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Mário Mesquita cede lugar de provedor a José Nogueira

Despedida emotiva na Santa Casa

Polémica na Urbanização das Austrálias O realojamento de três famílias ciganas na Urbanização das Austrálias, em Requião, está a causar mal-estar na freguesia. A Junta diz que a atribuição das casas foi envolta em secretismo e não se conforma com o facto de famílias de Requião terem sido preteridas. A Câmara refuta as acusações e adianta que a decisão final coube ao Instituto da Habitação. p. 15

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ANO 16 • Nº 815 • Gratuito 19 A 26 DE DEZEMBRO DE 2007 DIRECTOR: JOÃO FERNANDES DIRECTOR ADJUNTO: FELIZ PEREIRA

Sócrates lança projecto social em Gavião p.13

Recorde de produção em 2007

Por causa da saída de clínicos para a USF de Famalicão

3.700 SEM MÉDICO EM REQUIÃO E GONDIFELOS Em Requião, a saída de um clínico da extensão de saúde para a Unidade de Saúde Familiar (USF) da cidade deixou 2.500 utentes sem médico de família. Para resolver o problema, a Junta vai tentar criar uma USF na freguesia, embora reconheça que o pro-

cesso “pode ser complicado”. Em Gondifelos saíram dois clínicos, que até agora não foram substituídos. O autarca local fala de promessas não cumpridas e lamenta os 1.200 utentes que ficaram sem médico. p.12

15 milhões de pneus na Continental Mabor

Inauguração marcada por discurso da juíza presidente

A Continental Mabor, de Lousado, vai bater este ano mais um recorde com mais de 15 milhões de pneus produzidos. O aumento de produção equivale ainda a uma subida no volume de vendas de 10% comparativamente com 2006, totalizando uma facturação de meio bilião de euros.p.16

opiniãoespecial: Em contagem decrescente para o Natal damos-lhe mais alguns conselhos para passar da melhor forma a quadra.

Suplemento

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Ministro confrontado com defeitos do Tribunal

opiniãosport: Hóquei: Riba d’Ave vence dérbi e volta à liderança Adélio Machado a postos para o Lisboa-Dakar 2008

Obras na escola de Lousado Depois da associação de pais ter anunciado uma greve aos livros para Janeiro, a Câmara diz que vai realizar as obras reclamadas. p.17


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espaço aberto

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Objectiva Pública Este local, na Avenida Marechal Humberto Delgado, está a tornase um ponto de encontro de alguns toxicodependentes que, em plena luz do dia, não se coíbem de alimentar o seu vício, mesmo à vista das muitas pessoas que por ali passam diariamente. Era necessário que as entidades competentes tomassem as medidas necessárias para encontrar, o mais rapidamente possível, uma solução para este problema social.

Agenda

Questão Pública

Amanhã, 20 21h30 Cineclube de Joane exibe os filmes “O sabor da melância” de Tsai Ming-Liang e “China China” de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata.

21h00 Escola EB 2-3 Bernardino Machado promove cerimónia de entrega dos certificados dos Cursos de Educação e Formação de Adultos, no Centro Cultural de Joane. Assembleia Municipal reúne para discutir e votar as Grandes Opções do Plano e Orçamento do Município para 2008, no auditório da Biblioteca Municipal.

CONSELHO EDITORIAL:

Celso Campos (CPJ 4668) ccampos@opiniaopublica.pt

DIRECTOR: João Fernandes (CIEJ TE-95) jfernandes@opiniaopublica.pt

REDACÇÃO:

CHEFE DE REDACÇÃO: Cristina Azevedo (CPJ 5611) cristina@opiniaopublica.pt

EDITOR DESPORTO: Bruno Marques (CPJ 8022) brunomarques@opiniaopublica.pt informacao@opiniaopublica.pt Arcindo Guimarães (CICR-56), Carla Alexandra Soares (CICR-248), Celso Campos (CPJ 4668), Cristina Azevedo (CPJ 5611), Magda Ferreira (CPJ 4625), Marta Marques (CICR320) e Sofia Abreu Silva (CPJ 10952). DESPORTO: Bruno Marques (CPJ 8022),

professora Entendo o Natal como tempo de concórdia, de reencontro e de esperança. É também tempo de reflexão que deve servir para crescermos em solidariedade e afecto. No plano familiar desejo que todas as famílias cresçam em harmonia e paz. No plano social desejo aos mais desfavorecidos da nossa sociedade, em particular os mais pobres, os mais idosos, os doentes e os que vivem em solidão, que sejam contemplados com mais solidariedade e que as assimetrias sociais existentes sejam vencidas permitindo um verdadeiro desenvolvimento social e humano. Não posso deixar de referir os emigrantes portugueses e os imigrantes que procuram o nosso país – que sejam acolhidos com o devido respeito e afecto e sejam capazes de ultrapassar as dificuldades de adaptação num país estrangeiro. No plano político desejo que Portugal vença a crise económica e financeira e o seu nível de desenvolvimento se aproxime dos países mais desenvolvidos da Europa, que se intensifiquem os esforços de compreensão, solidariedade e paz entre os países do mundo

Jorge Humberto, José Clemente (CNID 297), Pedro Sá (CNID 1905) e Pedro Silva (CICR-

guel Moreira Silva, Paulo Cunha e Vieira Pinto.

Sónia Alexandra

220).

GERÊNCIA: Feliz Manuel Pereira CAPITAL SOCIAL: 350.000,00 Euros.

PROPRIEDADE:

EDITOR DE TURNO: Magda Ferreira (CPJ 4625) magda@opiniaopublica.pt

Feliz Manuel Pereira (CIEJ TE-81) felizmp@opiniaopublica.pt

Maria Augusta Santos

Se pensar nas crianças que morrem de fome todos os dias... Se pensar nos que morrem na guerra do Iraque e em todos os conflitos sem sentido... Se pensar naqueles que nosso meio vivem em miséria material e moral... Se pensar nos escravos da droga ou melhor de todas as drogas... Se pensar naqueles que sofrem de doenças dolorosas e incuráveis... Se pensar naqueles que querem trabalho e não encontram... Se pensar nos idosos sozinhos e esquecidos... Só posso ter um sonho ou um desejo... que a alegria, a paz e a fraternidade lembradas no Natal se prolonguem por cada dia do ano.

CHEFE DE REDACÇÃO ADJUNTO:

Alexandrino Cosme, António Cândido Oliveira, António Jorge Pinto Couto, Artur Sá da Costa, Cristina Azevedo, Feliz Manuel Pereira, Joaquim Loureiro, João Fernandes

DIRECTOR-ADJUNTO:

Custódio Oliveira dirigente associativo

Sexta-feira, 21

FICHA TÉCNICA

Que desejo para este Natal?

GRAFISMO: Carla Alexandra Soares, Elisete Santos, Pedro Silva.

INFORMÁTICA: Filipe Fragoso

IMPRESSÃO:

DETENTORES DE MAIS DE 10% DO CAPITAL Feliz Manuel Pereira António Jorge Pinto Couto

APOIO À REDACÇÃO: Jorge Alexandre

EDITAVE Multimédia, Lda. NIPC 502 575 387

SEDE, REDACÇÃO E PUBLICIDADE: Rua 8 de Dezembro, 214 Antas S. Tiago - Apartado 410 4760-016 VN de Famalicão

INTERNET SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS: Francisco Araújo

OPINIÃO: António Cândido Oliveira, Avelino Leite, Carlos Sousa, Domingos Peixoto, Gouveia Ferreira, J. Silva Lopes, João Casimiro, Joaquim Loureiro, Luís Paulo Rodrigues, Mi-

Tel.: 252 308146 / 252 308147 • Fax: 252 308149

TÉCNICOS DE VENDAS: comercial@opiniaopublica.pt Agostinha Bairrinho, Maria Fernanda Costa e

www.opiniaopublica.pt

CONTACTOS Redacção: Tel.: 252 308145 • Fax: 252 308149

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Naveprinter - Indústria Gráfica do Norte, SA Estrada Nacional, 14 - Maia

EMBALAGEM E ETIQUETAGEM: Almeida Pereira - Operador de Marketing e Impressão Documental, Lda Parque Industrial do Mindelo Vila do Conde

TIRAGEM DESTE NÚMERO: 15.000 exemplares, nº 815

NÚMERO DE REGISTO: 115673 DEPÓSITO LEGAL: 48925/91


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Quinze entidades avançaram com projectos concretos

Adrave ajuda organizações a melhorar gestão Através do projecto Inov@rave, promovido pela Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Ave (Adrave), quinze organizações sem fins lucrativos encetaram acções tendo em vista a melhoria do seu desempenho. Essas acções foram precedidas da frequência de uma pós-graduação em gestão e avaliação de serviços e de acções de formação na área da qualidade e da inovação organizacional. As 15 entidades, através dos seus formandos, criaram, cada uma, um projecto que lhes permitiu,

Resultados foram apresentados durante um seminário realizado na Lusíada

desde já, “implementar nos seus serviços modelos inovadores na

área da gestão, conseguindo como resultado final serviços mais efi-

cientes”, avançou ao OP, Miguel Guerreiro, da Universidade Lusíada, a entidade formadora do projecto. Estes resultados saíram de uma das acções do projecto Inov@rave, dados a conhecer, na passada quinta-feira, durante um seminário sobre “Modernização e Inovação Organizacional”, que decorreu na Universidade Lusíada, em Famalicão. Os trabalhos permitiram avaliar as principais carências existentes nas organizações sem fins lucrativos. “No sector terciário há recursos humanos qualificados, mas pecam por defeito, são poucos face às

actividades que desenvolvem”, explicita Paula Dourado. Com poucos recursos, “falta tempo para o planeamento, para a gestão e para a qualidade”. Setenta entidades candidataram-se à formação no âmbito deste projecto, tendo sido seleccionadas as 15 que implementaram já projectos nas suas organizações, apontando-se “uma taxa de sucesso de 100%”, evidenciou Miguel Guerreiro. Mediante resultados tão positivos, a Lusíada já decidiu reeditar a pós-graduação. C.C.


