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SIGA OS PASSOS DE JANE AUSTEN NO SUL DO REINO UNIDO ... Páginas 6 a 8
À MEIA-NOITE DESTE SÁBADO (14), ADIANTE O RELÓGIO EM UMA HORA
OBRA-PRIMA DA ÓPERA DOS EUA, ‘PORGY AND BESS’ É MONTADA EM BH ... Página 16
pampulha 14 a 20 de outubro de 2017 ANO XXVII número 1420 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE FERNANDA TRANCOSO/DIVULGAÇÃO
Ana Luiza Palhares comanda o blog Cinderela de Mentira, em que defende o respeito à aceitação do corpo
O PESO DA INTOLERÂNCIA Gordofobia cresce no país; mais do que afetar a autoestima de quem sofre o preconceito contra pessoas gordas, hostilidade adoece e prejudica vida profissional das vítimas
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opinião
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 14 a 20 de outubro de 2017
VITTORIO MEDIOLI
A SEMANA “Não acredito que nenhum homem do século XXI se choque com o que viu aqui”
Editorial
Alexandre Kalil, prefeito de Belo Horizonte, após visitar a exposição “Faça Você Mesmo sua Capela Sistina”, de Pedro Moraleida, no Palácio das Artes. Mostra provocou protestos de grupos conservadores, que acusaram obras de incentivar “pornografia, pedofilia, ataque ao cristianismo, zoofilia e drogas”
Dias de amargura
VINCENZO PINTO/AFP
E
nfrentamos há duas semanas acontecimentos assustadores e que não espantaram mais por estarmos numa época de calamidade generalizada, em plena overdose de notícias aterrorizantes. Leva ao espanto: será verdade? A que ponto chegamos? A semana iniciou-se com 59 pessoas exterminadas e 527 baleadas em Las Vegas, pior que filme de terror. No país que não sabe conter e disciplinar a compra de armas, dá nisso mesmo. Aqui, até as Olimpíadas do Rio de Janeiro, que se encerraram aplaudidas no mundo todo com o discurso de Carlos Nuzman, mostrou tratar-se de um evento inserido nos propinodutos e no mar de corrupção. Parece que, como em outros fantasmagóricos projetos do quilate do pré-sal, do Mundial de futebol, da transposição, dos aeroportos no deserto e de inúmeras obras públicas, por detrás a motivação é criar vórtices, entre urgências patrióticas, para tragar montanhas de recursos públicos. Mais uma do aloprado Sérgio Cabral. O império da corrupção onipresente revelou mais essa faceta até então desconhecida. Atrás da fachada “Olimpíadas”, mais um esquema para desviar bilhões em recursos amputados das contas de alívio à miserabilidade. Abateram-se sobre os cidadãos mais revelações e gravações de acertos criminosos que apresentam figuras sem escrúpulos e sem moral, comungando o des-
lumbre para riqueza e luxo, absolutamente incompatíveis com suas funções públicas. Não bastasse isso, o incorrigível Congresso Nacional aprovou, e o presidente sancionou, o financiamento público de campanhas eleitorais com R$ 1,7 bilhão. Isso para os partidos bancarem suas eleições de 2018 e sem adotar qualquer medida que diminua os gastos e enquadre em regras austeras as eleições. Coloca-se o povo a bancar as eleições retirando R$ 500 milhões das emendas orçamentárias dos parlamentares, ou seja, recursos destinados às obras aguardadas pelo povo dos Estados e dos rincões. Outro acinte foi não possibilitar o voto nominal de uma matéria dessa importância. O que se consumou foi a perda de um recurso para inserir mais de 700 mil crianças, hoje excluídas das creches, entre os milhões de não atendidos, exatamente por falta de verbas. A criação de mais esse fundo é execrável, aprovado anonimamente no apagar das luzes de uma semana sofrida. Mas ficou claro que os mesmos demagogos que condenavam o “distritão misto”, como solução de país subdesenvolvido, conseguiram fazer muito pior: dar a cada um dos parlamentares R$ 2 milhões para se perpetuarem no cargo em 2018 ou levar bolada para casa. Ainda proibiram as candidaturas avulsas, que constituem um direito nas mais livres democracias, para não se submeter aos esquemas das organizações partidárias. Isso, sim, de país de Terceiro Mundo que tem uma casta incrusta-
da no poder. Outro capítulo da semana: Cesare Battisti, interceptado tentando atravessar os confins do Brasil. Um assassino que matou pelas costas quatro pessoas e deixou um rapaz paraplégico na Itália. Uma figura que foi protegida, pelo governo brasileiro, para ser subtraída à Justiça de seu país. O Brasil mostrou ser generoso com assassinos perversos, e ao mesmo tempo cruel com sua população mais carente, privando-a de R$ 1,7 bilhão. Isso tudo para os desavisados não tem relação com a tragédia de Janaúba, com o extermínio de criancinhas queimadas vivas por um desgraçado que se suicidou em seguida. Entretanto, cada sociedade constrói seu destino com suas energias positivas e infelizmente negativas, seus vícios e egoísmos. Produz os efeitos e seus méritos. Não há evento que não tenha um peso direto no conjunto e especialmente as ações de seus membros mais importantes, dos líderes, das elites da nação. Daqueles que, elevados às alturas, são responsáveis por dar um exemplo. Nessa época se artificializa e se dissimula, e nosso povo é vítima assim de desleais, de seres vorazes e sem sentimentos. E, quando isso acontece, o destino se apresenta, a Gomorra se aproxima da destruição. Tirando os poucos parlamentares que prestam, os partidos dominados pela ganância devem ser enfrentados com as armas da democracia. Cassados pelo voto popular. Criando uma corrente que se negue a votar em quem destrói a nação e quem faz uso da verba tirada dos inocentes.
vittorio.medioli@otempo.com.br Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180
“Não se deixem vencer pelo desânimo” Papa Francisco, em mensagem pelo Jubileu de 300 anos de Nossa Senhora Aparecida; pontífice afirmou ainda que o Brasil necessita de homens e mulheres cheios de esperança e firmes na fé para vencer o egoísmo e a corrupção
Admar Gonzaga, ministro do Tribunal Superior Eleitoral, defendendo-se da acusação de que teria agredido a mulher
ESCLARECIMENTO Diferentemente do que foi publicado na edição 1.419 do Pampulha, de 7 a 13 de outubro, o Instituto Mário Penna informa que realiza mamografias durante todo o ano, via particular, convênios e SUS. No mês de Outubro, o instituto realiza o Outubro Rosa, campanha pontual com objetivo de promover a prevenção ao câncer de mama. Neste período, são disponibilizadas vagas de exames gratuitos de mamografia, sem a necessidade de passar pelos processos exigidos pelo SUS.
GERENTE COMERCIAL Alessandra Soares
PRESIDENTE Laura Medioli
GERENTE INDUSTRIAL Guilherme Reis
VICE-PRESIDENTE Marina Medioli
GERENTE DE CIRCULAÇÃO Isabel Santos
DIRETOR EXECUTIVO Heron Guimarães
GERENTE DE TECNOLOGIA Fábio A. Santos
Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não refletindo, necessariamente, a opinião do jornal.
Deltan Dallagnol, coordenador da Lava-Jato, ao criticar decisão do STF que determinou que medidas cautelares contra deputados e senadores devem receber aval do Congresso. O principal beneficiado da decisão é o senador Aécio Neves (PSDB-MG), alvo de decisão da Primeira Turma do tribunal que impôs a ele um recolhimento domiciliar noturno.
“Não são fatos, mas a versão expressa por uma pessoa acometida de grave crise de ciúmes e que havia degustado algumas taças de vinho a mais... Tal lesão (olho roxo) foi causada pelo tombo que se sucedeu ao escorregão que sofreu sobre o Listerine e que a levou a bater com o rosto na banheira”
FUNDADOR Vittorio Medioli
Distribuição gratuita
“Não surpreende que anos depois da Lava-Jato os parlamentares continuem praticando crimes: estão sob suprema proteção. Parlamentares têm foro privilegiado, imunidades contra prisão e agora uma nova proteção: um escudo contra decisões do STF, dado pelo próprio STF ”
EDITORA EXECUTIVA Lúcia Castro SECRETÁRIA DE REDAÇÃO Michele Borges da Costa ADJUNTO DA SECRETARIA DE REDAÇÃO Murilo Rocha CHEFE DE REPORTAGEM Renata Nunes EDITORA Marília Mendonça REDATORAS Jessica Almeida, Lorena K. Martins e Patricia Cassese
COMERCIAL Fone: (31) 2138-3900 Fax: (31) 2138-3920 REDAÇÃO E INDUSTRIAL Fone: (31) 2101-3000 Fax: (31) 2101-3950 ATENDIMENTO Fone: (31) 2101-3838 INTERNET faleconosco@jornalpampulha.com.br facebook.com/pampulhajornal Twitter: @jornalpampulha
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GORDOFOBIA> Preconceito ou intolerância contra pessoas gordas gera de doença a desemprego
Não à pressão estética CESAR TROPIA/DIVULGAÇÃO
Patrícia “Não é sobre Cassese ser gorda. É sobre o peso de se estar acima de um peso”. A frase é um trecho da música “Carta à Boa Forma”, da cantora paulista Anná. O refrão propõe a aceitação em meio a uma letra que desafia: “Você sabe o que é olhar para o espelho e desejar que aquele corpo não fosse o seu?”. A cantora mineira Ana Cristina viveu isso na infância. “Sempre fui a menininha acima do peso e de cabelo crespo, portanto, alvo de implicâncias – na época não se falava bullying”, lembra. E não, os alertas não tinham a saúde da menina como foco. “Era a imagem que preocupava”. Nos Natais, ela ouvia os apelidos habituais, como “bujão de gás”. E, claro, sofria. Ana é exemplo de um preconceito que se tornou mais falado nos dias atuais, embora já esteja em repertório há tempos: a gordofobia, preconceito ou intolerância contra pessoas gordas que não poupa nem famosas como a cantora Rihanna. Basta digitar o nome dela no Google e já vem o preenchimento automático: “Rihanna gorda”. Mais que afetar a autoestima de quem sofre com os ataques de preconceito, a gordofobia tem efeitos mais graves do que se imagina. Eles podem ser sentidos na vida emocional e profissional da pessoa obesa. Uma pesquisa da Universidade Cornell aponta consequências especialmente para as mulheres. As obesas em geral têm 50% menos chances de frequentar o ensino superior, 20% menos chances de se casar, sete vez mais chances de ter depressão e recebem 9% a menos que mulheres não obesas. A atriz global Mariana Xavier foi vítima recente do preconceito: ao postar uma foto de calcinha e sutiã, “ganhou”, de uma internauta, o emoji “baleia”. E devolveu: “Hoje sou mais gorda, mas também mais amada, espiritualizada, bem-sucedi-
da, mais realizada, mais bonita e feliz”. Mas nem todos têm esse jogo de cintura – em particular, se são crianças. “Essa cobrança na infância é muito cruel”, reafirma Ana Cristina, acrescentando que, no seu caso, ninguém a defendia. Na escola, chegou a apanhar por ser gordinha. Mas as armas mais frequentes eram mesmo as palavras. “Diziam que não ia me casar nunca. Aí, entrei no modo negação (de si), aceitei isso e virei ‘vela’ das amigas. Hoje, pelas fotos, vejo que nem era tão gorda como me via. Por isso gosto de bater nesta tecla, a de poupar as crianças”. A psicóloga Fabiana Cerqueira endossa: “A infância, sabemos, é um momento de formação, na qual as experiências vivenciadas podem deixar marcas no decorrer da vida. E alimentar essa coisa do padrão magro, vamoscolocar assim, pode ter consequências trágicas, nefastas”. A Universidade da Pensilvânia, aliás, divulgou, no início do ano, um estudo que atesta que o preconceito sofrido pelas pessoas gordas é mais maléfico à saúde delas do que a obesidade em si. Além disso, os efeitos da gordofobia também podem ser sentidos na vida emocional e são capazes de abalar o psicológico. “GORDA”/“GROSSE” Anná enfatiza que compôs uma outra canção sobre o tema, “Grosse” (“gorda”, em francês”). “Fala da minha experiência de criança gorda na aula de balé, um ambiente muito hostil”, diz ela, lembrando de frases como “Corpos gordos não podem usar sapatilha de ponta, meia calça clara ou collant apertado”. “Nem dançar de verdade”. Nas telas e papéis, a intolerância também se reverbera. “As mulheres que nos mostram não são reais. Para começar, não existe celulite nem pelos em capas de revistas. Tudo isso desencadeia um efeito borboleta de baixa auto-estima. E, daí, a busca por corpos irreais”. Busca que, acrescenta Anná, nunca chegará ao fim. “Porque sempre tem que perder um pouquinho na barri-
BOMBARDEIO MIDIÁTICO, FOBIAS E CONSEQUÊNCIAS Recentemente, Anná achou uma foto sua aos 15 anos. “Vestia 38, me achava muito gorda e, pior, muito feia. A diferença é que hoje, para mim, não é ofensa ou problema ser gorda. Não vou deixar de conseguir nada por não vestir 38. Existe a cobrança hoje e existia quando vestia 38, mas minha cabeça não é mais igual”. No passado, Anná chegou a desenvolver bulimia. “Só
guém mais vai ser igual a você. E não precisa querer ser igual a ninguém”, diz. Ana Cristina ressalva: “É claro que incentivo a vida saudável e a prática de atividades físicas”. Mesmo caso das influenciadoras Larissa Andrade,19, e Ana Luiza Palhares,22.Larissa,por exemplo, não bebe refrigerantes nem gosta de frituras. Ana Luiza faz academia, zumba e tenta manter a alimentação regrada. As duas estão com os exames em dia. Aliás, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 30% dos obesos podem ter perfil metabólico e cardiovascular dentro da normalidade.
O PESO DO PRECONCEITO Emprego Em 2011, cinco professoras aprovadas em concurso não puderam entrar para o funcionalismo paulista devido à obesidade. Avião Grandes companhias aéreas, como a americana United Airlines, já cobram dos gordinhos uma poltrona extra
para deixar pessoas muito acima do peso viajar Pesquisa A busca pelo padrão ideal de beleza faz vítimas. Em São Paulo, segundo pesquisa da Casa do Adolescente, 77% das adolescentes apresentam propensão a desenvolver algum distúrbio alimentar * Fonte: Revistas Galileu e Superinteressante
ESTRANHAMENTO Há 15 dias, Ana Cristina percebeu o estranhamento de uma criança diante da informação de que ela era cantora. “Ela me contou que também queria ser uma, mas que a mãe havia dito que, para tal, teria que ser magra. Ando vendo crianças de 7, 11 anos, preocupadas em emagrecer”. A cantora, Ana Cristina diga-se, resol“Minha preocupaveu perdoar ção maior é com a as alfinetadas pressão em cima familiares do das crianças” passado – embora confesse, de início rindo, que há membros que evita encontrar. “Fiz terapia, mas há feridas profundas, que não curam”, diz, agora entre lágrimas. Fabiana adverte que o tipo de crítica que Ana Cristina vivenciou afeta diretamente, a autoestima. “Se a criança está aciga, ganhar um pouco no pei- ma do peso, e se isso é to, e por aí vai”. Com “Gros- apontado como ruim, ela se”, Anná busca, pois, ameni- vai se enxergar como uma zar essa pressão. “Ou pelo me- pessoa ruim, que está fanos mostrar que ela existe e zendo errado”. O que poque a gente não precisa se de ter desdobramentos. submeter a ela”. “A formação dessas crianÉ um processo, salienta, ças pode ficar abalada. E de dentro para fora. “De ven- outro ponto: que relação cer as pressões externas para ela vai estabelecer com a descobrir o que realmente é comida?” E essa resposta, bonito dentro de cada uma. diz, se dará lá na frente, Não existe um padrão de bele- podendo redundar em caza. Existe o seu padrão, você sos de anorexia, bulimia e é linda do jeito que é e nin- até obesidade mórbida.
me sentia bonita quando não tinha nada no meu estômago. Isso é resultado de anos de bombardeio midiático”. Um bombardeio que, lembra, pode matar. “Anorexia, bulimia e até suicídio por baixa auto-estima são uma realidade, principalmente na adolescência”, brada ela, que se revolta ao lembrar de baladas que barram “gente gorda”.
“Sim, estamos em 2017. Chega!” Vale lembrar que essa atitude pode ser enquadrada como criminosa, segundo o artigo 140 da Constituição, que entende como “crime contra a honra” o ato de “injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro”. No ambiente profissional, a pesquisa “Profissionais Brasileiros — Um Panorama sobre Contratação, Demissão e Carreira”, aplicada pelo Instituo Catho em 2013, apontou que 6,2% das empresas assumiram não contratar pessoas obesas.
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GORDOFOBIA> Em blogs e canais do Youtube, meninas empoderadas dão o grito pela aceitação
‘Preciso ir à praia de burca?’ ACERVO PESSOAL
Pode parecer coincidência o fato de haver dois blogs mineiros que levantam a bandeira da auto-estima e que, no nome, fazem menção a uma das princesas mais evocadas no imaginário coletivo: Cinderela. Mas, bem: é uma provocação. Aos 19 anos, a estudante de jornalismo Larissa Andrade é o nome por trás do Falsa Cinderela. Já Ana Luiza Palhares, 22, que atua na área de marketing, comanda o Cinderela de Mentira. As duas dispensam eufemismos: estão, sim, acima do peso. E defendem veementemente o respeito à aceitação do corpo. “Brinco que sou uma Cinderela de tênis”, diz Ana Luiza, que, como Larissa, também disponibiliza vídeos na web. Foi justamente um desses que deu impulso à sua carreira na blogosfera. “Era sobre os clichês que toda gorda ouve, como: ‘com um rosto tão lindo, por que não emagrece?’. Após ele, recebi um monte de emails ou mensagens inbox de pessoas que estavam acima do peso e não se aceitavam”. Ana Luiza pontua: “Veja, é um direito da pessoa não estar satisfeita com seu corpo, mas é preciso ver de onde essa insatisfação está vindo. Se está se comparando a outras pessoas, se busca um padrão imposto pela mídia...”. Aliás, vale dizer que Ana costuma andar na contramão de padrões impostos. “O que a moda diz para não usar, vira inspiração e coragem”. Caso do maiô com fundo claro que ela postou. “Teoricamente, eu nunca poderia usar. Mas se formos pensar assim, quem está acima do peso tem que ir à praia de burca?”, problematiza. Mas que fique claro: como todo ser humano, Ana Luiza alterna seus dias de glória com os revezes. “É uma construção. Mesmo porque, vivi mais de 20 anos me achando horrível”, diz ela. Patrícia Cassese
FALSA CINDERELA Com quase 50 mil seguidores no seu canal, o Falsa Cinderela, Larissa conta que, à época que o criou, esse universo ainda não estava descortinado. Ela mesma não tinha uma referência. “Hoje, é lógico que ainda aparecem comentários maldosos. Mas do tipo: ‘você é gorda’. Ora, isso é um fato! Não me ofende. Sou gorda, ponto. Mas os elogios são
Larissa Andrade A estudante já foi procurada por meninas que disseram ter pensando em desistir de tudo por conta da nãoaceitação do corpo
CINTIA RIZOLI/DIVULGAÇÃO
Jéssica Balbino: “Até mesmo oportunidades de emprego são negadas com base na aparência”
‘É bem difícil sair ilesa’ A questão da gordofobia é tão latente que a cineasta Vanessa Del Negri decidiu transpô-la para o cinema. “Gorda”, curta de caráter documental, está em fase de edição. O filme aborda o preconceito com um viés documental por meio de cinco meninas “que convivem com o fato de serem gordas, ou que se tornaram com o tempo”. “Mas não vitimizamos elas. Todas entendem que o lugar delas na sociedade é esse e lutam para conseguir o respeito e a dignidade que merecem ter como ser humano” Vanessa diz que as meninas falam com propriedade da questão. “Tem a Rachel Patrício, por exemplo, que desenvolve projeto referente a inclusão, como macas nos hospi-
tais e cadeiras especiais em restaurantes”, lista. Aos 32 anos, a jornalista Jéssica Balbino sabe bem desses desafios. Ela conta que todos os dias nada no mar de ódio e preconceito contra os gordos. “É bem difícil sair ilesa no final do dia. O que me deixa cansada é justamente essa tentativa de deslegitimar a fala, a luta, a causa”. Quarta-feira passada, Jéssica viu, no Facebook, um vídeo de uma marca de comidas e materiais fitness que trazia a representação de uma mulher gorda, nua. “Como uma massa amorfa de gordura. Nele, a figura aparece dançando em meio a batatas-fritas, com uma pizza enfiada no ânus, entre outras coisas que apenas
ridicularizam a mulher fora do padrão”, indigna-se. Jéssica decidiu denunciar a iniciativa. “E qual não foi a surpresa ao ver que a maior parte dos comentários fala de vitimismo, mimimi...”. Para ela, a sociedade nega as pessoas gordas todo o tempo. “Quantas protagonistas gordas você já viu em séries, filmes e/ou livros e que tivessem uma vida normal, sem que o foco fosse sobre o corpo delas?”, desafia. “É como se você não pudesse existir”, prossegue. “E a sociedade reforça isso não fazendo roupas que te sirvam, bancos que te aguentem, cintos de avião, catracas nas quais você passe. Grita o tempo todo que ou você é magra ou tem que viver reclusa”.
incríveis. Todo santo dia recebo directs no Instagram, e não estou me fazendo de famosinha – nem tenho tantos seguidores assim”. Larissa labuta para que, solidificando a autoestima de outras garotas que não se enquadram nos padrões da sociedade, essas não sofram episódios como o ocorrido quando planejava a sonhada festa de 15 anos. “É um clichê, mas eu queria, e meus pais apoiaram – mesmo porque, quando jovem, minha mãe não tinha vivido isso”. Qual não foi a surpresa ao ouvir uma colega de escola comentar: “Imagina aquela gorda usando corpete de debutante?”. “Fiquei muito mal e na hora quis cancelar tudo”. O difícil foi explicar à mãe a mudança de planos. Ela até tentou alegar que preferiria fazer uma viagem, mas não convenceu a genitora, que, claro, compartilhou a decepção quando o real motivo veio à tona. No dia do aniversário, porém, Larissa voltou atrás e decidiu sim, comemorar. Com corpete e tudo a que tinha direito. A festa, um mês depois da data oficial, teve um componente surpresa: a presença da garota que detonou o conflito interno com seu comentário infeliz – ela foi de penetra. MOVIMENTOS A psicóloga Fabiana Cerqueira lembra que a internet acentuou a exposição dos corpos e, em decorrência, a busca pelo corpo dito “perfeito”. “Que seria o magro, o jovem”. Mas ela salienta que estabelecer uma ligação direta desse corpo com um padrão de saúde é um grande equívoco. “Se a pessoa está acima do peso, tem-se uma ideia de que ela não cuida da sua saúde, o que alimenta esse imaginário coletivo do corpo magro, o que deve ser alcançado”. Ao mesmo tempo, ela ressalta que a sociedade vem dando mais espaço a outras belezas fora dos estereótipos vigentes. “Caso dos desfiles do recente São Paulo Fashion Week, com vários padrões de beleza na passarela”. Mas ela adverte: “A gente está num momento de passagem. Certamente, não vamos colher os resultados agora. Mas vamos ver o que vai ser disso”. Os avanços, entende, ainda são poucos. “Mas não tem como desconsiderá-los. Acho que é uma porta que está se abrindo e que está dizendo de algo muito interessante”, finaliza.
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
(CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
Relógio biológico
Soltar emoções pode melhorar desempenho
N
este mês de outubro, foi concedido o prêmio Nobel de Medicina de 2017 a três norte-americanos pelas pesquisas relacionadas ao nosso relógio biológico. Vamos ver na coluna desta semana a importância deste “relógio interno” para nossa saúde e bem-estar geral. O relógio biológico é um mecanismo regido pela sequência das horas do dia, que está presente em todos os seres vivos regulando todas as atividades do organismo. A região que controla nossos ritmos biológicos fica no cérebro e se chama hipotálamo. E é a partir desta estrutura que são disparados as sequências para dar conta destes ritmos biológicos, como os horários de dormir e acordar, de comer, esvaziar a bexiga, o intestino e também na produção de diversos hormônios – cortisol, adrenalina, melatonina, o hormônio do crescimento e da tireoide etc. São nossos genes que controlam estes processos e, portanto, ocorre de forma diferente em cada um de nós. Isto explica porque algumas pessoas preferem acordar e dormir cedo, funcionando melhor nas primeiras horas do dia, enquanto outras têm melhor rendimento à noite. Para gozar de uma boa saúde, é fundamental que o nosso relógio biológico permaneça sincronizado. E isso não é uma tarefa simples nos tempos atuais. Necessita de manter uma rotina dedicada. A hora do desAh! Só para canso, especialmente lembrar, o do sono e do repouso semanal, é importanhorário de verão tíssima para manter se inicia à as funções biológicas no ritmo certo. Uma meia-noite rotina irregular pode, deste sábado no longo prazo, desregular estas funções, (14). Fique de desencadeando diverolho no seu sos problemas de saúde como depressão, relógio interno. doenças cardíacas, piora ou exacerbação do diabetes, dependência química de álcool e outras drogas, além do câncer. Neoplasias ligadas à desregulação do relógio biológico? Isso mesmo! Diversos estudos fazem este tipo de ligação. Uma pesquisa com enfermeiras publicada em 2001 na revista do “National Institute of Cancer” (EUA), por exemplo, mostrou que a probabilidade de câncer de mama em mulheres que trabalhavam à noite era até 50% maior do que a média. Entretanto, diversas empresas necessitam trabalhar em turnos, não por que querem, mas por necessidade operacional. Então, o que podemos fazer para minimizar este problema? Para a maioria das pessoas, ficar exposto à luz solar sempre que possível durante a manhã. Ao voltar para casa, no fim do dia, evitar o excesso de luz e o uso de equipamentos eletrônicos (PCs, tablets e Smartfones). O quarto deve ficar totalmente escuro na hora de deitar. Não se alimentar tarde demais, bem como não praticar exercícios físicos antes de dormir. Importante: não acordar em horários diferentes no fim de semana. É preciso manter uma rotina, pensando sempre que a regra número 1 do relógio biológico são as boas horas de sono. Sem elas, todas as demais funções ficarão desreguladas ao longo do dia. Com o relógio biológico desregulado, você ficará literalmente “arrastando correntes” no dia seguinte. Ah! Só para lembrar, o horário de verão se inicia à meianoite deste sábado (14). Fique de olho no seu relógio interno. Faça uma boa semana.
ARQUIVO/STOCKXPERT
Desabafo: Estudo aponta o lado bom de extravasar os sentimentos no ambiente profissional e mostra que atitude pode ser frutífera
Nãosedeixar levarpelolado racionalpode ajudaratomar boasdecisões Hora de pegar a caixinha de lenços. Colocar para fora as emoções durante o trabalho ou estudo pode ajudar a aumentar o desempenho depois de um situação negativa. Essa saída seria melhor do que tentar racionalizar o momento de tensão. A sugestão é de pesquisadores da Universidade de Kansas, nos EUA. Eles tentaram entender como os norte-americanos estão administrando seus nervos durante o expediente e as aulas. Os cientistas realizaram três experimentos. Neles, universitários foThuany Motta
ram obrigados a realizar determinadas tarefas. Numa, os alunos foram convidados a pesquisar online sobre um liquidificador e informar o preço mais baixo que poderiam encontrar, com a possibilidade de ganhar um prêmio em dinheiro. Entretanto, a busca de preços foi manipulada, e um computador informaria a todos que o preço mais baixo era US$ 3,27 a menos do que o que eles encontrariam. Ninguém ganhou o prêmio. Em seguida, alguns participantes foram orientados a focar apenas nas emoções ao falarem dos resultados. As mais relatadas foram raiva, tristeza, frustração e resignação por causa do erro na atividade. Ao outro grupo, foi pedido que se concentrasse na resposta cognitiva, racionalizando os motivos do deslize. Durante a tarefa seguinte – semelhante à anterior –, os estudantes que se le-
varam pela resposta emocional encontraram razões mais certeiras do que aqueles que enfatizaram uma resposta cognitiva. Os resultados indicam que se deixar levar pelas emoções após uma falha pode ajudar na tomada de decisão futura de forma positiva, pelo menos se a atividade for similar àquela feita anteriormente. A PSICOLOGIA POR TRÁS Não há como distanciar emoção e razão, de acordo com a psicóloga Sílvia Marques, da Universidade Esta-
TRABALHO Brasil De acordo com dados do INSS, 62,3% de todas as licenças em 2016 foram motivadas por transtornos mentais e comportamentais, como depressão e ansiedade.
dual Paulista (Unesp). “É querer despersonalizar o ser humano. As reações afetivas são importantes porque as pessoas não são ‘ilhas emocionalmente isoladas’. Elas levam suas emoções e mentes para o trabalho ou qualquer outro lugar em que estiverem”, aponta. Dentro desse contexto, a especialista oferece uma explicação para o resultado da pesquisa. “Negamos a nós mesmos por termos medo de lidar com situações que, de qualquer modo, já se fazem presentes nos incomodando. Quer seja prazer ou dor, existe medo do movimento que pode gerar esse tipo de autoconhecimento”, diz. E prossegue: “Quando entra em contato com as emoções, sabendo lidar com elas, a pessoa passa a interpretá-las de modo racional e, principalmente, sem tentar negá-las. Isso leva a um poder de análise e decisão maior”, diz.
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Utilizar inteligência emocional o deixa à frente na empresa Quem sabe usar a seu favor a inteligência emocional está alguns passos adiantado em relação aos colegas de trabalho – mesmo que eles tenham raciocínio mais afiado. Nesse sentido, o Quociente Emocional (QE) pode ser mais decisivo para o sucesso na carreira do que o famoso Quociente de Inteligência, ou QI. Uma pesquisa, organizada pela empresa de consultoria norte-americana TalentSmart e divulgada no site Ladders, aponta que aproximadamente 90% dos profissionais mais bem-avaliados por seus empregadores administram bem suas emoções. Por outro lado, apenas 20% dos funcionários com desempenho abaixo da expectativa apresentam a mesma habilidade No mesmo estudo, foi revelado que as pessoas com alto grau de inteligência emo-
cional ganham mais dinheiro – uma média de US$ 29 mil por ano – do que pessoas com um baixo grau de inteligência emocional. Outro dado é que ela é a base para um leque de habilidades determinantes: afeta a maioria de tudo o que se diz e se faz. Além disso, o vínculo entre inteligência emocional e ganhos é tão direto que cada ponto aumentado nesse conceito acrescenta US$ 1.300 a um salário anual. As descobertas são válidas para pessoas em todo o mercado de trabalho, em todos os níveis, em todas as regiões do mundo. No fim do estudo, a empresa afirmou que não conseguiu identificar uma profissão na qual o desempenho e o pagamento não estivessem intimamente ligados à inteligência emocional.
