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PACOTES PARA CORPUS CHRISTI E FÉRIAS DE JULHO TÊM NEVE E PRAIA ... Páginas 6 a 8
TRANÇAS BOX BRAIDS CONQUISTAM MULHERES ... Páginas 27 e 28
WANDERLÉA É ESTRELA DE MUSICAL QUE CHEGA A BH ... Página 15
VW JETTA CHEGA À SÉTIMA GERAÇÃO COM REQUINTE E TECNOLOGIA ... Páginas 18 e 19
ROBERT SCHENCK/DIVULGAÇÃO
26 de maio a 1 de junho de 2018 ANO XXVII número 1452 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE ARQUIVO PESSOAL
FÍGADO, JILÓ E TRADIÇÃO Genuinamente belohorizontino, saboroso petisco tem degustação cercada de rituais próprios e entrará, em evento neste domingo (27), para o “Guinness”, o livro dos recordes
opinião
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 26 de maio a 1 de junho de 2018
VITTORIO MEDIOLI
A SEMANA “O governo avançou em todas essas solicitações (...) para podermos chegar aqui e pedir humildemente: (...) o Brasil precisa de vocês, as famílias dos brasileiros precisam de vocês, as famílias de vocês precisam de vocês”
Editorial
Quem quebrou Minas Gerais? oa pergunta. As contas do governo de Minas Gerais indicam para 2018 um déficit anual de R$ 6,3 bilhões, o mais negativo entre os registrados em todos os Estados da Federação. Não parou aí. Os últimos dados levam para um resultado ainda pior, R$ 8 bilhões. Isso apesar de termos as maiores alíquotas de ICMS do Brasil sobre energia, combustíveis e qualquer outro item que se possa lembrar. Ou seja, passamos do limite de tributar, e nem por isso demos conta de regular as contas públicas. Já que o ano é de eleição para governador, e o futuro preocupa o cidadão, seria interessante esclarecer-se, antes que a campanha eleitoral fosse intoxicada pela demonização dos adversários, quais as causas e as origens da desgraça. Então, seja quem for o próximo governador, precisa comprometerse com as propostas de reparar erros anteriores (que foram muitos e graves) e dar rumos novos. Já que temos ex-governadores no páreo, deveriam se penitenciar pelos erros, pelas omissões em seus mandatos; assim passarão a ter mais credibilidade. Repetir a dose seria imperdoável. Minas não tem mais décadas para desperdiçar empobrecendo seu povo. Sua elite política e empresarial, desculpem-me os senhores, está mais para leviana que para séria. Ganhar, ganhar fácil, pegar carona em privilégios e se locupletar nos cofres públicos: isso adoeceu o sistema linfático do Estado, e ainda estamos gestando novas gerações que serão problemáticas. A passividade fez perder o protagonismo de Minas, esquecer-se do exemplo de um JK. Os 40 anos em quatro? Em seis anos Minas encolheu 20%. É preciso inovar, desfazer-se de equipes destituídas de respeito, algumas notadamente inconfiáveis e fracassadas. É preciso responder ao
B
eleitor. Neste ano terá uma campanha dura, e ainda pior poderá ser o exercício de um governo alcançado com compromissos espúrios. Não acredito que encontrarão na campanha momentos fáceis, ou que poderão os candidatos usar suas siglas partidárias, seus padri-
A passividade fez perder o protagonismo de Minas, esquecer-se do exemplo de um JK. Os 40 anos em quatro? Em seis anos Minas encolheu 20%. nhos de sempre para angariar simpatias. Fantasmas sairão dos armários, e os esqueletos sairão dos túmulos para assombrá-los. Minas não precisa de outro choque de gestão, que fez do Estado uma Disneylândia da burocracia, dos privilégios, e terreno fértil para corruptos. O choque colocou nas gavetas 30 mil pedidos de instalação de atividades econômicas, colocou no congelador milhões de empregos e bilhões em receitas públicas. A crise em Minas está aí, na falta de
A campanha já começou mal, reeditando os acordos malucos de bastidores, esquecendo as propostas e programas. Como sempre, o poder pelo poder
visão, de decisão e até de moral para diferenciar o certo e o errado, abrindo a porta para fraudes, como a de Mariana, e travar pequenos e médios empreendimentos corretos. Um BDMG que nos três vales da pobreza de Minas investiu menos de 1% de seus recursos. Essas são questões gravíssimas, que podem se repetir e violentar o Estado com desequilíbrios, migrações em massa. Temos as regiões mais pobres com um PIB per capita cinco vezes inferior ao da outra. Não existe certamente um único culpado, mas um ambiente poluído de espertezas e de irresponsabilidades generalizadas. Os males são evidentes, a pior fratura nas contas públicas, segundo o Ipea: “A despesa com previdência passou de 24,7% da receita líquida em 2010, para 28,9% em 2014 e para 36,1% em 2016, superando por um décimo o Rio Grande do Sul, que sempre ocupava a primeira posição”. Comprometeu-se assim mais 11,4% das receitas, em seis anos, uma overdose mortal, não determinada no atual governo, mas no escalonamento de acertos sancionados a partir de 2009. Pesa também o crescimento econômico negativo, constantemente travado pela burocracia do choque de burocratização que anulou a previsibilidade do planejamento. Minas encolheu de 2013 a 2016 assombrosamente. Perdeu 20% de seu PIB, enquanto Santa Catarina, apesar da crise nacional, marcou crescimento no mesmo período. Exatamente porque as políticas e decisões no âmbito do Estado podem fazer grande diferença. E Santa Catarina é o Estado mais ágil e acolhedor das atividades que geram emprego e renda. Um Estado que não escancarou suas estatais a empreiteiras da Lava Jato. A campanha já começou mal, reeditando os acordos malucos de bastidores, esquecendo as propostas e programas. Como sempre, o poder pelo poder. O dejá-vu dos certos de partilhas nefastas. Que dor!
vittorio.medioli@otempo.com.br
Ministro da Casa Civil Eliseu Padilha, durante reunião com caminhoneiros na última quinta-feira (24). Paralisação da categoria em protesto ao preço alto do diesel deixa país sem combustível. Serviços foram suspensos e chega a faltar comida nos mercados. Governo reduziu em 10% valor do diesel por 30 dias e tentou uma trégua dos protestos, mas até o fechamento desta edição, ao meio-dia da última sexta-feira (25), a greve não havia terminado.
“O PSDB não é imune a críticas. Não passamos a mão na cabeça de ninguém” Geraldo Alckmin, candidato à presidência pelo PSDB, em sabatina realizada pela “Folha de S.Paulo”, sobre o caso do ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo, condenado no mensalão mineiro e preso na última quarta-feira (23)
MARK RALSTON/AFP
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“Me desculpo com quem quer que tenha se sentido incomodado ou desrespeitado, nunca foi a minha intenção” Morgan Freeman, ator norte-americano. Na última semana, 16 pessoas, entre elas oito mulheres que dizem ter sido vítimas, descreveram uma conduta perturbadora do ator nos sets e em viagens promocionais.
Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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INSTITUIÇÃO> Popular prato criado entre trabalhadores do Mercado Central vai entrar no Guinness FRED MAGNO
Assídua
Vera Lúcia de Barros, 75 anos, frequenta o Mercado e come fígado com jiló há décadas
Mais que um prato, um ritual Verdade seja dita, o tradicional fígado com jiló não tinha a menor pretensão de se sagrar uma celebridade. Pode-se dizer até que a iguaria surgiu meio que ao acaso, quando juntou-se a fome com a vontade de comer, como diz o provérbio. Até então improvável, a combinação foi ganhando forma, fama e, com o tempo, seduziu até os mais desconfiados. Afinal, nascido no Mercado Central, onde a oferta de comes é farta e diversa, o prato precisou romper com a desconfiança dos mineiros para então cair no gosto de todo mundo. Hoje, é verdade, o ace-
pipe fez nome Brasil afora. “Os paulistas já falam sobre o Mercado Central e seus petiscos com mais propriedade que eu”, examina com bom humor o escritor Humberto Werneck, nascido em BH, mas que faz de São Paulo sua casa desde 1970. O sucesso, aliás, ultrapassa nacionalidades: “Até gringos com suas línguas enroladas já aprenderam a pedir”, brinca carinhosamente o chapista Ronaldo Marques da Silva, o Ronaldão, que há 20 anos prepara o prato no bar Fortaleza. Famoso em vários sotaques e idiomas, o fígado com jiló, que também atende por fígado acebolado, agora vai ganhar registro no livro dos recordes. Ocorre que, neste domingo (27), das 10h às
Alex Bessas
15h, uma chapa de 16 m será montada na avenida Augusto de Lima, em frente ao Mercado Central, e lá chefs – como Flávio Trombino, do restaurante Xapuri, Marcos Proença, do Patorroco, e Rosilene Campolina, professora de gastronomia da UNA – e chapistas – entre eles o Ronaldão e Wellington Paulo Nunes, do Bar da Lora – vão preparar mais de 400 kg do petisco. “Cada um desses 12 profissionais terá 1,2 m para preparar o fígado com jiló a seu modo”, detalha o superintendente do Mercado Central, Luiz Carlos Braga. Com o feito, o Mercado Central de BH passará a figurar no “Guinness World Records” pela marca de ter preparado a maior chapa de fíga-
do com jiló do planeta. “Já somos patrimônio imaterial por esse prato e pelo abacaxi no palito e, agora, entramos de vez no livro dos recordes”, comemora. Para celebrar tal marco, o evento deve reunir cerca de 2,5 mil pessoas, que podem garantir entrada a partir da doação de 5 litros de leite, que dão direito a uma porção da celebrada iguaria. Chamado de “Festival Cultural do Mercado Central”, estão programados shows de chorinho do grupo Choro Nosso, e de percussão do Batuque Salubre, formado por alunos da Escola de Artes do Instituto no Aglomerado Morro das Pedras. Para finalizar, há uma apresentação do Magnatas do Samba. Braga acredita que a mistura faz
DE PRATO IMPROVISADO A IGUARIA TRADICIONAL Origem Se de filho bonito todo mundo quer ser pai, não faltam versões sobre como surgiu o fígado com jiló do Mercado Central. Certo é que todas guardam semelhanças. 1960 Um dos pontos comuns é que o petisco foi criado na década de 60, entre os trabalhadores – fossem tropeiros, carregadores ou açougueiros, a depender de
quem conta o causo –, que, famintos, buscavam um prato que pudesse ser preparado rapidamente. Combinações No princípio, a combinação era de “miúdos de porco e jiló”, mas não demorou para que descobrissem que a receita ideal era com o fígado. A cebola foi logo agregada e pronto: o prato nunca mais mudou – ganhando, no máximo, pi-
menta biquinho ou tempero à base de alho em alguns dos bares. 1980 A popularidade veio quase 20 anos depois da invenção, quando finalmente virou a principal iguaria de lá. Ascensão Quem tem um bom palpite sobre as circunstâncias da popularização do prato é a aposenta-
da Vera Lúcia de Barros. Conhecendo o lugar desde que as lojas eram tendas e o chão era de terra, ela lembra que entre 1969 e 1973 o espaço passou por uma reforma, tomando então a forma que hoje tem. Enquanto durou a obra, o Mercado continuou funcionando. Assim, sendo preparada para os trabalhadores, a iguaria foi seduzindo mais e mais pessoas.
todo sentido, afinal, “em Minas a cozinha, definitivamente, faz parte do que entendemos por cultura”. TRADIÇÃO Vale dizer, o prato é bem mais que um saboroso petisco convencional e sua tradição é cercada de rituais próprios. Tanto é que faz bem informar aos desavisados: o autêntico fígado com jiló se come de pé, perto do balcão, de preferência acompanhado de cervejas geladas. A boa prosa, diga-se, harmoniza bem. Na verdade, vale até um samba, como o que cantava a aposentada Vera Lúcia de Barros acompanhada no gogó por dois “novos amigos”, mesmo que ela não soubesse o nome deles. Aos 75 anos, ela se gaba de ser uma dessas pessoas que não se perdem ao circular pelo Mercado Central. Conhece por nome boa parte dos atendentes e donos das quase 400 lojas do espaço. Na última quarta (23), lá estava ela, com sacolas de compras postas em um carrinho de supermercado, com sorriso no rosto e uma cerveja na mão. Petiscando o famoso fígado com jiló, ela garante que a cena se repete com frequência. “É de praxe, uma tradição... Eu sempre saio do (bairro) Santa Amélia e venho aqui, onde eu compro tudo e, no fim, sempre termino em um bar”, diz ela, que vê na compra de suprimentos oportunidade de diversão. É lá, defronte ao balcão, que Vera encontra velhos conhecidos, como um amigo de bairro com quem relembrava conhecidos comuns. “Mas sempre que venho, além dos antigos, faço novos amigos”, festeja ela. “Aquele rapaz e o tio dele eu conheci agora”, comenta sobre a dupla com quem cantava a música “Preciso me Encontrar”, de Cartola (1908 – 1980). Vera, é verdade, nasceu
praticamente no Mercado Central, afinal já desfilava por aqueles corredores desde que estava “na barriga de mamãe”. O caso parece extraordinário, mas é mais comum do que se pensa. A poucos metros da aposentada, Marcelo Michel e Carla Miguel se deliciavam em porções da iguaria. Junto deles, duas meninas e um menino, filhos do casal. “Frequentamos aqui desde antes deles nascerem, há oito anos”, lembra o Michel, que, pelo menos uma vez por semana, sai de Betim para visitar o Mercado Central com esposa e filhos. O fígado com jiló, aliás, é quase o prato preferido da família, não fosse o filho mais novo que ainda não tomou gosto pelo acepipe. Entre as mais de 31 mil pessoas que passam por ali todos os dias, chegando a 58 mil aos sábados, Flávio Luíz Trombino, do restaurante Xapuri, é outro que frequenta desde a mais tenra idade. “Venho aqui desde que me entendo por gente”, diz, citando que no início vinha acompanhando o pai. Hoje, faz parte de seu cotidiano “visitar e recomendar este templo da gastronomia”. Para ele, aliás, “essa diversidade de produtos, de todos os cantos de Minas e até de outros Estados contribuiu para essa minha vocação”. Conhecedor do lugar há tanto tempo, se for para Trombino indicar o prato que é a cara do Mercado Central, ele não titubeia: “É o fígado com jiló”. Tanto que, quando realizou o evento “Minas de Cabo a Rabo”, onde fazia releituras de pratos tradicionais das várias regiões mineiras, foi esta a iguaria escolhida para homenagear não só o Mercado, mas também toda região Central do Estado.
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DESPRETENSIOSO> Simples e saboroso, fígado com jiló acebolado é sinônimo de bons momentos FRED MAGNO
Entre petiscos e boa prosa Pode soar exagero, mas o fígado com jiló do Mercado Central agrada, quase que magicamente, gregos e troianos. O rapper Flávio Renegado, por exemplo, vê o prato como opção sempre bem-vinda nos fins de tarde. Melhor ainda se for acompanhado de uma “cervejinha gelada”. Mas, confessa, “o jiló só me ganhou há pouquíssimo tempo, faz uns dois anos”. “Eu não era muito adepto, mas, depois desse prato, até o jiló ganhou meu paladar”, comenta ele. Outro que não é lá muito afeito ao legume é o autônomo João Lucas Bizzotto. O belo-horizontino, no entanto, não recusou o convite da namorada, a paulista Ana Carol Francisco, que vive em BH desde 2014, para um almoço diferente no Mercado Central. Pudera: o ambiente é, para eles, mágico. “Tem esse lado boêmio, essa coisa da tradição”, destaca a moça, que trabalha com rastreamento veicular na região e, portanto, sempre aproveita oportunidades de passar por lá. Atentos à mistura entre pessoas de todas as idades e estilos, o casal indica algo que Fernando Brant (1946 – 2015) fez questão de frisar no livro “Mercado Central” (Ed. Conceito, 2004): o caráter absolutamente democrático daquele quadrilátero. Por tudo isso, Bizzotto até aceitou experimentar o jiló, superou um pouco a resistência, mas sem uma cerveja de acompanhamento, ainda preferiu evitar, fisgando apenas pedaços de fígado e cebola. Reconhecendo a tradição do prato, Ana Carol, por sua vez, lembra que quando recebe amigos de outras cidades, nem precisa mencionar o passeio: os visitantes logo dizem querer experimentar a iguaria. “Ali você está no coração da cidade, da culinária local, da diversidade cultural de BH”, elogia ela. Destino certo para esbarrar – literalmente – com veAlex Bessas
lhos conhecidos e fazer novas amizades, Ana Carol diz que o lugar está sempre no seu radar. Ela segue religiosamente atradição: comedepé edisputa, amistosamente, um lugar perto do balcão. Nos 14 bares do Mercado Central, afinal, existem até dias menos movimentados, mas os estabelecimentos nunca ficam vazios. Entre os fregueses de carteirinha do lugar estão os chefs da cidade. É ali que eles vão para atualizarem seus pratos passeando entre as perfumadas frutas da estação e as várias especiarias. Marco Proença, do Patorroco, é um desses que não abrem mão de passar por lá. Em comum com as chapas de fígado com jiló, a cozinha dele também começa pelo olfato. “As pessoas dizem que comer começa com os olhos. No meu caso e aqui, é com o nariz”, diz ele. Assim como os outros frequentadores, Proença celebra a harmonia com que todos podem interagir. Ele lembra, ainda, que o lugar funciona como uma válvula de escape. “Quando estou estressado, venho almoçar aqui. Degusto um queijo aqui, uma cachaça acolá, quando não termino no fígado acebolado”, lembra ele. Há 20 anos à frente de uma chapa, Ronaldo Marques da Silva, o Ronaldão, sabe que precisa estar atento não só ao paladar, mas também ao humor da freguesia. Quando aparecem aqueles que, como Proença, veem nos bares do Mercado um lugar de relaxamento, lá está o chapista e suas histórias. “Eu conto para esse povo que já fiz sete porções de uma vez na chapa, ficam de queixo caído”, diz ele, entre risadas, para logo emendar: “Mas isso é lero lero... Tem que ter um pouco de história para esse povo vir ver a gente”. Orgulhoso de seu ofício, Ronaldão conta que se é a primeira vez do cliente e ele diz não gostar de jiló, “coloco um pouquinho no canto do prato para a pessoa experimentar. Como vai saber que não gosta se não comeu da minha chapa?”, questiona. Se foi ele quem converteu Renegado a
Garantido
Paulista Ana Carol e belo-horizontino João Lucas asseguram: prato está na essência de BH
“
Não precisa nem convidar quem vem de fora a comer o fígado com jiló do Mercado. Eles mesmos sugerem! Ana Carol, frequentadora gostar do legume, não recorda – mas é bem possível, garante. Hoje, quando pensa em se aposentar, Ronaldão logo lembra que o substituto, além de ser bom de chapa, “tem que ser bom de papo”. Fígado com jiló, afinal, é prato para ser “compartilhado e conversado”.
No balcão, são todos iguais Explicar o sucesso arrebatador do fígado com jiló não é tarefa fácil – mas as palavras do escritor Alceu Amoroso Lima (1893 – 1983) talvez ajudem a entender essa mágica. Com obra que chegou a ser indicada ao Nobel de Literatura de 1965, o autor carioca já preconizava os rituais que hoje são tão comuns entre os frequentadores do Mercado Central: “O mineiro come pouco e come da comida mais simples possível. (...) A mesa é sempre acessório com sua vocação irresistível para a predominância do espírito”, escreveu ele no longínquo 1945. É justamente na simplicidade do prato associada ao clima de confraternização que sempre o acompanha
que a professora de gastronomia brasileira e regional da UNA, a chef Rosilene de Lima Campolina, justifica o sucesso da iguaria. “Fora o guisado de cebola, que vem emprestado dos portugueses, o prato é totalmente mineiro. Quase rudimentar e servido assim, sem pretensão, esse é o segredo do nosso fígado com jiló”. Mineiríssimo, o prato conquistou fãs como Wellington Paulo Nunes, que de apreciador do petisco passou a ser chapista. Com 25 anos trabalhando nas proximidades do Mercado Central, há oito está à frente da chapa do bar da Lora, que chega a vender 50 porções durante os dias de semana, ao preço de R$ 28,90. O número de pedidos DOUGLAS MAGNO
Chef Marcos Proença celebra reconhecimento da tradicional iguaria de Belo Horizonte
pode dobrar aos sábados e domingos. Nesse tempo, “já atendi muito famoso, jogador de futebol, artista da TV”, gaba-se, lembrando, por exemplo, de César Menotti e Rogério Flausino. Frequentadora do Mercado, Vera Lúcia de Barros, 75, comenta que já dividiu balcão com muitos figurões, entre eles lembra da cantora carioca Leci Brandão e dos cartolas Zezé Perrella e Alexandre Kalil, hoje prefeito de BH. Entre os ilustres fãs da iguaria estão também nomes ligados à literatura, como o escritor Wander Piroli (1931 – 2006). “Ele foi um frequentador assíduo do Mercado Central, pelo menos, nos anos de 1970 e 1980”, situa o também escritor Fabrício Marques. Já o biógrafo Humberto Werneck recorda que por ali havia um grupo de magistrados que se rotineiramente se encontravam. “É uma combinação engraçada, jiló e magistratura”, comenta, fazendo referência à turma do “Anexo”, registrada no livro “Mercado Central” (2004), de Fernando Brant (1946 – 2015). Fenômeno único, vale dizer, famosos e comuns se misturam nesse templo da cultura de Minas, como eternizou Brant: “A igualdade sonhada por revolucionários franceses e conjurados mineiros, se em algum lugar existe, é ali que se manifesta comprovadamente. Não queira você arrotar poderes onde só cabem gases outros”.
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IDENTIFICAÇÃO> Onde quer que seja preparado, o petisco é associado a seu espaço de origem
A cara do Mercado e de BH No páreo, estavam lugares como o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, a Praça da Liberdade, o bairro Santa Tereza e o Mineirão. Mas não deu outra: o Mercado Central saiu na frente e foi eleito,em dezembro do ano passado, o lugar que é a “Cara de Belo Horizonte”. Agora, se for para saber o que melhor representa este que é um dos principais pontos turísticos da cidade, nem precisa muito perguntar: é o fígado com jiló, ali criado e popularizado. Tanto é assim que quando o chef Marcos Proença, do restaurante Patorroco, participava de um festival no Rio de Janeiro e elaborou por lá um prato de fígado com maxixe, logo vieram perguntar se aquela era a famosa iguaria do Mercado de BH. Habituado a explorar a gastronomia dos bares da cidade, Daniel Neto, o Nenel, Alex Bessas
do blog “Baixa Gastronomia”, até se esforça, mas não consegue lembrar de outro lugar onde encontre fígado com jiló na chapa. “Quando penso no prato, vou lá, até porque se for a outro lugar, corro o risco de me decepcionar”, diz. Histórias que só provam que a memória afetiva é também geográfica. O paladar, afinal, “tem a capacidade de remontar à lembrança numa verdadeira viagem ao passado, próximo ou distante, ainda que efêmero”, descreveu Marcos Mergarejo Netto, doutor em Geografia pela Unesp, em artigo sobre o Mercado Central. E se a iguaria foi alçada a tradição e marca registrada do lugar, o chapista Ronaldo Marques da Silva, o Ronaldão, é parte importante deste folclore. Com propriedade de quem há duas décadas comanda a chapa do bar Fortaleza, ele crava: “Quem passa pelo Mercado Central e não come fígado com jiló é como se nem tivesse vindo ao Mercado”.
LEVANDO A TRADIÇÃO PARA CASA DOUGLAS MAGNO
Versões Há várias formas de preparar o famoso fígado com jiló. “Tem uns que fazem com cebola mais grossa, alguns cortam tudo na faca, outros com processador...”, comenta o chapista Roberto Marques (ao lado). Ele prefere o ingrediente mais fino. Outro segredo é usar a chapa muito quente. Receita A professora de gastronomia Rosilene Campolina, do blog “De Chef para Chef”, ensina a preparar o prato que une “simplicidade e tradição”. Preparo O primeiro passo é retirar a membrana e temperar 1 kg de fígado com pasta de sal e alho. Depois, oito jilós graúdos devem ser cortados em fatias finas. Com a casca, os pedaços devem ser demolhados em água, sal e um pouco de vinagre por 15 minutos. No fogo Em uma chapa ou
frigideira grossa e bem quente, regue um fio de óleo e frite o fígado até deixar ao ponto. O jiló escorrido entra em seguida, ficando mais 5 minutos no fogo. Finalmente, quatro cebo-
las médias picadas em rodelas e cinco dentes de alhos bem picadinhos são acrescentados aos outros ingredientes e só saem da chapa quando murcharem suavemente.
Toque final Se desejar, pingue gotas de limão ou vinho de jabuticaba por cima do prato e polvilhe flor de sal defumada com sal a gosto. E bom apetite!
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
(CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
Gengibre gengibre ou Zingiber officinale é uma planta herbácea originária da Ásia e, de lá, foi difundida para o resto do mundo. Na coluna de hoje, vamos ver os benefícios desta raiz que é, ao mesmo tempo, um tempero para comidas e um remédio com benefícios diversos à saúde. As propriedades da planta se encontram no rizoma (raiz). É o local onde se encontram diversos benefícios terapêuticos: tem ação bactericida, desintoxicante e é ótimo para os sistemas digestivo, respiratório e circulatório. O gengibre também é ,reconhecidamente, um alimento termogênico, ou seja, é capaz de acelerar o metabolismo e favorecer a queima de gordura corporal sendo, pois, coadjuvante na perda de peso. É importante considerar que o gengibre pode aumentar o gasto calórico em mais de 10%, porém, deve ser salientado que não existem milagres quando o assunto é perder peso. Mas para que o consumo de gengibre mostre resultados, é necessário que se alie a uma dieta mais hipocalórica e a exercícios físicos regulares. O gengibre apresenta uma substância chamada “gingerol”, que possui propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antimicrobianas que protegem o nosso organismo. É essa substância a responsável pelo sabor picante e tão peculiar do gengibre. Na medicina ayurvédica, a raiz tem reconhecida ação sobre o sistema digestivo, sendo indicada para aliviar náuseas e vômitos. Estudos indicam também que o gengibre provoca inibição no crescimento Lançar mão do da bactéria Helicobacgengibre com ter pylori, causadora de gastrite e úlcera de coadjuvante estômago. terapêutico O gengibre pode ser usado de diversas pode ser uma formas, podendo agraótima e dar aos diferentes gostos pessoais. Utilizar deliciosa pedida. as lascas da raiz para Nosso remédio mastigar pode ser forte, entretanto, ajuda a está em nossa aliviar a rouquidão e despensa e não as irritações na garganta nos casos das virona prateleira ses invernais. A infudas farmácias. são da raiz em chás pode também ser de Pense nisso! grande utilidade nas gripes e resfriados em geral. De igual forma, o gengibre pode ser usado em conjunto no suco verde (couve e hortelã) como detoxificante. Lançar mão do gengibre com coadjuvante terapêutico pode ser uma ótima e deliciosa pedida. Portanto, separei uma receita do xarope de gengibre, remédio caseiro com propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e expectorantes, que ajudam a combater os sintomas da gripe. Os ingredientes incluem: 25 g de gengibre fresco fatiado ou uma colher de gengibre em pó; uma xícara de mel; três colheres de sopa de água; três colheres de sopa de suco do limão e cinco gotas de extrato de própolis. Inicie por ferver a água. Após a fervura, desligue o fogo e acrescente o gengibre. Tampe e deixe na infusão por dez minutos. Logo após, acrescente o mel, a própolis e o suco do limão. Misture bem até obter uma mistura homogênea, com consistência viscosa, igual a um xarope. Vá tomando aos poucos. As contraindicações para uso desta raiz são para hipertensos graves e pessoas que utilizam medicações anticoagulantes. Na dúvida, consulte seu médico. Nosso remédio está em nossa despensa e não na prateleira das farmácias. Pense nisso! Faça uma boa semana.
