação que eles tĂŞm com eles mesmos (os jovens). As pessoas nunca sĂŁo suficientes para os outros (nesse sistema de reputação)â€?, justifica. A professora usou o episĂłdio “Queda Livreâ€?, da sĂŠrie “Black Mirrorâ€? (Netflix), na
discussĂŁo. “Esse episĂłdio mostra uma sociedade na qual tudo ĂŠ avaliado na hora. Um tipo de sistema de reputação em que vocĂŞ tira vantagens de uma nota maior ou perde privilĂŠgios a partir de uma avaliação menorâ€?, diz. Nesse perĂodo, a professora buscou se aprofundar sobre o tema suicĂdio. “Demorei porque precisava me prepararâ€?, conta. Foram muitas leituras, de dossiĂŞs da Sociedade Brasileira de PsicanĂĄlise a artigos cientĂficos. Em uma segunda etapa, a professora buscou fortalecer emocionalmente os estudantes com dinâmicas. Uma delas ressaltou as pequenas alegrias que cada um vive no seu dia a dia sem dar valor, mas que sĂŁo importantes. Como resultado, foi confeccionado um mural de postites com “pequenas alegriasâ€? para que, nas discussĂľes sobre suicĂdio, o mural funcionasse como “uma tĂĄbua de salvaçãoâ€?. O suicĂdio sĂł foi abordado diretamente em uma terceira fase, quando cada aluno criou um personagem de sua idade e contou a histĂłria para os colegas. O mote era: “Eu me matei por que...â€?. Houve muito choro, e Lucilene orientou os jovens a olharem o mural. Posteriormente, ela descobriu que muitos dos relatos foram baseados em histĂłrias pessoais dos alunos. Nessa etapa, os estudantes se propuseram a levar a discussĂŁo para as outras sĂŠries do colĂŠgio.
Campanha: A professora Lucilene com alunos do ColĂŠgio JoĂŁo XXIII
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
Resultado da etapa regional sai em outubro
CAMPANHA EDUCATIVA
dia a dia grias do antes le a o d n a Busc s estud alecer o ram realizadas rt fo ra a P , fo no almente cada alu A iniciativa “Sim. O melhor emocion . Na atividade, s que nĂŁo s a ia ĂŠ falar sobre o suicĂdio!â€? dinâmic pequenas alegr ue sĂŁo q passou por trĂŞs fases escreveu o dia a dia, mas ultado foi s n valoriza s para ele. O re e postites, te d n l a rt ra o u imp m mm Preparando os alu ue deixa ção de u nos a confec quenas coisas q adeiro Para iniciar os alu e rig nos na com as p centes felizes: b dia de argumentação (te e em lm adoles fi xto argumentativo , s o de la ), foi introduzida um de pane bol na manhĂŁ a discussĂŁo sobre te fu , a v os “sistemas de re chu putaçãoâ€? nas etc. diferentes esferas domingo da sociedade – como as avaliaçþe s feitas o tempo todo nas redes so ciais e em serviço s como o Uber. Os flu xo curtidas, compartil s diĂĄrios de ha “estrelinhasâ€? se to mentos e rnam cobranças de desempenho rigor osas e podem resultar em dificul dades emocionais.
O suicĂdio e o choro Os debates sobre suicĂdio duraram duas semanas. Cada estudante criava um personagem e contava a histĂłria na primeira pessoa. Todos foram orientados a olhar o mural de “alegriasâ€? quando se sentissem tristes. O resultado foi a campanha educativa – com cartazes, um adesivo e palestras dos alunos nas 21 salas de aula dos ensinos fundamental 2 e mĂŠdio.
O relato da professora Lucilene Hotz Bronzato, de Juiz de Fora, agora concorre com outros trabalhos na etapa regional do PrĂŞmio Professores do Brasil, que vai selecionar 30 iniciativas em todo paĂs. Os vencedores da fase regional serĂŁo conhecidos no dia 11 de outubro e passarĂŁo para a etapa nacional. O resultado nacional serĂĄ divulgado em 29 de novembro. O prĂŞmio ĂŠ uma iniciativa do MinistĂŠrio da Educação (MEC) e estĂĄ em sua 11ÂŞ edição. A premiação visa valorizar projetos realizados nas escolas pĂşblicas de todo o paĂs e traz como meta replicar as boas prĂĄticas adotadas.
“
Tive que me fortalecer, me convencer de algumas crenças, me encher de amor, para só então lidar com esse drama contemporâneo.� Lucilene H. Bronzato, professora
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ESPAÇO GOURMET O protagonismo de um coadjuvante
MOISES SILVA
Consagrado como um dos principais tira-gostos da culinária mineira, o torresmo ganha novas versões e assume o papel de personagem principal
Antes relegado às estufas ensebadas de botequins tacanhos, o popular torresmo tem, ao longo dos últimos tempos, conquistado vitrines mais nobres. Como alguns tabus em relação à gordura e à carne de porco em geral estão sendo contornados, o clássico tiragosto, que é a cara de uma Minas Gerais interiorana, tem seu leque de possibilidades estendido e começa a agradar a um público mais amplo. Seja frito, assado, acompanhado de limão ou de geleia de abacaxi e pimenta, com tempero seco de especiarias, como recheio de pastel ou até em formato de “picolé”, o torresmo, cabe dizer, vive sua era de ouro. Além de típico tira-gosto, servido inteiro ou em porções, o torresmo também é item indispensável em alguns pratos da culinária clássica de Minas Gerais. “O torresmo está para o tropeiro, assim como a batata frita está para o hambúrguer”, compara Jaime Solares, chef da Borracharia Gastrobar, localizada na avenida Afonso Pena, na capital. Como não poderia deixar de ser, o torresmo é um dos astros do cardápio da casa. “Uso o torresmo de barriga, aquele carnudo, não o que é só pelinha”, explica Solares.
Suculência: Suculência: Culinária Culinária alemã alemã abriu abriu espaço espaço para para oo torresmo torresmo de de Minas Minas na na Hofbräuhaus Hofbräuhaus
Raphael Vidigal
MARIELA GUIMARÃES
Ele acredita que a demanda tem a ver com a tradição. “Estamos no Estado que mais consome carne de porco, e é uma coisa cultural isso de beliscar algo antes do prato principal. Tem, ainda, a questão da fritura: somos acostumados a beber cerveja, cachaça, e atualmente até com vinho e espumante as pessoas comem o torresmo, porque ele combina com muitas coisas”, destaca Solares. “Além disso, estamos vivendo um momento de volta às raízes, e a banha de porco passou a ser valorizada e a ganhar status com o público mais jovem. Acabou aquele tabu que existia”, completa. Chef da Hofbräuhaus, casa especializada em culinária alemã que fica na avenida do Contorno, Rafael Carvalho concorda e vai além. “A gente tem observado muitas mulheres pedindo o torresmo – o que antes não acontecia –, acredito que
FRED MAGNO
grediente ácido ajuda a balancear a gordura. Eu gosto sempre de usar o limão-capeta ou o limão-taiti no torresmo”, declara.
Chef Luiz Mairink comanda o cardápio da Bitaca da Leste
principalmente por essa desmistificação da carne de porco”, afiança. Apesar de o estabelecimento priorizar os pratos com origem na Alemanha, Carvalho não teve dificuldades em incluir um toque mineiro no menu. “É um símbolo da nossa gastronomia, nosso povo gosta de comidas um pouco mais gordurosas, e essa junção ficou impecável”, conta ele, que aproveita para dar outra dica preciosa. “Um in-
TRADIÇÃO Luiz Mairink, chef da Bitaca da Leste, é outro que aposta no acepipe. Em pouco tempo, a vendinha na rua Salinas, no bairro Floresta, em BH, conquistou clientes fiéis. “Gostamos muito do básico. Está na moda uma pegada oriental, de servir o torresmo com broto, mostarda, mas nós trabalhamos apenas com o limão-capeta”, destaca. Desde o começo, o torresmo tem sido o carro-chefe da casa e permanece como um dos três únicos itens fixos do cardápio, já que os demais mudam conforme a semana. O ambiente informal atrai tanto vizinhos do bairro quanto curiosos vindos de outras regiões. Mas é bom deixar claro: esse boca a boca só foi possível
Geraldo Magela é proprietário do Rei do Torresmo desde 1995
graças à suculência do prato mais procurado. “Fazemos o torresmo de barriga um pouco diferente do tradicional, porque não fritamos diretamente na gordura. Primeiro, assamos no próprio suco da carne, bem lentamente, o que a deixa bem macia e com a pele crocante, pururucada”, observa. Outro segredo está no corte da carne. “Procuramos um corte da barriga mais alto, o que possibilita ter três
camadas de carne entremeadas com gordura”, conta Mairink. Chef do restaurante Rústico, aberto em 2015 na rua Henrique Badaró Portugal, no bairro Buritis, também na capital, Marcella Paternostro informa que o torresmo da casa leva cachaça logo na preparação. Servido em tiras ou no mexido, ele ainda recebe sal e água antes de ir para o forno, onde permanece por quatro horas, e depois recebe um choque térmico. Outro atrativo do torresmo do restaurante são os acompanhamentos pouco usuais. “Servimos com geleia de abacaxi e pimenta ou limão à francesa, para pingar sobre a gordura”, diz Marcella, que não tem dúvidas sobre o sucesso do torresmo, inclusive fora do Brasil. “Não é à toa que a gastronomia mineira já ganhou vários prêmios internacionais”, exalta. CRISTIANE MATTOS
RECEITA Picolé Mineiro da Mercearia 130 Modo de preparo Corte de costela suína com tamanho padronizado, em torno de 12 cm a 15 cm, incluindo a pele do porco, carne e osso (sendo o osso de tamanho um pouco maior que o da carne, justamente para se conseguir segurar com as mãos). Ele deve ser marinado e assado no forno por quatro
horas a baixa temperatura (140°C), deixando a pele sem contato com a água, para desidratar e ficar sequinha. Após isso é necessário um período de descanso, antes de fritar por imersão a 180°C. Preço Quatro unidades (peso innatura de 800 g) a R$ 48
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ESPAÇO GOURMET MARIELA GUIMARÃES
SERVIÇO Borracharia Gastrobar Avenida Afonso Pena, 4.321, Serra. (31) 2127-4321 Hofbräuhaus Avenida do Contorno, 7.613, Lourdes. (31) 3021-9165
Mercearia 130 Rua Bernardo Guimarães, 2.267, Lourdes. (31) 2555-3395
Bitaca da Leste Rua Salinas, 2.421, Floresta. (31) 3789-3784
Fürst Tap Room Rua Bernardo Guimarães, 2.612, Santo Agostinho. (31) 3335-7094
Rústico Cozinha Internacional Rua Henrique Badaró Portugal, 143, loja 157, Buritis. (31) 3024-1993
Rei do Torresmo Avenida Augusto de Lima, 744, loja 166, Mercado Central. (31) 99302-9552
DE BANDEJA
Novidades no rodízio de carne A nova unidade da churrascaria Baby Beef Steakhouse, do bairro São Bento (av. Raja Gabaglia, 2.271) engloba novidades em seu rodízio: cortes nobres como ancho, carré de cordeiro e shouder steak. As novas guarnições incluem o camarão à paulista aos finais de semana e peixes diariamente. Outra grande novidade que foi implantada no primeiro salão, na entrada da churrascaria, é a boutique da carne, chamada Prediletos. Os clientes poderão levar para casa carnes embaladas adequadamente, além de temperos próprios da marca.
Torresmo, a origem Há duas versões para a origem do termo torresmo, nenhuma delas
comprovada, como, aliás, é típico das expressões populares. Uma delas conta que durante as noites de seresta, no Rio de Janeiro, os músicos não tinham muito tempo para comer outra coisa, a não ser tira-gostos. A outra versão afirma que a necessidade de ingerir algo salgado vinha logo depois de algumas doses de cachaça, o que exigia um portentoso tiragosto.
Aprendendo a famosa moqueca
Combinação: Na Bitaca da Leste, o torresmo é servido com cachaça e limão-capeta
RECEITA Torresmo de barriga do Rei do Torresmo FRED MAGNO
Modo de preparo Fatiar o toucinho de barriga em tiras. Para cada quilo, usar 25 g de sal refinado como tempero. Colocar na panela e encobrir com gordura. Adicionar uma dose de cachaça (50 mL) por cima do toucinho, para deixar mais pururucado. Ligar o fogão e mexer a cada 15 minutos. Após isso, deve-se retirar o excesso de gordura. Para ficar pronto, leva-se em torno de uma hora e 40 minutos até duas horas, em fogão industrial. Preço R$ 13 a unidade; R$ 17 com acompanhamento de mandioca
Experiências e inovações Um cliente da Alemanha descobriu o torresmo pela internet e veio a BH somente para provar a iguaria. Já um casal de Nova York não resistiu e levou o petisco no voo de volta a seu país. E não se trata de um torresmo qualquer. A Mercearia 130, nos bairros Serra e Lourdes, é responsável pela criação do Picolé Mineiro, que tem agradado até aos paladares internacionais. Proprietário do estabelecimento, Marco Lucchese conta que a ideia surgiu com a intenção de criar um prato que fosse, ao mesmo
tempo, a cara de Minas e da Mercearia 130. “Pensamos em fazer o nosso torresmo, do nosso jeito. Antes se usava a barriga de porco, e nós passamos a utilizar a costela”, destaca Lucchese. O nome do prato, que pode remeter a algo doce, tem a ver, na verdade, com a maneira utilizada para degustá-lo, já que ele vem com o osso, que serve como espécie de palito. Chef da Fürst Tap Room, bar especializado em cervejas artesanais no bairro Santo Agostino, Bruno Cajado também resolveu dar asas à imaginação. Há um ano, ele
criou o pastel de torresmo, que logo se tornou um dos mais pedidos na casa. “Antes de virar recheio de pastel, a barriga de porco vai numa marinada com cebola, alho, cenoura e pimentões, além da nossa própria cerveja. Depois ela fica mais 12 horas num tempero seco de especiarias, antes de ser assada em baixa temperatura por cerca de cinco horas. Em seguida, adicionamos uma mistura de queijo Minas meia-cura, e isso vai virar a pasta que recheia nossa massa de pastel, à base de cachaça”, elucida Cajado.
À frente do restaurante Alguidares, referência nacional da típica culinária baiana, a chef Deusa Prado levará o sabor da Bahia ao Mercado Da Boca (av. Toronto, 156, Jardim Canadá), no sábado (29), às 13h30. Ela irá ensinar a receita da tradicional moqueca de camarão, prato mais pedido em seu estabelecimento. Os ingressos para a aula custam R$ 120 e as inscrições podem ser feitas no site Sympla.
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almanaque CELEBRAÇÃO> Beth Carvalho e Fundo de Quintal comemoram os 40 anos do disco “De Pé no Chão” Sáb.
RAFAÊ/DIVULGAÇÃO
É um consen6.out. so: o ano de 1978 é marco de uma revolução na rítmica do samba. E isso graças à majestade Beth Carvalho, que, com o álbum “De Pé no Chão”, apresentou ao mundo os meninos do carnavalesco Cacique de Ramos, que dois anos depois dariam origem ao Fundo de Quintal. Passados 40 anos, a Madrinha do Samba e seus afilhados musicais voltam a se encontrar no palco celebrando o aniversário do importante disco. Desta vez, a reunião acontece aqui, Reencontro em Belo Horizonte, em A turnê de comemoração apresentação única no é a primeira vez em próximo sábado (6). que cantora e grupo se Minudência que Beth reúnem novamente faz questão de informar: no palco desde que há alguma coisa de gravaram o disco inédito no encontro, já que é a primeira vez que ela e o Fundo de Quintal se encontram depois que o grupo firmou seu nome na história da música brasileira. “Antes, a gente só tinha cantado junto quando eles eram desconhecidos”, lembra ela, que esbanja felicidade em estar ao lado da atual formação do conjunto – contando com Bira Presidente, no pandeiro, Ubirany, no repique de mão, Sereno, no tantan, Ademir Batera, na bateria; Junior Itaguaí, na voz e no banjo, e Marcio Alexandre, que completa o time com voz e cavaco. Aliás, não seria o único ineditismo da turnê. Quando se apresentou no Rio de Janeiro, no primeiro dia de jetória. “São 53 anos inintersetembro, a sambista can- ruptos”, gaba-se ela. “Só patou deitada em uma cama, rei quando fiquei internada, por conta das dores fortes por conta dos problemas na na coluna que sente, conse- coluna”, lembra, sobre o ano quência de uma inflama- de 2012, período em que fição. Beth diz que sim, teve cou afastada dos palcos para medo de ir ao palco assim. cuidar de sua saúde física. Para sua surpresa, foi ova“Essa persistência, as pescionada aos gritos de “guer- soas me perguntam de onde reira” e “rainha”. vem... Faço isso por amor ao “Fiquei muito emocionada. Cantar deitada é um desafio, é mesmo difícil e eu pensei que algumas pessoas poderiam sair do show... Mas nada disso aconteceu! Graças a Deus fui super aplaudida. Todos cantando, de pé. Foi como se eu estivesse de pé também”, comenta a cantora. Para o show em BH, não descarta a possibilidade. Tanto que a produção do espetáculo vai trazer para a cidade o chaise longue (espécie de sofá-cama). Essa vontade de fazer acontecer é constante em sua tra-
músicos Carlinhos 7 Cordas, (violão e direção musical), Dirceu Leite (sopros), André Rocha (percussão), Vitor Souza (violão), e Paulinho Oliveira (baixo).
Alex Bessas
Madrinha do Samba
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Lancei um monte de gente né? Compositor, músico. Temos que fazer uma lista um dia
samba, à música, ao povo, aos meus fãs. É paixão mesmo, sabe? É isso que me move”, assegura ela. A cantora, é verdade, está acostumada a receber o carinho de seus fãs. Mas, reconhece, os episódios recentes têm a afetado de um jeito diferente. “Eu me sinto abraçada pelo povo, que me transmite um afeto enorme. Nos últimos dias, isso se tornou ainda mais intenso. Esse show está sendo especial para mim”, comenta ela. E se vem recebendo marcante afago de seus fãs, para ela não havia momento mais oportuno. Quando foi atender ao Pampulha, Beth pediu que a entrevista fosse adiada para um pouco mais tarde. É que pretendia assistir ao debate eleitoral que foi ao ar na última quarta (26). Depois, confidenciou estar um tanto inquieta e apreensiva com o pleito em questão. Teme, afinal, pelo
clima de radicalização que toma o país. Assim, entre cartas de grandes personalidades e mensagens que chegam pelas mídias sociais ou através do carinho que percebe nos shows, ela encontra forças para seguir em frente. SEM PARAR Sem nenhuma vontade de se aposentar, Beth Carvalho, 72, lembra que tem ouvido apurado e já apadrinhou muitos artistas – entre eles nomes de grande relevância, como Jorge Aragão, Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz. Se sabe quantos músicos e compositores já tiveram sua bênção? “Não sei, acho que, um dia, temos que fazer uma lista”, convida ela, dizendo que o repórter poderia ajudar a lembrar alguns. Em Minas, recorda ser madrinha, por exemplo, de Aline Calixto. “Talvez, se a
agenda permitir, se tudo der certo, vou convidar ela a participar do show”, revela. “Gosto muito dela, é uma das minhas afilhadas e é toda politicamente correta”, observa, entre risadas. A mineira, aliás, não seria a única convidada do show, pois, além do Fundo de Quintal, Beth é acompanhada pelos
“
Nestes 40 anos, ainda bate forte a emoção de quando ouvi Fundo de Quintal pela primeira vez
FALAR AO CORAÇÃO Diga-se, mais que soar bem aos ouvidos, um músico, para ser abençoado por Beth Carvalho tem que lhe falar ao coração. É esta, afinal, a mais viva lembrança de quando conheceu os então meninos do Fundo de Quintal. Chegou ao grupo por meio do ex-jogador e ex-técnico do Vasco Alcir Portela. Na época, eles, ainda de forma amadora, se apresentavam no bloco carnavalesco Cacique de Ramos, no Rio. “Eu ia para a Cacique toda quarta-feira. Amava ouvi-los e cantar com eles. Fiquei um ano fazendo isso e aí caiu a ficha”, é assim que ela descreve o momento em que decidiu gravar com os músicos. Beth lembra que o produtor da RCA, Rildo Hora, titubeou. Não sabia se os músicos estavam prontos para gravar em estúdio. “Eu garanti! Afinal, não existia e não existe nada igual ao que eles fazem”, argumenta, emendando elogios ao repique de mão, criado por Ubirany, ao jeito único de seu irmão, Bira Presidente, tocar pandeiro, ao tantan tocado por Sereno e ao banjo de braço curto e afinação de cavaquinho, criado e tocado por Almir Guineto (1946-2017). Fazendo um “samba diferente, mas com uma pegada tradicional”, o CD “De Pé no Chão” fez seus clássicos – entre eles, “Vou Festejar” (Dida, Neoci e Jorge Aragão), “Goiabada Cascão” (Wilson Moreira e Nei Lopes) e “Passarinho” (Chatim). E, falando em repertório, Beth faz questão de homenagear os mineiros no show em BH. Para isso, escolheu a música “Tristeza Pé no Chão”, do compositor Mamão, de Juiz de Fora – e ela aproveita a entrevista para já ir ensaiando, ali mesmo, por telefone: “Dei um aperto de saudade no meu tamborim...”.
Beth Carvalho e >Fundo de Quintal 40º aniversário do disco “De pé no Chão”. KM de Vantagens Hall BH (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro). Dia 6 (sábado), às 22h. A partir de R$ 90 (inteira).
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MÚSICA Para lembrar o eterno Caymmi Patrícia Além de pasCassese sear pelo rico repertório musical deixado por Dorival Caymmi (19142008), está a proposta de mostrar a personalidade do homem por trás de uma lavra criativa de tal calibre. Esse é o objetivo de “Viva Caymmi”, espetáculo dramático-musical que aterrissa na capital mineira para única apresentação, no palco do Centro Cultural Minas Tênis Clube, no próximo sábado (6), às 20h. “A ideia foi aproveitar as canções para falar do homem por trás da criação. E para poder apresenta-lo mais, começamos falando do cenário no qual ele nasceu, e das influências que teve enquanto crescia”, repassa Danilo Caymmi, filho do genial compositor e um dos mentores da empreitada, ao lado do diretor musical Flávio Mendes e do ator Nilson Raman. A iniciativa, cumpre frisar, insere-se na agenda alusiva à baliza de dez anos de morte do autor de pérolas como “É Doce Morrer no Mar”, “Marina” ou “Maracangalha”. Danilo enfatiza: “Estamos falando de uma Salvador do início do século passado, imagine só”, diz, ainda referindo-se ao cenário onde seu pai foi paulatinamente se rendendo à música, de início inebriado pelos acordes do piano que ecoavam com vigor em sua casa. E a partir daí, e ininterruptamente, o talento do artista emerge. O espetáculo também aborda “a simplicidade sofisticada de suas letras e músicas”. “Seu amor pela Bahia e a grande admiração pelas mulheres – às vezes, admi-
Danilo: o caçula da prole de um dos compositores mais emblemáticos da MPB sobe ao palco para, em meio a canções, relembrar histórias de vida da família Caymmi
ARMANDO PAIVA/DIVULGAÇÃO
Sáb. 6.out.
ração até demais”, ri o herdeiro. E foi uma carreira linda, prossegue o rebento, em sua análise. “Uma coisa foi puxando a outra. Uma história que aconteceu aqui ou ali, mas que sempre levava a novas músicas, a novas canções”.
