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Cidade e Vilas Esta semana dedicamos o nosso Especial a três importantes freguesias do nosso concelho. Ribeirão e Joane assinalam o 21º aniversário de elevação a vila. Já Vila Nova Famalicão celebra 22 anos de elevação à categoria de cidade.

Programa das celebrações arranca na próxima sexta-feira

22 anos de cidade Galardões Municipais 2007 C i d ad ã o H o no r ár io António Augusto do Nascimento Carvalho (título póstumo)

M e da l ha d e H on r a d o M uni c í p io Dr. Augusto Pimenta de Almeida Cooperativa Eléctrica de São Simão de Novais, C.R.L. Missionários Combonianos

M e da l ha d e Mé r it o Mu ni c i p al A u tá r q u ic o Manuel da Silva Correia Amaro, presidente da Junta de Freguesia de Seide S. Miguel Manuel Campos Azevedo, antigo presidente da Junta de Freguesia de Novais Mário de Sá Oliveira, antigo presidente da Junta de Freguesia do Calendário e deputado na Assembleia Municipal

M e da l ha d e Mé r i t o M un i ci p a l d e Be n e m e r ê nc i a

Posto de Turismo, uma das mais recentes estruturas da cidade

Sofia Abreu Silva Foi a 9 de Julho de 1985 que a Assembleia da República Portuguesa elevou Vila Nova de Famalicão à categoria de cidade. Assim, no próximo fim-de-semana, a autarquia famalicense assinala a data com uma série de actividades, endereçadas, claro, a todos os famalicenses. Assim, na próxima sexta-feira, haverá no Centro de Estudos Camilianos a entrega dos galardões do concurso "7 Mais de Famalicão", uma iniciativa da Rádio Digital, jornal OPINIÃO PÚBLICA e FamalicãoTV e da Câmara Municipal de Famalicão [Ver notícia na pág. 9]. No sábado, 7 de Julho, destaque para a Noite Trovadoresca, também naquele espaço de Seide S. Miguel, com uma conferência sob o signo "À Descoberta do Trovadorismo em Vila Nova de Famalicão", pelo professor Costa Lopes. Segue-se o concerto do Orfeão dos Professores de Famalicão. Na segunda-feira, dia 9, é o verdadeiro dia de aniversário. Assim, logo pelas 11h30, é entregue o Prémio do Conto Camilo Castelo Branco 2006 ao escritor Gonçalo M. Tavares no Centro de Estudos Camilianos. À tarde, pelas 15 horas, na Casa das Artes, terá lugar uma sessão evocativa do 22º aniversário da elevação de Famalicão a cidade. Segue-se, pelas 17 horas,

a distribuição do bolo a todos os famalicenses na Casa das Artes. Gonçalo Tavares recebe prémio Pela obra "Água, Cão, Cavalo, Cabeça", o escritor Gonçalo M. Tavares receberá o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco 2006, da Associação Portuguesa de Escritores (APE) e da Câmara Municipal de Famalicão. Na cerimónia espera-se a presença, entre outros, do escritor, do presidente da Câmara, Armindo Costa, e do presidente da APE, José Manuel Mendes. A obra de Gonçalo M. Tavares "Água, Cão, Cavalo, Cabeça" foi escolhida, por unanimidade, por um júri constituído por Ana Gabriela Macedo, Julieta Monginho e José Nobre da Silveira. O prémio, que tem o valor pecuniário de 5 mil euros, resulta de um protocolo estabelecido entre a Câmara de Famalicão e a APE. Refira-se que o Grande Prémio de Conto já distinguiu nomes como Mário de Carvalho, Teresa Veiga, Maria Isabel Barreno, Maria Velho Costa, Maria Judite de Carvalho, Miguel Miranda, Luísa Costa Gomes, José Jorge Letria, José Eduardo Agualusa, José Viale Moutinho, António Mega Ferreira, Teolinda Gersão, Urbano Tavares Rodrigues, Jorge Marmelo e Paulo Kellerman.

