O QUERCUS Nº89 Dezembro 2020
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Conhece os teus Núcleos!
(NAISA, AgriculTUNA e Conselho de Veteranos)
Crónica Agronómica A maior fraude da história. Por João Fachadas Pessoa
SolidarISA
Entrevista ao Professor Gonçalo Rodrigues
© Foto: Mariana Castro
CONTEÚDO
FICHA TÉCNICA
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Edição: AEISA Coordenação: Tiago Gomes Redação: Bruna Oliveira, Renata Moreira, Grafismo: Bruna Oliveira Revisão: Catarina Bento, Vera Rocha Colaboração: João Fachadas Pessoa, Núcleos, SolidarISA, Professor Gonçalo Rodrigues. MENSAGEM DA PRESIDÊNCIA NAISA Núcleo de Estudantes de Engenharia do Ambiente do ISA
SOLIDARISA Entrevista ao Professor Gonçalo Rodrigues AGRICULTUNA Tuna Académica do ISA
CONSELHO DE VETERANOS CRÓNICA AGRONÓMICA A maior fraude da história, texto compilado por João Fachadas APOIO AO ESTUDANTE AEISA Regras de funcionamento do novo ano escolar
EDITORIAL
Estimados colegas, Lançamos a edição nº89 do nosso jornal ‘‘O Quercus’’, talvez marcando uma das mais importantes edições do nosso jornal. Vimos mostrar que mesmo em tempos de pandemia, os nossos alunos e professores continuam a lutar todos os dias para enriquecer esta casa que é o Instituto Superior de Agronomia. Esta edição não é só mais uma edição, é um afirmar do trabalho que os nossos alunos e professores fazem por esta casa, mesmo em tempos difíceis. E a título da direção da AEISA, obrigado a todos os intervenientes, que melhoram todos os dias a nossa escola. Bruna Oliveira Secção Design Gráfico
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MENSAGEM DA PRESIDÊNCIA Caros estudantes, Bem-vindos a mais uma temporada do ISA! Em outros anos poderíamos dizer que era nova apenas para os caloiros, mas este ano é nova para qualquer um de nós. Não vamos ter Bailarico, Churrascada ou Tarde de núcleos, não vamos presenciar a Vacada, o Rally Tascas ou as praxes. Não podemos passar o testemunho a estes novos colegas que cá chegam e não podemos integrá-los como é costume! Mas, apesar destes tempos sombrios, temos que nos lembrar que o verdadeiro espírito agronómico nunca morre! O verdadeiro espírito agronómico é feito de tardes no Paulo, de saídas de campo, de almoços na cantina, de tardes de sol a descansar na relva, de estudos intensos na BISA, de noitadas na sala 24h e sobretudo de grandes amizades e de grandes amores! Por isso, Caloiros, não desesperem! A vida aqui continua igual, nesta pequena aldeia no centro de Lisboa, única e maravilhosa, que será vossa, caso queiram, para sempre! Estando também em final de mandato e com eleições marcadas, importa lembrar o que a Associação fez durante os últimos tempos em que viu a sua atividade bastante reduzida. Vivemos tempos diferentes, o que pressupõe uma atividade também diferente da tua Associação. Adaptámo-nos às mudanças e optámos por ceder a sala 24 temporariamente ao ISA para ser sala de aula e ser assim mais uma ajuda na organização dos horários. Adaptámos o Espaço Lagar como espaço de refeições para ser utilizado por todos os que assim desejarem. Intervimos junto do Conselho de Gestão