O
AA ganha reconhecimento em Harvard FRED MAGNO
NoBrasil,9mide pessoasacima dos18bebem todososdias; métodoganha reconhecimento científico Antes de completar 22 anos, o aposentado Vitalino, 70, nunca havia tido contato com bebida alcoólica. Natural de Raul Soares, na Zona da Mata mineira, ele começou a trabalhar na área de construção em Belo Horizonte. “Eles me diziam que, para ser homem, eu tinha que beber. Eu fui no embalo, comecei com um pouquinho, mas depois fugiu do controle e tive que procurar ajuda”, lembra. O auxílio a que o aposentado se refere veio do grupo de ajuda mútua de recuperação para dependentes de álcool Alcoólicos Anônimos (AA). Para os que frequentam as reuniões da organização mundial quase centenária, o AA é mais do que um grupo de ajuda, é uma irmandade. Membro há 18 anos, o gerente administrativo Eduardo, 70, conta que o programa é um tratamento espiritual, mas não está ligado a nenhuma religião. “Por isso, falamos em uma irmandade de homens e mulheres”, diz. E é exatamente esse caráter espiritual, aliado, entretanto, a outros mecanismos, que tem feito o AA obter resultados tão bons, ou até melhores, quanto os de outras intervenções no que se refere à abstinência sustentada e à remissão do uso de álcool. Além disso, ele proporciona menores custos com cuidados de saúde para o enfrentamento da dependência. Essa constatação foi divulgada por estudo que analisou os Litza Mattos
Estima-se que 5,6% da população tenha transtornos relacionados ao uso de álcool (abuso e dependência)
resultados científicos de 25 anos de pesquisas sobre os benefícios e mecanismos de mudança de comportamento frente ao álcool do modelo de 12 passos em comparação com a terapia comportamental cognitiva ou outros tratamentos ativos, como entrevista motivacional ou terapia de aprimoramento motivacional. Publicada no periódico “Addiction”, a pesquisa do professor associado da faculdade de medicina da Universidade Harvard e diretor do Recovery Research Institute, nos Estados Unidos, John F. Kelly, mostra que as intervenções do AA funcionam por meio de múltiplos mecanismos, mas, principalmen-
te, pelos aspectos sociocognitivos e afetivos. As análises constataram que o método ajuda a aumentar a recuperação dos laços sociais e as habilidades de enfrentamento da dependência e a manter a motivação da recuperação ao longo do tempo. Consequentemente, também foram observados menores índices de depressão, egoísmo, autocentrismo, assim como dos sentimentos de raiva e de ressentimento entre os indivíduos que frequentam o AA. “Tem funcionado tão bem por tanto tempo porque atende a vulnerabilidade crônica das populações dependentes e reconhece que as pessoas precisam de
apoio contínuo por muitos anos, mesmo após a remissão estável, além de estar disponível gratuitamente”, disse Kelly. O país tem quase 5.000 grupos do AA. Minas Gerais é o Estado com mais unidades (867), seguido por Rio de Janeiro (617), São Paulo (470) e Ceará (415), de acordo com o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa). No Brasil, o consumo de álcool per capita chegou a 8,9 L em 2016 e superou a média internacional, de 6,4 L por pessoa. O país tem 9 milhões de pessoas com mais de 18 anos que bebem uma ou duas doses por dia. Para o psiquiatra especialista em dependência química e presidente do Cisa, Arthur Guerra, o estudo serviu para comprovar a efetividade do método. “O AA cria condições para o desenvolvimento de uma reparação e melhora de autocuidados, evitando lugares e situações que estimulem o uso de álcool. É um interessante recurso de apoio que pode ser acionado a qualquer momento pelas centenas de unidades espalhadas no Brasil e no mundo”, afirma. Para o aposentado Vitalino, que chegou ao AA aos 34 anos, o programa lhe devolveu a dignidade. “Nesses 36 anos não perdi mais amigos. Até hoje eu sinto que a necessidade de ficar sem beber é muito grande porque qualquer deslize é muito arriscado”. POLÊMICA No entanto, o modelo praticado pelo AA ainda desperta controvérsias que Kelly atribui aos aspectos espirituais, quase religiosos, do método. “As pessoas talvez acreditem que seja, de alguma forma, uma lavagem cerebral, uma seita ou um culto, ou que não seja científico. Talvez também porque seja difícil acreditar que os colegas sem experiência clínica ou treinamento possam produzir tal grau de benefícios que observamos”, analisa.
reportagem
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EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
TESTE
Seu consumo de álcool está fazendo mal a você?
RESPONDA ÀS QUESTÕES ABAIXO E SOME OS PONTOS DE CADA UMA:
1 DEPOIMENTO
“Se tivesse cura, eu não estaria no AA” FRED MAGNO
“Meu envolvimento com o álcool começou lá no interior. Aos 10 anos, eu já ingeria porque fui criado em uma fazenda com alambique. Ali eu comecei com pequenas doses. Lá em 1953 a OMS classificou o alcoolismo como doença. E não tem cura; se tivesse, eu não estaria no AA e teria sido curado nas internações. Fundo de poço, cada um tem o seu, o meu foi bem violento, mas até o dia em que cheguei ao AA. A proposta é manterse sóbrio e ajudar o outro a se recuperar do alcoolismo a partir do momento em que ele queira. Eu não quis, não, mas cheguei aqui. Eu achava que eu não era alcoólatra. A terceira tradição do AA deixa claro que o único requisito para se tornar membro é o since-
Consumo moderado não vinga Em 2015, o programa Moderação e Controle chegava ao Brasil com a promessa de ajudar a resgatar “bebedores-problema” (que começam a ter problemas com o álcool). À época, o programa tinha cerca de 20 mil participantes no mundo – no Brasil, porém, durou apenas um ano. Responsável por importar a iniciativa, Igor L., 55, aventa: “Precisávamos de mais apoio dos EUA para fazer palestras. Também não tivemos apoio de médicos. As clínicas trabalham com terapeutas próprios, métodos próprios e usam o AA como apoio e talvez não tenham sentido necessidade de mais um programa”. Flexível, a política de “redução de danos” é outra arma importante para os pacientes dispostos a reduzir o consumo da droga ou os danos atrelados a esse uso, aponta o psiquiatra Arthur Guerra. O professor John F. Kelly endossa. “Se alguém não está preparado para interromper o consumo de álcool e/ou drogas, mas está disposto a tentar reduzir ou minimizar os danos, esse é um passo positivo na direção certa”.
ro desejo de parar. Eu não tinha esse sincero desejo e consegui, e, para mim, funcionou. O primeiro dos 12 passos do AA é: ‘Admitimos que éramos impotentes perante o álcool – que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas’. Aquilo ali me deixou uma dúvida, pois eu achava que não tinha perdido o domínio, mas, depois de 24 anos, vi que tinha perdido tudo, o domínio, a saúde, a moral... Desde 2000 eu sou membro do AA. Passei por várias internações. Perdi meu primeiro casamento porque eu preferia o álcool. Eu não acompanhei o crescimento dos meus filhos porque o álcool não deixou. O AA foi a minha salvação, salvou a minha vida. É uma mudança de vida.”
Eduardo, 70 Gerente administrativo Natural de Simonésia
‘É um distúrbio mortal que exige alta vigilância contínua’ Os pilares do tratamento para quem tem problemas com o álcool, lembra o psiquiatra Arthur Guerra, continuam sendo: farmacológico, psicológico, grupos de ajuda mútua (como AA) e comunidades terapêuticas. “Mas o encaminhamento adequado depende da análise de características pessoais, da quantidade de bebida que a pessoa costuma ingerir e da avaliação se ela já apresenta problemas de ordem emocional, física ou interpessoal decorrentes desse uso”, explica. É importante, pois, que uma avaliação minuciosa seja feita.
Segundo John F. Kelly, professor associado da Universidade Harvard e diretor do Recovery Research Institute, três medicamentos aprovados pela Agência de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos têm se mostrado úteis também para esses casos: naltrexona (Vivitrol), acamprosato (Campral) e dissulfiram (Antabuse). Pesquisa do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) aponta que tanto o acamprosato como a naltrexona são efetivos no tratamento de dependência de álcool. O primeiro parece ser especialmente útil em PIXABAY
No país, o consumo de álcool per capita chegou a 8,9 L em 2016 e superou a média internacional, de 6,4 L por pessoa
abordagens terapêuticas que buscam promover a abstinência, enquanto o segundo, em programas cujo objetivo seja promover o uso controlado do álcool. No entanto, a realidade não muda. “Trata-se de um distúrbio mortal, que necessita de altos níveis contínuos de vigilância, de gestão e monitoramento em longo prazo para alcançar mudanças duradouras e aumento da qualidade de vida”, afirma. O último relatório “World Health Statistcs 2017”, da Organização Mundial da Saúde (OMS) cita a Rússia como um exemplo na redução da mortalidade pelo uso nocivo do álcool. Lá, apenas a reformulação de políticas de saúde pública conseguiu controlar o problema. Entre as medidas adotadas estavam o aumento de impostos, o fortalecimento do sistema de controle de produção, distribuição e venda de álcool e a proibição de propagandas. Com isso, entre 2007 e 2016 houve redução do consumo total em 3,5 L de álcool puro/pessoa, queda de novos casos de psicose alcoólica (52,3 para 20,5 por 100 mil habitantes) e queda da taxa de mortalidade de homens.
COM QUE FREQUÊNCIA VOCÊ TOMA BEBIDAS ALCOÓLICAS?
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Nunca* Mensalmente ou menos De 2 a 4 vezes por mês De 2 a 3 vezes por semana 4 ou mais vezes na semana *VÁ PARA AS QUESTÕES 9 E 10
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NAS OCASIÕES EM QUE BEBE, QUANTAS DOSES VOCÊ COSTUMA CONSUMIR?
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1 ou 2 3 ou 4 5 ou 6 7, 8 ou 9 10 ou mais
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COM QUE FREQUÊNCIA VOCÊ TOMA “CINCO OU MAIS DOSES” DE UMA VEZ?
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Nunca Menos do que uma vez ao mês Mensalmente Semanalmente Todos ou quase todos os dias
*SE A SOMA DAS QUESTÕES 2 E 3 FOR ZERO, AVANCE PARA AS QUESTÕES 9 E 10
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QUANTAS VEZES, AO LONGO DOS ÚLTIMOS 12 MESES, VOCÊ ACHOU QUE NÃO CONSEGUIRIA PARAR DE BEBER UMA VEZ TENDO COMEÇADO?
0 1 2 3 4
Nunca Menos do que uma vez ao mês Mensalmente Semanalmente Todos ou quase todos os dias
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QUANTAS VEZES, AO LONGO DOS ÚLTIMOS 12 MESES, VOCÊ, POR CAUSA DO ÁLCOOL, NÃO CONSEGUIU FAZER O QUE ERA ESPERADO DE VOCÊ?
0 1 2 3 4
Nunca Menos do que uma vez ao mês Mensalmente Semanalmente Todos ou quase todos os dias
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QUANTAS VEZES, AO LONGO DOS ÚLTIMOS 12 MESES, VOCÊ PRECISOU BEBER PELA MANHÃ PARA SE SENTIR BEM AO LONGO DO DIA APÓS TER BEBIDO NO DIA ANTERIOR?
0 1 2 3 4
Nunca Menos do que uma vez ao mês Mensalmente Semanalmente Todos ou quase todos os dias
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QUANTAS VEZES, AO LONGO DOS ÚLTIMOS 12 MESES, VOCÊ SE SENTIU CULPADO OU COM REMORSO DEPOIS DE TER BEBIDO?
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Nunca Menos do que uma vez ao mês Mensalmente Semanalmente Todos ou quase todos os dias
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QUANTAS VEZES, AO LONGO DOS ÚLTIMOS 12 MESES, VOCÊ FOI INCAPAZ DE SE LEMBRAR DO QUE ACONTECEU DEVIDO À BEBIDA?
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Nunca Menos do que uma vez ao mês Mensalmente Semanalmente Todos ou quase todos os dias
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ALGUMA VEZ NA VIDA VOCÊ JÁ CAUSOU FERIMENTOS OU PREJUÍZOS A VOCÊ MESMO OU A OUTRA PESSOA APÓS TER BEBIDO?
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0 Não 2 Sim, mas não nos últimos 12 meses
4 Sim, nos últimos 12 meses
ALGUMA VEZ NA VIDA 0 Não ALGUM PARENTE, AMIGO, 2 Sim, mas não nos últimos 12 MÉDICO OU OUTRO meses PROFISSIONAL DE SAÚDE JÁ SE PREOCUPOU 4 Sim, nos últimos 12 meses COM O FATO DE VOCÊ BEBER OU SUGERIU QUE VOCÊ PARASSE?
RESULTADO 0a7 pontos
Continue fazendo escolhas inteligentes e saudáveis.
8 a 15
Fique atento para evitar riscos futuros.
pontos 16 a 19 pontos
Reveja seus hábitos de consumo. Talvez seja uma boa buscar aconselhamento.
20 a 40 pontos
Procure a ajuda de um especialista para um eventual tratamento.
FONTE: ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE (OMS)
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sociedade
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DOLCEVITA
Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com
EDY FERNANDES
“A GENTE SOMOS”
FIGURAS ÚNICAS
A
“
ssustador o texto “Nova classe de pessoas deve surgir até 2050: a dos inúteis”, de Marluce de Oliveira. “Com o avanço da inteligência artificial, Yuval Noah Harari, autor de ‘Sapiens’, prevê que muitos profissionais, além de desempregados, não serão empregáveis. Os humanos serão substituídos na maioria dos trabalhos que hoje existem”.
Colorindo a Casacor Minas, a arquiteta Estela Netto
C
E
m novas profissões, nem todos conseguirão se reinventar e se qualificar. O que acontecerá? Do que se ocuparão? No artigo “O Significado da Vida em um Mundo sem Trabalho”, o escritor anuncia a nova classe de pessoas até 30 anos: a dos inúteis.
O
s inúteis provavelmente serão alimentados por uma espécie de Bolsa Família, uma renda básica universal. Mas como mantê-los satisfeitos e ocupados? “Envolvendo-se com algum propósito. Caso contrário, irão enlouquecer”. Que tal os games de realidade virtual em 3D? “Por centenas de anos, bilhões de humanos encontraram significados em jogos de realidade virtual”.
INÚTIL E CONSUMISTA
“
No passado, chamávamos esses jogos de ‘religiões’”, afirma
FIGURAS DIFÍCEIS alma, é apenas mais uma brincadeira, no YouTube, dos gaiatos do Casseta & Planeta. E fica mais divertido no vídeo porque, acompanhando o áudio, podemos ver as figurinhas com os figurões desfilando: Nestor Cerveró, Gleisi Hoff-
“SOMOS INÚTIL”
INÚTIL E LOUCO
Não tem nenhuma repetida, você vai curtir demais este álbum. Figurinhas brilhantes, diamantes, joias e até em dólar. Álbuns de figurinhas da Lava-Jato. Peça hoje mesmo ao seu advogado. Mais um lançamento da Editora Tabanini uma empresa das Organizações Tabajara”.
man, Fernando Collor de Mello, Aécio, Maluf, Romero Jucá, Joesley, Marcelo Odebrecht, Geddel Vieira Lima, Renan Calheiros e claro, as figuras mais fáceis e carimbadas: Sérgio Cabral e Lula.
FIGURAS NEFASTAS
O
vídeo é muito engraçado, uma brincadeira séria que bem poderia ser verdade, não fosse o nefasto politicamente correto que domina o Brasil. Rima bem com outra ideia, nossa, de fazer, aqui em BH, o Museu da Corrupção. Afinal, não podemos esquecer que aqui, na terra de Tiradentes, tudo começou, o Mensalão Mineiro que gerou o Mensalão do PT, pai do Petrolão. Minas Gerais é tão Brasil!
INÚTIL E HUMANO
O
significado da vida é uma ficção criada por humanos. Na história, muita gente, os nobres, por exemplo, encontraram o sentido na vida mesmo sem traba-
um negócio ter 6 Para público, é preciso mais que qualidade e durabilidade. O consumidor exige serviços e produtos que representam aquilo em que acreditam. o “Ser para Ter”, 6 Éainda mais sensível no
mercado de alto luxo que cresceu cerca de 5% em 2017. Mercado alimentado por jovens, a geração Y, ou Millennials. novas linhas 6 Edetraz pensamento, em valores pessoais e cuidados com a natureza, personalização de produtos, sensações e vivência de novas experiências. Olga é 6 AumMovelaria exemplo que chega
EDY FERNANDES
Harari. “Se você reza todo dia, ganha pontos. Se você se esquece de rezar, perde pontos. Se no fim da vida você ganhou pontos o suficiente, depois que morrer irá ao próximo nível do jogo (também conhecido como céu). O consumismo também é um jogo de realidade virtual. Pontos para quem adquirir novos carros, marcas caras e tiver férias fora do país”. Quem consegue mais pontos ganha o jogo.
lançaperfume
a BH. Três andares, em 700m² sustentáveis. Para o proprietário, José Fonseca, as pessoas valorizam o ecologicamente correto, economicamente viável e socialmente justo.
lhar. O que não será diferente “vivendo” de computadores, religiões ou ideologias. Você quer viver na Ilha da Fantasia onde bilhões perseguem metas de faz de conta e obedecendo a leis imaginárias? Esse já é o mundo em que vivemos há centenas de anos.
No contexto Casa Viva da edição deste ano, somando beleza e vitalidade, Julia Dumont
FIGURAS CARIMBADAS
“
Você já completou seu álbum de figurinhas da Copa do Mundo da Rússia? E agora? Você está deprimido, sem ter o que fazer? Seus problemas acabaram, chegou o álbum de figurinhas da Lava-Jato, ‘Figurões da Lava-Jato 2018’. Tá todo mundo lá, e quem ainda não está vai entrar. Todo dia, às 6h, figurinhas novas”.
teoria serve 6 Aparamesma explicar novas rela-
ções amorosas. Os valores mudam de acordo com o cenário em que nasceram. mistura dos 6 Uma valores da geração an-
terior com os da contemporânea, que têm mil possibilidades e muita ambição. conceito de amor 6 Opassa por parceiros fi-
nanceiramente compatíveis com seus sonhos. Um exemplo? Os usuários do site Meu Patrocínio, onde homens e mulheres maduros “bancam” os sonhos de jovens millennials em troca de sexo ou apenas companhia.
CENÁRIO BH Godarc Galeria promove Trocas Criativas #1 A primeira edição do evento que pretende estimular os diálogos entre diferentes formas de expressão artística vai exibir duas vídeo instalações das artistas Kamyla Belli, com “Sangue de Mulher”, e Mariana Machado, com “Mapas de Ausência”. Além das exibições, haverá debate sobre as obras e uma feira/exposição, com peças das artistas Lola Camisasca, Bruna Comini e Maria Rita e show do Duo Arep. Onde Godar Galeria (av. Guarapari, 89, Santa Amélia) Quando Neste sábado (26), às 17h Quanto Gratuito
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MARIANA MACHADO/DIVULGAÇÃO
Ateliers de Cerâmica de Portas Abertas Em sua terceira edição, projeto capitaneado pelo Coletivo de Cerâmica de MG volta, neste final de semana, a ministrar oficinas e atividades gratuitas para pessoas de todas as idades na capital e em outras oito cidades mineiras. Doze ateliers abrem suas portas em BH para aulas gratuitas de pintura, modelagem no torno e a mão, vivências artísticas, queimas, entre outros. Onde Locais e programação completa em bit.do/ diadoceramista2018 Quando Nestes sábado (26) e domingo (27). Quanto Gratuito
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COLETIVO DE CERÂMICA MG/DIVULGAÇÃO
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ALERTA >Exposição prolongada a agentes cancerígenos pode causar a doença em trabalhadores
Entenda quais são os riscos do chamado ‘câncer ocupacional’ PIXABAY/DIVULGAÇÃO
Pesquisa
Profissionais da área rural são os que apresentam maior probabilidade de desenvolver o ‘câncer ocupacional’
A exposição prolongada a agentes cancerígenos (físicos, químicos ou biológicos) presentes no ambiente de trabalho dá origem ao chamado “câncer ocupacional”. A localização do tumor está diretamente associada às regiões do corpo que estão em contato direto com as substâncias cancerígenas, seja na fase de absorção (pele, aparelho respiratório) ou de excreção (aparelho urinário), durante a realização da atividade profissional. Estima-se que entre 8% e 16% dos casos de aparecimento de tumores estejam associados aos fatores ocupacionais. Segundo o diretor da Oncomed-BH, Roberto Fonseca, a incidência do câncer ocupacional no Brasil é alta particularmente entre os trabalhadores rurais. “Esses profissionais estão expostos à radiação solar (UVA e UVB) e a agentes agrotóxicos. Somos um país tropical e campeão mundial no que se refere ao uso de venenos agrícolas”, aponta. Ainda de acordo com Fonseca, inúmeros agentes cancerígenos podem ser encontrados nas zonas de atividade, sendo os de maior gravidade os pesticidas, amianto, sílica, radiação ionizante e solar, benLeonardo Cunha
zeno, além de agentes biológicos. “É importante frisar, ainda, que o fumo em ambiente de trabalho e, também, o tabagismo passivo potencializam os efeitos cancerígenos de outras substâncias, assim como o álcool, a obesidade, a dieta inadequada e a inatividade física”, destaca o especialista. ALARMANTE Conforme levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), pelo menos 19 tipos de tumor
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É importante frisar que o fumo em ambiente de trabalho e, também, o tabagismo passivo potencializam os efeitos cancerígenos de outras substâncias
– entre eles os de pulmão, pele, fígado, laringe, bexiga, estômago, fígado, mama e cérebro e as leucemias – estão relacionados à ocupação e ao ambiente de trabalho. Profissionais como cabeleireiros, pilotos de avião, comissários de bordo, farmacêuticos, químicos e enfermeiros estão entre os mais propensos ao desenvolvimento desses tumores. PREVENÇÃO Estudos mostram que 90% dos cânceres estão associados a fatores ambientais. Para se evitar que o profissional entre em contato com substâncias ou agentes que coloquem em risco sua saúde, alguns procedimentos devem ser tomados, como a remoção da substância cancerígena do local e o uso rigoroso dos equipamentos de proteção individual (máscaras e roupas especiais). Fonseca ainda frisa que outros fatores importantes para a prevenção são a boa ventilação do local, uma maior conscientização dos empregados e dos órgãos de classe quanto aos riscos de substâncias químicas, agentes biológicos, radiação ionizante ou solar nos ambientes profissionais, uma maior eficiência dos serviços de medicina do trabalho e a proibição do fumo nos ambientes utilizados pelos trabalhadores.
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
SAIBA MAIS Alguns tipos de câncer causados por exposição ambiental e/ou laboral e seus fatores de risco LOCAL
CAUSA AGENTES – aminas aromáticas, azocorantes, benzeno, benzidina, cromo/cromatos, fumo e poeira de metais, agrotóxicos, Hidrocarboneto Policíclico Aromático (HPA), óleos e petróleo.
BEXIGA OCUPAÇÕES – cabeleireiro, maquinista, mineiro, metalúrgico, motorista de caminhão, pintor, trabalhador de ferrovia, trabalhador de forno de coque e tecelão.
ESTÔMAGO E ESÔFAGO
FÍGADO
AGENTES – poeiras da construção civil, de carvão e de metal, vapores de combustíveis fósseis, óleo mineral, herbicidas e ácido sulfúrico. OCUPAÇÕES – engenheiros eletricista e mecânico, trabalhadores de extração de petróleo, motoristas de veículos a motor, trabalhadores de lavanderias, trabalhadores da indústria eletrônica e trabalhadores da limpeza. AGENTES – arsênico, cloreto de vinila, solventes, fumos de solda e bifenilpoliclorado. OCUPAÇÕES – mecânico de veículos a motor e trabalhor rural.
MAMA
AGENTES – agrotóxicos, benzeno, campos eletromagnéticos de baixa frequência, campos magnéticos, compostos orgânicos voláteis, hormônios e dioxinas. OCUPAÇÕES – cabeleireiro, operador de rádio e telefone, enfermeiro e auxiliar de enfermagem, comissário de bordo e trabalhador noturno.
PULMÃO
AGENTES – antineoplásicos, asbesto, arsênico, asfalto, ácido inorgânico forte, acrinonitrila, berílio e compostos, cádmio, chumbo, emissão de forno de coque e de gases combustíveis, fuligem, gases (amônia, óxido de nitrogênio, dióxido de cloro e enxofre), inseticidas não arsenicais, manganês, níquel, sílica livre cristalina, poeiras de: carvão, madeira, rocha/quartzo e de cimento, radônio, urânio e radiação ionizante. OCUPAÇÕES – bombeiro hidráulico, encanador, eletricista, mecânico de automóvel, mineiro, pintor, soldador, trabalhador em isolamento, trabalhador de navios e docas, trabalhador da conservação do couro, trabalhador da limpeza e manutenção e soprador de vidro. FONTE: INCA
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reportagem
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CONSUMIDOR Sistema de franquia pode ser adotado por planos de saúde A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula o setor de planos de saúde no país, está dando os toques finais na norma que vai regulamentar, a partir do segundo semestre deste ano, a cobrança de franquia e coparticipação pelas operadoras, que deve ter início em 2019, apenas para os novos contratos. O assunto causa polêmica, principalmente entre entidades de defesa do consumidor, que alegam que as mudanças não foram devidamente debatidas com a sociedade e que elas podem prejudicar os usuários. Ambas as modalidades já estavam previstas em resolução do setor, de 1998, mas não tinham regras bem-definidas. A coparticipação vem sendo praticada por muitas operadoras, mas os atuais critérios de cobrança dependem de negociação entre empresa e cliente. Já a franquia, por falta de normas específicas, não é adotada na prática. No caso da franquia, a ideia é fazer com que a operadora pague a partir de um valor predeterminado. Ela funcionaria de forma similar ao que ocorre no caso do seguro de veículos: se a franquia Eurico Martins
Associação fala em plano mais barato Também por meio de nota, a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) afirmou que a proposta tem como objetivo modernizar uma norma que já existe há 20 anos. “A modernização é imprescindível para o beneficiário, pois possibilita a oferta de novos planos de saúde no mercado. É importante ressaltar que os planos como conhecemos hoje não mudam, continuarão disponíveis”, diz a associação. Ainda segundo ela, “estudos apontam que os planos com modelos de franquia e coparticipação têm uma redução entre 30% a 40% no preço final”.
for de R$ 200, por exemplo, procedimentos até esse valor feitos pelo usuário não são custeados pelo plano de saúde. Se for acima disso, o consumidor paga o valor da franquia e a operadora, o restante. No caso da coparticipação, a proposta é estabelecer um teto de até 40%, superior aos atuais 30%. Isso significa que, caso um procedimento custe R$ 1.000, quem tem convênio só poderá pagar até R$ 400. As novas regras pretendem estabelecer também uma lista de procedimentos que não poderão ser alvo de coparticipação e franquia. Entre eles estariam quatro consultas com um
Entidadesdedefesado consumidorcriticamproposta epedemmaisdebate médico generalista (pediatria, clínica geral, médico de família, geriatria ou ginecologia) a cada 12 meses, exames preventivos (mamografias, lipidogramas, hemogramas e teste de glicemia), tratamentos crônicos (hemodiálise, quimioterapia, radioterapia) e exames do pré-natal (ultrassonografias, testes para HIV e sífilis), entre outros. Também seria proibida a cobrança de coparticipação e franquia em um mesmo pro-
cedimento. PENALIZAÇÃO Entidades de defesa do consumidor, porém, se opõem às propostas e cobram a realização de nova consulta pública. “Idosos e pessoas com doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, câncer e bronquite, por exemplo, que usam muito o plano, podem ser penalizados”, diz a advogada e pesquisadora do Instituto Brasileiro de Defesa do
Consumidor (Idec) Ana Carolina Navarrete. Além disso, segundo ela, as mudanças retiram qualquer possibilidade de prever o custo final do plano, que passará a depender do uso da franquia e da coparticipação. “Quando uma pessoa contrata um plano, a ideia é tornar previsíveis os gastos que ela terá. Porém, com esses instrumentos, isso não será possível”, explica a advogada. “As consequências para o consumidor são enormes. Além de envolver um grande potencial de endividamento, há a possibilidade de o paciente optar por não realizar um procedimento relevante para sua saúde”, conclui ela.
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Já acho errado pagar coparticipação. Com certeza, os planos vão ficar mais caros e vai ficar mais difícil planejar os gastos com saúde Ana Elisa dos Santos, 42 Professora
MOISÉS SILVA
Em março, eram 47,4 milhões de beneficiários em planos médicohospitalares, 65,6 mil a mais do que em fevereiro
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O atendimento dos planos de saúde já não é bom, e não vai mudar para melhor com o sistema de franquia. Só vai fica mais caro. Daivson Rodrigo de Carvalho, 30 Expedidor
PREOCUPAÇÕES - Restrição de acesso a procedimentos mais caros - Aumento dos casos de judicialização - Potencial de maior endividamento dos usuários - Falta de compreensão dos contratos, especialmente quando a franquia e a coparticipação estiverem acumuladas - Pagamento integral do procedimento, mesmo o consumidor possuindo um plano de saúde - Pouca oferta de planos de saúde sem esses mecanismos - Penalização de usuários idosos e com doenças crônicas, que precisam utilizar os serviços do plano de saúde com maior frequência
Mecanismos já são utilizados, diz ANS Procurada pela reportagem, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não disponibilizou ninguém para comentar sobre o tema com a reportagem. Por meio de nota, porém, informou que “os mecanismos financeiros de regulação – coparticipação e franquia – são aplicados nos contratos de planos de saúde há muitos anos e têm previsão expressa na Lei 9. 656/1998 e na Resolução do Conselho de Saúde Suplementar (Consu 8, de 1998), editada antes da criação da ANS, e que con-
tém regras genéricas e abertas, com lacunas que causam insegurança jurídica e imprevisibilidade aos consumidores”. O comunicado prossegue explicando que “a contratação de um produto que contenha os mecanismos de coparticipação e/ou franquia é facultativa”, ou seja, o consumidor só faria a sua opção em contratar um plano de saúde com essas características “se entender que é mais vantajoso para si”. Ainda segundo a Agência Nacional de Saúde Su-
plementar, os estudos referidos na análise de impacto regulatório realizada apontam que “o preço das mensalidades de planos de saúde que têm coparticipação e franquia entre suas características podem ser reduzidos em aproximadamente 20%”. Por fim, o comunicado salienta que, se for efetivamente aprovada, a proposta somente poderá ser aplicada aos contratos que forem firmados após o início da vigência da nova norma – portanto, “em nada afetará os já existentes”.
