Skip to main content

Pampulha - 07 a 13 de julho de 2018

Page 1

turismo

estilo

almanaque

super motor

LONDRES PARA QUEM PRETENDE CURTIR O VERÃO NA TERRA DA RAINHA ... Páginas 2 a 7

REPERCUSSÃO DA JAQUETA DE MELANIA TRUMP É PROVA DE QUE MODA DIZ MUITO ... Páginas 27 e 28

LENINE APRESENTA PROJETO “EM TRÂNSITO” EM BELO HORIZONTE ... Página 18

NOVO PORSCHE CARRERA T É NOVA VERSÃO DO BRILHANTE 911 ... Páginas 12 e 13

7 a 13 de julho de 2018 ANO XXVII número 1458 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

www.jornalpampulha.com.br

O O SEMANÁRIO SEMANÁRIO DE DE BELO BELO HORIZONTE HORIZONTE

BASQUIAT! Depois de atrair mais de 280 mil pessoas em SP, primeira grande retrospectiva de um dos maiores artistas do século XX chega a BH no próximo sábado (14), no CCBB

BASQUIAT/ARTESTAR/DIVULGAÇÃO

pampulha


2

opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

VITTORIO MEDIOLI

A SEMANA “Tem pastores que estão com problemas de IPTU. Igreja não pode pagar IPTU (...). Nós temos que aproveitar que Deus nos deu a oportunidade de estar na Prefeitura para esses processos andarem”

Editorial

O lobo do homem articipei, no último dia 29, da inauguração de um centro de acolhimento para os familiares dos reclusos em visita ao Ceresp de Betim. Singela e rápida, a solenidade permitiu-me adentrar os corredores da detenção superlotada. Construído para receber 450 indivíduos, abriga agora cerca de 1.250. Está pior que a média nacional, de uma vaga por dois reclusos, ou 368 mil vagas para uma população carcerária de 727 mil em todo o país. As obras inauguradas agora se deram pela iniciativa da diretoria do ente prisional com verba repassada (parabéns) pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, oriunda de taxas processuais. Terá, assim, depois de muitos anos, uma humanização; a tarefa de revista dos visitantes será executada, daqui para a frente, por meios eletrônicos não invasivos. Abriram-se, ainda, um salão de espera e outras salas contíguas de atendimento. Sentir o pulso do sistema prisional é bem mais impactante do que imaginá-lo lendo dados e gráficos. Apertar a mão e fixar os olhos de figuras que lá estão há muito tempo deixa mais reconhecíveis o tamanho e a profundidade dos dramas que por lá se passam. Despojando-se de ideias comuns que levam a menosprezar os condenados, se enxerga um conjunto de atitudes que desde a época das masmorras pouco evoluiu. O sentimento de “vingança” e de “castigo” prevalece, mesmo sendo infecundo para a sociedade. O retorno à prisão é o destino de 82% daqueles que passam nos cárceres brasileiros. Na saída fica um “até breve” depois de estragos terríveis. O dinheiro público despendido para aprisionar é mais de R$ 20 bilhões anuais num esforço, na prática, tão inútil quanto o de Sísifo. Gasta-se muito sem resolver nada, realimentando e potencializando as causas do mal. O

P

ambiente nitidamente fortalece as organizações criminosas e facilita sua expansão, como o PCC, o Comando Vermelho e horrores que Brasil afora proliferam em todos os Estados. É nesse ambiente fétido e infernal que se preparam e recrutam as milícias dos traficantes.

Sentir o pulso do sistema prisional é bem mais impactante do que imaginá-lo lendo dados e gráficos. Os muros e os portões expõem o termo “prisional”, confirmando o viés da execução de pena, sem lembrar a função de ressocializar e devolver o indivíduo em condição de não doer mais a sociedade de quando entrou atrás das grades. Quando se chamarem "institutos de ressocialização", o mundo terá dado um imenso passo adiante. Entretanto, o tempo e os recursos públicos gastos, R$ 2.700 por mês por recluso, segundo a Secretaria da Segurança Pública, não

O apenado deveria ser útil a si e aos outros, produzir seu sustento, e não requerer sacrifício econômico à sociedade. servem ao escopo de aliviar a sociedade para filtrar e regenerar suas facetas contaminadas. O sistema é medieval, movido

pelo sentimento de vingança. O apenado deveria ser útil a si e aos outros, produzir seu sustento, e não requerer sacrifício econômico à sociedade. Deveria ser aproveitado em serviços à comunidade, na produção de alimentos e na execução de obras e serviços que ajudassem os entes públicos a melhorar a qualidade de vida. Em relação às causas da criminalidade, a falta de educação emerge do perfil da população carcerária: 75% dos presos não chegaram ao ensino médio, e menos de 1% têm ensino superior. Imprescindível e até inadiável seria uma mudança de tendência com a conscientização dos governantes e da opinião pública em relação ao problemão da criminalidade. Uma luz tímida, mas clara e potente, se enxerga hoje nos exemplos das Apacs, associações civis de assistência aos apenados, que atuam no acompanhamento de penas alternativas, visando exatamente à reinserção pacífica do condenado, levando-o a terminar os estudos, a profissionalizarse em algo que lhe conceda a possibilidade de uma vida normal longe do crime. Os apenados que passam por essas instituições alcançaram uma regeneração social quatro vezes superior àquela proporcionada pelo sistema tradicional. Desses, apenas 17% voltam a reincidir em alguns crimes. Com relação à economia de recursos, o sistema Apac representa uma despesa mensal de R$ 1.080 por indivíduo, ou 60% menor que o custo da prisão. Isso sem contar a produção de bens e serviços sociais que realizam, gerando economias públicas. Mesmo sem ser vidente, enxerga-se uma estrela luminosa a ser seguida entre as pedreiras e espinheiros representados pelo medo, pelo egoísmo e pela ignorância. Como me ensinou meu guru, é preciso lembrar que “homo homini lupus”, o homem é o lobo do homem; quer dizer, é necessário superar o instinto de fera para interromper o mal e seguir adiante.

Marcelo Crivella (PRB), prefeito do Rio de Janeiro, em agenda secreta no Palácio da Cidade, na última quarta (4), onde ofereceu ajuda a pastores e líderes de igrejas que tenham problemas com IPTU em seus templos ou que queiram angariar fiéis que necessitem de cirurgias de catarata e varizes.

“É um peso que saiu das minhas costas. Só estava faltando ele. Sem ele, não tinha sentido fazer nada. Agora, vou ter paz para construir minha vida na América” Sirley Silveira, 30, mãe do menino Diego Magalhães, 10, de quem ficou separada por 42 dias, até se reunirem na última quinta (5), após determinação da Corte Federal de Chicago. Ambos foram separados enquanto tentavam entrar nos Estados Unidos pela fronteira com o México. Buscando asilo no país, agora mãe e filho voam para a região de Boston, onde têm amigos e querem recomeçar a vida. HBO/DIVULGAÇÃO

“As pessoas criaram tantas teorias de fãs sobre como vai terminar e quem vai ficar onde e quem vai ficar com quem. É realmente muito imprevisível o jeito que acaba. Eu estou muito satisfeita com isso e eu acho que os fãs ficarão satisfeitos também” Sophie Turner, atriz que interpreta Sansa em “Game of Thrones”, sobre o fim da série da HBO, cuja oitava e última temporada estreia em 2019.

vittorio.medioli@otempo.com.br Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

pampulha

O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180

FUNDADOR Vittorio Medioli

GERENTE COMERCIAL Alessandra Soares

PRESIDENTE Laura Medioli

GERENTE INDUSTRIAL Guilherme Reis

VICE-PRESIDENTE Marina Medioli

GERENTE DE CIRCULAÇÃO Isabel Santos

DIRETOR EXECUTIVO Heron Guimarães

GERENTE DE TECNOLOGIA Fábio A. Santos

Distribuição gratuita

Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não refletindo, necessariamente, a opinião do jornal.

SECRETÁRIO DE REDAÇÃO Murilo Rocha (interino) ADJUNTA DA SECRETARIA DE REDAÇÃO Renata Nunes (interina) CHEFE DE REPORTAGEM Flaviane Paixão (interina) EDITORA Marília Mendonça REDATORAS Jessica Almeida, Lorena K. Martins e Patricia Cassese

COMERCIAL Fone: (31) 2138-3900 Fax: (31) 2138-3920 REDAÇÃO E INDUSTRIAL Fone: (31) 2101-3000 Fax: (31) 2101-3950 ATENDIMENTO Fone: (31) 2101-3838 INTERNET faleconosco@jornalpampulha.com.br facebook.com/pampulhajornal Twitter: @jornalpampulha


pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

É uma cena insólita em uma imaginária, mas fidedigna, Nova York do início dos anos de 1980: portando fraque e cartola, um senhor puxa conversa com Jean-Michel Basquiat (1960 – 1988). Ao ver um transeunte, tece críticas à maneira como os nova-iorquinos de então se vestem, acrescentando que caberia aos artistas enfrentar esses modismos – e devolver “inteligência e beleza” ao mundo. Jean-Michel retruca: “Apenas ignore isso, cara!”. E, ao fim, abandona o insistente interlocutor. Presente no filme “Downtown 81”, gravado em 1981 e lançado em 2000, a cena funciona como uma alegoria, indicando a forma como Basquiat (que, no caso, interpreta a si próprio) reagia a qualquer tentativa de definir seu trabalho. Dono de voz ativa, o artista norte-americano sempre fez sua vontade valer sobre sua forma de produzir (leia mais na página 4), o que o elevou à categoria de um dos maiores nomes das artes do século passado. Agora, parte de sua rica produção poderá ser vista pelo público belo-horizontino, em uma retrospectiva que angariou elogios em São Paulo e Brasília. Maior exposição de trabalhos de Basquiat em países latinos, a mostra será aberta no próximo sábado (14), no Centro Cultural do Banco do Brasil. São 80 obras que pertencem ao acervo do israelense (radicado nos EUA) Jose Mugrabi – que conheceu Basquiat quando ele trabalhava em parceria com o ícone da pop art Andy Warhol (1928 –1987) e hoje é um dos maiores colecionadores desses dois artistas. A chegada da mostra a BH vem em hora acertada. É o que acredita Fabrício Fernandino, escultor e professor da escola de Belas Artes da UFMG e diretor do Centro Cultural da instituição. A julgar pelo número de exposições do artista mundo afora e por um recorde recente, Fernandino está coberto de razão: desde 2016, obras de Basquiat têm percorrido continentes. Nova York, Milão, Roma, Londres e Frankfurt estão entre as cidades que receberam retrospectivas do artista. Há, ainda, a milionária venda, em leilão, ano passado, da tela “Sem Título” (1982), por US$ 110,5 mi (cerca de R$ 434, 26 mi), o valor mais alto já pago pela obra de um artista norte-americano em um leilão de arte. Holandês radicado no Brasil, Pieter Tjabbes, curador da mostra de Basquiat que chega ao CCBB, se recorda de ter ficado frente a um original do artista em 1983, na Holanda, quando ainda era um estudante de artes. “Não gostei”, assume. Em 1985, em Paris, teve

reportagem

Alex Bessas

BASQUIAT> Obra do artista, que chega a BH, continua relevante

passadas três décadas de sua morte prematura, aos 27 anos

Atualíssimo FOTOS BASQUIAT/ARTESTAR/DIVULGAÇÃO

a oportunidade de conhecer Basquiat. “Em uma noite, saí com alguns artistas e ele estava junto”. Depois, ao cruzar com seus trabalhos novamente, percebeu que sempre havia algo que lhe despertava a atenção. “Demorou para encaixar sua técnica na minha visão da história da arte, há uns cinco anos comecei a mudar de opinião”. Hoje, não tem dúvida do gigante que é JeanMichel Basquiat. “E o Brasil merece receber uma grande exposição do artista”, reforça ele, para quem a conjuntura brasileira atual lembra a Nova York em crise vivida pelo artista. Sua mostra, portanto, pode agora indicar uma fresta de luz, diz. Tjabbes também destaca a atualidade de Basquiat. “É uma obra que tem muita conexão com as gerações mais jovens”, pontua. As sinapses rápidas, a capacidade de pensar a partir de um caleidoscópio de informações e por

meio de diversos meios é algo presente na produção do norte-americano que encontra paralelo na juventude atual, muito ligada ao consumo e à produção de conteúdo na internet, como indica o curador. “É, por isso, mais atual hoje do que há 30 anos”, assegura, informando que, na mostra, crianças e adolescentes se conectam rápido ao artista. Fazendo da fachada de prédios e galpões, de pontes e muros, os primeiros suportes para seus traços inquietos, Basquiat logo migrou para as telas – mas não de modo exclusivo. “Se estava andando, parava e produzia. Pintava em portas, geladeiras...”, salienta Fernandino, destacando que, mesmo na street art, se diferenciava. Morto aos 27 anos por uma overdose provocada por um coquetel de cocaína e heroína, Basquiat produziu freneticamente e deixou cerca de 2.000 peças. Descoberto e alçado à fa-

3

ma quase instantaneamente, quando os museus se deram conta de sua importância, os preços de suas obras já estavam altíssimos e a maior parte do acervo nas mãos de colecionadores particulares. Visitar a exposição que chega a BH é uma chance rara de acessar originais do artista, pois poucos exemplares estão disponíveis ao público em centros culturais. É presente na obra de Basquiat a consciência de ele ter sido um artista negro reconhecido em um ambiente majoritariamente branco. Por essa razão, aliás, nunca aceitou ser categorizado como um grafiteiro, pois não queria ser “o selvagem das artes plásticas”. Politizada e questionadora, sua obra “faz pontuações sobre sociedades, sobre estruturas sociais, sobre etnias, ainda que não de maneira explícita ou panfletária”, defende Fernandino. Por tudo isso e, principalmente, por ser um artista de primeira grandeza, cuja expressão é reconhecida mundialmente, Fernandino vê a importância da mostra crescer frente ao contexto brasileiro atual. “As questões que ele traz se tornaram muito importantes para nós, que enfrentamos retrocessos na discussão sobre o conceito de arte, de liberdade, de democracia”, pondera. E completa: “Basquiat nos faz perceber a importância da liberdade da arte como potência de criação, faz ver e refletir. É urgente para nós”. O bafo desse brado a que Fernandino se refere foi sentido na capital mineira no ano passado, quando protestos exigiam o encerramento da mostra “Faça Você Mesmo sua Capela Sistina”, que reunia peças do belo-horizontino Pedro Moraleida (1977–1999) na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, do Palácio das Artes. Na época, Caetano Veloso visitou a exposição e, diante dos traços, confessou: “Faz pensar em Basquiat”. Diretor da Escola Guignard (UEMG), Adriano Gomide também vê similaridades. “Os dois pertenciam a uma mesma ‘família’. Não digo que são do mesmo movimento, porque estão para além de qualquer tipo de corrente”, comenta. Para ele, a vinda da mostra de artistas do quilate de Basquiat acende a possibilidade de acordar talentos e, ainda, trazer reconhecimento a artistas locais. “É importante que a gente tenha obras de artistas ‘de fora’ vindo para cá e os daqui indo para fora”, defende. “Mas o fundamental é a possibilidade de as pessoas terem contato físico com a obra, vê-las em escala real. Só assim dá para dizer se gostamos ou não”, aponta.

> Basquiat

CCBB (praça da Liberdade, 450, Funcionários). De 14/7 a 24/9. De quarta a segunda, das 9h às 21h. Entrada gratuita.


4

reportagem

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

BASQUIAT> Com história cercada de mitos, artista levou a questão racial para o seio de sua obra

Uma trajetória meteórica ARTESTAR/DIVULGAÇÃO

Filho de pai haitiano e mãe norteamericana de ascendência porto-riquenha, Jean-Michel Basquiat (1960-1988) tem biografia cercada de mitos. São muitas as histórias que tentam forjar o clichê do artista “maldito”, a começar pela idade de sua morte: como Jimi Hendrix, de quem era fã, Jim Morrison, Janis Joplin e, mais recentemente, Amy Winehouse, está no séquito de artistas que morreram precocemente, aos 27 anos. Ainda vivo, viu seu nome ser atrelado a casos fantasiosos, que reforçavam a ideia de um “selvagem”, satisfazendo um fetiche do meio artístico. Ocorre que, diferentemente da lenda, Basquiat veio de uma família de classe média. Criança, no Brooklyn, brincava com papéis que o pai Gerard, contador, levava para casa. Em 1968, em um acidente de carro, ao brincar na rua, fraturou a perna e teve o baço retirado. Internado, ganhou da mãe, Matilda, o livro “Anatomia de Gray” (1858) – que influenciou sua obra. Adolescente, Basquiat juntou-se ao grafiteiro Al Diaz e passou a deixar mensagens cabalísticas, assinadas como Samo (acrônimo para “same old shit” ou “mesma merda de sempre”, em tradução livre). “Fazia isso em lugares estratégicos, para ser notado pela classe artística”, pontua Pieter Tjabbes, curador da mostra que chega a BH. Após o divórcio dos pais, Basquiat vai viver com o pai e duas irmãs, mas, em 1974, foge de casa pela primeira vez. Em uma dessas aventuras, chegou a viver por pouco tempo no Washington Square Park, mas é lenda que tenha sido um morador de rua. Quando sai da casa do pai em definitivo, passa a viver no apartamento de amigos, em Manhattan. “A cidade estava perto de decretar falência, então, os jovens conseguiam esse feito hoje inimaginável de viver ali a um preço muito barato”, analisa Marcus Bastos, professor do departamento de Artes da PUC de São Paulo. Em um ambiente de liberalidade, havia uma grande confluência com a rua, reforça Bastos. “Basquiat é fruto dessa época muito particular de Nova York”, defende, em referência ao que Fabrício Fernandino, da Escola Belas Artes da UFMG, define como “uma cidade que era uma grande residência artística, reunindo expoentes de todas as áreas”. Se o terreno era fértil, o jovem Basquiat soube se aproAlex Bessas

Basquiat: questão de cor

Inquieto Além das artes visuais, Basquiat transitou pela música, literatura e pelo cinema FOTOS BASQUIAT/ARTESTAR/DIVULGAÇÃO

veitar disso. Polivalente, integrou, por exemplo, uma bande noise, a Gray, atuou em um filme, produziu o disco “Beat Bop” e cogitou se dedicar à literatura. Depois de desentendimentos com Al Diaz, pichou pela cidade “Samo está morto”. A partir daí, passa a assinar o nome de batismo. “Ele participa de exposições organizadas por artistas do underground, onde sua produção se destaca”, comenta Tjabbes. Mas foi a partir do artigo “The Radiant Child”, do crítico Rene Richard, que Basquiat galga espaço na elite das artes. Em 1982, tem sua primeira individual – e não para mais. No ano seguinte, se vincula ainda mais a Andy Warhol, embora seu primeiro contato com o pai da pop art tenha ocorrido em 1978, quando, ao ver a excêntrica figura entrar em um restaurante, Basquiat corre atrás e lhe oferece postais que pintou. Warhol fica com dois. “Era uma relação muito intensa”, explica Tjabbes. “Basquiat o admirava e aprendia com ele, embora Warhol não tenha influenciado sua obra. Este, por sua vez, tinha no jovem uma conexão com o que havia de mais novo na arte”. Os dois fizeram muitas parcerias, mas não receberam bem as críticas aos projetos coletivos. Do período, há quatro obras na mostra do CCBB. Mesmo que a amizade estivesse abalada, a morte de Warhol, em 1987, foi sentida sobremaneira por Basquiat, que faleceria pouco mais de um ano depois, em 12 de agosto de 1988.

Embora tenha sido rapidamente encampado pela elite, Basquiat nunca perdeu a consciência do racismo vigente – e tratou de levar a questão à sua obra, na qual é comum encontrar nomes de músicos e atletas negros impressos. “Uma forma de dizer que só nessas searas o negro podia ser aplaudido”, aponta Pieter Tjabbes. O artista também criticava a ausência de negros nas representações artísticas. Em diálogo com a tela “Olímpia”, de Manet, onde a mulher negra é representada menor, ao fundo, como uma criada, por exemplo, cria duas telas que atacam frontalmente a representação. A peça em que deixa mais óbvia sua crítica é “A Morte de Michael Stewart” (1983), onde expõe o caso de um grafiteiro espancado pela polícia e morto na prisão. Já o interesse por suas origens só vem a crescer com o tempo. Em 1986, viaja por países africanos e, a pedido dele, uma exposição é organizada em Abidjan, Costa do Marfim. Em 1988, ano de sua morte, conhece, em Paris, o pintor marfinense Ouattara, de quem se aproxima. Quando foi achado morto, bilhetes para Abidjan já estavam inclusive comprados. Tal comprometimento causa admiração: artista plástico nascido em Ouro Preto e radicado em BH, Thiago Alvim entende que Basquiat foi o primeiro artista visual afro-americano e quebrou paradigmas, “inclusive raciais, no meio elitista das artes plásticas em Nova York na década de 70”. Ainda sobre a bandeira racial defendida pelo artista, o ouro-pretense acredita que Basquiat “abriu portas para uma geração que vem ganhando cada vez mais força”. Alvim – que, vale dizer, já visitou a mostra em São Paulo – terá um trabalho de sua autoria no espaço “Ateliê”, que acompanha a mostra do norte-americano: dedicado a brasileiros que têm percurso similar ou referência declarada à obra do artista, o espaço reúne obras d’Os Gemeos, Hebert Baglione, Rimon Guimaraes, Mag Magrela, Finok, Nunca, Fefe Talavera e Rodrigo Branco, entre outros. Ah, sim. A exemplo de Basquiat, Alvim também fez a transição da arte feita nas ruas para as galerias.


reportagem

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

5

FÉRIAS EM BH ALEX DE JESUS – 25.3.2017

WILLIAM GOMES/DIVULGAÇÃO

Brasileiro do Futebol 6 Museu reúne atividades de férias Localizado dentro do Estádio Mineirão, o Museu é um ótimo programa para as férias escolares. Para este período, o educativo preparou atividades para os visitantes. Haverá um espaço lúdico para brincadeiras, contações de história e o tradicional “Estúdio MBF” - onde são ofertadas oficinas. As atividades acontecem entre os dias 17 e 29. Para o Estúdio, é necessário realizar inscrição prévia. Confira mais informações em: www.museubrasileirodofutebol.com.br Onde Museu Brasileiro do Futebol (av. Coronel Oscar Paschoal, s/n°, portão G2 do Estádio Mineirão, 3499-4300)

ESPAÇO DO CONHECIMENTO UFMG/DIVULGAÇÃO

para famílias no 6 Programação Espaço do Conhecimento UFMG Para solucionar as inúmeras questões que povoam a mente das crianças, o “Férias no Museu”, programação organizada pelo Espaço do Conhecimento, reúne atividades e oficinas a partir do dia 10. Haverá sessões no planetário, percursos pelas exposições e contações de histórias que passam por diversas temáticas, entre elas astronomia, meio ambiente e as origens do ser humano. Confira a programação completa em: www.espacodoconhecimento.org.br/ Onde Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade, 700, Funcionários, 3409-8350).

BOULEVARD SHOPPING/INSTAGRAM/REPRODUÇÃO

para a garotada 6 Programação no Boulevard Shopping Durante o período de férias, o Boulevard Kids montou um parque de diversões completo para as crianças, com piscina de bolinhas, escorregadores, tobogãs, carrossel e trenzinho. o Dino Play funciona conforme os horários do shopping e a entrada custa R$ 20 por 15 minutos de diversão. Durante os domingos do mês também acontecem apresentações gratuitas de espetáculos, brincadeiras cantadas, oficinas de jogos e atividades circenses no Piso 3 do Boulevard, sempre a partir das 16h. Confira mais informações em: www.boulevardshopping.com.br Onde Boulevar Shopping (av. dos Andradas, 3.000, Santa Efigênia, 2538-7400).

LEO FONTES – 11.5.2017

de férias para 6 Colônia aprender hábitos saudáveis Entre os dias 14 e 29 de julho, a Fazenda Urbana BeGreen, localizada no Shopping Boulevard, oferece uma colônia de férias com o intuito de ensinar as crianças e jovens a manterem um estilo de vida mais saudável. A programação inclui oficinas para a construção de vasos e para a montagem de salada no potinho, piquenique com degustação de hortaliças, degustação às cegas, caça ao tesouro pela fazenda e visitas guiadas pelo espaço. Confira mais informações em: boulevardshopping.com.br Onde BeGreen Boulevard (av. dos Andradas, 3.000, Santa Efigênia, piso 2, 2538-7438) Quanto A partir de R$ 60 (diária, por criança).

Inhotim prepara programação especial de férias 6 Instituto com atividades para crianças neste mês de julho O Educativo do Inhotim oferece neste mês atividades gratuitas para crianças. Às quartas-feiras, entre os dias 18 e 25, acontece a “Ativação ‘Quasi-Cinema Parangolé”, onde os visitantes são convidados a viajar pelas obras de Hélio Oiticica e Neville D’Almeida e criar suas próprias imagens na Galeria Cosmococa. Nos dias 21 e 22, as crianças acompanhadas pelos pais podem participar de uma caça ao tesouro nos jardins. Para finalizar, nos dias 28 e 29 acontece a atividade “Desenhando no Inhotim”, que pretende estimular um olhar sensível dos participantes a partir da observação. Confira mais informações em www.inhotim.org.br Onde Instituto Inhotim (r. B, 20, Brumadinho, 3571-9700).


