Turismo Turismo é o tema do Especial OP para esta edição. De Famalicão ao resto do mundo, o importante é ter o desejo de descobrir novos locais. Conheça os conselhos dos profissionais, as experiências de quem viajou e alguns cuidados para que tudo corra bem. Faça as malas, viaje connosco.
Por que gostamos tanto de visitar outros sítios
Viajar, viajar, viajar! Há qualquer coisa de fantástico numa viagem. É quase sempre uma libertação, uma nova forma de estar. Seja de avião, carro, mota ou numa autocaravana... Seja no campo, na cidade ou na praia, perto ou longe, durante muitos ou poucos dias, o melhor é mesmo aproveitar a oportunidade que tem para conhecer outras paragens. Começar por conhecer bem o nosso país ou a nossa cidade pode ser um bom ponto de partida. Afinal, muitos de nós nem conhece as potencialidades da nossa região. Por exemplo, Famalicão tem locais interessantes para conhecer e uma excelente gastronomia para desfru-
tar [Ver páginas IV e VII]. Bem perto, temos também outra cidade cheia de história. Nada mais, nada menos do que Guimarães. Mas, há mais, muito mais. Na verdade, o mais importante é sair de casa e conhecer, conforme as possibilidades, outros locais em Portugal ou no estrangeiro. Antes de fazer qualquer deslocação, convém fazer um plano que englobe poucas pessoas e aquelas que realmente conhece bem, porque por mais amigas que as pessoas sejam, em determinadas situações podem não dar-se bem. Antes de escolher o destino, seleccione dois ou três e pesquise sobre
eles para ver se é realmente aquilo que pretende. Se for necessário, vá a uma agência e informe-se sobre preços, estadias e tudo o que é preciso. Depois, com uma ideia mais definida, proceda à sua escolha. Independentemente do destino, comece a planificar com muita antecedência o que quer levar e o que quer fazer. Se leva os seus filhos, não se esqueça de contemplar actividades que lhes agradem. O melhor é escrever um roteiro com o máximo de detalhes possível (dias, horários, sítios a visitar, almoço, jantar). Pode até parecer um preciosismo, mas vai ver que quando
estiver no seu destino, agradecerá por ter feito esse trabalhinho. Deve procurar também conhecer, de antemão, a fundo as tradições e os costumes culturais e, porque não, as tradições gastronómicas. Assim, quando maior for o seu conhecimento, melhor poderá explorar o sítio escolhido. Se o estrangeiro for o seu destino, é de suma importância conhecer a situação política. Na mala, devem ir alguns contactos de representações portuguesas localizadas no país que visita. E não se esqueça de procurar algumas expressões básicas para depois conseguir comunicar noutros países.
Uma experiência em:
Paris
Visite o melhor de Famalicão
pp. IV e V
Conselhos Consulta do viajante Sempre que realizar uma viagem fora da Europa deve dirigirse a uma consulta de saúde do viajante. Se viaja com a família, designadamente com crianças e idosos, tenha em atenção os cuidados especiais de que necessitam. Estes cuidados contemplam a vacinação, medicação preventiva da malária, informação sobre higiene individual, cuidados a ter com a água e os alimentos que se inge rem, e outros aspectos a que deve estar alerta quando viaja. A consulta inclui a avaliação das condições de saúde do viajante antes da viagem, nomeadamente grávidas, crianças, idosos, indivíduos com doenças crónicas e sob medicação. Em diversos países é exigida a vacinação contra a febre amarela, que deve ser realizada 10 dias antes. Já para a malária que acontece também pelas picadas de insectos não há uma vacinação. Aqui, convém consultar um médico e ver o que ele aconselha. Convém reter na memória que, para prevenir a malária, não há nada melhor do que o uso intensivo de um bom repelente de mosquitos, e ainda de calças e camisolas de manga comprida. Sem picadas de mosquito, a malária deixa de ser um potencial problema. Não se esqueça, depois das férias, de voltar ao médico para diagnosticar problemas de saúde possivelmente contraídos durante a viagem, e para efectuar o controlo periódico de indivíduos que passam temporadas prolongadas em países ou regiões onde o risco de contrair doenças é elevado.
Farmácia de viagem Alergias - anti-histamínicos, descongestionante nasal e colírio para olhos.
