Deus é Fiel.
Folha de São Miguel Sábado, 15 de dezembro de 2012
Ano II • Edição 0025
Preço R$ 1,50
Prefeito eleito divulga seu secretariado
Empresa que administra Pronto Atendimento Municipal é suspeita de desvio de dinheiro público da saúde
O prefeito eleito para gestão 2013-2016, José Kodawara (PTB), divulga oficialmente seu secretariado. A
partir de 1º de janeiro a sua equipe estará a disposição da população. Pág. 9
Augusto Camargo
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40 º Graus Agropecuária Boiadeiro Akutsu Presentes Akutsu Vestuário Atitude Baby Mania Bia Calçados Casa de Móveis São Miguel Casa de Pesca do Gordo CAVALHERIE TELECOM Comercial Almeida
Comercial Torrel D+Company Droga Lima Empório Seabra Empório VI Farmácia São José Farmácia União Hakim Presentes Lia Flor Loja Bom Jesus Loja Caramelo Loja Denise Loja Família Loja Marlene Loja São Miguel LT Motos Madersilva Marcelo Móveis Mercado Dia Mercantil Ribeiro
Michel Hakim Oticas Carol Pandy Calçados Pituka Kids Pop Star PPM Agrop. Pró Cindy Samtel celulares Silva Papel & Cia SM Silva Star Modas Supermercado Almeida Supermercado MH Supermercado Pereira Tá Barato Valdir Materiais p/ Construção Viva Morena Zoom Modas Plaza Center
Proerd forma 565 alunos na cidade
Conheça as candidatas a Rainha da Uva
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Edinho Ribeiro é o vencedor do 8º“Lollo Terra”
Curumim e Zizo recebem recursos
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Verdade ou mentira? Você está preparado para o fim do mundo? Pág. 6
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CIDADE
Sábado, 15 de dezembro de 2012
Pesquisa de são-miguelense terá destaque nacional A dissertação de mestrado do Sãomiguelense Luiz Carlos Pereira Júnior, matemático graduado pela Universidade Estadual Paulista - UNESP, mestre em Engenharia Civil, pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – INCT e membro do Grupo de Pesquisa Estratégica em Energia Solar, foi escolhida pelo Programa de Pós Graduação em Engenharia Civil da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, Campus de Florianópolis - SC, para concorrer ao Prêmio VALE-CAPES de Ciência e Sustentabilidade. “O Prêmio VALE-CAPES de Ciência e Sustentabilidade premiará teses de doutorado e dissertações de mestrado que tragam idéias, soluções e processos inovadores para questões como redução de consumo de água e energia, reaproveitamento e reciclagem de resíduos e/ou rejeitos, e tecnologia socioam-
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Júnior Pereira estará concorrendo com a pesquisa sobre energia solar fotovoltaica e o prêmio será R$ 10 mil e uma bolsa de doutorado de 4 anos. biental com ênfase no combate à pobreza. O prêmio se refere às teses e dissertações defendidas no Brasil no ano de 2011, e
foi criado a partir de uma parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e a empresa Vale, firmada durante a conferência Rio+20.” O pesquisador Júnior Pereira concorrerá com o trabalho de pesquisa desenvolvido ao longo de dois anos e meio, na área de energia solar fotovoltaica, o qual utilizou o conceito conhecido como Vehicle to Grid – V2G (do veículo para rede), ou seja, a possibilidade de utilizar o veículo elétrico para injetar energia na rede elétrica pública no horário de pico do sistema, energia essa proveniente de fonte solar. A dissertação foi defendida por ele no ano de 2011, e caso seja o vencedor do prêmio VALE-CAPES de Ciência e Sustentabilidade, receberá um prêmio no valor de R$10.000,00 (dez mil reais), e uma bolsa de doutorado por quatro anos. Parabéns Júnior, estaremos torcendo por você.