6

reportagem

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

(CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Estresse e natureza osso dia a dia normalmente vem acompanhado de muito estresse, com vários problemas para resolver e, por consequência, com altas descargas de cortisol e adrenalina no sangue. Atitudes simples e baratas, oferecidas pela mãe natureza estão ao nosso alcance para ajudar no controle desses picos de estresse. Estudos científicos e especialistas apontam que usar a natureza a seu favor é uma ótima alternativa para as saúde. Em um estudo, realizado por uma instituição holandesa com 350 voluntários, foi constatado que pessoas em contato com a natureza regularmente têm 21% menos de chance de desenvolver depressão. Em outra pesquisa, esta realizada por escoceses, ficou demonstrado que praticar exercícios ao ar livre reduz a agressividade, melhora a atividade cerebral e estimula o pensamento meditativo. Você, com certeza, já leu ou ouviu alguém dizer que atividade física estimula não só a perda de peso, mas reduz o risco de doenças, traz mais flexibilidade e disposição ao corpo, além de prevenir uma série de doenças mentais. Porém, atividade ao ar livre e o contato com a natureza podem trazer ainda mais benefícios. Muito mais do que ter apenas um dia agradável, essa prática libera substâncias que melhoram o humor, trazendo sensação de liberdade e de calma no pós-exercício, aumenta a oxigenação cerebral e diminui as chances de determinadas doenças crônicas aparecerem, como diabetes e hipertensão arterial. Estudos científicos Uma simples e especialistas caminha na terra ou na grama tem apontam que usar grandes benefía natureza a seu cios terapêuticos. A aplicação de favor é uma ótima pressão nos pés alternativa para tem apelo como tratamento desde as saúde. a antiguidade. Ao reservar alguns minutos do dia para caminhar com os pés descalços, você irá se sentir melhor e mais revigorado. De acordo com um estudo da Universidade de Essex, na Inglaterra, bastam cinco minutos de exercícios em uma área verde, como um parque, para melhorar a saúde mental. Foram analisadas 1.250 pessoas e aquelas que praticavam atividade física ao ar livre tiveram uma melhora rápida do humor e da autoestima. Aproveitando a caminhada, preste atenção em sua respiração. A inspiração profunda do ar em áreas verdes reduz a asma e outras alergias. É o que aponta um estudo desenvolvido pela Universidade de Helsinque, na Finlândia, e divulgado na publicação científica “Proceedings of the National Academy of Sciences”. Dando seguimento com a caminhada e com as inspirações profundas, a companhia de seu cão de estimação pode ajudar, e muito, para você e para ele (a). A terapia assistida por animais já possui inúmeros estudos que relatam seus benefícios para a saúde. De igual forma, é ideal que os dias escolhidos sejam ensolarados. Sabemos da íntima relação da baixa exposição ao sol com quadros de ansiedade, angústia e depressão. E por que não, durante essa caminhada, ouvir uma música? Existem no mercado diversos aplicativos de música para celulares para todos os gostos e estilos. Acho que 20 a 30 minutos de caminhada em uma área verde próxima da sua casa poderá trazer enormes benefícios para você. Então deixe a preguiça de lado e faça uma boa semana.

N

SCIENCE SOURCE / REPRODUÇÃO

SAÚDE E BEM-ESTAR

Febre amarela persiste Resultados de estudo mostram ancestral comum a casos registrados em 2016, 2017 e 2018 Um estudo inédito feito por pesquisadores mineiros mostra que o vírus da febre amarela está conseguindo se manter no Sudeste do país. Os resultados, publicados recentemente na revista “Plos Neglected Tropical Diseases”, mostram que isso ocorreu nos últimos três anos. O achado comprovando a circulação do vírus da febre amarela por tempo prolongado fora da Bacia Amazônica, onde o vírus é endêmico, é extremamente importante. O tipo de bioma da Amazônia – com clima quente e úmido e as florestas com a presença de macacos (hospedeiros) e dos mosquitos Sabethes e Haemogogus – é propício Carla Chein

para a manutenção do vírus. Os cientistas analisaram parte dos genomas dos vírus que circularam nas epidemias de 20162017 e 2017-2018 no Sudeste. “Achávamos que o vírus de 2018 era o mesmo de 2017, mas não tínhamos provas”, conta a bióloga Betânia Drumond, professora do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e orientadora do estudo, que foi tema de doutorado das alunas do Programa de Pós-Graduação em Microbiologia da UFMG e biólogas Izabela Rezende e Lívia Sacchetto. “Analisamos parte dos genomas desses vírus e comparamos com outros vírus, como os que circularam em São Paulo em 2016”, explica a orientadora. O que os pesquisadores descobriram foi que todos esses vírus têm uma única origem em comum. “Isso significa que o vírus entrou na região Sudeste e se manteve aqui, disseminandose para diferentes Estados”, relata. “Tínhamos, eventualmente, surtos no Sudeste e no Sul do país.

No laboratório Cientistas analisaram partes do genoma do vírus da febre amarela

Mas eram surtos menores, pontuais, em algumas cidades apenas, com distribuição geográfica menor, e durante um ou dois anos somente. A Vigilância Epidemiológica detectava, vacinava (a população) no entorno e, no ano seguinte, não havia mais – ou havia poucos – casos de febre amarela”, explica Betânia. A bióloga lembra que cientistas da Fiocruz do Rio de Janeiro já detectaram mutações nos vírus que circulam no Sudeste, recentemente. Ela, no entanto, ressalta que essas mutações ocorreram em partes do vírus que não têm relação direta com a vacina, que ainda é a forma mais eficaz de prevenir a doença. As descobertas trazem novos questionamentos. “Será que o vírus vai permanecer aqui durante mais tempo?”, indaga. Um tempo mais prolongado pode significar novos surtos no Sudeste. Betânia diz que as autoridades sanitárias do Estado têm monitorado a situação, mas que as pessoas têm que colaborar e se vacinar para prevenir a infecção. A vacina é oferecida nos postos de saúde.

Origem estaria no Centro-Oeste O estudo não conseguiu informações para determinar a origem do vírus da febre amarela que causou as duas últimas epidemias no país, em 2017 e 2018. Mas os pesquisadores levantaram algumas hipóteses. Uma delas, segundo Betânia Drumond, é que o vírus teria vindo do Centro-Oeste. “Estimamos que o ancestral mais recente dos vírus que estão circulando no Sudeste desde 2016 existiu em 2015. Fomos olhar nos boletins do Ministério da Saúde e vimos que houve casos de febre amarela em 2014 e 2015 no Centro-Oeste”, conta Betânia. As informações coincidiam com a estimativa do vírus ancestral em 2015 – o que levantou a hipótese de que a origem poderia ser a região Centro-Oeste. “Isso faz sentido pela proximidade geográfica da região Centro-Oeste com a Bacia Amazônica, onde o vírus é endêmico, e também com o Sudeste”. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

SITUAÇÃO NO BRASIL Casos notificados de febre amarela no período de 2017/2018 (jul/2017 a jun/2018)

6

46 8

9

4 11

2 3

25

9

O QUE É? A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores CICLOS DE TRANSMISSÃO

70 14 81 75 1.593 2.885 126

QUAIS OS SINTOMAS? Febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e na urina)

127

13

Silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano

FONTE: MINISTÉRIO DA SAÚDE

5 5 8 8

51 56

1.346

Em Minas, a febre amarela já matou

168 pessoas entre julho de 2017 e maio de 2018


reportagem

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

7

SAÚDE E BEM-ESTAR

Não existem ‘ovos de plástico’ MARIELA GUIMARÃES

A despeito dos vídeos que viralizaram, especialistas dizem que características ‘estranhas’ ocorrem em produto velho Vídeos que circulam nas redes sociais levantam dúvidas sobre um produto que é muito consumido pelos brasileiros: o ovo. Nas imagens, moradores de várias partes do Brasil alertam para características estranhas: casca dura demais, algo como um “plástico” entre a casca e a clara, que é “aguada”, e uma gema pálida. Em seguida vem a afirmação: os produtos vendidos no país são de plástico. Não são. Especialistas em ovos descartam qualquer possibilidade de “ovos de plástico” estarem sendo comercializados no país. A circulação dos vídeos Natália Oliveira

sobre os “ovos de plástico” fez a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) pedir uma manifestação pública do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, para desmentir as fake news. O setor reclama de prejuízos. “Já há casos, em mercados, em que consumidores estão quebrando ovos para confirmar se o produto é, de fato, ‘verdadeiro’”, diz o presidente da ABPA, Francisco Turra, em ofício enviado ao Ministério da Agricultura. Depois de ver um dos vídeos, a cabeleireira Ronilda Fagundes Silva, 53, moradora da região de Venda Nova, em Belo Horizonte, resolveu fazer o teste e se assustou. “Quando quebrei o ovo, saiu a película certinha, por isso achei estranho. Também

A membrana que parece “plástico” é, segundo especialista, uma das seis camadas de proteção do ovo

achei o ovo ralo, parecendo que estava aguado. Na hora, acabei comendo, mas depois lembrei-me do vídeo, e meu estômago embrulhou”, conta. Ronilda relata que chegou a colocar fogo na película para checar se era plástico mesmo. “Eu nunca vi um ovo com película tão grossa”, justifica. “O ovo passa por todo um

processo de inspeção da vigilância sanitária em todos os Estados. Não tem como um ‘ovo de plástico’ chegar ao consumidor”, diz a coordenadora da Vigilância Sanitária de Saúde Pública do Rio de Janeiro, a médica veterinária Roberta Ribeiro. Ainda de acordo com ela, as características citadas como anomalias do ovo, na ver-

dade, são características que podem ser causadas por uma série de efeitos externos, como a temperatura em que o produto foi armazenado ou até mesmo sua data de validade. “Quando o ovo está mais velho, a clara vai ficando um pouco mais aguada e se mistura com a gema. É normal isso acontecer, e o ovo pode ser consumido nor-

malmente, porque suas características microbiológicas estão mantidas. O que deve ser observado é se o ovo estragou”, explica. Sobre a membrana exibida nos vídeos, que os consumidores dizem ser de plástico, a especialista explica que ela é uma das seis camadas que compõem a casca do ovo. “Aquela é uma membrana de queratina que funciona como uma proteção do ovo”, diz. “O ovo da galinha mais jovem é menor e, portanto, tem uma concentração maior de cálcio. Isso faz com que a casca seja mais dura. Já no caso da galinha mais velha, ela vai botar um ovo maior e com menos cálcio e, por isso, a casca vai ser mais fina”, explica o médico veterinário Fábio Nascimento, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e especialista em produção de aves e ovos. (Com Litza Mattos)


8

sociedade

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

DOLCEVITA Paulo Navarro com Walter Navarro

pnnavarro@gmail.com FOTOS PNC/DIVULGAÇÃO

O dublê de chef Eduardo Pereira, vulgo “Beijinho” e sua fiel escudeira Beatriz em tempos de comemoração de aniversário

BRINQUEDO

C

ontinua Paty: “Não havia trânsito de automóveis na Rua Ramalhete. Aos domingos, as meninas estendiam a rede de vôlei de lado a lado, jogava-se o dia inteiro, e os carros que se danassem. As noites sempre eram sonorizadas por rodas de violão entremeadas de castos namoricos furtivos. Aos sábados, festinhas onde se dançava coladinho ao som da boa música da época, Beatles e bossa-nova, Luiz Eça e Herman’s Hermits. Isso tudo RUA ficava a poucos quarteirões RAMALHETE do vetusto Colégio Sacré cantor e compositor Coeur de Marie, severo que Tavito, integrante só, com suas freiras de cenho do Clube da Esquifranzido e hábitos negros na, cantou em verso e prosa, como a noite negra. Esse coléum retrato dos bons tempos gio despejava na rua, duas da antiga Belo Horizonte vezes por dia, magotes de que não voltam mais. “Rua moças ensolaradas e sonhaRamalhete”, seu maior clássi- doras, com suas saias de maco, diz: “Sem querer fui me dras enroladas na cintura lembrar/De uma rua e seus para que os moços pudessem ramalhetes/O amor anotaver seu joelhos (quem sabe a do em bilhetes/Daquelas primeira sugestão das coxas), tardes”. Achamos nas redes tudo dentro dos limites do sociais um texto de Paty Soa- combinado como ‘linha da res que traz uma leitura em decência’. Esse trajeto Sacré preto e branco dessa Beagá Coeur/Rua Ramalhete constide outras épocas: “A Rua tuía o dia a dia de Tavito e Ramalhete era uma ruazisua turminha de garotos nornha de Belo Horizonte com- mais, na fase mais doce da posta de um quarteirão só. vida, tão doce que às vezes Começava na Rua do Ouro, não nos apercebemos dela – no alto da Serra, bairro de a não ser anos mais tarde. classe média onde a família Nesse território, Tavito e seu de Tavito residia e terminaviolão eram absolutos”. Temva num córrego cristalino po bom que não volta mais. que corria onde hoje é a extensão da Rua Estêvão PinNa mesma to. Havia o costume entre a tarde de meninada que estudava no festa e jogo Colégio Estadual (Sucursal do Brasil no Serra), de sair das aulas à Belvedere, a tardinha e varejar pela Rua Ramalhete. Explica-se; a rua engenheira era povoada por moças, lin- e também das todas, naquela idade em dublê de chef Heloisa que se adolesce e o coração Tomasi e a dos moços adoece”. estilista Jaqueline RUA DE Araújo

4004-9000

O

lançaperfume

dia 7 de agosto 6 No ocorre o BrazilFounda-

tion Gala Minas Gerais, no Centro Cultural Banco do Brasil, e tem como objetivo mobilizar recursos para financiar projetos no Estado. e embaixadora 6 Adaatriz BrazilFoundation Flá-

via Alessandra será a mestre de cerimônia da noite e show de encerramento será da Preta Gil. homenageado será 6 ORubens Menin, funda-

dor e atual presidente do Conselho de Administração da MRV. é bom 6 Beijinho companheiro, nin-

guém pode negar. Ele, que é o dublê de chef, fiel amigão dos amigos, tem sua casa como referência de integração dos chegados e família. Junto com Bia, carimbou o fino prazer da gastronomia na cidade: AhBon!, Eddie Burger e Specialli. ela também com6 Com partilha a paixão pelo trekking e agora pelos 4x4. Salve o bom exemplo!


pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

9


10

reportagem

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

HORIZONTES DA CIDADE

Praça da Liberdade é fechada para reforma Revitalização do espaço, que não recebe obras desde 1991, deve ser concluída em novembro Os belo-horizontinos que têm o costume de fazer caminhadas ou outras atividades na praça da Liberdade, no bairro Funcionários, na região Centro-Sul da capital mineira, vão precisar mudar a rotina. Desde o último sábado, o local ficará fechado por alguns meses para a realização de intervenções no espaço. As obras incluem nova iluminação; restauração do coreto, da estátua Ninfa e do piso da pista de caminhada; reinstalação de placas de monumentos; e instalação de novos bancos e lixeiras. Além disso, os jardins serão recuperados, sendo que as podas das árvores já tiveram início. A expectativa é que as intervenções, que terão um custo estimado de R$ 5,2 milhões, e terminem em novembro. “A gente pede à população que tenha um pouco de paciência, mas vai valer muito a pena. Entregaremos uma praça completamente revitalizada”, garantiu o vice-prefeito da capital, Paulo Lamac. Segundo ele, a prefeitura participa das obras com um montante de R$ 3 milhões. O restante do custo será dividiAline Diniz

FOTOS LEO FONTES

do entre o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) e a Vale, parceiros da prefeitura no projeto. A presidente do Iepha, Michele Arroyo, informou que as obras começaram com a poda das árvores e mudanças no sistema de iluminação. Em seguida, segundo ela, virá “a parte mais pesada: a revitalização dos pisos e das sarjetas da praça, bem como a recomposição dos canteiros”. Conforme Michele explicou, algumas das mudanças previstas são a realocação dos postes republicanos da praça, a instalação de postes decorativos em aço galvanizado e a iluminação interna e externa da fachada e da cúpula do coreto. Tombada pelo Iepha e pela PBH, a praça passou por reforma em 1991. Desde lá, o equipamento ganhou novos usos, o que será levado em consideração. “Vai haver espaço na grama onde as pessoas poderão se sentar”, exemplificou. Segundo o arquiteto Ricardo Lana, que compôs a equipe que revitalizou o local na década de 90, serão construídas duas passarelas dentro do cartão-postal de BH para evitar que as pessoas pisem na grama. Ele adiantou que novos bancos vão oferecer mais conforto aos usuários. “A gente especificou um mobiliário arroja-

entrevista Ricardo Lana Arquiteto O senhor participou da reforma da praça em 1991. Por que é importante a requalificação? Fui respon-

sável pela pesquisa histórica e assessorei na questão do paisagismo. Passados 30 anos, é lógico que é importante que haja uma reforma. Muitas coisas mudaram. A praça passou a ser usada intensamente, e houve desgaste do tempo. Sem nenhum investimento, a situação ficou grave. Já estava passando da hora de uma intervenção. O senhor considera que a praça realmente precisa ser fechada? Sim. Existe

risco de acidentes. Ambiente de obra não é lugar para as pessoas passearem.

Praça da Liberdade foi tombada pelo Iepha e pela PBH; última reforma ocorreu em 1991

do e de qualidade”, contou.

FREQUENTADORES ESTÃO SURPRESOS

ATENÇÃO O estacionamento no entorno da praça já é proibido, mas a fiscalização foi intensificada. No dia 4 de julho, foi anunciado o conjunto de reforma dos demais equipamentos do local (leia mais na página 11).

Frequentadores da praça da Liberdade receberam com surpresa a notícia de que o local ficará interditado por quatro meses. “Não sei como vou fazer. Ela (a cadela Pipa) precisa brincar, e esse é o único espaço público disponível para os moradores da região”, disse a funcionária pública Vanessa Domingues, 35. A aposentada Neusa Araújo, 82, faz passeios na praça há anos e também foi surpreendida. Ela teme que a reforma não tenha sucesso. “Vou fazer um esforço para acreditar que saia alguma coisa boa. Uma renovação é necessária e bem-vinda”, considerou.

O QUE VAI MUDAR ILUMINAÇÃO Os postes republicanos, atualmente situados na parte externa da praça da Liberdade, serão colocados na parte interna. O entorno da praça e as ruas receberão novos postes decorativos em aço galvanizado. O coreto será iluminado na fachada e na cúpula. Três fontes receberão iluminação em LED. CORETO O revestimento e a pintura do coreto serão restaurados. O equipamento terá iluminação externa e interna, contemplando a fachada e a cúpula ESTÁTUA NINFA Será restaurada. O piso da pista de caminhada será substituído MONUMENTOS Haverá reinstalação de placas, reformulação do mobiliário, renovação de bancos e lixeiras e instalação de equipamentos com padrões de design arrojados JARDINS O sistema de irrigação será substituído, os jardins, requalificados, e a grama, trocada, com a poda de árvores e o plantio de mudas

O que o senhor gostaria de ressaltar do projeto?

O projeto traz a questão do mobiliário (bancos e lixeiras) com outro conceito. A gente especificou um mobiliário arrojado, que vai trazer conforto e valorizar esteticamente o espaço. No entorno do coreto e perto da Fonte das Ninfas, será colocado um piso mais elaborado. Em um segundo momento, serão introduzidos passeios em locais que hoje são estacionamento.

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

SEM ALTERNATIVA

TRISTEZA

“Eu não vejo com bons olhos. É o único espaço público que temos disponível, e não sei o que vou fazer com ela (cadelinha Pipa). Ela tem três meses e precisa brincar todos os dias”.

“Fiquei triste com a notícia. Eu visito o circuito da praça da Liberdade com frequência. BH só tem aqui e o Parque Municipal. Mas acho que (a obra) é importante”.

Vanessa Domingues,

Fatoumata Sow,

35, funcionária pública

20, estudante


reportagem

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

11

HORIZONTES DA CIDADE

Cultura ganha casa nova IEPHA-MG/DIVULGAÇÃO

Requalificação de fachadas e criação da Casa do Patrimônio devem começar neste mês Além da praça, que segue fechada para reforma, três edifícios do Circuito Liberdade terão suas fachadas requalificadas com novas pinturas a partir deste mês. São eles: o Museu Mineiro, o Arquivo Público Mineiro e o prédio da antiga Secretaria de Viação e Obras Públicas (o Prédio Verde), onde vai funcionar em breve a Casa do Patrimônio. Além de abrigar a sede do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IephaMG), o novo espaço vai contemplar espaços expositivos, biblioteca, ateliê de restauração, reserva técnica – todos abertos ao público – e salas de reunião. Assim, o espaço, cujo projeto foi anunciado na última semana, entra na lista de equipamentos culturais no complexo instalado em Belo Horizonte. A presidente do Iepha–MG, Michele Arroyo, ressaltou que a Casa do Patrimônio deve não só promover atividades com o intuito de atrair visitantes, mas configurar-se como um “estruturador de políti-

Antiga sede da Secretaria de Viação e Obras Públicas terá agenda cultural

Carlos Andrei Siquara

cas públicas”. “A ideia é que a Casa funcione como um verdadeiro polo de articulação com as prefeituras de Minas Gerais e com as comunidades ligadas ao patrimônio cultural. Nós vamos ter salas específicas para esse tipo de atendimento”, disse. A construção da iniciativa está orçada em R$ 1,5 milhão – recurso oriundo do Fundo Estadual de Defesa dos Direitos Difusos. A requalificação das fachadas dos edifícios, por sua vez, será

viabilizada por meio das parcerias do Iepha-MG com a Coral e com a loja Casa & Tinta, a partir do programa Tudo de Cor. O coreto da praça da Liberdade, os muros do Palácio da Liberdade e seus gradis também vão receber novas camadas de pigmento. PARTICIPAÇÃO Antes do início desse trabalho, os belo-horizontinos vão poder escolher as cores dos produtos que serão aplicados nas fachadas do Mu-

seu Mineiro, do Arquivo Público Mineiro e da futura Casa do Patrimônio, a partir de duas opções já disponíveis no endereço globominas.com. “Nós disponibilizamos dois cenários. O primeiro traz as cores originais dos edifícios, e o segundo mostra os prédios nos tons que marcaram a existência deles na cena urbana de Belo Horizonte, ao longo de seus 120 anos. Essas, talvez, sejam as construções mais antigas da

cidade”, explicou a presidente do Iepha-MG. Durante o lançamento do Tudo de Cor, também estavam presentes a cantora e escritora Fernanda Takai e o rapper Flávio Renegado, convidados a acompanhar a obra como padrinhos. Fernanda ressaltou sua relação com o Circuito Liberdade, tendo sua voz usada em duas instalações – uma do Memorial Minas Gerais Vale e outra do Museu das Minas e do Metal.

“Eu estou muito presente na praça não só como visitante, e acho que a Casa do Patrimônio vai inaugurar um momento muito feliz, de mais visibilidade e incentivo à cultura”, comentou ela. Renegado frisou a possibilidade de esse projeto ampliar a relação do público com a praça. “Um projeto dessa magnitude é capaz de mostrar que ela pertence a todos”, afirmou o músico.

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

NO FOCO DA PRESERVAÇÃO Para oficializar o tombamento de determinado bem, é necessário que o pedido seja aprovado pelos conselhos municipal, estadual ou federal formados por representantes da sociedade civil e de órgãos e instituições públicas. Fotografias, livros, mobiliáriacervos, mobiliári iliári iliáriiáriiári os, utensílios, sílios, lios, os, obras de arte, art rte, edifícios, ios, s, rua ruas, ruas, praças, aças, as,, ba bairro bairros, bair irro irros, ros, cidades, dade dades, des, s, reg regiõ rregiões, egiõ egiões iões iões, es, florestas, ores oresta esta estas, tas, s, cascatas, ccas casca asca ascata cata catas, tas, instrumentos instru stru strume rume mentos ment mentos musicais musi musica sica sicais cais is e mod m modos odos os de d produção, entre outros, prod oduç ução ução, ão,, en entr tree outros outr ou tros, os, podem pode dem m ser ser protegidos proteg protegid pr prot protegidos. otegidos. egidos. idos. os.. O principal critério itério ério io para paraa avaliar aliarr o tombamento tombamento d de algum gum m bem m é sua sua importância portânci ciaa hi hist histór histórica e memorialística. rialística. ística. tica.

O termo “tombamento” tem origem portuguesa e é uma referência ao ofício do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, localizado em Portugal, o qual é responsável por guardar documentos e reger a política arquivística do país há mais de 600 anos.

Iepha retorna à praça O Circuito Liberdade é composto por

16 equipamentos que são tombados nas instâncias municipal e estadual, com exceção do edifício do BDMG Cultural, apenas reconhecido como Patrimônio Cultural pelo município.

Uma vez tombado, os bens móveis ou imóveis, de interesse cultural ou ambiental, passam a fazer parte do patrimônio municipal, estadual ou nacional, sendo protegidos por meio de legislação específica.

Responsável pela gestão do Circuito Liberdade, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) já funcionou, entre 1996 e 2013, no prédio onde será inaugurada a Casa do Patrimônio – sua futura sede. Dessa forma, o órgão retornará à praça da Liberdade, o que Angelo Oswaldo, secretário de Cultura de Minas Gerais, ressaltou ser coerente com as funções do órgão. Ele também frisou que o novo espaço vai oferecer melhores condições de trabalho a grupos, como a Comissão Mineira de Folclore, até então sem se-

de própria. “A Comissão Mineira de Folclore tem mais de 70 anos e é uma entidade importantíssima na salvaguarda do Patrimônio Imaterial de Minas Gerais. Nós vamos poder receber não só essa, mas também a Confederação dos Congadeiros de Minas Gerais, sendo ambas acolhidas na Casa do Patrimônio. Dessa forma, nós podemos somar esforços para a democratização e a valorização do patrimônio”, disse o secretário. Oswaldo também observou que a iniciativa não encerra as potencialidades do Circuito Liberdade e pon-

tuou que há ainda outras ações que precisam ser feitas. “Esperamos que um dia venha a ser incorporado o edifício do Detran, que tem uma arquitetura modernista muito significativa e faz parte desse Circuito. Nós temos o conjunto do Palacete Dantas e o Solar Narbona, e ainda não conseguimos recursos suficientes para restaurá-los. Eles foram abandonados quando se inaugurou a Cidade Administrativa, e um prédio fechado de um dia para o outro se deteriora. Recuperálos agora é mais difícil”, comenta o secretário.