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
CORAÇÃO E MENTE Saiba usar a inteligência emocional para alcançar o equilíbrio nos compromissos
NEUTRALIZE PESSOAS “TÓXICAS”
NÃO BUSQUE A PERFEIÇÃO
NÃO CULTIVE RANCORES
Diante da inevitabilidade dos problemas, não se queixar sobre o passado e simplesmente seguir em frente
Quem consegue dominar seus próprios sentimentos, naturalmente, prefere fugir dessas fontes de mal-estar
SEJA CAPAZ DE DIZER “NÃO”
Ao lidar com colegas ou chefes difíceis, identificar os próprios sentimentos, como frustração ou raiva, e impedir que eles se transformem em descontrole
Rejeitar novas tarefas e compromissos de forma assertiva é difícil, mas traz ganhos importantes para a saúde física e mental
DESCREVA SUAS EMOÇÕES COM PALAVRAS PRECISAS
Oferecer ajuda sem pedir nada em troca é característica de quem tem inteligência emocional
Pessoas com inteligência emocional administram os próprios sentimentos, porque sabem exatamente quais são eles
SEJA GENEROSO
FONTE: SÍLVIA MARQUES, PSICÓLOGA/TRAVIS BRADBERRY, COAUTOR DO LIVRO “EMOTIONAL INTELLIGENCE 2.0”
PERDOE A SI MESMO Quem tem domínio sobre o que sente costuma lidar com seus próprios fracassos de forma tranquila – mas não ignorá-los
CONHEÇA O SEU LADO MAIS FRÁGIL Saber quais são suas principais vulnerabilidades é essencial na hora de administrar o comportamento
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sociedade
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DOLCEVITA
Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com EDY FERNANDES
RICO RI À TOA
E
sta semana, o norteamericano Richard H. Thaler, de 72 anos, ganhou o prêmio Nobel de Economia, unindo economia e psicologia. Com bom humor, disse que gastará a bagatela de US$ 1,1 milhão “tão irracionalmente quanto possível”.
um, todos concordam que nunca se viu uma crise como essa. Parece até aquela música do Legião Urbana: “Vamos sair, mas não temos mais dinheiro, os meus amigos todos estão procurando emprego, voltamos a viver como há dez anos atrás, e a cada hora que passa envelhecemos dez semanas”.
RICO E POBRE
POBRES E VAZIOS
T
M
haler desenvolveu a teoria da contabilidade mental, explicando como as pessoas simplificam a tomada de decisões financeiras. Isso, provavelmente, nos EUA, Europa. No Brasil, o vencedor certamente pagaria dívidas. E falando de economia, psicologia e crise no Brasil, aqui, quem não ganha Nobel não pode pagar as dívidas e ainda continua desempregado. Resultado: depressão!
POBRE S.A.
U
ma das qualidades sobreviventes do brasileiro é o bom humor, mesmo na pindaíba. Mas isso também parece estar acabando. Os brasileiros estão tristes, sem perspectivas. Independentemente da idade de cada
uito otimismo do Renato Russo e da atriz Fernanda Torres que, esta semana, em entrevista, disse que vamos levar 20 anos para recuperar o tempo perdido. Nunca fomos tão infelizes! Esta crise, nada passageira, bateu forte no bolso e, logo em seguida, na cabeça das pessoas. Tristes, desanimadas, nervosas, violentas, agressivas, mau-humoradas, desesperadas. Aquela sensação de tempo perdido. Um tempo que ninguém pode pagar, porque tempo e vida não têm preço. Porque passam e, simplesmente, não voltam.
VAZIOS E FURADOS
M
as, o que fazer? Usar a filosofia popular: “o que
lançaperfume
ultrapas6 AsouL’Oréal os € 100 bilhões
em capitalização, através da holding familiar Téthys. lugar de Liliane, 6 No carregando a bandeira
e a grana, a filha única, Françoise Bettencourt Meyers que, aos 64 anos, é agora a mulher mais rica da França. a mais 6 Ericatambém pela Forbes, no
No jantar beneficente em prol da Santa Casa, as lindas Raquel Faria e Camila Mattar
não tem solução, solucionado está”. O negócio é fingir-se de morto e, no mar de lama, pedir aos companheiros: “faz onda não...”. Vamos sobrevivendo, com pessimismo ou otimismo. Dias melhores virão? Talvez, mas não será em 2018, ano eleitoral de dar arrepios porque, com este presente
político e econômico, tá difícil ver um futuro, uma “la vie en rose”. Pelo menos o outubro será rosa! Um triste exemplo? Daqui uma semana, ninguém lembrará Janaúba porque haverá outra...
FUTEBOL SENSATO
P
ertinente a reflexão de Walter Marinho de Oliveira sobre a Arena do Galo, um estádio para o Atlético Mineiro. “BH já tem duas boas arenas para apenas três clubes. A construção de mais uma inviabiliza o Independência e amarra o Cruzeiro a um Mineirão pouco rentável. Melhor negociar a concessão dos dois estádios (Atlético e Cruzeiro com 40% e América, 20%). Para os jogos menores, o Independência. Para os grandes, o Mineirão.
BOLO DE ANIVERSÁRIO
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a linda Denise Bertelli: “Talvez o rito social que eu mais ame seja o telefonema de parabéns: “... Ah, brigada tia”... “Hahahahaha, é isso mesmo”... “Pra nós tia, pra nós!”... “Saudades também tia”... “ Brigadão mesmo tia”... “Hahahaha... Deus te ouça”... “Tchau tia, brigadão por lembrar. Beijão!” Todo repertório de dar parabéns pra alguém por telefone começa e conclui assim. “Acabei de ouvir do meu vizinho o mesmo diálogo... Incrível!”, ela diz.
HERANÇA BENDITA
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epois da morte de Liliane Bettencourt, quem é a mulher mais rica da França? Liliane morreu dia 21 de setembro, aos 94 anos. Era simplesmente a herdeira da L’Oréal, fortuna de € 35,8 bilhões. A família Bettencourt controla 33,05% da marca líder mundial dos cosméticos.
14º lugar, na frente de Alice Walton (US$ 33,8 bilhões), filha do fundador da Walmart. advogado 6 DoJoséilustre Murilo Carvalho,
no programa DNA, da Band, respondendo ao entrevistador e titular desta coluna, sobre o que gostaria que constasse em sua lápide: “Morri, mas cabe recurso”. que é bom 6 Tudo durou pouco. O Minas
Trend, da Fiemg, comemorou seus primeiros dez anos e, na abertura, homenageou o compositor mineiro Fernando Brant, fazendo referências à cultura e religiosidade mineiras. presidente do Sis6 Otema Fiemg, Olavo
Machado Junior, falou: “Comemoramos dez anos de um evento que está dando certo em Minas e no Brasil". finalizou: “O Minas 6 ETrend tem valor, quali-
dade e reúne empresários competentes; líderes de sindicato que se empenham – entre muitos outros responsáveis pelo sucesso. Crise se supera com ousadia e competência”. EDY FERNANDES
Emprestando sua beleza ao mesmo evento que aconteceu no espaç o “Sua Sala”, no Ponteio Lar Shopping, Anaine Pitchon e Vanessa Géo
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BICHOS E CAPRICHOS Jiboia é réptil mais procurado para ser animal de estimação FOTOS LINCON ZARBIETTI
Docilidade, custobaixoe praticidadepara tratarnodiaadia sãoatrativos O que você leva em conta na hora de escolher um animal de estimação? Docilidade e manejo fácil? Se forem esses seus critérios, o bichinho selecionado pode ser uma jiboia. E você pode conseguir o pet pela internet. Existem apenas três criatórios legalizados no país, e um deles é o Jiboias Brasil, em Esmeraldas, região metropolitana de Belo Horizonte. Os donos de jiboias alegam que, ao contrário do estereótipo, o animal é dócil e fácil de cuidar. O médico veterinário Antônio Maurício Pires é um dos que optaram por um pet diferente do convencional. Há dois anos, ele comprou uma jiboiaarco-íris-do-cerrado. “Eu sempre gostei de animais diferentes. Entre as vantagens estão a docilidade e o fácil manuseio. Tenho um sobrinho de 5 anos que manipula a jiboia, não tem perigo”, diz Pires. Juliana Gontijo
CUSTO Ele alimenta o animal apenas a cada 15 dias com presas congeladas provenientes de um criatório de camundongos. “É possível comprar (o alimento) pela internet”, observa. São dois camundongos abatidos e congelados por quinzena, a um custo de R$ 5 cada. Pires explica que a quantidade de roedores varia de acordo com o peso da serpente. “O custo para manter o animal é muito baixo. Além da alimentação, tem só a água e o gasto com eletricidade para manter uma pedra quente no terrário”, observa. O terrá-
rio, que pode ser de vários materiais, é o local onde fica a serpente. No caso dele, é de vidro. “É como se fosse um aquário”, diz. Ele ressalta que a jiboia é um animal que surpreende. “Pode ser para o bem ou para o mal. Tem gente que acha interessante, quer saber mais, outras pessoas têm asco”, conta. Sua fêmea tem hoje 1,2 m. “No caso dessa espécie, na fase adulta, aos 5 anos, ela pode chegar a ter 1,6 m. Quando ela chegou pesava 95 g. Agora, está pesando 700 g. Com o crescimento, o animal troca de pele”, conta. O sócio do criatório Jiboias Brasil Tiago Lima não apenas vende: ele tem duas jiboias em casa, que convivem com seus filhos de 1 e 5 anos. “Sempre gostei de animais diferentes”, frisa. Ele destaca que a cobra é ideal para pessoas com pouco tempo para se dedicar ao animal. “Como a alimentação é feita num intervalo longo – de dez a 15 dias para filhotes e de 20 a 60 dias para uma adulta –, é possível viajar, por exemplo, sem se preocupar. É só deixar água”, explica.
Preço: Tiago Lima, sócio do criatório, conta que valor da serpente varia de acordo com espécie, tamanho e tipo de coloração da pele
RÉPTEIS SÃO VICE-LÍDERES DOS EXÓTICOS Entre os pets silvestres e exóticos, os répteis ocupam o segundo lugar na preferência dos consumidores, só perdendo para as aves, segundo o presidente da Associação Brasileira de Criadores e Comerciantes de Animais Silvestres e Exóticos (Abrase), Luiz Paulo Amaral. “Entre os répteis, a jiboia é o carro-chefe”, observa. O veterinário especializado em animais não convencionais Pablo César Pezoa Poblete recomenda que os interessados procurem informações antes de adquirir um animal. “O cuidado com um réptil não é o mesmo que com um cão”, lembra. Ele, claro, garante que a jiboia não é perigosa.
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
CUIDADOS
R$ 2.000*
ALIMENTAÇÃO É recomendado o uso de roedores. Filhotes comem uma vez a cada dez a 15 dias. Adultos, de 20 a 60 dias. Além da comida adequada, é preciso oferecer água limpa. Para animais adultos, o roedor deve ter de 5% a 15% do peso da serpente CUIDADOS Quando o dono não estiver em casa, ela deve ficar presa numa área apropriada. Solta, ela pode entrar em armários, por exemplo HABITAÇÃO Pode ser aberta ou fechada, num terrário, onde umidade, temperatura e ventilação são controlados. O recinto pode ser de vidro, madeira, plástico, alvenaria e MDF FONTE: JIBOIAS BRASIL
PREÇO A PARTIR DE
SAÚDE Veterinário especializado em répteis deve ser procurado TEMPERATURA A ideal varia de 24° C a 31º C, e há equipamentos próprios
Criatório planeja chegar a 100% da capacidade O criatório Jiboias Brasil está investindo em estrutura e tecnologia para aumentar a produção, segundo o sócio do empreendimento Tiago Lima. “Hoje trabalho com 30% da minha capacidade. Pretendo chegar a 100% no prazo de três anos”, diz. O criatório já fez entregas em quase todo o país, sendo São Paulo o maior mercado consumidor, com cerca de 40% dos negócios, seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro e Brasília. O preço do filhote começa em R$ 2.000. O valor,
que pode ser dividido em até 12 vezes no cartão, varia de acordo com espécie, tamanho e tipo de coloração da pele. “Já vendi uma jiboia por R$ 6.000”, conta. São nove variedades da serpente comercializadas pela internet. Lima frisa que, além de ser perigoso, adquirir um animal ilegal é crime ambiental. No caso de uma jiboia, o valor da multa é de R$ 5.000, superior ao cobrado por uma serpente adquirida legalmente.
UMIDADE É mantida em níveis satisfatórios com um grande vasilhame de água, de tamanho que permita o animal entrar na água MORDIDA É rara e acontece por causa de erros de manejo. O local da mordida deve ser higienizado e deve ser aplicado antissepético no ferimento. Um médico deve ser consultado TROCA DE PELE Não é recomendável manusear o animal nesse período TRANSPORTE Animal silvestre proveniente de criadouro legalizado deve estar acompanhado da nota fiscal
*O VALOR DO ANIMAL LEVA EM CONTA A ESPÉCIE, TAMANHO E PADRÃO DE COLORAÇÃO DA PELE
Filhotes só precisam de água, calor e comida a cada 15 dias
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DIA A DIA Fim da TV analógica está perto: providencie seu conversor Quem tem aparelhos de TV mais antigos tem até o dia 8 de novembro para instalar o conversor digital. Se o consumidor faz parte de algum programa social, basta requisitar o kit gratuitamente. Já aqueles que precisam comprar, o ideal é não deixar para a última hora. A menos de um mês do fim do prazo para o encerramento do sinal analógico, esses equipamentos, que chegaram a faltar em algumas grandes redes de varejo – os estoques ficaram zerados no final de setembro até início da semana passada –, estão de volta ao mercado com preços que variam de R$ 119 a R$ 149. Mas, de acordo com Fernando Segatto, gerente regional da Via Varejo, que representa Casas Bahia e Ponto Frio, muita gente tem preferido comprar uma TV digital. “Muitos estão preferindo trocar a TV. Tanto que já registramos um significativo aumento nas vendas”, ressalta. Vale lembrar que não é porque a Queila Ariadne
TV é fina (LED ou LCD) que já possui o conversor. “O consumidor deve olhar a especificação no manual. As TVs de tubo precisam do equipamento. As outras começaram a vir com o codificador de fábrica a partir de 2016, ou seja, para televisores comprados até 2015, é provável que tenha que comprar o conversor”, diz. INTERNET É possível também encontrar o produto em lojas virtuais. Em sites de busca na internet, aparecem decodificadores a partir de R$ 48, mas é preciso comprar também o controle, o cabo e a antena. As famílias de baixa renda inscritas em qualquer programa social não precisam pagar. A gerente regional da empresa responsável pelo desligamento do sinal analógico Seja Digital, Deisy Feitosa, ressalta que esse público pode se cadastrar pelo site (sejadigital. com.br), onde é possível verificar se a TV já é digital, ou ligar para 147. “Eles fazem o agendamento e depois buscam em uma agência dos Correios”, explica. A meta é distribuir gratuitamente 460 mil kits pa-
OR MID U S CON
Muitosconsumidorestêmoptadopor trocarseutelevisorporummodelodigital EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
TIRA-DÚVIDAS
Prepare-se para a mudança na transmissão
SUA TV É DE TUBO precisa de antena e conversor
Preciso de um conversor para cada televisão? Sim. Cada televisor precisa de um conversor (já embutido, se a TV for das mais novas) ou externo
Posso usar qualquer tipo de antena para captar o sinal digital? Não. A antena deve ser UHF e, de preferência, externa, no telhado de casa
Posso usar o conversor com uma TV que já vem com conversor embutido? Não há necessidade, pois a TV com conversor embutido só precisará estar conectada a uma antena UHF
Como escolher o conversor certo? Anote o modelo da TV e mostre essa informação ao vendedor no momento da compra do conversor, para ter certeza de levar um equipamento compatível
Se precisar de ajuda, com quem falo? Ligue para o Seja Digital, no número 147, ou mande um e-mail para atendimento@sej adigital.com.br
O QUE PRECISO FAZER PARA NÃO FICAR SEM TV?
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Tem TV paga, por assinatura: Não precisa fazer nada Tem somente a TV aberta local Sua televisão é de LED, LCD ou plasma:
COM o selo DTV ela já é digital: você só precisa comprar uma antena UHF externa, interna ou coletiva (indicada para prédios) FONTE: WWW.SEJADIGITAL.COM.BR
ra Belo Horizonte e outros 38 municípios mineiros. “Já entregamos 280 mil, mas temos 30 mil agendamentos. Faltam 150 mil”, afirma. A Seja Digital só poderá desligar o sinal analógico quando 93% da população dos 39 municípios já tiverem migrado para o sistema digital. JOÃO LEUS – 18.7.2016
Migração: Em Minas, já foram distribuídos 280 mil kits; meta é alcançar 460 mil em 39 cidades
SEM o selo DTV ela pode ser digital ou não. Tem que conferir no manual ou ligar para o fabricante. Se não for, tem que comprar antena e conversor
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ESPAÇO GOURMET CECILIA GANZAROLLI/DIVULGAÇÃO
DE BANDEJA Nimbos Bar: fritas como catchup de curry é uma das opções de petisco da casa
ANANÁS COMUNICAÇÃO/DIVULGAÇÃO
Um dia todo só para o café Você sabia que o café é a segunda bebida mais consumida do mundo? É ela também é protagonista da primeira edição da feira “Clássico Café Coado”, que expõe toda a cadeia produtiva do café – do grão à xícara. O festival acontece neste domingo (15), das 10h às 17h, na rua Amoroso Costa, 32, Santa Lúcia e vai contar com produtores, mestres de torra, q-graders e cafeterias, além mesas redondas e debates sobre o temas. A feira ainda conta com atrações musicais como DJ Fael (Alta Fidelidade) e show do Bernardo Bauer da Mostra Cantautores, além de expositores de gastronomia e cervejas artesanais.
É batata! Muito além do fast-food
Para confeitar à vontade
Receitasetruques garantema crocânciadas idolatradasfritas
No próximo final de semana, dias 21 e 22, das 9h às 19h, acontece a 1ª Feira e Congresso de Confeitaria de Minas Gerais, no Ouro Minas Palace Hotel. Com o tema “Faça e Venda para o Natal”, o evento consta com dois dias de feira, palestras, workshops e cursos com confeiteiros e palestrantes, como a mineira Dani Formigueiro. Inscrições em www.empreendendonolardocelar.com
Indispensável em qualquer boteco que se preze e, também, como acompanhamento primordial dos hambúrgueres e fast-foods, as batatas fritas têm surgido, cada vez mais, em novas e surpreendentes versões, incrementadas por molhos e ingredientes diferenciados. É o que garante o publicitário carioca Matheus Corrêa, 22, autor do perfil @batataperfeita no Instagram, que se propôs clicar, avaliar e compartilhar suas experiências há cerca de um ano. Matheus ainda conta que é apaixonado por batata desde criança e acredita que o ingrediente consegue unir todo mundo, dos vegetarianos aos carnívoros. Dicas de leitores sobre as fritas também são bem-vindas, desde que “obedeçam” alguns critérios. “Crocante por fora, macia por dentro, sequinha, bem temperada e quentinha. Se tiver queijo, principalmente cheddar, fica mais gosta ainda”, garante. Quem compartilha também desses “pré-requisitos” para a batata frita é o chef Luiz Moreira, do Nimbos Bar. Para ele, o que importa mesmo é que a porção chegue ao prato bem croLorena K. Martins
Restaurante Week dá ‘start’ Reunir ingredientes com o tema “Temperos do Quintal” em um único prato é a proposta da 15ª edição do Restaurant Week Belo Horizonte. O evento, que acontece até o dia 5 de novembro,contemplamenuscompletos apreçosfixos. Comentrada, pratoprincipal e sobremesa,mais de40 restaurantes oferecem almoço a R$ 41,90 + R$ 1 da doação à Associação Mineira da Reabilitação (AMR) – total de R$ 42,90 –, e R$ 54,90 + R$ 1 da doação – total de R$ 55,90 no jantar. Uma das sugestões é o surubimgrelhado emteladeparmesão,molhopestoelegumessalteados (foto) do Verano Studio Gourmet.
cante e, por isso, é importante levar em consideração a escolha do tubérculo e as técnicas de cocção usadas. Ele prefere usar a variedade markies, ideais para a fritura, vindas diretamente do sul do país. Na ausência delas, o chef sugere também a batata asterix – que possui mais amido do que água, o que evita que o óleo penetre nela muito profundamente. A clássica inglesa é sempre bom evitar, pois a chances de encharcar é ainda maior. ETAPAS A grande questão, entretanto, são as etapas de cocção, responsáveis pelo resultado saboroso e nada encharcado de gordura. No Nimbus, as batatas cortadas passam por cozimento em salmoura com açúcar e vinagre. “Depois, elas descansam por 24 horas para fazermos uma pré-fritura por dez minutos a 110 graus e, assim, pode ser resfriada”, ensina. A fritura acontece só na hora que o cliente faz o pedido. “É feita em óleo de algodão, sempre
MAURO TORRES/DIVULGAÇÃO
limpo e novo, com o fogo a 190 graus, durante 3 a 5 minutos”, ensina. “Isso garante aquela crostinha dourada com a textura de purê ideal por dentro”, conta ele, que herdou a receita do chef Thiago Cerqueira, do restaurante Sympa, em SP. Já no Trip Food – Comida Mochileira, as batatas cortadas de forma caseira são feitas no método da dupla fritura belga – os belgas garantem que foram eles os primeiros a fritar batata. “Depois da pré-fritura, congelamos no freezer e, na hora que for comer, fazemos a segunda fritura é mais rápida em óleo bem quente, durante dois a três minutos, para dourar”, explica a sócia Tamara Lacerda. “O segredo dessa batata é o choque térmico que a deixa suculenta por dentro e crocante por fora”, avalia. INCREMENTADAS Mesmo perfeitas para consumo após o banho de óleo, Tamara tempera as batatas com vários sabores, à escolha do cliente, como lemon pepper, curry, picante e chimichurri. Outra variação é o poutine, petisco típico canadense que consiste em fritas, queijo e molho. O mais clássico é o feito à base de caldo de carne reduzido no vinho tinto, cubos de bacon e alho frito. Mas a casa também oferece op-
Poutine do Trip Food: batatas com molho, bacon e alho frito
ções com coberturas bem generosas, como creme de leite, barbecue e costelinha. Todas são servidas o preço único de R$ 35, em formato de rodízio. No Cabernet Butiquim, por exemplo, a Frigideira Catalã combina batata palito frita, temperada com sal e páprica picante, ovos estrelados e presunto espanhol – jamón. Já no Nimbus, a batata acompanha molhos caseiros, como maionese de páprica ou catchup de curry. “Fritas clássicas como opção para acompanhar drinques e cerveja é sempre ótimo para beliscar”, sugere Luiz Moreira. FOTOS INSTAGRAM/REPRODUÇÃO
ARQUIVO PESSOAL
No Instagram @batataperfeita encontra-se várias sugestões inusitadas de batatas fritas
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almanaque SUPERPRODUÇÃO>Com elenco só de solistas negros, obra-prima ‘Porgy and Bess’ é montada em BH PAULO LACERDA/FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO/DIVULGAÇÃO
Jessica Q u a n d o o Almeida Theatro Municipal do Rio de Janeiro realizou, em 1986, uma montagem da ópera “Porgy and Bess”, do compositor norte-americano George Gershwin (1898-1937), que pressupõe um elenco formado integralmente por solistas negros, foi necessário “importar” profissionais de outras nacionalidades, uma vez que o Brasil não dispunha de cantores negros em quantidade suficiente para suprir a necessidade da ópera. Três décadas depois, Fernando Bicudo, que era o diretor artístico do Municipal à época, celebra a mudança no cenário operístico do país. Ele é o diretor cênico da montagem da Fundação Clóvis Salgado, que fica em cartaz no Palácio das Artes a partir do próximo sábado (21) e, desta vez, todos os solistas são brasileiros. “Naquela época, trouxe 12 solistas da América do Norte para cantar essa ópera. Hoje, por alegria nossa, temos condições de ter um elenco inteiramente brasileiro. E com artistas excepcionais”, afirma Bicudo. “É uma alegria muito grande que eu tenho particularmente que, ao longo desses 30 anos, a ópera tenha se democratizado e deixado de ser uma coisa das elites brancas. Era tanto apresentada quanto consumida pela elite branca brasileira e hoje não é mais. Houve uma democratização tanto de sua produção como do acesso”. “Porgy and Bess” estreou em 1935, com libreto de DuBose Heyward (1885-1940) – também autor do livro “Porgy”, em que a ópera é baseada –, e letras de Heyward e Ira Gershwin (1896-1983), irmão do compositor. Considerada a obra-prima da produção operística norteamericana, conta a história de Porgy, um mendigo, deficiente físico que vive nas favelas de Charleston, na Carolina do Sul. Trata de sua tentativa de resgatar a amada Bess dos braços de Crown, um homem violento e possessivo, e do traficante Sporting Life.
FOLK OPERA Visionário, Gershwin mesclou a tradição euro-
Récitas 21, 23, 25, 27, 29 e 31.out.
Made in Brazil Marly Montoni (foto), que interpreta Bess, e todo o elenco da produção é formado por solistas negros nascidos no Brasil
Ópera de preto peia à linguagem de musicais e ao jazz, ritmo originalmente negro nos Estados Unidos, como explica o maestro Silvio Viegas, diretor musical e regente da montagem. “Ele usa essa linguagem jazzística para colorir, desenhar a ambientação da ópera que constrói, criando uma harmonia muito rítmica, pulsante, dançante. Ela tem muito da música gospel também, que é uma das influências do jazz. Por isso, a orquestra tem instrumentos como o piano, a bateria e o saxofone, que até existem nesse contexto, mas não são comuns”, diz. Outra característica particular desta peça é o modo como interagem coro e solistas. “Há grandes números musicais e a relação dessas duas partes é muito próxima e personificada. O coro tem elementos, pessoas, não é simplesmente um gru-
po, e muitas vezes se dissolve em personalidades que estão ali presentes. É algo muito característico dos musicais da Broadway. E é uma mescla de gêneros que faz com que o discurso musical operístico seja muito difícil pra gente”, comenta Viegas sobre o desafio. É relativamente comum que grandes árias caiam no gosto popular e sejam popularizadas quando muda-se seu gênero, em termos de interpretação. Mas Gershwin compôs essa ópera com tantas características rítmicas e possibilidades de leituras que muitas das árias de “Porgy and Bess” acabaram sendo facilmente absorvidas pela música popular, na voz de intérpretes como Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Sarah Vaughan, Louis Armstrong, Miles Davis, John Coltrane e Janis Joplin. Estes gravaram músicas como
“Summertime”, “Bess, You is My Woman Now” (que inclusive tem uma versão de Marisa Monte), “It Ain't Necessarily So” e “I Got Plenty o’ Nuttin”. Além da complexidade musical, a ópera de Gershwin é também muito rica dramaturgicamente, como observa Fernando Bicudo. “É uma das óperas mais difíceis de serem encenadas, há uma quantidade grande de elementos dramatúrgicos, de personagens. São quase 20 solistas interpretando personagens importantes para a trama, um coro completo, um corpo de baile e também 15 crianças. É uma superprodução isso que o Palácio das Artes está fazendo e acredito que a produção mais importante do ano no Brasil”, afirma. COMUNIDADE Em vez de ambientar a
encenação no sul dos Estados Unidos, à época da Grande Depressão, Bicudo optou por trazê-la para o Brasil dos dias de hoje. “Como a história se passa numa comunidade pobre que ocupou uma área aristocrática, trouxemos a ação para uma comunidade brasileira atual, que podia ser no Rio, em São Paulo, Belo Horizonte ou qualquer outra grande cidade brasileira. Os problemas e dificuldades são idênticos aos que vivemos hoje e a cenografia que eu e Desirée Bastos criamos juntos é espetacular”, diz. Luiz-Ottavio Faria, que Bicudo classifica como o Pavarotti dos baixos hoje no mundo, pretendia não mais se envolver com montagens de “Porgy and Bess” e retirou da biografia em seu site (www.ottavio-faria.com) as mais de 120 apresentações que já fez da ópera, em diver-
sos papéis. Embora a produção tenha sido responsável por viabilizar sua carreira internacional – hoje ele mora em Nova York –, receava perder oportunidades de fazer coisas diferentes. Quando foi convidado para ser Porgy na montagem do Palácio das Artes, aceitou no ato. “Jamais negaria fazer parte desse projeto no Brasil, em Minas, em Belo Horizonte que é minha cidade favorita. Sou do Rio, mas minha mãe nasceu no Vale do Jequitinhonha, tenho muitos familiares. Se pudesse, trocava Nova York por BH – e pretendo fazê-lo, quando me aposentar”, declara. Ele ressalta a importância de uma iniciativa como essa, sobretudo a preços acessíveis. “Eu tinha 16 anos e nunca tinha assistido a uma ópera, mas um professor meu me levou e me mostrou um baixo cantando e me disse que eu poderia ser como ele. Fiquei maravilhado com a possibilidade e fui estudar música, mas antes de consolidar minha carreira, também fui técnico de eletrônica industrial. Por que eu fui direto? Porque não tinha um modelo, não conhecia ninguém, principalmente da minha raça, que me mostrasse que era possível”, conta. Em tempos em que o próprio Palácio das Artes vem sendo vítima de intolerância, o maestro Silvio Viegas aposta no potencial transformador de uma montagem como essa. “É muito importante colocar o negro como protagonista absoluto, num mundo em que a cor da pele, a religião ou a escolha política fazem com que as pessoas sejam discriminadas. ‘Porgy and Bess’ trata de assuntos como ‘Romeu e Julieta’: amor, traição, decepção, discórdia, aceitação, coisas comuns a todos nós independentemente do que possamos acreditar ou da cor da pele”, conclui.
> Porgy and Bess
- Ópera de George Gershwin Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Dias 21, 23, 25, 27 e 31, às 20h, e 29 (domingo), às 19h. R$ 60 (inteira). - Trechos da ópera serão apresentados gratuitamente dentra da programação do Festival de Arte Negra (FAN) e da série Concertos no Parque. Parque Municipal (av. Afonso Pena, 1.377, centro). Neste domingo (15), às 9h30.
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ARTES CÊNICAS Retorno à pedra fundamental Paulo Autran, Sonia Braga, Fernanda Torres, Silvio Santos, Marília Pêra, Miele, Tony Ramos, Irene Ravache. Essas são apenas algumas das dezenas de personalidades que assistiram ao espetáculo “Cada Um Com Seus Pobrema”, que o ator Marcelo Medici traz a Belo Horizonte, no próximo fim de semana (dias 20 e 21). Esses nomes são parte dos mais de 500 mil espectadores – incluindo até sua falecida cachorrinha, Preta – que a peça teve desde sua estreia, em 2004. “O (autor) Silvio de Abreu, quando foi me chamar para fazer o Fladson, na novela ‘Belíssima’, me ligou e disse ‘vou assistir sua peça com a Denise Saraceni (diretora) hoje e, ao final, vou te fazer um convite’. Eu brinco que foi o teste mais longo que já fiz”, diverte-se. Embora “Cada Um” já tenha 13 anos de estrada, poucas vezes Marcelo ficou em cartaz por longos períodos. Além disso, já fazia cinco anos que ele não o montava. “Eu nunca fiquei muito tempo com o espetáculo em cartaz em São Paulo e viajei pouquíssimo. A BH, por acaso – e não estou fazendo charme, adoro a cidade e sempre sou muito bem recebido – estou voltando pela terceira vez, se não me engano, mas estou indo a Recife e Florianópolis dessa Jessica Almeida
JOÃO CALDAS/DIVULGAÇÃO
Sex. e sáb. 20 e 21.out.
dendo que é verdade, a gente precisa se poupar. Afinal, teatro é físico, tem que dar o sangue, ter dez vezes mais energia do que no dia a dia”, diz.