Mar”, “O Que é Que a Baiana Tem”, “O Samba da Minha Terra / Vatapá /Acontece Que Eu Sou Baiano”, “Marina /Nem Eu”, e “Maracangalha”, entre outras. Ao todo, serão 21 composições, de uma obra que perpassa 60 anos, com 20 discos lançados.
te ano e optou por não mais se apresentar ao vivo. Mas sugeriu que eu fizesse”, relembra ele. Danilo, por sua vez, já havia participado da gravação do CD de Natal de Bibi Ferreira. “Natal em Família”, de 2012. “E de uma apresen-
BIBI FERREIRA O espetáculo tem sua base estruturada num storytelling, palavra em inglês que, lembra a produção, está relacionada a uma narrativa, e significa a capacidade de contar uma história, especialidade de Raman. Nos últimos 20 anos, o ator foi idealizador e mestre de cerimônias dos espetáculos da atriz Bibi Ferreira, 96. Aliás, a montagem foi desenvolvida pensando em ter Bibi Ferreira no palco, reconhece Danilo Caymmi. “Há muito tempo ela vinha falando que queria fazer um espetáculo em homenagem a meu pai. E estava tudo certo, mas, como todo mundo acompanhou, ela teve alguns problemas de saúde es-
Sábado (29) O TEATRO MÁGICO Espetáculo cênico-musical. Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 32367400). Às 21h. Plateia I: R$ 120 (inteira); plateia II: R$ 100 (inteira); plateia superior: R$ 80 (inteira)
ROBERTA CAMPOS No show “Todo Caminho é Sorte É Sorte’. Teatro do CCMTC (rua da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1027). Às 21h. R$ 60 (inteira)
SÓ TRACK BOA FESTIVAL Ao todo, 11 atrações comandam a pista, com o melhor da música eletrônica. Gramado do Mineirão (av. Antônio Abrahão Caran, 1.001, Pampulha). Das 18h à 8h. Ingressos a partir de R$ 140. Vendas: www.sympla.com.br/sotrack-boa-festival--belo-horizonte-
tação desse concerto de Natal em Petrópolis. Naquele período, já tínhamos trocado ideias sobre o que ela ia fazer. Aí o Raman, com quem já trabalho há muitos anos, e que também é o empresário da Bibi, me chamou. E deu super certo,
Fernando Rabelo/Folha Imagem – 27.4.1997 Dorival Caymmi: dez anos de morte
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5211). Às 19h. R$ 40 (inteira)
NA PRAIA – 2ª EDIÇÃO
ZIMBRA
Festa Jurerê : Alok + The Otherz + Scorsi + Danne. Alphaville – Lagoa dos Ingleses, Nova Lima. Às 10h. R$ 240 (inteira/ 1º lote). Informações: www.sympla.com.br/napraia
Rock. Abertura com a banda Radiotape. A Autêntica (rua Alagoas, 1.172, Savassi, 3654-9251). Às 22h. R$ 30 (antecipado); R$ 35 (porta)
PLEBE RUDE
Dora Vergueiro, Mateus Terral, Nabor & o Bando, Banda da Insanidade, DJs Motoca e Veneza. Land Street (BR-356, Km 7,7, 757, Olhos D’Água). Às 17h. R$ 50 (inteira)
Lançamento de DVD. Café Paddock (av. Otacílio Negrão de Lima, 7.428, Pampulha). Às 23h. R$ 50
DONA JANDIRA Convida: Magno Rosa, Nelinho Rodrigues, Sidney Grandi, Samantha Luz e Pirulito da Vila. Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil (rua Carijós, 258, centro, 3201-
Recital de cravo. No programa obras de François Cpuperin, Johann Sebastian Bach e Domenico Scarlatti. Fundação de Educação Artística (rua Gonçalves Dias, 320, Funcionários, 3236-6866). Às 20h. Entrada gratuita
FESTA INSANIDADE HOLLYWOOD
SÉRIE FORA DE SÉRIE Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sob a regência do maestro Fabio Mechetti, interpreta obras de Nielsen, Alfvén, Sibelius e Grieg. Sala Minas Gerais (rua Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto, 3219-9000). Às 18h. Ingressos de R$ 44 a R$ 116
OLIVIER BAUMONT
> Viva Caymmi
Com Danilo Caymmi. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (rua da Bahia, 2.244, Lourdes – fone: 3516-1360). Dia 6 (sábado), às 20h. R$50 (inteira).
ra, plateia superior)
BETH LEIVAS Leia mais na página 17
NA PRAIA – 2ª EDIÇÃO
Música instrumental. Praça da Saúde (av. Silva Lobo, s/nº, Grajaú). Às 10h
Atrações: Hauli e Alexandre Peixe. Alphaville – Lagoa dos Ingleses, Nova Lima. Às 10h. R$ 30 (1º lote). Informações: www.sympla.com.br/napraia
SONORA BRASIL
MANHÃS MUSICAIS
Recebe Coco de Zambê. Teatro de Bolso do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Às 19h30
Recital de flauta com Marina Cyrino e convidados. Sala Sergio Magnani da Fundação de Educação Artística (rua Gonçalves Dias, 320). Às 11h. R$ 20 (inteira)
BATUQUE CELLO
JÚLIA RIBAS No show “A Paz”. Idea Cultural (rua Bernardo Guimarães, 1.200, Funcionários). Às 19h. R$ 20
pois manteve esse formato que faz tanto sucesso com o público, e que Bibi fez em ‘Piaf’ (espetáculo sobre a vida de Edith Piaf), ‘Amalia’ (sobre a cantora de fados portuguesa Amalia Rodrigues) e ‘Sinatra’ (sobre o cantor norte-americano). Pelo fato de ser meu pai, foi possível um olhar mais particular – e gosto muito disso”, reconhece o artista, irmão de Nana, 77, e Dori, 75, os outros dois filhos do mestre Dorival (aos 70, Danilo é o caçula da prole). Ao fim, o time é o mesmo que estava já afinado com Bibi Ferreira. “E estamos todos felizes com o resultado. Eu, o Raman e o Flavio Mendes, que já trabalha comigo há muitos anos, mas também era o maestro da Bibi nos últimos 13 anos”. No repertório de “Viva Caymmi” estão canções, como “Promessa de Pescador/Noite de Temporal de Pescador”, “A Jangada Voltou Só”, “O Vento”, “A Lenda do Abaeté”, “Saudade de Itapoã”, “Pescaria”, “O
PROJETOS O espetáculo “Viva Caymmi”, claro, terá seu devido registro. “Vamos gravar o DVD ao vivo em Salvador, no Teatro Castro Alves”. Mas outras homenagens se destacam no horizonte. “Estamos promovendo o livro da Stela Caymmi, minha sobrinha, e em novembro será lançado um documentário, ‘Dê Lembranças a Todos’. Além disso, estamos promovendo os CDs do meu pai. Este ano completa-se 55 anos do CD ‘Caymmi Visita Tom’, que ficou antológico na discografia dos dois artistas”, recorda. O livro citado por Danilo, e escrito por Stela, é “Dorival Caymmi, o Mar e o Tempo” (Editora 34). “É uma obra muito completa, com muitas histórias. Ela teve tempo de conversar muitas vezes com o meu pai, então, as (histórias) mais significativas estão ali. Na minha opinião, é um livro que merece a leitura, pelo detalhamento dos fatos e dessas histórias. Mas, de todas, gosto de contar uma em particular, a de quando ele foi se apresentar em Los Angeles. Deveria ficar uma semana, só que encontrou o Tom (Jobim), que estava morando lá... E acabou ficando seis meses”, diverte-se.
domingo (30) FREJAT Show em formato voz e violão. Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 32367400). Às 19h. A partir de R$ 110 (intei-
ORQUESTRA SESIMINAS E TENORE IN CONCERT No espetáculo “Volare!”. Participação da soprano Nabila Dandara. Teatro Sesiminas (rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Às 19h. R$ 20 (inteira)
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MÚSICA Beth Leivas estreia em CD Patrícia Ela está na Cassese música há nada menos que 20 anos. “E neste tempo de estrada, tive o privilégio de estar sempre ao lado de grandes artistas”, reconhece a intérprete Beth Leiva, que, para citar alguns exemplos, mantém um grupo com outras cantoras (o Harém da Imaginação) e um trio (o Tempera Viola) com Marcello Dinis e Danuza, além de já ter composto uma outra formação (junto a Danuza Menezes e Raquel Coutinho) que acompanhou Maurício Tizumba. “Durante todo este tempo, isso me bastou, enquanto cantora. Mas, como também acredito muito em um processo de energia, de uma força maior que nos guia, percebi, há pouco tempo, que havia chegado o momento de, a partir de to-
da essa estrada, partir para o meu trabalho solo”, admite. “Sete”, disco que, portanto, marca a estreia da cantora no mercado fonográfico, será lançado em show neste domingo (30), no palco do Cine Theatro Brasil Vallourec. Gravado em 2016, o álbum teve sua gênese de um modo informal, em uma reunião de amigos. “Eu estava em um momento pessoal delicado, de rompimento de uma relação muito importante na minha vida. E, ali, falávamos disso, de processos de cura, da importância de fazer um mergulho interno e se reinventar. Daí, um dos meus amigos falou: ‘Beth, está na hora de lançar o seu disco’”, relembra. A pulga, diz ela, ficou atrás da orelha por alguns dias. “Coincidentemente, naquele momento, eu estava muito mergulhada no universo do candomblé. Na verdade, sou rainha perpétua
Pérolas de Ivan Lins em sarau O projeto teve 81 inscritos e, ao final, quatro intérpretes selecionados. Dando início, pois, aos shows resultantes da iniciativa, o projeto Sarau Minas Tênis Clube 2018 apresenta Lívia Itaborahy e Octávio Cardozzo. Para começar os trabalhos, Lívia interpreta pérolas da obra de Ivan Lins na próxima segunda, dia 1º de outubro. Já na terça-feira (2), Octávio recorre ao manancial de Maria Bethânia (leia mais no texto ao lado). A música de Ivan Lins invadiu o campo dos afetos da cantora Livia Itaborahy ainda na infância, quando ela, meio que de esguelha, ouvia os discos do cantor e compositor que sua mãe colocava para rodar. Mais tarde, vieram as novelas, onde Lins sempre marcou presença. “E fui me apegando a essa memória”, assume. Mais tarde, já na universidade, dedicando-se ao estudo da música, começou a ver a produção do carioca sob outro prisma. “Agora, como um melodista, um compositor de harmonias muito refinadas”. E se rendeu de vez. “Então, além do lado afetivo, veio a admiração pelo aspecto técnico”. Os anos se passaram e Lívia foi encarar a terceira temporada do “The Voice Brasil”, da Rede Globo, le-
vando de início, à produção, a sugestão de duas possibilidades para interpretar: uma composição de Milton Nascimento e outra de Ivan Lins. “E acharam que funcionaria melhor a do Ivan (no caso, “Vieste”)”. O autor, por sua vez, aprovou a entrada da moça no programa. “E foi muito simbólico ter o aval dele”, rememora ela, que nasceu em Volta Redonda (RJ), mas veio para a capital mineira aos 8 anos. Ao fim, ficou o gostinho de quero mais. “E quando veio a oportunidade do projeto Sarau, me inscrevi”. No show, Lívia Itaborahy vai interpretar 14 músicas. “Acabamos fazendo três recortes no show. O primeiro traz as composições pelas quais Ivan Lins acabou sendo reconhecido internacionalmente. Depois, vem uma parte bem brasileira. E, ao fim, uma mais romântica, com algumas músicas que entraram em novelas”. Junto ao grupo Trivial, ela encara, pois, o desafio de interpretar músicas como “Dinorah, Dinorah” ou “Somos Todos Iguais Nessa Noite”, além, claro, de “Vieste”.
de uma guarda de congado do bairro Aparecida, então, o universo religioso sempre esteve presente na minha vida. E, aí, veio a primeira música, ‘Ponto de Nanã’”. Intuitivamente, as demais canções foram chegando, todas relacionadas ao candomblé. “E quando me sentei com o produtor e arranjador Marcos Cantanhede, que cuidou da estética sonora do disco, percebemos que, na verdade, a gente não havia escolhido essas músicas: elas é que foram chegando”. Sete, ao todo. “Um número que, espiritualmente, tem muita força. Por exemplo, são sete, os orixás, cada um com suas sete linhas. E ao ampliar, lembramos que sete são as cores do arco-íris, sete são os chacras, sete foram os dias que, na Bíblia, Deus levou para construir o mundo... Enfim, um número muito forte”, reconhece.
Seg. 1º.out.
“Ponto de Nanã”, conta ela, fala de uma orixá mais velha, cheia de sabedorias. “Nela, o tambor está presente, mas há toda a banda, um coro de vozes”. Já da faixa “Criação”, ela ressalta o fato de ser de Tizumba, “um artista fundamental em minha vida”. No show, além das faixas do disco, ela acrescenta outras sete, presentes que ganhou recentemente de amigos como Sergio Pererê, Ladston do Nascimento, Dan Oliveira ou Miguel Jorge. Aliás, sobre Pererê, ela lembra o texto que o amigo escreveu especialmente para ela. “Dizendo que eu esperei o tempo do próprio coração para poder lançar meu primeiro disco”. No que ela concorda. “Acho que não podia ser antes nem depois”.
Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315). Neste domingo (30), às 20h. R$ 30 (inteira)
Beth Leivas reverencia a matriz africana em álbum solo
GERALDO BISNETO/DIVULGAÇÃO
O desafio de cantar Bethânia
PAULO ABREU/DIVULGAÇÃO
>cantaLíviaIvanItaborahy Lins Centro Cultural Minas Tênis Clube (rua da Bahia 2.244, Lourdes). Dia 1º (segunda), às 20h. R$ 2
LUIZA PALHARES/DIVULGAÇÃO
> Beth Leivas
Lívia Itaborahy volta a clássicos como “Viestes”, de Lins
Ter. 2.out.
Dom. 30.set.
Cardozzo: desafio de encarar interpretações “definitivas”
Maria Bethânia, quem é fã de carteirinha sabe, já contabiliza mais de 50 anos de carreira. Não por outro motivo, o intérprete que quiser render homenagens a ela em um único show já de pronto sabe que terá pela frente o desafio de, perante tantas possibilidades, ter que pensar em um recorte. No caso de Octávio Cardozzo, não foi diferente: outro dos selecionados do projeto “Sarau”, ele optou pelo recorte “sertão”, para, num segundo momento, reinventar o feixe de canções escolhidas por meio de uma instrumentação elétrica. “Achei que seria o ideal para a instrumentação atual da minha banda”, explica ele, que, no show, será acompanhado por Camila Rocha (baixo), Gabriel Bruce (bateria), Davi Fonseca (teclado) e PC Guimarães (guitarra). Do repertório, Octávio destaca, por exemplo, “Carcará”, de João do Vale e José Cândido, que a irmã de Caetano interpretou em 1965, nos hoje épicos shows-manifesto “Opinião”, no Teatro de Arena (SP). Não bastasse, o mineiro encara “Rosa dos Ventos”, “O Quereres” e “De Manhã”, além de uma pepita do saudoso mineiro Vander Lee: o congado “Estrela”, que Bethânia registrou em 2009, no CD “Encanteria”, “quando decidiu homenagear sua
mãe, Dona Canô”. “Escolhi por ter essa coisa afetiva, de ser uma canção do Vander Lee”. Para Octávio, Maria Bethânia é, hoje, a maior intérprete brasileira viva. “E a gente tem essa honra de estar vendo ela ainda em atividade, produzindo muito”. E, sim, ele sabe que levar ao palco o repertório da diva é uma responsabilidade e tanto. “Um desafio enorme! Dá medo, pois suas interpretações são meio que definitivas. Mas, ao mesmo tempo, é um desafio gostoso”, reconhece ele, lembrando que também assume a direção cênica da iniciativa, “com marcação de palco, roteiro” e afins. Como o edital do Sarau prevê o registro dos shows, tanto Octávio quanto Lívia Itaborahy, que interpreta Ivan Lins no mesmo projeto, pretendem, na sequência, disponibilizar o material nas plataformas digitais. Vale lembrar que o projeto ainda prevê shows da cantora Maíra Manga (dia 22) e do grupo Faca Amolada (23).
Cardoso >cantaOctávio Maria Bethânia Centro Cultural MTC (rua da Bahia 2.244, Lourdes). Dia 2 (terça), às 20h. R$ 2 (inteira
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ARTES VISUAIS O ciúme pelo viés do lúdico Patrícia A primeira Cassese parte da trilogia, o público belo-horizontino já conferiu, quando “A Gaiola”, adaptação do livro de Adriana Falcão, passou por aqui. Agora, a diretora Duda Maia volta à capital mineira com a segunda, o musical infantojuvenil “Contos Partidos de Amor”, cumpre temporada no CCBB BH a partir da próxima sexta (5), ficando em cartaz até o dia 29. Com dramaturgia de Eduardo Rios e trilha sonora original de Ricco Viana, o espetáculo se inspira no universo de Machado de Assis (1839-1908) para falar de temas como amor e ciúmes, de maneira leve e divertida. “Na verdade, a gente entrelaça as histórias a músicas, com personagens para os quais fizemos a opção de não dar nomes: em cena, temos ‘essa menina’, ‘ele’, ‘aquela’, ‘a que está do lado’. E, quando usamos os pronomes, claro, tem muito a ver com a coisa do sentimento de posse. Há toda uma brincadeira ali”, revela Duda. A diretora conta que foi depois de encenar “A Gaiola” – que também circulou pelo país nos palcos do CCBB – que lhe acorreu a ideia de formatar uma trilogia. “Ali, percebi que a história já apontava a noção do ciúme, mesmo não indo tão fundo. E conversando com amigas que são mães, ouvia que criança tem isso, o ciúme do irmão que vai nascer, do colega de sala... Então, achei que era tema que daria uma reflexão bacana”, diz. O fato de o sentimento sempre ter carga negativa também deu força ao projeto. “É um tema sempre percebido como ruim, do tipo: ‘ah, o fulaninho está ciumento’. Percebi que, dentro do espaço teatral, isso poderia ser tratado de forma mais leve, com humor, o que ameniza a abordagem. Por ser destinado ao público infantil, trabalhamos o tempo todo sem noções de agressividade, irritação... Porque, na verdade, trata-
Sex. a seg. 5 a 29.out.
RAI JUNIOR/DIVULGAÇÃO
Em cena Elenco é formado por quatro atores que também são cantores e músicos
se de uma homenagem ao amor. O que vale é o amor”. Em cena, estão os atores Diego de Abreu, Isadora Medella, Luciana Balby e Tiago Herz, que, durante o processo de criação da montagem, se dispuseram a levar colaborações ao texto dentro do recorte “amor e ciúme”. Diego conta que a trajetória de “Contos Partidos de Amor” começou no Rio de Janeiro, em março. “Lá, não houve um só dia de casa vazia, assim como em São Paulo, que fizemos na sequência. Modestamente falando, o público ficou encantado com a poesia presente no espetáculo, o fato de a linguagem não subestimar em momento algum o registro da criança”. Em seguida, a montagem chegou a Brasília, fazendo também uma rápida passagem por Portugal, onde foi apresentada em alguns festivais de verão do hemisfério norte. Agora, o circuito inicial se completa com a capital mineira. “É um luxo ter o patrocínio do CCBB, que permite a circulação sem abrir mão da qualidade artística. E, não bastasse,
são lugares e teatros nos quais o público que o frequenta vai mesmo que a produção em cartaz não tenha, em seu elenco, uma pessoa famosa, ou que a montagem seja baseada em um título o qual você não leu. Em BH, estamos entran-
do no quarto CCBB, e a qualidade, os jogos dos atores, claro, só vai melhorando, mesmo porque eles estão praticando toda semana”, celebra. CONCLUSÃO Em tempo: Duda já tem
em mente a empreitada que vai fechar a trilogia. “Na verdade, a gente já colocou no edital (do CCBB) e está super torcendo para passar. Trata-se da adaptação do livro ‘Vamos Comprar um Poeta’, que é um livro do portu-
guês Afonso Cruz”. Ela lembra que, mesmo ainda versando sobre o amor, a obra se detém mais sobre a noção de respeito. “A história se passem em um lugar fictício, no qual o pensamento das pessoas está muito em cima do lucro e da matemática, sem muita poesia na vida. Lá, não há, por exemplo, animais de estimação, mas artistas. Então, certo dia, a família central resolve levar para casa um poeta”, discorre. A trama, no caso, é contada sob o ponto de vista da menina. “E a partir do momento em que o poeta adentra a casa, sua presença vai mudando as relações entre os parentes. É muito legal, mostra como o acesso à cultura vai modificando as pessoas. Tem uma hora que a fábrica do pai entra em falência, e a primeira coisa que eles cogitam é devolver o poema. E é o que acontece no mundo atual, a cultura é a primeira coisa a ser cortada. Então, é também bem crítico”, conclui.
Contos Partidos >de Amor CCBB (praça da Liberdade, 450). De 5 a 29. Segundas e sextas, 19h, sábados e domingos, 16 e 19h. R$ 30 (inteira). Dia 12, haverá duas sessões gratuitas, às 16h e às 19h.
Uma história de perdas e superações Dom. 30.set.
MANOEL MIROLHO/DIVULGAÇÃO
O espetáculo infantil “Atrás do Mundo”, escrito e estrelado pela atriz Maria Eduarda Carvalho (conhecida por novelas como “A Vida da Gente” e “O Tempo Não Para”), será apresentado no palco do Centro Cultural Minas Tênis Clube, neste domingo (30). A peça fala da perda e da dor para também abordar temas como a superação. A direção é de Cristina Flores. No elenco, estão, ainda, Daniel Chagas, Leandro Baumgratz e Luiza Scarpa. “Atrás do Mundo” mescla histórias de vários personagens, como a menina de sete anos que acaba de per-
der sua irmã ou o menino sozinho e frágil que vivencia a separação dos pais. Em cena, também estão uma romântica jovem que é abandonada no altar, as irmãs gêmeas confidentes e um médico cego. O espetáculo teve como ponto de partida uma experiência de vida de Maria Eduarda, que perdeu sua única irmã, Maria Antônia, no mesmo mês em que viu sua filha, Luiza, nascer.
> Atrás do Mundo
Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia 2.244, Lourdes). Neste domingo (30), 16h. R$ 10 (inteira).
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ARTES CÊNICAS Festim se despede da capital A sétima edição do Festival de Teatro em Miniatura – Festim vai chegando à reta final: o descerrar das cortinas acontece neste domingo (30). Mas o fato de restarem apenas dois dias não significa necessariamente que o espectador terá poucas atrações a seu dispor. Ao contrário, há opções a mancheias, tanto para o público infantil quanto para o adulto. Neste sábado (29), por exemplo, o Parque Municipal René Gianetti (av. Afonso Pena, 1.377) acolhe, a partir das 14h, até as 16h, a Mostra Festim de Espetáculos. São nada menos que 15 trabalhos concebidos nas técnicas do teatro de bonecos em miniatura e no teatro lambelambe, inclusive provenientes de outros países, como Chile e Argentina. As apresentações, cumpre frisar, são gratuitas. Das 19h às 21h, no Espaço Multiuso do Sesc Palladium Patrícia Cassese
(rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro), acontece um Café Debate, com o lançamento da sétima edição da revista “Anima”, direcionado a este segmento das artes cênicas. A publicação, ressalte-se, tem todas as suas edições online disponíveis no site do festival. O público que comparecer a este evento vai assistir também a um debate sobre as possibilidades contemporâneas do teatro em miniatura na América Latina nos dias atuais, com a participação de expoentes como Camila Landon Vío (Cia OANI/Chile), Gabriela Cespedes (Cia El Jardim/Argentina) e Yanita Pérez (Cia Pedra Libre/Argentina). Já no domingo (30), o foco se desloca para mais uma rodada da Mostra Festim, com 18 montagens que, desta vez, serão exibidas no Parque das Mangabeiras, das 9h às 12h. E, para fechar com chave de ouro, à tarde (das 16h às 18h), o edifício Rainha da Sucata (Praça da Liberdade, esquina com Bias Fortes) recebe a in-
tervenção “Rojo Profundo Deseo”, da companhia argentina El Jardin. Direcionada ao público adulto, a montagem tem como inspiração o quadro “O Jardim das Delícias”, do artista holandês Bosch, e divide-se nos recortes “Inferno”, “Paraíso” e “O Jardim”. Iasmin Marques, produtora executiva do evento e uma das integrantes do grupo teatral Girino, mentor da iniciativa, conta que, nesta edição, o eixo curatorial buscou valorizar trabalhos que propõem novos usos para objetos que foram originalmente concebidos para outras finalidades – como uma mala ou uma bicicleta. Um outro ponto que a produção tratou de contemplar foi o incremento do intercâmbio entre os grupos participantes. “Desta vez, os artistas (de fora) chegaram dois dias antes (da apresentação de seus respectivos espetáculos) para poderem fazer encenações uns para os outros, de suas montagens”. Ela conta que, no geral, o público que vai majoritariamente ao Festim é o familiar. “Pelo fato de a maioria dos trabalhos ter indicação livre e ser apresentada em espaços abertos, como parques. Mas, neste ano, a grade trouxe um diferencial, que foi um recorte pensado só para os adultos, com espetáculos de viés erótico”. É neste segmento que se insere, por exemplo, o já citado “Rojo Profundo Deseo”.
GIRINO/DIVULGAÇÃO
Até dom. 30. set.
Miniatura Teatro de bonecos estarão em vários espaços da cidade até domingo (30)
SABINE GREPPO/DIVULGAÇÃO
> Festim
7º Festival de Teatro em Miniatura Em diversos espaços da cidade. Até este domingo (30). Gratuito. Confira programação completa em festim.art.br
Movimentos que desafiam nal de 1869 de Marius e Petipa (1818-1910), e “O Lago dos Cisnes – Ato 2” (2017), de Mario Galizzi a partir do original de 1895 de Lev Ivanov (1834-1901). Detalhe: este último rendeu à companhia o prêmio de Melhor Espetáculo de Dança de 2017, pelo voto do público. PEÇAS A primeira apresentação, “Balé Pulcinela”, é a que traz mais elementos da dança contemporânea, explica Inês. “Não é uma narrativa linear, mas você percebe as relações da cena”, expõe, lembrando que o texto é uma commedia dell’arte. “Tem isso do coreógrafo ser de Nápoles (Itália), então há um diálogo com esse tipo de humor”. Em seguida, “Grand Pas de Deux de Dom Quixote” traz um extrato do celebrado livro de Miguel de Cervantes (1547-1616). “Concentramos na cena do casamento da filha do taberneiro Kitri com o barbeiro Basílio, personagens principais da obra”, explica. “É um momento técnico muito forte,
em que se revelam os grandes passos do balé clássico”, reforça Inês. A diretora artística menciona que, diante da apresentação, “que desafia a gravidade”, o público vibra. Por fim, “O Lago dos Cisnes – Ato 2” põe 19 bailarinas em cena. “Elas, em seu movimento, desenham uma poesia no palco que fala do amor, dos encontros atemporais”, diz. Em cena, interpretam o momento em que os dois protagonistas da história, o príncipe Siegfried e a princesa Odete, se encontram na floresta. “Juntas, as demais bailarinas ecoam os movimentos da bailarina principal, como um grande coro que amplia o que ela está sentindo ou querendo falar”. ESPECIAL Realizando até cem apresentações por ano no Brasil e no exterior, a São Paulo Cia de Dança já programa sua próxima turnê internacional, que deve passar pela França e Alemanha, em abril de 2019. “A gente acredita que é importante levar nos-
sas apresentações para diversos lugares... É algo que nos possibilita comunicar com o máximo de pessoas”, frisa a diretora artística. Apesar da agenda cheia e de uma rota tão difusa, vale registrar: para Inês, a vinda a BH tem um quê de especial. Ocorre que ela já viveu na capital mineira e, por aqui, foi bailarina do Grupo Corpo. “Voltar para Belo Horizonte é uma alegria! Principalmente, porque estar na cidade é uma oportunidade de rever amigos!”
São Paulo Cia de >Dança Apresentação das peças “Balé Pulcinella”, “Grand Pas de Deux de Dom Quixote” e “O Lago dos Cisnes – Ato 2”. Grande Teatro do Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1046). Dias 5 (sexta) e 6 (sábado), às 21h. R$ 50 (inteira).
sex. e sáb. 5 e 6.out.
CLARISSA LAMBERT/DIVULGAÇÃO
Completando dez anos, a São Paulo Cia de Dança (SPCD) celebra uma trajetória imponente: no Brasil, já passaram por 84 cidades – que se somam a 52 municípios de 17 outros países já visitados em periódicas turnês internacionais. Com isso, estimam que cerca de 620 mil pessoas já assistiram suas apresentações. É tanta história que Inês Bogéa, diretora artística do grupo, precisa falar rápido dos feitos acumulados desde a fundação do grupo, em 2008. Ritmo apressado que se quebra quando fala sobre BH: é que, na próxima sexta (5) e sábado (6), a companhia volta a se apresentar na capital mineira e, agora, com um novo repertório. O conjunto da obra, que será apresentado no Sesc Palladium, é composto por três peças: “Balé Pulcinella” (2017), de Giovanni Di Palma, “Grand Pas de Deux de Dom Quixote” (2012), da SPCD a partir do origiAlex Bessas
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ARTES CÊNICAS Novo jeito de ver e fazer teatro Alex A l é m d e Bessas atriz, diretora e dramaturga, Rita Clemente carrega consigo a credencial de incansável. Assim, no fronte das artes cênicas, a artista se apresenta no pelotão de frente e não titubeia em fazer avançar novos experimentos, se propondo a repensar a forma como se consome teatro na capital mineira. Este, afinal, é o intuito do projeto “Teatro Para Ver Além”, que estreia na próxima quinta (4), no espaço Clementtina Cultura. Com a iniciativa, Rita volta a apresentar o premiado monólogo “Amanda” (2015), que tem texto de Jô Bilac. Mas, agora, a peça se redimensiona. É que, na nova empreitada, Rita abre a porta de sua sala de ensaios para plateias de apenas dez pessoas – que, aliás, podem até beber e comer enquanto assistem a encenação. A ideia da artista é que, assim, as pessoas se sintam
bem-vindas e mais à vontade. Ela quer, afinal, que o teatro possa ser encarado não como um evento, mas também como parte do cotidiano. Além disso, um contato assim, intimista, possibilita um canal de diálogo ainda mais direto com a plateia – outra intenção declarada de Rita na empreitada. Crítica ao mercado cultural, ela se recusa a ser “refém das máfias das curadorias e dos casuísmos dos editais” e também não quer seguir cada novo modismo para se manter relevante. Por isso, Rita vinha quebrando a cabeça na busca de um formato que viabilizasse o pleno exercício de seu fazer artístico. “Este formato é, no momento, o possível”, avalia ela, que vai se apresentar de quinta a domingo, às 14h, 17h e 20h. Assim, as apresentações de Rita vão acontecer de acordo com a formação de grupos que serão sua plateia. “Pode ter semana que aconteça quatro vezes, pode ter semana que aconteça uma...
estreia 4.out.