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Palestra sobre emprego na Secundária D. Sancho I

“Os melhores têm o futuro garantido” Marta Isabel Marques A Escola Secundária D. Sancho I realizou, na passada terça-feira, uma palestra subordinada ao tema “Olhando o Futuro: O mercado de emprego”. O objectivo desta iniciativa, levada a cabo por três professores da escola, foi o de alertar os alunos para os novos desafios na área do emprego. A sala encheu para ouvir o director do Instituto de Emprego da Região Norte, Avelino Leite, e Miguel Guerreiro da Universidade Lusíada. Avelino Leite falou da percentagem de desempregados inscritos no centro de emprego, 7,2%, que corresponde a cerca de 180 mil desempregados, mas este responsável salientou que destes, metade, são pessoas acima dos 50 anos desdramatizando um pouco a situação. “Desempregados em idade para trabalhar são cerca de metade deste número. Os outros estão acima dos 50 anos, ou seja, as probabilidades para encontrarem novo emprego são muito baixas”. Questionado sobre o número de licenciados inscritos nos centros de emprego, Avelino Leite vincou que “os melhores têm sempre emprego e ganham bom dinheiro”. Este responsável salientou que “hoje em dia os jovens saem das universidades muito mal preparados para o mercado de trabalho, não há for-

ACIF REALIZA WORKSHOP SOBRE REGISTO DE MARCAS E PATENTES No passado dia 10 de Dezembro a ACIF em colaboração com o CIEVE realizaram um Workshop subordinado à temática: Propriedade Industrial: Marcas/ Design/Patentes. O referido evento foi realizado com a participação de duas técnicas do GAPI (Gabinete de Apoio à Propriedade Industrial) do CITEVE que explicaram aos presentes as vantagens de proteger a marca através do seu registo, foi igualmente abordado a complexidade do registo de patente e o Design. Sempre atenta às necessidades dos seus associados a ACIF desenvolve este serviço, apoiando –o no registo da sua marca ou patente.

DÍSTICOS FUMADOR NÃO FUMADOR Encontram-se à disposição dos nossos Associados os Dísticos (Fumador/Não Fumador) Solicitamos que se desloquem às nossas instalações a fim de os levantar. Para informações mais detalhadas sobre a nova lei do tabaco, por favor contacte os nossos serviços.

SALDOS

Avelino Leite, director do Instituto de Emprego da Região Norte

mação específica e existe pouco trabalho prático”. Avelino Leite falou ainda do facto de Portugal estar a perder bons profissionais para o estrangeiro. “A média de ordenados no nosso país é muito baixa, logo os melhores vão para o estrangeiro onde em alguns países recebem muito mais que aqui, já para não falar no trabalho especializado como os soldadores que vão para o estrangeiro. Alguns arranjam emprego em plataformas petrolíferas e

chegam a ganhar 6 mil euros e só trabalham quinze dias”. Segundo o responsável do IEFP do Norte, no futuro, “os funcionários terão que ter muita mobilidade, as deslocações para fora do país serão uma constante”. A palestra serviu ainda para esclarecer os alunos sobre o processo de Bolonha, coube a Miguel Guerreiro explicar este novo conceito que ainda suscita algumas dúvidas nos estudantes que estão prestes a ingressar no ensino superior.

40% dos pais já foram ler à “Torre dos Pequeninos” O colégio “A Torre dos Pequeninos”, de Santo Tirso, associando-se ao esforço nacional de promoção do livro e da leitura, está a promover a iniciativa “A família vai ler à escola”. A actividade promove o envolvimento da família neste projecto, através da leitura de uma pequena história, narração de um conto, recitação de um poema ou leitura de uma notícia. Em nota à imprensa, o colégio diz que “a adesão superou as expectativas”, uma vez que cerca de 40% dos pais já participaram no programa. De acordo com Maria Alice Sousa, fundadora do colégio, “as verdadeiras revoluções educativas não se fazem por via legislativa, mas de práticas coerentes, de acções simples mas assertivas e de muito trabalho nas escolas”. Por isso, considera que esta iniciativa “é um bom exemplo de como é possível intervir, em sinergia com os pais, em áreas tão deficitárias, mas tão fundamentais como a leitura e a escrita”.

Festas Felizes

Os saldos, promoções e liquidações de produtos em estabelecimentos comerciais de vendas a retalho têm, desde o final do mês de Abril, novas regras, estabelecidas pelo Decreto-Lei nº 70/2007. O alargamento do período de venda em saldos é uma das alterações previstas Este período passa, assim, a só se poder realizar entre os dias 28 de Dezembro e 28 de Fevereiro, na época de Inverno, e de 15 de Julho a 15 de Setembro, na época de Verão. Os métodos de alteração de pagamento foram também modificados, sendo que o comerciante é agora obrigado a aceitar todos os meios de pagamento habitualmente disponíveis, não podendo efectuar qualquer variação no preço aplicado ao produto em função do meio de pagamento utilizado. Os letreiros, etiquetas ou listas devem exibir, de forma visível, o novo preço e o preço anteriormente praticado, ou, em substituição deste último, a percentagem de redução. Quando esgotadas as existências de um produto determinado com indicação da sua espécie e marca, o comerciante é obrigado a anunciar o esgotamento das mesmas e a dar por terminada a respectiva operação de venda com redução de preço. Mediante acordo com o consumidor, o comerciante pode proceder à substituição do produto adquirido, independentemente do motivo. Para isto, o estado de conservação do produto terá de corresponder ao do momento em que o mesmo foi adquirido no estabelecimento. O consumidor terá ainda que apresentar o comprovativo da compra com indicação expressa da possibilidade de efectuar a substituição do produto e realizar essa mesma troca pelo menos nos primeiros cinco dias úteis a contar da data da sua aquisição. O incumprimento destas regras é agora mais penalizado, uma vez que as coimas aplicáveis podem ir dos 250 aos 30 000 euros. A competência para a aplicação das respectivas coimas cabe à Comissão de Aplicação de Coimas em Matéria Económica e de Publicidade (CACMEP).


Feliz Natal

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Juíza presidente contrariou optimismo do ministro da Justiça

Queixas na inauguração do novo tribunal Magda Ferreira O ministro da Justiça inaugurou, segundafeira, o novo Tribunal de Famalicão, apresentando-o como um modelo. Um optimismo que foi, no entanto, contrariado pela juíza presidente do organismo, que enumerou vários defeitos. O Palácio da Justiça de Famalicão está a funcionar desde Outubro, em Gavião, junto à Estrada Nacional 14, albergando os juízos cíveis e criminais, o Tribunal de Trabalho e o Ministério Público. Custou 8,8 milhões de euros e constitui um dos maiores investimentos do Ministério da Justiça, iniciando uma nova geração de tribunais. Apesar disso, não está imune a críticas. Maria do Rosário Carvalho, juíza presidente do Tribunal de Famalicão, apontou várias falhas, sobretudo a falta de espaço. Existem oito salas de audiência, mas não têm capacidade para acolher julgamentos que envolvam muitos intervenientes, quer advogados quer arguidos. “Teremos de recorrer da mesma forma ao quartel dos bombeiros”, lamentou a responsável, referindo-se a mega-processos que possam surgir no futuro. A juíza referiu ainda que as secretarias judiciais vão ficar com espaço reduzido, pois foi necessário instalar duas secções no espaço que estava previsto para uma, por forma a colocar no edifício as conservatórias. Reduzido é também o espaço pre-

Ministro observa inovações tecnológicas a funcionar em Famalicão

visto para arquivo, cuja capacidade estará esgotada dentro de dois anos, nas palavras de Maria do Rosário Carvalho. Focadas foram também, uma vez mais, as dificuldades de acesso ao novo Palácio da Justiça, dado o elevado tráfego na Estrada Nacional 14, bem como a falta de espaço para estacionamento, que fica lotado “apenas com os veículos dos funcionários”. Lacunas que “exigirão alterações a curto prazo”, embora, em declarações aos jorna-

listas, a juíza tenha frisado que “não é nada que não possa ser resolvido” e que o seu discurso pretendeu apenas alertar para a necessidade de solucionar estas questões. De resto, a magistrada reconheceu que a inauguração do Tribunal é um “marco histórico na vida da comarca de Famalicão”, pois representa uma “inegável e significativa melhoria das condições de funcionamento” da Casa da Justiça. Os problemas apontados não mereceram resposta do ministro na sua interven-