e do Conselho Pedagógico para corrigir os problemas que existiram durante este tempo e criar regulamentos que precavessem situações que foram surgindo como as avaliações para alunos em isolamento profilático ou em quarentena. Colaborámos lado a lado com o ISA na implementação das novas medidas. Apelamos a que todos as cumpram! Bem-vindos e, caso precisem, estamos aqui para vos servir e para vos ajudar da melhor maneira possível! A Presidência, Vera Rocha Francisco Palma
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Markus Spiske © Foto: Usukhbayar Gankhuyag
NÚCLEO DE ESTUDANTES DE ENGENHARIA DO AMBIENTE Mensagem da Presidência
Aos novos estudantes de Engenharia do Ambiente, sejam bem vindos ao ISA e esperamos que se sintam em casa. A todos os outros, sabemos que tem sido uma época difícil, mas será superada e o NAISA pretende estar ao vosso lado em todos os momentos! No início de um novo mandato, repleto de metas e novos objetivos, queremos levar até vós o melhor que Engenharia do Ambiente tem para vos oferecer. Com uma equipa unida, dedicada, trabalhadora e competente, o teu núcleo tem planeada uma agenda cheia de atividades e eventos que ninguém vai querer ficar de fora. Obrigado pela confiança, vamos ao trabalho! Tiago Santos Eva Ramos Presidente Vice-presidente
Tiago Santos 5º Ano Eva Ramos 3º Ano Raquel Santos 3º Ano Renata Moreira 2º Ano
Joana Marques 4º Ano Patrícia Reduto 2º Ano Maria Gala 3º Ano Ana Marujo 4º Ano
Diogo Barata 2º Ano António Cruz 3º Ano Júlia Coelho 3º Ano Margarida Bernardino 1º Ano
Guilherme Marques 1º Ano Estefânia Martins 1º Ano Marta Martins 4º Ano Tomás Car 2º Ano
Márcio Correia 3º Ano Tiago Gomes 5º Ano Hernâni da Luz 3º Ano José Lemos 3º Ano (Da esquerda para a direita)
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Este ano, devido à situação que atravessamos, a nossa interação com os estudantes será diferente daquilo que tem vindo a ser feito nos últimos anos, mas não te preocupes, é só até o COVID ir embora! De qualquer das formas, o teu núcleo nunca baixará os braços no sentido de te proporcionar as melhores experiências, apostar na tua formação, defender os teus interesses e dar-te todo o apoio que precises no teu percurso académico. A Engenharia do Ambiente tem vindo a ganhar cada vez mais palco, fruto da necessidade de combater as adversidades que o planeta sofre. Estás no curso do futuro e está nas tuas mãos fazer deste mundo um lugar melhor! Felizmente, o teu percurso académico não se foca só em estudar o fim do mundo e em melhorares o teu currículo. Há tempo para tudo, desde festejares o 9,5 num bom convívio, a afogares as mágoas daquele 8 numa festa do Pecado, ou passares a tarde a estudar na BISA para mais tarde ganhares a guerra de cursos com a família de Ambiente. Faremos de tudo para te proporcionar um ano enriquecedor, que com certeza marcará a tua passagem pelo nosso mui nobre instituto. Estaremos sempre disponíveis para ti, por isso não te inibas, dirige-te ao teu núcleo. Estamos cá para ajudar! Contigo pelo teu curso! NAISA
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SEMANA DO CALOIRO
Dos teus colegas!
