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Pampulha, sábado - 11/03/2017

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ANTECIPE A COMPRA DE PACOTES PARA OS PRÓXIMOS FERIADOS DESTE SEMESTRE ... Caderno Turismo. Páginas 4 a 7

MINEIROS SE PREPARAM PARA DESFILAR NO SPFW ... Página 23

FERNANDA ABREU LANÇA EM BH NOVO DISCO, “AMOR GERAL” ... Página 10

FIAT UNO MOSTRA EVOLUÇÃO COM NOVO MOTOR FIREFLY 1.0 DE TRÊS CILINDROS ... Caderno Super Motor. Páginas 12 e 13

EUROBLOG/DIVULGAÇÃO

11 a 17 de março de 2017 ANO XXVII número 1389 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE DENILTON DIAS

Alencar Perdigão, da Quixote, é um dos que advogam a causa do incentivo à leitura em Belo Horizonte

HERÓIS DA RESISTÊNCIA Obstinados no intuito de formar leitores, numa prática que envolve, sobretudo, a paixão, livreiros seguem firmes no complicado cenário das livrarias de rua da capital mineira


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de março de 2017

VITTORIO MEDIOLI

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Editorial

Vinhos sem formalidade e para todas as ocasiões

O túmulo da verdade (segunda parte) omo era previsto, recebi críticas de “credulidade” pela coluna escrita há duas semanas, “O túmulo da verdade”, que aborda a tese do cronovisor, um invento cercado de mistério e supostamente enterrado no Vaticano. Seria de estranhar o contrário. A regra é essa mesma, ditada inexoravelmente pela história, sempre que algo perturbe o status quo, o poder constituído, ou represente uma ameaça no contato com a estreiteza humana. Impensável dar a todos muito poder; como explica o mestre: “Não dê pérolas aos porcos... não saberão o que fazer com elas”. Livros escritos há menos de cem anos, descrevendo televisão de LED e tridimensional, celulares que falam e transmitem imagens, computadores espalhados pelo mundo inteiro que informam o que se possa imaginar, teriam merecido comentários de “maluquices” e deixado o autor numa situação de tresloucado e charlatão. Tentando descrever o que será, e o que alguns raros indivíduos anunciam, expõe-se fatalmente aos comentários mais ríspidos. O reverendo C. Leadbeater, ao qual se atribuíam os dons da clarividência, publicou em 1913 um livro que explica como os jornais (diários) poderiam ser lidos num futuro iminente, em qualquer local do planeta, olhando-se dentro de uma máquina luminosa, capaz ainda de imprimir em papel as partes desejadas. Morreu acusado de pederastia em 1934. O inusitado precisa ser recebido como produto de algo “possível”, apesar de improvável. O ser humano almeja contínuos avanços, ao mesmo tempo os teme pelo esforço de quebrar as rotinas. Faz lembrar um improvável, um idoso dando cambalhotas com as articulações calcificadas. O intelecto também se calcifica pela falta de exercícios, perde-se a elasticidade, e instala-se a incapacidade de enfrentar o inusitado. Para alguns, é impossível mexer num smartphone, que uma criança, mentalmente não calcificada, aprende antes de saber ler e escrever. A rotina nos especializa e limita. Como norma de prudência, ensinada nos melhores círculos, é conveniente aceitar as ideias malucas com neutralidade, não fechar a porta, não perder tempo em negá-las. Para quem segue a doutrina, aceita-se que as “formas” e “forças” do pensamento são criadoras, que elas chegam e voltam para uma nuvem de ideias (a nooesfera, de Theillard de Chardin), repositório e laboratório da evolução, sob os cuidados de seres superiores. Galileu Galilei, que aperfeiçoou o telescópio aproximando em 30 vezes a visão dos astros, formulou a tese do heliocentrismo há apenas 400 anos. Foi por isso processado como herege e se livrou da fogueira da Inquisição ao renegar publicamente sua correta teoria, em seguida pacificada. Na brecha provocada pelo florentino

C

a proposta de popularizar a bebi6 Com da ou de, pelo menos, criar um univer-

Galileu se encontra um exemplo de traumatização da novidade, que desafia ciclicamente a humanidade. O que aconteceu se repete. Embora os avanços tecnológicos e do conhecimento tenham sido excepcionais e cada vez mais acelerados, passaram-se apenas 16 gerações de Galileu, e muito mais haveremos de descobrir nas próximas 16, 32, 64. Contemporâneo de Padre Ernetti, o inventor do cronovisor, outro padre italiano, Luigi Borello, italiano, também cientista e físico (em seguida amordaçado pelo Vaticano), anunciou a gravação nas pedras das ondas do passado que reproduzia por meio de um rádio. A pesquisa de Padre Borello partiu da teoria que reconhece no éter, onipresente, os neutrinos polarizados, união de positrinos e eletrinos, que formam por nodulações estáticas a matéria, por perturbações estatísticas a base da memória e por perturbações móveis fenômenos eletromagnéticos. O espaço seria, assim, prenhe de neutrinos impalpáveis que servem de veículo das vibrações sonorosas, luminosas e magnéticas. A tendência mais cômoda da humanidade é se cercar de limites positivistas para poder viver dentro deles, criando uma toca, um hábitat, uma previsibilidade confortável, sem gastar muitos neurônios. Quem assiste ao filme “Energia Pura” tem um vislumbre do homem do futuro. E, se pensarmos no passado, na lenda dos “videntes de Ur” encontraremos como os sacerdotes caldeus, para raptar do céu seus segredos, levavam crianças recém-nascidas ao alto das montanhas, criando-as dentro de um pátio com altos muros. Sem janelas e sem visão para o entorno, faziam crer a elas que aqueles muros eram os limites da realidade e apenas lhes restava enxergar o céu, a única realidade consistente. Educados a ler naquele brilhar do firmamento, acabavam desvendando os nexos de casualidades sutis. Foram essas crianças que abriram as portas da astronomia e da astrologia. Os Reis Magos saíram da Caldeia seguindo o cometa até a manjedoura de Belém. Assim, o cronovisor, a máquina que viaja no tempo e permite a visão de qualquer acontecimento, para mim, é uma questão do tempo, de anos ou de séculos. Crer no “impossível” não me envergonha, isso me aproxima de Deus, me faz crer que aquilo que eu sou é nada em comparação com aquilo que serei. Mantenho o olhar nas estrelas. Nessa caminhada terrena, com a visão limitada ao que vibra entre as ondas infravermelhas e ultravioleta, tenho o sentimento de que o resto é ilimitado, e “o naufragar para mim é doce nesse mar”. No Imenso, no Paraíso, no Nirvana, que me aguarda depois de muito sofrer e muito amar. * Referência bibliográfica: em italiano ou francês, “O Cronovisore”, de François Brune; em português, “O Cronovisor”, de Padre Ernetti de Petr Krassa, editora Pensamento

vittorio.medioli@otempo.com.br

so confortável para os apreciadores, alguns estabelecimentos de Belo Horizonte se dedicam a oferecer o produto de forma descomplicada. É o caso do Cabernet Butiquim, casa aberta na Savassi. Confira outros estabelecimentos na matéria no nosso site. JOAO GODINHO

fast-food UM LANCHE GORDUROSO JÁ AFETA O METABOLISMO Pesquisadores do Centro Alemão de Diabetes afirmam, em estudo publicado no “Journal of Clinical Investigation”, que, após a pessoa comer um lanche gorduroso, seu organismo desencadeia uma série de reações na atividade metabólica dos músculos, do fígado e do tecido adiposo e fica “momentaneamente” funcionando como se estivesse com diabetes. Saiba mais sobre o estudo em nosso site.

Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

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reportagem

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LIVRARIAS FÍSICAS> A despeito da venda online e dos e-books, livreiros seguem firme na profissão PNC/DIVULGAÇÃO

Patrícia A escolha da Cassese data homenageiaCastroAlves (1847– 1871), lembrando o dia em que o poeta baiano nasceu. Ainda que pouco divulgado, o 14 de março é o Dia do Livreiro, data em que um texto de outro autor, Monteiro Lobato, costuma ser lembrado, por conta de trechos como: “O livreiro vende o artigo mais difícil de vender-se. Qualquer outro lhe daria maiores lucros; ele o sabe e heroicamente permanece livreiro”. Lobato foi além: para ele, suprimido o livreiro, estaria morto o livro. E diante desse fato, segue, retrocederíamos “à Idade da Pedra”. Verdadeiros heróis da resistência, eles seguem firmes no complicado cenário das livrarias de rua da capital mineira, que vem sofrendo alguns baques nos últimos anos. A começar do fechamento de pontos icônicos, como a Mineiriana, Livraria da Travessa, Café Book, Floriano, Status e, mais recentemente, a Van Damme – pontuando-se que o encerrar de atividades, em alguns dos casos citados, não se deu em função da crise econômica, mas por outras questões. Não bastasse, a venda online, com descontos e por vezes frete grátis, segue ameaçando as pequenas livrarias. Até grandes redes, como a Fnac, vêm enfrentando dificuldades. A entrada da gigante Amazon foi outra pedra no caminho. Mesmo com os percalços, os livreiros seguem intrépidos no objetivo de formar leitores, numa prática que envolve, sobretudo, a paixão. Caso de Álvaro Gentil. Ao migrar de Ituiutaba para BH na expectativa de ser chamado para um concurso público, ele foi trabalhar na saudosa livraria Van Damme, no centro, fechada recentemente. Já no primeiro dia, se deu conta: era o que queria da vida. “Fui cair justamente naquele lugar maravilhoso, de um acervo incrível. Seu Van Damme (o holandês Johan Van Damme), em plena forma, me

quanto o que ela fala da maternidade”. Vale lembrar que Ferrante é, na verdade, um pseudônimo. A identidade da autora é guardada a sete chaves – especula-se que seja a tradutora Anita Raja.

Lista na mão: clientes fiéis não abrem mão do hábito de ir às livrarias, caso da aposentada Mila Durães, leitora voraz

Conduzindo leitores passava muito conhecimento”. Meses depois, já atuando como livreiro, Álvaro abriu o próprio espaço, e, na sequência, uma editora. Hoje, toca uma segunda casa editorial, a Ramalhete, mas segue atuando como livreiro online. Explica-se: muitas pessoas recorrem a ele no Facebook, na página Livraria do Álvaro (que, vale dizer, é só virtual), pedindo dicas. A confiança, ele credita ao fato de, como outros livreiros da cidade, estar envolvido e apaixonado com literatura até a medula, e ao fato de MARIELA GUIMARÃES - 4.10.2016

Pessoas de outras cidades procuram Simone na Ouvidor

exercer a profissão com prazer. “Se gostava de um livro, sempre recomendava. Alguns títulos, acredito ter vendido mais de 500 exemplares”. Caso de “Ascese”, do grego Nikos Kazantzákis. A paixão à qual Álvaro se refere é compartilhada por Simone Pessoa, Alencar Perdigão e Welbert Belfort, alguns dentre outros vários livreiros em atividade na cidade. O time, aliás, ganhou reforço ano passado, com a inauguração da Bantu (leia mais na página 4), da jornalista, livreira e pesquisadora Etiene Martins.

Para Simone Pessoa, trata-se de uma paixão que não se mede. No seu caso, o apreço a livros era tão atávico (“desde que aprendi a ler, na verdade”) que ela optou por cursar biblioteconomia – mas na sala de aula se deu conta de que as livrarias seriam seu futuro, “pela dinâmica, pelo contato com as pessoas”. Só na livraria Ouvidor, está há 17 anos, e seu entusiasmo se manifesta na fala incessante e na gesticulação ao mostrar os lançamentos mais recentes e sugerir títulos que já passaram pelo seu crivo. JOÃO GODINHO

Álvaro atua como livreiro online, e é muito requisitado

LEITORES VORAZES Sim, ler muito, assiduamente, é outra característica inerente ao livreiro. Simone costuma dar atenção especial aos contemporâneos, como Gonçalo M. Tavares, Ian McEwan e Michel Houellebecq, ou aos brasileiros Ana Martins Marques e Daniel Galera. Dos ditos “fenômenos”, avaliza a italiana Elena Ferrante, mas não especificamente a célebre tetralogia “Série Napolitana”, e sim “Os Dias do Abandono” e “A Filha Perdida”. “Que escrita envolvente! Nunca vi, na literatura, algo tão impactante

JUNTO AO PÚBLICO Se amar os livros é premissa, tão importante quanto, para um livreiro, é gostar do contato com o público. Quando ainda era estudante de Letras, Alencar Perdigão aventava trabalhar numa loja de discos ou numa livraria. “Olha o meu romantismo”, diverte-se ele, hoje. Quis o destino que a segunda opção fosse a selecionada. Após labutar em livrarias como a Ouvidor e a extinta (em BH) LetraViva, Alencar passava pela Savassi quando, na rua Fernandes Tourinho, viu uma placa anunciando um imóvel. Não titubeou e veio a Quixote, hoje um dos pontos que movimentam a região, principalmente nas manhãs de sábado, quando várias pessoas cumprem um périplo nos lançamentos de livros que acontecem também na Ouvidor e na Scriptum. A efervescência resultou, tempos atrás, na Associação de Livrarias de Rua, que, além das três citadas, abarcava as extintas Mineiriana e Floriano. Sim, apesar de “concorrentes” (embora cada uma com suas especificidades), a causa era a mesma: manter viva a chama das livrarias de rua. “O nosso concorrente, na verdade, era a internet”, lembra Alencar, referindose à venda online por grandes redes. Fantasma que, assim como a ascensão do livro digital, não assola mais Simone. “As pessoas gostam do ritual de ir às livrarias, é comum pais trazerem filhos para incentivar o hábito da leitura. Acaba virando um passeio”. A teoria tem a anuência de Alencar: “As livrarias de rua acabam sendo um ponto de encontro de pessoas que sentem prazer em estar entre livros para conversar sobre livros – e por vezes, saboreando um café”. LEO FONTES / O TEMPO - 18.5.16

Welbert, ou Betinho: à frente da Scriptum há 20 anos


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INICIATIVAS> Livreiros de Belo Horizonte apostam também em nichos específicos de mercado

Emproldemanterolivrovivo MAXWELL VILELA/DIVULGAÇÃO

Patrícia O fato de esCassese tarmos vivendo uma crise econômica de grandes proporções aliado ao de a Amazon ter passado a operar no Brasil, claro, impactou a venda de livros em todo o país – inclusive nas chamadas livrarias de shopping. Recentemente,aredefrancesa Fnac – que tem uma filial na capital mineira, no BH Shopping – declarou que está à procura de uma parceria para poder permanecer em terras brasileiras. Para fazer frente às dificuldades de manter uma livraria de rua nos dias atuais, Welbert Belfort – livreiro há 22 anos, 20 desses à frente da livraria e editora Scriptum – investe em outros braços, como a venda para fora de Minas Gerais, via Facebook – ele chegou a tentar uma parceria para venda online em site, mas a empresa à qual se associou acabou não se revelando uma boa opção. “Sou de rua, mas tento conjugar a venda de livros aqui, na livraria, a outras iniciativas e ações. Temos uma clientela grande fora de BH, interessada, por exemplo, em títulos de áreas como a psicanálise”, explica. A poesia foi outro nicho no qual Betinho (como é conhecido) investiu pesado, por meio de nomes como Ana Martins Marques e Simone de Andrade Neves. Sem nunca ter tido patrocínio, ele também levou à sua loja física nomes basilares da poesia brasileira, como Chacal. Não bastasse, chancelou, por meio da editora, a estreia de nomes como Jacques Fux e Carlos de Brito e Mello, hoje talentos reconhecidos.

BANTU A dedicação a um segmento específico motivou a jornalista Etiene Martins a criar a Bantu, talvez a mais recente livraria de rua da capital mineira (na avenida dos Andradas, próxima à praça da Estação). A iniciativa traz uma história interessante em seu bojo. “Na verdade, trabalho com livros desde 2014, mas antes como uma espécie de ‘livraria itinerante’. Se havia um congresso em que a questão do negro na sociedade estava em foco no Rio de Janeiro, por exemplo, colocava os livros (de temática afim) numa caixa e ia. Mas comecei a perceber a demanda por esses títulos fora desses eventos”. Sem ter como atender a essas demandas específicas, e diante da decorrente

Números recentes não são animadores

Etiene

Dedicação ao segmento da representatividade negra a literatura

decepção do interessado, veio a ideia de abrir a livraria, o que se concretizou há três meses. Mesmo sendo um tempo relativamente curto, Etiene constata uma procura expressiva, o que credita justamente à diferenciação do produto no qual apostou suas fichas. “Poucas livrarias se interessam pela temática da questão racial, na maioria, você encontra poucos títulos disponíveis sobre o assunto”. Ali, o atendimento também é a cereja do bolo. “Quem recebe sou eu, o cliente encontra tempo para um café, conversar, falar de suas expectativas”, diz ela, que eventualmente liga para um e outro avisando sobre a chegada de algum título que aborde um assunto sobre o qual ele esteja pesquisando. Em tempo: Etiene é tão apaixonada por literatura que tem um canal no YouTube – desvinculado da livraria.

INSPIRAÇÃO Filmes como “Nunca Te Vi, Sempre Te Amei” retratam a profissão do livreiro, que também aparece em livros, de Machado de Assis ao recente “A Caderneta Vermelha” (Antoine Laurain). Já o charme das livrarias de rua permeou filmes como “Um Lugar Chamado Notting Hill” ou “Mensagem Para Você”. O lado mais cru do métier inspirou Pedro Lacerda no documentário “Profissão Livreiro”.

Uma rua literária ANA PAULA DA COSTA/SCRIPTUM/DIVULGAÇÃO

A professora universitária Glória Gomide refere-se com carinho à rua Fernandes Tourinho, onde estão três das livrarias citadas nesta matéria – e onde, aliás, ela nasceu, e sua mãe mora até hoje. “Ah, se essa rua fosse nossa, entraríamos nas páginas, nas entrelinhas, rabiscaríamos as margens... Veríamos um mar mineiro – ou mundial – de letrinhas. Logo, estaria na rua das palavras”, diz, carinhosamente. A aposentada Mila Durães endossa: “Sei o quanto é pesado mantê-las (as livrarias de rua), então, para mim, o que eles, livreiros, fazem é uma resistência, junto a pessoas que procuram não só informação – ainda mais em tempos líquidos, como falava (Zygmunt) Bauman – mas, acima de tudo, conhecimento”. E é por pessoas como Glória e Mila – ou o jovem João Antônio Cunha – que as livrarias da rua acalentam projetos – um, inclusive, deve estrear em setembro: uma espécie de primavera literária, fechando, para veículos, o trecho entre Cristóvão Colombo e

A poeta Simone de Andrade Neves e João Antônio Cunha

Getúlio Vargas, onde estão a Scriptum, Quixote e Ouvidor Savassi. “Mas nada de espetinho e food trucks. O livro vai ser o sujeito da festa”, avisa, bem-humorado, Alencar, da Quixote. Outra ideia seria fechar o cinturão dos livros permanentemente; ou aos sábados pela manhã – ou, ainda, um sábado ao mês. Um dos entusiastas do cor-

redor literário é o gestor cultural Afonso Borges, que, aliás, vem fazendo um abaixo-assinado com esse fim. Cumpre dizer que em Londres, ruas de perfil literário como a Charing Cross atraem hordas de turistas, o que se repete em outros centros. “Em Paris, existe a preocupação de cada bairro preservar a sua livraria”, diz Alencar.

Os números parecem conspirar contra o amor pelos livros. Em 2016, a comercialização deles no país recuou 8,9%. Não bastasse, 4.000 municípios brasileiros sequer têm livraria. Grandes redes, como a Cultura, demitiram funcionários e registraram queda de vendas na ordem de 17% nos últimos dois anos, segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”. Sobre o mercado, Betinho, da Scriptum, considera a venda de livros, no Brasil, uma terra sem lei. Entende que não há como os pequenos concorrerem com o preço oferecido por grandes redes, como a Amazon. Não por outro motivo, teme que muitos universitários hoje se formem sem passar perto de uma livraria. “Ou, o que é pior, de uma biblioteca”. Certamente, não será o caso de João Antônio Cunha, 15, hoje estudante secundarista. Filho do saudoso jornalista mineiro Alécio Cunha, notório aficionado pelas palavras, ele cresceu frequentando livrarias – hoje, não deixa de ir às da Savassi ou mesmo ao centro, neste caso, à cata de quadrinhos, uma de suas paixões. “Gosto de ver o exemplar antes de comprar. De manusear, folhear”, diz ele. A formação é um pilar também defendido pela presidente da Câmara Mineira do Livro, Rosana Mont’Alverne. “É na boa literatura que vamos encontrar referências que inspirem, permitam reflexões, desenvolvam o espírito crítico e nos reconectem a valores sólidos que refinem o olhar para o outro e para o mundo”. Instada a falar sobre o papel dos livreiros, Rosana recorre a Carlos Drummond de Andrade. “Ele dizia que livrarias e sebos são o território livre do espírito, contra o qual não prevalecerá nenhuma forma de opressão. Se isso é verdade, cresce em importância o ofício do livreiro, aquele bom livreiro, que conhece os livros e autores que indica, que conhece o leitor, que conhece as pontes indestrutíveis que ajuda a construir no seu dia a dia”.


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reportagem

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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

(CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Dor nas costas dor nas costas é uma queixa extremamente comum na população em geral – cerca de 80% dos indivíduos adultos terão este tipo de dor em algum momento da vida. Atualmente, essa incidência tem aumentado em decorrência de má postura, excesso de peso e maior longevidade. Assim, pessoas costumam usar medicações para o alívio da dor e do incômodo, porém estudos indicam que outras alternativas, bem menos agressivas, podem ser mais úteis. A região da coluna onde a dor é mais frequente é a lombar. Também conhecida por lombalgia, na maioria das vezes é causada por contraturas ou distensões musculares, ocasionada por um simples movimento de levantar um peso de forma errada ou um movimento súbito de flexão do tronco – o conhecido “mau jeito”. Entretanto, existem inúmeras outras causas, como: artrose da coluna, hérnia de disco, posturas incorretas no trabalho e em casa, traumatismos, osteoporose da coluna com fraturas espontâneas, estresse psicológico causando tensão muscular, obesidade, neoplasias, dentre outros. Portanto, uma pessoa com dor nas costas de forma persistente e sem um diagnóstico definido deverá buscar ajuda médica. Você, caro leitor, já deve ter sido acometido de uma dor nas costas em algum momento. E é muito comum entre a população a automedicação nestes casos. O uso de medicações analgésicas, relaxantes musculares e anti-inflamatórios são extremamente comuns e, em muitas das vezes, necessários. Porém, o que me chamou a atenção para falar deste tema foi a publicação de um estudo feito pelo Colégio Médico Americano, maior associação médica dos EUA, que apresentou novas diretrizes para o tratamento das dores nas costas. Fruto de uma análise criteriosa sobre as mais variadas terapias disponíveis, o documento, publicado no periódico Annals of Internal Medicine, chamou a atenção por colocar em segundo plano, tanto nos casos de dor aguda quanto naqueles de doença crônica, a solução medicamentosa. Em lugar disso, a entidade orienta os profissionais a priorizar outras terapias. Entre as opções consideradas mais indicadas do que os remédios, são citadas: terapia com calor, massagem, acupuntura, exercício físico, terapia cognitivo-comportamental, tai chi, ioga, entre outras. A pesquisa afirma que os médicos devem explicar aos seus pacientes que a dor lombar aguda e subaguda geralmente melhora com o tempo, independentemente de tratamento. Devem evitar a prescrição de exames desnecessários e de remédios potencialmente prejudiciais, especialmente aqueles à base de narcóticos. Nos casos crônicos, a prescrição medicamentosa irá depender do diagnóstico médico. Faça uma boa semana.

