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Edição n.º 90 - Maio 2021

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EDIÇÃO N.º 90, MAIO DE 2021

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

OQUERCUS@AEISA.PT

O QUERCUS

© Foto: Mariana Castro


O QUERCUS N.º 90

03 04 06 20 21 22 26

MENSAGEM DA PRESIDÊNCIA DEPARTAMENTOS DA AEISA NÚCLEOS DE ESTUDANTES DO ISA APEF PRAXIS AS TUNAS DO ISA CALOIROS BUDDIES

OQUERCUS@AEISA.PT

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ATLETISA VOLUNTARISA JÁ DIZIA A MINHA AVÓ PRA QUEM OS TEM O LEITE NA ALIMENTAÇÃO HUMANA, UM DEBATE, UMA ANÁLISE CRÍTICA NATURAL VS. QUÍMICO: UMA FALSA DICOTOMIA A PRECISAR DE SER ESQUECIDA CONSULTAS DE APOIO PSICOLÓGICO PARA ESTUDANTES

FICHA TÉCNICA Edição: AEISA Coordenação: Joana Marques Redação: Matilde Mestre Grafismo: Inês Mendes Revisão: Simão Alves, Madalena Caroço Agradecemos a colaboração de todos!

Inês Mendes Secção Design Gráfico

Caros colegas, Aqui vos apresentamos a edição n° 90 da revista "O Quercus". Pretendemos dar a conhecer a Associação dos Estudantes do nosso Instituto, bem como os Núcleos das diferentes Licenciaturas, as Tunas e outras importantes entidades, que em conjunto constroem o espírito académico do ISA. São abordados temas de caráter lúdico e científico, com o intuito de partilhar um pouco do que têm sido estes meses para a nossa comunidade estudantil. Apresentamos também algumas das atividades concretizadas este ano, desenvolvidas no sentido de atenuar os efeitos das restrições impostas pela pandemia de COVID-19 e de preservar a brilhante, alegre e única atmosfera académica que diferencia o ISA. Desejamos a todos uma boa leitura!

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Mensagem da Presidência

Caros(as) alunos(as) do nosso muy nobre Instituto, Os momentos que correm não têm sido fáceis, vivemos angustiados, ansiosos, desmotivados e podemos muitas vezes sentirmo-nos sós. No entanto, estamos juntos. Ultrapassemos unidos o que nos aflige, passamos todos pelo mesmo. Sentimos saudades do “Bom dia” do Sr. Luís, do “Ouça” da Belinha, dos pavões, das conversas no “Paulo”, das praxes, dos convívios, das festas, das palestras, das saídas de campo, das aulas presenciais, dos nossos amigos e colegas, sendo estes também os nossos docentes e não docentes. Os mais recentes membros da nossa casa, não tendo tido a mesma oportunidade que os mais velhos, sentem mesmo saudades do que ainda não viveram. Mas na realidade o que vivemos atualmente não é adiável, nem é controlável. Por isso, devemos pensar positivamente, devemos ser otimistas e lembrarmo-nos de que somos diferentes. Somos de Agronomia. A nossa comunidade é capaz, é forte e é unida. Somos poucos, mas somos próximos. A AEISA somos nós, são vocês, somos todos, e estamos-vos sempre abertos, desejamos-vos o melhor e lutamos por isso. Este semestre, em particular, foi pensado em apoiar os alunos tanto com material necessário às aulas online, como através da criação de oportunidades diversas que nos amparam psicologicamente e nos mantêm ativos. Estivemos sempre presentes aquando de um pedido de ajuda e mantivemo-nos sempre otimistas para que pudéssemos passar esperança. Apelamos a que cumpram as regras de segurança impostas pela DGS para o vosso bem, para o bem dos vossos e para o bem do ISA. Que um dia possamos voltar às inúmeras atividades presenciais que vos proporcionamos com muito carinho! Até lá demonstrem que o espírito de Agronomia é capaz. É para quem os tem! Presidência da AEISA Simão Alves Madalena Caroço

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Caros estudantes do Instituto Superior de Agronomia, antes de mais espero que se encontrem bem de saúde enquanto lêem esta icónica revista da AEISA. Infelizmente encontramo-nos num tempo bastante anormal àquele a que estamos habituados, vivemos tempos difíceis que certamente irão afetar as nossas vidas para sempre. Por isso mesmo, este ano, temos uma Secção de Apoio ao Estudante mais forte que tem sempre em conta as vossas necessidades e quer ajudar-vos nas vossas dificuldades. Uma das maiores preocupações da nossa secção e da AEISA tem sido a saúde mental dos estudantes pelo que este ano inovámos com webinars e com um protocolo que permite aos estudantes terem ajuda e acompanhamento psicológico. Apesar destas iniciativas da AEISA, apelamos, também, à entreajuda entre os estudantes do ISA, para que estejam atentos, tenham solidariedade para com os outros e que dêem a conhecer as iniciativas e ajudas que o nosso departamento pode oferecer. Também disponibilizamos apoio aos estudantes que não tenham recursos para ter aulas em regime online de forma adequada, estreitando a relação destes alunos com o centro informático do ISA, de modo a obterem o material pretendido. Fazer parte da Associação de Estudantes deste nobre Instituto é um privilégio, mas com responsabilidades e compromissos para com todos os alunos do ISA, ser uma voz de todos os estudantes e representá-los. Como referido anteriormente, estamos a viver um ano atípico com dificuldades acrescidas tanto aos estudantes como aos docentes do ISA, pelo que nós, membros do Apoio ao Estudante, comprometemo-nos a continuar a dar tudo por vocês e por uma qualidade de ensino que merecem. Desejamo-vos uma boa época de exames e que tenham muito sucesso no ISA e no futuro. Saudações Agronómicas, Departamento de Apoio ao Estudante

João Tavares Coordenador

Madalena Caroço Política Educativa

Margarida Barata Ação Social/2.º Vogal

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Diogo Henriques Empreendedorismo e Saídas Profissionais

Mariana Malobbia Erasmus

Renata Moreira Científico-Cultural

Margarida Próspero Agros


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Caros estudantes do Instituto Superior de Agronomia, O Departamento Desportivo tem o prazer de dar a conhecer, de uma melhor forma, o trabalho desta equipa. Para os mais distraídos, a AEISA conta com equipas em várias modalidades, que são elas, Futebol (equipa masculina), Futsal (equipa masculina), Rugby (equipa masculina) e Voleibol (equipas feminina e masculina). Se tiveres interesse em qualquer uma destas equipas ou noutra modalidade, não hesites em contactar-nos, estamos sempre dispostos a ajudar. Num ano tão atípico como este, as nossas equipas não tiveram oportunidade de participar e mostrar as suas capacidades nos Campeonatos Universitários de Lisboa, como sempre o fizeram nos anos passados. No entanto, continuaram com vontade de treinar mesmo sem as típicas competições, com os objetivos de continuar o trabalho feito anteriormente, melhorar e, ainda, dar a conhecer as nossas equipas aos caloiros. No entanto, surgiu uma nova modalidade, os E-Sports, da qual a AEISA teve represetnação nos dois torneios que existiram (League of Legends e FIFA 21). Continuamos a trabalhar em conjunto com a ADESL e com a FADU, com o intuito de dar oportunidade aos nossos estudantes de praticarem desporto e representarem a sua AE e a sua Faculdade. O Departamento Desportivo continuará a trabalhar em prol dos alunos e a desenvolver atividades que se realizarão com as devidas normas de segurança. Estamos a pensar em ti! Saudações Agronómicas, Departamento Desportivo

Vasco Oliveira Coordenador

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Diogo Travassos Futebol

Beatriz Moreira Voleibol

Henrique Renga Rugby

Rita Dias Apoio a Modalidades

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Por força desta pandemia e com uma equipa jovem e motivada em mostrar que, embora sejamos reconhecidos em todo o meio académico pelas nossas míticas festas, a recreação não passa apenas por aí. O Departamento Recreativo da AEISA sentiu a necessidade de inovar, numa situação em que não nos é permitida a organização dos nossos afamados eventos, decidimos criar um meio de chegar aos estudantes a qualquer altura e em qualquer lugar, para que se sintam sempre próximos da AEISA, mesmo estando longe. Daqui nasce o podcast – “PRA QUEM OS TEM”, com uma vertente mais humorística e recreativa, e outra mais científica e cultural. Este podcast tem o intuito de aproximar os estudantes àquilo que é a experiência académica nas suas mais diversas formas. Infelizmente, a situação em que nos encontramos, apenas nos permite idealizar aquilo que queremos fazer, sem podermos ter certezas de nada… Mas nada de desanimar, porque assim que nos for permitido, a AEISA irá proporcionar aos estudantes aquilo por que todos nós já ansiamos há muito! As ideias estão estudadas e se nos for possível avançar, haverá muitas surpresas. Esperamos voltar o mais rápido possível e, entretanto, mantenham-se atentos ao podcast da AEISA. Guardem a vossa energia para que, quando voltarmos, seja em força e consigamos mostrar, a todos, que Agronomia é para quem os tem! Saudações Agronómicas, Departamento Recreativo