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tARDE DE nร CLEOS 2019
Caรงa ao Tesouro 2019
Guerra de Cursos 2019
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SOLIDAR O SolidarISA é um projeto de solidariedade social, que este ano faz 10 anos desde a sua fundação, com o intuito de os alunos do Instituto colocarem em prática os conhecimentos teórico-práticos adquiridos ao longo da sua formação académica. Este projeto aproveita os recursos da nossa faculdade com o objetivo de produzir alimentos e ceder, em toda a totalidade, ao Banco Alimentar Contra a Fome, este ano com especial relevância, visto que atravessamos um período com enormes dificuldades em todos os níveis devido à pandemia e toda o contributo é fundamental. Porém, nada disto seria possível sem a contribuição dos nossos patrocinadores: Santander, Cerealis, J.Inácio Máquinas Agricolas,Lda, Lusosem, Deiba, Luis Simões, Magos, AgroInov, Pesnil e Horticola do Oeste, que nos ajudam com todos os meios possíveis para a realização do objetivo definido. Neste momento, o SolidarISA, tendo em conta as necessidades alimentares, procurou aumentar a área explorada e decidiu semear cerca de 4ha de trigo duro variedade celta (para posteriormente ser convertido em massas), 2ha de grão
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de bico (para ser embalado em seco) e plantar couve lombarda e couve coração numa altura mais invernal. A escolha das variedades das couves foi um consórcio entre a nossa equipa e professores da instituição que alertaram para a situação da diferenciação da altura da apanha, na altura da primavera iremos plantar couves e cebolas. A equipa atual é constituída por João Chaveiro, Assunção Núncio, Assunção Côrte-Real, Henrique Renga, Catarina Góis, Bernardo Machado, Pedro Carreira, Francisco Carvalho, Manel Louro, Simão Correia e Gonçalo Carreira, alunos de mestrado e licenciatura de diversas áreas do Instituto Superior de Agronomia. No entanto, contamos com a ajuda de inúmeros voluntários não só alunos do instituto mas também estamos abertos a qualquer pessoa que esteja disposta a dar o seu contributo nas diversas operações para que consigamos colocar ''alimento na mesa'' a quem mais precisa.
ISA
A nova equipa do SolidarISA! O QUERCUS Nยบ89
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As Aulas de Agricultura I são incorporadas neste projeto. FALÁMOS COM O PROFESOR GONÇALO RODRIGUES PARA conhecermos a sua opinião e sabermos um pouco mais sobre a relação dos alunos com os professores.
Prof. Gonçalo Rodrigues
O QUERCUS: As aulas práticas de Agrricultura I e II da licenciatura em Engenharia Agronómica têm uma relação com o projeto SolidarISA de longa data ou é algo recente? GONÇALO RODRIGUES (G.R.): Não,vem desde a sua génese, ou seja, foram alunos que tinham passado por essa UC e que tinha o seu passado ligado à exploração agrícola. Também reside em nós a responsabilidade de ajudar na gestão dos espaços da tapada, portanto desde muito cedo que houve interação com os docentes daqui, com os atuais e com outros que infelizmente já nos deixaram. O QUERCUS: Surgiu da parte de quem? G.R.: A ideia nasce nos alunos. Foram os alunos que há dez anos na génese pensaram ‘’nós devíamos fazer isto’’ e depois falaram com os docentes e perguntaram se podiam ou não fazer, se podiam ou não usar os espaços da tapada e como o podiam fazer. É a partir desta interação que surge então a decisão de com quem é que vamos e podemos falar, sempre também muito baseado na relação que existia com os próprios alunos, porque muitos conheciam o sector, as empresas, os prestadores de serviços e de alguma maneira em colaboração com os docentes se estabeleceu essa ponte. Porque o SolidarISA vive disso não é? Das relações! Não só da força de trabalho dos alunos que se dedicam mas também da relação com as empresas que os ajudam a desenvolver o trabalho. O QUERCUS: Como é que tem corrido esta relação com os professores? G.R.: Tem corrido bem, nós sentimos proximidade. Aliás, o bom disto, é que ‘’infelizmente’’ são poucas as UC que Engenharia Agronómica tem connosco. Temos OPAPec no primeiro ano e Agricultura I e II no terceiro ano, mas tenta-se deste muito cedo estabelecer uma relação próxima, porque agricultura e agronomia é isto, é esta relação: os docentes tentam-se aproximar dos alunos e nós também incentivamos a que os alunos se aproximem de nós, se bem que às vezes existe ali uma barreira invisível. Os alunos às vezes acabam por ter sempre algum receio em perguntar, dizer e fazer e nós queremos eliminar essa barreira, portanto quando têm alguma dúvida ou questão, venham ter connosco que temos sempre as portas abertas.