Pode ser que eu descubra que há um horário que as pessoas querem assistir à peça e tenha que reformular”, expõe a atriz, inteirando que está tudo em aberto. Razão de curiosidade, por sinal, é como será a formação dessa plateia. “Imagino que teremos público de pessoas versa-
AMANDA JULIA LAGE/DIVULGAÇÃO
Rita Clemente quer pensar alternativas ao mercado
das, estudantes de teatro, que tem interesse no assunto. Mas ficarei muito feliz se aparecer amigos para celebrar algum aniversário, coisas assim...”, diz. Trabalhadora do fazer cultural, ela reconhece que “talvez seja uma idealização”, mas que está disposta a ban-
car o experimento. “Vou ficar totalmente disponível para esse projeto durante todo esse semestre, até 2019”, observa, completando que, ao fim desse tempo, vai examinar o que deu certo e qual o melhor caminho para repensar o mercado teatral de BH. “Entendo que o teatro não
precisa ser tratado como algo eventual, coisa de fim de semana”, elabora a artista. E logo completa que sim, “uma peça é também um evento, mas não devia ser só isso”. Nesse sentido, sua luta é para devolver à arte cênica algo que é da sua gênese. “O teatro não tem caráter eventual. Ele é para o dia a dia.” Até na vibração de sua voz, Rita Clemente se mostra animada, quase eufórica. “Não sei o que vai acontecer. É um piloto, mas eu topo esse risco!”. Para ela, em um horizonte de terra arrasada, onde se fala em retrocessos, sonhar é um ato revolucionário. “Nós precisamos criar! Está tudo muito estagnado”, decreta.
> Amanda
Monólogo de estreia do projeto “Teatro para ver além”. Clementtina Cultura (r. dos Timbiras, 2250, sala 1, Lourdes, (31) 97136-9222). Estreia: Dia 4 (quinta), às 14h, 17h e 19h. Entre R$ 40 e R$ 60 (com opções variadas para grupos ou entradas individuais). Vendas através do site clementtina.loja2.com.br.
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ARTES CÊNICAS DANIEL BARBOZA/DIVULGAÇÃO
teatro adulto AGORA VAI! Comédia stand-up de Stevan Gaipo. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta, 3226-9459). Neste sáb. (29), às 20h. R$ 40 (inteira); R$ 20 (antecipado).
O ATORMENTADOR Dir. Eid Ribeiro. Livremente inspirada em textos de Eduardo Galeano e Gonçalo M. Tavares, mescla lendas, fábulas, histórias utopias e distopias com narrativas atuais acerca da sociedade. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Neste sáb. (29), às 20h; dom. (30), às 19h. R$ 20 (inteira).
ATRÁS DO MUNDO Leia mais na página 16
CABARÉ LIDÔ Dir. Marcos Amaral. A montagem é baseada no cotidiano real de profissionais do sexo. Uma história sobre sexo, liberdade e sonhos. Galpão de Ideias (rua Uberlândia, 413, Carlos Prates). Neste sáb. (29) e dom. (30), às 20h. R$ 30 (inteira).
CASSINO DA KAYETE Comédia stand-up de Kayete e os convidados Thiago Comédia e Glauber Cunha. Teatro Ouro Minas (av. Cristiano Machado, 4.001, Ipiranga). Neste dom. (30), às 19h. R$ 20.
A COMÉDIA MÁGICA Com Kradyn Junior e os convidados Jack Ilusionista e Luiz Fosc (sáb.). Teatro da Assembleia (rua Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7827). Neste sáb. (29), às 20h30. R$ 30 (inteira).
CONTOS PARTIDOS DE AMOR Leia mais na página 19.
CUIDE DOS PAIS ANTES QUE TARDE Com Fabrício Carpinejar Sozinho no palco, Carpinejar faz uma sincera homenagem aos pais. Cine Theatro Brasil (Av. Amazonas, 315, Centro – 3201-5211). Qui. (4), às 21h. R$ 70 (inteira)
DESCULPA QUALQUER COISA Comedia Stand-up com Berg, João
teatro infantil
Basílio, Bruno Costoli e Thiago Carmona. Gravação de DVD. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 31189922). Neste sáb. (29), às 21h. R$ 40 (inteira); R$ 20 (antecipado).
ATRÁS DO MUNDO Dir, Cristina Flores. Uma doce menina de 7 anos que acaba de perder sua irmã; um menino que vivencia a separação dos pais; uma romântica jovem que é abandonada no altar; duas irmãs-gêmeas que surgem para conduzir os personagens; e um médico cego. A peça pretende falar da morte, da perda e da dor, para também falar dos encantos e das superações. Teatro do CCMTC (rua da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1027). Neste dom. (30), às 17h. R$ 10 (inteira).
EMMANUEL – A LUZ DE CHICO XAVIER Dir. Edu Rodrigues. Em uma conversa entre Chico e Emmanuel, conhecemos sua trajetória de reencarnações, a conversa pessoal que teve com Jesus Cristo, suas provações, frustrações e realizações Cine Theatro Brasil (Av. Amazonas, 315, Centro – 3201-5211). Sex. (5), às 20h30. R$ 60 (inteira)
OS HOMENS QUEREM CASAR E AS MULHERES QUEREM SEXO
3 PORQUINHOS Dir. Roberto Freitas. Para fugir do terrível Lobo Mau, os três porquinhos resolvem fazer, cada um, sua casinha de palha, de madeira e de tijolos. Teatro da Biblioteca Pública (Circuito Liberdade, 21, Funcionários, 32935502). Dom., às 16h30. R$ 19h (postos Sinparc). Até 7/10
Dir. Carlos Nunes. História de Jonas, um rapaz que tenta de todas as maneiras encontrar uma mulher para se casar. Teatro da Cidade (rua da Bahia, 1.341, centro, 3273-1050). Neste sáb. (29), às 20h30; dom. (30), às 19h. R$ 19 (postos Sinparc).
NA COMÉDIA DE EDGAR, ALAN PÕE O BICO Dir. Geraldo Octaviano. Cia P’atuá. Sem público para suas tragédias, Edgar resolve participar de um concurso de textos cômicos. Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 32367400). Neste dom. (30), às 19h. R$ 30 (inteira).
INSETOS Dir. Rodrigo Portella. Adaptação: Cia. dos Atores e Rodrigo Portella. São 12 quadros que se entrelaçam formando um mosaico no qual o autor fala sobre convivência, medo e manipulação. CCBB (Circuito Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a dom., às 20h. R$ 30 (inteira). Até 15/10
KRADYN JÚNIOR Show de mágica em comemoração aos 25 anos de carreira. Teatro da Assembleia (rua Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 21087827). Neste dom. (30), às 16h. R$ 30 (inteira).
AS SURTADAS DA SURTOM Comédia stand-up de Nayla Brizard e Paloma Santos. Surtom (rua dos Inconfi9dents, 1.141, Savassi, 99981-2299). Neste sáb. (29), às 20h. R$ 15.
TEATRO PARA VER ALÉM
BRANCA DE NEVE – POCKET SHOW
Peça em forma de cordel “A Morte de Antônio Preto”, com Sérgio Pererê Eneida Baraúna
Projeto de Rita Clemente. Leia mais na página 22.
musical JOSEPHINE BAKER – A VÊNUS NEGRA Dir. Otávio Muller. Espetáculo narra a trajetória da primeira diva do teatro. Cine Theatro Brasil Vallourec (Praça Sete). Neste sáb. (29), às 21h, e dom. (30), às 19h. R$ 50 (inteira)
A MORTE DE ANTÔNIO PRETO Dir. Sérgio Pererê. Romance em forma de Cordel une música, poesia e contação de história, com fortes referências em manifestações da cultura popular mineira, como a Marujada e o Catopê. Participação de Eneida Baraúna. Espaço Cultural Tambor Mineiro (rua Ituiutaba, 339, Prado, 3295-4149). Neste sáb. (29), às 20h. R$ 20 (inteira).
festival de cenas curtas (*)
CENAS Neste sábado (29) Cena 1: “Todas as Vozes, Todas Elas”, Grupo de Teatro Mulheres de Luta Ocupação Carolina Maria de Jesus. Cena 2: “Foi Só Pra Continuar Viva”, de Débora Vieira. Cena 3: “Verbal do Tempo”, de Manoel de Barros. Cena 4: “Pocilga”, Triunfo das Porcas. Neste domingo (30) Festa de Encerramento: Prêmio Banana Rosa e divulgação das cenas mais votadas. * Galpão Cine Horto (rua Pitangui, 3.613, Horto). Sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 20 (inteira)
ROLÊ “Duelo de Egos”, Pseudo-DJs Paola Bracho e Petra Von Kant. Santa (rua Capitão Bragança, 15, Horto). Sáb. (29), às 23h. Entrada gratuita Feira Queer e Kitutu / Cena 1: “Minguante”, de Alunos In-Cena. Cena 2: “Farrapo, o Palhaciclista”, de Marcos Farrapo Fernandes. Cena 3: “Transvyadaji”, TRA (Trava Rangers do Apocalipse). Rua Genoveva, Horto. Dom., a partir das 15h. Entrada gratuita (*) O evento vai até domingo
festim – festival de teatro em miniatura MOSTRA FESTIM Apresentação de vários espetáculos. A intervenção é apresentada em caixas de Teatro Lambe Lambe. Parque Municipal (av. Afonso Pena, s/nº, centro). Sáb., às 14h/ Parque das Mangabeiras (av. José do Patrocínio Pontes, 580, Mangabeiras). Neste dom. (30), às 9h. Entrada gratuita.
ROJO PROFUNDO DESEO Cia el Jardim (Argentina). Quatro personagens fazem um convite ao mundo erótico. A intervenção é apresentada em caixas de Teatro Lambe Lambe e o público assiste ao espetáculo através de um visor e com fones de ouvidos. Casa do Jornalista (av. Álvares Cabral, 400, centro). Sex., às 21h. R$ 10 / Rainha da Sucata (av. Bias Fortes, 50, Lourdes). Neste dom. (30), às 16h. Entrada gratuita.
dança
Dir. Fernando Bustamante. Uma rainha má e bela, resolve, por inveja e vaidade, mandar matar sua enteada, Branca de Neve. Teatro Santo Agostinho (rua Aimorés, 2.679, Santo Agostinho, 21256810). Neste sáb. (30), às 16h. R$ 40 (inteira); R$ 20 (postos Sinparc).
CONCERTOS PARA BEBÊS Dir. Cássio Pinheiro. Espetáculo lúdico cênico-musical para a primeira infância, sustentado nas sonoridades acústicas dos instrumentos musicais e o corpo dos artistas. Teatro da Cidade (rua da Bahia, 1.341, centro, 3273-1050). Neste sáb. (29) e dom. (30), às 16h. R$ 40 (postos Sinparc).
JOÃO E MARIA, O MUSICAL
Apresentação de trechos de O Lago dos Cisnes, O Corsário, Don Quichote, A Bela Adormecida, Carmen, Quebra-Nozes, entre outras. Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, Centro - 32367400). Sex. (5), às 21h. A partir de R$ 160 (inteira, plateia superior)
Dir. Maurício Canguçu. João e Maria que são abandonados pelo pai e pela madrasta. Perdidos na floresta, eles encontram uma casa feita de doces, que na verdade é a morada de uma bruxa. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 3118-9922). Neste dom. (30), às 16h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (antecipado).
SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA
JOJÔ E PALITO EM: AS CIGARRAS E AS FORMIGAS
AS JOIAS DO BALLET RUSSO
Leia mais na página 21
TABLAO DE LA LUNA Dança flamenca. Teatro Sesiminas (rua Padre marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Neste sáb. (30), às 20h. R$ 40 (inteira).
TERMINAL A2 E PLANO Com Cia. Sesc de Dança Terminal A2 Coreografia: Alex Soares. Numa grande metrópole onde ninguém se toca, relações se esbarram em trânsito constante. Plano Coreografia: Cassi Abranches. A intenção é aproximar o público da experiência de assistir a um balé no teatro de arena. Grande Teatro do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.0446, centro, 32708100). Neste sáb. (29), às 20h; dom. (30), às 19h. R$ 15 (inteira).
KSENIA/DIVULGAÇÃO
Dir. Joselma Luchini. Dupla entra, juntamente com o público, no formigueiro. Lá estão as formigas trabalhando numa fábrica de balas. Elas nunca cantam, nunca param. Só Trabalham. Espaço Cultural Luchini (rua Osório de Morais, 274, bairro Ouro Preto, 99993-0600). Neste sáb. (29), às 16h30; dom. (30), às 11h. R$ 25.
PARACHICOS – MARIANA Arruda Buarqueando para Crianças Dir. Lira Ribas. Uma viagem pelo cancioneiro de Chico Buarque. Em cena, canções como “João e Maria”, “Valsa dos Clowns” . Teatro Santo Agostinho (rua Aimorés, 2.679, Santo Agostinho, 21256810). Neste dom. (30), às 16h. R$ 40 (inteira).
PEPINHA NA FAZENDA Dir. Francis Oliveira. Os porquinhos Pepinha e Gegê e seus amigos vivem uma aventura musical na fazenda. Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, Savassi). Neste dom. (30), às 15h e 17h. R$ 40 (inteira); R$ 19 (postos Sinparc).
PINOQUIO Dir. Luciano Luppi. Um bonequinho de madeira recebe o dom da vida através da magia de uma fada. Para realizar o sonho de se transformar num menino de verdade, ele precisa provar que é valente, sincero e generoso. Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, Savassi). Neste sáb. (29), às 16h. R$ 19 (postos Sinparc).
A ZEROPÉIA
Os maiores clássicos estarão em “As Joias do Ballet Russo”
Dir. Francis Oliveira. Texto: Herbert de Souza (Betinho). Dona Centopeia, que ao ver os outros bichos vivendo bem com menos pernas que ela, decide amarrar as suas patas até ficar sem nenhuma. Teatro Raul Belém Machado (rua Leonil Prata, s/nº, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste sáb. (29), às 16h. R$ 30 (inteira); R$ 15 (postos Sinparfc)
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CINEMA A vida além do ringue de boxe IMAGEM FILMES/DIVULGAÇÃO
Patrícia Durante proCassese c e s s o d e composição do personagem Kid Jofre, que interpreta em “10 Segundos Para Vencer”, de José Alvarenga Jr., o ator Osmar Prado recorreu a máximas que, proferidas por duas personalidades em realidades e contextos temporais distintos, ressaltam, em seu bojo, a importância de se manter acesa a chama da ternura. Como o sobrenome do personagem entrega, o filme se debruça sobre a trajetória de Éder Jofre, o icônico paulistano que inscreveu seu nome nas páginas do boxe mundial, e aqui é interpretado por Daniel Oliveira. Hoje aos 82 anos, o “Galinho de Ouro” da vida real conseguiu o feito de, em 81 combates, ter conquistado 75 vitórias, quatro empates e só duas derrotas. “10 Segundos Para Vencer” repassa a vida do garoto pobre que, mesmo fascinado pelo universo do pugilismo, com o qual conviveu desde cedo, por conta do pai, sonhava em ser desenhista. Por várias contingências, acaba, no entanto, cravando o “x” nos ringues, tendo seu genitor como treinador – relação que se pavimenta pelo rigor que o treino de
Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 29 (sábado) e 30 (domingo)
pré-estreias
um lutador (ou de um atleta, numa perspectiva mais ampla) exige, o que, na narrativa fílmica, pode soar, para o espectador, quase como um sinônimo de tortura. Mas é aí que entra a palavra salientada por Osmar Prado durante a entrevista: a ternura. E as duas máximas às quais o início desta matéria fez alusão – no caso, ditas por Che Guevara e Plínio Marcos. “Quando Che, por exemplo, fala a célebre frase ‘hay que endurecer-se, pero sin perder la ternura jamás’, ele se referia, claro, à guerrilha, e o boxe é um outro universo. Mas, nele, o treinador tem evidentemente que ser uma pessoa dura – porque a luta não é travada só no rinque! Começa antes, e não há menor possibilidade de uma pessoa se tornar campeã se não tiver essa disciplina férrea. Isso pode torná-la, à luz de quem não está dentro do processo, um cara desumano. Então, a minha responsabilidade, ali, era provar que, por trás daquilo (da rotina de treinamento), havia muita ternura e amor”. Prado cita especificamente uma fala de seu personagem ao filho, antes de uma luta decisiva. “Ele diz algo como: ‘hoje você não é você. Hoje, você é um país. Então, além do condicionamento físico, esse treina20h40 Del Rey 7: 13h40, 16h, 18h20, 20h40 e 23h Minas 6: 14h, 18h40 e 21h Via Shopping 5: 14h, 18h40 e 21h Diamond 6: 13h, 15h40, 18h20 e 21h30 Estação BH 5: 18h30 e 21h15 Estação BH 6: 14h e 16h45 Ponteio 2: 13h40, 16h, 18h20 e 20h55 Ponteio 2: 13h40, 16h e 20h40 Pampulha 4: 14h10, 16h30, 18h50 e 21h10 Pátio Savassi 7: 13h40, 17h20 e 20h15
OS INVISÍVEIS
CORAÇÃO DE COWBOY
(The Invisibles, Alemanha, 2018, 1h50, 14 anos) Dir. Claus Räfle. Com Max Mauff, Alice Dwyer, Ruby O. Fee. Em Berlim, nos anos 40, com o regime nazista perseguindo o povo judeu, muitos deles tiveram que se tornar praticamente invisíveis. Quatro deles, Hanni Lévy, Cioma Schönhaus, Eugen Friede e Ruth Arndt, sonham em viver na América. Ponteio 2: 18h20 (somente sábado)
(Brasil, 2018, 2h, 12 anos) Dir. Gui Pereira. Com Gabriel Sater, Françoise Forton, Thaila Ayala. Quando acaba sua inspiração para compor músicas de sucesso, um cantor sertanejo decide se reconectar com suas raízes. BH Shopping 9: 15h50, 18h40 e 21h20 Cidade 3: 14h20, 16h40 e 20h50 Contagem 5: 20h45 Contagem 7: 16h40 e 20h50 Del Rey 4: 13h10, 17h e 21h Paragem 4: 18h20 e 20h40 Estação BH 2: 14h30, 17h, 19h30 e 22h Monte Carmo 2: 16h30, 18h50 e 21h Partage Shopping Betim 7: 17h05, 19h50 e 22h30
estreias 10 SEGUNDOS PARA VENCER (Brasil, 2018, 2h, 14 anos) Dir. José Alvarenga Jr.. Com Daniel de Oliveira, Osmar Prado, Ricardo Gelli. Trajetória do boxeador brasileiro bicampeão mundial, conhecido como “Galinho de Ouro”, Eder Jofre. Belas 2: 15h, 19h20 e 21h40 BH Shopping 10: 12h55, 15h40, 18h30 e 21h30 Boulevard 1: 14h30, 18h50 e 21h15 Cidade 1: 14h, 16h20, 18h45 e 21h10 Contagem 8: 14h, 16h20, 18h45 e 21h10 Del Rey 7: 13h40, 16h, 18h20 e
A MOÇA DO CALENDÁRIO (Brasil, 2018, 1h26, 14 anos) Dir. Helena Ignêz. Com Andre Guerreiro Lopes, Djin Sganzerla, Mário Bortolotto. Inácio tem 40 anos. Ex-gari, ele trabalha como dublê de dançarino e mecânico em uma oficina, onde sonha com a Moça do Calendário. Belas 2: 17h30
UMA NOITE DE 12 ANOS (La Noche de 12 Años, Uruguai/ Espanha/ Argentina, 2018, 2h02, 12 anos) Dir. Alvaro Brechner. Com Antonio de la Torre, Chino Darín, Soledad Villamil.
Um belo tributo a uma figura icônica
Osmar Prado interpreta o pai e treinador de Éder Jofre, vivido pelo ator Daniel Oliveira
dor, pai, tem que dar a seu lutador um suporte psicológico. Ou seja, não é como um torturador que sente prazer na tortura. Ele (Kid) sofre junto, mas sabe que, se assim não o fizer, não terá resultado”. PAIS E FILHOS E a fala de Plínio Marcos, nesta história? “Bem, vou dizer com minhas palavras: ‘Por mais duros que sejam os corações em decorrência História de José Mujica, ex-presidente do Uruguai, Mauricio Rosencof, jornalista e escritor, e Eleuterio Fernández Huidobro, ex-ministro da Defesa, que, juntos, passaram por situações de extrema tortura física e psicológica. Belas 1: 14h, 16h30, 19h e 21h30 Belas 1: 11h(Clube do professor. Somente para professores cadastrados), 14h, 16h30, 19h e 21h30
PÉ PEQUENO (*) (Smallfoot, EUA, 2018, 1h37, livre) Dir. Karey Kirkpatrick. Um Yetl, também conhecido como “Pé Grande”, está convencido de que as criaturas evasivas conhecidas como “seres humanos” realmente existem. BH Shopping 1: 15h20 e 20h (sessões 3D) BH Shopping 1: 13h e 17h40 BH Shopping 2: 12h20 (sessão 3D) BH Shopping 3: 13h40 e 16h (sessões 3D) Betim 3: 14h, 16h10, 18h20 e 20h30 Boulevard 2: 16h30, 18h40 e 20h50 Boulevard 2: 14h20 (sessão 3D) Cidade 5: 14h15 (sessão 3D) Cidade 5: 16h25, 18h35 e 20h45 Contagem 1: 16h20, 18h30 e 20h40 Contagem 1: 14h10 (sessão 3D) Del Rey 1: 14h20, 16h30 e 18h40 Del Rey 1: 20h50 (sessão 3D) Itaú Power 6: 14h10 (sessão 3D) Itaú Power 6: 16h20, 18h30 e 20h40 Minas 1: 16h40, 18h50 e 21h Minas 1: 14h30 (sessão 3D) Paragem 1: 14h45, 16h45, 18h45 e 20h45 Via Shopping 4: 14h20, 16h45, 18h45 e 20h45 Big 1: 15h, 16h50, 18h40 e 20h30 (sessões 3D) Big 2: 14h40, 16h30, 18h20 e 20h10 Norte 1: 15h, 16h50, 18h40 e 20h30 (sessões 3D) Norte 5: 14h30 e 18h30
das lutas diárias pela sobrevivência, sempre haverá, nestes, um pouco de ternura e sensibilidade. E cabe aos atores, com seus personagens e atuações, fazer aflorá-las. Mas o ator tem que ter a consciência de que precisa servir ao personagem, e não servir-se dele”, pontua Prado, que, por sua atuação recebeu o Kikito de Melhor Ator no Festival de Gramado. “Quando fui convidado,
me debrucei sobre as lutas do Éder, e, ao assisti-las, passei a ver o Kid interagindo no canto do ringue, sua movimentação. Então, fiz uma espécie de transferência: me reportei à infância, quando meu pai desaprovou a minha escolha (em ser ator) por medo. Como Kid, era de uma geração de pessoas sofridas, mas sei que, no fundo, meu pai me amava. E fui buscar essa ternura dele”.
Diamond 5: 14h, 16h20, 18h40 e 21h (sessões 3D) Estação BH 1: 13h15 e 15h30 Estação BH 4: 12h, 14h15, 16h30 e 18h45 (sessões 3D) Monte Carmo 4: 16h45, 18h45 e 20h45 Monte Carmo 4: 14h45 (sessão 3D) Pampulha 1: 14h55 e 19h15 (sessões 3D) Pampulha 6: 14h05, 15h55, 17h45, 19h35 e 21h25 Partage Shopping Betim 6: 13h45 Partage Shopping Betim 6: 16h15, 18h40 e 21h (sessões 3D) Pátio Savassi 6: 13h, 15h20, 17h40 e 20h (sessões 3D) Pátio Savassi 6: 15h20, 17h40 e 20h (sessões 3D)
um novo partido político ascende, é anunciado um novo experimento social. São 12 horas sem lei, um período em que tudo é permitido. Cidade 8: 14h, 18h30 e 20h45 (*) Del Rey 3: 13h30(*), 17h e 21h10 Pátio Savassi 8: 18h30 e 21h
(*) Sessões dubladas
UM PEQUENO FAVOR (A Simple Favor, EUA, 2018, 1h58, 16 anos) Dir. Paul Feig. Com Anna Kendrick, Blake Lively, Henry Golding. Stephanie, uma vlogueira que vive no interior nos EUA, descobre que sua melhor amiga, Emily, desapareceu e tenta descobrir a verdade por trás do mistério. BH Shopping 8: 13h10, 16h10, 19h e 21h50 Boulevard 5: 16h10, 18h30 e 20h50 Del Rey 6: 14h10, 16h20 e 20h50 Paragem 3: 18h40 Paragem 5: 16h20 e 21h Diamond 1: 12h40, 15h20, 18h e 20h40 Ponteio 4: 18h35 e 21h Pátio Savassi 4: 13h10, 16h10, 19h e 21h50 Pátio Savassi 4: 16h10, 19h e 21h50
A PRIMEIRA NOITE DE CRIME (The First Purge, EUA, 2018, 1h38, 16 anos) Dir. Gerard McMurray. Com Ylan Noel, Joivan Wade, Lex Scott Davis. Quando
Tendo feito a opção por uma narrativa praticamente linear, Alvarenga Jr. realiza, em “10 Segundos Para Vencer”, uma bela homenagem a um ícone do esporte nacional que despontou em uma era no qual o país respirava os ventos da vitória na Copa do Mundo de 58. Além da bela atuação de Osmar Prado (que, vale ressaltar, se utiliza muito do olhar para expressar os sentimentos de seu personagem), Daniel Barbosa marca outro ponto em sua carreira, embora o restante do elenco – a destacar Sandra Corveloni, como a mãe do atleta – igualmente faça bonito. Como a fita trabalha o viés humano do personagem – e, em particular, sua relação com o genitor –, não existe, aqui, o risco de o espectador pouco enfronhado ao universo do boxe se entediar. E por fim, ressalte-se o uso acertado de imagens originais de arquivo, bem como o apuro estético. Cidade 4: 14h15 e 18h45 (sessões dubladas)
continuam em cartaz
(*) Sessões dubladas
O QUE DE VERDADE IMPORTA (The Healer, EUA, 2018, 1h53, 12 anos) Dir. Paco Arango. Com Oliver Jackson-Cohen,, Camilla Luddington, Jorge García. O engenheiro Alec mora em Londres e ganha a vida consertando eletrodomésticos, mas sua situação financeira está cada vez pior. Betim 2: 16h30 e 20h40 (*) Cidade 2: 14h10, 18h30 e 20h50 (*) Contagem 3: 14h10, 18h30 e 20h50 (*) Del Rey : 14h50 e 19h Itaú Power 3: 14h, 16h15, 18h30 e 20h45 Minas 4: 14h, 16h15 e 20h45 (*) Paragem 5: 14h e 18h40 Via Shopping 2: 16h50 e 21h10 (*) Big 3: 14h35 e 18h45 (*) Norte 5: 16h20 e 20h20 (*) Diamond 3: 19h10 e 21h50 Estação BH 6: 19h15 e 21h45 Monte Carmo 1: 14h, 16h15, 18h30 e 20h45 (*) Ponteio 4: 16h15 Ponteio Premier: 16h45 e 21h10 Pampulha 1: 17h05 e 21h15 (*) (*) Sessões dubladas
SANSÃO (Samson, EUA, 2018, 1h56, 14 anos) Dir. Bruce MacDonald, Gabriel Sabloff. Com Taylor James, Caitlin Leahy, Jackson Rathbone. Após perder seu grande amor para um cruel príncipe, um jovem hebreu com forças sobrenaturais sai em defesa de seu povo.