Tiago Santos Coordenador

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João Paulino Recreativo

Gonçalo Palacino Apoio Logístico

Manuel Lopes Apoio a Eventos

Hugo Aristides Apoio a Eventos

Tiago Amaro Apoio a Eventos


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Saudações a toda a comunidade do nosso querido Instituto Superior de Agronomia. O departamento Marketing e Comunicação funciona como um elo de ligação entre a AEISA e os estudantes. Valorizamos a comunicação não só a nível interno como também a nível externo, um bom clima entre todo o departamento e a entreajuda. Reforçámos a partilha de informação sobre as boas práticas exigidas pela pandemia de COVID-19 e mantivemos a nossa proximidade com os estudantes através das nossas páginas no Instagram e Facebook. Temos divulgado, com sucesso, todas as atividades e palestras, desde o apoio psicológico às sessões de exercício no canal do YouTube da AEISA. Este ano, de modo a facilitar a integração dos caloiros na vida académica do ISA e promover o contacto com os veteranos, proporcionámos, no início do 2º Semestre, a atividade “Caloiros Buddies”. Em conjunto com o departamento Recreativo estamos a desenvolver o podcast “P’ra Quem Os Tem”. Estamos muito entusiasmados com este projeto, que brevemente esperamos disponibilizar a toda comunidade. Estamos sempre disponíveis para vos ouvir e esclarecer qualquer dúvida, as vossas sugestões são fundamentais para a nossa evolução enquanto comunidade estudantil do ISA. Não hesitem em contactar-nos através das redes sociais ou diretamente na nossa Sede! Saudações Agronómicas, O Departamento Marketing & Comunicação

Joana Marques Coordenador

Inês Mendes Design Gráfico

Cláudia Maia Comunicação e Apoio a Eventos

Matilde Mestre O Quercus

Beatriz Veiga Audiovisuais

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O Departamento Administrativo e de Gestão de Recursos tem como principal função a gestão de todo o património da AEISA, tanto financeiro como material. Somos uma equipa, e como tal trabalhamos em prol da gestão sustentável da nossa Associação de uma forma unida e marcada pelo espírito de serviço, sempre bem cientes da responsabilidade inerente ao Departamento que representamos. O Departamento que tem a cargo a saúde financeira da AEISA, essencial ao desempenho de todos os outros Departamentos que a compõem, depara-se este ano com uma tarefa árdua e desafiante. Num ano atípico como este, em que, geralmente, as despesas são superiores às receitas, é necessário manter uma gestão cuidadosa do património financeiro, baseada numa estratégia de redução de despesas e procura por novas fontes de rendimento. O contacto com novos parceiros e potenciais patrocinadores revela-se essencial para a sustentabilidade e viabilidade financeiras da AEISA, para realizar todas as iniciativas que diferenciam a nossa prestigiada AEISA, para vos oferecer, os nossos estudantes, o melhor. Trabalhamos no sentido de garantir as melhores condições dos espaços afetos à Associação para que qualquer um de vós possa usufruir dos mesmos, atendendo sempre para as vossas necessidades e para as normas sanitárias vigentes. Estamos atentos também aos Núcleos e Tunas do ISA, e é nosso objetivo apoiar a sua atividade, visto que consideramos serem parte imprescindível para uma melhor integração de todos os estudantes na vida académica do nosso Instituto. Desejamos-lhes o sucesso pelo qual trabalhamos para a AEISA. Com a contribuição e entreajuda de todos os Departamentos até hoje verificado, será mais fácil ultrapassarmos este desafio, mantendo a AEISA numa situação financeira estável. Relembramos todos com saudade e aguardamos igualmente todos com expectativa os eventos presenciais dinamizados pela AEISA, mas sobretudo por vocês. Estamos atentos às vossas necessidades e desejos. Podemos estar longe fisicamente, mas em breve voltaremos a esses momentos. Resta-nos aguardar pacientemente e com tranquilidade. Saudações Agronómicas, O Departamento Administrativo e de gestão de Recursos

Joana Pirralho Coordenador

Daniel Garcia Tesoureiro

Rafaela Matos Apoio a Núcleos/1.º Vogal

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Mónica Roque Secretário

António Henriques Património


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Núcleo de Estudantes de Engenharia Alimentar Somos o AlimentISA, o núcleo dos estudantes de Engenharia Alimentar do Instituto Superior de Agronomia. Ao longo de vários mandatos, o nosso objetivo, enquanto núcleo, tem sido ajudar os estudantes do nosso curso em qualquer situação e fornecer mais ferramentas e conteúdo para além do que o curso oferece, de forma a dar a conhecer um pouco do nosso futuro enquanto profissionais. Consideramos que a boa comunicação entre os alunos, profissionais e professores é uma mais valia para o nosso desenvolvimento, quer profissional, quer pessoal. E, por isso, tentamos agilizar ao máximo e da melhor maneira esta ligação. Dadas as circunstâncias deste ano atípico, tentamos continuar a dar informações importantes e formações online que complementem a aprendizagem dos alunos. Assim, organizamos duas formações online, nomeadamente “Sistemas de Gestão da Qualidade ISO 9001”, realizado em março, e “Implementação e Avaliação do Sistema HACCP”, a realizar em outubro. Foram também realizadas duas sessões de esclarecimento via Zoom, com o título de “Acabei o curso… E agora?”, com o propósito de esclarecer as dúvidas dos alunos relativamente ao nosso futuro enquanto Engenheiros Alimentares no mercado de trabalho. Para isto, foram convidadas duas professoras do ISA e duas profissionais da área. Como todos os anos, também foi desenhada uma nova sweat de curso. Esperamos, assim, dar algum auxílio aos presentes estudantes de Engenharia Alimentar! A Presidente e Vice-Presidente, Beatriz Abelha e Mafalda de Albuquerque

@alimentisa facebook.com/alimentisa

MANDATO 2020/2021 Direção: Beatriz Abelha, Presidente Mafalda de Albuquerque, Vice-Presidente Mónica Matos, Tesoureiro Gonçalo Hilário, Secretário André Saragoça, 1.º Vogal Catarina Lourenço, 2.º Vogal Catarina Teixeira, 3.º Vogal Inês Mata, 4.º Vogal Miguel Costa, 5.º Vogal Mesa da Assembleia Geral: Francisco Herdeiro, Presidente Rita Falcão, 1.º Secretário Madalena Leitão, 2.º Secretário

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Núcleo de Estudantes de Engenharia do Ambiente O segundo semestre acabou e o teu Núcleo de Estudantes de Engenharia do Ambiente continuou e continua a trabalhar de forma motivada e dinâmica para proporcionar a todos os alunos de Engenharia do Ambiente uma vasta paleta de oportunidades e conhecimentos, que certamente irão contribuir para a construção do teu percurso académico. Neste sentido, ao longo do tempo, foram divulgadas publicações nas redes sociais do NAISA com o intuito de alertar para diferentes áreas, destacando datas nacionais e internacionais que assinalam várias temáticas, divulgando dicas e ideias que contribuam para o desenvolvimento sustentável e, recentemente, demos início à série de entrevistas “Conversas com Bom Ambiente” tendo como tema do seu primeiro episódio “Hábitos Sustentáveis”. O NAISA está também envolvido com o movimento estudantil nacional “Carta Aberta do Ensino Superior pelo Clima” de forma a apelar à declaração de emergência climática junto das instituições de ensino superior. Tendo em conta a situação pandémica que atravessamos e com o propósito de envolver os nossos alunos no trabalho desenvolvido, o NAISA publicou nas suas redes sociais um vídeo com alguns testemunhos de colegas que conseguiram encontrar pontos positivos no meio desta situação caricata e tão incerta. No final do mês de abril decorreram as tão esperadas IV Jornadas de Engenharia do Ambiente, com o tema “O que é um Engenheiro do Ambiente?” e esperamos que tenhas disfrutado delas ao máximo, ganhando novas aptidões teóricas e práticas que, certamente, te ajudarão ao longo do percurso que te espera. Caso não tenhas tido oportunidade de assistir a alguma sessão, contacta-nos através do e-mail nucleoambienteisa@gmail.com e iremos fazer-te chegar as gravações da mesma. Desta forma, continuaremos a trabalhar neste mandato com tanto potencial ainda por explorar e contamos contigo para embarcares connosco, nunca esquecendo que SOMOS DE AMBIENTE, O MELHOR CURSO DE SEMPRE! NAISA Raquel Santos

@nucleoambienteisa facebook.com/nambienteisa Discord NAISA

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MANDATO 2020/2021 Direção: Tiago Santos, Presidente Eva Ramos, Vice-Presidente Raquel Santos, Secretária Renata Moreira, Tesoureira Mesa da Assembleia Geral: Tiago Gomes, Presidente Hernâni Luz, 1.º secretário José Lemos, 2.º Secretário

Recreativo: Joana Marques Diogo Barata Guilherme Marques Audiovisuais Patrícia Reduto António Cruz Estefânia Martins Cientifico/Cultural Maria Gala Júlia Coelho Marta Martins Apoio ao Estudante Margarida Bernardino Tomás Carola Márcio Correia Ana Marujo


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Núcleo de Estudantes de Engenharia Agronómica O NagroISA, Núcleo de Agronómica do Instituto Superior de Agronomia, tem como principal missão a defesa dos interesses de todos os estudantes na área científica de Agronómica do Instituto Superior de Agronomia. Apesar dos inúmeros desafios que se levantaram com a passagem do regime de ensino presencial para online neste último ano, o NagroISA não baixou os braços e continuou a lutar para trazer aos alunos conteúdos de grande relevância. Deste modo, desenvolvemos as AgroTalks, uma série de palestras semanais que tiveram como objetivo a partilha de experiências por parte de antigos alunos da universidade, que entraram recentemente no mercado profissional, de modo a ajudar os alunos da Licenciatura que estão a sentir dificuldades na escolha do Mestrado. Assim aproveitamos este meio para agradecer a todos os que se disponibilizaram para oferecer o seu valioso testemunho. Apesar das várias adversidades que este regime online trouxe, também permitiu facilitar a partilha de informação entre pessoas à distância. Assim decidimos aceitar o convite feito pelos nossos colegas da NEAgro-UTAD para colaborar na organização de inovadores Webinars e das míticas jornadas de Engenharia Agronómica, a realizar respetivamente ao longo do ano e dia 24 de maio. Estes vão certamente ser eventos imperdíveis, uma vez que se irão discutir temas de grande importância no setor, abrindo a porta à partilha de ideias que podem revolucionar a forma como vivemos o presente e planeamos o futuro.