Tunísia
Tanzânia e Zanzibar
Otites - pingos e tampões para os ouvidos. Enjoos - comprimidos anti-enjoo à base de dimenidrinato, metoclopramida ou domperidona. Problemas gastrointestinais - antiácidos e antidiarreicos. Dores - escolha o analgésico mais adequado, tendo em conta o seu princípio activo e possíveis interacções e efeitos secundários.
Setembro de 2005. Albino Guimarães foi com a namorada a Paris. Da cidade Luz traz boas recordações. Mesmo soando a cliché, Albino Guimarães não nega que adorou a Torre Eiffel e o "facto de tudo em Paris ser grandioso e bem tratado". Em relação à gastronomia, confessa que a francesa é bem diferente da portuguesa, preferindo a última. Para ele "o enriquecimento cultural e a oportunidade de vivenciar novas experiências, além de descansar e sair da rotina diária" são as principiais vantagens de viajar. Por isso, para os próximos tempos fica o desejo de visitar outras capitais europeias, como Londres, Glasgow, entre outras.
João Silva foi nesta Páscoa à Tunísia com um grupo de cinco amigos. A visita, organizada por uma agência de viagens, dividiu-se por vários pontos daquele país. "A Tunísia é um país fantástico que consegue conjugar "óptimas praias, locais históricos e um deserto lindo". João Silva diz que as pessoas são simpáticas e atenciosas e recorda que na hora de comprar é preciso negociar e regatear. "Até o motorista de táxi está à espera que regateamos com ele". Na gastronomia, o grupo de amigos preferiu tomar todas as refeições no hotel (com pratos mais europeizados), pois tinha a informação de que a "comida era bastante diferente da portuguesa". Das actividades, não faltou, claro, um passeio de camelo.
Isabel Marques foi com um grupo de amigos à Tanzânia e a Zanzibar no passado mês de Março e ficaram alojados numa tenda no meio da selva, o que para alguns pode não ser propriamente fácil. Isabel, que adora animais e natureza, ficou apaixonada pela paisagem, pelos animais no seu habitat natural e pela praia. "É tudo espectacular, tirando a pobreza que ainda se vive em alguns sítios". Isabel diz mesmo que se arrependeria se não tivesse feito essa viagem: "Foi uma oportunidade única estar no meio da selva e ver e fazer o que normalmente só é possível através de documentários. África é mesmo especial", conclui. A próxima viagem será às Maldivas.
Constipações e gripes - anti-inflamatório, anti-gripe, analgésicos, antipiréticos e vitaminas. Entorses - pomada anti-inflamatória e ligaduras. Aconselhase a aplicação de gelo antes de proceder ao tratamento. Picadas de insecto - repelente contra insectos. Recomendase o uso de repelentes com 30% de DEET (N, N-dietilmetatoluamida), OFF ou AUTAN em regiões tropicais. Queimaduras - pomada para aplicação tópica. Deve lavar a área afectada com água fresca corrente. Nunca aplique qualquer tipo de gordura ou creme sobre a queimadura. Quebras de tensão - sente-se com o tronco dobrado e coloque a cabeça entre os joelhos ou, se possível, deite-se e eleve as pernas. Uma bebida estimulante, como café ou chá preto, pode ajudar a reestabelecer os níveis da tensão. Só em casos excepcionais são usados medicamentos para este efeito. Insolação - use óculos de sol e chapéu, além de um protector solar adequado ao seu tom de pele (mínimo SPF 15). Evite as horas de calor mais intenso e lembre-se que as radiações também existem na sombra e em dias de céu nublado.