22 MILHAS (*) (Mile 22, EUA, 2018, 1h35, 14 anos) Dir. Peter Berg. Com Mark Wahlberg, Iko Uwais, Lauren Cohan. Um agente da CIA tem que transportar um informante da Indonésia do centropara refúgio em um aeroporto a 22 milhas de distância. BH Shopping 6: 17h50 (sessão legendada) BH Shopping 9: 13h30 (sessão legendada) Cidade 2: 16h30 Cidade 6: 12h e 20h50 Cidade 6: 20h50 Contagem 4: 21h Big 4: 21h Pampulha 3: 17h15 e 21h20 Partage Shopping Betim 5: 22h (*) Sessões dubladas
ALFA (*) (Alpha, EUA, 2018, 1h36, 10 anos) Dir. Albert Hughes. Com Kodi SmitMcPhee, Jóhannes Haukur Jóhannesson, Marcin Kowalczyk. Após cair de um penhasco e se perder do seu grupo, Keda precisa encontrar o caminho de casa. Atacado por uma matilha, ele consegue ferir um dos lobos, mas decide não matar o animal. O jovem cuida dele e os dois começam uma relação de amizade. Contagem 2: 18h40 Paragem 2: 19h Monte Carmo 3: 20h40 (*) Sessões dubladas
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almanaque
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 29 de setembro a 5 de outubro de 2018
CINEMA BENZINHO (Brasil, 2018, 1h37, 12 anos) Dir. Gustavo Pizzi. Com Karine Teles, Adriana Esteves, Otávio Müller. Fernando, filho de Irene, é convidado para jogar handebol na Alemanha e sua mãe se encontra mergulhada em sentimentos. Ela terá que se desdobrar para ajudar e dar atenção ao seus outros filhos, à irmã e ao marido. Belas 3: 17h40
BUSCANDO... (Searching, EUA, 2018, 1h42, 14 anos) Dir. Aneesh Chaganty. Com John Cho, Debra Messing, Michelle La. Um pai desesperado com o desaparecimento da sua filha de 16 anos decide invadir o computador da jovem para procurar pistas que possam levar ao seu paradeiro. BH Shopping 5: 17h10, 19h40 e 22h10 Boulevard 4: 18h50 e 21h Cidade 8: 16h15 (*) Contagem 3: 16h30 (*) Del Rey 5: 18h40 Itaú Power 2: 18h40 e 20h50 (*) Minas 5: 19h30 e 21h30 (*) Diamond 2: 15h, 19h40 e 22h Estação BH 1: 18h (*) Ponteio Premier: 14h40 e 19h10 Partage Shopping Betim 5: 16h50 e 19h20 (*) Pátio Savassi 3: 13h20, 15h50, 18h50 e 21h30 (*) Sessões dubladas
O CANDIDATO HONESTO 2 (Brasil, 2018, 1h44, 14 anos) Dir. Roberto Santucci. Com Leandro Hassum, Rosanne Mulholland, Victor Leal. Um político brasileiro se entrega à justiça e é preso por corrupção, antes de tentar dar a volta por cima com sinceridade e propostas reais. BH Shopping 7: 16h20 e 21h Itaú Power 1: 14h454 e 18h50 Paragem 4: 16h10 Monte Carmo 2: 14h10 Partage Shopping Betim 4: 17h30 e 22h20 Pátio Savassi 8: 14h
CRÔ EM FAMÍLIA (Brasil, 2018, 1h27, 12 anos) Dir. Cininha de Paula. Com Marcelo Serrado, Arlete Salles, Tonico Pereira. Crô se vê sozinho e sem família. Carente e vulnerável, acaba ficando à mercê de supostos parentes, cujas intenções não parecem ser das melhores. BH Shopping 6: 20h10 BH Shopping 7: 14h e 18h50 Betim 2: 14h40 e 18h50 Boulevard 1: 17h Cidade 3: 19h Contagem 7: 14h45 e 19h Del Rey 4: 15h15 e 19h10 Itaú Power 1: 17h e 21h Minas 6: 16h20 Paragem 4: 14h20 Via Shopping 5: 16h20 Partage Shopping Betim 2: 13h20, 15h40, 18h10 e 20h30 Partage Shopping Betim 4: 15h10 e 20h10 Pátio Savassi 2: 16h, 18h10 e 20h30 Escobar - A Traição (Loving Pablo, Espanha, 2018, 2h03, 16 anos) Dir. Fernando León de Aranoa. Com Javier Bardem, Penélope Cruz, Peter Sarsgaard. Uma jornalista engata um relacionamento com o famoso traficante de drogas colombiano Pablo Escobar. Ponteio 3: 16h30
BH Shopping 3: 18h20 e 20h40 Cineart Betim 1: 16h50, 18h50 e 20h50 (*) Boulevard 3: 13h15, 15h15, 17h15, 19h15 e 21h15 Boulevard Imax: 18h40 Cidade 7: 13h10, 15h10, 178h10, 19h10 e 21h10 (*) Contagem 4: 13h(*), 15h, 17h(*) e 19h Contagem 6: 13h15, 15h15, 17h15, 19h15 e 21h15 (*) Del Rey 2: 13h10(*), 15h(*), 17h(*), 19h(*) e 21h Del Rey 2: 13h10(*), 15h(*), 17h(*), 19h(*), 21h e 23h10(*) Itaú Power 4: 18h50 (*) Itaú Power 5: 13h20, 15h20, 17h20, 19h20 e 21h10 (*) Minas 3: 13h20, 15h20, 17h30, 19h20 e 21h20 (*) Minas 4: 18h30 (*) Paragem 2: 15h(*), 17h(*) e 21h Via Shopping 2: 19h (*) Via Shopping 3: 13h20, 15h20, 17h20, 19h20 e 21h20 (*) Big 5: 14h40, 16h40, 18h40 e 20h40 (*) Norte 2: 14h40, 16h40, 18h40 e 20h40 (*) Diamond 4: 14h50, 17h20 e 20h20 Estação BH 1: 20h45 (*) Estação BH 3: 13h, 15h15, 17h30, 19h45 e 22h15 (*) Monte Carmo 3: 18h30 Monte Carmo 6: 14h40, 16h40, 18h50 e 21h (*) Pampulha 5: 15h, 17h 19h e 21h (*) Partage Shopping Betim 1: 14h50, 17h10, 19h30 e 21h50 (*) Pátio Savassi 5: 13h50, 16h40, 19h30 e 22h (*) Sessões dubladas
HOTEL ARTEMIS (Hotel Artemis, EUA/ Reino Unido, 2018, 1h35, 16 anos) Dir. Drew Pearce. Com Jodie Foster, Dave Bautista, Sterling K. Brown. No subsolo de um hospital em Los Angeles, os criminosos mais perigosos da cidade recebem cuidados especiais. A enfermeira, que controla o lugar, descobre que um dos pacientes irá cometer um assassinato. Ponteio 4: 14h
OS INCRÍVEIS 2 (The Incredibles 2, EUA, 2018, 1h58, livre) Dir. Brad Bird. Helena Pêra é chamada para voltar a lutar contra o crime como a super-heroína Mulher-Elástica, e seu marido, Roberto, terá que cuidar das crianças, especialmente o bebê Zezé, cujos superpoderes surgem sem qualquer controle. Contagem 2: 14h (sessão dublada)
OS JOVENS TITÃS EM AÇÃO! NOS CINEMAS (*) (Teen Titans GO! To The Movies, EUA, 2018, 1h24, livre) Dir. Aaron Horvath, Peter Rida Michail. Robin, Ciborgue, Estelar, Ravena e Mutano são os Jovens Titãs e, ao perceberem que todos os super-heróis estão estrelando filmes, decidem se mobilizar para também ter espaço nas telonas. BH Shopping 6: 13h20 e 15h30 Betim 1: 15h Boulevard 5: 14h15 Itaú Power 4: 14h45 Minas 2: 14h Via Shopping 2: 14h45 Big 4: 15h15 Norte 3: 14h55 Monte Carmo 3: 14h45 e 16h35
WARNER BROS./DIVULGAÇÃO
mostras CINECLUBE FRANCÓFONO (*) Neste sábado (29) Às 16h Van Gogh (FRA, 1991, 2h38, 16 anos). Direção: Maurice Pialat. Sessão comentada. (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita
BUÑUEL NO MÉXICO (*) Neste sábado (29) 20h Os Esquecidos (Los ouvidados, MEX, 1950)
Em “Pé Pequeno” os humanos é que são as criaturas “abomináveis”
O MISTÉRIO DO RELÓGIO NA PAREDE (*) (The House With a Clock in its Walls, EUA, 2018, 1h46, 1h45) Dir. Eli Roth. Com Jack Black, Cate Blanchett, Owen Vaccaro. Lewis, de 10 anos, acaba de perder os pais e vai morar com seu tio Jonathan, em Michigan. Porém, ele não tem ideia de que seu tio e a vizinha da casa ao lado, a Sra. Zimmerman, são feiticeiros. BH Shopping 4: 14h20 e 16h50 Boulevard 4: 14h10 e 16h30 Cidade 6: 14h30, 16h30 e 18h40 Contagem 5: 14h15, 16h25 e 18h40 Del Rey 5: 14h20 e 16h30 Itaú Power 2: 14h20 e 16h30 Minas 5: 13h10, 15h10 e 17h20 Paragem 3: 14h10 e 16h30 Via Shopping 1: 14h30 e 18h50 Big 4: 17h e 19h Diamond 3: 14h e 16h40 Estação BH 5: 13h30 e 16h Pampulha 2: 14h45, 16h50, 18h55 e 21h05 Partage Shopping Betim 3: 13h30 e 16h Pátio Savassi 1: 14h30 e 17h05
Keegan-Michael Key, Sterling K. Brown. Um menino ativa o retorno dos predadores, agora mais fortes e inteligentes do que nunca. Ex-soldados e uma cientista se juntam para lutar contra essa ameaça e proteger o futuro da humanidade. BH Shopping 4: 19h30 e 22h Boulevard Imax: 14h, 16h20 e 21h (sessões 3D) Cidade 4: 11h50, 16h35 e 21h10 (*) Cidade 4: 16h35 e 21h10 (*) Contagem 2: 16h30 e 20h40 (*) Del Rey 6: 18h30 Itaú Power 4: 16h40 e 21h (*) Minas 2: 16h20, 18h40 e 21h (*) Paragem 3: 21h Via Shopping 1: 16h40 e 21h (*) Big 3: 16h40 e 20h50 (*) Norte 3: 16h40, 18h45 e 20h50 (*) Diamond 4: 12h20 Estação BH 4: 21h (*) (sessão 3D) Monte Carmo 5: 14h, 16h30, 19h e 21h10 (*) Pampulha 3: 15h05 e 19h10 (*) Partage Shopping Betim 3: 18h30 e 21h10 (*) Pátio Savassi 1: 19h45 e 22h10 (*) Sessões dubladas
(*) Sessões dubladas
O PROTETOR 2 O PACIENTE – O CASO TANCREDO NEVES (Brasil, 2018, 1h40, 12 anos) Dir. Sergio Rezende. Com Othon Bastos, Esther Góes, Leonardo Medeiros. Os últimos dias da vida de Tancredo Neves, que foi eleito pelo colégio eleitoral do Congresso Nacional após a ditadura militar, mas ficou doente às vésperas da posse e, depois de 39 dias de internação, morreu no dia 21 de abril de 1985. Pátio Savassi 2: 13h30
(The Equalizer 2, EUA, 2018, 2h01, 14 anos) Dir. Antoine Fuqua. Com Denzel Washington, Bill Pullman, Pedro Pascal. Um empresário coloca uma mulher no carro de Robert McCall e ordena que ele a leve até sua casa. Percebendo que ela foi violentada, McCall resolve ir atrás do tal homem. Pouco tempo depois, ele descobre que a mulher foi assassinada. Del Rey 5: 20h40
UMA QUASE DUPLA O PREDADOR (The Predator, EUA, 2018, 1h47, 14 anos) Dir. Shane Black. Com Boyd Holbrook,
(Brasil, 2018, 1h30, 14 anos) Dir. Marcus Baldini. Com Tatá Werneck, Cauã Reymond, Louise Cardoso. Quando
(*) Sessões dubladas VITRINE FILMES/DIVULGAÇÃO
FANTÁSTICA, UMA AVENTURA NO MUNDO BONNIE BEARS (*) (Boonie Bears: Entangled Worlds, China, 2018, 1h23, livre) Dir. Huida Lin, Leon Ding, Yongchang Lin. Uma equipe de ladrões é enviada por um famoso caçador de tesouros para roubar o que Fantástica tem de mais valioso: o tesouro dourado. BH Shopping 5: 12h35 e 14h50 Diamond 2: 15h30 e 17h40 Partage Shopping Betim 5: 14h30 Pátio Savassi 8: 16h30
uma série de assassinatos abala a rotina da cidade de Joinlândia, o calmo e pacato subdelegado Claudio recebe a ajuda da destemida e experiente investigadora Keyla nas investigações. Partage Shopping Betim 7: 14h
UMA QUESTÃO PESSOAL (Una Questione Privata, Itália, 2018, 1h25, 14 anos) Dir. Paolo Taviani, Vittorio Taviani. Com Luca Marinelli, Lorenzo Richelmy, Valentina Bellè. Em 1943, Milton está dividido entre o movimento de resistência e sua obsessão pela jovem Fulvia. Ele descobre que ela está apaixonada por seu melhor amigo Giorgio e decide ir atrás dele, que acabou de ser preso pelos fascistas. Belas 3: 19h40 e 21h30 Belas 3: 19h40
O RENASCIMENTO DO PARTO 3 (Brasil, 2018, 1h12, 12 anos) Dir. Eduardo Chauvet. Com depoimentos de mães, ativistas, médicos e outros profissionais de saúde, o filme documenta o SUS que dá certo com o Centro de Parto Humanizado Casa Angela de São Paulo e a cena obstétrica na Holanda, Nova Zelândia e Camboja. Belas 3: 14h
O RETORNO DO HERÓI (Le Retour du Héros, França/ Bélgica, 2018, 1h30, 12 anos) Dir. Laurent Tirard. Com Jean Dujardin, Mélanie Laurent, Noémie Merlant. O capitão Neuville é chamado para uma batalha, deixando sua noiva com o coração partido. Vendo a tristeza da moça, sua irmã decide escrever cartas em seu nome para animá-la. Porém, tudo muda quando Neuville reaparece. Ponteio 3: 19h e 21h05
SEM DATA, SEM ASSINATURA (Bedoune Tarikh, Bedoune Emza, Irã, 2018, 1h44, 14 anos) Dir. Vahid Jalilvand. Com Navid Mohammadzadeh, Amir Aghaei, Zakieh Behbahani. Dr. Nariman, médico forense, se envolve em um acidente de carro com um motociclista e seu filho de 8 anos, que morre. Na manhã seguinte, o médico descobre que a morte foi considerada suspeita pela autópsia. Belas 3: 21h30 (somente sábado) Ponteio 3: 14h20
A VIDA EM FAMÍLIA (La Vita in Comune, Itália, 2018, 1h50, 12 anos) Dir. Edoardo Winspeare. Com Gustavo Caputo, Antonio Carluccio, Claudio Giangreco. Na aldeia Desperata, no Sul da Itália, o prefeito Filippo Pisanelli tem certeza de que está na profissão errada. Para aliviar sua depressão, usa seu amor pela poesia para dar aulas a presos. Belas 3: 15h30
(*) Sessões dubladas
A FREIRA (The Nun, EUA, 2018, 1h36, 14 anos) Dir. Corin Hardy. Com Demián Bichir, Jonas Bloquet, Taissa Farmiga. Uma freira comete suicídio em um convento na Romênia e, para investigar o caso, o Vaticano envia um padre atormentado e uma noviça que está prestes a se tornar freira. BH Shopping 2: 14h40, 17h(*), 19h20 e 21h40
Dir. Pierre Coffin, Chris Renaud, Sergio Pablos. Gru é o maior vilão do momento, mas tem seu posto abalado pelo novato Vetor. Para recuperar o topo, ele planeja roubar a Lua e contará com a ajuda dos minions. BH Shopping 4: 12h20 (sessão 3D) Diamond 2: 12h Partage Shopping Betim 1: 12h45 (sessão 3D)
sessão especial MEU MALVADO FAVORITO
Antonio de la Torre da vida a José Mujica em “Uma Noite de 12 Anos”, de Álvaro Brechner
(Despicable Me, EUA, 2010, 1h35, livre)
Neste domingo (30) 16h Susana – Mulher Diabólica (Susana – carne y demônio, MEX, 1951) 18h A Filha do Rngano (La hija del engaño, MEX, 1951) 20h Subida ao Céu (Subida al cielo, MEX, 1952) Segunda (1º) 15h Mulher sem Amor (Una mujer sin amor, MEX, 1952) 17h O Bruto (El bruto, MEX, 1953)’ 19h O Alucinado (El, MEX, 1953) 21h Escravos do Rancor (Abismos de pasión, MEX, 1954) Terça (2) 15h Robinson Crusoé, (Robinson Crusoe, MEX, 1954) 17h A Ilusão Viaja de Trem (La ilusión viaja en tranvia, MEX, 1954) 19h Ensaio de um Crime (Ensayo de un crimen, MEX, 1955) 21h O Rio e a Morte (El río y la muerte, MEX, 1955) Quinta (4) 15h Os Ambiciosos (La fièvre monte à el pao, FRA-MEX, 1959) 17h A Morte Neste Jardim (La Mort en ce jardin, FRA-MEX, 1956). Sessão comentada 19h30 Nazarin (MEX, 1959) 21h15 A adolescente (The young one, MEX- EUA, 1960) Sexta (5) 16h30 Simão do Deserto (Simón del desierto, MEX, 1965) 17h30 O Anjo Exterminador (Él angel exterminador, MEX, 1962) 19h30 Doses de Rum, de Claire Denis (35 Rhums, ALE-FRA, 2008). Sessão comentada (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita
CINE SABADINHO (*) Neste sábado (29) Às 10h Animações Infantis 2 Curtas: “Ornithophonia” / “Josemildo” / “Mestre Vitalino e Nós no Barro” / “A Princesa e o Violinista” / “De Ovos e Guarda-Chuvas”. (*) Cine Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.0446, centro,3270-8100). Entrada gratuita
SESSÃO INFANTIL (*) Neste sábado (29) Às 17h A Lenda dos Guardiões (EUA, 2010, 1h30, livre). Direção: Zack Snyder. (*) Mis Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). Entrada gratuita
POR TRÁS DA FAMA (*) Neste sábado (29) Às 19h O Fantasma da Ópera (EUA/ ING, 2004, 3h23, 14 anos). Direção: Joel Schumacher. Neste domingo (30) Às 17h Cisne Negro (EUA, 2010, 1h48, 16 anos) . Direção: Darren Aronofsky. Às 19h Fama (EUA, 1980, 2h14, 16 anos) Direção: Alan Parker. (*) Mis Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). Entrada gratuita
almanaque
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CINEMA O México visto por Luis Buñuel Luis Buñuel ( 1 9 0 0 1983), é fato, tornou-se inicialmente mais conhecido por sua lavra posterior à produzida no período que a nova mostra do Cine Humberto Mauro abarca: o mexicano (1946 e 1964). Muito por conta de as pessoas terem demorado um certo tempo para acessar esses filmes. “Mas, nos dias atuais, já há todo um conceito sobre essa fase, que, aliás, é muito extensa”, frisa Bruno Hilário, gerente da sala que vai exibir, até o dia 18 de outubro, 19 longas produzidos pelo espanhol no curso de seu exílio mexicano. São títulos que vão do melodrama à comédia, espraiando o contato do nome por trás de clássicos como “Bela da Tarde” com a cultura latina no pós-guerra. “Sem dúvida, esse período evidencia a genialidade de um cineasta que, vivendo em situação de exílio, dialogou com um dos maiores polos de produção cinematográfica entre os chamados países do terceiro mundo naquele período. Lá, Buñuel por vezes conseguiu superar as limitações (na produção de seus títulos), e por outras, Patrícia Cassese
se adequou”, lembra Hilário, que espera que a mostra ajude a ampliar, entre o público belo-horizontino interessado na sétima arte, o conhecimento sobre a carreira do diretor. “Buñuel foi um contestador, tanto da linguagem clássica do cinema e de suas fórmulas pré-fabricadas, quando da própria condição social. Foi um crítico às instituições econômicas, religiosas e políticas, e esse espírito contestador, claro, encontra eco na juventude – mas é preciso que ela esteja aberta a conhecer outro registro que não o cinema recente”, pontua. Um bom alento é que as
sessões do Cine Humberto Mauro voltadas para exibição de outros clássicos para estudantes têm resultado em boas acolhidas. “A percepção é que há uma grande surpresa quando o aluno se coloca diante de um filme clássico. E esta mostra, além de dialogar com a cultura latino-americana, que nos é próxima, traz, ao menos em alguns dos títulos, um aspecto cômico. Então, enxergo uma possibilidade forte de comunicação com uma plateia brasileira jovem, interessada nessas questões. Essa fase é muito rica, pois coloca em diálogo um europeu e uma cultura um tanto diversa daquela na qual ele
cresceu, mas que, no entanto, aprendeu a amar”. Entre os títulos que serão exibidos, Bruno destaca, por exemplo, “Os Esquecidos”. “Um clássico, que tem uma vertente ligada ao neorrealismo italiano com pitadas de surrealismo. Foi premiado em Cannes e, ainda, o primeiro grande sucesso comercial de Buñuel. Colocou a obra dele em um outro patamar. E fala de uma juventude à margem, tecendo uma critica social incrível e atual”. Outro título que ele cita, e que está na mostra, é “O Anjo Exterminador”, também um clássico, já apontando para a maturidade do
cineasta. “Mas tem também ‘Nazarin’ e ‘A Ilusão Viaja de Trem’, talvez menos conhecido, mas icônico também, pois promove uma discussão acerca de vários temas caros a nós, latino-americanos”. Em cena, lembra ele, há dois amigos na Cidade do México, que vão levar um trem até o local onde ele será desmontando. Ocorre que eles não concordam com esse desenlace, acham que o trem ainda pode servir à população, e acabam, a bordo, dando voltas pela cidade, com as pessoas menos favorecidas embarcando sem que a passagem seja cobrada. “É um filme belíssiFOTOS: FCS/DIVULGAÇÃO
mo, tem uma certa crítica embalada com o desejo de transformação social. Enfim, no geral, o público precisa conhecer essa produção, por toda sua riqueza e diversidade”. OUTROS TÍTULOS Fazem parte da mostra, ainda, “Susana – Mulher Diabólica” (1951), no qual o diretor se vale do recurso do erotismo; “Escravos do Rancor” (1954), adaptação de “O Morro dos Ventos Uivantes”, romance de Emily Brontë; “O Rio e a Morte” (1955) que retrata o machismo e a crueldade dos homens de uma pequena cidade interiorana; “Gran Casino” (1947), “O Grande Pândego” (1949), “A Filha do Engano” (1951), “Subida ao Céu” (1952), “Mulher Sem Amor” (1952), “O Bruto” (1953), “O Alucinado” (1953), “Robinson Crusoé” (1954), “Ensaio de Um Crime (1955), “Os Ambiciosos (1959), “A Adolescente” (1960) e “Simão do Deserto” (1965).
Mostra Buñuel >no México. “Os Esquecidos”: premiado no Festival de Cannes em 1951
“O Anjo Exterminador”: convivas presos na sala de jantar
Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Até 18 de outubro. Entrada gratuita. Ingressos distribuídos uma hora antes de cada sessão.
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TRANSFORMAÇÕES> As rugas surgem, a postura se modifica e até mesmo diminuímos de tamanho DIA INTERNACIONAL DO
IDOSO
Por que envelhecemos?
Não importa quantas velas tem no seu bolo: você está, sim, envelhecendo. Essa informação, embora possa parecer óbvia em um primeiro momento, nem sempre é encarada como se fosse. Afinal, muitas vezes, a gente tende a notar que está ficando mais velho pelos sinais que aparecem na pele ou nos cabelos, por exemplo. No entanto, conforme destaca Claudemir Aguilar, professor de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o envelhecimento é um processo natural vivido desde o nascimento. E o que acontece em nosso corpo para isso? O profissional diz que as nossas células têm uma programação para que possam se autorrecuperar. A questão é que essa espécie de autoprogramação vai se desgastando ao longo do tempo. Como tudo na vida tem um limite, no caso delas também tem: e é por isso que não ficamos jovens para sempre.
rentes formas e, em algumas delas, a nossa idade acaba sendo mais ou menos revelada. Uma dessas manifestações do corpo que podem mostrar aproximadamente a fase da vida em que estamos são as rugas. Como elas são formadas? Conforme ressalta Marco Antônio Franca, geriatra e professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (Puc Minas), “a pele do jovem tem um tecido conjuntivo mais saudável e uma hidratação maior. É mais lisa e macia”. Com o processo de envelhecimento, segundo ele, o tecido conjuntivo da pele começa a ter uma certa desorganização. A derme começa a ter frouxidão, aspecto enrugado. Além disso, Franca frisa que há uma menor produção de suor e umidade. A pele fica com um aspecto mais áspero e seco.
MARCAS DOS ANOS O nosso corpo fala de dife-
POSTURA Outro processo natural do en-
Juliana Siqueira
velhecimento diz respeito a uma maior curvatura da coluna. Além disso, muito se ouve falar que o idoso está diminuindo de tamanho. E esse fato é, sim, real, conforme explica Franca. É normal que, em pessoas acima dos 60 anos de idade, seja perdido até 1cm de altura a cada ano. “Entre as vértebras existe o disco intervertebral. Durante o envelhecimento, o disco desidrata, fica menor, e, com isso, produz uma aproximação entre os ossos. As vértebras também vão perdendo a densidade”, explica. HORA DO LANCHE Outra mudança que se estabelece na terceira idade está relacionada à fome – ou, para ser mais preciso, à ausência dela. É comum os idosos relatarem que já não têm mais o mesmo apetite. Franca explica o porquê de isso acontecer. “Há uma diminuição na movimentação do estômago e
do intestino”, diz. “A digestão vai ficando mais lenta e há uma sensação maior de saciedade”. SAÚDE Diante de tudo isso, é importante ressaltar que envelhecimento não é sinônimo de doença, conforme diz Franca. Quando há o envelhecimento saudável, existe todo um equilíbrio no corpo, e o que acontece são apenas alterações fisiológicas comuns à idade. Para que essas boas condições sejam estabelecidas, porém, é preciso estar sempre atento aos hábitos de vida desde a juventude. Aguilar lembra, por exemplo, a relevância de se ter uma alimentação correta e de tomar cuidado com a exposição solar excessiva. Franca frisa também que é necessário fazer exercícios físicos, o que ajuda a proteger os músculos e ossos. “Também é preciso ter cuidado com outros hábitos, com cigarro e álcool, por exemplo”.
