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estilo
CENÁRIOS DE TIRAR O FÔLEGO NO PERUAÇU PODEM VIRAR PATRIMÔNIO MUNDIAL ... Capa e páginas 4 a 6
JOGADORES DE FUTEBOL ESTÃO COM A BOLA TODA NA MODA ... Páginas 26 e 27
almanaque
super motor
EM MONÓLOGO, MARIANA LIMA CONECTA ARTE E CIÊNCIA ... Página 18
26º BIKE FEST REÚNE 30 MIL APAIXONADOS POR MOTOS EM TIRADENTES ... Página 12
JOÃO COTTA/TV GLOBO/DIVULGAÇÃO
30 de junho a 6 de julho de 2018 ANO XXVII número 1457 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE RAMON BITENCOURT
QUE FAL TA M E FA Z UM
Um dos pontos icônicos de BH, lanchonete Xodó foi colocada à venda; seu possível fim gerou comoção entre moradores da cidade, que trazem à tona memórias do estabelecimento associadas à história da capital
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opinião
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 30 de junho a 6 de julho de 2018
VITTORIO MEDIOLI
A SEMANA “Estou sentado na minha cela sozinho e não tenho TV a cabo. Portanto, você sabe como estou assistindo. Sem um amigo para discutir o jogo é muito sofrido”
Editorial
Governador ou interventor er um bom gestor público é diferente de ser um estadista. Este último transforma um país numa nação próspera, e o outro, apesar de “bom” em tarefas menores, pode determinar inconscientemente a quebra do Estado; não se forjou nos desafios competitivos. Confunde-se entre certo e errado, não gosta de tempestade, não é avesso a horas extras não remuneradas, acredita que aumentar imposto é a única solução para cobrir o déficit da incompetência e dos abusos. Austeridade, nunca; austeridade é coisa para os outros. Um possui a capacidade de síntese, trabalha como “administrador de desafios universais”. Reconhece, antes da decisão, os reflexos que se difundem não só no curto, mas no longo prazo. Sabe harmonizar e lançar as bases do desenvolvimento sustentável no longo prazo. O outro pode confundir voos de galinha com viagens de águia. Um se veste de coragem, repudia fáceis cumplicidades, não concede o que é injusto, não se curva à irresponsabilidade, abomina vícios, ócios e privilégios, sabe mostrar o reto caminho, se faz de exemplo. Se um enxerga o horizonte e sabe programar uma viagem, o outro é imediatista, comodista, oportunista, reativo, e não inspirador e condutor de uma caminhada além do mar Vermelho. Confunde alianças com cumplicidades. Gestor público toca razoavelmente bem as rotinas de uma repartição, mais do que isso não lhe é cobrado. Bom é nadar em seu aquário, sem tubarões. O estadista tem sensibilidade sobre o conjunto, sabe tirar uma sinfonia de muitos instrumentos, é um mestre de orquestra, um forte, faz bater em retirada o tubarão. As contas do governo do Estado de Minas Gerais são as mais conturbadas, desajustadas e irreparáveis entre as apresentadas nos balanços das 27 unidades da Federação.
S
Fosse uma empresa privada, já teria tido sua falência e consequente liquidação decretadas. Quer dizer que o que sobrasse da derrocada seria dividido entre credores. Em 2018 o déficit pode chegar a ser dez vezes maior do que o do segundo pior Estado da Federação. Somos hors-concours. A concessão de privilégios gerou uma via crivada de minas explosivas. A cada dia estoura uma, e a maioria ainda está por vir. Os graves atrasos salariais de hoje podem dar saudade no ano que vem. O governo tem que se repactuar do A até o Z. Um Estado infelizmente não quebra, não pode propor uma liquidação judicial, seus gestores não são afastados, até podem se candidatar, contanto que os adversários sejam menos preparados e mais incompetentes, ou menos efi-
Os graves atrasos salariais de hoje podem dar saudade no ano que vem. O governo tem que se repactuar do A até o Z. cientes no marketing político, ou menos hábeis em desfrutar a incompreensão generalizada. Minas é o Estado menos competitivo, aquele que proporcionalmente cobra mais impostos, o mais lerdo, burocrático e exposto à corrupção, tem as maiores alíquotas de ICMS e taxas variadas. A carga excessiva inviabilizou o crescimento. Pior que os tributaristas de estádio não entendem isso. Nunca deu certo colocar um analfabeto funcional para pilotar um Boeing. Decretou-se a eficiência e, por tabela, o empobrecimento da população que ignora a justa via. A teoria de Lafer mostra que o ápice do crescimento econômico
e a inclusão de imensos contingentes sociais se dão perto de 20% de carga tributária; quanto mais se aproxima de 30%, se diminui o ritmo, e, além disso, a consequência é o decréscimo. Anacrônico num país com 52 milhões de pessoas que aguardam sair da linha da pobreza. A irresponsabilidade crônica em Minas Gerais chega às raias do inacreditável. O Estado é um retrato miniaturizado do Brasil com um Norte marcado por cerca de R$ 5.000 de PIB anual e um Sul com R$ 20 mil, isso é 400% de diversidade. Essa situação se arrasta mandato por mandato. Promessas e promessas, o Estado é capaz de gastar mais na placa de propaganda que na obra anunciada. Embora se saiba que para cada R$ 1 de investimento em educação se terá um retorno futuro de R$ 6, cortaram-se exatamente os gastos que clareiam o horizonte para dirigi-los a outros que o escurecem. O Estado é um inimigo depravado de quem trabalha e sequestra a geração de empregos por meio da burocracia que inventou. Na realidade, as causas da falência são internas, estão no DNA de uma gestão pública inconsequente, que não conhece os princípios mais simples do desenvolvimento e se arroga ter excelência naquilo que faz. Se os salários não são pagos em dia, mais atrasos ocorrerão em 2019. A equação é impossível de fechar. A destruição foi decretada por concessões impagáveis e supérfluas. Poderia ser evitada essa desgraça? Claro que sim, contudo o Executivo e o Legislativo são refratários à austeridade, à redução de suas mordomias e privilégios. As fórmulas adotadas conduziram à quebra do Estado, arrancaram as torneiras e deixaram vazar a riqueza de Minas. Os candidatos, mais que culparem os adversários, deveriam explicar se entenderam os erros cometidos, se dispõem do conhecimento, da coragem e da capacidade que um “interventor” precisa possuir.
Ex-presidente Lula (PT), na última quarta (27) na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná, onde cumpre pena. Mesmo preso, ele comenta a Copa do Mundo na TVT (TV dos Trabalhadores), participando do programa “Papo com Zé Trajano”, comandado pelo jornalista José Trajano, ex-ESPN.
“Parece que (falaram de) macas, ambulâncias. Nas redes (sociais), viralizou uma mentira sem sentido. Eu juro pela minha mãe que não aconteceu nada” Ex-jogador de futebol Diego Maradona, na última quinta (28), sobre o fato de sido levado para atendimento médico após o 2 a 1 da Argentina sobre a Nigéria, que garantiu a classificação para as oitavas de final. O argentino, que assistiu à partida num camarote no estádio em São Petersburgo, negou que tenha sido hospitalizado e atribuiu o mal-estar ao fato de ter bebido vinho branco.
KARLA BOUGHOFF/DIVULGAÇÃO
“Uma das maneiras de combater a cultura do estupro é não votar em candidato que defende que mulher deve ser estuprada” Pré-candidata à presidência Manuela D’Ávila (PCdoB), quando questionada no programa “Roda Viva”, na última segunda (25), sobre a cultura do estupro no Brasil. A participação da ex-deputada federal no programa foi alvo de críticas nas redes sociais, uma vez que Manuela foi interrompida 62 vezes pelos entrevistadores que estavam na bancada, caracterizando algo conhecido como “manterrupting” – uma prática sexista de interromper a fala de uma mulher.
vittorio.medioli@otempo.com.br Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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reportagem
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POINT> Anúncio de venda da lanchonete Xodó, situada na praça da Liberdade, reverbera em BH RAMON BITENCOURT
Patrícia Em “O Fim Cassese das Coisas”, Carlos Drummond de And r a d e (1902-1987) assumia: “Não amadureci ainda bastante/para aceitar a morte das coisas/que minhas coisas são, sendo de outrem,/e até aplaudi-la, quando for o caso./(Amadurecerei um dia?)”. O poeta referia-se ao fechamento do Cine Odeon, que, tal qual outros pontos icônicos da cidade, saiu de cena deixando boas recordações na memória de quem o frequentava. Passados 90 anos do fechamento daquela sala, localizada na rua da Bahia (lembrando que a cidade teve outro Cine Odeon, na Floresta), os jornais noticiam a iminência do encerramento das atividades de outro endereço atrelado à memória afetiva de BH: a lanchonete Xodó. Na verdade, neste caso, o descerrar das cortinas não é líquido e certo. Por ora, o oficial é que o grupo Bonsucesso, da família responsável pela primeira experiência em fast-food na cidade, colocou o ponto – situado em frente à praça da Liberdade – à venda, deixando no ar a possibilidade de o novo dono dar sequência ao empreendimento, famoso por seus milk-shakes e sanduíches como o Beirute. Gerente do Xodó, Paulo Regadas lembra que a decisão de vender o ponto não foi das mais fáceis. “O grupo está optando por manter o foco em dois segmentos – veículos (e tudo o que gira ao redor) e banco. E, hoje, o único braço que estava fora dele (do foco) era o Xodó”, lembra, acrescentando que o nome da lanchonete traduz o sentimento que a família tem com o negócio. “O Xodó é o xodó dos filhos do Paulo”, diz, referindo-se aos herdeiros do fundador da lanchonete, Paulo Vivas Guimarães. “Mas, na vida empresarial, em alguns momentos é preciso tomar decisões. No caso, ou tomar conta do que gosta ou se concentrar nos negócios principais”, diz Regadas. Não que não se trate de um bom negócio. O admi-
Aprovado!
Mari Eufrásio provou o famoso Beirute de Rosbife a convite do Pampulha – e, sim, a estudante gostou da experiência
Caso de xodó com a cidade nistrador estima que, por ano, cerca de 200 mil pessoas passem pelo Xodó. “Podemos dizer que são basicamente três públicos: as pessoas que trabalham no entorno, o universitário, que na região é forte, e as famílias que visitam a praça”. Aliás, Regadas confirma que o lugar é referência na hora de marcar encontros. “É muito comum ouvir as pessoas dizerem: ‘vamos encontrar ali, na frente do Xodó’, quando vão visitar a praça”, salienta, ponderando ainda que o ponto está presente em praticamente metaRAMON BITTENCOURT
Sérgio Stockler cita as turmas que se dirigiam para lá
de do tempo de vida da capital mineira, uma vez que foi fundado em 1956. A característica de ponto de encontro é confirmada pela estudante de Letras Mari Eufrásio, 21. “Quando a gente vai explicar uma rota, não fala: ‘vira na João Pinheiro, e sim, vira no Xodó”. A cronista Maria Célia Ferrarez Bouzada Nable é outra a validar o espaço como ponto de referência. “Antes de descer em direção à Praça Sete, em todas as campanhas ou manifestações que se concentram na Praça da Liberdade, a gente vai tomar Fanta e comer
um Beirute, para abastecer o estômago”. No caso, Célia se refere às manifestações da esquerda, mas, nas de outras vertentes políticas, não foi diferente – o Xodó acolhe democraticamente todos as tendências, o que faz a escritora lamentar: “Acho muito triste se fechar as portas. Teria um significado muito forte, como se a gente fosse perdendo aquilo que tem a ver com a nossa identidade. Como se estivéssemos sendo expulsos de nós mesmos”, diz, inconscientemente reverberando as palavras de Drummond. ARQUIVO PESSOAL
Márcio Greyck: “Foi um tempo maravilhoso, era um point”
A fala de Maria Célia também abarca um dos sanduíches mais emblemáticos do Xodó, o Beirute. Regadas confirma: “É um dos campeões de venda, assim como o Frango Chic, feito com peito de frango mesmo”. Mari Eufrásio, que faz estágio nas cercanias, já degustou incontáveis vezes os milk-shakes – mas nunca tinha experimentado o Beirute, o que fez na última quinta-feira, a convite do Pampulha. O sanduíche (R$ 21,90) passou no teste: “Chegou quentinho e veio com muito queijo”, testemunha.
CARDÁPIO Mas se os pratos icônicos sobreviveram ao passar dos anos, Paulo Regadas conta que o estabelecimento não vira um semestre sem novidades no cardápio, “ou mesmo variações e melhorias”. E cita o recente milk-shake de café. A carta dessa bebida láctea, aliás, oferece 12 opções, a R$ 12,50 (o menor). “As caldas de frutas, como as de morango e maracujá, são naturais, feitas aqui mesmo. É essa característica que mantém a clientela fiel”. Na hora do almoço, os pratos executivos também são sucesso. “Um dos mais pedidos é o Xodó Mineiro, com couve frita (crispy) e mandioca cozida e, depois, levemente frita”. A doutora em Literatura Márcia Moraes, por sua vez, viaja ao passado para acrescentar: “Eu era alucinada com o sanduíche de banana e queijo! Nunca mais comi igual. E também o salada de galinha. Sem falar do sundae hot-fudge”. Para Márcia, as grandes redes que aportaram em BH anos depois nunca chegaram aos pés do Xodó. “Diziam que lá era junk food, mas não havia nada de junk”. O sundae hot-fudge (que segue no cardápio) também é citado pelo fotógrafo Júlio Toledo. “Quando foi apresentado, era uma novidade na cidade”, diz. “Ah, sim. O sorvete de flocos era o meu preferido! Toda vez que chegava lá, já sentia o aroma. Aliás, o Xodó tinha cheiro do leite dos sorvetes. Lembro que, quando sujava as mãos com o de flocos, dava uma limpadinha naqueles arcos que tinham pastilhas em forma de losango – se não me engano, rosas e azuis”, diverte-se. Um dos nomes por trás do site Ingrediente da Vez, Ana Sandim é outra a endossar o poderio dos milkshakes do Xodó. “Como dizia minha avó, é feito com leite de vaca mesmo”, brinca. “É aveludado, cremoso. Além disso, a maioria dos locais que oferecem shakes, hoje, aposta nos sabores da moda, como o Oreo. O Xodó mantém os de frutas”, exalta. RAMON BITENCOURT
Ana Sandim mostra um dos clássicos, a banana-split
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MEMÓRIA> Local era ponto mais que disputado quando praça da Liberdade abrigava ‘Feira Hippie’
Jovens tardes de domingo ARQUIVO PÚBLICO MUNICIPAL
ARQUIVO PESSOAL
ARQUIVO PESSOAL
No quadro antigo, o milk-shake, campeão de vendas
1980: lanchonete atraía os jovens que iam à “Feira Hippie”
Point: paqueras e encontros entre amigos aconteciam ali
Autora do livro “Histórias da Rua da Bahia e da Cantina do Lucas” e nome à frente do projeto online “Modos e Modas de BH”, a pesquisadora Brenda Silveira lembra que, até os anos 1950, a cidade tinha como points os cafés na Rua da Bahia. “A cultura francesa predominava”, pontua. Após a 2ª Guerra, porém, foi a norte-americana a ganhar espaço. “Na moda, nos hábitos e costumes, na cultura... E o Xodó nasce nesse contexto”, diz. O rock passa a ser o gênero preferido da juventude. “Aí vem o cardápio de sundaes, banana split, hot dogs etc.”. Outra novidade é que, em vez dos ambientes fechados, são as ruas a ganhar importância. “Elas passam a ser a vitrine, o lugar de ver e de ser visto”. Nessa época, diz Brenda, BH via surgir galerias e um grande empreendimento, o edifício Arcangelo Maletta. “Mas o Xodó nasce e se torna um ícone, onde muitos namoros e famílias se iniciaram”. Um caso que ficou popular foi o do rapaz que escondeu a aliança com a qual iria pedir a namorada em noivado dentro da casquinha do sorvete. A ideia era que ela fosse sorvendo o gelado até sua língua se deparar com o objeto – ocorre que isso demorou a acontecer e, a certa altura, o rapaz entrou em pânico, achando que ela tivesse engolido o anel. O jornalista Sérgio Stockler rememora a segunda metade dos anos 60, quando o Xodó seguia atraindo “um povo descolado”. No entanto, ele frisa que, em sua maioria, o público era adolescente – os mais velhos (“a turma que fazia pegas”) iam ao Porão, situado também na João Pinheiro, mas do outro lado. “Os meninos do Xodó eram aqueles que estavam loucos para crescer”, locali-
jeunesse dorée (juventude dourada) circulava de um lado para o outro (do Porão ao Xodó). ‘Jovens tardes de domingo, quantas alegrias’...”, cantarola a professora Márcia Moraes, ao Pampulha, citando a Jovem Guarda, movimento que reverberava Brasil afora. Em Minas, Dirceu Pereira comandava o “Brasa 4”, que tinha, entre seus integrantes, o cantor e compositor Marcio Greyck. Transmitido pela TV Itacolomi, o “Brasa 4” competia com o “Jovem Guarda”, da Record. Galã a toda prova, Marcio Greyck era um dos habitués do Xodó – uma fase da qual hoje, aos 70, se recorda com carinho. “Foi uma época maravilhosa, de sonhos. Minha geração era toda empolgada com os Beatles, com aquela
ções, às quintas à noite, e aos domingos, pela manhã. Não bastasse, a praça também sediou a Feira de Comida, depois transferida para a avenida Bernardo Monteiro. Nos anos 70 e 80, portanto, o Xodó seguia fervendo. São dessa época as duas fotos coloridas no alto dessa página – mais precisamente, de 1980. A moça que aparece ao centro com o rosto desfocado (a pedido da própria) se lembra das figuras célebres da cidade que marcavam ponto ali: caso do falecido vereador Geraldo Valadão, o “John Lennon”, assim conhecido por se parecer com o cantor. Ou, ainda, Ismar, a “Tomate”, personagem querida da cidade. Entre os galãs da época, estavam rapazes de apelidos como “Boi” ou “Bode”. Uma curiosidade: como a foto aponta, à época, as roupas indianas faziam sucesso pelas ruas da cidade – muitas, compradas na Chen, que funcionava na Savassi. “O Xodó foi um lugar muito inovador, que irradiava atitudes e comportamentos, modas e tendências. O próprio conceito de fast-food foi ele a trazer para cidade, depois vieram outros, como o Ted’s”, diz Stockler.
Patrícia Cassese
za. A turma do Xodó vinha de várias regiões. “Era um ponto de encontro dos meninos do Solar (o edifício), do Maletta... Olhando em retrospecto, vejo um movimento que deslocou o eixo da rua da Bahia à Savassi, que provocou uma mudança de endereço daquilo que havia de mais moderno, que era Afonso Pena, onde, no entorno, havia lojas como a Sloper e Peps. Esse movimento subiu, indo da Praça da Liberdade até a Savassi. Em frente a onde se localizava a Padaria Savassi, havia uma casa antiga, Casa Velha, onde os meninos conseguiam se sentar e tomar cerveja. Havia todo um trânsito de pessoas que partia do Xodó em várias direções. O ápice do movimento acontecia aos domingos. “A
revolução social que acontecia. Era um novo momento musical que tomava conta do mundo. E eu me lembro que o Xodó era um point. Havia outros, como a Pep’s, na rua da Bahia, e a rádio Guarani, na São Paulo. Mas o Xodó era especial”. E, bem, não só pelo footing. “Lembro da minha fissura em ir lá para tomar um milk-shake de chocolate (gargalhadas). Porque era o grande lance da época, os shakes eram a novidade comercial das lanchonetes”. “FEIRA HIPPIE” Em 1969, a praça da Liberdade passou a sediar a então chamada de “Feira Hippie” – só em 1991 a feira de artes e artesanatos foi para a avenida Afonso Pena. Detalhe: por um período, havia duas ediJÚLIO TOLEDO/DIVULGAÇÃO
Ao lado, um clique de Júlio Toledo, que mantém o projeto “Pédipê”: “Na época da minha instalação ‘Sinfonia Para Uma Cidade Jardim’, no Prédio Verde da praça, a então gerente do Xodó me procurou e vendi uma coleção dos ipês para serem expostos no saguão. Ficou uns dois anos”, relembra
“
Paulo (Vivas) foi um visionário. Comprou o terreno na planta e pesquisou processos e ferramentas para dar a BH o seu primeiro fast-food Paulo Regadas Gerente do Xodó
Uma boa nova para a capital O fotógrafo Júlio Toledo e a blogueira Ana Sandim compartilham um temor: a de que o espaço onde hoje funciona o Xodó seja transformado em lojas de grandes redes de drogarias ou supermercados. “Acho lamentável se o novo destino não for o do ramo alimentício, pois a praça da Liberdade carece de opções neste setor”, avalia Júlio. Ana complementa: “Fica uma pergunta no ar: será que vão tirar uma lanchonete legal e colocar uma drogaria, por exemplo? Ficaria um vazio”. Em tempos de indagações, o jornalista e escritor Jorge Fernando dos Santos traz uma boa notícia. Na revista eletrônica “Dom Total”, ele revela que a operadora de telefonia que hoje mantém uma loja onde funcionou a Padaria Savassi, na confluência das avenidas Cristóvão Colombo e Getúlio Vargas estaria se debruçando sobre um projeto de restauração do casarão. O projeto incluiria um café conceitual e, mais que isso, a instalação, na fachada, “de uma placa com a marca Savassi, bem nos moldes da original que ali permaneceu até 1977, quando a panificadora fechou as portas”. Segundo o jornalista, a uma parte desse projeto estaria condicionada a uma modificação no Código de Posturas do Município (Lei 8616, de 14 de julho de 2003), que desaprova esse tipo de acessório (placa) nos prédios da capital. A Padaria Savassi funcionou na região até 1977, tendo sido outro ponto icônico da cidade.
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É TEMPO DE COPA
Para assistir à busca pelo hexa Confira onde acompanhar, em BH, Brasil x México, pelas oitavas de final do Mundial, na próxima segunda-feira (2), às 11h um palpite no placar dos jogos poderá participar de uma brincadeira que terá premiações especiais com produtos Wals. Onde Ateliê Wals (r. Gabriela de Melo, 566, Olhos COPA DO MUNDO D’Água) Quando Ter. a sex., das 17h às 0h; sáb., das 12h às 1h; dom., das 12h às 19h. Armazém 44 Até 15/7 Quanto Entrada graO gastropub oferece para os tuita. torcedores seis horas de open bar e open food com Copa do Mundo churrasco completo. Os parti- no Alphaville cipantes ainda ganham um Durante todo o período do copo exclusivo do jogo entre Mundial, o circuito gastronôBrasil e México Onde Armamico do Alphaville Centro zém 44 (av. Engenheiros Car- Comercial oferece dez opções los Goulart, 169, Buritis, de casas que vão da típica 9.9776-1144) Quando Dia 2 culinária mineira até a inter(segunda-feira), às 11h Quan- nacional. Restaurantes do to R$ 90 (pré-lote); R$ 120 espaço também preparam (1° lote). Ingressos à venda programações especiais para via Sympla. celebrar a Seleção. Confira mais informações em: faceAteliê Wals - Wals World book.com/alphavillecentrocoNa Copa do Mundo, os torce- mercial Onde Alphaville Ladores poderão acompanhar goa dos Ingleses (av. Picadilly, os jogos através de três 55) Quando Sáb., das 12h às telões. Quem quiser arriscar 22h; dom., das 12h às 18h
DOUGLAS MAGNO
Tem opções para quem quer assistir com mais tranquilidade e para quem já quer comemorar durante a partida contra o México, na segunda (2)
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COPA DO MUNDO
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Quanto Entrada gratuita. Choperia Almanaque As três filiais da choperia contam com televisores e telões para clientes acompanharem as partidas do Brasil que acontecem às 15h Onde Choperia Almanaque no Shopping Cidade (r. dos Tupis, 337, centro); Choperia Almanaque no Minas
Shopping (av. Cristiano Machado, 4.000, União); Choperia Almanaque (r. Pium-Í, 675, Cruzeiro) Quando Confira os horários especiais em almanaquebar.com.br Mineirão Arena nº 1 Brahma Além de um telão gigante, o evento recebe no dia 2 a banda Cheiro de Amor. Para mais infor-
mações, acesse: goo.gl/X3Pi5p Onde Estádio Mineirão (av. Antônio Abrahão Caram, 1.001, São José) Quando Dia 2 (segunda), a partir das 12h Quanto R$ 10 (inteira). Vendas pelo centraldoseventos.com.br Pulero Nos dias de jogos da seleção brasileira na Copa, o bar com
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temática voltada ao Atlético Mineiro abre as portas 30 minutos antes da bola rolar nos dias de jogos do Brasil, fará promoções e terá decoração e cardápio especial, além de música ao vivo Onde Pulero Bar (av. Francisco Sá, 66, Prado). Quando Dias de jogos da Copa. Durante a semana, das 11h às 14h e das 17h às 0h Quanto Entrada gratuita. Restaurante e Choperia Pinguim Televisores de alta definição, pratos, petiscos e os tradicionais chopes da casa estão preparados para receber os brasileiros que querem acompanhar a trajetória da Canarinha no Mundial. Pets são bem-vindos Onde Restaurante e Choperia Pinguim (r. Grão Mogol, 157, Carmo Sion) Quando Seg. e qua., das 11h às 0h; qui. a sáb., das 11h às 1h; dom., das 11h às 18h Quanto Entrada gratuita.