Marco Marcelo Medici apresenta peça que é divisor de águas em sua carreira
vez, são lugares onde nunca fiz a peça”, explica. Dirigida por Ricardo Rathsam, “Cada Um Com Seus Pobrema” traz como personagem central um ator de teatro que sobe ao palco para interpretar um monólogo de “Hamlet”, mas trava e não consegue prosseguir. Ele começa, então, a falar da própria vida, e assim Marcelo vai se desdobrando em outros personagens, como o já conhecido corintiano Sanderson, o último mico-leãodourado do mundo, a vidente Mãe Jatira e a apresentadora infantil Tia Penha. “A gente, como artista, se pergunta várias coisas:
‘ainda faz sentido?’, ‘será que já era?’. E não, sempre que me pergunto, o ‘Cada Um’ é atual. Apesar dos 13 anos, pouquíssimas coisas foram modificadas, apenas algumas atualizações. E ela foi escrita quando nem existia Facebook ainda”, afirma. “Já fiz pra 4.500 pessoas num fim de semana e também já fiz pra 30. Teatro é assim, sejam públicos grandes ou menores, o tesão, a vontade, a alegria de fazer têm que ser os mesmos. Vou fazer enquanto isso durar, se um dia sentir que está acabando, não vai rolar mais. Mas sinto que esse dia está bem longe”.
TERÇA INSANA O espetáculo é uma espécie de herança da participação de Marcelo no projeto humorístico paulistano Terça Insana, no qual se apresentou do primeiro dia até o fim do primeiro ano. Alguns personagens ele já tinha, mas foram aprimorados nesse período. Enquanto outros foram criados ali. No início, o cenário era feito de caixas de papelão e não havia figurino, que só foi criado por Kleber Montanheiro posteriormente. “Ele foi sendo lapidado no decorrer desses anos todos. As pessoas perguntam se mudou e eu digo que não, é o mesmo. Não vou mentir, mu-
dar uma coisinha e fingir que é outro, mas é evidente que quem viu em 2004 vai ver outra peça. Só que não é um show de humor com contemporaneidade, assuntos do momento, tem atualizações mas não é refém delas, há uma base dramatúrgica”. Embora esteja sozinho no palco e isso facilite determinados aspectos da produção da peça, como viagens, a performance exige bastante de Marcelo. “É incrível, um exercício maravilhoso, mas realmente não é fácil, só eu sei. Mas amadurecer ajuda. Eu achava que era bobagem de ator não sair pra beber, conversar alto. Mas acabei enten-
OUTROS TRABALHOS Marcelo Medici segue com a turnê de “Cada Um Com Seus Pobrema” e com a participação no humorístico “220 Volts”, com o personagem Sanderson. Também já tem um convite para voltar às novelas no ano que vem, mas ainda não pode revelar detalhes, e vai estrear num musical em dezembro, no Rio. Recentemente, também dirigiu o espetáculo “Brincando em Cima Daquilo”, em cartaz em São Paulo, em que Wilson de Santos vive três diferentes mulheres, na primeira montagem em que um homem faz as personagens. “Foi um trabalho fantástico, é um texto dos anos 1970 que fala da condição da mulher e segue muito atual. Tivemos uma equação delicada para montar com um homem fazendo uma homenagem às mulheres e sem perder o humor. Mas a reação tem sido surpreendente, segundo o Wilson, existe um olhar de cumplicidade por parte do público feminino”.
Um Com >SeusCada Pobrema
Com Marcelo Medici Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Dias 20 (sexta) e 21 (sábado), às 21h. R$ 80 (inteira)
Corpos resistentes na Funarte É sob a perspectiva de uma arte insurgente contra a censura que a Ocupação Transarte chega a sua terceira semana com uma programação pautada por manifestações artísticas e culturais voltadas para a diversidade e a pluralidade da cena LGBTQi da cidade. Um dos destaques da grade é o espetáculo “SER – Experimento para Tempos Sombrios”, da Companhia Toda Deseo. Estreante no ano passado, a peça volta para uma curta temporada na Transarte e permanece em cartaz entre os dias 19 e 22, na Funarte. Com direção de Alexandre de Sena, do Espanca!, a peça busca referências no vogue (estilo de dança de autoafirmação para mulheres, homens, gays e
transexuais) e no butô (arte dramática japonesa) para explorar o corpo como espaço de resistência, insurgência e crítica. Em cena, o ator-performer celebra os corpos que fogem de normas do senso comum: o corpo negro em luta, o corpo afeminado e o corpo da mulher. “Há um tempo a Toda Deseo já vinha desenvolvendo uma trajetória de pesquisa para redescobrir o fazer artístico com temas como diversidade sexual e identidades de gênero. O ‘Ser’ olha para ossujeitos LGBTQi nesse lugar das transformações, como essas novas identidadesse constroem”,explicao único ator em cena,Rafael Lucas Bacelar. A existência de corpos políticos – como os transexuais – é uma das perspectivas mais abordadas na ocupa-
ção. Aliás, iniciativas artísticas que levantam a discussão sobre a resistência LGBTQi acontecem na cidade ao longo de todo o ano e a Transarte vem para reunir o trabalho desses grupos e coletivos. “Belo Horizonte é uma cidade que tem se mostrado bastante viva nessas lutas. A ocupação faz um compilado de coisas que acontecem na cidade e mostra que está rolando um movimento muito forte da cena LGBTQi, um momento de afirmação”, pontua Rafael. GAYMADA A trajetória da Companhia Toda Deseo é marcada por estas iniciativas cênicas e performáticas de ocupação dos espaços da cidade. A gaymada é uma delas e reúne o público LGBTQi da
Qui. a dom. 19 a 22.out.
FELIPE CHIMICATTI/DIVULGAÇÃO
cidade para disputar partidas de queimada em espaços da cidade. Se até a última edição, a gaymada acontecia apenas em regiões centrais da capital, agora o foco da Toda Deseo é levá-la para bairros periféricos. Com auxílio de um projeto de lei, o Campeonato Periférico de Gaymada tem início paralelo às apresentações de “SER – Experimento Para Tempos Sombrios”. * Lara Alves, sob supervisão de Marília Mendonça
SER >Experimento para tempos sombrios - Funarte MG (r. Januária, 68, centro). Dias 19 a 21, às 20h; dia 22, às 19h. R$ 20 (inteira); Gratuito para pessoas trans.
“Ser” integra a programação da Ocupação da Transarte
- Programação completa da Ocupação Transarte em ww.facebook.com/projetotransarte
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ARTES CÊNICAS Jogando luz sobre a linguagem Alex Michel MelaBessas med sempre apresentou desenvoltura no formato monólogo, de “Regurgitofagia” (2004) a “Homemúsica” (2007). Há dez anos, porém, o artista, de 41 anos, não subia sozinho ao palco. Bem, é o que fará no sábado (21) e domingo (22), quando traz o recente “Monólogo Público” a BH. Melamed – que já declarou “ambicionar ser um poeta”, mas também faz as vezes de autor, produtor, ator, diretor, apresentador de TV e performer – reconhece que um monólogo não era algo que estivesse em sua perspectiva. “Estava um pouco temeroso, por já ter feito bastante, por ter ficado muito tempo sem fazer”. O embrião veio de um projeto tocado com Matheus Nachtergaele, que acabou não vingando. “Mas ficaram algumas ideias”. Quando a produtora Bianca de Felippes o convidou para um espetáculo no formato, Melamed ficou “ressabiado”. “Depois vi que foi o melhor que podia ter feito! O que tinha a comunicar exigia esse gênero”, analisa, entusiasmado. Para o trabalho, o artista agrega elementos de outras empreitadas, sejam no teatro ou na TV. “É um tipo de espetáculo feito frontalmente, olhando para o público, que quebra a mise-en-scè-
Sáb. e dom. 21 e 22.out.
JULIA RODRIGUES/DIVULGAÇÃO
De volta Michel Melamed volta a fazer um monólogo dez anos ápós sua “Trilogia Brasileira”
ne, a quarta parede”. Além disso, obedece a uma regra particular sua. “Tudo o que proponho tem um ponto de partida comum: não quererfazer obras persuasivas”, estipula Melamed, ao dizer da temática do “Monólogo Público”. A peça, afinal, discute questões relacionadas ao público e privado e à tênue linha que separa estes conceitos. Por isso, reforça: a montagem não toma partido. “O espetáculo tem muitos espaços abertos, pontos cegos para que as pessoas possam nomear aquilo”, frisa. Isto posto, Melamed indi-
ca que sua leitura particular da confusão entre o público e privado no Brasil tem raízes históricas. “Podemos buscar isso em (Sérgio) Buarque, em (Paulo) Freire, que falam desse patrimonialismo, que chega a esse ponto inominável que é ter um presidente denunciado, justamente por misturar seu cargo público para obter dinheiro para si”. Para além da questão mais política, Melamed lembra que as redes sociais embaralham ainda mais as noções do que é particular e do que é coletivo. “Na internet, existe o tráfego do que está dentro
para fora, o que não é bom ou ruim necessariamente... Em certa medida, acho que é bom e saudável, para a comunicação, que as pessoas exponham frestas dos seus cotidianos”, pontua. BRINCANTE Característica do fazer poético, guia de seu trabalho, Melamed gosta de brincar com palavras. O nome da peça, diga-se, já dá pista. A palavra “Monólogo” se confronta com a “Público”. A montagem se debruça a pensar a linguagem como pedra filosofal de tudo o que se cria. “Tem
essa frase na peça: ‘A disputa não é pela narrativa, é pela linguagem’. Se fosse só pela primeira, ganhava quem tivesse maior poder de amplificação”, teoriza. Melamed diz que, nas conversas que mantém, nota pessoas que apenas “reproduzem palavras de ordem”. “Então, vejo que tão importante como saber o que está sendo narrado, é saber como está sendo narrado”. Para isso, o artista conta histórias suas, ora de forma monótona, ora de forma explosiva, mudando o sentido daquelas mesmas palavras. Há, ainda, a questão da forma com a qual a mensagem é recebida pelo público. Para ele, no entanto, mais que uma dificuldade da comunicação, a pluralidade de interpretações “é a grande contribuição que podemos dar”. ARTE LIVRE E falando em narrativas, Melamed não foge ao debate ao ser questionado sobre o momento atual, em que a arte está na berlinda. Para ele, no entanto, não há uma “repulsa ao artístico”. Ele sustenta que não há uma nova legião de filisteus à brasileira. A questão, na verdade, é sobre como a mensagem tem sido transmitida. Discussão, aliás, intrínseca a seu “Monólogo Público” – e que, portanto, “continua atualizado”. Melamed considera visitar a mostra “Arteminas: Não Quis o Que Estava no Ar”, que apresenta, na Grande Ga-
leria do Palácio das Artes, trabalhos do artista plástico Pedro Moraleida (1977 – 1999), alvo de atos recentes em defesa e de ataque. “O lugar da arte é esse mesmo, da ambiguidade, mas não deve haver confusão entre o que é representação e realidade, se não, tudo deve ser censurado, das tragédias gregas, passando por Shakespeare até Nelson Rodrigues...”, diz. PRIMEIRO LONGA Inquieto que é, além da montagem, o carioca está no Canal Brasil, onde apresenta a terceira temporada do “Bipolar Show”. Não bastasse, fará uma participação na série “Cidade Proibida”, que estreou em setembro, na Rede Globo. Sempre testando formatos, Melamed, agora, pretende focar sua atenção na elaboração de seu primeiro longa-metragem de ficção. “É um filme baseado na peça ‘Homemúsica’, de 2007. Na verdade, a montagem surgiu de um roteiro para um curta, que não rolou. Mas a vontade de contar essa história (no cinema) continuou, justamente porque ela também traz a linguagem para o primeiro plano”, esclarece.
Monólogo >Público
Centro Cultural Sesiminas (rua Álvares Maciel, 59, Santa Efigênia). Dia 21 (sábado), às 20h, e dia 22 (domingo), às 19h. R$ 50 (inteira).
DIVULGAÇÃO
ANDRÉ SCHILIRÓ/DIVULGAÇÃO
“Doutora Brinquedos” 6 Espetáculo é atração para crianças
Inspirada no desenho animado infantil, a peça ganha o palco do Teatro da Biblioteca Pública e conta a história de uma garotinha de 6 anos que tem a habilidade de falar com seus bichinhos de pelúcia e, por isso, cria uma clínica de brinquedos. No espetáculo, os bonecos se reúnem para planejar uma festa para a menina Onde Teatro da Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21, Lourdes, 3269-1166) Quando Dias 21 (sábado) e 22 (domingo), às 14h e às 16h Quanto R$ 40 (inteira) AMELINHA LIMA/DIVULGAÇÃO
Morais estreia novo 6 Mari espetáculo no Teatro Sesiminas
Wellington Muniz 6 Humorista volta à capital mineira
Conhecido na televisão por sua imitação de Silvio Santos, o humorista Ceará apresenta o espetáculo “Ceará Dando as Caras”. Durante 90 minutos, o comediante interpreta seus personagens famosos e ironiza assuntos do cotidiano Onde Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211) Quando Sexta (20) e sábado (21), às 21h Quanto R$ 90 (plateia 1, inteira); R$ 80 (plateia 2A, inteira); R$ 50 (plateia 2B, inteira)
Depois de participar de um tributo para os Beatles, uma homenagem ao samba carioca e interpretar ritmos brasileiros, a cantora Mari Morais estreia seu novo espetáculo cênicomusical. Em “Dreams’s Hat”, a jovem encarna uma personagem homônima que trabalha ao lado de sua mãe em uma chapelaria, no interior dos Estados Unidos Onde Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia) Quando Dia 19, (quinta-feira), às 20h30 Quanto R$ 30 (inteira)
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ARTES CÊNICAS teatro adulto CADA UM COM SEUS POBREMA (Leia mais na página 17)
CALOR NA BACURINHA Dir. Mariana Viana. Com Coletivo Calor na Bacurinha Uma manifestação de liberdade corporal, ao representar diferentes expressões corporais femininas dentro da cultura patriarcal. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Neste sáb. (14), às 20h; dom. (15), às 19h. R$ 20 (inteira); pessoas trans não pagam a entrada.
CEARÁ DANDO AS CARAS Dir. Wellington Muniz. Com Wellington Muniz O comediante entretém o público com personagens que marcaram sua carreira, como Silvio Santos e Gabi Herpes. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Sex. (20) e sáb. (21), às 21h. R$ 90 (plateia 1, inteira); R$ 80 (plateia 2A, inteira); R$ 50 (plateia 2B, inteira).
CEGOS, MANCOS E LOUCOS Dir. Geraldo Magela e Kaquinho Big Dog. Com Geraldo Magela e Kaquinho Big Dog Os comediantes reeditam o espetáculo que estreou há 21 anos, com histórias da vida real e paródias. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb. (14), às 19h e às 21h. R$ 40 (inteira).
COMO FAZER UMA MULHER FELIZ COM APENAS CINCO REAIS Dir. Ricardo Batista. Com Ricardo Batista Para colocar os estereótipos à prova, a peça apresenta os mais diversos tipos de homens em situações cômicas. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta, 3226-9459). Neste sáb. (14), às 21h; dom. (15), às 21h. R$ 40 (inteira); R$ 18 (postos Sinparc).
ESSA HERANÇA É MINHA Dir. Fred Mayrink. Com Maurício Canguçu e Ílvio Amaral Sissi falece e Mary e Elizabeth lutam para garantir a fortuna. Teatro Imaculada (r. Aimorés, 1.600, Lourdes). Sex. e sáb., às 21h; e dom., às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 20 (postos Sinparc). Até 29/10.
MOTRIZ: UM CONCERTO PARA VOZ, AFETOS E OS SONS AO REDOR Dir. Maria Clara Ferrer. Com Juliana Mota
DANIEL AUGUSTO/DIVULGAÇÃO
Uma voz-mulher-negra dispara um fluxo de músicas e palavras que adentram a memória dos espectadores em torno dela. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (14), às 20h30. R$ 20 (inteira).
PAI CONTRA MÃE Dir. Leandro Belilo. Com Cia. Fusion de Danças Urbanas Inspirado no conto homônimo de Machado de Assis, o espetáculo traça os desafios de ser negro e mulher em uma sociedade deisgual e opressora. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Ter. (17), às 20h30. R$ 20 (inteira).
OLHOS D’ÁGUA Dir. Juliana Mota. Com Amanda Amaral, Kaike Barto, Suzana Araújo Rastros de narrativas de sete mulheres de um bairro periférico de São João del Rei. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (14), às 19h. R$ 20 (inteira).
experimentos cênicos (*) BURACO-SAUDADE
QUASE FAMOSOS
Com Ana Martins, Michele Bernardino e Rikelle Ribeiro Três mulheres buscam ressignificar símbolos, presença e afeto a partir do buraco-saudade no peito.
Com Rodrigo Marques e Nil Agra O stand-up conta com improvisações a partir de sugestões do público presente. Teatro Ouro Minas (av. Cristiano Machado, 4001, Ipiranga). Neste dom. (15), às 19h. R$ 60 (inteira).
FRÁGIL, EU?
SER – EXPERIMENTOS SOMBRIOS Dir. Alexandre de Sena. Com Rafael Lucas Bacelar Espetáculo performativo que radicaliza a narrativa como lugar de resistência, insurgência e crítica, criando um território para corpos que escapam. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Qui. (19), sex. (20), sáb. (21), às 20h; dom. (22), às 19h. R$ 20 (inteira); pessoas trans não pagam a entrada.
UM AMOR DE RENÚNCIA Dir. Lucienne Cunha. Com Rama Kriya Produções Adaptação do romance "Renúncia", o espetáculo conta a história do amor impossível de Alcione com Padre Carlos. Teatro da Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21, Lourdes, 3269-1166). Neste sáb. (14), às 21h; dom. (15), às 19h. R$ 50 (inteira).
VIOLENTO Dir. Alexandre de Sena. Com Preto Amparo Questões sobre a condição do negro que vive diariamente o racismo no Brasil, um confronto que leva a pensar o que é realmente violento. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). Sex. (20) e sáb. (21), às 20h; dom. (22), às 19h. R$ 20 (inteira); meia entrada para pessoas negras.
teatro infantil A BELA E A FERA Dir. Diego Benicá. Com Copas Produções Bela, para salvar seu pai, aceita viver no castelo de uma Fera. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Ca-
O espetáculo musical “A Bela e a Fera” está em cartaz no Cine Theatro Brasil Vallourec
rijós, 258, centro, 3201-5211). Neste dom. (15), às 17h. R$ 40 (inteira).
BERENICE E SORIANO Dir. Fernanda Vianna. Com Denise Lopes, Evandro Henringer, Jéssica Tamietti A destemida Berenice sai pelo mundo em busca de seu sabiá Soriano, sempre acompanhada de Rosa, sua boneca de pano. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Neste sáb. (14) e dom. (15), às 16h e às 18h. R$ 20 (inteira).
DIVAGAR E SEMPRE Dir. Luciana Viacava. Com Las Cabaças No meio da floresta, Bifie e Quinan procuram chegar a um lugar utópico e desconhecido que vai se construindo à medida que caminham. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste dom. (15), às 16h. R$ 5 (inteira).
OS GNOMOS CONTAM A HISTÓRIA DO GATO MALHADO E A ANDORINHA SINHÁ Dir. Regina Bertola. Com Grupo Ponto de Partida Uma história de amor surge quando os bichos falavam, crianças chegavam no bico das cegonhas e alfaiates casavam-se com princesas. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb. (14), às 16h. R$ 40 (inteira).
OS SALTIMBANCOS Dir. Diego Benicá. Com Anderson da Mata, Daniela Cassimiro, Efigênia Marya Descontentes com a vida que levam, um
jumento, um cachorro, uma gata e uma galinha partem para a cidade para tentarem a carreira musical. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova, 3118-9902). Neste sáb. (14) e dom. (15), às 16h. R$ 40 (inteira); R$ 17 (antecipado).
O VERMELHO Dir. Robson Vieira. Com Cia A Patela Quatro personagens distintos entre si, vindos de lugares diferentes, precisam se adaptar para habitar um novo mundo. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Neste sáb. (14) e dom. (15), às 16h. R$ 20 (inteira).
Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb. (14), às 21h. R$ 40 (inteira).
O QUE VOCÊ VAI SER QUANDO CRESCER? Dir. Fernando Bustamante. Com Jai Baptista, Gustavo Machado, Ricardo Sabino Um menino sonha em ser mágico e tenta realizar os desejos de infância dos adultos. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (15), às 16h. R$ 22 (inteira).
dança
musical HISTÓRIAS DA ARCA Dir. Ana Cristina. Com Ana Cristina, Caio Gracco, Cláudio Moraleida As canções da arca de Vinícius de Moraes costuradas com as histórias do público. Teatro Santo Agostinho (r. dos Aimorés, 2679, Lourdes, 3291-5340). Neste sáb. (14) e dom. (15), às 16h. R$ 40 (inteira).
MINEIRAMENTE Dir. Regina Bertola. Com Grupo Ponto de Partida Construído sob a irreverência de importantes mineiros, remonta à poesia de Drummond, à prosa de Guimarães Rosa e à música de Milton Nascimento e Fernando Brant.
BUENOS AIRES 9090 - UM PASSEIO PELAS ESTAÇÕES DO TANGO Dir. Mauro Fernandes. Com Projeto Ímpares Casais bailam milongas, canyengues e outras vertentes do ritmo portenho. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro). Neste sáb. (14) e dom. (15), às 20h30. R$ 20 (inteira).
GARRAFA ENFORCADA Dir. Mário Nascimento e Rosa Antuña. Com Cia Mário Nascimento Inspirado no livro “História dos nossos gestos”, o espetáculo mescla dança contemporânea e os trejeitos do povo brasileiro. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (14), às 20h; dom. (15), às 19h. R$ 10 (inteira).
Com Suellen Sampaio e Evandro Nunes Três mulheres negras usam sua força em cena para mostrar que não são frágeis.
ELAS TAMBÉM USAM BLACKTIE Dir. Lira Ribas Com Andréa Rodrigues, Gislaine Reis, Leonardo Brasilino Três mulheres negras se encontram e improvisam um final de luta. (*) Teatro Espanca! (r. Aarão Reis, 542, centro, 3657-7348). Seg. (16), às 20h. R$ 10 (inteira).
fan - festival de arte negra ERAS Dir. Grace Passô. Com Coletivo Negras Autoras Show cênico musical com composições sobre a relação entre o universo da mulher negra e o que a rodeia. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Seg. (16), às 20h. Gratuito.
LEMBRANÇA DE UM CORPO ANCESTRAL Dir. coletiva. Com Cia Motumbá O espetáculo de dança aborda a diversidade das culturas africana e brasileira. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, Parque Municipal, centro). Qui. (19), às 20h. Gratuito.
VAGA CARNE Dir. Grace Passô. Com Grace Passô Uma voz errante invade o corpo de uma mulher e narra o que sente enquanto sujeito. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro). Sex. (20), às 20h. Gratuito.
KIKA ANTUNES/DIVULGAÇÃO
#FICAADICA JULIA MARCIER/DIVULGAÇÃO
Ponto de Partida em 6 Grupo dose dupla no Cine Theatro
Oriundo de Barbacena, o grupo teatral Ponto de Partida desembarca na capital para uma única apresentação dos espetáculos “Mineiramente” e “Os Gnomos Contam a História do Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”. O primeiro é um musical que presta homenagens a nomes ilustres que nasceram em terras mineiras, como Carlos Drummond de Andrade e Guimarães Rosa. Extraído da obra de Jorge Amado, o segundo é um espetáculo infantil que convida o público a mergulhar no universo dos contos de fadas Onde Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro) Quando Neste sábado (14), às 16h (“Os Gnomos Contam a História do Gato Malhado e a Andorinha Sinhá") e às 21h (“Mineiramente”) Quanto R$ 40 (inteira, por espetáculo)
leva sons e cancioneiro popular 6 Espetáculo brasileiro para pequenos da primeira infância
Inspirado no espetáculo português homônimo, o “Concertos para Bebês Brasil” estreia sua turnê nacional na capital mineira. Sob a direção de Cássio Pinheiro e arranjos musicais de André Durval, os instrumentistas em cena interpretam sons do cotidiano e da natureza, além de composições brasileiras do cancioneiro popular e cantigas de roda. O espetáculo cênico para crianças traz, além das músicas, um convite a brincar e observar sombras e luzes Onde Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro, 3277-6325) Quando Neste sábado (14) e domingo (15), às 11h Quanto R$ 70 (inteira); R$ 30 (postos Sinparc).
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MÚSICA Homenagem ao velho amigo Jessica Apresentar, Almeida na próxima quinta (19), o disco “Obrigado Cauby”, gravado em homenagem ao amigo de tantas décadas, Cauby Peixoto (1931-2016), vai ter um gosto especial para Agnaldo Timóteo. Não só porque viveu aqui por mais de dez anos antes de iniciar sua carreira como cantor, mas porque aqui ficou conhecido como Cauby Mineiro. “Eu comecei aí, nos programas de calouro, no ‘Só Para Mulheres’, do Odair Pinto, fui gongado pelo Waldomiro Lobo na rádio Guarani. E virei o Cauby Mineiro porque o imitava, foi assim que cheguei ao Rio de Janeiro, ao programa do César Alencar na Rádio Nacional, indicado pelo Odair”, lembra. O show traz as músicas do álbum lançado no início do ano, inclusive um dueto de Timóteo com o amigo, da icônica “Conceição”, de Jair Amorim e Dunga, gravado, segundo ele, quando Cauby já estava bastante debilitado. “Eu mandei um carro apanhá-lo em seu apartamento em São Paulo. Ele chegou ao estúdio, ouviu a canção num arranjo igual ao da gravação dos anos 1950 e gravou comigo na mesma tonalidade da primeira gravação. Por isso, essa música gravada por mim e pelo Cauby não é uma música, é um documento histórico. Foi certamente um momento memorável da minha vida”, afirma. Ao falar do amigo, que antes de falecer também pôde presenciar o show
MURILO ALVESSO/DIVULGAÇÃO
Qui. 19.out.
Tributo Agnaldo Timóteo presta homenagem ao amigo Cauby Peixoto, falecido no ano passado
em comemoração dos seus 50 anos de carreira, em 2014, o cantor é enfático. “Cauby representa para mim, e verdadeiramente acredito que para milhões de brasileiros, uma lição de diplomacia, um talento inquestionável, e uma cultura privilegiada cantada em seis idiomas. Além de tudo, representa a imprescindível necessidade da elegância. Um artista tem que se apresentar sempre bem vestido pra mostrar seu respeito ao público e isso aprendi com ele”, diz. Produzido por Thiago Marques Luiz, “Obrigado Cauby” tem ainda canções como “A Pérola e o Rubi”, de Haroldo Barbosa, “Tarde Fria”, de Ângelo Apolônio e Henrique Lobo e “Bastidores”, de Chico Buarque. Ao show, Timóteo apresenta também músicas que foram sucesso em sua interpreta-
ção, como “Meu Grito” e “Os Brutos Também Amam”, de Roberto Carlos e “Os Verdes Campos da Minha Terra”, versão de Geraldo Figueiredo da canção de Claude Putman Jr. O projeto é o sucessor de “A Força da Mulher” (2015), disco composto por canções com nomes femininos, que o mineiro de Caratinga diz ter gravado em homenagem à ex-presidente Dilma Rousseff. “Quando fui falar com Lula, que me recebeu duas vezes em audiência, ele nos apresentou e ela foi extremamente simpática. Lamentavelmente, não tive como levar pessoalmente esse presente a ela, mas o fiz com a ex-presidente em mente”, comenta. E o sucessor também já está sendo preparado. Em novembro, Timóteo entra em estúdio para gravar “As Emoções da Rainha”, em homena-
LEILA PENTEADO/DIVULGAÇÃO
gem à amiga e ex-patroa Angela Maria. “Eu sou um guerreiro. Estou sempre criando alguma coisa pra que as pessoas saibam que estou vivo, senão eu morro, como vários colegas que foram mortos em vida, como Carlos Alberto, o rei dos boleros, ou Orlando Dias que morreu anônimo. Faço tudo pra que isso não aconteça com Agnaldo Timóteo”, afirma. Conhecido por ser polêmico, Timóteo é o tema principal do documentário “Eu, Pecador”, do diretor Nelson Hoineff, que estreou no último domingo (8) no Festival do Rio. Próximo de completar 81 anos, na próxima segunda (16), disse que algumas falas suas ficaram fora do tom no filme e que ele poderia ter menos cenas de suas campanhas políticas. Questionado sobre uma possível crueldade na forma como foi retratado pelo fil-
me, como apontou o crítico Mauro Ferreira, ele explica que é um reflexo da sua própria relação consigo mesmo. “Eu sou cruel comigo, com as minhas verdades, as minhas lembranças, as minhas paixões que se foram”, diz. Mas confessa que só viu o filme na estreia e ainda precisa refletir sobre ele. “Depois vou ter que ver de maneira mais tranquila. Eu cheguei a passar mal na sessão de domingo. Mas vamos ver daqui pra frente, o que depreender do que eu fiz”, diz. POLÍTICA Com carreira como parlamentar - já foi deputado federal e vereador do Rio e de São Paulo - Timóteo se candidatou novamente a um cargo na câmara do Rio de Janeiro ano passado, mas teve apenas 4.800 votos. Após terem sido divulgadas, em agosto, notícias de
que estaria tentando se filiar ao PT, ele revela que não conseguiu, mas que seu interesse não é o partido e sim o ex-presidente Lula, de quem se considera um soldado. “Eu e Lula somos colegas torneiros mecânicos (em referência à profissão que exercia antes de se profissionalizar na música). Um homem que chega a São Paulo vindo dos rincões nordestinos de pau de arara, falando ‘pobrema’, ‘subir pra cima’, se tornar o maior presidente da história do país, é admirável”, declara. “Ele deu condições aos pobres de comprar geladeira, televisão, fogão, automóveis. Lula é amado mundialmente, aqui que há certa má vontade com ele, principalmente do juiz Sergio Moro. Às vezes eu acho que o magistrado é militante do PSDB”. Ele frisa, no entanto, que suas opiniões sobre política ficam sempre do lado de fora do palco. “Jamais digo uma vírgula que se refira a política. Falo de canções de amor e da minha história de vida com profundo e absoluto respeito às pessoas que me acompanham há 52 anos. E espero que elas lotem o teatro como o fizeram na minha última apresentação em Belo Horizonte (em 2015) que, a despeito de ter sido num 18 de dezembro ao meio-dia, o que podia me arrebentar, mas quem arrebentou foi o público”, conclui.