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Natural Especialistas destacam que envelhecimento não se trata de doença
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HISTÓRIA>Estatuto do Idoso completa 15 anos em 2018. Saiba alguns dos pontos presentes nele
Em busca dos direitos M&LAHAN/DIVULGAĂ‡ĂƒO
DIA INTERNACIONAL DO
IDOSO Quase todo mundo jĂĄ deve ter visto essa cena ao menos uma vez – isso se nĂŁo tiver sido protagonista dela: um idoso permanece em pĂŠ no transporte coletivo, pois os assentos preferenciais estĂŁo ocupados por jovens. “Falta de educaçãoâ€?, diriam alguns. No entanto, a questĂŁo ĂŠ ainda maior do que isso: ter lugares para os idosos, que precisam ser respeitados, nĂŁo diz respeito apenas a um ato de gentileza. É algo previsto no Estatuto do Idoso. Conforme explica Adriana Castanheira, coordenadora e professora do NĂşcleo de PrĂĄticas JurĂdicas da Faculdade de Direito Padre Juliana Siqueira
Arnaldo Janssen, nos veĂculos de transporte coletivo devem ser reservados 10% dos assentos para os idosos. Esses locais precisam estar, ainda, identificados com a placa de reservado preferencialmente para esse pĂşblico. Mas como agir no caso, por exemplo, daquela pessoa que finge estar dormindo para nĂŁo ceder o lugar? Fazer valer o seu direito, destaca a especialista. “No caso de o lugar reservado ao idoso estar ocupado por outra pessoa nĂŁo detentora de prioridade, deverĂĄ o interessado dirigirse ao motorista para fazer valer seu direito de assento reservadoâ€?, afirma Adriana. CONHECIMENTO Essa ĂŠ apenas uma das situaçþes do que prevĂŞ o Estatuto do Idoso, que completa 15 anos em 2018. O conteĂşdo traz uma sĂŠrie de direitos relativos Ă terceira idade, em vĂĄrias ĂĄreas. E as pessoas que sĂŁo asseguradas por ele estĂŁo
turo prĂłximo e, mais que isso, hĂĄ de se ter uma polĂtica social de amparo e valorização ao idoso de modo que este sinta-se realmente acolhido e valorizado em nossa sociedadeâ€?, diz ela.
Plenitude Ana Maria de Souza procura conhecer todas as leis para viver bem
cada vez mais atentas a isso. Ana Maria de Souza, 62, diz que sempre procurou saber quais sĂŁo os direitos dela relacionados Ă fase da vida em que se encontra. Ela relata que, inclusive, em algumas ocasiĂľes, faz questĂŁo de mostrar a carteira de identidade para as pessoas, para fazer va-
ler os seus direitos. E nĂŁo importa quem, por ventura, olhe de maneira “esquisitaâ€?. “Todos tĂŞm mais ĂŠ que correr atrĂĄs disso. É muito importante saber o que diz o Estatuto do Idoso. Estou preparada para qualquer situação que surgirâ€?, diz ela. Adriana, que tambĂŠm ĂŠ
advogada militante nas ĂĄreas de direito de famĂlia e civil em Belo Horizonte hĂĄ mais de 20 anos, reforça a ideia de que os idosos precisam, sim, ser bem recebidos. “O aumento da expectativa de vida dos idosos torna todos os cidadĂŁos alvo desta legislação especĂfica em um fu-
INFORME PUBLICITĂ RIO
Fraldas com qualidade e a preços populares O Brasil estĂĄ envelhecendo, conforme apontam os dados do Instituto BraVLOHLUR GH *HRJUDÂżD H (VWDWtVWLFD ,%*( 'LDQWH GHVVD realidade, muitos artigos de grande necessidade para os idosos mostram ainda mais a importância deles, como as fraldas, que atuam em casos de incontinĂŞncia e contribuem para o bem-estar GRV SDFLHQWHV (P WHPSRV GH FULVH HFRQ{PLFD R IDWRU ÂżQDQFHLUR H D importância de economizar, sem descuidar da qualidade, precisam ser levados em consideração, jĂĄ que o custo desse item pode ser pesado SDUD PXLWDV IDPtOLDV 6HQGR DVVLP D IUDOGDV FRP GLVSRnibiliza fraldas a preços populares, tendo como diferencial os valores menores em atacado para asilos e casas GH UHSRXVR Atualmente, a empresa trabalha com todos os tipos de fraldas (incontinĂŞncia OHYH PRGHUDGD H VHYHUD alĂŠm de oferecer a linha de toalhas geriĂĄtricas e roupas Ăntimas (fralda/cueca ou fralGD FDOFLQKD A marca disponibiliza o serviço de tele-entrega em toda a regiĂŁo metropolitana GH %HOR +RUL]RQWH 0DLV LQformaçþes pelos telefones :KDWV$SS RX SHOR VLWH ZZZ IUDOGDVFRP FRP EU O jornal Pampulha nĂŁo se responsabiliza pelo conteĂşdo de textos de terceiros publicados neste espaço de anĂşncio; cada Autor ĂŠ responsĂĄvel por seus trabalhos publicados. NĂŁo assumimos quaisquer responsabilidades por danos, prejuĂzos ou perdas provenientes do conteĂşdo deste informe publicitĂĄrio.
CUIDADOS Outra questĂŁo que constantemente estĂĄ em evidĂŞncia quando se trata da terceira idade sĂŁo os cuidados que se deve ter com os idosos. Luciana Reis, coordenadora do curso de Direito do Centro UniversitĂĄrio EstĂĄcio, destaca que eles nĂŁo podem sofrer quaisquer tipos de maus tratos, seja pela famĂlia ou por casas de assistĂŞncia, fĂsicos ou psicolĂłgicos. “O idoso, muitas vezes, ĂŠ esquecido dentro de casa, tratado com desrespeito, com agressĂľes verbaisâ€?, diz ela. A profissional pontua, ainda, que denĂşncias em relação ao assunto podem ser feitas por telefone por meio do nĂşmero 181.
INFORME PUBLICITĂ RIO
Suplemento da Nutrifama previne a carĂŞncia de cĂĄlcio e magnĂŠsio O cĂĄlcio Ă base de dolomita atua para a recuperação de massa Ăłssea e muscular e como anWL LQĂ€ DPDWyULR HP FDVRV GH DUWUR se, artrite, bursite, tendinite, entre outros. O cĂĄlcio ĂŠ importante para a manutenção dos dentes, ossos, cartilagens e mĂşsculos. O magnĂŠsio estimula os nervos e mĂşsculos, auxiliando nos batimentos cardĂacos e na regularização da pressĂŁo sanguĂnea. A suplementação de cĂĄlcio e magnĂŠsio Ă base de dolomita da Nutrifama ĂŠ de grande importância para equilibrar a ingestĂŁo adequada desses nutrientes a Âż P GH SUHYHQLU D FDUrQFLD GHOHV AlĂŠm disso, reforça o sistema imunolĂłgico, prevenindo o desenvolvimento de algumas doenças. INDICAÇÕES E BENEFĂ?CIOS: Promove o aumento dos mĂşsculos; Contribui para o bom funcionamento do metabolismo; Combate a fadiga muscular; Cuida dos nervos e articulaçþes; Reforça o sistema imunolĂłgico; Auxilia o tratamento e prevenção da osteoporose e perdas Ăłsseas; Fortalece ossos e dentes; Evita a osteoporose, dor reumĂĄtica, dor muscular, dor lombar, cĂŁibra, fraqueza, artrite, anemia, insĂ´nia e estresse. O jornal Pampulha nĂŁo se responsabiliza pelo conteĂşdo de textos de terceiros publicados neste espaço de anĂşncio; cada Autor ĂŠ responsĂĄvel por seus trabalhos publicados. NĂŁo assumimos quaisquer responsabilidades por danos, prejuĂzos ou perdas provenientes do conteĂşdo deste informe publicitĂĄrio.
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ALEGRIA>Terceira idade tem aproveitado a vida de várias formas e até mais do que na juventude FOTOS M&LAHAN/DIVULGAÇÃO
Eles estão mais ativos DIA INTERNACIONAL DO
IDOSO Todas as manhãs, há nove anos, Regina Barbosa já tem um compromisso: ir à academia. Às terças e quintas, inclusive, ela acorda às 6 da manhã para estar presente na natação. Em outros horários, faz musculação e Low Pressure Fitness (LPF). Regina tem 74 anos de idade. Assim como Regina, diversos idosos têm optado por um dia a dia mais ativo, repleto de atividades que geram bem-estar. De acordo com um levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) de 2016, inclusive, seis a cada dez idosos acreditam que a prioridade é aproveitar a vida. Muitas transformações costumam começar a surgir na vida das pessoas da terceira idade quando elas optam por faJuliana Siqueira
zer mais atividades e por ter mais contato com os outros. Regina conta, por exemplo, que, atualmente, está muito mais disposta e motivada. “Não é bom só para o físico, mas para a cabeça também. Conversamos e rimos muito no dia a dia”, diz ela. Regina relata, ainda, que faz muitas viagens com as amigas, para o Brasil e para o exterior, como a que fez para as Ilhas Gregas. “Muita coisa está melhor para mim nessa idade”, avalia. RESULTADOS Pode ser que nem todo
“
mundo imagine os idosos como público de algumas atividades, como a musculação. Às vezes, em um primeiro momento, nem eles mesmos. Conforme ressalta Camilla Pereira, educadora física da Cia Athletica, muitos não chegam pedindo para fazer esse exercício. Porém, quando percebem a importância dele, optam por inclui-lo no cotidiano. “Há uma resistência, no começo, pelo desconhecimento. No entanto, depois que eles começam a sentir os efeitos positivos, isso muda”, diz a profissional. Além disso, Ca-
Não é bom só para o físico, mas para a cabeça também. Conversamos e rimos muito no dia a dia
milla afirma que há sempre a preocupação também em mostrar atividades físicas que as pessoas possam se identificar mais, como aquelas relacionadas à dança e à música. “Às vezes, os filhos desses idosos já são casados, eles ficam sozinhos e têm medo de ficar dependentes de alguém. Então, eles buscam a independência. Hoje, há uma conscientização maior sobre isso. A diferença entre uma pessoa sedentária e outra que não é aparece na disposição, no equilíbrio, na força”, destaca a profissional, que acrescenta, ainda, que outro fator muito trabalhado nas aulas é a socialização. Camilla frisa que, a princípio, todos podem fazer exercícios físicos como a musculação, mas é preciso passar por uma avaliação antes disso. Caso seja diagnosticado algo, são indicadas atividades de baixo impacto, como as aquáticas ou o pilates, por exemplo.
Novos sonhos sempre surgem Ter uma vida mais ativa pode acabar atraindo mais sentido a ela. Isso é o que destaca Amanda Moraes, professora da Escola da Maturidade do Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH). A profissional frisa que conhecer novas pessoas, fazer mais amizades e ter mais experiências é muito importante. E, mesmo na terceira idade, continuamente são descobertos novos prazeres e sonhos.
“Não se pode deixar a chama da vida apagar”, diz ela. Para estar bem, é relevante, ainda, segundo a profissional, observar o relacionamento que a pessoa tem com ela própria, inclusive na terceira idade. “Muitas vezes, a gente não se relaciona com a gente mesmo. Precisamos pensar no que gostamos de ouvir, o que o corpo está nos comunicando, como estamos
Atividades Regina Barbosa, 74, se dedica à academia, viagens, entre outros
nos relacionando com o outro a partir disso”, avalia. Vânia Krauss, 69, sabe bem os benefícios de ter uma vida ativa e focada. Ela, que é casada há 44 anos, tem três filhos e seis netos, afirma que gosta muito de viajar, ir ao cinema, ao teatro, entre outras atividades. Procura estar sempre em movimento desde que parou de trabalhar fora de casa, como assistente social. “Sou muito ativa e cheia de energia”, afirma. Amanda acrescenta que esses bons momentos alimentam a alma. “Muitas vezes, por meio deles, as pessoas até esquecem as suas dores”, pondera.
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estilo VERÃO 2019> Pegamos as principais tendências de verão das passarelas internacionais para usar já PRABAL GURUNG/FOTOSITE/DIVULGAÇÃO
ROBERTO CAVALLI/DIVULGAÇÃO
Quando
for
verão As semanas de moda internacionais estão trazendo as principais novidades para a temporada de verão 2019. A primeira parada foi em Nova York, que acolheu mais catwalks do que nunca. Na sequência, veio a semana londrina, replicando tendências que devem logo pousar nas lojas: estampas em animal print e listras, babados românticos e laçarotes arrematando boa partes das peças, as “candy colors”, peças adornadas por rendas e – pasmem – a permanência das pochetes na cintura. Ou seja, mais do mesmo no que diz respeito aos itens resgatados dos anos 80 e 90 que já vêm dando o ar da graça aqui e ali. Depois de Nova York e Londres puxarem a fila da temporada de moda internacional, Milão volta às suas origens clássicas ao cravar a passarela de verão 2019 com propostas mais impactantes – até porque o line-up é composto por nomes fortes como Prada, Fendi e Dolce & Gabbana. As grifes italianas mostram também que calças esportivas, moletons, jaquetas bomber e outros elementos que entram na mesma rede do streetwear já formaram uma imagem cansativa. O jogo parece virar com o retorno da exuberância e dos visuais impactantes com roupas e acessórios que evocam luxo e riqueza. O único elemento que flerta ainda com o street e que ressurgiu como uma herança desses velhos tempos foi o tênis – mas, veja bem, combinados com vestidos de festas. Na sequência vieram os desfiles parisienses que ainda terminam na próxima quarta-feira, dia 3. Por lá, o designer Jacquemus se consagrou como a Lorena K. Martins
Prabal Gurung e outras marcas decretaram que o neon retorna depois de mais de uma década adormecido SAINT LAURENT/FOTOSITE/DIVULGAÇÃO
Em Paris, a Saint Laurent evocou o sensualismo em peças extremamente cavadas, ora com decotes, ora com fendas nas saias. Destaque também pra estampa floral, vedete da estação
bola da vez entre as famosas – incluem aí Bruna Marquezine e Kim Kardashian – e parece incendiar a próxima temporada com a peça-desejo: vestido longo com fendas muito profundas. No mais, selecionamos, aqui, alguns destaques pensados especialmente para o próximo verão. Anote!
As listras ganharam destaque nas coleções apresentadas em Nova York. Carolina Herrera adorou a versão colorida e combinou a estampa do vestido com a da bolsa
Roberto Cavalli recuperou a bermuda ciclista dos anos 90 e apostou na peça em um conjuntinho de alfaiataria MIGUEL MEDINA/AFP
Parece que a tornozeleira voltou. O acessório apareceu nas passarelas da Marni e da Chloé com uma proposta mais moderna e sofisticada
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VITRINE
Em sintonia com o clima da primavera – estaLorena K. ção que começou no último dia 22 – as estamMartins pas florais passam a ganhar, obviamente, um maior destaque no closet. Peças e acessórios andam no clima da estação e tendência foi comprovada durante os desfiles de alta-costura que aconteceram em Paris e Milão na última semana. Saias e vestidos da Prada foram decorados com flores bordadas com cristais, enquanto a Dior que, vale mencionar, fez sua apresentação em uma passarela coberta de pétalas de rosas, trouxe o print e o bordado primaveris em peças transparentes e fluidas. Além da moda, em BH o clima se firma com boas iniciativas. Uma delas é que todas as quintas, sextas e sábados, até o dia 6 de outubro, o shopping DiamondMall realiza o Mercado das Flores, com programação gratuita de workshops, bate-papos e exposições. No mais, aproveite o ar jovem e romântico que a estampa floral proporciona às composições para deixar o closet alinhado à estação. Vale sentir o clima desabrochando também por meio das fragrâncias com notas florais e delicados objetos de decoração.
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crônica
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
Confusão na estrada ACIR GALVÃO
velho morreu no vilarejo, mas o caixão encomendado viria de Montes Claros. Saíram num caminhãozinho tranqueira e foram buscar o caixão. A viagem de retorno era longa, coisa de quatro, cinco horas. Voltando por uma estradinha de chão, toparam com um caboclo pedindo carona. Como já eram dois na boleia, ofereceram a carroceria: – Se quiser, pode subir. Tem um caixão vazio aí; se o senhor não tiver cisma, vão bora! E ele, subindo, já foi sentando logo em cima. Daí a pouco começou uma chuva fina. Sem pensar duas vezes, abriu a tampa e pulou dentro. Deitado, aguardava que ela parasse. E, naquele lenga-lenga, acabou dormindo. O caminhão prosseguia viagem quando, no meio do caminho, um pastor acompanhado por um grupo de fiéis pediu carona. – Tudo bem. Se não se importarem com o caixão aí atrás, vão bora! – E lá se foram.
O
Passado um tempo, resolveram cantar para distrair os pensamentos, e o caboclo, acordando com a cantoria, abriu a tampa de supetão: – E aí? Já parou de chover? E foi um deus nos acuda! Pularam com o caminhão andando, velhos, crianças e mulher de barriga... Não ficou um pra contar a história. E da boleia, alarmados pela gritaria, pararam o caminhão. O malentendido foi desfeito quando viram que o defunto estava vivo, ou melhor, nem sequer era defunto. Mais adiante, confusão na estrada. Antes que saísse morte, pararam para apartar briga entre marido, mulher e comadre. As duas gritavam, enquanto o sujeito, embriagado, distribuía tapas e desaforos. O povo desceu do caminhão injuriado, e o pastor voltou à carroceria para buscar a Bíblia: – Isso é coisa do demônio – dizia aos fiéis, enquanto, aproximando-se do sujeito, gritava: – Sai, satanás! Eu te repreendo em nome de Jesus! As mulheres rezavam, o caboclo observava com o rabo do olho, enquanto motorista e companheiro acompanhavam de longe o desenrolar da cena. – Sai, satanás! – continuava o
pastor, até ser interrompido pelo homem enfurecido: – Satanás é a p@#$%&*).q.p (*#$@%&)! (Para o horror da mulherada). No meio da confusão, sua dentadura caiu na poeira, e, ao abaixar-se para pegá-la, alguém gritou lá de trás: – Corre, gente, corre, que lá vem pedra! E dá-lhe pernas. O motorista entrou no meio: – Vão bora, pessoal! Simbora, que o defunto não pode esperar! Subiram devagarinho, desconfiados do “encapetado”, que, voltando a dentadura à boca, no meio da estrada, continuava seu repertório. Aproveitando-se da situação, mulher e comadre sumiram pro meio do mato. E lá vai o caminhão pelos sertões de Minas. Seguindo viagem afora com a cantoria do povo e um caboclo sentado no caixão. Marcha forte na subida e banguela na descida, porque o defunto, como dizia o motorista, já não podia mais esperar. Laura Medioli também escreve, aos domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
W Bahamas. Oásis de água transparente regado a muito luxo.
Páginas 4 e 5
pampulha SHIRLEY PACELLI
W Toscana. O charme da vila medieval transformada em hotel. Página 12
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BELO HORIZONTE Sábado 29/9/2018
Aqui e agora Praias de Prado – como a Barra do Cahy – no extremo Sul da Bahia, convidam a uma temporada de sossego. Páginas 2, 6, 7, 8 e 9.
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turismo FOTOS SHIRLEY PACELLI
Bahia
A suavidade e beleza de Prado Cidade localizada na Costa das Baleias conta com 84 km de praias singulares, onde riachos encontram o mar; destino é ideal para aqueles que buscam tranquilidade Na maré baixa, vale caminhar pela Praia do Tororão
Praia das ostras tem águas calmas e lago de água doce
Shirley Pacelli shirley.silva@otempo.com.br
Qui-e-tu-de... Sabe aquela sensação de bem-estar que chega de mansinho, transforma seu estado de espírito e traz paz? Prado, na Costa das Baleias, na Bahia, tem esse poder sobre a gente. Não caia na tentação simplista de confundir esse atributo com marasmo. Estou falando de desconexão e contentamento. Com cerca de 28 mil habitantes, a cidade no extremo sul baiano tem 84 km de praias lindíssimas, onde rios encontram o mar e falésias emolduram o cenário. O destino difere de seus vizinhos mais badalados, como Porto Seguro: é um convite para o sossego. Essa vibe mais “slow” completa-se com o passeio ao fascinante arquipélago de Abrolhos, a 70 km da costa. De julho a novembro é a temporada de avistamento das baleias jubarte, que chegam à região para procriar. Se for seu dia de sorte, pode ser um espetáculo acrobático à parte. Os mineiros têm ainda o privilégio de acessibilidade ao município baiano. Há voos diretos de Belo Horizonte para o aeroporto de Teixeira de Freitas, a 78 km de Prado. A Azul faz o trecho diariamente na alta temporada e de segundafeira a domingo (exceto sábados) nos meses de menor
demanda. Aqueles que moram no Vale do Aço e no Vale do Mucuri também costumam dar um “pulo” ali na Bahia de carro: a viagem dura cerca de sete horas.
Tour de praias Uma ótima maneira de ser introduzido à beleza de Prado é fazer um tour pelas praias do litoral norte da cidade. Você pode contratar o serviço com um receptivo local. O passeio de quatro horas com a Catavento Tour (cataventotour.com.br) sai por R$ 80 por pessoa (acima de duas). Vale lembrar que o percurso inteiro é feito em estrada de terra. Seu tour começa pela praia das Falésias, a 6 km do centro. De um mirante natural, uma paisagem de falésias em tons brancos e terrosos se agiganta pela costa. A paisagem é comum também à vizinha praia das Amendoeiras. Já a praia da Paixão, a 3 km da Amendoeiras, chama a atenção pelo encontro da água doce com o mar. Há melhor infraestrutura e é possível passar o dia em família. Já a praia do Tororão, a 2 km da Paixão, conta com um deck de onde se tem uma vista bonita do mar. Coqueiros e vegetação rasteira também compõem o cenário rodeado por falésias. Com maré baixa, vale fazer uma caminhada e conferir as pisci-
Serviço Como chegar De avião. Pela Azul (voeazul.com.br), voo direto de BH para Teixeira de Freitas (TXF) a partir de R$ 596,24. Tarifas, com taxas, para outubro. Traslado TXF/Prado. A Catavento Tour faz o trajeto entre o aeroporto de Teixeira de Freitas e Prado a partir de R$ 150 (até quatro pessoas) o trecho. Informações: (73) 3021-0909 / (73) 99941-5042/ (31) 999400981. cataventotour.com.br
nas naturais que se formam. Se sua ideia é passar o dia por lá, atente-se para o fato de que há apenas um restaurante no local, que não aceita cartões e cobra a consumação mínima de R$ 300 por mesa. Na rústica praia Japara Grande, um rio divide a areia em dois trechos, transformando a paisagem de um modo singular. A praia das ostras, entre o Tororão e a Japara, também vale uma pausa para fotos. Na baixa temporada, esses lugares são quase desérticos e há uma certa indiferença com a apresentação das cabanas. Vale, de toda forma, conhecer.
Refúgio aconchegante a apenas 250 m da praia Não há como falar de Prado sem falar da Pousada Casa de Maria (pousadacasademariaprado.com.br). Podese dizer que a proprietária mineira Maria Eugenilde Venturelli – a Nildinha – é uma das pessoas responsáveis por colocar o destino no mapa turístico. Há 32 anos, ela comprou um terreno na cidade e construiu a pousada do zero. A apenas 250 m da praia, a Casa de Maria tem arquitetura rústica e conta hoje com 24 apartamentos. Há piscina,
sauna, bar com drink e petiscos e um recém-inaugurado atrativo: um telescópio para conferir estrelas. O lugar tem pegada mais intimista e é o refúgio ideal para casais em lua de mel. A pousada é uma graça. Flores diversas, como orquídeas, estão por toda parte. Objetos de arte de diferentes partes do mundo foram trazidos pela proprietária, ao longo dos anos, para decorar o ambiente. Você poderia passar semanas por lá e ainda ha-
veria algo a descobrir. Há um cuidado com cada detalhe. É tudo muito bonito. Mas não apenas isso; a energia do espaço é especial. A diária com café da manhã, para baixa temporada, sai a partir de R$ 150 para o casal, em apartamento duplo, com café da manhã. E que café! É farto e saboroso. Prove os sucos de frutas da região, como umbu, além da tapioca na folha de bananeira com leite condensado.
Inaugurada em 1992, a charmosa Pousada Casa de Maria tem estilo mais intimista; é convidativa a viagens de casais
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Réveillon
turismo
Bahamas
Amarelo e branco Já estão à venda os ingressos para o réveillon Amarelo e Branco do PIC. As atrações deste ano serão Du Monteiro, as banda Os Baianeiros e Chevette Hatch. Informações pelo hotsite pic-clube.com.br/reveillon2018 ou pelo telefone (31) 3516-8282. PIC/DIVULGAÇÃO
De paraíso fiscal a oásis de águas transparentes Mergulho com tubarões, passeio de barco por ilhas, resort de luxo com cassino e boa gastronomia são os atrativos para os turistas no destino Ana Paula Blower Agência O Globo
Exposição (I)
‘Liubliana de Plecnik’ No dia 1º de outubro, a Embaixada da República da Eslovênia abre a exposição “Liubliana de Plecnik” às 18h, na PUC Minas (avenida Dom José Gaspar, 550, Coração Eucarístico, prédio 47), seguida de palestra da arquiteta eslovenobrasileira Darja Kos Braga às 19h30. PAULO CAMPOS
Exposição (II)
Niemeyer esloveno O arquiteto Plecnik está para a capital da Eslovênia, Liubliana, assim como Oscar Niemeyer está para Brasília. A exposição apresenta 20 painéis em português e inglês com as principais obras do arquiteto, que também tem trabalhos em Viena, Praga e Belgrado.
O mar que banha as mais de 700 ilhas da Comunidade das Bahamas tem coloração estonteante. A menos de uma hora de avião de Miami, o destino é muito mais que ponto de parada de navios de cruzeiros no porto de Nassau. Mergulho com tubarões, passeio de barco pelas ilhas, resort de luxo com cassino e boa gastronomia estão entre os atrativos e as atividades para os turistas. Cenário de filmes como “007: Cassino Royale” (2006), o local faz jus aos holofotes. O arquipélago, um oásis ecológico, pode ser visitado o ano todo. No inverno (de dezembro a abril), são menores as chances de chuva. Vale lembrar que a temporada de furacões que sombreia o oceano Atlântico vigora do verão ao outono, de junho ao fim de novembro. Em passeios de barco pelas ilhas, pode-se observar de perto as águas cristalinas e a riqueza da vida marinha. “A água é quente o ano todo (27°C, em média) e ultratransparente”, detalha Enisson Godoy, capitão do catamarã Atlantis II, embarcação de bandeira brasileira que faz passeios fretados. São 483 km de banks (plataformas de carbonato submersas, que se esten-
dem por grande parte do arquipélago), que deixam a água rasa, transparente, e a fauna, extremamente rica. O que faz grande diferença também é a formação de corais, que não produz detritos, então a água é sempre muito clara.
Green Cay Um dos locais aonde Enisson e sua tripulação, majoritariamente brasileira, levam os passageiros é Green Cay, que ele chama de “viveiro natural de tartarugas”. Em um dia, dá para ver até 50 delas. O passeio no Atlantis II inclui almoço, com cardápio que vai de picanha a lagosta. Mais distante, a cinco horas de navegação, a ilha Big Major Cay, que pertence a Exuma Cays, é famosa pelos porcos nadadores de Pig Beach. Habituados aos turistas, os animais não se importam em ser fotografados. Entre as atividades
Como chegar Avião. Pela Copa Airlines (via Panamá), a passagem sai a US$ 818 (R$ 3.292). Tarifas para outubro. copair.com Obs.: É necessário apresentar o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia contra febre amarela. ANA PAULA BLOWER /DIVULGAÇÃO
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Mar tranquilo convida a praticar esportes como caiaque e stand-up paddle
que se podem fazer nos passeios, além da prática de snorkeling, há o mergulho com os tubarões. É possível “conhecê-los” se você for um mergulhador amador ou experiente. Uma referência nesse tipo de atividade é a empresa Stuart Cove’s Dive, que oferece o mergulho em duas etapas. A primeira é perto de uma barreira de corais ou de um navio naufragado, onde se pode vê-los. Depois, um instrutor de mergulho alimenta os tubarões num tanque. Quem não tem experiência em mergulho pode fazer curso básico pela manhã, testando habilidades como inflar o colete na superfície, na piscina, e mergulhar com tubarões à tarde.