II
opinião especial: 24 de Abril de 2007
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Entrevista Ricardo Mendes, vereador do Turismo
"Famalicão tem inúmeras coisas boas para oferecer" N e s te E s p e c ia l, f a la mos com Ricardo Mendes, vereador do Turismo na Câmara de Famalicão. Da gastronomia à cultura, Famalicão tem boas coisas para oferecer. O turismo de negócios é outra das vertentes a explorar nos próximos tempos. Sofia Abreu Silva Nos últimos anos, a palavra Turismo ganhou uma nova acepção em Famalicão. Podemos afirmar que nunca se falou com tanto carinho desta face do concelho? Podemos afirmar que este executivo tem promovido e dinamizado a actividade turística no concelho de forma exemplar e como nunca se tinha feito até então. Para uma grande parte da população, Turismo significa sol e praia, mas na realidade é muito mais do isso, é uma actividade que intervém em muitos sectores de actividade e que gera milhares de empregos directos e indirectos. O café que tomamos antes do trabalho ou o almoço que fazemos diariamente fora de casa é Turismo. Que tipos de Turismo os visitantes podem encontrar em Famalicão? Famalicão é um concelho com potencialidades turísticas, o problema é que sofre de uma imagem negativa associada ao Vale do Ave – considerado uma zona muito industrializada e consequentemente degradada e poluída – e que com muito esforço e trabalho este executivo tem tentado melhorar. Famalicão tem inúmeras coisas boas para oferecer aos seus habitantes e visitantes, tem um turismo cultural de grande valia, tem espaços verdes de qualidade espalhados por todo o concelho, tem grande diversidade e qualidade ao nível do turismo de eventos, tem unidades de alojamento de turismo rural de grande qualidade, entre outras. Em suma, em Famalicão podemos praticar quase todos os tipos de Turismo, até o turismo balnear, na praia fluvial de Arnoso. O Posto de Turismo revelase, de facto, uma boa aposta? Sim, é de facto uma boa aposta! O Turismo é o rosto do município para o exteri-
or, seja para os habitantes seja para os visitantes. Construir uma infra-estrutura que reflecte modernismo e dinamismo e aí colocar o principal veículo de informação do município, é uma decisão inteligente e condenada ao sucesso. Por outro lado, a construção do Posto de Turismo naquela zona, além da sua centralidade, é um esforço no sentido de revitalizar uma área moribunda da cidade. E pelo movimento já gerado, é uma decisão acertada. Se encontrasse uma pessoa de outro ponto do país e/ou do mundo, quais os argumentos que usaria para que ela visitasse Famalicão? Isso dependeria do perfil da pessoa com quem estivesse, mas como já afirmei, Famalicão tem muito para oferecer. Posso sugerir a visita aos nossos museus e património; a nossa gastronomia; a Agenda Cultural, cuidadosamente planeada e oferecida ao público ao longo de todo o ano; algum dos eventos organizados pelo município, como o Festival de Doçaria, a Feira de Artesanato, as Antoninas e a Feira Grande de São Miguel, entre outros. Neste momento, o que está a ser feito para promover o património, a gastronomia e a nossa cultura? Este executivo desenvolve um trabalho diário no sentido de promover e dinamizar o património, a gastronomia e a cultura famali-
cense. Fazêmo-lo porque achamos importante preservar e valorizar esses valores, mas também para nos evidenciarmos e diferenciarmos dos demais, para nos tornarmos atractivos e competitivos. Uma das apostas em que depositamos muita esperança é o Passaporte Turístico, uma ferramenta que pretende combater a dispersão que existe entre os principais locais de interesse que se encontram espalhados pelo concelho, distanciados muita das vezes por muitos quilómetros. Uma das apostas era o turismo de negócios. Depois de uma tentativa falhada em relação ao Palácio Igreja Velha, há ainda a pretensão de cimentar esta ideia? O turismo de negócios continua a ser uma aposta deste executivo e temos dedicado um grande esforço a esse sector. Não se pode ignorar que Famalicão possui um parque industrial e comercial importante a nível nacional, que além das receitas que gera e movimenta, proporciona grandes fluxos de pessoas que, infelizmente, na sua maioria, dorme fora do concelho. O papel deste executivo é apoiar e colaborar com os privados, proporcionando-lhes as melhores condições à sua instalação e funcionamento. O Palácio da Igreja Velha é realmente um caso de insucesso, mas de iniciativa privada. A Câmara prestou todo o apoio ao seu alcance.
opinião especial: 24 de Abril de 2007 III
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opini達o especial: 24 de Abril de 2007
especial
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Número de viagens aumenta significativamente
As preferências dos famalicenses Sofia Abreu Silva Paulo Cordeiro, da agência Halcon Viagens de Famalicão, começa por nos dizer que podemos falar claramente de um aumento de viagens nestes últimos anos. "Há sempre mais pessoas a experimentar e que depois não podem deixar de o fazer", comenta. Pelos famalicenses, os destinos mais procurados são sobretudo os de lazer, com boas praias: costa espanhola e Algarve; ilhas portuguesas - Madeira, Porto Santo, S. Miguel, Faial e Terceira; ilhas espanholas - Maiorca, Ibiza, Tenerife, Gran Canária, Lanzarote e Fuerteventura; Tunísia - embora haja ainda receio de algumas pessoas, é um belíssimo destino para famílias com crianças; Cabo Verde, Brasil e Caraíbas; e ainda os cruzeiros. Se a procura é grande, os canais de distribuição são múltiplos. "Mesmo havendo muitos canais - internet, mais agências, directamente com os hotéis, companhias aéreas, clubes de férias - cada um deles tem um limite de capa-
custo por várias prestações.