MANDATO 2020/2021

Direção: Maria Soares, Presidente Bernardo Machado, Vice-Presidente Miguel Teixeira, Tesoureira Sophie Lenehan, Secretário Laura Rosa, Relações Públicas Inês Lopes, Apoio ao Estudante Pedro Santos, Apoio ao Estudante Marco Neves, Científico-Cultural Vânia Alcobia, Científico-Cultural Afonso Mattos Águas, Merchandising Miguel Felizardo, Multimédia Sara Pereira, Multimédia Franciscom Laureano, Recreativo João Graça, Recreativo Simão Batista, Recreativo

@nagroisa facebook.com/nagroisa

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Mesa da Assembleia Geral: Sofia de Alcântara, Presidente Patrícia Lopes, 1.º Secretário António Veríssimo, 2.º secretário


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Núcleo de Estudantes de Biologia O Núcleo de Biologia do ISA, NuBISA, é um dos núcleos integrantes da Associação de Estudantes do nosso Muy Nobre Instituto, sendo com muito orgulho, um dos núcleos mais ativos do ISA. O nosso núcleo, sempre pautado pela produtividade e esforço de equipa surge, em todos os mandatos, com objetivos muito semelhantes: promover atividades de caráter principalmente pedagógico, mas também recreativo. Este ano tem sido marcante e desafiante devido aos dias diferentes que temos vivenciado, no entanto, conseguimos adaptar os eventos de forma a que os nossos alunos não ficassem prejudicados, complementando a licenciatura em Biologia no ISA. Durante este ano, organizámos uma pequena receção aos novos alunos via zoom, assim como, as anuais sweats de curso, e renovámos o emblema do curso de biologia que desde há muitos anos não era atualizado. No final do semestre par, os estudantes do ISA podem sempre contar com o NuBISA para a organização e realização das Jornadas da Biologia, que este ano abordaram temas como a biomedicina, biotecnologia, microbiologia e workshops de como realizar um CV inovador. O NuBISA faz parte de um órgão nacional, a ANEBio, Associação Nacional de Estudantes de Biologia que faz a ponte entre Núcleos do país inteiro com a Ordem dos Biólogos, para que a Ordem faça a ponte com o Ministério da Educação. Assim, o NuBISA representa os estudantes da licenciatura, para que estes sejam ouvidos. Com os melhores cumprimentos e votos de boa saúde, Equipa NuBISA

MANDATO 2020/2021 Direção: Rita Marques, Presidente Denise Pereira, Vice-Presidente Madalena Santos, Secretária Rita pereira, Tesoureira Carolina Marques, Relações Públicas Ana Rodrigues, 1.º Vogal Rafael Baptista, 2.º Vogal

@nubisagram facebook.com/nubioisa

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Mesa da Assembleia Geral: Catarina Santos, Presidente Mariana Feliciano, 1.º Secretário Maria Inês Mendes, 2.º secretário

Vogais: Madalena Pinto Mónica Afonso Remy Verganista Inês Mourato Joana Ferreira Joana Silva Ana Rita Cabaço Isabela Soares Mafalda Fortuna Gonçalo Silva João Varela João Vinagreiro Maria Diogo


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Núcleo de Estudantes de Zootecnia O curso de Engenharia Zootécnica é direcionado para quem aprecia a vida no campo e tem gosto em lidar com espécies pecuárias. A licenciatura foca-se na produção animal, tendo como objetivo principal formar profissionais, por forma a reduzir custos de produções e aumentar o lucro de uma exploração, tendo em consideração o bem-estar e todas as boas práticas para lidar com as diferentes espécies, respeitando-as. O nosso núcleo, ZootecnISA, acompanha as dificuldades do setor e dos estudantes, procurando representar os alunos do Instituto e dar a conhecer a importância do papel da zootecnia, através de eventos como as Jornadas Zootécnicas e palestras, organizadas com a colaboração de profissionais experientes na área. Estas conferências têm como objetivo a transmissão de uma base teórica e prática do setor agrário, complementando as matérias lecionadas ao longo do percurso académico e aproximando os alunos à área e ao mercado de trabalho. Este ano os núcleos da faculdade encontram maiores dificuldades na organização de eventos, devido à pandemia atual. O ZootecnISA tem trabalhado para contornar esta situação, participando na organização do congresso “Zootecnia pelo Mundo” em conjunto com o Brasil e deu início a um projeto online, intitulado de “Sextas Zootécnicas”, de forma a fortalecer os conhecimentos da área com excelentes profissionais e transmitir ideias mais concretas do que é este setor agrário. Saudações dos membros no núcleo! MANDATO 2020/2021 Direção: Joana Limão, Presidente Juliana António, Vice-Presidente e Tesoureiro Joana Esteves, Secretário Miguel Mimoso, 1.º Vogal Inês Tavares, 2.º Vogal Carolina Martins, 3.º Vogal Rita Vieira, 4.º Vogal Andreia Alves, 5.º Vogal Sara Costa, 6.º Vogal Leonardo Malhão, 7.º Vogal Ana Bastos, 8.º Vogal José Simões, 9.º Vogal Mesa da Assembleia Geral: Maria Inês Mata, Presidente Diogo Henriques, 1.º Secretário João Tavares, 2.º Secretário

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@zootecnisa Núcleo Zootecnisa


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Associação Portuguesa de Estudantes Florestais A APEF – Associação Portuguesa de Estudantes Florestais – é uma associação sem fins lucrativos, criada em 1988. Sediada no Instituto Superior de Agronomia, representando, a nível nacional, o curso de Engenharia Florestal. Criada com o objetivo de estabelecer relações entre empresas e instituições florestais e os futuros engenheiros, a APEF contribui para a melhor formação dos seus associados e da vida académica.

2021 tem sido um ano de mudanças para a APEF. Com uma nova equipa, a Associação Portuguesa de Estudantes Florestais tem-se adaptado à situação pandémica que se vive, apostando em conteúdo online, através das suas redes sociais. São organizados eventos e atividades, como workshops, webinares e, mais recentemente, um concurso de fotografia, que contribuem para uma melhor e mais interativa formação académica. Nas redes sociais é divulgada muita informação que considerada pertinente de ser consultada pelos associados da APEF e estudantes florestais. A APEF é membro fundador da International Forest Students Association (IFSA) permitindo aos seus associados a participação e contacto com a associação internacional, fomentando o estabelecimento de contactos com organizações de estudantes florestais nacionais e de outros países. A nossa missão é manter um apoio constante às necessidades dos nossos estudantes e acompanhar a evolução dos acontecimentos florestais. A nível nacional, o nosso objetivo é realizar projetos que divulguem o nosso trabalho e melhorar o ensino que chega aos estudantes que representamos. A nível internacional, teremos, pouco a pouco, uma maior presença nas atividades do IFSA para que possamos acompanhar toda a informação que decorre sobre a política florestal internacional e do meio ambiente. A APEF pretende fomentar a divulgação, inovação e cooperação entre alunos, professores e investigadores, no domínio das ciências florestais para promover a valorização e crescimento do know-how da floresta. No ano passado, um novo projeto surgiu na APEF, a Quercíena, a revista oficial da Associação Portuguesa de Estudantes Florestais. É uma revista redigida por estudantes, onde é possível acompanhar todas as atividades desenvolvidas pela associação e onde são abordados temas do setor florestal. Para conheceres mais sobre a APEF e o seu trabalho, segue-a através das suas redes sociais e do site. Estamos à tua disposição para te receber e apoiar no que precisares. Conta connosco! @apef.ifsaportugal

