Ano III n° 17 Outubro/Novembro www.inx.com.br/fisio&terapia
Úlceras Como ler artigos científicos? FES Entrevista com: François Ricard, Ginés Almazán & Philippe Manuard e Laís Almeida Quiropraxia Coluna Prof. Guilherme
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13 de Outubro Dia do Fisioterapeuta 30 anos de regulamentação profissional do Fisioterapeuta. ”A Revista Fisio&terapia parabeniza a todose orgulha-se de contribuir para
ÍNDICE
o seu desenvolvimento profissional.” 04 - Agenda 08 - Carta do CREFITO 4 10 - Úlceras 12 - Entrevista: François Ricard, Ginés lmazán & Philippe Manuard e Laís Almeida
14 - Quiropraxia 16 - Como ler arquivos científicos 18 - FES 21 - Coluna Prof. Luís Guilherme Barbosa
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AGENDA INÍCIO FIM CURSO CIDADE UF OUTUBRO 13/Out 17/Out Congresso Brasileiro de Fisioterapia Salvador 13/Out 18/Out Fisioterapia do 3º Milênio Salvador 13/Out 17/Out Integrare 99 São Paulo S 15/Out 31/Out Eletrocardiograma na Propedêutica Cardiovascular Rio de Janeiro 16/Out 31/Out Atuação Fisioterápica UTI Rio de Janeiro 16/Out Shantala Básico: Massagem Oriental para Bebês Rio de Janeiro 16/Out 17/Out Coluna Vertebral 16/Out 30/Out Fisioterapia na Terceira Idade Teresópolis 18/Out 22/Out Evento da Helena em Alfenas Alfenas 20/Out II Jornada Hospitalar de Terapia Ocupacional do HCE Rio de Janeiro 21/Out 22/Out II Simpósio de Fisioterapia da UNIP Sorocaba 21/Out 24/Out Congresso Brasileiro de Fisioterapia São Paulo 22/Out 23/Out II Jornada de Fisioterapia e Terapia Ocupacional Vitória 22/Out 24/Out Curso de Hidroterapia Básica Campinas 22/Out 24/Out Bandagens 23/Out 24/Out Exames Laboratoriais para Fisioterapeutas - SOFITOERJ Rio de Janeiro 23/Out 24/Out Repensando o Bebê de Risco e Desorganizado Niterói 23/Out 31/Out Lesões Musculares Niterói 23/Out Curso de Órteses para Mão e MMSS Campinas 25/Out 27/Out XVI Jornada Científica e XXXVII Assembléia Médica do HSE: Avanços Científicos no Século XX, na Área de Saúde Rio de Janeiro 30/Out 31/Out Curso de Órteses para Mãos e Membros Superiores” Teórico e Prático Campinas 30/Out Curso Gratuito Ibramed de Correntes Prof. Carlos Eduardo Castro Monte A. do Sul 30/Out 31/Out Exames Laboratoriais para Fisioterapeutas - SOFITOERJ Rio de Janeiro NOVEMBRO 05/Nov 07/Nov I Curso de Fisioterapia Respiratória de Lavras Lavras 05/Nov 06/Nov III Curso do Respirador Bucal Maringá 06/Nov 07/Nov Hidroterapia WATSU Rio de Janeiro 06/Nov 07/Nov II Simpósio da SOFITOERJ Rio de Janeiro 06/Nov 07/Nov Prova de Função Pulmonar para Fisioterapeutas Niterói 9978-3089 06/Nov 07/Nov 2º Módulo Repensando o Bebê de Risco e Desorganizado Niterói 06/Nov 07/Nov Principais Lesões Traumáticas da Cintura Pélvica e Quadril Niterói 11/Nov Hidrocinesioterapia - SOFITOERJ Rio de Janeiro 11/Nov 16/Nov VI Congresso Brasileiro de Fisioterapia Esportiva São Paulo 13/Nov 14/Nov Hidroterapia WATSU Rio de Janeiro 13/Nov 15/Nov 1º Fisiocampos - Simpósio de FT de Campos Campos Moacir Sereder Bastos Rio de Janeiro 18/Nov 21/Nov IV Encontro de Fisioterapia da UFJF Juiz de Fora 19/Nov 20/Nov Método Feldenkrais - Reeducação Postural Londrina 20/Nov 25/Nov Curso Básico do Método de Reequilíbrio Tóraco-Abdominal Belo Horizonte 20/Nov Shantala Básico: Massagem Oriental para Bebês Rio de Janeiro 20/Nov 21/Nov Principais Lesões Traumáticas da Cintura Pélvica e Quadril Niterói 20/Nov 21/Nov Fisioterapia nas Principais Patologias do Membro Inferior-SOFITOERJ Rio de Janeiro 21/Nov Curso: “Pressão Arterial” Rio de Janeiro 21/Nov 27/Nov Método Feldenkrais Londrina 25/Nov Sessão Científica do Serviço de Fisioterapia da Clínica São Marcelo Rio de Janeiro 26/Nov 29/Nov USA Curso Revitalização Tecidual por Eletroterapia Greenville 27/Nov 28/Nov Propriocepção Niterói 27/Nov Curso Gratuito Ibramed de Ondas Curtas Prof. Dr. Nivaldo Parizzoto Monte Alegre do Sul 27/Nov 28/Nov Fisioterapia Respiratória e Suporte Ventilatório na UTI Niterói 27/Nov 28/Nov Fisioterapia nas Principais Patologias do Membro Inferior - SOFITOERJ Rio de Janeiro DEZEMBRO 01/Dez 04/Dez ENFIT Uberlândia 01/Dez 04/Dez Congresso Nacional de Linguagem Porto Alegre 02/Dez 05/Dez I Congresso Paulista de Órteses e Próteses Campinas SP 03/Dez 05/Dez Workshop Fisioterápico Método Kabat Campinas SP 04/Dez 05/Dez Fisioterapia Respiratória e Suporte Ventilatório na UTI Niterói 04/Dez 05/Dez Curso da Sofitoerj Rio de Janeiro 04/Dez 05/Dez Massoterapia - SOFITOERJ Rio de Janeiro 07/Dez 12/Dez Curso Básico do Método de Reequilíbrio Tóraco-Abdominal São Paulo SP 08/Dez 11/Dez Simpósio de Fisioterapia Neurológica da UFRJ Rio de Janeiro 11/Dez Shantala Básico: Massagem Oriental para Bebês Rio de Janeiro 11/Dez 12/Dez Fisioterapia Respiratória e Suporte Ventilatório na UTI Niterói 11/Dez 12/Dez Massoterapia - SOFITOERJ Rio de Janeiro 16/Dez Laserterapia com Angiologia - SOFITOERJ Rio de Janeiro ANO 2.000 MARÇO 01/Mar Curso de Formação em Osteopatia São Paulo MAIO 07/Mai 10/Mai Fisioterapia 2000 Fortaleza 29/Mai 09/Jun Curso de Reeducação Postural Global - RPG São Paulo SP
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A Universidade Gama Filho, na busca constante por aperfeiçoamento, estará inaugurando nos próximos dias um “Centro de Pesquisas Interdisciplinares em Saúde”, composto por 7 Laboratórios equipados com aparelhagem e tecnologia avançada. Os laboratórios serão os seguintes: 01 - Eletroterapia 02 - Recursos Terapêuticos Manuais e Hidroterapia 03 - Neuro Funcional com Eletromiografia e Biofeedback 04 - Biomecânica ( Equipado com CYBEX NORM, BALANCE SISTEM BIODEX e SPICA SISTEM, aparelhos capazes de realizar testes de Dinamometria Computadorizada, Estabilometria e Análise da Marcha com Câmera Tridimensional. ) 05 - Termoterapia e Fototerapia 06 - Cárdio-Pneumo Funcional equipados com aparelhagem moderna de uma U.T.I., que proporcionará melhor capacitação do Profissional egresso do Curso de Fisioterapia da U.G.F. e de todas áreas da Saúde. 07 - Cinesioterapia e Mecanoterapia
Entrevista
José André
Como foi o ínicio de sua carreira ? Na verdade desde a minha infância tenho tido contato direto com oficina ortopédica, confecção de órteses e próteses, reabilitação de amputados entre outros. A escolha pelo curso de Fisioterapia não foi ao acaso. Decidi ser fisioterapeuta já pensando em associar procedimentos terapêuticos com utilização de órteses e próteses. Durante minha graduação aproveitava as horas livres para aumentar meus conhecimentos práticos no laboratório da Andbem Ortopedia – Centro de Reeducação Física em Órteses e Próteses / Campinas – SP, na qual também eram realizadas aulas práticas da disciplina de Órtese e Prótese da Pontifícia Universidade Católica de Campinas – PUCC. Você também é ortesista e protesista ? Antigamente os profissionais que trabalhavam com confecção de órteses e próteses eram chamados de técnicos ortopédicos. Atualmente são chamados de ortesistas e protesistas quando realizam trabalhos com órteses (aparelhos de uso externo para auxílio de mobilidade, função, correção, alinhamento, etc.) e próteses (objetos para substituição de membros perdidos ou mal formados), respectivamente. Recentemente você escreveu um livro inédito sobre reabilitação de amputados ? Acredito que quando somos movidos pela paixão as coisas vão fluuindo e acontecendo. Quando ainda aluno do 3º ano de Fisioterapia, fui convidado para falar um pouco sobre próteses e órteses nas aulas desta disciplina. Após um ano e meio de formado, fui convidado para iniciar a disciplina de órteses e próteses na universidade de Ribeirão Preto – UNAERP. Logo nas primeiras aulas já haviam cobranças sobre referências bibliográficas nacionais artigos científicos. O que tínhamos era pouco e na maioria das vezes desatualizado e a idéia sobre a edição
O Prof. Oswaldo Cupertino Simões Filho, Diretor do Curso de Fisioterapia, solicitou a Chancelaria e a Reitoria da Universidade e sente-se honrado e agradecido pelo nível de investimento realizado na Fisioterapia, tornando possível o sonho de um Centro de Pesquisas Interdisciplinares voltado para Análise do Movimento e outras áreas da Saúde. “ Este Centro será o nosso diferencial no aperfeiçoamento do domínio Psicomotor e Científico do nosso Corpo Docente e Discente.” Segundo Pesquisas realizadas pela ONU, a Fisioterapia é a Profissão que mais cresce no Mundo. Isto dá-se ao fato de que em sua formação, o Fisioterapeuta, tem uma interdisciplinaridade com várias áreas do conhecimento humano, ex. Antropologia, Sociologia, Biologia, Cinesiologia, Fisiologia, Morfologia Humana, bem como disciplinas clínicas pré-profissionalizantes e profissionalizantes. Em síntese, a Sociedade tem contato com este profissional de Saúde e fazia-se necessário um Centro de Pesquisas nessa área e a U.G.F. deu esse passo.