12

reportagem

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

DIA A DIA

Disputa acirrada pelo salário UARLEN VALÉRIO – 7.10.2013

Regra de portabilidade do rendimento dá mais opções ao trabalhador na hora de escolher o banco onde receber O brasileiro já pode escolher onde receberá seu salário com menos burocracia e mais opções. Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovada em fevereiro e que entrou em vigor na última semana permite que o pedido de portabilidade da contasalário seja feito diretamente na instituição em que se quer receber, como já acontece na telefonia. Essa instituição poderá ser até uma startup financeira (a chamada “fintech”) que ofereça conta de pagamentos e cartão pré-pago, como Nubank e Mercado Pago, ou serviços como PayPal e PagSeguro. As novas regras para a portabilidade de salário Juliana Gontijo

vão facilitar a saída de correntistas insatisfeitos e diminuir a fidelidade de clientes aos bancos. Renata Pedro, especialista em crédito da Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, afirma que as mudanças são boas para o cliente, já que a concorrência aumenta. “Há mais possibilidades de escolha. Só que, antes de sair do banco atual, é necessário fazer uma avaliação do seu perfil. É bom que fique claro que uma conta de pagamento não é uma conta corrente”, alerta. Ela explica que as contas de pagamentos oferecem serviços mais limitados. “Na maioria dos casos, não é possível fazer saques e compras no débito. Há algumas opções de cartões prépagos que permitem, só que com tarifas, muitas vezes, alEDITORIA DE ARTE / O TEMPO

MUDANÇA NAS REGRAS Portabilidade de salário na mira COMO ERA

COMO FICOU

Transferência do salário de uma contacorrente para outra

Transferência do salário de uma conta-corrente para outra ou para uma conta de pagamento

Portabilidade deve ser solicitada pelo empregado diretamente no banco de origem do pagamento

Portabilidade pode ser solicitada pelo empregado no banco de origem do pagamento ou na instituição de destino, podendo ser outro banco, fintech ou empresas de pagamentos, como é o caso do Nubank e do PayPal

FONTE: IDEC

Regra da portabilidade de salário vai facilitar a saída de correntistas insatisfeitos com suas instituições financeiras

tas. Dessa maneira, é bom se informar sobre os serviços oferecidos e se eles são cobrados”, observa. A especialista da Proteste acrescenta que, se o problema é pagar tarifas, há opções de conta corrente sem taxa, com serviços essenciais estabelecidos pelo Banco Central (BC). “Esse tipo de pacote acaba sendo pouco divulgado pelos bancos”, analisa. Mas essa opção vai ser boa ou não de acordo com a quantidade de serviços bancários usados. “Se o cliente ultrapassar o que é oferecido, os serviços avulsos podem fazer com que a opção não seja interessante”, diz. Renata lembra que alguns bancos já oferecem contas digitais gratuitas. O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) também avalia positivamente as mudanças previstas na

Resolução nº 4.693/2018 do Banco Central – que, além da transferência gratuita do salário para contas de pagamento, permite que o consumidor solicite a portabilidade na própria instituição de destino, o que não era permitido antes. Assim como já ocorre na telefonia, todo o processo deverá ser concluído em até cinco dias úteis.

A economista do Idec, Ione Amorim, explica que o pedido de transferência gratuita do pagamento para outra conta pode ser feita tanto no banco que tem vínculo com o empregador quanto na instituição onde o consumidor deseja ter o salário depositado. O Banco Central regulamentou em 2013 as empresas de arranjos de pagamen-

BÁSICO E GRÁTIS Segundo o Banco Central, todos os bancos têm que oferecer o chamado pacote essencial gratuito, com: 0 Cartão de débito 0 Dez cheques por mês 0 Quatro saques por mês

0 Consulta via internet 0 Até dois extratos por mês no autoatendimento 0 Duas transferências entre contas da mesma instituição por mês 0 Fornecimento de extrato consolidado, detalhando, mês a mês, as tarifas cobradas no ano anterior

tos, como é o caso das fintechs. Dentre as regras, está a necessidade de apresentarem capital mínimo de operação, além de normas de funcionamento que garantam a liquidez do sistema. Contudo, apesar de haver essa regulamentação, o BC não lista, em seu site, quais empresas de pagamento e emissoras de cartão estão autorizadas a funcionar. Ainda conforme o instituto, não há uma discussão sobre as condições em que essas empresas irão atuar e como será sua adequação ao Código de Defesa do Consumidor. O Idec enviará uma carta ao Banco Central e à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) questionando a falta de canais para consulta de informações das empresas financeiras.

Novas regras para o cheque especial MARCOS SANTOS/USP IMAGENS

As instituições financeiras passarão a oferecer uma opção de crédito mais barata ao consumidor que gastar mais que 15% do limite de sua conta-corrente por ao menos 30 dias seguidos. Além disso, deverão avisar quando o cliente ultrapassar o limite de sua conta. A razão é que, desde a última semana, começaram a valer novas regras para o cheque especial, cujo objetivo é reduzir os juros dessa, que é, atualmente, a modalidade de crédito mais cara do sis-

tema financeiro do país, com juros médios de 311,9% ao ano. Para efeito de comparação, a taxa média de juros no crédito livre, que deve ser o principal produto a substituir o limite da conta que entrou no cheque especial, ficou em 39,2% ao ano em maio, conforme levantamento do Banco Central que considerou todas as modalidades. Dessa forma, uma dívida de R$ 1.000, contraída no cheque especial, sobe para R$ 4.119,11 depois de 12 meses. Com a

O cheque especial tem hoje a maior taxa de juros do país

migração para um modelo de crédito pessoal, que não utilize recursos da poupança e do BNDES, essa dívida, após o mesmo período, ficaria em R$ 1.392,07, de acordo com cálculos da economista e planejadora financeira Paula Sauer, da instituição Planejar. Caixa Econômica Federal, Santander e Banco do Brasil informam que não lançarão linhas específicas de crédito para substituir o cheque especial. Esses bancos vão trabalhar com as opções que já são ofertadas ho-

je, e a taxa a ser cobrada vai depender do relacionamento que o correntista tiver com a instituição e do seu perfil e histórico de crédito. Bradesco e Itaú ainda não se pronunciaram sobre as mudanças. Segundo especialistas em finanças pessoais, a tendência é que as opções oferecidas pelos bancos sejam mais vantajosas para o cliente do que permanecer no uso do limite. As ofertas chegarão por contato telefônico, mensagem de SMS ou e-mail.


pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

13


14

reportagem

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

ESPAÇO GOURMET

Para raspar

DE BANDEJA ARQUIVO PESSOAL

MARIELA GUIMARÃES

O banho cremoso feito da raspagem do queijo quente tem nome: raclette

Para comer e aquecer a alma

A discussão em torno de um prato típico dos Alpes, a raclette, pode encontrar paralelo na que envolve a palavra “bacalhau”, lembra o jornalista gastronômico e expert em queijos Eduardo Girão. No caso, a de que o termo descreve a técnica de salga para preservação da carne do peixe. Com a raclette, seria a mesma coisa. “Convencionou-se em chamar o queijo pelo método de preparação”, diz, referindo-se ao termo que deriva do verbo “racler”, que, em francês, significa “raspar”. O preparo, típico da região que engloba a França e a Suíça, consiste em derreter o queijo a certa temperatura até que vire um creme denso, que é servido sobre várias misturas. O preparo, aliás, foi muito divulgado por vídeos no estilo “food porn”, pelas redes sociais, como no Instagram @jesuisraclette, do restaurante homônimo, localizado no Mercado de San Thelmo, Buenos Aires. Para derreter, o queijo é acomodado em um aparato elétrico próprio – chamado por aqui de racleteira –, ideal para aquecê-lo na temperatura certa. À medida em que vai aquecendo, a parte derretida, exposta ao calor, é raspada com uma faca, de forma delicada, sobre o prato, que pode reunir vários ingredientes. Na Experiência Rullus, que fica dentro do Mercado da Boca, a raclette de queijo do norte de Minas é servida sobre legumes frescos, como tomates, cogumelos e batatas assadas (veja receita ao lado). “Buscamos atender aos pedidos leves e vegetarianos, mas sem esquecer nossa paixão por um bom queijo gratinado ou derretido”, conta o chef Rafael Viana. Na ausência da racleteira, o queijo é maçaricado na frente dos clientes, antes de ser servido em um prato aquecido, com os demais ingredientes. “Temos a magia do fogo produzido pelo maçarico e acreditamos que isso atrai olhares, principalmente porque fazemos questão de derretê-lo na frente do

Flávio Xapuri e a sua versão mineira da reclette, servida no Mercado da Boca

Lorena K. Marins

Com vistas a apresentar sugestões gastronômicas ideais para o inverno, a nova edição da Feirinha Aproxima, que acontece neste sábado (7), na Praça Marília de Dirceu, das 10 às 17h, traz iguarias como a coxinha de rabada do Omilía, as massas artesanais d’O Sentido do Gosto, a pizza de carne de sol com requeijão de raspa da Pitza 1780, o tradicional frango ao molho pardo do Maria das Tranças e o arroz caldoso com copa lombo defumado, bacon e linguiça artesanal de páprica, finalizado com cebola caramelizada, tomate e banana da terra (foto), do chef José Carlos Rodrigues. Entrada gratuita.

Novo comando na cozinha O Dorival Bar & Parrilla (av. Alameda Oscar Niemeyer, 841, Vila da Serra) tem um novo nome no comando de sua cozinha. O chef Guilherme Melo assume a casa após dez anos como chef proprietário do extinto restaurante Hermengarda. Vencedor de diversos prêmios ao longo da carreira, como “chef revelação” e “chef do ano”, Melo chega com a proposta de revisar o cardápio, além de trazer novos equipamentos e aprimorar técnicas.

Belo Horizonte à francesa A Festa Francesa volta à Savassi com shows, DJ, comidas típicas, vinhos franceses e chopes especiais. O evento está marcado para o próximo sábado (14), na Praça José Mendes Junior, ao lado da praça da Liberdade, das 10 às 22h. A entrada é gratuita mediante a troca de ingresso pela doação de 1 quilo de alimento não perecível (exceto sal e fubá), na hora ou antecipadamente (lista dos postos no facebook.com/FestaFrancesa). Entre os participantes, estão: Mercado Grano, Provençal Gourmet, Mon Caviste, Fiorella Gelato e Ah! Bon. JOAO GODINHO –17.7.2016

cliente”, explica. O chef Flávio Trombino, que também serve a iguaria no Mercado da Boca, aquece uma generosa fatia de queijo em uma pequena frigideira individual auxiliada de uma racleteira – que antes foi batizada de “pururuqueira”, já utilizada em outras oportunidades para deixar a carne de porco no ponto tostado de pururuca. O motivo foi mais do que suficiente para batizar o prato de “raclette mineira”, feita com alcatra serenada e cebola roxa. “Queijo derretido tem uma memória muito afetiva pra mim, me lembra a infância”, relembra o chef.

ESCOLHA DO QUEIJO Embora o termo “raclette” seja atrelado ao preparo, o queijo, que acaba por ser o produto-chave, é, de fato, fundamental. No preparo original, ele precisa conter alto teor de gordura para que, na hora do derretimento, a sua cremosidade seja garantida, como explica Eduardo Girão. “São queijos de 30 centímetros de diâmetro e cinco quilos, ou seja, bem grandes. Eles precisam ser firmes para aguentar a fonte de calor e a maturação certa para desenvolver mais complexidade de aroma e sabor”, enumera. “Se não for maturado na medida

certa, não fica firme e acaba por derreter de maneira errada – escorre e solta muita gordura”, explica Girão. Sérgio Monteiro, proprietário do restaurante Tchê Parrilla, onde a iguaria também é servida nos moldes alpinos, explica que o tempo de cura também tem que ser bem planejado. “Se curar menos do que o esperado, não fica tão cremoso depois de aquecido”, frisa. Para o chef Flávio Trombino, a receita da fabricação do queijo precisa ter muita gordura e baixa acidez, como o utilizado por ele, originário de São Roque de Minas, na Serra da Canastra.


reportagem

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

15

ESPAÇO GOURMET RECEITA

Alternativa ao fondue

Raclette com vegetais Por chef Rafael Viana, do Experiência Rullus do Mercado da Boca RAMON BITENCOURT

Ingredientes - 1 kg de queijo Raclete - 200 g de tomates mabelle - 200 g de cogumelos portobello - 200 g de mini batatas - 200 g de mini cebolas - 300 ml de azeite extra virgem - 4 ramos de alecrim - 4 ramos de tomilho - Sal a gosto - Pimenta do reino a gosto - 1 papel alumínio pequeno Modo de preparo Os cogumelos devem ser limpos com papel toalha. Lave e seque o restante dos legumes. Faça quatro pacotes (papilotes) com papel alumínio e em cada pacote coloque um dos legumes. Tempere com sal, pimenta do reino, 1 ramo de tomilho e 1 ramo de alecrim. Regue com azeite e feche bem. Coloque no forno para assar a 150°C a batata por 30 minutos o restante dos legumes por 20 minutos. Retire do papel alumínio e disponha sobre o prato. Coloque o queijo raclete de sua escolha na racleteira para derreter e tostar. Se não tiver a racleteira pode ser feito com um maçarico depois de o raclete tostar, raspe com uma faca uma generosa quantidade de queijo por sobre os legumes recém assados. Vai muito bem com pães ou torradas.

A clássica receita de fondue, que engloba a mistura de dois ou mais queijos derretidos com vinho branco seco, era uma das mais aclamadas durante o inverno no restaurante Tchê Parrilla. Sim, era. Depois de três anos investindo na mesma fórmula para atrair comensais ávidos por receitas quentinhas, o proprietário do local, Sérgio Monteiro, descobriu a raclet-

te para este ano. A princípio, a novidade era complicada de trazer a Belo Horizonte, tanto pela racleteira quanto pelo queijo ideal que, na receita original, é um produto típico da Suíça, mais precisamente do Estado de Valais. “Consegui achar em Minas Gerais um queijo com as mesmas propriedades de um suíço, pronto para ser derretido na medida”, diz ele referindo-

se à iguaria que vem da cidade de Brejo Bonito, na região do Cerrado Mineiro, e tem cura de 30 dias. Para aquecê-lo, Sérgio produziu as próprias racleteiras responsáveis por deixar o produto pronto para ser raspado. Para acompanhar a “coberta” de queijo, deve-se escolher seis acompanhamentos para a raclette, entre proteínas, vegetais e carboidratos. INGREDIENTE DA VEZ/DIVULGAÇÃO

No restaurante Tchê Parrilla, cada mesa recebe um equipamento e os próprios clientes raspam o queijo derretido em cima dos acompanhamentos à escolha


16

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018


pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

17


18

pampulha jornalpampulha.com.br

BELO HORIZONTE 7 a

13 de julho de 2018

almanaque “EM TRÂNSITO”> Lenine retorna a Belo Horizonte trazendo um projeto questionador e instigante ROGÉRIO VON KRÜGER/DIVULGAÇÃO

Patrícia Ao fim da entrevista, a perCassese gunta de praxe: “Você acrescentaria algo que não foi perguntado?”. Sim, responde o cantor e compositor Lenine. “Queria reverberar a tragédia (ocorrida) em Mariana”. Enfático, o pernambucano repete por duas vezes a frase, em tom pausado: “Ninguém foi indenizado até agora”. E segue: “Aí, me pergunto: quantas barragens operam hoje só em Minas? E existe algum órgão regulador que nos dá a certeza de que estão em boas condições? Podemos confiar?”, questiona. “Ainda tem muita coisa para arrumar”, sentencia, na sequência, numa fala que amplia seu eco para além do rompimento da Barragem de Fundão, em novembro de 2015. O assunto trazido à baila por Lenine se conecta de forma visceral ao que faz voltar à capital mineira: “Em Trânsito”. O show que apresenta no próximo sábado (14), no Palácio das Artes, é um dos desdobramentos de um projeto gestado sob o signo da urgência. “Na verdade, fruto desse sentido de transitório que a sentença ‘Lenine em Trânsito’ provoca. Lógico que muito influenciado pelo momento que a gente vive, essa grande distopia que estamos vendo. Por outro lado, pela minha percepção da velocidade das mudanças, a ponto de não dar tempo de acompanhar tudo. Então, não existe o passado e muito menos o futuro. Existe o presente – e uma grande interrogação. E é sobre isso que ele (o projeto) corrobora, que ele transita”, explica. “Em Trânsito” sucede “Carbono”, disco de 2015, cuja turnê foi encerrada ano passado. Desta vez, cada produto derivado do pilar central – vinil, CD físico ou virtual e DVD – terá um diferencial. Contrariando sua prática de trabalho, agora Lenine começou por compor um feixe de canções “cruas”, destinadas já de pronto para um registro ao vivo, e não em estúdio. Antes, apresentou-as aos músicos que o acompanham (“minha família”) sem o auxílio de seu violão, ou seja, apenas com o suporte vocal. Daí veio o show “marco inaugural”, realizado no Rio e restrito a convidados. O registro dele foi para as plataformas online e, na sequência, rendeu o CD físico. Agora, vem o show de apresentação da nova lavra para públicos maiores. Mas, calma, ainda há um capítulo previsto: as músicas registradas ao vivo terão suas versões em estúdio, feitas em lotes. O espetáculo que o belo-horizontino vai conferir tem início emblemático, com a faixa “Leve e Suave”, que também abre o disco. “Ela fala justamente do objetivo maior de todos nós, que é a leveza e a suavidade”. Mas que ninguém se engane com o tom. Logo aparece uma canção que aborda um tema em voga em tempos belicosos: a intolerância. Aliás, mais que um tema, esse também é o nome de uma composição. “Essa ‘senhora’ está com muito ibope! No universo das redes sociais, ela tem sido voraz. Atualmente, todos os avatares são movidos pela intolerância. O ser humano, por estar escondido atrás da tela ou do celular, é regido pela intolerância... A gente está perdendo o afeto nessa história”. O show também abre espaço para canções mais “antigas”, como “Lá Vem a Cidade”. “Veja, na verdade, o show é como uma versão sem cortes do diretor (risos). Então, o repertório compreende um numero muito maior de músicas. E as mais antigas foram pinçadas pela adequação aos

las a quem me acompanha, aquele meu violão já induz a pessoa a, por exemplo, um tipo de baixo, de harmonia ou de percussão, ele já fica impregnado – é o que chamo de ‘meu hálito’”. De alguma maneira, então, limito a criação dos músicos. E, no caso das inéditas, quis afastar esse ‘meu hálito’”, explica. Antes de mostrar à banda as novas canções sem violão, Lenine se propôs um desafio. “Procurei a canção mínima, a ponto de apresentá-las só com a voz. E prometi: caso ela não se mostrasse inteira, comporia outra. Isso me permitiu cantar com outra espécie de foco, foi quase um exorcismo. E, ao fim, o fato de os músicos terem entendido foi libertador”, completa. O pensar coletivo, aliás, sempre foi palavra recorrente no vocabulário de Lenine. “E, nesse projeto, em particular, foi muito importante lançar os holofotes a essa coletividade, a essas pessoas maravilhosas que me acompanham e que por todos esses anos adaptaram tudo o que fiz para os estúdios. É a minha família. Ok, o Bruno (Giorgi, diretor musical e guitarras) é filho meu mesmo (risos), aí é família de sangue. Mas, na vida, a família que você escolhe como família é muito importante, e, nesse núcleo, o Pantico Rocha (bateria), por exemplo, já está comigo há quase 30 anos (risos), o Guila (baixo), o Jr. Toltstoi (guitarras)...”.

Lenine Mesclando canções novas a antigas, “para as quais criei outra condição, as refiz”, músico apresenta novo show

Atento e forte tempos de hoje. ‘Lá Vem a Cidade’ foi composta há quase 20 anos, mas soa como se tivesse sido feita ontem”, sublinha. “MEU HÁLITO” Uma outra novidade inserida no projeto é que, dando sequência a uma estratégia que ele traçou para si, no palco, apenas em 50% do show Lenine assume seu violão. “Isso tem a ver com a procura de novos caminhos. Acho que existe, em qualquer profissão, a possibilidade de ter a sensação de re-

“

petição. E a minha vida toda burlei isso. Como faço? Eu procuro novos caminhos, até porque, sempre acho que o importante não é chegar a lugar algum, mas cruzar um caminho. Então, nesse sentido, ‘Em Trânsito’ traz essa questão, de descobrir outras maneiras (de fazer)”. Lenine concluiu que, no curso dos anos, o violão havia se tornado quase uma projeção do seu corpo. “As pessoas reconhecem as canções pelo tipo de violão que toco, mas a verdade é que, quando vou mostrá-

O mundo vem sofrendo muito com o imediatismo, cada um quer o seu agora

CONEXÃO BH Sobre retornar a BH, ele diz: “Ah, a minha relação com a cidade já é profunda. E essa coisa de você começar a respirar a cultura do lugar, é maravilhoso! O melhor da profissão... Você vai e volta, e volta mais uma vez, e já sabe o jeito de falar, os lugares onde vai se deliciar. Sabe que vai comer o pão na Bonomi, a pasta no Est! Est!! Est!!!...”, diverte-se. Antes de se despedir, Lenine retoma o tom sério ao ser desafiado a falar sobre o Brasil atual. “A gente já descobriu que os três poderes vivem de migalhas do grande poder econômico. Nesse caso, a gente está falando de uns 40 nomes que só passamos a conhecer quando um delata, como no caso da carne podre. Esses são donos de tudo, mandam em tudo, e esse é o problema. Na verdade, entendo que o Brasil está em trânsito, e não ver um futuro possível que melhore as coisas a curto prazo é muito frustrante. Ver as mesmas caras, o mesmo cenário político numa época tão próxima às eleições, é muito frustrante, sabe?”. No entanto, ele ressalva. “Vejo também que esse tipo de distopia é fundamental para rever tudo, para tentar acabar com a dissimulação. Porque isso é que mais me preocupa, a capacidade do ser humano de dizer uma coisa e fazer outra, descaradamente. Acho que isso está no cerne do problema. Mas, apesar de tudo, sou otimista. Acho que daqui a 20 anos vamos olhar e dizer: ‘Que loucura passamos’. Mas, veja, só daqui a 20 anos! E se e o plástico não tomar conta do mundo, se ainda houver comida. Porque a gente está superpovoando esse planeta e teimo em reafirmar que ele é apenas um útero: o que a gente faz aqui, aqui mesmo vai sofrer as consequências. Nada é mais burro que o imediatismo, o pensar: ‘O amanhã? O amanhã, f...”.

> Lenine

Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537). Dia 14 (sábado), às 21h. A partir de R$ 80 (plateia superior, primeiro lote)


almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

19

MÚSICA Contemporâneos e ancestrais Foi através dos vídeos do Youtube que Pereira da Viola tomou conhecimento da obra de Bongo – cantor, compositor e ativista da cultura popular angolana – e, logo em seguida, assistiu aos clipes da violeira Sona Jobarteh, de Gâmbia. Após uma imersão de meses nos trabalhos descobertos, o violeiro mineiro decidiu dar voz às inquietações que aquelas obras lhe causaram por meio do show “Brasil Bonito”, que faz estreia n’A Autêntica, na próxima quinta (12). O novo show de Pereira da Viola faz um contato transatlântico com a ancestralidade do músico e com a cultura folclórica do Brasil, recuperando ritmos africanos como o semba e o lundu, bem como as expressões afroindígenas já assinaladas na obra de Pereira, como o coco, o batuque e o samba de roda. O repertório da apresentação reúne as composiJoão H. Motta (*)

sábado (7) CALDÊRA Show com lançamento do clipe “Boléia”, faixa do próximo disco do grupo, “Mar e Terra”. Idea Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1200, Funcionários). Às 19h. R$ 20 (meia promocional)

FESTA DO VINIL Iconili faz relançamento do vinil de “Tupi Novo Mundo”. Necup (av. Nossa Senhora de Fátima, 3.312, Prado). Às 22h. A partir de R$ 15

ções inéditas do violeiro inspiradas no estilo de Bongo e Jobarteh. Para além da reprodução dos estilos, Pereira conta que, no momento das composições, procurou imprimir sua “brasilidade” no diálogo entre as culturas. Além das novidades, o músico selecionou outros registros que atendem à concepção pensada por ele. “Uma viola swingada, mais pulante – se pensada a partir do puro virtuosismo – e com a ideia da identidade da nossa cultura”, atesta Pereira. De seu repertório clássico, ele escolheu faixas como “Tá no Tombo”, “Tawanara” – nome de uma dança indígena– e “Vovó Joaquina”. A última, segundo Pereira, foi um presente da entidade da umbanda, religião do qual o músico é estudioso e praticante. Inicialmente, o músico não pretende gravar as novas composições, feitas. A ideia é percorrer os espaços da cidade e do Estado com o show de “Brasil Bonito” nos próximos meses. Segundo ele, trata-se de “um senti-

mento do momento”. O show ainda precisa passar pelo termômetro da plateia, lembra Pereira. É um trabalho com mais balanço, por isso, “naturalmente, é para mexer fisicamente com o público”, pontua. O título do espetáculo foi motivado pelo nome da can-

ção do compositor baiano Papalo Monteiro “Brasil Bonito, Povo Abonitado”. Para Pereira, “ela fala de toda a composição popular do Brasil, a partir de uma visão surrealista da nossa identidade”, afirma. O show n’A Autêntica ainda conta com a abertura da

domingo (8) TAMBOR NA PRAÇA Nesta edição, Maurício Tizumba recebe o acordeonista Everton Coroné. Praça Floriano Peixoto, Santa Efigênia. Às 16h. Entrada gratuita.

ORQUESTRA OURO PRETO Concerto “A Rússia e o Brasil - A música de Tchaikovsky e Villa-Lobos”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 11h. R$ 20 (inteira)

VIVA O JAZZ Jazz no asfalto, com Café Preto Instrumental, Swing Jazz Trio e Soul Groove. Soul Jazz Burguer (r. Noraldino de Lima, 387, Pampulha). A partir das 15h. Entrada gratuita

terça (10)

álbum de autorais para 2018. Os integrantes da Trivial também compõem a banda que acompanha Pereira da Viola no Palco, que ainda conta com de Dito Rodrigues (violão e vocais), Débora Costa (percussão) e Lucas de Moro (piano).

