O melhor do artesanato nacional está em Famalicão nos próximos dias É uma referência na região norte e começa amanhã, sexta-feira, dia 1, prolongando-se até 10 de setembro. A 34.ª edição da Feira de Artesanato e Gastronomia de Famalicão, que decorre no antigo campo da feira, pretende, uma vez mais, proporcionar aos seus milhares de visitantes artesanato genuíno e uma extensa variedade de gastronomia tradicional e de qualidade, mas também grande animação popular. Com sabores e saberes ancestrais, a Feira de Artesanato e Gastronomia decorre todos os anos no início de setembro, encerrando o habitual período de férias da melhor forma possível, prolongando o sentimento de descanso e lazer, fazendo
Dia 1 (sexta-feira) 21h30: Grupo Musical 4 Claves 22h30: Sofia Machado Quarteto Dia 2 (sábado) 16h00: Rancho Folclórico da Casa do Povo de Ruivães 21h30: Grupo Canto Moço (Alentejo) 22h30: Maria do Sameiro com Gonçalo Salgueiro Dia 3 (domingo) 16h00: Grupo Etnográfico As avradeiras de Santa Maria de Oliveira 21h30: Banda de Música de Famalicão 22h30: Banda MV
Horários
Dia 4 (segunda-feira) 21h30: Alvorada Musical
Artesanato e Produtos Regionais De segunda a quinta-feira: das 18 às 24 horas Sexta-feira: das 18 horas às 1 hora Sábado: das 14horas às 1 hora Domingo: das 14 às 24 horas Gastronomia e Restaurantes De segunda a quinta-feira: das 12 às 15 horas e 19 às 24 horas Sexta-feira: das 12 às 15 horas e 19 às 24 horas Sábado: das 12h à 1 hora Domingo: das 12 às 24 horas (no dia 10, encerra às 22h30) ENTRADA LIVRE
Programa
com que o regresso à rotina seja feito sem pressas. Neste certame é possível assistir ao vivo ao trabalho de cerca de uma centena de artesãos, mas também provar petiscos típicos das várias regiões. A somar a isto, destaque para um programa de animação cultural, bem recheado, que completa, assim, a lista de ingredientes desta receita de sucesso. À semelhança de anos anteriores, destaque para a presença de grupos folclóricos,
cantares ao desafio e muita música tradicional portuguesa. Contas feitas, no total, são cerca de duas dezenas e meia de espetáculos em dez dias, com referência para os concertos de Maria do Sameiro, Banda Filtro, Vítor Jara, Pedra d’Água, e para os espetáculos das escolas de dança (ver programação). São dez dias de grande animação num certame que reúne, de forma incontornável, as tradições populares, a criatividade, a música e sabores genuínos.
Dia 5 (terça-feira) 21h30: Banda Millenium Dia 6 (quarta-feira) 21h30: Grupo Musical Sons e Cantares do Ave 22h30: Banda Filtro Dia 7 (quinta-feira) 14h00:Tarde Sé-
nior: Grupo de Cavaquinhos do Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão 21h30: Grupo de Cavaquinhos do Liberdade Futebol Clube 22h30: Brigada Vitor Jara Dia 8 (sexta-feira) 21h30: ”Dança é festa” - Groove Spot 22h30: Las Çarandas (Miranda do Douro) Dia 9 (sábado) 16h00: Rancho Folclórico Santa Marinha de Mogege 21h30: Pedra D’Agua 22h30 | Folc D’Ave Dia 10 (domingo) 16h00: Cantares ao Desafio, pela Associação de Tocadores e Cantadores ao desafio Famalicense 18h00: Grupo de Cavaquinhos da Fundação Castro Alves 20h00: “The Show Must Go On” - Academia Gindança 21h00: Unidança, Associação Joanense pub
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ESPECIAL
opiniãopública: 31 de agosto de 2017
Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal
“Queremos que as pessoas vivam a feira” Cristina Azevedo ráter sociocultural genuíno da Feira é imune ao desgaste do Na véspera do arranque de tempo e, por isso, mantém vivo o mais uma edição da Feira de Ar- interesse das pessoas a cada tesanato e Gastronomia de Fa- ano que passa. malicão, o presidente da Câmara Municipal está confiante no êxito O que podem os visitantes espedo certame, que classifica como rar da edição deste ano da Feira um evento de dimensão cultural. de Artesanato e Gastronomia de Paulo Cunha destaca a aposta na Famalicão? Há alguma novidade? valorização do que é nosso, Podem esperar uma viagem pelo tanto ao nível dos artesãos pre- artesanato e gastronomia mais sentes (metade são famalicen- representativa de Vila Nova de