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Para a gente que depende do plano é complicado. Já é caro, e vai ficar mais caro. Terei que cortar gastos em outras coisas. Cleusa A. de Oliveira, 47 Dona de casa
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reportagem
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HORIZONTES DA CIDADE MARIELA GUIMARÃES
FIQseconsolidanão sócomoumdos principaiseventos daagendaculturalde BH,mastambém comolaboratóriopara novosquadrinistas Pela décima vez, a partir da próxima quarta (30), tem início o Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte (FIQBH). Maior evento latino-americano dedicado ao gênero dos quadrinhos, o festival não só está consolidado na agenda cultural da capital mineira como um dos eventos mais esperados, que atrai visitantes de diversas regiões do Brasil, como tem sido fundamental para o fomento desta cena, uma vez que favorece a formação de novos quadrinistas. Dentre os vários eixos que orientam a organização do FIQBH, a formação de profissionais é, sem dúvida, um dos mais importantes, como observa o coordenador do festival, Afonso Andrade. “Para nós, isso é fundamental. E acontece de várias formas, seja por meio da participação nas oficinas, nos debates com quadrinistas convidados, que trazem temas de interesse a quem está em formação, ou mesmo pela possibilidade de conhecer o trabalho que é feito em várias partes do Brasil e do mundo. A ideia é promover mesmo esse intercâmbio”, afirma. Adriano Augusto, 30, começou a atuar no mercado norte-americano de quadrinhos em 2012, estreando como colorista no título “The Green Hornet” pela editora independente Dynamite Entertainment. Desde então, já passou por diversos títulos e editoras, atualmente trabalhando em duas séries, “Legenderry: Red Sonja” e “Red Sonja/Tarzan”. Nada disso teria acontecido se não fosse o FIQ, ele garante. “Foi justamente a porta de entrada paJessica Almeida
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O quadrinista Adriano Augusto hoje atua no mercado norte-americano graças ao FIQ
Um espaço de formação ra que eu pudesse apresentar meus trabalhos para agentes, editores. Não existia outra forma de fazer isso, a não ser que eu fosse até São Paulo bater na porta de agência por agência”, diz. PROXIMIDADE Ele ressalta também a possibilidade de trocar ideia de uma forma muito próxima com quem já está no mercado e com pessoas de quem se acompanha o trabalho. “Diferente de eventos como a Comic Con, no FIQ a gente tem um contato muito próximo, é como se o autor, a equipe artística nos recebesse em suas salas. Tanto como fã, quanto como profissional, a gente se sente realizado”, afirma. Rafael Torres, 21, também está trilhando seu caminho no mundo
profissional graças ao festival. Em 2016, ele participou do FIQ Jovem, curso de formação de quadrinistas realizado como atividade paralela do FIQ-BH e, na edição deste ano, vai lançar seu primeiro livro de quadrinhos, “Melina”. “Foi lá que eu descobri o quadrinho nacional, até então só acompanhava mangás e heróis. Também comecei a ler mais histórias e a criar as minhas próprias, mas não sabia por onde começar, o que fazer ou aprender. O FIQ Jovem me ajudou a encontrar esse ponto de partida”, conta. “A experiência me possibilitou o contato com vários quadrinistas já consagrados, de quem sou fã. E me ajudou também no aspecto técnico, a entender melhor a forma de organizar a narrativa na linguagem dos quadrinhos”. GLENIO CAMPREGHER/DIVULGAÇÃO
A 10ª edição do FIQ vai receber mais de 500 profissionais que exporão trabalhos em 217 mesas e 22 estantes
Foco na colaboração e na diversidade A temática desta 10ª edição do FIQ, que começa na próxima quarta (30) e vai até domingo (3), são os “Processos Colaborativos”. “Estamos chamando a atenção para o fato de que o quadrinho até pode ser feito só por uma pessoa, mas isso é muito difícil. Em geral é um processo colaborativo, que envolve o desenhista, o colorista, o editor. Além da questão do financiamento, que com a internet também pode ser realizado de forma coletiva. Então, estamos trazendo discussões nesse sentido para as mesas”, explica Afonso Andrade, coordenador do FIQ. Serão mais de 500 profissionais, que, além de participarem da programação, vão expor seus trabalhos em 217 mesas e 22 estantes. A homenageada desta edição é Érica Awano, cuja trajetória artística será retratada em uma exposição com seu nome, e que participará de um bate-papo sobre sua vida e carreira e de uma sessão de autógrafos. “Ela é muito importante na cena brasileira, vem produzindo quadrinhos desde os anos 1990. Uma das séries mais importantes já produzidas aqui foi feita por ela, ‘Holy Avenger’, que impulsionou o mangá e fez com que não fosse mais só lido, mas também produzido por quadrinistas brasileiros. Com essa homenagem, estamos reconhecendo toda a importância que ela tem como quadrinista referencial”, explica o coordenador. Além de uma mulher como homenageada, esta edição do FIQ
traz também uma exposição dedicada somente a elas. “Inarredáveis! Mulheres Quadrinistas”, inclusive, entrou em cartaz antes do início oficial do festival (na última terça) e continua na Casa Fiat de Cultura até 29 de julho, destacando um recorte da produção de 12 mulheres quadrinistas em Belo Horizonte. “Além disso, nós temos quatro curadores e duas são mulheres. Nos convidados também balanceamos e trouxemos metade de cada gênero. Tivemos essa preocupação em trazer esse equilíbrio, que é importante pela questão da visibilidade. Afinal, tem tanta gente boa produzindo. E também tivemos essa preocupação com a questão racial, a LGBT, tudo tendo em mente a importância da visibilidade e da representatividade”, afirma Andrade. Haverá também outras três exposições, oficinas, rodada de negócios, e outros eventos de uma atração bastante extensa. “Minha dica é: passe uma tarde no FIQ, tire um tempinho, converse com o pessoal que faz quadrinhos, vai ter muita interatividade, proximidade com os artistas e atividades para todo o tipo de interesse”, conclui.
> FIQ-BH – 10ª Edição
Serraria Souza Pinto (av. Assis Chateaubriand, 809, centro). De 30 (quarta) de maio a 3 de junho (domingo). Quarta a sexta, das 9h às 21h; sábado e domingo, das 10h às 21h. Entrada gratuita. Programação completa em www. fiq.pbh.gov.br
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reportagem
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ESPAÇO GOURMET DE BANDEJA
E o grande vencedor foi... O Bar Bambú foi eleito o melhor boteco de Belo Horizonte ao vencer, pela primeira vez, o concurso Comida di Buteco. Localizado no bairro Salgado Filho, à Rua Divisa Nova, 670, o bar concorreu com o petisco Pirô na Batatinha: batata recheada com copa lombo assado e desfiado com requeijão cremoso regado com molho barbecue. O próximo passo do Bar Bambú será a disputa, no dia 23 de julho, em São Paulo, do título de melhor boteco do Brasil.
Rokkon vira 100% delivery A partir de junho, o restaurante Rokkon, especializado em culinária japonesa, vai atender seus clientes por meio de delivery, assim como festas, com o serviço de eventos. O endereço fixo (R. Curitiba, 2227, Lourdes) funciona até o fim deste mês. Entre as próximas ações está a transferência de endereço para um local com estrutura física ainda maior, possibilitando, assim, agilizar a logística das entregas. O telefone é (31) 3275-2940
Serro é tema da feira Aproxima A culinária do Serro é destaque na Feirinha Aproxima deste sábado (26), que acontece no entorno do Museu Histórico Abílio Barreto (ruas Bernardo Mascarenhas e Josafá Belo), no bairro Cidade Jardim. O tema volta à programação devido à relevância gastronômica da região mineira, com sua culinária de raiz, quitandas, marmeladas, cachaça e, claro, sua grande produção de queijos. Para ajudar a incentivar a economia local e valorizar os pequenos produtores, chefs e cozinheiros serão incentivados a usar produtos do Serro em suas receitas – caso do empadão à moda do Serro. O evento acontece das 10h às 17h, com entrada gratuita. VICTOR SCHAWANER/DIVULGAÇÃO
Que pepino! FRED MAGNO
Crocanteecom aromarefrescante, vegetalganha umanovachance nagastronomia Há quem não goste dele de jeito algum. Tanto é que dizer que algo “é um pepino” tornou-se metáfora para apontar que trata-se de um problema de difícil solução. O motivo é que muita gente encara o fruto como algo indigesto. Mas o seu sabor suave e refrescante ao paladar e sua incontestável crocância conquistaram territórios inusitados na gastronomia: caso da coquetelaria. É o que explica Grego Fiorotti, sócio do Pajubar – um dos estabelecimentos responsáveis por tornar o gim-tônica uma febre na capital mineira. No menu de opções, há uma que leva limão siciliano e fatias de pepino. “Essa receita é uma das mais clássicas. Como o gim é uma bebida de sabor forte, por conta das especiarias que completam a receita, o pepino dá uma espécie de ‘amaciada’ na mistura, e também uma refrescância”, explica ele. Antes de incorporar a receita na casa, Gregório conta que fez alguns testes com outros ingredientes conhecidos por provocar sensação de refrescância à bebida. “Tentamos com hortelã, mas ela só potencializou o gosto do gim, que já é bem forte, enquanto o pepino equilibra todos os sabores”, relembra ele. Hoje, a gim-tônica, com pepino é uma das mais pedidas no cardápio do bar. Quem aprova é a produtora de eventos Priscilla Pinheiro. “O pepino não tem gosto de ‘nada’, então, não tem graça de comer, mas, na gim-tônica, tira um pouco o amargor. Acaba tornando a bebida ainda mais refrescante do que já é, e vira um drinque dos deuses”, brinca ela. Lorena K. Martins
REFRESCÂNCIA O pepino tem cerca de 95% de água em sua composição, o que faz dele um ingrediente refrescante e pouco calórico – portanto, inevitavelmente um aliado para as dietas alimentares mais restritivas. Também é bastante explorado nas culinárias Mediterrânea e oriental. Mas é justamente o seu efeito aromático e suave que incentiva chefs a inseri-lo em pratos. “O que mais se busca no pepino é esse toque herbáceo ao paladar. Quanto mais água um ali-
O Green Up, no Mercado da Boca, oferece sanduíche de tilápia com fatias de pepino japonês e picles
mento possui, mais crocância e refrescância tem”, pondera o chef Uamiri Menezes, do Green Up localizado dentro do Mercado da Boca. O pepino japonês, de casca fina e sabor mais suave, é fatiado para dar mais umidade ao sanduíche de tilápia empanada, folhas de alface romana e molho tártaro feito a partir de maionese caseira e picles de pepino. “O minipepino fica imerso na conserva durante uma semana, feito de forma totalmente artesanal. O sabor fica mais delicado”, comenta o chef. Ele ainda explica que as fatias de pepino recebem pitadas de sal para que sejam desidratadas propositalmente e ficarem mais crocantes no sanduíche. Além disso, o mesmo ingrediente e
PAJUBAR/DIVULGAÇÃO
Hit do Pajubar: gim tônica com limão e fatia de pepino
usado em outras receitas da casa. “Do suco detox aos drinques, sem contar as saladas com pepino grelhado e águas saborizadas e refrescantes”, finaliza. Já Izabel Bauer, chef do bar do Museu Clube da Esquina, prefere usar o ingrediente em preparações frias. “Quando feito da forma correta, o pepino fica muito saboroso. Normalmente é servido cru e ele ‘puxa’ o sabor de outros ingredientes que estão servidos com ele”, comenta ela, que incluiu o alimento na receita de vinagrete, ideal para acompanhar peixes e frangos. “O sabor do pimentão verde, que geralmente vai na receita do vinagrete, rouba todos os outros paladares da receita. Já o pepino deixa o prato mais leve”, assegura ela.
RECEITA
Vinagrete de pepino Receita da chef Izabel Bauer, do bar do Museu Clube da Esquina
Ingredientes - 1 unidade de pepino tamanho médio, sem sementes - 1/2 pimentão vermelho - 1/2 pimentão amarelo - 1 tomate pequeno sem sementes - 5 folhas de manjericão - 200 ml de azeite extra virgem - Suco de 1 limão - 50 ml de água
- 5 gramas de orégano - Sal e pimenta do reino a gosto Modo de preparo Pique tudo em cubinhos e misture. Adicione os ingredientes líquidos. Ajuste o tempero e sirva como acompanhamento de peixes e frango.
ARQUUIVO PESSOAL
JÚLIA FILOGÔNIO/DIVULGAÇÃO
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almanaque ANOS 60> Depois de conquistar o público no eixo Rio-SP, documentário-musical chega a BH
Uma festa de arromba O espetáculo “60! Década de Arromba”, que chega à capital mineira no próximo final de semana, revela, em seu subtítulo, o gênero ao qual filia-se: um “Doc. Musical”. Que fique claro, pois: a montagem, que reúne 24 cantores-atores em um elenco capitaneado pela diva Wanderléa, não é um musical aos moldes convencionais, afins a uma escola que, tendo a Broadway como celeiro, também angariou fãs no Brasil. Aliás, cumpre dizer que foi exatamente a possibilidade de se aventurar em um novo formato que atraiu a cantora ícone da Jovem Guarda. “Já há algum tempo o Frederico Neder (produtor e diretor) queria trabalhar comigo e, inicialmente, me sondou sobre a ideia de um musical”, rememora a eterna “Ternurinha”, que, no entanto, titubeava. “Porque esse formato demanda muito tempo de preparo”, confessa ela, que corta um dobrado para cumprir sua agenda de shows e teria que pensar uma nova logística. “Então, ficamos meio que ‘namorando’ durante um ano”, brinca. O que fez a cantora capitular foi justamente a readequação do projeto. Em vez de um musical tradicional, “Década de Arromba” entra em cena dispensando, por exemplo, o calço de uma dramaturgia – assim, não há diálogos. Em contrapartida, se vale de uma série de recursos inerentes aos documentários – fotos, vídeos e depoimentos reais – para colocar os anos 60 em repasse. “Essa solução me agradou muito. Seria eu fazendo eu mesma, e (o projeto) lembraria todos os grandes acontecimentos dos anos 60, como a chegada do homem à Lua”. Não fosse suficiente, Wanderléa também se encantou pelo esmero na produção. Dirigido pelo já citado Reder, com roteiro e pesquisa de Marcos Nauer, o espetáculo se vaPatrícia Cassese
Sex a sáb. 1 a 3. jun
CAIO GALUCCI/DIVULGAÇÃO
Em cena
Wanderléa capitaneia elenco formado por 24 atores-cantores em megaprodução
le de 20 cenários, 300 figurinos e dez toneladas de materiais de cenário, luz e led. “São cento e tantas perucas. E três caminhões de 11 m para viajar pelo país”, completa uma entusiasmada Wanderléa. “O Frederico é uma pessoa muito criteriosa, optou por viajar com o espetáculo (Brasil afora) no formato original. Tudo com muito cuidado para que seja apresentado em outras praças como foi no Rio e São Paulo”, acrescenta. O diretor confirma: “Isso é importante dizer. Porque, geralmente, quando um espetáculo assim viaja, vai numa versão mais reduzida. Mas a gente não diminuiu nada. Elenco, cenários... É 100% o que foi
para Rio e São Paulo”. TRAJETÓRIA É preciso salientar que, ao contrário do que alguns podem deduzir a partir da informação da presença de Wanderléa no elenco, a montagem de “60! Década de Arromba – Doc. Musical” não tem como enfoque a Jovem Guarda. Ou apenas o movimento. Na verdade, insere-se em um projeto maior, uma espécie de “saga”, que pretende dividir a história do país em vários espetáculos, cada um retratando uma década, e pinçando dela um elemento icônico para nortear a narrativa – no caso dos anos 60, a TV. Ou seja, outras montagens virão, na sequência.
“Não tem ‘Harry Potter’?”, brinca Frederico. “Então, vamos fazer uma saga. Essa primeira, devemos finalizar em julho, e em outubro já devemos estrear a de 70. Mas o ideal seria que a gente pudesse ter todas (em cartaz, simultaneamente) para que o público pudesse assistir em ordem cronológica, pois é a arte tentando contar a história. Agora, é preciso dizer que os personagens também estão na plateia. Porque o que temos visto é que a plateia comenta o espetáculo como se estivesse na sala de sua casa. Aliás, os patrocinadores estão muito felizes (com o retorno)”, brinda. Wanderléa emenda: “Há pessoas que assistem mais de uma vez. O público parti-
cipa demais, cantando tudo. O espetáculo passeia por várias fases da música brasileira a partir dos anos 50, passando por Bossa Nova, Jovem Guarda... E é um repertório que está na memória afetiva das pessoas”. ESTRUTURAÇÃO O prólogo de “60! Década de Arromba” localiza-se no ano de 1922, lembrando a chegada do rádio no Brasil. Na sequência, flagra o advento da televisão e, num segundo momento, da popularização do aparelho, ocorrida na década de 1960. A partir daí, os acontecimentos do período são colocados em repasse por meio de mais de cem canções, dos mais diversos gêneros.
Um dos marcos históricos citado na montagem, diz Marcos Nauer, é a revelação do lado oculto da Lua. Apesar de registrado pela sonda soviética Luna 3 em 1959, o pesquisador lembra que a repercussão do evento se deu mesmo no início dos anos 60. “Neste período, é impressionante o número de músicas que tinham a lua como tema, como “Banho de Lua” (“Tintarella di Luna”)”, aponta. Anos depois, o homem pisava pela primeira vez na Lua. E sim, “Banho de Lua” está no roteiro, que inclui também canções estrangeiras, como “Blue Moon”, “La Bamba”, “Je Ne Regrette Rien”, “Yellow Submarine” e “I Say a Litlle Prayer for You”. Das nacionais (incluindo versões), estão: “Biquíni de Bolinha Amarelinha”, “Beijinho Doce”, “Lata D’ Água”, “Travessia”, “Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores”, “Era um Garoto Que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones”, “Ponteio”, “Nós Somos Jovens”, “Filme Triste”, “Prova de Fogo”, “Pare o Casamento”, “Calhambeque”... Wanderléa conta que faz seis entradas no palco, “em momentos estratégicos do espetáculos, e com figurinos distintos”. “Tive a sorte e a felicidade de, nos anos 60, fazer muito sucesso”, reconhece. Não sem motivo. Para Frederico, Wanderléa foi uma precursora do feminismo no Brasil, com suas ousadias e pioneirismos. “E, artisticamente, foi, àquela época, meio que uma mistura de Anitta, Ivete Sangalo e Marília Mendonça”. Ah, sim. Ele também diz que, convivendo com a diva, passou a entender porque ela era chamada de Ternurinha. “Ela é um presente em nossas vidas, atende público, entende de tudo... Como diz Erasmo Carlos, uma Madre Teresa de Calcutá”, conclui.
60! Década de >Arromba
Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046). Dias 1º (sexta) e 2 (sábado), às 20h30, e 3 (domingo), às 18h. A partir de R$ 50 (inteira, para plateia III)
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almanaque
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ARTES CÊNICAS Aquilombô chega à 2ª edição Patrícia E m v e z d e Cassese uma mostra com previsão de início e término, um fórum permanente, no qual as discussões se estendem pelo arco temporal que os envolvidos julgarem necessário. Tendo essa inovação na proa, o “Aquilombô – Fórum Permanente de Artes Negras” chega à sua segunda edição, mantendo, porém, fidelidade ao foco original: trazer à tona o debate sobre as estéticas e narrativas negras em suas mais variadas linguagens artísticas. “A proposta (de se transmutar em fórum permanente) surge do desejo de ter um espaço de reflexão para de fato conseguirmos fazer com que as discussões acerca desta estética que tentamos problematizar se fortaleçam. A ideia surgiu de nossas buscas, enquanto artistas e investigadores”, pontua Anderson Feliciano, que divide a curadoria com Rodrigo Jerônimo. Feliciano lembra que a palavra escolhida para nortear essa segunda edição foi “arquipélago”. “A partir dessa imagem (evocada pela palavra), pensamos em residências como ilhas. E convidamos artistas de diferentes linguagens para habitarem essas ilhas e, daí, desenvolverem trabalhos a partir dos temas propostos”. Mesmo com a diretriz da permanência, a segunda edição terá uma programa-
ção especial neste final de semana, quando o aclamado espetáculo “Madame Satã”, encenado pelo Grupo dos Dez, com a direção de João das Neves e Rodrigo Jerônimo, ocupa o palco do teatro Francisco Nunes. Ao Pampulha, Jerônimo conta que, depois da temporada na capital mineira, “Madame Satã” passou por São Paulo, onde registrou casa cheia. “Foi uma recepção muito calorosa, intensa. Lotamos o teatro. Todos os dias, ingressos esgotados”. Vale lembrar que, há alguns meses, o elenco de “Madame Satã” registrou a entrada da trans Juhlia Santos no papel de Primorosa. “A partir de um protesto, de uma manifestação coletiva referente à representatividade trans nas artes, percebemos que cometíamos um ato transfóbico, ao colocar uma pessoa cisgênero – no caso, eu – no papel de um transexual. Conversamos e concluimos que não queríamos ser essa pessoa que não pratica a escuta”, diz, referindo-se ao movimento “não ao trans fake” e ao manifesto Representatividade Trans Já. Nessa nova edição do “Aquilombô”, a luta também ganha tônus com o convite feito a transexuais para, no âmbito dos fóruns, discutirem questões afins à da representatividade. “A gente entende que é hora inclusive de ver essas produção ganhando outros espaços que não só aqueles que eles próprios abrem”, diz Jerônimo.
Sáb. e dom. 26 e 27.jun
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“Madame Satã”: biografia de João Francisco dos Santos (1900–1976) leva à cena temas como racismo e LGBTfobia LARISSA BRUJIN/DIVULGAÇÃO
“SEGUNDAPRETA”
A programação de abertura traz ainda a residência artística “Conversa Pra Boi Não Dormir: Qual Fórum Nós Queremos?” com Zora Santos. O encontro é aberto ao público e acontece neste domingo (27), a partir das 10h, na Casa do Cachoeirinha (rua Nossa Senhora do Brasil, 707, Cachoeirinha), com almoço a R$ 35 (a renda será revertida para o Aquilombô).
5ª Temporada Começa nesta segunda (28), no Teatro Espanca! (rua Aarão Reis, 542), a quinta temporada da “segundaPRETA”. Até 2 de julho, sempre às segundas, às 20h, o projeto traz 15 cenas/espetáculos/performances. Na abertura, a Laia Cia. de Danças Urbanas mostra o espetáculo “Nada Mais É”. Confira programação completa em segundapreta. com. R$ 10 (inteira). Moradores de fora dos limites da av. do Contorno pagam meia.
> Madame Satã
Teatro Francisco Nunes (Parque Municipal). Nestes sábado (26) e domingo (27), às 20h. Valor de entrada opcional: R$ 10, R$ 20 ou R$ 30.
Conceição Evaristo: nome homenageado
Pretinha A edição homenageia a escritora Conceição Evaristo (foto). Na programação, haverá, ainda, a 3ª edição do “segundaPRETINHA”, para o público infantojuvenil – no dia 10 (domingo), no Parque Municipal, na Praça do Trenzinho, às 10h, com entrada franca.
SESC/DIVULGAÇÃO
ANA CÉLIA/DIVULGAÇÃO
Dx Guerrilheirx Urbanx 6 Manual adentra o palco do Teatro 171
A montagem “Manual Dx Guerrilheirx Urbanx” mostra trajetória de vida de Carlos Marighella, um ativista e líder comunista ligado ao combate a governos autoritários. Espetáculo é resultado da turma de formandos de 2017 do curso Técnico em Artes Dramáticas do Centro de Formação Artística e Tecnológica – Cefart, da Fundação Clóvis Salgado. Quando Neste sábado (26), às 20h Onde Teatro 171 (rua Capitão Bragança, 35, Santa Tereza). Quanto R$ 20 (inteira), à venda no local. PAULO LACERDA/DIVULGAÇÃO
da Guegué lança CD 6 Quintal infantil no Diversão em Cena
Formado por Guegué, atriz e arte-educadora, e Paulo David, violonista, guitarrista e baixista, o duo Quintal da Guegué lança em show o disco “Canções Para Brincar e Ser Feliz”. No repertório do musical, músicas tradicionais do cancioneiro popular e composições inéditas, como “Ser. Cérebro”. A apresentação traz bonecos e adereços, além de uma banda. Onde Centro Cultural Minas Tênis Clube (rua da Bahia, 2.244, Lourdes). Quando Neste domingo (27), às 16h Quanto R$10 (inteira)
de Bolso apresenta 6 Criações “A Casa dos Náufragos”
O projeto Criações de Bolso traz o espetáculo “A Casa dos Náufragos”, com direção de Augusto Garcia e colaboração artística de Matheus Nachtergaele. A peça é baseada no testemunho de vida do escritor Guillermo Rosales, que morou num hospital psiquiátrico dos Estados Unidos em sete anos de desamparo, pobreza e corrosão. Onde Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046). Quando Nestes sábado (26), às 20h, e domingo (27), às 19h. Quanto R$ 15 (inteira)
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ARTES CÊNICAS teatro adulto ABC DÁRIO DE UM MOTORISTA Dir. Wesley Maciel. Em busca de uma grana "extra', ele aventura-se nas ruas e nas avenidas de Belo Horizonte. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 3118-9922). Sáb. (26), às 20h30; dom. (27), às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (antecipado). Até domingo
A CASA DOS NÁUFRAGOS (Leia mais na página 16)
A SANTA DO CAPITAL Dir: Lenine Martins As cenas conduzidas por facetas e mascaramentos metamorfoseados nos elementos da carne, do aço, do fogo, da fome e da fé no Capital sobrepujam a realidade dos brutalizados. Centro Cultural UFMG (av. Santos Dumont, 174, Centro, 3409-8290). Sex., às 12h30. Entrada gratuita. Somente sexta
BOCA DE OURO Dir. Ione de Medeiros Com Grupo Oficcina Multimédia Na busca pelo poder, Boca de Ouro mergulha no submundo do crime. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450). Sex., (25) a seg (28), às 19h. R$ 20 (inteira)
CAMILE CLAUDEL Dir e texto: Luciano Luppi Peça traz dois eixos de conflitos: a repressão sobre a mulher e a loucura ou o que a sociedade considerou loucura. Funarte (r.Januária, 68, Floresta, 3213-3084). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 30 (inteira). Até 03/06.
CONVERSA PRA BOI NÃO DORMIR: QUAL FÓRUM NÓS QUEREMOS?
Com Zora Santos Através de oficinas que debatem a gastronomia afro brasileira, pensar a cozinha como um lugar importante na transmissão de saberes negros. Casa do Cachoeirinha (rua Nossa Senhora do Brasil, 707 – Cachoeirinha). Domingo, (27) a partir das 10h. Almoço R$ 35 – toda a renda será revertida para o Aquilombô.
DUPLO ETÉREO Dir. Fernando Couto e Dhan Marcel Com Guilherme Santez, Rossini Luz e Daniel Gerth Humoristas abordam temas da atualidade com limitações e paródias Teatro Estação Cultural (av.Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova). Qui. às 20h30. R$ 30 (inteira), R$ 15 (antecipado). Até 31/5.
FRANCISCO DE ASSIS - DO RIO AO RISO FRANCISCO DE ASSIS – DO RIO AO RISO Dir. Carlos Nunes O espetáculo trata a vida do homem que se tornou o maior ecologista da história. Teatro Raul Belém Machado (r.Leonil Prata, s/nº - em frente a Praça Paulo VI). Sex., (25) e sáb. (26) às 20h; e dom. (27), às 19h. R$ 40 (inteira).
INTIMIDADE INDECENTE Dir. Pedro Paulo Cava Com Andreia Garavello e Geraldo Peninha. Casal longevo às voltas como o passado precisa se adaptar às redes sociais. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1.341, Centro). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 50 (inteira). Até 3/6.
MANDA QUEM PODE, OBEDECE QUEM É MARIDO Dir. Ricardo Batista Jorge e Vanessa foram flechados pelo cupido. No início da relação tudo parecia fazer sentido, como o tempo Jorge vai ensinar como faz. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 40 (inteira). Até este domingo (27).
LAMA Dir. Marcelo Bones Com Angela Mourão, Bruna Sobreira e Thiago Amador Tragédia de Mariana é retratada em pelo Grupo Teatro Andante, onde mergulhou na memória da maior tragédia ligada à mineração do Brasil Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto). Sexta (1) a domingo (3), às 20h.
MADAME SATÃ Dir. João das Neves e Rodrigo Jerônimo Com Juhlia Santos, Juninho Ribeiro, Bia Nogueira e elenco O projeto propõe reflexões sobre as construções acerca do imaginário do e sobre o negro, o lugar de fala, o racismo estrutural e os estereótipos. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/n - Centro, 3277-6325). Sáb.(26), e dom. (27), às 20h. Valor opcional: R$ 10, R$ 20 ou R$ 30.
MANUEL DX GUERRILHEIRX URBANX – MGU O “Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano”, de Carlos Marighella, se transforma em metáfora para a diversidade contemporânea, que precisa encontrar novas armas para lutar contra a opressão. Teatro 171 (r. Capitão Bragança, 35 Santa Tereza). Dom., ( 27) às 19h. Sex. (1/6) e Sáb. (2/6) às 20h. Dom. (3/6) às 19h. R$ 20 (inteira), no local.
SEGUNDAPRETA Movimento artístico e político que promove reflexões sobre a arte feita por artistas negras e negros por meio de suas temporadas. Teatro Espanca! (r.Aarão Reis, 542, Centro). R$ 10 (inteira). Moradores de fora dos limites da Av. do Contorno pagam meia. Toda segunda-feira de 28/5 a 2/7, sempre às 20h.
SILÊNCIO Dir. Marcio Macena Baseada em uma situação real vivida pelo ator, peça tem nuances cômicas e dramáticas, um homem tentando se recompor após sofrer uma separação
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DENILSON CARDOSO/DIVULGAÇÃO
amorosa. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244 - Lourdes). Sáb. (2), às 21h. R$ 60 (inteira), até o dia 1º/6, e R$ 80 (inteira) no dia do evento.
SENHORA DOS AFOGADOS Dir: Jorge Farjalla. Enquanto os Drummond choram a morte por afogamento de Clarinha, as prostitutas da cidade choram por uma colega, assassinada há 20 anos por um homem que se acredita ser Ismael, patriarca dos Drummond. Grande Teatro do Cine Theatro Brasil Vallourec (r.Carijós, 258, Centro, 3201-5211). Sáb. (26), às 21h; dom.(27), às 19h. R$ 50 (inteira). Até domingo
STAND-UP Gêmeos porto-velhenses Willou e Watson Alves, criadores do canal de humor no youtube “O que Não Dizer”. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244 - Lourdes). R$ 60 (inteira), até o dia 31/5, e R$ 80 (inteira) no dia do evento. Sexta-feira (1/6).
ZONA TEMPORÁRIA DE SILÊNCIO Dir. Coletiva. Com Laboratória! A partir de um desejo de teatro de sete mulheres, pessoas conhecidas e desconhecidas criam um espaço de convívio. Funarte (r.Januária, 68, Centro). Sáb., às 20h. Entrada gratuita mediante reserva pelo telefone: (31) 9.9164-9113. Até hoje!
teatro infantil CANÇÕES PARA BRINCAR E SER FELIZ Leia mais na página 16.