a se consolidar. Em março de 1998 comecei a escrever e revisar a literatura. Após sete meses o material já estava pronto. Foi estabelecido um contato com a editora MANOLE, a qual após ter avaliado o material se responsabilizou pela editoração. Após muitas revisões, realizamos o lançamento em junho de 1999, com muito sucesso. Qual foi a maior dificuldade em trabalhar nesta área ? Dificuldades e obstáculos sempre encontraremos em nossos caminhos, entretanto, estes podem ser vencidos. A dificuldade na reabilitação de amputados está justamente no contato com estes pacientes. A grande maioria dos pacientes eram orientados a permanecerem em suas casas por seis, oito, dez meses e posteriormente procurarem uma casa ortopédica para a confecção e uso de próteses. Como falar em reabilitação de um amputado sem realizar as fases de tratamento pré e pós-protetização ? Reabilitação não significa somente deambular com prótese. Reabilitar é muito mais. Eu fico inconformado com pacientes que “carregam” suas próteses ou as abandonam. Como mudar isto ? Demonstrando tudo aos profissionais que lidam com pacientes amputados a importância do nosso trabalho. Demonstrar que pacientes amputados são pessoas saudáveis que podem voltar a realizar atividades recreativas, sociais, profissionais independente da idade ou do nível da amputação. Atualmente a tecnologia avançada aliada aos meios terapêuticos proporcionam conquistas maravilhosas para nossa profissão e para a vida de nossos pacientes. Qual seria o seu conselho para os fisioterapeutas que queiram trabalhar nesta área ? Dedicação completa, conhecimento prático em oficinas ortopédicas, participação em cursos específicos e muito amor pela profissão. Os resultados aparecerão e a satisfação pela reabilitação alcançada jamais será esquecida. O Centro Fisioterápico Andbem promove cursos na área médica ? A partir do trabalho conjunto com a classe médica, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, surgiram trabalhos pioneiros, tais como: treinamentos de equipes de apoio aos deficientes, 1º curso interdisciplinar de aperfeiçoamento em órteses e próteses, entre tantos outros, que transformaram a Andbem em ponto de referência de tecnologia e metodologia da área.
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carta do crefito 4 ÉTICA E RESPEITO PROFISSIONAL: AS FONTES DAS ATRIBUIÇÕES INSTITUCIONAIS DO CREFITO-4 Recentemente, aconteceu um episódio que foi relatado na Revista Fisio&terapia sobre uma intervenção do CREFITO4 ao ENAF em Poços de Caldas. A princípio foi uma confusão generalizada, mas, agora, passado algum tempo e apurando alguns fatos, percebi que o que houve na verdade foram 3 bélíssimos exemplos de fisioterapeutas preocupados com a nossa profissão, Profissionais que estão de olhos abertos e prontos para defender nossa classe a qualquer momento. Que estes casos sirvam de exemplo a todos os colegas, quando perceberem qualquer violação de nossos direitos. Vou narrar rapidamente os fatos que eu considerei exemplares e, logo em seguida segue uma carta do CREFITO 4 entregue em nossa redação. Quero antes de narrar os fatos, parabenizar os Drs. Nivaldo Parizotto, Dr. Rivaldo R. Novaes Junior e Dr. Hidelberto. 1º exemplo a ser seguido: Em 16/03/99 o Dr. Rivaldo R. Novaes Junior, viu no folder do ENAF que os cursos exclusivos de Fisioterapia estariam sendo ministrados também a profissionais de Educação Física, Na mesma hora ele entrou em contato com o CREFITO 4 para comunicar o fato. Todos os fisioterapeutas ao perceberem fatos estranhos devem assim como o Dr. Rivaldo R. Novaes Junior, comunicar imediatamente ao Conselho de sua região para investigação dos fatos. 2º exemplo: O Dr. Hidelberto, ao receber a denúncia, na mesma hora se prontificou a enviar fiscais do Conselho para averiguar os fatos. Todos os Conselhos devem imediatamente acatar as denúncias feitas por seus inscritos, porque só assim nós teremos a certeza de que vale apenas denunciar os fatos, e o Crefito passará a contar com o apoio de todos para um bem comum. 3º exemplo: O Dr. Nivaldo Parizotto, não se intimidou, como fazem 98,5% dos fisioterapeutas, quando coagido. É comum vermos Fisioterapeutas recebendo ordens de qualquer um, pra lá e pra cá, dizendo até, qual o tratamento devem fazer. Fica aqui o exemplo do Dr. Nivaldo de verificar antes, o que está acontecendo, quem é quem e depois com muita calma ver quem está certo e quem não esta. Para finalizar, entrei em contato com a Organização do ENAF e constatei que o ENAF, embora seja um evento simultâneo de Fisioterapia e Educação Física, tem suas aulas distintas. As aulas de Fisioterapia são privativas aos acadêmicos de Fisioterapia e Fisioterapeutas, devendo estes inclusive mostrar no ato da inscrição, documentos que provem estas situações. Mais uma vez, parabéns a todos o profissionais envolvidos. Fico feliz em saber que tenho colegas de olhos abertos para defender nossa querida profissão. A seguir, a carta do crefito 4. O Doutor Hildeberto Lopes dos Santos, Presidente do Órgão de Delegação do Poder Público Federal, responsável pela fiscalização do exercício profissional da Fisioterapia e Terapia Ocupacional, criado pela Lei n° 6.316/75, vem manifestar formalmente acerca de determinada matéria publicada por uma revista, cujos fatos, inverídicos e errôneos, que induziram a revista em erro foram divulgados em edição dos meses Junho/Julho do corrente ano, ao veicular a carta do Doutor Nivaldo Antonio Parizotto, referente ao encontro - ENAF- ocorrido na cidade de Poços de Caldas em Minas Gerais. Naquela edição, foi veiculada carta do referido Fisioterapeuta relativa a fiscalização ocorrida naquele Encontro, segundo a qual os fiscais do CREFITO-4, exorbitaram de suas competências ao solicitar os documentos de identidade profissional dos participantes do Encontro. Ocorreu que o Presidente deste Conselho, Doutor Hildeberto Lopes dos Santos, recebeu uma denúncia de um profissional que relatara a possível ocorrência de irregularidades profissionais, quando do acontecimento do ENAF. O Presidente, no exercício regular de um direito, diligenciou até o encontro, através dos fiscais, e realizou a fiscalização para que pudesse esclarecer a verdadeira situação daquele Encontro. Uma das atribuições previstas em lei é a de o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional exercer a fiscalização do exercício profissional na área de sua jurisdição, além de estimular a exação no exercício profissional, velando pelo prestígio e bom conceito dos que a exercem ( art.7° , III, XII, Lei 6316/75). As normas regulamentadoras da profissão Fisioterapia são taxativas quanto à privacidade de o FISIOTERAPEUTA executar métodos e técnicas fisioterapêuticas com finalidade de restaurar, desenvolver e conservar a capacidade física do paciente (art. 3º Dec.-Lei nº938/69). Ademais, o exercício do magistério, também, é privativo do fisioterapeuta no que respeita as disciplinas de formação básica ou profissional de nível superior ou médio (art. 5°, II, Dec.-Lei 938/69). Desta forma, o exercício do magistério não pode se dar por quem não detém a formação superior para tanto. Da mesma forma, organizar cursos e seminários de matérias eminentemente afeitas à profissão regulamentada, neste caso, Fisioterapia, para ter como público-alvo qualquer profissional, que não o Fisioterapeuta, deve ser visto com reserva, pois, a facilitação por qualquer modo do exercício ilegal da profissão, é vedado ao profissional. O CREFITO-4, diante de uma denúncia que qualquer profissional receberia um certificado de conclusão dos cursos ministrados no ENAF, não poderia quedar-se inerte, e deixar que possíveis facilitações ao exercício ilegal da profissão de Fisioterapia ocorressem. Como insatisfação de estar sendo fiscalizado por quem detém a atribuição legal, o Doutor Nivaldo Antonio Parizzoto lançou nesta coluna inverdades e fragorosas imputações ao Presidente, Doutor Hildeberto Lopes dos Santos. A profissão deve ser exercida de acordo com os ditames legais e tendo por mira o bem-estar da coletividade que se submete ao profissional da Fisioterapia como, talvez, sua última oportunidade de reabilitação, a partir da ocorrência de alguma seqüela físico-funcional. Ética não pode ser confundida com favorecimento e/ou prestígio. O exercício da fiscalização, como forma de coibir o descumprimento da lei, deve ser realizado independentemente da pessoa fiscalizada, mesmo se de grande prestígio profissional. O respeito profissional sempre foi e será o norte a ser seguido por este CREFITO-4. A atividade profissional, ao ser fiscalizada, nos moldes ordenados pelo Presidente, Doutor Hildeberto Lopes dos Santos, cresce enquanto seriedade perante a sociedade, bem como, é motivo de orgulho por aqueles que a exercem dignamente e em conformidade com os mandos estatais, através das leis. O Presidente do CREFITO-4, diante de toda complexidade fiscalizatória, jamais se furtou ao respeito pelos seus administrados, em qualquer lugar que fosse. A comunidade de Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais não pode ser insuflada contra seu próprio órgão de fiscalização e normalização que é o sistema COFFITO/CREFITOS. A moral, bons costumes e respeito ao profissional é a base de ação preconizada pela presidência do CREFITO-4, as quais não podem e não devem ser diminuída diante de insatisfações particulares que só têm como objetivo a convulsão social, sem nenhum respeito às instituições e aos cidadãos que delas precisam para seu livre exercício profissional. A sociedade tem o direito de ser informada, por quem detém a delegação do poder público para a fiscalização do exercício profissional, CREFITO-4, das verdades e induzimento a erro que aquela reportagem provocou. O CONSELHO REGIONAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL DA 4ª REGIÃO, de posse da reportagem veiculada, desmente as inverdades e reafirma sua condição isenta, idônea e ética ao fiscalizar o exercício profissional, sempre respeitando quem quer que seja. São com estas informações que o CONSELHO REGIONAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL DA 4ª REGIÃO - CREFITO 4, através de seu Presidente, se vê na obrigação legal e no dever moral de informar à sociedade sua real situação, bem como, demonstrar sua lisura frente aos verdadeiros desmandos daqueles que manipulam os fatos para sua própria promoção.