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É TEMPO DE COPA HISTÓRIA>Elza Soares relembra a conquista da Copa de 1962 e o herói do torneio, Mané Garrincha RAMON VASCONCELOS/GLOBO - 4.9.2017
Memórias de amor e futebol COPA DO MUNDO
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Cinquenta e seis anos atrás o Brasil conquistava o bicampeonato mundial. Era a Copa do Mundo de 1962, conhecida como a Copa do Garrincha. Escolhido como o craque do torneio, o ponta-direita de dribles desconcertantes, gols e assistências encantou o Chile. Sua genialidade foi eternizada em livros, enciclopédias e almanaques de futebol, mas a história do homem Manoel Francisco dos Santos, ou simplesmente Mané Garrincha, poucos conhecem como a cantora Elza Soares, com quem foi casado. Convidada por um empresário para ir à Copa do Chile como madrinha da seleção brasileira, Elza acom-
panhou de perto o torneio e foi presenteada por Garrincha, que lhe dedicou a conquista. “Com bastante alegria e respeito, essa Copa me foi dada de presente por ele, uma Copa linda”, lembra a cantora. Apesar de Garrincha ser lembrado como um dos maiores nomes da história do futebol, Elza Soares considera que o craque da Copa de 62 ainda não foi reconhecido à altura do que representou. “O Brasil não deu o reconhecimento ao Mané que ele precisava, mas eu sempre lutei por TALENTO INTERPLANETÁRIO Aos 28 anos, Garrincha marcou a lembrança de brasileiros e chilenos na Copa de 1962. Eles admiravam não apenas seus gols, foram quatro dos 15 da seleção brasileira na competição, como assistências, dribles e jogadas geniais. O furor foi tanto que o jornal chileno “El Mercurio”, em plena Copa, estampou a manchete: “De que planeta veio Garrincha?”.
“
Elza Soares lembra romance e cobra mais reconhecimento dos brasileiros a Garrincha
passado com esses salários tão altos dos jogadores. Eles merecem, trabalham, não têm culpa, mas acho que o Brasil tinha de lutar mais pela educação, pela saúde que não temos. O país está assim tão abandonado”, acrescenta. Mas quem foi Mané Garrincha para Elza Soares? Em poucas palavras, ela define o “anjo das pernas tortas”: “O Mané foi para mim um homem, um menino, um passarinho, um grande jogador de futebol, uma grande inocência, entendeu? Ele fazia parte desse povo brasileiro”, conclui. (Julio Rezende) EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
ETERNO ‘ENFANT TERRIBLE’
Mané foi para mim um homem, um menino, um passarinho, um grande jogador de futebol, uma grande inocência, entendeu? Ele fazia parte desse povo brasileiro Elza Soares
Cantora
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isso”, diz. “Ele estava completamente fora desse mundo, eu vivi a vida toda trabalhando para que esse nome fosse respeitado, gritando Garrincha, Garrincha, Garrincha!”, completa. Segundo ela, foi com o lançamento em 1995 do livro “Estrela Solitária: Um Brasileiro Chamado Garrincha”, do escritor e jornalista Ruy Castro, que “começou um bocadinho de respeito por ele”. A obra narra a história do craque brasileiro e fala sobre o relacionamento entre a cantora e o ponta-direita que foi mal recebido pela sociedade pelo fato de Garrincha ter se divorciado da esposa. Garrincha morreu em 1983 antes de completar 50 anos em decorrência do alcoolismo, quando os dois já estavam separados. Elza Soares ainda se recorda com carinho do ex-marido e de como ele se preocupava com o povo brasileiro. “Eu acho que, se ele estivesse vivo, estaria muito triste também, vendo a situação do Brasil”, pondera. “Talvez ele ficasse meio
Gols foram marcados por Garrincha na Copa de 62
Nasceu Manoel Francisco dos Santos... ...ganhou o mundo como Mané Garrincha NASCIMENTO
28.10.1933
DUPLA IMBATÍVEL Com Garrincha e Pelé juntos, a seleção brasileira nunca foi derrotada.
LOCAL
COM AMBOS EM CAMPO
Magé (RJ)
40 jogos
“Ele sabia que era o cara, o astro da Copa”, diz cantora Na ausência de Pelé, que se machucou na segunda partida, Garrincha assumiu o protagonismo e foi determinante na conquista da Copa de 1962. Nem mesmo uma incômoda febre o impediu de entrar em campo e ajudar seus companheiros a derrotar a Tchecoslováquia, por 3 a 1. “No último jogo ele estava com 38ºC de febre”, recorda-se Elza Soares, que acompanhou de perto a atuação memorável de Garrincha. “Fui madrinha da seleção e vi o quanto ele fez para nos dar aquela vitória”, relata. Elza conta que Garrincha tinha plena consciência de sua importância para a seleção brasileira, depois que Pelé se machucou. “Ele sabia que era o cara, o astro da Copa. São 11 jogadores, claro, mas tem que ter alguém na frente”, diz. Garrincha tornou-se bicampeão mundial, pois participou também da conquista do Mundial de 1958. O ponta-direita ainda disputaria a Copa de 1966, mas o Brasil foi eliminado na primeira fase. Ao todo, foram 12 jogos em Copas e cinco gols marcados. ARQUIVO/ESTADÃO CONTEÚDO - 10.12.1971
EMPATES VITÓRIAS
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36
ALTURA
1,69 m
ADEUS NO MARACA Garrincha despediu-se do futebol em 1973 numa partida disputada no Maracanã entre uma equipe da Fifa e o Brasil, que contou com Pelé e Carlos Alberto Torres ESTRELA Além do Botafogo, time pelo qual disputou 581 jogos e marcou 232 gols entre 1953 e 1965, Garrincha atuou pelo Corinthians (1966) e pela Portuguesa (1967)
Jogador dedicou o título do Mundial de 1962 à cantora
reportagem
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É TEMPO DE COPA CORRESPONDENTES>Soraya Belusi, Josias Pereira e Thiago Nogueira mostram lado B do Mundial
De trem pela Rússia FOTOS DOUGLAS MAGNO
COPA DO MUNDO
2018
MOSCOU. Viajar de trem pela Rússia é uma aventura e tanto, com direito a várias boas surpresas – inclusive para nós, mineiros, para quem tudo acaba em trem. No tempo dos czares, o país que hoje sedia a Copa do Mundo já foi uma nação rural gigantesca e pouco explorada. A rede de ferrovias foi pensada, então, para conectar e modernizar o país. Não à toa, a Rússia possui a Transiberiana, a maior rota ferroviária do planeta, com nada menos que 9.288 km de extensão. Em tempos de Copa do Mundo, as ferrovias russas estão sendo exploradas à exaustão pelos turistas, que, com suas Fan ID, a identidade de torcedor, possuem passe livre para se deslocar nos vagões dos
Vagões são aconchegantes nos trens da Transiberiana
tradicionais trens do país. A marcação das passagens é feita pela internet – o que, porém, não impede a ocorrência de alguns erros. A equipe de reportagem, para citar um exemplo, registrou, junto a um grupo de brasileiros, um equívoco na indicação da estação de em-
barque para São Petersburgo, onde a seleção do Brasil derrotou a Costa Rica por 2 a 0. “Estou chocado. É uma coisa que não estamos acostumados a errar”, comentava um voluntário russo. Fomos salvos pela boa vontade de um policial, que, mesmo sem saber falar inglês,
ensinou o caminho, por meio de mímica. A parte burocrática para a troca de passagens é complexa, já que os voluntários da Fifa precisam intermediar a conversa com as atendentes – que, vale frisar, em sua grande maioria eram atenciosas, mas havia a barreira do idioma.
Passada a espera na fila, a viagem. Os vagões são aconchegantes, mesmo que a ideia inicial seja de um “apartamento”. Bar, banheiros e até a possibilidade de comprar um souvenir das linhas russas estão incluídos na experiência. As cabines contam com uma pequena
mesa e duas bicamas, que também podem se transformar em sofás para um espaço de convivência nas horas de viagem entre uma cidade e outra. Cobertores, lençóis e travesseiros estão à disposição dos passageiros. O wi-fi existe, mas varia de local para local. O que surpreendeu foi o perfeito funcionamento do 4G na Rússia, que registrou pouquíssimas quedas em todo o percurso. Telefonia mais que aprovada. Para São Petersburgo, foram dez horas – 20, contando com a volta. Uma experiência bastante agradável, considerando o clima bucólico das paisagens russas, as famosas noites brancas que dominam o céu, além dos companheiros de viagem (quase sempre, outros estrangeiros em deslocamento). O convívio se transforma em um intercâmbio gratuito, com a oportunidade de conhecer as tradições de outras nacionalidades. Mas foi, claro, os brasileiros a dominar os vagões, na expectativa de acompanhar a seleção.
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reportagem
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
(CRM-MG 25.398)
Teste do pezinho ampliado é essencial
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
Cobertor pesado inverno deste ano chegou no dia 21 deste mês e vai se estender até setembro. As temperaturas prometem dias de grande frio e, junto com os dias mais gélidos e o ar mais seco, vão vir as doenças típicas desta época do ano. Entretanto, não é de gripe que vou falar. Quero chamar a atenção para um fato pouco observado e falado entre a gente, que é o da pessoa dormir mal e até ter insônia a depender das roupas de cama que ela escolhe, inclusive do peso dela. Na coluna de hoje, vamos falar que um “cobertor pesado” pode fazer uma enorme diferença na sua noite e na saúde como um todo. Um cobertor mais pesado pode reduzir a ansiedade, diminuir o estresse e, de quebra, melhorar a qualidade do sono. Pelo menos é isso que demonstram algumas pesquisas e estudos na área. Você, caro leitor, já pensou nessa possibilidade? A de usar um cobertor mais pesado para melhorar sua noite? Pessoas que são muito ansiosas, com dificuldade para relaxar e iniciar um sono reconfortante, podem utilizar esse método, que é simples, barato e sem contra indicações. Cobertores pesados são especialmente eficazes para aliviar a ansiedade. É o que revelou um estudo de 2008 publicado na revista “Occupational Therapy in Mental Health” que demonstrou que eles oferecem uma terapia segura e eficaz para diminuir a ansiedade nos pacientes estudados. Esses resultados foram também corroborados em outro estudo – este, de 2012 – publicado na “Australian Psychiatry”, que indicou que cobertores pesados diminuíram com sucesso sintomas de angústia e sinais visíveis de ansiedade na população avaliada. Um sono ruim e de É uma baixa qualidade certaterapia sem mente vai atrapalhar seu desempenho no medicamentos, dia seguinte. Insônia que pode ajudar crônica vai andar junto e de mãos dadas com no sono de uma as doenças cardiovasparcela da culares, como a hipertensão arterial por população. exemplo. Portanto, uma boa noite de sono trará dias mais produtivos e com mais astral, o que irá impactar diretamente em sua saúde. Um cobertor pesado se molda ao corpo da pessoa exercendo uma determinada pressão, o que ajuda no relaxamento, aumentando a liberação de serotonina e, por consequência, aumentando a produção da melatonina – hormônio responsável por noites de sono mais repousantes. É uma terapia sem medicamentos, que pode ajudar no sono de uma parcela da população. A esse tipo de terapia se dá o nome de “profunda estimulação táctil por pressão”. É um efeito semelhante ao de quando se recebe uma massagem, em que a pressão exercida sobre o corpo proporciona benefícios físicos e psicológicos. Cobertores mais pesados podem vir acompanhados de pastilhas especiais que são costuradas em compartimentos de toda a sua extensão de modo a manter o peso adequadamente distribuído. O peso do cobertor atua nesse tipo de terapia e age sobre os receptores táteis, localizados em toda a extensão do corpo. Quanto o cobertor deve pesar vai depender do seu tamanho e da sua preferência pessoal, podendo variar entre 7 kg e 13 kg. Já existem no mercado cobertores feitos exclusivamente para essa finalidade. Você pode optar por produtos mais em conta, mas não deve esquecer de que ele deve ter um peso extra para que possa exercer as funções pretendidas. Faça uma boa semana.
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ARQUIVO PESSOAL
Versão do exame detecta até dez vezes mais doenças do que a comum Duas paradas cardiorrespiratórias, 20 minutos sem batimento cardíaco, quatro meses de internação. Tudo isso poderia ter sido evitado se um simples teste do pezinho ampliado – capaz de detectar até 60 tipos de doenças raras e genéticas – tivesse sido feito em tempo hábil na pequena Alice de Avelar, de apenas 1 ano e 1 mês. Atualmente, o exame – que detecta até dez vezes mais patologias do que o teste do pezinho comum – é oferecido apenas na rede privada de saúde no país e, mesmo assim, não é encontrado em todos os hospitais particulares. Para impedir que outras Alices se tornem estatística, a iniciativa Mãe que Ama – do Instituto Vidas Raras – criou uma petição online. O objetivo é arrecadar mais de 1 milhão de assinaturas digitais para que um projeto de lei seja levado ao Congresso Nacional, garantindo a aplicação do teste do pezinho ampliado em toda a rede pública de saúde. “O teste comum só consegue diagnosticar seis tipos de doenças. Aumentar esse alcance em até dez vezes permite que atuemos Thuany Motta
Laura e Afonso, pais de Alice, 1, lutam para que o exame seja fornecido gratuitamente
com o tratamento precoce dela. A técnica ampliada conta com tecnologia avançada de diagnóstico, analisando dezenas de patologias em até três minutos”, afirma o pediatra José Simon Carmelo Junior, professor e pesquisador da USP de Ribeirão Preto. Para Regina Próspero, coordenadora da petição, é necessário que a população seja conscientizada sobre o teste do pezinho ampliado. “É uma disseminação que deve contar com a maior ajuda possível para mostrar que o exame impede a morte de muitas crianças”, afirma a advogada, que perdeu um filho devido à falta de diagnóstico precoce de uma doença rara. Uma gota de esperança. A vida da pequena Alice so-
freu uma reviravolta ainda na maternidade. “O hospital – particular – nos mandou para casa sem fazer o teste ampliado. Fizemos por conta própria. O resultado foi uma deficiência na enzima argininosuccinato liase (ASL), que aumenta a concentração de amônia no organismo. Só que, nesse tempo, ela já havia tomado leite materno, o que iniciou todo o pesadelo”, conta Afonso de Avelar, pai da menina. Segundo a geneticista Maria Terezinha de Oliveira Cardoso, coordenadora do Centro de Referência de Doenças Raras do Distrito Federal, trata-se de um custo-benefício de curto, médio e longo prazos. “A criança é tratada, vive, tem qualidade de vida e cresce de forma saudável”, avalia.
Técnica reduz gastos O método ampliado gera economia aos cofres públicos. Uma pesquisa feita com galactosemia (doença rara detectada pelo exame, com um registro a cada 19 mil nascimentos no país) na USP de Ribeirão Preto mostra que, se o teste fosse oferecido a uma população de quase 60 mil recém-nascidos, o custo seria de R$ 937.336,54. Desses, se 11 fossem diagnosticados com a doença tardiamente e vivessem até os 70 anos, seu tratamento custaria R$ 1.244.805,49 ao governo. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
FURINHO QUE SALVA O teste do pezinho ampliado pode detectar até 60 tipos de patologia. Saiba quais são os principais:
Galactosemia Deficiência no metabolismo da galactose (açúcar presente no leite e seus derivados). Pode provocar vômitos, diarreia, dilatação do fígado, icterícia e retardamento mental
Fibrose cística Problemas de absorção, além de anormalidades na secreção de muco, disfunção pancreática e problemas hepáticos
Toxoplasmose congênita Nos recém-nascidos, pode atacar órgãos e tecidos, causando formas graves de toxoplasmose e problemas meningoencefálicos, hepáticos, renais e oculares
PARA G GARANTIR MAIOR EFICÁCIA, O TESTE DEVE SER FEITO ATÉ 48 T HORAS DEPOIS DO NASCIMENTO FONTE: MARIA TEREZINHA DE OLIVEIRA CARDOSO, GENETICISTA
Hipotiroidismo congênito Deficiências físicas e mentais em graus variados
Aminoácidopatias O organismo não consegue digerir um aminoácido específico
Fenilcetonúria Acúmulo de aminoácido no sangue que pode causar grave retardamento mental nos doentes
reportagem
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SAÚDE E BEM-ESTAR DISRUPTORES ENDÓCRINOS ONDE ESSAS SUBSTÂNCIAS SÃO ENCONTRADAS E O RISCO QUE TRAZEM
O que são Substâncias químicas externas ao organismo que podem causar alterações no sistema endócrino Como são absorvidas pelo organismo Podem ser absorvidas por ingestão, absorção da pele e inalação O que causam nas crianças As crianças são especialmente afetadas pelos disruptores endócrinos por estarem em um período de desenvolvimento
FTALATOS
BISFENOL
São considerados cancerígenos, podendo causar danos ao fígado, rins e pulmão, além de anormalidade no sistema reprodutivo
Em altas doses, está ligado a problemas como infertilidade, câncer de mama e câncer de próstata Encontrado em alimentos enlatados e bebidas em garrafas de polibicarbonato
Crianças brasileiras
110 ng por ml
Dinamarca
69,0 ng por ml
China
64,7 ng por ml
Crianças brasileiras
57,3 por ml
Alemanha
33,6 ng por ml
EUA
33,0 ng por ml
Bisfenol Crianças brasileiras
Entre 2012 e 2013, foi feita a análise de urina de 300 crianças, entre 6 e 14 anos, coletadas nas cinco regiões do país
FONTE: FACULDADE DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS DE
Parabenos
Ftalato
Encontrados em materiais de limpeza, tintas, carnes processadas, leite e derivados (em contato com embalagens e tubos plásticos)
A pesquisa
A presença das substâncias foi maior nas regiões Norte e Nordeste
QUANTIDADE
EUA
1,74 ng por ml 1,58 ng por ml
Canadá
1,3 ng por ml
Nanograma (ng) equivale a 1 bilionésimo do grama PARABENOS Podem estar associados a casos de cânceres, alergias cutâneas e envelhecimento precoce da pele
RIBEIRÃO PRETO (FCFRP), USP
Encontrados principalmente em comésticos, produtos de higiene, papéis (higiênico, panfletos,jornais) e alimentos processados
A análise de urina foi feita em crianças entre
6 e 14 anos
Risco para a saúde das crianças Cosméticos e embalagens podem ser causa de desequilíbrio hormonal infantil no país Produtos de consumo do dia a dia dos brasileiros, como cosméticos, formulações farmacêuticas e embalagens, podem ser responsáveis pelo desequilíbrio hormonal infantil no país. Pesquisadores da Universidade Federal do ABC (UFABC São Paulo) – ligada à USP – descobriram que as crianças brasileiras estão expostas a determinadas moléculas presentes nesses materiais que podem favorecer o aparecimento de problemas como puberdade antecipada, câncer, diabetes e infertilidade na fase adulta. O resultado foi publicado na revista científica “Environmental International”. Os especialistas analisaram 300 amostras de urina de crianças entre 6 e 14 anos das cinco regiões do país. Eles constataram que essa parcela, principalmente as meninas, está exposta a níveis altos de parabenos e benzofenonas, duas classes de disruptores endócriThuany Motta
nos – um tipo de molécula que não é sintetizada de forma natural no organismo e que pode alterar o equilíbrio hormonal – presentes em cosméticos e outros produtos de uso pessoal. Os números nacionais, quando comparados aos de outros países, tornamse preocupantes. A quantidade de benzofenonas em crianças brasileiras (57,3 nanogramas por mililitros – ng/mL) foi de duas a três vezes maior do que a relatada nos pequenos da Alemanha (33,6 ng/mL) e dos EUA (33 ng/mL), por exemplo. Quanto aos parabenos encontrados por aqui, o número é de 110 ng/mL, enquanto que na Dinamarca é de 69 ng/mL e, na Alemanha, 57,2 ng/mL. MAIS VULNERÁVEIS “Essas substâncias provocam o aumento ou a diminuição da produção de hormônios. As crianças, por ainda não terem um sistema hormonal totalmente formado, são as que mais sofrem com os impactos, já que o balanço na produção de hormônios é fundamental para o desenvolvimento saudável”, explica o pesquisador Bruno Alves, um dos participantes do estudo. Segundo Alves, o maior objetivo da pesquisa é mostrar aos órgãos regulamentadores os riscos dessa exposição. “Os dados são muito graves. Se lembrarmos que o Brasil é um dos
países que lideram o ranking de venda de cosméticos, o impacto em longo prazo pode ser desastroso”, alerta o especialista. Para garantir resultados mais consistentes, o próximo passo é ampliar o alcance do experimento. “Até o fim do ano, outro projeto será entregue para aprovação e obtenção de recursos pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para, então, executá-lo”, diz o pesquisador. APLICAÇÃO Normalmente, esse tipo de estudo utiliza testes estatísticos relativamente simples, comparando individualmente cada substância a um ou poucos parâmetros, como idade ou região. Mas, nesse caso, além de fazer isso, os pesquisadores realizaram uma análise de “mineração de dados”, que permitiu avaliar os efeitos da exposição simultânea a vários disruptores endócrinos. “Quando você joga todos os dados de uma vez (na análise estatística), você avalia a coexposição. Ou seja, a pessoa não está exposta a determinado parabeno, mas a vários tipos de parabenos, aos bisfenóis, e assim por diante”, ressalta Bruno Alves. “Numa somatória, com certeza, isso tem efeito. E mostramos isso no nosso trabalho, que a coexposição é algo a ser levado em conta”, afirma.
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sociedade
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DOLCEVITA A330 NEOTOUR
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a esteira do voo teste de rota da TAP Air Portugal através do Airbus 330 Neo, desembarcamos no último final de semana em Lisboa/Porto. In loco, testemunhamos, ao lado de um seleto grupo de convidados, parte do tour global que a empresa testou durante 150 horas de voo. No mundo, a companhia aérea foi a primeira a operar a aeronave. Momento histórico no qual compartilhamos o orgulho da TAP de participar desse futuro promissor.
Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com PNC/DIVULGAÇÃO
O titular da coluna e Jacqueline Araújo brindando a riqueza do Douro com a ponte Dom Luiz I como cartão postal
4004-9000
lançaperfume
DÁ-LHE PORTO
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a cidade do Porto, só boas recordações na memória deste “operário das letras e câmeras”. No nosso diário de bordo, só adjetivos para esse patrimônio cultural da Europa, batizado como tal em 2001. Desde então, os olhos de investidores portugueses e estrangeiros, incluindo brasileiros, aguçaram para o potencial de crescimento econômico e turístico. Fator dinamizado, nos últimos seis anos, com a restauração desse patrimônio, que resultou num “boom” imobiliário.
COMBOIO
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ossa ida de Lisboa a Porto passou pela opção ferroviária. Percurso de três horas com o custo de € 40 em classe “comfort”. Já às margens do rio Douro, estivemos no sofisticado “Bar do Cais”, em meio à degustação de boas safras de vinhos locais, das saborosas sardinhas da temporada e de um fino jazz de boas-vindas.
VILA NOVA DE GAIA
N
a outra margem do Douro, a vila outrora “canteiro” de docas envelhecendo tonéis de vinho do Porto, provenientes de plantações locais, hoje tem outro visual, em parte abrigando bares e restaurantes. Também nessa margem está o embarque do teleférico (3,50 euros/pessoa) que margeia espetacularmente o rio e abriga decks de tours de embarcações pelo Douro afora. Esse teleférico sobe até o miradouro da Serra do Pilar.
PAISAGEM URBANA
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ale aqui uma gim tônica, no pôr do sol, em um belíssimo lounge, no “ar de Gaia” com o visual da lendária ponte Dom Luiz I como cartão postal. De volta à margem do Porto, flanar pelas ruelas entre as exuberantes edificações neoclássicas é um colírio para os olhos e
um alimento para mentes sedentas por cultura. A Capela das Almas é a maior vitrine da azulejaria portuguesa, juntamente com o átrio da estação de São Bento e seus 20 mil azulejos. Também próximo à Avenida dos Aliados, zoom no Palácio das Cardosas, que abrigou nobres no passado e onde hoje funciona o Hotel Intercontinental.