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Empresa que administra Pronto Atendimento Municipal é suspeita de desvio de dinheiro público da saúde A Prefeitura de São Miguel Arcanjo deve assumir a administração do Pronto Atendimento que estava sendo administrado pelo Instituto SAS. A decisão está sendo tomada em pela atual administração após a operação ‘Atenas’, que investiga o desvio de verbas públicas na instituição, e que aponta São Miguel Arcanjo com indícios de irregularidades nos contratos. A operação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizador (Gaeco) e da Delegacia Antissequestro de Sorocaba prendeu dez pessoas na manhã de terça-feira (11) em Itapetininga. Na casa do susposto líder do grupo, foram apreendidos mais de R$ 1,5 milhão em dinheiro. A operação apreendeu ainda documentos e computadores no hospital e na prefeitura. Esperamos que a atual administração mantenha o controle do Pronto Atendimento e garanta que não falte atendimento à população.
Entenda o caso Dez pessoas foram presas, na terça-feira (11), no interior de São Paulo, acusadas de montar um esquema para desviar recursos públicos destinados à saúde. Computadores, documentos e cerca de R$ 1 milhão em dinheiro foram apreendidos em poder dos supostos criminosos na Operação Atenas, ação conjunta do Ministério Público Estadual e da Polícia Civil. No final do dia, quatro dos detidos aceitaram colaborar com a Justiça e foram soltos. Além de Itapetininga (SP), onde foi feita a maioria das prisões, o grupo tinha ramificações em outras cidades paulistas, como a capital, e também em Araranguá (SC) e no Rio de Janeiro (RJ). De acordo com promotores, a quadrilha usava empresas de fachada para fraudar licitações e desviar recursos mediante o pagamento de notas fiscais frias ou superfaturadas. Faziam parte do esquema as associações civis Sistema de Assistência Social e Saúde (SAS) e Instituto SAS, que atuavam no Hospital Regional de Itapetininga
e na prefeitura da cidade. O grupo pagava propina a agentes públicos para direcionar contratos ao SAS. A associação e o instituto, embora independentes juridicamente, tinham um administrador comum, Fábio Berti Carone, acusado de chefiar o esquema. O dinheiro apreendido, em notas de reais, dólares, euros, pesos argentinos e pesos chilenos, estava em um cofre e em uma mala, na casa de Carone, em São Paulo. Há indícios de que os recursos ilegais tenham sido usados para financiar campanhas políticas. Pelo menos um prefeito é suspeito de receber propina - o caso será investigado pela Procuradoria-Geral de Justiça, órgão máximo do MPE. As investigações foram desencadeadas pelo depoimento do vice-prefeito, então secretário de Saúde de Itapetininga, Geraldo Miguel de Macedo, que apontou irregularidades no termo de parceria entre o SAS e a prefeitura para a administração do Hospital Regional de Itapetininga. Os acusados - médicos, empresários, advogados e servidores públicos,
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Pronto Atendimento “Antonia Lima de Nardi” atualmente gerenciada pelo SAS é apontada na investigação do GAECO por irregularidades nos contratos entre eles a administradora do hospital, Vilma Aparecida de Oliveira - tiveram decretada a prisão temporária por cinco dias. Pelo menos 15 empresas envolvidas com a suposta quadrilha estão sob investigação. Também foram identificados contratos possivel-
mente fraudados em hospitais da capital, de São Miguel Arcanjo e Americana, no interior, e de Araçariguama e Vargem Grande Paulista, na Grande São Paulo. Os valores desviados não foram divulgados. Fonte: O Estado de S.Paulo
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editorial Nunca uma companhia telefônica realizou o prodígio que a empresa Vivo fez em São Miguel Arcanjo. A Vivo deixou todo mundo morto de raiva e a cidade totalmente desconectada do mundo, sem fone, sem telefone no co coração do Brasil, como dizia o mestre Caetano. O pior de tudo: não se levantou ninguém, para chegar até as barbas da multinacional e apontar com o dedo para mostrar quem é que manda por aqui. O exemplo clássico do pau que bate em Chico, não bate em Francisco. Pior... Depois de não conseguir se trafegar até Pilar do Sul pelo caminho das crateras, uma verdadeira demonstração de descaso público, levando em conta que depois de Pilar até Sorocaba, o motorista desfruta de rodovia de primeira qualidade até São Paulo, com acostamento padronizado e terceira pista. Se não for conversa