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HILDEBERTO LOPES DOS SANTOS PRESIDENTE
Formação em
Quadro de Docentes
tas)
Gerard Vicent Martinez D.O. França, osteopatia cranial. George Pion D.O. França, osteopatia visceral Manuel Ramirez C.O. Espanha, técnicas estruturais Pierre Therbault D.C. França, técnicas de quiropraxia. Luis Baños D.O. Espanha, técnicas estruturais Jean Michel Spanoghe D.O. Bélgica, Presidente da FERO(Registro Europeu dos Osteopa-
Gínes Almazán D.O. Espanha, Presidente da Associação Internacional
de Terapia Manual e Osteopatia. Diretor da Escola de Osteopatia de Madrid. Elena Martinez D.O. Espanha, osteopatia estrutural Eduardo Zamorano C.O. Espanha, osteopatia estrutural Steve Sandler D.O. Inglaterra, chefe do Departamento de Fisiopatologia da BSO François Ricard D.O. Espanha, vice-presidente da FESO, Membro de SORSI (USA).
Módulos do 1° ano
Rio de Janeiro
1º módulo: 24 a 30 Junho 2° módulo: 9 a 15 Setembro 3° módulo: 9 a 15 Dezembro
Estrutural, Funcional, Visceral e Craniana pós-graduação em nível de aperfeiçoamento
Informações Rio de Janeiro Responsável: Patrícia Garcia A . M. Cardoso Tel: 0 xx 21 609-9038
São Paulo Responsável: Rogério Augusto Queiroz Tel: 0 xx 19 242-0033
Bahia
Responsável: Cleber Sady Tel: (71) 382-6236 / 381-9357 (fax).
1° ano:
História e generalidades Bases neurofisiológicas em osteopatia Biomecânica clássica Ráquis lombar, dorsal, cervical. O ombro. O ilíaco: biomecânica. Testes e diagnósticosOsteopáticos. Diagnóstico diferencial. Técnicas de tratamento.
2° ano:
Dobradiça toracolombar Coxofemoral, cotovelo, punho e mão Ráquis cervical baixa, dobradiça cérvico.torácica Costelas, tornozelo e pé Clínica osteopática
Formas de pagamento
10 parcelas de R$ 300,00
Bahia
1º módulo: 13 a 19 Maio 2° módulo: 22 a 28 Julho
Hérnias discais, lombares, ciáticas, cóccix Bases da osteopatia craniana Articulação esfenobasilar e occipital Bases da osteopatia visceral Estômago e duodeno
4° ano:
Técnicas de Jones e Cinesiologia aplicada Osteopatia visceral: rim, coração, pulmão,
fígado, intestinos, ginecologia Osteopatia craniana: esfera anterior e posterior. Nervos craniais
5° ano:
Articulação têmporo-mandibular Sistema nervoso vegetativo Técnicas estruturais e funcionais da Escola Britânica
Cópia da identidade e do diploma ou certificado de conclusão da graduação em Fisioterapia Fisioterapia, cópia do histórico escolar
1º módulo: 1 a 7 Abril 2° módulo: 17 a 23 Junho
Programa de cursos 3° ano:
Documento para inscrição
No caso de alunos do último período de
São Paulo
Apresentação A Escola de Osteopatia de Madri, reconhecida internacionalmente por seus compromissos na formação de fisioterapeutas, e a Universidade Castelo Branco, com tradição de excelência em seu curso de Fisioterapia, oferecem Pós-Graduação em Osteopatia, em nível de aperfeiçoamento, avalizada pela Associação Internacional de Terapia Manual e Osteopatia (registro no Ministério Espanhol). O curso tem como objetivo proporcionar aos profissionais de Fisioterapia conhecimentos morfo- funcionais, biomecânicos, cinesiológicos e osteopáticos, que lhes permitam enriquecer seus recursos terapêuticos. Ao final do 5° e último ano, os participantes poderão apresentar uma tese a ser avaliada pela Federação Européia de Osteopatas, com vistas à obtenção da D.O. europeu.
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ÚLCERAS INTRODUÇÃO DA AVALIAÇÃO FISIOTERÁPICA NO TRATAMENTO DE ÚLCERAS O tratamento fisioterápico em úlceras epidérmicas já conquistou, com seus excelentes resultados, os Estados Unidos da América, Canadá e diversos países da Europa, já existindo o Fisioterapeuta Especialista no tratamento de cicatrização de feridas. Com o objetivo de despertar o interesse dos fisioterapeutas e acadêmicos de Fisioterapia brasileiros para esta nova especialidade, resolvemos escrever este artigo, baseado em dois anos de estudo e prática sobre o assunto. Para um tratamento eficaz, é de extrema importância a realização de uma avaliação minuciosa, desvendando a real causa e os principais aspectos da úlcera, antes de se iniciar o tratamento. A avaliação é dividida em sistêmica e local. A avaliação sistêmica consiste no estudo do paciente como um todo, incluindo aspectos nutricional, psicossocial, funcional e condições clínicas.
Vamos nos ater mais na avaliação local da úlcera, com o objetivo de que, após a leitura deste texto, todos entenderão melhor um pouco deste trabalho. Baseado em estudos da American Academy Wound Management, da qual somos membros, elaboramos uma ficha específica para avaliação de úlceras epidérmicas, para monitorização semanal da evolução e, conseqüentemente, um melhor tratamento.
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Os fatores fundamentais que compõem a avaliação são: Classificação das úlceras. Estas podem ser classificadas principalmente como crônica, aguda e pós-operatória. Etiologia das úlceras. Estas podem se apresentar basicamente como: de pressão, arterial, venosa e diabética. Estágios das úlceras. Segundo o American National Pressure Ulcer Advisory Pannel, 1989, as úlceras são graduadas em: Estágio I – Eritema não esbranquiçado, na pele ainda intacta, Iniciando ulceração. Estágio II – Lesão parcial da pele, envolvendo a epiderme e/ou derme. A úlcera é superficial e pode ter a forma de bolha, abrasão ou cratera. Estágio III – Ferida com lesão total da pele, envolvendo a epiderme, derme e a camada subcutânea. Estágio IV – Grande destruição, envolvendo outros tecidos como músculos, tendões e/ou ossos. Localização das úlceras. Esta deve ser descrita, considerando sempre o paciente em posição anatômica. Tamanho das úlceras. Existem várias maneiras de se medir o tamanho de uma úlcera. A usada por nós é com o auxílio de uma régua. Profundidade das úlceras. Pode ser um fator determinante do estágio da mesma. É aferida com uso de cotonetes e régua. Undermining. Segundo definição de Carrie Sussman, 1998, é definido um espaço coberto pela pele, sob as bordas da úlcera. Sinus-tract. É caracterizado por um canal que se inicia na borda da ferida, encoberto pela pele. Túnel. É uma cavidade subcutânea que comunica duas úlceras em localizações diferentes. Drenagem. A drenagem pode ser classificada em mínina, moderada ou máxima. A drenagem é mínima quando o curativo primário encontra-se seco; moderada, quando apenas o curativo primário encontra-se úmido e máxima, quando tanto o curativo primário quanto o secundário encontram-se bem úmidos. Infecção e/ou inflamação. Observar sempre se há presença ou não de algum sinal de inflamação e/ ou infecção
atrapalhando o processo de cicatrização. Tal observação deverá ser feita juntamente com o médico da equipe. Tecido de Granulação e/ou Epitelização. A presença ou ausência de tais tecidos nos ajudará a perceber se o prcesso de cicatrização está ocorrendo sem intercorrências e a determinar em qual fase do mesmo a ferida se encontra. Equipamento de Suporte. Verificar se o paciente faz uso de algum equipamento de suporte, como bóias, colchões especiais, entre outros. Caso não o utilize, uma orientação sobre sua importância, tanto curativa quanto preventiva, deverá ser dada. Caso faça uso, avaliar se o faz corretamente. Gostaríamos de ressaltar que para um tratamento mais eficaz de úlceras epidérmicas, é necessária a formação de uma equipe multidisciplinar especializada, onde o fisioterapeuta tem sua importância juntamente com nutricionistas, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e médicos. A orientação de forma preventiva, por meio de palestras, cartazes etc, deveria ser norma obrigatória em todos os hospitais e clínicas, pois prevenir ainda é o melhor tratamento.