MARIANA BOTELHO E BRUNO BENTO/DIVULGAÇÃO

Experiência O violeiro apresenta trabalho que é fruto de seu contato com a obra de músicos africanos

A EMERSÃO Foi no segundo semestre de 2017 que a revelação para obra de Bonga e Jobarteh se deu para o violeiro no Youtube e desde então Pereira da Viola não ouve outra coisa que não a cena contemporânea dos países africanos. As obras deles trazem temáticas e ritmos diferentes que vão do coladeira cabo-verdiano às expressões jazzisticas dos países da áfrica ocidental. * Sob supervisão de Jessica Almeida

> Pereira da Viola

Estreia do show “Brasil Bonito”. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Dia 12 (quinta), às 22h. R$ 25 (antecipado)

Qui. 12.jul. FERNANDO SCHLAPFER/DIVULGAÇÃO

CONCERTOS MINAS TÊNIS CLUBE Série apresenta o pianista ucraniano Vitaly Pisarenko. Teatro do CCMTC (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 20h30. R$ 40 (inteira)

Opus convida Dado Villa-Lobos 6 Orquestra para apresentar sucessos do rock Para celebrar o Dia Mundial do Rock na próxima sexta (13), a Orquestra Opus recebe o ex-integrante da banda Legião Urbana. Guitarrista, cantor e compositor, o músico traz os maiores sucessos da banda do rock de Brasília e ainda algumas canções da sua carreira solo para o encontro com a orquestra, que terá regência de Leonardo Cunha. Onde Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100) Quando Dia 13 (sexta), às 21h Quanto A partir de R$ 70 (inteira, Plateia 3)

quarta (11) COLABHORASOM #12 Uma amostra da música que está sendo feita na grande BH, com Irene Dias e Azzula. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 20h. Entrada gratuita

quinta (12)

SAMBA DO QUINTAL Edição recebe Moacyr Luz. Catavento Cultural (r. Ozanam, 700, Ipiranga). Às 14h. R$ 20

banda instrumental Trivial, formada por Augusto Cordeiro (guitarra), Paulo Fróis (bateria) e Pedro Gomes (baixo). O grupo traz uma sonoridade contemporânea, em busca percorrer dos standards do jazz até as harmonias e os ritmos brasileiros. O trio prepara seu primeiro

LUIZA PALHARES/DIVULGAÇÃO

ORQUESTRA SINFÔNICA Orquestra Filarmônica de Minas Gerais apresenta o concerto “A Tradição da Harmonia Austríaca”. Dias 12 e 13. Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto). Às 20h30. A partir de R$ 44 (Coro, inteira)

GABRIELA PILATI & MANASSÉS MORAIS Duo convida Gustavo Bali. Idea Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1200, Funcionários). Às 20h. R4 20 (meia promocional)

RAYANA TOLEDO Cantora apresenta o show “Segundos”. Participação do projeto Dois Lados. Casa do Jornalista (av. Alvárez Cabral, 400, centro). Às 21h30. R$ 10

sexta (13) GROWERS RESISTE Festival reúne Sant, Síntese e Zaratrusta. Samba da Quadra (r. do Mercado, 150, Cidade Jardim). Às 21h. R$ 30

DANIEL GOSLING/DIVULGAÇÃO

O acordeonista Everton Coroné é o convidado do projeto Tambor na Praça deste domingo (8)

Benfeitoria, Mostra Sêla reúne 6 Na mulheres da cena musical de Minas Gerais A Mostra Sêla, já realizada duas vezes em São Paulo, chega pela primeira vez a Belo Horizonte, com shows e um workshop gratuito sobre criatividade na música. Na programação, shows de Dolores 602, que convida Nath Rodrigues; Flávia Ellen, que convida Marina Araújo; Luiza Brina, que convida Titane (foto); e Deh Mussolini, que convida Irene Bertachini e Bia Nogueira. Onde Benfeitoria (r. Sapucaí, 153, Floresta) Quando Dia 14 (sábado), a partir das 16h Quanto Entrada gratuita

WILLY BIONDANI/DIVULGAÇÃO

dos anos 1960, Os Incríveis 6 Sucesso apresentam show com os hits da carreira Contemporâneos da Jovem Guarda, a banda faz show único em Belo Horizonte. Com mais de 50 anos de estrada, a nova formação do grupo traz integrantes de várias gerações que vão repassar por hits como “Era Um Garoto que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones”, “O Vagabundo”, “Kokorono-Niji” e “I love Tokyo”. Onde Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro) Quando Neste sábado (7), às 21h Quando A partir de R$ 100 (inteira, Plateia 2)


20

almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

MÚSICA A urgência dos corpos queer Introduzido em meados de 1500 na língua inglesa, o termo “queer” originalmente foi cunhado para designar algo “estranho, excêntrico”. Apenas séculos depois, na década de 1930, a palavra ganhou um novo significado com a “Teoria Queer” e passou a ser usada para identificar pessoas que não seguem o modelo da heterossexualidade ou da binaridade de gênero. Foi a partir da necessidade de jogar luz à discussão sobre identidades de gênero que o Festival Transversal Idea em Pauta decidiu dedicar sua terceira edição ao tema. Intitulada “Corpos Queer”, ela acontece na próxima sexta (13) e, além de uma mesa de debate sobre “tecnologias antinormativas”, conta com shows da drag queen mineira Azzula e do músico paraense Jaloo para encerrar o festival, n’A Autêntica. Lara Alves (*)

DIRETO DO PARÁ Forte representante da cena musical queer, o cantor paraense Jaloo é quem encerra a noite do festival n’A Autêntica. Depois de, segundo ele mesmo, “atravessar um limbo de três anos” sem lançar um novo álbum, o artista prepara a estreia do dis-

co “Ft” (título alusivo às parcerias que povoam o álbum, “ft” é abreviação de “featuring”, palavra que em inglês significa colaboração entre artistas), que provavelmente chega ao público no segundo semestre deste ano. Nesta passagem por Belo Horizonte, o artista desembarca com a turnê “Mestiço”, que mescla tanto canções do primeiro álbum quanto músicas inéditas que integram a nova produção – entre elas o single “Say Goodbye”, que ganhou um clipe no Youtube e já angaria quase 500 mil visualizações. “Este show é bem novo. É um repertório que traz as músicas do primeiro disco totalmente repaginadas, nenhuma canção está soando como soava antes. Aos poucos vamos adicionando mais músicas do novo álbum”, explica o artista. Destaque da atual cena indie brasileira, Jaloo também se teve uma experiência nas telonas recentemente ao interpretar a personagem Imã, uma drag queen cantora que é a estrela de uma boate, no filme “Paraíso Perdido”, de Monique Gardenberg. “Pretendo continuar atuando. Aprendi muita coisa e coloquei muitos desses aprendizados no meu trampo novo”, conta. No Festival Idea em Pauta, Jaloo também participará da

roda de conversa para debater sobre a liberdade dos corpos. “Faço parte de uma geração que não se importa em parecer algo que não é. É isso que eu prezo, pela natureza dos corpos, das pessoas. O palco é meu lugar de fala, onde me sinto livre, tranquilo para falar”, afirma. DE CASA Conhecida na noite belo-

Sex. 13.jul.

horizontina há mais de quatro anos, Azzula sobe ao palco antes de Jaloo e também participa da discussão. Ela reflete sobre a importância do convite para participar do Idea em Pauta. Se antes a atuação performática só tinha espaço em uma cena mais marginal da cidade, mudanças têm acontecido e o reconhecimento do corpo drag tem aberto portas para novos lugares. “É muito

recente a saída da cena drag do lugar de marginalidade. Agora, ocupamos o teatro, a televisão, estamos em festivais”, afirma Sam Luca, o mineiro de 23 anos que dá vida a Azzula. Para o show, a drag preparou um repertório mais voltado para a cena autoral mineira e além de interpretar canções de Bia Nogueira e Rodrigo Jerônimo, apresentará

JUNIOR FRANCH/DIVULGAÇÃO

suas próprias composições. * Sob supervisão de Jessica Almeida

Festival Idea em >Pauta

- Mesa de debates “Corpos Queer -Tecnologias antinormativas” Idea Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1.200, Funcionários). Dia 13 (sexta), às 19h. Entrada gratuita. - Shows de Azzula e Jaloo A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Funcionários). Dia 13 (sexta), a partir das 22h. R$ 25 (antecipado via Sympla). FLÁVIO CHARCHAR/DIVULGAÇÃO

Shows O músico Jaloo e a drag mineira Azzula encerram o Festival Idea em Pauta

Não tem como ficar parado “Não tem nada mais importante na minha carreira do que levar a minha música para um público que acredita nela”, conta Wanessa à reportagem do Pampulha. Não por outro motivo, a cantora é uma das estrelas do “After Parada”, que acontece neste domingo (8), no Mercado do Cruzeiro. “A comunidade LGBTQ+ sempre apoiou o meu trabalho – e seja como artista ou cidadã, o mínimo que posso fa-

zer é usar a minha imagem para levar visibilidade a uma causa que incentiva o progresso da nossa sociedade como um todo”, diz a moça, que, na verdade, ressalta que sua participação será mais uma “presença”. “O show completo, vamos fazer em BH no dia 18 de agosto. Mas estou preparando algo bem especial para esta noite”. O evento, vale lembrar, acontece colado à 21ª edição da Parada LGBTQ, cuja con-

centração está marcada para as 11h do mesmo dia, na praça da Estação. O evento no Distrital agrega outros nomes que têm levantado a bandeira pelos direitos LGBTQ – caso de Lia Clark e da Mulher Pepita. “Adoro BH, já me apresentei aí e foi incrível, a hospitalidade o carinho... Certamente, experiências que vou levar sempre. Mas é a primeira vez que participo dos eventos ligados à Parada LGBTQ+ de

BH”, diz Lia, que atualmente prepara seu primeiro CD. “E, com ele, pretendo t r a z e r muitas novidades. Mostrar ao meu publico novas vertentes, parcerias, sempre procurando dar o meu melhor. Quanto ao publico, não tenho nem o que falar. Fico muito agradecida de ser sempre tão apoiada e receber um imenso carinho em tudo que realizo, é muito gratificante ter o apoio deles (fãs), que acompanham cada passo que dou, e é por eles que quero evoluir cada vez mais e trazer um trabalho Dom. de qualidade”. 8.jul. Dizendo-se

em “uma fase de total liberdade artística”, Wanessa afiança que não faz mais na-

da pensando em mercado, “mas sim algo que vem de dentro”. Motivo pelo qual, emenda, as próximas faixas que lançará trarão de alguma forma “esse discurso que estou vivendo... ser livre”. No show que faz em BH, hits de sua trajetória têm presença gaREPRODUÇÃO/INSTAGRAM

rantida. “Tem ‘Gostar De Mim’, ‘Eu Sou’, ‘DNA’, que falaram sobre entender quem você é e não ter medo! E nunca pode faltar ‘Shine It On!’”, revela ela, que aproveita para enfatizar o momento da luta LGBTQ. “Felizmente, a representatividade continua crescendo, e com isso a comunidade só tem a ganhar. Mas estamos passando por um motivo desafiador em todo o mundo, que é essa onda reacionária. Seja a comunidade LGBTQ, a comunidade negra, as mulheres... Precisamos nos unir muito, pois estamos no foco dos repressores”, conclui Wanessa. (Patrícia Cassese)

After Oficial da >Parada LGBTQ+ BH

Distrital BH (rua Opala, s/nº). Neste domingo (8), a partir das 17h, e até às 3h30 de segunda (9). R$ 35 (terceiro lote). Classificação 18 anos.


almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

21

MÚSICA Angela Ro Ro com humor e amor Nem bem atende ao telefonema, Angela Ro Ro já pede licença. “Vou dar uma pigarreada ali! E melhor que seja longe do seu ouvido”, ri. Pigarro dado, ela retorna para revelar o que a traz de volta à capital mineira: a cantora e compositora encerra a edição 2018 do projeto “Uma Voz, Um Instrumento”, na próxima sexta (13), no Centro Cultural Minas Tênis Clube. O espetáculo explicita, em seu título, para que lado aponta a bússola da carioca, hoje com 68 anos: “Amor & Humor – Um Show de Sucessos”. “Estou voltando à cidade na qual, poucos sabem, tive a certeza de que seguiria na música: foi na (extinta) Jambalaya, não sei se as pessoas, hoje, ainda vão se lembrar do lugar. Olha, muita gente bacana tocava lá – não sei se todos ficaram conhecidos, mas foi ali, nos 70, que, meio que de brincadeira, subi ao palco”. Passados bem mais de 30 anos, Ro Ro firmou seu nome nas páginas da MPB por meio de hits como “Amor, Meu Grande Amor”, “Tola Foi Você”, “Amar ou Sofrer”, “Só Nos Resta Viver”. “Graças a Deus, tenho uma boa meia dúzia de sucessos populaPatrícia Cassese

res”, diz, modesta. E são exatamente esses que ela coloca em repasse em BH, ao lado de releituras, como a de “Ne Me Quitte Pas”, de Jacques Brel – “que todo mundo já gravou, desde Maysa”. Mas tem mais. “Caetano Veloso, um pouco de jazz com um Cole Porter suingado, pois o pessoal sempre gosta de um clássico que reconhece pela voz de (Frank) Sinatra, um pouco do meu mais recente CD, ‘Selvagem’, de repente um Tom Jobim, um João Donato”. De Caetano, a escolha recai, claro, para “Escândalo”, composta para ela. “É muito contundente, tem um impacto grande até hoje”, avalia. ESCUDEIRO No palco, Ro Ro estará na boa companhia de Ricardo Mac Cord. “Meu maestrinho, arranjador, parceiro, responsável por esse disco, ‘Selvagem’”. Lançado pela Biscoito Fino, o CD traz 11 faixas. “Tem de tudo, xaxado, rock, blues. E fiz um samba (“Maria da Penha”) defendendo a lei. É um tema para o qual levei humor, pois é trágico. O disco é todo autoral, na realidade, tenho muita coisa comigo e umas quatro com o Mac”, elucida. No entanto, Ro Ro também ressalta a participação do público. “Sempre tenho plateias amigas, que coope-

ram pra caramba”. A todos esses ingredientes, vale somar as palavras que compõem o título: amor e humor. “É literalmente isso. Quando você pensa que a coisa pode ficar dramática, largo

Ro Ro: a artista convoca o público a “esquecer os males do mundo” durante o seu show. E afiança: “Dá para fazer humor sem encher o saco com política! Aliás, a sátira política não é meu melhor humor, caio mais para o lado ridículo do ser humano”

Sex. 13.jul.

humor em cima. Quando está muito engraçadinha, um drama. E invento, improviso... Graças a Deus, tenho essa capacidade, de criar piadas, uma eloquência. E alguma coisa a gente já prepara antes.

O curioso é que parte do público acha que tudo o que a gente canta é derivado da vida pessoal – mas acho isso uma delícia! Agora, deixo no patamar da dúvida”, diverte-se. Indagada sobre sua agenALEXANDRE MOREIRA/DIVULGAÇÃO

da, ela rebate: “Não sou tão chique assim! Não tenho uma turnê com mapinha. Vou humildemente onde eu mesma procuro ou onde chamam a gente. E também faço palestras-shows, com piano. Aliás, você pode colocar meu e-mail?”, pergunta, antes de dá-lo: angelaroro.musica@gmail.com. Ah, sim. A diva adianta que pretende lançar uma biografia. “Deve sair ano que vem, mas, veja, sou filha de mineira com baiano. Trago a desconfiança sensata de Minas com a preguiça – que a Bahia me perdoe a brincadeira – baiana”, gargalha. Enquanto o livro não vem, Ro Ro ressalta o fato de estar viva – e bem de saúde. “Já é uma dádiva! Hoje, sou mais pra alegre, apesar de ser chorona – vez ou outra dou uma pingadinha, ainda mais nessa virada de Câncer para Leão, que pra mim é danada”. A antiga “moça sem recato” diz estar, hoje, caseira. “Fico quieta no meu canto. Já esquentei muita cadeira de botequim. Hoje, gosto é de caminhar, até porque, moro perto da orla. E estou sempre amando: a vida, as pessoas”.

> Angela Ro Ro

Centro Cultural Minas Tênis Clube (rua da Bahia, 2.244). Dia 13 (sexta), às 21h. R$ 25 (inteira).


22

almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

ARTES CÊNICAS Diversidade em clima hip hop Patrícia I n t e g r a n t e Cassese da Cia. Fusion de Danças Urbanas, Leandro Belilo não nega que, ao andar pelas ruas da cidade, sempre se interessou por aqueles “bichos cabeçudos que ficam nos cruzamentos”. Ele se refere aos personagens que dançam pelas vias e artérias da capital mineira enquanto fazem propaganda de uma firma de segurança privada. “Sempre tive vontade de vestir aquelas fantasias (risos). Aliás, passei por um deles agora”, conta, no momento da entrevista. Mas foi num outro encontro fortuito com o personagem (no caso, um cachorro) que veio o insight: “Sabe aquela lâmpada que se acende sobre a sua cabeça? Pensei: já que somos um grupo de dança, por que não desenvolver um espetáculo com a gente vestido de bichinho, colocando-os para se movimentarem?”. Como a Cia. Fusion já há tempos aventava a ideia de montar um título direcionado ao público infantil, foi o tal juntar a fome com a vontade de comer. “Mexerica”, espetáculo resultante deste processo, entra em cena a partir

da próxima quinta-feira (12), no palco do CCBB BH, onde cumpre temporada até o dia 29 deste mês. Mexerica, a protagonista desta história, é uma gata (sim, amarela) que, em seu caminho, se cruza com outros animais, como um João-de-Barro B-boy, uma coelha surda, cachorros de rua e outros gatos. Tudo no ritmo do hip hop. “Foi um prato cheio (a ideia do espetáculo). A gente tinha muito material em mãos para trabalhar”, diz Belilo, acrescentando que, para o grupo, foi interessante explorar este universo após o impacto de uma montagem como a de “Pai Contra Mãe” (2016), baseado no conto de Machado de Assis. “Esse, voltado para questões dos escravizados, o machismo, o racismo... Então, ‘Mexerica’ meio que deu uma refrescada na nossa pesquisa artística”, avalia ele. Não que a peça seja só entretenimento. “Veja, como a companhia é um grupo de origem periférica, negro, evidentemente, um pouco dessa vivência se traduz para o palco. Aqui, há um retorno à nossa infância para, em meio às coreografias, levantar discussões que neste momento estão em alta – e que bom que es-

estreia 12.jul

PABLO BERNARDO/DIVULGAÇÃO

harmonia, são metas que devem ser buscadas incessantemente por todos, a todo tempo. “Acho que, primeiramente, a grande questão da peça é, sim, a da diversidade. Então, temos em cena um gato preto, os cachorros da rua... E se no início a Mexerica tem medo deles, aos poucos vai descobrindo que essa diversidade é o lado mais legal da história”, finaliza.

União Em cena, uma turma disposta a provar a força do coletivo

tão –, como a acessibilidade”, enumera. Tanto que um dos números traz uma coreografia em libras. “Em vez de a gente apenas levar uma tradutora de libras para ficar lá, no palco, para fazer só isso, a gente coloca a linguagem das libras na coreografia. E, para tal, contamos com a ajuda de uma professora, a Dinalva – e, olha, não é fácil! Foi

um desafio pra gente”. Aliás, Belilo lembra que a trilha sonora de “Mexerica” é toda original. “A Isadora Rodrigues (outra integrante do grupo) compôs as músicas, junto ao irmão, Matheus”. A trilha combina ritmos urbanos e africanos, tais como o breakbeat, o funk e o afro-house, a instrumentos tradicionais mineiros, como a viola caipira.

Um ponto “nebuloso” para o espectador é tentar desvendar qual ator interpreta que personagem. “A gente está se esforçando para manter uma identidade secreta”, confirma o ator. Explica-se: para os componentes, quem está no palco é mesmo a turma da Mexerica, superempenhada em mostrar que a diversidade, e a convivência em

PRÊMIO Em tempo: na última terça-feira, dia 3, Leandro Belilo arrebanhou o prêmio Copasa Sinparc de Artes Cênicas na categoria Composição Coreográfica, por “Tex”, trabalho desenvolvido com o Ballet Jovem Minas Gerais. Mas no que tange à Fusion, prêmios também não são propriamente uma novidade. Tampouco turnês: o grupo já se apresentou em mais de 20 cidades do país, em sete Estados. Ano passado, fez sua primeira turnê francesa, incluindo apresentações e oficinas em Lille, Brest e Quimper.

> Mexerica

Cia. Fusion de Danças Urbanas Teatro I do CCBB. De 12 a 29 de julho, às quintas e sextas, às 16h, e sábados e domingos, com sessões duplas, às 11h e às 16h. R$ 20 (inteira).

CENÁRIO BH DANIEL BIANCHINI/DIVULGAÇÃO

Boff lança seu novo livro no Sempre Um Papo 6 Leonardo Professor, filósofo e teólogo, Leonardo Boff acompanha há 50 anos o curso

sociopolítico do Brasil. Esse intenso trabalho resultou, ao longos dos anos, na publicação de quase cem livros. No próximo dia 12, o escritor vem a Belo Horizonte para participar do lançamento de sua obra mais recente, “Brasil – Concluir a Refundação ou Prolongar a Dependência?”, no Sempre Um Papo. O novo livro de Boff reúne reflexões oriundas da crise que atinge os fundamentos da sociedade brasileira. Nele, o teólogo levanta os principais nós que travam a construção de uma democracia sólida e de cunho social no Brasil Onde Auditório da Cemig (r. Alvarenga Peixoto, 1.200, Santo Agostinho) Quando Dia 12 (quinta-feira), às 19h30 Quanto Entrada gratuita (o livro estará à venda no dia por R$ 49)


almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

23

ARTES CÊNICAS teatro adulto A JAGUNÇA Dir. Ildeu Ferreira Com Michelle Ferreira Uma mulher simples se transforma em Jagunça para dar conta de sua existência após o assassinato de seu filho. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Sex. (13), às 20h. R$ 24 (inteira).

A OBSCENA SENHORA H Dir. Juarez Guimarães Dias Com Luciana Veloso Episódios da biografia da escritora Hilda Hilst durante a criação do livro "A Obscena Senhora D". Teatro de bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (7), às 20h; dom. (8), às 19h. R$ 15 (inteira).

CARIOCA Com Marvio Lucio Personagens consagrados pelo humorista voltam ao palco, entre eles Jô Suado e Bolsonabo. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Neste dom. (8), às 20h. R$ 80 (plateia 1, inteira); R$ 70 (plateia 2, inteira).

CÉREBROCORAÇÃO Dir. Renato Linhares e Enrique Diaz Com Mariana Lima Peça-conferência que mostra o caminho percorrido entre o teatro e a sala de aula a partir da memória. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 30/7. Sessões extras nos dias 21, 22, 28 e 29/7, às 17h.

Dir. Ana Regis Com Ana Regis Cláudia conviveu com a violência doméstica. Um dia, quebra a ordem e rompe o ciclo de violência. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Qui. (12), sex. (13) e sáb. (14), às 20h; dom. (15), ás 19h. R$ 20 (inteira).

PRÓLOGO CANINO-OPERÍSTICO Com Marcelo Castro Um cão enclausurado em um teatro é forçado a encenar. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (7), às 20h; dom. (8), às 19h. R$ 30 (inteira).

VAGA CARNE Dir. Grace Passô Com Grace Passô Uma voz errante, capaz de invadir qualquer matéria, invade o corpo de uma mulher e narra o que sente enquanto sujeito. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Qua. (11) e qui. (12), às 20h30. R$ 30 (inteira).

teatro infantil

Dir. Fernando Bustamante Com Raíssa Alves, Alex Alves, Rafael Ventura Após um tornado no Kansas, Dorothy chega em Oz, um lugar diferente de sua terra natal. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (8), às 16h. R$ 22.

DOSTOIÉVSKI TRIP Dir. Cibele Forjaz Com Cia Livre e Mundana Companhia Um grupo de viciados em literatura aguarda a chegada de um comerciante que fornece mercadorias que provocam alucinações associadas a grandes autores da literatura mundial. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Neste sáb. (7), dom. (8) e seg. (9), às 20h. R$ 20 (inteira).

HÁ ALGO DE PODRE NO REINO DA DINAMARCA Dir. Rogério Araújo Com alunos do Curso Técnico de Teatro do CEFART Sutilmente referenciando a tragédia de Hamlet, embaralhando realidade e ficção, drama e performance, elenco e plateia, os jovens formandos têm uma peça a ser encenada, um dilema a ser resolvido e suas pulsões a serem expostas sobre o palco. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Qua. a sáb., às 20h; dom., às 19h. Entrada gratuita. Até 15/7.

MORADA Dir. Marcos Fonseca Com Afo!ta Teatro Uma investigação sobre as relações familiares a partir do jogo dos atores partilhando de incômodos inexoráveis a toda composição familiar. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Qui. a sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 15/7.

PEIXES

A B C DÁRIO DE UM MOTORISTA Dir. Wesley Maciel Com Wesley Maciel, Luciano de Lima, Marcos Arêas Em busca de uma grana “extra”, um motorista de aplicativo aventura-se por Belo Horizonte. Teatro Estação Cultural BH (Shopping Estação BH: av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova. piso L3). Neste sáb. (7), às 21h; dom. (8), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc).

AÇOTEIA Dir. Adyr Assumpção Com Comédia de Arte Produções Histórias de mulheres de gerações diferentes que vivem diversos tipos de violência nas relações com seus pares. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Seg. (9) e ter. (10), às 20h. R$ 40 (inteira).

A EMPREGADA QUASE PERFEITA O MÁGICO DE OZ - POCKET SHOW

dança FRICCIÓN INTANGIBLE Com TerSer Cuerpo A relação entre impulsos e repressões abordadas a partir do movimento e da ação. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (7), às 20h30. R$ 20 (inteira).

