DEIVYSON TEIXEIRA/DIVULGAÇÃO MIS
FORTALEZA - CEARÁ, SÁBADO, 25 DE NOVEMBRO DE 2023
AS ESTRATÉGIAS PARA FORTALECER o Ceará como polo de inovação correm pelos mais diferentes segmentos. No desenvolvimento da economia criativa, no investimento em hidrogênvio verde à aceleração de startups.
Exposição “Ontem choveu no futuro”, de Batman Zavareze, no MIS, volta a entrar em cartaz em 2024
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FORTALEZA - CEARÁ, SÁBADO, 25 DE NOVEMBRO DE 2023
Um ecossistema da inovação já começou a ser criado no Ceará. Um passo importante nesse sentido é a arquitetura de redes de inovação, responsáveis por promover aliança entre instituições do setor público, como universidades, federações e bancos, e do setor privado. O objetivo tem sido construir uma relação de ganha-ganha para inovar. De organizações privadas a públicas, inovação é a aposta. O caminho para tornar o Ceará um território referência em inovação também perpassa o setor criativo. Relacionada a melhorias em produtos, processos, sistemas de produção e modelos de negócios, sempre com foco na aplicação prática no mercado, a palavra “inovação” tem sido o investimento de muitas organizações, tanto privadas quanto públicas. Para contribuir com o debate, Mauro Oliveira, CEO do Iracema Digital, entidade sem fins lucrativos que trabalha para alavancar o ecossistema de inovação do Ceará, mais do que nunca são necessárias políticas públicas não apenas para incentivar a inovação, mas também reter talentos, um dos maiores problemas do Ceará. Nas páginas a seguir, dedicamos uma reportagem às startups. Com um DNA
baseado em inovação e tecnologia, o segmento de startups tem ganhado cada vez mais espaço na economia brasileira e cearense. Além de auxiliarem no desenvolvimento de novas soluções e na modernização de setores tradicionais do mercado, esses negócios contribuem para a geração de empregos e atração de talentos, forças de trabalho e investimento para o Estado. Para concluir a linha de raciocínio que coloca o Ceará como polo de referência de inovação, Rafael Silveira, diretor de operações da Casa Azul, e Ricardo Liebemann, presidente do Instituto Iracema Digital, escrevem artigos sobre o cenário atual.
EMPRESA JORNALÍSTICA O POVO
Presidente e Publisher: Luciana Dummar Presidente-Executivo: João Dummar Neto Diretores-Executivos de Jornalismo: Ana Naddaf e Erick Guimarães Diretor de Jornalismo das Rádios: Jocélio Leal Diretor de Negócios e Marketing: Alexandre Medina Néri Diretor de Estratégia Digital: André Filipe Dummar de Azevedo Diretora de Gente e Gestão: Cecília Eurides Diretor Corporativo: Cliff Villar Diretor de Opinião: Gualter George Editorialista-Chefe: Plínio Bortolotti
RAIO X 2023
Concepção e Coordenador Geral: Cliff Villar Coordenadora de Operações: Vanessa Fugi Apresentador e roteirista: Daniel Oiticica Estratégia, Relacionamento e Captação: Adryana Joca e Dayvison Alvares Assessora de Comunicação: Daniela Nogueira Gerente Executiva de Projetos: Lela Pinheiro Analista de Projetos: Hérica Paula Morais Gerente de Marketing: Juliane Pereira Analista de Marketing: Dandara Batista Coordenadora de criação: Renata Viana Gerente de Tráfego Digital: Natércia Melo Analista de Performance: Mariana Marques e Keven Rodrigues Desenvolvedor front-end: Vlabson Viana Estagiário: Victor Campos
CADERNOS RAIO X 2023
Coordenação editorial e edição: Paula Lima Concepção e edição gráfica: Renata Viana Textos: Ana Rute Ramires, Carol Kossling, Daniel Oiticica, Letícia do Vale, Lucas Casemiro
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TOM MERTON KOTO/ADOBESTOCK
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O projeto Raio X chega à sua sexta edição em 2023. Este ano, seguimos publicando quatro cadernos especiais, com 12 páginas cada, encartados no jornal O POVO. Essas publicações estão disponíveis tanto em formato físico como digital. O Raio X Ceará é um estudo sobre análises setoriais, tendências e perspectivas da economia cearense. O projeto apresenta as leituras dos mercados frente ao crescimento da economia nacional. Este ano elencamos quatro frentes principais: Economia do Mar, Economia da Inovação, Economia Criativa e Economia do Conhecimento. Além disso, foram realizadas quatro transmissões ao vivo, em formato de lives, com duração de 60 minutos cada, com a participação de especialistas e gestores dos segmentos abordados. Essas lives estão disponíveis nas redes sociais do Grupo O POVO, incluindo YouTube e Facebook. O projeto também realizou cinco programas especiais de rádio, no formato de entrevista que você lê na íntegra nas páginas a seguir, de acordo com cada temática dos cadernos. Os conteúdos foram transmitidos nas rádios O POVO CBN e O POVO CBN Cariri. Esses episódios são parte do programa Agir. Todas as iniciativas do projeto estão integradas em uma plataforma digital, proporcionando um ponto central de acesso a todos os produtos e conteúdos relacionados ao Raio X 2023.