ção. Questionado pelos jornalistas, Alberto Costa afirmou que não é possível ter salas de audiência para grandes julgamentos em todas as comarcas, mas assegurou que vai mandar estudar “as ideias e as críticas” efectuadas, embora não tenha respondido se as considerava pertinentes ou não. O governante quis, antes, “sublinhar a grande diferença entre o que tínhamos e o que passamos a ter”, valorizando “o esforço que é feito no sentido de uma modernidade que até agora faltava”. No seu discurso, o presidente da Câmara de Famalicão, Armindo Costa, considerou que o novo Tribunal é “uma grande prenda para o concelho”, recordando o importante papel da autarquia na construção do equipamento com a cedência do terreno. Agora, a Câmara está também empenhada em ajudar a solucionar o problema da falta de estacionamento, estando a tentar negociar com os donos dos terrenos contíguos ao Tribunal o empréstimo das parcelas até que o loteamento que vai nascer na zona seja construído, pois nessa altura “vai haver estacionamento que chegue”. Quanto aos espaços nos Paços do Concelho que até agora eram usados pelo Tribunal – e que albergarão o departamento de Urbanismo –, Armindo Costa afirmou que a autarquia vai ajudar na mudança do que ainda falta, para que essa se faça o mais rápido possível, esperando que aconteça até final de Janeiro próximo.

Tribunal do futuro Nesta passagem por Famalicão, o ministro da Justiça apresentou também o programa de modernização do sistema judicial, que o Governo quer implementar até 2009, consolidado na implantação do conceito “Tribunal XXI”. Este programa pretende oferecer aos cidadãos “uma justiça mais rápida, eficiente e mais amiga”. Assim, os novos tribunais caracterizam-se pela combinação entre instalações mais funcionais e a aposta em equipamentos, novas tecnologias e métodos de trabalho mais eficazes. “O Tribunal XXI é um tribunal moderno, com qualidade urbanística, de arquitectura funcional, que apela à racionalidade dos espaços e que se adequa às novas realidades processuais, humanas e materiais”, explicou o ministro da Justiça. O Palácio de Famalicão é um exemplo, tem salas de audiência equipadas com gravação digital, salas para tradução simultânea e espaços individuais para testemunhas, advogados e magistrados. Dada a importância desta apresentação, o evento juntou em Famalicão os presidentes do Supremos Tribunal de Justiça e do Tribunal Administrativo, Noronha Nascimento e Santos Serra, respectivamente; o secretário de Estado da Justiça, Conde Rodrigues; o governador civil de Braga, Fernando Moniz; vários deputados socialistas na Assembleia da República; e, claro, diversos magistrados e advogados.


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Indústria portuguesa perde oportunidades de investimento

Lusíada promoveu Encontro Luso-Brasileiro de Energia No passado dia 14 de Dezembro, a Faculdade de Engenharia da Universidade Lusíada de Famalicão promoveu o “Encontro Luso-Brasileiro de Energia”, que contou com um total de 12 comunicações de especialistas na matéria, entre eles, Eduardo Marcos, director-geral da bolsa de carbono Sendeco2. De acordo com este responsável, as empresas portuguesas perderão entre 45 a 100 milhões de euros de oportunidades de investimento gratuito porque não souberam aproveitar o mercado de licenças de emissão de carbono. Segundo Eduardo Marcos, o excesso de licenças de emissão de carbono atribuídas às indústrias europeias motivou uma queda contínua do preço da tonelada de carbono do

mercado europeu, o que de alguma forma justifica o reduzido interesse dos operadores, nomeadamente dos portugueses. No entanto, ao não transaccionarem estas licenças, os industriais perderão em breve o direito sobre elas, desperdiçando por isso oportunidades, justificou. É que, frisou, se em 2005 o preço médio das licenças transaccionadas ao abrigo do Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE) chegou aos 30 euros, actualmente ronda apenas os cinco cêntimos. Ainda segundo Eduardo Marcos, apenas 20 por cento dos operadores portugueses faz negócios regularmente com licenças de emissão de carbono porque os preços estão muito baixos, mas as licenças atribuídas até agora

gratuitamente caducam em Abril de 2008, pelo que as empresas perderão direito a elas se não as transaccionarem. O Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE) entrou em funcionamento a 1 de Janeiro de 2005, na sequência do Protocolo de Quioto, e abrange mais de 11.000 indústrias europeias a quem foram atribuídas licenças para emissão. Em Portugal, contudo, as empresas só começaram a negociar estas licenças - comprando ou vendendo consoante as suas necessidades de emissão de CO2 no final de 2005, devido ao atraso no arranque do Registo Português de Licenças de Emissão e a dificuldades de ordem burocrática e administrativa.

Nova jornada da Família em preparação

Alterações à recolha de lixo

Depois da boa adesão registada nas duas primeiras edições, as equipas da Pastoral Familiar de Brufe e de Santo Adrião estão já a preparar a III Jornada da Família, a ter lugar no próximo dia 27 de Janeiro. Vai decorrer, novamente, no Centro Cívico de Famalicão, sendo que o tema deste ano pastoral, ao nível da arquidiocese, é “Família: Dom e Compromisso”. “Achamos por bem utilizar este tema para fazermos uma reflexão”, refere a equipa em nota à imprensa, adiantando que a ideia é “procurar entender a família como dom e compromisso nos tempos de hoje, um tempo em que vivemos numa sociedade consumista e individualista”. A exemplo das anteriores, estas jornadas estão abertas a todas as famílias do concelho e não só às de Brufe e Santo Adrião.

O pelouro do Ambiente da Câmara de Famalicão informa os munícipes que nos dias 24 e 31 de Dezembro haverá recolha de lixo nas freguesias, onde a recolha é diurna, mas não nocturna. Nos feriados de 25 de Dezembro e 1 de Janeiro, Dia de Natal e de Ano Novo, respectivamente, não haverá recolha de lixo em todo o concelho, com a excepção dos dois circuitos nocturnos do perímetro urbano, onde habitualmente há recolha diária.

JSD vai a votos e entrega cabazes A Juventude Social Democrata de Famalicão vai a votos no próximo dia 29 de Dezembro. A eleição vai decorrer num plenário de militantes agendado para as 15 horas. O acto eleitoral decorre entre as 16 e as 18 horas. Entretanto, antes das eleições a estrutura vai distribuir em todas as freguesias do concelho cabazes de Natal “aos jovens de famílias indentificadamente carenciadas”, refere a JSD em nota à imprensa.

Candidatura à Polis XXI aprovada O projecto conjunto dos municípios de Famalicão, Braga, Barcelos e Guimarães foi um dos cinco seleccionados na fase preliminar do programa Polis XXI. Segundo a Agência Lusa, a candidatura dos quatro municípios – intitulada “Um Quadrilátero Urbano para a Competitividade, a Inovação e a Internacionalização” – foi seleccionada em primeiro lugar no contexto das 26 formalizadas a nível nacional, o que garante a sua integração nas cinco acções-piloto a desenvolver no âmbito da política de cidades Polis XXI. O presidente da Câmara de Famalicão, Armindo Costa, mostrase muito satisfeito com o resultado da candidatura, na medida em que o programa surge associado a novas medidas de financiamento e a novos modelos de gestão e de governação territorial, conduzindo a estratégias de cooperação. O autarca, que falava à margem da cerimónia de inauguração do Palácio da Justiça, que decorreu esta segunda-feira, afirmou que “este projecto representa um passo muito grande na coesão social e na competitividade económica desta região”, acrescentando que o Minho tem agora “condições para se assumir como a terceira maior região urbana do país”. Refira-se que, neste âmbito, a rede de cidades Famalicão, Braga, Guimarães e Barcelos representa uma população de 600 mil habitantes.

Mulher assaltada depois de levantar 6.500 euros Uma mulher, com cerca de 30 anos, foi assaltada, por esticão, na manhã da passada quarta-feira, na Rua Luís Barroso, em Famalicão. A senhora tinha acabado de sair de uma agência bancária e, quando atravessava a rua, foi abordada por um indivíduo que lhe roubou a carteira, fugindo depois em direcção ao local da feira semanal. De acordo com a edição de quinta-feira do JN, o assaltante envergava um gorro e um casaco comprido. O assalto rendeu cerca de 6.500 euros que a mulher tinha acabado de levantar no banco. De referir ainda que uma hora mais tarde, a carteira apareceu num contentor do lixo, mas apenas com os documentos da vítima.

Mercado com horário alargado Por ser época natalícia, a Câmara de Famalicão decidiu alargar o horário do Mercado Municipal nos dias 22 e 29 de Dezembro. Assim nestes dias, o mercado estará aberto das 7 às 18 horas. Entretanto nos dias 24 e 31 de Dezembro o mercado vai abrir das 7 às 14 horas.