A

Observe seu próprio cocô ARQUIVO PIXABAY

Aspectodas fezespode indicarumasérie deproblemas noorganismo Observar suas fezes no vaso sanitário pode evitar que a saúde desça esgoto abaixo, levando embora a chance de identificar algo que vai mal no organismo ou até mesmo uma doença grave, como o câncer do intestino, o terceiro tipo que mais atinge os brasileiros. O padrão, dizem os especialistas, é que as fezes sejam da cor marrom (nem muito clara, nem muito escura), de consistência pastosa (nem muito mole, nem muito dura), com formato cilíndrico em um diâmetro de 3 cm, além de não ter rachaduras, que indicam falta de ingestão adequada de líquidos necessários ao corpo. Além dessas recomendações sobre cor, textura e forma, existe ainda outra questão que merece atenção médica urgente: a presença de sangue, chamado de “sintoma final”, pois é considerado o alerta máximo de que há algo gravemente errado com o organismo. O sangue nas fezes pode ser um sinal da presença de tumores malignos, pólipos colorretais

Boa relação: Respeitar o organismo e se aliviar quando o corpo manda favorecem o intestino e a saúde

Thuany Motta

(grupos de células que se formam na mucosa do cólon ou do reto) e inflamações intestinais graves, segundo o presidente da Sociedade Mineira de Coloproctologia, Antônio Hilário. Outro importante fator é a presença de muco, que pode indicar uma inflamação ou mau funcionamento do intestino. Nesses casos, a procura por um médico deve ser imediata.

prática de atividades físicas. Outra orientação indispensável é respeitar as vontades do organismo. Muitas pessoas sentem-se constrangidas de se aliviarem em banheiros públicos ou em qualquer outro vaso que não seja o da própria casa. “O nosso cérebro manda um comando chamado ‘reflexo evacuatório’, ou a famosa ‘vontade de ir ao banheiro’, que deve

PREVENÇÃO Para ajudar a prevenir doenças e inflamações e garantir o bom funcionamento do organismo, um tripé de ações pode ser seguido: alimentação variada e equilibrada, com proteínas, carboidratos (fonte de energia) e fibras (frutas, verduras e legumes, que, além de serem fontes de vitaminas, tornam o hábito intestinal regular); a ingestão de 2 L de água e outros líquidos por dia; e a

“

A vontade de ir ao banheiro deve ser obedecida Antônio Hilário, Coloproctologista

ser obedecido. Caso não seja, o cérebro para de determinar, e você perde o ritmo natural e passa a ter que utilizar outros meios artificiais, como laxantes e remédios”, afirma Hilário. Em relação à frequência de idas ao banheiro, o coloproctologista ressalta que o ideal seja entre três vezes na semana, no mínimo, e duas vezes ao dia, no máximo. Qualquer quantidade diferente pode ser um sinal de atenção. Segundo ele, o preconceito precisa ser vencido. “O mais importante é as pessoas perderem o preconceito, pois a excreção é algo natural, não só do homem, mas de todo ser vivo. Da mesma forma que a alimentação é a porta de entrada da fonte de energia, tem a parte da saída. O descarte dos resíduos não utilizados pelo corpo é fundamental para a saúde”, afirma.


reportagem

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EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

OLHE PARA O VASO SANITÁRIO! ALERTAS

Conheça características que as fezes saudáveis precisam ter

Sangue Muco

Cor marrom (nem muito clara, nem muito escura) Fezes pretas podem ser sinal de sangramento em áreas como esôfago, estômago e duodeno Doenças ligadas ao fígado tendem a dar uma coloração amarelada ou embranquecida Consistência pastosa (nem muito mole, nem muito dura) Formato cilíndrico de 3 cm Bolinhas podem indicar falta de fibras e líquidos Rachaduras são um sinal de que as fezes passaram muito tempo no intestino

Comida

Encontrar restos de alimentos nas fezes pode ser um sinal de que o trânsito intestinal está acelerado, e os nutrientes não estão sendo absorvidos corretamente

Caso sangue seja identificado, pode ser um sinal de inflamações, tumor, pólipo colorretal (grupo de células que se forma na mucosa do cólon ou do reto), além de hemorroidas

Presença de muco indica inflamação ou mal funcionamento do intestino

ARQUIVO

Atenção deve ser maior acima dos 50 A observação daquilo que eliminamos no banheiro se torna ainda mais importante para aquelas pessoas que fazem parte de dois grupos com maior risco de desenvolver doenças intestinais: adultos acima de 50 anos e aqueles com histórico de familiares que apresentaram enfermidades no trato intestinal. Segundo o proctologis-

ta Hélio Antônio Silva, além do simples ato de conferir se está tudo nos padrões normais, um aliado fundamental no diagnóstico precoce de doenças é o exame de prevenção intestinal, conhecido como “colonoscopia”. “Ele deve ser realizado de cinco em cinco anos por pessoas de qualquer idade, sendo indicado ainda mais

àquelas que têm mais de 50 anos ou que tenham histórico de câncer intestinal na família. É de extrema importância que as pessoas se preocupem em fazêlo, pois o câncer de intestino é o terceiro mais comum na população brasileira. A prevenção, sem dúvida, ajudará a diminuir esses números”, afirma o especialista.

Alimentação rica em fibras torna hábito intestinal regular

Curso para gestante é ampliado Para algumas mulheres, a maternidade é o ápice do ser feminino. É nesse período que, para quem tem a gestação como objetivo, o apoio e a orientação corretos de como viver bem esse momento da vida são essenciais. Por isso, na última quarta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, o Serviço Social de Assistência Social (Servas) amplia para todo o Estado o programa Carinho de Mãe, que promove cursos gratuitos para gestantes em situação de vulnerabilidade social. De acordo com o Servas, a meta é que pelo menos 2.000 mulheres aproveitem as aulas do curso, que será oferecido entre os meses de abril e setembro deste ano. O calendário das atividades e as formas de inscrição serão divulgados na página do Servas na internet (www.servas.org.br). (Bruno Inácio)


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sociedade

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DOLCEVITA CARNAVAL DE VERDADE

E

assim retomamos à rotina de escândalos com novos e espetaculares episódios no horizonte. Atores do executivo, legislativo, judiciário e empresários já reabasteceram seus estoques de Lexotan. No alvo da implacável Lava Jato e operações regionais, doleiros que transportaram grana suja para o exterior.

CARNAVAL DE JUDAS

N

esta lama, um dado, no mínimo curioso, levantado pelo colega Ancelmo Gois: três enjaulados na Lava Jato devem muito de suas cruzes às delações de exmulheres e de outras duas ex de gente solta.

CARNAVAL AQUÁTICO

S

obre a trégua na crise, o Carnaval de Angra, um show de potentes lanchas e os lançamentos: pedalinhos (pranchas com direção de leme), boias no estilo sofá e o Seabob, scooter, sensação de adultos e crianças, a partir da bagatela de R$ 45 mil.

CARNAVAL CELESTIAL

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utra vitrine da pujança de nossos empresários em Angra, incluindo mineiros, foi o congestionamento de aeronaves no aeroporto e nos helipontos do Condomínio do Frade. Longe de Angra, outros mineiros abonados invadiram Miami e Aspen, nos Estados Unidos. Em As-

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS EDY FERNANDES

pen, tradicional estação de esqui de brasileiros, muitos argentinos por conta de o governo Macri ter facilitado a saída de dólares.

CARNAVAL 2018

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k, o ano começa, enfim, aos trancos e barrancos, com Lava Jato a toda, economia emperrada, mas com certo otimismo, segundo pesquisas. Além disso, o empresariado mais confiante e a inflação controlada.

FILHAS DE EVA

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na Semana da Mulher, no Mês da Mulher, quando se constata o absurdo aumento da violência contra as mulheres, queremos enaltecer aquelas que se respeitam e se impõem. As mulheres foram submissas como muitos homens também foram. As mulheres sempre foram poderosas, muito mais que muitos homens, apenas não apareciam, por estratégia.

FILHAS DOS DEUSES

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ulher nunca foi sexo frágil e sempre fez dos homens o que queria. E isso é ótimo. O mundo é sempre mais gentil e delicado quando dirigido por mulheres. E já não é tão mais verdade que ganham e mandam menos que os homens. Elas estão em todas as profissões trabalhando tão bem ou melhor que os homens.

FILHAS DA GLÓRIA

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s mulheres não são, nem devem ser vistas e agir como coitadinhas. E, além de inteligen-

Salve elas! A linda Danielle Nilo, gerente de contas da Claro, se integrando à natureza de Angra

tes, são lindas. Então, terminamos com beijos, abraços, carinhos sem ter fim e outro clichê, outra verdade: parabéns, porque dia da mulher é todo dia.

CLÁSSICO ASTORIA

dra Gonçalves e Ana Paula Vitarelli), familiares e amigos dividiram com os pais de JP – eu e Viviane Wiegratz – inolvidável noite.

JOÃO GO

lançaperfume

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ilhos, antes da eterna preocupação, também são um elixir. E nos fazem criança de novo, daquelas que gostam de Pokémon Go, tema da festa, enaltecida pelos melhores fornecedores da cidade.

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co-anfitriãs e pro6 Asprietárias do Petites

Buffet, Juliana e Luciana Melo, ofereceram, como cenário, toda a estrutura de uma cidade: lojas, praças e ruas. Em tempo! A já citada AnaAlê Festas está expandindo negócios e alegria nos EUA.

lendário hotel Waldorf Astoria, em Nova York, fecha as portas para reformas até 2020, já colocando apartamentos à venda. Os proprietários terão os mesmos serviços que os hóspedes. Inaugurado em 1931, foi cenário de filmes como “Perfume de Mulher”. E endereço de gente famosa, como Marilyn Monroe. Nos últimos anos, foi também o queridinho de presidentes americanos e de alguns brasileiros.

brilharam 6 Também no aniversário de João

Paulo: Paulo e Lídia, da Infante Filmes; Bruna, da Come Cone; Marcela e Flávia, da Script Decor; Daniele, da Divina Luz; Francisco, da Freality.

JOÃO PAULO

da Thot 6 Mariana, Balões; Georgia, da

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uero dividir com vocês a indizível emoção de mais um aniversário, o sexto, de meu filho, João Paulo, em fins de fevereiro, no Petites Buffet. Com impecável organização da AnaAlê Festas (Alexan-

Salve elas! Renata Espeschit, consultora de imagem e estilo, emprestando talento e beleza ao Carnaval de BH

Honey Cakes; Eduarda, da Eduarda Ballesteros; Graça, da Graça Souvenir; Alberto, da Alberto Coquetéis; Márcia da Festeira e Mayra, da Antonieta Flores. Mix de talentos que garantiu a magia do evento.

CENÁRIO BH Leonora Weissmann em Minas e em família Graduada em pintura e gravura e mestre em artes pela Escola de Belas Artes da UFMG, a mineira Leonora Weissmann apresenta neste mês 20 trabalhos inéditos, entre pinturas, objetos e projeção de slides na exposição “Estranho Mundo Próximo”. No trabalho, a artista retrata o cotidiano visto de outro olhar, em torno da família e das relações afetivas mais próximas. Onde AM Galeria de Arte (rua do Ouro, 136, Serra) Quando Segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 13h30. Até 8 de abril. Quanto Gratuito.

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LEONORA WEISSMANN/DIVULGAÇÃO

Saberes de mulher: entre a tradição e o contemporâneo Música, dança, memória e empoderamento feminino estarão presentes na palestra cantada “Saberes de Mulher: Entre a Tradição e o Contemporâneo”, que será conduzida pelo grupo Samba de Terreiro. A proposta é preservar e difundir as manifestações de cultura popular, por meio do canto e da dança, contando, ainda, com a interação com o público e celebrando a mulher e seus saberes, reforçando seu valor social e artístico. Onde Museu das Minas e do Metal (praça da Liberdade S/Nº) Quando Quinta-feira (16), às 19h30. Quanto Gratuito

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SAMBA DE TERREIRO/DIVULGAÇÃO


reportagem

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ESPAÇO GOURMET Drinquebrasileiro maisfamosono mundoganha novascompanhias Talvez os apaixonados pela clássica misturade cachaça, limão, açúcar e muito gelo – e nada mais – não saibam que somente essa combinação pode ser chamada de caipirinha. A receita original, inclusive, é protegida por lei federal desde 2009. Mas, na prática, não é lá bem assim. Existem cartas de bebidas espalhadas pela cidade que “ousam” misturar ao drinque outras frutas e ingredientes como especiarias e ervas ou novidades como picolé e pirulito. Mantendo como base alcoólica a cachaça, para quem fica atrás do balcão, a criatividade não tem limite e não faltam novas receitas que incrementam a mistura clássica com um toque personalizado. O drinque tradicional, servido no restaurante La Palma, por exemplo, e acrescido de água de coco para dar maior refrescância. O preparo, entretanto, requer cuidado para equilibrar todos os ingredientes. “O limão precisa ser macerado. Em seguida, vem o açúcar e a cachaça. Depois que a mistura é batida e colocada no copo, completase com a água de coco”, explica a chef Naiara Faria.

MOISES SILVA

Saúde!

Lorena K. Martins

No restaurante La Palma, a clássica caipirinha de limão ganha toque refrescante da água de coco

‘Upgrade’ nas caipis

SILVIA VASCONCELLOS/DIVULGAÇÃO

No Mon Caviste, é servido a caipirinha com vinho branco e xarope de açúcar

experimentar frutas diferentes”, defende Naiara. ADITIVOS Com a receita original, outra forma de personalizar o drinque é por meio da substituição de alguns ingredientes – só não vale, de fato, deixar de lado a sua base alcoólica: a cachaça. Não ouse trocá-la, de jeito nenhum – a não ser que seja para dar um “upgrade” no drinque, como fez o mixologista Osvaldo Santiago, do Mon Caviste, que uniu a brasilidade da bebida a um toque francês ao mesclar a aguardente com vinho branco seco. “Ele é mais frutado, leve e bem refrescante. A cachaça vai em menor quantidade, para aromatizar a bebida”, explica. Ao contrário da usual macerada no limão com o açúcar, Osvaldo prefere não fazer um drinque batido e, sim, montado. O limão é cortado e virado do avesso, descolando a polpa da casca. Diretamente na taça, acrescenta-se as bases alcoólica, o ge-

lo e o syrup – xarope de açúcar artesanal. Mistura-se com uma colher bailarina para distribuir bem todos os ingredientes. Já para Maria Claudia Teixeira, sócia-proprietária do Cabernet Butiquim, o drinque é ainda mais aromático por conta da aguardente envelhecida em barris de madeira em Grão Mogol, no norte de Minas Gerais. “O sabor é mais forte e amadeirado do que a cachaça tradicional”, garante ela. Além disso, o açúcar é substituído por mel, também artesanal, que forra o copo de vidro e é responsável pela doçura do mesmo. Depois, vem a mistura do destilado com gelo e limão, que também ganha o toque refrescante com folhas de hortelã (veja receita ao lado). “Me incomodava servir só a caipirinha tradicional, e buscamos, aqui, uma maneira modificada, sem alterar a essência”, disse. “E o consumo, principalmente no verão, só tem aumentado”, afirma.

STUDIO TERTÚLIA/DIVULGAÇÃO

Além do upgrade na clássica caipirinha feita com cachaça Seleta, o cardápio também engloba sugestões da bebida que acompanham a sazonalidade das frutas. No momento, a pedida é a caipifruta feita com seriguela e maracujá. “Clientes sempre ficam interessados na sugestão da casa e gostam de

RECEITA

Caipi limão Cabernet Receita do Cabernet Butiquim Ingredientes 1 dose cachaça 1 limão Folhas de hortelã Mel a gosto Modo de preparo Jogue no copo o limão com o

hortelã. Coloque um pouco de gelo. Agite todos os ingredientes na coqueteleira. Jogue mel por dentro de todo o copo que irá servir a caipirinha e, depois, jogue a mistura que foi agitada em copo americano grande. Acrescente gelo até encher a borda do copo e enfeite com um pedacinho de hortelã.


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almanaque DANÇANTE> Fernanda Abreu traz a BH turnê de “Amor Geral”, primeiro disco de inéditas em 12 anos

De volta com tudo É difícil não associar o fato de Fernanda Abreu ter passado dez anos sem lançar nenhum disco – 12, se contar só de inéditas – a razões pessoais. Nesse período, ela terminou um casamento de 27 anos (com o artista gráfico Luiz Stein, pai de suas duas filhas) e ainda lidou com a descoberta de um tumor na cabeça de sua mãe, que veio a ficar seis anos em coma antes de falecer. No entanto, em meio ao turbilhão que antecedeu “Amor Geral”, álbum lançado no ano passado e cuja turnê passa por BH no próximo sábado (18), ela não parou – inclusive de gravar. Foram ao menos 14 gravações, incluindo o “Sambabook” de Martinho da Vila e os projetos “Elas Cantam Roberto Carlos” e “Um Barzinho, um Violão”, sem contar os shows, que ela nunca deixou de fazer. Para além do que acontecia em sua vida pessoal, Fernanda também não sentia segurança para se lançar em um novo projeto diante de um mercado fonográfico em crise. Ela lembra que, há dez anos, a indefinição era muito grande sobre o rumo que isso tomaria. Mas diz que com a chegada das plataformas digitais como Deezer e Spotify, ainda que de uma maneira desequilibrada para o artista, o mercado se estabilizou. “Hoje se consegue ver uma luz no fim do túnel sobre como divulgar. Afinal, pra me animar a gravar dez músicas, colocar dinheiro, meu selo (Garota Sangue Bom), investir, precisava de um norte sobre como seria a comercialização. Senão, lançaria disco pra nada”, completa. O baterista Tuto Ferraz, seu namorado há cinco anos, também deu um empurrãozinho. “Ele dizia ‘bota essas músicas pra fora, vamos produzir isso aí’, enquanto eu compunha. Me ajudou à beça a dar o ‘start’”. Das dez composições de “Amor Geral”, nove foram feitas com parceiros e só “Antídoto”, inspirada na diJessica Almeida

Sáb. 18.mar.

GUI PAGANINI/DIVULGAÇÃO

Registro em vídeo Fernanda tem o desejo de lançar um DVD do show e planeja buscar parcerias para viabilizá-lo no segundo semestre

fícil jornada de sua mãe, ela assina sozinha. De um modo geral, aliás, sua forma de compor se tornou mais autobiográfica. “Com tudo o que aconteceu, eu passei por transformaçõesmuito profundas, nas coisas mais básicas. Estabeleci outra relação familiar com minhas filhas e meu ex-marido, assim como meu pai, depois do que aconteceu com minha mãe. Não tinha como fazer um disco falando de outra coisa, do sol, da praia”, explica. E é por isso que o nome do trabalho é “Amor Geral”. “Eu sou otimista e positiva e o disco tem essa pegada. O ponto de partida e o de chegada é o amor, é ele que segura todos esses momentos em que a vida te coloca de frente pras situações mais difíceis”, justifica. “Não é o amor romântico, é o que olha pro outro. Além

da minha experiência pessoal, percebi que estamos vivendo um mundo cheio de ódio. Mas quando você vê o outro com amor, tem a capacidade de respeitá-lo e percebe que as relações ficam mais ri-

cas, entende que não faz sentido bater em homossexual, em mulher, chamar negro de macaco. O olhar mais amoroso nos torna mais respeitosos, inclusivos e é disso que estamos precisando”.

FOMENTO AO FUNK CARIOCA Conexão Ligada à batida forte desde o início da carreira, Fernanda também criou relação estreita com o funk. Ela enxerga no gênero de raiz o preconceito que outrora o samba enfrentou. Engajamento Ela acredita que, para enfrentar essa discriminação, os próprios funkeiros precisam se organizar para valorizá-lo, criar um debate sobre o tipo de som que querem fazer, assim como o fazem músicos de rock e MPB. No entanto, sabe que o buraco é mais embaixo.

Carência “Falta eles se organizarem, mas num lugar como a favela, que é de onde vem o funk de raiz, falta muita coisa: saneamento, cultura, saúde, transporte, poder público, falta, falta, falta. Ainda assim, houve muita evolução nos últimos 35 anos. O funk não é só um gênero musical, ele representa a cultura de uma galera, o comportamento, influencia uma série de coisa. É algo muito mais importante para se discutir gosto ou não gosto, se bom ou ruim”, afirma.

ANTENA LIGADA Mesmo enquanto ainda não pensava em produzir um material inédito, Fernanda se manteve antenada ao que estava acontecendo na música e também fez muita pesquisa. Isso a levou a conhecer quase todo o time de sete produtores capitaneados por ela em “Amor Geral” e trouxe para o disco uma mistura de house, charme, soul e funk carioca – não o funk pop que se ouve nas rádios. O resultado, ainda que com roupagem contemporânea, mantém a identidade musical que ela construiu ao longo de toda a carreira. Não é à toa que o repertório do show tem seis músicas do novo álbum (as mais agitadas) e sucessos dançantes da cantora. “Quando o disco sai, o segundo desafio – especialmente no meu modo de produzir,

que envolve muita coisa eletrônica, timbragens, sons – é transpor isso para o palco. É muito importante trazer a magia para o público, eu quero proporcionar pra quem vai até o meu show uma viagem estética, musical e de dança”, afirma. O roteiro, ela assinala, é fundamental para isso. “Escolhi músicas que têm a ver com esse amor geral, fomos para o estúdio e criamos tanto sobre as novas quanto as antigas. Fizemos um medley do meu primeiro disco, uma outra versão de ‘Você pra Mim’... é um show bem novo, caprichamos pra chegar num resultado bem inédito”, conta a artista, que recentemente também disponibilizou toda a sua discografia nas plataformas digitais. A dança foi outro elemento que recebeu atenção especial na apresentação e Fernanda é acompanhada por duas vocalistas dançarinas – Alegria Mattos e Victorya Devin – com quem faz coreografias sincronizadas o tempo inteiro. Aliás, aos 55 anos, ela esbanja energia e boa forma, que atribui ao balé clássico, atividade que pratica desde criança, e a uma alimentação equilibrada, mas sem neuras. MERCADO FECHADO Com 35 anos de carreira, ela diz enxergar um cenário hoje bem mais favorável para vocalistas femininas, comparado a quando começou, masainda vêa músicaem geral como um espaço fechado para mulheres. “Tento dar espaço para engenheiras de som, iluminadoras de luz, roadies mulheres na minha equipe, mas é uma restrição tão sistemática que é até difícil encontrar meninas que façam esses trabalhos”, diz. “É uma pena, porque, em geral, mulheres têm uma sensibilidadeincrível, umacapacidade espetacular, foco, determinação, afinal, realizamos umadas tarefas maisdesafiadoras que a vida pode nos apresentar”.

