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ISLÂNDIA: ROTEIRO ESPECIAL EXPLORA CENÁRIOS ÚNICOS DE NATUREZA SELVAGEM ... Páginas 4 a 12
JÁ FEZ MASSAGEM FACIAL? CONHEÇA A NOVA ALIADA DA ROTINA DE BELEZA ... Página 26
FILARMÔNICA SE APRESENTA COM CIRQUE DE LA SYMPHONIE ... Página 14
SALÃO DO AUTOMÓVEL CHEGA COM TUDO A SÃO PAULO E TRAZ O CONCEITO FASTBACK ... Páginas 16 a 22
10 a 16 de novembro de 2018 ANO XXVII número 1476 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE DOUGLAS MAGNO
REDE DE AFETO Força-tarefa se forma na redes sociais para apoiar LGBTs que queiram se casar até o final deste ano por temerem perda de direitos; serviços gratuitos vão de cerimonial a fotografia
Juntas há um ano e quatro meses, Laís e Camilla anteciparam os planos e pretendem se casar ainda em 2018
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opinião
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 10 a 16 de novembro de 2018
A SEMANA
VITTORIO MEDIOLI
“Enquanto eu for presidente, tanto faz Trump, Bush, Hillary, Zezinho, Manuelzinho, aqui é a casa da democracia”
Editorial
Presidente do Senado e do Congresso, Eunício Oliveira (MDB-CE), na última terça (6), sobre um possível veto à entrada de repórteres no plenário da Câmara dos Deputados em 1º de janeiro, data da solenidade de posse de Jair Bolsonaro (PSL).
Caiu o muro última eleição deu, aparentemente, a primeira vitória na história brasileira e mineira ao setor competitivo e real da nação. Derrotado foi o mundo especulativo e explorador, conhecido como Velha Política (VP), expressão máxima do patrimonialismo. O binômio PSDB x PT cansou o eleitor, perdeu apelo e afirmação. Pela primeira vez em décadas, nenhum deles terá participação nos governos estadual e federal. Para quem estava acostumado a banquetes, a nova realidade de migalhas é aterradora e os mudará. Os eleitores venceram se unindo nas redes sociais, saíram dos trilhos do Brasil Colônia, brigaram com as redes tradicionais de comunicação, empurraram para um canto artistas famosos e intelectuais da Rouanet, comentaristas e colunistas, até Madonna, Caetano e Gil fracassaram. Sem convocação de entes representativos da sociedade, tomaram as ruas multidões num surto coletivo que explodiu nas camadas mais profundas sedimentadas em décadas de decepção e corrupção. Aconteceu o atropelamento que não se previa tão rapidamente. Deu até atentado, mas seus 15 cm de lâmina faliram o objetivo. Perderam as fórmulas do clientelismo, nepotismo, privilégios classistas, burocracia chantagista com as consequências do desemprego e da miserabilidade. O eleitor repeliu o aumento de tributos sem antes tentar cortes de despesas e austeridade. A sociedade que trabalha de verdade esgotou a capacidade de pagar a conta dos desmandos. Rebelou-se. O pesadelo da Venezuela invadiu as fronteiras e as redes sociais conectadas ao Primeiro Mundo, com os vídeos e as mensagens que fizeram migrar muitos jovens de um lado para o outro da política. Os ventríloquos da VP perderam o rumo. O PSDB salvou-se da falência total com dois novos governadores, justamente desalinhados da nomenclatura, no
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
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Rio Grande do Sul e em São Paulo. Perdeu metade de seus deputados, caindo para o nono lugar do ranking da Câmara, e deverá se adaptar fora do protagonismo e se virar parar evitar a saída dos eleitos. Nessa eleição perdeu o “faz de conta” com a corrupção. O próprio Anastasia, ao comentar sua derrota, disse: “Paguei por erros que não são meus”. Embora ele tenha cometido alguns, a posição dele em cima do muro da corrupção de seu partido e o engajamento na cassação de Dilma por “pedaladas” o deixaram sem referências na discussão do tema – o mais exigido na campanha de 2018. Tucanos e petistas nos debates tinham um pacto de não agressão direta, como russos e americanos com seus estoques nucleares que não deixariam um vencedor.
Hoje, a gratuidade e a facilidade da comunicação, o revolucionário WhatsApp, permitiram a transmissão de mensagens, imagens e vídeo sem limites. A Lava Jato tirou o verniz dos dois, aproximou-os aos mesmos doleiros, operadores de caixa 2, empreiteiras, mensalões, banqueiros, exploradores como Odebrecht, Eike e Joesley. Uns comprando apartamentos em Paris, outros sítios e triplex no Guarujá. Unidos, ainda, em favor do financiamento público de campanha, e não nos cortes moralizadores de despesas eleitorais. Perderam exatamente para quem não tinha recurso público, tempo de propaganda gratuita, participação em debate, apoio da grande mídia tradicional. A eleição derrubou o passado. Na última semana do segundo turno, as bandeiras do 13 e do 45
desfilaram juntas em BH. Sinal dos tempos, expondo tardiamente nas ruas e sem constrangimento o abraço, agora de afogados. O sucesso de Bolsonaro e Zema resulta da incompetência da VP, que aniquilou a economia e gerou milhões de desempregados. Evidentemente, se revoltaram os eleitores pela má administração marcada por escândalos e privilégios. O fenômeno das redes sociais venceu a velha mídia, num fenômeno sem precedentes que pegou de surpresa quem vive encastelado. Faz lembrar dom Pedro I e sua proibição à impressão de livros e jornais no Brasil em 1808, para evitar que os mesmos meios de comunicação emparedassem a realeza portuguesa, como fizeram na França de 1789. Hoje, a gratuidade e a facilidade da comunicação, o revolucionário WhatsApp, permitiram a transmissão de mensagens, imagens e vídeo sem limites. A perda do controle da informação direcionada foi a mais marcante de todos os tempos. As forças que quebraram a casca são como pintinhos sem galinha, não estão evidentemente prontas para o tamanho do problema, mas conquistaram a disposição de serem perdoadas nos primeiros embates. A confiança está atraindo investimentos e prometendo, apesar das dívidas, um momento de expressivo crescimento para o próximo ano. Há de se esperar pequenos investimentos essenciais, direcionados às áreas sociais sem “cidades das mil maravilhas”, estádios, transposições, bolsas BNDES, plataformas no meio do oceano que, antes de servir ao povo, atendem a corrupção. Registrou-se a queda do muro das ideologias, do dogmatismo, da demagogia, do ilusionismo, da banalização dos valores familiares. Se isso não for um grande engano, o Brasil tem tudo para dar um grande passo à frente.
vittorio.medioli@otempo.com.br
“As coisas já estão em movimento, os ingressos começam a ser vendidos na sexta! A pressão está forte, com sorte vocês conseguirão comprar alguns!” Cantora Mel B, na última segunda (5), ao anunciar o retorno da girlband dos anos 1990 Spice Girls. Grupo britânico vai entrar em turnê em 2019, sete anos após sua última apresentação.
ISABELLA PINHEIRO/GLOBO
“Vamos sabotar as engrenagens desse sistema homofóbico, racista, patriarcal, machista e misógino. Vamos jogar na fogueira as camisas de força da submissão, da tirania, e da repressão. Vamos libertar todas nós e todos vocês” Trecho da fala da apresentadora Fernanda Lima no programa “Amor e Sexo” da última terça (6).
“Jo acabou de anunciar. Não estava sabendo de nada, então saí do voo e alguém me falou: ‘Só para você saber, um dos próximos filmes será no Rio de Janeiro’. Uau, vamos para o Rio!” Ator Eddie Redmayne, em entrevista à “Folha de S.Paulo” na última quinta (8), sobre o fato de o Rio de Janeiro ser uma das cidades visitadas por seu personagem, o mago Newt Scamander, no terceiro filme da franquia “Animais Fantásticos”, derivada do universo “Harry Potter”.
Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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reportagem
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AFETO> Rede de apoio se forma nas redes sociais para ajudar LGBTs a se casarem até o final do ano ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO
Alex Uma verdadeiBessas ra força-tarefa se desenhou no horizonte. Ou melhor, nas redes sociais. Através delas, brasileiros de diversos setores estão se mobilizando desde a última semana para garantir aos casais homoafetivos a realização de um sonho: o casamento – que muitos deles decidiram adiantar em reação ao temor de que a união entre pessoas de mesmo sexo deixe de ser reconhecida pelo Estado a partir do ano que vem – direito este garantido por uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 2013. Embora especialistas avaliem que a mudança de entendimento em relação à resolução não deva ser um processo fácil, a eleição de um presidente e um congresso de perfil majoritariamente conservadores provocou uma corrida aos cartórios para a troca de alianças ainda neste 2018. E o desejo destes tantos casais gerou uma rede solidária espontânea interessada em garantir que os LGBTs cumpram, da melhor forma possível, seus adiantados planos. Tratase, pois, de uma mobilização capaz de congregar profissionais de diversas searas: músicos, cozinheiros, fotógrafos, advogados, produtores e designers pipocam voluntariamente, fazendo de seu ofício formas de solidariedade e ativismo. Um formulário que busca catalogar a oferta destes serviços dá ideia da adesão: criado na última segunda (5), o documento reúne dados de mais de 500 voluntários de diversos lugares do país. Só em BH, há pelo menos 30 nomes registrados – e este número, possivelmente, é ainda maior. O orientador social e fotojornalista Hemerson Morais, 38, é exemplo de um destes tantos mobilizadores. Através das redes sociais, ele tomou conhecimento dessa “corrente do bem” e resolveu aderir à causa. O profissional oferece aos casais ensaio fotográfico e registro da cerimônia, tudo de graça. Detalhe: ele não é um LGBT, mas garante que sobram razões para apoiar a iniciativa. “Os quatro momentos mais importantes da minha vida foram o meu casamento, o nascimento dos meus filhos e a conclusão do meu curso superior”, enumera. “E duas dessas coisas eu só consegui por ter a chance de estruturar minha vida ao lado da minha companheira”, diz, agradecido. Para ele, portanto, a luta pela equiparação do casamento, como um direito para todos, “é uma questão de
Na correria
Pedro e Leo decidiram adiantar troca de alianças temendo retrocessos
Corrente do bem dignificar a vida das pessoas. Se um casal hétero pode se casar, um casal homoafetivo também pode. E se o direito de alguém não é atendido de forma integral, eu vou lutar para que se garanta a integralidade de seus direitos”, pontua. O sentimento de visceral empatia que as palavras de Morais traduzem encontram explicação em sua própria trajetória. “Sou um homem negro, que nasceu em uma favela, que sofreu uma série de preconceitos. Sou alguém que só conseguiu concluir a faculdade graças a programas sociais. Se eu encontrei um amparo social que me permitiu concluir o curso e diante das dificulda-
des que vi e vivi, todo o abandono do Estado a quem é diferente e as camadas mais marginalizadas da sociedade, por tudo isso, eu aderi ao movimento, afinal, eu me identifico com essa luta por direitos”, conclui. Outra pessoa que integra esse mutirão é a psicóloga e musicista Laís Arantes, 27. O nome dela, aliás, não aparece na mencionada planilha. No entanto, através de seu perfil no Instagram, ela ofertou sua voz e violão para as cerimônias. “Como cantora, decidi fazer parte do movimento para levar música e alegria aos casais que vão trocar as alianças às pressas”, comenta. O retorno veio rápido. “Já tive
procura de alguns casais e espero conseguir ajudálos”, comemora. “É muito importante saber que existem pessoas, inclusive que não integram a classe LGBTs, que se preocupam com a liberdade do outro se juntando para fazer o sonho do outro acontecer. Sonho este que milhares de pessoas, de qualquer orientação sexual, têm”, comenta ela, que classifica o gesto como “humano, empático e do bem”. “Vendo tudo isso acontecer e sentindo na pele a dificuldade de usufruir de direitos importantes para a vida a dois, eu não poderia ficar de fora”, conclui a artista, que sim, está representada nas letrinhas do movimento LGBT.
REPRODUÇÃO/FACEBOOK
PREPARATIVOS Juntas há um ano e quatro meses, Laís e a também psicóloga Camilla Hordones Ribeiro, 34, planejavam se casar em 2020. “Estamos providenciando todos os documentos necessários com muita correria e esperamos que nosso casamento ocorra ainda este ano, ou que, pelo menos, consigamos dar entrada no processo antes de 2019”, comenta a cantora. Camilla completa que essa corrida contra o relógio é decorrente de uma série de incertezas. Para ela, há uma flagrante fragilidade jurídica do entendimento acerca do casamento homoafetivo – estabelecida apenas pela resolução do CNJ. “Considerando que o casamento REPRODUÇÃO/INSTAGRAM
Pelas redes sociais, profissionais oferecem serviços gratuitos para casais LGBTs, fazendo de seu ofício formas de solidariedade e ativismo
entre pessoas do mesmo sexo ainda não é lei, decidimos antecipar, numa tentativa de garantir nossos direitos enquanto casal perante a lei”, resume. E foi com um misto de entusiasmo e esperança que Camilla viu se formar essa crescente rede de apoio aos casais LGBTs. “Este tipo de apoio e voluntarismo representa, antes de tudo, a possibilidade e a esperança sim, de podermos, pelo menos, continuar sendo quem somos”, diz, inteirando que, “mais que ajuda na celebração, é um exercício de empatia, um movimento que traz visibilidade para essa luta por equidade e um ato de amor”. Foi justamente entre amigos solidários que elas buscaram ajuda para a lida com a burocracia que o enlace demanda. Aliás, entre amigos de Belo Horizonte e do interior de Minas, elas citam pelo menos mais quatro casais que também planejam antecipar a oficialização do matrimônio. Dados mais recentes da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen) – representa a classe dos Oficiais de Registro Civil de todo o país – indicam que, de fato, há um sensível crescimento no número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo: entre setembro e outubro, houve aumento de 36% no número de cerimônias se comparado com o mesmo período de 2017. A julgar pela mobilização observada nos últimos dias, tais números devem se ampliar ainda mais até o fim do ano. O publicitário Pedro Costa e empresário Leonardo Couto, aliás, devem engrossar essas estatísticas. “Leo e eu nos conhecemos no final de 2016 e foi tudo muito rápido. Quando vimos já estávamos morando juntos. Agora em dezembro completamos dois anos de relacionamento”, lembra o publicitário. “Nossa intenção era realizar o casamento em 2019 ou 2020, em alguma data nerd que fosse representativa para nós”. Diante do que classifica como uma “onda conservadora”, decidiram antecipar seu sonho. “A perda de direitos pode parecer um horizonte distante para alguns, mas uma ameaça constante para grupos sociais que demoraram tanto para conquistar certos direitos”, sinaliza. “Estamos acertando as burocracias do casamento, e devemos entrar com o pedido agora em novembro e aguardar os 40 dias solicitados para oficialização”, expõe Costa, contando que tudo deve estar pronto até o final de dezembro. Assim como Laís e Camilla, os rapazes compreendem a cerimônia “como forma de conseguir a manutenção dos direitos de uma pessoa casada”.
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reportagem
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DIREITO>Para especialista, rever decisão sobre legalidade do casamento homoafetivo será custoso DOUGLAS MAGNO
Veto aos LGBTs não será simples O receio de que o casamento homoafetivo deixe de ser reconhecido pelo Estado a partir do próximo ano se tornou um sentimento mobilizador, capaz de provocar uma verdadeira corrida aos cartórios para garantir que o rito matrimonial aconteça ainda em 2018. Decisão que, aliás, ganhou respaldo da presidenta da Comissão da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a desembargadora aposentada Maria Berenice Dias, que recomendou aos casais que antecipem o enlace. Mas se a declaração de Maria Berenice fez soar sinal de alerta, a opinião está longe de ser uma unanimidade. “Acho este alarde e estímulo a uma corrida aos cartórios totalmente inoportuna”, critica o advogado e procurador de Belo Horizonte Luiz Fernando Valladão. “A matéria já foi definida pelo Supremo Tribunal Federal, que já estabeleceu uma igualdade no tratamento para as relações hétero ou homoafetivas”, explica, se referindo a uma decisão de 2011, que reconheceu a união estável paAlex Bessas/ Litza Mattos
ra casais de mesmo sexo. Além disso, “quem quiser se casar ou firmar união pode fazê-lo nos cartórios, baseado também em uma resolução do Conselho Nacional de Justiça”, reforça, observando que, em 2013, a entidade do poder judiciário proibiu os cartórios de recusar habilitação aos casais LGBTs. O posicionamento do procurador é endossado pelo doutor em ciência política e membro do Comissão da Diversidade Sexual da OAB de Minas Gerais, Thiago Coacci. Imediatamente, ele faz uma distinção, reforçando que o conselho de Maria Berenice não representa a opinião da OAB, mas sim uma opinião pessoal dela. Coacci reconhece que, ao longo dos anos, o congresso brasileiro tem se tornado mais conservador. “São grupos que estão organizados. Em 2013, por exemplo, Marco Feliciano chegou a ocupar a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara”, cita. Com a ascensão de grupos fundamentalistas ao poder, Coacci não nega que há riscos de retrocessos. No entanto, pontua que há entraves legais e estes processos, respeitada a Magna Carta, levam tempo. “No entanto, eu consigo imaginar cenários prováveis, que seriam os piores para os LGBTs, mas demandariam tempo e es-
Preparativos
Laís e Camilla correm contra o tempo para garantir casamento ainda em 2018
forço”, especula o integrante da OAB. Sobre a possibilidade de o direito ao casamento entre pessoas de mesmo sexo deixar de existir, ele pontua que seria necessário uma alteração na Constituição Federal. Para isso, os parlamentares teriam que reunir 3/5 da totalidade dos membros em dois turnos de votação nas duas casas do Congresso Nacional. “Claro, se for uma prioridade, se a base estiver mobilizada, pode passar. Mas há um rito e este processo levará tempo”,. A outra possibilidade que Coacci prevê é que o CNJ mude seu entendimento e retire a proibição dos cartórios recusarem a habilitação aos casais homoafetivos. “Se a resolução 175 cair – e isso pode acontecer, então alguns cartórios podem voltar a recusar, mas outros podem continuar a realizar o casamento para LGBTs. E aos que se recusarem, ainda é possível judicializar e ganhar estas causas”, reforça. CONSULTA PÚBLICA O doutor em ciência política aponta, ainda, para a inconstitucionalidade do Projeto de Decreto Legislativo 106, proposto do senador Magno Malta, que sustaria os efeitos da resolução do CNJ. “O Congresso não tem poderes para sustar efeitos de uma resolução de um órgão do Judiciário. Por isso, desde 2015 este projeto não tramita”, critica. Mesmo diante da impossibilidade da medida proposta por Magno Malta ser levada a cabo, foi aberta uma consulta pública sobre o decreto pelo Senado Federal. Até o fechamento desta reportagem, na noite da última quinta-feira (8), a maioria absoluta das pessoas que participaram da
pesquisa se posicionou contrária ao projeto. Foram registradas 426.218 manifestações negativas à mudança de entendimento, contra apenas 28.345 favoráveis. A expressiva diferença reverbera recentes dados apurados pelo Datafolha. Divulgada no dia 27 de outubro, um consulta do instituto de pesquisas demonstrou que 74% da população acredita que a homossexualidade deveria ser aceita por toda a sociedade – um salto de 10% em relação a 2014, quando 64% dos brasileiros pensavam assim. Naquele ano, 27% disseram que essa orientação sexual não deveria ser aceita e agora são apenas 18%. Apenas 8% não souberam responder.
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Acho este alarde e estímulo a uma corrida aos cartórios totalmente inoportuna Luiz F. Valladão, procurador
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Estes grupos e movimentos certamente vão continuar pensando formas de ação Roberto Reis, professor
Ninguém solta a mão de ninguém Se em um primeiro momento está se desenhando uma vasta rede para apoiar casais homoafetivos que pretendem se casar ainda em 2018, é provável que outras frentes se organizem para garantir direitos conquistados. É o que avalia Roberto Reis, coordenador do projeto de extensão “Unase contra a LGBTfobia” e integrante do Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da UFMG (NUH). “Com as pessoas muito assustadas, pois este foi um tema muito presente durante as eleições, surgiram redes de apoio e solidariedade de forma meio emergencial, com prazo apertado”, observa. “Estes grupos e movimentos certamente vão continuar pensando em formas de ação diante de um novo cenário. Acredito que devem surgir novas redes daqui para frente”, aponta, citando uma movimentação em relação à ratificação do nome civil. A violência também preocupa. Estudos do Grupo Gay da Bahia, em 2017, indicam que 52% dos assassinatos contra os LGBTs do mundo aconteceram no Brasil. As recentes manifestações de intolerância têm provocado um clima de medo. Por tudo isso, para Reis, as manifestações de solidariedade vistas nos últimos dias são importantes e oportunas. O coordenador lembra a expressão “Ninguém solta a mão de ninguém”, cravada pela tatuadora belo-horizontina
Thereza Nardelli, que viralizou nas redes sociais. “É esse espírito. Vejo que estão sendo criadas redes de apoio e acolhimento, o que é fundamental para que os LGBTs não se sintam sozinhos”, comenta. A analista de marketing Nayara Mata, 33, se identifica como bissexual e ratifica a preocupação que Roberto Reis expressa. Ela lembra que viu até aqueles que dizem não possuir nenhuma especialidade a oferecer para uma cerimônia de casamento, mas que estão disponíveis para ajudar como puderem. “Se precisar de garçom, de apoio ou de carregar a mudança, tem gente disponível!”, diz. A moça não tem dúvida: essa rede de apoio fez que ela recuperasse “a crença no ser humano”. “Ainda mais quando você se sente ameaçado, é importante ver esse tipo de atitude”. Não é à toa que ela se ofereceu como fotógrafa e sua noiva, Flávia Cardoso, 26, resolveu apoiar com a banda dela. “Acho que isso fortalece o movimento e, assim, talvez a gente consiga diminuir o medo de quem sofre com o preconceito e inibir atos de intolerância e violência”. Em tempo: Nayane e Flávia namoram há quatro anos e oito meses e também anteciparam seu casamento. Elas pretendem trocar alianças entre os dias 20 e 30 de dezembro.
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA Terapia online SAUDÁVEL passa a ter sessões ilimitadas Poluição Dr. Telmo Diniz
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sonora poluição sonora tem a ver com os danos causados por sons em volumes que superem os níveis considerados normais para as pessoas. Na coluna desta semana, veremos que poluição sonora está intimamente ligada ao nosso bem estar e, principalmente, à nossa saúde. O nível do barulho admitido nos grandes centros urbanos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) pode atingir até 50 decibéis, porém, o que é verificado na maioria das grandes cidades chega de 90 a 100 decibéis. Portanto, qualquer som que ultrapasse os 50 decibéis já pode ser considerado nocivo para a saúde. Para o leitor ter uma ideia, zero decibéis são considerados o ponto em que uma pessoa começa a ouvir sons. Um sussurro a cerca de 90 cm de distância equivale a 30 decibéis. Uma autoestrada a 15 metros de distância corresponde a cerca de 80 decibéis. Um latido de cão pode facilmente ultrapassar a casa dos 50db, mas nos casos de um rottweiler pode chegar aos 100db. E o que dizer de um galo durante a madrugada fazendo um barulho que chega a 85db? Diversos tipos de sons podem causar dano ao organismo no médio e longo prazo. Cito alguns exemplos: transportes urbanos, as buzinas e sirenes, as construções, as máquinas, casas de show e templos religiosos, latidos de cães, galos da madrugada, entre outros. Uma grande preocupação da sociedade moderna é o uso frequente de smartphones ligados aos canais de música e que pode provocar graves problemas e até a perda da audição, principalmente entre as crianÉ função da ças e adolescentes. Importante ressalprefeitura de tar que a legislação e o cada cidade cumprimento das leis sobre a poluição sonobrasileira ra cabem aos municífiscalizar a lei pios. Portanto, é função da prefeitura de do silêncio para cada cidade brasileira que sejam fiscalizar a lei do silêncio para que sejam cumpridas. cumpridas. Em um de seus artigos, esta lei diz: “Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que possam culminar em danos à saúde humana pode resultar em pena de reclusão, de um a quatro anos, além de multa”. O excesso de ruído no ambiente causa uma série de prejuízos à saúde, que podem ser temporários ou até mesmo permanentes. Além de problemas auditivos, a poluição sonora pode causar problemas como dor de cabeça, insônia, agitação e dificuldade de concentração. Em locais onde o ruído é muito alto, as pessoas sentem dificuldade de relaxar, ocasionando mau humor, tensão, estresse e angústia. Quando o ruído é maior do que 70 decibéis o corpo fica em estado de alerta constante (mesmo quando dorme), isso provoca a liberação de hormônios que podem levar a doenças cardiovasculares e hipertensão arterial. Existem algumas dicas para fugirmos dos efeitos nocivos da poluição sonora. Evitar locais com muito barulho, utilizar protetores auditivos em locais de trabalho com muito ruído, escutar música no aparelho portátil com um volume baixo e não utilizá-lo por um período muito longo, evitar ficar perto das caixas acústicas de shows e casas noturnas, fechar as janelas do carro em locais de trânsito barulhento, utilizar equipamentos domésticos mais silenciosos. Adestrar seu cão latidor é também uma ótima pedida, tanto pra você quanto para o sossego dos seus vizinhos. Já o galo da madrugada que mora na cidade deverá voltar para o campo. Faça uma boa semana.