COISAS DO PORTO
A
inda sobre Porto, anotamos: a cidade tem uma eficiente linha de metrô que a cruza em todos os sentidos a partir da estação hub de Trindade; a terceira geração é superativa: na rua, no metrô, comércio, atividades culturais, sobretudo as religiosas. O poder da Igreja é grande. Gente comunicativa, hospitaleira, que, inclusive, protege turista de eventuais ações de “ladrões de galinha” denunciando-os na hora; mesmo em altas temperaturas; na-
tivos têm ranço de gente de Lisboa.
VITRINE
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edentos por compras, a Rua Santa Catarina é uma tentação a céu aberto. Saindo do centro histórico em direção à foz do rio Douro, Matosinhos é a praia de descolados, turistas e residentes graúdos. Sua beleza está nas edificações residenciais modernas, no fino comércio e nos amantes da boa culinária.
MAIS PORTO
A
gigantesca escultura da Anêmona é o atrativo e símbolo da pesca local. Idem o museu do queijo. A mobilidade urbana fora do centro histórico também é tranquila, uma vez que as zonas residenciais e o aeroporto são interligados por seis linhas de metrô.
VIVA SÃO JOÃO
A
festa de São João é também o maior evento local. O cheiro da sardinha assada em várias ruas consome o olfato. Pequenos balões de ar quente ganham os céus, formando um espetáculo genial como constelações. As cortinas da noite se fecham com o show pirotécnico espetacular tendo a ponte Dom Luís como pano de fundo.
PORTO FINO
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otoristas de táxi não ligam o ar condicionado por determinação dos patrões de economizarem gasolina. Preço por litro: 1,50 euro. Os casarões do centro histórico, depois de restaurados, são disponibilizados para locações a turistas. Gente fina, graúda, mora no que eles chamam de periferia, o que se traduz como zonas residenciais, algumas de alto padrão. Ir a Matozinhos de Eléctrico (bondinho) margeando o rio até o mar é imperdível.
aqui nosso 6 Fica agradecimento à acolhida em seus hotéis na região ao Vila Gale Porto: Porto; Pôrto Ribeira e Collection Douro e na pessoa do José Miguel de Oliveira Martins como diretor. Buarque de 6 Chico Hollanda encontra-se
na ponte aérea Lisboa-Porto, fazendo uma série de espetáculos nas mais nobres salas portuguesas. repertório, as 6 No canções da 38º e
mais recente obra, “Caravanas”, que, além de inspirarem a ocasião, dialogam com outras de diferentes décadas. atrás, antes de 6 Dias atracar em Lisboa,
Chico dividia prazeres da mesa no chiquérrimo restaurante Le Grand Venize, em Paris, com e ex-chanceler de Lula, Celso Amorim. cardápio, lulas 6 No fritas e um discurso nada esquerdista.
DE BANDEJA Cultura italiana é celebrada na Savassi A tradicional Festa Italiana chega à sua décima segunda edição na capital e celebra as raízes de uma cultura que deixou importantes marcas na história de Belo Horizonte. A programação conta com feira gastronômica com mais de 30 opções, espetáculos de música e de danças tradicionais do país. Onde av. Getúlio Vargas, entre a av. Cristóvão Colombo e r. Professor Moraes Quando Neste domingo (1°), das 11h às 20h Quanto Entrada gratuita mediante troca de 1 kg de alimento não perecível.
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MARIELA GUIMARAES – 31.5.15
Circuito Gastronômico de Favelas neste domingo Dez atores gastronômicos da cidade apresentam preparos da cozinha popular na quinta etapa do Circuito Gastronômico de Favelas. Nesta edição, os participantes apresentam pratos como o Bolinho de Feijoada, o Macarrão Maravilha e a Flor de Jiló com iscas de frango (foto). O preço máximo de cada refeição é de R$ 15. A atração musical fica por conta do Samba da Vera. Onde r. Marco Antônio (em frente ao número 250), Morro das Pedras, Grajaú Quando Neste domingo (1°), das 12h às 18h Quanto Entrada gratuita
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HORIZONTES DA CIDADE
Em tempos de WhatsApp, escolas resgatam cartas “
ESCOLA AMERICANA/DIVULGAÇÃO
Com uma pausa nos eletrônicos, mães incentivam As corresponhábito também dências são em suas casas palpáveis, Enviar cartas tornouse coisa do passado diante da internet e das inúmeras maneiras de se comunicar atualmente. Mas há escolas em Belo Horizonte que estão resgatando esse hábito com os alunos, que deixam um pouco o celular de lado para colocar as palavras no papel. Na troca de correspondências, as crianças compartilham experiências, aprendem sobre novas culturas e fortalecem o aprendizado da língua escrita, uma demanda urgente da era digital. Na Escola Americana em BH, alunos trocam cartas em inglês com estudantes da St. Albans RC Primary School, que fica em Blackburn, pequena cidade do noroeste da Inglaterra. “Eles perguntaram o que tinha aqui no Brasil, o que a gente fazia na escola e em casa. Eu escrevi sobre as músicas, as comidas e as festas que eu mais gosto”, conta Isadora Almeida, 6, uma das participantes do projeto. De acordo com a professora Cíntia Lamon, que supervisiona as atividades, o primeiro contato foi feito do outro lado do Atlântico. “Tudo começou quando a professora Ashley Taylor me mandou um e-mail para saber mais sobre o cotidiano escolar das crianças brasileiras. A intenção era que eles aprendessem sobre novos hábitos culturais, além de melhorar pontuação e parágrafo”, lembra Cíntia. Para Débora Rossi, mãe de Isadora, o incentivo existe dentro de casa também. “Uma vez por semana, nos sentamos para ler um livro de história infantil e, depois, ela precisa escrever o que entendeu. Saber escrever é básico para qualquer tipo de comunicação”, afirma Débora, que tem outro filho de seis anos. Thuany Motta
diferentes de uma mensagem eletrônica. Você passa a ter um carinho pela carta Karine Andrade
Professora do 4° do IC E não somente de palavras as correspondências foram feitas. Os estudantes enviaram fotos de pontos turísticos da capital mineira, falando sobre cada um deles em inglês. “Teve a parte de curiosidades também, incluindo até uma receita de brigadeiro. Um estudante britânico pediu, e um dos meus alunos pesquisou e enviou”, narra a professora Cíntia. Segundo ela, até o momento, dez cartas foram enviadas para a “terra da rainha”. “A expectativa é que eles respondam até o mês que vem. Queremos manter esse contato mensalmente”, afirma a professora. UNINDO GERAÇÕES No Instituto da Criança, também em Belo Horizonte, as correspondências são trocadas entre estudantes e professores. No 4º ano, a professora Karine Andrade enviou pelos Correios uma cartinha para cada um de seus alunos, neste primeiro semestre, perguntando sobre hábitos e o que eles mais gostam de fazer, na escola e nas horas de folga. “Falei do que eu mais gostava de fazer na escola, da matéria que eu mais gosto, que é matemática, e da que eu tenho dificuldade, historia”, disse João Victor Soares, 8. Para Karine, os alunos são estimulados a pensar no destinatário, no que desejam compartilhar. Além disso, afirma, trocar correspondências ensina as crianças a ter paciência para aguardar a chegada da resposta. “As correspondências são palpá-
Alunos da Escola Americana trocam cartas com alunos da St. Albans RC Primary School, que fica no noroeste da Inglaterra
veis, diferentes de uma mensagem eletrônica. Além de ler e reler, você costuma guardar num lugar especial. E passa a ter um carinho pela carta, que te aproxima de quem a escreve ou a recebe”, diz a professora. “Tem sido
um projeto maravilhoso. Agora que estamos na fase das respostas dos alunos, tenho recebido conteúdos muito bem elaborados”, conclui. Para a mãe de João Victor, Ana Paula Gama, as crianças de hoje fazem par-
te de uma geração muito imediatista, que não sabe esperar. “Acho que isso tudo é importante para elas verem que precisamos esperar as coisas na vida, que nem tudo vem de repente”, diz. Ana Paula conta que a
troca de cartas fez com que o filho visse como as coisas eram na vida da mãe. “Falei de como me correspondia com amigas que moravam longe e, depois de crescer, com os namorados”.
ARQUIVO PESSOAL
Escrever à mão tem benefícios
João Victor, da 4ª série: ‘Falei da matéria que eu mais gostava’
Deixar caneta, lápis e papel à mão é sinônimo de benefício para o desenvolvimento infantil, afirma o professor de português Fábio Ramalho. “Isso sempre foi parte essencial da cultura e da formação da humanidade. Ter uma boa relação com a escrita manual ainda é necessário. Por isso, dominar essas habilidades ainda deve ser um padrão de ensino fundamental básico”, diz. Ramalho explica que as cartas valorizam a linguagem. “É por isso que, quan-
do as pessoas mandam correspondências ou convites impressos para familiares e amigos, elas tomam o cuidado de escreverem tudo com a maior clareza possível, para mostrar como aquela pessoa é importante”, aponta. Ele afirma ainda que as palavras podem transmitir melhor os sentimentos de quem as escreve. “Um pouco da nossa personalidade emocional fica registrada nas linhas quando se escreve”, expõe o professor.
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CENÁRIO BH FERNANDO LUTTERBACH/DIVULGAÇÃO
LEO LARA/DIVULGAÇÃO
Sarandeiros apresenta 6 Grupo o espetáculo “Além Mar”
Antes de partir para turnê em Portugal , o grupo de danças pouplares Sarandiros apresenta o espetáculo inédito “Além Mar”. A montagem é um encontro de danças de matrizes africanas com matrizes indígenas amazonenses e traz a estreia de duas novas coreografias. O espetáculo reafirma a riqueza cultural brasileira por meio da regionalidade de suas manifestações. Onde Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro) Quando Neste domingo (1°), às 19h Quanto R$ 30 (inteira) DAVIDSON ALVES ROCHA/DIVULGAÇÃO
Godoi abre a exposição 6 Antônio “Universo do Artista”
Fiat realiza exposição 6 Casa de obras de arte digitais
A partir da próxima terça (3), visitantes da Galeria de Arte do PIC Cidade podem conferir a primeira exposição de Antônio Godoi. A mostra “Universo do Artista”, composta por 60 obras – entre elas aquarelas, esculturas e desenhos –, é um recorte dos mais de 300 trabalhos produzidos por Godoi nos últimos cinco anos. Onde Galeria de Arte do PIC Cidade (r. Cláudio Manoel, 1.185, Funcionários) Quando Seg. a sex. das 7h às 20h; sáb., das 8h às 18h. De 3 a 31/7 Quanto Entrada gratuita
Criadas durante uma residência artística, as obras da exposição “Cidades e Outras Passagens na Casa Fiat de Cultura – Caminhos de Uma Residência em Arte Digital” vão ocupar o espaço até agosto. São 3 instalações e 4 videoartes, que buscam relacionar a cidade ao painel “Civilização Mineira”, de Cândido Portinari Onde Casa Fiat de Cultura (Praça da Liberdade, 10, Funcionários) Quando Ter. a sex., das 10h às 21h; dom. e feriados, das 10h às 18h. De 4/7 a 5/8 Quanto Entrada gratuita
da Assembleia celebra 6 Praça no sábado o Dia de Cooperar
discute gestão 6 Seminário de carreira do artista visual
Neste sábado (30), o Memorial Minas Gerais Vale realiza o 1° Seminário “Dá pra viver de artes visuais?”. Com convidados do Rio, de São Paulo e de Minas, o encontro nasce com a proposta de oferecer orientações claras para artistas. Durante o evento, três temas serão contemplados: “Formação, experiência, amadurecimento: a persistência no fazer”, “Artistas etc: as múltiplas faces da carreira de um artista” e “O jovem artista e o mercado de arte”. Além das mesas para discussão, a abertura do evento conta com uma performance de Rafael RG Onde Memorial Minas Gerais Vale (Praça da Liberdade, 640) Quando Neste sábado (30), das 10h às 18h30 Quanto Entrada gratuita mediante inscrição pelo telefone (31) 3343-7317.
Neste sábado (30), cooperativistas e voluntários comemoram mais uma edição do “Dia de Cooperar (Dia C)”, um movimento nacional que promove iniciativas para estimular a realização de trabalhos voluntários. Só no ano passado, mais de 900 mil pessoas foram beneficiadas no Dia C, em Minas. O encontro deste ano conta com diversas atrações, como apresentações culturais, espaço para exposição, degustação de produtos de cooperativas, aferição de pressão e doação de mudas. O objetivo dessa movimentação das cooperativas é alcançar 169 metas previamente definidas para tornar o mundo um lugar menos desigual. Onde Praça da Assembleia (Santo Agostinho) Quando Neste sábado (30), a partir das 9h Quanto Entrada gratuita.
ALEXANDRE ROUSSET/DIVULGAÇÃO
TULIPA RUIZ/DIVULGAÇÃO
Incubadora de 6 Contato Audiovisual oferece oficinas
Durante a temporada de férias, a Contato Filmes vai oferecer oficinas de Laboratório de Projetos, com Guilherme Fiúza Zenha (foto) e Victor Lopes; Roteiro para Série, com Laura Barile; e A Narrativa do Cinema, com Gilberto Scarpa. As atividades são direcionadas para quem quer aprender ou se aprofundar sobre a produção audiovisual para TV e cinema. Onde ONG Contato (r. Pouso Alto, 175, Serra) Quando Datas e horários variados. Quanto Gratuito. Inscrições pelo sympla.com.br/ongcontato ANDRÉ PINNOLA/DIVULGAÇÃO
100% Minas 6 Mostra destaca o design do Estado
Em sua terceira edição, o evento reúne 30 designers mineiros que apresentam pra o público criações que ganharam destaque na produção mineira. O Evento criado pela Casacor Minas faz parte da programação da mostra de arquitetura pensada para incentivar a produção, o mercado e a cena do design mineiro. Onde Casa Fiat de Cultura (Praça da Liberdade, 10, Funcionários) Quando Até 8/7. Ter. a sex, das 10h às 21h; sáb. e dom, das 10h às 18h Quanto Entrada gratuita
China lança livro 6 Pernambucano com ilustrações de Tulipa Ruiz
Com passagens reais vividas por China e pelo cãozinho de sua família em uma viagem de carro de São Paulo a Pernambuco, o livro “Carlos Viaja”, com ilustrações da cantora Tulipa Ruiz, será lançado neste sábado (30), na Biblioteca Pública. Na ocasião, autor e ilustradora também participam de bate-papo com o público Onde Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais (Praça da Liberdade, 21, Funcionários) Quando Neste sábado (30), das 10h às 14h Quanto Entrada gratuita.
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almanaque PEÇA> Com direção de Enrique Díaz e Renato Linhares, “CérebroCoração” faz temporada no CCBB FERNANDO YOUNG/DIVULGAÇÃO
Poética ciência Monólogo
Mariana Lima traz “aula-performance” em que faz confluir a subjetividade da arte à objetividade da medicina
Se há um lugar onde a técnica costuma se sobrepor a qualquer aceno de pessoalidade é na medicina. Ciência que prima por um ideal de objetividade, não é raro que os profissionais sejam taxados até mesmo de frios e insensíveis. Uma conferência médica, portanto, não é exatamente ambiente para uma performance de latente subjetividade. E é justamente esta improvável combinação que Mariana Lima traz para BH com o monólogo “CérebroCoração”, que chega à cidade na sexta (6) e cumpre temporada até o dia 30. Gestado ao longo de anos, o projeto é uma espécie de “aula-performance”, que mistura elementos da neurociência e da medicina à literatura de Marcel Proust (1871-1922) e às experiências pessoais da atriz, cabendo, ainda, referências a obra do artista plástico Leonilson (1957-1993). “Há vários tempos aí. Incluindo um mais longo, que é um tempo de vida mesmo”, expõe Enrique Díaz, Alex Bessas
marido de Mariana, sobre o processo de concepção da peça, que ele dirige ao lado de Renato Linhares. CONFLUÊNCIA Encadear a história que deságua no palco é algo complexo e exige voltar, pelo menos, ao ano de 2004. Foi quando Mariana teve sua primeira filha, Elena. Ocorre que a atriz sofreu com depressão pós-parto e, pouco tempo depois, enfrentou o luto com a perda de um irmão, de 10 anos, morto por consequência de um traumatismo craniano depois de ter sido atropelado. Acontecimentos que a levaram a precisar fazer uso de remédios. Interessada, Mariana não apenas tomava os comprimidos receitados como também passou a ler sobre. Ao mesmo tempo, passou a se dedicar à leitura dos sete volumes do clássico francês “Em Busca do Tempo Perdido”, de Proust. Ali estava a fagulha da confluência de interesses expostos na peça. As vivências e leituras acumuladas ao longo dos últimos anos resultaram em um burilamento que, ainda que em um material bruto, já indica-
va a potencialidade do projeto. Díaz recorda que, quando começaram o processo de construção de “CérebroCoração”, Mariana já tinha muito material – inclusive escrito. “Ela é muito criativa e potente e absolutamente estudiosa”, elogia. “A gente teve encontros, leituras, participamos de aulas, palestras”, lembra, completando que só aí deram passos rumo a dramaturgia. PERFORMÁTICA Para o diretor, arte e ciência não estão tão distantes quanto imaginamos. “O fazer científico se coloca em um sentido muito próximo do fazer artístico, afinal, é preciso ter capacidade imaginativa nos dois casos”, defende. A literatura proustiana, por sua vez, traz consigo a marcante noção de uma memória involuntária – já que o francês apontava nos sentidos do paladar e do olfato a capacidade de “convocar o passado” – e, mais do que isso, a ideia de acaso, de que o mundo foge de nosso controle. “É algo que, na peça, acaba se relacionando com o científico, de forma até mesmo subversiva”, classifica.
A dinâmica do desenvolvimento do espetáculo contribui para que a audiência se contamine pouco a poucoda subjetividade da atriz. “A estrutura, inicialmente, é de uma conferência mesmo. E o espectador vai tendo essa experiência, que não é teatral, que é quase um objeto de estudo”, menciona Díaz, peruano radicado no Brasil. É de uma descrição cirúrgica da retirada de um edema da cabeça de um menino que Mariana parte. Aos poucos, elementos pessoais vão sendo associados à narrativa.
“
Quando já estamos acostumados com o formato de uma conferência, o espetáculo vai se transformando.
“Quando já estamos acostumados com o formato de uma conferência, o espetáculo vai se transformando, aos poucos, através da presença cênica dessa palestrante”, adianta ele. Assim, os fundos falsos vão se abrindo e, progressivamente, “CérebroCoração” vai se tornando mais performática. A combinação de teatro e ciência provoca outros tipos de conhecimento, acredita Díaz. Afinal, há o cruzamento de um saber subjetivo, provocado pela performance, ao distanciamento do sujeito-objeto, quase um arquétipo da ciência. A dualidade de “CérebroCoração”, presente já no título com a oposição simbólica que esses dois órgãos causam no imaginário popular, se estende também para a concepção do espetáculo. É o que pondera Díaz, para quem o trabalho trouxe consigo “toda a beleza e dificuldade dos projetos que são feitos de forma coletiva e colaborativa”.
2012, depois de integrar o grupo por 24 anos) tenho gostado de me levar nessa onda de me deixar atuar no trabalho dos outros e estou feliz de encontrar novos parceiros”, examina. Nesse contexto, a peça foi a oportunidade de romper com a relação distanciada que vinha mantendo com a direção teatral. Se dedicando a obras audiovisuais, projetos não faltam a Díaz. Com Mariana e Ricardo Linhares, se dedica ao treinamento de atores no Complexo da Maré. Atualmente na série global “Onde Nascem os Fortes”, o ator está no filme “Ferrugem”, com estreia prevista para o próximo semestre, o também integra o elenco de “Los Silencios”, longa que foi bem recebido no Festival de Cannes neste ano. Aproveitando a estadia em BH, Díaz não faz muitos planos, mas tem uma certeza: quer voltar a visitar Inhotim.
RETORNO Para o diretor, o monólogo foi a oportunidade de reencontro. “Depois que saí da Companhia dos Atores (em
> CérebroCoração
CCBB (praça da Liberdade, 450, Funcionários). Qua. a seg., sempre às 20h. R$ 20 (inteira). De 6 a 30/7. Sessões extras nos dias 21, 22, 28 e 29/7, às 17h.
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ARTES CÊNICAS Retratos de famílias em cena A palavra família traz consigo significados diversos. Entre eles afeto, cumplicidade, e também conflito e até conservadorismo. Mas a verdade é que, independente de sua constituição, é fácil saber quando se está em família. É esta a premissa da peça “Morada”, da Afoita Teatro, grupo de São João Del Rei que traz a apresentação para Belo Horizonte a partir da próxima quinta (5). Uma companhia teatral que surgiu em 2016, de alunos egressos da Universidade Federal de São João Del Rei, a Afoita é formada por seis atores e, desde sua fundação, mantém uma mesma composição. São quase uma família. Tanto que o tema surgiu de forma muito natural para os artistas, que assinam a dramaturgia coleAlex Bessas
teatro adulto ACONTECEU COMIGO Dir. coletiva Com Companhia Creatio Teatro Playback Narrativas, sensações, relatos e histórias colhidos de pessoas da plateia. Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo). Neste sáb. (30), às 20h. R$ 20 (inteira).
A OBSCENA SENHORA H Dir. Juarez Guimarães Dias Com Luciana Veloso Episódios da biografia da escritora Hilda Hilst durante a criação do livro "A Obscena Senhora D". Teatro de bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 15 (inteira). Até 8/7.
BUMERANGUE Dir. Fernando Couto e Ari Nóbrega As situações vivenciadas na infância de dois homens se transformam em desejos. Teatro da Biblioteca Pública (Circuito Liberdade, 21, Funcionários, 32935502). Neste sáb. (30), às 20h30; dom. (1°), às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 19 (postos Sinparc).
CÉREBRO_CORAÇÃO (Leia mais na página 18)
DIALÉTICA DAS AUSÊNCIAS Dir. Welleton Carlo e Pablo Xavier Com Grupo Identidade Uma visita a corpos e histórias através de temas como o preconceito, a indiferença, o ódio e as ausências. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, 1.377, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Neste sáb. (30) e dom. (1°), às 19h30. R$ 10.
DOSTOIÉVSKI TRIP Dir. Cibele Forjaz Com Cia Livre e Mundana Companhia Um grupo aguarda a chegada de um comerciante que fornece mercadorias que provocam alucinações associadas a grandes autores da literatura. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Qua. a seg., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 9/7.
FRED & LAURA Dir. Thomaz Canniza Com Thomaz Canniza, Carolina Cândido A vida de jovens em busca dos sonhos. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Neste sáb.
tivamente. “Todos nós viemos de famílias tradicionais e hoje as nossas próprias famílias não têm mais essa constituição”, explica o ator Roger Ferreira Xavier, um dos quatro em cena na peça. Ele lembra que os integrantes da trupe vieram do interior de Minas e se estabeleceram na cidade universitária. Por essa razão, o título “morada” faz todo sentido. “Não é à toa, pois a palavra é associada ao lugar onde você vive por um tempo, não é a mesma coisa que lar... É um espaço que você ocupa, mas que depois se muda”, continua ele. COMUM Famílias formadas por casais homo ou heterossexuais, com ou sem filhos, por mães solteiras ou avós e netos: “indiferente do arranjo, os sentimentos são sempre os mesmos”, defende Xavier. E são si-
tuações comuns a toda amplitude que a família possa significar que a peça emula. “Existem vários personagens que podem ser de qualquer modelo familiar”, analisa.
Base do espetáculo, as cenas acontecem em cômodos de uma casa. Ali, os atores criam uma paisagem imaginando quais seriam as relações possíveis entre as quatro
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paredes, seja de uma cozinha, uma sala de TV ou um quarto, por exemplo. Entre as esquetes, os atores montam e desmontam esses cenários, fazendo com que a ideia de mudanMARLON DE PAULA/DIVULGAÇÃO
Reflexão
Grupo apresenta peça em que reflete sobre os diversos significados contidos na palavra família
ça seja uma constante. Como Xavier deixa evidente, a construção do espetáculo partiu de um assunto comum: “mantemos uma relação distanciada, fisicamente, de nossos familiares. Quando nos demos conta, estávamos falando sobre isso”. Mas que fique claro, no palco, o grupo foge de idealizações. Assim, “Morada” tem ar intimista e se coloca em contato direto com a plateia – por vezes, reagindo a ela. É a primeira vez do grupo são-joanense em BH. O que é, sem dúvida, motivo de expectativa. Afinal, são daqui “grupos, como o Galpão, que foram fundamentais para nós, e que nos inspiram”, define Xavier.
> Morada
Funarte MG (r. Januaria, 68, Centro). De 5 a 15 (quinta a domingo). Entre quinta e sábado, às 20h; domingo, às 18h. R$ 20 (inteira).
FERNANDO LUTTERBACH/DIVULGAÇÃO
(30) e dom. (1°), às 20h. R$ 20 (inteira).