ses), como ao nível da animação. Famalicão e de Portugal. Cerca Novidade é a existência no re- de metade dos artesãos presencinto de rede Wi-Fi aberta para tes são do nosso concelho, o que todos os visitantes. evidencia a aposta na valorização do que é nosso. A outra meSão 34 anos de edições ininter- tade, que valoriza a primeira, é ruptas da Feira de Artesanato e uma viagem por todo o país atraGastronomia. Quais são, em seu vés da arte manual. Este ano teentender, as razões que contri- remos em todo o recinto rede buem para a longevidade deste Wi-Fi aberta para todos os visicertame? tantes. Desta forma, todos podePaulo Cunha: Mais do que uma rão partilhar mais facilmente as feira este é um evento de dimen- suas experiências e imagens com são cultural onde são valoriza- o mundo. É um desafio que fazedas e recriadas tradições e mos aos visitantes do certame, saberes antigos através do traba- para que o vivam mais intensalho ao vivo. É uma verdadeira via- mente e assim nos ajudem a progem pela nossa memória coletiva mover e a valorizar a nossa Feira. local e nacional, um confronto com aquilo que fomos e com Nos últimos anos, tem sido notóaquilo que somos hoje. Este ca- ria a aposta nos artesãos locais, pub
opiniãopública: 31 de agosto de 2017
ESPECIAL
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«««««««««« concretamente nos jovens artesãos famalicenses. Que balanço faz dessa participação? Essa é uma faceta essencial ao evento. Dá-lhe contemporaneidade, irreverência e acrescenta-lhe criatividade. A presença dos artesãos mais antigos é muito importante para a marca da tradição e para a carga histórica do certame, mas a presença de uma nova geração de artesãos é essencial para a marca da novidade e da inovação na forma de trabalhar os materiais. É um equilíbrio muito importante para a imagem da Feira, mas também para os artesãos que aqui encontram uma ótima plataforma para a comercialização dos seus produtos.
produto, garantia de trabalho ao vivo, representatividade regional e representatividade de artes e ofícios. Por exemplo, procuramos ter o maior número de regiões do país e de ofícios. Os mesmos critérios estão subjacentes à escolha dos artesãos famalicenses para quem reservamos, como disse, cerca de metade do espaço disponível.
Ao nível da gastronomia, há alguma evolução ou mantém-se semelhante às edições anteriores? Acontece o mesmo do que com o artesanato. O espaço é aquele e não nos é possível alargar muito o número de presenças de restaurantes e tasquinhas, até para assegurar a qualidade do serviço prestado e o conforto e segurança do público. TereA feira tem aliado as artes ancestrais à mos assim quatro restaurantes, de Évora, modernidade. Isso pode ser considerado Macedo de Cavaleiros, Arouca e Bragança, um aspeto diferenciador da feira de arte- e perto de uma dezena de tasquinhas. sanato famalicense? Como lhe referi é uma coabitação dese- A animação musical é outra das compojada pela organização, pelo público e nentes da Feira. Este ano há uma clara pelos próprios artesãos. Porque diferen- aposta nos artistas locais, porquê? cia e acrescenta valor à Feira de Artesa- Porque reconhecemos qualidade aos artistas e grupos locais para dignificar e ennato. grandecer a Feira de Artesanato e porque A feira de Famalicão representa bem o ar- esta deve ser acima de tudo uma montra e tesanato português? uma oportunidade para eles mostrarem o Temos presenças de artesãos do Norte ao seu trabalho. Sul do país. Desde Braga a Portimão, as principais regiões do país com pergami- Na véspera do arranque do certame, que nhos na produção de artesanato estão re- mensagem gostaria de deixar aos famalicenses? presentadas na nossa feira. Que desfrutem das várias dimensões do Que critérios são seguidos para a seleção evento. Foi a pensar nisso que fizemos dos artesãos? O trabalho ao vivo, a diver- um esforço para assegurar a gratuitidade sidade, a qualidade dos artigos? do certame, dando condições para que as Procuramos, sobretudo, uma lógica de pessoas vivam a feira em vez de simplesequilíbrio entre qualidade e interesse do mente a visitarem.