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O QUERCUS: Esta relação tem sido espontânea, ou seja, os alunos consultam os professores desde o planeamento das campanhas agrícolas ou têm experiência agrícola suficiente para apresentar uma campanha totalmente planeada? G.R.: Eles vêm falar connosco desde o primeiro momento com questões como ‘’ que é que podemos fazer e onde é que podemos fazer?’’ mas depois parte muito deles o planeamento propriamente dito. Também é com base naqueles que têm conhecimento suficiente para fazer as coisas autonomamente e depois vêm mais propriamente validar e tentar de alguma maneira beber de conhecimento que ainda não tenham adquirido. Mas como também funcionam diretamente com o grupo, que por natureza toma conta da gestão dos espaços da tapada, o Engenheiro Tiago Esteves ou o Engenheiro Luís Cordeiro, acabam por tirar ali qualquer dúvida e funcionam autónomamente. Mas no que toca a contactos com as empresas e com os patrocinadores, são eles que fazem tudo, nós não nos metemos em nada e eles é que falam com as pessoas e é que procuram os apoios. Eles é que ganham asas. O QUERCUS: Como é que são as reações dos alunos perante estes projetos? Demonstram interesse em ajudar e em ser voluntários? G.R.: O ano passado parecia que era o contrário, por causa da pandemia os voluntários desapareceram completamente por necessidade que houve do confinamento e o projeto parecia que ia ‘’morrer’’... Mas depois veio se a provar precisamente o contrário: este ano arrancou tudo de uma vez, o grupo juntou-se desde o início, começámos a motivar os colegas de terceiro ano a participar nas operações para também aprenderem e tirarem partido das máquinas que aí iam circulando e eles mostraram-se muito interessados, tanto que até se criou um grupo no Whatsapp só para essa finalidade. Portanto mostraram muito interesse, e não só por parte de alunos de Engenharia agronómica. Eu leciono Agricultura Geral a alunos de Engenharia Zootécnica e houve um grupo de alunos que também se juntou para participar, que espontaneamente quiseram entrar no espírito porque valorizam a ideia. E de alguma maneira esta camaradagem que se estabelece é saudável e todos aprendemos com os outros. Portanto se isto continuar assim, este projeto tem muitos e longos anos pela frente.
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25 anos DE
Agricultuna com prazer...
''Somos a AgriculTUNA e vivemos a cantar''. Esta é uma verdade incontornável que ecoa no nosso Instituto. E no ano em que assinalamos o nosso 25º aniversário, o encanto destas cantadas palavras sai renovado. É um quarto de século a cantar a plenos pulmões e a levar o bom nome do Instituto Superior de Agronomia e o da Universidade Lisboa, não apenas a cada canto do nosso país, mas também lá fora. Paralelamente, temos vindo a cumprir inequivocamente a missão interna de integrar os estudantes na faculdade, tendo sempre em conta que este é um espaço de formação académica, pessoal e cultural. Inevitavelmente, todos os estudantes que optam por integrar a tuna têm acesso a formação musical e a oportunidade de pertencerem a um movimento com muitos anos de tradição em Portugal. Não esquecendo que a tudo isto acresce o facto de poderem colecionar companheiros e muitas memórias junto destes. Sendo este um ano determinante na história da AgriculTUNA, temos planeadas inúmeras iniciativas, projetos e, sobretudo, surpresas para assinalar este marco que atingimos e o intuito de envolver a comunidade do ISA nas mesmas. Infelizmente, a atual pandemia que vivemos inviabilizou a realização do nosso habitual festival Ruralidades, no presente ano civil. Contudo, contamos dar vida a este certame ainda no ano letivo 2020/21, no qual irão estar incluídas muitas novidades. É imperativo que tudo regresse ao normal, pois temos um grande desejo de realizar mais uma grande celebração académica e musical no nosso instituto e assinalar devidamente o nosso aniversário junto de todos vós. Dos