para ganhar voto, segundo o governador Alkimim, a Rodovia João Leme dos Santos estará com duas pistas de Salto a Pilar até o final de 2013. E nós? Além de sem estrada, também sem telefone e sem internet... Há quem diga que o caso da estrada é um problema do Estado. O do telefone também. Será que não existe na Câmara dos Deputados, alguém para nos representar e exigir como legítimo legislador eleito por uma região produtora de uvas finas, melhorias para o lugar? Houve uma época em que éramos movidos por sonho. Havia ditadura militar, guerra, mas eram coisas muito distantes de nós. Nosso dia à dia estava mais ligado às lides roceiras. Guardávamos dentro da nossa esperança o encanto de um futuro que se desenhava quando o regime da ditadura militar acabasse e a cidade pudesse construir e propiciar a felicidade do indivíduo para uma sociedade de justiça e paz. Passaram-se os anos, e dá-se a impressão de que estamos ainda distante de tudo, e que aventureiros
aqui saltam de para - quedas fazendo do povo simples massa de manobra, tenteando os freios conforme o seu interesse. Está aí a Vivo, nem viva nem morta, que não nos deixa mentir. Seu poderio sobrepujou arrogantemente o povo que ficou longos dias sem poder se comunicar com ninguém. Parece que esta geração também vive da mesma utopia daquela antiga, com a diferença de que atualmente não existem mais gurus do modelo filosófico reinante como Jean Paul Sartre, Albert Camus, Michel Foucault, Jacques Derrida, André Breton, franceses iluminados com a missão de indicar aos jovens sonhadores da São Miguel Arcanjo do futuro o caminho para uma vida melhor. Os modelos copiados atualmente são bizarros, seres andróginos sem expressão, fabricados em arenas de rodeio, num campo de futebol ou na devassidão de um quarto erótico do BBB. São Miguel Arcanjo viveu um período muito curto, quase um traço no seu tempo histórico.Viveu eletrizantes momentos no auge dos grandes bailes do Bernardes Júnior, os carnavais, o apogeu das orquestras, o glamour do cinema com suas cortinas de veludo bordô, o tour na praça cercada de cedrinhos, o galanteio dos meninos do ginásio recém criado, a implantação do sistema telefônico num dos quartos dos fundos da Casa São Paulo, do Policarpo Torrell, com painéis e telefonista berrando à todo pulmão para se fazerem ouvidas, porque a propagação do som se perdia nos grossos fios pendurados em postes de cimento até o entroncamento da rede no Gramadinho. Quanta falta fez nesses dias de silêncio as telefonistas de antigamente. Viveu a cidade intensamente até o movimento que anos mais tarde sacudiria a música e o comportamento dos jovens que passaram a sonhar com uma cidade
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Sábado, 15 de dezembro de 2012
futurística. São Miguel Arcanjo assistiu a revolução da mini-saia, da pílula, da crise do casamento e do liberalismo sexual, mas morreu na praia das realizações concretas. Por isso, é triste quando alguns desses antigos sonhadores da cidade imaginária voltam a terra e perguntam: “cadê o hospital?... fechou! O que passa hoje no cinema? O cinema, também fechou. E o clube? Esse quase fechou. E aquele jornal combativo que existia? Esse foi a política que fechou. Política e liberdade de expressão nunca andaram de mãos dadas. Ainda bem que o cidadão ainda pode contar com o asilo para seus últimos dias... Esse também andou em vias de fechar. Neste socavão da Serra da Macaca não se anda em passos de tartaruga, mas vai se levando a vida em dança de caranguejo. A esperança e o encanto de outros tempos se extinguiram no grande vazio. Os sonhos de uma cidade competitiva foram extintos. Pelas ruas de vento e pó, você pode ser admirado ou rejeitado mais pelo o que aparenta do que pelo que pensa ou pretende ser. Vive-se no dia à dia, o reino das aparências; e perdidos nesse labirinto, temos a ilusão de que somos felizes quando o fim de semana chega para mergulhar a realidade até a última gota de cerveja no churrasco à beira do rio Taquaral. Nesses instantes, observando o cidadão, dá-se a impressão de que por estes lados a oferta de emprego é bem maior do que a demanda. Dane-se a Vivo e seu silêncio que nos fez calar a boca. Um “psiu” do tamanho de uma cidade e nenhuma voz ativa se ouviu para protestar. Para o povo pouco importa se uma boa comunicação poderia revolucionar a maneira como as pessoas se relacionam com a cidade, de forma a motivá-la a buscar um outro patamar de civilidade, consciência e cidadania.
