Edição 143
Setembro de 2018
Baixada Santista tem mais de 1 milhão e 800 mil habitantes. Peruíbe está com 67.548 moradores.
Dados divulgados pelo IBGE mostram que a cidade de Bertioga foi a que mais cresceu em população. Já Santos teve perda de habitantes. Página 03
OPÇÃO DE TURISMO
Saí verde (Chlorophanes spiza)
No mundo todo o turismo de observação de aves movimenta aproximadente 100 milhões de observadores. No Brasil, a atividade ainda é recente e já tem mais de 30 mil adeptos. Em Peruíbe, apesar da falta de apoio, a cidade mantém a 3ª colocação no ranking de espécies fotografas no Estado de São Paulo e 16º no Brasil . Página 05
Edição 143 - Setembro 2018 - O Repórter Regional 02 Região PETROBRAS TERÁ MAIS 13 PLATAFORMAS DE EXPLORAÇÃO NA BACIA DE SANTOS
A Petrobras informou no início de setembro que pretende instalar mais 13 plataformas na região do pré-sal brasileiro até 2022 e investir US$ 35 bilhões para aumentar a produção, que em setembro completa 10 anos desde o primeiro óleo
obtido no campo de Jubarte. Segundo a empresa, de lá para cá o custo de extração no pré-sal caiu para abaixo dos US$ 7 por barril de óleo equivalente, e o tempo de construção de um poço passou de 300 dias para 100 dias. A estatal informou que o
volume produzido atualmente é maior do que a produção de países como Reino Unido e Omã, no Oriente Médio, que extraíram 1 milhão de barris diários de petróleo em 2017. “Apenas seis anos depois do primeiro óleo, a companhia chegou ao patamar de 500 mil
Mais uma grande descoberta A Petrobras concluiu em julho a perfuração de um poço no campo de Sururu, e descobriu a maior coluna de óleo já encontrada no pré-sal da Bacia de Santos. Segundo a diretora de exploração e produção da companhia, Solange Guedes, durante a perfuração foi identificada uma coluna de óleo de 530 metros. Para efeitos de comparação, a média
dos cinco poços do pré-sal com maiores colunas de óleo é de 436 metros. Sobre o cronograma de novos projetos no pré-sal, o diretor de desenvolvimento da produção e tecnologia da Petrobras, Hugo Repsold Junior, disse que três plataformas – P-67 (Lula Norte), P-75 (Búzios) e P-69 (Lula Extremo Sul) - devem iniciar a produção ainda em 2018.
barris por dia – e, após oito anos, ao primeiro milhão”, disse a petroleira em nota. Hoje, a estatal conta com 21 plataformas explorando essas jazidas. Nos últimos dez anos, a produção de petróleo nessa região foi de dois bilhões de barris de óleo equi-
valente, que inclui petróleo e gás natural. Pelas contas da estatal, o óleo extraído trouxe R$ 40 bilhões aos cofres do Tesouro, seja sob a forma de receitas com a venda de petróleo, seja como impostos e royalties. A meta do novo plano de investimentos, que
A P-76, por sua vez, deve sair do estaleiro no quarto trimestre, rumo ao campo de Búzios. De acordo com Solange, a produção de petróleo da Petrobras em campos nacionais segue em linha com a meta estabelecida para 2018, de 2,1 milhões de barris diários. A produção total de óleo e gás da companhia, no Brasil e no exterior, no primeiro semestre
vai abranger o período 20182022, é gerar mais R$ 130 bilhões para o governo. Em julho, dado mais recente disponível, a produção da estatal foi de em 2,6 milhões de barris de óleo equivalente, dos quais 1,5 milhão oriundos do pré-sal.
somou 2,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia, com queda de 4% ante o observado em igual período do ano passado. Segundo ela, o recuo reflete, por exemplo, os efeitos dos desinvestimentos nos campos de Lapa, no pré-sal da Bacia de Santos, e Roncador, na Bacia de Campos, “mas dentro do planejado para o ano” afirmou.
A estatal prevê um crescimento forte da produção de petróleo e gás natural no quarto trimestre deste ano. “Temos expectativa de acréscimo de produção relevante no segundo semestre. A expectativa é que tenhamos um crescimento da produção forte notadamente no quarto trimestre”, disse Solange. A executiva reafirmou que estão mantidas as
metas de produção total de óleo e gás da empresa, de 2,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia, e de produção de petróleo em campos nacionais, de 2,1 milhões de barris diários, para este ano. Sobre a estimativa para 2019, a companhia informou que os números estão sendo fechados nos ajustes do plano de negócios 2019-2023.