mais variados projetos que temos em marcha, um deles é a continuação da renovação do nosso repertório musical. No ano letivo de 2019/20 apresentámos no nosso festival Ruralidades mais dois novos originais da AgriculTUNA: “Árvore Centenária” e “Pouca Terra”. Estes dois temas valeram-nos o prémio de Melhor Original no último festival em que estivemos a concurso, o X SCIENTIPHICVS - Festival de Tunas de Ciências do Porto. Deste festival, arrecadámos ainda os prémios de Melhor Pandeireta, Melhor Serenata e Melhor Passacalles e deixámos uma boa réplica, na representação do nosso Instituto. Será um ano diferente, mas de celebração. Pretendemos cumprir com os nossos desígnios, surpreender-vos e celebrar os nossos 25 anos com todos os estudantes e docentes do ISA. Sobretudo, contamos com novos membros de capa e batina, empunhando uma guitarra, ao nosso lado. Só assim iremos garantir mais 25 anos de uma linda história. Durante todo o ano, poderão encontrar-nos a ensaiar na Casa da Vinha todas as semanas, às 21h, à Segunda e Quarta-Feira. Visitem-nos!
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A animação de frente de palco tem a responsabilidade de criar um elo entre a tuna e o público, sendo por isso recorrente considerarmo-nos a cara da tuna. Continuamos a tentar superar-nos a cada dia e a cada espetáculo.” – João ''Alvalade'' Orvalho, pandeireta A Tuna é um grupo de amigos, que pertencendo ao mesmo curso/ano ou não, vão estar lá para ti! Vem para a Tuna! Serás como eu (e todos)!” – Marco ''Culooney'' António, pandeireta
Não interessa quem somos nem de onde viemos. Apenas o objetivo comum de deixar a Tuna melhor do que a encontrámos.” – José ''das Calças'' Nunes, pandeireta A AgriculTUNA, mais que um local de fazer música, é um local onde se encontra uma família! Uma família longe de casa.” – Tiago ''Massadas'' Gomes, pandeireta
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O Conselho de Veteranos, ''Isapraxis Concilium Veteranorum'', tem um papel fundamental na comunidade académica do Instituto Superior de Agronomia, a sua orgânica é atualizada anualmente sendo reorganizada e repensada para que as suas tradições sejam passadas de geração em geração mantendo os alunos o mais próximo possível. Sendo que este ano não será exceção, com uma base sólida de tradição e consolidação das suas práticas, o Conselho de Veteranos irá usar a sua mais nobre sabedoria para se adaptar a estes novos tempos e garantir que a integração dos novos alunos irá cumprir com os requisitos do espírito da Agronomia! Para que fiques a saber mais um pouco sobre nós, enumeramos os principais objetivos que temos como base. 1. Cumprir e fazer cumprir o Código de Praxe e de Traje em vigor no I.S.A.; 2. Representar os estudantes do I.S.A. que se identificam com a Vida e a Praxe Académica e defendendo os seus interesses; 3. Fomentar o espírito de união, solidariedade e convívio dos estudantes do I.S.A., promovendo a realização de Actividades Académicas; 4. Incentivar a participação dos estudantes do I.S.A. em todas as Práticas Académicas e Associativas; 5. Estabelecer relações de contacto com Associações de Estudantes e Órgãos Académicos que contribuam para o reforço da solidariedade, unidade e acção estudantil, desde que salvaguardada a independência interna; 6. Defender o bom nome e a qualidade dos cursos que são ministrados no I.S.A.; 7. Apelar e incentivar ao uso do Traje Académico, em consonância com o Código de Traje em vigor no I.S.A.. Agora que já conheces um pouco mais sobre o Conselho de Veteranos e qual o seu papel no nosso Instituto, desejamos a todos um ótimo ano, e fica atento às nossas redes sociais para saberes de mais novidades, caso tenhas alguma dúvida ou queiras saber mais sobre nós não exites em entrar em contacto connosco. Saudações Académicas, Isapraxis Concilium Veteranorum
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Cró n i ca Agr o n ó m i c a POR JOÃO FACHADAS PESSOA
A MAIOR FRAUDE DA HISTÓRIA.
