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Pampulha, sábado - 31/03/2018

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ILHAS DA POLINÉSIA FRANCESA TAMBÉM TÊM ROTEIROS MAIS ECONÔMICOS ... Caderno de Turismo. Páginas 6 a 10

SAPATOS COLORIDOS NÃO SÃO UMA EXCLUSIVIDADE DOS DIAS QUENTES ... Páginas 27 e 28

CHRISTIANE TORLONI TRAZ À CAPITAL O ESPETÁCULO “MASTER CLASS” ... Página 16

O ICÔNICO ESPORTIVO FORD MUSTANG DESEMBARCA NO BRASIL NESTE MÊS ... Caderno Super Motor. Páginas 18 e 19

31 de março a 6 de abril de 2018 ANO XXVII número 1444 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE MARIELA GUIMARAES / O TEMPO

REDES SOCIAIS EM XEQUE Advento das ‘fake news’ e escândalo das eleições dos EUA colocam as mídias digitais, antes celebradas como espaço de mobilização e debate, agora como um risco à democracia; especialistas e usuários discutem soluções


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 31 de março a 6 de abril de 2018

A SEMANA

VITTORIO MEDIOLI

“É absolutamente inaceitável que aconteça. Isso não pode acontecer, e se acontecer é preciso identificar os responsáveis porque não pode se repetir dentro do regime democrático”

Editorial

A força da vontade pura que predomina no homem de vontade é o domínio de si mesmo. Quem pertence a essa categoria humana controla um sentido poderoso de responsabilidade, age assim com firmeza ante as circunstâncias da vida e não se deixa dobrar facilmente ou se levar pela ânsia de sucessos mundanos. Valoriza mais o ideal que a conta bancária, mais a sinceridade que as palavras rebuscadas. Sabe que deste mundo nada levará a não ser os méritos de seu esforço. Tem noção que vem de um infinito e a outro está destinado. Respeita a vida no animal, na planta, na água e em todo o sistema. Abomina o sofrimento e a injustiça e se levanta sempre que pode diminuí-las. É tolerante, respeitoso, nunca passivo ou indiferente. Suporta e aguarda a hora em que a justiça divina se cumpra com perfeição. É inclinado naturalmente para ações positivas, persegue o bem em tudo. Costuma avançar na crista da onda, enfrenta a vida como um desafio que lhe foi dado de viver. Não se entrega à ociosidade nem à indiferença. Sabe silenciar por longo tempo para escutar melhor o que tem de mais sutil e profundo. Para esse tipo de homem, no xadrez da vida existe um contínuo plano de evolução que se realiza em cada momento. Não se assombra com as forças adversas e entra em ação quando as próprias lhe garantem promover o progresso. Aprendeu a jejuar, sofrer em silêncio, agradecer as quedas, não odiar os inimigos, guardar energias para o momento certo, manter a concentração e a fé na justiça divina. É quase invencível, pois a vitória que persegue não é para ele nem para satisfazer vaidades, mas para uma causa que reputa justa. Aprendeu a ver na derrota o aprendizado para vencer.

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Ele, independentemente do berço e da família que lhe deu origem, dos estudos e dos diplomas, chega ao comando de um exército. É um homem universal, místico, marcial, estoico, dotado de pureza, utopia, audácia e destemor. Segundo o mago, esse homem se ergue como fortaleza, não se abala com ofensas, contempla amistosamente a decadência e as alternâncias. Sai vitorioso das derrotas. Não se deprime frente à morte, que considera o início de uma vida mais importante que a terrena, não se desorienta. Sabe que o ideal, quando justo, nunca se perde, persiste e escorre como águas de um rio correndo ao mar. Sabe se livrar das coisas inúteis e velhas, doar sem pedir em troca, desfazer-se do supérfluo como o cão que retira a água de seu corpo ao sair do rio. Dispõe-se a começar nova empreitada, de mãos livres e olho na meta. Considera a austeridade não um fim, mas um dever, uma virtude imprescindível. Ele decide confiando nos princípios, tem a rapidez da intuição, é prático, não se deixa vencer pelo oportunismo, não se vende nem por um cofre cheio de ouro e pedras preciosas. Seu caráter se inspira nos antigos estoicos, na dignidade das ações que se transformam em bons exemplos. Enxerga com clareza a relação entre os métodos e os resultados. Não suja as mãos. Não se deixa cair em tentações. Ele é solidamente senhor de si mesmo, superior à dor e à tristeza, ao vil metal. Quando empreende uma justa caminhada, avança sem medo, desfruta de cada instante da existência como fosse uma oportunidade de melhorar a humanidade. É homem tão raro quanto imprescindível entre nós. É um ser eminente que se libertou da pequenez, dos vícios. Quando aparece um, os milagres acontecem como aconteceram na Índia com Gandhi, homem que mereceu o título de Mahatma, ou Grande Alma.

Raul Jungmann, ministro da Segurança Pública, sobre os ataques a tiros a ônibus da caravana do ex-presidente Lula, ocorridos na última terça-feira (27) na cidade de Quedas do Iguaçu, no Paraná. Ninguém ficou ferido. NELSON ALMEIDA/AFP – 15.4.2015

“É cultural, estamos vivendo o fim daquela coisa patriarcal ‘só porque eu sou um homem poderoso, posso fazer o que quiser’.” Gisele Bündchen, em entrevista na terça (27) ao “The Wall Street Journal”, sobre os casos de assédio no mundo da moda

FLAVIO BOLSONARO, DEPUTADO

“Se a esquerda está apavorada com a série ‘Mecanismo’, imagina se eles soubessem que a @NetflixBrasil poderia estar interessada em fazer uma série sobre Bolsonaro.” NETFLIX BRASIL

“Você está louca, querida.” Interação no Twitter, na última terça-feira (27), entre o deputado estadual do RJ e a empresa de streaming, após a grande repercussão do lançamento da série “O Mecanismo”, que aborda a operação Lava Jato.

“Em 64 novamente o povo se regozijou, porque, novamente, uma centralização absoluta do poder que, mais uma vez, durou de 64 a 88. É interessante quando se diz ‘ah, mas não houve golpe de Estado. Houve um desejo de centralização’”. Michel Temer, presidente, em encontro com empresários e políticos na última segundafeira (26), chamando de ‘centralização absoluta de poder’ o golpe militar de 1964.

vittorio.medioli@otempo.com.br Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

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abril de 2018

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PURGATÓRIO> Antes celebradas, agora redes sociais são vistas como danosas para a democracia LEO FONTES/O TEMPO

Tête-à-tête

Camila decidiu se desconectar ao observar mau humor geral nas redes

Da esperança à ameaça Não faz muito tempo o mundo todo celebrava a força das redes sociais, apontadas como peças chaves para grandes mobilizações como a Primavera Árabe, o Occupy Wall Street e as Jornadas de Junho. No Brasil, naquele fatídico2013,era comumlersobre conceitos como “aldeia global” e “democracia direta”. As mídias sociais eram apresentadas como caminhos de uma evolução democrática: o universo digital, afinal, era uma grande Ágora onde todos tinham voz e vez. Um corte no tempo, chegamos a 2018 e as redes voltam a estar no olho do furacão. Desta vez, no entanto, a perspectiva se inverte: vistas como espaço de disseminação de notícias falsas, as chamadas “fake news”, apontadas como criadoras de bolhas ideológicas,responsabilizadas pela radicalização de seus usuários, lugar onde são perpetuados discursos de ódio... No lugar de esperança,asmídias–outrora celebradas – agora inspiram o medo, ironicamente, de corroer a democracia. Impossível não se perguntar: o que aconteceu para que de um extremo essas mesmas mídias fossem para outro em um espaço tão curto de tempo? “Não acredito que a internet tenha mudado tanto em poucos anos, o que mudou foi nossa leitura sobre ela”, assegura Joana Ziller, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Conexões Intermidiáticas (Nuccon), da UFMG. A afirmação encontra concordância nas observações de Luciana Andrade, estudiosa das reAlex Bessas

des e doutoranda em comunicação pela UFMG, para quem tais interpretações saltaram de um mito para outro. Mas há quem, de fato, perceba uma mudança geral de clima nesses espaços e prefira até mesmo fechar suas contas e sair desse “lugar hostil”, comoclassificaCamila Lopes,estudante de Letras da UFMG. “Senti alívio desde que apaguei meu Facebook”, diz ela, que está há cerca de dois meses longe da rede Mark Zuckerberg. A moça, vale dizer, não está sozinha quando diz da sensação de um mau humor crescenteno ambientedigital. De 2016, um estudo do Pew Research aponta que 49% dos norte-americanos percebemqueasconversaspolíticas estão mais ásperas nas redes sociais. OFFLINE Longe do universo presidido por Zuckerberg, Camila avalia que perdeu pouco. Alguns contatos, claro, ficaram por lá. Mas o desgaste e a ansiedade diminuíram radicalmente, garante. “Ficava o dia todo acompanhando o que as pessoas estavam falando – e, emgeral,elas estavamse ofendendo. Agora, eu tenho mais tempo, posso ler mais, estudarmais...”,comentaela.Mesmo quando usava o Facebook apenas para um escape, ao se divertir com memes e outras situações,aestudanteconsidera que “ficava tempo demais acompanhando algo que não me trazia nada de muito proveitoso”. A julgar pelos recentes escândalos de que a maior rede social do mundo, que reúne mais de 2 bilhões de usuários, é alvo, é possível que Camila encontre mais adeptos à escolha de se desligar. Acontece que dados de 50 milhões de

A JUVENTUDE E AS REDES SOCIAIS De criador a opositor Fundador da rede de downloads que desafiou a indústria fonográfica na década de 1990, o Napster, e um dos principais impulsionadores nos primeiros anos do Facebook, Sean Parker (foto) se diz, hoje, um opositor das redes sociais. Sua principal crítica é o potencial viciante destes espaços virtuais: para que o usuário permaneça mais tempo logado, são criados mecanismos que liberam pequenas descargas de dopamina, garantindo pequenos instantes de felicidade, explorando uma “vulnerabilidade da psicologia humana”, para usar palavras dele. “Só Deus sabe o que isso está fazendo com o cérebro das crianças”, alardeou. Juventude digital Professora do Departamento de Psicologia da UFMG e organizadora do livro “Juventude e Cultura Digital” (Ed. Artesã), Nádia Laguárdia busca em pesquisas da psicóloga norte-americana Sherry Turkle respostas a preocupação de Parker. “A autora chama a atenção para um sintoma que tem surgido nessa geração digital: a maior dificuldade de conversar presencialmente e de assumir a responsabilidade pela palavra”,

indica ela. Para a pesquisadora, “o contato presencial favorece o crescimento pessoal, o respeito pelas diferenças e a implicação nos próprios atos”, o que acaba se perdendo no ambiente digital, “que envolve maior imprevisibilidade e menor controle”. Educação Nádia observa, no entanto, que “os dispositivos tecnológicos estão cada vez mais presentes em nossas vidas, de forma irreversível” e, portanto, a “cultura digital não deve ser temida, mas também não pode ser idealizada”. O essencial, para ela, é “educar as crianças e os jovens para os impasses, dificuldades e possibilidades envolvidos no uso da internet, para que eles possam fazer um uso crítico, reflexivo, criativo e ético desse ambiente virtual”. Lembrando que “o ingresso nas redes sociais ocorre, ou deveria ocorrer, a partir da adolescência”, ela analisa que, “neste momento, é fundamental que os pais escutem o filho, cultivem um espaço para a palavra dentro de casa, demonstrando interesse pela vida do jovem, oferecendo apoio, respeitando a sua privacidade e favorecendo o seu desenvolvimento”. ERIC PIERMONT/AFP

norte-americanos, colhidos no Facebook, foram usados para influenciar a eleição de Donald Trump (veja mais na página4). Desdeentão,acampanha #DeleteFacebook ganhou audiência em outra rede: o Twitter – que também é acusado de ser um espaço de disseminação de “fake news”. ESTRANHAMENTO Reconhecendo estranhamentos ao se debruçar sobre seu cotidiano nas redes sociais,a diretora teatral Michelle Barreto preferiu não fechar contas. Suas latentes observações se converteram no argumento da peça “19ª Conferência para o Fim do Mundo” (leia mais na página 18). “O espetáculo partiu muito do pensamento sobre os discursos, necessidade de falar e estabelecer nossas convicções”, explica a diretora. Assim como Camila, ela observa que “sempre nos pegamos lendo coisas nessas mídias e acreditamos que estamos construindo conhecimento, mas muitas vezes são completamente banais”, reflete. “Eu me pergunto muito se esses discursos que a gente reproduz são nossos, ou estamos apenas reproduzindo o que lemos superficialmente”, critica. Se dando conta de quão imersa estava, Michelle mudou de postura e tomou algumas iniciativas para garantir uma presença mais proveitosanas mídias sociais. Nosmartphone, ela tem um aplicativo que bloqueia o uso das redes depois de determinado tempo de utilização. Assim, diz, quer priorizar os contatos “face a face”. Bem, mas maldizer as redes sociais, insinuar que é delas e apenas delas a culpa da radicalização e de um certo mau humor generalizado não

é muito promissor. É o que examina a pesquisadora Luciana Andrade. “Tudo isso é, antes de tudo, social, político e econômico antes de ser tecnológico”, pondera, lembrando ainda de situações como o encolhimento global do PIB como elementos externos que compõem esse contexto geral e, portanto, dizer que a culpa fosse só da internetseriaumasimplificação. Para ela, aliás, era um equívoco creditar ao digital a responsabilidade pelas erupções sociais que tomaram o país em 2013. “Esse desgaste nos debates online são a ponta do iceberg”, postula Luciana. “Todas essas discussões que estão bem tônicas no ambiente de trabalho, no bar, na família... A rede apenas amplifica”. Tais observações são ratificadas por Joana Ziller. “A internet contribui na visibilidadedaspautas,possibilita algo novo: que as demandas encontrassem eco, que elas reconhecessem outras com interesses afins”, situa. “Mas nemsempre essas bandeiras são éticas. Um neonazista, por exemplo, vai encontrar outro que vai reforçarsuascrençascom maisfacilidade”. Luciana pontua, ainda, que tanto a visão idealizada da rede quanto a demonizada não procedem. “Quantas pessoas realmente têm acesso e estão inseridas nessas plataformas? E, mesmo as que estão, passam pela mediação de grandes corporações... Então, não é tão democráticocomoparecia. Por outro lado, culpar totalmente a plataforma pelo cenário político e social atual é tirar toda nossa responsabilidade e jogar no algoritmo, algo que também não procede”.


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PURGATÓRIO> Modelo de negócio viabilizou marketing político que pôs lideranças contra as redes MARIELA GUIMARÃES

Redes sociais postas na berlinda O escândalo envolvendo o papeldoFacebook nas eleições de Donald Trump, em 2016, e no resultado do referendo que determinou a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, colocaram o modelo de negócio das mídias sociais em xeque. Desdeasdenúnciasdequea empresa britânica de marketing eleitoral Cambridge Analytica teria usado dados de mais de 50 milhões de norte-americanosparadivulgar propaganda política e “fake news” sob demanda, favorecendo o candidato do Partido Republicano, nos EUA, e Brexit, no Reino Unido, muito se fala sobre o potencial corrosivo das redes para a democracia. No Brasil, a disseminação de notícias falsas depois da execução da vereadora MarielleFranco,doPSOL,levantou sinal vermelho, indicando que as eleições deste ano tendem repetir as circunstâncias do pleito norteamericano. “O mais estranho é que essas ‘fake news’, em um primeiro momento, não parecem favorecer ninguém, apenas difamar a vereadora”, comenta a pesquisadoraLucianaAndrade.Vale dizer, o uso de bots (robôs que imitam perfis reais) durante os protestos contra o Santander pela exposição Queermuseum em Porto Alegre, em 2017, aliás, já indicavam tal tendência. É nesse contexto que as redes são postas na berlinda – e as saídas, ao que parece, não chegarão muito rapidamente. É no que aposta Davi Teófilo.Técnicoeminformática pelo Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) e estudante de Direito pela UFMG, ele foi um dos jovens brasileiros que participaram do 12ª Internet Governance Fórum, organizado pela ONU, no Palácio das Nações, este ano. Teófilo analisa que há uma série de problemas no modelo de negócio das redes sociais que, reunidos, formam um combo perigoAlex Bessas

so. “Os algoritmos tendem a dar visibilidade a notícias que causam espanto, aquelas manchetes caça-cliques, que são sensacionalistas e até falsas”, explica. Um detalhe importante é que essas manchetes e notícias sensacionalistas ou falsas são distribuídas de forma que venham a confirmar as convicções do usuário. “Essas mídias conhecem você melhor que você mesmo e elas vão te entregar o que você quer ler, mesmo que seja mentira”, diz. Somadas, essas características contribuiriam para uma maior radicalização dos usuários. Agora, sabendo da atuação da Cambridge Analytica, a pedra fundamental para o funcionamentodasredes também passa a ser questionada. “O que elesfizeram foi subverter uma lógica desse ecossistema, que é a publicidade dirigida, mas no lugar de produtos, ofereceram uma interferência política”, explica Teófilo. “Quando falo, em palestras, do volume de dados que entregamos para as redes, as pessoas ficam assustadas. Mas, quando explico que é tudo automatizado, que o objetivo é gerar padrão de consumo, o público se sente confortável porque parece inofensivo: eles só vão voltar a oferecer o mesmo tênis que você pesquisou há meses pela enésima vez”, comenta a pesquisadora Luciana Andrade. “Mas, se os votos de milhões são afetados, o buraco é mais embaixo”, diz ela, que acredita que 2018 será a prova de fogo. “Alguns candidatos já se preparam para usar robôs”, assevera.

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As mídias sociais sabem mais de sua subjetividade que você Davi Teófilo, pesquisador

Soluções

Davi Teófilo reflete sobre possíveis saídas e sobre quebra de confiança nas redes

ELEIÇÕES NOS EUA

Em busca de macro soluções Membro do Instituto de Referência Internet e Sociedade (Iris), que realiza pesquisa para gigantes como o Google e o Facebook, Davi Teófilo acredita que a saída para a atual crise nas mídias sociais passa, necessariamente, pela sociedade civil. “‘Fake news’ é um tema difícil de lidar”, diz o rapaz, lembrando que o tema está tão em voga que no Fórum Mundial da Internet, realizado pela ONU, foram nada menos que oito mesas de debates. “E nenhuma delas encontrou saída”, completa. Teófilo explica que não existem ferramentas de checagem que sejam eficientes. “Não é algo que podemos

Fonte de informação

78% da população brasileira se informa através das redes sociais, de acordo com pesquisa realizada pela Advice Comunicação

E de desinformação

42% dos brasileiros que se informam pelas redes sociais assumem que já compartilharam conteúdos falsos, segundo a mesma pesquisa realizada em 2016

deixar na mão do Estado”, diz, lembrando do risco de censura política. “Não podemos deixar na mão das empresas”, alerta, mencionando que é equivocado acreditar que os algoritmos sejam neutros – “eles carregam os preconceitos e visão de mundo de seus criadores”. CAMINHOS “O caminho que enxergo passa por uma lei de proteção de dados que também possa tratar de assuntos mais amplos, como as fake news”, observa. Na Europa, algo do tipo será implementado. “Mas não podemos simplesmente copiar, são realidades diferentes”. Teófilo vê com

bons olhos o Projeto de Lei 5276, de 2016, “que foi produzida dentro do Ministério de Ciência e Tecnologia com audiências com a sociedade civil”. Além disso, tanto Teófilo quanto Luciana Andrade indicam que o melhor caminho passa pela educação e por campanhas de conscientização sobre o uso das redes. “Precisamos colocar esse debate no meio público, criar uma educação digital... O problema é que para isso precisamos sair do plano das ideias e melhorar a infraestrutura, ter computadores nas escolas...”, critica Teófilo, para quem só assim haverá um amadurecimento digital.

DRIBLANDO OS ALGORITMOS Furar a bolha As redes, é verdade, viabilizam o encontro de ideias afins. Por outro lado, tal lógica tende a criar as “bolhas ideológicas”. Pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Conexões Intermidiáticas da UFMG (Nuccon), Joana Ziller acredita que é possível abrir frestas. “Nas minhas redes há pessoas com quem discordo veementemente. Mas não excluo. O principal caminho é fazer na rede social o que você faz na vida e respeitar a opinião do outro”, diz. Sempre desconfiar No Brasil, 78% da população se informa pelas redes sociais e 42% assume já ter compartilhado notícias falsas, de acordo com estudo realizado pela agência Advice Comunicação Corporativa,

em 2016. “A checagem de informação é imprescindível: notícia sem autoria, site suspeito, dado sem fonte, uso excessivo de adjetivos e generalizações devem levantar o sinal vermelho”, aconselha a doutoranda Luciana Andrade. Face a face “Criar outras formas de diálogo e debater fora das redes. Gosto do conceito de transmídia que englobe tanto o on quanto o off”, indica Luciana sobre a necessidade de levar as pautas em voga na rede para o tête-à-tête. Privacidade zero “Precisamos manter o senso crítico e ter em mente que nada nas redes é privado e os rastros são regra”, avisa Joana.

Entenda o caso Cambridge Analytica: Kogan Em 2014 o professor Aleksandr Kogan, da Universidade de Cambridge, cria aplicativo para fins acadêmicos e, com aval do Facebook, obtém dados de 270 mil usuários. Cambridge Analytica Empresa britânica compra o banco de dados e consegue informações também de amigos destes perfis, totalizando acesso a informações de 50 milhões de pessoas. Facebook Rede social descobre vazamento em 2015 e exige exclusão destes dados, mas não notifica usuários. Trump Informações são usados para influenciar eleitores dos EUA: ciente de preferências pessoais e políticas, empresa cria propaganda que, por exemplo, agrada fãs de Kit Kat ao mesmo tempo que faz campanha contra Israel. Queda Países de todo o mundo cobram explicações da cúpula do Facebook e da Cambridge Analytica. As ações da rede despencaram 6,8% (US$ 50 bilhões) – tendência acompanhada por outras empresas de tecnologia, como Google e Amazon. Mudança Davi Teófilo, do Instituto de Referência em Internet e Sociedade, acredita que a queda das ações tem relação com o temor do mercado quanto à regulação sobre a principal commodity das redes sociais: os dados dos usuários.


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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

A “Revolução (CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Melhores exercícios enho pra mim que o melhor exercício é aquele do qual a pessoa gosta, ou seja, aquele em que o sujeito se sente bem, não tem monotonia ou preguiça durante sua execução. Entretanto, um relatório do departamento da Harvard Medical School listou quais seriam as melhores atividades que toda a pessoa – independentemente da faixa etária – pode e deve fazer para melhorar a saúde e, consequentemente, diminuir os riscos das chamadas doenças crônicas. O estudo além de ranquear os melhores exercícios, traz também dicas de como manter a rotina e a motivação na hora de praticar alguma atividade física. De acordo com o levantamento, alguns tipos de exercícios podem fazer maravilhas para a saúde, pois ajudam no controle do peso, fortalecem os ossos, protegem as articulações e ajudam a melhorar até a memória. Começamos pela natação, que é ideal para quem sofre com problemas nas articulações, pois não tem impactos para as juntas. Este tipo de atividade e outros esportes aquáticos, como a hidroginástica, são treinos poderosos, pois aliviam a tensão do corpo, reduzem os níveis de estresse, queimam calorias e ajudam a reduzir o peso, tonificam os músculos e melhoram até o estado mental da pessoa. Outro exercício listado foi o Tai Chi Chuan, arte marcial chinesa que não é boa apenas para mente, mas também para o corpo. Por conta dos movimentos suaves, o Tai Chi provoca relaxamento do corpo e ajuda a aliviar todo o estresse. Em idosos ajuda, e muito, no equilíbrio. A musculação vai Alguns tipos além do fortalecimende exercícios to dos músculos. O estudo relata que a muspodem fazer culação melhora a formaravilhas para ça, controla o peso e preserva as funções cea saúde e rebrais. Já a caminhaajudam a da melhora os níveis de colesterol, fortalece melhorar até os ossos, controla a a memória pressão arterial e impacta positivamente até mesmo no humor e também na memória. Para quem quer começar a praticar caminhadas, a escolha do tênis ideal é o primeiro passo. O ritmo e a frequência também precisam ser levados em consideração a fim de que o exercício apresente algum tipo de resultado. Para quem não tem o hábito de caminhar, 10 a 15 minutos por dia em um ritmo moderado já é um bom começo. Em fim, deixamos por último os exercícios Kegel. Menos conhecido em nosso meio, este tipo de exercício fortalece a musculatura da pelve e ajuda na prevenção de problemas nessa região, como prolapso uterino, por exemplo. Este tipo de atividade física normalmente previne a incontinência urinária e alguns estudos indicam que sua prática pode impactar também na melhora do desempenho sexual e consequentemente do humor. Recentemente, uma paciente minha usando medicação psicotrópica para o controle de crises de ansiedade generalizada (conhecida pela sigla TAG) e transtorno obsessivo compulsivo (TOC), conseguiu parar com o medicamento e ter controle sobre os sintomas do transtorno ansioso simplesmente iniciando uma rotina de atividades físicas diárias. Não é milagre. É ciência! E está comprovando os reais benefícios das atividades físicas. Então, mexa-se. Faça uma boa semana.

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Pílulaazulmuda vidademilhões dehomens,mas mulheresestão foradosavanços Miami, EUA. Há 20 anos uma pequena pílula azul em forma de losango virava uma verdadeira sensação. O Viagra permitiu que milhões de homens voltassem a ter relações sexuais e expôs ao mundo a questão da impotência sexual, umgrande tabu. Mas esta revolução sexual ignorou as mulheres que sofrem de disfunção e perda de libido. Estas ainda estão à espera de uma cura milagrosa que também lhes permita retornar a uma vida sexual gratificante, apontam os especialistas. Cerca de 65 milhões de prescrições de Viagra, fabricado pelo laboratório norteamericano Pfizer, foram emitidas em todo o mundo. O medicamento foi aprovado pela Food and Drug Administration(FDA) americana em 27 de março de 1998, tornando-se o primeiro comprimido a ajudar os homens a ter uma ereção. Os benefícios deste blockbuster milagroso foram elogiados nos programas de televisão, nos jornais e revistas. Sua comercialização coincidiu com a ascensão da internet e a explosão da pornografia online. O léxico do

marketing também mudou: não é mais uma questão de “impotência masculina”, mas de “disfunção erétil”, uma condição médica que agora pode ser tratada. O senador republicano Bob Dole, um veterano e candidato à presidência dos Estados Unidos em 1996, tornouse seu primeiro embaixador na televisão, admitindo seus próprios medos ao mundo. “É um pouco embaraçoso para mim falar sobre DE (‘disfunção erétil’), mas é muito importante para milhões de homens e suas parceiras”, explicou. Uma estratégia que funcionou. ESTILO DE VIDA Antes do Viagra, as conversas sobre disfunção erétil eram “embaraçosas” e “difíceis”, lembra Elizabeth Kavaler, uma urologista do Hospital Lenox Hill, em Nova York. “Hoje, a sexualidade de um modogeral é um assunto muito presente”, explica. “Tornou-se um elemento previsível em nossas vidas à medida que envelhecemos, e tenho certezaque o Viagra desempenhou um grande papel”, acrescenta ela. Para Louis Kavoussi, diretor do Departamento de Urologia do grupo Northwell Health, o Viagra teve um impacto semelhante ao dos antibióticos no tratamento de infecções ou das estatinas na luta contra doenças cardíacas. “Foi a droga perfeita para anunciar aos consumidores – era uma espécie de remédio

para o estilo de vida”, diz ele. O Viagra, ou citrato de sildenafil, foi desenvolvido para tratar hipertensão e angina pectoris. Mas a partir dos primeiros testes clínicos, os homens descobriram rapidamente um efeito inesperado: a melhora de suas ereções. De US$ 15 por unidade no início, o preço subiu para mais de US$ 50. Com o lançamento no ano passado de uma versão genérica, o preço caiu para US$ 1. Em 2000, o famoso programa de humor SaturEDITORIA DE ARTE / O TEMPO

A ação do Viagra em disfunções eréteis mudou o paradigma e a imagem da doença. Na década de 1990, poucos pacientes chegavam e diziam: ‘doutor, estou impotente’. Eles passaram não só a dizer que tinham o problema mas também sabiam que havia remédio para tomar, diz Carlos Da Ros, da Sociedade Brasileira de Urologia.

PÍLULA REVOLUCIONÁRIA 27 de março de 1998 A FDA (agência americana para alimentos e remédios) aprovou o citrato de sildenafila, que, segundo os cientistas, provocava a ereção, em média, 27 minutos após a ingestão Setembro de 1998

Lançamento oficial na Europa

2011 Pesquisa realizada pela Pfizer mostrou que 80% do Viagra comprado na internet era produto de contrabando. 2012 Pesquisa americana mostrou que 8% dos jovens do país tomavam Viagra e outros “facilitadores de ereção” para garantir rendimento sexual 2013 Os genéricos do Viagra chegam às farmácias da Europa

Abril de 1998 O produto começou a ser vendido com o nome Viagra nos EUA. Nas duas primeiras semanas de comercialização, 150 mil receitas foram registradas

1999 e 2000 As vendas mundiais de Viagra dispararam mais de 30%, superando rapidamente US$ 1 bilhão por ano. A previsão inicial era um faturamento de US$ 100 milhões por ano.

2017

Os genéricos do Viagra chegam aos Estados Unidos

FONTES: AFP, PFIZER E PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS COMO “BRITISH MEDICAL JOURNAL” E “JOURNAL OF SEXUAL MEDICINE”

day Night Live até encenou umquadro com o ator Christopher Walken parodiando uma propaganda. “Somos uma empresa muito puritana e acho que o Viagra nos relaxou um pouco”, acredita Nachum Katlowitz, diretor do Departamento de Urologia e Fertilidade do Staten Island UniversityHospital.“Mas asmulheres ficaram de fora da revolução de melhorar a sexualidade”. Em 2015, a FDA aprovou a flansanserina – comercializada nos Estados Unidos sob o nome de Addyi –, qualificada como “viagra feminino” e apresentada como um tratamento para reviver a libido das mulheres. Mas desde o seu lançamento, provoca controvérsia. Como Addyi pertence à família dos antidepressivos, as mulheres são aconselhadas a não consumir álcool ao mesmo tempo. Também custa várias centenas de dólares e pode causar efeitos colaterais significativos (náuseas, vômitos, pensamentos suicidas etc.). “Não funcionou muito bem”, diz Katlowitz. O problema nas mulheres vem principalmente da secura vaginal no momento da menopausa, o que pode tornar as relações dolorosas. De acordo com Elizabeth Kavaler, tomar hormônios ou até mesmo tratamentos a laserpodem fornecer soluções que, apesar de seu custo às vezes alto, são cada vez mais populares. “Estamos pelo menos 20 anos atrás dos homens”.


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Viagra” completa 20 anos LEO FONTES – 9.6.2009

CONHEÇA ALGUMAS CURIOSIDADES ENVOLVENDO A PÍLULA AZUL Lançado há 20 anos nos Estados Unidos, o Viagra se tornou um grande sucesso e uma fonte de renda inesperada para o laboratório norte-americano Pfizer, assim como para os falsificadores do mundo inteiro. A seguir as curiosidades sobre a pílula revolucionária: O início Nos anos 1990, os cientistas do laboratório Pfizer pesquisavam um novo medicamento contra a angina de peito, o citrato de sildenafila. Os testes revelaram a ineficiência da substância para reduzir a dor provocada por esta doença. Mas, entre os homens, o remédio provocou um efeito inesperado: uma ereção. E muitos voluntários relataram uma vida sexual melhor. Redirecionamento A Pfizer reorientou a pesquisa para a impotência masculina, um transtorno que afeta um terço dos homens com mais de 40 anos. A disfunção erétil era, na época, a prima pobre das farmacopeia moderna, com propostas que não eram práticas nem eficientes, como mini-supositórios para a uretra e injeções no pênis.

Busca imediata A FDA aprovou o novo medicamento em 27 de março de 1998. O produto começou a ser vendido com o nome Viagra no início de abril nos Estados Unidos. O êxito do comprimido azul foi imediato: nas duas primeiras semanas de comercialização e 150.000 receitas foram registradas nos EUA. Êxito O Viagra se tornou um sucesso mundial antes mesmo de ser autorizado fora do território norte-americano. Vendas por meio de contrabando aconteceram em países como Israel, Polônia e Arábia Saudita em meados de 1998, com preços de três a cinco vezes superiores ao cobrado nos EUA (por

volta de US$ 10). Pouco depois, as vendas mundiais dispararam mais de 30% em 1999 e em 2000, superando rapidamente US$ 1 bilhão.

dos pela internet poucas semanas depois do início da comercialização. Os falsificadores perceberam que o Viagra era uma mina de ouro. O remédio passou a ser o mais contrabandeado e as apreensões nas alfândegas explodiram.

Rei Pelé As campanhas publicitárias protagonizadas por um ex-candidato republicano à Casa Branca (Bob Dole, em 1999) e pelo rei do futebol Pelé (em 2002), entre outros famosos, deram notoriedade

Contrabando Uma pesquisa realizada em 2011 pela Pfizer mostrou que 80% do Viagra comprado na internet era produto de contrabando. Isto significa que pode conter produtos tóxicos como pesticidas, gesso ou tinta para impressora, advertiu a empresa .

Mina de ouro O contrabando entra em movimento: comprimidos falsos fabricados na Tailândia ou na Índia eram vendi-

* Fontes AFP, Pfizer e publicações científicas como British Medical Journal e Journal of Sexual Medicine.

ao medicamento.

