Skip to main content

Jornal O Repórter Regional

Page 1

Edição 71 - Especial Petróleo e Gás - 11 à 25 de março de 2013 - Distribuição Gratuita

Especial Petróleo & Gás As informações mais recentes sobre a Bacia de Santos e os impactos nas cidades do Litoral Sul

ILUSTRAÇÃO

facebook.com/jornaloreporter


02

Pré - Sal

Ano 04 número 71 11 à 25 de março de 2013

O Repórter Regional

Produção no pré-sal alcança 300 mil barris de petróleo por dia

ILUSTRAÇÃO

A descoberta do pré-sal e as transformações na nossa região

Por Silvio Siqueira Junior A região metropolitana da Baixada Santista passará por uma grande transformação nos próximos cinco, dez, quinze anos. Com o início da exploração comercial da camada do pré-sal na Bacia de Santos pela Petrobras e demais companhias petrolíferas, como Chevron, Esso, Repsol, entre outras, a Baixada Santista será, cada vez mais, procurada por empresas, com o objetivo estratégico de se instalarem próximas aos centros de exploração e produção de petróleo e gás da Bacia de Santos e, assim, gerarem novos negócios e empregos. Para quem ainda não acredita, a Petrobras já é uma realidade na região e veio para ficar. Hoje, cerca de 2 mil funcionários da companhia ocupam quatro edifícios em Santos. Diariamente, helicópteros pousam e decolam do Aeroporto de Itanhaém, com destino aos campos de Merluza, Lagosta, Mexilhão e Uruguá-Tambaú. Além disso, o potencial da camada de pré-sal é enorme. O volume total de petróleo e gás permite uma exploração consistente e contínua pelos próximos 50 anos. A Bacia de Santos é muito grande. Ela se estende da cidade de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, até o município de Florianópolis, em Santa Catarina. Portanto, compreende quatro estados do país: Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. A Bacia de Santos será a substituta natural da de Campos.(localizada no Estado do Rio de Janeiro), que teve a sua origem exploratória ainda na década de 60. Com a produção do petróleo na camada do pré-sal, o Brasil entrará no seleto grupo dos dez maiores produtores mundiais. Com a chegada das novas empresas e a geração de novos postos de trabalho, haverá um consequente aumento da população na Região Metropolitana da Baixada Santista, que hoje já ultrapassa 1 milhão e 700 mil habitantes. Estudos indicam que poderemos ter um acréscimo de mais 500 mil habitantes nos próximos 5 anos. Será, sem dúvida, o maior crescimento demográfico dentro do Estado de São Paulo e quem sabe do país em uma única região. Mais gente, mais necessidades de transportes, educação, habitação, saúde, coleta de lixo, saneamento básico, ou seja, toda a infraestrutura para se dar conta da nova demanda regional. Mais uma vez, o poder público (Federal, Estadual e Municipais) está atrasado e terá de correr atrás do tempo perdido, a exemplo do que está ocorrendo com os preparativos da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. A região precisará de novos acessos (estradas, ferrovias e portos), novos hospitais, novas habitações, mais escolas, mais universidades, muito treinamento e qualificação de pessoas, pois sem isso as oportunidades de trabalho serão perdidas e as vagas de emprego ocupadas por pessoas que virão de fora. E para que isso não ocorra, uma aproximação maior entre as universidades e a iniciativa privada será fundamental. Segundo a Petrobras, o Brasil vai precisar de 200 mil engenheiros e tecnólogos só para atender a cadeia de petróleo e gás nos próximos quatro anos. Além disso, cerca de 90% do material e equipamento utilizados atualmente no segmento é de empresas estrangeiras, o que revela um promissor campo a ser ocupado por empreendedores brasileiros. Para atender essa demanda, há a necessidade de uma maior aproximação entre governos, empresas, institutos de pesquisa e universidades.

