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Pampulha, sábado - 10/06/2017

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turismo

estilo

RESORT, CORONÉIS, CHOCOLATE GOURMET E JORGE AMADO NO LITORAL SUL DA BAHIA ... Páginas 4 a 8

SAIBA OS BENEFÍCIOS DOS COSMÉTICOS NATURAIS ... Páginas 29 e 30

almanaque

ZECA BALEIRO MOSTRA FACETA BLUESEIRA NA PRAÇA JK ... Página 20

super motor

MULHERES TAXISTAS AINDA SOFREM PRECONCEITO; SERVIÇO É CENTENÁRIO EM BH ... Caderno Super Motor Páginas 18 e 19

SILVA ZAMBONI/DIVULGAÇÃO

10 a 16 de junho de 2017 ANO XXVII número 1402 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE UARLEN VALERIO

O LIXO NOSSO DE CADA DIA Convidados a acumular resíduos por alguns dias com o objetivo de despertar uma reflexão mais cuidadosa sobre o lixo produzido em suas casas, moradores de BH repensam seus estilos de vida e sua responsabilidade com o descarte

Ao voltar o olhar para seu lixo, o publicitário Ramon Navarro percebeu hábitos que não havia observado antes


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 10 a 16 de junho de 2017

VITTORIO MEDIOLI

ONLINE www.jornalpampulha.com.br

Editorial

Casamentos estão barrando crianças

Chega! Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando se comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando se perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em autossacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”. E fomos, assim, condenados ao atraso em que vivemos! Exatamente pelos motivos que a escritora russa Ayn Rand descreveu em 1917 mergulhamos nesta vergonhosa situação nacional. Exatos cem anos se passaram, e o procurador geral da República, Rodrigo Janot, adotou essa frase em sua acusação contra políticos de Minas. O sistema tenebroso em vigência leva diretamente a uma classe política tentacular, dinástica, que se interpõe ao progresso, priorizando interesses insaciáveis, adotando o pé de cabra da burocracia para arrombar a nação. Distorceu-se a democracia, apropriando-se aceleradamente dos bens comuns, das receitas escassas destinadas aos carentes. De costas para o sofrimento, o atraso secular, a pobreza que assola milhões de pessoas. “Enganam-se muitos por muito tempo, mas não todos o tempo todo”; as cortinas caíram. Estamos assistindo à justiça divina cobrando explicações aos culpados. A maioria das leis aprovadas nos últimos anos é de péssima qualidade, perdera-se de vista o bem geral, o interesse comum. Expandiu-se uma colcha de retalhos legislativos e de regulamentações engendradas em detrimento da maioria que trabalha com suor.

A delação do maior açougueiro do planeta, Joesley Batista, demonstra o pendor sem escrúpulos de matador, distribuindo propinas de mãos cheias, desde o mais ínfimo político até o presidente da República, conseguindo chegar aos R$ 170 bilhões anuais em receitas. Não satisfeito de ter feito do Brasil um trampolim, abateu seus cúmplices, deixando a Janot a tarefa de processar as entranhas dos delatados. Não perdoou ninguém. Confessou que pagava quase sempre para ter trânsito, simpatia, ter leis complacentes e tapetes estendidos até na residência dos presidentes. Pagava em grande escala para sobrevoar a burocracia e para ter a caneta dos poderosos a seu favor. Matou as cobras e se mandou. Empresas que não conseguiam apoio e financiamentos caíam nas mãos deles por preços de banana, tendo o BNDES de aliado e cúmplice, depositando centenas de milhões de dólares em contas “à disposição” dos ministros e presidentes. O impossível para qualquer um era fácil para ele. O sistema adotado pelo BNDES e por bancos oficiais era o mesmo adotado com desenvoltura por Marcelo Odebrecht, Eike Batista e outros dispostos a pagar propinas de mãos cheias. Em comum têm agora o fracasso destruindo seus efêmeros sucessos. Podemos ver agora com clareza que, se a burocracia gigantesca, que subverte valores, fosse eficiente no combate à corrupção e na tutela do interesse popular, o Brasil seria mais próspero que a Escandinávia, mas é exatamente o contrário, um país despedaçado que lidera o ranking de injustiça, atraso e corrupção. Somos também líderes no abate de animais e em homicídios, mais de 60 mil por ano. De relance gerou-se o maior desemprego, desamparando 14 milhões de pessoas. O Estado precisa parar de sequestrar o desenvolvimento e, ainda, parar de criar covardes entraves a quem trabalha.

Castigar a propina como atividade hedionda, dar segurança jurídica para quem quer empreender. Possibilitar um ambiente de atividades econômicas concedendo regras claras. Banir as elites políticas e empresariais corruptas. Em Minas temos cerca de 20 mil empreendimentos retidos nas garras do sistema de licenciamento. Basta investir no licenciamento, simplificar, autorizar. Representa mais de 1 milhão de empregos e mais de uma dezena de bilhões em arrecadação a cada ano. Somos cegos? Desperdiçamos as soluções que estão no prato. Espantamos as boas energias ofendendo o bom senso com a barbaridade burocrática. Agora, para plantar capim, precisa também de licenciamentos arqueológicos, não bastasse outro espeleológico. Boçalidades que permitem à parentada de políticos ganhar centenas de milhões por anos sem sair da cadeira. Impondo pedágios e dificuldades para vender caras facilidades. Isso também é corrupção, e o Estado pode suprimir essas exigências dentro de suas atribuições, exatamente por ser um motivo que atrasa a geração de empregos e de receitas públicas. E nem dinheiro para pagar a folha dos servidores existe! O Estado é o maior vagabundo do sistema, e os senhores políticos que enchem de cargos comissionados os governos e as estatais são coadjuvantes da tragédia. O povo de Minas sofre da velhacaria que impõe e explora o atraso e a pobreza. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, se comprometeu, numa recente palestra aqui, em Minas, a derrubar as 2.600 horas dedicadas à burocracia pelas empresas, para 450 horas, nível de país sustentável e competitivo. Mas ele, apesar da boa intenção, se escora num presidente agonizante e, ainda, num Congresso em decomposição, órfão, em parte, dos Marcelos, Joesleys, Eikes etc. É preciso parar de sequestrar o imenso potencial desta nação. Chega!

vittorio.medioli@otempo.com.br

alguns, elas são sinônimo de 6 Para fofura e alegria. Para outros, são

motivo de preocupação e bagunça nas festas. É a segunda opção que está fazendo a cabeça de casais brasileiros: o veto a crianças nos casamentos, hábito já comum em países da Europa. Cerimonialistas mineiras atestam que a maior parte das festas por aqui se enquadra nessa realidade. Mas decisão causa controvérsia entre as famílias. Confira em nosso site! FRED MAGNO

consumo ESTUDO MOSTRA QUE 100 MIL NÃO COMEM NA RUA Com menos dinheiro, o brasileiro está deixando de comer fora de casa. Segundo pesquisa da consultoria GS& MD, 3,5 bilhões de refeições foram feitas em restaurantes e lanchonetes no país – 100 milhões a menos que no primeiro trimestre de 2016. O geógrafo Renato Matos Mendonça Ribeiro deixou de comer em restaurante e leva a comida de casa. Segundo ele, a economia mensal chega a cerca de R$ 200 por mês. Leia a matéria completa em nosso site!

Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

pampulha

O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

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FUNDADOR Vittorio Medioli

GERENTE COMERCIAL Alessandra Soares

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Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não refletindo, necessariamente, a opinião do jornal.

EDITORA EXECUTIVA Lúcia Castro SECRETÁRIA DE REDAÇÃO Michele Borges da Costa ADJUNTO DA SECRETARIA DE REDAÇÃO Murilo Rocha CHEFE DE REPORTAGEM Renata Nunes EDITORA Marília Mendonça REDATORAS Jessica Almeida, Lorena K. Martins e Patricia Cassese

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reportagem

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REALIDADE> Convidamos belo-horizontinos a acumular

seu lixo por alguns dias e a refletir sobre seu descarte

Lixo ordinário Nos mais diversos lares, em todo o Brasil, uma rotina se repete: seja morando sozinho, em família ou nas chamadas repúblicas de amigos, todos os dias moradores deixam cerca de 160 mil toneladas de lixo para serem recolhidas nas ruas, segundo dados doInstituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Levado da porta para fora, o lixo não parece problema. Aliás, parece problema dosoutros. Assim,cotidianamente, deixa-se de olhar para o que os resíduos gerados do café da manhã ao jantar dizem sobre nós – e como se integram maleficamente ao meio ambiente. Com o objetivo de despertarumareflexãomaiscuidadosa sobre o lixo produzido nas casas e o volume de descartes que poderia ser reaproveitado e não jogado em aterros, o Pampulha convidou quatro moradores da capitalaacumularemosresíduos secos gerados ao logo de quatro dias em suas casas. Mais que um entendimento sobre os danos ambientais, a experiência levou a uma outra análise: o que seu lixo diz sobre você? “Me choquei ao notar alguns hábitos meus que não percebia”, conta o publicitário Ramon Navarro, que também constatou não ter noção de para onde vai tanta coisa a ser descartada. JáasamigasElianeSposito e Letícia Lanza perceberam que, por mais que se preocupem, ainda geram muitos resíduos em casa. Porfim,CarolinaBrauerconcluiu que está no caminho certo ao reaproveitar, inclusive, seu lixo orgânico. Alex Bessas

SINAL DE ALERTA Navarrosemudouhácer-

Questão

Ramon Navarro e seu lixo acumulado: “Para onde vai tudo isso?”

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No supermercado, sempre coloco todos produtos em uma mesma sacola. Se embalasse tudo, o que faria com tanta sacola? Um casaco? Ramon Navarro, publicitário

UARLÉN VALÉRIO

cade seis meses para um novo apartamento, na região Centro-Sul de BH e, desde então, dedica-se a dar uma assinatura pessoal para o lugar. Com a rotina atribulada com pequenas reformas, ele não se deu conta de alguns descuidos. “Mesmo tendo uma alimentação saudável – eu controlomeupeso,sou meionatureba –, descobri, com meu lixo, que como muita, mas muita, porcaria”, diz, apontando para as garrafas de Coca-Cola esacos de pipoca de micro-ondas. “Até então, não havia me dado conta disso!”. O consumo de cigarro foi outro alerta que a convivência com o lixo disparou no comunicador. “Vi que tenho fumado muito, algo que não tinha percebido”. Outro vício, como ele nomeia, é a mania por limpeza, que ficou ainda mais óbvia com a agonia em armazenar tantas coisas em casa. A pessoalidade do lixo, aliás, se nota pelas histórias que carrega. No amontoado de coisas a serem jogadas fora,um souvenir que veiode Is-

rael e que se quebrou ao sair dacaixa da mudança. Sua vaidade também está lá, na forma de um vidrinho de sulfato de Minoxidil – um medicamento usado para impedir e retardar a perda de cabelo. Vendo a proporção e o quãoimpregnado de identidade é o lixo gerado por ele, Navarrodiscorre umasériedeobservações. “É um dos grandes problemas do mundo... Para onde vai tudo isso?”, questiona ele, que atualmente não faz separação do lixo reciclável.“É umproblema da humanidade, mas veja, é meu também”, conclui, olhando para o lixo acumulado à sua frente. Esta, na verdade, é, pelo menos, a segunda vez que Navarro se choca com os rumos do lixo. Em 2006, durante a feitura do documentário “À Margem do Corpo”, quando ainda vivia em Brasília, filmou em um lixão a céu aberto. A diferença é que, dessa vez, se viu no meio dessa cadeia. A junção das duas experiências o deixou ainda mais perplexo. “Não tem mais lugar para isso

PANORAMA No Brasil São 160 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos coletados no Brasil diariamente. Deste total, entre 30% e 40% são passíveis de reaproveitamento ou reciclagem. Mas apenas 13% são encaminhados para reciclagem (dados do Ipea de 2017) Em BH Em 2016, foram coletados mais de 1 milhão de toneladas de resíduos. Do total, 71,6% foram aterrados, em Macaúbas; 25,1% foram enviados para aterro de inerte; e 3,3% destinados para reciclagem O que foi reciclado Quanto aos resíduos reciclados, 72,1% vêm da construção civil; 21,5% são plástico, papel, metal e vidro; e 6,4% foram destinados à compostagem (dados da SLU).

tudo!”.Das ponderaçõesfeitas por Navarro, uma delas tende a transformar sua relação com os detritos. “Ainda não conheço nenhuma iniciativa (que possa dar outros destinos para o lixo). Gostaria de conhecer. Alguém está preocupado com isso?”. LIXO ZERO Diante das dúvidas de Navarro e da maioria da população, a norte-americana Lauren Singer, 26, tornou-se referência de um novo estilo de vida. Formada em estudos ambientais,elaadotou umapolítica particular e radical na sua lida diária com o lixo na cidade onde mora, Nova York. Na verdade, Lauren decidiu abolir o lixo de sua vida. No seu blog, Trash is for Tossers (Lixo é Para Jogadores, em tradução livre), ela relata sua mudança de hábitos e receitas – inclusive de pastas de dentes, xampu e desodorantes. E para quem pensa que o estilo de vida não resistiria ao cotidianourbano,Laurenjá está há cinco anos sem produzir

nenhum tipo de resíduo que nãosejacompostáveloureciclável. Sabendo que a iniciativaganhavaaagendadeoutras pessoas mundo afora, inaugurou, em maio deste ano,a Package Free, uma espécie de loja que pode facilitar a vida de quem queira aderir à causa. No Brasil, a proposta de lixo zero encontrou eco na iniciativa da designer Cristal Muniz. A exemplo de Lauren, a brasileira de Florianópolis transformou seu dia a dia e também criou seu blog, o “Um Ano Sem Lixo”. Nele, contasuaexperiênciaedádicas de como levar sempre seu copo de vidro consigo, não comprar nada empacotado (grãos, por exemplo, só a granel, e levados em sua própria ecobag) e produzir elamesmaseusprópriosprodutos de higiene pessoal. O lixo orgânico vai para a compostagem. Entre as propostas radicais de Lauren e Cristal e o questionamento de Navarro,todavia, muitas outras soluções se apresentam.


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reportagem

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REALIDADE>Apesar de concluírem que ainda geram muito lixo, estudantes reaproveitam objetos

Upcycling vira um propósito MARIELA GUIMARÃES

Estudantes Alex de arquitetuBessas ra, Letícia Lanza, 23, e Elaine Sposito, 30, dividem apartamento a poucos metros do publicitário Ramon Navarro, citado no início desta reportagem. Com elas, moram outras duas pessoas recémchegadas, além de três gatos que são, diga-se, os xodós da casa. As estudantes, também a convite do Pampulha, acolheram a ideia de deixar acumular o lixo gerado nos últimos dias. “Na verdade, a gente já é bem consciente quanto a essa questão. Mas o mais chocante da experiência foi observar, ainda assim, a quantidade de lixo que a gente gera”, aponta Eliane, lembrando que, antes do experimento, não se dava conta do volume, já que, diariamente, despachava os resíduos para coleta. “Temos duas caixas, uma de lixo seco e uma de molhado”, explica Eliane. “Agente separa o que é pedido pela administração do prédio, mas existem muitas coisas que poderiam ser recicladas e que a gente descarta”, reconhece a estudante. Letícia, aliás, lembra que a reciclagem é hábito entre elas, que praticam o upcycling – prática que transforma e dá utilidade a algo sem valor comercial que seria descartado. Caixotes de sacolão, que iriam para o lixo, viraram as lixeiras da casa. Além disso, elas fizeram dos restos de uma estante de cozinha um pequeno aparador com divisória

para garrafas de vinho. Dois paletes, que seriam abandonados em uma construção, viraram a mesa da sala. Já a mesa de estudos é feita de uma tábua que também iria para o lixo. “A gente precisava de móveis e foi se apropriando do que encontrava”, pontua Letícia. Depois da experiência, Elaine e Letícia estranharam mesmo foi a mudança de hábitos da casa com a chegada dos dois novos moradores. “A gente não bebe leite, por exemplo, e agora tem muito leite aqui”, comenta Elaine, apontando as caixas. “Na verdade, nós duas consumimos pouquíssimos alimentos industrializados e, quando fazemos feira, a gente não faz isso de ficar empacotando cada item não”. Vinda de Sete Lagoas, Letícia lembra que o hábito de separar lixo seco e molhado veio com a família, sendo reforçado na escola, ainda no ensino médio. Elaine defende ainda um ponto de vista mais utópico. Para ela, a questão do lixo é atravessada pela vontade de “mudar as coisas”. O cuidado, aliás, é acompanhado de outras iniciativas: seus gatos são adotados, sua alimentação não é industrializada. “Eu só estou procurando ser uma pessoa melhor”, diz. REAPROVEITAR Também participante do experimento de acumular seus resíduos, a educadora musical Carolina Brauer, 38, chegou ao final apenas com conteúdo reciclável, que entregaria para a coleta seletiva na última sexta-feira, como

música. “Comecei a fazer cenários com objetos que estão no cotidiano das crianças e, depois, passamos a fazer instrumentos musicais. Cheguei a fazer um piano de garrafas de vidro”, comenta. Assim, “passei a aliar transversalmente aulas de música e educação ambiental”, analisa. Ao reaproveitar materiais, Carolina acredita que não apenas dialogava com aquelas crianças, mas também com suas famílias.

Reflexão

Mesmo conscientes da questão do lixo, Eliane e Letícia se assustaram com a quantidade de lixo acumulada faz todas as semanas. Hoje, os detritos gerados por Carolina e sua família se resumem ao lixo sanitário e aos jornais que usa para recolher os dejetos dos seus gatos. Se o dito popular afirma que a grama do vizinho é sempre mais verde, a realidade não se aplica para Carolina, que se orgulha de descartar o menor volume de lixo possível. Assim como Eliane e Letícia, ela trouxe de casa o hábi-

to de separar o lixo doméstico. Mas foi com a maternidade, ao se tornar chefe de casa, que ela passou a ver a questão com mais acuidade. “Minha mãe já fazia a separação e é algo que eu continuo fazendo”, diz. Com o nascimento de sua filha, há nove anos, Carolina se atentou para a quantidade de lixo que gerava. “Foi quando notei que muito daquilo podia virar brinquedo, que era algo que podia

me ligar à minha filha”, recorda. Com a iniciativa, potes de iogurtes, garrafas de vidro e outros descartáveis tornavam-se diversão. “Foi uma forma lúdica que achei para falar sobre sustentabilidade, além de contribuir para o desenvolvimento da imaginação e coordenação motora da criança”. A proposta deu tão certo que, mais tarde, as ideias foram levadas para as aulas de MOISES SILVA

Carolina Brauer e sua composteira doméstica

COMPOSTAGEM Além de praticar upcycling ao fazer brinquedos e instrumentos musicais com objetos que seriam descartados, de participar da coleta seletiva e de encaminhar produtos para reciclagem, as cascas de alimentos e papel de pão começaram a aborrecer Carolina. Foi neste contexto que ela descobriu a compostagem doméstica: tecnologia que transforma o lixo orgânico, a partir da ação de minhocas, em adubo de boa qualidade. Há cinco anos a técnica faz parte do seu dia a dia. “Moro em um apartamento e faço a compostagem na cozinha. Não tem mau cheiro e uso o húmus da minhoca para adubar minhas plantas”, conta. Para explicar o caminho que a levou até a composteira, Carolina teoriza. “Esse processo em que eu já estava inserida, de transformação e ressignificação, é dialético. Transformar o lixo acabou me transformando também”. ANÁLISES

Para especialistas, a solução para a situação do lixo no país e para a conscientização da população em relação ao tema passa pela correção de erros estruturais. “Os programas de reciclagem não são adequados à realidade”, diz o biólogo Ricardo Motta Pinto Coelho, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG. “Falta a premissa do negócio, inserir essa indústria na cadeia produtiva. Precisamos parar de ver a reciclagem por um viés filantrópico. Reciclar depende de alta tecnologia, de pesquisa científica, de atividade empresarial”, decreta. Para ele, “o país já podia ter superado o problema do desemprego se os governos se preocupassem com os arranjos produtivos locais”. Já para Antônio Teixeira de Matos, professor do departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, o que falta são incentivos. “O material orgânico não deveria ir para aterros sanitários. Se colocar na ponta do lápis, o lixo orgânico tem mais valor”, diz. Para Matos, a questão não é legislativa. “A sociedade precisa de algum incentivo para separar seu lixo”. No entanto, ressalta, “é fundamental que o equipamento público esteja pronto para realizar a coleta seletiva”.


reportagem

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REALIDADE> De mudança, produtora descobre que destinar lixo não é tarefa fácil

Resíduos específicos Quanto de eletrônicos estragados, medicamentos vencidos, cartões de visitas que nunca serão acionados guardamos ao longo da vida? Vivendo 15 anos no mesmo apartamento, os quatro últimos junto a seu companheiro, a produtora de conteúdo Raquel Sodré, 32, sentiu na pele a experiência de descobrir o quanto se acumula ao longo dos anos quando, em janeiro, preparava sua mudança para Madri. De malas prontas para Europa, Raquel decidiu alugar o apartamento mobiliado, para facilitar a mudança. “Quando conseguimos inquilinas, pensei: “Ótimo, vai ser só esvaziar os armários. Mal sabia que os armários não eram ‘só’!”, diz. Apesar de ter cogitado até por fogo em tudo, ela se preocupou em dar o rumo certo a cada tipo de lixo. “Algumas coisas foram bem óbvias de destinar”, comenta, citando vidros e pilhas. “Mas alguns tipos de descarAlex Bessas

te foram mais difíceis”, indica, citando o lixo eletrônico e medicamentos fora da validade. “Nesse processo, descobri que não era a única a ter essa dificuldade”. Da experiência, surgiu o post “Onde Fazer Doações em BH”, do blog “Que Ideia”, mantido por Raquel. Assim, buscou ampliar o debate acerca dos rumos do lixo doméstico. “Nós ainda achamos que vivemos em um Eldorado de recursos infinitos”, critica. Para ela, aliás, o debate é insipiente não só no Brasil. “Aqui (em Madri), o governo municipal tem um programa de reciclagem muito mais eficiente do que no Brasil — o que é ótimo! Por outro lado, é simplesmente inacreditável o que as pessoas jogam fora!”, aponta. “Na minha porta passa, todos os dias, um caminhão lotado de coisas que foram descartadas e ainda poderiam ser reaproveitadas. Isso é o resultado da ação de várias pessoas que, sistematicamente, acham que suas ações não têm impacto”.

BH A CAMINHO Em BH, alguns passos devem ser dados no sentido de aquecer a cadeia de reciclagem. O Serviço de Limpeza Urbana de BH (SLU) informou, por exemplo, que iniciou trabalhos para a implantação de uma unidade de triagem de vidro. Com a iniciativa, o vidro será separado por cor e os cooperados terão ganhos com o aumento do valor da venda. A entidade também destacou o plano de viabilizar, para os próximos anos, com apoio do Governo Estadual, a implantação de indústrias recicladoras. Hoje, a SLU destaca duas iniciativas locais para a coleta seletiva. Presente em 36 bairros, com o sistema “porta a porta”, os próprios moradores separam os materiais recicláveis. A coleta é feita uma vez por semana e tem abrangência de 125 mil domicílios. Já o esquema “ponto a ponto” conta com a entrega voluntária de recicláveis em um dos 82 conjuntos de coletores para papel, metal, plástico e vidro, dispostos nas nove regionais da cidade.

DOWNTOWN

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6 Estamira Documentário de 2004 acompanha Estamira, que vivia em Jardim Gramacho, hoje desativado.

Lixo Extraordinário Também filmado no aterro fluminense, registra o trabalho do artista plástico Vik Muniz PIXAR

TIDES FOUNDATION

6 A História das Coisas Com 20 minutos, o documentário reflete sobre o consumo desenfreado de bens materiais

PARA ONDE IR? Eletrônicos Duas empresas realizam o manejo de lixo eletrônico em BH: a E-mile e a BH Recicla.

FILMES REFLETEM SOBRE LIXO E CONSUMO EUROPA FILMES

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6 Wall-e A animação narra a saga de um robô que procura vida em um planeta Terra devastado pelo lixo

Pilhas e baterias O descarte de pilhas e baterias pode ser feito em algumas agências dos Correios, em supermercados de redes como Extra, Verdemar e Carrefour. Medicamentos Se fora da data de validade, os medicamentos podem ser descartados em algumas unidades da rede Droga Raia ou no Life Center. Vidros Algumas empresas recebem as embalagens de produtos por eles vendidos, como O Boticário. Além de pilhas e baterias, a Leroy Merlin recebe lâmpadas. Outros recipientes podem ser doados para a Asmare. Móveis e eletrodomésticos O Núcleo Assistencial Caminhos para Jesus realiza, com seus atendidos, oficinas de conserto de aparelhos quebrados. Depois, estes itens podem ser usados pela instituição ou vendidos para arrecadar fundos.


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reportagem

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SAÚDE E BEM-ESTAR EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

VIDA SAUDÁVEL

GLÂNDULA FUNDAMENTAL Associaria a um distúrbio da glândula

(CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Depressão/ansiedade

Saúde durante o desemprego ela primeira vez, o número de desempregados chega à cifra de impressionantes 14 milhões de pessoas procurando por trabalho. Fruto de uma política pública desastrada, corrupta e incompetente, os brasileiros já sentem os efeitos colaterais no bolso e na saúde mental. Um estudo publicado nos Estados Unidos analisou o impacto que a falta de perspectiva gerada pelo desemprego causa na saúde da população. O estudo teve como foco a população masculina americana, que cresceu ou estava no auge da idade produtiva quando ocorreu a recessão global de 2007/2008. Estudiosos e economistas da Universidade de Princeton concluíram que um percentual expressivo dos desempregados apresentava dores crônicas – sem um motivo aparente – e praticavam um consumo abusivo de analgésicos. Atualmente no Brasil, estamos com uma taxa de desemprego recorde, de acordo com a Pnad contínua. O Brasil vive a sua pior crise no mercado de trabalho. São milhões de trabalhadores sem emprego com um tempo médio de até oito meses para recolocação. Além dos efeitos evidentes nos orçamentos domésticos, o desemprego tem graves reflexos na saúde das pessoas. Os principais riscos são as doenças mentais que, sem o tratamento adequado, podem levar até mesmo ao suicídio. O impacto do desemprego na saúde vai variar de pessoa a pessoa. O estresse físico e emocional é maior para quem tem filhos e irá enfrentar uma situação financeira mais difícil até Do ponto de conseguir um novo vista físico, o emprego. Isso pode causar sérios danos desemprego pode à autoestima da pesdesencadear soa, que poderá ter episódios frequenqueda de cabelos, tes de angústia, aninsônia, ganho de siedade e chegar à depressão. Do ponpeso, pressão to de vista físico, o alta, piora do desemprego pode desencadear queda diabetes, infarto de cabelos, insônia, e até câncer. ganho de peso, pressão alta, piora do diabetes, infarto e até câncer. Não dormir várias noites seguidas e fugir do convívio social com um isolamento característico são sinais de alerta. Para quem está desempregado, é possível manter a saúde emocional minimamente equilibrada gastando pouco ou nada. Uma rotina simples com atividade física, exercícios de respiração regular e meditação contribuem para reduzir os efeitos nocivos da inatividade laboral. Parece fácil falar em sair para caminhar e estar sem emprego. Entretanto, se você fizer um teste verá que uma simples caminhada de meia hora irá reduzir seu estresse, melhorar sua disposição diária e lhe proporcionar forças para seguir adiante. Faça e depois me fale. A terapia com um psicólogo estimula um olhar positivista, ajudando a seguir e procurar por dias melhores. Lembre-se que tudo passa, até as coisas ruins. Pense também no lado positivo do processo, que enquanto procura um emprego terá mais tempo para uma caminhada matinal, fazerseu café da manhã commais calma junto dafamília e, quem sabe, ajudar o próximo. É isso mesmo! Está provado que o voluntariado retorna em dobro para quem pratica o ato. Certa vez, um ministro de Estado falou: “eu não sou ministro, estou ministro”. De igual forma, você não é um desempregado e, sim, está, momentaneamente, sem emprego. Então, dê a volta por cima e faça uma boa semana.

O que é a tireoide Com forma parecida com a de uma borboleta, a glândula está localizada na parte anterior do pescoço, logo abaixo do pomo de adão.

FONTE: PESQUISA DIRETA

Culparia as escolhas de estilo de vida

81%

Cansaço/lentidão

Dificuldade para dormir

P

Hipotireoidismo e hipertireoidismo

Possíveis origens dos sintomas apresentados

Dificuldade para perder peso

Dr. Telmo Diniz

PRINCIPAIS PROBLEMAS

41%

67%

41%

57%

O segundo pode levar à rápida perda de peso sem a pessoa realizar dieta

36%

42%

47%

Função Atua na regulação de órgãos como coração, cérebro, fígado e rins. Produz os hormônios T3 (tri-iodotironina) e T4 (tiroxina), que atuam nas células do organismo, regulando o metabolismo (ditam como as células irão transformar oxigênio, Glândula glicose e calorias em Tireoide energia)

O primeiro é o mais comum e faz com que os órgãos trabalhem mais lentamente e é caracterizada pelo aumento de peso

Um problema relacionado a ambos é o bócio, que ocorre quando a glândula cresce muito e o pescoço aumenta

Laringe *Mais de

veia jugular Traqueia

6.171 mulheres (a partir dos 16 anos), de sete países, foram consultadas

Estressemascara sinaisclássicosde distúrbionatireoide PIXABAY

Pesquisarevela quemaioriadas mulheresignora importantes sintomasdo organismo Thuany C a n s a ç o , Motta ansiedade e alteração de peso são características muito associadas a quem leva um estilo de vida moderno, trabalhando em excesso e quase sem tempo para descansar. Mas esses também podem ser sinais de distúrbios da glândula tireoide, responsável por produzir hormônios essenciais ao organismo. Uma pesquisa realizada com 6.000 mulheres em sete países revela que a maioria delas associa esses quadros ao cotidiano corrido, ignorando que podem ser sinais de que algo não vai bem com o corpo. Essa falta de conhecimento atinge 36% das brasileiras. O estudo foi divulgado nos últimos dias, em meio à Semana Internacional de Conscientização sobre a

distúrbios da tireoide são facilmente confundidos porque essa glândula é responsável por várias funções do corpo. Mas é ainda surpreendente saber que a confusão de sintomas é algo comum entre as mulheres do mundo inteiro”, afirma.