Entre jovens O uso indevido ou “recreativo” de Viagra também avançou rapidamente. Um estudo britânico detectou em 1999 uma utilização pequena, mas real, entre jovens. Em 2012, uma pesquisa americana mostrou que 8% dos jovens do país tomavam Viagra e outros “facilitadores de ereção” (Cialis, Levitra) apenas para garantir o rendimento sexual.


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sociedade

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DOLCEVITA ESPANHOLAS DO MUNDO

A

inda é março, mês da mulher! E se, como reza o clichê, todo dia é dia da mulher, ainda podemos falar sobre o dia 8, Dia Internacional da Mulher. Podemos escrever, em particular, sobre o que aconteceu na Espanha, história ao vivo, uma greve feminista gigantesca com protestos em todo o planeta. Quer dizer, ‘todo’ é exagero, só onde tem mulher. Longe do politicamente correto das americanas e da ousadia do contra das francesas, as espanholas deram um show.

ESPANHOLAS DA ESPANHA

A

s “calientes” espanholas organizaram greve geral feminista para, claro, de novo e como sempre, pedir a defesa dos direitos femininos. Pedir não, exigir! A paralisação teve apoio dos principais movimentos sindicais e sociais. A atriz Penélope Cruz aderiu com “motivos de sobra”.

ESPANHOLAS FORTES

G

reve assumida por 6 milhões de espanholas. Greve que fará história e escola. Greve de consumo, de cuidados domésticos, educação, trabalho, claro, de tudo. E os homens ajudaram, apoiaram, tomando conta dos filhos, cozinhando, fazendo tudo para o evento dar muito certo.

ESPANHOLAS EXEMPLARES

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS LECA NOVO/DIVULGAÇÃO

A

Espanha inteira. Cidades pequenas, com 200 mil habitantes, colocaram 100 mil almas nas ruas. As espanholas ganham em média 14,9% a menos do que os homens para realizar o mesmo trabalho. Apesar de a Espanha estar em uma posição melhor do que a média europeia, ainda falta muito para se chegar a uma situação de equilíbrio. Nada de novo, mas mais forte.

aos melho6 Voltando res países do mundo pa-

ESPANHOLAS DE ESPARTA

ouvidas para a pesquisa, segundo o site Business Insider, que repercutiu a lista.

lançaperfume

ra as mulheres! Neste 2018, a Dinamarca tirou o posto da Suécia como a melhor nação para mulheres. mil entrevista6 Nove das de 80 países foram

U

ma greve assim, tão bem planejada, ampla e bem-sucedida pode mostrar resultados. Mesmo assim, impossível não lembrarmos de “Lisístrata”, a peça, uma “comédia” famosa de Aristófanes, escrita e encenada na Atenas clássica em 411 a.C. em homenagem ao “devasso” deus Dionísio. É um relato sobre as mulheres gregas, lideradas por Lisístrata. Certamente, a mulher que inspirou, “ao contrário”, Chico Buarque em sua famosa canção “Mulheres de Atenas”. Na peça, as gregas deflagram uma greve sexual.

ESPANHOLAS SEXUAIS

G

reve de sexo na Antiga Grécia? Sim, mas para quê? Para forçar uma negociação de paz, uma estratégia ousada para acabar com a Guerra do Peloponeso. No entanto, a greve provoca uma batalha muito mais “séria e mortal”, uma guerra entre os sexos. A peça, com muita originalidade, expõe as relações sexuais em uma sociedade dominada pelos homens. As comédias não eram apenas engraçadas, eram extremamente populares e abordavam ques-

Transbordando beleza e glamour no almoço da Sundown Suplementos e Araujo, Sophia Franca, Chris Soares e Gabi Gabriela Geo

tões políticas relevantes, com grandes críticas à sociedade.

ESPANHOLAS DO BRASIL

J

á no Brasil, movimentos feministas, sociais e sindicais em São Paulo pediam aborto seguro, o fim do feminicídio e da violência; a garantia de direitos, igualdade e liberdade. Já no Rio de Janeiro, bem mais “Brasil” –

o que não é nenhum elogio – no mesmo Dia Internacional da Mulher, mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiram o parque gráfico do Grupo Globo, portando facões! Ação “bem feminina, bem amável, amorosa, inteligente e eficaz”.

ESPANHOLAS SEGURAS

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Europa sempre à frente com sua cultura e história milenares, repleta de progresso em todos os sentidos. Na esteira, vejam esta: “Se você tivesse que avaliar o país onde mora, que nota ele levaria? O ranking Us News & World Report se propõe a revelar o sentimento de cidadãos ao redor do mundo. E, se você é uma mulher, os países europeus levam vantagem”.

foram 6 Oscinco:critérios direitos huma-

nos, igualdade de gênero, igualdade salarial, progresso e segurança. os primeiros 6 Confira colocados: Dinamarca,

Suécia, Noruega, Holanda, Finlândia, Canadá, Suíça, Austrália, Nova Zelândia, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Reino Unido, França e Irlanda. E o Brasil? Melhor nem querer saber.... das principais 6 Uma atrações do Minas

Trend, maior salão de negócios de moda do Brasil, realizado pela Fiemg, será a grade de desfiles individuais.

Entre champanhes e os prazeres da mesa do D’artagnan, as vitaminadas Raquel Mattar e Fabiana Lopes

próxima edição 6 Na do evento, teremos a es-

treia nas passarelas das marcas Fatima Scofield, NotEqual, VirgilioCouture e Skazi. a 6 Complementando programação, o lineup

também traz o desfile do Sindijoias-MG, além de Plural, Natália Pessoa, Lucas Magalhães, Manzan, Molett, Choker e Anne Est Folle. Todos que, habitualmente, promovem seus lançamentos em desfiles durante a Semana de Moda. De 17 a 20 de abril.

CENÁRIO BH Workshop gratuito sobre Autismo ajuda familiares No dia em que é lembrado o Dia do Autista, o Instituto NeuroSaber de Londrina (PR) oferece um workshop gratuito e online sobre Autismo com o propósito de revelar mitos e capacitar pais, familiares e educadores. Conduzido pelo neuropediatra Clay Brites (foto), o curso acontece desde 2015 e já recebeu cerca de 200 mil participantes. Nesta edição as aulas online acontecem entre os dias 2 e 9 de abril e para participar é necessário realizar uma inscrição no site pcv.neurosaber.com.br/inscricao-4-workshop/

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DIVULGAÇÃO

Rodrigo Alvarez lança livro sobre Jesus em BH Correspondente da TV Globo na Europa, o jornalista Rodrigo Alvarez pesquisa sobre temas religiosos desde 2011 e é o autor laico brasileiro que mais vende livros sobre a temática no país. Na próxima quarta-feira (4), Alvarez desembarca em Belo Horizonte para o lançamento do livro “Jesus – O homem Mais Amado da História” Onde Casa Fiat de Cultura (Praça da Liberdade, 10, Funcionários) Quando Dia 4 (quarta-feira), às 19h Quanto Entrada gratuita (o livro estará à venda por R$ 44,90)

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ANA CRISTINA NASCITURI ALVAREZ/DIVULGAÇÃO


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reportagem

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CONSUMIDOR ClonagemdeWhatsAppdeixa compradordecarronoprejuízo CRISTIANE MATTOS

Estelionatáriosepassaporvendedor deconcessionáriaeficacomodinheiro Os números são impressionantes. Segundo o mais recente relatório financeiro do Facebook, divulgado no início de fevereiro, o aplicativo de mensagens WhatsApp atingiu a marca mensal de nada menos do que 1,5 bilhão de usuários ativos, que trocam cerca 60 bilhões de mensagens por dia. Porém, ao mesmo tempo em que facilita o dia a dia das pessoas, a rede social tornou-se terreno fértil para os golpes, que vêm se tornando cada vez mais comuns no Brasil. O mais novo deles, registrado em várias cidades do país, inclusive em Belo Horizonte, onde ocorreram recentemente pelo menos dois casos, envolve a clonagem do número de WhatsApp de vendedores de concessionárias de veículos, que negociavam pelo aplicativo a venda de um carro novo. De uma maneira geral, o estelionatário, após ter “invadido” o celular do funcionário e copiado as mensagens trocadas e os arquivos, entra em contato com o cliente e passa a conversar com ele como se fosse o vendedor, enviando inclusive imagens de documentos com o papel timbrado da revendedora. Para garantir o sucesso Eurico Martins

da fraude, o falso vendedor alega que está impossibilitado de receber ligações e afirma que pelo WhatsApp eles podem conversar melhor. Sem desconfiar, o consumidor dá prosseguimento à troca de mensagens e às negociações, sem imaginar que está prestes a cair em um golpe. No fim, após a oferta de descontos imperdíveis e condições superespeciais de pagamento, o falsário consegue fechar o negócio e envia um número de conta bancária, em nome de algum “laranja”, para que seja feito o depósito da quantia acertada, seja ela uma entrada ou o pagamento total do valor do veículo. No entanto, ao se dirigir à loja para retirar o veículo, o comprador recebe a má notícia: é informado de que não foi feito nenhum depósito na conta da empresa. O prejuízo é certo, uma vez que a concessionária não pode ser responsabilizada pela fraude. FACILIDADE O delegado titular da 1ª Delegacia Especializada de Investigações de Crimes Cibernéticos (DEICC), em Belo Horizonte, Felipe Nogueira de Carvalho, admite que os crimes envolvendo a clonagem de números de WhatsApp estão se tornando cada vez mais comuns, graças à algumas facilidades e à tecnologia. “Na maioria das vezes, os estelionatários contam com a

Mensagem perigosa: Em Belo Horizonte ocorreram recentemente pelo menos dois casos envolvendo a clonagem do número de WhatsApp

colaboração de funcionários das operadoras de telefonia móvel, que não podem ser responsabilizadas por isso”. Uma consumidora de Belo Horizonte, que não quis se identificar, caiu no golpe e perdeu cerca de R$ 38 mil. Como acontece. De acordo com o delegado, para quem entende do assunto, o processo de clonagem é relativamente simples. “Normalmente, a pessoa envolvida, de dentro da operadora desabilita o número da vítima e o

habilita em um novo chip. A partir daí, ela faz o download de todos os arquivos e mensagens armazenadas no chip original, que, após o processo, é habilitado novamente. Em momento algum o sistema do WhatsApp é invadido, já que sua criptografia é muito segura”, diz Carvalho. “Geralmente, a operação é feita de madrugada. Como a pessoa está dormindo, normalmente não consegue perceber que seu chip foi desabilitado por algum tempo”.

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

PASSO A PASSO Para ativar a verificação em duas etapas

1

Abra o aplicativo

2

Vá até a aba “Configurações”

3

Escolha o item “Conta”

4

Selecione “Verificação em duas etapas”

5

Digite a senha de seis dígitos por duas vezes

6

Clique em “Ativar”

Ao ativar o recurso, você terá a opção de inserir um endereço de e-mail, que será utilizado para que o WhatsApp possa lhe enviar um link para desativar a verificação em duas etapas caso você esqueça seu PIN. Caso receba um e-mail para desativar a verificação em duas etapas e você não se lembre de o ter solicitado, não clique no link, pois alguém pode estar tentando registrar seu número no WhatsApp. Para lhe ajudar a lembrar de seu PIN, periodicamente o WhatsApp irá lhe pedir que digite o PIN.

Verificação deve ser feita em duas etapas Para dar mais segurança e evitar a clonagem do número do WhatsApp, o delegado titular da 1ª Delegacia Especializada de Investigações de Crimes Cibernéticos (DEICC), Felipe Nogueira de Carvalho, dá uma dica importante. “A recomendação é que seja feita a verificação de número em duas etapas. Através dela, o usuário habilita junto ao aplicativo uma senha ou código”, ensina o policial. Ativado o recurso, todas as vezes em que o número de telefone associado ao

WhatsApp precisar ser verificado, o usuário terá de inserir um código de seis dígitos criado por ele. O cliente terá também a opção de inserir um e-mail, que será usado para que o aplicativo envie um link para desativar a verificação em duas etapas caso a pessoa esqueça o PIN. A verificação em duas etapas, disponível nas plataformas iOS e Android, já funciona em uma série de serviços conectados para dificultar acessos indevidos e, assim, ampliar a segurança a programas e aparelhos.

Origemda ligaçãoajuda naidentificação Em caso de clonagem de número de WhatsApp seguida de golpe (estelionato), a orientação é procurar a polícia. “Assim que descobrir, a vítima deve ir à delegacia de crimes cibernéticos ou virtuais de sua cidade para registrar a ocorrência. Caso ela não exista na localidade, a pessoa deve procurar uma delegacia comum. Em seguida, consultar um especialista para conhecer seus direitos”, explica o advogado Matheus Costa de Melo

DESCONFIE Confirme Para evitar problemas, o advogado Matheus Costa Neto dá uma dica. “Nos casos de negociações via redes sociais, confirme tudo pessoalmente. Vá à loja física, converse pelo telefone fixo”, conclui.

Moreira, do escritório Melo Moreira Advogados, de Belo Horizonte, especializado em direito digital. De acordo com ele, é fundamental que o usuário anote o número do telefone que aparece na tela do aplicativo, da pessoa que mandou a mensagem. “Dessa forma, poderemos instaurar um procedimento na Justiça para identificar junto à operadora o proprietário da linha”, afirma Moreira Além disso, “é possível descobrir a localização física do aparelho mediante o rastreamento da antena ou através do GPS do celular”, diz o especialista, que garante que a precisão gira em torno de um quarteirão. “Outra alternativa é pedir ao WhatsApp o endereço MAC (Media Access Control, na sigla em inglês) que identifica o celular”, diz Moreira.


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HORIZONTES DA CIDADE Palcos de multiplicidade movimentam cena da capital PequenosespaçosprivadosdeBH abremasportasparapequenos artistasecriamnovasoportunidades Nos últimos anos, a cena cultural belohorizontina tem se beneficiado da multiplicação de pequenos espaços privados, cuja proposta é receber eventos de diferentes vertentes, dando visibilidade a artistas em geral ainda não consolidados. Essas iniciativas fomentam a diversificação da programação de artes e cultura da capital, favorecendo artistas, produtores e o próprio público. Inaugurada no fim de 2014, a Benfeitoria foi uma das primeiras casas da cidade com essa vertente. “A ideia da Benfs (como é conhecida) sempre foi muito ser um espaço experimental e colaborativo. Metade da agenda somos nós que propomos e os outros 50% deixamos em aberto para receber propostas não só de artistas, mas de qualquer pessoa que tenha a intenção de realizar alguma atividade, seja de teatro, dança, show, feira, aula”, explica Jordana Menezes, coidealizadora do espaço. “Dizemos que é experimental porque não buscamos projetos muito formatados, propostas já consolidadas. A ideia é que aqui seja um terreno onde as pessoas possam testar, tirar ideias do papel, ver se funciona, se o público adere”. Cabe todo mundo: de shows de músicos locais a festas de forró, jogos e brincadeiras ou feira de arte de coletivos de jovens da periferia. E são centenas de solicitações recebidas semanalmente. Por isso, inclusive, a partir de hoje, vai ser disponibilizado um formulário na página de Facebook da casa, para facilitar o diálogo com os proponentes. “Como o volume de mensagens que recebemos é muito grande, criamos essa ferramenta para agilizar o contato. Vai funcionar melhor do que ficarmos trocando vários e-mails, por exemplo. As informações que Jessica Almeida

precisamos para entender o evento já virão de cara”, explica Jordana. Com uma linha curatorial mais demarcada, a Idea Casa de Cultura nasceu como desdobramento de uma outra “Idea”, a editora, cujo objetivo era publicar teses e dissertações para difundir um conhecimento que muitas vezes fica restrito à academia. Quando sua fundadora, Maria Inês Marreco, resolveu abrir o leque da proposta, a necessidade de um espaço físico surgiu. Localizada em uma das casas mais antigas da cidade, na rua Bernardo Guimarães, o centro cultural se abriu para projetos em diversas vertentes em 2015. “São atividades como performance, cinema, literatura, música de câmara”, explica Luan Nobat, músico e gestor cultural da Idea. “Apresentamos artistas iniciantes, mas não só eles. Já recebemos gente com carreiras fantásticas fora de Belo Horizonte e de Minas. Nosso critério é que sejam trabalhos autorais, com assinatura, identidade”, afirma. O foco no jovem e na economia criativa é o eixo que norteia o Guaja, casa inaugurada em 2016 e já consolidada no âmbito das atividades culturais na capital. “Procuramos dar visibilidade para quem está começando”, observa Lucas Durães, fundador do espaço. “A ideia é disponibilizar o Guaja como uma plataforma pra esses artistas, designers, escritores poderem fazer mostras, apresentações lançamentos”. A demanda mais recorrente e a curadoria trazem forte o viés da produção local, que, segundo Durães, se materializa muito na moda, em marcas de design, objetos decorativos ou utilitários. “Convidamos designers e marcas emergentes da cidade e cedemos espaço gratuitamente para que façam esses lançamentos. Mas também trazemos artistas consolidados, como a poeta mineira Ana Maria Martins e o escritor Nelson Motta, que estiveram em eventos aqui, recentemente”, diz.

MAGÊ MONTEIRO/DIVULGAÇÃO

Fomento a novas propostas

Benfeitoria, na rua Sapucaí foi um dos primeiros espaços a trazer essa proposta na cidade DILSON FERREIRA/DIVULGAÇÃO

Amadoria, também no bairro Floresta, procura fomentar o surgimento de novas iniciativas PABLO BERNARDO/DIVULGAÇÃO

Os pilares da Amadoria são arte, amor, bem-estar e autoconhecimento. Inaugurada em 2017, também fomenta a cultura local. “Temos dois eventos fixos, um de jazz e outro de blues, em que apresentamos músicos da cena belo-horizontina. Mas também temos espaço para outros gêneros musicais e outros tipos de iniciativas, como exposições e intervenções”, afirma Mariza Machado, cofundadora da casa. Mais do que abrir as portas para iniciativas já existentes, a Amadoria se propõe a estimular o surgimento de novos projetos. “Queremos criar conexão entre as pessoas, nosso olhar é para o trabalho em rede. Nossa vontade é que todo mundo possa pôr suas ideias em prática”, observa. No Suricato, uma outra camada é acrescentada à proposta. Além de abrir as portas para artistas da cena local, a iniciativa emprega, do recepcionista aos cozinheiros, passando pelos garçons, pessoas que tratam de algum quadro de sofrimento mental. “Queremos gerar trabalho e renda pros usuários da saúde mental de BH. Nosso princípio é a economia solidária, funcionamos dessa maneira”, explica Clarismundo Messias Prudêncio, coordenador geral do Suricato.

PROGRAME-SE Amadoria Rua Mucuri, 325, Floresta/amadoria.com.br Benfeitoria Rua Sapucaí, 153, Floresta, 3504-7624 / Instagram: @benfeitoria Idea Casa de Cultura Rua Bernardo Guimarães, 1.200/ideacultura.com.br Guaja Av. Afonso Pena, 2.881, centro, 2127-1517 / guaja.cc

Localizada numa das casas mais antigas de BH, Idea Casa de Cultura privilegia artistas autorais

Suricato Rua Souza Bastos, 175, Floresta, 2526-5367/ facebook.com/associacaosuricato


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reportagem

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COMPORTAMENTO Mania de fazer selfie: distúrbio ou obsessão? FOTOS REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Vícioemautorretrato digitalmobilizaa comunidadecientífica, enovoestudo segmentaexcessos dessecomportamento São várias poses e ângulos até a escolha da foto perfeita e da rede social para postar. O costume de compartilhar autorretratos feitos com o celular tornou-se um fenômeno global, mas o exagero nesse comportamento – que ganhou o nome de “selfite” – preocupa os especialistas em saúde mental. Em 2014, uma reportagem ganhou repercussão mundial ao dizer queessehábito excessivohaviasidoreconhecido pela Associação de PsiquiatriaAmericana (APA) comoum distúrbio. A instituição desmentiu a notícia, afirmando que não há reconhecimento oficial de que a mania de selfie seja uma doença. O termo “selfitie”, porém, já havia viralizado na internet. Agora, uma nova pesquisa, publicada no “International Journal of Mental Health and Addiction”, concluiu que esse comportamento tornou-se uma obsessão para grande parte dos adeptos, podendo ser dividida em três graus: no limite, aguda e crônica. Nos dicionários, o termo obsessão é descrito como “ideia fixa; Thuany Motta

A modelo Ana Paula Mirenato, 26, tira cerca de 30 fotos para escolher uma e publicar na rede

preocupação excessiva com alguma coisa e que dificulta pensar em outra; neurose, compulsão”. O psicólogo Mark Griffiths, da Universidade de Nottingham Trent, e Janarthanan Balakrishnan, da Escola de Administração de Thiagarajar, na Índia, fizeram um estudo com 600 participantes indianos acima de 18 anos, sem distinção de sexo ou classe social. Num primeiro momento, 200 deles foram divididos em grupos, a princípio para análise dos fatores que levavam as pessoas a tirar selfies. Eles criaram uma escala com diferentes graus dessa obsessão, que depois foi testada com as outras 400 pessoas. Segundo os estudiosos, existem os casos de indivíduos que estão no limite do comportamento normal: quando uma pessoa tira selfie pelo menos três vezes por dia, mas não posta nas redes sociais. Depois vem o nível agudo, no qual se postam as fotos mais de três vezes ao dia. Por fim, os pesquisadores identificaram o estágio crônico, em que não se consegue mais controlar a vontade de tirar selfies o tempo todo, compartilhando seis ou mais fotos por dia. METODOLOGIA Para determinar a classificação, a equipe desenvolveu 20 frases, que incluíam os fatores que levavam as pessoas a tirar selfies e quais eram as sensações causadas. Cada participante deveria dizer o quanto concordava com afirmações como, por exemplo, “me sinto mais popular quando posto selfies nas redes sociais” ou “quando não posto selfies, me sinto desconec-

tado do meu grupo de amigos”. Quanto mais se concordasse com os termos, maior era a pontuação. Os resultados mostraram que 34% dos entrevistados tinham selfite no limite, 40% sofriam de selfite aguda e 25% apresentavam selfite crônica. Para a equipe, aqueles que têm tal comportamento estão em busca de atenção e, normalmente, são afetados pela falta de autoconfiança. O hábito, então, seria uma tentativa de aumentar o status social e fazer parte de um grupo. Em entrevista à reportagem, Mark Griffiths, principal autor do estudo, disse que a principal intenção é fornecer dados de referência para outros pesquisadores investigarem o conceito mais detalhadamente e em diferentes contextos. “Ainda não há um posicionamento oficial se o selfite é um transtorno mental. O conceito pode evoluir ao longo do tempo à medida que a tecnologia avança, mas os seis fatores identificados que parecem estar subjacentes à atividade no estudo são potencialmente úteis para entender essa interação humano-computador em dispositivos eletrônicos móveis”, diz Griffths. Para Janarthanan Balakrishnan, coautor, novos passos devem ser dados. “Agora, que a existência da condição parece ter sido confirmada, espera-se que outras pesquisas sejam feitas para entender mais sobre como e por que as pessoas desenvolvem esse comportamento potencialmente obsessivo e o que pode ser feito para ajudar os mais afetados”, disse Balakrishnan ao site “Business Insider”.

O jovem indiano Junaid Ahmed virou notícia ao dizer que faz mais de 200 selfies diariamente

Psiquiatras avaliam o fenômeno De acordo com o psiquiatra Frederico Garcia, secretário geral da Sociedade Mineira de Psiquiatria, a origem do problema não está na selfie em si, mas nos efeitos que ela provoca. “São as sensações produzidas no ser humano diante das curtidas, dos comentários, em

todo movimento que nasce da postagem da selfie”, diz o médico. Garcia afirma que, apesar de ainda não poder se determinar a selfite como um distúrbio mental, esse comportamento compulsivo merece atenção. “Tratase da exposição de um estímulo

ao ser humano muito recente. O que sabemos é que ele provoca a liberação de dopamina no cérebro, o que leva à compulsão. Ainda levaremos alguns anos para entender esse fenômeno, mas ele apresenta características semelhantes às de outros transtor-

nos comportamentais e deve ser acompanhado”, pontua. A psiquiatra Mila Santiago, especialista em vício em tecnologia e diretora do Instituto Brasiliense de Psiquiatria, acredita que a selfite pode estar associada a outros tipos de transtornos

Kim Kardashian é a rainha das selfies e chegou a lançar um livro, o “Selfish”, só com autorretratos

de saúde mental e ao impacto da tecnologia na vida social. “Podemos destacar a ansiedade, depressão, Transtorno ObsessivoCompulsivo (TOC) ou até mesmo problemas de autoconfiança e autoestima. Vivemos numa era de conexão diária e constante, na qual trazemos a realidade para dentro do mundo virtual e isso inclui as coisas boas e também as ruins, em vários sentidos”, acrescenta.


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COMPORTAMENTO Busca por bem-estar, humor e reconhecimento da aparência DaÍndia,apresentadorqueinspirouestudodizqueposta200selfiespordia

“

Para cada selfie que posto, tirei 30 fotos antes para decidir qual ficou melhor. Junaid Ahmed, apresentador indiano

aí escolho a foto e posto”, afirma. O resultado? Até 15 mil curtidas nos primeiros dez minutos. “Daí sei que alcancei o objetivo: ter uma imagem bonita e que agrade ao público”, revela. SENSAÇÃO DE BEM-ESTAR Ex-panicat e musa da escola de samba Gaviões da Fiel, Ana Paula diz que os motivos de tantas fotos são os mais variados, mas tem duas coisas em comum: a aparência e a sensação de bem-estar. “A gente tem que se achar bonita. Se você fica muito tempo na frente do celular, fazendo um monte de poses, é porque o cabelo está bonito, a roupa é nova ou caiu bem no corpo, a maquiagem está perfeita. Se não é

por isso, é para ajudar na autoestima. Tirar selfies e analisá-los depois faz com que eu me sinta bem comigo mesma e queira compartilhar isso com as pessoas. Enfim, alguma coisa te aguça a tirar mais fotos”, declara. A compulsão pelas imagens frontais começou há quatro anos. “Dois anos antes, eu já via minhas amigas nas redes sociais publicando selfies, mas em 2014 acabei me tornando mais adepta. Com o tempo, virou um hábito. Além disso, estamos na era dos likes, ainda mais para quem atua com a aparência”, aponta. A modelo garante que uniu o útil ao agradável. “Faço porque gosto e ainda tenho a chance de ganhar com isso”, comenta.

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

NÍVEL DE SELFITE COMO MEDIR Usando as informações abaixo, avalie-as de 1 a 5, em que 5 está totalmente de acordo e 1 está totalmente em desacordo. Quanto maior for a pontuação, maior será a probabilidade de que você tenha selfite

Tirar selfies me causa boa sensação e até aproveito melhor o ambiente em que estou Posso me expressar mais no meu grupo de amigos

MELHORAR O AMBIENTE

foto. “É o que uso para medir se ela ficou boa ou não”, declara o jovem que coleciona mais de 50 mil seguidores. Ele passou por várias mudanças corporais, entre preenchimentos faciais e aplicação de botox. Junaid reconhece que é viciado em selfies, mas não vê impacto negativo. “Preenche o meu dia, a minha vida. Mas não faço nenhum tipo de tratamento, porque eu me amo e me admiro desse jeito”, declara o rapaz. Para a modelo Ana Paula Minerato, 26, com mais de 1,5 milhão de seguidores, é necessário tirar cerca de 30 fotos antes de escolher a considerada ideal. “Eu avalio o ângulo, a pose, o semblante. Quando todos eles estão ótimos para mim,

Tirar selfies oferece melhores lembranças sobre a ocasião e a experiência Meus selfies são como troféus para futuras lembranças

Compartilhar meus selfies cria uma concorrên cia saudável com meus amigos e colegas

“

Fazer diferentes poses ajuda a aumentar meu status social

Tirar selfies e analisá-los depois faz com que eu me sinta bem comigo mesma

COMPETIÇÃO SOCIAL

Recentemente, o jovem indiano Junaid Ahmed, 22, virou notícia ao declarar que tirava cerca de 200 selfies todos os dias e postava na internet. Em entrevista à reportagem, o apresentador de TV conta que começou a tirar uma quantidade surpreendente de fotos há dois anos. “Em 2012, participei do meu primeiro programa, o que me incentivou a prestar mais atenção na minha imagem e na minha aparência. Tirar selfies se tornou uma consequência natural”, disse. Junaid afirma que, se cada selfie tiver menos de 600 curtidas, ele deleta a Thuany Motta

Eu posto frequentemente para ter mais curtidas e comentários nas redes sociais Uso ferramentas de edição para melhorar o resultado e parecer melhor do que os outros

Ana Paula, ex-panicat

Quando você começou a tirar selfies todos os dias?

Nunca houve um dia determinado. Eu decidi aumentar a quantidade de selfies de forma natural, e simplesmente se tornou um ritual para mim. Quanto mais minha base de fãs crescia nas redes sociais, mais sentia que o mundo precisava me ver. Eu acordo todas as manhãs, olho-me no espelho e, se me acho bonito, tiro as fotos. A autoconfiança é uma coisa boa que devemos divulgar muito mais. Para muitas pessoas que estão deprimidas na sociedade de hoje, é preciso haver algo que as levante e as inspire para se sentirem bem com consigo mesmas. Por quanto tempo você pode consegue ficar sem fotos?

Normalmente, só quando estou dormindo (risos). A menos que eu esteja em um uma reunião profissional

Você acredita ter o controle da situação?

Eu acho absolutamente louco que a história tenha se transformado em uma coisa mundial. Estou agradecido por todas as oportunidades. Eu acho que é uma ótima mensagem para os jovens ver alguém como eu admirando-se e assumir isso para o mundo. Eu quero inspirar outras pessoas que estão passando por um momento difícil para se sentirem bem dentro de si mesmas. Eu quero que as pessoas vejam que é bom se olhar e se orgulhar do que enxergam. A vida é uma montanha-russa, você passa por bons momentos e ruins, mas aproveite cada passo do caminho. Eu passei por momentos difíceis quando era mais jovem e agora estou de pé sozinho, andando com os dois pés no mundo.

Eu não acho que algo esteja fora de controle ou que alguma coisa esteja errada comigo. Se sinto que alguém pode gostar das fotos, vou lá e posto cada vez mais. Como isso afeta sua vida? Você parou de estudar ou trabalhar, por exemplo?

Sem impacto na minha vida. Tirar selfies me deu minha carreira dos sonhos trabalhando na TV como apresentador e também como influenciador digital. Eu não posso reclamar. Sua família se preocupa com você?

Minha família não está preocupada comigo, eles acham que eu estou muito obcecado de maneira positiva, e acho que está tudo bem. Eles pensam que eu levei o selfie ao extremo, mas me aceitam pelo que sou e por aquilo que eu faço. É parte

Como você se sentiu ao se ver como destaque em reportagens no mundo inteiro?

O que tem a dizer para as pessoas que são viciadas em selfies?

Aproveite, ame-se e seja você mesmo! Não deixe que ninguém o detenha.

Eu me sinto mais popular quando posto meus selfies nas mídias sociais Ao postar selfies, espero que meus amigos me avaliem

Eu sou capaz de reduzir o meu nível de estresse quando tiro selfies

MUDANÇA DE HUMOR

Estudante indiano obcecado por selfies

do meu estilo de vida diário.

AUTOCONFIANÇA

Junaid Ahmed

– momento que não considero apropriado para tirar fotos de mim mesmo –, eu aproveito qualquer oportunidade que apareça.

Melhoro meu humor e me sinto feliz quando tiro selfies Tirar selfies modifica instantaneamente meu humor

Sinto-me confiante ao tirar selfies Eu me torno mais otimista comigo mesmo fazendo selfies Tiro as fotos e as avalio em particular para aumentar minha autoconfiança

Ganho mais aceitação entre meus amigos quando tiro selfies e compartilho nas redes

ACEITAÇÃO

MINIENTREVISTA

BUSCA POR ATENÇÃO

Eu chamo muita atenção compartilhando meus selfies nas redes sociais

Eu me torno um membro forte nos meus círculos de amizade Quando não tiro fotos, sinto-me excluído do meu grupo de amigos

FONTE: NOTTINGHAM TRENT UNIVERSITY E THIAGARAJAR SCHOOL OF MANAGEMENT


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reportagem

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ESPAÇO GOURMET DE BANDEJA I ANANÁS COMUNICAÇÃO

Multiplicaçãodopeixe LEO FONTES

Pescadosdiferentes servemdeopção paramantera tradiçãofugindo dobacalhau

Breja artesanal na latinha! Para comemorar os seus cinco anos de existência, a cervejaria Capa Preta lança um novo produto no mercado: a cerveja artesanal em lata. A novidade contempla rótulos como Tropical Blonde, Melon Collie IPA e Diesel Double IPA e foi criada para dar praticidade para os consumidores e menor geração de resíduos no meio ambiente. Ela é a primeira cervejaria mineira a investir no envase próprio de toda sua linha de cervejas.