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MANDATO 2020/2021

Direção: Carolina Nóbrega, Presidente Pedro Barcik, Vice-Presidente Rita Sequeira , Secretário Margarida Braguês, Tesoureira Juan Andrade, Coordenador Informativo Gonçalo Rodrigues, Relações Externas Rita Martins, Comunicação Mesa da Assembleia Geral: Pedro Almeida, Presidente Vicente Sousa, 1.º Secretário Tomás Jesus, 2.º Secretário Conselho Fiscal: João Rodrigues, Presidente lúcio Luz, Relator Filipa Raimundo, Vogal

facebook.com/apefifsaportugal/


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Conselho de Veteranos O Conselho de Veteranos, “Isapraxis Concilium Veteranorum”, tem um papel fundamental na comunidade académica do Instituto Superior de Agronomia, a sua orgânica é atualizada anualmente sendo reorganizada e repensada para que as suas tradições sejam passadas de geração em geração mantendo os alunos o mais próximo possível. Este ano, o Conselho de Veteranos passou por uma reforma forte e sólida, que irá trazer frutos num futuro próximo. Aproveitámos o confinamento para restruturar toda a sua estrutura interna, reorganizar regulamentos internos e rever as funções que o Conselho de Veteranos deverá ter nos próximos anos no ISA, reorganizar e pensar futuros projetos, bem como alinhar as forças para uma receção ao caloiro no ano 2021/2022 que retome toda a normalidade e estabilidade na comunidade do Institutos Superior de Agronomia. É nossa prioridade restabelecer o convívio, praxes, integração intergeracional e toda a animação que os alunos do nosso Instituto merecem. Desejamos a todos um ótimo resto de ano, e fica atento às nossas redes sociais para saberes de mais novidades, caso tenhas alguma dúvida ou queiras saber mais sobre nós não exites em entrar em contacto connosco. Saudações Académicas, Isapraxis Concilium Veteranorum

@cv_do_isa Isapraxis Concilium Veteranorum

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Tuna Feminina do ISA Queridos leitores, damo-vos as boas-vindas, de braços abertos, ao ISA e à Tunassa! Esperamos que, apesar de todas as adversidades que este último ano tão atípico nos tem trazido, se encontrem bem de saúde e firmes nesta luta, para que em breve possamos sair de casa para ir beber umas jolas num convívio da Tunassa! Para mantermos o nosso espírito tão característico e de forma a continuarmos ativas e sempre perto daqueles que nos dizem tanto, temos feito das nossas redes sociais (tanto do instagram, como do facebook e do youtube) uma ponte até vocês. No ano passado celebrámos o mítico quarto de século e para o festejar criámos o projeto “Tunassa de Prata”. Este consiste em dar-vos um cheirinho e divulgar aquela que é a nossa história. Assim, iniciámos o lançamento de diversas interações através das nossas redes sociais: quizzes no instagram, vídeos de atuações em festivais no Youtube, publicações temáticas e até fizemos uma emissão em direto. A todas as meninas, mulheres e senhoras, convidamos-vos a, se tiverem curiosidade ou quiserem saber mais sobre a Tunassa, enviarem mensagem para as nossas redes sociais. Teremos todo o gosto em acolher-vos nesta nossa família e mostrar-vos o que é a real ARRUAÇA! Sigam-nos nas nossas páginas, para manterem por perto a nossa energia! Vai Rapariga!

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@tunassaisa

Tunassa Tuna Feminina do ISA

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Tuna Masculina do ISA “Somos a AgriculTUNA e vivemos a cantar”. Esta é uma verdade incontornável que ecoa no nosso Instituto. Já são mais de 25 anos de história a levar o bom nome do Instituto Superior de Agronomia e o da Universidade de Lisboa, não apenas a cada canto do nosso país, mas também lá fora. SABIAS QUE A AGRICULTUNA GANHOU O PRÉMIO DE “MELHOR ORIGINAL” NO DIA EM QUE ESTREOU OS TEMAS ORIGINAIS “ÁRVERO CENTENÁRIA” E “POUCA TERRA”? Mesmo em tempos de pandemia, a AgriculTuna tenta reinventar-se e não estar parada, sendo que são vários os projetos em marcha: a reabilitação da casa de ensaios (Casa da Vinha), a chegada da AgriculTuna ao Spotify e a outras plataformas digitais, assim como a criação de um grupo para novos alunos que tenham interesse em ingressar na Tuna. A AGRICULTUNA INCENTIVA A UNIÃO E O COMPANHEIRISMO. ESTAS CARACTERÍSTICAS TERÃO UM IMPACTO BENÉFICO, NÃO SÓ NA VIDA ACADÉMICA DO ESTUDANTE, MAS TAMBÉM NO SEU FUTURO. SÃO FACULDADES QUE IRÃO DESEMPENHAR UM PAPEL IMPORTANTE NA FORMA COMO CADA ESTUDANTE SOLUCIONA OS DESAFIOS COM QUE SE ATRAVESSA DURANTE TODA A VIDA. - ANABELA FERREIRA, SECRETÁRIA AEISA

No presente semestre realizámos, ainda, um convívio em parceria com a AEISA e TUNASSA, com o intuito de dar a conhecer à comunidade do ISA as Tunas da sua faculdade, as atividades que realizam, bem como promover momentos musicais, divertidos e de convívio académico. A AgriculTUNA deseja a todos um ótimo semestre! Fiquem atentos às nossas redes sociais!

A AgriculTUNA tem saudades dos palcos, da música e de vocês… Público! Saudações académicas, AgriculTUNA @agricultuna facebook.com/agriculTUNA agriculTUNA

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Caloiros Buddies

Neste ano em que a comunicação e a interação são feitas de maneira tão atípica, decidimos dar uma luzinha e um pouco de animação aos nossos caloiros e veteranos. O Departamento Marketing e Comunicação e o Departamento Recreativo da nossa AEISA uniram forças e organizaram o projeto "Caloiros Buddies". Exatamente como o nome indica, esta atividade veio dar a oportunidade aos caloiros e veteranos de formarem laços e darem-se a conhecer, como acontece todos os anos na praxe e nos convívios presenciais. Ora sem estes, as oportunidades de interagir e conviver com outros anos é pouca e deixa aos nossos estudantes uma lacuna na vida académica. Desafiámo-los, assim, a embarcar numa aventura em equipas, com muitos desafios e diversão. Desafios estes, que englobaram desde a interpretação de temas das nossas tunas, até vídeos de outfits, pinos, yoga, animais, serenatas e muito mais. Ao longo de um mês tivemos a participação de 15 equipas incríveis e repletas de originalidade, criatividade e acima de tudo companheirismo! A todos os participantes neste projeto esperamos que tenham guardado amizades e uma ótima experiência, já nós, guardamos muitos vídeos, fotografias e áudios de chorar a rir.

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“2020 o ano em que pela primeira vez ia praxar, 2021 o ano que decidiu ser um prolongamento do pequeno apocalipse. Aos resistentes, que ultrapassaram a primeira frase sem ficar em posição fetal a chorar, gostaria de retratar a minha experiência nos "Caloiros Buddies". Foi meio que uma mistura de: fazer figura de urso em grupo, novas amizades, contar histórias sobre o ISA e as suas icónicas festas. Adicionando as promessas de futuros convívios no lagar, que muitos dos caloiros ainda não chegaram a conhecer.” Mariana Brás, 3º ano de Engenharia Agronómica, Equipa: “Saídos da Toca”

“Neste ano atípico, em que os contactos com os outros estão tão limitados ao ponto de não conhecermos os colegas de outras turmas e de outros anos, a actividade “Caloiros Buddies” veio ajudar a suprimir essa falta de contacto e fez com que criássemos laços com colegas que nem esperávamos conhecer. Foi a actividade ideal para os tempos que correm. Se consigo resumir numa palavra? Claro que sim: ADOREI!” Miguel Gonçalves Lança, 1.º ano de Engenharia Agronómica, Equipa: “Saídos da Toca”

Os caloiros buddies foi uma ótima iniciativa que eu achei incrível. Permitiu-me divertir com os meus colegas, relaxar, rir e, principalmente, conhecer novas pessoas. Mas apesar de todas as coisas boas, também teve pontos negativos. Os desafios tomavam muito tempo que alguns de nós precisávamos para estudar para os testes e, nas semanas mais difíceis, eram demasiado para conseguirmos acabar. E mesmo assim, não foi por isso que não aproveitamos e tirámos o maior partido desta edição. Agora, eu tenho novos amigos com quem faço programas divertidos!!” Sofia Miranda, 1º ano de Engenharia Agronómica, Equipa: “Australopithecus Agricultores”

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Inicialmente estava hesitante quanto a inscrever-me na atividade, mas depois de 4 semanas de desafios, posso dizer com certezas que valeu muito a pena. Tive a sorte de me calhar uma equipa tão unida, que até hoje se dá tão bem. Acho que, acima de tudo, foi-nos possível a nós, veteranos, estar mais próximos dos caloiros, e eles de poderem viver e sentir um pouco da integração, que é desde sempre tão importante no nosso ISA. Por isto e por todos os momentos de escape a esta quarentena, agradeço à organização por esta iniciativa! Sara Pereira - Capitã da equipa "Tomates Escaldantes"

Adorei a experiência! No início estava um pouco reticente, mas logo após a primeira reunião de equipa percebi que estávamos lá todos para o mesmo e criámos uma amizade incrível. Houve semanas que foi difícil conjugar todos os desafios com os testes e trabalhos, mas conseguimos dar a volta e manter a originalidade. Obrigada à AE e a todos os TOMATES ESCALDANTES, sem vocês não tinha sido possível! Margarida Bernardino - Equipa "Tomates escaldantes"

