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O papel dos idosos nas famílias

companheiros dos mais novos Avós:

No próximo dia 26 de julho assinala-se o Dia dos Avós. Este é um dia importante para ser celebrado, dado que os avós têm um papel cada vez mais importante na família. Na realidade, segundo um estudo publicado na Psychological Science, manter os avós presentes na criação das crianças contribui para a evolução da espécie. Os pesquisadores chegaram à conclusão de que a presença dos avós pode aumentar a qualidade de vida de uma família. Isso acontece, porque os avós investem tempo, dinheiro e dão apoio emocional aos mais novos. E os benefícios são mútuos. Ao conviverem com os mais jovens e se sentirem úteis de alguma forma, os idosos mantêm-se fisicamente ativos, melhoram a qualidade de vida e ficam mais atentos à saúde para acompanhar a criação dos seus netos. Hoje, o papel dos avós na família vai muito além dos mimos dados aos netos. Eles são muitas vezes o suporte afetivo e financeiro de pais e filhos. Por isso se diz que os avós são pais duas vezes. Qualquer mãe e pai deve in-

centivar o convívio entre os seus filhos e os seus pais, pois o contacto com diferentes gerações é muito positivo. Os avós transmitem conhecimentos e valores muito importantes para a criança: com eles os mais novos acabam por descobrir muitas coisas novas e, sobretudo, úteis para o futuro. Sendo uma referência no que respeita à sabedoria, segurança e serenidade, os avós, ao contrário dos pais, preferem aconselhar, ouvir e dar colo em vez de ralhar, julgar ou proibir. Porém, nunca os avós devem confundir o seu papel com o de pai ou mãe. Assim, cada um assume o seu contributo na educação de uma criança. A maioria dos avós tem uma certa tendência para criar uma relação algo permissiva com os seus netos. Porém, é fundamental que se estabeleçam limites e regras para que haja um equilíbrio entre o amor e o dever. Manter uma boa relação entre avós e netos contribuirá para um bom ambiente familiar e será sempre uma mais-valia para qualquer pessoa, em qualquer idade.

Alimentar A população idosa cresce de ano para ano em Portugal. Segundo as últimas estimativas, 400 mil idosos vivem sozinhos e 800 mil acompanhados de outros idosos. Os seniores têm geralmente várias doenças com as quais se preocupam no seu dia-a-dia e o próprio processo de envelhecimento causa alterações na constituição do corpo, no funcionamento dos órgãos, na absorção de nutrientes e na capacidade de se alimentar, podendo dificultar o processo de confeção e ingestão dos alimentos. Muitos deles vivem em casa sozinhos e não têm um acompanhamento persistente dos familiares, por isso desenvolvem carências nos cuidados diários e de saúde, podendo inclusivamente apresentar falta de vontade para realizar as tarefas normais e essenciais do dia-a-dia. A verdade é que, por circunstâncias várias – viuvez ou isolamento do local de residência, entre outros –, há seniores que vivem afastados da sociedade, tendo pouco contacto com o exterior, o que leva ao desânimo e até mesmo ao desenvolvimento de estados depressivos, que dificultam a manutenção de uma alimentação equilibrada e diversificada nas suas refeições diárias. Muitos dos idosos que vivem sozinhos não confecionam refeições completas, limitando-se à ingestão de sopa e de peças de fruta, conduzindo a um défice nutricional diário. Há outras situações que afetam uma alimentação adequada, nomeadamente a falta de dentes. Os dentes vão-se perdendo e nem sempre são substituídos por próteses. Mesmo quando isso acontece podem existir dificuldades na mastigação e consequente ingestão dos alimentos. Os idosos que estão em casa sozinhos ou sem uma presença, regular ou contínua, de algum familiar e/ ou cuidador, e que sofram de mobilidade reduzida, terão dificuldade em deslocar-se para adquirir os alimentos ou preparar as suas próprias refeições. Este fator pode potenciar um estado de malnutrição, que pode ser de-

Muitos apresentam

finida como o consumo insuficiente, excessivo ou desequilibrado de nutrientes. Cuidadores atentos No caso concreto dos idosos, o que se verifica com mais frequência é uma clara desigualdade entre as necessidades nutricionais e a ingestão alimentar que fazem. Pelo impacto que tem na saúde, esta é uma situação a que os familiares e outros cuidadores de pessoas idosas devem dar a máxima atenção, procurando acompanhar a alimentação que praticam e, se necessário, intervindo no sentido de promover hábitos mais saudáveis. O estado de malnutrição em que muitos idosos se encontram potencia o desenvolvimento de doenças e pode até agravá-las, pois faz com que o organismo diminua a sua capacidade de resposta, com implicações na própria independência do idoso e que muitas vezes o podem colocar em risco de vida. A alimentação deve fornecer os diversos nutrientes, mas quando isso não acontece é possível reforçar o seu aporte com a toma de suplementos nutricionais específicos. Porém, é fundamental aconselhar-se, nomeadamente com o seu farmacêutico, para prevenir eventuais interações com medicamentos e outros produtos de saúde e bem-estar que tenham influência na qualidade de vida do utente.