Região 03
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BERTIOGA FOI A CIDADE QUE MAIS CRESCEU NA REGIÃO BAIXADA SANTISTA TEM MAIS DE 1 MILHÃO E 800 MIL HABITANTES. Segundo estimativa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com data de referência em 1º de julho último, a região tem 1.848.654 moradores (crescimento de 1,12%), ou 20.442 novos habitantes em um ano. Enquanto Santos teve apenas 382 residentes a mais entre 2016 e 2017 – e já havia sido, no ano passado, a cidade com o menor índice de crescimento populacional –, neste ano houve queda. Eram 434,7 mil habitantes em 2017 e são 432.9 mil neste ano, 0,4% menos. Bertioga, do contrário, cresce com mais velocidade. Teve variação positiva de 2,34% em 2017 e de 4,11% neste ano, na comparação com o anterior. Bertioga tem número menor de moradores e, por isso, qualquer alteração gera maior diferença percentual. O economista Márcio Colmenero, professor
de Administração na Universidade Metropolitana de Santos (Unimes) Virtual e UniBR – São Vicente, concorda. Segundo ele, é preciso cuidado ao analisar os
dados, porque a migração de uma cidade para outra não significa, exatamente, mais nascimentos ou mortes, nem que os moradores estão migrando entre os municípios só por falta de condições de compra ou locação de
imóveis: há movimento de quem vem de fora. Ele também aponta a tendência de crescimento, nos próximos anos, de outros municípios caso o ritmo de expansão con-
tinue assim. “Bertioga é uma cidade litorânea e relativamente nova, com vasto espaço para crescer. Uns anos atrás, esse movimento começou em Praia Grande”, indi-
ca, sobre a segunda do ranking em crescimento, seguida por Mongaguá. “Por isso, como Santos e São Vicente e até Guarujá são ilhas e não têm tanto espaço para se expandir,
assim que estagnarem será a vez de Praia Grande – o que já ocorre –, Mongaguá e, daqui a pouco, Itanhaém e Peruíbe”. Estado e Brasil O estudo do IBGE levantou dados dos 5.570
municípios e estimou que o Brasil tem 208,494 milhões de habitantes e uma taxa de crescimento populacional de 0,82% entre 2017 e este ano, o que significa cerca de
Boa Vista e Pacaraima. O município de São Paulo continua sendo o mais populoso do País, com 12,2 milhões de moradores, seguido pelo Rio (6,7 milhões).
800 mil pessoas a mais. A revisão dos dados já leva em conta os imigrantes venezuelanos no Estado de Roraima, dos quais 99% estavam concentrados nos municípios de
A Prefeitura de Bertioga está revisando o Plano Diretor desde o ano passado. O processo é obrigatório para atender ao Estatuto das Cidades, lei federal que determina a revisão a cada dez anos. Segundo a Administração, o Plano Diretor de Bertioga é de 1998 e não contempla diversos instrumentos legais já consolidados, que impactam, por exemplo, nas ações destinadas a regularização fundiária, moradia popular, uso e ocupação do solo, expansão da área urbana, investimentos em infraestrutura, mobilidade urbana, atividades comerciais e serviços públicos como os de saúde
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Bertioga
04 Peruíbe
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Peruíbe 05
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VOCÊ SABE O QUE É BIRDWATCHING?
O birdwatching é um hobby antigo, conhecido popularmente no brasil como “passarinhar” ou simplesmente observação de aves. Começou na Inglaterra do século XVIII. É um passatempo famoso no mundo inteiro, com milhões de adeptos, principalmente nos Estados Unidos, onde 20% da população acima de 15 anos (46,7 milhões) são birdwatchers. No Brasil, em vez de apenas olhar com o binóculo, as pessoas gostam de fotografar as aves, e o hobby tem crescido graças à popularização das câmeras digitais, redes sociais, e sites como o Wikiaves. *WikiAves é um site brasileiro de observadores de aves e que tem como objetivo apoiar, divulgar e promover a atividade de observação de aves, através de registros fotográficos e sonoros, identificação de espécies e comunicação entre observadores. Tal atividade constitui uma forma legítima de exploração eco turística das áreas naturais, visto ser uma prática de baixo impacto. O público que procura este tipo de atividade é um público específico que possui alto grau de consciência ambiental, estando atento e adotando seriamente as práticas de mínimo
impacto em ambientes naturais. Quem pode praticar o birdwatching? Qualquer pessoa, sem restrições. As aves estão em todos os lugares, e todas as espécies, inclusive as comuns como pardal, sabiá, tico-tico, quero-quero, têm comportamentos fascinantes e fotogênicos. Você pode passarinhar no quintal da sua casa, no parque da cidade, ou fazer alguma viagem para um lugar distante só para ver aves. Crianças de 7 anos, com a ajuda de adultos, já conseguem se divertir. Pessoas com limitações de locomoção também podem, é só seguir em um ritmo mais tranquilo. Mesmo pessoas com deficiência visual podem apreciar as aves por meio dos sons. Porque é importante observar aves? Há mais de 10 mil espécies de aves no mundo, mais de 1.900 só no Brasil. As aves são muito bonitas, fotogênicas, é possível observá-las em comedouros e bebedouros e, com um pouco de prática, também nas matas e nos campos. É comum vê-las se alimentando, saltando, comendo, brigando, namorando, alimentando filhotes. Só de olhar, já é uma terapia de relaxa-
chão. Avistou uma ave, faça uma foto, e depois tente se aproximar devagar, e sem gestos bruscos. Faça uma outra foto, ande mais um pouco. Sair com um guia ornitológico ou com um colega mais experiente ajuda bastante a aprender, mas mesmo sozinho sempre é possível ver aves. O melhor é começar nos arredores da sua casa. Para se familiarizar com o bi-
nóculo ou com a câmera, e para sempre ter uma opção de passeio. Onde fotografar? Os arredores de onde você mora são um bom começo. Parques urbanos, região rural, sítio de amigos, brejos, pomares. Se houver oportunidade para comedouros e bebedouros, melhor ainda, é diversão garantida.