Nascido em 1970, Gonçalo M. Tavares é um dos nomes em destaque no conjunto de novos ficcionistas portugueses revelados no princípio do século. Em Dezembro de 2001 publicou a sua primeira obra, "Livro da Dança", na Assírio e Alvim. Recebeu o Prémio Branquinho da Fonseca da Fundação Calouste Gulbenkian e do jornal "Expresso", com a obra "O Senhor Valéry" (Caminho) e o Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, com "Investigações Novalis" (Difel). Publicou ainda "O Homem ou é Tonto ou é Mulher" e "A Colher de Samuel Beckett", entre outros textos, ambos no Campo das Letras, e adaptados para teatro. Está representado em antologias de poesia publicadas na Holanda ("Hotel Parnassus, Poetry International 2002") e na Bélgica ("Het laatste anker" - "O último refúgio - 300 poemas de todo o mundo sobre a morte", Lannoo/Atlas), e editado em revistas inglesas e americanas. Em 2003 publicou "O Senhor Henri" (Caminho). Publicou os romances, "Um homem: Klaus Klump", em Novembro de 2003, e "A máquina de Joseph Walser" (Abril, 2004) na Caminho. Já com uma considerável produção ficcional, venceu com o romance "Jerusalém" o Prémio Literário Ler/Millenium/BCP 2004.

Sociedade de São Vicente de Paulo – Conselho de Zona de Vila Nova de Famalicão Centro Paroquial de Santa Maria José Ilídio Ferreira Dr. Félix Ribeiro (título póstumo)

M e da l ha d e Mé r i t o Mu ni c i pa l C u lt ur al Eng.º Delfim Dias Eng.º Luís Magalhães Eng.º Manuel Augusto de Oliveira Duarte (título póstumo) Prof. Doutor Norberto Ferreira da Cunha Externato Delfim Ferreira CCDR – Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão

M e da l ha d e Mé r it o Mu ni c i p al D e s p or ti v o Alexandre Carvalho Dr. Pedro Faia

M e da l ha d e Mé r it o Mu ni c i pa l E co n óm i c o Caixiave – Indústria de Caixilharia, S.A. Fibrosom – Materiais de Construção, S.A. Ribapão – Sociedade Panificadora, Lda. Segures Têxteis, Lda.

A antiga Câmara Municipal


22 opinião pública: 4 de Julho de 2007

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opinião pública: 4 de Julho de 2007 23

especial

Cerimónia de elevação realiza-se no próximo sábado

Joane: vila há 21 anos Sofia Abreu Silva Joane é considerada uma freguesia em franco crescimento em vários sentidos. Ao longo dos tempos, foram crescendo vários espaços para servir uma população que, actualmente, ronda os 8.000 habitantes. Na área da educação, Joane está servido por várias escolas. No 1º ciclo, há de Giestais, Montelhão, Mato da Senra e Cimo de Pele. Ao nível do 2º ciclo, primeiro surgiu a Escola Preparatória de Joane em meados da década de 70, que foi substituída por uma nova escola em 1994, a EB 2,3 Bernardino Machado - um homem (18511944) com uma excelente carreira científica, pedagógica e política, e que foi Presidente da República duas vezes. Entretanto, para os estudos secundários, nasceu a Escola Secundária de Joane a 7 de Novembro de 1983. Tinha, na ocasião, 260 alunos, frequentando maioritariamente o 7º ano. A partir de 1995, aquele estabelecimento passou a designar-se como Escola Secundária Padre Benjamim Salgado (1916-1978). Actualmente, o estabelecimento tem cerca de 1.200 alunos e, além de ser uma escola de ensino secundário, apresenta algumas turmas do 3º ciclo do ensino básico, oferecendo cursos no âmbito da Educação e Formação Profissional. No ensino público e pré-primário, Joane está servido por um jardim-de-infância público. Em 1999, Joane ganha outra estrutura social, a ACIP – Ave Cooperativa de Intervenção PsicoSocial, que desenvolve a sua actividade no apoio a famílias e grupos vulneráveis ou em situação de risco (crianças, jovens, deficientes e idosos); formação, integração e reabilitação profissional, além de programas de apoio ao combate a situações de desemprego, toxicodependência e ocupação e tempos livros. Na freguesia está também a

associação Teatro Construção (ATC), uma instituição particular de solidariedade social (IPSS) e, no fundo, um projecto que chama a si a cultura, o apoio social e o desporto. No âmbito social, a ATC tem uma creche, jardim-de-infância e ATL (que agora passará a designar-se de Colégio ATC). Possui ainda a Casa de Giestais que acolhe idosos e, no futuro, pretende que a Casa das Fontes albergue um hospital de retaguarda No desporto, além de organizar provas, possui também um ginásio. Na cultura, a ATC é também uma referência, uma vez que organiza, todos os anos, um Festival de teatro e exibe as suas peças noutros palcos do país. Nas tradições folclóricas, temos o Grupo Etnográfico Rusga de Joane, que iniciou a sua actividade em 2 de Fevereiro de 1991. O grupo já levou a sua música a muitos países, como França, Israel e Estados Unidos de América, entre outros. Por último, mas com grande

