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Vila de Joane e Ribeirão Categoria aprovada pela Assembleia da República a 3 de julho de 1986

RIBEIRÃO

JOANE

Joane e Ribeirão são vilas há 29 anos

À semelhança de anos anteriores, este Especial é dedicado ao 29º aniversário de elevação de Joane e Ribeirão a vilas. Segundos os Censos 2011, ambas as freguesias têm crescido em termos de população; mas também em investimento. Para começar, são antigas as referências à vila de Joane, remontando as primeiras ao período antes da formação da nacionalidade, nomeadamente ao ano de 1065. De proveniência latina, o topónimo Joannem está associado, e historicamente relacionado, a um primitivo proprietário da “vila” (grande unidade agrária) do mesmo nome, existindo ainda a casa-sede bem como a aldeia de Joane. Joane indicará, por isso, uma antiga unidade agrária dimensionada pelos romanos, atribuindo-se a estes a organização da primitiva agricultura da Península Ibérica.

dústrias de Lousado e Trofa que Ribeirão se desenvolveu de forma acentuada a partir da década de 60, com uma população que aliava à pequena agricultura de minifúndio o trabalho nas empresas. A vila de Ribeirão é cortada a meio pelo Rio Veirão, também conhecido por Ribeiro de Beleco, que nasce nas Pedras Negras em Vilarinho das Cambas e desagua no Ave. Justamente, esta divisão territorial perdura na memória dos tempos através das expressões “Aquém Rio” e “Além Rio”. Perdem-se no tempo as referências a esta terra de Ribeirão. O primeiro documento em que aparece registada uma referência data de 1097. É citada como Sancti Mammetis de RiRibeirão bolo Arian, conforme testemunha Avelino de Com Fradelos e Vilarinho das Cambas Jesus Costa, sendo, na opinião deste sacermanteve Ribeirão no passado importantes la- dote historiador, o ribeiro de Beleco “ribeiro ços de ruralidade, mas foi na sua ligação às in- Arian”, que deu o nome a Ribeirão.

Distando 11 quilómetros da sede do concelho, Joane é, hoje, um importante ponto de passagem de tráfego rodoviário. Das atividades económicas desenvolvidas, a indústria é, sem dúvida, a dominante, seguindo-se o setor dos serviços que se tem implantado e desenvolvido. Na vila há uma feira semanal que se realiza, há muitos anos, aos sábados de manhã. Assim, Joane assume-se como um polo de desenvolvimento em plena expansão. Foi a 3 de julho de 1986 que a freguesia de Joane foi elevada à categoria de vila, afirmando-se como um dos centros mais desenvolvidos do concelho.

Ribeirão foi uma das freguesias iniciais da Terra ou Julgado de Vermoim. Segundo as Inquirições de 1220 havia nesta freguesia quinze casais reguengos que pagavam à Coroa a terça do pão, a quarta do vinho e direituras (imposto anual por uso de bens pertencentes ao rei). Falar da história recente de Ribeirão é relembrar o progresso que a partir das décadas de 60 e 70 se deu nesta freguesia que, de uma terra de agricultores e pequenos industriais de têxteis, confeções e metalurgia, se foi transformando num importante polo industrial atualmente em visível expansão. Foi este dinamismo das suas gentes que impulsionou o crescimento demográfico e económico e permitiu a criação de condições para a sua elevação à categoria de vila por lei aprovada na Assembleia da República em 3 de julho de 1986. pub


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pública: 25 de junho de 2015

especial

António Oliveira, presidente da Junta de Freguesia de Joane

“A Junta de Freguesia de Joane está sempre pronta para a ajudar” Eleito há cerca de dois anos como presidente da Junta de Joane, António Oliveira faz um balanço positivo do trabalho realizado pelo seu executivo, das obras até aos apoios sociais. Porém, o autarca assume que em Joane há sempre mais a fazer e espera a atenção da Câmara na concretização de projetos há muito aguardados pela vila, nomeadamente a requalificação do Largo 3 de Julho, a ampliação do Parque da Ribeira e a construção de uma sede de Junta de Freguesia de raiz.

conseguimos fazer várias intervenções, como a pavimentação da Travessa do Souto, a pavimentação de parte da Rua Barão de Joane, demolição e reconstrução do muro na Avenida Cristo Rei, pavimentação e obras no cemitério na parte nova; construção da rotunda no Cruzamento da Avenida Padre Benjamim Salgado com a Rua da Devesa, Rua Divino Salvador e Rua 1º Maio. Destaque ainda para o arranjo e pavimentação do antigo fontenário da Labruge, pavimentação de parte da Rua Almas de Matos, pavimentação da Rua Lateral à Rua de Cima de Pele, pavimentação da parte Rua Monte Cortinhas, pavimentação do aparcamento na Avenida Cristo Rei e construção de jazigos no cemitério paroquial. Este ano concretizámos também o aparcamento no corredor pedonal e a pavimentação da Rua das Flores e Travessa de Puços.