A produção de petróleo nos campos operados pela Petrobras na província do pré-sal nas bacias de Santos e Campos atingiu, no dia 20 de fevereiro, a marca de 300 mil barris de petróleo por dia (bpd). Desse volume, 83% (249 mil barris de petróleo por dia), correspondem à parcela da Petrobras e o restante, à das empresas parceiras da companhia. Esse resultado foi alcançada sete anos, apenas, depois da primeira descoberta de petróleo na camada pré-sal, ocorrida em 2006. Um intervalo de tempo inferior ao que foi necessário para se chegar ao mesmo patamar em outras importantes áreas de produção marítima no mundo. Na porção americana do Golfo do México, por exemplo, foram necessários 17 anos, depois da primeira descoberta, para se alcançar a produção de 300 mil barris por dia. Na Bacia de Campos, foram

11 anos. E no Mar do Norte, nove. Diferentemente dessas áreas, na camada pré-sal toda a produção de petróleo ocorre em águas profundas, o que torna esse resultado ainda mais expressivo. A marca de 300 mil bpd, além disso, foi obtida com a contribuição de somente 17 poços produtores. Isso evidencia a elevada produtividade dos campos já descobertos. Desses poços, seis estão localizados na Bacia de Santos, que responde por 43% da produção (129 mil barris por dia). Os demais 11 poços estão localizados na Bacia de Campos e respondem por 57% da produção (171 mil barris por dia). A produção de gás natural nesses poços é de 9,8 milhões de m3/dia. A produção média mensal de petróleo na camada pré-sal, no mês de fevereiro de 2013, já atinge 281 mil barris por dia, o que representa um crescimento de 138% em ape-

nas 12 meses. Atualmente, a produção do pré-sal ocorre em oito diferentes plataformas, quatro delas produzindo exclusivamente da camada pré-sal: • FPSO Cidade de Angra dos Reis, operando desde outubro de 2010 no campo de Lula, na Bacia de Santos; • FPSO Cidade de Anchieta, operando desde setembro de 2012 no campo de Baleia Azul, na Bacia de Campos; • FPSO Cidade de São Paulo, operando desde janeiro de 2013 no campo de Sapinhoá, na Bacia de Santos; • FPSO Cidade de São Vicente, uma unidade itinerante utilizada para a realização de testes de longa duração que, desde fevereiro de 2013, está em operação também no campo de Sapinhoá, na área denominada Sapinhoá Norte. As outras quatro plataformas são unidades que foram instaladas, no passado, na Bacia de

Campos, para a produção de petróleo da camada pós-sal e que, por apresentarem capacidade disponível, viabilizam a rápida interligação de poços descobridores de petróleo na camada pré-sal. Em maio deste ano, mais uma plataforma será colocada em produção no pré-sal de Santos: o FPSO Cidade de Paraty, com capacidade para processar 120 mil bpd e 5 milhões de m3/dia de gás. Essa plataforma, que se encontra em fase final de montagem, em Angra dos Reis, será instalada na área Nordeste do campo de Lula, na Bacia de Santos. Entre 2014 e 2016 outras 11 novas plataformas entrarão em operação para a produção: dez na Bacia de Santos e uma na Bacia de Campos. Isso permitirá que a produção de petróleo operada pela Petrobras na camada pré-sal supere, já em 2017, 1 milhão de barris de petróleo por

Amprogás: em defesa dos municípios. A AMPROGÁS (Associação dos Municípios Produtores de Gás Natural do Estado de São Paulo) foi criada com o objetivo de mobilizar as cidades produtoras e associações para estar inserida em projetos de associações como a ANP (Associação Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), além

do Governo Federal. Porém, nos últimos meses, com a troca de administrações da entididade, diminuiram as atividades da associação. Com as novas descobertas de jazidas de petróleo e gás natural, as disputas pelos recebimentos dos royalties entre os estados e municípios estão acirradas.

Segundo a associação, que foi criada há quatro anos, a experiência associativa dos municípios tem sido positiva, reduzindo drasticamente os custos operacionais e fortalecendo politicamente a atuação em conjunto dos mesmos, em defesa dos seus interesses. A associação é com-

posta pelos municípios produtores do Estado de São Paulo, que se encontram na Área de Interferência Direta – AID, e reconhecidos pelo – Instituto Brasileiro de Geografia e Estáticas - IBGE, com base na metodologia desenvolvida, que são Ubatuba, Caraguatatuba, Ilhabela, Iguape e Peruíbe.