Burger nordestino Vinda de Maceió, a The Black Beef promete inaugurar, em BH, três casas neste primeiro semestre. A primeira delas chega na próxima quarta-feira (4), na rua Fernandes Tourinho, 552, Savassi. Pra quem não conhece, a hamburgueria é no estilo fast casual: produtos com preparo cuidadoso a preços acessíveis – de R$ 15 a R$ 24. Iguarias como o Big Black Beef, combinação de burgers bovinos, mussarela, cebolas caramelizadas, cheddar e barbecue estão no menu. @RUINAGAEFOTOGRAFIA/DIVULGAÇÃO

Cherne, truta, dourado, hadoque, pirarucu. Os nomes podem soar estranhos, mas é só vencer a resistência inicial para encontrar, nesses peixes, deliciosas opções para as refeições do domingo de Páscoa. Com a ideia de manter a tradição do pescado, mas buscando novidades, pedimos a estabelecimentos de BH que apresentassem suas receitas com peixes menos usuais. No recém-inaugurado Mercado da Boca, que reúne chefs renomados da cidade, há ao menos duas boas opções do tipo. Uma é preparada pelo chef Ivo Faria (também do Vecchio Sogno),que representa um resgate à cultura alimentar brasileira do Norte do país. Trata-se do dourado com molho de tucupi, nhoque de inhame e vegetais. “É um prato com um toque do Amazonas, mas totalmente possível de ser feito aqui por causa da escolha do peixe, fácil de se encontrar e relativamente com bom preço. Lá, certamente fariam com filhote”, argumenta. Foi do Norte brasileiro, ainda, que o restaurante Do Peixe buscou algumas referências e acabou optando por apresentar o pirarucu em um preparo. No entanto, ele vem “amineirado”, com ora-pro-nóbis. “Fizemos uma pesquisa com pratos de lá, viajamos à região por ser uma área onde há muito consumo de peixe e conseguimos achar o pirarucu aqui com certa facilidade, por isso o escolhemos. Ele é extremamente saboroso, tem uma carne grossa com uma textura que lembra até a carne de porco”, comenta um dos sócios do local, Jairo Moser. Também com estabelecimento no Mercado da Boca, o chef Rodrigo Zarife (Ro.Za Bistrô) traz o cherne com farofa crocante de alho-poró e purê de banana-daterra como opção criativa à mesa. “É um peixe suculento, saboroso e pouco gorduroso. Fica bom grelhado, só é preciso observar bem a cocção para manter a umidade”, ensina. O chef também reforça que o ideal é levar para casa somente pescados frescos. “Hoje, há muitos processos de conservação, mas os peixes frescos ou refrigerados embalados a vácuo tem sempre um resultado mais interessante em sabor e textura”, comenta ele, que sugere combinar os pescados com ingredientes leves. Acostumada a criar muitas opções com peixes, já que trabalha Aline Gonçalves

Chef do restaurante Santafé, Carol Fádel prepara um hadoque com musseline de batata doce roxa e farofa de coco e cúrcuma LEO FONTES

DE OLHO NO PEIXE Cherne com farofa de alho-poró e purê de banana: receita de Rodrigo Zarife

com gastronomia funcional, a chef Carol Fádel, do restaurante Santafé, dá dicas de acompanhamentos. “Purê, vegetais e farofas crocantes ou crostas de castanhas caem bem”, diz. Para a reportagem, ela preparou um hadoque, peixe que se assemelha ao bacalhau, com musseline de batatadoce e farofa de coco e cúrcuma. “Ele não tem essa cura do bacalhau, é um pouco mais firme, o que é bom para confitar – além de ser mais bonito por causa da coloração avermelhada”, afirma. CUIDADOS O chef Márcio Santoro, do Haus München, especializado em culinária da Alemanha, também reforça que mesmo peixes congelados merecem atenção na hora da compra. “É um ingrediente que se deteriora rápido, então é preciso ver se não tem água escorrendo no freezer, se o peixe está bom”, comenta. No cardápio da casaquecomanda,atrutacompurêdemaçã estáentre osmais pedidos (é o prato Boa Lembrança 2017). “Escolhemos a truta porque ela tem similaridade com alguns pescados alemães, é um peixe de água doce e fria, e também trouxemos a maçã como acompanhamento, fruta usada em sobremesas clássicas de lá”, explica. Na hora de preparar os peixes,também épreciso seguir recomendações. “Se for um gorduroso, pode dar uma lavadinha com

limão para tirar aquele ranço”, diz Carol. À frente do restaurante Pecatore,especializado justamente em peixes e frutos do mar, o chef Raffaele Autorino defende, como temperos, a trinca limão, pimenta-do-reino e sal. “A carne do peixe, em geral, é muito delicada para outros”, comenta. Santoro é da mesma opinião, mas também testa ervas. “Sugiro opções sutis, como manjericão e salsinha”, diz. Frutas também podem combinar com o item. No Alguidares, a pescada-amarela segue justamente essa linha, ao ser acompanhada por um molho de maracujá. “Os sabores cítricos são bem-vindos, mas é preciso ter cuidado para não sobrecarregar. Não justifica usar um ingrediente nobre, como o peixe, se o sabor dele não vai aparecer”, resume Santoro.

Atenção ao comprar o peixe fresco. Siga algumas dicas: Aparência Ele não pode apresentar areia, sujeira, plásticos e nada que demonstre falta de higiene na manipulação. Pele Não pode ter perfurações na superfície e as escamas devem estar transparentes, firmes e resistentes. Os olhos devem estar brilhantes e grandes. Cor Guelras amareladas e com muco indicam que o peixe não é fresco. Elas devem ser brilhantes, vermelhas e sem muco. Cheiro Peixe cheira peixe e não tem outro odor que não seja esse. Conservação Todo peixe fresco deve estar em ambiente refrigerado. Verifique a qualidade (cor e aroma) do gelo onde ele está depositado. Bacalhau, um caso à parte Se ele estiver embalado, procure no rótulo as informações de prazo de validade, país de origem, importador e selo * Fonte: Pescados Hermes LEO FONTES

Chef Ivo Faria buscou no Norte do país inspiração para receita com o dourado


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Pargo grelhado com batata, arroz branco e farofa

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DE BANDEJA II GUSTAVO PESSOA/DIVULGAÇÃO

JOÃO GODINHO

Ingredientes Peixe: - Entre 700 g e 900 g de pargo - Sal e pimenta-do-reino a gosto Ervas frescas (tomilho e salsinha) a gosto - 1 limão-siciliano - 1 limão-taiti - 1 cabeça de alho - 300 g de batata - Azeite de limão temperado a gosto Farofa: - 250 g de farinha de milho em flocos - 1 banana-da-terra picada - 1 cebola cortada em pequenos pedaços - 50 g de manteiga - Sal e pimenta-do-reino a gosto Modo de preparo Peixe:

Tempere o peixe com o sal, a pimenta e com um pouco das ervas. Em seguida, coloque metade dos limões, em rodelas, na barriga do peixe. Separe a outra metade para fazer o caldo do azeite de limão. O tempo para assar o peixe é de cerca de 20 minutos. Se preferir, ele pode ser grelhado na chapa, mas com a cabeça de alho, fundamental para dar o sabor. Depois de assado, corrija o sal. Por fim, cozinhe a batata e salpique o restante das ervas por cima e o azeite. Farofa: Misture a manteiga e a cebola cortada em pequenos pedaços em uma panela. Deixe dourar. Acrescente a banana picada e finalize com a farinha de milho, sal e pimenta a gosto. Misture todos os ingredientes.

Segunda edição do Fuegos vem aí No Pecatore, há opções de peixes servidos inteiros, a exemplo deste pargo, com acompanhamentos à escolha

Pescada-amarela ao molho de maracujá

Já começou a venda de ingressos do Fuegos Festival, que acontece no dia 12 de maio, no Hangar 667. O evento vai reunir mais de 20 grandesnomesdagastronomiamineiraenacional,entreelesMárioPortella(referênciaemmétodos de cozimento de carnes), Djalma Victor, Felipe Galastro e Léo Paixão. Todos vão prepararcarnes, alémde peixes,frutos domar eorgânicos, tendo a brasa como método de cocção dos alimentos. O ingresso custa R$ 190 (com open bar e open food), à venda no site www. centraldoseventos.com.br/fuegosfestival

AGENDA COMUNICAÇÃO/DIVULGAÇÃO

Ingredientes 5 fatias de talo de alho-poró 1 pitada de pimenta calabresa 3 colheres (sopa) de açúcar 5 maracujás 1 pacotinho de Hondashi 200 mL de água 1 colher de farinha de trigo 1,3 kg de filé de pescada-amarela Sal, limão e manteiga

Receita é servida no restaurante especializado em comida baiana Alguidares

Modo de preparo Tempere o filé de peixe a gosto com sal e limão. Passe na farinha de trigo e frite na manteiga. Bata no liquidificador a polpa dos maracujás e coe. Refogue na manteiga: a pimenta, o alho-poró e o Hondashi. Acrescente o caldo dos maracujás, a água e o açúcar. Por fim, coloque a farinha de trigo até dar o ponto. Sirva com batata grelhadas e arroz branco.

Pirarucu grelhado com molho escabeche KELLEN PAVÃO/DIVULGAÇÃO

Ingredientes Peixe: - 500 g de pirarucu (duas peças de 250 g) - Alho, azeite, sal e pimenta-do-reino - 200 g de ora-pro-nóbis Farofa: - 1 banana-da-terra - 70 g de cebola roxa - 100 g de farinha - 40 g de manteiga - Bacon picado a gosto Molho escabeche: - 50 g de tomate - 50 g de pimentão - 50 g de cebola

- 50 mL de azeite - 1 colher de sopa de vinagre Modo de preparo Tempere o peixe a gosto. Grelhe por fora e asse no forno a 160 º C. Para o molho, refogue todos os ingredientes e finalize com uma colher (sopa) de vinagre. Refogue o ora-pro-nóbis com alho, azeite e sal. Para a farofa, refogue o alho e a cebola na manteiga. Coloque a banana picadinha. À parte, frite o bacon. Tire o excesso de gordura, junte a farinha e os demais ingredientes. Corrija o sal.

Cursos de patisserie A chef pâtisserie Mariana Correa vai abrir a sua cozinha para ensinar os segredos dos macarons e das tradicionais massas de tortas francesas. Os cursos serão ministrados no atelier da La Parisserie, no bairro Serra, com vagas limitadas a 6 pessoas por turma. As aulas irão ocorrer aos sábados, de 16h às 19h, e o valor do investimento é de R$ 300 para cada curso. O atelier de macarons será no dia 07/04 e o de tortas, no dia 14/04. Inscrições: contato@laparisserie.com.br.

Lanche de rua com cara nova Com 39 anos de referência no lanche do pós-balada da capital mineira, a hamburgueria X-Tudo resolveu dar uma nova cara ao bom e velho hambúrguer de rua. As mais de 30 opções do conhecido menu “de A a X” dão lugar a um número mais enxuto de nomes, além dos molhos próprios da marca como barbecue, verde, mostarda, ketchup e pimenta. Já a cerveja em lata dá lugar ao chope exclusivo da marca, que se apresenta em duas opções: o X-Pilsen, mais leve e refrescante, e o X-Pale. LUCINHA MACHADO FOTOGRAFIA/DIVULGAÇÃO

Prato é opção do restaurante Do Peixe, situado no Santa Amélia


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almanaque ÍCONE> Christiane Torloni interpreta Maria Callas no espetáculo “Master Class”, que chega a BH MARCOS MESQUITA/DIVULGAÇÃO

Sex. a dom. 6 a 8.abr.

Aula de vida Televisão Quando estreou, em 2015, o espetáculo “Master Class”, estrelado por Christiane Torloni, no papel da soprano Maria Callas (1923-1977), teve curta temporada em São Paulo. Em 2016, a peça foi para o Rio de Janeiro, mas depois disso, ao contrário do que desejava a atriz, o trabalho não foi apresentado em outras partes do Brasil. Saber, portanto, não só que o projeto seria retomado este ano, mas que passaria por 12 cidades – incluindo Belo Horizonte, no próximo fim de semana (dias 6 a 8) – foi uma grande satisfação, já que ela acreditava que “o processo ainda não tinha sido concluído”. “Eu queria que esse espetáculo fosse visto por mais pessoas. O Brasil é um país muito grande. E acho que podemos viajar ainda mais”, afirma. Um dos mais premiados e aclamados espetáculos da Broadway, o texto de Terrence McNally foi encenado pela primeira vez em 1995 e, em 1996, ganhou sua primeira montagem brasileira, com Marília Pêra (1943-2015) no papel principal. Aliás, o texto usado por Torloni foi xerocado do da primeira intérprete e suas anotações serJessica Almeida

viram como uma das bases para a composição da atriz na nova montagem. A mais gloriosa presença vocal da ópera do século XX é retratada em 1971, ano em que passava por um momento delicado. Além de ter sido trocada pelo marido, o milionário Aristóteles Onassis (1906-1975), por Jacqueline Kennedy (1929-1994), sua voz, outrora reverenciada em todo o mundo, passara a falhar. Um de seus recursos para lidar com o sofrimento foi aceitar o convite para ministrar uma série de aulas magnas a 25 estudantes da Julliard School, em Nova York. RELAÇÃO ANTIGA Muito antes de se envolver com o projeto, a atriz cultivava uma relação especial com Callas. “Ela chegou para mim há uns 30 anos, talvez. Eu e (José) Possi (Neto, diretor do espetáculo) ficávamos assistindo àqueles hard discs, uma mídia que nem existe mais, e ficava aos prantos vendo seus vídeos. A maneira como ela entendeu suas personagens, o olhar era como o de um pintor, que te faz ver o mundo de outra maneira. Principalmente no que diz respeito às heroínas, ela é um guru, uma mestra, uma inspiração”, conta. Torloni recorre a um trecho da peça para clarear sua explicação. “Ela fala isso no texto:‘Essaé aminha interpre-

Torloni está escalada para a próxima novela das 19h, “O Tempo Não Para” e trabalha em um documentário

tação. Não é a de Shakespeare. Não é a de Verdi. É a de Callas’. Ela não era só uma intérprete. Era uma grande musicista, tocava piano muito bem. Ela entendia tanto de música quanto os maestros quea regiam.Epor issoela pôde desfrutar deles e eles dela como ninguém. Ela não era só uma cantora interessada em cantar notas”, explica. Mais do que sua genialidade artística, o espetáculo apresenta a soprano em toda sua humanidade, inclusive traços como orgulho, egoísmo, vulnerabilidade e autopiedade. Muitas dessas características são fruto de uma vida difícil, deprivações.“Acho que elacolocaa serviçoda música,da arte, da beleza, toda a experiência que tece na vida, incluindo

“

a pessoal. O subtítulo da peça poderia ser ‘Ensina-me a Viver’, é de uma profundidade e de uma humanidade enormes. Apesar de toda a técnica, ela não acredita só em técnica. Só acredita naquilo que vem do coração e vai forçando isso nos alunos. É uma aula de humanidade”, afirma. A atriz destaca um ponto como o que talvez seja o que maisa inspire, na personalidade da protagonista. “É que ela nãotinha uma relação comalguém que a desafiasse. Era Callasque desafiavaCallas. Isso é uma outra maneira de ver tudo. A maioria das pessoas tem o desafio de fora para dentro. Ela não, vinha de dentro”, diz. PARCERIA LONGEVA “Master Class” marca três décadas de parceria entre Christiane Torloni e o diretor José Possi Neto, a quem ela atribui a abertura de uma sé-

Dificilmente, nessa altura do campeonato, eu vá transitar numa preparação com a qual eu nunca tenha tido nenhum contato

rie de portas em sua carreira. Naprimeiraexperiênciaquetiveram juntos, o espetáculo “O Lobo de Rayban”, de 1988, a encenação vinha em primeiro lugar. Em “Teu Corpo é Meu Texto”, de 2012, o foco foi a dança. Agora, o canto se apresenta de forma proeminente. O contato da atriz com essa forma de expressão, no entanto,não édehoje. “Eufizaula de canto. Mesmo que você nuncacante em um musical, é importanteparaformação. Inclusive para entender o universo das orientações que ela traz aos cantores. Com meu professorno RiodeJaneiro comecei a estudar pela ária de Amina – personagem de Callas na ópera ‘La Sonnambula’ – para poder entender em mim mesma o que ela faz, o quão difícil é o que ela faz. Você se apropria. Você vai fazer um pianista, você tem que entender o universo, mesmo que não vá tocar. Entender mentalmente, entender emocionalmente, porque isso muda a atitude física completamente. Você se prepara para um trabalho a sua vida inteira. Você é o conjunto de todos os trabalhos que já fez e acrescenta”, explica. Encarnar Maria Callas proporcionou à atriz também uma outra camada de experiência. Além do público que já a acompanha há tempos em seus mais de 40 anos de carreira, surgiu uma nova leva de espectadores: osapaixo-

nados por ópera. “Tem 40 anos da morte da Callas. É impressionante o público que ela leva para o teatro. Temamantesda Callas,pessoas que choram, pessoas que acompanham, pessoas que sabem as árias que são tocadas no espetáculo. É muitobonito.Eusempre entendo que quando alguém de verdade chega à minha vida é porque ela veio para me ensinar alguma coisa, não só no palco”, diz. O texto do espetáculo, ela diz, parece uma cartilha de conduta existencial. “O Jessé Scarpellini, que é um dos tenores, fala que é uma aula de vida, uma aula de teatro. É uma Master Class mesmo”, atesta a atriz. E um detalhe da produção:“temumacoisasuperinteressante, que foi produzido para esse espetáculo, que é um pequeno documentáriodeseisminutos antes. Quando dá o terceiro sinal, tem um pequeno documentário que conta, basicamente, a história da vida dela e daqueles personagens que,durante o espetáculo, o público vai ouvir falar. Quandocomeça o espetáculo, todo mundo sabe a mesma coisa”, conta.

> Master Class

Com Christiane Torloni Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). De 6 a 8 de abril. Sexta e sábado, às 21h. Domingo, às 19h. R$ 100 (inteira)


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ARTES CÊNICAS Infantil existencial Ao longo dos quase 25 anos desde que o “Castelo Rá-TimBum”–clássicoprogramainfantil dos anos 1990, produzido e transmitido pela TV Cultura – estreou, não houve um momento em que o atorCassioScapin,queinterpretouNino,o bruxinhoprotagonistada atração, deixasse de ser reconhecido na rua por conta do personagem. Aconteceu, porém, um momento de virada, quando, em vez de ser interpelado por crianças, o ator passou a encontrar fãs crescidos do “Castelo”. “Houve uma hora em que fui percebendo que os fãs, as pessoas que diziam ‘oi, você é o Nino?’ estavam bem maiores do que eu, eram pessoas adultas. Alguns até com filhos”, conta. “E uma coisa engraçada é que sempre que isso acontece, o adulto que fala sobre o programa comigo imediatamente se torna criança outra vez, age e fala com uma alegria a respeito que é algo tocante”. Foi a partir de uma reflexãoa respeitodessefenômeno – para além do fato de o programa ser muito queriJessica Almeida

do e sempre gerar comoção – que nasceu “Admirável Nino Novo”, espetáculo que Cassio apresenta em Belo Horizonte, em sessão única no próximo sábado (7). “Partiu muito de umpensamentoarespeito disso.Porqueeumesintodomesmo jeito que me sentia quando tinha 28, 29 anos, a idade que eu tinha quando comecei a fazer o programa. E eu vejo que meu entorno não está mais, ele cresceu. Então, também surgiu dessa questão do artista, individual, particular, em relação ao personagem, a obra que ele criou”, observa. A primeira ideia, inclusive, era trazer um Nino envelhecido, num espetáculo para adultos. O produtor Rodrigo Velloni, no entanto, sugeriu que não se mexesse na essência do personagem, isso poderia ser um prejuízo. Portanto, a temática da passagem do tempo foi mantida, mas apresentada de modo contrário: Ninocontinuaria criança – afinal, embora tenha mais de 300 anos, seu crescimento acontece em outra velocidade –, e seus amigos estariam grandes. “O tempo passou para todos, mas para ele não. Foi esse o motor, da ideia principal, que quem acabou escrevendo

foi o Maurício Guilherme, também responsável pela direção e por traduzir isso de uma maneira bastante brilhante pro espetáculo. Eu sempre brinco que esse é um solo existencial para crianças”, comenta. Inconformadoporser diferente, Nino decide deixar o castelo onde vive e partir em uma viagem. No caminho, ele se depara com o Espírito da Aventura, único outro personagem com quem interage, somente na forma de voz, a qual, por sinal, foi gravada por Ney Matogrosso. “Ele deu esse presente pra gente, uma participação luxuosíssima para o espetáculo, que também tema ver comreferência, porque a figura dele também faz parte da minha formação, assim como o Castelo faz da de tanta gente. É uma conversa muito interessante, uma metalinguagem”, diz. NOVAS GERAÇÕES Embora trate de um tema complexo, “Admirável Nino Novo” ainda é uma peça infantil, e houve certo receio de como as crianças a receberiam.“Foiumagrandesurpresa.Existe alguma coisa na formatação desse personagem, na composição dessa figura,

queencantaas crianças.Estamos conquistando um público novo. Além disso, existe todo um aparato novo de imagens na apresentação, trabalhamos com projeção, imagens 3D, então isso insere também, de alguma forma, essa gurizada que está muito acostumada com tecnologia no mundo do teatro”, afirma. Cassio enxerga como naturalesse momento deredescoberta pelo qual o “Castelo Rá-Tim-Bum” tem passado. Além de seu espetáculo, uma exposição que recriava o casarão visto na série foi a mais vista da história do Memorial da AméricaLatina, em S ã o Paulo, c o m mais de 600 visitantes. Um musical baseado na série também esteve em cartaz na cidade. A qualidade do produto foi o que o tornou tão marcante, na opinião do

Luxo

A peça conta com participação especial da voz de Ney Matogrosso, que encarna o Espírito da Aventura PRISCILA PRADE/DIVULGAÇÃO

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ator. “Foi uma coisa inédita na televisão. E várias vezes me encontrem com mães que disseram que o programa teve participação ativa na formação e educação de seus filhos. Desde preceitos básicos de higiene, que o programa preconizava com a vinhetinha de lavar a mão, ao modelo diferente de família que apresentava, já que o Nino eracriadoportios. Issodialoga com um novo conceito de família, de educação, de infância. O ‘Castelo’ foi um avanço, nesse sentido”, diz. O ator ainda tem mais algumas apresentações do espetáculo pela frente, mas já previsão para um novo trabalho. “Estarei no elenco de ‘Noite de 16 de Janeiro’, peça direção e atuação deJô Soares,que depois de 40 anos volta a dividir a cena com outros atores. Nos últimos anos ele só dirigia ou fazia monólogos”, adianta o ator.

>

Admirá vel Nino Novo

Sáb. 7.abr.

Grande Teatro do Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Dia 7 (sábado), às 17h. R$ 100 (inteira, plateia 1), R$ 70 (inteira, plateia 2), R$ 50 (inteira, plateia 3).

Cia. goiana reencena Eid Ribeiro O texto que Eid Ribeiro ofereceu aos goianos do Grupo de Teatro Arte & Fatos não é inédito. Já foi montado no Rio de Janeiro, em São Paulo, na Bahia, em Pernambuco e, agora, em Goiás. O diretor e dramaturgo já se referiu a esse trabalho como o favorito de sua autoria, mas não foi por isso que “Lágrimas de Guarda-Chuva”, cuja montagem mais recente será apresentada em Belo Horizonte no próximo fim de semana (dias 7 e 8), foi presenteado ao grupo, que é vinculado à Coordenação de Arte e Cultura da PUC Goiás. O contato aconteceu depois que Eid assistiu à montagem do Arte & Fatos de “Balada de um Palhaço”, de Plínio Marcos, em uma passagem por Goiânia. “Foi há cerca de oito anos. Ele se identificou com a condução do espetáculo e nos aproximamos. Então, ele disse que tinha um texto que tinha muito a ver com minha linha de trabalho e me enviou o‘Lágrimas’,como qualtambém me identifiquei. Mas só

Sáb. e dom. 7 e 8.abr.

LAYZA VASCONCELOS/DIVULGAÇÃO

“Lágrimas de Guarda-Chuva” tem trilha sonora original e propostas clownescas

há dois anos e meio conseguimos viabilizar a montagem”, conta Danilo Alencar, diretor do espetáculo. As similaridades entre as duas propostas provocaram a consonância, acredita o diretor. “Os dois textos questionam o teatro contemporâneo, suaessência, o queestamos fazendo,como estáinseridoocenário dos atores dentro dessa perspectiva teatral, o que os

atores estão querendo, para onde estão indo”, observa. “E outra particularidade de ambos é a inserção do público. Porque as companhias que nãotêmgrandealcancemidiático ou que lutam no dia a dia, todas, de forma geral, têm a mesma carência do espectador. E esses dois trabalhos inserem o espectador como coadjuvante, ou seja, há comentários dos personagens

que questionam diretamente o público. Não aquele que está na plateia, especificamente, mas de forma ampla”. Em cena, seis personagens. O mágico decadente Sansão forma uma trupe mambembe com Angelina, que ele insiste em transformar em Zambê, a mulher macaco, um de seus truques batidos.Há uma incógnita na relação dos dois: ao mesmo tem-

po Angelina parece ser secretária, amante, às vezes filha. Três cegos, Sebastião, Serafim e Severino, cruzam seus caminhos, na praça de uma cidade deserta, cujos moradores foram dizimados pela cólera. O único sobrevivente da tragédia, Carmelo, testemunha o embate que se estabelece no grupo, ao mesmo tempo que interfere nele. “Existe uma tendência de constatação muito óbvia das relações humanas. Particularmente a relação do opressor e oprimido. Tentamos conduzir isso entendendo a dramaturgia e a solidão das personagens que a compõem, todos eles trazendo características muito presentes no século XXI”, explica o diretor. Com trilha sonora original, o espetáculo traz elementos da cultura circense, com propostas clownescas, malabares e mágicas. “Foi uma flexibilidade que quis dar à montagem e também em respeito à proposta inicial que tem muito presente o teatro do absurdo. É visível no nosso entendimento a relação da dramaturgia com ‘Esperando Godot’, de

Samuel Beckett (1906– 1989), no qual se vê muito a figura clownesca, que imediatamente remete ao circo”, afirma. PRIMEIRA VEZ EM BH A companhia, que completa 30 anos em 2018 – e pretenderealizarumasemana comemorativa apresentando sete montagens suas consecutivamente – fará sua primeiraapresentaçãonacapital mineira. “Nós viajamos muito para festivais e me aproximei um pouco da cena de BH. Fiquei muito impressionado, acho que hoje a bola da vez é a cena mineira, é de muita qualidade o teatro que tem sido feito aí. Espero que haja algum ponto de identidade com nosso trabalhoe tambémqueo público se identifique”, conclui. (Jessica Almeida)

Lágrimas de >Guarda-Chuva

Grupo Arte & Fatos Teatro de Bolso do Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100) Dias 7 e 8. Sábado, às 20h; domingo, às 19h. R$ 10 (inteira)


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ARTES CÊNICAS Sobre todos os fins do mundo ELIAS GIBRAN/DIVULGAÇÃO

Lara Em uma conAlves f e r ê n c i a , (*) quatro importantes pesquisadores discutem sobre tudo e sobre nada, sem nenhum aprofundamento nos assuntos trazidos à baila. O esvaziamento dos discursos sinaliza a possibilidade de um “fim do mundo”. Seria apocalíptico? Viria com um dilúvio? Ou o fim do mundo está nos absurdos do cotidiano? É deste ponto que parte o espetáculo “19ª Conferência para o Fim do Mundo”. Com direção de Mariana Maioline e Michelle Barreto e dramaturgia de Henrique Vertchenko, a montagem estreia no Teatro Espanca! neste fim de semana (dias 31 e 1°) e fica em cartaz no Teatro Marília entre os dias 6 e 8 de abril. Nascido de um argumento desenvolvido por Michelle, a proposta inicial era discutir de que forma são elaboradas as regras sociais e como se constituem as hierarquias. Com a ideia em mãos, a diretora reuniu doze artistas – que compõem a atual equipe do coletivo responsável pela montagem – e o argumento tomou um novo rumo. No decorrer de um ano, pesquisas foram

Para dialogar com as redes sociais, o final de toda apresentação será transmitido ao vivo nas páginas virtuais da peça

feitas e jogos de improvisação traçados até alcançar um quociente comum: o universo das redes sociais, no qual todos exercem o poder de suas vozes e perduram discursos conflitantes. Toda esta ideia foi transposta para o roteiro da “19ª Conferência...” pelas mãos do dramaturgo Henrique Vertchenko. “Essa questão sempre foi muito forte nas pesquisas

que os artistas fizeram, principalmente sobre os discursos que se tornam vazios na internet, onde as pessoas querem afirmar ao invés de dialogar. O ‘fim do mundo’, aliás, aparece no momento em que a gente percebe que os discursos trazem mais opressões, estabelecimento de hierarquias e relações de poder”, explica Henrique. Em posse das pesquisas, o escritor levou para os per-

sonagens todas os pontos levantados. Aliás, o nome do espetáculo é quase autoexplicativo: “São quatro conferencistas que deveriam estar num espaço de troca, mas estão ali apenas para afirmar suas convicções. A conferência tem a ver com o poder da fala, de quem discursa e para quem está falando. O ‘fim do mundo’ nasce de uma brincadeira: que fim do mundo é esse?

Será que ele vem de quando alguma coisa horrenda acontece e a gente fala: ‘isso é o fim do mundo!’?”, pontua Mariana. DA REALIDADE Para destacar os pequenos ‘fins do mundo’ cotidianos, notícias absurdas retiradas da internet entram em cena – como a notícia sobre o padre brasileiro que tentou viajar entre dois estados

segurando 20 mil balões. Durante todo o processo, os artistas trabalharam de forma independente, sem salários e motivados pelo desejo de criar a peça. Ao lado de atores reconhecidos, o compositor de trilhas Barulhista sai dos bastidores e executa a trilha da “19ª Conferência...” ao vivo, ao mesmo tempo em que faz sua estreia como ator. Na montagem, a bailarina Naline Ferraz também debuta no teatro. Para Mariana, a contribuição dos artistas foi de suma importância para a montagem. “Foi muito bonito perceber a generosidade deles como artistas de outras linguagens topando essa parada”, aponta. Aliás, a generosidade de colaboradores foi determinante para a existência da peça. Além do investimento pessoal dos artistas, o espetáculo contou com a colaboração de doadores via financiamento coletivo. * Sob supervisão de Jessica Almeida

Conferência >para19ªo Fim do Mundo

- Teatro Espanca! (r. Aarão Reis, 542, centro, 3657-7348). Nestes sáb. (31) e dom. (1°), às 20h. R$ 20 (inteira). - Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Dias 6, 7 e 8 de abril, às 20h. R$ 20 (inteira)

Hermes, Renato e cia. em BH Depois do enorme sucesso na TV, há cerca de dois anos os irreverentes e debochados humoristas do grupo “Hermes e Renato” se reinventam e levam para o teatro os famosos personagens do programa homônimo que figurou na MTV até 2009. E na próxima sexta-feira (6), a trupe retorna a BH com “Uma Tentativa de Show”, desta vez, com esquetes adaptadas exclusivamente para o público daqui. Felipe Torres, que integra o grupo ao lado de Marco Antônio Alves, Adriano Pereira e Franco Fanti, conta que, por causa de inúmeros pedidos dos mineiros, além dos tradicionais personagens, a Unidos do Caralho a Quatro, sátira de uma escola de samba, deve entrar no palco. “Sempre na parte do improviso, a gente acaba adaptando algumas coisas para BH.

São assuntos mais quentes, que estão mais em voga no momento. Os mineiros pedem muito pela Unidos, então, muito provavelmente, nós vamos trazê-la para o espetáculo”, pontua o comediante, que já passou várias vezes pelo Estado já que uma de suas avós morava em Juiz de Fora. Além da Unidos, Charlinho – o menino pobre, que enfrenta inúmeras dificuldades para conseguir ir à escola e só queria estudar (e comer batatas) – , virá pela primeira vez à capital mineira. O quadro, comandado na TV por Fausto Fanti (1978– 2014), âncora do inesquecível “Jornal Jornal”, conta agora com o irmão dele, Franco Fanti, na apresentação do telejornal. O menino é um dos personagens de Felipe Torres. Mas foi com “Boça”, jovem paulista de um bairro tradicional de São Paulo,

REPRODUÇÃO VÍDEO

Sex. 6.abr.

Boça é um dos personagens interpretados por Felipe Torres, sucesso nos tempos da TV

que o humorista ganhou notoriedade e o assédio dos fãs. “É um reconhecimento que o público tem pelo trabalho da gente que é muito bom”, frisa. Após a estreia na MTV em 1999, o grupo teve um break, com breve retorno

em 2013 e, desde 2015, está no FX Brasil. Mas, em tempos modernos, o sucesso dessa turma se consolida mesmo é nas redes sociais. Alguns dos personagens mais emblemáticos, como o padre Quemedo e o filho do Capeta, têm mais de 1,5 mi-

lhão de visualizações no YouTube. “Hoje o artista tem que ser multimídia. E tem entregar conteúdo para o digital, para o palco, para o cinema”, conta Torres. CONTEMPORÂNEOS Manter personagens,

que atravessaram décadas em situações atuais é um dos grandes desafios do grupo. “Nossa vontade de reinvenção é tão grande que às vezes ela transborda os personagens. A gente acaba segurando as novidades para que o personagem seja uma forma das pessoas se identificarem com a nossa linguagem e entenderem que a gente está se comunicando com uma nova situação”, relata Torres, adiantando que a trupe prepara sua estreia nas telonas, mas sem dar detalhes. “Será pautado em todo o trabalho que já temos”, resume. (Paula Coura)

Hermes e >Renato: Uma Tentativa de Show

Cine Theatro Brasil Vallourec, no Grande Teatro Unimed (av. Amazonas, 315, centro). Dia 6 (sexta), às 21h. A partir de R$ 60 (inteira).