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Mais anos...

mais vida O desafio das sociedades modernas é atribuir às pessoas idosas o lugar a que têm direito. Hoje, o envelhecimento ativo consiste em aproveitar mais a vida à medida que se fica mais velho, quer seja no trabalho, em casa ou na comunidade. O fundamental é envelhecer com saúde e como membro da sociedade de pleno direito, sentindo-se preenchido na profissão, independente na vida quotidiana e envolvido como cidadão. Portanto, aqui ficam alguns conselhos um envelhecimento mais gratificante. No que respeita ao corpo, é essencial praticar uma alimentação saudável. É certo que as necessidades nutricionais mudam, pois um corpo que gasta menos energia também precisa de menos calorias. Mas isso não deve ser uma desculpa para descurar a alimentação. Frutas, vegetais e cereais são indispensáveis, devendo predominar nas refeições. Pelo contrário, as gorduras, o sal e o açúcar devem ser consumidos com muita moderação. pub

Aumentar a ingestão de líquidos é essencial, para prevenir o risco desidratação. Tanto mais que com o avançar da idade é possível que se vá perdendo a sensação de sede. E os líquidos também ajudam a diluir as substâncias químicas que circulam no sangue em consequência da toma de medicamentos. Devem ser feitas refeições leves, várias vezes ao dia, mas sem que haja grandes intervalos entre cada uma delas. Para a saúde do corpo contribui também a atividade física. O envelhecimento torna os movimentos e os reflexos mais lentos e o andar menos seguro, mas isso não significa que os dias tenham de ser passados em casa. A mobilidade pode não ser a de outros tempos, mas nada impede que se saia para um passeio e que se exercitem músculos e articulações. Andar ao ar livre fortalece o corpo: o coração fica mais resistente, a respiração

mais fácil, os ossos mais fortes e o peso mantém-se dentro dos limites saudáveis. Além de que se espairece a mente, dissipando as sombras do isolamento e de uma possível depressão. Proteja os ossos da osteoporose. Com o cálcio fornecido pelos alimentos (lacticínios e peixe, entre outros) e com exercício físico, para fortalecer músculos, articulações e ossos. Previna o risco de quedas, organizando a casa à prova de acidentes (sem tapetes e fios soltos e outros objetos no meio do caminho, com barras de apoio e luzes de presença, por exemplo), usando calçado antiderrapante e, se necessário, apoios à marcha (bengala). Treine a memória, falando com outras pessoas, lendo e fazendo exercícios como palavras cruzadas, evocando acontecimentos do passado. Evite o isolamento, mantendo bom relacionamento com familiares e amigos, saindo de casa, envolvendo-se na comunidade. Previna a doença, indo ao médico regularmente, fazendo os exames de rotina recomendados. Construa a autonomia, fazendo planos, organizando o dia-a-dia, ocupando os tempos livres.


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Centro de Esmeriz assegura ambiente familiar O Centro Social da Paróquia de Esmeriz, no âmbito das suas finalidades e objetivos, tem em funcionamento, desde fevereiro de 2001, duas respostas sociais de apoio à 3ª idade: Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário. Tratase de respostas sociais que têm por objetivo prestar apoio aos idosos e famílias da sua área de influência e outros idosos em situação de risco, contribuindo assim para a manutenção dos mesmos no seu meio sócio familiar, garantindo-lhes os serviços que satisfaçam as suas necessidades básicas. A capacidade da resposta para o Centro de Dia é para 22 idosos e Apoio Domiciliário também serve 22 pessoas. Porém, a procura por estes serviços tem aumentado, sobretudo no que respeita ao Apoio Domiciliário. Segundo Luísa Gabriela Matos, diretora técnica, as pessoas mais idosas sentemse bem nas suas casas e a “ideia de entrar para um Centro de Dia é sempre motivo de grande ansiedade e por isso adiam muito a saída das suas casas e essa é uma das razões para uma maior procura do apoio domiciliário”. Contudo, se a entrada no

Centro de Dia pode, para alguns, ser motivo de ansiedade, para outros é motivo de alegria, de uma vida social mais ativa, de melhores condições e maior acompanhamento pessoal e de grande carinho. “Todas as pessoas que entraram no nosso Centro de Dia, mesmo as mais céticas, ficavam convencidas de imediato e a sua frequência passava a ser totalmente voluntária e almejada”, acrescenta. Para além dos cuidados de apoio individuais (refeições, prestação de cuidados de higiene e de saúde à pessoa, tratamento de roupa e higiene habitacional), no Centro Social de Esmeriz são desenvolvidas atividades sócio recrea-