Petróleo & Gás 03

Ano 04 número 71 11 à 25 de março de 2013

O Repórter Regional

Novo gerente

Pré-sal: produção acelera em 2015 Segundo gerente-geral da Petrobras para a Bacia de Santos, mais plataformas ainda em construção começam a operar em dois anos

A produção de petróleo e gás natural do pré-sal crescerá com vigor em 2015. É nesse ano que começará a chegar uma série de plataformas que ainda estão em construção, segundo o novo gerente-geral da Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Santos (UO-BS) da Petrobras, Osvaldo Kawakami. O executivo participou do encontro da Câmara Setorial de Petróleo e Gás da Associação Comercial de Santos (ACS). “Temos um programa gigantesco de investimentos para os próximos dez anos. Parte disso será canalizada para o pré-sal da Bacia de Santos”. De acordo com ele, a exploração do pré-sal equivalerá ao total do que é agora extraído em todo o País.

No momento, o Brasil produz 2 milhões de barris de petróleo, que pularão para 4 milhões após a segunda metade da década.

“No futuro a unidade de Santos se tornará muito importante para a Petrobras”, diz o executivo. Considerando a produção total (petróleo mais gás liquefeito ou não), a

(depois do oceano,vem a camada de pós-sal, sal e, embaixo, pré-sal). Já o pré-sal,incluindo Santos e Campos, superou a marca dos 300 mil barris diários no dia 20. No mo-

11ª rodada O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) autorizou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) incluir 117 áreas na 11ª rodada de licitações de blocos para exploração. O governo acrescentou 65

blocos na bacia da Foz do Amazonas (no Amapá), seis na do Espírito Santo, dez na de Pernambuco-Paraíba e 36 na de Tucano Sul (Bahia). Agora serão 289 blocos a serem leiloados em 14 e 15 de maio. A ampliação foi solicitada pela presidente Dilma

Rousseff no mês passado, sendo oficializada agora. A resolução do CNPE relaciona, entre as justificativas para a inclusão do novo grupo de blocos na 11ª rodada, o interesse do Governo Federal em fazer concorrências para a concessão de blocos em áreas

estatal chega a 2,368 milhões de barris/dia. Desses 2,3 milhões de barris, a Bacia de Santos colabora com 200 mil barris, somando pré-sal e pós-sal

ILUSTRAÇÃO

mento, Santos tem poucos campos em produção comercial ou teste – como Lula, Uruguá, Baúna, Sapinhoá, Mexilhão e Lagosta, Entretanto, a Bacia de Campos é responsável por 74% do total nacional da estatal. Segundo o Plano de Negócios da Petrobras divulgado no ano passado, a estatal, entre 2014 e 2015, começa a operar em Iracema Norte e Sul e Sapinhoá Norte. De 2016 a 2020 serão mais 26 áreas, quase toda em Santos, reduzindo a participação de Campos no total. ILUSTRAÇÃO

Expectativa “Temos um programa gigantesco de investimentos para os próximos dez anos”

DIVULGAÇÃO

fora do pré-sal, em novas fronteiras exploratórias e em bacias maduras - que se encontram em estágio avançado de exploração. Entre os alvos do governo, está achar petróleo no norte da Amazônia, próximo às Guianas, local recente de descobertas.

Osvaldo Kawakami assumiu a gerência geral da Unidade Exploração e Produção da Bacia de Santos há três meses, quando José Luiz Marcusso foi transferido para o estado do Espírito Santo. Kawakami está na Petrobras desde março de 1995, quando foi contratado como gerente de logística da E & P BC (Bacia de Campos) em Macaé (RJ). Três meses depois, em maio do mesmo ano, atuou como gerente de logística geral da E &P Petrobras, na capital do Rio. De junho de 1996 à abril de 2000 trabalhou como gerente geral da E & P Petrobras, responsável pela gestão da operação upstream de Santos, Pelotas e Bacia do Paraná. De maio à agosto de 2000 foi coordenador especial de tributação para importar Plataformas da Petrobras. Foi gerente geral do escritório da Petrobras em Tóquio de dezembro de 2000 à janeiro de 2013. Além disso, foi presidente da CCBJ Câmara Brasileira de Comércio no Japão, com o objetivo de melhorar o relacionamento entre Brasil e Japão.