> Fernanda Abreu

Show de lançamento do disco “Amor Geral” Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Sábado (18), às 21h. R$ 40 (inteira)


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MÚSICA Afinidade para além do sangue Mesmo senJessica do filha de Almeida músicos, a cantora Lívia Nestrovski, 28,quandopercebeuqueenveredaria pelo mesmo rumo, preferiu não se apoiar na carreira dos pais. “Sempre tive o apoio de ambos, mas também referências muito altas do que queria fazer e como. Não queria ter que me apoiar neles para construir minha trajetória. Então, fui estudar, fazer minhas coisas”, conta. Esse percurso durou cerca de dez anos, até que seu caminhoacabassese cruzando com o de seu pai, Arthur Nestrovski, 56, violonista e diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Estado de SãoPaulo (Osesp).Oque começou com uma série de shows pelo Brasil e Europa acabou se transformando no disco “Pós Você e Eu” (2016), que eles apresentam em BH no próximo domingo (19). “Eu já tinha uma bagagem e não foi nem uma coisa decidida, mas acabei encontrando meu pai no meio musical. Nesse momento, já fazia mais sentido fazer um projeto com ele porque poderíamos nos encontrar como profissionais que estão compartilhando mais do que só a fa-

miliaridade e a relação afetiva”, comenta a cantora. Apesar disso, foi inevitável nãoescapar douniverso de referênciasafetivascompartilhado pelos dois na hora de escolher o repertório, composto canções como “Londrina”, de Arrigo Barnabé, “Pós Você e Eu”, de Arthur e Luiz Tatit, “Folha Morta”, de Ary Barroso,eos standardsnorte-americanos “I’m Through With Love” e “Body and Soul”. Maisdo que músicasqueridas, há um outro fio condutor entre as escolhas. “Acho que esse fio tem a ver com uma relação entre Música Popular Brasileira,jazz e músicaerudita e como esses três gêneros se relacionam historicamente,musicalmente, textualmente. Mas, no fundo, isso tudo tem a ver com nossa história pessoal que abrange tudo isso” explica. DESDOBRAMENTOS A apresentação traz tudo o que está no disco e vai um pouco além. “Algumas coisas vieram depois da gravação, porque continuamos fazendo arranjos e a cada show vamos colocando uma coisinha nova. Tem um arranjo lindo de “Ai Ioiô (Linda Flor)” (Henrique Vogeler, Luiz Peixoto e Marques Porto), canção de 1929, uma pérola que eu amo. Coisas assim, que eu acho que já são a

Dom. 19.mar.

preparação para um próximo disco”, revela. A parceria entre os dois também foi responsável por uma mudança em sua relação. “Uma das minhas maiores alegrias, hoje, é fazer esses shows com a Lívia. Até por que ela mora no Rio e a desculpa dos shows é a melhor possível para a gente passar mais tempo juntos. Fazer música também estreita a relação, num plano diferente

DANIEL KERSYS/DIVULGAÇÃO

do habitual: um entendimento que se dá numa outra dimensão”, diz o violonista. E ela complementa: “Eu acho que a música é um lugar onde as pessoas se comunicam de uma outra forma. De fato é uma linguagem muito profunda e o tipo de relação que se estabelece entre pessoas que conseguem conversar entre si pela música é muito especial e muito único, completamente diferente

de outro tipo de comunicação”, analisa. “É algo de que o público também usufrui e poder ter isso com pessoas que você ama é ainda mais e especial e mais profundo”, diz a artista, que também tem um projeto com seu marido, Fred Ferreira. Um dia antes do show, Lívia ministra uma masterclass de improvisação vocal para estudantes e profissionais da música. “É uma ferramenta

maravilhosa para desenvolver a criatividade e a musicalidade”, explica.

Lívia e Arthur >Nestrovski

Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Dia 19 (domingo), às 19h. R$ 60 (inteira) Masterclass de Improvisação Vocal, com Lívia Nestrovski. Dia 18 (sábado), das 10h às 14h. Casa - Centro de Arte Sabassi (av. do Contorno, 6.399, Savassi). R$ 125 (mais taxas). Informações pelo email masterclass.livia@gmail.com

Filarmônica toca ‘Star Wars’ Dom. 12.mar.

ALEXANDRE REZENDE/DIVULGAÇÃO

O regente Marcos Arakaki trabalha com apresentações didáticas há cerca de dez anos

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais escolheu mesmo o lado mais equilibrado da força e resolveu apresentar a trilha de “Star Wars”, mais uma vez regida pelo maestro Marcos Arakaki. A “Suíte para Orquestra” abre a série 2017 dos Concertos para a Juventude oferecendo aos fãs da saga a luxuosa chance de ouvir a obra de John Williams dentro da Sala Minas Gerais. Marcado para o próximo domingo (12), o programa “Era Uma VezumaOrquestra” aindaoferece a apresentação de “Abertura Cubana”, de Gershwin, “Concerto para violoncelo em ré menor: I. Prélude: Lento – Allegro maestoso”, de Lalo e “Pelléas e Mélisande, op. 80: Suíte”,deFauré.Ovioloncelista Leonardo Altino é o solista convidado para a ocasião. “É sempre um sucesso tocar trilha de filme. Da primeira vez que tocamos ‘Star Wars’, em Inhotim, tinha gen-

te fantasiado até de Darth Vader na plateia. Agora, no primeiro dia de vendas, em apenassete horas, todos osingressos estavam esgotados. Mas é importante lembrar que essa é apenas uma parte do trabalho que vamos apresentar”,

PROGRAME-SE 23/4, às 11h Era Uma Vez o Amor. Vendas: 24 de março 11/6, 11h Era Uma Vez o Macabro. Vendas: 12 de maio 10/9, às 11h Era Uma Vez o Brasil. Vendas: 11 de agosto 15/10, às 11h Era Uma Vez o Mundo das Crianças. Vendas: 15 de setembro 5/11, às 11h Era Uma Vez Três Contos Universais. Vendas: 6 de outubro

pondera Arakaki, valorizandoo potencial docinema paraatrair públicopara a música com orquestra clássica. “As músicas escritas para ocinematêmumapeloemocional muito grande e a trilha de ‘Star Wars’ é muito bem escrita. O legal disso é que, com esse repertório, conseguimos atrair um público que talvez esteja assistindo a uma orquestra pela primeira vez”, comenta o maestro, que completa: “a formação de público é um objetivo fundamental do nosso trabalho. Queremos tornara orquestramais acessívelà população”.Osingressos dos Concertos para a Juventude começam a ser vendidos um mês antes.

Concertos para a >Juventude

Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1090, Barro Preto). Domingo (12), às 11h. R$ 6 (inteira), ingressos esgotados.


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MÚSICA Tête-à-tête com Guinga No palco, o contato do artista com o público acontece “por atacado”, compara o cantor, compositor e instrumentista carioca Carlos Althier de Sousa Lemos Escobar, ou simplesmente Guinga. “Quando você entra no palco, não vê os rostos, mas uma massa – e isso mesmo para mim, que não sou de fazer show para 5.000 pessoas, e sim para, no máximo, 500, uma média de 300. Você sabe que as pessoas estão te olhando, você está se expondo, mostrando as suas aptidões, a sua obra – mas não vê os rostos”. Não por outro motivo, a iniciativa que o traz a Belo Horizonte na próxima quinta (16), é vista pelo artista como mais do que aprazível. Guinga inaugura, na Funarte MG, a edição 2017 do projeto “Retratos de Artista”, no qual, com a intermediação da jornalista Daniela Zupo, pretende estabelecer uma conversa intimista e prazerosa com o público. Em pauta, temas como criação, existência, método de trabalho, arte em geral, cultura, inspiração, encontros, desencontros, vida e obra. O objetivo é permitir uma troca de ideias direta entre artista e público. “Esse contato, sim, considero Patrícia Cassese

‘no varejo’. Trabalhei mais de 30 anos como dentista e, ali, estabelecia uma relação com o paciente, porque, óbvio, não conseguiria atender mais de um ao mesmo tempo. É disso que estou falando, é diferente da relação com palco. O tête-à-tête, o cara a cara, o olho no olho, o face a face”, diz. Vale lembrar que Guinga esteve recentemente na cidade – no caso, para um trabalho muito específico: tocou num casamento em pleno sábado de Carnaval. “É que a noiva adora (a música) ‘Catavento e Girassol’, e, então, o noivo me contratou para fazer uma surpresa”, diz, com alegria. No geral, ele diz adorar a cidade. “Tenho muitos amigos aí. Aliás, mais que amigos, mestres, como Juarez Moreira, Chiquito Braga, Toninho Horta, o genial Rogério Leonel... Também era amigo do Fernando Brant. Para não citar Murilo Antunes, Makely Ka, Sérgio Santos, Renato Motta, Flávio Henrique...”. Depois de Belo Horizonte, Guinga faz uma apresentação do show do disco “Canção da Impermanência” em São Paulo. “Daí, vou para Itália, onde farei concertos durante 15 dias. Na verdade, gravei um disco na Itália, ‘Intimidade’, e vou lançá-lo na companhia da pianista romana Stefania Tallini. Vou fazer alguns concertos sozinho e dois com ela. Se no disco can-

sábado (11) ALINNE ROSA Cantora baiana estende o Carnaval Clube Chalezinho (av. Mário Werneck, 530, Buritis). Às 14h. R$ 110 (masc), R$ 80 (fem.)

GRUPO TECTUM

Qui. 16.mar.

MANFRED POLLERT/DIVULGAÇÃO

Espetáculo com obras do compositor Edson Zampronha e do Tectum. Sala Sergio Magnani da Fundação de Educação Artística (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Às 20h. R$ 20 (inteira)

domingo (12) LG LOPES Show em voz e violão do compositor mineiro Idea Espaço Cultural (r. Bernardo Guimarães, 1200, Funcionários). Às 19h. R$ 15 (inteira)

MUSIC OF THE DAY Com as bandas “Quinteto sem Nome” e “A Vitrolinha” Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 18h. R$ 20 (inteira)

NOTURNOS MUSICAIS Artistas renomados apresentam recital "Barroco Europeu" Sala Sergio Magnani da Fundação de Educação Artística (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Às 19h. R$ 20 (inteira)

RUBINHO DO VALE Apresenta o show “Ser Criança é Bom Demais” Memorial Minas (praça da LIberdade, 640, Funcionários). Às 11h. Gratuito.

terça (14) O violonista volta a BH para um contato “no varejo” com seu público, na Funarte MG SINFÔNICA E LÍRICO AO MEIO DIA

to em italiano? Não, jamais cantaria em outra língua”, diverte-se. Sobre “Canção da Impermanência”, o 17º título de sua discografia, ele ressalta que é um disco totalmente autoral. “Um álbum de voz e violão, feito como se eu estivesse tocando no meu quarto. Ali não tem mentira, emenda, maquiagem. É um

retrato do que sou hoje, aos 66 anos de idade. Até porque, nesta altura da vida, não teria mesmo porque ficar mentindo. Não que seja contra a tecnologia, mas resolvi gravar sem artifícios”. Em tempo: as próximas edições de “Retratos do Artista” convidam Dona Onete (PA), no dia 23, e Mateus Aleluia (BA), no dia 30, tendo,

como mediadores, Tutti Maravilha e Déa Trancoso, respectivamente.

Retratos de >Artista

Com Guinga Funarte MG (Rua Januária, 68, Centro) Quinta (16). Entrada gratuita mediante ordem de chegada (retirada de senhas uma hora antes do evento). Capacidade do local: 150 pessoas. Informações: retratosdeartista.blogspot.com.br ou facebook.com/retratosdeartista

Apresentação da 6ª e 7ª Sinfonia de Beethoven Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro). Às 12h. Entrada gratuita. Mesma apresentação na quarta (15), às 20h30. R$ 20 (inteira).

SARAU DO FILIZZOLA Os convidados da noite serão Marilton, Rodrigo Borges, Wilson Sideral, Dado Prates e Clóvis Aguiar, Sérgio Pererê, Coletivo Negras Autoras. A Autêntica (Rua Alagoas, 1.172, Savassi). A partir das 19h. R$ 1.

quarta (15) MERCURY RECORDS/DIVULGAÇÃO

WORLEN KAIZER

JOSÉ LUIS PEDERNEIRAS/DIVULGAÇÃO

Lançamento do álbum autoral “Inspiração” Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h. R$ 30(inteira)

da múica pop, o britânico 6 Prodígio Jake Bugg faz show em BH Cantor chega à capital mineira pela primeira vez com o show de seu novo CD, “On My One”, no qual esteve por trás de toda a produção e de quase todos os instrumentos do álbum. Aos 22 anos, prodígio da música pop, este já é seu quarto trabalho e reverbera algumas das influências do músico, como o rock dos Rolling Stones, Oasis, Everly Brothers e Jimi Hendrix. Onde Music Hall (av. do Contorno, 3229, Santa Efigênia) Quando Sábado (11), às 21h Quanto Ingressos esgotados. Tunai e Wagner Tiso em “Saudade da Elis” Eles estiveram ao lado de Elis Regina no momento do crescimento da MPB dos anos 70 e agora se unem em um arranjo de voz, piano e violão para homenagear a Pimentinha. O show irá reviver os clássicos eternizados na voz de Elis, como “O Bêbado e o Equilibrista” e “Trem Azul”, Onde A Autêntica (r. Alagoas, 1172, Savassi) Quando Quinta-feira (16), às 21h Quanto R$ 40 (em pé, promocional) e mesas a partir de R$ 250

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quinta (16) BANDA VITRINNE Show “1º de Janeiro” Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 19h. R$ 10 (inteira)

sexta (17) MARCELO D2 & SAIN

PEDRO DAVID/DIVULGAÇÃO

Machado se apresenta no 6 Marina projeto Domingo no Museu, no MAP A cantora preparou uma apresentação especial para o projeto. Ela vai revisitar as canções de seu primeiro CD solo, “Baile das Pulgas”, lançado em 1999, entre elas, a homônima “Baile das Pulgas”, de Lúcio Tadeu e Fernando Brant; “Singular” e “Panamericana”, de Chico Amaral; “Casa Aberta” e “Bagaceira”, de Chico Amaral e Flávio Henrique. Onde Museu de Arte da Pampulha (Av. Otacílio Negrão de Lima, 16.585). Quando Domingo (12), às 11h. Quanto Gratuito

Cantor volta a BH com o filho para show no Chalezinho Clube Chalezinho (av. Mário Werneck, 530, Buritis). Às 22h. R$ 40 (fem 1° lote), R$ 60 (masc 1º lote)

O SAMBA BATE OUTRA VEZ Quatro grupos e dois convidados irão homenagear sambistas mineiros. Music Hall (av. do Contorno, 3239, Santa Efigênia). Às 22h. R$ 30 (inteira)

TRIBUTO A CAZUZA O show é composto por grandes sucessos do cantor e compositor, como “Bete Balanço” ou “Exagerado”, entre outros clássicos. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Às 21h. R$ 80 (inteira). R$ 70 (inteira, 1° lote)


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LITERATURA Sabino sob a ótica de Werneck O jornalista e escritor Humberto Werneck, 72, tinha apenas 12 anos quando leu “O Encontro Marcado”, de Fernando Sabino (1923-2004) e, desde então, revisitou a obra inúmeras vezes, sempre encontrando algo novo a cada retorno.Mas foi só muito depois dessa primeira leitura que ele conseguiria compreender a sensação de que aquilo era completamente diferente de tudo o que já tinha visto na literatura brasileira até então. “A quase totalidade dos escritores brasileiros naquela época eram formados muito por influência da literatura francesa ou italiana. Jessica Almeida

De repente se tem uma pessoa que produzia algo com uma marca muito grande da literatura norte-americana, o quese traduz num tipode narrativa mais rápida, seca, veloz. Um estilo menos enfeitado do que se via em geral”, explica Werneck. Essaeoutrasanálises,o mineiro radicado em São Paulo, que foiamigo de Sabino, apresenta no primeiro encontro de 2017 do projeto Letra em Cena... Como Ler, que acontece na próxima quarta (15). A leituradetrechosda obra,dessa vez, fica por conta do ator Arildo de Barros, do Grupo Galpão. A influência dos Estados Unidos se devia à formação de Fernando Sabino. “Ele tocava bateria e já nos anos 1930 se

interessava muito por jazz. Já casado, entre os 23 e os 26 anos, ele morou lá e pôde então se deixar influenciar por autores que não eram de muitacirculação,como F.ScottFitzgerald, Ernest Hemingway, William Faulkner. Esses caras não estavam aqui”, afirma. A experiência fez com que o escritor se tornasse um homem de mais ação do que os intelectuais do período. E isso serefletia no seu modode narrar, que era cinematográfico – uma das primeiras figuras, aliás, a fazer essa constatação foi o cineasta Glauber Rocha (1939-1981), aos 18 anos, quando escrevia para uma revistabaiana.“OEncontroMarcado” não tem longas digressões, não há reflexões, a ação é de tirar o fôlego. FERNANDO ERA POP Werneck lembra das iniciativas de Sabino que não estavam necessariamente ligadas à escrita, mas dialogavam com essa postura. “Ele fundou duas editoras com o Rubem Braga, a primeira delas, Editora do Autor, que foi da maior importância para a divulgação da literatura brasileira feita naquele momento – Manuel Bandeira, Vinicius de Moraes, Mário Quintana. Ou seja, que não se preocupava só em editar os caras do

passado”, diz. “Depois eles criaram a Editora Sabiá, que foi quem lançou entre nós Gabriel García Márquez em 1967 com ‘Cem Anos de Solidão’, que ainda não tinha sido traduzido. Ele movimentava BH com lançamentos de livros, nos atraía muito, moleques daquela geração”.

Qua. 15.mar.

PAULO LEITE/DIVULGAÇÃO

CELEBRAÇÃO Lançado em 1956, “O Encontro Marcado” completou 60anosdelançamentoem outubro doano passado. O evento, portanto, faz parte das comemorações da efeméride, que seguem 2017 adentro. O curador do projeto, José Eduardo Gonçalves, assinala que além de uma obra importantepara o contexto da literatura brasileira, ela dialoga com a cidade e com o próprio Minas Tênis Clube, onde será realizada a atividade. “Fernando Sabino foi nadador do Minas e o clube é o citado no livro. Conseguimos um casamento perfeito entre o livro, a cidade e o personagem”.

em Cena... >ComoLetra Ler

Humberto Werneck analisa “O Encontro Marcado”, de Fernando Sabino, com leitura de trechos da obra por Arildo de Barros. Café do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1027). Dia 15 (quarta), às 19h. Entrada franca, com retirada de ingressos no sympla.com. br/letra-em-cena-como-ler__118469

Imagens

Serão expostas no clube fotografias que ilustram o período em que a história do livro se passa

Sempre um Papo recebe Sergio Rodrigues O escritor e jornalista vem a Belo Horizonte para o debate e o lançamento do livro “Viva a Língua Brasileira – Uma Viagem Amorosa, Sem Caretice e Sem Vale-tudo, pelo Sexto Idioma Mais Falado do Mundo – o Seu” (Cia das Letras). O almanaque ensina de forma divertida e desfaz mitos sobre a língua portuguesa, reunindo crônicas publicadas na imprensa nos últimos 15 anos. Onde Auditório da Cemig (rua Alvarenga Peixoto, 1200, Santo Agostinho) Quando Terça-feira (14), às 19h30. Quanto Gratuito

BEL PEDROSA/DIVULGAÇÃO

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Coletivo artístico ZiNas publica antologia Mulheres, indígenas, negros e pessoas LGBT protagonizam “Vidas, Quadrinhos e Relatos”, primeiro livro organizado pelo coletivo de artistas mineiras ZiNas. Fruto do projeto de mesmo nome, a publicação reúne ilustrações e textos abordando assuntos como feminismo, transexualidade, representatividade de mulheres negras, indígenas e acessibilidade e a produção independente local. Onde Sesc Palladium (Av. Augusto de Lima, 420) Quando Quarta-feira (15), às 19h. Quanto Gratuito. O livro será vendido a R$ 25.

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de Jesus tem 6 Clementina trajetória narrada em livro Cantora que marcou a música popular brasileira, e morreu há 30 anos, Clementina de Jesus tem sua biografia lançada em BH. Em “Quelé, a Voz da Cor: Biografia de Clementina de Jesus” (Ed. Civilização Brasileira), o passado pouco conhecido da cantora e toda sua trajetória foram repassados pelos autores – Felipe Castro, Janaína Marquesini, Luana Costa e Raquel Munhoz. Onde Livraria Ouvidor (r. Fernandes Tourinho, 253) Quando Neste sábado (11), às 11h Quanto Entrada gratuita. O livro será vendido a R$ 49,90

ANA SCHIRMER/DIVULGAÇÃO

Ana Martins Marques conversa sobre poesia A autora dos livros “Da Arte das Armadilhas” e “O Livro das Semelhanças”, vencedores de prêmios importantes no circuito de literatura nacional, promove na próxima quinta (16), uma palestra a convite do projeto “UFMG, 90”, que celebra o aniversário da instituição. Doutora em literatura comparada, a poetisa conversará e discutirá os percursos da poesia na atualidade Onde Auditório 1 do prédio CAD 2 da UFMG (av. Pres. Antônio Carlos, 6627, Pampulha) Quando Quinta (16), às 19h Quanto Entrada gratuita

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ED. CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA/DIVULGAÇÃO

SOBRE LIVROS

RODRIGO VALENTE/DIVULGAÇÃO


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ARTES CÊNICAS Para os quartos do La Movida Não há dúvidas de que o La Movida caiu nas graças do público mineiro. O projeto, que adentrou o calendário cultural da cidade há quase dois meses, segue abrindo suas portas para receber as novidades da cena teatral belo-horizontina. Até o final de abril, a iniciativa segue funcionando no casarão localizado próximo ao cruzamento entre a avenida Afonso Pena e a rua Santa Rita Durão. O espaço, vale lembrar, teve seus quartos transformados em palcos, para acolher as estreias semanais. Na sequência, o projeto idealizado pela produtora cultural Clarice Castanheira e pelo ator Guilherme Théo se muda para outro ponto da cidade, ainda não divulgado. Aliás, o caráter itinerante e o frescor conferem ao La Movida um caráter singular: afinal, as micropeças são trocadas após curtas temporadas. Nesta semana, por exemplo, há duas novidades: “Last Dance”, do Este Coletivo, e “Destinatário”, da Companhia Negra de Teatro, que serão encenadas respectivamente neste sábado (11) Lara Alves (*)

e no domingo (12). SOBRE CARTAS E FILHOS Trazer à baila questões referentes ao empoderamento da identidade e do corpo negros no teatro é a prioridade da Companhia Negra de Teatro. E com a micropeça “O Destinatário” não poderia ser diferente. Munido do texto escrito pela autora mineira Ana Maria Gonçalves, o diretor da companhia, Felipe Soares, convidou a atriz Michele Bernardino para viver, no palco, as angústias de uma mulher negra que redige uma carta ao filho que ainda não nasceu, contando suas histórias e narrando as fragilidades do mundo. “O texto traz questões que são minhas também, questões sobre a mulher negra, seus desejos, seus processos de tentar alcançar tudo o que espera para si e repetindo isso para si através do diálogo com um filho que ainda está por vir”, conta Michele.

ISIS MEDEIROS/DIVULGAÇÃO

A Cia Negra de Teatro apresenta as angústias de uma mãe que escreve cartas a seu filho que irá nascer

Apresentado no Festival de Cenas Curtas, “Last Dance” (abaixo) é uma das atrações do sábado (11) BRUNA BRANDÃO/DIVULGAÇÃO

Lorena Tófani, do Este Coletivo, conduzem o público de “Last Dance” pelos descaminhos dos abusos que permeiam a relação entre um casal de atores que, além do palco, divide a vida. “Os personagens expõem a sua relação e a nossa proposta é falar das coisas menores que criam o machismo e os relacionamentos abusivos, mas que, às vezes, passam despercebidas”, explica Henrique.

PEQUENOS ABUSOS Encenar o que se passa nas coxias de uma peça teatral pode ser um modo de expor ao público as asperezas da vida do artista. Mergulhados em um texto autoral, os atores Henrique Cordoval e

Apresentada no Festival de Cenas Curtas do Grupo Galpão, a cena vai gerar, ainda este ano, um espetáculo longo. ( * sob a supervisão de Marília Mendonça)

La Movida >Microteatro Bar

Rua Santa Rita Durão, 153, Funcionários, 98448-2598). R$ 8 (por peça) - Sábado (11), com a peça “Last Dance”, a partir das 21h. - Domingo (12), com a peça “Destinatário, a partir das 21h

A arte em tempos sombrios sáb. e dom. 11 e 12.mar.

