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Pampulha, sábado - 08/12/2018

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turismo

estilo

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super motor

VIAJE PELOS INCRÍVEIS CENÁRIOS DA SÉRIE ‘OUTLANDER’ POR TODA A ESCÓCIA ... Páginas 6 a 9

TONS TERROSOS – MARROM, CARAMELO E TERRACOTA – SÃO A APOSTA PRO VERÃO ... Páginas 27 e 28

CAETANO E FILHOS RETORNAM A BH PARA NOVA APRESENTAÇÃO DE “OFERTÓRIO” ... Página 18

ACELERAMOS O NOVO CAMARO, QUE CHEGA AO BRASIL EM JANEIRO CHEIO DE NOVIDADES ... Páginas 18 e 19

8 a 14 de dezembro de 2018 ANO XXVII número 1480 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE UARLEN VALERIO

O célebre coreto tem projeto de iluminação que valorizará manifestações artísticas

SENHORA LIBERDADE Capital mineira celebra seu aniversário de 121 anos, no próximo dia 12, com uma nova praça da Liberdade. Revitalizada, ela foi entregue à população na última semana e belo-horizontinos contam de sua relação com o local


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 8 a 14 de dezembro de 2018

VITTORIO MEDIOLI

A SEMANA “A Terra não precisa de nós, nós precisamos da Terra. E, apesar da minha vontade de ir a Marte, não é um plano B para nossa civilização e nossa espécie”

Editorial

Os inimigos ocultos presidente eleito postou em sua rede social: “Minha morte interessa a muita gente e não interessa somente aos inimigos declarados, mas também aos que estão muito perto”. Ele está certo. Continua vivo por uma série de circunstâncias milagrosas que o preservaram da morte quase certa quando uma lâmina de 20 cm perfurou seu intestino, provocando um estrago de graves proporções. Passou a temer mais os inimigos, adotando colete à prova de bala e um cinturão de agentes que o cercam por onde anda. Figuras poderosas passaram a detestá-lo quando seu discurso reformista e moralizador o colocou como favorito entre eleitores. Adélio Bispo, o esfaqueador, segundo seu diário de Facebook, estava no encalço de Bolsonaro desde julho, aguardando uma oportunidade de cometer seu atentado. O “capitão” é o típico “acidente de percurso” numa via histórica que nunca ofereceu oportunidade a um desalinhado. Nem Lula pode ser considerado como tal, mantinha relações institucionais com a Volkswagem e com grandes empresários. Quem o tirou da cadeia em 1980 foram os advogados da Volkswagen e Miguel Jorge, um executivo da montadora com assento na nata paulista, que participou e foi ministro dele. Bolsonaro não teve e não tem esse trânsito, ele o está construindo agora, apenas na caserna transcorreu sua existência. Não sabe lidar com o ambiente das finanças e da economia, se apresenta como uma incógnita por esse lado e uma ameaça brutal para quem ganhou dinheiro no caos e na corrupção endêmica brasileira, que promete eliminar, custe o que custar. Desponta no ranking dos temidos pelo capitão, em primeiro lugar, quem mais ganhou e dessa forma mais poderia perder: o setor financeiro. Este não parou

O

pampulha

O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180

Distribuição gratuita

de aumentar sua lucratividade de ano em ano até a estratosfera, quando controlou de fato o Banco Central e todos os entroncamentos por onde passam as diretrizes econômicas nacionais. Bolsonaro deu um aceno de conciliação com Joaquim Levy no BNDES, um banco operacional, mas distante das decisões políticas maiores. Bolsonaro tem ameaçado enquadrar o sistema que surfa numa pororoca de ganhos abismais e superiores aos fantásticos que a Companhia das Índias Orientais (da Coroa Britânica)

Adélio Bispo, o esfaqueador, segundo seu diário de Facebook, estava no encalço de Bolsonaro desde julho, aguardando uma oportunidade de cometer seu atentado. teve ao longo de séculos, dominando o tráfico de ópio no mundo inteiro. Em segundo lugar entre os temidos, Bolsonaro tem o crime organizado, que movimenta valores enormes e se serve do sistema financeiro. Como os banqueiros, ao crime servem o “caos criativo”, os desequilíbrios, a gangorra, e a situação caótica favorece seus negócios escusos. O capitão, que prega que é legítimo atirar em quem carrega um fuzil, se apresenta como ameaça para as forças de segurança. Ele pode ser um flagelo para os traficantes. Em terceiro lugar, entram por direito os grupos, quase sempre grandes empreiteiras e operadores de negócios, que assumiram grande parcela da economia nacional. A definição vem

de dentro para fora com o recém-falecido Murilo Mendes: “São aqueles que para ganhar dinheiro fazem de tudo, até obras”. No “tudo” de Mendes entra o diabo que se manifestou com o petróleo e o quadrilhão. Bolsonaro é uma encrenca certa, nunca dialogou com o setor, é carta fora do baralho aparentemente não administrável. O temor sobe com a nomeação de Moro, contrário aos acordos de leniência e favorável a recuperar em peso os bilhões amoitados no exterior. Essa entrada enorme e rápida para amortizar dívidas e devolver a capacidade de investimento ao governo. Por incrível que pareça, o lado político vem em último lugar; apesar de terem muita vontade de comemorar um enterro do presidente eleito, os movimentos políticos não têm capacidade de organizar um atentado pra valer. Podem emprestar a matéria-prima para execução da obra. O fanatismo serve para selecionar mentes mais perturbadas ou fáceis de serem controladas. Dediquei aqui dois longos capítulos ao projeto MKultra, da CIA americana, que condiciona pessoas a serem como um Jason Bourne; existem na KGB russa, no Mossad israelense, no Mi6 britânico, no MOIS iraniano, que opera via Hezbollah, e até no DGI cubano. Mais ainda, Bolsonaro manifesta que teme também “aqueles que estão muito perto”, quer dizer, quem veste a farda militar? Um filho de Bolsonaro afirmou que será fácil descobrir o que se esconde por trás de Adélio, talvez difícil será revelá-lo ao mundo. Resta que os lucros fáceis e o poder usado para se locupletar estão na origem dos temores, e a nomeação de Sergio Moro representa uma declaração de guerra aos bandidos de todas as espécies e cores.

vittorio.medioli@otempo.com.br

Mae Jemison, primeira afro-americana a ir ao espaço, em palestra na 24ª Conferência da ONU sobre o clima, em Katowice, Polônia, evocando “o incrível Planeta Azul”, “forte e resistente”, que ela viu da janela de uma nave espacial em 1992 RAFAEL SALAZAR/DIVULGAÇÃO

“Assistimos um exemplo lindo de cidadania, empatia e compaixão. A tranquilidade deste senhor me fez refletir sobre os diversos caminhos que escolhemos ao longo da vida em busca da felicidade....e muitas vezes ela está ali, da forma mais simples e mais verdadeira” Daniela Zapata, advogada, cujo relato sobre o atendimento de um catador de papel e de latinhas no sofisticado restaurante Benvindo viralizou na última quarta-feira (5). O homem de cerca de 60 anos entrou com uma nota de R$ 50, comeu um prato da casa, tomou vinho e bebeu um guaraná. Ao pagar a conta, que deu R$ 130, ainda recebeu um troco de R$ 40.

“Foi emocionante terminar esse trabalho. Mas não digo que fiquei triste: se você voltar ao episódio piloto de “Game of Thrones”, são quase dez anos de vida – isso é realmente incomum na carreira de um ator. Se gostaria de voltar atrás e fazer mais? Não nesta vida.” Kit Harrington, o Jon Snow, de “Game of Thrones”, à BBC. A oitava e última temporada da série acaba de ser filmada (a estreia será em junho do ano que vem), mas a HBO planeja fazer um prequel, obra cuja narrativa antecederá a história da saga.

Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

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reportagem

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QUERIDA> Belo-horizontinos falam de sua relação com um dos principais cartões-postais da cidade PATRICIA CASSESE

RAMON BITTENCOU RT

Transição

Os (belos) tapumes (à dir.) já foram retirados: agora, é hora de celebrar o Natal nas alamedas

De volta à Liberdade nho pré-vestibular, era ali que ia recuperar as energias e a saudade de minha São João del-Rei. Pegava minha viola e ia para lá, ficar tocando e cantando nos bancos e no belo coreto”. Já com o talento reconhecido, voltou várias vezes, inclusive a bordo do Carnaviola, um “carnaval movido à tradição da viola, modas, folias catiras, cantigas de roda”. Ele e colegas chegaram a reunir mais de 10 mil pessoas, “brincando e dançando em paz ao som da genuína cultura de viola”, orgulha-se. Em junho último, foi ali que Lobo, junto a Pereira da Viola e Wilson Dias, festejou, em show, o registro da viola como Patrimônio Imaterial de Minas Gerais. Além do canto, Thelmo Lins também mantém um blog, o Descobertas do Thelmo, no qual, claro, a praça da Liberdade já figurou. “É um símbolo da cidade. Talvez o mais apreciado pela população, pois é democrático. Além dos atuais centros culturais e da beleza de seus jardins, a praça historicamente representou um ponto de convergência para reivindicações políticas, para encontros artísticos e até pa-

ra o maior funeral que a cidade já viu (referindo-se a Tancredo Neves). Reúne o neoclássico com a arquitetura moderna de Niemeyer com construções contemporâneas”, enumera. E prossegue: “O palácio tem ainda uma grande força mítica na política minei-

ra, apesar de não funcionar mais como a sede do governo, e seu interior é belíssimo”. Thelmo Lins não se furta a escolher a sua época do ano preferida para passear por lá: “Quando florescem os ipês e tudo fica mais lindo”. O arquiteto e urbanista

REPRODUÇÃO DO LIVRO MEMORIA HISTORICA E DESCRITIVA DE BH

Registros dos primórdios do ponto que se tornou icônico WIKIMEDIA COMMONS/DIVULGAÇÃO

“A praça é do povo, como o céu é do condor”, afiançava Castro Alves (18471851). Ou como o céu é do avião, na versão caetaneana. Desde a Grécia Antiga, as ágoras são pontos que abrigam de discussões políticas a manifestações culturais. E se a capital mineira é pródiga em praças emblemáticas – como a da Rodoviária, a Raul Soares, a Sete, a da Estação ou a do Papa –, é para a que traz estampado o sugestivo nome “Liberdade” que os olhos da população se volveram neste semana, em um movimento que seguramente vai ganhar tônus nos próximos dias, com a proximidade do final de ano. Sim, depois de mais uma reforma, a Praça da Liberdade foi devolvida aos transeuntes. E aos turistas. Aos animais que por lá passeiam também, bem como aos artistas que por costumam exibir por lá os seus talentos. Às noivas que a escolhem como cenário para as fotos, ou aos que praticam atividades físicas, para citar apenas alguns dos tipos de frequentadores. Não bastasse, a iluminação do Natal já foi oficialmente inaugurada. É hora, pois, de caprichar no sorriso para as fotos. Na verdade, poucos são os belo-horizontinos que não têm um caso relacionado à praça. Que o diga o violeiro Chico Lobo, que diz ter sido ali que colheu seus primeiros ouvintes. “Antes de me tornar artista, quando vim para a capital para fazer cursiPatrícia Cassese

Gustavo Penna também tem a sua história particular relacionada ao emblemático ponto da cidade. “A praça significa muito para mim, na minha vida, porque aprendi a andar lá. Era onde tinha esse espaço protegido do trânsito para poder ensaiar meus primeiros passos”. Até aí, tudo ok. O que ele não esperava é que, por obra de um escorregão, também aprendesse a se virar na água. “Caí justamente naquele lago onde tem um repuxo, e onde, à época, havia carpas. Então, tenho pra mim que também aprendi a nadar lá (risos), pois dei as primeiras braçadas tentando me salvar”, rememora. Como urbanista, Penna diz que o que o faz sentir orgulho, ali, é o fato de a praça ser uma plataforma cultural, formada por vários prédios. “Todos colaborando para transformar Belo Horizonte numa cidade onde se exerce a cultura em um espaço contínuo. O que acho mais importante é isso que a praça significa, ou passou a significar: uma plataforma de cultura”. Aliás, ele entende que, a partir de agora, as iniciativas que tenham a praça

como foco devem mirar esse aspecto. “Entendo que a cidade precisa ser efetivamente a capital do Estado de Minas Gerais. Nós temos a zona da Mata mais ligada ao Rio de Janeiro, o sul ligado a São Paulo e parte do norte ligado à Bahia. Então, se a gente cria essa plataforma para atrair a atenção de todas as regiões de Minas, acho que, de alguma forma, pode esperar que finalmente Belo Horizonte seja a capital dos mineiros através da cultura, da linguagem comum, do que atrai as pessoas, dos pontos de semelhança e de identificação”. PÁSSAROS O fotógrafo Marcelo Prates, por sua vez, enfatiza que a praça da Liberdade remonta à sua juventude, “quando a feira hippie era realizada lá”. Ele também lembra os rolês nos domingos à tarde para a famosa “paquera”, “usando calças boca-de-sino, colares com crucifixo, anéis ‘brucutu’ etc”. Passada essa época, sua relação tornou-se profissional, como fotojornalista, na cobertura de greves, protestos, posses de governadores, entrevistas coletivas (de nomes como, mais uma vez, Tancredo Neves). Em 2009, a convite de um colega, foi investigar – e documentar – a vida de um macho de canário da terra (chapinha). Daí brotou o projeto “Pássaros da Liberdade”, que flagra as aves que habitam a praça. Além do desdobramento livro, a empreitada também virou site (passarosdaliberdade), com muitas histórias pra contar.


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reportagem

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MEMÓRIA> Praça e seu entorno registraram passagens marcantes da história recente do país MARCELO PRATES/DIVULGAÇÃO

CRISTIANO TRAD – 7.8.2010

Imagem feita pelo fotojornalista Marcelo Prates para o projeto “Pássaros da Liberdade”

Apresentação do grupo francês Délit de Façade, no Festival de Teatro Palco & Rua, o FIT

Palco de momentos históricos De construção iniciada junto à transferência da capital mineira, no final do século XIX, a praça da Liberdade foi pensada para abrigar a sede do poder: o palácio da Liberdade. Os jardins da praça teriam sido inspirados nos icônicos de Versalhes, na cidade homônima situada a 32 km de Paris, e onde Luis XIV reinou absoluto. Em junho de 1977, o conjunto arquitetônico e paisagístico foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, o Iepha. E foi justamente o órgão a coordenar a recente reforma, conduzida em parceria com a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte. No último dia 3, os tapumes grafitados por vários nomes da street art, que ocultavam os trabalhos, foram retirados, e a resposta foi imediata: mesmo sob chuva, a população sacou das bolsas e bolsos os celulares para registrar as inovações – que, diga-se, não foram das mais radicais. PropositadamenPatricia Cassese

te não radicais. Ao falar sobre a obra, que começou a ser colocada em prática em julho, a presidente do Iepha, Michele Arroyo, se vale constantemente das palavras “restauração” e “revitalização”, pilares de todo o processo. Ou seja, é necessário salientar que a reforma nunca teve o objetivo de imprimir grandes inovações ao conjunto. “Portanto, não traz novidades em relação à reforma de 1990, concluída em 1992. A ideia foi a de uma revitalização para fruição, beleza cênica. E uma das grandes questões que apareceram lá, no início do projeto, foi a manutenção da praça e de seus elementos, mediante a constatação do número de eventos que ela sediava (alguns, inadequados), e do estado de conservação desses elementos – para citar um exemplo, uma das palmeiras estava comprometida”. Segundo Michele, inicialmente foi traçado um plano de diagnóstico, e, na sequência, o de manejo e desenvolvimento. “As obras tiveram três eixos principais”, prossegue. “O primeiro, sob a responsabilidade da BHTrans, propôs intervenções viárias WAGNER COSSE/DIVULGAÇÃO

Thelmo falou sobre o espaço em seu blog “Descobertas”

para a melhoria na acessibilidade”. Em linhas gerais, houve ampliação dos passeios, correções nas travessias de pedestres nas extremidades e nas faixas zebradas. O mais impactante foi a extensão da alameda Travessia até o palácio da Liberdade, “que funciona como uma valorização daquele eixo e propicia uma, digamos assim, ‘calma’ para o motorista que até então transitava por ali com uma certa pressa”. O segundo eixo abarcou o quesito iluminação, e foi extensivo às ruas que dão acesso à praça (“Dando mais segurança e conforto inclusive para os usuários do transporte público”) e com especial atenção para o coreto. Já o

terceiro, viabilizado por meio de parcerias com a Vale e a Cemig, consistiu na revitalização das estruturas físicas e dos jardins. Calçadas foram recuperadas, enquanto os bancos, substituídos por novos, modernos, aprovados pela comissão de mobiliário público. As ninfas das fontes também foram recuperadas. Sim, no curso do processo, algumas árvores foram derrubadas – além da palmeira imperial citada, outras igualmente comprometidas, sob supervisão da secretária municipal de Meio Ambiente, e as que, diz Michele, não compunham o projeto original ou estavam plantadas de forma equivocada. “Mas os ipês não foram suprimidos,

“

As praças são espaços democráticos. Propiciam o encontro e são um lugar de respiro, de contemplação e de uma apropriação simbólica Michele Arroyo, presidente do Iepha ANDRE FOSSATI – 3.3.2010

Guerra dos travesseiros, outro evento que ocupou o local

como alguns disseram, e sim podados. Ano que vem, as pessoas vão vê-los mais frondosos, bonitos e floridos. Já as árvores retiradas foram substituídas, uma a uma, por mudas, além de a reforma ter acrescido 20. Podas são sempre polêmicas, mas foi feito o necessário, visando sobretudo a segurança. É preciso ter um pouco de paciência”, advoga ela. As árvores passarão a ser monitoradas com menor intervalo. E não haverá mais perfurações nos troncos. “A iluminação de Natal, por exemplo, está suspensa com o uso de braçadeiras, sem introduzir nada nos troncos”, pontua Michele Arroyo. NOVAS REGRAS Que fique claro: a intenção não é proibir manifestações ou eventos, “mas equacionar a realização com o que o espaço de fato comporta”, prossegue a presidente do Iepha, referindose a como os resultados obtidos com a revitalização poderão ter uma vida útil mais extensa. Ao longo de sua existência, a Praça da Liberdade já foi palco de milhares de even-

tos. O mais retumbante, em 1985, foi o velório do expresidente Tancredo Neves (1910-1985), no qual quatro pessoas acabaram morrendo pisoteadas, devido à multidão que acorreu ao local num momento em que o país vivia uma comoção. Mas Tancredo não foi o único político a ser velado no palácio, que também sediou a cerimônia fúnebre do ex-vice-presidente José Alencar, em 2011. E se a pauta é a política, a recente polarização do Brasil também encontrou ali palco para manifestações inflamadas das mais diferentes tendências. Ao mesmo tempo, as palmeiras já viram, em suas alamedas, divas como Ana Paula Arósio encarnando Hilda Furacão, na minissérie homônima. Ah, sim. Outras produções globais escolheram a praça como cenário, caso do “Encontro Com Fátima Bernardes”. Já no rol de notícias desabonadoras, a denúncia de um estupro, em março de 2017, desponta no topo de uma lista que também registra furtos e assaltos. Por sorte, o lado positivo detém a primazia. GUSTAVO ANDRADE – 8.3.2011

Chico Lobo: shows e comemorações em torno da viola


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CENÁRIO BH NOIR COMUNICAÇÃO/DIVULGAÇÃO

CAMILA VALENTE/DIVULGAÇÃO

repassa a Festa 6 Livro do Rosário do Serro

Conrad celebra 6 Will Stan Lee em exposição

Márcia Clementino Nunes, filha de Dona Lucinha, nasceu no Serro, e sempre acompanhou a festividade que agora pauta seu livro. “Festa do Rosário do Serro” ilustra em imagens e texto a complexidade da fé dos negros escravos em Nossa Senhora do Rosário. Onde r. Padre Odorico, N. 38, Savassi e Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa (praça da Liberdade, 21, Funcionários) Quando Neste sábado (8), às 10h; e dia 11 (terça), às 19h, respectivamente Quanto Entrada gratuita

O ilustrador belo-horizontino Will Conrad homenageia o recém-falecido Mestre dos Quadrinhos Stan Lee – a quem conheceu e com quem trabalhou anos atrás na revista Feedback, escrita por ele e desenhada por Will – em exposição com trabalhos seus. Onde Koctus’s Pizza (r. Santa Catarina, 656, centro) Quando de 13/12 a 13/01 (qui. a sáb., das 17h30 às 23h30; dom., das 17h30 às 23h) Quanto Entrada gratuita (couvert opcional de R$ 10 no dia da abertura)

TALU CULTURAL/DIVULGAÇÃO

Michel Gherman 6 Historiador lança livros em BH

A Academia Mineira de Letras recebe o lançamento dos livros “O Início do Sionismo no Brasil: Ambiguidades da História” e “Certas Certezas, Muitas Incertezas”. Na ocasião, o autor, o professor e historiador Michel Gherman, também fará a palestra “Pensar os direitos humanos e o sionismo em tempos de incertezas” Onde Academia Mineira de Letras (r. da Bahia, 1.466, Lourdes) Quando Dia 10 (segunda), às 19h30 Quanto Entrada gratuita

JOEL RODET/DIVULGAÇÃO

“Cavernas e 6 Palestra rochas de Minas Gerais”

Rei do Mato, Maquiné e Lapinha. Abertas à visitação, estas são apenas algumas das mais de 500 grutas e cavernas catalogadas em Minas Gerais, Estado com maior número de exemplares no Brasil. Um dos especialistas e entusiastas da área é o geógrafo francês Joel Rodet, que apresenta na Aliança Francesa a palestra “Cavernas e rochas de Minas Gerais” Onde Aliança Francesa (Tomé de Souza, 1.418, Savassi) Quando Dia 11 (terça), às 18h30 Quanto Entrada gratuita


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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

(CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Fitoterápicos fitoterapia, ou terapia através das plantas, é uma das mais antigas práticas terapêuticas da humanidade. Ela remonta há cerca de 8.500 a.C. e apresenta origens tanto através do conhecimento popular como em estudos científicos. Na coluna desta semana, vamos falar um pouco deste tratamento milenar, seus mitos e verdades. As plantas contêm princípios ativos capazes de tratar diversos males e foi a partir do reconhecimento destas propriedades terapêuticas que se deu o surgimento da medicina e da farmacopeia como a conhecemos hoje – a medicina alopática. Um dos grandes exemplos é o da metformina, uma medicação para tratamento e controle do diabetes, que tem a sua origem justamente de uma planta – a galega officinalis. Outros dois medicamentos fitoterápicos que gosto bastante é a cúrcuma longa (proveniente do açafrão) e o ginseng. O primeiro é voltado para quadros de artrites e artroses e o segundo, é um tônico, para casos de fadiga física. Não podemos confundir o medicamento fitoterápico com a fitoterapia. Os medicamentos fitoterápicos são preparações elaboradas por técnicas de farmácia em que são utilizados os extratos das plantas, sendo finalizados como produtos industrializados. Já a fitoterapia é um ramo da ciência que se ocupa das preparações fito farmacológicas. Quando o princípio ativo não é isolado, a pessoa pode usar as plantas medicinais através de chás e infusões. Entretanto, e ao contrário do que se pensa, o uso de plantas medicinais não é isento de riscos. Além do princípio ativo terapêutico, a planta pode conter substâncias tóxicas, substâncias alergênicas, contaminaos fitoterápicos das por agrotóxicos devem ser ou por metais pesados, bem como pousados de dem interagir com acordo com outras medicações podendo causar darecomendações nos à saúde. Além médicas e, disso, todo princípio ativo terapêutiportanto, nunca co pode ser benéfiserem usados co quanto utilizado em sua dose teracomo pêutica, e pelo conautomedicação trário pode ser tóxico quando utilizado em excesso. A variação de concentração de um princípio ativo em chás pode ser muito grande, sendo praticamente impossível atingir uma faixa terapêutica segura em algumas plantas. Já nas preparações industrializadas, o risco de contaminações fica bastante reduzido e seu poder terapêutico mais fácil de ser alcançado. Em 2016, foi publicada a primeira relação de fitoterápicos aprovados pela agência reguladora (Anvisa) que decidiu regulamentar a produção, a comercialização, e também estabeleceu o modo de usar cada um dos fitoterápicos, de acordo com as comprovações científicas, suas indicações clínicas e também com seus efeitos adversos. Podemos concluir, portanto, que os fitoterápicos devem ser usados de acordo com recomendações médicas e, portanto, nunca serem usados como automedicação. Lembre-se também de avisar o seu médico quando estiver fazendo uso deste tipo de produto, dado que eles podem interagir com outros medicamentos. O maior mito relacionado a este tema é de que “se é natural não faz mal”. Parafraseando Paracelso, medico do século XVI: “A diferença entre um remédio e um veneno está na dose”. Faça uma boa semana.

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Pesquisa reforça ligação entre o celular e o câncer JOÃO GODINHO

Alerta: Maria Luiza faz parte do grupo de risco: adolescentes são mais suscetíveis a supostos impactos

No ônibus, na rua ou em casa, o smartphone se tornou nosso companheiro inseparável. Até o fim deste ano, a previsão é que 4,9 bilhões de pessoas estejam conectadas à internet móvel no mundo. Mas uma pesquisa do Programa Nacional de Toxicologia (NTC), ligado ao Departamento de Saúde dos Estados Unidos, reacendeu o debate sobre um tema que intriga os cientistas: os impactos do uso do celular na saúde. O estudo mostrou que a exposição prolongada de 3.000 ratos e camundongos à radiofrequência das ondas eletromagnéticas 2G e 3G foi responsável pelo surgimento de cânceres cardíacos em 5% a 7% dos machos. A pesquisa foi um pedido da Food and Drugs Administration (FDA) – a agência federal americana que avalia e autoriza a utilização de medicamentos e verifica o efeito de novas substâncias – e demorou dez anos para ficar pronta. Os tumores cardíacos identificados pelos cientistas são raros, de crescimento lento e podem causar desde dores locais até inThuany Motta

Estudo de dez anos mostrou que tumores cardíacos apareceram em ratos expostos à radiofrequência farto. Eles acometem as células de Schwann, que atuam na regeneração de nervos do organismo. Há evidências, ainda, do surgimento de cânceres cerebrais e na glândula suprarrenal em 3% dos animais expostos à radiação. “Acreditamos que a conexão entre a radiação das radiofrequências e os tumores dos ratos machos seja real”, afirmou o coordenador do trabalho, John Bucher, cientista sênior do NTC. Bucher disse que é preciso cautela, pois ainda não é possível determinar como a radiofrequência atuaria no organismo humano. “Os níveis e as durações de exposição dos animais eram muito superiores àqueles que uma pessoa normalmente enfrentaria. Além disso, os níveis usados no experimento eram equivalentes ao da exposição máxima regulamentada nos EUA para o uso do celular”, disse. Quanto às novas frequências de rádio, como 4G, 5G (previsto para 2020) e o Wifi, Bucher disse que, até o

momento, é impossível prever algum tipo de ameaça à saúde, já que os mesmos testes não ainda foram realizados e novas tecnologias estão sempre mudando e se aperfeiçoando. Agora, a agência de toxicologia está construindo câmaras de exposição menores, que permitirão avaliar novas tecnologias em semanas ou meses, em vez de anos. O foco serão os sinais mensuráveis dos potenciais efeitos da radiação de ondas eletromagnéticas, como os danos ao DNA, que podem ser detectados mais rapidamente que o câncer. SINAL ALARMANTE De qualquer forma, os resultados não deixam de ser preocupantes. Bucher afirmou que, se até mesmo uma pequena alta demonstrada na incidência de câncer acontecesse nos seres humanos, as consequências seriam altamente impactantes na população mundial, já que bilhões de pessoas usam celulares hoje. A preocupação é maior

com os adolescentes. Conectados com maior frequência aos seus aparelhos, eles estão expostos a um risco que deve levar anos para ser provado em humanos e, assim, embasar alguma regulamentação. Além disso, na puberdade o corpo está em pleno desenvolvimento e é mais suscetível a agressões externas. De olho tanto nos malefícios do celular já comprovados quanto naqueles sob investigação, o músico Henrique Silva, 35, evita, a todo custo, estar com o celular por perto. A crença no surgimento de um tumor por causa da radiação é tamanha que ele incentiva o filho Arthur, 14, a fazer o mesmo. “Nem ele nem eu quase não fazemos ligações. O contato é por texto ou áudio com fone. Na hora de dormir, o celular fica a pelo menos dois metros de distância”, afirma Silva. A empresária Deborah Ribeiro, 32, também demonstra preocupação com a filha de 11 anos, Maria Luiza. “Com estudos como esse, fico cada vez mais preocupada. Dentro das minhas possibilidades, tento diminuir a exposição da minha filha ao aparelho, deixando poucas horas por dia”, conta.


reportagem

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EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

EXPOSIÇÃO PERIGOSA No experimento, os cientistas procuraram por uma gama de tumores e efeitos não cancerígenos A exposição à radiofrequência para os ratos começou no útero e, para os camundongos, entre cinco e seis semanas de vida

Todos os dias, os roedores eram colocados em câmaras projetadas especificamente para o estudo

A exposição dos roedores foi intermitente, com dez minutos dentro da câmara e dez minutos fora. Ao todo, eram nove horas diárias, durante dois anos ou o tempo de vida de cada um deles

Esses locais eram salas protegidas com um antena transmissora, que irradiava campos de radiofrequência e contava com agitadores rotativos, que geravam um campo eletromagnético uniforme

CAMPOS DE RADIOFREQUÊNCIA

9 horas

10 minutos DENTRO FONTE: PROGRAMA NACIONAL DE TOXICOLOGIA (NTP), EUA

10 minutos FORA

As frequências eram de 900MHz e 1.900 MHz, respectivamente, de duas tecnologias que correspondem ao 2G e ao 3G – Divisão de Código Acesso Múltiplo (CDMA) e Sistema Global para Comunicações Móveis (GSM) Nos ratos, os níveis de exposição variaram de 1,5w a 6w por quilograma. Nos camundongos, eram de 2,5w a 10w por quilograma. O corpo humano, por exemplo, suporta até 1,5w de radiofrequência

Reflexos na saúde não são consenso Pesquisar uma conexão entre o uso do celular e o desenvolvimento de câncer interessa à ciência há anos, mas os resultados obtidos sempre variaram. Em 2016, o mesmo relatório divulgado pelo Programa Nacional de Toxicolo-

gia dos EUA apontava que esse risco não existia. Outro estudo, realizado pelo Instituto de Saúde Global de Barcelona, na Espanha, indicou que o uso do smartphone pode piorar os sintomas de um câncer cerebral já existente,

mas não contribuir para seu surgimento. Em 2016, pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália, constataram que não havia aumento da incidência de tumores cerebrais em virtude do uso do celular. Eles analisaram a saúde de 34 mil pessoas, que não sofreram interferência da telefonia.