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Profissional agora é obrigado a possuir cadastro e aval do conselho para atuar Há aproximadamente dois anos, a empresária Fernanda Leite Alonso, 29, encontra no tratamento psicológico a melhora de seu quadro de depressão e estresse. No entanto, ela lembra que nem sempre foi assim. “Quando fui diagnosticada com depressão, iniciei o tratamento presencial em um consultório de psicologia. Mas meus horários corridos e a agenda de viagens a trabalho entre Belo Horizonte e Rio de Janeiro me faziam faltar a muitas consultas. Foi aí que minha psicóloga me indicou um site no qual poderia ser atendida por profissionais online”, conta. Fernanda diz que, depois disso, viu uma evolução enorme no tratamento. “Não falto mais a consultas, pois consigo marcá-las de acordo com minha conveniência e, como as sessões são em forma de vídeo, em uma plataforma que me garante sigilo e segurança, fico muito tranquila.” No próximo dia 11, entra em vigor a nova Resolução 11 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que altera as recomendações para o atendimento online. A principal mudança é o número permitido de consultas virtuais, antes limitadas a 20 e agora sem limite determinado. A psicóloga Luciene Melo, que atende pacientes pela plataforma Psicologia Viva, defende que as sessões online apresentam os mesmos resultados das presenciais. “Estudos apontam que o resultado é ainda melhor dependendo do tratamento. Pacientes com fobia social, por exemplo, que têm dificuldade de sair e interagir, conseguem resultados surpreendentes”, explica. “Com a nova resolução do Conselho Federal de Psicologia, que não limita mais o número de sessões, pacientes e profissionais vão se beneficiar, pois o tratamento não precisará ser interrompido”, argumenta a psicóloga. Além disso, os profissionais não precisam mais estar vinculados a um site especializado no atendimento psicológico online cadastrado no Conselho Federal de Psicologia. Eles devem individualmente fazer um cadastro no CFP e no conselho regional, que irão deferir se o psicólogo está apto para oferecer esse tipo de tratamento. O psicanalista Fábio Belo, professor de psicanálise do Departamento de Psicologia da UFMG, ressalta que o mais importante é garantir sigilo ao paciente. “Por isso, o conselho foi resistente ao tratamento online por tanto tempo. Exatamente pelos riscos que ferramentas audiovisuais apresentam”, afirma o professor. Em contrapartida, ele diz que a tecnologia pode ser uma aliada diante da correria e imediatismo dos dias atuais. “Não há psicoterapeutas suficientes no Brasil; com acesso à internet, o tratamento psicoterápico se torna acessível.” Isabela Melano
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
TERAPIA VIRTUAL O que muda ANTES
COMO FICA
Eram permitidos 20 encontros ou contatos virtuais
O número de consultas digitais é ilimitado
O atendimento era permitido apenas em caráter experimental
Atribui ao atendimento online a mesma eficácia das consultas presenciais
O psicólogo só podia fazer o atendimento a partir de uma plataforma digital
O psicólogo pode fazer o atendimento a partir de um site individual, desde que faça um cadastro prévio no Conselho Regional de Psicologia e tenha autorização
A plataforma digital era a única responsável pelo sigilo dos dados do paciente
O psicólogo passa a ser co-responsável pelo sigilo dos dados do paciente
O atendimento não pode ser online para pessoas em situação de urgência e emergência ou de violação de direitos FONTE: RESOLUÇÃO 11/2018 DO CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA (CFP)
Casos mais graves e formação de vínculo se tornam desafios O tratamento online ainda envolve polêmicas e apresenta desafios aos terapeutas. Enquanto a resolução nova do Conselho Federal de Psicologia garante maior legitimidade aos profissionais que prestam esse tipo de serviço, ela impede que esses mesmos psicólogos realizem atendimentos de urgência e emergência. A psicóloga Luciene Melo afirma que “a nova resolução foi uma evolução”. E argumenta: “Ela nos permite atuar melhor e ter um acesso maior aos nossos pacientes. No entanto, ainda temos desafios, por exemplo, casos graves de pessoas que estão em crise e podem até acabar com a própria vida têm que ser transferidos para outros tipos de atendimento, como o Centro de Valo-
rização da Vida, que realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, ou ocorrer presencialmente”, explica a psicóloga. Fábio Belo, professor de psicanálise do Departamento de Psicologia da UFMG, levanta outra questão. “Na minha experiência, o tratamento online funciona bem quando o paciente já esteve em meu consultório”, afirma. O psicanalista ainda acrescenta que, “quando a terapia começa apenas online, o funcionamento da psicoterapia é pior”. E finaliza: “No consultório se estabelece a segurança na relação do analisando com o analista. No virtual se perde isso, o paciente pode ficar desconfiado, achar que o profissional pode estar gravando algo, por exemplo”.
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sociedade
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DOLCEVITA O TEU E O MEU omeu Zema quer transformar o Palácio das Mangabeiras em museu das mordomias. Só pode ser brincadeira. Zema quer mostrar um luxo que não existe. O palácio é no máximo uma grande beleza formada por projeto de Oscar Niemeyer e jardins de Burle Marx. E museu assim já temos, na orla da Pampulha, a Casa JK. O Palácio das Mangabeiras é ideal como residência.
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O MEU E O NOSSO elhor faria Zema se devolvesse o Museu dos Governadores, no Palácio da Liberdade. Este sim, um luxo em memória e história. Foi inaugurado em 2013 no governo Anastasia e aberto para visitas aos sábados, domingos e feriados. Em 2014, Pimentel, como posseiro, fechou e ocupou-o.
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O NOSSO E DE TODOS
Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com PAULO NAVARRO
Inaugurando a nova loja da Trousseau no BH Shopping, a super Mônica Gonçalves
espaço virou gabinete de Pimentel. E o público perdeu, inclusive, a exposição permanente “Palácio da Liberdade - Memórias e Os Histórias”. Zema, sem mordomia, deveria morar no Mangabeiras e reabrir o Liberdade. Ou melhor, criar o Museu Niemeyer na linda casa das Mangabeiras.
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ACABOU O DOCE ão é só descaso, é o inverso da prioridade. Foram-se os bons tempos da Savassi. Flanar por este charmoso bairro era sinônimo de prazer, entretenimento e compras sem pressa, na rua e, não, enclausurados num shopping. Os feriados e fins de semana na Savassi têm os piores tons de cinza. A região encontra-se a léguas do cenário de outrora, quando seus atores curtiam a bossa local.
lançaperfume
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ACABOU O MILHO
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os quarteirões fechados, criados para o convívio social e ativi-
muito tempo os 6 Há motéis não são os mesdade comercial, predominam outros personagens. São os “zumbis” e mendigos que formam a triste, abandonada, esquecida, envergonhada e vergonhosa população de rua. Os transeuntes, em vez de lazer e gastronomia, encontram, apenas abordagens agressivas. Desleixo com o mobiliário urbano, vegetação de faroeste,
palco de brigas e banheiro a céu aberto.
ACABOU A PIPOCA s “heróis da resistência”, comerciantes sobreviventes, dizem que foram inúmeros os apelos à PBH para com a triste situação. Fora a inoperante guarda municipal, a falta de alternativas para estacionamento e o pouco caso com os canteiros do entorno. SOS iniciativa privada, as PPPs!
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VARIAR É VENCER Cervejaria Backer lança seu primeiro Whisky Single Malte, o “Experience”. E também um novo gin. O whisky é um single malte bastante frutado, leve e
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fresco. O primeiro lote tem 6.000 garrafas numeradas. “É uma ousadia; um novo momento para a Backer. São destilados com matéria-prima cervejeira, em pequenas panelas de cobre e feito com malte e fermento cervejeiro. Este é o nosso segredo”, declara Paula Lebbos, diretora da Backer.
VARIAR E VENCER á o gin, abrasileirado como gim e que está na moda, também é um destilado à base de cereais que passa por um processo de infusão com zimbro e outras especiarias. O gin da Backer é fiel às suas origens, usando como ingrediente chave, o lúpulo. “Somos uma cervejaria e estão em nosso DNA os ingredientes cervejeiros”, completou a mesma Paula Lebbos.
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EDY FERNANDES
mos. Servem no máximo como fetiche pois, há séculos, sexo não é mais tabu, nem é mais proibido como “antigamente”. Motéis perderam público, logo, dinheiro. São grandes e bem localizados elefantes brancos. Por isso, já há algum tempo eles servem a outros fins que não os de “saliência”. Em todo Brasil, servem como espaço para eventos “normais”. a nova vida dos 6 Sobre motéis, nós mesmos, aqui em BH, já participamos de um aniversário nas suítes de um famoso. Por isso, merece registro que estes saudosos motéis da BR-040, na saída para o Rio de Janeiro, transformar-se-ão em um mercadão de produtos agrícolas e num estabelecimento comercial. fortale6 Oscerãoex-motéis a região como polo gastronômico que já existe próximo ao BH Shopping e Jardim Canadá, bem perto do Anel Rodoviário. presidente do Uai 6 OShopping, Elias Tergilene, vai transformar o motel Master e um lote anexo (R$ 30 milhões) no Mercado de Origem, uma central de abastecimento, agricultura familiar, verduras, horti-fruti, queijos e cafés especiais, cachaças, carnes e mel, um “Mercado Gourmet”. primeira etapa do 6 Aprojeto está em execução e vai ocupar 14 mil m². Inauguração prevista para o segundo semestre de 2019. A segunda fase, com o motel Sunny Day (em negociação), deve aumentar em 17 mil m² o espaço. motel, também 6 Outro vendido, é o Capri. 21
A diretora de marketing da Cervejaria Backer, Paula Lebbos, emprestando sua beleza para a coluna
mil m², para o Grupo EPO que, com outros investidores, construirá um empreendimento comercial. Energia boa estes espaços terão!
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ROMEU ZEMA DESTACA MEDIDAS PARA TIRAR ESTADO DA CRISE DURANTE CONEXÃO EMPRESARIAL Convidado da 11 a edição de 2018 do Conexão Empresarial, promovido pela VB Comunicação, o governador eleito de Minas, Romeu Zema, disse que o seu governo vai fazer o que for possível para reduzir as despesas do estado e trabalhar para ter o apoio de Brasília para viabilizar recursos para Minas Gerais. Ele acredita que, aos poucos, vai conseguir reduzir as dificuldades e garantir o ambiente necessário para abrir caminho para a geração de empregos. Minas Gerais, segundo ele, tem 1,5 milhão de desempregados. A sua meta é criar 150 mil empregos no ano que vem.
— Paulo Brant, Olavo Machado, PCO, Romeu Zema, Rubens Lessa
— GCO, Romeu Zema e PCO
FOTOS: TIÃO MOURÃO
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Ivan Simões, PCO, Romeu Zema e Maria Inez Narciso
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Romeu Zema, Rosa Narciso, Maria Inez Narciso, Marinilza Gomes e Cláudia Narciso
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Daniel Rabelo, Romeu Zema, Cláudio Gomes e Aquiles Diniz
Luiz Tito, Sergio Leite e Wagner Gomes
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Luiz Lyra, Robert Lyra, Roberto Hilton e Flávio Roscoe
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Paulo Brant, Matheus Simôes, Flávio Roscoe e Sergio Leite
Olavo Machado e Luiz Tito
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Edmundo Lana, Julinho Pinto Coelho, Mário Menin, Agnaldo Diniz e Ricardo Santiago
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Helinho Faria, Fred Alcântara, Adolpho Rezende, Lúcio Costa e Álvaro Rezende
Rosália Dayrell, Ana Gabriela Cardoso, Eliana Paula e Carlos Dias
Vitor Penido e Flávio Roscoe
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Léo Dias e Paulo Coimbra
Renato Quintão, Bruna Assumpção, Luiz Lyra e Robert Lyra
GCO e Rodolfo Nejm
Paulo Cesar Alkimim de Oliveira, Felipe Palhares Guerra e Eric Brandão
Aquiles Diniz e Edvaldo J. Campos
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Avelino Costa, Adolpho Rezende e Álvaro Rezende
Fred Elias, Helder Mendonça, Edvaldo Campos, Greyce Elias, Aveleino Costa e Cláudio Faria Almeida
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Rodrigo e José Martins de Godoy
Carolina Abreu e Lucas Gonzales
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Eduardo Gribel, Durleno Rezende, Helder Mendonça, Mariana Gribel e Rodolfo Gropen
Mitsuo Orlando Nonaka e Rodolfo Gropen e GCO
Bianca Braz, Carla Marques e Maria Elvira Sales Ferreira
Felix Diez e Renato Tavares
Socorro Almeida e Matheus Simões
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GCO, Valéria Reis Couto, Rubens Lessa e Aquiles Diniz
Paulo Cesar Pedrosa, Francis Granda e Rodrigo Mangerotti
Américo André Junior e Américo André Neto
Sérgio Murilo Braga e Antônio Batista
Erika Pessoa e Maria Eugênia Lages
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Sasa Martins, Tamara de Jesus e Camila Pereira
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CONSUMIDOR Salões de beleza sem higiene e sem alvarás são fechados FRED MAGNO
Em Uberlândia, quatro já foram interditados em operação conjunta “O cheiro de uva impregnava o salão”. É disso que se lembra a estudante de enfermagem Luísa de Paula Corrêa Silva sobre o dia em que fez uma escova progressiva da qual demorou muito tempo para se recuperar. “Eles usaram o aroma para disfarçar o cheiro do formol. Mas a quantidade era tanta que, durante o procedimento, feridas começaram a se formar na minha cabeça. Caiu um pouco de produto no meu ombro, que também ficou ferido”, relata Luísa. Hoje, depois da experiência que viveu, a jovem, de 20 anos, exibe com orgulho os cachos naturais. “Tive que procurar um dermatologista, que me receitou uma pomada. O efeito da progressiva foi tão forte que sofri corte químico no cabelo. Depois disso passei pela transição capilar, cortei bem curtinho e assumi meus cachos”, conta. Para evitar que mais caIsabella Melano
JUSTIÇA NEGA INDENIZAÇÃO A Justiça negou indenização de R$ 5.000 pedida a um salão de beleza por uma mulher do Distrito Federal. Ela queria pintar o cabelo de louro, com a aplicação de técnica conhecida como “código de barras”. O funcionário sugeriu que fosse feito outro procedimento, e ela saiu com o cabelo alaranjado. Ao solicitar que o salão reparasse o trabalho, não teve seu pedido aceito, pois “poderia haver danos maiores ao cabelo”. A juíza avaliou que o questionamento da cliente era “opinião de valorização subjetiva” e que não podia julgar o cumprimento ou não do acordado. (Da redação)
sos como esse aconteçam, o Procon-MG, órgão integrante do Ministério Público de Minas Gerais, em parceria com a Vigilância Sanitária de Uberlândia e o Procon Municipal, está realizando a operação Afrodite, que tem como objetivo principal prevenir que a saúde dos consumidores corra risco e que eles sejam expostos a situações indevidas. O promotor de Justiça de defesa do consumidor de Uberlândia, Fernando Martins, explica que o mercado da beleza é muito regulado e que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece limite para o formol nos produtos. Mas as irregularidades existem. “A operação Afrodite foi desencadeada após a morte de uma consumidora, que teve reações provocadas pela utilização de um produto para alisamento de cabelo com a substância”, diz. Depois dessa ocorrência, diversos estabelecimentos da cidade do Triângulo Mineiro foram vistoriados. Nos dias 24 e 25 de outubro, quatro salões de beleza foram interditados. Os motivos das interdições variaram entre falta de alvará de funcionamento ou de alvará sanitário, presença de produtos vencidos e problemas de higiene. Foram constatados equipamentos e artigos com defeito e sem higienização, materiais de depilação com cera impregnada em seus revestimentos, entre outras situações que demonstram descumprimento das rotinas de limpeza e de
Salão de beleza deve ter alvarás, produtos dentro da data de validade e seguir normas de higiene da Vigilância Sanitária
desinfecção. Além disso, a fiscalização também inspeciona a adoção de boas práticas pelos profissionais atuantes, bem como comprovação da origem dos produtos, inclusive por meio dos documentos fiscais. O coordenador do Procon Assembleia, Marcelo Barbosa, sugere que os consumidores verifiquem sempre se os estabelecimentos que frequentam têm alguma denúncia registrada no Procon de sua cidade. “Além disso, saber o gabarito dos profissionais e pedir a demonstração da data de validade dos produtos que forem usados nos procedimentos são formas de se ter uma segurança maior”, declara o coordenador.
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Quando se fala em procedimentos estéticos, pedir referências é uma das coisas mais importan- tes. Às vezes, o estabelecimento pode não ter denúncias cadastradas.”
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Seguir as normas é o mínimo que temos que fazer para garantir a qualidade de nosso serviço. O restante depende do atendimento e da técnica do profissional.”
Marcelo Barbosa
Kelly Alves
Procon Assembleia
Gerente de salão
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
FIQUE DE OLHO! PROCON ALERTA Procure saber a experiência profissional de quem está fazendo o atendimento Pesquise o CNPJ do estabelecimento Certifique-se de que o estabelecimento emite nota de prestação de contas Verifique se os instrumentos foram esterilizados
COMO PROCEDER CASO SE SINTA LESADO
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30 dias para realizar reclamação no Procon
FONTE: MARCELO BARBOSA - COORDENADOR DO PROCON ASSEMBLEIA
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Buscar outro profissional para emitir um laudo sobre o serviço prestado
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Ter em mãos o laudo para entrar com pedido de indenização
Papelada em dia Lidar com procedimentos estéticos e com as expectativas das pessoas exige responsabilidade. Cabeleireira há 30 anos, a gerente de salão de beleza Kelly Alves sabe a importância de ter profissionais capacitados. “Aqui sempre garantimos que os funcionários tenham a técnica e se aprimorem para que os clientes se sintam o mais confortáveis possível e sempre fiquem satisfeitos com os serviços prestados”, afirma a gerente. Ela conta que a qualidade dos produtos utilizados tem muito peso. “Claro que as mãos dos profissionais contam, mas de nada adiantam se usarmos um produto de má qualidade”, diz. A gerente ainda acrescenta: “A validade de cada produto é algo em que estamos sempre de olho”. Ela ressalta que não se pode brincar com produtos químicos. “Podem acontecer reações nocivas aos clientes e ao profissional”, conclui. Para cuidar bem dos clientes, é preciso cuidar bem do salão. “Nossa estrutura é muito importante, tudo tem que estar dentro das normas, e a papelada, em dia”, afirma.
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CAIS CULTURA/DIVULGAÇÃO
Internacional 6 Festival de forró pé-de-serra
estreia 6 Barbatuques “Só + 1 Pouquinho”
BH recebe o 13º Festival Rootstock Brasil, com mais de 30 atrações e 13 DJs voltados à musicalidade nordestina, oficinas, exposições e palestras. Entre as atrações, Falamansa, Mestrinha, Janayna Pereira e o francês Nicolas Krassik (foto). Onde Serraria Sousa Pinto (av. Assis Chateaubriand, 809) Quando Dis 15, 16 e 17, das 10h às 5h da manhã. Quanto R$ 160 (inteira, avulso)
Depois de seis anos, o grupo Barbatuques estreia mais um projeto voltado para o público infantil. No álbum “Só + 1 pouquinho”, gravado no paulistano Estúdio 185, em SP, o grupo dá vozes e corpos a diversos temas, como medo de dormir, relação com pais e avós etc. Onde Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046). Quando Neste sábado (10), às 16h. Quanto R$ 40 (inteira)
KANELLA/DIVULGAÇÃO
MATEUS RODRIGUES/DIVULGAÇÃO
de forró com o 6 Noite grupo Chama Chuva
Internacional de 6 Festival Compositoras – Sonora
O tradicional grupo de forró, criado há 19 anos no Espírito Santo, mas radicado em BH, desfila os grandes sucessos do gênero, além de mostrar seu repertório de músicas próprias. A banda (na foto ao lado, dois dos integrantes), que já fez turnê na Europa, tem, em seu currículo, o marco de 11 CDs lançados. Onde Es Passos (av. Úrsula Paulino, 1.615, Betânia). Quando Dia 14 (quarta), às 22h. Quanto R$ 30 (antecipado, no sympla.com.br)
O festival “Sonora” foi pensado para incentivar o trabalho de mulheres compositoras. Este ano, a terceira edição aconteceu no início do mês, no Sesiminas. Agora, será realizado o show de encerramento do evento, que programa shows de Marina Araujo, Bia Nogueira, Nath Rodrigues e Tamara Franklin (foto ao lado). Onde Autêntica (rua Alagoas, 1.172, Savassi). Quando Neste sábado (10), às 22h. Quanto R$ 20
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ESPAÇO GOURMET ALGUIDARES/DIVULGAÇÃO
DE BANDEJA BRUNO SENNA/DIVULGAÇÃO
Filé Filé de de linguado linguado servido servido com com molho molho de de maracujá maracujá éé opção opção do do Alguidares Alguidares
Hambúrguer de raiz O Espaço DO AR abriu recentemente as portas da icônica casa projetada pelo arquiteto Éolo Maia (r. Amoroso Costa, 32, Santa Lúcia). O menu inclui petiscos, pratos principais, sobremesas, lanches para o café da manhã e da tarde e uma seção especial de burgers. Homenageando o “burger de raiz”, eles foram batizados com o saudoso prefixo “Xis”. Para os veganos e vegetarianos, por exemplo, a sugestão é o Xistake (pão vegano de abóbora com alecrim com shitake, creme de abacate e alface roxa). Qualquer carne pode ser trocada pelo burger de grão de bico e o bacon por cogumelo ostra defumado.
O sabor tropical e leve do maracujá
Para quem ama vinhos O evento Love Wine vai reunir mais de 40 rótulos das melhores safras de tintos, brancos e rosé e chega à sétima edição nesse sábado (10), no bairro Belvedere, a partir das 11h, com entrada gratuita. Os ingressos deverão ser retirados antecipadamente no site Sympla (sympla.com.br/lovewine) de acordo com os vários horários de entrada.
Muito além do tranquilizante
Pancs em evidência
Fruto é um excelente trunfo tanto em receitas doces quanto em salgadas
O universo das Pancs (Plantas Alimentícias Não Convencionais) é o tema da 12ª edição do Festival Bar em Bar. O circuito acontece até o dia 7 de dezembro em 35 bares de Belo Horizonte e mais sete cidades do interior do Estado: Brumadinho, Divinópolis, Ibitipoca, Juiz de Fora, São João Del Rey, Uberlândia e Viçosa. Maria Gondó, capuchinha e umbigo de banana são algumas das Pancs que estão inseridas nas receitas do festival, como o chã de fora laminada ao molho de jabuticaba e Maria Gondó do Chef Túlio (foto).
Espécie nativa da América do Sul, estima-se que só no Brasil exista cerca de 200 tipos de maracujá, dos quais apenas dois têm apelo comercial: o azedo, amarelo ou roxo; e o doce. A fruta, cuja safra começa este mês e segue até fevereiro, é rica em vitaminas A e C, sendo a primeira importante para a saúde dos olhos e da pele, enquanto a segunda fortalece o sistema imunológico. O fruto do maracujazeiro também contém flavonoides – os quais são poderosos aliados na prevenção do impacto dos radicais livres. Outra qualidade conhecida do maracujá (cujo nome é de origem tupi-guarani e signiCarlos Andrei Siquara
CHRISTOPH REHER/DIVULGAÇÃO
fica “alimento que se serve” ou “alimento na cuia”) é seu poder de agir como desestressante natural, atraindo apreciadores pelo efeito calmante. Ao lado desses benefícios, é inegável que boa parte do consumo seja alavancado pelo perfume e pela riqueza de sabores da fruta. Uma das apostas do verão na gastronomia, o maracujá é ingrediente de grande versatilidade, e vai bem em receitas doces e salgadas, além das já tradicionais bebidas, que vão desde o suco até os drinks alcoólicos. Para a chef funcional Carol Fadel, a acidez da fruta é um poderoso trunfo, tanto na culinária salgada quanto na confeitaria. Responsável pelo cardápio do restaurante SantaFé, ela conta que serve no local uma farofa de maracujá que acompanha bem peixes e outras carnes. “O maracujá equilibra a gordura do bacon e da manteiga presentes nessa receita, que
é muito versátil. Ela combina muito bem com uma moqueca com leite de coco e dá um toque diferente também no churrasco”, frisa ela. Deusa Prado, à frente do Alguidares, gosta de utilizar a polpa da fruta como base para molhos. Um dos pratos que oferece, há mais de dez anos, na renomada casa especializada em comida baiana, é o filé de linguado servido ao molho de maracujá. Ela afirma que a procura do prato não supera os pedidos de moquecas e ensopados de peixes e frutos do mar, mas é uma opção que agrada principalmente aqueles que procuram refeições mais leves. “Há clientes que não gostam de azeite de dendê, usado nas moquecas, ou que chegam à noite para jantar e acabam pedindo esse prato, que tem um sabor agridoce, deixando o grelhado ainda mais saboroso”, conta ela. Em preparos crus, como o ceviche, o maracujá também pode trazer mais leveza, como observa a chef Marcella Paternostro Mayer, que assina o cardápio da Rústico Cervejaria. “Algumas pessoas não gostam de ceviche porque acham ele extremamente ácido, e eu encontrei, em um livro peruano só de ceviche, uma receita que
leva maracujá e um pouco de limão. Eu provei essa combinação e achei que ela ficou mais suave”, diz ela. A chef pâtissière Mariana Correa, por sua vez, que inaugurou a La Parisserie em 2015, com foco na confeitaria francesa, afirma que o maracujá é uma de suas frutas prediletas para combinar sabores em receitas doces. “Uma das minhas misturas favoritas é maracujá com manga. Na loja, por exemplo, temos o caramelo de maracujá com manga e uma geleia de frutas amarelas que tem maracujá, manga e laranja. O maracujá é uma fruta muito versátil; vai muito bem com amora, framboesa. Temos um macaron de maracujá com framboesa que faz muito sucesso; ele nos permite fazer contrastes muito interessantes”, comenta Mariana. Uma de suas criações mais recentes é a torta de maracujá com caramelo salgado, que promete ser o novo hit do verão. “A combinação ficou muito surpreendente! É uma coisa, assim, quase viciante, porque você tem o adocicado do caramelo com o sal e, de repente, vem o contraste forte do maracujá, com os dois harmonizando muito bem juntos”, incita Mariana.