JOÃO E MARIA E A CASA DE CHOCOLATE Dir. Kênia Oliveira Com Keven Kiatt, Noemy Stella, Ana Luíza Amparado
Espetáculo “Lama” aborda tragédia de Mariana Dois irmãos se perdem na floresta e acabam aprisionados por uma bruxa. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova). Dom., às 16h. R$ 40 (inteira). Até amanhã.
dança EXCELÊNCIA MAGNÍFICO BALLET Mostra de dança. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 3118-9922). Sex., às 19h30. R$ 12. Somente sexta
MOSTRA DA ESCOLA DE DANÇA DO CEFART Alunos de dança do Centro de Formação Artística e Tecnológica - Cefart, apresentam os processos criativos desenvolvidos com seus professores partindo de seus manifestos pessoais e coletivos. Teatro Francisco Nunes - Parque Municipal (av. Afonso Pena, s/nº, centro, 3277-6325). Sex. (1º), às 20h. Entrada gratuita.
ANTICORPOS Dir: Éden Peretta. Fragmentos de um universo invisível aos nossos olhos, mas extremamente óbvio à substância escura que escorre no verso de nossas peles. Funarte (r. Januária, 68, Floresta, 3213-3084). Sex. e sáb., às 20h; dom.,
às 19h. R$ 20 (inteira). Até 3/6
BALLET JOVEM MINAS GERAIS Apresenta as coreografias “Notório”, de Alessandro Pereira, e “Goldberg”, de Tíndaro Silvano. Grande Teatro do Sesc Palladium (r.Rio de Janeiro, 1.046, Centro, 3270-8100). Sex. (1º), às 21h. R$ 10 (inteira).
O INCRÍVEL MUNDO DAS BOLHAS GIGANTES Dir. Júlio Margatida e Diego Krisp Espetáculo com momentos interativos, bolhas em diversos tamanhos e belos efeitos visuais. Teatro Marília (av.Professor Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Sáb., e dom., às 16h. R$ 30 (inteira). Até amanhã!
musical AS HISTÓRIAS DAS PRINCESAS E SEUS PRÍNCIPES Copas Produções Artísticas. Espetáculo reúne personagens dos contos de fada. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537 – Centro). Única apresentação, domingo (27) às 17h30. A partir de R$ 40 (inteira) - plateia superior, e R$ 50 (inteira) - plateia I e II.
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LITERATURA Ziraldo ganha homenagem outubro do ano passado. Nesta terça-feira (29), Edra autografa o livro em Belo Horizonte – mais precisamente, na Leitura BH Shopping,
a partir das 19h. Mas é preciso ressaltar que o projeto acalentado para 2012 acabou ganhando outros contornos. É que, para dar mais lastro à iniciativa,
Edra teve a ideia de recontar a trajetória do cartunista e escritor para os leitores, da infância à adolescência, e “enfocando a sua profícua produção”. Para tanto, contou com a colaboração de Zélio e Geraldinho, irmãos do homenageado, bem como do cartunista e jornalista JAL, presidente da Associação dos Cartunistas do
MELHORAMENTOS/DIVULGAÇÃO
A ideia era ir tocando o livro para lançá-lo em 2012, quando, em outubro, Ziraldo Alves Pinto, ou simplesmente Ziraldo, completava oito décadas de vida. À época, aliás, o cartunista Edra (Élcio Danilo Russo Amorim) dedicou a edição do Salão de Humor de Caratinga, do qual é curador, ao amigo e conterrâneo. “Quis fazer uma edição tendo Ziraldo como tema único, e, ali, foram catalogadas mais de 200 caricaturas, feitas por diversos nomes”. Esses trabalhos seriam justamente a base do livro, que, no entanto, por motivos diversos, acabou não saindo. “Ano passado, em virtude dos 85 anos dele, achei que não poderia haver momento melhor para realizar esse sonho, essa homenagem a Ziraldo”, conta Edra. E assim surgiu “Ao Mestre com Carinho” (Editora Melhoramentos, 192 páginas), publicação ilustrada pelos traços de 85 talentosos cartunistas – gente do naipe de Maurício de Souza, Aroeira e Quinho, entre muitos outros. Sim, o número de cartunistas casando-se com o número de velinhas que Ziraldo soprou no dia 24 de Patrícia Cassese
Brasil e responsável pelo texto de apresentação. Cereja do bolo, Jô Soares assina a contracapa. Vale dizer que a experiência foi sendo tecida sem o conhecimento prévio do homenageado. Ao menos de início. “Na verdade, mantivemos o fator surpresa, mas, ao fim, quando o livro já estava para ir para gráfica, a editora, claro, entrou em contato com ele”, lembra Edra. Uma outra mudança na rota original foi que, ao informar sobre a ideia da obra aos cartunistas que já haviam feito em traços a homenagem a Ziraldo no citado Salão de Caratinga 2012, a maioria optou por produzir novas ilustrações. “Porque viram, na iniciativa, uma forma de manifestar o carinho e a admiração a um mestre dentro do próprio universo no qual o Ziraldo transita”, conta. Para Edra, com tantas obras de arte reunidas, o livro acabou se tornando uma espécie de “exposição itinerante”.
Fenômeno editorial mundo afora Autor de livros infantis, ilustrador e cartunista, Ziraldo já lançou mais de 167 títulos para crianças e jovens, além de publicações para adultos. Um de seus títulos de maior sucesso é “O Menino Maluquinho”, que já vendeu mais de 3,5 milhões de exemplares em suas mais de 120 edições. O livro já virou série e foi adaptado para o cinema. Ziraldo já teve livros traduzidos para diversos idiomas – entre eles, o inglês, o espanhol, o alemão, o francês, o italiano e o hebraico. MELHORAMENTOS/DIVULGAÇÃO
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Ao Mestre, Com Carinho
Lançamento do livro em homenagem a Ziraldo. Livraria Leitura BH Shopping (rod. BR 356, 3.049, loja OP-51). Terça-feira (29), a partir das 19h. Entrada franca. O livro será vendido na ocasião ao preço de R$ 95.
A capa do livro, que será lançado em BH na terça
ESTANTE PERSONAL PRESS/DIVULGAÇAO
DIVULGAÇÃO
Um Papo” recebe a 6 ”Sempre escritora Silvana Gontijo
A jornalista fará debate e lançamento do infantil “Como Tudo Começou – a Primeira Aventura da Turma do Planeta” (Autêntica). Neste livro, a galera da cidade descobre o mundo mágico da Floresta do BeijaFlor Azul e aprende a viajar no tempo através da música. Haverá contação de histórias e brincadeiras para as crianças. Onde Museu dos Brinquedos (Av. Afonso Pena, 2.564). Quando Neste domingo (27), das 10h30 às 13h. Quanto Entrada franca. O livro será vendido a R$ 39,80. AB COMUNICAÇÃO/DIVULGAÇÃO
sobre Nossa Senhora 6 “Narrativas do Rosário” será lançado
A obra, organizada pelo historiador Rildo César Souza e pela historiadora e cientista social Andréia Ribeiro, resulta de pesquisa realizada de 2011 a 2017, em visitas aos congadeiros e às festas de Nossa Senhora do Rosário. A obra revela o quanto a devoção a Nossa Senhora do Rosário é sedimentada no território mineiro. Onde Sede do Reinado Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário (rua Jataí, 1.309) Quando Neste domingo (27), das 10h às 14h. Quanto Entrada gratuita.
Zerocalcare 6 Quadrinista conversa com o público
O italiano abordará o tema “História de uma Resistência. Impressões sobre a Guerra na Síria”, em referência à HQ “Kobane Calling – Ou Como Fui Parar no Meio da Guerra na Síria” (Nemo, 2016), que venceu o prêmio Micheluzzi na Napoli Comicon 2017 na categoria “Melhor História em Quadrinhos”. Haverá tradução simultânea. Onde Casa Fiat de Cultura (praça da Liberdade, 10). Quando Dia 11º (sexta), das 18h às 19h30, Quanto Entrada gratuita (sujeito à lotação).
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MÚSICA Sucessos de toda uma carreira Paula Toller, 55, queria montar um show que compusesse uma espécie de antologia de toda a sua carreira – 36 anos, somado o tempo no Kid Abelha à carreira solo, após a banda chegar ao fim, em 2015. Não por acaso, o espetáculo recebeu o nome de “Como Eu Quero”, uma das canções mais icônicas do repertório da cantora. “Normalmente, faço shows focados em um disco novo e toco alguns sucessos para animar o público. Mas, dessa vez, a minha intenção é tocar todas as músicas que marcaram, só que trazendo para uma levada mais básica, com violões e muita vibração”, explica. A turnê passa por Belo Horizonte para apresentação única neste sábado (26). No entanto, aos desavisados, os ingressos já estão esgotados há mais de um mês. Paula reconhece a relação particular que os belo-horizontinos têm com ela. “Só tenho que agradecer por isso. BH tem um público muito fiel, fizemos shows memoráveis nos anos 80, vínhamos toda hora, era uma loucura…depois as casas de show foram virando igrejas…”, diz. Embora nem sempre seja possível matar a saudade de tudo quando retorna a cidade, a admiração é recíJessica Almeida
proca. “Não costumo ter tempo para passear, só um jantarzinho fora. Mas conheço bem a cidade, tenho parentes e, na infância, passava férias aqui. E adoro a moda de festa mineira – os bordados são lindos!”, conta.
Wonder, e o atual single da cantora, uma versão de “Céu Azul”, do Charlie Brown Jr. “No momento, eu me sinto à vontade para cantar do
jeito que me empolga, e mostrar isso bem de perto para o público”, afirma. “As canções extras são lindas, ‘Ando Meio Desligado’ homenageia o Mu-
Sáb. 26.mai.
tante Liminha, nosso maestro, e que está na banda tocando violão; ‘Céu Azul’ é o novo single, tem videoclipe e está tocando muito pelo Brasil, e a LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO
REPERTÓRIO Além de “Como Eu Quero”, o público pode contar com “Nada Sei”, “Fixação” e “Grand’Hotel”, entre outros títulos importantes da trajetória da carioca. A banda – formada por Gustavo Camardella (violão), Pedro Augusto (teclados), Pedro Dias (baixo) e Adal Fonseca (bateria) e conduzida pelo produtor Liminha, ex-integrante d’Os Mutantes – ainda passeia também por músicas que não estão em seu repertório, como “Ando Meio Desligado”, “Deixa a Vibe te Levar”, uma versão de “Don’t You Worry ‘Bout a Thing”, de Stevie
Esgotados
Os ingressos para a apresentação deste sábado (26) estão esgotados, mas Paula Toller garante retorna a BH com a turnê
“
Me sinto à vontade para cantar do jeito que me empolga, e mostrar isso bem de perto para o público
‘Vibe’ é uma obsessão minha, uma paixão”. Mesmo sem guitarras na formação da banda, Paula ressalta que isso não faz com que o show seja menos roqueiro. “Apesar de usarmos violões, o Liminha e o Camardella tocam como se fossem guitarra, com muito vigor e o som tem bastante peso. Eu busquei a essência das canções, e não o enfeite”, diz. Para quem não conseguiu garantir seu ingresso desta vez, a cantora garante que seu foco por algum tempo vai continuar sendo a turnê. “Vou me dedicar a ‘Como Eu Quero’ por um bom tempo, muita gente ficou de fora, tenho que voltar a BH!”, afirma. Por outro lado, isso é sinal de que ainda não existe um sucessor em vista para “Transbordada” (2014), seu disco mais recente. Sempre lembrada pela aparência jovial, a cantora garante que não encara isso como uma cobrança para que nunca envelheça. “É lisonjeiro ter aparência jovem e natural. Por causa disso, a publicidade me descobriu recentemente e estou achando ótimo, porque sou de uma geração que se cuida e evita a decadência sem exageros”, conclui.
> Paula Toller
Turnê “Como Eu Quero” Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Neste sábado (26), às 21h. Ingressos esgotados.
‘Storia d’amore’ com a MPB Qui. 31.mai.
MTC/DIVULGAÇÃO
A cantora Tosca Donati visita o Brasil pela primeira vez
Guinga, Chico Buarque, Ivan Lins. Esses são apenas alguns dos expoentes da música popular brasileira com os quais a italiana Tosca Donati já trabalhou. “A música brasileira me encanta desde menina”, frisa a cantora nascida em Roma que, em turnê pelo Brasil, apresenta em Belo Horizonte – na próxima quinta-feira (31), no palco do Centro Cultural Minas Tênis Clube – o show “Appunti Musicali dal Mondo”. Nele, a cantora estará ao lado dos músicos Giovanna Famulari (piano e cello), Massimo de Lorenzi (violão) e Alessia Salvucci (percussão); e receberá, como convidada especial, a cantora Aline Calixto. Simpática, Tosca enfatiza ao Pampulha que o espetáculo (com o qual está viajando há três anos) poderia ser definido “como uma
viagem pelo mundo por meio da música”. Razão pela qual o repertório contempla canções compostas em outros idiomas, como o grego ou mesmo iídiche. “Naturalmente incluindo as italianas, sejam romanas, napolitanas...”. No caso das de outras culturas, algumas foram vertidas para o italiano “ou mesmo para o português”. Tosca ressalta que para cada país em que desembarca prepara uma homenagem especial no show – no caso do Brasil, a escolha recaiu sobre “Rosa”, de Pixinguinha. “É um presente particular que preparei para o público brasileiro, uma homenagem à cultura de vocês”, exalta ela. Sobre Aline Calixto, sua convidada em Belo Horizonte, Tosca diz que ainda não teve a oportunidade conhe-
cer pessoalmente a colega. “Só de fama”. Mas antecipa que a carioca vai cantar duas canções de seu repertório próprio e, junto a ela, duas músicas de Chico Buarque. “Teresinha’, que em italiano chamo de ‘Tre Uomoni’, e ‘Morena de Angola’, que terá uma surpresa: vou inserir alguns elementos da pizzica, que é uma rítmica característica do sul da Itália”, diz, toda entusiasmada. É a primeira vez que Tosca Donatti vem ao Brasil. “Estou muito emocionada de ver a reação do público às minhas canções”, diz ela, que, nas redes sociais, vem postando fotos e vídeos de sua passagem pelo Rio, onde se apresentaria na Blue Note, na última sexta (25). Antes de BH, ela ainda passa por São Paulo e Brasília. Tosca diz que passou a co-
nhecer mais o que é produzido por aqui graças a Max di Tommasi, italiano especialista em música brasileira. “Nos meus shows, sempre incluo alguma coisa. E depois tive a possibilidade de trabalhar com os grandes da MPB, como Ivan Lins ou Chico Buarque, com quem cantei ‘Trocando em Miúdos’, adaptada para o italiano. Com Guinga, fiz o dueto de um clássico da música romana, ‘Nina, Si Voi Dormite’, que virou ‘Nina, Se Você Dorme’. Ah, sim, Guinga também escreveu para mim duas belas músicas”. (Patrícia Cassese)
Musicali >dalAppunti Mondo
Show de Tosca Donati. Centro Cultural MTC (rua da Bahia, 2.244). Dia 31 (quinta), às 20h30. R$ 40 (inteira)
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MÚSICA Iniciativa para estreitar laços Jessica Aideia,aprinAlmeida cípio,era apenas convidar o músico uruguaio Federico Lima, conhecido pelo codinome artístico de Socio, para participar de alguns shows do Nenhum de Nós em Porto Alegre. Por conta disso, o vocalista do grupo, Thedy Corrêa, acabou mandando para ele uma letra em espanhol, sugerindo que fizessem uma nova parceria para apresentar nos shows. Assim nasceu “Una Vida Ordinaria”, que foi superbem recebida pelo público. “Resolvemos, então, aproveitar que ele estava passando pela cidade e gravar. Também havia outra dele que gostamos muito (‘Fan de Faith No More’) e pensamos ‘poxa, vamos transformar isso em algo mais concreto, fazer um EP’”, conta Thedy. Assim nasceu “Doble Chapa”, trabalho que eles apresentam para o público belo-horizontino no próxi-
mo sábado (2). “Tínhamos também uma versão de uma banda uruguaia chamada Cuarteto de Nós, além da letra que um amigo argentino para a qual fiz a música. Ou seja, havia algumas coisas nas nossas gavetasque, se juntássemos, conseguiríamos levar adiante a ideia do EP”, acrescenta o vocalista. Doble chapa é um termo usado nas fronteiras do sul do Brasil para distinguir o indivíduo que tem dupla nacionalidade. O uso da expressão para batizar o EP é intencional, na medida em que um de seus propósitos é justamente fortalecer os laços com os vizinhos latinos da Argentina e do Uruguai. “O projeto reforça a colaboração, trazendo o Federico, a Lucía Ferreira e outros parceiros. Além disso, devemos também fazer shows no Uruguai, trazê-los para tocar. Assim, pretendemos ajudar a quebrar as barreiras que ainda existem entre nós”, diz. Ao analisar o cenário da música, especificamente do rock, produzidos no Brasil e
Sáb. 2.jun.
RAUL KREBS/DIVULGAÇÃO
Três décadas
O Nenhum de Nós existe há 31 anos, com os três membros fundadores desde o início e os demais há mais de 25 anos em seus vizinhos latinos, Thedy avalia que ainda há pouco intercâmbio entre os países. “As cosias ainda chegam muito devagar, tanto para nós quanto para eles. É um trânsito que deveria ser mais natural e infelizmente não é. Al-
guns estilos musicais até se comunicam mais facilmente que o rock, por exemplo. Mas há também algumas iniciativas isoladas que tentam quebrar essa barreira, como é o caso dos Paralamas (doSucesso) que historicamente vão até a Argentina e ao Uruguai lançar seus discos. Fora eles, só o Nenhum de Nós tem foco tão grande em estabelecer essa comunicação”, observa. O músico critica não só a falta de incentivo em termo de políticas públicas, mas também o excesso de burocracia que atrapalha esse diálogo. “Não existem incentivos na área cultural de ambos os governos, que deveriam ser facilitadores, promover isenção de impostos, facilitar o trânsito dos instrumentos. Mas o que acontece é justa-
sábado (26) ALINE CALIXTO
mente o contrário, para levar instrumentos pro Uruguai ou a Argentina hoje é uma burocracia enorme. O que existe hoje é só a ideia e a iniciativa dos artistas e tem que ter muita boa vontade”, afirma. RETORNO A BH Há quase três anos desde sua última apresentação em Belo Horizonte, o Nenhum de Nós não vai se restringir ao novo EP durante o show. Alémdas músicas novas,o público vai ser contemplado com grandes hits, como “Camila, Camila”, “Paz e Amor”, “Você Vai Lembrar de Mim” e “Vou Deixar Que Você Se Vá”. “Oshow tem ênfase no Doble Chapa, mas claro, a banda tem mais de 30 anos de história, uma relação muito forte
Melo, 1.090, Barro Preto). Às 18h. A partir de R$ 44 (Coro)
JÚLIA DIAS
Cantora celebra 10 anos com gravação de DVD. Quarteirão fechado da r. Sapucaí, Floresta. Às 16h. Esgotado
Lançamento de videoclipe “Mãe África”. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Às 20h. R$ 40 (inteira)
CAIXA ACÚSTICO
KOSSOVO
Marcelo Veronez e Davi Fonseca no show “Narciso deu um Grito”. Teatro Santo Agostinho (r. Aimorés, 2.679, Santo Agostinho). Às 19h. R$ 40 (inteira)
MAGLORE
DESORQUESTRA Banda Daparte é a convidada. Mirante 147 (r. Cristal, 147, Santa Tereza). A partir das 15h. R$ 15 (1º lote)
DJALMA NÃO ENTENDE DE POLÍTICA Show com lançamento do clipe “O Sol Não Dá Ré”. Benfeitoria (r. Sapucaí, 153, Floresta). Às 18h. R$ 15
ENTRE AMIGOS Show com Beto Guedes, Flávio Venturini, Marcus Viana e Telo Borges. Teatro do CCMTC (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 21h. R$ 50 (inteira)
EXPEDIÇÃO RÚSSIA Orquestra Filarmônica de Minas Gerais homenageia composições do país que sediará a Copa do Mundo de futebol. Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito
Bandaapresenta tributo ao Pixies. Matriz Casa de Cultura (r. dos Guajajaras, 1.353, centro). Às 22h. R$ 15 Banda baiana traz show do álbum “Todas as Bandeiras”. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 22h. R$ 40
NOITE PROFANA Banda Sagrada Profana convida a cantora Claudia Manzo. A Casinha (r. Juiz de Fora, 114, Barro Preto). Às 20h. R$ 20 (pelo sympla. com.br)
SAMBA PRIME FESTIVAL Com Péricles, Dilsinho, Ferrugem, Thiaguinho e mais. Esplanada do Mineirão (av. Antônio Abrahão Caran, 1.001, Pampulha). Às 16h. R$ 70 (inteira)
domingo (27) VIOLA DE FEIRA Pereira da Viola apresenta convida Ná-
com Belo Horizonte e Minas Gerais, isso acaba abrindo caminho pro material histórico. Então vamos tocar todas as canções que pontuaram esses 30 anos, que marcaram nosso caminho e o público adora ouvir, além das coisas novas”, comenta Thedy. “Além disso, é um show de reencontro com público, vai ter caráter comemorativo das nossas três décadas, já que praticamente não comemoramos com público em BH”. A banda segue focada em shows do “Doble Chapa” até, ao menos, o fim do ano. Eles consideram, inclusive, produzirum novo volume do projeto, mas vão deixar para definir isso no futuro. “A turnê vai até o final do ano, afinal tem Copa, tem eleição. Mas seguimos com ela e estamos pensando na continuidade para o ano que vem. Fazer um volume dois é uma ideia, depois vamos trazer outras e também respeitamos muito nossomomento, nãonos engessamos em nenhum projeto”, afirma. “Primeiro a gente vê o que tem em mente e, desse momento, o que se manifesta, que é mais autêntico, baliza o caminho a ser tomado. Temos planos mas não somos escravos”, conclui.
> Nenhum de Nós
Lançamento do EP “Doble Chapa” Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Dia 2 (sábado), às 21h. R$ 120 (inteira, plateia 1), R$ 100 (inteira, plateia 2), R$ 80 (inteira, plateia superior) – há descontos para quem adquirir mais de um ingresso. Informações em www.ingressorapido. com.br
dia Campos. Centro Cultural Padre Eustáquio (r. Jacutinga, 821, Padre Eustáquio). Às 11h. Entrada gratuita
segunda (28) SEGUNDA MUSICAL Espetáculo “Zás - Histórias de Amor de Um País Tropical” Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Às 19h. Entrada gratuita
quarta (30) BATUQUE CELLO Grupo apresenta seu primeiro trabalho em disco. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046). Às 20h. R$ 20 (inteira
CORAL LÍRICO Nova apresentação com os convidados Happy Feet Jazz Band e Behopers. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 20h30. R$ 20 (inteira)
MÚSICA E POESIA Projeto reúne nomes da Velha Guarda do Samba de BH, como Antônio Froes e Bodoque da Cuíca. Centro Cultural UFMG (av. Santos Dumont, 174, centro). Às 19h30. Entrada gratuita
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MÚSICA Festa para trocar o vinil Patrícia O guitarrista Cassese Gustavo Fonseca reconhece: “Tivemos azar com os primeiros exemplares”, diz, referindo-se aos vinis do álbum “Tupi Novo Mundo”, lançados ano passado pelo grupo Iconili. Não por outro motivo, e para não deixar frustrados os fãs, a banda resolveu fazer nova prensagem. O recall será feito esta semana, com direito a um novo encontro com o público, na próxima quartafeira (30), no Necup. “Finalmente, conseguimos com que ficassem perfeitos, com o som maravilhoso que só um vinil de qualidade pode proporcionar”, brinda Gustavo. “O show é uma festa para comemorar esta conquista, dividir nossa alegria com o público e aproveitar para fazer a troca”. Os que não puderem comparecer, porém, não precisam lamentar. “É só entrar em contato que trocamos depois, pessoal-
mente ou por correio”, avisa o moço. Para trocar no show, basta levar o antigo. “Teremos também vinis novinhos em folha para venda, além de outros produtos”. O show propriamente dito mescla músicas de “Tupi Novo Mundo” a faixas de “Piacó”. “E mais algumas inéditas, que sairão no nosso próximo disco”, avisa o grupo, que, sim, tem algumas novidades na manga. “Voltamos aos 11 integrantes! A banda está linda, potente, com muita força”, diz Gustavo, referindo-se à entrada de nomes como Jozi Lopes. “É uma cantora mineira incrível! Ela foi agregada ao Iconili depois de uma Jam que fizemos juntos, no Réveillon, em Milho Verde. Nesse encontro, nos conectamos de uma maneira tão forte musicalmente e espiritualmente que decidimos gravar o próximo disco já com ela”, rememora Gustavo. Outra novidade é a presença da percussionista Chaya Vasquez. “Na verda-
Quar. 30. mai.
de, ela sempre esteve junto com o Iconili. Já tocou com a gente no Circo Voador (RJ) alguns anos atrás e sempre pensamos na possibilidade de ela entrar na banda. Finalmente, rolou! Ela também já grava no disco novo com belíssimos e potentes arranjos de percus-
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LANÇAMENTOS
Dé Lucas e Edson Cruz, juntos em “Mãos” Crias do Aglomerado da Serra, a dupla de sambistas FLÁVIO CHARCHAR/DIVULGAÇÃO mineiros apresenta o disco “Mãos”. O álbum conta com Iconili 11 faixas autorais dos dois De volta à formação com 11 compositores. O show de integrantes, como estreia terá as participações no início, em 2006 de Douglas Din, Marcos Sacramento e Fabiana Cozza. Onde Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Quando Neste sábado (26), às 21h Quanto R$ 30 (inteira)
são...”, avisa o integrante. Bem, vale lembrar que o Iconili também é uma das atrações do festival “MecaInhotim”, marcado para o final de junho. “Participar de um festival com artistas como Elza Soares, Letrux, Alice Caymmi, Cordel do Fogo Encantado e Pabllo Vittar é uma
honra e nos deixa muitíssimo felizes. Tenho certeza de que serão dias incríveis no museu”, finaliza.
Festa do Vinil – >Iconili
Necup (av. Nossa Senhora de Fátima, 3.312, Prado). Dia 30 (quarta), a partirdas 22h. R$ 20 (lote 2, até dia 29). À venda também no Sympla.
Cao Laru e LG Lopes apresentam “Kombiphonie” Agregando diferentes nacionalidades (França, Argentina, México e Brasil), o grupo Cao Laru mostra o diálogo entre cinco vozes e uma aquarela de instrumentos: violino, cavaquinho, violoncelo, pandeiro, saxofone, zabumba, contrabaixo e sanfona, tocando canções francesas, polifonias do Leste Europeu e ritmos brasileiros. Onde Teatro do CCMTC (r. da Bahia, 2.244, Lourdes) Quando Dia 30 (quarta-feira), às 21h. Quanto R$ 20 (1° lote, inteira)
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CINEMA
O ano que nunca terminará João H. Passados 50 Motta (*) anos desde os acontecimentos marcantes de Maio de 1968 em todo o mundo – as manifestações estudantis no Brasil e na Europa, as greves operárias de Contagem e Osasco e os movimentos pelos direitos civis nos Estados Unidos, por exemplo –, nosso tempo continua reverberando esses fatos. Com o intuito de questionar os rumos da nossa história após o período, o Cine Humberto Mauro e o grupo de pesquisa “Indisciplinar” da UFMG repassa o registro filmográfico desta e de outras épocas na mostra “68 e Depois”, em cartaz a partir da próxima quarta-feira (30) a 3 de junho, no Palácio das Artes. O evento, que terá a exibição de filmes e seminários – revisita tanto os temas que levaram as pessoas a se mobilizarem em manifestações e atos nas ruas de inúmeras cidades há 50 anos, como também os movimentos decorrentes do Junho de 2013 no Brasil, na intenção de estabelecer um paralelo entre os dois momentos. “Há um gesto de resgatar a história para enxergar o presente. A mostra serve menos para estabelecer uma palavra final ou compreender o processo, definindo
‘foi isso, foi aquilo’, mas para pensar o que reverbera hoje em dia”, explica o curador Pedro Rena. Para ele, sempre há “a necessidade de filmar os momentos e uma necessidade de montar (o filme) um tempo depois, com um outro olhar sobre os acontecimentos”. Por isso, a sessão de estreia traz “No Intenso Agora” (leia mais sobre o filme nesta página), de João Moreira Salles, seguido de um debate marcante com o cineasta e o Secretário Municipal de Cultura de Belo Horizonte Juca Ferreira. “O Juca viveu isso tudo. Foi exilado na década de 1970 e morou na França. Ou seja, ele viu o golpe de 1964, viu o Maio de 1968 e posteriormente participou de governos do período democrático – e acabou sendo deposto”, lembra Pedro, em referência ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, do qual Ferreira foi ministro da Cultura. DOCUMENTAIS “Trazemos filmes mais documentais, como ‘O Fundo do Ar É Vermelho’ e ‘Morrer Aos 30 Anos’, que são atravessados por uma subjetividade dos diretores. ‘Morrer Aos 30’, de Romain Goupil, que filmou os movimentos de 1968, é sobre um grande militante, amigo dele, que suicidou. Ele realiza os dois movimentos de trazer um aspecto pessoal e histórico
para o registro”, observa o curador. A tematização do suicídio é uma constante nos filmes da época. “As pessoas passaram por um período de esperança com as conquistas que vinham acontecendo nos anos 1960 e isso parece desmoronar no final de 1968. ‘Morrer aos 30’ fala sobre vários estudantes que se suicidaram, o filme do João traz as imagens da mãe dele durante o regime maoísta na China e, depois um processo de depressão, ela acaba se suicidando. Tem também o filme sobre o Torquato Neto, que suicida-se em 1972”, destaca Pedro. A curadoria destaca ainda outras obras que compõem a mostra e que buscam o resgate histórico dos temas para o presente, como “Barravento Novo”, de Éder Santos e Bruce Yonemoto, que referencia o primeiro longa de Glauber Rocha, de 1962,“Barravento”. A sessão será comentada por Pedro Paulo Rocha, filho do diretor de “Terra em Transe” – que também compõe a programação de “68 e Depois”. Para fechar o ciclo de debates, a curadoria apresenta “Escolas Em Luta” (2017), documentário de Eduardo Consonni e Tiago Tambelli, que retrata a ocupação de escolas públicas cariocas após a decisão do poder público de realocar os alunos desassistidos em vez de coordenar uma manutenção nos espaços. “Se na França você tem a ação de estudantes privilegiados, no Brasil você tem os estudantes da rede pública engajando-se em manifestações pelo direito à educação. A seleção dos filmes se reverbera e trouxemos especialistas de áreas diferentes para discuti-los. É uma forma de reunir os realizadores e os estudiosos”, afirma Pedro.