Paulo Cunha reeleito no PSD Paulo Cunha foi, sábado, reeleito na liderança da Comissão Política Concelhia do PSD de Famalicão. As eleições decorreram com lista única, com Paulo Cunha a manter-se na liderança. A equipa mantém-se na generalidade, salientando-se a saída da joanense Fernanda Faria e a entrada do também joanense Porfírio Carvalho, para a vice-presidência. De referir que, neste mandato há dois vicepresidentes, mantendo-se com essa função Vítor Moreira. A outra novidade na Comissão Política é o novo vogal José da Silva, de Famalicão. Adelino dos Santos Oliveira mantémse como tesoureiro e Susana Forte como secretária, seguindo-se os sete vogais. À frente da Mesa da Assembleia de Secção mantém-se Fernando Costa, com Paulo Machado Ruivo como vice-presidente e Mário Passos como secretário.


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Depois de 15 anos como provedor e um balanço positivo

Mário Mesquita despediu-se “com emoção” da Santa Casa Jorge Humberto Bastos Um aumento de mais de 77% do património da Santa Casa da Misericórdia de Famalicão – é este o balanço de 15 anos do trabalho de Mário Mesquita, como provedor daquela instituição, que agora cessa funções. No passado domingo, a Misericórdia de Famalicão entregou várias medalhas de reconhecimento a várias personalidades, entre eles, o presidente da Câmara, Armindo Costa, a quem foi atribuída a medalha de ouro. O até agora provedor da Santa Casa, Mário Mesquita aproveitou a cerimónia para se despedir da instituição, lembrando o trabalho feito desde 1993. “Ao longo destes quinze anos o património da Santa Casa cresceu cerca de 77,25% e isto significa que houve um trabalho muito bom”, afirmou o ainda provedor, que realçou ainda “a amizade e a colaboração de muitos irmãos beneméritos e de pessoas que nem sequer são irmãos da Santa Casa, mas que muito contribuíram para o êxito da instituição”. Na hora de sair, Mário Mesquita deposita total confiança no seu sucessor, José Machado Nogueira e deseja que ele torne possíveis dois projectos em particular: “O dr. Nogueira é um homem de fé, dinâmico e de trabalho…espero que ele consiga realizar os sonhos do Lar de Ninães e da creche da Berberia que ficaram por concretizar por falta de apoios estatais. O PIDDAC esteve parado, mas agora existe o programa PARES, ao qual já concorremos duas vezes, mas ainda não tivemos sorte. Espero que a próxima mesa administrativa se agarre nesses dois projectos e consiga a comparticipação do Estado”, disse. Já o novo provedor, José Nogueira, que tomará posse no próximo dia 2 de Janeiro, espera materializar estes equipamentos sociais nos próximos dois anos. “Esses empreendimentos estão em carteira e vão ser realizados, assim que existam meios

para o fazer. Alguns passos já foram dados e a meta para a concretização de algumas ideias das estruturas físicas será 2008 ou o ano seguinte”, projectou. O novo provedor falou ainda na necessidade de que as pessoas devem tomar “uma nova atitude”, sobretudo a nova mesa administrativa, apontando que essa atitude passa por “levar à comunidade amor e dedicação e tornar menos pesada a vida das pessoas”. Mário Mesquita elogiado Ao receber a medalha, Armindo Costa, o presidente da Câmara de Famalicão, mostrou-se honrado em receber tal galardão, de resto igual ao que recebeu Mário Mesquita, destacando o papel do ainda provedor. “Penso que mereço mais esta distinção como cidadão do que como autarca. E existe aqui uma injustiça… eu não posso receber um galardão igual ao de Mário Mesquita, porque ele deu muito mais do que eu à Santa Casa e não é justo que tenhamos a mesma medalha”, referiu Armindo. Também Rui Rebelo, da União das Misericórdias Portuguesas, enalteceu o trabalho de Mário Mesquita à frente da Misericórdia de Famalicão, apontando que a “engrandeceu”. O Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, por seu turno, manifestou o seu “agradecimento em nome da Igreja, pelo trabalho que a Misericórdia tem desenvolvido em prol daqueles que mais precisam”. No final da cerimónia, Mário Mesquita era um homem visivelmente emocionado face às demonstrações de carinho, que culminaram com a entrega da medalha de ouro. De resto, a Santa Casa atribuiu ainda medalhas Classe Prata à directora do Lar Jorge Reis, Maria Helena Moreira; à directora da creche e jardim-de-infância Nossa Senhora da Lapa, Filomena Serra. Já Cármen Sampaio, encarregada do Lar Jorge Reis, foi agraciada com a classe Cobre.

Armindo Costa cumprimenta novo provedor, José Nogueira


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freguesias

Para resolver problema da falta de médicos na extensão de saúde

Junta quer uma USF em Requião Cristina Azevedo A Junta de Requião vai tentar criar uma Unidade de Saúde Familiar (USF) na freguesia para tentar resolver a falta de médicos na extensão de saúde, depois da saída de um clínico para a USF de Famalicão. Neste momento, a extensão de Requião tem cerca de 2.500 utentes sem médico de família. São pessoas que não quiseram acompanhar o médico que se transferiu para Famalicão. Na unidade ficaram apenas dois clínicos que não conseguem absorver a totalidade desses utentes. Depois de um processo complicado de inscrições face à abertura da USF de Famalicão, que levou a Junta de Freguesia a colocar um comunicado na sede da Junta onde denunciava alegadas pressões sobre os utentes para estes se inscreverem da USF, o autarca de Requião, Augusto Pereira, reuniu a semana passada com o coordenador da sub-Região de Saúde de Braga, Castro Freitas, para encontrar soluções para o problema. Para já, será alargado o horário dos dois profissionais que prestam serviço na extensão de forma a absorverem 500 dos utentes sem médico. “São aqueles de mais idade, os doentes crónicos”, esclarece Augusto Pereira. Os restantes utentes terão que socorrer-se da consulta de recurso no Centro de Saúde da cidade, algo que não agrada à Junta, pelo que foi sugerida a possibilidade de criação de uma USF na freguesia, “tendo em conta que as instalações da extensão de saúde são boas”. “Viemos com essa ideia no pensamento, vamos ver se conseguimos traba-

Na extensão de saúde de Gondifelos há 1.200 utentes sem médico

lhá-la com as freguesias vizinhas”, afirma Augusto Pereira, embora reconhecendo que “a tarefa não será fácil”. A USF terá que ter, no mínimo, entre 8 a 10 mil utentes, pelo que a autarquia terá que convencer as freguesias vizinhas a aderirem ao projecto, além de conseguir formar uma equipa de médicos e enfermeiros. O processo está ainda numa fase embrionária. O autarca reconhece que não deveria ser a Junta a conduzi-lo, mas à falta de melhores soluções vai “meter mãos à obra”, tendo em conta que os doentes não querem a transferência para a USF de Famalicão. “Apenas cerca de 500 utentes é que pediram transferência para Famalicão e, destes, há já quem esteja a pedir novamente transferência para Requião, mesmo

sabendo que não vão ter médico”. Problemas também em Gondifelos Também na Extensão de Saúde de Gondifelos 1.200 utentes ficaram sem médico com a saída de dois clínicos para a USF de Famalicão. Em Dezembro do ano passado, o coordenador da sub-Região de Saúde de Braga, Castro Freitas, visitou aquela unidade para garantir que a mesma não encerraria com a abertura da USF e que e os utentes que desejassem ficar em Gondifelos não ficariam sem médico. Agora, o presidente da Junta, Manuel Santos, diz que essa promessa não está a ser cumprida. “Foi-nos prometido, numa reunião de trabalho que tivemos aqui, tanto pelo coordenador da sub-região como pelo director do

Centro de Saúde de Famalicão, que iríamos ter médicos para substituir os que iriam sair, mas isso não aconteceu”, refere Manuel Santos. A médica que permaneceu tem 1.600 doentes inscritos, restando agora 1.200 à espera de médico. “Até poderão ser mais, porque neste momento há pessoas que estão na dúvida se terão ou não médico e não se têm inscrito”, adianta. O autarca diz que tem feito “todos os esforços” junto das entidades competentes para resolver a situação. Já enviou um ofício ao coordenador da sub-Região de Saúde, solicitando uma reunião, mas até ao momento não obteve resposta. Também já colocou o problema do director do Centro de Saúde de Famalicão, Paulo Oliveira, que apenas lhe terá dito “que não tem médicos e que está com dificuldades”.


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Primeiro-ministro esteve em Gavião no passado sábado

Despistes e acidentes em várias freguesias

Sócrates aponta projecto da “Mais Plural” como exemplo a seguir

O passado domingo registou vários acidentes de viação em Famalicão. Pelas 10h30, em Outiz, os Bombeiros de Famalicão foram chamados a um despiste de um veículo ligeiro, do qual resultaram dois feridos ligeiros. Entretanto, já passava do meio-dia quando um outro despiste, em Requião, fez um carro cair a um

campo. No local estiveram os Bombeiros Famalicenses e os de Famalicão que transportaram dois feridos ligeiros ao hospital da cidade. Também em Landim, dois feridos ligeiros foi o resultado de uma colisão entre dois carros, na Estrada Nacional 204-5. Foram chamados ao local os Bombeiros Famalicenses.