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ARTES CÊNICAS teatro adulto 19ª CONFERÊNCIA PARA O FIM DO MUNDO Dir. Mariana Maioline e Michelle Barreto Com Adriana França, Barulhista, Mariana Maioline Quatro especialistas participam de uma conferência que trata sobre diversos assuntos. - Teatro Espanca! (r. Aarão Reis, 542, centro, 3657-7348). Neste sáb. (31) e dom. (1°), às 20h. R$ 20 (inteira). - Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Sex. (6), sáb. (7) e dom. (8), às 20h. R$ 20 (inteira)

ENTRE VOOS Com Raul Garcia, Igor Henrique, Daniele Fernandes Fragmentos da essência de Mia Couto e Guimarães Rosa dão corpo e vida às contações de histórias. Centro Cultural UFMG (av. Santos Dumont, 174, centro). Qua. (4), às 19h30. Entrada gratuita.

HERMES & RENATO - UMA TENTATIVA DE SHOW Dir. Mario Matias Com Adriano Silva, Bruno Sutter, Felipe Fagundes A montagem resgata personagens e esquetes clássicos do programa. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Sex. (6), às 21h. R$ 100 (plateia 1A, inteira); R$ 90 (plateia 1B, inteira); R$ 80 (plateia 2A, inteira); R$ 70

SÉRGIO MARTINS/DIVULGAÇÃO

(plateia 2B, inteira); R$ 60 (plateia 2C, inteira).

MASTER CLASS

palco giratório

Dir. José Possi Neto Com Christiane Torloni Uma comédia-dramática que mostra como a soprano norte-americana Maria Callas se comportava nas concorridas aulas magnas que proferia nos anos 1970, na Julliard. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Sex. (6) e sáb. (7), às 21h; dom. (8), às 19h. R$ 100 (inteira).

O MACHÃO - TUDO POR CAUSA DO TOBIA Dir. Teófanes Silveira (Biribinha) Com Cia Teatral Turma do Biribinha O Palhaço Biribinha vive um chefe de família que um dia resolve cair na farra com seu melhor amigo. Serraria Souza Pinto (av. Assis Chateaubriand, 809, centro). Qua. (28), às 20h. Entrada gratuita mediante retirada de ingresso via Sympla.

QUE VENHA A PRIMAVERA PÁGINAS TCHEKHOVIANAS Dir. Helio Zolini Com Juliana Martins, Mario César Camargo e Raquel Albergaria Em cena um homem e duas mulheres, enredados numa trama dramática aparentemente trivial, são confrontados com sentimentos de frustração e impotência diante da vida. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 16/4.

segunda preta (*) MERGULHOS EM SI

Com elenco estrelado, a montagem “L, o Musical” narra a trajetória de sucesso de uma renomada autora de novelas e fica em cartaz no CCBB BH até o dia 9 de abril

SE MEU GABINETE FALASSE Dir. Saulo Laranjeira Com Saulo Laranjeira, Tuca Graça, Ronaldo Assis O deputado da telinha, João Plenário volta aos palcos em uma comédia onde qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Neste sáb. (31), às 21h; dom. (1°), às 19h. R$ 70 (plateia 1, inteira); R$ 60

da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Qui. a seg., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 9/4.

Com Charlene Bicalho A performance propõe um mergulho em busca de memórias afetivas, traumas e curas, durante o eterno devir mulher negra cotidiano.

FIBRA ÓPTICA (plateia 2A, inteira); R$ 50 (plateia 2B, inteira).

teatro infantil A MENINA SEM PALAVRAS Com Grupo Maninha A história de uma menina que não fala-

va e os dilemas de toda a família na busca pela "cura". Museu dos Brinquedos (av. Afonso Pena, 2.564, Funcionários). Neste sáb. (24), às 16h. R$ 24 (inteira).

musical

L, O MUSICAL Dir. Sérgio Maggio Com Elisa Lucinda, Ellen Oléria, Luisa Caetano Uma autora de novelas está esfuziante com o sucesso do primeiro folhetim a ter um triângulo amoroso formado por mulheres. Mas a chegada de notícias inesperadas muda o destino de todas. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça

Dir. Vanessa Nhoa Com Vanessa Nhoa Uma mulher negra de meia idade resolve expandir a carreira artística e conta as dificuldades de montar seu primeiro show. (*) Teatro Espanca! (r. Aarão Reis, 542, centro). Seg. (2). às 20h. R$ 10 (inteira).

#FICAADICA ESPAÇO DO CONHECIMENTO UFMG/DIVULGAÇÃO

MARK KLINK/REPRODUÇÃO

chega a 6 SegundaPRETA sua 4ª edição neste ano Depois do sucesso das temporadas passadas, o SegundaPRETA abre sua 4ª edição com novos espetáculos. Desta vez, o projeto homenageia a escritora Ana Maria Gonçalves – que, aliás, desembarca em BH no dia 16 de abril para participar da programação. As apresentações acontecem às segundas-feiras (até o dia 23 de abril), sempre às 20h, e a entrada custa R$ 10 (inteira). O Segunda Pretinha – versão do projeto para crianças – recebe o espetáculo “Xabisa” (foto) no dia 15 de abril, às 16h. MARCO AURÉLIO PRATES/DIVULGAÇÃO

Fiat tem programação para 6 Casa quem vai ficar em BH no feriado

Espaço do Conhecimento UFMG retoma observações do céu Neste mês, o Espaço do Conhecimento UFMG volta com a observação de planetas, estrelas e astros. Os interessados em fazer uma observação noturna do céu, podem visitar o Terraço Astronômico todos os sábados das 19h às 21h, com retirada de senha a partir das 17h30. Há ainda uma novidade: observação do Sol. A atividade acontecerá aos domingos, das 11h às 13h, com retirada de senha a partir das 10h Onde Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade, 700).

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Para quem não vai viajar, uma sugestão para o feriado é aproveitar as atrações da Casa Fiat de Cultura. Neste sábado (31), acontece um ateliê aberto de pintura acrílica e no domingo (1°) a Casa oferece um ateliê de Páscoa para interessados. Os apaixonados por artes visuais podem, ainda, visitar as exposições “Construções Afetivas” e “Linguagens Híbridas” – esta faz parte da Bienal de Arte Digital. Confira a programação e os horários dos ateliês e das visitas às exposições no site: www.casafiatdecultura.com.br

MINISTÉRIO DA CULTURA, INSTITUTO UNIMED-BH E VALLOUREC APRESENTAM

VOZ E VIOLÃO

12 de Abril

Quinta, 21h R$ 50 | R$ 25

Cine Theatro Brasil Vallourec GRANDE THEATRO UNIMED-BH

APOIOR

FOTO: MARCELO RIBEIRO

GERALDO AZEVEDO

PATROCÍNIO

INFORMAÇÕES E INGRESSOS: 3201-5211 e cinetheatrobrasil.com.br

REALIZAÇÃO


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MÚSICA Sucessoque atravessa otempo Sáb. 7.abr.

MAURICIO FIDALGO/GLOBO

MARCARAM ÉPOCA Acadêmicos falam das canções que fizeram de Roberto Carlos o rei do romântico. “As Flores do Jardim da Nossa Casa” (1969). “Atenção para a poética e a melodia que expressam desespero e redenção. Roberto transita entre o soul e o gospel, com raízes no blues também perceptíveis. Belíssima.” (Maria Lucia) “O Divã” (1972). “Roberto trata de um trauma de infância, que o leva a amputar uma perna. São dramas muito pessoais.” (Marcos Amaral) “Quero que Tudo Vá pro Inferno” (1965). “Foi a primeira grande canção de Roberto, do ponto de vista midiático, que o levou a um patamar que ele já vinha galgando. Rádios do país tocaram-na à exaustão e, a partir dela, Roberto se tornou grande.” (Danilo Bezerra)

Não grava músicas românticas para ter um sucesso fácil, ele é romântico. O público percebe essa autenticidade e lota os shows”, explica.

“

A previsão é que no fim do ano o Roberto tenha um belo disco de inéditas. Mas nem eu sei quais serão, porque ele guarda isso a sete chaves.” Eduardo Lage, maestro

PARCERIA Cada show, cada apresentação faz o braço direito de Roberto Carlos querer continuar tocando. Chamado por todos de Dedé, Anderson Marquez é percussionista do Rei há 56 anos – ele foi o primeiro músico a se apresentar ao lado de Roberto Carlos – e diz ser fácil descrever o segredo do sucesso. “Além dele cantar muito, eu, que toco com fone de ouvido, posso dizer que o Roberto é um CD: ele não desafina. Sem contar o carisma dele. As músicas, todas, têm um sentido, em vista de algumas canções de hoje que não têm pé nem cabeça. Tudo tem começo, meio e fim. Por exemplo ‘Como É Grande o Meu Amor por Você’ tem mais de 40 anos, mas ele não pode deixar de tocar no palco. É uma declaração de amor universal, que você pode fazer para teu pai, teu namorado, teu amigo”. Também parceiro de muitos anos, o eterno maestro do Rei, Eduardo Lages, já não se assusta com o conhecimento dos fãs e acadêmicos sobre Roberto Carlos. “Muitas vezes as pessoas nos param na rua e dizem ‘olha, porque vocês não cantam tal música?’. Às vezes eu nem sei que música é. O Roberto tem um repertório de mais de 800, 900 can-

ções, muitas ele nunca mostrou para ninguém”. Sobre o show no Mineirinho, Lages lembra da época em que a banda vinha a BH e estendia a noite cantando em bares. “A gente fazia o show e depois ia para algum barzinho fazer um som. Mas eram tempos mais fáceis, sem muito assédio”, frisa. “O Roberto

“

Skank, Jota Quest e Claudia Leitte, conjuntos novos, ainda gravam músicas do Roberto. E o Roberto continua na dele. Hoje, nos shows dele, tem mais jovens que idosos. Dedé,

percussionista

sempre gostou de tocar de maneira mais intimista, em pequenos bares. Quem sabe não sai (um barzinho) um dia?”, conta, rindo.

CLAUDIA SCHEMBRI/DIVULGAÇÃO

jo. Em todas essas variantes, que também demonstram a inadequação dos críticos que dizem que ele nunca muda, o que permanece é exatamente a autenticidade de quem acredita no que está cantando, que compartilha dos valores que apregoa. Ele não canta músicas religiosas porque elas vendem: ele é religioso.

CLAUDIA SCHEMBRI/DIVULGAÇÃO

Paula M a i s u m a Coura vez Roberto Carlos vem a Belo Horizonte para um show no Mineirinho, onde desfilará seu cancioneiro mais recente e os eternos hits que marcaram sua carreira. E a uma semana de desembarcar em solo mineiro, os ingressos para a apresentação única, no próximo sábado (7), já estão praticamente esgotados, o que torna indiscutível o sucesso desse ícone da música mundial. Que Roberto é um fenômeno em diversos aspectos todo mundo sabe. Mas entender como ele chega com uma obra relevante até aqui, após quase 60 anos de carreira, foi o trabalho de acadêmicos espalhados Brasil afora, que estudaram diferentes aspectos da trajetória do Rei para explicar como esse sucesso atravessou gerações. Um dos pontos em que os estudiosos são unânimes em relação à obra de Roberto Carlos é a autenticidade. Alcançar a marca de mais de 120 milhões de discos vendidos em todo o mundo, tornando-se um dos artistas mais respeitados no Brasil e no exterior, foi fruto de uma carreira pautada no pop internacional e com temáticas e melodias dentro do período em que eram lançadas sim, mas sempre com uma identidade ímpar. Blues, rock, sertanejo e outros ritmos influenciaram o estilo do Rei, mas ele sempre priorizou composições românticas independentemente do estilo e, a contrário do que pode-se julgar, nada comerciais. Maria Lucia Ferreira é doutora em filosofia pela UFMG e pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação, Sociologia e Filosofia (Nepesf), da UEMG. Ela escreveu o artigo “Liberdade e Engajamento na Obra de Roberto Carlos”, em que aborda vários aspectos de sua carreira e, com vários indícios, demonstra que o Rei é mais que um “mero produto da moda”. “Quando ser religioso seria o oposto da modernidade, ele (Roberto) fez hinos religiosos. Ele fez sucesso com o flerte adolescente, com baladas românticas, com o ativismo ambientalista, com um estilo bossa-novista em ‘Detalhes’, com o gospel de ‘Jesus Cristo’, com o blues de ‘As Flores do Jardim da Nossa Casa’, com baladas pops e ainda com o estilo sertane-

CARISMA Um olhar sempre à frente e uma boa articulação da carreira, sob vários aspectos, são marcas do artista. “Roberto Carlos soube se articular melhor do que outros artistas com trabalhos e propostas semelhantes no mercado de bens simbólicos e culturais, especialmente a indústria fonográfica, mas principalmente a televisão, que estava nascendo nos anos 1960, com a qual ele soube dialogar desde o início, compondo a Jovem Guarda”, afirma o sociólogo Marcos Amaral, que escreveu em 2012 seu mestrado com o tema: “A Simplicidade de um Rei: Trânsitos de Roberto Carlos em Meio à Cultura Popular de Massa”, pela UNB. O trabalho deve ser lançado em livro ainda neste ano. “Aliado a isso, ele teve um bom mercado de grandes shows. Roberto Carlos foi um dos primeiros a ver nas grandes turnês um potencial que outros artistas não viam, e isso fez com que, mesmo quando a indústria fonográfica começa a perder força, especialmente nos anos 1990, o Roberto conseguisse se manter sempre no topo. Além disso, a escolha de como ele ia aparecer vestido, quais suas postu-

ras corporais, em que ocasião ele iria aparecer contribuíram para reforçar sua imagem”. Formado em jornalismo pela UFRN, Danilo Vieira fez seu trabalho de conclusão de curso intitulado “Detalhes Tão Pequenos de Nós Dois: a Indústria Cultural de Roberto Carlos”. Ele levou mais de um ano de pesquisa para escrever sobre como o Rei se tornou um ídolo pronto. Agora, pretende continuar os estudos, fazendo uma dissertação sobre o tema. “A música de Roberto Carlos é tão atual porque ele soube trabalhar uma gama de elementos que a tornam atemporal. Em ‘Como É Grande o Meu Amor por Você’, a letra é tão simples que consegue atravessar décadas. Em ‘Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos’, uma canção que ele fez para Caetano Veloso no auge do regime militar, ainda hoje percebemos que muito daquela letra pode estar acontecendo com você, com um vizinho seu. E isso faz com que a música dele continue audível para gente. Acredito também que a construção da carreira de Roberto se pautou sempre pelo lugar aonde ele queria chegar”.

> Roberto Carlos

Ginásio Mineirinho (av. Antonio Abrahão Caram, 1000, São Luiz). Sábado (7), às 19h. A partir de R$ 120 (inteira), arquibancada.


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MÚSICA Nação Zumbi traz sua radiola Paula Eles surgiCoura r a m n o s anos 1990, misturando ritmos, passando por soul, funk, hip hop, chegando no maracatu. Dessa mescla, criaram um dos movimentos musicais mais fortes da cultura pernambucana: o manguebeat. Agora, ainda sob a mira de um caleidoscópio de influências sonoras, lançam um álbum inteiro dedicado a regravações de grandes canções multiculturais. Intitulado “Radiola NZ (Vol. 1)”, o novo trabalho do Nação Zumbi, o primeiro de releituras do grupo originalmente liderado por Chico Science (1966–1997), será apresentado ao belo-horizontino em show que a banda fará na capital no próximo sábado (7). Lançado em novembro do ano passado, o disco é uma espécie de playlist selecionada criteriosamente pelo vocalista Jorge Du Peixe juntamente comgrupo – formado também por Lúcio Maia (guitarra), Alexandre Dengue(baixo), Pupillo (bateria) e Toca Ogan (percussão) – e passa canções como “Refazenda” (Gilberto Gil), “Ashes to Ashes” (David Bowie) e “Sexual Healing

(Marvin Gaye), dentre tantas outras. “Todas as canções escolhidas foram alimentos para a nossa carreira ao longo do tempo. Tocar Gilberto Gil é muita responsabilidade, tocar Marvin Gaye é muita responsabilidade. Todas elas demandam tempo e são trabalhosas. Quando você mexe em uma obra de outro artista, você precisa ter respeito, cuidado e, acima de tudo, tem que gostar da versão”, complementa ele, que adiantou que a apresentação do próximo sábado no Music Hall fará uma mistura do novo trabalho com os grandes sucessos do Nação Zumbi, como “Um Satélite na Cabeça” e “Quando a Maré Encher”. Sobre o “Radiola NZ”, Du Peixe diz que teve muita canção que ficou de fora do trabalho. “Todas são clássicos de que gostamos, mas não tivemos muito tempo para fazer o disco. Atualmente, fica quase impossível gravar grandes álbuns. A vida útil entre um disco e outro é bem menor do que era antigamente. Mas ficou num bom tamanho a quantidade de músicas (no álbum)”, frisa. E esse tempo menor entre as gravações dá à banda possibilidades. No segundo semestre de 2018, há previsão de lançamento de um novo ál-

Sáb. 7.abr.

DOVILÉ BABRAVICIUTÉ/DIVULGAÇÃO

O grupo pernambucano Nação Zumbi vem a BH para trazer seu novo álbum, “Radiola NZ”

bum, desta vez, só de inéditas. O projeto, ainda incipiente, não começou de fato, mas está nos planos. “Estamos fomentando tudo, mas não há nada concluído ainda. Mas a gentenão para, são vários projetos paralelos”, afirma. Enquanto o novo CD de inéditas não vem, Du Peixe e a Nação aproveitam o tempo

entre um show e outro para novas experimentações. No mês passado, a banda lançou a música “Alfazema”, em parceiria com o grupo BaianaSystem, concretizando um desejo antigo das duas bandas de gravarem juntos. A faixa foi escrita em conjunto. “A gente se conhece faz tempo, tenho contato forte com o vocalista,

FERNANDO MAZZA/DIVULGAÇÃO

Russo Passapusso, e viemos trocando ideia sobre fazer essa música. Foi um encontro bem prático”, explica. NO CINEMA Também compositor de trilhas sonoras para o cinema – “Amarelo Manga” (2002) e “Febre do Rato” (2011), foram, inclusive, premiados em

festivais pelo país por sua música –, a próxima a estrelaras telonascom a assinatura de Du Peixe e do grupo estará no filme “Cine Holliúde 2: A Chibata Sideral”, que tem previsão de estreia em 10 de maio deste ano. A canção tema contará com a participação da atriz e também cantora Samantha Schmütz, que a interpretou com a Nação Zumbi. À época da gravação, feita em um dia, segundo o vocalista da banda de Recife, Samantha não escondeu ser fã do Nação Zumbi, paixão explícita em postagem nas redes sociais. Du Peixe retribui a admiração. “Ela quis gravar o tema, e como ela fã da banda, acabamos nos achando. Foi bem divertido fazer esse trabalho com ela, que mostrou que se garante também na voz”, elogia. Além das telonas, Du Peixe também está no teatro. Ele compôs, ao lado de Lirinha, do Cordel do Fogo Encantado, a trilha do espetáculo “Cão Sem Plumas”, da Companhia de Dança Deborah Colker, que passou pela capital mineira em agosto do ano passado.

> Nação Zumbi

Lançamento do “Radiola NZ (Vol1). Music Hall ((av. Contorno, 3239, Santa Efigênia). Dia 7 (sábado), às 22h. A partir de R$ 70 (inteira).

REPRODUÇÃO/SITE OFICIAL

de Sá desembarca em 6 Sandra BH para show n’O Mercado Em uma noite especialmente preparada pelos amantes do suingue brasileiro, O Mercado recebe a cantora Sandra de Sá. Com mais de 30 anos de carreira e 19 álbuns gravados, a artista deve trazer sucessos de sua trajetória para a apresentação. Além disso, a festa carioca “Baile do Zen” e outras atrações como o DJ Fê Linz e o DJ Adair Egídio agitam o espaço no restante da noite Onde O Mercado (av. Olegário Maciel, 742, centro, 3271-9181) Quando Neste sábado (31), às 22h Quanto R$ 25 (1° lote), R$ 50 (camarote ao lado do palco). MARILIA CABRAL/GLOBO/DIVULGAÇÃO

reúne 11 atrações 6 VillaMix do sertanejo e do eletrônico

mineiro lança seu terceiro 6 Artista álbum em plataformas digitais

De volta à capital mineira no dia 7 de abril, o VillaMix Festival chega a seu sexto ano e tradicionalmente reúne milhares de fãs espalhados pela capital mineira. Com uma megaestrutura, em 2018 o evento acontece no Mega Space e traz para Belo Horizonte 11 grandes atrações do universo sertanejo e eletrônico, entre elas as duplas Jorge e Mateus, Simone e Simaria e o DJ Alok Onde Mega Space (av. das Indústria, 3.000, Distrito Industrial II, Santa Luzia Quando Dia 7 (sábado), às 15h Quanto A partir de R$ 120 (Villa Vip, inteira, 3° lote).

Depois de seus dois primeiros álbuns, o cantor mineiro Gui Hargreaves se joga em uma nova empreitada com o disco “Rebento”. Com produção assinada por Leonardo Marques, a edição física do álbum está prevista para abril, mas os fãs já podem conferir as 12 faixas do álbum nas principais plataformas de streaming – como Spotify, Apple Music e YouTube. O novo trabalho do poeta mescla diversos climas sonoros e transita entre o lirismo e a crônica cotidiana. Para conhecer mais do trabalho do artista, acesse: www.guihargreaves.com


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MÚSICA Trabalho feito entre amigos Ao longo dos dez anos que separam o lançamento de seu último disco, “Palavras Que Não Dizem Tudo” (2008), de “O Amor É Sempre Assim” (2018), que o cantor, compositor e violonista Lula Ribeiro lança em Belo Horizonte na próxima quinta (5), o músico sergipano se ocupou de ampliar sua rede de parceiros. “Nesse período, realizei projetos como o Lula Ribeiro Convida, que faço em BH, no Rio de Janeiro e em Aracaju, fui ampliando minhas parcerias. A intenção era ter gravado 12 faixas, cada uma feita com alguém diferente, mas de alguns deles acabaram entrando duas”, conta. Entre os nomes com quem divide a autoria das canções, Zeca Baleiro, Paulinho Pedra Azul, Alexandre Nero e Pierre Aderne. Mas o trabalho coletivo não se restringiu às canções: a gravação do álbum teve uma série de convidados. Nos vocais, além de Zeca Baleiro, Chico César, Flávio Venturini, Fernanda Takai, Flávio Renegado. Tony Bellotto, Mestrinho, Marcos Suzano, Affonsinho e Chico AmaJessica Almeida

ral foram alguns dos instrumentistas que fizeram “O Amor É Sempre Assim” acontecer. “Minha intenção era mesmo essa, fazer um disco de parcerias. Não só nas composições, mas chamar amigos para tocarem no disco, cantarem comigo. São grandes amigos. Estou vivendo um momento muito importante na minha carreira, com tantos parceiros. Dos convites que fiz, todo mundo veio de coração aberto, tiveram o carinho de participar”, afirma.

Lula Ribeiro reúne time de amigos no disco “O Amor É Sempre Assim”, que ele lança em Belo Horizonte na próxima quinta (5)

CASO ESPECIAL Um desses companheiros já não está mais aqui. Vander Lee (1966-2016) é coautor de “Sai Dor”. “Éramos muito amigos, quase família. Já vínhamos namorando fazer uma música juntos há algum tempo, até fazermos essa. Mas não ficou só nisso, ele me presenteou com duas letras para musicar. Vão aparecer em novos trabalhos que virão por aí”, conta. A única do conjunto que é uma regravação é “Céu de Santo Amaro”, de Flávio

Venturini, inspirada em uma catata de Bach (1685-1750). “Quando comecei a cantar com o Flávio, ela entrou para o meu repertório. Desde então, as pessoas me pedem muito para cantar. Resolvi gravar, dar a minha interpretação. Uma coisa diferente do que já existe”, justifica. Seguindo a linha da composição e das gravações, o show também vai contar com convidados. Estarão no palco com Lula Ribeiro o já citado Flávio Venturini e Paulinho

Qui. 5.abr.

Moska. “Eu quis trazer o máximo de parceiros, mas é difícil arrumar uma agenda para todo mundo. Chamei o Flávio porque ele participa do disco e o Moska, que não está nesse, mas já participou de outros dois”, comenta. Além de apresentar as novas canções, Lula vai retomar outros momentos de sua carreira, em músicas como “Mercê de Você” e “Congênito”. E também vai homenagear compositores brasileiros. “Tem, por exemplo, uma música do FILIPE TORRES/DIVULGAÇÃO

Caetano (Veloso) que eu gosto de cantar. Também tem o Luiz Melodia (1951-2017), que participou do meu último disco e é alguém de cuja obra não podemos nos distanciar. E também estamos preparando algumas surpresas para a apresentação”, adianta. AMOR POR MINAS Nascido em Aracaju, Lula se mudou para o Rio de Janeiro e, há 12, desde que se casou com uma mineira, também tem endereço fixo em BH, transitando entre as três cidades. “A música mineira é das mais importantes que temos no Brasil. O Clube da Esquina é um movimento tão importante quando a Bossa Nova e a Tropicália. A música daqui é classuda, com acordes dissonantes, é muito chique. É um prazer fazer um pouco parte daí. Comecei o projeto Lula Ribeiro Convida só com artistas de BH porque eu queria isso, me aproximar e aproximar minha música dos mineiros”.

> Lula Ribeiro

Lançamento do disco “O Amor É Sempre Assim” Grande Teatro do Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Dia 5 (quinta), às 20h30. R$ 50 (inteira, plateia 1), R$ 40 (inteira, plateia 2), R$ 30 (inteira, plateia 3).

sábado (31) SANDRA DE SÁ Sucessos de carreira. No som, DJs Fê Linz e Adair Egídioir, além de Zen Serrano. O Mercado (av. Olegário Maciel, 742, centro). Às 22h. A partir de R$ 25.

ALINE ABREU Cantora mineira apresenta seu primeiro álbum “Fontes da Vida”. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Às 20h. R$ 25 (inteira).

CABEÇA DINOSSAURO - ANOS 80 Festa resgata hits da década de 80 com Gil Radiola, Claudão Pilha e Seu Muniz. A Obra Bar Dançante (r. Rio Grande do Norte, 1.168, Funcionários). Às 22h. R$ 30.

NOITE GRUNGE Shows com Smells Like Nirvana, The Homer e Alice in Chains Tributo BH. Amsterdam Pub (r. Major Lopes, 719, São Pedro). Às 22h. R$ 10.

domingo (1°) KPOP COVER AWARDS Festival com grupos covers de KPOP escolhidos pelo público e por jurados especializados. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Às 14h. R$ 40 (inteira, 2° lote).

21h. R$ 18.

CONCERTOS DOMINICAIS PETER LUND Apresentação da Camerata, com músicas de câmara e performance. Auditório do Museu de Ciências Naturais PUC Minas (av. Dom José Gaspar, 290, campus Coração Eucarístico). Às 17h.

quinta (5) QUATRO CANTOS CORAL NA PRAÇA Abertura da temporada com Coral São Thiago, Coral Copasa, Coral Vozes da Globo Minas e Coral BDMG. Coreto da Praça da Liberdade. Às 19h30. Entrada gratuita.

LULA RIBEIRO (Leia mais sobre o show nesta página).

SALVE O COMPOSITOR! Série apresenta o cantautor Léo Brasil. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Às 20h. R$ 20 (inteira).

LEONARDO CLEMENTINE Instrumentista apresenta canções arranjadas ao longo de seus 13 anos de carreira. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Às 20h. R$ 20 (inteira).

JOÃO ALEXANDRE VELOTROL Clássicos do rock. Jack Rock Bar (av. do Contorno, 5.623, Funcionários, 3227-4510). Às

Músico reúne seus grandes sucessos neste show. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Às

21h. R$ 100 (plateia 1A, inteira); R$ 80 (plateia 1B e 2A, inteira); R$ 40 (plateia 2B e 2C, inteira).

MÚSICA NA VARANDA Dona Jandira é a convidada desta edição. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Às 18h. Entrada gratuita.

sexta (6) ALINE CALIXTO Cantora interpreta canções de Clara Nunes. Armazém do Campo (av. Augusto de Lima, 2.136, centro, 2528-1660). Às 18h. Entrada gratuita.

14 BIS Banda apresenta o show “Bis Acústico II”. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Às 21h. R$ 60 (inteira).

MAMUTTE Artista faz show autoral com as canções do EP “Quase Disco” e do álbum “Epidérmico”. No dia haverá também uma sessão comentada dos dois clipes lançados pelo artista. MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). Às 19h. Entrada gratuita.

PROJETO ELAS Lislie Fiorinni e Iaiá Drumond apresentam as canções autorais de cada uma. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Às 20h30. R$ 20 (inteira).


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CINEMA Manifesto autofágico nerd FOTOS WARNER BROS/DIVULGAÇÃO

Daniel E m 1 9 2 8 , Oliveira Oswald de Andrade, um dos pioneirosdomodernismo brasileiro, divulgou o “Manifesto Antropofágico”, apontando novas direções possíveis para o movimento no país. Noventa anos depois, Steven Spielberg pode ter feito algo similar para o atual cinema hollywoodiano, que ele ajudou a inventar. Seu “Jogador Nº 1”, em cartaz na cidade esta semana, pode ser considerado um “manifesto autofágico”. Depois de anos de domínio da cultura nerd em Hollywood, o filme marca um novo momento em que essa onipresença se torna tema/alimento de si mesma. O longa é menos sobre a cultura nerd do que sobre a relação codependente entre ela e seus consumidores, imaginada como uma grande aventura escapista. Adaptada do livro de Ernest Cline, a história segue Wade (Tye Sheridan), jovem vivendo num 2045 distópico, em que as pessoas se refugiam da penúria de suas vidas no jogo de realidade virtual “Oasis”. A plataforma foi criada por James Halliday (Mark Rylance), que a recheou com todas as suas referências pop favoritas – de King Kong a Godzilla, de “De Volta para o Futuro” a “O Iluminado” e jogos do Atari – e, antes de morrer, criou um desafio. O primeiro jogador que encontrar três chaves/easter eggs que ele escondeu no meio delas herdará as ações de Halliday, tornando-se o novo dono do “Oasis”. E por meio de seu avatar, Parzival, e ao lado dos colegas Art3mis (Olivia Cooke, cuja personagem, num mundo

Atenção! A programação a seguir refere-se a este fim de semana, dias 31 (sábado) e 1º (domigo)

pré-estreia COM AMOR, SIMON (Love, Simon, EUA, 2018, 1h49, 12 anos) Dir. Greg Berlanti. Com Nick Robinson, Jennifer Garner, Josh Duhamel. Aos 17 anos, Simon leva uma vida comum, mas sofre por esconder ser gay de sua família e amigos. Tudo fica mais complicado quando ele se apaixona por um dos colegas de classe, anônimo, na internet. BH Shopping 10: 19h Boulevard 2: 21h30 Cidade 1: 18h50 (*) Del Rey 1: 18h40 Estação 6: 21h20 (*)

em que a cultura nerd não fosse dominada por homens, seria a protagonista do longa) e Aech (Lena Waithe), Wade tentará completá-lo antes da corporação maligna liderada por Nolan Sorrento (Ben Mendelsohn, um bom ator vivendo um vilão desalmado pela milionésima vez). E se você acha que essa sinopse é a coisa mais nerd que você já leu é porque ainda não viu o filme. “Jogador Nº 1” é feito especialmente para aquele cara que sente um pequeno orgasmo ao ver “Homem-Aranha” e acredita ter sido o único a identificar a ponta de uma personagem que será importante no volume 327 do Universo Transcendental Turbo Reloaded. O (re)conhecimento dessas referências, e sua recompensa, é a própria matériaprima do roteiro – o que não seria um problema se elas não fossem feitas de maneira tão óbvia e pouco criativa. A intertextualidade de “Jogador” é mais próxima de “Stranger Things”, da referência pelo prazer da referência, do que do modelo Tarantino, de usá-las e subvertê-las para

criar algo novo. Isso fica claro nas canções oitentistas dolorosamente óbvias (a trilha original de Alan Silvestri, porém, é boa) e nos diálogos, que parecem se orgulhar de seus clichês e seu caráter derivativo – as longas exposições sobre cultura nerd lembram aquele seu amigo que vive tentando te explicar a conexão entre todos os filmes do universo Marvel como se isso

Tye Sheridan interpreta Wade, cuja missão é completar o jogo antes de uma corporação do mal

Oscar). É esse talento narrativo do cineasta que faz de “Jogador” uma matinê divertida para quem quiser desligar o cérebro. O filme retrata um futuro em que, para escapar de um mundo tirano e opressivamente desolador, as pessoas enfiam suas cabeças num caldeirão de nostalgia pop escapista. E é exatamente isso que o cinema hollywoodiano deseja ser, vendendo a cultura nerd como a narrativa de um grupo de rebeldes contra as grandes corporações para pessoas pagando R$ 30 à corporação que produziu o longa. O aspecto mais interessante dessa cobra engolindo o próprio rabo, porém, é que Spielberg só topou fazer o filme porque ele claramente se enxerga em Halliday – não por acaso, vivido por Rylance, seu novo muso. Ele é o criador (ao lado de George Lucas) de uma cultura cinematográfica fora de controle, que retorna para tentar dar a ela um novo fim – não no sentido de encerramento, mas de sentido, propósito – para além de si mesma. Quando um personagem diz a outro que “apenas a realidade é real”, pode parecer (e é) mais um exemplo dos diálogos fracos do roteiro. Mas é também Spielberg convidando os milhões de espectadores, ao saírem da “realidade virtual” do longa, a se lembrarem de que ele também fez outro filme recentemente, “The Post”, sobre as mentiras de um governo e a importância de lutar contra isso. Num mar de referências, é a frágil tentativa do cineasta de desplugar o público e dar a ele as boas- vindas ao deserto do real.

