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Jornal Opinião Pública 3 de Fevereiro de 2010
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Jornal Opinião Pública 3 de Fevereiro de 2010
Habitação
O que fazer quando procura uma habitação
O sonho de uma casa!
− Verificar na Conservatória do Registo Predial se o vendedor é o verdadeiro proprietário, ou seja, se tem o imóvel registado em seu nome e se não existem hipotecas ou ónus a favor de terceiros (por exemplo: o imóvel ou fracção não deverá estar sujeito a qualquer usufruto ou penhora a favor de terceiros). − Verificar nas Finanças se o imóvel encontra-se devoluto, ou seja, livre de herdeiros com di-
Sofifiaa Abreu Silva É, seguramente, uma das decisões mais complicadas de toda a vida. Comprar casa. Não é fácil, mas são, de facto, muitos os portugueses que querem ter uma casa sua. Antes de começar a procura, não deve iludir-se, e deve ter claro quanto é que poderá pagar por ela. De acordo com especialistas, o valor mensal a pagar na compra de um imóvel não deve ser superior a 40% dos rendimentos líquidos mensais. Não se esqueça também de ter em conta o possível aumento dos juros, além, claro, das despesas inerentes, como condomínio, e outros impostos que terá de pagar, uma vez que será proprietário do imóvel. Se for comprar uma casa, lembre-se que esse será um espaço especial para si, para a família e também para os amigos. Uma das primeiras coisas a pensar é a tipologia da habitação, embora quando for visitar algumas habitações vai verificar que há muitas propostas. Há T2 enormes e outros minúsculos. Vale a pena uma visita para ver se gosta ou não gosta e estabelecer o que pretende. A localização é também essencial, porque caso escolha uma habitação junto ao seu local de emprego é natural que perca menos tempo e dinheiro em viagens, além, se for o caso, de poder almoçar em casa. No fim do mês
Cuidados a ter antes de assinar o contrato promessa de compra e venda reito de preferência ou inquilinos e se a contribuição autárquica está em dia (se não for novo). − Verificar na Câmara Municipal se já foram emitidas as Licenças de Construção e de Habitação. Caso se trate de aquisição de terreno para construção de habitação, se o mesmo se situa em zona autorizada para construções urbanas, ou seja, se foi emitido o Alvará de Loteamento.
Como procurar casa?
acabará por poupar alguns euros. As acessibilidades são também valorizadas, porque caso estas não existam, o mais provável é que, em breve, terá obras junto à porta ou que continue à espera, por muitos anos, por vias de comunicação em condições. Há ainda outras estruturas que podem influenciar a sua escolha, como é o caso de um hospital, farmácia, correio, um parque, ou outros. Não se esqueça também que uma boa localização permite que o seu prédio valorize
no futuro. Aliás, as boas zonas raramente desvalorizam. No que à casa diz respeito, veja bem a qualidade global de construção, isolamentos térmicos e acústicos, canalização (água e gás), pavimentos (mosaicos, pedra, alcatifa e madeiras), acabamentos interiores, aquecimento, segurança, elevadores, portas, janelas e garagens. No exterior, preste atenção ao estacionamento, tipo de materiais usados, arquitectura, estado de conservação e tempo de construção.
Nunca vimos tantas imobiliárias a surgir como nos últimos anos. E não é por acaso. Estes espaços especializados oferecem a quem pretende uma casa uma variedade de opções para que a sua selecção seja eficaz. Hoje, quase todas as pessoas trabalham com um profissional de mediação imobiliária. Porém, é importante verificar se a mediadora imobiliária que escolheu está legalizada no Instituto dos Mercados e Obras Públicas e Particulares e do Imobiliário (IMOPPI) e sobretudo se pertence à Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP). Além de uma imobiliária, pode consultar a internet ou falar directamente com o construtor ou proprietário, mas o melhor é procurar a ajuda de um profis-
sional. Apesar de a internet fornecer um acesso infindável de imóveis à venda, a maior parte dos negócios são feitos através de uma imobiliária. Procure, assim, as mediadoras imobiliárias mais credíveis e experientes no mercado.
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especial
Um novo conceito de cozinha Podemos encontrar para este ano 2010 uma reforçada tendência minimalista, que veio para ficar, tanto na arquitetura em geral, como na decoração de interiores e no design de mobiliário e em particular nas cozinhas, onde o preto e branco são predominantes e, são, sem dúvida, os grandes vencedores nas preferências dos designers da actualidade. Luís Santos, (sócio-gerente da HTH Cozinhas Dinamarquesas) informa ainda que, para além desta nova tendência, surgiu nos últimos tempos um outro novo conceito de decoração chamada de “Put Together” (colocar junto). Esta decoração respeita de igual modo a harmonia e o equilíbrio, mas o grande tema é a mistura, no qual o decorador pode trabalhar com uma mescla dos aspectos rústicos conjugados com os contemporâneos. Tudo isto sem defraudar a natural arquitectura de "open space" (espaço aberto) na qual a cozinha passa a ser o centro das nossas casas, de onde se funde o espaço para confeccionar alimentos com o do lazer, permitindo à dona de casa, feminino ou masculino, conviver e interagir com os seus convidados, enquanto prepara as refeições.