A Igreja Velha

A directora do Instituto de Camões, Simonetta Luz Afonso, referiu na escolha das Sete Aberrações de Portugal – uma iniciativa do jornal Tal & Qual – a destruição da igreja de Joane, em primeiro lugar. De facto, esta igreja românica era, segundo dizem os joanenses, de uma beleza incomparável. Foi demolida a Março de 1978, sem a população saber. Foram destruídos os frescos que se instalavam na parede testeira da nave, ao lado do Evangelho. Só ficou a velha torre até hoje. A população na altura revoltou-se, mas já de nada adiantava. Entretanto nasceu uma nova igreja, que demorou 50 anos a ser construída.

importância, temos o GDde Joane, a disputar III Divisão do Campeonato Nacional. Esta é uma colectividade muito acarinhada pelos joanenses. O NAJ, o Núcleo de Atletismo de Joane tem também feito um excelente trabalho nesta modalidade e todos os anos soma múltiplas vitórias. Noutra modalidade, temos o Centro Hípico de Joane - uma estrutura reconhecida a nível nacional pelo seu óptimo trabalho e dedicação. Ainda à espera… Foi há mais de um ano, precisamente a 6 de Junho de 2006, que a primeira pedra do novo quartel da GNR de Joane foi lançada. Duarte Pina, do Ministério da Administração Interna, afirmou que a obra estaria pronta precisamente no prazo de um ano. E a ideia era que na cerimónia do 21º aniversário daquela vila (no próximo sábado), a nova estrutura fosse inaugurada. Mas, até hoje na-

da aconteceu de relevante: "é uma situação revoltante, não sei de nada, alegaram problemas no terreno e até hoje nada", lamenta o autarca joanense, Ivo Sá Machado. Sobre esta questão, o OP contactou o Ministério da Administração Interna, concretamente a Direcção-Geral de Infra-Estruturas e Equipamentos que explicou que "a obra do quartel de Joane sofreu algumas vicissitudes decorrentes de algumas surpresas encontradas no terreno onde vai ser erguido. Neste momento o projecto reformulado está aprovado e a obra poderá reiniciar-se em breve prazo. A execução deverá durar cerca de doze meses". O quartel será construído em terreno cedido pela edilidade famalicense na Avenida dos Laborins e implica um investimento de 672 mil euros. Também a sede de Junta é outro projecto que a Joane há muito tempo anseia. A Câmara já suportou o projecto de arquitectura e as

especialidades, espera-se também que a construção da sede consiga ser suportada pelo orçamento camarário. No entanto, a obra não foi contemplada no Plano de Actividades e Orçamento da Câmara de Famalicão. Ao nível da saúde, a Junta de Freguesia de Joane mostrou recentemente a vontade de ter um novo edifício para a extensão de saúde da vila, uma vez a actual extensão vai ser agora transformada em Unidade de Saúde Familiar. Na verdade, o actual edifício, localizado junto ao campo da feira, está a tornar-se exíguo graças ao crescimento demográfico da vila. Outro dos sonhos é ter uma corporação de bombeiros No entanto, o melhoramento do centro da vila continua a ser uma das maiores preocupações para os habitantes de Joane e para aquela autarquia. A questão envolve um processo judicial em curso nos tribunais, inviabilizando, até agora, o arranque da obra.