O Repórter Regional

Ano 04 número 71 11 à 25 de março de 2013

Distrito Industrial 05

Distrito Industrial é criado em área com restrições ambientais em Peruíbe

FOTO: GOOGLE / ILUSTRAÇÃO: JORNAL O REPÓRTER REGIONAL

Embora criado em agosto do ano passado, o Setor Especial de Interesse Industrial, do município de Peruíbe pode ter deixado de receber indústrias não poluentes, por conta de obstáculos ambientais. Segundo informações apuradas pelo jornal O Repórter Regional, o distrito ainda não saiu do papel por estar localizado em uma área com restrições ambientais. Estão inseridas na área, as quadras 1, 2 e 3 do loteamento Chácaras Fazenda São João, em frente

ORAÇÕES E AGRADECIMENTOS Oração a Santo Expedito - Meu Santo Expedito das causas justas e urgentes interceda por mim junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo, socorra-me nesta hora de aflição e desespero, meu Santo Expedito Vós que sois um Santo guerreiro, Vós que sois o Santo dos aflitos, Vós que sois o Santo dos desesperados, Vós que sois o Santo das causas urgentes, proteja-me. Ajuda-me, Dai-me força, coragem e serenidade. Atenda meu pedido (Fazer o pedido). Meu Santo Expedito! Ajuda-me a superar estas horas difíceis, proteja de todos que possam me prejudicar, proteja minha família, atenda ao meu pedido com urgência. Devolva-me a paz e a tranquilidade. Meu Santo Expedito! Serei grato pelo resto de minha vida e levarei seu nome a todos que têm fé. Muito obrigado. (Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e fazer o sinal da cruz).

ao Cemitério Municipal Santa Isabel, localizado próximo ao bairro Veneza (veja foto). Para este setor, foram definidos alguns critérios urbanísticos específicos como: recuo frontal de 15m, recuos laterais de 5m de cada lado, 8m de recuos de fundis e gabarito máximo de 15m. O Setor Especial de Interesse Industrial 1, foi criado através da lei complementar nº 196, e está em vigor desde o dia 24 de agosto do ano passado pela prefeita, na época, Milena Bargieri.

Uma publicação da empresa Serviçal Editora e Comunicação Ltda. CNPJ.: 96.569.355/0001-75. Peruíbe - SP. CEP.: 11.750-000. Telefone: (13) 3455-2949 e-mails: redacao@reporterregional.com.br comercial@reporterregional.com.br - Perfil: facebook.com/jornaloreporter Tiragem: 6.000 exemplares Gráfica: RBS Jornalista Responsável: Silvio Siqueira Junior - MTB 20.989 Administração: Silvana Ribeiro Siqueira - Publicidade: Ricardo Alves, Tarciso Antonio da Silva. ProduçãoGráfica:BrunoNeriRedação:WillianMatias -Colaboradores:RuiSibílioeIsabelleKretschmer Matérias assinadas são de responsabilidade de seus autores.


Ano 04 número 71 11 à 25 de março de 2013

Investimentos

Aeroporto de Itanhaém terá sua estrutura ampliada Ampliação de estrutura evidencia potencial da área, que já serve como referência para operações aéreas da Petrobras O Governo do Estado abriu licitação para concessão de área aeroportuária externa no Aeroporto Estadual Antonio Ribeiro Nogueira Jr., em Itanhaém. Serão disponibilizados dois lotes para construção de edificações para atividades aeronáuticas. O processo licitatório está em andamento no Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp). Os envelopes com as propostas serão abertos no dia 22, na sede do Daesp, na Capital Paulista. Os dois lotes disponibilizados nessa concorrência pública possuem 2.458,75 m2 de área e serão destinados para atividades aeronáuticas, tais como abrigo de aeronaves (hangares, oficina de manutenção). A adequação da área bem como a implantação de toda a infraesturutura no local será de responsabilidade da empresa vencedora do processo licitatório. O valor estimado para a concessão de cada lote é de R$ 20.552,35 mensais, por um período de 24 meses. Entre os anos de 2011 e 2012, o Aeroporto de Itanhaém registrou crescimento de 51% na movimentação de aeronaves. Em 2011, o aeródromo recebeu 15.638 pousos e decolagens contra os 23.620 registrados em 2012. ASSESSORIA

A concessão será de dois lotes, sendo cada um com 2.458,75 metros quadrados de área, para construção de edificações para atividades aeronáuticas