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RECEITA
RECEITA CRISTIANE MATTOS
Farofa de maracujá por Carol Fadel Ingredientes - 1 xícara (chá) de farinha de mandioca - ½ xícara de farinha de pão granulada (opcional) - Polpa de 1 maracujá azedo grande - 100 g de bacon picadinho - 1 cebola grande descasca-
da e cortada em rodela - 1 dente de alho amassado ou triturado - 1 colher (sopa) de manteiga - Salsinha, cebolinha e sal a gosto Modo de preparo Aqueça bem uma panela e frite nela os pedacinhos de bacon deixando que fritem
na própria gordura que vai derreter. Quando dourar, junte a cebola picada, o alho amassado e a manteiga, refogue até a cebola ficar transparente e adicione a polpa do maracujá. Junte a farinha de mandioca. Finalize com o cheiro-verde e ajuste o sal. Acompanha carnes e peixes. CRISTIANE MATTOS
Torta de chocolate com coulis de maracujá por Carol Fadel Ingredientes 1 xícara de adoçante da sua preferência (açúcar, xilitol, eritritol, açúcar de coco) 4 ovos 90 g de manteiga sem sal 250 g de chocolate 70% cacau Coulis de maracujá
Polpa de 3 maracujás azedos ½ xícara de adoçante da sua preferência (açúcar, xilitol, eritritol, açúcar de coco) ½ xícara de água Modo de preparo Unte uma forma de 20 cm de diâmetro e preaqueça o forno 180°C. Derreta o chocolate com a manteiga em banho-maria e deixe esfriar. Bata os ovos e o açúcar até dobrarem
o volume e ficar uma mistura amarela clara. Misture o chocolate aos ovos. Coloque na forma untada e leve para assar em banho-maria por uma hora e 30 minutos. Sirva com o coulis de maracujá. Coulis de maracujá Leve a polpa dos maracujás com a água e o adoçante ao fogo brando e deixe reduzir até formar uma calda. Sirva sobre a torta de chocolate.
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almanaque PARCERIA> Em primeira vinda ao Brasil, Cirque de la Symphonie se apresenta com a Filarmônica FOTOS CIRQUE DE LA SYMPHONIE/DIVULGAÇÃO
Jessica Inaugurada Almeida em 2015, a Sala Minas Gerais foi projetada incluindo detalhados recursos acústicos elaborados exclusivamente para privilegiar o som executado pelos músicos da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Eventualmente, esse cenário muda, como na próxima semana (dias 13 e 14), quando a música divide o protagonismo com o circo, já que a Filarmônica recebe, para sua primeira apresentação no Brasil, o grupo Cirque de la Symphonie. Formado em 2005 sob a liderança do acrobata russo Alexander Streltsov, o Cirque é composto por artistas com sólida formação circense, recordistas mundiais e atletas olímpicos. Em suas performances, eles se revezam em diversas linguagens como malabarismo, contorcionismo, mímica e acrobacia ao som de grandes sucessos da música clássica. Habituado a atuar numa gama variada de palcos como teatros antigos, salas de concerto modernas e até arenas – já se apresentaram com as sinfônicas de San Francisco, Houston, Detroit, Dallas, Baltimore e Quebec, as filarmônicas de Hong Kong e da Malásia, a Orquestra da Filadélfia e a Orquestra Nacional Russa – o grupo tem um apreço especial por ambientes projetados com a acústica como prioridade, como a Sala Minas Gerais. “Nos preparar para apresentações que incluam acrobacias aéreas num verdadeiro salão de música pode ser um desafio e exige comunicação prévia com engenheiros do local, considerando cuidadosamente a integridade da estrutura, junto com a segurança do público e a habilidade dos artistas e
músicos de performar num espaço limitado”, observa Streltsov. Para a Filarmônica, também vai ser uma experiência atípica, mas a dificuldade para os músicos é menor, como observa seu diretor artístico e regente titular, maestro Fabio Mechetti, que vai estar à sua frente na apresentação do dia 13 – no dia 14, o regente associado, maestro Marcos Arakaki, assume a dianteira. “A orquestra vai mais para o fundo e na frente acontecem os atos do Cirque. Mas do ponto de vista do entrosamento, não existe muita coisa, talvez um momento ou outro, para manter a sincronia entre a música e seus movimentos”, diz Mechetti.
Circo e música clássica
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Orquestras de prestígio gostam de trabalhar conosco porque há uma verdadeira fusão de formas de arte Alexander Streltsov
Artistas circenses performam em diversas linguagens
PASSEIO MUSICAL O programa escolhido pelos visitantes tem trechos de, entre outros, o balé “O Lago dos Cisnes”, de Tchaikovsky (1840-1893) e “Bolero”, de Ravel (18751937). “A seleção musical de nossos programas é sempre feita em colaboração com o diretor musical da orquestra anfitriã, e estamos muito contentes em trabalhar de perto com Fabio Mechetti. Enquanto compositores europeus são predominantemente representados no programa, as escolhas musicais proporcionam uma animada infusão de andamentos e ritmos latinos, como as seleções de ‘Carmen’, de Bizet”, afirma o líder do Cirque. Haverá também uma apresentação em dueto ao som de Tico-tico no Fubá, do brasileiro Zequinha de Abreu. “Nosso repertório está em constante evolução e nos entusiasmamos ao sermos expostos a compositores de todo o mundo, à medida que expandimos nossas ideias de programas. Temos grande admiração pelos esforços criativos de Villa-Lobos em reconciliar a tradição europeia com as influências brasileiras, e reconhecemos a importante contribuição de Radamés Gnattali ao compor canções influenciadas pela cultura popular brasileira”, comenta Streltsov.
Orquestra >Filarmônica de Minas Gerais recebe Cirque de la Symphonie Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto, 3219-9000). Dia 13 (terça), com maestro Fabio Mechetti, às 20h30. Ingressos esgotados. Dia 14 (quarta), com maestro Marcos Arakaki. A partir de R$ 120 (inteira)
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MÚSICA ‘O Circo’ com trilha ao vivo Patrícia Em 1999, o Cassese Cine Palladium encerrou suas atividades – e a capital mineira perdia mais um cinema de rua. Não por outro motivo, em 2011, a reabertura do espaço, agora com um viés multifuncional, foi pra lá de festejada. Mas, desde então, ao menos no que diz respeito ao Grande Teatro, a sétima arte acabou perdendo a hegemonia para as artes cênicas e a música. Portanto, é com assumido orgulho que a gerência cultural do espaço (situado no Centro da cidade) anuncia agora uma iniciativa que, de certa forma, ensaia um retorno à vocação original do Palladium. Neste domingo (11), a Orquestra Ouro Preto adentra o palco para executar ao vivo a música do filme (com arranjos de Mateus Freire) que será projetado ao fundo, na íntegra: “O Circo” (1928), de Charles Chaplin (18891977). “O Circo de Charles Chaplin”, nome do espetáculo em questão, responde pela nona edição do ano da série “Domingos Clássicos”. Regente titular e diretor artístico da Orquestra Ouro Preto, Rodrigo Toffolo celebra a ideia de reviver tempos que ficaram na memória de quem frequenta-
Sex. 16.nov.
va o cinema. “O objetivo principal é mesmo rememorar o Cine Palladium, o que significa aquele espaço na memória do belo-horizontino”, conta, lembrando que a ideia do filme veio do spalla Rodolfo Toffolo. O Cine Palladium foi inaugurado em 29 de julho de 1963, e teve sua primeira sessão aberta ao público no dia seguinte. Por muito tempo, foi considerada a sala de exibição mais luxuosa da cidade. Em 15 de setembro de 1972, porém, um incêndio destruiu completamente sua estrutura: 11 meses depois, em agosto de 1973, o espaço foi reinaugurado, seguindo impávido, até o advento dos videocassetes e a concorrência crescente dos cinemas de shoppings, o que levou a seu fechamento, no citado ano de 1999. A decisão pelo filme de Chaplin foi fácil. “Claro que, na hora de escolher, muitas ideias foram dadas, mas o Chaplin, acho que ele carrega tanta coisa boa... Não só por conta de sua genialidade, que deve ser sempre lembrada, mas pelo fato de ‘O Circo”, em particular, ter um apelo muito forte”. Rodrigo Toffolo fala por experiência própria: na verdade, ele resolveu testar o filme junto à filha, de 5 anos e meio, e à sobrinha, de 6 anos. “Crianças nesta faixa etária, você sabe, estão acostumadas
GEORGES ESTÚDIO/DIVULGAÇÃO
Sá e Guarabyra ressaltam a alegria de cantar com a Opus
Dom. 11.nov.
DIVULGAÇÃO
JOÃO GODINHO – 20.7.2016
À esquerda, cena do filme “O Circo”, com “Carlitos” Charles Chaplin; à direita, Toffolo, da Orquestra Ouro Preto
com internet, YouTube, DVDs disso e daquilo... E, quando fui ver, elas estavam lá, se divertindo, rindo, entendendo o conteúdo. Não há teste melhor. ‘O Circo’ é uma dessas obras-primas que têm que ser vistas”, sustenta ele. Na obra, Chaplin vai parar em um circo enquanto foge da polícia, que o confunde com um ladrão de carteiras. Inadvertidamente, acaba entrando no espetáculo e faz enorme sucesso com o
público, sendo contratado pelo dono do local. A partir daí, passa a se encantar pela filha dele. AGENDA CHEIA Ainda nesta semana, a Orquestra Ouro Preto tem outra apresentação agendada – mais precisamente, no feriado da Proclamação da República, na quinta-feira, 15. Em Ouro Preto, Toffolo e músicos apresentarão o concerto “Quem Perguntou
Por Mim: Orquestra Ouro Preto e Fernando Brant”, em evento gratuito, marcado para as 20h, na praça Tiradentes, centro histórico. Com participação da cantora Leopoldina, “Quem Perguntou Por Mim” traz pérolas de Brant imortalizadas nas vozes de intérpretes como Milton Nascimento, Elis Regina e de seus parceiros do Clube da Esquina. Já no sábado (24), às 20h30, também no Grande Teatro do
Sesc Palladium, a Orquestra divide o palco com Ivan Lins, repassando as músicas do cantor e compositor com arranjos de Gilson Peranzetta. Ingressos à venda (na bilheteria e no site ingressorapido.com.br) a R$ 40 (inteira).
O Circo de >Charles Chaplin Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046). Neste domingo (11), às 11h. R$ 20 (inteira)
Sá, Guarabyra e Opus A expressão “uma trajetória recheada de sucessos” pode ser aplicada sem o menor receio de se incorrer em exageros no caso da dupla Sá & Guarabyra. E como Sá, ou melhor, Luiz Carlos Pereira de Sá, é, já há 13 anos, um orgulhoso residente da capital mineira, o maestro Leonardo Cunha, nome à frente da Orquestra Opus, foi logo pensando nele para dar sequência ao projeto “Orquestrando o Brasil”, no qual os músicos revisitam o repertório de um grande nome da MPB com arranjos especialmente pensados para diversos naipes instrumentais. Feito o convite, Sá foi assistir a um dos concertos do projeto – no caso, ao dedicado à obra de Guilherme Arantes. E foi impactado de tal forma que foi logo sugerindo que o foco se ampliasse para a dupla. Detalhes devidamente acertados, o show resultante dessa união de talentos será
apresentado ao público na próxima sexta-feira (16), no Sesc Palladium. No repertório, músicas como “Sobradinho”, “Roque Santeiro”, “Espanhola”, “Caçador de Mim”, “Mestre Jonas”, “Dona” e “Harmonia”, para citar algumas. Leonardo Cunha conta que, coincidentemente, a dupla lançou, há pouco, o disco “Cinamomo”, no qual revisitam hits de carreira com outros arranjos. Portanto, o show na capital mineira de certa forma abarca essas novas versões, apresentando-as ao público belo-horizontino. “Mas excluímos algumas em comum acordo para privilegiar também aquelas que estão na memória afetiva do público, como ‘Roque Santeiro’”, diz ele. Na verdade, justamente pela proposta do projeto, o chamado lado A da dupla ganhou a primazia, embora Leonardo cite algumas menos conhecidas, como “Barulhos”, “uma música muito bonita”.
Da parte da dupla, Sá também é só elogios. “Não há artista que não se sinta feliz em cantar com uma orquestra”, admite, lembrando que o duo já havia feito experiências nesse formato – com a Sinfônica de Americana, por exemplo. “É muito interessante ver a condução que o maestro dá à sua música”, diz ele, que, por morar aqui, tem acompanhado de perto os ensaios. “E registrando tudo, para mandar ao Guarabyra”. Sá pede licença para acentuar o esforço de Leonardo “para fazer chegar aos ouvidos do público uma música orquestrada, o que não acontece todo dia”. “E, veja, essa iniciativa dele é permanente, essa regularidade de convidar artistas”, diz, referindo-se ao fato de a Opus já ter dividido o palco com nomes como Dado Villa-Lobos, Fafá de Belém, Milton Nascimento, Flávio Venturini, Daniela Mercury, Ana Carolina, Nando
Reis, Sandra de Sá e Derico Sciotti, para citar alguns. “E isso tinha que acontecer aqui, em BH, claro”, ressalta, para, na sequência, enaltecer a atmosfera musical da cidade. “Vim para cá porque me casei com uma mineira, mas hoje percebo o quanto é bobagem essa coisa de alguns artistas quererem se fixar em centros como Rio e São Paulo. Viajo o Brasil inteiro e vejo, hoje, vários outros polos geradores de cultura, como Manaus e Belém. BH, na verdade, sempre foi, e te digo com sinceridade: não saio daqui por nada. Sou até cidadão honorário”, brinca. (Patrícia Cassese)
Orquestra de >Câmara Opus convida Sá & Guarabyra Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420). Dia 16 (sexta), às 21h. R$ 28 a R$ 110.
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MÚSICA ELENA MOCCAGATTA/DIVULGAÇÃO
JORGE BISPO/DIVULGAÇÃO
As origens da expressão MPB não são muito certas. Entre as hipóteses aventadas, há uma sugerindo que tudo não passou de um mal entendido: jornalistas usavam o termo para abreviar os longos nomes dados aos festivais dedicados a uma música brasileira que, bem, era popular. Calhou do nome ser bom e pronto: perto da metade dos anos de 1960, aquela sonoridade que rompia fronteiras, indo do tradicional ao pop e que dificilmente se enquadrava entre os estilos que vigoravam à época, ficou conhecida como MPB e passou a ser entendida como gênero musical. Assim, o incipiente e criativo estilo foi conquistando espaço. Já no final dos anos de 1970, com a experiência e as conexões possíveis com os festivais de canção que marcaram a década anterior, “a MPB chega a um ponto de maturação”. É o que avalia o jornalista e músico Luis Filipe de Lima. É sobre esse período que ele, agora, dirige a série de shows “Conexão 77 – 4 discos mágicos de 1977”, que tem programação entre os dias 14 e 17, no Centro Cultural Banco do Brasil. Na programação, quatro importantes discos de 1977 ganham versões repaginadas na interpretação de novos nomes da MPB. Pedro Luís fica a cargo de “Espelho Cristalino”, de Alceu Valença. André MehAlex Bessas
No dia 14 (quarta), o músico Pedro Luís apresenta sua leitura do álbum “Espelho Cristalino”, de Alceu Valença
Verônica Ferriani e Swami Jr. sobem ao palco dia 16 (sexta) para fazer releitura de “Tiro de Misericórdia”, de João Bosco
Todo vigor da MPB mari e Antonio Loureiro são responsáveis por “Carmo”, de Egberto Gismonti. “Tiro de Misericórdia”, de João Bosco, ganha versão de Verônica Ferriani. Finalmente, “Maria Fumaça”, da banda Black Rio, será reinterpretado por Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz. Para o curador, escolher os quatro álbuns entre um extenso leque de discos daquele ano não foi tão difícil. Com o quarteto escolhido, pois, é possível desenhar “um painel diverso e eloquente” da apurada produção de então, diz. Lima faz questão de reforçar: o ano de 1977 foi um marco para a música brasileira. “Para mim, este é o ano que reúne trabalhos mais potentes”, avalia, emendando que toda a década foi e é importante para o cancioneiro nacional. Ponto fora da curva, “a indústria fonográfica lucrava
com trabalhos elaborados, trabalhos de Gismonti dedicaque se conectavam com o do à canção, o intérprete cogrande público”, baliza ele. nheceu “Carmo” ainda na “É uma música que está aí até hoje. A gente está em contato André com trabalhos de muitos de- Mehmari les, trabalhos que reabastecem a produção contemporânea”, enaltece. E se os trabalhos já foram definidos de pronto pelo curador, o nome dos artistas que vão reinterpretar tais obras também já constava desde o início no projeto musical. “Foram escolhas óbvias para mim, pois cada um deles está sintonizado de um jeito com os discos que vão reler”, aponta Lima. No caso de André Mehmari, o ano saudado pela série de shows coincide, inclusive, com seu nascimento. Um dos poucos
adolescência. “Nunca tinha sido chamado para um projeto desta natureza, para reler um álbum na íntegra”, comenta Mehmari, se dizendo animado com o desafio. Também estimulada, Verônica Ferriari conhecia a maioria das faixas de “Tiro de Misericórdia” individualmente, mas ainda não havia experimentado ouvir o disco inteiro de uma só vez. “Ouvi-lo na íntegra foi um mergulho impactante! Um rapaz de 30 anos compondo com essa profundidade... Me instigam a atualidade das temáticas, 40 anos depois”, reconhece. O sentimento de que estas obras são atemporais é compartilhado por Pedro Luís. Além disso, tomando como
STELAHANDA/DIVULGAÇÃO
exemplo “Maria Fumaça”, ele elogia o espírito libertário da geração que agora homenageia. Além das apresentações musicais, a programação do “Conexão 77” inclui a palestra “A MPB dos anos 70: uma ponte para o futuro”, com o jornalista, crítico de música e cinema Hugo Sukman, autor do livro “Histórias Paralelas: 50 Anos de Música Brasileira” (Casa da Palavra). * Com Raphael Vidigal
> Conexão 77
CCBB BH (praça da Liberdade, 450, Funcionários). De 15 a 17/11. R$ 30 (inteira/cada). - Palestra: “A MPB dos anos 70: uma ponte para o futuro”, com Hugo Sukman. Dia 15 (quinta), às 15h. Entrada gratuita. - “Espelho Cristalino” (de Alceu Valença), com Pedro Luís e banda. Dia 14 (quarta), às 20h30. - “Carmo” (de Egberto Gismonti), com André Mehmari (piano) e participação de Antônio Loureiro (voz). Dia 15 (quinta), às 20h30. - “Tiro de Misericórdia” (de João Bosco), com Verônica Ferriani, acompanhada de Swami Jr. (violão de sete cordas) e Felipe Roseno (percussão). Dia 16 (sexta), às 20h30. - “Maria Fumaça” (da Banda Black Rio), com Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz, arranjos e regência de Letieres Leite. Dia 17 (sábado), às 20h30.
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CINEMA O ‘Cine Pathé’ de Juarez Moreira ÉLCIO PARAÍSO/BENDITA/DIVULGAÇÃO
Alex Sala dedicaBessas da ao cinema de arte que se projetou na memória afetiva dos belo-horizontinos, o Cine Pathé foi desativado há nada menos que 19 anos. Mesmo estando há tanto tempo com suas portas fechadas, o espaço – situado na avenida Cristóvão Colombo, na Savassi – ainda evoca nos antigos frequentadores a vontade de repassar as histórias ali vivida. Gente como o compositor e violonista Juarez Moreira, que, na próxima terça-feira (13), lança em BH seu mais novo trabalho, o álbum “Cine Pathé”, que privilegia as canções. Para a empreitada, Moreira reuniu composições feitas ao longo do tempo e que, espontaneamente, ganharam letras de amigos e parceiros: Celso Adolfo, Chico Amaral, Murilo Antunes, Paulinho Pedra Azul e Simone Guimarães e Fernando Brant (19462015). “Foi um processo muito autêntico. As pessoas localizam meu trabalho mais pelo viés instrumental, mas foi muito natural trazer essa proposta de canções”, diz. O compositor lembra que a criação musical é tarefa da ordem do dia. “Faz parte do meu cotidiano.
Sempre dedico três ou quatro horas para experimentar, fazer um croqui, um tema...”, comenta ele. Assim, Moreira vai compartilhando as anotações com amigos e, de uma forma espontânea, as canções vão ganhando forma. Entre as 12 faixas do álbum, é “Baião Barroco” a mais antiga. “Escrevi em 1975 e se tornou um clássico”, orgulha-se. Para dar voz às canções no registro do disco, ele convocou uma seleção de calibre: Alaíde Costa, Mônica Salmaso, Simone Guimarães, Titi Walter e Renato Motha estão entre os bons companheiros de Moreira. E o grupo ainda é acompanhado pelos instrumentistas Wagner Tiso, Nivaldo Ornelas, Gilson Peranzzetta e Kiko Mitre. “Reunir músicos deste naipe é sinal de que cultivei boas amizades. E ser amigo dessas pessoas é um patrimônio”. MEMÓRIA VIVA Vindo de Guanhães, na região do Vale do Rio Doce, Juarez Moreira recorda de sua chegada a Belo Horizonte no início dos anos de 1970. Já neste período conheceu o Cine Pathé. E se, aos 16 anos, a capital era capaz de causar nele certo deslumbre, a sala de cinema o provocava de um jeito especial.
40 ANOS COM CELSO MOREIRA Irmão de Juarez, o compositor, violonista e guitarrista Celso Moreira completou 40 anos de trajetória artística. Para balizar o marco, vem circulando com a turnê “Trajetória”, que chega agora ao seu ponto final. No palco, ele mostra composições como “Choro Para Alice”. Onde Fundação de Educação Artística (rua Gonçalves Dias, 320, Funcionários) Quando Neste sábado (10), às 20h Quanto R$ 10 (inteira).
Juarez: show com as presenças de Mônica Salmaso, Alaíde Costa, Simone Guimarães, Titi Walter e Renato Motha
Ponto de encontro, foi lá que conheceu muitos dos parceiros de estrada. Com outros, viu os laços se estreitarem justamente por serem todos frequentadores desse reduto cultural. “Ao longo dos anos, acompanhei vários cantores, letristas, artistas de todos os tipos. Estava sempre com eles, e esse era um programa comum”, relembra. Moreira faz questão de lembrar: aqueles anos de sua juventude, cheios de boas recordações, são parte de um período duro da história brasileira. “Estávamos no meio de uma ditadura, com liber-
dades cerceadas”, observa, emendando críticas a quem hoje defende o regime. E se os militares, a partir da instauração do Ato Institucional Nº 5, em 1968, inauguravam os anos chumbo da ditadura, com acentuada repressão até o ano de 1974, a geração de Moreira se refugiava através das resistências possíveis. “O Pathé era um refúgio, uma janela para o mundo que nos deixava respirar, em um período em que queriam nos sufocar”, situa o artista. Para ele, o icônico cinema de rua representava toda uma efervescência cultu-
ral que existia apesar de um clima político em que imperava o autoritarismo. Histórias tantas que se impuseram uma torrente de lembranças para Moreira quando se deparou com fotos da época. Tocado, compôs melodias que provocaram amigos como Murilo Antunes, que escreveu a letra da faixa homônima ao álbum. Os afetos geográficos do violonista permeiam outras músicas presentes no novo trabalho. Em “Belo Horizonte”, que ganhou letra de Fernando Brant, o artista reverencia a capital mineira.
Ainda se preparando para o lançamento de “Cine Pathé”, Moreira já mira o ano de 2019, quando apresentará o CD “Cuerdas del Sur”, gravado há dois anos. Voltado à música instrumental, traz participações de Toninho Horta e Chiquito Braga, morto em 2017, aos 81 anos.
Juarez Moreira – >lançamento do CD Cine Pathé Participações de Mônica Salmaso, Alaíde Costa, Simone Guimarães, Titi Walter e Renato Motha. Grande Teatro do Sesc Palladium (r. de Janeiro, 1046). Dia 13 (terça), às 21h. R$ 20 (inteira).