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Laboratório MIS e ao lado foto da formação sobre tecnologia e arte do MIS
Relacionada a melhorias em produtos, processos, sistemas de produção e modelos de negócios, sempre com foco na aplicação prática no mercado, a palavra “inovação” tem sido a aposta de muitas organizações, tanto privadas quanto públicas. Na indústria criativa, age como impulsionadora de projetos e negócios. Reconhecendo essa potencialidade, diversos agentes estão mobilizados para posicionar o Ceará no centro da referência nesse campo. Para que a inovação floresça em um ecossistema promissor no Ceará, economia criativa e tecnologia precisam caminhar “sempre juntas”. É o que defende Herbart Melo, articulador da Unidade de Ambientes de Inovação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Ceará (Sebrae/CE). “Se a gente isola a tecnologia de outras inteligências – talvez algo que já se conhece –, a inovação fica muito restrita”, diz o articulador, que acredita que o caminho para consolidar a economia da inovação no Estado exige a criação e consolidação de uma “rede de inovação” que promova uma aliança entre instituições do setor público e privado, em uma aliança de benefícios mútuos.
DE ORGANIZAÇÕES PRIVADAS A PÚBLICAS, inovação é a aposta. O caminho para tornar o Ceará um território referência em inovação também perpassa o setor criativo LUCAS CASEMIRO
lucas.casemiro@opovo.com.br
INOVAÇÃO EM AMBIENTES PÚBLICOS Os produtos da indústria criativa são bens cujos bastidores de seus processos de desenvolvimento estimulam a circulação econômica. Entram aí, por exemplo, a contratação de diversos profissionais na produção de artigos como filmes, espetáculos de teatro e dança, jogos digitais, artesanato, montagem de exposições de artes visuais em galerias e museus, entre outros produtos e serviços que, no fim da cadeia, acabam envolvendo praticamente todos os setores da economia. Desse modo, um exemplo de inovação em equipamentos e serviços públicos à disposição da indústria criativa é o setor museal, tradicionalmente associado à antiguidade e visto como oposição a tudo o que é novo. No Ceará, um destaque em inovação é o MIS, sigla do Museu da Imagem e do Som Chico Albuquerque. Equipamento de administração pública gerido em parceria com o Instituto Mirante de Cultura e Arte, o MIS é um dos mais avançados museus do Brasil e da América Latina, dispondo de laboratórios com tecnologia de ponta, incluindo serviços de restauro. Para Silas de Paula, diretor do MIS, para que a economia cearense “deslanche”, é necessário manter “esse capital
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FOTOS DEIVYSON TEIXEIRA/DIVULGAÇÃO MIS
tecnológico, da arte”. “A gente tem que se preparar para o futuro”, diz o gestor, que também é fotógrafo. Ele explica que o intuito do equipamento é servir como catalisador para a aprendizagem, num espaço concebido em diálogo com campos como ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). Isso estimula o interesse em disciplinas essenciais para a economia da inovação. “Os trabalhos que a gente tem feito, somando artistas locais e outros de fora, é numa tentativa de qualificar o nosso pessoal, artistas, enfim, cada vez mais nessa relação dessa produção de conhecimento, seja em realidade virtual, em realidade aumentada ou em qualquer outro processo tecnológico, sem deixar de lado passado, mas olhando futuro e fundamentalmente pensar nessa memória contemporânea, e isso é uma coisa primariamente complexa”, avalia. “Trabalhar nesse sentido é possibilitar um futuro para as pessoas pagarem boletos, também. Não é só fazer arte, para a sobrevivência nesse mundo cada vez mais caótico. Para isso é necessário tecnologia, é fundamental”, argumenta Silas de Paula. Ele suscita a discussão sobre a importância de refletir sobre as implicações socioeconômicas da tecnologia, lembrando a grande demanda que o Brasil tem de profissionais qualificados. “É um pensamento meio neolítico, esse contra a tecnologia”, opina. “É necessário discutir, aprofundar essas questões. Mas, para o Ceará, é uma possibilidade de formação das pessoas para um mercado que vai exigir uma qualificação cada vez maior”, conclui.
CEARÁ: FUTURO TERRITÓRIO DA INOVAÇÃO NEGÓCIO QUE INCENTIVA NEGÓCIOS Já no setor privado, um dos vários exemplos de inovação é a HubLocal, startup cearense que oferece pacotes de assinatura com soluções para que outros negócios sejam facilmente encontrados em buscas na internet. Utilizando inteligência artificial, automação de processos, aprendizado de máquina e big data, a startup é responsável por criar e monitorar o desempenho online do local em que o negócio está presente, seja qual for o canal. O empreendimento nasceu em 2019, após uma viagem dos sócios Felipe Caezar e Rodrigo Coifman ao Vale do Silício, nos Estados Unidos, quando descobriram que, nos dados da época, 98% das empresas globais não eram adequadamente representadas em dispositivos de mapas e listas online. De lá para cá, a HubLocal vem alcançando diversos resultados, faturando cerca de R$ 20 milhões anualmente. Com sede em Fortaleza, a empresa emprega mais de 120 colaboradores e expandiu sua base de clientes para mais de 17 mil estabelecimentos espalhados pelo Brasil e por outros países. Do total de clientes, 85% são pequenas e médias empresas, informa a startup. “Além da presença online, a HubLocal desenvolveu um hub de soluções para atrair clientes para pontos de venda físicos. Isso é particularmente benéfico para negócios criativos que dependem de experiências presenciais, como galerias de arte, lojas de artesanato ou estúdios de design”, diz o sóciofundador da startup, Felipe Caezar.