Vida corrida, sempre ligada no trabalho, confunde sintomas de problemas de saúde

Tireoide 2017. Os dados mostram, por exemplo, que quase metade das mulheres (49%) atribuiu às atividades do dia a dia o fato de se sentirem cansadas ou lentas diariamente. A mesma porcentagem também relacionou à vida moderna a sensação de agitação e/ou dificuldade para dormir. Esses sintomas podem esconder hipertireoidismo (aumento da produ-

ção de hormônios T3 e T4 e diminuição de TSH – estimulador) ou hipotireoidismo (diminuição desses hormônios), quadros mais comuns associados à glândula, de acordo com a endocrinologista Laura Ward, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Por isso, segundo Ward, o resultado da pesquisa serve de alerta. “Os

DIAGNÓSTICO Com esses sintomas em evidência, o paciência deve procurar ajuda. Segundo Ward, o exame de sangue fornece o diagnóstico. “Medimos os níveis do hormônio estimulador da tireoide (TSH) e do hormônio da tireoide (T4). Há problema quando se tem TSH elevado e níveis baixos de T4 no sangue”, explica. A dificuldade em perder peso foi o que levou a comunicadora Nayara Leandro, 30, a descobrir que havia algo errado. “No fim de 2015, estava num processo de emagrecimento, mas não perdia os quilos esperados. Até achei que fosse por causa da vida corrida, mas, depois de uma ultrassom, descobri um tumor na tireoide”, revela. Após a remoção da glândula, hoje ela faz reposição diária de hormônio da tireoide e leva um ritmo de vida normal.


reportagem

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SAÚDE E BEM-ESTAR

Mocinho e vilão, leite tem status de superalimento

Minas Gerais

é o campeão de produção de leite no país

MITO

VERDADE

Vilão para alguns e mocinho para outros, o leite tem conseguido transitar no mundo das dietas, ora sendo hostilizado, ora sendo requisitado. Entre mitos e verdades, porém, é consenso que o produto é um dos alimentos mais ricos em nutrientes, o que levou a OrganizaThuany Motta

ç ã o das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU, na sigla em inglês) a instituir, em 2001, o 1º de junho como Dia Mundial do Leite. A data foi criada para incentivar o consumo de lác-

teos entre a população. A entidade recomenda a ingestão de pelo menos 180 litros por ano por habitante, e estimativas indicam que o brasileiro consome menos, cerca de 171,6 litros ao ano. Segundo a nutricionista e professora do curso técnico em nutrição do Senac Erika Raquel Ferreira, o leite é uma ótima pedida por ser completo em nutrientes, barato e acessível. “Ele contém vitaminas (B2, B12, A, E, B6), proteínas e minerais, como cálcio, fósforo, potássio, zinco e magnésio. Além disso, é um alimento barato, tem em qualquer lugar e é essencial pelo valor nutricional, apresentando benefícios ao longo de todos os anos”, explica. A especialista acrescenta que o leite deve estar presente tanto no início da vida quanto na fase adulta. “Apesar de ser muito bom para os adultos, é na infância que vemos sua importância, pois é nessa fase que a criança tem o crescimento dos ossos e o desenvolvimento dos dentes, que precisam – e muito – da presença

de cálcio. O leite é um dos maiores fornecedores desse nutriente”, afirma. Para os adultos, a ingestão deve ser feita principalmente por aqueles que têm mais de 40 anos. Depois dessa idade, a cada ano que passa, há uma perda de 0,5% de massa óssea. Mesmo que o osso seja como a pele – regenera-se constantemente –, uma forcinha é bem-vinda. Forcinha que vem não só do cálcio, mas de outros nutrientes presentes na bebida, como fósforo, magnésio, vitamina D e potássio. Contudo, assim como qualquer outro alimento, o consumo de leite deve ser balanceado, segundo a nutricionista Cássia Nascimento, da Clínica Metabólica: “O segredo está no consumo adequado, levando em consideração a necessidade de cada pessoa. Afinal, a ingestão em e x cesso pode acarretar

problemas no organismo”. LACTOSE Para o endocrinologista Ledimar Rocha Araújo, o alerta maior fica para as pessoas que têm intolerância ou alergia à substâncias presentes na bebida. Ele esclarece que é importante diferenciar. SegundoAraújo, intolerância é mais frequente na vida adult a ,

LEIT EM EU DE CA DA DI

Especialistas alertam,no entanto,que ingestão precisaser balanceada paranão afetarasaúde

A

quando o corpo perde a capacidade de digerir lactose – tipo de açúcar encontrado no leite e em outros lácteos. “Isso é comum em pessoas com tendência genéticaou em pacientesque passaram por uma quimioterapia ou radioterapia”, revela. Já a alergia é associada à falta de imunidade. “Esse é um processo mais severo, que acontece nos primeiros meses e anos de vida. A criança pode ter dificuldades de crescimento e facilidade em ganhar peso”, explica.

MITOS E VERDADES SOBRE O LEITE LEITE ORGÂNICO É MAIS SEGURO QUE O LEITE NORMAL

O leite orgânico não contém elementos artificias porque a vaca não recebeu medicamento ou substância para acelerar a produção. Fora isso, ambos são seguros para consumo

INGESTÃO DE LEITE CAUSA PEDRAS NOS RINS

Somente o cálcio em grandes quantidades pode provocar pedras nos rins, se houver tendência genética

LEITE DESNATADO É SOMENTE LEITE INTEGRAL COM ÁGUA ADICIONADA

O integral tem um percentual maior de gordura saturada e colesterol

LEITE CAUSA ACNE

Grande fonte de cálcio, essencial para a saúde dos ossos e dentes e previne a osteoporose Alta fonte de proteína, essencial ao crescimento Fornece vitamina A, também importante ao crescimento e aos ossos

QUANTIDADE IDEAL DE CONSUMO

Acne tem causa hormonal, não tendo ligação com consumo de leite

SE A PESSOA FOR INTOLERANTE À LACTOSE, DEVE EVITAR LATICÍNIOS

A maior parte dos derivados de leite já sai da produção com a lactose digerida, o que possibilita o consumo

LATICÍNIOS LEVAM AO GANHO DE PESO

Verdade, mas a influência está ligada à quantidade ingerida e à forma de preparo do leite

TOMAR LEITE APÓS O EXERCÍCIO FAZ BEM

PROPRIEDADES DO LEITE

O cálcio está associado à contração muscular e é uma ótima pedida durante atividades físicas e depois

LEITE DE VACA É MAIS NUTRITIVO DO QUE BEBIDA À BASE DE SOJA

Por ser de origem vegetal, a bebida à base de soja não contém cálcio na composição

PESSOAS COM GASTRITE DEVEM EVITAR TOMAR LEITE

Sim, mas depende de como ele é consumido. O leite deve ser ingerido junto de outros alimentos

BEBER LEITE MORNO AJUDA A DORMIR

O leite ajuda a produzir a serotonina (hormônio do bem-estar), que acaba se convertendo na melatonina, o hormônio do sono

Adultos Crianças Grávidas e adolescentes Idosos

até 500 mL/dia entre 400 mL e 750 mL, dependendo de peso e altura até 750 mL/dia até 600 mL de leite/dia

NÚMEROS

35 bilhões

de litros/ano é a produção brasileira de leite (2015)

RECEITA COM LEITE FÁCIL DE FAZER

Bolo de leite Ingredientes 1 litro de leite 2/3 xícara (chá) de açúcar 3 ovos 2 colheres (sopa) de manteiga derretida 1 pitada sal Raspas de um limão 4 xícaras (chá) de farinha de trigo Modo de preparo Preaqueça o forno a 220ºC por 15 minutos. Em um liquidificador, bata os ingredientes. Lembre-se de adicionar primeiro os líquidos e, então, os secos. Leve a massa para assar em uma forma untada e enfarinhada por cerca de 30 minutos ou até dourar

R$ 28,9 bilhões

é quanto movimenta

CURIOSIDADES Uma vaca da raça girolando de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, quebrou o recorde mundial de produção de leite. Em 2014, ela produziu 111,3 quilos de leite num único dia. Até então, o recorde era de 1982, quando uma vaca cubana produziu 110,9 quilos (OBS: O leite é medido em quilos, e não em litros, para que haja uma maior precisão na hora de o produtor receber pela produção do seu rebanho)

Alimentação das vacas pode modificar a composição do leite

A sigla UHT presente nas embalagens de leite longa vida significa Ultra High Temperature (temperatura ultra-alta). O nome se refere ao processo pelo qual o leite passa para matar os micro-organismos e manter o produto fresco O leite em pó é resultado da “secagem” do leite comum. Para isso, o líquido passa por processos que fazem com que a água evapore e ele se transforme no que conhecemos como leite em pó


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reportagem

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ESPAÇO GOURMET DE BANDEJA 1

O orgânico chega à taça

MITO/DIVULGAÇÃO

AMANDA DE MENDONÇA/DIVULGAÇÃO

“Made in” cerrado mineiro

Vinhos orgânicos são servidos no Cabernet Butiquim, em BH

Mais uma boa novidade foi inaugurada nas dependências café-coworking Guaja na semana passada. Trata-se da Mito, cafeteria que servirá café do mesmo nome produzido no cerrado mineiro e cultivado na Fazenda Dona Nenem. O local vai oferecer ao público uma variedade como espressos, machiatto, afogatto, irish coffee e também o chocolate quente, todospreparados numa máquina vinda diretamente da Itália. Para quem não conhece, um breve resumo: a Mito já é bicampeã do Concurso Estadual de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, o maior do país no setor. A embalagem do café tem assinatura da Greco Design.

Mais de 700 rótulos de vinho A tradicional Feira de Vinhos Super Nosso acontece até o dia 2 de julho com programação intensa.Realizado noEspaço Meet (av. Raja Gabaglia 2.671, São Bento), o evento conta com promoções nos rótulos, uma série de cursos e degustações comentadas e atrativos gastronômicos, como frios especiais, massas artesanais e caldos. Outras informações em www. feiradevinhossupernosso.com.br

Novos rótulos para a bebida

Expert em botecos

Conheçamaissobre osvinhosorgânicos, naturaise biodinâmicos

Nome por trás de boas iniciativas gastronômicas na cidade, Eduardo Maya lançou o “Vida de Boteco”, um programa de qualificação profissional direcionado aos empreendedores do setor da cozinha de bar. O objetivo é criar uma grande comunidade botequeira para trocar ideias, receitas e fomentar a gastronomia local. O curso online (www.vidadeboteco.com.br) possui mais de 30 videoaulas com receitas, técnicas e gestão de bares e restaurantes, além de dicas de um time de especialistas em bebidas e atendimento.

Em tempos de gastronomia voltada a práticas sustentáveis e orgânicas, era esperado que o mercado de vinhos se alinhasse a esse movimento. Na capital mineira, já é possível encontrar rótulos orgânicos, naturais e biodinâmicos – e, inevitavelmente, menos comerciais – à mesa de bares e restaurantes. Produtos que vêm conquistando os adeptos – ou não – de uma comida mais salubre. Quem produz, garante: o diferencial está na maneira como a uva é cultivada. Para citar um exemplo, o vinho orgânico é feito a partir da lavra das uvas que só utiliza produtos naturais contra pragas, por meio de uma agricultura sustentável: Lorena K. Martins

BARBARA KAUCHER/DIVULGAÇÃO

pesticidas, herbicidas e adubos industriais são totalmente abolidos. “Neste caso, o vinhedo precisa ter práticas orgânicas, sem nenhum agrotóxico no cultivo. E, na produção, só é permitido, pela legislação, no máximo 120 miligramas de sulfito – que são os conservantes que se adiciona ao vinho”, explica Érika Goulart, proprietária da Bodega Goulart, sediada na região de Mendoza, Argentina – um vinhedo orgânico que tem rótulos vendidos no Cabernet Butiquim. Renato Caleffi, chef e sócio do Le Manjue (São Paulo), um dos restaurantes pioneiros em gastronomia orgânica no Brasil, explica que os vinhos orgânicos podem não apresentar tanta diferença de sabor ao paladar, mas trazem benefícios satisfatórios aos amantes da bebida. “A indústria geralmente adiciona muito sulfito, para dar maior durabilidade à bebida. Já os orgânicos possuem pouquíssimo sulfito, apenas o natural contido na casca da uva, e,

por isso, muitas pessoas sentem menos dor de cabeça e tomam um vinho mais ‘limpo’”, acredita. DO PLANTIO À TAÇA Para Luiza Martini, enófila e sócia da Casa do Vinho, em Belo Horizonte, o crescimento das novas modalidades da bebida surge como uma forma de resgatar a personalidade do próprio produtor, como é o caso do vinho natural, peculiaridade em que é proibido o acréscimo de aditivos para cor, aroma, correção da acidez, conservantes – como o sulfito – e a ausência de leveduras artificiais na produção. “O cabernet chileno é parecido com o cabernet da Austrália, por exemplo. De modo geral, os vinhos começaram a ficar parecidos entre si, e os produtores perceberam a importância de impor uma assinatura. A levedura natural fermenta a bebida de acordo com o ambiente e clima daquela região ou país”, explica. “Mas existe um risco muito alto de não fermentar completamente e mesmo o de até perder a produção inteira”, alerta Luiza. Ainda de acordo com ela, apesar do sucesso crescente dos rótulos aliados à sustentabilidade, nem 4% de todos os vinhedos no mundo são orgânicos.

“O número é pequeno, uma vez que a produção agrícola é a campeã de agrotóxico no mundo”, lamenta. “É difícil encontrar um vinho 100% natural. Esses geralmente são provenientes de vinhedos de produtores bem menores, em que o dono acompanha mais o plantio. Vinhedos que são mais cuidadosos e buscam um vinho o mais natural possível”, pontua. Renato também explica que os vinhos naturais, de fato, possuem pouca interferência do homem. “Eles não são filtrados, ficam mais opacos – porém, mais ricos em nutrientes, e você sente o sabor. É uma experiência nova. É um cuidado com o planeta, com o meio ambiente e com o nosso corpo”, acredita o chef. Dentro do quesito “experiência”, outra categoria também existente, porém mais difícil de ser encontrada, é a do vinho biodinâmico. “É um orgânico mais radical. É uma elaboração mais filosófica na condução de todo o processo”, frisa Luiza Martini. Além das práticas sustentáveis, vinhedos que se enquadram na biodinâmica prezam pela cultura orgânica somada à astrologia, além de se valerem de técnicas mais “rudimentares” na agricultura.


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STUDIO TERTÚLIA/DIVULGAÇÃO

DE BANDEJA 2 ONDE ENCONTRAR EM BH

Cabernet Butiquim Rua Levindo Lopes, 12/22, Savassi. Rótulos do vinho Paris, do vinhedo orgânico da Bodega Goulart, sediada na região de Mendoza, na Argentina Camaradería Gastrobar (fo-

Orgânicos Produzidos a partir de uvas de cultivo orgânico, utilizando apenas produtos naturais no controle de pragas, abrindo mão de agrotóxicos. Naturais Feitos com a ausência de leveduras artificiais e evitando a prática de adicionar sulfito e produtos que corrigem acidez e cor, por exemplo. Por não te-

rem nenhum conservante, podem estragar com mais facilidade. Biodinâmicos O cultivo da uva envolve processos orgânicos, bem como procedimentos baseados em conceitos espirituais, e podem seguir fases da lua e a adoção de cavalos no lugar de tratores para compactar o solo, por exemplo.

BURNA PARDINI/DIVULGAÇÃO

to abaixo) Rua Cláudio Manoel, 555, Funcionários. Rótulo Lupi Reali Montepulciano d’Abruzzo. Casa do Vinho Av. Bias Fortes, 1.543, Barro Preto. Rótulos como Château Camplazens e Quinta do Tedo. Enoteca Decanter Rua Fernandes Tourinho, 503, Funcionários. Rótulos orgânicos e biodinâmicos como De Martino. CCÉLIO FOTOGRAFIA/DIVULGAÇÃO

Casa Horta Dentro do Boulevard Shopping (Av. dos Andradas, 3.000, Santa Efigênia). Rótulos como Mena Kaho, Garibaldi e Hex Von Wein.

TIPOS DE VINHO

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Circuito Santô! A rua Congonhas, no bairro Santo Antônio, recebe a primeira edição do Circuito Santô, neste domingo (11), das 10h às 18h. O projeto é uma iniciativa de comerciantes locais – de restaurantes, lojas de arte, decoração, roupas e acessórios – para festejar as histórias do tradicional bairro de Belo Horizonte. A programação do evento acontece na rua e conta com feiras gastronômicas, shows, programação para as crianças, exposições de arte e moda, piquenique no cimento e até um campeonato de subida de ladeiras com bicicletas.


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sociedade

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DOLCEVITA TERRORISMO E TERROR

HORROR E PAVOR

N

um naufrágio, o capitão grita: mulheres e crianças primeiro! Porque são mais fracas, frágeis, vulneráveis, precisam de mais atenção, carinho e proteção. Sempre! Por isso, dói ler uma reportagem sobre o tema: “crianças ficam mais pobres e desemprego entre os jovens ultrapassa os 30%”, justamente quem precisa estudar, aprender e crescer.

a Europa, o covarde terrorismo continua fazendo vítimas e assustando o mundo. Mas o nosso terrorismo é mais fatal. Cada atentado lá fora causa justa comoção. Mais vítimas temos no Brasil. Quantas mortes acontecem por causa da crise, do desemprego, do túnel sem luz? É o silêncio dos inocentes e das vítimas? Bombas que não explodem, mas implodem. Gente morrendo nas filas, nas vilas, favelas.

TERROR E HORROR

É

o pequeno comerciante que não vende e não sabe como pagar funcionários, impostos, aluguéis e fornecedores. Loucos com carradas de razão. Órfãos do Mensalão, do Petrolão e dos Joesley. Os justos pagando pelos bandidos. Insegurança, falências, assaltos, crimes, violência no trânsito, miséria nas ruas; doenças psíquicas e psicossomáticas. Dívidas também enlouquecem, desestabilizam famílias, broxam o amor, o sexo, as amizades.

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS EDY FERNANDES

lançaperfume

N

completando o 6 ECasar BH: maquia-

gem e cabelos “by” Marcus Martinelli e Lutt e Kakau Beleza e Estética. os 6 Assumindo noivos, a Tribeca. As

daminhas terão Princess Damas e Bué. Noivas e madrinhas: Eliane Matos.

PAVOR E TORPOR

para as 6 Desfiles noivas, com as mar-

J

ustamente o futuro do país. Cerca de 1,2 milhão de adolescentes procuram trabalho e nesta matemática cruel, quem procura não acha. Para piorar, os jovens pobres lideram também as taxas de homicídios. No Brasil, quem grita “mulheres e crianças primeiro” são os tubarões!

TRÊS EM UM

D

epois dos trabalhos, o Clube Chalezinho agora é também o espaço de “food park”, “Quintal”, para festivais gastronômicos e “A” novidade, a drinkeria Jabu. O nome homenageia a beleza de uma jabuticabeira de mais de 60 anos. Aliás, a árvore é a gran-

cas Danielle Benício e Tetê Rezende. Madrinhas, mãe de noiva e noivo: Eliane Matos. No lançamento da coleção de inverno 2017 da Trousseau, a gerente de marketing da marca Letícia Baena e Mônica Gonçalves, franqueada em Minas Gerais

de estrela do espaço assinado pela arquiteta Irma Lara.

TUDO IMPECÁVEL

A

Trousseau comemorou com almoço, no Gomide, o lançamento das coleções Inverno 2017 e dos Irmãos Campana. Mônica Gonçalves fez as honras e o charme da casa com Maria Eugênia e Maria Gonçalves.

FUNDO NOBRE

O

2º Jantar para Minas Gerais reunirá 200 pessoas ligadas a empresas e negócios em prol das ações sociais do BrazilFoundation Minas Fund, fundo criado para responder e socorrer a tragédia ambiental e humana em Mariana no ano de 2015.

MUNDO NOBRE

O

fundo, inicialmente, investiu em iniciativas socioambientais para a população afetada. Agora, na esteira, apoia projetos sociais em todo o Estado. Dia 20, às 19h30, no Museu Inimá de Paula. A mestre de cerimônia será a atriz Taís Araújo. O pocket show será do Time do Passinho.

AS NEVES DO KILIMANJARO

N

o Belvedere, empresários louvavam o governo Aécio Neves, parodiando Rousseau:

Os responsáveis pela Festa Junina Mariângela Lima & #Secreto, que aconteceu no Hangar 677, a promoter Mariângela Lima e Léo Ziller

“O homem nasce bom, a sociedade é que o corrompe”. “C’est la vie”, é a regra do jogo. E no Instagram a frase do avô de Aécio, Tancredo: “Esperteza, quando é muita, come o dono”.

A PRINCESA DO ALTAR

N

um casamento, a estrela maior, a noiva. E toda noiva precisa ser bem vestida! Vestido, véu, acessórios. Ela é o centro das atenções. Na nova edição do Casar BH, de 23 a 25 de junho, no Buffet Catharina, as noivas poderão encontrar aquele modelo sonhado e realizado.

A PRINCESA E OS SÚDITOS

N

o “menu”, as grifes Danielle Benício, Tetê Rezende e Eliane Matos. Acessórios e joias apresentados por Ana Tomich e Mariée Complementos. A lingerie fica sob a magia e sensualidade da Maria Pia Lingerie.

Temer é a 6 Michel Ana Maria Braga da

política. A apresentadora tem o Louro José, o presidente tem o Loures Rodrigues. Ana: - Dá o pé, Louro! Temer: - Dá a mala, Loures! Chevals pre6 AparaHípica a 11ª edição da Ju-

nina Chevals. Dia 10, das 16h a 1h, com a dupla Rick & Ricardo, o cantor Breno Gontijo e os DJs Ric e Lauro Malloy. esquema open 6 Em bar e open food, o públi-

co desfrutará de um buffet completo com comidas típicas. da 6 “Resquícios Memória” é a nova

individual do fotógrafo Daniel Mansur, de 14 a 30 de junho, na galeria Pop Up, do escritório de Arte Marcela Bartolomeo, Mangabeiras. retratando a 6 Fotos cidade argentina de Epecuén, uma Mariana, engolida, não pela lama, mas pelas águas.

boa: Adriano Car6 Dica valhais voltou para o

Brasil para se dedicar ao Blog NBR (Nobreza Real).


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almanaque MARCO> Festival Palco Giratório completa 20 anos com programação extensa ao longo de junho ALÉCIO CEZAR/DIVULGAÇÃO

ANDRÉA MAGNONI/DIVULGAÇÃO

de Anjos 6 Ruína A Outra Companhia

de Teatro, da Bahia, mistura teatro de rua, intervenção urbana e performance num espetáculo que tem como mote a reabertura de um cinema de bairro e a esperança de renovação que ele traz pro lugar. Onde Praça Silviano Brandão, Contagem Quando Dia 30 (sexta-feira), às 18h

6 Ledores no Breu A Cia. do Tijolo, de São Paulo, apresenta espetáculo inspirado no pensamento e na prática do educador Paulo Freire e nas obras do poeta Zé da Luz e do ficcionista Guimarães Rosa. Onde Teatro de Bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro) Quando Dias 24 e 25. Sábado, às 20h, e domingo, às 19h.

6 Finita A bailarina Deni-

se Stutz apresenta um espetáculo de dança que teve como ponto de partida a doença vivida por sua mãe e uma carta que deixou para ela. Onde Grande Teatro do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro) Quando Neste domingo (11), às 20h.

Giro pelo Brasil Os números são astronômicos: 144 cidadesem 26Estados e no Distrito Federal; 20 companhias, que somarão 685 apresentações e 1.188 horas de oficinas teatrais.O PalcoGiratório chega este ano à 20ª edição sagrando-se como o maior circuito de artes cênicas do Brasil. Na estrada desde o fim de março, o festival aporta em Belo Horizonte durante o mês de junho, com programação a partir deste sábado (10). Inspirado no Mambembão – projeto da Funarte com origem na década de 1970, cuja proposta era levar montagens aplaudidas fora do eixo Rio-São Paulo para o Sudeste – o Palco Giratório nasceu e se mantém todos esses anos com o intuito de trabalhar a difusão e o intercâmbio das artes cênicas pelo país, promovendo a circulação dos espetáculos e trocas entre público, artistas locais e de outras regiões. Para dar conta de fazer isJessica Almeida

so de forma eficiente, é necessário um processo curatorial tão amplo quanto a própria abrangência do evento. “Somos mais de 30 curadores, temospelo menos um representante em cada Estado. Cada um indica cinco espetáculos a quetenha assistidopresencialmente e os demais assistem por vídeo. Com esse universo de mais de 150, todos os curadores se reúnem por dez dias para discutir sobre o que apareceu”, explica Maria Caroli-

na Fescina Silva, analista técnico-social do Sesc e uma das curadoras do projeto. Nenhum tema é sugerido antesdesse encontro, os recortes aparecem somente após a análise de tudo. “As indicações são livres e a partir daí buscamos o que há de mais pungente. Na programação deste ano, por exemplo, temos um traço muito engajado, um diálogo muito forte com a paisagem urbana e o teatro como espaço de resis-

tência”, pontua a curadora. A cada ano, essas demandas se modificam. “O principal é dar voz à cena, escutamos o que ela está dizendo e a partir daí começamos a selecionar. O conceito vem depois”. Além dos espetáculos, a programação conta também com oficinas, seminários e, este ano, com uma exposição. Esta edição também homenageia a companhia Oi Nóis Aqui Traveiz, do Rio Grande do Sul, que abre a programa-

CONFIRA PROGRAMAÇÃO DE ESPETÁCULOS DESTA SEMANA* Praça Carlos Chagas (Assembleia), Santo Agostinho: Caliban – A Tempestade de Augusto Boal (RS) Nestes sábado (10) e domingo (11), às 16h.

Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro): Finita (MG/RJ) Neste domingo (11), às 20h. Grande teatro.

ANTONIO FLOR/DIVULGAÇÃO

Caranguejo Overdrive (RJ) Dia 14 (quarta), às 20h. Grande teatro. À Beira de... (CE) Dia 15 (quinta), às 20h. Grande teatro. Amanda (MG) Dia 16 (sexta), às 20h. Teatro de bolso. Lete (RR) Dia 16 (sexta), às 21h. Grande

* Retirada de ingressos 30 minutos antes do evento

6 Ninhos O espetáculo da

Balangandança Companhia, de São Paulo, mistura brincadeiras e movimentos de animais para dialogar com as crianças Onde Museu Histórico Abílio Barreto (Av. Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim) Quando Dia 2 de julho (domingo), às 11h30.

teatro. Palafita (CE) Dia 17 (sábado), às 21h. Grande teatro. Women’s (SC) Dias 17 (sábado), às 20h, e 18 (domingo), às 19h. Teatro de bolso. Os Mequetrefe (SP) Dia 18 (domingo), às 16h. Grande teatro.

ção com o espetáculo “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal”. DESTAQUES Entre os espetáculos, a curadora pontua algunsdestaques. “‘Ruína de Anjos’, d’A Outra Companhia de Teatro, faz uma provocação muito interessante da ocupação do espaço urbano e se integra muito bem com a rua. Tem o ‘Ninhos’, que é um espetáculo infantil de dança. Há grupos longevos que voltam à programação, como a Cia do Tijolo, o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare e os Parlapatões. Sem falar nas bailarinas Denise Stutz e Silvia Moura, que são duas figuronas da nossa cena”, diz.

Giratório – >20ªPalco edição

Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3270-8100) e outros espaços da cidade. De 10 de junho (este sábado) a 2 de julho (domingo). Espetáculos, oficinas, seminários e exposição com entrada franca. Confira programação completa em www.sescmg.com.br/ palcogiratorio GIL GROSS/DIVULGAÇÃO


almanaque

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ARTES CÊNICAS Esperança pelo viés coletivo Jessica Desde que o Almeida livro “Ratos e Homens”, do autor norte-americano John Steinbeck (19021968) foi lançado, em 1937, recebeu inúmeras adaptações para diversos meios em vários países. Duas das mais recentes versões são a cinematográfica, de 1992, dirigida por Gary Sinise e com John Malkovich no elenco, e a da Broadway, de 2014, com Chris O’Dowd e James Franco nos papéis principais. No Brasil, porém, a única adaptação de que se tem registro – ou pelo menos a única de renome nacional – é a versão de 1957, com a qual o diretor e dramaturgo Augusto Boal (1931-2009) fez sua estreia nos palcos. Isso até o ano passado, quando a Dendileão Produções Artísticas apresentou pela primeira vez sua leitura sobre o texto. E agora, no ano em que o livro faz 80 anos e a montagem de Boal 60, é a vez dos belo-horizontinos. “Sobre Ratos e Homens” entra em cartaz no CCBB na próxima quinta (15). O projeto nasceu em 2011, quando Ricardo Monastero e Ando Camargo buscavam um novo projeto. “Estávamos conversando num bar sobre o que fazer e buscávamos um texto para

Estreia 15.jun.

LUCIANO ALVES FOTOGRAFIA/DIVULGAÇÃO

A Dendileão Produções estreia em BH espetáculo “Sobre Ratos e Homens”, adaptado do clássico homônimo de John Steinbeck

dois atores, para não ter que depender de outras pessoas. Pensamos, por exemplo, em ‘Dois Perdidos Numa Noite Suja’, que é um clássico, mas já foi muito montado. E aí o Ando se lembrou desse, de que sempre gostou, mas pressupunha dez atores em cena”, lembra Monastero, que dali correu para uma lan house para assistir ao filme. A própria premissa do texto – que fala da força da amizade e da possibilidade de se realizar algo coletivamente –

os inspirou a tocar a ideia em frente, mesmo não se tratando, como inicialmente tinham em mente, de um projeto só para dois atores. Eles interpretam George e Lennie, dois trabalhadores rurais na Califórnia durante a Grande Depressão nos Estados Unidos. O primeiro é pequeno e esperto, o segundo um grandalhão com mente de criança. Os dois chegam a uma fazenda para trabalhar, mas têm o plano de comprar um pedaço de terra juntos.