Agnaldo Timóteo >– Obrigado Cauby
Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Dia 19 (quinta), às 16h. R$ 100 (inteira).
DOUGLAS MAGNO
celebra a 6 Liniker diversidade em BH
Conhecido por uma música contemporânea e empoderada, Liniker desembarca na capital para participar da festa “Agosto”. O evento promete celebrar a diversidade e a tolerância e traz, para a festa, desde tambores do candomblé à música independente mineira. Um dos convidados é Teago Oliveira, do Maglore. Onde Mercado Distrital do Cruzeiro (r. Opala, s/n°, Cruzeiro) Quando Dia 20 (sexta-feira), às 21h Quanto A partir de R$ 60 (inteira, 1° lote).
homenageia 6 Grupo maestro Paulo Moura
Na terceira etapa do Circuito Baile, o grupo Senta a Pua Gafieira, de Rodrigo Torino (foto), recebe o saxofonista Cléber Alves para prestar homenagens ao maestro Paulo Moura. A banda promete levar para o show seu repertório autoral e clássicos do samba, choro, forró e outros gêneros que compõem a gafieira Onde CentoeQuatro (praça Rui Barbosa, 104, centro) Quando Neste sábado (14), às 22h Quanto R$ 15 (antecipado via Sympla).
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MÚSICA Tributo a Ella Fitzgerald em BH Alex Ella FitzgeBessas rald (1917 – 1996) é, sem sombra de dúvida, uma das vozes mais marcantes do cancioneiro norte-americano. Não à toa é celebrada como a “Primeira Dama da Canção”. E, 2017, diga-se, é especial para ecoar seu canto farto, pois marca o centenário da artista, que recebe tributo na próxima sexta-feira (20), no palco do Grande Teatro do Sesc Palladium. Na ocasião, Leila Pinheiro, Daniel Boaventura e Ellen Oléria cantarão seu repertório ao som de uma big band composta por 17 músicos e, ainda, a Orquestra de Câmara do Sesc. “Embora Ella se apresentasse muito com trios e quartetos, ter uma apresentação com uma big band e orquestra vai dar o campo sonoro necessário para criar uma atmosfera que leve o público para aquele tempo”, avalia o músico Daniel Boaventura. Afinal, “para fazer uma homenagem é preciso ter uma estrutura que dê alcance e que mostre o nosso respeito por essa mulher, uma das responsáveis pela maior contribuição cultural dos EUA para o mundo: o jazz”, completa. O músico e ator baiano lembra que começou a ouvir as músicas da artista na adolescência. “Minhas primeiras referências eram instrumentais, como Miles Davis. Depois, comecei a ouvir os cantores. Vieram Frank
Sinatra, Ray Charles, George Benson...”, recorda. Mas foram as cantoras norte-americanas que ganharam Daniel. “Quando descobri vozes como Ella Fitzgerald e Billie Holiday, comecei a me influenciar mais por elas”. Falando especificamente da homenageada, “o seu virtuosismo, sua técnica vocal e seu timbre me tocavam mais”, elogia. Daniel, é verdade, já incluía algumas músicas de Ella Fitzgerald no repertório de seus shows. De seis canções que vai interpretar em
Sex. 20.out
BBC/DIVULGAÇÃO
inspirou Leila em outros trabalhos musicais. “Ella é ícone máximo do canto, do improviso, da alegria de cantar como quem brinca… Me inspirou na gravação do CD ‘Ceu e Mar’ (2012), em duo com Nelson Farias, e me dá aula de música a cada audição de qualquer um de seus discos clássicos”, diz.
DIEGO BRESSANI/DIVULGAÇÃO
Tributo No centenário de Ella Fitzgerald, espetáculo celebra seu legado musical WASHINGTON POSSATO/DIVULGAÇÃO
RAPHAEL DIAS/DIVULGAÇÃO
Éllen Oléria, Leila Pinheiro (ao centro) e Daniel Boaventura cantam os clássicos de Ella Fitzgerald
BH, quatro já canta há tempos. “São clássicos norte-americanos”, justifica. Por isso, quando recebeu o convite, não teve muita dificuldade para se preparar. ENCONTROS A homenagem também será palco de encontros. Daniel, por exemplo, vai dividir
a interpretação de uma das músicas com a paraense Leila Pinheiro, que também cantará com Éllen Oléria. “Eu conheço o Daniel dos palcos, como ator e cantor, por exemplo, do musical ‘A Família Adams’ – craque absoluto! Canta, dança, representa bem. A Éllen, eu conheço e
admiro muito e estou feliz de podermos cantar juntas neste mega concerto”, elogia Leila. A artista lembra ainda que o projeto foi idealizado pelo baterista brasileiro Rodrigo Rios, hoje radicado em Los Angeles. As músicas que ela vai cantar, diz, foram esco-
lhidas há meses, em longas conversas com o músico. Desde o início, conta, nutre um friozinho na barriga. “É um baita desafio, ainda mais porque não canto muito em inglês. Venho ensaiando pra tentar memorizar as letras há tempos!”, comenta ela. Bem, mas, na verdade, Leila está há muito familiarizada com o repertório de Ella Fitzgerald. “Meus 40 anos de carreira refletem o que ouço há 57 anos e minhas grandes referências sempre foram as vozes que interpretam, que se jogam desamparadas na música e incorporam as letras que cantam”, elabora. A homenageada, aliás, já
NOVOS TRABALHOS Vale dizer, tanto a brasiliense Éllen Oléria quanto Daniel Boaventura e Leila Pinheiro prestam tributo à “Primeira Dama da Canção” entremeio à dedicação a outros projetos. Éllen, por exemplo, lançou no ano passado o álbum solo “Afrofuturista”. Daniel, por sua vez, gravou, no início deste mês, um show no México, cujo DVD deve ser lançado em fevereiro de 2018 lá, e em março aqui. Já Leila começa 2018 pensando na finalização de seu CD, que tem várias parcerias com Roberto Menescal. Ela também lança o CD “Seis com Casca”, onde canta, pela primeira vez, compositores eruditos – Poulenc, Fauré, Kurt Weil, Mahler, em versões para o português feitas pelo poeta eescritor paulista Carlos Rennó.
Cem anos de Ella >Fitzgerald
Show em homenagem à ‘Primeira Dama da Canção’. Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1046, Centro). Dia 20 (sexta), às 21h. R$ 80 (inteira).
Maglorelevantasuasbandeiras Sáb. 21.out.
DUANE CARVALHO/DIVULGAÇÃO
Banda baiana Maglore lança em BH seu quarto disco, “Todas as Bandeiras”
A banda baiana Maglore retorna à capital no próximo sábado (21) para apresentar seu quarto disco, “Todas as Bandeiras”. O álbum apresenta dez faixas que trazem guitarras numa levada dançante e letras acuradas sobre os tempos em que vivemos. E as ‘bandeiras’ levantadas pelo Maglore são pela “pluralidade”. “O disco é analítico. Acho que faz um recorte histórico do nosso tempo, fala sobre ansiedade, separação, amor, e sobre um clima de insurgência contra o status quo em que a gente vive agora”, conta Teago Oliveira, vocalista do grupo. O músico rebate o fato de o álbum ter sido considerado político pela crítica. “Não me sinto confortável para fazer panfleto, o disco foi feito a partir de experiências de vivências. É uma leitura sobre esse mundo louco em que vivemos”. Ele reconhece, no entanto, que pro-
por tal temática já é, por si só, um ato de resistência. Fotografias de paisagens urbanas sobrepostas compõem a capa do álbum, onde o artista visual Azevedo Lobo destaca um caleidoscópio de cores quentes. A imagem representa bem a atmosfera do disco. A banda buscou referências do rock psicodélico e das baladas dos anos 80 para aplicar os efeitos principalmente nas linhas de guitarra. “Nos sentimos confortáveis em mexer com isso (efeitos) nos arranjos que tínhamos”, afirma Teago, que conta que foi ouvindo João Bosco em “Galos de Briga” (1976), e John Lennon, em “Mind Games” (1973), que começou a pensar “Todas as Bandeiras”. A Maglore representa a safra recente do indie rock brasileiro, mas suas composições não se restringem ao rock alternativo. Dialogam
com o samba, como em “Jogue Tudo Fora”, e com a MPB e o frevo, como em “Valeu, Valeu”. “As músicas estão mais misturadas, não têm uma estrutura verso-refrão, estão mais longas, possuem um flow mais livre. Diferente de ‘III’ (2015), (álbum) em que as músicas têm um formato tipo pílula”, diz Teago. O lançamento n’ A Autêntica traz também o repertório dos outros discos da banda, como o já citado “III”, “Vamos Pra Rua” e “Veroz”. A noite ainda conta com mais rock independente dos mineiros do O Caso e os cariocas da Dama da Noite. * João H. Motta, sob supervisão de Marília Mendonça
> Maglore
Lançamento do álbum “Todas as Bandeiras”. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Dia 21 (sábado), às 22h. R$ 30
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MÚSICA Popstars no calendário de BH KEVIN WINTER/AFP
Alex Estilose geraBessas ções distintas, mas, em comum, o fato de moverem legiões. Um, britânico, é uma lenda viva. O outro, norte-americano, engrossa uma nova leva. Ambos desembarcam em BH nos próximos dias. Sir Paul McCartney, claro, no Mineirão – na terça (17). Já John Mayer, na Esplanada do mesmo estádio, na sexta (20). McCartney é influência confessa na formação de Mayer – tanto que, em 2013, ele interpretou “Don’t Let Me Down”, do Beatle (parceria com John Lennon). Mas mesmo que não bebam na mesma fonte quando o assunto são as veredas musicais que percorrem, os dois compartilham, sim, fãs. Gente como o baterista Daniel Fonseca, das bandas O Caso e Daparte, que fará uma mini maratona para assistir aos dois shows esta semana. “Na terça, quero chegar cedo, ficar perto da grade”, diz,sobre o showde McCartney – ele, aliás, já assistiu ao ex-Beatles na capital mineira. Depois, Fonseca se dará uma descanso para encarar o show de Mayer. Mas entre as datas, “vou ouvir as músicas de um, curtindo a nostalgia, lembrando daqueles momentos ainda frescos na memória, e ao mesmo tempo ouvir as canções do outro já me preparando”. O moço começou a ouvir as músicas de Mayer por influência da MTV. A identificação musical veio com o projeto John Mayer Trio, de blues-rock, encabeçado pelo norte-americano. “Foi quando comecei a tocar algo dele”, lembra Fonseca. Já Paul,
O astro Paul McCartney volta a BH quatro anos após sua primeira apresentação na capital
DENILTON DIAS
ele ouve “desde sempre”. “Lembro do meu pai colocando CDs e dos meus tios com seusLPs”.Aliás,foiainda nainfância que tomou gosto pelo artista, que classifica como “maior compositor de música pop de todos os tempos”. Outro que se dobra ao componente dos Fab Four é David Ribeiro, baixista da banda Volta Elétrica. O músico já assistiu a dois shows do artista no Brasil – uma vez no Rio de Janeiro, outra em BH. Alguma dúvida que ele iria ao terceiro? “É o Paul! Um cara que tem 75 anos e é um monstro em cima do palco. Um artista que já vi fazer três horas de show sem intervalo para beber um gole de água sequer. Isso, fora a qualidade de todos os músicos que o acompanham. É uma coisa de outro mundo!”, exalta.
Daniel Fonseca se prepara para uma mini maratona esta semana: shows de Paul e Mayer SUZANNE CORDEIRO/AFP
BIS Em busca da terceira experiência batendo continência ao vivo para Paul McCartney, Ribeiro, que é de Lagoa da Prata, decidiu ir
acompanhado. “Seremos 18 pessoas em uma van”, comenta animado. Desafiado a compartilhar experiências, ele diz que, sem dúvida, a memória que permanece mais vi-
INGRESSOS Ainda há ingressos para ambos osshows em BH. Confira: Show de Paul McCartney Com a turnê internacional ‘One on One’, o ex-Beatle volta a desembarcar na capital mineira Quando Dia 17 (terça-feira), abertura dos portões às 17h30, show às 21h30 Onde Estádio do Mineirão (avenida Antônio Abrahão Caram, 1001, Pampulha) Quanto A partir de R$ 350 (inteira), no site premier.ticketsforfun.com.br O músico norte-americano John Mayer se apresenta pela primeira vez em BH
Show de John Mayer Com a turnê ‘The Search For Everything World’, que tem base no disco homônimo, lançado no início de 2017, John Mayer se apresenta em BH Quando Dia 20 (sexta-feira), às 21h Onde Esplanada do Mineirão (avenida Presidente Carlos Luz, São Luiz) Quanto A partir de R$ 240 (inteira), no site www.livepass.com.br
va é justamente da sua primeira vez. “Um baixo que me pertencia, e que era igual ao do Paul, tinha acabado de ser roubado”, lamenta, reforçando que ir ao show, porém, acabou atuando como um “anestésico necessário”. Na plateia, diante do poderio musical da lenda, acabou esquecendo o revés, enquanto estava lá, vibrando e soltando a voz ao som de hits. Os fãs de John Mayer também entram em catarse e clamam por um bis. Com veemência. O publicitário Angelo Araújo debutou em uma apresentação do músico em 2013, quando o norte-americano tocou numa edição do Rock in Rio. “Aliás, devo confessar que eu fui ao festival só por conta do show dele”, lembra o fã. E do que ele gostou mais? “Olha, difícil falar de um momento só”, esquivase. “Mas quando ele tocou com a guitarra no chão, nossa, eu arrepiei”, entrega. Araújo, por sinal, está na expectativa pela apresentação na cidade desde o seu anúncio. “Participo da páginade um grupo de fãs no Facebook, então, fiquei procurando saber de tudo, desde o início. Quando abriram as vendas dos ingressos, já logofui comprar”. A expectativa é ainda maior por ser apresentação única, “algo maior do que o que vi no festival”. O publicitário começou a ouvir as músicas de Mayer na adolescência, aos 16 anos. Daniel Fonseca, ao contrário, está indo pela primeira vez assistir a Mayer. A expectativa é boa: “Ele é guitarristamuito virtuoso, reconhecido no meio musical”.
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FESTIVAL DE ARTE NEGRA As mulheres em destaque KELLY KNELVES/DIVULGAÇÃO
Laura A nona ediMaria ção do Festival de Arte N e g r a (FAN), que acontecerá entre os dias 15 e 22 de outubro em diversas pontos da cidade, com programação totalmente gratuita, tem como eixo central o protagonismo das mulheres negras nas artes. Batizada de “FAN Mulher”, a edição terá entre as atrações principais shows das cantoras Karol Conká, Zezé Motta e da ex-participante do “The Voice” Ellen Oléria, além do espetáculo “Vaga Carne”, da atriz Grace Passô. “Tudo o que a gente tem de deficiência para as pessoas negras fica ain-
da mais em evidência quando se trata de mulheres. Por isso, temos uma programação que exalta essas mulheres artistas”, afirma a DJ Black Josie, uma das curadoras do FAN. A principal homenageada desta edição é a artista Joaquina Maria da Conceição da Lapinha, primeira cantora lírica negra de que se tem registro. “Tem-se a ideia de que os negros estão ligados apenas aos instrumentos de percussão. A gente pertence ao soul e ao samba e também estamos presentes na música erudita”, diz Black Josie. “Precisamos conhecer nosso passado musical. Tivemos violinistas e compositores negros de renome. Temos que lotar o teatro
com música erudita assim como lotamos com samba”, completa ela. O FAN contará com aproximadamente cem atrações, divididas entre shows, apresentações teatrais, rodas de conversa, exposições e filmes, além de uma programação dedicada às crianças, o Fanzinho. Na opinião da curadora, as atrações mais esperadas são a ópera “Porgy and Bess” – que homenageia Joaquina Maria da Conceição da Lapinha (leia mais sobre o espetáculo que será apresentado na abertura do FAN, neste domingo, na página 16) – e shows de DJs que contemplam o repertório de Nina Simone e Elza Soares. Este ano, o festival será
EDUARDO TROPIA/DIVULGAÇÃO
FRED OTHERO/DIVULGAÇÃO
realizada com orçamento de R$ 900 mil, R$ 200 mil a menos que na edição de 2015. O número foi anunciado pela coordenadora do festival, Rosália Diogo, em coletiva realizada ontem no Teatro Francisco Nunes – que contou também com as presenças do Secretário de Cultura, Juca Ferreira, e do presidente da Fundação Municipal de Cultura (FMC), Rômulo Avelar. Mesmo com menos dinheiro em caixa, a nona edição do festival é maior em relação à de 2015. “Conseguimos ampliar em dois dias graças às parcerias envolvendo o Sesc, a Fundação Clóvis Salgado e outros agentes culturais da cidade”, diz Rosália.
DANIEL FONTANA/DIVULGAÇÃO
DESTAQUES
Grace Passô
O quê Show de Karol Conká, que apresenta o disco “Batuk Freak” Quando 19.10, às 22h Onde Palco Baobá do Parque Municipal Américo Renné Giannetti (av. Afonso Pena, 1.377, centro)
O quê Roda de conversa “O Protagonismo da Mulher Negra no Brasil”, com Elisa Lucinda Quando 18.10, às 19h30 Onde Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro)
O quê Shows de Zezé Motta e de Éllen Oléria Quando 21.10, a partir das 20h30 Onde Parque Municipal Américo Renné Giannetti (av. Afonso Pena, 1.377, centro)
O quê Espetáculo “Vaga Carne”, de Grace Passô Quando 20.10, às 20h Onde Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, 1.377, centro)
E mais... A programação do FAN é gratuita. Confira data, local e horário de cada um dos eventos no site www.fanbh.com.br
Disco voador pousa na capital Em uma declaração de amor à mineiridade, o escritor João Guimarães Rosa eternizou os versos “Minas Gerais é muitas”. De Wagner Tiso, de Fernando Brant e de coração de Milton Nascimento, uma das várias faces de Minas Gerais, o sul do Estado, foi responsável por revelar grandes pérolas da composição musical para o país. Apesar dos importantes nomes que surgiram em cidades do sul, como Poços de Caldas e Três Pontas, a região sumiu do foco da música mineira nos últimos anos. Para trazer essa produção de volta para a cena, o casal de músicos Wolf Borges e Jucilene Buosi desembarca no próximo dia 18, na sala Juvenal Dias, ao lado de outros dez artistas, para apresentar o show “Vozes do Interior” e o documentário “Falsete”. Aliás, “desembarcar” talvez não seja a melhor expres-
WOLF BORGES/DIVULGAÇÃO
Qua. 18.out.
Mineira de Poços de Caldas, Jucilene Buosi é uma das representantes da voz sul-mineira MYRIAM VILAS BOAS/DIVULGAÇÃO
são. Isto porque, segundo Wolf, a “invasão sul-mineira” à capital vem capitaneada por um ícone do sul de Minas. “Um dos símbolos do show é o disco voador, afinal o ET de Varginha é o nosso mestre de cerimônias e vai nos levar a BH em sua aeronave”, brinca. Figuras ilustres, como os compositores Sérgio Santos,
Ismael Tiso e Casquídeo embarcam com o ET em um show onde cada músico traz para o palco duas ou três canções inéditas e de peso em suas carreiras, para criar um painel geral de tudo que está sendo produzido na região. A escolha dos artistas para o show, aliás, nasceu da vontade de apresentar para a capital mineira as sonoridades
Brant está em documentário
do sul. “Existe uma textura de composições aqui que, inclusive, foi o berço de músicos do Clube da Esquina. O sul de Minas sempre teve uma verve composicional muito interessante e o que nós sentimos é que estamos muito longe da capital e, muitas vezes, quem é de BH até acredita que nós, do sul, sejamos muito paulistas. E isso não é verdade. Nós temos uma mineiridade muito própria, a nossa Minas Gerais é diferente”, expõe Wolf. Foi para ajudar a contar a história própria do cancioneiro sulista que o casal produziu, no ano passado, um documentário sobre a identidade sonora do lugar. Se toda região tem um traço característico em sua produção musical, o do sul mineiro é o falsete. A técnica que visa produzir notas mais agudas do que as habituais é amplamente utilizada por intérpretes masculinos e, não é à toa, que este é
o nome do documentário produzido. Conduzido por Jucilene Buosi, o longa reúne bate-papos da cantora com importantes artistas do lugar para contar a história da música feita ali. Entre os entrevistados está Fernando Brant que deixa registrado, no filme, seu último depoimento feito em vida. “Nós fomos até ele com a intenção de saber o que a música dele guarda do sul de Minas e ele nos disse como a paisagem exuberante da região inspirou suas canções, bem como o modo interiorano das pessoas daqui”, pontua Jucilene. * Lara Alves, sob supervisão de Marília Mendonça
> Vozes do Interior
Exibição do documentário “Falsete” e show com compositores mineiros. Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537). Dia 18 (quarta), às 18h. R$ 5.
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#FICAADICA DOUGLAS SMITH/DIVULGAÇÃO
de Elvis Presley relembra sucessos 6 Cover do rei do rock em Belo Horizonte
O cover britânico de Elvis Presley, Ben Portsmouth apresenta o show em tributo ao cantor norte-americano no Teatro Bradesco. O espetáculo “The King is Back” traz a banda The Taking Care Elvis Band e reúne o repertório de todas as fases do músico. No repertório, canções como “Love me Tender”, “It’s Now or Never”, “Bridge Over Troubled Water”, “Suspicious Minds”. Onde Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes) Quando Dia 18 (quarta-feira), às 21h Quanto A partir de R$ 140 (inteira, setor II)
GRANDE FINAL
GAROTO GAROTASUPER
PABLO BERNARDO/DIVULGAÇÃO
2017 Zimun lança o disco “Sobre o Bom 6 Banda Senso e O Senso Comum” no Hipdop.doc
OUTUBRO (SEXTA) KM de Vantagens Hall
1º LOTE Arquibancada: R$50 (inteira) R$25 (meia-entrada)*
CLASSIFICAÇÃO: 16 ANOS
20 21H
*Meia entrada válida para menores de 21 anos, estudantes e maiores de 60 anos. É expressamente necessária a apresentação do documento que comprove o benefício no ato da compra e na entrada do evento. * Ponto de Venda: KM de Vantagens Hall 31
2138-3926
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@garotoegarotasuper Produção
Realização
O grupo formado por músicos da cena independente de BH é conhecido por unir o jazz, o hip hop e o afrobeat em um caldeirão psicodélico e vibrante. Lançado recentemente, o dançante disco “Sobre o Bom Senso e O Senso Comum” será apresentado no festival Hipdop.doc, que também traz a Família de Rua e o Duelo de MC’s, além de outras atrações ao viaduto Santa Tereza. Onde Viaduto Santa Tereza (r. Aarão Reis, centro) Quando Neste domingo (15), a partir das 15h Quanto Entrada gratuita
sábado (14) ANTHONIO E LUIZA LARA Show “Canções e Momentos” relembra as canções de Elis Regina e Milton Nascimento. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537). Às 21h. R$ 30 (inteira)
Melo, 1090, Barro Preto). Às 11h. R$ 6 (inteira)
EXÉRCITO DE BEBÊS Show “Exército de Bebês”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046). Às 20h. R$ 20 (inteira)
quinta (19)
BRUNO COSENTINO Cantor apresenta o show Homem Flores que reúne os álbuns “Babies” e “Corpos São Feitos Para Encaixar Depois de Morrer”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046). Às 20h. R$ 20 (inteira)
PAULO RICARDO Show “On The Rock” apresenta novos lançamentos em formato intimista. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 21h. R$ 80 (inteira)
domingo (15) CONCERTOS PARA A JUVENTUDE Orquestra Filarmônica apresenta “Era uma vez o mundo das crianças”. Sala Minas Gerais (Tenente Brito
RENATA OSAR Juninho Fiúza e Renata osaR apresentam EP. Soleá (r. Sergipe, 1199, Savassi). Às 21h. R$ 30 (inteira)
sexta (20) ENZO BANZO Cantor debuta em álbum de poemas musicados. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046). Às 20h. Entrada gratuita
MÚSICA CLÁSSICA INDIANA Fundação de Educação Artística apresenta o canto Dhupard. Sala Sergio Magnani (r. Gonçalves Dias, 320). Às 20h30. R$ 20 (inteira)
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CINEMA Costurando um cangaço épico SONY/DIVULGAÇÃO
Daniel Foi na época Oliveira em que dirigiu “Gonzaga: De Pai para Filho” que Breno Silveira teve contato com a história do cangaço e decidiu que queria fazer um filme sobre Lampião. Mas assim como em “2 Filhos de Francisco”, em que ele usou o pai para contar a história do filho; e “Gonzaga”, em que usou o filho para contar a do pai, o cineasta queria que seu longa fosse do ponto de vista de Maria Bonita. Só que, depois de muito tempo tentando encontrar material sobre a cangaceira, descobriu que não existe quase nada. Foi quando Cristiane Lavigne (irmã de Paula Lavigne, empresária e mulher do cantor Caetano Veloso) lhe apresentou o livro “A Costureira e o Cangaceiro”, da escritora Frances de Pontes Peebles. “Era uma ficção, mas tinha tudo e mais um pouco. Misturava duas coisas que eu prezo muito e são tônicas do meu trabalho: brasilidade e laços familiares”, lembra Silveira. Desse encontro, nasceu “Entre Irmãs”, que estreia nesta semana nos cinemas
Atenção! A programação a seguir refere-se a estem fim de semana, dias 14 (sábado) e 15 (domingo)
pré-estreia DE VOLTA PARA CASA (Home Again, EUA, 2017, 1h38, 12 anos) Dir. Hallie Meyers-Shyer. Com Reese Witherspoon, Nat Wolff, Pico Alexander. Durante a comemoração de seu aniversário de 40 anos, a recém-divorciada Alice conhece três aspirantes a cineastas que precisam de um lugar para morar e decide hospedá-los temporariamente, mas o acordo gera situações inesperadas. BH Shopping 1: 17h10(somente sábado) Cidade 2: 21h (sessão dublada)
estreias AS AVENTURAS DO CAPITÃO CUECA – O FILME (*) (Captain Underpants: The First Epic Movie, EUA, 2017, 1h29, livre) Dir. David Soren. Jorge e Haroldo são amigos inseparáveis. Quando são ameaçados de serem separados da turma, Jorge usa um anel hipnótico contra o diretor, que faz com que ele obedeça a todas as suas ordens, e decide transformá-lo no Capitão Cueca. Big Shopping 2: 15h30 Big Shopping 5: 16h30 Boulevard 2: 13h10, 15h05
da cidade. Descrito pelo diretor como um “épico do ponto de vista de duas mulheres”, o longa conta a história das irmãs Luzia (Nanda Costa) e Emília (Marjorie Estiano), criadas pela tia, a costureira Sofia (Cyria Coentro), no sertão pernambucano. Já crescidas, a resoluta Luzia é sequestrada pelo bando do cangaceiro Carcará (Julio Machado) e se junta a eles, enquanto a romântica Emília se casa com o advogado Degas (Rômulo Estrela) e vai morar no Recife, mas descobre que seu príncipe tem segredos – e aprende com muita dor a não depositar sua felicidade nas mãos de um homem. O filme é essencialmente a história de duas mulheres criadas numa espécie de “oásis” de liberdade feminina, que são capturadas e aprisionadas num mundo de homens. E passam as duas horas e 40 minutos de projeção tentando se libertar, como os passarinhos que Luzia solta de suas gaiolas. E para um diretor que, até agora, nunca havia comandado um projeto protagonizado por uma mulher, entrar nesse universo e contar a história a partir desse olhar feminino criado por Frances foi o maior desafio da produção.
Cidade 5: 11h50(somente domingo), 14h30, 18h30, 20h40 Contagem 1: 14h, 18h30 Del Rey 1: 13h30, 17h10 Itaú Power 6: 13h30, 17h10 Minas 2: 13h30, 17h10, 21h Paragem 5: 15h, 18h45 Monte Carmo 5: 13h30, 17h10 Pampulha 3: 14h, 15h45, 17h35, 19h25 Shopping Estação 5: 13h45, 16h Shopping Norte 2: 16h30 Shopping Norte 3: 14h35 Via Shopping 4: 13h30, 17h10 Sessões 3D: BH Shopping 8: 13h15, 15h30, 17h50, 20h10 Big Shopping 5: 14h30, 18h30 Boulevard 2: 17h Cidade 5: 16h30 Contagem 1: 16h10, 20h30 Del Rey 1: 15h20, 19h Diamond 5: 14h20, 16h30, 18h40, 21h Itaú Power 6: 15h20, 19h Minas 2: 15h20 Monte Carmo 5: 15h20, 18h Paragem 5: 16h50, 20h50 Partage Shopping Betim 6: 14h15, 16h30, 18h45, 21h Pátio Savassi 4: 12h, 14h15, 16h25, 18h40 e 20h50 Shopping Estação 3: 12h30, 14h45, 17h e 19h30 Shopping Norte 2: 14h30 e 18h30 Via Shopping 4: 15h20 e 19h (*) Sessões dubladas
COMO SE TORNAR O PIOR ALUNO DA ESCOLA (Brasil, 2017, 1h46, 12 anos) Dir. Fabrício Bittar. Com Bruno Munhoz, Carlos Villagrán, Daniel Pimentel. Bernardo e Pedro são estudantes e enfrentam as clássicas tarefas escolares. Pedro encontra um diário de como provocar o caos na escola sem ser pego. Betim 2: 16h40, 18h40, 20h50 BH Shopping 7: 12h40, 15h20, 18h10, 20h50 Cidade 8: 14h30, 16h40, 18h50, 20h50
Dupla Nanda Costa e Marjorie Estiano vivem irmãs em filme de Breno Silveira
Silveira receou não ser a pessoa certa para o trabalho, mas encontrou a resposta – adequadamente, dado o tom familiar de todas as suas obras – dentro de casa, com suas duas filhas. “Convivo muito com elas. A mais nova tinha muito da Luzia, taurina, de partir para cima.
