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Dia dos Fiéis Defuntos

Dia dos Fiéis Defuntos no próximo dia 2 de Novembro

A saudade de quem partiu Vida depois da morte A crença numa vida após a morte, como a reencarnação ou a ida para outros mundos é comum e antiga. Para muitos, a crença na vida depois da morte é encarada como uma consolação, enquanto para outros, o medo do Inferno ou de outras consequências negativas podem tornar a morte em algo mais temido. Na realidade, para os antropólogos, os enterros fúnebres onde os corpos ornamentados são colocados em sepulturas, cuidadosamente escavadas e extremamente bem decoradas com flores e outros motivos é a evidência da antiga crença na vida após a morte. Do ponto de vista científico, não se pode confirmar, nem rejeitar a ideia de uma vida após a morte. Embora grande parte da comunidade científica sustente que isso não é um assunto que caiba à ciência desvendar, muitos cientistas tentaram entrar nesse campo através do estudo das chamadas “experiências de quase morte” para as quais foram consideradas duas hipóteses: a consciência existe unicamente como resultado de correlações da matéria. Se esta hipótese for verdadeira, a vida cessa no momento da morte. Por outro lado, se a consciência não tem origem física, apenas usa o corpo, como instrumento para se expressar. Se esta hipótese for a verdadeira, certamente há uma consciência após a morte. Mas, seja qual for a sua opinião, no fundo, enquanto a vida depois da morte não puder ser provada, inequivocamente, tratase, sempre, de uma questão de fé. pub.

São quase todos os dias que nos recordamos de quem cá já não está. Mas, é nos primeiros dias de Novembro que o sentimento saudade tem outra força. Não são dias fáceis para quem perdeu alguém, mas talvez a melhor forma de alcançar a paz interior será fazer a devida homenagem a quem já partiu. A homenagem pode ser feita através de flores e claro da oração. Nos dias 1 e 2, Dia de Todos osSantos e Dia dos Fiéis Defuntos, respectivamente, são os mais lembrados durante o ano. Recorde-se que apenas o dia 1 de Novembro é feriado e por isso as famílias aproveitam esse dia para se deslocarem aos cemitérios, que estão, sem dúvida al-

guma, mais bonitos com a presença de flores de múltiplas cores e também de velas. Assinalar o Dia dos Fiéis Defuntos poderá fazer todo o sentido quando ligado ao Dia de Todos osSantos, porque podemos acreditar que uma pessoa quando morre alcança também uma santidade. De resto, as religiões até podem ser muitas, mas em todas a morte é vista com muito respeito, onde o corpo parece não ter tanta importância, sendo dada mais importância à vida. Se a morte é um facto mais certo da vida, era boa ideia vivermos cada dia com alegria e boa disposição. Não é fácil, mas vale a pena tentar. pub.


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Agentes de Famalicão falam sobre o ramo e apontam caminhos

Sector funerário: moderno e transparente Sofi fia a Abreu Silva Morte significa fim. A morte é um fenómeno natural que ocorre na vida de todos. Muitos acreditam que há vida depois da morte, mas como nada pode ser provado, trata-se de uma questão de fé. À parte disso, confrontados com esta inevitabilidade da vida, as decisões a tomar são várias e muitas vezes os familiares perante este acto não estão em condições de resolver todos os aspectos ligados à morte. Assim, as agências funerárias têm um papel fundamental para tratar de todos os pormenores, de modo a minimizar os esforços da família e para que esta possa fazer o seu luto devidamente. O OPINIÃO ESPECIAL falou com diversas agências funerárias que actuam no concelho. Todas são unânimes em considerar que o sector está mais evoluído, mas continuam a existir alguns aspectos que são importantes mudar. Da Agência da Lagoa, Abílio Godinho, afirma que um dos aspectos mais positivos a assinalar na hora de tratar um funeral é a menor burocracia que existe em relação ao passado. “Agora, tudo é mais fácil e um serviço no Porto pode ser tratado em Famalicão”, e “o tempo de espera de uma autópsia”, por exemplo não é tão grande “excepto ao fim-de-semana”. Num olhar para o passado, tudo actualmente é diferente, “fizeramse muitas capelas e com bastante qualidade”, considera, sublinhando que tudo isso contribuiu para que um acto fúnebre seja aceite com mais naturalidade, e não seja tão sombrio. Abílio Godinho conta que o número de cremações tem vindo a crescer, nomeadamente nas cidades, mas nas aldeias ainda prevalece a inumação. Para este responsável faltava um crematório em Braga. Afinal, o preço da cremação é idêntico à inumação e há muitas pessoas que optam por este tipo de enterro, pois até podem depositar as cinzas no mar, ou noutro sítio especial. Sobre a possibilidade de privatizar alguns espaços, a Agência da Lagoa acredita que o esforço de todos os profissionais poderia resultar até na existência de um crematório, “porque uma agência sozinha não tem capacidade para tal investimento”. Porém “para já não há abertura para que isso aconteça” até porque os cemitérios continua-