© Foto: Gabriel Jimenez
Quando me pediram para escrever umas linhas sobre Agricultura, a primeira coisa que me veio à cabeça foi uma ideia disruptiva que li no livro Sapiens - História Breve da Humanidade, do Israelita Harari, que demoliu totalmente a ideia mais que cimentada na minha cabeça de que fomos nós, humanos, que domesticámos a Agricultura. Assim, deixo em seguida algumas ideias deste livro numa espécie de “revisão bibliográfica de um só autor. Boa leitura e boa reflexão: «Durante 2,5 milhões de anos os seres humanos alimentavam-se colhendo plantas e caçando animais que viviam e se reproduziam sem a sua intervenção. Apanhavam figos e caçavam ovelhas selvagens sem decidirem onde as figueiras cresciam ou onde as ovelhas iriam pastar. Há 10 000 anos tudo mudou, quando os sapiens começaram a dedicar a
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totalidade do seu tempo a manipular as vidas de animais e plantas. Do nascer ao pôr do sol, os seres humanos deitaram sementes à terra, regaram plantas, arrancaram ervas daninhas e conduziram ovelhas para melhores pastos. Tal trabalho, pensaram, garantir-lhes-ia mais frutos, cereais e carne. Os académicos proclamam que a revolução agrícola foi o grande salto em frente da humanidade. Contam uma história de progresso alimentada pelo poder do cérebro humano. Que a evolução tinha produzido, de forma gradual, pessoas cada vez mais inteligentes até que foram capazes de decifrar os segredos da natureza, o que lhes permitiu domar ovelhas e cultivar trigo. Mal isto aconteceu, abandonaram alegremente a vida dura e perigosa dos caçadores recolectores, instalando-se para gozar a vida agradável e farta dos agricultores.
Esta história é uma fantasia pois não existem quaisquer provas de que as pessoas se tenham tornado mais inteligentes com o tempo. Os coletores já conheciam os segredos da natureza muito antes da Revolução Agrícola. Estes gastavam o seu tempo de formas muito mais estimulantes e variadas e corriam menos riscos de passarem fome ou contraírem doenças. A revolução agrícola aumentou, indiscutivelmente, a quantidade total de alimentos ao dispor da humanidade, mas a comida adicional não correspondeu a uma dieta melhor ou a mais tempo de lazer. O agricultor comum trabalhava mais do que o recolector comum e recebia, em troca, uma dieta pior e muito menos variada. A revolução agrícola foi a maior fraude da história. Os culpados foram uma mão-cheia de plantas, como o trigo, o arroz ou a batata. Foram estas plantas que domesticaram o Homo sapiens e não o contrário. Olhemos para a revolução agrícola do ponto de vista do trigo. Há 10 000 anos não passava de uma erva selvagem, uma entre muitas, confinada a uma pequena zona do médio oriente. Passado alguns milénios cresce por todo o mundo. De acordo com os critérios evolucionários tornouse num dos mais bem-sucedidos seres vivos da história do planeta! Onde antes encontrávamos uma planta em milhares hoje podemos andar centenas de quilómetros sem encontrar qualquer outra. O trigo conseguiu este feito manipulando um macaco a seu favor... Homo sapiens de toda a parte do mundo nada mais fazem do nascer ao pôr do sol, além de tomarem conta de plantas de trigo. Não é fácil pois o trigo exige muito deles. O corpo do Homem estava preparado para correr atrás de gazelas e subir a macieiras, não para arrancar infestantes, apanhar rochas e transportar baldes de água. As colunas vertebrais, os joelhos, os pescoços e os pés humanos pagaram o preço. As novas tarefas agrícolas obrigaram as pessoas a viver permanentemente junto do trigo. Nós não domesticámos o trigo. O trigo é que nos domesticou a nós! A palavra «domesticar» provém do latim domus, que significa