“A presença dos artesãos mais antigos é muito importante para a marca da tradição e para a carga histórica do certame, mas a presença de uma nova geração de artesãos é essencial para a marca da novidade e da inovação na forma de trabalhar os materiais. É um equilíbrio muito importante para a imagem da Feira...”
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ESPECIAL
opiniãopública: 31 de agosto de 2017
Sabores de todo o país estão em Famalicão Ao melhor artesanato que se faz no país, nos próximos dias em Famalicão pode encontrar a mais saborosa gastronomia, que muitos visitantes já não dispensam e fazem questão de provar. Como sempre, na Feira de Artesanato e Gastronomia de Famalicão há sabores do todo o país para provar, trazidos por restaurantes e tasquinhas. De Évora a Macedo de Cavaleiros,
passando por Arouca e Bragança, entre muitos outros locais, há muito por onde escolher. Além dos restaurantes, nas tasquinhas, pode-se saborear os tradicionais petiscos, como as pataniscas ou a chouriça assada, ou optar pelo pão com chouriço, queijos ou até sandes de leitão. Depois, há os doces. O pão de ló de Ovar, os ovos moles de Aveiro, a bola
TASQUINHAS Luciana Costa Campos Pão com chouriço de carne de Macedo de Cavaleiros, não faltando também os doces regionais confecionados em Famalicão, a par das compotas, geleias, marmelada e do mel. A esta oferta juntam-se ainda os enchidos serranos, os queijos, os vinhos e os licores oriundos de vários pontos de Portugal. Por isso, entre, visite e prove!
Tasquinha do Gonçalves Tasquinha Sabores da Serra Taberna Doutor – Sandes de Leitão Café Abelha do Ave Café Abelha do Ave Licobidos Licores, xaropes e aguardente Óbidos Alexandr´s Bar Cerveja, caipirinhas, café Vila Nova de Famalicão
RESTAURANTES Évora Restaurante Lampião Macedo de Cavaleiros Restaurante Quinta da Ribeira Arouca Casa dos Bifes Caetano Bragança Restaurante Académico pub
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ESPECIAL
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A paixão pelo artesanato São cerca de 100 os artesãos que, de 1 a 10 de setembro, vão marcar presença na Feira de Artesanato e Gastronomia de Famalicão, para mostrar ao vivo aquilo que fazem de melhor. O OPINIÃO ESPECIAL falou com alguns deles e ficamos, assim, a saber como nasceu o gosto pelo artesanato e quais as suas expetativas para este certame famalicense que abre portas amanhã.