Abertura 30.mai.
DIVULGAÇÃO
“No Intenso Agora” Documentário afetivo de João Moreira Salles resgata imagens de arquivo feitas por sua mãe, Elisa Gonçalves, além de uma série de acontecimentos da década de 1960
“Torquato Neto – Todas As Horas do Fim” Filme recupera a história do letrista, poeta e jornalista piauisense e as estéticas do trabalho coletivo que configuraram o movimento Tropicalista
Camila e Antônio Pitanga Atores dialogam com os paradoxos de “Barravento”, de Glauber Rocha, e fazem releitura e debate sobre a atitude libertadora e o recurso às tradições religiosas
O Brasil que foi às ruas Segundo o curador da mostra “68 e Depois”, Pedro Rena, elos entrelaçam a história. Ele cita o filme “Retrato Nº1 – Povo Acordado e Suas 1000 Bandeiras”, um registro das manifestações de 2013, como exemplo. “Nele há uma sequência em que fecha-se o quadro no rosto de uma mulher negra segurando a bandeira de um partido, enquanto ela é repreendida pelos que estão em sua volta, que pedem para que ela abaixe, sob gritos de ‘sem partido’. Logo ela começa a contar a história de seus 50 anos de militância e de quando a sua luta era criminalizada pela ditadura”, destaca o curador. A sessão de “ABC da Greve”, de Leon Hirzman, convida o realizador Affonso Uchôa, dos premiados “Vizinhança do Tigre” e “Arábia”, e o professor Luiz Dulci, que esteve à frente dos movimentos de greve de 1979, no ABC Paulista, retratados no documentário de Hirzman. O filme foi montado em 1990 e é resultado de uma pesquisa do diretor para a filmagem de “Eles Não Usam Black-Tie” (1981), com Fernanda Montenegro e Gianfrancesco Guarnieri, vencedor do Leão de Ouro em Veneza.
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pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 26 de maio a 1 de junho de 2018
CINEMA Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 26 (sábado) e 27 (domingo)
DISNEY/BUENA VISTA/DIVULGAÇÃO
devaneios. BH Shopping 10: 14h, 16h30, 19h, 21h20 Cidade 1: 17h10, 19h, 20h50 Del Rey 4: 14h30, 16h30, 18h50, 20h40 Pátio Savassi 1: 14h, 16h40 19h40, 22h
Donald Glover encarna Lando Calrissian, velho amigo de Han Solo, o protagonista do novo episódio da saga de Star Wars
ANTES QUE EU ME ESQUEÇA
pré-estreia EU SÓ POSSO IMAGINAR (I Can Only Imagine, EUA, 2018, 1h50, 14 anos) Dir. Andrew Erwin, Jon Erwin. Com Dennis Quaid, Cloris Leachman, J. Michael Finley. Baseado na história por trás da famosa canção “I Can Only Imagine”, da banda cristã MercyMe, o filme mostra o relacionamento conturbado de Bart Millard com seu pai. BH Shopping 8: 16h10 Big Shopping 4: 14h10, 18h40 (*) Boulevard 1: 18h20 Cidade 8: 18h40 (*) Contagem 3: 21h (*) Del Rey 7: 18h40 Diamond 6: 14h20 Itaú Power 2: 18h50 (*) Monte Carmo 2: 18h20 (*) Pampulha 4: 19h10 (*) Partage Shopping Betim 3: 19h35 (*) Pátio Savassi 2: 18h20 Shopping Estação 6: 14h45 (*) (*) Sessões dubladas
estreias ALGUÉM COMO EU (Brasil, 2018, 1h27, 14 anos) Dir. Leonel Vieira. Com Paolla Oliveira, Júlia Rabello, Ricardo Pereira. Helena passa a imaginar como seria se Alex fosse uma mulher, mas sua obsessão pelo assunto vai transformar seus
(Brasil, 2018, 1h40, 14 anos) Dir. Tiago Arakilian. Com José de Abreu, Danton Mello, Guta Stresser. Polidoro é um juiz aposentado. Quando sua filha mais próxima entra com uma ação para interditá-lo, ele decide investir em umaboate em Copacabana. Belas 2: 18h Diamond 6: 16h40, 21h30 Ponteio 2: 14h40, 16h40, 18h40
A CÂMERA DE CLAIRE (Keul-Le-Eo-Ui-Ka-Me-La, Coreia de Sul, 2018, 1h10, 12 anos) Dir. Sang-Soo Hong. Com Isabelle Huppert, Jang Mi Hee, Min-Hee Kim. Numa viagem de trabalho, Jeon é demitida. Ao mesmo tempo, Claire, professora e escritora francesa, sai pelas ruas tirando fotos em sua câmera. Belas 1: 17h e 19h
HAN SOLO: UMA HISTÓRIA STAR WARS (Solo: A Star Wars Story, EUA, 2018, 2h15, 12 anos) Dir. Ron Howard. Com Alden Ehrenreich, Emilia Clarke, Woody Harrelson. As aventuras de Han Solo e seu fiel escudeiro Chewbacca, antes dos eventos retratados no quarto episódio da saga. Betim 1: 13h, 18h20 (*) Big Shopping 3: 15h, 18h, 20h20 (*) Boulevard 1: 13h, 15h40, 21h Cidade 2: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) Contagem 2: 13h10, 15h40, 18h30, 21h15 (*) Del Rey 5: 13h, 15h40, 18h20, 21h Itaú Power 1: 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 (*) Minas 5: 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 (*) Monte Carmo 6: 13h15, 15h50, 18h35, 21h10 (*) Pampulha 2: 13h35, 16h10, 18h45,
(Brasil, 2018, 1h28, livre) Dir. José Walter Lima. O documentário mostra a vida de Rogério Duarte, uma dos nomes mais importantes da Tropicália. Belas 3: 14h20
TULLY (Tully, EUA, 2018, 1h36, 14 anos) Dir. Jason Reitman. Com Charlize Theron, Mackenzie Davis, Ron Livingston. Marlo é mãe de três filhos. Ela é presenteada com uma babá, chamada Tully. Aos poucos, ela acaba se surpreendendo. Belas 2: 14h e 20h BH Shopping 9: 16h40 e 21h50 Cidade 6: 17h, 18h50 e 20h50
em cartaz 21h20 (*) Pampulha 3: 21h25 Paragem 4: 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 Partage Shopping Betim 7: 13h30, 19h20 (*) Pátio Savassi 7: 13h(*), 18h50 Shopping Norte 5: 15h, 20h20 (*) Via Shopping 2: 13h10, 15h40, 18h30, 21h (*) Sessões 3D: Betim 1: 15h40, 21h (*) BH Shopping 2: 12h10(*), 15h10, 18h10, 21h10 BH Shopping 5: 15h40, 18h40 (*) BH Shopping 8: 13h, 19h10, 22h10 Big Shopping 1: 15h20, 18h05, 20h40 (*) Boulevard Imax: 13h30, 16h10, 18h50, 21h25 Cidade 4: 13h10, 15h40(*), 18h20(*), 21h Contagem 1: 13h10, 15h50(*), 18h30(*), 21h10 Del Rey 2: 22h50 Diamond 1: 12h10, 15h10, 18h10, 21h10 Diamond 5: 13h, 16h(*), 19h, 22h
Itaú Power 5: 13h20(*), 16h, 18h40(*), 21h15 Minas 1: 13h20(*), 16h, 18h40(*), 21h15 Monte Carmo 4: 13h15, 15h55(*), 18h35(*), 21h15 Pampulha 1: 13h10, 18h40 (*) Paragem 5: 13h(*), 15h40, 18h30(*), 21h10 Partage Shopping Betim 1: 12h10, 15h10, 18h10, 21h10 (*) Partage Shopping Betim 6: 12h50, 15h50, 18h50, 21h50 (*) Pátio Savassi 3: 13h30(*), 16h20(*), 19h20, 22h20 Pátio Savassi 5: 12h10, 15h10, 18h10, 21h10 Ponteio Premier: 13h15, 15h55, 18h35, 21h15 Shopping Estação 2: 12h(*), 15h(*), 18h(*), 21h Shopping Estação 3: 13h, 16h, 19h, 22h (*) Shopping Norte 1: 15h20, 18h05, 20h40 (*) Via Shopping 4: 13h, 15h50(*), 18h30(*), 21h10 (*) Sessões dubladas
O INSULTO (L’Insulte, Líbano/ Bélgica/ Chipre/ França/ EUA, 2018, 1h52, 14 anos) Dir. Ziad Doueiri. Com Adel Karam, Kamel El Basha, Rita Hayek. Beirute. Toni é um cristão libanês que sempre rega suaas plantas. Um dia, ele acaba molhando Yasser, um refugiado palestino. O desacordo resulta em um julgamento nacional. Belas 2: 11h (*), 15h50, 21h50 (*)Sessão Clube do professor. Somente para professores cadastrados
O PARQUE (Le Parc, França, 2018, 1h12, 14 anos) Dir. Damien Manivel. Com Naomie VogtRoby, Maxime Bachellerie, Sobere Sessouma. Um garoto e uma garota, tímidos e inseguros, têm seu primeiro encontro num parque. Logo se descobrem, aproximam-se. Belas 3: 20h
ROGÉRIO DUARTE, O TROPIKAOSLISTA
A ABELHINHA MAYA: O FILME (*) (Die Biene Maja 2 – Die Honigspiele, Alemanha, 2018, 1h25, livre) Dir. Noel Cleary, Sergio Delfino, Alexs Stadermann. Quando a entusiasmada Maya surpreende a Imperatriz de Buzztropolis, ela é forçada a formar uma equipe para competir nos Jogos de Mel. BH Shopping 7: 13h20 Betim 1: 14h e 16h Boulevard 4: 14h30 e 16h20 Boulevard 4: 13h Cidade 5: 12h Cidade 6: 13h20 e 15h10 Contagem 8: 14h e 16h10 Del Rey 7: 14h30 Itaú Power 2: 14h50 Minas 3: 14h Paragem 3: 14h30 e 18h40 Via Shopping 5: 14h10 Diamond 3: 13h20 Estação BH 6: 12h45 Monte Carmo 2: 14h30 e 16h20 Pampulha 4: 13h55, 15h40 e 17h25 Pátio Savassi 2: 13h45 (*) Sessões dubladas
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CINEMA EMBRAFILME/DIVULGAÇÃO
DEADPOOL 2 (Deadpool 2, EUA, 2018, 1h48, 16 anos) Dir. David Leitch. Com Ryan Reynolds, Josh Brolin, Morena Baccarin. Quando o super soldado Cable chega em uma missão assassina, Deadpool precisa aprender o que é ser herói de verdade. Betim 3: 16h10, 18h30, 20h50 (*) BH Shopping 1: 14h30, 17h30, 20h20 BH Shopping 3: 13h30, 16h20, 18h50, 21h30 BH Shopping 6: 12h30(*), 15h30, 18h(*), 21h Big Shopping 4: 16h25, 21h (*) Big Shopping 5: 14h, 16h15, 18h30, 20h50 (*) Boulevard 3: 13h40, 16h10, 18h40, 21h15 Boulevard 5: 13h50, 16h20, 18h50, 21h20 Cidade 1: 11h50 (*) Cidade 3: 13h40(*), 16h, 18h30(*), 20h50 Cidade 7: 13h30, 16h, 18h30, 21h (*) Contagem 4: 13h40(*), 16h, 18h20(*), 20h40 Contagem 5: 13h30, 16h10, 18h40, 21h (*) Del Rey 3: 13h20, 15h50, 18h40, 21h, 23h10 (*) Del Rey 6: 13h30, 16h, 18h30, 21h10 Diamond 2: 14h30, 17h30, 20h30 Diamond 4: 13h30, 16h30, 19h30, 22h10 Itaú Power 3: 13h40, 16h10, 18h40, 21h10 (*) Itaú Power 4: 13h(*), 18h30 Minas 3: 15h50 (*) Minas 4: 13h30, 16h, 18h30, 21h05 (*) Minas 6: 13h40, 16h10, 21h15 Monte Carmo 1: 13h40, 16h10, 18h40, 21h15 Monte Carmo 3: 13h30, 16h, 18h30, 21h (*) Pampulha 4: 21h30 (*) Pampulha 5: 14h10, 16h30, 18h50, 21h10 (*) Paragem 1: 13h40, 16h10, 18h40, 21h15 Paragem 3: 16h20, 20h30 (*) Paragem 4: 13h10, 16h, 19h, 21h40 (*) Partage Shopping Betim 5: 12h, 14h50, 17h50, 21h (*) Partage Shopping Betim 7: 16h30, 22h20 (*) Pátio Savassi 4: 12h, 14h40(*), 17h45, 20h40 Pátio Savassi 6: 12h40, 15h30, 18h30, 21h20 Pátio Savassi 7: 16h, 21h50 Ponteio 3: 13h40, 16h10, 18h50, 21h05 Shopping Estação BH 1: 13h30(*), 16h15(*), 19h15, 22h15(*) Shopping Estação BH 4: 12h30, 15h15, 18h15, 21h15 (*) Shopping Norte 2: 14h, 16h15, 18h30, 20h50 (*) Shopping Norte 5: 18h (*) Via Shopping 1: 14h30, 16h45, 19h, 21h15 (*) Via Shopping 5: 15h50, 18h10 (*) (*) Sessões dubladas
ELLA E JOHN (The Leisure Seeker, Itália / França, 2018, 1h53, 14 anos) Dir. Paolo Virzì. Com Helen Mirren, Christian McKay, Donald Sutherland. Septuagenários, o casal de aposentados decide fazer uma última viagem pelo país, de carro. Desafiando limites e receios, os dois embarcam numa aventura transformadora que sai de Boston e tem como destino a antiga casa de Ernest Hemingway, na Flórida. Ponteio 4: 16h10
PAULO, APÓSTOLO DE CRISTO (Paul, Apostle Of Christ, EUA, 2018, 1h48, 12 anos) Dir. Andrew Hyatt. Com James Faulkner, Jim Caviezel, Olivier Martinez. Paulo era conhecido como um dos perseguidores de cristãos mais cruel de seu tempo No entanto, tudo muda quando ele tem um encontro com Jesus. Betim 3: 13h50 (*) BH Shopping 9: 13h45(*), 19h20 Boulevard 4: 18h20 Boulevard 4: 19h Cidade 8: 13h10 (*) Contagem 8: 20h30 (*) Del Rey 7: 16h20 Diamond 6: 12h Itaú Power 2: 16h40 (*) Minas 2: 12h50 (*) Minas 6: 18h40 (*) Monte Carmo 2: 20h30 (*) Pampulha 3: 12h45, 14h55, 17h05, 19h15 (*) Pátio Savassi 2: 15h50 Via Shopping 3: 13h (*) (*) Sessões dubladas
PRAÇA PARIS (Praça Paris, Portugal/ Argentina/ Brasil, 2018, 1h52, 14 anos) Dir. Lucia Murat. Com Joana de Verona, Alex Brasil, Grace Passô. Camila é uma terapeuta portuguesa que trabalha na UERJ, onde atende a ascensorista Glória, e se depara com uma realidade bastante violenta. Belas 3: 18h
O PROCESSO (Brasil, 2018, 2h17, livre) Dir. Maria Augusta Ramos. O documentário oferece um olhar pelos bastidores do julgamento que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Belas 1: 14h, 20h30 Cidade 1: 14h30 Contagem 7: 15h30, 18h15, 20h50 Ponteio 2: 20h40
O RENASCIMENTO DO PARTO 2 (Brasil, 2018, 1h31, 12 anos) Dir. Eduardo Chauvet. O documentário discute a realidade da obstetrícia no Brasil, onde partos por cesariana são muito mais frequentes do que seria recomendado. Belas 3: 16h10
VERDADE OU DESAFIO (Truth or Dare, EUA, 2018, 1h40, 12 anos) Dir. Jeff Wadlow. Com Lucy Hale, Tyler Posey, Violett Beane. Um estudante é assombrado por uma presença sobrenatural após jogar o jogo de ‘verdade ou consequência’. Itaú Power 2: 21h (*) (*) Sessões dubladas
VINGADORES: GUERRA INFINITA (The Avengers – Infinity War, EUA, 2017, 2h36, 12 anos) Dir. Joe Russo. Com Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth. Thanos chega à Terra disposto a reunir as Joias do Infinito. Para enfrentá-lo, os Vingadores precisam unir forças com os Guardiões da Galáxia. Betim 2: 18h, 21h (*) BH Shopping 7: 17h40, 20h50 Big Shopping 2: 14h30, 17h30, 20h30 (*) Boulevard 2: 15h, 21h10 Boulevard 4: 20h30
gem Descritiva Dir. Cristiane Oliveira 20h Pré-estreia: “A Moça do Calendário” (Brasil, 2017, 1h26, 14 anos) Acessibilidade: Legendagem Descritiva Dir. Helena Ignez Quarta-feira (30) 16h30 “Era o Hotel Cambridge” (Brasil, 2016, 93 min, 12 anos) Acessibilidade: Legendagem Descritiva Dir. Eliane Caffé 18h15 “Esplendor”(Japão, 2017, 1h41, 18 anos) Acessibilidade: Audiodescrição Aberta e Legendagem Descritiva Dir. Naomi Kawase 20h Pré-estreia “As Boas Maneiras” (Brasil, 2017, 2h15, 14 anos) Acessibilidade: Legendagem Descritiva Dir. Juliana Rojas, Marco Dutra
Gomes vem a BH participar de sessão comentada de “Beijo na Boca 6 Mário “Beijo na Boca”, de 1981, do diretor Paulo Sérgio Almeida, protagonizado por
Claudia Ohana e Mário Gomes, é uma história é inspirada no caso “Van-Lou”, de 1974, em que um engenheiro e uma estudante assassinaram os ex-namorados da moça nas areias de uma Barra da Tijuca ainda deserta. A sessão será comentada pela socióloga e pesquisadora de cinema Erika Altmann e pelo ator Mário Gomes. Onde Cine Humberto Mauro, Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro) Quando Dia 28 (segunda), às 20h Quanto Entrada gratuita. Retirada de ingresso 30 minutos antes da sessão.
Boulevard 4: 21h10 Cidade 5: 14h30, 17h30 (*) Cidade 8: 15h40, 20h50(*) Contagem 3: 15h(*), 18h Contagem 6: 15h10, 18h10, 21h10 (*) Del Rey 2: 18h, 20h50 Del Rey 4: 22h15 Del Rey 7: 21h (*) Diamond 3: 15h30(*), 18h40 e 21h50 Itaú Power 4: 15h30, 21h (*) Itaú Power 6: 15h, 18h15 (*) Minas 2: 18h10 (*) Minas 3: 18h, 21h (*) Monte Carmo 5: 15h(*), 18h(*), 21h Pampulha 6: 12h50, 15h45, 18h40 e 21h35 (*) Paragem 2: 14h50, 18h, 20h50 Partage Shopping Betim 2: 14h (*) Partage Shopping Betim 3: 13h, 16h20 e 22h10 (*) Pátio Savassi 8: 13h20(*), 17h10 e 20h20, 19h30(*) 22h40 Ponteio 4: 18h20 Shopping Estação 5: 13h45, 17h, 20h15 (*) Shopping Estação 6: 14h45, 18h30, 21h45 Via Shopping 3: 15h, 18h, 21h10 (*) Via Shopping 5: 20h40 (*) Sessões 3D: BH Shopping 4: 14h45(*), 18h20, 22h20 BH Shopping 4: 19h30(*), 22h40 BH Shopping 5: 21h40 Boulevard 2: 18h10 Cidade 5: 20h30 (*) Del Rey 2: 15h (*) Del Rey 2: 14h(*) Itaú Power 6: 21h10 (*) Minas 2: 15h e 21h05 (*) Pampulha 1: 15h45 r 21h15 (*) Partage Shopping Betim 2: 17h15, 20h30 (*) Pátio Savassi 2: 21h Shopping Norte 3: 14h30, 17h30,
20h30 (*) (*) Sessões dubladas
mostras DIREITOS HUMANOS – UM MUNDO ESTÁ POR VIR (*) Neste sábado(26) 14h “Moolaadé, de Ousmane Sembene (Burquina Fasso-Camarões-Marrocos, 2004, 2h04, 14 anos) 16h15 “De Certa Maneira” (Cuba, 1977, 1h12, 10 anos) Dir. Sara Gómez 18h “Cabra Marcado Para Morrer” (BRA, 1985, 2h, 14 anos) Dir. Eduardo Coutinho 20h Curtas de Aloysio Raulino: “Jardim Nova Bahia” (BRA, 1971), “Teremos Infância” (BRA, 1974), “Tarumã” (BRA, 1975), “O Tigre e a Gazela” (BRA, 1977), “O Porto de Santos” (BRA, 1978) Domingo (27) 16h “Sweet Sweetback's Baadasssss Song”, (EUA, 1971, 1h37, 18 anos) Dir. Melvin Van Peebles 18h “Corra!” (EUA-JAP, 2017, 1h44, 14 anos) Dir. Jordan Peele 20h “Cão Branco” (EUA, 1982, 1h24, 18 anos) Dir. Samuel Fuller Segunda-feira (28) 15h “Tão Azul, Tão Calmo” (FRA, 1994, 1h10, 14 anos) Dir. Eliane de Latour 16h30 “A Cidade é Uma Só?” (BRA, 2011, 1h19, 14 anos) Dir. Adirley Queirós 18h “Pai Patrão” (ITA, 1977, 1h54, 16 anos) Dir. Paolo Taviani, Vittorio Taviani
ESPAÇO FILMES/DIVULGAÇÃO
A NOITE DO JOGO
Terça-feira (29) 16h “Titicut Follies” (EUA, 1967, 1h24, 18 anos) 17h30 “Brasil: Um Relato de Tortura” (EUA, 1971, 1h, 18 anos) Dir. Saul Landau, Haskell Wexler 19h “Greve de Março”, de Renato Tapajós, “Linha de Montagem”, de Renato Tapajós (BRA, 1981, 1h30) 21h15 “A Classe Operária vai ao Paraíso” (ITA, 1971, 1h50, 16 anos)
(Game Night, EUA, 2018, 1h50, 16 anos) Dir. Jonathan Goldstein, John Francis Daley. Com Jason Bateman, Kyle Chandler, Rachel McAdams. Um grupo de amigos que se encontra regularmente para noites de jogo, sob a liderança dos competitivos Max e Annie, se vê obrigado a resolver um misterioso sequestro quando o jogo se torna real. BH Shopping 5: 13h10 Diamond 6: 18h50 Diamond 6: 14h15, 18h50
68 E DEPOIS (*)
PARIS 8 (Mes Provinciales, França, 2018, 2h17, 14 anos) Dir. Jean-Paul Civeyrac. Com Andranic Manet, Corentin Fila, Gonzague Van Bervesselès. Etienne se muda para Paris para estudar cinema. Na faculdade, ele conhece dois jovens que compartilham objetivos similares aos seus, mas, ao longo do ano, descobre que nem tudo sai como o planejado. Belas 3: 21h30 Ponteio 4: 13h30, 21h15
Documentário ‘O Renascimento do Parto 2’ segue em cartaz
Quarta-feira (30) 14h “68” (FRA, 2008, 1h50, 14 anos) Dir. Patrick Rotman. Sessão comentada por Philippe Makany e Pierre Alfarroba. 17h “No Intenso Agora” (BRA, 2017, 2h07, 12 anos) Dir. João Moreira Salles. Sessão comentada por João Moreira Salles e Juca Ferreira. Mediação: Natacha Rena 21h “Radicales Libres” (19º FESTCURTASBH): “Ociel del Toa”, de Nicolas Guillén Landrián; “Coffea Arabiga”, de Nicolas Guillén Landrián; “79 Primaveras”, de Santiago Alvarez; “Now”, de Santiago Alvarez. Sessão comentada por Ana Siqueira
Quinta-feira (31) 14h “O Fundo do Ar é Vermelho”, (FRA, 1977, 3h, 16 anos) Dir. Chris Marker. Sessão comentada por Julia Fagioli e Marília Rocha. Mediação: Maíra Ramirez 19h30 “Morrer aos 30 anos” (FRA, 1982, 1h35, 16 anos) Dir. Romain Goupil. Sessão comentada por Virginia Figueiredo e Eduardo Soares Neves. Mediação: Luis Felipe Flores 22h Sessão Especial: “Allepow ?? War Machine” (BRA, 2018, 1h, 18 anos) Dir. Pedro Paulo Rocha. Sessão apresentada pelo diretor Sexta-feira (1°) 14h “Contestação”, de João Silvério Trevisan; “O Bravo Guerreiro” (BRA, 1968) Dir. Gustavo Dahl Sessão Comentada por Lucas Cunha e Tatiana Carvalho. Mediação: Theo Duarte 17h “Projeto 68”, de Julia Mariano; “Retratos de Identificação” (BRA, 2014, 1h11) Dir. Anita Leandro. Sessão Comentada por Anna Karina Bartolomeu e Roberta Veiga. Mediação: Carolina Maced 20h “ABC da Greve” (BRA, 1990, 1h25) Dir. Leon Hirzsman. Sessão Comentada por Luiz Dulci e Affonso Uchoa. Mediação: Luiza Dulci (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
DIRETORAS NEGRAS NO CINEMA BRASILEIRO (*) Sábado (26) 16h30 Sessão 01: “O Tempo dos Orixás”, de Eliciana Nascimento; “A Boneca e o Silêncio”, de Carol Rodrigues; “Assim”, de Keila Serruya; “Lápis de Cor”, de Larissa Fulana de Tal; “Cinzas”, de Larissa Fulana de Tal 18h30 Sessão 13: “Sandrine”, de Elen Linth e Leandro Rodrigues; “Muros”, de Elen Linth, “Entre Passos”, de Elen Linth, “Para Se Contar Uma História”, de Elen Linth, Diego Jesus, Lucicleide Cruz e Leandro Rodrigues; “O Filme que Fiz para Esquecer”, de Elen Linth, “Maria”, de Elen Linth 20h30 “Um Filme de Dança” (BRA, 2013, 1h30) Dir. Carmen Luz Domingo (27) 16h30 Sessão 02: “Das Raízes às Pontas”, de Flora Egécia; “Mucamas”, de Coletivo Nós Madalenas; “Mulheres de Barro”, de Edileuza Penha de Souza; “Conflitos e Abismos, “A Expressão da Condição Humana”, de Everlane Moraes 20h Sessão 04: “Gurufim na Mangueira”, de Dandara; “Amor Maldito”, de Adélia Sampaio
IMAGENS DOS POVOS (*) Terça-feira (29) 16h30 “Meu Corpo é Político” (Brasil, 2017, 1h12, 12 anos) Acessibilidade: LIBRAS Dir. Alice Riff 18h15 “Mulher do Pai” (Brasil, 2016, 1h34, 14 anos) Acessibilidade: Legenda-
Quinta-feira 19h Sessão master class: “O Processo” (Brasil,2018, 2h19) Maria Augusta Ramos Sexta-feira (1°) 19h Sessão Seleção MasterClass “Como nossos Pais” ( Brasil, 2017, 1h46, 14 anos) Acessibilidade: Legenda Descritiva Dir. Laís Bodanzky (*) Cine Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Entrada gratuita mediante retirada de ingresso 30 minutos antes de cada sessão.
CONEXÃO HOMEM-MÁQUINA (*) Neste sábado (26) 19h “Metróplis” (ALE, 1927, 2h33) Dir. Fritz Lang Domingo (27) 17h “O Dorminhoco” (EUA, 1973, 1h29) Dir. Woody Allen 19h “AI - Inteligência Artificial” (EUA, 2001, 2h26) Dir. Steven Spielberg
CINE DIVERSIDADE (*) Terça-feira (29) 19h “Os Iniciados” (África do Sul, 2017, 1h28) Dir. John Trengove
FIQ (*) Quarta-feira (30) 19h30 “Heavy Metal - Universo em Fantasia” (CAN, 1981, 1h31) Dir. Gerald Potterton Quinta-feira (31) 17h “Steamboy” (JAP, 2004, 2h06). Dir. Katsuhiro Ôtomo. 19h30: “Metrópolis” ( JAP, 2001, 1h30). Dir. Rintaro. Sexta-feira (1°) 17h “Aya” ( FRA, 2011, 1h24). Dir. Marguerite Abouet e Clément Oubrerie. 19h “Paprika” (JAP, 2006, 1h30) Dir. Satoshi Kon (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
CURTA DEGUSTAÇÃO (*) Terça-feira (29) 13h “Famigerado”, de Aluizio Salles Jr.; “ Tango”, de Francisco Gusso e Pedro Giongo; “A Velha Fiar”, de Humberto Mauro (*) Av. Augusto de Lima, 270, centro. Entrada gratuita
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estilo BOX BRAIDS >Tranças artificiais conquistam a cabeça das mulheres como liberdade de expressão
A nova Rapunzel JULIANA FIGUEIROA/DIVULGAÇÃO
As famosas madeixas trançadas, chamadas de “box braids”, foram sucesso nos anos 90, mais precisamente a partir do Brooklyn, em Nova York. Agora, o penteado ressurge repaginado – e faz sucesso na cabeça de famosas como as cantoras Ludmilla, Beyoncé e Alicia Keys, que ostentam orgulhosamente os fios nesse estilo. De origem afro, o penteado vem conquistando cada vez mais adeptas e se tornando referência também para o empoderamento da mulher negra. Caso da estudante e modelo Natalia Oliveira, 22. Foi no fim do ano passado que ela optou pelas tranças feitas com extensões de cabelos artificiais – e, para atingir o resultado visado, enfrentou com galhardia as mais de seis horas na cadeira do salão. Mas, sim, o tempo extenso foi fundamental para o resultado do penteado que, para ela, valeu muito a pena. “Elas precisam ficar bem firmes, e o cabelo natural, bem guardadinho na trança. Quanto maior você quer a trança, mais tempo demora”, explica ela, que encontrou também uma facilidade – e uma liberdade maior – para se arrumar no dia a dia. “Antes, tinha que secar o cabelo e finalizar com chapinha, o que me tomava muito tempo. Eu me descobri com esse novo cabelo, sabe? Me sinto mais bonita e com mais personalidade”, relata. Para Natalia, as box braids são como um adorno embelezador. Para isso, entram em cena os cabelos sintéticos da cor natural dos fios ou até mesmo coloridos. “Foi um grande impacto quando eu coloquei. Respondi a mais de 40 mensagens pelo Instagram, e a maioria trazia elogios sinceros, meninas que pediam dicas e compartilhavam experiências e até meninas que se inspiraram para fazer também”, relembra ela. O up na autoestima obtido por meio do penteado é, de fato, um dos principais motivos que inspiram as clientes da cabeleireira Rafaela Vanessa Xavier, da Coletiv’art Beauty, que se dedica aos penteados afro há quase dois anos. “Todo mundo pode fazer. Eu recebo cliente de todos os perfis, de cabelo curto, grande... Trabalho com a autoestima das mulheres e a trança vem como uma opção cada vez mais recorrente. O que as minhas clientes mais gostam é a praticidade”, explica ela, que também acredita que as box braids são grandes aliadas para quem está fazendo a transição capilar, a fim de assumir os fios naturais. As box braids entram como uma alternativa, então, quando o cabelo já está com a raiz natural, mas as pontas ainda estão com o resto de algum procedimento químico. “Com a trança, você até sente o
cabelo crescer. Ela fica bem próximo à raiz do fio e estimula o crescimento do couro cabeludo.
Lorena K. Martins
Natalia Oliveira se sentiu mais poderosa e bonita após colocar as famosas box braids REPRODUÇÃO YOUTUBE
As tranças de Beyoncé, feitas para o clipe da música “Formation”
MODELOS Além das box braids, há outra versão mais tradicional das tranças, chamadas de “nagô”. Menos soltas do que as box, elas são feitas bem rentes à cabeça e podem ser usada de várias maneiras. A moda começou a angariar mais adeptos na década de 80, como sinônimo de força e poder. “A técnica de trançar é a mesma, mas, nesse caso, podem ser feitos até desenhos rentes à raiz, só nas laterais da cabeça. É bem versátil”, disse. Rafaela explica, ainda, que a aplicação é feita trançando a extensão ao cabelo natural, sem uso de materiais para fixar. Mas, antes de aderir ao penteado, é preciso respeitar a estrutura capilar de cada um e utilizar o material mais adequado. Os especialistas aconselham sempre a procurar fios que tenham aspecto natural e não pesem muito. O material sintético, conhecido no mercado como jumbo, é o mais leve e custa de R$ 70 a R$ 80, em média, em uma quantidade suficiente para fazer toda a cabeça. Mas existem outros tipos de cabelo sintético e de linhas e lãs, que custam por volta de R$ 40. A leveza do fio é importante também para evitar a tensão no couro cabeludo. “A trança muito apertada à raiz ou muito grossa pode ser prejudicial e mesmo gerar essa tensão”, explica ela, que demora de quatro a oito horas, em média, para fazer as box braids. “Depende do número de tranças e do comprimento e volume do cabelo”, disse. Conciliar o penteado com os fios naturais requer cuidados. Para Alberto Cordeiro, dermatologista especialista em cosmiatria, na hora da lavagem é importante massagear o couro cabeludo para retirar toda sujidade, já que ela pode se acumular. “No caso do xampu, prefira os com formulação sem sal para não danificar o fio natural nem a estrutura da fibra sintética”, explica. Já Rafaela aconselha, ainda, usar xampu diluído em água e aplicar com um borrifador, esfregar com os dedos e prosseguir a lavagem na extensão, da mesma maneira e, depois, enxaguar. A limpeza continua normal com esse tipo de trançado. “É preciso secar bem e naturalmente as tranças, e jamais deixá-las molhadas ou úmidas, para evitar quebrar”. Natalia seguiu as recomendações direitinho para garantir a durabilidade das madeixas. “Eu lavo de duas a três vezes por semana, somente com xampu, e finalizo com um óleo reparador de pontas para diminuir o frizz”, ensina.
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REPRODUÇÃO FACEBOOK
REPRODUÇÃO INSTAGRAM
Quanto tempo duram? Pode durar de 45 dias até dois meses. Rafaela Vanessa Xavier, cabeleireira da Coletiv’art Beauty, sugere fazer a manutenção (ou seja, reforçar o trançado) a cada dois meses. “Os fios naturais vão crescendo e deixando as tranças mais soltas. Aconselho a retirar e ficar uma semana com os fios naturais para lavagens e hidratações mais profundas para fortalecer os fios e, assim, recolocar as tranças”. Além disso, após o período, o peso das extensões pode fazer com que os fios quebrem e até caiam. Como lavá-las? Deve-se lavar uma ou duas vezes por semana. “Trata-se de uma trança semipermanente e, devido à duração prolongada, é preciso ter cautela com a higienização. O condicionador deve ser aplicado somente nas pontas para não deixar o couro cabeludo sujeito à oleosidade excessiva. O principal cuidado é fazer a lavagem bem feita, higienizando adequadamente o couro cabeludo”, explica o Alberto Cordeiro, dermatologista especialista em cosmiatria.
MANUAL DAS BOX BRAIDS
Alicia Keys com box braids coloridas
Ludmilla: visual valorizado pelo trançado
E a secagem? “A secagem dos cabelos de quem possui as box braids requer uma atenção maior. Retire o excesso de umidade com uma toalha macia e deixe as tranças secarem naturalmente ou com um jato bem frio do secador. O importante é manter os fios naturais sempre nutridos e saudáveis. Lave pelo menos uma vez por semana para manter as tranças bem higienizadas”, afirma Renata Souza, do SpaDios.
PINO GOMES/DIVULGAÇÃO
Dica preciosa Para deixar as braids livres de frizz, Rafaela sugere, na hora de dormir, utilizar uma touca de cetim para evitar o atrito dos fios com o travesseiro. Onde fazer? Coletiv’art Beauty (31) 9891-4872 Nega Iza Cabelos (31) 3212-7226 Todo Black é Power (31) 98596-0880
Iza: a cantora carioca esbanja estilo e poder com suas longas madeixas trançadas INSTAGRAM @MAGAVILHAS/REPRODUÇÃO
INSPIRE-SE NESTES PERFIS
INSTAGRAM @SAINTRECORDS/REPRODUÇÃO
Solange Knowles com tranças e miçangas
Fios coloridos na estilosa Magá Moura
INSTAGRAM @BRAIDSRAFA/DREPRODUÇÃO
Trançado feito por Rafaela Xavier
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
Alhos por bugalhos HÉLVIO
Na semana passada, pelo jeito, trocaram muitos alhos por bugalhos por aí. O jornal Super Notícia que o diga. Curiosa, fui ler a reportagem cuja manchete era: “Olha a cobraaaa!!!” A encrenca começou com um gato que, esperto, descobriu uma linguiça, de cerca de um metro de comprimento, dentro de uma sacola de supermercado. Deu seu jeito e, fisgando a carne, arrastou-a pela casa até deixá-la estirada na varanda. Sua dona, ao chegar em casa, olhou aquilo no chão e já foi logo pensando no pior. – Uma cobra!!! Apavorada, ligou pra vizinha, que, apavorada, ligou pro bombeiro. E deu no que deu. Rapidamente, três militares deixaram o pelotão, na cidade de Viçosa, para atender o chamado noturno de “captura de animal silvestre e agressivo”, levando, além dos equipamentos de praxe, ganchos para prender o bicho. Do lado de dentro, mulher e vizinha aguardavam ansiosas o desfecho da história. E fico aqui rindo sozinha, imaginando os bombeiros, na escuridão da noite, com suas armas e ganchos apontados pra uma linguiça. Só rindo. Das notícias da última semana, bizarra mesmo foi a do “cachorro” que virou urso. Fato que aconteceu numa pequena província rural da China. A filha pediu de presente um cachorri-
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nho de estimação; a mãe saiu na rua e voltou com um... digamos, “cachorrão”. Preto, peludo e raríssimo, segundo o sujeito que o vendeu. O bicho, que acreditavam ser um mastiff tibetano, além de grande, era um tanto quanto faminto. Depois que o viram saciar-se com dois baldes de macarrão e andar sobre duas patas, começaram a perceber que tinha algo errado. Segundo a garotinha, numa entrevista ao “China News”, a família ficou desconfiada mesmo foi quando o “cachorro” cresceu 3 m e chegou a 150 kg. Juro! Saiu no jornal. Mas não é só na China que acontecem essas coisas. Na minha antiga casa na Pampulha, quando eu ainda era criança, fugiu uma onça do zoológico. Minha avó ligava de hora em hora enlouquecendo a minha mãe. – Glorinha! Cuidado com a onça, não deixe os meninos brincarem lá fora... Glorinha, tranque a casa... Olha a onça! E essa overdose de onça na cabeça foi o dia inteiro. Indiferentes a ela, continuávamos livres, descalços e felizes. Até que, à noite, minha mãe resolveu jogar veneno num formigueiro, próximo aos bambuzais. A meninada foi atrás, com a lanterna na mão. De repente, um barulho de passos e folhas secas sendo pisoteadas lentamente. – Quem está aí? – perguntou minha mãe. Silêncio. Os passos se aproximavam. Até que uma sombra sinistra e ameaçadora apareceu. – A ooooonça!!! – gritou mi-
nha mãe. – A ooooonça! – gritamos nós. E dá-lhe pernas. Descendo ribanceira abaixo, tropeçando nas pedras do caminho, gritando muito e quase sem ar, finalmente, chegamos em casa: eu,
minha mãe, meus três irmãos, dois primos e o Miltão – nosso vira-lata grande e magricelo, que, sem ninguém perceber, se enfiara no mato. Descobrimos, enfim, que a “onça” era o Miltão, que nem a “cobra” era a linguiça. Só falta-
va mesmo o Miltão ter sido um urso. Será???
Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
WMaratonas. Participar de corridas é uma forma de fazer turismo. Págs. 4 e 5 WRússia. Kazan estreia a série sobre as 11 cidades do Mundial. Página 9
pampulha
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EMPROTUR/DIVULGAÇÃO
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Contagem regressiva
Nesta edição, pacotes para Corpus Christi e férias de julho; período coincide com Mundial de futebol e temporada de neve em San Carlos de Bariloche Páginas 6 a 8
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paulo campos
Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super
paulocampos@otempo.com.br
sala vip (I) W
Riu exibe seus hotéis do Caribe para os mineiros Desde o início deste ano, a operadora CVC vem organizando eventos em parceria com as redes hoteleiras do Caribe – entre elas Grand Palladium, Meliá e Oa-
sis – para promover o destino entre os mineiros. No último dia 17, na 68 La Pizzeria, no Lourdes, foi a vez de a rede Riu Hotels & Resorts exibir as promoções, as novidades e os be-
nefícios de seus hotéis em Cancún e Riviera Maya, no México, e Punta Cana, na República Dominicana, para os agentes de viagens mineiros. O evento foi conduzido pelo dire-
tor de vendas para o Brasil da Riu, Rosmário Santa Cruz. A CVC está com pacotes de hospedagem nos hotéis da Riu com a diárias partir de R$ 324 por pessoa em apartamen-
to duplo. “A parceria da CVC com a Riu é, sem dúvida, uma das melhores do mercado”, afirma Thiago Benfica, gerente de vendas do canal multimarcas da operadora. O
Brasil está atualmente entre os três principais mercados emissores para os hotéis da Riu na América Latina, atrás apenas de Argentina e Costa Rica. FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Guilherme (Belvitur), Heloísa Mafia (Realizar Viagens), Johnson Diogo Campos, Rosmário Santa Cruz (Riu Hotels & Resorts), Thalita Carrião, Thiago Benfica Wellington Lemos e Bruno Matos Kennedy e Thays (Viver Turismo) e Ana Luiza Medeiros (Realizar)
Rosmário Santa Cruz (Riu Hotels & Resorts), Thalita Carrião e Thiago Benfica (CVC), Diogo Neves (Leon Turismo) e Bruno Matos
Bruno Matos (CVC, 2º à esquerda) com Lorena Soares, Giselle Braga e Pedro Henrique do Carmo (agência BV Viagens)
Ticiana Sardinha (Belvitur), Carla Sales e Amanda Vieira (Viagens Incríveis Turismo) e Luciana Sousa (Saadya Viagens)
As duplas Luciene Ferreira e Marília Oliveira (Itapoã Viagens) e Camila de Andrade e Karina da Silva (Multitour Viagens)
Os agentes Laís Castro e Talita Silva (IBR Turismo), Vanessa Barros (Alfatur) e Aguinaldo Diniz (Viagens Novo Tempo)
José Vieira e Gustavo Passos (Paumar Turismo), Ágatha Nascimento (Master Turismo) e Lucas Araújo (Vavatur Turismo)
Diogo Neves (Leon Turismo, de Matozinhos) entre Thiago Benfica (gerente de vendas canal multimarcas) e Bruno Matos (CVC)
check-in/check-out W
O governo de Mato Grosso do Sul, através da FundaWALLACE FERNANDES/DIVULGAÇÃO ção de Turismo (Fundtur) e da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), promoveu, no dia 7, no Sebrae, road show para mostrar os destinos turísticos do Estado. O evento contou ainda com rodada de negócios, apresentação de artistas locais, como a dupla Jerry Espíndola e Rodrigo Teixeira, degustação de sopa paraguaia e arroz carreteiro e Beth Coelho (Fazenda San Francisco), Marco Antônio (marketing do Mato sorteio de brindes. Na ocaGrosso do Sul), Mariana Rondon (Secretaria Municipal de Cultura e Turismo), sião, foi lançado o vídeo “IsAline Merjann (receptivo Bonito Way) e Luiz Ricardo (Joice Pesca e Tur Pantanal) to é Mato Grosso do Sul”.
WALLACE FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Bússola para se guiar Luigi Rotunno, diretor geral do La Torre, não para. Workaholic, além de dar palestras e assumir inúmeras funções, ele ainda teve tempo para escrever o livro “Sem Bússolas - Inspirações de um Empresário para Enfrentar a Pós-Modernidade”, onde compartilha com os leitores suas experiências de vida. LA TORRE/DIVULGAÇÃO
Los Cabos. Um grupo de agentes de viagens mineiros
Rotunno e a esposa Renata no lançamento do livro em SP
participou de famtour para Los Cabos, que despontou recentemente no turismo de luxo como alternativa à Riviera Maya; o destino mexicano mistura vida noturna, esportes náuticos, praias, belezas naturais, mergulho, hotéis de luxo e excelente gastronomia para seduzir turistas.
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte
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Maratona (I)
Com Mickey Mouse & cia Como tudo no universo Disney, o fim de semana de corridas no complexo da Flórida, em janeiro, é uma festa completa. As provas atravessam os parques, aceitam participantes de todas as idades e, de quebra, os personagens estão sempre presentes. Mas as reservas se esgotam rapidamente. bit.ly/2lQcMEy
turismo
Competições
No intenso ritmo do ‘maraturismo’ mundo afora Viagens que combinam corridas (depoucos quilômetros dedistância a ultramaratonas)e passeios pelos destinos estão cada vez mais em alta
DISNEY/DIVULGAÇÃO - 8.1.2017
Leticia Nunes Agência O Globo
Maratona (II)
Muita emoção em Boston O atentado em Boston na edição 2013 foi um divisor de águas na história da cidade e de sua maratona. Desde então, a cada ano, os espectadores ocupam as ruas da cidade para incentivar os atletas e homenagear as vítimas do terrorismo. A próxima edição será em 15 de abril de 2019. bit.ly/1gueFgs SCOTT EISEN/AFP - 16.4.2018
Maratona (III)
Corrida na terra da rainha Outra das seis maiores maratonas tem um itinerário por algumas das famosas atrações turísticas da capital inglesa: Palácio de Buckingham, Torre de Londres e Parlamento. Sem falar que os atletas cruzam o Meridiano de Greenwich diversas vezes. Próxima edição em 21 de abril de 2019. bit.ly/1Nk1a1U.
Quem nasceu primeiro: a vontade de correr e aproveitar para curtir as atrações de um lugar ou o desejo de viajar e, de quebra, fazer uma maratona? Difícil responder, mas, nos últimos anos, o chamado “maraturismo” caminha a passos largos para se tornar um importante segmento do setor. Um estudo da New York World Runners, entidade que reúne corredores, informa que a maratona da Big Apple tem um impacto de mais de US$ 340 milhões na economia local. Na Maratona de Chicago, segundo estudos da Universidade de Illinois, esse efeito é de US$ 280 milhões. Isso porque os atletas lotam hotéis e restaurantes, visitam pontos turísticos e, não raro, esticam a viagem a cidades vizinhas, ampliando o alcance dos benefícios. De olho nesse turista-corredor (ou corredor-turista?), a direção das provas abre cada vez mais o leque de distâncias para atrair participantes. Além de maratonas e de meias-maratonas, há trajetos de 8 km, 5 km e até itinerários para crianças – o que permite embarcar a família toda nessa viagem. As seis grandes maratonas – Berlim, Boston, Chicago, Londres, Nova York e Tóquio – têm seu charme, mas estão cada vez mais caras e cheias de exigências. E aí corridas menores – mas com apelo turístico – crescem na preferência de atletas viajantes: Paris-Versalhes, Roma, Amsterdã, Flórida Keys e, por exemplo, Jerusalém. Sem falar nas que tiram o fôlego tanto pelo esforço quanto pela paisagem. É o caso das competições Two Oceans, na África do Sul; Great Wall, nas Muralhas da China; Marathon des Sables, no deserto do Saara, no Marrocos; Círculo Polar Ártico, na Groenlândia; e Maratona do Fim do Mundo, em
Ushuaia, na Argentina, entre muitas outras. Nos sites das provas, já há sugestão de passeios e até pacotes com as atrações locais incluídas. Cabe lembrar que essas competições exigem avaliações médicas rigorosas, muitas feitas por especialistas da própria organização. E participar de uma dessas aventuras demanda plane-
Correr em Nova York é o sonho de dez entre dez maraturistas. O trajeto básico vai do East River ao Columbus Circle –ou seja, na cara do Central Park
Maratona no deserto do Saara, entre Jebel El Mraier e Merdani, no Marrocos
jamento, já que, em muitas, há sorteio de vagas ou as inscrições se esgotam rapidamente.
Noronha e Bento Gonçalves No Brasil, ao menos três merecem destaque: Caminhos de Rosa, que atravessa o sertão descrito por Guimarães Rosa; a meia-maratona de Fernando de Noronha; e a Maratona do Vinho, em Bento Gonçalves. Se você curte um tinto ou espumante, há outras corridas em vinhedos, como a do Napa Valley, na Califórnia, e a Maratona dos Castelos do Médoc, na França. Sim, hoje, é possível até fazer um circuito temático. Gosta de ver bichos? Tem a Big Five, na África do Sul, e a Maratona de Banff, no parque homônimo, no Canadá. Quer correr num sítio histórico? Então tente a Maratona de Petra, na Jordânia; a do Bagan Temple, em Mianmar; ou a Trilha Inca, no Peru. Agora, nada conjuga tanto diversão e esporte quanto o circuito da Disney, em Orlando. Os personagens participam incentivando os corredores e entregando os prêmios.Animação garantida para além da linha de chegada.
KLAUS SLETTING/DIVULGAÇÃO
Na Circulo Polar Ártico, são 42 km sobre calotas de gelo e estradas nevadas
MATT KARWEN/DIVULGAÇÃO
Serviço Roteiros. As operadoras Kamel Turismo (kamelturismo. com.br) e a dinamarquesa Albatros Adventures (albatros- adventure.com) organizam pacotes para a maioria
das maratonas. Os preços variam conforme a prova e o número de dias. Um pacote de quatro noites em Nova York, por exemplo, custa em torno de US$ 980, sem aéreo. MARATONA DE AMSTERDÃ/DIVULGAÇÃO
Prova na Muralha da China começou em 1999 e inclui subir e descer escadas
Maratonistas na ciclovia sob o Rijksmuseum (museu nacional), em Amsterdã
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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte
26 de maio de 2018
JEAN-PHILIPPE KSIAZEK/AFP - 13.4.2018
ANA LUCIA AZEVEDO/AGÊNCIA O GLOBO
Agenda
Estradas que parecem sem fim atravessam lugares citados nas obras de Rosa
O deslumbramento do mundo de Rosa Havia o branco das cagaiteiras e o amarelo dos paus-d’arco em flor. Havia, ainda, os incontáveis tons da terra do cerrado sob um céu de permanente azul. As cores do sertão de Guimarães Rosa são muitas. E muitos são os quilômetros da Caminhos de Rosa, uma prova de ultramaratona (com percurso superior a 42,1 km) única no Brasil, por associar o esporte à cultura brasileira. Criada pelo ultramaratonista mineiro André Zumzum para percorrer os caminhos das obras de Rosa pelo sertão de Minas Gerais, a prova foi para mim paixão às primeiras passadas. Estão lá as paisagens, as boiadas e a atmosfera que fa-
zem dos sertões aqueles lugares em que realidade e ficção se tornam, muitas vezes, indistinguíveis. Escolhi-a para iniciar as férias do ano passado. Não há forma melhor de conhecer um lugar do que uma corrida. Fiz a versão curta da ultra, com 56,8 km de poeira, deslumbramento, “sofrência” e alegria. Com largada e chegada em Cordisburgo, cidade natal de Rosa, a maratona não decepcionou. Estava lá até o “sol de setembro em começo: despalpebrado, em relevo, vermelho e fumegante”, descrito por ele em “Sagarana”. Em setembro, estarei de novo lá, nos 50K. O sertão não cansa. O sertão, como disse Rosa, “é o mundo”. (Ana Lucia Azevedo)
Setembro 0 Maratona do Deserto de Petra (dia 1º), na Jordânia. bit.ly/2qOWFaC 0 Caminhos de Rosa (dias 6 e 7), em Minas Gerais. caminhosderosa.com.br 0 A Maratona de Berlim (dia 16) chega à 45ª edição disputando um lugar no “Guinness” como a que mais quebrou o recorde mundial. bit.ly/1pZvOjU Outubro 0 Maratona de Chicago (dia 7). bit.ly/1WxVoO3 0 Círculo Polar Ártico (27 e 28), com prova de 42 km sobre calotas de gelo e estradas nevadas, na Groenlândia. bit.ly/1rse1mX 0 Maratona de Amsterdã (dia 21). bit.ly/2qNBlTs Novembro 0 Maratona de Nova York (dia 4). bit.ly/1dSmpsX 0 Bagan Temple (24), em Mianmar. bit.ly/1NPWiDh 0 21 km Noronha (dia 24). bit.ly/2K53kq0 Em 2019 Março 0 Maratona de Tóquio (dia 3). bit.ly/2jVrglP Abril 0 Two Oceans (dia 20), na África do Sul. 0 Marathon des Sables (20), no deserto do Saara, no Marrocos. bit.ly/2HzSNVl Maio 0 Great Wall, em Pequim, na China. bit.ly/1nvsN86
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turismo MAZIN MAZZEI/DIVULGAÇÃO
Bariloche
Branco rima com lazer e aventura A temporada de neve chega em junho à mais famosa estaçãodeesqui na Américado Sulpara os brasileiros; destinoé uma dassugestões para próximas férias EMPROTUR/DIVULGAÇÃO
Estações de esqui de Bariloche possuem modernos meios de elevação
Pista radical de Cerro Catedral DON MOLINA/DIVULGAÇÃO
Tânia Ramos
taniaramos@otempo.com.br
Nada mais sedutor que floquinhos de neve flutuando pelos ares e cobrindo a paisagem de branco. Então, prepare-se: vem aí a temporada de neve na América do Sul. E o que é melhor: Bariloche, o destino número 1 para os brasileiros amantes de esportes no gelo, vai ganhar, a partir de 30 de junho, um voo direto da Azul desde Campinas. Em voo fretado, a operadora CVC disponibiliza pacotes para o destino argentino em que concede gratuidade para crianças de até 12 anos (uma por família) em aéreo, hospedagem e traslados. Conclusão: se você não vê a hora de, mais uma vez, vislumbrar tal cenário ou de fazer sua estreia na neve, o momento é agora. Ainda mais quando se trata de um destino com localização privilegiada na patagônia Argentina, às margens do lago (e parque) Nahuel Huapi e cercada de montanhas que não só conferem ares surreais às paisagens, como são perfeitas para a prática de esqui ou snowboard. Sem contar a gastronomia de primeira – não deixe de provar o cordeiro al assador, com suas características patagônicas únicas –, as cervejas artesanais, os vinhos premiados e os doces
de dar água na boca. No quesito passeios, é possível se aventurar no esqui ou no snowboard em pistas de vários níveis – de iniciantes a radicais – de Cerro Catedral (a 19 km do centro) ou de Cerro Otto (a apenas 5 km). Cerro Catedral é o maior centro de esqui do Hemisfério Sul, com 120 km de pistasdistribuídas por 600 hectares, que dispõem de 34 meios de subida(entrebondinhos, teleféricos e cabos de ascensão), facilitando o transporte de 36 mil pessoas por hora.
Sotaque português Em Bariloche, o visitante ainda pode passear de trenó e moto de neve e andar de raquete na neve. Tudo isso numa localidade com serviços e atendimento receptivo aos brasileiros, que, inclusive, encontram guias falantes de português. “O brasileiro é muito importante para Bariloche. Por sermos um destino perto, que não precisa de visto nem de passaporte, recebemos cada vez mais turistas do Brasil. Com isso, fazemos de tudo para que ele se sinta em casa ao mesmo tempo em que aproveita serviços internacionais e tem contato com uma cultura diferente”, confirma o diretor executivo da Emprotur, Diego Piquín.
Quem leva Operadora. CVC
“O brasileiro é muito importante para Bariloche. Com isso, fazemos de tudo para que ele se sinta em casa”
InformaçÕes. Consulte o site cvc.com.br ou procure a loja mais próxima Promoção. Gratuidade para crianças de até 12 anos (uma por família) em aéreo, hospedagem e traslados em datas pré-estabelecidas (4, 14, 21 de julho e 1º de agosto). Estima-se uma economia, por família, de até R$ 5.000. Promoção por tempo indeterminado e pagamento em até 12 vezes.
Diego Piquín Diretor da Emprotur A salinidade do solo patagônico confere um sabor diferenciado ao cordeiro PAULA COURA
Conexões de voo direto a partir de Campinas
W Confira pacotes para Bariloche e outros destinos nas próximas páginas
Bar de gelo em Bariloche: permanência do cliente é de apenas 25 minutos
Com passagens já à venda em dez parcelas, a Azul (azulviagens.com.br) oferece, a partir de 30 de junho, voos saindo de Campinas para Bariloche. As frequências – operadas com aeronaves Airbus A320neo, com capacidade para 174 passageiros – serão às quartas, aos sábados e aos domingos até o dia 5 de agosto; de 11 de agosto a 1º de setembro, serão dois voos semanais: às quartas e aos domingos. “Bariloche é um destino
muito badalado entre os brasileiros, que aproveitam a viagem para, muitas vezes, ter o primeiro contato com a neve. 2017 foi o ano em que, de fato, iniciamos nossas operações para lá, e o resultado foi acima do esperado”, comemorou o diretor de planejamento de malha da Azul, Daniel Tkacz. Passageiros de 30 cidades do país poderão realizar conexões convenientes em Campinas rumo à Argentina, informa Tkacz.
turismo
7W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 26 de maio de 2018
COSTA BRSILIS/DIVULGAÇÃO
Última chamada
Descanso com praia e perto de casa De Porto Seguro, na Bahia, a Santiago, no Chile,e Punta Cana,na República Dominicana,os pacotes disponíveis para você aproveitaras fériase o feriadode Corpus Christi A menos de um mês e meio das férias de julho, os brasileiros já estão se preparando para viajar com a família. Neste ano, o período de descanso coincide com a Copa do Mundo de Futebol. Segundo levantamento recente realizado pela operadora CVC entre os meses de janeiro e março, 65% das pessoas que viajam nessa época têm preferência por destinos que tenham praia.
Outro fator é a alta do dólar, que está favorecendo os destinos domésticos e nossos vizinhos Argentina e Chile. Entre os nacionais, Porto Seguro – a maioria das operadoras está com fretamento para a cidade baiana –, Maceió (AL) e Natal (RN) estão no topo da preferência dos viajantes. Confira nesta e na próxima página os pacotes ainda disponíveis para o feriado de Corpus Christi e as férias de julho.
Porto Seguro (I)
Corpus Christi em all inclusive A Abreu Viagens oferece pacote para Porto Seguro (BA) no feriado de Corpus Christi, com saída em 14 de julho, ao preço de R$ 2.770 (ou 10 x 277) por pessoa em apartamento duplo. O programa oferece bilhete aéreo, sete noites de hospedagem em apartamento standard duplo no all inclusive Nauticomar Hotel and Beach Club, traslado e city tour. Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote exclusivo da Abreu Viagens.
Maceió
Porto Seguro (II)
R$ 999 para 2º passageiro
Fretamento no dia 14 de julho
Praia e descanso são as garantias do turista que escolhe Maceió (AL) como destino de férias. Com saída no dia 30 de junho, o pacote de sete noites – incluindo aéreo, traslado, passeio e hospedagem no hotel Aram Ouro Branco, em Pajuçara, com café da manhã – custa R$ 1.438 para o primeiro passageiro. O segundo passageiro ganha desconto e paga apenas R$ 999. Acesse cvc.com.br/lojas ou procure a loja CVC mais próxima de você.
A Viagens Master está com fretamentos para Porto Seguro no dia 14 de julho, incluindo aéreo, sete noites de hospedagem com café da manhã e traslados. Os preços estão a partir de R$ 1.183 (hotel Taperapuã) até R$ 4.600 (Arraial d’Ajuda Eco Resort)por pessoa em apartamento duplo, com opção de pagar tudo em até dez vezes sem juros. São várias as opções de hotéis para todos os bolsos e gostos. Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Viagens Master. HOTEL JATIÚCA/DIVULGAÇÃO
Vale do Café
Viagem com sarau e tour De 20 a 29 de julho acontece O Festival Vale do Café, que harmoniza trilha sonora inesquecível com paisagens deslumbrantes, convidando os visitantes a conhecerem a mais rica região do Brasil do século XIX. A Saint Germain tem pacote para a 15ª edição. Está incluso transporte em ônibus executivo ou microônibus, três noites no hotel Mara Palace, em Vassouras, três refeições, passeios, sarau musical, almoço na fazenda Ponte Alta e guia. O preço está a partir de R$ 1.495 (ou 5 x R$ 299 por pessoa em apartamento standard duplo. Informações: (31) 2129-8032. VALE DO CAFÉ/DIVILGAÇÃO
Terrestre
Vila de Santo André
Porto Seguro, Maceió e Natal
Semana dos Namorados
EMPROTUR/DIVULGAÇÃO
A Visual Turismo está com pacotes com parte terrestre para Porto Seguro (4 noites no all inclusive Porto Seguro Praia Resort e traslado, a partir de R$ 1.371), Maceió (4 noites no Maceió Mar Hotel com café da manhã, traslado e city tour, a partir de R$ 602), Natal (4 noites no hotel Wish Natal com café da manhã, traslado e city tour, a partir de R$ 888) no período de 30/5 a 3/06. Os preços são por pessoa em apartamento duplo. Aéreo sob consulta. Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Visual Turismo.
O Grupo Samadhi Hotels – que administra o Costa Brasilis e as três unidades da Pousada Corsário (Búzios, Paraty e Vila de Santo André) – preparou uma programação especial para os hóspedes comemorarem o dia dos namorados. Trata-se da Semana dos Namorados (8 a 17/6), com programação exclusiva e condições especiais para todos que fizerem suas reservas exclusivamente pelos sites costabrasilis. com.br ou pousadacorsario.com.br. Consulte os preços. Entre os brindes estão garrafa de espumante, sessão de massagem relaxante e menu especial.
Buenos Aires
Seguro-viagem
Três noites na capital argentina
5% de desconto com cupom
A partir de US$ 272 (R$ 1.052) por pessoa em apartamento duplo, você pode viajar para Buenos Aires nas férias de julho. A saída é no dia 16, e o programa inclui bilhete aéreo e três noites de hospedagem no hotel De Las Luces com café da manhã. O hotel está localizado na área central, próximo a vários pontos turísticos. Acesse cvc. com.br/lojas ou procure uma loja da CVC mais próxima de você.
Seguro-viagem para a Europa é obrigatório, mas existem outros lugares que também exigem a apólice. Um país que tornou obrigatória recentemente é o Equador. Não há valor mínimo de cobertura, mas o ideal é que cubra o mínimo de procedimentos em caso de imprevistos. Quer saber mais? Acesse o segurospromo.com.br e ganhe 5% de desconto com o cupom equador5 em qualquer plano.
Bariloche
Hotelaria
A neve te espera!
Crianças grátis até 12 anos
EMPROTUR/DIVULGAÇÃO
Campanha
Torcida de Férias O Grupo Rio Quente lançou a campanha Torcida de Férias, com descontos para quem está planejando viagens para o segundo semestre. Os interessados devem se cadastrar no site torcidadeferias. rioquenteresorts.com.br, onde as promoções estarão disponíveis uma vez por semana, com duração de 24 horas. Os pacotes contemplam descontos para o Rio Quente Resorts, Costa do Sauípe me Hot Park. A promoção é válida até 14/7.
Bariloche é uma cidade privilegiada pela natureza. No inverno principalmente, porque a neve é um plus nesse destino “queridinho” dos brasileiros. No ano passado, a nevasca veio forte; neste ano, o inverno promete ser menos rigoroso, mas com muita neve. A CVC preparou um pacote com saída em 4 de julho, incluindo bilhete aéreo e sete noites de hospedagem no Villa Huinid Hotel Pioneros com café da manhã. O preço está a partir de US$ 1.258 (R$ 4.868) por pessoa em apartamento duplo. Acesse cvc.com.br/lojas ou consulte a loja CVC mais próxima de você.
A GJP Hotels & Resorts está com promoção Crianças Grátis, que contempla a hospedagem, no mesmo quarto dos pais, duas crianças de até 12 anos como cortesia. Os descontos são válidos apenas para compras via site GJP (gjphotels.com) e para os hotéis Wish Serrano, em Gramado (RS), Wish Foz, em Foz do Iguaçu (PR), Wish Hotel da Bahia, em Salvador (BA), Wish Natal, em Natal (RN), e Marupiara Hotel, em Porto de Galinhas (PE). O período de hospedagem é de 15/06 a 31/07. Mais informações na central de reservas, pelo telefone 08006008088.
W8 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 26 de maio de 2018
turismo Punta Cana
Última chamada
Férias na República Dominicana
Pacotes com
REPÚBLICA DOMINICANA/DIVULGAÇÃO
Foz do Iguaçu
Com cataratas e usina de Itaipu A Latam Travel está com pacote para Foz do Iguaçu (PR) no período de 15 a 19/7, incluindo aéreo, hospedagem no Águas do Iguaçu Hotel, passeio às cataratas e a Itaipu, ao custo de R$ 1450 por quarto duplo ou 10 x R$ 145. Consulte as lojas do BH Shopping, Boulevard Shopping, Diamond Mall e Minas Shopping.
descontos e promoções Viagens estão mais baratas na primeiraquinzena de junho;segundo passageiroé apenasum dos benefícios queoperadores lançam mão para atrair os viajantes PAULO CAMPOS
EDUARDO VESSPNI/DIVULGAÇÃO
Paraíso do turismo all inclusive, com mais de 30 resorts em praias de areia branca, mar de tons azuis indescritíveis e coqueirais a perder de vista, Punta Cana, na República Dominicana, é o lugar dos sonhos para muitos turistas. Para quem deseja conhecer esse paraíso de perto, a Abreu Viagens tem pacote com saída no dia 21 de julho, incluindo o bilhete aéreo (voando Copa Airlines), seis noites de hospedagem no all inclusive Grand Palladium Palace Resort & Spa e traslados. O custo por pessoa em apartamento duplo é a partir de US$ 2.098 (mais taxas de embarque). Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote exclusivo da operadora Abreu Viagens.
Santiago do Chile
Cinco dias com bom custo-benefício Santiago mistura ares europeus com ritmos latinos. É um lugar perfeito para o viajante que planeja uma viagem ao exterior com bom custo-benefício. Para as férias de julho, com saída no dia 5, o programa de cinco noites custa a partir de US$ 918 (R$ 3.552) por pessoa em apartamento duplo. A hospedagem é no apart-hotel Principado, no bairro de Providência, o predileto dos brasileiros na capital chilena. O programa ainda inclui aéreo, traslado, café da manhã e passeio pela cidade. Para mais informações, acesse www.cvc.com.br/lojas ou procure uma loja CVC mais próxima de você.
Teresópolis
Salvador
Um pedaço da Suíça no Brasil
R$ 1.118 para o 2º passageiro
O resort Le Canton preparou uma programação especial para o feriado de Corpus Christi, incluindo ginástica funcional, aula de zumba, oficina de slackline, DJ na piscina, degustação de queijos e vinhos, festa junina, momento gourmet com o chef Eduardo Lage e show de hipnose com Gustavo Vierini. O pacote de três noites (31/5 a 3/6) sai a partir de R$ 2850. Para quatro noites (30/5 a 3/6), ele custa a custa a partir de R$ 3500. Os valores são para o casal, com pensão completa (bebidas à parte) e o direito de hospedar uma criança até 12 anos no quarto dos pais. Acesse lecanton.com.br ou ligue 4000-1150 (capitais) ou 0800 285 4200 (demais localidades).
SETUR-BA/DIVULGAÇÃO
Santo André
Porto Seguro
Superpromoção no feriado
2º passageiro com desconto
U m resort all inclusive em um local isolado e tranquilo com acesso direto à praia. Assim é o resort Costa Brasilis, em Santo André, ao norte de Porto Seguro (BA). Para o feriado de Corpus Christi, a diária está a partir R$ 901 por apartamento duplo casal e tem cortesia de duas crianças até 11 anos acomodadas no mesmo quarto dos pais. A promoção é válida para um mínimo de três noites, no período de 31/5 a 3/6. Acesse costabrasilis.com,br ou ligue (21) 4020-4140.
Para quem busca um pouco de animação nas próximas férias, a dica é Porto Seguro. A CVC está com pacote para o destino que inclui aéreo, sete noites no hotel Casablanca (próximo à Passarela do Álcool) com café da manhã, além de traslados e passeio. A saída acontece em 30/6. A novidade é que o segundo passageiro ganha desconto na contratação do pacote – o primeiro paga R$ 878, e o segundo, R$ 615. Acesse cvc.com.br/ lojas ou consulte uma loja CVC mais próxima de você.
Fortaleza
Para curtir o sol do Nordeste A melhor época para viajar para Fortaleza é entre os meses de julho e dezembro. Para você aproveitar a capital cearense, a Latam Travel está com pacote para o período de 28/7 a 4/8, incluindo voo direto do aeroporto de Confins, hospedagem no Fortpraia Hotel, traslado e city tour a Cumbuco. O preço está a partir de R$ 1434 por pessoa em quarto duplo ou 10 x R$ 143,40. Promoção válida para as lojas Latam Travel do BH Shopping (3286-3999), Boulevard Shopping (2515-3310, Diamond Mall (25330933) e Minas Shopping (3245-5718).
Goiás
Buenos Aires
Caldas Novas ou Rio Quente
Corpus Christi portenho PIXABAY/DIVULGAÇÃO
LE CANTON/DIVULGAÇÃO
Salvador está em alta com a nova novela das nove, “Segundo Sol”. A capital baiana é um destino multifacetado, com muitas opções de passeios. A CVC oferece desconto para o acompanhante na compra do pacote – o primeiro passageiro paga R$ 1.398, e o segundo, apenas R$ 1.118. O programa, com saída em 7 de julho, inclui aéreo, sete noites no hotel Sol Plaza Sleep com café da manhã, traslados e passeio. Acesse www.cvc.com.br/lojas ou procure uma loja CVC mais próxima de você.
Quatro noites de hospedagem no Kenton Palace com café da manhã – um quatro estrelas a poucas quadras da Plaza de Mayo –, bilhete aéreo (voando Gol) e traslados estão inclusos no pacote de Corpus Christi da Abreu Viagens para Buenos Aires. O preço está a partir de US$ 900 por pessoa em apartamento duplo, com saída em 30/5. Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Abreu Viagens.
A ABC Turismo oferece pacotes para Caldas Novas, as águas termais de Goiás, em julho. O programa inclui transporte em ônibus double-deck e quatro noites de hospedagem no Hotel Exclusive, a partir de 8 x R$ 183. Para o Rio Quente Suíte & Flat 1, o pacote rodoviário de quatro noites sai a partir de 8 x R$ 215. Mais informações no site abcviagens. com.br ou pelo telefone (31) 3519-8800.
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turismo
O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 26 de maio de 2018
PIXABAY
Destinos da Copa
Uma cidade com
Monumento na rua Bauman, a principal da cidade
um toque jovem e multicultural Em Kazan, a mais antiga metrópole da rotaTransiberiana, oKremlindarálugaraumcomplexodemuseus;encenação teatralinterativa narra história e culturado povo tártaro
A bola começa a rolar nos gramados russos no dia 14 de junho. A partir de hoje, o caderno Turismo vai apresentar as 11 cidades onde os jogos serão disputados na Copa do Mundo de 2018. Kazan, uma das mais belas cidades russas, é nos-
sa primeira parada. Capital do Tartaristão, Kazan receberá seis jogos – quatro na primeira fase, um nas oitavas e outro nas quartas de final. Provavelmente, em alguma fase, a seleção brasileira jogará na Arena Kazan. A cidade está a 825 km de Moscou e pode ser alcançada por trem, em uma viagem de cerca de 12 horas, ao custo de € 25 (R$ 106) a € 150 (R$ 637), dependendo da classe escolhida. É também a pri-
meira parada para os turistas que empreendem a Rota Transiberiana. Como é uma cidade estudantil – 30 das maiores universidades da Rússia estão lá –, e multicultural – abriga mais de 100 diferentes nacionalidades –, Kazan tem “espírito” diferente de outras cidades russas. Com a boa oferta hoteleira, uma hospedagem no centro de Kazan, durante a Copa, está custando, em média, R$ 367 a diária.
A primeira vez Minha primeira – e única – vez em Kazan foi especial, porque eu estava fazendo a rota Transiberiana. Ao descer na estação de trem, o guia Sergei Gorbunov me esperava com uma placa. Ele era ummédico novo, que,nas horas vagas, complementava o salário como guia turístico. Alto, esguio, bonito e de pele muito branca, era o arquétipo de muitos russos residentes na Sibéria. Na ocasião, Gorbunov me contou que Kazan era uma das cidades mais antigas da Rússia e estava localizada no pontode encontro de dois importantes rios do país, o Volga e o Kazanka.
EDITORIA EDITORIADE DEARTE ARTE//OOTEMPO TEMPO
AS 11 CIDADES DO MUNDIAL 2018 Localize-se
PAULO CAMPOS
Moscou
São Petersburgo
Kazan é a oitava mais populosa cidade russa, com 1,2 milhão de pessoas, e a quinta com melhor qualidade de vida, segundo ranking da revista “Russki Reportior”
Nijny Novgorod Ekaterimburgo KAZAN Kaliningrado
Saransk Samara Volgogrado Sochi
Rostov-na-Donu
Dez destaques em Kazan 1. Kremlin 2. Mesquita de Kul Sharif 3. Torre Siuyumbike 4. Blue Lakes 5. Mosteiro Raifa 6. Templo de Todas as Religiões
7. Staro-Tatarskaya Sloboda (antigo bairro tártaro) 8. Rua Bauman (principal artéria da cidade) 9. Centro da Família 10. Museu do Estilo de Vida Soviético
Encenação teatral revela um pouco da cultura tártara: as armas, os costumes, as lutas, as vestimentas e a culinária PIXABAY
Kremlin, bairro ‘tártaro’, rua turística e encenação De cores azul e branco, o Kremlin de Kazan reúne, dentro das muralhas, a mesquita Kul Sharif, a catedral da Anunciação, a residência presidencial e a torre Siuyumbike. Na porta do Kremlin de Kazan, somos recebidos por uma mulher em traje típico tártaro com uma bandeja de tchak-tchak, um bolo de farinha coberto de mel, similar ao nosso pão de mel. No Kremlin de Kazan, o monumento mais impessionante é a mesquita Kul
Sharif, toda em rocha, mármore branco e minaretes azuis. Já a torre Siuymbike, comparada com a de Pisa, na Itália, por ser também inclinada, é um mirante de 56 m de altura. Uma lenda conta que, após derrotar os tártaros, o czar Ivan, o Terrível, quis se casar com a jovem Siuyumbike, que colocou como condição a construção de uma grande torre. Quando a obra foi concluída, ela subiu no topo e se suicidou. Depois de tanta história e beleza estética, a pedida é
terminar o tour bebericando uma cerveja de trigo sem álcool em um quiosque no interior da muralha ao custo de 39 rublos (R$ 2,30). Recomenda-se ainda, em Kazan, perambular pela rua Bauman, a artéria principal da cidade, visitar o bairro Staro-Tatarskaya Sloboda, que ainda mantém o espírito tártaro, e participar, em uma vila reproduzida nos mínimos detalhes, da encenação teatral interativa que narra a história e a cultura do povo tártaro nos séculos XIII e XIV.
A mesquita Kul Sharif foi destruída na invasão das tropas de Ivan, o Terrível, em 1552, e reconstruída em 1996
W10 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 26 de maio de 2018
Beira-mar
Clube de praia complementa O Clube de Praia João da Sunga, all inclusive e situado bem em frente ao resort, conta com um atendimento premium beira-mar, com enorme variedade de bebidas e petiscos. O local tem estrutura completa para a realização de shows ao vivo, luaus com mesas de frutas na praia e os mais diversos formatos de festas e eventos. Alguns casais, inclusive, já escolheram o local para celebrar a união amorosa. O resort ainda conta com capela interna para a realização de missas e casamentos.
Clube de Praia João da Sunga já recebeu casamentos e tem variedade de petiscos e bebidas
Acomodações
Espaço e luxo com conforto Todas as acomodações do Porto Seguro Praia Resort contam com arcondicionado, varanda com rede, secador de cabelos e produtos para banho. Os quartos tipo classic, próximo ao restaurante e ao estacionamento, tem o melhor custo-benefício. Os quartos classic premium estão localizados próximos às piscinas e áreas de lazer e social, sendo destinados aos hóspedes que buscam requinte e momentos de convivência. Já as suítes master contam com três ambientes elegantes e vista para o mar.
turismo FOTOS: PORTO SEGURO PRAIA RESORT/DIVULGAÇÃO
Porto Seguro
Tirolesa tem 110 m de extensão e passa pelo complexo de lazer
Vem, férias! Para toda a família Na Costa do Descobrimento, resortall inclusive oferece programa emque três criançasde até 12 anos, damesma família,têm diáriasgrátis Da Redação Não vai faltar diversão nas férias de julho para toda a garotada. Equipado com uma das maiores estruturas de lazer da Costa do Descobrimento, o all inclusive Porto Seguro Praia Resort acaba de lançar uma promoção especial para as famílias. Três crianças, de uma mesma família, com idade até 11 anos, não pagam diária. “Diferente da maioria dos resorts, em que oferecem apenas acomodações grátis para duas crianças, nós oferecemos para três para garantir maior comodidade às famílias, em uma estratégia inovadora na América Latina”, explica Leonardo Cavalcanti, gerente de marketing do Porto Seguro Praia Resort. E para o entretenimento, o resort investiu na estrutura e nos serviços de lazer, com atividades durante todo o dia. “Nosso parque de aventuras (um dos maiores do Brasil dentro de resorts), conta com opções de arvorismo para adultos e crianças e paredes de escalada, além de uma tirolesa com 110 m de extensão e 25 m de altura, podendo atingir até 50 km por hora, cortando todo o nosso complexo de piscinas”, completa Cavalcanti.
Diversão em família é garantida na praia exclusiva do resort
Para todas as idades O Aventura Kids – criado especialmente para as crianças de 3 a 7 anos – foi montado na grande área verde do resort, sob os pés de carambola, goiaba, pitanga, caju, coco e outras árvores frutíferas, e reproduz a tirolesa e o circuito de arvorismo do Parque de Aventuras do resort, com as mesmas pegadas e obstáculos, só que em escala menor. Para garantir mais comodidade aos pequenos, o resort contará com bufê kids, uma área exclusiva para as crianças com cardápio especial, mobília e equipamentos na medida certa para eles. “Além disso, vamos contar com diversas atrações, como a noite da pizza, em que as crianças terão a oportunidade de fazer suas massas”, finaliza Cavalcanti.
Em julho, cada noite terá um jantar temático no resort, com pratos típicos, decoração e atrações inusitadas
Piscinas têm espaço destinado para aventuras infantis; há atividades para toda a família, que não precisa ter nenhuma habilidade especial para praticá-las
Monitores acompanham os pequenos durante as brincadeiras no Aventura Kids, criado exclusivamente para crianças de 3 até 7 anos
Quem leva Operadora: Viagens Master Informações: Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Viagens Master Pacote: Inclui aéreo, sete noites no Porto Seguro Praia e traslados. Saídas: 14 e 21/7
Quartos classic premium: para hóspedes que buscam requinte e momentos de convivência
Preços: A partir de R$ 3.333, com entrada de R$ 840 + 9 x R$ 277
11 W
O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte 26 de maio de 2018
sala vip (II) W
Peru na ponta do turismo O Peru tem despontado no turismo como destino gastronômico e de aventuras. Para mostrar os pacotes disponíveis da operadora Flot Viagens para o destino, a GD Repre-
sentações de Turismo organizou um jantar no Radisson Blu, na Savassi. Na ocasião, foram exibidos uma série de sete vídeos de um minuto cada, que o supervisor de viagens da Flot, Thiago
Arvage Barbosa, fez de cada um dos destinos que visitou no país sul-americano. O evento contou ainda com a presença do supervisor de vendas da Flot Viagens, Abel Ferreira.
Paulo Curi, Daniella Lage, Abel Ferreira (Flot Viagens), Juliana Figueiredo e Ricardo Campi (equipe GD Turismo, que representa a operadora Flot em Minas Gerais)
Neide Oliveira (consultora e agente de viagens), Ana Paula Chagas (Flyvip Viagens), Simone Carvalho (Arte Fly Viagens), Vânia Haddad (Ello Turismo) e Fernanda Thomaz (C3T Viagens e Turismo) Rogério Tomaz (TrasNemem Turismo), Letícia Gonçalves (Embarque Imediato), Cláudio Carvalho (Van Holland) e Nara Boa Sorte (Liz Turismo) Lilian Pires (Greentours), Luís Carlos Moreira (Destaque Turismo), Regina Ayres (Ayres Turismo) e Márcio Teixeira Ramos (Alpino Turismo)
Luís de Carvalho (My Travel), Jane Rocha (SS Viagens), Cláudio Pontes (Orld Trade Travel) e Lud Meireles (Le Monde Viagens)
W12 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 26 de maio de 2018
hotelaria FOTOS NELSON GARRIDO/DIVULGAÇÃO
Adega
Vinhos do Alentejo A nova adega do hotel produz vinhos exclusivos da herdade sob a designação Denominação de Origem Controlada (DOC), como Reserva Tinto, com uvas T touriga nacional e alicante bouschet. Vinhos tintos e brancos combinam ainda uvas portuguesas, como antão vaz e encruzado, às estrangeiras. A degustação tem vista para os vinhedos e Monsaraz.
Portugal
Passado e presente no Alentejo Presença na feira ILTM, antiga herdadeé transformada emuma aldeiade charme, permitindo aoturistadesfrutar do conforto contemporâneo,mas num ritmosossegado
Saiba mais Gastronomia
São Lourenço do Barrocal. Para mais informações, acesse https://barrocal.pt/pt/
Sob os sabores das ervas
Hotel tem núcleo com sete edifícios ao longo de rua central
Diárias: A partir de 257 euros
(R$ 1.090) a 293 euros (R$ 1.243) Alentejo. Para saber mais, acesse visitalentejo.pt/
Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
Uma das características surpreendentes da gastronomia alentejana é a forma como as ervas aromáticas são usadas em tudo, adicionando um sabor e aroma sutis até aos pratos mais simples. Entre elas estão a salsa, o louro, a hortelã, a manjerona e o manjericão (especialmente com tomate), os oréganos, o estragão (com galinha), o rosmaninho (com carneiro e cabrito), a salva, a cebolinho, o poejo, a camomila e a verbena-limão, assim como mãos-cheias de coentros frescos. Muitas dessas ervas nascem espontaneamente em São Lourenço do Barrocal.
Quem visita São Lourenço do Barrocal pela primeira vez se surpreende com a beleza e a serenidade dessa região autenticamente alentejana. São cidades históricas, castelos, vilarejos bucólicos, vinhedos, praias, artesanato genuíno, gastronomia de sabores e temperos, povo hospitaleiro. Nessa região alentejana única, uma herdade do século XIX viveu, nos últimos anos, um processo de renascimento, conservando sua essência na simplicidade e adaptando-a a um estilo de vida tipicamente rural. É São Lourenço do Barrocal Hotel & Monte Alentejano, transformada em aldeia de charme, a poucos quilômetros das cidades turísticas de Monsaraz e Évora.
Restaurante foi construído numa área onde existia um antigo curral
São Lourenço do Barrocal exigiu um investimento de cerca de € 9 milhões Na rua central, hospedagens funcionam como casas; não há sinalização, para dar ao turista a impressão de algo familiar
Oprojeto doarquiteto português Souto Moura contou com a ajuda do inglês John Pawson, expoente da arquitetura minimalista, para restaurar o patrimônio e implantar novas áreas, mantendo sua personalidade e essência de fazenda. O interior clean, contemporâneo, revela jeito de casa familiar, com móveis originais mesclados a peças com toques de modernidade. Antigos edifícios passaram a abrigar novos espaços, como spa, restaurante, bar e adega. Os 22 quartos, duas suítes e 16 casas, todos privilegiando a área ampla, são de alto padrão. No passado, esse vilarejo – ou monte, como se diz em Portugal – chegou a gerar empregos para cerca de cem
pessoas. Reinaugurado em junho de 2007, o hotel ainda mantém uma relação estreita com a comunidade. São Lourenço do Barrocal preserva ainda a atividade agrícola – uma área de 15 hectares é destinada aos vinhedos, e outra, de 60 hectares, aos olivais. Na propriedade de 780 hectares há também laranjais, horta com produtos orgânicos, plantação de cereais, centro hípico e curral com gado leiteiro.
Área da piscina, próxima dos sombreiros
Enoturismo Entre as atividades de lazer oferecidas aos hóspedes estão passeios a cavalo, enoturismo, observação de pássaros e passeios a um sítio arqueológico do período Neolítico. O resort também fica próximo de atrações tu-
rísticas famosas, como Alqueva, maior lago artificial da Europa, e Dark Sky Alqueva, observatório astronômico – o Alentejo é uma das regiões do mundo com o céu mais limpo para a ob-
servação de estrelas. Como bate e volta, são recomendados passeios a Monsaraz, cidade medieval com castelo, casinhas brancas e vista incrível, e Évora, com rico patrimônio histórico.
WMoto. KTM 390 Duke desembarca no país custando R$ 23.990. Página 23
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BELO HORIZONTE Sábado 26/5/2018
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Tradição renovada De malas prontas para o Brasil, novo VW Jetta é moderno e bem-equipado. Páginas 18 e 19
VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
WServiço. Consórcio é opção para quem busca educação financeira. Páginas 20 a 22 pampulha
W 14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 26 de maio de 2018
interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br
Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.
Raimundo Couto
Conectado com o futuro ARQUIVO PESSOAL
Pode parecer que está longe, mas com a velocidade com a qual o tempo passa, novembro surge no horizonte em um piscar de olhos. Será neste décimo primeiro mês de 2018 que acontecerá a 30ª edição do Salão do Automóvel de São Paulo, que terá vez entre os dias 8 (quarta-feira) a 18 (domingo). Esta será a segunda vez que a mostra acontecerá no novo endereço, depois que o Pavilhão do Anhembi se tornou pequeno e desconfortável diante o crescente número de público que a feira atrai. Há dois anos aconteceu a primeira exposição no novo endereço e a comprovação de que a mudança era necessária. O São Paulo Expo, no KM 1,5 da rodovia dos Imigrantes, zona Sul da capital paulista, mostrou-se mais que adequado para receber a pujante indústria automobilística, que mesmo em tempos de grave crise, exibiu novi-
dades significativas para o mercado. Em tempos idos, mesmo sendo recebido com grande expectativa, o evento que reúne o que de mais importante acontece no acelerado mundo das quatro rodas, não constituía, necessariamente, em um momento onde muitos segredos seriam revelados. Isso porque ao logo do ano, nos meses que antecede a abertura da grande mostra automobilística nacional, que acontece nos anos pares, as montadoras promovem, paulatinamente, o lançamento de seus produtos para o ano seguinte. E seguindo esta tradição, não será diferente desta feita. Como um único exemplo, a Volkswagen mostrará em seu estande três novidades: dois SUVs, o T-Cross e o Tarek, ambos feitos a partir da plataforma MQB dos novos Polos e Virtus, também o novo sedã Jetta, que vem da fábrica da VW, no México. Pelo lado dos modelos co-
nectados com o presente e o futuro de uma nova matriz enérgica, deverá vir da Alemanha o Golf GTE, modelo de propulsão híbrida que poderá ser oferecido comercialmente no mercado brasileiro. Seguindo o raciocínio sobre “novidade” com exceção do Golf GTE, os demais citados aparecerão nos próximos meses nas mídias especializadas e nas redes sociais, muito antes de se tornarem atração na mostra automobilística paulistana. Mas isso não é motivo para esvaziar um evento de tanta importância para e economia e o mercado , fora a grande paixão que o brasileiro nutre pelo universo das quatro rodas, o que, por si só, já garantiria o sucesso da iniciativa. O principal evento do segmento na América Latina abrigará 30 marcas de veículos que apresentarão mais de 500 carros, alguns em primeira mão. A organização espera receber mais de 700 mil pessoas, que terão a oportu-
Principal evento do segmento na América Latina, o Salão do Automóvel de São Paulo abrigará 30 marcas de veículos, que apresentarão mais de 500 carros, alguns em primeira mão.
Simca Esplanada exibido no Salão de São Paulo, em 1966 nidade de conhecer as novidades, interagir com os carros e ainda testar mais de dez marcas nas pistas de test drives espalhadas pelo mais de 23 mil m² de área externa do espaço. Esta edição terá como slogan “A conexão que nos move” e aposta na diversidade de atrações que misturam emoção, diversão, interação e experiências, tudo isso dentro de uma proposta moderna e trazendo novos conceitos sobre mobilidade e tecnologia. Para visitar a mostra muitas agências de viagem preparam pacotes es-
peciais que facilitam a vida dos que apreciam as belezas e novidades do mundo das quatro rodas. A organização estima que cerca de 40 mil testes sejam realizados, número grandioso como os que são esperados após o balanço do evento, como os recordes em participação de público e de modelos expostos nas dezenas de estandes, mas tudo isso proporcional ao alto grau de interesse que o tema exerce em um povo apaixonado pelos automóveis.
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Direção Segura DOUGLAS MAGNO
Camilo Lucian Diretor da Banzai Honda Sua trajetória profissional no mercado automotivo é extensa e vem desde os anos 70. Como você chegou até a Honda? Minha história no ramo é longa e antiga. Estou no mercado automobilístico desde os anos 70 e já passamos por várias instabilidades financeiras no Brasil como: greves do ABC Paulista, proibição pelo Delfin de financiamentos, cotas e abertura de mercado nos anos 90. Mais tarde, calote do Color, impeachment, planos do governo, ágio, compulsório em alguns modelos
de veículos e, ainda, aumentos malucos nos preços, todos os meses, devido à inflação galopante na época. Trabalhei muitos anos com Volkswagen, fui diretor da Carbel, e em 2004, inauguramos a Garra. Nesta mesma época, comecei meu trabalho com a Honda, sendo concessionário de motos em Contagem. Cheguei a ter dez pontos de vendas no interior de Minas. No final de 2007, fui nomeado concessionário Honda de automóveis. No ano seguinte, no início de 2008, inauguramos a Banzai, com o grupo Bonsucesso. E como foi esse co-
Temos uma equipe de colaboradores campeã, preparada e disposta a serem os melhores. Isto é quase um dogma nesta nossa caminhada.
Em 2018, a concessionária Banzai Honda comemora dez anos. Na estreia da seção Direção Segura, convidamos o empresário Camilo Lucian a contar sobre sua trajetória profissional e a história de sucesso da revenda, que virou referência de qualidade de atendimento em BH
meço da Banzai Honda? Na primeira avaliação da Honda, em 2009, já ficamos em primeiro lugar no Brasil em qualidade de atendimento e serviços pós-vendas (oficina). Uma conquista grandiosa, pois os japoneses são muito criteriosos neste quesito. E assim, a Banzai caminhou e não parou mais. m 2014, construímos uma nova filial, a Banzai Pampulha, na avenida Antonio Carlos. Uma revenda completa e com a qualidade Banzai Honda. A que o senhor atribuí essa consolidação da concessionária
ao longo dos anos em termos de qualidade de atendimento e pósvenda? Seguimos em frente, com várias premiações em vendas, qualidade de atendimento, peças e mais investimentos em treinamentos e qualidade de atendimento. Tudo isto é fruto de muito trabalho e planejamento. Mas claro, não conseguiríamos fazer isto sozinhos. Temos uma equipe de colaboradores campeã, preparada e disposta a serem os melhores. Isto é quase um dogma nesta nossa caminhada. Na Banzai é diferente. É isto que ouvimos diuturnamen-
te de clientes, colaboradores, parceiros e amigos. Há ainda mais motivos para comemorar esses dez anos? Sim. Hoje estamos em festa e muito felizes de estarmos completando dez anos de forma vitoriosa com mais de 180 mil clientes atendidos e satisfeitos. Fizemos uma grande atualização na Banzai matriz (da avenida do Contorno), ficando mais bonita e confortável para nossos clientes e colaboradores. Continuamos com a missão de sermos ainda melhores nos próximos anos.
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Volkswagen
Golf GTI TCR tem pimenta extra A Volkswagen apresentou, na Áustria, o Golf GTI TCR Concept. O projeto entrará em produção como uma nova configuração para o hatch médio e traz motor de quatro cilindros turbo capaz de entregar 290 cv e 37,7 kgfm de torque. A transmissão é automatizada de sete marchas e com dupla embreagem, e a tração dianteira. Quando comparado ao GTI, o novo TCR se destaca pelos freios maiores e pelas rodas de 18 polegadas de série ou de 19 como opcional. VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
Audi
100% autônomo chega até 2021
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Avaliação
Rema contra a maré Honda City EXL ganha refinamento para reagir à invasão dos SUVs, mas decepciona por continuar sem controle de estabilidade e tração Márcio Maio Auto Press
É inegável a perda de espaço dos sedãs no mercado automotivo global. No Brasil, a avalanche recente de SUVs compactos afetou, principalmente, os modelos médios, em função da faixa de preço em que os novos crossovers atuam. Por esse mesmo motivo, os chamados “compactos premium”, mais caros, sofreram efeito similar. No caso do Honda City, outro fator
também foi determinante para a queda em suas vendas: a necessidade de liberar espaço na linha para a produção dos novos “queridinhos” do mercado. O modelo chegou a emplacar mais de 2.800 unidades mensais no primeiro trimestre de 2015, mas bastou que a própria Honda lançasse o HR-V, em março do mesmo ano, para a situação mudar. Foram pouco mais de 1.500 emplacamentos/mês no mesmo período de 2016 e 1.198 em
2017. Mas a situação começa a mudar em 2018. Em janeiro, foram 366 unidades; em fevereiro chegou a 746 e, em março, pulou para 1.579 vendas. Essa reação veio logo após a fabricante nipônica promover um facelift no City e inserir uma série de novos recursos, principalmente na configuração topo de linha, a EXL.
O que mudou O City adotou a maior parte das mudanças que afetaram o modelo em outros países. No exterior, há novos para-choques frontal e traseiro, além da grade do radiador reestilizada. Na versão EXL, além das luzes diurnas, setas, farol de neblina, baixo e alto são em LED, material que também aparece nas lanternas. Já a central multimídia, com tela sensível ao toque de sete polegadas, passou a ser compatível com os sistemas Apple CarPlay e Android Auto. Em termos de segurança, a configuração mais cara agora passa a ter seis airbags, incluindo os frontais obrigatórios, laterais e de cortina. Controle de estabi-
lidade e tração, porém, que serão obrigatórios em todos os carros vendidos no Brasil a partir de 2022, seguem indisponíveis mesmo como opcionais. Há uma possibilidade de passarem a ser de série após a mudança de toda a linha de produção de automóveis da Honda no decorrer deste ano, ela sai da atual fábrica de Sumaré e vai para a nova planta de Itirapina, ambas no interior de São Paulo.
O que segue igual O trem de força não mudou. Segue o mesmo motor 1.5 flex, que entrega 116 cv e 15,3 kgfm máximos e conquistou nota máxima tanto em sua categoria quanto no geral, na avaliação do Inmetro. A transmissão continuamente variável, que simula sete marchas, também permanece a mesma no sedã médio. O conjunto mecânico do City, aliás, é o mesmo utilizado por todas as outras configurações do carro e ainda pelo monovolume Fit e sua variante em forma de utilitário-esportivo compacto, o WR-V, lançado no ano passado.
A Audi afirma que, até 2021, vai lançar um veículo capaz de rodar totalmente sozinho. O modelo estará no nível cinco de automação, considerado o maior possível. Os carros com sistemas semiautônomos disponíveis hoje no mercado estão no nível três, capazes de tomar algumas decisões pelo condutor, mas não de atuarem totalmente sem o auxílio humano. O novo carro será inspirado no conceito do Aicon, mostrado no Salão de Frankfurt, na Alemanha, no ano passado.
Europa
Fiat deixará de produzir na Itália De acordo com matéria veiculada pela agência Bloomberg, a Fiat deixará de produzir automóveis na Itália, sua terra natal, para abrir espaço para as marcas Jeep e Maserati. Segundo a publicação, o Punto finalmente sairá de linha no país da bota e a fabricação do Panda, similar ao nosso Uno, será transferida para a Polônia. Com isso, quase todo o portfólio de carros de passeio da Fiat à venda na Itália passará a ser importado.
Central multimídia ganhou compatibilidade com Android Auto e Apple CarPlay
Na traseira, além do para-choque novo, sedã traz agora lanternas em LED
Visual ficou mais moderno O Honda City é um sedã de visual esportivo. Mas o recente facelift, apesar de sutil, conseguiu transmitir uma ideia maior de requinte. Principalmente quando se trata da configuração top de linha, que traz conjunto ótico todo em LED e uma dianteira que aproximou mais o sedã do irmão maior, o Civic. Por dentro, a principal evolução foi na central mul-
timídia, que agora é compatível com os sistemas Android Auto e Apple CarPlay. Os materiais são bons, e, apesar de haver muito plástico rígido, revestimentos em couro aparecem nos bancos, nas portas e no câmbio. O ar-condicionado é operado por comandos em touch screen, o que insere algum charme, mas não é de dupla zona, por
exemplo. Em relação ao espaço, nada mudou: é condizente com a categoria em que atua, e quatro adultos viajam sem grandes problemas. E o apelo para as famílias fica claro na hora de abrir o porta-malas: são nada menos que 536 L. Na hora de se movimentar, o City se mostra um carro adequado para a cidade. O motor 1.5 move o compacto com alguma agilida-
de, e acelerações e as retomadas são feitas sem grandes surpresas. Porém, o torque máximo de 15,3 kgfm aparece apenas em 4.800 giros, e a transmissão CVT prioriza a economia de combustível e não o desempenho. Com isso, é preciso “esgoelar” um pouco o motor para extrair vigor na hora de pegar a estrada e fazer ultrapassagens mais emergenciais. (MM/AP)
Ficha técnica Motor. 1.5 16V flex, quatro cilindros em linha Potência máxima. 115 cv (gasolina) e 116 cv (etanol) a 6.000 rpm Torque. 15,3 kgfm a 4.800 rpm com gasolina e etanol Tamanho. 4,46 m de comprimento, 1,70 m de largura, 1,49 m de altura e 2,60 m de entre-eixos.
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FOTOS JORGE RODRIGUES JORGE/CZN
R$
83,4 mil Honda City EXL 2018
Preço da versão EXL não é tão competitivo Em sua versão mais cara, o City parte de R$ 83,4 mil – o único opcional disponível é a pintura metálica. O preço da versão é pouco convidativo diante de uma concorrência renovada, com a chegada do Fiat Cronos e do Volkswagen Virtus. Esse é um fator de desvantagem para o City. Até porque, exceto pelo kit multimídia avançado, a maior parte de seus itens de série é
bem ultrapassada e facilmente encontrada em carros mais baratos. Mas, para a Honda, esse preço é um reflexo da imagem de qualidade e confiabilidade que conseguiu consolidar no mercado brasileiro, mesmo que itens como controle eletrônico de estabilidade e de tração tenham ficado de fora dessa última atualização do carro. (MM/AP)
Modelo ganhou nova grade dianteira, e o para-choque também foi redesenhado Faróis trazem agora tecnologia de iluminação de LED
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Mercado
GM anuncia planos até 2022 A Chevrolet anunciou, na última semana, que vai apresentar 20 novos produtos, além de dez novas versões e séries especiais, até o ano de 2022 no Mercosul. “Esta é a maior renovação da linha Chevrolet na história da marca na região, reforçando nosso compromisso de colocar o cliente no centro de tudo o que fazemos. Os novos produtos vão surpreender o mercado com conteúdo e tecnologias inéditas”, diz Carlos Zarlenga, presidente da GM Mercosul. Entre as novidades para o ano que vem, deve estrear a próxima geração do atual líder de mercado no Brasil, o hatch Onix, e sua variante sedã, o Prisma. Ambos deverão ser feitos sobre uma plataforma mais moderna. ISABEL ALMEIDA/CZN
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Prévia
Antes dos 40, Jetta entrou no bisturi Com passaporte carimbado para o Brasil, novo Volkswagen Jetta alia desempenho, tecnologia e requinte em sua sétima geração Rubén Hoyo Especial para Auto Press
Poucos carros são tão representativos atualmente quanto o Jetta no line-up da Volkswagen. O sedã médio está prestes a atingir sua quarta década de vida – surgiu em 1979 , e sua sétima geração foi apresentada no último Salão de Detroit, em janeiro deste ano. No Brasil, o modelo deve aparecer no próximo Salão de São Paulo, que abrirá as portas no dia 8 de novembro. As vendas não devem começar antes de 2019 no país, e ele será importado do México. O três volumes finalmente adota a plataforma MQB, moderna e versátil, que já é usada por quase todos os modelos de motores trans-
versais do grupo Volkswagen, como os Volkswagen Golf, Polo e Tiguan e os Audi A3 e Q2, por exemplo. O carro está 4,3 cm mais comprido do que antes, com um total de 4,70 m, com distância entre-eixos de 2,68 m. Com a adoção da nova plataforma, o peso foi reduzido em aproximadamente 100 kg e fica em 1.373 kg quando equipado com transmissão automática. O motor é o quatro cilindros 1.4 turbo que move os Volkswagen Golf e Tiguan e
os Audi A3 e Q3, além do próprio Jetta de sexta geração em sua versão de entrada, Comfortline – a Highline recebe um 2.0 TSI de 211 cv, que equipa o Golf GTI. Movido a gasolina, o 1.4 rende 150 cv e 25,4 kgfm de torque. Durante a apresentação do novo Jetta no Salão de Detroit foi anunciado que, para os Estados Unidos, a transmissão seria automática com oito velocidades. No mercado mexicano, no entanto, foi adotado o câmbio automático Tiptronic de seis marchas. Em termos de segurança, todas as versões trazem seis airbags, freios a disco nas quatro rodas, ABS, controle eletrônico de estabilidade e tração e, no caso da variante Highline, sensor de ponto cego e câmara de ré. O interior
reserva uma central multimídia com tela touch de oito polegadas e diversos recursos tecnológicos. Além de alta resolução e GPS, ela traz compatibilidade com sistemas Android Auto, Apple CarPlay e até mesmo MirrorLink. O ar-condicionado é de duas zonas e a configuração mais cara conta também com teto solar elétrico e bancos com aquecimento e refrigeração. No México, os preços partem de 329,9 mil pesos mexicanos, cerca de R$ 59 mil, na versão Comfortline, e de 422,9 mil pesos mexicanos na mais cara, a Highline, ou seja, próximo a R$ 75,5 mil. No Brasil, no entanto, a sexta geração está sendo entregue por R$ 94.190 e R$ 108,6 mil, nas mesmas configurações, respectivamente.
Interior é espaçoso e agradável
Painel lembra o do Volkswagen Virtus, mas o nível de acabamento é bem superior no novo Jetta
Sedã veterano ganhou ares de cupê, com um porta-malas curto e caimento acentuado da coluna C
O interior do Volkswagen Jetta já prende a atenção pela montagem com materiais de qualidade e muito bom gosto. Plásticos macios e inserções em tom de grafite, além de preto brilhante, se misturam a acabamentos metálicos nos botões e no volante, criando uma atmosfera agradável, sóbria e elegante. A tela da central multimídia, com oito polegadas, traz excelente resolução e brilho e também se mostra bem rápida, na mesma velocidade dos telefones celulares de última geração. O ar-condicionado automático e dual zone e o teto solar avantajado com cortina translúcida favorecem a experiência a bordo. Os assentos são forrados em couro sintético e recebem bem seus ocupantes, sendo bastante confortáveis para longas viagens. Atrás, há muito espaço para as pernas e dois adultos viajam com total conforto. Um terceiro ocupante pode se ajustar ali, mas faz com que algum aperto apareça. Há decepções para quem viaja na parte traseira: faltam entrada USB, saídas de ar e tomada de 12 V. (RH/AP)
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FOTOS VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
Novo Jetta ficou maior e mais bem-equipado
Câmbio Tiptronic não decepciona no sedã A adoção da transmissão automática de seis velocidades não decepciona, afinal, optar pela de oito marchas oferecida no mercado dos Estados Unidos deixaria o sedã bem mais caro. E como não há a intenção de vender o novo Jetta na Europa, não faria sentido desenvolver variantes com dupla embreagem. A caixa adotada não chega a ser tão ágil quanto a
DSG, mas pode ser mais confiável no médio e longo prazo em função da manutenção mais barata. Além disso, aliada ao propulsor 1.4 turbo de 150 cv, há torque suficiente para acelerar com facilidade. Mesmo não sendo a principal proposta de um sedã médio, é possível extrair boa dose de esportividade do modelo. (Auto Press)
Conjunto mecânico com motor 1.4 turbo garante bom desempenho
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Linha 2019
Gol fica com cara de Saveiro A Volkswagen frustrou a expectativa de muitos e lançou a linha 2019 do Gol e do Voyage sem o esperado câmbio automático, que só deve chegar aos modelos no segundo semestre. De novidade mesmo, eles ganharam uma nova frente, igual a da picape Saveiro. Além disso, Gol e Voyage passam agora a ser vendidos em versão única, sem sobrenome, com motor 1.0 ou 1.6. O Gol 1.0 chega às lojas a partir de junho por R$ 44.990. Já o Voyage 2019, com a mesma motorização, parte de R$ 52.640. De série, os dois modelos trazem ar, direção, travas e vidros elétricos dianteiros, e só. Há três pacotes de opcionais. VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
Salão de SP
Ingressos a partir de R$ 21 O primeiro lote de ingressos para o Salão do Automóvel de São Paulo já está à venda pela internet. A 30ª edição do evento acontece entre os dias 8 e 18 de novembro, no São Paulo Expo, o antigo Centro de Exposições Imigrantes, na zona Sul da capital paulista. Os preços das entradas começam em R$ 21 (meia-entrada para o dia de abertura), e chegam aos R$ 3.500, na opção com hospedagem em hotel de luxo e traslado até o local do evento. Neste ano, o Salão de São Paulo contará com a presença de 30 marcas, que apresentarão mais de 500 carros.
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Serviço
Devagar é que se vai ao longe Sem cobrança de juros e com pouca burocracia, consórcio ainda é uma das modalidades mais atrativas para a aquisição de veículos
promessas de contemplação com curto período de pagamento. Isso certamente costuma ser golpe”, orienta Martins.
Pesquise bastante Igor Veiga Para quem não está com pressa para trocar de carro ou adquirir seu primeiro automóvel, o consórcio continua sendo uma alternativa ideal de investimento. As vantagens em relação ao tradicional financiamento do veículo são inegáveis e, por isso, a modalidade segue atraindo cada vez mais a atenção do consumidor. Definitivamente, é um segmento que desconhece a palavra crise. “Na modalidade automóveis, fechamos 2017 com 3,4 milhões de clientes ativos e 1,1 milhão de cotas vendidas, com um crescimento de 8,1% em créditos comercializados em relação a 2016”, ressalta Bruno Correa Martins, presidente regional da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (Abac). Mas, afinal, por que o consórcio ainda é um bom negócio? As respostas são várias, mas a principal é: porque é uma modalidade de compra em que não há incidência de juros. O cliente só paga uma taxa de administração, que costuma ser 0,1% a 0,15% do valor da parcela. Além disso, também diferente dos financiamentos, o consórcio permite parcelar até 100% do valor do carro e com prazos mais extensos, em até cem meses. Na prática, isso significa pagar prestações muito mais suaves, que cabem no bolso da maioria das pes-
soas. O valor da parcela é cobrado de acordo com uma tabela que varia de fabricante para fabricante. “Em um plano de 100 meses, hoje, é possível pagar uma mensalidade de apenas R$ 232”, garante Martins. De acordo com o presidente regional da Abac, a adesão a um grupo de consórcio costuma ser algo bem menos burocrático se comparado ao financiamento de veículos. “A administradora do consórcio vai solicitar alguns documentos, é feita sim uma análise de crédito, mas muito menos rigorosa. O principal é que a parcela do consórcio não passe de 30% da renda mensal do cliente”, explica o representante da Abac em Minas. Outra vantagem do consórcio é que antes mesmo de terminar o pagamento de todo o plano, o cotista pode ser contemplado por meio de sorteios, que costumam ser realizados mensalmente entre todos clientes do grupo de consorciados que você fará parte. Quem não espera contar apenas com a sorte pode ainda dar lances para adquirir o veículo a qualquer momento.
Antes de assinar qualquer papel, é interessante pesquisar pela internet sobre o histórico da administradora com que você está fechando negócio. É bom checar se há queixas no Procon e em sites voltados à defesa do consumidor, como o Reclame Aqui, por exemplo. No Brasil, o Banco Central do Brasil é quem normatiza e fiscaliza os sistemas de consórcios. Pelo site da instituição, você também consegue conferir a relação atualizada das empresas autorizadas no país a prestarem este serviço.
Consórcio é a opção ideal para quem busca ter um planejamento financeiro
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Desconfie se... Apesar da facilidade, quando a esmola é demais, o santo desconfia. E a máxima também vale para quem pretende contratar qualquer consórcio. “Tem muita gente mal-intencionada neste mercado. É bom ficar muito atento, sobretudo a
Segundo Bruno Correa Martins, presidente regional da Abac, consórcio é segmento que desconhece crise
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BRUNO FIGUEIREDO - 08.09.2009
Glossário Carta de crédito. É a denominação utilizada para identificar o crédito do consórcio. Trata-se de uma ordem de faturamento emitida pela administradora, com a qual o consorciado vai adquirir o bem de sua livre escolha. Para tanto, deverão ser apresentadas as garantias exigidas pela administradora, de forma a preservar os interesses dos consorciados. Sorteio. De acordo com a disponibilidade de caixa, um ou mais participantes do grupo são sorteados para receber sua carta de crédito, no valor do plano a que aderiu, independentemente do número de prestações que tenha pagado. O sorteio serve apenas para definição da ordem de recebimento do crédito, uma vez que todos os participantes do grupo receberão até o fim do plano. Lance. É o direito do consorciado de concorrer à contemplação, mediante a antecipação de parcelas oferecidas por ocasião das assembleias dos grupos.
Cuidado ao adquirir cotas contempladas No mercado de consórcios é legalizada e corriqueira a venda de cotas contempladas. Ela é realizada por um consorciado, participante de um grupo, cuja cota tenha sido contemplada por sorteio ou lance. A negociação se concretiza com a transferência do contrato do consórcio. Para fazer um bom negócio, a Abac faz uma série de recomendações ao consumidor. A primeira delas é verificar se o contrato que está sendo transferido é administrado por uma empresa de consórcio autorizada pelo Banco Central, o que pode ser consultado pelo site da instituição. Outra orientação importante é que o termo de transferência do contrato deve ser assinado na sede ou na filial da administradora de consórcios, já que esta deverá aprovar a transferência do contrato e o cadastro do novo consorciado. Antes de adquirir a cota contemplada, a pessoa interessada também deve solicitar uma lista de documentos ao consorciado tais como: ata da assembleia
que confirmou a contemplação da cota, comprovantes dos pagamentos das prestações pagas, antes e depois da contemplação (extrato de conta-corrente da cota que está sendo transferida), relação de documentos pessoais e das garantias a serem prestadas para a liberação do crédito ao novo cotista. Para se resguardar ainda mais, deve ser exigida a cópia do contrato assinado à época da aquisição da cota pelo consorciado que está transferindo o contrato, além de uma declaração da administradora de que o contrato em questão não foi alterado. Caso ele tenha sido modificado, deve-se solicitar a cópia da ata da assembleia que autorizou as mudanças contratuais, a fim de confirmar as condições vigentes no contrato, especialmente prazo de duração do grupo, bem ou serviço de referência para o cálculo das prestações, do crédito e do saldo devedor, entre outras coisas. (IV)
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História
Uma criação 100% brasileira Consórcio é uma ideia que surgiu no Brasil, no início dos anos 60, a partir da instalação da indústria automobilística nacional Igor Veiga Muitos nem imaginam e pensam que a ideia veio de fora, mas o sistema de
tomobilística no território nacional e em decorrência da falta de oferta de crédito direto ao consumidor, funcionários do Banco do Brasil tiveram a ideia de formar um grupo de amigos, com o objetivo de constituir um fundo suficiente para aquisição de automóveis para todos aqueles que participassem da arrecadação dos recursos.
compra por meio de consórcio é uma invenção brasileira, de acordo com a Abac. No início da década de 60, com a instalação da indústria au-
Em 1967, a Willys Overland do Brasil já tinha 58 mil consorciados
De forma inovadora à época, eles se uniram e cada um contribuiu com uma parcela do valor do carro que, somadas, permitiriam a sua aquisição. Mas, de quem se-
ria aquele primeiro veículo? A solução foi simples: sorteálo! Surgiu, assim, no Brasil, o consórcio, mecanismo de concessão de crédito isento de juros, que tem por finalida-
de a aquisição de bens e serviços. Desde o surgimento do consórcio no país, a atividade viveu um longo período sob forma não sistemática, observando tão somente regras do direito civil. Até que, no início da década de 70, mereceu tutela legal: a Lei nº 5.768. Só em 1991, a fiscalização das operações de consórcios, bem como sua regulamentação, passaram a ser exercidas pelo Banco Central do Brasil, como é até os dias de hoje. Na Europa, o sistema foi adotado em Portugal e Espanha e a partir dos anos 90 chegou a países do Leste Europeu - que se direcionam para a formação de um livre mercado nos moldes capitalistas.
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
Adesões em plena ascensão
O QUE É CONSÓRCIO? É a modalidade de compra baseada na união de pessoas físicas ou jurídicas – em grupos, com a finalidade de formar poupança para a aquisição de bens móveis, imóveis ou serviços
COMO FUNCIONA? O valor do bem ou serviço é diluído em um prazo predeterminado, e todos os integrantes do grupo contribuem ao longo desse período. Mensalmente (ou conforme estipulado em contrato), a administradora os contempla, por sorteio ou lance, com o crédito no valor do bem ou do serviço contratado, até que todos sejam atendidos.
Passo a passo antes de assinar o contrato
DESCONSIDERE PROMESSAS VERBAIS todos os direitos e obrigações do consorciado devem estar estabelecidos no contrato.
1 Leia atentamente as cláusulas do contrato para conhecer seus direitos e obrigações
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IMPORTANTE! Procure uma administradora de consórcios autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil: consulte o site do Banco Central para conferir a relação de empresas autorizadas
Certifique-se de que aquilo que foi prometido, em propaganda ou pelo vendedor, consta do contrato
2 Verifique se o valor do crédito e o prazo de duração do grupo constam no contrato
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Confira os percentuais de contribuições (taxa de administração e, se houver, fundo de reserva e/ou seguro) e as demais despesas que serão cobradas
* NO ATO DA ASSINATURA DO CONTRATO, EXIJA UMA DAS VIAS DO DOCUMENTO DE ADESÃO E/OU CÓPIA DO REGULAMENTO DO GRUPO
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Verifique as regras de contemplação por sorteio e lance, a forma de antecipação de pagamento de prestações e a possibilidade de optar por crédito de menor ou maior valor antes da contemplação
Certifique-se quanto ao critério de correção do crédito que será aplicado pela administradora e às garantias que você deverá fornecer para retirar o bem ao ser contemplado
Sobre os veículos leves, que inclui carros de passeio, utilitários e caminhonetes, as estatísticas do setor são todas positivas. As vendas de novas cotas de consórcio cresceram 4,6% no primeiro trimestre de 2018, em relação ao mesmo período do ano passado, conforme balanço divulgado pela Abac. De janeiro a março de 2018, foram comercializadas 266 mil novas cotas no país contra 254 mil no primeiro trimestre de 2017. No geral, a carteira de consorciados ativos saltou de 3,42 milhões em março de 2017 para 3,56 milhões de cotistas no mesmo mês deste ano, alta de 4,1%. No mesmo período, o número de consorciados que tiveram a oportunidade de comprar bens por meio das contemplações também registrou alta de 8,7% no país. De janeiro a março deste ano, em média, a cada dia, 1.617 cotistas foram contemplados no país. (IV)
super motor
Antes
O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 26 de maio de 2018
KTM/DIVULGAÇÃO
R$
Moto
23 W
23.990 KTM 390 Duke
tarde... Apresentada no Eicma, em 2016, na Itália, nova KTM 390 Duke, enfim, está à venda no Brasil; rival da Yamaha MT-03 custa R$ 23.990 Márcio Maio Auto Press
O mercado brasileiro tem visto uma aproximação cada vez maior na data de lançamentos apresentados no exterior por aqui. Exceto por alguns modelos que, estrategicamente, não são tão interessantes para as apostas na nacionalização ou na importação aqui, as novidades normalmente não demoram mais que alguns meses para serem vistas nas lojas daqui. Com a
nova KTM 390 Duke, porém, a história foi diferente. A moto surgiu pela primeira vez no Salão de Milão, o Eicma, em 2016. Apareceu no Brasil só um ano depois, no Salão de Duas Rodas de São Paulo, no ano passado, e só agora, em meados de maio, a naked é oferecida nas concessionárias que comercializam motocicletas da marca austríaca. A espera, porém, foi compensada pelas melhorias realizadas. Afinal, para atender às rigorosas normas antipoluição na Europa, o modelo ganhou
mais potência e torque. O motor é um monocilíndrico com duplo comando no cabeçote de 373,2 cm³ e capaz de entregar 44 cv em 9.000 giros e torque de até 3,77 kgfm em 7.000 rpm. Entre as alterações promovidas está o alongamento do escapamento – que chega a cobrir parte da roda traseira. O peso, de 149 kg a seco, é possível graças ao quadro de treliça em alumínio. As rodas também são de liga leve, de 17 polegadas, e assim como o quadro, ganham detalhes
em laranja. Elas recebem pneus de perfil esportivo Metzeler M5.
Conectividade Um ponto de destaque da nova 390 Duke e que pode ser um chamariz para o público mais antenado em conectividade é o KTM My Ride, um sistema que espelha smartphones no painel de instrumentos – este também mudou e agora tem aspecto similar ao de um tablet. Opcionalmente, esse sistema recebe comandos extras no punho
esquerdo para atender chamadas e operar a parte de áudio – o som vem de pequenos alto-falantes instalados no capacete. Quanto à suspensão, é regulável na frente e na traseira. Na dianteira, tem garfo invertido de 43 mm de diâmetro e 142 mm de curso, com assinatura WP. Atrás, há monoamortecedor com 150 mm de curso. Os freios foram desenvolvidos em parceria com a Brembo, com disco de 320 mm na frente, ou seja, 20 mm a mais que antes, e
pinça de fixação radial. A traseira recebe disco simples de 230 mm de diâmetro e ABS é de série, com sistema de dois canais que pode ser desabilitado. No visual, a 390 Duke lembra um pouco a 1290 Super Duke. Isso em função dos novos faróis de LEDs verticais e da instrumentação com display digital inteligente. Outro ponto que melhorou foi a capacidade do tanque de combustível. Agora, há espaço para 2,4 L a mais, totalizando 13,4 L.
24 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia 26 de maio de 2018
Belo Horizonte