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O fecho dos ginásios e o retorno às aulas online trouxeram uma vida mais sedentária, com menos oferta e até menos motivação para a prática de exercício físico. O AtletISA surgiu da necessidade de proporcionar aos nossos estudantes a prática desportiva com o intuito de os manter física e mentalmente saudáveis. Todas as semanas são criados desafios individuais de corrida, caminhada e ciclismo, e cada um dos participantes pode escolher uma ou mais dessas atividades. Além disso, uma vez por semana, foi realizada uma sessão Zoom de exercício físico com o preparador físico Guy Sauce. O mesmo acompanha os nossos alunos na sua evolução da corrida e adapta os desafios para cada um dos participantes. A AEISA considera a prática desportiva essencial à nossa saúde e tem noção de que esta tem vindo a ser prejudicada pela pandemia. Se pretendes manter-te ativo e saudável, e se gostas de te abstrair mais da faculdade, vem praticar connosco! Podes entrar no nosso grupo do whatsapp através do código QR abaixo indicado! Madalena Caroço

WhatsApp CICLISMO

CORRIDA

1. Miguel Lança (136,69 km) 2. Gabriela Ciriani (21,15 km) 3. Inês Carvalho (18,32 km)

1. Madalena Caroço (176 km) 2. Daniel Garcia (86,72 km) 3. Tiago Gomes (25,13 km)

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CAMINHADA

1. Mariana Tremoceiro (79,43 km) 2. Mariana Janeiro (55,17 km) 3. Miguel Teixeira (27,4 km)


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O VoluntarISA é um projeto criado com o intuito de suplementar toda a componente prática que já é dada aos alunos nas aulas, não se restringindo a só um curso. A AEISA juntamente com o ISA quer dar-te a oportunidade de aprenderes e mudar a tua própria faculdade. Podes participar nas diversas atividades que são realizadas no ISA, desde poda das árvores até à colheita dos frutos! Um projeto de alunos para alunos. De forma a que nos possamos envolver mais no Campus da Tapada e no meio prático do curso que escolhemos. Num ex-líbris como a Tapada da Ajuda, no meio da cidade de Lisboa, é de aproveitar ao máximo todas as oportunidades que surgem, sendo que, desta forma, a AEISA e o ISA não quer deixar de parte a formação dos nossos alunos. Algo que é fundamental no mercado de trabalho. Para garantires um Diploma de Formação em Operações Agrícolas têm de ser cumpridas 35 horas anuais, mínimo 3 atividades. Se tens interesse em aplicar as componentes teóricas na prática, contacta a tua AE para mais dúvidas ou inscrevete no link que se encontra no nosso linktree. @aeisaagronomia

linktree na descrição

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Todos sabemos que uma das consequências da pandemia que vivemos foi o agravamento do isolamento dos mais idosos. No entanto, também os mais jovens passaram a sofrer deste mal, quer seja por a nossa vida social (tão importante para a saúde mental) ter ficado reduzida às redes sociais ou até mesmo por já termos perdido vidas que nos eram tão queridas. Deste modo, a nossa equipa - Ana Catarina Venâncio, Joana Barata, Laura Rosa, Liana Asseiceiro, Madalena dos Santos e Maria Almeida do 2º ano de Engenharia Agronómica - decidiu implementar um movimento de troca contínua de cartas/postais entre voluntários e idosos, que não poderia ser mais simples! Após a inscrição do sénior e do voluntário (através das redes sociais do projeto), é feita uma correspondência jovem-idoso. Depois do voluntário ser contactado basta enviar uma carta ou e-mail, consoante o solicitado, com os dados fornecidos. Posteriormente, o idoso irá suceder à resposta da mesma. Neste momento estamos a trabalhar com 51 instituições, 550 seniores e temos mais de 1200 voluntários inscritos. Trabalhamos com instituições distribuídas por todo o país, até ilhas! E já contamos com o apoio de 1 centro de saúde e 11 juntas de freguesia. Atualmente, o ritmo de resposta da parte dos seniores é muito inferior ao de adesão dos voluntários. Por isso, apelamos a quem conheça idosos que poderão querer participar no nosso projeto a ajudar-nos a chegar aos mesmos. Do feedback que temos tido dos lares, de um modo geral, os idosos ficam muito emocionados e felizes quando lêem as cartas. O entusiasmo é igualmente partilhado do lado dos voluntários que muitas vezes já não têm avós e vêem no projeto uma maneira de os recordar e criar laços duradouros com outros idosos. Em suma, temos tido resultados muito bons e estamos muito gratas por isso e por todas as pessoas que ajudam a tornar esta iniciativa real! @jadizia_aminhaavo Já dizia a minha avó jadiziaaminhaavo.wixsite.com/my-site-1 projeto.jadiziaaminhaavo@gmail.com

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"PRA QUEM OS TEM" É UM PODCAST REALIZADO PELA ASSOCIAÇÃO DOS ESTUDANTES DO INSTITUTO SUPERIOR DE AGRONOMIA. DO HUMOR À CIÊNCIA, SERÃO ENTREVISTADAS VÁRIAS ENTIDADES, DO MEIO ACADÉMICO E NÃO SÓ! ESTÁS CURIOSO? FICA ATENTO AO QUE AÍ VEM!

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(trabalho realizado em Bioquímica dos Alimentos, como alunos do mestrado em Engenharia Alimentar com base no artigo do jornal Observador, de Vera Novais, janeiro 2018) “O leite faz mal ou é um alimento obrigatório? Fomos ver o que diz a ciência”. Beatriz Caetano, Carolina Gonçalves, Catarina Luís, Daniela Martins, Inês Ribeiro ISA, 2020.

Ao longo de vários anos, o consumo de leite tem diminuído na população humana. Existem diferentes razões, entre elas a intolerâncias à lactose, alergias à proteína do leite, o facto de cada vez mais as pessoas tentarem encontrar alternativas mais saudáveis, ou que não prejudiquem tanto o ambiente, quem em termos de poluição ambiental, quer a nível dos recursos utilizados, como água, solos, energia. Outra razão poderá ser o crescimento de conceitos como o vegetarianismo e veganismo, conceitos defensores não só do meio ambiente mas também dos direitos animais, diminuindo o consumo de leite e optando por alternativas como bebidas à base de vegetais, como soja, arroz, aveia, entre outros. Como o artigo menciona, têm existido cada vez mais notícias e “campanhas difamatórias”. Muitas destas campanhas têm um elevado impacto no consumidor afetando muito esta indústria. No entanto, estas divulgações relativas a leite e a produtos lácteos podem ser contestáveis por falta de uma base científica credível e confiável. Deparamo-nos então com uma controvérsia uma vez que o consumidor é um público-alvo que muitas vezes não apresenta espírito crítico, por falta de conhecimento sobre a área, por confiar em notícias diárias que muitas vezes não apresentam qualquer fundamento científico ou fundamentos que já foram refutados. Esta notícia pretendeu averiguar e esclarecer certos argumentos presentes nestas “campanhas difamatórias” como “o leite não ser destinado ao ser humano, mas sim a bezerros”, ou a suposição de apresentar vestígios de contaminantes e antibióticos, ser prejudicial à saúde por levar ao aparecimento de muitas doenças desde osteoporose, obesidade, doenças cardiovasculares, cancro, entre outros. Para esta análise, a autora contou com a participação de médicos, investigadores, professores, profissionais especializados na área, com reconhecimento e competências nas respetivas áreas de atuação.

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No que diz respeito ao facto de o ser humano ser o único mamífero a beber leite de outro animal na idade adulta, Gustavo Tato Borges, membro da direção da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública refuta esta ideia afirmando ser um argumento inválido. Isto, uma vez que também somos o único mamífero a realizar outras atividades, como ‘conduz automóveis, utilizar equipamentos eletrónicos, usar roupa’, entre outros. Acrescentou também que existem casos comprovados onde outras espécies de animais se alimentaram de leite de amamentação de outras espécies quando necessário, não sendo o Homem o único animal a beber leite de outra espécie. Gustavo Tato Borges salientou que o leite foi um alimento introduzido na dieta do Homem desde tempos primitivos, o que levou a um aumento da tolerância a este produto que se tem vindo a notar ao longo dos anos. De facto, existem diversos alimentos ricos em nutrientes que o Homem pode consumir para satisfazer as suas necessidades nutricionais em alternativa ao leite, mas de acordo com Gustavo Tato Borges, sendo o leite um alimento com elevado valor nutricional, pode haver vantagem em introduzi-lo na dieta, não sendo prejudicial a nível nutricional. Esta posição é igualmente sustentada por Conceição Calhau, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, acrescentando que “o principal alvo dos ataques ao leite é a presença de lactose, ainda que muitos dos nutrientes presentes no leite possam ser encontrados noutros alimentos. A lactose é um açúcar que se encontra presente no leite humano materno e em produtos lácteos. É um dissacárido constituído por galactose e glucose, que é decomposto através de uma enzima, a lactase, presente no intestino delgado (1). A professora Conceição Calhau afirma que a presença de lactose no leite “tem significado nutricional para os humanos, uma vez que promove a absorção de cálcio e de fósforo no intestino e atua como agente antiraquítico”. Esta posição é suportada pela evidência que dietas que apresentam um baixo teor em lactose levam a uma baixa absorção de cálcio, que é um mineral essencial associado ao desenvolvimento da estrutura óssea de crianças e adolescentes e, consequentemente, à prevenção de doenças de foro ósseo (2). A professora Conceição Calhau afirma ainda que “a galactose é necessária para a síntese de tecidos conjuntivos cartilagens e, sobretudo, cerebrósidos (lípidos presentes nas membranas dos neurónios)”. Esta alegação é sustentada pelo facto de a galactose ser um substrato importante na biossíntese de muitas macromoléculas no organismo, sendo um constituinte importante de polissacáridos complexos que fazem parte de componentes das células importantes em determinantes imunológicos, hormonas, das membranas celulares, lectinas endógenas, entre outras glicoproteínas. Além disso, a galactose é incorporada em galactolípidos, elementos estruturais essenciais do sistema nervoso central (3). Salienta-se ainda que existe uma necessidade de ingestão de galactose nos primeiros anos de vida do ser humano uma vez que não consegue ser sintetizada a partir da glicose, sendo necessária a sua ingestão através do leite materno. Na idade adulta essa necessidade deixa de existir, no entanto, Conceição Calhau realça novamente a importância que tem na ingestão e absorção de cálcio e fósforo.