E a mais velha estuda moda, também costura, e é aquariana, vive achando que o sonho dela está em outro lugar, como a Emília. Isso me ajudou muito a dirigir as duas”, revela. E em meio ao tom épico de “Entre Irmãs” – que usa as duas protagonistas para
retratar a história do cangaço e da ascensão política do presidente fascista “Tenório” Vargas, com a passagem de um zepelim, um campo de refugiados que lembra “Vinhas da Ira”, cenas de motim e de batalhas filmadas no meio do sertão e referências que vão de Jo-
Contagem 7: 14h30, 16h50, 18h50, 20h50 Del Rey 4: 14h, 16h10, 18h20, 20h30 Diamond 3: 14h30, 17h05, 19h30, 22h Itaú Power 4: 16h15, 18h30, 20h45 Minas 6: 14h20, 18h30, 20h40 Monte Carmo 3: 14h20, 18h40, 20h50 Pampulha 5: 14h45, 16h55, 19h05, 21h10 Paragem 4: 14h30, 16h40, 18h50, 21h Partage Shopping Betim 3: 13h40, 16h20, 18h55, 21h30 Pátio Savassi 1: 13h20, 15h50, 18h30, 21h20 Shopping Estação 6: 14h15, 16h40, 19h, 21h30 Via Shopping 5: 14h10, 16h20, 18h30 e 20h40
FAMÍLIA
18h30(*), 21h15 Big Shopping 4: 14h50, 16h50, 18h50, 20h50 (*) Boulevard 4: 17h15, 19h15, 21h15 Cidade 3: 12h(somente domingo), 14h50, 16h50, 18h50, 20h50 (*) Contagem 4: 15h(*), 17h(*), 19h(*), 21h Del Rey 5: 13h50, 18h40 Del Rey 6: 17h10, 21h10, 23h(somente sábado) Itaú Power 2: 17h20, 19h20, 21h15 (*) Minas 1: 15h50 (*) Minas 2: 19h (*) Minas 3: 21h10 (*) Monte Carmo 2: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 (*) Pampulha 2: 15h(*), 17h, 19h(*), 21h(*) Paragem 1: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Partage Shopping Betim 1: 14h05(*0, 16h45(*), 19h10 e 21h35(*) Pátio Savassi 7: 12h40, 15h, 17h15, 19h35 e 22h Shopping Estação 4: 13h30, 15h45, 18h10, 20h30 (*) Shopping Estação 5: 22h20 Shopping Norte 3: 16h35, 18h35, 20h35 (*) Via Shopping 1: 13h50, 19h20, 21h10 (*)
DETROIT EM REBELIÃO (Detroit, EUA, 2017, 2h23, 14 anos) Dir. Kathryn Bigelow. Com John Boyega, Algee Smith, Will Poulter. No ano de 1967, Detroit vive cinco dias de intensos protestos e violência. Um ataque policial na cidade resulta em um dos maiores protestos na história dos EUA. Belas 2: 11h(*)(somente sábado), 16h10, 21h10 Diamond 2: 19h, 22h10 Ponteio 3: 16h10, 21h10 (*) Clube do professor. Necessário a comprovação do mesmo
ENTRE IRMÃS (Brasil, 2017, 2h46, 12 anos) Dir. Breno Silveira. Com Nanda Costa, Júlio Machado, Marjorie Estiano. Pernambuco, década de 1930. Luzia e Emília são irmãs que vivem em Taguaritinga do Norte, com a tia Sofia, que lhes ensinou o ofício de costureira. A vida delas muda quando o cangaceiro Carcará cruza seus caminhos. BH Shopping 9: 14h, 17h40, 21h20 Boulevard 1: 15h30, 20h40 Diamond 4: 18h05, 21h30 Ponteio 2: 17h20, 20h30
LOGAN LUCKY – ROUBO EM
(Logan Lucky, EUA, 2017, 1h58, 14 anos) Dir. Steven Soderbergh. Com Channing Tatum, Adam Driver, Daniel Craig. Durante uma corrida do maior campeonato de stock car dos Estados Unidos, uma dupla de irmãos caipiras tenta realizar um ambicioso assalto. BH Shopping 6: 19h20, 22h05 Pátio Savassi 2: 16h30, 21h35, 0h15(somente sábado) Ponteio 3: 13h50, 18h50 Ponteio 4: 16h40
O MELHOR PROFESSOR DA MINHA VIDA (Les Grands Esprits, Françca, 2017, 1h46, 12 anos) Dir. Olivier Ayache-Vidal. Com Denis Podalydés, Léa Drucker. François Foucault, um professor de 40 anos, é forçado a aceitar ser transferido por um ano para um colégio que fica nos subúrbios de Paris. Belas 2: 14h, 19h
A MENINA ÍNDIGO (Brasil, 2017, 1h39, Livre) Dir. Wagner de Assis. Com Murilo Rosa, Fernanda Machado, Letícia Braga. Sofia descobre, em meio às habilidades de pintar, o dom de conseguir curar doenças. A notícia chega às mãos de uma jornalista sensacionalista. Para proteger a garota, seus pais separados precisam se unir. Belas 3: 21h30 Cidade 1: 16h40
A MORTE TE DÁ PARABÉNS (Happy Death Day, EUA, 2019, 1h36, 12 anos) Dir. Christopher Landon. Com Jessica Rothe, Charles Aitken, Israel Broussard. Uma mulher é assassinada e fica presa em um ciclo vicioso entre vida e morte. Ela deve resolver o mistério de sua própria morte, ressuscitando até descobrir o responsável. Betim 3: 16h40, 18h40, 20h40 (*) BH Shopping 4: 13h40(*), 16h10,
(*) Sessões dubladas
em cartaz
hn Ford a “Era uma Vez na América” e “E o Vento Levou” – a maior preocupação do cineasta era sempre conter sua “fissura” de menino com essas sequências de ação e lembrar de quem era a história que estava contando. “Volta e meia, eu tinha que me fazer uma autocrítica e lembrar que aquela guerra era vista por uma mulher grávida como uma tragédia”, explica. Esse ponto de vista funciona nas sequências do cangaço – que, mesmo não trazendo nada de novo ao que o cinema já mostrou sobre o tema, são inegavelmente bem-realizadas. Na história de Emília, porém, ele se torna frustrante e incômodo, à medida que fica claro que a história é bem mais do marido do que da protagonista. Por mais que Silveira seja um dos poucos cineastas brasileiros capazes de extrair atuações melodramáticas de seu elenco num tom cinematográfico, e não televisivo, o talento e o carisma de Marjorie Estiano parecem desperdiçados em uma história que não é dela, recorrendo a um chororô repetitivo que beira o novelesco.
Big Shopping 2: 17h20, 20h20 (*) Cidade 4: 14h10 e 17h20 (*) Contagem 3: 14h10, 17h20 e 20h30 (*) Del Rey 2: 12h30(somente sábado), 14h(somente domingo), 15h30(somente sábado), 17h20(somente domingo), 18h50(somente sábado), 20h40(somente domingo), 22h20(somente sábado) Diamond 1: 14h10 Itaú Power 5: 14h45, 17h40 (*) Minas 1: 17h40 (*) Monte Carmo 4: 17h30, 20h40 (*) Paragem 3: 17h30, 20h40 (*) Shopping Norte 5: 17h45, 20h40 (*) Via Shopping 2: 20h50 (*) Sessões 3D: Betim 1: 20h40 (*) BH Shopping 2: 14h30, 18h, 21h30 Boulevard IMAX: 14h20, 17h30, 20h40 Cidade 4: 20h30 Diamond 1: 17h30, 20h50 Itaú Power 5: 20h40 (*) Minas 1: 20h40 (*) Pampulha 1: 17h50, 20h55 (*) Partage Shopping Betim 2: 18h30, 22h(*) Pátio Savassi 5: 14h40, 18h05, 21h45 Ponteio Premier: 14h20, 17h30, 20h40 Shopping Estação BH 2: 18h30, 22h (*) (*) Sessões dubladas
BLADE RUNNER 2049 (Blade Runner 2049, EUA, 2017, 2h43, 14 anos) Dir. Denis Villeneuve. Com Ryan Gosling, Harrison Ford, Jared Leto. O novato oficial K desenterra um terrível segredo que pode mergulhar a sociedade no completo caos e o leva numa busca frenética por Rick Deckard. Belas 1: 16h e 21h Betim 1: 17h30 (*)
CHURCHILL (Churchill, Reino Unido/ EUA, 2017, 1h45, 12 anos) Dir. Jonathan Teplitzky. Com Brian Cox, John Slattery, Miranda Richardson. Junho de 1944. O primeiro-ministro Winston Churchill planeja o Dia D, enquanto teme repetir o mesmo erro que, em 1915, levou ao massacre de centenas de milhares de soldados em Galípoli. Ponteio 4: 14h30, 19h, 21h15
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almanaque
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 14 a 20 de outubro de 2017
CINEMA ANIMA MUNDI/DIVULGAÇÃO
em cartaz (continuação) CHOCANTE (Brasil, 2017, 1h34, 12 anos) Dir. Johnny Araújo, Gustavo Bonafé. Com Bruno Garcia, Bruno Mazzeo, Lúcio Mauro Filho, Marcus Majella. A boy band brasileira Chocante fez sucesso nos anos 90. Vinte anos mais tarde, os antigos colegas se reúnem no funeral de um deles e decidem se apresentar mais uma vez. Betim 2: 14h40 BH Shopping 10: 16h40, 19h10 Big Shopping 3: 16h Boulevard 1: 13h30, 18h40 Cidade 1: 20h40 Contagem 8: 16h30, 20h30 Del Rey 7: 16h40, 20h50 Diamond 2: 13h50 Itaú Power 1: 20h50 Minas 6: 16h30 Monte Carmo 3: 16h40 Pampulha 4: 18h55, 20h55 Paragem 3: 20h30 Partage Shopping Betim 2: 16h10 Pátio Savassi 2: 19h10 Shopping Estação 1: 17h40, 20h Shopping Norte 5: 16h Via Shopping 4: 20h50
COMO NOSSOS PAIS (Brasil, 2017, 1h42, 12 anos) Dir. Laís Bodanzky. Com Maria Ribeiro, Clarisse Abujamra, Paulo Vilhena. Ao mesmo tempo em que precisa cuidar das filhas, manter seus sonhos, seus objetivos profissionais e enfrentar as dificuldades do casamento, Rosa recebe uma notícia bombástica da mãe, Clarice, com quem tem uma relação conflituosa. Belas 3: 15h, 17h Cine 104: 20h45(somente sábado) Ponteio 2: 15h15
D.P.A – O FILME (Brasil, 2016, 1h30, Livre) Dir. André Pellenz. Com Anderson Lima, Letícia Braga, Pedro Henriques Motta. Os Detetives do Prédio Azul – Pippo, Sol e Bento, com a ajuda de Tom, Mila e Capim – são confrontados com o maior caso de suas vidas: salvar o próprio edifício da destruição. BH Shopping 10: 14h10 Partage Shopping Betim 2: 14h
DUAS DE MIM (Brasil, 2017, 1h22, 12 anos) Dir. Cininha de Paula. Com Thalita Carauta, Latino. Suellen é uma cozinheira que trabalha duro para manter sozinha o filho pequeno, a irmã mais nova e a mãe. Um dia, seus sonhos viram realidade: ela se divide em duas. Sua cópia, idêntica fisicamente, tem diferenças de personalidade, sendo muito mais extrovertida e corajosa. Cidade 1: 14h40 e 18h40 Contagem 8: 14h40 e 18h40 Del Rey 7: 14h40 e 18h50 Itaú Power 4: 14h15 Via Shopping 1: 17h40
IT – A COISA (It, EUA, 2017, 2h15, 14 anos) Dir. Andrés Muschietti. Com Bill Skarsgård, Finn Wolfhard, Jaeden Lieberher. A pacata rotina da cidade de Derry é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. Betim 3: 14h (*) BH Shopping 3: 18h50, 21h50 Big Shopping 5: 20h30 (*) Boulevard 2: 18h50, 21h20 Cidade 7: 13h30, 18h20, 21h (*) Contagem 6: 15h40, 18h20, 21h (*) Del Rey 5: 16h, 20h40 Del Rey 7: 22h50(somente sábado) Itaú Power 3: 15h50, 18h25, 21h (*) Minas 4: 13h30, 16h, 18h40, 21h15 (*) Monte Carmo 1: 21h (*) Partage Shopping Betim 4: 21h50 Partage Shopping Betim 5: 14h50, 17h50 e 20h50 (*) Pátio Savassi 8: 22h05 Shopping Estação 1: 22h10 (*) Shopping Norte 1: 20h40 (*) Via Shopping 3: 15h30, 21h (*) (*) Sessões dubladas
EMOJI – O FILME (*) (Emoji, EUA, 2017, 1h26, livre) Dir. Tony Leondis. Todos os emojis têm somente uma expressão facial, com exceção de Gene, que nasceu com um bug em seu sistema. Determinado a se tornar um emoji normal, ele vai encarar uma jornada nos aplicativos de celular mais populares desta geração. Betim 1: 13h40 Contagem 6: 13h50
Del Rey 3: 19h10 Itaú Power 5: 13h Minas 1: 14h
2h) Quarta-feira (18) 17h “Grandes Olhos” (EUA, 201, 1h46)
Sessão 3D: BH Shopping 3: 16h30
Quinta-feira (19) 17h “A Casa dos Maus Espíritos” (EUA, 1959, 1h15) Dir. William Castle 19h “Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas” (EUA, 2003, 2h05)
(*) Sessões dubladas
KINGSMAN – O CÍRCULO DOURADO (Kingsman: The Golden Circle, Reino Unido/ EUA, 2017, 2h21, 16 anos) Dir. Matthew Vaughn. Com Taron Egerton, Colin Firth, Mark Strong. Após o fim do Kingsman num ataque de mísseis, Eggsy e Merlin vão aos EUA à procura da organização secreta Statesman. Juntos, eles precisam derrotar a responsável pelo ataque, a traficante Poppy. Big Shopping 3: 17h50, 20h35 (*) Boulevard 5: 21h05 Cidade 6: 15h25 18h10, 20h50 (*) Contagem 2: 18h20, 21h05 (*) Del Rey 3: 21h Del Rey 4: 22h40(somente sábado) Itaú Power 6: 21h (*) Minas 5: 18h20, 21h05 (*) Monte Carmo 5: 21h (*) Pampulha 3: 21h15 (*) Partage Shopping Betim 7: 18h10 e 21h20(*) Shopping Estação 5: 18h45 (*) Shopping Norte 2: 20h30 (*) Via Shopping 3: 18h20 (*) Sessões 3D: BH Shopping 1: 14h05 17h10(*)(somente domingo), 20h4 Pátio Savassi 3: 16h40, 22h15 Pátio Savassi 6: 23h50(somente sábado) Shopping Estação 3: 21h45 (*) (*) Sessões dubladas
LEGO NINJAGO – O FILME (*) (The Lego Ninjago Movie, EUA, 2017, 1h41, livre) Dir. Charlie Bean. Durante o dia, Nya, Cole, Jay, Zane, Kai e Lloyd são adolescentes comuns. À noite eles se tornam ninjas. Defendendo sua ilha natal, Lloyd descobre que seu adversário é seu próprio pai. Betim 1: 15h30 Boulevard 3: 16h20 Cidade 7: 16h10 Contagem 2: 16h15 Del Rey 3: 17h Diamond 4: 13h Itaú Power 3: 13h50 Minas 5: 16h10 Monte Carmo 4: 13h20 e 15h25 Pampulha 4: 14h55 e 16h55 Paragem 2: 15h30 Partage Shopping Betim 7: 15h40 Pátio Savassi 6: 12h50 Via Shopping 1: 15h40
Sexta-feira (20) 17h “Abraham Lincoln: O Caçador de Vampiros” (EUA, 201, 1h45) Dir. Timur Bekmambetov 19h “O Lar das Crianças Peculiares “ (EUA, 2016, 2h08) (*) Cine Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada gratuita
FESTIVAL DE CINEMA (*)
Celebrando 25 anos, Anima Mundi acontece até este domingo (15) no MIS Santa Tereza Monte Carmo 1: 13h30 Pampulha 1: 14h, 15h55 Paragem 2: 13h30 Partage Shopping Betim 7: 13h10 Pátio Savassi 2: 13h30 Shopping Estação 1: 12h45 e 15h15 Shopping Norte 5: 14h Via Shopping 3: 13h40 (*) Sessões dubladas
PICA-PAU – O FILME (*)
(Mother!, EUA, 2017, 2h02, 14 anos) Dir. Darren Aronofsky. Com Jennifer Lawrence, Ed Harris, Javier Bardem. Casal tem o relacionamento testado quando pessoas não convidadas surgem em sua residência acabando com a tranquilidade reinante. BH Shopping 5: 22h Boulevard 3: 14h, 18h30 e 20h50 Del Rey 1: 20h50 Diamond 6: 21h40 Pátio Savassi 6: 15h20, 18h15 e 21h
(Woody Woodpecker, EUA, 2017, 1h24, livre) Dir. Alex Zamm. Com Timothy Omundson, Graham Verchere, Thaila Ayala. O vigarista Lance Walters e sua namorada Brittany estão determinados a construir a sua grande casa dos sonhos, mas para isso, precisam derrubar a casa do PicaPau, que promete não deixar barato. BH Shopping 5: 13h, 15h10, 17h30, 19h50 Big Shopping 1: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 Boulevard 5: 13h30, 15h20, 17h20 e 19h20 Cidade 2: 13h30, 15h20, 17h10 e 19h10 Contagem 5: 13h10, 14h50, 16h40, 18h30 e 20h40 Del Rey 6: 13h20, 15h10 e 19h20 Diamond 6: 13h20, 15h20, 17h20, 19h40 Itaú Power 1: 13h30, 15h20, 17h10 e 19h Minas 3: 13h40, 15h25, 17h25 ,19h15 Monte Carmo 1: 15h30, 17h20, 19h10 Pampulha 6: 14h15, 16h, 17h45, 19h30, 21h15 Paragem 3: 14h40, 16h30 e 18h20 Partage Shopping Betim 4: 13h, 15h20, 17h30 e 19h40 Pátio Savassi 8: 13h10, 15h30, 17h40 e 20h Shopping Estação 2: 12h, 14h e 16h20 Shopping Norte 1: 14h40, 16h40 e 18h40 Via Shopping 2: 13h40, 15h20, 17h10 e 19h
UMA MULHER FANTÁSTICA
(*) Sessões dubladas
Sessão 3D: BH Shopping 3: 13h50 (*) Sessões dubladas
MÃE!
(Una Mujer Fantástica, Chile/ Alemanha/ Espanha/ EUA, 2017, 1h44, 14 anos) Dir. Sebastián Lelio. Com Daniela Vega, Francisco Reyes, Luis Gnecco. Marina é uma garçonete transexual, mas seu verdadeiro sonho é ser uma cantora de sucesso e, para isso, canta durante a noite em diversos clubes de sua cidade. Isso até seu namorado morrer inesperadamente. Cine 104: 19h(somente sábado)
MY LITTLE PONY – O FILME (*) (My Little Pony: The Movie, EUA, 2017, 1h39, livre) Dir. Jayson Thiessen. Quando uma força obscura ameaça Ponyville e a Mane 6, os pequenos pôneis embarcam em uma viagem até o fim de Equestria para salvar sua amada casa. BH Shopping 6: 14h20, 16h50 Big Shopping 3: 14h Boulevard 4: 13h15, 15h15 Cidade 6: 13h20 Contagem 2: 14h10 Del Rey 3: 13h e 15h Diamond 2: 16h10 Itaú Power 2: 13h20, 15h20 Minas 5: 14h
POLÍCIA FEDERAL – A LEI É PARA TODOS (Brasil, 2017, 1h47, 14 anos) Dir. Marcelo Antunez. Com Marcelo Serrado, Antônio Calloni, Flávia Alessandra. Inspirado em fatos reais sobre a Operação Lava Jato, uma série de investigações sobre a corrupção no Brasil, desde o início do processo até a condução coercitiva do ex-presidente Lula. BH Shopping 10: 21h40 Diamond 4: 15h40 Pátio Savassi 3: 13h50, 19h45
NA PRAIA À NOITE SOZINHA (Bamui haebyun-eoseo honja, Coreia do Sul, 2017, 1h41, 14 anos) Dir. Hong Sang-soo. Com Kim Min-Hee, Jung Jae-young, Young-hwa Seo. Após ter um caso com um homem casado, a atriz Younghee passa um tempo fora numa cidade estrangeira. De volta à Coreia do Sul, ela segue pensando no amante e pergunta a si mesma que tipo de papel o amor desempenha em sua vida. Belas 1: 14h, 19h Cine 104: 17h(somente sábado)
mostras SESSÃO VITRINE (*) Neste sábado (14) 19h Rifle (BRA, 2016, 1h28, 14 anos) Dir. Davi Pretto. Domingo (15) 19h A Cidade Onde Envelheço (BRA, 2017, 1h39, 12 anos) Dir. Marília Rocha. (*)Belas 3 - R$ 12 (inteira)
EXIBIÇÃO DE DOCUMENTÁRIO (*) 19h30 “Recife Frio”, de Kleber Mendonça Filho. (*) Espaço do Conhecimento UFMG - 2º Andar (Circuito Liberdade, 700, Funcionários). Sáb., às 19h30. Entrada gratuita
MOSTRA SÃO PAULO CINEMA ANÔNIMO (*) Neste sábado (14) 16h “Avanti Poppolo”, (BRA, 2014, 1h12) Dir. Michael Wahrman 18h Curtas: “Filme em Fúria”, de Nana Maiolini, “A vida do fósforo não é bolinho, gatinho”, de Sergio Silva, “Através”, de Amina Jorge, “A Mão que Afaga”, de Gabriela Amaral, 20h “Recado para o mundão” (BRA, 2017, 1h20) Dir. Diogo Noventa Domingo (15) 16h “Precisamos falar do assédio” (BRA, 2016, 1h20) Dir. Paula Sacchetta 18h Curtas: “Filme Para Poeta Cego”, de Gustavo Vinagre, “Dia Branco”, de Thiago Ricarte, “A Casa Cinza e as Montanhas Verdes”, de Deborah Viegas, “Quem matou Eloá?”, de Livia Perez 20h “O que se move” (BRA, 201, 1h37) Dir. Caetano Gotardo Segunda-feira (16) 15h Curtas: “Filme em Fúria”, de Nana Maiolini, “A vida do fósforo não é bolinho, gatinho”, de Sergio Silva, “Através”, de Amina Jorge, “A Mão que Afaga”, de Gabriela Amaral 19h “Os dias com ele”, de Maria Clara Escobar (BRA, 2013, 1h47) 21h Curtas: “O Duplo”, de Juliana Rojas, “Os Irmãos Mai”, de Thais Fujinaga, “USP 7%”, de Bruno Bocchini e Daniel Mello Terça-feira (17) 15h “Jovens Infelizes ou um Homem que Grita Não é um Urso que Dança”, de Thiago B. Mendonça (BRA, 2016, 2h05) 17h Curtas: “E, de Helena Ungaretti”, Miguel Antunes Ramos e Leo Wahrung, “Giz”, de Cesar Cabral, “A água-viva não possui esqueleto”, Manoela Cézar, “Memória de rio”, de Roney Freitas, “Masterblaster”, de Raul Arthuso 19h “Proxy Reverso”, (BRA, 2014, 1h27)
Dir. Roberto Winter e Guilherme Peters 21h Curtas: “Historiografia”, de Amanda Pó, “Tauri”, de Marcio Miranda Perez, “Orquestra Invisível Lets Dance”, de Alice Riff, “Ferroada”, de Adriana Barbosa e Bruno Mello Castanho Quarta-feira (18) 15h “Sinfonia da Necrópole”, de Juliana Rojas (BRA, 2016, 1h34) 17h Curtas: “Filme Para Poeta Cego”, de Gustavo Vinagre, “Dia Branco”, de Thiago Ricarte, “A Casa Cinza e as Montanhas Verdes”, de Deborah Viegas, “Quem matou Eloá?”, de Livia Perez 19h “Avanti Poppolo”, de Michael Wahrman (BRA, 2014, 1h12) 21h Curtas: “Entre Nós, Dinheiro”, de Renan Rovida, “Filme dos Outros”, de Lincoln Péricles, “Um Plano Pode Bastar II”, de Coletivo Cinefusão, “Zigurate”, de Carlos Eduardo Nogueira, Quinta-feira (19) 15h Curtas: “Deus”, de Vinicius Silva, “Massacre de Pinheirinho – A verdade não mora ao lado”, de Coletivo de Comunicadores Populares, “Memórias Externas de Uma Mulher Serrilhada”, de Eduardo Kishimoto, “A Vermelha Luz do Bandido”, de Pedro Jorge 17h História permanente do cinema: “São Paulo S.A.” (BRA, 1965, 1h47) Dir. Luís Sérgio Person . Sessão comentada pelo professor, curador e crítico de cinema Ewerton Belico 21h30 “A+B = C”, de Steffi Braucks, “Nova Dubai”, de Gustavo Vinagre Sexta-feira (20) 15h “O que se move”, de Caetano Gotardo (BRA, 2012, 1h37) 17h Curtas: “O Duplo”, de Juliana Rojas, “Os Irmãos Mai”, de Thais Fujinaga, “A Boneca e o Silêncio”, de Carol Rodrigues, “USP 7%”, de Bruno Bocchini e Daniel Mello 19h Curtas: “Quem tem medo de Cris Negão”, de Rene Guerra, “Ocidente”, de Flora Dias, “Na sua companhia”, de Marcelo Caetano 21h “Ressuscita-me: A luta vive”, de Coletivo Atos da Mooca, “Filme de aborto”, de Lincoln Péricles
Neste sábado (14) 14h Uma Professora Muito Maluquinha (BRA, 2011, 1h22, livre) Dir. André Pinto, Cesar Rodrigues. 18h “Meninos de Kichute” (BRA, 2010, 1h42, 12 anos) Dir. Luca Amberg. 20h “Zoom” (CAN/ BRA, 2015, 1h36, 14 anos) Dir. Pedro Morelli. Domingo (15) 14h “Tainá, A Origem” (BRA, 2012, 1h20, livre) Dir. Rosane Svartman. 18h “Filhos de Bach” (ALE/ BRA, 2017, 1h31, livre) Dir. Ansgar Ahlers. 20h “Trash – A Esperança Vem do Lixo” (RU, 2014, 1h55, 14 anos) (*) CCBB (Circuito Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Entrada gratuita
ANIMA MUNDI – FILMES DE ANIMAÇÃO (*) 15h30 Curtas: “O Gato Voltou” / “O Castelo de Areia” / “A Doce História da Cinderela Pinguim” / “Christopher, Por Favor Arrume Seu Quarto” / “Quando a Poeira Baixar” / “Como os Dinossauros Aprenderam a Voar” / “A Coruja que Casou com um Ganso” / “Toda Criança”. 17h Curtas: “A Grande Picuinha” / “Entrega Especial” / “O Farol” / “ Minha Carreira Financeira” / “Fome” / “O Jogo das Miçangas” / “Quando o Dia Amanhece” / “O Aniversário de Bob” 18h30 Curtas: “Passo” / “O Presente” / “Guida” / “Manipulação” / “O extraordinário caso do Sr.A” / “A Cauda do Rato” / “Antes Que Seja Tarde” / “Feral” / “Boa Viagem” / “O Projeto do Meu Pai” / “Luminaris” / “Como Lidar Com a Morte”. Domingo (15) 15h30 Curtas: “Dimitri em Ubuyu” / “Diário de Areia” / “Contando Ovelhas” / “Porque vemos colorido?” / “Conto” / “O Elefante e a Bicicleta”. 17h Curtas: “Chika, o Cachorro no Gueto” / “Serviço de Entrega Três Pequenos Ninjas” / “A Primeira Flauta / “Vizinho Cara de Pau” / “Dentro de uma Gaiola” / “O Fim da Fila” / “O Órfão e o Urso Polar” / “Eu não sou uma Ratinha” / “Tigre” / “Chocante” 18h30 Curtas: “Sob o Véu da Vida Oceânica” / “Amor moderno – Um Beijo Adiado” / “Surpresa” / “Mr. Madila” / “Rimas Revoltantes” / “Espaço Negativo”.
CINEMA FALADO (*)
(*) Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Entrada gratuita com retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
Terça-feira (17) 19h30 “Elena” (BRA, 2012, 1h30) Dir. Petra Costa. Sesão cometado por Geraldo Veloso e convidados.
TIM BURTON E SUAS HISTÓRIAS PECULIARES (*)
FAN - CINEMA NEGRO (*)
Neste sábado (14) 15h “Frankenweenie” (EUA, 2012, 1h27, 10 anos) 17h “Drácula”(EUA, 1931, 1h14, 16 anos) Dir. Tod Browning. 19h “Sombras da noite”(EUA, 2012, 1h55, 14 anos) Domingo (15) 17h “O solar maldito” (EUA, 1960, 1h19, 14 anos) Dir. Roger Corman. 19h “Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet” (EUA, 2008, 1h56) Terça-feira (17) 17h “Planeta dos Macacaos” (EUA, 2001,
Quarta-feira (18) 9h “Quem? Entre Muros e Pontes” (BRA, 2015, 20 min) Dir. Cacau Rhoden, Júlio Matos Quinta-feira (19) 9h “Os Deuses Devem Estar Loucos” (África do Sul, 1980, 1h49) Dir. Jamie Uys 19h “Amor Maldito” (BRA, 1984, 1h16) Dir. Adélia Sampaio (*) MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita
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Conteúdo Especial
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AÇÃO>“O Livro Acolhe, Abriga e Ensina” reinicia a arrecadação de doações de livros na capital
SetraBH retoma campanha JOÃO JCLICK/DIVULGAÇÃO
A campanha Da “ O L i v r o Redação Acolhe, Abriga e Ensina”, criada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH), volta a receber livros neste domingo nas bilheterias das Estações do BHBus e do BRT Move e na sede da entidade (rua Aquiles Lobo, 504, Floresta). A ação, que tem o apoio da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina (ABCCCampolina), se prolongará até março do próximo ano. Neste período também serão cadastradas entidades e instituições de Belo Horizonte e do interior do Estado interessadas no recebimento das obras arrecadadas. “Tenho certeza de que, somando os esforços de ambas as entidades, conseguiremos atender a um grande número de leitores”, afirmou o
presidente da entidade Campolina, Jorge Salum. Opinião semelhante manifestou o presidente do SetraBH, Joel Jorge Paschoalin. Em sua avaliação, a campanha deve arrecadar mais de 200 mil livros, superando as mais de 81 mil publicações doadas pela população de Belo Horizonte em sua etapa inicial. Ele destacou, ainda, que, na continuidade, a campanha atenderá também a bibliotecas e escolas rurais. A retomada da campanha “O Livro Acolhe, Abriga e Ensina” aconteceu no último dia 5, Dia Nacional da Cidadania e, a partir do dia 29, as obras passarão a ser recebidas também nos 3.000 ônibus do Sistema de Transporte Coletivo Urbano de Belo Horizonte e nas garagens das empresas associadas ao SetraBH. INÍCIO Até maio deste ano, a população de Belo Horizonte doou e o SetraBH en-
tregou 81.427 livros a 249 entidades e instituições, como creches, escolas, faculdades, casas de atenção à terceira idade, bibliotecas municipais e comunitárias e unidades de ressocialização. As doações das obras beneficiam 53.370 pessoas em Belo Horizonte, Ribeirão das Neves, Paraopeba e, ainda, São Joaquim de Bicas. A campanha, que foi lançada em 15 de dezembro do ano passado, envolveu todos os 3.000 ônibus da capital mineira na coleta das obras por 120 dias. Além da generosidade da população de Belo Horizonte, a ação contou com doações de autores, como Rogério Procácio da Silva e Sérgio Coelho de Medeiros, e de entidades e instituições, como a Fundação Itaú Social, da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, da Faculdade Pitágoras e do Centro Universitário Uninter.