Casal de assaltantes detido

António Freitas

Um casal de assaltantes foi detido, segunda-feira de manhã, em Gavião, pela PSP de Famalicão. O homem e a mulher, ambos com 29 anos de idade, são suspeitos de terem assaltado várias residências no concelho famalicense e arredores.

Armindo pediu a Sócrates mais atenção às valências vocacionadas para a deficiência

Carla Alexandra Soares* Nos próximos dois anos vão nascer 343 novas creches, mais 15 mil lugares, 100 milhões de euros de investimento e mais 3.900 postos de trabalho. Estes números foram avançados por José Sócrates que presidiu, sábado, à cerimónia do lançamento da primeira pedra do projecto da recém criada cooperativa “Mais Plural”. O primeiro-ministro veio acompanhado do seu ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, e da secretária de Estado Idália Moniz, e ficou a conhecer este projecto que vai nascer na freguesia de Gavião e que foi comparticipado pelo PARES – Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais. A cooperativa “Mais Plural” terá como objecto social vários grupos de risco (crianças, jovens e idosos) e o seu trabalho será virado para a integração social destes grupos vulneráveis, bem como a sua formação e integração profissional. O novo equipamento vai custar cerca de três milhões de euros e terá uma creche, jardim infantil, centro de dia, lar para idosos e ainda serviço de apoio domiciliário. A sua construção conta com a parceria de várias empresas da localidade, vai criar 50 postos de

trabalho e deverá estar concluído em meados de 2009. José Sócrates, num discurso virado para as políticas sociais e para as actuais reformas do seu Governo, disse estar identificado o principal problema para que os jovens não tenham mais filhos: não terem acesso a creches. Nesse sentido, apontou o projecto da “Mais Plural” como exemplo a seguir, tendo em conta as exigências da União Europeia. Mesmo assim, o chefe do Governo alertou que esta medida, por si só, não resolverá o problema e por isso relembrou as medidas tomadas recentemente. “Agora, todas as grávidas recebem o abono de família a partir do terceiro mês e com essa medida temos hoje 33 mil grávidas e o nível desse apoio é de cerca de 100 euros por mês para todas essas grávidas. Já ouvi muitos dizer, com o habitual cinismo, que é pouco. Mas este valor só é pouco para quem não precisa”, disse. 88 mil famílias a receber abono Duplicar o abono de família para aqueles que têm um segundo filho e, até aos três anos de idade, duplicar o abono de família são outras medidas apontados por Sócrates, que avançou que há, neste momento, 88 mil famílias a receber a mais cerca de 35 euros por mês. “Tomamos outra decisão no Orçamento de Estado para o próximo ano

para que as famílias portuguesas possam duplicar a dedução à colecta no que diz respeito aos seus filhos. No passado, a dedução por cada filho era de 160 euros e passará a ser uma dedução de 320 euros”, explicou. Numa cerimónia muito concorrida, marcaram presença diversas personalidades concelhias e distritais, entre elas o Governador Civil de Braga e o presidente da Câmara famalicense. Precisamente Armindo Costa elogiou a rede social do concelho e lembrou a Sócrates que, no conjunto dos projectos aprovados ou em fase de aprovação, não há nenhum vocacionado para a deficiência, apesar de ter havido três candidaturas nessa área. “É um problema que temos que resolver em articulação com as instituições, melhorando eventuais futuras candidaturas ao PARES, para desse modo podermos justificar a melhor atenção da Administração Central”, referiu o edil. Num discurso emotivo, a presidente da cooperativa “Mais Plural”, Manuela Pinto, evocou Fernando Pessoa para lembrar a vontade dum grupo de pessoas para que este projecto avançasse. Agradeceu a todas as empresas e instituições que apoiaram a cooperativa e disse “estar feliz por servir a freguesia onde vive há mais de 30 anos”. * Pedro Alexandre Silva

Fraternidade de Joane comemorou aniversário

O núcleo de Joane da Fraternidade Nuno Álvares comemorarou o seu 24º aniversário no passado sábado. Um dos pontos altos foi a celebração da missa onde foi feita a renovação de promessas. No final realizou-se a tradicional ceia de Natal, onde se cantou os parabéns à fraternidade e distribuiu-se o respectivo bolo.


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p煤blica: 19 de Dezembro de 2007

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Deseja a todos os Clientes, Amigos e Fornecedores um Santo Natal e um Pr贸spero 2008

Deseja a todos BOAS FESTAS


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Em causa a atribuição de casas a três famílias de etnia cigana

Cristina Azevedo A ida de famílias de etnia cigana para a Urbanização das Austrálias, em Requião, está causar malestar na freguesia. Há vários meses que circulavam rumores de que para aquela urbanização social, construída pela Câmara com o apoio do INH, iriam viver famílias de etnia cigana. Rumores que agora se confirmaram com o conhecimento da lista definitiva das pessoas a quem vão ser atribuídas as casas. Segundo o presidente da Junta de Requião, Augusto Pereira, dessa lista constam três famílias de etnia cigana, o que, segundo ele, contraria aquilo que foi garantido às gentes da freguesia. “Foi-nos dito que: primeiro que as casas iriam ser ocupadas por famílias que já lá viviam; segundo, que seriam para famílias de Requião; e, terceiro, que seriam para famílias de freguesias vizinhas”. Augusto Pereira diz que a Junta “nada tem contra essas famílias” e recusa-se a admitir que na génese dos protestos estejam razões de descriminação. “Não é pelo facto de serem ciganas, portuguesas, belgas ou ucranianas. Nós queremos é que aquilo que foi criado com determinado fim seja mantido e que não se altere conforme dá mais jeito”, afirma, mostrando-se ainda mais indignado pelo facto de haver famílias de Requião, com carências habitacionais, que não foram contempla-

das. A Urbanização das Austrálias começou a ser construída em Julho de 2005, depois da demolição das barracas da chamada “ilha de Requião”, onde viviam precariamente famílias carenciadas. Foram construídas 12 moradias unifamiliares em banda, oito de tipologia T3 e quatro T4, um número superior ao das famílias que residiam no local. O vereador da Habitação, Jorge Paulo Oliveira, diz que todas as famílias que em 2003 (ano do levantamento habitacional) residiam na denominada “ilha” estão contempladas com uma casa na urbanização. E, contrariando a tese do presidente da Junta, afirma que este foi “o único compromisso assumido por este executivo”. As habitações que sobravam seriam para “distribuir por outras famílias do concelho”, continua o vereador, recusando-se a comentar o facto de serem ou não de etnia cigana. “Nós temos uma política de habitação para todos os famalicenses necessitados, independentemente da raça, da cor, do credo, da etnia”, argumenta. Junta fala em secretismo Augusto Pereira volta à carga para dizer que “durante muito tempo” procurou saber, junto da Câmara, a quem iam ser atribuídas as casas. “Era um autêntico mistério, ninguém sabia”, ironiza, lamentando “todo este se-

Arquivo

Polémica na Urbanização das Austrálias

As casas estão prontas mas ainda não há data para a entrega das chaves

cretismo” e que só agora, às vésperas da entrega das chaves e “depois de muitas pressões”, tenham divulgado a lista. “Não posso tornar pública uma decisão que desconheço”, responde o vereador da Habitação, lembrando que é ao Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), ex-INH, que cabe a decisão final. “A Câmara enviou uma bolsa com mais de 40 agregados, que foram apreciados pelo Instituto, que aprovou o que aprovou”, acrescenta.

O IHRU decide, segundo o vereador, com base em dois critérios: primeiro se o agregado se adequa à tipologia da habitação (uma família com um filho, por exemplo, não pode ser realojada num T3 ou T4) e, segundo, dar prioridade às carências habitacionais mais graves. Agora, é este argumento que não convence o autarca de Requião: “Não aceitamos que nos digam que é o INH que tem a decisão, porque sabemos que não é”. De resto, Augusto Pereira aconselha a Câmara “a repensar

a lista”, sob pena daquela urbanização “se vir a tornar num foco de problemas”. Algo que Jorge Paulo Oliveira acredita que não acontecerá já que, à semelhança de outros bairros sociais, também na Urbanização das Autrálias as famílias terão acompanhamento permanente, quer através de assistentes sociais, quer de animadores sócio-culturais. O vereador não adianta, entretanto, uma data definitiva para a entrega das casas, afirmando apenas que “será muito em breve”.