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No que respeita à questão “Todas as pessoas deveriam consumir leite?” apresentada na notícia, a autora Vera Novais afirma que “nem todas, nem sequer a maioria” deveriam consumir leite, e esta afirmação é baseada no facto que apenas 35% da população mundial é capaz de beber leite, digeri-lo e sentir-se bem com o seu consumo. A este respeito, Conceição Calhau assegura que a intolerância à lactose nos recém-nascidos é o único caso grave, uma vez que os bebés nascem sem a capacidade de produzir esta enzima podendo levar a distúrbios na ingestão de leite materno, ainda assim garante que é um caso raro. As posições assumidas na preparação do artigo são, igualmente, defendidas pela Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (4).

É indiscutível que o leite tem uma riqueza nutricional enorme e garante parte das proteínas e do cálcio que carecemos. Todavia entende-se que pessoas intolerantes ao leite ou à lactose não o bebam, podendo apostar noutros alimentos que lhes forneçam o aporte de proteínas e cálcio necessários. Nuno Borges, professor na Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, afirma que “o leite é dos alimentos mais completos, mas nem o leite nem nenhum outro alimento chega perto de ser completo” para adultos, embora “no caso do lactente, é um alimento completo”. O leite apresenta características nutricionais interessantes, sendo uma importante fonte de cálcio, fósforo e de proteínas de grande valor biológico, para além das vitaminas presentes, nomeadamente as do complexo B (incluindo a B12), vitamina A e vitamina D (importante para a absorção de cálcio). O nutricionista acredita que é importante a ingestão de alimentos diversificados de forma a suprir todas as necessidades nutricionais, pelo que não defende a promoção excessiva dos alimentos, nem a sua crescente demonização. Ainda que o leite possa ter lugar na nossa alimentação ao longo de toda a vida, é importante salientar que os nutrientes presentes no leite, que se traduzem em benefícios para a saúde humana, podem ser obtidos através da ingestão de outros alimentos. Desta forma, concordamos com as diversas posições assumidas pela professora Conceição Calhau, que afirma que “se conseguirmos obter na dieta fontes de cálcio e de outros nutrientes existentes no leite, poderemos não ter leite na dieta e não ter prejuízo com isso.” Como é referido neste artigo, para as pessoas intolerantes à lactose, o leite sem lactose é um bom substituto, porque é em tudo o resto igual ao leite. Outra questão apresentada na notícia é se “as bebidas vegetais substituem o leite sem os (alegados) malefícios?”. Segundo Nuno Borges, as bebidas de soja são relativamente equivalentes ao leite no que diz respeito ao teor proteico e aos níveis de cálcio, e estão também facilmente disponíveis, mas o mesmo não acontece com outras bebidas vegetais, nomeadamente de aveia, arroz ou amêndoa. Nas alternativas vegetais que se encontram disponíveis no mercado, a soja é a que apresenta uma das melhores distribuições nutricionais, chegando a apresentar 40% de proteína e 20% de ácidos gordos mono e polinsaturados, e elevado teor em cálcio, potássio, magnésio, fósforo e zinco.

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No entanto, a soja contém uma grande quantidade de fitatos, que contribuem para a diminuição da disponibilidade para a absorção de alguns nutrientes por parte do organismo. Se considerarmos as bebidas vegetais de frutos secos, estas poderão apenas ser consideradas bons complementos à alimentação porque estes são ricos em lípidos vegetais e alguns nutrientes, não podendo em momento algum ser consideradas como substitutos do leite, mas sim alternativas. Outra questão que é levantada é a eventual presença de antibióticos no leite, à qual a resposta de alguns consumidores tem sido optar por leite de origem biológica. A este respeito, Nuno Borges afirma que “se há algum sítio em que estamos seguros é na Europa”, visto que se verifica um elevado nível de controlo dos produtos alimentares pelas instituições europeias. Gustavo Tato Borges afirma que, se compararmos, a nível nutricional, os leites de produção biológica e intensiva verificam-se características nutritivas semelhantes em ambos, e acrescenta ainda que “mesmo quando apenas são usadas rações alimentares, o leite tem uma constituição nutricional benéfica”. As maiores diferenças resultantes da alimentação da vaca são verificadas ao nível do sabor, e os diferentes formas de produção originam leite com uma composição nutricional semelhante e completa, no que respeita aos requisitos da dieta do Homem. Na Europa a legislação existente obriga a que as explorações de vacas para produção de leite cumpram os requisitos predefinidos, que asseguram a qualidade dos produtos, e os produtores de leite são periodicamente obrigados a submeter o seu produto a análises regulares de modo a garantir a ausência de antibióticos ou bactérias nocivas no leite, e a legislação em vigor assegura que os limites estabelecidos são seguros do ponto de vista da saúde Humana. Para assegurar a segurança a nível bacteriano, o processo de produção do leite, desde o momento de recolha até à sua compra pelo consumidor, segue um conjunto de normas que especificam as temperaturas às quais o produto deve ser sujeito de forma a diminuir ou eliminar ao máximo o seu conteúdo bacteriano prejudicial ao Homem. Relativamente à questão “A ingestão de leite provoca a acidificação do sangue?” exposta na notícia, a autora sugere que o organismo de um indivíduo tem mecanismos de homeostase que permitem a regulação de certos parâmetros, pelo que num indivíduo saudável, o pH do sangue é mantido dentro dos valores ideais. De facto, ocorre uma regulação do pH pelo organismo; contudo existem algumas exceções nomeadamente indivíduos com certas patologias que não são capazes de efetuar esta regulação, podendo ocorrer acidose de natureza diversa. Nuno Borges, afirma que “a capacidade dos alimentos (incluindo o leite) em alterar o pH do plasma ou de outro fluido orgânico é praticamente nula”, mas consideramos que se trata de uma afirmação demasiado generalista, dado que pode depender das condições de saúde, e da existência de patologias como a doença renal crónica ou a diabetes que podem impedir a manutenção do pH.

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Quanto à questão “O leite evita a osteoporose e o risco de fraturas ósseas?” descrita na notícia, Nuno Borges refere que “não há evidência sólida sobre o efeito do leite na saúde óssea dos adultos”, contudo existe muita informação disponível acerca do efeito do consumo de leite por crianças e adolescentes e que, nesta faixa etária, a ingestão de leite é bastante benéfica para a saúde óssea. Gustavo Tato Borges acrescenta ainda que se “verificou uma melhoria na mineralização dos ossos de crianças e adolescentes que consumiam leite em quantidades adequadas”, mas “há um limiar máximo, acima do qual beber mais leite não produz nenhum efeito na mineralização dos ossos”. O professor alerta ainda que o cálcio presente no leite é importante para a saúde óssea, mas não é o único fator a ter em conta, pois a ingestão de nutrientes como a vitamina D ou o magnésio e a ainda a realização de exercício são fatores igualmente importantes. Concordamos com esta posição, uma vez que a ingestão de leite pode ser importante a nível nutritivo e pode ter uma ação benéfica na estrutura óssea, mas não é suficiente para suprir as necessidades ósseas. Percebe-se que não é possível afirmar que o leite evita osteoporose ou diminui o risco de fraturas ósseas, mas tem componentes importantes e essenciais para a saúde óssea que não devem ser menosprezados, uma série de ingredientes bioativos não minerais, incluindo proteínas e péptidos, que podem aumentar o efeito benéfico dos nutrientes presentes no leite (5). Consideramos que existe a necessidade de efetuar mais estudos acerca do efeito dos produtos lácteos no metabolismo ósseo e na massa óssea em humanos. No que diz respeito à questão se “A ingestão de leite provoca obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares”, a literatura (6) descreve, efetivamente, que não há associações entre a ingestão de leite com o risco de desenvolver diabetes tipo II. No entanto a ingestão de produtos lácteos fermentados como o queijo e o iogurte têm apresentado uma ligeira associação negativa. Relativamente à obesidade, a evidência sugere que a relação entre o consumo de leite e o risco de obesidade nas crianças e nos adolescentes mantém-se ainda por esclarecer (7). Por fim, a evidência (8) confirma que “(…) mesmo os produtos gordos não parecem aumentar o risco de doenças cardiovasculares (…)” como referido na notícia. Todavia, o seu consumo deve ser moderado, uma vez que estes podem contribuir para um maior consumo energético total. Os mecanismos subjacentes ao efeito dos nutrientes do leite na obesidade e nas doenças cardiovasculares continuam desconhecidos (9) pelo que é importante uma clarificação das relações entre o consumo de leite e as demais doenças descritas anteriormente. É possível concluir que informação divulgada neste artigo parece ser adequada por ser baseada na evidência científica e em opiniões de profissionais, com credibilidade na área. A análise crítica elaborada permite responder à pergunta do título do artigo, salientando que o consumo de leite não é fundamental para a nossa alimentação, mas é um produto que traz vários benefícios para a nossa saúde e, portanto, a sua demonização é inapropriada.