O Repórter Regional

Itanhaém implantará Zona de Processamento de Exportação

Medida permite instalação de empresas em área projetada e com infraestrutura adequada e foco voltado para o comércio exterior nejamento e da Casa Civil. O CZPE integra a estrutura administrativa do MDIC, cujo titular também preside o Conselho. As ZPEs são administradas por empresas constituídas especificamente para essa finalidade, podendo ser públicas, privadas ou mistas. A tendência mundial (e a recomendação de instituições como o Banco Mundial e a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial – UNIDO) é de que essas empresas sejam geridas pelo setor privado, por uma questão de agilidade operaCidade oferece estrutura e condições para implantar ZPE. cional e de continuidade Conforme publicado na área mais próxima da “O País precisa despertar de gestão. Na etapa atual na edição de número rodovia, em um espaço para essa nova realidade. de implantação das ZPEs 57 de O Repórter Re- de 40 hectares (400 mil As ZPEs contribuem para no Brasil, temos os três gional, o município de metros quadrados). O in- o fomento da economia”. tipos de empresas, mas Itanhaém está prestes a vestimento para essa fase As chamadas Zonas de a tendência também é de passar por um processo inicial é orçado em R$ Processamento de Expor- que venha a predominar de transformação, que 28,7 milhões, que serão tação (ZPEs) são distritos a gestão privada dessas permitirá a expansão custeados integralmente industriais incentivados, empresas. Mais de vinte das atividades voltadas pela iniciativa privada, onde as empresas neles Desde 1988, quando foi para o setor industrial. incluindo a elaboração localizadas operam com Trata-se da implantação de projetos e estudos am- suspensão de impostos, publicado o Decreto-Lei da Zona de Processamen- bientais, infraestrutura liberdade cambial e pro- 2.452/1988, foram autoto de Exportação (ZPE), urbana e construção civil. cedimentos administrati- rizadas 22 ZPEs no BraPara o presidente da vos simplificados - com sil: 12 pelo presidente que está em fase de análise pelo Governo Federal. Associação Brasileira de a condição de destina- José Sarney, 4 pelo preNa prática, a Cidade Zonas de Processamento rem pelo menos 80% de sidente Itamar Franco, 5 projeta a implantação de Exportação (Abrazpe), sua produção ao merca- pelo presidente Luiz Ináde área da ZPE em uma Helson Braga, Itanhaém do externo, ficando 20% cio Lula da Silva e uma propriedade do Bairro comportaria uma ZPE em da produção vendida no pela presidente Dilma Rousseff. Quatro delas Cibratel, altura do Km função da sua localização mercado doméstico. 330 da Rodovia Padre geográfica privilegiada. Na esfera federal, dois (Imbituba/SC, Teófilo Manuel da Nóbrega. Este “É um município que tem órgãos comandam o Otoni/MG, Araguaína/ projeto acompanha a le- uma estrutura urbana in- programa das ZPEs: O TO e Rio Grande/RS) gislação federal vigente, teressante e uma malha Conselho Nacional das já construíram as obras que acabou de passar por rodoviária que pode esco- Zonas de Processamento de infraestrutura (cerca, uma revisão no Senado e ar a produção tanto para de Exportação (CZPE) acessos, instalações da agora vai para votação da o Porto de Santos como e a Secretaria da Receita Receita Federal, sistema Câmara dos Deputados para o de Paranaguá”, re- Federal do Brasil (RFB). de vigilância etc.), ainda forçou o dirigente. Federais. O CZPE é um colegiado na década de 90, e preciPara Helson Braga, a composto por represen- sam readequar essas insA área em Itanhaém conta com 400 hectares proposta não só amplia- tantes dos Ministérios do talações para poderem (quatro milhões de me- ria o mercado de trabalho Desenvolvimento, Indús- ser alfandegadas (espétros quadrados). A in- como também exploraria tria e Comércio Exterior cie de “habite-se” dado tervenção será feita por um segmento da Baixa- (MDIC), da Fazenda, da pela Receita Federal, que módulos, sendo que a pri- da Santista que apresen- Integração Nacional, do permite o início do seu meira etapa está prevista ta um potencial enorme. Meio Ambiente, do Pla- funcionamento). ASSESSORIA