3516-1360). Neste sáb. (30), às 21h. R$ 80 (inteira).
HÁ ALGO DE PODRE NO REINO DA DINAMARCA Dir. Rogério Araújo Com alunos do Curso Técnico de Teatro do Cefart Os jovens formandos têm uma peça a ser encenada, um dilema a ser resolvido e suas pulsões a serem expostas sobre o palco. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Qua. a sáb., às 20h; dom., às 19h. Entrada gratuita. Até 15/7.
IMPROVÁVEL Com Barbixas Cia. de Humor A plateia faz sugestões para que os humoristas improvisem. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Neste sáb. (30), às 19h e às 21h30; dom. (1°), às 18h. R$ 80 (plateia 1, inteira); R$ 70 (plateia 2, inteira).
MORADA (Leia mais nesta página)
O JARDIM DO INIMIGO Dir. Caíque Oliveira Com Com Caíque Oliveira Em um jardim sinistro, o Acusador persegue suas vítimas através da mente. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Qui. (5), às 19h30. R$ 60 (inteira).
PRÓLOGO CANINO-OPERÍSTICO Com Marcelo Castro Um cão em um teatro é forçado a encenar algo sob os olhares da plateia. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Sex. (6) e sáb. (7), às 20h; dom. (8), às 19h. R$ 30 (inteira).
TALVEZ EU ME DESPEÇA Dir. Ludmilla Ramalho Com Beatriz França Beatriz França homenageia uma amiga assassinada e volta à cena para lembrar de quem não pode se despedir. Casa de Candongas (av. Cachoeirinha, 2.221, Santa Cruz). Neste sáb. (30) e dom. (1°), às 20h. R$ 10 (inteira).
UM CASAMENTO FELIZ Dir. Eri Johnson Com Eri Johnson, João Lima Jr., Renato Rabelo Um heterossexual e solteirão convicto recebe uma herança milionária de sua Tia Carola. Mas para recebê-la, precisa se casar com seu melhor amigo. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes,
teatro infantil DONA BARATINHA Dir. Gilberto Lainha e Thalita Laira Com Lainha Produções Uma sonhadora baratinha está à procura de um companheiro ideal e convida a plateia para participar de sua decisão. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Neste dom. (1°), às 16h. R$ 20 (inteira).
OS VINGADORES Dir. Bruno Righi Com Amanda Papatella, Bruno Righi, Gustavo Andrade O maior vilão de todos os tempos está vindo à terra. O Homem de Ferro precisa reunir os Vingadores para defender o planeta. Teatro da Biblioteca Pública (Circuito Liberdade, 21, Funcionários, 32935502). Neste sáb. (30), às 16h30. R$ 18 (postos Sinparc).
dança ALÉM MAR Dir. Gustavo Côrtes Com Sarandeiros Um encontro de danças de matrizes africanas e de matrizes indígenas. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Neste dom. (1°), às 19h. R$ 30 (inteira).
SUBJETIVIDADES DANÇANTES - MULHERES QUE DANÇAM A VIDA Dir. Renatha Maia Espetáculo construído a partir da improvisação. Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Neste sáb. (30), às 19h30. R$ 20 (inteira).
VIAGEM AO FOLCLORE EGÍPCIO Dir. Kátia Elizabeth de Oliveira Lima Com Talibah de Danças Árabes Um passeio pelos folclores egípcios e as raízes da dança árabe. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 21087827). Neste sáb. (30), às 20h. R$ 40.
musical
O palhaço Klaus narra suas memórias de festas infantis no espetáculo “Animo Festas”
ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS Dir. Diego Benicá Com Copas Produções A história da menina que se vê no dilema de crescer ou permanecer criança. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta). Sáb. e dom., às 16h. R$ 50 (inteira); R$ 22 (postos Sinparc). Até 29/7.
festival bh de artes cênicas DEFUNTO BOM É DEFUNTO MORTO Dir. Ricardo Batista Com Ricardo Batista Um ator muito conhecido é assassinado enquanto apresentava uma peça. A partir daí novos personagens surgem e se revezam em cena. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta, 32269459). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 20h. R$ 40 (inteira); R$ 20 (postos Sinparc). De 6/7 a 29/7.
palco giratório
ANIMO FESTAS Com La Cascata Cia. Cômica O sombrio Klaus narra suas memórias em festas infantis. Neste dom. (1°), às 19h.
CLAKE Dir. Domingos Montagner Com Circo Amarillo Espetáculo cômico evidencia o trabalho da dupla Marcelo Lujan e Pablo Nordio. Praça Duque de Caxias (Santa Tereza). Neste dom. (1°), às 11h.
COMO MANTER-SE VIVO? Dir. Flávia Pinheiro Com Flávia Pinheiro Uma investigação sobre a urgência de permanecer em movimento como um procedimento de sobrevivência. Sex. (6), às 20h.
LOOPING: BAHIA OVERDUB Dir. coletiva Com Filipe de Assis, Leonardo França e Rita Aquino As festas de Largo de Salvador e suas contradições são a paisagem predominante do espetáculo. Neste sáb. (30), às 21h30. (*) Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 1 hora antes de cada espetáculo.
segunda preta ENCRUZILHADA DAS MULHERES Com Chica Reis e Marcos Matheus Contação de histórias baseada nos contos de Mãe Beata de Yemonja.
FALA DAS PROFUNDEZAS Dir. Gabriel Cândido Com Núcleo negro de pesquisa e criação Experimento cênico sobre um grupo de pessoas que têm cor, voz e histórias. (*) Teatro Espanca! (r. Aarão Reis, 542, centro). Seg. (2), às 20h. R$ 10 (inteira)
teatro insurgente mostra de solos CICLOS Dir. Juliana Pautilla Com Rita Maia Uma mulher às voltas com sua emancipação em relação à maternidade após os 40 anos. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto). Neste sáb. (30), às 20h; dom. (1°), às 19h. R$ 20 (inteira).
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MÚSICA Nas avenidas sonoras do rock João H. O trio Riviera Motta Gaz, formado (*) por Gustavo Riviera, Paulo Kishimoto e Steve Shelley faz estreia em solo mineiro em um dos maiores palcos do underground brasileiro: A Obra Bar Dançante recebe o novo projeto dos membros da banda paulista Forgotten Boys e do baterista do Sonic Youth, uma das maiores referências do rock alternativo dos anos 1980 e 1990. Mais uma vez, o festival Tremor apresenta um membro do Sonic Youth na cidade. A Obra, vale lembrar, recebeu no ano passado o show do guitarrista da banda, Lee Ranaldo, com uma apresentação acústica de “Eletric Trim”, seu mais recente disco. Na próxima terça (3), o Riviera Gaz apresenta seu primeiro álbum, intitulado “Connection”, lançado neste mês. O disco conta com onze faixas originais que transitam pelo glam rock, por estilos dos anos 90, pelo noise alternativo e até pelo folk psicodélico. Das onze gravações, cinco já haviam
sido lançadas no EP “Pere Ubu” (2016), que saiu em turnê pelo Brasil, Argentina e Uruguai. As outras canções de “Connection” foram gravadas durante as turnês e em sessões posteriores. Ambientado pelo clássico clima do rock de garagem da Obra, o grupo também promete tocar outras composições que não entraram no álbum de 2018, além de releituras de músicas de bandas que influenciaram o trio. Nessa lista, pode-se esperar um pouco do proto punk sessentista de The Kinks e The Stooges – que têm referência creditadas na faixa “Bleeding”. Gustavo Riviera, vocalista, guitarrista e o idealizador do projeto afirma que “apesar do disco ter sido feito em três momentos diferentes, ele me parece bem completo: agora a banda tem uma identidade”. As conexões que levaram à formação da banda Riviera Gaz podem ser sentidas no novo trabalho de estúdio do grupo. Os integrantes moram cada um em uma cidade – Gustavo em São Paulo, o baixista Paulo Kishimoto em Montevidéu e Steve em Nova
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RENATA MOLINA/DIVULGAÇÃO
influências que sofremos e a constante sensação de falta que sentimos”.
Lançamento
Projeto com integrantes do Forgotten Boys e do Sonic Youth apresenta novo disco em BH York – e apesar da distância geográfica, o grupo mantevese sintonizado para a gravação de “Connection”. O disco ganhou a produção do americano John Agnello, referência do rock alternativo, e que já assinou em discos do Sonic Youth.
A ruidosa faixa “If I Had One” – que ganhou um clipe com imagens de um circo do interior paulista editadas com efeitos psicodélicos – abre o disco e foi a última composição que entrou no trabalho. Para Gustavo, ela “resume bem a banda. Tem a ver com
esse lugar de show, de se apresentar para o público”, explica. “Ela representa a nossa afinidade, traz uma história recente que construímos nas nossas turnês”, continua o músico. Nas palavras de Gustavo, “‘If I Had One’ fala como somos moldados através das
POWER TRIO O Riviera Gaz começou em 2014 como um projeto solo e acústico de Gustavo, que tirava um ano sabático em Paris. Com amadurecimento das composições, o guitarrista sentiu a necessidade de montar a banda para dar potência às obras. Um fotógrafo parisiense, amigo em comum dos três, aproximou Steve de Gustavo e Paulo. Com quatro músicas na mesa, os dois mostraram a demo para Steve que tratou de trazer sua marcação e seu ritmo originais que marcaram o rock dos anos 1980. O projeto chega a 2018 com fôlego renovado para turnê que começa em Santiago, no Chile e tem estreia nacional em BH. * Sob supervisão de Jessica Almeida
> Riviera Gaz
Lançamento do disco “Connection”. A Obra (r. Rio Grande do Norte, 1.168, Funcionários). Terça-feira (3), às 20h. R$ 40
Kassin canta o mundo real É quase indissociável: sempre que se fala em Alexandre Kassin, de imediato lembramos de seu virtuoso trabalho como produtor. Na lista de projetos assinados por ele, nomes imponentes como Caetano Veloso e Nação Zumbi. O hinário indie “Ventura”, do Los Hermanos também leva seu nome. Mas, o carioca envereda por outros fazeres musicais e é como cantor e compositor que vem a Belo Horizonte, na próxima sexta (6), quando apresenta seu novo álbum, “Relax”, lançado em 2017 no Japão e neste ano no Brasil. Na mesma noite, os palcos da casa de shows A Autêntica recebe outras novidades: Leo Moraes, conhecido agitador cultural da cena belo-horizontina, lança seu CD solo de estreia, o disco “Dia Verde Escuro”. Detalhe: Kassin já produziu a banda Gardenais, que Leo integrava. Por fim, a noite marca o lançamento do selo Under Discos, da UN Music. Importante dizer, esta não é a primeira vez que Kassin se aventura como cantor. Em 2011, ele estreava em um projeto solo, sob pseudônimo de Artificial,
com o álbum “Sonhando Devagar” e pitadas de psicodelia. Sua presença em arranjos musicais, no entanto, é mais antiga. Na década de 1990, aos 18 anos, foi membro da extinta banda Acabou La Tequila, que ainda hoje é referência no universo indie brasileiro. Além disso, participou do projeto +2, com Moreno Veloso e Domenico Lancellotti e é integrante da Orquestra Imperial. Como se vê, dividido entre tantos afazeres, seria injusto dizer que Kassin demorou a lançar seu segundo disco solo. Até porque, entre eles, ele ainda se dedicou à produção de nomes imponentes da MPB, como Gal Costa e Erasmo Carlos. “São duas coisas que eu amo fazer, mas que são completamente diferentes”, garante. Ocorre que, apesar da distância entre os dois lugares igualmente ocupados por Kassin, “são processos artísticos paralelos. Eu sempre fiz canções, tive banda aos 18 anos e, hoje, vejo que essas coisas se alimentam”. Depois de um passeio pelo universo do onírico em “Sonhando Devagar”, Kassin postula sobre o mundo real em “Relax”. “É como se tivesse acordando daquele outro tra-
balho, mais conceitual”, examina. Ao completar 40 anos, o compositor sentiu a necessidade de fazer um disco mais adulto. “Queria falar sobre coisas duras, sobre ver amigos se separando, sobre planos que não deram certo, sobre o lidar com a morte”, explica Kassin, emendando que deu um verniz leve a esses assuntos e aspectos da vida que chegamos
Sex. 6.jul.
com o avançar da idade. CABEÇA MUSICAL Com muito cuidado para que o conjunto de músicas em “Relax” formassem de fato um álbum, Kassin contou com ajuda do crítico Carlos Eduardo Miranda, morto no último dia 22 de março. “Ele organizou a sequência musical, algo essencial para deixar
ou não o ouvinte entrar no disco”, elogia. Mas, para além do formato, o músico planeja o lançamento das canções individualmente. Assim, tem liberado clipes individuais – e já tem mais três sendo preparados. “Essa é a forma como o mundo consome música hoje, acho importante que as pessoas possam consumir meu RODRIGO VALENTE/DIVULGAÇÃO
trabalho de uma forma condizente com o nosso tempo”, expõe. Assim, entremeio aos shows de apresentação de “Relax”, a cabeça de Kassin segue agitada. “Vou deixar passar um pouco o lançamento e devo ir lançando singles... Sabe, eu não paro de fazer música e não paro de gravar”, diz. Entre o entusiasmo de celebrar a vitalidade musical que a noite apresenta e feliz por compartilhar o palco com Leo, que considera “um músico talentosíssimo”, Kassin está curioso para conhecer A Autêntica. Mas nem só de novidades é feita sua visita a BH: sempre que vem aqui, ele faz questão de visitar o “Baú dos Discos”. “O Tito é um amigo de muitos anos e visitar o lugar é uma experiência poderosa para os amantes da música”, garante. (Alex Bessas)
Kassin, Leo >Moraes e Selo Under Discos
Conceituado produtor musical, Kassin lança seu segundo disco solo em Belo Horizonte
Lançamento dos álbuns “Dia Verde Escuro” (Leo Moraes) e “Relax” (Kassin) e do selo fonográfico Under Discos. A Autêntica (r. Alagoas, 1172, Savassi). Dia 6 (sexta), às 22h. R$ 20 (lote promocional), R$ 25 (antecipado) e R$ 30 (portaria).
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MÚSICA O lado russo das ‘Bachianas’ Berço de Tchaikovsky ( 1 8 4 0 1893), um dos maiores compositores da música clássica universal, a Rússia mantém viva a tradição do cancioneiro erudito. Aqui, quase do outro lado do globo, somos a terra de Heitor Villa-Lobos (1887-1959), um revolucionário que provocou um rompimento com a música acadêmica no Brasil e tornou-se o maior expoente do gênero musical clássico no país. Foi a partir do desejo de reunir as obras desses dois mestres e inspirada pela festividade da Copa do Mundo 2018 que a Orquestra Ouro Preto decidiu montar o concerto “A Rússia e o Brasil: A música de Tchaikovsky e Villa-Lobos”. A apresentação mescla importantes composições dos dois músicos e acontece no próximo domingo (8), como parte integrante da série “Domingos Clássicos” – que traz concertos da Orquestra Ouro Preto Lara Alves (*)
sábado (30) ARRAIÁ DOS COMPOSITORES Dona Jandira convida Banda Libertos, Érika Moura, Vítor Barros e Os Disponíveis para trazer uma dose de forró e MPB. Cine Theatro Brasil (av. AMzonas, 315, centro). Às 19h. R$ 30 (inteira)
BALÃO MÁGICO Trio formado por Simony, Toby e Mike se juntam para reviver os sucessos do grupo infantil dos anos 1980. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 19h. R$ 110 (inteira, plateia superior)
CONCERTOS VIRTUOSI Série recebe o renomado Duo Siqueira Lima repassando repertório de clássi-
para o grande teatro do Sesc Palladium, sempre no primeiro domingo de cada mês. Com a apresentação planejada desde o começo do ano, o maestro Rodrigo Toffolo se encarregou de resgatar peças-chave da obra dos compositores para apresentar ao público belo-horizontino. O repertório inclui da clássica “Bachianas Brasileiras no. 5”, de Villa-Lobos, a “Variações sobre Um Tema Rococó”, de Tchaikovsky. Esta última contará com a participação do violoncelista Robson Fonseca, que fará um solo durante a execução da peça. As escolhas, aliás, não foram aleatórias e representam a influência de Villa-Lobos e Tchaikovsky na formação dos músicos que integram o grupo. “Escolhemos dois compositores obrigatórios na vida de uma orquestra. Nós crescemos muito com os ensaios para esse concerto e enfrentamos muitos desafios técnicos para nos prepararmos. Existe sempre um peso de estar trabalhando com artistas tão emble-
máticos”, afirma o maestro. As peças serão intercaladas ao longo da apresentação com o intuito de que o público possa perceber as diferenças que margeiam as produções dos dois compositores. “Queremos que seja
cos para o violão. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h30. A partir de R$ 54 (inteira, plateia 3)
R$ 360 (inteira)
Dom. 8.jul.
PRÓXIMOS PASSOS Antes do concerto no domingo, a Orquestra Ouro Preto se apresenta na quarta (4), ao lado do violinista Carmelo de los Santos, em um concerto que destaca as obras de Vitali e Mendelssohn, na Fundação de Educação Artística. E, dando continuidade à série “Domingos Clássicos”, a orquestra ainda leva para o Sesc Palladium cinco peças musicais até o fim do ano, entre elas “Quem Perguntou Por Mim: Orquestra Ouro Preto e Fernando Brant” e “O circo de Charles Chaplin”.
>PretoOrquestra Ouro
Concerto: “A Rússia e o Brasil – A música de Tchaikovsky e Villa-Lobos”. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, Centro, 3214-5350). Dia 8 (domingo), às 11h. R$ 20 (inteira). Mais informações sobre as próximas apresentações em: orquestraouropreto.com.br
MINAS AO LUAR
PENSE
Segundo dia do festival apresenta Letrux, Rubel, Elza Soares e Cordel do Fogo Encantado. Museu Inhotim (r. B, 20. Fazenda Inhotim, Brumadinho). A partir de 9h30.
E estamos muito inspirados para a apresentação”, afirma.
* Sob supervisão de Jessica Almeida
DINGO BELLS
MECAINHOTIM
ÍRIS ZANETTI/DIVULGAÇÃO
Orquestra Ouro Preto apresenta composições de Tchaikovsky e Villa-Lobos em novo concerto
Música eletrônica experimental. Growleria de Arte (r. Sergipe, 629, Savassi). Às 18h. Entrada gratuita
Lançamento do álbum “Todo Mundo Vai Mudar”. Abertura com as bandas Ankus e Quarto. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 22h. R$ 30
tição e que o concerto seja mais uma comemoração dos avanços da equipe. “Acompanho mais discretamente o Mundial e torço para a seleção desde 1990. Estou otimista com o Brasil, que tem pela frente jogos bem perigosos.
Celebração
Pato Fu e Graveola e o Lixo Polifônicosão os convidados desta edição. Centro de Cultura Presidente Itamar Franco (r. Tenente Brito Melo, 30, Barro Preto). A partir das 17h. Entrada gratuita
CLUBE DO SYNTH
uma mistura bem leve, que apresente a beleza da sonoridade das produções”, explica. Animado com a participação brasileira na Copa do Mundo, Toffolo torce para que a seleção siga na compe-
Lançamento do disco “Realidade, Vida e Fé”. Abertura com as bandasManual e Elízia Granfinos (av. Brasil, 326 Santa Efigênia). Às 22h. R$ 35
domingo (1°) MECAINHOTIM Programação do último dia apresenta
FRED BOTTREL/DIVULGAÇÃO
Lama com Bethânia” 6 “Na se despede do Pajubar
Após uma pausa para repensar o projeto, a dupla de cantores mineiros Rafael Luiz e Vinicius Luiz retorna ao palco do Pajubar com o projeto “Na Lama Com Bethânia” para integrar a programação de despedida da casa. Aclamado como um dos maiores públicos da história do Pajubar, o projeto faz homenagem às canções de fossa que ficaram marcadas na carreira de Maria Bethânia. Pela primeira vez o bar vai abrir num domingo, para receber o retorno do show. No repertório, canções como “Grito de Alerta”, “Explode Coração” e “Lama”, além de surpresas e pedidos do público. Onde Pajubar (av. Santos Dumont, 360, centro) Quando Neste domingo (1º), às 20h (a casa abre às 18h) Quanto R$ 10 (em dinheiro)
Gelpi, Jules, Kafé e Pabllo Vittar. Museu Inhotim (r. B, 20. Fazenda Inhotim, Brumadinho). A partir de 9h30. R$ 360 (inteira)
WARM UP FESTIVAL SARARÁ Bud Basement recebe Lagum, Hot & Oreia e Djonga. Discotecagem com Xereu, Kingdom e Raquel Feu. Bud Basement (r. Itambé, 200, Floresta). Às 16h. R$ 40
terça (3) ORQUESTRA DE CÂMARA SESC Concerto de formatura. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h. Entrada gratuita, com retirada de ingressos 2 horas antes.
quarta (4) RODA DE CHORO Quarteto interpreta rico repertório da música instrumental e chorinho. Quintal da Horta (r. Mármore, 70, Santa Tereza). Às 19h. R$ 10
quinta (5) DOIS NA QUINTA Série promove show com o encontro dos músicos Kiko Klaus e José Luis Braga. Teatro da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais (pça. da Liberdade, 21, Lourdes). Às 19h30. R$ 10 (inteira)
ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS Orquestra apresenta o concerto “A Apó-
teose da Dança de Beethoven”. Dias 5 e 6. Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1090, Barro Preto). Às 20h30. A partir de R$ 44 (Coro, inteira)
sexta (6) PROJETO ELAS Lu Mattos e Fabi Metzker apresentam o espetáculo “As mulheres em nós”. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h. R$ 28 (inteira)
ORIENTE E POESIA ACÚSTICA Show reúne nomes de peso do rap nacional. Fábrica Criativa (av. dos Andradas, 1.145, centro). Às 22h. R$ 45 (segundo lote)
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O QUE VEM POR AÍ julho DIA 14 LENINE – TOUR LENINE EM TRÂNSITO
Palácio das Artes. Às 21h. R$ 120 (plateia 1, inteira, 1° lote), R$ 100 (plateia 2, inteira, 1° lote), R$ 80 (plateia superior, inteira, 1° lote).
nas e do Metal (praça da Liberdade, s/nº, Prédio Rosa). Às 19h30. Entrada gratuita. DIA 29 Sesc Palladium. Às 19h. R$ 100 (plateia 1, inteira), R$ 90 (plateia 2, inteira), R$ 80 (plateia 3, inteira).
agosto
ABERTURA DA EXPOSIÇÃO “RETROSPECTIVA MICHEL BASQUIAT”
DIA 4
DIA 20 SEU JORGE
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 110 (pista/arquibancada, inteira, 2° lote). DIA 21 LÉO JAIME & LEONI NO SHOW LEONI & LEONARDO
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 80 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 480 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 560 (mesa setor 1 com quatro lugares). DIA 26 SAMUEL CABRAL LANÇA O EP “CRIADOURO”
MM Gerdau - Museu das Mi-
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 140 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote).
FÁBIO JR.
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 80 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 400 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 480 (mesa setor 1 com quatro lugares). DIA 10 ADRIANA CALCANHOTTO - A MULHER DO PAU BRASIL
Palácio das Artes. Às 21h. R$ 120 (plateia 1, inteira), R$ 100 (plateia 2, inteira), R$ 80 (plateia superior, inteira).
MPB4 E BANDA - LANÇAMENTO DO CD/DVD “O SONHO, A VIDA, A RODA VIVA!” - 50 ANOS DE MÚSICA
Palácio das Artes. Às 19h. R$ 140 (plateia 1, inteira), R$ 120 (plateia 2, inteira), R$ 90 (plateia superior, inteira).
Grande Teatro do Sesc Palladium. Às 21h. R$ 160 (plateia 1, inteira), R$ 150 (plateia 2 e plateia superior, inteira).
setembro DIA 1° THIAGO ARANCAM - BELA PRIMAVERA
Palácio das Artes. Às 21h. R$ 150 (plateia 1, inteira), R$ 100 (plateia 2, inteira), R$ 50 (plateia superior, inteira). DIA 1° CAPITAL INICIAL
DIA 11 OSWALDO MONTENEGRO - SERENATA
DIA 7 TRIBALISTAS
Esplanada do Mineirão. Às 21h. R$ 140 (pista, inteira, 1° lote), R$ 200 (pista premium, inteira, 1° lote), R$ 300 (camarote, inteira, 1° lote).
(pista em pé, inteira), R$ 490 (cadeira inferior, inteira), R$ 720 (pista premium, inteira).
com quatro lugares).
DIA 27
DIA 4
O GRANDE ENCONTRO
LOREENA MCKENNITT
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 100 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 640 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 800 (mesa setor 1
KM de Vantagens Hall BH. Às 20h30. R$ 350 (arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 550 (cadeira, inteira, 1° lote), R$ 650 (cadeira vip, inteira, 1° lote).