MEXERICA (Leia mais na página 22)

festival bh de artes cênicas 3 PORQUINHOS - VINTE ANOS Dir. Roberto Freitas Com Elias Lima, Kainan Ferraz, Rafael Neves Pra fugir do terrível Lobo Mau, os três porquinhos constroem cada um sua casinha de palha, madeira e tijolos. - Teatro Estação Cultural BH (Shopping Estação BH: av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova. piso L3). Sáb., às 18h30. R$ 20 (postos Sinparc). Até 21/7. - Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta, 32269459). Dom., às 16h30. R$ 20 (postos Sinparc). Até 29/7.

Dir. Juliano Maia Com Renato Millani, Bruno Alexander, Wander de Castro Um casal resolve contratar uma empregada através de uma agência. A situação esquenta quando a empregada recorda que o patrão é um antigo namorado. Teatro da Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21, Lourdes, 3269-1166). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 20 (postos Sinparc). Até 15/7.

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS Dir. Diego Benicá Com Copas Produções Sem perder a essência da história da menina que se vê no dilema de crescer ou permanecer criança, o musical usa e abusa do mundo do circo. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta). Sáb. e dom., às 16h. R$ 50 (inteira); R$ 22 (postos Sinparc). Até 29/7.

A LEBRE E A TARTARUGA NA CORRIDA DO SÉCULO Dir. Romulo Duque Com Marisia do Prado, Breno Galiard, Rich Leão A trajetória de dois animais que se relacionam de forma competitiva e no final vencem quem respeita o tempo e os próprios limites. Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, São Pedro, 4003-4172). Sáb. e dom., às 15h e às 17h. R$ 20 (postos Sinparc). Até 15/7.

A MINHA MÃE É UMA COMÉDIA Dir. Maurício Canguçu Com Beto Sorolli Catarina é uma mulher de meia idade que recebe ajuda de sua avó, uma mulher que vive a vida intensamente. Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo, 32776437). Neste sáb. (7), às 20h; dom. (8), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc).

BATUCA TANGO 10 MANEIRAS INCRÍVEIS DE DESTRUIR O SEU CASAMENTO Dir. Sérgio Abritta

GUTO MUNIZ/DIVULGAÇÃO

Com Marcelo Prosdocimi, Edgar Quintanilha e Luiza Santos Quatro atores mostram 10 maneiras divertidas e inusitadas de acabar com uma relação amorosa. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Sex. (13), às 21h. R$ 40 (inteira).

Dir. Navir Salas Morales Com Cia El Abrazo Tango As origens mais remotas do tango dançadas em coreografias de grupo.

Apresentação única de “Fauna”, do Quatroloscinco, neste sábado (7), no Palco Giratório Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Sex. (13), às 21h. R$ 25 (postos Sinparc).

do, 11.833, Venda Nova). Sex. (13) e sáb. (14), às 21h; dom. (15), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc).

Liberdade, 21, Lourdes, 3269-1166). Sáb. e dom., às 17h. R$ 20 (postos Sinparc). Até 15/7.

DEFUNTO BOM É DEFUNTO MORTO

MARILYN MONROE.DOC

OS INOCENTES

Dir. Ricardo Batista Com Ricardo Batista Um ator muito conhecido é assassinado enquanto apresentava uma peça. A partir daí novos personagens surgem e se revezam em cena. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta, 32269459). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 20h. R$ 40 (inteira); R$ 20 (postos Sinparc). Até 29/7.

DESCULPA, NÃO ESTAMOS NA TV Dir. Orlando Orube Com Bruno Berg, Thiago Carmona, Bruno Costoli e João Basílio Os atores criam uma programação televisiva trazendo humor para quadros tradicionais da telinha, como jornais, documentários e talk shows a partir de improvisações. Teatro Estação Cultural BH (Shopping Estação BH: av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova). Qui. (12), às 21h. R$ 20 (postos Sinparc).

INTIMIDADE INDECENTE Dir. Pedro Paulo Cava Com Andreia Garavello e Geraldo Peninha Um casal longevo às voltas com o passado precisa se adaptar às redes sociais. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1.341, centro, 3273-1050). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 40 (inteira). Até 29/7.

MANDA QUEM PODE, OBEDECE QUEM É MARIDO Dir. Ricardo Batista Com Paulo Moraes e Bianca Tocafundo Jorge e Vanessa foram flechados pelo cupido. Mas com o passar do tempo Jorge tem aprendido como as coisas realmente funcionam no casamento. - ItaúPower Shopping (av. General David Sarnoff, 5.160, Cidade Industrial, Contagem). Neste sáb. (7), às 21h; dom. (8), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc). - Teatro Estação Cultural BH (Shopping Estação BH: av. Cristiano Macha-

Dir. Juarez Guimarães Dias Com Thais Coimbra e Ítalo Mendes Teatro-documentário conta sobre a trajetória de como Norma Jeane Monroe, se tornou um dos maiores mitos do século XX. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Sex. (13) e sáb. (14), às 20h; dom. (15), às 19h. R$ 10 (postos Sinparc).

MINHA MÃE É PIOR QUE GRUPO DE WHATSAPP Dir. Ilvio Amaral Com Andreia Quaresma e Diego D'Leon Após a separação, um filho volta pra casa e descobre que sua mãe pode ser pior que grupos de whatsapp. Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, São Pedro, 4003-4172). Sex., sáb. e dom., às 20h30. R$ 20 (postos Sinparc). Até 29/7.

MOANA NO MAR - O MUSICAL Dir. Rafael Ventura Com Miller Produções A história de uma menina que, por meio de um chamado do oceano, se descobre uma guerreira. Teatro Izabela Hendrix (r. da Bahia, 2.020, Lourdes, 3292-4405). Sáb. e dom., às 16h. R$ 20 (postos Sinparc). Até 14/7.

NUNCA FUI SANTA Dir. Anderson Malta Com Cia. Santinhas do Pau Oco Uma freira louca e atrapalhada ensina assuntos picantes durante uma aula de catecismo. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 21087827). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 40 (inteira). Até 15/7.

O GATO DE BOTAS Dir. Renato Millani Com Pedro Almeida, Túlio Temponi, Leca Rinco Quatro crianças embarcam em uma viagem mágica pela literatura com o Gato de Botas. Teatro da Biblioteca Pública (Praça da

Dir. Marco Amaral Com Luciano Vivacqua, Thiago Welter, Athos Reis Oito inocentes são colocados em uma cela para arrancar de um revolucionário capturado durante uma invasão, os nomes de quem os financia. Galpão de Ideias (r. Uberlândia, 413, Carlos Prates). Sex., sáb. e dom., às 20h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 15/7. De 27/7 a 29/7.

O SORTILÉGIO DA MARIPOSA Dir. Yuri Simon Com Trupe de Teatro e Pesquisa A forma poética de uma fábula de amor no mundo dos insetos. Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo, 3277-6437). Sex. (13) e sáb. (14), às 20h; dom. (15), às 19h. R$ 10 (postos Sinparc).

PATRULHA CANINA Dir. Cristiano Duarte Com Bárbara Martins, Cleide Matias, Davds Lacerda Um grupo de filhotes liderados por um menino de 10 anos se reúnem para viver grandes aventuras. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Neste dom. 98), às 15h e às 17h. R$ 50 (inteira).

palco giratório FAUNA Dir. Italo Laureano Com Assis Benevenuto e Marcos Coletta Nesta peça-conversa, dois atores convidam o público a explorar a dimensão política dos afetos. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (7), às 20h. Entrada gratuita mediante retirada de ingressoss 1 hora antes de cada espetáculo.


24

almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

ARTES VISUAIS Uma viagem pelo sul dos EUA Patrícia Desde pequeCassese no, Sergio Poroger acalentava o sonho de percorrer ao menos um trecho das railways norte-americanas. Mais tarde, já atuando como jornalista e fotógrafo, o paulistano de 61 anos resolveu arregaçar as mangas, levando a bordo sua inseparável câmara. Ao conversar com amigos sobre o projeto, acolheu de pronto um dos conselhos que recebeu: o de nortear seus cliques por um recorte mais específico. E a escolha desse foco não foi nenhuma tarefa hercúlea: afinal, junto ao cinema, era a música a marcar presença em seu rol de predileções. E foi ela também a definir o sul dos Estados Unidos como região a ser perscrutada. O resultado do olhar arguto de Poroger sobre a musicalidade inerente a Estados como Georgia, Tennessee, Mississippi, Louisiana e Texas poderá ser em parte conferido pelo público belo-horizontino a partir desta segunda (9), na exposição “Cold Hot”, que invade o Café com Letras Savassi, como parte da pré-programação do Savassi Festival 2018 (cujo

O

QUE VEM POR AÍ

julho

abertura 9.jul.

Em quatro tempos: alguns dos cliques feitos pelo fotógrafo e jornalista paulistano, que agora poderão ser vistos em BH

início está previsto para 3 de agosto). INSIGHT Na verdade, a viagem propriamente dita de Poroger aconteceu em 2014 – à época, foram 3.000 km percorridos em 17 dias. Das mais de 4.000 fotos tiradas, ele partiu para uma triagem e, ao final, 66 foram selecio-

nadas para compor o livro “Cold Hot”, lançado no Brasil em 2016 e, no ano seguinte, em plagas norte-americanas. A exposição veio como um desdobramento natural dessa peregrinação pontuada por balizas memoráveis – uma delas, detectada por acaso, num banheiro. “Fiquei hospedado em Clarksdale, no Mississippi,

onde cabanas que, no passado, eram usadas pelos escravos para desencaroçar algodão, depois de anos abandonadas, hoje servem de pousadas, recebendo apaixonados por blues”, relata. Como era inverno, no meio da noite, com frio, Sergio foi ao banheiro tentar se aquecer. E lá teve seu olhar cooptado pelas tradicionais

placas que diferenciam as torneiras: “cold”, à esquerda, e, à direita, “hot”. Ocorre que, nesse momento, ele teve uma espécie de epifania. “Logo que vi essa imagem, falei: ‘Vai ser uma das mais importantes do livro, vai ser a capa, o título’”. As palavras que sinalizam calor e frio comunicam exatamente o que ele viven-

20 (inteira).

A MULHER DO PAU BRASIL

DIA 18

Palácio das Artes. Às 21h. R$ 120 (plateia 1, inteira), R$ 100 (plateia 2, inteira), R$ 80 (plateia superior, inteira).

MPB4 E BANDA - LANÇAMENTO DO CD/DVD “O SONHO, A VIDA, A RODA VIVA!” - 50 ANOS DE MÚSICA

R$ 200 (pista premium, inteira, 1° lote), R$ 300 (camarote, inteira, 1° lote).

DIA 28 LUCCAS NETO

KM de Vantagens Hall BH. Às 15h. R$ 80 (arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 160 (cadeira setor 2, inteira), R$ 180 (cadeira setor 1, inteira). DIA 29

DIA 20

MARINA LIMA

DANIEL

Sesc Palladium. Às 19h. R$ 100 (plateia 1, inteira), R$ 90 (plateia 2, inteira), R$ 80 (plateia 3, inteira).

Arena Expominas. Às 21h. R$ 100 (pista, feminino, 1° lote), R$ 120 (pista, masculino, 1° lote), R$ 150 (área vip, 1° lote).

FOTOS SERGIO POROGER/DIVULGAÇÃO

DIA 11 OSWALDO MONTENEGRO SERENATA

Palácio das Artes. Às 21h. R$ 170 (plateia 1, inteira, 1° lote), R$ 140 (plateia 2, inteira, 1° lote), R$ 110 (plateia superior, inteira, 1° lote). DIA 11

agosto

NOVOS BAIANOS ACABOU CHORARE

DIA 20

DIAS 3 A 5

SEU JORGE

EGBERTO 70 COM YAMANDU COSTA, JAQUES MORELENBAUM, ANDRÉ MEHMARI

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 140 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote).

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 110 (pista/arquibancada, inteira, 2° lote). DIA 21

Centro Cultural Banco do Brasil. Às 20h30. R$ 20 (inteira).

LÉO JAIME & LEONI SHOW LEONI & LEONARDO

DIA 4

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 80 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 480 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 560 (mesa setor 1 com quatro lugares).

FÁBIO JR.

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 80 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 400 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 480 (mesa setor 1 com quatro lugares).

DIA 26 JUAREZ MOREIRA

DIA 10

Sesc Palladium. Às 20h. R$

ADRIANA CALCANHOTTO -

DIAS 11 E 12 “O SOM E A SÍLABA” - COM ALESSANDRA MAESTRINI E MIRNA RUBIM

Cine Theatro Brasil Vallourec. Sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 50 (inteira).

Grande Teatro do Sesc Palladium. Às 21h. R$ 160 (plateia 1, inteira), R$ 150 (plateia 2 e plateia superior, inteira). DIAS 22 A 26 GRUPO CORPO “GIRA” E “21”

Palácio das Artes. Qua. a sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 100 (plateias 1 e 2, inteira), R$ 80 (plateia superior, inteira).

setembro DIA 1° THIAGO ARANCAM BELA PRIMAVERA

Palácio das Artes. Às 21h. R$ 150 (plateia 1, inteira), R$ 100 (plateia 2, inteira), R$ 50 (plateia superior, inteira). DIA 1° CAPITAL INICIAL

DIA 18 FESTIVAL SARARÁ + SENSACIONAL - COM CRIOLO, MALLU MAGALHÃES, MARIA GADU, NAÇÃO ZUMBI E OUTRAS ATRAÇÕES

Esplanada do Mineirão. Às 14h. R$ 25 (inteira).

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 80 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote). DIA 7 TRIBALISTAS

Esplanada do Mineirão. Às 21h. R$ 140 (pista, inteira, 1° lote),

outubro DIA 6 PATO FU E GIRAMUNDO APRESENTAM “MÚSICA DE BRINQUEDO 2”

Palácio das Artes. Às 19h. R$ 140 (plateia 1, inteira), R$ 120 (plateia 2, inteira), R$ 90 (plateia superior, inteira). DIA 12 ANITTA – SHOW DAS PODEROSINHAS

KM de Vantagens Hall BH. Às 18h. R$ 80 (arquibancada/pista, inteira, 1° lote), R$ 150 (mesa setor 2, individual, inteira), R$ 180 (mesa setor 1, individual, inteira). DIA 20 ALMIR SATER E RENATO TEIXEIRA

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 110 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 800 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 1.000 (mesa vip com quatro lugares), R$ 700 (mesa setor 3 com quatro lugares), R$ 900 (mesa setor 1 com quatro lugares).

ciou lá, o frio da estação e o calor emanado pelas pessoas, com o auxílio luxuoso da música. “Desde que aterrissei por lá me deparei com uma América diferente da que nós, brasileiros, estamos mais acostumados. Ela é bem diferenciada. Às vezes, há paisagens pobres e, mesmo sujas, é também uma região grandiosa, cheia de vida, com museus supermodernos. E as pessoas são mais alegres, o tempo corre mais devagar”, narra. Ao voltar para o Brasil, já envolvido com o processo de seleção de imagens tocado junto ao curador, Eder Chiodetto, veio a ideia de usar a citada imagem “Cold Hot” para ocupar duas páginas que, em tese, dividem o livro. Na primeira parte, pois, estão as “imagens frias” e, na sequência, as “mais quentes”. “O quente dos bares, das garagens musicais, das pessoas namorando”, conta. O livro, vale lembrar, estará à venda no Café com Letras, a R$ 98.

Cold Hot, de >Sergio Poroger

Café com Letras Savassi (r. Antônio de Albuquerque, 781). De 9/7 de julho a 12/8. Segunda a quinta, das 12 às 23h30, sexta e sábado, 12 à 1h, e, domingos, 17 às 23h. Entrada gratuita.

DIA 21 ROGER WATERS

Mineirão. Às 20h. R$ 300 (cadeira superior, inteira), R$ 340 (pista em pé, inteira), R$ 490 (cadeira inferior, inteira), R$ 720 (pista premium, inteira). DIA 27 O GRANDE ENCONTRO

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 100 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 640 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 800 (mesa setor 1 com quatro lugares).

novembro DIA 4 LOREENA MCKENNITT

KM de Vantagens Hall BH. Às 20h30. R$ 350 (arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 550 (cadeira, inteira, 1° lote), R$ 650 (cadeira vip, inteira, 1° lote). DIA 14 SOLID ROCK COM JUDAS PRIEST

Arena Expominas. Às 18h. R$ 200 (pista, inteira, 1° lote), R$ 400 (pista premium, inteira, 1° lote).


almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

25

CINEMA Excelente estreia de Xavier Legrand K. G. PRODUCTIONS/DIVULGAÇÃO

Daniel “Custódia”, Oliveira que entrou em cartaz na cidade na última semana, é um daqueles filmes em que o que não é contado é tão – ou mais – importante do que aquilo que é. O filme começa com uma audiência de custódia, em que as advogadas de Miriam (Léa Drucker) e Antoine Besson (Denis Ménochet) apresentam os argumentos de cada parte, e uma carta do garoto Julien (Thomas Gioria) afirmando que não deseja encontrar o pai é lida. São pontos de vista unilaterais, e há claramente muita informação, toda uma história, que não é dita ali. E a decisão tomada pela juíza diz mais dela – e do sistema legal como um todo – do que do caso em si. A partir daí, Xavier Legrand – ator francês fazendo excelente estreia na direção – vai gradualmente introduzindo as peças que completam esse quebracabeça. E ele faz questão de que cada uma delas se-

Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 7 (sábado) e 8 (domingo)

estreias CUSTÓDIA (Jusqu’à la Garde, França, 2018, 1h33, 14 anos) Dir. Xavier Legrand. Com Léa Drucker, Denis Ménochet, Mathilde Auneveux. Miriam e Antoine se divorciaram, e ela pede a custódia exclusiva de seu filho Julien, para protegê-lo de um pai que ela afirma ser violento. Belas 1: 14h, 17h50, 21h30 Belas 1: 11h (Clube do professor. Somente para professores cadastrados), 14h, 17h50, 21h30 Ponteio 2: 14h40, 19h

DEDO NA FERIDA (Brasil, 2018, 1h30, livre) Dir. Silvio Tendler. O documentário trata do fim do estado de bem-estar social em um cenário em que a lógica homicida do capital financeiro inviabiliza a justiça social, fazendo um panorama de como o capital pode influenciar a política e os governos. Belas 3: 18h10

HOMEM-FORMIGA E A VESPA (Ant-Man and the Wasp, EUA, 2018, 1h58, 12 anos) Dir. Peyton Reed. Com Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas. Scott Lang lida com as consequências de suas escolhas tanto como super-herói quanto como pai. Enquanto tenta reequilibrar sua vida com suas responsabilidades como o Homem-Formiga, ele é confrontado por Hope van Dyne e Dr. Hank Pym com uma nova missão urgente. Betim 2: 13h50, 18h40 (*) Big 3: 14h15, 16h30, 18h45, 21h (*) Boulevard 3: 13h45, 16h10, 18h30,

ja apresentada no momento certo. Porque, mais do que indicar a real história do longa, elas fazem o espectador refletir sobre as conclusões precipitadas que pode ter feito até ali – e as consequências catastróficas que elas podem ter na vida real. E à medida que seu mosaico vai ficando mais claro, “Custódia” se revela na verdade um filme de monstro. Um monstro real, que pode ser seu tio, seu vizinho, seu namorado ou seu irmão. E quanto menos você souber de antemão sobre os rumos que a história toma, mais vai ser consumido e envolvido pela angústia do suspense construído por Legrand. Porque a força motriz do longa é querer saber mais – ver aquilo que está fora do quadro para confirmar suas suspeitas. E é por isso que a câmera da diretora de fotografia Nathalie Durand não se move. Para fazer com que o espectador se sinta preso e encurralado naquelas situações, como os personagens, e para obrigá-lo a fazer escolhas morais

20h50 Cidade 6: 18h20 Cidade 8: 11h30, 13h45, 16h10, 18h30, 20h50 (*) Cidade 8: 13h45, 16h10, 18h30, 20h50 (*) Contagem 3: 13h45 (*), 16h10, 18h30 (*), 21h Contagem 6: 13h45, 16h10, 18h30, 21h (*) Del Rey 3: 13h45, 16h10, 18h30, 20h50 Del Rey 3: 13h45, 16h10, 18h30, 20h50, 23h10 Itaú Power 3: 13h40, 16h, 18h30, 20h50 (*) Minas 4: 13h45, 16h10, 18h30, 20h40 (*) Monte Carmo 2: 16h20, 20h50 Monte Carmo 6: 13h40, 16h10, 18h30, 20h50 (*) Norte 5: 16h20, 21h (*) Pampulha 3: 14h, 18h45(*) Pampulha 6: 14h15, 16h35, 18h55, 21h15 (*) Paragem 1: 13h45, 16h10, 18h30, 21h Partage Shopping Betim 2: 16h, 21h50 (*) Partage Shopping Betim 3: 18h40, 21h20 (*) Pátio Savassi 8: 18h50, 21h15 Via Shopping 1: 13h30, 18h20 (*) Via Shopping 3: 13h40, 16h, 18h30, 20h50 (*) Sessões 3D: Betim 1: 16h10, 21h (*) BH Shopping 2: 13h10, 15h50, 18h45, 21h30 BH Shopping 3: 11h50, 14h30, 17h20, 20h10 (*) BH Shopping 4: 13h50, 16h40, 19h30, 22h10 (*) Big 5: 14h10, 16h25, 18h40, 20h55 (*) Boulevard Imax: 14h, 16h20, 18h50, 21h15 Cidade 4: 14h (*), 16h20, 18h40 (*), 21h Contagem 1: 16h30, 21h20 (*) Del Rey 2: 14h (*), 16h20, 18h40 (*), 21h Del Rey 2: 14h (*), 16h20, 18h40 (*), 21h, 23h20 (*) Diamond 2: 13h40 (*), 16h10 (*), 18h50, 21h40 Diamond 5: 12h10 (*), 14h50 (*), 17h40, 20h30 Estação 2: 12h15 (*), 15h15 (*), 18h15 (*), 21h15

Embate “Custódia” mostra disputa entre pais pela guarda do filho pequeno

com base naquilo que lhe é dado na tela, e nada mais – escolhas que dizem tanto de quem nós somos quanto da realidade retratada no filme.

blico pode esperar demais para tomar essa decisão. É isso que faz com que a sequência final sejam os 15 minutos mais desesperadores do ano no cinema, com o monstro finalmente vindo à tona em toda sua virulência e magnitude. Mas por mais que a montagem paralela seja executada à perfeição para acabar

com as unhas do espectador, o controle e a competência da direção de Legrand se confirmam nos momentos mais silenciosos, do não-dito. O melhor deles é o close em Josephine (Mathilde Auneveux), filha mais velha de Miriam e Antoine, quando ela canta “Rolling on the River” em seu aniversário de 18 anos.