Um ecossistema da inovação já começou a ser criado no Ceará. Um passo importante nesse sentido foi a arquitetura de uma rede de inovação, responsável por promover uma aliança entre instituições do setor público, como universidades, federações e bancos, e do setor privado, numa cooperação com o objetivo comum de construir uma relação de ganha-ganha. Um dos produtos dessa rede é o estímulo, promovido pelo Sebrae, ao nascimento de comunidades de startups no interior do Estado, que conta hoje com 11 clusters do tipo. De acordo com articulador da Unidade de Ambientes de Inovação do Sebrae/CE, Herbart Melo, essas comunidades são ambientes propícios para que modelos de negócios inovadores possam germinar, mas sua importância vai além disso: elas são responsáveis por reter talentos, fortalecendo a economia a partir do momento em que os negócios encontram oportunidade de continuar instalados no Ceará. Outras iniciativas visam o fortalecimento desse ecossistema da inovação no Estado, como as empreendidas pelas universidades, a exemplo do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Ceará (Partec-UFC), do Parque Tecnológico da Universidade de Fortaleza (TEC-Unifor) e da Incubadora de Empresas da Universidade Estadual do Ceará (INCUBAUECE). Há ainda a proposta de criação do Centro de Inovação, equipamento planejado para ser instalado na sede do Sebrae/CE e ter conexões com pontos estratégicos da cidade, criando um “território da inovação” em For-
taleza que tem início na Estação das Artes, no Centro, passando pelo Dragão do Mar e desaguando no Instituto Iracema Digital, na Praia de Iracema, unindo tecnologia, economia criativa e inovação. Para Herbart Melo, o principal desafio para tornar o Ceará um território da inovação é “fazer com que o ecossistema de inovação aqui no Estado e no restante do Nordeste seja consolidado". “Para isso, a gente precisa trabalhar principalmente o processo de governança, ou seja, fazer com que cada instituição, entendendo o seu papel, possa contribuir para que o ecossistema funcione de forma complementar”, argumenta. Neste momento, diversos atores sociais articulam-se em busca da criação de um Comitê de Inovação para o Ceará. A proposta, parceria entre Sebrae/CE e Instituto Iracema Digital, prevê que o Comitê seja a “instituição” que trabalhe o direcionamento do ecossistema de inovação do Estado, com políticas públicas que devem ser tratadas por meio da rede de inovação. A proposta já foi apresentada ao governador Elmano de Freitas (PT) e aguarda reuniões com secretarias de Estado para que a parceria seja firmada, de acordo com o Sebrae. “Na hora em que isso (a complementaridade institucional) acontecer, o Porto Digital de Recife fica muito aquém do que nós estamos conversando aqui, até pela dimensão que nós temos hoje, de Fortaleza”, diz o articulador do Sebrae, referindo-se a um dos principais parques tecnológicos e ambientes de inovação do Brasil, o Porto Digital de Recife, em Pernambuco.
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DANIEL OITICICA
danieloiticica@gmail.com
A busca por soluções inovadoras representa hoje um enorme desafio global para criar ambientes econômicos sustentáveis e dinâmicos. Para Mauro Oliveira, CEO do Iracema Digital, entidade sem fins lucrativos que trabalha para alavancar o ecossistema de inovação do Ceará, mais do que nunca são necessárias políticas públicas não apenas para incentivar a inovação, mas também reter talentos, um dos maiores problemas do Ceará. Nesta entrevista, Mauro expõe suas preocupações, comenta o papel dos jovens e o trabalho do Iracema Digital. O POVO - Como o Ceará se posiciona hoje no cenário de inovação do Brasil? Mauro Oliveira - A gente sabe que nem sempre esse tema tem despertado na sociedade o interesse que realmente exige. O Brasil tem um atraso tecnológico que acompanhamos há muito tempo. O gap com os países do chamado primeiro mundo diminuiu um pouco, mas ele existe. Nem sempre os governantes compreendem a questão da inovação. Estamos passando por um momento crucial que é o da compreensão de como a transformação digital vai afetar a economia do estado cearense e brasileiro. Me preocupa muito porque se não houver essa compreensão teremos consequências ruins.