#FICAADICA SHERVIN LAINEZ/DIVULGAÇÃO
BENEDITA COMUNICAÇÃO/DIVULGAÇÃO
Bragança abre a ala feminina 6 Maria do projeto Tambor na Praça A instrumentista mostra que saxofone e percussão garantem uma combinação de primeira ao subir no palco em apresentação dividida com Mauricio Tizumba e os blocos Saúde e Tambor Mineiro. Mestre pela Escola de Musica Robert Schumann de Düsseldorf, na Alemanha, Maria Bragança tem formação e atuação em sax e violino, já tendo atuado junto a orquestras e conservatórios de todo o país. Onde praça Floriano Peixoto, Santa Efigênia Quando Nete somingo (11), às 16h. Quanto Entrada gratuita. RICARDANICKS/DIVULGAÇÃO
e compositor estadunidense 6 Músico David Ryan Harris se apresenta
turnê no Brasil, Noel Gallagher se 6 Em apresenta em BH com a High Flying Birds
Harris desembarca no Brasil para cinco shows, dentro da turnê de divulgação de seu CD mais recente, “Songs For Other People”, o quinto de sua carreira solo. Com sete faixas, o álbum traz o pop mesclado ao soul, blues e o rock mais tradicional. Nascido em Evanston, no Illinois, e residente em Los Angeles, Ryan Harris surgiu no cenário musical em 1997, quando lançou seu primeiro álbum, que levava seu nome. Onde Jack Rock Bar (av. do Contorno, 5.623). Quando Neste sábado (10), às 19h. Quanto R$ 100 (1º lote, inteira)
O cantor e compositor britânico traz à capital mineira a turnê de seu último álbum de estúdio, “Who Built The Moon?”. Lançado em novembro de 2017, o álbum teve produção assinada por David Holmes, renomado DJ e compositor. Mas no setlist do show, além dos sucessos desse álbum, Gallagher inclui faixas dos outros dois CDs solos e coloca em repasse hits do Oasis. Onde KM de Vantagens Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230). Quando Neste sábado (10), às 22h. Quanto De R$ 130 a R$ 380.
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ARTES CÊNICAS De encontros e desencontros Uma convenção da empresa em que trabalham acaba propiciando o encontro casual entre dois funcionários que, embalados pelo clima de confraternização que encerra o evento, e calibrados pelos drinques tomados, acabam passando uma noite juntos. Ocorre que, casados que são, os dois decidem prudentemente não dar sequência ao affair. No entanto, na convenção do ano seguinte, o reencontro deságua, mais uma vez, em outra noite compartilhada sob os lençóis. E daí, ano após ano, voltam a sucumbir à paixão, que permanece incólume inclusive às mudanças que o tempo imprime à vida de cada um – como a ascensão profissional da personagem, interpretada por Carolina Ferraz, uma das protagonistas da peça teatral “Que Tal Nós Dois?”, que chega agora à capital mineira. Sob a direção de Isser Korik, Carolina assume as vestes de Vânia, dividindo o palco com o ator Otávio Martins, que interpreta o papel de Roberto. Os dois, vale dizer, já haviam atuado junto na peça “Três Dias de Hoje”, essa sob a batuta de Jô Soares. Aqui, Patrícia Cassese
Martins, que atualmente dá o ar da graça na novela “As Aventuras de Poliana” (SBT), assina o texto junto a Juliana Araripe. “A principal questão do espetáculo é a descoberta do amor através do avesso. São duas pessoas casadas, que têm suas famílias, mas que se veem envolvidos em uma situação avessa a isso tudo e se apaixonam. E, ainda, qual é a administração desse amor, desse afeto, quando você, na verdade, é o traidor. Por meio da ótica humorada e divertida do texto, conseguimos abordar o tema da traição e do amor de uma maneira leve”, pontua Carolina Ferraz. Instigada a falar se o fato de a sua personagem ter uma ascensão profissional em um ambiente predominantemente machista, tornando-se inclusive hierarquicamente superior ao personagem de Otávio, traria um viés feminista ao texto, ela assente. “O mais interessante foi como os autores conseguiram abordar a questão do empoderamento feminino de um jeito divertido e leve. Ela, a partir de um determinado momento do espetáculo se torna chefe dele. Começa a ganhar muito mais do que ele, e os dois começam a ter diversos atritos em função dessa diferença de posicionamento. E é inte-
Sáb. 17.nov.
GUSTAVO ARRAES/DIVULGAÇÃO
Carolina Ferraz e Otávio Martins dividem mais uma vez o palco, agora na pele de colegas de trabalho que têm um caso
ressante observar a reação do público, porque as mulheres vibram! Vira uma torcida, mulheres de um lado, homens do outro”, explana. Em algumas praças por onde a peça passou (a estreia foi em março), os atores têm procurado, ao fim das apresentações, promover um bate-papo com a plateia, onde dão ênfase à importância de se ir ao teatro. Ao mesmo tempo, ela conta que não faz distinção entre as plataformas nas quais vem marcan-
do presença há quase três décadas. “São variações muito distintas de atuação, mas amo todas”, assegura. E sim, Carolina Ferraz também não se faz de rogada de, frente às câmeras, ser até...ela mesma! Não por outro motivo, conquistou uma legião de fãs mostrando seus dotes culinários em atrações como o “Receitas da Carolina”, que foi exibido pelo GNT. “Agora, penso em dar continuidade (a essa faceta) e, a partir do ano
que vem, desenvolver uma serie de projetos, todos dentro de uma plataforma minha, na qual vou poder conduzir os programas da maneira que achar mais adequada. Vou poder abordar também uma questão da alimentação sob uma ótica mais social, mais ecológica”, promete. No cômputo geral, Carolina afiança estar com projetos “bastantes interessantes”. “Tenho certeza que as pessoas vão gostar muito”. Não
bastasse, ela lançou, recentemente, o livro “Na Cozinha com Carolina 2” (editora Gutenberg). “Foi há dois meses e, graças a Deus, já posso dizer que estou muito feliz com o resultado. As pessoas estão procurando bastante”, festeja a mãe de Valentina e Isabel.
>Dois?Que Tal Nós Centro Cultural Minas Tênis Clube (rua da Bahia, 2.244, Lourdes). Dia 17 (sábado), às 21h. R$ 100 (inteira).
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ARTES CÊNICAS As dramaturgas em destaque ETHEL BRAGA/ARQUIVO O TEMPO
O protagonismo para as mulheres na cena dramatúrgica contemporânea pauta duas iniciativas que se desenrolam esta semana na capital mineira. O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB BH) sedia na próxima quarta-feira (16), às 19h, a “6ª Janela de Dramaturgia”, que apresenta dois textos autorais inéditos das dramaturgas Camila Bauer (Porto Alegre) e Luciana Campos (BH). Já a Fundação Clóvis Salgado, por meio do Centro de Formação Artística e Tecnológica – Cefart, realiza nos dias 16, 17, 18, 24 e 25 a terceira edição da “Me Mostra”, que neste ano é norteada pela provocação: “Onde estão as dramaturgas?”. Assim, ao final das apresentações de cada dia, será realizado um bate-papo entre os alunos, público e convidados, com o intuito de refletir criticamente sobre o tema e sobre o fazer teatral. “’Fábulas’ é meu primeiro texto teatral”, conta Luciana Campos, uma das convidadas do Janela de Dramaturgia. “É uma peça tripartida, com três monólogos sobre as experiências de guerra sob a ótica de três personagens: uma criança, um homem e uma mulher. A partir de suas falas emergem Patrícia Cassese
considerações sobre o tempo, a finitude e brevidade da vida e sobre a própria linguagem”, conta a dramaturga. Instigada a falar sobre o panorama da dramaturgia assinada por mulheres, Luciana entende que os obstáculos ainda se circunscrevem à pouca visibilidade dada a esse recorte. “Embora haja esforços para reverter tal situação. Some-se a isso o fato de a produção – tal como ela foi historicamente marcada – ser amplamente divulgada, escrita e produzida por homens, o que gera a falsa impressão de que mulheres não produzem dramaturgia. Então, diria que os obstáculos se referem à visibilidade, alcance e projeção de novas dramaturgas e espaços que recebam essas obras, já que o texto teatral precisa dessa dupla articulação, isto é, enquanto matéria literária e texto encenado”, advoga. Entre os exemplos que acenam para uma mudança, ela cita a repercussão de trabalhos de nomes como os de Grace Passô e Maria Shu. “Temos visto esforços para que os textos literários em geral e, em um aspecto mais específico, a dramaturgia sejam veiculados, seja em plataformas virtuais, seja em publicações convencionais; além disso, outro fator importante é que vem surgindo locais tanto para a formação de novas dramaturgas
Projeto “Janela de Dramaturgia”: leitura dramatizada de obras inéditas, escritas por autores brasileiros, e bate-papos
quanto espaços para se discutir a produção contemporânea”, sinaliza Luciana. Em tempo: na quarta-feira (14), após as leituras dos textos de Camila Bauer e Luciana Campos, haverá um bate-papo reunindo as duas, uma debatedora convidada e a crítica teatral Luciana Romagnolli. ME MOSTRA A “Me Mostra – Mostra de Cenas Curtas” é parte das atividades do Curso Técnico de Artes Dramáticas do Cefart e propõe um local de ex-
perimentação de criações dos alunos do curso de artes dramáticas. Este ano, a abertura, na sexta (16), vai contar com uma performance, uma leitura de dramaturgia assinada por Sara Pinheiro, formada pelo Cefart, e apresentação do espetáculo “Peixes”, da atriz, diretora e produtora Ana Régis. Já a partir do sábado (17), serão mostradas cinco cenas por dia, no teatro João Ceschiatti ou no Passeio Niemeyer. Cada cena tem até 15 minutos de duração, se enquadrando na ca-
ROBSON MAIA/DIVULGAÇÃO
tegoria das chamadas “cenas curtas”. A concepção é assinada pelos alunos Arthur Barbosa e Kaká Correa, que também respondem pela produção da mostra – nesse caso, junto a Anneliese Motta e Giulia Haua, sendo que todos ficam sob a supervisão da Coordenação da Escola de Teatro do Cefart. Kaká lembra que a mostra não tem caráter competitivo – portanto, não há premiações. “Mas é uma iniciativa fundamental para a cena artística, pois é quando os alunos vão além das salas de aula, corren-
do um pouco de risco. O objetivo é, de fato, colocar em prática os ensinamentos”, enfatiza ele, acrescentando que todas as cenas mostradas são registradas em vídeo e fotos, de modo a figurarem em acervo da FCS e portfólio. .
Janela de >Dramaturgia CCBB (praça da Liberdade, 450). Dia 14 (quarta), às 19h. Entrada franca.
> Me Mostra
Fundação Clóvis Salgado (avenida Afonso Pena, 1.537). Dias 16, 17, 18, 24 e 25, das 19h às 22h. Entrada gratuita.
CELTIC LEGENDS/DIVULGAÇÃO
infantil “Soltando os Bichos” 6 Espetáculo tem curta temporada na capital mineira Ressaltando a importância da preservação das florestas, o espetáculo é inspirado nos poemas do cantor, compositor e poeta Paulinho Pedra Azul e conta a história do BichoHomem, que planeja inundar a mata. Na aventura, o Papagaio, o Leão, a Girafa, o Tatu, o Elefante e todos os animais da floresta deixam de lado as suas desavenças para lutar conta aquele que quer destruir o lugar onde moram. Onde Teatro Marília (av. Prof. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia) Quando Sábados e domingos até o dia 2 de dezembro, às 16h30 Quanto R$20 (meia) MARCUS VINÍCIUS LOUREIRO/DIVULGAÇÃO
Negro realiza sua terceira edição 6 Solo convidando a atriz Cyda Moreno
de dança irlandesa Celtic 6 Companhia Legends faz apresentação única em BH
A atriz apresenta “Pés Negros nas Estrelas, com Olhos de Jabuticabas”, no qual incorpora a Mãe Preta, velha centenária em busca de estrelas cadentes, e que resgata o prazer de contar histórias de liberdade, sonhos, lendas e encantamentos. A peça resgata a memória da população brasileira e afrodescendente, narrando fatos da nossa história que não estão presentes nos livros didáticos. Onde Espaço Cultural Tambor Mineiro (rua Ituiutaba, 339, Prado) Quando Neste sábado (10), às 21h. Quanto R$ 20 (inteira).
Comemorando os 15 anos de existência, a Celtic Legends narra a cultura e tradição irlandesa com um elenco de quatorze bailarinos, que desde pequenos, conhecem a técnica da dança e do sapateado, apresentando-os com um estilo contemporâneo contagiante. A apresentação ainda conta com a banda ao vivo dirigida pelo diretor musical Seán McCarthy, reconhecido como um dos maiores intérpretes de uillian pipe (gaita irlandesa) no mundo. Onde Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, Centro) Quando Sexta (16) às 21h Quanto R$ 260 (inteira, plateia I)
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ARTES CÊNICAS teatro adulto AMA Direção: Anair Patrícia, Anderson Ferreira e Sinara Teles. Texto: Anair Patrícia, Anderson Ferreira e Andréa Rodrigues. Trata do universo das mulheres negras que sofrem violências domésticas, físicas e psicológicas, que culminam no silenciamento. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, centro, 3277-6325). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 18/11
CASAL TPM Direção: Guilherme Oliveira. Texto: Paula Giannini. Comédia faz um retrato da relação de “amor e ódio” entre homens e mulheres. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1.341, centro, 3273-1050). Neste sáb. (10), às 21h; e dom. (11), às 19h. R$ 20.
FESTA NO INTERIOR Direção: Paulo Maffei. Texto: Natália Goulart. Monólogo de Bárbara Buzatti se debruça sobre a potência agoniante da destruição. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (10), às 19h30; e dom. (11), às 17h30. R$ 20 (inteira).
HAMLET
LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO
coletivos, em estilos que vão desde a mágica cômica até as grandes ilusões. Teatro da Biblioteca Pública (Circuito Liberdade, 21, Funcionários, 32935502). Sáb., às 17h e 19h30. R$ 40 (inteira). Somente sábado
Armazém Companhia de Teatro apresenta “Hamlet” este fim de semana no Centro Cultural Minas Tênis Clube
NÃO DEU CERTO! VIREI UBER! Comédia stand-up com Edmilson Magnum. Cine Theatro Brasil (r. Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb. (10), às 20h. R$ 20 (inteira).
OUTROS Direção: Marcio Abreu. Com Grupo Galpão. Traduz teatralmente as inquietações contemporâneas. É um espetáculo sobre a construção da memória e o impacto do agora no porvir. Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 40 (inteira). Até 18/11
UM POUCO DE AR, POR FAVOR
Funarte MG (r. Januária, 68, centro). Nestes sáb. (10), e a dom. (11), às 20h. R$ 20 (inteira).
diálogo na contemporaneidade. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277-4707). Sex. a dom., às 20h. R$ 30 (inteira). Até 18/11
O SORTILÉGIO DA MARIPOSA Direção: Yuri Simon. Texto: Frederico Garcia Lorca. Numa distante pradaria povoada de insetos, uma barata se apaixona por uma mariposa ferida. Conseguirá ele levar adiante esse amor impossível? Galpão de Ideias (r. Uberlândia, 413, Carlos Prates). Neste sáb. (10), às 20h. R$ 40 (inteira).
dança MODOS DE MEMÓRIA Direção: Carlos Arão. A obra tem forte embasamento na pesquisa, apresentando a trajetória da arte da dança ao longo dos séculos e nos dias atuais. Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/nº, Alípio de Melo, 32776437). Neste sáb. (10), às 20h; dom. (11), às 19h. R$ 20 (inteira).
teatro infantil PROJETO ERA UMA VEZ Contação de histórias com Tatiane Moreira. Minas Shopping (av. Cristiano Machado, 4.000, piso 1, União, 34293500). Neste dom. (11), às 14h. Entrada gratuita.
QUE HISTÓRIA É ESSA? Direção e adaptação de texto: Joselma Luchini. Contos antigos e famosos, recontados de forma divertida através de personagens desconhecidos desses contos. Espaço Cultural Luchini (r. Osório de Morais, 274, bairro Ouro Preto, 999930600). Neste sáb. (10), às 16h30; e dom. (11), às 11h. Entrada gratuita.
Direção: Paulo de Moraes. A partir da obra fundamental de Shakespeare, a Armazém Companhia de Teatro encontra um Hamlet do nosso tempo. Um Hamlet cheio de som e fúria. Teatro do CCMTC (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1027). Neste sáb. (10), às 20h; e dom. (11), às 19h. R$ 50 (inteira).
Direção: Chico Pelúcio. Texto: Luis Alberto de Abreu. Cia Pierrot Lunar. Um grupo de atores resolve discutir a opressiva sensação do presente, as incertezas com o futuro e os valores do passado. CCBB (Circuito Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a seg., às 19h. R$ 30 (inteira). Até 12/11
PROJETO MARAVILHAS
URGENTE
PASSION POR EL TANGO
SOLTANDO OS BICHOS
MAGICALIZE
Direção: Cláudio Dias. Texto: Marcos Coletta. Propõe um recorte contemporâneo das potências e fragilidades das masculinidades e homoafetividades em espaços urbanos reais e imaginados.
Direção: Miwa Yanagizawa e Maria Sílvia Siqueira Campos. Texto: Areas Coletivo de Arte e Cia. Luna Lunera. A peça evoca temáticas como o tempo, convivência, rupturas e as dificuldades de se manter o
Espetáculo de Tango Argentino com dançarinos consagrados. Teatro Izabela Hendrix (r. da Bahia, 2.020, Lourdes, 3016-4706). Neste sáb. (10), às 20h. R$ 100.
Direção: Geraldo Alvarenga. Texto: Sérgio Abritta. O Papagaio, o Leão, a Girafa, o Tatu, o Elefante e todos os animais da floresta deixam de lado suas desavenças para lutar contra o ‘Bicho-Homem’, que
Direção: Ricardo Júdice. Encontro anual de mágicos, com a presença de cinco artistas em cena, interagindo entre si, com números individuais e
A ZEROPÉIA Direção: Francis Oliveira. Texto: Herbert de Souza (Betinho). Dona Centopeia, que ao ver os outros bichos vivendo bem com menos pernas que ela, decide amarrar as suas patas até ficar sem nenhuma, e daí começa uma grande confusão. Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/nº, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste sáb. (10), às 16h. R$ 40 (inteira); R$ 19 (postos Sinparc).
musical
PÉS NEGROS NAS ESTRELAS, COM OLHOS DE JABUTICABAS Direção e atuação: Cyda Moreno. Texto: Enio Reis. Em cena, a atriz incorpora a Mãe Preta, uma preta velha centenária no breu da noite em busca de estrelas cadentes, que resgata o prazer de contar histórias. Tambor Mineiro (r. Ituiutaba, 339, Prado). Neste sáb. (10), às 21h. R$ 20 (inteira).
planeja inundar a mata. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277-4707). Sáb. e dom., às 16h30. R$ 40 (inteira); R$ 20 (postos Sinparc). Até 2/12
STAND-UP COMEDY Suzy Brasil e Nayla Brizard. Surtom (rua dos Inconfidentes, 1.141, Savassi, 99981-2299). Neste sáb. (10), às 21h30. R$ 15 (1º lote)
LAVADEIRAS DA PRAINHA Grupo folclórico musical, formado por vinte senhorinhas de São Gonçalo do Rio Abaixo, em que elas cantam, dançam e encenam o antigo ofício de lavar roupas na beira do rio. Memorial Minas Gerais Vale (praça da Liberdade, 640, Funcionários, 3308-4000). Neste sáb. (10), às 15h. Entrada gratuita.
SUASSUNA – O AUTOR DO REINO DO SOL Direção: Andrea Alves. Texto: Bráulio Tavares. Traz na essência uma série de características de seu homenageado, Ariano Suassuna (1927- 2014) – que teria completado 90 anos em junho de 2017 – defendeu incansavelmente a brasilidade e a valorização da cultura nacional, ao mesclar a arte popular e o universo erudito em todas as suas obras. CCBB – Teatro I (Circuito Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Deste sáb. (10). a seg., às 20h. R$ 30 (inteira).
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CINEMA Direitos humanos na telona Patrícia Não há como Cassese não se identificar com a realidade mostrada em ao menos um dos títulos arrolados, assegura Beatriz Goulart, diretora da Pimenta Filmes, uma das responsáveis pela edição mineira da Mostra Cinema e Direitos Humanos. Em sua 12ª edição, que será realizada de quinta (16) a quarta (21), o evento celebra os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (adotada pela Organização das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948) exibindo 40 títulos, entre curtas, médias e longas. São produções que abordam temas como diversidade religiosa, combate à tortura, política, população em situação de rua, mulheres, pessoas idosas, indígenas ou combate ao trabalho análogo ao escravo, para citar alguns, e que contemplarão também o público infantil no recorte “Mostrinha”.
Sex. a qua. 16 a 21. nov.
FOTOS DIVULGAÇÃO
Ricardo Darín lê Galeano no documentário “Vagamundo”
“À Espera”: filme moçambicano será exibido na mostra
Entre os títulos escalados para a mostra, Beatriz cita, por exemplo, o moçambicano “À Espera”, que aborda o casamento prematuro. O país africano ocupa o 10° lugar entre os mais afetados pelo fenômeno: por lá, meninas com menos de 15 anos se casam com homens muito mais velhos, colocando em risco suas vidas por conta da eventual gravidez precoce. Outra produção que ela destaca é “Histórias da Fome no Brasil”, “cronologia da fo-
Paulo José e Ricardo Darín. Este ano, o homenageado é o ator Milton Gonçalves, com filmes como “A Rainha Diaba”, “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia”, “Eles Não Usam Black-Tie” ou “Carandiru”.
me desde o Brasil colônia, pontuando militâncias como a de Dom Hélder Câmara e a de Betinho”. E por falar no mineiro Herbert de Souza (1935 – 1077), o irmão dele, Henfil, tem sua trajetória revista no filme homônimo. “Eduardo Galeano Vagamundo”, por sua vez, traz fragmentos de uma entrevista do autor uruguaio falecido em 2015, somando a esse material a leitura de contos do autor feita por personalidades como os atores
INTERESSE Os produtores Beatriz Goulart e Alexandre Pimenta comemoram o interesse crescente do público pela iniciativa, que, vale dizer, é replicada em 26 Estados, além do DF. E, em meio à plateia
diversificada, ressaltam as várias descobertas que fizeram no curso do tempo. “Caso do grupo de deficientes visuais que acompanha a mostra praticamente desde seu início”, lembra Beatriz. Aliás, a etapa mineira do evento foi uma das pioneiras na exibição de filmes para cegos. “Com o tempo, fomos tentando vários formatos, como o de tradução simultânea, sempre buscando costurar o ato da exibição do filme à percepção que eles tiveram
e os links internos que estabeleceram”, conta. O grupo citado por Beatriz foi formado no Setor de Braille da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa. “Mas a gente procura atender a todas as diversidades. No caso dos surdos, por exemplo, há legendas”. Sobre o tema deste ano, Beatriz ressalta o papel fundamental que a ONU desempenha mundo afora. E, otimista, acredita que essa missão vai continuar encontrando respaldo. “Como disse, não há como não se identificar com algum tema. Todos nós, no comezinho da vida, estamos, de uma forma ou de outra, lidando com questões afins (às que são abordadas nos filmes)”.
12ª Mostra >Cinema e Direitos Humanos Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1.046). De 16 a 21/11. Programação no site sescmg.com.br/sescpalladium/ ou Facebook: 12ª Mostra Cinema e Direitos Humanos/Brasil
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CINEMA SUZANNA TIERRIE/DIVULGAÇÃO
Atenção! A programação abaixo se refere a este final de semana, dias 10 (sábado) e 11 (domingo)
estreias CHACRINHA – O VELHO GUERREIRO (Brasil, 2018, 1h54, 14 anos) Dir. Andrucha Waddington. Com Stepan Nercessian. A história de José Abelardo Barbosa narrada desde a época de sua juventude, quando largou a faculdade de medicina para ser locutor de rádio, até se transformar em Chacrinha. BH Shopping 10: 14h20, 17h, 19h35 e 22h10 Cineart Boulevard 1: 15h50, 18h30 e 20h50 Cineart Cidade 1: 14h, 16h20, 18h40 e 21h Cineart Contagem 7: 14h, 16h20, 18h40 e 21h Cineart Del Rey 7: 13h30, 15h50 e 20h20 Cineart Minas 6: 13h40, 16h e 20h30 Cineart Paragem 3: 14h, 16h20, 18h40 e 21h10 Cineart Via Shopping 5: 16h, 18h20 e 20h40 Diamond 5: 18h30 e 21h30 Pátio Savassi 2: 13h10, 16h, 19h e 21h40 O Grinch (*) (Dr. Seuss’ The Grinch, EUA, 2018, 1h30, ) Dir. Yarrow Cheney. O Grinch não gosta do Natal e resolve invadir os lares dos vizinhos e roubar tudo o que está relacionado à data. BH Shopping 3: 13h, 15h10, 17h30 e 20h (sessões 3D) BH Shopping 8: 12h20, 14h30 e
16h50 Cineart Betim 1: 14h30, 16h30, 18h30 e 20h30 Cineart Boulevard 2: 13h50 e 17h30 Cineart Boulevard 2: 15h40 e 19h20 (sessões 3D) Cineart Cidade 4: 11h40, 13h30, 17h10, 19h e 20h50 Cineart Cidade 4: 15h20 (sessão 3D) Cineart Cidade 4: 13h30, 17h10, 19h e 20h50 Cineart Contagem 1: 13h30, 17h10 e 19h Cineart Contagem 1: 15h20 e 20h50 (sessões 3D) Cineart Del Rey 1: 13h30, 17h10 e 19h Cineart Del Rey 1: 15h20 e 20h50 (sessões 3D) Cineart Itaú Power 5: 13h40, 17h20 e 19h10 Cineart Itaú Power 5: 15h30 e 21h (sessões 3D) Cineart Minas 1: 13h40, 17h20 e 19h10 Cineart Minas 1: 15h30 e 21h (sessões 3D) Cineart Paragem 5: 19h10 (sessão 3D) Cineart Paragem 5: 13h40, 15h30, 17h20 e 21h Cineart Via Shopping 4: 19h (*) (sessão 3D) Cineart Via Shopping 4: 13h30, 15h20, 17h10 e 20h50 Cinesercla Big 1: 17h e 20h30 (sessões 3D) Cinesercla Big 1: 15h15 e 18h45 Cinesercla Norte 1: 17h e 20h30 (sessões 3D) Cinesercla Norte 1: 15h15 e 18h45 Diamond 4: 12h50, 15h30, 17h50 e 20h10 Diamond 5: 13h50 e 16h10 (sessões 3D) Estação BH 1: 13h e 15h20 Estação BH 3: 12h45, 14h45, 17h, 19h15 e 21h30 (sessões 3D) Monte Carmo 4: 13h40, 17h20 e 19h10 Monte Carmo 4: 15h30 e 21h (sessões 3D) Pampulha 1: 15h55 e 19h40 (sessões 3D) Pampulha 6: 14h, 17h45 e 21h30 Partage Shopping Betim 1: 14h45, 17h, 19h15 e 21h30 (sessões 3D)
Claire Foy interpreta a hacker Lisbeth Salander em novo filme da saga “Millenium”
e 20h30 (*) Cineart Contagem 3: 14h30(*), 18h30(*), 20h30(*) e 16h30 Cineart Del Rey 4: 16h50, 18h50 e 20h50 Cineart Del Rey 4: 16h50, 18h50, 20h50 e 22h50 Cineart Itaú Power 4: 15h, 17h, 19h e 21h05 (*) Cineart Minas 2: 16h e 20h40 (*) Cineart Minas 5: 18h50 (*) Cineart Via Shopping 2: 15h, 17h, 19h e 21h10 (*) Cinesercla Big 4: 16h40 e 20h50 (*) Estação BH 5: 14h15(*), 16h45(*), 19h30(*) e 22h Monte Carmo 3: 14h40(*), 16h50(*), 19h e 21h10(*) Pampulha 3: 16h40, 18h50 e 21h (*) Partage Shopping Betim 4: 12h50, 15h45, 18h20 e 21h (*) Pátio Savassi 3: 18h50 e 21h30 (*) Sessões dubladas
Partage Shopping Betim 3: 13h35, 15h55 e 18h10 Pátio Savassi 3: 14h20 e 16h30 Pátio Savassi 6: 12h30, 15h30 e 18h20 (sessões 3D) (*) Sessões dubladas
MILLENNIUM: A GAROTA NA TEIA DE ARANHA (The Girl in the Spider’s Web: A New Dragon Tattoo Story, EUA, 2018, 1h57, 16 anos) Dir. Fede Alvarez. Com Claire Foy, Sverrir Gudnason, Sylvia Hoeks. Uma jovem hacker e um jornalista se vêem capturados numa teia de espiões, criminosos cibernéticos e oficiais corruptos. BH Shopping 5: 13h50, 16h40, 19h20 e 22h Cineart Boulevard 2: 21h10 Cineart Boulevard 3: 14h10 e 19h Cineart Cidade 5: 11h50(*), 14h20(*), 16h40(*), 18h50(*) e 21h05 Cineart Cidade 5: 14h20(*), 16h40(*), 18h50(*) e 21h05
Cineart Contagem 5: 14h20(*), 16h40(*), 18h50 e 21h05(*) Cineart Del Rey 6: 13h40, 16h10, 18h20 e 20h30 Cineart Del Rey 6: 13h40, 16h10, 18h20, 20h30 e 23h Cineart Itaú Power 2: 14h10, 16h25, 18h40 e 21h (*) Cinesercla Big 2: 14h20, 16h30, 18h40 e 20h50 (*) Cinesercla Norte 5: 14h20, 16h30, 18h40 e 20h50 (*) Diamond 3: 16h50, 19h30 e 22h10 Estação BH 6: 14h30(*), 17h15(*), 19h45 e 22h15(*) Monte Carmo 5: 13h50(), 16h, 18h40(*) e 20h50 Net Cineart Ponteio 3: 14h10, 16h30, 18h50 e 21h10 Pampulha 2: 14h35, 16h45, 18h55 e 21h10 (*) Partage Shopping Betim 5: 13h40, 16h20, 19h e 21h50 (*) Pátio Savassi 8: 14h10, 16h55 e 19h30 (*) Sessões dubladas
MUSEU
A PRECE
(Museo, México, 2018, 2h06, 16 anos) Dir. Alonso Ruizpalacios. Com Gael García Bernal. Juan Nuñez e Benjamin Wilson roubam o Museu Nacional de Antropologia da Cidade do México. A magnitude do crime é imensa e leva esses jovens indolentes a um caminho descontrolado. Belas 1: 16h30 e 21h20 Belas 1: 11h(Clube do professor. Somente para cadastrados), 16h30 e 21h20
(La Prière, França, 2018, 1h47, 14 anos) Dir. Cédric Kahn. Com Anthony Bajon, Alex Brendemühl, Damien Chapelle. Thomas é viciado em drogas e, para dar um fim à esse hábito, decide participar de uma comunidade de ex-usuários que vivem isolados nas montanhas. Belas 1: 14h30 e 19h
OPERAÇÃO OVERLORD (Overlord, EUA, 2018, 1h50, 16 anos) Dir. Julius Avery. Com Jovan Adepo, Pilou Asbæk, Wyatt Russell. A história de dois soldados norte-americanos atrás das linhas inimigas no Dia D. BH Shopping 8: 19h10 BH Shopping 9: 16h30 Cineart Boulevard 4: 19h e 21h Cineart Boulevard Imax: 16h30 Cineart Cidade 6: 12h, 14h30, 16h30, 18h30 e 20h30 (*) Cineart Cidade 6: 14h30, 16h30, 18h30
TODAS AS CANÇÕES DE AMOR (Brasil, 2018, 1h32, 14 anos) Dir. Joana Mariani. Com Marina Ruy Barbosa, Bruno Gagliasso, Luíza Mariani. Chico e Ana se mudam para um apartamento em São Paulo. Na arrumação, ela acha uma fita k7 e decide escutar e se depara com um mixtape de Clarisse, antiga moradora do lugar. Belas 3: 15h30 e 19h30 Cineart Cidade 8: 13h15, 17h20 e 19h15 Net Cineart Ponteio 2: 16h40, 18h40 e 20h40
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CINEMA SUZANNA TIERRIE/DIVULGAÇÃO
continuam em cartaz BOHEMIAN RHAPSODY (Bohemian Rhapsody, EUA, 2018, 2h15, 16 anos) Dir. Bryan Singer. Com Rami Malek, Aaron McCusker, Lucy Boynton. Cinebiografia sobre o vocalista da banda Queen, Freddie Mercury, que nasceu na Tanzânia e se mudou para a Inglaterra durante a adolescência. O filme compreende cerca de 15 anos da vida do cantor, até o festival Live Aid, em 1985. BH Shopping 2: 15h30, 18h30 e 21h30 BH Shopping 3: 22h15 Cineart Boulevard 4: 16h20 Cineart Boulevard Imax: 14h, 18h30 e 21h15 Cineart Cidade 7: 13h(*), 15h40(*), 18h20(*) e 21h Cineart Contagem 4: 16h10(*), 18h45(*) e 21h15 Cineart Del Rey 1: 22h40 Cineart Del Rey 5: 13h20, 16h, 18h30 e 21h Cineart Minas 4: 16h(*), 18h40(*) e 21h10 Cinesercla Big 5: 16h20 e 20h40 (*) Cinesercla Norte 3: 15h40, 18h10 e 20h40 (*) Diamond 1: 14h30, 17h230 e 20h30 Diamond 1: 14h30, 17h30 e 20h40 Diamond 6: 21h40 Estação BH 2: 18h e 20h45 (*) Monte Carmo 1: 16h10(*) e 20h50 Net Cineart Ponteio Premier: 13h40, 16h10, 18h40 e 21h10 Pampulha 5: 16h30 e 21h05 (*) Partage Shopping Betim 6: 15h30, 18h30 e 21h40 (*) Pátio Savassi 5: 15h, 18h e 21h Pátio Savassi 6: 20h30 Pátio Savassi 8: 22h (*) Sessões dubladas
A CASA QUE JACK CONSTRUIU (The House That Jack Built, Dinamarca, 2018, 2h35, 18 anos) Dir. Lars von Trier. Com Matt Dillon, Bruno Ganz, Uma Thurman. A história do personagem Jack, ao longo de 12 anos, mostrando os assassinatos que definem sua personalidade como serial killer. Belas 2: 16h20
O DOUTRINADOR (Brasil, 2018, 1h50, 16 anos) Dir. Gustavo Bonafé. Com Kiko Pissolato, Samuel de Assis, Tainá Medina. Um vigilante mascarado, por trás do disfarce de “doutrinador”, decide atacar a impunidade que permite que políticos e donos de empreiteiras enriqueçam às custas da miséria e do trabalho da população brasileira. BH Shopping 9: 14h Cineart Cidade 8: 15h10 e 21h10 Cineart Contagem 8: 16h50 e 21h15 Cineart Del Rey 7: 18h10 Cineart Itaú Power 1: 20h40 Cineart Minas 6: 18h20
Cineart Paragem 4: 20h50 Cineart Via Shopping 5: 13h40 Cinesercla Big 3: 20h40 Diamond 3: 14h Diamond 4: 22h30 Monte Carmo 2: 20h30 Net Cineart Ponteio 2: 14h30 Pampulha 4: 14h25, 16h35 e 18h45 Partage Shopping Betim 7: 17h20 e 20h Pátio Savassi 4: 13h20 e 15h50 Pátio Savassi 7: 20h
16h Águas Tempestuosas, de Jean Grémillon (Remorques, FRA, 1941). Integra a monstra Cineclube Rocinante/Realismo Poético Francês.Sessão seguida de debate 18h30 O Grande Ditador, de Charles Chaplin (The Great Dictator, EUA, 1940) 20h45 Arquitetura da Destruição, de Peter Cohen (Undergångens Arkitektur,SE, 1989) Neste domingo (11) 16h A Ascensão, de Larisa Shepitko (Voskhozhdeniye, URSS, 1977) 18h Amarcord, de Federico Fellini (FRA-ITA, 1973) 20h15 O Ovo da Serpente, de Ingmar Bergman (FRA-ITA, 1973)
FÚRIA EM ALTO MAR (Hunter Killer, EUA, 2018, 2h02, 14 anos) Dir. Donovan Marsh. Com Gerard Butler, Common, Gary Oldman. Um capitão inexperiente de um submarino junta-se à Marinha norte-americana para resgatar o presidente russo, sequestrado por um general trapaceiro. Cineart Paragem 2: 21h (sessão dublada)
Segunda (12) 15h Katyn, de Andrzej Wajda (POL, 2007) 17h15 Noite e Neblina, de Alain Resnais (Nuit et Brouillard, FRA, 1955) e Mundo de Glória, de Roy Andersson (Härlig är jorden, SE, 1991) 18h15 Filhos da Guerra, de Agnieszka Holland (Europa Europa, ALE-FRAPOL, 1990) 20h15 O Diário de Anne Frank, de George Stevens (The Diary of Anne Frank, EUA, 1959)
HALLOWEEN (Halloween, EUA, 2018, 1h49, 14 anos) Dir. David Gordon Green. Com Jamie Lee Curtis, Haluk Bilginer, Judy Greer. Em uma noite de Halloween, Laurie Strode escapou de Michael Myers e, 40 anos após o ocorrido, ainda é perseguida pela memória. Quando volta a Haddonfield, ela está preparada para enfrentá-lo. BH Shopping 9: 21h55 Cineart Betim 3: 21h (*) Cineart Boulevard 5: 16h35 e 21h Cineart Cidade 2: 15h, 19h e 21h10 (*) Cineart Contagem 6: 16h e 20h50 (*) Cineart Del Rey 3: 14h(*) e 18h30 Cineart Del Rey 3: 14h(*), 18h30 e 23h10 Cineart Itaú Power 6: 16h10 e 20h40 (*) Cineart Minas 5: 14h10, 16h30 e 21h (*) Cineart Paragem 1: 16h10 e 20h50 Cineart Via Shopping 3: 16h15 e 20h50 (*) Cinesercla Big 4: 14h35 e 18h45 (*) Cinesercla Norte 2: 20h40 (*) Estação BH 1: 17h45, 20h15 e 22h30 (*) Monte Carmo 6: 16h30 e 20h50 (*) Pampulha 4: 20h55 (*) Partage Shopping Betim 2: 18h50 e 22h (*) Pátio Savassi 4: 18h40 e 21h50 (*) Sessões dubladas
JOHNNY ENGLISH 3.0 (*) (Johnny English Strikes Again, Reino Unido, 2018, 1h29, 10 anos) Dir. David Kerr. Com Rowan Atkinson, Emma Thompson, Olga Kurylenko. Após um ataque cibernético revelar a identidade de todos os agentes secretos britânicos, Johnny English é convocado para deixar sua aposentadoria e descobrir o hacker por trás do plano de ataque. BH Shopping 8: 21h50 (sessão legendada) Cineart Cidade 2: 13h10 e 17h10 Cineart Contagem 2: 20h40 Cineart Del Rey 4: 14h50 Cineart Via Shopping 1: 16h30 Cinesercla Big 5: 14h35 e 18h50 Pampulha 5: 14h30 e 19h05 Partage Shopping Betim 3: 20h40
Em “Chacrinha”, história de José Abelardo Barbosa é narrada desde a juventude LEGALIZE JÁ - AMIZADE NUNCA MORRE (Brasil, 2016, 1h 30, 16 anos) Dir. Johnny Araújo, Gustavo Bonafé. Com Renato Góes, Ernesto Alterio, Ícaro Silva. Skunk é um músico, revoltado com a opressão e o preconceito diários sofrido pelas comunidades de baixa renda. Ele conhece Marcelo e o gosto pelo mesmo estilo musical os aproxima. Impulsionado por Skunk, ele adentra o universo da música e, juntos, formam a banda Planet Hemp. Cineart Paragem 4: 18h50
MY NAME IS NOW, ELZA SOARES (Brasil, 2018, 1h13, 12 anos) Dir. Elizabete Martins Campos. Elza Soares chega, cara a cara, ultrapassa tempo, espaço, perdas e sucessos. Em um rito fílmico, nua e crua, ao mesmo tempo frágil e forte, real e sobrenatural, ela incorpora a ancestralidade brasileira, transcende em música e canta, gloriosamente, em “My Name is Now”. Belas 3: 17h30 e 21h30
NASCE UMA ESTRELA (A Star Is Born, EUA, 2018, 2h16, 14 anos) Dir. Bradley Cooper. Com Lady Gaga, Bradley Cooper, Sam Elliott. A história de amor entre a cantora Ally que, ao mesmo tempo que ascende ao estrelato, seu parceiro Jackson, um renomado artista, cai no esquecimento. BH Shopping 4: 15h40, 18h40 e 21h40 Cineart Boulevard 3: 16h25 e 21h15 Cineart Del Rey 2: 21h Diamond 2: 15h50, 18h50 e 21h50 Net Cineart Ponteio 4: 15h e 21h05 Pátio Savassi 1: 16h10, 19h10 e 22h10
(*) Sessões dubladas WARNER BROS/DIVULGAÇÃO
“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindewald” tem pré-estreia a partir da próxima terça-feira (13); salas da rede Cineart e Cinemark fazem venda antecipada de ingressos
UMA NOITE DE 12 ANOS (La Noche de 12 Años, Uruguai/ Espanha/ Argentina, 2018, 2h02, 12 anos) Dir. Alvaro Brechner. Com Antonio de la Torre, Chino Darín, Soledad Villamil. História de José Mujica, ex-presidente do Uruguai, Mauricio Rosencof, jornalista e escritor, e Eleuterio Fernández Huidobro, ex-ministro da Defesa, que, juntos, passaram por situações de extrema tortura física e psicológica. Belas 2: 14h, 19h10 e 21h40
PÉ PEQUENO (*) (Smallfoot, EUA, 2018, 1h37, livre) Dir. Karey Kirkpatrick. Um Yetl, também conhecido como “Pé Grande”, está convencido de que as criaturas evasivas conhecidas como “seres humanos” realmente existem. Cineart Contagem 4: 14h Cineart Minas 4: 14h Cineart Paragem 1: 14h10 Cineart Via Shopping 1: 14h30 Pampulha 3: 14h40 (*) Sessões dubladas
O PRIMEIRO HOMEM (First Man, EUA, 2018, 2h22, 12 anos) Dir. Damien Chazelle. A vida do astronauta norte-americano Neil Armstrong e sua jornada para se tornar o primeiro homem a andar na Lua. Os sacrifícios e custos de Neil e toda uma nação durante uma das mais perigosas missões na história das viagens espaciais. Net Cineart Ponteio 4: 18h20
O QUEBRA-NOZES E OS QUATRO REINOS (*) (The Nutcracker and the Four Realms, EUA, 2018, 1h40, livre) Dir. Lasse Hallström, Joe Johnston. Com Mackenzie Foy, Keira Knightley, Matthew MacFadyen. Clara perde a única chave mágica capaz de abrir um presente de valor incalculável dado por seu padrinho. Ela decide, então, iniciar uma jornada de resgate que a leva pelo Reino dos Doces, o Reino das Neves, o Reino das Flores e o Quarto Reino. BH Shopping 1: 12h30 e 17h40 BH Shopping 1: 14h50 e 20h20 (sessões 3D) Cineart Betim 3: 14h, 16h20 e 18h30 Cineart Boulevard 5: 14h30 e 18h50 Cineart Cidade 3: 14h10 e 18h30 Cineart Contagem 2: 13h50, 16h e 18h30 Cineart Del Rey 2: 14h20 e 18h40 Cineart Del Rey 2: 16h30 (sessão 3D) Cineart Itaú Power 6: 14h (sessão 3D) Cineart Itaú Power 6: 18h30 Cineart Minas 2: 13h50 (sessão 3D) Cineart Minas 2: 18h30 Cineart Paragem 2: 14h30, 16h50 e 18h50 Cineart Via Shopping 3: 14h e 18h30 Cinesercla Big 3: 14h40, 16h40 e 18h40 Cinesercla Norte 2: 14h40, 16h40 e 18h40 Diamond 6: 16h30 e 19h Estação BH 2: 13h15 e 15h40 (sessões 3D) Monte Carmo 1: 14h e 18h45 Pampulha 1: 13h55, 17h40 e 21h25 (sessões 3D) Pampulha 6: 15h45 e 19h30 Partage Shopping Betim 2: 12h40 Pátio Savassi 7: 12h50, 15h15 e 17h40
(*) Sessões dubladas
TUDO POR UM POPSTAR (Brasil, 2018, 1h23, livre) Dir. Bruno Garotti. Com Maísa Silva, Klara Castanho, Mel Maia. A banda Slavabody anuncia que vai tocar no Rio de Janeiro. Gabi e suas amigas farão de tudo para convencer os pais a deixarem elas saírem de uma cidade no interior para assistir ao show. BH Shopping 4: 13h30 Cineart Betim 2: 14h40, 16h40, 18h40 e 20h40 Cineart Boulevard 1: 14h Cineart Contagem 8: 14h40 e 19h Cineart Itaú Power 1: 14h40, 16h40 e 18h30 Cineart Paragem 4: 14h20 e 16h30 Diamond 1: 12h20 Diamond 2: 13h30 Diamond 6: 14h15 Monte Carmo 2: 14h20, 16h30 e 18h40 Partage Shopping Betim 1: 12h35 Partage Shopping Betim 6: 13h25 Partage Shopping Betim 7: 12h55 e 15h10 Pátio Savassi 1: 14h
VENOM (Venom, EUA, 2018, 1h52, 16 anos) Dir. Ruben Fleischer. Com Tom Hardy, Michelle Williams, Riz Ahmed. Eddie Brock é um jornalista que investiga o trabalho de um cientista, suspeito de utilizar cobaias humanas em experimentos mortais. Quando ele entra em contato com um simbionte alienígena, Eddie se torna Venom, uma máquina de matar incontrolável. BH Shopping 9: 19h Cineart Boulevard 4: 14h Cineart Cidade 3: 16h20 e 20h40 (*) Cineart Contagem 6: 13h40 e 18h30 (*) Cineart Del Rey 3: 16h20(*) e 20h40 Cineart Itaú Power 3: 14h, 16h20, 18h35 e 20h50 (*) Cineart Minas 3: 14h, 16h40, 19h e 21h15 (*) Cineart Paragem 1: 18h30 Cineart Via Shopping 1: 18h30 e 20h40 (*) Estação BH 4: 13h30, 16h, 18h30 e 21h15 (*) (sessões 3D) Monte Carmo 6: 14h10 e 18h35 (*) Partage Shopping Betim 2: 16h (*) (*) Sessões dubladas
sessão especial TURMA DA MÔNICA (Brasil, 2018, 1h20, livre) Dir. Maurício de Sousa Produções. A baixinha mais amada do país extrapolou as telas da TV e dominou também os cinemas com o especial "Surra de Sansão". BH Shopping 2: 13h40
mostras ERA DOS EXTREMOS (*) Neste sábado (10)
Terça (13) 15h O Pianista, de Roman Polanski (The Pianist, ALE-EUA-FRA-POL-RU, 2002) 18h O Exército das Sombras, de JeanPierre Melville (L’armée des ombres, FRA-ITA, 1969) 20h30 Mephisto, de István Szabó (ALE-AUS-HUN, 1981) Quarta (14) 17h Amarelo, O Sol, de Marguerite Duras (Jaune Le Soleil, FRA, 1971). Sessão comentada 19h30 Proibido!, de Samuel Fuller (Verboten!, EUA, 1959) 21h15 O Homem do Prego, de Sidney Lumet (The Pawnbroker, EUA, 1964) Quinta (15) 15h Casablanca, de Michael Curtiz (EUA, 1942) 17h Amar e Morrer, de Douglas Sirk (A Time to Love and a Time to Die, EUA, 1958) 19h30 Julgamento em Nuremberg, de Stanley Kramer (Judgment at Nuremberg, EUA, 1961) Sexta (16) 15h Lili Marlene, de Rainer Werner Fassbinder (ALE, 1981) 17h15 Bent, de Sean Mathias (JAPRU, 1997) 19h15 O Jardim dos Finzi-Contini, de Vittorio de Sica (Il giardino dei Finzi Contini, ALE-ITA, 1970) 21h Amarcord, de Federico Fellini (FRA-ITA, 1973) (*) Cine Humberto Mauro (Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro). Entrada Gratuita mediante retirada de ingresso meia hora antes da sessão.
2ª MOSTRA SESC DE CINEMA – ETAPA NACIONAL (*) Neste domingo (11) 17h30 Aurora 1964 (Diego Di Niglio, PE) Terça (13) 20h O sol nasceu para todos (Alan Mano K., DF) Quarta (14) 20h Leste Oeste (Rodrigo Grota,PR) Quinta (15) 20h Baronesa (Juliana Antunes, MG)
12ª MOSTRA CINEMA E DIREITOS HUMANOS (*) Leia mais na página 21 (*) Cine Sesc (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada gratuita
20 ANOS DO IBERMEDIA (*) Neste sábado (10) 19h Santa & Andrés ( Carlos Lechuga, Cuba/ COL/ FRA, 2016) Neste domingo (11) 17h O Pântano (Lucrecia Martel ARG, 2001) 19h Alba (Ana Cristina Barragán, EQU/ MEX/ GRE, 2016) (*) Mis Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). Entrada gratuita
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GAROTO E GAROTA SUPER >Outros cinco meninos e cinco meninas haviam sido selecionados por júri
Conheça quem são os 10 novos candidatos da final Você votou nos jovens que gostaria de ver na grande final do Garoto e Garota Super 2018 e, agora, é hora de conferir o resultado. Graças à sua contribuição, cinco meninas e cinco meninos avançaram mais uma etapa em busca da conquista do título de mais belo (a) de Minas Gerais (confira ao lado). Chegar até aqui não foi fácil. Primeiramente, eles tiveram que preencher uma ficha de inscrição e enviar fotos de corpo e de rosto para a organização do concurso, que recebeu centenas de envelopes ao longo do período de candidatura. Depois, cada um foi chamado para uma seletiva presencial, totalizando 160 pessoas. Cinco garotos e cinco garotas foram diretamente para a final. Outros 15 participantes de cada sexo disputaram as dez vagas restantes no concurso, por meio da votação popular. Agora, os 20 jovens ao lado têm o último desafio pela frente: o de desfilarem, no dia 23 de novembro, no KM de Vantagens Hall, para uma grande plateia e para o corpo de jurados do concurso. Ao fim, será anunciado o casal mais belo do Estado, que também ganhará prêmios incríveis, como moto, viagem, contrato com o Super Notícia, entre outros.
CLASSIFICADOS - Votação popular
SHOWS Acompanhou tudo até aqui e quer ver de pertinho essa emocionante disputa? Dá tempo de você garantir o seu lugar nesse grande dia. Para deixar a noite de encerramento mais especial, a dupla Anavitória fará um show completo para encerrar o evento. Além disso, o cantor Zeeba, sucesso internacional, também marcará presença, se apresentando durante o desfile. Os ingressos já estão sendo vendidos por R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia) e podem ser adquiridos na portaria do evento ou, então, pelo site www.ticketsforfun.com.br.
FOTOS PEDRO NICOLI/DIVULGAÇÃO
Juliana Siqueira
Davidson Ribeiro, 23 anos Contagem
Gabriel Fabiano, 20 anos Pedro Leopoldo
Guilherme Silva, 21 anos Esmeraldas
Iago Adriano, 25 anos Igarapé
Luiz Onofre, 22 anos Lavras
Ana Carolina, 19 anos Florestal
Fernanda Sérpa, 21 anos Contagem
Mariana Lemos, 20 anos Dores do Indaiá
Ohana Marra, 24 anos Betim
Vitória Jhuly, 17 anos Betim
CLASSIFICADOS - Júri especial
Álvaro Viana, 24 anos Belo Horizonte
Bernardo Freitas, 20 anos Betim
Marcos Tadeu, 24 anos Mariana
Rodolfo Matos, 25 anos Codisburgo
Thiago Oliveira, 21 anos Sete Lagoas
Caroline Hermes, 25 anos Belo Horizonte
Gabriela Souza, 21 anos Contagem
Giovanna Vaz, 18 anos Belo Horizonte
Lorena das Neves, 18 anos Belo Horizonte
Paula Galvão, 19 anos Belo Horizonte
show com:
PATROCÍNIO: REALIZAÇÃO
APOIO: PARCEIROS:
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estilo PELE LINDA> Que tal reduzir o inchaço e aplicar o creme da rotina de skincare com mais potência? LA ROCHE-POSAY /DOVULGAÇÃO
Massagem facial é aliada da beleza
O conceito da drenagem facial é quase o mesmo da corporal, que auxilia no combate da retenção de líquidos e o desbloqueio dos gânglios linfáticos
FOTOS MOISES SILVA
PASSOS:
1 Inicie a massagem apoiando os dedos ao lado do pescoço e faça movimentos de baixo para cima, em direção à nuca e ao lóbulo da orelha
2 Deslize a ponta dos dedos suavemente para baixo, descendo até a base do pescoço. Isso ajuda também a amenizar a flacidez
3 Com os dedos, faça movimentos firmes nas bochechas até chegar quase às o relhas, de baixo pra cima. Esse movimento dá mais firmeza muscular
Lorena K. Cremes e outros Martins produtos revolucionários de cuidados com a pele têm sempre uma promessa em comum: renovar a face e proporcionar benefícios inimagináveis à rotina de beleza. Contudo, a potencialização dos efeitos dos dermocosméticos ganhou uma aliada poderosa: a massagem facial. A boa notícia é que ela pode ser realizada em casa e deve ser feita principalmente à noite, para reverter o inchaço adquirido ao longo do dia. Para a fisioterapeuta Caroline Souza Costa, que atua na Clínica Bruno Vargas, a drenagem facial traz outros benefícios como “a eliminação de toxinas, a ativação, a melhora da circulação da pele, além da eliminação de edemas”. “Todos esses pontos auxiliam sistematicamente em uma melhora geral na qualidade da pele”, descreve. A fisioterapeuta alerta quanto aos resultados a longo prazo. “A drenagem oumassagem melhora a qualidade da pele de maneira geral, ou seja, aumenta o viço naturale a oxigenação que, consequentemente, trarão uma pele mais saudável e bonita”, alerta.
HERANÇA Os movimentos da massagem facial são inspirados no kobido, uma massagem milenar japonesa que envolve até movimentosde shiatsu que estimulamos nervos do rosto. Atualmente, a técnica está presente em clínicas de estética focada em prevenir ou suavizar rugas e combater a flacidez. Para a terapeuta holística Rolesi Reis, da clínica Reset, a técnica também é indicada para relaxar a musculatura da face, bem como dissolver os pontos de tensão ao ativar
a circulação do rosto. E promove um profundo relaxamento também quando é aliada à aromaterapia. Nesse caso, ela aconselha ainda fazer os movimentos em direção às articulações, usando somente uma essência mentolada, ideal para “abrir as vias aéreas e fazer com que o ar flua mais nos pulmões”. Ela aconselha que essa automassagem seja feita até três vezes ao dia, com o intuito de desinchar e aliviar as tensões provocadas pelo estresse – veja o passo a passo ensinado por ela nesta página. O tempo? Depende da sua disposição: de cinco a 20 minutos, e cada passo com repetições de cinco a sete vezes. É justamente este outro ponto positivo da técnica: o alívio da expressão pesada e cansada da face. “A massagem é o resultado do alinhamento entre a beleza e o equilíbrio do corpo. Não adianta ter uma articulação boa se o músculo da face estiver tensionado. O estresse do dia a dia também interfere na nossa beleza facial”, alerta ela. COMO FAZER De fato, a massagem facial é uma opção barata para colaborar com o rejuvenescimento da pele, mas a fisioterapeuta Caroline sugere que seja realizada com cremes hidratantes e anti-idade ou qualquer outro que faça parte da rotina de skincare. O cuidado é com a forma como as manobras são realizadas. “Os movimentos são realizados de forma leve, em pontos específicos e direcionados para os locais ondeexistem os gânglios linfáticos,por exemplo, atrás daorelha, pescoço, abaixo da maxila, entre outros. E devem ser feitos em sentido periférico, ou seja, de dentro para fora”, explica.
4 Apoie as pontas dos dedos na parte superior dos lábios e faça movimentos para baixo continuamente, passando por toda a região do buço
5 Faça leves compreensões na região do nariz, do centro para os cantos externos, rumo às orelhas. Esse movimento também ajuda a minimizar olheiras
6 Com as pontas dos dedos sobre a testa e as têmporas, deslize-as com movimentos suaves. Essa técnica ajuda a suavizar as rugas da região
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CONTEÚDO ESPECIAL >A técnica Be Brow alia o hiper-realismo dos fios ao tom exato da cor desejada
Sobrancelhas bem naturais WESLEY CARVALHO/DIVULGAÇÃO
O sonho de uma sobrancelha sem falhas e com design harmônico com o formato do rosto é realidade para muitas mulheres graças às técnicas de preenchimento de fios. O Microblanding, ou Tebori, Ombré e Shadow Lines, são alguns dos métodos mais populares quando se fala em transformação das sobrancelhas. Como a demanda pelo procedimento cresce a cada dia, os profissionais estão sempre em busca do aperfeiçoamento das técnicas. É nesse caminho de aprimoramento que surge a Be Brow, novo método de pigmentação que permite fios mais realistas. “A Be Brow é a mais indicada para quem busca naturalidade, tanto no design dos fios quanto na tonalidade”, afirma a especialista em micropigmentação e estética do Instituto Eliza Martins, Elisângela Oliveira. A Be Brow segue a mesma linha de execução da Microblanding, na qual o
Tebori, uma caneta composta por microlâminas, desenha e reconstitui as sobrancelhas. “A Be Brow permite que a sobrancelha seja totalmente desenhada ou somente que as falhas sejam corrigidas. Conseguimos fios mais finos, que se assemelham aos naturais, e também um preenchimento harmônico. Lembrando que cada pessoa tem um desenho único de sobrancelhas, como uma impressão digital, que confere personalidade ao olhar, por isso, não devemos querer copiar sobrancelhas de famosos e nem nos render a modas passageiras”, explica Elisângela. Ainda de acordo com a especialista, aliado ao uso
ONDE FAZER Instituto Eliza Martins Rua Pernambuco, 849 – Funcionários – Belo Horizonte Contato (31) 3047-7007 ou (31) 3024-7007
do Tebori, está a colorimetria, em que a tonalidade de pele é analisada individualmente e, então, é escolhida a pigmentação exata. “Esse estudo de tons nos permite evidenciar a região dos olhos com maior naturalidade. Esse ponto é muito importante, pois a maior parte das mulheres reclama que com as outras técnicas, além dos fios grossos, são utilizadas cores que ‘pesam o olhar’. A Be Brow permite justamente o contrário: cores leves, ideais para cada tonalidade de pele e fios hiper-realistas”, enfatiza a profissional. O procedimento leva cerca de uma hora e meia para ser realizado e sua duração média é de um ano, ressaltando que a durabilidade tende a ser menor em peles oleosas. “Fazemos cuidadosamente o desing da sobrancelha, respeitando os traços e as características do formato do rosto de cada cliente, associado a melhor escolha da colorimetria. O trabalho consiste em valorizar o olhar por meio de sobrance-
Harmonia
Novo método de pigmentação permite fios ainda mais finos
lhas perfeitas, afinal as sobrancelhas funcionam como molduras dos olhos e são fundamentais para garantir o equilíbrio dos traços do rosto e a leveza do olhar”,
acrescenta Elisângela. Além de técnicas associadas à micropigmentação, o Instituto Eliza Martins também oferece tratamentos e procedimentos
estéticos corporais e faciais, como carboxterapia, limpeza de pele, pellings químicos, massagem relaxante e detox, entre outros.
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crônica
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
Socorro! Cadê o Zé Maria??? ARQUIVO PESSOAL
n t e s que vire um livro, finalizo a história dos aguapés da lagoa da Pampulha no ano de 1993. Quem os viu não esquece, principalmente os moradores da região. Ricos ou pobres, sem exceção, sofreram na pele as picadas dos milhões de pernilongos que ali proliferaram. Pernilongos e aguapés, que dupla! Um diretamente ligado ao outro. Fim dos aguapés – fim dos pernilongos. Como disse nas duas últimas crônicas, no início trabalhávamos em dois turnos, inclusive nos fins de semana, quando possuíamos um espaço reservado na orla para movimentar máquinas e caminhões. Com a BHTrans, adquirimos algumas placas e cavaletes. E, a pedido dela, confeccionei dezenas de bandeirinhas vermelhas para sinalização. Havia um desvio destinado aos pedestres, motoristas e ciclistas. O problema era a curiosidade: dos pedestres, motoristas e ciclistas. Afinal, ver as escavadeiras, recolhendo montanhas de plantas e lixo ao mesmo tempo, acabou atraindo a atenção de todos. Até eu, que assistia a isso o dia inteiro, me impressionava. Os motoristas, curiosos para ver as máquinas, freavam de re-
A
pente. Ciclistas, olhando para os aguapés e escavadeiras, em vez de olhar pra rua, trombavam nos carros e, para o nosso desespero, nos caminhões. Pedestres também se aproximavam – mais do que deveriam. E constatava desanimada que minhas bandeirinhas desapareciam nas mãos de espertos gatunos. Descobri, enfim, que, assim como o zoológico, o museu e a Igrejinha, os aguapés da lagoa tinham virado atração na Pampulha. Imagina! Aquela praga toda fazendo sucesso! Sempre fui calma, conto no dedo as vezes em que me irritei com alguém na vida. E foi uma ciclista atrevida que conseguiu me tirar do sério. Sábado pós-chuva, eu de barro dos pés à cabeça, arrumando as placas, conferindo bandeirinhas, pacientemente respondendo aos curiosos as perguntas de sempre, quando escuto os gritos: – ISSO É UM ABSURDO! UMA FALTA DE RESPEITO! E BLABLABLÁ. – Tudo isso aos berros. Assustada, corri para ver o que era. A mulher, jovem, bonita, de training claro, viseira, óculos escuros, fazendo o maior barraco, pois, em vez de passar pelo desvio, resolveu seguir em frente. Tragédia! Um respingo de barro caíra em sua roupa. Pra quê! Falou tanto desaforo com nossos funcionários, que pensei que alguém a tivesse destratado. Nada! To-
dos calados, escutando. – PRA QUE TRABALHAR NO FIM DE SEMANA? NÃO VEEM QUE ATRAPALHAM? VOU RECLAMAR COM A PREFEITURA! Um dos funcionários tentou argumentar e escutou mais desaforos. Não aguentei e, claro, entrei no quiproquó. A primeira coisa que perguntei a ela foi: – Você não mora na Pampulha, mora? – Não; ela não morava. E eu: – Bem se vê, porque quem mora na região não se cansa de nos agradecer. Não é você que fica engolindo pernilongo o dia inteiro e passa noites em claro se protegendo das
picadas. Ali (apontei para a placa) está o desvio, entrou aqui porque quis. E tem mais: essa lagoa tem 18 km de extensão, por que tem que vir encher a sacola por causa de cem metros? Nem eu acreditei, mas também falei isso aos gritos. Achei-a tão prepotente e sem educação, que não consegui me segurar. E ela, com o nariz empinadíssimo, saiu resmungando abobrinhas. Uma grossa! E já que o assunto é barraco, digo, barro... Logo no início do trabalho, quando ainda não conhecíamos bem o “habitat de uma lagoa aguapezada”, aconteceu um fato que poderia ter
sido trágico, se não tivesse sido tão cômico. Num dos barcos, Alan, Zé Maria e alguns ajudantes se aproximavam do canal. De repente, o barco encostou-se numa banca de terra. E o Alan, pensando ter alcançado a margem, jogou a corda ao Zé Maria e gritou: – Pula aí e amarra! – E ele, com a corda e o gancho na mão, pulou. Quer dizer; pulou e sumiu, deixando à vista somente o bonezinho vermelho. Pânico total! “CADÊ O ZÉ MARIA???”, perguntavam-se assustados, até vê-lo, apavorado, ressurgir das profundezas. A terra não era terra, mas aguapés ressecados, cober-
tos por camadas de barro seco. Ninguém poderia imaginar que, debaixo daquilo, existisse água. Na mesma hora apelidamos a “encrenca” de “Ilha do Zé Maria”. No decorrer do trabalho, descobrimos dezenas das tais ilhas, algumas enormes, flutuando no meio da lagoa. Quem nunca viu seria capaz de jurar tratar-se de terra firme, onde, naturalmente, poderia descer e caminhar. E foi o que aconteceu com o cameraman de um canal de televisão. Desejando sair do barco para uma tomada externa, pulou entusiasmado. De um lado, terra firme; do outro, “Ilha do Zé Maria”. Adivinhem pra onde ele foi? Ao perceber a tragédia iminente, tentei alertá-lo. Era tarde: o sujeito já havia se atolado até a alma. Ele e sua filmadora. Enfim, termino a saga dos aguapés. Como disse, a lagoa sempre me fascinou. Adoro vê-la de manhãzinha se confundindo com a neblina. Vê-la com chuva, com sol, no ocaso... Linda! E, às vezes, tão maltratada. Lagoa que faz parte da minha história. E de pensar que ainda existem especuladores querendo construir prédios ao seu redor... Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
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pampulha VISIT ICELAND/DIVULGAÇÃO
WCírculo Dourado. Os passeios mais próximos de Reykjavík. Páginas 8 e 9 WAkureyri. Atrações que parecem pertencer a outro planeta. Página 12
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BELO HORIZONTE Sábado 10/11/2018
EDIÇÃO ESPECIAL
Entre gelo e fogo Roteiro lançado neste ano pela operadora Queensberry revela cenários únicos e surpreendentes da Islândia
W2 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de novembro de 2018
paulo campos
Acompanhe as dicas de Paulo Campos no quadro Super Viagem, de segunda a sábado, às 9h55, 15h30 e 20h55
paulocampos@otempo.com.br
sala vip W
American Travel faz lançamento oficial em Belo Horizonte Com nove anos de mercado, a American Travel fez, no dia 31, seu lançamento oficial em Minas Gerais com um treinamento de capacitação no destino Disney, hoje carro-che-
fe da operadora. Na oportunidade, o diretor da empresa, Anselmo da Costa Júnior, apresentou os executivos que serão responsáveis pelo atendimento aos agentes de viagens, os experien-
tes Fernando Murta e Geraldo Magela, dois nomes bastante conhecidos do trade. “Esse treinamento para dar as boas-vindas e mostrar nossos diferenciais”, afirma Júnior. “Queremos superar
as expectativas dos mineiros”, acrescenta. Diante de um auditório lotado, ele destrinchou em detalhes curiosos parques de Orlando, explicou as mudanças na venda dos ingressos dos par-
ques da Disney, divulgou as saídas garantidas para a alta e baixa temporadas e lançou a campanha de incentivo para as agências. Até dia 31 de dezembro, quem vender 15 pacotes para os par-
ques de Orlando ganha aéreo e terrestre grátis para acompanhar o grupo. A American Travel vem para Minas com preço, bom atendimento e guias falando português. FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Geraldo Magela, Fabiano Dias (Copa Airlines), Fernando Murta e Anselmo da Costa Júnior
Júnia Petrucelli (Petrucelli Viagens), Geraldo Magela (American Travel) e Yuri Barreto (Trinus)
Bernardo Dias (Expert Turismo), Lázaro Dias (Multitour) e Alisson Britto (Eu Mereço Viagens)
Gustavo Ramos (GB Turismo), Manoela Buono (Acta Turismo) e Helena Ayres (Ruy Lage)
Daniely Rodrigues (Vai pra Onde) ganhou uma mochila da Universal Studios em sorteio...
...assim como Brenno Mesquita (Ouro Azul Eventos), que também ganhou uma mochila
Jackson Moreira (Tour Jackson Turismo foi sorteado e levou camiseta da American Travel)
James Neves e Camila Andrade (Multitour) e a consultora de viagens Jenifer Melo
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte
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turismo
Paisagem comum na Islândia: estradas que cortam planícies cercadas de lagos e grandes montanhas
Islândia
Uma combinação espetacular de natureza selvagem e pitoresca com capitalismo moderno País entre a Europa e a América do Norte se tornou destino cobiçado pelos viajantes por causa de sua variedade de atrativos de ecoturismo Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
Natureza selvagem em estado bruto: cachoeiras que jorram em desfiladeiros, gêiseres que explodem a 30 m de altura, vulcões, geleiras, águas que brotam da terra a uma temperatura de 39ºC, luzes verdes que descem do céu como pingentes, fiordes que recortam o litoral. Tudo isso em uma ilha cortada ao meio pelo encontro de duas placas tectônicas, a norte-americana e a asiática, que produzem cerca de 300 tremores de terra ao ano. Os nomes de muitos desses atrativos são impronunciáveis. Como o caso do vulcão Eyjafjallajökull, que em
2010 lançou sobre o céu da Europa espessa nuvem de fumaça e cinzas e interrompeu o tráfego aéreo nos principais aeroportos do continente. A erupção fez o turismo islandês renascer das cinzas, depois que um colapso bancário em 2008 – conhecido no idioma local como “kreppa” – alterou o equilíbrio econômico e mergulhou os islandeses em uma crise sem precedentes. A partir de então, a Islândia descobriu no turismo um forma para sair do problema. A ilha entre o Atlântico e o mar da Noruega – até então conhecida no Brasil pelos sucessos da cantora pop Björk – nunca esteve tão em destaque nos noticiários esportivos nos últimos anos, pelas faça-
A Islândia tem baixa densidade populacional: 3 habitantes por km² ; para ter uma ideia, o Brasil tem 24 habitantes por km² nhas de chegar às quartas de final da Europa, se classificar para o Mundial de Futebol de 2018, eliminando Itália e Holanda, e empatar heroicamente na primeira fase da competição com a Argentina.
Porta de entrada O aeroporto de Keflavik, de onde partem e decolam os voos internacionais, reflete o crescimento do turismo no
Öræfajökull é um vulcão no sudeste da Islândia, na área do Vatnajökull, massa de gelo que cobre 8% de todo território
país – o pequeno terminal vive lotado, com filas intermináveis nos guichês de atendimento e aglomeração de passageiros nas plataformas de embarque. No ano passado, mais de 2,2 milhões de turistas desembarcaram no país. Em um ano, a atividade turística cresceu 40%, isso em um país com uma população de 350 mil habitantes. Em resumo: a Islândia está
na moda, e não é de admirar que o turismo tenha aumentado tanto nos últimos anos. O país é fantástico. Não é um lugar ao qual é fácil chegar, não é barato, mas vale muito a pena, especialmente para quem gosta de ecoturismo – não é um lugar de metrópoles com edifícios gigantescos e modernos, mas de paisagens naturais únicas e impressionantes. A densidade populacio-
nal na Islândia é baixa, cerca de 3,2 habitantes por km², mesmo assim a ilha de 103 mil quilômetros quadrados está na 190ª posição no ranking mundial. Projeta-se que o país, que cresce a cada ano – em função do distanciamento das placas tectônicas – terá 451.543 habitantes até 2066. Do volume de habitantes, 2/3 moram na região metropolitana de Reykjavík, cerca de 224 mil.
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FOTOS VISIT ICELAND/DIVULGAÇÃO
País mais amigável do mundo atrai muitos imigrantes A Islândia é um país receptivo aos imigrantes. Eles representam 10,6% da população. Só no primeiro trimestre deste ano, 3.110 estrangeiros se mudaram legalmente para lá. Percorrendo a Islândia durante 17 dias, encontrei três portugueses, um sírio, um sueco, um polonês e seis brasileiros. Desde que esses números começaram a ser contabilizados, em 2006, 310 brasileiros entraram legalmente no país – o pico foi no ano passado, com 23 brasileiros. Foi o ano que a Islândia também recebeu mais visitantes em toda a história, revela a revista “Iceland Review”. A brasileira Érica Martins Carneiro não é uma recémchegada. Ela mudou para Islândia há 12 anos por conta da profissão do marido, um alemão que conheceu em Berlim. Do Brasil, além da família, claro, ela sente saudade do calor do Rio. O verão – com temperatura em torno de 12ºC – dura de maio a setembro. De outubro a abril, as estradas são fechadas por causa da neve,
e as atrações naturais, foco do turismo, não podem ser visitadas. A luz do sol dura cerca de cinco horas, mas não se põe no verão. O inverno é tão rigoroso, brinca Érica, que nem baratas e escorpiões sobrevivem. A adversidade climática já não a incomoda mais. “A Islândia é o melhor lugar do mundo para se criar filhos”, afirma a guia, tecendo elogios à segurança – a polícia não anda armada; o país não tem Exército; a taxa de homicídios beira 1,8% ano – e ao custo de vida. Apesar de o Produto Interno Bruto (PIB) ter encolhido de 6% para 3,5% neste ano, o salário mínimo, pago por hora, está em torno de US$ 15. São as políticas sociais que atraem imigrantes como Érica. O desemprego atinge menos de 2,3% da população no inverno, mas no verão a mão de obra é escassa; os avanços em igualdade de gêneros é uma realidade; a comunidade LGBT tem seus direitos respeitados; saúde e educação são direitos de todos.
As estatísticas
350 mil
224 mil
3,3% é a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2018, uma forte desaceleração econômica; PIB tinha crescido 7,2% em 2016 contra 6% em 2017.
habitantes é a estimativa da população da Islândia, dos quais 178.980 são do sexo masculino e 171.130, do feminino; projeta-se uma população de 451.543 até 2066.
é o número de habitantes na Grande Reykjavík, que concentra 2\3 da população do país, reunindo as cidades Garðabær, Hafnarfjörður, Kópavogur e Mosfellsbær. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
ISLÂNDIA Principais pontos turísticos
Akureyri
Reykjavik
1
2
6
7
3 4
5
5 1 2
Pingvellir Park Gêiser Strokkur
3 4
Cachoeira Gullfoss Vulcão Hekla
6 7
Blue Lagoon Cachoeira Detifoss Cachoeira Godafoss
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turismo
A igreja
Reykjavík
Cartão-postal da cidade
Capital de nome
A catedral é a Hallgrímskirkja, igreja luterana que está no ponto mais alto de Reykjavík. O conselho é subir na torre da igreja gótica para ter uma visão 360º da cidade e de seus telhados coloridos. Procure se informar dos concertos na igreja para presenciar o som produzido pelo órgão de 5.275 canos. PAULO CAMPOS
estranho e muita singularidade Reserve dois dias para explorar a compacta cidade islandesa; destino tem atrativos curiosos como a Harpa, a Hallsgrímskrikja e o Phallo Museum Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
Cachorro-quente
Com elogios de Bill Clinton Se a fome bate, prove o cachorro-quente Bæjarins Beztu. A linguiça leva carne de cordeiro e é cozida em cerveja de baixo teor alcoólico. Ele não tem nada de especial, a não ser o fato de ter sido elogiado pelo ex-presidente Bill Clinton como “melhor hot-dog da cidade”. PAULO CAMPOS
Museu Nacional
Para entender a história do país Dos atrativos mais distantes do centro está o no Museu Nacional da Islândia, que conta um pouco da história do país. Entre os 2.100 itens, raridades como a primeira Bíblia impressa, em 1584, uma porta de igreja em estilo românico do século XIII e estátuas do deus Thor. PAULO CAMPOS
Mais próxima do Reino Unido, a Islândia está a três horas de voo a partir do aeroporto de Heathrow, em Londres. O incômodo são as conexões – na tarifa mais econômica, pela British Airways, é necessário uma espera de quatro horas no terminal de Guarulhos (SP) e mais sete horas na capital britânica antes de pegar o voo – para o aeroporto internacional de Keflavík, localizado a 45 minutos da capital, Reykjavík. Em agosto deste ano, data da minha viagem, 329.462 pessoas desembarcaram em Keflavik, contra 123.511 do mesmo período de 2008. Em dez anos, o volume de turistas na Islândia praticamente triplicou. O percurso até Reykjavik é marcado por uma imagem – a bandeira com as cores do arco-íris hasteada em muitos edifícios públicos. De 4 a 9 de agosto, é comemorada oficialmente a Semana do Orgulho LGBT. O país legalizou o casamento homoafetivo em 2010, mas desde 2006 os LGBTs podem adotar crianças, realizar cirurgias de transgenitalização gratuitas e tratar a disforia de gênero, termo técnico usado para o desconforto que algumas pessoas têm com o gênero designado em suas certidões de nascimento. No caminho até a capital, paisagens se repetiram em boa parte de minha permanência no país – montanhas altas no horizonte, barcos coloridos estacionados nos vilarejos litorâneos, rios a cortar imensas planícies, estradas margeadas por vegetação rasteira e rochas vulcânicas, fazendas com fardos de fenos e muitas ovelhas. Na chegada a Reykjavík, outra surpresa – a arquitetura de prédios baixos, em formato de caixote, singelos e com telhados
coloridos. As exceções são a Hallgrimskirkja, cartão-postal da cidade, com suas colunas em basalto, e o Harpa Concert Hall, com sua fachada de ferro e aço que se altera com a incidência da luz do sol.
Walking tour O turismo local oferece um walking tour gratuito pelo centro histórico, com agendamento pelo site citywalk.is e contribuição voluntária mínima de 1.000 ISK (R$ 32). Os guias utilizam de informação e tiradas cômicas para entreter os participantes. O percurso passa por pontos tradicionais, entre eles o lago Tjörni, com o
A capital, Reykjavík, é mais cosmopolita do que se pode esperar de uma cidade com apenas 126 mil habitantes edifício moderninho da prefeitura, a ponte e a National Gallery, a rua comercial Laugavegur, a colina Arnarhöll, local de fundação da cidade, a escultura Solfar Sun Voyager, ponto disputado para selfies, e a Höfoi House, onde os presidentes russo Mikhail Gorbachov e norte-americano Ronald Reagen se reuniram em 1986 para dar fim à Guerra Fria. PAULO CAMPOS
O artista islandês-dinamarquês Ólafur Eliasson é o criador da Harpa, uma colmeia que
Hallgrimskirkja e a estátua do viking Leif Ericson, que foi à América antes de Colombo
Visão de Reykjavík no inverno, com crianças brincando de patinar no gelo; período tam
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Visão de Reykjavík, do alto da torre da Hallsgrímskrikja, que tem 75 m
Arbaejarsafn
215 exemplares de falos de animais O islandês Sigurdur Hjartarson começou a colecionar pênis quando tinha 33 anos e já reuniu em seu acervo 215 exemplares. A coleção está exposta em um museu de Reykjavík. O Iceland Phallological Museum (pahllus.is) é o único do gênero no mundo. E não pense que o museu tem conotação erótica; ao contrário, é mera curiosidade. A proposta é mostrar aos visitantes como são os falos de animais mamíferos e aquáticos. Ao adquirir o ingresso, o visitante recebe informações em diversos idiomas para se autoguiar pelo espaço, que é dividido em seções. São 57 espécies diferentes de baleias, uma apenas de urso polar, 30 pertencentes a sete tipos de focas e morsas, 115 falos de 46 tipos de mamíferos e um único pênis humano, além de fichas certificadas de quatro espécies de homo sapiens. Tudo em um espaço de três salas pequenas. Como o islandês não per-
As famosas casas de grama
de o humor, há uma sala dedicada a uma divertida sessão folclórica, com supostos pênis de seres mitológicos, como elfos, duendes, cavaloaquático, Papai Noel islandês, fantasma de Snaefell, gigante da montanha, homemsereia e touro-marinho. Na parede, uma caixa com moldes de pênis prateados presta homenagem aos jogadores de handboll da Islândia – a seleção ganhou medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.
Arbaejarsafn (borgarsogusafn.is/en/arbaer-openair-museum) é um museu folclórico a céu aberto nos arredores da cidade. Ele reproduz o modo de vida em uma fazenda no século XIX. A visita passa pela casa dos senhores, a igreja, o estábulo, o ancoradouro e a vila onde morava os empregados. A curiosidade são as casas de turfa tradicionais com telhados verdes, material que cria perfeito isolamento térmico no inverno. Quem nos leva para conhecer os espaços é o guia Thor, vestido a caráter como um viking. PAULO CAMPOS
PAULO CAMPOS
Traslado
Raixo X da Islândia
Atrações pagas
City card
Flybus. Para se deslocar do aeroporto de Kelflavík a Reykjavík, você pega o ônibus executivo Flybus (re.is/flybus). O bilhete custa 2.950 coroas islandesas (R$ 92,03). Para ser levado direto para seu hotel, o preço é 3.950 coroas islandesas (R$ 123,23). Pode-se comprar direto no site. Os ônibus saem de 25 em 25 minutos.
Área: 103 mil km2 População: 350 mil habitantes Moeda: Coroa islandesa (ISK) 1 US$ = 112 ISK / 1 euro = 135 ISK Idioma: islandês, mas fala-se inglês Comida típica: peixe (selfish), carne de baleia e de cordeiro Religião: Catolicismo Companhia aérea local: Iceland Air
Hallgrimskirkja. 8 euros (R$ 34,43) Phallus Museum. 8 euros (R$ 34,43) Arbaejarsafn Museum. R$ 51,39 Observação de baleias. US$ 100 por pessoa Caçada à aurora boreal: 70 euros (R$ 301,14) por pessoa Guia em português: + 354 867-1972
Visit Reykjavík. Entrada gratuita em museus, no zoo, nas piscinas termais, nos ônibus e na balsa para a ilha histórica Viðey, além de descontos em restaurantes, shows, atrações e passeios. Preço: 3.800 ISK (R$ 118,38) por 24 horas, 5.400 ISK (R$ 168,23) por 48 horas e 6.500 ISK (R$ 202,49) por 72 horas. visitreykjavik.is/city-card/ PAULO CAMPOS
e se altera de acordo com a iluminação do sol VISIT ICELAND/DIVULGAÇÃO
bém é propício para observar a aurora boreal
Capital islandesa se prepara para ter o primeiro cinco estrelas O turismo na Islândia explodiu nos últimos anos, mas a ficha ainda não caiu para os habitantes. Esse crescimento desenfreado reflete hoje na capital. A rede Marriott está erguendo um hotel cinco estrelas ao lado da Harpa – até então a cidade não era dotada de hospedagens de luxo. O país, que tinha 96 hotéis em 2015, hoje ampliou para 156. Boa parte dessa expansão se deu na capital, base para os turistas na Islândia. Reykjavík passou de 38 para 57 hotéis nos últimos três anos, sem contar os quartos oferecidos pelo Airbnb. Nossa hospedagem foi estratégica, no Radisson Blu Saga, no coração da cidade, próximo à Austurvöllur, a praça onde se localiza o par-
lamento, a catedral e um dos típicos restaurantes de culinária islandesa, o Apotek (apotekrestaurant.is). A hospedagem é cara na Islândia. Os preços variam de R$ 250 a diária, em hotéis econômicos, a R$ 900, em hotéis intermediários, dependendo da localização, do nível de conforto e dos serviços oferecidos. “Você não paga um jantar em um restaurante com € 50 (cerca de R$ 212)”, adverte o guia Marcelo Pellegrino. Uma sopa de carne e legumes no Café Loki, em frente à Hallgrimskikja, custou € 27 (cerca de R$ 114), sem bebida. Há restaurantes que servem o melhor cordeiro do mundo e peixes, além de opções vegetarianas e veganas.
Em frente à Hallgrimskirkja, o Café Loki oferece a oportunidade de se experimentar a tradicional comida islandesa
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turismo
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Godafoss, águas de cor azulada na chamada ’Cachoeira dos Deuses’
wvv vídeo www.otempo.com.br /interessa/turismo
Círculo Dourado
Na ausência da aurora boreal, joias na natureza Grande passeio cobre algumas das atrações turísticas mais próximas de Rykjavík: Pingvellir Park, os gêiseres, a cachoeira Gullfoss e o vulcão Hekla Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
O que a Islândia tem de sobra? Água! É o bem mais precioso e abundante do país – 99,99% (pasmem!) da energia elétrica vem de fontes renováveis. Os rios têm – e quase tudo lá – nomes impronunciáveis, geralmente os das geleiras que o formaram. E cruza-se a todo momento com um deles; em sua maioria, esses cursos d’água límpidos formam quedas, das modestas às estrondosas, cujo som se propaga à distância. Toda essa água é potável e pode ser bebericada da torneira. As cachoeiras são o esplendor do turismo islandês. Na ausência da aurora boreal, que colore o céu de verde no inverno, de setembro a março, são as cachoeiras o espetáculo do verão islandês. Gratuitos, os atrativos naturais contam com pouca infraestrutura de visitação, no máximo uma passarela, um mirante, uma delimitação por cercas. O turista pode se aproximar ao máximo dessas belezas naturais. Com a exceção da Glymur, a mais alta da Islândia, as cachoeiras têm o sufixo “foss” – a maior da Europa é Detifoss, a mais popu-
lar; Gullfoss; a que me encantou, Godafoss, com suas incríveis águas azuladas.
Ao sul Como viajei pelo oeste e pelo norte da Islândia, caminho inverso ao da maioria dos turistas que deslocam para o sul, o tempo curto não permitiu visitar outros três cartões-postais: Seljalandsfoss, onde você pode passar por trás do paredão de água, Skógafoss, cenário da série “Game of Thrones”, e Kirkjufellsfoss, na península de Snaefellsnes – foto nesta página – que forma um belo conjunto com montanha ao fundo.
Enxofre Uma das coisas que você também vai perceber em uma viagem à Islândia é um cheiro de enxofre no ar. Explicando: pelo fato de o país ter muitas usinas geotérmicas e um solo vulcânico, as rochas que servem de filtro para água são aquecidas com enxofre e levadas diretamente para as torneiras. No banho, percebe-se isso claramente: é preciso deixar a água correr por 15 segundos para o cheiro desaparecer e a fervura baixar, com o risco de chamuscar a pele.
A Islândia tem 130 vulcões, com cerca de 20 deles ativos. Dos 103 mil km² de território, 25% apenas da ilha têm árvores, algo raro no país Golden Circle O Círculo Dourado é o passeio mais próximo a Reykjavík. Estão nessa região os principais atrativos da Islândia – o Pingvellir National Park, o gêiser Strokkur, a cachoeira Gullfoss e o vulcão Hekla. As mudanças climáticas repentinas na Islândia recomendam capa de chuva, calçados e roupas impermeáveis. Guarda-chuva não resiste aos ventos. No Circulo Dourado. Nossa primeira parada é em Skálholt, antigo bispado onde funcionou a capital da Islândia de 1058 a 1795, período em que o país se converteu à região luterana – hoje são 90% de cristãos. Ali está também, segundo a guia, “um elefantinho branco”, uma réplica milionária de uma antiga casa islandesa, considerado um monumento à corrupção.
FOTOS VICIT ICELAND/DIVULGAÇÃO
Antes de explodir, o gêiser Strokker, o único ativo da zona geotérmica, produz uma bolha de intensa cor azulada
turismo
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As placas tectônicas no cânion do Pingvellir National Park
Kirkjufellsfoss, na península de Snaefellsnes
BLUE LAGOON/DIVULGAÇÃO
Blue Lagoon O atrativo mais popular da Islândia é um complexo de águas termais alimentado por uma usina geotérmica. Os ingressos devem ser comprados com antecedência pelo site. Na entrada, o voucher é trocado por uma pulseira, que serve também para abrir o armário e registrar consumo. São quatro opções de pacotes: o mais completo inclui ingresso, máscaras de sílica e de algas, drink, toalha, roupão, chinelos, reserva de mesa no restaurante e espumante. Os preços variam de 40 (R$ 171,22) a 80 euros (R$ 342,43). Roupão, chinelo e toalha também podem ser alugados à parte por 10 euros (R$ 42,80) cada. È possível ainda desembolsar um valor extra para massagens e tratamentos com algas. As piscinas são rasas e têm bares molhados. Recomenda-se entrar na água sem acessórios, porque a água contém enxofre. Depois de duas horas de banho refrescante, é hora de comer algo na cafeteria. Os preços são salgados, em torno de 6.000 coroas islandesas, (R$ 186,08).
W Não importa a temperatura, o banho é sempre do lado de fora. A maioria das casas de campo tem uma banheira do tipo jacuzzi no terraço ou no quintal. E as cidades têm piscinas públicas termais, que o turista pode frequentar mediante pagamento de uma taxa.
Cachoeira dourada e o espetáculo de Strokkur Até o gêiser Strokkur, vamos ver fumaças brotando do solo. Estamos a caminho de Gullfoss, a chamada “Cachoeira Dourada”, que deságua em um penhasco em forma da letra V e pode ser admirada de mirantes em diversos níveis, o mais alto a 107 m. É talvez a única em nosso roteiro que oferece uma modesta estrutura para receber os turistas, com centro de visitantes com cafeteria, lojinha de suvenires, estacionamento e trilha de acesso. Para nós, brasileiros, que temos as cataratas de Iguaçu, a Cascata Dourada impressiona menos, mas essa é apenas uma das inúmeras quedas-d’água que você vai contemplar em um período de tempo na Islândia. Gullfoss
está a menos de dez minutos de carro do Vale Geotérmico Haukadalur, com afloramentos aquíferos termais muito próximos um do outro, a maioria deles adormecidas. Essas poças fervem água à temperatura de 90ºC. Confesso que a região dos gêiseres não é tão linda como se observa nas imagens da internet. A maior curiosidade islandesa é um círculo delimitado de gêiseres, num lugar que é quase um lamaçal. Strokkur, o único em atividade, explode em intervalos de cinco a dez minutos – a emoção está, em parte, na espera –, formando uma bolha azulada e esguichando água a 30 m de altura. Se você não quer se molhar todinho, recomendo distanciar-se ao máximo.
Para tocar em dois continentes A menos de 60 km de Strokkur, Pingvellir National Park é uma instituição para os islandeses e Patrimônio Natural da Humanidade. O nome do parque significa, literalmente, “lugar de reunião popular”, e foi lá que ocorreu o primeiro parlamento do mundo, no ano de 930. À beira do lago Pingvallavatn, o maior de água doce da Islândia, trata-se de um parque rochoso, sem árvores. Uma piada local diz que para você sair de uma mata, basta ficar de pé. O parque ainda oferece uma experiência única – atravessar um cânion e tocar com as mãos duas placas tectônicas, a norteamericana e a Eurásia, que se distanciam cerca de 2,5 cm uma da outra a cada ano. A distância mínima hoje é de 40 m e a máxima, de 4.000 km. O desafio é percorrer 11 km no cânion até onde os pés aguentam – estacionamentos estrategicamente posicionados são um alívio para quem desiste. O parque está pontuado por fraturas, hoje rios de águas cristalinas, com pequenas quedas-d’água, como Öxarárfoss, que pode ser contemplada de pertinho. Para mergulhadores experientes, o desafio é descer 24 m, à temperatura de 4ºC, em uma fenda entre placas tectônicas, uma paisagem submersa de vales, falhas e fontes de lava formados pelo afastamento gradual entre elas.
Para percorrer a Islândia Locomoção. O transporte na Islândia é único: o carro. Não há ferrovias nem é bom contar com o transporte marítimo. Uma única rodovia, a Número 1 (ou Ring Road), corta o país de sul a norte, às vezes margeando o litoral. É a partir dela que você pega as estradas vicinais até os atrativos.
Estradas. Detalhe que chama atenção são as estacas amarelas nas estradas, que indicam até onde vai o volume de neve no inverno. Outro é a falta de acostamento e as poucas placas de sinalização. A paisagem é tão vasta que, de repente, só sua van estará na estrada, mais nada.
Estações. O período lotado é o verão (abril a agosto). Nessa época, são poucas as acomodações, e recomenda-se reservar passeios com antecedência; no inverno (setembro a março), as estradas são fechadas por conta da neve. Para os amantes da direção, o aplicativo 112 é uma mão na roda.
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Sigló
Charmosa vila de pescadores Uma viagem à Islândia proporciona paradas interessantes, como na vila de pescadores de Siglufjördur, localizada no estreito do fiorde homônimo. Pequena e encantadora, Sigló, como é chamada pelos islandeses, está cercada e montanhas íngremes. Foi lá nossa parada para almoço, no Sigló Hotel. PAULO CAMPOS
turismo
Grupos Brasileiros no Mundo
Viagem para o turista que não tem pressa Queensberry lançou neste ano o tour “Islândia, Terra do Fogo e dos Elfos”; operadora foi a primeira a colocar em seus pacotes guias falando português Paulo Campos e Shirley Pacelli
Glaumbaer
Casas de turfa na zona rural O inusitado Museu Glaumbaer (glaumbaer.is/is) é uma antiga fazenda de grama que serviu de moradia até 1947. Hoje, é exemplo das primeiras casas construídas na região. Ao ar livre, o conjunto de casas de turfas datado dos fins de 1800 reproduz um estilo de construção usado por séculos na Islândia. PAULO CAMPOS
Uma viagem na qual você, realmente, não precise se preocupar com nada. É só sair e relaxar. Essa foi a proposta do Grupos Brasileiros no Mundo (GBM), criado há 16 anos pela Queensberry Viagens. Trata-se, em sua essência, de passeios em grupos acompanhados por guias brasileiros. “Em 2001, com o fechamento da operadora Soletur, que detinha os roteiros de grupos chamado ‘Ônibus Brasileiro’, decidimos assumir essa lacuna que ficou aberta no mercado”, explica Teresa Thoma, diretora do departamento de excursões da Queensberry. No ano seguinte, a Queensberry iniciou a operação de grupos GBM com 16 roteiros. Atualmente, a empresa oferece cerca de 50 itinerários a cada ano. E, desde o primeiro ano de operação, o GBM tornou-se líder de mercado no segmento. Anualmente, são elaborados novos roteiros de acordo com as tendências da época. Pesquisas de mídia, feiras, congressos, órgãos de turismo, levantamento com os passageiros e inspeções in loco dos próprio diretores nor-
teiam as definições sobre as novidades a serem lançadas. Na programação estão passeios e destinos em todos os continentes. Por ano, cerca de 300 grupos embarcam em experiências do GBM. Segundo Vilma Alagiyawanna, representante da Queensberry em Minas Gerais, entre os roteiros de maior procura estão os do Sudeste Asiático e os do Sul da Itália e da França. “O GBM é interessante,
principalmente, para aqueles que não querem se preocupar com absolutamente nada. Você sai com um guia brasileiro e ele providencia tudo”, destaca Vilma. Ela explica que os guias ficam nos mesmos hotéis dos grupos e estão sempre a postos para atender as necessidade dos passageiros: de sugestões de restaurantes até uma emergência.
Slow Travel O sucesso do GBM fez a Quensberry criar, em 2010, o Slow Travel, para aquele público que prefere viajar em um ritmo mais tranquilo. O viajante fica de três a quatro noites em cada cidade e, a partir dela, faz visitas
aos arredores. Planejado em 2009 e com o primeiro lançamento no ano seguinte, a iniciativa foi uma aposta de Martin Jensen, diretor presidente do grupo, baseada na aparência de turismo “Slow” na Europa, palavra usada para viagens individuais onde os participantes ficam muito tempo em uma cidade (até semanas em casos mais extremos) antes de definir qual será a próxima cidade. O conceito não é “slow motion”. As visitas são realizadas dentro do padrão de “timing” normal, e os grupos têm, no máximo, 25 pessoas. “Esse produto foi muito bem recebido e representa uma parte crescente do total de nossas viagens em grupo”, explica Teresa Thoma. As viagens individuais são a principal atividade da operadora. O serviço é totalmente personalizado, e a área conta com 22 profissionais. A empresa também tem um departamento especializado em viagens de incentivos e eventos para grandes e pequenas empresas. PAULO CAMPOS
Nivaldo e a mulher Rita, em frente à cachoeira Dettifoss: a Islândia supreendeu o casal capixaba pelas particularidades
PAULO CAMPOS
Quem leva você à Islândia Roteiro: Islândia, Terra do Fogo e dos Elfos (E o Melhor dos Países Baixos) Viagem: 18 dias/15 dias Saídas em 2019: 23/5, 11/7, 15/8 e 12/9 Pacote: Inclui voos domésticos e internacionais, acompanhamento de guia desde o Brasil, 3 noites em Akureyri (Hotel Ice), 4 em Reykjavík, na Islândia (Radisson Blue), 4 em Amsterdã, na Holanda (Hotel Kimpton de Witt), 3 em Bruxelas, na Bélgica (Hotel Kimpton), e uma em Frankfurt, na
Alemanha (The Westin Grand), serviço de maleteiros (uma mala por pessoa), 15 cafés da manhã e 6 refeições, guias locais falando português, visitas (lago Myvatn, cachoeira Godafoss, pseudocrateras, campo geotérmico Namafjall, Museu Glaumbaer, fazenda que cria o cavalo islandês, cachoeira Gullfoss, o gêiser Strokkur, Pingvellir Park, tour em Reykjavík, Lagoa Azul, as vilas de Marken, Volendam e Zaanse Schans, opcional a Haarlem, Bruges, com passeio de barco, e Antuérpia, tour em Reykjavík, Amsterdã-Bruxelas, cobertura Trip Protector e seguro-viagem.
RAGNAR TH. SIGURÐSSON/DIVULGAÇÃO
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Preço: Sob consulta Informações: Consute as agências abaixo: AMMP – Associação do Ministério Público: (31) 21054867 Estação de Turismo: (31) 3029-1688 LCN: (31) 2126-8200 Mappa Turismo: (31) 30714000 Tucha Turismo: (31) 32621830
A empresária Florisbela viajou pelo GBM pela primeira vez; na foto, ela faz pose em frente à cachoeira Godafoss, com suas águas azuladas
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Casal contempla a cachoeira Skofarfoss
“Não precisamos nos preocupar com hotel nem mala. Eles (Queensberry) estão sempre aperfeiçoand o o produto” Rivaldo Kiister, 55, médico
Saiba mais Onde se hospedar Reykjavík Radisson Blu Saga Hotel. Diária a partir de 159 euros por pessoa em ap. duplo. Inf.: radissonblu.com/ en/sagahotel-reykjavik Akureyri Hótel Kjarna Lundur Diária a partir de 16,5 mil coroas islandesas (R$ 513,78) por pessoa em ap. duplo. Inf.: kjarnalundur.is Guia Islandia Expert. Erika Carneiro. Inf.: facebook.com/islandiaexpert Onde comer
Assistência e bons serviços atraem casais viajantes O aposentado Wanderley Amadeu Pedreschi, 83, e a mulher Elisa Maria Pedreschi, 80, perderam as contas de quantas vezes viajaram com a Quensberry Viagens. “Foram mais de 15”, afirma. São duas viagens por ano, sempre com Slow Travel do programa Grupos Brasileiros no Mundo (GBM). “É a modalidade que melhor se adapta a minha idade”, reconhece. No ano passado, eles viajaram para Bogotá e Cartagena em abril e para Baviera em setembro. O casal geralmente escolhe os destinos pela ligação com a história, e a Islândia foi a exceção. Outro casal, os capixabas Rivaldo e Rita Kiister, respectivamente com 64 e 55 anos, fazia a estreia no Slow Travel. Na sexta viagem pelo GBM, eles salientam que o programa da Queensberry dá total segurança e tranquilidade ao viajante. Eles enumeram as
vantagens: assistência do guia acompanhante, hotéis bem-localizados e guias locais falando português. “Não precisamos nos preocupar com hotel nem mala”, salienta o médico capixaba. Das viagens que fez com a operadora, a Nova Zelândia foi a que mais o surpreendeu. Acompanhada da amiga Suzana, a empresária do ramo imobiliário e madeireiro Florisbela Becker, 79, fazia a estreia no GBM, depois de ouvir boas referências de pessoas próximas. “O programa conjuga preço, conforto e segurança”, resume ela. Embora goste de viagem menos engessada, Bela, como é apelidada carinhosamente pelos amigos, se encantou com a infraestrutura oferecida pela Queensberry. Como se move pela curiosidade, já escolheu seu próximo destino: Líbano, no Oriente Médio.