FILLIPE HOTT/DIVULGAÇÃO

Texto de Guarnieri passou por pequenas adaptações

Em tempos sombrios, a criação artística, atravessada por urgências, vê-se diante de impasses, de indignações e da interrogação sobre o que fazer com o ofício diante de atrocidades sociais e rumos políticos governados pelo interesse do capital. A resposta encontrada por Leonardo Lessa, ator do grupo Teatro Invertido, está na adaptação de “Um Grito Parado No Ar”, texto do ator, diretor e dramaturgo italiano (radicado no Brasil) Gianfrancesco Guarnieri (1934-2006), em cartaz até domingo, dentro da programação Criações de Bolso do Sesc Palladium. A produção é estreia de Lessa na direção após participar do programa Centro de Criação para Atores e Diretores (Cecad), projeto desenvolvido pelo Sesc e dirigido pelo diretor e dramaturgo Eid Ribeiro. Escrito em 1973, em plena violência da ditadura, a pe-

ça de Guarnieri parte de questões encontradas por um grupo teatral no exercício da criação artística, evidenciando as influências e os impactos de um contexto externo carregado de uma política de desmantelamento social. “A dramaturgia é construída em torno de um ensaio atravessado por problemas de produção, sendo os artistas obrigados a resistir cada vez mais com menos recursos para estrear seus trabalhos. Guarnieri deixa a leitura da metáfora para o espectador, mas, pelas provocações deixadas no texto, quem vê a peça pode traçar relações com outras formas de luta e resistência”, conta Lessa. Os conhecimentos adquiridos pela experiência no dia a dia como artista e pelos esforços para exercer o ofício foram o nó que atravessaram Lessa quando ele conheceu o texto de Guarnieri. O encontro textual era a oportunida-

de para conjugar em cena algumas de suas vivências que guiam suas escolhas artísticas e políticas. EXPERIÊNCIAS Além de ator do Teatro Invertido, Leonardo também atuou no campo da gestão como coordenador do Galpão Cine Horto e foi diretor do Centro de Artes Cênicas da Funarte, exatamente num período de manifestações e de ocupações do local, ocorridos no ano passado, em protesto à extinção do Ministério da Cultura. “Eu voltei dessa experiência refletindo como fazer teatro num tempo de infinitas urgências. Como criar nesse turbilhão de opressão, de retrocesso, de perdas? Como o teatro consegue responder a tantas mudanças, tantas ameaças aos direitos? A partir disso, fui buscar referências nos autores que produziram em períodos de exceção, como Boal e

Vianninha, até chegar a este texto”. Nos palcos, ele acaba por refletir também a experiência em curso como integrante da gabinetona, união das equipes das vereadoras Áurea Carolina e Cida Falabella. “Vejo diariamente tantos direitos sendo ameaçados e me reconheço como parte de um segmento teatral com poucos direitos assegurados, da dificuldade de aposentar, ser contratado, ter estabilidade. Esse trabalho é, de alguma maneira, uma forma de conectar minhas atuações e, ao mesmo tempo, um estímulo para experimentar esse espaço da direção”, afirma. (Joyce Athiê)

>no ArUm Grito Parado

Teatro de Bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Sábado (11), às 20h, e domingo (12), às 19h. R$ 10 (inteira)


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ARTES CÊNICAS A arte que se recusa a esquecer Exatos cem dias após ser diagnosticadacomum tumor cerebral, em 2010, a arquiteta Marpe Facó faleceu, deixando três filhos – entre eles, o ator Álamo Facó. Após acompanhar todo o tratamento, a luta e o dia a dia da mãe, ele mergulhou fundo e experimentou uma verdadeira jornada emocional que resultou, após cinco anos, no texto “A Síntese do Relevante”, de onde, em 2015, nasceu o monólogo “Mamãe”. “Foi o período mais triste da minha vida, mas não o mais depressivo. O cérebro nos faz esquecer coisas terríveis para aguentar e seguir adiante. Mas então vem o lado artista, com a sua inquietude de vasculhar o passado e querer levar ao mundo uma mensagem muito maior”, revela. Dando voz ao que imagina terem sido os anseios de sua mãe, relembrando seu comportamento, e também o de seu pai, a peça, em carLetícia Fontes

teatro adulto ACREDITE, UM ESPÍRITO BAIXOU EM MIM Dir. Sandra Pêra Com Ilvio Amaral, Maurício Canguçu, Carolina Cândido A comédia conta a história de um homossexual assumido que, inconformado com a própria morte, foge do céu para viver novas experiências. Teatro Raul Belém Machado (r. Jauá, 80, Alípio de Melo, 3277-6437). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 30 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc). Até 19/3.

A INOCÊNCIA ESTÁ PERDIDA Dir. Matheus Martone Com Matheus Ceará O humorista volta às suas origens, revelando suas histórias de infância, incluindo os causos de seus avós e suas experiências vividas. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Sex. (17), às 21h. R$ 80 (plateia 1, inteira); R$ 60 (plateia 2, inteira).

CACHORRO ENTERRADO VIVO Dir. Marcelo do Vale Com Leonardo Fernandes Abordando assuntos como crueldade, delicadeza e dor, a peça mostra um vigia que recebe a proposta de um passante de preparar uma cova e enterrar seu cachorro. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). Qui. Neste sáb. (11), às 20h; dom. (12), às 19h. R$ 30 (inteira).

DOIDA Dir. Inês Peixoto Com Teuda Bara Um ensaio poético a partir da loucura e da obra de Drummond, que também trata de temas universais como o feminino, a marginalidade e a infância, além de, claro, Minas Gerais. Gruta (r. Pitangui, 3613 C, Horto). Neste sáb. (11), às 21h; dom. (12), às 19h. R$ 30 (inteira).

INFILTRADXS

taz no próximo fim de semana no Sesiminas, não traz o drama exacerbado, nem a estética de tons pastéis de um hospital. A montagem tem como prioridades o encontro com o espectador e a busca por retratar a morte como um leque de possibilidades. “Há gritos que precisavam sair, entre eles, o desejo por entender como lidamos com esses momentos, que, no fundo, dizem respeito a todos nós. Eu queria expor meu olhar sobre como lidamos com o doente terminal e as limitações da medicina clássica”, conta o ator. Não se atendo a uma realidade documental, Álamo assume dois personagens na montagem. Ele dá voz a uma mãe forte e ao mesmo tempo fragilizada no leito, quando reativa memórias que são confundidas pelo estado de coma; e ao filho, que representa as variações do consciente e os limites do amor entre mãe e filho. “A peça não é mais só sobre ela, é sobre todas essas pessoas e sobre quem as assiste também. Por isso, desde o início, sabia que a história de

Dir. Antônio Hildebrando Com Alunos da Escola de Belas Artes da UFMG O espetáculo se apresenta de maneira provocativa, como “impróprio para menores de 18”, com “temática complexa”, “cenas de nudez erotizada e de pornografia leve”. E “violência explícita e subliminar”. Auditório Álvaro Apocalipse da Escola de Belas Artes da UFMG (av. Pres. Antônio Carlos, 6627, Pampulha). Neste sáb. (11) e dom. (12), às 18h. Entrada gratuita.

INUTILEZAS Dir. Moacir Chaves Com Gabriel Braga Nunes e Bianca Ramoneda O texto reúne diferentes momentos da obra de Manoel de Barros, costurados por Bianca. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Neste sáb. (11), às 21h; dom. (12), às 18h. R$ 40 (inteira).

JUCA CHAVES EM RITMO DE LAVA JATO Dir. Juca Chaves. Com Juca Chaves Sit Down Comedy do “Menestrel do Brasil” traz modinhas e trovas mordazes, com letras criativas. Uma ironia ao momento que vive o Brasil após tantas reviravoltas na política nos últimos anos. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Sáb. (11), 21h. Sessão extra dom (12). R$ 70 (1° lote, inteira); R$ 80 (2° lote, inteira); R$ 100 (3° lote, inteira); R$ 120 (4° lote, inteira).

LAZARILLO DE TORMES Dir. João das Neves Com João das Neves, Glicério Rosário e Rodrigo Cohen Em uma velha mansão espanhola, ao derrubarem uma parede, dois operários descobrem uma biblioteca com livros ocultos aos olhos da Santa Inquisição. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 30 (inteira). Até 19/3.

MAMÃE (Leia mais nesta página)

O HOMEM DA CAMISA BRANCA Dir. Marcos Azevedo

Sex. a dom. 17 a 19.mar.

ANDRÉ MACEIRA/DIVULGAÇÃO

Álamo Facó relata em peça os últimos cem dias de sua mãe, vítima de um tumor no cérebro

minhamãeteriaqueserahistória de cada um que se senta no teatro. Busquei, então o perfil de uma mulher forte e um filho que fosse o oposto, que fosse rebelde com ela”, destaca o ator, que, embora afirme não ter muito do personagem, recorda que, em algum momento, a relação conflituosa entre

pais e filhos sempre se repete. “Com a vinda da adolescência, fui rebelde. Não era o filhinho da mamãe, viajava e não contava, mas a gente sempre foi muito ligado”, revela.

Com Phila 7 O espetáculo parte da simbólica imagem do chinês que enfrentou tanques de guerra em 1989. No espetáculo, o foco é o condutor do tanque. Teatro de bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Sex. (17) e sáb. (18), às 20h; dom. (19), às 19h. R$ 10 (inteira); R$ 4 (comerciário).

ORATÓRIO - A SAGA DE DOM QUIXOTE E SANCHO PANÇA

ainda. Você tem que pagar um local que você não conhece para passar o restante dos seus dias”, desabafa.

MANIFESTO Tecendo críticas às burocracias do sistema de saúde e

até mesmo à resistência da medicina clássica a tratamentos alternativos, a peça veio como um respiro para Álamo. “Foi uma missão. Nestes cem dias de hospital, eu tive certeza de que a forma como o ser humano lida com a morte é horrível. Quando você está mal, você é mais mal tratado

Com Matheus Nachtergaele O ator homenageia sua mãe, a poeta Maria Cecilia Nachtergaele, falecida quando ele tinha três meses, em um espetáculo onde revisita as palavras escritas por sua mãe, acompanhado pelo violonista Luã Belik. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Qui. a seg., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 27/3.

Bastaria escutar o nome de “Salomé” para enxergar a bandeja de prata com a cabeça de São João Batista. Oscar Wilde eternizou a mulher fatal da Bíblia, Richard Strauss a musicou. Nesta versão do clássico, o ator evoca erotismo, terror, política e amor. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Qui. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 20/3.

ção de história, música ao vivo e interatividade do público, ajuda a recontar a clássica história. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Dom. (12), às 16h. R$ 30 (inteira).

ROSA CHOQUE

UM GRITO PARADO NO AR

O CRIVO

Dir. Paula Manata Com Sérgio Pererê e Maurício Tizumba Em terras mineiras, o cavaleiro andante Dom Quixote e seu escudeiro Sancho Pança reaparecem, unindo elementos da obra de Cervantes e da cultura brasileira. Tambor Mineiro (r. Ituiutaba, 339, Prado, 3295-4149). Qui. (16), sex. (17) e sáb. (18), às 20h30; dom. (19), às 19h30. R$ 10 (inteira).

Dir. Cida Falabella Com Cris Moreira e Guilherme Théo Uma abordagem sobre a violência contra a mulher em diversas partes do mundo, violência sexual, social e moral, a partir de outros olhares. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (11), às 20h; dom. (12), às 19h. R$ 20 (inteira).

PROCESSO DE CONSCERTO DO DESEJO

SALOMÉ

Dir. Matheus Nachtergaele

Dir. Diego Bagagal Com Diego Bagagal

(Leia mais na página 16)

teatro infantil BRANCA DE NEVE - POCKET SHOW Cintylante Produções Com Raíssa Alves, Alex Alves, Sheyla Barroso Um espetáculo que reúne teatro, conta-

GRUPO GALPÃO ABRE CURTA TEMPORADA DO ESPETÁCULO “NÓS” GUTO MUNIZ/DIVULGAÇÃO

Estreante de sucesso no ano passado, o espetáculo do Grupo Galpão surgiu de várias inquietações compartilhadas pelos atores. Em cena, sob a direção de Marcio Abreu, que também responde pelo texto junto a Eduardo Moreira, os personagens preparam uma sopa, enquanto debatem questões atuais, como a violência e a intolerância. “Nós” será apresentado em três sessões, no palco do Grupo Galpão Onde Galpão Cine Horto (rua Pitangui, 3613, Horto) Quando Sexta (17) e sábado (18), às 21h; domingo (19), às 19h Quanto R$ 40 (inteira, antecipado); R$ 50 (inteira, bilheteria)

> Mamãe

Com Álamo Facó Teatro de Bolso do Sesiminas (rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Sexta (17), às 21h;sábado (18) e domingo (19), às 19h. R$ 40 (inteira). 12 anos.

dança Dir. João Paulo Gross Com Daniel Calvet e João Paulo Gross Dois intérpretes, juntos, criam relações que só se revelam à medida em que, atravessam suas estórias, o SER-TÃO de Guimarães Rosa, o mundo de cada um. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (11), às 20h. Entrada gratuita (mediante retirada de ingresso via Sympla e bilheteria do teatro a partir de 18h).

La Movida Microteatro Peças de curta duração. Quatro sessões de cada peça aos sábados e domingos a partir das 21h. Neste sábado (11) Last Dance (com Este Coletivo) Guardo meus rancores com o maior carinho (com Gu Freitas) Charlotte-Peixe-Borboleta (com Sandra Albéfaro) Domingo (12) Destinatário (com Cia Negra de Teatro) Guardo meus rancores com o maior carinho (com Gu Freitas) Sala de esquecer (com Raquel Pedras e Cristiano Araújo) La Movida Microteatro Bar (r. Santa Rita Durão, 153, Funcionários, 98448-2598). Sex. e sáb., das 18h às 1h30; dom., das 17h às 23h30. R$ 8 (por peça).


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CINEMA King Kong: O rei está de volta WARNER/DIVULGAÇÃO

Dizem que a definição de loucura é repetir o mesmo erro e esperar um resultado diferente. Pode ter demorado um pouco, mas a Warner parece ter captado a mensagem. Há alguns anos, o estúdio vem tentando produzir um blockbuster de proporções “Marvel” – “Homem de Aço”, “Batman vs. Superman”, “Godzilla”, “A Lenda de Tarzan”, “Esquadrão Suicida” – e nunca acertava a mão. Porque todos eles prometiam diversão, mas eram profundamente chatos. “Kong: A Ilha da Caveira”, que estreia esta semana, é a resposta a isso. O título promete King Kong, monstros, aventura e vísceras. E isso ele entrega. O roteiro escrito a oito mãos pode não ser tematicamente profundo, extremamente originalou ter os protagonistas mais cativantes. Mas ele é divertido, muito bem executado e justifica o absurdo que se cobra pelos ingressos nos multiplex hoje em dia. A trama – passada em 1973, logo após o fim da Guerra do Vietnã – acompanha uma expedição à ilha do título. Liderada por Bill Randa (John Goodman), com escolta do esquadrão de Preston Packard (Samuel L. Jackson), um coronel frustrado Daniel Oliveira

Atenção! A programação abaixo se refere a este fim de semana, dias 11 (sábado) e 12 (domingo).

estreias FOME DE PODER (The Founder, EUA, 2017, 1h55, 10 anos) Dir. John Lee Hancock Com Michael Keaton e John Carroll Após receber uma demanda sem precedentes, o vendedor Ray Kroc adquire uma participação nos negócios da lanchonete McDonald’s e transforma a marca em um gigantesco império alimentício. Del Rey 5: 23h (somente sábado) Del Rey 7: 13h, 18h20 Paragem 2: 16h10, 20h50 Net Ponteio 2: 16h Net Ponteio 3: 18h50 Pátio Savassi 2: 12h50, 18h30, 21h20

INSUBSTITUÍVEL (Médecin De Campagne, França, 2017, 1h42, 12 anos) Dir. Thomas Lilti Com François Cluzet e Isabelle Sadoyan Com o médico local Jean-Pierre doente, Natalie chega da cidade para tentar ajudá-lo e enfrenta dois grandes dilemas: conseguir se adaptar a esta nova vida e substituir o homem que a popula-

O visual do longa é inspirado no clássico “Apocalypse Now”, de Francis Ford Coppola

com a derrota na guerra, a viagem tem fins “científicos”. Mas é claro que os objetivos não são bem esses, e logo King Kong aparece, abate quase toda a escolta e deixa os sobreviventes à deriva na ilha, com três dias para chegar ao ponto de resgate. A partir daí, o elenco se divide em dois grupos que representam as duas respostas típicas ao que eles acabaram de testemunhar: a científica e a bélica. A primeira é capitaneada pelo mercenário inglês James Conrad (Tom Hiddleston) e pela fotojornalista Mason Weaver (Brie Larson). E o segundo é a ferramenta usa-

da pelo roteiro para propor sua questão central: quem é o real inimigo – aquilo em que nós atiramos, ou a pessoa nos mandando atirar? Só que, em vez de se aprofundar nos meandros existenciais dessa indagação, “Kong” prefere explorá-la pelo humor. E a melhor representação disso é Hank Marlow (John C. Reilly), piloto que caiu na ilha durante a Segunda Guerra e que o grupo de Conrad e Weaver encontra. Reilly não rouba, ele sequestra o filme como um Coronel Kurtz que abraçou a luz em vez da escuridão. O ator transforma seus diálogos ex-

positivos em um show hilário de interpretação, mergulhando de cabeça no absurdo de um longa sobre uma ilha de monstros e retornando à tona com um tom que convida o espectador a se divertir com ele. A menção a “Apocalypse Now” não é gratuita, já que o filme é a grande referência do diretor Jordan Vogt-Roberts (“Os Reis do Verão”). Ele e o diretor de fotografia Larry Fong fazem de “Kong” uma versão mais pasteurizada – popular e palatável ao gosto contemporâneo – do clássico de Coppola (pense menos LSD,e mais speed), imprimindo um estilo setentista e um

ção acredita ser insubstituível. Boulevard 4: 14h30, 19h, 21h10 Cidade 3: 16h30, 20h40 Contagem 8: 16h30, 20h40 Del Rey 5: 16h30, 21h Diamond 2: 16h35, 21h50 Monte Carmo 1: 16h Monte Carmo 4: 18h20 Ponteio Premier: 14h, 16h10, 18h30, 21h Paragem 2: 14h Paragem 3: 18h40

Betim 1: 16h10, 20h50 (*) BH Shopping 2: 13h30(*), 16h20(*), 19h, 21h50 BH Shopping 5: 14h30, 17h40, 20h30 Big Shopping 5: 15h40, 18h, 20h20 (*) Boulevard IMAX: 14h, 16h25, 18h45, 21h10 Cidade 4: 13h30, 16h(*), 18h20, 20h45(*) Contagem 1: 13h30, 16h(*), 18h20, 20h45(*) Del Rey 2: 13h20, 15h50(*), 18h20, 21h(*), 23h10 (somente sábado) Diamond 1: 15h25 Diamond 5: 14h20(*), 17h10, 20h Itaú Power 5: 13h30, 16h(*), 18h20, 20h45(*) Minas 1: 13h30, 16h(*), 18h20, 20h50(*) Paragem 5: 16h, 20h50 Monte Carmo 5: 18h30, 20h50(*) Pampulha 1: 14h10, 16h25, 18h40, 20h55 (*) Partage Shopping Betim 1: 11h50, 14h30, 17h30, 20h30 (*) Partage Shopping Betim 4: 21h30 Pátio Savassi 4: 13h30, 16h10, 18h50, 21h30 Pátio Savassi 6: 12h20(d)(*), 15h, 17h50, 20h40, 23h20 (somente sábado) Shopping Estação 3: 14h, 16h45, 19h30, 22h15 (*) Shopping Estação 4: 13h(*), 15h45(*), 18h30, 21h20 Shopping Norte 1: 15h40, 18h10, 20h40 (*) Via Shopping 4: 13h30, 16h (*), 18h40, 21h(*)

anos) Dir. Mick Jackson Com Rachel Weisz e Timothy Spall História da luta legal da escritora Deborah E. Lipstadt para provar uma verdade histórica contra David Irving, que a acusa de difamação por declarar que ele não acredita na existência do Holocausto. Belas 3: 16h30, 21h20 BH Shopping 9: 12h50, 18h10, 20h40

KONG: A ILHA DA CAVEIRA (Kong: Skull Island, EUA/ Vietnã, 2017, 1h58, 12 anos) Dir. Jordan Vogt-Roberts Com Tom Hiddleston e Brie Larson Nos anos 70, após o fim da Guerra do Vietnã, uma expedição irá revelar a origem de King Kong e os mistérios de seu local de nascimento, a Ilha da Caveira (leia crítica no alto da página). Betim 1: 13h50, 18h30 (*) Boulevard 1: 18h30 Big Shopping 2: 14h10, 16h20, 18h30 e 20h40 (*) Cidade 2: 11h40 (somente domingo), 13h50, 16h15, 18h40, 21h (*) Contagem 2: 13h50(*), 16h15, 18h40(*), 21h Del Rey 5: 14h10, 18h40 Itaú Power 4: 13h50, 16h15, 18h40, 21h10 (*) Minas 5: 13h50, 16h15, 18h40, 21h10 (*) Paragem 5: 13h30, 18h30 Monte Carmo 5: 13h30, 16h (*) Pampulha 2: 14h40(*), 16h55, 19h10(*), 21h25 Partage Shopping Betim 4: 15h30, 18h30 (*) Shopping Norte 5: 14h, 18h40 (*) Sessões 3D:

(*) Sessões dubladas

NEGAÇÃO (Denial, EUA/ Reino unido, 2017, 1h51, 12

PAPA FRANCISCO: CONQUISTANDO CORAÇÕES (Francisco: el Padre Jorge, Argentina/ Espanha/ Itália, 2017, 1h44, 10 anos) Dir. Beda Docampo Feijóo História de vida do argentino Jorge Mario Bergoglio, desde o começo de sua preparação até ser sacramentado como o Sumo Pontífice da Igreja Católica, o papa Francisco. Cidade 1: 11h50 (somente domingo),16h10, 20h30 (*) Contagem 3: 13h40, 18h20 (*) Via Shopping 1: 13h50, 18h40 (*) Diamond 6: 16h50 (*), 19h30 Shopping Estação 2: 12h45, 15h15 (*) Monte Carmo 2: 16h10, 20h40 (*) Partage Shopping Betim 3: 16h, 19h (*) (*) Sessões dubladas

PERSONAL SHOPPER (Personal Shopper, França, 2017, 1h50, 18 anos) Dir. Olivier Assayas Com Kristen Stewart e Lars Eidinger Maureen trabalha como “personal shopper” e tem o dom de se comunicar com o mundo dos mortos, algo que ela dividia com o irmão recém-falecido, que parece estar querendo lhe enviar uma mensagem. Belas 1: 14h, 19h

ritmo ágil que impede que o público pense sobre os aspectos menos críveis da história. Maso que realmente faz isso funcionar são os ótimos efeitos visuais, criando monstros perfeitos e gosmentos que tratam o elenco como um bufê self-service. Vogt-Roberts ainda acha espaço para um homenagem ao “King Kong” original na sequência do primeiro ataque de Kong, com uma câmera subjetiva girando dentro de um helicóptero destroçado pelo gorila – que aparece na porta, em back-projection, como no longa de 1933. Com isso e um elenco

SILÊNCIO (Silence, EUA/ Itália/ Japão/ México, 2017, 2h42, 14 anos) Dir. Martin Scorsese Com Andrew Garfield e Adam Driver Século XVII. Dois jesuítas portugueses, Sebastião Rodrigues e Francisco Garupe, viajam até o Japão à procura do mentor deles, padre Ferreira (Liam Neeson), enfrentando a violência da perseguição ao catolicismo. Belas 1: 16h, 21h BH Shopping 6: 17h20, 20h50 Boulevard 2: 15h20, 20h40 Del Rey 7: 15h10, 20h40 Pátio Savassi 8: 18h, 21h50 Ponteio 4: 15h20, 20h40

VERSÕES DE UM CRIME (The Whole Truth, EUA, 2017, 1h34, 14 anos) Dir. Courtney Hunt Com Keanu Reeves e Gugu MbathaRaw Quando um adolescente é acusado de assassinar o pai rico, um advogado é encarregado de defendê-lo no tribunal e revelar a verdade por trás do crime, com a mãe do garoto ocultando diversos fatos essenciais ao caso. BH Shopping 10: 19h20 e 21h40 Cidade 3: 14h30 e 18h40(*) Contagem 7: 14h30, 18h40(*) (*) Sessões dubladas

em cartaz ALIADOS (Allied, EUA, 2017, 2h04, 12 anos) Dir. Robert Zemeckis Com Brad Pitt e Jared Harris

coadjuvante carismático – destaque para o bom Shea Whigham e Samuel L. Jackson,único ator capaz de proferir com seriedade as falas canastronas de seu vilão consumido pela guerra – o ponto mais fraco de “Kong” acaba sendo os “protagonistas” de Hiddleston e Larson. Os dois vivem os papéis genéricos e desnecessários das “pessoas brancas e bonitas”, que não precisam estar ali, e são de longe a parte menos interessante e convincente do longa. O que interessa mesmo é Kong e seus amigos. E esses, meus caros, não decepcionam.