Estação 3: 13h, 16h, 19h, 22h (*) Itaú Power 5: 14h (*), 16h20, 18h50 (*), 21h10 Minas 1: 14h (*), 16h20, 18h50 (*), 21h15 Monte Carmo 4: 16h30, 21h20(*) Norte 2: 14h10, 16h25, 18h40, 20h55 (*) Pampulha 1: 16h45, 21h30 (*) Paragem 5: 16h20, 21h15(*) Partage Shopping Betim 1: 11h50 (*), 14h30 (*), 17h20 (*) e 20h10 Partage Shopping Betim 1: 11h50, 14h30, 17h20, 20h10 (*) Partage Shopping Betim 4: 16h30, 19h20 (*) Pátio Savassi 4: 13h30 (*), 16h30 (*), 19h30 (*), 22h10 Pátio Savassi 5: 11h50 (*), 14h30, 17h20, 20h10 Ponteio 3: 18h50 Ponteio Premier: 13h50, 16h20, 21h10 Via Shopping 4: 16h10, 21h15(*)

iniciar uma aula de inglês que exige que ela use uma peruca loira e viva como uma personagem americana. Belas 1: 15h50, 19h40

(Brasil, 2018, 1h28, 14 anos) Dir. Allan Fiterman. Com Claudia Abreu, Eduardo Moscovis, Vera Holtz. Berenice, taxista com paixão especial por fatos policiais e cenas de crimes, escolhe o caso do assassinato de uma travesti no bairro de Copacabana para fazer sua própria investigação. Cidade 1: 15h40 Cidade 1: 16h50

(*) Sessões dubladas

(Marie-Francine, França, 2018, 1h35, 12 anos) Dir. Valérie Lemercier. Com Valérie Lemercier, Hélène Vincent, Patrick Timsit. Aos 50 anos, Marie-Francine está muito velha para seu emprego e o marido a troca por uma mulher mais nova. Ela volta a morar na casa dos pais e conhece Miguel. Ponteio 4: 16h50, 21h10

EXPECTATIVA E o suspense de “Custódia” surge exatamente do fato de que, assim como os personagens no longa, o pú-

MULHERES ALTERADAS (Brasil, 2018, 1h35, 14 anos) Dir. Luis Pinheiro. Com Deborah Secco, Alessandra Negrini, Maria Casadevall, Monica Iozzi. Keka enfrenta uma crise no casamento, Marinati é uma workaholic e se apaixona, Leandra se sente insegura pelo fato de ainda não ter constituído uma família, e Sônia está cansada da rotina doméstica, sonhando com a época em que era solteira. BH Shopping 10: 12h30, 14h40, 17h, 19h25, 21h40 Cidade 1: 12h, 13h50k, 17h30, 19h20, 21h05 Cidade 1: 13h10, 15h, 18h40, 20h30 Contagem 7: 15h, 16h50, 18h40, 20h30 Estação 6: 13h30, 15h30, 17h30, 19h40, 21h45 Minas 6: 13h30, 15h10, 19h30, 21h20 Paragem 4: 15h, 16h50, 18h50, 20h40 Pátio Savassi 1: 12h40, 17h40, 19h50, 22h

OH LUCY! (Oh Lucy!, Japão/ EUA, 2018, 1h35, 14 anos) Dir. Atsuko Hirayanagi. Com Shinobu Terajima, Josh Hartnett, Shioli Kutsuna. Setsuko está presa em sua vida monótona em Tóquio, até que um dia decide

NOS VEMOS NO PARAÍSO (Au Revoir Là-haut, França, 2018, 1h57, 16 anos) Dir. Albert Dupontel. Com Nahuel Perez Biscayart, Albert Dupontel, Laurent Lafitte. Dois soldados de personalidades diferentes possuem um ponto em comum: a guerra. Eles criam um plano para desmascarar um tenente que tenta lucrar com os corpos das vítimas. Belas 2: 16h30, 21h30 Ponteio 2: 16h40, 21h

em cartaz 50 SÃO OS NOVOS 30

O AMANTE DUPLO (L’Amant Double, França/ Bélgica, 2018, 1h47, 18 anos) Dir. François Ozon. Com Marine Vacth, Jacqueline Bisset, Jérémie Renier. Chloé busca a ajuda de um psicólogo, Paul, para um problema de saúde, e os dois acabam se apaixonando. Ela começa, então, a se consultar com outro psicólogo, que vem a ser um irmão gêmeo de Paul. Belas 3: 21h40

BARONESA (Brasil, 2018, 1h11, 16 anos) Dir. Juliana Antunes. Com Andreia Pereira de Sousa, Leidiane Ferreira. Uma guerra entre traficantes na Vila Mariquinhas, na região Norte de Belo Horizonte, faz com que Andreia queira sair da comunidade onde mora. Belas 3: 16h20, 20h

BERENICE PROCURA

A expressão de pânico e desespero da garota, de verdadeiro terror, enquanto ela tenta fingir que está tudo bem acaba com qualquer dúvida que o público ainda possa ter sobre a história daquela família. É nessa expressão dos filhos que o filme registra o impacto de sua trama – especialmente do pequeno Julien, com o ótimo Gioria partindo o coração como um garoto sofrendo ao tentar assumir as responsabilidades de uma situação causada por adultos incompetentes no seu trabalho como pais. Drucker transmite a inércia aterrorizada de uma mulher que deixou a situação chegar àquele ponto. E Ménochet é uma escalação perfeita, tanto por suas dimensões ameaçadoras quanto pela ambiguidade de seu olhar. Impecável até o último plano, em que questiona o próprio voyeurismo do espectador e se ele está fazendo algo a respeito, “Custódia” levou merecidamente o Leão de Prata de melhor direção no último Festival de Veneza.

anos) Dir. David Leitch. Com Ryan Reynolds, Josh Brolin, Morena Baccarin. Quando o super soldado Cable chega em uma missão assassina, o mercenário Deadpool precisa aprender o que é ser herói de verdade, recrutando pessoas, poderosas ou não, para poder ajudá-lo. Itaú Power 4: 18h20 Partage Shopping Betim 2: 13h10

DEADPOOL 2 (*) (Deadpool 2, EUA, 2018, 1h48, 16

(*) Sessões dubladas


26

almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

CINEMA DESOBEDIÊNCIA (Disobedience, EUA, 2018, 1h54, 14 anos) Dir.Sebastián Lelio. Com Rachel Weisz, Alessandro Nivola, Rachel McAdams. A fotógrafa Ronit retorna para sua comunidade judaica ortodoxa após a morte do pai. Lá, ela recorda uma paixão proibida pela melhor amiga de infância, atualmente casada com o amigo David. Belas 2: 14h, 19h

ENTRE-LAÇOS (Karera ga honki de amu toki wa, Japão, 2018, 2h07, 10 anos) Dir. Naoko Ogigami. Com Tôma Ikuta, Kenta Kiritani, Rinka Kakihara. Aos 11 anos, Tomo é abandonada pela mãe e terá que confiar na ajuda de seu tio, que a leva para morar com ele e sua namorada. Belas 3: 14h

OS INCRÍVEIS 2 (*) (The Incredibles 2, EUA, 2018, 1h58, livre) Dir. Brad Bird. Helena Pêra é chamada para voltar a lutar contra o crime como a super-heroína Mulher-Elástica, e seu marido, Roberto, terá que cuidar das crianças, especialmente o bebê Zezé, cujos superpoderes surgem sem qualquer controle. Betim 3: 13h30, 15h50, 18h20, 20h50 BH Shopping 1: 12h10, 15h, 17h50, 20h50 Big 2: 15h30, 18h, 20h30 Big 4: 14h45 Boulevard 5: 13h40, 16h15, 18h50, 21h20 Cidade 2: 13h10, 15h45, 18h20, 20h50 Cidade 6: 11h35 Cidade 8: 13h30, 16h, 18h40, 21h10 Contagem 2: 13h40 (*), 16h15 (*), 18h40 (*), 21h15 Contagem 4: 13h30, 16h, 18h30, 21h10 Del Rey 5: 13h40, 16h10, 18h40, 21h10 Del Rey 6: 13h20, 15h50, 18h20, 21h (*) Del Rey 7: 22h50 Estação 1: 12h, 15h, 18h, 21h Itaú Power 2: 13h30, 16h, 18h30, 21h Minas 3: 13h30, 16h, 18h30, 21h Minas 5: 21h10 Monte Carmo 3: 13h40, 16h10, 18h40, 21h15 Monte Carmo 5: 16h, 20h45 Norte 3: 15h30 Norte 5: 14h, 18h35 Pampulha 3: 16h20, 21h05 Pampulha 5: 14h05, 16h30, 18h55, 21h20 Paragem 2: 13h35, 16h15, 18h45, 21h15 Paragem 3: 16h, 20h50 Partage Shopping Betim 5: 14h, 17h30, 20h30 Partage Shopping Betim 7: 16h15, 19h Pátio Savassi 7: 21h (sessão legendada) Pátio Savassi 7: 12h10, 15h, 18h Via Shopping 1: 15h50, 20h40 Via Shopping 2: 13h50, 16h20, 18h50, 21h15 Sessões 3D: Betim 1: 13h40, 18h30 BH Shopping 5: 13h, 16h, 18h50, 21h50 BH Shopping 8: 14h20, 17h10, 20h Big 1: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 Boulevard 2: 13h30, 16h, 18h35, 21h10 Cidade 5: 13h40, 21h05 Contagem 1: 13h, 18h50 Del Rey 2: 13h30, 16h, 18h30 Diamond 1: 21h (sessão legendada) Diamond 1: 12h40, 15h30, 18h20 Diamond 6: 11h40, 14h20, 17h10, 20h Estação 4: 14h, 17h, 20h Itaú Power 6: 13h40, 16h15, 18h45, 21h15 Minas 2: 13h40, 16h15, 18h45 Monte Carmo 4: 14h, 18h40 Norte 1: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 Pampulha 1: 14h20, 19h05 Paragem 5: 13h30, 18h40 Partage Shopping Betim 6: 12h20, 15h10, 18h, 21h Pátio Savassi 2: 17h05 Pátio Savassi 6: 13h, 16h, 19h, 21h50 Ponteio 3: 13h40, 16h20 Ponteio Premier: 18h40 Via Shopping 4: 13h30, 18h40 (*) Sessões dubladas

JURASSIC WORLD: REINO AMEAÇADO (Jurassic World: Fallen Kingdom, EUA, 2018, 2h08, 12 anos) Dir. Juan Antonio Bayona. Com Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Rafe Spall.

Quatro anos após o fechamento do Jurassic World, um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco a vida na ilha Nublar, onde os dinossauros vivem livremente. Claire e Owen decidem retornar à ilha para salvar os animais. Betim 2: 16h10, 21h10 (*) BH Shopping 6: 16h20, 19h10 BH Shopping 7: 12h40, 15h40, 18h30, 21h20 (*) Big 4: 18h10, 20h40 (*) Boulevard 1: 13h40, 16h10 (*), 18h40, 21h15 Cidade 3: 13h, 15h35, 18h10, 20h45 (*) Contagem 5: 13h40, 16h15, 18h45, 21h15 (*) Del Rey 4: 13h10 (*), 15h40, 18h20 (*), 20h45 Del Rey 4: 13h10 (*), 15h40, 18h20 (*), 20h45, 23h10(*) Diamond 4: 11h50, 14h40, 17h20, 20h10 Estação 5: 13h15, 16h15, 19h15, 22h15 (*) Itaú Power 1: 13h40, 16h10, 18h40, 21h10 (*) Minas 5: 13h20, 15h50, 18h25 (*) Minas 6: 17h (*) Monte Carmo 1: 13h30, 16h, 18h30, 21h (*) Norte 3: 18h10, 20h40 (*) Pampulha 2: 14h10, 16h35, 19h, 21h25 (*) Paragem 3: 13h40 Partage Shopping Betim 3: 13h, 15h45 (*) Partage Shopping Betim 7: 13h30, 21h40 (*) Ponteio 4: 14h, 18h40 Via Shopping 5: 16h, 18h25, 21h (*) Sessão 3D: Cidade 5: 16h10 (*) Del Rey 1: 21h10 (*) Minas 2: 21h10 (*) Partage Shopping Betim 2: 18h50 (*) Pátio Savassi 3: 12h30 (*), 15h30, 18h30, 21h30 (*) Sessões dubladas

NÃO SE ACEITAM DEVOLUÇÕES (Brasil, 2018, 1h43, 10 anos) Dir. André Moraes. Com Leandro Hassum, Laura Ramos, Zéu Britto. A vida de Juca Valente, eterno namorador e dono de um quiosque no litoral de São Paulo, toma um rumo diferente quando a exnamorada americana larga um bebê com ele e desaparece. Monte Carmo 2: 14h20, 18h45

OITO MULHERES E UM SEGREDO (Ocean’s 8, EUA, 2018, 1h50, 14 anos) Dir. Gary Ross. Com Sandra Bullock, Anne Hathaway, Cate Blanchett. Recém-saída da prisão, Debbie Ocean planeja executar o assalto do século em pleno Met Gala, em Nova York, com o apoio de Lou, Nine Ball, Amita, Constance, Rose, Daphne Kluger e Tammy. BH Shopping 6: 13h30, 22h BH Shopping 9: 14h Boulevard 4: 16h20, 21h15 Contagem 8: 21h (*) Del Rey 7: 18h30 Itaú Power 4: 13h50 (*) Diamond 3: 14h, 16h30 Ponteio 3: 21h15 Pátio Savassi 8: 13h45, 16h20 (*) Sessões dubladas

PARAMOUNT/DIVULGAÇÃO

Vingança Nerd” é a mostra 6 “A da vez no Palácio das Artes A nova mostra do Cine Humberto Mauro reúne mais de 40 longas produzidos na década de 1980 que tratam da figura do nerd e seu universo. Entre os filme selecionados, estão os clássicos “Os Goonies”, “Mulher Nota 1.000” e “Curtindo a Vida Adoidado” (foto). No dia 27 de julho acontece a “Maratona Nerd Ficção Científica” em que haverá exibições da trilogia “De Volta Para o Futuro”, o primeiro “Matrix”, o primeiro “Jurassic Park” e os quatro primeiros filmes da série “Star Trek” Onde Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro) Quando Até 8/8. Confira a programação completa no site: fcs.mg.gov.br Quanto Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão

alvo um chefão das drogas e pode desencadear uma sangrenta guerra de cartéis. BH Shopping 9: 19h20, 22h05 Boulevard 4: 14h, 18h50 Cidade 5: 18h45 Cidade 6: 16h Del Rey 7: 16h, 20h30 Pátio Savassi 2: 14h, 20h

VINGADORES: GUERRA INFINITA (*) (The Avengers – Infinity War, EUA, 2017, 2h36, 12 anos) Dir. Joe Russo. Com Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth. Thanos chega à Terra disposto a reunir as Joias do Infinito. Para enfrentá-lo, os Vingadores precisam unir forças com os Guardiões da Galáxia. Contagem 8: 15h45 Itaú Power 4: 20h40 (*) Sessões dubladas

mostras ANIMAÇÕES RUSSAS (*) Neste sábado (7) 15h “O quebra-nozes”, “Espera, você vai ver!” 17h “A luva, Macaquinhos. Cuidado, macaquinhos!”, “Espera, você vai ver!” 19h “A história de um crime”, “A Ilha”, “O homem na moldura”, “O ouriço no nevoeiro” (*) Cine Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada gratuita mediante a retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

ESPECIAL MINAS ENTRE CENAS (*)

1h25) Dir. Richard Starzak / Mark Burton

Neste sábado (7) 19h “Canto da Saudade” (Brasil, 1952, 1h40) Dir. Humberto Mauro

(*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

Domingo (8) 17h Curtas de Humberto Mauro 19h “Entre uma Pipoca, um Beijo e um Drops Dulcora” (Brasil, 2017, 50 min) Dir. Alfredo Alves

VINGANÇA NERD (*)

Quarta-feira (11) 19h30 “Maré - Nossa História de Amor” (Brasil, 2007, 1h45) Dir. Lúcia Murat e Lúcio Kodato (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

MOSTRA FACES DA JUVENTUDE (*) Quinta-feira (12) 19h30 “De Passagem” (Brasil, 2003 1h27) Dir. Ricardo Elias Sexta-feira (13) 19h30 “As Melhores Coisas do Mundo” (Brasil, 2010, 1h47) Dir. Laís Bodanzky (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão

SESSÃO INFANTIL (*) Neste sábado (7) 17h “Shaun, O Carneiro” (ING/FRA, 2015,

Neste sábado (7) 16h “Conta Comigo” (EUA, 1986, 1h25) Dir. Rob Reiner 18h “Gremlins” (EUA, 1984, 1h46) Dir. Joe Dante 20h “Os Goonies” (EUA, 1985, 1h54) Dir. Richard Donner Domingo (8) 16h “O Vingador Tóxico” (EUA, 1984, 1h27) Dir. Lloyd Kaufman 18h “A Vingança dos Nerds” (EUA, 1984, 1h30) Dir. Jeff Kanew 20h “Mulher Nota 1000” (EUA, 1985, 1h34) Dir. John Hughes Terça-feira (10) 17h “Jogos de Guerra” (EUA, 1983, 1h54) Dir. John Badham 19h15 “Tron - Uma Odisséia Eletrônica” (EUA, Taiwan, 1982, 1h36) Dir. Steven Lisberg 21h “Akira” (JAP, 1988, 2h04) Dir. Katsuhiro Otomo Quarta-feira (11) 15h “Os Caça-Fantasmas” (EUA, 1984, 1h47) Dir. Ivan Reitman 17h “Bill & Ted - Uma Aventura Fantástica” (EUA, 1989, 1h30) Dir. Stephen Herek 19h “Curtindo a Vida Adoidado” (EUA,

1988, 1h48) Dir. John Hughes 21h “Clube dos Cinco” (EUA, 1985, 1h34) Dir. John Hughes Quinta-feira (12) 15h “Mad Max 2 - A Caçada Continua” (EUA, 1981, 1h31) Dir. George Miller 17h “Star Wars: Episódio IV - Uma Nova Esperança” (EUA, 1977, 2h01) Dir. George Lucas 20h “S.O.S. - Tem um Louco Solto no Espaço” (EUA, 1987, 1h36) Dir. Mel Brooks Sexta-feira (13) 15h “O Predador” (EUA, 1987, 1h47) Dir. John McTiernan 17h “Duro de Matar” (EUA, 1988, 2h10) Dir. John McTiernan 19h30 Cinema e Psicanálise. Sessão comentada por Marcus André Vieira. “Ou Tudo Ou Nada” (EUA, RU, 1997, 1h31) Dir. Peter Cattaneo (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes da sessão

CURTA DEGUSTAÇÃO (*) Terça-feira (10) 13h Mostra do Flme Livre 2018: “Travessia”, de Safira Moreira; “A Paz Ainda Virá Nesta Vida”, de Isabella Geoffroy e Nicollas Bezerra; Talaatay Nder, de Chantal Duproix (*) Prodemge (av. Augusto de Lima, 270, centro). Entrada gratuita

BEN ROTHSTEIN/DISENY/DIVULGAÇÃO

SEXY POR ACIDENTE (I Feel Pretty, EUA/ China, 2018, 1h50, 12 anos) Dir. Abby Kohn, Marc Silverstein. Com Amy Schumer, Michelle Williams, Rory Scovel. Renee luta diariamente com sua insegurança. Depois de cair de bicicleta e bater a cabeça, ela acredita ser a mulher mais segura e bonita do mundo e, então, começa a viver a vida mais confiante. BH Shopping 9: 16h30 Cidade 6: 13h50, 20h30 (*) Contagem 8: 13h30, 18h45 (*) Del Rey 7: 13h40 Itaú Power 4: 15h50 (*) Paragem 3: 18h30 Via Shopping 5: 13h50 (*) Monte Carmo 5: 13h50 (*), 18h30 Pampulha 4: 14h30, 16h40, 18h50, 21h (*) Partage Shopping Betim 4: 13h50, 22h (*) Pátio Savassi 1: 14h50 (*) Sessões dubladas

SICÁRIO: DIA DO SOLDADO (Sicario: Day of the Soldado, EUA, 2018, 2h02, 16 anos) Dir. Stefano Sollima. Com Benicio del Toro, Isabela Moner, Josh Brolin. O misterioso Alejandro Gillick e o oficial da CIA Matt Graver trabalham juntos em uma audaciosa ação secreta que tem como

‘Homem-Formiga e a Vespa’, com Paul Rudd e Evangeline Lilly nos papéis-título, é uma das estreias da semana em BH


27

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a

13 de julho de 2018

estilo MENSAGENS >Repercussão da jaqueta usada por Melania Trump é prova de que moda diz muito

Segundas intenções INSTAGRAM @WILDFANG/REPRODUÇÃO

ANDEL NGAN/AFP

A polêmica jaqueta que Melania Trump usou ao embarcar e desembarcar do avião que a levou a McAllen, no Texas

Em resposta, a Wildfang criou a jaqueta “Eu realmente me importo, e você?”

RESPOSTA Diante do burburinho, outras jaquetas surgiram como resposta à da primeira-dama americana, uma forma de explicitar o descontentamento diante da postura da ex-modelo. Jill McCormick, mulher de Eddie Vedder – vocalista da banda Pearl Jam –, também usou uma jaqueta em revide, com os escritos: “Sim, todos nós nos importamos”, em um show recente do marido. No Instagram, a banda postou uma foto da estampa logo depois do show. Já a atriz teen Jenna Ortega, do Disney Channel, usou o tapete vermelho do Radio Disney Music Awards, na semana passada, para criticar Melania. Jenna foi ao evento usando uma jaqueta de couro dourada, na qual se lia: “Eu me importo, e você deveria também”. “A atitude da moça foi louvável – realmente, precisamos nos opor às injustiças e às mazelas de nos- sa sociedade. A moda tem um importante paA atriz Jenna Ortega rebateu com a jaqueta “Eu me importo, e você deveria também”

RICH FURY/AFP

Lorena K. A moda tem, sim, Martins um papel importante na política – e um bom exemplo está em um dos assuntos mais discutidos nos últimos dias: a separação forçada entre famílias migrantes, por ordem (depois revogada) do presidente norte-americano Donald Trump. A visita surpresa que a primeira-dama Melania Trump realizou a crianças detidas na fronteira com o México no último dia 21 foi ofuscada pela escolha equivocada – ou seria proposital? – de seu outfit. É que ela vestia uma jaqueta da marca de fast-fashion Zara que trazia, nas costas, a seguinte mensagem (escrita em letras garrafais): “Eu realmente não me importo. E você?”. A visita teria o objetivo de mostrar ao mundo que, sim, ela se preocupava com os filhos de imigrantes separados dos pais em situação irregular no país, um episódio que deixou as pessoas estupefatas diante dos vídeos e das fotos de crianças chorando e gritando, que circularam na mídia e nas redes sociais. Não por outro motivo, a polêmica: a escolha da peça teria sido intencional? Ou um caso de atuação do inconsciente? A porta-voz de Melania correu para assegurar que não havia nenhuma “mensagem oculta” na escolha da primeira-dama... Mas fato é que há tempos a moda deixou de ser apenas um instrumento a serviço do estilo para atuar também como um veículo potente para reverberar filosofias. “Não vejo como uma mensagem subliminar, mas sim bem direta e objetiva. A própria opção por uma peça mais barata, que não faz parte do guarda-roupa usual de Melania, demonstra como foi uma escolha calculada – e infeliz”, opina o consultor de moda e stylist Rodrigo Cezário. Ele pontua que a jaqueta militar combinada a tênis foge do estilo elegante e sóbrio da primeira-dama, sempre orientado pelas marcas de luxo (como Dolce & Gabbana e Gucci). A especialista em marketing e gestão de negócios da moda Tereza Cristina Horn, da 221 Consultoria em Projeto, concorda que o look em questão foi planejado. “Melania está sendo coerente com o governo do próprio marido e com o público que ele representa, que também é insensível aos sentimentos alheios. E pensar que aquela jaqueta não dizia nada é engano. Ela disse tudo. Foi totalmente intencional”, afirma.

INSTAGRAM/REPRODUÇÃO

“Sim, todos nós nos importamos” foi a versão usada por Jill McCormick, mulher de Eddie Vedder

pel na comunicação social quando lança mão de artifícios simbólicos ou mais objetivos, como é o caso de uma frase”, opina Cezário. CÓDIGOS A moda como uma forma de posicionamento também tem a função de conectar pessoas com interesses em comum, como pondera Tereza Cristina Horn. De acordo com ela, “nossos valores e crenças

se refletem na forma do vestir”. “A roupa vai dizer ao mundo quem somos. Inclusive, poderíamos nos utilizar mais desses instrumentos para colocar nossos posicionamentos de forma mais clara”, frisa ela. Os “escorregões” de celebridades nada mais são que o resultado de más escolhas, quando elas “atrelam a roupa a apenas uma tendência, esquecendo que o look precisa ter embutido os valores, as crenças e os públicos a que se destina”.


28

estilo

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018 FLEON BENNETT/AFP

CHECK-LIST marca de streetwear mineira investe no Instagram 6 Nova Apresentada no mês passado em um desfile de moda realizado

pelo Centro Universitário Una, a marca Black World.Co nasceu inserida no Instagram – é por lá, inclusive, que ela concentra as suas vendas. “Os jovens querem comodidade e praticidade na hora da compra. Por isso, resolvemos abrir mão da loja física, pelo menos por enquanto, e apostar nesta tendência de vendas online, que cada vez mais vem se solidificando no dia a dia dos consumidores”, afirma a empresária da empresa Joyce Rodrigues, que fundou a empresa em dezembro de 2016. A marca de t-shirts agora está trabalhando para começar a produção de outras peça como calças, blusas de frio, bonés, dentre outros acessórios que compõem o estilo streetwear. BLACK WORLD CO./DIVULGAÇÃO

No Globo de Ouro realizado em janeiro deste ano, celebridades usaram a moda como protesto: elas se vestiram de preto para simbolizar a luta contra o assédio no trabalho

Moda como manifestação Em janeiro deste ano, celebridades do cinema usaram a cor preta durante a premiação do Globo de Ouro como parte de um planejado protesto contra o assédio sexual. Antes disso, a estilista Maria Grazia Chiuri, primeira mulher à frente da grife Dior, estreou na passarela com roupas adornadas por dizeres engajados de feminismo. Durante a semana de moda de Nova York, outras marcas, como a Creatures of Comfort, usaram a frase “somos todos humanos” para ir contra às políticas de anti-imigração de Trump. De acordo com Rodrigo Cezário, esses e outros exemplos mostram que a roupa pode ser contestadora de várias formas. “Vejo a moda como uma potente ferramenta de comunicação. Utilizá-la para dar voz às visões provocadoras demonstra como ela é importante para a sociedade e vai muito além de tendências e modismos”, opina ele. Cezário relembra também o surgimento da minissaia nos anos 60 como uma importante ferramenta de liberdade feminina. “Seja em um uniforme militar com suas cores sóbrias, seja em uma passarela, a roupa sempre trará significados e simbolismos que podem expressar emoções, opiAGÊNCIA FOTOSITE/DIVULGAÇÃO

Em 2017, a Dior fez um manifesto com a t-shirt “Nós todos deveríamos ser feministas”

niões e personalidade”, finaliza. DEMONSTRAÇÃO Exemplo recente de como as escolhas podem revelar o que pensamos foi visto no look da cantora Janelle Monáe. Durante a premiação BET Awards, ela decidiu levantar a bandeira do movimento LGBTQ: usou um vestido com a bandeira do arco-íris, uma homenagem ao “Pride Month” — mês dedicado à visibilidade da causa. Recentemente, ela declarou ser pansexual à revista “Rolling Stone”. E completou: “Eu quero que jovens garotas, garotos, não binários, gays, héteros, pessoas que estão tendo dificuldades em lidar com sua sexualidade, sentindo-se apagadas ou sofrendo bullying por ser quem são saibam: eu enxergo vocês”. Com a mesma sintonia no tema, o estilista mineiro Célio Dias adotou em sua marca, a LED, a camiseta estampada “Bicha Power”, uma forma de fazer crescer as discussões sobre gênero. “Tornou-se uma estampa mais política, mesmo que em um teor de brincadeira. Ela abraça todas as classes que são, de alguma forma, diminuídas pela sociedade”, esmiúça. ZE TAKAHASHI/FOTOSITE

A camiseta “Bicha PWR”, da marca mineira LED, ficou conhecida como um símbolo de força


estilo

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

29

VITRINE

Dias de rock

Descolado Para esta 6 temporada, quanto me-

nores os óculos, melhor. Os modelos moderninhos, como este, são ideais para dar atitude ao look Quanto R$ 119,99 Onde Fuel (31) 3118-9902