PREVENÇÃO Confira algumas dicas de como reduzir a exposição à radiação emitida pelo seu celular - Manter o celular longe da cabeça e do corpo - Ao falar, usar viva-voz ou fone de ouvido com fio - Evitar carregar o telefone

contra o corpo, como em bolso, meia ou calça Escolher um celular que emite menos radiação - Usar capas de proteção que reduzem a exposição - Ao se deitar, manter o telefone longe da cama - Manter a antena do telefone (geralmente fica na par-

te de trás do aparelho) sem contato físico com a pele - Ficar de olho no sinal. Quando a intensidade do sinal está mais fraca, o telefone emite mais radiação, numa tentativa de comunicação com a torre de celular - Recorrer à “moda antiga”. Sempre que possível, usar telefone fixo


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conteúdo especial

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DOCE LAR >Mercado já conta com materiais práticos e econômicos, que facilitam as intervenções

Reformas rápidas para as festas de fim de ano CRISTIANE COSTA/DIVULGAÇÃO

Receber os famiLeonardo liares e amigos Cunha em casa para celebrar as comemorações de fim de ano pode ser uma boa pedida. Afinal de contas, vivenciar esses momentos de confraternização é algo muito especial. Para que tudo saia perfeito e o clima seja, literalmente, de renovação para o próximo ano, muitas pessoas aproveitam este período para realizar uma reforma rápida e prática. No entanto, apesar de esse ser o sonho de muitos, existem aqueles que acabam deixando para depois – seja por receio quanto aos gastos ou até mesmo devido às tradicionais quebradeiras, que podem acabar atrapalhando o planejamento de encerrar o ano em um ambiente revitalizado. Se você pensa dessa forma, saiba que ainda dá tempo, sim, de fazer algumas intervenções. Conforme destaca a designer de interiores Amanda Silva, no mercado já existem materiais que possibilitam que certas reformas sejam rápidas, econômicas e de fácil limpeza. Segundo ela, o primeiro passo a ser seguido é contratar uma consultoria ou projeto de adequação. “Com ajuda profissional, tudo flui mais facilmente”, destaca. No entanto, caso você não consiga contratar mão de obra especializada, Amanda destaca algumas dicas importantes para que você mesmo mude o visual da sua casa. Conforme ela explica, a primeira opção, nesse caso, é o uso dos papéis de parede. “Esses materiais são relativamente baratos, rápidos de serem aplicados e renovam o espaço”, comenta. Já quando o assunto é pintura, Amanda orienta optar por tintas laváveis acrílicas, com to-

ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO

que menos fosco e cores mais “sujas”, como as off whittes, cinzas claros e beges, que dão mais aconchego e ajudam na durabilidade do material. Para evitar sujeiras, a designer de interiores Roberta Cavina afirma que é importante isolar o ambiente com lonas, além de proteger o mobiliário embalando-o. Para ela, “uma parede de destaque é sempre uma boa opção para mudanças rápidas, uma vez que ressalta uma decoração ou um cantinho especial”.

CRISTIANE COSTA/DIVULGAÇÃO

A designer de interiores Amanda Silva frisa a importância de uma consultoria CRISTIANE COSTA/DIVULGAÇÃO

Produtos como tapetes, cortinas e luminárias são opções práticas e baratas para revitalizar o ambiente e aproveitar as festividades de fim de ano em grande estilo. A pintura é outro elemento de destaque nas residências. Das cores neutras às mais vibrantes, ela é capaz de trazer à tona emoções e aconchego. Para que se tenha resultados verdadeiramente positivos, porém, é importante se atentar à qualidade e ao tipo de tinta que será utilizada. A lavável, por exemplo, é bastante recomendável, uma vez que torna a limpeza mais fácil.


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SUGESTÕES

#ficaadica FREEPIK/DIVULGAÇÃO

SALA

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Apostar na simplicidade é uma opção acertada para esse tipo de ambiente. Na opinião de Amanda, elementos como cortinas, novas capas para as almofadas, mantas, tapetes e adornos renovam bastante o visual. “São alternativas que não precisam de grandes investimentos”, frisa. Ainda de acordo com ela, se a ideia for mudar a iluminação, uma boa opção é utilizar algum modelo de pendente ou usar luminárias de piso, pois ajudam a deixar o ambiente agradável, com iluminação direcionada e superaconchegante. “Essas são ótimas opções para dar aquela ‘cara de casa nova’”, frisa. (LC)

METROPOLE CEMENTO/DIVULGAÇÃO

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306650 - Porcelanato Viarosa Calacata Gold 72 x 72, extra e retificado R$ 39,90 m²

300083 - Porcelanato Biancogres Dahino Beige Lux 52,7 x 105, extra e retificado R$ 78,90 m²

POLIDO

CHÃO

Para que as obras no pavimento ganhem mais agilidade, optar pelos pisos com revestimentos é uma boa escolha, uma vez que as peças podem ser instaladas em cima de outras, evitando o quebraquebra. Amanda destaca três passos importantes a serem seguidos. “O primeiro é utilizar uma argamassa específica para esse tipo de obra. Outro passo é verificar se o revestimento existente não está soltando ou oco. E, por último, averiguar se a colocação do revestimento sobre revestimento não interferirá no tamanho do ambiente, como no caso de banheiro pequeno”, pondera. Já Roberta chama a atenção para que se avalie a situação do ambiente para evitar degraus nas portas, o que pode ocasionar um efeito grosseiro no local. (LC)

309074 - Pendente New Line Metal QPD1155 cinza para 1 lâmpada e27 R$ 189,90 unidade

300789 - Torneira Fani Lavatório Prima 210 mesa 1195 bica alta

JOMAR BRAGANÇA/DIVULGAÇÃO

R$ 189,90 unidade

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PAREDES Outras opções práticas e de baixo custo são as composições de quadros nas paredes com buracos. Segundo Amanda, essa é uma boa saída para aquelas pessoas que não desejam pintar e emassar as divisões. “Essa é uma prática que está em alta atualmente”, garante. (LC)

307088 - Cuba Tramontina Retangular prime sem válvula f315 alto brilho 47 x 30 x 17 R$ 199,90 unidade

CRISTIANE COSTA/DIVULGAÇÃO

ECONOMIA Agora, se o seu objetivo é realizar as reformas com a ajuda de um profissional especializado, Roberta afirma que o gasto final da obra pode ser reduzido em até 30%. “Nós indicaremos lojas e mão de obra qualificada para a realização do trabalho e orientaremos o cliente para que ele consiga economizar o máximo possível”. (LC)

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304637* - Previct Churrasqueira Arquitetura P4 CQCN0035 (não revestida) R$ 619,90 unidade

(OBS: completa, com porta espetos e grelha em inox / módulos arquitetura são vendidos separadamente) *Imagem meramente ilustrativa


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sociedade

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DOLCEVITA OS QUE VÃO

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ais uma pertinente e quente reflexão pescada nas profundezas abissais da internet. Já pararam para pensar que a gente vai embora e fica tudo aí? Sem eufemismo, quer dizer, a gente morre e tudo fica aqui. Como reza a sabedoria popular, no caixão, a sete palmos do chão, ou na cremação, estaremos sozinhos e sem nada. Tirando as pirâmides do Egito, tumba não tem quartos, sala, nem gavetas. Tudo fica para os outros.

OS QUE VAMOS

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s planos para amanhã ou a longo prazo, as tarefas miúdas e cotidianas, o dinheiro no banco ou as dívidas com o banco e as gerais. Tudo o que compramos sem precisar, para mostrar, para exibir, humilhar, ostentar, gastar ou para ter status. A gente vai embora, se dissolve, é comido pelos vermes, vira pó e, assim, toda a importância que pensávamos ter some.

OS QUE FICAM

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or incrível e mais dramático que seja, a vida continua e as pessoas superam, seguem suas rotinas normalmente. O mundo não acaba solidário com a gente. Algumas pessoas, as mais próximas, amigas queridas, até sofrem, muito e muito tempo, mas acabam se conformando. Não tem outro

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS EDY FERNANDES

jeito. A morte faz parte da vida.

ele quantos anos ele tinha. Galileu, parecendo brincar, respondeu: “oito ou talvez dez”. Parecia brincar porque ele já tinha aquela enorme barba branca, já estava velho. E para a época dele, viveu muito! Mas Galileu estava falando muito sério, uma grande verdade e explicou. “Tenho, na verdade, apenas os anos que me restam de vida”.

O QUE FICA

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amos embora e todos os problemas que pensávamos enormes e insolúveis viram um imenso vazio. Mesmo porque não existem problemas. Os problemas moram dentro de nós. Aliás, quem espera morrer? Se esperássemos pela morte, talvez viveríamos melhor. Não economizaríamos carinho, seríamos mais generosos e gentis. Talvez perdoássemos mais, riríamos mais. O tempo voa. Então, pense bem. O que você faz com o tempo que te resta?

DÁ ME GALILEU

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RECURSOS NOBRES

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ivemos a honra de receber convite da Associação Brasileira de Recursos Humanos – Minas Gerais (ABRH-MG) para o evento do Prêmio Ser Humano, homenagem à Personalidade Empresarial, Eugênio Mattar, CEO da Localiza; Personalidade de RH, Luís Marcio Araújo Ramos, diretor da Usiminas; e posse da nova diretoria da ABRH-MG. Foi quarta, no The One Business, Luxemburgo. A seguir, outros merecidos parabéns.

RECURSOS CLAROS

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a categoria Administração, o programa Trilha de Carreira: Impacto, Percepção de Mobilidade, do grupo Hermes Pardini: Adriana Aparecida Oliveira, Denis Márcio de Lima e Priscilla Lu-

4004-9000

Emprestando sua beleza para o coquetel de lançamento do Calendário Solidário 2019, Norah Lapertosa

continuou: “Porque os anos já vividos não tenho mais, como também não tenho as moedas que já gastei”. Então é isso, meus caros e idolatradas. Devemos, como Galileu, que escapou da fogueira da Inquisição, valorizar o tempo que nos resta e não ficarmos lamentando o tempo que passou, o leite derramado. E se quisermos e pudermos, o tempo que nos resta pode ser infinito e muito bem aproveitado. Vamos olhar pra frente. Viver este novo Brasil, ali na esquina. Mesmo porque, é o único que temos, na única vida que temos. Sim, estamos cada vez mais velhos, mas, hoje, é o primeiro dia do resto de nossas vidas.

lançaperfume

11, das 19h às 22h, 6 Dia na Raja Gabaglia, inau-

guração de um templo à velocidade, beleza, design e tradição, o Porsche Center Belo Horizonte. de chique, o 6 Além bairro de Lourdes preserva o projeto original da cidade, inaugurada em 1897.

largas e arboriza6 Ruas das. Plural e diverso,

ce Alves das Neves. E claro, à presidente (reconduzida) da ABRH, Eliane Ramos Vasconcellos Paes.

abriga residências, comércio, entretenimento e excelente qualidade de vida. Daí, a Rede Lourdes Brilha unindo comerciantes, moradores e voluntários em prol de causas sociais.

DÁ LHE GALILEU

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alileu Galilei (15641642) foi um gênio, um grande cientista italiano. Reza a lenda que, certo dia, perguntaram a

esforço prazeroso 6 Um e conjunto para valori-

zar o bairro, com “aquele” resgate! Resgate do convívio em comunidade e dos espaços públicos. neste Natal, mais 6 Ebrilho que nunca! Ruas

decoradas e iluminadas para as festas. Diversas ações durante todo o período e o mais importante, ser solidário com aqueles que precisam. Aguardem mais suculentos detalhes. 5, a Tom Sobre 6 Dia Tom proporcionou be-

la festa de encerramento do programa fidelidade 2018 para os profissionais que atingiram a premiação, trocando-a por passagens aéreas. também 6 Aconteceu o lançamento do programa 2019. Tudo no espaço Casa Nossa, São Bento, para os premiados. No mesmo evento que aconteceu no BH Shopping em benefício da ONG O Proação, a linda e elegante Ana Flávia Furtado

anfitriãs, Ana 6 Como Maria Teixeira, Simone e Fabrícia Teixeira.


reportagem

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BICHOS E CAPRICHOS

Então é Natal...

ADOTE UM AMIGO REPRODUÇÃO DO SITE

Também para os pets! Eles serão presenteados e lojistas investem para que tutores tenham muitas opções na hora de comprar o mimo para seu bichinho FOTOS DIVULGAÇÃO

Ludmila Segundo pesPizarro quisa de intenção de consumo da FecomércioMG, 97% dos presentes de Natal serão dirigidos para familiares e, para muitos, o bichinho de estimação se enquadra nessa categoria. Por essa razão, há diferentes lojistas investindo no setor. A Padaria Pet, no bairro Buritis, por exemplo, oferece produtos específicos para as festividades de Natal como cerveja e panetone para animais. “A gente trabalha com o conceito da humanização dos pets, que já é uma realidade. Para muitas pessoas, eles são membros da família. Então, presentear no Natal é uma consequência”, explica o empresário Marcelo Zamana, da Padaria Pet. A fisioterapeuta Carolina Penna, 37, vai presentear suas duas cadelas da raça golden retriever, Nina e a filhote Zoe. “A Nina é um membro da família, está crescendo junto com a minha filha Beatriz, de 11 meses, e, se uma ganha presente, a outra também”, afirma Carolina. Nina tem até seu próprio perfil no Instagram, o @ninagoldenbh, com mais de 15 mil seguidores. Segundo Carolina, na sua família, quando é feito amigo oculto, os animais são incluídos.

SAÚDE Carolina avalia que, no período de festas, presentear os animais com comi-

Michelangelo é um gato gar6 Oboso. Vacinado, vermifugado e castrado, está para adoção na Cão Viver – mediante entrevista, claro. Confira caoviver.com.br

REPRODUÇÃO DO SITE

Nina ganhou um ensaio fotográfico

Tapete divertido à venda na Imaginarium

escaminha, linda que só, é 6 Esta a Felicity, que está para adoção

na BastAdotar (bastaadotar.com), uma das ONGs que atuam em BH na tarefa de encontrar um lar amoroso para animais resgatados. Um ano, Fiv e Felv negativos. Super dócil. Casa de gato do site Amor Pet Shop

Panetone sabor carne da Padaria Pet REPRODUÇÃO SITE

das é importante para a saúde deles. “Muita gente acha que na ceia do Natal o animal pode comer um pouquinho, mas não pode, eles passam mal”, observa. Zamana concorda e salienta a importância de oferecer um alimento balanceado ao pet. “Nossos produtos têm certificado do Ministério da Agricultura, e todas as receitas são desenvolvidas por nutricionistas e veterinários. O nosso panetone, por exemplo, tem flocos de carne”, explica o empresário. A padaria Pet existe há dez meses e cresceu 50% de janeiro a outubro.

DICAS Novo look Um roupinha pode ser uma boa opção. Mas ao escolher a peça, pense no conforto do pet, avalie o tecido e se a roupa deixará seus movimentos livres. Brinquedos É importante comprar de acordo com sua personalidade. Muitos fatores contribuem a segurança ou perigo de um brinquedo, e muitos deles dependem no tamanho do seu cachorro, nível de atividade e preferências

Acessórios Além de coleiras, uma nova casinha, tigelas, cobertores e afins, uma opção bacana é investir em um pingente de identificação, que ajuda na localização quando o cão está perdido. Adote Um dos melhores presentes que você pode dar é a adoção. E para dar uma forcinha, publicamos em nossa página um classificados com indicações de animaizinhos que estão aguardando um lar. Confira!

é um cão idoso muito 6 Ofofo.PierreÉ castrado, vacinado e vermifugado. Interessados podem entrar em contato com a ONG Cão Viver (caoviver.com.br)

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CONSUMIDOR “Golpe do processo judicial” dá prejuízo a aposentado Franco O aposentaMalheiro do José Alves de Castro, 84, é mais uma vítima de uma fraude cada vez mais comum contra pessoas da terceira idade: o golpe do processo judicial. Ele teve um prejuízo de R$ 9.733,33. Em agosto deste ano, um suposto escritório de advocacia previdenciária enviou uma carta informando que ele teria direito a receber uma quantia de R$ 83 mil referente à indenização de uma ação coletiva movida contra a antiga Caixa de Pecúlios, Pensões e Montepio Beneficente (Capemi). Para isso deveria fazer o depósito de uma quantia referente a custos processuais. “Como sofri uma isquemia há um tempo, perdi boa parte da memória. Então, não lembrava se havia participado de alguma ação coletiva contra alguma empresa ou se tinha indenização para receber. Foi aí que acabei caindo nessa armadilha”, lamenta o aposentado. Ele ainda afirma que o

LEO FONTES

É preciso sempre desconfiar e apurar antes de fazer qualquer depósito escritório chegou a depositar um cheque no valor prometido pela ação, mas o manteve bloqueado. Quando Alves procurou por informações, disseram que ele ainda tinha direito a receber os juros (R$ 198.550), mas para isso também teria que depositar mais 10% do valor, mas ele se negou. “Eu informei que não tinha mais (dinheiro) e pedi para que depositassem (o que foi prometido), aí sim eu pagaria o que faltava, mas estornaram o cheque que haviam depositado (de R$ 83 mil) e não atenderam mais meus telefonemas”, conta. O aposentado registrou um Boletim de Ocorrência e prestou queixa junto à OAB São Paulo, pois o suposto escritório estaria locado na cidade de Santos. “Não tenho mais esperança de reaver esse dinheiro, mas gostaria que minha história servisse de lição para que outras pessoas não caíssem nesse tipo de golpe”, ressalta o aposentado.

“Assim como Alves, outros aposentados já caíram nesse golpe, que é bastante comum no Brasil. Em uma busca rápida na internet é possível encontrar inúmeros casos parecidos do ‘golpe do processo’”, conta a assessora jurídica do Procon-MG, Christiane Pedersoli. “O idoso, de uma maneira geral, é vítima de vários golpes porque é vulnerável no ponto de vista físico, mental, e até mesmo tem uma solidão que o leva a acreditar nos outros. Os golpistas costumam ser muito simpáticos na

RECUPERAR Vítima A assessora jurídica diz que infelizmente é muito difícil recuperar o valor perdido, mas destaca a necessidade de se prestar queixa na polícia e também junto à Promotoria de Defesa do idoso

abordagem”, explica. Ela ainda chama a atenção para o advento da realidade virtual, que se por um lado é benéfico ao idoso, por outro aumenta o nível de exposição a esses golpes. “O idoso hoje é conectado na internet, isso é bom, pois dá a ele acesso à informação, mas, por outro lado, temos muitas informações falsas, então é necessário que o idoso cheque essas informações”, ressalta Pedersoli. A advogada especialista em direito do consumidor e presidente do Instituto de Defesa Coletiva, Lilian Salgado, ressalta os sinais aos quais as vítimas precisam ficar atentas para não caírem em golpes. “É preciso ficar atento a qualquer proposta de dinheiro fácil. Nenhum escritório de advocacia sério iria entrar em um processo sem haver solicitação nem contrato do cliente”, explica Salgado. Como dica, ela diz que é preciso sempre desconfiar e apurar antes de fazer qualquer depósito. Para isso, ela indica o sites dos tribunais de Justiças e da OAB. “A internet está aí para dar todo o auxílio”, comenta.

José Alves quer que sua história sirva de alerta para outros idosos

ATENÇÃO AOS GOLPES Normalmente, pessoas da terceira idade tornam-se mais vulneráveis a ações de golpistas e estelionatários. Um dos golpes mais comuns a pessoas idosas é o chamado “golpe do processo”, em que uma carta ou um telefonema avisa que o aposentado tem uma causa ganha na Justiça, mas que precisa pagar os custos processuais para receber a indenização. O depósito é feito, normalmente, em contas de laranjas, e a pessoa nunca recebe, nenhum valor. Para evitar, especialistas apontam alguns sinais para identificar a procedência do contato.

Compra equivocada

2 Verificar o escritório que está enviando, a correspondência na internet, no site da Ordem dos Advogados do Brasil

Verificar na Promotoria do Idoso se há algum processo dessa natureza. Via de regra, na carta é necessário que tenha o número do processo.

4 Solicitar junto à secretaria do Tribunal uma cópia dessa decisão e, a partir dessa cópia, ele pode verificar se tem direito a esse valor. FONTE: CHRISTIANE PEDERSOLI, ASSESSORA JURÍDICA DO PROCON-MG, E PESQUISA DIRETA.

Ficar atento à forma visual da carta. É preciso se atentar a possíveis erros de português, por exemplo.

Por telefone, uma pessoa comunica que uma compra de valor elevado foi feita com o cartão do cliente. Ao tentar confirmar dados como nome, endereço, número de conta e de cartão, coleta as informações pessoais.

Saidinha de banco

Idosos nem sempre dominam tecnologia e às vezes têm dificuldade em fazer operações nos caixas eletrônicos. Golpistas se aproximam das vítimas identificando-se como funcionários do banco e oferecem ajuda. Dessa forma, acabam coletando dados pessoais como senha e código de segurança do cartão.

Bilhete premiado

Aparentando origem humilde, o golpista diz ter ganhado na loteria ou ter uma indenização a receber no banco. Mas sempre há um impedimento para receber o dinheiro. Há diferentes versões: ou está sem o documento, ou tem uma dívida no banco, ou a agência já está fechada e a pessoa precisa viajar para outra cidade. O golpista repassa à vítima os direitos do “prêmio” em troca de um valor mais baixo do que deveria receber e desaparece.

Carro do sobrinho

Por telefone, uma pessoa pergunta a quem atende a chamada se ela sabe quem está falando. Chama-a de “tio” ou “tia” e tenta constranger falando que quem está do outro lado da linha se esqueceu do sobrinho (ou sobrinha) querido. Na conversa, tenta fazer com que a pessoa diga um nome de uma pessoa que conhece para, em seguida, dizer que é essa pessoa, contar que o carro quebrou no meio da estrada e pedir dinheiro para o conserto por meio de depósito na conta de um laranja.

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1 O primeiro indício é a exigência de depósito prévio. Formalmente, um escritório sério iria solicitar uma reunião presencial para apresentar o dados do processo e o valor que o idoso teria direito a receber.

OUTROS

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

Correção da poupança está na mira Seguindo a mesma lógica do falso processo judicial, criminosos se aproveitaram do pagamento dos valores das ações judiciais pelas perdas da poupança pelos planos econômicos — depois de décadas de brigas no Judiciário — e criaram recentemente uma nova modalidade de golpe. Eles se passam por advogados e, por telefone, informam que há uma quantia disponível para ser resgatada de processos ainda em andamento. É preciso ficar atento, pois apenas pessoas que participaram de ações coletivas terão direito ao recebimento. Nesse caso, o alerta dado por especialistas é o mesmo. “É preciso sempre desconfiar e mostrar os documentos para alguém de confiança, ou um advogado, ou alguém da família, para poder analisar se realmente é algo verídico”, aponta a advogada Lilian Salgado.


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ESPAÇO GOURMET DE BANDEJA

Para conhecer mais os vinhos A recém-inaugurada casa multiexperiência da cidade, o Espaço DO AR, firmou uma parceria para a criação da UVA: Escola Etílica. Agora, o segundo andar da construção situada no Santa Lúcia irá sediar cursos, degustações, encontros de confraria e eventos ligados ao mundo das bebidas fermentadas e destiladas, abrangendo diferentes estilos, países e regiões. Para dezembro, a agenda já tem dois cursos programados: um obre espumantes, no dia 11/12, e outro sobre as novas fronteiras do vinho mineiro, no dia 18/12. Os cursos têm valor fixo de R$ 135 e podem ser reservados pelos telefones(31) 98221-0679 e (37) 99914-4763. Há descontos a partir de duas ou mais pessoas.

Uma só panela e várias criações FRED MAGNO

Fusilli com costela de porco ao molho ragu

FAUNO/DIVULGAÇÃO

Circuito especial de Natal O Circuito Gastronômico de Favelas realiza uma feira com 20 barraquinhas de gastronomia, com pratos a valores entre R$ 10 e R$ 15, comandadas por cozinheiros das comunidades da capital. O evento ocorre na rua Murilo Moraes de Andrade, no Santa Lúcia, nos dias 15 (sábado), das 13h às 22h, e 16 (domingo), das 10h às 20h. Atrações como Flávio Renegado e Maurício Tizumba integram a festa. A entrada é gratuita e pedese doação de 1kg de alimento não-perecível ou de um brinquedo.