rão a ser, no futuro, da responsabilidade das Juntas de Freguesia. Carlos Carneiro, da Agência Funerária Carneiro e Gomes, de Oliveira S. Mateus, partilha da visão do progresso no sector e também defende que devia haver mais união entre os profissionais do ramo. DArgumenta, igualmente, que há mais transparência e modernidade nos funerais. António Ferreira, da Agência Quintães, de Vale S. Cosme não tem dúvidas de que todo o sector de agentes funerários está mais moderno, mais transparente e as pessoas estão melhor informadas. Hoje, as pessoas “gostam de saber, antes, quanto fica, quanto não fica”. E pedem mesmo “orçamentos, porque muitas vezes já tiveram experiências negativas”. Ao longo dos anos, nota-se, igualmente, uma evolução ao nível de higiene e segurança. E é com agrado que a Agência de Quintães vê que quase todas as freguesias possuem capela mortuária: “nesse aspectos, mudámos 200%”. Na hora de escolher, as famílias continuam a dar importância ao acto fúnebre e desejam sempre algo que “não pareça mal, mas que não ultrapasse o ridículo”. António Ferreira conta que até há pessoas velhinhas, com naturalidade, que se prepararam para o momento da morte: “querem escolher todo o serviço”. Na óptica da Agência de Quintães, a inumação é para já o caminho, porque a cremação ainda tem um caminho longo a percorrer. Também a privatização dos cemitérios e de outros espaços fúnebres não é um caminho a seguir nas freguesias, apenas nas cidades, porque as Juntas continuam “a cuidar dos cemitérios e isso não acontecerá”. Para Manuel Moreira, da Agência Funerária de Calendário, o sector está moderno e cabe às famílias escolher a agência. “A decisão deve caber à família, uma vez que muitos são agentes são considerados abutres, pois há negócios menos lícitos de muitos arranjadores de funerárias”, divulga este profissional, sublinhando que há pessoas e instituições cujo o único intuito é dar uma indicação e sugerir determinada agência, aproveitando a fragilidade das famílias. Aqui, Manuel Moreira chama a atenção, pois esta é uma “situação ilegal” e “muitas vezes as pessoas acabam por contratar um serviço que até nem era aquele que desejavam”.

Manuel Moreira descreve que os funerais, as urnas, os tecidos e os carros estão mais modernos e mais luxuosos. “O mercado é que impôs essa mudança e este avanço. Isso veio beneficiar as famílias”, acrescenta. Quanto às preocupações do sector, a Agência de Calendário, afirma que falta um espaço com qualidade para colocação e arranjo de cadáveres: “são poucas as morgues dos hospitais com boas condições”. Sobre o funcionamento das agências, Manuel Moreira diz que não é preciso andar atrás dos serviços, como muitos o fazem. “Há até agências que mudam os preços, conforme as freguesias em que trabalham”, aponta. Qualidade é a palavra que António Paiva, da Funerária Ribeirense, de Ribeirão, escolhe para falar sobre a evolução do sector das Funerárias. E exemplifica: “quase todas as freguesias têm uma capela mortuária, o que não acontecia há 10 anos”. “Há mais conforto e higiene e mesmo os profissionais conseguem trabalhar melhor”, afirma. Apesar do número de cremações ter vindo a crescer, António Paiva acredita que o caminho é a inumação. Porém, em vez de sepultadas em terra, as pessoas serão depositadas em sepulturas aeróbias. “Todos os cemitérios já caminham nesse sentido”. Na hora de escolher uma agência, as pessoas devem ter em atenção o tipo de trabalho. “Hoje, uma agência funerária, além do material, dá todo o apoio à família, desde o padre, à convocação das confrarias, o transporte, e inclusive a parte burocrática da Segurança Social”. A Agência Ribeirense acredita que há espaços para todos, mas há quem trabalhe melhor. Afinal, se uma “agência trabalha bem”, será novamente escolhida no futuro pela família. Sabia que: é ilegal a angariação de funerais? É verdade. Nenhuma instituição, como por exemplo um lar ou hospital, pode chamar uma agência funerária sem o consentimento da família. Deve ser a própria família a escolher a agência e nunca outra entidade. pub.

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Subsídio de funeral O subsídio de funeral é uma prestação atribuída no âmbito da protecção por encargos familiares, sendo concedido de uma só vez, para compensar o seu requerente das despesas efectuadas com o funeral de qualquer membro do seu agregado familiar ou de qualquer outra pessoa. O montante do Subsídio de Funeral é fixo e actualizado periodicamente. Podem pedi-lo cidadãos nacionais, estrangeiros, refugiados e apátridas, residentes em território nacional ou em situação equiparada, nos termos estabelecidos na legislação que regula este subsídio, desde que comprovem ter efectuado as despesas de funeral das pessoas indicadas. É ainda exigido que o cidadão falecido tenha sido residente em território nacional e

não tenha sido enquadrado no regime obrigatório de protecção social com direito ao subsídio por morte. No entanto, caso tenha sido enquadrado neste regime, o montante atribuído não pode ter ultrapassado os 50% do valor mínimo estabelecido. Se a morte tiver resultado de acto de terceiro pelo qual seja devida indemnização por despesa de funeral, a instituição ou serviço que tenha atribuído a prestação tem direito a ser reembolsado do respectivo valor. Este subsídio deve ser pedido junto do Centro Distrital de Segurança Social da área da residência do requerente ou nas Caixas de Actividade e Empresa, se o requerente estiver abrangido por estas, no prazo de seis meses a partir do primeiro dia do mês seguinte àquele em ocorreu o óbito.

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Documentos necessários para o subsídio de funeral

 Fotocópia da certidão de óbito ou certidão de nascimento com óbito averbado ou declaração médica do estabelecimento ou serviço de saúde, no caso de feto ou nado morto;  Recibo original da agência funerária comprovativo do pagamento das despesas do funeral; 

Impresso próprio

Licença por falecimento de familiar

 Cinco dias consecutivos, por falecimento de cônjuge não separado de pessoas e bens ou de parente ou afim no 1.º grau da linha recta.  Por dois dias seguidos, por motivo de falecimento de parente ou afim em qualquer outro grau da linha recta ou nos 2.º e 3.º graus da linha colateral.


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Jazigos perpetuam memória Apesar da falta de espaço nos cemitérios, as famílias gostam de comprar terreno para depois puderem prestar homenagem aos seus familiares e puderem lá colocar jazigos e cuidar daquele espaço, conforme acham mais adequado. Os túmulos ou jazigos são feitos em mármore, e variam de tamanho, forma e cor. A escolha deve ser feita conforme os gostos da família. Existem desde as mais simples, em mármore branco, às mais elaboradas, em mármores negros ou cinzas, existem opções para todos os gostos. Procure sempre um profissional e saiba todos os pormenores do trabalho para tudo ficar como se pretende. Geralmente, os jazigos possuem as

Flores

placas tumulares. Aqui encontramos várias opções nas empresas que comercializam estes produtos, desde a essencial, que identifica o ente querido falecido, até às placas individuais, colocadas por familiares, grupo de amigos, que mostram mensagens muito particulares e especiais. Para adornar os jazigos, existem inúmeros objectos. Por exemplo, crucifixos, figuras bíblicas, como Jesus Cristo, a Nossa Senhora e também anjos e campanários para colocar velas, entre outros. As jarras de mármore também não devem faltar, porque são muitas as famílias que gostam de mudar as flores todas as semanas.

São talvez a forma mais simbólica de expressar sentimentos. Amor, paixão, felicidade, arrependimento e também tristeza. Na verdade, as flores são usadas para manifestar condolências por parte de familiares, amigos e conhecidos. Desde o simples ramo à mais completa coroa de flores, este é um produto cujo valor depende dos gostos e da bolsa de cada um. Nos dias de Todos os Santos e Dia dos Fiéis Defuntos, as famílias procuram fazer uma escolha selectiva quanto às flores. No entanto, o nosso carinho não se mostra pelas flores caras que compramos, mas antes por uma escolha que mais se identifique com a forma de ser da nossa família.

Nesta ocasião, por norma, as floristas têm muitas encomendas e muitas vezes as flores nem chegam para tantas solicitações. Por isso, se já tem alguma coisa pensada em relação ao tipo de flores que pretende faça a sua encomenda. Lembre-se que os profissionais das flores podem ajudá-lo(a) a fazer a melhor escolha e que nem sempre o que é caro é o mais bonito ou adequado. De resto, como deve saber, e para tentar que os clientes não esperem muito tempo, há floristas que têm arranjos florais já feitos, o que pode ser uma boa opção. Não se esqueça: aqui o que conta é o sentimento. pub.


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FUNERÁRIA S. JORGE RIBEIRO & SALAZAR, LDA. Rua Padre José Gonçalves - Pevidém Tel.: 253 533 396 Filial: Rua S. João Batista - Brito Tel.: 253 572 407 Resid.: Lugar das Fontainhas - Pedome Tel.: 252 987 659 • Telm.: 917 570 657 / 917 268 696 E-mail: funerariasjorge@mail.telepac.pt

SERVI ÇO PER MA NEN TE

Subsídio por morte – Regime Geral Aqui visa-se proteger a família da pessoa que faleceu. No caso do regime geral, este montante ascende a seis vezes a remuneração média mensal dos dois melhores anos dos últimos cinco com registo de remunerações e pode ser pedido pelo cônjuge, por ex-cônjuges, descendentes e ascendentes logo que reúnam determinadas condições.

Subsídio por morte Caixa Geral de Aposentações O subsídio por morte atribuído pela Caixa Geral de Aposentações consiste numa prestação pecuniária paga de uma só vez e correspondente a seis vezes o valor da pensão mensal do utente falecido. No entanto, o cônjuge de um be-

neficiário da pensão social falecido tem direito a requerer a pensão de viuvez, se não tiver, por si, direito a qualquer pensão ou retribuição mínima mensal garantida. O montante que a pessoa viúva recebe é igual a 60% da pensão social.

Pensão de Orfandade É atribuída a crianças e jovens, até atingirem a maioridade ou emancipação, que sejam órfãos de pessoas não abrangidas por qualquer regime de protecção social e que satisfaçam uma das seguintes condições: rendimentos ilíquidos mensais iguais ou inferiores a 40% da Remuneração Mínima Mensal Garantida (RMMG), desde que o rendimento do respectivo agregado familiar não seja superior a 1,5 vezes aquela remuneração ou o rendimento do agregado familiar, por pessoa, não superior a 30% da RMMG e estar em situação de risco ou disfunção social. Esta pensão pode ser reclamada por quem provar ter a cargo as crianças ou jovens ou pelos próprios titulares se forem maiores de 14 anos. Esta prestação é pedida nos serviços de segurança social da área de residência, no prazo de cinco anos a contar da data da morte do pai ou da mãe da criança ou jovem.

Pensão de Sobrevivência Os familiares, como o cônjuge ou os descendentes, de um beneficiário dos regimes contributivos de segurança social falecido podem requerer a Pensão de Sobrevivência. Esta pensão também pode ser pedida, em determinadas situações, pelos ex-cônjuges e ascendentes. Esta pensão só é atribuída se o be-

neficiário falecido tiver descontado para a Segurança Social por um período igual ou superior a 36 meses. Para tal, os interessados devem dirigir-se aos serviços de Segurança Social da área da residência no prazo de cinco anos a contar da data da morte do familiar. Fonte: www.por taldocidadão.com

Quem pode ser agente funerário? Presentemente não existe nenhuma imposição legal quanto às habilitações literárias para o exercício da profissão de agente funerário. No entanto, as coisas estão mudar, uma vez que esta profissão já se encontra inserida no Catálogo Nacional de Qualificações, da Agência Nacional para a Qualificação (ANQ), desde o passado mês de Janeiro, o que representa um grande passo no sentido da profissionalização dos agentes funerários. Na realidade, segundo Nuno Monteiro, presidente da ANEL – Associação Nacional de Empresas Lutuosas – ao Correio da Manhã, estão disponíveis referenciais de formação para quem quiser abraçar esta profissão. Além disso, estão, identicamente, em preparação os instrumentos que irão permitir o reconhecimento e validação de competências nesta área. A ANEL pensa mesmo que em breve será mesmo obrigatória uma formação mínima (com equivalência à escolaridade obrigatória) para todos os agentes funerários a laborar no país.

MARIA DE FÁTIMA SOUSA RIBEIRO

Rua Albano Coelho Lima - Pevidém Tel.: 253 533 396 pub.

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