Irene Almeida
José Sousa
Arte: Trabalhos em escamas de peixe, casaca de cebola e alho Localidade: Coimbra
Arte: Ferro forjado Localidade: Famalicão
Há mais de 20 anos que Irene Almeida marca presença na Feira de Artesanato e Gastronomia de Famalicão. De Coimbra, esta artesã a tempo a inteiro traz os seus trabalhos em escamas de peixe, casca de cebola e alho. Um trabalho minucioso que faz há cerca de 35 anos “com paixão e seriedade”. “É uma sorte gostar do trabalho que desenvolvo e cada vez gosto mais”, confessa. Irene revela que esta arte não é sua invenção, tendo uma origem conventual: “o que me foi transmitido é que desde o século XVI que se faziam estes trabalhos nos conventos e nos colégios de freiras e eu tive a sorte de aprender isto nas artes decorativas”. E desengane-se quem pensa que o artesanato é apreciado apenas por pessoas mais velhas. “Ao contrário do que se possa dizer que os jovens não apreciam, eu tenho tido jovens que dão provas de que realmente gostam do meu artesanato e isso é extraordinário”, refere. Para esta artesã conimbricense, a participação nesta feira de Famalicão tem como objetivo a venda dos seus produtos mas, acima de tudo, dar a conhecer o seu trabalho. “Importante é divulgar e vale sempre a pena, porque encontramos sempre pessoas interessadas e que querem saber mais sobre esta arte”. Ao longo do ano, Irene Almeida participa em várias feiras do país, designadamente em Moncorvo, Bragança, Coimbra e Vila do Conde, entre outras. “A última em que estive foi na de Vila do Conde e já recebi encomendas para casamentos, porque há pessoas que gostam de oferecer algo diferente”, conta, referindo que o trabalho das escamas “é eterno”. “Há trabalhos em museus com centenas de anos, o que
José Sousa é perentório e entende que a Feira de Artesanato deve privilegiar aquilo que se faz de mais tradicional, para que o que é genuíno não se perca. Este artesão famalicense participa no certame há mais de duas décadas. “Eu adoro o que faço e dá-me imenso prazer expor o meu trabalho”, diz José Sousa, com 62 anos, que começou a trabalhar nesta arte desde muito pequeno. “É uma tradição familiar, do meu falecido pai…ainda andava na escola primária e comecei logo a trabalhar no ferro. Não tinha vontade, porque era miúdo…mas os anos foram passando e hoje adoro”. A vontade de criar algo novo é a motivação de José Sousa: “nem sequer tiro férias para ter objetos novos para mostrar na Feira de Artesanato porque, para mim, o mais importante é divulgar o meu trabalho”. “As pessoas gostam daquilo que faço”, refere, explicando que setembro até pode nem ser o melhor mês para comprar mas, ao longo do ano, as encomendas acabam por surgir. “Quem quer uns candeeiros diferentes ou umas grades para casa distintas daquilo que o mercado oferece acaba por me procurar”, acrescenta. Apesar de estar na área há dezenas de anos, José Sousa confessa que teve peças em ferro forjado que lhe custou vender. “Parece estranho, porque preciso de vender, mas há algumas especiais, como a primeira garrafeira que fiz, o relógio em ferro, que está hoje na entrada da Câmara Municipal”, elenca, não esquecendo ainda outras obras concebidas propositadamente para o Museu Automóvel em Espanha e um coração gigante de Viana do Castelo que está num hotel daquela cidade. “São peças que demoram muito tempo a fazer e ficamos com elas sempre na mente… até sentimos vontade de as voltar a ver”, afirma. pub
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opiniãopública: 31 de agosto de 2017
Nélson Pereira, presidente da AD Oliveirense
“A SAD era o impulso que faltava” Num ano em que comemora o 65º aniversário, a Associação Desportiva Oliveirense recebeu um presente que há muito tempo constava da lista de desejos dos responsáveis do clube. A captação de um investidor turco (Ismail Uzun) para comandar a recémcriada Sociedade Anónima Desportiva (SAD) promete ser uma inegável lufada de ar fresco em Oliveira Santa Maria. “Era um sonho que começámos a delinear há dois anos”, desvenda Nélson Pereira, para quem se torna difícil esconder o entusiasmo por ter convencido um empresário estrangeiro a dar a mão a um clube que tem conseguido realizar um trajeto consolidado no Campeonato de Portugal. “Tenho de agradecer às pessoas que acreditaram em nós”, frisa, lançando um repto aos elementos da direção e da SAD, no sentido de ver fomentada uma comunhão de interesses entre as duas partes: “temos de nos juntar para levar o clube a bom porto, pois temos muito para crescer”. Nélson Pereira mantém-se como responsável máximo do clube e, nesse sentido, servirá de braço direito do investidor mento a rondar um milhão de euros, a ser turco. Elucidá-lo acerca da realidade do fu- desígnios estabelecidos para o projeto. “Vai dar muito pelo clube”, antevê, ba- aplicado, essencialmente, em melhorias tebol português e definir a melhor estratégia para projetar o clube são os primeiros seado desde logo na promessa de investi- no Campo de Ribes. Um upgrade que, para pub