(*) Sessões dubladas

Itaú Power 1: 14h50 Estação 5: 12h10

Via Shopping 4: 16h, 18h40, 21h20 (*)

Em “Jogador Nº 1”, Steven Spielberg faz celebração escapista da cultura cinematográfica pop criada por ele e George Lucas

DEIXE A LUZ DO SOL ENTRAR (Un Beau Soleil Intérieur, França/ Bélgica, 2018, 1h35, 14 anos) Dir. Claire Denis. Com Juliette Binoche, Philippe Katerine, Xavier Beauvois. Artista parisiense, Isabelle é uma mãe divorciada e solteira que está à procura de um amor na romântica capital da França. Desta vez, ela deseja vivenciar um amor verdadeiro. Ponteio Premier: 15h, 19h, 19h

O HOMEM DAS CAVERNAS (*) (Early Man, Reino Unido/ EUA/ França, 2018, 1h29, livre) Dir. Nick Park. Nos tempos em que os dinossauros e mamutes ainda percorriam a face da terra, um homem das cavernas une sua tribo contra um inimigo da Idade do Bronze para tentar vencêlo em uma grande batalha. BH Shopping 10: 11h40 BH Shopping 4: 15h30 Cidade 6: 12h, 14h10 Cidade 6: 14h10 Contagem 3: 14h10

(*) Sessões dubladas

estreias 15H17 – TREM PARA PARIS (The 15:17 to Paris, EUA, 2018, 1h34, 14 anos) Dir. Clint Eastwood. Com Anthony Sadler, Alek Skarlatos, Spencer Stone. Baseado em fatos reais, o filme acompanha três soldados americanos que descobrem um plano terrorista em um trem em Paris e tentam impedi-lo. Belas 1: 14h40, 17h, 19h20, 21h40

UMA DOBRA NO TEMPO (A Wrinkle In Time, EUA, 2018, 1h50, 10 anos) Dir. Ava DuVernay. Com Oprah Winfrey, Storm Reid, Reese Witherspoon. Após o desaparecimento do pai cientista, Meg embarca numa aventura pelo tempo e espaço com seu irmão mais novo, Char-

merecesse uma medalha. A MÃO DO DIRETOR Isso só não é insuportável para o público não nerd graças a Spielberg. Nas mãos de qualquer outro diretor, “Jogador” seria uma tortura. Mas o cineasta cria sequências de ação que, mesmo visualmente caóticas, têm um propósito e um coração. E isso porque ele sabe fazer você se impor-

les, seu amigo, Calvin e três excêntricas mulheres para resgatá-lo das forças do mal. Big 3: 16h25, 18h35, 20h45 (*) Boulevard 2: 13h, 17h10 Cidade 6: 16h, 18h20, 20h40 (*) Contagem 7: 13h40 (*), 18h20 (*), 20h40 Del Rey 4: 14h, 16h10, 20h30 Del Rey 4: 14h, 16h10, 20h30, 22h40 Monte Carmo 4: 14h (*), 16h10 (*), 18h30 (*), 20h30 Pampulha 2: 16h40, 21h25 (*) Paragem 3: 16h10, 20h30 Partage Shopping Betim 3: 11h55, 14h30, 17h05, 19h40, 22h15 (*) Pátio Savassi 1: 16h, 21h50 Sessões 3D: BH Shopping 4: 12h40, 18h10, 20h40 Pampulha 1: 14h10, 18h55 (*) (*) Sessões dubladas

JOGADOR Nº 1 (Ready Player One, EUA, 2018, 2h20, 12 anos)

tar por seus personagens, com a ajuda de seu elenco carismático – e é uma pena que os rostos de Sheridan, Cooke e Waithe fiquem escondidos por boa parte do longa sob a maquiagem digital de seus avatares (a realidade virtual do “Oasis” é um festival tão apoplético de efeitos especiais que, enquanto eles ficavam prontos, Spielberg fez outro filme e foi indicado ao

Dir. Steven Spielberg. Com Tye Sheridan, Ben Mendelsohn, Olivia Cooke. Num futuro distópico, as pessoas não tem interesse no mundo real, dando preferência a realidade virtual do jogo OASIS. Nele, Wade e seus amigos precisam encontrar três chaves para ganhar um prêmio de valor inestimável. Betim 1: 15h, 20h50 (*) BH Shopping 5: 12h, 15h (*), 18h, 20h55 BH Shopping 5: 15h (*), 18h, 20h55 Big 4: 16h10 (*) Cidade 4: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) Contagem 2: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) Del Rey 2: 13h (*), 15h40, 18h20, 21h Diamond 3: 12h30, 18h10 Estação 2: 13h15 (*), 16h20 (*), 19h15, 22h15 (*) Itaú Power 5: 15h40, 18h20, 21h (*) Minas 2: 15h40, 18h20, 21h (*) Monte Carmo 1: 21h10 (*) Monte Carmo 5: 13h, 15h40 (*) Pampulha 2: 14h05, 18h50 (*) Paragem 5: 18h20, 21h Partage Shopping Betim 4: 13h10 (*), 16h10 (*), 22h05 Pátio Savassi 7: 19h20, 22h20

Sessões 3D: BH Shopping 2: 13h, 16h, 19h, 22h Betim 1: 18h10 (*) Big 5: 18h, 20h40 (*) Boulevard Imax: 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 Cidade 5: 13h30 (*), 21h10 Contagem 1: 15h50 (*), 20h50 Del Rey 1: 22h50 (*) Diamond 1: 13h, 16h, 19h, 22h Estação 3: 14h20, 17h20, 20h20 (*) Itaú Power 5: 13h (*) Minas 1: 13h (*) Monte Carmo 5: 18h20 (*), 21h Norte 2: 18h, 20h40 (*) Pampulha 1: 16h20, 21h05 (*) Paragem 5: 13h (*), 15h40 Partage Shopping Betim 1: 12h10, 15h10, 18h15, 21h35 (*) Pátio Savassi 6: 11h50, 15h5, 18h20, 21h40 Via Shopping 4: 13h20 (*) (*) Sessões dubladas


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CINEMA MADAME

CURTA CIRCUITO/DIVULGAÇÃO

(Madame, França, 2018, 1h30, 14 anos) Dir. Amanda Sthers. Com Toni Collette, Harvey Keitel, Rossy de Palma. Um rico casal decide se mudar para Paris e, chegando lá, apresenta-se à sociedade em um grande jantar. No entanto, o número de convidados presentes é 13, um número de azar para eles. Ponteio 3: 16h50, 18h50, 20h50

Sessão 3D: Minas 1: 18h40 (*) (*) Sessões dubladas

O PASSAGEIRO (The Commuter, EUA/ França/ Reino Unido, 2018, 1h45, 14 anos) Dir. Jaume Collet-Serra. Com Liam Neeson, Patrick Wilson, Vera Farmiga. Michael MacCauley, um homem de negócios, é pego numa conspiração criminosa em seu trajeto diário até sua casa. BH Shopping 7: 16h30

NADA A PERDER – CONTRA TUDO. POR TODOS (Brasil, 2018, 2h10, 12 anos) Dir. Alexandre Avancini. Com Petrônio Gontijo, Beth Goulart, Dalton Vigh. A vida do bispo Edir Macedo, empresário fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da TV Record. BH Shopping 1: 12h50, 15h40, 18h30, 21h20 BH Shopping 7: 13h30, 19h20 BH Shopping 8: 11h30, 14h20, 17h10, 20h Betim 3: 13h30, 16h, 18h30, 21h Big 1: 13h15, 15h40, 18h05, 20h30 Big 5: 13h30 Boulevard 1: 13h, 15h30, 18h10, 20h40 Boulevard 3: 13h50, 16h20, 18h50, 21h20 Cidade 2: 13h, 15h30, 18h10, 20h40 Cidade 7: 13h30, 16h, 18h30, 21h Cidade 8: 15h40 Contagem 4: 13h, 15h40, 18h20, 20h50 Contagem 6: 13h45, 16h15, 18h45, 21h15 Contagem 7: 16h Del Rey 3: 13h30, 16h, 18h30, 21h Del Rey 6: 13h20, 15h50, 18h20, 20h50 Del Rey 7: 16h20, 10h40 Diamond 4: 12h10, 15h, 17h50, 20h40 Diamond 6: 11h30, 14h20, 17h10, 20h Estação 1: 13h, 16h, 19h, 22h Estação 4: 12h, 15h, 18h, 21h Itaú Power 2: 13h, 15h40, 18h20, 20h50 Itaú Power 3: 13h40, 16h10, 18h40, 21h10 Minas 3: 11h, 13h50, 16h20, 18h50, 21h20 Minas 4: 11h, 13h30, 16h10, 18h35, 21h Monte Carmo 3: 13h40, 16h10, 18h40, 21h10 Monte Carmo 6: 13h, 15h40, 18h20, 20h50 Norte 1: 13h15, 15h40, 18h05, 20h30 Norte 2: 13h30 Pampulha 5: 14h, 15h50, 17h40, 19h30, 21h20 Paragem 1: 13h45, 16h15, 18h45, 21h15 Paragem 4: 13h30, 16h, 18h30, 21h Partage Shopping Betim 2: 12h50, 15h40, 18h30, 21h20 Partage Shopping Betim 6: 11h30, 14h20, 17h10, 20h Pátio Savassi 4: 12h10, 15h, 17h50, 20h40 Pátio Savassi 5: 11h30, 14h20, 17h10, 20h Ponteio 2: 13h30, 16h, 18h40, 21h10 Via Shopping 2: 11h, 13h25, 15h50, 18h20, 20h50 Via Shopping 3: 11h, 13h40, 16h10, 18h40, 21h10 Via Shopping 4: 11h

ZAMA (Zama, Argentina/ Espanha/ França/ EUA/ Holanda/ Brasil/ Portugal/ México, 2018, 1h55, 14 anos) Dir. Lucrecia Martel. Com Daniel Giménez Cacho, Lola Dueñas, Rafael Spregelburd. No fim do século XVIII, Don Diego de Zama é um oficial da Coroa Espanhola que deseja partir para Buenos Aires. Ele se junta a um grupo de soldados à caça de um perigoso bandido e explora terras distantes habitadas por índios selvagens. Belas 3: 16h30, 21h10

em cartaz CINQUENTA TONS DE LIBERDADE (*) (Fifty Shades Freed, EUA, 2018, 1h46, 16 anos) Dir. James Foley. Com Dakota Johnson, Eric Johnson, Jamie Dornan. Superados os grandes problemas, Anastasia e Christian têm amor, intimidade, dinheiro, sexo e um promissor futuro. Porém, a vida reserva surpresas para os dois. Cidade 1: 14h (*) Sessões dubladas

CÍRCULO DE FOGO: A REVOLTA

Partage Shopping Betim 5: 19h10 (*) Pátio Savassi 8: 21h20 Via Shopping 1: 13h30, 18h40 (*)

PEDRO COELHO (*)

Circuito exibe o filme mineiro “Os Treze Pontos” e 6 Curta recebe diretor e ator do longa para uma sessão comentada

Rodado em cenários mineiros no ano de 1985, o longa “Os Treze Pontos” é dirigido e protagonizado por Alonso Gonçalves e traz à baila fortes elementos do gênero policial e de ação. A próxima edição do Curta Circuito tem como tema “A violência no cinema brasileiro” e após a exibição do longa mineiro, o diretor, ao lado do ator Jackson Antunes, traça comentários sobre o filme. “Os Treze Pontos” conta a história de um grupo de malfeitores que persegue a viúva de um técnico em informática que havia descoberto a chave para fazer os treze pontos na loteria Onde Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro) Quando Segunda-feira (2), às 20h Quanto Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes da sessão

(Pacific Rim Uprising, EUA, 2018, 1h51, 10 anos) Dir. Steven S. DeKnight. Com John Boyega, Jing Tian, Scott Eastwood. Quando uma nova ameaça aparece, Mako Mori assume o lugar que era do pai no comando do grupo Jaeger e precisa reunir uma série de pilotos – entre eles, o irmão Jake Pendergast, que abandonou o treinamento e entrou no mundo do crime. Betim 2: 18h50, 21h (*) Big 2: 14h30, 18h40 (*) Boulevard 2: 15h Cidade 1: 16h20, 21h10 (*) Contagem 8: 16h30, 18h40, 20h50 (*) Del Rey 1: 16h10, 20h50 Diamond 5: 21h15 Estação 5: 16h40, 21h50 (*) Itaú Power 1: 16h45, 18h50, 21h (*) Minas 6: 14h10, 16h30, 19h (*) Monte Carmo 2: 16h40, 21h15 (*) Norte 3: 18h40, 20h40 (*) Pampulha 6: 14h40, 19h05, 21h15 (*) Paragem 3: 14h Pátio Savassi 3: 12h45, 18h Via Shopping 1: 16h, 21h (*) Sessões 3D: BH Shopping 3: 11h50, 14h30, 17h01, 19h40, 22h10 BH Shopping 3: 12h, 14h30, 17h01, 19h40 Cineart Boulevard 2: 19h20 Cineart Del Rey 1: 14h (*) Diamond 2: 17h20 Partage Shopping Betim 4: 16h55, 19h30 (*) Pátio Savassi 3: 21h (*) Sessões dubladas

OS FAROFEIROS (Brasil, 2018, 1h43, 12 anos) Dir. Roberto Santucci. Com Antônio Fragoso, Cacau Protásio, Maurício Manfrini. Quatro famílias de classe média baixa acabam numa cilada ao alugar uma casa de praia. BH Shopping 6: 13h40, 16h10, 18h40, 21h30 Big 2: 16h40, 20h50 Boulevard 5: 14h, 18h50 Cidade 3: 19h, 21h05 Contagem 5: 13h, 17h, 21h Del Rey 7: 14h10, 18h40 Del Rey 7: 14h10, 18h40, 23h10 Estação 5: 14h10, 19h30 Itaú Power 4: 13h15, 17h15, 21h15 Minas 5: 13h, 19h15, 21h20 Monte Carmo 1: 19h Norte 5: 14h15, 18h45, 20h45 Pampulha 3: 14h30, 19h05 Paragem 3: 18h20 Partage Shopping Betim 5: 16h40, 22h10 Via Shopping 5: 13h, 17h05

O FILHO URUGUAIO

(Une Vie Ailleurs, França, 2018, 1h36, 12 anos) Dir. Olivier Peyon. Com Isabelle Carré, Maria Dupláa, Ramzy Bedia. Há quatro anos, o filho de Sylvie, Felipe, foi sequestrado pelo pai uruguaio logo após o divórcio. Decepcionada com a polícia francesa, ela decide fazer justiça com as próprias mãos e aporta na América do Sul para recuperar o menino. Belas 2: 14h30

A FORMA DA ÁGUA (The Shape of Water, EUA, 2018, 2h03, 16 anos) Dir. Guillermo del Toro. Com Sally Hawkins, Michael Shannon, Richard Jenkins. Durante a década de 60, em meio aos grandes conflitos políticos e as grandes transformações sociais ocorridas nos Estados Unidos, Elisa, zeladora em um laboratório experimental secreto do governo, conhece e se afeiçoa a uma criatura fantástica mantida presa no local. Ganhador do Oscar de melhor filme, diretor, designer de produção e trilha sonora. Diamond 2: 20h Pátio Savassi 1: 13h20

A LIVRARIA (The Bookshop, Espanha/ Reino Unido/ Alemanha, 2018, 1h50, 10 anos) Dir. Isabel Coixet. Com Emily Mortimer, Bill Nighy, Patricia Clarkson. Em 1959, uma viúva de espírito livre deixa o luto para trás e arrisca tudo para abrir uma livraria – o primeiro estabelecimento desse tipo na sonolenta cidade litorânea de Hardborough, na Inglaterra. Belas 2: 16h30, 19h Belas 2: 11h (Clube do professor. Somente para professores cadastrados), 16h30, 19h Ponteio 4: 16h30, 18h40 Ponteio Premier: 21h

MARIA MADALENA (Mary Magdalene, Reino Unido, 2018, 2h10, 12 anos) Dir. Garth Davis. Com Rooney Mara, Chiwetel Ejiofor, Joaquin Phoenix. Em busca de uma nova maneira de viver, contrariando a sociedade, sua família tradicional e o machismo dos apóstolos, a jovem Maria Madalena junta-se a Jesus de Nazaré em sua missão de propagar a fé. BH Shopping 7: 22h05 Contagem 1: 13h30 Diamond 2: 14h40 Ponteio 3: 14h30 Pampulha 6: 16h50 (*) Partage Shopping Betim 7: 20h55 (*) Pátio Savassi 1: 19h (*) Sessões dubladas

A MELHOR ESCOLHA (Last Flag Flying, EUA, 2018, 2h04, 12 anos) Dir. Richard Linklater. Com Bryan Cranston, Laurence Fishburne, Steve Carell. Quando seu filho morre no Iraque, o veterano do Vietnã Larry ‘Doc’ Shepherd procura os antigos colegas de batalhão Sal Nealon e Richard Mueller para que os dois o acompanhem no funeral no cemitério de Arlington. Belas 2: 21h20 Diamond 2: 12h Ponteio 4: 14h

A ODISSEIA (L’Odyssée, França, 2018, 2h03, 12 anos) Dir. Jérôme Salle. Com Lambert Wilson, Audrey Tautou, Pierre Niney. Jacques Cousteau, sua mulher e dois filhos vivem em alto mar, mas ele quer algo além da aventura. Com a sua invenção de um escafandro autônomo, ele descobre um novo mundo e fica obstinado, afastando a família de si. Belas 2: 14h

OPERAÇÃO RED SPARROW (Red Sparrow, EUA, 2018, 2h21, 16 anos) Dir. Francis Lawrence. Com Jennifer Lawrence, Joel Edgerton, Matthias Schoenaerts. Após um acidente que encerra sua carreira como bailarina, Dominika Egorova é recrutada como Sparrow, uma sedutora treinada na melhor escola de espionagem russa, cuja primeira missão é o agente da CIA Nate Nash. BH Shopping 3: 22h10

PANTERA NEGRA (Black Panther, EUA, 2018, 2h14, 12 anos) Dir. Ryan Coogler. Com Chadwick Boseman, Lupita Nyongo, Michael B. Jordan. T’Challa retorna para casa, a isolada e tecnologicamente avançada nação africana de Wakanda, para tomar seu lugar como Rei. No entanto, quando um inimigo antigo reaparece no radar, o fervor de T’Challa como Rei e ‘Pantera Negra’ são testados quando ele é atraído para um conflito que colocará o destino de Wakanda e do mundo em risco. BH Shopping 9: 21h50 Big 4: 20h40 (*) Boulevard 4: 18h40 Boulevard 5: 16h10, 21h Cidade 8: 13h, 18h20, 21h10 (*) Contagem 3: 16h, 18h40, 21h15 (*) Del Rey 5: 18h40, 21h10 (*) Diamond 3: 21h30 Estação 6: 18h20 (*) Itaú Power 6: 13h25, 18h20, 21h (*) Minas 1: 15h50, 21h20 (*) Monte Carmo 1: 16h20 (*) Norte 5: 16h15 (*) Pampulha 3: 16h35, 21h10 (*)

(Peter Rabbit, EUA, 2018, 1h25, livre) Dir. Will Gluck. Com Rose Byrne, Domhnall Gleeson, Sam Neill. Pedro Coelho é um animal rebelde que apronta todas no quintal e até dentro da casa do Mr. McGregor, com quem trava uma dura batalha pelo carinho da amante de animais Bea. BH Shopping 10: 14h BH Shopping 9: 12h20, 14h40, 16h50, 19h10 Betim 2: 13h20, 15h10, 17h Big 4: 14h10, 18h45 Big 5: 16h Boulevard 4: 13h, 14h50, 16h45 Cidade 3: 12h50, 15h, 17h Contagem 5: 15h05, 19h05 Contagem 8: 14h30 Del Rey 5: 13h, 14h50, 16h45 Diamond 5: 11h40, 16h30, 18h50 Estação 6: 13h30, 15h45 Itaú Power 1: 13h Itaú Power 4: 15h20, 19h20 Minas 1: 14h Minas 5: 15h05, 17h10 Monte Carmo 2: 14h10, 19h Norte 2: 16h Norte 3: 14h30 Pampulha 4: 14h, 15h50, 17h40, 19h30 Paragem 2: 14h40, 16h40, 18h40 Partage Shopping Betim 7: 11h40, 14h, 16h20, 18h40 Pátio Savassi 2: 14h50, 17h30, 19h45 Pátio Savassi 8: 16h20 Via Shopping 5: 15h05, 19h10 (*) Sessões dubladas

POR TRÁS DOS SEUS OLHOS (All I See Is You, EUA/ Tailândia, 2018, 1h50, 14 anos) Dir. Marc Forster. Com Blake Lively, Jason Clarke, Yvonne Strahovski. Um relacionamento muda completamente quando uma jovem e bela mulher cega recupera sua visão e começa a desvendar coisas perturbadoras sobre seu companheiro e seu casamento. Pampulha 3: 15h30

TOMB RAIDER: A ORIGEM (Tomb Raider, EUA, 2018, 1h58, 12 anos) Dir. Roar Uthaug. Com Alicia Vikander, Dominic West, Walton Goggins. Lara Croft faz entregas de bicicleta em Londres até o dia em que recebe uma missão secreta de seu desaparecido pai. Ela, então, parte para uma incrível e perigosa aventura numa ilha japonesa. BH Shopping 10: 16h20, 21h40 Big 3: 14h10 (*) Boulevard 4: 21h20 Cidade 3: 16h10, 18h30 (*) Contagem 1: 18h30 (*) Del Rey 4: 18h20 Diamond 3: 15h30 Diamond 5: 13h50 Itaú Power 6: 16h (*) Minas 6: 21h10 (*) Monte Carmo 1: 14h (*) Norte 3: 16h25 (*) Pampulha 4: 21h20 (*) Paragem 2: 20h40 Partage Shopping Betim 5: 13h25 (*) Pátio Savassi 7: 14h, 16h40 Via Shopping 5: 21h10 (*) Sessão 3D: Pátio Savassi 2: 22h (*) Sessões dubladas

TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, EUA, 2018, 1h56, 14 anos) Dir. Martin McDonagh. Com Frances McDormand, Sam Rockwell, Woody Harrelson. Inconformada com a ineficácia da polícia em encontrar o culpado pelo brutal assassinato de sua filha, Mildred Hayes decide chamar atenção para o caso alugando três outdoors em uma estrada raramente usada. Ganhador do Oscar de melhor atriz e ator coadjuvante. Ponteio 4: 21h10 Pátio Savassi 8: 13h40, 18h40

STROMBOLI (Stromboli, terra di Dio, Itália, 1950, 1h47, 12 anos) Dir. Roberto Rossellini. Com Ingrid Bergman, Mario Vitale, Renzo Cesana. Karen é uma refugiada e, para conseguir permanecer na Itália, casa-se com um marinheiro da ilha Stromboli. Pouco tempo depois, o duro estilo de vida da ilha começam a prejudicar o casal. Belas 3: 19h

mostras A MAIOR HISTÓRIA DE TODOS OS TEMPOS (*) Neste sábado (31) 16h “Jesus Cristo Superstar” (EUA, 1973, 1h48) Dir. Norman Jewison 18h “A Vida de Brian” (RU, 1979, 1h34) Dir. Terry Jones 20h “A Última Tentação de Cristo” (EUA, 1988, 2h44) Dir. Martin Scorsese Domingo (1°) 16h ”Jesus de Montreal” (CAN, FRA, 1989, 1h58) Dir. Denys Arcand 18h15 ”O Evangelho Segundo São Mateus” (FRA, ITA, 1964, 2h17) Dir. Pier Paolo Pasolini 20h45 “Acto de Primavera” (PORT, 1963, 1h34) Dir. Manoel de Oliveira Segunda (2) 16h “A Montanha Sagrada” (MEX, 1973, 1h54) Dir. Alejandro Jodorowsky 18h10 “Jesus Cristo Superstar” (EUA, 1973, 1h48) Dir. Norman Jewison Terça (3) 16h “A Vida de Brian” (RU, 1979, 1h34) Dir. Terry Jones 18h “A Última Tentação de Cristo” (EUA, 1988, 2h44) Dir. Martin Scorsese 21h “Jesus de Montreal” (CAN, FRA, 1989, 1h58) Dir. Denys Arcand Quarta (4) 15h “O Evangelho Segundo São Mateus” (FRA, ITA, 1964, 2h17) Dir. Pier Paolo Pasolini 17h30 “Acto de Primavera” (PORT, 1963, 1h34) Dir. Manoel de Oliveira 19h30 “Jesus Cristo Superstar” (EUA, 1973, 1h48) Dir. Norman Jewison 21h30 “A Vida de Brian” (RU, 1979, 1h34) Dir. Terry Jones Quinta (5) 16h “A Última Tentação de Cristo” (EUA, 1988, 2h44) Dir. Martin Scorsese 19h “Jesus de Montreal” (CAN, FRA, 1989, 1h58) Dir. Denys Arcand 21h15 “A Montanha Sagrada” (MEX, 1973, 1h54) Dir. Alejandro Jodorowsky (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

CURTA CIRCUITO (*) Segunda (2) 20h “Os Treze Pontos” (BRA, 1985, 1h47) Dir. Alonso Gonçalves Sessão comentada pelo diretor e pelo ator Jackson Antunes. (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

CINEMA FRANCÓFONO NA LUTA (*) Sábado (31) 19h “O Planeta Fantástico” (FRA, 1972, 1h12) Dir. René Laloux (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). Entrada gratuita mediante retirada de ingresso 30 minutos antes de cada sessão.


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almanaque

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CINEMA Uma paixão, muitos olhares Uma das histórias mais conhecidas e recontadas de todos os tempos, a Paixão de Jesus tem um poder tal que cristãos a revisitam anualmente sentindo, em teoria, a mesma emoção e a mesma catarse. O cinema não fica de fora dessa overdose de martírio e redenção. São inúmeros os filmes que levaram Cristo para as telas. E exatamente por isso, os curadores do Cine Humberto Mauro admitem que não foi uma tarefa fácil recortar uma mostra sobre esse tema. “A gente decidiu evitar filmes muito presos a conceitos religiosos tradicionais, muito voltados para louvor. Preferimos escolher obras que partissem dessa história para construir um universo e uma visão pessoal, ou coletiva”, explica o curador Vitor Miranda, citando o clássico “Os Dez Mandamentos”, de Cecil B. De Mille, como um dos títulos que não passaram nesse critério. O resultado dessa peneira são os sete longas exibidos até o dia 5 de abril, na mostra “A Maior História de Todos os Tempos”. “A religião católica é base da nossa civilização e dos valores morais dela, por isso essa história tem um grande apelo, e todos os filmes que selecionamos tiveram grande repercussão em suas épocas”, observa Miranda. Essa repercussão, porém, quase sempre foi controversa. Um bom exemplo é “O Evangelho Segundo São Mateus”, versão neorrealista da vida de Jesus filmada por Pier Paolo Pasolini, boicotado pela igreja católica ao ser lançado em 1964, mas hoje tido pelo Vaticano como uma das melhores obras já feitas sobre o teDaniel Oliveira

ma. “É a paixão filmada por um homossexual, que cresceu no meio de uma tradição italiana com o catolicismo muito opressor. Mas ele pega a palavra da bíblia e entende mais que muitos religiosos, encenando aqueles ensinamentos morais respeitando o que tem na essência deles, sem transformá-los num circo espetacularizado”, analisa o curador. POLÊMICA “A Última Tentação de Cristo” também causou polêmica em 1988, mas pelo motivo oposto ao realismo de Pasolini. O longa de Martin Scorsese é baseado em uma ficção, escrita por Nikos Kazantzakis, e apresenta Jesus imaginando sua vida como um homem comum, casado, sem o sacrifício na cruz. “É o olhar de um diretor muito católico sobre Jesus Cristo como um homem vivendo a eterna batalha entre corpo e espírito”, pontua Miranda. A mostra traz ainda a paixão imaginada como um musical hippie dos anos 70 em “Jesus Cristo Superstar”; o olhar documental de Manoel de Oliveira sobre um ritual católico do interior de Portugal em “Ato da Primavera”; o surrealismo plástico e místico de Alejandro Jodorowsky em “A Montanha Sagrada”; a abordagem contemporânea de Denys Arcand em “Jesus de Montreal”; e o humor do Monty Python em “A Vida de Brian”. “O humor escrachado e radical deles transforma a história numa coisa meio ridícula, mas a catarse e a paródia do filme fazem de Jesus uma figura mais humana, que se permite rir”, argumenta o curador.

UNIVERSAL/REPRODUÇÃO

Polêmico

“A Última Tentação de Cristo”, de Martin Scorsese, é baseado no romance de Nikos Kazantzakis

Ele ressalta, porém, que independente da abordagem dos longas, a proposta da mostra é proporcionar um diálogo entre essas obras e um público tanto religioso quanto ateu. “Cada filme vai se encontrar com a experiên-

O

QUE VEM POR AÍ

abril DIA 14 MARIA RITA – AMOR E MÚSICA

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 80 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 520 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 600 (mesa setor 1 com quatro lugares). DIA 19 GLENN HUGHES – CLASSIC DEEP PURPLE LIVE

Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 21h. R$ 180 (plateia 1A, inteira), R$ 150 (Plateia 1B, inteira), R$ 140 (plateia 2A, inteira), R$ 120 (plateia 2B, inteira), R$ 100 (plateia 2C, inteira).

cia diferente de cada um, mas a relação com uma grande obra de arte independe das suas crenças. Ao levar Jesus para as telas, o cinema transforma essa história em algo palpável, real, e isso causa comoção”, reflete.

DIA 21 SKANK "OS TRÊS PRIMEIROS"

“A Maior História de >Todos os Tempos”

Até o dia 5 de abril, no Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, Centro. 3236-7400). A programação de filmes está disponível no roteiro de cinema, na página 25. Entrada gratuita mediante a retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

maio

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h30. R$ 90 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote).

DIA 5

DIA 21

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 200 (pista/arquibancada, inteira, 2° lote), R$ 1.000 (mesa com quatro lugares, setor 2), R$ 1.200 (mesa com quatro lugares, setor 1).

WHINDERSSON NUNES EM "EITA, CASEI!"

Teatro Arena no Mineirão. Às 18h. R$ 160 (camarote Brahma, inteira, 1° lote), R$ 140 (camarote tribuna, inteira, 1° lote), R$ 80 (roxo superior, inteira, 1° lote).

MARIA BETHÂNIA E ZECA PAGODINHO - DE SANTO AMARO A XERÉM

DIA 18 LULU SANTOS

MARCO FRONER/DIVULGAÇÃO

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 120 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 240 (pista premium, inteira, 1° lote). DIA 18 OZZY OSBOURNE

Esplanada do Mineirão. Às 21h. R$ 300 (pista, inteira), R$ 600 (pista premium, inteira). DIA 19 E 20 MILTON NASCIMENTO SEMENTE DA TERRA

Palácio das Artes. Sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 160 (plateia 1, inteira), R$ 150 (plateia 2, inteira), R$ 140 (plateia superior, inteira).

setembro DIA 7 TRIBALISTAS (FOTO)

Esplanada do Mineirão. Às 21h. R$ 140 (pista, inteira, 1° lote), R$ 200 (pista premium, inteira, 1° lote), R$ 300 (camarote, inteira, 1° lote).


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estilo VAI PEGAR>Botas coloridas prometem dominar os dias frescos do outono. Saiba como apostar

Pés em destaque HITS “A grande tendência são as botas vermelhas, independentemente do tamanho do cano – curto ou longo. Por ser uma estação fria, o quente do vermelho aquece o look e promete um visual de personalidade. Além dessa tonalidade, temos as botas brancas, dessa vez, as curtinhas chamam

SANTA LOLLA/DIVULGAÇÃO

fashion do que as outras cores”, acredita. Mas não é só às cores que as tendências dos calçaModelo azul, de dos se limitam. salto e bico finos, “O modelo de da Santa Lolla salto fino reapareceu para dar elegância aos looks, mas o salto mais grosso ainda predomina: além de bonito, dá conforto à mulher no seu dia a dia. Já nos formatos de bicos temos redondinho e fino. Os arredondados trazem um estilo mais cool e casual, enquanto os finos sas cores como vinho, azul e cinza, fino valorizam e sofisticam mui- também chamam a atenção para o to o look, ideais para serem usa- inverno. “Em si, o tecido sai e entra dos também com calças boca de de moda muito fácil – é preciso fisino”, sugere. car atento. Para 2018, este é o moAs botas em veludo, em diver- mento”, acredita Gabrielle.

foi o aumento do número de ideias salvas para botas azuis na plataforma Pinterest. Para a coaching de moda Grazi Coelho, a cor pode ser aliada para combinar com looks em jeans, entretanto as vedetes da temporada são as botas brancas e vermelhas.