24 opinião pública: 4 de Julho de 2007

especial

Acredita que poderá ser cidade daqui a 10 anos

Ribeirão pede mais autonomia para as vilas Sofia Abreu Silva A Câmara Municipal deve descentralizar alguns serviços para as vilas do concelho, nomeadamente no que respeita ao Ambiente e ao Urbanismo. Esta foi a principal reivindicação de José Reis Moreira, ontem de manhã, na cerimónia do 21º aniversário de elevação de Ribeirão a vila. "As vilas devem ter mais autonomia. Um presidente de Junta não pode servir só para assinar alguns documentos necessários. Estou aqui há dez anos e há dez anos que é assim. Era importante descentralizar no sentido de termos condições para resolvermos algumas questões. Não pedimos à Câmara investimentos, estamos a pedir a descentralização de serviços. Nós temos condições para criar aqui um espaço para um técnico que, pode até não resolver tudo, mas pode esclarecer algumas questões tecnicamente", alegou. O autarca ribeirense falou em "frustração" na hora de querer resolver algumas questões e não conseguir. Neste capítulo, Reis Moreira foi mais além e disse que a Junta de Freguesia recebe competências que muitas vezes acabam por ser um "presente envenenado", exemplificando com a gestão das escolas, acrescentando que, por vezes "atribuem-nos culpa que não temos". "Tem que haver uma diferença entre as vilas e as outras freguesias", defendeu. Armindo Costa, presidente da autarquia, e convidado da sessão solene, deu uma resposta positiva ao pedido de Reis Moreira, anunciando que poderão existir seis zonas do concelho, onde as pessoas podem contar com o apoio esse técnico.

"Não vejo mal nenhum, uma vez que temos o Urbanismo dividido em seis zonas do concelho e cada uma tem um técnico responsável. Esse mesmo técnico poderá, uma vez por semana, ou quinzenalmente, passar uma manhã ou um dia nesses locais centrais do concelho. Ainda esta semana vou tomar uma decisão sobre o assunto", garantiu. E l e v aç ã o a c i d ad e No seu discurso, José Reis Moreia, afirmou acreditar na possibilidade de que, dentro de uma década, Ribeirão poderá ter condições para ser "cidade, nunca concelho, porque isso não é nossa pretensão", vincou.

"Há alguns anos atrás, Ribeirão era um diamante por lapidar e hoje facilmente vê-se crescimento. Quando Ribeirão foi vila não tinha as condições que hoje tinha e consegui-o, portanto, hoje, com melhores condições por que não pensarmos em ser cidade?", explana. Por seu turno, Armindo Costa, referiu que é também um homem que acredita e realçou os investimentos recentes naquela freguesia. Destacou, assim, o abastecimento de água e o saneamento, que chegam a quase toda a freguesia, o pólo da biblioteca municipal, os investimentos nas escolas, o Museu do Automóvel Antigo que deverá ficar no Lago Discount,

a reabilitação da rede viária e das escolas da freguesia, além de benefícios nas estruturas desportivas. "Eu digo que há muito investimento para ser anunciado. Não sabemos se Ribeirão tem condições para ser cidade daqui a 10 anos, mas podemos dizer que podemos sonhar. Tudo deverá acontecer naturalmente e nada deve ser forçado. Se isso acontecer, ninguém poderá parar isso", afirmou. C r e s c e r c o m c ui da d o Ciente de que hoje a qualidade de vida conta, o presidente da Junta de Freguesia de Ribeirão pediu à Câmara Municipal de Famalicão um cresci-

mento "o mais sustentado possível". "Daqui a 12 ou 15 anos não queremos ser uma vila atrofiada e acima de tudo uma cidade desarticulada. Há muita construção prevista e pedia esse cuidado para que as coisas fossem encaixadas no sítio certo" assumiu. Sobre os investimentos feitos na freguesia de Ribeirão, Reis Moreira afirmou, pedindo desculpa às outras freguesias, que a sua Ribeirão "foi bastante atacada e motivo de inveja". "Mas, esta deve ser uma das freguesias que mais paga impostos e se a Câmara constrói é porque merecemos, mas, acima de tudo, porque nos faz falta", advogou.

Piscinas inauguradas em Setembro Ribeirão fez anos, mas a prenda deverá chegar só em Setembro. As piscinas de Ribeirão deverão estar prontas nesse mês, embora a inauguração estivesse projectada para este mês de Julho. "Demos mais um mês ao empreiteiro para continuar com a obra e caso não a termine, teremos de discutir isso com algum cuidado. Espero que em Setembro haja inauguração. Trata-se de um investimento elevadíssimo e não faz sentido estar parado mais tempo", esclareceu Armindo Costa. Esta é a maior obra que a Câmara tem em curso no concelho e o custo final deverá rondar os três milhões de euros.

Homenagem aos jovens Na cerimónia do 21º aniversário de elevação a vila, a Junta de Freguesia de Ribeirão entendeu homenagear a equipa de Juniores do GD Ribeirão que foi campeã na Associação Futebol de Braga. A outra homenagem foi para o jovem Sérgio Baptista, um jovem revelação na modalidade de Motocross.


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opinião pública: 4 de Julho de 2007 25


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