Clássicos atemporais Veja, aqui, produtos pra lá de inspirados, para brilhar no dia dedicado ao gênero Comemorado no próximo dia 13, o Dia Mundial do Rock é sempre uma boa desculpa para adotar um visual que se identifique com a pegada que o gênero exige. Mas, verdade seja dita, a influência rocker na moda tem um impacto muito mais abrangente que um único marco no calendário. A consagrada jaqueta de couro, por exemplo, é apenas uma entre as peças que se tornaram clássicas e atemporais. E não só. Há, ainda, a valorização de itens que estão atrelados aos sempre bem-vindos resgates: os anos 90, por exemplo, agora inspiram vitrines repletas de peças em xadrez, camisetas de bandas repaginadas, jaquetas customizadas e coturnos. Em meio à festa, vale lembrar que o dia 13 foi eleito para servir de marco ao gênero pelo fato de, nesta data, em 1985, terem acontecido os hoje icônicos shows do projeto “Live Aid”, tanto nos EUA quanto na Inglaterra, com performances épicas de artistas e grupos como Queen, Mick Jagger, Paul McCartney, David Bowie e Led Zeppelin. E para entrar no clima rock, separamos, aqui, alguns produtos para não deixar ninguém parado. Lorena K. Martins

Inspirado no movimen6 Companheira to punk rock dos anos 1970, a bota coturno é indispensável no guarda-roupa das roqueiras de plantão Quanto R$ 349,90 Onde Outer Shoes (31) 2512-2044

Invis6 Compacta ta no mood

rocker com a bolsa que combina a atitude do couro com o glamour do lurex Quanto R$ 399 Onde Déborah Trindade disponível em A Casa BH (av. Afonso Pena 2.925, Funcionários)

O que 6 Sensual seria do rock sem

uma pitada de “sex appeal”? Elabore looks de atitude com esse body rendado Quanto R$ 229 Onde Hope Lingerie (31) 3241-6445

6 Podrinha Camiseta de

rock que se preze tem que ter furinhos, nem que seja propositalment e Quanto R $ 89,90 Onde Youcom (31) 33065497

O xadrez 6 Grunge dos anos 90 ecoa a

atitude rocker – e volta a fazer bonito nos visuais deste inverno Quanto R$ 170 Onde Clube Melissa Savassi (31) 3227-4020

Amor e revo6 Revolution lução andam lado a lado

nesse blazer com detalhes bordados. A cor, preta, é ideal para combinar com várias produções diferentes Quanto R$ 659 Onde www.canal.com.br

Solta o som Parece vintage, mas esse amplificador é bem moderninho – e possui conexão via Bluetooth, para ouvir suas músicas preferias Quanto R$ 399,90 Onde Imaginarium (31) 33359431

A calça 6 Glamour jeans é a peça

que faltava para montar uma produção. Essa tem detalhes com metais personalizados, rasgos com rendas, miçangas e pedrarias Quanto R$ 458 Onde www.dtajeans.com.br

6

na cinturinha Cintos im6 Foco ponentes são certeiros para arrematar looks delicados ou blazers. Invista nos modelos adornados com tachas e fivelas duplas Quanto R$ 197 Onde www.lezalez.com


30

shopping

pampulha jornalpampulha.com.br

BELO HORIZONTE 7 a

13 de julho de 2018


pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

shopping

31


32

crônica

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de julho de 2018

vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Os fantasmas da Engenho Nogueira HÉLVIO

ntes d e existir a avenida Presidente Carlos Luz, mais conhecida como Catalão, havia no local uma estradinha escura e esburacada, de nome Engenho Nogueira. Era a rua de nossa casa, único acesso ao atual bairro Ouro Preto, na região da Pampulha. Do outro lado da estrada, existia uma fazenda, onde corria o córrego Mergulhão e morava um homem de nome Alicanoa com sua família. Tantos anos se passaram, e nunca me esqueci desse nome. De vez em quando, a meninada lá de casa cismava de brigar com a meninada do seu Alicanoa, e a estradinha de Engenho Nogueira, de uma hora para outra, se transformava em palco de pedras e mangas voadoras. A guerra acabava sempre com a interrupção de algum adulto, que, consciente do perigo, intrometia-se, dando um fim às batalhas. Felizmente, que eu me lembre, nunca ninguém se machucou durante nossos conflitos limítrofes. Uma das recordações mais presentes que tenho da Engenho Nogueira é a de uma noite escura, em que meus irmãos Paulo e

A

Virgílio, vestidos de caveira e com uma vela na mão, se posicionaram em uma das margens, à espera de algum dos pouquíssimos carros que por ali trafegavam. A meninada estava eufórica. Do lado de dentro da cerca, aguardávamos ansiosos a vinda da primeira “vítima”. De repente, um farol, um Simca que se aproximava. Um grito e uma freada. – F i l h o s d a puuuuuuuuuuuu..........! – foi o que ouvimos, enquanto saía do carro, possesso e armado, um homem com cara de poucos amigos, acompanhado por uma mulher não menos histérica. – Iiiih, deu zebra! – pensamos. Nesse meio-tempo, eu e meu primo Marquinhos corremos em casa para avisar à mamãe: – Mãe, corre, que tem um homem querendo matar os meninos lá embaixo. Com essa, quase matamos minha mãe. Enquanto isso, Virgílio, apavorado, embrenhou-se no meio do mato, indo se esconder no brejo da fazenda do Alicanoa. – Cadê meu irmão? – gritava o Paulo. – Você matou meu irmão! – insistia desesperado. E o homem, indiferente às aflições do menino, continuava a esbravejar. Minha mãe entrou no meio da briga e, assim como todos, ouviu muitos desaforos. – Mas ele é apenas um garoto! – dizia aflita, como a

se desculpar da brincadeira de mau gosto. – Foi só por isso que não meti bala neles, do contrário estariam mortos! Dizia isso aos berros enquanto gesticulava com a ar-

ma na mão. Ainda bem que meu pai estava viajando. E o Paulo insistia: – Cadê meu irmão? Você matou meu irmão! Aí é que nos demos conta do sumiço do Virgílio, que,

depois da poeira abaixar, saiu do mato tremendo feito uma vara e branco feito a roupa que vestia. Depois disso, nunca mais brincamos de assombração nas margens escuras da es-

tradinha de Engenho Nogueira. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


WKew Gardens. Temperate House e Great Pagoda reabertos. Páginas 4 e 5

pampulha MICHAEL HEFFER/VISIT LONDON/DIVULGAÇÃO

WNotting Hill. Carnaval à moda caribenha em cenário de cinema. Páginas 6 e 7

W .

.

BELO HORIZONTE Sábado 7/7/2018

Sol à vista

O verão é, tradicionalmente, a época mais animada de Londres Páginas 2, 4, 5 e 7


W2 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de julho de 2018

Novo espaço

Abadia de Westminster A abadia abriu em junho a Galeria do Jubileu de Diamante da Rainha para celebrar o 70º aniversário da coroação de Elizabeth II. Localizada em um espaço que ficou fechado por 700 anos, a galeria oferece aos visitantes uma vista magnífica do Palácio de Westminster e exibe tesouros que refletem a rica história de mil anos da realeza britânica. O ingresso inclui acesso à própria abadia. PAULO CAMPOS

Studio Tour

turismo JULIAN LOVE/DIVULGAÇÃO

Reino Unido

Longa jornada Londres adentro O verão é a época mais propícia para desfrutar da capital britânica como um londrino, com circuito de lazer cheio de possibilidades; ingressos devem ser antecipados Paulo Campos

paulocampos@otempo.com.br

Como outras metrópoles do mundo, Londres tem um circuito de lazer com muitas possibilidades, com programas desde para crianças e famílias até para esportistas e baladeiros. No verão londrino (de 21 de julho a 21 de setembro), com céu de brigadeiro e temperatura média de 25ºC, a capital britânica – que tem fama de ser cinza e nublada em ou-

tras estações do ano – se transforma radicalmente: os pubs ficam lotados; os rooftops viram programas obrigatórios; as margens do rio Tâmisa se enchem de londrinos; e os parques são palcos para piqueniques e shows. O verão é quando os londrinos abrem os armários e vestem as roupas mais leves, é a época em que eles colocam a cara (e o corpo) para fora de casa. Abro um parêntese para salientar que Lon-

dres é uma cidade tão multicultural que, normalmente, o que menos se vê são londrinos – exceto no verão, quando o charme está em flanar pela cidade sem rumo e, entre um ponto turístico e outro, descobrir vários programas. Lembre-se de que Londres é a cidade dos museus gratuitos, dos musicais e das peças teatrais, dos festivais em parques, dos eventos esportivos, das tradições da realeza e das semanas temáti-

Vista das cúpulas e torres de Londres ao entardecera a partir de Barbican

cas, ou seja, pura efervescência cultural.

Ingressos antecipados Para otimizar sua visita à capital britânica, é preciso adquirir com antecedência os ingressos dos programas, para não se frustrar com as imensas filas ou entradas esgota-

dos. A partir de 21 de julho, a cidade está repleta de atividades para manter as crianças ocupadas durante as férias escolares. É um ótimo programa para as famílias que viajam com crianças. Doze horas em Londres podem significar um dia ininterrupto de atividades. WARNER BROS STUDIO/DIVULGAÇÃO

Os segredos de Harry Potter Até 23/9, o “Cálice de Fogo” retorna ao Studio Tour, da Warner Bros. Os fãs poderão descobrir os segredos por trás de personagens, figurinos e adereços, como o Banheiro dos Monitores, a Sepultura de Tom Riddle, o modelo para o castelo de Hogwarts, a versão em escala real da carruagem de Beauxbatons e os pergaminhos dos quatro Campeões Trivigorosos. Ingressos antecipados a partir de US$ 103. SIMON WINNALL/VISIT LONDON/DIVULGAÇÃO

Exposição reproduz cenário do Great Hall da série “Harry Potter” QUEENS GALLERY/ DIVULGAÇÃO

Palácio de Buckingham abre as portas no dia 21 Totally Thames

Arte em 68 km do rio Tâmisa O Thames Festival foi lançado em 1997 e se tornou o maior evento das artes de Londres. Locais e turistas saem, em setembro, para aproveitar, ao longo de 68 km das margens do rio Tâmisa, as atrações gratuitas do festival, que incluem desde arte de rua e exposições a concertos de música e performances de circo, além de tour arqueológico, esportes aquáticos e festas em barcos. Acesse totallythames.org.

Placa de ouro esmaltada e attardan, presente do marajá Ram Singh II, de Jaipur

Como é de praxe no verão, a rainha se muda para o Palácio Balmoral, propriedade da família real na Escócia, e o Palácio de Buckingham abre as portas para visitação pública no período de 21 de julho a 30 de setembro, das 9h30 às 19h. Os ingressos custam 24 libras (R$ 123) para adultos, 22 libras (R$ 113) para estudantes e maiores de 60 anos e 13,50 libras (R$ 69) para menores de 17 anos para visitar o palácio e os Salões do Estado. Este ano, a The Queen's, Gallery estará aberta até 14 de outubro com a exposição “Splendours of the Subcontinent: A Prince’s Tour

of India 1875-6”. O ingresso custa 12 libras (R$ 62,33). Em outubro de 1875, o Príncipe de Gales, na época Eduardo VII, partiu em uma excursão de quatro meses por mais de 21 localidades que hoje abrangem Índia, Sri Lanka, Paquistão e Nepal. A exposição conta a história dessa excursão por meio das joias, das peças de ouro e prataria e das armas cerimoniais apresentadas ao futuro rei Eduardo VII pelos governantes locais como parte da tradicional troca de presentes. É ótimo para se entender o poder da imagem e o status de celebridade de que desfruta a atual família real britânica no mundo.

Quem leva (I) Companhia. British Airways Informações. www.britishairways.com Preço. A partir de US$ 1.638,18 (ida e volta) para viagem em agosto Operadora. Latam Viagens Informações. BH Shopping (3286-3999) / Boulevard Shopping (2515-3310) / Diamond Mall (25330933) / Minas Shopping (3245-5718), DDD 31 Período. 6/11 a 14/11 Pacote. inclui aéreo e oito noites no hotel Finsbury Park Luxury Apartments Preço. 10 x R$ 530 por pessoa em apto duplo


3W

O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte

7 de julho de 2018


W4 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de julho de 2018

BBC Promo

Concertos em pé e a 6 libras Entre 13/7 a 8/9, no Royal Albert Hall, acontecem o concertos BBC Proms, conhecidos como Promming. Os ingressos custam 15 libras (R$ 78) para lugares reservados e apenas 6 libras (R$ 31, 20) para quem quiser enfrentar filas e comprar a entrada na hora, assistindo os concertos em pé no salão. Entre os destaques deste ano, homenagens ao centenário de Bernstein (“West Side Story”) e Debussy (“Pelléas et Mélisande” e “La Mer”). Confira programação embbc.co.uk/proms. PETER BEAVIS/VISIT BRITAIN/DIVULGAÇÃO

Shows

Britney Spears em turnê Em agosto, nos dias 10 e 11, a banda britânica de metal Iron Maiden encerra a turnê europeia “Legacy of the Beast World Tour”na arena The O2. Nos dias 24, 25 e 26, é a vez de o local receber a turnê “Piece of Me”, da eterna princesinha do pop Britney Spears. Celebrando 15 anos do álbum “Get Rich or Die Tryin”, o rapper 50 Cent se apresenta no The O2 em 20/9. Mais informações e ingressos pelo site theo2.co.uk. JUST JARED/DIVULGAÇÃO

turismo

Fora do centro de Westminster

Um Patrimônio

Temperate House: restauração levou mais de 1.700 dias

da Humanidade em plantas Visite Kew Gardens e Richmond para desfrutar de uma atmosfera puramente londrina; Royal Botanic Garden é principal atração da região Paulo Campos

paulocampos@otempo.com.br

Para um primeiro dia em Londres, comece pegando o metrô para Kew Gardens, bairro ao sul da cidade, para visitar o Royal Botanic Gardens (kew.org), Patrimônio da Humanidade desde 2003, com ingressos a 12,95 libras (R$ 67,34). Da estação até o jardim botânico são mais dez minutos de caminhada. Para quem tem mais tempo e curte usufruir dos cenários urbanos ao longo do percurso, recomenda-se baixar o aplicativo CityMapp (citymapper.com) e pegar as linhas de ônibus 65 ou 391. Antes, no entanto, para facilitar sua locomoção pela capital britânica, compre um Oyster Card (oyster.tfl.gov.uk/oyster), cartão magnético recarregável que custa 5 libras. Em vez de descer na estação de Kew Gardens, preferi desembarcar em Richmond, o bairro vizinho, gastar um pouco mais de tempo e desfrutar de alguns pri-

vilégios, como caminhar mais próximo ao rio Tâmisa, perder-me no labirinto de ruas e mergulhar numa atmosfera londrina. Richmond é um bairro típico da cidade, mais afastado, com casinhas vitorianas com estruturas de vigas, madeira e tijolos marrons e marcos pintados de branco, as “terraced houses”, coladas uma na outra. O maior patrimônio de Kew Gardens e Richmond é seu jardim botânico, com

O triatlo de Londres acontece em 4 e 5 de agosto e atrai mais de 30 mil pessoas e 10 mil atletas

área de 121 hectares e mais de 30 mil espécies de todos os cantos do planeta. Toda essa diversidade está espalhada por um parque gigantesco com jardins floridos e assimétricos, estátuas, estufas, lago, cafeteria, restaurante e palácio real.

Para crianças Os brinquedos em tamanho natural mostram que o jardim da realeza é um ótimo programa para famílias – pela manhã, é possível ver muitos ingleses passeando com carrinhos de bebê e excursões com crianças. Meu passeio pelso Royal Botanic Gardens começou pela alameda de 320 m de comprimento que leva a uma estufa gigante construída nos tempos vitorianos, a Palm House, que recria fielmente o ambiente de plantas nativas das florestas tropicais. Em frente, está a Waterlily House, com plantas aquáticas, como nossa vitória-régia. Perto, outras duas estufas – a Princess Wales Conservatory, com espécies de dez zonas climáticas, entre cactos, orquídeas e plantas carnívoras, e a Davies Alpine House, com plantas alpinas.

PAULO CAMPOS

Estufa reúne em ambiente diversas espécies de plantas aquáticas do mundo PAULO CAMPOS

Onde hospedar Luxo: Rubens at the Palace Site. rubenshotel.com Preço. Diária a partir de R$ 1.403,02 Malmaison London Site. malmaison.com/locations/london Preço. Diária a partir de 139 libras (R$ 695,91) Econômico: Point Hotel Liverpool Street Site. pointahotels.com Preço. Diária a partir de 58,50 libras (R$ 366) Premier Inn London Richmond Site. premierinn.com Preço. Diária a partir de 75 libras (R$ 388,50) Supereconômico: Wombats City Hostel Site. wombats-hostels.com/london Preço. Diária a partir de 17, 29 libras (R$ 89,56)

Às margens do rio Tâmisa, em Kew Gardens

Onde comer Hix Oyster & Chophouse. Deguste o peixe grelhado com molho béarnaise ou verde com ervilhas, a partir de 16 libras (R$ 80,10). hixrestaurants.co.uk. The Old Brewery. Experimente o tradicional fish and chips a partir de 18 libras (R$ 90,11), The Old Royal Naval College. theoldbrewery. com.au. The Drunker Oyster. Imperdível o peixe recheado a 18 libras (R$ 89,28) ou a pizza a partir de 12 libras (R$ 59,52). Milton Square. haicenato.co.uk/bar. Bourne & Hollingworth. Experimente a carne de porco cozida com brócolis, purê de alho, cenoura assada e molho de maçã a partir de 16,50 libras (R$ 81,84). 47-48, St John’s Square, Clerkenwell. bandhbuildings.com.


5W

O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte

7 de julho de 2018

JOANNA HENDERSON/DIVULGAÇÃO

PAULO CAMPOS

Jardins floridos de Kew Gardens: melhor época para visitar o jardim botânico é de abril (primavera) até setembro (verão)

A maior estufa do mundo e um mirante são reabertos A maior atração do jardim botânico inglês só foi reaberta no mês passado, depois de uma restauração que custou US$ 41 milhões. Inaugurada em 1863 em uma área de 4.880 m², a Temperate House foi fechada em 2013. O prédio – com colunas de aço forjado e mais de 15 mil painéis de vidro – reúne mais de 10 mil plantas de 1.500 espécies de climas temperados, entre elas o único exemplar de cycad encephalartos woodii, uma espécie de palmeira raríssima da África do Sul, e a taxus wallichiana, planta usada no medicamento para tratamento de câncer Taxol. Entre as crianças, o atrativo mais disputado é uma pon-

te construída no topo das árvores, a Treetop Walkway, estrutura de quase de 20 m com passarelas e mirantes que oferece vista dos jardins.

Hive”, experiência sensorial que reproduz sons e cores de uma colmeia acionados por abelhas de verdade.

Exposições Mirante Para marcar a reabertura de outro mirante neste verão, o Great Pagoda, o Kew Palace hospedará a exposição “Here Be Dragons”. Nelas, as crianças poderão explorar o tema dragões e dragonologistas e participar de uma trilha ao redor do Royal Botanic. No jardim real, ainda, há um palácio, antiga residência de verão do rei Jorge III, um jardim japonês, uma cafeteria para tomar um chá da tarde e a instalação multimídia “The

Na época de minha viagem, em abril, a Kew Gallery apresentava 833 pinturas da artista e naturalista Marianne North, que exibia seu olhar para detalhes botânicos depois de uma viagem ao redor ao mundo. Até 16 de setembro, o visitante também pode apreciar a exposição “Down Under II: Works from the Shirley Sherwood Collection”, com ilustrações de plantas nativas australianas e neozelandesas produzidas por artistas locais e internacionais.


O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de julho de 2018

Trilha com toque contemporâneo Artistas de renome internacional exibem suas peças contemporâneas nas ruas do distrito de Square Mile, geralmente em frente a prédios icônicos. A exposição “Sculpture in the City”, que já está em sua nona edição, conta com 18 artistas, a maior participação dos últimos anos. No caminho, o público pode conferir obras de nomes famosos como Marina Abramovic, Sean Scully (foto), Sarah Lucas, Amanda Lewin e uma escultura interativa de Karen Tang, em diferentes escalas. Informações completas em sculptureinthecity.org.uk SCULPTURE IN THE CITY/REPRODUÇÃO

Michael Jackson

Um artista em todas as mídias Para o 60º aniversário do astro pop, a National Portrait Gallery (npg.org.uk) abre a exposição “Michael Jackson: On the Wall” para mostrar a influência do artista em todas as mídias. A exposição exibe 40 obras sobre Michael Jackson, de artistas como Andy Warhol e Kehinde Wile, a quem o performer encomendou seu último retrato antes da morte em 2009, “Equestrian Portrait of King Philip II”. No trabalho, o cantor de “Thriller” veste uma armadura e está montado em um cavalo. ROLAND WHITE/DIVULGAÇÃO

Notting Hill

Cenário de filme

A livraria do filme hoje é loja de suvenir

e para garimpar preciosidades Bairro popularizado por filme com os atores Julia Roberts e Hugh Grant tem histórias sombrias, jovens, feirinhas animadas e culinária a bons preços Paulo Campos

paulocampos@otempo.com.br

O segundo dia deve ser dedicado a Notting Hill, bairro que eu quis explorar, em particular, por causa da comédia romântica protagonizada por Julia Roberts e Hugh Grant, “Um Lugar Chamado Notting Hill”. Pelas ruas, animadíssimas nos fins de semana, você se depara com uma “fauna” humana interessante. O bairro, que já foi maltratado e desvalorizado no passado, renasceu nos anos 80, quando começou a atrair jovens pelos baixos preços das moradias. Com o sucesso do filme, Notting Hill – famoso pelas casinhas coloridas e pelas lojas de antiguidades – passou também a chamar a atenção dos turistas. Cortado pela Portobello Road, o bairro tem hoje uma das feirinhas de rua mais animadas de Londres – principalmente para quem quer garimpar roupas e acessórios vintage, livros e discos –, o cinema mais antigo da cidade, o Eletric Cinema, datado de 1910, e pubs, cafés e restaurantes a bons preços.

de metrô Notting Hill Gate Station. No número 103 da rua está o primeiro cenário do filme, o Coronet Cinema, onde os personagens assistem a um filme de ficção científica. Para se ter ideia de sua importância, ele era frequentado pelo rei Eduardo VII. Do filme norte-americano sobraram ainda a casa com a porta azul de William Tracker (280, Westbourne

Park House) e a livraria Travel Bookshop (142, Portobello Road), hoje a loja de suvenir Notting Hill. Já a livraria que inspirou o filme fica a quadras dali, no número 13 da Blehheim Crescent.

Jack O que a maioria dos turistas ignora é o fato de que Notting Hill foi palco de muitos crimes de Jack, o Estripador. Entre os mais conhecidos estão as mortes da stripper Helen Barthelemy e das prostitutas Hannah Tailford e Mary Flemming. Mas a única referência no bairro a esses fatos é, ironicamente, a casa de carnes de nome Jack.

Parada do Orgulho Gay de BH A 21ª Parada do Orgulho LGBT de Belo Horizonte terá a participação do governo britânico. Ela acontece neste domingo, 8, na praça da Estação. Funcionários do Consulado Britânico e do

SERGE HASENBÖHLER/DIVULGAÇÃO

PAULO CAMPOS

Óleo inspirado em obra de Rubens troca rosto do monarca espanhol por Michael Jackson

Casinhas coloridas, uma marca de Notting Hill

O filme A melhor maneira para chegar lá é descer na estação

Frida e Picasso nos museus O universo pessoal de Frida Kahlo (1907-1954) sempre esteve restrito à Casa Azul, edificação de 1904 onde morou em Coyoacán, na Cidade do México. O acervo descoberto 50 anos depois de sua morte em antigos armários viaja, pela primeira vez, para fora de seu país. A exposição “Frida Kahlo: Making Her Self Up” explora a face íntima da vida da artista. frida era conhecida pelo gosto por cores e texturas impactantes em suas roupas, espartilhos decorados, adornos de cabeça, sapatos e acessó-

órgão de promoção turística do Reino Unido VisitBritain formarão o bloco #LoveIsGREAT, que terá como principal atração um dos ícones da música pop britânica que será revelado ao público no início do desfile.

rios. Na exposição londrina, ainda há fotografias, cartas, próteses e joias, além de quadros como “Meu Vestido Pendurado Ali” (1933). “Tudo Muito Humano: Bacon, Freud e um Século Pintando a Via” celebra os pintores da Grã-Bretanha que se esforçaram para representar figuras humanas e seus relacionamentos e arredores da maneira mais íntima. São obras de artistas desde na segunda metade do século XX até hoje, entre os quais estão Francis Bacon, Lucian Freud – neto de Sig-

mund Freud e grande amigo de Bacon –, Alberto Giacometti e outros menos festejados, como Frank Auerbach e Paula Rego. Entre as obras famosas presentes na mostra estão o famoso retrato que Bacon fez do amigo, “Portrait of Lucian Freud” (1964) e “Man’s Head”(1963), autorretrato de Lucian. Desde março, a Tate Modern exibe a exposição “EY Picasso 1932 : Amor, Fama, Tragédia”, inteiramente dedicada ao pintor espanhol Pablo Picasso. A mostra é foca-

da no ano de 1932, considerado o melhor período da vida do pintor cubista, que completara 50 anos em outubro de 1931. São cerca de cem trabalhos, entre pinturas, esculturas e obras em papel, entre elas “Le Réve”, retrato de sua jovem amante Marie-Thérèse Walter, e “Jeune Fille Devant un Miroir”, da coleção do Museu de Arte Moderna de Nova York. A exposição ainda exibe os retratos realistas da sua primeira mulher, Olga Khokhlova, e de seu filho Paulo.