Hofbräuhaus com convidada O Hofbräuhaus BH apresenta, no próximo dia 13, a segunda edição da Experiência Gastrô, com a chef convidada Janaína Barrozo, do Cabernet Butiquim. Ao lado do chef da casa, Rafael Carvalho, ela prepara um menu com duas entradas, um prato principal e uma sobremesa, ao custo de R$ 100. As vendas estão sendo feitas pelo site www.experienciagastro.hofbraubh.com.br. FRED MAGNO-8.8.2017

RECEITA Ingredientes 2 kg de costela suína com osso em pedaços 1 garrafa (350 mL) de vinho branco seco 1 cebola média picada 4 dentes de alho espremidos Sal e pimenta-do-reino a gosto 2 colheres (sopa) de azeite extravirgem 2,5 kg de molho de tomate pelado italiano triturado 500 g de fusilli (parafuso) caseiro 100 g de parmesão ralado 20 g de salsinha

Modo de preparo Tempere a costela com o vinho, a cebola, o alho, a salsinha, o sal e a pimenta-do-reino a gosto. Depois, escorra os pedaços de costela e frite-os no azeite em fogo médio, com a panela tampada parcialmente, por 40 minutos ou até a carne ficar bem macia. Adicione o fusilli e o molho de tomate e cozinhe, em fogo médio, por mais 30 minutos ou até o molho espessar. Ajuste o sal. Acrescente o queijo e sirva bem quente. Receita rende 8 porções

Que tal simplificar a vida? Pratos que exigem apenas uma panela para o preparo podem se revelar verdadeiros achados para o dia a dia Preparar uma refeição ou uma sobremesa pode ser mais fácil do que muitos pensam e ainda vir com o bônus de não deixar a preguiça de encarar uma pilha de utensílios sobre a pia passar perto. São receitas acessíveis, algumas bastante simples e outras um pouco mais sofisticadas em relação aos tipos de ingredientes usados, mas que, em comum, compartilham a praticidade de serem feitas em uma só panela. As possibilidades são amplas e vão desde uma carne cozida a um brigadeiro vegano, cuja base apenas diferencia-se da versão tradicional pelo uso do leite de amêndoas e de um chocolate mais intenso, constituído de 70% de cacau. Pode-se Carlos Andrei Siquara

se incluir também nesse grupo de preparos uma variedade de risotos, massas e até a brasileiríssima galinhada. Eliana dos Santos Lima, que é gerente do Batata’s Beer, comenta que um pouco de cerveja preta pode fazer uma corriqueira peça de chã de fora, cozida com batatas, ganhar riqueza de sabores. “A cerveja traz um gostinho um pouquinho adocicado, então a carne cozida fica com um toque agridoce muito gostoso”, diz Eliana. Uma dica, segundo ela, é colocar a bebida junto com a água na panela de pressão. “Quando estiver faltando uns cinco minutinhos para completar o cozimento da carne, pode abrir a panela e acrescentar as batatas. Depois, o prato vai estar pronto para servir com cebolinha e pimenta biquinho”, sugere a cozinheira. Para quem gosta de massas, uma opção é o fusilli com costela de porco ao molho ragu. O chef Maurizio Gallo ressalta que esse é um prato italiano servido em comemorações. “Especialmente em aniversários, na Páscoa ou no Natal. Eu mesmo só faço sob pedido ou em eventos”, diz Gallo. Ele completa que o fusilli pode também ser substituído por outros formatos de macarrão, como o penne e o fettuccine.

Ainda na linha da gastronomia italiana, o risotto alla pescatora é mais uma alternativa para quem busca conciliar os prazeres da boa mesa com o menor investimento em trabalho antes e após as refeições. O principal nesse prato é a qualidade dos frutos do mar. “Eles precisam ser bem frescos. O risotto alla pescatora tem esse nome por causa dos pescadores que pegavam os mariscos e os cozinhavam no dia”, conta o chef Carlo Caredda. Assim como no caso do risoto e do fusilli ao molho ragu, fazer tudo na mesma panela é o que torna viável o sucesso da galinhada. “É preciso dourar bastante o frango na panela para deixar um fundo, que vai dar aquela cor caramelada”, pontua a chef Janaína Barrozo. Ela observa que quiabo, ora-pro-nóbis, maxixe ou pequi são bem-vindos, e cada um desses vegetais pode ser somado, resultando em diferentes combinações. Os benefícios de usar apenas uma panela, portanto, não está só na economia de tempo, mas na garantia de sabores únicos.


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FERNANDA SA MOTTA

RECEITA

por Janaína Barrozo

Ingredientes

Ingredientes

1 L de leite de amêndoas 100 g de açúcar demerara 100 g de chocolate 70% picado

2 dentes de alho cortados 1/2 cebola em cubos 1/4 de pimentão amarelo em cubos 1/4 de pimentão vermelho em cubos 1 talo de Salsão 1 fio de azeite 1 coxa com sobrecoxa Sal e pimenta-do-reino 1/2 xícara de arroz 500 mL de caldo de legumes

Modo de preparo Misture leite e açúcar no fogo até reduzir pela metade. Coloque o chocolate e mexa por mais dez minutos até desgrudar do fundo da panela.

GLÓRIA BISTRÔ/DIVULGAÇÃO

RISOTTO ALLA PESCATORA por Carlo Caredda

Modo de preparo

RECEITA

Tempere o frango com sal e pimenta. Em uma panela média com azeite, adicione a coxa com sobrecoxa e deixe até a pele ficar dourada. Retire e reserve. No mesmo azeite, adicione o alho picado e deixe dourar. Em seguida, adicione a cebola, os pimentões, o talo de salsão picado em cubos e deixe até refogar tudo uniformemente. Adicione o arroz e a coxa com sobrecoxa já dourada. Adicione o caldo de legumes e cubra até aproximadamente dois dedos acima do nível do arroz. Quando o caldo secar, desligue o fogo. Prove os temperos para uma possível correção. Deixe descansar por cinco minutos com uma tampa e está pronto para servir.

CARNE DE PANELA DO BATATA’S

RECEITA

Por Eliana dos Santos

Ingredientes 10 batatas médias 1 kg de chã de fora 5 dentes de alho 1 cabeça de cebola

200 mL de cerveja preta Folhas de louro Orégano Molho inglês Sal a gosto 1/2 xícara de óleo Pimenta a gosto

RECEITA

Modo de fazer Corte a carne em cubos e refogue com alho e cebola. Deixe dourar. Depois, coloque a cerveja e um pouco de água para cozinhar a carne por uns 40 minutos. Acrescente as batatas por mais três minutos.

Ingredientes

Modo de preparo

80 g de arroz para risoto 2 unidades de lagostim 70 g de lula 2 unidades de mexilhões 50 g de vôngole 100 mL de caldo de peixe Salsinha e sal a gosto Uma colher de sopa de azeite 1 dente de alho 150 mL de vinho branco ½ cebola

Refogue o alho com uma colher de azeite. Acrescente os frutos do mar (lagostim, lula, mexilhões e vôngole) e cozinhe por alguns minutos. Refogue com o vinho branco. Após tirar os frutos do mar, refogue, na mesma panela, ½ cebola e o arroz. Acrescente o caldo de peixe até o cozimento do grão. Coloque os frutos de mar de volta na panela. Acrescente salsinha, sal e azeite a gosto. VIOLETA ANDRADA/DIVULGAÇÃO

por Camila Botelho

GALINHADA

STUDIO TERTÚLIA/DIVULGAÇÃO

BRIGADEIRO VEGANO


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ESPECIAL DE NATAL LEO FONTES - 23.12.16

‘Lembrancinhas’

Apesar das boas expectativas, tíquete médio deve diminuir entre os consumidores

Natal 2018 deve ser mais farto para lojistas de BH e região O Natal de 2018 promete aquecer o comércio varejista em Belo Horizonte. É o que revela pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH). De acordo com o estudo, 74,4% dos consumidores presentearão alguém no fim deste ano. Entre eles, a maior parte (70,4%) pretende comprar até quatro presentes (no ano passado a média era de três). Em função disso, a expectativa é que o faturamento do seLeonardo Cunha

tor cresça 3,1% na comparação com 2017, totalizando um montante em vendas de R$ 3,3 bilhões. Para o presidente da entidade, Bruno Falci, o apelo emocional que a data possui e a melhora no cenário econômico do país nos últimos meses fazem com que as pessoas desejem comprar mais lembranças para familiares e amigos. “Ninguém quer deixar a data passar em branco. Mesmo que seja com itens de menor valor, as pessoas buscam presentear”, diz. Ele ainda destaca que “esse aumento no número de itens que serão comprados é

um sinal positivo para o comércio, pois mostra que os consumidores estão otimistas com o futuro da economia em 2019”, comenta. No entanto, apesar do crescimento, Falci aponta que os clientes estão planejando reduzir o valor desembolsado com cada produto. “Neste ano, o tíquete médio esperado é de R$ 87,80. Em 2017, foi de R$ 107,82. Isso acontece porque os clientes costumam presentear várias pessoas, e para conseguir fazer isso sem se endividar eles estão optando por adquirir itens de menor valor”, comenta.

BETIM O Natal para os comerciantes betinenses também promete ser positivo. Segundo a CDL da cidade, a expectativa é de que o setor cresça 2,5% em relação ao ano passado. De acordo com a entidade, o tíquete médio gasto pelo consumidor betinense será de R$ 130, valor 18,25% menor que o registrado no ano passado (R$ 160). O presidente da CDL de Betim, José de Oliveira Barboza, acredita que mesmo com um poder de compra aparentemente reduzido, o consumidor não deixará de

ir às compras. Os itens mais procurados pelos consumidores serão vestuários, brinquedos, perfumes e cosméticos, além dos aparelhos eletrônicos. A orientação do órgão é para que os lojistas se preparem bem, organizando a equipe de vendas, elaborando uma vitrine chamativa, além de oferecer brindes e descontos para atrair novos clientes e fidelizá-los. CONTAGEM Já a CDL de Contagem aposta em um crescimento de 8% nas vendas para o Natal, índice superior ao mes-

mo período de 2017, quando a expectativa ficou entre 5% e 6%. “Isso se deve, principalmente, ao cenário econômico mais favorável do país, à queda da taxa de juros e da inflação, além da retomada do crédito e aumento do Produto Interno Bruto (PIB)”, frisa o presidente da entidade, Frank Sinatra Santos Chaves. O valor do tíquete médio no município será de R$ 100. A aposta do comércio local é nos setores de vestuário, brinquedos, perfumaria e cosméticos, calçados, joias e de alimentos.

DENILTON DIAS - 21.10.2015 NÚCLEO DE PROJETOS ESPECIAIS / O TEMPO

PRODUTOS MAIS PROCURADOS De acordo com a pesquisa, os produtos mais procurados para presentear na data serão:

Setor de vestuário será o que mais atrairá clientes durante as compras deste fim de ano

21,9%

Roupas

19,2%

Calçados

14,1%

Brinquedos

10,1%

Cosméticos/perfumes

6,2%

(bolsas, mochilas, cintos, carteiras)

5,2%

Livros

3,6%

Cestas de chocolate/panetones

3,1%

Eletrônicos

FONTE: CDL-BH

Acessórios

BRASIL

De acordo com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 72% dos brasileiros planejam comprar presentes para terceiros no Natal deste ano. A expectativa é de que mais de cem milhões de consumidores se mobilizem para garantir alguma lembrança. Em termos de arrecadação, as projeções permanecem no mesmo patamar do último ano e indicam uma injeção de aproximadamente R$ 53,5 bilhões na economia. (LC)


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LITERATURA Carla Madeira lança 2º livro Patrícia Embora teCassese nha sido lançado há três anos, o livro “Tudo é Rio” (Quixote Edições) segue rendendo dividendos diários à sua autora, Carla Madeira – principalmente na página do Facebook que leva o nome da obra, onde os comentários são constantes. Maior êxito da casa editorial mineira, o livro, vale lembrar, mereceu elogios de nomes de peso, como Martha Medeiros. Não por outro motivo, a segunda investida da também diretora criativa da agência Lápis Raro no mercado editorial suscita boas expectativas. “A Natureza da Mordida”, obra em questão, terá lançamento neste sábado (8), na Livraria e Café Quixote. “Há três anos, comecei a ter uns insights de pequenas cenas, e, nelas, fui tentando um exercício de linguagem, de tom de voz, de maneira de narrar uma his-

tória”, conta a autora. “E aí os personagens começaram a surgir, e eu com o desafio de fazer com que cada um tivesse um jeito de falar – mas sem me apoiar em algum tipo de cacoete”. A trama apresenta ao leitor duas protagonistas, Olívia e Biá, que se encontram pela primeira vez num pequeno sebo. “A Biá, por exemplo, é psicanalista, gosta de literatura, mas está em um processo demencial (é mais velha). Queria que o leitor reconhecesse a sua fala, mas não só pelo jeito: também pela temática. E o mesmo com a Olívia. A maneira como cada uma esboça as angústias que sente, as questões que elas trazem à tona... E isso foi construindo esses exercícios de linguagem, que, aos poucos, revelavam que histórias cada uma ia levar ao livro”. No entanto, Carla admite que a edificação da trama foi mais caótica do que a de “Tudo é Rio”. “Em ‘A Natureza da Mordida’, nos 12 primeiros

Sáb. 8.dez.

DIOGO MEDEIROS / DIVULGACÃO

Em novo livro, Carla Madeira versa sobre a amizade – e sobre o amor à literatura

encontros das duas personagens, a gente não conhece os fatos que se sucederam na vida delas anteriormente, sabe muito mais as consequências. Uma está arrasada com o que acabou de viver, outra, com a tragédia que vem arrastando há anos. Então, gera uma an-

gústia. Só a partir do 13º encontro o leitor começa a conhecer a narrativa, a história propriamente dita”, explica. O processo de “Tudo é Rio”, vale dizer, foi bem distinto. “Ali, foi um jorro, e o leitor vai ler o livro na ordem em que foi escrito. Aqui não,

precisei escrever a história para depois ir nas consequências, mas elas me vinham enquanto estava escrevendo a história... Então, foi bem mais caótico”. “Tudo é Rio” tem levado Carla aos mais diversos lugares, como clubes de leitura e

feiras literárias. Ainda que atue há três décadas como diretora de criação, além de já ter composto músicas, a autora frisa que a experiência da escrita foi avassaladora. “Escrever um livro foi de uma intensidade indescritível”. E entre os feedbacks aferidos, cita a de um detento de Caeté, que, após uma roda de leitura, no presídio, lhe disse que, após o ponto final da obra, tinha “deixado de odiar”. Ou a da moça que havia perdido dois filhos recém-nascidos. “Ela me disse que, até ali, não estava conseguindo elaborar a dor, mas que o livro a ajudou a organizar os sentimentos. Isso me comoveu demais, fiquei super emocionada”, reconhece.

Madeira >lançaCarla “A Natureza da Mordida”

Neste sábado (8), às 11h. Livraria Quixote (rua Fernandes Tourinho, 230, Savassi). Entrada gratuita. O livro será vendido a R$ 52,90


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almanaque SUCESSO DE PÚBLICO> Caetano e filhos retornam a BH para show no KM de Vantagens Hall, dia 16

Talento no DNA Dom. 16.dez

MARCOS HERMES/DIVULGAÇÃO

Ofertório

Caetano, Zeca, Tom e Moreno voltam pela terceira vez a BH para apresentação do show

Se, como reza o ditado, um é pouco, dois também não foi número suficiente para atender a saciedade do público belo-horizontino. Não por outro motivo, após uma apresentação inicial no Palácio das Artes, em outubro do ano passado, e de figurar como atração do Breve Festival, no Mirante BH, em agosto último, Caetano Veloso e filhos estão de volta à capital mineira – desta vez, os quatro ocupam o palco do KM de Vantagens Hall, em uma experiência que, em seu bojo, enseja uma homenagem às mães da prole do baiano, Dedé Gadelha (genitora de Moreno) e Paula Lavigne (de Zeca e Tom Veloso). “Sinto esse show como uma experiência mística”, aponta Caetano, ao Pampulha. “É a nossa reunião sobre um palco, com toda a carga de energia cultural que nos envolve. Raphael Vidigal/ Patricia Cassese

Muito vem do Recôncavo, da minha origem familiar. Meu pai e minha mãe produziram muita luz. E vejo isso expandindo-se em nossas vidas”. O cantor e compositor compara o feitio da empreitada ao de uma oração. “Procuramos tocar certo, mas não é uma exibição de músicos. É um compartilhamento de oportunidade de iluminação. Nesse sentido, contrapõe-se à atmosfera raivosa do Brasil e do mundo de hoje”, pontua o artista, que recentemente fez um forte desabafo em relação ao assassinato, a facadas, do mestre Moa do Kantendê, em outubro, após uma divergência política. Indagado sobre o que mudou na estrutura do espetáculo desde sua estreia, Caetano esclarece: “O essencial é mantido. A estrutura visual, a forma do roteiro, tudo. Mas é claro que a passagem do tempo traz mais domínio do já estruturado e também novas ideias. Alguns arranjos foram mudando. E às vezes

sai uma canção ou entra uma novidade”. Caetano lembra que, em meio à turnê, em conversa com o filho, Zeca, se lembrou de uma música antiga de Gilberto Gil, desconhecida, que fala de Moreno Veloso e de Preta Gil, quando eles eram criancinhas. “Na hora do show, cantei. Nem tinha planejado fazer isso, foi surpresa para todos – até para mim”, admite. No entanto, acrescenta. “Fiz isso só naquela noite e não voltei a fazer nos shows subsequentes. Na última volta ao Rio, resolvi cantála de novo. Foi bacana porque Francisco, filho de Preta, estava na plateia, e eu não sabia”, diz, referindose a um dos netos de Gilberto Gil. Se a presença desta canção é incerta no set list da apresentação em BH, a que terminou dando título ao show, “Ofertório”, é garantida. “Ela foi feita para a missa de aniversário de 90 anos de minha mãe (Dona Canô, falecida no Natal de 2012). Ela é que diz o essen-

cial do show. Escrevi as palavras como se estivessem sendo ditas por minha mãe – e agora me servem para eu falar dos meus filhos”. As citadas mães dos garotos são homenageadas por meio das músicas “Eu Não Me Arrependo” (composta para Paula Lavigne) e “Ela e Eu” (para Dedé). O público local que já assistiu ao show se lembra que um dos momentos mais surpreenden-

“

Sinto esse show como uma experiência mística (...) com toda a carga de energia cultural que nos envolve” Caetano Veloso

tes do espetáculo é quando Zeca Veloso interpreta uma composição de sua autoria, “Todo Homem”. Outro momento que, indubitavelmente, terá seu bis nessa nova oportunidade. “Já faz uns três anos (que a compus)”, conta Zeca. “Era verão, estava com Tom, meu irmão, e um amigo. Os dois foram à praia e eu fiquei tocando a progressão de acordes da primeira parte da música. Terminei escrevendo a letra e fiquei muito entusiasmado. Era muito sincera e sentida, mas bem construída, como sempre quis fazer, mas nunca tinha conseguido”. O refrão, emenda ele, veio logo depois, “melodia e letra quase juntas”. “Escrevi a segunda parte na praia, fui procurar Tom para mostrar a primeira e não o achei…”, rememora o moço, hoje com 26 anos. O pai coruja endossa o talento do filho. “Zeca me surpreendeu com melodias muito pessoais e cheias de sentimento”. Outro momento que mo-

biliza plateias é quando o caçula Tom (21 anos) dança, empolgado. “Tom toca bem, ouve bem, compõe bem e escreve letras muito bem. Mas nunca tínhamos tido o hábito de tocar juntos. Ou de compor juntos”, diz o pai. O primogênito da prole já é mais “íntimo” do público. Aos 46, Moreno Veloso é referenciado como “um milagre” pelo pai pelo fato de, aos 9 anos, ter feito a letra de “Um Canto de Afoxé Para o Bloco do Ilê”. “Depois fizemos ‘Sertão’, que ele gravou no (projeto) ‘Moreno+2’. E ele me presenteou com ‘How Beautiful Could a Being Be?’”. Sobre trabalhar com os três, Caetano exulta: “Parece outra coisa, não é como fazer com outros parceiros. Eles são extensões de mim na minha cabeça”.

> Ofertório

Caetano, Moreno, Zeca e Tom Veloso. KM de Vantagens Hall (av. Nossa Sra. do Carmo, 230). Dia 16 (domingo), às 20h. A partir de R$ 130 (pista, arquibancada, 3º lote)


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MÚSICA Audergang lança 4º CD autoral Embora não haja um conceito específico a nortear as canções, as faixas de “No Time 4 Little Troubles” – quarto disco do grupo de blues mineiro Audergang, que será lançado neste sábado (8), no Stonehenge Rock Bar – têm como denominador comum a vontade de valorizar facetas do chamado blues contemporâneo. “Ainda que o álbum também traga canções que respeitem as nuances do blues tradicional de Chicago”, frisa o guitarrista e vocalista Auder Jr. São composições com letras em inglês que, lembra ele, surgiram “com uma facilidade incrível”, a partir da parceria firmada entre Auder e outro integrante, Brazza. O contrabaixista, vale rememorar, entrou no grupo para a turnê do CD anterior (“Blues For The Blues”). Mas, nos anos 90, os dois já haviam sido parPatrícia Cassese

ceiros do Easy Rider, banda que chegou a gravar por uma major (a Sony) e a emplacar músicas em novelas. Compostas as faixas, veio a ânsia de registrá-las de pronto – mas, entre os obstáculos, estava o fato de o baterista, Luís Cláudio, morar na cidade de Piranga, e o gaitista, Osmar Souza, em Patos de Minas. Resolvidos esses empecilhos, veio o CD, que traz faixas como “Little Trouble”, de vertente mais blues rock, “mas com uma pitada soul que remete a Jimi Hendrix e Stevie Ray Vaughan”. “É uma faixa na qual a gente está apostando até como música de trabalho”, admite ele. A letra fala de uma garota que passa a se relacionar com um homem mais velho. “E fala dos contratempos, das dificuldades advindas desse relacionamento – porque, apesar de no início ser tudo empolgante, existe a diferença de idade, de conceitos. E gosto muito do refrão”, enfatiza.

Sáb. 8.dez.

MARCELA POLIDO/DIVULGAÇÃO

Os quatro integrantes do Audergang, com Auder (à frente): aposta no viés autoral

Outra que Auder destaca é “Take me By Your Side”, que fala de superação. No caso, a de um homem que quer se livrar da dependência das drogas. “A música tem uma modulação, uma

mudança de tom, que representa justamente essa virada, que se dá quando ele consegue de fato trilhar um caminho melhor. Vejo-a como uma balada blues, meio soul, que remete às baladas

da Motown dos anos 70”. Sobre o empenho do grupo – que, vale dizer, foi criado em 2007 – em mostrar sua faceta autoral, Auder lembra que a Audergang foi uma das primeiras bandas minei-

ras a advogar a causa do blues autoral. “Se não a primeira. Nós sempre compramos essa ideia. E, com isso, acredito que a gente esteja puxando uma galera, gente mais nova que também está apostando no blues autoral, em um movimento que, ao fim, acaba valorizando a cena local”. Na verdade, ele admite que repetir o que já foi feito é válido pela questão da preservação da memória, mas o viés autoral acaba trazendo os holofotes para a cena local. O show, diz Auder, vai apresentar o novo CD por completo, “na ordem das faixas”. “Na sequência, as canções mais importantes de nossa trajetória. E vamos ter vários convidados, das cenas rock e blues. Ao fim, vamos confraternizar com o público enquanto a Seattle Blues se apresenta”.

> Audergang

Stonehenge Rock Bar (rua dos Tupis, 1.448). Neste sábado (8), às 21h. R$ 25 (com direito ao CD).


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MÚSICA Orquestra do rock’n’roll Os dinossauAlex ros da cena Bessas musical de Belo Horizonte vão se recordar: a primeira vez que ouviram e falaram em Orquestra Mineira de Rock (OMR) foi em 1998. À época, estavam dizendo de uma festa que congregava as bandas Cartoon, Cálix e Somba – três expoentes da música autoral na cidade. Ali, cada grupo fazia sua apresentação em separado e, ao final, se reuniram para uma jam session. Ocorre que a cada novo evento a apresentação coletiva se tornava maior. A ponto que, já faz um tempo, se romperam as divisões e os 13 integrantes do projeto apresentam todas as canções juntos. Anciões e neófitos do rock’n’roll belo-horizontino podem, agora, assistir a mais um concerto da OMR. Desta vez, eles adentram o Palácio das Artes, neste domingo (9) – esta, aliás, a última apresentação do grupo neste ano. Dado o valor afetivo das três bandas para as gerações que vivenciaram a Belo Horizonte dos anos de 1990 e do início dos anos 2000, trata-se de um show com potencial para emocionar – até os

mais jovens, diga-se. “Tem alguns momentos que são bem especiais... Na verdade, tem vários”, garante Renato Savassi, integrante da banda Cálix. “Na plateia tem de tudo, aqueles que nos acompanham desde o início e conhecem nossa obra autoral e aqueles que estão indo pela primeira vez, mas se impactam pela interpretação de clássicos, como ‘Abbey Road Medley’, dos Beatles, ou a ‘Sinfonia nº 5’, de Beethoven”. E aqueles que estiverem presentes no show e ainda estejam embalados pelo filme “Bohemian Rhapsody”, a cinebiografia de Freddie Mercury (1946-1991) que tem levado multidões às salas de cinema da capital, têm tudo para sair do show arrepiados. “A gente já tocava ‘Somebody To Love’. Mas, no último show, a gente decidiu incluir ‘Bohemian Rhapsody’. É uma música muito difícil de ser executada. Até por causa do coral. Até mesmo o Queen usava playback. É algo difícil de fazer ao vivo”, comenta Savassi, adiantando que, mesmo com dez vozes se somando no coral, ainda é um desafio interpretar tal canção. “O Freddie Mercury é um dos maiores, senão o maior cantor que esse mundo já viu. Ver ‘Bohemian’

Dom. 9.dez.

VITOR MACIEL/DIVULGAÇÃO

A Orquestra Mineira de Rock se habituou a lotar teatros desde seu retorno, em 2015

ao vivo é algo impactante”, comenta. LONGEVIDADE Se a primeira reunião do grupo data o ano de 1998, foi a partir de 2015 que a OMR assumiu a atual configuração. Era, afinal, imperativo o desejo de quebrar as fronteiras ainda bem esqua-

drinhadas entre cada projeto particular para que os 13 músicos formassem, enfim, uma orquestra. “Desde o retorno, todos os shows que fazemos em teatros estão lotados. Estamos muito satisfeitos com o nível artístico a que a gente chegou, com a relação que temos entre nós”, expõe Sa-

vassi, orgulhoso do projeto existir há 20 anos. “Não é fácil, mas posso dizer que a música está vinculada às relações de amizade. Só é possível por causa disso. E é algo que é passado ao público, e, por isso, criamos vínculo”, elabora o músico e instrumentista. Buscando refazer na me-

mória os caminhos trilhados por eles, Savassi é assertivo: “A construção do que vivemos é, hoje, algo impossível de ser reproduzido”. Para ele, o advento da internet trouxe facilidades para uma disseminação musical mais emergente. “O jeito de conhecer algo novo era ir em um show e aprender ao vivo, ou comprar CDs”, lembra. Um detalhe que enriqueceu a relação deles com o público. Para encerrar a prosa, o músico se atém a um detalhe: o lugar em que vão se apresentar. “Para nós, o Palácio das Artes é uma referência em teatro. É o lugar onde vimos grandes músicos, nacionais e internacionais. É um lugar imponente e importante, significativo para a nossa formação”, elogia, reforçando toda a história que esse equipamento cultural traz consigo. Finalmente, para 2019, a intenção é “fazer acontecer”. É que, com o sucesso do projeto, pululam convites para apresentações fora do Estado.

Orquestra >Mineira de Rock

Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537, Centro). Neste domingo (9), às 19h30. R$ 20 (inteira).

CAROLINE BITTENCOURT/DIVULGAÇÃO

é atração do 6 Criolo Se Joga no Rolê

O cantor e compositor mostra sucessos de sua trajetória, além de apresentar músicas recentes, como “Boca de Lobo”. A nova turnê estreou no último dia 5, em Porto Alegre. A noite vai contar, ainda, com Cynthia Luz e vários DJs. Onde Marô (Rua Gabriela de Melo, 365 – Olhos D’agua) Quando Dia 15 (sábado (15), a partir das 20h. Quanto R$ 100 (inteira).

MTC/DIVULGAÇÃO

Rudess faz show 6 Jordan na capital mineira

O multi-instrumentista Jordan Rudess, membro da banda de metal progressivo norte-americana Dream Theater, faz única apresentação em BH, dentro da turnê “From Bach to rock”. Ao piano, ele repassa temas inesquecíveis do rock. Onde Centro Cultural Minas Tênis Clube (rua Bahia, 2.244). Quando Neste domingo (9), às 19h. Quanto A partir de R$ 80 (inteira).