CEO DO IRACEMA DIGITAL, entidade sem fins lucrativos que trabalha para alavancar o ecossistema de inovação do Ceará, Mauro Oliveira, fala sobre o desafio de crescer a economia sem excluir o cearense Mauro Oliveira é CEO do Iracema Digital
OP - Em que sentido? Mauro - Estamos apostando, por exemplo, no hidrogênio verde como o boom da economia cearense. Se não houver a compreensão dos governantes cearenses de que a transformação digital é transversal, é urgente, que não se faz transição energética sem transformação digital, teremos que importar especialistas, CEOs, gestores e esses caras vão chamar a turma deles. Vão comprar da turma deles. E aí o Ceará vai ter uma economia gigantesca, mas sem incluir a inteligência local. Sem incluir as empresas locais. Este é o perigo do Ceará terceirizar a sua sorte. OP - Qual é o papel do Estado no desenvolvimento de um ecossistema de inovação do Ceará? Mauro - É fundamental. O Ceará tem uma oportunidade agora. Neste momento temos fuga de cérebros. Tem algumas coisas meio paradoxais, quando falamos dos jovens cearenses que passam de fase no ITA, mas ao mesmo tempo sabendo que há falta de políticas públicas para retenção de talentos, por exemplo. Política pública não é intervenção, é incentivo. A Funcap tem um projeto excelente de fixação de doutores no interior. Eu lembro de um programa muito interessante que é o Cluster de Economia da Inovação, realizado pelo ex-secretário executivo Julio Cavalcante. Esse projeto só existiu em sua plenitude por conta desses doutores que estavam lá. Houve uma política pública de incentivar a presença de pesquisadores no interior que beneficiou a economia, dando condições para que as ideias dos jovens se tornassem produtos. OP - Como você avalia as novas gerações que estão começando a trabalhar com inovação? Mauro - Felizmente, hoje vemos uma garotada “hidrogenada a sol e vento verde”, ensinando o B-A-BÁ da inovação aos conservadores locais. Algo de novo na economia da inovação acontecendo no reino de Alencar: Rapadura Valley, Associação Cearense de Inovação, Casa Azul Ventures, Ninna Hub etc. Como diz nossa conceituada Roberta Mota, “pop star” em Venture Capital: “A inovação econômica constitui uma oportunidade de transformar áreas em importantes centros de investimentos e negócios e em plataformas científica, tecnológica, cultural e educacional... na economia do conhecimento, quanto maior for o percentual de inovação, tecnologia e inteligência incorporados ao negócio, maior o seu valor”.
DIVULGAÇÃO
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OP - Como tem sido o trabalho do Iracema Digital? Mauro - O Iracema Digital, entidade privada sem fins lucrativos, há cinco anos, se apresenta capaz de dar a celeridade que a oportunidade exige. É a “Política do Óbvio”: dotar o Estado de uma “vitrine” do que temos e fazemos em inovação. Nossas grandes empresas, por exemplo, aplicam mais de 90% de seus investimentos nas startups de fora. Corre-se o “perigo desejado” de nos tornarmos um dos estados mais ricos da república... das
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bananas (9ª economia mundial baseada em commodities, com 67ª posição no IDH), mas termos o nosso peopleware todo importado. Ou seja, “necas de pitibiribas” para a inteligência local que continua a ser exportada nesta fuga de cérebros que parece não incomodar nossas inteligências formadoras que não fazem acompanhamento de egressos. É muito “Auhêee” com fotos de formaturas, relatórios e outdoors de campeões! Crowd o quê, Seu Minino? A saída está na modernidade, como sempre esteve. Investir no Equity Crowdfunding e clube de investidores anjos é uma das estratégias do Iracema Digital para dar guarida a esta geração espontânea de criatividade cearense de startups, feito um Leão no Uruguai, hummm ... esquece o rugido (risos). Estamos tendo reuniões com o governador Elmano de Freitas e muito entusiasmados porque em nosso primeiro encontro o governador passou para a gente a percepção dessa compreensão do que estamos falando agora. A transformação digital permeia os projetos estruturantes e o Iracema Digital está gritando há cinco anos que precisamos ter um ecossistema de inovação que colabore de verdade com o tema da inovação.
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IRACEMA DIGITAL Organização que cuida do ecossistema de TICs do Ceará, promovendo seu desenvolvimento e prosperidade pela inovação. Divulga e valoriza o que é feito em todo o Estado com o intuito de aumentar a interação entre os atores de TICs, o volume de negócios das empresas, a ampliação da captação de recursos da academia e a melhoria da qualidade de vida no Ceará.
VITRINE DE TIC DO CEARÁ
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EMPRESAS privadas de TIC e Telecom
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PARQUES Tecnológicos e hubs de startups
23 LABORATÓRIOS 18
INSTITUIÇÕES de ensino e/ou pesquisa em TIC
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PESQUISADORES e gestores de TI
senaiceara
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Fonte: Iracema Digital
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A PRODUÇÃO DE HIDROGÊNIO VERDE deve mudar os rumos da indústria e da economia cearense, posicionando o Estado em outro patamar na geração de energia limpa
JULIO CAESAR
FORTALEZA - CEARÁ, SÁBADO, 25 DE NOVEMBRO DE 2023
ANA RUTE RAMIRES
COMO O HIDROGÊNIO VERDE É PRODUZIDO
ruteramires@opovo.com
Na vanguarda da produção de energias renováveis, o Ceará deve ser capaz de produzir 1 milhão de toneladas de hidrogênio verde (h2v) — considerada a energia do futuro — no ano de 2030. A intenção é promover uma transição energética, substituindo os combustíveis fósseis e, consequentemente, reduzindo a emissão de poluentes no ar. O secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Salmito Filho, explica que, após o processo de construção de usinas de geração de energia e de indústrias de produção de hidrogênio, a estimativa é que a exportação ocorra a partir de 2026/2027. “Estimamos que até 2030 os investimentos na cadeia produtiva do hidrogênio verde possam representar em torno de US$ 20 bilhões e gerar cerca de 80.000 empregos, com base em estudos e fontes internacionais”, amplia. Um dos maiores hubs de hidrogênio verde do mundo está localizado no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), no município de São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). O hidrogênio verde é produzido a partir de energias renováveis, principalmente eólica ou solar, sem gerar a liberação de gás carbônico na natureza. Fernando Nunes, diretor do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Ceará (UFC), explica que o Ceará se destaca nesse cenário por ser detentor de um grande potencial de energia solar e eólica. Além disso, é fator determinante para o protagonismo do Estado nessa indústria a infraestrutura formada pelo CIPP, incluindo o porto, a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e áreas industriais. Outro pilar para o desenvolvimento da cadeia de h2v cearense é o potencial acadêmico, por meio da UFC, e da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), que colaboram junto ao governo. Segundo Fernando Nunes, a UFC tem grupos de pesquisa que já atuam há anos na produção, purificação, separação e armazenagem do hidrogênio, nos Departamentos de Engenharia Química, Mecânica, Elétrica e de Produção.