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pública: 19 de Dezembro de 2007

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Empresa ultrapassa os 15 milhões de pneus este ano

Vendas crescem 10% na Continental Mabor Celso Campos A Continental Mabor de Lousado vai bater, este ano, mais um recorde de produção, alcançando a marca de mais de 15 milhões produzidos durante 2007. O aumento de produção equivale ainda a uma subida no volume de vendas de 10% comparativamente com 2006, totalizando uma facturação meio bilião de euros, segundo os números mais recentes revelados pelo presidente do conselho de administração da empresa, Lopes Seabra, entrevistado, domingo, no programa Gentes da Terra, da Digital FM, dedicado à freguesia de Lousado. O crescimento da empresa acontece não apenas nos pneus para os chamados SUV (Veículos Utilitários Desportivos), “mas também para o segmento de pneus de alta performance para veículos de passageiros”. “Fizemos, pela primeira vez, pneus de jante 20’, algo pouco vulgar nas nossas estradas”, revelou Lopes Seabra, evidenciando que estas apostas “são os segmentos de mercado em maior crescimento na Europa”, para onde se destina a grande parte da exportação da Continental Mabor. De referir que a empresa era considerada o sétimo maior exportador do país, isto aquando da visita do primeiro-ministro àquela unidade no início do ano, mas agora, Lopes Seabra acredita que “subiu mais alguns lugares”. Actualmente com 1.500 funcio-

Continental Mabor vai criar mais postos de trabalho

nários, a Continental Mabor, apesar dos mais de 60 anos de história, continua a crescer também infraestruturalmente, com a construção de mais um edifício, e com uma nova acção de recrutamento de pessoal. “Em 2008, queremos ter uma produção diária de 50 mil pneus e para isso precisamos de gente”, aponta o presidente da empresa, que estima a criação de “mais algumas dezenas de postos de trabalho”.

Em termos globais, Lopes Seabra assume o propósito de atingir, no próximo ano, a marca de 16 milhões de pneus. “Não é fácil porque estamos a conceber cada vez mais pneus mais exigentes, ou seja, não é apenas produzir mais um milhão de pneus”. Empresa anseia pelo novo acesso Dias depois da aprovação do ante-projecto da nova Via Intermu-

nicipal (VIM) Famalicão-Trofa, pelas duas autarquias, que irá servir, de forma particular, a Continental Mabor, o administrador diz ser com “satisfação” que vê o avanço do processo, esperando que “arranque depressa e que seja realizada no mais breve prazo possível”. Há anos que a empresa sensibiliza as entidades competentes para a necessidade de um acesso adequado. Actualmente,

todo o tráfego de acesso à Continental Mabor, incluindo os 70 a 80 camiões TIR que diariamente entram e saem da unidade, utiliza as vias urbanas da freguesia de Lousado. “Causa incómodo à população e danos nas próprias vias, que não estão preparadas para este tipo de tráfego”, lembra Lopes Seabra. A empresa conhece o traçado proposto e diz estar “perfeitamente de acordo”, mostrandose ainda disponível para colaborar com as duas autarquias no que lhe for possível para acelerar o processo. Quanto a uma eventual comparticipação nos custos da obra, Lopes Seabra é peremptório na resposta. “Contribuímos intensivamente, anualmente, para as finanças do município” avança, sublinhando ainda que em termos de pagamento de impostos, a empresa também está “nos lugares cimeiros do país”, dando claramente a entender que não está disposta a pagar o que quer que seja da nova via. Entretanto, a Continental Mabor continua a apostar na formação dos seus quadros. Já vários grupos de trabalhadores certificaram as suas competências ao nível do 9º ano, havendo já mais de 300 pessoas inscritas para obter a equivalência do 12º ano. De resto, Lopes Seabra avisa potenciais candidatos para qualquer função que só entram na empresa se tiverem o 12º ano.


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Devem ficar prontas ainda este mês

Na cooperativa de S. Cosme

Câmara garante obras na escola de Lousado atitude da associação de pais, liderada por Manuel Araújo, rotulando de “incompreensível” e “não muito correcto” a publicidade dada ao anúncio de greve antes de haver a reunião solicitada numa missiva pelos pais junto da edilidade. O vereador diz ter recebido a carta com as reclamações no passado dia 5

Escola “fica com dignidade para os alunos estudar”, diz o vereador

A Câmara Municipal vai executar as obras reclamadas pela associação de pais da Escola do 1º ciclo e jardim-deinfância de Lousado. A garantia foi dada ao OP pelo vereador da educação na edilidade famalicense, Leonel Rocha, na reacção ao anúncio de ‘greve aos livros’ anunciada a semana passada pela associação de pais, prevista para 7 e 8 de Janeiro [Ver última edição do OP]. “No que diz respeito à Câmara e ao que é da sua responsabilidade, o que é pedido pelos pais são pequenas coisas que estão a ser colmatadas e até final do ano fica tudo resolvido”, garantiu o vereador. “Não vai ficar uma escola nova”, diz ainda Leonel Rocha, explicitando que para Lousado está previsto a construção de um novo centro escolar, no en-

tanto, com as obras em curso “a escola fica com dignidade para os alunos aí estudarem”. O maior problema evidenciado pelos pais é da responsabilidade da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), ou seja, a falta de auxiliares de acção educativa. A escola não tem qualquer auxiliar durante a tarde. “Aí podemos fazer pouco”, reconhece o vereador que, a propósito, adianta que amanhã, o tema principal do Conselho Municipal de Educação será exactamente a falta de auxiliares nas escolas do 1º ciclo do concelho [Ver Caixa]. No que diz respeito ao caso de Lousado, o vereador perspectiva que no que depende da Câmara “não haverá razão para fazer greve”. Leonel Rocha não esconde, no entanto, algum desagrado relativamente à

Alunos do ensino recorrente recebem diplomas

deste mês, tendo sido confrontado com o anúncio da greve na sexta-feira seguinte, dia 7. “Se me tivesse recusado a fazer a reunião poderia entender, de imediato marquei a reunião mas, entretanto, já havia o anúncio da greve”, lamenta. C.C.

Pressão sobre o Governo por causa das auxiliares O Conselho Municipal de Educação (CME) de Famalicão vai reunir amanhã, quinta-feira, e do encontro deverá sair um documento força dirigido ao Governo com o objectivo de pressionar o Ministério da Educação tendo em vista uma solução para a falta de auxiliares no concelho. O anúncio foi feito pelo vereador da Educação, na semana passada, ao OP. Leonel Rocha falava do problema das auxiliares em Lousado, referindo que é algo transversal a todo o concelho. “Fiz um levantamento entre os agrupamentos de escolas das necessidades”, número que vai agora seguir para o ga-

binete da ministra Maria de Lurdes Rodrigues. A legislação a este nível está em vias de sofrer uma reforma, sendo que a vigente prevê a existência de uma funcionária por cada três salas de aula, mas em Famalicão, “não temos isso na maior parte das escolas”. Além disso, no caso de escolas mais pequenas, com duas salas, “nem auxiliar existe, há apenas a tarefeira”. Se a lei que está a ser discutida for avante, o que se prevê é uma auxiliar para cada duas salas, à semelhança do que acontece no ensino pré-primário, o que agudiza ainda mais o problema em Famalicão.

A Escola Cooperativa Vale S. Cosme promoveu, no passado dia 7 deste mês, uma cerimónia de entrega de diplomas a 93 alunos que concluíram o ensino recorrente nocturno no ano transacto. Desses, 30 frequentam já o ensino superior; outros 25 concluíram a acção de formação em tecnologias de Informação no âmbito do Projecto "Ligar Famalicão"; e mais 14 obtiveram o 3º ciclo através do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências. Na ocasião, o vereador da Educação na autarquia famalicense, Leonel Rocha, enalteceu o significado do acto, evidenciando a importância da “formação da população famalicense como mais-valia para o concelho se tornar mais competitivo, e poder contribuir assim para o desenvolvimento do bem-estar social”. Por sua vez,

Cláudia Delgado, da Amave, reconheceu que o protocolo entre as duas instituições “tem revelado grande dinamismo e congratulou-se pelo bom entendimento que tem levado à certificação escolar de adultos”. Por sua vez, o director pedagógico da escola, José Fernandes, felicitou os exalunos, afirmando que “estão todos de parabéns”. Aproveitando a ocasião referiu, ainda, a importância da conclusão do 12º ano e da formação ao longo da vida. Já Óscar Bezerra, em representação dos alunos, agradeceu a cerimónia, referindo que a escola era como uma família, onde todos, professores, funcionários e alunos, se empenharam de forma amiga e solidária na concretização dos seus projectos de vida. De seguida foi realizado o jantar de Natal que juntou cerca de 200 pessoas.


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pública: 19 de Dezembro de 2007

Falecimentos

Armandina da Silva Azevedo A g ra d e ci m e n t o e M i s sa d e 7 º D i a Sua família agradece a todas as pessoas que participaram no funeral do seu ente querido e aproveita para comunicar que a missa de 7º Dia será celebrada, sexta-feira, dia 21, pelas 19 horas na Igreja Paroquial da Vila de Ribeirão, o que desde já antecipadamente agradece a quem se digne estar presente. Desde já, antecipadamente agradece

Diamantino Gonçalves Martins, no dia 14 de Dezembro, com 78 anos, casado com Maria Olinda Ferreira Barbosa, da freguesia de Arnoso Stª Maria.