VERMELHO É A COR MAIS FRIA Raio X De couro ou verniz, cano curto ou acima dos joelhos, a bota vermelha está a postos, pronta para tirar qualquer produção do óbvio. O modelo foi o que mais apareceu nas últimas temporadas de moda, em grifes como Fendi, Armani e Calvin Klein. “Ele chegou dominado e está presente em todos os tamanhos, desde as curtinhas até as bem longas, que ultrapassam o joelho”, disse a coaching de moda Grazi Coelho. Fashionistas de carteirinha, como Thássia Naves e Giovanna Ewbank, já estão familiarizadas com a cor.

saia ou calça de verniz. Para garantir uma produção impecável, brinque com os estilos: a vibe urbana da bota de couro aliada ao perfume romântico do tom rosa é infalível. Para trabalhar, o cano curto, o bico quadrado e o salto grosso são algumas características que estão habilitadas para o ambiente corporativo”, descreve Rachel Toyama, idealizadora do buscador online da moda Paraíso Feminino.

Como usar “Se desejar mais modernidade, aposte nas opções de cano curto, stretch ou sock boots (botas tipo meia) combinadas com

É bota ou meia? As sock boots de salto e bico fino são escolhas certeiras para quebrar a seriedade de um look. Este modelo é da Piccadilly é justinho no pé

Uma sugestão de uso é combinar a cor da bota moderninha com a da camisa de alfaiataria, como mostra a produção da Armani. Ao lado, a atriz Giovanna Ewbank combina uma bota de cano curto com um vestido preto básico

FOTOSITE/DIVULGAÇÃO

165%

a atenção para um look que pode ser monocromático ou colorido”, acredita Gabrielle Martins, consultora de moda e parceira da Piccadilly – marca de calçados que apostou em vários modelos só na cor vermelha para o próximo inverno. Recentemente, o Pinterest, plataforma digital de partilha de fotos de acordo com os gostos do usuário, fez um levantamento de quais têm sido os modelos de botas mais pesquisados para a estação. São eles: azuis, amarelos e, principalmente, os vermelhos – basta olhar qualquer vitrine de calçados para comprovar que “profecia” faz sentido. Para a coaching de moda Grazi Coelho, as de cor amarela foram fortes no verão do Hemisfério Norte, mas aqui não parecem “pegar” de imediato. “Elas possuem uma pagada muito mais

PICCADILLY/DIVULGAÇÃO

RHAIFFE ORTIZ/DIVULGAÇÃO

O modelo de bota bem justa, como a da Thássia Naves, é ideal para combinar com vestidos longos ou saias fluidas

mo tendência para as estações mais frias. Já estiveram no auge a de cano baixo, aquelas com salto, sem salto, até os joelhos, com fivelas… De tempos em tempos elas retornam aos closets, sempre repaginadas. Mas, no que depender das recentes semanas de moda – e isso inclui a de Nova York, por conta do público fashionista ao extremo –, modelos bem coloridos não serão mais exclusividade dos dias quentes.

INSTAGRAM @GIO_EWBANK/REPRODUÇÃO

Quando a Balenciaga desfilou botas que mais pareciam meias-calças de cores extravagantes na temporada de verão 2017, muita gente criticou e achou que não ia vingar. Até que celebridades como Anitta, Sabrina Satto e Rihanna deram o aval fashion para que o modelo caísse no gosto popular. Peças inspiradas nesse híbrido de meia com bota, aos poucos, foram chegando ao comércio – principalmente às lojas de departamentos –, até que caíram em um caminho sem volta: foram aclamadas pelas digital influencers, como Camila Coelho e Thássia Naves, que usaram modelos coloridos e inusitados com frequência nos últimos meses. É fato: a cada temporada, um novo tipo de bota surge coLorena K. Martins


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NÉCESSAIRE Você sabia que o chocolate tem propriedades antioxidantes, ajuda acalmar a pele e hidratar os fios? É por isso que selecionamos alguns produtos que vão desde itens formulados com cacau até aqueles que possuem o cheiro do doce símbolo da Páscoa: o chocolate.

LONGUÍSSIMAS Raio X Com poder de impactar até mesmo os looks mais basiquinhos, as botas compridas ultrapassaram a linha do joelho e, agora, batem até a coxa – modelo também chamado também de “cuissarde”. A novidade para esta estação é que os materiais também são impactantes, como o vinil, responsável por dar um leve brilho ao look.

FOTOS DIVULGAÇÃO

Como usar Anitta e Rihanna já causaram quando surgiram com botas em cores vibrantes (laranja e roxo). Mas, na vida real, você não precisa ser tão radical assim. Vale investir em saias micro para que o modelo fique bem aparente. “Combine com peças que remetem à alfaiataria, como casacos, blazers e coletes que tenham o comprimento alongado”, sugere Grazi Coelho.

power Manteiga 5 Hidratação corporal feita com manteiga

AREZZO/DIVULGAÇÃO

de cacau e de karité é ideal para todos os tipos de pele, especialmente as secas. O cheiro? De chocolate, é claro! Quanto R$ 69 Onde www. thebodyshop.com.br

apetitosas A cor cho6 Unhas colate é uma das fortes tonali-

dades para as unhas neste inverno. Este esmalte ainda é vegano e 5 free (Livre de DBP, Tolueno, Formaldeído, Álcool Cetílico e Cânfora) Quanto R$ 35,20 Onde www.lcnbrasil.com

Junte as botas com peças mais clássicas, como o look da Renner (à esquerda). Acima, modelo da coleção de inverno da Arezzo

Vestidos com shape grudado ao corpo e decote em “v” ficam sofisticados quando usados com a bota. Inspire-se no look de Bruna Marquezine

beleza Já pensou em 6 Doce combinar o poder do pó de ca-

cau, rico em antioxidantes, com maquiagem? Esta paleta de sombras da Too Faced possui 16 cores inspiradas nos chocolates – e com cheiro de cacau, é claro Quanto R$ 269 Onde www.sephora.com.br

DEU BRANCO DE NOVO INSTAGRAM @CAMILACOELHO/DIVULGAÇÃO

Raio X Até há pouco vistas como “cafonas”, as botas brancas foram resgatadas e, atualmente, podem ser responsáveis por deixar um look imediatamente mais fashionista e cool, de acordo com a coaching em moda Grazi Coelho. “As de tons brancos ficam limitadas aos comprimentos bem curtos e médios, porque ninguém quer ser a paquita da Xuxa, não é?”, brinca. Elas surgiram no último inverno, mas para esta temporada ela está mais versátil. Como usar Quer apostar? Escolha um modelo de cano baixo, até o tornozelo. Ficam ainda melhores quando usadas com looks monocromáticos e calças jeans mais curtas ou dobradas. “Acredito que é uma bota de passagem; ela ressurge neste inverno e pretende perdurar até o verão”, disse Grazi. “Uma dica é procurar o seu estilo, respeitar o seu biotipo e apostar no que favorece”, finaliza. Em alta: modelos curtinhos com saltos grossos são os queridinhos da estação. Este é da Zattini

Fã da bota branca, a blogueira Camila Coelho combinou com look vermelho, dobradinha válida para copiar

power O combo 6 Hidratação de creme e máscara é ideal paZATTINI/DIVULGAÇÃO

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ra nutrir a fibra capilar através do cacau, óleo de avelã e manteiga de karité brilhantes e sem frizz para todos os tipos de cabelos Quanto R$ 49,90 Onde www.shopdoscabelos. com.br


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VITRINE

É o bicho! Fauna revisitada Peçaseacessórioscomreferências emanimaisestãorenovadospara apróximaestação.Inspire-se! O tricô é uma peça versátil no 6 Selvagem armário durante o inverno. Além de aque-

cer com conforto, esse modelo ainda rouba a cena com o detalhe da raposa Quanto R$ 119,99 Onde www.hering.com.br

6 Felpudo O coelho,

animal emblemático em “Alice no País das Maravilhas”, aqui está no formato de roupão para aquecer o corpo após o banho Quanto R$ 139,90 Onde www.lojasrenner.com. br

O animal print nada mais é que do que a estampa que imita ou lembra a pele de animal. Masnos mais recentes lançamentos, as marcas resolveram apostar na fauna de uma forma mais literal e, também, fofa. A grande sacada, agora, é que os animais estão emprestando sua imagem e mood selvagem para as peças de uma maneira bem diferente do que estamos acostumados a usar. A Farm, por exemplo, investiu no lado selvagem em sua coleção de inverno inspirada na Amazônia: onças, araras e tucanos deram o tom e estamparam a nova linha. A onda também orientou os recentes lançamentos da marca de acessórios Santa Lolla. São ratinhos, coelhos, porcos, morcegos e cachorros que guiam as peças da temporada, como a sapatilha que você encontra nesta página. A bicharada deu o tom ainda para a marca mineira Isla e a suas bolsas irreverentes. Já a designer Camila Klein investiu na tendência e traz colares, anéis, brincos e pulseiras com os animais – o brinco de pinguim é uma fofura! A seguir você confere produtos que honram a bicharada, seja de forma mais discreta com acessórios e delicadas estampas, ou de forma mais exagerada – também é permitido! Lorena K. Martins

tes inspira ainda mais os amantes da cozinha Quanto R$ 65,50 Onde www. tokstok.com.br

Bzzzz A abelha na fivela 6 dourada – um símbolo histó-

rico da Gucci introduzido nas coleções da marca nos anos 70 – é adornada por cristais multicoloridos Quanto R$ 2.630 Onde www. farfetch.com

Sabia 6 Par que o pinguim

A 6 Tropical graciosidade

manhosa Com formato 6 Gatinha de felino, essa bolsa para os peque-

onda O avental de peixe 6 Tirando assinado pela designer Calu Fon-

é fiel a sua companheira por toda a vida? Ta aí mais um motivo para usar os brincos adornados com vidrilhos coloridos Quanto R$ 548 Onde www.camilaklein.com.br

do tucano estampando o body ideal para compor looks modernos e urbanos Quanto R$ 298 Onde Farm Shopping Pátio Savassi (31) 99590-8746

nos (ou não) tem olhos e bigodinhos em alto relevo Quanto R$180 Onde Clube Melissa Boulevard Shopping (31) 2515-2843

A 6 Divertida girafa, o ani-

au Seus looks certamente vão 6 Au, ficar ainda mais divertidos com essa

sapatilha com carinha de cachorro Quanto R$ 149,90 Onde www.santalolla.com.br

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na a estampa de patinhos selvagens com a de quadrados Quanto R$ 266 Onde www. lezalez.com


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crônica

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Um “dolce” final de semana ACIR GALVÃO

á tempos a minha amiga procura um cãozinho para lhe fazer companhia. A vida inteira morando em apartamentos, teve que adiar por anos esse seu desejo. Atualmente, vivendo numa casa com gramado e jardim em uma pequena cidade, me enviou eufórica a foto da cachorrinha que lhe ofereceram para adoção. Seu marido não se encontra no Brasil, e a “bebê golden-lata” seria uma surpresa. Digo “golden” porque a foto que me chega é de uma golden pequenina, com seu tradicional pelo dourado e patinhas grossas manchadas de branco. O “lata”, naturalmente, vem do rabinho preto e cinza que só Deus para entender essa mistura. Independentemente da raça, ela queria uma cachorrinha pequena, para lhe fazer companhia, inclusive nas viagens para Belo Horizonte. Ao ver a grossura das patas, já fui dizendo: – Amiga! Pequena ela não vai ser não! – Mas, Laurinha, me disseram que a mãe é pequenina e magrinha, então imagino que... – ... Que o pai deve ser grande e fortão! – completei a frase, rindo.

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Mas, para não desanimála, digo que o fato de ela ficar grande não a impediria de viajar. Lembro-lhe de minha “pit-lata”, a melhor e mais carinhosa cachorra que já tive na vida, que, em vez de golden, era pit-bull com algum tipo de vira-lata. E que, sempre que possível, viajávamos juntas. – Eu tinha imaginado uma cachorrinha para pôr na cestinha da bicicleta, para me acompanhar no dia a dia... – Bom, ela pode ir correndo atrás. É até bom que se exercite, já que a raça tem uma ligeira propensão à obesidade – digo, tentando animá-la. A cachorrinha, recém-batizada de Dolce, é um amor (vejo pelas trocentas fotos que me envia). Do lado de cá já me apaixono. Era sábado à tarde, e a clínica veterinária estava fechada. Sugeri a ela que a vermifugasse, vacinasse e, mais adiante, a castrasse. Expliquei sobre a ração própria para filhotes, as vasilhinhas de água, as fraldas gigantes para colocar no chão, demarcando o lugar certo para os xixis. Como ainda não tinha colchãozinho nem casinha, sugeri que arrumasse uma caixa grande de papelão para ficar ao lado de sua cama na hora de dormir, porque certamente, estranhando o novo ambiente, ela iria chorar. E um carinho no meio da noite a tranquilizaria. Pelo menos é o que sempre fiz com as minhas.

– Você acha que ela vai chorar à noite? – me pergunta com dúvida, já que durante o dia a cachorra era uma festa ambulante. – Vai. A bichinha tem um fôlego que você não vai acreditar! Não disse isso para desanimá-la, mas para evitar que fosse surpreendida pelos ganidos desesperados que nos matam do coração durante as madrugadas nos primeiros dias. Além das inúmeras mensagens e fotos trocadas pelo WhatsApp, passamos o final de semana no telefone falando de Dolce. – Olha o latidinho dela que fofo!!! – aguço o ouvido e escuto um grunhindo

de longe. – Ih... Ela sumiu! Peraí que depois te ligo... – Cuidado com a piscina – digo preocupada –, não a deixe sozinha no jardim... – Ela é inteligentíssima! Aprendeu a subir as escadas direitinho... – me diz, como se a cachorra acabasse de ter aprendido inglês. Concordo com tudo, até receber divertida uma foto no WhatsApp com a seguinte legenda: “Ela é vegetariana!”. E a imagem da cachorrinha no jardim, com uma folha gigante na boca, parecendo uma taioba com uma flor vermelha na ponta. – Socorro! Um minuto que viro, e ela desaparece! – me diz pela enésima vez.

– Sem problemas! Ela está descobrindo o ambiente, só evite a piscina. – Mas e os bichos??? – pergunta preocupada. – Que bichos, meu Deus?? – Sei lá, as formigas, os micos, aqui é cheio de bichos... Só rindo para aguentar essa mãe enlouquecida de primeira viagem. Já na manhã de domingo, as fotos continuam chegando: Dolce fazendo xixi no gramado, comendo ração, mastigando com indizível prazer o chinelo tamanho 42 do marido. Dolce mordendo sua canela, destruindo a caixa, arrastando uma toalha pela casa... E mi-

nha amiga, lá. Encantada, registrando tudo. Na segunda-feira a levaria ao veterinário, voltaria mais cedo do trabalho e passaria o resto do dia com ela. Trabalhando na gerência de uma pousada, finalmente se deu conta de que a cachorra não poderia acompanhá-la. O marido estava longe, e ela não tinha com quem deixá-la. “Problemas!”, pensei cá com meus botões. No dia seguinte minha amiga me liga aos prantos. Deu a Dolce para sua secretária. A mulher se prontificou a cuidar dela, dar a ela todo o carinho do mundo, numa casa repleta de pessoas apaixonadas por cachorros. – Como eu pude fazer isso? – se perguntava com a voz embargada. E me conta que, na hora de ir para o trabalho, Dolce foi correndo atrás. Como deixá-la sozinha em casa? Com a piscina, os bichos e o medo de ela se sentir abandonada? Não, não poderia fazer essa crueldade. Ligou para a secretária que já havia demonstrado interesse na cachorrinha. Entregou-lhe as vasilhinhas, o saquinho de ração, a cobertinha furada e, mais que tudo, seu coração partido. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


CARLOS MARCONDES/AGÊNCIA O GLOBO

WCamboriú. Infinity Blue é refúgio familiar no badalado balneário. Páginas 4 e 5 WHolanda. Em abril e maio, país terá o ‘Dia do Rei’ e muitas festas. Página 12 pampulha

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BELO HORIZONTE Sábado 31/3/2018

Águas da Polinésia Do luxo aoacessível: roteiropor ilhase atrações no Pacífico Sultem orçamentosvariados Páginas 6 a 10


W2 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 31 de março de 2018

paulo campos

Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super

paulocampos@otempo.com.br

sala vip (I) W

Casamento na praia, a nova moda no turismo EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Emanuel Costa, Renata Meyer, Bruno Matos, Viviane Junqueira Ayres, Thiago Benfica, Luana Barbosa (marketing), Rodrigo Branquinho, Mariana Miranda (Produto Caribe CVC) e Wellington Lemos

Destination wedding é um conceito novo no turismo, mas, nos últimos anos, temcaído nasgraças dos brasileiros. Ele nada mais é do que o casamento fora da cidade onde os noivos residem. A experiência também envolvepais, padrinhos, amigos e convidados. A propostaé tornar a experiência marcante para todos os envolvidos,além de divulgar o destino turístico. Na última semana, a CVC promoveu para agentes de viagens, na churrascaria Adega do Sul, o evento Casamentos no Caribe, em parceria com as redes hoteleiras Barceló, Catalonia, Grand Park Royal, Iberostar, Meliá, Oasis, Palladium e Playa. Cada uma delas exibiu seus pacotes para cerimônias de casamento para os agentes oferecerem a seus clientes. Entre os destinos carinbenhos preferidos atualmente estão Cancún e Riveira Maya, no México, Punta Cana, na República Dominicana, e as ilhas de Aruba e Curaçao.

As executivas de vendas Renata Meyer (Oasis Hotels & Resorts) e Viviane Junqueira Ayres (Palladium Hotel Group)

Da equipe da operadora CVC, Thiago Benfica, Emanuel Costa, Bruno Matos, Rodrigo Branquinho e Wellington Lemos César Figueiredo (Future Tour), Daniela Starling e Flávia Matos (Ibiza Turismo), Thaís Viveiros e Leopoldo Lopes (Viver Turismo)

Kely Souza, Janaína Ramalho e Caroline Marques (Belvitur Viagens), Ciça Carolina e Tiago Mansur (Viagem Perfeita)

Denise Cançado e Hélida Dias (São José Viagens), Raphaele Teixeira e Jocelino Benedito Marques (Tiradentes Viagens)

Luiz Eduardo (VB Turismo), Simone Pereira (Arc Turismo) e o casal Ana Paula Chagas e Wismar Dabess (Flyvip Viagens) LIANE NEVES/DIVULGAÇÃO

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check-in/check-out

Recorde de turistas Dados da Polícia Federal revelam que o Brasil registrou recorde de entrada de turistas estrangeiros em 2017. No último ano, 6.588.770 visitaram o país. O número é maior que o registrado nos anos das Olimpíadas (6.546.696) e da Copa do Mundo (6.429.852). A alta de 0,6% em relação ao ano anterior foi puxada pelos países vizinhos.

PAULO CAMPOS

Fechando as portas O Gran Meliá Rio fechou as portas no último dia 13. Abandonado por anos e disputado por várias bandeiras hoteleiras, o hotel era administrado pela Meliá Hotels. Mas os tiroteios na Rocinha, a falta de eventos e a crise hoteleira carioca acabaram por enterrar, mais uma vez, o ícone de Oscar Niemeyer em São Conrado. Dizem que outro hotel do mesmo quilate, só que em São Paulo, segue o mesmo caminho.

Nova ala do Kurotel, em Gramado (RS)

Prado e Casa de Maria

Kurotel apresenta novidades

A gerente comercial da Casa de Maria, Iracema Ribeiro, organizou happy hour no Jockey Bar, na Savassi, para promover o destino Prado e a pousada, uma das mais aconchegantes do destino do Sul da Bahia. Prado é conhecida pelos 80 km de belíssimas praias e pela proximidade com o arquipélago de Abrolhos, que, entre julho e outubro, recebe centenas de baleias-jubarte, que vêm da Antártica para ter seus filhotes.

O Kurotel – Centro Médico de Longevidade & Spa, de Gramado (RS), armou, na última segunda-feira (28), um evento no Namah Bistrô e apresentou as novidades para comemorar seus 36 anos. Uma delas é a inauguração da ala contemporânea (foto), que abriga 20 novos apartamentos com vista para a natureza. Além disso, o spa inaugura o serviço de revisão clínica, que incentiva o cliente a retornar por três dias para um programa de manutenção dos bons hábitos.

EDY FRNANDES/DIVULGAÇÃO

A assessora Priscilla Kopke e Iracema Ribeiro (Casa de Maria)

Neyre Freixo, gerente geral do Ramada Encore Tiradentes, localizado no bairro da Luz, em São Paulo; o hotel econômico da Vert Hotéis tem o melhor custobenefício para se hospedar em SP


3W

O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte

31 de março de 2018

sala vip (II) W

Consolidadora promove evento para apresentar parcerias e novo gerente FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Da equipe comercial da Rextur/Advance, Letícia Oliveira, Joice Figueiredo, Adila Prudente, André Velasque (gerente comercial BH), Gabriela Crisóstomo, Atamis Moreira e Luïza Junqueira A Rextur/Advance Consolidadora promoveu no hotel Radisson Blu, na Savassi, evento para 60 agentes de viagens mineiros para apresentar os novos serviços da consolidadora, como o atendimento 24 horas e a plataforma de gestão e viagens, além dos produtos comercializados em parceria com as companhias aéreas Gol, Delta e Air France/ KLM. Na ocasião, foi apresentado o novo gerente de vendas para Belo Horizonte, André Velasque. Com mais de 15 anos de experiência no setor de viagens, Velasque já passou por redes hoteleiras, companhias aéreas e operadoras e está na Rextur Advance, há cinco anos, como supervisor comercial de Vitória (ES). “A capital mineira representa um mercado muito importante e promissor para viagens corporativas e de lazer, e, nessa nova oportunidade, nosso desafio será buscar novos negócios e fortalecer ainda mais a parceria com os agentes. Esse tipo de evento mostra a importância que as agências possuem em nosso negócio. Reunir tantos agentes de viagens mostra que estamos no caminho certo”, afirmou Veslaque. O presidente, Luciano Guimarães, e o vice-presidente, Luciano Marques, vieram especialmente para o evento, assim como parte do staff da Rextur/Advance. O encontro ainda passou por Rio de Janeiro, São Paulo, Maringá, Porto Alegre, Recife e Fortaleza.

Da Rextur/Advance Consolidadora, Leonardo Mignani (diretor Sudeste), André Velasque (gerente comercial Belo Horizonte), Luciano Guimarães (presidente) e Flávio Marques (VP)

Marcelo Ricardo (Gol Linhas Aéreas), Glória (Air France), o gerente de vendas Carlos e a executiva Rosana (Delta Air Lines)

Da equipe da Rextur/Advance Consolidadora, Emerson Cardoso, Joice Figueiredo, Anne Almeida e Marcelo Sacchitiello


W4 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 31 de março de 2018

Quartos (I)

Similares, mas confortáveis Todos os apartamentos têm varanda e conforto sob medida. A decoração clean, com cores neutras, denota sobriedade. Há até unidades para pessoas com deficiência. As suítes superluxo, com 55 m² e banheira na sacada, são conjugadas para famílias de 4 a 5 pessoas. PAULO CAMPOS

turismo

Balneário Camboriú

Um charme escondido na ponta norte Cidade catarinense famosapelas baladase praias guarda um refúgio no cantoda praia, oInfinity Blue Spa &Resort, tododedicado às famílias Paulo Campos

paulocampos@otempo.com.br

Quartos (II)

Master, os mais requintados A categoria master, junto à montanha, tem duas suítes amplas (80 m²) e completas, com banheira de hidromassagem, sala de estar com mesa de jantar e cozinha com microondas, armários e utensílios, além de dois banheiros. PAULO CAMPOS

Diferente dos demais resorts do litoral brasileiro, o Infinity Blue, em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, tem a seu favor um costão cercado por Mata Atlântica que praticamente isola o hotel da área urbana, mesmo ele estando localizado a pouquíssimos metros da praia central. O caminho até o burburinho é tranquilo e bucólico, uma passarela de 500 m de decks de madeira entre o rochedo e o mar, com uma vista panorâmica da orla, com seus edifícios altíssimos emoldurando o cenário. Por esse caminho iniciado na estrada da Rainha tem-se acesso a duas prainhas, a do Canto e a do Buraco.

Quase privativa

Quartos (III)

Chalés básicosperto da piscina

A construção da passarela é o único acesso à praia em frente ao Infinity Blue, a dos Amores, o que a torna praticamente privativa, sem a movimentação de ambulantes ou quiosques. Essa é apenas uma das virtudes do único resort em Balneário Camboriú, com uma infraestrutura adequa-

da para famílias com filhos. As outras o hóspede vai descobrindo à medida que explora mais detalhadamente o resort de pequeno porte. O local, que antes se chamava Recanto das Águas, foi adquirido há sete anos por uma das maiores construtoras da cidade, a Embraed Empreendimento. Os novos donos trataram de dar ao espaço todo o charme e elegância, aproveitando a inclinação do terreno – a maioria dos quartos tem vista para o mar – e a natureza exuberante no entorno. As 122 suítes – divididas nas categorias superior, luxo, superluxo e master têm uma decoração similar,

Balneário Camboriú fica a 30 km do aeroporto de Navegantes e a 95 km do terminal de Florianópolis

variando apenas o tamanho dos quartos. Conselho: as maiores e mais charmosas estão à esquerda do terreno, junto à montanha; as de melhor vista, de categoria luxo, em um prédio de quatro andares, mais próximo à recepção; as menores lembram chalezinhos e se localizam perto da piscina.

Estrutura A infraestrutura do Infinity acompanha o “esqueleto” da maioria dos resorts de lazer, com piscinas para adultos e crianças, quadra poliesportiva, academia, kids club com cineminha – no dia em que me hospedei no resort, ocorria a brincadeira Caça ao Astronauta –, salão de jogos e espaço baby. No Infinity, acrescente-se ainda a piscina aquecida e a tenda coberta, no estilo lounge, com atividades noturnas diárias, como shows e bingos. E, como não poderia faltar, uma equipe de monitores para crianças a partir de 3 anos e uma equipe de recreação. Maso charme do resort recaisobre o deck com bar à beira-mar que se debruça sobre a praia dos Amores: você e sua família podem pegar um carrinho de golfe e, cinco minutos depois, estarem com os pés na areia. O deck, com suas mesinhas e espreguiçadeiras, é um lugar perfeito para o relaxamento, principalmente para quem gosta de caminhar pela manhã na praia em completa segurança. PAULO CAMPOS

PAULO CAMPOS

A categoria básica é a superior. São pequenos apartamentos em casinhas que lembram chalés, com 25 m², e ficam mais perto da piscina. Todos têm sacada, mas apenas 16 têm vista para o mar. Dessas acomodações, algumas passam atualmente por retrofit. PAULO CAMPOS

A calma e segura praia dos Amores, em frente ao resort, com a vista panorâmica de Balneário Camboriú ao fundo

A melhor opção para chegar à orla central é a passarela que margeia as rochas


turismo

5W O Tempo - Pampulha - Super Notícia

RAFAEL SALDANHA/DIVULGAÇÃO

O resort tem 8.000 metros quadrados de área construída, tudo com vista para o mar

Massagens até para modelar seu corpo O spa é uma das estrelas do complexo do Infinity Blue. Éum centro de beleza e estética e inclui quartos de massagens, vestiários, duchas, salão de beleza e um bistrô. Administrado pelo próprio resort, é aberto ao público e pago à parte. Os preços variam entre R$ 75 e R$ 420, dependendo do tratamento escolhido pelo hóspede. Segundo a coordenadora do espaço, Daniele Streit, o tratamento mais procurado é o Day Spa, ao preço de R$ 550,criado para o hóspedevivenciar um dia de relaxamento completo, inclusive fazendo as refeições (café da manhã, almoço e coffee break) no bistrô entre uma massagem e outra. “Adaptamos o spa conforme o perfil do hóspede”, comenta Daniele. Entre os tratamentos estão os estéticos, como esfoliação, banho de rosas, hidratação facial e escalda-pés, e as massagens, como a relaxante e a ayurvédica. “Na Páscoa, o

RAFAEL SALDANHA/DIVULGAÇÃO

banho kids, em uma banheira com chocolate, é um sucesso”,afirma Daniele, salientando que há tratamentos específicos para as crianças. O spa também promove o Dia da Noiva, com reservas para noivas, mãe e convidados que queiram se embelezar antes da cerimônia, mas atualmente o tratamento de maior sucesso no Spa Infinity Blue é a terapia Renata França, desenvolvida pela massoterapeuta paulista e que conquistou famosos como a cantora Preta Gil, a atriz Taís Araújo e a apresentadora Sabrina Sato. Com resultados imediatos, o Miracle Touch faz o corpo ficar torneado e perder massa corporal. O método de drenagem linfática exige técnica e movimentos mais específicos e vigorosos que a drenagem convencional. Segundo Daniele, a técnica estimula o metabolismo e promove sensação de bem-estar. RAFAEL SALDANHA/DIVULGAÇÃO

Quem leva

A piscina principal do resort

Infinity Blue Endereço. Estrada da Raínha, 1.000, praia dos Amores Informações: (47) 3261-0300 ou infinityblue.com.br Promoção. O pacote Melhor Mãe do Mundo está disponível para reservas de 11 a 13/5, e custa a partir de R$ 836 (+ 2,5% de taxa). Desde que acompanhada por um filho adulto, a mãe não paga. Criança de até 5 anos é hóspede convidado. Operadora: FRT Informações: Consulte seu

agente de viagens e peça pacotes para Balneário Camboriú da FRT Operadora

Belo Horizonte 31 de março de 2018

Bistrô

Para uma noite a dois O Aqualina Bistrô explora um cardápio diferenciado, com fondues, salmão com molhos especiais, risoto de camarão, bacalhau congrio chileno e carré de cordeiro, além de drinks. O bistrô exige reserva antecipada, e a refeição não está incluída na diária. RAFAEL SALDANHA/DIVULGAÇÃO

Eventos

Para até 1.200 pessoas Com o turismo de negócios em crescimento, o Infinity investiu em 13 espaços com capacidade até 1.200 pessoas, com cinco salas de apoio, dois camarins e uma área de coquetel. Também treinou uma equipe para organizar os eventos. RAFAEL SALDANHA/DIVULGAÇÃO

Receptivo. Vip Mar Informações. (47) 3367-3566 ou acesse vipmar.com.br Roteiro By Night: City tour noturno inclui transporte + jantar + ingressos para o Complexo Cristo Luz e o Ice Bar (bar de gelo), na Barra Sul, além de city tour panorâmico (marina, passarela, píer, Molhe e atracadouro que recebe cruzeiros, com parada para observar a orla iluminada e edifícios imponentes).

Uma das salas do Infinity Blue Spa; equipe conta com sete funcionários PAULO CAMPOS

Gastronomia

Para conhecer * Em Balneário Camboriú, compensa conhecer as praias do Buraco, do Canto, Brava, do Estaleirinho, de Laranjeiras, de Taquaras e de Taquarinhas;

Pensão completa. Contrariando o regime de alimentação da maioria de resorts situados em área urbana, o Infinity Blue entrega um produto pronto. Com pensão completa – café da manhã, almoço e jantar, tudo em estilo de bufê –, o resort praiano aposta no requinte e na variedade dos pratos, como bacalhau, camarão, carnes, grelhados, peixes e massas, combinados com várias receitas. Os pequenos têm refeições especiais. A mesa de sobremesas é, talvez, a que melhor reflete essa variedade diária, com opções inclusive diet. Bebidas são pagas à parte.

* Entre atrativos da cidade estão o Parque Unipraias, com acesso por teleférico, o passeio em um barco pirata e o complexo Cristo Luz; * Entre os restaurantes indicados estão Cabrones (mexicano, cabrones.com. br), Estaleirinho (internacional, restaurantestaleirinho. com.br), o Taj Bar (japonês, tajbar.com.br) e Number Seven (peixes e frutos do mar, numberseven.com.br). Para família grande, a suíte da categoria Msster, que tem ainda sala de estar, cozinha, hidromassagem e dois baheiros

Para se divertir

Brinquedos, piscina e jogos O kids club tem atividades específicas, brinquedoteca e uma equipe treinada para animar a criançada. Uma curiosidade são os jogos vintage do Salão de Jogos, como os pebolins. Bem em frente aos dois está a piscina aquecida, que conta com vestiário e bar anexos. RAFAEL SALDANHA/DIVULGAÇÃO


W6 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 31 de março de 2018

Surfe (I)

Onda tubular superpotente É em Teahupo’o, perto de Papeete, que emerge uma das ondas tubulares mais perfeitas e perigosas dos setes mares, que quebra com enorme potência em fundo de coral superraso. Em agosto, no Billabong Pro – etapa oficial do Campeonato Mundial de Surfe –, é comum embarcações lotadas de fotógrafos prontos para clicar a elite do surfe em ação.

turismo

Polinésia Francesa

O Pacífico para diferentes gostos e bolsos Ilhas do Taiti podemser admiradas emroteiro econômico, além dos tradicionais,superdesejados e luxuososbangalôs sobrea água

GREGORY BOISSY/AFP

Carlos Marcondes Agência O Globo

Surfe (II)

Gabriel Medina: ovacionado A linda região faz lembrar o filme “O Elo Perdido”, principalmente no fim de tarde, quando o sol doura as gigantes montanhas verdes que protegem o vilarejo. Lá, um brasileiro é rei – ou no mínimo ovacionado. O campeão mundial Gabriel Medina, famoso pelo estilo concentrado e tímido, é tido como candidato a lenda em Teahupo’o. KIRSTIN SCHOLTZ/ASP/DIVULGAÇÃO

Taiti, Bora Bora, Moorea e outras espetaculares ilhas da Polinésia Francesa pairam nos sonhos de qualquer terráqueo. Mas, para a grande maioria, é um desejo caro demais para se realizar. Porém, não é exatamente assim. A paisagem é composta por sedutores bangalôs sobre águas turquesas, emolduradas por montanhas intensamente verdes. Falamos de um cenário imenso com 118 ilhas, mais centenas de ilhotas espalhadas por cinco arquipélagos. Esse “Éden” no Pacífico foi abençoado por deuses polinésios e consegue mesclar cenários sublimes de destino tropical com a encantadora cultura local, expressada por sorrisos constantes. De fato, não se pode tapar o sol com a peneira e dizer que é um destino barato, principalmente quando o sonho óbvio inclui os chamados bangalôs overwater

(sobre águas). Missão dificílima encontrar um com valor de diária para casal inferior a US$ 600. Mas a verdade é que essa típica acomodação é apenas um dos muitos atrativos espalhados por esse território ultramarino francês. Além do superluxo dos hotéis, é a exuberante natureza e a simpatia polinésia que comandará a sinfonia da viagem – uma experiência que não tem preço. E como a viagem fica mais acessível? O voo de ida e volta, por exemplo, tem

A Polinésia Francesa possui 118 ilhas e centenas de ilhotas espalhadas por cinco arquipélagos

Em Moorea, lagoas de atóis e hotelaria Surfe (III)

O’Callaghans é um dos fãs Gabriel Medina conquistou fãs em Teahupo’o, como Chris O’Callaghan, ex-surfista profissional, idealizador e atual diretor do Billabong Pro, e o pescador Didier Park, o “pai polinésio” do brasileiro. “ Ele é o melhor. Afinal, come os peixes que preparo”, brinca o anfitrião, que todos os anos o recebe durante os treinos para o torneio.