“A gente vive uma realidade bastante atroz, em que parece que não temos pra onde correr e isso é o que os trabalhadores dessa fazenda vivem. O espetáculo trata justamente desses dois amigos que chegam a um lugar pouquíssimo acolhedor, em que cada um pensa só na própria vida, com a vontade de realizar algo juntos”, explica o ator. “É isso o que me atrai na obra: a possibilidade de sonhar e realizar algo e a força transformadora do coletivo,

em detrimento do indivíduo”. GUARNIERI Dirigida por Kiko Marques, a montagem do autor que ganhou o Pulitzer de ficção em 1940 e o Nobel de literatura em 1962 prioriza as palavras. “É uma linha de realizaçãoda Dendileão,dardestaque ou respeitar muitítssimo a história. Quando me sentei com o Kiko pra discutir a direção, falei que não precisávamos pirar em experiências de linguagem, vamos contar o

que temos aqui que é maravilhoso. Ele, muito generoso e sensível, topou na hora”, pontua o ator. “O próprio texto fala de realização conjunta e é isso que a gente faz no palco. E inclusive usamos muito metáforas de futebol, vamos tocar a bola, nada de chutar de longe, porque o trabalho coletivo forte é fundamental”. Interpretado na primeira montagem brasileira por um estreante Gianfrancesco Guarnieri (1934-2006), o próprioator foi uma referência na construção de George de Monastero, mas de maneira indireta. “Quando fiz meu primeiro espetáculo profissional, o Guarnieri estava em cena, já bem velhinho, com hemodiálise nacoxia. E ele bateu em meu ombro dizendo ‘vai lá, menino’. Fiquei com esse toque como uma coisa muito importante pra minha vida. Descobrir que ele havia feito esse papel foiuma coincidência maravilhosa.Na minhaconstrução, busco fundamentalmente defender o texto em sua integridade, acreditar no que está sendo dito e me colocar à deriva, que foi algo que vi muito nele”.

Sobre Ratos e >Homens

CCBB (praça da Liberdade, 450). Estreia dia 15 (quinta). Temporada vai até 17 de julho, sempre de sexta a segunda, às 20h. R$ 20 (inteira)

Um sapato à procura de seu par Dom. 11.jun.

NINGUÉM DOS CAMPOS/DIVULGAÇÃO

No palco, atores interagem com máscaras e bonecos para “percorrer” três países

Não equivale necessariamente a “dar spoiler” revelar o propósito por trás de “Zapato Busca Sapato”, peça infantojuvenil que o grupo Trupe de Truões, de Uberlândia, traz a BH para única apresentação neste domingo (11), no Teatro Bradesco. Mas, antes, vale falar um pouco da história: um sapato nasce sozinho em sua caixa, no México. E sai por aí, à procura do par, até descobrir que ninguém precisa de alguém exatamente idêntico para ser feliz. Mas até chegar a essa, digamos assim, conclusão, a montagem visita culturas distintas para destrinchá-las a partir desse acessório, já tão incorporado ao mundo ocidental. E é nesse ponto que vale lembrar o embrião da iniciativa. Radicada no México há cerca de 20 anos, a atriz Clarissa Malheiros fundou, lá, a La Maquina de Teatro, junto a Juliana Faesler. A parceria com a Trupe de Truões veio

de um encontro entre Clarissa e Paulo Merisio, diretor da companhia mineira, num congresso, e, no curso de seu desenvolvimento, abarcou também Moçambique, por meio do dramaturgo Rogério Manjate. SIGNIFICADOS Assim, o sapato solitário sai do México, passa pelo Brasil e acaba chegando ao país africano. Neste percurso, o público, conta a atriz Amanda Barbosa, fica sabendo que o acessório ganha significados segundo a cultura na qual está inserido. Assim, no Brasil, imbuiu-se de uma simbologia particular para os escravos, que, até conquistarem a liberdade, andavam descalços. Já em Moçambique, há crianças que calçam apenas um, por terem perdido um dos pés em explosões de minas, consequência de uma longa guerra civil. No México, é um acessório que é

dispensado pelas crianças indígenas. “Foi um trabalho muito colaborativo”, diz Amanda, lembrando que o espetáculo já passou pela Cidade do México e até pela África, embora não em Moçambique. “Acabamos de chegar da África do Sul”, diz ela, lembrando que em cada país, as reações foram muito particulares. E que, mesmo usando partes em inglês ou espanhol para facilitar a compreensão de acordo com a plateia, a interação foi unânime, facilitada também pelos outros personagens que conduzem a trama, como o caranguejo e a barata, além, claro, dos vários sapatos. (Patrícia Cassese)

Zapato Busca >Sapato

Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2.244, Lourdes). Neste domingo (11), às 16h. R$10 (inteira)


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ARTES CÊNICAS Carpinejar em versão stand-up No palco, em uma empreitada distinta das que geralmente estão atreladas a seu nome (como bate-papo com o público ou sessões de autógrafos em lançamento de livros), ele dá o ar da graça como diretor, ator e roteirista. E, também, “a luz e a sombra”, como faz questão de acrescentar. “É o que chamo de teatro de um homem só”, diz Fabrício Carpinejar, referindo-se ao espetáculo “O Amor Não É Para os Fracos”, que chega à capital mineira para única apresentação – neste sábado (10), no Teatro Bradesco. Sugestivamente, às vésperas do Dia dos Namorados. Trata-se, segundo o jornalista e poeta gaúcho (nascido na cidade de Caxias do Sul, em 1972), de um “stand-up sentimental”. O diferencial? “Não sigo a métrica de uma piada a cada 30 segundos, Patrícia Cassese

como no stand-up tradicional. Interpreto histórias engraçadas”, explica o autor, que, apesar de ainda estar em início de turnê, já passou por várias cidades. “Já me apresentei em Pelotas, Caxias, Santo André, Recife... Depois será São Paulo, interior paulista e Brasília”, contabiliza. O feedback, ele recolhe por meio de risos. E de algum choro também. “A gargalhada é uma recompensa da atenção. Mas também faço chorar. Existe uma alternância emocional forte, uma montanharussa de evocações e pensamentos. É para morrer de chorar e ressuscitar de rir”, sustenta. Mas não, nada de convocar alguém do público para subir ao palco no curso do espetáculo. “Não há brincadeiras interativas com a plateia, porque não há interesse em constranger ou criar medo. Busco a cumplicidade lúcida do riso”, diz o autor de obras como “Meu Filho, Minha Filha” e “Diá-

WILLIAM ABREU/DIVULGAÇÃO

Sáb. 10.jun.

Carpinejar: Em cena, o cronista fala desde o namoro até a separação

O autor lançou, recentemente, o livro “Amizade Também é Amor”

rio de um Apaixonado”. SELFIE NO PALCO Mas, mesmo com esse propósito de não fazer levantar do assento os mais retraídos, Carpinejar conta, divertido, que já teve aquele espectador que o interrompeu em cena. “Quis parar o show para fazer selfie. E eu fiz. Me-

lhor concordar com os loucos. Dá menos trabalho”, brinca. De todo modo, mesmo tendo um roteiro, ele diz que a iniciativa é totalmente aberta a improvisações. “Mas sigo uma ordem de histórias e de emoções, uma completando a outra”. Na verdade, a ideia do projeto era montar um es-

petáculo no qual Carpinejar pudesse examinar a complexidade do amor em tempos líquidos, “onde é muito fácil casar e se separar e que poucos insistem nas adversidades”. O insight veio das crônicas que ele assina e do retorno que elas aferem. Perguntado qual, dentre os tópicos abordados em cena, suscita mais curiosidade do público, ele aponta sua crença de que o marido ou a esposa não devem ser vistos como terapeutas, “para contar tudo o que se viveu e amou”. “O passado amoroso pode ser motivo de comparação, desconfiança e discórdia”, entende Carpinejar, que planeja registrar essa nova experiência em um DVD, “no início de 2018”.

Não é >ParaOosAmor Fracos

Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244). Neste sábado (10), às 20h. R$ 60 (inteira). Vendas na bilheteria e compreingressos.com. Informações: 3516-1360.

EM CENA RENATO MANGOLIN/DIVULGAÇÃO

MARCO AURELIO PRATES/DIVULGAÇÃO

“Gritos” 6 Espetáculo apresenta sessão extra

de dança apresenta 6 Grupo quatro peças coreográficas

Depois de emplacar uma temporada com casa cheia, “Gritos” encerra na segunda (12) sua passagem por BH. Para comemorar, a Cia. Dos à Deux promove o bate-papo “A Utopia da Pesquisa” e apresenta uma sessão extra da peça Onde CCBB (Praça da Liberdade, 450, Funcionários) Quando Últimas apresentações: neste sábado (10) e segunda (12), às 20h; domingo (11), às 16h e às 20h. Debate: Neste sábado (10), às 21h35 Quanto R$ 20 (inteira). O debate terá entrada gratuita.

Criada por quatro diferentes coreógrafos, o novo espetáculo do Grupo Jovem de Dança de Ibirité, “Em Trânsito”, traz para a cena diversos questionamentos, de relações familiares tirânicas até o consumismo. A companhia é a formada por sete jovens com idades entre 16 e 23 anos e é o primeiro do tipo na cidade de Ibirité Onde Espaço Ambiente (r. Grão Pará, 185, Santa Efigênia, 3241-2020) Quando Neste sábado (10), às 20h; domingo (11), às 19h Quanto R$ 10 (inteira)

CLAUDIA FRANCO/DIVULGAÇÃO

NÍKOLAS ALVES/DIVULGAÇÃO

Mundial 6 Festival de Circo chega a BH

de histórias 6 Contação narra grandes navegações

Em sua 17ª edição, o Festival Mundial de Circo aterrissa na capital mineira entre os dias 21 e 25 de junho. Para a edição, artistas finlandeses, uruguaios, peruanos, argentinos, italianos e brasileiros apresentam seus números no Galpão Cine Horto. Além disso, acontece também o tradicional encontro entre artistas, conhecido como “Cabaré Circense”, evento que acontece no Zona Last. Programação Confira programação completa e os locais de realização das apresentações no site: www.festivalmundialdecirco.com.br

Contar a historia por trás das navegações que trouxeram à luz as terras da América Latina, narrar o medo dos navegantes e proporcionar conhecimento histórico para crianças. É com este objetivo que o Espaço do Conhecimento realiza a atividade “Diário de Bordo: história dos navegantes. Onde Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade, 700, Funcionários) Quando Neste domingo (11), às 15h Quanto Entrada gratuita


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ARTES CÊNICAS teatro adulto BUMM Dir. Inês Peixoto Com Dora Sá, Gisele Milagres, Laura Bastos Uma explosão, quatro mulheres confinadas em um lugar. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Qui. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira).

CERTOS RAPAZES – O NOSSO AMOR A GENTE INVENTA Dir. Maurício Canguçu Com Gerson Marques e Guilherme Neves O espetáculo retrata o encontro amoroso causal entre dois homens. Teatro de bolso do Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Neste sáb. (10), às 21h; dom. (11), às 19h. R$ 40 (inteira).

#CONFUSÃO Dir. Freddy Mozart Com Adriano Alves, Otávio Sanches, Rich Leão Uma jovem é salva por um rapaz que perdeu a memória. Agora ela precisa ajudá-lo, mas escondê-lo do noivo. Teatro de bolso do Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Sex. (16) e sáb. (17), às 21h; dom. (18), às 19h30. R$ 40 (inteira).

ELA NÃO É SIMONE. ELA NÃO É NINGUÉM. Dir. Guilherme Diniz e Sartre Com Isabella Assis e Sartre Uma jovem atriz viciada em antidepressivos, passa por um controverso momento da carreira. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Neste sáb. (10),

DIVULGAÇÃO

às 20h; dom. (11), às 19h. R$ 20 (inteira).

EU FIKO LOKO Com Christian Figueiredo e Rafael Moreira Depois de lançar seu primeiro filme, o Youtuber volta aos palcos. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste dom. (11), às 17h. R$ 100 (plateias 1 e 2A, inteira); R$ 80 (plateia 2B, inteira).

A MAGIA DA SUSTENTABILIDADE Com Mágico Kradyn Júnior O espetáculo interativo e lúdico conta com mensagens educativas. Anfiteatro do Pátio Savassi (av. do Contorno, 6061, São Pedro, 4003-4172). Sáb. e dom., às 16h. R$ 40 (inteira). Até 25/6.

GRITOS Dir. André Curti e Artur Luanda Ribeiro Com Cia Dos a Deux Três histórias que abordam temas como o racismo e a homofobia. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Neste sáb. (10) e dom. (12), às 20h; sáb. (11), às 16h e às 20h. R$ 20 (inteira).

GUARA-PA-RIR Dir. Maurício Canguçi e Ílvio Amaral Com Kayete e Guilherme Oliveira Um casal sai de férias em busca de descanso e diversão nas areias de Guarapari. Teatro da Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21, Lourdes, 3269-1166). Neste sáb. (10), às 21h; dom. (11), às 19h. R$ 17 (postos Sinparc).

LISBELA E O PRISIONEIRO Dir. Ricardo Batista Com Fernanda Botelho, Fabiano Persi, Luciano Luppi A sonhadora Lisbela está de casamento marcado, mas apaixona-se por Leléu. Teatro Raul Belém Machado (r. Jauá, 80, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste sáb. (10), às 20h; dom. (11), às 19h. R$ 15 (postos Sinparc).

NADA SÉRIO Dir. Luciana Coelho Com Fael Arcanjo O comediante leva aos palcos um show onde conta causos e interpreta paródias. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Sex. (16), às 20h. R$ 20 (inteira).

Com Copas Produções Bela, uma garota que, para salvar seu pai, aceita viver no castelo de uma Fera. Teatro Izabela Hendrix (r. da Bahia, 2020, Lourdes, 3292-4405). Neste sáb. (10) e dom. (11), às 16h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc).

A TURMA DO MADAGASCAR

Christian Figueiredo vem a BH com a peça “Eu Fiko Loko”

NÓS Dir. Marcio Abreu. Com Grupo Galpão Enquanto preparam a última sopa, sete pessoas partilham angústias. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Neste sáb. (10), às 21h; dom. (11), às 19h. R$ 30 (inteira).

NOS PORÕES DA LOUCURA Dir. Luiz Paixão Com Alberto Tinim, Anaís Della Croci, Antônio Rodrigues A trajetória do Hospital Psiquiátrico de Barbacena. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (10), às 20h30; dom. (11), às 19h. R$ 12 (postos Sinparc).

O QUE VOCÊ NÃO VÊ NA TV Com Victor Sarro O ex-repórter conta experiências pessoais e casos dos bastidores da tv.

Teatro Ouro Minas (av. Cristiano Machado, 4001, Ipiranga). Neste dom. (11), às 19h. R$ 60 (inteira).

OSCAR FILHO E RAFAEL CORTEZ - STAND UP Dir. Oscar Filho e Rafael Cortez Com Oscar Filho e Rafael Cortez Em um pocket show dos dois comediantes falam sobre suas vidas pessoais, relacionamentos e fatos do cotidiano. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Sex. (16), às 21h. R$ 70 (inteira).

SOBRE RATOS E HOMENS

Com Amanda Papatella, Cleyton Fagundes, Elias Lima Uma turma de animais resolve fugir do zoológico em que vivem. Teatro Raul Belém Machado (r. Jauá, 80, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste sáb. (10) e dom. (11), às 16h. R$ 20 (inteira).

PINÓQUIO Dir. Luciano Luppi Com Alex Prieto, Didi Moreira, Douglas Gonzáles Para se transformar em um menino de verdade, o boneco de madeira precisa mostrar que é valente e generoso. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Neste sáb. (10) e dom. (11), às 16h. R$ 32 (inteira); R$ 16 (postos Sinparc).

ZAPATO BUSCA SAPATO (Leia mais na página 17)

(Leia mais na página 17)

teatro infantil A BELA E A FERA Dir. Diego Benicá

teatro de rua OS GIGANTES DA MONTANHA Dir. Gabriel Villela. Com Grupo Galpão A fábula narra a chegada de uma companhia teatral decadente a uma vila mágica. Praça do Papa (av. Agulhas Negras,

s/n°, Mangabeiras). Sex. (16), às 20h. Entrada gratuita.

PASSAARÃO Dir. Aline Vila Real. Com Grupo Espanca! Um olhar sobre o centro da cidade, seus moradores e passantes. R. Sapucaí, 429, Floresta. Seg. (12), ter. (13), qua. (14) e sex. (16), às 16h.

ópera VENUS AND ADONIS Dir. André Brant Com alunos do Cefart Omor impossível entre Vênus e Adônis. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro). Ter. (13) e qua. (14), às 20h30. Entrada gratuita.

musical AMARGO FRUTO, A VIDA DE BILLIE HOLIDAY Dir. Ticiana Studart. Com Lilian Valeska O espetáculo conta a história da cantora em vários momentos de sua vida. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (10), às 21h. R$ 80 (plateias 1 e 2, inteira); R$ 50 (plateia 3, inteira).

dança TERRITÓRIO NU Dir. Mário Nascimento. Com Cia Mário Nascimento O caminho sem fim, é construir um lugar, é a ocupação, a fixação e a duração. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Sex. (16), às 20h. R$ 20 (inteira).


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MÚSICA Ao longo dos 20 anos desde sua estreia no mercado fonográfico – com o álbum “Por Onde Andará Stephen Fry?” (1997) – Zeca Baleiro flertou com o blues em diversos momentos. “Fui um grande ouvinte do blues, do jazz e do rock, especialmente na adolescência. Ouvi tanto os pioneiros do blues como os recicladores, tipo (Eric) Clapton, (Willie) Dixon e (Bob) Dylan”, afirma. Até hoje, no entanto, o músico ainda não tinha dedicado um show integralmente ao gênero, embora tivesse o plano de fazê-lo com os amigos do Blues Etílicos. A oportunidade acontece agora, no Festival BB Seguridade Blues e Jazz, cuja terceira edição será realizada pela primeira vez em Belo Horizonte neste domingo (11) e conta com shows tanto de Zeca quanto do grupo carioca, porém separadamente. “O que me interessa no blues é o ‘blues’ (risos) – a tristeza, a melancolia, mas também a celebração, a farra, o bem-viver”, explica o artista, que diz ouvir o gênero para aprender e, em seguida, incorporar seus elementos a sua música. “Mas isso deve rolar de forma fluente, natural. Os artistas que citei são bons exemplos, mas há blues em Jessica Almeida

Dom. 11.jun.

RAMA DE OLIVEIRA/DIVULGAÇÃO

Zeca, blues etc. Zeca Baleiro apresenta sua faceta blueseira aos belo-horizontinos neste domingo (11) e inclusive toca uma inédita sua

quase tudo pós-anos 1950 – gosto também de Robert Cray e Jimmie Vaughan, entre tantos”. No repertório, Zeca escolheu misturar o blues norteamericano (de artistas como Leadbelly e Albert Collins) e seu desdobramento no Brasil, além de composições suas. Inclusive, apresentará uma inédita: “St. Louis Blues”. “O critério foi ‘blues que gosto – e sei – cantar’ (risos). Queria dar uma ideia

dessa minha faceta blueseira, sem esquecer de caras importantes que dialogaram com esse gênero de uma forma muito brasileira, como Luiz Melodia e Celso Blues Boy”, comenta. Na época em que lançou um dos seus discos que têm o blues como referência, “Líricas” (2000), ele chegou a pontuar que há um paralelo entre o folk e o blues e os lamentos negros de Minas Gerais. “Acho que toda música

de origem negra se assemelha em alguma medida. Umas se assemelham na tristeza, no lamento, outras na festa, no ritual. O blues é bacana porque agrega as duas ‘vertentes’”, analisa. COMEMORAÇÕES Para celebrar os 20 anos do lançamento de seu primeiro disco, Zeca Baleiro vai lançar um vinil com o repertório do CD-demo que se desdobrou posteriormente em

“Por Onde Andará Stephen Fry?”. “Acho que é bacana mostrar como era o trabalho na origem. Eu, como fã, teria imensa curiosidade em conhecer um trabalho desses. E (também faço isso) porque gosto muito do disco, é importante pra mim e acho aceitável mostrá-lo. Se não achasse, não tornaria público”, explica. E haverá outras comemorações: “Alguns lançamentos/álbuns digitais de ar-

quivo, um show autobiográfico intitulado ‘José’ e umas coisinhas mais”, conta. OUTRAS ATRAÇÕES Além do show de Zeca Baleiro, o Festival BB Seguridade de Blues e Jazz traz ainda os norte-americanos Joe Louis Walker e Wallace Roney Quintet, o já mencionado Blues Etílicos, o grupo mineiro O Bando, a Orleans Street Jazz Band e a banda de Curitiba Jazz Cigano Quinteto. “Nossa proposta era ter artistas internacionais, nacionais e regionais, além de buscar um artista pra tirar do lugar comum. Por isso buscamos o Zeca, que tem uma relação com o estilo, já gravou, mas ainda não tinha feito show”, explica Maria Dolores, criadora do projeto. Além de ser num espaço público com área verde (a praça JK, no Sion), o festival também terá atrações para crianças e é pet friendly. “A ideia era fazer um evento com música de qualidade em que as famílias pudessem ir passar o dia, fazer um piquenique”, afirma Dolores.

Festival BB >Seguridade de Blues e Jazz

Praça JK (av. dos Bandeirantes, 240, Sion). Neste domingo (11), das 11h às 19h. Entrada franca. Mais informações em: www.festivalbbseguridade.com.br

A vocação mineira do samba Sáb. 10.jun.

HENRIQUE GUALDIREI/DIVULGAÇÃO

Samba da Calixto ganha reforço no seu 1º aniversário

AlineCalixto esbanjaentusiasmo na comemoração do primeiro aniversário de seu projeto de apresentações de samba em Belo Horizonte. Construído paralelamente à sua carreira musical, o Samba da Calixto ganhou o calendário da cidade: acontece, religiosamente, nas tardes do segundo sábadode cadamês. Com preço acessível, os eventos têm uma missão: homenagear o gênero reconhecido como patrimônio cultural do país. Ao chegar a sua 12ª apresentação, a cantora convidou pessoalmente Moacyr Luz e o Samba do Trabalhador para uma apresentação ímpar. “A roda de samba mais tradicional do Rio de Janeiro desembarca em BH e se junta ao SambadaCalixto, melhor presente impossível!”, comemora. A artista, aliás, não esconde o orgulho pelo feito. “Me veioa ideia de fazer algo inusitado, imagina só se uma roda de samba convidasse outra rodade samba pra compora festa?”, comenta. É deste encontro de rodas de samba que o público parti-

cipa neste sábado (10). E a expectativa é pelo entrosamento entre artistas e amigos de longa data. “Já cantei com eles algumas vezes no Rio, masagora a situação é bem diferente, são duas rodas numa mesma festa, será inesquecível!”. BH SAMBA Ao trazer sambistas cariocas para terras mineiras, Aline acena para uma certeza particular: embora esteja mais associado ao Rio de Janeiro, Minas Gerais também tem vocação para o gênero. “A produção por aqui nunca parou. Clara Nunes (19421983) iniciou de fato sua carreira musical em BH”, exemplifica. Além disso, “o desfile das escolas de samba e blocos caricatos já acontece há algumas décadas e grandes compositores saíram daqui e hoje fazem sucesso com seus belos sambas pelo Brasil afora, como Toninho Geraes e Fabinho do Terreiro”, conta. Outra prova do vigor do samba daqui é o Bloco da Calixto. Se no ano passado a or-

ganização estimou que 70 mil foliões acompanharam o bloco durante o Carnaval, neste ano acreditam terem chegado a 100 mil. “O Carnaval em BH é uma realidade bem palpável, cresce a cada ano”, diz, com conhecimento de causa. “Mas existem questões importantes às quais devemos refletir em prol de uma melhoria para todo o movimento”, pondera. E se o Carnaval é um dos marcos da próspera cena cultural da cidade, Aline se vê no olho do furacão de um novo horizonte – que se consolida com o advento eproliferação de artistas de diversas vertentes. “É uma construção contínua, óbvio que apresenta altos e baixos, mas nesse exato momento está fervilhante!”, analisa. Para a cantora, há algo de precioso nesse novo horizonte: a diversidade de estilos e a fluência com que os artistas transitam nesse meio. “Tenho composições com amigos da música instrumental, como Mauro Rodrigues e Marcos Frederico, do regional como Déa Trancoso, meu diretor

musical Thiago Delegado divide seu tempo cuidando da própria carreira, mas também assina produção de discos: o meu último e,recentemente, fez o do Dudu Nicácio”, aponta. Em meio a tamanha profusão artística, Aline se dedica a projetos diversos. Além do Samba da Calixto e do bloco homônimo, ela mantém o programa Papo de Samba,na rádio Inconfidência. E mais: Aline agora prepara o lançamento de seu quarto álbum, o primeiro totalmente autoral. Para a nova empreitada, a sambista foi para Paris, onde estudou a língua francesa, teatro e expressão corporal por dois meses. “No início do segundo semestre, tem CD novo chegando e, com ele, novas experiências”, adianta. (Alex Bessas)

Samba da >Calixto

Contemporâneo Gastro Show (rua Rio Grande do Norte, 138, Santa Efigênia). Neste sábado (10), às 14h. A partir de R$ 30.


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MÚSICA Todaaliberdade deKikoDinucci João H. O guitarrista Motta Kiko Dinucci (*) distribuiu 15 canções em 39 minutos e 48 segundos de álbum. Pode parecer muita coisa para pouco tempo, mas é o suficiente para mergulhar na profundidade da obra, assim, de uma vez, sem clicar no pause. A ideia por trás do disco “Cortes Curtos” era essa mesmo: faixas curtas, intensas e com muita experimentação da linguagem instrumental. O músico – que compõe também os quadros das bandas Metá Metá e Passo Torto, além de outras produções independentes – chega a Belo Horizonte para lançar seu álbum na quarta-feira (14). O embrião do disco começou a fecundar em 2011. Naquele ano, Kiko compôs cerca de 40 canções que, segundo ele, eram uma reação a uma cena conservadora que estava crescendo em São Paulo e no Brasil. “Me

lembro de agressões homofóbicas nas ruas, o nome de Bolsonaro já aparecendo como possível presidenciável, grupos de extrema direita surgiam. Escrevi 40 músicas, mas não gravei, fui deixando pra depois, tocando outros projetos. Em 2014, fiz alguns showsmais experimentais para escolher quais iria gravar”, conta ele. “Cortes Curtos” é cheio de irreverências e tem umconceito artístico bem fundamentado. “A ironia é uma forma de trazer leveza para o assunto, mas rebatero conservadorismo também.” “Queria que as canções se encaixassem como cenas de um filme, trazer uma linguagem cinematográfica para o disco”, diz Kiko, que também já se enveredou pelo cinema, tendo dirigido dois longas independentes – disponíveis no site do artista. Para este álbum,ele conta terse inspirado no filme “Short Cuts” (1993), de Robert Altman, e em “Adeus à Linguagem” (2015), primeira obra 3D de Jean-Luc Godard, na qual o autor “rein-

venta” o dispositivo. O álbum é uma crônica musical sobre a cidade de São Paulo e os personagens que o músico observa na vida urbana.As letras ácidas,estrofes curtas e versos de impacto atendem bem aos gêneros que o artista busca combinar: o samba paulista e o póspunk da década de 80. “Na época, estava ouvindo o ‘Transformer’ (disco), do Lou Reed, e o modo como ele fala de Nova York me ajudou a olhar para esses lugares undergroundsdeSão Paulotambém”, conta Kiko. “Crack para Ninar”, “Vazio da Morte”, “O Inferno Tem Sede” e “A Gente se F*** Bem Pra Caramba” são alguns dos títulos que devem tirar risadas tortas e fazer o público chacoalhar a cabeça desordenadamente.