Autores: Dra. Vânia Carvalho – Fisioterapeuta; Membro da Academia Americana de “Wound Management”; Diretora-sócia da Fisioraim Assist. Fisiot. Ltda. Dra Clarissa Dias – Fisioterapeuta; Membro da Academia Americana de “Wound Management”; Diretora-sócia da Fisioraim Assist. Fisiot. Ltda.; Professora da Universidade Castelo Branco. Para maiores contatos: l) raim@email.iis.com.br - 2) Rua das Marrecas, 48/403 – Centro – RJ cep: 20031-120 - 3) Telefones: 99438266/99830491/544-0373 BIBLIOGRAFIA PACOCK, Erle E.,WINKLE, Walton Van. Wound Repair. W.B. Saunders Company. London, 1976. DEALEY, Carol. Cuidando de feridas. Atheneu Editora. São Paulo, 1996. SUSSMAN, Carrie., BATES – JENSEN, Barbara M.. Wound Care. Aspen Publication, 1998. YOUNG, Trudie. (1997) Classificação das Úlceras de Pressão. Nursing 107: 21-25. HEALEY, Frances. (1997) Classificação das Úlceras de Pressão II. Nursing 109: 16-20. BACKES, Dirce Stein., GUEDES, Sandra Maria Barbosa., RODRIGUES, Zeli Coelho. (1999) Prevenção de Úlceras de Pressão: uma maneira Barata e Eficiente de cuidar. Dermatologia Nursing 9: 22-27
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entrevistas François Ricard e Ginés Almazán diretores da Escola de Osteopatia de Madri. O que é osteopatia? É um método de tratamento que visa o reequilíbrio corporal através da utilização das mãos. Atua restabelecendo a mecânica das vértebras e o resto das articulações, devolvendo a normalidade dos tecidos, melhorando a circulação, liberando nervos comprimidos, diminuindo a dor e o espasmo muscular. Quais são os princípios da osteopatia? Segundo Still, criador da osteopatia, são 4 princípios: Primeiro Princípio: A estrutura governa a função: Se a estrutura (muscular, ligamentar, visceral, etc.) apresenta restrição de mobilidade pode desencadear um sintoma, ou seja, uma vértebra bloqueada pode produzir uma dor referida de acordo com a sua inervação. Por exemplo: O músculo supra-espinhoso é inervado pela rama de C4-C5 e, uma hipotonia ou espasmo deste músculo pode estar relacionado a vários fatores, inclusive a restrição ou o aumento da mobilidade da vértebra correspondente a sua inervação. Segundo Princípio: A unidade do corpo: Acredita-se que o sistema miofascial-esquelético tenha uma memória onde ficam registrados todos os traumatismos ocorridos e, que de uma maneira muito inteligente, tenta compensá-los. Por exemplo: Um simples entorse de tornozelo pode desequilibrar a cadeia músculo-ligamentar ascendente e, com isso, desencadear dor na região sacro-ilíaca. É por isso que muitas vezes o tratamento dos sintomas não faz um bom resultado, pois conforme o exemplo citado o problema principal pode estar na articulação do tornozelo e, se o osteopata não tratar o tornozelo, a dor da região sacro-ilïaca pode não desaparecer. Terceiro Princípio: A auto-cura: O corpo tem seus próprios meios para tratar as enfermidades mas, as vezes precisa de uma pequena ajuda. Por exemplo: O osteopata, após uma minuciosa avaliação, identifica e trata a verdadeira causa do problema, assim o corpo se encarrega de fazer com que os sintomas desapareçam. Quarto Princípio: A lei da artéria é absoluta: Quando uma estrutura é bem vascularizada fica muito mais difícil para a doença se desenvolver. O que significa uma lesão osteopática? Uma lesão osteopática se caracteriza por uma perda total ou parcial da mobilidade e pode ter várias causas, tais como encurtamentos musculares, aderências etc. Essas alterações ocorridas em certos músculos monoarticulares podem produzir um “desajuste” do fuso neuromuscular, que se traduz por hiperatividade gama. É simples, se solicitamos um movimento íntegro de uma articulação que esta bloqueada encontraremos uma restrição, e na tentativa de compensala acaba produzindo tensão e dor em alguns tecidos. Quais são as técnicas utilizadas em osteopatia?
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A osteopatia é um tratamento manual das disfunções do corpo. Existem várias técnicas, entre elas podemos citar as de manipulações com thrust (são as que produzem os “estalos” articulares). Existem também as técnicas de alongamento associado a um spray frio; técnicas de compressão isquêmica (neuromusculares) e muitas outras. Todas as técnicas tem o objetivo de trabalhar o paciente de uma maneira global, atuando sobre todas as estruturas. O que é preciso para ser um osteopata? É preciso sobretudo ser fisioterapeuta. O curso tem duração de cinco anos e os alunos têm acesso ao nosso material didático para que possam estudar com mais facilidade. Alguns dos nossos alunos que estão cursando o 4o ano já são monitores, e organizam grupos de estudo para que os alunos possam praticar mais e tirar as suas dúvidas. Além disso, é preciso estudar muito pois, para obter êxito em um tratamento de osteopatia é preciso um bom conhecimento de anatomia e principalmente de biomecânica. O tratamento em si é fácil; o grande segredo para ser um bom osteopata está em descobrir a verdadeira causa do problema. Quanto tempo dura uma sessão de osteopatia? Quais são as indicações ou contra- indicações para este tipo de tratamento? R: O tratamento dura em média 30 à 40 min. A abordagem osteopática é realmente personalizada e exige uma grande dedicação diagnóstica e terapêutica. Os resultados obtidos são altamente benéficos, em qualidade de tempo e de recuperação do paciente, assim como em custos econômicos, visto que não necessita obter grandes instalações nem aparelhos complexos para esta prática terapêutica. São muitas as indicações, mas os pacientes que mais procuram este tipo de tratamento apresentam com frequência alterações, tais como dores osteo-musculares (lombalgias, cervicalgias etc), definitivamente são as patologias das quais que padece um alto índice da população. As contra-indicações são relativas e correspondem a patologias graves que fragilizam o tecido osteo-muscular sobre o que se trabalha. O que representa a Escola de Osteopatia de Madri ? A Escola de Osteopatia de Madri foi fundada, na Espanha, há 12 anos. Representa uma linha de trabalho absolutamente voltada à Fisioterapia (é a única escola do mundo que forma exclusivamente fisioterapeutas). Atualmente estamos repetindo esta metodologia de trabalho e ensino em diversos países tais como Argentina (Buenos Aires), Venezuela (Caracas), Brasil (Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia) e Espanha (Madrid, Barcelona, Zaragoza, Tenerife, Jaen, Sevilha). O nosso corpo docente está constituido por mais de 25 professores, formando neste momento mais de 800 alunos. Temos um convênio com diversas Universidades nesses diferentes países. No caso do Brasil, temos um convênio com a Universidade Castelo Branco.
Dr. Philipe Manuard e Dra. Laís Almeida da Escola Brasileira de Osteopatia. A EBOM, fundada em 1992, tem o objetivo de oferecer ao fisioterapeuta brasileiro uma formação completa de Osteopatia, e cursos de terapias manuais. No ano 2000, estarão formando os primeiros Osteopatas C.O.(Certificado de Osteopatia), que já estão iniciando o programa de tese para apresentar perante uma banca internacional e obter o D.O. (Diploma de Osteopatia). Já está em andamento o projeto para transformação do curso em Especialização Lato sensu. Sediada em Belo Horizonte, ela oferece cursos completos de Osteopatia em São Paulo, Recife, BH, e cursos introdutórios em todo o território nacional. Durante a realização das etapas do segundo e quarto anos, tivemos a oportunidade de visitar em BH a escola em plena atividade, e entrevistar alunos, monitores, professores e os diretores e os fisioterapeutas Laís Almeida e Philippe Manuard. O que a Osteopatia pode acrescentar na vida profissional do fisioterapeuta? A Osteopatia permite obter uma visão completa do paciente, diagnosticar e tratar os diferentes sistemas do corpo (musculoesquelético, visceral, craniano), com técnicas estruturais e funcionais adequadas à necessidade específica de cada paciente. Uma boa escola deve ser capaz de transmitir mais do que um mero catálogo de técnicas, e sim uma filosofia, um método de diagnóstico osteopático e experiência clínica. Assim, o profissional transforma sua vida profissional, aumenta sua eficiência, amplia seus horizontes, como está acontecendo com os alunos da nossa escola. Quais são os objetivos da escola? Formamos profissionais, monitores e futuros professores de Osteopatia para difundir os conhecimentos e tornar a Osteopatia acessível a todos os fisioterapeutas do Brasil. Nossa formação é completa: 1200 horas em dois ciclos – Osteopatia estrutural em 9 módulos de 7 dias e Osteopatia Visceral e Craniana em 6 módulos de 7 dias. Estamos convencidos da importância de integrar a formação no quadro acadêmico brasileiro e de obter o apoio dos conselhos de Fisioterapia, para manter a Osteopatia no âmbito da Fisioterapia. Todo o nosso quadro docente europeu está ciente de que a Osteopatia brasileira deve pertencer e ser dirigida por profissionais brasileiros. Por isso, eles estão aqui até que se possa formar um quadro docente local. A nossa maior proposta é valorizar a capacidade do profissional fisioterapeuta brasileiro. Temos uma tendência a valorizar excessivamente o que vem de fora, nos subestimando. Estamos orgulhosos de manter nosso próprio controle sobre programas, orientação e escolha dos professores num espírito de real colaboração com profissionais que nos respeitam. Como funciona a escola? Tentamos tornar o curso o mais acessível possível em termos de proximidade e de custos, inclusive criando descontos e um sistema de bolsas. Todos os nossos professores são profissionais D.O. (Diplomados em Osteopatia), bem sucedidos em seus países de origem e que tem uma vasta clientela. Mantemos
relações com escolas conceituadas européias e canadenses e com as associações representativas dos Osteopatas na Europa. No início de 2000 estaremos visitando algumas escolas européias, para estudar seus programas com o intuito de aprimorar os nossos. Contamos com a participação de professores do norte da Europa, com sua conhecida tradição de seriedade, organização, pontualidade e respeito aos alunos. Ao longo de todos esses anos de experiência e de contatos com diversos professores, desenvolvemos uma pedagogia original, produzimos um material didático (apostilas e fitas de vídeo) que é periodicamente atualizado, e organizamos reciclagens baseadas nas dúvidas e dificuldades mais freqüentes. Dessa forma, aumentamos o nível dos alunos, e atualmente, eles estão conseguindo aplicar na sua prática clínica, o que foi ensinado nos cursos. Estamos lançando o Boletim Osteopatia, um informativo para todos os profissionais interessados. Philippe Manuard, você é formado em Fisioterapia na França - quais são as particularidades da Fisioterapia brasileira? Revalidei meu diploma de fisioterapeuta em dois semestres na UFMG. A situação institucional do fisioterapeuta no Brasil é muito melhor do que na Europa: nosso diploma é universitário, dando possibilidade à pós graduação, enquanto, por exemplo, na França o diploma de fisioterapeuta é dado pelo Ministério da Saúde em nível técnico, de auxiliar médico, não dando acesso à pós graduação. Laís Almeida, Nesses últimos anos chegaram muitos cursos por aqui. Qual sua opinião a respeito dos cursos e qual orientação você daria aos nossos profissionais? Na época da globalização e da Internet, as informações dadas no Brasil por profissionais estrangeiros deveriam ser checadas. Já aconteceu que o profissional de fora super valorizado à priori, aproveita nosso investimento financeiro, pessoal e profissional, e, quando lhe convém, encontra outras formas para ter mais lucros. Nossa classe deveria ser mais crítica, mais unida, para não apoiar determinados tipos de conduta. Nós merecemos uma fisioterapia realmente adulta, independente das tentativas de criar monopólios em torno do conhecimento. Somos abertos, hospitaleiros e receptivos, mas temos que construir nossa identidade, defendendo o profissional de destaque brasileiro e nos direcionando para a produção de conhecimento aqui no Brasil.