Em uma missão para eliminar um embaixador nazista em Casablanca, os espiões Max Vatan e Marianne Beausejour se apaixonam e se casam. Anos depois, surge a suspeita de uma conexão entre Marianne e os alemães. Indicado ao Oscar de melhor figurino. BH Shopping 9: 15h20 Pátio Savassi 7: 19h

BUGIGANGUE NO ESPAÇO (Brasil, 2017, 1h30, livre) Dir. Alê McHaddo Expulsos da Confederação dos Planetas pelo vilão Gana Golber, sete alienígenas atrapalhados e ingênuos acabam na Terra, onde fazem amizade com as crianças do clube Bugigangue. BH Shopping 10: 12h20 Betim 3: 13h40 Boulevard 5: 15h Cidade 5: 14h20 Contagem 7: 14h30 Del Rey 4: 14h20 Minas 2: 14h20 Paragem 4: 14h30 e 16h20 Via Shopping 5: 14h10 Monte Carmo 2: 14h20 Pampulha 5: 15h15, 17h05

A CIDADE ONDE ENVELHEÇO (Brasil, 2017, 1h39, 12 anos) Dir. Marília Rocha. Com Elizabete Francisca Santos, Francisca Manuel, Paulo Nazareth. A portuguesa Teresa consegue um trabalho temporário de seis meses na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. Ela chega ao Brasil com a certeza que não retornará a Lisboa e quer escrever um novo capítulo de sua vida. Belas 3: 19h30 Cine 104: 16h40 (somente sábado)


almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de março de 2017

19

CINEMA em cartaz (continuação) CINQUENTA TONS MAIS ESCUROS (Fifty Shades Darker, EUA, 2017, 1h58, 16 anos) Dir. James Foley Com Jamie Dornan e Dakota Johnson Após terminar o relacionamento e focar o desenvolvimento de sua carreira, o desejo fala mais alto e Anastasia logo volta aos jogos sexuais do conturbado empresário Christian Grey. Betim 2: 16h20, 20h45 (*) BH Shopping 7: 14h, 16h50, 19h30, 22h20 Big Shopping 4: 16h30, 20h45 (*) Boulevard 2: 13h, 18h20 Cidade 6: 13h30, 16h, 18h30, 21h (*) Contagem 3: 16h, 20h40 (*) Del Rey 4: 18h30, 20h40 Diamond 6: 14h Itaú Power 1: 14h, 16h20, 18h40, 21h (*) Minas 6: 16h10, 18h30, 20h50 (*) Paragem 2: 18h30 Shopping Estação 5: 13h45, 16h20, 19h, 21h45 (*) Monte Carmo 1: 13h30(*), 18h25 Pampulha 3: 19h05 (*) Partage Shopping Betim 2: 16h20 (*) Pátio Savassi 7: 13h Shopping Norte 3: 18h20 (*) Via Shopping 2: 16h10, 18h30, 20h50 (*) (*) Sessões dubladas

ESTRELAS ALÉM DO TEMPO (Hidden Figures, EUA, 2017, 2h07, 10 anos) Dir. Theodore Melfi Com Taraji P e Henson Na Nasa, três matemáticas negras – Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson – ajudam a colocar o primeiro astronauta em órbita terrestre enquanto lidam com o preconceito da instituição. Pátio Savassi 2: 23h50 (somente sábado)

A GAROTA DESCONHECIDA (La Fille Inconnue, Bélgica/ França, 2017, 1h46, 12 anos) Dir. Luc Dardenne, Jean-Pierre Dardenne Com Adèle Haenel e Christelle Cornil Abalada pelo falecimento de uma jovem que procurou a clínica em que trabalha, mas não conseguiu atendimento, a médica Jenny passa a realizar uma investigação pessoal em busca de sua identidade. Cine 104: 18h30(somente sábado)

A GRANDE MURALHA (The Great Wall, EUA, 2017, 1h44, 12 anos) Dir. Yimou Zhang Com Matt Damon e Jing Tian No século XV, um grupo de soldados britânicos combatendo na China percebe que a construção da Grande Muralha não quer apenas proteger a população do inimigo mongol, mas esconde um grande segredo. Betim 2: 14h, 18h40 (*) Big 4: 18h45 (*) Boulevard 5: 16h50, 19h10, 21h15 Cidade 5: 16h30, 18h40, 20h50 (*)

CINEART FILMES/ DIVULGAÇÃO

Contagem 5: 16h30, 18h40, 20h50 (*) Itaú Power 2: 16h30, 18h45, 20h55 (*) Minas 2: 16h30, 18h40, 20h50 (*) Monte Carmo 4: 16h10(*), 20h30 Paragem 3: 21h Pampulha 3: 17h e 21h20 (*) Partage Shopping Betim 3: 13h40, 21h50 (*) Pátio Savassi 1: 14h Shopping Norte 3: 16h20, 20h35 (*) Via Shopping 5: 18h30, 20h30 (*) Sessões 3D: BH Shopping 4: 13h, 15h50, 18h40, 21h20 Del Rey 1: 16h30(*), 18h40, 20h40, 23h(somente sábado) Diamond 2: 19h15 Estação BH 2: 17h40, 20h, 22h30 (*) (*) Sessões dubladas

INTERNET – O FILME (Brasil, 2017, 2h12, 14 anos) Dir. Filippo Capuzzi Lapietra Com Julio Cocielo e Felipe Castanhari Consistindo de oito esquetes, o filme traz a irreverência e a espontaneidade dos conteúdos de humor audiovisual das redes sociais e da internet para o cinema. Boulevard 1: 14h10 Cidade 1: 18h20 Contagem 7: 16h40, 18h50 e 21h Monte Carmo 2: 18h30 Paragem 4: 18h20, 20h40 Pampulha 4: 14h45, 16h50, 18h50, 20h50 Via Shopping 5: 16h10

LA LA LAND – CANTANDO ESTAÇÕES (La La Land, EUA, 2017, 2h09, livre) Dir. Damien Chazelle Com Ryan Gosling e Emma Stone Ao chegar em Los Angeles, o pianista de jazz Sebastian conhece a atriz iniciante Mia e os dois se apaixonam perdidamente, em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade. Vencedor dos Oscars de melhor diretor, atriz, canção original, design de produção, fotografia e trilha sonora. Belas 3: 14h BH Shopping 10: 16h Diamond 1: 18h10 Pátio Savassi 2: 15h30

LEGO BATMAN – O FILME (*) (The Lego Batman Movie, EUA/ Dinamarca, 2017, 1h45, livre) Dir. Chris McKay Solitário e egocêntrico, Batman deve encarar as responsabilidades com um filho recém-adotado, enquanto enfrenta o novo plano do Coringa para que o herói o reconheça como seu maior inimigo. BH Shopping 6: 12h10, 14h40 Boulevard 1: 16h20 Paragem 3: 16h30 Diamond 5: 11h20 Partage Shopping Betim 2: 11h30, 14h Pátio Savassi 1: 11h30 (*) Sessões dubladas

LOGAN (Logan, EUA, 2017, 2h16, 12 anos) Dir. James Mangold Com Hugh Jackman e Dafne Keen Em 2029, Logan ganha a vida como chofer. Debilitado fisicamente e esgotado emocionalmente, ele é procurado por Gabriela, mexicana que precisa da ajuda do ex-X-Men com Laura Kinney, a X-23. Betim 3: 15h30, 18h20, 20h50 (*) WARNER BROS/DIVULGAÇÃO

BH Shopping 1: 12h, 14h50, 17h50, 21h BH Shopping 3: 13h10, 16h10, 19h10, 22h10 BH Shopping 8: 12h30, 15h30, 18h30, 21h30 Big Shopping 1: 15h30, 18h, 20h30 (*) Big Shopping 3: 14h40, 18h15 e 20h45 (*) Boulevard 1: 20h50 Boulevard 3: 13h20, 16h, 18h40, 21h20 Cidade 7: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) Cidade 8: 12h50, 15h25, 18h10, 20h45 Contagem 4: 13h10, 15h45, 18h25, 21h Contagem 6: 12h50, 15h30, 18h10, 20h50 (*) Del Rey 3: 13h (somente domingo), 14h (somente sábado), 15h40 (somente domingo), 16h40 (somente domingo), 18h20 (somente sábado), 19h20 (somente domingo), 21h (somente sábado) e 22h (somente domingo) Del Rey 6: 12h50 (somente domingo), 14h30 (somente sábado), 15h25 (somente domingo), 17h10 (somente sábado), 18h10(somente domingo), 19h50 (somente sábado), 20h50 (somente domingo), 22h30 (somente sábado) (*) Diamond 3: 15h40, 18h40, 21h30 Diamond 4: 11h40, 14h40, 17h40, 20h40 Itaú Power 3: 12h50, 15h25, 18h10, 20h50 (*) Itaú Power 6: 13h (*), 15h40, 18h20 (*), 21h Minas 3: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) Minas 4: 12h50 (*), 15h30, 18h10 (*) 20h50 Paragem 1: 13h, 15h40, 18h20, 21h Monte Carmo 1: 20h45 (*) Monte Carmo 3: 13h (*), 15h40, 18h20 (*), 21h Pampulha 5: 18h45, 21h15 (*) Pampulha 6: 14h, 16h30, 19h, 21h30 (*) Partage Shopping Betim 2: 19h05, 22h (*) Partage Shopping Betim 5: 12h, 15h, 18h, 21h20 (*) Partage Shopping Betim 6: 13h30 (*), 17h05, 20h Pátio Savassi 3: 14h30, 17h20, 20h20 Pátio Savassi 5: 12h10, 15h10, 18h10, 21h10 Pátio Savassi 7: 16h, 22h Ponteio 2: 13h30, 18h40, 21h15 Ponteio 3: 23h20 Shopping Estação 1: 13h15, 16h, 19h10, 22h (*) Shopping Estação 6: 12h (*), 15h(*), 18h (*), 21h Shopping Norte 2: 15h30, 18h, 20h30 (*) Shopping Norte 5: 16h10, 20h50 (*) Via Shopping 1: 16h(*), 21h Via Shopping 3: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) (*) Sessões dubladas

UM LIMITE ENTRE NÓS (Fences, EUA, 2017, 2h19, 14 anos) Dir. Denzel Washington Com Denzel Washington e Russell Hornsby Troy, um homem que sonhava em se tornar um grande jogador de beisebol durante sua infância, acaba frustrado na vida como um catador de lixo. Vencedor do Oscar de melhor atriz coadjuvante. Belas 2: 14h Diamond 2: 13h30 Ponteio 3: 14h Pátio Savassi 8: 14h50

LION – UMA JORNADA PARA CASA (Lion, EUA/ Austrália/ Reino unido, 2017, 1h59, 12 anos) Dir. Garth Davis Com Dev Patel e Nicole Kidman Quando tinha apenas cinco anos, o indiano Saroo se perdeu do irmão numa estação de trem de Calcutá e foi adotado por uma família australiana. Aos 25 anos, ele decide buscar sua família biológica. Diamond 1: 12h50 Net Cineart Ponteio 4: 13h, 18h20 Pátio Savassi 8: 12h

MONSTER TRUCK (*)

Combinando realidade e fantasia “O Labirinto do Fauno” retrata a Guerra Civil Espanhola

(Monster Truck, EUA, 2017, 1h45, livre) Dir. Chris Wedge Com Lucas Till e Jane Levy Procurando um jeito de sair de sua cidade e se dar bem fazendo o que gosta, Tripp constrói uma caminhonete gigante feita com peças de carros sucateados, que acaba hospedando uma estranha criatura. BH Shopping 10: 13h20 Big Shopping 4: 14h30 Cidade 1: 14h Contagem 5: 14h20 Del Rey 1: 14h20 Diamond 3: 12h30 Itaú Power 2: 14h20

Estreia

A Cineart Filmes lança a comédia dramática francesa “Insubstituível”

Minas 6: 14h Monte Carmo 4: 14h Paragem 3: 14h20 Pampulha 3: 14h55 Shopping Norte 3: 14h20 Via Shopping 2: 14h Sessão 3D: Partage Shopping Betim 4: 12h30 (*) Sessões dubladas

MOONLIGHT: SOB A LUZ DO LUAR (Moonlight, EUA, 2017, 1h51, 16 anos) Dir. Barry Jenkins Com Alex R. Hibbert e Ashton Sanders Três momentos da vida de Chiron, jovem negro de uma comunidade pobre de Miami. Do bullying na infância, passando pela crise de identidade da adolescência e a descoberta da sua sexualidade. Vencedor de melhor filme, ator coadjuvante e roteiro adaptado. Belas 2: 16h40, 19h10, 21h30 Cine 104: 20h30 (somente sábado) Boulevard 4: 16h40 Del Rey 4: 16h10 Diamond 1: 21h10 Diamond 6: 22h Pátio Savassi 1: 16h30, 19h10, 21h40 Ponteio Premier: 23h Ponteio 3: 16h40, 21h10

mostras CLÁSSICOS ITALIANOS (*) Programação de filmes de cineastas que marcaram a história cinematográfica da Itália, produzidos entre as décadas de 1940, 50 e 60. Nomes como Federico Fellini, Michelangelo Antonioni, Roberto Rossellini, Vittorio de Sica e Pier Paolo Pasolini integram a mostra. Neste sábado (11) 15h “O Grito” (Il Grido, ITA-EUA, 1957, 1h56) Dir. Michelangelo Antonioni 17h “A Noite” (La Notte, ITA-FRA, 1961, 2h02) Dir. Michelangelo Antonioni 19h15 “O Eclipse” (L’ Eclisse, ITA-FRA, 1962, 1h58) Dir. Michelangelo Antonioni 21h15 “As Amigas” (Le Amiche, ITA, 1955, 1h44) Dir. Michelangelo Antonioni Domingo (12) 16h “8½” (ITA-FRA, 1963, 2h18) Dir. Federico Fellini 18h30 “A Grande Guerra” (La Grande Guerra, ITA-FRA, 1959, 2h17) | 14 anos | 137’ Dir. Mario Monicelli 21h “A Aventura” (L’ Avventura, ITA-FRA, 1960, 2h25) Dir. Michelangelo Antonioni Segunda (13) 16h “Os Eternos Desconhecidos” (I soliti ignoti, ITA, 1958, 1h46) Dir. Mario Monicelli 18h “A Doce Vida” (La Dolce Vita, ITA-FRA, 1960, 2h55) Dir. Federico Fellini

21h “Satyricon” (ITA-FRA, 1969, 2h17) Dir. Federico Fellini Terça (14) 15h “Julieta dos Espíritos” (Giulietta degli Spiriti, ITA-FRA, 1965, 2h17) Dir. Federico Fellini 17h30 “Accattone - Desajuste Social” (Accattone, ITA, 1961, 2h) Dir. Pier Paolo Pasolini 19h30 “Boccaccio 70” (ITA-FRA, 1962, 3h25) Dir. Vittorio de Sica, Federico Fellini, Mario Monicelli, Luchino Visconti Quarta (15) 15h “A Noite” (La Notte, ITA-FRA, 1961, 2h02) Dir. Michelangelo Antonioni 17h “Mamma Roma” (ITA, 1964, 1h46) Dir. Pier Paolo Pasolini 19h “O Evangelho Segundo São Mateus” (Il Vangelo secondo Matteo, ITA-FRA, 1964, 2h17) Dir. Pier Paolo Pasolini 21h15 “Medéia” (ITA-FRA-ALE, 1969, 1h50) Dir. Pier Paolo Pasolini Quinta (16) 15h “O Eclipse” (L’ Eclisse, ITA-FRA, 1962, 1h58) Dir. Michelangelo Antonioni 17h “Verão Violento” (Estate violenta, ITA-FRA, 1959, 1h40) Sessão comentada Dir. Valerio Zurlini 19h15 “Ontem, Hoje e Amanhã” (Ieri, oggi, domani, ITA-FRA, 1963, 1h58) Dir. Vittorio de Sica 21h15 “Duas Mulheres” (La Ciociara, ITA-FRA, 1960, 1h40) Dir. Vittorio de Sica Sexta (17) 15h “Noites de Cabíria” (Le Notti di Cabiria, ITA-FRA, 1957, 1h57) Dir. Federico Fellini 17h “Umberto D” (ITA, 1952, 1h31) Dir. Vittorio de Sica 19h “Vítimas da Tormenta” (Sciuscià, ITA, 1946, 1h33) Dir. Vittorio de Sica 21h “Ladrões de Bicicleta” (Ladri di Biciclette, ITA, 1948, 1h33) Dir. Vittorio de Sica (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita.

3ª MOSTRA DE CINEMA FEMINISTA

Mostra reúne obras cinematográficas contemporâneas, tendo mulheres como realizadoras. Integram a mostras curtas, documentários, videoarte e ficções sobre o universo feminista. Neste sábado (11) 17h Sessão Racistas não passarão “Antonieta”, de Flavia Person; “Permanecer”, de Bruna Teodoro e Yasmin Reis; “Talaatay Nder”, de Chantal Durpoix (Senegal) 18h Sessão Vamos Falar sobre o Feminismo Negro “Do que aprendi com minhas mais velhas”, de Susan Kalik e Fernanda Júlia;

“Mulheres Negras - Projetos de Mundo”, de Day Rodrigues e Lucas Ogasawara 20h30 “Mataram Nossos Filhos”, de Susanna Lira Domingo (12) 16h Mostrinha “Órion”, de Rodriane; “VAZIO”, de Monah Di; “Hora do Lanchêêê”, de Claudia Mattos 17h Sessão Lute como Uma Mulher “Filhas da Síria”, de Stheffany Fernanda; “Ocupação do Hotel Cambridge”, de Andrea Mendonça; “Intervenções Urbanas”, de Lorena Figueiredo; “Uma Família Ilustre”, de Beth Formaggini; “Ocorridos do dia 13”, de Débora Zanatta e Estevan de la Fuente 19h Sessão Existimos porque re-existimos “Na Esquina de Minha Rua Favorita com a Tua”, de Alice Name-Bomtempo; “Arrasa, manx!”, de Sofia Amaral; “Prepara!”, de Muriel Alves; “Avesso”, de Julia Morais 20h30 “Lua em Sagitário” Dir. Marcia Paraiso (Brasil, 2016, 1h40) (*) Cine Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada gratuita.

MIS CINE SANTA TEREZA (*) Sessões gratuitas de cinema no MIS Neste sábado (11) 17h “Eu e Meu Guarda-chuva” (Brasil, 2010, 1h18) Dir. Toni Vanzolini Terça (14) 19h30 “Os silêncios do palácio” (Samt el qusur, Tunísia/França, 1994, 2h08) Cineclube Aranha, Projeto Terça comentada Dir. Moufida Tlatli

CINEMA ESPANHOL DE GUERRA E MEMÓRIA (*) Mostra reúne filmes da cinematografia espanhola de diferentes épocas sob o mote da Guerra Civil Espanhola Neste sábado (11) 19h30 “A Viagem de Carol” (El Viaje de Carol, Espanha, 2002, 1h44) Dir. Imanol Uribe Quarta (15) 19h30 “O Labirinto do Fauno” (El laberinto del fauno, Espanha/México, 2006, 1h48) Dir. Guillermo del Toro Quinta (16) 19h30 “A Mala Mexicana” (La maleta mexicana, México/Espanha/França/EUA, 2011, 1h26) Dir. Trisha Ziffz Sexta (17) 19h30 “Bem Vindo Mr. Marshall” (Bienvenido Mr. Marshall, Espanha, 1h18) Dir. Luís García Berlanga (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita.


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almanaque

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Paulo Bressane bressane@otempo.com.br

Brasil socialista O jornal O TEMPO, sempre plural em suas colunas de opinião, tem agora Márcio Coimbra como seu mais novo articulista. Mestre em ciência política pela Universidad Rey Juan Carlos, em Madri, Coimbra também foi consultor político da Unesco e do Instituto Friedrich Hayek, na Áustria. Mas vamos ao que interessa: em sua coluna de 27/2, “Conservadores”, ele diz

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LEO LARA/DIVULGAÇÃO

Parceiros

Werner Rohlfs, diretor da WR Construtora, e Rui Marinho, fundador e presidente do Hospital de Olhos Rui Marinho

que há muita confusão sobre quem são os conservadores e o que defendem. E que, frente às muitas décadas da predominância da esquerda no Brasil, o surgimento de um movimento de direita é enxergado com ceticismo. Acertadamente, Coimbra diz que há um erro em confundir o regime militar com as ideias conservadoras, em que a grande maioria está dissociada do intervencionismo e próxima do liberalismo econômico.

JÁ NO DIA SEGUINTE, li na coluna da médica Fátima Oliveira “As causas do esgarçamento do tecido político no Brasil”, frases do tipo: “O esgarçamento do tecido político que vivenciamos é uma das muitas facetas da luta de classes, mais acirrado pelo ideário fascista (...) Podemos falar que no Brasil a direita agora não esconde mais que se pauta por ele”. Fátima diz ainda que o PT e a esquerda nada fizeram para elevar a consciência política do povo, e que a burguesia brasileira não tem interesse no progresso social nem em defender as riquezas nacionais. O texto não foge do jargão esquerdista, mesmo frente a todas as evidencias dos desastres que vivenciamos. Felizmente, como disse Márcio Coimbra na coluna citada, “a naturalidade com que os conservadores vêm ocupando espaço está diretamente ligada à fadiga material da esquerda”.

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Fico intrigado com a falta de percepção da ‘ala pensante’ dos esquerdistas

COIMBRA DIZ AINDA que “O indivíduo é elemento essencial desta visão política que acredita na meritocracia, no empreendedorismo e na responsabilização deste como motor da sociedade”. Ponto pra ele. Fico intrigado com a falta de percepção da “ala pensante” dos esquerdistas. Então eles não sabem que o Brasil já é um país socialista, e que por isso mesmo não consegue melhorar seu “tecido social”? Então eles não sabem que o liberalismo jamais encontrou espaço para proliferar suas benesses em meio ao nosso poder público centralizador, gastador, corrupto e convenientemente paternalista? Será que não conseguem avaliar os efeitos devastadores dos governos petistas em nossa desprezível liberdade econômica, cujo aumento da interferência do estado nos transformou em um país ainda mais socialista que a China liderada por comunistas?

QUAL É O PROBLEMA mental da esquerda? Porque não dirigem seu olhar para o exemplo dos países com maior igualdade social e liberdade econômica com uma menor intervenção do estado na economia, como Nova Zelândia, Austrália, Canadá ou Chile, por exemplo. Fátima Oliveira, Leonardo Boff, entre outros socialistas em O TEMPO e demais mídias nacionais, deveriam tentar entender que estamos em crise devido ao excesso de intervenções do estado e o absurdo descontrole dos gastos públicos. E que o povo brasileiro precisa lutar sim, mas por seu direito de trabalhar com liberdade, em vez de ficar pleiteando benesses concedidas por um estado que só age em interesse próprio.

CINEMA Diretrizes para novos tempos DAVID BORNFRIEND/DIVULGAÇÃO

Fechado desde dezembro último, o Cine 104, localizado na praça Ruy Barbosa, 104, voltou a operar na última sexta-feira (10), trazendo três títulos de forte apelo junto ao público cinéfilo – “Moonlight”, de Barry Jenkins, vencedor do Oscar de melhor filme, o premiado “A Cidade Onde Envelheço”, de Marília Rocha, e “A Garota Desconhecida”, dos cultuados irmãos Dardenne, que concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes. Após um 2016 difícil, um dos poucos cinemas de rua da cidade busca se reinventar. “Chegamos a ter sessões com uma ou duas pessoas, ou mesmo até canceladas”, conta o diretor do Espaço 104, Gustavo Ruas. Diante das dificuldades, uma nova forma de pagar as contas se fez necessária. “Conseguimos um pequeJoão H. Motta *

no aporte (R$ 130 mil), do Banco BMG”, diz Gustavo. Mesmo assim, o valor corresponde à metade do que a administração contou ano passado. Por isso, diz ele, o 104 teve que reestruturar a equipe e repensar a ocupação da sala. E a estratégia é tentar atrair mais público, ainda que mantendo o preço popular (R$12, a inteira) na entrada. “Nunca pensamos em ter lucro com bilheteria, mas os custos estavam altos demais e o patrocínio não cobre as despesas de água, luz, funcionários”, prossegue Gustavo. Equilibrar a programação entre os chamados filmes alternativos e os mais populares é uma das tarefas que a nova programadora do espaço, Juliana Antunes, tem no horizonte. “Vamos manter a atividade cineclubista, o CineQuintal, parceria que aproxima realizadores do público e gera discussões importantes”, afiança. E prossegue: “Vou fazer o possível para manter os projetos liga-

dos à produção de Belo Horizonte, como a parceria com a Filmes de Quintal, e continuar a exibir o máximo possível de títulos, nacionais ou não, que não tenham espaço em outras salas”. Juliana adianta que pretende trazer longas nacionais da produtora e distribuidora Zeta Filmes. Outro título previsto é “Futuro Perfeito” (2016), da alemã radicada na Argentina Nele Wohaltz. Ou, ainda, o francês “Na Vertical” (2016), de Alain Guiraudie. Além desses, o 104 vai exibir uma produção que esteve na Mostra Aurora do Festival de Cinema de Tiradentes: “Histórias que Nosso Cinema (Não) Contava”, documentário de Fernanda Pessoa. BARONESA Quem acompanha a cena cinematográfica recente sabe que Juliana Antunes, 28, é o nome por trás de “Baronesa”, que arrebanhou o Troféu Barroco de melhor

longa da Sessão Aurora, na Mostra de Tiradentes. A carreira de cineasta, ela irá equilibrar agora com a de gerir uma sala de cinema alternativa. Na faceta diretora, ela anuncia novidades: o longa “Eu Durmo Comigo”, com Babi Colen (que interpreta a personagem vivida por Sônia Braga na fase jovem no longa “Aquarius”), que viverá uma jovem homossexual da periferia de Belo Horizonte e enfrentará um mundo nada gentil. Segundo a diretora, é a história de uma “mulher ‘metendo a louca no mundo’”. Em tempo: “Baronesa” contou com a ajuda do projeto “Filme em Minas”, programa do governo estadual que foi extinto. Motivo pelo qual Juliana acredita que o “cinema em Minas está sucateado”. “Em breve, iremos sentir os efeitos na nossa grade”, alerta. * Sob a supervisão de Patrícia Cassese

Premiado

“Moonlight” é um dos títulos que marcam reabertura do Cine 104


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estilo MILITÂNCIA> Peças com dizeres estampados mostram que usar o que você pensa está na moda FOTOS AGÊNCIA FOTOSITE

NEILSON BARNARD/AFP

Prabal Gurung desfilou, em Nova York, camisetas com as frases “nossas mentes, nossos corpos, nosso poder”, “o futuro é das mulheres” e “eu sou imigrante” A label brasileira Just Kids mostrou moletons com frases empoderadoras

Frases de efeito As recentes semanas de moda internacionais trouxeram, além de consagradas marcas, desfiles carregados de teor político. Maria Grazia Chiuri, em sua estreia como diretora criativa da Dior no fim do ano passado, levou à cena um verdadeiro manifesto feminista, estampado em camisetas com os dizeres “We should all be feminists” (“Nós todos deveríamos ser feministas”). Já o estilista Prabal Gurung, durante a semana de moda de Nova York, no mês passado, optou pela diversidade e desfilou modelos com camisetas-slogan que traziam dizeres como “o futuro é das mulheres”, “eu sou imigrante”, “nossas mentes, nossos corpos, nosso poder” – frases inspiradas nas ativistas que participaram da Marcha das Mulheres contra o presidente norte-ameriLorena K. Martins

Clima anti-Trump no desfile da Public School

Pyer Moss abriu o desfile com um singelo “nada a dizer”

cano Donald Trump, ocorrida em 21 de janeiro deste ano. No mesmo evento, grifes como Public School, Pyer Moss e Calvin Klein aproveitaram a avalanche de polêmicas envolvendo o Trump para exporem suas visões políticas também por meio da moda. Camisetas e outros acessórios emblemáticos que andam dando o tom nas coleções lançadas recentemente e que proliferam nos feeds das redes sociais mostram que a moda tem, sim, algo a dizer nesta temporada. Para Tarcisio D’Almeida, professor do curso de design de moda da UFMG, estilistas aproveitam o cenário atual para apresentarem seus pontos de vista. “Grifes como a Dior endossam na passarela o que acontece no mundo agora e mostram que a moda não é só consumo. Muitas marcas olham para os fenômenos urbanos e

criam até parcerias com antropólogos e filósofos”, explica. Ainda, de acordo com ele, atualmente, ter opinião por meio das peças é uma decisão pessoal. “Geralmente, quem usa essas camisetas possui informação cultural para ter discernimento e acompanha a realidade do mundo. E ela vai aceitar e se adequar da maneira que quiser”, acredita. BEM ANTES Mas é bom lembrar que a prática de se expressar por meio das camisetas não é recente. “Começou nos anos 60, com o forte movimento da juventude, principalmente na França, e se alastrou pelo resto do mundo. Já naquele período, a camiseta virou uma forma de protesto. A pessoa que veste uma t-shirt com dizeres expõe sua atitude para a sociedade e também está se manifestandose”, acredita Tarcisio.

Street style em Londres mostra jaqueta personalizada com frases divertidas

Quem também já bebeu da fonte foi a extinta Vide Bula. Em 2003, quando desfilou seu inverno no São Paulo Fashion Week, os aplausos ecoaram para uma camiseta estampada com o rosto do então presidente norte-americano George W. Bush com um nariz de palhaço sob a frase “The world is not a joke!” (o mundo não é uma piada!). Antes disso, o início dos anos 2000 também foi marcado pelo “boom” das camisetas de banda. “As pessoas usavam mesmo sem ter o conhecimento musical, mas pela atitude do grupo em questão”, disse Tarcisio. Além de visão política, interesses em comum e lutas, pessoas também entram com palavras de ordem, estampando roupas e acessórios. Provas de que agora é de fato a hora de cada um levantar sua própria bandeira você confere a seguir.

A camiseta da Dior foi usada por fashionistas no mundo inteiro


estilo

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AGÊNCIA FOTOSITE

LUCAS SANGY/DIVULGAÇÃO

Karim Amaral e Yasmin Silveira criaram a MinKa, marca com camisetas que expressam a força feminina

Girl power: feminismo é pauta na moda A moda como uma forma de posicionamento também tem a função de conectar pessoas com interesses em comum – e o feminismo surge como um dos principais movimentos desse segmento. Foi justamente neste contexto de manifesto e diante da necessidade de se posicionar que foi criada, há pouco mais de um ano, a marca mineira de camisetas MinKa, com peças em que o empoderamento feminino é a bola da vez. “Nosso desejo era poder permitir que as mulheres se vestissem da maneira que são e que se sentem, podendo expressar a força feminina, mostrar suas lutas einspirar outras mulheres a lutar”, explicam as sócias Karim Amaral e Yasmin Silveira. As camisetas reproduzem mensagens que dão força à causa feminista e à luta diária das mulheres. “Quando você vê uma mulher com esse tipo de camiseta, lo-

go identifica ali alguém que possui os mesmos anseios que você, os mesmos descontentamentos e que se propõe à mesma luta. E, para a gente, ver isso acontecendo, essa conexão, é maravilhoso”, acreditam. No Instagram, o projeto Giu Couture é especialista em bordar, à mão, frases ou palavras personalizadas nas camisetas e bate na tecla da necessidade de expressão de maneira literal. A campeã de pedidos é a palavra “feminist”, juntamente à expressão “Gay Pride”.

Na passarela de verão 2017, a Dior fez um manifesto feminista. Na camiseta está escrita a frase “We should all be feminists” (“Nós todos deveríamos ser feministas”)

VITRINE Uma das canções mais empoderadoras de Beyoncé na sandália da Renner, R$ 139

Girl Power no pescoço com o colar handmade da Witch & Craft, R$ 25

O São Paulo Fashion Week começa na segunda-feira (13) e se estende até o dia 17. Nesta edição, intitulada de SPFW N43, o evento, que foi criado em 1995, apresenta as coleções de outono/inverno e mostra também um novo momento da moda, em que os desfiles se aproximam da data do varejo, com vendas imediatas – o chamado “see now, buy now”, que faz com que as marcas acelerem o processo de produção e coloquem as roupas à venda quase que imediatamente após os desfiles. No formato anterior, a espera entre a apresentação e o varejo era de seis meses. Já na passarela, os oito minutos – tempo que dura um desfile, em média – geralmente custam cerca de R$ 60 mil. O valor alto é para cobrir uma produção inteira que engloba, além da confecção das peças, convites, modelos, produtor musical, stylist e mimos para a disputada fila A. Dependendo do cachê de celebridade e cenário da passarela, o valor pode chegar a R$ 150 mil ou mais. Bem mais. Seja pelo novo formato da semana de moda ou pelo custo para desfilar que fica cada vez mais alto, o line-up divulgado na semana passada conta com 30 marcas – na última edição foram 36 – e algumas baixas bem significativas. Quem pula a temporada são os estilistas Gloria Coelho, Helô Rocha, Valdemar Iódice, Reinaldo Lourenço e Ronaldo Fraga. O mineiro afirmou, em nota, que seu desligamento da semana de moda paulistana é temporário por causa de uma viagem marcada antes da divulgação das datas dos desfiles. Ele irá para os Estados Unidos

JULIANA JABOUR/DIVULGAÇÃO

SPFW em um novo momento

Croqui da Juliana Jabour, que desfila na próxima quinta-feira (16)

a convite do festival South by Southwest (SXSW), em Austin, e depois seguirá para Israel pesquisar um novo projeto. Por outro lado, o lineup tem boas estreias. Entram nesta temporada a Maison Alexandrine, com coleção assinada por Dinho Batista; as paulistanas A. Niemeyer, Tig e Two Denim; Sissa, nova marca de Alessandra Affonso Ferreira, ex-Isolda; e a mineira Fabiana Milazzo. Com Isabeli Fontana no casting, Fabiana vai apresentar uma coleção em parceria com várias ONGs que fazem trabalhos artesanais em diferentes partes do país. REPRESENTANTES O time de mineiros continua fortemente representado por Apartamento 03, GIG Couture, PatBo – cuja coleção mescla o universo streetwear com roupagens luxuosas –, Jardin (como parte do Top 5 Sebrae) e Juliana Jabour. (Lorena K. Martins)

LINE-UP Segunda (13) 10h Animale 13h Uma Raquel Davidowicz 17h30 João Pimenta 19h Lilly Sarti 20h Osklen Terça (14) 10h Vitorino Campos 11h Atelier Sissa 14h30 Ellus 15h30 Lolitta 17h GIG Couture 18h30 Two Denim 20h PatBo 21h Lino Villaventura Hashtag também estampada na camiseta da Damyller, R$ 179

Bordado delicado no grito feminista do jeans da Dimy, R$ 299

“Lute como uma garota” com a t-shirt da Ziovara, R$ 75,90

Quarta (15) 11h Giuliana Romanno 15h30 Isabela Capeto

16h30 Memo 17h30 Fabiana Milazzo 18h30 Apartamento 03 21h Ellus 2nd Floor Quinta (16) 11h A La Garçonne 16h Cotton Project 17h Alexandrine por Batista Dinho 18h30 Juliana Jabour 20h Amir Slama 21h Tig Sexta (17) 15h Ratier 16h A.Niemeyer 17h Sebrae Top 5 18h Reserva 19h30 Amapô 20h30 LAB


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crônica

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Minha bolsa é um horror! ACIR GALVÃO

o domingo passado, conversando com u m a amiga ao telefone, ela me fala do livro que acabara de ler: “Meu Pescoço É um Horror”. Diz que se divertiu com a escrita despretensiosa e hilária da autora e que se identificou com suas histórias em vários momentos. Também disse que no livro existe um capítulo cujo título é “Eu odeio a minha bolsa”. Rindo, diz que, da primeira à última linha, se lembrou da amiga aqui: euzinha, com minha enorme e superlotada bolsa. Lembra que essa é uma mania antiga minha, afinal, desde menina, do alto do meu 1,56 m, carrego uma quase mala, cheia de tudo e mais um pouco. Curiosa, minha amiga me pede para abri-la e dizer o que tem dentro. Vou ao armário, abro-a e despejo tudo na cama. So-

N

coooorro!!! Eram tantas coisas espalhadas que, em vez de enumerá-las, tirei uma foto e mandei pelo celular. Rimos demais. Quatro batons, um lápis de sobrancelha, um lápis de olho, um gloss, um espelho enorme (presente dela para mim), uma caneta Bic, um estoque de Neosaldinas, fio dental, escova de dente, gominhas de cabelo, uma pinça, um chocolate, balas Chita, filtro solar, talão de cheque, uma agenda com milhões de papeizinhos dentro, óculos de leitura, óculos escuros e suas respectivas bolsinhas, um chaveiro, lencinhos de papel, uma carteira repleta de documentos, cartões, dinheiro, moedas, fotos da família, bilhetinhos, cartão de crédito, cartão de visita etc., etc. E, para completar o caos, um iPad. Isso mesmo! Tudo bem que nem sempre ele vai junto, já que o iPhone, inquilino-mor de minha superbolsa, me disponibiliza a internet quando necessário. Chocada com o que vi, aproveitei para dar uma esquematizada na coisa, mas

constatei, desalentada, que a maioria voltou ao lugar de antes. Ou seja, assim como a da autora, minha bolsa é um horror, mas não consigo me desfazer dela, e isso é um problema, igual às bolsas minúsculas que so-

mos obrigadas a usar em casamentos ou eventos sociais. O celular, um batom, um documento e basta, já que não cabe mais nada – para o meu desespero. Só mesmo a bolsinha de uma convidada do casa-

mento de uma amiga para fazer milagres. Tropeçando na escada, na hora de sair, deixou sua bolsinha cair, espalhando no chão os poucos objetos de sempre e meia dúzia de docinhos. Muitas das coisas que

carrego nem são para mim. A “farmácia”, por exemplo, com seu estoque de Neosaldinas, é extremamente requisitada. Já as carrego para isso. É raro o dia em que não vem alguém me pedir o milagroso comprimido marrom... Dor de cabeça? Pede pra Laurinha... (logo eu, que raramente tenho dor de cabeça). Também a agenda é questionável. Se tem iPad e computador, por que não usá-los para esse fim? Perguntam-me. E eu respondo: porque gosto de papel, de escrever e rabiscar coisas. As agendas são mais portáteis. Dentro delas carrego parte da minha vida, são quase que o meu diário, tantas são as anotações... Portanto, apesar dos pesares (e do peso), e ao contrário da autora do livro citado, eu amo a minha bolsa. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


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GIRO PELO MERCADO: CONSTRUTORAS APOSTAM EM UM DOS LOCAIS MAIS COBIÇADOS DOS APARTAMENTOS: A COBERTURA RAFAEL CARRIERI/DIVULGAÇÃO

FOFAS E DECORATIVAS Almofadas dão toque de alegria e conforto a ambientes


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CONFORTO> Além de compor os cenários, elemento decorativo preenche a casa de aconchego RAFAEL CARRIERI/DIVULGAÇÃO

Harmonia Neste projeto, Christine Boerger combinou uma almofada estampada com duas lisas na cor azul

Peças-curinga dão toque especial à decoração “ Independentemente do estilo escolhido para decorar a sua casa, um item sempre cairá bem: a almofada. Além de promover um belo apelo visual nos ambientes, ela ainda torna os espaços superaconchegantes, sendo uma peça valiosa na hora de relaxar no sofá ou de assistir televisão. Curingas que são, as almofadas podem ser utilizadas para dar um toque especial a diversos cômodos das residências. “Podem ser usadas praticamente na casa toda, na sala de estar, nos quartos e na varanda para dar um ar de requinte ao ambiente ou mesmo de leveza”, afirma a designer de interiores Renata Abritta

Christine Boerger. Segundo a especialista, as almofadas são ideais para arrematar um projeto de decoração ou mesmo para repaginar algum cenário da casa, fugindo da mesmice. “Elas têm o poder de mudar o visual do ambiente com um custo bem mais reduzido. Com elas é possível concluir um projeto ou atualizar um espaço já em uso”, destaca. Essa também é a indicação da designer de interiores Laura Baltazar. “Não é necessário e nem viável mudar a decoração de toda a casa a cada troca de estação, por exemplo. Então, uma dica para quem não quer gastar muito é trocar apenas as capas das almofadas e os adornos”, ensina a profissional. JOMAR BRAGANÇA/DIVULGAÇÃO

Projeto de Christine Boerger com estampas mescladas

COMBINAÇÃO Laura explica ainda que as almofadas devem harmonizar entre si e com os demais elementos decorativos presentes no local. “Um sofá cheio de almofadas macias se torna muito mais convidativo, mas é preciso bom senso, pois a mistura de diferentes cores, estampas e materiais pode ser exagerada e causar cansaço visual”, alerta. Já Christine ressalta que para realizar bem essa tarefa é importante saber utilizar a harmonia dos tons. “Harmonia não quer dizer ‘combinadinho’. Existem muitos tons que se completam ou complementam, como cinza e amarelo, azul em todas as gamas com tons crus e vermelho com tons de bege queimado”, exem-

plifica. Uma boa forma de utilizar almofadas estampadas é alterná-las com as lisas, uma complementando a outra. “Se o cliente não gostar de estampas, o mais comum é usar texturas para enriquecer a peça”, conta a designer de interiores.

EM ALTA Cada estilo de décor pede um tipo de almofada, e a personalidade dos moradores também vai influenciar na escolha do modelo, da cor e do tecido. Estampas com cortes a laser, geométricas e florais são a principal tendência do momento, segundo Christine. “Atualmente misturamos tecidos e texturas para que o conjunto fique expressivo”, comenta. Nos cômodos em que as DANIEL MANSUR/DIVULGAÇÃO

No quarto, diferentes texturas aumentam aconchego

almofadas serão utilizadas com maior frequência, a sugestão da especialista é optar por tecidos laváveis, porém, ela salienta que todas as almofadas mais elaboradas devem ser lavadas em lavanderias. Já as áreas externas descobertas exigem uma preocupação maior. O ideal é usar tecidos impermeáveis. “É importante lembrar que nada resiste à chuva. Temos que guardar as almofadas após o uso”, alerta Christine, ao ressaltar que a água penetra pelas costuras e estraga a espuma. “Outro fator importante é que mesmo que a varanda seja coberta é preciso usar tecido acrílico, pois ele resiste ao sol e evita que as cores desbotem”, completa a profissional.

As almofadas têm o poder de mudar o visual dos ambientes com um custo bem mais reduzido. Com elas é possível concluir um projeto de decoração ou atualizar um espaço já em uso JOMAR BRAGANÇA/DIVULGAÇÃO

As flores estão presentes nas almofadas sobre o sofá


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DANIEL MANSUR/DIVULGAÇÃO

Estampas geométricas se destacam no projeto de decoração deste quarto projetado pela designer de interiores Christine Boerger

DANIEL MANSUR/DIVULGAÇÃO

Neste ambiente de relaxamento, Christine optou pela combinação de almofadas de cores e formatos diferentes, porém que harmonizam entre si

A sala ganhou charme especial com as almofadas combinando com as cores do tapete e dos sofás STOCKEXPERT/DIVULGAÇÃO

JANE BEILES/DIVULGAÇÃO

Solitária, almofada colorida confere vivacidade ao espaço

RAFAEL CARRIERI/DIVULGAÇÃO

O rosa e o branco constrastam sobre a cama de casal RAFAEL CARRIERI/DIVULGAÇÃO

Neste projeto, foram adotados diferentes formatos, cores e texturas de almofadas

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Um sofá cheio de almofadas macias é muito mais convidativo, mas é preciso bom senso, pois a mistura de diferentes cores, estampas e materiais pode causar cansaço visual

Almofada com desenhos alegra este quarto de criança


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GIRO PELO MERCADO W imoveis@otempo.com.br

Construtoras apostam nos diferenciais das coberturas A

cobertura é um dos locais mais cobiçados nos empreendimentos imobiliários em função do visual que ela proporciona e pela vantagem de ser uma área de lazer exclusiva. Além disso, de acordo com o gerente de comunicação da Conartes Engenharia, Thiago Xavier, clientes optam por esse tipo de empreendimento por priorizarem mais liberdade para a família. “As coberturas apresentam as vantagens de uma casa por contarem com um espaço maior e reservado para momentos de lazer com a família e amigos, com a segurança de um apartamento”, destaca Xavier. O gerente afirma ainda que morar em um apartamento com essa especificidade proporciona mais qualidade de vida. Além disso, as coberturas possibili-

tam a personalização do espaço por meio de projetos arquitetônicos, podendo ser adaptados conforme a vontade do morador. “Muitas coberturas trazem infraestrutura para a instalação de uma varanda gourmet, por exemplo, além de oferecerem piscina ou hidromassagem para o lazer e relaxamento dos moradores”, diz. O condomínio Bordeaux Residence é um exemplo desse estilo de empreendimento. Localizado no bairro Vila da Serra, o prédio está com 65% das suas unidades comercializadas e conta com duas últimas coberturas duplex, uma com 439,96 metros quadrados e outra com 515,17 metros quadrados, com quatro suítes. A unidade master possui hidromassagem, closet, persianas elétricas nas janelas dos quartos, salas, varanda, piso de mármore e seis vagas de garagem. “As coberturas têm vista panorâmi-

NOVA SEDE

ca para as montanhas e matas preservadas, proporcionando proximidade com a natureza e qualidade de vida; um projeto diferenciado e sofisticado que alia conforto e comodidade e que se destaca entre os empreendimentos residenciais de alto padrão”, assegura Xavier. Além disso, as áreas de terraço das coberturas foram projetadas aproveitando a iluminação solar e a proximidade com área verde para curtir o lazer e a natureza com o privilégio de não ter que sair dos apartamentos, que possuem piscinas com quase 20 metros quadrados de área. Com previsão de entrega para abril deste ano, o Bordeaux tem duas torres 100% revestidas em granito aerado, aquecimento central gás/solar, sistema de reúso das “águas cinzas”, elevadores codificados e lazer completo estilo resort.

CMI/SECOVI-MG/DIVULGAÇÃO

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Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/SecoviMG) e a cooperativa de crédito Sicoob Secovicred-MG estão funcionando em novo endereço: rua Sergipe, 1.000, na Savassi, em Belo Horizonte. A nova sede tem cinco andares dedicados aos associados e representados dos segmentos das administradoras e corretoras de imóveis, incorporadoras, loteadoras e administradoras de condomínio. O Sicoob Secovicred-MG ocupa dois andares do prédio para atender os 1.460 cooperados, que, neste ano, devem receber a distribuição de uma sobra de cerca de R$ 1,2 milhão. Com foco nas empresas e nos profissionais do mercado imobiliário, a instituição realiza a cobrança de boletos de aluguel e condomínio, com produtos e atendimento formatados para o segmento. Além disso, novas salas de treinamento no prédio vão permitir à Universidade Corporativa Secovi promover mais oportunidades de desenvolvimento profissional às equipes das empresas associadas. O associado ainda terá uma sala exclusiva para trabalhar e fazer reuniões dentro da CMI/Secovi-MG. O uso será condicionado à reserva prévia pelo e-mail atendimento@secovimg.com.br.

‘ALVARÁ NA HORA’

CONARTES/DIVULGAÇÃO

LICENCIAMENTO AMBIENTAL

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Nova sede fica na rua Sergipe, 1.000

Bordeaux Residence tem previsão de entrega em abril

Câmara Normativa e Recursal (CNR) do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) aprovou, no último dia 22, Norma Deliberativa (ND) que definiu a municipalização de licenciamentos ambientais de empreendimentos com menores porte e potencial poluidor em Minas Gerais. O vice-presidente da área das loteadoras da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Adriano Manetta, avalia que a mudança é positiva para promover o desafogamento das licenças. Segundo ele, mais de 2.000 solicitações estão paradas hoje. “Essa ND aumenta muito a autonomia municipal sobre o território e o sistema de licenciamento tende a ser autossustentável, isso porque a Secretaria de Estado e Meio Ambiente é a segunda maior em termos de arrecadação. No entanto, essa norma só vai valer para os municípios que quiserem fazer o licenciamento e comunicarem formalmente ao Estado”, declarou Manetta.

DIREITO DE IMAGEM

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rquitetos e urbanistas têm direito de imagem sobre as obras criadas por eles, segundo decisão unânime da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). No processo em questão, um arquiteto e urbanista obteve direito sobre a empresa que utilizou uma fachada da autoria dele em uma campanha publicitária. Segundo a decisão, os direitos morais e patrimoniais sobre a obra pertencem exclusivamente ao seu autor. Conforme o texto, “permite-se, assim, a transferência apenas dos direitos autorais de natureza patrimonial, em sua totalidade ou em parte, e a título singular ou universal, a depender dos expressos termos acordados”. De acordo com Danilo Batista, presidente da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura – Regional Minas Gerais (AsBEA-MG), a decisão representa o reconhecimento do direito de imagem da obra de arquitetos e urbanistas. “É como ocorre com uma obra de arte, por exemplo. Assim, será necessário pedir permissão para o autor sempre que se desejar usar essa imagem. É uma questão de respeito à obra do profissional. É muito comum o uso de imagens em campanhas publicitárias e a desfiguração da obra. Agora haverá mais cuidado nesse sentido”, afirma. A decisão está em fase de tramitação final.

GUSTAVO XAVIER/DIVULGAÇÃO

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m dos grandes gargalos para o setor da construção civil em todo o país é o excesso de burocracia, que aumenta em até 12% o preço de um apartamento novo. Por isso, o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) está liderando um projeto para levar o Programa Alvará na Hora para o interior do Estado. A iniciativa, implementada pela Prefeitura de Belo Horizonte, reduziu o tempo de aprovação de projetos na capital de seis meses para uma semana. Para expandir o projeto para as cidades do interior, o Sinduscon-MG está estruturando uma plataforma on-line que será interligada aos sistemas das prefeituras. Dessa forma, os órgãos municipais cadastram os formulários e a lista de documentação exigida, e os empreendedores poderão acessar o portal, selecionar a cidade e dar entrada na solicitação de alvará. O novo trâmite também vai eliminar a necessidade de deslocamentos de funcionários das empresas até as repartições públicas.

RETROFIT

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Desde a reinauguração das suítes, a procura pelo Hotel Caesar Belvedere cresceu 50%

m dos investimentos que o setor hoteleiro está fazendo para superar a crise é na arquitetura diferenciada de suas suítes. O Hotel Caesar Belvedere buscou a expertise do arquiteto Júnior Piacesi para transformar alguns de seus quartos em ambientes mais contemporâneos, que proporcionassem aos clientes uma estadia inesquecível. O retrofit nas suítes do hotel foi feito a partir de uma nova iluminação; reforma do mobiliário; aquisição de novos sofás e cadeiras; pintura no banheiro e a inserção de pérgolas no teto envidraçado da varanda externa, que permite a realização de um evento para até 20 pessoas. Segundo o gerente do hotel, Guilherme Mendes, desde a inauguração desses novos apartamentos, a procura pelo hotel teve um aumento de mais de 50%.


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CASAMENTO> Loja oferece diferentes tipos de produtos e conta com consultoria personalizada

Peças marcantes FOTOS FABIOLA CARDOSO NOIVAS/DIVULGAÇÃO

Um momento especial. Para quem está prestes a selar o amor por meio do casamento, expectativas e preparativos são o que não faltam. Isso costuma, ainda, vir acompanhado de diversos sentimentos, que, muitas vezes, trazem, além da alegria, uma série de dúvidas e de inseguranças: em qual local casar? O que vestir? O que é mais adequado para cada um, de acordo com o seu próprio estilo? Na Fabiola Cardoso Noivas, esse período da vida torna-se mais tranquilo, graças aos muitos recursos oferecidos. Conforme destaca Fabiana Cardoso, sócia da empresa, além dos itens que são disponibilizados – como vestidos e acessórios (tiaras, mantilhas, entre outros) –, há também toda uma consultoria para trazer conforto e satisfação para as pessoas. “Nós trabalhamos com sonhos e entregamos isso. Indicamos, por exemplo, qual é o acessório mais adequado para aquela pessoa, o que fica melhor para o corpo e para a ocaJuliana Siqueira

sião”, frisa ela. Há 23 anos no segmento de moda, o estabelecimento representa marcas importantes em Minas Gerais, como a espanhola San Patrick. Conforme destaca Fabiana, a ideia é levar até as pessoas não somente a beleza das peças, que se destacam muito por esse fator, mas também o conforto que elas são capazes de proporcionar, tudo isso aliado ao que há de mais moderno no mercado. “Nossa coleção 2017 está maravilhosa. Temos todo o conhecimento a respeito das peças para proporcionarmos o melhor atendimento”, ressalta a sócia da empresa. “Nós trabalhamos com grifes internacionais. Os vestidos contam com uma modelagem perfeita e vestem

SERVIÇO Fabiola Cardoso Noivas Showroom: rua Rubi, 443, Prado, Belo Horizonte Telefones: (31) 3371-4152 ou (31) 98711-6948 (atendimento no WhatsApp) Site: www.fabiolacardoso.com.br

de uma maneira impecável. Contamos com itens do grupo Pronovias, que é o maior do mundo em relação aos vestidos de noivas, com produtos vendidos em mais de 130 países”, salienta ela, que também lembra que os itens possuem um valor acessível em relação à qualidade que eles oferecem, tanto para venda quanto para aluguel.

Referência Há 23 anos no segmento de moda, a loja representa marcas importantes

AMBIENTAÇÃO E se ter os produtos ideais para o dia do casamento é algo bastante esperado pelas noivas, melhor ainda quando eles são escolhidos de uma maneira tranquila, em um ambiente que gera todo o aconchego necessário para tomar as melhores decisões. Sendo assim, a Fabiola Cardoso Noivas, conforme frisa Fabiana, tem uma sala exclusiva para a noiva, em uma casa que foi toda reformada para proporcionar uma ótima recepção. “O nosso atendimento é realizado de uma forma exclusiva, personalizada, com o horário marcado”, destaca a profissional, que ressalta, ainda, que as noivas podem encontrar modelos exclusivos no estabelecimento da marca.

Beleza. Detalhes dos vestidos também chamam a atenção e encantam as mais diversas noivas

Aconchego. Ambientação é toda pensada para levar conforto e segurança para as pessoas


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WAéreo. Azul inaugura voo direto entre BH e Buenos Aires. Página 2 PIXABAY/DIVULGAÇÃO

WEntrevista. ‘Se Pampulha abrir, hub da Azul vai acabar’. Página 2

pampulha

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BELO HORIZONTE Sábado 11/3/2017

S.O.S feriados Quem Quem acredita acredita que que oo Carnaval Carnaval encerrou encerrou aa folfolgança gança pode pode estar estar muito muito enganado. enganado. Em Em abril abril vai vai acontecer acontecer um um fato fato inédito: inédito: um um congestionamencongestionamento to de de feriados feriados consecutivos consecutivos que que criam criam oo chamado chamado feriadão – Páscoa (14 de abril), feriadão – Páscoa (14 de abril), Tiradentes Tiradentes (21 (21 de de abril) abril) ee Dia Dia do do Trabalhador Trabalhador (1º (1º de de maio). maio). Os Os feriadões feriadões deste deste ano ano seguem seguem um um padrão padrão curioso. curioso. No No primeiro primeiro semestre, semestre, aa maioria maioria deles deles éé de de três três dias. dias. Semana Semana Santa Santa ee Tiradentes, Tiradentes, por por exemplo, exemplo, caem caem na na sexta-feira, sexta-feira, enquanto enquanto 1º 1º de de maio, maio, numa numa segunda, segunda, permitindo permitindo que que seja seja emenemendado dado ao ao fim fim de de semana. semana. Como Como oo ideal ideal para para conseguir conseguir bons bons preços preços éé proprogramar gramar aa viagem viagem com, com, pelo pelo menos, menos, 30 30 dias dias de de antecedência, antecedência, publicamos publicamos nesta nesta edição edição 27 27 sugessugestões tões de de pacotes pacotes para para você você desfrutar desfrutar de de praias, praias, montanhas montanhas ee destinos destinos internacionais internacionais próximos. próximos.

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Confira Confira nas nas páginas páginas 4,4, 5,5, 66 ee 77


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paulo campos paulocampos@otempo.com.br

sala vip (1ª parte) W

Paulo Rangel, diretorpresidente da BH Airport, e Antonoaldo Neves, presidente da Azul Linhas Aéreas, recepcionaram os passageiros do voo AD-8760, na sala de embarque do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins; Azul aposta na conectividade para sucesso da frequência

Voo direto de BH para Buenos Aires FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

A Azul inaugurou voo diário de BH para Buenos Aires no último dia 6; na foto, Paulo Rangel (diretor-presidente da BH Airpor), Antonoaldo Neves (presidente da Azul), Daniel Marques (Setur-MG) e José Cafieiro (cônsul da Argentina)

O voo decola do terminal de Confins às 11h45, com chegada ao aeroporto de Ezeiza, em Buenos Aires, às 15h15; na Argentina, Antonoaldo Neves foi recebido pela equipe do aeroporto de Ezeiza e pelo embaixador do Brasil na Argentina, Sérgio Danese

O diretor comercial da Azul, Antonio Américo (2º à esquerda), com Paulo Medina (Snow Operadora), Breno Pádua (CVC), Francesco Demingo (Alfatur) e Fernando Murta (Visual Turismo), entre os operadores que prestigiaram o evento da Azul

Peter Mangabeira (receptivo Pampulha Turismo), Dorinha Paiva (Greenwich), Antonio Américo e Carolina Maria da Silva (Azul), Francisco Demingo (Alfatur), Daniel (Confidence), Lúcio Ribeiro (Futura Viagens) e Rodrigo Mendicino (executivo da Azul em MG)

Na sala de embarque, coquetel com vinhos argentinos, alfajor e apresentação de tango para entreter os clientes e convidados; a Azul já anunciou que terá um segundo voo direto decolando de Belo Horizonte a partir de julho

personagem da semana PAULO CAMPOS

A única coisa que tenho certeza: quem viajar sem mala vai pagar menos e poder levar mais malas de mão.

Antonoaldo Neves,

presidente da Azul Linhas Aéreas, fala da expectativa do novo voo no terminal de Confins, da tarifação de bagagens a partir do dia 14 e da polêmica em torno da reativação do O presidente da Azul e a comissária aeroporto da Pampulha de bordo Kelly Santos durante o voo

Como o sr. avalia o novo terminal 2 do aeroporto de Confins? É minha primeira visita. A gente sempre foi exigente com a BH Airport, mas acho que eles estão de parabéns. O terminal está bonito, funcional, acho que ela fez com a eficiência de custo que o país merece, não se pode gastar dinheiro onde não vai dar retorno. É um dos melhores terminais do Brasil, em minha visão.

Qual é a expectativa de ocupação para o voo direto BHBuenos Aires? Estamos bem nesse voo, vendemos 15 mil bilhetes em dois meses. Estamos animados com a perspectiva. Esse não é um voo somente de BH. Temos hub em Confins, e há mais de 15 cidades que não têm conexão com a capital argentina – que agora podem se beneficiar dele. BH não terá apenas um voo diário para a Argentina, mas dois a partir de julho.

Qual é a média de ocupação desse voo de estreia? A gente não monitora taxa de ocupação, mas rentabili-

dade. Se eu baixar o preço do bilhete para R$ 1, a ocupação é 100%; se eu subir para R$ 1.000, é 0%. O voo está com ocupação de 70%, 80%, mas o que eu meço é tarifa média versus ocupação. O preço do bilhete está a partir de R$ 350 o trecho, pouco menos de US$ 100, o que é muito barato. A ocupação não é o que define o sucesso do voo, mas a conectividade. Chegando a Buenos Aires, o passageiro pode se conectar com a Aerolineas Argentina e voar para outros destinos do país.

O que agrega para a Azul tornar Belo Horizonte um hub? Vou te dar um número: temos quase 90 voos por dia em BH. Aqui, eu tenho mais voos por dia do que as outras companhias aéreas juntas têm em Guarulhos, onde está mais de 35% da economia de São Paulo. A operação aqui é gigante, a segunda maior da Azul no país, atrás apenas de Campinas.

Como a Azul vai fazer a cobrança de bagagem? Ainda não tem nada efetivo.

O que o sr. acha da proposta de reativar os voos no aeroporto da Pampulha? Achamos importante manter o hub, por esse motivo a preocupação com a reativação do aeroporto da Pampulha é enorme. Se o Pampulha abrir, o hub vai acabar, e os preços das passagens, subir. Porque toda vez que você divide demanda, você aumenta o preço. Não existe nenhuma cidade no mundo com o volume de passageiros como o de Belo Horizonte que tenha dois aeroportos. Nós, da Azul, não entendemos a lógica de reabrir o Pampulha. A Azul até que tentou, chegamos a ter 30 voos por dia lá, mas não houve demanda. O aeroporto da Pampulha é um Brasil da década de 70, quando só a classe alta viajava. Hoje, temos 100 milhões de passageiros por ano; Pampulha é de uma época em que o Brasil tinha 20 milhões de passageiros e apenas 500 mil pessoas voando. Se você quer uma aviação elitista, retome os voos no Pampulha; se quer tarifa, uma aviação para a população em geral investa em Confins. Acredito que há, por parte das autoridades, uma falta de entendimento geral de como funciona a aviação no mundo. E mais: para reativar Pampulha é preciso gastar muito dinheiro para fazer melhorias nele, enquanto Confins tem hoje uma estrutura subutilizada.


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turismo PORTO DE GALINHAS C&VB/DIVULGAÇÃO

Feriados

Três datas, várias opções de tour aqui e lá fora Com celebrações em dias propícios para emendar comofim de semana,abril e maiosão umaoportunidade única – e imperdível– de viagensneste primeiro semestre Arraial d’Ajuda

Uma semana de diversão Para o feriado da Semana Santa, a CVC oferece pacote de sete noites para Arraial d’Ajuda, com saída em 9/4 e preço a partir de R$ 1.898 por pessoa. Inclui aéreo, traslados e hospedagem em apartamento duplo no Hotel Enseada dos Corais, com café da manhã. Informações e reservas: www.cvc.com.br/lojas.

Caldas Novas

Páscoa de lazer e descanso A Azul Viagens está com pacote de quatro dias para Caldas Novas, na Semana Santa, a partir de R$ 1.335 (ou 10 x de R$ 133,50). Inclui hospedagem em ap. duplo no Privé Boulevard, com café e jantar, aéreo e traslado. A saída é no dia 13/4. Consulte a central de atendimento (4003-1181), o site www.azulviagens.com.br ou seu agente de viagens.

Camboriú

Balneário com tours diversos O pacote de quatro noites da operadora Território Viagens para Balneário Camboriú (SC), na Semana Santa (12 a 16/4), custa a partir de R$ 1.930 (+ taxa de R$ 60) por pessoa. Inclui hospedagem em ap. standard duplo no Hotel Rieger, com café da manhã, bilhete aéreo e traslado. Consulte seu agente de viagens ou ligue (31) 3264-3300.

La Torre

Porto de Galinhas

Rio de Janeiro

Corpus Christi promocional

Para desfrutar das piscinas

Para desfrutar de Ipanema

Como o calendário deste ano está recheado de feriados prolongados, é hora de aproveitar o desconto da compra antecipada do resort La Torre. Para passar o feriado de Corpus Christi em Porto Seguro, em sistema all inclusive, o preço promocional da diária está a R$ 837,90, em apartamento standard para o casal (mais uma criança de até 11 anos). Reservas pelo telefone (73) 2105-1700.

A Latam Travel oferece sete diárias em Porto de Galinhas, de 14 a 21/4, a partir de 10 x de R$ 179,40. Inclui hospedagem em ap. duplo no Estação do Sol Praia, com café, aéreo e traslados. Válido para as lojas BH Shopping (31) 3286-3999, Boulevard (31) 2515-3310, Diamond Mall (31) 2533-0933 ou Minas Shopping (31) 3245-5718.

Na Semana Santa, o Ipanema Plaza, no Rio de Janeiro, oferece pacote de duas noites a partir de R$ 946 para casal, em categoria luxo, com café, e o direito de hospedar uma criança de até 6 anos no mesmo quarto dos pais. O hotel possui piscina, pool bar, saunas seca e a vapor e fitness center, além de oferecer barracas, cadeiras e toalhas de praia. Reservas: (21) 3687-2000.


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Páscoa e Tiradentes

Praia, montanha e história para ver nos feriados Santiago, no Chile, e destinos que vão da Bahia até Rioe Serra Gaúcha Chile

Um passeio por Santiago STOCKXPERT/ARQUIVO

No feriado de Tiradentes, a CVC tem uma opção de viagem para a capital chilena, Santiago, com preço a partir de R$ 1.631 (ou 12 x de R$ 135) por pessoa. São quatro noites de hospedagem no Hotel Capital Apart (com café da manhã) em ap. duplo e saída em 19/4. O programa inclui aéreo. Informações no site www.cvc.com.br/lojas.

Costa do Sauípe

Muita diversão com tudo incluído A Território Viagens tem pacote de três noites para a Costa do Sauípe (BA), de 20 a 23/4, a partir de R$ 2.365 (mais taxa de R$ 60) por pessoa, com hospedagem em ap. standard duplo no all inclusive Sauípe Resorts. Inclui aéreo e traslados. Pagamento com entrada de 25% e nove parcelas. Consulte seu agente de viagens ou ligue (31) 3264-3300.

Porto Seguro

Com ótimo custo-benefício A Visual Turismo oferece pacote de sete noites para Porto Seguro, no feriado de Tiradentes, a partir de R$ 833 por pessoa. Com saída em 16/4, o programa inclui hospedagem no Abrolhos Praia Hotel, com café da manhã, aéreo, traslados, city tour e seguro. Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Visual.

Gramado

Páscoa de forma lúdica A Serra Gaúcha recebe nova edição da Páscoa de Gramado, de 30/3 a 16/4. Além das delícias do cacau, a programação traz apresentações artísticas e atividades lúdicas. A Território tem pacote de quatro noites para o destino (12 a 16/4) ao preço de R$ 2.185, com hospedagem na pousada Vovó Carolina, aéreo e traslado. Inf.: (31) 3264-3300.

Paraty (I)

Mergulho no Brasil Colônia A Saint Germain & Atrium Turismo estão com pacote de três noites para Paraty (RJ), no feriado de Tiradentes (19 a 23/4), a partir de R$ 1.295 (5 x R$ 259) em ap. duplo na pousada Villa Del Sol, com café. Inclui ônibus executivo, city tour, passeio de escuna, guia e seguro. Inf.: (31) 2129-8032.

Paraty (II)

Três noites para casal Na Páscoa, a pousada Porto Imperial oferece três noites para casal, em ap. duplo, a partir de R$ 2.240, com direito a café da manhã e drinques de boas-vindas. O pacote permite, ainda, hospedar uma criança de até 5 anos sem custo adicional. Inf.: (24) 3371-2323.


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turismo

Mais opções

Antecipe a compra de pacotes Operadoras já estão oferecendo roteirosdesde a Semana Santa até CorpusChristie férias dejulho Natal

Uma semana no destino potiguar A Azul Viagens está com pacote de oito dias para Natal, no feriado de Tiradentes, a partir de R$ 1.328,50 (ou 10x de R$ 132,85), com saída em 15/4.Inclui hospedagem em ap. duplo no Hotel Areia de Ouro, com café da manhã, aéreo, traslados e city tour. Consulte a central de atendimento (4003-1181), o site www.azulviagens.com.br ou seu agente de viagens.

Buenos Aires/Bariloche

Temporada de inverno na Argentina Para aproveitar a temporada de inverno na Argentina, a Viagens Master preparou um pacote de três noites na capital argentina e quatro em Bariloche, totalizando sete diárias em ap. duplo com café da manhã, aéreo e traslados. A saída é no dia 16/7. O preço está a partir de US$ 1.363, podendo ser financiado em até dez vezes. Consulte seu agente e peça esse pacote da Viagens Master.

Dois em um

Tour religioso e de montanha

Nordeste

Arraial d’Ajuda

Para um descanso bem merecido PORTO SEGURO C&VB/DIVULGAÇÃO

A Território tem pacote para Costa do Sauípe (all inclusive, 3 noites) a partir de R$ 2.255; Porto de Galinhas (4 noites, na pousada Tatajuba, com café), a R$ 1.940; e João Pessoa (4 noites, no hotel Hardman, com café), a R$ 1.900, na Semana Santa (13 a 16/4). Os preços, por pessoa em ap. duplo, incluem ainda aéreo e traslados. Consulte seu agente ou ligue (31) 3264-3300.

A Saint Germain & Atrium Turismo estão com pacote de três noites para Campos do Jordão e Aparecida (SP), no feriado do Trabalhador, a partir de R$ 1.295 (5 x de R$ 259) em ap. duplo no hotel Chateau, com café. Inclui ônibus executivo, city tour (Campos do Jordão), visita a Aparecida, ingressos para o Festival do Vale do Café guia e seguro. Saída em 27/4. Inf.: (31) 2129-8032.

La Torre

Promoção para baixa estação A Semana Santa no La Torre terá sabor de chocolate, com superfesta de Páscoa. O resort garante que adultos e crianças irão se encantar com as surpresas. Para a baixa temporada, a diária promocional em apartamento standard para casal (mais uma criança de até 11 anos) sai a R$ 819 em sistema all inclusive. Reservas: (73) 2105-1700.

Curta a Páscoa em belas praias

A Visual Turismo oferece pacote de sete noites para Arraial d’Ajuda (BA), no Dia do Trabalhador, a partir de R$ 1.351 por pessoa. Com saída em 30/4, o programa inclui hospedagem no Hotel Pousada Marambaia, com café da manhã, aéreo, traslado e seguro. Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Visual Turismo.

Pacotes

Curso virtual de espanhol de brinde Especializada em viagens de estudos, lazer e negócios, a Doctor Travel está com uma promoção neste mês. Nas compras de destinos de língua castelhana (Espanha, Argentina, Chile, Uruguai e Colômbia, por exemplo), o viajante ganha um curso de espanhol virtual de três meses. Inf.: (31) 2513-8844 ou contato@doctortravel.com.

Serra Gaúcha

Corpus Christi antecipado Três noites em apartamento duplo com café da manhã, passagem aérea e traslados estão incluídos no programa que Viagens Master preparou para você na Serra Gaúcha, no feriado de Corpus Christi (15 a 18/6). O custo é a partir de R$ 1.106 (mais taxas) por pessoa, podendo ser parcelado. Consulte seu agente e peça esse pacote da Viagens Master.


turismo

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ALESSANDRO POTTER/SETUR-PB/DIVULGAÇÃO

Rio de Janeiro

A escolher

Feriado com programação

Brasil ou Estados Unidos? Miami é a sugestãoda CVC, mashá bonspreços de Fozdo Iguaçu a João Pessoa para quem busca sossego Miami

Porto Seguro

Uma viagem sob medida

Para celebrar fato histórico

Para a Semana Santa, a CVC está com um pacote para Miami, nos Estados Unidos, com preço a partir de R$ 2.368 (ou 12x de R$ 197) por pessoa em apartamento duplo. Com saída em 8/4, o programa inclui aéreo e quatro noites de hospedagem no Hotel Collins, sem café da manhã. Informações e reservas: www.cvc.com.br/loja

A Azul Viagens oferece pacote de oito dias para Porto Seguro , com saída programada para o dia 15/4, a partir de R$ 917,10 (ou 10 x de R$ 91,71), com hospedagem em apartamento duplo no Hotel Baía Cabrália, com café da manhã, bilhete aéreo e traslado. Consulte a central de atendimento (4003-1181), o site www. azulviagens.com.br ou seu agente de viagens.

Santo André (I)

João Pessoa

Um oásis no litoral sul baiano

Destino mais que aprazível

Desde o dia 2, o Costa Brasilis Resort & Spa, na Vila de Santo André (BA), a 30 km de Porto Seguro, funciona em regime all inclusive, com todas as refeições, bebidas (até alcoólicas) e petiscos incluídos nas diárias. Com 13 km de praia semiprivativa e um entorno de Mata Atlântica preservada, o resort reúne o espírito baiano num cenário que já convida ao descanso. A infraestrutura é perfeita para famílias.

Santo André (II)

Diárias promocionais nos feriados Para aproveitar desse oásis, o Costa Brasilis preparou diárias promocionais para os próximos feriados. Os preços estão a partir de R$ 1.099 para Semana Santa (13 a 16/4), feriado de Tiradentes (20 a 23/4) e Dia do Trabalhador (28/4 a 2/5). O preço é válido para um mínimo de três noites (Páscoa e Tiradentes) e de quatro (Dia do Trabalhador) de hospedagem em ap. duplo. In.: (73) 3282-8200.

A Azul Viagens está com pacote de oito dias para João Pessoa, no feriado de Tiradentes (saída no dia 15/4), a partir de R$ 1.441,25 (ou 10 x de R$ 144,13), com hospedagem em ap. duplo no Smart Hotel, com café, aéreo, traslado e city tour. Consulte a central de atendimento (4003-1181), o site www. azulviagens.com.br ou seu agente de viagens.

No feriado de Tiradentes, o Portobello Resort & Safári, no litoral do Rio, oferece pacote de três noites a partir de R$ 3.960 para casal em ap. duplo, com pensão completa e bebidas nas refeições. A programação vai contar com festival de comida mineira, jantares temáticos e música ao vivo todas as noites. Informações pelo telefone 4020-8005.

Foz do Iguaçu

Feriado aos pés das cataratas A Território Viagens tem pacote de três noites para Foz do Iguaçu (PR), no feriado de Tiradentes (20 a 23/4), a partir de R$ 1.300 (mais taxa de R$ 60) por pessoa, com hospedagem em ap. standard duplo no Hotel Iguassu Express. Inclui ainda café da manhã, aéreo e traslados. Consulte seu agente de viagens ou ligue (31) 3264-3300.


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Belo Horizonte


WMoto. Scooter aventureiro, Honda X-ADV associa conceitos. Páginas 14 e 15

ALEXANDRE CARNEIRO

WSalão de Genebra. Volkswagen confirma novo sedã para o Brasil. Página 16 pampulha

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BELO HORIZONTE Sábado 11/3/2017

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Evolução embaixo do capô Comnovomotor1.0 detrêscilindros, FiatUnoAttractivetemmelhoraemdesempenhoeconsumo. Páginas12e13


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interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br

Raimundo Couto

Conexão francesa Assunto que ganha cada vez mais relevância no setor automotivo são as fusões entre grandes grupos montadores de automóveis. Ainda que pese o fato de que muitos desses comentários se mantenham na esfera da especulação, diz o velho ditado que onde há fumaça há fogo, portanto é melhor manternos atentos. Contudo, o mais eloquente deles, que conta com a francesa PSA e alemã Opel no centro das atenções, acabou de sair do campo das possibilidades para se tornar oficial. Foi confirmada, na última segunda-feira (6), que tanto a filial Opel/Vauxhall da GM como as operações europeias da GM Financial passaram a integrar o Grupo PSA nos termos de uma transação que eleva o valor dessas atividades a € 1,3 bilhão e € 0,9 bilhão, respectivamente.

Como é do conhecimento geral, a PSA é uma joint venture que reúne as marcas Peugeot e Citroën embaixo do mesmo guardachuva. Fundada pela família Peugeot em 1896, a montadora abriu há pouco mais de três anos seu capital ao Estado francês e à companhia Dongfeng, a segunda maior montadora da China. Na ocasião acumulava perdas de € 2,3 bilhões. O controle passou às mãos dos investidores, e a decisão se mostrou acertada: no fim do último exercício, a PSA registrou € 1,73 bilhão de lucro, quase o dobro dos € 899 milhões do verificado em 2015. Quando a operação foi comunicada, Thierry Peugeot reconheceu que a entrada de investidores chineses no capital representaria uma revolução na empresa. “Trata-se de uma nova página na história de PSA Peugeot Citroën”, afirmou, assegurando que a

“perenidade” e “o crescimento futuro” dependiam da iniciativa. O grupo também comemorou a possibilidade de programar investimentos estratégicos, reforçar sua liquidez e reduzir os encargos de suas operações de refinanciamento. Parece até que imaginava, um dia, que a empresa fundada por seu bisavô e que encontrava-se próximo à bancarrota iria se recuperar a ponto de ter cacife para comprar um concorrente de peso. E não é que ele estava certo? No fim do mês de fevereiro, durante a apresentação dos resultados financeiros do período, o atual presidente da PSA, o português Carlos Tavares, afirmou em coletiva que a compra da Opel iria aumentar a base de clientes da PSA, dona da Peugeot e da Citroën, e criaria um campeão automóvel europeu. “O nosso interesse é que (a Opel) continue a ser ale-

A compra das duas marcas pela PSA faz nascer o segundo maior grupo automotivo da Europa, atrás da Volkswagen e à frente da Renault

mã”, afirmou Tavares. Importante ressaltar que a Opel é uma marca alemã que pertence à General Motors Corporation há 90 anos e representa, hoje, o único braço europeu da gigante norte-americana no Velho Continente. No pacote, está incluída também a compra da inglesa Vauxhall, que atua no Reino Unido e também faz parte do acervo de marcas que formam a GM. Mas o negócio é sério na Europa, e os governos dos países envolvidos se preocupam com a estabilidade dos funcionários e, mesmo sem entrarem diretamente, monitoram de longe, para proteger seus compatriotas. Os franceses estão em entendimento com os sindicatos europeus e o conselho empresarial da Opel para tratar sobre o impacto da compra na empresa e na vida de seus 3.790 funcionários. Com os empregos garantidos e a certeza de

que os acordos trabalhistas serão respeitados, o governo alemão se mostrou favorável ao negócio. “Cabe agora às empresas envolvidas conduzir as negociações até o fim, e o governo alemão vai acompanhá-las de forma positiva”, disse Steffen Seibert, porta-voz da chanceler alemã Angela Merkel. Para terminar, a compra das duas marcas pela PSA faz nascer o segundo maior grupo automotivo da Europa, atrás da Volkswagen e à frente da Renault. O anúncio era esperado para algumas semanas, mas acabou sendo antecipado. O valor do negócio atingiu a significativa cifra de € 2,2 bilhões. Mas não só franceses e alemães estão unindo-se, tem italiano querendo casar com americano, mas isso é assunto para outra oportunidade.


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte 11 de março de 2017


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Mini Countryman

Modelo chega por R$ 144.950 A Mini anunciou a chegada da nova geração do Countryman ao Brasil. O crossover será oferecido unicamente na versão S, que utiliza o motor 2.0 turbo presente em outros modelos da marca, capaz de desenvolver 192 cv de potência e 28,5 kgfm de torque. Em relação ao restante da linha, os diferenciais são o porta-malas com 450 L de capacidade e interior com espaço para acomodar cinco pessoas. As vendas começam em abril, por R$ 144.950. MINI/DIVULGAÇÃO

Recall VW

Eos e linha Jetta são convocados

super motor

Avaliação

Motor tricilíndrico satisfaz o pé direito e o bolso Equipado com o novo propulsor 1.0 FireFly,Fiat Uno mostra melhora emconsumo e desempenho; versão Attractiveé a mais em conta da linha Alexandre Carneiro Em médio prazo, os motores da linha FireFly vão substituir completamente os antecessores Fire. Na gama Uno, isso já aconteceu: desde setembro do ano passado, o modelo é equipado unicamente com os novos propulsores. Essa mudança veio em ótimo momento: quem já dirigiu o hatch compacto da marca italiana com a mecânica antiga e voltou a experimentá-lo após a atualização não sente nostalgia alguma.

Apesar da semelhança nos nomes das duas linhagens de motores, elas têm diferenças significativas em termos de concepção, pois são frutos de projetos distintos. No caso do 1.0, que o Super Motor avaliou em um Uno Attractive, há apenas três cilindros, enquanto o Fire de cilindrada equivalente tem quatro. Com ele, a Fiat acompanha a tendência da adoção de propulsores tricilíndricos, que vem sendo seguida por vários fabricantes, para obter maior eficiência: com menos

peças móveis, se reduzem-se o atrito e, consequentemente, as perdas de energia. O 1.0 FireFly traz ainda bloco e cabeçote feitos em alumínio, material mais leve e eficiente na dissipação de calor. Além disso, as válvulas (são seis, duas por cilindro) são acionadas por corrente, que, ao contrário da correia dentada, não exige substituição periódica. Por fim, o sistema de partida a frio se dá pelo aquecimento dos bicos injetores de combustível, o que dispensa a presença do subtanque de gasolina. Em relação ao Fire 1.0, a potência mudou pouco: ganhou 2 cv com etanol, atingindo 77 cv, mas perdeu 1 cv com gasolina, chegando a 72 cv, a 6.250 rpm. Porém, o torque teve um aumento signifi-

Na prática, essa diferença se traduz em agilidade: com o motor FireFly, o Uno ficou nitidamente mais esperto no trânsito urbano, enfrentando as ladeiras da capital mineira com desenvoltura para um 1.0. Em rodovias, porém, o hatch ainda sofre em ultrapassagens, pois falta elasticidade ao propulsor, que perde rendimento em alta rotação. Já o consumo agrada muito: a reportagem obteve cerca de 12 km/L na cidade e 15 km/L na estrada.

Junto com o novo motor, Uno ganhou um discreto retoque na dianteira

Motor: Dianteiro, transversal, 0,999 L, com três cilindros em linha e seis válvulas. Potência: 72 cv com gasolina e 77 cv com etanol a 6.250 rpm. Torque: 10,4 kgfm com gasolina e 10,9 kgfm com etanol a 3.250 rpm. Câmbio: Manual de cinco marchas. Freios: Discos sólidos na dianteira e tambores na traseira, com ABS e EBD. Dimensões: 3,82 m de comprimento, 1,64 m de largura, 1,48 m de altura e 2,38 m de distância entre eixos e 1.010 kg de peso.

Fora do mercado

O Swift não está mais sendo comercializado no Brasil. O hatch já não figura mais nem no site da Suzuki. Desde dezembro, quando o modelo ganhou uma nova geração, não ocorrem importações de novas unidades para o país, mas ainda havia alguns veículos em estoque. É possível que o modelo volte dentro de algum tempo, com o projeto atualizado. Todavia, ainda não há previsão para que isso ocorra.

Rendimento

Ficha técnica

Uma falha no módulo eletrônico do freio ABS fez a Volkswagen anunciar um recall para os veículos Jetta e Jetta Variant, dos anos-modelo 2008 a 2010, e Eos, do ano-modelo 2009. Esse componente pode deixar de operar, o que não impediria o funcionamento dos freios, mas permitiria o travamento das rodas. A ação corretiva consiste na atualização do software e, se necessário, na troca do componente. Informações pelo 0800 019 8866 e no www.vw.com.br.

Suzuki suspende vendas do Swift

cativo de aproximadamente 10%, saltando para 10,9 kgfm com o combustível vegetal (1 kgfm a mais) e para 10,4 kgfm com o derivado do petróleo (0,9 kgfm a mais), a 3.250 rpm.

Versão 1.0 não traz qualquer identificação da nova mecânica

Interior do compacto traz número limitado de porta-objetos, mas tem ergonomia correta

Novidades melhoraram a dirigibilidade A adoção do novo motor veio acompanhada de outra mudança mecânica: a substituição da direção hidráulica por um sistema do tipo elétrico. Isso fez o volante do Uno ficar mais leve em manobras, e a maciez pode aumentar ainda mais se o motorista apertar a tecla City no painel, que aumenta a assistência. Porém, esse dispositivo ficou devendo maior progressividade, pois

não entrega a firmeza adequada em alta velocidade. Aliás, mesmo com os ganhos de desempenho proporcionados pelo motor, o hatch compacto da Fiat inspira uma condução sem emoções. A suspensão, que segue o tradicional esquema de arquitetura independente na dianteira, com sistema do tipo McPherson, e semi-independente na traseira, com eixo de torção,

tem calibragem macia, fazendo a carroceria inclinar em curvas. Essa característica, por outro lado, faz o modelo filtrar bem as imperfeições das vias. Já o câmbio manual de cinco marchas é o mesmo que era acoplado ao antigo motor Fire. Ele tem escalonamento correto, mas seus engates são imprecisos. Por sua vez, os pneus do tipo verde, de baixa aderên-

cia, que otimizam o consumo de combustível, também tendem a desgarrar quando há abusos do motorista. Mas o hatch não chega a ser instável, principalmente se estiver equipado com um opcional que chegou junto com o motor FireFly: controle eletrônico de estabilidade, que colocam o veículo nos trilhos quando o motorista abusa além da conta. A condução do Uno é in-

fluenciada ainda pelo posto de comando, que, apesar de não ter sofrido mudanças, continua ergonômico. O motorista tem boa visibilidade e conta com um volante de pegada correta, ainda que a coluna de direção, apesar de escamoteável, fique devendo um ajuste telescópico. Os instrumentos têm leitura fácil, mas a regulagem de altura do banco do motorista é item opcional. (AC)


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FOTOS ALEXANDRE CARNEIRO

Versão de entrada traz conteúdo essencial Mais simples que as demais versões do Uno, a Attractive é a porta de entrada para a linha. Desse modo, o pacote de equipamentos traz apenas o essencial: de série, o modelo vem com ar-condicionado manual, faróis de neblina, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro, predisposição para rádio, computador de bordo, travas elétricas e vidros elétricos dianteiros, além da dire-

ção elétrica, uma das novidades da gama, e dos obrigatórios por lei airbags frontais e freios ABS. O preço básico é de R$ 42.680, compatível com o de outros compactos com nível de equipamento semelhante. Contudo, com todos os itens opcionais a que se tem direito, o valor chega a R$ 48.681 e encosta no de compactos mais sofisticados. (AC)

Mesmo com três cilindros, motor tem baixo nível de vibração

Interior mantém virtudes e alguns inconvenientes O interior do Uno não mudou. O acabamento é feito com plástico, material comum em veículos de entrada. Há enxertos de tecido nas forrações das portas, que quebram um pouco o ar de simplicidade, mas os encaixes das peças ficam devendo precisão. O espaço também permanece o mesmo: em virtude da distância entre-eixos contida, de 2,38 m, o vão para

as pernas dos passageiros de trás é limitado. Por outro lado, o teto elevado aumenta a área para a cabeça. Além disso, até o quinto ocupante pode contar com a proteção do cinto de três pontos e do encosto de cabeça, ainda que, no centro do banco traseiro, esses itens sejam opcionais. Já o porta-malas, que tem 280 L de capacidade, é bem-dimensionado para o porte do carro. (AC)


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super motor

Moto

Mistura de diferentes conceitos Honda X-ADV é um scooter ao estilo crossover,capaz decombinar praticidadeno uso urbano com algumacapacidade off-road Márcio Maio Auto Press

Estratégia bem disseminada entre os carros, a “moda” dos “crossovers” ganha cada vez mais força também no segmento de duas rodas. Apresentado no último Salão de Milão, no ano passado, ainda como conceito, o scooter Honda X-ADV já está sendo vendido na Europa. Trata-se de uma combinação até aqui inédita para a

marca: misturar a praticidade e o conforto de um scooter com as capacidades de uma motocicleta trail. O X-ADV tem a plataforma e o propulsor compartilhados pela big-scooter Integra NC 750D e pela aventureira NC 750X. A combinação começa a aparecer já na estética, com a presença de itens de modelos big trail. Há para-brisa com cinco ajustes de posição, protetor de cárter em alumínio, protetores de mão, rodas

raiadas de 17 polegadas na frente e 15 polegadas atrás, pneus de uso misto e suspensões com 153 mm e 150 mm de curso. O acesso ao tanque de combustível, que comporta 12 L, é por meio de uma portinhola à frente do banco.

Motor e câmbio O motor de dois cilindros paralelo de 745 cm³ com comando simples e refrigerado por líquido do X-ADV é igual ao da Integra e da NC 750X. A potência máxima, de 55 cv, surge em 6.250 rpm. Já o torque, de 6,93 kgfm, dá as caras em 6.750 giros. O diâmetro e o curso são de 77 x 80 mm, e a transmissão final é feita por corrente. A unidade tem homolo-

gação Euro 4 e utiliza um câmbio automatizado DCT – Dual Clutch Transmission – de dupla embreagem igual ao da linha NC na Europa. Ele tem um modo manual e dois automáticos:

normal e Sport, que estica as marchas e oferece respostas mais agressivas. Essa transmissão da Honda já foi testada no mercado brasileiro, na VFR 1200, e não fez nenhum sucesso.

O X-ADV usa sistema de “smart key”, semelhante ao adotado em carros. A chave presencial pode ser mantida no bolso – ou bolsa – do piloto, que aciona a ignição por botão giratório.


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FOTOS HONDA/DIVULGAÇÃO

Para-brisa e protetores de punho preservam o motociclista do vento Na Europa, onde é vendida, a moto tem quatro opções de cores: dois tons de prata, branco perolizado ou vermelho

Uso na cidade e fora dela

Painel reúne os instrumentos em um grande display digital

Só no exterior Mercado. A Honda não tem planos de comercializar o X-ADV no Brasil. Na Europa, o preço inicial do modelo é de 11.490 euros, valor equivalente a aproximadamente R$ 37,5 mil. Entre os opcionais, há um bagageiro de 45 L para transportar dois capacetes ou outro de 35 L, com pintura do tipo alumínio, que serve como encosto para o garupa.

De cara, percebe-se que a estética do scooter Honda X-ADV é bem mais harmoniosa do que se consegue ver nas fotos. E, principalmente, a aparente qualidade de construção é um cuidado incomum. A posição de pilotagem é confortável, e o guidom amplo ajuda a tornar tudo mais fácil. Os pés é que não ficam tão bem, em função da largura do túnel central, de grandes dimensões, para garantir que o calor do motor não se torna irritante. Mas há um porta-objetos de 21 L sob o

assento capaz de armazenar um capacete, e ainda incorpora uma tomada 12 V. O motor é silencioso, sem vibração, enquanto a caixa de velocidades de dupla embreagem é absolutamente espetacular. Felizmente, o display é grande e garante uma leitura extremamente fácil das informações necessárias ao piloto. Seus 55 cv disponíveis são mais do que suficientes em todas as situações, embora o chassi de desempenho misto certamente esteja preparado para aguentar

mais força. Existem diferentes mapas de distribuição, e o sistema ABS dos freio – duplo à frente, com pinças radiais de quatro pistões – não pode ser desativado para o offroad, como ocorre no modelo maior África Twin. Mas quatro mapeamentos diferentes estão disponíveis para a troca de gestão: um padrão, D, e três esportivos, de S1 a S3.

Proposta funcional Quem tem experiência com veículos off-road logo

nota que dá para levar o X-ADV a lugares bastante inesperados. Confortável na cidade, como um scooter deve ser, ele também garante boa diversão nos trechos de viagem fora da estrada. Pode parecer uma piada, mas não é: o Honda X-ADV é perfeitamente capaz de satisfazer clientes que se atraem pela conveniência de um scooter, mas não querem deixar de lado a vontade de se aventurar por diferentes terrenos. (Paul Covassi/Auto Press)


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super motor REPRODUÇÃO VÍDEO

Pré-apresentação

Confirmado em Genebra novo sedã nacional Volkswagen anuncia desenvolvimento do Virtus, modeloinédito mundialmente queserá fabricado no Brasil para ocupar a lacuna mercadológicaentre Voyagee Jetta Da redação O Salão do Automóvel de Genebra abriu as portas nesta semana com muitas atrações, que vão de superesportivos a carros-conceito. Porém, entre todas as novidades, uma merece atenção especial do consumidor brasileiro: o Volkswagen Virtus. Tratase de um sedã com porte e preços intermediários entre o Voyage e o Jetta.

O modelo, que é inédito em âmbito mundial, está em fase de desenvolvimento e, conforme o próprio presidente do conselho de administração da Volkswagen, Herbert Diess, anunciou durante a coletiva de imprensa da marca em Genebra, será fabricado no Brasil. Porém, a empresa divulgou apenas um esboço computadorizado do sedã em vídeo; o Virtus não está fisicamente exposto no Sa-

lão, nem mesmo em forma de protótipo. Desse modo, há poucas informações sobre ele até o momento. Sabe-se apenas que o projeto tem como base a plataforma modular da empresa, batizada de MQB. O lançamento por aqui também não tem data confirmada, embora possa ocorrer já no fim deste ano.

Outros veículos Além do Virtus, a

Veículo não foi exposto: fabricante aproveitou a mostra para divulgar imagem computadorizada Volkswagen mostrou projeções de outros veículos que também deverão chegar ao país. Um deles é a nova geração do Polo, da qual o Virtus é derivado. O hatch, que chegou a ser nacionalizado em 2001 e deixou o mercado brasileiro em 2014, continuou firme na Europa. Por lá, a atual geração (que

não foi vendida por aqui) está no fim do ciclo de vida. Ele seria uma opção para ocupar o lugar do Fox, que, ao que parece, não terá substituto direto. No mesmo vídeo, o fabricante mostrou ainda imagens da nova geração do Jetta e de um inédito SUV médio, batizado de T-ROC.

Ambos também terão presença garantida no Brasil, mas, provavelmente, ainda devem levar mais de ano. Por fim, a Volkswagen mostrou ainda um esboço da versão GTI do up!, que está confirmado para o mercado europeu, porém ainda é incerto para a América do Sul.


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