Alguns dados sobre a observação de aves
mento, alternada com a adrenalina de encontrar uma espécie que você queria muito ver, ou quando elas pousam perto ou permitem que você se aproxime. Mas, além de olhar, os brasileiros gostam de fotografar. Passarinhar também é a desculpa perfeita para passear mais, viajar mais, adquirir e praticar novos conhecimentos (seja em ornitologia, em câmeras, gravadores, edição de imagens, blogs), e conhecer outras pessoas do bem que se importam com preservação ambiental e são apaixonadas pelas aves. Como começar a
observar e fotografar aves? Pela manhã, logo que o sol nasce, é o melhor horário para ver as aves. Muita gente não gosta de madrugar, mas depois que você descobre o que pode ser visto entre as 6h e às 10h, encontra a coragem para sair da cama. Em um sítio, na região rural ou em áreas com mata e campos preservados há mais oportunidades, mas nos parques urbanos também há boas chances, menos quando há gente demais. Caminhe devagar, atento a sons e movimentos. Preste atenção a árvores floridas, frutos caídos no
Hoje temos aproximadamente 100 milhões de observadores de aves no mundo, nos EUA temos 47 milhões, isso significa uma geração de mais de 600 mil empregos e um investimento de 106 bilhões de dólares por ano, equivalente hoje a mai de 436 bilhões de reais. No mundo existem aproximadamente 10.440 espécies de aves. O Brasil abriga, segundo a última lista do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO) 1.833 espécies. Esse total certamente aumentará já que novas espécies de aves continuam a ser descobertas com regularidade (mesmo no entorno de capitais como São Paulo e Curitiba) e análises moleculares, morfológicas e bi acústicas demonstram que algumas “espécies” na realidade podem ser subdivididas em unidades evolutivas distintas. A atividade no Brasil conta com mais de 30 mil observadores em todo território, observadores que se deslocam por toda a parte atrás de espécies nova, conhecidas como “lifers”. A cidade de São Paulo conta com 477 espécies fotografadas segundo o site * Wikiaves, referência na atividade no Brasil, e está na 12ª posição no Brasil. Já a cidade de Peruíbe possui 447 espécies fotografadas e está na 16ª posição no Brasil e 3ª do Estado de São Paulo.
TRÊS CIDADES DA REGIÃO TEM RISCO DE SURTO DE DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA
Peruíbe, Guarujá e São Vicente fazem parte do grupo de outros 1.150 municípios brasileiros que apresentam alto risco de surto para dengue, zika e chikungunya.
O alerta é do Ministério da Saúde, que divulgou o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) – indicador que serve para o mapeamen-
to do nível de concentração de vetor e determinar a atuação para o controle do mosquito e das doenças (dengue, zika e chikungunya). O informe da pasta men-
ciona que essas localidades devem intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti, mesmo durante o inverno. “A prevenção não pode ser interrompida, mesmo no período mais frio do ano”, alertou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Osnei Okumoto. Ele destaca que os trabalhos servem para manter baixos os índices de infestação, no período que antecede a maior proliferação. Peruíbe (6,9%) teve a pior nota regional, seguido por São Vicente
(6%) e Guarujá (4,4%). Conforme o parâmetro do Ministério da Saúde, localidades com índice acima de 4% apresentam elevado risco de contágio das doenças provocadas pelo vetor. “Sozinho, o serviço público não vai conseguir reduzir esse índice. É preciso que a população faça sua parte para eliminar o mosquito transmissor da dengue e outras doenças”, sustenta o chefe do Departamento de Controle de Doenças Vetoriais de São Vicente, Fábio Lopes.
O levantamento identificou que Itanhaém (2,7%), Mongaguá (1,7%) e Praia Grande (1,6%) foram classificados em estado de alerta. Esse patamar é definido em cidades com índice de infestação predial (IIP) entre 1% e 3,9%. Essas localidades fazem parte de outras 2.066 com a mesma condição no Brasil. Santos e Bertioga (ambas com 0,4%) tiveram índices satisfatórios, inferiores a 1%. Cubatão não consta no estudo nacional.
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