Estrutura para hóspedes do Baha Mar, em Cable Beach STUART COVERS/DIVULGAÇÃO
Mergulho em naufrágio com tubarões
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ANA PAULA BLOWER /DIVULGAÇÃO
Resorts bem ao estilo caribenho O modelo de hospedagem nas Bahamas segue o estilo caribenho dos grandes resorts. Inaugurado há 20 anos, o Atlantis Paradise Island é um ícone local. Suas cinco torres somam 3.415 acomodações, 11 piscinas e mais de 40 restaurantes. Mas o destino renova a oferta de luxo com o Baha Mar, complexo de lazer e hospedagem inaugurado em 2017. São 2.340 acomodações distribuídas em três hotéis de grife – Grand Hyatt (1.800 quartos), SLS Lux (299 unidades e foco no público mais jovem) e Rosewood (241 quartos). Cas-
sino com 10 mil m² de espaço de jogos, shopping de luxo, cerca de 40 restaurantes, piscinas, campo de golfe desenhado por Jack Nicklaus, spa da marca inglesa Espa e centro de convenções completam o empreendimento. Os restaurantes contemplam as cozinhas italiana, japonesa e mediterrânea, entre tantas outras. Uma casa noturna, aberta para não hóspedes, e bares garantem a diversão à noite, animada por grupos que se hospedam ali para comemorações como despedidas de solteiro.
Serviço Onde ficar Baha Mar. Grand Hyatt, diárias a partir de US$ 320. bahamar.com Atlantis Paradise Island. No The Cove, diárias a US$ 389. atlantisbahamas.com Passeios Stuart Cove’s Dive. Mergulho com tubarões a US$ 182; snorkeling a US$ 79. stuartco ve.com Na Bahama Divers. Passeio de barco, mergulho e snorkeling a partir de US$ 60. bahamadivers.com No catamarã Atlantis II. Charter (6 pessoas) com almoço e atividades: US$ 5.200. atlantiscat.net. Mais opções: Acesse bahamas.com. ANA PAULA BLOWER/DIVULGAÇÃO
Piscina do hotel SLS Lux, que tem serviço de bar exclusivo
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Búzios (I)
Festival da lagosta Grelhada, gratinada, na paella, no risoto, na salada ou combinada com massas, a lagosta é a estrela do Lagostando, festival que de 12 a 21/10, das 19h à 1h, em Búzios (RJ). Para saber mais, acesse Facebook/lagostandobuzios.
turismo
Prado
Os encantos da primeira praia do Brasil Barra do Cahy foi reconhecida em 2017 como o primeiro lugar avistado pelos descobridores ; prepare-se para saborear a farta gastronomia local Shirley Pacelli shirley.silva@otempo.com.br
Itabira
Gastronomia e arte tropeira No próximo dia 29, acontece a primeira edição do Festival de Gastronomia e Arte Tropeira, em Itabira (MG). Gratuito, o evento acontecerá na rua Tiradentes e reunirá chefs e cozinheiros para criar clássicos e releituras da culinária tropeira. Inf.: festivaltropeiro@gmail.com. FESTIVAL DE GASTRONOMIA E ARTE TROPEIRA
Reza a lenda que: para você dar mais valor para a experiência, vale passar um pouco de perrengue. Pois bem, deixe pronta sua playlist de sofrência – sugiro arrocha para entrar no clima baiano – e pegue estrada rumo a Comuruxatiba e Barra do Cahy. São 50 km desde Prado, numa estrada de terra toda trabalhada nos sola-
vancos. Aproveite o movimento do carro para já entrar na levada da música… Punho na testa e malemolência, por favor. Afinal, sorria: você está na Bahia! Até Comuruxatiba são 32 km. No vilarejo, como deixa claro uma placa fixada na região, o tempo não tem pressa e a preguiça é mais gostosa. As praias são quase desertas, mas há uma boa infraestrutura de hotéis
e restaurantes à beira-mar, concentradas na praia do Rio do Peixe. Cerca de 18 km ao norte está a Barra do Cahy. Que delícia de lugar! O visual é espetacular: coqueiros se estendem à beira da praia, e há o encontro do rio Cahy com o mar. Águas mornas para se banhar e esteiras esperam por você. É ideal para passar o dia. Há apenas um ponto de apoio no local, o Restaurante da Glória, que pertence à fazenda da região. Há petiscos e bebidas, mas cartões não são aceitos. Portanto, ou leve seu próprio lanche ou lembre-se de levar dinheiro.
FOTOS SHIRLEY PACELLI
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Mergulho em água doce: encontro do rio Cahy com o mar
Quem leva Operadora. CVC Inf. Procure a loja CVC mais próxima de você. cvc.com.br Pacote. Inclui passagem aérea, pela Azul, e cinco diárias de hospedagem com café da
Moqueca da Dalva: ingredientes fresquinhos Uma vez em Cumuru – chamada assim só pelos íntimos – você precisa provar da moqueca da Dalva Maria. O restaurante Tempero da Dalva existe há 14 anos e, em tempos de alta temporada, atende até 120 pessoas. Para a moqueca, o peixe vem fresquinho, direto da praia para a panela. E não só isso: o coco também é partido na hora do preparo do prato.
“Aqui não entra Sazón, caldo Knorr… Para cozinhar só alho e cebola”, explica a cozinheira. Há opções de moqueca de peixe, camarão, polvo, lagosta, arraia e, para os vegetarianos, de ovo e banana. O prato sai a partir de R$ 75 e vem acompanhado de arroz, pirão e salada, muito bem-servidos. Prove ainda a deliciosa carne de sol a R$ 57.
manhã na Pousada Casa de Maria. Saída. 6/11 Preço. A partir de R$ 1.067 (mais taxas) por pessoa em apartamento duplo
Cocadas
De peixe, camarão ou banana da terra: experimente a saborosa moqueca da Dalva
A sobremesa é na famosa Cocada da Lucinha, já na área mais urbana, que existe há cerca de 30 anos. A procura é grande. No verão, são vendidas até 700 cocadas por dia, e a iguaria ganhou o mundo, chegando a clientes nos Estados Unidos e França. A receita veio da mãe de Lucinha, que fazia cocada com banana. Hoje há opções com abacaxi, cacau, gengibre, leite condensado, pé de moleque e coco queimado. Cada cocada sai por R$ 3.
Saiba mais
Ponto símbólico: placa reproduz texto de carta de Pero Vaz Caminha
Em 2017, o imbróglio sobre qual foi a primeira praia do Brasil finalmente terminou: pesquisadores concluíram que o título pertence à Barra do Cahy - e não a Porto Seguro. A praia pertence ao município de Prado e fica a cerca de 50 km da cidade. Do mar no Cahy se avista o imponente Monte Pascoal que, de acordo com historiadores, foi a primeira porção de terra vista por Cabral. Uma placa e uma cruz foram fixadas no local, e pradenses, orgulhosos, fazem questão de que os turistas façam um registro nesse ponto.
turismo
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Festival: pra comer de joelhos
Japa do Beco O estabelecimento existe há quatro anos e é comandado pelo casal Madjara Miliana e Thairo Bicalho de Freitas. É o primeiro restaurante japonês de Prado. Em 2016, venceram o festival com o ousado Acarajapa. O prato, com cara de acarajé, é, na verdade, um bolinho de salmão grelhado com tempero e especiarias. Tem o custo de R$ 32 (quatro unidades). Além de saborosos, os pratos são visualmente incríveis. Para o festival eles lançaram Memórias de uma gueixa, tiradito de peixe branco servido ao molho de maracujá e limão, temperado com páprica, manjericão e pimenta de cheiro. facebook.com/japadobecoprado.
Se o dia é reservado às praias, a noite é do Beco das Garrafas, um simpático quarteirão de casinhas coloridas e calçamento de pedras, que abriga cerca de 25 estabelecimentos. Comida saborosa é garantia da casa – independentemente de qual seja ela. De 10 a 15 de outubro, será realizado o 13° Festival Gastronômico e Cultural de Prado, realizado pela Associação Pradense de Restaurantes, Hotéis, Operadoras, Pousadas e Estabelecimentos Comerciais. Neste ano, serão 39 participantes, e a proposta para os chefs foi criar um prato inspirado em um filme. Os pratos terão um preço máximo de R$ 40. Você pode conferir a lista completa das casas participantes acessando o site aprhope.com.br.
Restaurante Jubiabá A casa existe desde 1991 e é comandada pelo chef Luiz do Carmo. É um dos mais tradicionais e um dos poucos com carta de vinhos: são 15 rótulos. A proposta é buscar ingredientes regionais para fazer pratos mais sofisticados. Durante o festival, Luiz apresentará o prato Amor perfeito, inspirado no filme “Mamma Mia” – um peixe crocante com purê de abacate e um molho secreto. Prove o badejo embrulhado, peixe
preparado na folha de rúcula, com molho de mostarda e mel; acompanhado de arroz com coco e banana da terra. Sai por R$ 117 e serve duas pessoas. Outra excelente pedida é o Budião Delícia Tropical, pescado com um molho especial de pitanga, acompanhado de musseline de mandioca. Essa iguaria venceu o festival de 2010 e sai por R$ 118. Beco das Garrafas, 102 - Centro. (73) 3298-2180. https://bit.ly/2DwKvN4
Vanilla Gelateria Nesta casa, o cliente não apenas toma um sorvete, ele participa do ritual de preparo de sua delícia refrescante. A mineira Fernanda Nogueira Brito, à frente da gelateria, levou a técnica de sorvete tailandês para Prado. Ele é feito numa chapa gelada: não há gordura, e a base é feita de leite, creme de leite, açúcar e leite em pó. São 596 tipos de combinação possíveis. Recomendo fortemente o de oreo com morango e o de leite ninho. facebook.com/gelateria.vanilla
Coisinhas da Maju Pastel, crepe e tapioca deliciosos esperam por você. Experimente o de carne seca com banana da terra ( preços entre R$ 8 e R$ 14). Para o festival, a casa oferecerá O Incrível Crepe, inspirado nos quadrinhos. Ele é recheado com carne de costela e bacon. Como acompanhamento, anéis de cebola. Destaque para os drinks servidos num “copo-lâmpada”, que pisca. https://bit.ly/2N1rqSx
Belo Café Banana da Terra O restaurante chama a atenção logo de cara por sua decoração e suas cores fortes. À frente da casa está a maravilhosa chef Marcia Marques, muito bem-humorada e sempre disposta a uma prosa. Prove do Saló, purê de bacalhau com molho de camarão grande, acompanhado de arroz de alho poró e castanha. Custo de R$ 160; serve duas pessoas. Outra pedida é o Cae-
tanear, budião com farofa de bacon e castanhas e risoto de frutos do mar com abacaxi defumado. Sai por R$ 120 (para duas pessoas). Para o festival, Marcia lançou o prato Comer, Rezar, Amar, inspirado no filme de Júlia Roberts. São deliciosos camarões empanados com coco, acompanhados de risoto de limão siciliano. facebook.com/bananadaterraprado.
Que tal um brigadeiro de leite ninho para a sobremesa? Camila Veiga, outra mineira na terra de Prado, sai com sua bike pelas ruas pradenses oferecendo felicidade em forma de doces. Há dezenas de sabores inusitados. Se renda! O café concorrerá com um doce inspirado no filme “Auto da Compadecida”. facebook.com/belocafe.
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Preservação da biodiversidade O Parque Nacional Marinho de Abrolhos foi criado em 1983, sendo o primeiro parque desse tipo no Brasil. A unidade tem cerca de 91,3 mil hectares; sua missão é proteger a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul. Por lá se encontram tartarugas, lagostas, raias, cardumes de frades, cirurgiões e até pequenos tubarões, conhecidos como lixa.
Um tour para ver fragatas O arquipélago de Abrolhos é formado por cinco ilhas vulcânicas: Santa Bárbara, Sueste, Redonda, Siriba e Guarita. O desembarque de visitantes é permitido somente na ilha da Siriba, com acompanhamento de monitores do ICMBIO. Em uma curta caminhada, de cerca de 30 minutos, você verá atobás, grazinas, fragatas e beneditos.
Embarcação nova em breve Ainda não há data exata de estreia, mas logo estará no mar um novo catamarã da Abrolhos Embarcações, com capacidade para 55 pessoas no passeio bate e volta e 20 no liveaboarding (dormir no barco). Ele foi totalmente construído no estaleiro da empresa e será mais estável e espaçoso, garantindo maior conforto para o passeio dos turistas.
turismo
Abrolhos
Um passeio em busca de visitas ilustres Arquipélago a 70 km da costa de Caravelas é o ponto alto da viagem durante a temporada de baleias; em Corumbau, relax com toques de luxo Shirley Pacelli shirley.silva@otempo.com.br
culinária e cultura indígena”, considera Pinheiro.
Não deu Todo o tour pelas praias de Prado são só um delicioso aperitivo para o que vem a seguir: o arquipélago de Abrolhos, a 70 km da costa de Caravelas, que fica a 50 minutos de carro da cidade. Entre julho e novembro, as águas quentes baianas atraem as baleias jubarte. É temporada de se lançar em alto-mar na expectativa de ver um espetáculo da natureza. Foi com essa esperança que 40 pessoas saíram de ônibus de Governador Valadares (MG), numa viagem de sete horas, para embarcar direto rumo a Abrolhos no último sábado. O grupo, liderado pelo agente de viagens Jader Pinheiro, teve um passeio quase exclusivo, já que o barco tem capacidade para 55 pessoas. Segundo ele, esse roteiro é bastante procurado. “Em Prado você vivencia novas experiências. Sempre pergunto a quem está na dúvida sobre o passeio: qual foi a última vez que você viu uma baleia? Além disso, a cidade tem belas praias, sossego, encontro de rio e mar,
Infelizmente, ainda não é possível marcar hora do show com as baleias, que têm espírito livre e não são lá muito ligadas a compromissos… Por isso, é importante que o visitante saiba lidar também com a frustração de fazer o passeio e mal avistar um esguicho ao longe. Foi o que me aconteceu. No início da temporada, em meados de julho e agosto, o visitante costuma ter mais sorte.
E, além do mais, a viagem em si – por mais cansativa que seja, afinal são quatro horas em alto-mar – reserva uma beleza exuberante. Nas paradas do barco, próximo ao arquipélago, se jogue – literalmente! A água é tão transparente, que só de snorkel já é possível ver arraias, tartarugas e peixes diversos. Para quem quiser ir além, a embarcação oferece também batismos de mergulho a R$ 170. O pôr do sol em altomar, com a trilha e a companhia certa, é para se emocionar de tão bonito. Quando o entardecer cai, uma brisa chega e a lua entra em cena para fechar essa vivência única.
W A repórter viajou a convite da Pousada Casa de Maria.
Serviço Bate e volta Abrolhos. A Abrolhos Embarcações faz o passeio de barco por R$ 320 por pessoa. Inclui café da manhã, almoço, frutas, água e refrigerantes, além de equipamento para mergulho livre (máscara, nadadeira e snorkel). A embarcação sai de Caravelas às 6h30 e tem retorno previsto para as 18h30. É essencial agendar a atividade com antecedência. Na temporada de baleias, as vagas se esgotam rapidamente. abrolhosembarcacoes.com.br.
Quem leva Operadora. Azul Viagens Inf.. Procure a loja Azul Viagens mais próxima de você ou acesse azulviagens.com.br Pacote. Inclui passagem aérea de Belo Horizonte para Teixeira de Freitas pela Azul, traslado e sete diárias de hospedagem com café da manhã na Pousada Casa de Maria. Período. De 17 a 24 de outubro Preço. A partir de R$ 1.059,76 (mais taxas) por pessoa em apartamento duplo SHIRLEY PACELLI
Procura para o passeio de avistamento de baleias é grande: reserve com antecedência o tour a Abrolhos; barco conta com tudo para passar o dia em alto-mar
Águas translúcidas favorecem a prática de snorkel; se der sorte até arraias podem ser vistas
turismo
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SHIRLEY PACELLI
Belo Horizonte 29 de setembro de 2018
SHIRLEY PACELLI
Tendas coloridas dão charme e conforto ao paraíso distante SHIRLEY PACELLI
Corumbau: a praia mais “top” de Prado Não por acaso, Corumbau significa “paraíso distante” na língua da tribo indígena Pataxó. De Prado até lá são cerca de 90 km. A estrada está em melhor estado do que a de Cumuruxatiba, mas também é de terra, e solavancos serão inevitáveis. Chegar lá é quase um estado de merecimento… Mas acredite: vai valer cada quilômetro rodado. São 15 km de praias que, mesmo em alta temporada, raramente ficam lotadas. Afinal, chegar ao paraíso requer esforço. O combo falésias, coqueirais e encontro de rio e mar também se repete, mas com uma maestria de quase causar inveja a suas vizinhas. Na maré baixa, famosas piscinas naturais se formam. Antes de se acomodar para pegar um bronze, faça uma caminhada até a “ponta” de areia que avan-
ça no mar azul. É o ponto ideal para tirar fotos. De lá, você pode esticar até o rio e o mangue próximos. O cenário, tranquilo, é incrível. Dê uma volta ainda pela vila, de ruas de terra e povo hospitaleiro.
Conforto Por lá, a estrutura turística é mais elaborada, o que atrai um público com maior poder aquisitivo. Saem as folhas de coqueirais e entram tendas coloridas e cadeiras de praia estofadas, mais confortáveis. É um chamado à preguiça, aos bons drinks e aos flertes. Peça suas bebidas na Barraca Nativa. O atendimento é excelente. O passeio até Corumbau pode ser feito pela Catavento Tour (cataventotour.com.br) a R$ 120 por pessoa. A saída do tour é às 7h30 e tem duração de seis horas.
Agadman: gênio, artista e boa praça de Prado Em uma casa singular, de frente para a praia de Prado, mora o artista plástico Agadman Alves Benvindo. A casa-ateliê, construída por ele, é uma obra em si – toda de madeira e com janelões com vista para o mar. Por toda a cidade, você verá painéis de madeira, com figuras da natureza, obras de Agadman. Ele é incrivelmente bom de prosa. A casa é aberta a visitantes; vá e absorva um pouco da louca sabedoria desse homem. Inf.: facebook.com/Agadman. POUSADA CASA DE MARIA/DIVULGAÇÃO
Quando as baleias resolvem mesmo aparecer, dão um show de acrobacias diante dos flashs de turistas boquiabertos
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paulo campos
Acompanhe as dicas de Paulo Campos no quadro Super Viagem, de segunda a sábado, às 9h55, 15h30 e 20h55
paulocampos@otempo.com.br
Fernando Pimentel,
Adalclever Lopes
PT, candidato ao governo de Minas pela coligação Do Lado do Povo
, MDB, candidato ao governo do Estado pela coligação Minas Tem Jeito
nhol Joseph Chidas, já falecido, dizia com muita propriedade que o turismo é a indústria da felicidade. Nada mais apropriado, então, do que investir em um segmento da economia que tem esse aspecto tão importante para as pessoas. Uma das primeiras providências da minha gestão será fazer um raio X dos principais gargalos e potencialidades de Minas. Nos primeiros seis meses de governo, eu quero envolver a população na construção conjunta de um planejamento de médio e longo prazo para cada uma das 66 microrregiões do Estado. Em todos eles, haverá um espaço reservado para o turismo. Eu proponho que cada região tenha políticas específicas de fomento e desenvolvimento, que valorizem e dinamizem as potencialidades turísticas locais. Naturalmente, cidades com potencial de captação de eventos serão exploradas nesse aspecto no planejamento microrregional. Eu proponho remodelar o uso dos centros de convenções de todo o Estado. Já visitei muitos que estão subutilizados. É preciso ter criatividade neste momento de crise para alavancar e dinamizar o setor com os recursos materiais e imateriais que já temos. É preciso iniciativa, gestão. Isso eu sei fazer.
Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (Abih-MG). Qual é o percentual do Orçamento do Estado para fomento e geração de emprego no turismo em Minas Gerais? O ta-
manho do investimento no turismo não dependerá só dos cofres públicos, mas também da dedicação e liderança do governador em buscar novos investimentos, parcerias com a iniciativa privada e propostas inovadoras de estímulo ao turismo. Eu tenho plena consciência da importância do turismo para Minas Gerais e respeito a sua cadeia produtiva como uma ferramenta estratégica de geração de emprego, renda e recuperação do Estado.
Associação Brasileira das Agências de Viagens (AbavMG). Qual é sua posição quanto a um investimento forte na área de turismo em Minas Gerais, já que a indústria do turismo é considerada atualmente uma das principais no mundo e levandose em conta o fabuloso patrimônio histórico do Estado e nossas maravilhosas estâncias hidrominerais, tão valorizadas na Europa e que hoje se encontram em total aban-
dono? O turismo e a cultura
devem ser vistos como mais do que um patrimônio da nossa história. A cultura é turismo, é geração de emprego e renda. O turismo cultural é o que mais atrai visitantes para Minas Gerais. E aqui, entre nós, MG é o Estado brasileiro com a maior riqueza cultural. Em todos os aspectos. Nós temos atrações em todas as áreas. Temos cidades históricas, turismo religioso, turismo de negócios, eventos agropecuários e atrativos naturais, enfim, temos tudo. Precisamos apenas incentivar e divulgar esses produtos. Vejam o recente caso do Carnaval de Belo Horizonte. Aqui Carnaval era sinônimo de feriado, de cidade fantasma. Nos últimos anos, o Carnaval de Belo Horizonte deu uma guinada de 180 graus, passou a ser um dos mais procurados do país. Isso gerou novos empregos, gerou renda, ocupou a rede hoteleira, gerou receita para Belo Horizonte e criou postos de trabalho para milhares de pessoas. Assim como o Carnaval de Be-
No nosso governo, o turismo será parte de uma grande cadeia produtiva baseada na geração de emprego e renda, na atração de investimentos e no fortalecimento da identidade cultural mineira lo Horizonte, nós temos uma centena de manifestações culturais no Estado que podem ser estimuladas com criatividade, com vontade política. Precisamos da determinação do governador em dar prioridade para a cultura e para o turismo.
Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais (Fecitur). Gostaríamos de saber qual sua proposta para fortalecer o turismo como indústria econômica em todo o Estado e se o senhor avalia a possibilidade de se ter um secretário ou adjunto com qualificações técnicas na área para operacionalizar os circuitos turísticos como ferramenta de gestão descentralizada. Eu garanto que todo o
meu primeiro escalão será composto por pessoas técnicas e qualificadas na área que assumirem. Eu tenho compromisso com a merito-
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SBelo Horizonte Convention & Visitors Bureau. Quais são seus planos para que tenhamos, em Belo Horizonte e nas demais cidades-polo do Estado, mais eventos nacionais e internacionais? Como será esse esforço do governo, fomentando todo o imenso trabalho executivo da iniciativa privada? O espa-
cracia, com o cumprimento de metas e resultados e certeza absoluta de que a única maneira de colocar o turismo para a frente em nosso Estado é nomeando alguém que entenda profundamente do assunto. Esse é um ponto crucial. Vou liderar, junto com a cadeia produtiva do turismo, um planejamento de ações de promoção e venda do destino Minas Gerais inovador, considerando os mais modernos e eficazes meios de comunicação e de promoção do Estado nos âmbitos intermunicipal, nacional e internacional.
Instituto Estrada Real (IER). A Estrada Real é o maior projeto turístico de Minas Gerais. A rota, com 1.630 km de extensão, é a maior do país, passando por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Como o senhor pretende impulsionar esse projeto de alto potencial para o desenvolvimento de nosso Estado? Nós vamos mudar a
concepção de como o turismo vem sendo tratado pelo governo estadual nas últimas administrações. Precisamos encerrar essa visão ultrapassada de que turismo é uma área de segunda categoria. No nosso governo, o turismo será parte de uma grande cadeia produtiva baseada na geração de emprego e renda, na atração de novos investimentos e fortalecimento da identidade cultural mineira. Nesse sentido, a Estrada Real tem um potencial enorme de ser um dos carros-chefes dessa nova etapa do turismo em Minas. Vamos potencializar ali um grande número de oportunidades que hoje estão sendo desperdiçadas em razão do aparelhamento da máquina, da ineficiência na gestão e da ausência de um planejamento estratégico não apenas para a Estrada Real, mas para o turismo de forma geral.
Associação Comercial de Minas Gerais (ACMinas). No caso dos candidatos à Presidência da República, tem havido um destaque especial para seus assessores na área econômica, pela expectativa de que um deles será o ministro da Fazenda. A ACMinas entende que, em Minas, essa questão é ainda mais importante, uma vez que a falência do Estado, já tão caracterizada, será o principal foco de atenção do novo governo. Quem será seu futuro secretário da Fazenda? Ainda não irei discutir nomes, mas sim projetos e ideias concretas para melhorar a cadeia produtiva do turismo em Minas, o que impulsionará o desenvolvimento social e econômico que o Estado precisa.
Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau. Quais são seus planos para que tenhamos, em Belo Horizonte e nas demais cidades-polo do Estado, mais eventos nacionais e internacionais? Como será esse esforço do governo, fomentando todo o imenso trabalho executivo da iniciativa privada? O
foco é atuar de forma integrada com a iniciativa privada para a captação de novos eventos a partir da melhoria de infraestrutura turística nos municípios. Outro campo de atuação é o fortalecimento da aviação regional, com a criação do programa Voe Minas Gerais, que oferece conexões aéreas diretas para os principais destinos mineiros, com bons resultados.
Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (Abih-MG). Qual o percentual do Orçamento do Estado para fomento e geração de emprego no turismo de Minas Gerais?
Todas as atividades turísticas estão diretamente ligadas à economia como um todo, elas permitem movimentar a cadeia produtiva do setor, englobando os diversos segmentos e gerando emprego, renda e benefícios para todos os envolvidos, desde o produtor rural até, por exemplo, atividades ligadas à gastronomia e ao artesanato.
Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav-MG). Qual é sua posição quanto a um investimento forte na área de turismo em Minas Gerais, já que a indústria do turismo é considerada atualmente uma das principais no mundo, e levando-se em conta o fabuloso patrimônio histórico do Estado e nossas maravilhosas estâncias hidrominerais, tão valorizadas na Europa e que hoje se encontram em total abandono?