Qua. 14.jun

TAYLOR PONTO/DIVULGAÇÃO

* Sob supervisão de Marília Mendonça

> Kiko Dinucci

Lançamento de “Cortes Curtos”. A Autêntica(r. Alagoas, 1.172, Savassi). Dia 14 (quarta-feira), às 22h. R$ 35 (antecipado pelo sympla.com)

Em “Cortes Curtos”, Kiko tem parcerias com Juçara Marçal, Ná Ozzetti e Thiago França


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MÚSICA

Searas distintas, mas com o DNA deMinasemcena O projeto “Caixa Acústica” encerra mais uma edição com dois lançamentos importantes. Enquanto Thelmo Lins mergulha na obra de Affonso Romano de Sant’ Anna e Marina Colasanti, Patrícia Cassese

Geraldo Vianna reverbera, em canções, sua pesquisa pelo tema “beijo”. Mas os discos não são os únicos destaques da agenda, que também traz o veterano Tino Gomes (43 anos de carreira) em clima de festa junina, no Tambor Mineiro. E tem espaço ainda para

WAGNER COSSE/DIVULGAÇÃO

os “novos” – digamos assim. O Duo Desvio, formado por Leonardo Gorosito e Rafael Alberto, lança o DVD “Cancioneira”, com oito obras, além de entrevista com os músicos. Já Thiago Rabello apresenta “Venha” no Freud Bar. Saiba mais a seguir. THELMO LINS LANÇA SEU 9º DISCO MARY LANE VAZ/DIVULGAÇÃO

GERALDO VIANNA Depois de ser lançado nas plataformas digitais, “O Beijo – Um Poema Musical”, nova investida de Geraldo Vianna no mercado fonográfico, terá show de lançamento neste domingo (11). Entre as pepitas do trabalho, uma chama particular atenção: a última letra de Fernando Brant. Na verdade, o cerne do álbum começou quando, ao admirar uma tela que retratava um beijo (Vianna não se lembra o nome), o músico se sentiu instigado a pesquisar sobre o tema e, na sequência, acabou propondo a Brant a empreitada, que, no caso, seria conjunta. Mas não deu tempo. Antes de falecer, Brant entregou apenas a letra de “O Beijo” – que, aliás, será a música a fechar o show. “O espetáculo é o CD na íntegra, a única mudança foi pensada a partir da questão cênica. É que o disco foi estruturado para ser ouvido sem interrupção, quase como uma trilha, que aborda a poesia, a música, a instrumentação, enfim, toda a minha trajetória. Como eu se fizesse um retrocesso no palco, de hoje até o início de carreira. Mas, para o show, achei que ficaria

pesado, então, optamos por três momentos, com sonoridades diferentes, o que fica interessante até para o público entender as fases”. Prestes a completar 55 anos, Vianna contabiliza no mínimo 40 dedicados à música (se a conta fosse feita a partir do momento em que se viu como música, se-

riam 48). Só com Brant, foram 15 anos de parceria, que renderam cerca de 30 canções. Nome dos mais respeitados na cena mineira, Vianna dividirá o palco com banda e a cantora Regina Milagres. Onde Teatro Santo Agostinho (rua Aimorés, 2.679, Santos Agostinho.) Quando Neste domingo (11), às 19h. Quanto R$ 10

Fosse escolher uma palavra para definir “Balada dos Casais”, seu nono disco de carreira, Thelmo Lins optaria por “caleidoscópio”. “O álbum é um amálgama, um casamento de ideias, de artes, de idades”. Por partes: Depois de se debruçar sobre obras como a de Carlos Drummond, Thelmo resolveu apostar na lavra poética de Affonso Romano de Sant’Anna e Marina Colasanti – que, coincidentemente, completam 80 anos neste 2017. Os poemas foram musicados por nomes da nova cena musical. “Jovens, que parecem que já nasceram prontos. Inteligentes, compondo bem, com fino trato para lidar com a poesia”. Justamente por isso, o intérprete falou, de início, em “casamento de idades”. “O projeto abarca gente de 20 a 80 anos”, comemora Thelmo, que tratou de levar o

FERNANDO LARA/DIVULGAÇÃO

PATRÍCIA MEIRA/DIVULGAÇÃO

DUO DESVIO LANÇA DVD

TINO GOMES E RABELLO

Depois de virar CD ano passado, o espetáculo “Cancioneiro”, do duo Desvio, ganha o formato DVD – o lançamento será na quinta (15), no MM Gerdau. Formado por Rafael Alberto e Leonardo Gorosito, em 2005, o Desvio tem o seu nome inspirado nas silabas contidas em Desconstrução do óbvio, e combina ritmos brasileiros ao pensamento formal erudito. Sobre o DVD, Rafael diz que o produto foi pensado a partir da constatação de que o espetáculo tinha um forte apelo visual, por conta de elementos percussivos como o vibrafone. “Com as imagens, as pessoas veem de onde vêm os sons”, diz ele, lembrando também a reação de encantamento, normal nas apresentações, do público diante de instrumentos pouco familiares, como as alfaias. Rafael e Leonardo se conheceram ainda estudantes, e pensaram no projeto Desvio, inicialmente, para a formatura do mestrado, nos EUA. “De volta ao Brasil, a gente viu que podia levar adiante”. Como Leonardo mora em Curitiba, sua terra natal, os dois dão vazão ao talento em outras frentes – Rafael, por exemplo, integra a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

A semana programa outros lançamentos, como “Venha”, do músico mineiro Thiago Rabello (foto). O CD foi produzido pelo próprio cantor, compositor e multi-instrumentista, com coprodução de seu pai, José Namen, e Marcelinho Guerra. Inclui a participação de instrumentistas como Nelson Faria, Felipe Continentino, Fred Heliodoro, Marco Lobo e Aloizio Horta, além das vozes de Mariana Nunes e Jéssica Lima. Apostando no que chama de MPB Moderna, Thiago já disponibilizou o repertório nas plataformas digitais. Onde Freud Bar (rua Nossa Sra. de Fátima, Vale do Sereno). Quando Neste sábado (10), a partir das 23h Quanto R$ 15. O CD será vendido no local a R$ 10.

Instado a falar de uma das obras que compõem o DVD, Rafael cita “Fandangueiro”, que contrapõe a cultura do fandango (com o qual Leonardo teve algum contato) com a do maracatu do Nordeste. “É uma peça melódica e emotiva, e a gente percebe que encanta muito o público. É muito querida pela gente”. Além de “Cancioneiro”, o Desvio mantém em repertório os espetáculos “Miniaturas” e “C’Alma”. Onde MM Gerdau (Praça da Liberdade, s/n). Quando Quinta-feira (15), às 19h30. Quanto Gratuito.

resultado ao Rio, para mostrar ao casal homenageado. “E foi tão bonitinho! Um pegou a mão do outro para escutarem juntos”. Para o show, Thelmo programa surpresas, como um poema inédito de Marina. “Na verdade, pedi a ela um texto que tivesse um viés feminista, e ela me passou esse poema inédito, que fala sobre estupro e aborto. É muito forte e impactante”, revela ele. No caso do CD, o amor resvala nas faixas, mas um amor “de alguém que já passou por alguma coisa”. “Tem um laivo de sofrimento”, esclarece ele (leia mais sobre o novo trabalho de Thelmo Lins em www.jornalpampulha.com.br). Onde Teatro Santo Agostinho (rua Aimorés, 2.679) Quando Neste sábado (10), às 21h. Quanto R$ 30 (inteira)

Outro que lança disco neste sábado (10) é o veterano Tino Gomes (foto ao lado), que apresenta “Forró de Juventino”. Além das músicas autorais, Tino Gomes vai mostrar, no show, clássicos do gênero, como “Sala de Reboco” e “Sabiá”, ambas de Luiz Gonzaga, entre outras. Onde Tambor Mineiro (Rua Ituiutaba, 339, Prado – 3295-4149) Quando Neste sábado (10), a partir das 20h30. Quanto R$ 20.

ACERVO PESSOAL


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MÚSICA Tempo de lembrar Brant Patrícia Quando a OrCassese questra Ouro Preto subir ao palco do Palácio das Artes para a estreia de “Quem Perguntou Por Mim – Orquestra Ouro Preto e Fernando Brant”, na sexta (16), a homenagem ao compositor mineiro citado no título será, claro, póstuma. Mas, sim, Brant foi informado do projeto. “Cheguei a conversar com ele sobre o desejo de a orquestra homenagear um mineiro (depois dos bem-sucedidos projetos envolvendo Alceu Valença e a homenagem aos Beatles), e falei que a presença dele seria muito importante”, rememora o regente Rodrigo Toffolo. Mas não houve tempo. “A gente estava em Itajaí (SC) quando soube da morte dele (em junho de 2015). A partir daí, a homenagem ficou ainda mais urgente”, lembra o maestro, que, no processo de seleção de repertório, diz ter buscado, “dentro da poesia de Brant, o indispensável”. Assim, com arranjos compostos para orquestra de cordas e banda por Mateus Freire, perfilam-se canções como: “Travessia”, “Milagre dos Peixes”, “Encontros e Despedidas”, “Canção da América” e “Maria, Maria”, entre outras pérolas. “As letras de Brant são muito fortes, é um daque-

Sex. a dom. 16 a 18.jun.

NATY TORRES/DIVULGAÇÃO

No palco, a força da poesia musicada de Fernando Brant

sábado (10) CRIOLO Lança o álbum de sambas “Espiral de Ilusões” Parque Municipal (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 19h. R$ 120 (inteira)

MANU GAVASSI Lançamento do álbum “Manu” Cine Theatro Brasil (av. AMazonas, 315, centro).Às 18h. A partir de R$ 80 (inteira)

KOSSOVO Banda mineira de pós-punk, autoral e cover Balaio Cultural (r. João de Almeida, 333, Estoril). Às 16h. R$ 15

domingo (11) DOMINGOS CLÁSSICOS Orquestra Ouro Preto através do Classicismo e do Romantismo. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 11h. Entrada gratuita

segunda (12) SEGUNDA MUSICAL Duo de piano e contrabaixo. Teatro Assembleia (r. Rodrigues Cladas, 30, Santo Agostinho). Às 20h. R$ 1

terça (13) les casos especiais dentro da música brasileira que, quando você começa a ouvir a melodia, a letra já acorre à memória de imediato”, constata ele, lembrando que nem todos os letristas conseguem aferir tal reconhecimento entre o público em geral. “O que é pena, pois o letrista tem uma importância igual à de quem assina a melodia”, defende. E em meio a este manancial, qual seria a música de Brant preferida de Rodrigo? “Ah, chega a ser maldade, essa pergunta”, brinca, para depois citar “San Vicente”. “Uma canção escrita em tempos conturbados (referindo-se à Ditadura). Mas, no geral, ensaiamos tu-

do com muito carinho – e cuidado”. IMERSÃO Para mergulhar no universo de Fernando Brant, Rodrigo Toffolo também leu todos os livros escritos pelo poeta, assim como as crônicas, publicadas em jornais. Desta imersão, detectou a sensação de pertencimento “muito forte” que o compositor mantinha com sua terra natal (Brant nasceu em Caldas, em 1946, e veio para Belo Horizonte aos dez anos de vida, depois de passar por Diamantina). “Há muitos artistas que passam a vida brigando com o lugar de origem. Ele não, era montanha, terra, Minas... Veja, por

exemplo, ‘Fruta Boa’, uma música que talvez não seja conhecida por muita gente, mas que é de uma beleza ímpar, fruto de quem se sente bem, de quem sente serenidade do pertencimento a Minas Gerais”. Detalhe: com a morte do letrista, a família Brant passou a ser informada passo a passo do projeto. “A família está totalmente inserida nele, e a relação foi a melhor possível. Inclusive porque, o Paulo (Rogério Lage, produtor executivo e diretor de cena da empreitada) tinha uma relação muito próxima com Brant. Para você ter uma ideia, estava junto a ele quando a primeira frase de ‘Maria, Maria’ foi escrita”.

NETUN LIMA/DIVULGAÇÃO

Ana Luiza, filha do poeta, confirma. “A gente foi desenhando o projeto conjuntamente, embora não tenhamos interferido na escolha do repertório. Mas as selecionadas traduzem muito do que meu pai era”. Além das faixas do disco, o roteiro do espetáculo insere textos. Nas apresentações, a Orquestra Ouro Preto estará acompanhada pela cantora Leopoldina Azevedo.

Perguntou >PorQuem Mim – Orquestra Ouro Preto e Fernando Brant

Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Dias 16 a 18. Sexta e sábado, às 21h; domingo, às 19h30. R$90 (inteira)

MANUSCRITOS DE BUENOS AIRES Obras inéditas de Francisco Mignone. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 20h. R$ 20

SARAU DO FILIZOLA Sarau de música e outras artes. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, centro). Às 19h. R$ 1

quarta (14) SINFÔNICA EM CONCERTO Maestro Sérgio Gomes rege peças de Jean Sibelius. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 20h30. R$ 20 (inteira)

sexta (16) GIOVANI CIDREIRA E GUI HARGREAVES Música independente. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, centro). Às 22h. R$ 20 (antecipado)

ANDREA FOSSATI/DIVLGAÇÃO

Iorc troca likes 6 Tiago em Belo Horizonte O cantor e compositor brasiliense volta a capital mineira com a turnê do show baseado em seu último lançamento, o álbum “Troco Likes”. No repertório da apresentação, canções como “Amei Te Ver”, “Coisa Linda”, “Mil Razões” e “Me Espera”. Onde Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400) Quando Neste sábado (10), às 21h Quanto A partir de R$ 120 (inteira) SLAP/DIVULGAÇÃO

Os Carolinos 6 Irmandade e Sérgio Pererê

Filarmônica 6 Orquestra de Minas Gerais na UFMG

O músico Sérgio Pererê apresenta o show “Samba de Preto Velho” durante as festas de refundação da Guarda da Irmandade Os Carolinos, tradicional Guarda de Congo da capital. A programação dos festejos conta com cerimônias, espetáculos e um almoço com tempero congadeiro, ao longo de todo o mês de junho. Onde Rua Mariana Barcelos, 06, Aparecida Quando Dia 17 (sábado), às 11h Quanto Gratuito

A Universidade Federal de Minas Gerais convida a Orquestra Filarmônica para o concerto na série “UFMG 90: muitas culturas”. Sob a batuta de Marcos Arakaki, o programa do espetáculo conta com obras de Mussorgsky, Offenbach, Dukas e Saint-Saëns. Onde UFMG, no gramado da Reitoria (av. Presidente Antônio Carlos, 6.627, Pampulha) Quando Dia 13 (terça-feira), às 18h30 Quanto Gratuito


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MÚSICA Trocando ideias com Gavin Charles Gavin queria ser jogador de futebol. Aos 12 ou 13 anos, o ex-baterista do Titãs sequer imaginava que os primeiros álbuns de Rita Lee, Secos & Molhados e Raul Seixas mudariam completamente o curso de sua vida. Filho do movimento pós-tropicalista, Gavin trocou os campos pelos palcos e, aos 56 anos, chega à capital mineira para falar sobre aquilo que mais conhece e ama: a música. Junto a Henrique Portugal (nome conhecidíssimo na cena mineira por sua longa trajetória nos teclados do Skank), Gavin discute com o público a importância das “bolachas”, fala de seu percurso musical e dos bastidores de 25 anos com o Titãs no projeto Academia de Ideias, na próxima terça-feira (13). “Desta vez, vou sentar do outro lado”, brinca Gavin, referinLara Alves (*)

do-se ao fato de comandar o programa “O Som do Vinil” (exibido pelo Canal Brasil, às sextas, às 21h30). Na atração, que completa em 2017 dez anos, ele entrevista grandes nomes da cena musical e resgata discos que marcaram época no Brasil. “Buscamos contemplar todas as vertentes, seja o rock brasileiro dos anos 80, o samba dos anos 60 ou o lançamento mais recente em vinil”. Mas o segredo para o sucesso do programa não centra-se só em sua diversidade. O amor pela cultura das bolachas, que segue em alta no mundo, também motiva o público a assisti-lo. “Na verdade, o vinil nunca deixou de existir. É como se fosse um mini-filme de 40 minutos, 20 de cada lado, e isso cria uma outra relação com a música. A música online, no celular, é para o dia a dia, o vinil propõe um outro momento. Você tem que sentar com calma e ouvir, tem uma certa liturgia, é cerimonial”.

SOM DE MINAS Ao olhar para os dez anos de “O Som do Vinil”, Gavin recorda-se com ternura de um momento. “O capítulo em que contamos a história do primeiro disco do Clube da Esquina”, conta. Em uma dessas vindas à capital mineira para resgatar a história por trás de um dos discos mais emblemáticos da música brasileira, Gavin pôde conversar com expoentes como Toninho Horta, Fernando Brant, Beto Guedes e Lô Borges. “Eu estava começando e foi um marco, porque eu era um músico batendo papo com outros músicos sobre música, que é uma ciência humana”, afirma. “SE PARAR, ENFERRUJA” Já na sua trajetória pessoal na música, depois de mergulhar neste universo aos 15 anos de idade, Gavin não voltou mais à superfície. Só ao lado do Titãs, foram

CENÁRIO BH BOLINHO/DIVULGAÇÃO

de arte independente 6 Bazar expõe obras a bons preços A segunda edição da JUNTA – Bazar de Arte Independente traz obras de 30 expressivos artistas mineiros ou residentes em BH a preços acessíveis (a partir de R$50). A mostra reúne pinturas, gravuras, fotografias, desenhos e esculturas de nomes como Binho Barreto, Baba Jung, Desali, Priscila Amoni, Dinho Bento, Gabriela Brasileiro, Jônatas Campos, Bolinho, Sara Não Tem Nome, Comum e outros. Onde rua Borda Mata, 65, Bonfim Quando Nestes sábado (10) e domingo (11), das 10h às 20h Quanto Entrada gratuita

mapeia 6 Aplicativo eventos culturais em BH Na próxima terça-feira, dia 13 de junho, acontece o lançamento do aplicativo para smartphones e o site do RUA BH – Roteiro Unificado das Artes. O sistema realiza um mapeamento de espaços culturais da cidade e compartilha informações sobre a programação de cinemas, teatros, casa de shows, galerias de arte e museus. Além disso, serão apresentados roteiros culturais temáticos e inovadores. O app está disponível gratuitamente nas lojas Google Play ou Apple Store dos celulares e pelo site www.ruabh.com

quase três décadas (ele saiu da banda em 2010). Atualmente, além de apresentar o programa, Gavin encontra tempo para outras atividades artísticas, como a banda Panamericana. Como não para, nesta segunda-feira (12), ele faz sua estreia na “Faixa das Onze”, da Rádio Globo, com um programa sobre a influência da black music no Rio de Janeiro dos anos 1970 (o programa será apresentado sempre às segundas, às 23h). E não só: Gavin deve lançar um novo álbum em agosto (por uma gravadora independente) e, não bastasse, planeja um documentário sobre a obra de Carlos Lyra.

Ter. 13.jun.

DIVULGAÇÃO

* Sob a supervisão de Patrícia Cassese

Academia de >Ideias

Bate-papo com Charles Gavin. Guaja Casa (av. Afonso Pena, 2881, Funcionários). Terça (13), às 19h30. Entrada gratuita.

O ex-baterista do Titãs participa de debate no Guaja


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LITERATURA Murilo Rubião em retrospecto Patrícia O cunho hisCassese tórico, documental, claro, está lá, presente. Mas a curadoria de “Absurdus: Murilo Rubião 100 Anos”, que será aberta neste domingo (11), na Biblioteca Pública Estadual, se norteou também pela vontade de que o público possa interagir com a exposição, uma das iniciativas que balizam o encerramento das comemorações do centenário de nascimento do escritor mineiro (nascido em 1916 em Silvestre Ferraz, hoje Carmo de Minas, e falecido em 1991). Marconi Drummond, que divide os créditos da curadoria com Fabíola Moulin, conta que, ao adentrar o espaço, o público vai se deparar com uma grande linha do tempo, que, no entanto, ultrapassa a data da morte, abarcando as publicações (traduções, novos estudos, pesquisas) póstumas. A segunda seção é dedicada ao gênero conto. “Embora tenha sido jornalista, Rubião era prioritariamente, majorita-

riamente, um contista. Essa seção, então, se debruça sobre o seu processo criativo, a relação com a escrita, as grandes referências e influências, como Machado de Assis. E aborda as apropriações bíblicas de Rubião, que sempre iniciava seus contos com uma epígrafe”. A mostra segue com a “teia” de amigos do escritor. “Nela, há cartas magistrais, trocadas com nomes como Abgar Renault, Pedro Nava, Décio Pignatari, Carlos Drummond...”. Depois, há uma seção de vídeos e transcrições gráficas, onde se tem, então, a obra de Rubião lida, escrita e reinterpretada em várias linguagens, como as artes visuais, o cinema e o vídeo. “A curadoria convidou videoartistas e artistas gráficos para dialogar com a obra. Caso de cinco quadrinistas da novíssima geração: cada um criou uma pequena obra a partir da dele. Ainda dentro deste contexto, há um belíssimo núcleo de ilustrações, feitas por nomes como Marilda Castaño e Nelson Cruz, para contos do autor”. A mostra tem sequência com o núcleo que enfoca o Su-

FOTO DE HUMBERTO NICOLINE/ACERVO MR

abertura 11.jun.

Murilo Rubião: fotos, cartas, documentos e objetos compõem a mostra em tributo ao escritor

UM CORTEJO RUBIANO RUMO À PRAÇA Uma das atrações da mostra será o Cortejo Rubiano, concebido pela atriz e gestora cultural Raquel Pedras, do grupo Armatrux, junto à diretora e performer Ludmila Ramalho. “É como se a exposição criasse pernas e virasse um dispositivo ambulante. O cortejo sai da

biblioteca em direção à praça, disparando ações e interagindo com o público que transita por lá”, adianta Marconi. Serão três cortejos: Neste sábado (10), às 11h30; quinta (29), às 16h, e, em julho, nos dias 1º (sábado), 6 (quinta) e 29 (sábado), às 10h.

plemento Literário, criado por Rubião em 1966. “Essa seção tem como argumento a passagem do escritor pelo veículo, um grande caldeirão pelo qual passaram nomes de vanguarda como Haroldo de Campos, Décio Pignatari, Affonso Ávila, Marcio Sampaio... Enfim, inúmeros escritores, intelectuais”, exemplifi-

ca Drummond, lembrando que o Suplemento Literário segue como um grande celeiro na capital. A interação com o público pode ser exemplificada com as quatro máquinas de datilografar, por meio das quais o público poderá escrever sobre a obra de Rubião. E, ainda, com os bichos falantes. “Existe, na obra dele, uma fauna muriliana, e, aqui, o público vai vivenciar uma experiência com eles”. Vale lembrar que, na abertura, será inaugurada uma escultura de Murilo Rubião, feita por Leo Santana. Em tamanho natural, ficará próximo à obra Encontro Marcado, que reúne esculturas de Fernando Sabino, Hélio Pellegrino, Otto Lara Resende e Paulo Mendes Campos. Haverá, ainda, o lançamento de catálogo educativo e palestras.

Absurdus: Murilo >Rubião 100 anos

Biblioteca Pública Estadual (Praça da Liberdade, 21). Abertura ao público neste domingo (11), às 10h. De segunda a sexta, das 8h às 18h; sábado, das 15h30 às 21h; domingo, das 18h às 21h. Entrada franca.

SOBRE LIVROS DIVULGAÇÃO

KARL ERIK SCHØLLHAMMER/DIVULGAÇÃO

de publicações chega 6 Feira a sua segunda edição

lança livro e 6 Escritora debate feminismo no Sesc

Depois de dois meses sem acontecer, a Feira Textura volta ao calendário de BH. Para valorizar publicações de autores independentes, a feira recebe, neste sábado (10), expositores ligados à literatura, artes plásticas e audiovisuais, artesanato, moda e papelaria, além das editoras Crivo e Impressões de Minas Onde Agosto Butiquim (r. Esmeralda, 298, Prado) Quando Neste sábado (10), das 11h às 17h Quanto Entrada gratuita

Nove anos após publicar um livro finalista do prêmio Jabuti, a escritora Laura Erber lança sua obra de poesias “A Retornada”, uma experiência limiar da autora com a morte. Depois do lançamento, Laura participa do debate “Feminismo, Arte e Literatura” Onde Foyer do Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046) Quando Terça-feira (20), das 18h30 às 22h (o debate começa às 20h) Quanto Entrada gratuita (o livro estará à venda por R$ 30)

PÁGINAS EDITORA/DIVULGAÇÃO

Rosa Maria Miguel 6 Blogueira Fontes publica livro infantil Saindo do mundo virtual onde divulga a literatura infantil, a escritora mergulha no papel com seu novo livro “Vovó Inventa Palavras” (Páginas Editora), onde retrata a relação de Júlia e sua querida avó. O lançamento conta com a presença da autora e da contadora de história Vanessa Corrêa Onde Memorial Minas Gerais Vale (Praça da Liberdade, 640) Quando Neste sábado (10), às 11h Quanto Entrada gratuita (o livro estará à venda por R$35)

ADRIANA MOURA/DIVULGAÇÃO

da Dalva são 6 Simpatias publicadas em livro Inspiradas pelo caderno de simpatias da professora Dalva Moreira Borges, Luciana Tanure e Thais Mol lançam “O Livro de Simpatias da Dalva”. Para comemorar, o livro será lançado em um evento que conta ainda com um batepapo com as organizadoras Onde Museu Abílio Barreto (av. Prudente de Morais, 202) Quando Neste domingo (11), às 10h Quanto Entrada gratuita (o livro estará à venda por R$ 45)


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CINEMA Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 10 (sábado) e 11 (domingo)

pré-estreias BAYWATCH (Baywath, EUA, 2017, 1h57, 14 anos) Dir. Seth Gordon. Com Dwayne Johnson, Alexandra Daddario, Zac Efron. Enquanto treina o recruta Matt Brody, o salva-vidas Mitch Buchannon descobre uma conspiração que pode ameaçar o futuro da baía onde trabalha. BH Shopping 6: 21h30 Boulevard 5: 21h Cidade 8: 20h30 (*) Contagem 8: 21h (*) Diamond 6: 20h20 Itaú Power 4: 21h15 (*) Minas 6: 21h15 (*) Via Shopping 1: 21h (*) Monte Carmo 2: 21h (*) Partage Betim 2: 21h50 (*) Pátio Savassi 1: 18h30 Todas as sessões no sábado (10) (*) Sessões dubladas

TUDO E TODAS AS COISAS (Everything, Everything, EUA, 2017, 1h37, 12 anos) Dir. Stella Meghie. Com Amandla Stenberg, Anika Noni Rose . Adolescente vive cheia de restrições, devido à alergia a tudo. Mas se apaixona pelo garoto que se mudou para a casa do lado. BH Shopping 9: 16h50 Cidade 3: 18h50(*) Minas 5: 18h40 (*) Diamond 6: 18h Pátio Savassi 1: 18h30 Shopping Estação 6: 21h (*) Somente domingo (11) (*) Sessões dubladas

A MÚMIA (The Mummy, EUA, 2017, 1h51, 12 anos) Dir. Alex Kurtzman. Com Tom Cruise, Annabelle Wallis, Russell Crowe. Nas profundezas do deserto, uma rainha mumificada desperta nos dias atuais. Com uma maldade acumulada ao longo dos anos, ela espalha terror, das areias do Oriente Médio aos becos de Londres. Betim 1: 13h30 (*) Betim 2: 18h45 (*) Big Shopping 4: 16h30, 18h40, 20h50 (*) Boulevard 4: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 Cidade 2: 12h (no domingo), 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 (*) Cidade 3: 18h50, 20h50 (no domingo), 21h (no sábado) Contagem 3: 14h40, 16h20, 18h40, 21h Contagem 6: 14h10, 16h30, 18h50, 21h10 (*) Del Rey 4: 20h30 (*) Del Rey 6: 14h, 16h30, 18h40, 21h, 23h (no sábado) ItaúPower2:13h35,16h,18h30,20h50(*) Minas 3: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 (*) Monte Carmo 4: 13h30 (*), 15h50, 18h10 (*), 20h30 Paragem 1: 14h10, 16h30, 18h50, 21h10 Pampulha 5: 14h45, 16h55, 19h05, 21h15 (*) Partage Betim 3: 13h50, 16h30, 19h, 21h30 (*) Partage Betim 7: 19h30 (*), 22h Pátio Savassi 1: 16h, 22h10 Estação 1: 12h (*), 14h30 (*), 17h30 (*), 20h30, 23h15 (no sábado) Shopping Norte 3: 20h50 (*) Via Shopping 3: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 (*)

(*) Clube do professor. Necessário a comprovação do mesmo

Sessões 3D: Betim 1: 16h30, 21h (*) BH Shopping 2: 12h40, 15h10, 18h, 20h40 BH Shopping 5: 13h20 (*), 16h (*), 18h40 (*), 21h20 BH Shopping 8: 16h30, 19h10, 21h50 Big Shopping 1: 14h15, 16h20, 18h25, 20h35 (*) Boulevard IMAX: 14h10, 16h30, 18h50, 21h10 Cidade 4: 13h50 (*), 16h10, 18h30 (*), 20h50 Contagem 1: 13h50 (*), 16h10, 20h50 (*) Del Rey 2: 13h30 (*), 16h, 18h30 (*), 20h50, 22h50 (*) Diamond 2: 13h20, 15h50, 18h20, 21h Diamond 5: 11h20 (*), 14h20 (*), 16h50, 19h30, 22h Itaú Power 5: 13h50 (*), 16h10 (*), 18h40 (*), 21h10 Minas 1: 14h10 (*), 16h30, 18h50 (*), 21h10 Monte Carmo 5: 13h40 (*), 16h, 21h10 (*) Paragem 5: 13h40 (*), 16h, 20h40 Ponteio 3: 13h30, 16h30, 18h40, 21h10 Pampulha 1: 16h30, 21h05 (*) Partage Shopping Betim 1: 12h, 14h30, 17h05, 20h30 (*) Pátio Savassi 4: 14h10, 16h40, 19h10, 21h40 Pátio Savassi 5: 13h, 15h30, 18h, 20h30, 23h (somente sábado) Shopping Estação 3: 13h30, 16h30, 19h30, 22h30 (*) Shopping Norte 1: 14h15, 16h20, 18h25, 20h40 (*) Via Shopping 4: 13h30 (*), 15h40, 18h (*)

NEVE NEGRA

(*) Sessões dubladas

estreias ANIMAL POLÍTICO (Brasil, 2017, 1h16, 14 anos) Dir. Tião. Uma vaca sempre levou uma vida tranquila. Mesmo assim, tem uma sensação de vazio. Ela decide, então, partir em busca de autoconhecimento. Cine 104: 20h30 (somente sábado)

FILHOS DE BACH (Bach In Brazil, Alemanha/Brasil, 2017, 1h31, livre) Dir. Ansgar Ahlers. Com Edgar Selge, Aldri Anunciação, Franziska Walser. Professor de música alemão chega a Ouro Preto, para resgatar partitura composta por um dos filhos de Bach, envolvendo-se em confusões. Belas 3: 11h (sábado) (*), 14h, 18h30 BH Shopping 10: 19h40, 22h Contagem 7: 13h30, 15h25, 17h20 Del Rey 7: 13h30, 15h20, 17h15 Paragem 4: 13h30, 15h20, 17h15

(Nieve negra, Argentina/ Espanha, 2017, 1h30, 12 anos) Dir. Martin Hodara. Com Ricardo Darín, Laia Costa, Leonardo Sbaraglia. Sozinho há décadas na Patagônia, Salvador recebe a visita do irmão e da cunhada, que querem vender as terras que os irmãos receberam em herança. Belas 1: 14h50, 16h50, 19h, 21h Pátio Savassi 2: 20h, 22h20

PARIS PODE ESPERAR (Paris Can Wait, EUA, 2014, 1h32, 12 anos) Dir. Eleanor Coppola. Com Diane Lane, Alec Baldwin, Arnaud Viard. Casada com um produtor de cinema, Anne pega uma carona de Cannes a Paris com o sócio dele. Eles passam a se conhecer melhor e apreciam as paisagens francesas.