Centro de Integração Curumim e Parque do Zizo recebem recursos
Divulgação
No Representando o Centro de Integração Social Curumim, Tiago Mi recebe o cheque simbólico no valor de R$ 10mil No último dia 1º, o Bloco Carnavalesco Nu’Interessa fez mais uma vez a doação de recursos financeiros para o Parque do Zizo de São Miguel Arcanjo e para o “Projeto Faz Parte Desse Nosso Carnaval”, que acontece no Centro de Integração Social Curumim sob a coordenação de Tiago Mi. É o quarto ano seguido que a Bateria de Escola de Samba Meninas e Meninos da Vila, formada por
crianças e adolescentes do CIS Curumim, se prepara para desfilar no Carnaval de São Miguel Arcanjo, e pela terceira vez consecutiva no circuito carnavalesco da cidade de São Paulo, na Vila Madalena, em evento promovido pelo Bloco Carnavalesco Nu’Interessa. Dessa vez, a festa acontece no dia 2 de fevereiro de 2013, à tarde, com a abertura dos jovens batuqueiros são-miguelenses que arrancam aplausos das apro-
ximadamente mil pessoas que são sempre esperadas pelo evento. A ação visa a promoção e a mostra da cultura são-miguelense, e objetiva fomentar, além de diversos valores intrínsecos à música e à arte, o interesse pela cultura e tradição de São Miguel Arcanjo através do resgate da Cultura Popular e principalmente contribuir com o desenvolvimento sócio-cultural e educativo de nossa cidade.
Folha de São Miguel Responsável: Renata Apolinário Diagramação: Artedesign Impressão: NG Editora Tiragem: 1.500 exemplares Periodicidade: Quinzenal
Folha Regional de São Miguel Ltda - ME. CNPJ: 14.738.995/0001-05 Telefone: (15) 3279.4045 das 9h às 18h Contato pelo e-mail: folhasma@gmail.com
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Proerd forma 565 alunos em São Miguel Arcanjo
Orlando Pinheiro
n orlando-leme@ig.com.br
...Garotada do céu! O que é isso! Independente de credo, religiosidade ou mesmo questão de fé, tem proliferado nas redes sociais da internet um “deus” com letra minúscula. Esse deus pagão em diminutivo tem feito um estrago geral. Ele não vem demonstrar a nossa falta de crença, mas expor a nossa dificuldade em escrever, porque Deus, foi, é, e sempre será com letra maiúscula por ser substantivo abstrato, independente de o cidadão ser um crente convicto ou ateu. Ao grafar Deus com letra minúscula, o escrevente está atraindo sob si o peso da maldição de jamais passar num vestibular e de nunca conseguir um emprego público. Meu Deus, meu Deus (em maiúsculo), nossa língua está agonizando. Tipo assim entende? ...O desfile de termos estrambólicos e estrambóticos mostra nosso despreparo na fala e na escrita e vai de viés àquele linguajar caipira, peculiar na nossa terra, o qual nos o execrávamos como uma forma errada de se comunicar. A fala do homem do mato guardava em si o puro arcadismo do tempo de Dom Diniz (quem será esse?) a pura flor do Lácio inculta e bela. Atualmente ela é não é só inculta, mas é feia também. O que se lê hoje em dia é um arremedo prosaico sem tradução: uma onomatopéia de discordância dos bichos robotizados pela mídia idiotizante inserida na era cibernética como supra-sumo da sabedoria. Gente “analfabytes” que literalmente fugiu da escola e fica o dia inteiro entretido numa “lan house” qualquer para conquistar nesse templo do não saber, como se desvencilhar de vez da pouca verbalização que ainda lhe resta para se comunicar de gente pra gente. Tipo assim sabe? ...São Miguel Arcanjo, terra de fala autóctone, esta