Moorea talvez seja a ilha mais completa do arquipélago da Sociedade. Suas verdes montanhas de até 1.200 m de altitude são estonteantes, com cachoeiras e mirantes que dão clara dimensão da região, como Magic Mountain e Belvedere. As lagoas dos atóis também oferecem o azul-turquesa que todos desejam. Há ótimos lugares para surfar, trilhas, mergulho com tubarão-limão, snorkel com baleias-jubarte (do fim de julho a novembro), além do clima de tranquilidade e serenidade, típicos de um isolado refúgio, mas repleto de coisas a desfrutar. Moorea é destino de veraneio de quem mora no Tai-

preços variados. Pela rota via Chile (Latam), com parada na Ilha de Páscoa, encontra-se um bilhete por cerca de US$ 1.500. O inconveniente é que só há um voo por semana, por isso muitos preferem a opção via Los Angeles, de onde a Air Tahiti Nui oferece partidas diárias – nesse caso, a tarifa sai no total por uns US$ 2.300. E, uma vez em terras polinésias, as opções são diversas: camping, pousadas familiares, chalés de charme e, claro, os suntuosos resorts. Em hospedagem familiar, pode-se calcular gastos de US$ 25 ao dia. Para passeios e deslocamentos, estima-se uma média de US$ 50 diários. Em um roteiro de dez dias, o total por pessoa pode ficar em torno de US$ 2.500.

mi, sendo o único com acesso diário e barato via ferry boat (US$ 12/€ 10, em trajeto de meia hora). A ilha conta com resorts como Hilton e o Sofitel (ambos com bangalôs sobre a água) e Intercontinental (mais próximo das áreas de surfe). Para economizar em hospedagem, há campings, casas de família e chalés charmosos como o Moorea Beach Lodge, na região de Ha’ apiti, que tem a onda mais longa da ilha, ponto favorito entre os surfistas. São 12 chalés em espaço pequeno, de design contemporâneo como o living room comunitário, que congrega hóspedes para o happy hour com pôr do sol sobre o mar.

Rústicas, mas charmosas, as cabanas da pousada Moorea Beach Lodge se integram à paisagem da ilha vulcânica

Brisa e abacaxi Cachoeiras e plantações. Uma dica para sentir a vibe de Moorea é alugar scooter ou quadriciclo (garantia de brisa no rosto por 60 km de estrada) para visitas a cachoeiras, plantações de abacaxi, mirantes e praias. Exclusivo. Para passeios customizados, Pierre Gitton, da Enjoy Moorea, oferece tours privados e ensina a fazer, na areia, o tradicional prato poisson cru – com atum, tomate, pepino, cebola e coco (nas versões leite e ralado). “É o retrato diário da nossa cozinha. Simples, como esse meu paraíso”, diz. Em canoa polinésia, visitante explora a área interna de Teahupo’o, no Taiti


turismo

7W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 31 de março de 2018

FOTOS CARLOS MARCONDES/AGÊNCIA O GLOBO

De tatuagens em Papeete a tubarões Kitesurfe e passeios de barco, que levam visitantes a Moorea

O prelúdio de que a aventura será energética começa no desembarque no aeroporto de Taiti-Faa’a, em Papeete, capital da Polinésia Francesa e de sua maior ilha, o Taiti. O som dos típicos ukulelês se harmoniza com o sorriso de músicos que dão o primeiro “ia orana” (“bem-vindo/como vai”) de muitos que se ouvem por lá. A ilha do Taiti costuma ser vista – erroneamente – como um local de transição para outras ilhas famosas, como Bora Bora, Moorea e Rangiroa. Nada disso. É verdade que, por ser uma ilha geologicamente jovem e não ter atóis impressionantes como os de Tikehau, o Taiti não oferece lagoas do tipo cartão-postal, mas carrega uma beleza autêntica e fascinante. O centro de Papeete é onde o turista terá a experiência mais urbana e timidamente cosmopolita da Polinésia. O mercado municipal é

ideal para suvenires. Há também o museu da endêmica pérola negra e alguns dos melhores estúdios de tatuagem do Pacífico, como o de Michel Heimanu, lendário na arte do “free hand” (tatoo feita por inspiração, à mão livre). Montanhosa, a ilha do Taiti tem cachoeiras e praias de areia preta e um dos melhores mergulhos de cilindro do arquipélago da Sociedade (que reúne ilhas famosas, como Taiti, Bora Bora, Moorea e Tetiaroa). É o Vale Branco (White Valley), onde se pode experimentar o “drift dive” (mergulho levado pela correnteza) e dar de cara com tubarões-tigre, os maiores peixes dessa parte do Pacífico. O Taiti abriga um dos palcos mais cobiçados do mundo do surfe: Teahupo’o, ou Cho-po – como os locais chamam esse vilarejo de 800 pessoas, a uma hora de carro de Papeete.

Como chegar Aéreo. Pela Latam, via Chile (com conexão em Santiago e escala na Ilha de Páscoa), a passagem sai por R$ 4.565 – a saída do Rio é às segundas-feiras, e o retorno de Papeete, às terças. Na American Airlines e Air Tahiti Nui (via Guarulhos e Los Angeles), o bilhete custa R$ 7.559. A Air Tahiti Nui tem saídas diárias. Em voo com Aerolineas Argentinas e Air New Zealand (via Buenos Aires e Auckland), passagem por R$ 6.220. Obs. Valores apurados para o início de maio. Deslocamentos internos. Para conhecer os arquipélagos Sociedade e Tuamotu, é preciso voar entre as ilhas. Consulte o site da Air Tahiti (bit.ly/2Gp0NFH), a empresa da Polinésia Francesa que oferece os passes aéreos Multi-Islands Tours, com flexibilidade nas escolhas de trechos entre ilhas e preços vantajosos.


W8 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 31 de março de 2018

Florença (I)

Ferragamo e o cinema Os anos que o designer Salvatore Ferragamo viveu nos Estados Unidos, especificamente em Santa Bárbara, na Califórnia, de 1915 a 1927, são a fonte de inspiração da exposição do Museu Salvatore Ferragamo a partir de 24 de maio: de seu trabalho com os diretores de cinema mais famosos da época, como Griffith e Cecil B. DeMille, à inauguração da Hollywood Boot Shop, a butique na Hollywood Boulevard, onde estrelas como Mary Pickford, Pola Negri, Charlie Chaplin, Joan Crawford, Lilian Gish e Rudolph Valentino eram clientes frequentes. REPRODUÇÃO

Florença (II)

Como em um set de filme Baseada na autobiografia de Salvatore Ferragamo, a exposição explora a migração italiana para a Califórnia e a influência que os mitos e a cultura da povo tiveram no Estado. Com fotografias, clipes de filmes, objetos, roupas e representações artísticas, a exposição ilustrará o relacionamento e o papel desempenhado pelos italianos e a arte italiana no nascimento do cinema mudo. O cenógrafo Maurizio Balo inspirou-se nos estúdios cinematográficos dos anos 20 para conceber uma mostra, que fará os visitantes sentirem-se como se estivessem em um set de filmagem. OTOS RENATO QUINTIMNO/DIVULGAÇÃO

turismo

Bora Bora e Tahaa

Pérolas, ostras e baunilha em ilhas dos sonhos Passeios incríveisincluemsalto de paraquedas,navegações surreais, mergulhosde snorkelcom arraias e refeiçõestípicas aoestilo rústico Carlos Marcondes Agência O Globo

“Em Huahine, nascem melões; em Moorea, brotam abacaxis; e, em Bora Bora, crescem hotéis”, brinca Pierre Gitton. Se as grandes redes de resorts invadiram uma das mais cobiçadas ilhas do planeta, há motivos. A começar pelo pitoresco aeroporto de Bora Bora, que mais parece um ilhote, e onde o local de coleta de malas já é um cartão-postal, tendo ao fundo um dos mais soberbos tons de azul que se pode presenciar. A vista aérea da ilha é espetacular, com o imponente monte Otemanu, banhado pela hipnotizante lagoa que abriga centenas de bangalôs sobre a água, formando curiosos desenhos geométricos. É tão marcante o cenário visto de cima que o salto de paraquedas é aclamado pelos locais como o mais cênico do mundo. A experiência não é para todos (US$ 450). Mas, em Bora Bora, sonho de consumo de muitos noivos em sua celebração histórica, tudo é muito inflacionado se comparado às outras ilhas. Nos chalés familiares, as diárias para casal ficam em torno de US$ 120. Mas, se o bangalô sobre a água for um sonho e o presente arrecadado com o corte da gravata tiver sido reservado para isso, acrescente pouco mais de US$ 1.000 e passe uma noite em um desses suntuosos chalés. Os mais cobiçados são os de Four Seasons, St. Regis e InterContinental Thalasso Spa. Esse último acaba de inaugurar as vilas ultra-exclusivas sobre o mar, Brando Suite Bora Bora, com diárias a partir de US$ 2.500. O passeio a Blue Lagoon é o mais icônico e imperdível, embora haja outros semelhantes em outras ilhas, como em Moo-

rea. O lugar parece ter servido de inspiração para o termo “azul-turquesa”. Pode ser impressão, mas há um tom a mais na escala de “águas inacreditáveis”. O passeio de um dia inclui snorkel com arraias que chegam a abraçar o turista em busca de pedaços de sardinha dados pelo guia. Há ainda um almoço descontraído em um motu (ilhota, em polinésio) regado à famosa cerveja local Hinano e um banquete típico, além da descontraída aula de como ralar coco em movimentos divertidos e sensuais. Outra parada bem espera-

Ilha sagrada da Polinésia, Raiatea abriga sítio arqueológico com os altares eleitos Patrimônio da Humanidade pela Unesco, em 2017

da é o mergulho com pequenos tubarões de recife. Acostumados aos visitantes, não oferecem perigo a humanos.

Tahaa: tranquilidade tripla A ilha de Tahaa é outra atração. Se Moorea é sinônimo de tranquilidade, multiplique esse relaxamento por três e chegue em Tahaa, outro canto cobiçado do arquipélago da Sociedade. Uma imensa lagoa azul a envolve junto à vizinha Raiatea (onde há aeroporto) e onde se encontra Taputapuatea Marae – complexo arqueológico com os sagrados altares tombados em 2017 pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. Considerado o centro do Triângulo Polinésio – cujos vértices são o Havaí, a Ilha de Páscoa e a Nova Zelândia –, os povos polinésios sonham em visitá-lo ao menos uma vez na vida. Tahaa ostenta a reputação de produzir uma das melhores baunilhas do mundo, sendo considerada a que exala mais perfumes, com 240 aromas identificados. Também é celeiro de algumas das principais fazendas de ostras produtoras de pérolas negras do arquipélago. É possível fazer um tour na ilha para conhecer a diversidade de frutas e plantas tropicais, acompanhar o processo de polinização da baunilha e a delicada técnica de inserção de um material orgânico na ostra, que a ajuda a produzir a joia.

Chalés com piscina do Four Seasons em Bora Bora; ao fundo, o Otemanu

Coqueiro marca a paisagem polinésia e o fruto, a cozinha local

CITIESTIPS/DIVULGAÇÃO

Na Blue Lagoon, o passeio de um dia inclui mergulho de snorkel com arraias

Tour em Tahaa mostra a produção de baunilha: uma das melhores do mundo


turismo

9W O Tempo - Pampulha - Super Notícia

FOTOS CARLOS MARCONDES/AGÊNCIA O GLOBO

Mergulho em jardins de corais e tubarões

Onde se hospedar na Polinésia Francesa Papeete Hospedagem alternativa Marama. Policial recebe surfistas e turistas e é guia de surfe também. bit.ly/2HyjWnF e facebook.com/maramasurfhouse. Outras indicações em Tahitisurfari podem ser encontradas em: bit.ly/2FE9pa7. Teahupo’o Bangalows Havae Teahupo’o. Diárias a R$ 438 (100 euros) para quatro pessoas (booki.ng/2GpzhYA) Vanira Lodge. Com chalés

construídos como se fossem casas na árvore, com vista para o mar. Diárias a 116 euros. vaniralodge.com Village Punatea. A cerca de 10 km de Teahupo’o por 100 euros (bangalô) ou 50 euros (quarto). punatea.com Moorea InterContinental Resort e Spa. Diárias a 202 euros. bit. ly/2GqnuJi Tahiti Homes. Aluguel de casas na Villa Te Ata (Moorea), com jacuzzi, diárias a 192 euros (4 pessoas). tahiti-homes.com

Moorea Beach Lodge. Diárias a 208 euros. mooreabeachlodge.com Fare Pea Iti. Pousada com seis bangalôs e o melhor restaurante da ilha. Diárias a partir de US$ 230. bit. ly/2FQtzRr Le Tahaa Island Resort & Spa. Diárias a 883 euros. bit. ly/2pbNf8i Thalasso Intercontinental. Diárias a 900 euros. thalasso. intercontinental.com Ninamu. Diárias a 790 euros (all inclusive). motuninamu.com TAHITI TOURISM/DIVULGAÇÃO

Em Tuomatu, Manihi, a ilha das pérolas negras, tem cerca de 800 habitantes que em sua maioria vive da extração

A oferta de meios de hospedagem na ilha de Tahaa não é tão vasta, mas há opções variadas. Apenas o Le Tahaa oferece bangalôs sobre a água e é o único da Polinésia Francesa com o selo Relais & Châteaux. Foi desenhado estrategicamente para ficar ao lado de um dos mais estonteantes e acessíveis jardins de corais do arquipélago. Com menos de 2 m de profundidade, o jardim permite que o banhista faça snorkel ao longo de 300 m, em meio a dezenas de peixes de recifes e corais coloridos, em um mergulho sem muito esforço, deixando a correnteza fazer o trabalho. A poucos minutos de caiaque dali, o italiano Roberto di Mascio é o “anfitrião figura”, dono dos chalés La Perle de Tahaa. Di Mascio oferece um pequeno passeio em uma embarcação que inclui drinques de frutas e canapés (US$ 90), para ver o pôr do sol

em frente à vizinha Bora Bora (a cerca de 15 km). É uma oportunidade especialíssima para ter o gostinho do que é vivenciar a Polinésia a bordo de um barco. Diferentes companhias de charter, aliás, oferecem pacotes completos para quem quer ter a experiência de se hospedar em confortáveis barcos, explorando o paraíso guiado pelo vento.

Tubarões na Polinésia A Polinésia é tida como um lugar muito seguro para mergulhar com tubarões, pois a cadeia alimentar naquela região está bem equilibrada. Espécies como galhas-pretas e brancos são consideradas medrosas. Já os tubarões-limão e os tubarões-tigre são maiores. E quase não há relato de ataques. Os tubarões-tigre são vistos apenas em áreas de maior profundidade.

Belo Horizonte 31 de março de 2018

Chile

Novidades no Valle Nevado Prestes a dar início à sua temporada de neve em 22 de junho, o Valle Nevado Ski Resort apresentou as novidades para 2018, entre elas o novo cartão eletrônico Valle Plus, a renovação do site vallenevado. com.pt, o condomínio de apartamentos Licancabur, a nova proposta gastronômica do restaurante Bajo Zero e a aquisição de dois novos tratores que deixarão a neve ainda mais perfeita para os esquiadores. AGÊNCIA O GLOBO/15-06-2013


W10 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 31 de março de 2018

turismo FOTOS CARLOS MARCONDES/AGÊNCIA O GLOBO

Promoção (I)

Diárias a preços convidativos A rede Samba Hotéis está com preços convidativos para as unidades de Angra dos Reis (a partir de R$ 179 a diária para o casal, mesmo durante o feriado da Páscoa), Foz do Iguaçu (a partir de R$ 210) e Lagoa Santa (a partir de R$ 120, 60), todos incluindo café da manhã. Informações: 0800 20 SAMBA ou 0800 20 72 622 ou reservas@sambahoteis.com

Tikehau

Um oásis de cinquenta tons de azul Ilha integra o arquipélago Tuamotu, sendoa mais habitadadelas;essapartedaPolinésiaFrancesareservaos destinos mais intocados – quase selvagens– do Pacífico

FRED CARVALHO/DIVULGAÇÃO

Carlos Marcondes Agência O Globo

Promoção (II)

Para o Samba Belo Horizonte Recém-inaugurado, o Samba Belo Horizonte, na avenida Afonso Pena (ao lado da praça Sete), tem localização privilegiada, bom atendimento e um quarto confortável, com Wi-Fi gratuito, chuveiro quentinho, ar-condicionado e TV a cabo. O preço da diária está a partir R$ 104 por pessoa, com café da manhã. Informações: 0800 20 72 622 ou reservas@sambahoteis.com. MUHAMMAD/PIXABAY

Perder-se em meio a 76 ilhas e centenas de atóis de um arquipélago chamado Tuamotu é o ápice de todo velejador que cobiça dar a volta ao mundo. São ilhas intocadas, a maioria desabitada, prontas para acolherem afortunados que escolheram a exploração via mar. Para os mais pé na areia, há paraísos acessíveis com voos frequentes, como Tikehau, conhecida como o “Oásis dos 50 Tons de Azul”. É um dos destinos mais habitados dessa parte da Polinésia, rivalizando com ícones da desbravação submersa: Rangiroa (que produz os únicos vinhos de atol do mundo) e Fakarava (Patrimônio da Humanidade). Mas não espere nada semelhante a uma cidade: a estrutura se resume a alguns meios de hospedagem familiares e uns poucos bons hotéis, como o Pearl Beach e a charmosa pousada Ninamu, do australiano Chris O’Callaghan (o mesmo do Billabong Pro), que durante uma década levou turistas

em seu iate, até que decidiu vendê-lo para comprar um motu – pequena ilha – e erguer o estabelecimento. “Acredite, ninguém conhece mais esse arquipélago que eu. É uma loucura de lindo! Tikehau é o melhor destino de kitesurfe da Polinésia e ainda tem excelentes ondas e mágicos locais de mergulho”, diz o exsurfista australiano.

Ilha dos pássaros O’Callaghan também se refere ao espetacular mergulho de snorkel com arraias manta, uma das principais atrações da ilha. A experiência de participar do balé desses animais gentis que parecem de outro planeta é emocionante. Mas exige bom fôlego chegar bem perto delas, e é preciso ter preparo para descer três ou quatro metros em apneia. Neste mesmo passeio (US$ 80), o barco para na ilha dos Pássaros, um refúgio natural com quatro espécies protegidas e em uma outra ilha ironicamente chamada de Chinese Temple, ou, como diz o sinal no píer: “Bem-vindo ao Éden”.

Tikehau é considerada o melhor destino de kitesurfe da Polinésia e ainda tem excelentes ondas e áreas de mergulho

Vista de Tikehau: tem hotéis que são base para explorar o conjunto de atóis

Polinésio Maruu, que se dedica ao turismo de Tikehau, pilota o barco e cozinha para os visitantes em sua ilhota

‘Éden’: coqueiros, dunas e piscinas naturais

Passeios BH/Miami

Voo cancelado a partir de 21/8 A American Airlines anunciou que deixa de voar de Belo Horizonte a Miami a partir de 21 de agosto, desiste da rota Rio-Dallas a partir de 19 de dezembro e corta frequências no Rio de Janeiro no segundo semestre. Segundo a companhia aérea, a economia brasileira não se recuperou tão rápido como previsto.

Mergulho. Na Top Dive, a 113 euros, topdive.com Enjoy Moorea. Passeios de um dia a 100 euros. enjoymoorea.com Blue Lagoon. Inclui mergulho com baleia jubarte e arraias: US$ 80, com o guia polinésio Mako, da Hiro's Tour. (tel. + 689 87 76 51 73). Snorkel com jubarte. De julho a novembro: 83 euros. (mooreaactivitiescenter.com/ whales). Surfari tour. Teahupo'o Taxi Boat: 25 euros/hora na Tahiti Surfari (tahitisurfari.com). Moorea by Boat. Passeio de barco com snorkelling, 75 euros (corallinatours.com). Peixes vermelho e mahi mahi na brasa fazem parte de almoço dos passeios

A ilha Chinese Temple é a morada de uma comunidade-família com 12 pessoas, que desenvolveu uma técnica agrícola para produzir frutas e vegetais no desafiador solo de areia e coral. Eles captam água de chuva e armazenam em cisternas por mais de seis meses. Tudo é orgânico, e a produção atende a cozinhas como a da pousada Ninamu. O almoço é servido em um motu absurdamente maravilhoso. Essa ilhota é de nosso capitão polinésio Maruu, que, além de pilotar o barco, atua como guia mergulhador com as arraias e cozinha na brasa os

pescados vermelho e mahi mahi, servidos com arroz ao leite de coco, que lembra a textura de um risoto tropical. As sobras da refeição são jogadas ao mar, em uma prainha, onde prontamente dezenas de tubarões de recifes finalizam a reciclagem. Após o almoço, o merecido descanso se dá sob coqueiros em meio a pequenas dunas que formam piscinas naturais, onde o azul disputa com o transparente, em uma injusta batalha de tons no meio do Pacífico, que faz daqueles atóis os mais extraordinários do planeta.


turismo

11 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 31 de março de 2018

FIREFOX/DIVULGAÇÃO

Personalizada

Olho na bagagem

Capa com rosto estampado é opção para personalizar

Diante do medo de ter malas extraviadas, os viajantesinvestem emcapas cada vez mais criativas, já disponíveis no mercadobrasileiro Carolina Mazzi Agência O Globo

Ter a bagagem extraviada ou não recebê-la de imediato é um dos piores pesadelos dos viajantes. Mas, anualmente, em todo o mundo, é isso que acontece com mais de 21 milhões de malas durante as viagens de avião – o que equivale a 5,7 volumes para cada mil passageiros. A maioria some em conexões. Outra parte, no check-in (a mala não é embarcada ou é direcionada a um destino errado). Por fim, responsável por parte de 10% desse atraso, vem o engano na hora de pegar a bagagem na esteira. Os dados são da Sociedade Internacional de Telecomunicações Aeronáuticas (Sita). “As pessoas estão ansiosas quando saem do avião, e as malas são parecidas. Na correria, os viajantes acabam nem olhando a etiqueta, pegam a bagagem errada e só percebem o engano no trajeto, em casa ou no hotel”, diz a agente de viagens Anna Barros, que já viveu a situação com alguns clientes.

Diferencie sua bagagem No Brasil, não há números de quantas malas se

No mundo, mais de 21 milhões de malas desaparecem durante as viagens de avião – o que equivale a 5,7 volumes para cada mil passageiros

No Brasil, em cada mil passageiros, 2,1 malas são extraviadas; parte delas no destino final, já na esteira perdem. Mas sabemos que, para cada mil passageiros transportados, 2,1 malas são extraviadas – parte delas, também, na esteira. Uma taxa bem abaixo da média mundial, o que nos torna referência em manuseio de bagagem. Para evitar perdas, então, tentamos diferenciar nossas bagagens das outras, certo? Com adesivos, penduricalhos, cores chamativas etc. Mas a cada dia surgem novas opções de personalização de malas. Há empresas que se dedicam a criar diferentes “roupas” para cada bagagem. É o caso da Skinbag, que produz as “vestimentas” com estampas de artistas, paisagens, desenhos e outras temáticas, como bandeiras de países, camisas de time de futebol e até ícones fofos, como o boneco Smile. Há opções em três diferentes tamanhos – P, M e G, que seguem as medidas tradicionais das bagagens, a partir de R$ 99,99. Já a startup inglesa Firebox pensou em uma solução divertida: a Head Face, uma “roupa” inteiramente estampada com o rosto do dono da mala. Segundo a empresa, nada diz mais “essa é a minha bagagem!”, do que uma versão gigante do

VAN HOLLAND/DIVULGAÇÃO

Exemplares únicos Personalize. A Firebox vende capas para mala com rosto estampado (Head Face). A menor custa 19,99 libras (cerca de R$ 90), mais o frete de Londres para o Brasil. O envio da foto (que deve ter no mínimo 5MB) deve ser feito por meio do site ou do e-mail firebox@firebox.com.

celular, via rastreadores, que são acionados por Wi-Fi ou pelo sinal GSM, presente em todos os aeroportos e que é mais usado para o monitoramento em conexões. Alguns rastreadores à venda no mercado: Trakdot, que custa R$ 169, LucLoc (US$ 69) e Tempo (US$ 79).

A Skinbag também vende capas temáticas, por valores a partir de R$ 99,99.

Serviço Firebox. firebox.com Skinbag. skinbag.com.br Trakdot. trakdot.com.br LucLoc. lucloc.com Tempo. tempocases.com

Tecnologia. A localização das malas pode ser checada pelo

próprio rosto do passageiro. Para encomendar a capa, basta enviar a foto do rosto desejado em alta resolução (acima de 5 MB) para a loja. Também são três tamanhos, mas o produto é “elástico”, permitindo adaptações segundo o formato da mala. A menor custa 19,99 libras (menos de R$ 100), acrescido do frete para o Brasil. Anna dá outra sugestão,

recomendando ainda que o viajante nunca se esqueça da etiqueta com nome e telefone. “Vale usar o lado artístico e, se for do gosto do viajante, pintar a mala, por exemplo”, sugere a agente de viagens. Em tempo: a agência de viagens mineira, Van Holland Turismo também criou sua mala personalizada, disponível para vendas.

Malas personalizadas da mineira Van Holland Turismo, em vários tamanhos


W12 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 31 de março de 2018

turismo HOLLAND ALLIANCE/DIVULGAÇÃO

Festival

Liberdade com música e arte O Bevrijdingspop (ou o Pop da Liberdade) é um festival de música que homenageia a democracia e discute a importância de se viver em um país livre. A data é emblemática: dia 5 de maio, o Dia da Liberação, em que os holandeses celebram a rendição da Alemanha nazista. O festival, gratuito, é um misto de debates, poesia, rap, música clássica e pop de bandas nacionais e internacionais, além da cerimônia com a fogueira da libertação.

Jazz

Festival ao ar livre em Breda Todos os anos, desde 1971, a cidade de Breda torna-se palco do Festival de Jazz de Breda, considerado o maior e mais antigo do gênero na Europa, atraindo cerca de 250 mil visitantes. De 10 a 13 de maio, serão 175 shows, com artistas locais e internacionais (França, Austrália, Japão etc.), em vários palcos espalhados pelo centro histórico.

Holanda

País em festa de abril a maio De desfile a exposição de flores, asatraçõesdaprimaveranosPaíses Baixostêm,ainda,festivaisdejazze pop,alémdosdiasdoReiedosmoinhos Tânia Ramos

taniaramos@otempo.com.br

Os Países Baixos (ou Holanda) estão em plena efervescência. A partir deste domingo até o fim de maio, a nação vive dias de muita alegria – com sol e florada das tulipas – e festividades. Além da Bloemencorso (Parada de Flores, na tradução do holandês), dedicada à flor-símbolo nacional, a tulipa, a ser realizada em 21 de abril, acontece o anual e tão aguardado Dia do Rei, em 27 de abril. Capital Europeia de Cul-

tura em 2018 – junto com Valeta, a capital de Malta –, a cidade de Leeuwarden (norte da Holanda, distante uma hora e meia de Amsterdã, realiza o Bloemetjesmarkt (Mercado de Flores), em 10 de maio. Já no dia 13, Breda (sul da Holanda, a pouco mais de uma hora da capital) promove seu aclamado Festival de Jazz de Breda, realizado desde 1971. E, claro, o Dia Nacional dos Moinhos, outro ícone nacional, que acontece anualmente em todos segundos sábados e domingos de maio. HOLLAND ALLIANCE/DIVULGAÇÃO

Alkmaar. Também com início na primavera (em março), mas que se estende até o dia 2 de setembro, acontece em Alkmaar (cidade ao norte de Amsterdã) uma das maiores tradições da Holanda: o Kaasmarkt (Mercado de Queijos, na tradução do holandês). Realizado sempre às sextas-feiras, a partir das 10h, os turistas podem testemunhar, juntamente com a população local, o queijo sendo comercializado da mesma

Dia do Rei

Celebração em todo o país No dia 27 de abril, das grandes cidades às pequenas vilas da Holanda todos celebram o Dia do Rei. Tem mercados de rua vendendo todos os tipos de bugigangas e guloseimas caseiras; bandas tocam pelas ruas; e pubs servem cerveja nas calçadas, enquanto as pessoas dançam com seus trajes laranjas. As principais festas são em Amsterdã, Utrecht e Haia, onde se começa a festejar um dia antes, na Noite do Rei.

Mercado de queijos maneira que acontecia em séculos passados. No Kaasmarkt, montado na Waagplein (praça da Pesagem), os comerciantes oferecem, a cada edição, cerca de 2.200 queijos (o equivalente a 30 mil quilos) de excelente qualidade. Os visitantes ainda podem aproveitar para passear pelo belo centro histórico da cidade, localizada a apenas meia hora de trem da capital, Amsterdã.

HOLLAND ALLIANCE/DIVULGAÇÃO

Moinhos de vento Dia Nacional. Todo segundo sábado e domingo de maio, os holandeses celebram o Dia Nacional do Moinho, em que 950 moinhos espalhados pelo país – e decorados pelos moleiros na data com bandeiras e flores – abrem suas portas aos visitantes. Durante séculos, eles desempenharam um importante papel na economia holandesa e, hoje, continuam a atrair a atenção. Embora o Dia Nacional do Moinho seja um evento gratuito, é apreciada uma pequena contribuição para a manutenção deles.

Parada de Flores Noordwijk e Haarlems. A Bloemencorso é um show de cores e perfumes. Vinte carros alegóricos percorrem 42 km, entre as cidades de Noordwijk e Haarlem, passando pelo Keukenhof, o maior parque de tulipas do mundo. Neste ano, o desfile será em 21 de abril e, no dia

seguinte, pode-se admirar os carros em exibição em Haarlem até as 17h. Milhões de flores e o trabalho de centenas de voluntários contribuem para esse incrível desfile floricultor. Chegue cedo para encontrar um bom local ao longo da rota para não perder a espetacular visão. KOEN VAN WEEL/AFP

HOLLAND ALLIANCE/DIVULGAÇÃO

Mercado de Flores Leeuwarden. No dia 10 de maio, Leeuwarden organizará o Bloemetjesmarkt – o mercado de flores mais antigo da Holanda –, com um mar de cores que toma conta do centro da cidade. Realizado anualmente, o mercado engloba cerca de 200 bancas de comercialização de flores e plantas. Do início da manhã até o fim da tarde, ele atrai cerca de 30 mil pessoas, que voltam para casa, muitas vezes, com carrinhos repletos de flores e outras plantas.


HONDA/DIVULGAÇÃO

JORGE RODRIGUES JORGE/CZN

W Moto. Honda vai vender no Brasil apenas 25 unidades da nova CBR 1000RR Fireblade SP. Páginas 22 e 23 WAvaliação. Honda Fit rejuvenesce o visual e ganha equipamentos para sobreviver à onda dos SUVs. Páginas 16 e 17

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BELO HORIZONTE Sábado 31/3/2018

pampulha

W

Eu sou a lenda Aceleramos o icônico esportivo Ford Mustang, que finalmente começou a desembarcar no Brasil neste mês; rival do Chevrolet Camaro custa R$ 299,9 mil e chega importado dos EUA em versão única. Páginas 18e 19

FORD/DIVULGAÇÃO


W 14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 31 de março de 2018

interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br

Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.