Trabalhamos para fortalecer as cidades históricas, parques naturais e nossas estâncias hidrominerais, como ações de integração de interesse turístico com os demais órgãos estaduais, e fomentamos as parcerias entre entidades e gestores de atrativos com o objetivo de aumentar a competitividade desses destinos turísticos. No caso das estâncias, por meio da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), proprietária de diversos ativos do Estado, o governo de Minas Gerais tem orientado suas ações em três frentes principais, adotadas conforme as potencialidades e necessidades de cada espaço: execução de obras de reforma, busca de parceria na iniciativa
privada e gestão direta dos empreendimentos. Todas as intervenções seguem as orientações do Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha). Em Caxambu, a Codemge assumiu a gestão do Parque das Águas de Caxambu no dia 1º de outubro de 2017, e mantém-se comprometida em restaurar o empreendimento para o benefício da população e o fortalecimento do turismo. O Parque das Águas de Caxambu recebeu reforço na segurança. Em Poços de Caldas, o balneário foi revitalizado, com a modernização e o restauro de banheiras, ofurôs, saunas e duchas. Em Lambari, a Codemge está investindo também na revitalização do antigo cassino de Lambari, para ser transformado em Museu das Águas, um novo espaço cultural para contar a história da água. Em Conceição do Rio Verde, a principal atração do espaço são suas fon-
A política de turismo do Estado é participativa, sendo fundamental que entidades do Conselho Estadual de Turismo trabalhem de forma integrada e articulada com as propostas do governo tes de água gasosa, ferruginosa e magnesiana, com qualidades terapêuticas. Com a reforma, as fontes foram revitalizadas, atendendo as exigências da legislação sanitária e as normas de acessibilidade. Em Cambuquira, além da revitalização das edificações do parque, a ação contemplou paisagismo, recuperação do sistema de drenagem e da pista de caminhada, adequação dos banheiros e rampas para pessoas com deficiência. A fonte de água foi toda recuperada e adequada às exigências normativas vigentes.
Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais (Fecitur). Gostaríamos de saber qual sua proposta para fortalecer o turismo como indústria econômica em todo o
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Estado e se o senhor avalia a possibilidade de se ter um secretário ou adjunto com qualificações técnicas na área para operacionalizar os circuitos turísticos como ferramenta de gestão descentralizada. Toda a
política de turismo do Estado é construída de forma participativa, sendo fundamental que as entidades do Conselho Estadual de Turismo trabalhem de forma integrada e articulada com as propostas do governo. Ressaltamos que em 2015 os 46 circuitos turísticos certificados englobavam 471 municípios participantes. Já em 2018, são 47 circuitos certificados, somando 569 municípios participantes. O aumento do fluxo turístico em Minas Gerais, durante o período de 2015 a 2018, subiu 14%, e a receita turística teve um ganho de 6%.
Instituto Estrada Real (IER). A Estrada Real é o maior projeto turístico de Minas Gerais. A rota, com 1.630 km de extensão, é a maior do país, passando por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Como o senhor pretende impulsionar esse projeto de alto potencial para o desenvolvimento de nosso Estado? O governo
de Minas Gerais fomentou o percurso. Lançado em 2017 pelo governador Fernando Pimentel, o Caminho Religioso da Estrada Real (Crer), já é o maior roteiro de turismo religioso do Brasil, abrangendo 38 municípios, sendo 32 mineiros e seis paulistas, a partir do Santuário Estadual Nossa Senhora da Piedade, em Caeté.
Associação Comercial de Minas Gerais (ACMinas). No caso dos candidatos à Presidência da República, tem havido um destaque especial para seus assessores na área econômica, pela expectativa de que um deles será o ministro da Fazenda. A ACMinas entende que, em Minas, essa questão é ainda mais importante, uma vez que a falência do Estado, já tão caracterizada, será o principal foco de atenção do novo governo. Quem será seu futuro secretário de Fazenda? Os nomes que vão integrar a equipe do próximo mandato do governo Fernando Pimentel serão anunciados no momento adequado.
turismo
com as organizações de turismo e identificar os gargalos de infraestrutura, de sinalização e condições das estradas, aeroportos e cidades, e promover com elas a estrutura básica de informação, recepção e apoio ao visitante. Planejamento metropolitano e regional de médio e longo prazo, otimização e implantação de modais de transporte condizentes com a necessidade locais e as condições de conforto encontradas nas melhores regiões turísticas.
Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de MG (Abih-MG). Qual é o percentual do Orçamento do Estado para fomento e geração de emprego no turismo de Minas Gerais? Ainda não
temos esse percentual definido, mas vamos trabalhar para lançar editais públicos nas áreas de turismo e cultura, pois entendemos que esses setores são sinérgicos para fortalecer e qualificar esse mercado. Vamos priorizar projetos estruturantes, pensando as diferentes regiões, trabalhar juntos para atrair recursos federais e internacionais. E ampliar os cursos superiores de curta e média duração nas universidades estaduais para formar gente para o mercado hoteleiro, a promoção do turismo e profissões que por si ensejarão pequenos, médios e grandes negócios nessa área. Todos sabem que os primeiros dois anos de governo serão de suor e lágrimas. Vamos fortalecer o Conselho Estadual de Turismo e definir as prioridades e investimentos. Zelaremos para que o setor não fique em segundo ou terceiro plano nas políticas públicas estaduais. Ao Estado, aos municípios e às agências regionais, cabe criar melhores condições para que as empresas e profissionais da área dinamizem o setor.
Associação Brasileira das Agências de Viagens (AbavMG). Qual é sua posição quanto a um investimento forte na área de turismo em Minas Gerais, já que a indústria do turismo é considerada atualmente uma das principais no mundo e levandose em conta o fabuloso patrimônio histórico do Estado e nossas maravilhosas estâncias hidrominerais, tão valorizadas na Europa e que hoje se encontram em total abandono? São vários bens e conjuntos de que dispo-
Eu irei liderar, junto com a cadeia produtiva do turismo, um planejamento de ações de promoção e venda de Minas inovador, considerando os mais modernos e eficazes meios de comunicação e de promoção lítica e tratar melhor o chão de Minas, com o apoio de todos. A agenda é enorme; sem planejamento e definição de prioridades nos planos estadual e regional não cumpriremos com racionalidade essa tarefa. O trabalho deve ser coletivo, e o Estado não se furtará ao papel de articular e auxiliar na coordenação dele e de cumprir seu papel e ações nas tarefas que forem impreterivelmente as dele.
Federação dos Circuitos Turísticos de MG (Fecitu). Gostaríamos de saber qual sua proposta para fortalecer o turismo como indústria econômica em todo o Estado e se o se-
Belo Horizonte 29 de setembro de 2018
ABAV/DIVULGAÇÃO
Abertura (I) JOÃO GODINHO - 23.8.2018
candidato ao governo de MInas pela Rede mos, pelas cidades barrocas, dos períodos neoclássico e também moderno. Da mesma forma, os circuitos das águas minerais e balneários de águas em diferentes regiões de Minas, a exemplo das serras do Cipó e do Gandarela, próximo a Belo Horizonte, e de rios maravilhosos, mas muito maltratados em boa parte do território mineiro. Temos a cultura rural e as tradições locais, os sítios arqueológicos como os de Pains, Pedro Leopoldo e Lagoa Santa e o de Peruaçu; os paleontológicos da região cárstica no vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte e no Triângulo Mineiro. Temos as riquezas e essências nativas dos três biomas – a Mata Atlântica, o Cerrado, a Caatinga – as serras do Espinhaço, da Mantiqueira, da Canastra e do Mar. Temos o café, o leite, o milho, a cana e as tradições tropeiras. O Congado e o Carnaval de rua das cidades históricas e também o de BH. Precisamos definir os eixos condutores dessa po-
O Tempo - Pampulha - Super Notícia
WEcos da ABAV (I)
João Batista Mares Guia, Belo Horizonte Convention&Visitors Bureau. Quais são seus planos para que tenhamos, em BH e nas demais cidades-polo do Estado, mais eventos nacionais e internacionais? Como será esse esforço do governo, fomentando todo o imenso trabalho executivo da iniciativa privada? Conversar
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nhor avalia a possibilidade de ter um secretário ou adjunto com qualificações técnicas na área para operacionalizar os circuitos turísticos como ferramenta de gestão descentralizada. A gestão
descentralizada ou regionalizada será o eixo condutor das políticas estaduais. Para isso, necessitaremos também de bons diagnósticos. A escolha do dirigente dessa área recairá sobre alguém que tenha convicção desse princípio e que também valorize a sinergia do turismo com diferentes segmentos da economia criativa.
Instituto Estrada Real (IER). A Estrada Real é o maior projeto turístico de Minas Gerais. A rota, com 1.630 km de extensão, é a maior do país, passando por Minas, Rio e São Paulo. Como o senhor pretende impulsionar esse projeto de alto potencial para o desenvolvimento de nosso Estado? A Estrada
Real– os caminhos Velho e Novo – precisa ser tratada com mais respeito do que vem ocorrendo em algumas áreas impactadas por grandes projetos. Não vejo solução para a qualificação desse eixo se não estiver associado a unidades de conservação e núcleos urbanos valorizados pelo Estado e pelos municípios. Um passo será tratar a Estrada Real como patrimônio cultural estadual e promover maior articulação entre os orgãos que têm a responsabilidade de zelar pelo patrimônio e pelo meio ambiente nos planos estadual, municipal e regional.
Associação Comercial de MG (ACMinas). No caso dos candidatos à Presidência da República, tem havido um destaque especial para seus assessores na área econômica, pela expectativa de que um deles será o ministro da Fazenda. A ACMinas entende que, em Minas, essa questão é ainda mais importante, uma vez que a falência do Estado, já tão caracterizada, será o principal foco de atenção do novo governo. Quem será seu futuro secretário de Fazenda?
Teremos na Fazenda um nome da melhor qualidade técnica e também sensível para as potencialidades e valores de Minas Gerais. No nosso caderno 1 de nosso programa de governo, já indicamos e diagnosticamos a grave situação fiscal do Estado. O enfrentamento dela é vital para a sustentabilidade do Estado e a retomada do crescimento econômico.
Coube a Magda Nassar dar o recado aos candidatos à Presidência da República na abertura da 46ª edição da Abav Expo Internacional e 50° Encontro Comercial Braztoa. "Vamos substituir a #Elenão pela #queremosresultados", afirmou a presidente da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) e vice-presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav). A feira de turismo mais importante da América Latina, que foi encerrada ontem no Centro de Convenções Anhembi, em São Paulo, curiosamente não contou com a presença de nenhum dos presidenciáveis.
Abertura (II) Nassar ainda enfatizou que "o turismo não aceita discursos de ódio". "O número de mulheres na liderança do turismo – por sinal, tema de uma 72 palestras da Vila Só Saber – não nos permite comemorar nada ainda", acrescentou ela, sob os aplausos da plateia . "Se você não tem um candidato para votar, escolha uma mulher", concluiu. Atualmente no turismo, apenas quatro mulheres estão em cargos de liderança: além de Nassar, Marisa Canton (Academia Brasileira de Turismo e Eventos), Chieko Aoki (presidente da rede Blue Tree) e Ana Carolina, diretora do Grupo Taguatur.
Magda Nassar em discurso na abertura do evento
Abertura (III) No ano em que a Abav completa 65 anos, o presidente da entidade, Geraldo Rocha, lembrou que o turismo injetou R$ 163 bilhões na economia em 2017 e representa hoje 7,9% do Produto Interno Bruto. O turismo precisa ser levado a sério, enfatizou Rocha. Só no ano passado, as operadoras brasileiras faturaram R$ 12,2 bilhões. Ele lembrou que países desenvolvidos como a França, por exemplo, investem em turismo como principal atividade econômica na geração de renda e emprego. ABAV\DIVULGAÇÃO
No litoral A temporada 2018/2019 será a melhor para o litoral brasileiro. A oferta aumentou em 15% em relação ao ano passado, segundo Marco Ferraz, presidente da Clia Abremar. Serão sete navios no litoral em uma temporada mais extensa, de 19 de novembro de 2018 a 14 de abril de 2019, e um maior número de minicruzeiros de três e quatro noites. Serão oferecidos 500 mil leitos, 560 escalas e 133 roteiros. O tíquete médio está em torno de R$ 2.300 por pessoa e o tempo médio de seis dias de viagem.
Abav Expo reúne mil marcas do Brasil e do mundo
De volta à feira(I) Valter Patriani, vice-presidente de Vendas e Marketing, foi o responsável pelo retorno da CVC Corp à Abav Expo. "A Abav é a entidade dos agentes de viagens, e precisamos apoiar esse evento", enfatizou o executivo. No espaço, além da CVC, foram reunidas as marcas recém-adquiridas pelo grupo, a consolidadora Rextur\Advance e as operadoras Trend e Visual Turismo. CVC/DIVULGAÇÃO
De volta à feira (II)
Valter Patriani e Guilherme Paulus, da CVC Corp
A CVC lançou o Clube Amigo Agente, em que fornecedores e parceiros podem direcionar ações promocionais e de treinamento para os mais de 7.000 agentes de viagens de todo o país. A operadora assinou acordo com a Secretaria de Turismo da Bahia para promover o destino. Nas próximas semanas, a CVC começa a vender os pacotes para o Rock in Rio 2019, que acontece de 27 a 29 setembro e de 3 a 6 de outubro no Rio. ABAV/DIVULGAÇÃO
Filial em BH Depois de abrir uma filial no Rio de Janeiro em novembro de 2017, a operadora paulista Turnet anunciou que deverá inaugurar uma unidade em Belo Horizonte no primeiro semestre de 2019. “É um destino importante para a Turnet se firmar no mercado”, disse Renato Sonetti, diretor geral da operadora.
Da Abav Minas, José Maurício de Miranda Gomes (presidente), Athenais Vilhena (marketing) e Alexandre Brandão (vicepresidente)
W12 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 29 de setembro de 2018
hotelaria MARCO AWERBUCH/DIVULGAÇÃO
Gastronomia
Culinária com toque gourmet No Il Castelfalfi, vinho, cozinha italiana e pôr do sol são uma combinação irresistível. Você pode escolher entre o restaurante La Via del Sale ou os dois bares (Ecru e Giglio Blue, para coquetéis e refeições leves) e dois restaurantes no resort (Il Rosmarino, típica trattoria com pizza fina no fogão à lenha, e o gourmet la Rocca di Castelfalfi).
La Tabaccaia: hotel de categoria quatro estrelas
Toscana
Mais do que hotel, um modo de vida Entre as cidades de Pisa e Florença, na Itália, Grupo alemão Tui AG transformou uma vila medieval no hotel Il Castelfalfi, apostando na sustentabilidade e no luxo
HASSELBLAD H6D/DIVULGAÇÃO
GIANPIETRO PALAZZI/DIVULGAÇÃO
IL CASTELFALFI/DIVULGAÇÃO
O burgo medieval: a 120 metros do resort
Acomodações
Atmosfera de sofisticação No resort, os quartos do Il Castelfalfi fazem uso de cores quentes e amenities de luxo. Materiais, como parquet e mármore, contribuem para reforçar a atmosfera sofisticada. Os 120 quartos diferem em tamanho e instalações – os executive rooms oferecem banheira e toalete separado. Há, ainda, seis quartos Deluxe adaptados para pessoas com deficiência. IL CASTELFALFI/DIVULGAÇÃO
Interior do La Tabaccaia: modernidade com características originais IL CASTEFALFI/DIVULGAÇÃO
Paulo Campos
Aposta no turismo sustentável
paulocampos@otempo.com.br
O charme da Toscana, a mais turística região da Itália, foi retratada em livros, filmes e quadros. Extensas vinícolas – agora em setembro ocorre a Vindima, a colheita da uva –, cidades medievais, campos de girassóis e extensas planícies salpicadas de colinas verdes fazem parte do imaginário coletivo de muitos viajantes. Próximo a uma dessas vilas medievais, o grupo alemão Tui – hoje uma das maiores operadoras de turismo do mundo – começou o Progetto Toscana, um planejamento para se expandir também para o setor de luxo sustentável e criar residências turísticas de alto nível. Il Castelfalfi é o carrochefe desse investimento de € 130 milhões.
Vista aérea do Toscana Resort Castelfalfi, com o burgo, os vinhedos, as villas e o prédio principal do resort
Inaugurada no ano passado, Il Castelfalfi é uma vila medieval de 800 anos que foi restaurada e transformada em hospedagem de luxo, depois que seus habitantes se mudaram para cidades vizinhas. Está localizada a 12 km de Montaione, entre as cidades de Pisa MARCO AWERBUCH/DIVULGAÇÃO
Vinhos
Com a uva sangiovese Há mais de 24 ha de videiras crescendo em Castelfalfi, especialmente a uva sangiovese. Após a colheita, os vinhos tintos e brancos são amadurecidos em barris. Na adega do Tenuta di Castelfalfi, você pode conhecê-los e degustá-los, como o famoso Poggio alla Fame.
As villas; casas em um empreendimento imboliário
e Florença. Belíssima, Il Castelfalfi cobre mais de 2.700 ha de vinhas, olivais, bosques e lagos.
moderno, com conforto e estilo, harmonizando com o rico passado do edifício.
Atividades Villas Os edifícios principais foram restaurados e transformados em 120 acomodações no autêntico estilo toscano. O resort ainda tem vinhedo orgânico, três restaurantes e campo de golfe, o maior da Toscana, Dentro da área de golfe, foram erguidas 11 Golf Villas para um público mais exigente, que pode construir moradias personalizadas. Também uma antiga fábrica de tabaco foi transformada em um hotel de quatro estrelas, La Tabaccaia, preservando suas características originais, os pisos em madeira de oliveira e tetos com vigas de madeira. Só o mobiliário é novo –
Entre as experiências que Il Castelfalfi oferece estão aulas de culinária com os chefs toscanos Michele Rinaldi e Francesco Ferretti, aulas de golfe com instrutores especializados, degustações de vinhos de Chianti, aulas de ioga, caçadas por trufas na propriedade, visita guiada aos vinhedos, aulas com pizzaiolos, passeios de vespa e curso de terracota.
SERVIÇO Reserve. castelfalfi.com. Diárias a partir de 304 euros. O hotel está a 55 km de Pisa e 70 km de Florença.
Mais que um hotel, Il Castelfalfi é um modo de vida. Foi assim que o resort se apresentou na feira ILTM Latin America, em abril deste ano, em São Paulo. Il Castelfalfi é um resort totalmente sustentável. Cerca de 64% da energia é fornecida por recursos renováveis, enquanto 96% da água é obtida pela chuva. A emissão de carbono do transporte é mantida a um mínimo em torno da propriedade. Somente carros elétricos são permitidos no burgo. A propriedade tem sistema de ar-condicionado renovável e estritamente 0 km, alimentado por lascas de madeira virgens das áreas arborizadas e produtos locais. A escolha da eficiência energética só foi possível graças à parceria com a empresa Renovo Bioenergia, que construiu uma usina de energia de biomassa na propriedade. Politicamente correto, o resort ainda escolheu uma empresa certificada para produzir todo seu material promocional em papel.
VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
WLançamento. Importado do México, novo VW Jetta chega ao Brasil em duas versões e com preço a partir de R$ 109.990. Páginas 16 e 17 WMoto. Harley-Davidson Softail Heritage mistura estilo clássico com novas tecnologias da marca norte-americana. Páginas 22 e 23
pampulha
JORGE RODRIGUES JORGE/CARTA Z NOTÍCIAS
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PEUGEOT/DIVULGAÇÃO
BELO HORIZONTE Sábado 29/9/2018
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Luxo à francesa
Versão Griffe Pack deixa o Peugeot 3008 ainda mais seguro e confortável; equipado com motor 1.6 turbo de 165 cv, modelo oferece bom desempenho. Páginas 18 e 19
W 14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 29 de setembro de 2018
interCâmbio
Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.
raimundocouto@otempo.com.br
Raimundo Couto
Um sonho a mais HIROSHI KANEKO/MC LAREN/DIVULGAÇÃO
Vem aí mais uma edição do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, que acontecerá entre os dias 8 e 18 de novembro. Como em tantas outras edições, essa também estará recheada de novidades e entre elas uma se destaca: a presença da marca Senna, que estará no Dream Lounge, e mostrará, pela primeira vez para o público brasileiro, o novo superesportivo McLaren Senna, o modelo radical, ousado e completo produzido pela fábrica inglesa. Além do exclusivo esportivo, o público poderá ver de perto o carro de corrida de Fórmula 1 MP4/5 número 27 que o piloto Ayrton Senna ganhou numa aposta com Ron Dennis após vencer o GP de Monza de 1990. “O McLaren Senna foi escolhido a
dedo para representar a marca Senna na categoria de superesportivos. Estamos muito felizes de poder trazer este carro ao Brasil para que os fanáticos por carro e fãs de Ayrton Senna possam vê-lo mais de pertinho. Durante todo este ano fizemos eventos para mostrar o carro ao redor do mundo, e o Salão do Automóvel não poderia faltar”, afirma Bianca Senna, sobrinha de Ayrton Senna. Criado para definir um novo padrão entre os esportivos que nascem das pistas e por ter sido completamente inspirado no comportamento diferenciado e competitivo do tricampeão mundial de Fórmula 1 Ayrton Senna, o novo McLaren Senna é o carro de estrada mais rápido de toda a história da McLaren: atinge velocidade máxima de 340 km/h e acelera
de 0 a 200 km/h em apenas 6,8 segundos. O motor é um 4.0 V8 biturbo, com 800 cv de potência máxima (a maior entre todos os modelos de rua da marca). Todas as partes da carroceria são feitas de fibra de carbono, contribuindo para fazer dele o automóvel mais leve da McLaren desde o mítico F1: são apenas 1.198 kg. Outro diferencial é o sistema de escape com três canos que saem pelo deck traseiro, liberando ineditamente os gases pelo lado de cima da carroceria, em ângulo que favorece a aerodinâmica e melhora o resfriamento do motor, visível por fora por meio de uma cobertura leve de policarbonato. Dentro do cockpit do McLaren Senna, a engenharia extrema é clara. O volante de três raios é semelhante ao do modelo 720 S,
O público poderá ver de perto o carro de corrida de Fórmula 1 MP4/5 número 27 que o piloto Ayrton Senna ganhou numa aposta com Ron Dennis após vencer o GP de Monza de 1990.
Lançamento
Eclipse volta ao Brasil só que com roupa de utilitário-esportivo Com design instigante, Mitsubishi apresenta o novo SUV da marca no país; modelo chega em duas versões, ambas com motor 1.5 turbo Da redação A Mitsubishi apresentou ontem no Brasil seu novo utilitário-esportivo, o Eclipse Cross. O modelo se posiciona entre o ASX (R$ 130 mil na versão top) e o Outlander (R$ 145 mil na versão básica). De parecido com o falecido Mitsubishi Eclipse, aquele que era o esportivo favorito dos boleiros nos anos 90, o SUV só herdou mesmo o nome, mas digamos que o design do utilitário, chamado pela Mitsubishi de Dynamic Coupé, é tão instigante quanto do Eclipse das antigas. A linha curva do teto se sobressai pelas laterais até a parte traseira encontrando o vidro traseiro superinclinado. A parte de trás do SUV tem um estilo único criado pelas luzes altas e perpendiculares ao solo, além de uma janela traseira dividida horizontalmente que não é só estética, e sim funcional, já que possibilita uma visão ainda
maior de dentro para fora do veículo. O Eclipse Cross chega ao Brasil equipado com motor 1.5 turbo de 165 cv e 25,5 kgfm de torque. O câmbio é automático do tipo CVT, que simula oito velocidades. Ele vem com borboletas atrás do volante para trocas manuais das marchas, além de oferece modo Sport.
Novo SUV mira rivais como o Jeep Compass e o Honda HR-V
participou do desenvolvimento do carro e pilotou o carro na pista: “O McLaren Senna honra meu tio por ser absolutamente focado no piloto e em sua conexão total com o veículo. Esse engajamento, essas pistas sensoriais às quais o motorista responde e das quais ele depende, toda a experiência imersiva, estiveram no centro do desenvolvimento”.
Feirão de Domingo reaquece o mercado de seminovos em BH Da redação
FOTOS MITSUBISHI/DIVULGAÇÃO
Duas versões O Eclipse Cross já entrou em pré-venda no país e será oferecido em duas versões (HPE-S e HPE-S AWD), essa última com tração integral de três níveis: automático, neve ou cascalho. Entre as novidades do novo SUV da Mitsubishi uma que merece destaque é o sistema de bancos sobre trilhos na segunda fileira, que podem avançar até 20 cm para aumentar o porta-malas, que é relativamente pequeno, com 341 L. Até o fechamento desta edição, os preços do Eclipse Cross não tinham sido divulgados.
shift-paddles e livre de botões e interruptores. Os mecanismos de abertura das portas e de acionamento das janelas foram instalados num console montado no centro do teto, onde ficam também outras funções vitais do carro, incluindo o botão do modo Race e até o comando para acionar e desligar o motor. O piloto Bruno Senna
O estacionamento do Mineirão voltou a ser o mais tradicional local para compra e venda de veículos seminovos de Minas Gerais com o Feirão de Domingo, que tem batido recorde de público a cada fim de semana no Gigante da Pampulha. O evento acontece das 6h às 13h, somente aos domingos, e foi criado com o objetivo de reunir em um dos principais cartões postais de Belo Horizonte comodidade, conforto e segurança. A nova feira de seminovos do Mineirão se transformou em mais uma opção de lazer para os mineiros e os belo-horizontinos, que, além de fazer bons negócios, podem se divertir
e passear pela Esplanada do estádio. De acordo com a Consultville, empresa que organiza o evento, passa de mil o número de veículos seminovos expostos a cada domingo no Feirão. São modelos das mais variadas marcas, tipos e ano de fabricação e tudo com negociações rápidas, sem qualquer intermediário. Para expor no Feirão de Domingo é cobrada uma taxa de R$ 40 para carro e R$ 10 para moto. Os bilhetes podem ser comprados na entrada do Feirão. A venda é somente em dinheiro. Para os visitantes, a entrada é gratuita, só o estacionamento que é pago. A entrada do evento é pela Avenida C, no piso G1 do Mineirão. DIVULGAÇÃO
Vidro traseiro bipartido e lanternas se destacam na parte traseira
Interior oferece itens como central multimídia e volante multifuncional
Novo evento acontece sempre aos domingos, das 6h às 13h
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15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 29 de setembro de 2018
FORD/DIVULGAÇÃO
Fora de estrada
Habilidade
Lamaçais exigem atenção redobrada com paus e pedras ocultas no terreno
no volante Piloto de campo de provas dá dicas de como encarar trilhas off-road; prática exige muito mais do que só um carro com tração 4x4 Da redação Cada tipo de piso requer um pneu diferente, e no caso dos percursos offroad isso é ainda mais importante. Para quem curte percursos fora de estrada, é fundamental que o veículo tenha capacidade para encarar o caminho com bons ângulos de ataque e de saída, tração 4x4, mas também pneus especialmente desenvolvidos para encarar pisos mais acidentados. O piloto do campo de provas da fabricante Goodyear, Felipe Zacarias, expli-
ca a importância do pneu certo em pisos adversos. “Em meio a um lamaçal, por exemplo, é recomendado usar pneus com os sulcos mais profundos, pois eles têm maior facilidade para remover a lama durante o percurso. Eles cavam a lama e ganham maior tração. Os modelos de pneus mais estreitos e altos são os mais adequados para esse tipo de piso”, orienta o especialista. “Em terrenos com muita areia, a tração é muito mais precária, pois a estrutura é mais fina e faz os pneus escorregarem com maior facilidade. Neste caso, os pneus indi-
cados são aqueles mais largos e lisos, pois apresentam uma boa flutuação e geram maior contato com o solo, evitando que cavem buracos durante o percurso, sem atolar o veículo”, explica Zacarias. Zacarias dá dicas sobre algumas ciladas comuns em trilhas como, por exemplo, as passagens em pontes de madeira. “Se desconfiar das condições do local, desça do carro e analise a ponte, buscando mapear os lugares em que a madeira esteja em melho-
res condições. Se houver dúvida sobre a segurança do local, procure um desvio. Caso não seja possível, passe devagar e em velocidade constante pelos lugares que estiverem mais firmes”, orienta. Em terrenos com areia, segundo ele, o ideal é evitar areia fofa. “Se o veículo afundar, tome cuidado para não apoiar os eixos, acelere pouco, mantenha velocidade constante”, explica. Já em locais com barro ou lama, é bom fazer um reconhe-
cimento a pé para antever problemas como a existência de paus ou pedras que possam furar o pneu ou bater embaixo do veículo. “Observe a existência de valas profundas em que haja a possibilidade de atolar. Utilize um pedaço de pau ou bambu para medir a profundidade. Ao passar, use velocidade baixa e constante e não acelere demais, pois isso pode fazer com que os pneus percam a aderência e patinem”, alerta o especialista.