Diamond 3: 19h15, 21h25 Ponteio 4: 14h30, 16h30,, 20h50

em cartaz AMOR.COM (Brasil, 2017, 1h32, 12 anos) Dir. Anita Barbosa. Com Ísis Valverde, Alexandra Richter. Katrina é uma blogueira de moda que se apaixona por Fernando, um vlogueiro . O romance vira “febre” na internet, e eles vão precisar equilibrar o mundo real e o virtual. BH Shopping 7: 14h Big Shopping 4: 14h30 Boulevard 1: 15h50, 19h30, 21h20 Cidade 1: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 Contagem 7: 19h15, 21h05 Del Rey 7: 19h, 20h50 Diamond 3: 14h Itaú Power 4: 17h40, 19h25, 21h15 (somente domingo) Minas 6: 13h, 14h50, 16h45 Monte Carmo 1: 14h20, 16h20, 18h20, 20h20 Pampulha 4: 14h05, 15h50, 17h35, 19h20 Paragem 4: 19h, 20h50 Partage Shopping Betim 5: 14h, Pátio Savassi 7: 13h45 Shopping Norte 3: 16h Via Shopping 5: 14h10, 16h10, 18h10, 20h20

AS AVENTURAS DE OZZY (*) (Ozzy, Espanha, 2017, 1h30, livre) Dir. Alberto Rodríguez, Nacho la Casa. Ozzy é um cão deixado em um spa para cachorros quando seus donos viajam. Mas, na verdade, esse lugar perfeito é uma fachada construída por um vilão que deseja sequestrar cachorros. BH Shopping 1: 13h30 BH Shopping 8: 12h, 14h10 Boulevard 1: 14h, 17h40 Cidade 8: 11h50 (no domingo), 14h10, 16h Contagem 2: 13h40, 15h40 Del Rey 4: 14h20, 16h10 Itaú Power 4: 14h, 15h50 Minas 5: 16h50 Monte Carmo 2: 14h10 Paragem 2: 14h10 Partage Betim 5: 16h10 Partage Betim 7: 12h30, 17h20 Pátio Savassi 8: 14h, 16h10 Shopping Estação 6: 13h45, 15h50 Via Shopping 1: 14h10

GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL. 2 (*) (Guardians of the Galaxy Vol. 2, EUA, 2017, 2h13, 12 anos) Dir. James Gunn. Com Chris Pratt, Dave Bautista, Zoe Saldana. Ao longo do cosmos, os Guardiões lutam para manter sua nova família unida. E tentam desvendar o mistério da paternidade de Peter Quill. Cidade 3: 13h30 Contagem 8: 18h20 (somente sábado), 20h30 (somente domingo) (*) Sessões dubladas

MULHER-MARAVILHA (Wonder Woman, EUA, 2017, 2h21, 12 anos) Dir. Patty Jenkins. Com Gal Gadot, Chris Pine. Quando o piloto Steve Trevor cai numa praia de sua ilha, a amazona Diana Prince descobre que uma guerra se espalha pelo mundo e decide deixar seu lar, certa de que pode parar o conflito. Betim 2: 13h20, 16h, 20h50 (*) Big Shopping 3: 15h10, 17h50, 20h20 (*) Boulevard 3: 13h, 15h30, 18h20, 21h Cidade 7: 12h30, 15h20, 18h15, 21h (*) Cidade 8: 17h50, 20h30 Contagem 2: 17h40, 20h20 Contagem 4: 12h50, 15h40, 18h30, 21h10 (*) Del Rey 3: 13h, 15h40, 18h30, 21h10 Diamond 4: 12h30 (*), 15h30, 18h40, 21h40 Itaú 3: 13h, 15h35, 18h15, 20h50 (*) Minas 4: 12h50, 15h40, 18h30, 21h10 (*) Monte Carmo 3: 13, 15h40, 18h20, 21 (*) Pampulha 4: 21h10 Pampulha 6: 13h40, 16h15, 18h50, 21h25 (*) Paragem 3: 13h, 15h40, 18h30, 21h15 Partage Shopping Betim 4: 12h40, 15h40, 18h40, 21h40 (*) Partage Betim 5: 19h15 (*), 22h10 Pátio 3: 14h30 (no sábado) Pátio Savassi 7: 15h50, 22h Shopping Norte 3: 18h10 (*) Via Shopping 2: 13h, 15h40, 18h20, 21h10 (*) Sessões 3D: BH Shopping 1: 15h50, 19h, 22h10 BH Shopping 3: 14h30 (*), 17h50, 21h10 BH Shopping 4: 15h, 18h20, 21h40 Betim 1: 18h40 (*)

Boulevard 2: 12h50, 15h40, 18h30, 21h10 Cidade 5: 12h50 (*), 15h40, 18h20 (*). 21h Contagem 1: 19h30 (*) Del Rey 1: 12h20 (*) (somente sábado), 12h50 (*) (somente domingo), 15h10 (somente sábado), 15h30 (somente domingo), 18h (*) (somente sábado), 18h20 (*) (no domingo), 20h40 (no sábado), 21h (no domingo) e 23h10 (*) (no sábado) Diamond 1: 11h40, 14h40, 17h40, 20h40 Estação 2: 13h15 (*), 16h15 (*), 19h15, 22h15 (*) Estação 4: 12h30, 15h, 18h30, 21h30 (*) Itaú Power 6: 13h10 (*), 15h45 (*), 18h25 (*), 21h05 Minas 2: 13h (*), 15h50, 18h30 (*), 21h15 Monte Carmo 5: 18h20 (*) Pampulha 1: 13h55, 18h30 (*) Paragem 5: 18h20 Partage Shopping Betim 6: 15h, 18h, 21h (*) Pátio Savassi 3: 14h30 (*) (no domingo), 17h30, 20h40 Pátio Savassi 6: 13h30, 16h30, 19h30 (no sábado), 20h10 (no domingo) Ponteio Premier: 13, 15h40, 18h20, 21h Via Shopping 4: 20h40 (*) (*) Sessões dubladas

PATERSON (Paterson, EUA, 2016, 1h58, 14 anos) Dir. Jim Jarmusch. Com Adam Driver. Na cidade de Paterson, um motorista de ônibus vive na rotina com a esposa e o cachorro, que transforma em algo sublime ao compor poesias. Cine 104: 16h40 (somente sábado)

PIRATAS DO CARIBE – A VINGANÇA DE SALAZAR (Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales, EUA, 2017, 2h09, 12 anos) Dir. Joachim Rønning, Espen Sandberg. Com Johnny Depp, Javier Bardem. Salazar lidera um exército de fantasmas assassinos e está disposto a matar todos os piratas existentes. Para escapar, Jack Sparrow precisa encontrar o Tridente de Poseidon, para controlar o mar. BH Shopping 6: 12h50, 15h40, 18h30, 21h30 (somente domingo) UNIVERSAL/DIVULGAÇÃO

(*) Sessões dubladas

A CABANA (The Shack, EUA, 2017, 2h13, 12 anos) Dir. Stuart Hazeldine. Com Sam Worthington, Octavia Spencer, Tim McGraw. Um homem atormentado após perder a filha vai à cabana onde o corpo dela foi achado para receber uma lição de vida. BH Shopping 9: 11h50 (no sábado), 12h20 (no domingo) Contagem 8: 15h40 (no sábado), 17h50 (no domingo) (*) Del Rey 4: 18h (*) Minas 6: 18h45, 21h15 ( domingo) (*)

Sessões 3D: Diamond 6: 12h (somente domingo), 13h50 (somente sábado), 17h20 (somente sábado) , 20h20 (somente domingo) Partage Shopping Betim 2: 13h (somente domingo), 14h50, 16h (somente sábado), 17h40 (somente domingo), 18h50 (somente sábado), 20h40 (somente domingo) (*) Sessões dubladas

O PODEROSO CHEFINHO (*) (The Boss Baby, EUA, 2017, 1h37,livre) Dir. Tom McGrath. Um bebê falante que usa terno une forças com seu irmão mais velho invejoso para impedir que um inescrupuloso CEO acabe com o amor no mundo, além de salvar os pais. Betim 2: 13h50 Pampulha 3: 14h35, 16h35 (*) Sessões dubladas

REI ARTHUR – A LEND A DA ESPADA (King Arthur: Legend of the Sword, EUA/Austrália/Reino Unido, 2017, 2h05, 14 anos) Dir. Guy Ritchie. Com Charlie Hunnam, Astrid Bergès-Frisbey, Jude Law. Arthur é um jovem das ruas que controla os becos de Londonium e desconhece sua predestinação até o momento em que entra em contato pela primeira vez com a Excalibur. BH Shopping 9: 14h50 (somente sábado), 15h20 (somente domingo), 20h50 Boulevard 5: 15h50 Pampulha 3: 18h35, 21h (*) Pátio Savassi 6: 22h30 (somente sábado)

(*) Sessões dubladas

O CIDADÃO ILUSTRE (El Ciudadano Ilustre, Argentina, 2017, 1h57, 12 anos) Dir. Mariano Cohn, Gastón Duprat. Com Oscar Martinez, Andrea Frigerio. Daniel Mantovani, escritor argentino e vencedor do Nobel radicado há 40 anos na Europa, volta ao povoado onde nasceu para receber o título de cidadão ilustre. Belas 3: 15h50 Ponteio 4: 18h30

(*) Sessões dubladas

OS SMURFS E A VILA PERDIDA

CORRA! (Get Out, EUA, 2017, 1h44, 14 anos) Direção: Jordan Peele. Com Daniel Kaluuya, Allison Williams, Catherine Keener. Chris é um fotógrafo negro prestes a conhecer a família da namorada caucasiana. Mas ela esconde algo perturbador. Pátio Savassi 3: 23h40 (no sábado)

BH Shopping 7: 16h20, 19h20, 22h20 (*) Betim 3: 15h50, 18h30, 21h (*) Big Shopping 2: 15h35, 18, 20h40 (*) Boulevard 5: 13h20, 18h20, 21h Cidade 6: 13h10, 15h40, 18h10, 20h45 (*) Contagem 5: 13h30 (*), 16h10, 18h45 (*), 21h15 Del Rey 5: 13h, 15h30 (*), 18h10, 20h40 (só no domingo) Del Rey 7: 23h10 (no sábado) (*) Diamond 3: 16h20 Estação 5: 13h, 16h, 19h, 22h (*) Estação 6: 18h15, 21h (só sábado) (*) Itaú Power 1: 13h20, 15h50, 18h25, 21h (*) Minas 5: 14h20, 18h40 (somente sábado), 21h10 (*) Monte Carmo 2: 16h (*), 18h30 (*) (somente domingo), 21h Monte Carmo 2: 18h30 (somente sábado) Pampulha 2: 14h, 16h30, 19h, 21h30 (*) Paragem 2: 16h(*), 18h30(*), 21h Partage Shopping Betim 2: 13h20 (*) Partage Shopping Betim 7: 14h40, 18h20 (*) Pátio Savassi 1: 13h10 Pátio Savassi 2: 14h20, 17h05 Pátio Savassi 7: 19h Shopping Norte 5: 15h25, 17h50, 20h20 (*) Via Shopping 1: 16h, 18h30 (somente domingo), 21h (*)

Entre as estreias, remake de “A Múmia” com Tom Cruise

(Smurfs: the Lost Village, EUA, 2017, 1h30, livre) Dir. Kelly Asbury. Após se sentir sem função no vilarejo dos Smurf, Smurfette parte em busca de novas descobertas, e conhece uma Floresta Encantada, com diversas criaturas mágicas. BH Shopping 4: 12h30 (sessão dublada)


28

almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 10 a 16 de junho de 2017

CINEMA VELOZES E FURIOSOS 8 (*) (The Fate of the Furious, EUA/Reino Unido/França/Canadá/Samoa, 2017, 14 anos, 2h16) Dir. F. Gary Gray. Com Vin Diesel, Dwayne Johnson, Jason Statham. Dom e Letty estão em lua de mel e levam uma vida pacata, mas uma mulher misteriosa faz com que Dom retorne ao mundo do crime. Cidade 3: 16h10 Contagem 8: 15h (somente domingo) (*) Sessões dubladas

A VIDA APÓS A VIDA (Zhi fan ye mao, China, 2017, 1h20, 10 anos) Dir. Zhang Hanyi. Com Zhang Li, Zhang Mingjun. Poucos moradores ainda vivem na pequena província chinesa de Shanxi. O espírito de Xiuying retorna à aldeia através do corpo do filho, Leilei, para mover a árvore que plantou no jardim da família do marido quando se casou. Cine 104: 19h (somente sábado)

Z – A CIDADE PERDIDA (The Lost City of Z, EUA, 2016, 2h21, 14 anos) Dir. James Gray. Com Charlie Hunnam, Sienna Miller, Tom Holland. O explorador britânico Percy Fawcett viaja para a Amazônia no século XX e descobre evidências de uma civilização avançada desconhecida que pode ter habitado a região. BH Shopping 10: 13h40

Festival Varilux Consulte a programação completa em: variluxcinefrances.com/2017/cidade/belo-horizonte-mg/

DUAS GAROTAS ROMÂNTICAS” (FRA, 1967, 2h06) Dir. Jacques Demy. Ponteio 2: sáb., às 15h45

FRANTZ (FRA, 2017, 1H53) Dir. François Ozon. Belas 2: dom., às 20h30

Ponteio 2: sáb., às 18h20

NA CAMA COM VICTORIA (FRA, 2016, 1h37) Dir. Justine Triet. Belas 2: dom., às 16h Pátio Savassi 8: dom., às 21h30

LUMIERE/DIVULGAÇÃO

A VIAGEM DE FANNY

PERDIDOS EM PARIS (FRA, 2017, 1h23) Dir. Fiona Gordon, Dominique Abel. Ponteio 2: dom., às 18h40

MOSTRA CORPO POLÍTICO (*) Filmes que marcaram a trajetória de representação e luta LGBTQ

O REENCONTRO (FRA, 2017, 1h57) Dir. Martin Provost. Ponteio 2: dom., às 14h

ROCK’N ROLL – POR TRÁS DA FAMA (FRA, 2017, 2h03) Dir. Guillaume Canet. Belas 2: sáb., às 21h Pátio Savassi 8: dom., às 18h45 Ponteio 2: dom., às 20h25

Neste sábado (10) 16h “Los Leones” (BRA, 2016, 1h20) Dir. Dir. André Lage. Sessão comentada pelo diretor 18h15 “Meu Amigo Claudia” (BRA, 2009, 1h27) Dir. Dácio Pinheiro 20h Sessão Barbára Hammer “Dyketactics” (EUA, 1973,4’) “Superdyke Meets Madame X”, (EUA, 1978, 25 min); “Nitrate Kisses”, (EUA, 1992 1h7) Dir. Barbara Hammer

RODIN (FRA, 2017, 1h59) Dir. Jacques Doillon. Belas 2: Sáb., às 18h35

TAL MÃE, TAL FILHA (FRA, 2017, 1h34) Dir. Noémie Saglio. Pátio Savassi 8: sáb., às 21h30 Ponteio 2: sáb., às 14h

TOUR DE FRANCE (FRA, 2017, 1h35) Dir. Rachid Djaïdani. Belas 2: Dom., às 14h

UMA FAMÍLIA DE DOIS (FRA, 2017, 1h55) Dir. Hugo Gélin. Pátio Savassi 8: sáb., às 18h45 Ponteio 2: sáb., às 20h35

UM INSTANTE DE AMOR (FRA, 2016, 1h56) Dir. Nicole Garcia. Ponteio 2: dom., às 16h20

NA VERTICAL (FRA, 2016, 1h40) Dir. Alain Guiraudie. Debate após a sessão. Belas 2: dom., às 18h05

Domingo (11) 16h “Madame Satã” (BRA, 2002, 1h40) Dir. Karim Ainouz 18h “Minha Vida Em Cor-De-Rosa” (Ma vie en rose, BEL-FRA-ING, 1997) Dir. Alain Berliner 20h “Transsexual Menace” (ALE, 1996, 1h30) Dir. Rosa von Praunheim Segunda-feira (12) 17h “Café da Manhã em Plutão” (IR-ING, 2005, 2h5) Dir. Neil Jordan 19h15 “Johan” (FRA, 1976, 1h21) Dir. Philippe Vallois 21h15 “Transamérica” (EUA, 2005, 1h43) Dir. Duncan Tucker Terça-feira (13) 17h “Morrer Como Um Homem” (PORT/ FRA, 2009, 2h13) Dir. João Pedro Rodrigues 19h30 “A Gaiola das Loucas” (FRA-ITA, 1978, 1h33) Dir. Edouard Molinaro 21h15 “Nascidas em Chamas” (EUA, 1983, 1h20) Dir. Lizzie Borden Quarta-feira (14)

Teatro Bradesco. Às 20h. R$ 240 (setor 1, inteira), R$ 200 (setor 2, inteira).

DIA 30

DIAS 29 E 30

ALICE CAYMMI

NELSON FREITAS E VOCÊ

Teatro Bradesco. Às 21h. R$ 40 (inteira).

Cine Theatro Brasil. Sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 70 (inteira).

junho

julho

DIA 29

DIA 23

DIAS 7, 8 E 9

ANA CAROLINA - TURNÊ “GRANDES SUCESSOS”

FÁBIO DE MELO – O SAGRADO DOS DIAS

MECAINHOTIM - COM JORGE BEN JOR E KAROL CONKA

Palácio das Artes. Às 21h. Ingressos esgotados.

Inhotim. R$ 340 (passaporte para os três dias, inteira).

DIAS 23 E 24

DIA 8

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 1.000 (mesa com quatro lugares), R$ 250 (mesa, cadeira individual, inteira), R$ 140 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote).

A HISTÓRIA DE NÓS 2 – COM ALEXANDRA RICHTER E BRUNO GARCIA

GAROTA VIP – COM WESLEY SAFADÃO

agosto

QUE VEM POR AÍ

Cine Theatro Brasil. Às 21h. R$ 50 (inteira). DIA 24 BIQUINI CAVADÃO

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 80 (arquibancada/pista, inteira, 1° lote). DIA 29 ALCIONE - BOLEROS

Palácio das Artes. Às 21h. R$ 180 (plateia 1, inteira), R$ 150 (plateia 2, inteira), R$ 80 (plateia superior, inteira). DIA 30 ROUPA NOVA

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 520 (mesa setor 1 com quatro cadeiras), R$

“Madame Satã”, de Karim Ainouz, será exibido na mostra Corpo Politico

mostras

440 (mesa setor 2 com quatro cadeiras), R$ 100 (arquibancada, inteira, 2° lote)

O

MOSTRA EM MOVIMENTO: LUGARES E MOMENTOS (*)

(FRA, 2016, 1h34) Dir. Lola Doillon. Belas 2: sáb., às 14h10

Esplanada do Mineirão. Às 15h.R$ 180 (camarote golden, 2° lote), R$ 140 (lounge, 1° lote), R$ 90 (front stage, 1° lote), R$ 50 (arena, 1° lote) DIA 8

DIA 19 LUAN SANTANA – 1977

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 100 (arquibancada, inteira, 1° lote).

PAULA FERNANDES – VOZ E VIOLÃO

DIA 24

Sesc Palladium. Às 21h. R$ 200 (plateia 1, inteira), R$ 160 (plateia 2, inteira), R$ 100 (plateia 3, inteira).

KM de Vantagens Hall BH. Às 21h30. R$ 200 (arquibancada, inteira); R$ 250 (cadeira setor 2, inteira); R$ 280 (cadeira setor 1, inteira); R$ 360 (cadeira premium, inteira).

DIA 15 BARÃO VERMELHO

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 80 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote) DIA 22 THE MAINE

LINDSEY STIRLING

DIA 25 HANSON

KM de Vantagens Hall BH. Às 21h30. R$ 270 (pista/arquibancada, inteira, 2° lote)

12 filmes de países diferentes que retratam os espaços, as histórias e as personagens em movimento no tempo. Neste sábado (10) 17h “Caverna dos Sonhos Esquecidos” (FRA/ CAN/ EUA/ Reino Unido/ ALE, 2010, 1h30) Dir. Werner Herzog. 19h “Estamos Todos Bem” (ITA, 1990, 2h02) Dir. Giuseppe Tornatore. Domingo (11) 17h “Nostalgia da Luz” (FRA/ CHI/ ESP/ ALE/ EUA, 2010, 1h30) Dir. Patricio Guzmán. 19h “La Sapienza” (FRA/ ITA, 2014, 1h58, 12 anos) Dir. Eugène Green

15h30 “Línguas Desatadas” (Tongues Untied, EUA, 1989, 54 min) Dir. Marlon Riggs 16h30 “Paris is Burning” (EUA, 1990, 1h17) Dir. Jennie Livingston 18h “Pink Flamingos” (EUA, 1972, 1h33) Dir. John Waters 20h “Wigstock: O Filme” (EUA, 1995, 1h25) Dir. Barry Shils “Pink Flamingos” e “Wigstock: O Filme” Terão exibições também no Jardim Interno do Palácio das Artes, em seguida, a Batalha de Lipsync

2h4) Dir. Todd Haynes 19h15 “O Beijo da Mulher Aranha” (EUA, 1985, 2h) Dir. Hector Babenco 21h30 “Querelle” (ALE-FRA, 1982, 1h48) Dir. Rainer Werner Fassbinder

Quinta-feira (15) 15h “Má Educação” (La Mala Educación, ESP, 2004, 1h45) Dir. Pedro Almodóvar 17h “Os Contos de Canterbury” (EUA,1970, 1h58) Dir. Pier Paolo Pasolini. Sessão comentada 19h45 “O Outro Lado de Hollywood” (ALE-FRA-ING-EUA, 1995, 1h42) Dir. Rob Epstein, Jeffrey Friedman 21h45 “Hedwig - Rock, Amor e Traição” (EUA, 2001,1h35) Dir. John Cameron Mitchell

Neste sábado (10) 17h30 “Pinóquio” (ITA, 2002, 1h48, livre) Dir. Roberto Benigni 19h30 “Concorrência Desleal” (ITA, 2001, 1h50, livre) Dir. Ettore Scola.

Sexta-feira (16) 15h “Priscilla, A Rainha do Deserto” (AUS, 1994, 1h44) Dir. Stephan Elliott 17h “Velvet Goldmine” (EUA-ING, 1998,

(*) Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Entrada gratuita mediante a retirada de ingressos 30 minutos antes.

MOSTRA DE CINEMA ITALIANO (*)

Domingo (11) 17h “Pinóquio” (ITA, 2002, 1h48, livre) Dir. Roberto Benigni 19h “Ágata e a Tempestade” (ITA, 2004, 2h05, livre) Dir. Silvio Soldini. (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

DIAS 26 E 27

Terça-feira (13) 17h30 “Azul Profundo” (EUA, 2003, 1h30) Dir. Alastair Fothergill, Andy Byatt 19h30 “O Segredo das Águas” (EUA, 1995, 2h56) Dir. Kevin Reynolds Quarta-feira (14) 17h30 “Amar, Beber e Cantar” (FRA, 2014, 1h48) Dir. Alain Resnais 19h30 “O Batismo” (Polônia, 2010, 1h26) Dir. Marcin Wrona Quinta-feira (15) 17h30 “Oslo, 31 de Agosto” (NOR, 2011, 1h35) Dir. Joachim Trier 19h30 “Nostalgia da Luz” (FRA/CHI/ ESP, 2011, 1h30) Dir. Paul Guzmán Sexta-feira (16) 17h30 “O Artista e a Modelo” (ESP, 2012, 1h45) Dir. Fernando Trueba 19h30 “Serpico” (EUA, 1973, 2h10) Dir. Sidney Lumet (*) Cine Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes.

FERDY DAMMAN / DIVULGAÇÃO

O GRANDE ENCONTRO – ELBA RAMANLHO, ALCEU VALENÇA E GERALDO AZEVEDO

KM de Vantagens Hall BH. Sábado (26), às 22h. Domingo (27), às20h. R$ 130 (arquibancada, inteira, 3° lote), R$ 720 (mesa setor1com4 lugares),R$ 600(mesa setor 2 com quatro lugares)

setembro DIA 1° VICTOR&LEO

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 90 (arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 140 (mesa setor 2, cadeira individual, inteira), R$ 160 (mesa setor 1, cadeira individual, inteira). DIA 2

John Mayer faz show em outubro na Esplanada do Mineirão

Teatro Bradesco. Às 21h. R$ 100 (inteira).

outubro DIA 17

CAPITAL INICIAL

DIAS 15 E 16

PAUL MCCARTNEY

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 80 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 640 (mesa setor 1 com quatro lugares), R$ 160 (mesa setor 1, inteira), R$ 560 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 140 (mesa setor 2, inteira).

TRINCA DE ASES: GAL COSTA, GILBERTO GIL E NANDO REIS

Mineirão. Às 21h. R$ 850 (pista premium Elo, inteira), R$ 400 (pista normal, inteira), R$ 580 (cadeira inferior, inteira), R$ 350 (cadeira superior, inteira).

DIA 10 DEVENDRA BANHART

Music Hall. Às 21h. R$ 180 (inteira, 1° lote) DIA 15 EM FAMÍLIA – COM A FAMÍLIA LIMA

Palácio das Artes. Preços e horários ainda não informados. DIA 18 AEROSMITH

Esplanada do Mineirão. R$ 580 (pista premium, inteira, 1° lote), R$ 280 (pista, inteira, 1° lote). DIA 23 PÉRICLES

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 640 (mesa, setor 1), R$ 560 (mesa, setor 2), R$ 90 (arquibancada, inteira, 1° lote).

DIA 20 JOHN MAYER

Esplanada do Mineirão. Horário ainda não divulgado. R$ 500 (pista premium Budzone, inteira), R$ 240 (pista, inteira). Os ingressos começam a ser vendidos a partir do dia 23/6.


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estilo Beleza engajada

FOTOS LINCON ZARBIETTI

TUDODOBEM>Cosméticosconquistamaousaringredientesnaturaisenãoapoiartestesemcobaias

Na última edição do São Paulo Fashion Week (SPFW), em março, a beleza do desfile da grife À La Garçonne, do estilista Alexandre Herchcovitch, foi assinada pela Simple Organic, marca nacional de maquiagem com itens 100% orgânicos, ou seja, sem derivados químicos de petróleo, silicone e parabenos. Foi a primeira vez que um cosmético do segmento colocou sua assinatura no visual das modelos de um desfile na maior semana de moda da América Latina. No mês passado, a Simple Organic também participou do backstage da Casa de Criadores, em São Paulo. “Pensar em lançamentos de cosméticos durante os eventos de moda é uma forma de atender o crescimento deste público. A demanda para consumo existe”, garante Patricia Lima, fundadora da marca, que pretende lançar em BH, no segundo semestre, mais linhas de esfoliantes, pigmentos, iluminadores e outros itens de maquiagem, todos certificados pela Ecocert, selo que garante composições com no mínimo 95% de matérias-primas de origem natural e no mínimo 10% de matérias-primas orgânicas. Assim como ela, outras marcas têm apostado neste viés, tratando de tornar o mercado dos cosméticos orgânicos, veganos e cruelty-free (livre de crueldade, em português) mais atrativo, Lorena K. Martins

além de lançar mais holofotes para o slow beauty – movimento nascido nos EUA que incentiva o consumo de cosméticos orgânicos (que não possuem derivados de petróleo ou sintéticos em geral). Para Bruna Miranda, jornalista e idealizadora da plataforma Review e do guia Slow Living, as novidades lançadas encorajam outras pessoas a terem uma maior preocupação com a leitura do rótulo e a verificarem a procedência dos produtos. “As opções ainda são escassas, mas percebi, de uns dois anos para cá, que o mercado cresceu bastante e que a faixa de preços é bem variada, como em qualquer outra linha de maquiagem”, explica Bruna, que adotou a nécessaire com maquiagem vegana (feita

Bruna Miranda tem a nécessaire recheada de maquiagem vegana e gosta do resultado

com ingredientes sem origem animal) há quatro anos. “Foi um processo natural, e, aos poucos, fui entendendo melhor sobre os cosméticos. Antes achava que os que possuiam fórmulas químicas tinham textura e uma durabilidade maior, mas não há diferença. A fixação (da maquiagem vegana) é muito boa e atendeu minhas expectativas”, comenta. “Só tive dificuldade em encontrar um rímel, mas sempre testo marcas novas”, finaliza. Patrícia faz coro. “Não é porque o produto é natural que não tem eficácia. A cobertura de uma base, por exemplo, é a mesma da de um produto com fórmulas carregadas de química. A escolha é pessoal, vai de cada um”, disse.

ASCENSÃO Tanto o consumo de beleza quanto o de moda está passando por mudanças, e o consumidor está cobrando uma preocupação ambiental real das marcas que consome. Segundo uma pesquisa do Laboratório de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o mercado de produtos de beleza naturais aumenta entre 8% e 25% ao ano no mundo todo, motivo mais do que suficiente para incentivar marcas a abraçar a causa e lançarem linhas especiais, como a Vult, que não é totalmente vegana, mas vem aumentando a opções deste tipo de produto. “Percebo que a conscientização por escolhas melhores, seja qual for o motivo, está aumentan-

Produtos essenciais da maquiagem já possuem sua versão sem testes em animais

do e é um avanço para que esses produtos ganhem maior visibilidade”, analisa Bruna Miranda. Já a Lush, marca britânica de cosméticos criada em 1995 e com pontos de venda do Brasil, tem como missão a redução do impacto ao meio ambiente. A maioria dos produtos, como a linha de maquiagem completa, é vegana, e pensada com ingredientes à base de extratos de gardênia, violeta e clorofilina, por exemplo. Letícia Sanchez, gerente da marca, explica que muitos desafios vão surgindo durante o processo de elaboração. “Criar produtos com princípios éticos fortes, ingredientes naturais e feitos à mão em uma escala global é, certamente, uma revolução na indústria. Contudo, os processos e requerimentos derivados destes valores não são desafios para a gente, e sim, algo que nos move”, acredita. Os resultados são visíveis. “A pele fica mais saudável com o uso diário dos produtos naturais. O efeito é bem melhor e menos invasivo – e ainda hidrata”, conclui Bruna. A dermatologista Patrícia Lycarião, que também simpatiza com a causa e é vegetariana, reconhece a eficácia dos produtos. “Alguns cosméticos que prescrevo, que não fazem testes em animais ou são orgânicos, possuem resultados excelentes. Um exemplo é o ácido fítico, que é extraído de grão de cereais como aveia e arroz, excelente clareador para olheiras”, acredita.