SetraBH já recolheu milhares de publicações e doou 81 mil livros em BH e região
Campanha “O Livro Acolhe, Abriga e Ensina”
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Início da coleta de livros nas bilheterias das Estações do BHBus e do Move e na sede do SetraBH
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Início da coleta de livros pelos ônibus do transporte coletivo de Belo Horizonte e nas garagens das empresas
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GAROTO E GAROTA SUPER> Evento acontece em BH nesta sexta (20)
ASSESSORIA DE IMPRENSA/DIVULGAÇÃO
Anitta promete show incrível na finalíssima O público já está em contagem regressiva para ver a apresentação de Anitta na grande final de um dos concursos de beleza mais tradicionais de Minas Gerais, o Garoto e Garota Super 2017. O evento, que coroa o mais belo e a mais bela do Estado, será realizado nesta sextafeira (20), no KM de Vantagens Hall, em Belo Horizonte. Considerada a maior popstar da música brasileira atualmente, esta será a primeira vez que Anitta se apresentará no evento. A carioca promete agitar a todos os presentes com diversos megahits como “Show das Poderosas”, “Eu vou Ficar”, “Meiga e Abusada”, “Blá Blá Blá”, “Paradinha” e “Na sua cara”, da parceria com Pablo Vittar. Diogo Oliveira, 24, afirma que essa será a quarta vez que ele vai a um show da estrela. “Ela tem uma presença de palco excelente. As canções são muito animadas, assim como as coreografias. Acredito que a Anitta esteja vivendo o seu melhor momento na carreira. Tenho certeza de que presenciarei muitas novidades na final do Garoto e Garota Super. Estou ansioso”, ressalta. Fã da cantora, Guilherme Vitor, 17, já garantiu o seu ingresso. “Espero um momento de diversão guiado ao som de boas música e uma ótima apresentação e, isso, a Anitta sabe fazer”, diz. Leonardo Cunha
BILHETE Para aqueles que ainda não garantiram a compra do ingresso é melhor não deixar para depois. Isso porque o 1º lote custa R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada). As entradas podem ser adquiridas na bilheteria, na avenida Senhora do Carmo,
230, Savassi, ou pelo site www.ticketsforfun.com.br. ASCENSÃO Desde 2013, Anitta não sai das paradas de sucesso. Ao longo desses últimos anos, ela venceu a categoria “Melhor Música”, do tradicional prêmio Multishow, por duas vezes. A primeira, em 2014, com a canção “Ritmo Perfeito”. A segunda, no ano de 2016, com a música “Blecaute”, da parceria com a banda Jota Quest. Na mesma ocasião, a turnê do disco “Bang” foi premiada como “Melhor Show”. Em 2015, ela levou para casa os prêmios de “Melhor Artista Latina” no Europe Music Awards (EMA) e “Melhor Cantora” pelo Prêmio Jovem Brasileiro e pelo Melhores do Ano, do programa Domingão do Faustão. Além disso, foi a artista feminina mais ouvida do ano no Spotify e eleita a mulher mais sexy do mundo pela revista VIP. Já em 2017, o sucesso do single “Paradinha”, gravado em espanhol, marcou a estreia dela no mercado fonográfico internacional. A música teve o melhor desempenho do ano por visualizações no mesmo dia, recebendo mais de cinco milhões de visualizações nas primeiras 24h de lançamento, o que a fez ser considerada a “Top Official Music Video By First-Day” em visualizações no Brasil. Fenômeno das redes sociais, a cantora tem mais de 4,9 milhões de seguidores em seu canal no YouTube. Seus vídeos acumulam mais 1,6 bilhão de views. Cerca de 21 milhões de pessoas a seguem no Snapchat e no Instagram. No Facebook, ela possui mais de 13 milhões de curtidas. Já no Twitter, pouco mais de quatro milhões acompanham suas postagens.
“
A final do concurso Garoto e Garota Super vai acontecer no próximo dia 20, no KM de Vantagens Hall, em BH, e eu quero todo mundo lá, porque vai ter apresentação minha para comemorar. Corram, pois vai ser incrível. Eu vou fazer um ‘showzaço para todos vocês.’”
Artista foi a vencedora de importantes prêmios nacionais e internacionais de música
GAROTO& GAROTA SUPER 2017
Anitta CANTORA
SHOW COM:
PATROCÍNIO
APOIO
PARCERIA
PRODUÇÃO
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estilo
INSTAGRAM/REPRODUÇÃO
ÓCULOS> Atualize o look com modelos de correntes coloridos e diferenciados
Com a
Thássia Naves: uma das primeiras a usar a tendência MELANCIA ACESSÓRIOS/DIVULGAÇÃO
LUCAS PIETRO/DIVULGAÇÃO
corda toda Após o retorno das pochetes, da mule e mesmo da bota branca, outra tendência saída do “limbo fashion” marcou presença nas passarelas internacionais mais precisamente, na coleção de inverno Balenciaga. Com todo esse aval, a novidade aporta agora na “vida real” como uma forte aposta para conquistar o coração da turma fashionista. São as cordinhas e as maxicorrentes de óculos– ou eyesglass chain. Sucesso nos anos 80 e 90, principal- mente em função de sua praticidade: o acessório foi pensado para prevenir que das e mesmo a perda dos óculos. A boa nova é que as cordinhas ressurgem em versões bem menos caretas: agora, ganharam roupagem mais fashion e, de preferência, nada básica. Não estranhe, pois, ao se deparar por aí com jovens estilosos adotando a nova mania para não passarem despercebidos – principalmente se estivermos falando de óculos escuros. Foi justamente a união entre praticidade e estilo que conquistou gente como a empresária mineira Milene Agnes. “Usarcordinha totalmente para frente ou só pendurada no peitoral dá um toque a mais na produção e tem tudo a ver com o verão que vem aí. A intenção é usar o adereço como peça de destaque na composição do visual, além de apostar em modelos que tragam diferentes cores, relevo e até texturas”, analisa ela, uma das sócias da loja de acessórios Melancia, que, aliás, elaborou vários modelos para a estação, inclusive para crianças. E tem opções para atender todos os gostos, sejam as confeccioLorena K. Martins
Com styling de David Souza, a modelo Natiele Alves usa corrente de óculos da Butic Bardot. Veja mais fotos em www.otempo.com.br/pampulha
nadas em couro, pedraria ou resina, de visual discreto ou propositadamente chocante. “Nos preocupamos em ter várias modelos, dos mais simples, como o preto, aos mais coloridos, como o azul royal, o rosa e o verde água, ou mesmo o laranja com corrente dourada”, enumera Milene. FUNCIONALIDADE O revival ganhou impulso também graças às celebridades que o adotaram, como as cantoras/divas Rihanna e Lady Gaga. Ou, ainda, por conta das blogueiras (sempre elas), que motivaram o surgimento de marcas especializadas – e muitíssimo empenhadas em injetar, no mercado, novas versões. “Depois que a digital influencer mineira Thássia Naves postou uma foto usando o acessório, várias clientes me procuraram querendo o adereço que, além de fofo, garante todo um charme extra à produção”, garante Roberta Souza, que investiu na peça em sua loja virtual. “Os modelos que mais vendem são os bem coloridos e com estampas étnicas”, disse. Vale lembrar, ainda, que não há regras para usar a cordinha – e ousar. Para a stylist Andrea Kanter, o acessório retrô é um item poderoso para arrematar o look. “Para aderir à peça must have do verão, aposte em peças com correntes, com bordados manuais ou estampas divertidas”, sugere ela, que também é fã da recémcriada marca A Cordinha Serafina, que contempla tanto modelos pensados para os óculos de sol quanto para os de grau. Para investir na tendência com segurança, confira alguns modelos a seguir.
Corrente da marca Melancia para Butic Bardot FOTOSITE/DIVULGAÇÃO
Maxicorrentes coloridas, aposta da Balenciaga IOS DE SOL /DIVULGAÇÃO
Usar como um colar, também é uma opção INSTAGRAM/REPRODUÇÃO
Aposte em modelos diferenciados com cor e brilho
VITRINE: Feita em metais com banho em ouro velho, da Camila Klein, R$ 314
FOTOS DIVULGAÇÃO
Com estampa étnica da One Up Store, R$ 20
Cordão de pérolas da Amaro, R$ 39,90 Em neoprene, da Hobby de Bolinha, R$ 28
Maxicorrente da The Chain Lab, R$ 150
Toda colorida, da Pistache Acessórios, R$ 25
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crônica
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
A essência da polêmica HÉLVIO
U
ltimamente temos vivenciado umasérie de polêmicas. As notícias nos jornais e na internet bombam com temas e discussões que, pelo que eu me lembre, antigamente eram bem menos rumorosas. Lembro que, quando era adolescente, as mães e os amigos mais chegados diziam: “Cuidado com o fulano, ele é maconheiro…” Depois, fui crescendo e conhecendo outros “maconheiros”. Cada um na sua, e pronto. Sempre achei uma burrice mexer com drogas; eu dava minha opinião, mas em momento algum deixei amizades de lado por causa disso. Levávamos tudo com naturalidade, sem mimimis, sem querer nos impor, ser os donos da verdade. Tínhamos mais liberdade para contar casos, fazer piadas e rir delas. Sei que estou caçando encrenca com esses assuntos. Me desculpem, mas esse excesso de “politicamente correto” já está passando dos limites. Hoje, temos que medir as palavras dez vezes antes de dizer qualquer coisa. Uma atitude entre colegas de trabalho, por exemplo, um abraço sem nenhuma conotação sexual, num dia de comemorações, de repente pode virar um pesadelo caso a amiga abraçada cisme de denunciar o amigo de assédio. As relações vêm perdendo a espontaneidade. Afinal, vivemos sob lentes, sob “vigilantes” que a todo momento que-
rem nos denunciar. De quê? Sei lá, hoje qualquer coisa é motivo pra polemizar. Certa vez escrevi uma crônica em que eu dizia ter levado um gambá ferido ao veterinário. O bicho tinha sido mordido pelos meus cachorros. Quando o descobri, machucado, comecei a alimentá-lo com ovos. Mas sua recuperação era lenta e decidi levá-lo ao veterinário. Logo após publicar a história, apareceu um sujeito ameaçando chamar o pessoal do Meio Ambiente para me processar. Minha culpa? Segundo ele, a partir do momento em que citei que os meus cachorros haviam mordido o gambá, eu estava incentivando as pessoas a colocar seus cães para atacar gambás. E questionou: como que eu tive o atrevimento de levar um gambá para o veterinário? Já que ele é um animal silvestre, deveria tê-lo encaminhado ao Ibama, e não ao veterinário. Tipo assim, cometi um crime ambiental, sabe como? Pois é, a maluquice está à solta. Há exageros em tudo, tanto de um lado como do outro, seja na política, nos conceitos, na religião. Evito polemizar, respeitando opiniões contrárias, embora algumas, por excesso de radicalismo e chatice, mereçam ser deletadas das minhas redes sociais. Voltando às polêmicas, não poderia deixar de citar os dois últimos eventos artísticos, amplamente debatidos, com suas estrepitosas manifestações. Não sou expertise em artes, apenas as contemplo. A primeira vez que tomei conhecimento da exposição “Queermuseu”, em Porto Alegre, foi por uma foto no Facebook que recebi de for-
ma bem negativa, ali, exposta como arte. Como amante dos animais que sou, a cena de estupro de uma cadela foi das coisas mais indignas já vistas. Mas tem quem goste, já que a intenção da tal arte é chocar mesmo. Na minha opinião, a exposição não deveria ser cancelada, só poderiam ser mais claros com relação a algumas das obras, como a situação de vulnerabilidade e sofrimento de animais que, na verdade, nem deveriam estar expostas. E misturar crianças em insinuações de pedofilia, a meu ver, foi outro absurdo. Dizem que arte é feita para polemizar, incomodar, mostrar as pessoas que tudo tem duas faces. Ok, polemizem o que bem entenderem, mas não coloquem crianças como protagonistas. Claro que na exposição, em meio a tantas obras, também existem coisas boas, que vale a pena serem vistas. Não me incomoda absolutamente ver retratado o amor entre dois homens. Amor é amor, amamos pessoas, e o amor é sempre belo, não importa o sexo de quem se ama. Sempre que posso, vou ao MAM em São Paulo. Além de apreciar, gosto de tentar entender até onde vai a loucura de alguns artistas. Uma parede enorme pintada de branco e, no centro, um buraco. Sim, um buraco feito com um pedaço de cano. Mais adiante, uma lata de tinta derramada no chão. E fico imaginando o tanto de neurônios que o “artista” deve ter gastado para criar aquilo. Quanta sensibilidade, quanta criatividade… Aí vem um crítico e escreve meia página de jornal elogiando o buraco na parede e a tinta derramada. Meu pedreiro, sem que-
rer, já derramou várias e nunca recebeu uma linha sequer, no máximo um torra do mestre de obras. E, assim, os entendidos saem palpitando sobre as belezas das peças indecifráveis. Sobre o Z pintado em vermelho, numa tela de fundo preto, que renomado pintor, em dia de “inspiração” máxima, resolveu fazer. Que me desculpem os críticos, mas não devo entender nada mesmo, pois, sinceramente, não consegui enxergar no Z aquela “chama de sentimentos ambíguos extrapolando as emoções, cujo interior obscuro transcende um estado mental intenso
criado subjetivamente, e não através de um esforço consciente”. Hum... Então tá. Deve ser por isso que a tela custa o olho da cara. Por causa da “essência oculta” do Z. Outro dia me diverti. Um sujeito quis fazer uma experiência. Pegou seus oclinhos de leitura, já meio amassados de tanto uso, e jogou no chão do museu ao lado de outras obras. Afastou-se dos óculos e ficou observando. Em menos de meia hora já tinha “entendidos” tentando decifrar a “essência dos oclinhos” com direito a fotografias e tudo. Só rindo. Pois é, aí me lembro do cara pelado no MAM… Li que
o homem se colocava no lugar do “bicho”, da artista carioca Lygia Clark. O “bicho” original é uma peça de metal que pode ser manipulada pelas pessoas. Aí, em vez da peça, colocaram o homem. Nada contra a exposição. Agora, uma mãe levar sua filha, ainda criança, visivelmente constrangida, para acariciar a perna do “bicho”, foi sem noção demais. E a turma achou lindo. E, para terminar: alguém já viu na internet as “marias mijonas” (desculpem a linguagem chula) que, segundo consta, são bancadas pelo Banco do Brasil e pela Petrobras por meio de leis de incentivo? Uau! Se preparem para uma explosão de arte. Um grupo de mulheres, no meio do palco, começou a urinar nas próprias roupas. As calças iam se molhando aos poucos. Uma das moças, emocionadíssima com sua performance, começou a chorar. Depois, com o chão já encharcado, as luzes se apagaram. Segundo a mostra, a ação “buscou trazer para o campo expositivo a efemeridade da performance e dos tempos fisiológicos do corpo, além de lidar com a experiência estética do coletivo e problematizar a posição da mulher no contexto atual”. E, segundo a autora, “o ato de urinar deixa de ser simplesmente uma necessidade fisiológica e passa a ser uma experiência poética”. Pois é, arte pura! Então tá. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
pampulha
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BELO HORIZONTE Sábado 14/10/2017
A inglesa Roteiro pelo sul do Reino Unido leva à obra e à arte da escritora Jane Austen. Páginas 6 a 8
VISITENGLAND/CHATSWORTH HOUSE/DIVULGAÇÃO
WDiamantina. Cidade se prepara para o festival gastronômico. Página 10 WCasal Mil. Passeio a dois pela romântica e bucólica Monte Verde. Página 12
W2 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 14 de outubro de 2017
paulo campos
Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super
paulocampos@otempo.com.br
Aéreo
Novos voos internacionais Com estande de 325 m², a Azul divulgou as rotas internacionais na Abav Expo – Belém/Fort Lauderdale, Confins/Orlando, Buenos Aires/Cabo Frio –, além dos acordos de “codeshare” com Ethiopian e Turkish Airlines a partir de Guarulhos.
Ecos da Abav (II) W
Tecnologia
Presença mineira nos bastidores FOTOS PAULO CAMPOS
Plataforma premiada A equipe X-PI Viagens venceu a maratona Hackathon Viagens com plataforma que consolida o cross selling. Com o app, o agente encontra todo o receptivo de turismo dos destinos, além dos serviços, e o conecta com o consumidor. CAROL MENDONÇA/ABAV/DIVULGAÇÃO
AZUL/DIVULGAÇÃO
Marcos Bizotto, Ronnie Correa e André Bernardes, da Abreu
André Rossi (Visual) entre Daniel Dias e André (Viagens Master)
Santa Catarina
Orlando
Beto Carrero não fecha
50 anos da Disney em 2021
O Beto Carrero World mostrou as novidades de outubro, como a promoção Criança Não Paga. A partir de novembro, segundo o diretor comercial Roberto Vertemati, o parque catarinense passa a funcionar diariamente até o feriado de Carnaval.
Parques da Disney, como o Hollywood Studios, aproveitaram para apresentar as novidades a partir de 2018: Toy Story Land e Star Wars. Já o Epcot e o Magic Kindom ganharão novas atrações até 2021, baseadas nos filmes da Pixar e Marvel.
Márcia Bitencourt, diretora comercial do Grupo Samadhi
Terci Rodrigues (SkyTeam) e Peter Weber (Europlus)
CAROL MENDONÇA/ABAV/DIVULGAÇÃO
BETO CARRERO WORLD/DIVULGAÇÃO
Rosanna Crispi (executiva) e Fábio Camargo (diretor), da Delta
Leandra Chagas e Marcelo Figueiredo, da Avianca Brasil
Portugal
Braztoa
Projeto Revive
Mineiro entre os finalistas
O Turismo de Portugal apresentou a nova diretora de marketing e promoção, Lídia Monteiro, que explicou o Revive, programa do governo que abre patrimônios históricos espalhados pelo país à iniciativa privada para desenvolver projetos turísticos.
Um mineiro, Leandro Geraldo Braga Vieira (Lextour Viagens), esteve entre os finalistas do Passaporte Braztoa 2017. Mas o vencedor do grande prêmio foi Christiana Chao, da MarTha Rio (RJ), que levou o prêmio de R$ 30 mil.
Fabiano Dias e Jaqueline Ledo, da equipe mineira da Copa Airlines
Sérgio Paraíso, da Pontes Hotéis, e sua equipe na Abav Expo
PAULO CAMPOS
BRAZTOA/DIVULGAÇÃO
Anderson Rocha (CDL-BH) e Jair de Aguiar Neto (BHCVB)
O diretor André Vieira e Paulo Medina, da Snow Operadora
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte
14 de outubro de 2017
W4 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 14 de outubro de 2017
turismo
No interior
Nos passos do poeta e do escritor paraibanos Em Sapé e Pilar, cidades a apenas 60km deJoão Pessoa, estão os legados deseus mais ilustres filhos: AugustodosAnjoseJoséLinsdoRêgo Petrônio Souza Gonçalves* É impressionante como, na Paraíba, ainda se encontram tantas belezas sem a devida divulgação ou badalação nos pacotes de turismo brasileiro. O fato é que sua beleza vai muito além das praias urbanas da bela e histórica João Pessoa e se estende por toda a faixa litorânea do Estado, desde a porção sul, onde estão as praias mais badaladas, à porção norte, ainda sem a devida divulgação. É desproporcional o potencial turístico da Paraíba com a atual procura pelo destino e seus pacotes em agências de viagens espalhadas pelo Brasil. Se adentrarmos um pouco mais na cultura paraibana, vamos ao encontro de dois nomes dos mais importantes da literatura brasileira do século passado: um na prosa, José Lins do Rêgo, e outro na poesia, Augusto dos Anjos. Ambos nasceram em cidades próximas a João Pessoa, em um raio de apenas 60 km de distância. Curiosamente, as cidades natais desses dois gênios parecem estar uma de frente para a outra. Somente esses dois nomes e toda a história que os envolve – eles são da época do Brasil dos grandes engenhos – tudo isso a menos de uma hora da capital. Para conhecer essas histórias de perto, é preciso deixar o litoral e ir ao interior da Paraíba.
rencia e reconhece seu poeta maior. Pela estrada, lê-se em alguns outdoors “A terra da poesia”. Ao longo das ruas de Sapé, vimos imagens e versos de Augusto, até que pedimos informações para chegar ao engenho onde ele nasceu, que fica em área rural, a 11 km do centro do pequeno município. Ao sair da rodovia, uma bela escultura batizada com o título do único livro do poeta, “Eu”, marca onde se deve entrar (à esquerda) e andar por mais 2 km. Ao fim da estrada de asfalto, chega-se ao Memorial Augusto dos Anjos e às ruínas do engenho que viu o poeta nascer e escrever seus
No Memorial Augusto dos Anjos e na Fundação Menino de Engenho estão as lembranças dos autores
versos imortais. Muito do que inspirou a obra do poeta ainda está lá, como testemunha da poesia que ali nasceu e não existe mais. Há um memorial com algumas relíquias, como a agenda pessoal do poeta, com poemas escritos, além de documentos, como o contrato de publicação de seu único livro, fotos e lembranças de Augusto e de sua família. Vê-se que o que mantém o memorial é a força devocional de quem lá trabalha. Chega a ser comovente o amor daquelas pessoas por Augusto e sua obra. Lá, é possível comprar alguns suvenires, camisetas e até um licor dos frutos do tamarindeiro que tanto ele cantou em seus poemas. A centenária árvore está viva até hoje.
Tour guiado No memorial, faz-se um tour de 1h30, em que o guia conta um pouco sobre a vida de Augusto e mostra a capela onde ele foi batizado, o tamarindeiro de suas histórias e o pequeno lago encantado que tanto lhe inspirou. No pequeno auditório para 70 pessoas são proferidas palestras, exibidos vídeos e feitas apresentações sobre a obra augustiniana. O memorial é sediado na casa da ama de leite de Augusto, personagem de alguns de seus poemas, Guilhermina, que ele homenageou dando ao filho o nome de Guilherme.
Fachadas das casinhas de Pilar
PETRÔNIO SOUZA GONÇALVES/DIVULGAÇÃO
Serviço 1 Sapé M. Augusto dos Anjos Visitação: Um dia é suficiente para visitar o velho engenho e o memorial Horário (memorial): Funciona de terça a sábado, das 8h às 16h, e aos domingos e feriados, das 8h às 12h. Informações: (83) 99421-3010 ou www.memorialaugustodosanjos.com Preço: R$ 2 por pessoa
Augusto dos Anjos Por estar do lado direito da BR–230, visitamos primeiro a cidade de Sapé, onde ficava o lendário Engenho do Pau d’Arco, local de nascimento do poeta Augusto dos Anjos, que faleceu prematuramente, aos 30 anos, na cidade mineira de Leopoldina. Antes de chegar a Sapé, vê-se que a cidade reve-
Casas em ruínas no interior da Paraíba
Onde comer Bar da Charque. Restaurante self-service de comida regional, na saída para a BR–230. (83) 98808-1109 Matriz de Pilar compõe o conjunto arquitetônico do antigo passo imperial
Momento de ritual entre as aldeias indígenas da Baía da Traição (são 13 na região), que
turismo PETRÔNIO SOUZA GONÇALVES/DIVULGAÇÃO
5W O Tempo - Pampulha - Super Notícia
RADISSON/DIVULGAÇÃO
Memória do famoso escritor regionalista
PETRÔNIO SOUZA GONÇALVES/DIVULGAÇÃO
Serviço 2
Serviço 3
Pilar
Baía da Traição
Engenho Corredor (no local, há espaço para aula de campo, encontros e eventos) Visitação: só agendada Horário: de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e das 13h às 15h, e, aos sábados, das 8h às 11h Contato: (83) 98787-9705 (WhatsApp) Preço: R$ 20
Onde comer
João Pessoa
Onde se hospedar
Espaço Cultural José Lins do Rêgo Endereço: rua Abdias G. de Almeida, 800, Tambauzinho Informações: (83) 3211-6201
Pousada Beira do Mar. Diária para casal a R$ 150. (83) 3296-1675 Pousada Alto Astral. Diária para casal a R$100. (83) 98770-9247
Restaurante Forasteiro. Os pratos custam, em média, R$ 60 (duas pessoas) Terraço Potiguara. Especializado na culinária regional. Os pratos com carne de sol são saborosíssimos e saem a média de R$ 60
LAURO PADILHA/DIVULGAÇÃO
Nome inusitado, cultura indígena e praias únicas
aceitam a presença de turistas na cerimônia
Belo Horizonte 14 de outubro de 2017
Tão perto de João Pessoa (85 km) quanto as cidades literárias, está a Baía da Traição, que fica dentro de uma reserva indígena – são 13 aldeias espalhadas pelo município. Com seu nome inusitado, o município tem praias com falésias, um antigo forte, um belo farol, lagoas e rio de águas cristalinas, além de nascentes e córregos por todos os lados. Uma das versões para o nome da localidade, de cerca de 10 mil habitantes, seria uma traição dos antigos índios potiguara (nos primórdios da colonização) a
uma tripulação portuguesa que recebeu permissão para atracar na baía e foi alvejada pelos índios, que já estavam cooptados pelos franceses. O portal de entrada da cidade é um arco, com uma flecha no meio, tendo como base uma canoa indígena, tudo muito sugestivo e original. Ao andar pelas ruas, depara-se com pequenas embarcações espalhados pelas calçadas. Na baía, de 11 km, ficam aspraias Jangadinha,da Trincheira, Ponta das Trincheiras, da Baía, Central, do Forte, Tambá, Jerimum e Cardosas.
De volta à BR–230, no sentido João Pessoa, entrase na estrada para Pilar, seguindo por mais 16 km até a terra do autor de “Menino de Engenho”, José Lins do Rêgo. Cidade de pouco mais de 12 mil habitantes, suas casinhas, com arquitetura única, remetem à história do município, que teve seu auge com a produção de açúcar. A forte presença dos engenhos lhe rendeu, em 1859, a visita do imperador dom Pedro II, que ficou hospedado no Solar do Barão de Maraú, um belo prédio histórico – único no estilo colonial na Paraíba e um dos 37 exemplares no país –, hoje a sede da Fundação Menino de Engenho. Afundaçãoéumespaçocultural,querecebeapresentações artísticas, exposições e oficinas culturais.Lá,encontra-seoartesanato local, além de uma pequena biblioteca batizada em homenagem ao dia de nascimentodoescritor:3dejulho. Bem-preservado, o casarão abriga algumas fotos,
além de pinturas e artesanatos com imagens e figuras da obra do romancista. Na praça em frente, que leva seu nome, uma homenagem a José Lins do Rêgo (e, talvez, a única): um busto inaugurado por ele próprio em 1951. Fomos informados que o acervo do escritor encontra-se em João Pessoa, no moderno e gigantesco EspaçoCultural José Lins do Rêgo.
Histórias pra contar Ao contrário de Sapé, em Pilar não se vê nas ruas menção (frases ou placas) a seu filho mais ilustre, porém, os moradores falam com orgulho e contam histórias do autor. A sede do tão aclamado engenho ainda está lá, mas não há nada na estrada indicando que ali funcionou um dos engenhos mais importantes do Brasil: o Engenho Corredor. Agora, restaurado e aindadepropriedadedefamiliares (primos) de José Lins. (Com Tânia Ramos)
Natureza
Muitas lagoas e rio do Gozo Com seus rios preservados, existem belas lagoas – como Canário, Encantada e do Mato – e um rio de águas límpidas e cristalinas: do Gozo, que lembra os mananciais de Bonito, no Matogrosso do Sul. Lá também pode-se ver os peixes e o fundo do rio de areias brancas. Preservado e mais visitado, o rio ainda não conta com infraestrutura turística. Ele fica a 13 km do centro da Baía, dentro da aldeia indígena de Tracoeira, sendo acessado por estrada de terra. Além de ponto de lazer, o Gozo é um importante manancial que abastece boa parte da região. LAURO PADILHA/DIVULGAÇÃO
W6 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 14 de outubro de 2017
turismo
Chatsworth House and Grounds, em Derbyshire, onde foi filmado “Orgulho e Preconceito”
Reino Unido
Derbyshire (I)
Cenário de filme da BBC Antiga residência do duque e da duquesa de Devonshire, Chatsworth House and Grounds serviu de cenário para o filme “Orgulho e Preconceito”. A mansão tem mais de 30 quartos para se explorar, desde o magnífico Pintado Hall até uma capela usada, além de salões e galerias.
Os livros de Jane Austen permitem fazer uma viagem no tempo, através dos condados de Hampshire e Somerset CHATSWORTH HOUSE TRUST/DIVULGAÇÃO
Para celebrar o jeito inglês com toda a pompa e reverência VISITENGLAND/HAMPSHIRE/DIVULGAÇÃO
RoteiropelocondadodeHampshire levaà vida e à obrada escritora Jane Austen; regiãovaloriza história, cultura etradição da Inglaterramais autêntica Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
Derbyshire (II)
Visitas guiadas pelo site O palacete tem coleção única de pinturas e mobílias, de desenhos de pintores que trabalharam antes de 1800 e de esculturas neoclássicas. Os jardins estão entre os mais famosos do Reino Unido. Sobre visitas guiadas e preços, acesse chatsworth.org/plan-your-visit
Para viajar Planeje. O site do VisitBritain, órgão oficial de turismo do Reino Unido, tem versão em português e permite ao viajante planejar sua viagem ao país, com informações sobre destinos, atrativos, visto de entrada, acomodações, deslocamento e outras informações práticas. Acesse www.visitbritain. com/br/pt-br
Fãs da literatura e do cinema têm um hábito estranho e, ao mesmo tempo, sedutor de buscar pistas de seus livros e filmes que admiram nos lugares que visitam no mundo. Foi assim em minha primeira viagem a Nova York, quando me via vasculhando cenários de Woody Allen, quartos onde moraram James Dean e Harold Llyod, locais que serviram de locação para clássicos dos anos 50. No Reino Unido, essa paixão levou, este ano, fãs de Jane Austen para o sul da ilha para visitar cenários que inspiraram a escritora inglesa a escrever obras-primas, como “Orgulho e Preconceito”.
Em julho, o Reino Unido comemorou o bicentenário da morte da escritora que melhor retratou a sociedade inglesa do início do século XIX com uma série de eventos. Hoje, o website Jane Austen Trail (www.janeaustentrail.org.uk) ensina passo a passo os locais a serem visitadospelos turistas. O site do VisitBritain (www.visitbritain. com/br/pt-br/inglaterra-dejane-auste) é outra boa dica de lugares-chaves para os fãs. Entre eles, estão os vilarejos de Steventon, onde ela nasceu, e Chawton, onde viveu, Bath e Southampton, que serviram de cenários para seus romances, e Lyme Regis e Brighton, onde costumava passar as férias.
Casa onde a escritora Jane Austen morou em Chawton virou um museu
turismo
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VISITENGLAND/RICH J JONES/DIVULGAÇÃO
O campo como referência À 1h15 de Londres, o vilarejo rural de Steventon, ao norte do condado de Hampshire, é o ponto de partida para um roteiro para visitar a obra e a vida de Jane Austen. A vida do campo, com suas cidades encantadoras e pitorescas, foram essenciais não só na vida de Jane Austen, mas em seus romances. Cidades pequenas e muito próximas, como Bath, Chawton e Winchester, ganharam importância para a escritora,a ponto de virarem cenário de seus romances. A primeira parada é em
Steventon, onde Jane nasceu, em 1775. Ela era a sétima filha do reverendo George Austen, pastor anglicano, e Cassandra Leigh. Desde cedo, Janebrilhava por sua inteligência, nitidez e senso de humor, embora fosse tímida e introvertida. Em Steventon, as filhas do reverendo foram criadas paraser dignas deumbomcasamento; seus destinos eram ser esposas e mães. Os tutores foram encarregados de ensinar-lhes música, línguas, pintura e, o mais importante, ase comportarbem. Ouniver-
so feminino não ia além da sala de estar. Foi nesse ambiente que Jane elaborou seus romances, como forma de escapar das rígidas normas e convenções que sufocavam as mulheres daquela época.
Chawton No vilarejo vizinho de Chawton, entre Winchester e Londres, pode-se sentir verdadeiramente dentro do universo de escritora. Na casa em que Jane viveu os últimos oito anos de vida, escreveu os romances “Emma” (1815) e “Persuasão” (1817).
VISITBRITAIN/DANIEL BOSWORTH/DIVULGAÇÃO
Hoje, a residência do século XVII virou um museu com mobiliário original, como a escrivaninha, e peças de vestuário. Quem visitar o lugar até dezembro terá a oportunidade de apreciar a exposição “Jane Austen em 41 Objetos”. Para se chegar a Steventon e Chawton, pode-se contratar um tour de ônibus a partir de Londres ao preço a partir de € 50. Prepare-se para encontrar pelo caminho lojinhas encantadoras de suvenires com referências à obra da escritora inglesa.
Lyme Regis (I)
Balneário para férias Na época em que viveu Jane Austen, balneários como Lyme Regis e Brighton serviam para passar as férias ou como local de descanso. Brighton é o ponto de partida da fuga dos personagens Wickham e Lydia Bennet, no livro “Orgulho e Preconceito”, que originou o filme de James Ivory e a série da BBC. VISITBRIGHTON/DIVULGAÇÃO
VISITBRITAIN/DANIEL BOSWORTH/DIVULGAÇÃO
Lyme Regis (II)
Experiências autobiográficas EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
ROTEIRO JANE AUSTEN Cidades-referência da consagrada escritora inglesa (1775 a 1817)
Bath, atmosfera propícia à literatura
REINO UNIDO DERBYSHIRE
Steventon Bath
Chawton Southampton
Lyme Regis
Brighton HAMPSHIRE
Jane Austen viveu em Steventon até completar 25 anos. Na tentativa de casar as filhas, o reverendo George Austen decidiu se mudar com a família para Bath. Como diz o nome, Bath (banho, em inglês) é uma cidade termal com influência romana, com aquedutos, pontes, anfiteatros e, claro, os famosos banhos romanos. Foi nessa cidade movida a intriga e fofocas, além de um gosto pelas artes, que Jane Austen desenvolveu boa parte de seu mordaz estilo literário. Para quem quer um mergulho na obra de Jane Austen, o conselho é progra-
mar uma viagem a Bath para setembro. Entre os dias 8 e 17 acontece o Festival Jane Austen.
“Apaixonar-se por dançar foi um passo inevitável para se apaixonar” Jane Austen, escritora britânica
O festival tem programação com uma série de eventos teatrais, musicais e gastronômicos, com degustação de delícias de época, além de desfile de vestidos clássicos e de bailes pelas ruas da cidade. Em Bath, a família permaneceu por cinco anos, até a morte do reverendo. Foi quando então decidiram se mudar para Southampton, para a casa de um dos irmãos. Na maior cidade do condado de Hampshire, eles moraram na casa de número 4 da Sidney Place, perto de belos jardins. Hoje, a casa é um hotel, Bath Boutique Stays. VISITENGLAND/MOWEN BENSON/DIVULGAÇÃO
Para ver: “Orgulho e Preconceito”, de Robert Z. Leonard (1940)
VISIT DORSET/DIVULGAÇÃO
Lyme Regis (III)
Caminhadas literárias
Na literatura e no cinema Para ler: Os Watsons (1804) Lady Susan (1805) Razão e Sensilbildade (1811) Orgulho e Preconceito (1813) Mansfield Park (1814) Emma (1815) Persuasão (1817) Sanditon (1817, incompleta) Northanger Abbey (1818)
Jane Austen teria visitado, pelo menos, duas vezes Lyme Regis, na costa sul da Inglaterra. Ela relatou suas caminhadas à beira-mar em cartas à irmã Cassandra. As experiências de Jane são notadas em “Persuasão”, considerada por especialistas sua obra mais autobiográfica. Verdade ou não, ninguém resiste a uma caminhada pela orla de Lyme.
“As Patricinhas de Beverly Hills”, de Amy Heckerling (1995) “Razão e Sensibilidade”, filme de Ang Lee (1995) Emma, 1996, de Douglas McGrath (1996) “Palácio das Ilusões”, de Patricia Rozema (1999) “Orgulho e Preconceito”, filme de James Ivory (2005) “Amor e Inocência”, de Julian Jarrold (2007) “O Clube de Leitura de Jane Austen”, de Robin Swicord (2007) Locais e turistas desfilam pelas ruas de Bath, trajadas a rigor, encarnando o espírito dos romances de Jane Austen
A companhia Literary Lyme realiza caminhadas temáticas de Jane Austen na cidade com cerca de 90 minutos o ano todo, mas é necessário agendamento. Você vai passear no calçadão ao longo da enseada de Cobb, ver os degraus do famoso muro dos quais a protagonista Louisa Musgrove teria caído e sentir a mesma brisa revigorante do mar que a escritora apreciava.
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turismo VISITENGLAND/BATHTOURISPLUS/COLIN HAWKINS/DIVULGAÇÃO
Rooms
Para danças e concertos O Bath Assembly Rooms foi inaugurado em 1771 como um ponto de encontro para a alta sociedade, que costumava jogar cartas e organizar danças e concertos. É um bom lugar para contemplar a decoração de majestosos candelabros de cristal, originais do século XVIII. BATHTOURISMPLUS/DIVULGAÇÃO
Bath
Inglesa, mas com um toque romano Bath foi destino popular de lazer e tratamentode saúde para a aristocraciada era georgiana; hoje,além de ter acolhidoJane Austen, teminúmeros atrativos curiosos VISITENGLAND/BATHTOURISMPLUS/DIVULGAÇÃO
Mansões Circus, com vista para o Royal Victory Park, como a Royal Crescent
Rooms (II)
Banhos privativos Reza a lenda que quando os romanos chegaram a Bath, encontraram um santuário celta em homenagem à deusa Sulis. Ao lado dos banhos termais estão as saunas Pump Rooms, salas elegantes onde a sociedade se encontrava para banharse de água saudável. BATHTOURISMPLUS/DIVULGAÇÃO
Imperdível
Pão preferido de Jane Austen Não deixe Bath sem comer o pão de Sally Lunn, o preferido de Jane Austen, e visitar a padaria onde ela cozinhou receitas deliciosas. A construção remonta os tempos medievais. Pouco se sabe de Sally, jovem refugiada francesa que chegou em Bath em 1680 e fundou uma padaria. V BATHTOURISMPLUS/DIVULGACÃO
Passeio de barco no rio Avon
VISITENGLAND/BATHTOURISPLUS/COLIN HAWKINS/DIVULGAÇÃO
Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
Se não existisse um roteiro de Jane Austen, Bath seria programa imperdível assim mesmo. Lá estão as únicas fontes de água termal do Reino Unido. Como se não bastasse isso, Bath é Patrimônio da Humanidade desde 1987. Após a morte do pai, a família Austen foi morar no número 40 da Gay Street. A casa hoje é o Centro Jane Austen, com o famoso Salão de Chá Regency, lugar perfeito para provar o melhor chá da tarde do país.
No Reino Unido, Bath encanta por manter vivos cenários históricos, palcos de fatos reais ou imaginários Ponte Pulteney remete à famosa ponte Vecchio, de Veneza; se você for à noite, a beleza do lugar ainda é mais intensa VISITENGLAND/BATHTOURISPLUS/COLIN HAWKINS/DIVULGAÇÃO
Mr. Darcy Peça o popular Chá com Mr.Darcy, que vem comminisanduíches, bolinhos quentes com creme coalhado de Dorset, geleia e bule de chá. E mantenha os olhos abertos para não se deparar com Mr. Darcy vestido a caráter. O chá no salão é gratuito, mas você precisa pagar a entrada para visitar o centro. Entre os destaques do museu estão uma estátua de cera em tamanho natural de Jane e uma coleção de roupas que você pode experimentar.
Circus Na visitaa Bath é indispensável conhecer o Circus, trabalho do arquiteto John Wood, inspirado no Coliseu Romano, uma impressionante galeria de mansões geor-
gianas que serviram de moradia para os nobres. Algumas das mansões, bombardeadas na Segunda Guerra, foram reconstruídas fielmente. A Royal Crescent, uma das poucas que pode ser visitada, é a mais famosa, com uma bela coleção de móveis e obras de arte. Em Bath, caminhar por Stall Street e Bath Street é reviver o romance “Persuasão”. Recomenda-se ainda visitar a igrejade SãoPedro e SãoPaulo, obra-prima do design gótico, vizinha aos Banhos Romanos e à Thermae Bath Spa.
Ponte Entre os vestígios romanos em Bath está a ponte Pulteney, do século XVIII, construída por William Pulteney para abrir a cidade além do
rio. A ponte isola a antiga Bath da moderna, ambas igualmente douradas.
Goodnestone Park A morte do pai de Jane foi uma ruptura com essa etapa de sua vida. A situação econômica familiar foi abalada e um dos irmãos, Edward, cuidou das mulheres da família. Ele era dono de uma casa em Goodnestone Park. Nessa casa de tijolos vermelhos, ele se instalou com a mãe, a irmã e sua melhor amiga, Martha Lloyd, para viver uma vida mais tranquila e feliz. Hoje, a casa do século XVIII, cercada por amplos jardins, é uma biblioteca e um centro dedicado ao estudo da literatura escrita por mulheres.
Banhos Romanos: águas quentes jorrando a uma temperatura de 46ºC
turismo
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THOMAS BACCARO/DIVULGAÇÃO
Seguro-viagem
Assegurado contra diversos imprevistos Programar o passeio ideal requer umasérie de cuidados,principalmente na horade contratarassistência para cobrir danos causadorporproblemas inesperados Da Redação Chegou o tão esperado momento de fazer uma viagem. O planejamento envolve desde a saída para o aeroporto até os passeios no destinoescolhido,além daaquisição do seguro-viagem para todos viajarem com tranquilidade. Apósacontratação do seguro, o primeiro procedimentoé receber todasas formas de contato para solicitar a assistência durante o passeio e deixá-las sempre em lugares de fácil acesso. A April Brasil revelou as principais situações em que o viajante pode acionar o seguro-viagem. Imagine chegar ao aeroporto, buscar pelo guichê de check-in e des-
cobrir que o voo foi cancelado devido a questões climáticas. Nesse momento, o passageiro deve guardar os comprovantes dos gastos com alimentação e hospedagem para reembolso, conforme as orientações na apólice. Recentemente, a April Brasil fez o lançamento do aplicativo que dá acesso aos dados da apólice, coberturas e canais de contato em caso de necessidade de assistência. “Nosso objetivo é, em um futuro próximo, passar a utilizar pouco ou nenhum materialfísico, como bilhetes deseguro e apólice”, ressalta Agnaldo Abrahão, diretor comercial empresa. Outra situação comum é sobre o extravio de bagagens. Se isso acontecer e o se-
guro contratado incluir essa indenização, a solução é falar com a empresa sobre a perda da bagagem após o seu retorno e apresentar os documentos emitidos pela companhia aérea. Caso a mala seja encontrada, mas demorem paraentregá-la, também é possível ter o reembolso dos gastos pelo atraso na devolução ou até por danos ao objeto. Já a assistência médica é o principal motivo pelo qual os viajantes fazem a contratação do seguro-viagem. Para acioná-la, o recomendado é primeiro falar com a provedora do produto, que irá encaminhar os passageiros aos prestadores autorizados. Isso evita que o segurado tenha que colocar a mão no bolso e arcar com os custos do
Para ficar totalmente relaxado durante a viagem é importante saber o que é preciso assegurar em seu o passeio
imprevisto. Mas, caso isso aconteça, ele pode solicitar o reembolso após o retorno, de acordo com a cobertura contratada, item coberto e as condições gerais. Para ter cobertura para eventualidades como furto qualificado de equipamentos eletrônicos, é possível adquirir um produto específico, que oferece reembolso até o limite contratado referente ao valor do aparelho.
De acordo com Abrahão, como a maioria dos turistas carrega notebooks e câmeras fotográficas, por exemplo, esse se torna um adicional indispensável. O executivo ainda pontua outros imprevistos que podem acontecer durante a viagem e diz que, obtendo o produto adequado, o viajante poderá ter auxílio para lidar com esse tipo de evento. “Semoseguro-viagem,osgas-
sala vip (II) W
tos em situações como ter que antecipar a volta podem serexorbitantes”,afirma.Parao retornoantecipado,aseguradora oferece os custos com a nova passagem ou assume o valor da multa da companhia aérea devido a mudançada data do bilhete. “Ao ativar o seguro, basta estarciente dos motivosincluídos nas condições gerais da apólice para ter esse benefício”, finaliza.
FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Brindando o Dia da Secretária Em comemoração ao Dia da Secretária, o Atlantica Experience realizou um happy hour para suas colaboradas e funcionárias de empresas parceiras comemorarem a data com seus familiares. Segundo Tatiana Guedes, gerente sênior de marketing da Atlantica Hotels, a capital mineira detém a maior rede hoteleira da empresa, com muitos negócios e estreito relacionamento com o Radisson BLU, Clarion, Hilton Garden Inn, Quality Afonso Pena e Go Inn.
As secretárias Lúcia Neves (Teksid), Jéssica Nolasco (Ernstyong), Leonice Teixeira e Carla Espírito Santo (representando a Odebrechet)
Danúbia Marla (Sitraeng), Camila Magalhães e Kelly Aguiar (Líder) e Cláudia Getúlio (Ventana Serra)
Equipe Atlantica Hotels em happy hour no Templo Cervejeiro da Backer
Ludmila Souza, Fabíola Soares e Juliana Lima (Sae Towers) com a secretária Vitória Damasceno (empresa Orteng Energia Ltda)
Fátima Santos e Poliane Belmiro (Teksid), Daniele Almeida e Silvia Costa (empresa KPMG)
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hotelaria FOTOS MELIÁ/DIVULGAÇÃO
Santiago
Hotel premiado pela Unesco Inaugurado em 2016, o Hotel Ladera, em Santiago, no Chile, recebeu o prêmio internacional Prix Versailles, outorgado por Unesco e União Internacional dos Arquitetos, que escolhe os melhores projetos comerciais ao redor do mundo. O edifício, com 36 apartamentos, foi premiado por suas formas arrojadas e vanguardista, mas que conserva e resgata com primazia as características do bairro Pedro de Valdívia, onde ele está localizado. Cores como branco, preto e cinza trazem leveza ao empreendimento. HOTEL LADERA/DIVULGAÇÃO
Por sua arquitetura arrojada, o hotel Ladera recebeu o prêmio internacional Prix Versailles
Campinas
Radisson Red é o 1° da AL A Atlantica Hotels apresenta ao mercado brasileiro a nova marca Radisson Red, que aporta em Campinas, no interior paulista. Com um investimento de R$ 70 milhões, o hotel, de categoria lifestyle, traz um conceito de hospitalidade diferenciado, focado em uma experiência personalizada voltada a viajantes altamente conectados e com necessidade de serviços ágeis. O Radisson Red Campinas fica na avenida Júlio de Mesquita, 705, em Cambuí, região privilegiada de Campinas, a 90 km de São Paulo. RADISSON/DIVULGAÇÃO
Novo hotel, de R$ 70 milhões, é o primeiro da América Latina
São Paulo
Quatro hotéis de luxo
Fachada do Meliá Jardim Europa
com localização privilegiada Nobre bairro Itaim Bibi foi a escolha daredeMeliáparasediarasunidades MeliáJardim Europa, Tryp Iguatemi, Tryp JesuínoArruda e Tryp Itaim Tânia Ramos taniaramos@otempo.com.br
Sinônimo de luxo, conforto e exclusividade, a rede Meliá Hotels International oferece, no nobre bairro Itaim Bibi, em São Paulo, quatro hotéis com diferenciais próprios e bom custobenefício a sua escolha. O Meliá Jardim Europa traz, além dos mimos característicos da marca, um andar com o conceito “green floor”; o Tryp Jesuíno Arruda se destaca como pet-friendly; o Tryp Iguatemi aposta em serviços personalizados; e o Tryp Itaim, que passou por um “retrofit” (profunda reforma) e tornou-se referência em modernidade. Aliados às instalações de alto nível e ao atendimento atencioso, esses hotéis Meliá ainda proporcionam aos hóspedes, tanto a lazer como a negócio, o acesso fácil a centros de compras de produtos de primeira – a rua João Cachoeira, por exemplo, é uma espécie de Oscar Freire – e a uma badalada vida noturna, com casas de espetáculos e restaurantes voltados para um público classe A.
Características Especificamente, o Meliá Jardim Europa (possui o selo Hall of Fame 2015), de 322 acomodações,incluindoasca-
tegorias grand premium e suítes executivas, consiste na recriação de um ambiente que remete à natureza, além de praticar uma política de conservaçãoeconsciênciaecológica. O green floor tem amenities Natura, além de papelaria de material reciclável. Com decoração do renomado arquiteto João Armentano, o Tryp Iguatemi oferece serviços personalizados como spa e completa infraestrutura para reuniões e eventos, com salas de 35 m², 55 m² e 59 m². Suas 205 acomodações são um show à parte. O Tryp Itaim possui 142 apartamentos, sendo 95 na categoria premium room, e áreas de uso comum como academia de ginástica e pis-
cina com vista para a cidade. O lobby, mais espaçoso, ganhou uma decoração vanguardista. Um hotel que aceita pets de qualquer porte, o Tryp Jesuíno Arruda tem apartamentos específicos (premium room), uma cama de tamanho médio para o pet, dois potes para água e ração, tapete higiênico e, como cortesia, brinquedo/ mordedor e um pacote de biscoito, de acordo com o animal. Todos os hotéis têm menu de travesseiros.
Clean. Com decoração moderna, a suíte Junior, do Tryp Iguatemi, destaca-se pelo requinte e elegância em ambiente equipado com workstation e mídia hub (para aparelhos eletrônicos portáteis)
Serviço Diárias 1: No Meliá Jardim Europa, sai a partir de R$ 264 Reservas: www. melia.com/ pt/landings/compraantecipada/home.htm. Diárias 2: Nos Tryp, todos de categoria quatro estrelas, a R$ 203 (cada) Diárias pet: R$ 50 ao dia Reservas: www.melia.com/ pt/landings/hoteistrypsp/home.htm?utm * Todas as unidades têm café da manhã incluso.
Mimo. No Tryp Jesuíno Arruda, se a reserva for efetuada com antecedência de, no mínimo, 48 horas, o pet ganha potes personalizados para água e ração
Cozinha internacional e indicação Michelin Jacuzzi da suíte Duplex Premium, do Tryp Itaim
No quesito gastronomia, os hotéis Meliá Jardim Europa, da marca Meliá, e os Tryp Jesuíno Arruda, Iguatemi e Itaim (Tryp By Wyndham, a marca urbana da rede, com mais de 100 hotéis no mundo), também são referência. O restaurante Aromatique, do Jardim Europa, serve bufê no café da manhã e no almoço e à la carte no jantar, além de possuir uma ampla carta de vinhos. No restaurante Novedad, do Jesuíno, um dos diferenciais são os produtos
sem glúten e sem lactose no café. O restaurante Segóvia, do Tryp Iguatemi, está entre os grandes restaurantes do Itaim Bibi. Ele ainda dispõe de um lobby bar que serve drinks clássicos. Já o Tryp Itaim também tem lobby bar e restaurante especializado em cozinha internacional. Os três primeiros restaurantes são indicados pelo Guia Michelin Rio de Janeiro & São Paulo: em 2015 e 2016 (Jardim Europa) e de 2015 a 2017 (Jesuíno Arruda e Iguatemi).
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turismo
O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 14 de outubro de 2017
FOTOS NÉLIO RODRIGUES/DIVULGAÇÃO
Você sabia?
Despesas médicas Na Europa, os custos para consulta pode chegar a € 150 e cirurgia de apendicite pode custar € 9.500. Nos EUA, o custo médio diário de internação é de US$ 2.212. Já pensou voltar da sua viagem dos sonhos com esse rombo no orçamento? Com o seguro-viagem, você não tem esse problema. Planos com coberturas de até US$ 1 milhão cobrem despesas médicas e muito mais. Tudo isso com investimento médio de R$ 7 por dia. Acesse segurospromo.com.br e tenha 5% de desconto com o cupom bolsoseguro.
Diamantina
Café colonial da Reliquias doTempo
Gourmet na terra de Chica da Silva Evento promove experiências gastronômicasna cidade histórica mineira,eleita Patrimônio Cultural da Humanidade; festival vaimovimentar 11 dos principaisrestaurantes locais
Minas Gerais
Festival terá frango e queijo Os sabores tradicionais mineiros vão invadir São Gonçalo do Rio das Pedras, lugarejo a 32 km de Diamantina e 30 km do Serro, em Minas Gerais. A 12ª edição do festival gastronômico terá frango caipira, unido ao queijo do Serro como estrelas principais, em receitas para lá de inusitadas, além de oficinas e boa música. A cidade terá programação especial entre os dias 2 e 5 de novembro. DIVULGAÇÃO
Frango com rapadura
Aérea
Novas linhas em Recife A Azul Linhas Aéreas ampliará sua malha aérea no Recife com novos destinos internacionais. Rosário e Córdoba, na Argentina, terão voos diretos uma vez por semana. Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, ganhará operações partindo de Recife duas vezes por semana. Serra Talhada e Caruaru, no interior pernambucano, também estão nos planos de expansão.
Ravióli à Mineira é o prato deste ano do Deguste Da redação Do próximo dia 27 até 19 de novembro, acontece a oitava edição do Diamantina Gourmet, que vai transformar a terra natal de Chica da Silva na capital mineira da gastronomia. Como sempre ocorre no evento, chefs de 11 restaurantes da cidade terão a missão de rechear suas criações de histórias que remontam à época dos escravos e das pedras preciosas, associadas à contemporaneidade da gastronomia mineira. Com receitas exclusivas para o festival, os restaurantes utilizarão ingredientes locais e ou regionais em seus pratos, sempre com muita criatividade e inovação; o resultado serão pratos ricos em cheiros e sabores. Durante os preparativos, os restaurantes participantes contam com a consultoria do renomado chef Edson Puiati para a elaboração do prato a ser servido durante o evento.
Programação O festival terá uma grande abertura na praça do Mercado Velho, entre os dias 27 a 29 de outubro, com workshops de culinária e apresentações culturais. Depois, se-
Língua Afiada, da Pousada do Garimpo, acompanha uma taça de vinho
rão realizadas, até 19 de novembro – período pela qual se estende o festival, com os pratos integrando os cardápios dos restaurantes –, mais apresentações culturais no município.
Valorização local O objetivo do festival, segundo os organizadores, é impulsionar o município de Diamantina no cenário turístico cultural, por meio da promoção de suas riquezas gastronômicas e da valorização de seus talentos. Outra meta é oferecer uma ótima oportunidade de divulgação de pratos inéditos, incrementando a venda dos restaurantes durante o evento.
Da Serra e da Terra, do Apocalipse, será servido em self-service gourmet
Novidades nos cardápios Diamantina Gourmet 2017 será realizado de 27/10 a 19/11, com exceção do Café Colonial Relíquias, que acontece somente nos dias 10 e 11/11: Al Árabe (Praça Dr. Prado, 124) Prato: Salmão al Árabe Preço: R$ 57,50 Relíquias do Tempo (Rua Macau de Baixo, 104) Prato: Café Colonial Relíquias Preço: R$ 42 por pessoa Apocalipse Restaurante (Pça. Barão de Guaicuí, 78) Prato: Da Serra e da Terra
Deguste (Beco do Mota, 31) Prato: Ravióli à Mineira Preço: R$ 43,90
Livraria Espaço B (Beco da Tecla, 31) Prato: Do Sertão Valor: R$ 42
Brigaderie Bistrô (Beco da Tecla, 28) Prato: Encantos de Minas Preço: R$ 42,90
Sushi Barroco (Beco da Tecla, 61) Prato: Limoeiro Preço: R$ 49,90
Relicário (R. Joaquim G. da Costa, 59) Prato: Quintal de Roça Preço: R$ 46,80
Recanto do Antônio (Beco da Tecla, 39) Prato: Parme do Vale Preço: R$ 64
Pousada do Garimpo (Av. da Saudade, 265) Prato: Língua Afiada Preço: R$ 50
Catedral Pub (Rua Direita, 68) Prato: Filet Rock&Blues Preço: R$ 44
W12 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 14 de outubro de 2017
Viagens para casal FOTOS MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO
Monte Verde reserva boas casas de cerveja artesanal, aliadas a ricas paisagens e gastronomia
Pelas trilhas da ‘Suíça mineira’ Um pequeno distrito com inúmeras surpresas. Nossa passagem por Monte Verde foi incrível. Voltamos com a bagagem cheia de histórias, boas lembranças e uma gostosa saudade de tudo que vivenciamos por lá. Pertencente a Camanducaia, na serra da Mantiqueira, em Minas Gerais, Monte Verde é famosa pelo clima frio e pelas charmosas casinhas em estilo europeu. O distrito tem pouco mais de 4.000 habitantes e todo o burburinho de vila, que se resume a uma única e gostosa rua principal. Fomos passar o fim de semana e acreditamos que um dia a mais não seria ruim. Cerca de três ou quatro dias são suficientes para curtir o distrito. Ficamos no Cabeça de Boi (www.hcboi. com.br), um hotel-fazenda bastante conhecido, perfeito para famílias e/ou casais. Nosso quarto era espaçoso, com charmosa varanda e vista única para a mata, além de cama confortável e lareira para os dias frios. Começamos nossos dias em Monte Verde muitíssimo bem. Chegamos ao distrito por volta das 10h, e
o lugar ainda estava “acordando”. Decidimos entrar no primeiro bar que estivesse aberto para brindar nossa chegada. A arquitetura e o clima são convidativos para uma cerveja artesanal ou um vinho. Nós nos apaixonamos pelo Tapas & Cañas, um empório de cervejas especiais, mas
“Conhecemos a famosa chocolateria Gressoney para experimentar a Prímula (R$6), um doce que não iremos dizer o que é, como é ou o que sentimos. Diremos apenas, experimente, nós amamos”
com enorme diferencial: eles fabricam e vendem seu próprio chope. Experimentamos, por diversas vezes, um delicioso chope artesanal puro malte, servido em copos de 500 mL(R$ 16) e de 300 mL (R$ 10). Por falar em cerveja, em nossa primeira noite fomos conhecer a famosa Cervejaria Fritz (fritzcervejaria.com. br), um delicioso ponto turístico da cidade. Realizamos um tour pelas instalações da fábrica, tivemos um agradável bate-papo com o mestre cervejeiro e proprietário da marca e, depois, sentamos no balcão principal para degustar alguns tipos de cerveja. O tour deve ser agendado previamente, pagandose um valor simbólico de R$ 30 por pessoa, que é ressarcido após a visita com um brinde e duas garrafas da marca para o casal. Na cidade, entramos em diversas galerias e lojas de artesanato, produtos mineiros, queijos e cachaças, além de chocolaterias. O distrito é carinhosamente chamado de “Suíça mineira”, e sua arquitetura lembra a de Campos do Jordão.
Trilhas radicais Há diversas modalidades de turismo de aventura para se fazer pela região. Separamos um dia inteiro para viver algumas sensações diferentes e inesperadas. Fizemos trilha pela mata, seguida de rapel pela Pedra Redonda, descida da megatirolesa e passeio de quadriciclo na Fazenda Radical (fazendaradical.com.br), acompanhados pelo Circuito Serras Verdes (circuitoserrasverdes.com.br).
bada-cascão derretida (R$ 24). Visitamos também o Armazém Monte Verde, sugestão de uma leitora do blog. Indicação abençoada, pois ali experimentamos uma deliciosa linguiça caseira recheada com provolone (R$ 48). O prato foi harmonizado com Paulaner (R$ 28), uma
gostosa cerveja alemã de trigo. Aliás, a cidade inteira é patrocinada pela marca, e em qualquer cantinho você consegue desfrutar a iguaria que nós amamos.