Nélson Pereira, era o passo necessário para a ambicionada afirmação da AD Oliveirense. “Era o impulso que faltava para o clube crescer e começar a ser um pouco mais incómodo”, adverte, vaticinando proveitos para “um clube que está bem localizado em termos geográficos”. Numa rápida retrospetiva a algumas tendências do futebol português nas últimas temporadas constata-se um crescimento de modelos de negócios idênticos ao que está a ser praticado no emblema de Oliveira Santa Maria. A linha entre o êxito e o insucesso é muito ténue e gera ainda alguma desconfiança entre os adeptos mais céticos. No entanto, Nélson Pereira assume uma posição de confiança relativamente a esta novidade e projeta consequências muito positivas para o clube a que preside. “Queremos que a AD Oliveirense seja respeitada e acreditamos que a partir deste impulso será olhada de outra forma”. Ciente de que os adversários poderão, eventualmente, colocar o rótulo de candidato à subida face ao contexto atual do clube, o dirigente prefere, para já, refrear alguma euforia e orquestra apenas mais uma temporada tranquila. pub
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Emanuel Simões, treinador da AD Oliveirense
“Queremos ser parte importante deste projeto” Se o ano é de mudanças na AD Oliveirense, esta temporada também promete ser marcante para Emanuel Simões. Depois de dois anos sabáticos, na sequência da saída do Desportivo das Aves, o treinador está de regresso ao ativo. Os convites apareceram, mas só o repto lançado pela equipa de Oliveira Santa Maria teve o condão de despertar “o bichinho” do futebol. “É com muito gosto e dedicação que entrámos neste projeto. Depois de conhecer as pessoas, percebemos que era um trabalho aliciante e igualmente árduo e para o qual nós queremos ser parte importante”, reconheceu, com a esperança de conseguir estabelecer “uma grande parceria com a direção e a SAD”. No entanto, a missão que lhe foi confiada prevê-se exigente. “Será um ano em que tudo é novo. A equipa técnica é nova, o plantel foi construído praticamente do zero [ficaram apenas Paulinho e Fabinho], mas acredito
que vamos conseguir atingir os objetivos delineados a médio/longo prazo”, vaticina. A AD Oliveirense iniciou a temporada mais tarde por comparação com a grande maioria das equipas do mesmo escalão. A chegada dos jogadores aconteceu “a conta-gotas”, mas esta é uma situação que não tira o sono ao treinador. “Estamos satisfeitos com o plantel e com as condições oferecidas”, revela, mostrando-se grato “ao forte apoio de toda a estrutura”. A Série A do Campeonato de Portugal é apontada, de forma unânime, como o agrupamento mais forte da competição. Várias equipas apostaram declaradamente na subida de divisão e isso faz com que o campeonato seja aguardado com enorme expectativa. Não obstante esta previsão, a AD Oliveirense prefere manter-se à margem do rol de candidatos a uma ascensão aos campeonatos profissionais. “Não assumir uma candi-
datura foi uma das condições que impus quando decidi aceitar o desafio”, reitera o treinador, expondo o seu ponto de vista: “sabemos da série em que estamos inseridos e das dificuldades que teremos. Por isso, seria um erro crasso assumir esse discurso, até porque muitas foram as equipas que fizeram investimentos elevados e que farão com que o nível da competição seja alto”. Prudência é, desse modo, palavra de ordem no seio dos responsáveis do emblema famalicense. Até porque o formato idealizado para esta temporada reserva maiores dificuldades. “Descer seis equipas parece-me demasiado cruel”, afirma Emanuel Simões, para quem este não é o figurino mais justo. No entanto, o treinador considera que estes são passos dados pela Federação Portuguesa de Futebol no sentido de “voltar à fórmula antiga, em que existem apenas três séries (Norte, Centro e Sul)”. pub
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ESPECIAL
ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA OLIVEIRENSE
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