Philipe Manuard
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Quiropraxia Por Dr. Oston Mendes Durante o intervalo de produção entre uma revista e outra, fui ao Estados Unidos passear e, como sou um Fisioterapeuta apaixonado, não pude deixar de transformar clínicas, faculdades, Universidades e Hospitais em alguns dos meus pontos turísticos. Esta viagem rendeu boas matérias para as próximas edições da Revista, porém, a que me mais me chamou a atenção e resolvi publicar primeiro, foi sobre a Quiropraxia. Andando pelas ruas de diversas cidades, percebi que existem clinicas de Quiropraxia em cada esquina, uma ao lado da outra, algo que chega a chamar a atenção até de quem não é da área da saúde! Não me contive e entrei em uma dessas clínicas para saber e ver melhor o que é e como funciona a Quiropraxia. A Quiropraxia foi fundada nos Estados Unidos em 1895, e é a terceira maior profissão de saúde do mundo, depois de Medicina e Odontologia, oferecendo uma alternativa à medicação e cirurgia. A profissão é estabelecida em mais de cinqüenta países, com os Estados Unidos, Canadá e a Comunidade Européia já integrando a Quiropraxia nos seus sistemas nacionais de saúde, como o Medicare, Medicaid, seguros de compensação ao trabalhador, e planos de saúde. Atualmente existem mais de 70.000 quiropraxistas mundialmente, dos quais 50.000 encontram-se nos Estados Unidos. Os hospitais americanos continuam aumentando o número de Doctors of Chiropractic (D.C.) em seu staff médico. Só nos EUA, em 1998, foram mais de 40 milhões de pacientes que se consultaram com quiropraxistas, para tratamento de dores neuro-músculo-esqueléticas e de coluna. Nos Estados Unidos os quiropraxistas têm licença para diagnosticar e tratar seus pacientes, sem supervisão ou encaminhamento por parte de médicos em todos os Estados americanos. A faculdade de Quiropraxia nos EUA é de nível superior, com cinco anos de duração, que incluem uma extensa educação em ciências biomédicas, métodos diagnósticos, terapêuticos e de prática clínica, radiologia - posicionamento e leitura, Fisioterapia, nutrição, e um mínimo de 1.200 horas de manipulação, após as quais, o profissional recebe o título de Doctor of Chiropractic - D.C. Durante estes cinco anos, o estudante tem que prestar três exames nacionais, que em muitos Estados são os mesmos aplicados aos médicos. Para poder exercer a profissão depois de formado, é preciso passar por um exame Estadual de quatro partes - diagnóstico clínico, raios-x, Fisioterapia e técnica de manipulação vertebral e de extremidades - em três dias. O US Department of Health Services oferece o último exame para a licença de operador de raios-x e supervisor de técnicos que tiram raios-x. Especialidades na pós-graduação incluem as ciências quiropráxicas, ortopedia, neurologia, radiologia, reabilitação e quiropraxia desportiva. A cada ano o quiropraxista precisa se atualizar participando de seminários, na teoria e prática, para poder renovar a sua licença. Os estudos científicos sobre a Quiropraxia não são muitos, mais continuam reafirmando e sendo financiados por governos e organizações de alta reputação. No estudo mais importante, feito pelo United States Department of Health and Human Services através da Agency for Health Care Policy and Research (AHCPR) em 1995, após revisar três mil estudos sobre os diversos tratamentos para a coluna lombar, constatou-se que, “...para pacientes com dor lombar aguda a evidência científica sugere o uso da manipulação da coluna que é efetiva na redução da dor,...sem contra-indicações..., ...e é tão efetivo quanto os anti-inflamatórios não esteróides,...e é preferencial a outras intervenções mais agressivas,... podendo acelerar a melhora nas primeiras quatro semanas de sintomas.”.
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A AHCPR concluiu que “... em cada cem cirurgias feitas, apenas uma é de fato necessária...”, e condenou o uso indiscriminado da terapia de medicamentos (1). Através da famosa RAND Corporation (2) em seu estudo publicado no Annals of Internal Medicine pelo American College of Physicians (3), demonstrou-se a eficácia do tratamento por quiropraxistas para pacientes com dores de coluna lombar. No estudo patrocinado pelo governo inglês (4), pelo qual foi redigido o guia clínico nacional para o tratamento de dores lombares da Inglaterra, a manipulação da coluna foi mais uma vez comprovada. Também pelo UK Royal College of General Practitioners foi recomendado aos clínicos gerais o encaminhamento de pacientes para o tratamento de manipulação da coluna na ausência de contra-indicações(5). No Canadá, os quiropraxistas estão licenciados desde 1927, tendo os seus serviços cobertos pelo governo desde 1970. Através da Universidade de Ottawa e do economista de saúde Pran Manga, PhD, comprovou-se a sua efetividade no custo, na segurança, e na satisfação do paciente no tratamento de dores lombares a cargo de quiropraxistas (6). O Ministro da Saúde canadense, Tom Wells , recomendou, em novembro de 1994, o financiamento público universitário para a Quiropraxia, que já é uma realidade (7). O estudo da Nova Zelândia (8), feito em 1979, recomendou a manipulação da coluna vertebral para o tratamento de lesões biomecânicas da coluna vertebral, quando executado pelo profissional quiropraxista. Na Austrália a Quiropraxia foi recomendada para hospitais e para o beneficio da população australiana (9). No estudo apresentado na International Society for the Study of the Lumbar Spine, em 1990, uma comparação foi feita entre o tratamento médico, a manipulação por quiropraxistas, e a simulação de manipulação, para pacientes com dores crônicas ou lesões repetitivas de coluna lombar, na qual se demonstrou a sua eficácia da manipulação por quiropraxistas entre os outros. (10). Em outro estudo, publicado no British Medical Journal em 1990 (11), os efeitos benéficos da Quiropraxia saíram vencedores quando comparados à Fisioterapia em conjunto com a medicina, para pacientes com dores da coluna lombar. O Dr. Tom Meade, diretor do Medical Research Council, e colegas, concluíram neste estudo que o tratamento feito por quiropraxistas foi “significativamente mais efetivo, para pacientes com dores crônicas e fortes..., ... e de ação duradoura”, evidente após o acompanhamento nos dois anos seguintes (11A). A Federação Mundial de Neurologia afirmou que “a relação entre as profissões médicas e de quiropraxistas mundialmente é de respeito mútuo e colaboração” (12). Nos Estados Unidos, o American College of Physicians (13), The American Academy of Family Physicians (14) assim como na Inglaterra, o Royal College of General Practitioners (15), e a British Medical Association (16) recomendam o encaminhamento de pacientes com dores lombares para quiropraxistas. No Canadá, um estudo em 1989 demonstrou que a maioria dos clínicos gerais (62%), estavam encaminhando pacientes para quiropraxistas, e que um em cada dez médicos eram pacientes de quiropraxistas (17). A manipulação da coluna cervical é recomendada pelos governos americano (18) e canadense, para pacientes com dores comuns de
cabeça e da coluna cervical, incluindo os sintomas devidos a acidentes de carro, associados com o “chicote” da coluna cervical (19). No estudo da Nova Zelândia, sobre a manipulação cervical, a sua efetividade foi comprovada no tratamento de dores de cabeça de enxaqueca (20). O estudo do governo australiano feito por Parker et al (21) demonstrou a cura e/ou melhora das dores de cabeça de tensão e de enxaquecas. Esta cura/melhora foi demonstrada e mantida após 20 meses, conforme foi comprovado no acompanhamento dos casos (22). Na literatura existem relatos sobre os riscos associados à manipulação da coluna cervical. Nos casos relatados na literatura médica (23), e pelo New England Journal of Medicine em 1987 (24), não havia quiropraxistas envolvidos. Hoje sabemos que os riscos de um stroke derrame, associado à manipulação da coluna cervical afetando a artéria vertebral, são de .0001%, ou de um caso por um milhão de manipulações, quando feitas por quiropraxistas. Esta porcentagem foi dada em 1996 pela RAND Report on the Appropriateness of Manipulation and Mobilization of the Cervical Spine (25). Este relatório também comparou o risco da mortalidade devido à manipulação cervical de .3 por cada um milhão de manipulações (3 por cada 10 milhões), comparado com 6.900 por cada um milhão de cirurgias na coluna cervical, e de 15.600 por cada um milhão de complicações sérias neurológicas após a cirurgia cervical. A prática de manipulação articular efetuada por pessoas sem o preparo adequado para o exame minucioso, diagnóstico de fatores de risco e aplicação correta do tratamento, pode aumentar significativamente os riscos para o paciente. Uma área em que os quiropraxistas mais se destacam é a desportiva, especialmente com relação aos atletas de elite. Nos dois últimos Jogos Olímpicos, os Estados Unidos incluíram no seu time de cinco médicos, um quiropraxista. Nas Olimpíadas de Atlanta, a maior parte dos times olímpicos internacionais já utilizavam a Quiropraxia. Donovan Bailey, do Canadá, vencedor da medalha de ouro nos cem metros, e Xeno Muller, da Suíça, vencedor da medalha de ouro na categoria de single scull, foram dois dos muitos atletas que deram uma consideração especial para os seus quiropraxistas, por terem aumentado a sua performance e os mantido longe das lesões. Na Copa do Mundo de Futebol de 1994, nos EUA, a seleção americana, entre outras, já se beneficiava da Quiropraxia. Nas competições profissionais de golfe, surfe, voleibol, jiujitsu, fisiculturismo e rodeios, para mencionar apenas algumas, os atletas também já desfrutam dos benefícios da Quiropraxia. Em Kona Hawaii, na competição mais árdua do mundo, The Ironman, quiropraxistas estão sempre ocupados tratando os triatletas antes e depois da competição. Os quiropraxistas tratam o complexo da subluxação vertebral (CSV), que pode implicar numa série de alterações na articulação, podendo afetar a integridade neurológica, muscular, ligamentar e vascular da área lesada (26). Este CSV pode ocorrer em casos agudos ou aparecer gradualmente depois de anos de uso exagerado ou abusivo da coluna ou de qualquer outra articulação. Dores músculo-esqueléticas provenientes de processos lesivos agudos ou crônicos, variações mecânico-posturais, escoliose, problemas de malformação congênita, processos degenerativos, lesões por movimentos repetitivos, acidentes de carro que causam o “chicote” da coluna cervical, estresse, entre outros, irão alterar a estrutura e a função normal da cartilagem hialina e dos tecidos vizinhos, fazendo com que as áreas envolvidas tenham uma progressão acelerada do processo degenerativo da área. Estas áreas estarão mais vulneráveis a uma reincidência de dores