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Mateus Baranowsk e Luiza do Nascimento escrevem o blog Casal Mil (acesse www. casalmil.com.br) e viajam para destinos românticos para dar dicas a outros casais
Gastronomia Se o distrito é perfeito para brindar e beber, é perfeito também para comer. O lugar é repleto de restaurantes, com as mais variadas opções. Durante nossa passagem, destacamos um restaurante que nos encantou pela decoração do ambiente e pela gastronomia mineira, com um toque italiano. É o Villa Donna Bistrô (villadonna.com.br). Experimentamos deliciosos pratos, como risoto avenida (R$ 74) e fettuccine com ragu de cordeiro (R$78). O destaque, porém, foi a sobremesa: sorvete caseiro de queijo canastra, servido com goia-
Comércio e bares de Monte Verde se concentram na única rua principal
Rapel na Pedra Redonda proporciona uma linda vista de toda região
W Moto. Honda NXR 160 Bros ganha novo visual e freios CBS. Páginas 22 e 23 W Avaliação. Chevrolet Cobalt mostra evolução nos detalhes. Páginas 16 e 17
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LATIN NCAP/DIVULGAÇÃO
BELO HORIZONTE Sábado 14/10/2017
pampulha
W Impacto direto
Resultados de testes de colisão têm sido cada vez mais valorizados no Brasil. Entenda a importância dos crash tests. Páginas 18e 19
W 14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 14 de outubro de 2017
interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br
Raimundo Couto
Boa nova VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
Dizem que depois da tempestade vem a bonança e que dias melhores viveremos a partir desta nova realidade. Pelo menos é o que podemos imaginar depois das boas novas que dão conta de uma avalanche de investimentos no segmento automotivo no Brasil. Como é de conhecimento geral, a indústria automobilística atravessa uma das mais severas e graves crises de toda sua história, reflexo da atual conjuntura econômica que o país vem experimentando. Toda e qualquer notícia alvissareira, se ainda não pode se traduzir em uma injeção de ânimo, tem efeito positivo. Contra dados técnicos não há argumentos. Basta relembrar o tamanho do abismo que essa mesma indústria vem enfrentan-
do. Muitos se recordam da euforia quando as vendas internas chegaram ao patamar de 2 milhões de unidades, e, a partir daí, passou a experimentar um crescimento vertiginoso até a queda no abismo. É de assustar a derrocada, com números de vendas que saíram de 3,8 milhões de unidades em 2012 para apenas 2 milhões em 2016, uma redução de 46% em quatro anos. Para este ano, a estimativa é, até certo ponto, positiva, com projeção de vendas de 2,2 milhões de unidades. Esses números podem até surpreender, a economia mostra sinais de aquecimento mesmo que de forma lenta e gradual. Mesmo sem bola de cristal, imaginar 2018 pior é querer enxergar o copo vazio pela metade, é pensar de forma pessimista. É claro que não
há mágica ou muito menos resultado de curto prazo. Por isso, altos montantes de dinheiro serão investidos pelas montadoras até o ano de 2022. Começando pela atual líder do mercado brasileiro, a General Motors do Brasil pretende fazer um aporte de R$ 4,5 bilhões no país. Ele será dividido entre as plantas de São Caetano do Sul (SP), Joinville (SC) e a fábrica gaúcha de Gravataí, próximo à capital Porto Alegre. Nessa última está sendo feito uma nova linha de montagem para receber o Onix, o carro mais vendido do Brasil hoje. A Volkswagen também deu início ao aporte de R$ 2,6 bilhões, para a matriz brasileira em Anchieta (SP) de onde sairá no mês que vem o novo Polo e, a partir do primeiro trimestre de 2018, a versão três volu-
No total, são aguardados aportes de R$ 15 bilhões das fabricantes de veículos em nosso país nos próximos cinco anos. Oxalá tudo que isso se concretize!
WAltas Rodas No último fim de semana, clientes e convidados especiais da Minasmáquinas Automóveis tiveram a oportunidade de explorar toda a potência, esportividade e tecnologia de novíssimos e exclusivos modelos da AMG, a divisão esportiva da Mercedes-Benz. O AMG Performance Tour foi realizado na pista do Aeroporto Carlos Prates, no bairro Padre Eustá-
quio, em Belo Horizonte, onde o grupo teve o privilégio de sentir a adrenalina correr nas veias ao pilotar os “aviões” da marca alemã que, praticamente, voam baixo. Entre as belas máquinas testadas no evento estava o novo “diabo verde”, apelido dado ao AMG GT R, com motor V12, 4.0 biturbo, de 585 cv, e que custa mais de R$ 1,2 milhão.
Fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP) mes do hatch, o inédito Volkswagen Virtus. Por sua vez, a japonesa Toyota pretende ampliar o leque de produtos “made in Brazil” e, para isso, contará com investimento de cerca de R$ 1 bilhão, na planta de Sorocaba (SP), onde produz o compacto Etios, hatch e sedã, e vai fabricar o Yaris para concorrer com Honda Fit e City. Por seu turno, a francesa
Renault do Brasil surfará nesta onda de novos investimentos e terá disponíveis R$ 750 milhões para ampliar sua gama de produtos e reforçar a linha do Kwid. No total, são aguardados aportes de R$ 15 bilhões das fabricantes de veículos em nosso país nos próximos cinco anos. Oxalá tudo que isso se concretize! Até a próxima semana!
FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Supermáquinas da AMG puderam ser testadas pelos clientes
Cássio Mota, Max Pinto Rodrigues e José Saad Duailibi
Hadrianne e Bruno Sander durante o AMG Performance Tour
Alessandra Mendes, Jéssica Zaidan, Melanie Kirsch e Miriam Silva
Juselder da Mata, Dimar Petrelli e Pedro Fonseca
Max Pinto Rodrigues (diretor da Bamaq) e Daniele Fernandes
Jornalista Gui Torres e Poty Neto também prestigiaram o evento
Gustavo Untar, Robson Almeida e Peer Thomas
super motor
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FOTOS RAIMUNDO COUTO
Argo sedã feito na Argentina já roda em testes em BH
Segredo
Pego no flagra em BH Argosedã é flagrado pelo Super Motorem testes na cidade;versão estreia no mercadono fim deste ano para substituiro modeloGrand Siena Raimundo Couto A reportagem do Super Motor revela o próximo lançamento da FCA, a versão sedã do Argo, que terá nome próprio. O modelo tem chance de ser oficialmente apresentado no Brasil no fim deste ano, mas só deve chegar às lojas no início de 2018. O Argo sedã é tratado internamente na Fiat como projeto X6S e chegará
para substituir o Grand Siena, que seguirá sendo comercializado até a estreia do Argo três volumes. Ao que tudo indica, o novo modelo da Fiat deve estrear antes de seu futuro concorrente de mercado, o Volkswagen Virtus, derivado do recém-lançado Polo hatch, com previsão de lançamento para janeiro de 2018. O Argo sedã será fabricado na planta da Fiat em Córdoba, na Argentina, e deve chegar ao Brasil
equipado com os motores 1.3 Firefly (de até 109 cv) ou 1.8 E.TorQ (de 139 cv com etanol). O Argo sedã não terá versão com motor 1.0, mas tal como o irmão menor terá opções com câmbio manual, automatizado ou automático de seis marchas. O carro terá entre-eixos maior que o da versão hatch do Argo, portanto terá mais espaço interno. O de-
senho da parte da frente deve ser idêntico ao irmão hatch com sutis diferenças na grade dianteira. Na traseira, a unidade camuflada que flagramos parece ocultar as lanternas, que serão bem horizontais. O Argo sedã terá de série direção elétrica e motor com sistema start-stop em todas as versões. Os preços do novo sedã ainda são um completo mistério.
Camuflagem pesada esconde as lanternas horizontais do carro
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super motor
Avaliação
Aos poucos, Cobalt aprimora-se Sedã da Chevrolet ganhou melhorias bem-vindas nosúltimosanos, porémainda podeevoluir emalguns pontos;comportamentomantémas característicasgerais Alexandre Carneiro O Cobalt é um carro já bastante conhecido no mercado. Lançado em 2011, o sedã passou por uma reestilização em 2015, que deixou o estilo da carroceria, então controvertido, mais agradável. Nos últimos anos, a Chevrolet vem tentando corrigir outros pontos fracos: em 2016, aplicou mudanças mecânicas para otimizar o consumo de combustível. E, no último mês
de junho, reforçou a lista de equipamentos de segurança do modelo com a adoção de ganchos Isofix para fixação de cadeirinhas e luz traseira de neblina. As alterações destinadas a melhorar a eficiência energética não foram radicais. Desse modo, o velho motor 1.8, herdado da segunda geração do Corsa, não foi substituído, e sim aperfeiçoado. A arquitetura básica é a mesma, com cabeçote de oito válvulas acionadas por correia dentada, mas pistões,
bielas, anéis e comando de válvulas ficaram mais leves e menos resistentes ao atrito. A Chevrolet também trocou o módulo eletrônico de gerenciamento por outro mais eficiente. Por fim, cada um dos quatro cilindros ganhou uma bobina individual, o que permitiu o aumento da taxa de compressão de 10,5:1 para 12,3:1. Porém, ainda não foi dessa vez que o sistema de partida a frio foi modernizado: o arcaico subtanque de gasolina foi mantido.
Essas mudanças proporcionaram um aumento de potência muito sutil. O Cobalt permanece com 106 cv quando abastecido com gasolina, mas, com etanol, o motor passou a desenvolver 111 cv, sempre a 5.200 rpm. Já o torque foi mais beneficiado: o ganho nos valores máximos foi igualmente discreto, mas eles passaram a ser entregues em rotações mais baixas. São 16,8 kgfm com o derivado do petróleo, a 2.800 rpm, e 17,7 kgfm com o combustível vegetal, a 2.600 rpm. Por sua vez, o câmbio automático de seis marchas ganhou uma nova programação eletrônica.
Além do motor As medidas para reduzir o consumo incluíram ainda a direção, que trocou o sistema de assistência hidráulico por um elétrico. Para melhorar a aerodinâmica, foram introduzidos defletores na parte inferior da freios, Chevrolet Cobalt Elite carroceria. Já a q u e suspensão ficou 1 m a n cm mais baixa e retêm a concebeu novas barras cepção com estabilizadoras e passado discos ventilados na dianteipor uma recalibração. Os rora e tambores na traseira, lamentos e os cubos de roda agora não geram fricção foram revistos, ao passo que quando estão fora de uso. os pneus passaram a ser do Todo esse pacote de alteratipo com baixa resistência à ções, segundo o fabricante, rolagem e ganharam um mefizeram o sedã perder até 36 canismo de monitoramento kg. de pressão. Na prática, as mudanças O sistema de arrefecipromovidas pela Chevrolet mento também foi aperfeiparecem ter surtido algum çoado e ganhou novos radiaefeito. A reportagem aferiu dor e ventilador. Já o elétrimédias de consumo de co agora tem monitoramen10,3 km/L na cidade e de to contínuo da carga da bate14,8 km/L na estrada. Se, ria e alternador que funciopor um lado, esses númena sob demanda. Por fim, a ros não chegam a ser excepestrutura passou a utilizar cionais, por outro são coeaços mais leves. Até os rentes com o porte e a motorização do Cobalt.
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72.490
Ficha técnica Motor: Dianteiro, transversal, 1.796 L, com quatro cilindros em linha e oito válvulas. Potência: 106 cv com gasolina e 111 com etanol, a 5.200 rpm. Torque: 16,8 kgfm a 2.800 rpm com gasolina e 17,7 kgfm a 2.600 rpm com etanol. Câmbio: automático de seis marchas. Dimensões: 4,481 m de comprimento; 1,735 m de largura; 1,508 m de altura e 2,620 m de distância entre-eixos. Peso: 1.129 kg.
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FOTOS ALEXANDRE CARNEIRO
Dirigibilidade é agradável, mas não chega a empolgar
Grade bipartida é item identitário no design da Chevrolet
O Chevrolet Cobalt oferece uma condução agradável, mas sem empolgação, na medida para um sedã familiar. O aperfeiçoamento mais notado pelo motorista é a direção elétrica. Como o sistema entrega grande progressividade, o volante tem sempre o peso correto: é bastante leve em manobras e firme em alta velocidade. Já as alterações na suspensão deixaram o rodar do sedã ligeiramente mais rígido. A calibração, todavia, ainda proporciona conforto, pois não transmite em demasia as imperfeições da pavimentação para o habitáculo. Apesar de a altura em relação ao solo
ter diminuído, o veículo supera quebra-molas, valetas e outros obstáculos urbanos sem esbarrões. A estabilidade também agrada, com pouca rolagem da carroceria em curvas. Quem dirige o Cobalt conta com um posto de comando bem-resolvido, mas não perfeito. Em termos de ergonomia, a maior falha do sedã é oferecer apenas ajuste em altura, e não em profundidade, para o volante, que, por sinal, tem boa pegada. Os bancos apoiam bem o corpo, mas a regulagem de altura, presente no do motorista, movimenta apenas o assento, e não o encosto.
Em desempenho, o Cobalt manteve suas características conhecidas: graças ao bom torque em baixa rotação, há muita agilidade em arrancadas e retomadas em trânsito urbano. Por outro lado, o rendimento cai em faixas de giro mais elevadas. Desse modo, ultrapassagens na estrada, por exemplo, não são feitas com tanta folga quanto a cilindrada do motor faz supor. Já o câmbio automático faz mudanças de marchas suaves e em momentos convenientes. Os freios imobilizam o veículo corretamente, mas não chegam a se destacar. (AC)
Novo Polo
Amarelo é só ‘para inglês ver’ Quem gostou do novo Polo em amarelo, cor que marcou o lançamento do carro no Brasil, pode esquecer, pois vai ficar só na foto. Esse tom não está disponível no país. Em nota, a Volks afirmou que o carro “foi apresentado na cor Amarelo Kurkuma especificamente para o momento de revelação do modelo no mercado brasileiro”. Dependendo da demanda, a marca vai avaliar a possibilidade de produção em série do novo Polo nesta cor de lançamento. VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
Frisos cromados na base das portas vêm apenas na versão Elite
Ano promissor
Kia prepara investida no país A Kia vai lançar oito novos modelos no Brasil em 2018. O mais importante será o Stonic, SUV compacto apresentado recentemente na Europa. O modelo utiliza a mesma plataforma do Hyundai Kona e é a aposta da Kia para o mercado europeu. As outras novidades serão o Rio, nas versões hatch e sedã, e o Stinger. O Rio é um compacto que vai brigar com as versões mais completas de Ford Fiesta, Honda Fit e City, Volkswagen Polo e Virtus e Fiat Argo. Já o Stinger, sedã com estilo de cupê, é a outra novidade.
Interior espaçoso ainda é maior trunfo do sedã O espaço interno amplo sempre foi uma dos destaques do Cobalt. Se os bancos dianteiros não estiverem muito recuados, os ocupantes traseiros podem até cruzar ou esticar as pernas. E nem mesmo os mais altos irão raspar a cabeça no teto. Só há algum aperto quando são colocadas cinco pessoas a bordo. Entretanto, nessa situação, o maior problema é a ausência de cinto de três pontos e encosto de cabeça no centro do banco traseiro. O porta-malas, de 563 L, é enorme e supera até o de sedãs maiores. Já o acabamento é coerente com a proposta do modelo: simples, com predominância de materiais plásti-
Mercado
Jac Motors tem bons resultados
cos, mas bem-executado.
Equipamentos A versão LTZ é a mais completa da linha. Entre os equipamentos de série, além dos estreantes ganchos Isofix e da lanterna de neblina, ela traz ar-condicionado, faróis de neblina, rodas de liga leve de 15 polegadas, controlador de velocidade de cruzeiro, sensores e câmera de ré, alarme, vidros, travas e retrovisores elétricos, faróis e limpadores de para-brisa com acionamento automático, sistema multimídia com tela de toque de sete polegadas, rádio, entradas USB e Aux-in, conexão Bluetooth para celular e OnStar. (AC)
Versão top de linha Elite vem equipada unicamente com câmbio automático de seis marchas
A Jac Motors garantiu crescimento de 108,1% em suas vendas na comparação com os emplacamentos de seus modelos em setembro de 2016. Foram 308 unidades no último mês, contra as 148 unidades registradas no mesmo período do ano passado. A principal mudança está no lançamento do crossover T40, ocorrido há poucas semanas. E a expectativa da marca é que esses números possam melhorar no ano que vem.
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Importado
Peugeot 5008 virá para o Brasil A Peugeot confirmou a importação do 5008, seu maior utilitário-esportivo, para o Brasil. A segunda geração do SUV francês foi lançada no ano passado na Europa. O modelo compartilha plataforma com o 3008 e usam o mesmo conjunto mecânico: motor 1,6 L turbo de 165 cv. O 5008 é maior, mede 4,64 m de comprimento e oferece sete lugares. As revelações do presidente mundial da marca, Jean-Philippe Imparato, incluem a intenção também de lançar no país uma nova picape média que a empresa desenvolverá em parceria com a chinesa Changan, com fabricação na Argentina. PEUGEOT/DIVULGAÇÃO
super motor Segurança
Preservação vital para a indústria Resultados do Latin NCAP ganhamcada vez mais importânciano mercado automotivo nacional; marcas apostamalto na segurança como estratégia devenda Márcio Maio Auto Press
A compra de um carro sempre envolve mais aspectos emocionais que racionais. Design, conforto e até potência têm um poder de atração forte entre os consumidores. Mas, com o passar dos anos, os brasileiros foram sendo estimulados a se interessarem mais pela questão da segurança na hora de escolher um automóvel. Mudanças na legislação, como a que implantou airbags frontais e ABS obrigatórios
em todos os modelos produzidos a partir de 1º de janeiro de 2014, foram decisivas nesse ponto. Mas outro fator vem chamando atenção e começa a ganhar mais destaque: os testes de impacto promovidos nos modelos vendidos no país. É aí que entra o Programa de Avaliação de Carros Novos para América Latina e Caribe, o Latin NCAP. O instituto utiliza métodos de ensaio internacionalmente reconhecidos e qualifica entre zero e cinco estrelas a proteção oferecida pelos modelos para
ocupantes adultos, crianças e até pedestres. Neste ano, por exemplo, já foram realizadas cinco séries de testes pelo programa. A última delas resultou em qualificação máxima para os novos Toyota Corolla e Volkswagen Polo. Tanto o sedã quanto o hatch conseguiram cinco estrelas na proteção do ocupante adulto e também do infantil. “Esses últimos resultados são uma consequência da reação dos consumidores e da resposta dos fabricantes e do merca-
Confirmado
Virtus chega em janeiro de 2018 A Volkswagen confirmou para janeiro de 2018 o lançamento da versão sedã do novo Polo. O Virtus deve ser oferecido em duas versões: com motor 1.6 MSI, de 117 cv, e câmbio manual de cinco marchas, ou 1.0 turbo, de 128 cv, o mesmo motor do Up! e da versão top de linha do Polo. Neste caso, a transmissão será automática de seis velocidades. No Brasil, o Volkswagen Virtus chegará para ser rival do Honda City, do Ford Fiesta e da versão sedã do Argo, ainda sem nome definido.
Com sete airbags de série, VW Golf passou com sobra pelos testes do Latin NCAP
do, pois estão introduzindo níveis de segurança cinco estrelas além, e bem antes, de qualquer regulação governamental em toda a região”, avalia Alejandro Furas, secretário geral do Latin NCAP.
Compromisso maior O Volkswagen Polo, produzido no Brasil e lançado nos últimos dias, foi avaliado em relação a impacto frontal, lateral e lateral de poste. Para alcançar a qualificação máxima, foram necessários ter de série os airbags laterais, que protegem cabeça e tórax dos passageiros da frente. Já para crianças, além da boa segurança em impactos, há ancoragens Isofix, interruptor para desligar o airbag do passageiro e cintos de três pontos em todas as posições traseiras. “Os fabricantes estão mostrando compromisso com relação a veículos mais seguros, embora faltem regulamentações sólidas de segurança em toda a região”, afirma Ricardo Morales Rubio, presidente da comissão diretiva do Latin NCAP.
super motor
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FOTOS LATIN NCAP/DIVULGAÇÃO
Testes de impacto feitos na Europa são mais completos
Toyota Corolla recebeu nota máxima em segurança por duas vezes no Latin NCAP
Populares tiveram notas ruins
Mais vendido no país, Chevrolet Onix ganhou nota zero no teste
Muitos carros não tiveram tanta sorte em testes aplicados recentemente pelo Latin NCAP. O Fiat Mobi ganhou somente uma estrela nos testes de colisão para proteção a adultos e duas estrelas para passageiro infantil. Chevrolet Onix se saiu ainda pior: nenhuma estrela para adultos, mesmo com airbags frontais, e três estrelas para crianças. Renault Captur e Peugeot 208 também foram postos à prova. O primeiro faturou quatro e três estrelas, respectivamente, enquanto o hatch garantiu duas e três estrelas.
Cinco estrelas
Fiat Mobi ganhou apenas uma estrela na proteção para adultos
No caso do Corolla, o sedã médio já tinha obtido cinco estrelas na proteção de adultos em sua avaliação anterior, em 2014. A unidade testada agora tinha de série sete airbags. A possibilidade de colocar o dummy – boneco utilizado na avaliação, com dimensões próximas às de uma criança de três anos de idade – olhando para trás, melhora a proteção infantil no impacto frontal, o que ajudou o sedã a alcançar as cinco estrelas. (MM/AP)
Os testes do Latin NCAP começaram em 2010, mas somente em 2014 a entidade se tornou uma associação formal. E, apesar de suas avaliações serem realizadas na Alemanha, suas classificações não podem ser comparadas diretamente às do Euro NCAP. Por lá, a classificação final é feita a partir de cinco testes diferentes: frontal, lateral, contra poste, efeito chicote e contra pedestres. O Latin NCAP apenas aplica o teste de batida frontal e batida lateral para elaborar a classificação de estrelas de cada carro. O impacto lateral de poste ocorre apenas para os modelos que podem alcançar a nota máxima. Testes de efeito chicote e para pedestres, de acordo com o Latin NCAP, serão instituídos conforme “o programa for se desen-
volvendo”. Atualmente, uma boa avaliação em relação a pedestres recebe apenas um diploma. A escolha dos modelos testados se dá em função de um ranking dos mais vendidos. Uma lista é produzida com todas as cifras obtidas na comercialização dos veículos nos países avaliados, bem como um índice de vendas proporcional (per capita) por país. Depois, a associação seleciona os mais bem-sucedidos em tantos países quanto possível. Os modelos escolhidos são de versões com o equipamento mais básico disponível em qualquer país do mercado latino-americano. Mas qualquer fabricante pode patrocinar uma avaliação, entregando uma unidade de outra configuração. (MM/AP)
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Opções
Versão manual ou automática O novo propulsor da Actyon Sports pode ser associado a uma transmissão manual de seis velocidades ou a uma automática, que também tem seis marchas. De série, todas as Actyon vêm com vidros elétricos, comandos do rádio no volante, espelhos elétricos com calefação, travas centralizadas com comando a distância, computador de bordo e apoio traseiro para braços. Além disso, têm ainda airbags e fixação Isofix para cadeirinhas infantis.
super motor
Picape
Coreana com o melhor de dois mundos Nova SsangYong Actyon Sports une versatilidadedas picapesmédias aoconforto dos SUVs; marcavoltará a vender modelosno Brasil em 2018 Auto Press Quando surgiram, os utilitários esportivos se baseavam em picapes. Hoje, as picapes médias é que trazem características dos SUVs. Elas mostram que também podem ser confortáveis para uso diário sem perder suas identidades funcionais. É nesse ponto que a SsangYong Actyon Sports se enquadra, e muito bem. Em sua versão 2017, o modelo segue buscando novos adeptos, ain-
da mais depois da renovação mecânica: agora, a picape tem um novo motor 2.2 L que atende às normas do Euro 4, suspensão com elementos mais robustos e melhorias nos equipamentos interiores. A Actyon Sports deriva de dois SUVs da SsangYong: o Kyron e o Actyon tradicional – que foram substituídos por Korando, Tivoli e XLV. Na nova picape, o que se vê é uma frente mais integrada à parte da cabine e uma área de carga
que também busca uma harmonia com o restante do carro. Na versão Deluxe, as rodas de 18 polegadas de cor preto dão uma aparência mais esportiva. A grade, renovada em 2012, tradicional e sóbria, tem estilo pouco defasado se comparada, por exemplo, à nova Rexton 2018 que já carrega a nova identidade visual da marca. Em relação às dimensões, o tamanho da Actyon Sports compreende 4,99 m de comprimento, 1,91 m de largura, 1,79 m de altura e uma distância entre-eixos de 3,06 m – a caçamba pode carregar até 800 kg. Com essas medidas, a picape compete com outros modelos médios que carregam 1 t, como a Mitsubishi L200, por exem-
plo. Por dentro, a Actyon Sports parece estar mais próxima do mundo dos SUVs do que do das picapes. Ao longo de suas renovações, foram melhorados alguns polímeros e acabamentos que, hoje, configuram um estilo diferenciado, especialmente na zona central do cluster, que está disposto de forma cursiva. Os retoques cromados nas saídas de ar condicionado e alguns acabamentos em alumínio estabelecem um visual agradável dentro do habitáculo. Mecanicamente, o modelo 2017 da picape traz, no lugar do antigo 2.0, um novo motor 2,2 L turbodiesel com injeção direta. Entrega 178 cv de potência e 40,79 kgfm de torque – o motor anterior tinha 154 cv e 31,71 kgfm.
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21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 14 de outubro de 2017
FOTOS SSANGYONG/DIVULGAÇÃO
SsangYong voltará a operar no Brasil a partir de 2018 com quatro modelos, entre eles a nova Actyon Sports
omados nas saídas de ar-condicionado e detalhes em alumínio deixam o visual interno mais agradável
ctyon Sports chega para disputar espaço num dos segmentos mais aquecidos no país atualmente
Picape não usa mais conjunto mecânico antigo da Mercedes
Modelo tem o perfil padrão das picapes Como em toda picape, a suspensão feita para carregar peso não colabora muito com a estabilidade. A carroceria da Actyon Sports rola caso o motorista abuse ao entrar nas curvas. As trocas de marcha são cômodas, mas percebese certo trabalho voltado para uso em carga, com marchas que precisam de algum tempo para entrar. No que diz respeito à
suspensão Heavy Duty, há qualidade no amortecimento. Isso se percebe melhor nas interações da Actyon com terrenos acidentados, já que esse sistema eleva a altura da picape em 1 cm. A SsangYong declara o consumo da picape perto dos 9,7 km/L na cidade e 14,1 km/L na estrada, média razoável para uma picape média. (Auto Press)
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Moto
Mais eficiência para frear na terra e no asfalto Na linha 2018, Honda NXR 160 Bros ganhanovo visual e sistema de freioscombinados especialmente desenvolvido para utilizaçãooff-road Eduardo Rocha Auto Press
Uma determinação do Contran torna obrigatórios freios “inteligentes” para 60% das motos vendidas em 2018 e 100% em 2019 – ABS ou combinados até 300 cm³ e sempre ABS a partir daí. E isso fez a Honda se mexer. Como as vendas da marca se concentram em modelos de baixa cilindrada, a fabricante se viu obrigada a criar soluções que não prejudicassem a competitividade de
seus modelos de maior volume. Por isso, apresentou, há dois meses, sistemas de freios combinados para a linha CG 160, que atuam tanto sobre freios a tambor na frente e atrás, como na CG Start; sobre freios a disco na frente e tambor atrás, como na Fan; e sobre freios a disco na frente e atrás, como na Titan. Mas restava uma última motocicleta com motorização de 160 cm³, a Bros. Só que o modelo tinha uma questão adicional. Como é on/off road, seria necessário um sistema diferen-
te, que se adaptasse tanto ao asfalto quanto aos pisos de terra, com baixo nível de aderência. Foi esta solução que a Honda apresentou para a linha 2018 da Bros de topo, com freios a disco nas duas rodas. E aproveitou a ocasião para apresentar um novo grafismo para a versão, bem mais esportivo, e uma nova balança para a suspensão traseira, em aço, mais resistente.
Característica própria Normalmente, um sistema de freios combinados apenas distribui a força de frenagem entre as rodas quando o pedal de freio é acionado – sem o CBS, ele atua apenas na roda traseira. Já a Bros responde a esse tipo de frenagem de maneira diferente. Mais que
Combinações de cores são: laranja com branco, azul com preto e vermelho com preto
Ficha técnica Motor: 0,163 L, quatro tempos, com um cilindro e duas válvulas, arrefecido por ar. Potência: 14,7 cv a 8.500 rpm Torque: 1,6 kgfm a 5.500 rpm Câmbio: manual de cinco marchas. Tanque de combustível: 12 L
distribuir a pressão, o freio dianteiro é acionado com um pequeno delay e apenas com 30% da capacidade. A ideia é evitar que a frente da moto mergulhe. A lógica é a seguinte: quando a frente “afunda”, o peso é transferido para a roda dianteira, o que tira a eficiência da suspensão, e a roda traseira perde pressão, trava com facilidade e acentua a perda de estabilidade, com a derrapagem para os lados. Com a frenagem primeira atrás, a traseira “assenta” no chão e reduz a tendência da moto de “rabear”. Uma outra vantagem do sistema é sua robustez, já que tudo é feito por meio de sistemas hidráulicos e mecânicos, sem envolver eletrônica.
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11.990 Honda NXR 160 Bros Padrão de pintura traz cor dominante na parte inferior e outra de apoio no tanque
Mudança no grafismo fez o nome do modelo ganhar destaque, mas design é o mesmo
Sem deslizes durante a pilotagem De cara, é o novo visual da Honda NXR Bros 160 que chama atenção. De perfil, a aplicação de cores divide o modelo horizontalmente. No tanque e nas aletas laterais, a palavra “Bros” é estampada em letras garrafais na cor predominante. O tanque na carenagem do farol ficam na segunda cor – no caso, branco ou preto. Para-lamas, tampas laterais e rabe-
ta também são na cor principal. Com essas alterações, o modelo parece ter ficado mais comprido e mais moderno. O painel de instrumentos, em cristal líquido, virou blackout, com fundo escuro e números claros, o que facilita a leitura. Continua, porém, sem o tacômetro. Em movimento, pouco se pode notar de diferente no modelo 2018. O motor
de 160 cm³ consegue movimentar bem o modelo, mas sem qualquer arroubo esportivo. Na hora de parar, no entanto, o novo sistema de freios combinados, Combi Break, faz muita diferença. Numa época em que quase todos os recursos mais refinados recorrem à eletrônica, fica até difícil acreditar que no sistema da Bros é usada apenas a hidráulica e
mecânica básicas. No asfalto, durante uma frenagem normal, a sensação ao se acionar o freio traseiro é de um maior equilíbrio, pois o peso do piloto não é transferido para a frente com tanta força, como normalmente acontece. Mas é nas frenagens mais fortes ou nas feitas em terrenos de baixa aderência que faz diferença esse novo siste-
ma. O atraso na entrada em ação do freio dianteiro evita que a roda traseira perca a aderência com muita facilidade. E mesmo quando ela trava, a tendência de escorregamento é em linha reta, sem desvios acentuados. A Honda encontrou para a on/ off Bros uma solução eficiente e simples. Exatamente como as boas ideias costumam ser. (ER/AP)
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FOTOS EDUARDO ROCHA/CZN
Multistrada 950
Modelo da Ducati chega ao Brasil
Sistema CBS é acompanhado de freio traseiro a disco
Motor monocilíndrico não sofreu alterações O propulsor flex de um cilindro que equipa a Honda NXR Bros 160 sofreu apenas uma única mudança: ganhou um novo sensor de oxigênio, mais preciso, que permite explorar melhor a potência sem extrapolar as regras de emissões. No mais, ele mantém as mesmas características, com 162,7 cm³, arrefecimento a ar, injeção ele-
trônica, comando de válvulas simples no cabeçote e balancins roletados. Esse motor rende 14,5/14,7 cv e 1,46/1,60 kgfm com gasolina/etanol. O preço da versão ESDD é de R$ 11.990, enquanto a opção básica, sem discos ou sistema CBS, fica em R$ 10.190. A garantia de fábrica é de três anos. (ER/AP)
A Ducati começou a vender no Brasil a Multistrada 950, por R$ 59,9 mil. O motor é da família Testastretta, com dois cilindros e 937 cm³ , e desenvolve 113 cv de potência a 9.000 rpm e 9,8 kgfm de torque a 7.750 rpm. Vendida em configuração única, a moto vem equipada com freios da marca Brembo com ABS ajustável em três níveis, controle de tração com oito programas e quatro modos eletrônicos de condução. DUCATI/DIVULGAÇÃO
24 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia 14 de outubro de 2017
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