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Referências Bibliográficas: (1) Causes and diagnosis of lactose intolerance (2010). National Center for Biotechnology Information. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK310263/, acedido a 10 de novembro de 2020. (2) Thandrayena, K., Pettiforb, J.M. (2018). The roles of vitamin D and dietary calcium in nutritional rickets. Bone Reports, 9, 120-121. doi: 10.1016/j.bonr.2018.01.005 (3) Williams, C.A. (2003) Galactose. Encyclopedia of Food Sciences and Nutrition (Second Edition), 2843-2846. (4) Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia. Disponível em https://www.spg.pt/publico/gastrenterologia-saiba-mais/, acedido a 11 de novembro de 2020. (5) Cashman, K.D. (2006) Milk minerals (including trace elements) and bone health. International Dairy Journal, 16(11), 1389–1398. https://doi.org/10.1016/j.idairyj.2006.06.017 (6) Thorning, T.K., Raben, A., Tholstrup, T., Soedamah-Muthu, S.S., Givens, I., Astrup, A. (2016) Milk and dairy products: good or bad for human health? An assessment of the totality of scientific evidence. Food & nutrition research, 60, 32527. doi: https://doi.org/10.3402/fnr.v60.32527 (7) Stuber, J.M., Vissers, L.E.T., Verschuren, M.W.M., Boer, J.M.A., van der Schouw, Y.T., Sluijs, I. (2020) Substitution among milk and yogurt products and the risk of incident type 2 diabetes in the EPIC‐NL cohort. Journal of Human Nutrition and Dietetics. 34, 54-63. doi.org/10.1111/jhn.12767 (8) White, M.J., Armstrong, S.C., Kay, M.C., Perrin, E.M., Skinner, A. (2020) Associations between milk fat content and obesity, 1999 to 2016. Pediatric Obesity, 15(5), e12612. doi: 10.1111/ijpo.12612 (9) Dougkas, A., Hobbs, D. (2020) A Review of the Role of Milk and Dairy Products in the Development of Obesity and Cardiometabolic Disease, Current Developments in Nutrition, 4(2), 1629. doi: 10.1093/cdn/nzaa063_027 (10) Sendra, E. (2020) Dairy Fat and Cardiovascular Health. Foods, 9(6), 838. doi:10.3390/foods9060838

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Beatriz Ribeiro, Carolina Pimentão, Madalena Marques, Marco Freitas Trabalho realizado em Bioquímica dos Alimentos, por alunos do mestrado em Engenharia Alimentar, 2020, sobre informação e desinformação na área da alimentação, a partir de materiais disponíveis na comunicação social, designadamente um artigo da revista Visão (2017, Se é natural é bom. Se é químico é mau. Certo? Hum…) e um artigo do jornal Publico (2016, O que é natural não é necessariamente bom), ambos de David Maçal, tema também abordado numa conferência (disponível em https://www.ted.com/talks/david_marcal_o_que_e_natural_nao_e_necessariamente_bom_nat ural_isn_t_necessarily_good? fbclid=IwAR2SIaZBpSBqX6QQuJjPqso44tpseDE5ScTSFzpm2OSssFVv_AdjQ83oa2w)

Estamos habituados a ouvir no nosso quotidiano que “O que é natural é que é bom!” e que, “Se é natural, então mal não faz!”. De facto, este tipo de afirmações é muito comum no dia-a-dia, especialmente numa altura em que se valoriza muito um estilo de vida saudável. Natural tornou-se sinónimo de saudável, enquanto que químico passou a significar artificial e prejudicial. Mas farão sentido estas associações? Tudo o que é natural é, de facto, benéfico à saúde? O conceito natural precisa de ser revisto. Esta discussão não é recente. De facto, este assunto tem sido discutido por David Marçal, doutorado em Bioquímica, como referido na notícia publicada no jornal Público a 25 de Setembro de 2016 intitulada “O que é natural (não) é (necessariamente) bom” 1 a propósito da realização de uma TED TALK, e também é o tema de um artigo escrito 1 por Diana Barbosa, Leonor Abrantes, Marco Filipe e João Lourenço Monteiro publicado na Revista Visão a 3 de Dezembro de 2017 intitulado “Se é natural é bom. Se é químico é mau. Certo? Hum…”. Todas estas notícias têm o mesmo objetivo, o de desmistificar esta visão algo ingénua de que o que vem diretamente da Natureza não nos pode fazer mal. Mas quando pensamos em natural, por alguma razão não incluímos o Homem nesta designação, contribuindo para a falsa ideia de que os seres humanos não são parte integrante da natureza e/ou ecologia e de que produtos de origem industrial apresentam graves consequências no nosso organismo ao invés daqueles utilizados na sua forma original. Segundo as definições presentes no Dicionário Online da Porto Editora , Natural encontra-se definido por “ser da natureza ou a ela respeitante”; “que não é conseguido artificialmente”. Por “Químico” considera-se tudo o que é “relativo à química ou às interações de substâncias estudadas em química” ou “do que usa ou é feito com substâncias que foram preparadas ou purificadas artificialmente”. Todavia, qualquer substância existente ou é química ou uma mistura de químicos. A confusão resulta precisamente da atribuição corriqueira do termo “químico” a algo artificial, processado pelo ser humano, face ao termo usado cientificamente para denominar interações entre grupos de átomos ou moléculas. Assim sendo, convém entender melhor a ciência por detrás destes dois conceitos. Químicos podem ser criados sinteticamente ou extraídos de fontes consideradas naturais. Por exemplo, as vitaminas presentes nos suplementos alimentares são sintetizadas industrialmente, mas também se encontram naturalmente em citrinos. 2

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[1] Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa [2] Rozin P., Spranca M., Krieger Z., Neuhaus R., Surillo D., Swerdlin A., Wood K. 2004 Preference for natural: Instrumental and ideational/moral motivations, and the contrast between foods and medicines. Appetite, Oct; 43(2):147-54. Doi: 10.1016/j.appet.2004.03.005.


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Segundo o artigo da revista Visão, a menor apreciação pelas substâncias químicas resulta da alegação de que as substâncias naturais são benéficas. Ingredientes “naturais” são amplamente considerados como mais suaves embora muitos sejam tóxicos, causem irritações ou alterem a eficácia de medicamentos. Muitos ingredientes naturais são geralmente submetidos a testes menos extensos do que os compostos sintéticos. Estudos psicológicos demonstram que as pessoas preferem ingredientes “naturais” quando os ingredientes oferecidos são quimicamente os mesmos. Uma pesquisa realizada no ano 2000 concluiu que a motivação para preferir o natural deve-se principalmente a razões ideológicas. Uma pesquisa recente mostrou que, embora as pessoas afirmem razões ideológicas para preferir alternativas “naturais“, elas nem sempre acreditam que o natural e o sintético sejam alternativas realmente idênticas . O termo natural é amplamente mal utilizado, pois não é simples averiguar a toxicidade ou pureza de um ingrediente natural. Por outro lado, químicos processados podem ser inofensivos, prejudiciais ou benéficos, dependendo da dose administrada. Assim, tornase importante referir que alegações nos rótulos como “Sem químicos” nada mais são que estratégias de marketing, sendo necessário que o consumidor possua uma maior literacia científica, de modo a não cair em alegações não fundamentadas (maioritariamente criadas pelos meios sociais), “campanhas de medo” em relação a produtos químicos, nem em rótulos enganosos ou redundantes. 3 Qualquer substância possui um valor acima do qual poderá ser prejudicial para o nosso organismo, quer sejam produtos “naturais” ou artificiais, e, sendo assim, não é a sua existência que deve ser temida mas sim a quantidade presente dessa substância. No entanto, se uma substância possuir um “nome complicado”, como o exemplo do ácido ascórbico utilizado em ambas as notícias, ou uma sigla associada à identificação de aditivos alimentares (neste caso E-300), os consumidores tendem a julgá-la negativamente. Mas se a embalagem do produto disser que contém vitamina C, este problema já não se coloca. A vitamina C é um nutriente solúvel em água presente em alguns alimentos e que funciona, no nosso organismo, como um antioxidante, induz a síntese de colagénio, aumenta a eficácia da absorção de ferro a partir de alimentos vegetais e auxilia o sistema imunitário. Para além disso, possui ainda uma baixa toxicidade, não se considerando que tenha efeitos adversos muito severos quando consumido em excesso. Mas isso não significa que não os tenha, uma vez que a ingestão excessiva de vitamina C está normalmente associada ao aparecimento de diarreia, náuseas, dores de estômago e pode aumentar em demasia a quantidade de ferro no organismo, danificando os tecidos . E quem fala da vitamina C, fala também de muitos outros aditivos que têm origem nos mais comuns dos alimentos.