no futuro, diminuindo a qualidade de vida do indivíduo. As ciências clínicas da arte de manipulação utilizam diversas técnicas de precisão na manipulação manual de articulações individuais e específicas. Com movimentos precisos, rápidos, sem força, e com uma amplitude controlada, a articulação sobrepassa a barreira fisiológica passiva para estabelecer a movimentação livre e indolor da articulação, normalmente acompanhado por um estalido. A manipulação do tecido conjuntivo dos músculos, tendões e ligamentos, aumenta a distensibilidade do mesmo, promovendo o alinhamento das fibras de colágeno durante a cicatrização. Na manipulação do tecido miofascial, as camadas da fascia aumentam a sua elasticidade, diminuem a dor, e ajudam a aumentar a amplitude de movimento da articulação. A síndrome dolorosa miofascial e pontos de gatilho nos músculos, trigger points, que são freqüentemente relacionados devido ao uso excessivo ou microtraumas, foram comprovados pela Dra. Travell (27) de poderem se manifestar à semelhança de sintomas neurológicos. Exercícios específicos de alongamento, fortalecimento, Williams, entre outros, assim como o McKenzie, para centralizar uma irradiação da hérnia de disco, são utilizados terapeuticamente. Métodos variados para o controle do estresse, a nutrição, a aplicação da ergonomia, e as mudanças nas adaptações dos hábitos de vida, fazem parte do tratamento, para um benefício maior do paciente. O objetivo do tratamento é diminuir as diversas interferências, para ajudar a máquina maravilhosa que é o corpo humano a voltar ao ponto de equilíbrio, e curar a si mesma. O paciente será encaminhado ao profissional indicado no caso de fraturas ósseas, tumores, infecções, doenças neurológicas, reumáticas, metabólicas, de origem extra-raquidiana e psicogênicas que estão fora da prática do quiropraxista. Nos casos em que os pacientes não respondam à terapia, estes devem ser reavaliados, o tratamento modificado, e o paciente deve ser encaminhado a um especialista para uma segunda opinião No Brasil a quiropraxia esta começando a se estabelecer através da Associação Brasileira de Quiropraxia (ABQ). Esta é reconhecida pela Federação Mundial de Quiropraxia (WFC), que é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A ABQ só reconhece os seus dez membros formados com diplomas reconhecidos internacionalmente. Em São Paulo existem quatro Quiropraxistas, três na Bahia, um no Rio Grande do Sul, um em Curitiba e um no Rio de Janeiro. Ainda não existe uma legislação regulamentando a prática de quiropraxia no Brasil. Colaborou neste artigo: Plinio Cardoso de Barros Barreto, D.C., H/F I, C.S.C.S., C.P.T. Doctor of Chiropractic - Doutor em Quiropraxia pelo Cleveland Chiropractic College of Los Angeles (CCCLA) 1993. Atende no Rio de Janeiro, na Rua Visconde de Pirajá, 111 - sala 814, Ipanema. Tel.: 523-7710 ou pelo teletrim 460-1010 - código 6469797.
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COMO LER ARTIGOS CIENTiFICOS? Na Fisioterapia nacional observa-se um hábito, cada vez mais comum e, ao mesmo tempo, admirável: a importação de literatura especializada e condutas terapêuticas. Isto significa que boa parte das técnicas que utilizamos em nosso povo, provêm de estudos realizados e testados em outras populações. Pergunta-se: seria esse o único caminho a se seguir no avanço da profissão para o benefício do povo brasileiro? Se as pesquisas da Fisioterapia em nosso País fossem maiores e mais constantes, poderíamos beneficiar o nosso povo e outras civilizações do mundo? É interessante refletir sobre propostas para se realizar, num primeiro momento (de preferência, em ambiente universitário), cuidadosa e exaustiva investigação sobre os impactos e a eficácia de tais métodos em nossa população, mesmo que reproduzindo, com fidedignidade, a metodologia empregada pelos autores. Não que isso pretenda diminuir a validade desses estudos, mas, por outro lado, busca-se abrir mais caminhos na iniciação e desenvolvimento de projetos de pesquisa, originais e nacionais, que viabilizem a consolidação da Fisioterapia baseada em evidência científica. A literatura dos estudos internacionais é condição si ne qua non, para o nosso constante aprendizado. A ciência, de modo geral, vale-se das palavras quando deseja revelar um pensamento ou apresentar algum aspecto da realidade. Utiliza-as não só para a elaboração do pensamento, mas também para a comunicação.
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Na realidade, a prática das ciências da vida (Fisioterapia, Medicina, etc) é uma condução de pesquisas clínicas, onde várias questões são formuladas e novos fatos são obtidos a cada dia que o profissional lida com seu paciente2 . As hipóteses lançadas terão a sua veracidade ou falsidade conhecida através de experimentação sistemática, e possuem, como característica, a acumulação gradual de resultados, em virtude de não serem definitivos3 A proposta deste artigo é oferecer uma contribuição aos estudantes e profissionais que se interessam não somente em “ler”, mas também em aprimorar o lado crítico do que se está lendo. Buscase, também, incentivar eventuais projetos científicos em andamento, ou futuros, sobre os quais, a metodologia e os resultados encontrados, sirvam de modelo para outras realidades, e assim sucessivamente. Este é o espírito científico! Existem numerosas formas de investigações e publicações. Um exemplo de informação, com estrutura pequena (Quadro 1), porém completa, é o artigo científico. Estes apresentam os resultados de estudos ou pesquisas, e são publicados em revistas ou periódicos especializados 1 ,4 . - Preliminares (título, autor(es), credenciais, local); - Sinopse, Corpo do artigo (introdução, material e métodos, texto, resultados, discussão, comentários e conclusões); - Parte Referencial (bibliográfica, apêndices ou anexos) e, - Agradecimentos. - Quadro 1 - Estrutura do Artigo Científico (Fonte: Lakatos, EM; Marconi, MA. Metodologia do trabalho Científico. 4ª ed. São Paulo: Ed. Atlas,19921 ). Avaliação crítica de artigo científico Segundo Pereira4 (1995), qualquer trabalho publicado em revista científica tem uma seqüência de apresentação. Os autores, em sua maioria, utilizam a ordem apresentada no Quadro 2. TÍTULO: com nome dos autores, titulação principal de cada um e local de trabalho; SUMÁRIO: resumo do conteúdo básico do artigo, de preferência com sumário traduzido em outro idioma; INTRODUÇÃO: indicando claramente o problema com revisão sucinta do assunto e seus objetivos; MATERIAL E MÉTODOS: descrevendo o processo de seleção dos indivíduos, tamanho do grupo, métodos e procedimentos empregados, com detalhes, para que outros possam repetir a metodologia e chegar a
resultados semelhantes; RESULTADOS: informando a seqüência lógica dos achados, sob a forma de texto; DISCUSSÃO: realçando os achados mais importantes do estudo, comparando-os com outros já existentes, sugerindo explicações possíveis para os fatos observados, e suas discrepâncias. Deve incluir autocríticas sobre as limitações da investigação; REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: lista das obras consultadas com normas convencionadas. - Quadro 2 - Apresentação resumida de artigo. (Fonte: Pereira, MG. Epidemiologia -Teoria e Prática. Rio de Janeiro, Ed. Guanabara Koogan, 1995.4 ) Recomenda-se que a análise do artigo possua as seguintes características (segundo Pereira, 19954 ; Guimarães da Silva, 19965 ): - TÍTULO DO TRABALHO: deve ser claro, inequívoco e conciso, possuir relação com a proposta do trabalho e não apresentar abreviaturas; - RESUMO: conter, em poucas linhas, o que foi feito, como foi feito, os resultados e suas implicações; - DEFINIÇÃO DO TEMA: o problema deve ser bem definido e com ligação aos trabalhos já publicados. Expor os objetivos do estudo; - DELINEAMENTO DA INVESTIGAÇÃO: deve constar o tipo de estudo, o método e aspectos éticos adequados. Estes elementos devem constar, obrigatoriamente, nesta etapa; - AMOSTRA: revela as características do grupo estudado. Cabe aqui, verificar se o grupo e a quantidade deste estão apropriadas. Deve-se verificar se a amostra foi separada aleatoriamente ou se existe algum de vício de escolha dos membros; - AFERIÇÃO DAS INFORMAÇÕES: deve-se avaliar se os procedimentos utilizados foram adequados. Observar a definição ideal das variáveis, ou seja, se as informações apresentadas possuem confiabilidade, e que houve o devido preparo na fase de coleta de dados; - ANÁLISE ESTATÍSTICA: conferir se as técnicas estatísticas, caso tenham sido empregadas, estavam adequadas ao problema e se foram utilizadas de modo correto; - CONSISTÊNCIA INTERNA DOS RESULTADOS: verificar se os números das tabelas encontram-se corretos, em comparação com outra tabela. Caso exista diferença, avaliar se existe explicação para o ocorrido; - INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS: o leitor deve perceber se as diferenças encontradas podem ser atribuídas ao acaso ou atribuídas a erros não-intencionais -viés - (na composição da amostra? Na obtenção dos
dados? Outras variáveis como idade, sexo, etc?). Observar se houve comparação com resultados de outros trabalhos; - CONCLUSÕES: analisar se as conclusões estão justificadas frente aos resultados apresentados. Caso afirmativo, verificar se são importantes em relação ao problema e ao objetivo do estudo; - ESTILO: verificar se o estilo do trabalho é claro e direto, sem repetições desnecessárias. Observar se os termos técnicos e o idioma estão corretos, de maneira geral; - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: observar se as obras são atuais e oportunas, e se foram apresentadas de forma correta. Conclusão Creio ser oportuno ativar, ou reativar (ou manter viva!), a chama científica da comunidade de estudantes e profissionais da Fisioterapia, visto que a demanda destes aumenta a cada ano, e não menos rápido e constante, surgem as críticas e desconfianças quanto as suas capacidades técnico-científica e humanitária. Quanto as questões feitas no início do artigo, parafraseando Descartes6 , o caminho da pesquisa é progredir, o quanto puder, no conhecimento da verdade, e esta verdade pertence à humanidade. Referências Bibliográficas: 1 LAKATOS, EM; MARCONI, MA. Metodologia do Trabalho Científico. 4ª ed. São Paulo: Ed. Atlas. 1992. 2 BADARÓ, R. Atualização Científica - Uso de Placebos em Estudos Clínicos. Medicina - Conselho Federal. P. 17, Junho de 1999.