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estilo

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Mapa da mina

Os perfumes da Natura, como o Humor (foto), são produzidos com álcool orgânico, que ajudam a regenerar o meioambiente. R$ 99,90

SERGIO CADDAH/FOTOSITE

Sombra com acabamento acetinado da Alergoshop é desenvolvida com ingredientes veganos. R$ 52,90

Com óleos orgânicos, o gel para area dos olhos da The Body Shop reduz as rugas. R$ 150 A fórmula dos esmaltes da Mohda é cruelty-free e auxilia no fortalecimento das unhas. R$ 3,90 (cada)

A Simple Organic assinou a beleza d’À La Garçonne no último SPFW

Veganza – Empório Vegetariano Rua Fernandes Tourinho 363, loja 8, Savassi

O batom da Sisley Paris é cruelty-free e sem produto de origem animal, com acabamento aveludado. R$ 250

Venne Mercearia Rua Itajubá, 654, Floresta Bicho do Mato Cosméticos naturais e orgânicos. Tel: (31) 99335-4911 Site: www.bichodomatobh.com Simple Organic À venda no Grande Hotel Ronaldo Fraga. Rua Ceará, 1.205, Funcionários Pachamama Alternativas ecológicas para a saúde integral da mulher. Tel: (31) 2520-8003 Site: www.lapachamama.com.br

Xampu sólido da Lush vem com a tag #BeCrueltyFree contra os testes em animais. R$ 52,10

Extratos da Terra Cosméticos veganos e vegetais. Site: www.extratosdaterra.com.br Lush A maioria dos produtos e dos ingredientes utilizados pela a marca nunca foram testados em animais e são veganos. Site: www.lush.com.br Bioart Biocosméticos Maquiagens e biocosméticos naturais, orgânicos e veganos. Site: www.bioart.eco.br O pó compacto da Bioart é feito com argila e tapioca, disponível em várias tonalidades. R$ 78,50

Hérbia Cosméticos Orgânicos Utilizam somente óleos essenciais puros e componentes naturais. Site: www.herbia.com.br Baims Marca vegana, cruelty-free, orgânica e natural. Site: www.baims.com.br/shop

A máscara de cílios da Simple Organic é o carro-chefe da marca e não contém silicone em sua composição, R$ 70

A nova linha da Dermage é formulada com extratos orgânicos de gojiberry e chia. A partir de R$ 19 (o sabonete)

A linha orgânica da Surya Brasil foi desenvolvida para cabelos cacheados. A partir de R$ 32 (o xampu)

A manteiga de frutas da Lola Cosmetics é vegana, vegetal e orgânica para tratamento capilar. R$ 55

Glossário Cruelty-Free Categoria de produtos que não geram nenhum dano, exploração, teste ou sacrifício aos animais. Cosméticos cruelty-free não são necessariamente veganos, por isso, fique de olho no rótulo.

Orgânicos Geralmente, são produtos hipoalergênicos por serem livre de parabenos, propilenoglicol, álcool e ativos animais. Seus resíduos não prejudicam a natureza, e o processo produtivo preocupa-se com as comunidades envolvidas.

Veganos Cosméticos desta categoria não utilizam nenhuma matéria-prima que seja de origem animal, sendo uma ótima opção para peles sensíveis e propensas a alergias. Geralmente, usam matérias-primas naturais, como óleos, flores, frutas, vegetais e castanhas.


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VITRINE

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da há quase 20 anos em alambiques de cobre na Fazenda Canadá, primeira sede da empresa. São 365 unidades disponíveis e numeradas Quanto R$ 850 Onde www.cachacasalinas.com.br

Vitrinesrepletasdecoraçõesmostram queodiaoficialdosnamoradosestá chegando.Vejasugestõesaseguir Há casais que contam nos dedos a data em que se comemora o Dia dos Namorados e começam a preparar a surpresa com muito tempo de antecedência. Já outros deixam tudo para a última hora – e é para eles que listamos algumas opções para presentear que vão servir como uma declaração para a data, comemorada no próximo dia 12. E, cá entre nós, é preciso admitir que os presentes fazem bem para qualquer relacionamento. Há opções para decorar o lar, principalmente para quem já divide o mesmo teto e, também, mimos clássicos que incluem o símbolo do coração e que servem como uma verdadeira confissão de amor. Seja qual for o estilo do seu parceiro ou parceira, dividir esses e outros mimos são bem-vindos.

Casal zen Budinhas coloridos deixam 6 qualquer ambiente muito mais harmo-

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Lorena K. Martins

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lagem que simula o abraço a dois, o aroma dessa colônia possui notas apimentadas que despertam todo o desejo de um enlace Quanto R$ 129 Onde L’Occitane au Brésil (31) 2510-0090

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crônica

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vida leve Parecia um filhote de jacaré!”, dizia meu marido sobre a última vítima da Pretinha que, com um supercalango na boca, passeava pelo jardim. Ao vê-la, ele se interpôs no caminho e, com um grito, conseguiu que largasse o bicho. Cuidadosamente, colocou o calango semimorto em cima de um papelão e o deixou no alto, longe do olhar astuto de nossa vira-lata. Não foi a primeira vez nem será a última que isso acontece. Caçar calangos, passarinhos e tudo que se move é rotina na vida de nossa cachorra. Minha filha sempre diz que Pretinha, se fosse gente, certamente estaria presa ou às voltas com a Justiça. Malandra, esperta, inteligentíssima e criadora de casos, não tenho dúvida. Não que ela seja “do mal”; muito pelo contrário, é amável, carinhosa, fiel. Mas carrega na sua personalidade algo de transgres-

Uma cachorra da pesada ARQUIVO PESSOAL

Em meio a tantas notícias “pesadas”, segue uma história leve da minha vira-lata Pretinha ( publicada no livro “Só de Bicho”).

sor e atrevido que jamais vi em cachorro algum. Só descobrimos que estava grávida quando os dois minúsculos seres, cara e focinho do vira-lata do vizinho, nasceram. Tão minúsculos que apenas um sobreviveu. Mãe de primeira viagem, não sabia como lidar com a situação. Deitar-se num momento de relaxamento para amamentar o único filhote, enlevada pelo amor maternal, não fazia parte dos seus planos. Pretinha é um furacão, que, decididamente,

não nasceu para momentos idílicos. E o sobrevivente cresceu à custa de mamadeirinhas e leite em pó, para, depois, ser ofertado a uma pessoa amiga.

– Mãe! Por que não ficamos com ele? – insistiam minhas filhas. E eu, já pensando nas consequências, dizia: – Porque é macho. E,

Laura Medioli laura@otempo.com.br

aqui, já temos três fêmeas; não daria certo. Menos mal que minha desculpa era plausível. O que eu não disse é que, no fundo, meu temor era saber que “filho de peixe peixinho é!”. E, sinceramente, dose dupla de Pretinha, ninguém merece. Às vezes, fico pensando: se ela tivesse nascido em minha casa, e não na rua, teria a mesma personalidade? Provavelmente, não. A rua a moldou para a sobrevivência. Sabe que, em lixeiras, dentro de sacos plásticos, encontra alimento. Que, nas avenidas, mora o perigo e, para atravessá-las, tem que ter perna e coragem. Água? Qualquer uma, menos a da piscina, onde, numa noite, quase partiu para a eternidade. Leio numa matéria que a oferta e a demanda por serviços associados aos animais domésticos cresceram absurdamente. Oferecem-se desde os serviços tradicionais, como vacinação, internação, inseminação artificial, até serviços especializados em unir casais. Uma espécie de agência matrimonial canina, chegando inclusive aos

detalhes, como, por exemplo, organizar cerimônias de casamento e criar motéis para que eles, os “noivos”, tenham seus momentos de intimidade. O serviço custa cerca de R$ 600, incluindo caminha, cadastro de possíveis parceiros( as), acompanhamento psicológico e veterinário. E penso na Pretinha. Imagino-a levada ao computador de um pet shop para descobrir, entre os cadastrados, a sua “alma gêmea”, ou melhor, seus “genes gêmeos” e, decididamente, não gostar da coisa. Nasceu e cresceu livre. Nada de “casamentos” arranjados. Entre o perfumado e empertigado terrier do pet shop e o atrevido e independente vira-lata do vizinho, com certeza, ficaria com o segundo. Nem que para isso tivesse que escalar os muros do loteamento mais próximo e viver suas secretas, desastradas e intensas aventuras amorosas. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


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habitar

UPCYCLING: ATELIÊ DE BH REUTILIZA MATERIAIS PARA FAZER ARTE E JÁ EXPORTA PARA VÁRIOS PAÍSES EDUARDO ECKENFELS/DIVULGAÇÃO

INOVAÇÃO

Convenção 2017 da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Asbea) reúne participantes em Belo Horizonte e Brumadinho


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pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 10 a 16 de junho de 2017 MARCELO COELHO/DIVULGAÇÃO

Inovação Renata é a palavraAbritta chave nos t e m p o s atuais. Porém, para inovar, é preciso ter confiança, haver diversidade e até mesmo tempo disponível, afinal, lidar com novas fronteiras é provocativo e inspirador. É como ter um quadro em branco a ser preenchido. O tema é tão importante que foi escolhido para nortear as discussões da Convenção 2017 da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Asbea) realizada em Belo Horizonte desde a última quinta feira (8) até este sábado (10). “No caso da arquitetura e do design, o objetivo é desafiar seus interlocutores a abandonarem os modelos de negócios ultrapassados, projetarem os empreendimentos de amanhã e criarem uma porta de entrada para um novo modo de pensar em moradia”, destaca Danilo Batista, presidente da Asbea-MG, entidade organizadora do evento. Nos últimos dias, o público tem acompanhado conferências de profissionais renomados, como o designer Gustavo Greco, que apresentou a palestra “Como Pensa um Designer”. Ele considera que o design vem galgando degraus nos últimos anos. “Os designers ganham mais espaço e são chamados mais cedo para as conversas, participando da concepção do projeto e não somente de sua solução formal. O design, ao apelar para os sentidos, deixa evidentes as diferenças entre as marcas e materializa o seu propósito”, ressalta o especialista. O arquiteto chileno Cristián Fernández Eyzaguirre, da CFA, também esteve presente. Segundo ele, a inovação é a forma com que a arquitetura melhor cumpre os seus objetivos. “Esses eventos permitem surpreender-se com a novidade do outro”, disse. INHOTIM Neste último dia da convenção, a palestra com Vania Ferrari, especialista em marketing, será realizada no Teatro Inhotim, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. Os participantes farão uma visita guiada pelo maior museu a céu aberto do mundo, local em que a arte, o paisagismo e a arquitetura se relacionam de maneira singular, como afirma Antonio Grassi, diretor executivo do espaço. “Além da sua importância estética, os projetos arquitetônicos do Instituto são ponto de partida para ações educativas e reflexões sobre a contemporaneidade. Nesse contexto, o Inhotim tem se consolidado como uma vitrine da arquitetura contemporânea brasileira”, pontua.

Mérito

O projeto arquitetônico do Centro Educativo Burle Marx recebeu diversas premiações

CONVENÇÃO> Evento da Asbea-MG reúne segmento da arquitetura e do design

As dimensões da inovação em debate ASBEA/DIVULGAÇÃO

DANIELLA PAOLIELLO/DIVULGAÇÃO

Gustavo Greco participou do evento

Galeria Lygia Pape abriga a instalação Ttéia 1C, 2002, com fios metalizados unindo elementos da arquitetura

O design vem sofrendo e provocando mudanças no mundo. Empresas dos mais diversos segmentos, atentas a esses novos movimentos, passam a reconhecê-lo como parte crucial de sua existência. A criatividade, como matéria-prima, é um recurso inesgotável


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UPCYCLING> Produtos descartados podem ser transformados em belas obras por meio do design

Resíduos que viram arte

FOTOS HELIZART/DIVULGAÇÂO

Destaque As peças exclusivas do ateliê Helizart são exportadas para vários países

Transformar produtos inservíveis em belos artigos de decoração é uma prática executada pela família Bravim há décadas, antes mesmo de o termo sustentabilidade se tornar tão usual como nos dias atuais. Esse processo, conhecido como “upcycling”, além de superimportante para o meio ambiente, tem se mostrado um meio eficaz de aproveitar matérias-primas existentes, mas que não têm utilidade, dando continuidade ao ciclo da vida do produto antes que ele seja descartado na natureza. Em 1994, a família fundou o ateliê Helizart, que une sustentabilidade, arrojo e design. Ao longo dos anos, os descendentes de italianos aperfeiçoaram sua técnica, dando origem a elementos decorativos que são verdadeiras obras de arte. “O mundo caminhou nesse sentido de reaproveitamento e se encaixou perfeitamente no trabalho que fazemos na Helizart”, afirma Liz Bravim que compõe a equipe de artesãos junto a Antônio, Jaqueline, Adriane e Wagner Bravim. “Começamos trabalhando com reaproveitamento de materiais porque havia muitos ferrosvelhos em Belo Horizonte, e assim, matéria-prima em abundância. FazíaRenata Abritta

mos pufes e móveis e, com o tempo, começamos a trabalhar com vergalhão de obras. As pontas que sobravam fazíamos castiçais”, lembra Liz. Hoje, o ateliê trabalha com ferro, madeira, cristais e cerâmicas. Para a criação de peças exclusivas são utilizados materiais como tintas, ouro e platina, livres de mercúrio e chumbo, além de diluentes orgânicos que não implicam em risco à saúde de quem os produz ou manuseia. Até na hora da entrega, o ateliê age de forma sustentável. “A gente não compra caixa de papelão nova para embalar, utilizamos caixas usadas”, conta ela. Aberta a novas ideias, a Helizart explora cores, traços e formas inovadoras que conferem originalidade e beleza às criações. Tanto que o pe-

queno ateliê conseguiu conquistar o mercado brasileiro e também o internacional. Atualmente as peças são exportadas para diversos países, como Estados Unidos, Inglaterra, Itália, República Tcheca, Emirados Árabes, México e Espanha. Na capital mineira, os produtos da Helizart podem ser adquiridas na Templuz (av. Senhora do Carmo, 1.150, bairro Sion), do Grupo Loja Elétrica, a partir deste mês. “Estamos lançando agora. O objetivo do upcycling é, por meio do design, dar uma nova forma e um novo uso para materiais que seriam descartados. O cuidado com o planeta, inclusive com o descarte de materiais, é importante para o meio ambiente e para a vida de todo o mundo”, destaca Lorena Mattos, lighting designer da Templuz.

A Luminária Salice alia design orgânico e modernidade, exibindo uma bela escultura de luz

A leveza, a beleza e a explosão de cores das bolhas de sabão são a inspiração das luminárias Bubble

O objetivo do upcycling é, por meio do design, dar uma nova forma e um novo uso para materiais descartados


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GIRO PELO MERCADO W imoveis@otempo.com.br

MARATONA

CasaCor Minas revela os vencedores do Archathon primeira edição do Archathon, maior maratona de arquitetura e design de interiores das Américas, superou a expectativa dos organizadores com recorde de adesão para uma capital estreante. O Triar, grupo composto por Thales Luchesi, Ana Paula e Marcelo Martins, consagrou-se como o vencedor e recebeu como prêmio a oportunidade de assinar um dos ambientes da 23ª edição da CasaCor Minas. Serão deles os projetos da Varanda e também da Bilheteria da edição mineira da mostra, que vai ser realizada entre os dias

A

12 de agosto e 17 de setembro em um prédio histórico integrante do Conjunto Arquitetônico da Praça da Estação. O grupo Elephant, formado por Rogério Lages, Elisa Raabe e Talita Soares, também se destacou na maratona e a direção da CasaCor Minas decidiu estender a premiação a ele, que agora também fará parte do time de profissionais da mostra. O Archaton Minas tem como objetivo revelar novas promessas do mercado de arquitetura e design de interiores, promovendo a conexão entre jovens recém-formados ou em vias de finalizar o curso e profissionais experien-

TIAGO SIMAS AMORIM/DIVULGAÇÃO

tes, além de aproximar os participantes das grandes marcas do setor. A maratona garantiu aos participantes a oportunidade de envolvimento em todas as etapas de execução de um projeto real. Das 184 inscrições completas e válidas, foram selecionadas, em uma primeira fase, as 30 melhores propostas. Na etapa seguinte, um time de mentores orientou os selecionados, dando todo o suporte necessário para o desenvolvimento dos projetos. Na última etapa, os dez finalistas apresentaram seus trabalhos para uma comissão julgadora, que escolheu os vencedores.

CONARTES ENGENHARIA/DIVULGAÇÃO

Empreendimento luxuoso está localizado no bairro Vila da Serra, em Nova Lima

Archathon surpreendeu com 184 inscrições válidas

VILA DA SERRA

SUSTENTABILIDADE

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condomínio Bordeaux Residence acaba de ser entregue pela Conartes Engenharia. O luxuoso empreendimento, localizado no Vila da Serra, em Nova Lima, na região metropolitana, possui uma completa área de lazer no estilo resort, em um terreno com 10 mil metros quadrados (m²), integrada com um paisagismo de aproximadamente 2.700 m² de área verde. O residencial possui churrasqueira, piscinas cobertas e descobertas, sauna a vapor com espaço de descanso, quadra poliesportiva, quadra de tênis de saibro coberta, amplo espaço fitness, dois espaços gourmet, dois salões de festas, home cinema, salão de jogos, espaços mulher e kids e playgrounds. O novo empreendimento oferece quatro opções de plantas, de 230 m² até 333 m², com quatro suítes. TETUM ENGENHARIA/DIVULGAÇÃO

ENGENHO NOGUEIRA

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a próxima terça-feira (13) a Tetum Engenharia, construtora do Grupo Somattos, promove um happy hour para cerca de 50 corretores para apresentar, em primeira mão, o residencial Moinhos do Vento, totalmente finalizado, localizado no bairro Engenho Nogueira, na região Noroeste da capital. O empreendimento está sendo entregue com alguns meses de antecedência, com toda a documentação liberada, áreas de lazer montadas e pronto para morar. Além disso, no primeiro ano os moradores poderão contar com o uso gratuito do aplicativo de administração inteligente de condomínio, o Somattos Connect. A tecnologia permite que o morador possa se comunicar com o porteiro e com o síndico por celular, podendo reservar o salão de festas, informar que está prestes a chegar ao prédio para entrar com mais segurança ou ainda contratar serviços pay per use, como lavanderia, pequenos reparos, limpeza e comida delivery, entre outros.

om 25 anos no segmento da construção de empreendimentos de alto padrão, a construtora EPO exibe em seu currículo a adoção de medidas sustentáveis em suas obras. De acordo com a engenheira de meio ambiente do grupo, Juliana Santos, a gestão de resíduos das obras tem início na concepção dos projetos. “Tudo é pensado para gerar cada vez menos descarte e reaproveitar o máximo. Os colaboradores também são capacitados e conscientizados para reutilizar e reciclar na própria obra”, destaca. No Edifício Marly Viana, no bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte, a EPO utilizou recursos sustentáveis do ecotelhado, com 700 metros quadrados (m²) de área verde no último pavimento. Essa solução melhora a sensação térmica e acústica do empreendimento e garante a melhor ocupação do terreno. EPO/DIVULGAÇÃO

Residencial Moinho do Vento está totalmente finalizado

MY MALL/DIVULGAÇÃO

STREET MALL

A

My Mall quer inaugurar um street mall em Ribeirão das Neves neste semestre

My Mall, que atua com incorporação, administração e operação de street malls em Minas Gerais, segue prospectando terrenos para abrigar esses centros comerciais a céu aberto. O próximo lançamento será no bairro Jardim Vitória, na região Nordeste de Belo Horizonte, com oito lojas destinadas ao setor de alimentação e dez lojas satélites. Haverá, ainda, três megalojas e 311 vagas de garagem. A empresa também pretende apresentar ao mercado, ainda neste semestre, um street mall em Ribeirão das Neves, na Grande BH. Outra novidade é o My Mall Street Ouro Preto, que será erguido na avenida Fleming, no bairro Ouro Preto, na Pampulha, e terá 2.385 metros quadrados (m²) de área bruta locável, duas lojas âncoras e dez lojas satélites.

Telhado ecológico do Edifício Marly Viana, que fica no Santa Efigênia


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pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 10 a 16 de junho de 2017

shopping CONSUMO CONSCIENTE> Espaço reúne mercadorias de pequenos produtores com preços acessíveis

Armazém oferece produtos veganos VEGAN CLUB/DIVULGAÇÃO

QUE TREM BOM/DIVULGAÇÃO

Novidade Loja acaba de ser inaugurada no bairro São Pedro, em Belo Horizonte

Pão de queijo da marca “Que Trem Bom”. É oferecido nos sabores tradicional, alho poró, ervas, tomate seco e goiabada VEG DELI/DIVULGAÇÃO

Muitas pes-

Felipe soas que deCastanheira

sejam passar a ter uma alimentação vegana, ou seja, sem qualquer tipo de ingrediente de origem animal, encontram nos preços um obstáculo para essa nova dieta. Atenta a este mercado, a publicitária Carolina Carvalho, 27, decidiu abrir o primeiro armazém desse tipo de produto em Belo Horizonte. A empreendedora conta que é vegana há dois anos e em 2016 passou a fazer marmitas voltadas para esse público. “Vi que não existiam muitos lugares para vender esse tipo de alimento, mas mesmo assim eu estava vendendo bem e aten-

dendo vários clientes. Então tive a ideia de criar uma loja na qual pudesse dar espaço para os produtores locais”, relata. Ela explica que as gôndolas e prateleiras serão alugadas para os fornecedores por R$ 50 ao mês. “A ideia de dar lugar aos pequenos fabricantes surgiu da necessidade de dar visibilidade a essas pessoas e fazer com que uma maior gama de produtos chegue ao consumidor com um preço menor”, explica. O empreendimento, batizado de Vegan Club, será aberto ao público neste sábado (10), com mercadorias de 30 produtores diferentes que não se restringem apenas aos alimentos. Também são oferecidos itens de higiene, vestuário e até mesmo ração para

cães e gatos. A estudante de veterinária Ana Luiza Leroy, 24, que faz barras de cereal para vender na faculdade e nos locais de trabalho de sua mãe e suas tias, aplaudiu a iniciativa. “Achei uma ótima ideia. São poucas as opções para esse tipo de comércio em Belo Horizonte. Vou colocar os cookies veganos que faço para vender”, diz. SERVIÇO Vegan Club Endereço: rua Major Lopes 240, São Pedro, Belo Horizonte, Minas Gerais. Inauguração: Dia 10 de junho, de 12h às 18h. Funcionamento: segunda a sexta de 10h às 18h e sábados de 09h às 14h.

Já a médica Clarissa Silva Ribeiro, 26, que não é vegana, conta que sempre busca esses produtos, mas vivencia a dificuldade de encontra-los. Ela acredita que a iniciativa vai ajudar a aumentar o número de adeptos. “As pessoas estão em busca de uma vida mais saudável, estão aprendendo a ler os rótulos e a saber como as coisas industrializadas fazem mal”, descreve. Clarissa também destaca a facilidade de encontrar as mercadorias em um mesmo lugar. “Na maior parte das vezes temos que ir em lojas que não são especializadas, que não têm muitas opções e ainda possuem os preços altos. Então, o Vegan Club vai ajudar muito por tudo estar em um só ponto”, afirma.

Palha Italiana da Veg Deli. Feita com os seguintes ingredientes: leite de soja, açúcar, biscoito maizena e cacau em pó PROVENÇAL/DIVULGAÇÃO

Geleia de Mexerica & Manga da Provençal. Não possui conservantes, gelificantes nem corantes artificiais


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WEvento. Queijo artesanal mineiro é destaque na serra da Piedade . Página 10 AGLIBERTO LIMA/ESTADÃO CONTEÚDO

WCasal Mil. Tiradentes é uma cidade para se descobrir sem pressa. Página 12 pampulha

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BELO HORIZONTE Sábado 10/6/2017

Do cacau ao relax

No sul da Bahia, Ilhéus movimenta o turismo com resort, chocolate e personagens de Jorge Amado Páginas 4 a 8


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paulo campos paulocampos@otempo.com.br

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Estados Unidos e Canadá em dez roteiros A operadora CVC realizou um evento de capacitação dos destinos Estados Unidos e Canadá em sua sede, na rua Inconfidentes, na Savassi. O evento foi direcionado para os agentes mul-

timarcas e as lojas credenciadas da CVC em Minas Gerais. Segundo Breno Pádua, gerente de produto internacional da operadora, o objetivo foi tirar dúvidas sobre os roteiros exclusivos da “Sé-

rie Conquistas” para os dois destinos da América do Norte. A CVC oferece exclusivamente para passageiros brasileiros dez roteiros para as costas leste e oeste dos dois países, todos com guia local

falando português. Esses tours têm várias saídas 100% garantidas ao longo do ano. Entre os roteiros estão Leste Canadense (Toronto, Montreal, Niagara Falls e Quebec), Canadá de Costa a Costa,

Califórnia e Havaí, Nova York combinada com Washington e Orlando ou com Califórnia e Las Vegas. Há, ainda, a possibilidade de mesclar Leste Canadense com Nova York.

check in/ W check out Um ano em Macaé (I) O Ramada Plaza Macaé completa um de operação com bons índices de ocupação. A cidade fluminense, conhecida mundialmente pelo segmento de óleo e gás – ali tem uma plataforma da Petrobras, – agora aposta no turismo de lazer.

FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Um ano em Macaé (II) Macaé tem mais de 20 km de praias, boa rede de serviços com shoppings e restaurantes, uma região serrana cercada de Mata Atlântica com riachos e cachoeiras, e a possibilidade de prática de esportes de aventura, como surfe e kitesurfe.

Um ano em Macaé (III) Fabiane Cota (Master), entre Thiago Benfica e Breno Pádua, da CVC, responsáveis pelo evento

Janaína Ramalho (Belvitur), Marlene Rodrigues (NSA), Mariana Piriz (Enos) e Denise Pereira (ABC)

Renata Nunes, Leonardo Antunes, Shirlene Simões e Marcus Vinícius Simões, das lojas CVC

Á frente da gerência do Ramada Macaé está Eduardo Ragassi (foto). Ele atribui os bons resultados da ocupação ao crescimento do turismo de praia na região. “Os turistas estão começando a descobrir as belezas naturais de Macaé”, afirma. EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Gustavo Feu (Viver), Zebina Fontes (Fontes), Cecília Correa (Multitour) e Rebeca Mourão (Especiarias)

A equipe da CVC: Breno Pádua, Emanuel Coelho, Élcio Cattin (TPI), Viviane Jales e Thiago Benfica

Também das agências CVC Pedro Castro, Bárbara Oliveira, Ednaldo Menezes e Reginaldo Oliveira

personagem da semana

Parceria ARQUIVO PESSOAL

O Grupo Master diversificou muito suas atividades ao longo dessas três décadas. Quais os segmentos que vocês atuam hoje?

Fernando Dias,

A Master Turismo atende clientes corporativos, de grande, médio e pequeno porte, além de oferecer turismo de lazer e realizar eventos personalizados. É uma empresa que se relaciona com todo o mundo e por isso possibilita condições comerciais exclusivas. Seu principal diferencial está no atendimento ao meio corporativo, com soluções personalizadas de alcance global.

presidente do Grupo Master Turismo, fala dos momentos que viveu a empresa nas últimas décadas. A Master completou 30 anos em fevereiro último e já apareceu em um ranking da revista Exame PME/Deloitte como a maior agência de Minas Gerais. Apesar da crise, ela continua reinventando-se e inovando para enfrentar os novos tempos e a concorrência

A Master Turismo faz 30 anos em 2017. Como o senhor resumiria essa trajetória?

A agência sempre esteve na vanguarda. Com postura firme no mercado, a Master Turismo procurou modernizar-se, melhorar sua gestão, trabalhar a governança corporativa e trazer novidades. É uma empresa atual, que se reinventa a cada dia e se adapta às mais variadas situações para prosseguir inovando.

Nesses anos, qual foi o momento mais feliz e o mais difícil?

Em 30 anos, tivemos muitos momentos para comemorar e vários desafios para superar. Um destaque positivo foi a Master Turismo ser considerada, em 2015, pela sexta vez, a maior agência de viagens de Minas Gerais no ranking elaborado pela consultoria Deloitte e publicado pe-

la revista “Exame PME”. Foi listada também como uma das 200 pequenas e médias empresas que mais crescem no país. Naquele ano, o crescimento foi de 22,39% na receita líquida. Esse é um marco, porque a Master é a única agência de turismo de Minas Gerais a constar no ranking da Exame/Deloitte desde o início até hoje.

Quais as vantagens e as desvantagens de ser uma empresa familiar?

A confiança mútua, os interesses comuns, a permanência de valores e a referência para os públicos tanto interno quanto externo são algumas vantagens do parentesco. Entre as desvantagens, creio que estão mais dificuldade para seguir regras quanto à gestão e separar a vida pessoal da profissional.

Quais foram, na sua opinião, os destinos que mais cresceram nesses 30 anos?

Esse crescimento depende muito do momento que o Brasil vive. Em geral, entre 2002 e 2012, o brasileiros optaram por destinos internacionais. Após esse período, a preferência dos viajantes foi por passeios dentro do país, em especial, pelo Nordeste e cidades da região Sul. Atualmente, cresce o bleisure travel (viagens de trabalho associadas a lazer), que inclusive tem-se tornado um estilo de vida. As pessoas estão viajando a trabalho e aproveitando para passear, acrescentando, muitas vezes, um ou dois dias à estadia. É um público que deve ser observado já que no Brasil, de acordo com dados do Ministério do Turismo (MTur), o percentual de crescimento de viagens a trabalho foi de 400% de 2005 a 2015. Além disso, uma das tendências do segmento de lazer é o impul-

so na mudança da forma de viajar, que consiste na vivência do destino, e não só na visita.

O mundo mudou de 1987 para cá. Como a Master está preparando-se para enfrentar a concorrência da OTAs e os novos tempos?

Estamos em constante adaptação. Quem não se transforma, não se inova, não acompanha as mudanças, não sobrevive. Esses 30 anos de excelência e credibilidade na área de turismo foram construídos na base de muitas modificações, principalmente diante de tantas incertezas econômicas e políticas que o mundo globalizado proporciona, sobretudo o Brasil. E especialmente em função das transformações proporcionadas pela tecnologia. E é isso que vamos continuar fazendo, inovando para sempre oferecer a melhor experiência para nosso cliente. Tudo personalizado, como ele necessita.

O Trem da Vale – que liga Ouro Preto a Mariana – é o mais novo parceiro da Associação Circuito do Ouro e compõe a Rota Histórico-Cultural do roteiro Entre Cenários da História. O trem funciona às sextas, sábados, domingos e feriados.

Garota Super Suelem Amorim, vencedora da edição do concurso Garota Super 2016, e o namorado Samir Haun voltaram do Iberostar, na Praia do Forte, elogiando a estrutura do resort e o zelo com que a Interpool Viagens, de Paulinho Testa, cuidou da operação de sua viagem-prêmio. ARQUIVO PESSOAL

Quais são as novidades da Master para os próximos anos?