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ARTES CÊNICAS ‘Catulli Carmina’ feito em BH RENATA MAIA/DIVULGAÇÃO

Se em “Carmina Burana”, cantata cênica montada pelo Núcleo de Música Coral (NMC) da UFMG em 2016, o diálogo com a contemporaneidade parte de temas relacionados à nossa política, como a crítica às instituições de poder, em “Catulli Carmina”, nova produção do NMC, que fica em cartaz no Sesc Palladium no próximo fim de semana (14 a 16), essa conexão é feita a partir da discussão sobre a questão da monogamia. “(O espetáculo) fala exatamente desse grande problema que diferencia o amor da paixão. A paixão como desejo da posse do objeto amado e o amor que é uma coisa em que você pode não necessariamente querer a propriedade disso”, explica Ernani Maletta, diretor geral da montagem. “É uma discussão mega contemporânea vai atravessar nossa vida. Quando chegaremos ao ponto em que as pessoas não vão confundir amar alguém com querer a propriedade desse alguém? A monogamia é uma regra social, não um instinto nosso”. Ao todo, estarão no palJessica Almeida

teatro adulto ASIKATALI – NÃO É TARDE DEMAIS Direção: João Valadares. Texto: Criação coletiva. Espetáculo encenado por formandos do Curso de Aprofundamento em Teatro, da Escola Livre de Artes. Asikatali é uma comunidade fictícia em que os moradores são obrigados a conviver com crises econômicas, morais e existenciais. Funarte MG (r Januária, 68, Floresta, 3213-3084). Nestes sáb. (8) e dom. (9), às 19h. Entrada gratuita. Até 16.12

BOA NOITE, CINDERELA Direção: Inês Peixoto. Texto: Carlos Nunes. Após passar uma noitada em uma boate, um homem acorda sozinho em casa e percebe que foi vítima da bebida misteriosa. Ao constatar que teve todos os seus bens roubados, ele refletirá sobre a vida, o amor e a amizade. Teatro da Biblioteca Pública (praça da Liberdade, 21, Funcionários, 3293-5502). Neste sáb. (8), às 21h; e dom. (9), às 19h. R$ 28 (postos Sinparc).

ECLIPSE SOLAR Direção: Ricardo Alves Jr. Texto: Germano Melo. Por meio de uma narrativa fragmentada, entremeada por canções, imagens e performances, a peça evoca um tempo/espaço imaginário para abordar dúvidas e perplexidades sobre o futuro dos nossos dias. Teatro João das Neves (av. dos Andradas, 723, centro, 3236-7400). Até 15.12. Qui., às 21h; sex. e sáb. às 19h e às 21h; dom., às 19h. Entrada gratuita.

EIA Direção: Mônica Tavares. Texto: Criação Coletiva. Formandos do Teatro Universitário da UFMG. Uma andarilha percorre fragmentos que perpassam o

Núcleo de Música Coral da UFMG encena segunda parte da trilogia de Carl Orff

co 150 artistas, entre cantores, atores e instrumentistas, sob regência do maestro Arnon Sávio Reis de Oliveira. “Catulli Carmina” faz parte da trilogia “Trionfi”, do compositor alemão Carl Orff (18951982). Além de “Carmina Burana” e “Catulli Carmina”, fecha o ciclo “Trionfo di Afrodite”. O compositor trabalhou a partir de poemas e textos dramáticos escritos séculos antes para criar a trilogia. Especifica-

mente em “Catulli Carmina”, Orff se baseou em 12 poemas de Catullus, poeta inovador e sofisticado que viveu na Roma de Júlio César. Em seus versos, Catulo expressa com sinceridade e sensualidade sua paixão pela aristocrata Clodia, tratada sob o pseudônimo de Lésbia. “Catulo escreveu esses poemas para sua amada, mas criou uma ficção. Na criação dele, ela é uma prostituta que tinha vários ho-

mens e não admitia ser só do que amava”, explica o diretor. CONTINUIDADE Para criar a o aspecto cênico de “Carmina Burana”, Ernani se inspirou no filme homônimo de 1975 do diretor Jean Pierre Ponnelle (19321988), sua principal referência visual da obra. No caso de “Catulli”, essa referência não existe. “É uma obra bastante rara, há poucas apresenta-

ções dela, é muito difícil, complexa, não é muito conhecida nem feita. Por isso não tivemos como escapar de algumas imagens que vieram do ‘Carmina’”, diz. Aliás, como era de se esperar, as produções foram pensadas de modo contínuo. Por isso, a apresentação atual começa com uma citação de trechos da anterior. “As pessoas na época do ‘Carmina’ comentavam que não tinham tido

JOSE LUIZ PEDERNEIRAS/DIVULGAÇÃO

rompimento da infância e de vidas marcadas por fome, machismo, racismo e alienação. Funarte MG (r. Januária, 68, centro). Até 16.12. Qui. a dom., às 20h. Entrada gratuita.

Grupo Corpo apresenta os espetáculos “21” e “Parabelo” (foto) neste fim de semana, no Cine Theatro Brasil

A PONTE Direção: Adriano Guimarães. Texto: Daniel Maclvor. Três irmãs separadas pela vida são obrigadas a se reunir para enfrentar a morte iminente de sua mãe. N reencontro, as três vão acabar revendo seus valores, crenças e diferenças. CCBB (Circuito Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Até 23/12. Sex. a seg., às 20h. R$ 30 (inteira).

ÓPERA BRUTA Direção: Juan Castrel. Texto: Idylla Silmarovie, João Maria Kaisen. Lança um olhar e, principalmente, direciona a escuta para aquilo que nos soa masculino nas sociedades. Funarte MG (r. Januária, 68, Floresta, 3213-3084). Nestes sáb. (8) e dom. (9), às 19h30. R$ 30 (inteira).

Atrações: Circovolante, Coral Infantojuvenil Monsenhor Rafael Coelho, Liz Monteiro, Cia. Circunstância (palhaço Vinagre) e Quinteto Volante. Praça Gomes Freire, centro, Mariana. Neste sáb. (8), das 18h às 21h. Entrada gratuita.

Núcleo de Música Coral da UFMG – 20 anos Direção geral: Ernani Maletta Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270 – 8100). Entre os 14 e 16. Sexta e sábado, às 21h; domingo, às 18h. R$ 20 (inteira)

colegas, desapareceu. Desconfiados de que ela teria sido raptada pelo Espírito do “não-sei-o-quê”, Santi e Clara partem floresta a dentro em busca da amiga. CCBB (Circuito Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Até 23.12. Sex., às 16h; sáb. e dom., às 11h e 16h. R$ 30 (inteira).

NOEL E OS DUENDES Direção e texto: Joselma Luchini. Inspirada em fatos reais, a autora conta a história de um velhinho que catava brinquedo dos sacos de lixo deixados na rua. Espaço Cultural Luchini (rua Osório de Morais, 274, bairro Ouro Preto, 99993-0600). Sáb., às 16h30; dom, às 11h. R$ 25. Até 23.12

Direção e texto: Antonio Hildebrando. Rebeca é uma criança curiosa e sapeca que quer descobrir a resposta para uma pergunta: “O Que É a Vida?”. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1.341, centro, 3273-1050). Neste sáb., às 16h. Entrada gratuita.

QUINTAL

ALICE – ELOGIO AO CIRCO

NOITES CIRCENSES

> Catulli Carmina

QUEM PERGUNTA QUER RESPOSTA!

circo Espetáculo cênico-circense. Trabalho de formatura dos alunos do Curso de Artes do Circo da Escola Livre de Artes – Arena da Cultura/2018. Livre criação, inspirado no clássico “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277-4707). Até 15/12. Sex., às 16h. . Entrada gratuita. Até 15.12

oportunidade de ver e conhecer a obra toda. O ‘Catulli’ muito menos. Quando pensamos em fazer, então propus de abrirmos com esse pequeno prólogo, mas não vai ser algo deslocado. É uma citação que vai se transformar. Ao público vai parecer que há uma relação muito íntima entre uma e outra, a continuação de uma grande reflexão sobre várias questões”, afirma. O diretor afirma que o grupo tem a intenção de montar também a terceira parte da trilogia, mas ressalta que vontade não é a única coisa necessária. “Um trabalho como esse que envolve muita arte e pesquisa, depende muito do trabalho e envolvimento de todo mundo nesse lugar, da universidade, das pessoas. Estamos vivendo um momento em que precisamos saber o que vai acontecer conosco, pra saber de que forma vamos existir. O desejo de continuar sempre existe. Mas não posso garantir nada” conclui.

dança 21 E PARABELO Grupo Corpo. Coreografias: Rodrigo Pederneiras. Apresentação de duas coreografias: “21” e “Parabelo”. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb. (8), às 20h30; dom. (9), às 19h. R$ 30 (inteira).

Marinho, 60, Santa Efigênia, 32417181). Neste dom. (9), às 19h30. R$ 35.

REFÉM SOLAR Direção e intérprete: Elisa Nunes. Como uma cena curta permeada pela experiência da negritude no contexto urbano e a condição de erotização e objetificação da mulher negra de pele clara. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (8), às 21h; e dom. (9), às 19h. R$ 20 (inteira).

FLAMENCORAZÓN III Dança Flamenca com Fabio Rodriguez, Mila Conde, grupo La Sala e alunas do Ciclo de Estudos Fábio Rodriguez. Participação da bailaora Thamires Ladeira. Teatro de Bolso do Sesiminas (r. Padre

teatro infantil A BELA E

A FERA Direção: Fernando Bustamante. História de um príncipe que, por sua arrogância, foi transformado em uma fera, e o feitiço só será quebrado quando ele encontrar uma mulher que o ame de verdade. Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, Savassi). Neste dom. (9), às 16h. R$ 22 (inteira).

HOJE O ESCURO VAI ATRASAR PARA QUE POSSAMOS CONVERSAR Direção: Luiz Fernando Marques e Rodolfo Amorim. Texto: Ronaldo Serruya. Num vilarejo onde não vivem mais animais, vivem os colegas Santi, Clara e Luna, que, depois de sofrer bullying de seus

Direção: Joaquim Elias. Texto: João Filho. Dois irmãos, ligados pela falta do pai, são obrigados a enfrentar os conflitos e descobertas de suas infâncias. Interpretação em Libras. Museu Histórico Abílio Barreto (av. Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, 3277-8573). Neste dom., às 11h30. Gratuito. Próxima apresentação: 10.12

RAINHA DA NEVE Direção: Fernando Bustamante. História das irmãs Anna e Elsa na luta entre o bem e o mal para quebrar o feitiço do inverno eterno. Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, Savassi). Neste sáb. (8), às 16h. R$ 22 (inteira).


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EVENTOS Um Natal com cara de Brasil Alex Quando se Bessas pensa em canções de Natal, o soar das harpas, sinos e corais são parte do imaginário popular. Algo que, aliás, destoa da tradição da música brasileira – e das profissões de fé que a data remete. Para emancipar o 25 de dezembro e imprimir brasilidade à ocasião, Maurício Tizumba insurge com os “Tambores de Natal”. No show, que acontece na quarta (12), o músico recebe convidados como Marina Machado, Pereira da Viola e Maíra Baldaia para, juntos, celebrar um “Natal popular brasileiro”, explica. “O mundo todo está impregnado por essa festa do consumo, do consumismo. Não paramos para pensar de onde vem essa história”, critica Tizumba, ciente que “bater nessa tecla é remar contra a maré”. Ainda assim, situa que “este é o festejo do nascimento de um menino, de um novo momento nas nossas vidas”. No Brasil, há uma outra tradição que, apesar de sua riqueza, acaba sendo negligenciada diante da emergência do consumo. “Temos aqui a Folia de Reis, que vai de casa em casa, de presépio em presépio, tocando viola, tambor, pandei-

ro...”, reforça. É justamente com olhar para esses eventos que o show “Tambores de Natal” é celebrado há 15 anos. “É um projeto que nasce da união dos alunos do Tambor Mineiro para contar uma história de paz, de união... Mas sem muita pregação. Uma coisa de unir todos os ritmos e cantar a mesma música”, diz. Mais uma vez, o espetáculo marca o encerramento das atividades anuais do Tambor Mineiro, além de celebrar os aniversários de 61 anos de Tizumba, celebrado no dia 15, e os 121 de BH, no dia 12. “Coincidem todas estas datas, que são importantes para mim. É um momento para um sagitariano que gosta de cantar a sua terra, os seus lugares, a sua vida e trazer mais pessoas comigo”, examina. E nessa história de trazer mais gente para o coro, cada um dos convites feitos aos artistas que acompanham Tizumba no show foi motivado por uma história particular. “A Marina Machado eu tenho como minha parceira de música popular, de festa na rua, de show em lugar público”, pontua o anfitrião do espetáculo, que ainda elogia o exímio conhecimento da “sócia” em matéria de “tambores”. Já Maíra Baldaia traz em seu canto a força da juventude negra, avalia ele. “Ela é a possibilidade de uma nova ne-

gritude cantando em Minas Gerais”. Sua filha, Júlia Tizumba, também tem lugar na apresentação. “Essa menina tem a força do meu sangue e tem tudo para continuar essa minha história”. Por fim, Pereira da Viola “é o folião, o quilombola que tem a força negra no seu canto, é um conhecedor da Folia de Reis”. Encerrando 2018 “com uma grande festa”, Tizumba mira o calendário do próximo ano. Projetos como o Tambor na Praça e o Tambor Mineiro seguem firmes e fortes. O segundo, aliás, já volta à ativa no início de janeiro. “Vamos começar o curso de verão e, anote aí, quem quiser ir não precisa ter nenhum conhecimento musical e nem instrumentos. É só ter vontade de tocar, de experimentar. Depois do dia 6, já estaremos na ativa de novo”, diz. Além disso, quando conversou com o Pampulha, Tizumba havia acabado de receber convite para uma série de apresentações na Alemanha. Com a conversa já adiantada, ele explicou que deve embarcar para o Velho Mundo em junho “para misturar o meu tambor com o canto de lá”.

>NatalTambores de

Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/n, Centro). Dia 12 (quarta), às 20h. R$ 20 (inteira).

DOUGLAS MAGNO/O TEMPO 20.12.2014

uma edição do 6 Mais Matriz Solidária

Evento anual, promovido pelos empresários Edmundo Correa e Andrea Diniz, que reúne várias bandas, arrecada alimentos e brinquedos para as creches Dora Ribeiro, Gilmara Iris, Etelvina Caetano de Jesus e Obras Educativas Jardim Felicidade. Onde Matriz (Terminal Turístico JK). Quando Dia 16 (domingo), a partir das 13h. Quanto R$ 5 + 1 kg de alimento ou 1 brinquedo.

IRIS ZANETTI/DIVULGAÇÃO

Ouro Preto faz 6 Orquestra especial de Natal em BH

Levando ao palco o pianista Cristian Budu e com regência de Rodrigo Toffolo, a Orquestra Ouro Preto apresenta concerto Especial de Fim de Ano na capital mineira. O convidado é considerado em todo o mundo um dos maiores e mais talentosos jovens pianistas da atualidade. Onde Grande Teatro do Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046, Centro). Quando Dia 16 (domingo), às 11h. Quanto R$ 20 (inteira)

PATRICK ARLEY/DIVULGAÇÃO

Qua. 12.dez.

Tizumba imprime tradição dos tambores e a celebração da Folia de Reis ao Natal brasileiro ELCIO PARAISO/DIVULGAÇÃO

Minas Gerais 6 Memorial realiza feira de Natal

Na “Feira do Memorial – Arte e Design em Presentes Criativos”, os visitantes vão encontrar produtos diversos, como os trabalhos fotográficos, bijuterias, acessórios infantis e artesanatos. Onde Memorial Minas Gerais Vale (praça da Liberdade, 640, Funcionários). Quando Nestes sábado (8), das 10h às 17h30, e domingo (9), das 10h às 15h30. Quanto Entrada gratuita.


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CINEMA Homenagem a Glauber Rocha FOTOS FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO/DIVULGAÇÃO

Glauber Rocha (19391981), considerado um dos maiores cineastas brasileiros, sempre teve uma alma criativa inquieta. Por meio da experimentação visual e da linguagem cinematográfica, o baiano construiu uma filmografia coesa, em que mostra com ousadia estética e ambição temática os mais diversos aspectos da realidade brasileira nos âmbitos social, político e religioso. Para celebrar a obra desse cineasta genial, o Cine Humberto Mauro apresenta a mostra “Glauber Rocha: Kynoperzpektyva 18”, em que exibe 17 longas e curtas-metragens de Glauber, além de filmes de cineastas estrangeiros que dialogam com a obra dele. Há sessões diárias comentadas. “Glauber é considerado o cineasta mais importante do Brasil, apesar de sua filmografia curta, pois atuou somente durante duas décadas”, fala Matheus Araújo Silva, doutor pela Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP) e pesquisador da obra de Glauber. “Existem cineas-

original para incorporálos a seus filmes.

Etienne Jacintho

“Barravento” (1969) e “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964) integram mostra no Cine Humberto Mauro

tas mais longevos, como Nelson Pereira dos Santos (1928-2018), mas, de maneira geral, Glauber é o mais original, autor de uma obra singular”, completa. A mostra segue os caminhos de uma retrospectiva proposta pelo próprio Glauber, em 1981, e realizada em uma cinemateca portuguesa, a “Kynoperzpektyva 81”. Na ocasião, o cineasta sugeriu reunir sua obra em quatro módulos: “Afrika”, “Brazil Arkayko”, “Amerika

Yberyka” e “Brazil Unyverzal”. Os títulos são uma forma de protesto à influência da estética do cinema norte-americano no Brasil, e os módulos organizam sua filmografia por afinidades temáticas. “É um exercício de comparação interna da obra de Glauber”, diz Silva, que assina a curadoria da mostra juntamente com a gerência do Cine Humberto Mauro. O pesquisador explica que essa retrospectiva tem o

diferencial da comparação, não só entre as obras de Glauber, mas também entre os filmes dele e de cineastas como Jean-Luc Godard, Sergei Eisenstein e Luis Buñuel, entre outros. É Silva quem faz essa análise comparativa em palestras que integram a mostra. “É um curso com sete palestras ilustradas com trechos de filmes e fotos, precedidas pela exibição dos filmes que têm a ver com os confrontos que

vou propor”, explica o pesquisador, que está preparando um livro sobre esse tema. “Minha intenção é ajudar o público a perceber essa relação do Glauber com esses cineastas, conjugando a exibição de filmes e os debates comparativos”, diz. Silva também quer salientar a forma como Glauber absorveu o que buscou dentro das obras desses outros cineastas e transformou esses elementos de forma

OBRAS ESSENCIAIS Glauber Rocha tem dois filmes que são considerados obras-primas: “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de 1964, e “Terra em Transe”, de 1967. “‘Deus e o Diabo’ é um filme ambicioso, que Glauber fez quando tinha apenas 23 anos, em que tenta recapitular as rebeliões populares do Brasil a partir da religião, com Canudos, e da violência, com o cangaço”, explica. “E ele transporta essas duas matrizes de rebeliões populares para o pensamento do fim do governo Jango (19611964). É uma obra-prima sem paralelo no cinema mundial”. Já ‘Terra em Transe’ é uma reação à ditadura militar, iniciada em 1964. “O filme traz uma metáfora religiosa com raiz africana. A obra deixou todo o mundo boquiaberto”.

Glauber Rocha – >Kynoperzpektyva 18

Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita (retirar ingressos uma hora antes das sessões). Até 23 de dezembro. Confira programação completa em www.fcs.mg.gov.br

ARTHOUSE/DIVULGAÇÃO

Atenção! O roteiro abaixo refere-se à programação deste final de semana, dias 8 (sábado) e 9 (domingo)

estreias O BEIJO NO ASFALTO (Brasil, 2018, 1h38, 14 anos) Dir. Murilo Benício. Com Lázaro Ramos, Débora Falabella, Otávio Müller. Baseado na obra de Nelson Rodrigues. Ao presenciar um atropelamento, Arandir, um bancário recém-casado, tenta socorrer a vítima, mas o homem, quase morto, só tem tempo de realizar um último pedido: um beijo. Cineart Cidade 1: 18h30

O CHAMADO DO MAL (Malicious, EUA, 2018, 1h32, 14 anos) Dir. Michael Winnick. Com Josh Stewart, Bojana Novakovic, Delroy Lindo. Quando Adam aceita um emprego como professor universitário, ele e sua esposa grávida, Lisa, se mudam. Tudo parece perfeito, até que Lisa sofre um aborto em circunstâncias misteriosas. Agora, ela se vê assombrada por uma entidade maligna. BH Shopping 7: 17h30(*), 20h e 22h20 Cineart Boulevard 5: 15h40, 19h20 e 21h10 Cineart Cidade 2: 13h40, 15h30, 19h10 e 21h (*) Cineart Contagem 3: 15h(*), 16h50(*), 18h50(*) e 20h40 Cineart Del Rey 3: 17h10, 19h e 20h50 Cineart Del Rey 3: 17h10, 19h, 20h50 e 22h40 Cineart Itaú Power 6: 14h45, 19h15 e 21h10 (*) Cineart Minas 2: 17h30, 19h20 e 21h15 (*) Cineart Via Shopping 2: 16h50,

ANIMAIS FANTÁSTICOS: OS CRIMES DE GRINDELWALD

18h50 e 20h40 (*) Cinesercla Big 5: 15h30, 17h20, 19h10 e 21h (*) Cinesercla Norte 2: 15h30, 17h20, 19h10 e 21h (*) Estação BH 1: 13h, 15h, 17h15, 19h15 e 21h45 (*) Monte Carmo 5: 16h50(*), 18h50(*) e 21h10 Pampulha 2: 14h05(*), 15h55, 17h45(*), 19h35(*) e 21h25(*) Partage Shopping Betim 2: 15h40, 18h e 20h15 (*) (*) Sessões dubladas

ENCANTADO (*) (Charming, EUA/ Canadá, 2018, 1h25, livre) Dir. Ross Venokur. No dia de seu batizado real, Príncipe Felipe Encantado foi amaldiçoado com um feitiço que faz com que todas as mulheres do reino se apaixonem perdidamente por ele. O feitiço apenas será quebrado quando o príncipe encontrar o amor verdadeiro. BH Shopping 7: 13h05 e 15h10 Cineart Boulevard 5: 13h50 e 17h30 Cineart Cidade 5: 11h40, 15h20, 17h10 e 19h Cineart Cidade 5: 13h30 (sessão 3D) Cineart Cidade 5: 15h20, 17h10 e 19h Cineart Contagem 5: 14h40, 16h40 e 18h30 Cineart Del Rey 1: 13h50 (sessão 3D) Cineart Del Rey 2: 19h Cineart Del Rey 3: 13h30 e 15h20 Cineart Itaú Power 4: 14h30 e 18h40 Cineart Itaú Power 5: 16h40 (sessão 3D) Cineart Minas 2: 13h50 e 15h40 Cineart Minas 5: 17h40 Cineart Paragem 3: 15h, 16h50 e 18h50 Cineart Via Shopping 1: 13h50, 15h40 e 17h30 Cinesercla Big 2: 14h45 e 16h20 Cinesercla Norte 3: 16h45 Cinesercla Norte 5: 14h50 Diamond 6: 14h50 e 17h10 (sessões 3D) Estação BH 6: 13h30, 15h30 e 17h30 Monte Carmo 2: 15h, 16h50 e 18h50 Pampulha 1: 14h35 e 19h (sessões 3D)

Fernanda Montenegro e Otávio Müller em cena do longa que marca a estreia de Murilo Benício na direção: diálogos e percepções dos personagens que povoam o universo rodriguiano Pampulha 5: 14h45 e 16h45 Partage Shopping Betim 4: 17h10 e 19h40 (sessões 3D) Partage Shopping Betim 4: 14h50 Pátio Savassi 7: 13h15 e 15h30 (*) Sessões dubladas

HENFIL (Brasil, 2018, 1h15, 12 anos) Dir. Angela Zoé. Apresenta a vida do cartunista e ativista Henfil e, através de narrativas paralelas. Belas 3: 18h

O ÓDIO QUE VOCÊ SEMEIA (The Hate U Give, EUA, 2018, 2h12, 14 anos) Dir. George Tillman Jr.. Com Amandla Stenberg, Regina Hall, Russell Hornsby. Adolescente presencia o assassinato de seu melhor amigo por um policial. Ela é forçada a testemunhar no tribunal por ser a única pessoa presente na cena do crime e está disposta a dizer a verdade.

Belas 1: 16h30 e 21h30

RASGA CORAÇÃO (Brasil, 2018, 1h53, 14 anos) Dir. Jorge Furtado. Com Marco Ricca, Chay Suede, Drica Moraes. Militante anônimo que, depois de 40 anos de luta pelo que considera novo e revolucionário, vê o filho Luca acusá-lo de conservador, antiquado e anacrônico. Belas 2: 16h40, 19h10 e 21h40 Net Cineart Ponteio 2: 13h50, 16h20, 18h50 e 21h20 Pátio Savassi 2: 13h10, 15h40, 18h10 e 20h50

TINTA BRUTA (Brasil, 2018, 2h, 18 anos) Dir. Filipe Matzembacher, Marcio Reolon. Com Shico Menegat, Bruno Fernandes, Guega Pacheco. Enquanto responde a um processo criminal, Pedro é forçado a lidar com a mudança da irmã para o outro lado do país. Sozinho no escuro do seu quarto, ele dança coberto de tinta

neon, enquanto milhares de estranhos o assistem pela webcam. Belas 3: 19h30 (sessão vitrine comentada R$ 12 inteira) Belas 3: 19h30 (sessão vitrine: R$ 12 inteira)

A VIDA EM SI (Life Itself, EUA, 2018, 1h58, 16 anos) Dir. Dan Fogelman. Com Oscar Isaac, Annette Bening, Olivia Wilde. O relacionamento amoroso de um casal é contado através de diferentes décadas e continentes, desde as ruas de Nova York até a Espanha. BH Shopping 5: 12h40, 15h20(*), 17h55 e 20h40 Diamond 1: 13h50, 16h40, 19h30 e 22h10 (*) Sessões dubladas

continuam em cartaz

(Fantastic Beasts: The Crimes Of Grindelwald, Reino Unido/ EUA, 2018, 2h14, 12 anos) Dir. David Yates. Com Eddie Redmayne, Dan Fogler, Katherine Waterston. Newt Scamander reencontra os queridos amigos e une forças com seu antigo professor de Hogwarts, Alvo Dumbledore, para enfrentar o terrível Gerardo Grindelwald. BH Shopping 3: 13h10, 16h10, 19h10 e 22h10 (sessões 3D) BH Shopping 3: 13h10, 19h10 e 22h10 (sessões 3D) Cineart Boulevard 1: 18h20 e 21h Cineart Boulevard Imax: 13h10, 15h50, 18h30 e 21h10 (sessões 3D) Cineart Cidade 4: 13h10, 15h50, 18h30 e 21h10 (*) Cineart Contagem 1: 15h40, 18h20 e 21h (*) Cineart Contagem 2: 16h20 (*) Cineart Del Rey 1: 15h40, 18h20 e 20h50 Cineart Itaú Power 5: 14h, 18h30 e 21h10 (*) Cineart Itaú Power 6: 16h35 (*) Cineart Minas 1: 15h50, 18h30 e 21h10 (*) Cineart Minas 3: 14h10 (*) Cineart Paragem 5: 15h, 17h40 e 20h30 Cineart Via Shopping 4: 15h, 17h40 e 20h20 (*) Cinesercla Big 2: 18h15 (*) Cinesercla Norte 5: 18h25 (*) Diamond 5: 15h30, 18h30 e 21h30 (sessão 3D) Estação BH 3: 13h15, 16h, 18h45 e 21h30 (*) (sessões 3D) Monte Carmo 6: 18h30 e 21h10 (*) Pampulha 5: 18h45 e 21h15 (*) Partage Shopping Betim 6: 17h30 (*) Pátio Savassi 5: 15h50 e 22h (sessões 3D) Pátio Savassi 5: 13h e 18h50 (*) Sessões dubladas


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CINEMA IMAGEM FILMES/DIVULGAÇÃO

BOHEMIAN RHAPSODY (Bohemian Rhapsody, EUA, 2018, 2h15, 16 anos) Dir. Bryan Singer. Com Rami Malek, Aaron McCusker, Lucy Boynton. Cinebiografia sobre o vocalista da banda Queen, Freddie Mercury, que nasceu na Tanzânia e se mudou para a Inglaterra durante a adolescência. O filme compreende cerca de 15 anos da vida do cantor, até o festival Live Aid, em 1985. BH Shopping 2: 12h30, 15h30, 18h30 e 21h30 Cineart Boulevard 3: 13h30, 16h, 18h40 e 21h15 Cineart Cidade 3: 16h10 e 20h50(*) Cineart Contagem 6: 16h20(*) e 21h10 Cineart Del Rey 5: 14h, 18h20 e 21h Cineart Del Rey 7: 22h40 Cineart Minas 3: 21h Cineart Paragem 4: 18h20 e 20h50 Cinesercla Big 2: 20h40 (*) Diamond 2: 20h50 Diamond 3: 18h50 e 21h50 Monte Carmo 5: 14h Net Cineart Ponteio 4: 13h40, 16h10, 18h40 e 21h10 Net Cineart Ponteio Premier: 20h40 Pátio Savassi 3: 21h Pátio Savassi 6: 18h30 e 21h30 (*) Sessões dubladas