5 GUIMARÃES DA SILVA, MA. La Elaboración de Tesis
Doctoral. Kappa, Argentina, Vol 1, 1996. André Luís Santos Silva, FT.
Fisioterapeuta Doutorando em Fisioterapia pela Universidade de Buenos Aires, Argentina. Prof. da Universidade Castelo Branco - Hospital Geral de Ipanema MS/SUS/RJ. Diretor da Clínica FisioD’or Ltda e Coordenador da Fisioterapia da Casa de Saúde Pinheiro Machado. Contato: R. Visconde de Pirajá, 351/509 - Ipanema CEP: 22410-003 Tel/Fax: 267-4292 / Tel: 247-8885 E-mail: delandre@ccard.com.br
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USO ORTÉSICO DE ELETROESTIMULAÇÃO FUNCIONAL
POR DR. FÁBIO DOS SANTOS BORGES
INTRODUÇÃO A eletroestimulação funcional (FES) é uma forma de eletroterapia capaz de produzir contrações musculares com objetivos funcionais. A utilização da FES como órtese elétrica tem substituído com vantagem, em muitos casos, o uso das órteses convencionais. Como auxílio da marcha de pacientes hemiplégicos, a primeira órtese elétrica idealizada foi de sistema externo (eletrodos, estimulador e controle de fora do corpo), em 1960, por LIBERSON, no Hospital Veteranos, Hines. Em 1968, Vert Mooney emprega o primeiro sistema implantável (eletrodos e estimulador dentro do corpo e controle fora) para hemiplégicos, utilizando a estimulação do nervo fibular, no Hospital Rancho Los Amigos, Califórnia. No Brasil, a utilização da técnica FES teve início no Centro de Reabilitação da Santa Casa de São Paulo, em 1986, com Sérgio Lianza. Em 1992, Gilberto Fonseca obteve bons resultados com o uso de um tipo de órtese elétrica fabricada no Brasil (EEF Km 25 com eletrodo de palmilha) no auxílio da locomoção de hemiparéticos no Hospital Arapaiara (HASA), Belo Horizonte. Estudos na ex-Yugoslávia, após 20 anos de experiência com a utilização de FES para marcha em hemiplégicos, mostraram que, dos 2500 pacientes utilizando FES, 60% necessitavam de apenas 1 canal, 30% de 2 ou 3canais, e apenas 10% de 4 ou mais. Tem-se observado que o custo de fabricação de órteses convencionais tem aumentado muito ao longo dos anos, e o dos estimuladores elétricos diminuído, além de se tronarem cada vez menores e mais práticos. UTILIZAÇÃO ORTÉSICA DA FES Atualmente o uso órtésico da eletroestimulação funcional tem-se destacado principalmente nas sequelas de AVE e no lesado medular. Nas sequelas de AVE o uso da eletroestimulação funcional limita-se ao controle da articulação do tornozelo, principalmente durante a fase da passagem da marcha, onde encontramos comumente uma situação de “pé equino” por falência das funções do tibial anterior. E o tipo de eletroestimulação normalmente utilizado é aquele que utiliza uma palmilha especial com funções de eletrodo colocada no calçado utilizado no membro inferior lesionado. No lesado medular a utilização da eletroestimulação funcional tem a finalidade de auxiliar ou reproduzir a marcha. E de acordo com o tipo de sequela o aparelho pode ser utilizado promovendo uma marcha com estimulação em quadríceps, que são mantidos em extensão e o deslocamento
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e feito realizando-se um movimento de báscula de bacia. Ou então realizando uma estimulação reflexa com o uso de um aparelho de 4 canais onde os eletrodos são colocados em quadríceps, que manterão os joelhos em extensão para o apoio do corpo, e no cavo poplíteo que farão com que haja o início da fase da passagem da marcha no membro inferior não utilizado no apoio. Já existe atualmente nos Estados Unidos um programa de tratamento utilizando eletrodos implantados (através de cirurgia) conectados em um aparelho controlado por um programa de computador, que permite ao paciente uma marcha sincrônica semelhante à marcha fisiológica, assim como a transposição de obstáculos como rampas e escadas. Há relatos na literatura da utilização da eletroestimulação funcional na paralisia cerebral, que utiliza uma combinação das duas técnicas citadas anteriormente visando melhorar a qualidade da marcha e as atividades posturais. RELATO DE CASO Partindo desses princípios básicos, as técnicas de ortetização podem tomar rumos infinitos nas mais variadas situações patológicas, e a exemplo disso, em junho de 1998 no Rio de Janeiro, assisti ao paciente M.S.G, de 25 anos, e que havia sido submetido à intervenção cirúrgica (há mais ou menos 1 ano) em joelho esquerdo onde ocorrera uma lesão definitiva, durante a cirurgia, no ramo do nervo ciático poplíteo provocando falência sensitiva e motora de toda a perna esquerda. Com isso as funções de ortostatismo sobre ambos os membros inferiores e a marcha (tanto na fase de apoio quanto na fase de passagem do membro inferior esquerdo) ficaram impossibilitados, pois as funções motoras dos músculos que proviam a sustentação e a estabilidade da articulação do tornozelo esquerdo estavam ausentes, provocando intensa inversão quando o paciente realizava o apoio sobre o MIE, e um padrão “equino” durante a fase de passagem da marcha. No processo de reabilitação idealizou-se uma espécie de ortetização com o FES que permitisse o ortostatismo e a marcha. Descartou-se o FES de palmilha, pois o mesmo desligava-se com o apoio da perna esquerda lesionada ao solo, o que dificultava a distribuição de peso sobre este segmento. Optou-se por um aparelho portátil, realizando uma estimulação de forma contínua em tibial anterior (eletrodos colocados no ventre do músculo). O resultado foi extremamente promissor, pois inicialmente o paciente apresentou a contração do músculo supra citado, embora a lesão fosse periférica (pois há contra-indicação por parte da literatura, quanto à utilização do FES em lesão periférica em virtude das características da duração de seus pulsos), conseguindo
o apoio do corpo sobre o membro inferior lesionado, tanto no ortostatismo quanto durante a fase de apoio da marcha, assim como a fase da passagem da marcha sem apresentar padrão equino no pé lesionado. Iniciou-se então trabalho de recondicionamento muscular de tibial anterior para garantir eficácia na utilização prolongada da órtese elétrica (fig. 01), já que o músculo ficaria constantemente contraído durante a utilização órtésica do FES, e havia preocupação com relação à fadiga muscular, o que poderia resultar em quedas e torções. E esta fase foi extremamente difícil pois iniciamos as atividades com exercícios tipo ativo livre e quando pensávamos em adicionar alguma carga o pé adotava um padrão anômalo de inversão tibiotársica, que dificultava a parte funcional pretendida. Iniciou-se, um mês após ter começado o trabalho de recondicionamento muscular, treinamento de ortostatismo, distribuição de peso corporal, e marcha (Fig. 02) (esta fase teve inicio sem que interrompêssemos o trabalho de recondicionamento muscular de tibial anterior). Nesta fase a dificuldade estava no fato do pé inverter constantemente, de forma paradoxal, quando a estimulação prolongava-se por um tempo maior. O paciente adquiriu um aparelho pessoal onde intensificou o tratamento em sua residência, frequentando o ambulatório, a partir daí, duas vezes por semana. Quando então intensificamos treinamento com obstáculos como escadas (fig. 03), rampas e marcha em terreno irregular (grama e brita). Este processo de ortetização durou cerca de oito meses em virtude do problema da inversão paradoxal do pé durante uma determinada fase tornar-se constante (por volta do quarto mês, sem causa aparente até o momento), impossibilitando qualquer trabalho funcional com o membro inferior esquerdo. Por volta do sexto mês a incidência das inversões do pé diminuíram e o trabalho voltou ao seu curso normal. Atualmente o paciente encontra-se reabilitado, realizando praticamente todas as atividades de vida diária (caminhadas, utilização de ônibus, passeios em shopping, etc) com o aparelho conectado ao seu tibial anterior e acondicionado numa “pochete” presa à cintura.
CONCLUSÃO A conclusão que podemos tirar deste processo de reabilitação é que o uso de órteses eletricofuncionais possui um universo infinito de oportunidades a serem oferecidas ao paciente, e que o fisioterapeuta, mais do que ninguém, detém a capacidade de criar e improvisar em prol deste paciente não importando as dificuldades existentes, basta que ele tenha pleno conhecimento da sua profissão e que tenha o domínio das técnicas terapêuticas à sua disposição.