Maria Alves de Paiva, no dia 11 de Dezembro, com 88 anos, viúva de José Borges de Carvalho, da freguesia de Ruivães.

Agência Funerária Armando Cunha Pereira Arnoso Santa Eulália - Telf. 252 961 428

Arnaldo Costa Cardoso, no dia 13 de Dezembro, com 64 anos, casado com Maria da Graça Gonçalves Moniz Cardoso, da freguesia de Calendário.

Salvador Pereira da Silva, no dia 14 de Dezembro, com 48 anos, casado com Maria Emília Monteiro da Fonseca, da freguesia de Bairro. Agência Funerária de Burgães Sede.: Burgães / Filial.: Delães Telf. 252 852 325

A família Ribeirão, 19 de Dezembro de 2007 José da Silva Rocha - marido Dr. Leonel Rocha Agostinho Azevedo Rocha - filho (Vereador da Câmara de V.N. Famalicão) Manuel Azevedo Rocha - filho Maria Conceição Azevedo Rocha - filha Maria Isabel Azevedo Rocha - filha António Azevedo Rocha - filho Maria Almerinda Azevedo Rocha - filha Augusto Azevedo Rocha - filho José Azevedo Rocha - filho Maria Olinda Azevedo Rocha - filha Adelino Azevedo Rocha - filho

A Funerária Ribeirense Paiva & Irmão, Lda Telef. 252 491 433

Jácome Joaquim Sampaio Guimarães Queiroz Machado, no dia 13 de Dezembro, com 20 anos, solteiro, da freguesia de Pedome. Agência Funerária São Jorge Pevidém – Tel.: 253 533 396

Joaquina Perpétua, no dia 15 de Dezembro, com 83 anos, viúva de Alberto Gomes de Sá Junqueira, da freguesia de Calendário. José Ferreira Abreu, no dia 16 de Dezembro, com 77 anos, casado com Alzira de Jesus Ramos, da freguesia de Calendário. Agência Funerária Calendário Calendário - Telf. 252 377 207

Festas Felizes

Rosa Branca Alves da Silva, no dia 16 de Dezembro, com 86 anos, viúva de José Joaquim Fernandes, da freguesia de S. Martinho de Bougado (Trofa). Artur da Costa Ferreira, no dia 16 de Dezembro, com 76 anos, casado com Alzira da Costa Pereira, da freguesia de S. Martinho de Bougado (Trofa).

Festas Felizes

Emília Barbosa Moreira, no dia 14 de Dezembro, com 91 anos, viúva de Serafim da Silva Ribeiro, da freguesia da Carreira. Francisco de Almeida Moreira, no dia 13 de Dezembro, com 67 anos, solteiro, da freguesia de Ruivães. Carolina da Costa Pereira, no dia 14 de Dezembro, com 85 anos, viúva de Manuel Pereira, da freguesia de Cabeçudos. Joaquina Monteiro de Oliveira, no dia 17 de Dezembro, com 86 anos, casada com Manuel Pereira Alves, da freguesia de Delães. Agência Funerária da Lagoa Lagoa – Telf. 252 321 594

Livia Vieira, no dia 4 de Dezembro, com 95 anos, viúva de José de Oliveira, da freguesia de Esmeriz. Armindo Brandão Martins, no dia 6 de Dezembro, com 51 anos, casado com Maria da Conceição Freitas Moreira Brandão, da freguesia do Louro. Armandina da Silva Azevedo, no dia 14 de Dezembro, com 79 anos, casada com José Silva da Rocha, da freguesia de Ribeirão. Maria José da Costa Maia, no dia 16 de Dezembro, com 78 anos, viúva do Adriano Azevedo e Silva, da freguesia de Santiago de Bougado (Trofa). Elsa Maria Tavares da Silva Faia, no dia 17 de Dezembro, com 46 anos, casada com João dos Santos Silva, da freguesia de Calendário.

Maria Alice dos Santos Viegas de Abreu, no dia 16 de Dezembro, com 88 anos, viúva de Carlos Humberto Martins de Abreu, da freguesia de S. Martinho de Bougado (Trofa).

Funerária Ribeirense Paiva & Irmão Lda Ribeirão – Telf. 252 491 433

Albina da Silva Reis, no dia 16 de Dezembro, com 75 anos, casada com Amândio da Silva Martins, da freguesia de Santiago de Bougado (Trofa).

António Rebelo, no dia 12 de Dezembro, com 87 anos, casado com Maria Emília Ferreira de Carvalho, da freguesia de Gavião.

Agência Funerária Trofense, Lda (S. Martinho de Bougado) Trofa – Tel.: 252 412 727

Adelina Mansilha Marques, no dia 17 de Dezembro, com 57 anos, divorciada de Henrique da Costa Sabino, da freguesia de Antas S.Tiago. Agência Funerária Rodrigo Silva, Lda Vila Nova de Famalicão – Tel.: 252 323 176

Maria Assunção de Oliveira Torres, no dia 18 de Dezembro, com 79 anos, viúva de António José Azevedo Andrade, da freguesia de Fradelos.

Festas Felizes

Deolinda Rosa Gonçalves, no dia 10 de Dezembro, com 84 anos, solteira, da freguesia de Fradelos. Agência Funerária Palhares Balazar– Tel.: 252 951 147

Abílio Azevedo Gomes Ferreira, no dia 17 de Dezembro, com 72 anos, casado com Rosa da Silva Pereira, da freguesia de Mogege. Belmira de Abreu, no dia 16 de Dezembro, com 86 anos, casada com Joaquim Pereira, da freguesia de Oliveira Santa Maria. Agência Funerária Carneiro & Gomes Oliveira S. Mateus – Telm. 91 755 32 05


praça pública

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Pelos quatro cantos da ca(u)sa

Chão Autárquico

Domingos Peixoto

Vieira Pinto

É Natal!!!

Espírito de Natal Cores alaranjada, azul-marinho, mismo, da ostentação, da riqueza amarela, verde e dourada são o e do prazer. espírito de Natal em Famalicão. De outro lado, nos dois seUma árvore gigante, ilumi- guintes casos, a miséria de muinada, no centro do Porto, bem tos milhões de pessoas, imposta como o fato vermelho vivo ornado pela opressão e a tirania de poude branco neve, para além da pre- cos. tensão de figurarem no Guinness, No último caso, ainda alguma emprestam a uma parte do Porto simbologia do consumismo mas, o sabor do Natal, enquanto para sobretudo, a transformação de outra parte hábitos este fica antigos, O Governo “deu” uma prenda toldado pesubstilos recen- a Famalicão. Do melhor que há, tuindo o tes aconte- dizem. Mas a Senhora Presidente t r a d i c i o cimentos presédo Tribunal de Famalicão diz nal da violênpio por cia noctí- que falta uma sala para grandes um pevaga. q u e n o A fome julgamentos! Será que podemos co n j un to e a penúria de imater tudo? de tudo o gens colomais elementar para a vida hu- cadas sobre um móvel e as referimana serão o Natal do Darfur, no das “séries” no exterior da Sudão, como em muitos outros habitação. lados. Tenho para mim que o Natal As bombas, vindas do ar ou apregoado à saciedade no mundo de uma viatura armadilhada se- “desenvolvido” não passa de uma rão o Natal do Iraque, do Afega- “coisa”. Sobretudo comércio que nistão, da Argélia… nos é “impingido” através da puCorrupios de cores cintilantes blicidade, aliás paga a peso de e intermitentes, colocadas um ouro, que nos agrava ainda mais pouco por todo o lado nas nos- os já parcos orçamentos familiasas casas, parecem apelar à paz e res. ao amor nas famílias. Ao mesmo tempo é uma treDe um lado, nos dois primei- menda injustiça, porque a publiros casos, o símbolo do consu- cidade que nos entra portas aden-

tro chega igualmente a muitos milhares de outras pessoas, principalmente crianças indefesas, que não têm quaisquer hipóteses de usufruir de muitos dos bens essenciais ao seu normal e saudável desenvolvimento, muito menos podem “comprar” prendas. E elas também pensam…Também gostam de brincar… Também têm frio… Também… E é impossível que não reparemos na pobreza que nos é vizinha: os desempregados, os deslocados, os desintegrados da sociedade e da família. O Natal Cristão, da minha fé, fala-nos de amor, caridade, solidariedade, dádiva, contra a gula e no “sacrifício” do perdão. É isto que podemos ver no Espírito de Natal de 2007? O Governo “deu” uma prenda a Famalicão. Do melhor que há, dizem. Mas a Senhora Presidente do Tribunal de Famalicão diz que falta uma sala para grandes julgamentos! Será que podemos ter tudo? O Ministro da Justiça, no acto solene da inauguração, não esqueceu os seus antecessores que, por sinal, lançaram a obra e um até estava presente. Modos de ser, de verdadeiro Espírito de Natal, que devem ter deixado alguém envergonhado.