Raimundo Couto

65 anos bem rodados VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO

Na última sexta-feira, 23 de março, foi a vez de a Volkswagen do Brasil comemorar mais um aniversário. Não são poucos os que se lembram do famoso slogan que marcou por algum tempo a imagem da fábrica no Brasil. “VW, você conhece, você confia”, Simples e objetivo, a frase é completa e dá a exata dimensão da importância do que representa para o povo e para a economia do país de termos em nosso território a filial de maior relevância para a empresa no mundo. E de pensar que tudo começou com investimentos de 100 milhões de cruzeiros, número que à época chegavam à beira do estratosférico. A data precisa e que marca o início das atividades da VW no Brasil é o dia 23 de março de 1953, quando, em um galpão alu-

gado no bairro Ipiranga, zona Sul de São Paulo, 12 operários montavam o Fusca, que se chamava Sedan 1200 e iniciava uma trajetória de grande sucesso. Em comparação com o passado, a fabricante alemã já experimentou tempos mais auspiciosos em sua longeva história de vida no país. Apenas para refrescar a memória, a montadora reinou absoluta no mercado brasileiro por longos 42 anos, liderando, até de certa forma isolada, as vendas de veículos no país. Chegou até mesmo a deter a metade do mercado na década de 70, mas não se pode esquecer que entre um dos muitos motivos que levaram a perda desta citada hegemonia esteve a criação da Autolatina (associação com a Ford), que dividiu em vez de somar e não deixou boas lembranças. Por isso tudo,

de uns anos pra cá, a empresa vem passando por profunda reestruturação, sobretudo e baseada na necessidade de rever e atualizar a linha de produtos. É preciso restabelecer o elo que se perdeu no tempo e que lhe tirou a liderança do mercado brasileiro. Seu modelo de entrada, o Gol, foi por décadas um campeão de vendas, mas foi ultrapassado pela concorrência. As mudanças pelas quais a Volks está passando já podem ser percebidas a partir do lançamento do novo Polo, no ano passado, com a chegada do Virtus neste ano. Tanto o público quanto a crítica especializada têm tecido elogios aos dois modelos, e não sem razão, com uma qualidade construtiva de alto gabarito: ambos proporcionam ao condutor uma dirigibilidade excepcional.

A data que marca o início das atividades da VW no Brasil é o dia 23 de março de 1953. E de pensar que tudo começou com investimentos de 100 milhões de cruzeiros, número que à época chegava à beira do estratosférico.

A partir da próxima semana, a montadora começa a vender a nova geração do utilitário-esportivo Tiguan. O anúncio foi feito durante cerimônia para celebrar os 65 anos de produção nacional. O novo modelo é fabricado no México e será vendido em versões de cinco ou sete lugares. Haverá motores 1.4 e 2.0, ambos turbinados. Atrasada em relação à concorrên-

cia quando o assunto é SUV compacto, a VW se prepara para se lançar nesse concorrido segmento. Pablo di Si, presidente da Volkswagen América do Sul, confirmou que três utilitários-esportivos serão lançados no Brasil até 2020. Entre os modelos está o SUV compacto T-Cross, que deve ser apresentado no Salão de São Paulo, em novembro.

FOTOS HONDA/DIVULGAÇÃO

Importado

R$

Japonês

179,9 mil Honda CR-V Touring

mais completo Nova geração do Honda CR-V é maior e mais bem-equipada; modelochega aoBrasil em versão única produzidanos EstadosUnidos Novo CR-V chega ao mercado com novas tecnologias de segurança, entre elas, o alerta de ponto cego nos retrovisores externos Auto Press Chega em abril às concessionárias da Honda a quinta geração do CR-V. Com passaporte carimbado para o mês de abril, as unidades virão importadas dos Estados Unidos apenas na

configuração Touring. Assim como acontece no sedã médio Civic, com quem compartilha a plataforma, a variante é completa e chega com motor 1.5 turbo. O preço será de R$ 179,9 mil, mas o SUV passa a contar com mais equipamentos e tecnologia.

Nova geração do SUV é bem mais espaçosa que a atual

Faróis e luzes de neblina em LED e grade ativa, que abre ou fecha para reduzir o arrasto aerodinâmico, rodas de 18 polegadas e escapamento duplo esportivo estão entre os itens de série. O motor recebeu nova calibragem para entregar 190 cv a 5.600

rpm e torque de 24,7 kgfm entre 2.000 rpm e 5.000 rpm. O câmbio é do tipo CVT. Entre os itens de segurança se destacam seis airbags, alerta de detecção de fadiga, controles de tração e estabilidade e sistema Isofix para fixação de cadeirinhas.

Na parte traseira, chama atenção o novo design das lanternas

Modelo ganhou painel de instrumentos digital e head up display


super motor

15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 31 de março de 2018

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

Serviço

DE OLHO NA ETIQUETA

A dúvida que não se cala Etiqueta do Inmetro para pneus novos passa a ser obrigatória em abril,maso consumidor seguirá sem saberqual item dura mais ou menos Igor Veiga Termina em abril o prazo para que as lojas esgotem seus estoques de pneus sem a nova etiqueta do Inmetro. Ela informa o consumidor sobre o desempenho do pneu quanto a resistência, rolamento e nível de ruído externo e de aderência em pista molhada. O processo de etiquetagem de pneus no Brasil começou a ser implantado em 2015, valendo apenas para os novos modelos. No ano seguinte, foi a vez

de incluir os pneus importados e aqueles fabricados a partir de 2016. Em um mercado cada vez mais recheado de produtos de segunda linha, sem dúvida, a etiquetagem compulsória dos pneus chegou para ser um importante aliado do consumidor brasileiro. Ao escolher o produto na prateleira de um supermercado ou mesmo numa loja especializada, o comprador pode saber quanto o pneu que está comprando vai influenciar no consumo do carro, ou então, quanta segurança o item

Carros zero Tem como saber. Quem for comprar um carro zeroquilômetro na concessionária, não vai encontrar a nova etiqueta colada nos pneus, mas as informações devem constar no material impresso que acompanha os veículos novos, que é informado pelo fabricante de pneus a todas as montadoras.

RESISTÊNCIA AO ROLAMENTO

É a energia absorvida quando o pneu está rodando. Influencia no consumo de combustível e emissão de CO². A resistência varia de A (mais eficiente) a F (menos eficiente).

ADERÊNCIA EM PISTA MOLHADA

Indica a aderência do pneu em pista molhada, no ato da frenagem. A escala varia de A a E em ordem descrescente de desempenho.

RUÍDO EXTERNO

Mostra o nível de ruído do pneu em decibéis (dB) até o limite máximo de acordo com o tipo de pneu. No caso de veículos de passeio, o limite é de 75 dB. Para comerciais leves (77 dB), caminhões e ônibus (78 dB). SELOS (INMETRO/CONPET)

Comprovam que o pneu foi testado pelo Inmetro e atende a todas as normas do Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural (Conpet). FONTE: ASSOCIAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA DE PNEUMÁTICOS (ANIP)

oferece, bem como o conforto, já que é informado o nível de ruído do pneu. A expectativa é que a etiqueta venha para dificultar a venda de pneus piratas ou de má qualidade. Caberá agora aos revendedores ad-

quirir apenas produtos certificados pelo Inmetro.

Treadwear fica de fora A nova etiqueta do Inmetro foi inspirada na classificação criteriosa já adotada há anos na Europa e nos

ATENÇÃO Pneus sem etiqueta podem ser vendidos até abril de 2018, prazo para que as lojas esgotem seus estoques.

EUA. Mas, diferente do que exigido lá fora, no Brasil o novo selo de certificação de pneus ignora uma informação que, talvez, seja a mais requisitada pelo consumidor: o treadwear, índice que atesta que o

pneu foi submetido a testes de durabilidade e cujo resultado é uma referência sobre sua vida útil sobretudo em relação a outros modelos do produto. No Brasil, você só consegue encontrar esse referencial em alguns pneus fabricados aqui destinados à exportação, ou então se você comprar um carro importado, já que lá fora a informação é compulsória. O treadwear geralmente é impresso na lateral externa do próprio pneu. Sua escala vai de 60 a 700. Quanto mais alto for este número, maior a durabilidade do pneu.


W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 31 de março de 2018

América Latina

FCA tem novo presidente O engenheiro italiano Antonio Filosa, de 44 anos, é o novo presidente da FCA (Fiat Chrysler Automobiles) para a América Latina. Filosa chega para ocupar o lugar do brasileiro Stefan Ketter, que será chefe global de manufatura da FCA, na Europa. Até então, Filosa era o diretor geral da FCA na Argentina, mas antes também já tinha trabalhado na planta da Fiat no Brasil, em Betim, no ano de 2006, onde exerceu os cargos de gerente de logística interna, de planejamento estratégico e de compras, além de diretor adjunto de manufatura. FCA/DIVULGAÇÃO

Promoção

Continental dá mochila de brinde A Continental Pneus está lançando a promoção “Vá Mais Longe”. Até o dia 15 de junho, o consumidor que adquirir nos revendedores oficiais quatro pneus da marca, a partir do aro 14, receberá na hora uma mochila Swisswin Wengen, que tem dois anos de garantia e tem as costas reforçadas contra choques. A única condição é realizar no local os serviços de montagem e alinhamento. O cliente também concorrerá ao sorteio de uma viagem para a Rússia, com direito a acompanhante, no próximo mês de julho e dois anos de garantia.

super motor

Avaliação

Melhorias pontuais no veterano Honda Fit ficou mais seguro e moderno com as novidades da linha2018; modelo éuma das poucas opções demonovolume no mercado Igor Veiga Em um mercado cada vez mais povoado por SUVs compactos, podemos dizer que o Honda Fit é um bravo sobrevivente. O modelo de entrada da Honda no Brasil fechou 2017 com mais de 25 mil unidades vendidas. Agora, na linha 2018, ganhou poucas, mas ótimas novidades, sobretudo na versão EXL, a top de linha que o Super Motor teve a oportunidade de avaliar. O principal ganho foi em termos de segurança. O Fit agora vem de série com controle eletrônico de estabilidade e de tração, além de assistência de partidas em rampas, que evita que o carro desça por alguns instantes ao se tirar o pé do freio em subidas. Uma mão na roda, sem dúvida! Além dos freios ABS, no caso da versão EXL, o modelo conta com nada menos que seis airbags. No visual, as melhorias foram sutis, mas rejuvenesceram o carro. Os para-choques são novos e estão bem mais encorpados. Os faróis agora trazem luzes diurnas em LED, que mudam de posição de acordo com sua versão. No caso, o Fit EXL traz o sistema de iluminação integrado aos faróis Full LED, exclusivos da versão. Os LEDs também estão presentes nas lanternas traseiras e em todas as cinco configurações do modelo (DX, Personal, LX, EX e EXL). Outra diferença também notável no Fit EXL 2018 são

as novas e estilosas rodas de 16 polegadas com acabamento escurecido. A configuração mais cara do monovolume passou a vir com uma nova central multimídia com tela de sete polegadas, que traz GPS integrado e é, finalmente, compatível com os sistemas de espelhamento de smartphones Apple CarPlay e Android Auto. Outra novidade são os retrovisores externos elétricos rebatíveis. O conforto a bordo também ganhou um belo upgrade. No Fit EXL ou EX, o arcondicionado agora é digital e automático com painel touch para regulagem da tempe-

ratura e da intensidade do ar. Além disso, as duas opções superiores do modelo ganharam um conveniente descansa-braço central com revestimento em couro, volante com paddle-shifts e vidros elétricos com função um toque para motorista e passageiro da frente. O que não muda e nem precisaria mudar no Fit é seu aproveitamento de espaço interno. Como o tanque de combustível do carro é centralizado, o monovolume oferece um sistema de exclusivo de rebatimento dos bancos nas versões LX, EX e EXL. A tecnologia permite diversas configurações para acomodação de objetos longos e altos, além do modo Refresh, onde o encosto dianteiro alinha-se ao assento traseiro, em um encaixe que aumenta a capacidade e muito a capacidade de carga.

Ar-condicionado digital e central multimídia também são novidades no Fit EXL

R$

80,9 mil Honda Fit EXL

Modelo ganhou novos para-choques e luzes diurnas; versão EXL traz faróis com tecnologia Full LED


super motor FOTOS JORGE RODRIGUES JORGE/CZN

Versão EXL do Fit vem equipada com câmera de ré, mas sem sensores de estacionamento traseiros

17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 31 de março de 2018

Conjunto mecânico é bom e segue inalterado Por debaixo do capô, o Fit 2018 segue o mesmo. Na pista, o bom motor 1.5 flex de 116 cv não faz feio. Proporciona o que se espera de um carro familiar, com arrancadas e retomadas de velocidade rápidas. O câmbio automático CVT conversa bem com o motor, mas às vezes exige uma pisada mais forte no acelerador para deixar o Fit mais esperto. O torque máximo de 15,3 kgfm parece ser suficiente para o carro, mas só vai aparecer quando o motor estiver roncando mais alto, acima dos 4.000 rpm. No caso da versão EX e da EXL, a transmissão do Fit agora simula sete marchas, que podem ser

trocadas manualmente pelas borboletas atrás do volante. A suspensão do Fit é bem equilibrada e garante um bom nível de conforto. As médias de consumo de combustível do Honda Fit são razoáveis para o motor 1.5 que o modelo usa. Segundo o Inmetro, o consumo de etanol é de 8,3 km/L na cidade e 9,9 km/L na estrada e 12,3 km/L e 14,1 km/L com gasolina nas mesmas condições. O espaço interno dispensa comentários. O Fit talvez seja hoje o modelo compacto mais espaçoso do mercado brasileiro. Cinco adultos viajam com tranquilidade nele. (IV)

Ficha técnica Motor. 1.5 16V flex, quatro cilindros em linha. Potência. 115 cv e 116 cv a 6.000 rpm com gasolina e etanol, respectivamente. Torque. 15,2 e 15,3 kgfm a 4.800 rpm com gasolina e etanol, respectivamente.

Versão PcD Entrou na onda. O Honda Fit agora é vendido também na versão Personal, voltada a público PcD (Pessoas com Deficiência). Ela sai de fábrica com itens comuns às outras versões do carro, como ar-condicionado, direção e vidros e travas elétricas, além, claro, do câmbio automático CVT.

Monovolume teve segurança aprimorada com a adoção de controle eletrônico de estabilidade e de tração

Câmbio. Automático do tipo CVT (simula sete marchas por meio das paddles shifts) Dimensões. 4,10 m de comprimento, 1,69 m de largura, 1,54 m de altura e 2,53 m de entre-eixos. Peso. 1.104 kg. Porta-malas. 363 L. Tanque. 45,7 L.

Motor 1.5 flex de 116 cv do Fit não decepciona e tem média de consumo razoável para o segmento


W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 31 de março de 2018

Transporte

Cruzeiro recebe novo Volksbus O Cruzeiro recebeu um novo Volksbus 18.330 OT para reforçar a equipe nas finais dos jogos do campeonato estadual. O ônibus cinco estrelas possui motor com 330 cv e tecnologia Euro 5, que reduz a emissão de poluentes gerados pelos motores. A carroceria foi produzida pela Marcopolo, com o modelo Paradiso 1200, e conta com 38 lugares, quatro televisores e entradas USB. O veículo conta com uma plotagem especial alusiva às conquistas do clube. VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO

Bastidores

super motor Lançamento

Agora sim, o mito chegou! Ford Mustang desembarca no Brasil na versão GT, a mais carado modelo; esportivo vemequipado com motor V85.0 L, de466 cv, e câmbioautomático de dezmarchas Raimundo Couto De Indaiatuba (SP)

O dia amanheceu ensolarado em Indaiatuba, no interior de São Paulo, onde o Super Motor aguardava o tão esperado momento de dirigir o Ford Mustang, uma verdadeira lenda sobre rodas. Depois de uma breve apresentação técnica e informações sobre as atividades que nos esperavam, ficamos sabendo que o teste com o ícone da Ford seria dividido em duas etapas. A primeira em um percurso

de estrada, com cerca de 120 km, distância que separava o hotel até o autódromo Velo Cittá. Essa seria a segunda parte da programação, a cereja do bolo: acelerar o tão desejado esportivo. E lá fomos nós. Depois de me acomodar no confortável banco que parece te abraçar, apertei o botão de start do motor e ouvi ecoar o som nervoso do poderoso V8 5.0. Depois dos ajustes no volante e do correto posicionamento dos espelhos retrovisores, estava tudo pronto para a partida.

Por dentro da máquina A bordo do Mustang, é impossível ignorar o acabamento de alto nível do muscle car da Ford, que surpreende pelos uso de materiais macios ao toque, com bons arremates. O painel de instrumentos digital e com tela de 12 polegadas logo salta aos olhos. Ele fornece todo tipo de informação e de maneira muito intuitiva. Há detalhes metalizados por todos os lados, e isso passa uma boa impressão, sobretudo de requinte do es-

Fiat terá nova picape média

portivo, que desembarca no Brasil em sua sexta geração e importado dos Estados Unidos, na única planta da Ford que produz o Mustang, em Flat Rock, em Michigan. O Mustang começou o teste de forma dócil, sem o ímpeto da força bruta de seus 56 kgfm de torque. Quem não se importar de ser uma referência visual nas ruas, pode até usar o esportivo em seu dia a dia. Apesar dos quase 500 cv à disposição do motorista, ele pode ser civilizado. Mas, quando exigido, devora curvas e acelera como poucos. A vasta eletrônica embarcada garante uma condução segura do “cavalo selvagem” da Ford. O Mustang chega ao Brasil equipado com piloto automático adaptativo, alerta de colisão com detecção de pedestres, assistente de frenagem de emergência, sistema de permanência em faixa com detecção de fadiga, controle de estabilidade e de tração, sensor de chuva e crepuscular, além de oito airbags, câmera de ré e sensor de estacionamentoFORD/DIVULGAÇÃO traseiro.

Mustang vem com o recurso Line Lock, que configura o esportivo para “fritar os pneus”

W

O jornalista viajou a convite da Ford

Ficha técnica

Rola nos bastidores da imprensa automotiva a notícia de que a Fiat vai vender uma nova picape média no Brasil a partir de 2019. O modelo viria para brigar com Toyota Hilux, Chevrolet S10 e Ford Ranger. A nova picape deve ser produzida na fábrica da marca italiana em Pernambuco. Ao que tudo indica, o novo modelo, ainda sem nome definido, terá o visual inspirado na nova RAM 1500 apresentada no último Salão de Detroit, em janeiro. É provável que um protótipo dela seja exibido no Salão de São Paulo, em novembro.

No Brasil, o Ford Mustang terá como principal rival o Chevrolet Camaro, que custa hoje R$ 310 mil

Motor. V8 5.0 L, a gasolina, com sistema de injeção direta ou indireta de combustível. Potência máxima. 466 cv a 7.000 rpm Torque máximo. 56,6 kgfm a 4.600 rpm Câmbio. Automático de dez marchas com paddle shifts atrás do volante De 0 a 100 km/h. 4,3 segundos (medição da Ford) Velocidade máxima. 250 km/h (limitada eletronicamente) Potência/peso. 0,268cv/kg

Volkswagen

Gol e Voyage terão novidades A Volkswagen prepara para lançar, ainda neste ano, o terceiro facelift do Gol e do Voyage. Além do visual revitalizado, ambos os modelos devem ganhar inéditas versões com câmbio automático de seis marchas, o mesmo que equipa o Polo e o Virtus. Ele chegará para substituir a atual transmissão automatizada de cinco velocidades da Volks, mais conhecida como I-Motion.

Um carro para quem gosta de acelerar Para abaixar a adrenalina da estrada, assim que chegamos ao circuito Vello Città uma detalhada apresentação mercadológica sobre o Mustang antecedeu o momento tão aguardado. Logo depois, subimos para a sala de briefing. Ficou estabelecido que cada jornalista teria direito a três voltas no circuito com algumas chicanes para amenizar a velocidade em algu-

mas curvas mais acentuadas. Alistei-me para ser o segundo a entrar na pista. Depois de colocada a balaclava e o capacete, era hora de pisar fundo no acelerador do Mustangão e sentir nas mãos todo o potencial de um dos esportivos mais cobiçados do mundo. Um rádio em cada carro ligado na sintonia do controlador da pista nos alertava a aproximação com outro carro e

a impossibilidade de ultrapassagem. Afinal, não era uma corrida, e sim um teste de primeiras impressões. Não podíamos, nem por pensamento, desligar os controles de estabilidade e de tração. Mesmo assim, estava garantido o divertimento daquela agradável tarde de sol. Com apenas 2.000 rpm, o motorzão de oito canecos e 466 cv logo mostrou sua

força com quase todo torque despejado nas rodas traseiras. O motor parece emitir o som de uma orquestra, mas, ao mesmo tempo, confortável, bem-equipado e superexclusivo. As trocas de marcha do câmbio automático são rápidas e precisas, acontecem em menos de meio segundo e sem qualquer sinal de tranco. A suspensão ativa do carro trabalha sem parar com

sensores fazendo a leitura do tereno mais de mil vezes por segundo. O resultado é aderência total nas acelerações e nas frenagens, e a carroceria rola o mínimo possível. O Mustang GT Premium vem ainda com o kit performance, que inclui aerofólio traseiro, freios esportivos de alta performance da marca Brembo e diferencial com sistema de deslizamento limitado. (RC)


super motor FORD/DIVULGAÇÃO

19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 31 de março de 2018

FORD/DIVULGAÇÃO

R$

299, 9 mil Ford Mustang GT Premium

Rodas de 19 polegadas são calçadas com pneus esportivos FORD/DIVULGAÇÃO

Painel de instrumentos digital é uma atração à parte no Mustang FORD/DIVULGAÇÃO

FORD/DIVULGAÇÃO

Modelo que mexe com o imaginário

Escapamento tem um sistema que permite controlar o ruído do motor PISA FORD/DIVULGAÇÃO

João Marciano recebeu o primeiro Mustang de BH na Pisa Ford

Depois de mais de 50 anos de espera, o Mustang desembarca no Brasil com todo o status que o modelo lançado em 1966 pelo engenheiro Lee Iaccoca conquistou ao longo de décadas. E não é para menos. Comercializado hoje em mais de 140 países, o Mustang estrelou mais de 3.000 filmes nos cinemas e séries na TV. Em sua longa trajetória de mercado, foram vendidas 10 milhões de unidades do esportivo da Ford, que conta com uma legião de 8,5 milhões de entusiastas declarados pelo mundo, tendo inclusive dois fãs clubes oficiais no Brasil. Por aqui, a pré-venda do esportivo da Ford começou em dezembro do ano passado. Desde então, mais de 1,4 milhão de pessoas visitaram o hotsite do Mustang. De acordo com a Ford, 220 unidades do Mustang foram vendidas antes do lançamento oficial do carro, uma delas, inclusive, para um cliente em Belo Horizonte, sendo entregue pela mais tradicional concessionária Ford de Minas Gerais, a Pisa. (RC)

Esportivo traz a última geração da central multimídia Sync 3 com Apple CarPlay e Android Auto FORD/DIVULGAÇÃO

Carro tem sete modos de condução: normal, sport, sport+, Drag, pista, neve/molhado e pessoal


W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 31 de março de 2018

super motor

Internacional

O bom filho a casa torna Ford retoma as vendas da picape Ranger nos Estados Unidos; novo visual do modelodeve chegar em breveao mercadobrasileiro Márcio Maio Auto Press

No universo automotivo, cada mercado tem suas particularidades. Em relação às picapes, por exemplo, as compactas fizeram muito sucesso no Brasil – ainda fazem, na verdade, com a Fiat Strada, Volkswagen Saveiro e Chevrolet Montana mantendo esse segmento em destaque –, mas perderam um bom espaço para as novas médias-

compactas que surgiram, como Fiat Toro e Renault Duster Oroch. Nos Estados Unidos, os modelos médiosgrandes, como a Ford F150, dominam os emplacamentos, mas o aumento substancial de vendas entre as médias, caso da Toyota Hilux, fez reacender o interesse de alguns fabricantes nesse nicho. Daí a Ford, no último Salão de Detroit, no mês passado, apresentar sua versão para a Ranger em seu país de origem, depois de ter encer-

A saber Preço. Nos EUA, ainda não foi divulgado qual será o preço inicial da Ranger. Estima-se, porém, que parta de cerca de US$ 22 mil, algo em torno de R$ 70,4 mil. No Brasil, os valores pedidos pela Ford Ranger hoje começam em R$ 108.420, na configuração XLS 2.5 flex, e chegam aos R$ 190.990 cobrados pela Ranger top de linha, a Limited 3.2 diesel 4x4. Mercado. Lá nos Estados Unidos, a Ranger estava fora de linha desde 2011. Era considerado um produto pouco rentável. Para o mercado brasileiro, a picape chega importada da Argentina.

rado a produção do veículo há sete anos. A Ford Ranger volta ao mercado estadunidense para rivalizar com modelos como Hilux, Honda Ridgeline, Chevrolet Colorado e, futuramente, MercedesBenz Classe X. O utilitário com caçamba terá sua produção retomada no Estado

de Michigan, no fim deste ano, com vendas previstas para o início de 2019. E seu desenho antecipa o futuro facelift para o modelo argentino, vendido no Brasil. A Ford, no entanto, diz que por aqui a picape seguirá com o mesmo design. Pelo menos por enquanto. O visual externo não foi

muito mexido. Na verdade, se resume a poucas alterações e apenas na dianteira. Na frente, a grade hexagonal horizontal ficou mais fina, e o para-choque e as entradas de ar trazem novo desenho. Atrás e na lateral, não há mudanças em relação ao modelo vendido aqui no Brasil.


super motor

21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 31 de março de 2018

FOTOS FORD/DIVULGAÇÃO

Segurança

Plataforma é a mesma T6 da Ranger vendida no Brasil

Tem até sensor para trailers A picape tem controle eletrônico de tração que traz leitura automática de terreno, além de diferencial traseiro com bloqueio eletrônico, sensores de estabilidade para trailers iguais aos da F-150 Raptor e frenagem automática. Correção de mudança involuntária de faixa e detecção de ponto cego, disponíveis também no Brasil.

Bancos e painel revestidos em couro fazem parte da versão Limited

Tecnologia

Central Sync 3 com internet 4G

Faróis com luzes diurnas em LED têm o estilo da picape F-150

Interior trará um acabamento mais caprichado para rivalizar com a picape da Mercedes, a Classe X

Novidade de peso na motorização No que diz respeito ao trem de força, há uma novidade de peso na Ranger norte-americana. Enquanto por aqui há a opção de motores 2.5 flex de 173 cv; turbodiesel 2.3 de 160 cv; e turbodiesel 3.2 de 200 cv, por lá o propulsor a ga-

solina é herdado do Ford Mustang e da F150 Raptor. Trata-se de um 2.3 turbinado EcoBoost que, no Mustang, rende 317 cv. A Ford não revelou quanto ele entrega na picape, mas ele trabalha em conjunto com uma moderna

transmissão automática de dez velocidades. Já a tração pode ser 4x2 ou 4x4, e há três versões de acabamento: XL, XLT e Lariat. Há a expectativa de que o facelift apareça por aqui no Salão de São Paulo, em novembro deste ano. (MM/AP)

Na traseira, o nome Ranger virá inscrito em alto relevo na tampa da caçamba e não mais com adesivo

O interior traz duas telas em LED, uma para o quadro de instrumentos e outra para o sistema multimídia Sync 3 – que já aparece no EcoSport vendido por aqui. Lá nos Estados Unidos, no entanto, ele trará sistema de internet 4G e alto-falantes com a assinatura da marca premium Bang & Olufsen.


W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 31 de março de 2018

Lançamento

Novo scooter aventureiro A Honda começou a vender no Brasil o X-ADV, uma mistura de scooter com modelos aventureiros de moto. O modelo chega importado da Itália por R$ 52,5 mil. O X-ADV tem motor de 745 cc de 54,5 cv e 6,94 kgfm de torque. O câmbio é de seis marchas e com dupla embreagem, com opção de trocas automática e modo Sport. O modelo tem para-brisas ajustável em cinco posições, luzes de LED, partida sem chave e sensor de inclinação no cavalete para evitar quedas quando estacionada. HONDA/DIVULGAÇÃO

super motor

Moto

Exclusividade superlativa no Brasil Honda importa apenas 25 unidades da nova CBR 1000RR FirebladeSP, que marca os 25anos damotocicleta japonesaesportiva Márcio Maio Auto Press

Ainda em 2016, um ano antes de ver sua clássica CBR 1000RR Fireblade completar um quarto de século, a Honda tratou de fazer jus ao tradicionalismo nipônico típico e lançou a linha 2017, em comemoração pelo aniversário da motocicleta. Para a festa ser mais completa, surgiu a versão SP – de Sport Package –, que exacerba ainda mais as características esportivas da superbike e chega agora

ao Brasil de forma extremamente limitada: são apenas 25 unidades, vendidas a R$ 79.990. A moto já foi apresentada na edição do ano passado do Salão de Duas Rodas de São Paulo, mas só agora desembarcará nas concessionárias – na verdade, em poucas delas. A edição especial pelos 25 anos de produção do modelo no mercado mundial chega com redução de 15 kg em relação ao modelo anterior e um significativo ganho de força. São 11 cv, o que melho-

rou em 14% a relação peso/ potência e totaliza agora 192 cv em exatas 13 mil rpm, com 195 kg de peso – na versão convencional são 196 kg. O tradicional motor de quatro cilindros em linha de 999,8cm³, quatro tempos e arrefecimento a líquido projetado para equipar a nova CBR 1000RR Fireblade garante uma relação de 1,02 kg/cv e, para isso, “emagreceu” graças à adoção de uma estrutura mecânica compacta redesenhada e itens produzidos em magnésio – de acordo com a Honda, isso garantiu redução de 2 kg. Pistões, comandos de válvulas, tampas e transmissão também foram modificados e a compressão aumentou de 12,3:1 para 13:1. A transmissão – por corrente – tem no-

va embreagem que exige 17% menos força de acionamento em sua operação e seis velocidades. A moto, na verdade, teve 90% de seus componentes totalmente renovados. Externamente, as linhas remetem aos modelos de competição da HRC, a Honda Racing Corporation. Itens como parafusos e arruelas, além de pequenas peças plásticas, foram trocados para garantir mais perda de massa, assim como o escape e tanque de combustível, que na versão SP foram desenvolvidos em titânio – menos 4,1 kg nessa mudança. As carenagens ficaram menores, melhorando a refrigeração do motor com mais entrada de ar nos dutos dos radiadores, nas laterais dos faróis e nas lanternas.

Novidade

GPS específico para motos A fabricante taiwanesa Kymco apresentou, no Japão, um novo tipo de GPS específico para scooters da marca. O Noodoe foi feito para que o piloto se concentre na pista e não na tela do equipamento. Em vez de metros faltando para a próxima curva, o navegador conta e apresenta o número de cruzamentos antes de você ter que virar. O GPS também não exibe alertas que possam distrair o piloto.

Super moto ganhou um novo conjunto ótico com faróis em LED

Pacote tecnológico do modelo impressiona

Mercado

Indian lança consórcio próprio A Indian Motorcycle acaba de um consórcio próprio no mercado brasileiro. O novo modelo de compra oferecido pela marca oferece planos de pagamento de 12 a 72 meses. O consorciado poderá fazer tudo online, tirar segunda via de boleto, extrato da cota, além de dar lances pelo próprio site. A empresa Rodobens será a responsável pela operação. A empresa possui mais de 400 mil bens entregues em 2,5 mil pontos de vendas no país.

Com 177 kg, CBR 1000RR é a esportiva mais leve do mercado

O painel de instrumentos da Fireblade SP é totalmente digital, em LCD de alta definição, e traz informações como hodômetro total e parcial, consumo médio e instantâneo, velocímetro, tacômetro e luzes de alerta e de avisos. Além disso, o sensor do painel se adapta à luz ambiente, facilitando a visualização em qualquer iluminação. O pacote tecnológico inclui também sistemas como uma unidade de medição de inércia, sistema de controle de tração regulável, novos freios ABS e até um novo sistema de seleção do modo de condução da motocicleta. Há diferentes modos de pilotagem dis-

poníveis. Os três primeiros estão divididos em Street, para uma pilotagem mais suave e que prioriza o conforto; Winding, que equaliza características esportivas em um nível não tão arisco de condução; e Track, onde toda força e desempenho são disponibilizados em sua plenitude. Para isso, três características básicas são ajustadas: potência do motor, controle do torque e controle do freio motor. Os outros modos ficam para definições pessoais e são totalmente configuráveis pelo piloto. Nas rodas, além de um novo desenho, o número de raios caiu de seis para cinco para reduzir o peso. (MM/AP)

Ficha técnica Motor. 999,8 cc, quatro cilindros de quatro tempos, com arrefecimento líquido. Potência máxima. 191,7 cv a 13 mil rpm. Torque máximo: 11,82 kgfm a 11 mil rpm. Câmbio. Manual de seis velocidades. Suspensão. Dianteira com garfo telescópico e curso de 120 mm. Traseira Pro-link e curso de 133 mm. Sistema de freios. A disco nas duas rodas com 320 mm de diâmetro na frente e 220 m m atrás.


super motor

23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 31 de março de 2018

FOTOS HONDA/DIVULGAÇÃO

Modelo oferece todo visual, tecnologia e desempenho herdados das competições de motovelocidade

A moto conta com um sistema de controle eletrônico do torque do poderoso motor de 1.000 cc

Fireblade SP ostenta escapamento de titânio, que por ser leve, favorece uma pilotagem mais agressiva

R$

79.990 Honda CBR 1000RR Fireblade SP

Sistema de aceleração da MotoGP A nova CBR 1000RR Fireblade é a primeira motocicleta com motor quatro cilindros da Honda a sair de fábrica com acelerador eletrônico Throttle-by-Wire, desenvolvido com base no sistema utilizado na RC213V-S – a versão street do modelo RC213, utilizado na categoria MotoGP.

Sua função é proporcionar maior precisão e sensibilidade nas acelerações, já que todo trabalho fica por conta da central eletrônica e do sensor de posicionamento da manopla do acelerador. Os freios com ABS são de disco duplo na frente e simples atrás, com pinças

totalmente novas e, segundo a Honda, mais leves e eficientes, com assinatura da Brembo. Um amortecedor de direção eletrônico reforça a estabilidade. A Fireblade SP tem suspensões exclusivas, com um conjunto desenvolvido em parceria com a Öhlins. (MM/AP)


24 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia 31 de março de 2018

Belo Horizonte


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