06


O Repórter Regional

Ano 04 número 71 11 à 25 de março de 2013

Royalties 07

Governadores questionam nova lei de Royalties e entram com ação no STF

O texto publicado no último dia 18 inclui os dispositivos que haviam sidos vetados pela presidente Dilma. RJ e ES já entraram com uma ação no STF contra a lei. Para evitar que o tema seja definido pelo Judiciário, alguns deputados tentam um novo acordo sobre a proposta. A nova lei que trata da distri- resgatados por deputados e se- dinheiro. discutindo a possibilidade de às novas regras”, argumentou buição dos royalties do petróleo nadores. Com a derrubada dos Os dois estados pediram de- um novo acordo entre estados Teixeira. Paulo Rubem Santia(12.734/12) foi publicada no vetos, a nova distribuição dos cisões liminares, ou seja, pro- produtores e não produtores. A go (PDT-PE) concorda com a último dia 18 no Diário Oficial royalties passa a valer também visórias, para suspender a re- ideia seria a aprovação de uma proposta e acredita que o prazo da União. O texto, promulgado para os contratos de explora- distribuição dos royalties até a nova lei sobre o assunto, que de adaptação às novas regras pela presidente Dilma Rousseff ção já assinados e não só para decisão final de mérito. “É bem pode revogar a Lei 12.734/12. possa chegar a 10 anos. na noite do último dia 14, ga- os acordos de extração futuros, provável que o Supremo con- Segundo Molon, as novas reJá Molon vem negociando a rante a distribuição mais igua- como previa a lei publicada an- ceda a liminar suspendendo a gras podem ser estabelecidas possibilidade de a União anlitária dessas verbas entre esta- tes. aplicação da nova lei até a sua pela medida provisória 592/12, tecipar as receitas futuras de dos e municípios produtores e Ação direta de decisão de mérito, o que seria que está em tramitação na Câ- royalties dos entes não pronão produtores, conforme apro- inconstitucionalidade no mínimo prudente, tendo em mara. dutores. Seriam cerca de R$ vado pelo Congresso no último As ações diretas de inconstitu- vista uma lei tão controversa. E O deputado baiano Amau- 4,5 bilhões em transferências. dia 7. Os governadores do Rio cionalidade dos governadores não há prazo para essa decisão ri Teixeira (PT) defende uma Com a medida, esses estados e de Janeiro e do Espírito Santo do Rio de Janeiro, Sérgio Ca- final”, ponderou o deputado nova lei que estabeleça a pro- municípios ficariam de fora do já entraram com ações diretas bral, e do Espírito Santo, Re- Alessandro Molon (PT-RJ). As gressão dos valores devidos rateio dos campos já licitados. de inconstitucionalidade no Su- nato Casagrande, argumentam duas ações foram distribuídas aos estados e municípios ao Os valores repassados nos própremo Tribunal Federal (STF) que esses entes tinham a ex- para a ministra Carmem Lúcia. longo dos próximos anos, até ximos anos seriam compensacontra a lei. pectativa de receber as verbas Nova lei a aplicação do total aprovado dos nos anos futuros, quando A lei publicada traz os 142 dis- dos royalties e que vários proPara evitar que a questão pelo Congresso. “O objetivo é os entes passassem a receber positivos que haviam sido veta- gramas sociais e investimentos seja definida pelo Judiciário, garantir tempo para que todos as verbas dos contratos que dos pela presidente, mas foram já contratados dependem desse alguns parlamentares vêm se adaptem com tranquilidade ainda serão assinados. fonte: anp / ilustração: jornal o repórter regional

Gráfico mostra que os três municípios do Litoral Sul Paulista passaram a receber mais recursos desde 2010, quando a plataforma Mexilhão começou a produzir na Bacia de Santos. *O gráfico de 2013 mostra apenas o valor acumulado em janeiro e fevereiro. A expectativa é que Peruíbe bata um recorde de quase R$ 1,5 milhão.


08

Guia de Negócios

Ano 04 número 71 11 à 25 de março de 2013

O D DI

N E V

Anuncie aqui tamanhos exclusivos 3455-2949

O Repórter Regional


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Jornal O Repórter Regional by Jornal O Repórter - Issuu