A cidade veste-se com vaidade. O próprio Natal, lhes aumenta. E, comércio prepara-se para o cor- isto acontecerá em muitas situaropio de todos, as noites até pa- ções, como sejam: aquelas em recem mais pequenas, dada a que os jovens não se encontram circunstância das luzes prolon- realizados por não terem os seus garem a luz do dia... Desta vez, as empregos; aquelas em que exisruas principais também se “cal- tem famílias no desemprego; cetaram”, de vermelho, vejam, aquelas em que as próprias falá!.. Do alto mílias anvem a sodam denoridade savindas; de música, Na verdade, o social que é a aquelas com melo- base da solidariedade nem p a r a dia espirie m pelo Natal passa por aqui. qnãou chetual, mas também g o u , profana, ainda, a propícia mão da destes tempos. No meio dela, de solidariedade; aquelas em que vez enquando surgem algumas as pessoas não têm o aconchego vozes estranhas, de alguém que do lar familiar e se encontram deanda por aí. Os do alheio apro- samparadas; aquelas para quem veitam-se da melhor forma pos- a solidariedade de algumas inssível. As árvores da cidade, na tituições é insensível ao desessua maioria também deram o pero e à solidão; aquelas, para seu contributo para a festa. Com quem as consciências adormeefeito, elas despiram-se das suas cias dos poderes públicos traduz folhas para que as estrelas, tam- a falta de sentido ético e social; bém elas, possam “espreitar” o etc. Enfim, para estas e para tancorrupio da Festa entre os ho- tas outras semelhantes situamens. Festa esta que, afinal, co- ções, o Natal deve passar demeça lá no Alto. A nós, cumpre pressa. Na verdade, o Social que fazer o arraial. O arraial do povo é a base da Solidariedade nem do “feliz natal”. Convenhamos, pelo Natal passa por aqui. apesar de tudo, que no meio A todos, todos os famalicendeste povo, há muita gente que ces e demais leitores, um feliz podemos encontrar com muita Natal pleno de desejos de muita angústia. Angústia esta, que o solidariedade.

Boas Festas

Boas Festas


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praça pública

pública: 19 de Dezembro de 2007

Carta ao director D’Esguelha Gouveia Ferreira

Sinais do Fumo

Prendas de Natal Finalmente, depois de várias partes gagas, foi inaugurado o novo tribunal da comarca de Vila Nova de Famalicão, com passadeira previamente demarcada no asfalto, não fosse a comitiva ministerial sofrer algum percalço rodoviário. O ministro da Justiça, Alberto Costa, dissertou sobre a modernidade das instalações, como se estivéssemos à espera de uma inauguração com máquinas de escrever. No sábado passado, sem que quase ninguém desse por ela, em Gavião, o primeiro-ministro, José Sócrates, lançou a primeira pedra de um projecto da cooperativa de solidariedade social, Mais Plural, onde

dissertou sobre as 33.000 novas gra- dor Coutinho. videzes do ano em curso, sem deixar No passado dia 13 de Dezembro, acabar Deo Jornal de zembro, puFinalmente, depois de várias partes Notícias um dos meblicou um ses de gagas, foi inaugurado o novo texto do Prof. mais eleAntónio Cânvada pro- tribunal da comarca de Vila Nova dido de Olidutividade veira, que ninde Famalicão geracional. guém leu, Na semana passada, o Senhor porque era o dia de ler o Cidade Presidente da Câmara, Arquitecto Ar- Hoje. Uns ingratos! mindo Costa, convidou a população Entretanto, como se tem visto, o para o auditório do Centro de Estu- comboio do Pai Natal continua a cirdos Camilianos, onde decorreu a cular pelas artérias da cidade, para apresentação do livro “Vem dormir gáudio da pequenada, em alegre comigo até ser sol”, da autoria do in- chilreada. signe causídico, Senhor Dr. SalvaÓ pá! Riam-se lá!

A Rá dio DI GI TAL FM vai transmitir o programa

G E N T E S DA T E R R A

na freguesia de VN Famalicão

Domingo, dia 23 de Dezembro,

a par tir das 09H00

Com a mão do braço envolvente a mulher acabou de recolocar a chupeta à criança que senta no colo enquanto que o seu outro cotovelo serve de base a um braço hirto que termina num cigarro em riste. De facto, esta sua pose, segura e confiante, é digna de um monumento. Do que esta mulher não tem a mínima consciência, como demasiados outros pais que se encontram por esses cafés afora, é que esse seria um monumento sobre a negligência maternal, um hino à ignorância, uma ode à estupidez humana que ainda grassa a nossa primitiva sociedade. Como foi possível até agora tantos Ministros da Saúde não agirem contra números como "5 milhões de vítimas por ano" + "1500 vítimas de fumo passivo"?!... A nova Lei do Tabaco virá já com demasiadas gerações de atraso pois muito mal já foi feito... Mas finalmente a quase-totalidade dos Portugueses que até agora não entendeu os sinais

do tabagismo tomará verdadeira consciência da seriedade tanto do efeito nefasto das noites perdidas em fumo como do (des)respeito pela saúde do próximo. A realidade (ainda) é que a nicotina é uma droga institucionalizada e cada fumador é um membro de uma sociedade hipócrita de tóxicodependentes não-assumidos. É preciso estancar a epidemia do acto de fumar para que não seja imitado por crianças e adolescentes cujos pais não têm educação suficiente para os bem formar. Neste Natal, como em demasiados outros, muitos deles cometerão o imbecil erro de esbanjarem largas quantias em presentes, quando a única e verdadeira mostra de afecto seria oferecerem aquilo a que a uma criança, principalmente em sua própria casa, nunca deveria ter sido negado: ar limpo! João Dalion daliondolka@clix .pt


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cultura

pública: 19 de Dezembro de 2007

Salvador Coutinho apresenta novo romance

“Um livro que tinha de ser escrito” Cristina Azevedo “Vem dormir comigo até ser Sol” é o título do novo romance do escritor famalicense Salvador Coutinho, lançado na passada sexta-feira, no Centro de Estudos Camilianos, em Seide S. Miguel. Tendo como cenário a greve da Mabor, hoje Continental Mabor, que ocorreu entre Junho e Agosto de 1974, logo após a revolução do 25 de Abril, o autor diz que “este é um livro que tinha de ser escrito”. “Como homem, deve muito a muita gente que conviveu comigo durante os 17 anos que fui trabalhador fabril. Ensinaram-me a crescer, a ser homem; ensinam-me princípios, solidariedade”, justificou em declarações ao OP. É por isso um livro em que o tema são “os trabalhadores, a sua luta, a de-

fesa dos princípios”. O facto de ter escolhido aquele período do pós 25 de Abril, na Mabor, que causou enorme impacto no concelho, na região e no país é porque o viveu bem de perto, quer como advogado dos sindicatos, quer como líder do MDP/CDE, cargo que desempenhava ao tempo. “É, para mim, mais fácil situar situações congéneres, em lugares que, porventura, possa conhecer melhor”. Não pretende, por isso, ser um livro político ou interventivo. “Grande parte dos factos que são narrados não são identificativos de pessoas nem de situações. São uma mistura de situações que um romancista vai vivendo, vai observando e vai ouvindo do que lhe contam”, afirma, confessando que já tem mais dois projectos em carteira. Um deles é outro romance, que está em fase de

Salvador Coutinho

conclusão, “que também diz respeito à nossa gente aqui à volta”. “É um livro mais voltado para as mulheres, cujas heroínas são quatro mulheres que, considero, extraordinárias”, desvenda Salvador Coutinho. O outro trabalho, que também já está concluído, é um livro de poesia. Em todos eles o autor socorre-se de situações que lhe são próximas. “Sem pretender ser historiador, acho que não precisamos de inventar cenários nem de trair a nossa terra para encontrar um verdadeiro universo de pessoas, situações e coisas”, comenta. Quanto a “Vem dormir comigo até ser Sol”, tem a chancela da Editorial Novembro e já está à venda nas livrarias. Há quem o possa considerar uma novela, dado o número reduzido de páginas, mas o autor chama-lhe romance. E justifica: “Sempre tive o entendimento de que um romance, para ser romance, não precisa de ter 400, 800 ou 1.200 páginas. Uma história de 120, 140 ou 160 páginas pode ser um bom romance desde que a substância o justifique.” Advogado de profissão e escritor nos tempos livres, Salvador Coutinho iniciou-se como poeta, publicando os seus primeiros versos em jornais como “Estrela do Minho”, “Estrela da Manhã”, “Notícias de Famalicão” e “Democracia do Norte”. Editou o seu primeiro livro “Eu”, em 1957. Mais tarde revelou a outra faceta – a de prosador – dando à estampa a novela “Luciana, a velha”.

João Ma nuel P i n t o Si l v a G o mes Missas do 17º Aniversário do Falecimento

Sua família, vem

por

este

meio

comunicar às pessoas de suas relações e amizade que serão celebradas duas missas pela alma do seu ente querido, a 20 de Dezembro, na Igreja Matriz Nova em Famalicão às 19h15 horas, e outra na Igreja de Gavião às 19 horas. As missas serão celebradas pela alma de João Manuel Pinto Silva Gomes e seu pai Amadeu Gomes. Desde já, antecipadamente agradece a todos os quantos participarem nestes actos religiosos A Família


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