[3] NIH, December 10, 2019. Vitamin C: Fact Sheet for Consumers. https://ods.od.nih.gov/pdf/factsheets/VitaminC-Consumer.pdf [4] Song M. R., Im M. 2018 Moderating effects of food type and consumers’ attitude on the evaluation of food items labelled “additive-free”. J Consumer Behav; 17:e1–e12. Doi: 10.1002/cb.1671 [5] Miao, P., Chen, S., Li, J., Xie, X. 2020 Decreasing consumers’ risk perception of food additives by knowledge enhancement in China. Food Qual. Prefer. 79. Doi: 10.1016/j.foodqual.2019.103781 [6] Overview of Food Ingredients, Additives & Colors | FDA. (https://www.fda.gov/food/food-ingredients-packaging/overview-food-ingredientsadditives-colors)

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Existem estudos que demonstram que um produto que contenha “Sem aditivos 4 alimentares” no rótulo, será melhor aceite pelo consumidor do que um produto que não 5 o contenha . Além disso, um estudo realizado por Miao et al. (2020) revelou que se aumentarmos o conhecimento dos consumidores em relação aos aditivos alimentares diminuímos consideravelmente o “medo” associado ao seu consumo. Os aditivos alimentares são, como diz a notícia da Visão e muito bem, “… corantes, conservantes, antioxidantes, espessantes, gelificantes, emulsionantes, estabilizadores ou edulcorantes. Ou seja, servem para dar cor, para conservar, para dar sabor ou para conferir textura aos produtos” e, para além disso, passam por um conjunto de rigorosos testes científicos antes de 6 poderem ser adicionados nos produtos, estando sujeitos a reavaliações periódicas . Um aumento da informação fornecida ao consumidor, tanto pelas empresas produtoras como pelos meios de comunicação social, em relação aos aditivos alimentares (o que são, para que servem e até mesmo o8 processo por que passam antes de serem aprovados) diminuirá consideravelmente esta fobia aos aditivos. É importante realçar que existem químicos não processados presentes nos alimentos que não causam qualquer malefício, como por exemplo a água, o ácido cítrico e a sacarose. No entanto, existem alguns químicos não processados que podem provocar toxicidade a uma dose de 1000 mg/kg no ser humano, como é o caso da solanina, 9 presente nas batatas verdes. A solanina é um glicoalcalóide, de sabor amargo, praticamente insolúvel em água e bastante resistente à cozedura , que tem como 10 função proteger a planta de pragas. As batatas começam a ficar verdes devido ao facto de7 estarem em contacto com a luz solar e isso permitir que estas produzam clorofila. O consumo de batatas verdes/greladas não é recomendável já que, a solanina produzida pelas batatas é extremamente tóxica para o ser humano. O aspartame e o glutamato monossódico são químicos sintéticos que não aparentam toxicidade, sendo aditivos alimentares aceites pela EFSA (European Food Safety Authority). O aspartame (éster metílico de fenilalanina e de ácido aspártico) é um aditivo alimentar que intensifica o sabor doce nos alimentos sem aumentar o seu teor calórico. É considerado um adoçante seguro desde que não ultrapasse as doses diárias recomendadas . Todavia, existem químicos sintéticos que causam toxicidade a uma dose de 1000 mg/kg, tais como, a tiopental sódico, a aspirina e o etilenoglicol. A aspirina é um medicamento eficaz para aliviar as dores de cabeça, como também dores agudas das costas, pescoço e dores musculares. Este medicamento é constituído pelo ácido acetilsalicílico que é um silicato que quando é ingerido em excesso, ou seja, a quantidades superiores a 150 mg/kg pode causar uma grave toxicidade .

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[8] Marinovich, M., Galli, C. L., Bosetti, C., Gallus, S. & La Vecchia, C. Aspartame, low-calorie sweeteners and disease: Regulatory safety and epidemiological issues. Food and Chemical Toxicology vol. 60 109–115 (2013). [9] O’Malley, G., & O’Malley, R. (2018). Intoxicação por ácido acetilsalicílico e outros salicilatos - Lesões; Intoxicação - Manuais MSD edição para profissionais. Retrieved 28 November 2020, from https://www.msdmanuals.com/pt-pt/profissional/les%C3%B5esintoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o-por-%C3%A1cido-acetilsalic%C3%ADlico-e-outros-salicilatos [10] Paracelso, 1473- 1541


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Na notícia da Visão surge uma citação que sintetiza muito bem esta questão de a população pensar que os químicos naturais são benéficos e os sintéticos prejudiciais que é “Tudo é veneno, existe veneno em tudo. Apenas a dose faz com que algo não seja venenoso” . Esta afirmação está totalmente correta porque como foi referido anteriormente, os alimentos possuem químicos naturais na sua constituição que podem ser tóxicos ou originar outros através do ato de cozedura a altas temperaturas. A acrilamida, por exemplo, é formada através da cozedura a altas temperaturas em alimentos ricos em amido, que pode ter um potencial efeito cancerígeno. Contudo, se não for consumida em excesso não causa níveis de toxicidade muito prejudiciais. O mesmo acontece com os químicos sintetizados em laboratório. Já aqui desmistificámos a ideia de que se um produto está no seu formato de origem, não quer dizer que seja mais benéfico por isso, e o facto é que pode até ser prejudicial. Mas talvez o vilão da história não seja o produto, mas a desinformação e negligência que existem sobre eles e sobre a sua aplicação, respetivamente. A exposição solar é entendida como algo saudável e aconselhado, visto ser uma das principais fontes de vitamina D para o ser humano. Mas o Sol é também um dos agentes cancerígenos que mais problemas causa à nossa espécie. Mas apresentemos um exemplo que revela verdadeiramente a perigosidade desta designação de natural: as alternativas naturais aos medicamentos, dos quais fazem parte tisanas e suplementos não regulamentados ou sequer fiscalizados à base de plantas que se julgam ser “milagrosas”. Deste livro de contos e fábulas podemos realçar aquela que relata os 40% de utilizadores de medicina aiurvédica nos EUA a apresentarem elevadas concentrações de chumbo no sangue, ou ainda as cerca de 100 mulheres adeptas de aristolóquias a darem entrada nas urgências entre 1991 e 1992 com falência renal devido à ingestão de ácido aristolóquico, presente nesta família de plantas. Para além destas consequências diretas da utilização inconsciente de “plantas medicinais” é preciso não esquecer que algumas das suas substâncias ativas podem interferir com tratamentos anticancerígenos e até mesmo com outros medicamentos, como é o caso da pílula. A moral que podemos retirar desta história é na verdade uma pergunta: Valerá tanto a pena distinguir entre natural e químico? A verdade é que “natural é uma designação comercial inconsistente” e que deveria ser posta de lado. Quando definimos um conceito, de forma a esse conceito ser útil (tanto a nível da investigação como a nível da linguagem corrente) ele tem de incluir certas partes do mundo real e as suas características e excluir outras. Se temos um conceito que inclui todas as características do mundo real e não exclui nenhuma, ele esvai-se da sua utilidade porque acaba por não significar nada e aplicar-se a tudo. O conceito de natural inclui toda a realidade que existe no planeta terra e no universo, tudo aquilo que assim o é e tudo aquilo que foi fabricado pelo ser humano, porque também ele é Natureza. Desta forma, qualquer dicotomia entre natural e não natural não fará sentido. Chegamos por fim a uma resposta à nossa pergunta. Vale a pena esta distinção entre natural e químico? Entre natural e fabricado pelo Homem? Entre natural e produto de um ser natural e consciente? A resposta é não.

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Catarina Duarte e Laura Vasconcelos Laura Vasconcelos é Psicóloga Clínica, membro efetivo da Ordem dos Psicólogos. Estudou na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, onde atualmente trabalha, realizando acompanhamento psicológico com crianças, jovens e adultos. Catarina Duarte é Psicóloga Clínica, membro efetivo da Ordem dos Psicólogos. Estudou na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, onde atualmente trabalha no Gabinete de Apoio Psicopedagógico ao Estudante, realizando apoio psicológico a jovens adultos e adultos. Cada estudante dispõe de duas consultas. Sempre que o/a estudante necessitar de acompanhamento mais prolongado, será avaliada, conjuntamente com este, a possibilidade de acompanhamento pelas psicólogas ou de encaminhamento para outro serviço de psicologia da comunidade.

PREÇO DAS CONSULTAS Estudantes de licenciatura e mestrado: 2,5 Estudantes de doutoramento: 4 COMO SOLICITAR O APOIO PSICOLÓGICO? Basta enviar um email para apoiopsicologico.isa@gmail.com

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Edição n.º 90 - Maio 2021 by O Quercus - Jornal - Issuu