O Grupo Master acaba de lançar uma nova linha de produtos, a Longitude 9, um catálogo com roteiros diferenciados pela Europa. Voltada para a classe A, essa nova linha de negócios traz circuitos personalizados, propostas de passeios para pequenos grupos e serviços exclusivos, com experiências únicas, como por exemplo, dirigir uma Ferrari em Maranello ou tomar um chá no deserto ao passar pelo Marrocos.


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Jorge Amado

Casa com livros e pertences Sobre a personagem Gabriela, conta o guia que ela foi inspirada em Maria de Lourdes do Carmo Maron, funcionária do bar Vesúvio. Na novela da Globo exibida em 1973, Sonia Braga subia para pegar uma pipa e escandalizava a cidade. A casa onde morou Jorge Amado (foto) também guarda uma história interessante. O pai do escritor, João Amado de Farias, teria ganhado 100 contos de reis na loteria (equivalente R$ 25 milhões) e comprado terreno para sua construção. KAROL BORGES/DIVULGAÇÃO

Bataclan

Da antiga casa só as paredes No centro histórico, uma das principais atrações é o Bataclan, antigo bordel comandado por Maria Machadão. Após anos de abandono, o lugar foi restaurado em 2004 e hoje é um centro cultural. A casa abriga um restaurante no térreo com palco inspirado no antigo bordel e um pequeno museu no segundo andar, com fotos antigas da cidade e reprodução do quarto da famosa cafetina.

turismo

Ilhéus

De Gabriela ao

Vista de Ilhéus, com a Catedral de São Sebastião em destaque

chocolate de origem gourmet No sul da Bahia, na Costa do Cacau, cidade revela a história dos coronéis e das fazendas cacaueiras que inspiraram obra de Jorge Amado

chocolate a vinhos produzidos com o fruto. Lojinhas no centro histórico, como a Cheiro de Cacau, conquistam os visitantes com pequenas degustações.

Gabriela e Jorginho Paulo Campos

paulocampos@otempo.com.br

Ilhéus cresceu à sombra do cacau e dos coronéis. O cacau é hoje produto turístico – na região, produtores comercializam um produto com Denominação de Origem (DO). Os coronéis, por sua vez, ajudaram a perpetuar lendas e imprimiram suas marcas na história e na arquitetura da cidade. O Ciclo do Cacau – que foi tão importante quanto o Ciclo da Borracha, na Amazônia – durou de 1930 a 1990, quando a praga vassoura-de-bruxa, causada por um fungo, destruiu as lavouras e colocou fim ao período de prosperidade, levando à falência antigos coronéis. Contornado o problema, Ilhéus transformou o cacau em produto gourmet, turístico. A partir de

Tour em Ilhéus Operador: Ertour (www.ertour.com.br) ou (73) 3633-5333 Saída:: às 8h e retorno às 15h Preço: R$ 50

Ilhéus foi fundada em 1534 e elevada à cidade em 1881; tem o mais extenso litoral entre as cidades baianas então, empresários trabalham para o destino ser reconhecido por seu chocolate de origem, fino e selecionado, com alto grau de pureza.

Fazendas de cacau Hoje, um dos programas oferecidos pelos receptivos locais, como a Ertour (www.ertour.com.br), são as visitas guiadas às fazendas de cacau para se conhecer o processo de produção do chocolate, da colheita na lavoura à degustação. As lojas que comercializam o produto também proliferaram e vendem um pouco de tudo, do pó de

O responsável pela fama de Ilhéus mundo afora foi o escritor Jorge Amado, que ambientou na cidade baiana tramas como “Terras do Sem Fim” (1943), “São Jorge dos Ilhéus” (1944), “Gabriela Cravo e Canela” (1958) e “Tocaia Grande” (1984). Hoje, Gabriela e Jorginho são mascotes de Ilhéus. O escritor e sua famosa personagem também são o motivo de um roteiro guiado que passa por cenários do romance “Gabriela” Cravo e Canela”, como o bar Vesúvio, em processo de restauração, e o Bataclan, antiga “casa de tolerância” frequentada pelos coronéis. O tour serpenteia as ruas estreitas do centro histórico, dura uma manhã inteira (ou uma tarde, se preferir), com passagem por pontos turísticos como a igreja Matriz de São Jorge dos Ilhéus e o Palácio Paranaguá, como se propusesse uma viagem no tempo.

GABRIEL CARVALHO/SETUR-BA/DIVULGAÇÃO

Em estilo neoclássico, o Palácio Paranaguá, de 1907, abriga hoje a prefeitura GABRIEL CARVALHO/SETUR-BA/DIVULGAÇÃO

JOÃO RAMOS/SETUR-BA/DIVULGAÇÃO

Litoral de Ilhéus: quase 100 km de belas praias Réplica do quarto de Maria Machadão, no segundo andar do Batachan, o famoso bordel do auge do Ciclo do Cacau


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GABRIEL CARVALHO/SETUR-BA/DIVULGAÇÃO

GABRIEL CARVALHO/SETUR-BA/DIVULGAÇÃO

O patrimônio histórico de Ilhéus está abandonado, descaracterizado, com placas que poluem as fachadas Na avenida Jorge Amado, funciona o principal centro de artesanato da cidade

Um percurso histórico maltratado, porém curioso O tour histórico começa pelo Convento da Piedade, na parte mais alta, que mantém parte do mobiliário importado da França, hoje museu e instituto de educação com as quatro freiras da irmandade das ursulinas. De lá, um mirante, em frente ao Palácio Episcopal, vislumbra as praias e o centro histórico. Na parte baixa, o ponto de partida da visita guiada é a igreja Matriz de São Jorge dos Ilhéus, a construção mais antiga da cidade, inaugurada pelos jesuítas em 1556. Corre a história de que Misael Tavares, na época o coronel mais rico da região, comprou um carregamento de pedras portuguesas por

uma fortuna para calçar a rua em frente à paróquia para o casamento da filha. Do outro lado da rua está o imponente casarão onde morou Tavares (1922). Outro palacete curioso no percurso, pertencente à família Barbet de Castro, é réplica fiel do Palácio do Catete, no Rio. Depois, a visita se estende até o casarão onde residiu outro coronel, Antonio Pessoa, e o Palácio Paranaguá, sede da prefeitura, e ao clássico edifício da Associação Comercial. Paranaguá, erguido em 1907 pelo coronel Adami de Sá sobreasruínas do ColégioJesuíta, é um dos poucos prédios conservados de um conjunto extremamente descaracteri-

zado, com enormes placas poluindo as fachadas. Da praça J.J. Seabra, pega-se o calçadão Jorge Amado em direção à catedral. No caminho, parada na casa onde o escritor morou com a família até os 18 anos e escreveu seu primeiro livro, “No País do Carnaval”. Poucos passos à frente está a praça Dom Eduardo coma catedral deSão Sebastião e o bar Vesúvio. De frente para o antigo porto, o Bataclan é hoje um restaurante a quilo que mantém da construção original apenas as paredes de pedra. No passado, o lugar foi comandado com mão de ferro pela meretriz Maria Machadão.


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Tailândia (I)

Grupos especiais Há 13 anos no mercado oferecendo experiências de viagens, a agência Mundos e Rumos lançou mais um de seus grupos exclusivos. Em outubro, a agência mineira oferece um roteiro perfeito para a Tailândia, com acompanhamento desde Belo Horizonte. As vagas são limitadas. FLÁVIA MONTEIRO/AGÊNCIA O GLOBO

turismo

Hospedagem

Bom para pequenos e ótimo para as grandes famílias Cana Brava, a 24 km de Ilhéus, é boaopção para famílias comcrianças; resorttemparceria com receptivos locaispara organizar os passeios Paulo Campos

paulocampos@otempo.com.br

Tailândia (II)

Roteiro de 11 noites O pacote da Mundos e Rumos inclui aéreo (voando Emirates), traslados, 11 noites de hospedagem com café da manhã (três em Bancoc, duas em Chiang Mai, três em Phi Phi e uma em Pluket), nove refeições (bebidas não incluídas) e passeio em ônibus de luxo com guia. FLÁVIA MONTEIRO/AGÊNCIA O GLOBO

Tailândia (III)

Saída no dia 29 de outubro O pacote para a Tailândia custa a partir de US$ 4.398 (ou R$ 14.821), podendo ser parcelado em 10 x de US$ 439,80. A saída é no dia 29 de outubro, com retorno em 9 de novembro. Informações e reservas pelo telefone (31) 3596-6296 ou site www.mundoerumos.com.br.

O que todos os pais sonham nas férias é ir para um lugar onde não precisem ter preocupação com os filhos, principalmente se forem pequenos. Nesse quesito, o Cana Brava All Inclusive Resort é uma solução para esse “problema”. O resort baiano é conhecido exatamente por ter a melhor infraestrutura e programação para crianças. É, na verdade, um resort familiar, econômico, na Costa do Cacau, no sul da Bahia, a cerca de uma hora de avião da capital mineira. O Cana Brava tem tudo aquilo o que os outros similares têm e algo a mais: áreas inteiras dedicadas a crianças, como uma baby copa 24 horas inteiramente reformulada para as mães prepararem refeições e com papinhas inclusive já prontas; o recém-inaugurado Clubinho do Sol, uma área de diversão coloridíssima com piso antiderrapante; atividades diversas; brinquedos como pula-pula, piscina de bolinha, cama elástica e escorregador; e até um cinema que oferece duas sessões diárias. Mas não é só isso. Entre os equipamentos novos está um spa voltado para o público de 5 a 11 anos, que oferece cuidados com o ros-

to, as mãos e os pés, além de massagens relaxantes. Há ainda piscinas só para crianças e um brinquedão aquático recém-instalado na piscina central, a atual coqueluche dos pequenos, com quatro escorregadores, roda d’água, baldes que entornam quando enchem de água e outros mecanismos que espirram água em todas as direções.

Jantar temático O diretor comercial do Cana Brava, Rafael Espírito Santo, explica que o resort tem essa pegada familiar. Na área de recreação infantil, por exemplo, é um monitor para cada dez crianças. Eles têm até um jantar temático preparado todos os dias, a partir das 21h, feito especialmente por nutricionistas. Sem essa história de comidinha com hambúrger

Os resorts brasileiros cresceram, em média, 21% em ocupação no último ano, segundo dados da Resorts Brasil

JUSTIN MOTT/THE NEW YORK TIME

Apartamento Luxo com vista para o bem-cuidado jardim e varanda com rede

e batata frita, mas algo mais lúdico e saudável. A tarefa, segundo Espírito Santo, é permitir aos pais um pouco mais de descanso. Na alta temporada, a equipe de recreação se desdobra das 10h da manhã até as 22h. Crianças com menos de 5 anos só podem participar de algumas atividades da programação se acompanhadas pelos pais ou por babás, que podem ser contratadas na recepção. Entre as brincadeiras estão gincana entre pais e filhos, homem-bala, torta na cara, caminhada ecológica, concurso do refrigerante, pega-pega corrente, resgate, circuito, caça ao tesouro, choco bingo e outras mais.

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Para saber mais sobre o Cana Brava All Inclusive Resort, acesse

Brinquedão: uma ducha gigante de alegria para as crianças

Acomodações Atualmente, o Canabrava conta 268 acomodações e capacidade para 850 hóspedes. Elas são divididas em apartamentos standard e luxo, chalés standard, family e master, alguns deles passando por um processo de revitalização. Seis apartamentos foram adaptados para portadores de deficiência. As acomodações foram pensadas para famílias com filhos. O chalé Family comporta até três adultos e duas crianças. Já o chalé Master tem quarto, sala e varanda, localizados próximos à piscina e com bela vista para o mar. Reformulada, a Baby Copa traz conforto para as mães com crianças de colo


turismo

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FOTOS CANA BRAVA RESORT/DIVULGAÇÃO

Vista aérea do Cana Brava, um pé na areia com seu próprio lago

Sem grandes luxos, mas com bom serviço Emoldurado por coqueiros, fontes de águas minerais e uma praia praticamente privativa, o Cana Brava é obra de um empresário baiano, que adquiriu em 1988 uma área próxima de Ilhéus para transformá-la em um produto de hospedagem. O layout inicial era de uma minicidade. De lá para cá, a ideia foi perdendo força, e o resort se modernizou para atender as novas demandas. Hoje, posicionado numa faixa mais econômica, o Cana Brava entrega tudo o que o viajante espera de um resort, sem grandes luxos, mas com bom serviço. É um resort compacto, onde o hóspede não terá que caminhar muito para chegar ao quarto, à piscina ou ao restaurante. Dois diferenciais saltam aos olhos no Cana Brava: o bom custo-benefício e o sistema all inclusive, que começou a funcionar em 2012. Estão incluídos na diária todas

as refeições e também os petiscos no restaurante à beira da praia, os rodízios de pizza até as 23h, os quisoques com acarajé e tapioca e os lanches durante a madrugada. Para o próximo ano, será inaugurado um novo restaurante, Coco Dendê, especializado em frutos do mar, que funcionará com reservas antecipadas. Para 2018 também está programada a construção de uma terceira área de piscina. Recentemente, o resort baiano inaugurou sua segunda piscina, um pouco mais zen que a central, ou seja, um lugar mais tranquilo para se ouvir uma MPB enquanto se beberica um drink ou se lê um livro com conforto nas espreguiçadeiras. Mais zen ainda é aproveitar a jacuzzi e as massagens relaxantes em tendas armadas em três lugares diferentes do resort – de frente para a praia, no coreto ou atrás da academia.

Quem leva Aéreo: Azul Linhas Aéreas Informações: www.voeazul.com.br Frequência: O voo diário decola do aeroporto de Belo Horizonte/Confins às 13h45 e aterrissa em Ilhéus às 15h10 Preço: A partir de R$ 763,39 (válido para segunda quinzena de julho) Operadora: Latam Viagens Informações e reservas: Promoção válida para as lojas do BH Shopping (31) 3286-3999, Diamond Mall (31) 2533-0933, Boulevard (31) 2515-3310 e Minas Shopping (31) 3245-5718 Pacote: Inclui aéreo e três diárias em ap. duplo standard no Cana Brava All Inclusive Resort Preço: A partir de 10x de R$ 221,01 Período: De 22 a 25/11


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turismo FOTOS PAULO CANPOS

Rio do Braço

As ruínas da igreja de São Sebastião

De ruínas a projeto turístico-cultural Quarta geração de uma famíliadecoronéis restaura erecupera sítio históricobaiano porumcompromisso familiarde manter viva a memória da culturado cacau Lucas Kruschewsky e o cacau orgânico

Paulo Campos

paulocampos@otempo.com.br

Mal desci da van do receptivoErtour,eamesajáestava pronta para me receber com iguarias da culinária local, como moqueca de dourado, carne de sol ao molho delaranja, pastéisapimentados e galinha caipira. O lugar que se transformou em restaurante e espaço para eventos era a ruína de uma antiga estação ferroviária. Quem nos recebe com sorrisolargoéLucas,daquarta geração da família Kruschewsky, que tomou para si atarefaderecuperarovilarejo de Rio do Braço e transformá-lo em um produto culturaleturístico,umsonho“que nãotemapoionempoderpúblico, nem do privado”. A primeira atitude de Lucasfoiadquirir aruína daantigaestação detrem, inaugurada pelos ingleses em 1911 para ligar Ilhéus a Conquista e desativada desde 1964, para restaurar com as pró-

prias mãos e abrir um restaurante rústico com móveis de madeira de demolição, paredes de tijolos marrons, telhas lavadas à mão e janelas com trilhos como moldura. A decoração é simples, mascharmosa,comumgigantesco livro de registro, fotos antigas nas paredes, da época em que Rio do Braço ainda era uma vila habitável, e estandartesde santos, comosão Sebastião e são Jorge.

Arraial junino Se você der sorte de visitar Rio do Braço agora em junho, poderá participar de um arraialcom forró,violeiros,dança, bandeirolas e comida típica. A Praça Junina, que acontece todos os fins de semana a partir de hoje, simboliza para Lucas a arrancada de um projeto que está chamando a atenção dos locais pelo ineditismo e pela ousadia. O próximos passo é buscar parceria para a recuperação do sítio histórico, composto ainda por uma vila com 25 ca-

Cacau orgânico Cabruca. Em Rio do Braço, Lucas Kruschewsky criou produtos turísticos, como a trilha que leva à lavoura cacaueira e degustações de chocolate. Ao retomar a antiga atividade da família, ele mudou o modo de produção para fazer um cacau orgânico, de qualidade gourmet. A diferença desse cacau é que, além de não usar agrotóxico, Lucas utiliza o sistema cabruca, no qual os pés de cacau são plantados no meio da Mata Atlântica, para aproveitar a sombra das árvores nativas.

Rio do Braço foi cenário do filme ‘Os Deuses e os Mortos’ (1970), de Ruy Guerra, e da novela ‘Renascer’ (1993), de Benedito Ruy Barbosa Casario histórico da vila de Rio do Braço, que já teve cerca de mil habitantes

sas, pelo esqueleto da antiga igreja de São Sebastião e por um chafariz. “A fachada da igrejinha está quase pronta. No próximo dia 23, vamos inaugurar o telhado”, afirma. A ideia é utilizar o templo para cerimônias de casamento.

Rio do Braço já teve pousada, cartório e até delegacia. Na época áurea, chegou a ter mil habitantes. Mas o lugar viu no fim dos anos 80 a vassoura-de-bruxa devastar plantações de cacau, acabar com o emprego e transfor-

mar o vilarejo em uma cidade-fantasma. “Estamos no berço do cacau”, salienta Lucas Kruschewsky. No núcleo da vila, Lucas ainda pensa em fazer uma pousada de experiência, um museu, desenvolver um pro-

jeto educacional para crianças e criar produtos turísticos, como passeio de caiaque e observação de pássaros. “Temos uma gama de possibilidades para trabalhar”, comenta.

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Acesse www.estacaoriodobraco.com.br


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte 10 de junho de 2017


W10 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de junho de 2017

turismo SÉRGIO MOURÃO/DIVULGAÇÃO

Pesquisa

Festival gastrô

Primórdios da cozinha mineira

Queijo mineiro na serra da Piedade O evento acontece hoje e manhã, além do dia 25,com degustaçãoe harmonizaçãode produtos curados decincoregiõesprodutorasdoEstado Da redação Neste sábado e domingo, o queijo artesanal mineiro será o destaque no Festival de Gastronomia Mineira, realizado no Santuário Nossa Senhora da Piedade, em Caeté. O público poderá conhecer, gratuitamente, os produtos de cinco regiões queijeiras do Estado: Canastra, Salitre, Serro, Araxá e Cerrado. O festival, que se repete no próximo dia 25, é uma iniciativa da Arquidiocese de Belo Horizonte com o objetivo de apresentar ao público uma rique-

za gastronômica que se perdeu no tempo: os queijos artesanais curados à base de fungos de caverna, uma técnica utilizada por frei Rosário no século passado. O evento tem a participação do Senac, responsável pelos estudos de harmonização e uso desses produtos na gastronomia. O método de maturação do queijo foi recuperado por meio do projeto Primórdios da Cozinha Mineira, que visa resgatar os costumes alimentares centenários da região entre os santuários do Caraça e da serra da Piedade, explica a espe-

Santuário na serra da Piedade, a 1.746 m de altitude

cialista em pesquisas gastronômicas do Senac Vani Pedrosa. Segundo ela, o sistema de produção é o mesmo em todas as regiões participantes, mas cada uma agrega seu “terroir” ao produto. “O que vamos revelar neste fim de semana é resultado de um trabalho de vários anos, que envolve a pesquisa da famosa técnica de frei Rosário. Esses queijos serão apresentados ao pú-

blico e analisados por especialistas do Senac e outros convidados”, explica.

Programação Hoje, às 9h30, o público poderá conhecer os queijos e acompanhar a explicação sobre a técnica de cura. Já amanhã e no dia 25, às 10h30, haverá degustação de diversas combinações desses produtos com outros alimentos.

“Faremos a harmonização com doces, mel regional e cafés”, adianta Vani, acrescentando que o evento terá a participação de especialistas em gastronomia, chefs, acadêmicos, críticos e comerciantes.

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O Festival de Gastronomia Mineira será realizado no Espaço Dom João Resende Costa, no Santuário Nossa Senhora da Piedade, no alto da serra da Piedade. Mais informações pelo telefone: (31) 3651-6335.

Para preservar os hábitos, técnicas e produtos alimentícios dos primeiros habitantes de Minas, o Senac, por meio de atividade de extensão com os alunos do curso de gastronomia, participa da pesquisa desenvolvida pelo Santuário do Caraça: Primórdios da Cozinha Mineira. O estudo, realizado no recorte territorial entre as serras da Piedade e do Caraça, abrange nove pilares: queijaria e horta histórica; pomar histórico; farinhas antigas, pães e quitandas; receitas tradicionais; doçaria; bebidas alcoólicas, cafés e chás; carnes e derivados; ambiente, utensílios e técnicas. DOUGLAS MAGNO


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W12 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de junho de 2017

Viagens para casal FOTOS MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO

Ruas centenárias convidam a passear a pé

Cidade mantém clima bucólico

Tiradentes: histórica e acolhedora Tiradentes é uma importante cidade histórica de Minas Gerais, localizada perto de São João del Rei, a 190 km de distância de Belo Horizonte (a viagem dura cerca de três horas). Ficamos apenas um fim de semana, mas sugerimos permanecer por pelo menos quatro dias para conseguir aproveitar tudo (ou quase tudo) que a cidade oferece. Acredite, Tiradentes tem muitos lugares para conhecer, muitos restaurantes para saborear, muitas vistas para apreciar e muitas experiências para viver! Ao chegarmos, fomos direto descarregar as malas. A pousada escolhida foi a Alecrim (www.alecrimpousada.com.br), um lugar mágico! Totalmente rústica, bem ao estilo da cidade, charmosa em seus adornos e detalhes. Afastada do centro, sem nenhum barulho externo, o que proporciona a tranquilidade do interior. Pedi duas cervejas para brindarmos o fim de semana que estava começando,

quando, para minha surpresa, a proprietária responde que eu poderia abrir a geladeira, pegar o que quisesse e depois anotar o número do quarto em um papelzinho. Mais em casa impossível! Em Tiradentes, o melhor roteiro é não ter roteiro. Experimente caminhar, passar pelos becos, tudo sem pressa. Passeávamos conhecendo bares, restaurantes e lojas. Paradas estratégicas nos principais pontos turísticos, como a Matriz de Santo Antônio e o Museu da Liturgia, são obrigatórios para as tradicionais fotos. Eu sou mais comedido, já a Lu vai entrando onde tem porta aberta; esse

foi o diferencial do passeio. O primeiro lugar que entramos, conhecemos e nos apaixonamos foi o Marcas Mineiras Loja e Café (www. marcasmineiras.com.br). Ótimo para tomar uma cerveja, observando a brisa movimentar as folhas das árvores, ou um café no fim da tarde, sentindo aquele friozinho do interior chegando. Depois de caminhar e entrar em muitas portas, decidimos parar para comer um pão de queijo (programa bem mineiro) e nos deliciamos no Na Venda Pão de Queijaria. Estava maravilhoso! Já amamos pão de queijo, ainda mais com recheio

Lugares que nunca imaginávamos surgiam em nosso caminho. Jardins, gramados e lagos no meio de becos e ruas, como se fôssemos transportados para outra cidade

de bacon, calabresa, cebola caramelizada e tudo mais que uma verdadeira pão de queijaria oferece. À noite, jantamos no tradicional Atrás da Matriz (www.atrasdamatriz.com. br), especializado em peixes, massas e pizzas. O lugar não é famoso à toa: a comida é de primeira, há bons vinhos, o atendimento é excelente, e o preço um pouco salgado... Mas vale a pena! Ao ir embora, decidimos conhecer uma área nova da cidade, o Pátio Libertas, que fica fora do centro histórico, após a estação da maria-fumaça. Paramos no The Bus Pub, simplesmente o pub

mais bacana que já fomos! Bem londrino, o lugar fica dentro de um ônibus estacionado, com algumas mesas externas. Tem música ao vivo e é também uma burgueria. Tiradentes tem muitos lugares bacanas fora do centro histórico. Uma dica de lugar um pouco afastado da praça central, escondido em um beco, é o Biroska Santo Reis. O boteco fica na rua da Cadeia e serve cervejas artesanais exclusivas e tiragostos mineiros deliciosos. No último dia, visitamos o distrito Vitoriano Peixoto, carinhosamente conhecido como Bichinho. Bem pertinho, a 7 km de Tiradentes, o lugar é perfeito para um breve passeio, com diversas lojas de artesanato e decoração. O Tempero da Ângela, um tradicional restaurante mineiro, serve deliciosa comida feita no fogão a lenha.

W Marcas Mineiras Loja e Café: bom para saborear uma bebida sem pressa

Na Venda Pão de Queijaria, iguaria mineira tem diversas opções de recheio

Mateus Baranowsk e Luiza do Nascimento escrevem o blog Casal Mil (acesse www. casalmil.com.br) e viajam para destinos românticos para dar dicas a outros casais


W Teste. Novo motor 1.6 melhora desempenho do Renault Sandero. Páginas 16 e 17

UARLEN VALÉRIO

W Serviço. Aprenda a fazer seu carro ‘beber’ menos com dicas simples. Página 15 pampulha

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BELO HORIZONTE Sábado 10/6/2017

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História de vida

ao volante

Mulheres taxistas ainda convivemcom o preconceito, revela uma das profissionais mais antigas de BH; serviço temmaisdecemanosdeexistêncianacidade. Páginas 18e 19


W 14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de junho de 2017

interCâmbio

Raimundo Couto

raimundocouto@otempo.com.br

De grão em grão... Houve um tempo em que o sistema de consórcio no Brasil teve uma grande força de vendas e aqueceu, sobremaneira, o comércio, principalmente de automóveis zero-quilômetro, modalidade mais utilizada para os que queriam comprar um carro e não tinham como pagar à vista e nem submeter a juros do financiamento bancário. Inúmeras empresas especializadas surgiram no mercado, e, com a rapidez de uma epidemia, o sistema de compra de cota, como é o funcionamento do consórcio, se alastrou. No entanto, como tudo na vida, não há almoço de graça. Várias destas empresas agiram com má-fé, iludindo e ludibriando consorciados. É claro que do outro lado da moeda, sempre apareceram os “espertinhos” que acreditam

na “cota contemplada” a preço menor que normalmente seria o correto e acabaram ficando sem o dinheiro investido e sem o bem. Não devemos claro, colocar todos no mesmo cesto. Empresas idôneas acabaram sendo prejudicadas e, com a perda de credibilidade, alijadas do mercado. Hoje, existem algumas remanescentes daqueles áureos tempos, mas não são nem uma sobra do que foram no passado. É clara a preferência na opção pelos grandes bancos comerciais por parte daqueles que acreditam ser o consórcio uma forma de aquisição de um bem ou mesmo para forçar uma poupança. Mas existem empresas idôneas e de reconhecida competência que seguem oferecendo seus serviços. Como um novo público consumidor surge nos tem-

pos deste mundo cada vez mais acelerado, é sempre bom relembrar como funciona o mecanismo. O sistema de consórcios é considerado como “a arte de poupar em grupo”, pois se baseia na união de pessoas, físicas ou jurídicas, que formam uma poupança comum, destinada para a aquisição de bens móveis, imóveis e serviços, por meio de um autofinanciamento. Reunidos em um grupo, os consorciados passam a contribuir, por prazo determinado, com uma parcela destinada à formação desse fundo. Assim, o consórcio é ideal para quem não precisa imediatamente de um determinado bem ou serviço e pode aplicar uma parcela de sua renda que não será utilizada como despesa. Se você se encaixa nesse grupo, você tem o perfil de poupador e, logo, de um consor-

“Para quem gosta de planejar, não tem pressa, mas tem muita disciplina, o consórcio segue sendo uma segura opção para comprar um carro.”

ciado. Todos os participantes do grupo de consorciados têm o direito de utilizar parte da poupança comum, após serem contemplados por sorteio ou lance. No sorteio, de acordo com a disponibilidade em caixa, um ou mais participantes do grupo recebem sua carta de crédito no valor do plano a que aderiu, independentemente do número de prestações que tenha pagado. Ou seja, o sorteio define a ordem de recebimento do crédito, uma vez que todos os participantes receberão seus créditos até o fim do plano. A carta de crédito é o mesmo que um pagamento à vista. Isso aumenta o poder do comprador na hora de acertar o preço do veículo com o vendedor. Já o lance propicia ao consorciado concorrer à contemplação mediante antecipação de parcelas. De-

pendendo da disponibilidade, será contemplado o maior lance. A modalidade consórcio ocupa hoje o sexto lugar no ranking dos produtos financeiros mais procurados na internet. Mas é importante ter em mente que você não está adquirindo diretamente um carro, mas uma carta de crédito. Então, o planejamento para esse crédito é fundamental. Considere em seu orçamento o valor das parcelas, as taxas de administração e o fundo de reserva – que cobre uma eventual falta de recursos para crédito a todos integrantes. Para quem gosta de planejar, não tem pressa, mas tem muita disciplina, o consórcio segue sendo uma segura opção, desde que se pesquise o histórico da empresa escolhida para a compra da cota.