Sofia Abreu Silva Já passaram quase dois anos desde que assumiu os destinos freguesia de Joane. Qual o balanço? Embora quase não se tenha dado conta, já lá vão quase dois anos desde que eu e a minha equipa assumimos os destinos da vila. O balanço não pode deixar de ser positivo. É certo que não concretizámos tudo aquilo que pretendíamos, mas no ano que passou e ao nível das obras,

Além destas obras, das promessas que fez em campanha, quais as que já conseguiu cumprir? Propusemos a criação do Fundo de Emergência social e concretipub

zámos. Propusemos acabar com as estradas ainda em terra e, pouco a pouco, estamos a conseguir fazê-lo. Comprometemonos a fazer obras e, paulatinamente, estamos a concretizá-las. Comprometemo-nos a lançar iniciativas culturais e lúdicas para que os joanenses participassem e conseguimos fazê-lo no Joannem Auditorium com o lançamento de novas bandas e promessas joanenses. Temos ainda as festas da vila, com o Joane Fashion, ou com o mercado de Natal. Não nos contentamos pelo que já fizemos, porque temos ideias, vontade e capacidade de fazer ainda mais e vamos fazê-lo sem nunca comprometer a saúde financeira da freguesia e o futuro dos joanenses. No ano passado falávamos na questão do centro da vila, nomeadamente o espaço adjacente ao Largo 3 de Julho? Já foram dados passos para concretizar esse objetivo? Continuo a lutar e não o deixarei de fazer até à exaustão pela »»»»» pub


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especial »»»»» urgente requalificação do centro da vila, nomeadamente o espaço adjacente ao Largo 3 de Julho, de modo a aí criar um verdadeiro centro cívico de Joane. Já foram dados muitos passos no sentido de concretizar tal objetivo. Houve muitas reuniões com avanços e recuos, mas o certo é que o problema ainda não está resolvido. Da parte da Junta de Freguesia há uma enorme vontade e todo o empenho para que este problema tenha uma solução o mais rapidamente possível, pois queremos intervir naquele espaço. Fizemos questão de fazer notar à Câmara Municipal o quanto representa para a vila e para os joanenses a intervenção naquele espaço e creio que a Câmara tudo fará para que em breve se concretize aquilo que pretendemos. Também a vertente social tem merecido a atenção da Junta… Num período de crise e carências, não podíamos virar as costas às necessidade dos joanenses, e o apoio social pode verificar-se de várias formas, desde logo, e por excelência, pelo Fundo de Emergência Social, que visa auxiliar as famílias carenciadas na obtenção de vários apoios, desde o auxílio para o pagamento de eletricidade ou outras despesas, até ao apoio na compra de medicamentos, desde que se verifique uma situação plenamente justificada de carência. Temos ainda em

funcionamento um gabinete de psicologia inteiramente gratuito, isto para além dos nossos serviços administrativos prestarem um serviço social de relevo no encaminhamento e tratamento de todo o tipo de documentação dirigida aos mais diversos serviços públicos, nomeadamente junto da Segurança Social e outros serviços. As Juntas são a primeira porta a quem os cidadãos batem quando têm dificuldades e a Junta de Freguesia de Joane está sempre pronta para ajudar a população na medida das suas possibilidades. Quais as intervenções previstas para os próximos tempos? Temos para breve a pavimentação das ruas laterais do Parque de Laborins e parte do seu interior, a construção da rotunda junto do edifício da Junta de Freguesia, a construção de passeio junto ao Campo de Barreiros, a pavimentação de artérias ou parte que se encontram ainda em terra como a Travessa da Senra, Rua do Areeiro, Travessa da Hora, Travessa de Cimo de Pele e Travessa de Santo André, entre outras. Pretendemos alargar e pavimentar a denominada Travessa da Devesa que liga o Centro Escolar à Rua de Vila Boa, assim como, e se tal for possível, fazer a ligação entre o Largo 3 de Julho e a Rua da Ribeira. Pretendemos ainda dotar o Parque da Ribeira de mais e melhores equipamentos e aí construir umas instalações sanitárias,

além de executar várias pequenas obras um pouco por toda a vila. A nível da cultura e recreio, pretendemos lançar iniciativas setoriais que visem a promoção de vários sectores de actividade. Joane é uma boa vila para se viver? Para mim e creio que para todos os joanenses, Joane é a melhor terra que existe para se viver, desde logo pelos seus habitantes, gente dinâmica, trabalhadora, exigente, mas que procura sempre o melhor para as suas famílias e para a sua vila. Quem vive em Joane sente-se como pertencente a uma terra com uma dinâmica própria, uma terra única e ímpar. Reitero que Joane está perto de tudo, situa-se num eixo muito próximo de Famalicão, Guimarães, Braga e Vizela, tendo no geral boas acessibilidades, externas faltando só a concretização e uma alternativa a EN 206, para que o trânsito flua melhor. Temos excelentes infraestruturas, lembrando aqui que temos ofertas sociais, desde tenra idade até à terceira idade, e excelentes escolas. Temos espaços verdes, de que o parque da Ribeira é o seu expoente máximo, e temos uma dinâmica associativa ímpar no concelho com associações que cobrem quase todas as atividades, desde a cultura ao deporto, música, dança entre outras. Em suma e usando aqui um slogan que não é nosso: é bom viver em Joane.

Qual o apoio que a freguesia recebe da Câmara? Digo muitas vezes e volto a repetir que os joanenses são orgulhosamente também famalicenses. A Junta de Freguesia, tal como todas as outras juntas, recebe a chamada verba livre que é calculada em função da população e do território, e celebrou dois acordos de execução, que são públicos, com a Câmara Municipal, para a limpeza de bermas, para a utilização de vários espaços públicos e para a emissão de certidões de toponímia e correspondência toponímica. Para além disso, a Câmara, sempre que temos solicitado e na medida da sua disponibilidade, tem colaborado com a Junta a nível logístico. Temos mantido sãs relações com a Câmara Municipal, com o presidente e vereadores. Quanto a protocolos e apoios para obras, efetivamente nada tem sido concretizado. Tenho estado atento ao que se tem passado com as outras freguesias, nomeadamente através do acompanhamento que faço da agenda das reuniões de Câmara e espero que em breve a nossa vila seja contemplada com o mesmo tratamento, porque Joane necessita de obras que carecem do apoio financeiro da Câmara ou de execução direta desta. Espero que o Sr. Presidente da Câmara, no aniversário da vila, possa trazer novidades para os joanenses, nomeadamente quanto à requa-

lificação do Largo 3 de Julho (antiga feira), na ampliação do parque da Ribeira, e na construção de uma sede de Junta de Freguesia de raiz, assim como para a pavimentação ou repavimentação de vias, nomeadamente municipais, projectos que terão de contar necessariamente com o apoio financeiro e logístico da Câmara. Quais os projetos que gostaria de ver na sua freguesia a longo prazo? Se me fala do longo prazo, não posso deixar de reivindicar a construção de um pavilhão gimnodesportivo de raiz de que a nossa população muito carece, e a construção de uma via circular externa que permita um descongestionamento efectivo do trânsito da EN 206, além da criação e dotação de um espaço para a criação de um parque industrial, que permita que ainda mais empresas se fixem na nossa freguesia. Que mensagem gostava de deixar às pessoas de Joane? Neste tempo de dificuldades, os joanenses têm de acreditar em si próprios e nas suas capacidades de trabalho e criação, e sabem sempre que podem contar comigo e com a Junta de Freguesia para os ajudar em tudo no que necessitarem e sobretudo para trabalhar, incansavelmente, para lhes proporcionar mais e melhores condições de vida. pub


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pública: 25 de junho de 2015

especial

Adelino Oliveira, presidente da Junta de Ribeirão

Ribeirão nunca para! Apesar de gerir um orçamento limitado, Ribeirão tem sempre iniciativas a decorrer ou projetos em vias de serem executados. Esta é garantia deixada por Adelino Oliveira, autarca da freguesia que assinala 29 anos como vila. Da educação à rede viária, os objetivos a concretizar são múltiplos. Entre eles está o Espaço Cidadão, que em breve estará disponível. Sofia Abreu Silva Está a meio do segundo mandato na presidência da Junta. Qual o balanço do trabalho do seu executivo? O balanço que fazemos destes seis anos à frente dos destinos de Ribeirão, é, no nosso ponto de vista, muito positivo. Ao longo deste tempo, temos direcionado todo o nosso trabalho em prol dos ribeirenses, e todas as nossas preocupações se baseiam na possível resolução dos seus problemas e em lhes proporcionar uma melhor qualidade de vida. Somos uma equipa que está diariamente próxima da população, que tenta, sempre que possível, responder aos seus anseios, às suas necessidades. Ribeirão é uma vila há já 29 anos e, como tal, tem de ser orientada e gerida de uma forma coesa, dinâmica, evoluindo suspub

tentadamente através de reformas que se vão fazendo a contento de todos, fruto de uma gestão rigorosa, e de uma intervenção e reivindicação contínua, junto da Câmara Municipal, no sentido de ter sempre mais e melhor para todos os nossos habitantes.

ruas ou partes de rua que, no momento, mais estejam a necessitar, quer pelo estado de conservação do piso, mas também porque se aproveita e faz-se a ligação da água e saneamento, resolvendo assim vários problemas de uma só vez.

Das promessas que fez em campanha, quais as que já cumpriu? A principal promessa feita por este executivo aos eleitores era servir todos os ribeirenses, melhorando as suas condições de vida. Assim, através de uma política baseada na proximidade com as pessoas que cá vivem, andamos pela freguesia, interagimos com a população, conversamos com todos, ouvimos os seus problemas e, em conjunto, tentamos resolve-los. Além disso, na Junta de Freguesia tenho um horário próprio em que estou totalmente disponível a quem quiser apresentar qualquer problema ou sugestão. Com esta forma de estar na freguesia, e pelo facto de a conhecer quase a ‘palmo’, fácil se torna saber o que é prioritário para Ribeirão, por exemplo, melhores estradas e cobertura da rede de abastecimento de água e saneamento, embora nós tenhamos já uma extensão considerável. Temos continuamente feito intervenções de requalificação em

E no campo da educação e associativismo? Na educação, que julgamos ser a base de uma sociedade desenvolvida e preparada para o futuro, face às dificuldades diárias que vão surgindo e que, devido à distância a que os órgãos centrais governamentais se encontram, dificilmente são resolvidos atempadamente, procuramos, dentro das nossas limitações, sempre ajudar. Já no campo do associativismo, temos, felizmente, em Ribeirão, um tecido associativo de grande dimensão e de significativa intervenção cívica. Esta Junta tem consciência da importância das associações na vida dos ribeirenses e, por isso, lhes tem dado todo o apoio possível, alguns através da cedência de espaços para as suas sedes, noutros casos, auxiliando nas suas atividades, de modo a que, pelo que fazem, continuem a elevar o nome de Ribeirão a muitos pontos do país e até além-fronteiras. »»»»» pub


especial

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»»»»» Que ações de relevo estão a ser realizadas? Ribeirão nunca para! Umas vezes com a ajuda da Câmara Municipal, outras vezes resultado da rigorosa gestão das nossas parcas verbas, requalificamos e pavimentamos várias ruas, fizemos inúmeras pequenas intervenções, resolvemos muitos problemas ao nível de alargamento da rede distribuição de água e saneamento, como é o caso da Av. Aldeia Nova, Rua Miguel Azevedo Carneiro e Silva, Rua Nova de Regadas, Rua 25 de Abril, entre outras. A solução para a EN14 apresentada recentemente deixa-o satisfeito? Vemos com grande satisfação o projeto “Eixo Rodoviário da Variante à EN14” que foi apresentado como solução para a EN14. Sabemos que a existência de boas acessibilidades é condição sine qua non para o bom e eficaz desenvolvimento de uma localidade. Estamos continuamente a debatermo-nos pela necessidade de uma alternativa àquela via, que, estamos certos, a realizar-se, irá tornar Ribeirão ainda mais apelativo para os já nossos e novos investidores, criando emprego e promovendo mais oportunidades aos ribeirenses. Nesta fase, a Junta não poderá adiantar muito sobre a evolução deste projeto, sabemos, porém, que o assunto não está parado, tem sido realizadas reuniões entre os técnicos das Estradas de Portugal e da Câmara Municipal, e nós vamos aguardando as notícias Quais as próximas intervenções previstas para o futuro? Ribeirão é uma vila empreendedora, ativa, que sabe o que quer e o que necessita e que, por isso, se recusa a cruzar os braços face às dificuldades que diariamente enfrenta. Assim, a requalificação das Ruas Camilo Castelo Branco e Dr. José Leite dos Santos já foram a concurso e vão iniciar brevemente, bem como a Rua Manuel Alves Moreira, Rua Escolas da Portela e parte da Rua Canos da Rua. Ao nível das acessibilidades, temos objetivos definidos para a concretização de melhoria de vias que criem condições mais atrativas para viver e investir em Ribeirão, nomeadamente a curto prazo irão ser realizadas obras de requalificação da Avenida Rio Veirão e o alargamento e pavimentação da Rua do Xisto, desde o túnel até ao Parque Desportivo Municipal de Belêco. Estamos também a trabalhar na Junta de Freguesia para a instalação do Espaço Cidadão em Ribeirão, que esperamos que esteja rapidamente disponível a todos os que necessitem desse serviço. A nível social, quais as vossas preocupações? A nível social, a nossa intervenção vai além das campanhas nacionais e regionais, sempre pertinentes, de angariação de géneros alimentícios com posterior distribuição pelos mais necessitados. São nas nossas instalações que todos os ribeirenses acorrem para serem atendidos pelas assistentes sociais da ação social, recorrem também muito ao nosso próprio atendimento, no sentido de obterem solução para problemas relacionados com habitação, familiares, entre outros. Ainda ajudamos no encaminhamento ou tratando diretamente na Câmara para que todos os cidadãos tenham uma vida mais favorecida. Como carateriza a sua freguesia. É uma boa vila para viver? É bom viver em Ribeirão porque é uma localidade aprazível, hospitaleira e viva. Ribeirão é uma vila em expansão, que vale a pena visitar, os ribeirenses são pessoas

acolhedoras, de um valor incalculável, assaz interventivos e cooperantes. Em termos de locais de interesse, os leitores que queiram cá deslocar-se podem visitar o santuário do Senhor dos Perdões e até passar aí a tarde no recinto, ou o souto de Santa Ana no centro da vila, caminhar nos montes de Aldeia Nova e Alto da Cerejeira onde podem avistar o mar em dias de céu limpo, caminhar na margem direita do rio Ave, visitar a nossa Igreja Paroquial e observar o belíssimo Retábulo do Altar, uma preciosidade de arte sacra moderna. Temos ainda as nossas zonas industriais e dá gosto vermos a área industrial de Sam, onde quase diariamente são instaladas novas empresas. Estamos certos que esse facto é resultado das condições que Ribeirão vai conseguindo oferecer a quem quer trabalhar e criar riqueza na nossa terra. Qual o apoio que a autarquia recebe da Câmara Municipal? Estamos conscientes dos desafios que temos pela frente face a uma conjuntura económica nada favorável, com cortes reais e significativos no nosso orçamento. Simultaneamente, com a lei dos compromissos que restringe bastante a nossa ação e as transferências de competências, as responsabilidades vão aumentando cada vez mais… porém, não abdicamos daquilo a que nos propusemos, somos persistentes, para bem de Ribeirão e dos ribeirenses. Sabemos que, sozinhos, pouco conseguimos, por isso, constantemente apresentamos à Câmara, na pessoa do seu presidente, Paulo Cunha, e todo o executivo que o acompanha, as nossas preocupações e apelos, que tem tido sempre o melhor acolhimento. Estamos a trabalhar em conjunto para concretizar algumas obras necessárias para Ribeirão. pub

Quais os projetos que gostaria de ver concretizados na sua freguesia a médio prazo? Para já além da já referida construção da variante à EN, gostaria de ver requalificada a Sede da Junta de Freguesia, a fim de dotar Ribeirão com um equipamento capaz de satisfazer as necessidades das associações, instituições e população da vila, bem como a requalificação da zona ribeirinha envolvente ao Rio Veirão, entre a ponte na Avenida 3 de Julho e a ponte de Beleco, com a criação de um parque de merendas junto ao Rio. Que mensagem gostava de deixar nesta ocasião em que Ribeirão celebra 29 anos como vila… Candidatei-me à Junta de Freguesia de Ribeirão movido essencialmente pelo amor incondicional que tenho à minha terra, que é Ribeirão e, consequentemente, aos ribeirenses. Neste princípio, surge naturalmente a vontade de colaborar com aqueles de quem gostamos, num espírito de serviço e de bem-fazer, melhorando as condições de vida dos ribeirenses, lutando incessantemente pelo progresso. Gostaria ainda de fazer um apelo aos nossos governantes, a todas as entidades com influência nas decisões, para que não deixem parar o projeto da Variante à EN14 que foi recentemente apresentado na Continental Mabor. Sabemos que a altura em termos económicos e financeiros é difícil, mas é em momentos como estes que temos de saber fazer as escolhas certas e estas devem ser feitas tendo em conta o bem-estar dos cidadãos e o crescimento de riqueza nacional. A Junta de Freguesia existe para acolher e servir todos os ribeirenses e só descansaremos quando todos os ribeirenses tiverem iguais condições de habitabilidade.


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