Uma residência é o objetivo do Centro Social de Joane

tivas, como passeios e convívios com outros grupos etários, organização da época balnear, comemoração de datas festivas como o dia da mãe e do pai, dia mundial do idoso, aulas de ginástica. Já no dia a dia, todos eles participam nos jogos e atividades de animação desenvolvidas na resposta. Luísa Gabriela Matos explica ao Opinião Especial que sempre que possível a família é chamada a participar na definição do plano de bem-estar e de cuidados do idoso. “É determinante que a família se envolva e responsabilize pelo seu familiar, conheça as suas fragilidades e adeque os seus cuidados quando este está em casa”. pub

O Centro Social da Paróquia de Joane abriu à comunidade a 1 de setembro de 1987, no sentido de apoiar as famílias e a comunidade. Além do apoio à infância, atualmente, a instituição joanense apresenta às famílias o Serviço de Apoio Domiciliário, que funciona para 54 seniores, 7 dias por semana. A instituição procura a máxima qualidade e adota uma pedagogia e atitude personalizadas, convencionando as suas relações na honestidade, lealdade, profissionalismo, solidariedade, comprometimento e respeito pelo outro, sustentada nos princípios da melhoria contínua. Atualmente, o Centro Social da Paróquia de Joane assegura diversos serviços: alimentação e distribuição de refeições; cuidados de higiene e conforto pessoal; tratamento de roupas; arrumação e pequenas limpezas no domicílio; limpezas gerais solicitadas com antecedência (extra mensalidade); ani-

mação e recreação; acompanhamento médico e de enfermagem em situações que se justifique devidamente avaliadas pelo técnico responsável; apoio psicológico; acompanhamento pessoal ao exterior; aquisição de géneros alimentícios e outros artigos; pequenas reparações no domicílio; contactos com o exterior, além das atividades sócio recreativas. A diretora técnica da instituição Natália Ribeiro diz que há muitos anos que o Apoio Domiciliário é uma resposta social muito procurada pelas famílias. Aliás, as famílias fazem parte do

cuidado integral dos seniores. “Quando existe retaguarda familiar é sempre, que possível, envolvida nos planos de desenvolvimento individual do utente”, refere. No que respeita ao futuro na vertente dos serviços para seniores, o Centro Social de Joane pretende a construção da estrutura residencial para seniores. Refira-se que o projeto está aprovado e aguarda apenas o apoio financeiro público para a construção e o estabelecimento de acordos do Ministério da Solidariedade e Segurança Social para o seu funcionamento. pub


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Centro Social Paroquial de Requião quer aumentar capacidade do lar

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O Centro Social Paroquial de Requião iniciou os serviços de apoio à terceira idade em novembro de 2012, mais precisamente há 9 meses, com as respostas sociais de Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI), Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) e Centro de Dia (CD). “Dispomos de instalações modernas e uma equipa de profissionais qualificados, permitindo aos nossos clientes disfrutar de uma vida em plenitude”, assegura a direção da instituição. Atualmente, o Centro Social Paroquial de Requião tem 17 camas ao nível da ERPI e estão todas ocupadas. Nesse sentido, está já em fase de aprovação, junto dos organismos tutelares, um projeto que permitirá à instituição aumentar a capacidade desta valência para 29 utentes. O SAD está aprovado para 30 utentes e existem ainda algumas vagas. Relativamente ao Centro de Dia, a direção refere que tem vindo também “a registar uma procura cada vez mais crescente”. “As dificuldades com que as famílias se deparam para poderem proporcionar o conforto, cuidados necessários e acompanhamento, que os seus familiares mais idosos merecem, têm feito com que a

procura destes serviços tenha aumentado”, apontam. No Centro Social Paroquial de Requião são diversas as atividades proporcionadas aos utentes das valências de terceira idade: animação sociocultural, pinturas, artes plásticas alusivas às épocas festivas, ginástica sénior, horticultura biológica, jardinagem, musicoterapia, entre outras. A par destas atividades, a instituição procura também que as famílias participem no bem-estar dos idosos, “proporcionando aos familiares dos nossos utentes as visitas que acharem necessárias”. “Temos, inclusive, famílias que participam nos cuidados alimentares dos seus familiares que residem connosco, sempre no enquadramento possível da gestão de atividades do Centro Social”, contam. “Estamos atentos e queremos proporcionar aos nossos utentes o envelhecimento ativo. Estão em curso alguns projetos que visam aumentar a qualidade de vida que os nossos utentes procuram, que muito em breve iremos anunciar”, afirma a direção do Centro Social Paroquial de Requião. pub


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