Outros perigos Matas fechadas. Em veículo aberto, o cuidado com passageiros deve ser redobrado, evitando possíveis escoriações com galhos e espinhos. Não tente cortar caminho, mesmo com GPS e mapas de boa qualidade em mãos. Tomar essa decisão pode ser desastroso para a natureza e para o veículo.
W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 29 de setembro de 2018
Pesquisa
Ford Ka é o mais barato de manter O Ford Ka é o carro mais barato de manter entre os sete mais vendidos do mercado, apontou uma pesquisa da Proteste. O levantamento incluiu desde tributos, combustível e gastos de manutenção, como troca de óleo, pneus, lavagem e manutenção preventiva, até a depreciação na revenda. A associação considerou um uso médio de 15 mil km rodados por ano com o veículo para o levantamento. O modelo do Ford Ka avaliado foi o SE/SE Plus 1.0 Ti-VCT Flex, que tem garantia de fábrica de três anos, com revisões anuais.
Novo adeus
VW Fusca vai sair de linha O Volkswagen Fusca vai ter sua produção encerrada. Chamado de Beetle nos Estados Unidos, o modelo terá como despedida a série especial Final Edition, que será oferecida nas versões cupê e conversível. São duas opções de acabamento: SE e SEL, e, em todas, há acabamento com detalhes cromados, espelhos na cor da carroceria e jatos de água aquecidos para os faróis. De série, o Fusca Final Edition vem com partida por botão, volante multifuncional revestido de couro e pedais de alumínio.
super motor
Lançamento
R$
Jetta fica menos
109.990 Novo Volkswagen Jetta Comfortline
“tiozão” e mais tecnológico Sétima geração do sedã chega do México em duas versões com o mesmo motor 1.4 turbo flex, de 150 cv, e câmbio automático de seis marchas Da redação Importada do México, a nova geração Volkswagen Jetta foi lançada no Brasil na última semana. As vendas começam em outubro, e o modelo será vendido em duas versões: Comfortline 250 TSI (R$ 109.990) e R-Line 250 TSI (R$ 119.990). Ambas as configurações seguem utilizando o motor 1.4 TSI flex. São 150 cv e 25,5 kgfm de torque disponível entre 1.400 e 3.500 rotações. O câmbio é sempre automático de seis marchas. O sedã perdeu a versão Highline, com motor 2.0 turbo de 211 cv. E, por enquanto, não há previsão de a Volkswagen voltar a oferecer a opção no Brasil. Feito sobre a mesma plataforma modular MQB do Polo, do Virtus e do Golf, o Jetta cresceu para todas as direções, e ficou mais longo, largo e alto. Destaque para a nova distância entre-eixos, de 2,68 m, 3,7 cm maior em relação ao Jet-
ta anterior, o que significa mais espaço interno para os ocupantes. O porta-malas segue igual, com ótimos 510 L de capacidade. O design foi renovado e o sedã médio está com uma aparência mais sofisticada e moderna. Na frente, destaque para o novo desenho da grade frontal mais alinhada como o Passat e os faróis, que também têm um novo formato. De lado, o carro tem uma aparência mais esportiva graças a mudanças na distância em linha reta do centro das rodas até os para-choques, o chamado balanço dianteiro e traseiro. Na traseira, chama atenção as novas lanternas em LED e o aerofólio integrado à tampa do porta-malas.
ar-condicionado de duas zonas, faróis e lanternas full LED, seis airbags, rodas de liga leve aro 16, bancos revestidos de couro, bloqueio eletrônico do diferencial, controle de estabilidade e de tração e até sistema de frenagem de manobra, que promete frear o carro automaticamente caso seja detectado algum obstáculo na garagem na frente ou atrás do veículo.
Conectividade Em termos de conectividade, as duas versões do novo Jetta saem de fábrica equipadas com a conhecida central Discovery Media da Volks, compatível com Android Auto e Apple CarPlay e que vem tela colorida sensível ao toque de 8 polega-
das. Ela permite conexão bluetooth para até dois celulares e traz também os recursos de comando de voz e navegação integrados, que se destacam pela facilidade de uso e interatividade com o painel de instrumentos, possibilitando uma condução mais segura e confortável. Na versão mais cara, o Jetta vem ainda com controle de cruzeiro adaptativo e o painel de instrumentos digital com tela de 10,25 polegadas, o mesmo oferecido como opcional no VW Polo e no Virtus nas configurações top de linha. Além disso, neste caso, o sedã agrega ainda alerta de colisão com frenagem automática de emergência, sistema de frenagem pós-colisão, farol alto automático e rodas aro 17.
Mais perto do Passat Por dentro, o novo Jetta deu um belo salto em termos de sofisticação e tecnologias. O refinamento maior o aproxima mais do irmão mais caro, o VW Passat. A lista de itens de série é bem interessante e inclui
Mudança no visual foi muito mais nítida na parte traseira, que ficou mais alta em relação ao Jetta anterior
Interior da versão R-Line, com o painel de instrumentos digital e um acabamento mais sofisticado
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17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 29 de setembro de 2018
FOTOS VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
Teto solar panorâmico é o único item opcional Bem-equipado de fábrica, o Jetta tem o teto solar panorâmico elétrico como único item opcional do novo Jetta. Ele custa R$ 4.990 e está disponível para as duas versões do sedã. Apesar de ser sem dúvida um bom carro, o Jetta ainda está longe de ser o sedã médio preferido dos brasileiros. Conforme números da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), de
Atualmente, Jetta disputa espaço no mercado com Nissan Sentra, Ford Fusion e o Citroën C4 Lounge
janeiro a agosto deste ano, o modelo emplacou 2.802 unidades no país, ficando na sexta posição no segmento, que é liderado com folga pelo Toyota Corolla (38.155 unidades no mesmo período). Além do Corolla, Honda Civic, Chevrolet Cruze, Ford Focus e Ford Fusion, nessa ordem, emplacaram mais unidades no Brasil, em 2018, do que o VW Jetta. (Da redação)
Painel da versão de entrada (Comfortline) é o convencional da VW
W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 29 de setembro de 2018
Renault
1 milhão de Sanderos feitos A Renault está comemorando a produção de 1 milhão de unidades do Sandero no Brasil. O hatch chegou ao mercado no início de 2007 e por muito tempo foi o modelo mais vendido da Renault – atualmente, o líder da marca é o subcompacto Kwid. Dessa quantidade, cerca de 200 mil unidades foram exportadas para os países vizinhos Paraguai, Uruguai e Argentina. O Sandero é um projeto da Renault do Brasil e da Dacia, subsidiária da Renault na Romênia. RENAULT/DIVULGAÇÃO
Curiosidade
Ka elétrico será lançado na Índia A Ford vai lançar uma versão elétrica do Ka sedã na Índia. De acordo com a imprensa local, o modelo chega por lá no ano que vem e está sendo desenvolvido pela Ford em parceria com engenheiros da Mahindra. Ainda não há detalhes técnicos e mecânicos, mas a garantia é de que o veículo terá o comprimento convencional (ou seja, mesmo estilo do que é vendido no Brasil) e que os preços vão ser um diferencial para o modelo se destacar no mercado indiano.
super motor
Avaliação
R$
Recheio extra
166.990 Peugeot 3008 Griffe Pack
de tecnologia por R$ 6.000 Versão Griffe Pack do 3008 agrega segurança e conforto ao modelo da Peugeot, que fica em pé de igualdade com SUVs mais luxuosos Raimundo Couto Desde que foi lançado no Brasil, no ano passado, o novo Peugeot 3008 assumiu papel de protagonista da montadora francesa. Não seria exagero afirmar que o 3008 é mesmo um divisor de águas na história da marca do leão. Inteiramente diferente do modelo que o antecedeu, deixou de ser minivan para se tornar em SUV, um utilitário-esportivo com todos os predicados que justificam colocá-lo na prateleira de cima nesse tão movimentado segmento. Nesta edição, Super Motor avaliou a versão Griffe Pack do 3008, que ga-
nhou valor agregado na linha 2019 com uma série de novos equipamentos que o colocam em pé de igualdade com concorrentes maiores e até mais caros.
Obcecado por segurança Depois de surgirem nas marcas de luxo, as tecnologias autônomas de direção automotiva vieram para ficar e se alastram cada vez mais pelas versões top de linha de alguns modelos, caso agora do Peugeot 3008. Os itens majoritários da versão Griffe Pack são: Active Safety Brake, que proporciona alerta de colisão e frenagem automática de emergência mesmo sem o motorista pisar no
freio, sistema de correção e alerta de permanência em faixa e o detector de ponto cego ativo, que impede que o motorista mude de faixa em caso de iminente colisão. Além desses, há sistemas de segurança e conforto mais “triviais”, como detector de fadiga, além de assistência de farol alto, que providencia a comutação automática de faróis alto/baixo, leitor de sinalização de velocidade, que reconhece as placas de velocidade e recomendações e as exibe no painel de instrumentos, e o piloto automático inteligente, que é um regulador de velocidade adaptativo com sistema de parada. Na hora de estacionar, entra em ação o Visiopark, um assistente de estacionamento que ajuda nas manobras.
Faz até massagem Por dentro, destacam-se características já conhecidas na linha 3008, como o iCockpit 2.0, que permite a visualização dos instrumentos do painel por cima do volante, e o cluster digital de 12,3 polegadas. Requintes como carregador de celular por indução e bancos massageadores se encarregam da agregar sofisticação ao conjunto. A linha 2019 do 3008 Griffe Pack custa a partir de R$ 166.990, exatos R$ 6.000 a mais que o modelo Griffe, que parte de R$ 160.990. A Peugeot considera como principais rivais da versão o Chevrolet Equinox Premier, o Hyundai Tucson Limited, Jeep Compass Limited e Audi Q3 Ambiente. (Com Auto Press)
Fiat
Grand Siena fica mais caro A Fiat reformulou a tabela de preços do Grand Siena e deixou o sedã mais caro. O modelo passa a ser vendido por R$ 47.690 na versão 1.0 Attractive, e R$ 52.790 na 1.4 Attractive. Antes, o sedã custava R$ 46.990 e R$ 51.990, respectivamente. O Attractive 1.0 utiliza o motor 1.0 Fire de 75 cv a 6.250 rpm e 9,5 kgfm de torque a 3.850 rpm, enquanto o Attractive 1.4 utiliza o 1.4 Fire de 88 cv a 5.750 rpm e 12,5 kgfm a 3.500 rpm.
Teto solar panorâmico deixa o ambiente do carro mais agradável
3008 acelera bem e tem retomada ainda melhor, por conta do torque de 24,5 kgfm pleno já aos 1.400 giros
Premiado, e não por acaso Não foi por acaso que o Peugeot 3008 foi eleito o Carro do Ano na Europa em 2017. O utilitário-esportivo da marca francesa realmente impressiona, tanto em termos estéticos quanto em termos dinâmicos. O acabamento é um atributo forte, com um padrão de requinte similar ao empregado em alguns modelos de marcas premium. Para reforçar a boa impressão, agora esse novo
modelo Griffe Pack cumpre a função de ampliar ainda mais a percepção de tecnologia transmitida pela linha. Alguns dos novos sistemas autônomos da versão Griffe Pack puderam ser avaliados nos dias em que passamos a bordo do novo “leão” da Peugeot.
Freia sozinho Foi possível verificar que o Active Safety Brake efetivamente freia o carro sozi-
nho em caso de iminente colisão, independentemente da vontade do motorista. E o piloto automático inteligente funciona como um regulador de velocidade adaptativo, que mantém a mesma distância em relação ao carro da frente. Quando o veículo da frente para, o de trás para autonomamente – e a uma distância segura. Já o detector de ponto cego ativo atua diretamente sobre a direção para im-
pedir que o motorista mude de faixa se essa movimentação for considerada perigosa para a integridade do veículo. Ou seja, “segura” o volante caso essa mudança de faixa possa causar uma colisão. Por sua vez, o leitor de sinalização de velocidade reconheceu algumas placas e recomendações providencialmente espalhadas pelo trajeto. (RC com Auto Press)
Ficha técnica Motor. 1.6 16V turbo, a gasolina, quatro cilindros em linha Potência. 165 cv a 6.000 rpm Torque máximo. 24,5 kgfm a 1.400 rpm Câmbio. Automático de seis velocidades Porta-malas. 453 L Consumo. 9,4 km/L (cidade) e 9,6 km/L (estrada)
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19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 29 de setembro de 2018
FOTOS PEUGEOT/DIVULGAÇÃO
Pelo alto nível de tecnologia embarcada, versão Griffe Pack tem um ótimo custo-benefício
Conjunto permite uma tocada mais esportiva Quanto ao desempenho dinâmico, o do 3008 já é bem conhecido, e o destaque fica para o propulsor turbo 1.6 THP de quatro cilindros em linha e 165 cv, acoplado à transmissão automática de seis velocidades, que segue empurrando o modelo na linha 2019 e não mudou na nova versão, tecnologicamente mais avançada. O carro permite uma tocada esportiva, com acelerações e retomadas mais que
eficientes e um equilíbrio dinâmico nas curvas em alta velocidade surpreendente para um SUV. E os sistemas eletrônicos estão lá, para ajudar a corrigir eventuais “derrapadas” do motorista. O 3008 é um modelo que merece todo respeito e consideração na hora da escolha por um SUV moderno, bonito e recheado de equipamentos com muita tecnologia embarcada. (RC com Autopress)
Por dentro, modelo oferece acabamento digno dos melhores SUVs
W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 29 de setembro de 2018
Futuro
Cadê a cabine do motorista? A Volvo apresenta no Salão de Hannover, na Alemanha, um curioso caminhão-conceito. O modelo 100% autônomo não tem cabine. Nesse projeto, segundo a marca sueca, o transporte será controlado por uma central de forma contínua, utilizando tecnologias de inteligência artificial que acompanharão a geolocalização do veículo, a energia da bateria, a carga transportada, requisitos de serviço e diversos outros parâmetros. Não há qualquer previsão ainda de tirar a ideia do papel. VOLVO/DIVULGAÇÃO
Realidade
Mercedes Axor 3131 autônomo A Mercedes-Benz apresentou no Salão de Hannover, na Alemanha, o primeiro caminhão da marca com direção autônoma a ser utilizado em uma operação diária regular na colheita de cana. Trata-se do extrapesado Axor 3131. O caminhão atua lado a lado com uma colheitadeira de cana também autônoma. A velocidade média dos veículos gira em torno de 6 km/h. Terminado o carregamento, o motorista assume o controle do caminhão.
Volkswagen
Ônibus híbrido e flex é destaque A Volkswagen mostra também no Salão de Hannover, na Alemanha, um protótipo do primeiro ônibus híbrido elétrico serial projetado no Brasil, o Volksbus e-Flex, que tem propulsão 100% elétrica e um motor a combustão VW 1.4 TSI flex, que faz as vezes de gerador de energia para estender a autonomia do veículo. Ele começa a atuar sempre que a bateria está com carga abaixo de 20% e desliga quando a carga atinge 80%.
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Transporte
Vendas em alta com clientes satisfeitos Iveco acompanha o ritmo de crescimento do mercado de caminhões e celebra reconhecimento cada vez maior da marca no Brasil Igor Veiga As estatísticas oficiais comprovam: as vendas de caminhões novos no Brasil cresceram quase 50% neste ano em relação a 2017. Com o reaquecimento do mercado, a concessionária Deva, representante exclusiva da Iveco em Minas Gerais, comemora o aumento da procura e das vendas dos produtos da marca italiana. “O mercado de caminhões teve um crescimento de 49,5% se comprado com o mesmo período do ano passado, e a Deva Iveco tem participado com uma grande parcela desses números gra-
ças à qualidade dos produtos Iveco que a cada dia vem se destacando mais”, destaca Leandro Junqueira Camargos, gerente de vendas da Deva Iveco. Quase no mesmo ritmo de evolução do mercado, a Iveco elevou em 46% o volume de emplacamentos de modelos da marca no Brasil em 2018, conforme apurado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
Retorno positivo Segundo Junqueira, robustez, economia e conforto são alguns dos atributos dos modelos Iveco que têm conquistado e deixados os
clientes da marca cada vez mais satisfeitos. Caso, por exemplo, do empresário Emerson Ferreira, que trocou um Iveco Hi-Way 2013 por um Hi-Way 440 novinho em folha. “O caminhão deu uma bela melhorada, ficou mais macio e continua bem robusto. No consumo, também melhorou bastante”, avalia Ferreira. Mais conhecido como Macarrão, o empresário foi cegonheiro por 18 anos e é cliente Iveco desde 2004. Além do HiWay, ele também possui um Iveco Stralis em sua frota. A satisfação com os produtos Iveco se estende a novos clientes. “Pesquisamos bastante antes da compra, procuramos saber de empresas de carga qual era o melhor modelo e o Daily foi muito bem falado por todas elas pela manutenção barata e por dar muito pouca oficina”, conta André de Oliveira Netto, diretor comercial da Casas Leal-
“Gosto de Iveco porque são caminhões que quebram menos. No caso do Hi-Way, ficou mais macio e continua robusto.” Emerson Ferreira (Macarrão) Empresário e ex-cegonheiro tex. Com 17 lojas na Grande BH, a empresa de artigos para cama, mesa e banho adquiriu recentemente, na Deva Iveco, dois Iveco Daily. Os dois veículos foram acrescidos à frota do centro de distribuição da Lealtex, que fica no centro de Belo Horizonte.
“Estamos bem satisfeitos com os Daily. Pesquisamos modelos de outras marcas antes da compra, mas o da Iveco foi muito bem-falado.” Cliente nova da Iveco, a Casas Lealtex adquiriu dois Iveco Daily para a área de logística da empresa
André de Oliveira Netto Diretor das Casas Lealtex
“Os modelos da Iveco evoluíram muito de dez anos para cá. O consumo de combustível, por exemplo, tem sido uma boa surpresa para a gente.” André Augusto de Moraes Diretor da Mercopampa
Colaboradores da Mercopampa receberam de Leandro Camargo (Deva) as chaves dos três Stralis
Evolução da marca é valorizada Cliente Iveco desde 1999, a empresa gaúcha Mercopampa é testemunha da constante evolução dos produtos da marca italiana no Brasil. “Os modelos da Iveco têm melhorado cada vez mais. Só não têm ainda a fama que as concorrentes têm, mas, em termos de qualidade, não deve em quase nada”, elogia André Augusto de Moraes Machado, diretor operacional da Mercopampa. A transportadora, com sede na cidade de Santa Maria (RS) e filial em Belo Horizonte, possui hoje uma frota de aproximadamente 450 veículos e tem como seu maior cliente ninguém menos que os Correios. Recentemente, a Mercopampa comprou três novos Iveco Stralis na Deva, e, segundo Machado, até então, os caminhões Iveco têm sido um ótimo negócio. “No total, só neste ano, investimos na compra de 15 a 20 modelos da Iveco. O preço foi o melhor, consegui colocar veículos usados no negócio, e, ainda por cima, eles tinham os produtos para pronta-entrega, o que é muito difícil hoje em dia”, destacou Machado. (IV)
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21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 29 de setembro de 2018
FOTOS DEVA IVECO/DIVULGAÇÃO
Peças com desconto até o fim deste mês Vai até o fim de setembro a campanha nacional da Iveco Festival de Peças, que oferece mais de 90 itens de reposição com até 50% de desconto. A promoção abrange toda a rede concessionária da marca no Brasil, e possui peças genuínas para todos os veículos da montadora. Os itens oferecidos durante a campanha foram selecionados tendo em vista a neces-
sidade do cliente na reposição dos itens. No período da promoção, o cliente Iveco encontra, por exemplo, escovas limpa-vidros para a Daily e caminhões Stralis com 50% de desconto. As bombas de combustíveis para o Stralis Ecoline estão 40% mais em conta, e elementos de filtro de ar para veículos modelos Eurocargo, Cursor e Tector têm 30% de desconto. (IV)
Ex-cegonheiro e hoje empresário, Macarrão já tinha um Hi-Way e acaba de trocar o caminhão por outro novo do mesmo modelo
Peças genuínas da Iveco estão com desconto de até 50%
W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 29 de setembro de 2018
super motor Moto
Honda
Scooter Forza 300 a caminho?
HONDA/DIVULGAÇÃO
A Honda registrou o desenho industrial do novo scooter Forza 300 no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). O modelo usa o memo motor do SH300i, já vendido por aqui. Ele é monocilíndrico de 279 cm³, que gera 25 cv a 7.000 rpm, e trabalha junto ao câmbio CVT. Mesmo com o registro, ainda não há confirmação sobre a venda do Forza 300 no Brasil. O modelo tem design arrojado e é bem-equipado, com chave presencial e controle de tração, por exemplo. O trem de força é o mesmo do SH300i.
ta com 316 kg, mas a preocupação não é mesmo com arrancadas avassaladoras ou velocidades muito elevadas. A ideia é proporcionar passeios agradáveis e por isso o modelo recebeu um sistema de suspensão aprimorado. Na traseira, um sistema monochoque, enquanto na dianteira os telescópicos são invertidos.
Herança harmonizada Harley-Davidson Softail Heritage mistura elementos clássicos com as novas tecnologias adotadas pela marca; motor do modelo ficou mais parrudo e suave Eduardo Rocha Auto Press
Por um bom tempo, a longa história de 115 anos da Harley foi um peso para a marca. Os fãs torciam o nariz a cada tentativa da fabricante norte-americana inserir novidades em suas motocicletas. Hoje não é mais assim. A Harley atualmente consegue conjugar tradição e modernidade sem ser vítima de grandes protestos. O modelo Heritge Classic, da renovada linha Softail, é um bom exemplo disso.
Quando a gama de modelos nasceu, há 34 anos, a montadora ainda estava naquela primeira fase e a simples presença suspensão traseira oculta, que simulava as antigas motocicletas de rabo duro, sem amortecedor atrás, provocou protestos Agora, o mercado recebe com curiosidade as novidades da modelo. Caso dos faróis em LED, que interferem fortemente no visual do modelo, ou do Milwaukee Eight 107, com 1.745 cm³, que consegue dar mais vigor e conforto à Heritage Classic.
Nova mecânica A parte mecânica foi realmente a mais afetada na renovação da linha. O motor 107 com câmbio de seis marchas ficou mais parrudo e suave que o antecessor, de 103 polegadas cúbicas, ou 1.687 cm³. Com uma configuração levemente vertical – curso de 111 mm e diâmetro de 100 mm, o propulsor consegue distribuir o excelente torque de 14,9 kgfm por uma ampla faixa de giro. A potência presumida gira em torno dos 80 cv, o que não é muito para uma motocicle-
R$
73.980 Harley-Davidson Softail Heritage Classic
Cara de mau O que chama mesmo a atenção na Heritage Classic são as linhas. Os dois para-lamas têm o clássico estilo elmo, mas para ganhar um ar mais malvado, houve uma limpeza dos cromados, trocados por preto brilhante, como nos garfos dianteiros, ou preto fosco, como nas aletas de refrigeração do motor. O farol principal tem o formato tradicional redondo, mas o fato de ser full-LED o deixa com aspecto bem tecnológico. Já os faróis de neblina, também em LED, têm máscaras negras que lembram os modelos que usavam direcionador de facho na Segunda Guerra. Outro toque retrô fica são os discretos piscas, redondos e pequenos.
Kawasaki
Linha H2 entra em pré-venda Primeira linha de motos de produção com motor supercharger, a Kawasaki H2 começa a ser vendida no Brasil. Em pré-venda até novembro, a linha 2020 da H2 e H2 Carbon. Para a linha H2, a novidade é potência extra no motor 998 cc supercharger, agora com 243 cv (antes 210 cv). A H2 Carbon se diferencia pelo detalhes em carbono. Para a H2, o preço é de R$ 168 mil, enquanto a Carbon custa R$ 178 mil. KAWASAKI/DIVULGAÇÃO
A posição de pilotar e o assento macio, com apenas 68 cm de altura em relação ao solo, ajuda tanto em manobras em baixas velocidades quanto em longos percursos
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23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 29 de setembro de 2018
FOTOS JORGE RODRIGUES JORGE/CZN
Apesar do tamanho e do peso, modelo mostra agilidade
Nas concessionárias, o modelo sai por R$ 73.980, na versão com pintura simples, e chega a R$ 75.320, na opção com duas cores
Talvez o aspecto mais relevante de uma motocicleta Harley-Davidson seja a estética. No caso da Heritage Classic, até no nome fica evidente como é fundamental a referência ao visual clássico que caracteriza a marca, ao mesmo tempo em que é preciso responder às solicitações de conforto de quem pretende passar horas a fio em estradas, sentado no banco de uma motocicleta. Basta olhar a Heritage para constatar que ela dá uma boa resposta às exigências de design. O que surpreende é como o modelo evoluiu na parte de ciclística e mecânica. A Heritage é uma moto de grande porte. Isso significa que ela tem as dificuldades típicas de um modelo de grandes dimensões para encarar o trânsito ur-
bano e passar entre os carros, por exemplo. Por outro lado, ela mostra uma agilidade nas mudanças de direção normalmente encontras apenas em modelos menores e que pesam 30% a menos. O acerto das suspensões permite que a Heritage se mostre bastante equilibrada em trechos sinuosos e até encare com alguma elegância pavimentos mais irregulares. O motor Milwaukee Eight também representa um ganha, tanto no desempenho quanto no conforto. Ele tem um nível de vibrações bem inferior ao do antigo Evolution e proporciona ganhos de velocidade mais suaves e progressivos – no que o escalonamento do câmbio de seis marchas também ajuda. (ER/AP)
Acessórios como itens de série
Painel é clássico, com o velocímetro analógico em destaque
Para-brisa removível é acessório que faz parte do visual da moto
A Heritage Classic é o único modelo da linha Softail que já sai da concessionária com alguns acessórios, como plataformas e os próprios faróis de neblina. Tem ainda um para-brisa removível, que envolve o farol e tem a metade inferior pintada de preto. Também de série, recebe as bolsas laterais, que são revestidas em couro e decoradas no estilo Spike, acabamento que se repete na parte de trás do banco do piloto. Já o baú traseiro, instalado no modelo testado, é vendido separadamente. Apesar de ter sido bastante atualizada, a Heritage Classic traz poucos recursos eletrônicos. Talvez porque a instalação de, por exemplo, uma central multimídia poderia arruinar o estilo clássico moderno do modelo. De relevante, conta só com freios ABS, controle de cruzeiro, chave presencial e um tímido computador de bordo, com informações como indicador de marcha, relógio, indicador de consumo e conta-giros, exibidas em um pequeno display na parte inferior do grande velocímetro analógico. (ER/AP)
Heritage acaba se mostrando um modelo bem mais versátil do que se costuma esperar de uma Harley
24 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia 29 de setembro de 2018
Belo Horizonte