DIA 6
DIA 18
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 80 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote).
Palácio das Artes. Às 21h. R$ 170 (plateia 1, inteira, 1° lote), R$ 140 (plateia 2, inteira, 1° lote), R$ 110 (plateia superior, inteira, 1° lote).
outubro PATO FU E GIRAMUNDO APRESENTAM “MÚSICA DE BRINQUEDO 2”
MARINA LIMA
DIA 16
Centro Cultural Banco do Brasil. Das 9h às 21h. Entrada gratuita.
NOVOS BAIANOS – ACABOU CHORARE
novembro
DIA 12 ROGÉRIO CAVALCANTI/DIVULGAÇÃO
ANITTA – SHOW DAS PODEROSINHAS
KM de Vantagens Hall BH. Às 18h. R$ 80 (arquibancada/pista, inteira, 1° lote), R$ 150 (mesa setor 2, individual, inteira), R$ 180 (mesa setor 1, individual, inteira). DIA 20 ALMIR SATER E RENATO TEIXEIRA
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 110 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 800 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 1.000 (mesa vip com quatro lugares), R$ 700 (mesa setor 3 com quatro lugares), R$ 900 (mesa setor 1 com quatro lugares). DIA 21 ROGER WATERS
Mineirão. Às 20h. R$ 300 (cadeira superior, inteira), R$ 340
Marina Lima faz show no fim de julho no Sesc Palladium
DANILO SORRINO/DIVULGAÇÃO
Festival reúne 6 Breve grandes atrações
A segunda edição do Breve Festival - Música Pra Durar acontece nos dias 25 e 26 de agosto, no Mirante Beagá. Entre os destaques do evento está Luedji Luna (foto), cantora baiana que mistura ritmos afro-brasileiros a jazz e blues, e Caetano Veloso com o show "Ofertório", no qual divide o palco com os filhos Zeca, Tom e Moreno. O primeiro lote de ingressos estará disponível para venda a partir do dia 5 de julho via Sympla Onde Mirante Beagá (r. Gabriela de Melo, s/n°, Olhos D'Água) Quando Dias 25 e 26 de agosto, a partir das 15h Quanto R$ 70 (1° lote, por dia); R$ 120 (passaporte).
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LITERATURA Feminismo negro em pauta Quem tem medo de feminismo negro tem duas possibilidades: se prefere nem ouvir falar, melhor ficar longe, mas se está disposto a dar ouvidos, entender e até superar os receios, é convidado a participar do bate-papo entre a filósofa Djamila Ribeiro e a atriz e dramaturga Grace Passô, que se encontram na próxima quinta (5), no Grande Teatro do Sesc Palladium. Além de trazer o feminismo para o centro do debate, a noite é marcada pelo lançamento das mais recentes publicações das autoras e sessão de autógrafos: enquanto Djamila lança “Quem Tem Medo de Feminismo Negro?” (ed. Companhia das Letras), Grace apresenta “Vaga Carne” (ed. Javali) – oferecendo ao público oportunidade de conhecer o texto que ela interpreta em monólogo homônimo.
uma das mulheres negras que contribuem efetivamente para o pensamento feminista dentro e fora do Brasil e que colabora de forma definitiva para reunir e para potencializar as mulheres negras”, sustenta a atriz, que realiza prólogo performático no evento. Movimento que joga luz sobre questões essenciais da vida e da experiência existencial das mulheres negras, é assim que Grace define a luta feminista que expõe ao lado de Djamila. A belo-horizontina acredita que falar do assunto é essencial, pois é por meio da luta pela emancipação das mulheres que visualiza a possibilidade de construção de uma sociedade mais justa e igualitária. “Precisamos nos observar como o que a gente sempre foi: um pilar social e uma parte estruturante da sociedade”, defende ela, para quem é impossível pensar a formação do pensamento brasileiro sem pensar no lugar ocupado pelo feminismo negro.
CONEXÃO Djamila e Grace não têm uma convivência cotidiana direta. O que não significa que uma não esteja no radar da outra. “Posso dizer que convivo com ela à medida que é
TEATRO PARA LER É fato: “Vaga Carne” não é a primeira dramaturgia de Grace a ser publicada. A autora já foi, inclusive, traduzida para o francês, o espanhol, o mandarim, o inglês e o polonês.
Alex Bessas
Para ela, há grande importância em se publicar textos teatrais no Brasil, onde o gênero ainda não se popularizou. “O mercado editorial ainda tem uma relação muito frágil e incipiente com essa dramaturgia”, comenta, para em seguida levantar a bandeira de que é necessário publicar textos de artistas brasileiras contemporâneas. Grace lembra que os textos de teatro têm
Qui. 5.jul.
vida atrelado à cena, mas também fora dela. “Mas, infelizmente, não chegam sequer à base escolar”, critica. Exceção é a própria editora Javali, que agora publica um texto da autora. A atriz, diretora e dramaturga situa que a literalidade é componente importante para o teatro belo-horizontino e cita exatamente “Vaga Carne” como exemplo. No monólogo, ela vive uma abstrata voz e
seu próprio corpo. As cenas incluem jogos entre palavra e movimento, trazendo discussões ligadas a questões como identidade, pertencimento e existencialismo. “Escrevi esse texto, inicialmente, para que outra pessoa atuasse”, argumenta, reforçando que essa produção textual, anterior à performance, tem valor em si. “Sou uma fazedora de teatro, então tudo o que
CHRISTIAN PARENTE/DIVULGAÇÃO
Questão
Djamila e Grace querem saber: quem tem medo de feminismo negro?
eu interpretar será impregnado de uma identidade minha, mas isso não anula a potência do texto”, conclui.
Bate-papo sobre >feminismo negro com Grace Passô e Djamila Ribeiro
Lançamento e sessão de autógrafos dos livros “Vaga Carne” (Grace Passô) e “Quem Tem Medo de Feminismo Negro?” (Djamila Ribeiro). Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046, Centro). Dia 5 (quinta), às 19h30. Ingressos esgotados. KELLY KNEVELS/DIVULGAÇÃO
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CINEMA
Entre o mau e o pior
“Sicário: Dia do Soldado” é um filme sobre fronteiras – geográficas e morais. O longa se passa na divisa entre EUA e México, e os personagens estão constantemente indo e vindo entre um país e outro. Mas isso serve como mera metáfora para a linha que realmente interessa à produção: aquela que cruzamos ao enfrentar um inimigo e que nos torna iguais – ou piores – que ele. E o que o roteiro de Taylor Sheridan (“A Qualquer Custo”) parece perguntar é se, uma vez que essa travessia é feita, é possível voltar atrás. Assim como o longa anterior (também escrito por Sheridan), o filme que está em cartaz se passa do lado de lá dessa linha. A trama começa após dois atentados a bomba nos EUA. Suspeitando que os responsáveis tenham entrado no país via México, o governo convoca Matt Graver (o onipresente Josh Brolin), coordenador de operações “especiais” da CIA no Afeganistão, para sequestrar a filha de um dos chefes dos cartéis que controlam a fronteira, com a ajuda de Alejandro, vivido por Benicio Del Toro. A ideia é que Daniel Oliveira
Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 30 (sábado) e 1° (domingo)
pré-estreia OH LUCY! (Oh Lucy!, Japão/ EUA, 2018, 1h35, 14 anos) Dir. Atsuko Hirayanagi. Com Shinobu Terajima, Josh Hartnett, Shioli Kutsuna. Setsuko está presa em sua vida monótona em Tóquio, até que um dia decide iniciar uma aula de inglês que exige que ela use uma peruca loira e viva como uma personagem americana chamada “Lucy”. Belas 3: 21h10 (somente neste sábado).
estreias 50 SÃO OS NOVOS 30 (Marie-Francine, França, 2018, 1h35, 12 anos) Dir. Valérie Lemercier. Com Valérie Lemercier, Hélène Vincent, Patrick Timsit. Aos 50 anos, Marie-Francine está muito velha para o seu emprego e o marido a troca por uma mulher mais nova. Ela volta a morar na casa dos pais e conhece Miguel. Ele está na mesma situação que ela e nasce uma paixão entre os dois. Ponteio 4: 17h10, 19h10, 21h15
BERENICE PROCURA (Brasil, 2018, 1h28, 14 anos) Dir. Allan Fiterman. Com Claudia Abreu, Eduardo Moscovis, Vera Holtz. Berenice, taxista com paixão especial
a culpa caia no cartel adversário, iniciando uma guerra de destruição mútua. Se a premissa tem tudo para dar errado, a execução é ainda pior e deixa claro como “Dia do Soldado” existe num universo niilista, absolutamente descrente de instituições e valores. Nele, a bússola moral não está apenas quebrada, ela não existe. É uma piada velha. A tentação é dizer que se trata de um retrato dos EUA – e do mundo – pós-Trump, em que a única lei vigente é a vitória a qualquer custo, e não há distinção entre mocinhos e bandidos. A certa altura, porém, uma personagem afirma que o presidente norte-americano “não tem estômago” para alguns policiais mexi-
canos mortos. E você pensa no que está ocorrendo neste exato momento na mesma fronteira do filme e dá um riso nervoso, porque até a carnificina implacável na tela é menos perversa do que a realidade em 2018. Esse contexto do lançamento e o olhar criminalizante para os mexicanos da fronteira torna “Dia do Soldado” ainda mais moralmente complexo e desconfortável do que já é. O mais assustador, no entanto, é a construção dos personagens adolescentes, completamente conscientes e integrados à corrupção e à violência que os cercam – mostrando como existe toda uma geração sendo criada hoje sem nenhuma fé em ideais como Estado de direi-
Em seu terceiro filme do ano, Josh Brolin vive um agente da CIA de moral e métodos duvidosos
to, lei e valores morais. O diretor italiano Stefano Sollima (“Suburra”) filma esse universo sem esperança em ambientes escu-
Personagem de Benício Del Toro ajuda a CIA no sequestro da filha de um chefe de cartel
por fatos policiais e cenas de crimes, escolhe o caso do assassinato de uma travesti no bairro de Copacabana para fazer sua própria investigação. Cidade 1: 17h, 18h50, 20h40
ENTRE-LAÇOS (Karera ga honki de amu toki wa, Japão, 2018, 2h07, 10 anos) Dir. Naoko Ogigami. Com Tôma Ikuta, Kenta Kiritani, Rinka Kakihara. Aos 11 anos de idade, Tomo é abandonada pela mãe e terá que confiar na ajuda de seu tio, que a leva para morar com ele e sua namorada. Belas 2: 16h50, 21h30
OS INCRÍVEIS 2 (*) (The Incredibles 2, EUA, 2018, 1h58, livre) Dir. Brad Bird. Helena Pêra é chamada para voltar a lutar contra o crime como a super-heroína Mulher-Elástica, e seu marido, Roberto, terá que cuidar das crianças, especialmente o bebê Zezé, cujos superpoderes surgem sem qualquer controle. Betim 1: 13h30, 18h30, 21h Betim 3: 13h20, 18h20 BH Shopping 4: 16h30, 19h20 Big 2: 15h30, 18h, 20h30 Boulevard 3: 13h, 15h35, 18h20, 20h50 Cidade 3: 11h30 Cidade 5: 13h20, 16h10 Cidade 7: 13h10, 15h45, 18h20, 20h50 Contagem 2: 20h50 (sessão legendada) Contagem 2: 13h10, 15h45, 18h20 Contagem 6: 13h, 15h35, 18h30, 21h Del Rey 5: 13h50, 18h40 Del Rey 6: 13h, 15h40, 18h20, 20h50 Diamond 6: 16h30, 19h20 Estação 1: 12h, 15h, 18h, 21h Estação 6: 13h45 Itaú Power 3: 13h30, 16h, 18h30, 21h Minas 4: 13h20, 15h50, 18h30, 21h Monte Carmo 3: 13h50, 16h20 Monte Carmo 6: 13h40, 16h10, 18h50, 21h20 Norte 5: 15h30, 18h, 20h30 Pampulha 5: 14h05, 16h30, 18h55, 21h20
Paragem 1: 13h30, 16h. 18h30, 21h Paragem 3: 13h50, 18h50 Partage Shopping Betim 2: 16h30, 19h20 Pátio Savassi 7: 16h15, 19h20 Via Shopping 1: 16h20, 18h50 Via Shopping 3: 13h30, 16h, 18h30, 21h Sessões 3D: Betim 1: 16h BH Shopping 1: 13h, 15h50, 18h40, 21h30 BH Shopping 2: 14h20, 17h10, 20h BH Shopping 8: 18h, 20h50 Big 1: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 Boulevard 2: 13h30, 16h, 18h35, 21h10 Cidade 4: 13h30, 16h, 18h35, 21h10 Contagem 1: 13h30, 16h05 Del Rey 2: 13h30, 16h, 18h30, 21h10 Del Rey 2: 13h10, 15h40, 18h10, 20h40, 23h Diamond 1: 18h30 (sessão legendada) Diamond 1: 15h45, 18h30 Diamond 5: 14h45, 17h30, 20h20 Estação 2: 13h, 16h, 19h Estação 3: 14h, 17h, 20h Itaú Power 5: 13h40, 16h15, 18h50, 21h15 Minas 1: 13h40, 16h15, 18h50, 21h15 Monte Carmo 4: 13h30, 18h40 Norte 1: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 Pampulha 1: 14h, 16h30, 19h Paragem 5: 16h25, 21h20 Partage Shopping Betim 1: 12h, 14h45, 17h30, 20h20 Partage Shopping Betim 6: 13h, 15h45, 18h30, 21h20 Pátio Savassi 5: 12h, 14h45, 17h45, 20h30 Pátio Savassi 6: 13h, 15h45, 18h30, 21h20 Ponteio 3: 13h50, 16h20 Ponteio Premier: 18h40 (sessão legendada) Via Shopping 4: 16h10, 21h15 (*) Sessões dubladas
SEXY POR ACIDENTE (I Feel Pretty, EUA/ China, 2018, 1h50, 12 anos)
FOTOS SONY/DIVULGAÇÃO
Dir. Abby Kohn, Marc Silverstein. Com Amy Schumer, Michelle Williams, Rory Scovel. Renee luta diariamente com sua insegurança. Depois de cair de bicicleta e bater a cabeça, ela acredita ser a mulher mais segura e bonita do mundo e, então, começa a viver a vida mais confiante. Belas 6: 12h40 (*), 15h30, 18h20 (*), 20h55 Cidade 1: 11h40 (*) Cidade 6: 16h (*), 18h30 (*), 20h40 Contagem 3: 13h40 (*), 16h (*), 18h30 (*), 20h45 Del Rey 1: 18h20 Del Rey 5: 16h20, 21h10 Del Rey 6: 23h10 Estação 2: 22h (*) Estação 6: 16h45, 19h30 (*) Itaú Power 4: 13h50, 16h10, 18h40, 20h50 (*) Minas 5: 16h10, 18h40, 20h50 (*) Monte Carmo 6: 14h (*), 16h20, 18h35 (*), 20h50 Pampulha 3: 14h55, 17h05, 19h15, 21h25 (*) Paragem 2: 16h40, 19h, 21h10 Partage Shopping Betim 7: 13h40, 16h20, 19h, 21h35 (*) Pátio Savassi 2: 19h30, 22h Via Shopping 5: 14h, 16h20, 18h35, 20h50 (*) (*) Sessões dubladas
SICÁRIO: DIA DO SOLDADO (Sicario: Day of the Soldado, EUA, 2018, 2h02, 16 anos) Dir. Stefano Sollima. Com Benicio del Toro, Isabela Moner, Josh Brolin. O misterioso Alejandro Gillick e o oficial da CIA Matt Graver trabalham juntos em uma audaciosa ação secreta que tem como alvo um chefão das drogas e pode desencadear uma sangrenta guerra de cartéis. BH Shopping 10: 16h05, 19h, 21h40 Boulevard 1: 14h, 16h20, 18h50, 21h15 Cidade 8: 13h30, 16h, 18h30, 21h Del Rey 4: 14h10, 16h30, 18h50, 21h10 Del Rey 7: 23h Pampulha 2: 14h10, 16h30, 18h50, 21h10
ros, quase sem nenhuma luz e preferencialmente à noite. Assim como o compositor Hildur Guðnadóttir faz com a trilha de Jóhann Jóhannsson (falecido em fevereiro) para o filme anterior, o cineasta e o diretor de fotografia Dariusz Wolski se limitam a pegar emprestado o visual criado por Denis Villeneuve e Roger Deakins no original, tornando-o mais didático e palatável, e menos incômodo e visceral. O resultado não é ruim, especialmente porque as atuações – de Brolin e Del Toro a Catherine Keener e a jovem Isabela Moner – captam afinadamente o tom da história. O maior problema de “Dia do Solda-
do” é que essa história é tão niilista e seus personagens tão absolutamente inescrupulosos e amorais que é difícil se importar ou se identificar com qualquer um deles. E esse incômodo se torna ainda maior quando o filme dá o direito a crises de consciência e redenção no terceiro ato para os anti-heróis do lado de cima da fronteira, mas não para os de baixo. Somado a uma ressurreição um tanto ridícula, isso diminui o impacto realista que o filme deseja ter. De qualquer forma, tudo que resta ao espectador durante e após a sessão é rezar pelo meteoro.
Pátio Savassi 1: 12h50, 15h20, 18h20, 20h50
em seu casamento. No entanto, Batista é alcoólatra, e Maria tem um caso com o namorado da filha mais velha. Contagem 7: 14h40, 18h50 Paragem 4: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50
em cartaz O AMANTE DUPLO (L’Amant Double, França/ Bélgica, 2018, 1h47, 18 anos) Dir. François Ozon. Com Marine Vacth, Jacqueline Bisset, Jérémie Renier. Chloé busca a ajuda de um psicólogo, Paul, para um problema de saúde, e os dois acabam se apaixonando. Ela começa, então, a se consultar com outro psicólogo, que vem a ser um irmão gêmeo de Paul, de quem nunca tinha ouvido falar. Belas 2: 14h30, 19h20 Ponteio 2: 19h
ANNA KARENINA: A HISTÓRIA DE VRONSKY (Anna Karenina: Istoriya Vronskogo, Rússia, 2018, 2h18, 14 anos) Dir. Karen Shakhnazarov. Com Elizaveta Boyarskaya, Max Matveev, Vitaliy Kishchenko. Durante a guerra russo-japonesa, em 1904, Sergey Karenin, o chefe de um hospital descobre que um dos oficiais feridos é o conde Vronsky, a pessoa que arruinou sua mãe, Anna Karenina. Belas 3: 17h, 21h10
BARONESA (Brasil, 2018, 1h11, 16 anos) Dir. Juliana Antunes. Com Andreia Pereira de Sousa, Leidiane Ferreira. Uma guerra entre traficantes na Vila Mariquinhas, na região Norte de Belo Horizonte, faz com que Andreia queira sair da comunidade onde mora e que ajudou a construir. Belas 3: 15h, 19h30 Cineart Cidade 1: 15h20
CANASTRA SUJA (Brasil, 2018, 2h, 16 anos) Dir. Caio Sóh. Com Adriana Esteves, Bianca Bin, Marco Ricca. Batista e Maria formam um casal aparentemente feliz
DEADPOOL 2 (Deadpool 2, EUA, 2018, 1h48, 16 anos) Dir. David Leitch. Com Ryan Reynolds, Josh Brolin, Morena Baccarin. Quando o super soldado Cable chega em uma missão assassina, o mercenário Deadpool precisa aprender o que é ser herói de verdade, recrutando pessoas, poderosas ou não, para poder ajudá-lo. BH Shopping 7: 20h40 BH Shopping 8: 15h15 (*) Boulevard 5: 18h40 Cidade 3: 13h50 (*) Contagem 5: 16h10, 18h40 (*) Del Rey 7: 16h30 Itaú Power 2: 18h50, 21h10 (*) Minas 5: 14h Minas 6: 18h20 (*) Monte Carmo 3: 21h15 (*) Pampulha 4: 21h15 (*) Partage Shopping Betim 2: 22h (*) (*) Sessões dubladas
DESOBEDIÊNCIA (Disobedience, EUA, 2018, 1h54, 14 anos) Dir. Sebastián Lelio. Com Rachel Weisz, Alessandro Nivola, Rachel McAdams. A fotógrafa Ronit retorna para sua comunidade judaica ortodoxa após a morte do pai. Lá, ela recorda uma paixão proibida pela melhor amiga de infância, atualmente casada com o amigo David. Belas 1: 14h, 16h20, 18h40, 21h Belas 1: 11h (clube do professor. Somente para professores cadastrados), 14h, 16h20, 18h40, 21h Pátio Savassi 8: 19h, 21h30 Ponteio 2: 16h40, 21h15
almanaque
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 30 de junho a 6 de julho de 2018
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CINEMA DO JEITO QUE ELAS QUEREM (Book Club, EUA, 2018, 1h37, 10 anos) Dir. Bill Holderman. Com Diane Keaton, Candice Bergen, Jane Fonda, Mary Steenburgen. Na Califórnia, quatro amigas de longa data estão na casa dos 60 anos e decidem ler, no clube do livro mensal, o romance “Cinquenta Tons de Cinza”. Diamond 4: 12h50, 15h20, 18h, 21h Ponteio 2: 14h30 Pátio Savassi 7: 13h15, 22h10
GNOMEU E JULIETA: O MISTÉRIO DO JARDIM (*) (Sherlock Gnomes, EUA, 2018, 1h27, livre) Dir. John Stevenson. Os gnomos Gnomeu e Julieta recrutam Sherlock Holmes para investigar caso do desaparecimento de outros gnomos do jardim de Londres. BH Shopping 10: 14h10 BH Shopping 8: 13h05 (*) Sessões dubladas
PIXAR ANIMATION STUDIOS/DIVULGAÇÃO
Betim 3: 15h50, 20h50 (*) BH Shopping 7: 12h10, 14h55, 17h40 (*) Boulevard 5: 13h30 (*), 16h (*), 21h15 Cidade 2: 13h, 15h35, 18h10, 20h45 (*) Contagem 4: 13h15, 15h50, 18h25, 21h (*) Contagem 8: 16h30, 21h10 (*) Del Rey 3: 13h30 (*), 16h, 18h30 (*), 21h Diamond 3: 14h, 16h40, 19h30, 22h15 Estação 5: 14h15, 17h15, 20h15 (*) Itaú Power 1: 13h30, 16h, 18h30, 21h (*) Minas 2: 13h30 (*), 16h, 18h40 (*), 21h20(*) Minas 3: 13h10, 15h45, 18h25, 21h05 (*) Monte Carmo 1: 13h10, 15h50, 18h25, 21h (*) Norte 3: 18h15, 20h45 (*) Pampulha 6: 14h, 16h25, 18h50, 21h15 (*) Paragem 4: 16h20, 21h15 Partage Shopping Betim 3: 18h50 (*), 21h40 Via Shopping 2: 13h10, 15h50, 18h25, 21h10 (*)
HEREDITÁRIO (Hereditary, EUA, 2018, 2h06, 16 anos) Dir. Ari Aster. Com Toni Collette, Alex Wolff, Gabriel Byrne. Após a morte da reclusa avó, a família Graham começa a desvendar algumas coisas. Mesmo após sua partida, ela permanece como uma sombra sobre a família, especialmente solitária neta adolescente. BH Shopping 4: 13h40, 22h10 Big 4: 16h10, 20h55 (*) Boulevard 4: 14h10, 18h45 Cidade 3: 18h20 (*) Cidade 6: 13h30 (*) Contagem 5: 13h40 Del Rey 7: 14h Diamond 6: 22h10 Estação 6: 22h30 (*) Itaú Power 2: 14h10 (*) Minas 6: 15h40 (*) Monte Carmo 3: 18h50 Pampulha 4: 14h05, 16h35 (*) Partage Shopping Betim 2: 13h30 (*) Partage Shopping Betim 3: 16h (*) Pátio Savassi 2: 13h50, 16h45 Via Shopping 1: 21h15 (*)
Sessões 3D: Belas 4: 13h40 (*), 18h50 BH Shopping 3: 12h50, 15h40, 18h30, 21h20 (*) BH Shopping 5: 13h30, 16h20, 19h10, 22h Big 5: 15h40, 18h10, 20h40 (*) Boulevard Imax: 13h40, 16h10, 18h40, 21h10 Cidade 5: 18h40 (*), 21h10 Contagem 1: 18h40 (*), 21h15 Del Rey 1: 13h10 (*), 15h40 (*), 20h30, 23h Diamond 2: 12h10, 15h, 17h50, 20h40 Itaú Power 6: 13h, 18h30 (*) Monte Carmo 4: 16h (*), 21h15 Norte 2: 15h40, 18h10, 20h40 (*) Pampulha 1: 21h30 (*) Paragem 5: 14h (*), 18h50 Partage Shopping Betim 4: 12h20, 15h20, 18h10, 21h (*) Partage Shopping Betim 5: 11h, 14h, 17h50, 20h50 (*) Pátio Savassi 3: 12h30, 15h15, 21h10 Pátio Savassi 4: 14h20, 18h50 Ponteio 3: 18h50 Ponteio Premier: 13h40, 16h10, 21h10
(*) Sessões dubladas (*) Sessões dubladas
JURASSIC WORLD: REINO AMEAÇADO (Jurassic World: Fallen Kingdom, EUA, 2018, 2h08, 12 anos) Dir. Juan Antonio Bayona. Com Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Rafe Spall. Quatro anos após o fechamento do Jurassic World, um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco a vida na ilha Nublar., onde os dinossauros vivem livremente. Claire e Owen decidem retornar à ilha para salvar os animais. Big 3: 15h45, 18h15, 20h45 (*)
NÃO SE ACEITAM DEVOLUÇÕES (Brasil, 2018, 1h43, 10 anos) Dir. André Moraes. Com Leandro Hassum, Laura Ramos, Zéu Britto. A vida de Juca Valente, eterno namorador e dono de um quiosque no litoral de São Paulo, toma um rumo diferente quando a exnamorada americana larga um bebê com ele e desaparece. Betim 2: 14h, 16h10, 18h40, 20h40 Contagem 7: 17h, 21h15 Monte Carmo 2: 14h25, 16h30, 18h30,
Em “Os Incríveis 2”, a Mulher Elástica entra em ação para salvar o dia, enquanto o Sr. Incrível enfrenta o desafio de cuidar dos problemas de seus três filhos, 14 anos depois após a estreia do primeiro filme da saga, em 2004 20h40
(*) Sessões dubladas
OITO MULHERES E UM SEGREDO
TUNGSTÊNIO
(Ocean’s 8, EUA, 2018, 1h50, 14 anos) Dir. Gary Ross. Com Sandra Bullock, Anne Hathaway, Cate Blanchett, Rihanna. Recém-saída da prisão, Debbie Ocean planeja executar o assalto do século em pleno Met Gala, em Nova York, com o apoio de Lou, Nine Ball, Amita, Constance, Rose, Daphne Kluger e Tammy. BH Shopping 9: 14h, 17h. 19h30, 21h55 Big 4: 14h05, 18h30 (*) Boulevard 4: 16h40, 21h15 Cidade 3: 16h10 (*) Contagem 8: 14h20, 19h (*) Del Rey 7: 18h50, 21h Diamond 1: 13h10, 21h20 Diamond 6: 13h30 Itaú Power 2: 16h40 (*) Minas 6: 13h30 (*) Norte 3: 15h45 (*) Pampulha 4: 19h05 (*) Paragem 2: 14h30 Partage Shopping Betim 3: 13h20 (*) Pátio Savassi 4: 21h50 Pátio Savassi 8: 14h, 16h30 Ponteio : 21h20 Ponteio 4: 15h
(Brasil, 2018, 1h30, 16 anos) Dir. Heitor Dhalia. Com Fabrício Boliveira, José Dumont, Samira Carvalho. Quando pessoas começam a utilizar explosivos para pescar na orla de Salvador, um sargento do exército aposentado, um traficante, um policial e sua mulher farão de tudo para acabar com esse crime ambiental. Cidade 1: 13h40
VINGADORES: GUERRA INFINITA (*) (The Avengers – Infinity War, EUA, 2017, 2h36, 12 anos) Dir. Joe Russo. Com Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth. Thanos chega à Terra disposto a reunir as Joias do Infinito. Para enfrentá-lo, os Vingadores precisam unir forças com os Guardiões da Galáxia. Cidade 3: 20h50 Contagem 5: 21h Itaú Power 6: 15h30, 21h Minas 6: 20h40 Via Shopping 1: 13h20 (*) Sessões dubladas
NEW LINE CINEMA/DIVULGAÇÃO
mostras CINECLUBE FRANCÓFONO (*) Neste sábado (30) 16h “Longe do Vietnã” (FRA, 1967, 1h55, 14 anos) Dir. Agnès Varda, Alain Resnais e outros. Sessão comentada pela coordenadora do curso de cinema da UNA Joana Oliveira
OS JOVENS ANOS 90 (*)
de Programa” é exibido na mostra Os Jovens Anos 90 6 “Garotos A mostra exibe filmes da década de 1990, abordando a geração que alcançou a
adolescência ou idade adulta no início desse período e que estão inseridos em um contexto cultural confuso: o fim da Guerra Fria e da União Soviética, a prometida revolução tecnológica, a queda do muro de Berlim, a Guerra do Golfo, o grunge, e outros acontecimentos. “Garotos de Programa” (1991), de Gus Van Sant, traz River Phoenix (1970-1993) e Keanu Reeves, vivendo personagens que se envolvem em prostituição e numa jornada em busca da mãe de um deles. Onde Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro) Quando Dia 2 (segunda), às 19 Quanto Entrada gratuita
Neste sábado (30) 19h “Corra, Lola, Corra” (ALE, 1998, 1h21, 12 anos) Dir. Tom Tykwer 20h30 “Os Donos da Rua (EUA, 1991, 1h47, 14 anos) Dir. John Singleton Domingo (1°) 15h “O Vídeo de Benny” (AUS, 1992, 1h45, 18 anos) Dir. Michael Haneke 17h “Totally Fucked Up” (EUA, 1993, 1h18, 18 anos) Dir. Gregg Araki 18h30 “Vida Sem Destino” (EUA, 1997, 1h29, 16 anos) Dir. Harmony Korine 20h15 “Julien Donkey-Boy” (EUA, 1999, 1h34, 16 anos) Dir. Harmony Korine Segunda-feira (2) 15h “O Ódio” (FRA, 1995, 1h36, 16 anos) Dir. Mathieu Kassovitz 17h “Trainspotting - Sem Limites” (ING, 1996, 1h34, 18 anos) Dir. Danny Boyle 19h “Garotos de Programa” (EUA, 1991,
1h44, 18 anos) Dir. Gus Van Sant 21h “Segundas Intenções” (EUA, 1999, 1h37, 14 anos) Dir. Roger Kumble Terça-feira (3) 15h “As Patricinhas de Beverly Hills” (EUA, 1995, 1h37, 12 anos) Dir. Amy Heckerling 17h “Um Som Diferente” (EUA, 1990, 1h42, 16 anos) Dir. Allan Moyle 19h “O Grande Lebowski” (EUA/ING, 1998, 1h57, 14 anos) Dir. Joel Coen, Ethan Coen 21h15 “The Watermelon Woman” (EUA, 1996, 2h04, 14 anos) Quarta-feira (4) 15h “Adeus ao Sul” (JAP/Taiwan, 1996, 2h04, 14 anos) Dir. Hsiao-Hsien Hou 17h15 “Vida Sem Destino” (EUA, 1997, 1h29, 16 anos) Dir. Harmony Korine 19h “Estrada para Lugar Nenhum” (EUA, 1997, 1h22, 18 anos) Dir. Gregg Araki 21h “Nenette e Boni” (FRA, 1996, 1h43, 18 anos) Dir. Claire Denis Quinta-feira (5) 15h “Slacker” (EUA, 1991, 1h37, 16 anos) Dir. Richard Linklater 17h História Permanente do Cinema: “A Um Passo do Abismo” (EUA, 1979, 1h35, 14 anos) Dir. Jonathan Kaplan. Sessão comentada pelo crítico e pesquisador Julio Cruz 19h30 “Kids” (EUA, 1995, 1h31, 18 anos) Dir. Larry Clark 21h15 “O Balconista” (EUA, 1994, 1h32, 16 anos) Dir. Kevin Smith (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes da sessão
ANIMAÇÃO RUSSA (*) Neste sábado (30) 15h “Tcheburashka”, “A Luva”, de Roman Katchanov; “O Ursinho Taptizhka”, “O ursinho Puff”, de Fiodor Khitruk; “Umka”, Vladimir Popov e Vladimir Pekar 17h “O Ursinho Puff Faz uma Visita”, de Fiodor Khitruk; “Espera, Você Vai Ver!”, Vicheslav Kotenotchkin; “O Crocodilo Guena”, de Roman Katchanov; “Tarakã, o Bigodudo”, de Vladimir Polkovnikov 19h “O Conto dos Contos”, “O Ouriço no Nevoeiro”, “A Raposa e a Lebre”, “A Garça e a Cegonha”, de Yuri Norstein Domingo (1°) 15h “O Ouriço no Nevoeiro”, de Yuri Norstein, “O Ursinho Puff e um dia atarefado”, Fiodor Khitruk “Terem teremok”, “Umka procura um amigo”, de Vladimir Popov e Vladimir Pekar “Espera, você vai ver!”, de Vicheslav Kotenotchkin 17h “A Raposa e a Lebre”, “A Garça e a
Cegonha”, de Yuri Norstein; “Espera, você vai ver!”, “Os Três de Prostokvashino”, “A minha mamãe é um avião” 19h “A Vaca”, de Alexander Petrov “A Ilha”, de de Fiodor Khitruk; “O Homem na Moldura”, “O Leão e o Touro”, de Fiodor Khitruk Terça-feira (3) 17h “Meu amor”, de Alexander Petrov; “A Ilha”, de Fiodor Khitruk; “LavatoryLovestory”, de Konstantin Bronzit “Três Histórias de Amor”, de Svetlana Filippova 19h “Onde Morrem os Cães”, “A história de Sara”, “Brutus”, de Svetlana Filippova Quarta-feira (4) 17h “Meu amor”, “A Sereia”, “O Velho e o Mar”, “A Vaca”, “O Sonho de Um Homem Ridículo”, de Alexander Petrov 19h “O Conto dos Contos”, “O Ouriço no Nevoeiro”, “A Raposa e a Lebre”, “A Garça e a Cegonha”, de Yuri Norstein Quinta-feira (5) 17h “A história de um crime”, “O homem na moldura”, “O leão e o touro”, de Fiodor Khitruk 19h “O sonho de um homem ridículo”, “A mãe e a música”, “A gaita de vidro”, Alexander Petrov Sexta-feira (6) 17h “A Luva”, “Espera, Você Vai Ver!”, “Macaquinhos. Cuidado, Macaquinhos!”, de Vicheslav Kotenotchkin 19h “Meu amor”, “A Sereia”, de Alexander Petrov; “Três Histórias de Amor”; “Lavatory-Lovestory”, de Konstantin Bronzit (*) Cine Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada gratuita mediante a retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
SESSÃO INFANTIL (*) Neste sábado (30) 17h “Pocahontas” (EUA, 1995, 1h21) Dir. Mike Gabriel E Eric Goldberg
CRÔNICAS AMOROSAS (*) Neste sábado (30) 19h O Caminho para Casa (China, 1999, Drama, 1h29) Dir. Zhang Yimou Domingo (1°) 17h “Harry & Sally – Feitos um Para o Outro” (EUA, 1989, 1h35) Dir. Rob Reiner 19h “Fale com Ela” (Espanha, 2002, 1h52) Dir. Pedro Almodóvar (*) MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão
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BELO HORIZONTE 30 de junho a 6 de julho de 2018
estilo
Neymar fez parceria com a marca de jeans italiana Replay
FORA DE CAMPO> Com visual impecável e muito investimento em
artigos de grifes, jogadores provam que têm apreço ao estilo
FOTOS REPRODUÇÃO/INSTAGRAM @HECTORBELLERIN
Com a bola toda Louis Vuitton na mão, tênis enormes com as logos estampadas, moletons com os nomes das marcas do momento, diamantes na orelha e cabelos com cortes – e cores – irreverentes. Identificou? Essas referências nada mais são do que um resumo da moda ostentação dos jogadores de futebol que, com a Copa do Mundo, ficaram mais em evidência. Em campo, eles exibem camisas cada vez mais singulares e ousadas – que o diga a Nigéria, país que tem um dos uniformes mais bonitos e aclamados da temporada. Mas é fora dele que os atletas se tornam, de fato, referências de estilo para boa parte dos homens, usando grifes caríssimas que representam o sonho de consumo de muitos dos jovens brasileiros. E não só: muitos frequentam eventos e desfiles de moda internacionais (na fila A, é claro) e estampam campanhas de moda – vide Neymar e a parceria com a marca Replay (desde 2014) e o lateral-esquerdo Marcelo Vieira, que acabou de lançar uma linha de sandálias juntamente à marca carioca Kenner (leia mais na página ao lado). Para a jornalista Valéria Said Tótaro, que também é professora de ética e pesquisadora de moda, é longe das partidas que “cada jogador se esmera em expressar sua identidade singular, por meio de seu estilo e gosto pessoal, sendo referência de inspiração para muitos e de rejeição para outros”. Além disso, quando estão juntos, usando o uniforme da seleção, “realçam a identidade coletiva, isto é, o pertencimento a um grupo social de profissionais”, aponta. Neymar é um exemplo: mesmo usando o mesmo costume azul da seleção brasileira, assinado por Ricardo Almeida, durante o desembarque em Londres, antes de a competição começar, acrescentou ao look os óculos de sol amarelos e alguns outros acessórios, como um lenço amarrado no punho. Na mão, a mala que virou objeto de desejo, fruto da parceria da Supreme e Rimowa e que custa cerca de US$ 1.800, ou seja, R$ 6.600. Lorena K. Martins
Héctor Bellerín, do time Arsenal, é figurinha carimbada nos desfiles de moda
Cerca de 134 mil pessoas curtiram essa foto no Instagram de Héctor
Look para edição britânica da “Vogue”, durante a semana de moda de Londres
OSTENTAÇÃO? Além de Neymar, outros jogadores do Mundial também estão na mi-
ra da moda, como Cristiano Ronaldo, Héctor Bellerín e Gerard Piqué. Além de suas performances no gramado, eles não se cansam de exibir looks adornados com grifes esportivas como Nike e Adidas, complementadas com Vuittons e D&Gs. Para o stylist e apresentador do programa de TV “Esquadrão da Moda”, Arlindo Grund, “como os jogadores são pessoas públicas e têm visibilidade muito grande, muitas marcas os procuram para vesti-los. Mas eles também têm um poder aquisitivo que não tinham em outros momentos, para poder comprar essas peças”, completa. Valéria Said também concorda com a necessidade das marcas de encontrarem respaldo em quem as ostenta. “Os jogadores com status de celebridade são disputadíssimos pelas grandes grifes de luxo, como Gucci e Balmain, por exemplo, e as batalhas para conquistar mentes, corpos e corações desses esportistas são acirradíssimas”, disse. De todo modo, esse flerte com as marcas de luxo é uma forma de os jogadores mostrarem sua conexão com o que é considerado chique. No entanto, vale lembrar que vestir algo que não gosta apenas para tentar adquirir certo status pode acabar transmitindo uma imagem equivocada. “Às vezes, os jogadores compram algo por impulso ou por uma vontade de aparecer. Por ser uma marca de luxo, a peça geralmente é bacana. Mas a gente precisa entender que não existe certo ou errado, existe aquilo que é bom para você e eventualmente não é bom para mim”, opina. Valéria engrossa o coro. “Os jogadores em ascensão profissional podem usar seu capital econômico para agregar capital simbólico, isto é, para demonstrar novo status social por meio de roupas de grife e artigos de luxo, pois a moda tem potencial de comunicar às pessoas a identidade que cada um constrói sobre si mesmo”, explica ela. “O que considero ‘desvio’ dessas representações é quando a imagem pública não é baseada em um significado de estilo coerente com a personalidade do jogador, mas forjada por um acúmulo de grifes pelo simples desejo de ostentar”, finaliza.
FOTOS REPRODUÇÃO/INSTAGRAM @NEYMARJR
Conjuntinho de oncinha? Parece pijama, mas é assinado pela grife italiana Dolce & Gabbana
Casaco de pele no estilo “ursinho” e óculos espelhados também entram no armário milionário de Neymar
Neymar ao lado de Gabriel Jesus, seu companheiro de seleção, troca figurinhas sobre moda
NÉCESSAIRE Cristiano Ronaldo
Fazendo carão: aqui, o ídolo mostra estar à vontade conjugando a clássica camisa jeans com calça branca
pois! O leve aroma de casta6 Ora, nha portuguesa causa a sensação de conforto e aconchego ao corpo durante o clima frio Quanto R$ 39,90 Onde O Boticário (31) 3286-7095
No campo, o desfile é de cortes de cabelos Conhecido por sua ousadia dentro e fora de campo, principalmente quando o assunto é seu cabelo, Neymar estreou na Copa do Mundo com look novo: mais louro, com um topete bem volumoso, laterais raspadas e com um risco em formato de “V” na parte de trás, feito com navalha. Porém, o visual só foi suficiente para gerar comentários na internet, que não perdoa – muitos deles alegando que o novo penteado atrapalhou sua performance no primeiro jogo contra a Suíça –, e durou pouco. Na última segunda-feira o atacante foi clicado com os fios ainda loiros, porém mais curtos e na textura cacheada natural para a segunda rodada do Mundial. O hair stylist Edson Roterdam, do Instituto Eliza Martins, em Belo Horizonte, explica que, para atingir esse resultado, o camisa 10 optou por fazer mechas no tom mais amarelado, contrastando com a raiz escura, no tom natural. JOE KLAMAR/AFP
Mudanças são a marca registrada do jogador. Até mesmo seu cabeleireiro, Tiago Parente, declarou em entrevista para o jornal “O Globo” que ele não tem medo de ousar. Como Neymar é inspiração para muitas crianças, jovens e até mesmo adultos, Edson aposta que essa tonalidade pode ser uma nova tendência nos salões de beleza, assim como o resgate da naturalidade dos fios ao assumir mais os cachos. Para conquistar o mesmo efeito, “o uso de uma pomada pode garantir ainda mais personalidade ao corte, que deve ter sua manutenção realizada no máximo a cada 45 dias”, enumera. Entretanto, essas alterações de tonalidades mais drásticas, como do cabelo mais escuro para o loiro quase platinado, requerem um maior cuidado com fios, até mesmo para evitar que estes fiquem manchados ou mais quebradiços. “Confiar em um bom profissional é fundamental, além de utilizar produtos adequados DENNIS AND PASCAL GUYOT/AFP
Uma opção leve para deixar a pele perfumada na medida certa é o chamado body splash. Ao contrário dos perfumes, eles podem ser aplicados várias vezes ao dia e, para o inverno, as fórmulas estão repaginadas até com propriedades hidratantes. Veja a seguir. FOTOS DIVULGAÇÃO MARCAS
Na medida: terno meticulosamente ajustado, gravata estreita e lenço
estilo
2018
FOTOS REPRODUÇÃO/INSTAGRAM @CRISTIANO
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à necessidade do fio e hidratar constantemente”, diz Edson. OUTROS DESTAQUES Além de Neymar, o cabelo de outros jogadores são sempre um assunto recorrente no mundo da bola, uma vez que eles investem na cabeleira como uma forma de se sobressaírem no meio de outros colegas que vestem o mesmo uniforme. “Em todo Mundial, sempre tem um corte de cabelo que chama atenção. Afinal, quem não se lembra do ‘Cascão’ do Ronaldo em 2002 ou do famoso moicano do Neymar em 2014? Ainda não sabemos qual será o hit deste ano, mas já identificamos um estilo que nunca sai de moda e sempre chama atenção: o black power”, destaca Aline Evans, instrutora do Centro de Desenvolvimento Técnico do Beleza Natural, referindo-se às madeixas dos canarinhos Marcelo Vieira e Willian Borges.
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AFP PHOTO / PASCAL GUYOT
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Neymar mudou de visual após a primeira partida do Brasil no Mundial
Marcelo Vieira também usa os fios naturais e com volume
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estilo
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Não tem alternativa. Os que não são afeitos ao frio terão que se conformar – afinal, ainda teremos muitas noites geladas pela frente. Sim, o inverno acabou de começar: a estação mais fria do ano fez sua entrada triunfal no último dia 21. Mas se as temperaturas baixas não permitem que a estação detenha a primazia no ranking de “melhor do ano”, não há dúvida de que é a mais charmosa: o clima é uma desculpa perfeita para deixar a casa mais acolhedora, com mantas, peles sintéticas e almofadas quentinhas, complementos ideais para assistir a um filme sob as cobertas. Arranjos com velas ou mesmo uma cesta com lenha são outros recursos válidos. Na cozinha, chaleiras e fondues se tornam os utensílios mais recorrentes para preparar receitas que aquecem a alma – e, com elas a postos, nada como convidar os amigos em volta da mesa. Mas tem mais. O inverno é uma oportunidade para abusar dos tricôs bordados e dos ponchos que, na estampa xadrez, por exemplo, até lembram um cobertor. Ou seja, é a junção de charme e garantia de corpo aquecido. Se você ainda está em dúvida, siga as pistas a seguir para enfrentar o frio com estilo. Lorena K. Martins
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crônica
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vida leve cho o Neym a r u m a graça! Seus olhos cor de mel e aquele jeito de menino levado fazem dele um rapaz bonito. E fico aqui pensando: se, em vez dos cabelos esquisitos, ele fizesse que nem o Cristiano Ronaldo ou o bonitão inglês David Beckham, metrossexuais assumidos, como ficaria? Ah! Tanto faz! Seu novo visual não muda sua forma de jogar nem de ganhar fãs e namoradas lindas, charmosas e famosas. E foi por causa dos cabelos que recebi uma enxurrada de mensagens e piadinhas no WhatsApp, comparando suas mechas com o macarrãozinho de solteiro, Miojo, ou pior, comparando-o à louca da Dercy Gonçalves, com fotos de um ao lado da outra. E foi por causa do seu corte que no primeiro jogo do Brasil, olhando para aquela coisa indefinida e misturada, eu falei: calopsita! Ele está igualzinho ao passarinho em dias de acasalamento. E todos concordaram comigo. No segundo jogo do Brasil, já o encontramos diferente: cortou um bocado de mechas, ficando menos calopsita e menos Miojo. Confesso que melhorou. E, por falar em bonitões, uma semana antes do primeiro jogo, recebi de pelo menos três amigas uma única mensagem: preste atenção no goleiro da Suíça! E logo abaixo, a foto do sujeito. Quer dizer, de um dos homens mais bonitos que já vi na vida, cara de modelo, físico de atleta, cabelo de propaganda de
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Laura Medioli laura@otempo.com.br
O cabelo do Neymar e outros pormenores HÉLVIO
xampu e por aí vai. Numa das capas do Super, encontro o próprio, que, além de bonito, diz ser um ótimo cozinheiro. Pois bem, antes do jogo contra a Suíça, o que mais se ouviu entre a mulherada foi: “Que horas vai ter o goleiro? Bora torcer pro goleiro!” E no WhatsApp, comentários divertidos das amigas: “Só pode ser fake, esse cara foi feito no computador!” E a outra: “Não é, não, já googlei!” E a melhor de todas: “Tô torcendo para ele me confundir com a bola!!! Estou redonda mesmo!!!” Só rindo. Até que o dia do jogo chegou. E com ele a decepção: o goleiro parecia outro, bem diferente daquele das telas dos celulares. Vai entender!!! Em compensação, a mulherada descobriu rapidinho o goleiro brasileiro, que, até então, nunca tínhamos visto. E de jogo em jogo, sem muito entusiasmo, eu sei, vamos nos divertindo. Descobri que, da Copa passada, apenas o Marcelo e o Neymar continuam no time. Tirando os dois, não conheço mais nenhum. A explicação? Simples. Todos jogam no exterior, a maioria em times europeus, ganhando fama, projeção internacional e uma montanha de dinheiro. E, se o atleta não tiver cabeça para administrar essa dinheirama, pensando já no futuro, pode ter problemas
sérios, afinal, a glória e a fama duram pouco, porque a carreira de um jogador é relativamente curta. Já perceberam que o assunto aqui está morno igual ao primeiro tempo contra a Costa Rica. Confesso que ainda não me empolguei com a Copa. Passei metade do jogo respondendo e-mails e mensagens pelo celular, enquanto minha mãe, ao meu lado, reclamava: – Filha!!! Larga esse telefone! E eu, entre um tombo e
outro do Neymar, com o rabo de olho, olhava para a TV. Só me empolguei mesmo no final, quando, nos últimos minutos da prorrogação, fizemos dois gols. Ufa! Pelo menos o risco de nos desclassificarmos, que nem a Argentina, não corremos mais. O que acho incrível é a memória curta dos nossos locutores, falando, em alto e bom som, do vexame de “nostros hermanos” argentinos. Afinal, 3 a 0 pra Croácia foi o fim da picada! Concor-
do. Mas, sinceramente, nada mais constrangedor que o 7 a 1 sofrido por nós na última Copa. Lembro que, na época, eu e minhas filhas estávamos na Turquia, vendo e ouvindo na TV a narração da final em turco. Naturalmente, sem entender bulhufas, disse às meninas: – Olhem aí na internet, pois não dá para saber direito o que está acontecendo. Mais ou menos como aquele sujeito que postou no
Facebook: “Saí pra fazer xixi e, quando voltei, não sabia se era replay ou se era outro gol”. – Gente! Pelo amooor de Deus, desliguem a energia do Mineirão! – disse brincando, enquanto o turco narrava a oitocentos decibéis aquele sétimo gol. Para não chorar, só mesmo rindo. E foi o que fiz. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
WViagens Incríveis. Um refúgio ayurvédico aos pés do Himalaia. Página 12
pampulha MANOEL FREITAS/DIVULGAÇÃO
WAviação. Airbus A330 faz voo-teste entre Rio de Janeiro e Lisboa. Página 11
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BELO HORIZONTE Sábado 30/6/2018
Do Brasil e do mundo Especial para o Turismo
O Vale do Peruaçu é um assombro de belezas e grandezas naturais, um dos lugares mais impressionantes do planeta. Por esse motivo, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu – onde está o vale – está almejando ser reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco, na sigla em inglês) como patrimônio mundial na classificação mista (natural e cultural), algo inédito entre os bens brasileiros tombados. A região, localizada entre os municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões, no Norte de Minas, tem um dos maiores acervos arqueológicos e de arte rupestre preservados, além de descomunal beleza natural e geológica. Entre os 1.036 bens tombados pela Unesco em todo o mundo, atualmente apenas 34 são mistos, condição que daria ao Peruaçu ainda mais visibilidade internacional. O vale abriga 140 cavernas catalogadas e mais de 80 sítios arqueológicos identificados em uma área de 56,4 hectares. O parque, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), oferece boa infraestrutura para o turista em Januária, município que fica a 495 km da capital mineira e a 170 km de Montes Claros. Da cidade ao parque são 56 km de estradas (40 km de asfalto e 16 km de terra) em bom estado de conservação. Criada em 1999 e só estruturada há pouco tempo, a unidade de conservação tem trilhas, mirantes e passarelas de proteção a sítios arqueológicos, além de seis caminhos abertos à visitação (o da Gruta do Janelão, o da Lapa Bonita e da Lapa do Índio, o da Lapa do Boquete, o da Lapa dos Desenhos, o da Lapa do Rezar e o da Lapa do Caboclo e Carlúcio). O mais procurado é o Caminho da Gruta do Janelão.