BTS - BURN THE STAGE: THE MOVIE (BTS - Burn The Stage: The Movie, Coreia do Sul, 2018, 3h23, 14 anos) Dir. Jun-Soo Park. Depoimentos e entrevistas exclusivas revelam a longa trajetória da banda coreana BTS, um dos maiores sucessos atuais do k-pop, que conseguiu se consolidar como um expoente do gênero na cultura mainstream. BH Shopping 1: 19h50 e 22h BH Shopping 3: 16h10 Partage Shopping Betim 7: 19h20

CADÁVER (The Possession of Hannah Grace, EUA, 2018, 1h25, 14 anos) Dir. Diederik Van Rooijen. Com Shay Mitchell, Grey Damon, Stana Katic. Quando uma policial recém-saída da reabilitação fica responsável pelo turno da madrugada num necrotério de um hospital, ela começa a encarar acontecimentos bizarros e violentos causados por uma entidade maligna que habita um dos corpos. BH Shopping 1: 17h10 e 22h BH Shopping 6: 19h30 e 21h50(*) Cineart Betim 1: 14h30, 16h20 e 21h (*) Cineart Cidade 6: 14h, 16h20, 18h50 e 21h05 (*) Cineart Contagem 2: 14h30, 19h e 20h50 (*) Cineart Del Rey 2: 15h20(*), 17h10(*) e 20h50 Cineart Del Rey 2: 15h20(*), 17h10(*), 20h50 e 22h50 Cineart Itaú Power 3: 17h25, 19h15 e 21h05 (*) Cineart Minas 5: 15h50, 19h30 e 21h20 (*) Cineart Via Shopping 1: 19h20 (*) Cineart Via Shopping 2: 15h (*) Cinesercla Big 4: 17h10, 18h55 e 20h40 (*) Cinesercla Norte 5: 16h40 e 20h50 (*) Estação BH 2: 18h30, 20h30 e 22h30 (*) Monte Carmo 2: 20h40 (*) Pampulha 3: 16h50 e 21h05 (*) Partage Shopping Betim 6: 15h20 e

20h50 (*) Pátio Savassi 3: 16h20 e 18h40

Monte Carmo 4: 16h20, 18h40 e 21h (*) Net Cineart Ponteio 3: 16h e 21h Pampulha 6: 14h25, 16h45, 19h05 e 21h20 (*) Partage Shopping Betim 1: 15h50, 18h30 e 21h20 (*) Pátio Savassi 4: 16h50, 19h30 e 22h10

(*) Sessões dubladas

CHACRINHA - O VELHO GUERREIRO (Brasil, 2018, 1h54, 14 anos) Dir. Andrucha Waddington. Com Stepan Nercessian, Eduardo Sterblitch, Gianne Albertoni. A história de José Abelardo Barbosa é narrada desde a época de sua juventude, quando fazia faculdade de medicina e largou tudo para se aventurar como locutor em uma rádio. Daí em diante, acompanhamos a transformação de sua vida e a criação do alter ego, o Chacrinha. Diamond 6: 22h

(*) Sessões dubladas

TODAS AS CANÇÕES DE AMOR (Brasil, 2018, 1h32, 14 anos) Dir. Joana Mariani. Com Marina Ruy Barbosa, Bruno Gagliasso, Luíza Mariani. Chico e Ana se mudam para um apartamento em São Paulo. Na arrumação, ela acha uma fita k7 e decide escutar e se depara com um mixtape de Clarisse, antiga moradora do lugar. Cineart Cidade 8: 16h10

O COLAR DE CORALINA (Brasil, 2018, 1h26, livre) Dir. Reginaldo Gontijo. Com Letícia Sabatella, Maria Coeli, Rebeca Vasconcellos. Aninha é uma criança que não se ajusta aos estereótipos. É na amarelinha que a garota supera as dificuldades e limitações. Agora, na vida adulta, ela é relembrada sobre a rejeição sofrida na infância. Cineart Cidade 8: 14h30

TUDO ACABA EM FESTA

DE REPENTE UMA FAMÍLIA (Instant Family, EUA, 2018, 1h58, 12 anos) Dir. Sean Anders. Com Mark Wahlberg, Isabela Moner, Rose Byrne. Um jovem casal decide adotar uma criança. Durante o processo, acaba se apaixonando pela adolescente Lizzie, uma garota de temperamento forte e que se sente responsável pelos dois irmãos mais novos. Logo, Pete e Ellie se veem com três estranhos em casa, que mudam suas vidas por inteiro. BH Shopping 1: 14h30(*) e 19h20 BH Shopping 1: 14h30(*) e 17h10 Cineart Boulevard 1: 14h Cineart Cidade 3: 18h40 (*) Cineart Cidade 5: 20h50 (*) Cineart Contagem 6: 14h e 18h50 (*) Cineart Del Rey 4: 16h e 20h40 Cineart Itaú Power 4: 16h20 e 20h45 (*) Cineart Minas 1: 13h40 (*) Cineart Minas 6: 16h20 (*) Cineart Paragem 3: 20h40 Cineart Via Shopping 1: 21h10 (*) Cinesercla Big 3: 18h30 e 20h45 (*) Cinesercla Norte 3: 18h30 e 20h45 (*) Diamond 6: 19h20 Estação BH 6: 19h30 e 22h (*) Monte Carmo 6: 13h50 e 16h10 (*) Pampulha 3: 14h30 e 18h50 (*) Partage Shopping Betim 4: 21h50 (*) Pátio Savassi 1: 21h15 Pátio Savassi 7: 17h40 (*) Sessões dubladas

O DOUTRINADOR (Brasil, 2018, 1h50, 16 anos) Dir. Gustavo Bonafé. Com Kiko Pissolato, Samuel de Assis, Tainá Medina. Um vigilante mascarado, por trás do disfarce de “doutrinador”, decide atacar a impunidade que permite que políticos e donos de empreiteiras enriqueçam às custas da miséria e do trabalho da população brasileira. Cineart Contagem 7: 20h30 Diamond 2: 13h e 15h10 Monte Carmo 3: 16h30 e 20h50 Partage Shopping Betim 7: 14h30, 16h50, 19h20 e 22h Partage Shopping Betim 7: 14h30, 16h50 e 22h Pátio Savassi 1: 14h20, 16h30 e 19h

A EXCÊNTRICA FAMÍLIA DE

O desenho animado “Encantado” é dublado por Larissa Manoela e Leonardo Cidade GASPARD (Gaspard va au mariage, França, 2018, 1h43, 14 anos) Dir. Antony Cordier. Com Félix Moati, Christa Theret, Laetitia Dosch. Gaspard se reencontra com a família após o anúncio do casamento do pai, acompanhado de Laura, que aceita fingir ser sua namorada. Entre um pai mulherengo, um irmão sensato demais e uma bela irmã, ele não tem consciência de que está prestes a viver os últimos dias de sua infância. Belas 3: 21h40

OS EXTERMINADORES DO ALÉM CONTRA A LOIRA DO BANHEIRO (Brasil, 2018, 1h40, 16 anos) Dir. Fabrício Bittar. Com Danilo Gentili, Léo Lins, Murilo Couto. Um grupo de três youtubers que se dizem especialistas em seres sobrenaturais decidem conquistar o reconhecimento do público de uma vez por todas. Para isso, eles traçam um plano para capturar um ser conhecido por todos, a loira do banheiro. BH Shopping 6: 14h10, 16h30, 19h e 21h50 BH Shopping 6: 14h20 e 17h Cineart Boulevard 1: 16h Cineart Cidade 1: 14h30, 16h30 e 20h30 Cineart Contagem 8: 15h, 17h, 19h e 21h Cineart Del Rey 7: 14h30, 16h40, 18h40 e 20h40 Cineart Itaú Power 1: 16h40, 18h50 e 21h Cineart Minas 6: 14h20, 18h40 e 20h40 Cineart Paragem 1: 14h30, 16h30, 18h30 e 20h30 Cineart Via Shopping 5: 14h30, 16h30, 18h30 e 20h30 Diamond 3: 16h Estação BH 5: 14h30, 16h45, 19h e 21h15 Monte Carmo 1: 14h30, 16h30, 18h30 e 20h30 Pampulha 4: 17h40, 19h35 e 21h30 Partage Shopping Betim 5: 13h50, 16h30, 19h e 21h30 FOX FILM/DIVULGAÇÃO

Pátio Savassi 3: 13h30

Pátio Savassi 7: 20h20

FILME PAISAGEM - UM OLHAR SOBRE ROBERTO BURLE MARX

UMA NOITE DE 12 ANOS

(Brasil, 2018, 1h15, livre) Dir. João Vargas Penna. Um passeio pela arte e personalidade do paisagista, pintor e escultor Roberto Burle Marx, que apresenta suas ideias numa sucessão de paisagens sensoriais. Belas 3: 14h

O GRINCH (*) (Dr. Seuss’ The Grinch, EUA, 2018, 1h30, livre) Dir. Yarrow Cheney. O Grinch não gosta do Natal e resolve invadir os lares dos vizinhos e roubar tudo o que está relacionado à data. BH Shopping 4: 16h20 (sessão 3D) Cineart Betim 3: 14h30 Cineart Boulevard 4: 14h30 Cineart Cidade 2: 17h20 Cineart Contagem 1: 13h50 Cineart Del Rey 2: 13h30 Cineart Del Rey 5: 16h30 Cineart Itaú Power 3: 13h45 e 15h35 Cineart Minas 3: 16h50 e 18h50 Cineart Minas 5: 14h Cineart Paragem 4: 16h30 Cineart Via Shopping 3: 14h20 Cinesercla Big 3: 16h40 Cinesercla Norte 3: 15h Diamond 5: 13h10 Estação BH 2: 14h e 16h15 Monte Carmo 4: 14h30 Pampulha 4: 14h e 15h50 Partage Shopping Betim 1: 13h55 Pátio Savassi 6: 16h10 (sessão 3D) (*) Sessões dubladas

UM HOMEM COMUM (An Ordinary Man, EUA/ Sérvia, 2018, 1h30, 16 anos) Dir. Brad Silberling. Com Ben Kingsley, Hera Hilmar, Peter Serafinowicz. Um conhecido criminoso de guerra passa sua vida fugindo das autoridades internacionais. Quando ele é deslocado para um novo esconderijo, ele começa a se relacionar com sua empregada Tanja e descobre que ela é, na verdade, uma agente contratada para protegê-lo. Belas 3: 16h

INFILTRADO NA KLAN (BlacKkKlansman, EUA, 2018, 2h16, 14 anos) Dir. Spike Lee. Com John David Washington, Adam Driver, Topher Grace. Um policial negro do Colorado, conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan local. Depois de meses de investigação, tornou-se o líder da seita, sendo responsável por sabotar uma série de linchamentos e outros crimes de ódio orquestrados pelos racistas. Belas 1: 14h e 19h Belas 1: 11h (Clube do professor. Somente para professores cadastrados), 14h e 19h Diamond 2: 17h40

NASCE UMA ESTRELA

Sucesso de público, “Bohemian Rapsody” segue em cartaz na cidade

(A Star Is Born, EUA, 2018, 2h16, 14 anos) Dir. Bradley Cooper. Com Lady Gaga, Bradley Cooper, Sam Elliott. A história de amor entre a cantora Ally que, ao mesmo tempo que ascende ao estrelato, seu parceiro Jackson, um renomado artista, cai no esquecimento.

(La Noche de 12 Años, Uruguai/ Espanha/ Argentina, 2018, 2h02, 12 anos) Dir. Alvaro Brechner. Com Antonio de la Torre, Chino Darín, Soledad Villamil. História de José Mujica, ex-presidente do Uruguai, Mauricio Rosencof, jornalista e escritor, e Eleuterio Fernández Huidobro, ex-ministro da Defesa, que, juntos, passaram por situações de extrema tortura física e psicológica. Belas 2: 14h10

PARQUE DO INFERNO (Hell Fest, EUA, 2018, 1h29, 14 anos) Dir. Gregory Plotkin. Com Amy Forsyth, Bex Taylor-Klaus, Reign Edwards. Um serial killer mascarado transforma o parque de diversões temático de terror em seu próprio playground pessoal, aterrorizando um grupo de amigos. Cineart Contagem 5: 20h30 (sessão dublada)

O QUEBRA-NOZES E OS QUATRO REINOS (The Nutcracker and the Four Realms, EUA, 2018, 1h40, livre) Dir. Lasse Hallström, Joe Johnston. Com Mackenzie Foy, Keira Knightley, Matthew MacFadyen. Clara perde a única chave mágica capaz de abrir um presente de valor incalculável dado por seu padrinho. Ela decide, então, iniciar uma jornada de resgate que a leva pelo Reino dos Doces, o Reino das Neves, o Reino das Flores e o Quarto Reino. Cineart Del Rey 4: 13h50 (sessão dublada)

ROBIN HOOD - A ORIGEM (Robin Hood, EUA, 2018, 1h57, 14 anos) Dir. Otto Bathurst. Com Taron Egerton, Jamie Dornan, Jamie Foxx. Personagem que rouba dos ricos para dar aos pobres. Na trama, Robin Hood retorna das Cruzadas para desbravar a Floresta de Sherwood, repleta de corrupção e maldade. Unindo-se a um bando de foras da lei, ele resolve o problema com suas próprias mãos para acertar as coisas. BH Shopping 8: 13h(*), 15h40(*), 18h20 e 20h55 Cineart Betim 3: 16h10, 18h30 e 20h50 (*) Cineart Boulevard 2: 14h20, 16h40 e 21h20 Cineart Cidade 7: 14h, 16h20, 18h40 e 21h (*) Cineart Contagem 4: 14h, 16h20, 18h40 e 21h (*) Cineart Del Rey 6: 13h50, 16h10, 18h30 e 20h50 Cineart Del Rey 6: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 e 23h Cineart Itaú Power 2: 13h50, 16h10, 18h40 e 21h (*) Cineart Minas 4: 14h20, 16h40, 19h e 21h15 (*) Cineart Paragem 2: 14h, 16h20, 18h40 e 21h Cineart Via Shopping 3: 16h20, 18h40 e 21h15 (*) Cinesercla Big 1: 16h, 18h15 e 20h30 (*) Cinesercla Norte 1: 16h, 18h15 e 20h30 (*) Diamond 4: 16h20 e 20h Estação BH 4: 14h15, 17h, 19h45 e 22h15 (*)

(Brasil, 2018, 1h55, 13 anos) Dir. André Pellenz. Com Marcos Veras, Giovanna Lancellotti, Rosanne Mulholland. A festa de final de ano chegou, e o clima de celebração contagia a todos. O funcionário da firma que fica responsável por organizar tudo é Vlad, que, em vez de se divertir, tem de resolver vários problemas que vão surgindo. Cineart Cidade 8: 18h20

TUDO POR UM POPSTAR (Brasil, 2018, 1h23, livre) Dir. Bruno Garotti. Com Maísa Silva, Klara Castanho, Mel Maia. A banda Slavabody anuncia que vai tocar no Rio de Janeiro. Gabi e suas amigas farão de tudo para convencer os pais a deixarem elas saírem de uma cidade no interior para assistir ao show. BH Shopping 4: 14h Cineart Betim 2: 14h40, 16h40, 18h40 e 20h40 Cineart Contagem 7: 14h20, 16h10 e 18h40 Cineart Itaú Power 1: 14h30 Diamond 3: 14h Monte Carmo 3: 14h20 e 19h Partage Shopping Betim 2: 13h20 Partage Shopping Betim 3: 14h, 16h15, 18h20 e 20h30 Pátio Savassi 6: 14h10

A VIDA EM FAMÍLIA (La Vita in Comune, Itália, 2018, 1h50, 12 anos) Dir. Edoardo Winspeare. Com Gustavo Caputo, Antonio Carluccio, Claudio Giangreco. Na aldeia Desperata, no Sul da Itália, o prefeito Filippo Pisanelli tem certeza de que está na profissão errada. Para aliviar sua depressão, usa seu amor pela poesia para dar aulas a presos. Cineart Boulevard 4: 16h20, 18h50 e 21h05 Net Cineart Ponteio Premier: 13h40, 16h e 18h20 Pátio Savassi 8: 13h50, 16h40, 19h15 e 21h50

AS VIÚVAS (Widows, Reino Unido/ EUA, 2018, 2h09, 16 anos) Dir. Steve McQueen. Com Viola Davis, Elizabeth Debicki, Michelle Rodriguez. Quatro viúvas entram para o mundo do crime após seus maridos morrerem durante uma das maiores tentativas de assalto da atualidade. Elas tomam para a si a responsabilidade de honrar a memória dos amados terminando o que eles não conseguiram completar. BH Shopping 4: 18h40 e 21h40 Cineart Boulevard 2: 19h Cineart Cidade 3: 13h40 (*) Cineart Del Rey 4: 18h10 Cineart Paragem 4: 14h Diamond 4: 13h30 Net Cineart Ponteio 3: 13h40 e 18h30 Pampulha 1: 16h35 e 21h (*) Pátio Savassi 4: 14h (*) Sessões dubladas

sessão especial ROMEU E JULIETA AO SOM DE MARISA MONTE (Brasil, 2018, 2h30, livre) Dir. Guilherme Leme Garcia. Com Thiago Machado, Bárbara Sut, Jorge Neto. Clássico de Shakespeare. Dois adolescentes apaixonados cuja morte acaba unindo suas famílias, outrora em pé de guerra. O espetáculo conta com 25 canções do repertório de Marisa Monte. Cineart Cidade 8: 20h20


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estilo APOSTA>Tons terrosos invadem os guarda-roupas agora no verão

Força que vem do chão do ano – apareceu, por exemplo, na edição de abril do Minas Trend e na Semana de Moda de Milão. Mas agora chegou o momento de botar a aposta na rua: é a vez de investir nos tons terrosos nos dias mais quentes do ano. Para os que estão acostumados a essa cartela de cores durante o outono/inverno tudo parece fácil, mas mesmo quem ainda tem restrição pode ousar, já que essas nuances são democráticas e boas substitutas para as cores básicas. “Preto, cinza e branco são tecnicamente consideradas cores neutras, ou seja, combinam com tudo. Porém, outras, como o marinho e os tons terrosos (como marrom, nude e caramelo), também são fáceis de combinar, tanto entre elas quanto também com outras cores. Não tem muito erro: aposte”, defende Juliana Brasil, personal stylist e fundadora da startup My Personal Stylist. Obviamente, no verão é preciso pensar em materiais e modelagens que deixem o corpo à vontade, garantindo um look fresco. Nesse sentido, peças moderninhas, como cropped, saia mídi e pantacourt, são boas apostas, e podem funcionar tanto para o trabalho quanto para as celebrações que caracterizam o período. “A melhor dica para usar tons que muitas vezes nos parecem pesados é dar preferência a peças com tecidos que são a cara do verão, como algodão, linho e seda. Eles são confeccionados em fibras naturais que deixam a mulher superfresquinha, compondo um look superatual em cores como terracota e camel”, explica Juliana. As grifes que defendem essa cartela de cores seguiram essa linha. Caso da A.Niemeyer, que trouxe diferentes materiais. “Seda, linha, algodão, inclusive o orgânico, cuja cor natural é terrosa”, elenca a porta-voz da grife, Fernanda Niemeyer. A Canal Concept, por sua vez, incluiu ainda a viscose ecológica, explica a diretora de estilo Stephanie Vaiano. “Tivemos uma preocupação com as fibras naturais e susten-

táveis. Assim, nada mais natural do que os tons terrosos, crus, linhos, etc. Usamos muito o tabaco, o areia, o cru e os pontos de luz em tons própolis, verdes e azuis, que contrastam bem com os terrosos”, observa. A mineira LED investiu na sarja tecnológica, para deixar esse material, normalmente avaliado como pesado, viável mesmo no calor. “São tecnologias que trocam calor, dão sensação de mais frescor na pele. Além PEDRO LORETO/DIVULGAÇÃO

disso, trabalhamos com as malhas provenientes do algodão, que permitem que a pele respire, e com o linho, recorrente em nossas coleções”, conta o estilista Célio Dias. REFERÊNCIAS Para garantir modelagens que vão bem com esses tecidos, diferentes referências marcam as coleções deste verão e orientam para a produção completa de um look com peças nos tons terrosos. O sertão brasileiro é uma grande inspiração – foi assim no Minas Trend e também na coleção da A. Niemeyer. “Nossos tons terrosos vêm do chão batido do sertão”, resume Fernanda. Fábio Costa, da NotEqual, indica outro caminho para quem busca um visual mais trabalhado. “Fui buscar inspiração no Oriente Médio, e, automaticamente, esses tons vieram proeminentes. Os tons básicos sempre serão clássicos, por serem versáteis. Estou apostando nos terrosos como pontos de cor, para iluminar a coleção”. Já a estilista Cris Barros, da grife homônima, conceitua assim seu acervo verão 2018/2019: “Tons terrosos se casam perfeitamente com a proposta da coleção ‘Sem Fronteiras’, que frisa a possibilidade de se transportar para um universo particular e se sentir em um lugar diferente de acordo com cada peça”, conta.

Em diferentes nuances, os tons terrosos predominaram durante o desfile da Fendi na Semana de Moda de Milão, que ocorreu no último mês de setembro e mostrou novidades para o verão europeu

ANDREAS SOLARO / AFP

Aline A tendência, na verdade, foi Gonçalves sendo anunciada ao longo

A Enjoy buscou opções que transitam entre as estações e as coleções

TRÊS PERGUNTAS PARA: JULIANA BRASIL, PERSONAL STYLIST Por que os tons terrosos têm se destacado? E por que essa não parece ser uma moda passageira? Os tons terrosos estão em alta desde 2017 e têm se destacado porque estão ligados a uma tendência maior para a moda e para o décor, que está relacionada à sustentabilidade e à conexão com a natureza.

Eles remetem à terra e a elementos e fibras naturais como couro, cortiça e madeira. Em quais peças básicas em tons terrosos a consumidora deve investir? Uma pantalona mais fluida ou uma pantacourt em tons terrosos são ótimas opções de calças

tanto no inverno quanto no verão. Um terceiro item nesses tons, como um blazer ou um maxicolete, também pode ser uma peça-chave para um armário versátil, tanto para o look de trabalho quanto para um passeio no final de semana. Tênis e sandálias nesses tons também são opções extremamen-

te clássicas que vão render infinitos looks. Quais as melhores combinações com eles? Sugiro combinar com tons claros e luminosos, como branco, dourado, laranja e amarelo. Combinar com outros tons quentes, como o vermelho, que

também está super em alta, ou o coral. A combinação entre eles, caramelo com terracota, por exemplo, também é interessante e atual. Lembrando que uma combinação monocromática é sempre elegante. Para não correr o risco de pesar o visual, invista em acessórios dourados e dê um up no look!


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MÁRCIO RODRIGUES/DIVULGAÇÃO

Aposta vai de looks monocromáticos a combinações com tons

LED utilizou tecidos tecnológicos para garantir frescor em suas peças

Além de funcionarem perfeitamente em looks monocromáticos e em harmonia entre eles, os tons terrosos têm perdurado como tendência desde o ano passado, chegando ao ápice agora, graças ao fato de combinarem com outras cores – inclusive com algumas que prometem reinar neste verão, como o vermelho. “As peças (desses tons) podem ser usadas com cores mais fortes porque dá um equilíbrio interessante e uma sofisticada no look. Além também das cores básicas, como preto, branco e cinza, que traduzem um charme quando usadas com os tons terrosos”, orienta o estilista da LED, Célio Dias. “Tons terrosos estão em alta! Especificamente em nossa coleção de verão 2019, eles não entraram sozinhos: estão acompanhados, na maioria das vezes, de cores mais fortes ou de algum detalhe. Isso dá vida à peça, e o verão pede um pouco mais de vibração nas roupas”, argumenta o diretor criativo da Skazi, Eduardo Amarante. A estilista Alessandra Brito, da Enjoy, tem outras dicas para quem ainda se sente um pouco perdido nessa cartela de cores. “Os tons terrosos são neutros, peças atemporais e eternas no guarda-roupa. Misturadas com estampas, ficam chiques,

e com peças lisas, sofisticadas”, diz. Apesar de versátil, é preciso ficar atento, ainda, se a cor terrosa escolhida para a peça combina aos tons de pele, cabelo e olhos – evitando, assim, aquela sensação de “ficar apagada”. Testes de análise cromática, feitos por consultores de imagem, ajudam a confirmar quais cores valorizam a pessoa. “Isso de pele morena, pele clara, é muito relativo”, comenta a personal stylist Juliana Brasil. “Na dúvida, o ideal é usar o tom terroso na calça, saia ou acessórios, evitando-o na parte de cima porque o que está próximo do rosto é que deve ser valorizado, com as cores que têm a ver com a coloração da pessoa”, completa. A estilista Bharbara Renault, da Jardin, que também faz uma aposta nos tons terrosos, explica que tudo depende da nuance. “O vermelho terroso costuma ficar lindo em todo mundo, já o camel normalmente fica mais legal para calças, saias ou uma pantacourt. Na Europa, as pessoas usam muito esses tons, e as mulheres ficam superelegantes. No Brasil, existe um certo preconceito com os terrosos e, principalmente, com o marrom. Depois que morei lá, aprendi a usar. Amo a combinação de marrom e preto ou a de marrom e cinza”, sintetiza. LECA NOVO/DIVULGAÇÃO

HENRIQUE FALCI/DIVULGAÇÃO

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Jardin traz cartela de cores neutras, garantindo atemporalidade a peças

Cropped e pantacourt são peças modernas que combinam com a cartela de cores, como na aposta da Skazi

Quermesse natalina A já tradicional Quermesse da Mary chega a sua 10ª edição com programação neste sábado (8) e domingo (9). A feira apresenta talentos novos e veteranos da moda, gastronomia, design, decoração e paisagismo, e, desta vez, conta com atividades cuja ideia é despertar o verdadeiro espírito natalino. O objetivo da curadora Mary Arantes foi dar ao evento uma via do encantamento do Natal. Dessa forma, a seleção de expositores foi voltada para o fazer artesanal: crochê, macramê, esculturas, pinturas, técni-

cas que trazem a afetividade da presença humana foram contempladas. Nesta edição, além do Quintal da Quermesse, espaço para convivência e atrações gastronômicas, há uma novidade: a Praça de Natal, espaço para receber atividades sobre o tema, como a oficina “Casa Natural” ministrada por Carlos Solano.