O POTENCIAL DO HIDROGÊNIO VERDE NO CEARÁ
As possibilidades de uso do h2v no Ceará são diversas. “Nas empresas que usam muita energia, como a siderúrgica, as cementeiras e as mineradoras, principalmente. Mas em um futuro breve, nos veículos de transporte de carga, caminhões, trens e navios”, afirma Nunes. “Hoje, temos em operação a planta piloto de hidrogênio verde da EDP, na qual foi produzida a primeira molécula de hidrogênio verde da América Latina em usina de escala megawatt de eletrólise. Além disso, existem várias pesquisas em andamento com participação das universidades locais, que somam cerca de R$60 milhões”, pormenoriza o titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). Salmito destaca que a consolidação do polo de hidrogênio verde no Ceará promoverá o desenvolvimento industrial, econômico e social do estado, na chamada transição energética justa. “Será um marco para a descarbonização da economia do Ceará, alinhando-se com as diretrizes de desenvolvimento sustentável estabelecidas pelo Acordo de Paris e pela Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas”, continua. Constantino Frate, coordenador do Núcleo de Energia da Fiec, detalha o grande potencial de energias renováveis do Ceará: 643 gigawatt (gw) de energia fotovoltaica, 94 gw de energia eólica onshore e 117 gw de energia eólica offshore. Elas fazem com que o potencial de produção de hidrogênio verde no Ceará seja “praticamente ilimitado diante do consumo”. “É possível dizer que, se esse potencial fosse utilizado para produzir h2v, o Ceará sustentaria a necessidade de energia do Brasil. Isso representa valores extraordinários”, mensura Frate.
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A produção do h2v é realizada por meio da eletrólise da água. Esta consiste na aplicação de energia elétrica na água, promovendo a separação dos seus componentes, oxigênio e hidrogênio.
PRODUÇÃO DE H2V NO CEARÁ
1 MILHÃO
DE TONELADAS de h2v produzidas em 2030
US$ 20 BILHÕES
DE INVESTIMENTOS até 2030 em média
80.000 EMPREGOS GERADOS na cadeia produtiva
PIONEIRISMO DO CEARÁ NA PRODUÇÃO DE ENERGIAS RENOVÁVEIS NO BRASIL
1980
2016
ANOS 80/90
2017
1996
2018
Primeira planta de produção de biodiesel e bioquerosene de aviação
Primeiras medições anemométricas e bombeamento solar em convênio com a GTz
UMA NOVA CADEIA DE INDÚSTRIA VERDE PELA FRENTE A cadeia de valor ou cadeia produtiva do hidrogênio verde é bastante ampla, envolvendo uma extensa rede de atividades. Salmito Filho, titular da SDE, explica que, a partir dela, vários setores deverão ser impulsionados. Alguns exemplos são: setores relacionados com tecnologias de tratamento e reuso de água; aproveitamento do oxigênio gerado em grande escala no processo de eletrólise; treinamento e capacitação técnica dos recursos humanos necessários em todas as etapas da cadeia de valor; empresas de construção, operação e manutenção; serviços administrativos e jurídicos. Ele cita também as oportunidades geradas pela criação e ampliação da infraestrutura de logística e transporte, como portuária, elétrica, de armazenamento, entre outros. Constantino Frate cita a expectativa de que, além dos produtos combustíveis sintéticos, em especial o querosene de aviação, o Ceará produza fertilizantes verdes para suprir não apenas o mercado do Estado, mas todo o entorno e o agrobusiness brasileiro. “Isso faz com que a gente possa sonhar, quando falamos de combustíveis verdes, fertilizantes verdes, com toda uma indústria desdobrada a partir disso e baseada em células a combustíveis que são básicas para o acionamento de veículos, bem como eletrolisadores, que aqui no Pecém poderão ser produzidos”, prospecta o coordenador do Núcleo de Energia da Fiec. A nova cadeia produtiva, de maior valor agregado, deve impactar também o mercado de trabalho e a formação de profissionais. “As universidades, escolas públicas, Senai e outras entidades já estão oferecendo cursos voltados para a cadeia de valor do hidrogênio verde. O Governo do Estado está desenvolvendo um programa para formação de técnicos e demais profissionais conforme a demanda do mercado”, afirma Salmito.