«casa». Quem é que vive numa casa? Não é o trigo, é o sapiens. O que ofereceu o trigo ao sapiens ao trocar uma vida bastante boa por uma existência miserável? Não ofereceu uma dieta melhor: os humanos são macacos omnívoros que comem um pouco de tudo. Uma dieta baseada em cereais é pobre em minerais e vitaminas. O trigo não deu segurança às pessoas: Se as chuvas falhassem, as nuvens de gafanhotos atacassem ou um fungo invadisse a seara os camponeses morriam aos milhares. A única real vantagem que o trigo deu ao sapiens foi multiplicar-se exponencialmente. A moeda da evolução não é nem a fome nem a dor, mas sim a cópia das cadeias de ADN. É esta a verdadeira essência da revolução agrícola: A capacidade de manter vivas mais pessoas sob piores condições. Uma série de decisões triviais, que tinham quase sempre por objetivo encher alguns estômagos e ganhar um pouco de segurança, tiveram o efeito cumulativo de obrigar os antigos recolectores a passarem os dias a carregar baldes de água sob um sol escaldante.» Texto compilado por João Fachadas Pessoa. Harari, Y.N. (2013). Sapiens – História Breve da Humanidade. Em Carvalho e Guerra, R. & Martins Rodrigues, M. (Ed.) Elsinore: Amadora, Portugal. 19ª edição, 504pp.
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APOIO AO ESTUDANTE Regras de funcionamento do novo ano escolar e sensibilização para as medidas preventivas.
Apelamos a que toda a comunidade do ISA que cumpram todas medidas e recomendações apresentadas desde a entrada dos Portões da Tapada. Deixamos-te aqui as medidas implementadas no ISA, já tendo em conta o Estado de Calamidade decretado pelo Governo no dia 14 de outubro de 2020, que podem sofrer alterações nos próximos dias. O ISA é um estabelecimento de ensino e nos estabelecimentos de ensino é obrigatório o uso de máscara (ou viseira), desde março de 2020 (Decreto-Lei n.º 10-A/2020, de 13 de março). Reforçamos também que o Reitor emitiu um despacho a proibir as praxes académicas e a determinar o uso obrigatório de máscara em todos os espaços da Universidade, incluindo ao ar livre. A sensibilização e o apelo ao cumprimento dessas medidas no ISA não estão a surtir os efeitos desejados e, em sequência, poderão ser tomadas medidas mais drásticas, incluindo medidas disciplinares sancionatórias, para os que reiteradamente infrinjam as regras impostas pelos Órgãos da Universidade e da Escola. A estas medidas poderão acrescer multas aplicadas pelas Autoridades competentes para esse efeito. Ao conjunto de medidas instituídas até agora, acrescem as seguintes: - É expressamente proibido o ajuntamento de pessoas nos espaços do ISA (n.º máximo autorizado de 5 pessoas, exceto salas de aula); - Os estudantes não podem permanecer no ISA fora do seu horário letivo, exceto se, comprovadamente, estiverem a realizar trabalhos de âmbito escolar ou a assistir a aulas por zoom; - É expressamente proibido o jogo de cartas ou outros jogos coletivos; - O consumo de bebidas alcoólicas é vivamente desaconselhado e poderá mesmo vir a ser proibido em todo o espaço do ISA. Há uma enorme responsabilidade a ser cumprida por cada um de nós e a Comunidade Académica, mais do que qualquer outra, tem um papel importantíssimo na Sociedade, como motor e exemplo de conduta positiva. Lembramos que o incumprimento das regras estabelecidas está sujeito a sanções disciplinares e a multas.
Para a Segurança e bem-estar de todos, sejamos responsáveis!
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