Geysir Glíma. Restaurante, café e sorveteria de cozinha islandesa. Experimente o ensopado de peixe islandês servido com pão quente. Inf.: geysirglima.is Kaffitár. Pequeno café para lanches rápidos. Conta com opções orgânicas. Aberto às 7h. Inf.: kaffitar.is Kaffi Krókur. Mistura de café, bistrô e pub. Menu variado, de pizza a peixes. Inf.: kkrestaurant.is B&S Restaurant. Restaurante de estrada, no caminho para Blönduós. Serve carnes, peixes, massas e pratos vegetarianos. bogs.is Siggi Hall. Restaurante mais famoso de Reykjavík. Experimente o carneiro orgânico com amoras silvestres e tomilho. siggihall.is Apotek . É um transado bar-restaurante, com menu confiável. Mix de cozinha islandesa e europeia com churrasco argentino. apotekrestaurant.is
W12 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de novembro de 2018
turismo VISIT ICELAND/DIVULGAÇÃO
Godafoss
A cacheira azulada
Panorâmica de Akureyri
Para chegar a Godafoss, percorre-se uma trilha não muito longa. A cachoeira, com 12 m de altura, é de uma beleza impressionante. Godafoss, ou “Cascata dos Deuses”, está relacionada a um evento da história islandesa, a conversão para o cristianismo. Na cascata, foram jogados estátuas e artefatos pagãos. PAULO CAMPOS
PAULO CAMPOS
Akureyri
Akureyrarkirkja: a igreja luterana
Lugares que lembram outro planeta Namafjall
Campos de enxofre A caminho de Godafoss, você vai passar por um lugar “fora desse planeta” conhecido como os campos geotérmicos Namafjall. Para poupar o grupo, nossa guia, Érica Carneiro, preferiu não parar no atrativo. De longe, fumarolas e campos de lama com cristais de enxofre de cores diferentes denunciam aberturas na terra que cheiram a ovo podre, mas que na verdade é enxofre exalando do solo. VISIT ICELAND/DIVULGAÇÃO
No roteiro, as pseudocrateras de Skútustaõir, os campos de Hverir, a espetacular cachoeira Godafoss e as formações de Dimmuborgir e sua ligação com os elfos Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
De Reykjavík a Akureyri, a segunda maior cidade da Islândia, são mais de quatro horas de viagem, mas as paisagens que se descortinam no caminho compensam dispensar um voo da Iceland Air e seguir a jornada de carro. Explico: a Islândia ao norte tem um litoral recortado por ilhotas, platôs e charmosos vilarejos à beira-mar, como o de Borgarnes. Até a cidade de 2.000 habitantes, localizada na península próxima ao fiorde Borgarfjörõur, atravessa-se uma maravilha da engenharia, o túnel de 5.770 m Hvalfjörður (fiorde da Baleia), que mergulha 165 m abaixo do nível do mar para encurtar a viagem em uma hora. Akureyri é passagem obrigatória para os turistas
conhecerem o lago Myvatn (lago Mosquito). O nome não é à toa – uma nuvem de moscas anãs se mostram dispostas a entrar em qualquer buraco do corpo (nariz, orelhas, e boca), a ponto de ser necessário usar mosqueteiras. Em Myvatn, o turista po-
A Islândia lembra o “Viagem ao Centro da Terra”, de Júlio Verne, pela estranheza de suas paisagens
de explorar sete atrações que, embora distem uma da outra não poderiam ser mais diferentes. Os lugares dão a impressão de você estar em outro planeta. Ainda com os mosquitos, no encalço, pode-se adentrar nas cavernas inundadas pela água aquecida de Grjótagjá, subir até o topo do vulcão Hverfjall, andar pelos campos geotérmicos Namafjall, contemplar a espetacular cachoeira Godafoss, admirar as formações de Dimmuborgir e terminar o dia nos Banhos Termais de Myvtan, a “Lagoa Azul do Norte”. Um bom início são as pseudocrateras de Skútustadir, à beira do lago Myvatn, que surgiram da lava líquida que fluiu do vulcão Hverfjall para o lago. São cinco, uma perto da outra, que podem ser percorridas como em um circuito. PAULO CAMPOS
Cavalo islandês
Fazenda oferece cavalgada Em direção à vila de Blönduós, caminhos levaram nosso grupo à fazenda Gauksmýri para um Horse Riding Tours. A fazenda cria o cavalo irlandês, pura raça conhecido como pônei. Participamos de uma apresentação que ensina os andamentos básicos – passo, trote, canter e galope. A partir de 7.900 ISK (R$ 244,85) por pessoa. gauksmyri.com
Nas crenças nórdicas, Dimmuborgir liga o mundo terrestre ao inferno
Akureyri Os destaques. Em Akureyri, os atrativos são poucos. Com 18 mil habitantes, a capital do norte é uma cidade singela, na extremidade do fiorde Eyjafjördure e cercada por montanhas cobertas de neve. Recomenda-se caminhar pelo centrinho simpático subir as escadarias da igreja e visitar
o belíssimo jardim botânico, local predileto da cantora Björk. Agências oferecem observação de baleias ao preço de US$ 100. No inverno, caçadores de aurora boreal fazem excursões de 50 minutos em ônibus aquecidos ao custo de US$ 70 por pessoa.
Dimmuborgir, a terra de elfos, uma crença local No retorno a Akureyri, passamos por Dimmuborgir, campo de lava com formações de pedras com diferentes tamanhos e formatos. Acredita-se que seus pilares e estruturas foram formados há 2.000 anos, quando a lava do vulcão Hverfell se acumulou no campo anterior e petrificou, formando cavernas, castelos e rochas perfuradas por aberturas naturais. Percorrer Dimmuborgir requer tempo e imaginação. O lugar seria o mais próximo que um visitante chegaria das lendas islandesas de el-
fos, gnomos e trolls. A área é cheia de misticismo. Acredita-se que no verão é difícil ver essas criaturas, mas no inverno elas apareceriam com mais frequência. A presença de elfos se faz tão presente na vida dos islandeses que estradas chegam a ser projetadas no sentido de respeitar o espaço onde, supostamente, vive um elfo e pescadores se recusaram a ir para o mar por causa de suas advertências. O turismo também aposta na crença nos elfos para atrair visitantes para a ilha.
W Para mais informações sobre o turismo na Islândia, visite no.visiticeland.com.
W Audi. Marca mostra inédito Q8, que deve custar meio milhão de reais. Página 18 WNissan. Elétrico e tecnológico, Leaf chega ao Brasil já em 2019. Página 20
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JOSÉ PATRÍCIO/ESTADÃO CONTEÚDO
BELO HORIZONTE Sábado 10/11/2018
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Energia em movimento
O conceito Fastback, com linhas de SUV-cupê, atrai atenção no estande da FCA
Seguindo tendência mundial, Salão do Automóvel de São Paulo confirma o sucesso dos veículos híbridos e elétricos para um futuro que já bate a nossa porta. Páginas 16 a 22
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interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br
Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.
Raimundo Couto
Caçadores de ‘Faixa Azul’ Dando prosseguimento aos e-mails enviados por nossos leitores, nos quais a tônica tem sido as constantes reclamações sobre problemas de trânsito, começamos relembrando um comentário abordando os recursos que recebe a Junta Administrativa de Recursos de Infrações, ou o Jari, como é popularmente conhecida, e que em sua quase totalidade são indeferidos. Já contamos, também, alguns casos pitorescos, em que as narrativas solicitando a suspensão da penalida-
de chegam a ser cômicas. Abrimos nosso espaço à mensagem enviada pela leitora Bete Babo, que em um tom misto de humor e ironia exalta o trabalho da Guarda Municipal e da BHTrans, no tocante à rigorosa fiscalização em áreas de estacionamento em Belo Horizonte, já reconhecidas antes da implantação do sistema digital. Bete também se ocupa de outro assunto: a dificuldade para se transitar de carro em determinada parte da rua Fernandes Tourinho, no limite entre a Savassi e o começo do
bairro Lourdes. “Caro jornalista, gostaria de comentar com você e com seus leitores dois temas que acredito serem do interesse de boa parte da população de Belo Horizonte, particularmente daqueles que fazem o uso do carro para seus deslocamentos cotidianos. Impressiona-me, muito bem, a eficiência da Guarda Municipal e de seu efetivo responsável por encontrar, fiscalizar e multar os automóveis estacionados de forma irregular, em locais inapropriados, sem o bilhete físico ou virtual do ro-
tativo, conhecido como Faixa Azul. Outro dia, conversando com amigos, um deles fez a observação: se toda a polícia do Brasil, seja ela Federal, Militar ou Civil, se dedicasse tanto ao trabalho como fazem os agentes caçadores dos carros estacionados em situação irregular, os índices de violência e criminalidade no país registrariam números de ocorrências menos expressivos dos quais os que constatamos atualmente”, desabafa Bete. “Com o trânsito cada vez mais caótico, circular de carro na cidade tem sido tarefa das
mais exaustivas, ainda mais na hora rush, na qual o para e anda dos automóveis impera em nossas ruas. Se já era complicado trafegar na Savassi; com a adoção de um trecho de ciclovia na Fernandes Tourinho e o consequente estreitamento da pista de rolagem, a situação está precária. Não sou contra o incentivo da saudável prática do ciclismo, só não consigo entender como pequenos trechos com pista dedicada às bicicletas podem incentivar seu uso e ser uma alternativa de transporte”, completa Bete. Em relação ao rigor da fis-
calização do Faixa Azul é preciso entender que o objetivo da cobrança em período de tempo fracionado é justamente para ser rotativo e para que um maior número de pessoas possa fazer uso deste espaço para resolver seus problemas nos locais onde está delimitada a área de exigência do talão. Acontece que na prática não é isso que acontece. O motorista estaciona seu automóvel no começo da manhã e, durante seu expediente de trabalho, volta para substituir a folha por uma nova ou compra mais créditos pelo smartphone. Descobertos, estes sim, deveriam ter uma punição mais severa.
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte
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super motor
Neste mês
Apertem os cintos: o Salão do Automóvel já começou Nos primeiros eventos no Brasil, mudanças em faróis davam o tom de qual seria o carro do ano; agora, são os híbridos que chegam com tudo
quando comparada ao desenvolvimento tecnológico porque passou a indústria automobilística nestes quase 60 anos de sua existência no Brasil.
História Raimundo Couto
Enviado Especial a São Paulo (SP)
O mundo sobre rodas é acelerado, não pode parar. Depois de Paris sediar sua mostra automobilística no mês passado, voltamos nossas atenções para a cidade de São Paulo, onde acontece, desde o último dia 8 – se estendendo até o próximo dia 18 –, a 30º edição do Salão do Automóvel. Esta é a maior e mais importante exposição de automóveis da América do Sul.
Será a segunda edição da mostra automobilística em novo espaço depois que o antigo local (Anhembi) se tornou pequeno e desconfortável diante o crescente número de público que a feira atrai. A distância que separa o Parque do Ibirapuera, onde aconteceu a primeira edição do Salão do Automóvel, em 1959, do São Paulo Expo, na Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, atual local da mostra paulista de automóveis, não é tão grande
Relatam os que viveram aqueles já remotos tempos e que ainda hoje são ligados ao assunto que, nos antigos salões, a mudança do formato dos faróis dianteiros, por exemplo, constituía o ponto alto de um novo carro, batizado, assim, como o modelo do ano. Talvez o diferencial entre estas duas épocas possa se dimensionar, de uma maneira mais evidente, não pelo aspecto dos carros, mas pelo conjunto que forma
sua capacidade propulsora, muito mais espantosa do que qualquer agregado estilístico. Quem, naqueles primórdios da indústria brasileira na produção de automóveis, poderia supor ou até mesmo admitir a substituição do derivado do petróleo como elemento propulsor de um veículo automóvel? Atualmente, existe não só uma variada gama para escolha, como a alternância de forma eletrônica, sem que para isso seja necessária uma simples operação no manuseio de um botão para trocar o combustível de melhor conveniência para determinada situação. O mundo do automóvel evolui e está se tornando eletrificado.
Talvez o diferencial entre estas duas épocas possa se dimensionar, de uma maneira mais evidente, não pelo aspecto dos carros, mas pelo conjunto que forma sua capacidade propulsora
super motor
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FOTOS: RAIMUNDO COUTO
Pampa foi um dos destaques da Ford na década de 80
Mais de 700 mil pessoas devem passar pela feira
Opala Envemo, destaque no Salão do Automóvel na década de 60
O São Paulo Expo se mostrou, na edição de 2016, que está se adequado para receber a pujante indústria automobilística, que mesmo em tempos de grave crise exibiu novidades significativas para o mercado. O principal evento do segmento abrigará 30 marcas de veículos que apresentarão mais de 500 carros, alguns até em primeira mão. A organização espera receber mais de 700 mil pessoas, que terão a
oportunidade de conhecer as novidades, interagir com os carros e ainda testar mais de dez marcas nas pistas de test drives espalhadas pelos mais de 23 mil metros quadrados de área externa do espaço. O evento contará ainda um local de teste para veículos elétricos e híbridos, com mais de dez marcas. Arrume as malas e faça parte do maior evento voltado para o setor na América Latina. (RC)
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Toyota
Hilux GRS vem diferenciada A japonesa Toyota destacará em seu estande, no Salão do Automóvel de São Paulo, a versão preparada com apelo esportivo da picape Hilux (foto), que se chama GRS, denominação para linha de modelos diferenciamos da marca. No mesmo espaço, um conceito do hatch compacto Yaris, com as mesmas características. As linhas dos automóveis da Toyota que estão em produção, como Corolla, Etios e Yaris, seguem sem alteração para o próximo ano. RAIMUNDO COUTO
super motor Quem vai estar lá
Audi chega com A7 e inédito Q8 Carros são lançamento da marca e devem figurar entre as principais novidades no Salão do Automóvel; utilitário-esportivo só deve desembarcar no Brasil em 2019 Raimundo Couto
Enviado Especial a São Paulo (SP)
Entre os lançamentos da Audi para o Salão de São Paulo 2018 está a nova geração do sedã A7, revelado no começo do ano na Europa e que traz um visual renovado, inspirado no novo A8. O modelo deve começar a ser vendido no Brasil em breve e virá equipado com um motor 3.0 V6 TFSI de 344 cv e 51 kgfm de torque. Entre as novas tecnologias presentes no carro, destaque para o sistema de estacionamento autônomo. Com
o auxílio de radares, câmeras e sensores ultrassônicos, além de um scanner a laser, o motorista pode sair do carro e estacionar o A7 pelo celular, via aplicativo. Outro mimo interessante é o sistema de massagem e ventilação para todos os bancos. O inédito Q8 também deve dar as caras no estande da Audi em São Paulo. O maior e mais luxuoso utilitário-esportivo da marca alemã deve desembarcar no Brasil só no segundo semestre de 2019 e tem quase 5 m de comprimento por 2 m de largura
com 3 m de entre-eixos. O grandalhão usa motorização híbrida no qual um motor elétrico atua em velocidades de até 160 km/h. O Q8 tem sistema de suspensão a ar com regulagem de altura do solo em três níveis. Também é recheado de recursos de direção semiautônoma, o maior SUV da Audi oferece sete modos de condução prédefinidos, incluindo um dedicado ao off-road. Na Alemanha, o Q8 parte hoje de R$ 345 mil. Por aqui, o modelo não deverá custar menos de meio milhão de reais.
super motor AUDI/DIVULGAÇÃO
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CHEVROLET/DIVULGAÇÃO
Q8 deve chegar ao Brasil no segundo semestre de 2019 Detalhes da nova Blazer são inspirados no Camaro
Blazer com um ar de Camaro No espaço da marca da gravatinha dourada, quem deve chamar atenção mesmo é a nova Blazer, que foi apresentada nos Estados Unidos no meio deste ano ainda em versão conceitual. O novo SUV da Chevrolet tem o nome do modelo consagrado no Brasil nos anos 90 e 2000, sobretudo por ser a viatura “queridi-
nha” das polícias. O modelo deve ser fabricado no México e chegará aos Estados Unidos em 2019 em duas versões: a Premier, equipada com motor 2.5 de quatro cilindros e 193 cv, além da versão esportiva RS, com detalhes claramente inspirados no Camaro, como a grade frontal e o interior. A Blazer RS será equipada com
motor V6 de 305 cv. Por lá, a nova Blazer será posicionada entre o Equinox (à venda no Brasil) e o Traverse. Por dentro, o “SUV do Camaro” lembra e muito o cupê-esportivo como, por exemplo, as saídas de ar centrais redondas e mais baixas. Mas é bom não se animar. Ainda não há qualquer previsão de a Bla-
zer desembarcar no Brasil. Além do SUV, a Chevrolet também exibe no Salão de São Paulo seus mais recentes lançamentos, com destaque para o novo Spin, com visual renovado e a inédita versão de sete lugares. Outra novidade é a versão Midnight do Tracker, com pintura preta e acabamento escurecido. (RC)
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Finalmente
Kia traz modelo Rio ao salão A Kia vai dar destaque em seu espaço no Salão de São Paulo para o modelo Rio, que será apresentado nas versões hatch e sedã. Prometido há vários anos para o Brasil, o carro finalmente estreia no mercado nacional com o conjunto mecânico do Hyundai HB20. Ele ainda vem equipado com motor 1.6 flex de 128 cv acoplado a câmbio manual ou automático de seis marchas. Em termos de segurança, o esperado Kia Rio se destaca pela adoção de freio a disco nas quatro rodas. Em relação ao equipamento de som e entretenimento, tem tela sensível ao toque de sete polegadas com conectividade com Android Auto e Apple CarPlay. KIA/DIVULGAÇÃO
super motor NISSAN/DIVULGAÇÃO
Promessa
Nissan
Leaf deve custar R$ 178,4 mil, no Brasil
eletrificada Grande destaque da marca é o Leaf, que desembarca no país no próximo ano; protótipo de carro que disputará Fórmula E estará no evento Raimundo Couto
Enviado especial a São Paulo (SP)
No grande espaço reservado pela montadora japonesa Nissan, que comemora dezoito anos de participação no Brasil, o 100% elétrico Leaf, que chega a sua segunda geração, ocupou as atenções. O carro será comercializado no Brasil em junho 2019 com o preço de R$ 178,4 mil. Também estará presente no evento o protótipo do carro que a equipe Nissan disputará no ano que vem a temporada da Fór-
mula E. A proposta é usar a competição, que usa somente motores elétricos, para desenvolver e aperfeiçoar os modelos eletrificados da marca em um futuro que se avizinha e já aponta toda tendência para os automóveis híbridos ou totalmente elétricos. O Leaf é um pouco maior que o Nissan Kicks e menor que o sedã Sentra e, além de ser elétrico, traz tecnologias inovadoras como o sistema e-Pedal, que consiste em deslocar e frear completamente
o carro utilizando apenas o acelerador. Além disso, o carro conta com o sistema de condução semiautônoma e de estacionamento também totalmente automatizado. O elétrico começa a ser vendido em versão única com motor de 149 cavalos e bateria de lítio de 40 kWh, que confere ao Nissan Leaf autonomia de 389 km no ciclo WLTP (que simula a vida real). O produto chegará ao mercado com três opções de carregamento.
Meio a meio O grande destaque da Mercedes em São Paulo é a estreia da picape Classe X no Brasil. O modelo chega às concessionárias a partir do ano que vem, tem tecnologia compartilhada com a Nissan, e será oferecido em três versões tal como na Europa, onde já foi lançada: Pure, Progressive e a top de linha Power. A Classe X compartilha motores e plataforma com a Nissan Frontier, sendo que há três propulsores disponíveis para o modelo por lá. O
de entrada é um 2.0 a gasolina de 166 cv, seguido por um propulsor 2.0 turbodiesel capaz de entregar 163 cv ou 190 cv. Por último, há um V6 diesel 3.0, que rende 258 cv. O câmbio pode ser manual de seis marchas ou automático de sete velocidades. Por dentro, no caso da versão Power, de topo, o requinte é típico de uma picape, especialmente por sua distribuição alargada, a tela flutuante no cluster, além de limpeza e ordem da instrumentação.
RENAULT/DIVULGAÇÃO
Hyundai: Santa Fé e Veloster Expectativa. A nova geração do Hyundai Veloster (foto) é quem brilha no estande da coreana no Salão do Automóvel de São Paulo. O hatch, nessa versão, manteve sua principal característica – as três portas – e, em linhas gerais, ficou ainda mais esportivo.
Ford
Novos EcoSport, Ranger e Fusion O EcoSport fabricado no Brasil, assim como o vendido nos Estados Unidos e na Europa aparece em São Paulo sem o estepe pendurado na tampa do porta-malas, o que será a principal novidade do modelo no ano que vem. Outro destaque é a Ranger Raptor, a versão mais invocada da picape e que faz sucesso nos Estados Unidos, seguindo os moldes da F-150 Raptor, com grade frontal destacada. A marca também deverá mostrar o novo Edge e o face lift do Fusion, que chega ao Brasil em 2019.
SUV. O Santa Fé ficou maior em relação a que está à venda no Brasil e também traz um visual 100% renovado, além de novas tecnologias. Entre os equipamentos, destaque para o head up display e nova central multimídia, além dos sistemas de frenagem autônoma de emergência. HYUNDAI/DIVULGAÇÃO
Alaskan é a primeira picape média da marca francesa e deve estar no Salão de São Paulo
Renaut abre alas para o Alaskan
FORD/DIVULGAÇÃO
A grande atração da Renault no auto show paulistano é a Alaskan, a primeira picape média da marca francesa, prima da Nissan Frontier e da Mercedes-Benz Classe X, também inédita no Brasil. Para pegar pesado, a capacidade de carga é de 1 t, podendo rebocar até 3,5 t. A expectativa é ter a produção de modelos com cabi-
nes simples e dupla, chassi-cabine e chassi alongado. Visualmente, as mudanças externas em relação à Frontier não são muitas, exceto pelas rodas de liga leve diamantadas e pela barras de teto. O motor é um motivo de orgulho para a Renault, porque a marca francesa forneceu o propulsor de entrada para a marca japonesa. Tra-
ta-se de um turbodiesel de quatro cilindros 2.3 L e que, na versão de entrada da picape média, rende 158 cv e 41,1 kgfm de torque, disponíveis entre 1.500 e 2.500 giros. Com dois turbos, ele passa a render 190 cv e 45,9 kgfm. Há ainda uma opção a gasolina, um 2.5 L também de 158 cv, mas com 23,8 kgfm de torque. (RC)
HR-V reestilizado e tecnológico Em destaque. No estande da Honda no Salão do Automóvel, a maior atração é o reestilizado Honda HR-V. É a primeira vez desde seu lançamento, em 2015, que o SUV compacto sofre alterações no visual. O modelo ganhou novos faróis e luzes de neblina de LEDs, a grade ficou mais larga, e o para-choque foi redesenhado. Por dentro, aparece uma nova central multimídia com integração aos sistemas Android Auto e Apple
CarPlay, além de navegador GPS. Outra atração da Honda é o novo Accord, o sedã grande foi eleito o Carro do Ano na América do Norte. PAULA COURA
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte
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W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de novembro de 2018
super motor FCA PRESS/DIVULGAÇÃO
Lançamento
Fiat Fastback é apresentado A FCA ocupa um grande estante no Salão do Automóvel de São Paulo, com áreas reservada para as marcas Fiat e Jeep. Pelo espaço da Fiat, o destaque fica pela beleza das linhas sugeridas pelo conceito Fastback do modelo SUV-cupê, que será, por certo, uma das maiores atrações da mostra paulistana. A dúvida fica sobre o local de uma possível produção. Pelo porte e tamanho do chassi, tudo indica que ele deverá mesmo ser uma derivação da picape Toro, fabricada na planta de Goiana, em Pernambuco, mas com o logotipo Fiat na grade dianteira. RAIMUNDO COUTO
Mais lançamentos
Wrangler traz várias partes em alumínio para ficar mais leve
FCA traz ‘aventureiros’ Marca tem boas novidades; além do Argo, destaque no face lift do Jeep Renegade e do Wrangler, com melhores acabamentos internos Raimundo Couto
Enviado especial a São Paulo (SP)
A Fiat Chrysler Automobile (FCA) traz poucas e boas novidades. A maior atração é a estreia da versão aventureira do Argo, ainda sem nome definido e que deve vir equipado com motor 1.8 16V de 139 cv. Além do hatch, outra novidade é o discreto face lift do Jeep Renegade, que já chegou à Europa no meio do ano e já estreou nas concessionárias brasileiras antes mesmo do salão.
Ainda pela Jeep, outro modelo que chama atenção é a nova geração do Wrangler lançada nos Estados Unidos no fim do ano passado. O modelo offroad traz um novo motor 2.0 turbo, a gasolina, de 273 cv, que estreou no novo Cherokee – que não é vendido em nosso país. Outra novidade para o Brasil será a venda da versão Rubicon com duas ou quatro portas. As vendas devem começar no primeiro semestre de 2019.
VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
Volkswagen T-Cross. Recém-apresentado simultaneamente na Europa e no Brasil, o Volkswagen TCross é a principal atração da marca alemã nesta edição de salão. Feito sob a mesma plataforma do Polo e do Virtus e fabricado em São José dos Pinhais, o SUV compacto nacional da Volks tem conjunto mecânico Golf e deve chegar ao Brasil em 2019.
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W24 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de novembro de 2018
super motor
Smartphone
Problemas nos pistões
Reparos nos freios
Jaguar Land Rover está mais conectivo
Honda convoca recall de modelos HR-V
Volkswagen convoca donos de Golf
Os carros do grupo Jaguar Land Rover vão passar a oferecer centrais compatíveis com as plataformas Android Auto e Apple Carplay. No Jaguar I-Pace (foto), o dispositivo virá de série. Nos outros modelos da linha 2019, a tecnologia será um opcional por US$ 300. Mas não serão todas as centrais que poderão interagir com o sistema. Como condição, somente equipamentos com tela de 10 polegadas com InControl Touch Pro ou os mais recentes com o Touch Pro Duo, de duas telas.
A Honda vai começar em 12 de novembro o recall do HR-V, modelos 2016, 2017 e 2018. O chamado envolve mais de 19 mil unidades do SUV feitas entre 2015 e 2019. Segundo a montadora, uma falha no processo de fabricação dos pistões dos calipers de freio traseiros pode levar ao vazamento de gás hidrogênio. Mais informações: honda.com.br e pelo número: 0800-701-3432.
Os proprietários do Volkswagen Golf 2017 estão sendo chamados pela montadora. Há necessidade de reparo em falhas identificadas no funcionamento do freio de estacionamento. Ao todo, mais de mil unidades das versões Comfortline e Highline estão envolvidas no processo de recall. O reparo leva cerca de uma hora.
JAGUAR LAND ROVER/DIVULGAÇÃO