DR. FÁBIO DOS SANTOS BORGES Fisioterapeuta do Hospital São José ( UNIG ) Professor de fisioterapia geral da Universidade Iguaçu Professor de fisioterapia geral da Sociedade Educacional Fluminense Referências: 1- Sérgio Lianza - ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA FUNCIONAL FES E REABILITAÇÃO - Ed. Atheneu – 1993 2- Kottke, F.J., Lehamann J. F. - TRATADO DE MEDICINA FÍSICA E REABILITAÇÃO DE KRUSEN - 1994 - Ed Manole 3 - Baker, Lucinda L.; Yeh, Ching; Wilson, Dorothy; Waters, Robert L. - ELECTRICAL STIMULATION OF WRIST AND FINGERS FOR HEMIPLEGIC PATIENTS - Physical Therapy - Nº 12 Vol 59 - Dezembro 1979 4- Ana Paula C. Fonseca, Gilberto A. Fonseca, Demétrio P. Araújo - A UTILIZAÇÃO DA ÓRTESE ELÉTRICA FUNCIONAL Km 25 EM PACIENTES HEMIPARÉTICOS - Revista Medicina de Reabilitação - Soc. Paulista e Brasileira de Medicina Física e Reabilitação - nº 43 - 1996 5- Lianza, Sergio e Sposito, Maria M.M. - REABILITAÇÃO - A LOCOMOÇÃO EM PACIENTES COM LESÃO MEDULAR - Ed. SARVIER - 1ª Ed - 1994 - São Paulo 6- Kralj, A. , Acimovic, R., Stanic, U. – ENHANCEMENT OF HEMIPLEGIC PATIENT REHABILITATION BY MEANS OF FUNCTIONAL ELETRICAL STIMULATION – Prosthetics and Orthotics International in The Journal of the International Society for Prosthetics and Orthotics – Ago 1993, Vol. 17, nº 2.
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PARTICIPE DO 1º CONCURSO DE ELETROTERAPIA ORGANIZADO PELA REVISTA FISIO&TERAPIA / IBRAMED REGULAMENTO DO 1º CONCURSO DE ELETROTERAPIA MODALIDADE LASER ARSENIETO DE GALIO (AsGa)
1. QUEM PODE CONCORRER 1.1. Poderão concorrer acadêmicos e/ou fisioterapeutas; 1.2. A participação poderá ser individual ou em grupos; 1.3. Será vedada a participação de professores. 2. TIPOS DE TRABALHO 2.1. Poderão ser inscritos no presente concurso: 2.1.1. monografias; 2.1.2. pesquisas; 2.1.3. pesquisas aplicadas; 2.1.4. estudos de casos. 3. PROCESSAMENTO E VALIDAÇÃO DAS INSCRIÇÕES 3.1. A inscrição será realizada através de carta registrada à Revista FISIO&TERAPIA, Rua José Linhares,134 – Leblon, Rio de Janeiro, contendo 04 cópias xerocopiadas, tamanho A4, datilografadas ou digitadas em espaço 2; uma cópia em disquete 3 ½ na linguagem Microsoft Word, fonte Arial, tamanho da fonte 12, espaçamento entre linhas, 1,5 linha, e a identificação do(s) autor(res) e seu(s) respectivo(s) endereços, bem como uma autorização para a publicação do trabalho na Revista FISIO&TERAPIA. 3.2. A Revista FISIO&TERAPIA notificará o recebimento e validará a inscrição. 3.3. A inscrição é gratuita. 4. COMISSÃO CIENTÍFICA 4.1. A Comissão Científica, é composta por 4 (quatro) professores convidados. São eles: Dr. Nivaldo Parizzoto - São Carlos Dr. Carlos Lucena - Pernambuco Dr. Guilherme Eduardo - Rio de Janeiro Dr. Rinaldo Guirro - Amparo 6. AVALIAÇÃO DOS TRABALHOS 6.1.Os trabalhos serão avaliados por cada membro da COMISSÃO CIENTÍFICA que irão atribuir conceitos de zero a dez para cada trabalho. 6.2. A Comissão Organizadora realizará média aritmética dos conceitos atribuídos pela COMISSÃO CIENTÍFICA e será considerado vencedor o trabalho que obtiver maior conceito . 6.3. São consideradas irregularidades: 6.3.1 Cópia de trabalhos de terceiros, total ou parcial. 6.3.2. Qualquer outra situação não especificada nos pontos anteriores, que venha a falsear a avaliação. 6.4. Caso se verifique alguma irregularidade, reserva-se à Organização o direito a excluir o trabalho do concurso, com a conseqüente perda de todas as regalias inerentes à participação. 7. ANÚNCIO DAS CLASSIFICAÇÕES E ENTREGA DE PRÊMIOS 7.1. Os elementos da Organização darão a conhecer os resultados finais do concurso na Revista FISIO&TERAPIA. 7.2. O trabalho classificado em primeiros lugar receberá como prêmio um aparelho LASER da marca IBRAMED , modelo LASERPULSE – L39. 7.2.1.A Revista FISIO&TERAPIA fará a publicação do trabalho vencedor. 8. DATA E DURAÇÃO DO CONCURSO 8.1.O Concurso teve início em 01/08/99 e duração de quatro meses. Os resultados serão divulgados na Edição de 1º de Dezembro de 1999. 9. OUTROS 9.1. A Organização reserva-se o direito de alterar pontualmente este regulamento em qualquer altura, sendo os possíveis interessados informados antecipadamente. 9.2. Qualquer aspecto dúbio ou omisso do regulamento será decidido pela Organização.
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“QUEM NÃO NÃO SAI COLA DA ESCOLA !” Colar (def.): “Cópia feita clandestinamente nos exames escritos” – Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, 2ª edição. Colar é, também, sinônimo de esperteza, malandragem, vivacidade. Coloca-se cola em tudo que é lugar: papel, parede, relógio, carteira, caneta, perna, bolso, braço, roupa, em suma, vale tudo. São várias as situações criadas pelos alunos para atingirem seu objetivo – colar. Coisas do tipo: “presta atenção cara, quando ele vier para o meu lado, “tu chama ele” ! – Profi, dá prá dá um helpi ? “ - e o professor vai para o outro lado para ajudar seu necessitado aluno. “Agora, chock, é agora, passa, passa logo mané !” Na verdade, são cópias feitas a partir do caderno de uma das colegas, preferencialmente as mais assíduas e cuidadosas. O reinado dessa aluna começa na véspera da prova e termina após a obtenção do material e, não raro, ela fica sem seu caderno, pois quem pegou não devolveu. Acaba que “a chata” passa o tempo todo “criando problema só por causa de um caderno. ” “Colar com esse professor é mole, parceiro, o cara não vê nada !” como se os professores não soubessem, ou percebessem, o que está acontecendo. “Ih mermão, esse cara é um saco, fica em cima o tempo todo, num dá um molezinho !” É muito fácil perceber um aluno colando, por se tratar de uma atitude anormal, mesmo para aqueles que colam normalmente. Colar gera estresse, o que determina naquele aluno um comportamento diferenciado do restante. Vemos coisas do tipo: orelhas vermelhas, lábios cianóticos, tremores, além daquelas famosas caretas (o aluno finge que está raciocinando e comumente pede ao professor uma inspiração). As caretas são especiais e, dependendo do relacionamento com a turma, dá para identificar o momento em que começou a cola, se esta é grupal ou individual, é geral ou zonal, escrita ou falada, etc. Ou mesmo perceber aquele aluno que só falta rasgar o papel, ao fingir que está escrevendo, enquanto espera a “cola chegar”. Daria até vontade de rir, se não fosse tão trágico. Classifico a cola em dois tipos básicos: a patológica e a fisiológica. A patológica ocorre quando o aluno(a) que nada estudou, nada sabe – e nem quer saber – decide fazer a prova e passar a qualquer custo. Então, senta atrás de um(a) colega, às vezes aquele(a) é considerado(a) o(a) melhor da turma, mas no fundo serve qualquer um(a) e fica cutucando, chamando, pedindo ajuda, ou seja, atrapalhando o(a) colega. Ou ainda, prepara aqueles “verdadeiros tratados”, com letras ínfimas e faz verdadeiros malabarismos para conseguir acessar esses papéis, ou mesmo copia toda a matéria nas carteiras, etc. A fisiológica é quase uma troca de informações entre pessoas preparadas, por exemplo: se você vem estudando sempre com um(a) colega, mantendo a matéria em dia, chega no dia da prova você vai ficar do lado de quem ? Ao terminar, você simplesmente entrega sua prova e vai embora, ou espera um pouco para saber como o(a) colega está indo? Quantas vezes troca algum tipo
Coluna do Professor LUÍS GUILHERME BARBOSA
VOCÊ aINDA
?
ESTÁ NESSA
de informação, seja falando baixo, sinalizando de algum modo um erro percebido ? E você supõe que o professor não percebeu ? São nesses momentos que surgem os pigarros, os “shhiiiis” do professor, ou mesmo aquele aviso – “olha para a sua prova !” Os profissionais quase sempre mantêm contato com seus colegas de profissão, trocando idéias e tudo o mais, ou mesmo consultando livros e revistas – isso significa colar, então? Mas o que vale afinal, o que é lícito e o que é ilícito? Como o nosso objetivo não é definir ou normatizar nada, ficam os seguintes questionamentos: deve um candidato a profissional recorrer a meios pouco éticos para garantir aprovação em alguma disciplina ? Ou ainda, se um candidato a profissional já tem atitudes antiéticas, será este um bom profissional no futuro ? Há que se pensar a respeito. Cabe dizer aqui, que o mercado seleciona e, inclusive, é muito comum encontrarmos ex-colegas, conhecedores do passado acadêmico de outros(as) colegas evitando trabalhar com aqueles(as) que pouco se esforçavam na Universidade. Todo mundo pode mudar, é verdade, mas você já ouviu falar que “a primeira impressão é a que fica?” E a vida vai passando, as coisas vão acontecendo e vamos recebendo “inputs” importantes, provenientes de paradigmas diversos, tais como: “os últimos serão os primeiros! ”, “gato escaldado tem medo de água fria”, “pancada de amor não dói”, entre tantos, visto que – aspectos religiosos à parte – os últimos serão sempre desclassificados, gato escaldado morre e, pancada, mesmo dada com amor, deixa vários hematomas. Entretanto, podemos afirmar que os bons profissionais sempre serão respeitados, lembrados e convidados ao trabalho. É preciso pensar melhor nessas coisas. O aluno da graduação deve entender, que ele será um profissional ao término do curso, trabalhará com pessoas. A postura ética inicia-se no vestibular e não após a formatura. Faz-se necessário uma conscientização maior, até porque a Fisioterapia cresce a cada dia e precisamos de gente, profissionais, que pensem mais e copiem menos, gente estudiosa e criativa, capaz de quebrar paradigmas, verdadeiramente inovar com sabedoria sem, natural-mente, esquecer o que já foi conquistado. “Quem não sabe o que procura não pode interpretar o que encontra.” Claude Bernard LUÍS GUILHERME BARBOSA, Fisioterapeuta, Ergonomista e Professor Universitário
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