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Pampulha, sábado - 09/09/2017

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turismo

estilo

almanaque

UM ROTEIRO HISTÓRICO PELAS EX- REPÚBLICAS SOVIÉTICAS ... Páginas 6 a 10

TOM CRIADO EM HOMENAGEM A PRINCE COLORE DA MODA À DECORAÇÃO ... Página 29

SÉRGIO MAMBERTI TRAZ A BH PEÇA QUE MARCA SUA VOLTA AOS PALCOS ... Página 15

9 a 15 de setembro de 2017 ANO XXVII número 1415 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE DENILTON DIAS

Temerosas dos efeitos colaterais, mulheres têm deixado de tomar a pílula anticoncepcional e querem dividir responsabilidade da contracepção com parceiros

MEU CORPO, MINHAS REGRAS


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 9 a 15 de setembro de 2017

VITTORIO MEDIOLI

A SEMANA “Foi nesse momento (eleição de Dilma) que o dr. Emilio Odebrecht fez uma espécie de pacto de sangue com o presidente Lula (...). Ele levou um pacote de propinas que envolvia esse terreno do instituto, o sítio pra uso da família e também tinha à disposição R$ 300 milhões”

Editorial

Um banho de luz

Ex-ministro do governo Lula Antonio Palocci, em depoimento ao juiz Sérgio Moro maldade não aument o u , continua a mesma, mas é a intensidade da iluminação que a faz mais soberba. Nunca se enxergou tão nitidamente sua existência. O Sathya (Verdade) Baba (Santo Homen) explica num texto simples que a luz neste momento se abateu sobre a Terra como uma lâmpada de 100 W num quarto de despejo que contava apenas com uma de 20 W. Antes a penumbra velava o pó, a sujeira, o mofo, as teias de aranhas, os cupins que agora aparecem com clareza. De repente o cômodo se transformou em questionamento dos moradores que deixaram o assombro se acumular: “Como é que nunca desconfiei?”. Os olhos acomodados à penumbra enxergam até os vampiros que antes pareciam pessoas comuns. Os maus cheiros mostram suas causas. A inundação de luz revela o que antes a falsidade escondia, as fachadas se derretem rapidamente, e os culpados não conseguem disfarçar mais suas traições. Ficou mais fácil, com a luz, alcançar o entendimento de Deus, o funcionamento implacável de suas leis e compreender como a vida se organiza no reino dEle. As ondas de luz que atingem o planeta deixam as pessoas mais tensas e depressivas do que nunca. São mais frequentes e persistentes nas pessoas as dores de cabeça, dos ossos e das articulações sem que os médicos consigam definir as origens, caindo assim na vala comum do estresse. Isso porque as pessoas,

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para poder receber mais luz, precisam mudar, tanto no físico como no espírito. Precisam, segundo Sathya Baba, começar a limpeza interior, retirar o acúmulo de sujeira que não é mais admissível. Os velhos truques, os medos, as angústias precisam ser deixados para trás, a maior percepção impõe uma transformação. Os médicos receitam antidepressivos para o pacien-

em poucos, da superação dos limites do egoísmo. A verdade aparece e sinaliza que a hora de arregaçar as mangas, de se dedicar à purificação de nossa vida, chegou para ficar. Até o despejo reclama por asseio. A consciência da humanidade começou a despertar em massa, numa forma jamais imaginada. Ler bons livros é uma das fórmulas. Livrar-se da ignorância, do medo e do Ficou mais egoísmo, especialmente dos pensamentos negatifácil, com a vos, da falsidade, da dissiluz, alcançar o mulação, e ficar puramente à verdade. Os erros do entendimento fiéis passado deverão ser pagos de Deus e o para seguir adiante. ciência sabe que algo funcionamento de Aimenso e diferente está implacável acontecendo, impelido por forças superiores, e que, pade suas leis ra seguir adiante, será preciso mudar nossa consciência. O que valeu antes não vate “incurável”. Entretanto, le mais, as velhas moedas essão essas sedações que não tão saindo de circulação. permitem aproveitar o moAs imundícies não serão mento que a humanidade mais aceitas e toleráveis. vive para evoluir. São os Uma humanidade nova estormentos tão necessários tá por se estabelecer, e oupara a mudança quanto a tra em breve se distanciará, água para satisfazer a sede. segundo o Baba indiano. A vida oferece o necessáA política brasileira esperio, a dor possibilita os lha este momento com a avanços, força a encontrar queda dos biombos, das coro caminho. tinas que encobriam os malfeitos, a exploração. A luz A consciência está cada vez mais forte, secando o mal. da Derretendo os impérios humanidade que se fartaram da dor, das injustiças, das maldades. começou a Na realidade, se nem tudespertar em do o que o iluminado Sathya enxerga acontecerá de massa, numa imediato, resta acreditar estamos na direção cerforma jamais que ta para chegar lá.

imaginada

vittorio.medioli@ otempo.com.br Estamos vivendo provavelmente a melhor época da humanidade de todos os tempos, do avanço equivalente a milhares de anos

pampulha

O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180

POLICIA FEDERAL/DIVULGAÇÃO

“Ninguém aguenta mais tanto roubo”

“Com uma intensidade dessas e com essa longevidade, nunca se viu no mundo, desde o início da era dos satélites”

A frase de 2015 do ex-ministro Geddel Vieira Lima, em um ato nas ruas contra a corrupção, foi relembrada esta semana após a PF localizar R$ 51 milhões em dinheiro vivo em um apartamento emprestado a ele em Salvador

Etienne Kapikian, meteorologista, sobre o furacão Irma, que até o fechamento desta edição havia deixado pelo menos 11 mortos e 21 feridos em sua passagem pelo Caribe

“A Procuradoria Geral de Belo Horizonte ingressará (...) com ação civil pública contra a “É difícil manter União e a concessioum diálogo com nária Via 040, gente que confunde reivindicando a a Áustria com a administração do Austrália” Anel Rodoviário para o município (...)” Nota da Prefeitura de Belo Horizonte que reivindica a municipalização do Anel Rodoviário após acidente na última quarta (6), que deixou três mortos

Presidente da Rússia, Vladimir Putin, na China, ao se referir ao estado das relações entre seu país e os Estados Unidos, que vive uma nova crise diplomática por conflitos com as suas embaixadas

Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

FUNDADOR Vittorio Medioli

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PRESIDENTE Laura Medioli

GERENTE INDUSTRIAL Guilherme Reis

VICE-PRESIDENTE Marina Medioli

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DIRETOR EXECUTIVO Heron Guimarães

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reportagem 3

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 9 a 15 de setembro de 2017

SAÚDE> Cresce o número de mulheres que têm optado por não usar o anticoncepcional

A pílula na berlinda DENILTON DIAS

Patrícia Ana, Carla, Cassese Isabel, Lílian, Rebeca, Sabrina e Thaís têm profissões, idades e mesmo locais de nascimento distintos, mas compartilham uma determinação: a de não usar mais a pílula como método contraceptivo. Algumas veem nesta posição uma ação política. Outras migraram para outro método por conta de supostos efeitos colaterais da pílula – da sensação de inchaço a casos extremos, como a formação de um trombo (que, vale lembrar, está associada a uma predisposição genética). Independentemente do motivo, não querem demonizar o medicamento que, liberado nos anos 60, chegou a ser visto como um marco da emancipação feminina. Elas apenas defendem um maior esclarecimento na hora da escolha, com a exposição minuciosa de prós e contras. A psicóloga Carla Simone Castro chegou a criar um perfil no Facebook (“Unidas a Favor da Vida”) visando a partilha de experiências com anticoncepcionais – atualmente, tem cerca de 150 mil seguidores. Ou seja, a página não se limita a falar da pílula, embora tenha sido ela a fonte do seu caso – que, dada a gravidade, levou-a inclusive a ser personagem de matéria recente feita pelo médico Dráuzio Varella para o “Fantástico”. O caso de Carla é impactante. Em 2014, trabalhando em Brasília, ela começou a tomar a pílula para tratar um mioma. Seis meses depois, a professora sentiu uma congestão nasal atípica e, na sequência, uma dor de cabeça lancinante. Recebeu o diagnóstico de sinusite. Dias depois, simplesmente acordou sem visão. Naquele momento, ela ainda não sabia, mas havia sofrido uma trombose cerebral bilateral. Levada pela mãe para Goiânia, sofreu uma convulsão e foi direto para a UTI. Carla perdeu parte dos movimentos e teve que reaprender a falar. Atualmente recuperada, inclusive da visão, está ciente de que, pelo resto da vida, deverá ser monitorada – e fazer uso de anticoagulantes. É fato que nem todas as mulheres que usam pílula correm este risco. Carla pertence a um grupo de portadoras de trombofilia, condição que é assintomá-

tica, mas que sim, pode ser detectada por exames. Ela questiona o fato de não ter sido informada sobre a existência do risco ou mesmo do exame citado – o que poderia ter evitado todo o seu martírio. “Por ser professora, ainda no hospital tive a ideia de fazer um vídeo para contar o que havia ocorrido aos meus alunos”, rememora ela. “Postei no Facebook e logo já havia milhares de compartilhamentos. Comecei a receber contato de pessoas do Brasil inteiro”, narra a moça, que se ressente da falta de estatísticas sobre ocorrências afins à sua. “Comecei uma batalha junto à Anvisa, ao Ministério da Saúde (para um maior controle). Ao mesmo tempo, comecei a pesquisar tudo o que havia associando o uso da pílula à trombose. Descobri uma vasta documentação, mas praticamente ninguém falava nisso”, pontua. No entanto, Carla volta a ressaltar: “Esse movimento não foi criado para demonizar a pílula. A proposta sempre foi pelo direito à informação. Conhecendo prós e contras, você consegue forACERVO PESSOAL

ção. Só agora estou construindo, aos poucos, a relação com o meu corpo – e é libertador”.

Thaís mostra o aplicativo alemão que baixou, e que é recomendado pelo similar ao ministério da saúde naquele país

“

Que o uso de anticoncepcional seja feito por necessidade, ou por escolha mesmo (se você entender que também é um exercício de sua liberdade), mas que não seja por alienação Sabrina Abreu, pedagoga

Carla se submeteu a fisioterapia ocular, respiratória e motora, além de ter sido submetida a duas cirurgias no cérebro após problemas devido ao uso da pílula

ACERVO PESSOAL

Sabrina Abreu: “Estou falando sobre termos clareza política sobre nossos corpos dentro das relações”

mar opinião. E se tomou, sentiu algo estranho, uma dor de cabeça forte... Veja, eu fiquei seis meses sentindo dor de cabeça”, revolta-se. AUTOCONHECIMENTO A dor de cabeça persistente foi detectada pela estudante mineira Thaís Afonso, 20, assim como enjoo, cansaço, queda de cabelo, dores nas articulações e inchaço. “Vi que alguma coisa estava errada”, diz ela, lembrando que começou a tomar pílula aos 16 anos por indicação de uma dermatologista, por conta da acne. Há dez meses, Thaís resolveu parar, e hoje adota os chamados métodos não hormonais, no caso, o sintodérmico, com ações como a observação do muco cervical e o controle da temperatura basal. Também baixou um aplicativo alemão, pelo qual paga uma mensalidade, o Natural Cycles, que calcula o ciclo da mulher – e tudo com a anuência do seu ginecologista. “A verdade é que não conhecia o meu organismo. Fiquei menstruada aos 12, e, nesta idade, ninguém nos dá muita informação sobre o corpo feminino. Aos 15 é que você começa a descobrir as coisas. Como comecei a tomar pílula aos 16, fiquei sem saber, por exemplo, quantos dias durava a minha menstrua-

POSIÇÃO A pedagoga Sabrina Abreu, 30, acaba de escrever um artigo sobre o tema: “É Mais do Que o Látex”, e enfatiza a importância de a mulher assumir as rédeas de seu corpo, embora o assunto deva ser discutido pelo casal. “Nós, mulheres, muitas vezes nos colocamos em nossas relações como reféns. E o respeito que a gente deve à nossa sexualidade vai muito além da preocupação em evitar uma gravidez”, firma. Para ela, o livre arbítrio tem toda uma marca simbólica: “a de que do meu corpo, eu cuido”. Uma posição política. Ela lembra que desde cedo a menina é levada a assumir a responsabilidade pela contracepção. “Uma espécie de punição, já que é quem ovula, quem ‘estragará’ sua vida, já que os homens têm carta branca simbólica para não se responsabilizarem por nada disso, nem com a gravidez indesejada de uma mina, nem com o cuidado de prevenção que devem a qualquer uma delas”. Sabrina diz que consolidou a existência desse pensamento coletivo quando, ao engravidar, ouviu do responsável biológico junto a ela “que o que eu estava passando era triste, mas que eu, como mulher e detentora do poder de tomar pílula, deveria ter me preocupado muito mais com isso do que ele. Afinal, era o meu corpo, disse ele”. No texto, ela diz: “Se analisarmos a própria história da pílula, criada na década de 60 após uma ostensiva militância feminina pelo direito de não querer engravidar, a gente já entende o raciocínio bizarro oriundo do patriarcado que permeia a questão”. Raciocínio que, diz, qualificou o papel da mulher apenas para a procriação. “Tanto que o que conseguimos conquistar como forma de cuidado foi: interromper com a produção quase industrial de gerar filhos por meio de um medicamento ingerido por nós. Apenas por nós”. Ao Pampulha, ela celebra que outras mulheres já estejam antenadas para o absurdo de pensamentos assim. “Acho maravilhoso ver que já é uma geração de luta pelos nossos direitos”.


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pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 9 a 15 de setembro de 2017

CONTRACEPÇÃO>DIU de cobre tem sido opção recorrente para quem quer método não hormonal ALEX DE JESUS – 15.04.2015

Sem demonizar

Prós e contras da pílula devem ser colocados na balança

Escolha deve envolver casal RODRIGO NUNES/MINISTÉRIO DA SAÚDE/DIVULGAÇÃO

Patrícia Semana pasCassese sada, a apresentadora BelaGilcompartilhou sua opção contraceptiva: o DIU de cobre, ou seja, uma via não hormonal – funciona pela danificação dos espermatozoides, evitando o encontro com o óvulo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o método tem eficácia de 99%, mas não protege contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). Em março, o Ministério da Saúde anunciou a ampliação do acesso ao DIU de cobre, já distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a OMS, 170milhões de mulheres usam, hoje, o DIU de cobre, superando os 110 milhões que usam a pílula. Diretora da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), Thelma de Figueiredo e Silva lembra que muitas mulheres, porém, reclamam do aumento do fluxo menstrual. “Mas mesmo algumas que já têm

um fluxo expressivo não se incomodam de um dia a mais. De todo jeito, a colocação é relativamente simples, e pode garantir uma proteção por até dez anos. Como cada vez mais há mulheres adiando a maternidade, acaba sendo um método conveniente – mas é necessário tomar cuidado com infecções”, alerta. “Se perceber febre, dores, é preciso ir ao médico”. Ela também entende que o DIU é uma alternativa prudente para mulheres que não têm muita disciplina no uso da pílula (esquecimentos e afins). Por outro lado, ressalva que não protege das DSTs. “A verdade é que ainda não temos, à disposição, um método barato, acessível, reversível, 100% eficaz e sem efeitos colaterais”, lamenta. Em defesa da pílula, Thelma lembra que há estudos relativos à prevenção do câncer endometrial ou mesmo do de ovário. O ginecologista Garibalde Mortoza acrescenta: “A indústria vem buscando compostos diferentes e diminuindo dosagens dos hormônios que compõem as pílulas, bus-

cando diminuir efeitos colaterais com a mesma eficácia (contraceptiva)”. Ambos os médicos enfatizam que a escolha do método deve ser feita de forma consciente, “com participação dos dois envolvidos”, diz Mortoza. A jornalista Ana Lídia de Noronha Ribeiro ratifica. “A responsabilidade é do casal. Tem que ser dividida”, diz ela, que também opta por não colocar a pílula no posto de vilã. “Muitas vezes, a sociedade opera numa espécie de 8 ou 80 – ou vilã ou a salvação. No meu caso, interromper o uso foi uma decisão acertada, mas há casos em que a mulher se adapta bem”, pondera. O alerta de Ana Lídia se deu depois que ela passou a ter enxaqueca crônica e, ao pesquisar a causa junto a vários profissionais – como dentista e oftalmologista – chegou, por eliminação, à pílula. De fato, o problema cessou com a interrupção do uso. “Hoje, no dia que a menstruação vem, tenho a dor de cabeça natural ao meu ciclo – mas nada que me atrapalhe” MANU ANTUNES/DIVULGAÇÃO

lula ainda adolescente, por conta da acne”. Professora, formada em engenharia de alimentos, Isabel Debien, 33, brinca com a decisão de ter interrompido o uso da pílula: “Quem convive comigo está muito feliz”, diz, sobre a irritabilidade de outrora. “Ficava pronta para matar mesmo”. O inchaço era outro desconforto. “Mãos, rosto... Parei, e voltei ao normal. Outra coisa: a libido vai quase a menos 15. Na verdade, a impressão era a de que sofria todos os efeitos colaterais descritos na bula em meu organismo. Queria emagrecer, mas não tinha ânimo para praticar exercícios”, relembra ela, que hoje optou por métodos não hormonais.

DIU de cobre: método reversível mais usado no mundo

GRUPO NO FACEBOOK Aos 33 anos, a revisora de texto Lilian de Oliveira fez uso ininterrupto da pílula até os 28. Depois, intermitente. Há três, resolveu parar. Até então, convivia com efeitos colaterais como inchaço, cansaço e até uma certa vertente depressiva. Certo dia, se deparou com um grupo de discussão sobre métodos

não hormonais no Facebook. Hoje, aderiu ao método sintotérmico, que compara a um autoconhecimento, junto à camisinha. “Entendo muito mais o funcionamento do meu corpo. Para se ter uma ideia, depois que parei, certa vez senti uma dor fortíssima e fui ao hospital. Na verdade, era dor da ovulação, que nunca havia sentido antes por ter iniciado a pí-

ANTICONCEPCIONAL MASCULINO

Ana Lídia optou por não usar mais métodos hormonais após o nascimento da filha

Pesquisas Um anticoncepcional masculino, que funciona como uma espécie de vasectomia temporária, foi testado com sucesso em macacos por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos EUA. Batizado de Vasalgel, o produto é um gel que é injetado no canal que leva os espermatozoides ao pênis e bloqueia sua passagem. Os testes do Vasalgel em humanos devem ser iniciados a curto prazo. Já o anticoncepcional injetável que vinha sendo testado teve pesquisa suspensa após revelar efeitos colaterais semelhantes ao feminino.

QUESTIONAMENTO A engenheira civil Rebeca Diniz, 25 anos, entende que a pouca visibilidade dada a casos que acometem algumas mulheres que fazem uso da pílula acaba reforçando a crença de que é raro ter problemas com o uso. “E ainda que acreditem que nunca vai acontecer com elas. Mas por trás das cortinas, sabemos que são muitos mais episódios do que imaginamos ao ler a bula”. Ela, que passou por uma experiência marcante, analisa que hoje há mais questionamentos sobre o fato de só a mulher ter que se submeter ao uso de métodos hormonais, e sobre a não aprovação de um método masculino (“sabemos que por falta de tecnologia não é”). “São muitas perguntas sem respostas, mas só com a união das mulheres vamos poder avançar nesta questão”.


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PÍLULA>Engenheira ressalta importância do esclarecimento em relação às possíveis consequências ACERVO PESSOAL

Efeitos não são os mesmos para todos Foi no dia 11 de maio de 1960 que a agência reguladora de remédios dos EUA, a FDA, aprovou a primeira pílula anticoncepcional da história, a Enovid. De lá para cá, a indústria farmacêutica tratou de implantar muitos avanços na tentativa de minimizar os danos colaterais. O que, no entanto, não foi capaz de deter o drama vivido pela engenheira Rebeca Diniz, que, no último dia 18 de junho, foi diagnosticada com trombose venal cerePatrícia Cassese

bral. Sete dias antes, ela havia acordado com uma dor de cabeça forte e repentina. Tomou o analgésico habitual, mas não houve redução. “No segundo dia, a dor permanecia junto a desconforto no pescoço, fonofobia, fotofobia, visão embaçada e cabeça latejando – nesta noite, foi o ápice da dor, só pensava em me matar”. A moça chegou a bater a cabeça contra a parede. Na manhã seguinte, foi a um hospital do SUS, em Itabuna, Bahia. Sem nenhum exame ou pergunta, ouviu apenas a frase: “Você está com sintomas de enxa-

queca”. Desconfiada, suspendeu a pílula e, no dia seguinte, em outro hospital, ela própria sugeriu uma tomografia, a cujo resultado nunca teve acesso: o neurologista não apareceu na instituição naquele dia. Passavam-se os dias e, sem melhora, Rebeca foi para sua cidade, Salvador. Novo analgésico receitado e, mais uma vez, em vão. “Foi então que minha mãe, desesperada, fez um plano de saúde que me atendesse em emergência. No meu sétimo dia de dor e no quarto hospital que procurei, dei entrada na emergência”. Fez, então, nova tomografia. “E, infelizmente, se confirmou aquilo que a gente queria eliminar. Estava com uma trombose no seio venoso cerebral, possivelmente causada por uso de anticoncepcional”. Atualmente, ela faz uso de um anticoagulante e está sem o uso de anticoncepcional há dois meses e meio. “Percebi que as espinhas voltaram a aparecer com mais frequência e a libido está voltando. Além disso, também noto que o corpo ficou menos inchado. Hoje, vejo que o menos danoso mesmo é camisinha, mas irei optar pelo DIU de cobre por não ter hormônios”, diz ela, que, como a personagem Carla Simone

Castro, que também teve uma trombose cerebral (leia na página 3), nunca recebeu indicação de fazer o exame para detectar trombofilia, cuja propensão é a provável causa dos acidentes vasculares sofridos pelas duas. Trombofílicas não devem fazer o uso pílula anticoncepcional pois o risco de trombose venosa aumenta em 149 vezes. Diante disso, a engenheira ressalta a importância do esclarecimento em relação às possíveis consequência do uso da pílula, cujos efeitos não são os mesmo e nem necessariamente negativos a todas as usuárias. Ainda em processo de recuperação, ela, que chegou a tomar morfina para aplacar a dor, frisa a importância de maiores informações, abalizando, ainda que involuntariamente, a fala de Sabrina Abreu, no seu relato dos dias de abandono da pílula. “Sentia zero desconforto tomando pílula, ao contrário de algumas mulheres que, de fato, sentiram-se melhores após a retirada. Fisicamente, estava me sentindo bem pior (com a interrupção), mas, ao peitar isso, entendi que devolveria a mim o controle das escolhas pelo meu corpo e meus limites. Devolveria parte da minha liberdade”, finaliza a pedagoga, convicta.

O pior já passou

Rebeca fará uso de anticoagulantes, mas por apenas seis meses


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almanaque

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SAÚDE E BEM-ESTAR Dr. Telmo Diniz (CRM-MG 25.398) telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Hipocrisia contumaz esde de que o mundo é mundo, a hipocrisia faz parte integrante de nossos comportamentos e condutas. É da natureza humana esconder suas reais intenções e sentimentos para melhor se encaixar na vida social. Conviver com a hipocrisia vez ou outra não é um problema. A encrenca reside na convivência com pessoas que são hipócritas o tempo todo. Existem vários tipos de hipocrisias consideradas corriqueiras. Por exemplo, uma pessoa pode mentir sobre não ter um determinado tipo de preconceito para não ser julgado por aquele grupo social. Outro caso é aquela pessoa que pode omitir um traço de personalidade ou um hábito, socialmente mal visto, para manter o emprego, uma amizade ou o relacionamento amoroso. De igual forma, pessoas podem agir de forma hipócrita contradizendo seu estilo de vida, seu modo de pensar, suas crenças e valores, simplesmente para se defender do julgamento social. No entanto, o que é realmente problemático é quando uma pessoa utiliza dos valores morais para destruir a imagem de alguém por inveja, interesses individuais e mesquinhos. A hipocrisia, conceitualmente, é o ato de quem finge ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que, na verdade, não as possui. A palavra vem do latim hypocrisis, que significa a representação de um ator, uma atuação ou um fingimento. Fazendo uma reflexão e ao mesmo tempo uma analogia, tanto os atores quanto uma parcela dos políticos são hipócritas profissionais e utilizam desta ferramenta para sobreviver. O hipócrita Entretanto, parte dos contumaz é políticos – ao contrário dos atores – utilizam da essencialmente hipocrisia para enganar um sabotador as pessoas em benefício próprio e em detrimende vidas alheias. to de terceiros. Exige dos Omitir, por exemplo, o hábito de fumar outros em um determinado aquilo que grupo é simplesmente uma defesa. Não se adnão pratica mitir homossexual num ambiente marcado pela homofobia também é um meio de se proteger. Evitar emitir opiniões sobre temáticas religiosas em grupos fundamentalistas também é uma estratégia para fugir de desgastes desnecessários. Enfim, a pessoa deixa de se expressar, deixa de dizer o que ela realmente é, ou pensa, para não desestabilizar a própria vida e o meio em que vive. Entretanto, existem pessoas que praticam uma hipocrisia contumaz e o fazem para prejudicar quem lhe ofusca social e ou profissionalmente. Já pensou se em algum momento da sua vida, por inveja, por ganância, para defender interesses pessoais, você não chegou a atrapalhar a vida de outra pessoa? Reflita sobre isso! Várias pessoas isolam socialmente colegas, por exemplo, por estes serem mais divertidos, mais talentosos, mais promissores em suas carreiras etc. Também evitam certos contatos sociais simplesmente por que estas pessoas de alguma forma se destacam mais. Saem com frequência à procura de algum defeito no outro para justificar uma antipatia, sem um motivo aparente. O hipócrita contumaz é essencialmente um sabotador de vidas alheias. Exige dos outros aquilo que não pratica. Se dizem amigos, mas lá no fundo querem algo para si. São honorários mitômanos e, realmente, acreditam em suas mentiras. Enfim, são vampiros da sociedade e, portanto, devem ser detectados e rechaçados por todos nós. Faça uma boa semana.

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Jovens ainda abusam da proteína FRED MAGNO

Excessoprovoca sobrecarga nosrinsepode trazergraves riscosàsaúde Os alertas dados por especialistas sobre como chegar ao corpo perfeito sem problemas à saúde não parecem estar surtindo efeito. Nos últimos dois anos, médicos têm relatado grande procura, nos consultórios, de pessoas jovens, por volta dos 30 anos, com lesões renais devido ao consumo indiscriminado de suplementos alimentares. A média, em alguns consultórios, chega a dois pacientes por semana. O problema é que o consumo de suplementos à base de proteína leva à sobrecarga dos rins, que acabam trabalhando demais, sem necessidade. Para os especialistas, o consumo diário deve ser de 1 g de proteína a cada quilo que a pessoa tenha. Os efeitos dessa sobrecarga nos rins podem ser sérios, alerta a nefrologista Carmen Tzanno, presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia. “Esse excesso de trabalho renal vai desgastando os rins. Isso pode levar ao ponto de pessoas novas apresentarem função renal compatível com a de idosos, uma vez que o desgaste é algo natural com o tempo”, explica Carmen. Ela conta que chega a receber dois pacientes por semana no consultório devido a problemas renais com origem proteica.

Suplemento nunca mais! O propagandista Luiz Felipe Bernardes, 33, teve o diagnóstico de sobrecarga renal há um mês

Thuany Motta

DESCONTROLE Outra médica que endossa esse número é a endocrinologista Ana Paula Zanini, professora da Faculdade Ipemed. “São jo-

vens, na maioria homens, beirando os 30 anos. Eles consomem tanto suplemento que a função de seus rins se equipara à de alguém com o dobro da idade”, compara. De acordo com as duas médicas, o consumo é algo que precisa de acompanhamento profissional. “Não é proibido consumir. O problema está na ingestão descontrolada e sem orientação médica”, aponta Car-

men Tzanno. O propagandista Luiz Felipe Bernardes, 33, sofreu o problema na pele. Ele sempre usou suplementos sem orientação até ter, há cerca de um mês, o diagnóstico de sobrecarga renal. “Malho há oito anos e levei um grande susto. Hoje faço dieta com proteína encontrada em alimentos naturais. Não quero mais suplementos na vida”, afirma Luiz Felipe.

FLASH Diagnóstico. “Um simples exame de sangue pode ajudar a pessoa a saber se a quantidade de creatinina presente em seu sangue está elevada. Essa taxa é extremamente importante porque serve como indicador de insuficiência renal”, explica a endocrinologista Ana Paula Zanini.

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

PROTEÍNAS O que são? Moléculas orgânicas compostas de aminoácidos Onde estão? Carnes, ovos, laticínios, leguminosas, cereais, soja

Para que servem? Produzir enzimas, hormônios, neurotransmissores e anticorpos, repor o gasto das células, ajudar no transporte de substâncias no corpo

O consumo de proteína é essencial para o bom funcionamento do corpo, mas é preciso cuidado com o excesso

Quanto por dia?

1 kg de peso = 1 g EXEMPLO

VIDA SAUDÁVEL

Quem pesa 50 kg deve consumir 50 g por dia

O que o excesso causa? Aumenta o colesterol, faz mal ao coração, faz o corpo perder muita água e sobrecarrega o rim

FONTE: ANA PAULA ZANINI, ENDOCRINOLOGISTA/CARMEN TZANNO, NEFROLOGISTA


reportagem 7

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 9 a 15 de setembro de 2017

Suplemento pode estar ligado a câncer Uma pesquisa publicada no “British Journal of Cancer” está ligando o uso de suplementação com o risco de câncer nos testículos. Os pesquisadores da Universidade Yale, nos EUA, calcularam a probabilidade de chances para a incidência de câncer testicular. Foram feitas entrevistas 900 homens norte-americanos. Os pesquisadores descobriram que os homens que usaram suplementos tinha um relação de probabilidade de 1,65 (um risco 65% maior) de desenvolver câncer testicular em comparação com os homens que não usaram suplementos. Apesar disso, novos estudos epidemiológicos devem ser feitos para estabelecer a ligação mais direta, clara e evidente entre o consumo de suplementos e o câncer testicular.

Jogo de realidade virtual ajuda a detectar Alzheimer REPRODUÇÃO

Ajuda. Cientistas acreditam que o jogo poderá contribuir para o diagnóstico e o tratamento precoces

Londres, Reino Unido. O Sea Quest Hero parece um jogo eletrônico no qual os participantes enfrentam labirintos, tentam evitar tiros e fogem de monstros marinhos, mas, na realidade, é uma ferramenta para que os cientistas possam estudar a doença de Alzheimer. O jogo, que pode ser baixado desde ontem em sua versão realidade virtual, pretende estimular o cérebro dos participantes com uma série de tarefas que exigem capacidade de memorização e de orientação para, ao mesmo tempo, coletar dados sobre os primeiros indícios da doença. Um dos primeiros sintomas do Alzheimer é a perda do senso de orientação, mas existem poucos dados que comparem as capacidades cognitivas em diferentes idades, uma lacuna que o jogo pretende preencher. O jogo, catalogado como “o mais amplo estudo sobre a de-

mência de toda a história”, foi desenvolvido pela Deutsche Telekom, a organização beneficente britânica Alzheimer’s Research UK e por pesquisadores do University College London e da Universidade de East Anglia. Para jogar, os participantes têm que usar diferentes partes de seu cérebro, que são utilizadas de maneira diferente de acordo com os tipos de demência. “Isso também nos permite vincular o que uma pessoa faz ao que acontece em seu cérebro”, explicou David Reynolds, coordenador de pesquisas no instituto Alzheimer’s Research UK. No mundo, quase 50 milhões de pessoas têm demência e Alzheimer, segundo dados recentes. Até o ano de 2050, o número pode chegar a 132 milhões de pessoas. Essas doenças não têm cura, mas os desenvolvedores do jogo esperam que, eventualmente, ele permita um diagnóstico e um tratamento mais precoces.


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sociedade

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DOLCEVITA GIRA MARAVILHA

T

eve pré-estreia dia 1º e primeiras apresentações até dia 7. Mas, se como tudo que é bom dura pouco, também pode ser visto em outras cidades e até voltar a Belo Horizonte. Estamos falando do novo espetáculo do Grupo Corpo, “Gira”, no Palácio da Artes! Na palavra da mais apaixonada entusiasta na plateia: “lindo, verdadeiro, intenso, emocionante e perfeito!”.

GIRA E PIRA

O

novo Corpo, mui apropriadamente, encarna e retrata os ritos da umbanda – misto quente brasileiro do candomblé, catolicismo e kardecismo. Xô preconceitos; viva a tolerância, a paz, a espiritualidade e o amor a todos os próximos. Todo espetáculo é inspirado e reza neste altar.

O TARADO DO LOTAÇÃO

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com EDY FERNANDES

E

merece registro o absurdo da semana, o rapaz, cidadão, molestador de mulheres, exibicionista e depravado dos ônibus em São Paulo. Pessoas ficam constrangidas com sexo e/ou beijos heteros e gays em público. Outras sentem-se constrangidas com cães cheirando as intimidades de outros cães ou cadelas na rua.

S

e, durante seu julgamento, este rapaz cidadão começasse a se masturbar em frente ao juiz, seria constrangimento? E se fosse na pia batis-

NÚMEROS SABOROSOS

MULHER DE VERDADE

O

M

O TARADO E OS JUÍZOS

mundo e o Fórum da Agricultura Sustentável, para a sustentabilidade.

Brasil é líder global no cultivo e exportação de café. Minas responde por 56% desta safra – 25 milhões de sacas por ano, lavra de mais de 600 cidades. A nova pesquisa sobre Hábitos e Tendências de Consumo aponta o crescimento de 307% do consumo de café em estabelecimentos comerciais, nos últimos oito anos. Onde estarão comprovados estes belos números?

O TARADO E O JUIZ as um juiz todo poderoso não vê e decide que não há constrangimento algum num “rapaz” que sai de casa e vai ejacular no pescoço de mulheres, dentro de um ônibus. É preso, solto e repete o ato... O “cidadão” tinha 17 passagens pela polícia, agora, 18 ou 19; duas por estupro.

tra já seduziu 40 países e foi vista por mais de 20 milhões de pessoas.

Emprestando sua beleza para a coluna, a diretora da Bel Lar, Cláudia Cipriano

mal, no altar de um casamento, num velório, num túmulo, na festa de aniversário da filha do juiz?

DE CORAÇÃO DE INTERIORES

E

m cartaz no Shopping Cidade, a exposição “O Fantástico Cor-

po Humano” mostrando o funcionamento do nosso organismo, através de uma viagem completa pela anatomia humana – 700 m² climatizados e com iluminação especial, expondo 12 corpos e 150 órgãos reais e perfeitos. Todos os corpos são de verdade. Apenas os olhos são de acrílico. A mos-

NÚMEROS PERFUMADOS

N

a Semana Internacional do Café (SIC), entre 25 e 27 de outubro, no Expominas. O evento traz ao público uma extensa e aromática programação. Este ano, os eventos simultâneos do primeiro dia trazem como destaque o Seminário Internacional DNA Café, debatendo com milhares de profissionais do

M

ulher do escritor português José Saramago, Pilar del Río, está em entrevista exclusiva à revista “Marie Claire” deste mês. Belo trecho este onde ela confessa odiar o título de viúva de Saramago: “É reflexo do machismo e do patriarcado asfixiante em que vivemos. Claro que os homens não são os ‘viúvos de...’. Mas, além disso, nunca fui “esposa de”, muito menos seria ‘viúva de’”.

VIÚVA DE MENTIRA

“

É uma palavra horripilante. Cada um de nós é o que é, nos definimos por nossas opções, não pela pessoa com quem partilhamos a casa. Essa preguiça mental de reduzir as pessoas ou situá-las de maneira mais fácil é indigna e indignante”.

ESPECIAL CASACOR MINAS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

SUCESSO

EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

PEDRO GONTIJO/DIVULGAÇÃO

M

ais de 40% de crescimento no número de visitantes da CASACOR Minas em comparação ao mesmo período de realização do evento no ano passado. Antes da finalização da mostra, os números já se revelam bastante expressivos. É tendo esse cenário em vista que boas novas surgem: antes programado para o dia 17 de setembro, o encerramento da exposição, agora, será no dia 24 de setembro. “A aceitação está sendo muito grande tanto por parte dos fornecedores e profissionais quanto do público. A tendência é que as visitas aumentem ainda mais”, conta Juliana Grillo, uma das diretoras do evento.

Renata Ferreira

EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Carlos Eugênio Bacha e Danielle Bellini

Danielle e Wendel Ramos BÁRBARA DUTRA/DIVULGAÇÃO

Juliana Grillo, Kédima Nassif e Viviane Lima

Patrícia Quentel (CASACOR Rio), Vanda Klabin e Niúra Bellavinha BÁRBARA DUTRA/DIVULGAÇÃO

Matheus Menezes e Silvane Castro


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reportagem

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HORIZONTES DA CIDADE Professora de BH cria engenhoca que melhora a leitura dos alunos FOTOS ARQUIVOPESSOAL

Docentefezumaversãomaisbarata doWhisperPhone,usadonosEUA “Professora, eu não consigo ler nem em português, que dirá em inglês!”. A professora da língua estrangeira Lucienne de Castro, da Escola Municipal José Madureira Horta, na região da Pampulha, escutava com frequência relatos como esse durante as atividades de leitura. O diagnóstico de que seus alunos, do quinto e sexto ano do ensino fundamental, encontravam dificuldades para ler, sobretudo em inglês, gerou bastante preocupação na professora, e ela passou a pesquisar formas de sanar o problema identificado. Até que, em uma pesquisa na internet, no ano passado, encontrou o Whisper Phone. A engenhoca permite aos alunos escutarem a própria voz enquanto leem sem interferência externa. Segundo a professora, essa possibilidade permite que todos os estudantes possam ler ao mesmo tempo, sem se incomodar com o colega ao lado. “A leitura em voz alta surte mais efeito do que em voz baixa, mas em uma sala de aula essa tarefa não é tão fácil. O Whisper Phone permite isso”, comenta a professora. A docente descobriu o aparelho no ano passado, em um site norte-americano. Nos Estados Unidos, o método é bem disseminaFranco Malheiro

do e possui até uma marca própria para os produtos. O valor encontrado por Lucienne foi de US$ 60, por seis “telefoninhos”. Devido ao preço alto e a impossibilidade de chegar ao Brasil, ela procurou uma forma de baratear e elaborou uma versão artesanal da engenhoca, utilizando tubos de PVC. “Gastei R$ 65 e produzi 30 aparelhos”, comenta. Ela testou em casa com seus filhos e depois aplicou em sala de aula. “O nível da aula melhorou, a concentração dos alunos, o comprometimento, tudo. Foi um ganho muito grande”, comemora. RESULTADOS Para obter um “feedback”, ela pediu para que os estudantes escrevessem em um papel o que acharam do equipamento. “Eu achei excelente, eu percebi meus erros e tentei consertar”; “Achei ótimo, pois pude escutar melhor a minha voz e não precisei me preocupar com o que os outros achariam da minha leitu-

ESTADOS UNIDOS Utilização. Nos EUA, o aparelho é usado, sobretudo, para ajudar na alfabetização de crianças diagnosticadas com autismo, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e dislexia.

Estudantes usam, durante a aula de inglês, o “WhisperPhone” feito pela professora Lucienne de Castro

ra”; “Percebi que trocava as letras, antes não sabia disso”, revelaram os alunos nos bilhetes solicitados por Lucienne. “O aparelho revelou inúmeras dificuldades dos meus alunos que passavam despercebidas. Percebi alunos que tinham dislexia, alunos com déficit de atenção. E o melhor é que ele deu autonomia e confiança para que eles possam procurar pela melhoria”, comenta. Com objetivo de ampliar os ganhos alcançados com a engenhoca, Lucienne ofereceu sua versão para a Prefeitura de Belo Horizonte, e, neste ano, o município ministrou

“

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

FAÇA O SEU Aprenda a fazer um “WhisperPhone” 10 cm de cano de PVC 1,5 polegada

MATERIAL

2 joelhos de 40 mm

15 cm de adesivo colorido para enfeitar o fone

COMO FAZER Corte o cano de PVC com um serra e encaixe os joelhos. Não é necessário colar.

Jovens se mostram mais confiantes

Gosto de passar o que sei, faz parte da profissão de professora. E me preocupa bastante saber que muitas crianças estão com dificuldades na leitura, não estão aprendendo. O que puder fazer para ajudar vou fazer

Lucienne de Castro, professora

uma oficina para professores da rede. “Me preocupa bastante saber que muitas crianças estão com dificuldades na leitura, que não estão aprendendo. O que eu puder fazer para ajudar meus alunos e outras crianças eu vou fazer”, afirma a docente. A Secretaria Municipal de Educação informou que o método apresentado por Lucienne – como toda boa prática apresentada por algum professor da rede – passa por avaliação, mas que ainda não há nenhum projeto sistematizado para a implantação do Whisper Phone nas escolas da rede.

Lucienne de Castro leciona inglês em uma escola municipal

Dentro de uma aula de inglês, a pronúncia é um dos pontos mais importantes, e treinar nem sempre é uma tarefa muito fácil, pois esbarra na falta de confiança dos alunos em ler para o resto da sala. Com o “Whisper Phone”, a professora Lucienne de Castro diz que conseguiu restaurar, de maneira significativa, a confiança de

seus alunos, deixando-os bem mais desinibidos para ler diante de toda a classe e até mesmo para fazer apresentações. “Pedi aos alunos que lessem uma poesia em voz alta, e a leitura foi um pouco confusa e muito tímida. Então, entreguei a um grupo de estudantes os fones. Pedi a todos para lerem a poe-

Para ficar mais atraente, use um adesivo colorido para cobrir o tubo.

sia que estava no quadro, e os alunos que utilizaram os fones leram com confiança, enquanto alguns alunos que não os tinham não se ‘arriscaram’ a ler em voz alta”, conta. Depois, ela pediu aos estudantes que utilizaram os fones para que os passassem aos colegas que não o tinham utilizado. “Dei-lhes outra poesia (‘Yellow’) e fiz o teste novamente. Resultado: os alunos leram os textos com mais confiança”, diz. “A motivação dos alunos também foi estabelecida. As crianças mostram vontade em aprender e participar”, comemora.


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DOR UMI S N CO

Há duas sem a n a s , quando descobriu sua terceira gravidez, Mônica* recorreu ao médico que já havia acompanhado suas gestações anteriores para fazer o pré-natal, mas, logo na primeira consulta, descobriu que não teria o mesmo tratamento de antes. “Com meus dois primeiros filhos, eu fiz as consultas e ultrassons com ele e os partos com o plantonista. Agora, a secretária me avisou que ele só faz o pré-natal se eu pagar o parto”, conta. Para fazer o parto, o médico cobraria R$ 7.000 a título de taxa de disponibilidade. Ela já havia agendado consultas mensais até perto da data prevista para o parto, em março de 2018, mas teria que desmarcar caso não concordasse com as condições. A proposta do médico é irregular, mas não é isolada e vem sendo adotada por profissionais credenciados de diferentes planos de saúde. A prática é passível de denúncia e punição, de acordo com Ana Paula Pedrosa

Gestantesrelatamquecobrançaspor disponibilidadepassamdeR$12mil

a secretária geral do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRMMG), Cláudia Navarro. “O correto é fazer o pré-natal até o fim e registrar as informações no cartão de prénatal para a grávida levar quando procurar o plantão”, afirma. Por regulamentação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os planos de saúde garantem um médico habilitado para o parto, mas não o de preferência da grávida. Em geral, esse profissional é o plantonista. Os médicos cobram pela disponibilidade quando a paciente faz questão do seu acompanhamento. Para o CRM, no entanto, não é ético fazer as consultas apenas de quem vai pagar a taxa, e o atendimento tem que ser igual para todas. “Com a recusa, fica claro que o médico só quer fazer o acompanhamento para ganhar a taxa de disponibilidade”, diz. O CRM nunca recebeu nenhuma denúncia do tipo, mas acredita que a conduta possa ser classificada como discriminação de pacientes, prática proibida pelo Códi-

Consulta é negada três anos depois Ana Clara* fez o pré-natal de sua primeira filha até o fim com um médico. Diante do valor da taxa de disponibilidade – R$ 4.500 –, preferiu, na época, fazer o parto com um plantonista. Três anos depois, quando teve uma mastite, ela procurou novamente o médico que acompanhou sua gestação, chegou a marcar a consulta mas, logo em seguida, descobriu que tinha entrado para uma espécie de lista negra dele.

“Pouco depois que marquei a consulta, a secretária me ligou e desmarcou. Disse que procurou minha ficha e, como eu não tinha feito o parto com o médico, ele não me atenderia mais”, lembra ela, que está grávida novamente e pretende procurar um profissional que tenha postura diferente. O CRM diz que essa prática também pode ser entendida como infração ética por discriminar a paciente. * Nome fictício

SIMONA BALINT/STOCKXPERT

DIA A DIA Médicos recusam pré-natal se grávida não pagar o parto REGRAS ANS A agência informou que regula os planos de saúde e que os profissionais são regulados pelos Conselhos Regionais e Federal de Medicina. Disse ainda que os planos têm que cumprir prazos para atendimento.

go de Ética, e o profissional estaria sujeito a advertência reservada ou pública. Mesmo sem denúncias formais, não faltam relatos. A empresária Júlia Figueiredo de Pina Seixas, 28, passou pela experiência há pouco mais de dois anos, quando sua filha nasceu. “O médico me ‘dispensou’ do pré-natal quando eu disse que não podia pagar os R$ 11,5 mil que ele cobraria pelo parto”, lembra. Ela conta que no mês passado a prima dela, grávida de sete meses, viveu situação parecida com o mesmo médico. A única diferença é que o valor da taxa subiu para R$ 12,3 mil. O presidente da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogi-

mig), Carlos Henrique Mascarenhas Silva, diz que, “pessoalmente”, não vê motivos para a recusa do pré-natal para quem não paga o parto, afirma que a prática não é usual, mas discorda que configure infração ética. “O Código de Ética diz que o médico só não pode negar atendimento em urgência e emergência”, afirma. Ele completa que não é possível saber o que se passou no consultório e se a paciente entendeu corretamente o que o médico disse. Para a engenheira Márcia Machado, 37, que teve a continuidade do pré-natal negada há três anos, não há possibilidade de ter entendido nada errado: “quando eu falei que ia optar pelo plantonista, a médica, que ia cobrar R$ 6.000 pelo parto, disse com todas as letras que não faria mais meu pré-natal”. Ela diz que teve vontade de “bater o pé” e exigir o atendimento, mas mudou de ideia. “Eu não ia querer fazer o pré-natal com uma pessoa daquelas”, conta. *Nome fictício

SAIBA COMO DENUNCIAR CRM-MG As denúncias de infração ao Código de Ética Médica ao CRM devem ser feitas por escrito, com relato detalhado dos fatos, identificação completa das partes envolvidas, e, se possível, devem ser documentadas. Elas podem ser protocoladas pessoalmente na sede da entidade, que fica na rua dos Timbiras, 1.200, bairro Funcionários, encaminhadas pelos Correios para o mesmo endereço, ou por e-mail, com documentos digitalizados, para o endereço processos@crmmg.org.br. Planos de saúde As reclamações devem ser feitas por meio dos canais disponibiliza-

dos pela empresa. É importante guardar o número de protocolo. ANS A agência reguladora recebe reclamações pelo Disque ANS (0800 701 9656), pela Central de Atendimento ao Consumidor no site www.ans.gov.br ou presencialmente, em um de seus 12 núcleos de atendimento – em Minas Gerais, o endereço é rua Paraíba, 330, 11º andar, sala 1.104, bairro Funcionários, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. É importante ter em mãos o número e a data do protocolo do contato com a operadora do plano de saúde.

Médicos aprovam, mas ANS diz que não pode cobrar Apesar de amplamente praticada e defendida por entidades médicas, a taxa de disponibilidade é proibida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). “A cobrança de taxa de disponibilidade para a realização de parto é considerada indevida”, diz a agência, em nota. O órgão também informa que “qualquer taxa cobrada pelo obstetra à gestante é ilegal e deve ser denunciada”. Maior operadora de plano de saúde do Estado, a Unimed-BH também condena a prática. “A orientação é não efetuar nenhum pagamento em consultório e contatar a cooperativa para que seja aberto processo administrativo”, afirma, em nota. A operadora também informa que adota um sistema que “promove o incremento na remuneração do médico pelo acompanhamento do pré-natal e pelo tipo de parto realizado”. Já as entidades médicas justificam e aceitam a práti-

ca. Parecer emitido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2012 diz que a taxa é ética e não configura dupla cobrança “desde que o obstetra não esteja de plantão e que este procedimento seja acordado com a gestante na primeira consulta”. “O médico não trabalha sete dias por semana, 24 horas por dia para o plano de saúde”, diz a secretária geral do CRM, Cláudia Navarro. Ela explica que o profissional pode ter que desmarcar consultas ou abrir mão de sua folga para fazer o trabalho. “Ninguém sabe quando o parto vai ocorrer. A cobrança é para o médico ficar à disposição”, diz o presidente da Sogimig, Carlos Henrique Mascarenhas Silva. Não existe uma tabela ou parâmetro para o valor, mas, segundo Silva, a paciente pode exigir o recibo do pagamento.


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COMPORTAMENTO

Adolescentes trocam a vida pelo smartphone O primeiro smartphone foi criado há mais de 20 anos, e, desde então, está cada vez mais presente na vida das pessoas. Porém, o uso em excesso desse aparelho tem se transformado em um problema de saúde física e mental, especialmente para os adolescentes. Na semana passada, uma pesquisa da professora de psicologia Jean Twenge, da Universidade Estadual de San Diego, nos Estados Unidos, ganhou destaque em alguns meios de comunicação. Autora de mais de 140 publicações científicas e livros, nos últimos 25 anos ela estudou as diferenças entre gerações e, por volta de 2012, começou a reparar mudanças abruptas no comportamento e no estado emocional dos jovens. Sua investigação mostrou que os “iGens” – como a autora vem chamando os nascidos entre 1995 e 2012 – possuem comportamentos completamente diferentes dos que os das gerações anteriores. O prognóstico revela toda uma geração que não sai com os amigos, não tem pressa para começar a dirigir, dorme menos, namora menos e faz menos sexo. Juntas, essas características descritas por Jean contribuem para que o telefone celular se torne um potencial catalisador dos casos de depressão e suicídio.

Geração‘iGen’estáàbeiradeumacrisedesaúdemental porcausadousodesenfreadodotelefonecelular

Litza Mattos

ARQUIVO PESSOAL

De acordo com o levantamento, os adolescentes que passam três horas por dia ou mais em dispositivos eletrônicos são 35% mais propensos a se suicidarem. “Psicologicamente, são jovens mais vulneráveis do que os millenials (geração nascida entre o começo dos anos 1980 e o final dos anos 1990). Não é exagero descrever os iGens como estando no limite da pior crise de saúde mental em décadas, um processo de deterioração que remete ao smartphone”, escreveu Jean Twenge no trabalho. Impactos. Outro reflexo da “smartphonemania” ocorre no sono dos jovens. Muitos deles, agarrados à telinha, agora dormem menos de sete horas por noite, sendo que os médicos recomendam nove horas de sono, pelo menos (leia quadro na página 13). A educadora Melissa Machado, 42, reconhece que já teve dificuldade em monitorar a filha Beatriz,12, que acabou extrapolando a hora de dormir. “Já aconteceu de eu não verificar se ela estava conectada e, depois, ver que ela tinha ficado até meia-noite. Agora estou recolhendo o telefone”, diz. Com tantos impactos, essa, que é a primeira geração a passar a adolescência inteira na era do smartphone, está lotando os consultórios médicos. A psicóloga clíni-

ca Débora Galvani diz que 80% das queixas recebidas atualmente têm alguma relação com uso dos smartphones. “Estou precisando fazer intervenções nas famílias para diminuir o tempo de uso dos aparelhos e estabelecer uma rotina de sono. Os próprios pais muitas vezes deixam os filhos mais soltos porque eles também estão viciados”, observa. Melissa mesmo diz que já se culpou por isso. “Eu trabalho muito com a internet. Às vezes fico me sentindo mal porque, além de trabalhar fora, quando chego em casa eu ainda vou postar no meu blog (www. historiasdemaeeprofessora.com). Então, como vou cobrar dela esse controle se estou com telefone tempo todo”, questiona. De acordo com a psicóloga, os problemas de comportamento costumam vir acompanhados de sintomas como cansaço, mauhumor, irritabilidade e desmotivação. “Quando vou fazer a anamnese, percebo que eles ficam muitas horas expostos a esse tipo de tecnologia”, diz.

Conflito O QUE ELES PENSAM Um “iGen” se diferencia de gerações anteriores não só pela relação quase ‘umbilical’ com a tecnologia. Eles se socializam de maneiras completamente novas, rejeitam os tabus sociais sagrados e querem coisas diferentes de suas vidas e carreiras. Eles estão obcecados com a segurança, concentrados na tolerância e não têm paciência para a desigualdade.

Melissa diz que chegou a se sentir culpada de cobrar limite da filha Beatriz com o celular, pois chega em casa e ainda trabalha online

Vício em ‘tecnologia vazia’ cria dificuldades O adolescente brasileiro é um dos mais conectados do mundo e passa mais tempo na internet do que a média global. Um estudo da empresa de pesquisa Amdocs, feito com adolescentes com idades entre 15 e 18 anos, mostrou que 68% deles se sentem ansiosos e solitários quando estão sem internet. Mais do que os 65% que se sentem assim quando estão longe da família. O número de jovens deprimidos que aparecem nos consultórios atualmente é muito maior do que antes, segundo a especia-

lista em psicopedagogia e neuroaprendizagem e membro da diretoria executiva da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp) Irene Maluf. De acordo com a pesquisa da professora de psicologia Jean Twence, da Universidade Estadual de San Diego, as garotas têm um maior número de sintomas de depressão do que os rapazes. Já Irene Maluf compara a “tecnologia vazia” ao que os nutricionistas chamam de “calorias vazias”, e que nesse caso são alimentos que não fornecem ne-

nhum nutriente. “Não é que os jovens estejam na internet aprendendo coisas ou criando coisas, mas estão apenas na internet para, muito estranhamente, estarem juntos de pessoas que às vezes moram do lado, em frente ou até na própria casa”, afirma. Segundo Jean Twenge, os iGens possuem uma conta no Instagram antes de começar o ensino médio e não se lembram de um tempo antes da internet. Entre as redes sociais, o Instagram é apontado como uma das piores por causa das comparações, diz

Irene Maluf. “É uma vida paralela que se cria, sendo que a vida real nunca chega aos pés. O jovem pensa que nunca vai ter aquele corpo, rosto... Aquilo tudo é um flash, um momento, e a vida real é um filme com altos e baixos. E é essa insatisfação que provoca a depressão. Os adultos sabem lidar com isso, mas as crianças não têm maturidade. Cria-se uma dependência do mundo virtual em detrimento do concreto, da vida real. Com isso, tira-se deles a motivação. Sem isso, aparece a dificuldade

de aprender, de mudar a realidade, que se torna cada vez mais chata, sem atrativos”, diz. A pesquisa americana reconhece que “restringir a tecnologia pode ser uma demanda pouco realista para se impor a uma geração de crianças tão acostumada a ser conectada em todos os momentos”. Ela dá a seguinte sugestão: “Se você quer dar algum conselho para um adolescente, é bom ser direto: deixe o smartphone de lado, desligue o laptop e faça alguma coisa que não envolva uma tela”.


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COMPORTAMENTO

A coluna e os olhos sofrem PIXABAY

Usarcelularolhandopara baixoimpactaascostasem quase30kg;médicopesquisa epidemiademiopia Dores na coluna e no pescoço em pacientes depois da faixa dos 30 e 40 anos deixaram de ser o padrão dos atendimentos do ortopedista José Otávio Correard Teixeira. Hoje, ele recebe cada vez mais jovens na faixa dos 20 anos ou até mesmo adolescentes – exatamente por causa do hábito constante de usar o celular curvando o pescoço para baixo. “A posição de mexer no celular olhando para baixo traz um estresse grande para o pescoço e a coluna, que foi projetada para olhar para frente. Quando obriga-se o pescoço a ficar virado para baixo por longos períodos, mantém uma pressão grande oriunda da musculatura. As consequências são o desgaste e a sobrecarga da coluna cervical, que envelhece mais rapidamente”, diz. Inclinar o pescoço para olhar o celular impactar em quase 30 kg a coluna, conforme estudo publicado na revista científica Litza Mattos

“Surgical Technology International”. O cálculo foi feito pelo cirurgião americano Kenneth Hansaraj. Ele levou em consideração que uma cabeça humana pesa 5 kg, em média. Porém, esse peso é amplificado caso o crânio seja inclinado para baixo, já que o movimento aumenta a força da gravidade, dependendo do grau de inclinação. Com o pescoço inclinado a 60º, o impacto na coluna do usuário chega a 27 kg. Preocupado com as deformidades e o aparecimento de lesões discais, hérnias de disco (bicos de papagaio), Teixeira se uniu a um grupo multidisciplinar de profissionais que vai lançar nos próximos dias uma campanha de prevenção dos riscos derivados do mau uso da coluna, especialmente por conta dos aparelhos eletrônicos. “Cerca de 80% das dores de cabeça, que as pessoas atribuem à enxaqueca, vêm de problemas na coluna cervical. É importante se lembrar da prevenção. Depois que o problema se instala, não tem como reverter, e o tratamento muitas vezes

IMPACTOS

Prognóstico

Médico prevê que 50% das pessoas terão miopia em 20 anos

acaba dependendo só de cirurgia”, diz. O médico ensina a forma correta de usar o smartphone: “Mexer no aparelho olhando para baixo deve ser apenas para atividades momentâneas, como digitar um número. Para leituras mais demoradas ou para a troca de mensagens, a posição ideal, de frente para uma mesa, apoiar o cotovelo e segurar o smartphone na frente dos olhos”. Estudos conduzidos pelo médico britânico David Allamby mostram que o número de jovens com miopia no Reino Unido subiu 35%

“Um rótulo geracional precisa capturar algo sobre a experiência da geração, e, para os iGenes, a internet e os smartphones definiram muitas de suas experiências até agora – assim, o nome iGen, como iPhones e iPads”, diz a professora de psicologia da Universidade Estadual de San Diego Jean Twenge. A revista “AdvertisingAge” apoiou o iGen como melhor nome para os “pós-millenials”.

Efeitos deletérios do “tempo de tela” SEUS MUNDOS

NASCIDOS ENTRE 1995 E 2012

Sentem-se mais confortáveis em seus quartos do que em um carro ou em uma festa São menos propensos a sair de casa sem os pais Eles não precisam sair de casa para gastar tempo com seus amigos, pois a vida social é vivida no telefone O número de adolescentes sexualmente ativos foi reduzido em quase

40% desde 1991

INTERESSES

SON SONO

Não se interessam tanto por tirar carteira de motorista Não estão trabalhando ou gerenciando seu próprio dinheiro Gastam menos tempo com as tarefas de casa do que os adolescentes da geração passada, dos anos 1990 PROBLEMAS

É uma geração solitária e deslocada Psicologicamente, são mais vulneráveis do que jovens de outras gerações Quando passam mais tempo em frente as telas, são mais propensos a ser infelizes e a reportar sintomas de depressão Os adolescentes que passam três horas por dia ou mais em dispositivos eletrônicos são 35% têm mais risco de suicídio

RELACIONAMENTOS

São menos propensos a namorar

POR QUE ‘IGENES’

As taxas de depressão e suicídio juvenis dispararam desde 2011

Os sintomas de depressão entre garotos subiram

21%

de 2012 a 2015, enquanto as taxas aumentaram em

50%

para o caso das garotas FONTE: ARTIGO DA PROFESSORA DE PSICOLOGIA JEAN M. TWENGE

A auxiliar administrativa, Karina Molinari, 39, está preocupada com o uso excessivo do celular pela filha Júlia, 15. “Ela não larga o celular. Chega da escola, já pega e fica só com ele”. Para Karina, as relações interpessoais, principalmente em casa, ficam comprometidas. “É uma luta. Ela come usando o celular. Sinto que conversa pouco com a gente”, relata. A mãe diz que a filha sai pouco de casa e convive pouco com os amigos e que chegou a desligar a conexão da internet para diminuir o uso. A adolescente admite que gosta bastante de usar o smartphone, mas diz que tenta deixá-lo um pouco de lado quando a mãe pede. “Às vezes deixo de mexer um pouco e vou à sala conversar”, conta a jovem, mas ressalta: “A maior parte do meu tempo estou nas rede sociais.” Ela ainda comenta que gosta de ler, então divide o celular com os livros. “Gosto de livros de séries, às vezes leio no celular, outras no livro de papel”. (Franco Malheiro) EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

Geração iGen É a primeira geração a passar a adolescência inteira na era do smartphone Possuem uma conta no Instagram antes de começar o ensino médio e não se lembram de um tempo antes da internet Estão obcecados com a segurança, concentrados na tolerância e não têm paciência para a desigualdade

desde o lançamento do primeiro smartphone. Ele aponta dois motivos: primeiro, seguramos os dispositivos muito mais próximos aos olhos do que, por exemplo, revistas ou livros – entre 18 cm e 30 cm contra 40 cm, respectivamente. Segundo, passamos muito tempo mexendo neles. O médico britânico prevê que, em 20 anos, entre 40% e 50% das pessoas de 30 anos terão miopia por causa do uso do smartphone. Ele considera uma situação epidêmica, batizada de “screen sightedness” – algo como “miopia de tela”.

“Ela não larga o celular”

O smartphone é a última coisa que eles veem qu antes do sono e an a primeira coisa que mexem ao qu despertar de Muitos agora Mu dormem menos do de sete horas por noite, e po os médicos recomendam re nove horas por no noite, pelo no menos me

57%

a mais de jovens têm apresentado déficit de sono em 2015, quando comparado com 1991


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reportagem

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ESPAÇO GOURMET JEAN CARLOS/DIVULGAÇÃO

Sashimi de atum levemente maçaricado, finalizado com flor de sal e servido com molho ponzu e gema de ovo, no Akemi

Nobre japonês Muito além do sushi e sashimi Cardápiooriental ganhaupgrade comingredientes sofisticados Que tal um sashimi de king crab – caranguejo gigante pescado nas águas gélidas do Alasca –, um sushi de enguia ou um de atum com foie gras? Surpresas como essas são cada vez mais comuns de serem encontradas nos menus dos restaurantes japoneses de BH. São lugares criativos e responsáveis por novidades que movimentam a gastronomia oriental. Ou melhor, a gastronomia fusion, marcada pela ousadia de combinações em um único prato. Todos eles, entretanto, têm algo em comum: ir além do universo clássico dos sushis de atum e salmão e dos triviais rolinho primavera e temaki. Lorena K. Martins

Neste caso, iguarias como azeite trufado, alho-negro, ovas de massago, vieiras e foie gras inovam nas criações, especializadas em combinar, de forma harmoniosa, com os ingredientes tradicionais. Essa é a aposta do restaurante Udon, um dos precursores em colocar a gastronomia japonesa em outro patamar há nove anos. O cardápio contempla muitas opções ornadas como foie gras – um dos carroschefes da casa –, o sushi de atum e molho teriyaki, o de vieira com azeite trufado e flor de sal, e o de atum em cubos com molho missô. “A combinação dos peixes e frutos do mar com o foie gras é perfeita e foi muito aceita pelos clientes. Sempre procuro guardar uma ‘carta na manga’, para aqueles que sempre pedem novidades, fora do menu tradicional”, conta o chef Marcelo San, responsável por trabalhar a cozinha de fusão entre oriente e ocidente. Além dos pratos, sempre em constantes

ENAN CORREIA/DIVULGAÇÃO

testes e aprovações pelos clientes mais assíduos da casa, muitos sashimis ganham destaques pelos molhos especiais, como o atum em crosta gergelim servido com chantilly de raiz forte trufado. NOVAS EXPERIÊNCIAS Já o Akemi Oriental Fusion, aberto no Vila da Serra há dois anos, busca incrementar o cardápio a partir de experiencias gastronômicas em São Paulo e Rio de Janeiro, locais que contam com vários restaurantes especializados, como explica o gerente Henrique Dornelas. Inclusive, muitos ingredientes, como a enguia, vieira e a folha missô, que passou a incorporar o novo menu oficializado julho, vêm diretamente capital paulista para o restaurante uma vez por semana. Um dos pratos mais apreciados é o caranguejo king crab, servido em cortes de sashimi com limão, azeite trufado e shoyo preparado na própria casa. “São produtos que a gente não encontra em BH, geralmente. O caranguejo vem congelado, importado da Noruega. É feito um pré-cozimento e ele é separado em porções para ser temperado na hora”, expli-

Finalização pra lá de perfeita No Udon: Atum servido com chantilly de raiz forte

ca Henrique. Ainda de acordo com ele, o cliente mineiro está, de fato, bem mais disposto a abrir mão do tradicionalismo oriental e aderir a novas experiências, deixando de lado o conservadorismo ao ler o menu. “O sushi de enguia foi uma das apostas que não achamos que ia vingar no início. Mas quando trouxemos ao restaurante, houve uma procura muito grande, até que ele entrou no cardápio oficial”, contou. Entre as inovações está também o Tuna Especial montado com sashimi de atum levemente maçaricado, finalizado com flor de sal e servido com molho ponzu – tradicional molho japonês à base de shoyu, temperado com vinagre de arroz e limão – e uma gema de ovo.

Ovas de peixes são muito apreciadas na gastronomia japonesa como um ingrediente nobre para finalizar sushis, por exemplo. A principal delas é a massago: ovas do capelim, um peixe pequeno que existe em grandes quantidades em todo o norte dos oceanos Atlântico e Pacífico. As ovas são retiradas das fêmeas, lavadas, peneiradas e temperadas para que, assim, orne os pratos.

No restaurante Kanpai, a iguaria crocante é usada por cima do sushi de polvo com lâminas de aspargos, um do mais apreciados da casa pelas mãos do sushiman Adair Silva. Para o sócio Lucas Oliveira, ingredientes nobres estão sendo cada vez mais exigidos pelos paladares mineiros. “Quem não conhece o ingrediente, pelo menos arrisca a experimentar e muita gente volta depois para comer de novo”, conta. JULIA LEGO/DIVULGAÇÃO

Sushi de polvo com aspargos e ovas massago, no Kanpai


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almanaque ATIVO> Sérgio Mamberti faz em BH sessão única do espetáculo que marca seu retorno aos palcos Sex. 15.set.

ALE CATAN/DIVULGAÇÃO

Aceitação

Mais do que não sermos intolerantes, o espetáculo fala de aceitarmos uns aos outros, independente das diferenças

Questão urgente O ator Sérgio Mamberti, 78, ainda ocupava cargo no Ministério da Cultura quando foi apresentado ao texto da peça “Visitando o Sr. Green”, que traz a Belo Horizonte na próxima sexta (15) para apresentação única. A obra, do autor norte-americano Jeff Baron, já havia sido montada no país no início dos anos 2000, com um elenco formado por Paulo Autran (1922 –2007) e Cassio Scapin, com quem Sérgio contracenou no já clássico infantil “Castelo Rá-Tim-Bum”. À altura, os compromissos com a atuação política o impediam de se dedicar da forma como queria à montagem. Comprou, portanto, os direitos do espetáculo e esperou pelo momento oportuno para empreender o projeto. “É teatro de primeira qualidade, com personagens muito ricos misturados e, no sentido dramatúrgico, oferece uma possibilidade de aprofundamento muito especial, que pode se transformar numa grata experiência para o ator e para a plateia também”, justifica. Jessica Almeida

Em 2014, já desligado das funções no Ministério da Cultura há cerca de um ano e buscando um projeto para comemorar os 20 anos do “Castelo Rá-Tim-Bum” ao lado de Scapin, pareceu oportuno que ele tivesse justamente os direitos de um espetáculo que o parceiro já havia encenado. Desta vez, no entanto, em vez do personagem Ross Gardner, ficou a seu cargo a direção e, para contracenar com Sérgio, convidaram o ator Ricardo Gelli. “Visitando o Sr. Green” conta a história do personagem-título, um solitário viúvo morador de Nova York que um dia quase se vê atropelado por um jovem executivo. Condenado pelo juiz a serviços comunitários por conta do incidente, este passa a visitar o Sr. Green semanalmente e daí surgem conflitos, mas também uma amizade. “É uma comédia dramática. De início, os personagens têm uma relação conflituosa, mas de certo momento em diante encontram um ponto em comum e começam a se entender. Justamente aí, surge um novo tema que, de certa maneira, cria um conflito mais profundo entre os dois”, comenta o ator.

CONTEXTO MAIOR O espetáculo, que marca o retorno de Sérgio aos palcos após 12 anos distante deles, acabou ganhando outros contornos, diante do cenário de intolerância cada vez mais visível, não só no Brasil como no mundo. “É um quadro que é crescente desde o início do século XXI. Não imaginávamos que teríamos uma resposta tão forte, mas acho que ela tem relação com os inúmeros conflitos que estamos vendo”, diz. Ele lembra da guerra na Síria, do governo Trump nos Estados Unidos e do que se passa no próprio Brasil. “Vivemos um momento complicado com esse governo ilegítimo tomando medidas extremamente impopulares justamente porque não foi escolhido de maneira democrática. São questões que atingem diretamente nossa vida pessoal e fazem com que as pessoas apreendam a mensagem da peça de uma forma bem mais direta”, afirma. Ele celebra, também, o reencontro com Cassio Scapin, que interpretava seu sobrinho Nino quando fez o inesquecível Dr. Victor. “Essa experiência nos deixou uma marca muito profunda. Até hoje, depois do espetáculo, as

pessoas vêm falar disso comigo”, conta. “Além disso, o Cassio fez uma direção muito delicada, harmônica, sutil e com isso a gente faz o público rir bastante, ao mesmo tempo que se emociona e, principalmente, reflete. Vemos que o mundo passa por uma crise muito profunda de valores, é importante que o teatro cumpra essa função social”. Há dois anos e meio em cartaz, Sérgio nota um amadurecimento da montagem. “Hoje eu diria que está até melhor que na estreia por causa

“

Sempre procurei unir vida e arte e acho que o ‘(Castelo) Rá-TimBum’ também é prova disso, já que é um formador de cidadania

da possibilidade de construir junto com o público uma relação de aprofundamento da mensagem. Faço parte de uma geração que lida com o teatro misturando ele com a vida e isso é muito bacana porque o Sr. Green faz parte do meu cotidiano”, comenta. OUTROS TRABALHOS Longe da televisão desde o ano passado, quando fez uma participação na novela “Sol Nascente”, deve retornar em breve em um especial de quatro episódios “Eu, Ela e Um Milhão de Seguidores”, no Multishow, ao lado de Rafinha Bastos, Paloma Duarte e Grace Gianoukas. Também deve gravar um média-metragem, no fim do mês. Novelas, por ora, não estão em seus planos, mas está se preparando para escrever sua biografia, ainda sem previsão de lançamento. “Em 2016, completou-se 60 anos da minha primeira experiência com teatro. Profissionalmente, é um pouquinho menos, mas estou há muito tempo nesse campo, que é apaixonante. É interessante ter tido a oportunidade de percorrer todo esse caminho e estar na ativa, trabalhando no meu ofício.

Nesse sentido, sou muito grato ao teatro, embora também faça cinema e TV”, declara. Além de seguir com “Visitando o Sr. Green” no repertório, a Mamberti Produções, da qual seu filho Carlos está à frente, vai montar um novo espetáculo. Será baseado no texto do também norte-americano Arthur Miller (1915– 2005), “O Panorama Visto da Ponte”. “Também se passa em Nova York e foi um sucesso no fim dos anos 1950”, diz. “Ela trata do tema da imigração, que volta a ser extremamente atual. Vemos esse problema sendo tratado de forma irresponsável e cruel pelo governo Trump, a situação dos sírios e povos africanos na europa, além dos venezuelanos que, na iminência de uma guerra, tendem a migrar. Não só pelo tema, mas pela qualidade do texto, eu achava que deveria ser remontada”.

Visitando o Sr. >Green

Com Sérgio Mamberti e Ricardo Gelli Dir.: Cassio Scapin Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3270-8100). Dia 15 (sexta), às 21h. R$ 60 (inteira)


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ARTES CÊNICAS Um musical do Rio ao Brasil Alex O projeto, é Bessas verdade,nasceu para ser apresentado durante as Olimpíadas do Rio, em 2016. Mas, em vista de uma crise financeira, o investidor retirou o capital. Todavia, a semente já havia sido plantada e, assim, o idealizador Gustavo Nunes e o diretor Ulysses Cruz decidiram que o musical que montavam não ficaria por ali. Enfrentando todos os contratempos em seus encalços, eles agora apresentam “Rio Mais Brasil, O Nosso Musical”, resultado de um esforço coletivo e de latente vontade de fazer, como categoriza Cruz, diretor do espetáculo. Como o próprio título sugere, a montagem parte do Rio de Janeiro para dizer da brasilidade, explica o diretor. Apresentado em Belo Horizonte no próximo fim de semana, a peça precisou se reinventar para existir. E foi assim que decidiu incorporar elementos de todo país a partir do livro “O Povo Brasileiro”, de Darcy Ribeiro (1922–1997). “É uma adaptação livre desse livro do Darcy, que era carioquíssimo e entendia como ninguém a essência do que é ser brasileiro”, pontua Cruz. Assim, pois, é o musical. Amontagem traz a história da feitura de um filme inspirado na obra do escritor. No palco, são apresentadas, sem obedecer a uma ordem cronológica, desde cenas de filmagens até o pro-

Sáb. e dom. 16 e 17.set

LEONARDO AVERSA/DIVULGAÇÃO

No palco

A atriz global Chris Vianna é uma das estrelas do musical

cesso de seleção dos atores do filme – momento em que eles também se tornam personagens da peça. Detalhe: o musical mostra os bastidores do filme, quando os recursos financeiros passam a escassear, até desaparecer. A situação, claro, bebe da experiência real do diretor nesta produção, bem como em outras. “A cultura é muito desacreditada no país, mas ela persevera e quisemos mostrar isso”, diz o diretor. Outras histórias reais são incorporadas à narrativa, como relatos enviados por cidadãos comuns, que passam a integrar a biografia dos perso-

nagens. Além disso, até as audições para seleção de atores incidem sobre o texto final. Neste processo, por sinal, Cruz procurou representantes das cinco regiões do país: Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sul e Sudeste. “Buscamos essas características, do sotaque ao repertório cultural de cada lugar... Essa, afinal, é a riqueza do Brasil”, afirma, lembrando que foram selecionados 16 artistas, além de mais quatro convidados. Entre os convidados está Cris Vianna, que concilia a turnê com sua participação em “Dança dos Famosos”, da Rede Globo. Ela menciona

que sua personagem “é uma carioca, que veio de Madureira e, por isso, apesar de ter estudado cinema, carrega essas características de um lugar mais comum”. MINEIRIDADE Classificando o espetáculo como “muito cativante” e “cheio de esperanças, apesar do momento vivido”, a atriz afirma ter especial expectativa porapresentações em lugares que serão representados diretamente no palco. É o caso de Minas Gerais. “Quando o Ed (Edmundo Vitor) canta, todo mundo fica muito emocionado”, relata ela, fazendo

referência à interpretação à capela de “Caçador de Mim”, de Milton Nascimento. Ulysses Cruz, por sinal, também lembra como este é um momento que afeta o público de forma singular. E diz que já havia emocionado, antes, diretor e atores. Acontece que a canção foi interpretada pela primeira vez durante as audições. Funcionou tão bem que, imediatamente, foi incluída no repertório, que tem sonoridades de mestres como Villa-Lobos, Ary Barroso, Caetano Veloso, Rita Lee, Almir Sater, Tom Zé, Gilberto Gil e também de novos nomes da MPB, como A Banda

Mais Bonita da Cidade. Há ainda espaço para composições próprias. Em BH, Cruz lembra que tem motivos para acreditar que o público vai se emocionar. “Em uma das apresentações, havia dois mineiros, que depois vieram, emocionados, nos cumprimentar. Para eles, nós contamos ali a alma de Minas”, lembra ele.

Rio Mais Brasil, O >Nosso Musical

Teatro Sesiminas (rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Dias 16 (sábado), às 17h e às 19h, e 17 (domingo), às 18h. A partir de R$ 50 (inteira, setor II).

EDUARDO FELIX/DIVULGAÇÃO

#FICAADICA DOUGLAS LOPES/DIVULGAÇÃO

Espanca! recebe terceira 6 Teatro temporada do Segunda Preta Permeada por questionamentos sobre o racismo, a Segunda Preta chega à sua terceira temporada no dia 11 e pretende homenagear a poetisa Leda Maria Martins. Com programação em todas as segundas-feiras até o dia 16 de outubro, o Espanca! recebe espetáculos e experimentos criados por artistas negros a preços populares. Além disso, o projeto traz, pela primeira vez, uma apresentação voltada para o público infantil, neste domingo (10), às 10h. Onde Teatro Espanca! (r. Aarão Reis, 542, centro) Quando Sempre às segundas-feiras, às 20h. Até 16/10. Dia 8/10 (domingo), às 10h. Confira a programação completa em: http://segundapreta. com/ Quanto R$ 10 (inteira). Moradores de fora dos limites da avenida do Contorno pagam meia-entrada.

comemora dez anos de 6 Pigmalião existência com novo espetáculo Para celebrar o fim de sua primeira década enquanto grupo teatral, o Pigmalião Escultura que Mexe estreia no dia 14 (quinta-feira), no Teatro Francisco Nunes, o espetáculo “Macunaíma Gourmet”. Com direção de Eid Ribeiro e Eduardo Felix, o espetáculo retoma o clássico da literatura brasileira “Macunaíma”, de Mario de Andrade, e propõe uma adaptação dotada de elementos da história original e críticas ao atual cenário brasileiro. O espetáculo promete incomodar o público e levantar discussões referentes ao consumismo, à questão indígena e às relações de poder. Onde Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/n°, Parque Municipal, 3277-6325) Quando Quinta a domingo, às 20h. De 14/9 a 30/9 Quanto R$ 10 (inteira).


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ARTES CÊNICAS Cenas Curtas ocupa zona leste Lara No ano em Alves que atinge a (*) maioridade, o Festival Cenas Curtas do Galpão Cine Horto retorna à maior raiz do Grupo Galpão: o teatro de rua. Se desde 2008 não eram apresentadas, as cenas de rua vão ocupar a via atrás da sede da companhia em um dos dias da programação – que se estende de 13 (quarta) a 17 (domingo). E não somente as cenas, mas os “rolês” iniciados no ano passado, assim como a Feira da Benfeitoria e a Festa de Encerramento, devem movimentar o “corredor leste” construído pelo festival ao longo dos anos e integrado por espaços como Galpão Cine Horto, Gruta! Zona Last, Velma, Teatro 171 e, é claro, a rua Pitangui. No entanto, o retorno à rua não é o único diferencial da décima oitava edição do Cenas Curtas. Desta vez, não há um recorte temático ou uma

“frase-chave” que oriente a programação. Em vez disso, 1.500 palavras foram escolhidas pela curadoria festival – entre elas “Libras”, “refugiado”, “gorda” e “empatia”. Para Gisele Milagres, coordenadora-geral do Galpão Cine Horto, a preferência por várias palavras ao invés de um tema único vem da necessidade de representar as diversas questões dos indivíduos. “Nós percebemos que as urgências são tantas que acabam se misturando neste caos que estamos vivendo, já não é uma questão de levantar uma bandeira para cada urgência (questões LGBTQi, raciais ou de gênero, por exemplo), mas uma bandeira única com todas elas. Nós queremos que cada um encontre suas próprias bandeiras, suas próprias palavras”. DEZOITO EDIÇÕES Ao longo de todos estes anos, novas atividades foram incorporadas à progra-

Qua. a dom. 13 a 17.set.

JOSÉ ANTÔNIO DE ALMEIDA/DIVULGAÇÃO

PROGRAMAÇÃO Cenas de palco Onde Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto) Quando Dias 13 e 14, das 20h às 22h; 15 e 16, das 21h às 23h Quanto R$ 20 (inteira). Programação completa em: galpaocinehorto.com.br Cenas de rua Onde r. Genoveva de Souza, Horto Quando Dia 17, das 16h às 17h Quanto Gratuito Rolês Onde Em diversos espaços. Confira programação em (www.galpaocinehorto.com. br) Quando Dias 13 a 16 Quanto Entrada gratuita.

mação. No ano passado, o Festival recebeu pela primeira vez os “rolês” – ações artísticas que abordam diversos temas e estéticas. “Nós ficamos até com medo dos rolês engolirem as cenas curtas tamanha a projeção que eles tomaram”, conta Gisele.

Nesta edição, além de nove “rolês”, o festival conta com o lançamento da 13ª edição da revista “Subtexto” e traz 16 cenas de palco propostas por artistas de todo o Brasil, além de três cenas de rua discutidas no Debate do Dia Seguinte – momento para reflexão que acontece

nos dias posteriores às apresentações. Sobre o aniversário, Gisele afirma que “a maioridade traz o senso de responsabilidade daquilo que promovemos e provocamos nos outros”. * Sob supervisão de Marília Mendonça

Feira da Benfeitoria Onde r. Genoveva de Souza, Horto Quando Dia 17, das 13h às 18h Quanto Entrada gratuita. Festa de encerramento Onde Galpão Cine Horto Quando Dia 17, às 19h Quanto R$ 20 (inteira).


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ARTES CÊNICAS Poesia do teatro em miniatura Alex Bessas

Para que a magiado teatro lambe lambe aconteça, é preciso que exista “o esforço do olhar para a poesia do pequeno”, garante Iasmim Marques, diretora do Grupo Girino e do Festival de Teatro em Miniatura (Festim), cuja sexta edição acontece em Belo Horizonte até o próximo dia 17. Os bonequinhos em caixotes, diga-se, passeiam pela cidade em 25 espetáculos de diversos lugares do Brasil, Argentina e México. Além disso, são oferecidas três oficinas. Para tanto, o evento percorre sete espaços, entre praças, bibliotecas e museus. O acesso, vale destacar, é sempre gratuito. Também chamado de teatro em caixa, a modalidade exige que apenas um espectador por vez contemple cada peça, que se passa dentro de um caixote, onde bonecos são manipulados pelos artistas. A trilha sonora é ouvida através de fones auriculares. Iasmim explica que esse gênero teatral é inspirada na estética dos antigos fotógrafos lambe lambes, que usavam caixas para fazer retratos nas praças das cidades. O teatro em miniatura é invenção recente. “Sur-

Dom. a dom. 10 a 17.set.

BIEL MACHADO/DIVULGAÇÃO

Fiotim

O Museu em Movimento encerra o Festim no parque das Mangabeiras

giu na Bahia, em 1980”, informa Iasmim, lembrando das principais atrizes e bonequeiras de então, Ismine Lima e Denise Di Santos. De lá para cá, o gênero se popularizou, ganhando espaço em mostras em todo país. Mas foi em BH que surgiu o primeiro festival dedicado ao tema, o Festim, criado em 2012. De olho no horizonte artístico que cresce rápido, Iasmim menciona que em 2014 MOSTRA TUDO/DIVULGAÇÃO

‘Zona de Risco’, do Instituto Hahaha, será apresentado

catalogou 93 espaços dedicados ao teatro em miniatura na América Latina. “Hoje, refizemos o mapeamento e há 130!”, declara. Embora já conte com um público cativo, a curadora se alegra ao mencionar a surpresa do espectador ao se deparar com as apresentações. “Diferente das grandes plateias, o espetáculo está perto, o que gera um ambiente de cumplicidade com quem assiste”. Isso permite que as reações acon-

teçam espontaneamente. “As pessoas terminam de ver e já abraçam o artista, é tudo muito mais próximo”, destaca. DO PALCO PRA RUA Com 22 anos dedicados às artes, é justamente a proximidade mencionada por Iasmim que atraiu o artista multimídia Jorge Fonseca para o teatro em miniatura. “Há anos expondo em museus, galerias, me incomodava que meu trabalho, que sempre

dialogou com uma estética mais popular, fosse acessado por um público muito restrito”, examina ele. Dessa inquietação, surgiu em Fonseca a vontade de criar um trabalho itinerante quando, entremeio a uma conversa sobre o Inhotim, decidiu que seria o “camelô do maior museu a céu aberto do mundo”. Assim nascia o Fiotim, que reproduz miniaturas de 40 instalações do instituto de

arte contemporânea de Brumadinho. Mas, “tudo sob a perspectiva de alguém que nunca teve contato com a arte”, no caso, o seu personagem, Jorge K, definido por seu criador como um “arteiro viajante”. O “Fiotim, Museu em Movimento”, por sinal, chama a atenção por sua estética circense. Para o lafaietense, nada mais óbvio: “quando decidi ir para a rua, sabia que precisa ter essa proposta para atrair as pessoas”. No Festim – evento elogiado pelo artista –, Fonseca detalha que a atração ganha mais elementos com o convite para as artistas Adriana Martins e Tabata Iori, da Cia Nua pra Rua. Elas farão uma apresentação de teatro lambe lambe juntamente com o Fiotim, que encerra o festival no dia 17, no parque das Mangabeiras. Para Fonseca, enfim, são “a generosidade com a arte e a aproximação das pessoas, sem preconceito, sem barreiras, o grande barato desse pequeno fazer teatral”.

6º Festim – >Festival de Teatro em Miniatura

Em diversos espaços da cidade. Até dia 17/9 (domingo). Confira a programação completa em www.festim.art.br. Gratuito.

Reflexão pelo riso Num momento de crise econômica, polarização ideológica e completo descrédito com uma política como o que vivemos, a Cia. Circunstância acredita que a melhor forma de fazer as pessoas pensarem sobre o que tem acontecido é pelo viés do riso. É esse um dos propósitos do grupo ao realizar a 2ª Mostra Tudo, cuja etapa de espetáculos começa neste domingo (10) e vai até o próximo (17). “Trazemos uma proposta de encontro, com convidados locais e de fora, para fazer a ponte do artista com artista e destes com o público. Muito além de uma mostra de palhaços, é uma mostra de comicidade, que traz várias formas de fazer rir e pensar enquanto rimos”, explica a palhaça e uma das integrantes da companhia, Dagmar Bedê. Ela acredita que a via da comicidade é a mais eficien-

te para a tomada de consciência. “Acho que rindo e fazendo piada de toda essa história é a melhor forma de realmente refletir sobre o quanto a gente é besta e o que podemos fazer de fato no sentido de uma transformação. Porque, se fica muito no discurso formal, a mensagem não chega da mesma maneira. O elemento da ludicidade potencializa muito a reflexão sobre o que somos e pra onde vamos”, pondera. Sob esse leque, estão representados estilos os mais diversos, do bufão à palhaçaria clássica, do teatro de rua às drag queens. “Convidamos o pessoal do Toda Deseo e do The Pulso in Chamas, porque a arte da drag queen é muito próxima da palhaçaria. É tão marginalizada quanto, cada uma por seus motivos, mas muito igual no sentido da persona que se constrói”, pontua Dagmar.

DIVERSIDADE Outros temas também são trabalhados conforme a atuação dos diversos grupos convidados. “O Cabaré das Martas, por exemplo, é composto por cinco mulheres de diferentes partes da América Latina, que são malabaristas e acrobatas de alta excelência técnica e refletem sobre o machismo no ambiente circense. Já o grupo Trampulim, daqui de Belo Horizonte, apresen-

DESTAQUES 14 (quinta) “Acorda”, Grupo Trampulim. Casa Circo Gamarra (r. Conselheiro Rocha, 1.510, Santa Tereza), Às 19h30. 15 (sexta) “O Cabaré das Martas”, Las Martas. Espaço Comum Luiz Estrela (r. Manaus, 348, Santa Efigênia). Às 19h.

ta o espetáculo ‘Acorda’, que estreou este ano e tem uma pesquisa muito interessante, mistura terror e realidade”, aponta Dagmar. Além dos mais de 15 espetáculos, a mostra também vai promover uma oficina com o ator, palhaço e improvisador Álvaro Lages Álvaro Lages em que ele se aprofundará na arte da palhaçaria trabalhando a consciência cênica por meio de jogos de palhaço e improvisação. (Jessica Almeida)

> 2ª Mostra Tudo

Em diversos espaços da cidade, incluindo praças. Apresentações gratuitas, exceto a noite de gala, no dia 16 (sábado), cuja entrada custará R$ 10. Confira programação completa em facebook. com/circunstancia Oficina Palhaço, Música e Improvisação com Álvaro Lages Espaço Lona (r. Genoveva de Souza, 236, Sagrada Família). De 11 (segunda) a 13 (quarta), das 9h às 12h. R$ 50. Inscrições pelo email oficinas@circunstancia.com.br ou no endereço https://goo. gl/NQkb2r


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ARTES CÊNICAS teatro adulto ABSURDO! Dir. Thiago Comédia Com Thiago Comédia, Thiago Neuhaus O ator interpreta oito personagens que contam suas histórias, inspiradas no nosso dia-a-dia. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova, 3118-9902). Qui., às 20h30. R$ 17. Até 28/9.

AMOR

Dir. Maurício Canguçu Com Com Gerson Marques e Guilherme Neves O encontro amoroso entre dois homens e suas problemáticas. Teatro da Biblioteca Pública (Circuito Liberdade, 21, Funcionários, 3269-1166). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 17 (postos Sinparc). Até 1/10.

#CONFUSÃO

Dir. João Valadares Com Izabela Oliveira, Leo Horta, Piera Rodrigues Um teatro-manifesto sobre o maior amor do mundo, sobre o amor que sufoca, os fantasmas de cada um e os amores que morreram tragicamente. Funarte MG (r. Januária, 68, centro). Neste sáb. (9), às 20h; dom. (10), às 19h. R$ 20 (inteira).

Dir. Freddy Mozart Com Adriano Alves, Otávio Sanches, Rich Leão Uma jovem é salva por um rapaz durante uma manifestação, mas ele perde a memória e ela precisa ajudá-lo a encontrar sua família enquanto o esconde do noivo. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova, 3118-9902). Sex. (15) e sáb. (16), às 21h; dom. (17), às 19h30. R$ 15.

ANTES DO FIM

DESVAIRADOS

Dir. Rita Clemente Com Fafá Rennó, Marcio Monteiro, Odilon Esteves Diante de seus limites, um quarteto de cordas e um motoboy veem seus valores se desfazerem, quando, por acaso, suas vidas se entrelaçam. A peça oferece várias versões do mesmo conto e em cada dia da semana será apresentada uma história. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 25/9.

BOA NOITE CINDERELA Dir. Inês Peixoto Com Amauri Reis Bancário acorda três dias após conhecer um rapaz em um boate. Está em casa, sem móveis, sem dinheiro e sem coragem de acionar um socorro. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Qui. a sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc).

DÉBORA MAGALHÃES/DIVULGAÇÃO

CERTOS RAPAZES - O NOSSO AMOR A GENTE INVENTA

Dir. Manoel Alves dos Santos Com Michell Sarantides, Pedro Henryquez, Wander Leonel Um rapaz cheio de dívidas, resolve montar uma peça de teatro e, em apuros, começa a buscar pessoas para ajudá-lo. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova, 3118-9902). Neste sáb. (9), às 21h; dom. (10), às 19h. R$ 20 (inteira).

ESSA HERANÇA É MINHA Dir. Fred Mayrink Com Ílvio Amaral e Maurício Canguçu Assim que uma baronesa morre, Mary e Elizabeth enfrentam muita confusão para garantir a fortuna deixada. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Neste sáb. (9), às 21h; dom. (10), às 19h. R$ 40 (inteira).

HAMLET Dir. Paulo de Moraes Com Armazém Companhia de Teatro A história de Hamlet é a história da des-

truição de uma ordem estabelecida. A destruição de um tempo em que o consentimento coletivo à manipulação está em toda parte e ao redor de todos. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a seg., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 25/9.

IVAN Dir. Cláudio Dias Com Marco Amaral e Gustavo Marquezini A luta de Ivan com sua própria consciência, um confronto das suas convicções e suas inquietações. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). Sex. a dom., às 20h. Até 24/9. R$ 30 (inteira).

MACUNAÍMA GOURMET Dir. Eid Ribeiro e Eduardo Felix Com Pigmalião Escultura que Mexe O espetáculo é uma adaptação da obra de Mario de Andrade. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Qui. a dom., às 20h. R$ 10 (inteira). De 14/9 a 30/9.

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE UM NEGUINHO Dir. Cida Falabella Com Lucas Costa A trajetória de um homem negro em seu processo de auto-aceitação. Teatro Espanca! (r. Aarão Reis, 542, centro, 3657-7348). Seg. (11), às 20h. R$ 10 (inteira).

OS HOMENS QUEREM CASAR E AS MULHERES QUEREM SEXO Dir. Carlos Nunes Com Marcelo Ricco A história de Jonas, um rapaz que tenta de todas as maneiras encontrar uma mulher pra se casar. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7827). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 16 (postos Sinparc). De 15/9 a 1°/10.

SUAVE COISA NENHUMA Dir. Samira Ávila Com Henrique Cordoval, Lorena Tófani, Manu Ranilla Dois artistas dividem palco e vida, mas

Baseado em trechos do livro “Os Irmãos Karamazov”, de Dostoiéviski, o espetáculo “Ivan” tem direção de Cláudio Dias e estreia neste fim de semana, no Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes

em algum momento esta relação se perde e expõe o vazio. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (9), às 20h; dom. (10), às 19h. R$ 10 (inteira).

teatro infantil OS PORQUINHOS: PEGA O LOBO MAU Dir. Gilberto Lainha Após muita confusão, o lobo mau fugiu para o floresta. Agora, os porquinhos precisam encontrá-lo. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (10), às 16h. R$ 20 (inteira).

TURMA DA MÔNICA CONTRA O CAPITÃO FEIO Dir. Mauro Sousa Com Alice Squillante, Belu Olivera, Charles Cunha Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e Anjinho precisam deter o Capitão Feio, que pretende poluir toda a água do planeta.

Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb. (9) e dom. (10), às 16h. R$ 80 (plateias 1 e 2A, inteira); R$ 50 (plateia 2B, inteira).

musical A BELA E A FERA - O MUSICAL Dir. Bruno Rizzo Atores, bailarinos e cantores são acompanhados pela orquestra ao vivo, recriando a história da garota que se apaixona por uma fera. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). Neste sáb. (9), às 19h. R$ 140 (plateia 1, inteira); R$ 110 (plateia 2, inteira); R$ 80 (plateia superior, inteira).

dança GERAIS DE MINAS Dir. Gustavo Machado Com Grupo Sarandeiros e Chico Lobo A apresentação com participação especial do músico Chico Lobo comemora os dez anos do espetáculo que resgata manifestações folclóricas de todo o estado de Minas Gerais. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste sáb. (9), às 20h30. R$ 10 (inteira).

performance DIAFRAGMA: COMO MANTER-SE VIVO? Dir. Flávia Pinheiro Com Flávia Pinheiro A performance da artista recifense investiga a urgência de permanecer em movimento como um procedimento de sobrevivência. Teatro Marília (av. Prof. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277-4697). Neste sáb. (9), às 19h. Entrada gratuita (retirada de ingressos 1 hora antes da apresentação).

O QUE VEM POR AÍ setembro Dia 16 YAMANDU COSTA

Praça Floriano Peixoto. Às 19h30. Entrada gratuita. DIA 18 AEROSMITH

Esplanada do Mineirão. R$ 580 (pista premium, inteira, 1° lote), R$ 280 (pista, inteira, 1° lote). DIA 20 CIRKOPOLIS – CIRQUE ELOIZE

Palácio das Artes. Às 20h30. R$ 160 (plateia 1, inteira), R$ 140 (plateia 2, inteira), R$ 120 (plateia superior, inteira).

RAFAEL TRINDADE/DIVULGAÇÃO

RENATO TEIXEIRA E BANDA

Palácio das Artes. Às 21h. R$ 130 (plateias 1 e 2, inteira), R$ 120 (plateia superior, inteira). DIA 27 PABLLO VITTAR

Woods BH. Às 22h. R$ 120 (mezanino unissex, 1° lote), R$ 75 (espaço Bud unissex, 2° lote). DIA 29 REFAVELA 40 ANOS - COM GILBERTO GIL, CÉU, MORENO VELOSO E MAÍRA FREITAS

Palácio das Artes. Às 21h. R$ 240 (plateia 1, inteira), R$ 200 (plateia 2, inteira), R$ 160 (plateia superior, inteira). DIA 29 O TERNO COM METAIS

DIA 22 BRUNO & MARRONE

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 200 (mesa setor 1, inteira), R$ 160 (mesa setor 2, inteira), R$ 100 (arquibancada, inteira, 1° lote). DIA 23 PÉRICLES

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 640 (mesa, setor 1), R$ 560 (mesa, setor 2), R$ 90 (arquibancada, inteira, 1° lote). DIA 28

Sesc Palladium. Às 21h. R$ 60 (inteira).

cada, inteira, 1° lote).

350 (cadeira superior, inteira).

DIA 5

DIA 20

HARLEM GLOBETROTTERS

JOHN MAYER

KM de Vantagens Hall BH. Às 20h. A partir de R$ 160 (arquibancada, inteira, 1° lote)

Esplanada do Mineirão. Às 21h. R$ 500 (pista premium Budzone), R$ 240 (pista, inteira).

DIAS 7 E 8

DIA 21

CAETANO VELOSO E FILHOS

ANAVITÓRIA

Palácio das Artes. Sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 280 (plateia 1, inteira), R$ 230 (plateia 2, inteira), R$ 180 (plateia superior, inteira).

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 60 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 120 (pista premium, inteira, 1° lote). DIA 28

DIA 11 BEST OF JETHRO TULL BY IAN ANDERSON

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 260 (cadeira setor 1, inteira, 1° lote), R$ 230 (cadeira setor 2, inteira, 1° lote), R$ 180 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote).

DIA 30 LÔ BORGES O DISCO DO TÊNIS

Palácio das Artes. Às 21h. R$ 90 (plateia 1, inteira), R$ 80 (plateia 2, inteira), R$ 70 (balcão, inteira)

outubro DIA 4 FIFTH HARMONY

KM de Vantagens Hall BH. Às 21h30. R$ 360 (pista/arquiban-

DIAS 12, 13 E 14

3030 - LANÇAMENTO DO CD “ALQUIMIA”

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 70 (pista/arquibancada, 1° lote).

novembro

Milton Nascimento e Tiago Iorc juntos em turnê

DIA 11 PAULINHO DA VIOLA ENCONTRA MARISA MONTE

DIA 18

sa setor 2 com quatro lugares), R$ 80 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote).

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 1.200 (mesa setor 1 com quatro lugares), R$ 1.000 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 150 (arquibancada, inteira, 1° lote).

IRA! FOLK

PAUL MCCARTNEY

DIA 11

DIA 25

Mineirão. Às 21h. R$ 850 (pista premium Elo, inteira), R$ 400 (pista normal, inteira), R$ 580 (cadeira inferior, inteira), R$

ARNALDO ANTUNES A CASA É SUA

VANESSA DA MATA

MAIS BONITO NÃO HÁ MILTON NASCIMENTO E TIAGO IORC

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 520 (mesa setor 1 com quatro lugares), R$ 440 (me-

Anfiteatro Mineirão. Às 19h. A partir de R$ 40 (arquibancada setor branco, inteira, 1° lote).

FESTIVAL ROOTSTOCK BRASIL 2017

Serraria Souza Pinto. Às 10h. R$ 230 (passaporte para os três dias, 3° lote).

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 440 (mesa setor 1, inteira), R$ 400 (mesa setor 2, inteira), R$ 60 (arquibancada, inteira, 1° lote).

DIA 17

Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 21h. R$ 50 (inteira)

dezembro DIA 3


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MÚSICA Sons de um ‘Beijo Estranho’ to músicos, mostra nossas raízes. Há um referência forte aos anos 70, ao rock e ao folk. Além de referências às canções brasileiras. Tem Rita Lee, Clube da Esquina, Tom Jobim...”, conta o baixista. Um dos colaboradores do álbum, por acaso, é um dos arranjadores do Clube. Wagner Tiso assina uma música inspirada em Milton Nascimento. A faixa “HomemDeus” divaga sobre o terreno e o celestial com os pés no chão. Respondendo os próprios questionamentos, a letra diz: “Quem manda no tempo é o céu/Quem manda no céu é Deus/Quem manda em Deus é o Homem/ Homem-Deus”. LIBERTAÇÃO Reginaldo relembra que o processo de composição junto ao vocalista Hélio Flanders e os outros integrantes foi bem orgânico. “É um trabalho muito recente. Algumas músicas já estavam prontas, mas a maioria foi feita em aproximadamente seis meses. Escrevíamos e tocávamos as faixas em casa mesmo, durante esse período. Quando todas as canções ficaram prontas fomos gravar em estúdio.” Para ele, “foi um movimento de libertação, extraimos de dentro de nós um som que parecia estar guardado e pronto para ser materializado. Ele traz muito das raízes de cada um”, acredita. O músico ainda ressalta: “Sem-

sábado (9)

pre fomos muito viscerais. Acho que esse balanço entre tristeza e felicidade foi bem natural, foi o que estava acontecendo na época. Acho que se fizéssemos um álbum hoje, mesmo com as mesmas canções, ia sair tudo diferente”, completa Reginaldo.

* Sob supervisão de Lorena K. Martins

Inéditas Lançamento do álbum “Beijo Estranho”. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Dia 15 (sexta-feira), às 22h. A partir de R$ 45 (antecipado pelo sympla.com.br)

recebe Semana de 6 FEA Música de Câmara

MANHÃS MUSICAIS

Recital duplo com os pianistas Gustavo Carvalho e Jacob Katsnelson. Sala Sergio Magnani (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Às 11h. R$ 20 (inteira)

ORQUESTRA OURO PRETO

Orquestra recebe o violoncelista Hugo Pigler e o pianista Ney Fialkow. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 11h. R$ 10 (inteira)

quarta (13) LABAQ

Shows de Desejo Terrível e Camen Fem A Obra (r. Rio Grande do Norte, 1168, Funcionários). Às 20h. R$ 15

FLÁVIO HENRIQUE

Músico celebra 25 anos de carreira com show em formato de piano e voz com a cantora Marina Machado. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h. R$ 10 (inteira)

sexta (15) FOCUS

Banda de rock progressivo holandesa volta a BH. Music Hall (av. do Contorno, 3239, Santa Efigênia). Às 21h. A partir de R$ 120

OCTÁVIO CARDOZZO

Show de lançamento de seu novo disco mago. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 20h. R$ 30 (inteira)

ATHOS SOUZA/DIVULGAÇÃÃO

VALERIE MACON/AFP – 16.4.2017

domingo (10)

TRUCO NO DESTINO

“Beijo Estranho” é o primeiro disco em quatro anos da banda Vanguart

> Vanguart

Marília Mendonça, Anitta, Maiara & Maraísa e outras atrações. Estádio Mineirão (av. Antônio Abrahão Caram, 1.001, Pampulha). Às 14h. A partir de R$ 60 (inteira)

quinta (14)

ARIEL MARTINI/I HATE FLASH/DIVULGAÇÃO

‘BH É UM PRESENTE’ O Vanguart tem um público fiel em Belo Horizonte e a banda reconhece. “BH é um presente. A arte de Minas foi fundamental para a nossa existência e Belo Horizonte é ponta disso tudo”, comenta o baixista. “Já fizemos vários shows aí. Já tocamos no Parque (Municipal), um público lindo que cantava conosco, n’A Obra, um palco que nem cabia a banda toda, mas foi incrível para sentir o calor do público”, completa. O retorno sobre o álbum também tem sido positivo. “Acho que o público gostou dessa proposta do equilíbrio, eles perceberam o momento da banda para propor coisas novas e estão junto conosco. É um público muito fiel e buscamos manter uma amizade durante os shows, gostamos de ficar perto e conversar com todos”, diz.

FESTEJA

Apresentação do disco “Voa” Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h. R$ 30 (inteira)

Sex. 15.set

Banhart 6 Devendra faz show em BH Em uma rápida passagem pelo Brasil, o cantor e compositor norte-americano desembarca em Belo Horizonte com a turnê de seu nono álbum “Ape in the Pink Marble” em show no Music Hall. Além das novas canções, o repertório traz também canções icônicas da carreira de Devendra, como “Mi Negrita” e “Golden Girls” Onde Music Hall (av. do Contorno, 3239, Santa Efigênia) Quando Neste domingo (10), às 21h Quanto R$ 200 (inteira, 2° lote).

Realizado semestralmente, a Semana de Música de Câmara chega a sua vigésima oitava edição. Os concertos, exibições de filme e master classes acontecem a partir de segunda-feira (11) e recebem, inclusive, importantes musicistas de todo o mundo, como o violinista alemão Gotz Hartmann Onde Fundação de Educação Artística (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários) Quando De 11 (segunda) a 17 (domingo). Confira a programação completa e os valores em: www.feabh. org.br

Araújo lança 6 Marina novo EP em BH DUOPO FOTOGRAFIA/DIVULGAÇÃO

João H. O quarto álbum Motta (*) da banda matogrossense Vanguart, batizado de “Beijo Estranho” (Deck, 2017), foi lançado no fim do mês passado após um jejum de quatro anos. O grupo retorna a BH na próxima sexta-feira (15), para apresentar o recente projeto, que conta com 11 faixas inéditas e autorais. O novo disco foi gravado no estúdio Tambor, na cidade do Rio de Janeiro e, pela primeira vez, o grupo foi assessorado por um produtor – Rafael Ramos. O baixista e compositor Reginaldo Lincoln explica o que mudou desde o estreante “Muito Mais Que o Amor” (2013) para o disco novo. “Estamos vivendo de forma mais natural, sem sofrer demais ou sem ficar alegres demais. Foi uma mudança natural, sem forçar. Acho que conseguimos refletir esse equilíbrio para esse disco”, pontua o músico. A banda vinha flertando, desde 2013, com melodias mais aproximadas do pop rock. A sonoridade folk e as letras carregadas por melancolia, no entanto, não foram abandonadas. “Deixamos evidente que este trabalho é o que incorpora mais as referências do Vanguart. Não queríamos fazer músicas para tocar na novela, pensamos em trazer o que nós gostaríamos de mostrar enquan-

A cantora, compositora e violinista mineira lança o seu disco com seis faixas autorais. As letras falam sobre romantismo e retratam histórias de amor diversas, entre a felicidade de um relacionamento e a tristeza de um desencontro, com destaque para a canção que dá nome ao álbum, “Sem Pressa Pra Amar” Quando Dia 16 (sábado), às 21h Onde Sala Juvenal Dias, no Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, Centro) Quanto R$ 12 (inteira)


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MÚSICA Família Lima está de volta a BH Patrícia Não fosse o Cassese r o u b o d o computador que continha o material inteiro gravado, o novo álbum da Família Lima provavelmente já estaria nas lojas. Noticiado pela imprensa, o furto ocorreu no camarim, após um show do grupo, em julho último. Revezes à parte, os integrantes já finalizaram o petardo, que agora segue para a mixagem. Enquanto não ocorre o lançamento, os gaúchos desembarcam novamente em Belo Horizonte, para única apresentação no Teatro Bradesco na próxima sexta-feira (15). Lucas, Amon, Moisés, Allen e Zeca, aliás, terão uma semana agitada. “A gente sai em viagem neste domingo (10) e são sete dias seguidos de shows”, avisa o simpático Amon. Indagado sobre a última vez em que o grupo passou por aqui, ele respon-

de, bem-humorado: “Essa é a pergunta mais difícil que você poderia me fazer”, ri, referindo-se à agenda sempre lotada. Mas, sim, ele fez o esforço e localizou o show em Betim, em maio – que foi um evento fechado, tipo de compromisso muito solicitado no cronograma dos meninos. “Teve também um Ibirité, que foi aberto”. Independentemente do formato, já são quase 25 anos de estrada. “De fato, uma vitória”, analisa Amon, desafiado a fazer um balanço da trajetória longeva. “A gente conseguir mostrar a nossa música, com instrumentos como violinos, violoncelos, no Brasil, e com um repertório em boa parte instrumental...”, emenda. E se renovar é preciso, a Família Lima faz isso o tempo inteiro. Tanto que o novo show abarca hits como “Bang”, de Anitta. Se enveredar por outros ritmos ganhou um acento ainda maior com o progra-

Sex. 15.set.

NOVITÀ/DIVULGAÇÃO

Com nove discos e quatro DVDs lançados, Lucas, Amon, Moisés, Allen e Zeca já venderam mais de 1 milhão de cópias

ma “Tamanho Família”, da Globo. “Nele, a gente teve a chance de tocar músicas diferentes, que a gente nunca imaginava (executar). E (a chance) de tocar uma música clássica e, na sequência, um funk. A gente viu (esse desafio) como

oportunidade”. Outra a integrar o rol de novidades foi o tema do filme “Piratas do Caribe – A Vingança de Salazar”. “Essa entrou meio que por acaso, por conta do lançamento do filme”. A Família Lima, cumpre dizer, foi convidada a

executar a trilha sonora ao vivo na pré-estreia do filme capitaneado por Johnny Depp, em São Paulo, em maio. Ao lado das novidades, há os “clássicos”, que nunca podem ficar de fora do repertório. “Caso de ‘Granada’, Agustín Lara, ou da ‘Pri-

mavera’, de Vivaldi, junto à ‘Serenata Noturna’, de Mozart”, cita Amon. “As pessoas amam, essas ficaram como uma espécie de marca registrada, nunca faltaram nas nossas apresentações”. No geral, prossegue Amon, trata-se de um repertório voltado a contemplar um público bem diversificado. “É um show da família. Tem o pessoal da terceira idade, o da nossa idade – da faixa entre 30 e 40 anos –, tem a molecada, o casal de namorados... Mistura muito. É um público que gosta de música e que quer se sentir bem. De sair feliz do show, o feedback que a gente mais tem é esse. E nesta fase, na qual está todo mundo meio desanimado, o show entra meio que como um respiro”.

> Família Lima

Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2.244, Lourdes). Sex (15), 21h. R$ 100 (inteira), 1º lote, compreingressos.com, bilheteria do teatro ou pelo telefone: 2626-1015.


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ARTES VISUAIS Olhar estrangeiro de um local Jessica D e s d e Almeida 1999, o artista visual belo-horizontino Chico Amaral descobriu no jogo o “seu assunto”. “Os artistas geniais lidam com uma infinidade de assuntos, têm essa capacidade. Nós, que somos modestos, não somos gênios, temos um grande momento na carreira quando encontramos nosso assunto”, pontua. Em “Tropikos, Anotações sobre o Entorno e a Pessoa”, exposição que ele abre no CCBB na próxima quarta (13), o jogo está novamente presente. Mas, dessa vez, ganha novos contornos. “Em 2001, fui morar na Espanha por conta de um outro trabalho meu, também sou designer de jornais. Quando voltei, em 2013, ainda peguei um pouco do ‘Brasil bacana’, mas da noite para o dia ele sumiu. Mas mesmo antes disso aconte-

cer, eu senti muito, acho que como todo mundo que vive um tempo no exterior, as idiossincrasias do país”, conta. Seus trabalhos desde então – e sete das nove obras expostas foram criadas nesse período – ganharam uma cor um pouco mais política. “Eles refletem um pouco mais o entorno que tenho vivido. Até o esse ponto, meu assunto era muito relacionado à identidade e à alteridade. Depois que passei esse período fora, passo a ver que questões relacionadas ao entorno, à paisagem, vão entrando na minha obra”, explica. Daí se desdobra o conceito de “tropikos”, palavra grega que significa uma volta completa. “No latim, ela é escrita com c e marca a circunferência da Terra, mas no grego fala de uma volta completa, o que está ligado diretamente à questão do retorno, mas não só a ele como também à jornada, o percurso, as viagens.

CLÁUDIO VERSIANI/DIVULGAÇÃO

abertura 13.set.

‘A Volta’ é uma das obras expostas em ‘Tropikos, Anotações Sobre o Entorno e a Pessoa’

Você vai e vem. Eu vou e volto”, reflete. Tudo isso sem perder de vista os jogos. No conjunto, de curadoria de Ana Avelar, obras que convocam o público a não ter uma atitude passiva diante de cada uma delas. “Os jogos são uma forma de dar acesso à

arte, pra mim. Eles são fáceis, todo mundo sabe jogar. E criam como que um processo de encantamento, eu levo as pessoas para dentro da minha obra por meio do lúdico. Vou conquistando pelos jogos pra dentro das questões que me interessam”, pondera.

RETORNO Nascido em Belo Horizonte, já faz mais de 20 anos que Chico deixou de morar aqui. Embora já tenha exposto na cidade em outras oportunidades, desta vez, o retorno à cidade natal complementa a ideia da mostra.

“Belo horizonte hoje, para mim, é um lugar de memória. Saí daqui aos 18 anos. Nesse momento, o que eu tinha na cidade eram minha família e amigos, o que é bastante. Algumas dessas relações foram levadas ao longo da vida, mas hoje frequento pouco a cidade”, afirma ele, que vive no Rio de Janeiro. “Estar aqui e conviver com ela vai despertando muitas questões que estão no meu trabalho, o percurso, a jornada, o entorno, a alteridade. Isso tudo tá aqui muito evidente e forte. De certa forma, tem algo complementar à exposição, a presença do artista na sua cidade, de onde saí, onde comecei essa jornada. Há um jogo nisso”.

Tropikos, >Anotações Sobre o Entorno e a Pessoa

CCBB (praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). De 13 de setembro a 6 de novembro. De quarta a segunda, das 9h, às 21h. Entrada franca.


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ARTES CÊNICAS Feira literária da diversidade Alex “Vozes de toBessas dos os cantos”. É a partir deste tema que se apresenta a segunda edição da Feira Literária Internacional de BH (FLI-BH). Com sede no Centro de Referência da Juventude, entre os dias 14 e 17 de setembro, o evento levanta a bandeira da literatura em seu sentido mais amplo: é espaço para ler, escrever e falar. Para isso, foram abertas 16 oficinas, todas gratuitas, e convidados mais de cem nomes da literatura, entre escritores, editores, pesquisadores e performers. É verdade, o interesse por literatura no país e também na capital mineira é “muito aquém do que gostaríamos, nós, os que trabalham com a palavra”, examina Adriane Garcia, poetisa que assina a curadoria do FLI-BH com o escritor Francisco de Morais Mendes. E há mais complicadores, como “uma dívida social e moral com toda a nossa afrodescendência” e um cenário literário “marcado por uma presença desigual entre homens e mulheres”, pontua. Tal cenário exige que o FLI se proponha, “de forma consciente, uma programação plural”. “A poesia se espalhar pela cidade é um sonho muito bonito, não é?”, aspira Adriane. Por isso, claro, saraus e slams (competições

THAINÁ NOGUEIRA / DIVULGAÇÃO

Qui. a dom. 14 a 17.set.

DESTAQUES

De todos

Segunda FLI-BH valoriza iniciativas da cidade

Ana Maria Gonçalves Autora paulista, escreveu “Um Defeito de Cor” (ed. Record), ganhador do Prêmio Casa de las Américas (Cuba, 2007). Em mesa dia 14, às 19h Maria Valéria Rezende A paraibana venceu, em 2014, o prêmio Jabuti pelo romance “Quarenta Dias” (ed. Alfaguara). Em 2017, Prêmio Casa de Las Américas com “Outros Cantos” (ed. Alfaguara). Em mesa dia 16, às 19h

performáticas da palavra poética) foram incorporados à programação, afinal, “têm realizado esse sonho pelos mais variados lugares da cidade”, completa ela. Aliás, estes movimentos já estão consolidados nas rotas culturais de BH, por isso, “na verdade, o FLI não vai trazer esses grupos para a superfície: eles já estão por toda os lugares”. TODAS AS VOZES O compromisso com o diverso é ratificado por Fabíola Farias, coordenadora geral do evento. Para ela, mais que uma segunda edição, este é um momento que marca a “renovação do compromisso na criação de condições para que a população participe da cultura escrita”.

“Garantir voz e escuta a todas as vozes, especialmente às historicamente silenciadas, é um compromisso de qualquer projeto de desenvolvimento humano, de democracia”, afirma ela. Por isso, consideramos muito importante realizar um festival que contemple a produção de mulheres, negros, jovens e LGBT’s em suas diversas formas de realização”. Hoje, por sinal, iniciativas populares como os saraus e slams estão entre os principais fronts para democratização da literatura, formando ambientes que “têm revelado uma produção de altíssima qualidade”, sendo, ainda “formados, em sua maioria, por juventudes pobres e negras, sem participação em

INFINITO FOTOGRAFIA/DIVULGAÇÃO

ambientes literários tradicionais”, analisa Fabíola. É desse lugar que vem a poetisa Nívea Sabino, que integra a programação da FLIBH. Ela lembra que nos espaços da poesia falada a participação das mulheres tem aumentado. Assim, “quando um festival literário abre espaço para a literatura marginal produzida por mulheres, é motivo para celebrar”. “Podemos pensar que estamos vivendo um sopro no sentido de democratizar o acesso à cultura”, metaforiza a moça. “E esse vento quem sopra somos nós, agentes culturais da cidade que, cada um da sua quebrada, sem qualquer incentivo, no movimento que é através do próprio corpo e voz, gritamos tão alto que a

cidade passa, neste momento, a não mais nos invisibilizar”, finaliza, orgulhosa. Nívea lançou no ano passado o livro “Interiorana” e, detalhe, sabe todos os cem poemas de cor e salteado. Não é à toa. Sua bandeira pela valorização da tradição oral, diga-se, está na frase que abre seu livro: “a poesia falada não vive presa na livraria”. “A minha obra é viva, sou eu. O meu corpo diz por mim como as páginas do meu livro dirão. Isso amplia as possibilidades de contato com o outro, de sensibilização, de diálogo”, analisa ela.

> 2º FLI-BH

Centro de Referência da Juventude (rua Guaicurus, 50, Centro). Do dia 14 (quinta) ao dia 17 (domingo). Programação completa em www.flibh.com.br. Gratuito

Michel Laub Com livros traduzidos em dez idiomas e publicados em 13 países, o escritor paulista foi contemplado pelos prêmios JQ-Wingate (Inglaterra), Transfuge (França) e Jabuti. Sua publicação mais recente, de 2016, é “Tribunal da Quinta-Feira” (ed. Cia das Letras). Em mesa dia 16, às 19h Tadeu Sarmento Vencedor dos prêmios Pernambuco de Literatura (2014), Governo de MG de Literatura (2016) e do Barco a Vapor de Literatura Infantil e Juvenil (2017), seu último livro é “Associação Robert Walser Para Sósias Anônimos” (ed. Cepe). Em mesa dia 17, às 14h

CIA DAS LETRAS/DIVUGAÇÃO

um Papo recebe 6 Sempre Raphael Montes

Schwarcz lança biografia 6 Lilia de Lima Barreto em BH

Depois do sucesso de “Suicidas” e “Dias Perfeitos”, o jovem autor carioca participa de um debate no Sempre um Papo, na próxima semana, onde conversa sobre sua nova obra, “Jantar Secreto” Onde Auditório da Cemig (r. Alvarenga Peixoto, 1200, Santo Agostinho) Quando Dia 12 (terça-feira), às 19h30 Quanto Entrada gratuita (o livro estará a venda no dia por R$ 39,90)

Depois de estudar a fundo a obra de Lima Barreto, a escritora reuniu a história coletada na biografia “Lima Barreto – Triste Visionário”. No dia 14, Lilia desembarca na cidade a convite do Sempre um Papo para debater a obra Onde Auditório da Cemig (r. Alvarenga Peixoto, 1200, Santo Agostinho) Quando Dia 14 (quinta), às 19h30 Quanto Entrada gratuita (o livro estará à venda no dia por R$ 50,90)


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CINEMA Lino chega à telona nacional FOX FILM/DIVULGAÇÃO

Quando projetava os primeiros passos de seu segundo longa de animação, em idos de 2010, o paulistano Rafael Ribas, 38, buscava pelo mais básico dos componentes do filme: um tema. Não que ele esperasse por um insight salvador, mas bem que não lhe cairia mal uma ideia que tornasse o filme comercial e, ao mesmo tempo, que agradasse a criançada. Depois de tanto matutar e de descartar outros temas, o diretor lembrou-se de uma boa história ouvida há 21 anos. “Um amigo me contou que fez um bico em uma festa e foi vestido de um animal. Chegando lá, as crianças bateram nele”, rememora o diretor. Pronto. Era o que precisava para demarcar o fio condutor de “Lino - Uma Aventura de Sete Vidas”, que estreia hoje nos cinemas contando a azarada vida de um animador de festas que se veste com uma fantasia ridícula de gato. O filme foi produzido no estúdio de animação paulistano Start Anima e coproduzido e distribuído pela Fox Film. O também diretor de “O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes” (2009), porém, Laura Maria

Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 9 (sábado) e 10 (domingo)

estreias 2:22 – ENCONTRO MARCADO (2:22, EUA/ Austrália, 2017, 1h38, 12 anos) Dir. Paul Currie. Com Teresa Palmer, Michiel Huisman, Sam Reid. Às 14h22, Dylan Branson, um controlador de tráfego aéreo, quase deixa dois aviões baterem. Após isso, todos os dias, no mesmo horário, ele presencia conse-

necessitava acrescentar algo de original à obra. “Sempre fizemos coisas bem regionais. Mas como a proposta do filme foi ser bem comercial, precisava achar uma ideia diferente”, pontua. Então, ocorreu-lhe que Lino não teria que ser nem gato nem homem. Ou poderia ser ambos. Ribas, portanto, transformou o protagonista em uma criatura híbrida, fruto de uma magia atrapalhada operada pelo charlatão Don Leon. A partir da transfiguração, a aventura de Lino começa. No enredo, o animador de festas procura o mágico em uma tentativa desesperada de mudança de vida – não aguentava mais ser vítima de chacota das crianças, tampouco ser pobre. Quando o indisciplinado Don Leon transforma Lino numa criatura antropomórfica, ambos saem em busca de uma solução para reverter a magia. Na jornada, eles ainda precisam escapar da polícia, que está à procura de um criminoso que cometeu um roubo na cidade usando a mesma fantasia de gato. ELENCO Assim que começou a planejar a animação, em 2010, Ribas convidou Selton Mello – que emprestou sua voz ao Guerreiro Imortal, protagonista da animação

quências do evento no espaço-tempo. Quando se apaixona por Sarah, cuja vida é ameaçada pela falha temporal, ele deve correr contra o tempo para resolver o mistério. BH Shopping 10: 14h30, 17h05, 19h40, 22h Boulevard 5: 16h30, 20h50 Contagem 5: 14h(*), 16h10, 18h20(*), 20h40 Del Rey 7: 16h20, 20h40, 22h40(somente sábado) (*) Sessões dubladas

ATÉ NUNCA MAIS (À Jamais, França/ Portugal, 2017, 1h30, 12 anos) Dir. Benoît Jacquot. Com Mathieu Amalric, Jeanne Balibar, Julia Roy. Um cineasta e uma atriz moram em uma grande casa isolada pelo mar. Quando ele morre, ela fica sozinha e, aos poucos, vai se perdendo. Porém, o marido falecido está no local e quer que ela sobreviva.

Longa brasileiro conta a azarada vida de um animador de festas que se veste com uma fantasia ridícula de gato

“Uma História de Amor e Fúria” (Luiz Bolognesi, Brasil, 2013) – para trabalhar no filme dublando Lino. Para o diretor, a escolha não poderia ser melhor: Selton não só teve a ideia de soltar um “miau” durante as falas em que o personagem provavelmente falaria um palavrão, como também o ajudou na

busca por outros artistas para interpretar os demais personagens. “Para fazer uma animação é preciso que os atores sejam muito bons de interpretação. E o Selton foi a primeira pessoa que pensei. Desde quando falei do projeto, em 2010, ele foi muito parceiro”, orgulha-se. A ponte com Mello foi

fundamental para que Ribas tivesse acesso a Dira Paes e Paolla Oliveira. A primeira dubla a determinada policial Janine, enquanto Paolla faz os diálogos da ingênua Patty. “Sou muito fã delas. Foi muito importante essa escolha de atores de peso e que fazem muita televisão”, pontua Ribas.

O diretor de Lino é filho de um dos pioneiros da animação brasileira, o cineasta Walbercy Ribas. Para Rafael Ribas, a influência do pai sobre sua carreira é fundamental. “Tenho certeza que se não fosse pelo meu pai, não estaria lançando um filme”, emociona-se.

Belas 3: 16h e 19h50

Itaú Power 4: 15h50, 18h25, 21h (*) Minas 4: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) Monte Carmo 3: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) Via Shopping 2: 13h, 15h40, 18h20,21h (*) Pampulha 2: 14h(*), 16h30, 19h(*), 21h30(*) Paragem 4: 13h30, 18h20, 21h Partage Shopping Betim 1: 12h45, 15h45, 18h45, 21h45 (*) Partage Shopping Betim 3: 16h20, 19h15, 22h15 (*) Pátio Savassi 5: 19h20, 22h15 Pátio Savassi 6: 12h45, 15h45, 18h45, 21h45 Shopping Estação 3: 12h15, 15h15, 18h15, 21h15 (*) Shopping Norte 2: 15h45, 18h10, 20h40 (*) (*) Sessões dubladas

Dir. Rafael Ribas. Lino trabalha como animador de festas. Determinado a mudar sua vida, ele contrata os serviços de um feiticeiro, mas a magia acaba sendo um tiro no pé, e Lino se transforma em um felino enorme. Betim 1: 14h20, 18h30, 20h30 BH Shopping 7: 13h, 15h20 Big Shopping 4: 14h20 Boulevard 1: 13h30, 15h25, 17h20 Cidade 5: 13h, 14h50 Cidade 8: 11h40(somente domingo), 14h Contagem 7: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Del Rey 2: 13h20, 17h10 Diamond 6: 12h50, 15h Itaú Power 6: 13h20, 17h10 Minas 2: 17h20 Monte Carmo 5: 16h30, 20h30 Pampulha 3: 14h50, 16h50 Paragem 3: 16h20 Partage Shopping Betim 3: 14h05 Pátio Savassi 4: 13h50, 16h Shopping Estação 5: 12h, 14h15, 16h20

Via Shopping 4: 17h

IT – A COISA (It, EUA, 2017, 2h15, 14 anos) Dir. Andrés Muschietti. Com Bill Skarsgård, Finn Wolfhard, Jaeden Lieberher. A pacata rotina da cidade de Derry é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. Betim 2: 18h20, 20h50 (*) BH Shopping 2: 11h50(*), 14h40, 17h40, 20h45 BH Shopping 3: 12h45(*), 15h45(*), 18h45, 21h45 Big Shopping5: 15h45, 18h10, 20h40 (*) Boulevard 4: 13h40(*), 18h40 Boulevard IMAX: 13h30, 16h10, 21h10 Cidade 2: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) Contagem 2: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) Del Rey 1: 22h50 (somente sábado) Del Rey 6: 13h10, 15h40, 18h20, 20h50 Diamond 4: 14h30, 18h, 20h50

LINO – UMA AVENTURA DE SETE VIDAS (Brasil, 2017, 1h33, livre)

Sessões 3D: Betim 1: 16h30 BH Shopping 5: 12h, 14h20, 16h40, 19h15 Cidade 5: 16h45 Contagem 1: 17h10 Del Rey 2: 15h10, 19h10 Diamond 6: 15h, 17h10, 19h30 Itaú Power 6: 15h10, 19h10 Minas 2: 13h30, 15h25 Monte Carmo 5: 14h30, 18h30 Pampulha 1: 14h05, 15h55, 17h45, 19h35 Paragem 5: 20h30, 14h30, 18h30 Partage Shopping Betim 2: 14h35, 16h50, 19h10 Pátio Savassi 5: 12h05, 14h20, 16h40 Shopping Estação 2: 13h30, 17h50, 20h Via Shopping 4: 13h10 e 15h05


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CINEMA O JANTAR (The Dinner, EUA, 2017, 2h01, 16 anos) Dir. Oren Moverman. Com Richard Gere, Laura Linney, Steve Coogan. Dois casais se encontram em um elegante restaurante de Amsterdã. Eles engatam numa conversa que ganha força quando falam sobre seus filhos adolescentes, ambos envolvidos numa investigação policial. Ponteio 3: 14h, 16h25, 21h10

UMA MULHER FANTÁSTICA (Una Mujer Fantástica, Chile/ Alemanha/ Espanha/ EUA, 2017, 1h44, 14 anos) Dir. Sebastián Lelio. Com Daniela Vega, Francisco Reyes, Luis Gnecco. Marina é uma garçonete transexual, mas seu verdadeiro sonho é ser uma cantora de sucesso e, para isso, canta durante a noite em diversos clubes de sua cidade. Isso até seu namorado morrer inesperadamente. Belas 1: 11h(somente sábado)(*), 14h30, 16h50, 19h10, 21h20 Ponteio 4: 14h30, 16h40, 21h10 (*) Clube do professor. Necessário a comprovação do mesmo

POLÍCIA FEDERAL – A LEI É PARA TODOS (Brasil, 2017, 1h47, 14 anos) Dir. Marcelo Antunez. Com Marcelo Serrado, Antônio Calloni, Flávia Alessandra. Inspirado em fatos reais sobre a Operação Lava-Jato, uma série de investigações sobre a corrupção no Brasil, desde o início do processo até a condução coercitiva do ex-presidente Lula. Betim 3: 14h30, 16h40, 18h50, 21h BH Shopping 1: 14h15, 16h50, 19h30, 22h10 BH Shopping 6: 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 Big Shopping 1: 14h45, 16h45, 18h45, 20h45 Boulevard 1: 19h15, 21h25 Boulevard 3: 14h30, 16h40, 18h50, 21h10 Cidade 3: 11h50(somente domingo), 14h, 16h15, 18h30, 20h45 Cidade 7: 14h10, 16h25, 18h40, 21h Contagem 3: 14h, 16h15, 18h30, 20h45 Contagem 6: 14h10, 16h25, 18h50, 21h10 Del Rey 3: 14h, 16h20, 18h30, 20h40, 22h40(somente sábado) Del Rey 5: 14h20, 16h40, 18h50, 21h Diamond 2: 13h50, 16h30, 19h, 21h30 Diamond 3: 13h, 15h30, 17h50, 20h30 Itaú Power 2: 14h, 16h20, 18h40, 21h Itaú Power 3: 14h20, 16h40 19h, 21h10 Minas 2: 19h15, 21h25 Minas 3: 14h, 16h15, 18h30, 20h50 Monte Carmo 2: 14h10, 16h30, 18h30, 20h50 Pampulha 4: 16h55, 21h15 Pampulha 6: 14h35, 16h45, 18h55, 21h05 Paragem 1: 14h20, 16h40, 18h50, 21h Paragem 2: 14h, 16h15, 18h30, 20h50 Partage Shopping Betim 5: 14h10, 16h45, 19h20, 22h05 Partage Shopping Betim 7: 15h30, 18h, 20h30 Pátio Savassi 7: 14h30, 17h05, 19h35, 22h10 Pátio Savassi 8: 13h55, 16h30, 19h, 21h35 Ponteio Premier: 14h10, 16h30, 18h50, 21h Shopping Estação 4: 14h, 16h40, 19h20, 22h Shopping Estação 5: 18h30, 21h Shopping Norte 1: 14h45, 16h45, 18h45, 20h45 Via Shopping 3: 14h, 16h15, 18h30, 20h50 Via Shopping 4: 18h50, 21h

TOUR DE FRANCE (Tour De France, França, 2016, 1h 34min, Livre) Dir. Rachid Djaïdani. Far’Hook é um jovem rapper forçado a deixar Paris por um tempo. Seu produtor, então, recomenda que ele passe um tempo com seu pai, Serge, decidido a seguir os passos do pintor Joseph Vernet. Belas 3: 14h, 17h50

em cartaz ANNABELLE 2 – A CRIAÇÃO DO MAL (Annabelle: Creation, EUA, 2017, 1h50, 14 anos) Dir. David F. Sandberg. Com Anthony LaPaglia, Miranda Otto, Stephanie Sigman. Anos após a trágica morte de sua filha, um artesão de bonecas e sua

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esposa decidem acolher em sua casa uma freira e as meninas desalojadas de um orfanato, enquanto lidam com um demônio do passado: Annabelle, criação do artesão. BH Shopping 7: 17h30, 20h15 Boulevard 5: 14h20, 18h40 Big Shopping 3: 16h40, 20h50 (*) Cidade 8: 16h, 18h30, 20h40 (*) Contagem 4: 16h20, 18h40, 20h50 (*) Del Rey 7: 14h(*), 18h40 Itaú Power 1: 13h50, 18h20, 20h30 (*) Minas 5: 14h20, 16h20, 18h50, 21h10 (*) Monte Carmo 1: 21h (*) Pampulha 3: 18h50 e 21h (*) Paragem 3: 20h40 Paragem 6: 21h20 (*) Partage Shopping Betim 6: 21h20 (*) Pátio Savassi 3: 16h20, 21h25, 23h55(somente sábado) Shopping Estação 1: 14h45, 17h20, 19h45 e 22h30 (*) Shopping Norte 3: 16h30 e 20h50 (*) Via Shopping 5: 16h10, 20h40 (*)

Terça-feira (12) 17h Entrega dos premios dos filmes vencedores. Curtas, longas, animação e documentário. 18h45 Reprise dos filmes vencedores Quarta-feira (13) 17h Reprise dos filmes vencedores.

(*) Sessões dubladas

ATÔMICA (Atomic Blonde, EUA, 2017, 1h55, 14 anos) Dir. David Leitch. Com Charlize Theron, James McAvoy, Sofia Boutella. Lorraine Broughton, uma agente disfarçada do MI6, é enviada para Berlim durante a Guerra Fria para investigar o assassinato de um oficial e recuperar uma lista perdida de agentes duplos. BH Shopping 9: 16h20, 21h50 Big Shopping 2: 14h30 e 20h30 (*) Big Shopping 4: 18h35 (*) Boulevard 4: 16h20, 21h15 Boulevard IMAX: 18h50 Cidade 6: 13h30, 15h50, 18h10 (*) Contagem 8: 13h40, 20h30 (*) Del Rey 4: 14h20, 18h40 Diamond 1: 19h15 Diamond 6: 22h Itaú Power 1: 16h10 (*) Minas 1: 20h30 (*) Monte Carmo 1: 16h (*) Pampulha 4: 14h40 e 19h05 (*) Paragem 4: 16h Pátio Savassi 1: 16h35, 19h10, 21h50 Ponteio 4: 18h50 Shopping Estação 2: 22h15 (*) Shopping Norte 3: 18h40 (*) Shopping Norte 5: 14h30, 20h30 (*) Via Shopping 5: 13h50 (*) (*) Sessões dubladas

BINGO – O REI DAS MANHÃS (Brasil, 2017, 1h51, 16 anos) Dir. Daniel Rezende. Com Vladimir Brichta, Augusto Madeira, Leandra Leal. Cinebiografia de Arlindo Barreto, um dos intérpretes do palhaço Bozo no SBT dos anos 80. Famoso quando usava a fantasia e desconhecido sem ela, ele acabou se envolvendo com drogas, inclusive nos bastidores do programa. Del Rey 2: 21h Partage Shopping Betim 6: 13h45 Pátio Savassi 8: 0h05(somente sábado)

BYE BYE ALEMANHA (Es war einmal in Deutschland, Luxemburgo/ Bélgica/ Alemanha, 2017, 1h42, 14 anos) Dir. Sam Garbarski. Com Moritz Bleibtreu, Antje Traue, Mark Ivanir. Frankfurt, 1946. David Berman e seus seis amigos, todos judeus, querem ir embora da Alemanha. Mas, para juntar dinheiro, vão ter que vender lingeries para mulheres alemãs. Ponteio 3: 19h

COMO NOSSOS PAIS (Brasil, 2017, 1h42, 12 anos) Dir. Laís Bodanzky. Com Maria Ribeiro, Clarisse Abujamra, Paulo Vilhena. Ao mesmo tempo em que precisa cuidar das filhas, manter seus sonhos, seus objetivos profissionais e enfrentar as dificuldades do casamento, Rosa recebe uma notícia bombástica da mãe, Clarice, com quem tem uma relação conflituosa. Belas 2: 16h20, 18h40 e 21h Cidade 5: 18h40 e 20h50 Diamond 1: 14h20 e 21h50 Ponteio 2: 14h20, 16h30, 18h45 e 20h50 Pátio Savassi 4: 18h25, 20h50

DIÁRIO DE UM BANANA: CAINDO NA ESTRADA (*) (Diary Of A Wimpy Kid: The Long Haul, EUA, 2017, 2h22, livre) Dir. David Bowers. Com Jason Ian Drucker, Alicia Silverstone, Tom Everett Scott. Greg convence sua família a embarcar numa viagem para ir ao aniversário de 90 anos de sua avó. Mas, na verdade, o que ele realmente quer é assistir a uma convenção de gamers. BH Shopping 10: 12h10(somente domingo) Diamond 4: 12h20 Partage Shopping Betim 4: 13h

mie Guez, “La Faute Du Cendrier”, de Louis Houdoin, “Aux Battements Du Parloir”, de Pascal Marc 19h15 Curtas Fora de Competição “Campo de Viboras”, de Cristèle Alves Meira / “Soury”, de Christophe Switzer. 20h15 Longa em Competição “Nem o Céu Nem a Terra” (FRA, 2016, 1h40) Dir. Clément Cogitore.

“O Jantar” usa um restaurante como pano de fundo para revelar sentimentos de dois casais (*) Sessões dubladas

Shopping Norte 2: 14h

Dir. Aram Avakian e Bert Stern

DUPLA EXPLOSIVA

(*) Sessões dubladas

Domingo (10) 16h “A Vida de Miles Davis” (EUA, 2016, 1h40) Dir. Don Cheadle 18h “Chet Baker: A Lenda do Jazz” (INGEUA- CAN, 2015, 1h37) Dir. Don Cheadle 20h “ Show Deve Continuar” (EUA, 1979, 2h3) Dir. Bob Fosse Segunda-feira (11) 16h30 “Kansas City” (EUA, 1996, 1h56) Dir. Robert Altman 18h45 “Quanto Mais Quente Melhor” (EUA, 1959, 2h) Dir. Billy Wilder 21h “Cotton Club” (EUA, 1984, 2h7) Dir. Francis Ford Coppola

(The Hitman’s Bodyguard, EUA, 2017, 1h58, 14 anos) Dir. Patrick Hughes. Com Ryan Reynolds, Gary Oldman, Samuel L. Jackson. O principal guarda-costas do mundo possui um novo cliente: um assassino de aluguel que precisa testemunhar na Corte Internacional de Justiça. Eles precisam colocar as diferenças de lado para chegarem ao julgamento a tempo. BH Shopping 5: 21h30 BH Shopping 9: 19h Big Shopping 4: 16h20 e 20h50 (*) Cidade 1: 14h20, 18h30 (*) Contagem 8: 16h (*) Del Rey 1: 20h20 Itaú Power 4: 13h20 (*) Monte Carmo 4: 20h20 (*) Pampulha 1: 21h25 (*) Partage Shopping Betim 2: 21h30 (*) Pátio Savassi 2: 19h15, 22h Via Shopping 5: 18h30 (*) (*) Sessões dubladas

O FILME DA MINHA VIDA (Brasil, 2017, 2h15, 12 anos) Dir. Selton Melo. Com Johnny Massaro, Selton Mello, Vincent Cassel. O jovem Tony decide retornar a Remanso, Serra Gaúcha, sua cidade natal. Ao chegar, ele descobre que Nicolas, seu pai, voltou para França alegando sentir falta dos amigos e do país de origem. Tony acaba tornando-se professor, e vê-se em meio aos conflitos e inexperiências juvenis. Belas 2: 14h Belas 3: 21h40

EMOJI – O FILME (*) (Emoji, EUA, 2017, 1h26, livre) Dir. Tony Leondis. Todos os emojis têm somente uma expressão facial, com exceção de Gene, que nasceu com um bug em seu sistema. Determinado a se tornar um emoji normal, ele vai encarar uma jornada através dos aplicativos de celular mais populares desta geração. Betim 2: 14h40, 16h20 BH Shopping 4: 16h30, 18h50(somente domingo), 18h55(somente sábado) BH Shopping 4: 13h50(somente domingo) BH Shopping 8: 12h30, 15h, 17h20 Big Shopping 2: 16h40, 18h40 Boulevard 2: 15h40, 19h20 Cidade 4: 15h20, 17h10 Contagem 1: 15h20, 20h50 Del Rey 1: 16h20, 18h20 Del Rey 4: 20h30 Diamond 5: 14h Itaú Power 5: 14h30, 18h30 Minas 1: 16h20 Monte Carmo 4: 14h20, 16h20, 18h20 Pampulha 5: 14h, 15h50, 17h40, 19h30 Paragem 3: 14h20, 18h20 Partage Shopping Betim 4: 15h15, 19h45 Pátio Savassi 1: 12h, 14h10 Shopping Estação 6: 13h, 15h, 17h Shopping Norte 5: 16h40, 18h40 Via Shopping 1: 14h20, 16h20, 18h20 Sessões 3D: Big Shopping 5: 14h Boulevard 2: 13h50, 17h30 Cidade 4: 13h30 Contagem 1: 13h30, 19h05 Del Rey 1: 14h20 Diamond 1: 16h50 Diamond 5: 18h50 Itaú Power 5: 16h30, 20h30 Minas 1: 14h20, 18h20 Paragem 5: 16h30 Partage Shopping Betim 6:13h45, 16h25, 19h Pátio Savassi 2: 14h40, 16h55

OS GUARDIÕES (Zashchitniki, Rússia, 2017, 1h29, 14 anos) Dir. Sarik Andreasyan. Com Alina Lanina, Sanzhar Madiyev, Sebastien Sisak. Em plena Guerra Fria, uma organização secreta chamada “Patriota” recrutou um grupo de super-heróis russos, modificando o DNA de quatro indivíduos, com o objetivo de defender o país de ameaças sobrenaturais. BH Shopping 9: 14h Cidade 1: 16h40, 20h50 (*) Minas 6: 15h, 16h50 (*) Partage Shopping Betim 6: 11h30 (*) Sessões dubladas

PLANETA DOS MACACOS: A GUERRA (*) (War For The Planet Of The Apes, EUA, 2016, 2h20, 14 anos) Dir. Matt Reeves. Com Andy Serkis, Steve Zahn, Woody Harrelson. César e seu grupo são forçados a entrar em uma guerra contra um exército liderado por um impiedoso coronel. Depois que vários macacos perdem suas vidas no conflito, César parte em busca de vingança. Cidade 6: 20h30 Contagem 4: 13h40 Minas 6: 20h40 Monte Carmo 1: 18h20 (*) Sessões dubladas

A TORRE NEGRA (The Dark Tower, EUA, 2017, 1h35, 12 anos) Dir. Nikolaj Arcel. Com Idris Elba, Matthew McConaughey, Tom Taylor. Perseguindo o Homem de Preto, o pistoleiro Roland Deschain acaba percorrendo o mundo na direção da Torre Negra, prédio mágico que está prestes a desaparecer. Baseado na obra homônima de Stephen King. BH Shopping 4: 21h20 BH Shopping 8: 19h50 e 22h20 Big Shopping 3: 14h40, 18h50 (*) Boulevard 2: 21h15 Cidade 4: 19h e 21h (*) Contagem 8: 18h20 (*) Del Rey 4: 16h30 Diamond 5: 16h10 e 21h Itaú Power 6: 21h10 (*) Minas 6: 18h40 (*) Monte Carmo 1: 14h (*) Pampulha 5: 21h20 (*) Partage Shopping Betim 4: 17h30 e 22h (*) Pátio Savassi 3: 14h e 18h50 Shopping Estação 6: 19h e 21h30 (*) Shopping Norte 3: 14h40 (*) Via Shopping 1: 20h30 (*) (*) Sessões dubladas

mostras ALL THAT JAZZ (*) Mostra reúne filmes clásssicos que abordam o universo do Jazz. Neste sábado (9) 14h15 “Um Garoto Chamado Charlie Brown” (EUA, 1969, 1h26) Dir. Bill Melendez. Sessão dublada em português 16h “Somos do Jazz” (URSS, 1983, 1h30) Dir. Karen Shakhnazarov 18h “A Gardênia Azul” (EUA, 1953, 1h28) Dir. Fritz Lang 20h “Jazz num Dia de Verão” (EUA, 1959, 1h21)

Terça-feira (12) 17h “O Ocaso de uma Estrela” (EUA, 1972, 2h24) Dir. Sidney J. Furie 19h30 “Aleluia!” (EUA, 1929, 1h49) Dir. King Vidor 21h30 “Tempestade de Ritmo” (EUA, 1943, 1h17) Dir. Andrew L. Stone Quarta-feira 17h “Somos do Jazz” (URSS, 1983, 1h30) Dir. Karen Shakhnazarov 19h “Paris Vive à Noite” (EUA, 1961, 1h38) Dir. Martin Ritt 21h “A Embriaguez do Sucesso” (EUA, 1957, 1h36) Dir. Alexander Mackendrick Quinta-feira (14) 17h “A Canção da Esperança” (EUA, 1961, 1h43) Dir. John Cassavetes. Sessão comentada 19h30 “Sombras” (EUA, 1959, 1h21) Dir. John Cassavetes 21h “Música e Lágrimas” (EUA, 1953, 1h55) Dir. Anthony Mann Sexta-feira (15) 17h “O Homem do Prego” (The Pawnbroker, EUA, 1964, 1h56) Dir. Sidney Lumet 19h15 “O Show Deve Continuar” (EUA, 1979, 2h3) Dir. Bob Fosse 21h30 “Jazz num Dia de Verão” (EUA, 1959, 1h21) Dir. Aram Avakian e Bert Stern

FESTIFRANCE (*) Mostra apresenta recorte da produção cinematográfica francesa contemporânea em competição. Neste sábado (9) 17h Curtas Fora de Competição 17h45 Competitiva de Curtas “Sandi”, de Hanibal Mahé, “Underwater”, de Virgine Caloone, “Lena”, de Mylene Jampanoi, “Un Gran Silence”, de Julie Gourdain, “Pas de Reves Pas De Baise”, de Sabrina Amara, “Le Grand Bain”, de Valerie Leroy. Conversa com a diretora Valerie Leroy às 19h45. 20h30 Competitiva de Curtas “Merci Monsieur Imada”, de Sylvian Chamet, “Lenfance d’un chef”, de Antoine de Bary, “De Plomb”, de Louda Ben Salah, “Viré”, de Hugo Rousselin Domingo (10) 17h Competitiva de Curtas “Univitellin”, de Terence Nance. “Banjo Farid”, de Clément Rière, “Noyade Interdite”, de Mélanie Laleu, “La Politesse Des Anges”, de Valérie Théodore, “En Face”, de Jéré-

7º Cine Cipó (*) Quinta-feira (14) 16h30 Curtas 1 “Sub Terrae”, de Nayra Sanz Fuentes, “O outro lado da tecnologia (At the Other Side of Technology)”, de José Pietro, “Pele suja minha carne”, de Bruno Ribeiro, “Talaatay Nder”, de Chantal Durpoix 18h10 Curtas 2 “Apacheta”, de Jorge Monsalve, “Bem-vinda, Nur (Bien Venida Nur)”, de Gabriel Bertini, “Acaiaca”, de Leonardo Good God, “Chico”, de Irmãos Carvalho 19h30 Longa “Xeker Jetí – a casa dos ancestrais” (BRA, 2016, 58 min) Dir. Coletivo Tekó Porã Sexta-feira (15) 16h30 Curtas 3 “Lurna”, de Nani Matos, “A pedra”, de Ana Lúcia Carvalho, “Depois que te vi”, de Vinícius Saramago, “Real Conquista”, de Fabiana Assis, “O solzinho do parque (El solecito del parque), de Tatiana Ospina Holguin 18h Curtas 4 “Pobre, preto, puto”, de Diego Tafarel, “Um novo lar (A new home)”, de Žiga Virc, “Corpo estranho”, de Vic Es Te Ves + Aranha, “A’ ñanga”, de José Diniz, “Afrodites”, de Renata Dorea 19h40 “Lute como uma menina!” (BRA, 2016, 1h16) Dir. Flávio Colombini e Beatriz Alonso (*) Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Entrada Gratuita

FITA – FESTIVAL ITINERANTE DO AUDIOVISUAL (*) Neste sábado (9) 19h Mostra Competitiva Tonacci Curtas: “Hiperidrose”, “Mademoiselle do Rap”, “Konãgxeka: O Dilúvio Maxakali”, “Ferroada”, “Os Anos 3000 Eram Feitos de Lixo ou (Quando a Dignidade da Raça Humana se Afogou no Chorume Estático da Arte da Hipocrisia)”, “Ruby”. Debate após a sessão. Domingo (10) 17h Mostra Cao Curtas: “Memórias do Subsolo ou o Homem que Cavou Até Encontrar uma Redoma”, “Tubarão”, “Retalho”, “Cópia Própria”, “Todas as Casas Menos a Minha”. Debate após a sessão. (*) MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita

MOSTRA MADEMOISELLE A Mostra Mademoiselle é uma singela homenagem a estrela Jeanne Moreau Quarta-feira (13) 16h40 “Mulher para Dois” (França, 1962, 1h42) Dir. François Truffaut 19h “Ascensor para o Cadafalso” (França, 1957, 1h30) Dir. Louis Malle 20h40 “Cidadão Klein” (França, 1976, 2h3) Dir. Joseph Losey Quinta-feira (14) 16h40 “Corações Loucos” (França, 1974, 1h53) Dir. Bertrand Blier 19h “A Baía dos Anjos” (França, 1962, 2h3) 20h40 “Mulher para Dois” (França, 1962, 1h42) Dir. François Truffaut (*) Cine 104 (pça. Ruy Barbosa, 104, centro). Entrada gratuita com retirada de ingressos uma hora anes de cada sessão.


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GAROTO E GAROTA SUPER >Interessados devem entregar as suas fichas em Contagem ou em BH

Inscrições só até este sábado mios. O casal eleito como o mais bonito do Estado vai ganhar uma moto Honda PCX 2017/2017 da Minas Motos, um contrato de R$ 12.000 com a Sempre Editora, uma viagem com acompanhante para o Iberostar/Bahia, um ano de academia naCia Athletica, um ano de serviços no Eliza Martins Instituto de Beleza e um book fotográfico. Os segundo e terceiro lugares também recebem uma premiação especial. VISÃO Para Pedro Vieira, diretor de marketing do Hotel Tauá, uma das empresas parceiras do evento, o concurso é um importante passo para quem quer seguir carreira no mundo da moda. “Para nós, do Tauá, é um orgulho poder apoiar o Garoto e Garota Super. Nós nos identificamos bastante com a ideia de construir diversas carreiras, e nesse aspecto o evento cumpre com sucesso sua função”, avalia. Charlles de Assis Neto, da Cia Athletica, parceira do projeto, conta que a empresa tem como missão promover

o bem-estar, a saúde e a autoestima, incentivando o planejamento e a determinação por meio da prática de atividades físicas. “O concurso Garoto e Garota Super é uma oportunidade de estimular os jovens a buscarem tudo isso. A beleza é uma consequência natural quando as pessoas se cuidam e buscam hábitos de vida saudáveis”, afirma ele. DISPUTA Os 160 classificados para a segunda etapa do concurso vão ser informados por telefone pela produção ainda nesta semana. Os 80 candidatos e as 80 candidatas participantes dessa segunda fase vão ser selecionados através das fotos enviadas com a ficha de inscrição. No sábado (16), serão avaliados pessoalmente por um júri especial, que vai classificar 20 meninos e 20 meninas. Dos 20 rapazes e 20 moças classificados, os cinco casais com melhores notas vão para a etapa final. Os outros 15 candidatos e as 15 candidatas vão para votação popular, que será feita por meio do site do concurso e do jornal

Super Notícia. Os cinco rapazes e as cinco moças com maior número de pontos se juntam aos classificados na seletiva. Assim, a grande final, que será realizada no dia 20 de outubro, no KM de Vantagens Hall, em Belo Horizonte, terá 20 concorrentes.

FOTOS SERGIO DE REZENDE/DIVULGAÇÃO

Este sábado Castanheira (9) é o último dia para garantir a participação no concurso Garoto e Garota Super 2017. As inscrições só vão ser realizadas na sede do jornal Super Notícia, na avenida Babita Camargos, 1645, Cidade Industrial, Contagem, e na loja Compre Certo, na rua da Bahia, 495, centro, em Belo Horizonte, até as 12h. A sede do jornal O Tempo Betim e o Espaço Cultural do jornal O TEMPO já não recebem mais as fichas de inscrição. O prazo parao envio pelos Correios também já foi encerrado. O concurso Garoto e Garota Super garante muito mais do que uma entrada no mundo da moda aos vencedores, uma vez que também concede uma série de prêFelipe

PRE-PA-RA Aliás, quem fará um grande show neste dia será a cantora Anitta, que tem se mostrado um fenômeno nos últimos tempos. Afinal de contas, quem conseguiu passar desapercebido a todo o seu sucesso? Praticamente impossível, por exemplo, não ter assistido o clipe dela “Sua Cara”, com Pabllo Vittar, que bateu recorde em todo o mundo de clipe mais assistido em 24 horas neste ano. Mais informações sobre a venda de ingressos serão divulgadas em breve.

Vencedores dão dicas para os participantes Ganhadores da edição de 2016 do concurso, Pedro Leonel e Suelen Amorim participaram do programa Tarde Super, na Rádio Super Notícia FM. Em conversa com o apresentador Rogério Maurício, eles falaram sobre as carreiras como modelos e como o título mudou de maneira positiva a vida deles. Leonel, que é natural da cidade de Formiga, na região Sudeste de Minas Gerais, contou que ficou surpreso e emocionado ao ser anunciado como ganhador do concurso – a primeira competição do tipo que ele participou na vida. “Passaram mil coisas pela minha cabeça. Quando você vê que está realizando um sonho, é bom demais”, frisou. O modelo disse, ainda, que resolveu participar do concurso depois de ser incentivado pela namorada e por amigos. Ele destacou que o

apoio das pessoas próximas foi fundamental para a conquista. “Meu pai e minha mãe sempre me ajudaram. Com esse apoio, tudo fica mais fácil”, frisou. O Garoto Super 2016 ainda aconselhou quem quer seguir os mesmo passos que ele. “Não deixem de se inscrever, pois essa é uma chance única. Se eu não tivesse ganhado no ano passado, neste ano eu estaria participando mais uma vez”, garantiu.

O CONCURSO NA WEB Para mais informações sobre o concurso, acesse o hotsite www.garotoegarotasuper.com.br. Lá estão disponíveis o regulamento, a ficha de inscrição e todas as novidades sobre a edição deste ano. Você também pode seguir o evento no Instagram Garoto e Garota Super. No Facebook, siga a página do jornal O TEMPO.

GAROTO& GAROTA SUPER 2017

Nascida em Jequitaí, na região Nordeste de Minas, Suelen disse que, apesar de já estar em contato com o mundo da moda, não pensava em participar do evento. “Um colega meu foi quem disse que eu tinha que me inscrever. Nunca fui muito animada em relação aos concursos, porque achava que eram marmelada. Mesmo assim resolvi tentar e consegui ganhar este prêmio”, relata. Hoje com 23 anos, ela conta que não se vê trabalhando com outra coisa e recomenda que todos os interessados em participar busquem oferecer um diferencial para se destacar. “Pesquise para saber qual a roupa, o look e a maquiagem que são melhores para mostrar suas características”. Outra dica importante dada por ela é falar com os amigos e familiares para estarem presentes no dia do desfile, pois a torcida ajuda muito quem está participando. PATROCÍNIO

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estilo “MIX AND MATCH”

FOCO NAS ALÇAS

ZE TAKAHASHI/FOTOSITE

A VOLTA DO NEON ZE TAKAHASHI / FOTOSIT

Ganhando mais destaque do que a própria bolsa, as alças texturizadas persistem para a próxima estação, com a proposta de valorizar até a bolsa mais simples do seu armário. Na Osklen, o acessório veio ornado com alças em tressê de couro.

Lembra aquele jeans neon, sucesso dos anos 90? Pois bem! O laranja e o rosa flúor foram destaques na passarela da Two Denim. Para os ousados, vale até investir no look monocromático para os dias quentes.

MARCELO SOUBHIA/FOTOSITE

ZÉ TAKAHASHI/FOTOSITE

Já pensou em mesclar estampas e texturas bem diversas entre si em uma mesma peça? Essa é uma das propostas para a próxima estação, como apresentou a Animale. O vestido (foto) lembra muito a técnica do patchwork, com várias estampas, todas juntas e misturadas.

ZE TAKAHASHI/FOTOSITE

LÁ VEM O SOL Tonalidades que passeiam por vermelho, ocre, laranja e mostarda foram dominantes na passarela do SPFW, principalmente em marcas como Lilly Sarti, UMA, Osklen, Vix e À La Garçonne, que trouxeram visuais supervibrantes. As cores são perfeitas para iluminar os looks nos dias quentes.

Pode vir, verão! Lorena K. Martins

Pincelamos diretamente do São Paulo Fashion Week as principais tendências de moda que vão dominar as ruas assim que os termômetros aumentarem, definitivamente. Veja a seguir.

CAMISARIA A camisa passa a ganhar a preferência unânime em quase todas as produções. Uma boa forma de usá-la é na clássica cor branca com gola bordada e, também, brincar com as sobreposições, como desfilou a PatBo.

GABRIEL CAPPELLETTI/FOTOSITE

MARCELO SOUBHIA/FOTOSITE

É DO BABADO! O babado e um acabamento bem delicado e romântico para arrematar peças superdespojadas. É o que mostrou o desfile de Juliana Jabour. Sem economizar, a estilista colocou babados nas golas e, também, por cima das peças, como vestidos e camisetas, criando um volume estratégico e leve, especialmente para o verão. Para usar já!

ZE TAKAHASHI/FOTOSITE

RISCA DE GIZ O listrado já está entre as estampas protagonistas do próximo verão. O print clássico que transita nos universos masculino e feminino, a risca de giz ressurgiu fixando sua atemporalidade no desfile da Osklen em peças de alfaiataria confortáveis para o verão.

BORDADOS MANUAIS As estampas, com bordados que simulam o traço manual, foram destaque no desfile da estilista mineira Fabiana Milazzo, especializada em moda festa. A novidade, para o verão, são elementos de bordado mais leves no lugar dos materiais pesados, em um truque que mostra roupas trabalhadas e fluidas ao mesmo tempo.


estilo 29

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VITRINE

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shopping

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crônica

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Vila Paulo do Atlético HÉLVIO

uando n o s mudamospar a a Pampulha, fomos morar numa casa situada numa estrada estreita e isolada, de nome Engenho Nogueira, que depois, melhorada e ampliada, virou a avenida Catalão. Vizinhos eram apenas dois: o Lar dos Meninos e a fazenda onde trabalhava seu Alicanoa. O resto era mato. Para facilitar a identificação de nosso inusitado endereço, meu pai teve a ideia de colocar no gramado uma placa grande e visível com a inscrição “Vila Paulo”, em homenagem ao meu avô Paulo, já falecido na época. Numeração ali era uma coisa meio complicada, só se inventássemos um número qualquer, já que mato não era considerado endereço. Essa placa permaneceu intacta durante muitos e muitos anos, e, até hoje, algumas pessoas, que não faço ideia de quem sejam, perguntam sobre a Vila Paulo. O endereço passou a ser realmen-

Q

te conhecido depois que o Atlético, em mil novecentos e alguma coisa, quando já existiam a avenida Catalão, o Mineirão e o início do bairro Ouro Preto, alugou uma casa mais ou menos próxima à nossa para servir de concentração. Não sei que confusão fez o Kafunga – o mais famoso comentarista esportivo da época –, que, sem mais nem menos, passou a falar na rádio Itatiaia que o novo endereço do Atlético era a Vila Paulo. Talvez por acreditar que Vila Paulo fosse o nome da região, ou então ele saiu com essa para dar certo status ao time pelo qual tão ardorosamente torcia, já que o local era muito bonito e situava-se no caminho do Mineirão. Depois disso, passamos a enfrentar a paixão de atleticanos fanáticos e a ira de cruzeirenses. Em dia de jogo, era bem divertido: torcedores alvinegros nos saudavam com gritos eufóricos de “Galoooooo!”, enquanto cruzeirenses, de bom grado e boca cheia, nos saudavam com um gutural “Filhos da P...!”. E eu, meio maluca, ficava na cerca atirando mangas – minha casa ficava no alto. – Filhos da P... é a PQP!

draça quebrada. Na época fiquei receosa de dizer que quem quebrou o vidro da sala não foi o cachorro, mas uma pedra atirada com fúria por algum torcedor celeste. Depois disso, criei juízo. Abandonei meu campo de batalha. Ainda bem que a doidice acabou. O fato é que hoje, mais de 40 anos depois, minha antiga casa ainda é lembrada por muitos como a “concentração do Atlético”, o que na realidade nunca foi. Foi, sim, e isso eu garanto, a casa de uma maluca pelo Atlético. * PS: E fico aqui rindo sozinha, imaginando aquela mocinha doida que atirava mangas, pensando que um dia, já adulta, torceria também pelo Cruzeiro, não o do futebol, mas o do vôlei. E que, num ginásio esportivo ou no estádio Independência, cantaria o hino dos dois a plenos pulmões. Sem mangas voadoras, sem palavrões e, principalmente, sem fanatismo. Tudo bem; mais ou menos sem fanatismo.

Deus do céu! Se meu pai me visse! Essa mania de ficar na cerca durou um bom tempo. Eu vestia minha camisa do Atlético e levava escondi-

da minha munição de mangas. Eu e uma cozinheira enlouquecida que trabalhava conosco. Na verdade, não as atirava sem motivos, só quando era xingada ou leva-

va alguma pedrada. Aí, sim, lá ia manga! Minha mãe, ao ler esta crônica, vai levar um susto, até porque, finalmente, irá descobrir o mistério da vi-

Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


DIVULGAÇÃO

WHotelaria. Toca da Coruja é refúgio de exclusividade em Pipa. Página 11 WSão Lourenço. Festival oferece roteiros gastronômicos inusitados. Págs 4 e 5 pampulha

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BELO HORIZONTE Sábado 9/9/2017

Sombras soviéticas

Roteiros turísticos revisitam vestígios russos em países que fizeram parte do espectro da antiga URSS Páginas 6 a 10


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paulo campos

Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super

paulocampos@otempo.com.br

sala vip W

As pérolas da BLTA em Belo Horizonte

EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Simone Scorsato, diretora executiva da Brazilian Luxury Travel Association (BLTA), que reúne os mais exclusivos hotéis do país, reuniu um seleto grupo de agentes de viagens em um worskhop no restaurante Alma Chef, em Lourdes, no dia 17 de agosto. A proposta era mostrar os produtos e serviços dos hotéis Belmond Copacabana Palace, Belmond Hotel das Cataratas, do lodge Refúgio Caiman, dos resorts Carmel Charme, Campo Bahia e Ponta dos Ganchos, das pousadas Casa Turquesa, Estrela d’Água, Etnia e Maravilha e dos hotéis Emiliano, Fasano e Nau Royal, além da operadora Aurora Eco.

check-in/ W check-out Novidade no Costa Brasilis Localizado na vila de Santo André, no Sul da Bahia, o Costa Brasilis All Inclusive Resort & SPA anunciou o novo coordenador de Alimentos e Bebidas, Kaled Mansur, que desenvolveu os cardápios dos restaurantes recém-inaugurados, Bistrô El Floridita e Brasserie La Bodeguita. Kaled possui 13 anos de experiência na área de gastronomia. Ele formou-se na Brighton University, na Inglaterra, país onde morou durante oito anos trabalhando no Fish Brasserie, um restaurante de cozinha francesa especializado em peixes e frutos do mar. De volta ao Brasil, Mansur passou um ano e meio se dedicando a cozinha do Campo Bahia Hotel. COSTA BRASILIS/DIVULGAÇÃO

Intitulado Reminder, o evento da LBTA levou um seleto grupo de agentes ao Alma Chef

Mansur aposta na mistura de itens nacionais e internacionais

Israel no Diálogos Internacionais

Clarissa Desterro (representante Virtuoso) e Simone Scorsato (diretora executiva do Brazilian Luxury Travel Association)

Representando as operadoras, Carlota Soares (Viagens Master), Thaís Roberti (Visual) e Rafael Romeiro (FVO Travel)

A sempre presente Ana Paula Chagas (FlyVip Viagens), Rosana Takahashi (Belmond) e Silvana Hubaide (Primus Turismo)

Mirelle Magalhães (Pousada Estrela d’Água, de Trancoso), entre Christiana Biagioni e Marcella Andrade (Chris Biagioni)

No próximo dia 13, das 8h30 ás 12h, a Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas) promove, na sede da entidade (avenida Afonso Pena, 372, centro), o evento Diálogos Internacionais – Israel, uma parceria entre o Conselho Empresarial de Relações Internacionais da ACMinas, a Câmara de Comércio BrasilIsrael-Minas Gerais, a Embaixada de Israel no Brasil e o Consulado Honorário de Israel em Minas Gerais. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail internacionalizabh@acminas.com.br. As vagas são limitadas.

Top Aviesp

Tendências

A Azul Viagens conquistou um prêmio inédito: foi eleita como a melhor operadora de turismo do Brasil pelo prêmio Top Aviesp (Associação das Agências de Viagens Independentes do Interior do Estado de São Paulo). Os escolhidos foram eleitos em uma votação direta pelos próprios agentes de viagens entre janeiro e março deste ano. A companhia aérea Azul também conquistou o primeiro lugar no segmento, garantindo a oitava taça na premiação.

O site Panrotas anunciou a data da 15ª edição do Fórum Panrotas – Tendências do Turismo. O evento para o trade turístico acontece nos dias 13 e 14 de março de 2017, no hotel Grand Hyatt, em São Paulo. O seminário deste ano contou com mais de 1.400 pessoas. Cerca de 40% dos participantes, segundo pesquisa, assinalaram o interesse em temas genéricos, como tecnologia, inovação, tendências e palestras com a presença de lideranças do setor.

Vem aí a Expo Abav

Simone Scorsato (BLTA): associados exibiram seus serviços e Juliane Rosa (Refúgio Caiman, lodge em Mato Grosso do Sul)

Marcelo Oliveira (Gestur Hotel), Camila Werneck (Pousada Maravilha, de Fernando de Noronha) e Rodrigo Baía (Terra Brasilis)

A 18 dias exatos da abertura, no dia 27 de setembro, a 45ª ABAV Expo Internacional de Turismo e o 48º Encontro Comercial Braztoa já contabilizam a inscrição de 7.000 visitantes. A feira de negócios do turismo está agendada para o período de 27 a 29 deste mês, no Expo Center Norte, em São Paulo. O credenciamento segue gratuito até o dia 22 no site www.abavexpo. com.br, no qual também é possível os profissionais se inscreverem para as atividades da Vila do Saber, espaço da feira voltado à capacitação e difusão do conhecimento. Para credenciamento direto na feira, o custo será de R$ 70.

BH em realidade virtual

Alessandra Lemos (FlyMe), Shena Moore (Ponta dos Ganchos), Luciana Sae (Uxua) e Maria Beatriz Lyra (Arte de Viajar)

Yanaína Trindade (Ideal Viagens), Clarissa Desterro (lodge Refúgio Caiman) e Geruza Melo (operadora Belvitur Viagens)

A NDG Comunicação fechou parceria com o Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau para o uso de uma ferramenta de realidade virtual. A empresa de tecnologia está desenvolvendo um conteúdo imersivo, que possibilita aos usuários uma experiência que pode auxiliar nas vendas e os potencializar negócios. Uma das vantagens é o custo-benefício, pois os equipamentos para visualização dos conteúdos são acessíveis através das redes sociais ou utilizando óculos especiais com smartphones que suportem o conteúdo.


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte 9 de setembro de 2017


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turismo

São Lourenço

Trem das águas

Passeio cultural por entre serras O passeio de Maria Fumaça tem duração de duas horas e inclui o trajeto de São Lourenço a Soledade de Minas, com parada para visitação antes do retorno. As partidas são aos sábados, domingos e feriados, dependendo da demanda. Mais informações:(35) 3332-3011.

Os bilhetes de trem custam entre R$ 60 e R$ 80. Crianças de até 5 anos não pagam CÉLIO FERRAZ/DIVUGAÇÃO

Festival gastronômico revela as belezas do Sul de Minas Degusta, que acontece durante todoomês desetembro na cidade, terá roteirosgastronômicos dequeijo, azeite,café e culinária típicado Sul Paula Coura

Balão

Sobrevoando a cidade devagar O passeio de balão é realizado aos sábados, domingos e feriados. O voo livre dura cerca de uma hora, saindo do Parque das Águas e, ao fim, é servido um café colonial. Custa R$ 400 por pessoa. Mais informações em contato@fbemg.org.br.

Hospedagem Hotel Brasil. Localizado no centro de São Lourenço, tem diárias a partir de R$ 460, o casal, no sistema pensão completa (com café da manhã, almoço e jantar inclusos). Contato. Pelo site, hotelbrasil.com.br ou pelo telefone (35) 3339-2550.

O charme típico do interior mineiro personifica-se em São Lourenço, no Sul de Minas. A matriz do Circuito das Águas – com rede hoteleira e infraestrutura de dar inveja em muita cidade grande – oferece muito mais que passeios pelas fontes termais, que diga-se de passagem, são imprescindíveis. Neste mês de setembro, o queijo, o terroir da Mantiqueira, que começou a ganhar fama internacional, é o carro-chefe do festival gastronômico Degusta. A estrela da região é o queijo tipo parmesão, de textura macia e cremosa –

por causa da maturação em temperaturas amenas –, com um sabor que lembra o homônimo italiano. “Os queijos da região da Mantiqueira começaram a ser reconhecidos internacionalmente, e as características climáticas da região favorecem a fabricação do produto. Além disso, a região do Sul de Minas é uma das duas que concentra a produção de azeite no Brasil, com rótulos premiados. Sem contar os bons vinhos e, com certeza, também as boas cervejas artesanais”, afirma Eduardo Girão, jornalista gastronômico que promove eventos de harmonização entre queijos e vinhos.

CÉLIO FERRAZ/DIVULGAÇÃO

Parque das Águas é um dos cartões-postais, um convite ao relaxamento


turismo CELIO FERRAZ/DIVULGAÇÃO

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VILA CHICO/REPRODUÇAO FACEBOOK

Prato (I)

Truta Dona Joanninha No Passaporte Degusta, os consumidores acumulam pontos e, a cada quatro, recebem uma cesta com produtos típicos da região

Truta grelhada na manteiga, com molho de gorgonzola e creme de leite gratinada com queijo parmesão de Alagoa, acompanhado de batata rústica e arroz cheiroso. Encontrado no restaurante Seringueira. Rua Quinze de Novembro, 196, centro. Mais inf.: (35) 3331-8233 ou pelo Facebook seringueira. Turista acompanha e degusta doces artesanais na fazenda Do Pé ao Pote

DIVULGAÇÃO

ARAUCARIA ECOTURISMO/REPRODUÇÃO FACEBOOK

Prato (II)

Brisa da Mantiqueira O passeio de balão começa entre 6h30 e 8h, dependendo da intensidade dos ventos Queijo fabricado na serra da Mantiqueira, uma das joias da região, em processo de maturação em fazendas da regiao DANI MONTEIRO/DIVULGAÇÃO

Roteiros Azeites, cachaça e queijo. Passeio tem duração de seis horas, passando por São Lourenço, Aiuruoca e Alagoas, com degustação. Custa R$ 420 por pessoa e pode ser adquirido a partir de um casal. Para grupos entre seis e 15 pessoas, o valor é R$ 270. Reservas: araucariaecoturismo.com.br

Roteiros por fazendas da região garantem imersão na cultura local e troca de receitas

Imersão cultural e troca de sabores Durante todo o mês de setembro, palestras e wokshops irão movimentar o mercado gastronômico em São Lourenço. Além disso, foram programados inúmeros roteiros, que incluem visitas a fazendas produtoras de queijo, azeite e café, riquezas da região Sul de Minas. Os municípios de Carmo de Minas, Cruzília, Baependi, Aiuruoca, Alagoa, Itamonte e Maria da Fé complementam a rota. Os circuitos podem ser feitos por casais ou grupos e incluem visitas em impor-

tantes centros culinários da região. Um deles inclui visitas aos olivais da Olibi, que fabrica azeites artesanais. De lá, segue-se para Aiuruoca, cidade com pouco mais de 5.000 habitantes, berço da cachaça Tie, premiada em concursos internacionais de bebidas, nos Estados Unidos. A viagem termina em Alagoa – nome oriundo da negação de uma antiga lagoa que secou na região –, casa do queijo de mesmo nome da região, o tipo par-

mesão mais conhecido na Mantiqueira. “A região começou a produzir seus queijos a partir de 1920, 1930, quando os primeiros europeus chegaram por lá”, conta Walter Dutra Marques, conselheiro do São Lourenço Convention & Visitors Bureau. Imperdível também é o roteiro Lenha no Fogão. Idealizado pela pesquisadora Juliana Venturelli, é uma imersão nas histórias e memórias de famílias mineiras e suas receitas. (PC)

A Vila Gastronômica acontece de 28 a 30 de setembro, no Calçadão Silvério Sanches, e irá reunir produtores locais e restaurantes

Lenha no Fogão. Visitas a casas de moradores da região, passeio de Maria Fumaça e imersão na cultura local, até com a troca de receitas. A rota pode incluir São Lourenço e outras cidades da região, como Maria da Fé. Pacotes para duas noites, sem hospedagem, podem custar a partir de R$ 672 por pessoa. Reservas: juliana.lenhanofogao@gmail.com. Passeio de jipe por cafezal e fábrica de doce. Durante três horas, o turista tem a oportunidade de conhecer todo o processo de colheita e ensacamento de cafés especiais do Sul de Minas. Depois, passa-se pelo mesmo processo na fábrica de doce Do Pé ao Pote. Custa R$ 120 por pessoa e pode ser acionado a partir do casal. Reservas: vilachico.com.br

Ravioli de massa caseira com recheio de filé mignon e cogumelos portobelo, servido com molho de queijo de ovelha, figo, nozes, damasco e crisp de cebola. Encontrado no Agostini Pizzas. Avenida Comendador Costa, 405, centro. Mais inf.:(35) 3331-1818 ou pelo Facebook, AgostiniSaoLourenco. DIVULGAÇÃO

Prato (III)

Filé ao blend de queijos Filé Chateaubriand recheado com blend de queijos mineiros e redução de vinho acompanhado de risoto de palmito. Encontrado em Restaurante do Chico. Avenida das Alamandas, 490, Vale dos Pinheiros. Mais informações: (35) 3332-6393 ou pelo site www. vilachico.com.br. DIVULGAÇÃO


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turismo BRUNO ROSA/AGÊNCIA O GLOBO

Topografia do Terror é um dos pontos turísticos imperdíveis em Berlim, capital alemã

Linha do tempo 1917. Em fevereiro, cai o czar Nicolau II e instaurase o governo provisório. É a Revolução de Fevereiro, início da Revolução Russa, origem da URSS. No Ocidente, o mês é março. É o mesmo ano da Revolução de Outubro, em que bolcheviques, liderados por Lênin, derrubam o governo provisório. No Ocidente, o mês é novembro. 1917 a 1921. A Rússia passa por uma guerra civil. 1922. Os bolcheviques saem vencedores e, oficialmente, é formada a URSS, composta por Rússia, Ucrânia, Bielorrússia e Transcaucásia (hoje, Armênia, Azerbaijão e Geórgia), entre outros. 1924. Morre Lênin.

CREATIVE COMMONS/REPRODUÇÃO

‘Cortina de Ferro’

1924 a 1941. Com Stálin no comando, inicia-se um processo de industrialização e coletivização (propriedades privadas tornamse cooperativas estatais).

Herança soviética

1939. Começa a Segunda Guerra Mundial

nocentenário daRevoluçãoRussa Legado da extinta URSS deixou umarota demonumentos e museus porpaísesdo Leste Europeu e na Rússia,um conviteao túneldo tempo Eduardo Maia

Agência O Globo

1917-2017. Lá se foram cem anos desde a revolução que levou à cisão as principais potências mundiais, mudando os rumos do Leste Europeu e de todo o planeta. Da Revolução Russa para cá, nasceu e desfez-se a poderosa União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). E foram pouco mais de 70 anos sob um regime que mexeu com corações e mentes de gerações inteiras. Isso talvez explique por que, apesar de já não existir há um quarto de século, a União Soviética possa ser “visitada” onde quer que ela tenha-se feito presente: nos diferentes países que a formaram e/ou que uniram-se a ela, do lado de lá da Cortina de Ferro. E, em que pesem a turbulência e as perdas deixadas pelo período histórico, roteiros turísticos para conferir o legado soviético estão por todos os lados.

Em grande parte, as marcas são profundas, e as lembranças, críticas. Como no Museu das Vítimas do Genocídio, na Lituânia, dedicado aos mortos nas ocupações nazista e soviética. No entanto, no também lituano Gruto Parkas, parque que reúne esculturas de líderes comunistas retiradas do lugar original, um restaurante oferece receitas da época. E a história também se materializa em atração em Chiatura, na Geórgia, onde moradores e turistas ainda trafegam no velho teleférico instalado pelo governo stalinista. Na Polônia, outro legado a observar: o distrito de Nowa Huta, na Cracóvia, planejado para ser exemplo de urbanismo soviético, mas que não chegou a ser replicado. Na capital alemã, o Muro de Berlim, um dos principais símbolos da Guerra Fria, é visita quase obrigatória.

Metro imponente Já na Rússia, fãs e críticos do antigo regime têm-

Para o país, o passado soviético é sinônimo de época de glória, seus sinais são vistos em vários lugares: do imponente metrô de Moscou aos memoriais que lembram a vitória sobre os nazistas se mostrado cuidadosos nas manifestações em relação ao período. Mas, como para o país, o passado soviético é sinônimo de época de glória, seus sinais são vistos em vários lugares – do imponente metrô de Moscou aos memoriais que lembram a vitória sobre os nazistas, como o de Volgogrado (antiga Stalingrado). A seguir, registros desse turismo histórico que apuramos, de Berlim a Moscou. (Com Léa Cristina e Vivian Oswald).

1941. A Alemanha desrespeita o pacto de não agressão firmado com a URSS. Os soviéticos repelem os nazistas e passam a invadir e tomar o território alemão.

Estátuas comunistas foram abandonadas em parque em Budapeste TURISMO DA BIELORRÚSSIA/DIVULGAÇÃO

1945. Fim da II Guerra. Divergência de ideologias divide a Europa em Oriente (com apoio da URSS) e Ocidente (dos EUA). Começa a Guerra Fria. 1946. Churchill faz referência a termo usado por Goebbels e o nome Cortina de Ferro populariza-se. Em torno da Rússia, reúnem-se Polônia, Alemanha Oriental, Hungria, Bulgária, Romênia, Tchecoslováquia (hoje República Tcheca e Eslováquia) e Albânia. 1961. O Muro de Berlim é construído. 1985. Mikhail Gorbachev, que viria a ser o último líder da URSS, assume a secretaria geral do Partido Comunista. 1986. Com a Perestroika e a Glasnost (conjunto de ações de aberturas política e econômica introduzidas por Gorbachev), a URSS começa a perder força. 1989. Cai o Muro de Berlim. 1991. A URSS se desfaz.

Na Bielorrússia, a Colina da Glória relembra vitória na Segunda Guerra Mundial


turismo

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VIVIAN OSWALD/AGÊNCIA O GLOBO

Moscou

Viagem pelo tempo por bares, shopping e museu interativo Pelas ruas, estátuasem bronze fazemas tradicionais homenagens emfachadas deedifícios, enquantoo subsoloescondeagradáveisrelíquias Vivian Oswald Agência O Globo

Nem é preciso procurar para encontrar marcas soviéticas na Rússia. Ao caminhar por Moscou, o visitante encontra a foice e o martelo em prédios, atrás de ar-condicionados ou na base dos mastros de bandeiras. Estátuas de personalidades proliferam pelas

ruas da capital, assim com belas homenagens em bronze que a tradição manda afixar até hoje nas fachadas dos edifícios onde viveram figuras importantes. “Aqui viveu” ou “por aqui passou Lênin” e tantos outros, políticos, artistas, militares e cosmonautas soviéticos. Nos arredores do Kremlin, a URSS está por toda parte. A seguir, confira alguns dos pontos em que esse

legado está mais visível.

Fliperama, café e ‘museu’ O pequeno café passaria despercebido na Kruznetsky Most, a rua de pedestres de bares e restaurantes da moda, vizinha ao luxuoso shopping center Tsum, a dez minutos do Kremlin. É novidade. O chamado “Museu dos Fliperamas Soviéticos” seria mais uma destas casas que têm pipocado por Moscou, com decoração descolada, em prédios prérevolucionários. O lugar fica lotado. Lá dentro, o espaço se divide entre café e museu. Este, com dezenas de flipera-

mas soviéticos dos anos 70 a 90. Aquele, com mesas e cardápio modernos, mas decorado com objetos saídos dos idos da velha URSS, como o “orelhão” da época. Todas as máquinas em exibição funcionam. A entrada, que custa 450 rublos (cerca de R$ 26), dá direito a 20 moedas soviéticas de 15 rublos, garantia de diversão entre foguetes, navios de guerra e até um totó, o “futbolas”. Elas vêm num envelope do tipo folha de revista, como nos velhos tempos. O programa é, de fato, uma viagem ao passado.

No museu do fliperama, é possível divertir-se em antigas máquinas TUCA VIEIRA/DIVULGAÇÃO

Vale a visita Latas vintage. Se estiver pelo Kremlin, logo na saída vale passar pelo sofisticado shopping GUM, uma mansão burguesa, onde chegou a funcionar uma loja de departamentos estatal durante o regime soviético, que deu origem ao maior centro de distribuição de alimentos da capital. O Gastronom 1, no primeiro andar, é hoje uma delicatessen chique: ali, latas de carne processada e de leite condensado da URSS são vendidos como produtos vintage.

Estações de metrô são um convite para quem gosta de apreciar belas obras de arte MILTON CALMON/AGÊNCIA O GLOBO

Metrô e suas estações convidativas a ‘selfies’ Um dos melhores programas de Moscou – e talvez o mais barato – é explorar as estações de metrô, que foram construídas na era soviética. Algumas são deslumbrantes, e descobrilas é uma grata surpresa. As mais bonitas estão perto do centro. A Ploshchad Revolyutsii e a Teatralnaya ficam nas áreas do Kremlin e do Bolshoi. De linhas diferentes, têm ligação subterrânea para baldeações. É possível ir a pé de uma para a outra. Até bem pouco tempo, para tirar fotos nas esta-

ções era preciso o maior cuidado para evitar reprimendas. Era meio proibido, embora não houvesse regra escrita. Hoje, as mais bonitas têm marcado no chão o ponto ideal para as selfies. A primeira linha foi inaugurada em 1935 com direito a discurso de Stálin. O sistema é eficiente. Tem 12 linhas que percorrem mais de 300 km entrecortados por umas 200 estações, que transportam quase toda a população, diariamente. Com um bilhete, que custa cerca de R$ 3, pode-se percorrer toda a linha circular. (VO/AG)

Os primeiros projetos do metrô de Moscou datam do século XIX, seguindo a novidade na Europa, mas não saíram do papel até o fim da década de 20

Cozinha soviética. Saindo pela estação Tverskaya, encontra-se o restaurante Varenichnaya, uma atração à parte em Moscou. Aliás, há outro na Arbat e um terceiro na rua de pedestres próxima ao Kremlin, a Kamergersky Pereulok. A decoração é soviética, assim como o uniforme dos garçons, a trilha sonora e os filmes que passam no segundo andar. O frango à Kiev, o blini de frango (com cogumelos, e o tvorog, a ricota russa) e os vareniki (nhoques russos) são destaques nessa lista. Espumante. O sovetskoye champanskoye pode não se parecer em nada com o verdadeiro champanhe francês, mas tem seu charme. Ainda faz sucesso entre os russos. Ele pode ser comprado em supermercados ou delicatessens.

Shopping GUM já funcionou como uma loja de departamento estatal


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Bunker-42

Conhecendo o ditador Stálin O Bunker de Stálin é outro local interessante. Vale a pena pedir a agentes de viagem ou hotéis para organizarem a visita. Fica perto da feira de Ismailov – metrô Partizanskaya, outra estação que merece uma espiadela. É nesse mercado meio caótico que se encontram relíquias soviéticas. Bustos de Lênin, uniformes de soldados e outros objetos da época. A feira fica fora do centro e deve ser visitada no fim de semana. São encontradas as matrioscas, as bonecas russas que se encaixam, o brinquedo das crianças soviéticas. BUNKER-42/DIVULGAÇÃO

turismo

Atrativos

Centenário com mostras e museus em cada canto Moscoutem exposições que recontam os passosda Revoluçãoe, diferentede aniversários interiores,com explicações eminglês, queixa antiga dos turistas na Rússia Vivian Oswald Agência O Globo

A visita ao mausoléu de Vladimir Ilyich Lênin, colado ao Kremlin, é obrigatória. Pelas contas oficiais, só em Moscou seriam 82 estátuas do líder bolchevique. Mas especialistas garantem que há pelo menos outras dez. A maioria está fora do centro. Perto da galeria Tretiakov, entretanto, há o chamado cemitério das estátuas soviéticas – até com monumentos a Stálin. Moscou é cheia de museus. Vários deles indicados internacionalmente.

novidade em relação á dos 90 anos de aniversário: muitas explicações em inglês. A falta de legendas e textos na língua é sempre uma queixa dos estrangeiros. Está tudo mais acessível para quem não fala russo. O ingresso custa 250 rublos (R$ 14). A lojinha tem uma variedade de produtos: de capa de celular – com as imagens de Lenin (350 rublos) – a camisetas com motivos soviéticos (de 750 rublos a 1.800 rublos) e blocos, pratos de cerâmica de boas marcas russas, até livros, ímãs e paus de selfie.

História Contemporânea Museu tem acervo de objetos de Stálin e de soldados russos

Cosmonáutica

Patrimônio de encher os olhos Ainda fora do roteiro óbvio de viagem, há o Museu da Cosmonáutica, reformado recentemente, para exibir um dos maiores legados da União Soviética: a conquista do cosmos. Não perca o imenso painel na fachada do museu, com Lênin, nem o monumento ao Sputinik.

Conjuntos habitacionais marcam a paisagem do distrito de Lasnamägi, emTallinn, na Estônia

Na saída da estação Tverskaya, pode-se aproveitar a imperdível exposição “1917, a senha da revolução”, comemorativa dos 100 anos da revolução no Museu da História Contemporânea de Moscou. Tratase do velho museu da Revolução, como passou a ser chamado em 1917, o antigo Clube dos Ingleses, frequentado pela aristocracia e pelos intelectuais da Rússia pré-revolucionária. A exibição foi preparada com zelo e tem uma grande

O editor-chefe era ninguém menos que o escritor Máximo Gorki. Sua casa tem um corrimão de mármore art nouveau, que talvez seja o mais bonito do mundo

Imprensa Clandestina No subsolo da antiga mercearia Kalandadze, no centro da capital, está o Museu da Imprensa Clandestina, onde funcionavam as máquinas da última célula da imprensa revolucionária do período czarista. Todas as outras foram descobertas pelas autoridades e desativadas. A loja, num prédio de três andares do século XIX, pertencia a uma família de georgianos que vendia frutas, legumes e suluguni (o queijo típico da ex-república soviética da Geórgia) e vivia nos fundos da loja. Não se sabe ao certo se ela sabia do que se passava no subsolo. É um dos museus mais curiosos de Moscou. Foi aberto ao público em 1924 e reformado de maneira fidedigna, sob a orientação de quem ali esteve. Estavam todos vivos na época da inauguração. As máquinas que rodavam os jornais e panfletos operavam nas barbas da polícia: havia uma delegacia nas proximidades e a prisão Butyrka. Diz-se que os oficiais eram bem tratados. Ganhavam frutas e legumes. Talvez por isso o lugar tenha-se mantido incógnito por tanto tempo.

EDUARDO MAIA/AGÊNCIA O GLOBO

Esculturas retiradas dos locais originais e depositadas em parque em Moscou BUNKER-42/REPRODUÇÃO

Para vistar Museu da História Contemporânea de Moscou. A exposição comemorativa do centenário ficará em cartaz até 12 de novembro. De terça a domingo, das 11h às 19h; e sábados, das 12h às 21h. sovrhistory.ru Ingresso: 250 rublos (R$ 14). Metrô: Estação Tverskaya.

Maiakovski

Sobre o ‘poeta da Revolução’ Este museu também é indispensável para quem quiser ver a ex- URSS e conhecer a história de um dos seus maiores entusiastas. Vladimir Maiakovski, conhecido como “o poeta da Revolução”, matou-se depois que percebeu que a causa que abraçou era bem diferente da realidade. No museu, tudo foi pensado para reproduzir o ambiente futurista em que ele vivia.

Mausoléu de Lênin. Aberto anualmente de terça a quinta-feira e aos sábados, das 10h às 13h. Entrada gratuita. Fica na Praça Vermelha. É imprescindível chegar cedo. Mais informações: moscow.info/red-square/ lenin-mausoleum.aspx A estrutura do Bunker-42 ou Bunker de Stálin, em Moscou, com artefatos e objetos da antiga ex-URSS; desembarque pela estação de metrô Partizanskay


turismo

9W O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de setembro de 2017

DIMITRI G/CREATIVE COMMONS/REPRODUÇÃO

Países Baixos (I)

Herança comunista Em Tallinn, capital da Estônia, é possível ver como os operários viviam visitando o distrito de Lasnamägi, o mais populoso do país, repleto de conjuntos habitacionais em forma de blocos de concreto. A região costuma fazer parte dos passeios guiados especializados na herança comunista na cidade, que inclui prédios do governo, a sala de concertos Linnahall e o memorial de guerra Maarjamägi, onde também jazem estátuas de Lênin e Stálin.

Países Baixos (II)

Memórias soviéticas

CREATIVE COMMONS/REPRODUÇÃO

Serviço Metrô de Moscou. Pagando o bilhete de 55 rublos (ou R$ 2,95), é possível percorrer toda a linha circular. Museu Maiakovski. muzeimayakovskogo.ru Museu da Cosmonáutica. kosmo-museum.ru Centro Panrusso. vdnh.ru Bunker de Stalin. bunker42. com/nasha-istoriya.php Museu Maiakovski. muzeimayakovskogo.ru Museu da Cosmonáutica. kosmo-museum.ru Centro Panrusso. vdnh.ru Bunker de Stalin. bunker42. com/nasha-istoriya.php

Países Baixos (III)

Parque temático com esculturas

Museu Nacional da História da Ucrânia abriga um dos imponentes monumentos comunistas, na capital Kiev

Experiência de alugar uma moradia em São Petersburgo A melhor experiência que tive em São Petersburgo foi, em vez de me hospedar em hotéis (e há muitos por lá, para todos os bolsos), alugar um apartamento, via Airbnb e passar uma semana levando vida de local. Custou € 100 a diária: sala integrada com a cozinha e um quarto. As incursões aos supermercados eram frequentes, aliás, tarefa que amo e não abro mão em qualquer lugar aonde vou. Gosto de conferir os laticínios (e os de lá são ótimos), as verduras e os legu-

Em caso de guerra nuclear, um bunker em Skalupes, na Letônia, seria o porto seguro da elite do Partido Comunista. Como ela não aconteceu, o Padomju Slepenais Bunkurs (Bunker Secreto Soviético; bunkurs.lv; o tour guiado com almoço em cantina estilo soviética custa € 8) é aberto a turistas. Livros de Karl Marx, mapas e bandeiras da União Soviética e um busto de Lênin completam o cenário do local.

mes (maravilhosos), frutas (idem), biscoitos e doces... Difícilé entender os produtos de limpeza ou higiene pessoal: se a embalagem não tiver ilustração, impossível diferenciar o polidor de móveis de um detergente. Para mim foi uma curtição explorar as formas de moradia na cidade. O trajeto para Pushkin, onde fica o Palácio de Verão da Catarina, a uma hora de carro do centro de Peters, serve de mostruário. No Hermitage, em meio

as 1.053 salas, foi na mais acanhada delas que um detalhe me chamou atenção. Sobre a lareira, com gradil dourado, havia um pequeno relógio, o único toque de luxo. Estava parado em 14h15. Ao lado, uma placa, que a guia traduziu: foi nesse exato horário que um mensageiro entrou na sala onde Nicolau II, a mulher Alexandra e seus cinco filhos almoçavam, e contou que a revolução estava em curso. (Luciana Fróes/ Agência O Globo).

Outros destinos imperdíveis Ucrânia. Na capital Kiev, com imponentes 62 m de altura, é impossível não notar a escultura “Rotina-Mat” (PátriaMãe, em português), no Museu Nacional da História da Ucrânia na Segunda Guerra (warmuseum.kiev.ua, ingressos a R$ 2,50). Geórgia. O ditador Joseph Stálin é filho da Geórgia, um país pelo qual os russos têm apreço até hoje (a água Borjomi e os vinhos georgianos são um grande sucesso). Em Gori, cidade natal do ex-líder soviético, há um Museu Estatal de Stálin (stalinmuseum. ge; ingressos a 10 laris, R$ 13.

Belorrússia. A Praça da Independência, em Mink (onde uma estátua de Lenin e um shopping convivem em paz), e a avenida Praspyekt Nezavismosti são museus a céu aberto. Noruega. Embora não seja uma ex-república, a União Soviética chegou a ter uma base mineradora no arquipélago de Svalbard, chamada Pyramiden, hoje uma cidadefantasma. Na praça central, só um busto de Lênin permanece, olhando para o Ártico. É possível visitá-la em excursões a partir de Longyearbyen (pelo preço de R$ 1.182; arcticexplorer.no).

Uma das mais famosas atrações turísticas na Lituânia é Gruto Parkas, em Druskininkai (grutoparkas.lt; ingresso a € 6). É uma espécie de parque temático do antigo regime, com direito a museu e um restaurante com receitas da época. Destaque para o bosque, local em que estão mais de cem esculturas de líderes comunistas retiradas de lugares públicos após a independência do país, em 1991. CREATIVE COMMONS/REPRODUÇÃO

Em Vilnius, esculturas do antigo regime ficam abrigadas em bosque


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turismo PIOTR TOMASZEWSKI/CREATIVE COMMONS/REPRODUÇÃO

Alemanha

Marcas de guerra estão expostas Berlim guarda memoriaisque trazem consigocicatrizes daUnião Soviética;mais emblemático deles é oMuro,hoje painelde arte, que separavaos lados Oriental e Ocidental BRUNO ROSA/AGÊNCIA O GLOBO

Fátima Lacerda Agência O Globo

Berlim, solo político, protagonista de revoluções, motins, momentos históricos, traumáticos e decisivos, guarda (e às vezes exibe) feridas e cicatrizes deixadas em sua conturbada história. As memórias e marcas deixadas pelas forças militares soviéticas, por exemplo, vão muito além do Muro de Berlim. Estão visíveis, de forma literalmente monumental, no espaço físico urbano. O momento mais marcante ocorreu no mês de julho de 1945, com a libertação da Alemanha, pelas forças soviéticas, do nacional-socialismo de Adolf Hitler. E, para que os soldados russos fossem para sempre lembrados depois da capitulação e de a Alemanha perder sua soberania na Conferência de Potsdam, resultando na divisão de Berlim, o Exército Vermelho determinou que a cidade tivesse três monumentos de guerra em homenagem a eles, “heróis que jamais devem ser esquecidos”.

Memorial Tiergarten Está localizado na maior área verde de Berlim. O jardim Tiergarten fi-

Vista aérea de Nowa Huta, distrito criado enam Cracóvia pelo regime comunista, herança da Cortina de Ferro

Pelo Leste Europeu

East Side Gallery, no Muro de Berlim, que também tem partes preservadas

ca pertinho do cartão de visitas da cidade – o Portão de Brandemburgo. Dos três memoriais existentes na capital, esse é o que atrai o maior número de visitantes devido ao fácil acesso. Em lugar de honra e de prestígio no topo da coluna central do monumento, exibe-se, austera, a estátua de bronze que homenageia o sargento Dimitri Petrenko, vulgo “O Lobo”, em alusão à sua forma implacável de matar o inimigo. Foi Dimitri um dos coautores de uma cena emblemática – a que mais marcou a derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra: o fincar da bandeira soviética no teto do Palácio do Reichstag,

prédio que, antes de Hitler dissolver o parlamento, funcionava como espinha dorsal da República de Weimar (1919-1933), ou seja, do governo alemão. No bairro de TreptowKöpenick (leste da cidade), encontra-se outro monumento sobre a história da União Soviética e as cicatrizes que ela deixou em Berlim. Erguido para lembrar os milhares de soldados soviéticos mortos durante a Batalha de Berlim, o memorial guarda, sob uma linda área de grama verde, os corpos de 7.000 deles. O memorial de Treptow está fora do eixo turístico, mas merece ser visitado.

Polônia. Nowa Huta, o distritomodelo construído para ser o símbolo de uma sociedade utópica soviética, é o cenário dos passeios temáticos, organizado, por empresas como Crazy Guides (crazyguides. com; R$ 123), que levam os visitantes a bordo de um Trabant, o carro popular típico da Alemanha Oriental. Dura quatro horas e é cheio de histórias e curiosidades. Hungria. Para ter um gostinho do período comunista, peça um sanduíche e uma cerveja no Bambi Eszpresszó (Rua Frankel Leó 2/4, Buda), bar popular entre os moradores de Budapeste aberto nos anos 60 e que não mudou muito desde então. Ou visite o Memento Park (mementopark.hu), lar de mais de 40 estátuas de líderes comunistas (soviéticos e húngaros) desaloja-

das após o fim do regime, em 1989. O museu Casa do Terror (terrorhaza.hu, dois mil florins, R$ 25), que funciona em um prédio que foi ocupado tanto por nazistas quanto por comunistas, relembra as atrocidades cometidas por ambos. Bulgária. Se você vir um autêntico GAZ Chaika, o carro de luxo fabricado na Rússia entre 1959 e 1981, pelas ruas de Sofia, são grandes as chances de ele estar a serviço de uma das empresas de turismo que oferecem tours temáticos pela capital da Bulgária. Uma das paradas é o museu de Arte Socialista (nationalartgallerybg.org, 6 levs, R$ 11,6), que vai além das esculturas retiradas de praças públicas e exibe pinturas e até vídeos da época, como desenhos animados e comerciais de TV. LUCIANA RODRIGUES/AGÊNCIA O GLOBO

Em Praga, memórias ainda vivas da guerra Se a Revolução de Veludo,alémderápida,foipacífica e suave – e não à toa ganhou este nome – as lembrançasda “segunda ditadura” na República Tcheca (a primeiraforaa ocupação nazista durante a Segunda Guerra Mundial) são ásperas. Em Praga, um pequeno museu relata de forma simplese didáticaesseturbulento período histórico. Não se assuste com as pequenas matrioscas fazendo caretas que são a propaganda do Muzeum Komunismu. Ali perto, vale visitar a

Praça Venceslau, palco das principais manifestações políticas do país, onde ocorreram as marchas que resultaram na Revolução de Veludo em 1989 e, 30 anos antes, os protestoscontra ainvasão soviética após a Primavera de Praga. Mas se a ideia é entrar no clima de nostalgia, nada melhor do que pedir num bar local a Kofola, refrigerante muito popular no país, criado em 1959, quando os embargos econômicos impediam a entrada da capitalista Coca-Cola no país. (Luciana Rodrigues/Ag. O Globo)

Na Praça Venceslau, ainda são vistas homenagens a estudantes mortos em protesto contra invasão da URSS

Dois lados: do auge ao declínio Hoje, 27 anos após a queda do Muro, as partes que restam da estrutura de concreto compõem um dos principais pontos turísticos de Berlim. Há partes preservadas, sendo que o traçado do antigo muro está demarcado nas ruas. O principal lugar para a visita é a Bernauer Strasse, onde foram empilhados os primeiros tijolos que iriam dividir a capital alemã. Ali fica o Memorial do Muro de Berlim, uma extensa área verde que oferece a melhor documentação do período. Inclui partes da construção original. O ideal é caminhar por sua extensão. A visita deve ser complementada no Centro de Documentação. Outra opção para quem quer entender um pouco mais sobre a construção do muro é o Memorial Topografia do Terror. O local é emblemático: o endereço foi sede de organizações do regime nazista, como a Gestapo, a polícia secreta de Adolf Hitler. Outra área bem visitada é o Potsdamer Platz, um dos centros comerciais mais famosos da capital. Em outra parte da cidade – localizada a cerca de cinco quilômetrosdos dois memoriais – está o trecho mais famoso do muro mais famoso: é um grande painel de arte, o East Side Gallery. (Bruno Rosa/Ag. O Globo).


hotelaria

11 W O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de setembro de 2017

FOTOS TOCA DA CORUJA/DIVULGAÇÃO

México

Rio Grande do Norte

Quartos estrelados

Um cantinho verde em meio ao agito litorâneo Toca da Coruja, no coração dePipa, prezapela sustentabilidade e por garantirao hóspede experiências únicasna passagempelo destino Paula Coura Um suspiro de verde para descansar bem em meio à badalação em Pipa – que sempre está na lista das praias mais bonitas do Brasil. Essa poderia ser uma descrição comum dada a pousada Toca da Coruja, no coração de Pipa, a 80 km da capital Natal (RN). Mas o estabelecimento, que abusa do charme como certificado de garantia, oferece mais. Projetada nos mínimos detalhes em uma área de 25 mil m², o estabelecimento preza, em primeiro lugar, pela sustentabilidade. O empreendimento é de propriedade de Isis Faria, que contou com a ajuda do pai para projetar a imensa mata que rodeia a propriedade. “Ele era agrônomo, e quando criamos os ambientes, há mais de 20 anos, pensamos em oferecer um lugar que tivessem plantas locais e que as pessoas pudessem vir e se sentir em casa”, descreve. Outro ponto de destaque são as acomodações. Os 12 bangalôs de luxo – com 130 m cada –, por exemplo, têm personalidade própria. Nenhuma instalação é igual a outra. Cada conjunto de móveis, cama e outros itens da suíte foi selecionado a dedo por Isis, com peças garimpadas nas casas de potiguares. “Demoramos muito pa-

ra encontrar cada peça e recriar esse ambiente interiorano na pousada. Buscamos inspiração nas tradições do Estado”, diz Isis. A gastronomia é um deleite à parte. O cardápio, elaborado pelo chef brasileiro Wagner Aguiar – que mora na Suíça – ,ganhou recentemente um toque nordestino dado pelo premiado chef Walter Dantas. “Queríamos oferecer a comida nordestina sem perder o ar contemporâneo. Temos peixes tradicionais e pratos como o filé de carne de sol com padrão internacional”.

Da Toca da Coruja, é possível contratar passeios de buggy, barco ou de bicicleta para desvendar as maravilhas da região

Ambientes decorados com móveis garimpados em residências locais

CAMPERA HOTEL/DIVULGAÇÃO

Barraca de praia Yahoo, no centrinho em Pipa, garante ao hóspede conforto, tranquilidade e beleza cênica, com os pés na areia

Muito além do verde Na área sustentável, a preocupação vai além da preservação ambiental. “Temos também que garantir a sustentabilidade cultural e social. Todos os nossos funcionários são da região, para garantir também essa maior interação turística, complementando a experiência que todo o viajante busca quando vem a um destino”, explica Isis. A Toca da Coruja ainda conta com duas piscinas ionizadas – uma delas com hidromassagem – e serviço de bar a poucos metros da praia. Há também estúdio funcional, sauna, salas de leitura e jogos, videoteca com mais de mil títulos de filmes, restaurante, adega climatizada e serviços de massagem no Spa Toca da Coruja by L’Occitane.

Taiti

50 anos dos bangalôs no mar O farto e variado café da manhã na Toca da Coruja tem comidas típicas do Rio Grande do Norte e é servido em um espaço extremamente elegante e charmoso

Serviço Diárias. A partir de R$ 962 (data pesquisada fora do feriado). Entrada a partir das 17h e saída ás 15h. A pousada oferece serviço de traslado para o aeroporto, taxado à parte. Não são aceitos animais de estimação.

São 12 bangalôs de luxo, cada uma tem decoração única

Localizado no Valle de Guadalupe, na cidade mexicana de Ensenada, na Baja California, o exótico Campera Hotel traz uma proposta de hospedagem diferente. Dez quartos-bolha foram especialmente desenvolvidos para fornecer aos hospedes uma visão privilegiada do céu estrelado, cercado por videiras, com conforto e ambientação intimista, perfeito para casais. O hotel propõe uma estada ecológica, totalmente focada na sustentabilidade, com luxuosos serviços. As diárias custam a partir de US$ 165.

Localização. Avenida Baía dos Golfinhos, 464, praia da Pipa - RN Mais informações em tocadacoruja. com.br

Muito mais do que um simples aniversário, as ilhas do Taiti estão felizes por comemorar os 50 anos de um ícone de inovação e design quando o assunto é acomodação de luxo. O famoso bangalô sobre as águas, ideia que nasceu no arquipélago e ganhou o mundo, completa este ano meio século de inspiração. É claro que as águas serenas e azuis-turquesa do Pacífico Sul ajudam, e muito, mas foram as autênticas e exclusivas construções que auxiliaram a colocar Taiti no mapa do turismo mundial e no imaginário dos viajantes. ATOUR FRANCE/DIVULGAÇÃO


W12 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de setembro de 2017

Viagens para casal FOTOS MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO

Barra Grande

Referência para réveillon Após consolidar Trancoso como referência para réveillon, a Multicase se une à Taj Entretenimento e à BLR para lançar a primeira edição do Piawaii, que vai contar com circuito praia, música, life style e experience para o Réveillon 2018, transformando Barra Grande, no Piauí, no novo hotspot do verão brasileiro. Os ingressos já estão à venda no site www. reveillonpiawaii.com. SEBRAE/DIVULGAÇÃO

Festa Chilena

No dia 16, na Savassi Depois das festas peruana, italiana, francesa, portuguesa e japonesa, chegou a vez dos chilenos realizarem sua celebração. A primeira edição da Festa Chilena em Belo Horizonte acontece no próximo dia 16, no quarteirão fechado da rua Tomé de Sousa, entre a rua Rio Grande do Norte e avenida Getúlio Vargas, na Savassi. A entrada é gratuita mediante a doação de 1 kg de alimento não-perecível.

Hamburgueria artesanal Trem Bão, de mineiros

Arraial d’Ajuda tem excelentes praias para banho

Sem pressa por Arraial Arraial d’Ajuda é outro famoso distrito de Porto Seguro, além de Trancoso, que visitamos anteriormente. Fica bem pertinho da cidade, divididos apenas pelo rio Buranhém, que pode ser atravessado de balsa em um percurso de um pouco mais de 10 minutos. Terra de lindas praias, Arraial atrai turistas o ano todo. O distrito é desenvolvido, com quase 17 mil habitantes, mas a grande concentração de pessoas dá-se praticamente em uma rua, a famosa Mucugê, repleta de lojas e restaurantes, que é considerada a via mais charmosa do Brasil. Para conhecer o distrito, aproveitar as praias e seus atrativos, cerca de cinco dias são suficientes.

na areia: fica à beira mar e proporciona um conforto ímpar na região. Almoçamos no hotel, afinal, o bar privativo do Ravenala atende muitíssimo bem e oferece preços similares aos de quiosques em outras praias de Arraial. Experimentamos uma isca de peixe (R$45), bem-servida e acompanhada com salada e arroz, mais algumas cervejas geladas (R$12, a garrafa de 600ml).

Tours econômicos Durante o dia, o movimento no distrito acontece nas praias. À noite, toda a badalação se concentra na rua Mucugê ou próxima dela. A charmosa viela é repleta de lojas de diversos tipos

O divertido em Arraial d’Ajuda é caminhar pelas ruas sem pressa. Os bares ficam abertos até tarde, e o movimento nas ruas parece não ter hora para acabar

e restaurantes com as mais variadas especialidades. Ali, não faltam opções de entretenimento. Passeamos por várias lojas e escolhemos a Maria Bahia e a Terima Kasih como as nossas preferidas. Um programa tradicional em Arraial é visitar a igreja Matriz de Nossa Senhora d’Ajuda. O melhor horário é quando o sol está para se pôr e ilumina toda a parte frontal da igreja, proporcionando fotos belíssimas. Ao fundo da igrejinha, um mirante com vista fascinante para o mar e a famosa grade de pedidos onde turistas amarram fitinhas do senhor do Bonfim enquanto fazem desejos. Casais juram amor eterno.

Dicas de hospedagem

Onde comer

Em nossa visita ficamos hospedados no Ravenala Hotel, um empreendimento novo, inaugurado há pouco mais de seis meses. O hotel fica na praia do Apaga Fogo, pertinho da balsa, e atende com o conceito pé

A gastronomia de Arraial é bastante diversificada. Experimentamos o tradicional açaí com cupuaçu (R$15) no Point Açaí, perto da igreja Matriz. No Colher de Pau – escolha “obrigatória” por causa da chuva repentina que caiu na hora em que escolhíamos um lugar para jantar, mas sem arrependimen-

Praias da localidade baiana superam em beleza as da vizinha Porto Seguro

tos – , pedimos uma chapa com quatro tipos de carne e guarnições (arroz, batata frita e tropeiro), uma porção que serve bem três pessoas com um preço acessível (R$79). Descobrimos por um acaso a hamburgueria artesanal Trem Bão. Sim, é mineira! Impressionante como mesmo viajando sempre nos deparamos com conterrâneos... A hamburgueria é nova, abriu há pouco mais de um três meses e ainda está adaptando o cardápio, mas pelo tempo de casa podemos dizer que estão de parabéns. Pedimos um hambúrguer com pão australiano, blend de carne artesanal queijo branco, bacon, picles, pasta de gorgonzola, alface e tomate seco. Aprovadíssimo! Recomendamos uma passagem pelo famoso Morocha Club para apreciar bons drinks. Os que experimentamos custavam entre R$20 e R$30 e são muito saborosos.

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Mateus Baranowsk e Luiza do Nascimento escrevem blog Casal Mil (acesse www.casalmil.com.br) e viajam para destinos românticos para dar dicas a outros casais

Recém-inaugurado, Ravenala Hotel conta com infraestrutura de praia


WTransporte. Primeiros nacionais da Foton chegam ao mercado. Páginas 20 e 21

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BELO HORIZONTE Sábado 9/9/2017

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JOÃO GODINHO

WMoto. Novidades marcam 115° aniversário da Harley-Davidson. Páginas 22 e 23 pampulha

Comparativo de SUVs DENILTON DIAS

Reestilizadoeequipadocomnovomotor1.5,FordEcoSportFreeStyleenfrentaoRenaultCapturIntense1.6; lançadosnesteano,ambostentamsedestacarnosegmentoquemaiscrescenomercado.Páginas16a19


W 14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de setembro de 2017

interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br

Raimundo Couto

Palmas para a velha senhora VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO

O amigo leitor da coluna sabia que no último sábado, dia 2 de setembro, se comemorou uma data muito especial? Foi um dia muito importante, todo ele dedicado a uma “velha senhora”. Estamos falando da famosa Kombi, de tantas histórias e de um glorioso passado para nossa indústria automobilística. Nessa data, a perua comemorou 60 anos desde que foi lançada, em 1957. Muitas comemorações aconteceram pelo Brasil afora, e um delas ganhou bastante destaque porque aconteceu onde a Kombi nasceu, no Brasil, na cidade de São Bernardo do Campo. O encontro de colecionadores e admiradores da boa e velha Kombi ocorreu no estacionamento de um shopping. Com entrada livre, participaram dezenas de pessoas, que foram até o local para relembrar os tempos que não voltam mais e que tiveram uma Kombi como testemunha.

Muitas Kombis temáticas se fizeram presentes, como uma que serviu como um estúdio para os participantes interessados fazerem até uma tatuagem. Chamou atenção na exposição um modelo de Kombi com seis portas, fabricado em 1961, para lotação de passageiros. À época, lotação era uma forma de transporte utilizada nos grandes centros para ajudar a suprir a falta do serviço coletivo, e esse foi um dos modelos exclusivamente brasileiros. O evento contou com o apoio do Sampa Kombi Clube, também responsável por reunir outros muitos entusiastas do veículo e que alimenta um acervo de informações sobre Kombis. Não é sem razão que merece toda essa atenção. Marcou época e até hoje é reverenciada por suas características tão peculiares, mas é claro que a segurança não estava entre elas. Suas linhas lembram mais um pão de forma – como por alguns é tratado esse incontestável sucesso de

mercado –, o conforto não é de seus grandes destaques, e o desempenho também nunca foi uma Brastemp. Mas, para transportar carga e passageiros, nunca ninguém fabricou algo melhor. Talvez até por falta de opção na oferta de produtos, as outras fábricas no Brasil não ousaram tentar “mexer” com o pão de forma, a consagrada Kombi. E fizeram bem. Enquanto esteve em oferta no mercado, por mais de 50 anos, vendeu como pão quente. A Kombi hibernou no tempo quando o assunto era estilo ou motorização. O recheio do pão de forma não foi alterado em suas muitas décadas de existência no país. Contudo, como é comum dizer que toda empresa deve sacudir a poeira para colocar as coisas no lugar, no caso da veterana Volkswagen, nada mais oportuno para evitar qualquer evidência de postura obsoleta. É bem verdade que a montadora dará muitos passos à frente quando lançar o novo Polo,

Ela foi o primeiro veículo nacional da VW e foi fabricada por 56 anos consecutivos. Ao todo, foram produzidas mais de 1,6 milhão de unidades, com versões a gasolina, álcool, diesel e flex.

no próximo dia 25, e que será, por certo, um dos carroschefes da casa. Voltando à velha senhora, a Kombi nunca sofreu ameaça em sua hegemonia, apenas uma leve e passageira desconfiança de que o cenário poderia mudar, e esse reinando ser ameaçado, aconteceu no começo dos anos 90, quando se deu a abertura para veículos importados. Nessa época, ao Brasil chegaram veículos utilitários comerciais como a Eurovan, da própria Volkswagen, e outros modelos similares, que não passaram de fogo de pa-

lha, e logo a inconstância da política de importação com subidas e descidas de alíquotas os fez banir do mercado, deixando novamente livre o caminho já pavimentado pela Kombi. Ela foi o primeiro veículo nacional da VW e foi fabricada por 56 anos consecutivos. Ao todo, foram produzidas mais de 1,6 milhão de unidades, com versões a gasolina, álcool, diesel e flex... Foi, por toda a sua longa trajetória, a líder em seu segmento, e até hoje é considerada um ícone de nossa indústria.


super motor

15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de setembro de 2017

FOTOS JEEP/DIVULGAÇÃO

Novo Duster

Lançamento

Primeiras fotos são reveladas

Em nova configuração Jeep Compass associa pela primeiravez o motor 2.0flex ao sistemade tração4x4, que até então eraexclusivodas versões a diesel Da redação Até agora, quem quisesse comprar um Jeep Compass 4x4 tinha que optar necessariamente pela motorização a diesel, já que as versões flex vinham sempre com tração dianteira. O fabricante, porém, preencheu essa lacuna ao unir o propulsor 2.0 Tigershark, capaz de gerar 166 cv de potência com etanol e 159 cv com gasolina, além de 20,5 kgfm de torque com o

combustível vegetal e 19,9 kgfm com o derivado do petróleo, ao sistema de tração total e ao câmbio automático de nove marchas. Assim como já ocorre nas versões a diesel, a tração 4x4 traz os programas Auto (automático), Snow (neve), Sand (areia) e Mud (lama), destinados a otimizar as respostas do sistema eletrônico para cada tipo de terreno. A inédita configuração mecânica passa a ser oferecida em uma edição limita-

Série especial é baseada na versão Sport da, batizada de Sport 4x4, pelo preço de R$ 117.990. Entre os itens de série, ela traz central multimídia com tela de toque de 7 polegadas, compatível com os sistemas Android Auto e Apple Car Play, ar-condicionado digital de duas zonas, controle de estabilidade, controle anticapotamento, controle de velocidade de

Emblema na traseira é a única diferença entre a versão flex 4x4 e as demais, com tração 4x2

Seletor no console, perto da alavanca do câmbio, permite controlar o sistema de tração 4x4

cruzeiro, câmera de ré, freio a disco nas quatro rodas, freio de estacionamento elétrico, assistente de partida em rampa e volante em couro ajustável em altura e profundidade. Embora seja lançado inicialmente como uma série especial, não será surpresa se o Compass Sport 4x4 passar a integrar definitiva-

mente a gama no futuro, dependendo da aceitação. De acordo com a Jeep, o modelo já contabiliza mais de 35 mil unidades emplacadas no Brasil desde seu lançamento, em novembro do ano passado, e atualmente responde sozinho por mais de 50% das vendas do segmento de SUVs médios.

A nova geração do Duster será apresentada ao público na semana que vem, durante o Salão do Automóvel de Frankfurt. Porém, a Dacia, subsidiária romena da Renault, já revelou as primeiras imagens do modelo, que deve chegar ao mercado europeu ainda neste ano. O SUV manteve a atual plataforma, mas ganhou carroceria e interior reprojetados. Ainda não há previsão de lançamento no mercado brasileiro, mas, como o segmento anda muito aquecido, é possível que o modelo nacional seja atualizado já em 2018. DACIA/DIVULGAÇÃO


W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de setembro de 2017

Recall Chevrolet

Ação para 164 mil unidades da Spin Um recall para 164.480 unidades da Spin, volume que corresponde a praticamente toda a produção nacional do modelo, foi convocado pela Chevrolet. A ação é motivada pela possibilidade de entrada de água na caixa de fusíveis e em relés elétricos, por meio da tela posicionada abaixo do parabrisa, o que gera risco de curto-circuito. Na ação, será instalado um elemento de vedação. Informações pelo telefone 0800 702 4200 e no site www. chevrolet.com.br. CHEVROLET/DIVULGAÇÃO

Recall FCA

Modelos Dodge, Chrysler e Jeep O grupo Fiat-Chrysler Automobiles (FCA) anunciou um recall para os veículos Chrysler 300, Jeep Grand Cherokee, Dodge Charger e Dodge Durango dos anos/modelos 2012 e 2013 devido a um problema no alternador, que pode fazer com que o motor seja desligado de maneira involuntária e, em casos extremos, pode até causar incêndios. Mais informações pelos telefones 800 703 7130 (Chrysler), 0800 703 7150 (Jeep) e 0800 703 7140 (Dodge).

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Comparativo

Renovação deu apelo ao EcoSport Versão FreeStyle automática do SUV da Ford atrai pela boae inéditaparte mecânica, além do nível desegurança e deacabamento, que deram um saltoenorme de qualidade Igor Veiga Com tantas caras novas no segmento dos SUVs compactos, assim como a Renault, a Ford teve que se mexer para brigar de igual para igual no segmento. Chegaram o Honda HR-V, Jeep Renegade, Nissan Kicks, Hyundai Creta, e, em julho deste ano, veio o novo EcoSport, bem-equipado, com acabamento mais refinado e boas novidades sobretudo na parte mecânica. Na renovação do modelo da Ford, merece destaque a segurança. Desde a configuração básica (SE - R$ 73.990), o utilitário vem de série agora com sete airbags, além de controle eletrônico de estabilidade e de tração. A versão FreeStyle automática que o Super Motor testou, a mais vendida da gama, segundo a marca, vem também com câmera de ré, além dos sensores de estacionamento traseiros. O novo Eco não oferece itens opcionais. A unidade avaliada sai por R$ 86.490. Com a cor metálica, são R$ 1.300 extras e um preço final de R$ 87.790, equiparável ao de outros SUVs compactos. O inédito motor 1.5 flex

indiano de três cilindros e até 137 cv de potência tem respostas melhores em baixa rotação em relação ao antigo Eco 1.6. Outra novidade é o novo e bom câmbio automático de seis marchas, com conversor de torque, que aboliu a problemática transmissão automatizada Powershift, alvo de recall da Ford por defeitos de fábrica. Apesar do bom casamento, não tem milagre. Em certos pontos, o motor 1.5 flex deu sinais de perda de força na hora de encarar subidas mais íngremes. Aí, foi preciso apelar para o modo Sport do câmbio automático, que deixou o propulsor mais cheio, rotação mais alta, para não perder o fôlego e desenvolver uma velocidade mais ligeira, digamos. As trocas de marchas podem ser manuais por meio dos paddle shifts atrás do volante. No entanto, são muito pequenos e até difíceis de manusear, mas nada que desabone o desempenho geral do carro e do bravo e econômico motor 1.5 de três cilindros. Durante nossa avaliação, o carro abastecido com etanol registrou média de 11 km/L, em percurso misto.

Repaginação interna Para além das melhorias mecânicas, outra novidade bem-vinda no EcoSport é seu interior, que foi completamente repaginado pela Ford com uso de materiais de melhor padrão. No painel, por exemplo, nada de plástico rígido. Ele traz uma textura aveludada, de toque suave. Apesar do upgrade, o capricho no acabamento não é 100% isento de deslizes: notamos algumas peças mal-alinhadas dentro do carro. A reestilização do visual do EcoSport foi mais visível na parte da frente, que foi totalmente redesenhada. O que chama atenção logo de cara são os enormes e novos faróis de neblina com os repetidores de seta integrados. Visto de traseira, o carro praticamente não mudou. Para se ter uma ideia, as lanternas e o para-choque são os mesmos do antigo EcoSport. Mesmo sendo algo já fora de moda, a Ford insistiu em manter o estepe grudado na tampa do portamalas. Na opção FreeStyle, as rodas são de liga leve aro 16 e, nas laterais, é basicamente o que difere as versões do SUV.

Estepe segue preso à tampa traseira

JOÃO GODINHO

Espaço interno engana, mas conforto seduz

Recall Mercedes

GL, GLE e GLS são convocados A Mercedes-Benz anunciou um recall para 521 unidades dos modelos GL, GLE e GLS, produzidas entre 2014 e 2016, devido a uma falha de vedação na caixa de direção, que pode causar o desligamento da assistência elétrica devido à entrada de água, comprometendo a dirigibilidade dos veículos. Mais informações pelo telefone 0800 970 9090 ou no site www.mercedesbenz.com.br.

Na versão FreeStyle, rodas de liga de 16 polegadas têm pintura grafite

Visto de lado, SUV praticamente não mudou; reestilização concentrou-se na parte dianteira

Feito sobre a base do Fiesta, o EcoSport não é tão espaçoso como aparenta ser por fora. O crossover se caracteriza mais como um utilitárioesportivo pelo porte volumoso, a boa altura livre do solo, e claro, o porta-malas mais avantajado. No caso do modelo da Ford com os cinco assentos ocupados, são 356 L de capacidade, número razoável para o segmento. Não pagamos para ver, mas segundo a Ford, com os bancos traseiros rebatidos, o carro pode receber até 1.178 L de bagagens. Em suma, o espaço interno é bom para

quem viaja no banco da frente, mas quem vai atrás pode passar um certo aperto. Outro ponto em que a Ford investiu no EcoSport foi no conforto acústico, que ajuda a transmitir a sensação de solidez. O SUV ganhou para-brisa acústico, manta de isolamento sob o capô, materiais fonoabsorventes mais eficientes no interior e ainda passou por um tratamento em túnel de vento e ganhou painéis sob os para-choques e à frente da suspensão traseira para minimizar os ruídos aerodinâmicos. (IV com Auto Press)


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17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de setembro de 2017

JOÃO GODINHO

Oferta de equipamentos de série é ponto positivo O nível de conforto presente na versão Freestyle do novo EcoSport é bem interessante. Os bancos e os volantes têm acabamento em couro. O ar-condicionado é digital e automático e o porta-luvas é climatizado. A direção elétrica deixa o volante super leve ou mais firme quando necessário. O assistente de partida em rampa garante que o carro não desça sozinho ao arrancar nas subidas. Não menos agradáveis são os 20 porta-objetos disponíveis na versão, bem como o descansa-braço central entre os bancos da frente.

O SUV da Ford também finalmente ganhou uma central multimídia decente, a Sync 3. No caso da versão testada, ela vem com tela touch screen de oito polegadas. O sistema oferece navegação por GPS, além de conectividade com CarPlay e Android Auto. São duas entradas USB, além do bluetooth. O painel de instrumentos conta com um computador de bordo completo e moderno, em tela TFT colorida de 4,2 polegadas. Destaque para o monitoramento de pressão dos pneus. Pena mesmo são os retroviso-

res externos elétricos não virem com sistema de rebatimento automático. Por outro lado, a grade dianteira é ativa, e se fecha em alta velocidade para melhorar a aerodinâmica.

Opção acima Itens como partida do motor por botão, teto solar elétrico, detector de ponto cego, além de som premium da Sony e faróis de xenônio com acendimento automático, só mesmo na versão top de linha, a Titanium 2.0, que parte de R$ 93.990. (IV com Auto Press)

JOÃO GODINHO

Ficha técnica Motor: Dianteiro, transversal, 1,5 L, flex, com três cilindros e 12 válvulas. Potência: 130 cv com gasolina e 137 cv com etanol, a 6.500 rpm. Torque: 15,6 kgfm com gasolina e 16,2 kgfm com etanol, a 4.500 rpm. Câmbio: Automático de seis marchas com paddle shifts. Suspensão: Dianteira do tipo McPherson e traseira com eixo de torção. Freios: A discos ventilados na frente e a tambores na traseira, com ABS. Dimensões: 4,26 m de comprimento, 1,76 m de largura, 1,69 m de altura e 2,51 m de distância entre-eixos. FORD/DIVULGAÇÃO

Painel redesenhado traz novos instrumentos; volante agora é compartilhado com a linha Focus

FORD/DIVULGAÇÃO

Tela da central multimídia, destacada na parte de cima do painel, remete a um tablet


W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de setembro de 2017

Conclusão

Ford EcoSport é o vencedor Sem opcionais, o EcoSport FreeStyle 1.5 automático custa R$ 3.100 a menos que o Captur Intense 1.6 CVT. Apesar disso, ele traz conteúdo ligeiramente mais amplo, com destaque para os três airbags a mais (dois do tipo cortina e um para os joelhos do motorista), além de acabamento melhor. O rival, da Renault, por sua vez, leva vantagem no espaço disponível tanto para os passageiros quanto para a bagagem. Como em desempenho os dois apresentaram resultados discretos e similares, o que acaba desempatando o jogo é o consumo de combustível, que foi cerca de 9% menor no modelo da Ford. JOÃO GODINHO

super motor Comparativo

Captur mira em espaço e design Com motor 1.6 e câmbio automático CVT, versão Intensedo SUV daRenault temrelação custo-benefício maisinteressante, mas alguns detalhes podemmelhorar Alexandre Carneiro Pode até não parecer, mas o Captur, que chegou ao mercado brasileiro no início deste ano, tem muito em comum com o Duster, vendido no país desde 2011: os dois SUVs da Renault compartilham plataforma e toda a parte mecânica. O modelo mais novo, porém, tem proposta mais sofisticada e preços mais elevados, além de design elaborado, com carroceria esculpida por vincos e curvas, que ainda chama atenção pelas ruas. No caso da versão Intense 1.6, avaliada pelo Super Motor, o valor de tabela parte de R$ 89.590, já com câmbio automático do tipo continuamente variável (CVT). Essa configuração é movi-

da pelo conhecido motor 1.6 de quatro cilindros e 16 válvulas da aliança Renault-Nissan, que equipa, além do Duster, o Logan e o Sandero, da marca francesa, e Kicks, March e Versa, da fabricante japonesa. Tal propulsor, que tem bloco e cabeçote em alumínio, comando de válvulas variável e corrente de comando, ganhou um mapeamento eletrônico específico para o Captur: sob o capô do SUV, desenvolve 118 cv de potência com gasolina e 120 cv com etanol, a 5.500 rpm, além de 16,2 kgfm de torque com ambos os combustíveis, a 4.000 rpm. O câmbio CVT simula seis marchas. É possível trocá-las de modo sequencial, mas apenas por toques na alavanca, pois não há paddle shifts no volante. DENILTON DIAS

Estepe é fixado sob o assoalho do porta-malas, mas o acesso se dá pelo lado de fora do carro

Dirigibilidade De modo geral, esse conjunto mecânico consegue movimentar o Captur de modo apropriado na cidade, onde ele entrega agilidade. Porém, o desempenho deixa a desejar em determinadas situações, como em aclives. Em rodovias, as limitações do conjunto mostram-se mais evidentes diante do peso de 1.286 kg do veículo: em ultrapassagens e em subidas de serra, é preciso pisar fundo no acelerador e fazer o motor girar alto, o que gera incômodo, pois o nível de ruído a bordo aumenta bastante nessa situação. Sinal de que o isolamento acústico poderia ter recebido maior cuidado do fabricante. No limite para o carro em termos de desempenho, o conjunto mecânico mostra melhores resultados em consumo de combustível, mas ainda longe de impressionar: a reportagem aferiu média de 10 km/L em trajetos cidade/estrada. A direção do Captur, com assistência eletro-hidráulica, entrega boa progressividade, mostrando-se firme em alta velocidade e macia em manobras. Como a suspensão, que usa sistemas McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira, também tem calibração eficiente, o SUV apresenta boa dirigibilidade: é estável para um veículo de carroceria elevada e encara curvas sem sustos. E isso não implica em um rodar desconfortável em pisos irregulares, pelo contrário: a absorção das imperfeições do solo é eficiente.

Rodas de liga leve de 17 polegadas têm acabamento diamantado


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19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de setembro de 2017

DENILTON DIAS

Detalhes fazem diferença, tanto a favor quanto contra Se por fora o Captur chama bastante atenção, por dentro ele se mostra bem mais discreto, sem a ousadia que dá o tom do estilo da carroceria. E o acabamento é não mais do que razoável: a combinação de peças em preto e bege ajuda a dar um aspecto mais refinado ao interior, mas os plásticos dos revestimentos das portas e da parte de baixo do painel são simples e um tanto ásperos ao toque, ainda que os encaixes estivessem precisos no veículo avaliado. Os bancos, que exibem uma forração mista de couro e tecido, agradável ao toque e aos olhos, são confortáveis. O do motorista conta com apoio de braço e ajuste

de altura, mas a posição de dirigir fica prejudicada pela ausência da regulagem telescópica da coluna de direção, que varia apenas em altura. A ergonomia também é comprometida pela posição dos botões do controlador de velocidade e da função Eco (que muda a programação de motor e câmbio para reduzir o gasto de combustível), parcialmente obstruídos pelo freio de mão. Por outro lado, o volante forrado em couro tem boa pegada, ao passo que o painel, que mescla velocímetro digital a um contagiros analógico, proporciona leitura simples e direta. A tela monocromática do computador de bordo, porém, é simplória e ultrapassada.

O espaço é, sem dúvida, o maior atributo do habitáculo do SUV da Renault. Mesmo adultos de grande estatura encontram boas acomodações no banco traseiro, ao passo que o ressalto pequeno na parte central do assoalho beneficia a área para as pernas e os pés do quinto ocupante. De quebra, todos contam com a proteção de cintos de três pontos e encostos de cabeça. O porta-malas também é generoso: com 437 L de capacidade, está entre os maiores da classe. A bordo, há outros 12 nichos destinados a levar pequenos objetos, número não mais que razoável para a proposta familiar do Captur. (AC)

RENAULT/DIVULGAÇÃO

Ficha técnica Motor: Dianteiro, transversal, 1,597 L, flex, com quatro cilindros e 16 válvulas. Potência: 118 cv com gasolina e 120 cv com etanol, a 5.500 rpm. Torque: 16,2 kgfm tanto com gasolina quanto com etanol, a 4.500 rpm.

DENILTON DIAS

Pacote de itens de série é coerente dentro da categoria

Revestimentos claros aumentam ainda mais a sensação de espaço

A versão Intense é a mais equipada da linha Captur, posicionada acima da configuração Zen. Além do motor 1.6, que equipava o veículo avaliado, ela é vendida também com um propulsor 2.0, esse associado a um câmbio automático de quatro marchas. Entre os itens de série, ela traz chave presencial com botão de partida, faróis e limpadores com acionamento automático, retrovisores com ajuste e rebatimento elétrico, ar-condicionado automático, sensores de estacionamento traseiros e câmera de ré e sistema multimídia com tela touch de 7 polegadas, com

Bluetooth, uma entrada USB e navegador GPS: fácil de usar, ela traz o ecoscoring e o eco-coaching, dois apps que ajudam a dirigir de modo econômico. Entre os itens de segurança, há quatro airbags (dois frontais e dois laterais), controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa e ganchos padrão Isofix para duas cadeirinhas infantis. Os únicos opcionais são o revestimento em couro dos bancos, que custa R$ 1.500, e a pintura da carroceria em dois tons (chamada de “biton” pela Renault), que adiciona R$ 1.400 ao preço do veículo. (AC)

Câmbio: Automático do tipo CVT com simulação de seis marchas.

Plásticos duros e um tanto ásperos são comuns na cabine RENAULT/DIVULGAÇÃO

Suspensão: Dianteira do tipo McPherson e traseira com eixo de torção. Freios: A discos ventilados na frente e a tambores na traseira, com ABS. Dimensões: 4,33 m de comprimento, 1,81 m de largura, 1,62 m de altura e 2,67 m de distância entreeixos. Peso em ordem de marcha: 1.286 kg. Tanque de combustível: 50 L. Porta-malas: 437 L.

Espaço no banco traseiro é um dos maiores da categoria


W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de setembro de 2017

Ford Cargo 1719

Versão para distribuir bebidas A linha de caminhões Cargo, da Ford, ganhou um integrante desenvolvido para realizar atividades de distribuição de bebidas: 1719 traz de fábrica uma preparação que inclui carrocerias rebaixadas e compartimentadas para oito ou dez pallets, o que facilita e agiliza a implementação. O veículo tem peso bruto total de 16 t, motor 4.5 de quatro cilindros com 189 cavalos de potência e transmissão manual de seis velocidades. FORD/DIVULGAÇÃO

Volare elétrico

super motor

Transporte

Origem chinesa com nacionalidade brasileira Foton inicia a venda do Minitruck e do Citytruck, seus primeiros caminhõesleves estrategicamente desenvolvidose produzidos no país Márcio Maio Auto Press

Apesar dos tempos difíceis para as vendas de caminhões no Brasil, há quem aposte que a crise pode ser uma boa hora para se reinventar. A Foton Caminhões parece acreditar nisso. A queda de 13,7% nos emplacamentos de cavalos mecânicos no país não fez com que a fabricante chinesa desistisse de investir em suas duas novas linhas desenvolvidas especificamen-

Coletivo em fase de testes

te para atender as necessidades de logística urbana e interurbana do Brasil. Tratam-se dos veículos Minitruck, de 3,5 t, e do caminhão leve Citytruck, de 10 t, agora ambos “made in Brazil”. “Conhecendo bem o mercado nacional, tomamos essa decisão porque enxergamos nesse segmento grande potencial para a entrada de novos produtos”, diz Luiz Carlos Mendonça de Barros, CEO da Foton Caminhões, que tem

23 revendas espalhadas pelo território nacional. O segmento de leves tradicionalmente responde por cerca de 25% dos emplacamentos de caminhões no Brasil e, durante os dois anos de retração do mercado interno, entre 2015 e 2016, foi o que menos encolheu. “Setores menos afetados com a crise, como o e-commerce, além da ampliação das áreas de restrições a caminhões de porte maior nos grandes centros urbanos, foram fatores que contribuíram para este segmento ser menos afetado pelo encolhimento econômico”, diz Barros.

Estratégia Desenvolvidos pela engenharia brasileira da Fo-

ton Caminhões em cooperação com a engenharia da Foton chinesa, os novos caminhões já estão em produção no Brasil com elevado índice de componentes nacionais – 65%, de acordo com a empresa. E, para agilizar a nacionalização de seus produtos, a empresa alugou uma linha completa da fabricante Agrale, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. “Esse é um importante marco na história da Foton no Brasil. A partir de agora, já temos produtos nacionais que podem ser beneficiados pelo programa Finame”, frisa Barros. Futuramente, a Foton pretende ter uma fábrica própria no país, o que permitirá aumentar o índice de nacionalização.

A prefeitura de Santos (SP) está testando um micro-ônibus elétrico. O veículo, desenvolvido pela empresa brasileira Volare e pela chinesa BYD, é equipado com dois motores de 90 kw (o que corresponde a cerca de 122 cv) e sistema de regeneração da energia. As baterias são à base de fosfato de ferro, têm tempo de recarga de cinco horas e dão autonomia de 250 km ao veículo. O fabricante planeja iniciar as vendas do veículo ainda em 2017.

Acidentes

Maiores riscos nas rodovias Com 3,5 toneladas de PBT, linha Minitruck são classificados como semileves A falta de atenção foi a principal causa de mortes (521 fatalidades) em acidentes envolvendo caminhões nas estradas federais em 2016, seguido por velocidade incompatível (424 mortes) e por ultrapassagem indevida (252 mortes). Dormir ao volante (162 fatalidades) provocou mais óbitos que dirigir alcoolizado (113 mortes). Os dados são do Atlas da Acidentalidade no Transporte, organizado pelo Programa Volvo de Segurança no Trânsito.

Veículos têm proposta de utilização prioritariamente urbana e interurbana

Linha tem mecânica distinta No caso do Foton Citytruck, parte da expectativa de aceitação está no segmento de bebidas. “Sua capacidade técnica, com 10,7 mil quilos, torna-o o caminhão leve com maior capacidade desse segmento”, garante Eustáquio Sirolli, gerente de engenharia de produto da Foton Caminhões. A linha Minitruck tem

três diferentes versões com capacidade de carga de 3.500 kg. São os modelos Foton Minitruck 3.5-12 DT, com entre-eixos de 2.600 mm, Foton Minitruck 3.5 – 14 ST, com entre-eixos de 3.360 mm e rodado simples, e Foton Minitruck 3.5-14 DT, com entre-eixos de 3.360 mm e rodado duplo no eixo traseiro. A moto-

rização dos Minitruck é de origem Cummins, um ISF de 2,8 L com sistema de injeção eletrônica common rail. A potência fica entre 111 cv e 131 cv, dependendo da versão. Já a transmissão manual de cinco velocidades é a robusta ZF 5S 400, com overdrive. O Foton Citytruck 10-16, produzido dentro da fábrica

da Agrale, tem motor Cummins ISF de 3,8 L com potência de 161 cv a 2.600 rpm, que atende com folga a legislação Proconve P7. O motor, com injeção eletrônica common rail, faz tratamento dos gases pelo sistema de póstratamento SCR. A transmissão é ZF 6S 500, uma caixa de seis velocidades, com overdrive. (MM/AP)

Trajetória A Foton chegou ao mercado brasileiro em 2011, com veículos importados da China. Desde então, vem atuando no segmento de caminhões leves, com Peso Bruto Total (PBT) entre 3,5 t e 10 t. Neste ano, começou a fabricar temporariamente os modelos Citytruck e Minitruck em Caxias do Sul (RS), em uma linha de produção da Agrale.


super motor

21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de setembro de 2017

FOTOS FOTON/DIVULGAÇÃO

Modelo Citytruck chega em versão única, enquanto o Minitruck tem três configurações diferentes

Bom conteúdo de série é estratégia conhecida Todos os caminhões nacionais da Foton trazem como itens de série ar-condicionado, vidros elétricos, travas elétricas das portas, rádio com MP3/USB, defletor de teto e embreagem servoassistida. “Tanto os modelos Minitruck 3.5-12 DT e 3.5-14 ST/DT como o Citytruck 10-16 chegam para estabelecer um novo patamar dos veículos premium para a distribuição urbana de carga, VUC e

transportes de curta e média distância”, exagera Eustáquio Sirolli, gerente de engenharia de produto da Foton Caminhões. Entra aí a lógica oriental comumente usada no Brasil entre as fabricantes automotivas, a de oferecer mais por menos, já que são componentes algumas vezes disponibilizados como opcionais pelas marcas que competem nesse segmento. (MM/AP)

Veículo é bem-equipado, apesar do visual interno careta


W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de setembro de 2017

Honda PCX

Linha 2018 chega ao mercado Novas opções de cores são as únicas novidades da linha 2018 do Honda PCX 150, que está chegando ao mercado. As versões mais sofisticadas passaram a contar com pintura azul escura perolizada, enquanto a configuração STD ganhou um novo tom prata fosco. Os preços para toda a gama foram mantidos: a versão STD é tabelada em R$ 10,3 mil, e a DLX, em R$ 10,8 mil. Produzida em Manaus (AM), a gama PCX lidera as vendas do segmento de scooters no Brasil. HONDA/DIVULGAÇÃO

Recall

Triumph convoca Street Cup A Triumph anunciou um recall para a Street Cup. A ação, que envolve motocicletas fabricadas em 2017, com numeração de chassi de SMT 780697 a 837579, foi causada por uma falha elétrica: o comprimento insuficiente da fiação do pisca-alerta pode fazer com que a própria movimentação do veículo danifique esses componentes e impeça que a luz seja acionada. Informações pelo telefone 0800 727 2025 ou pelo e-mail sac.triumph@ europ-assistance.com.br.

super motor

Moto

Ponto futuro sem negar o passado

Low Rider foi um dos modelos da linha Softail a passar pelas mudanças

Harley-Davidson marca seu 115º aniversário com a modernização completadas linhas Touring e Softail; aotodo, 13 modelosda marcapassaram porrenovação Victor Alves Auto Press

Para marcar seus 115 anos, a Harley-Davidson anunciou uma estratégia de total renovação na gama de seus produtos. A fabricante de motos norte-americana reduziu o peso dos modelos e criou novos chassis e motorizações, além de melhorar os sistemas de suspensão – desenvolvimentos que já tinham sido apresentados nas motocicletas mais sofisticadas da linha Touring. Agora, a novidade alcança outros modelos Touring, além de modificar intensamente os modelos da linha Softail. Ela também passa a dispor dos motores Milwaukee-Eight. Tudo isso

como celebração aos 115 anos de história da emblemática marca. Os novos modelos Street Glide Special e Road Glide Special da linha Touring se distinguem por um aspecto mais agressivo. As principais renovações nessas duas são no sentido estético, pois trazem combinações de cromado e tonalidades em preto que se estendem desde os faróis até a parte traseira, incluindo abertura do motor, tampa do filtro de ar e os protetores dos escapes. Outras novidades mecânicas são a incorporação de um novo sistema de conectividade Bluetooth e suspensão de dupla válvula na dianteira e com calibração manual

na traseira.

Chassi também é novo No caso das integrantes da família Softail, a renovação estética busca um ponto médio entre o desenho mais clássico e a linha mais moderna da Dyna. Mecanicamente, elas trazem a estreia de um chassi de aço com rigidez 65% maior e a presença de um novo jogo de suspensão dianteira e traseira. Esse conjunto, de acordo com a Harley-Davidson, foi desenvolvido para ser mais curto e aumentar a capacidade de torção de que necessitam os motores de dois cilindros em V Milwaukee-Eight 107 (1.746 cm³) e Milwaukee-Eight 114 (1.868 cm³), de duplo balanceador.

EDUARDO ROCHA/CZN

Softail Deluxe é uma das motos de design mais tradicionais da Harley-Davidson

A Fat Bob, por outro lado, é bem mais ousada, contrariando alguns puristas


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23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de setembro de 2017

FOTOS HARLEY-DAVIDSON/DIVULGAÇÃO

Touring Road Glide Ultra é uma motocicleta de grandes dimensões, com proposta estradeira

Apresentação Lançamento. Os 13 novos modelos da Harley-Davidson – oito da gama Softail e cinco da Touring – foram apresentados de uma só vez em Los Angeles, nos Estados Unidos. Todos eles integram a linha 2018, que fabricante oferecerá na América do Norte.

Com pintura toda em preto, Street 750 tem “cara de má”

Design não abriu mão do estilo típico As oito motocicletas da família Softail apresentam uma notável troca nas linhas de desenho em relação a suas antecessoras. Fat Boy, Heritage Classic, Low Rider, Breakout, Deluxe, Street Bob, Fat Bob e Softail Slim tiveram uma

renovação específica, mas compartilham elementos como faróis em LED, painel e tanque de gasolina redesenhados e redução de peso de até 7 kg. Tanto as renovadas Softail quanto as Touring estão previstas para chegar ao mercado

norte-americano no final deste ano. Futuramente, a HarleyDavidson pretende expandir a comercialização dos modelos para outros mercados, entre os quais, muito provavelmente, o brasileiro. (VA/AP)


24 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia 9 de setembro de 2017

Belo Horizonte


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Pampulha, sábado - 09/09/2017 by Tecnologia Sempre Editora - Issuu