Construção do Parque Eólico do Mucuripe, que deu visibilidade nacional para geração de energia eólica
Criação do PIER - Programa de Incentivos à Cadeia Produtiva de Energias Renováveis
Modernização dos licenciamentos ambientais do Estado
2019
1998
Primeiros parques eólicos comerciais do Brasil: Taíba (5MW) e Prainha (10MW)
2010
A fábrica de pás para aerogeradores da Aéris é inaugurada
2011
A Fábrica de aerogeradores da Vestas é inaugurada, sendo ampliada em 2019
Conclusão do Novo Atlas Eólico e Solar do Ceará
2021
Foi assinado o primeiro Memorando de Entendimentos (MOU) para o desenvolvimento do Hub de Hidrogênio Verde no Ceará. Atualmente nosso Estado conta com 34 MOU já assinados.
A Usina Solar de Tauá (1MW) – a primeira usina solar fotovoltaica comercial da América Latina — é implantada
POR QUE O CEARÁ É DESTAQUE
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O Ceará se encontra no centro de gravidade do potencial de energias renováveis do Nordeste e detém condições atrativas para o desenvolvimento da cadeia de produção, armazenagem e transporte do hidrogênio verde:
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Elevado potencial de energia eólica onshore (94 GW) e offshore (117 GW);
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Elevado potencial de energia solar (643 GW) com prioridade em extensas áreas degradadas (194 GW);
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Condições de infraestrutura apropriadas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém
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Estado com condições fiscais e administrativas confiáveis;
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Existência de Universidades e Institutos tecnológicos de reconhecida credibilidade;
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Qualidade da mão de obra disciplinada, produtiva e criativa;
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Rede de ensino médio e superior com capacidade de atender a demanda da nova cadeia produtiva. Fonte: UFC/FIEC/SDE/CIPP
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MODELO DE NEGÓCIO se destaca pelo desenvolvimento de soluções inovadoras e tecnológicas que transformam economicamente a região
DIVULGAÇÃO
Equipe da startup Susclo: incentivo o consumo de moda sustentável
SUSCLO: MODA CIRCULAR
LETÍCIA DO VALE
leticiadovale@opovodigital.com
Com um DNA baseado em inovação e tecnologia, o segmento de startups tem ganhado cada vez mais espaço na economia brasileira e cearense. Além de auxiliarem no desenvolvimento de novas soluções e na modernização de setores tradicionais do mercado, esses negócios contribuem para a geração de empregos e atração de talentos, forças de trabalho e investimento para o Estado.
Quem aponta isso é a coordenadora de inovação do Instituto Atlântico, Bruna Félix. Para ela, esse segmento se destaca pela agilidade, consequência de equipes menores e da dependência quase que isolada da tecnologia. “Elas potencializam o investimento que é colocado no negócio ao atingirem patamares mais altos rapidamente”, explica Bruna.
O CENÁRIO CEARENSE “A comunidade de startups do Ceará já é reconhecida nacionalmente como uma das mais estruturadas do País”, garante o secretário executivo de Comércio, Serviço e Inovação da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE), Fábio Feijó. Ele destaca o Rapadura Valley, comunidade de startups de Fortaleza que ganhou duas vezes o prêmio de Comunidade do Ano no Startup Awards, competição nacional considerada o "Oscar das startups". O Mapa de Startups 2022, realizado pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups), classificou Fortaleza como a sétima
cidade do Brasil com mais negócios do tipo, abrigando 39 das 1.753 startups entrevistadas na pesquisa. Ainda no estudo, o Ceará ocupava o oitavo lugar no ranking de estados com mais empresas do segmento, totalizando 50. Reconhecendo o potencial do setor de movimentar a economia, o secretário Fábio Feijó indica como o Estado tem contribuído para esse ecossistema. Entre as iniciativas já realizadas ele cita os editais InovaFit e Tecnova e os programas Centelha, Pesquisador Empreendedor e Clusters Econômicos de Inovação, que já apoiou 121 startups cearenses com capacitações, materiais e bolsas.
A Susclo surgiu em 2019 e trabalha com a venda de roupas de segunda mão de qualidade. A startup recebe os desapegos de quem deseja vendê-los na loja e paga a essas pessoas parte do valor arrecadado com as peças. O objetivo da marca é incentivar o consumo de moda sustentável e alcançar o público ainda não familiarizado com a prática. Para isso, a ideia é que a experiência de compra seja a mesma de uma loja tradicional, com peças de qualidade e acervo organizado. Atualmente, a Susclo conta com uma loja online e uma física, no Centro de Fortaleza. Com uma equipe de oito pessoas, a startup proporciona uma renda extra mensal a cerca de 450 mulheres, administra mais de 70.000 peças e fornece consultorias personalizadas para outros brechós. Buscando fortalecer o segmento e orientar esses negócios, a Susclo desenvolveu o sistema de gestão Suzy, que permite o controle automático de dados como clientes, sacolas, produtos, relatórios e pagamentos de parceiros. Segundo a fundadora da startup, Luciana Valente, o movimento no Ceará é aquecido e a Susclo, que já conta com um público fiel, é constantemente procurada por outros negócios do setor que buscam orientação. Assim, o plano é continuar investindo no aperfeiçoamento do sistema Suzy e contribuindo para essa tendência em ascensão. Brechós interessados em uma consultoria com a Susclo podem entrar em contato pelo Instagram da marca. Para comprar ou vender roupas, basta acessar o site ou visitar a loja física.