FOTOS MINI/DIVULGAÇÃO

Lançamento

Novo Countryman

Primeiros 150 compradores terão direito a revisões gratuitas

Modelo da Mini chega aoBrasil em trêsversões compreçoa partir de R$144.950, e motor 1.5biturbo, trêscilindros, de 136 cvde potência Igor Veiga O novo Mini Countryman já está disponível nas concessionárias da marca no país em três versões: Cooper (R$ 144.950), Cooper S (R$ 164.950) e Cooper S All4 (R$ 189.950) — esta última à venda desde

abril no mercado nacional. Recentemente, o SUV da Mini conquistou cinco estrelas no crash-test de segurança do EuroNCAP. Feito sobre a mesma plataforma do BMW X1, o Mini Countryman chega ao Brasil com duas opções de motor biturbo a gasolina: 1.5 três ci-

Carro traz seis airbags além de controles eletrônico de estabilidade

Acabamento interno do Mini Countryman é muito caprichado

lindros com 136 cv de potência), na versão de entrada, e 2.0, quatro “canecos” e com 192 cv, nas configurações Cooper S e S All4 (com tração integral 4x4). O câmbio é automático de seis marchas na versão Cooper, e de oito velocidades, também automático,

zonas, além de faróis full LED adaptativos e central multimídia touchscreen, entre outros.

nas outras duas opções do modelo. Desde a versão básica, o Countryman vem equipado com itens como: volante multifuncional e bancos revestidos em couro com ajuste elétrico e memória, sensor de estacionamento traseiro, arcondicionado digital de duas

Boas impressões Nesta semana, Super Motor teve a oportunidade de participar de um test-drive com o Countryman, de

BH até Ouro Preto. O novo SUV da Mini se mostrou bem confortável e ágil, seja na cidade ou na estrada. Com uma boa altura do solo, o carro encarou sem sustos 30 km de estrada de terra. E, ao fim da trilha, o corpo do motorista aqui não ficou cansado.


super motor

15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de junho de 2017

FORD/DIVULGAÇÃO

Serviço

Modo de dirigir pode influenciar e muito na média de consumo de combustível do seu carro

Mudança de hábitos O modo como você dirige pode fazer seucarro“beber” até 25% a maisde combustível; saiba como é possível reduzir essedesperdício Igor Veiga Estudos recentes realizados pelos engenheiros da Ford mostram que o estilo de direção pode influenciar em até 25% o consumo e o nível de emissões de um veículo. Por isso, talvez mudar a forma como você conduz o carro possa ser a garantia de economia de dinheiro e de tempo ao ter que parar menos no posto de gasolina. De acordo com os especialistas, dirigir suavemente é o primeiro passo para uma direção eficien-

te e mais econômica. Isso inclui acelerar mais devagar, frear mais cedo e evitar ficar mudando de faixa toda hora. Correr pode ser necessário, mas andar com o acelerador 100% pressionado é fatal, gasta mais combustível. “Dirigir a 90 km/h em vez de 100 km/h pode reduzir em torno de 10% o consumo”, orienta a Ford. Aquecer o motor antes de partir é uma bobagem que muita gente ainda faz e gasta combustível à toa. Os motores atuais não precisam de aquecimento. Ligue

o carro e parta imediatamente, de forma suave. Outro inimigo da direção econômica é o peso do carro. Quanto menos carga no porta-malas e na cabine, menor o gasto de energia na aceleração. Por isso, tente rodar o mais leve possível sempre, claro, mas sem retirar itens básicos do carro como macaco, triângulo e estepe. Transportar bagagem ou bike no teto também pode fazer o carro “beber” mais. Os objetos aumen-

tam a resistência ao vento. Se você viaja muito, tente levar os itens extras dentro do carro ou presos à parte traseira.

Ar-condicionado O consumo de combustível aumenta até 15% com o ar-condicionado ligado em baixas velocidades. Se não estiver muito quente, prefira a ventilação natural. Acima de 90 km/h, é melhor fechar os vidros e usar o ar. Não menos importante é rodar com pneus sempre

calibrados. Pressão inferior ou superior ao recomendado interfere e muito no consumo de combustível. O ideal é conferir a pressão do pneus pelo menos a cada 15 dias. Conforme o estudo da Ford, o ajuste correto do motor também pode representar uma economia média de 4% no consumo. O sensor de oxigênio merece atenção especial: se estiver com defeito, sua troca pode aumentar a autonomia do carro em até 40%.

Lubrificante Óleo do motor certo. Ainda na parte mecânica, é essencial estar atento à lubrificação do motor. Nunca se deve usar um tipo de óleo que não seja o recomendado pelo manual do carro. Rodar com óleo velho ou de outra especificação faz o carro ser ao menos 2% mais “beberrão”, dizem os especialistas..


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super motor

Desempenho

Avaliação

Com o novo motor 1.6 SCe, o Sandero ganhou uma notável melhora no desempenho, sobretudo nas retomadas de velocidade. Na aceleração de 0 a 100 km/h, o carro ficou quase 4s mais rápido. Além de 11% mais potente, o motor também oferece mais torque em baixa rotação graças ao duplo comando de válvulas variável na admissão. O câmbio manual de cinco marchas é digno, possui engates curtos e precisos.

Eficiência

LUIZ COSTA/AGÊNCIA LA IMAGEM

à moda francesa Com tecnologia start-stop e novo motor1.6 SCe, Renault Sandero é boa opçãopara quem busca um hatch maispotente e também econômico

MOISES SILVA

Acabamento Os encaixes são corretos, e os materiais aparentam qualidade. Mas nada de requinte: o uso de plásticos rígidos dominam o ambiente. A versão Dynamique vem com volante revestido em couro. Por R$ 1.200 extras, o dono pode ainda revestir os bancos parcialmente com o mesmo material.

Igor Veiga Em tempos de dinheiro mais curto, seja do jeito que for, é sempre bom economizar. E talvez essa seja a maior qualidade do Sandero equipado com a nova linha de motores SCe (Smart Control Efficiency) da Renault. De acordo com a marca francesa, o hatch ficou até 21% mais econômico graças a várias mudanças mecânicas feitas no carro.

A nova família de motores SCe chegou ao Sandero no fim do ano passado. Além do novo 1.0 de três cilindros, a marca trouxe para o carro o motor 1.6 SCe 16V, de quatro cilindros, com duplo comando de válvulas na admissão, injetores no cabeçote e outras novidades para garantir mais eficiência. No caso do 1.6, o bloco inteiramente feito de alumínio ficou 30 kg mais leve. A potência máxima do

Sandero 1.6 saltou de 106 cv para 118 cv, com etanol, um ganho de 11,3%. Com gasolina, a potência saltou de 98 cv para 115 cv, um aumento de 17,3%. O torque também é maior no novo motor: 16,0 kgfm, seja com gasolina ou etanol.

Economia e conforto Todas as versões contam agora com sistema start-stop, que desliga automaticamente o motor quando o veículo para em semáforo/congestionamento. E religa quando o motorista começa a pressionar o pedal da embreagem. O sistema pode ser ativado/desativado conforme a necessidade do motorista por meio de um botão à esquerda do

volante. O carro também tem agora direção eletro-hidráulica, mais leve para o motorista na hora das manobras. Outra evolução é a utilização de corrente de distribuição no lugar de correia, que dispensa a troca e garante baixo custo de manutenção. Super Motor avaliou a versão intermediária do hatch (Dynamique) com o novo 1.6 SCe, com câmbio manual de cinco marchas e preço a partir de R$ 54,3 mil. Além dos itens já citados nessa configuração, o hatch da Renault sai de fábrica equipado com ar-condicionado manual, vidros, faróis de neblina, travas e retrovisores externos elétricos, além de volante revestido em couro, rodas de liga leve aro 15, piloto automático e alarme, entre outros. Entre os opcionais, destaque para o sistema Media NAV com tela de sete polegadas sensível ao toque e navegador GPS, além de bancos revestidos em couro, ar-condicionado automático, além de sensor de estacionamento traseiro.


super motor

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MOISES SILVA

Conforto O hatch da Renault é confortável. Os bancos têm boa densidade, e a suspensão absorve bem a maioria dos buracos e das imperfeições da pista. Em dados momentos, o ruído do motor invade o habitáculo, o que indica que o isolamento acústico pode ser melhorado. É fácil encontrar a melhor posição de dirigir. O motorista conta com ajustes de altura do banco e da coluna de direção. Os retrovisores externos são elétricos. Há abertura interna do porta-malas e da tampa do tanque de combustível.

Consumo A economia de combustível talvez seja o maior trunfo do Sandero com o novo motor 1.6. Em nossa avaliação, com o sistema start-stop acionado e ar-condicionado ligado, o computador de bordo do carro marcou média de 12,2 km/L, com gasolina, sendo dois terços do percurso na cidade. De acordo com os testes do Inmetro, o modelo é capaz de fazer as seguintes médias, com gasolina: 11,8 km/L (cidade) e 12,8 km/L (estrada). Com etanol, são: 8,1 km/L (cidade) e 8,8 km/L (estrada).

Habitabilidade A oferta de espaço interno do Sandero é uma grande qualidade do hatch. Quatro adultos viajam folgados no carro, sem aperto nas pernas ou na cabeça, já que o teto tem boa altura. O porta-malas, com 320 L de capacidade, está entre os maiores da categoria. Há porta-objetos por todos os lados, mas os bolsões das portas são um tanto quanto rasos demais, o risco de algum item cair dele sem você perceber, é grande.

Com o novo motor 1.6 e o sistema start-stop, média de consumo e autonomia do Sandero surpreenderam

MOISES SILVA

MOISES SILVA

Visual do Sandero deve receber nova atualização em 2018

MOISES SILVA

Versão Dynamique não vem equipada com central multimídia MOISES SILVA

Ficha técnica Motor. 1.6 flex Potência. até 115 cv a 5.500 Torque. 16 kgfm a 4.000 rpm Peso. 1.055 kg Tanque. 50 L Porta-malas. 320 L

Design

Tecnologia

Desde seu lançamento, em 2007, o visual do Sandero recebeu algumas reestilizações. A última delas, feita em 2014, trouxe linhas mais elegantes e mais robustas ao hatch da Renault. Apesar de estar no mercado há dez anos, o visual do carro não aparenta sinais da idade. Em 2018, o modelo deve ganhar um novo face-lift de meia-vida, que inclusive já estreou na Europa por meio da Dacia, a subsidiária romena da Renault. Por lá, o Sandero ganhou novos equipamentos também.

O grande ganho da nova linha do Sandero é a tecnologia start-stop, com desligamento automático do motor nas paradas e nas partidas automáticas ao arrancar. Sem ele, o consumo do carro seria maior. A versão Dynamique traz alguns itens já em desuso como: comando satélite do som na coluna de direção, em vez de volante multifuncional. O rádio também é à moda antiga, com CD Player ainda. No entanto, traz porta USB, bluetooth e entrada auxiliar. O sistema Media NAV, com navegador GPS, só está disponível em versões mais caras. O ar-condicionado também não é digital. Controles eletrônicos de estabilidade e tração, só mesmo na versão com câmbio automatizado (chamado de Easy-R) do Sandero.


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super motor

História

Trajetória de coragem e sucesso na praça Na ativa há quase 40 anos, uma dastaxistas mais antigas deBelo Horizonte superadesafios e preconceitoaté os dias dehoje Alexandre Carneiro Quase 40 anos atrás, Maria da Penha Cruz, 62, já dirigia táxis por Belo Horizonte. Ainda hoje, conduz passageiros diariamente pelas ruas, ao volante de um sedã comprado apenas há alguns meses. Entre as 780 mulheres credenciadas na BHTrans para exercer essa atividade, em um universo de 12.852 motoristas, incluindo comissionados e titulares, ela é das antigas que ainda estão na ativa. Maria da Penha se tornou taxista em 1978, movida pelo desejo de melhorar de vida: “Eu era cobradora (de coletivo) e vi uma mulher dirigindo táxi. Então fui atrás do sonho”, explica. Porém, começar a exercer a nova profissão não foi nem um pouco fácil: “Quando comentei com um colega, motorista de ônibus, ele

me perguntou quem ia contratar uma mulher. E eu era pobre, não tinha dinheiro para comprar carro próprio. Táxi era coisa de homem”, pontua. De fato, após obter a habilitação e a licença, a motorista teve dificuldade para se colocar no mercado. “Fui procurar emprego em uma empresa de táxi e não quiseram me contratar; disseram que, por eu ser mulher, não iria conseguir passageiros (suficientes) para pagar a diária (do veículo). Mas depois consegui trabalho em outra empresa, e graças a Deus consegui pagar as diárias e tirar um dinheirinho”, relembra. Apesar das dificuldades, em 1982, Maria da Penha comprou seu primeiro carro, um Fusca. Daí em diante, foi consolidando-se na profissão, mas nem por isso deixou de enfrentar preconceitos. “Era comum as pessoas preferirem os homens. Hoje é bem mais

raro, porque há muitas taxistas, mas outro dia mesmo um passageiro não entrou no meu carro por eu ser mulher”, destaca. Com tantas dificuldades superadas, a veterana motorista não esconde o orgulho sobre sua trajetória profissional: “Criei dois filhos, que hoje têm curso superior, trabalhando na praça”. E nem por isso ela planeja deixar de trabalhar, ao menos no curto prazo. “Já sou aposentada, mas continuo dirigindo para ter uma renda extra”, conclui.

O que mudou Do passado, a taxista tem saudade do tráfego, que era mais desobstruído nas décadas anteriores: “O trânsito ficou muito estressante”, avalia. Ela também destaca o aumento da violência urbana na capital, que trouxe riscos para a categoria. “É uma profissão perigosa, eu mesma já sofri uma tentativa de assalto, com revólver”, conta. Por outro lado, ela considera que a evolução da indústria automobilística trouxe facilidades: “Os carros atuais, com ar-condicionado e direção hidráulica, tornaram o trabalho menos cansativo”, pondera.

Frota atual Características. Atualmente, Belo Horizonte é servida por um total de 7.332 táxis, segundo informações da BHTrans. Os veículos têm de ser renovados em um prazo máximo de cinco anos, mas a idade média da frota não passa de um ano e oito meses.

“Era comum as pessoas preferirem os homens. Hoje é bem mais raro, porque há muitas taxistas, mas outro dia mesmo um passageiro não entrou no meu carro por eu ser mulher”. Maria da Penha Cruz Taxista

COMISSIONADO

COMO SE TORNAR TAXISTA EM BH Pessoas físicas podem deter apenas uma permissão e um veículo. Já as pessoas jurídicas podem deter o mínimo de dez e máximo de 20 permissões na mesma categoria. Em ambos os casos, o veículo deve ser emplacado em Belo Horizonte Pessoas físicas, titulares, sócios e acionistas de permissionários pessoa jurídica não podem manter vínculo empregatício na administração direta ou indireta do município. A proibição inclui também terceirizados que prestam serviço à BHTrans Permissionários pessoa física, bem como titulares, sócios ou acionistas de permissionários pessoa jurídica, não podem deter nenhuma outra concessão, permissão ou autorização de serviço público

Para obter uma permissão de táxi em Belo Horizonte, é preciso participar de um processo licitatório; o último ocorreu no ano passado

Para trabalhar como condutor auxiliar, é preciso ter Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias B, C, D ou E, com a observação “Exerce Atividade Remunerada”. Não é possível se cadastrar com a Permissão Para Dirigir (PPD). O interessado precisa ter também conta de e-mail pessoal, prova de quitação sindical, título de eleitor, certidão de quitação eleitoral, certificado de reservista, comprovante de residência e inscrição no INSS como autônomo na função de motorista ou taxista É preciso ter também um certificado de conclusão do curso de formação profissional para taxista emitido pelo Sest Senat (unidades Serra Verde, Contagem ou Jardim Vitória) ou Centec São necessárias ainda certidão negativa da Justiça Federal e certidão criminal negativa estadual e do Juizado Especial. Toda a documentação deve ser apresentada à BH Trans

CONDUTOR AUXILIAR DO SERVIÇO DE TRANSPORTE POR TÁXI

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO


super motor UARLEN VALÉRIO

19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de junho de 2017

ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO

Recall Praça da Estação em 1930: táxis esperavam passageiros que chegavam de trem à capital

Toyota convoca Corolla A Toyota anunciou um recall para 9.890 unidades do Corolla, fabricadas entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017: uma irregularidade no processo de estampagem e do conjunto de ancoragem do cinto de segurança traseiro pode provocar risco de rompimento da peça, com possíveis danos físicos ao passageiro. O serviço de reparo começa no dia 19 de junho. Mais informações pelo telefone 0800 703 0206 ou no site www. toyota.com.br/recall.

Mesmo aposentada, Maria da Penha continua dirigindo seu táxi para ter uma renda extra

TOYOTA/DIVULGAÇÃO

ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO

Mercedes-Benz

C300 Sport chega ao país O sedã Classe C, da Mercedes-Benz, acabou de ganhar uma nova versão top de linha no Brasil (isso sem contar as configurações preparadas pela AMG): a C300 Sport, pelo preço sugerido de R$ 241,9 mil. Apesar de não ser a opção de maior desempenho da linha, o C300 Sport tem ótima performance, graças ao motor 2.0 com turbo e injeção direta de combustível, capaz de entregar 245 cv de potência e 37,7 kgfm de torque.

Nos anos 70, os Fuscas dominavam os pontos de táxi de Belo Horizonte; o assento do passageiro dianteiro era retirado, para melhorar o acesso ao banco traseiro

Táxis sempre existiram na capital Desde sua fundação, no fim do século XIX, a capital mineira já contava com coches que faziam transporte de passageiros. A reportagem localizou no Arquivo Público de Belo Horizonte algumas fotos que mostram esses veículos de tração animal. Embora o órgão não disponha de muitos outros registros sobre esse tipo de serviço na cidade, alguns livros mostram que ele era comum no Rio de Janeiro, então capital federal: os cocheiros, inclusive, já se organizavam em

associações. À medida que os automóveis foram tornando-se mais comuns, os choferes se motorizaram. O ex-taxista Josias Pereira, 75, que começou a trabalhar na praça em 1964, se lembra bem de como o serviço funcionava em meados do século passado: “Até a década de 50, os táxis eram todos americanos; (das marcas) Chevrolet, Buick, Dodge. Depois, vieram os carros nacionais, como Vemag e Simca”, recorda. Com a ascensão da indús-

tria automobilística brasileira nos anos 60, o Fusca se tornou figurinha carimbada nos pontos: “A gente tirava o banco dianteiro (do passageiro) para os passageiros chegarem até o banco traseiro”, conta o exmotorista. Pereira também se lembra de outras particularidades dos táxis do passado: “Houve uma época em que os pontos eram fixos; o taxista tinha que parar sempre no mesmo local. Só depois que eles se tornaram livres,” diz. “Os pontos de

táxi eram numerados e tinham uma cabine com os números de identificação e de telefone, que era usado para chamar os motoristas”, explica o professor Dimas Alberto Gazolla, do Departamento de Ttransportes do curso de engenharia civil da UFMG. Os procedimentos para trabalhar na praça também eram muito menos exigentes. “A gente tinha que ser habilitado e fazer uma matrícula no Detran. E tínhamos que andar com uma cartela do Iapetec (Institu-

to de Aposentadoria e Pensões dos Empregados em Transportes e Cargas, uma espécie de precursor do INSS), que tinha de ser paga periodicamente”, explica Pereira. Outra curiosidade é que, na época, as corridas já eram cobradas com base no taxímetro, que então funcionava sem nenhum mecanismo digital, apenas com recursos mecânicos: “Os aparelhos eram chamados de ‘capelinha’, por causa da aparência”, relembra Pereira. (AC)

Reajuste

Trailblazer supera os R$ 200 mil As duas versões do Chevrolet Trailblazer sofreram um reajuste de aproximadamente R$ 5.000. Com isso, a LTZ com motor 3.6 V6 a gasolina passou a custar R$ 171.990, enquanto a LTZ com propulsor 2.8 turbodiesel subiu para R$ 203.990. Ambas as configurações, que têm o mesmo pacote de equipamentos e são equipadas com câmbio automático de seis velocidades e tração 4x4, não trazem novidades.


W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de junho de 2017

Chevrolet

Equinox terá motor 1.5 turbo O substituto da Captiva, o Chevrolet Equinox, que chega ao Brasil no segundo semestre, deverá ser equipado com motor 1.5 turbo, de 172 cv de potência, e que vai trabalhar com um câmbio automático de nove marchas. O utilitário-esportivo será uma das principais atrações do Salão do Automóvel de Buenos Aires, na Argentina, que será realizado na próxima semana. Super Motor irá cobrir o autoshow e trará mais detalhes sobre essas e outras novidades. CHEVROLET/DIVULGAÇÃO

A partir de 2023

DRLs serão obrigatórias Todos os carros novos produzidos a partir de 2023 terão que vir de série com faróis DRL, as luzes de iluminação diurna que estão sempre ligadas. A Resolução 667 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) dita uma série de regras sobre os sistemas de iluminação de todos os veículos. A troca ou a instalação de luzes também fica proibida, mesmo que a substituição seja por lâmpadas de outro tipo que são usadas em uma versão mais cara do veículo.

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Supercarro

Quem quer ser milionário? Poderoso Audi R8 Coupé V10 plus desembarcano Brasil por intangíveis R$1.170.990; equipado commotor V10, esportivovai de 0 a 100 km/h em3,2 s Luiz Humberto M. Pereira Auto Press

O Audi R8 Coupé V10 plus acaba de chegar ao Brasil. Segundo a Audi, o superesportivo foi “redesenvolvido do zero”. A versão de topo de R8 vem equipada com um motor V10 5.2 FSI de brutais 610 cv e 57,1 kgfm, capaz de acelerar o carro de 0 a 100 km/h em apenas 3,2 s, com velocidade máxima de 330 km/h. “Esse é o modelo de produção mais rápido e potente já criado pela nossa marca, oferecendo alto desempenho e emoção para quem dirige”, afirma Johannes Roscheck, o novo presidente e CEO da Audi do Brasil. Por aqui, o preço é tão imodesto quanto Tony Stark – parte de R$ 1.170.990. Com dez cilindros em V, o motor central-traseiro 5.2 FSI do R8 Coupé V10 plus, além de arrancar suspiros dos apreciadores da tecnologia automotiva, é um dos mais bonitos produzidos pela indústria mundial. Ciente desses atributos estéticos do “powertrain”, o R8 o deixa exposto, sob uma tampa de vidro transparente, logo atrás do habitáculo. A transmissão é uma S tronic de sete velocidades, e o sistema de

tração integral Quattro, tradicional da marca, aparece em uma versão recém-aprimorada, de última geração. A distribuição de torque se adapta às condições de direção – em casos extremos, 100% do torque pode ser transmitido para o eixo dianteiro ou traseiro. A carroceria é composta por mistura de diversos materiais, como alumínio e polímeros reforçados de fibra de carbono. O R8 V10 plus tem peso em ordem de marcha de 1.580 kg – é 50 kg mais leve que seu antecessor, apesar da dose extra de equipamentos e da maior rigidez torcional, que aumentou 40%. E a suspensão duplo A é do tipo utilizado em carros de corrida.

xando o esportivo com um ronco ainda mais poderoso, e um seletor que ajusta o coeficiente de atrito para três diferentes condições de rodagem: seco, molhado ou neve. Em termos de equipamentos de série, o R8 Coupé V10 plus também ostenta. Por dentro, além do arcondicionado automático, oferece bancos dianteiros esportivos elétricos com ajuste pneumático, aquecíveis e revestidos de couro napa fina com costuras padrão diamante. O R8 é equipado com airbags frontais, laterais e de cabeça, além do sistema Audi magnetic ride, que ajusta a rigidez da suspensão por meio de campos magnéticos, entre outras dezenas de itens de série.

Belas curvas Em termos de design, o novo R8 Coupé V10 plus não faz feio. Muito pelo contrário. O capô é extenso e o perfil tem linhas fluidas, com um entre-eixos relativamente curto. Por dentro, a proposta é que o condutor atrás do volante do novo R8 se sinta como um piloto de corridas. O botão start-stop e o seletor do drive select ficam no volante multifuncional. Há ainda um botão para controlar o sistema de escape, dei-

Audi R8 traz um aerofólio traseiro fixo feito de CRFP – um polímero de fibra de carbono reforçado


super motor

21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de junho de 2017

FOTOS BRUNO GUERREIRO/DIVULGAÇÃO

Proporções e formas se assemelham às de um carro de corrida

Modelo é instigante e poderoso ao acelerar

Rodas de alumínio de 20 polegadas calçadas com pneus 245/30 R20

Volante traz até um botão de controle de largada, como na F-1

Motor V10 5.2 FSI oferece brutais 610 cv e 57,1 kgfm de torque

O visual é destacado pela ampla grade frontal em forma de colmeia

Para testar um carro de corrida, nada como um autódromo. Ciente disso, a Audi apresentou o novo R8 Coupé V10 plus na pista da Fazenda Capuava, em Indaiatuba (SP). A apresentação incluiu apenas três voltas no circuito travado, de cerca de 3 km. Ainda que o motorista tenha toda a informação sobre o torque e a potência oferecidos pelo motor 5.2 FSI V10, é impossível não se surpreender com a sensação quando se pisa pela primeira vez até o fundo do acelerador. O som do propulsor

V10 aspirado é poderoso, e a impressão é que se está em um foguete. As costas do motorista se afundam profundamente no banco. Para quem está atrás do volante, a percepção é a de que se está em um videogame. A forma com que o R8 Coupé V10 plus acelera é tão absurdamente rápida que nem parece o mundo real, e a realidade pode ser perigosa. Sem dúvida, é um brinquedo divertidíssimo para milionários extravagantes. (LH/AP)


W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de junho de 2017

super motor FOTOS VOLVO/DIVULGAÇÃO

Transporte Testes com o veículo estão sendo realizados na Suécia

Coleta do futuro Volvo testa caminhão de lixo autônomona Europa; veículo inteligente sabeexatamente a rotaa seguir eem quais lixeiras deve parar Márcio Maio Auto Press

A automação no mercado automotivo normalmente está associada ao transporte de cargas ou de pessoas. Mas há uma série de profissionais que podem se beneficiar, no futuro, com esse tipo de tecnologia. E, ao mesmo tempo, facilitar a oferta de serviços essenciais para a população. O Grupo Volvo, por exemplo, conta com a ajuda de especialistas suecos em resíduos e reciclagem da empresa

Renova para testar seu primeiro caminhão de coleta de lixo autônomo com potencial para uso em ambiente urbano. A intenção principal é descobrir de que forma a automação pode contribuir para melhorar a segurança no trânsito, aprimorar as condições de trabalho e reduzir impactos ambientais. O caminhão de coleta de lixo autônomo do Grupo Volvo, da linha FM, foi projetado para entregar direção segura em ambientes urbanos. Mas, até pela atividade em

que atua, uma atenção especial foi dada à ré. Sensores analisam continuamente a região próxima ao veículo, e o caminhão para imediatamente caso um obstáculo apareça repentinamente em seu caminho. “O caminhão que testamos monitora seu entorno. Ao mesmo tempo, o sistema automatizado cria pré-requisitos melhores para que o motorista permaneça atento a tudo o que acontece perto do caminhão”, afirma Carl Johan Almqvist, diretor de se-

gurança de tráfego e produtos da Volvo. Durante o primeiro uso em uma nova área, o caminhão de lixo é conduzido manualmente, enquanto o sistema de bordo monitora e mapeia a rota com a ajuda de sensores e tecnologia GPS. Na próxima vez que entrar na mesma área, o caminhão saberá exatamente o caminho que deve seguir e em quais lixeiras parar. A rota é pré-programada, e o modelo se dirige de uma caçamba para a seguinte.

Caminhão necessita apenas de um operador somente para posicionar os cestos de lixo padronizados a serem esvaziados


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23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de junho de 2017

FOTOS KAWASAKI/DIVULGAÇÃO

Moto

O uso de aço de alta tensão no quadro permitiu que a moto ficasse bem mais leve

Novata instigante Kawasakilançaa nakedZ650 e esperaexpandir as vendas no Brasil; modelochega para substituira ER-6n Victor Alves Auto Press

A nova Kawasaki Z650 faz parte da estratégia da marca de se expandir no mercado brasileiro. Embora o mercado de motocicletas tenha caído bastante nos últimos anos, os segmentos mais requintados, como o de modelos de média-alta cilindrada, tem conseguido manter alguma estabilidade. Com equipamentos e tecnologia de ponta, a naked da marca japonesa vem para completar a família Z da fabricante – já composta pelas conhecidas Z300, Z800 e Z1000 –, com visual agressivo e postura de condução rebaixada. O uso de aço em alta tensão no quadro da nova Z650 permitiu que a moto ficasse bem “magra”. Só no quadro, ela perdeu 15 kg. No total, são apenas 187 kg , o que favorece a dirigibilidade e a performance. E facilita bastante o trabalho do propulsor bicilíndrico de 649 cm³, que tem potência máxima de 68 cv

Modelo japonês compete com Honda CB 650F, Yamaha MT-07 e Suzuki SV 650A

a 8.000 rpm e 6,7 kgfm de torque a 6.500 rpm – é o mesmo motor usado na Ninja 650. Ele trabalha com um moderno câmbio de seis velocidades que pode ser configurado nos modos “assistido” e “deslizante”.

Série especial na linha 2017 A linha 2017 da KTM Duke 390 ABS chegou ao mercado com uma série especial, que traz pintura laranja nas rodas e no quadro, além de grafismos exclusivos e de um banco mais ergonômico, graças à utilização de uma nova espuma, e um design diferenciado. O motor de um cilindro com quatro válvulas, 373,2 cm³ e refrigeração líquida rende 44 cv de potência máxima e 3,57 kgfm de torque. O modelo será oferecido nas cores preta ou branca e tem preço sugerido em R$ 22,6 mil. KTM/DIVULGAÇÃO

Equipamentos De série, a Z650 traz freios com ABS com discos duplos em formato margarida tanto na dianteira – de 300 mm de diâmetro – quanto na traseira – com 220 mm. Como a naked é voltada principalmente para o uso cotidiano – é classificada como roadster –, o amortecimento recebeu atenção: a moto usa garfo dianteiro telescópico de 41 mm e suspensão traseira horizontal do tipo backlink com ajuste de pré-carga. O tanque comporta 15 L. No painel, a Kawasaki Z650 ABS também não deixa a desejar. O conta-giros avisa sobre o momento correto para efetuar a trocas das marchas – é necessário configurar previamente. Além disso, o painel tem velocímetro com mostrador digital, mar-

KTM Duke 390

cadores de combustível, de média de consumo e de consumo momentâneo, indicadores da posição de marcha, mostradores de temperatura do motor e de temperatura externa. De acordo com informações da Kawasaki, a Z650 ABS, que foi apresentada no Eicma do ano passado, em Milão, estará disponível em toda a rede de concessionárias do Brasil a partir de junho. Serão oferecidas três combinações de cores. O preço é de R$ 32.990, próximo ao das rivais japonesas, como a Honda CB 650F, Yamaha MT-07 e Suzuki SV 650A.


W24 O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia Belo Horizonte 10 de junho de 2017

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Pampulha, sábado - 10/06/2017 by Tecnologia Sempre Editora - Issuu