> Quermesse da Mary

F/25 (rua Ivaí 25, Serra). Neste sábado (8), das 10h às 20h. Domingo (9), das 10h às 17h. Entrada gratuita, evento petfriendly


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VITRINE

Agrado aos foodies Cozinha e copa Veja dicas para presentear os amigos e parentes que adoram a boa mesa Se tem uma coisa que está intimamente associada à cultura das confraternizações de final de ano é a fartura gastronômica. Afinal, as festas (principalmente as mineiras) são quase sempre ao redor do fogão. É um sem-fim de pratos e sobremesas que só aparecem nesta época do ano – e que geram muita expectativa entre crianças e adultos. Os anfitriões destas celebrações se esmeram em preparar tudo da melhor maneira possível. Alguns passam horas cozinhando! Em retribuição àqueles que amam cozinhar, que tal fazer um agrado? Nesta página, listamos novidades ou produtos emblemáticos, sonhos de consumo dos foodies. E tem para todos os gostos: seja na área de cafeteria, de serviço, de literatura... Certamente, um deles vai agradar o dono das panelas. Aline Gonçalves

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crônica

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Um caos adorável (Índia, 1999) REPRODUÇÃO

iajando para Pond i cherry, antiga colôn i a francesa na Índia, uma cena inusitada: cerca de 150 cabritos, monitorados por uma velha com sua varinha, tomam conta da estrada, fazendo com que nosso motorista ultrapasse pelo mato, já que praticamente não existem acostamentos. A cena me faz lembrar o carro de boi em uma das principais avenidas de Madras. Com um “Everest” de feno na carroceria, devagar, quase parando, obrigava os inúmeros carros, ônibus, caminhões e riquixás a seguir atrás, a “passos de boi”, por alguns quilômetros. E o absurdo da história: o condutor dormia, ou seja, não fazia ideia do congestionamento que ele e seus bois causavam. Coisas da Índia! Entendi que aqui funciona a “lei do mais forte”. Quando, na estrada estreita, vem um caminhão, nos desviamos (normalmente enfiando o carro no meio do mato); quando o carro é menor que o nosso, eles que se virem. Mais uma cena inusitada: duas velhinhas, velhíssimas para bem dizer a verdade, magrinhas e grisalhas, provavelmente francesas, passam numa moto. Uma na garupa da outra. Nesse caso, não seria prudente seguir a “lei do mais forte”. Moto com duas velhinhas em cima, o melhor a fazer era cair fora. E rápido. Vittorio me mostra um muro coberto de estrume

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de cima a baixo. Colocam ali o esterco para secar ao sol e, depois, usá-lo como combustível em seus fogões. Esse caminho para Pondicherry está bem divertido, o guia falando altíssimo, o trânsito caótico e o motorista buzinando enlouquecidamente. Passamos por um vilarejo rodeado por coqueirais. Quase atropelamos um cabrito e, no momento em que escrevo, passa um ônibus a dez centímetros do meu nariz. Já é tarde, o motorista nos deixou no centro de Pondicherry para olharmos o comércio local. Resolvemos voltar de riquixá, também chamado de “tutu”. Apertadinhos naquele microveículo, andando pelas ruas da cidade, à noite e sem farol. Pagamos 30 rúpias, que correspondem a mais ou menos R$ 2. No momento, escrevo do único restaurante francês, frequentado somente por estrangeiros. Pedimos pizza e espaguete. Nem acredito que vou comer alguma coisa sem curry e pimenta. Só não peço um vinho para comemorar porque no dia seguinte devemos acordar às 6h e enfrentar uma viagem de mais de 11 horas. O destino será a cidade de Madurai. Acho bizarro o quarto de nosso hotel, que mais se assemelha a um museu, cheio de quadros de gente que já morreu. As portas são pesadas, e a iluminação, praticamente inexistente. Tenho medo de ligar o ventilador de teto e ele cair, já que tudo ali é antigo. MADURAI Enfim, chegamos a Madurai, cidade de um milhão e meio de habitantes. A primeira visita foi a um antigo palácio de um mara-

já, na verdade parte dele, já que foi quase totalmente destruído pelos muçulmanos. Segundo nosso guia, foram necessários 36 anos para que fosse concluído. É proibido tirar fotos, mas o guarda da vigilância diz, com muita naturalidade, que, por 20 rúpias, está tudo liberado. O último marajá a morar aqui ficou de 1723 a 1759, até adoecer. Existe uma superstição que diz que, quando uma pessoa adoece, deve mudar de casa, como se a causa de sua doença estivesse ali. Por isso, ele abandonou o palácio e se mudou, vindo a falecer em seguida. Esse marajá não teve irmãos nem filhos legítimos, mas, em compensação, tinha uma esposa e 108 concubinas. As salas são gigantescas e belas, conservando no teto as cores originais. Numa delas, a cópia do trono ocu-

pado pelo marajá. O verdadeiro, feito em ouro e pedras preciosas, encontra-se em Londres. Tudo aqui impressiona. Chegamos à sala onde as concubinas dançavam. O guia nos conta curiosidades sobre elas, principalmente no que diz respeito ao número – sempre 108. Pelo que entendi, o deus dos hindus Shiva teve 108 concubinas e, como os marajás se julgavam deuses, deveriam se igualar a ele. Caso alguma morresse, outra era chamada para tomar seu lugar, sempre mantendo o número de 108. Alguém pergunta quem é que ganha dinheiro com a exploração do palácio. Vittorio diz que é o governo, por ser um patrimônio do Estado. E eu, rindo, digo: “Quem ganha é o guardinha!” Ao voltarmos para o carro, uma multidão de pedintes e camelôs nos acompanha. Já nos acostumamos

com o assédio, tão comum nas ruas da Índia. Seguimos para um dos maiores templos hinduístas do país. E lá estávamos nós, descalços, pisando numa sujeira indescritível. Um lugar estranho, escuro e cheio de odores. O templo se chama Sri Meenaskshi Sunderegwa. Traduzindo: santo que tem olhos de peixe. Todos os dias, cerca de 20 mil pessoas vêm visitá-lo, entre turistas e peregrinos. Também é dos mais antigos, sendo que grande parte fora destruída pelos muçulmanos. Havia 22 torres; hoje, apenas a metade, que, a cada 50 anos, é repintada. A última vez foi há nove anos, necessitando de 1.008 pessoas para se concluir o trabalho. Hinduístas oram com fervor, e mulheres vendem colares de flores para serem ofertados às divindades. Comprei flores para os cabelos e tirei fotos com uma figu-

ra estranhíssima. Ao som de um mantra, continuamos nossa visita. As pessoas são curiosas em relação a nossa nacionalidade, principalmente as mulheres, que, sorridentes, sempre estão nos interrogando. Vimos fiéis confessando de frente ao deus Ganesh. É interessante ver a cerimônia. Colocamos um pó branco na testa e também fizemos nossas orações, agradecendo e pedindo saúde, paz e proteção à família. Na saída, encontramos um elefante. Por algumas rúpias fomos “abençoados” por ele. Saímos e seguimos a pé a uma loja de tapetes e artesanatos. Rodeados por pedintes, a bagunça de praxe. A loja é bem-organizada, com vendedores jovens e simpáticos. São muçulmanos. Oferecem-nos um gostoso chá da Caxemira, que aceitamos de bom grado. Dali, seguimos a um mercado, onde se encontra de tudo. Nos corredores, costureiros com suas precárias máquinas. É possível comprar tecidos e entregá-los a eles, que, tirando nossas medidas, nos devolvem a roupa pronta em três horas. Saímos para a rua em direção ao carro e acabo sendo atropelada por uma bicicleta. Além dos inúmeros pedintes, tenho que me desviar dos riquixás e de uma vaca que transita no meio do caos. Atravessar as ruas na Índia é mesmo uma aventura. E eu adoro isso aqui!!! Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


pampulha PAULO CAMPOS

WPatagônia. Conheça o Parque Nacional Torres del Paine. Páginas 4 e 5 WCinco mais. Confira as comemorações de Natal no mundo. Página 12

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BELO HORIZONTE Sábado 8/12/2018

Pela Escócia de ‘Outlander’ Com a estreia da terceira temporada no próximo dia 11 na Netflix e a quarta em exibição no Fox Premium, vale a pena fazer um tour pelos cenários da famosa série britânica Página 6 a 10


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paulo campos

Acompanhe as dicas de Paulo Campos no quadro Super Viagem, de segunda a sábado, às 9h55, 15h30 e 20h55

paulocampos@otempo.com.br

Wsala vip

Direto do mundo, as notícias da Queensberry FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Marco Lourenço, diretor de vendas da Queensberry, está cada vez mais íntimo das tecnologias. No mais recente road show da operadora, o tema era o jornalismo de TV. Direto de um estúdio da QB news, o âncora Lourenço acionava seus correspondentes no mundo – Martin Jensen, Teresa Thoma, Ana Luiza Fernandes e Eby Piaskowy – para mostrar as novidades da operadora para a temporada 2018/2019. Não faltaram também as fake news: a primeiraministra alemã Angela Merkel escolhendo o roteiro Malásia com Tailândia via Dubai para suas próximas férias; o casal real Príncipe Harry e Merghan Markle elogiando o tour que fizeram no Norte da Alemanha – Da Saxônia ao mar do Norte; o craque Cristiano Ronaldo afirmando que levaria a família para conhecer a Rússia pós-copa no tour São Petersburgo + Moscou com Anel de Ouro, a novidade do programa Slow Travel. Todo esse bom humor reinou no evento que a VTours, representante da Queensberry em Minas, promoveu no Albano’s, que mostou toda sua excelência em serviços aos agentes de viagens. Entre as novas apostas da operadora para 2019 estão ainda a essência da Borgonha e da Alsácia, as belas ilhas Filipinas, Toscana de bicicleta, Zâmbia e África do Sul com safári e os fabulosos hotéis castelos da Irlanda.

Marco Lourenço (Queensberry), Nathália Lisse (Contiki), Vilma Alagiyawanna e Alessandra Silva (VTours)

José Antônio (ASB), Dirceu Diniz (Mappa), Suely Silva (Potencial) e Celina Resende (Terramares)

Neli Zenetti (Big Travel), Daura Alvarenga (Decaux), Ana Paula (Central Travel) e Ângela Bittar (Bittar)

Ana Maria (Sobral), Ana Maria Mazoni (Roteiro), Itália Diniz (Master) e Cláudio Carvalho (Van Holland)

Sueli Diniz (Destaque), Fernanda Reis (LCN), Gabriela Duarte (Volta ao Mundo) e Ildeir (Get It Intercâmbio)

Regina Ayres (Ayres Turismo), Sílvia Lage (Belvitur Viagens), Maria da Graça (Ouro Preto) e Tucha

Thelma Nascimento (Reisen), Ana Clementino (Flyme), Valéria Fernandes (Greentours) e Andre Molinari (Maestria)

Agda Alves (BH Turismo), Patrícia Gontijo (Atrium), Suellen Barcelos (Visa) e Rose Fernandes (Master)

Tatiana e Talita (Associação MP), Coralia San Miguel (Big Travel) e Laryssa Baraúna (Estação de Turismo)

Vilma Alagiyawanna (diretora da VTours) com Nathália Lisse (operadora Contiki Travel Tours)

Vilma Alagiyawanna entre os diretores da agência Versum Turismo, Saulo Teixeira e Sandra Chaves

Maria da Graça (Ouro Preto Turismo), Sílvia (Belvitur Turismo) e Maria da Glória (Tucha Turismo)

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check-in/check-out

Revitalizados O prédio Rosa, no Circuito Liberdade, passou por uma revitalização. Ali funciona o MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal. No próximo dia 12, para comemorar os 121 anos de Belo Horizonte, a Gerdau está convidando os belohorizontinos a conhecer o Espaço do Aço, a Sala de Nióbio e a janela sobre Aços Especiais, as novas exposições que tomam conta do espaço. Também hoje, dia 6/11, a praça da Liberdade – que foi reaberta com a decoração de Natal na segunda-feira (3) – inaugura a iluminação de Natal. No sábado (8), será a vez do Palácio da Liberdade ser reaberto aos mineiros.

UARLEN VALÉRIO - 30/11/2018

No topo de novo

Pesquisa

Portugal conquistou 17 troféus em várias categorias e foi eleito mais uma vez o “Destino Turístico do Mundo” durante a cerimônia do World Travel Awards, uma espécie de “Oscar do turismo”, que aconteceu em Lisboa. Anfitriã da 25ª edição do prêmio, a cidade ganhou em duas categorias importantes: “Melhor Cidade para Visitar” e “Melhor Destino City Break”. Já a ilha da Madeira voltou a ser considerada o “Melhor Destino Insular”.

Curiosa pesquisa do Booking.com, site de hospedagem, mostra o que os brasileiros mais avaliam na hospedagem: pela ordem, limpeza e conforto do banheiro (87%), café da manhã (65%), vista agradável (55%) e Wi-Fi no quarto (45%).

Palácio Tangará

Pesquisa (II)

O luxuosíssimo Palácio Tangará, em São Paulo, hotel que tive a oportunidade de conhecer durante a International Luxury Travel Market (ILTM) já está em clima de fim de ano. O primeiro hotel masterpiece da grife Oetker Collection na América do Sul prepara ceia natalina, almoço de Natal e jantar de réveillon no Tangará JeanGeorge, seguido de megafesta de réveillon no salão Cristal e finalizado com brunch no primeiro dia de 2019, no Grand Rooms e Terraço.

Outros fatores que influenciam a escolha da acomodação são segurança (58%), fácil acesso a transporte público (39%) e localização próxima de atrações (31%). E, de modo especial, o acesso ao transporte público é importante para quem se hospeda em hostels (59%).


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte

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Araxá

Rede Tauá em clima de Natal O Tauá Grande Hotel e Termas de Araxá está abrindo sua temporada de férias de verão. Por meio de uma parceria com a Fundação Cultural Acia, o complexo do Barreiro, em Araxá, receberá algumas atrações do 10º Fest Natal Araxá (festnatalaraxa.com). O evento contará com apresentação de coral e visita do Papai Noel. A festa segue até o dia 23. É necessário contribuir com a doação de 1 kg de alimento não perecível ou um brinquedo novo.

Aéreo

Tarifa reduzida até o dia 12 A Emirates acaba de lançar a sua última ação de ofertas especiais em passagens para os brasileiros que desejam viajar até outubro de 2019 para alguns dos destinos mais desejados do mundo. Até 12 de dezembro, os clientes poderão adquirir passagens com tarifas reduzidas nas classes econômica e executiva. Acesse emirates.com/br.

Hotelaria

Samba em São Paulo Em uma área de 50 mil metros quadrados, o Samba Itu está localizado no KM 72 da rodovia Castelo Branco. O hotel oferece toda infraestrutura para viajantes corporativos e de lazer. São 46 apartamentos, área de lazer com piscina, playground, campo de futebol e quadras poliesportivas. O hotel marca a entrada da rede mineira Samba Hotéis em São Paulo. Reservas: 0800 2072622.

turismo

Patagônia

Na imensidão branca de Torres del Paine Parque nacional chileno é um dos destinos mais conhecidos da “Terra do Fogo”, cenário de montanhas de gelo, lagos em tons de azul e glaciares Márcia Foletto Agência O Globo

em quatro ou cinco dias.

No inverno, uma noiva vestida de branco. No restante do ano, uma madura senhora, exibindo com força sua beleza e seu magnetismo. A definição do guia Fernando Calista sobre a Patagônia chilena em que nasceu deixa clara a mudança na paisagem de acordo com a estação, mas não é suficiente para descrever todos os seus encantos: montanhas esculpidas em granito, lagos com água em múltiplos tons de azul, campos de estepes e glaciares imponentes. Esse é o cenário do Parque Nacional Torres del Paine, um dos destinos mais conhecidos da Patagônia. Um lugar para aventureiros, intrépidos e desbravadores como os pioneiros daquela terra gelada, ou mesmo os que querem somente contemplar a natureza exuberante. A temporada na Patagônia vai de setembro a maio, e no verão os dias são extremamente longos, o que permite passeios com muita luz a maior parte do tempo. O clima, porém, varia muito, e a temperatura pode ser bem alta durante o dia e ficar abaixo de zero à noite. O trekking é a atividade principal do parque, que também oferece outras opções, como cavalgada, ciclismo e navegação pelos glaciares. A observação da fauna local é outro atrativo. Guanacos, emas e até pumas não se incomodam muito com os turistas e podem ser vistos nas estradas, nas trilhas ou mesmo próximo aos hotéis.

Cartão-postal

Circuitos No parque, há dois circuitos oficiais de trekking. O mais longo, chamado de “O”, tem cerca de 120 km, contorna o maciço Paine e leva de sete a dez dias para ser percorrido. Já o “W”, com 70 km de trilhas no formato da letra, é atravessado

Os maciços que dão nome a Torres del Paine são o cartão-postal da região e podem ser observados de vários pontos do parque. Mas é possível chegar bem pertinho deles, numa das pernas do circuito W, a mais conhecida e difícil do parque. São 10 km do início da caminhada até a base das torres, e o trajeto de ida e volta não leva menos de oito horas. O ponto de partida fica no Hotel Las Torres, num terreno

No verão, os dias são longos, o que permite passeios com muita luz a maior parte do tempo

plano que contorna a montanha. Para o início da trilha, isso é até animador, mas no final, quando o aventureiro está voltando, parece que não vai acabar mais. Neste ponto, a subida é relativamente tranquila, e a vegetação é rasteira. Olhando para trás, pode-se ter uma vista incrível do lago Nordernskjöld, cujas águas variam em tons de azul conforme o período do dia. Quando se alcança o alto da primeira montanha, o trajeto passa a ser uma estreita trilha num desfiladeiro. Abaixo, avista-se o rio Ascencio, com suas águas cinzas e geladas. Esta primeira parte do caminho dura cerca de duas horas e não é difícil. Cruzando o rio, há o Refúgio El Chileno, um camping com um pequeno restaurante, onde é possível parar e fazer um lanche (10 mil pesos chilenos um sanduíche, ou cerca de R$ 55), tomar um refrigerante (3.000 mil pesos chilenos, ou R$ 16) ou mesmo ir ao banheiro (500 pesos chilenos, ou R$ 2,70). Portanto, se você está fazendo o passeio sem contar com a estrutura oferecida por um hotel, é importante levar dinheiro.

Depois de um trekking, grupo chega à base das torres que batizam o parque

Quem leva Operadora: CVC Informações: Consulte a loja mais próxima de você ou acesse cvc.com.br Saída: 20/1/2019 Preço: A partir de R$ 5.439 Inclui: Traslados em Punta Arenas, Puerto Natales e Santiago, transporte terrestre por todo o roteiro em ônibus regular, hospedagem em hotéis de categoria confortável ou muito confortável, sendo uma diária em Punta Arenas, duas diárias em Puerto Natales e três diárias em Santiago, passeios em Punta Arenas, tour panorâmico na Puerto Natales, passeio de dia inteiro ao Parque Nacional Torres del Paine, passeio em Santiago e meio dia de tour panorâmico a vinícola Concha y Toro, passeio de dia inteiro à Cordilheira dos Andes (junho a setembro) ou passeio de dia inteiro a Valparaíso e Viña del mar.

Primeira parte da caminhada em um desfiladeiro; parque conta com dois circuitos oficiais de trekking: “O” e “W”


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte

8 de dezembro de 2018

FOTOS MÁRCIA FOLETTO/AGÊNCIA O GLOBO

Visitante fotografa geleiras durante passeio de barco pelo lago Grey

Era do gelo

Passeio de bike numa das trilhas do parque; são mais 220 mil hectares a desbravar

Curiosidade. Na Patagônia, está uma das maiores reservas de água doce do planeta, o campo de Gelo Sul, geleira com 16,8 mil quilômetros quadrados, a maior parte localizada no Chile. Uma região ainda inacessível e pouco explorada, com glaciares. Em Torres del Paine, é possível conhecer uma pequena parte desta área, através da navegação pelo lago Grey (ingresso a 80 mil pesos chilenos, cerca de R$ 440, na alta temporada).

Sentindo o vento: trilha de bike ou cavalgada tranquila Depois de uma longa caminhada, o melhor é tirar o dia seguinte para atividades mais tranquilas como uma cavalgada, para desvendar de outras formas os 227.298 ha (hectares) do parque. A experiência de trotar por campos verdeamarelos sentindo o vento cortante no rosto traz a verdadeira sensação de um gaúcho pelos pampas. No céu, sem procurar muito, o condor aparece, e ovelhas e guanacos acompanham de longe o grupo. Há estâncias que oferecem o passeio, que pode incluir almoço com o famoso cordeiro patagônico. Desde 2006, a Estancia dos Elianas

(bit.ly/2PUMKyB), fazenda dedicada à produção de ovinos, apresenta ao turistas a chance de fazer uma cavalgada (15 mil pesos chilenos por hora, ou R$ 82) ou acompanhar as atividades da estância: os cavalos e cães na lida com as ovelhas, a tosquia e uma visita a um pequeno museu com utensílios e antiguidades (15 mil pesos chileno, ou R$ 83). Com o almoço, o programa custa 35 mil pesos (cerca de R$ 200). De bike, são várias as trilhas nas montanhas, mas é bom ter o cuidado de respeitar seu preparo físico, para não ficar no meio do caminho. Pode-se escolher so-

mente andar pela estrada, o que já proporciona um visual maravilhoso do parque. As paradas, além de darem uma chance ao descanso, servem para os registros fotográficos mais incomuns, como o cemitério de árvores do grande incêndio de 2005, em Cañadón Machom. O puma, grande estrela da fauna local, não costuma dar as caras com muita frequência, mas os guias ficam atentos e estão acostumados aos hábitos do felino. No caso de se deparar com ele, mantenha a calma e não se aproxime. Fotos, apenas de longe.


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turismo

Matéria da capa

Pelos belos e velhos cenários da Escócia Terceira temporada de “Outlander” estreia no dia 11 na Netflix; tours levam os visitantes para conhecer os cenários reais da série britânica Paulo Campos paulocampos@otempo.com.br

As crenças celtas, a gaita de foles, os kilts, a fama do uísque, as lendas do monstro do lago Ness, os castelos e as cidades medievais e as paisagens mais românticas do mundo seriam por si só suficientes para levar os brasileiros para a Escócia. Mas, de uns quatro anos para cá, uma atração tem conquistado outros turistas, fãs da série “Outlander”, exibida pelo canal Fox Premium e a plataforma Netflix. O Outlander Tour

propõe visitar os cenários reais onde foi filmada a saga literária de Diana Gabaldon, que estreou em 2014 no canal Starz. Os tours têm saída de Glasgow ou Edimburgo. A partir de Edimburgo, podem-se visitar em um (ou dois) dias os vilarejos de Cranesmuir, Doune Castle, Hopetoun House, Linlithgow e Blackness Castle. O momento mais emocionante para um fã da série como eu, é pisar em Midhope Castle, ou Lallybroch, a residência do clã Fraser, localizada no vilarejo de Abercorn,

ícone da série “Outlander” e foto de capa deste caderno. Quem me guiou por esses cenários incríveis foi a guia Diane Perna, do receptivo See Scotland, que fala um português irrepreensível. Em Edimburgo, o ponto de encontro dos tours é o Rabbie's Café (cafe.rabbies.com), que oferece café, sucos, chás, sanduíches, frutas, bolos e outras delícias antes dos passeios. Do Rabbie’s, em vans com no máximo 20 pessoas, percorremos a costa escocesa para descobrir lugarejos perdidos no tempo, paisagens bucólicas, campos verdejantes, palácios rodeados de florestas e pontes monumentais e deparamos com os misteriosos círculos de pedra, como os de Craigh na Dun da série, que, na verdade, não existe.

“Jet-setter”, novo tipo de turista que viaja pelo mundo

Onde contratar Diane Perna (See Scotland. Guia fala português e faz tours privativos com brasileiros por toda Escócia. Preço sob consulta: +44 07743722766 ou dianeperna@seescotland.info

Brit Movie Tours. O receptivo local oferece o Outlander Tour ao preço de 55 libras (adultos, R$ 270) e 52 libras (crianças, R$ 255) , às terças, aos sábados e aos domingos, a partir das 9h15 até março de 2019.

Stirling, visto da estrada: castelo identificado com história e tradições da Escócia

Fui durante um dia inteiro um “jet-setter”, termo cunhado pela estudiosa Isabel Navarro Gala, da Faculdade de Ciências Sociais, Jurídicas e da Comunicação da Universidade de Valladolid, na Espanha, para designar os turistas que viajam para visitar cenários de filmes e séries. Para Isabel, essa nova tendência revela-se vantajosa para os destinos turísticos, pois cria a oportunidade de sua promoção através de séries de ficção com alto número de espectadores – no caso de “Outlander”, são 22 milhões só nos Estados Unidos – , potenciais turistas. O percurso do Outlander Tour, das 9h até perto das 18h, custa a partir de 55 libras e é realizado com um guia local. A operadora Brit Movie Tours (britmovietours.com), por exemplo, oferece um guia local fã da série e dos livros, que mostra o que diferem as duas histórias e destrincha as lendas locais. Nosso primeiro destino foi a aldeia de Cranesmuir, pitoresca vila do século VI no Firth of Forth, que aparece na tela como a casa de Geillis Duncan e seu marido, Arthur. Na aldeia, também está o jardim onde Claire apanhava as er-

vas medicinais. Nossa segunda parada foi o castelo do século XIII, no centro da Escócia – na série, o castelo foi usado como lar de Colum MacKenzie. O local é muito bonito, mas infelizmente foi danificado durante a rebelião jacobita, que aconteceu na Escócia no período entre 1688 e 1746.

Lallybroch Perto dali fomos à prisão Wentworth, que também foi o local de nascimento de Maria I, rainha da Escócia, e, em seguida, para a formidável fortaleza às margens do rio Firth of Forth, Blackness Castle, em forma de navio, local de filmagem de Fort William. Nossa última parada é o castelo do século XV, Midhope, que serviu como casa de infância de Jamie Fraser. Sendo uma propriedade privada, esse passeio é uma ótima maneira de acessar o local, que também foi usado para a cena em que Jamie é preso. Tours privativos incluem almoço e substituição de Lallybroch pela estação ferroviária onde Claire e Frank desembarcaram e do Forte Wentworth por uma casa senhoria usada na segunda temporada da série.

A praça com o Culross To

Casinha de pedra simples e murada, numa rua estreita e escondida, seria a residência d


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte

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FOTOS PAULO CAMPOS

Cransemuir (ou Culross, na série): a praça onde o menino teve a orelha pregada como castigo; no detalhe, a casa de Geillis Duncan

own; no detalhe, a placa indicativa da filmagem

da filha de Geillis Duncan, na quarta temporada

Cranesmuir (Vilarejo de Culross) Começamos nosso trajeto na região de Fife. O vilarejo de Cranesmuir é a primeira agradável surpresa do Outlander Tour. Bonito, pequeno, pitoresco, com ruas estreitas, casinhas históricas e atmosfera tipicamente inglesa, preserva o aspecto original de uma cidade escocesa dos séculos XVII e XVIII. De frente para o estuário do Firth of Forth, a cidadezinha tem apenas 400 moradores e entrou para o mapa do turismo quando virou Culross (pronuncia-se Coorus) na série de TV. É ali, na praça Cruz Marcat, que Geillis Duncan (Lotte Verbeek), amiga de Claire (Caitriona Balfe), vivia com seu marido e onde foi filmada uma das cenas mais fortes de “Outlander”: a do menino punido com a orelha pregada na praça. Talvez você estranhe, porque as casas foram pintadas de cinza para as gravações. Na realidade, são brancas. É

também onde está a praça com o prédio com torre, o Culross Town House, onde se compra o ingresso a 10 libras para o Culross Palace and Garden, edifício alaranjado onde funcionou uma prisão. O tíquete permite visitar 12 salas – no local, uma placa indica o quarto em que Claire e Jaime passaram a primeira noite depois do casamento. Fotos não são permitidas. O palácio pertenceu a um influente e bem-sucedido comerciante. Nos fundos, está o Mary Luke Garden, os jardins do Castelo Leoch onde Claire colhia as ervas medicinais. A cidade ainda foi cenário para o acampamento jacobino e cenas do hospital improvisado. Conversando com uma moradora, ela me indicou uma outra casa, numa rua escondida, onde teriam se encerrado uma semana antes de nossa chegada as filmagens da quarta temporada.

Para saber mais sobre a Escócia, o Outlander Tour e outros passeios no Reino Unido, acesse o site visitbritain.com.br/pt-br ou visitbritain.org ou visitbritainshop.com/brasil


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turismo FOTOS PAULO CAMPOS

A história

Romance e luta pela independência

Claire e Jaime são o centro da trama, que tem como pano de fundo um momento importante da história da Escócia: a revolução jacobita Paulo Campos paulocampos@otempo.com.br

A saga da escritora Diana Gabaldon tem um lado romanceado, mas toda a parte da história serve como importante pano de fundo. O livro – que é quase o roteiro da série, tamanha a fidelidade – leva leitores e espectadores a conhecerem um pouco da história da Escócia – a tradição dos clãs, os costumes, as crenças, a relação dos escoceses com os ingleses e a revolução jacobita (1688-1746), que culminou na sangrenta Batalha de Culloden, em 1746. Em resumo, “Outlander” é a história da enfermeira Claire Randall (a belíssima e talentosa modelo Citriona Balfe), que volta dos campos de batalha para os braços do marido Frank (Tbobias Menzies), um professor de história com experiência em espionagem, com quem decide fazer uma segunda lua de mel em Inverness, na Escócia. A visita a um famoso círculo de pedras milenares a transporta de 1945 para 1743, onde conhece Jamie Fraser (Sam Heughan), guerreiro da rebe-

lião jacobita que muda toda sua trajetória. A primeira temporada da série, baseada no livro “Viajante no Tempo”, estreou em 2014 e tem 16 episódios, dividido em duas partes; a segunda, adaptada do livro “Libélula no Am-

bar”, entrou na programação da Netflix em 2015 e tem 13 episódios; a terceira, inspirada no livro “O Resgate no Mar” (1993), resume-se a oito episódios. Baseada em “Os Tambores de Outono” (1996), o quarto livro de Diana, a nova temporada, que estreou no canal Fox Premium no dia 4 de novembro e está em exibição, mostra nos 13 episódios Claire e Jamie se estabelecendo na América. Depois vêm os livros “A Cruz de Fogo” (2001), “Um

A restauração em 1880 refez os telhados de madeira e pisos internos

Sopro de Neve e Cinzas” (2005), “Ecos do Futuro” (2009), “Written in My Own Heart's Blood” (2014) e o inédito “Go Tell the Bees That I Am Gone”, previsto para ser lançado em 2019. Esse material literário dá vida longa à série, para, no mínimo, nove temporadas. Com 12 episódios cada, a quinta e a sexta temporadas devem estrear, respectivamente, em 2019 e 2020. Lançado no Brasil em 2004 pela Editora Rocco, o livro agora pertence à Editora Arqueiro.