SERVIÇO
SUSCLO Site: susclo.com.br/ Instagram: @susclo_ Endereço: rua Gonçalves Ledo 1226, Centro - Casa Fredericas
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THAIS MESQUITA/DIVULGAÇÃO
PARA POTENCIALIZAR SUA STARTUP 1 2
CORREDORES DIGITAIS: programa de inovação realizado pela Secretaria de
Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece). Site: sct.ce.gov.br/corredoresdigitais/
VOCÊ, EMPREENDEDOR!: programa de incubação que atua em parceria com
o Núcleo de Tecnologia e Qualidade Industrial do Ceará (Nutec), da Secitece. Site: nutec.ce.gov.br/servicos/voce-empreendedor/
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INCUBAUECE: Incubadora de Empresas e Centro de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da Universidade Estadual do Ceará. Site: uece.br/incubauece/
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PARTEC/UFC: Parque Tecnológico da Universidade Federal do Ceará. Site: parquetecnologico.ufc.br/pt/
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CASA AZUL VENTURES: aceleradora de startups.
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PRAIA: aceleradora de startups. Site: https://www.vemserpraia.com.br/ Instagram: @vemserpraia
Site: casaazul.vc Instagram: @casaazul.vc
Pedro Vasconcelos é fundador da startup Instituto Solar
INSTITUTO SOLAR
inteligência sobre um potencial mercado consumidor a partir de animais. De acordo com a CEO da startup, Mariana Rodrigues, o movimento de adoção de animais vem crescendo no Brasil e grandes empresas do mercado pet têm se atrelado à causa, não só pelo valor social, mas por enxergarem o potencial econômico nesse segmento. Ela indica que a ideia da startup tem gerado interesse no mundo dos negócios, e a expectativa é que, em 2024, seja concluída a fase de protótipo da plataforma de dados e iniciado um relacionamento mais sólido com o mercado pet. Além de atuar no Ceará, por meio do diretor de produto Jacques Galdino, a startup funciona em São Paulo, com o diretor de tecnologia Idelfrides Jorge, e no Distrito Federal, com Mariana. Pessoas que trabalham com adoção de animais ou no mercado pet interessadas no projeto podem entrar em contato por e-mail.
O Instituto Solar está há cinco anos no mercado e trabalha em diferentes vertentes envolvendo energia solar. Em uma dessas abordagens, a startup atende pessoas que desejam investir no segmento, ficando responsável pela construção e instalação de uma usina capaz de produzir energia solar para clientes em qualquer lugar do Ceará. O investidor inicial pode, então, alugar essa energia para diferentes indivíduos que buscam esse tipo de fonte. Além de gerar bons rendimentos para o dono da usina, o projeto permite que empresas optem por uma energia limpa e mais econômica. Nesse processo, o Instituto fica responsável por todos os fatores envolvidos, desde a parte tecnológica até a conexão com consumidores e o acompanhamento de contas de energia. Segundo o fundador da startup, Pedro Vasconcelos, o investimento é um dos mais rentáveis do mercado no momento. O Instituto também trabalha com treinamentos sobre detalhes desse mercado e a adaptação de um negócio ao modelo de aluguel de energia. Outro destaque é o desenvolvimento de um software voltado para empresas de energia solar que consegue agilizar em até cinco vezes o processo de venda desses negócios. Na visão de Pedro, a forma como o Instituto atua no mercado contribui para a expansão do imenso potencial energético do Ceará. Para além de soluções de mercado, a startup investe em um trabalho educativo para que todos possam entender o quão importante, acessível e rentável pode ser a energia solar.