cidade. As agências físicas não conseguiriam sequer trabalhar todas as solicitações se desligassem a internet, por exemplo. Isto é o efeito, a causa é o aumento da procura", descreve. Económicas ou mais dispendiosas, a escolha das viagens depende de cada pessoa e do orçamento disponível. "Há mais procura de viagens com preços moderados, infelizmente nem todos temos meios para nos alojarmos em hotéis de 5 estrelas. Há quem prefira investir no destino em si e não na qualidade do alojamento ou quantidade de serviços contratados. Outros reduzem ou aumentam o tempo das estadias. No
fundo, cada pessoa ou família gere a sua viagem de acordo com a capacidade de compra que tem", estabelece Paulo Cordeiro. Viajar com pouco dinheiro O responsável diz que nem é preciso muito dinheiro para viajar, no entanto para "fruir do destino intensamente" é preciso ter algum no bolso. "Em todos os destinos de férias há localmente atracções, actividades, visitas opcionais, e havendo vontade para fazer isso tudo, haverá um custo. Se as pessoas optarem por um programa com todas as refeições (ou até com as bebidas), têm o orçamento de viagem perfeitamente controlado",
observa. Para quem não tem muito dinheiro e gosta de viajar, Paulo Cordeiro diz que podem ser arranjadas várias soluções. Pode-se moderar o custo da viagem alterando o nível de conforto do alojamento, duração da estadia, a distância do local, o meio de transporte. E exemplifica: "Há programas com o transporte em autocarro para locais de praia no Sul de Espanha, e mesmo para o Algarve, com melhor preço do que a deslocação de avião". Pode ainda reservar a estadia em apartamentos e não em hotéis, conseguindo-se adequar a viagem às necessidades do consumidor. Há ainda a possibilidade de repartir o
Trabalhe com uma agência Hoje, a preparação de uma viagem deve ser feita com a ajuda de uma agência, porque tudo se torna mais fácil. A agência disponibiliza ao consumidor o resultado de um esforço contínuo de contratação com os fornecedores. O intuito é que as vantagens lhe sejam transmitidas, não apenas no preço - muito importante - mas também na qualidade de serviço. "Somos, acima de tudo, consultores do consumidor, podemos vender- lhe a mesma coisa de várias formas, ou podemos vender-lhe algo melhor com um acréscimo de preço insignificante. Podemos poupar-lhe dinheiro convidando-o a viajar numa data próxima. É esta actualmente a vocação das agências", explica Paulo Cordeiro, da Halcon Viagens de Famalicão. E como viajar faz bem, Paulo Cordeiro sugere a todos os leitores umas férias, “connosco ou com a nossa estimada concorrência”, diz.
O que comer Há alguns turistas que ficam adoentados quando chegam a outro país. Para evitar alguns problemas deve seguir algumas regras. Se o destino for América Latina, Ásia ou África, há que ter cuidado com a diarreia (que acontece frequentemente) e deve prevenir-se contra a malária. Procure beber água engarrafada e não se esqueça de dispensar o gelo, caso não seja também feito de água engarrafada. Evite os alimentos crus e rejeite leite não pasteurizado e os seus derivados. A fruta deverá ser bem lavada com água engarrafada e descascada antes de ingerida. Prefira os alimentos secos, bem cozidos e bem lavados. Nos destinos quentes, deve beber muita água e pode também comer uma sopa. Se não for muito pesada, ajudará a hidratar-se. Quem se entrega a grandes esforços físicos, deve comer alimentos à base de hidratos de carbono e também frutos secos. Na Ásia escolha arroz e massa. Na Europa aposte no feijão e batatas. Se o destino for frio, previna-se. Prefira beber água, mais uma vez. Os sumos naturais são uma boa opção. Os mais corajosos devem experimentar comer alho diariamente.
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opini達o especial: 24 de Abril de 2007 VII
Saúdespecial: e VIII opinião 24 de Abril de 2007
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