Lapa do Rezar Ao chegar ao centro de visitantes – dentro do parque e cercado por vale rochoso – surge um aperitivo do que o turista terá pela frente. Por detrás da edificação está a primeira trilha, de 2,4 km ida e volta, que conduz à lapa do Rezar, conjunto expressivo de arte rupestre.
Com cerca de 140 cavernas e 80 sítios arqueológicos, Vale do Peruaçu pode ser tombado pela Unesco MANOEL FREITAS/DIVULGAÇÃO
A lapa do Rezar tem esse nome devido a uma antiga tradição dos moradores do Peruaçu – os locais acreditavam ser ali um lugar sagrado e realizavam penitências em períodos de seca, subindo seus 520 degraus – e haja fôlego – com latas de água na cabeça e clamando por um pouco de chuva. A lapa é coberta por inscrições rupestres com mais de 11 mil anos e tem uma elevação rochosa que se assemelha a um altar, onde os antigos moradores faziam orações e acendiam velas. O salão principal, intitulado dos Gigantes, alcança 90 m de largura e 40 m de altura, e é rodeado por imensos e exuberantes espeleotemas muito bem-conservados.
A história Para entender um pouco da grandiosidade do Peruaçu, é preciso recorrer à história do planeta. Tudo começou há milhões de anos, quando parte do que é o Brasil hoje estava submersa pelas águas de um mar que secou com a elevação do solo. Esse processo deixou grandes maciços de calcário, que hoje formam milhares de cavernas espalhadas por todo o país. O rio Peruaçu, um dos afluentes do rio São Francisco, teve seu curso fechado por um desses maciços, e, com o tempo, a água que buscava saída foi esculpindo o calcário. Esse processo resultou em um conjunto de cavernas, muitas ainda virgens, que tem atraído espeleólogos, pesquisadores e turistas de todo o mundo. O calcário também preservou vários fósseis na área. Por ser um vale com grutas, lapas e cavernas, o Peruaçu tornou-se abrigo natural para as tribos pré-históricas, que encontraram ali refúgio seguro contra as intempéries da natureza e proteção contra os predadores naturais. Essas tribos deixaram milhares de inscrições rupestres espalhadas por todo o vale. Parece mesmo que esse cenário natural de infinita beleza os inspirou de diversas maneiras. Pela surpreendente diversidade de cores e formas das inscrições, um comentário meu causou gargalhadas nas pessoas do grupo que me acompanhava:“ Esses índios do Peruaçu foram os primeiros pixadores do planeta.”
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Continua nas páginas de 4 a 6 ACERVO PARNA CAVERNAS DO PERUAÇU/DIVULGAÇÃO
Petrônio Souza
W2 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 30 de junho de 2018
paulo campos
Acompanhe as dicas de Paulo Campos no quadro Super Viagem, de segunda a sábado, às 9h55, 15h30 e 20h55
paulocampos@otempo.com.br
sala vip W
Berlim, Viena e Praga se promovem em Belo Horizonte Depois de Berlim (Alemanha) e Viena (Áustria) se unirem para se autopromover, Praga (República Tcheca) se une às duas capitais euro-
peias. As três cidades participaram de um evento de promoção em Minas Gerais, reunindo agentes de viagens e operadores na churrascaria Fogo de
Chão. Os representantes falaram um pouco dos atrativos de cada destino e enfatizaram a possibilidade de o turista brasileiro casar as três cidades em
uma única viagem. Praga recebeu cerca de 54 mil brasileiros em 2017, aumento de 0,5% em relação a 2016. No ano passado, Berlim recebeu
71.122 brasileiros e registrou 232.085 pernoites, enquanto Viena registrou 56 mil brasileiros e mais de 139 mil pernoites. O Brasil é o mercado mais
importante da América Latina para as duas capitais. Em 2017, houve crescimento de 10% no volume de brasileiros em relação a 2016. FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Carlo Carbone (Visit Berlin), Barbara Hruba (Prague City Tourism), Luiz Fernando Destro (Czech Tourism) e Carina Schneider (Viena)
Nosso colunista da seção “Viagens Incríveis” (página 8), Rafael Romeiro, e Mariana Tavares, ambos da FVO Travel)
Ana Paula e Wismar Dabess (Flyvip), Maria José (Planaltur), Diogo Queiroga (Van Holland) e Camila (Albino Travel Planner)
Felipe Dias e Filipe Dias (Master Turismo), Mariella Miranda (Zênithe Travel) e Fernando Dias (presidente Grupo Master)
As duplas de agentes de viagens Flávia Matos e Mariana Nardelli (Visa Turismo), Flávia e Juliana Machado (Ibiza Turismo)
Ana Luíza Noronha e Jane Saldanha (operadora Bora Tours), Flávio Souza e Ricardo Soares (operadora Royalty Viagens)
personagem da semana ALITALIA/DIVULGAÇÃO
Carlos Antunes,
gerente geral da Alitalia no Brasil, fala dos novos voos, do codeshare com a Avianca, do stopover e do crescimento no volume de passageiros; executivo; no entanto, evita comentar o futuro da Alitalia, que está sob intervenção do governo italiano até outubro, depois de prorrogado o processo de venda
Quantos são os voos da Alitalia hoje no Brasil e quais as possibilidades de ampliação dessa oferta? A Alitalia tem a maior oferta de assentos da história de 70 anos no Brasil, com voos diários saindo do Rio de Janeiro desde outubro de 2017 e mais dois voos diários de São Paulo a partir de novembro – um diurno e um noturno –, somando três frequências. São 21 voos por semana em modernos Boeing B777 e Airbus A330, que oferecem configuração de três cabines, entre elas a classe executiva, ganhadora de prêmios internacionais de gastronomia a bordo, a econômica premium, que oferece 40% mais espaço e acessórios exclusivos de conforto, e a econômica, com poltronas desenhadas para oferecer maior conforto em viagens de longo curso. Em 12 meses, aumentamos em mais de 100% o número de voos para o Brasil, passando de dez para 21
voos por semana.
A Alitalia fez codeshare com a Avianca. Como está essa parceria? A Avianca Brasil e a Alitalia acabam de firmar acordo de codeshare, que garante mais opções de voos e conveniência para os passageiros da Alitalia. Eles poderão voar até a Itália ou quaisquer outros destinos além de Roma, com os trechos domésticos operados pela Avianca a partir de mais de 20 cidades com um único bilhete, fazendo o check-in apenas uma vez no aeroporto de partida e coletando a bagagem no aeroporto de chegada.
No início deste ano, a Alitalia lançou seu programa Stopover de três dias em Roma. Qual o balanço que o senhor faz do programa até agora? Nossos voos do Brasil têm como destino Roma, então pensamos que a parada na cidade é a oportunidade de conhecer
dois ou mais destinos em uma única viagem. Assim nasceu o stopover, que se tornou um sucesso. Por isso expandimos a lista de hotéis parceiros que oferecem descontos aos clientes. Desde o lançamento do stopover, os passageiros podiam usufruir de preços especiais no hotel quatro estrelas Sheraton Parco de Medici. A partir de agora, outros cinco hotéis também passarão a oferecer descontos aos participantes do programa – Fruit Hotel, The Church Palace, Hotel Roma Aurelia Antica, Regent Hotel Roma e Regional Hotels.
Wcheck-in/check-out ARQUIVO PESSOAL
KOMUNIC/DIVULGAÇÃO
Ex-MMT e FRT, o competente João Cruz faz parte agora da equipe da Viagens Master, para onde levará seu know-how na área de vendas
Com 30 anos de experiência na hotelaria, Morvan Oliveira assume a gerência geral do Confins Suítes Hotel, a 5 minutos do aeroporto
FRT PERADORA/DIVULGAÇÃO
FRT OPERADORA/DIVULGAÇÃO
Nos últimos meses, a Alitalia aumentou os assentos em voos de São Paulo, fez code share com a Royal Air Maroc e abriu um novo lounge no aeroporto de Roma. Que outros investimentos estão programados para os próximos meses? O Brasil voltou a crescer e a Alitalia acompanhou esse crescimento. Em 2017, o Brasil passou a ser o segundo mercado da companhia, e isso deve-se principalmente à rapidez com que enxergamos a recuperação econômica do país e à flexibilidade com que conseguimos reforçar e colocar mais voos saíndo das duas cidades brasileiras. O Brasil tem correspondido às expectativas: o volume de passageiros está 40% superior ao do ano passado, e a tendência é aumentar ainda mais.
Equipe FRT na 1ª Convenção de Vendas FRT, no Infinity Bue, em Balneário Camboriú
Equipe FRT em Minas
Nery Júnior e Wagner Souza se juntam a Rodrigo Oliveira: nova equipe da FRT Operadora em Minas
Foi anunciada nesta semana na 1ª Convenção de Vendas da operadora FRT, que aconteceu no Infinity Blue Resort & Spa, em Balneário Camboriú, a nova equipe da operadora em Minas Gerais: Nery Júnior (ex-Master) e Wagner Souza (ex-CVC) se juntam a Rodrigo Oliveira na missão de aumentar as vendas junto aos agentes de viagens.
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte
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Você sabia?
R$ 11 por dia de investimento Ninguém quer imaginar que um imprevisto vai acontecer durante uma viagem, como uma doença ou um acidente. Porém, essas coisas podem ocorrer e gerar custos que nem sempre são baixos. Uma internação nos EUA, por exemplo, pode custar, em média, US$ 2.212, e isso varia de Estado para Estado. Já com um seguro-viagem, você investe, em média, R$ 11 por dia para ter coberturas de US$ 40 mil para despesas médico-hospitalares. Quer mais? Acesse segurospromo.com.br e tenha 5% de desconto em qualquer plano do site usando o cupom “bom-investimento”. ROBERT LINDER/STOCKXPERT
Hotelaria
Opção de pernoite A rede mineira de hotelaria MHB assumiu o Confins Suítes Hotel. Localizado a cinco minutos do aeroporto de Confins, o hotel conta com 280 apartamentos dispostos em três categorias diferentes (superior, luxo e suíte superior), além de 14 apartamentos adaptados para pessoas com necessidades específicas. O Confins Suítes também oferece transfer gratuito para o aeroporto, estacionamento, espaço fitness e espaço para reuniões e eventos. Para mais informações: mhbhotelaria.com.br. PRI ALVARENGA/DIVULGAÇÃO
turismo
Gruta do Janelão
Cartão-postal
MANOEL FREITAS/DIVULGAÇÃO
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é entrada de enorme beleza Em cenário de tirar o fôlego, a força e a grandiosidade da caverna são expressas nas dolinas, nos salões e nos gigantescos espeleotemas Petrônio Souza O passeio mais concorrido do Peruaçu é o Caminho da Gruta do Janelão. E não é para menos! Até a entrada da gruta propriamente dita se empreende uma verdadeira viagem no tempo. À beira do caminho encontram-se imensas rochas de tonalidade negra que lembram mais um monte de concreto e brita, até você perceber não serem apenas pedras, mas sedimentos que se petrificaram no fundo de um mar entre as montanhas, isso há milhões e milhões de anos. Mais alguns passos à frente, no gigantesco paredão calcário, um mural de arte rupestre exibe uma centena de inscrições de várias tribos da pré-história, provavelmente datadas de períodos distintos. É simplesmente magnífico o material catalogado e explorado no chamado Sítio Ateliê do Janelão. O excelente estado de conservação das pinturas faz ainda daquele gigantesco museu de arte rupestre a céu aberto algo surpreendente, de cair o queixo. A entrada da gruta por si só já é um espetáculo. Para se ter uma ideia da grandio-
sidade, seu interior chega a ter 172 m de altura, equivalente a um prédio de sete andares, e 4,5 km de extensão. Não há como descrever do o que se tem ali, é preciso ver de perto. Parece que o visitante está diante de um umbral, um portal de beleza colossal. A grandiosidade da caverna é expressa em suas dolinas, na imensidão dos salões e nos gigantescos espeleotemas.
A visitação é acompanhada por um guia para impedir a danificação dos espeleotemas existentes nas grutas
Peruaçu Funciona de segunda a domingo, das 8h às 18h, sob agendamento prévio no ICMBio (38-3623-1038 ou icmbio. gov. br. Entrada só com guias credenciados.
Claraboias O surpreendente é que a gruta é iluminada por imensas claraboias – um total de quatro –, sem necessidade de luz artificial, mais um capricho (e tanto) dos deuses do Peruaçu. A segunda claraboia, por exemplo, tem o curioso formato de um coração. Dependendo da posição do sol, uma luz azulada invade a gruta, fazendo do cenário de belezas indescritíveis uma terceira e instigante paisagem, tudo isso emoldurado por formações geológicas milenares. O lugar é de tirar o fôlego, tudo é grandioso e diferente no Janelão. É como se juntássemos todas as formações geológicas existentes no planeta e as colocássemos ali, em grande escala e com as águas cristalinas do rio Peruaçu como testemunhas, correndo por dentro da formação rochosa e bem ao lado da trilha. Cada passo é uma surpresa. As estalactites são enormes, assim como as dolinas e os espeleotemas. E como se tudo isso ainda fosse pouco, o fim da trilha brinda o visitante com a maior estalactite do mundo, batizada, pela semelhança, como Perna da Bailarina, com seus 28 m de altura, já devidamente catalogada no “Guiness World Records”. Para absorver o que se tem na gruta do Janelão é preciso mais do que uma visita.
Janelão: imensos espeleotemas e 100 m de altura
MANOEL FREIT
Saiba mais Quando ir. Na época da chuva (de novembro a abril), predomina o verde, e na seca (de maio a outubro),o cenário é monocromático. Como chegar. De avião. Há vôos de Confins para Montes Claros a partir de R$ 260 pelas companhias Azul e Gol. Depois é preciso pegar ônibus para de Januária e Itacarambi. Ônibus BH. Pegue ônibus da empresa Gontijo, de BH até Januária (R$ 183,98), e, de lá, outro ônibus para Itacarambi (R$ 15) às 6h ou às 14h e desça no distrito de Fabião I, onde deve contratar um guia na Associação dos Condutores do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu. A diária dos guias custa, em média, R$ 150 para grupos de até oito pessoas.
MAURÍCIO ANDRADE/DIVULGAÇÃO
Serviço Onde comer: Restaurante do Vaninho. Serve frango caipira completo para até cinco pessoas ao preço médio de R$ 95. (38) 3623-1029. facebook.com/rest.vaninho Onde hospedar-se (distrito do Fabião I) Recanto das Pedras. Diária a partir de R$ 70 por pessoa. Pousada serve almoço em fogão a lenha a R$ 25/pessoa. (38) 99879-5710. facebook.com/peruacu/ Pousada Familiar (dentro do parque). (38) 99907-1589. Claraboias naturais iluminam as trilhas dentro das gruta do Janelão, uma das mais belas de todo o Vale do Peruaçu
RUI FAQUINI/DIVULGAÇÃO
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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte
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TAS/DIVULGAÇÃO
Rio Peruaçu corre por dentro da caverna
Uma forma diferente de turismo O Vale do Peruaçu desenvolve atualmente o turismo de base comunitária, que, além de hospedagem e da alimentação para pequenos grupos, oferece também a vivência com a cultura e o povo daquela região. Na Associação dos Pequenos Produtores Rurais Professora Ana Maria – que presta homenagem à viúva de Andalécio Gonçalves, personagem do romance “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa –, o turista pode conhecer o Almoço Sertanejo, servido por encomenda, onde se experimenta as iguarias da cozinha do norte de Minas e os sucos das frutas nativas. A associação vende ainda produtos caseiros, como queijos, polpas de frutas congeladas, doces e geleias. Solange Mota é umas das coordenadoras da associação e pioneira como guia do parque. Também no vilarejo, dona Lourdes recebe o turista com toda a hospitalidade na Pousada Familiar, sua própria casa, oferecendo dormitório e café da manhã ao preço de R$ 70 por pessoa.
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turismo FOTOS MANOEL FREITAS/DIVULGAÇÃO
Outros caminhos Outras trilhas
Sucessão de belezas
Caminho da Lapa do Boquete. Encontra-se um dos principais e mais estudados sítios arqueológicos do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, onde foram encontrados alguns sepultamentos e onde é possível verificar a presença de um silo pré-histórico (estrutura de armazenamento de alimentos).
muito difíceis de descrever Caminho da Lapa Bonita e da Lapa do Índio e o da Lapa dos Desenhos revelam a diversidade de inscrições rupestres e cenários margeando rio Petrônio Souza A cerca de 3 km da gruta do Janelão estão a lapa Bonita e a lapa do Índio. Para visitar a primeira é preciso iluminação especial, porque é uma das mais belas e ornamentadas do parque. São salões e galerias com grande variedade de estalactites, estalagmites, cortinas, represas, escorrimentos e helictites, algumas formações raras de serem encontradas em grutas. Na gruta é possível observar as estalactites gotejando e apreciar o Salão Vermelho, coberto por se-
dimentos com esse tom avermelhado. Outros 1,5 km de trilha, que margeiam o rio Peruaçu, levam até a lapa do Índio, painel de inscrições rupestres a céu aberto com pinturas que cobrem paredes inteiras e até mesmo o teto. Da lapa do Índio também é possível apreciar o mirante do Índio, onde pode-se avistar a abertura da gruta do Janelão e toda a área do centro de visitantes. Por onde se caminha no Peruaçu, é possível se deparar com uma diversidades de inscrições rupestres – a maior parte delas
foi catalogada com mais de 11 mil anos.
Lapa do Desenho A diversidade de cores e temas dessas inscrições é única no mundo e só foi possível por diferentes pigmentos naturais encontrados no Peruaçu, o que se percebe claramente na lapa do Desenho. São vários os estilos das imagens e as formas, além de técnicas e instrumentos utilizados – as pinturas mais recentes são mais elaboradas e coloridas. As inscrições na lapa do Desenho fogem às imagens tradicionais de animais e caçadas e empregam uma única cor. Elas são diversificadas e requintadas, verdadeiras obras de arte primitiva expostas ao tempo. Até para o mais leigo dos visitantes é fácil perceber que se está diante de um tesouro da humanidade.
Lapa do Índio: grande atrativo é a espetacular visão dos maciços calcários
Lapa do Desenho, paredão de arte rupestre de diversos estilos e tradições
Caminho da Lapa do Caboclo e Carlúcio. O paredão de pinturas rupestres da lapa do Caboclo possui uma concentração de pinturas do estilo Caboclo, descobertas pela primeira vez neste local e que são exclusivas do Vale do Peruaçu. No Caminho da Lapa do Carlúcio, o visitante encontrará mirantes, de onde é possível observar as variações da mata seca em diferentes épocas do ano, os cactos e a vegetação rupestre. A trilha segue pela mata de galeria até o início da gruta do Carlúcio, onde circunda as rochas do desabamento do teto da caverna.
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Aéreo
Aeronave mais moderna nos céus do Brasil Ainda em certificação, novo membro da família A330 será entregue à TAP em outubro e traz mais conforto, espaço, design, tecnologia e conexão com o mundo FOTOS PAULO CAMPOS
Paulo Campos paulocampos@otempo.com.br
Cabines iluminadas com LED, assentos espaçosos, design arrojado, tecnologia de entretenimento avançada, inclusive com Wi-Fi a bordo, lavatórios maiores e corredores de médio porte são as mudanças mais perceptíveis no mais novo membro da família A330. O A330neo fez, na penúltima quinta-feira (20), o primeiro voo teste fora da Europa, entre Rio de Janeiro e Lisboa, antes de ser entregue, em outubro, pela fabricante francesa Airbus à companhia portuguesa TAP. Engenheiros da Airbus – em uma estrutura montada na entrada da classe econômica – corrigiam durante o percurso imperfeições, como avaliavam a aerodinâmica e o desempenho da aeronave. “Nenhum detalhe é poupado para se criar um ambiente confortável, atrativo, para os passageiros”, enfatizou Valerie Varlet, gerente de comunicação da Airbus. O Airbus 330-900neo, uma das variantes do A330neo, incorpora a cabine Airspace, engloba quatro pilares – conforto, ambiente, serviços e design – e pode acomodar até 298 passageiros em um lay out de três classes (executiva, economy extra e econômica). Os motores Rolls-Royce Trent 7000 de última geração, juntamente com melhorias aerodinâmicas – incluindo novos dispositivos Sharklet compostos –, tornam
Aeronave já com inscrição do modelo A330neo e as cores da TAP Portugal
Classe executiva passou por mudança drástica; telas de entretenimento têm 16”
também a aeronave mais eficiente. “Gasta 14% menos combustível por assento”, afirma Luis Quaggio, diretor comercial da TAP no Brasil.
Primeira de 71 Essa é a primeira aeronave de um total de 71 encomendadas pela TAP à Airbus até 2025. Só o investimento em retrofit das atuais aeronaves custou € 70 milhões. Além do novo A330, foram comprados da fabricante europeia 15 A320neo, 12 A321neo, 12 A321LR (Long Range) e 14 A330neo. Neste ano, informa Quaggio, será entregue a primeira aeronave com a nova configuração, inclusive com a possibilida-
Poltronas da classe econômica têm mais espaço para as pernas
de de fazer a rota BH-Lisboa. Outras seis devem chegar até 2025. Mas a trajetória do A330 é longa até outubro, passando por 15 aeroportos de quatro continentes para que atinja 150 horas de teste e ganhe a Certificação de Tipo de Aeronave. No novo avião, o passageiro poderá usar smartphone, tablet ou laptop para enviar e receber mensagens de texto e e-mails, acessar a internet e fazer e receber chamadas telefônicas. Depois do A350 XWB, A330900 é a segunda aeronave do mundo a ser projetada com conectividade de banda larga. É a revolução chegando ao espaço aéreo.