SERVIÇO
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Equipe da Dengo: foco da startup é o mundo pet
DENGO Iniciada ainda este ano, a Dengo é uma startup voltada para a causa animal e o mercado pet. Atualmente, a iniciativa atua em parceria com instituições ou protetores independentes que cuidam de animais de rua e os disponibilizam para adoções responsáveis. Para isso, a Dengo desenvolveu uma ferramenta que simplifica o controle desses lares, permitindo o cadastro de informações como animais, gastos e todos os detalhes que envolvem a gestão dessas estruturas. A startup também administra as redes sociais dessas iniciativas para otimizar a divulgação de animais para adoção. Com mais capacidade tecnológica, a Dengo utiliza automação para as publicações e estatísticas sobre o que o público considera mais atraente. O próximo passo do negócio é utilizar o volume de informações adquirido para munir empresas do mercado de pets e possibilitar que elas conheçam a fundo o mercado consumidor. A partir desses dados, os empreendimentos podem desenvolver produtos e serviços mais assertivos e promocionais, beneficiando, também, os clientes. O objetivo da Dengo é ser uma plataforma de
DENGO Contato: time.dengo@gmail.com
INSTITUTO SOLAR Site: institutosolar.com Instagram: @instituto.solar
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FORTALEZA - CEARÁ, SÁBADO, 25 DE NOVEMBRO DE 2023
RAFAEL SILVEIRA Diretor de Operações da Casa Azul A Inteligência Artificial (IA) emergiu como um catalisador fundamental de inovação com o potencial de transformar radicalmente diversos setores industriais. A IA apresenta uma gama vasta de aplicações, desde a automação de processos até a personalização de experiências, passando pela otimização de operações e pelo incremento da eficiência. Tais inovações encontram aplicabilidade em campos variados, incluindo saúde, finanças, tecnologia e gestão ambiental. Historicamente, até 2022, o uso da IA estava predominantemente restrito a empresas com acesso a ferramentas pagas, limitando sua adoção a um círculo mais restrito. Entretanto, a introdução do ChatGPT pela OpenAI marcou uma inflexão decisiva nesse panorama, democratizando o acesso à IA generativa. Essa mudança possibilitou a exploração dessas tecnologias por uma gama mais ampla de usuários, incluindo estudantes, educadores e negócios de diversos portes. A capacidade de interagir e criar com a IA sem a necessidade de investimentos substanciais representou um avanço significativo em termos de acessibilidade e potencial de aplicação cotidiana. Em contextos menos evidentes, a IA tem demonstrado sua capacidade de gerar impactos econômicos consideráveis. Na
No mercado de trabalho, a IA tem um papel ambivalente, sendo capaz tanto de eliminar empregos quanto de criar novas oportunidades. A automação de tarefas repetitivas e manuais, facilitada pela IA, pode reduzir a demanda de trabalho em setores como manufatura e atendimento ao cliente. Contudo, ela também fomenta o surgimento de novas vagas em áreas como análise de dados, desenvolvimento de software e gestão de sistemas de IA. A IA potencializa a eficiência, permitindo que trabalhadores se dediquem a atividades mais estratégicas e criativas. Prevê-se, inclusive, o surgimento de cargos como analistas de IA generativa, especializados na construção de prompts para automatização de tarefas.
agricultura, por exemplo, empresas como a AgroSmart, no Brasil, utilizam IA para monitorar dados climáticos e do solo, elevando a produtividade e otimizando o uso de recursos, especialmente a água. Na Alemanha, a IA está sendo empregada para prever a geração de energia solar e eólica, contribuindo para a redução da dependência de combustíveis fósseis.
O que tenho achado engraçado é que mesmo com toda a discussão sobre IA e o ChatGPT, vejo muita gente orgulhosa em dizer que usa o ChatGPT para tudo, mas quando pergunto, quem possui a versão paga o ChatGPT? É raro encontrar alguém. Ainda estamos arranhando o uso dessa tecnologia e o valor dela ainda é superficial que muitos de nós ainda não estão dispostos a gastar 20 dólares por mês para ter uma versão melhorada, de algo que todos elogiam. Quando estivermos dispostos a colocar mais nosso dinheiro, como pessoa física, nesse tipo de serviço dezenas de outros surgirão, e estou torcendo por isso.
POR RICARDO LIEBEMANN, Presidente do Instituto Iracema Digital A Economia é a ciência que busca explicar a produção e distribuição/apropriação da riqueza em uma sociedade e a sua capacidade de concorrência/conexão com outras sociedades. Os sistemas políticos escolhem as leis que regem a sociedade e dentre estas leis, segundo as crenças das maiorias, são escolhidas as teorias econômicas que se estabelecem naquela sociedade. Tem teoria econômica para qualquer viés político. E tem ardentes defensores e sociedades usuárias das duas correntes principais – Liberalismo e Social-Democracia. Neste momento da humanidade, quando o conhecimento e a informação estão disponíveis e acessíveis para todos, eles fluem em grande velocidade. Novas tecnologias são criadas, novas formas de negócio são possíveis, o processo de globalização não flui mais somente pelos aviões, navios, rádio, cinema, telefone e televisão. Eles fluem muito mais veloz e plenamente pelas redes da internet disponíveis para todo planeta. Não é mais pelo boca a boca, é pelo celular a muitos outros celulares. Está disponível no planeta, mas as sociedades mais bem-educadas, mais bem conectadas entre suas diversas institui-
ções e com outras sociedades têm muito maior capacidade de entenderem este novo mundo, de perceberem e implementarem novas formas de resolver problemas e encontrar oportunidades, usando os imensos recursos disponíveis de ciência, tecnologia, formas de organização possíveis. E entenderem e perceberem tudo isso c-o-l-e-t-i-v-a-m-e-n-t-e. Ou uma sociedade faz sua economia se focar na Inovação ou ela estará fadada a ficar atrasada e tornar sua população muito menos importante na captação da riqueza mundial. Isto vale para uma pessoa, empresa, município, estado, nação. Transformar uma sociedade em inovadora para melhorar sua economia é tarefa gigantesca e precisa da Governança dos diversos entes da sociedade muito bem construída. Necessita grande determinação, tempo e esforço político muito bem articulado. Precisa criar o legítimo sentimento de colaboração de que nós do Ceará devemos estimular nos diferentes campos e estruturas de Poder e Governança. Fica a percepção de que a grande maioria dos cearenses não têm só um umbigo para cuidar.