Decorar com inspiração No momento de decorar ou renovar o ambiente da sua casa. Pode parecer, mas não é uma tarefa fácil. Na verdade, a maior parte das pessoas compra o que gosta, sem se preocupar se lhe serve ou não. É importante termos em conta o uso que queremos dar ao que compramos. Por exemplo, um sofá em que é possível sentar-se nos braços é apropriado para alguém que goste de receber informalmente. Antes de começar e se não quer dissabores, opte apenas por um estilo e oriente a sua acção nesse sentido. É claro que os tempos são de contenção de custos, mas a solução não passa por ficar parado. A casa é mesmo o que de mais importante temos. Basta mudar a cor de paredes, as almofadas e as velas para ter um look fresco e renovado. No fundo, o essencial é perceber o que tem e seleccionar o que pode aproveitar ou renovar ou adaptar. Arte Deco Se deseja mobília neste estilo, saiba que deve optar por antiquários ou feiras de móveis, em detri-
mento de grandes superfícies de venda de mobiliário. Deve ainda optar por pintar a casa em tons sóbrios, como o castanho ou o bege e optar por introduzir apontamentos de cor através dos tradicionais quadros com formas femininas. Moderno Siga as linhas de pensamento de arquitectos como Frank Lloyd Wright ou da Escola Bauhaus. O período moderno exige linhas direitas e amplitude de espaço, pelo que não deve encher a sua casa com mobiliário. Aposte na entrada de luz. Pop Cores fortes, plástico, acrílico, elementos gráficos. Vale tudo para ser pop, desde que o estilo tenha as assinaturas de Andy Warhol, Roy Lichestein ou Verner Panton. Abuse das cores e de materiais inferiores como o plástico, assim como de posteres que recordem os anos 60, psicadélicos e coloridos ao máximo. pub
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Construção sustentável e de qualidade Os materiais desempenham um papel extremamente relevante na indústria da construção, não só para a estética das construções, como também para o seu desempenho estrutural, durabilidade e sustentabilidade. É nesse sentido que devemos dar o nosso contributo, não só colocando no mercado produtos inovadores e ecológicos, novas técnicas construtivas, assim como, solicitando apoio a técnicos qualificados em todos os nossos trabalhos, pois a indústria da construção consome quantidades de energia e materiais muito elevados. A procura de uma menor poluição provocada pelos nossos edifícios leva ao aparecimento de novas noções, novos desenvolvimentos nos métodos construtivos e de produção dos materiais, assim como no uso diário dos mesmos. É à preocupação constante com estes factores que podemos chamar de “arquitectura sustentável”. Impotentes perante o constante crescimento da construção, só nos resta uma solução: diminuir a poluição. A poluição pode ser reduzida, nas formas que concebemos, no tipo de materiais que usamos, assim como nos consumos energéticos necessários para o nosso estilo de vida e patamar de conforto. As soluções existem, sendo necessária a sua divulgação, desenvolvimento e aplicação. A dificuldade está em conseguir a aceitação destes conceitos essencialmente por parte dos intervenientes no negócio imobiliário. Uma construção sustentável é durável e ecológica. É durável se for capaz de desempenhar as funções para as quais foi concebida durante o período de vida previsto, sem que para tal sejam necessários custos de manutenção e reparações de imprevistos, reduzindo também as car-
gas ambientais. O estudo dos materiais e do aumento da sua vida útil contribuem directamente para a menor produção e depósito de resíduos. Trata-se por isso de uma vantagem ambiental. A constante procura e desenvolvimento de novos materiais e soluções leva ao surgimento de produtos inovadores, de onde se destacam alguns exemplos tais como: O “Pavigreen”, grelhas de enrelvamento que permitem o acesso automóvel a zonas ajardinadas, tão importantes e em falta nas cidades actuais; “O Flexim”, argamassa leve para telhados em telha cerâmica, feita à base de
óleo de linhaça, pronta a utilizar, que substitui o tradicional cimento evitando o seu processo produtivo em obra, poupando mão-de-obra, água, inertes e demais constituintes, garantindo uma maior longevidade da cobertura, pois é também impermeável, flexível e leve; O “Granulado de Borracha”, para concepção de betão leve, óptimo isolante térmico, acústico e anti-vibrático, produto derivado da reciclagem de pneus usados, solas de sapatos, juntamente com isolamento térmico (Poliuretano). As lãs minerais naturais, tais como a “lã de rocha”, produzida a partir da transformação de rocha natural (basalto e calcário) para isolamento térmico e acús-
tico. Constitui uma das melhores opções actuais para qualquer tipo de edifício, com a vantagem de ser incombustível (Função Corta-Fogo) e é quimicamente neutra sendo inofensiva para a saúde; As energias renováveis, através de painéis solares aqs e foto-voltaicos, os quais permitem o aquecimento das águas quentes sanitárias e produção de energia eléctrica, respectivamente. Lembre-se: “a qualidade fortalece a duração dos materiais e das construções, sendo assim um dos principais desafios da construção sustentável. Marco Faria, Arqt.º da e mpresa Fib rosom pub