Toaletes estão muito mais espaçosos e bem-iluminados
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viagens incríveis Um retiro ayurvédico aos pés do Himalaia O Tempo - Pampulha - Super Notícia
Belo Horizonte 30 de junho de 2018
rafael@fvo.travel
FOTOS ANANDA IN THE HIMALAYAS/DIVULGAÇÃO
Vista do Himalaia a partir da atividade de trekking no resort Ananda
Quick Tips W Caxemira
Acampar com glamour No extremo norte da Índia, a região de Ladakh, também no Himalaia, oferece paisagens lindas de vales e montanhas nevadas, além de uma cultura rica, com predominância do budismo. Para viver uma experiência autêntica na região, o Chamba Camp oferece hospedagem em tendas de luxo, com todas as refeições, passeios e vivências culturais incluídas. Quando se fala em viagens para a Índia, as opiniões são sempre fortes. A enorme maioria de visitantes do país se apaixona pela cultura, pelo povo humilde e acolhedor, pela arquitetura imponente de seus templos e palácios e pela mistura constante de caos e paz. Até já ouvi falar de quem não tenha caído de amores pela Índia, mas desconheço alguém que diga que a viagem não mudou sua percepção de mundo. O principal roteiro para uma primeira viagem ao país costuma se concentrar em Nova Déli, a capital; Agra, onde fica o Taj Mahal; e o Rajastão, Estado vizinho, também no norte do país. Para finalizar minha experiência por lá, me refugiei por alguns dias na região de Rishikesh, aos pés do Himalaia. O rio Ganges, sagrado para os indianos, nasce na cordilheira, pouco acima dali, e corta a cidade, ainda limpo. Conhecida como capital mundial da ioga, ganhou fama internacional quando, em 1968, os Beatles fizeram lá um retiro de meditação por alguns meses. Foi o mais fértil período de composição do grupo, com pelo menos 30 músicas escritas ali.
Ananda Ao pôr do sol, todos os dias, centenas de pessoas se reúnem à beira do rio para uma cerimônia de devoção ao Ganges, com mantras, cheiro de cânfora e rituais com velas e fogo. As ruelas não deixam de ser, digamos, efervescentes, como em todo o país, mas a sensação de paz é contagiante, seja à beira do rio, seja em algum dos vários ashrams, templos de ioga e meditação espalhados pela cidade. Uma estradinha cheia de
curvas montanha acima leva ao Ananda in the Himalayas, um spa ayurvédico incrível. Logo na chegada, você é recebido com um japamala, um tipo de colar usado para a meditação, e um kurta pajama branco, uma espécie de túnica tradicional. O uso não é obrigatório, mas praticamente todos os hóspedes se vestem assim durante a estadia. Na verdade, nada ali é obrigatório. Quem quiser pode passar o dia tomando cerveja à beira da piscina, mas não era para isso que eu estava ali. Vesti meu kurta e fui direto para uma consulta com o médico ayurvédico. Ele mesmo fez a prescrição dos tratamentos e massagens que eu deveria fazer e encaminhou minha dieta para o chef de cozinha, com foco no reequilíbrio de meus doshas. Um típico dia no Ananda começa com aulas de ioga e meditação. Depois do café da manhã, pode-se escolher entre um trekking pelas montanhas, palestras de vedanta ou massagens. São tantas atividades possíveis que, por mais incrível que possa parecer, falta tempo para fazer tudo. O hotel também oferece caminhadas, rafting no Ganges, safári para encontrar elefantes ou visitas a templos, ashrams e à cidade de Rishikesh. A paz que senti e a imagem daquelas pessoas, todas vestidas de branco, meditando nos jardins debruçados sobre o vale do Ganges, é o mais próximo que já cheguei do imaginário de paraíso. É o tempo que muitos precisam para digerir todo o conhecimento e as transformações proporcionados por uma experiência na Índia. Um final relaxante e enriquecedor para uma viagem, sem dúvidas, intensa.
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Rafael Romeiro é expert em turismo de luxo e diretor da FVO Travel
Viena Ver pessoas meditando nos jardins debruçados sobre o vale do Ganges, é o mais próximo que já cheguei do paraíso
Complexo redesenhado
Residência do marajá de Tehri-Garhwal foi convertida em um luxuoso resort de spa
Com projeto do arquiteto brasileiro Isay Weinfeld, uma área do centro histórico de Viena está sendo completamente redesenhada. A reforma do conjunto arquitetônico, composto pela sala de concertos Weiner Konzerthaus, pelo hotel Intercontinental e pelo ringue de patinação no gelo, fica pronta no ano que vem e tende a ser o novo hotspot da cidade.
The Ritz-Carlton Suítes e vilas do Ananda foram projetadas para refletir o ambiente e as cores da natureza, e oferecem aos hóspedes uma estadia confortável
Hotelaria de luxo nas águas The Ritz-Carlton abriu neste mês reservas para seu mais novo produto: um iate com 149 suítes. Os clientes terão a oportunidade de conhecer diversos lugares na mesma viagem, com todo o requinte e sem o inconveniente de trocas de hotéis. Além de acomodações, serviço e gastronomia, outro foco serão as experiências exclusivas em terra durante as paradas.
Paris Tratamentos combinam benefícios de terapias indianas tradicionais, como ayurveda, vedanta e ioga, para trazer união harmoniosa entre corpo, mente e alma
Clássico revisitado Clássico queridinho dos brasileiros, o Hotel Powers anunciou sua reabertura no dia 18/11, após reforma completa que durou um ano e meio. Agora sob o nome de Grand Powers, o projeto manteve o estilo clássico, mas com toques contemporâneos. Boa notícia para os amantes da região da avenida Champs Elysées, o hotel fica no coração do triangle d’or.
W Lançamento. Chevrolet revela o novo visual da minivan Spin. Página 13
FRED MANCINI/DIVULGAÇÃO
W Serviço. Vai viajar nas férias de julho? Não deixe de conferir os pneus. Página 14 pampulha
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BELO HORIZONTE Sábado 30/6/2018
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Encontro marcado
26ª edição do Bike Fest reuniu apaixonados por motos na histórica Tiradentes. Página 12
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interCâmbio
Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.
raimundocouto@otempo.com.br
Raimundo Couto
Começar de novo (I) DIVULGAÇÃO
Mais de duas décadas depois do anúncio do fim da Autolatina, holding que uniu a Volkswagen e a Ford por sete anos – do fim da década de 80 até meados dos anos 90 – o assunto volta a ocupar o noticiário e as redes sociais. Desta vez, porém, as marcas pretendem fazer algo diferente. Será cada uma no seu quadrado, mas com ambas buscando uma aliança estratégica. Volks e Ford deixaram claro que essa parceria não resultará na criação de uma nova empresa como ocorreu no passado. Também não haverá investimentos entre as empresas ou troca de ações. A intenção é a de aumentar a capacidade competitiva das duas fabricantes, mundialmente falando. Pela marca do oval azul, Jim Farley, presidente de mercados globais da Ford, revelou que “a marca está comprometida em
melhorar sua condição como negócio e utilizar modelos de negócios adaptativos, o que inclui trabalhar com parceiros para melhorar a nossa efetividade e eficiência”. Pelo outro lado, o diretor do grupo de estratégia da Volkswagen, Thomas Sedran, afirma que “as empresas já possuem posições fortes e complementares em diferentes segmentos de veículos comerciais”. Enquanto isso, não custa refrescar a memória e lembrar que, no passado, a joint venture entre Volks e Ford só beneficiou a concorrência – no caso, a General Motors (GM) e a Fiat. Para entender um pouco o que ocorreu, é necessário voltar no tempo para conhecer os erros cometidos pela então Autolatina, nome da empresa que marcou a união entre Volks e Ford. Foi em novembro de 1986 que essa notícia surpreendeu o mercado automobilístico brasileiro. A
Volkswagen, então líder absoluta de mercado (34,5% das vendas) divulgava que passaria a operar – no Brasil e na Argentina – em conjunto com a Ford, que, naquela época, ocupava a terceira posição no ranking nacional (23,6% das vendas), acima da Fiat e abaixo da General Motors e da própria Volkswagen. Para viabilizar o negócio, as marcas constituiriam, a partir daquela data, para iniciar as atividades em julho do ano seguinte, a Autolatina, cujas ações eram divididas de forma que a VW abocanhasse a maior parte do bolo, com 51% do controle acionário, e os outros 49% para a Ford. No começo, tudo parecia ir bem. Cada qual mantinha suas unidades fabris independentes, mas as decisões sobre linhas de produção e estratégias comerciais seriam compartilhadas. As administrações se uniram em um mesmo
Para entender um pouco o que ocorreu, é necessário voltar no tempo para conhecer os erros cometidos pela então Autolatina, nome da empresa que marcou a união entre Volks e Ford.
Logotipo da Autolatina, que marcou a união entre Volks e Ford espaço físico, um prédio com o logo Autolatina estampado na porta. Por mais que a comunicação estabelecida com os clientes procurasse passar a ideia de que não se tratava de uma incorporação ou fusão das duas empresas, mas de um acordo operacional com benefícios para ambas, parte dos consumidores tradicionais da Volkswagen e da Ford acabaram migrando para as marcas concorrentes (leia-
WAltas rodas Em evento realizado no Ateliê Wäls, no bairro Olhos D’água, a concessionária Terranova, autorizada Jaguar Land Rover,
apresentou para a imprensa, clientes e convidados, o Jaguar E-Pace, novo utilitário-esportivo compacto da marca britânica.
se Fiat e General Motors). A união rendeu os “filhos da Autolatina”, automóveis que nasceram com pecado original e nunca desfrutaram de sucesso no mercado. Pelo contrário, a grande maioria deles recebeu em toda sua trajetória de mercado muitas críticas do público e da imprensa especializada. Mas esse é um assunto de que falaremos em nosso encontro na próxima semana. Ate lá!
O modelo parte de R$ 222.300 equipado com motor 2.0 turbo, de 249 cv, e câmbio automático de nove marchas. FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Theo Rocha e Klaiston de Miranda
Os irmãos Barreira: Marco Túlio, Nelsinho e José Lindolfo com o executivo Eduardo Barreto
Klaiston Miranda, Bruno Ataíde e Theo Rocha
A estrela do evento na Wäls: o Jaguar E-Pace
Felipe Rossi, Fernando Duran e Gustavo Dias
José Lindolfo, Eduardo Barreto e Roberto Galinari
super motor
11 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 30 de junho de 2018
FOTOS IVECO/DIVULGAÇÃO
Transporte
Conforto para todos Com apoio da concessionária Deva, Iveco Bus entrega 900 micro-ônibus para o transporte escolar em escolas públicas de MG Da redação A Iveco Bus vai levar conforto e acessibilidade para o transporte de escolas públicas de diversos municípios mineiros. Com o apoio da concessionária Deva, a marca italiana foi a vencedora de uma licitação pública e fornecerá ao governo de Minas 1.800 unidades de ônibus escolares adquiridos pela Secretaria de Estado de Educação. Os ônibus, baseados no
chassi 70C17 (CityClass, WayClass e SoulClass), e no chassi 150S21 (SeniorClass), se destacam pelo conforto, pela acessibilidade e inclusão para os ocupantes. Todos os veículos contam com Dispositivo de Poltrona Móvel (DPM), que beneficia diretamente os passageiros com mobilidade reduzida. Esse sistema posiciona a poltrona do lado de fora do veículo, permitindo ao passageiro com necessidades específicas, embarcar e desembarcar sentado em seu
Da esq. para dir.: Marcelo Rohr (marketing da Iveco Bus), Renato Perrotta (Iveco) e Abner Saldanha (gerente de vendas ao governo da Deva) assento. “Nossos veículos contribuem para que os estudantes possam se deslocar com conforto e sem constrangimento”, afirmou Humberto Spinetti, diretor da Iveco Bus para a América Latina. “Essa negociação foi realizada por meio de uma licitação estadual e tem o objetivo de proporcionar transporte de qualidade na rede de ensino do Estado”, completou Renato Perrotta, gerente de vendas ao governo da Iveco. No primeiro momento
foi emitida uma ordem para o fornecimento de 900 unidades. O primeiro lote, com 150 novos ônibus escolares do Estado, foi entregue no último dia 12, em Patos de Minas, no Triângulo Mineiro. Os veículos atenderão vários municípios da região. Outros dois lotes com a mesma quantidade de micro-ônibus também foram entregues pela Iveco no último dia 19 em Porteirinha, no Norte de Minas, e no último dia 25 na cidade de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri.
Primeiro lote de veículos, com 150 micro-ônibus da Iveco, foi entregue no último dia 12, na cidade de Patos de Minas
W12 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 30 de junho de 2018
Prévia
Suzuki Jimny de cara nova A Suzuki mostrou a nova geração do Jimny no Japão. O jipinho tinha praticamente a mesma cara desde quando surgiu sua terceira geração, há 20 anos. Ele ganhou traços mais modernos, apesar das linhas seguirem ainda um tanto quadradas e da roda sobressalente continuar pendurada na tampa do porta-malas – que segue com abertura lateral. O interior recebe nova central multimídia. Não foram reveladas informações técnicas sobre o modelo.
super motor FOTOS FRED MANCINI/DIVULGAÇÃO
Moto
Charme sobre rodas 26ª Bike Fest reuniu 30 mil apaixonados por motocicletas, no último fim de semana, em Tiradentes
Nova Honda CBR 1000RR Fireblade ocupou lugar de destaque no estande da marca japonesa
Test ride Inéditos. Em seu amplo estande, a marca japonesa exibiu também modelos da linha de scooter e de alta cilindrada. Toda a família 500 cc, composta pela naked CB 500F, a crossover CB 500X e a sport CBR 500R estiveram no Bike Fest. Pela primeira vez, os visitantes além de conhecer de perto o s modelos, puderam também testar as motos na área externa do pavilhão. Além de toda a linha 500 cc da Honda, estiveram disponíveis para test ride os seguintes modelos: CRF 1000L Africa Twin, CBR 650F e CB 650F, além dos scooters SH150i e SH300i.
SUZUKI/DIVULGAÇÃO
Volkswagen
Golf 2018 traz boas novidades A Volkswagen, só agora, lança a linha 2018 do Golf e de sua versão station wagon, Golf Variant. Para o hatchback, que é oferecido nas versões Comfortline, Highline e GTI, as novidades em termos de mecânica são a adoção da transmissão automática de seis marchas para o Comfortline, combinada ao motor 1.0 TSI, de 128 cv. O top de linha GTI ficou mais potente: seu motor foi de 220 cv para 230 cv. No propulsor 1.4, nada muda e seguem os mesmos 150 cv de antes.
Híbridos
Encontro nacional durou quatro dias e reuniu 45 expositores Raimundo Couto De Tiradentes (MG)
Se não é o maior, o Bike Fest Tiradentes é com certeza o mais charmoso encontro de motos e motociclistas de todo Brasil. A confraternização, realizada do dia 20 a 24 deste mês, reuniu famílias inteiras, amigos e muitos profissionais ligados ao setor, que aproveitaram a oportunidade para expor seus produtos e apresentar suas marcas a potenciais consumidores. O maior destaque da 26ª
edição do evento foi o estande da patrocinadora oficial do Bike Fest, a Honda Motos, que mostrou ao público as recém-lançadas CBR 1000RR Fireblade, a maxiscooter X-ADV e a bigtrail CRF 1000L Africa Twin. O Bike Fest Tiradentes teve como palcos principais o Santíssimo Resort e a praça da Rodoviária, reunindo 45 expositores e variadas atrações musicais de blues e jazz. Mas, para falar de Bike Fest, é preciso viajar no tempo. Mais precisamente para 1992, quando o motociclis-
Ruas da histórica Tiradentes foram tomadas pelos motociclistas ta Guilherme Berg, morador da cidade histórica de São João del Rey, convidou alguns amigos, a maioria da cidade do Rio de Janeiro, para passar um fim de semana, no fim do mês de junho, em Tiradentes. Mal podia ele imaginar que tal convite seria o embrião do que se tornou um dos mais respeitados e bem-falados eventos de motocicletas do Brasil. No boca a boca, a cada ano, quem participava do encontro ia convidando parentes e colegas e, assim, aos pou-
Carros ‘verdes’ em alta no país As vendas de carros elétricos ou híbridos subiram 65% no Brasil, de janeiro a maio deste ano, na comparação com o mesmo período de 2017. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), em cinco meses, foram emplacadas 1.562 unidades dos chamados carros “verdes” no país. Apesar do crescimento, o volume ainda é pequeno e representa apenas 0,16% do mercado nacional.
cos, mas com organização que sempre se fez presente, o Bike Fest foi tomando corpo até atingir os grandiosos e expressivos números que podem ser comprovados a cada ano.
Grandioso Na edição 2018, 30 mil pessoas participaram do Bike Fest, movimentando R$ 18 milhões. “Começamos com um evento pequeno, mas que se tornou referência no setor e atrai milhares de pessoas a cada ano”, afirma Jordano Berg,
filho do idealizador do Bike Fest e um dos produtores do evento. “A cada edição, buscamos trazer novas atrações e parceiros para o evento, aliando lazer, negócios e uma programação cultural diversificada, para que o público possa desfrutar 100% sua estadia em Tiradentes”, completa o empresário Milton Furtado, responsável pela produção do Bike Fest há dez anos.
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O jornalista viajou a convite da Honda
Triumph BH mostrou as novas Tiger 800 e 1200
Estande da Triumph BH na Bike Fest teve todos os recentes lançamentos da marca britânica
Entre as copatrocinadoras do Bike Fest, a Triumph BH marcou presença no evento com uma superestrutura, a maior que a empresa já levou para Tiradentes, onde clientes e amantes da marca puderam conhecer a linha de motocicletas Triumph, inclusive os lançamentos mais recentes da marca inglesa no Brasil, a nova Tiger 800, nova Tiger 1200 e Bonneville T100 Black. Neste ano, a empresa ofereceu uma verdadeira
experiência Triumph em Tiradentes, com test ride, durante todo o evento, nas novas Tiger com pilotos profissionais da Triumph. “É com grande satisfação que participamos de mais uma edição do Bike Fest Tiradentes. Neste ano, criamos ambientes para oferecer uma experiência Triumph empolgante para nossos clientes e fãs da marca”, destacou o diretor da Triumph BH, Camilo Lucian. (RC)
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13 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 30 de junho de 2018
FOTOS CHEVROLET/DIVULGAÇÃO
Lançamento Dianteira ficou mais alinhada a outros modelos como, por exemplo, o sedã Cobalt
Que tal essa frente? Chevrolet revela o visual da Spin 2019; modelo reestilizado estreia no mercado em julho sem nenhuma mudança no conjunto mecânico Igor Veiga Com lançamento previsto para a próxima semana, a Chevrolet antecipou imagens oficiais da nova Spin. A minivan ganhou um visual menos polêmico e traz uma parte dianteira mais alinhada com o restante da gama de modelos da marca. Para-choques, faróis, lanternas e grade frontal são totalmente novos. Na versão aventureira Activ7, o estepe que era fixa-
do na tampa do porta-malas foi para dentro do carro. Com a mudança, a versão agora abriga até sete lugares, em vez de cinco tal como na configuração LTZ. A segunda fileira de bancos conta agora com um sistema de trilhos para ampliar o espaço para os passageiros ou para cargas em até 11 cm. O porta-malas tem capacidade de 710 L e pode chegar a 756 L. Na parte mecânica, a Spin 2019 manteve o motor 1.8 flex de 111 cv (eta-
nol) e 17,7 kgfm de torque acoplado ao câmbio automático de seis marchas. O lançamento oficial da linha Spin 2019 está marcado para o próximo dia 4 de julho. O modelo chegará às lojas com preço variando de R$ 79,9 mil a R$ 83,4 mil, para a versão Activ7.
Equipamentos A Spin Activ7 vem de série com ar-condicionado, direção elétrica, sensores de chuva, crepuscular e de estacionamento traseiro, além
de controle de cruzeiro e câmera de ré. O painel de instrumentos ganhou novo grafismo com mostradores analógicos semelhantes ao do SUV Tracker. A central multimídia MyLink compatível com Android Auto e CarPlay é item de série. No quesito segurança, há Isofix para cadeirinha, além dos airbags frontais e freios ABS. No entanto, o modelo segue sem oferecer controle de estabilidade e de tração, além de airbags adicionais.
Versão Activ perdeu o estepe externo e agora tem sete lugares em vez de cinco; lanternas ganharam desenho horizontal
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super motor
Serviço
CONTINENTAL/DIVULGAÇÃO
Já deu uma olhada? Confira dicas para deixar os pneus do seu veículo prontos para pegar a estrada nas férias de julho Igor Veiga Julho se aproxima e é época da tão aguardada férias escolares, mas antes de cair na estrada com a família é importante conferir se todos os componentes do veículo estão com a manutenção em dia sem, claro, se esquecer dos pneus. Antes de viajar, é essencial verificar se eles estão em bom estado ou se todos ou algum deles, precisam ser substituídos. E descobrir isso é mais fácil do que se imagina. Todo pneu vem com uma saliência entre os sulcos chamada de Tread Wear Indicator (TWI). Ela tem 1,6 mm de profundidade e representa o limite de segurança do pneu. Ao passar o dedo in-
dicador em cima do TWI, caso o desgaste do pneu esteja próximo ou encoste nesse indicador interno, significa que já está na hora de trocálo. Abaixo dessa medida, o pneu já passa a ser considerado “careca”. Além de pôr em risco a segurança da família, nessa condição, o veículo pode ser apreendido pela polícia, além de multado. De acordo com a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip), caso o desgaste dos pneus esteja irregular, é interessante ir a uma loja especializada em pneus e fazer o rodízio deles antes de viajar. O rodízio melhora a estabilidade especialmente em curvas e freadas, mas deve ser feito sempre de acordo com as indicações do manual do
Segundo os especialistas, surgimento de bolha inutiliza o pneu, que deve ser substituído imediatamente veículo. Isso porque a ordem de troca de posição dos pneus varia mediante o tipo de pneu e de veículo. Mesmo que os pneus do carro estejam em bom estado e não precisem de rodízio ou troca, é sempre interessante fazer alinhamento e balanceamento das rodas antes de qualquer viagem. O procedimento é recomendado pela Anip a cada 10 mil quilômetros rodados ou, então, caso o motorista esteja sentindo vibrações no volante ou o veículo puxando para um lado. O alinhamento ajusta os ângulos das rodas entre si e em relação ao solo. Já o balan-
ceamento equilibra o conjunto de pneus e ainda evita vibrações nos veículos em determinadas velocidades.
Cuidados extras É bom lembrar que cada pneu tem um limite de carga máxima suportada. Por isso, se for viajar com o carro cheio, é bom tomar cuidado para não sobrecarregá-lo. O excesso de peso – o chamado overload – compromete a suspensão do veículo bem como a estrutura do pneu, que corre muito mais risco de estourar no meio da estrada. Para melhorar a aparência dos pneus, ao lavar o veículo, muitas pessoas utili-
zam derivados de petróleo, o que não é benéfico para o pneu, já que ressaca a borracha. Neste caso, o melhor é não inventar moda. Existem vários produtos específicos para isso, à venda até em supermercados, que são a base de glicerina e deixam os pneus mais brilhantes sem danificá-los. Guardado no carro a maior parte do tempo, muita gente acaba se esquecendo do estepe, que também tem que estar pronto para ser usado a qualquer momento. Por isso, é indispensável também verificar a pressão e o desgaste dele antes de pegar a estrada.
SAMUEL AGUIAR - 31.8.2012
Alinhamento e balanceamento são essenciais para evitar o desgaste prematuro dos pneus
Essencial Calibragem. Os pneus devem ser calibrados semanalmente, de preferência ainda frios. Dirigir com a pressão abaixo do recomendado faz com que a direção se torne mais pesada, causa mais desgaste dos pneus e aumenta o consumo. Caso a calibragem seja feita com os pneus quentes, a pressão exigida costuma ser maior. Dependendo da quantidade de passageiros e do peso da bagagem, pode ser necessário aumentar a pressão. Leve também em consideração que os pneus dianteiros e traseiros podem ter pressões diferentes.
Aprenda a evitar as temidas bolhas No Brasil, os danos relacionados a impactos estão entre os três fatores que mais respondem pela retirada de um pneu prematuramente de serviço. Em sua grande maioria, as bolhas nos pneus são causadas por impactos contra buracos nas vias ou contatos contra o meio-fio, gerando o rompimento da lona de corpo de poliéster dos pneus. Isso faz com que o ar pressione a borracha para fora, criando a protuberância. Elas também surgem se os talões forem danificados durante o processo de montagem dos pneus nas rodas. “As bolhas são muito perigosas, pois podem aumentar de tamanho e se romper a qualquer momento, causando uma súbita perda de pressão. Elas não podem ser ignoradas de forma alguma, e seu surgimento inutiliza o pneu, que deve ser substituído imediatamente. Vale lembrar que os processos de vulcanização disponíveis no mercado apenas mascaram o problema e não o corrigem em definitivo, mantendo o risco de falha do pneu”, explica o especialista em pneus, Rafael Astolfi. Segundo ele, para evitar o aparecimento de bolhas nos pneus é importante sempre mantê-los calibrados, além de evitar esbarradas contra a calçada ao estacionar o carro. “Se o impacto contra um buraco for inevitável, procure reduzir a velocidade ao máximo, solte o freio e mantenha a direção reta”, orienta Astolfi. Para evitar bolhas causadas por talões danificados, tanto o pneu como a roda devem ser adequadamente lubrificados no momento da montagem. Daí a importância de buscar uma loja de qualidade e com maquinário adequado. (IV)
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