Os oito volumes de “Outlander” venderam mais de 25 milhões de exemplares no mundo todo

Salão de cerimônias e reuniões dos Mackenzie’s no Leoch Castle: candelabro, brasão, mesa no centro e decoração original

Doune Castle (Leoch Castle) Continuamos nosso roteiro pelo Doune Castle (pronuncia-se Doon), vilarejo homônimo, localizado em uma colina. Percorre-se uma pequena estrada de terra para acessar o portão, uma torre com 30 m de altura. Em processo de restauro, na entrada há um mapa que revela como era a fortaleza em 1407, quando foi construída a mando do duque de Albany, terceiro filho do rei Robert II, da Escócia. O local foi residência de três reis e serviu de esconderijo para Charles Stewart, pretendente ao trono, mas foi caindo em desuso ao longo dos anos. Entre os aposentos, está um hall que era utilizado para festas, um espaço íntimo para o soberano, um oratório para orações pessoais, uma cozinha e um portão lateral usado para levar suprimentos para dentro do castelo. No portão

Entrada principal do castelo, que...

principal, compra-se o tíquete a 6 libras (adultos), 4,80 libras (acima de 60 anos e estudantes) e 3,60 libras (crianças) com auto-guide narrado pelo ator Sam Heugham. Em “Outlander”, o Castelo Leoch é a residência do clã Mackenzie. Muitas cenas foram filmadas ali – as da cozinha da sra. Fitzgibbons, mais tarde reproduzida em estúdio, e a do juramento a Colum Mackenzie. Quando se assiste à série, imagina-se que o salão de reuniões é enorme, mas não é bem assim. Além de “Outlander”, placas indicam outros filmes rodados no castelo, como “Ivanhoé” (1952) e “Monty Python, Em Busca do Cálice Sagrado” (1975). Se você tiver tempo, siga a trilha margeando o rio Teith. A aparição em “Outlander” fez o turismo ali crescer em 40% nos últimos anos.

...às vezes se assemelha a um clausto


turismo Linlithgow Palace (Prisão de Wentworth) Engana-se quem pensa que todas as locações são como vistas na telinha. No caso da prisão de Wentworth, sobrou o "esqueleto". Quase em ruínas, o Linlithgow Palace está localizado no vilarejo homônimo. Residência real dos Stewarts, foi nesse palacete que nasceram o rei James V (1512) e a rainha Mary I da Escócia (1542). Como palácio de verão, servia de parada para nobres no trajeto entre os castelos de Edimburgo e Stirling. O palácio foi destruído em 1296, quando Eduardo I invadiu a Escócia. Depois, sofreu com um incêndio em 1746, que o destruiu quase todo. Esse castelo medieval é a prisão de Jamie. O palacete, extremamente malconser-

vado, tem um Grande Salão, a intocada igreja de São Miguel Arcanjo e uma relíquia, uma fonte de três camadas ricamente ornamentada e construída a mando do rei James V, que fica no centro da residência e simbolizava toda a sofisticação e o poder do soberano escocês. Depois de visitá-lo é só relaxar em um dos bancos em frente ao imenso lago. O tíquete de entrada custa 6 libras (adulto), 4,80 libras (maiores de 60 e estudantes) e 3,80 libras (crianças entre 5 e 15 anos). Em Lintithgow, fizemos a única parada para almoço no The Four Marys (belhavenpubs.co.uk), um típico pub escocês na High Street, 65-67.

A trama gira em torno de um trauma para escoseses e ingleses – a história dos jacobitas, que lutaram pela independência da Escócia

9W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 8 de dezembro de 2018


W10 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 8 de dezembro de 2018

turismo

Outlander Tour

Um navio

Blackness Castle: o castelo mais bem-preservado do roteiro

pronto para zarpar Blackness Castle (Fort William, na série) e Lallybroch são as últimas paradas do roteiro, mas há muito mais cenários que podem ser visitados Paulo Campos paulocampos@otempo.com.br

De todos os cenários de "Outlander", o mais impressionante e bem-preservado é Blackness Castle, um castelo que, visto de cima, tem formato de um navio. Localizado em uma ponta de terra, parece pronto para navegar. Construído no século XV como fortaleza militar, serviu a diversos propósitos – residência, prisão, forte e depósito de armamentos. Em 1651, foi bombardeado pelas forças militares inglesas comandadas por Oliver Cromwell. Hoje, é um museu depois de uma restauração realizada entre 1926 e 1935, que recuperou suas características originais. Antes da série “Outlander”, foi cenário para o clássico “Ivanhoé” (1952). Tudo nesse castelo medieval é lindo: placas com informações visuais comparam a construção no século XIII e nos dias de hoje. O mais bacana é contornar do alto toda a muralha como se fosse um sentinela, para contemplar a vista do estuário do Firth of Forth e observar a construção sob outros ângulos. Nessa fortaleza, foram

gravadas as cenas mais violentas e impressionantes de “Outlander”, quando o carrasco Jack Randall (Tobias Menzies) chicoteia Jamie Fraser (Sam Heugham).

Lallybroch Dos destinos de “Outlander”, Lallybroch é certamente o que o fã da série mais deseja visitar em um tour. E fechou com chave de ouro o roteiro, apesar da chuva que insistia em atrapalhar o passeio. Lallybroch, a casa de Jamie (Sam Heugham) e Jenny (Laura Donnelly) Fraser, apareceu nas três temporadas. O castelo abandonado – leia-se em péssimo estado de conservação – foi construído no século XVI, pertencia ao clã Drummond e está localizado em uma propriedade particular de John Hope. Por esse motivo, as visitas em seu interior não são permitidas. A 140 m da edificação, um loft do século XVII também serviu como cenário. Já a caverna em que Jamie se refugiou foi construída em estúdio. O tíquete de entrada pode ser comprado no Hopetoun Farm Shop, a cinco minutos de distância da entrada, controlada por um porteiro. Ele vende cartões-postais de Lallybroch a 2 libras.

O antigo salão de jantares e festas: placa mostra como era no passado

Pátio do castelo onde foram filmadas as cenas em que Jaime é chicoteado JOHN WELLS/CC-BY WEST LOTHIAN ARCHAEOLOGY/DIVULGAÇÃO

Ilustração mostra Blackness Castle no passado: vila com muitos habitantes

Visto de cima, a “Fortaleza Negra” tem o formato curioso de um navio

Outros cenários Glencoe. Perto de Fort William está o vilarejo onde foram gravadas várias cenas. Inverness. Vilarejo do início da trama, está próximo de Glasgow. Visite o Falkland Castle. Highland Folk Museu. Quando Claire é salva por um highlander das mãos de Jack Randall, ele a leva para umas casinhas típicas da região. Bo’ness. Entre Edimburgo e Stirling, está Borrowstounnes (ou Bo’ness), onde fica uma estação de trem histórica, onde Claire se despede de Frank. Devil’s Pulpit. Entre Glasgow e Balloch, é o lugar onde Dougal sugere que Claire se case com um escocês para evitar se entregar a Jack Randall. Glencorse Old Kirk. Igreja onde Claire se casa com Jamie, localizada na região The Borders. Aberdour Castle. É onde Jamie se recupera depois do resgate da prisão de Wentworth. Troon. Depois de se recuperar em Aberdour, Jamie, Claire e Murtag partem de barco para a França. Essas cenas foram gravadas na praia junto ao vilarejo, na costa oeste da Escócia. A entrada em Lallybrock custa 5 libras para carro pequeno e 20 libras para carros maiores

Midhope Castle (ou Lallybroch) está localizado em uma propriedade particular


turismo

11 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 8 de dezembro de 2018

IVAN SARFATTI/MSC/DIVULGAÇÃO

Cruzeiros

Tirolesa é um dos atrativos da área de lazer do navio

E vai rolar a festa no Seaview Um dos maiores e mais modernos navios do mundo faz hoje grande evento a bordo para celebrar o sucesso de sua viagem inaugural Da redação O meganavio MSC Seaview chegou no domingo (2), a Salvador, primeira escala do transatlântico no Brasil. A viagem inaugural foi realizada no último dia 5, quando o navio embarcou no Rio de Janeiro para um minicruzeiro de três dias rumo a Santos (SP). Hoje, um grande evento, a bordo do navio, celebra a primeira temporada do Seaview no Brasil, com a presença da madrinha brasileira da companhia, a apresentadora Xuxa Meneghel. Inaugurado em junho deste ano na

Itália, é um dos maiores e mais modernos transatlânticos do mundo e custou cerca de € 13,6 bilhões. Com 323 m de comprimento e 72 m de altura, o MSC Seaview tem a proposta inovadora de proporcionar aos hóspedes uma experiência mais próxima ao nível do mar. O navio possui uma promenade de 360° localizada em um deque mais baixo, repleta de bares, lojas, restaurantes, piscina e muitas outras áreas de lazer. Com capacidade para 5.300 mil hóspedes, sua infraestrutura conta com 11 tipos de cabines, 11 restaurantes, passarelas com piso de vi-

dro, a maior tirolesa dos mares, uma ponte localizada a 40 m de altura, teatro com sete novos shows, cinco piscinas (incluindo uma com teto retrátil), aquapark, 13 hidromassagens, duas pistas profissionais de boliche, cinema XD, games, simulador de Fórmula 1, toboáguas com 160 m de comprimento, espaços para crianças em parceria com a Lego e Chicco, academia com equipamentos de úl-

tima geração e um spa. Para quem busca serviço personalizado, o navio tem o Yacht Club, produto de luxo da MSC Cruzeiros, que proporciona, entre outras regalias, mordomo 24 horas, piscina, solário e restaurantes privativos, concierge 24 horas, pacote all inclusive de bebidas e acesso exclusivo ao spa. Até março de 2019, o MSC Seaview terá embarques nos portos de Santos e

Salvador. Ele realizará roteiros de seis e sete noites com escalas alternadas em Ilhabela (SP), Búzios e Ilha Grande (RJ) e Ilhéus (BA), minicruzeiros de três e quatro noites, com escalas alternadas em Porto Belo e Balneário Camboriú (SC), Ilhabela e Ilha Grande (SP) e Búzios (RJ), além de roteiros de sete noites com escalas em Búzios, Ilha Grande, Porto Belo e Balneário Camboriú.

Novo voo

Belo Horizonte/ Campo Grande Já estão à venda as passagens para o novo destino da Azul a partir do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte: Campo Grande. Os voos para a capital de Mato Grosso do Sul serão diários e entram na malha regular da companhia a partir de 4 de fevereiro de 2019. Operado por aeronaves Embraer 195, com capacidade para até 118 passageiros, os voos partirão de BH às 23h35 e chegarão às 00h35 em Campo Grande. O retorno está previsto para as 2h15, com pouso na capital mineira às 5h15. Acesse voeazul.com.br. AGÊNCIA O GLOBO - 22.4.2016


W12 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 8 de dezembro de 2018

os cinco mais RAMON FVELASQUEZ/DIVULGAÇÃO

Pelo mundo

Conheça cinco festas inusitadas de Natal Do bode gigante aos travessos trolls, data é comemorada em diversas países do planeta com muita luz e exotismo Da redação Não há nada mais extraordinário em uma viagem do que ter contato com uma cultura diferente. Seu universo se expande. Não há mais volta. Quando o assunto é Natal,

pode até existir uma certa unanimidade por verde e vermelho, Papai Noel, presentes e celebração em família. O apelo comercial da data fez isso por todos nós. Mas o que tem de mais bonito são as peculiaridades de

tradições em cada país. De bode gigante como símbolo natalino à crença em trolls travessos que presenteiam as boas crianças, há um universo de crenças para desvendarmos. Descubra cinco delas a seguir. PIXABAY/DIVVULGAÇÃO

Festival das lanternas gigantes, Filipinas. Um festival de luzes coloridas colocou a cidade de San Fernando, capital da província de Pampanga, no mapa. Hoje ela é considerada a capital do Natal do país asiático. O “Ligligan Parus”, concurso de paról, espécie de lanterna colorida em forma de estrela, começou em 1904. Essas lanternas eram feitas em uma moldura de bambu e papel de arroz colorido para simbolizar a estrela de Belém, que guiou os reis magos até a manjedoura onde estava Jesus. Em 1931, a eletricidade chegou a San Fernando e nasceu o primeiro Festival das Lanternas Gigantes. Os adereços se tornaram maiores, e os projetos, mais complexos: com direito a estrutura de aço, 5.000 lâmpadas e interruptores para controlar o espetáculo de luzes. O evento principal acontece no dia 15, mas do dia 16 de dezembro a 2 de janeiro, há noite de exibições. Serão 11 competidores.

MAKSYM KOZLENKO/DIVULGAÇÃO

A ceia do KFC, Japão. Natal no Japão é algo comercial. Uma das estranhas tradições que surgiu na data é comer baldes de frangos fritos da rede de fast-food KFC (Kentucky Fried Chicken). Às vésperas do dia 25, chegam a se formar filas gigantescas nas lojas. Aparentemente, quem lançou a moda foram os estrangeiros. Em 1970, abriu o primeiro restaurante da franquia na cidade de Nagoya. Àvidos por uma “ceia”, eles acharam que o frango frito seria um bom substituto do peru natalino. Quatro anos depois, a empresa percebeu o novo comportamento e investiu em marketing para a data, promovendo o Coronel Sanders, fundador e símbolo da marca, à Papai Noel durante o fim de ano. O KFC tem um menu especial para o Natal no Japão.

13 trolls, Islândia. A Islândia, considerada a terra do Papai Noel (vide as milhões de cartinhas que chegam por lá), leva bem a sério essa história de elfos, duendes e trolls. E no Natal não é diferente. Uma tradição do país diz que 13 dias antes da celebração natalina, 13 trolls da família Jólasveinarnir, os rapazes travessos do Yuletide, deixam presentes para crianças obedientes ou apenas uma batata podre, caso elas tenham se comportado mal. Cada troll tem um nome e uma artimanha. Þvörusleikir, por exemplo, chupava dedo e é conhecido como o “lambedor de colher”. As crianças costumam deixar uma colher de pau com algum restinho de doce como agrado para ele. Ah, e é preciso estar bem vestido na festa para não ser devorado pelo gato preto da Gryla, a mãe dos 13 trolls. Nos tempos modernos, essas figuras passaram a ganhar tons de benevolência e a se parecerem mais com papais noéis.

TONY NORDIN/DIVULGAÇÃO

Gävle Goat, Suécia. Um bode gigante feito de palha. Acredite ou não, esse personagem controverso (muitas vezes ligado a rituais satânicos) é a principal atração da festa natalina de Gävle, na Suécia. O personagem é uma versão em grandes proporções do julbock, um dos mais antigos símbolos de Natal dos países escandinavos e do norte da Europa. Há quem atribua a origem da tradição a uma lenda que diz que bodes foram responsáveis por trazer Thor do céu para a Terra. Em outra crença, porém, acredi. tava-se que uma cabra branca era o deus do sol fértil e da colheita. Entre o século XVII e XIX, o animal era usado por camponeses numa brincadeira para assustar crianças. Com o passar do tempo, acabou virando símbolo da festa de fim de ano. Desde então, a praça do Castelo recebe o estranho ornamento natalino. Virou tradição, também, que a população tente incendiá-lo. E o povo sueco tem tido sucesso nessa missão.

PIXABAY/DIVVULGAÇÃO

Dia de las Velitas, Colômbia. No início do período natalino, o Dia de las Velitas (Dia das Velinhas) celebra a Imaculada Conceição da Virgem Maria. Trata-se de uma das festividades mais tradicionais da Colômbia. A celebração varia de acordo com a região do país, mas normalmente começa no dia 7 de dezembro. Ruas, praças, centros comerciais e pátios das casas ganham velas e lanternas coloridas. Com o passar dos anos, o investimento em decoração tem sido cada vez maior. A tradição é acompanhada por espetáculos de fogos e acendimento de luzes de Natal. O nome diminutivo vem de Bogotá, capital onde a população tem mania de chamar assim tudo aquilo que tem afeto.


APRILIA/DIVULGAÇÃO

EDUARDO ROCHA/CZN

W Moto. Com características incomuns, naked italiana Aprilia Shiver 900 manda bem na cidade ou na estrada. Páginas 22 e 23 W Lançamento. Novo Accord fica mais esportivo e chega ao país em versão única por R$ 198,5 mil. Páginas 16 e 17

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CHEVROLET/DIVULGAÇÃO

BELO HORIZONTE Sábado 8/12/2018

pampulha

Desafio lançado Maior rival do Ford Mustang, Chevrolet Camaro 2019 estreia no Brasil com visual renovado, inédito câmbio automático de dez marchas e outras novidades; esportivo chega às lojas no fim de janeiro. Páginas 18 e 19


W 14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 8 de dezembro de 2018

interCâmbio

Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.

raimundocouto@otempo.com.br

Raimundo Couto

Direito de ir e vir MOBILITY SHOW/DIVULGAÇÃO

Tornar o uso do automóvel cada vez mais democrático é sempre um sonho que devemos seguir buscando. Uma boa notícia é o boom da venda de carros para pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida. Segundo um levantamento da Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva, as vendas de veículos com isenção de impostos atingiram, nos primeiros dez meses do ano, quase a totalidade do volume de veículos vendidos em 2017. As vendas no ano passado totalizaram 187 mil carros. E já foram 35% maiores do que 2016, que já havia aumentado em 31,5% em relação a 2015. O desempenho crescente desse segmento deve-se ao maior conhecimento, pela população, da lei de isenção para pessoas com

deficiência, que vigora há mais de 20 anos. Isso pôde comprovado durante a última semana de novembro, quando aconteceu em BH a Mobility & Show, que recebeu mais de 2.000 visitante. O evento, realizado pela primeira vez no Estado, contou com várias atrações para as pessoas com deficiência e seus familiares. O encerramento foi marcado pelo desfile de dez crianças com deficiência, que desfilaram com direito a poses e muitos sorrisos vestindo roupas da empresa Vestindo Bem, de Minas, que confecciona modelos para as pessoas com alguma dificuldade em se vestir. “É um momento muito importante para essas crianças e para os pais. Um momento único na vida delas, quando se sentem valorizadas, ficam entusiasmadas e tornam-se modelos por um dia. Além disso, divulga-

mos as roupas que confeccionamos para crianças, adultos e idosos, mostrando para quem enfrenta essa dificuldade de se vestir no dia a dia, e não nos conhece, que pode ter essa independência e até mesmo auxiliar quem precisa de ajuda. As pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida precisam ser vistas como pessoas normais, têm que participar da sociedade. É isso o que queríamos mostrar com o desfile. Elas podem ser o que elas quiserem”, diz Rovana Rezende, sócia da empresa. Durante os três dias da feira (de 23 a 25 de novembro, no Minas Shopping), o público pôde conferir também os óculos que leem textos para pessoas com deficiência visuais ou baixa visão e reconhecem rostos, além de palestras, esportes e shows, além dos carros zero-quilômetro com isenção de impos-

Tornar o uso do automóvel cada vez mais democrático é sempre um sonho que devemos seguir buscando. Uma boa notícia é o boom da venda de carros para pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida

A feira Mobility & Show aconteceu pela primeira vez em Minas

tos para compra e os test drives em veículos adaptados com instrutores treinados. Outro destaque foi o campeonato de radcross para pessoas com deficiência, que consiste no desafio de habilidades em pilotagem do kit livre, em uma pista adaptada com obstáculos, onde os cadeirantes mostraram controle da máquina e também emocional, habilidade de di-

reção e equilíbrio. O evento também foi palco da apresentação da primeira equipe oficial de parataekwondo de Minas, comandada pelo professor Diego de Oliveira. O projeto inédito trata-se de modalidade paralímpica recente, que estará nos Jogos Paralímpicos de 2020, em Tóquio. Um evento de inclusão que merece destaque e divulgação!

FOTOS KIA/DIVULGAÇÃO

Salão de Los Angeles

Caixote renovado Kia revela a terceira geração do Soul; modelo foi apresentado em três versões, entre elas, uma inédita opção elétrica com motor de 204 cv Novo Kia Soul deve ser lançado nos EUA no primeiro semestre de 2019; ainda não há previsão de chegada do modelo ao Brasil Da redação Uma das atrações interessantes do Salão de Los Angeles, nos Estados Unidos, foi a estreia mundial da terceira geração do Kia Soul. Ainda à venda no Brasil, o crossover da mar-

ca coreana manteve seu design no estilo “caixote”, mas com muitas novidades. Na dianteira, destaque para os novos faróis de LED e grade tradicional da Kia, que simula o “rosnado de um tigre”. Na traseiras, são as novas lanternas, também com

Lanternas em formato bumerangue se unem na parte de cima

tecnologia LED, que roubam a cena. Elas se unem percorrendo toda a parte de cima da carroceria. O interior do Soul também foi inteiramente renovado. O painel com formas arredondadas abriga na parte central uma tela touchs-

creen de 10,25 polegadas da nova central multimídia. O jogo de luzes de ambiente é personalizado conforme o ritmo da música que toca. Opcionalmente, o cliente pode instalar um som premium da marca Harman Kardon, com 640

O design ‘box’ do crossover é marca registrada

watts de potência e dez alto-falantes. Outra novidade importante está debaixo do capô. Nos Estados Unidos, serão seis versões de acabamento com três opções de motorização. A de entrada usa motor 2.0 16V a gasolina de 147

cv, com câmbio manual ou CVT. A intermediária tem o mesmo motor do novo Veloster, 1.6 turbo, de 203 cv e câmbio automático de sete marchas. A top é o Kia Soul EV, com motor elétrico, que também gera 203 cv de potência.

Novo Soul também vem recheado de tecnologias de condução semiautônoma


super motor

15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 8 de dezembro de 2018

MOISES SILVA - 8.7.2017

Serviço

Para doer menos no bolso Fim de ano chegou e para muita gente chegou a hora de renovar o seguro do carro; confira dicas para economizar no novo contrato Da redação O fim de ano, além de ser um período de férias, viagens e festas, também é o momento em que muitos renovam o seguro de automóvel para já iniciar o ano com o carro protegido e, assim, evitar qualquer surpresa indesejada. No entanto, o consumidor atual, mais exigente do que anos atrás, pesquisa com mais frequência os preços e os serviços que são oferecidos por cada companhia, tentando encontrar a melhor opção de custo-be-

nefício para o seguro. Dentre muitas variáveis de perfil, a configuração da apólice é um dos principais fatores para as companhias avaliarem o risco e chegarem ao prêmio a ser cobrado. Por esse motivo, algumas dicas podem ser valiosas e importantes para o cálculo do valor do seguro e podem ajudar o consumidor a economizar no momento da renovação da apólice.

Informe mudanças De acordo com Marcelo Moura, diretor da HDI Seguros, é essencial, por exemplo, que qualquer alteração seja

Quem não faz viagens longas pode dispensar o serviço de guincho ilimitado, por exemplo

informada à seguradora. A mudança do veículo ou do condutor e até mesmo do endereço da casa do cliente, por exemplo, pode baratear o novo contrato. A classe de bônus também é algo muito importante dentro do mercado segurador. Ela é a responsável por indicar à seguradora responsável pelo contrato que não houve sinistro registrado para o cliente naquele período de vigência. Ou seja, a cada apólice que o cliente passa

sem sinistro, a classe de bônus sobe, aumentando o desconto que o cliente terá no prêmio final. Na renovação, não deixe cobrar seu corretor esse desconto.

Reavalie as coberturas Verifique se as coberturas contratadas na última apólice continuam necessárias. Por exemplo, se o cliente não faz viagens longas, não há necessidade de manter o guincho ilimitado contratado na última vigência. O mesmo va-

le para o carro reserva. A revisão desses pequenos detalhes da apólice pode gerar uma economia interessante para o consumidor. Por fim, tome cuidado com ofertas de troca de seguradora com preços muito abaixo em relação a valores cotados em outras seguradoras. Pesquise bem antes na internet sobre a empresa em sites como Reclame Aqui e outros sobretudo se ela for pouco conhecida ou muito nova no mercado.

Equipamentos Itens de segurança. A existência de itens de segurança faz o carro ganhar características de risco menor e, consequentemente, impacta o preço final da apólice. Alarmes, rastreadores e travas são as ferramentas mais comuns encontradas no mercado que podem ajudar a gerar economia no valor do seguro.


W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 8 de dezembro de 2018

Land Rover

Novo Evoque é revelado A Land Rover lançou uma nova geração do Evoque. O modelo ficou mais alinhado à identidade visual da marca, seguindo os traços do Velar. O interior ostenta um volante novo, além de conjunto de indicadores digitais, um painel widescreen e uma segunda tela sensível ao toque. O porta-malas agora tem capacidade para até 591 L. Ainda não há previsão para a chegada do modelo ao Brasil. A atual geração tem preços que partem dos R$ 234,2 mil. LAND ROVER/DIVULGAÇÃO

Toyota

super motor Lançamento

Clássico japa ficou mais descolado Fabricado nos EUA, novo Honda Accord chega ao Brasil e aposta na esportividade como tática de sobrevivência no combalido segmento dos sedãs Eduardo Rocha Auto Press

As três grandes montadoras americanas, Ford, Chevrolet e Fiat Chrysler, já decretaram que, daqui para a frente, vão se concentrar em picapes, SUVs e carros elétricos. Ou seja: vão abandonar segmentos que foram importantíssimos até aqui, principalmente nos mercado norte-americano, como o de sedãs. Há quem veja nesse movimento uma boa dose de precipitação. Uma atitude que dificilmen-

te se veria em uma montadora japonesa, que costuma preferir ações evolutivas, no lugar das revoluções. O novo Honda Accord é um bom exemplo disso. A 10ª geração do sedã, que desembarca agora no Brasil, investe em uma ligeira mudança de conceito. Deixa de lado o lado mais conservador e investe na esportividade. A lógica é defensável: quem valoriza desempenho e comportamento dinâmico dificilmente vai se imaginar atrás do volante de um utilitário-esportivo.

bém são as mesmas do Civic, com um capô longo, uma linha de cintura alta e a traseira truncada, o sedã tem um certo ar de “pony car”. A frente ostenta um elemento típico da marca, a grossa barra cromada que afina na direção dos faróis, com o H da marca vazado ao centro. Em conjunto com a grade, faz uma referência às asas do logo da Honda. Os faróis full LED são bem afilados e na traseira as lanternas têm o formato de bumerangue.

Versão única

Estica e puxa

O sedã, fabricado nos Estados Unidos, está à venda no Brasil em uma única versão, que sai por exatos R$ 198,5 mil e traz todos os recursos disponíveis no modelo. Mas o que chama realmente a atenção é o novo visual, que segue o mesmo conceito de design adotado recentemente no Civic. As linhas são bem esportivas e aerodinâmicas, com a coluna dianteira bastante inclinada e a traseira com um caimento extremamente suave, de cupê. As proporções tam-

Nessa nova geração, o Accord reduziu suas dimensões externas, mas aumentou a área útil para passageiros e bagagens. Ele tem 4,89 m de comprimento com 2,83 m de entre-eixos, 1,86 m de largura e 1,46 m de altura. Ficou 1,4 cm mais curto, 1,2 cm mais largo e 1,5 cm mais baixo, mas com um entre-eixos 5,5 cm maior. O volume para bagagens cresceu 68 L, para 574 L no total. O peso do modelo, no entanto, caiu em 72 kg, para 1.547 kg.