JAVIER HINOJOSA/DIVULGAÇÃO

Escultura

turismo PAULO CAMPOS

W6

Casaco de algodão guatemalteco usado com Mazatec huipil e saia lisa


7W

O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte

7 de julho de 2018

Quem leva (II) Operadora. Abreu Viagens Informações. Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Abreu Pacote (terrestre). Inclui seis noites com café da manhã (3 em Londres + 3 em Paris), circuito em ônibus, traslados, guia bilíngue, city tour com guia local, travessia do canal da Mancha pelo eurotúnel em trem e taxas hoteleiras Saídas. 12/9, 9/9 e 7/10 Preço. A partir de 1.060 euros por pessoa em apartamento duplo TATE MODERN/DIVULGAÇÃO

O Street Eat retornará em 11/8 com um festival gratuito de comida no coração de Carnaby Street

Carnaval à moda caribenha “Le Rêve” é um óleo sobre tela elaborado por Pablo Picasso no ano de 1932 SHIRLEY PACELLI

Carnaval de Notting Hill atrai multidão para bairro no centro-oeste de Londres

O que ver nos museus Frida Khalo. Victoria & Albert Museum. Até 4/11. Ingressos a 15 libras (R$ 77,77). vam.ac.uk.

dern. Até 9/9. Ingressos a 22 libras (R$ 113,96). tate.org.uk/visit/tate-modern

Michael Jackson. National Portrait Gallery. Até 21/10. Ingressos de 17, 50 (R$ 90,65) a 22 libras (R$ 113,96). npg.org.uk/y.

Tudo Muito Humano: Bacon, Freud e um Século de Vida em Pintura. Tate Britain. Até 27/8. Ingresso a 22 libras (R$ 113,96). tate.org.uk/visit/tatemodern

EY Picasso 1932 – Amor, Fama, Tragédia. Tate Mo-

(*) Valores em libra do dia 04/07 a R$ 5,18

Todo ano, na última semana de agosto, durante dois dias, Notting Hill ganha novo colorido com o maior Carnaval do Reino Unido, todo em tom caribenho, inaugurado em 1966 em função dos violentos confrontos raciais entre brancos e imigrantes oriundos de regiões do Caribe, como Jamaica e Trinidad e Tobago. Locais e turistas vestem roupas coloridas, pintam os rostos e desfilam alegria nas ruas ao som das steelbands, bandas originárias de Trinidad e Tobago que tocam instrumentos de metal. As ruas do bairro londrino se enchem barraquinhas de comida caribenha, palcos para shows e carros alegóricos. Neste ano, o festival começa na noite de sábado, 25, com uma competição de steelbands, continua no domingo, 26, com desfile e parada infantil, e termina na segunda-feira, 27, com bailarinos, artistas, steelbands e sistemas de som móveis pelas ruas Ladbroke Grove, Westbourne Grove, Westbourne Park e Kensal Road.


8 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia 7 de julho de 2018

Belo Horizonte


VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO

CHEVROLET/DIVULGAÇÃO

WAvaliação. Versão top de linha da picape S10 é recheada de tecnologia, mas cobra seu preço. Páginas 14 e 15 WPrévia. VW revela parte do T-Cross, o novo SUV compacto da marca que será lançado no Brasil. Página 11

.

.

PORSCHE/DIVULGAÇÃO

BELO HORIZONTE Sábado 7/7/2018

pampulha

W

Esportivo de raiz

Porsche resgata características dos primeiros 911 com a versão Carrera T; bólido com tração traseira tem motor 3.0 biturbo de 370 cv e é capaz de atingir até 291 km/h. Páginas 12 e 13


W 10 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de julho de 2018

interCâmbio

Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.

raimundocouto@otempo.com.br

Raimundo Couto

Começar de novo (final) VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO

Na semana que passou, iniciamos neste nosso espaço a repercussão do que poderá ser uma nova experiência de parceria entre a Volkswagen e a Ford que, em um passado remoto, viveram situação similar no Brasil e em Portugal. Por aqui, a união entre as duas marcas deu origem à Autolatina. No segundo caso, fez surgir a Autoeuropa. Mesmo que ambas as partes garantam que, desta feita, não há qualquer similaridade com o que aconteceu há mais de 20 anos, não custa nada relembrar os filhos desta união, que, por certo, não deixaram boas recordações. À época, o carro-chefe da Ford era o Escort, e o da Volkswagen, o compacto Gol. E, logo na estreia da Autolatina, hou-

ve o primeiro embate. A Volkswagen já desenvolvia e aplicava em seu campeão de vendas o motor 1.6 AP, e a Ford equipava o Escort com um propulsor antigo, derivado de modelos do Corcel II, conhecido como AE. O primeiro desentendimento surgiu a partir da proposta da Ford de “democratização” do uso desses motores, com o que a Volks não concordou. Como era a majoritária na associação, a palavra da montadora alemã era sempre a última. Algum tempo depois, a própria Volks trabalhou em cima desse propulsor, e dele nasceu o primeiro motor 1.0 da marca, que fez sucesso durante o boom de mercado dos chamados “carros populares”. Mas os produtos em comum também redundaram em fracassos históri-

cos. O uso da mesma plataforma do Escort para desenvolver, simultaneamente, o Volkswagen Apolo e o Ford Verona não deu certo. Uma nova dupla da Volkswagen também não caiu nas graças do consumidor. Tanto o Logus quanto o Pointer só deixaram dor de cabeça para a marca e um rol de processos judiciais de tantas que eram as queixas dos clientes. Outra tentativa foi feita com o modelo VW Santana, que emprestou seu chassi para a Ford vesti-lo com uma nova roupa e passar a chamá-lo de Versailles. A derivação perua do Santana, a Quantum, também recebeu uma nova carroceria e o logotipo da Ford na grade dianteira e passou a se chamar Royale. Foi a única perua do mundo com a oferta de

Tanto o Logus quanto o Pointer só deixaram dor de cabeça para a marca e um rol de processos judiciais de tantas que eram as queixas dos clientes.

Logus tinha duas portas para não brigar com o Ford Verona apenas duas portas. E, como era de se esperar, não tinha como dar certo. A rede de concessionárias Ford dispersou e esteve próxima do fim. Só depois de uma nova fábrica e produtos modernos, como o Ka, o New Fiesta, o Focus e o Ecosport, foi que se restabeleceu. Em relação à Volkswagen, o prejuízo não foi menor. Depois de 42 anos como líder isolada de mercado, perdeu o pri-

meiro lugar para a Fiat, que pulou da quarta posição no ranking em 1986, para o topo nos anos 90. Independentemente do que tenha acontecido no passado, com a exigência cada vez maior de eficiência e rentabilidade devemos, nos próximos anos, conviver com notícias dando conta de fusões e joint venture de outras marcas. É esperar para ver...

FOTOS ARQUIVO PESSOAL

Moto

Serviço Parte gratuita. O acesso à exposição de motos da Triumph, ao Café 1902 e à loja exclusiva da Triumph é gratuito. O passeio em Hinckley não funciona apenas nas segundas e nas terças-feiras.

Na terra da rainha

Agenda cheia. O tour guiado pela fábrica é pago e custa 15 libras por pessoa (R$ 77). As entradas já estão esgotadas até dezembro de 2018. Mais informações em: www.triumphmotorcycles. com.br/visitor-experience/ information.

Triumph BH compartilha com o Super Motor a experiência de conhecer a sede da marca britânica, em Hinckley, no norte da Inglaterra Coordenador de vendas Rafael Horta e a consultora Alessandra, da Triumph BH, durante o passeio Da redação Colaboradores da concessionária Triumph BH venceram uma campanha nacional de vendas e foram premiados com uma viagem para a Inglaterra para conhecer de perto a fábrica da lendária marca

britânica, em Hinckley, a cerca de 150 km de Londres. E toda essa experiência foi compartilhada com o Super Motor pelo coordenador de vendas da Triumph BH, Rafael Horta, que viajou acompanhado da colega de trabalho Alessandra, consultora de ven-

Motos históricas da Triumph podem ser vistas em Hinckley

das de acessórios e roupas da Triumph BH. Eles ficaram hospedados no hotel Jurys Inn Hincley Island, que logo chamou atenção pela decoração assinada pela Triumph. “Lá estavam em exposição quadros, motos e motores. E, no pub do hotel, até o cardápio tem

referências às motocicletas da Triumph”, conta Horta, que também se encantou com o cenário bucólico de Hinckley. “A região de Hinckley é linda. Estradas rodeadas de pastos com criação de cabras e ovelhas, fazendas com seus celeiros e várias vilas com casas de tijo-

A cidade fica a 150 km de Londres e respira a marca britânica

los que lembram os filmes do Harry Potter”, diz. No dia seguinte, foi dia de conhecer o Visitor Center da Triumph. “O espaço é demais. Uma imersão na história da marca com uma linha do tempo desde sua fundação em 1902, passando pelo fornecimento de motos para a Segunda Guerra, vitórias em corridas, quebra de recordes de velocidade, expansão mundial, dias atuais e até planos futuros”, explica. No novo espaço, a Triumph também reserva espaço para famosos que são ou foram entusiastas da marca. A lista vai de Steve McQueen a Elvis Presley passando pela atriz Angelina Jolie e ex-jogador da seleção ingle-

sa David Beckham. A segunda parte do passeio foi uma visita guiada à fábrica da Triumph, e o que impressionou Horta foi o alto nível de tecnologia e de organização da planta industrial. “Não há pessoal de limpeza. Cada colaborador limpa sua área de trabalho. E como é mágico ver um virabrequim tomar forma. Foi ótimo ver onde nascem as motocicletas que vendemos diariamente”, exaltou o brasileiro. No estacionamento da fábrica, o orgulho dos ingleses pela Triumph ficou ainda mais evidente. “Não havia nenhum carro ou moto de outra marca que não fosse da Triumph”, conclui Horta.


super motor

11 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de julho de 2018

FOTOS VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO

Prévia

T-Cross

Lanternas de LED chamam atenção devido à peça inteiriça sobre o porta-malas

a conta-gotas Volkswagen divulga primeiro esboço oficial do novo SUV compacto; modelo deve ser lançado no Brasil no início de 2019 Igor Veiga Com lançamento no Brasil previsto para o início de 2019, o T-Cross, o novo utilitário-esportivo da marca alemã feito sobre a mesma base do Polo e do Virtus, começou a ser descortinado pela Volkswagen. O primeiro esboço oficial do design do menor SUV da marca alemã foi divulgado nesta semana e mostra a traseira do crossover. O modelo manterá o nome T-Cross, utilizado no conceito apre-

sentado no Salão de Genebra de 2016, na Suíça, e deve ser a grande estrela da Volkswagen no próximo Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro. Com 4,1 m de comprimento, o T-Cross ficará entre o Tiguan e o Tarek, outro SUV da Volks que será lançado nos próximos anos. Apesar do tamanho, a marca alemã promete que o T-Cross vai surpreender em termos de espaço interno por contar com um sistema de banco corrediço na parte de trás aumentan-

do o porta-malas ou espaço para as pernas dos passageiros. No primeiro vídeo oficial sobre o modelo, os executivos da VW fizeram questão de destacar que o T-Cross será um dos SUVs mais seguros da categoria, contando com equipamentos como assistente de permanência em faixa e alerta de colisão frontal. Em termos de estilo, o SUV deve herdar do sedã Arteon a grade dianteira já vista na nova geração do Touareg. Na traseira, as lanternas com tecnologia de

LED serão unidas, passando como um filete por toda tampa do porta-malas. O interior deve ser parecido com o do Polo, assim como o conjunto mecânico, com versões com motor 1.6 aspirado de 117 cv, e 1.0 TSI, de 128 cv, com câmbio manual de cinco marchas ou automático de seis velocidades. Não se sabe ainda se o modelo terá versões com tração integral. Aqui no Brasil, o TCross será fabricado na planta da Volkswagen em São José dos Pinhais (PR).

Grade frontal do novo utilitário-esportivo da marca alemã será inspirada no do Arteon, sedã substituto do Passat CC


W12 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de julho de 2018

Elétrico

Novo BMW i3 estreia no Brasil A BMW lançou no Brasil o novo i3. O modelo está disponível para compra por encomenda nas concessionárias nas versões i3 Rex, com preço sugerido de R$ 199.950, i3 Rex Connected, que parte de R$ 211.950, e Rex Full, por R$ 239.950. O trem de força inclui uma unidade elétrica BMW eDrive capaz de entregar 170 cv entre 4.500 e 5mil rpm e 25,5 kgfm de torque constante. A transmissão é do tipo CVT e a tração, traseira. BMW/DIVULGAÇÃO

Falha em relés

Recall Fiat de 223 mil veículos A Fiat convocou cerca de 223 mil veículos de oito modelos diferentes. De acordo com a marca, uma falha no sistema de relés dos carros pode acarretar funcionamento irregular do motor e, em casos extremos, o desligamento inesperado do mesmo aumentando o risco de acidentes. O chamado vale para Uno, Argo, Mobi e Toro em todas as suas versões, ano modelo 2018 e 2019, Grand Siena 1.0 e 1.4, ano 2018 e 2019, Strada 1.4, ano 2017 e 2018, Palio Weekend e Fiorino 1.4 2018.

super motor

Supercarro

Um admirável

R$

520 mil Porsche 911 Carrera T

‘Frankenstein’ alemão Novo Porsche Carrera T mistura elementos e tenta resgatar a esportividade dos primeiros 911; novo modelo está à venda no Brasil Rubén Hoyo Especial para Auto Press

A Porsche conseguiu criar uma nova versão de seu brilhante 911. Desta vez, no entanto, a intenção não foi absorver novas tecnologias ou aumentar o poderio do esportivo. O 911 Carrera T tem personalidade e características únicas que o diferenciam das outras oito linhagens do modelo distribuídas em três configurações de carroceria. A chegada da nova versão consegue provar a grande versatilidade do 911, que vai dos refinados Carrera e Carrera S, passa pelos os esportivos GTS e vai até os ra-

dicais Turbo S e GT2 RS, nascidos para a pista. O objetivo do 911 Carrera T é recuperar a antiga esportividade dos primeiros representantes da linha. Ele é pensado para uma condução esportiva de verdade, é mais leve e mais simples – se é que essa expressão pode ser usada em relação a um Porsche. A letra T serve exatamente para evocar o espírito Touring. Ou seja: um carro pensado para as estradas, de preferência com muitas curvas. A versão poderia ser definida como uma com o mesmo espírito do 911 GT3, mas sem exigir o mesmo nível de investimento. O Carrera T

custa a partir de R$ 520 mil enquanto o GT3 começa em R$ 950 mil. Outra forma possível de definir esse novo Carrera T seria classificá-lo como uma espécie de Frankenstein. Isso porque o que a Porsche realmente fez foi escolher diferentes componentes e tecnologias já utilizados em outros modelos e os aplicar na nova criação nova. A começar pelo motor, trazido do modelo de entrada de gama, o 911 Carrera – e, portanto, o menos potente. Trata-se do 3.0 L Turbo boxer de seis cilindros, que rende 370 cv e 45,9 kgfm de torque, associado a uma transmissão manual de sete marchas. Opcionalmente, o modelo pode receber o câmbio PDK, automatizado de du-

pla embreagem, também de sete velocidades. Na parte mecânica tem poucas diferenças. O Carrera T é 10 mm mais baixo por causa da suspensão ativa, Porsche Active Suspension Management (Pasm), e também “importa” as rodas de 20 polegadas do Carrera S, que é a versão imediatamente superior. O modelo também teve seu peso aliviado. Para economizar alguns quilos, as janelas traseira e laterais usadas são as do GT2 RS, mais finas, com as quais 3,6 kg são perdidos. No interior, as maçanetas das portas são substituídas por fitas, enquanto em alguns mercados o sistema de entretenimento pode ser dispensado para reduzir mais alguns gramas.

Mudança

Renault não usará modelos da Dacia De acordo com informação divulgada pelo jornal francês Le Figaro, a Renault vai parar de compartilhar modelos com a Dacia, sua subsdiária romena. A decisão afeta diretamente o Brasil já que hoje praticamente toda linha Renault fabricada aqui é de modelos da Dacia (Sandero, Logan e Duster, por exemplo). Com a nova estratégia, a Renault abre caminho para a produção de novos modelos autenticamente da marca francesa no Brasil.

Bancos em formato concha revelam a esportividade do modelo

Ponteira dupla do escapamento fica em posição central; modelo está à venda no Brasil por R$ 519 mil

Esportivo bem forte e arisco Alguns quilômetros são suficientes para mostrar que o 911 Carrera T, um mutante composto de partes de outros 911, faz todo o sentido do mundo. É um esportivo bastante forte, um pouco mais baixo e mais difícil de dosar. Ainda assim, viajar em estradas sinuosas, com mudanças na altura, não se torna uma provação. Nem é preciso estar em uma pista tão plana quanto uma mesa de bilhar para ser desfruta-

do. Por outro lado, é firme o suficiente para comunicar ao condutor tudo o que acontece na estrada, sem filtrar muito, coisa que um bom Grand Turismo deve sempre fazer. As reações a cada curva, cada frenagem e cada aceleração são transmitidas claramente ao motorista – sempre acompanhadas pelo ruído do motor. A interação entre a máquina e o piloto é perfeita. A unidade testada estava equipada com o câmbio

PDK, de dupla embreagem. Mesmo sendo consagrado que nenhum piloto, nem mesmo profissional, é capaz de fazer mudanças mais rápidas do que essa transmissão, a versão manual seria mais coerente com a proposta de condução do modelo, de devolver ao motorista o controle absoluto sobre o carro. Ele também veio equipado com o eixo traseiro direcional, uma obrigação nesse carro e que contribui muito para al-

cançar uma dinâmica que parece distorcer as leis da física – bem como assentos de fibra de carbono, que cobra um preço no desconforto depois de algumas horas a bordo. Evidentemente, com um 0 a 100 km/h em 4,5 s, o Carrera T não é para quebrar recordes de aceleração ou de melhor tempo na pista. Esse é um 911 para quem adora dirigir, mas também quer um pouco de conforto e de luxo. (RH/AP)

Ficha técnica Motor. Traseiro, 3.0 a gasolina, seis cilindros do tipo boxer e biturbo. Potência máxima. 370 cv a 6.500 rpm Torque máximo. 45,7 kgfm de 1.700 a 5.000 rpm Câmbio. Automático PDK (com dupla embreagem) Velocidade máxima. 291 km/h


super motor

13 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de julho de 2018

FOTOS PORSCHE/DIVULGAÇÃO

Bancos traseiros podem ser eliminados Há ainda opcionais para tornar o Carrera T um pouco mais esportivo. Caso dos bancos dianteiros de competição, feitos em fibra de carbono, acessório que também elimina os diminutos assentos traseiros. Estes devolvem certo estoicismo ao 911, sua superfície é pouco acolchoada e o encosto não pode ser regulado. Mas apenas este conjunto reduz em 20 kg o peso do modelo, que original-

mente tem 1.500 kg na versão manual e 1.520 kg com transmissão automatizada. Outros equipamentos opcionais também interferem diretamente no desempenho do esportivo alemão, como os freios de carbono-cerâmica ou o eixo traseiro direcional, tecnologias que, por sinal, não estão disponíveis nos outros modelos da linha Carrera convencional. (RH/AP)

Novo modelo é 20 kg mais leve do que um Carrera convencional Painel de instrumentos do carro segue sendo 100% analógico


W14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de julho de 2018

Concessionária

Novidade na Recreio BH A Recreio, concessionária autorizada Volkswagen em Belo Horizonte, completa 20 anos de vida no mês que vem e acaba de reforçar seu time de líderes. Assumiu a gerência de vendas de veículos novos e seminovos o experiente Geraldo Magela, que registra em sua trajetória profissional dedicação exclusiva à Volkswagen, com longevas passagens por outras revendas da marca germânica. VW RECREIO/DIVULGAÇÃO

Moto

Marca Indian deixa o Brasil A Polaris anunciou que estão suspensas as vendas de motocicletas Indian no Brasil. A decisão foi tomada em função de seu fraco desempenho no mercado nacional. A fabricante vendeu menos de 150 unidades entre os meses de janeiro e maio deste ano. A marca garante que serviços de pósvenda, como a aquisição de peças, manutenção e atendimento à garantia, serão mantidos por concessionárias Polaris e oficinas credenciadas.

super motor

Avaliação

Briga entre grandes forças Chevrolet S10 High Country é trunfo tecnológico na busca pela retomada da liderança entre as picapes médias no mercado nacional Márcio Maio Auto Press

Foi no final de 2015, quando a Chevrolet S10 ficou pouco mais de 400 unidades à frente da Toyota Hilux nos emplacamentos anuais, que a marca estadunidense viu sua liderança de duas décadas entre as picapes médias no Brasil ameaçada pela nova geração do modelo da fabricante nipônica. Não deu outra: 2016 consolidou essa mudança no pódio e a Chevrolet tratou de promover mudanças na gama

da S10, que afetaram inclusive o trem de força do modelo. Não conseguiu retomar o primeiro lugar no acumulado, mas a diferença já caiu ao fim de 2017 e neste ano, no primeiro quadrimestre, está em duas mil unidades. Nesta briga de forças, configurações de topo se destacam por reunirem, além de um visual mais bem acabado, tecnologias que chamam ainda mais atenção quando adotadas em modelos originalmente focados na rotina profissional. E é esse o caso da High

Country, a mais abastada variante da linha S10 no país. Na linha 2018, lançada em julho do ano passado, a Chevrolet promoveu alterações no turbodiesel que equipa a sua versão de topo – e outras configurações. A marca adotou uma tecnologia que ajuda a reduzir os níveis de ruído e de vibração da picape e otimiza o acoplamento da transmissão em rotações mais baixas. Segundo a fabricante, isso proporciona uma sensação de melhor aceleração, retomada de velocidade e, em contrapartida, redução de até 13% no consumo. Para isso, foi adotada uma nova calibração do motor 2.8 de 200 cv de potência e 51 kgfm de torque máximo, além de um sistema de ge-

renciamento elétrico mais moderno. As soluções foram herdadas, na verdade, da Chevrolet Colorado vendida nos Estados Unidos. Outra mudança promovida, bem menos significativa, na verdade, foi a opção pelo padrão global de identificação do nome do veículo e da versão pela carroceria. O logotipo “S10” aparece na parte inferior das portas dianteiras e na esquerda da tampa da caçamba. No lado direito, fica a identificação da versão de acabamento. De resto, trata-se da mesma High Country de antes, ou seja, um utilitário com caçamba que se torna cada vez mais próximo a um carro de passeio. Pelo menos no que diz respeito à lista de equipamentos. A conectividade é garantida pela central multimídia MyLink, compatível com Android Auto e Apple CarPlay no modelo. Há também o OnStar, que oferece serviços de emergência, segurança, navegação, concierge e diagnóstico do veículo. Alerta de desvio de faixa e de colisão frontal são outros elementos que reforçam a segurança da picape.

Ficha técnica Motor. Diesel, dianteiro, quatro cilindros 16V, turbo Potência máxima. 200 cv a 3.600 rpm Torque máximo. 51 kgfm a 2.000 rpm

Interior da versão top da picape da Chevrolet oferece conforto dos melhores carros de passeio da marca norte-americana

Câmbio. automático de seis marchas com tração 4×4 Freios. Dianteiros a disco e traseiros a tambor Suspensão. Do tipo duplo A na dianteira e eixo rígido na parte traseira Rodas e pneus. De liga leve com 18 polegadas, pneus tamanho 265/60 Dimensões. Comprimento 5,40 m; largura 1,87 m, altura 1,83 m e distância entre-eixos 3,09 m Peso. 2.101 kg Capacidade da caçamba. 1.061 L Tanque de combustível. 76 L

Sistema de iluminação das lanternas não é 100% de LED


super motor

15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de julho de 2018

FOTOS ISABEL ALMEIDA/CZN

Picape cobra caro pelo conforto de alto nível

R$

192.990 Chevrolet S10 High Country

As comodidades típicas dos carros de passeio são muitas na S10. Luz de condução diurna em LEDs, banco do motorista com ajuste elétrico, sensor de chuva e crepuscular, câmera de ré, sensor de estacionamento dianteiro, ar-condicionado digital, rebatimento elétrico dos retrovisores, alerta de baixa pressão dos pneus e computador de bordo se unem à lista. No entanto, o preço é al-

to: a partir de R$ 185.990. Ainda assim, custa menos que os R$ 194.240 cobrados pela Toyota Hilux SRX automática. Na verdade, as melhores relações custo-benefício estão em outros modelos rivais. A Nissan, por exemplo, cobra R$ 169.700 pela Frontier topo de linha LE, enquanto a Ford pede pela Ranger XLT 3.2 diesel 4x4 AT R$ 183.490. (MM/AP)

Visual da S10 sofreu poucas mudanças desde 2012; nova geração deve chegar ao mercado só em 2022 Motor 2.8 turbodiesel, de 200 cv, move a picape com vigor

Versão se destaca pela acabamento personalizado

Detalhes do acabamento externo como os estribos e as rodas de liga aro 18 são exclusivas da versão

Versão mais completa da S10, a High Country se diferencia do resto da linha pelo visual mais focado na elegância. Grade dianteira com acabamento personalizado, estribos laterais, rodas exclusivas e os frisos cromados na base dos vidros das portas são diferenciais. E, todos juntos, conseguem mesmo dar uma imagem menos profissional ao modelo. De fato, a Chevrolet S10, cada vez mais, proporciona uma direção similar à de um modelo de passeio. É claro que não dá para se esquecer de seu porte avantajado,

mas de maneira geral se trata de um veículo bem dócil ao volante. A direção elétrica conta bastante nesse sentido, já que facilita bastante as manobras dos 5,41 metros de comprimento do utilitário com caçamba. Em perímetro urbano, o acerto da suspensão é dos melhores. Há o típico balanço da carroceria, comum em veículos desse segmento, mas os ajustes feitos pela fabricante tornam a picape bem suave. Nas curvas, mesmo com a caçamba vazia, o comportamento é previsível. O motor 2.8 turbodiesel,

junto com a caixa automática de seis marchas, faz um trabalho eficaz. Os 200 cv e 51 kgfm entregam a força necessária para mover a caminhonete com vigor. As acelerações, no entanto, possuem um pequeno atraso – e a tal mudança promovida na linha 2018 não chega a ser percebida com tanta clareza. Ao pressionar totalmente o pé direito no acelerador, há um pequeno retardo na entrega de potência, mas nada que prejudique o desempenho da picape em ultrapassagens. (MM/AP)


16 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia 7 de julho de 2018

Belo Horizonte


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook