Skip to main content

Oe1189

Page 1

É importante pensar sobre várias questões

Comprar Carro com cabeça

Depois de comprar casa, comprar um carro é o investimento mais caro que irá fazer ao longo da sua vida, pelo menos uma vez. Em primeiro lugar, deve pensar na compra do automóvel como um investimento. Um carro é considerado por muitos como um bem indispensável, uma vez que permite a mobilidade no trabalho e nas deslocações da família bem como nos momentos de lazer. No entanto, implica um investimento financeiro que pode ter proporções consideráveis no seu rendimento. Por isso, antes de comprar carro, tem de pensar bem sobre algumas questões: preço da viatura, número de passageiros que permite transportar; consumo médio por cada cem quilómetros; encargos mensais com a prestação do carro e combustível; número de quilómetros que fazemos todos os meses; e despesas com seguro automóvel, revisões, inspeções, entre outros. Entre gasolina e diesel, terá de pensar no número de anos que vai ter o carro e dos quilómetros que irá fazer todos os meses. Se necessitar bastante do carro e precisar de fazer muitos quilómetros, então um carro a diesel é a melhor opção. Caso contrário escolha um carro a gasolina. Além disso, também é importante o tamanho do carro. Um carro mais pequeno é mais fácil de estacionar e gasta menos combustível, paga menos Imposto sobre Veículo (ISV) e o preço das portagens é mais baixo. Normalmente o seguro também é mais barato e a manutenção é mais económica. Na situação atual de mercados, são muitas as marcas de automóveis que apresentam promoções bastante atrativas. Contudo, deve-se ter em atenção todos os detalhes do contrato e da oferta. Aproveite também para recorrer aos descontos adicionais de entrega do carro velho na compra de um novo para ter direito a um desconto grande. Assim, poderá poupar dinheiro ao dar o seu antigo carro. Seguindo a visão de investimento de longo prazo, você deve informar-se sobre o custo e período de manutenção do automóvel. Segundo muitas marcas, é necessário uma visita à oficina a cada 15.000 km ou uma vez por ano, o que acontecer primeiro. Se a marca também oferece anos de garantia adicionais, será obrigado a ir sempre à oficina oficial da marca. Também é preciso ter em consideração que marcas de luxo cobram mais dinheiro pela mão-de-obra e outros serviços. Para terminar, é importante que escolha um carro que você goste e que sirva para o seu dia a dia. Mas tenha sempre em mente que é importante tomar uma boa decisão, pois se precisar de vender o carro daqui a 2 ou 4 anos, terá que escolher um modelo que seja fácil de vender.

Seguro Automóvel Para carros com menos de cinco anos é recomendável optar por um seguro contra todos os riscos. Se acontecer qualquer coisa com o seu carro, terá logo direito a arranjo suportado pela seguradora. Caso o carro tenha mais que cinco anos, poderá não compensar, pois a indemnização paga pela companhia de seguros é baseada em tabelas de valor atual, e você irá pagar muito mais do que vale o seu carro. pub


18

pública: 19 de fevereiro de 2015

especial

Carro usado:

Venda de automóveis cresce 30% em janeiro

cuidados na compra Os veículos em segunda mão podem ser uma boa aposta para quem quer comprar carro mas não quer ou não tem disponibilidade financeira para fazer um investimento muito elevado na compra de um automóvel. Contudo, há alguns cuidados que deve ter na compra de um carro usado.

Faça uma pesquisa Pesquise bem o carro que melhor se adequa às suas necessidades. Visite vários ‘stands’ e peça informações sobre as características do automóvel e qual o método de pagamento. Pode também recorrer a vários sites de venda de automóveis, bem como a revistas da especialidade. Tente também encontrar informações sobre quais os melhores modelos e os que causam menos problemas a médio prazo. Tal como qualquer compra, por vezes os consumidores são levados pelo lado emocional esquecendo o lado mais racional. Se tiver dúvidas peça uns dias para pensar. Não tome esta decisão impulsivamente.

pneus, as luzes, a pintura e a abertura de portas e capô. No interior do automóvel, verifique se os estofos se encontram em bom estado, se os bancos e os cintos funcionam e se não há estragos em botões, espelhos, fechadura e chave de ignição. Experimente ligar o motor para verificar se existe indicação de algum tipo de avaria ou revisão no painel. Se conseguir, veja também o nível de óleo e a validade da bateria. Peça para fazer o ‘test-drive’ e verifique o funcionamento dos travões, o alinhamento da direção e se a transmissão e a caixa de velocidades não fazem barulho ou emperram. A Deco providencia uma ‘checklist’ que pode utilizar nestas situações.

Peça ajuda na inspeção do carro Se já escolheu o carro e só lhe falta fazer o ‘test-drive’ leve alguém consigo que perceba de mecânica. Desta forma terá acesso a uma inspeção feita por alguém de confiança e se existir algum problema com o carro saberá logo.

Faça contas Se quer saber também quanto irá pagar pelo seguro poderá aproveitar e fazer várias simulações online. Assim poderá ficar a saber quanto irá pagar pelo seguro que terá que fazer obrigatoriamente para o seu automóvel. Procure também saber quanto é que terá de pagar pelo Imposto Único de Circulação (IUC). Verifique a documentação do carro Antes de dar qualquer tipo de sinalização verifique se o automóvel tem todos os documentos em ordem, como o registo de propriedade ou o livrete. A ACP recomenda especial cuidado na verificação do nome do

Pontos-chave a verificar Se não pode recorrer nem a amigos ou a oficinas para fazerem uma inspeção ao carro faça-a você mesmo. Comece por verificar se existe ferrugem na carroçaria, amolgadelas ou mossas. Confirme também o estado dos

vendedor e se este é o mesmo que está nos documentos da viatura ou se existe uma declaração de venda assinada pelo proprietário. Confirme também se o número do chassis e do motor é igual ao que consta no documento e se existe uma reserva no registo de propriedade a favor da entidade de crédito, uma vez que para a remover poderá ter um custo adicional, alerta também a ACP. Convém que também tenha acesso ao livro de revisões, aos códigos de segurança e anti-roubo, ao livro de instruções do carro, ao certificado de inspeção e ao comprovativo do pagamento do imposto do selo. Confirme a garantia do automóvel Se está a pensar em comprar o automóvel a um particular fique a saber que não existe obrigatoriedade da garantia. No entanto, o carro poderá ter a garantia do fabricante e, neste caso, há que confirmar se esta se encontra válida. Se adquirir o automóvel num ‘stand’ de usados terá direito a uma garantia de dois anos (ou no mínimo de um ano, caso haja acordo entre o comprador e o vendedor). Peça sempre por escrito os termos da garantia, como o prazo e as coberturas compreendidas bem como, as obrigações do comprador.

O mercado automóvel continua a rota de crescimento que iniciou há um ano e meio. No passado mês de janeiro, foram vendidos 14.182 automóveis, mais 29,9% do que no mesmo mês de 2014. O mês passado foi assim o vigésimo consecutivo em que o sector conseguiu uma subida e foi também o melhor Janeiro desde 2011, quando foram vendidos cerca de 16 mil automóveis. Nos carros ligeiros, que são o segmento mais importante do mercado, as vendas subiram 30,4%, para 13.789 unidades, segundo os números divulgados nesta terçafeira pela Associação de Comércio Automóvel de Portugal (ACAP). Apesar do crescimento agora registado face a 2014, o mercado apresenta ainda um valor abaixo da média dos últimos 15 anos”, observa a ACAP, indicando que o valor médio para vendas em Janeiro desde 2000 é de 18.541 unidades. O sector ressentiu-se com a crise financeira iniciada em 2008 e as vendas acabaram por afundar em 2012, tendo começado em meados de 2013 a recuperar. Algumas marcas já admitiram que o volume de vendas poderá não regressar aos níveis pré-crise. O envelhecimento do parque automóvel, bem como uma recuperação nos níveis de confiança dos consumidores, tem sido apontado pelo sector como fatores que poderão contribuir para um desempenho positivo ao longo deste ano.

Fonte: Deco pub


Qual o melhor crédito para o seu automóvel?

A compra de um automóvel novo para si e para a sua família é um passo enorme na sua vida financeira. Escolher a marca, o modelo e as demais especificações do automóvel são só as primeiras etapas. Selecionado o automóvel que se ajusta ao seu perfil de consumidor, o pagamento assume o papel central. Pagar um carro a pronto não é certamente tarefa fácil para muitas famílias, por isso é essencial conhecer os tipos de financiamento que existem para que a compra do seu carro não ofereça surpresas na altura de escolher financiamento.

especial

pública: 19 de fevereiro de 2015 19

Vem aí a carta de condução por pontos Governo vai avançar com a introdução da carta de condução por pontos, sistema que substituirá o atual regime das multas e da cassação do título. O secretário de Estado da Administração Interna, João Almeida, anunciou, recentemente, no parlamento, que a proposta de lei para a criação da carta de condução por pontos deve dar entrada na Assembleia da República até ao final de Março. Numa resposta enviada à agência Lusa, o Ministério da Administração Interna escusou-se a avançar pormenores sobre o funcionamento, referindo que reserva os detalhes para o momento de apresentação da proposta de lei. Adianta, no entanto, que a decisão de alterar o atual regime resulta de uma avaliação realizada no âmbito da Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária e de

uma análise comparativa com outros países. A Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária 20082015, que estabelece várias medidas para reduzir o número de mortos nas estradas portuguesas, defende a introdução da carta por pontos, sistema que implica que, a cada infração, sejam descontados pontos na carta do condutor, que, uma vez acumulados, podem resultar na inibição ou mesmo na cassação do título. A criação da carta por pontos é justificada pela Estratégia com o aumento do "grau de perceção e de responsabilização dos condutores, face aos seus comportamentos, adotando-se um sistema sancionatório sobre infrações, fácil de entender". Em Espanha, automobilistas contam com o sistema da carta de condução por pontos desde 2007. pub

Crédito automóvel O crédito automóvel “normal” é também conhecido por crédito com reserva de propriedade. Em termos de especificações, funciona exatamente como um crédito pessoal, ficando o bem como propriedade do mutuário desde o início do empréstimo. Tal como nos créditos pessoais, as taxas de juro podem estar fixas durante o período do contrato ou variarem com um indexante (Euribor). Aqui as armas de quem pede emprestado serão a relação com o banco e o montante inicial (quanto maior melhores as condições) que possibilitam aos banco fazer uma avaliação do risco do cliente. Se vai contrair um crédito para comprar automóvel saiba que o Banco de Portugal fixa taxas máximas para os diferentes tipos de crédito aos consumidores. O crédito automóvel implica a subscrição de um seguro de responsabilidade civil. ALD O ALD é um contrato de Aluguer de Longa Duração. Neste contrato, a sociedade locadora cede a utilização do automóvel ao locatário em troca de um pagamento mensal que é o aluguer. No ALD, o cliente só pode comprar a viatura mediante o pagamento do seu valor residual, ficando a propriedade do veículo na sociedade locadora até ao final do prazo do empréstimo. Em relação aos seguros é obrigatório o seguro contra danos próprios e não apenas o de responsabilidade civil, o que poderá ser um entrave na escolha do crédito. Durante o período do contrato de aluguer o titular do veículo é a sociedade locadora, passando a propriedade apenas para o cliente no final do contrato. Em relação às TAEG máximas, para carros novos é de 9 por cento e para os usados é de 10,4 por cento. Leasing A locação financeira (Leasing) é, também, uma modalidade de aluguer. Em termos práticos, o veículo pertence à empresa de leasing que cede a sua utilização ao cliente durante um período de tempo mediante o pagamento de uma renda consoante o acordado. Esse pagamento vai sendo deduzido ao valor total do financiamento até ao final do contrato, sendo que nessa altura o cliente tem duas opções, contrariamente ao ALD: ou devolve a viatura ou compra-a ao preço do valor residual. Tal como no ALD, é exigido o seguro contra danos próprios e não apenas o de responsabilidade civil. De três em três meses o Banco de Portugal publica as taxas de juro máximas para o crédito aos consumidores que vigoram no trimestre seguinte. Fonte: http://saldopositivo.cgd.pt/


20

pública: 19 de fevereiro de 2015

especial pub

Eco-condutor Conselhos práticos

A eco-condução é um conceito que promove e incentiva a adoção de práticas de condução seguras e respeitadoras do ambiente. A redução da sinistralidade, do consumo de combustível, das emissões de poluentes atmosféricos e de gases que provocam efeito de estufa, sobretudo dióxido de carbono, contribuem para a eficiência energética e para práticas de condução simples e de baixo custo. Se adotar hábitos de condução mais eficientes, ecológicos e seguros, tira maior partido das capacidades dos veículos, otimiza os consumos, reduz a poluição e o ruído e está a contribuir para a diminuição do número de acidentes rodoviários. Só assim consegue proteger o ambiente e poupar em combustível numa condução segura Mantenha o veículo bem afinado e verifique o nível do óleo regularmente (os veículos bem afinados funcionam de forma mais eficiente e ajudam a reduzir as emissões de CO2). Verifique a pressão dos pneus todos os meses (os pneus com pressão inferior à indicada contribuem para o aumento de consumo de combustível até 4%). Retire carga desnecessária do porta-bagagem e assentos traseiros (quanto mais pesado estiver o veículo, mais esforço tem o motor de fazer e mais combustível consome). Feche as janelas, especialmente a velocidades mais elevadas, e retire malas de tejadilho vazias (vai reduzir a resistência ao vento e o consumo de combustível e as emissões de CO2 podem baixar até 10%). Utilize o ar condicionado apenas quando necessário (a utilização desnecessária aumenta o consumo de combustível e as emissões de CO2 em até 5%). Comece a conduzir logo após ligar o motor e desligue-o quando estiver parado por mais de um minuto (os motores modernos estão desenhados para serem mais eficientes quando o veículo começa logo a nadar, reduzindo o consumo de combustível). Evite situações ao ralenti (um veículo gasta cerca de um litro de combustível por hora ao ralenti). Conduza a velocidades razoáveis (por exemplo, passar de 120 km/h para 100 km/h reduz o consumo em, pelo menos, 15%) e, acima de tudo, conduza suavemente (sempre que acelera ou trava subitamente, o motor gasta mais combustível e produz mais CO2). Acelere e desacelere suavemente. Ao acelerar, nos veículos de caixa manual, mude de mudança o mais cedo possível (as mudanças mais elevadas são mais económicas em termos de consumo de combustível). Conduza a baixas rotações. Tente antecipar o fluxo de trânsito (olhe para a frente, o mais longe possível, para evitar paragens e arranques desnecessários). Conduza por antecipação. 10. Nas descidas e travagens mantenha uma mudança engrenada (retire o pé do acelerador, mantendo o carro engatado) Considere a partilha de automóvel para trabalho ou lazer (vai ajudar a reduzir os congestionamentos de trânsito e o consumo de combustível). Saiba analisar os seus consumos.


Protegido por garantia

especial

Novos ou usados, os automóveis têm direito, por lei, a dois anos de garantia a partir da data de compra. Mas conte com algumas exceções: se um particular lhe vender o carro, não é obrigado a dar-lhe qualquer garantia. Por isso, se nada percebe de carros, peça a um mecânico da sua confiança para fazer uma verificação tão exaustiva quanto possível. Uma descoberta atempada pode evitar-lhe dores de cabeça. A obrigação da garantia só se aplica aos comerciantes, mas mesmo nestes casos existem algumas particularidades. Nos automóveis usados não têm de ser dados dois anos se comprador e vendedor acordarem outro prazo. Por norma, os standes de usados propõem apenas um ano, o período mínimo permitido, oferecendo como contrapartida um desconto no preço de venda. Atenção: com desconto ou não, garantias inferiores a um ano são inaceitáveis. Se lhe indicarem um período inferior, por exemplo, de seis meses, o acordo não é válido e vigorará uma garantia de um ano. Se durante o negócio nada for referido, aplicam-se dois anos. A partir do momento em que descobre um defeito, tem 60 dias para comunicá-lo ao vendedor se o carro ainda beneficiar do período de garantia. O vendedor tem até 30 dias para o re-

parar. Se este nada fizer, conte com dois anos após a data da comunicação para exigir que aquele cumpra o seu dever, através do tribunal ou de um julgado de paz. Não precisa de um documento específico para acionar a garantia. Basta apresentar o comprovativo da compra, como o recibo de pagamento ou o contrato de compra e venda. Se não for possível reparar o automóvel, pode optar pela sua substituição por outro com características semelhantes ou terminar o con-

trato, reavendo o montante pago. Uma quarta hipótese é pedir a redução do preço, mas, na maioria das situações, tal não faz sentido. Pode ainda exigir à empresa que lhe vendeu o carro uma indemnização pelos prejuízos causados, por exemplo, se, por causa de uma avaria, faltasse a uma reunião e, por isso, perdesse uma promoção. Outras despesas que tenha de suportar - com o reboque e as deslocações - também devem ser pagas pelo vendedor. pub

pública: 19 de fevereiro de 2015 21

Registo online a partir de 55 euros Para registar o carro, preencha o impresso de modelo único de registo automóvel (Documento Único Automóvel), disponível no sítio do Instituto dos Registos e Notariado, e entregue nos serviços da conservatória competente. Junte cópias do título de registo de propriedade e do livrete ou o certificado de matrícula (DUA), bem como uma cópia do contrato de compra e venda. Este serviço também funciona nas lojas do cidadão, com um custo de 65 euros. Os portadores do cartão de cidadão podem ainda recorrer ao sítio do Automóvel Online e ao Senha 001. O registo custa 55,30 se requerido até 60 dias a contar da data da venda do veículo. Ultrapassado o prazo legal, já terá de pagar 120,30 euros. Se não o fizer, o anterior proprietário pode mandar apreender o veículo por falta de regularização do registo de propriedade. O pedido de apreensão é feito no Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT), que comunica depois à PSP e GNR. Quando lhe entregarem o veículo, certifique-se de que recebe o título de registo de propriedade e o livrete ou o documento único automóvel. Só com estes documentos pode circular, realizar as inspeções periódicas e vender o carro. Se trocar um carro por outro, transfira o seguro. Caso venha a detetar problemas no veículo ainda dentro do prazo de garantia, dispõe de dois meses para pedir a reparação, substituição ou redução do preço ao vendedor. A partir daí, terá dois anos para fazer valer os seus direitos. Pode recorrer ao Centro de Arbitragem do Setor Automóvel e, em última instância, aos tribunais. O primeiro atua a nível nacional e não fixa um limite para o valor das queixas. Pelo processo de conciliação e arbitragem, paga 3 a 5% do valor da reclamação.

pub


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Oe1189 by Editave Multimédia - Issuu