R$

198,5 mil Novo Honda Accord

Fila de espera muito grande O Toyota Yaris 1.3 XL Plus Tech teve suas vendas diretas suspensas, ou seja, para PcD, taxistas, frotistas e compra com CNPJ. De acordo com a montadora, o motivo é que há muitos pedidos e a fila de espera está muito grande. A Toyota do Brasil já não recebe pedidos de vendas diretas desse modelo desde setembro. Não há previsão de retorno desse tipo de venda para o modelo. Na tabela, o Yaris 1.3 XL Plus Tech sai por R$ 69.990. Ele tem motor flexível que gera até 101 cv de potência, acoplado a um câmbio CVT.

O novo conceito de design da Honda deixou os sedãs da marca com um visual esportivo e com bastante personalidade.

Honda WR-V

Cruzando a fronteira A Honda vai começar a vender o WR-V na Argentina. O modelo fabricado no Brasil, em Sumaré, interior de São Paulo, chegará ao mercado “hermano” em meados de dezembro. Porém, ainda não foram divulgados preços e versões que serão comercializadas por lá. Na Argentina, o Honda WR-V terá o mesmo motor 1.5, mas só a gasolina, com 120 cv, com câmbio manual ou CVT.

Confortável, mas fora de seu habitat Os caminhos desenhados pela equipe que montou o test drive no lançamento do Accord foram bem tortuosos. Tudo para escapar dos engarrafamentos permanentes criados pela interdição de parte da Marginal Pinheiros, na capital paulista. Foram ruelas estreitas e passagens por lugares desacostumados a um trânsito tão intenso, até que se alcançasse a

Rodovia dos Bandeirantes, na direção de Cabreúva. Mas foi uma ótima oportunidade para avaliar como o novo motor 2.0 turbo do sedã da Honda se comporta em situações reais do dia a dia. Lombadas, subidas íngremes e os valões típicos de São Paulo foram enfrentados com facilidade. Por outro lado, são ruas menos cuidadas que as

principais avenidas e aí se percebe um limite do sedã: ele não é feito para enfrentar um asfalto tão remendado como os que se costuma encontrar nas cidades brasileiras. A suspensão e os ocupantes sofrem com as irregularidades. É o preço que se paga pela vocação mais esportiva que a Honda adotou. Por outro lado, o novo Accord se mostra um carro

generoso em relação ao conforto. Os bancos têm ajustes elétricos e são ventilados, o ar dual zone é muito eficiente e o silencia a bordo é absoluto. Não se ouve nem o barulho do motor, nem dos pneus no piso. Tudo muda, no entanto, quanto o motor é chamado com mais energia. O ronco rascante aparece e o propulsor mostra uma disposição invejável – em con-

sonância, no entanto, com a sede de gasolina. A Honda não divulga números de desempenho, mas já foi avaliado que o 0 a 100 km/h do modelo fica em torno de seis segundos. O câmbio de dez marchas conversa muito bem com o propulsor turbo. E é sempre melhor deixar o computador controlar esse relacionamento, que não é simples. (ER/AP)


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17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 8 de dezembro de 2018

FOTOS EDUARDO ROCHA/CZN

Modelo marca a estreia no Brasil do pacote Sensing

Rivais de mesmo tamanho do Accord, como Ford Fusion, Volkswagen Passat e Toyota Camry, são entre 10% e 15% mais baratos

Em parte, essas alterações dimensionais foram viabilizadas pela mudança no sistema de propulsão. A Honda adotou a filosofia do downsizing de forma bem acentuada. O motor 3.5 V6 aspirado dá lugar a um 2.0 turbo, que utiliza o mesmo bloco aplicado ao esportivo Type R. No confronto entre os dois, a potência máxima até caiu, de 280 cv para 256 cv, enquanto o torque máximo subiu um pouco, de 34,6 para 37,7 kgfm. A diferença está no regime de rotações que ele aparece. O torque máximo, que aparecia em 4.900 giros, desabou para 1.500 rpm – e se mantém no topo até 4.000 giros. O câmbio automático de seis marchas sai de cena para a entrada de um caixa de

dez velocidades extremamente compacta, que utiliza os dois lados de cada engrenagem para dobrar o número de relações. Como o sedã é hoje o veículo de topo da marca japonesa no mundo, a Honda tratou de caprichar no conteúdo e incluiu o Honda Sensing, inédito por aqui. Trata-se de um pacote de sistemas de auxílio à condução que se utilizam de uma câmara no para-brisa e um radar no para-choque para intervir. O sistema inclui controle de cruzeiro adaptativo, controle de faixa com assistência ao esterçamento do volante, câmara frenagem de emergência e monitoramento de atenção do motorista. (ER/AP)

O famoso carro de imagem

Consumo é de 9 km/L na cidade e 12,3 km/L na estrada

Ficha técnica Motor. 2.0 16V turbo, movido a gasolina, quatro cilindros em linha, comando duplo no cabeçote e comando variável de válvulas na admissão e no escape

ABS com EBD e sistema de frenagem automática Pneus. 235/45 R18

Potência. 256 cv a 6.500 rpm

Carroceria. Sedã em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,89 m de comprimento, 1,86 m de largura, 1,46 m de altura e 2,83 m de entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais e cortina e de joelho para motorista e carona

Torque. 37,7 kgfm entre 1.500 e 4.000 rpm

Peso. 1.547 kg com 483 kg de carga útil

Suspensão. Dianteira independente do tipo McPherson. Traseira do tipo multilink

Porta-malas. 574 L Tanque (capacidade). 56 L

Freios. Discos ventilados na frente e sólidos atrás. Oferece

Produção. Marysville, Ohio, Estados Unidos

Câmbio. Automática de dez marchas com paddles shifts no volante. Tração dianteira e controle eletrônico de tração de série

O novo Honda Accord traz ainda um recheio que contraria o estoicismo tradicional da marca, como tela flutuante no console central, ar-condicionado de duas zonas, bancos elétricos com memória vinculada a cada uma das duas chaves, acabamento interno em couro, bancos ventilados, teto solar elétrico, chave presencial para travas e ignição, câmbio automático controlado por botões e painel com tela de 7 polegadas configurável, ao lado de um velocímetro tradicional com ponteiro. No Brasil, até pelo preço, o Accord terá a função de carro de imagem da marca. A ideia é que o sedã vá atender principalmente executivos de empresas japonesas que moram no Brasil. Tanto que a expectativa de vendas é bem modesta: 130 unidades em todo o decorrer de 2019. Aproximadamente a mesma média que o modelo vem cumprindo no mercado brasileiro nos últimos anos, ou seja, para marca japonesa, está de bom tamanho quando o assunto é Accord. (ER/AP)

Habitáculo do novo Accord é extremamente espaçoso para até quatro ocupantes adultos

Frente e traseira têm linhas modelos, principalmente pelos conjuntos ópticos em LED


W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 8 de dezembro de 2018

Quase pelado

C4 Cactus para vendas PcD A Citroën atualizou a política de vendas para Pessoa Com Deficiência (PcD) e, agora, oferece uma versão do C4 Cactus com menos equipamentos para esse tipo de público. Quando lançado, a variante utilizada como base para a PCD era a Feel, com câmbio automático, que saía por R$ 55.228,47 após a dedução dos impostos. Agora, a versão destinada para a venda direta é a Live, de entrada, com menos equipamentos, mas pelo mesmo preço. CITROËN/DIVULGAÇÃO

AMG GLC 63

Nurburgring tem novo recordista O Mercedes-Benz AMG GLC 63 S bateu um novo recorde no circuito de Nurburgring, na Alemanha. O modelo fez os 20,8 km do autódromo em 7 min e 49 s tornando-se o SUV produzido em série mais rápido a cumprir esse percurso. Ele desbancou o Alfa Romeo Stelvio que, em 2017, fez o mesmo trajeto em 7 min e 51 s – o Mercedes tem motor V8 4.0 biturbo, de 503 cv e 71,38 kgfm de torque, enquanto o Alfa Romeo tem um V6 2.9 biturbo, de 505 cv e 61,18 kgfm.

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Prévia

Camaro muda e ganha boas novidades Modelo 2019 do esportivo da Chevrolet fica mais invocado e adota o mesmo câmbio do arquirrival, o Ford Mustang GT Premium Igor Veiga De Indaiatuba (SP)

A reestilização da sexta geração do Camaro SS, que estreou nos Estados Unidos no primeiro semestre deste ano, acaba de chegar ao Brasil. Em evento realizado na Fazenda Capoava, no interior de São Paulo, a Chevrolet apresentou as novidades do superesportivo, que estará disponível nas lojas a partir de 2019, mas precisamente entre o fim de janeiro e início de fevereiro, segundo os executivos da montadora. Além do visual renovado, o modelo traz outras novidades interessantes, entre elas a transmissão automática se-

quencial de dez marchas, no lugar da caixa de oito marchas, além dos inéditos sistemas de controle de largada e de aquecimento de pneus traseiros (o famoso burnout), todas essas funções já presentes no arquirrival do modelo, o Ford Mustang. O Camaro seguirá sendo vendido no Brasil nas versões cupê e conversível, e com a configuração SS, que continua equipada com o mesmo motor V8 6.2 de 461 cv e 62,9 kgfm de torque.

full-LED. Além deles, o capô, a grade e o para-choque também foram remodelados. Segundo a Chevrolet, o novo estilo da dianteira do Camaro antecipa a linguagem estética de futuros modelos da marca. Um detalhe inovador é a gravata da Chevrolet vazada, e não preta como se possa pensar pelas fotos, que cumpre uma função aerodinâmica. Na traseira, o desenho das novas lanternas duplas em LED se harmoniza com o para-choque, com linhas ainda mais musculosas. Nas laterais, a novidade fica por conta do novo desenho das rodas de 20 polegadas do Camaro. No cupê, elas trazem pintura acetinada, no conversível, são pretas de alto brilho.

Mais conforto Ironia ou não, o Camaro pegou “emprestado” o mesmo câmbio automático de dez marchas sequencial do rival Ford Mustang, que substituiu o antigo de oito velocidades. Na pista, o desempenho segue inalterado segundo a Chevrolet. O Camaro é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 4,2 segundos, enquanto a velocidade máxima é limitada eletronicamente em 290 km/h para o cupê. O ganho com o novo câmbio, segundo a Chevrolet, está é no conforto da dirigibilidade do esportivo, e, também, com relação a uma maior economia de combustível.

W

O jornalista viajou a convite da Chevrolet

Cara de zangado O Camaro 2019 ganhou uma cara mais esportiva. Na nova frente, destacamse os faróis com tecnologia

Chevrolet

Cruze sairá de linha nos EUA O Chevrolet Cruze vai deixar de ser vendido nos Estados Unidos e no Canadá no ano que vem. Isso porque a empresa está investindo em uma reestruturação, o que engloba o fechamento de algumas fábricas, como as de Ohio, Ontario, Maryland e Michigan – todas onde são fabricados o Cruze. O plano vai ajudar a fabricante a economizar US$ 6 bi até 2020, que serão usados para desenvolver veículos elétricos e autônomos.

Rodas seguem de 20 polegadas, mas têm novo desenho

Novo visual da frente do Camaro antecipa a linguagem estética dos futuros modelos da marca

Respostas bem mais ligeiras Durante a apresentação do Camaro 2019, no circuito da Fazenda Capoava, em Indaiatuba, Super Motor teve a oportunidade de dar duas voltas rápidas com a versão cupê do modelo. Em relação ao novo câmbio, o que mais chama atenção é a resposta mais imediata entre as trocas das marchas, acionadas pelas borboletas atrás do volante. O motor V8 do Camaro trabalha com louvor

com a nova transmissão e ronca alto sem sinais de que está perto de seu limite. Apesar da pista fechada do circuito foi possível conhecer as novas “diversões” do carrão. Entre elas, a função de controle de largada, conhecido também como “launch control”, própria para autódromos. O mecanismo permite máxima aceleração para quem busca uma arrancada extremamente

eficiente, permitindo que até mesmo motoristas menos experientes consigam desempenhar a manobra como pilotos profissionais. Para uma experiência diferenciada, o controle de largada pode ser customizado através da alteração da faixa de rotação do motor e da porcentagem de escorregamento das rodas. Outro novo item de fábrica, é a função burnout, que permite que as ro-

das traseiras tracionem com o veículo parado. Para ser habilitada, uma sequência de comandos precisam ser acionados por segurança, como o volante centralizado. Além do modo específico para Circuito – que altera o comportamento também da rigidez da direção, atuação dos controles de estabilidade e de tração, mapeamento da transmissão e do motor. (IV)

Detalhes Conversível. No modelo conversível, a chave também pode comandar a abertura da capota, que é aberta completamente em 25 segundos. A operação também pode ser feita com o carro em movimento numa velocidade de até 50 km/h. Mais alto. O Camaro ainda traz um sistema de ressonadores que intensifica o ronco do som do motor dentro da cabine em giros mais altos.


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19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 8 de dezembro de 2018

FOTOS CHEVROLET/DIVULGAÇÃO

Modelo ainda não teve preço divulgado; mas pode se tomar como base o preço do Mustang 2019 (R$ 315,9 mil)

Novo multimídia e luzes ambiente em degradê Outra importante inovação da Chevrolet que estreia com o Camaro 2019 é a terceira geração do multimídia MyLink. O equipamento adiciona, entre outros, tela de maior definição e resolução, microfone extra para melhor reconhecimento do sistema de comando de voz, integração com os comandos do arcondicionado e possibilidade de atualização via Wi-Fi. Pelo multimídia é possível escolher a cor dos LEDs que deco-

ram a cabine. São 24 combinações, incluindo agora oito opções degradês. O Camaro também oferece itens como painel customizável, head-up display, alto-falantes da marca Bose, volante com aquecimento, bancos dianteiros com climatização e ajustes elétricos com memória para o do condutor, ar-condicionado dual zone, além de partida remota da ignição. (IV)

Nova central multimídia agora comanda o ar-condicionado

Para-choque traseiro e lanternas foram remodelados; a câmera de ré fica embutida no aerofólio

Painel de instrumentos mescla mostradores analógicos com digitais; volante tem aquecimento


W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 8 de dezembro de 2018

Rivian R1T

Elétrica com 640 km de autonomia Com apenas nove anos de mercado, a Rivian, com sede em Detroit, já tem planos ambiciosos. A fabricante pretende lançar uma picape elétrica com autonomia para rodar até 640 km com uma única carga. A ideia é rivalizar com uma futura picape, também elétrica, que a Tesla anunciou recentemente. A previsão é que a Rivian R1T chegue ao mercado americano no fim de 2020. A propulsão da R1T é formada por quatro motores elétricos, cada um ligado a uma roda. O conjunto consegue levar o modelo de 0 a 100 km/h em 3 segundos. RIVIAN/DIVULGAÇÃO

Fiat Strada

Versão Freedom ganha variante A versão Freedom da picape Fiat Strada ganhou uma nova variante. E que agora a montadora lançou, também, uma configuração com cabine simples do modelo – até então só era oferecida com cabine dupla. Em relação às outras versões, a Strada Freedom tem diferenças nas rodas de liga leve de 14 polegadas, faróis de neblina com apliques cromados, para-choque dianteiro com aplique, capota marítima, maçanetas e retrovisores na cor do carro e sensor de estacionamento. O motor 1.4 de 88 cv. O câmbio é manual de cinco marchas.

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Preview Modelo terá motor turbodiesel em duas opções: 2.3 quatro cilindros de 193 cv, o mesmo da Frontier, ou 3.0 V6 de 258 cv, fabricado pela própria Mercedes

Lobo mau das picapes médias Com vendas previstas no nosso país para o fim de 2019, a Mercedes Classe X é uma picape requintada, confortável e com visual esportivo Auto Press A Mercedes-Benz decidiu reescrever a história das picapes quando apresentou, em 2017, seu modelo premium. Agora, a Classe X ganha um novo e potente motor diesel de seis cilindros. Se nos Estados Unidos este mercado é dos mais importantes, na Europa os utilitários com caçamba médios não passam de um nicho razoavelmente atraente – forte nos países escandinavos, mas nem tanto no resto do continente. Fora os principais modelos americanos, a oferta na categoria tem sido historicamente composta por veículos de trabalho espartanos. Esse cenário, no entanto, vem mudando, em função das cada vez mais percebidas características adequadas para todas as ocasiões.

E as vendas crescentes nos últimos quatro ou cinco anos mostram isso. Foi por isso que marca alemã quis, em 2016, estrear no segmento com a Classe X. Mas fez à própria maneira: com uma linha que se encaixa no segmento premium e combina as qualidades dos modelos profissionais, o conforto dos sedãs e a praticidade dos SUVs. Em alguns países, no entanto, isso pode não ser um chamariz. Na Itália, por exemplo, país onde foi realizado o test drive desta matéria, as picapes ainda são registradas apenas como veículos de trabalho e não para o transporte de passageiros. Por isso, gozam de vantagens fiscais, mas só podem ser usadas por quem gerencia cargas. Ou seja, o uso para o lazer fica sujeito a multas pesadas. A Mercedes Classe X é

indicada para um uso misto devido às capacidades de fora de estrada e de carga – pode acomodar uma tonelada de mercadorias. A base técnica vem da Nissan Frontier, graças a um acordo estipulado com o grupo Renault. Mas o modelo da Mercedes distingue-se por um maior comprimento, de 5,34 m, acabamento refinado e, acima de tudo, seu estilo tipicamente alemão.

Mais luxuosa Além do visual, as diferenças são mais evidentes na cabine, já que se inspira nos luxuosos sedãs da fabricante da estrela, com materiais de imensa qualidade, como couro e revestimentos que remetem a madeira. Foi recentemente que adicionaram na gama de motores o novo 3.0 diesel de seis cilindros, acoplado à transmissão automática 7G-Tronic Plus com controles para trocas manuais no volante e tração permanente nas quatro rodas 4MATIC. São 258 cv de potência e torque máximo de 56,1 kgfm, já disponível em baixas rotações.

Modelo compartilha plataforma com a Nissan Frontier e a Renault Alaskan

Motor V6 turbodiesel da Mercedes mostrou bastante disposição na pista


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21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 8 de dezembro de 2018

FOTOS MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO

Lanternas traseiras têm um desenho bem minimalista

Bem-equipada e com disposição de sobra no off-road

Tecnologias de alto nível presentes A oferta em termos de conforto e segurança é rica: além da mais recente tecnologia para estar sempre conectada, não faltam assistência de frenagem, reconhecimento automático de placas de trânsito e sistema antiderrapante ativo. Também estão pre-

sentes controle de estabilidade e tração, controle de estabilização de reboque, monitoramento de pressão dos pneus, sistema de chamada de emergência e até uma opcional câmera de ré com visão de 360°.

Preço na Europa

Na Itália, existem duas versões da Classe X à venda, Progressive e Power, ambas equipadas de série com chave presencial e ar-condicionado de duas zonas. Os preços começam a partir de € 42.983, ou seja, o equivalente a R$ 182 mil (em conversão direta para o real). (AP)

O que sabemos Versões. A inédita picape média da Mercedes será vendida no Brasil em três versões de acabamento: Pure (básica), Progressive (intermediária) e Power (top).

A avaliação proposta pela Mercedes-Benz aconteceu nas estradas (e não) ao redor do lago Bracciano, na região de Lácio, província de Roma. Mas foi possível confirmar se o novo motor V6 de 258 cv garante a dinâmica certa tanto para o trânsito no asfalto quanto em caminhos não pavimentados. A transmissão não é de dupla embreagem, porque o 7G-Tronic Plus é mais adequado para a carga de reboque que a Classe X pode transportar – de até 3,5 t. A tração nas quatro rodas garante viagens seguras e estáveis em todos os tipos de terreno: asfalto, molhado ou neve. Nada parece impossível, graças ao uso de pneus certos e a uma altura livre do solo de 22 cm. A Classe X enfrenta, sem fadiga, inclinações de até 45°, vãos de até 60 cm de profundidade e ainda é capaz de posicionar-se obli-

quamente para cima quase 50°. Com um simples botão no console, o Dynamic Select trabalha de forma que o motorista pode alterar os tempos de resposta do motor e da caixa de câmbio, para maior conforto ou esportividade. Existem cinco modos: Comfort, Eco, Sport, Manual e Off-road. No fora de estrada, o desempenho é garantido pela tração integral permanente com reduzida e bloqueio do diferencial no eixo traseiro – esse último, opcional. O sistema é equipado com um diferencial central que distribui a força motriz entre o eixo dianteiro e o eixo traseiro, com uma proporção de torque fixo de 40 a 60%. Em resumo, é possível trabalhar, se divertir, viajar confortavelmente ou até encarar uma aventura com a picape. (AP)

Lançamento. É provável que a Classe X só seja lançada depois de outubro de 2019 no Brasil. Estratégia. Além de ser vendida nas 55 concessionárias da Mercedes no Brasil, a Classe X também será comercializada em mais de 150 pontos de venda de caminhões da marca no país. Preço. Por ostentar a estrela de três pontas no capô, a Classe X deve se posicionar, em termos de preço, acima das versões mais caras de modelos como a Toyota Hilux e a Chevrolet S10. Por isso, a tabela não deve começar em menos de R$ 200 mil.

É no acabamento e na tecnologia da Mercedes que a Classe X se distancia das picapes irmãs

Capacidade fora de estrada do modelo não deixa a desejar


W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 8 de dezembro de 2018

Yamaha

Ténéré 250 sai de linha no Brasil Ainda sem preço definido, a Yamaha apresentou a nova geração da Lander 250. A má notícia é que com nova Lander 250, a Yamaha tirou de linha a Ténéré 250. A Lander 250 2019 traz um novo design para o modelo, que inclui farol e lanterna em LED e várias outras novidades. A frente ficou parecida com a XT660R. O tanque de combustível cresceu de 11 para 13,6 L. No motor e câmbio, sem mudanças. Segue o mesmo monocilíndrico de 249,5 cm³ flex, com até 20,9 cv de potência (com etanol) sempre a 8.000 giros. O painel agora conta com indicadores de consumo médio e instantâneo. YAMAHA/DIVULGAÇÃO

Febre mundial

Patinetes elétricos no Rio Febre nos Estados Unidos, a onda do aluguel de patinetes elétricos começa a se espalhar pelo Brasil. Depois de São Paulo, o serviço passou a ser oferecido neste mês no Rio de Janeiro. São 500 unidades disponíveis para percursos na orla, do Leme ao Leblon, e também na lagoa Rodrigo de Freitas. Alguns patinetes estão em pontos nas ruas e outros em postos da Petrobras, que patrocina o projeto. Até o fim de dezembro os primeiros 15 minutos de locação serão gratuitos. Após isso, será cobrado o valor de R$ 4 a cada 15 minutos.

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Moto

Diferentona com personalidade Aprilia Shiver 900 tem atributos tanto para uso urbano quanto em pistas; naked recheada de tecnologia é vendida na Europa por 9.500 euros Auto Press

As motos naked costumam ser uma variante mais amigável das versões esportivas. Elas são menos carenadas e têm uma posição de pilotagem mais erguida, o que proporciona uma ergonomia melhor para o uso em circuito urbano. Com essas características, a Aprilia Shiver 900 se destaca com muito estilo e bom desempenho, capaz de proporcionar boas doses de alegria mesmo nas pequenas voltas do dia a dia. Em relação ao desenho, esse é o quesito no qual os italianos ficam bem à vontade. Basta observar a combinação de cores e texturas da naked Shiver 900, que vai desde as tampas do motor até o chassi tubular e chega, claro, aos defletores que acompanham tanque e rabeta. O escapamento vai abaixo do assento e oferece saída dupla sob a luz traseira – um detalhe que caiu muito bem e que poucas marcas experimentam. O quadro é de treliça de tubos em aço, com subquadro desmontável.

que de 9,17 kgfm numa faixa de rotação média (aproximadamente 6.500 rpm). A caixa de marcha é de seis velocidades e a capacidade do tanque de combustível é de bons 15 L. A suspensão dianteira tem curso de 120 mm e garfo invertido de 41 mm, enquanto a traseira tem 130 mm de curso e braço oscilante em liga de alumínio com amortecedor hidráulico único.

Ergonômica Como é tendência nas

Em geral, a Shiver 900 se mostra segura e sólida, com um caráter rude de condução, sem comprometer a comodidade

motos de alta gama da atualidade, a tecnologia não pode ser esquecida. Na Shiver 900, o painel de instrumentos é uma tela digital de 4,3 polegadas que pode ser controlada no punho esquerdo e fornece as funções clássicas de informação, além da possibilidade de regulagem dos modos de condução e do controle de tração. O conta-giros é um detalhe que fica à parte. Com preço sugerido de € 9.500 para o mercado europeu (em torno de R$ 41,8 mil em conversão direta para o real). As cores disponíveis por lá são cinza, branco e verde. Infelizmente, a Aprilia Shiver 900 não é vendida no Brasil.

Mecânica Mecanicamente, as coisas ficam interessantes. O motor é um V2 de 900 cc, compatível com o programa de emissões Euro 4, que desenvolve 95 cv de potência e entrega um tor-

Painel digital reúne funções clássicas; a marca Aprilia pertence a grupo Piaggio, o mesmo que fabrica a famosa Vespa


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23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 8 de dezembro de 2018

FOTOS APRILIA/DIVULGAÇÃO

Desenho triangular do farol é marca registrada da linha Shiver

Motor com 95 cv está sempre disponível para retomadas

Modelo foge dos padrões, mas sem decepcionar O trabalho da suspensão da Shiver 900 é firme, mas sem chegar a ser incômodo. De fato, é possível enfrentar o trânsito cotidiano com tranquilidade. Até mesmo pelas dimensões não tão exacerbadas, que permitem passar entre os carros sem maiores problemas. As manetes de embreagem e freio são duras, o que contrasta um pouco com outras motos no segmento de naked – não que seja um problema, até porque per-

mite uma maior sensibilidade. A caixa de marcha é precisa e atua sempre para priorizar a aceleração. O ronco do motor da Shiver 900 é de fazer qualquer motociclista de carteirinha sorrir.

Ao gosto do piloto A moto conta com modos de condução, controle de tração e ABS. Os dois últimos podem ser desativados caso o condutor precise deixar a moto mais “analógica”, em uma volta em

pista, por exemplo. Nas estradas, o rodar é cômodo e o peso da motocicleta, de 218 kg, proporciona bastante equilíbrio, apesar de ser um dos “pecados mortais” do modelo na realização de curvas. Em se tratando do peso, apesar de parecer pouco, ele faz com que o piloto tenha que trabalhar mais o corpo nas situações de curva em velocidade. Não é tão ruim, mas algo incomum entre as naked. (AP)

Escapamento da Shiver direciona os gases do motor para baixo; no caso, o carona agradece

Naked é rápida, mas a moto é pesadinha e o piloto tem que se mexer mais nas curvas


W24 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 8 de dezembro de 2018

super motor MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO

Transporte Planta da Mercedes-Benz, no interior de São Paulo

Ano da volta por cima Licenciamentos de caminhões têm alta de 41% em novembro; volume de vendas já superou as estimativas iniciais do ano do setor

FENATRAN/DIVULGAÇÃO

Da redação Depois de quatro anos de quedas consecutivas, o mercado de caminhões vem mês a mês consolidando a recuperação do setor em 2018. Conforme números da Fenabrave, em novembro, o número de emplacamento de caminhões novos no Brasil cresceu 41% em relação a novembro de 2017. Fo-

ram 7.758 unidades em novembro deste ano contra 5.495 unidades no mesmo período de 2017. No acumulado do ano, o percentual de crescimento nos licenciamentos é ainda mais positivo. De janeiro a novembro, segundo dados da Fenabrave, o mercado de caminhões registrou o emplacamento de 68.824 unidades, um volume quase 50% maior do que foi

anotado durante todo o ano de 2017 (45.894 unidades). Para atender a demanda crescente em 2019, as montadoras estão anunciando investimentos. Depois da Volks e da Volvo, na última terça-feira (4) foi a vez de a MercedesBenz anunciar a contratação de mais 600 colaboradores temporários para começar a trabalhar a partir de janeiro e de abril.

Expansão Iveco. A italiana Iveco inaugurou nesta semana sua 73ª concessionária no Brasil. A nova e estratégica loja tem 10 mil metros quadrados e fica na rodovia Presidente Dutra, a BR-116, na altura da cidade de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro.

Fabricantes já estão investindo alto para o ano de 2019


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Pampulha, sábado - 08/12/2018 by Tecnologia Sempre Editora - Issuu