assistindo como em todo o país, a nova geração de linguajar inculto, perder a oportunidade de progredir socialmente. Não é nenhum preconceito linguístco, mas sim a triste constatação pela ignorância do mais simples vocábulo em português coloquial. Um universo equivocado. Ninguém discorda que a linguagem popular tem validade como a mais expressiva forma de comunicação, entretanto, é necessário valorizar a língua culta. Ela possui mais qualidade e valores para se fazer entender em qualquer nível social. A expressão despida de modismo é a única capaz de se expressar no mundo do conhecimento, da arte, da literatura. Eu nunca vi um médico falar ao paciente: “mermão”, “mano”. A garotada de hoje é escassa de vocabulário e carente de uma estrutura gramatical a qual permita desenvolver uma idéia com maior complexidade. Desse jeito fica difícil evoluir socialmente. Tipo assim entende? ...Basta ouvir a gritaria e choradeira dos vestibulandos para quem a redação é algo terrível. Há de se levar em conta nesse imbróglio, os currículos para solicitação de emprego, descartados aos montes por conta de um texto mal feito. A morte súbita no caso do mercado de trabalho acontece na hora da entrevista. A última chance... É quando as palavras dançam na língua e morrem no céu da boca, sem a conclusão de uma frase inteligível. São Miguel Arcanjo teve grandes mestres da língua portuguesa. Falar do jeito que falamos hoje, ou escrever incorretamente é um vilipêndio à memória do professor Arthur Augusto Antonio e um desacato ao professor Carlos Terra, o qual dedicou sua vida para nos ensinar a escrever e falar bem. Tipo assim sabe? ...Como já disse antes, a língua portuguesa é imprescindível como meio de ascender melhores oportunidades. Entretanto, o garoto chega ao setor de RH de uma empresa orgulhoso por falar fluentemente inglês, francês e espanhol. Quando o entrevistador lhe pergunta: “E o seu português é fluente?” Ele responde: “Aí vareia, né dotor? Nem todo mundo tem a sorte do Lula, que apesar da língua travada e suas freqüentes incorreções, fez parte de um grupo de políticos com grande poder de retórica. Como Lula, a maioria dos brasileiros passa longe da norma culta, mas o palavreado do Lula não adiciona gírias, palavras estranhas e nem baixa o nível. ...O movimento nativista do Rio Grande do Sul valoriza o potencial de suas raízes linguísticas desde “piazito”. Não confundir expressão regional com gíria de rua. A partir dos anos 70 houve um desserviço aos alunos e à sociedade como um todo na área da comunicação por falta de uma legislação ou órgão regulador. As emissoras de TV, as rádios FM contribuíram de sobejo com o empobrecimento cultural e lingüístico da nossa gente. Com isso, reduziu-se a chance do cidadão se capacitar para preencher vagas onde demandam alta qualificação. Uma oratória eficaz não significa fazer discurso ou sermão, mas exige a capacidade de verbalizar uma idéia e expressá-lo com clareza. Sem tipo assim, sabe? ...O mais espantoso nisso tudo é que jornalistas, radialistas, advogados, professores de português, padres e pastores não dominam mais a gramática e muito menos possuem uma boa bagagem de cultura geral. Pouco se lê hoje em dia. Quase nada mesmo. Nem bula de remédio. Vendo por esse ângulo, a juventude que aí está se comunicando mal pela internet, nada mais é do que um reflexo onde a cultura não vale um voto. Numa análise mais profunda observa-se que a internet não é culpada, pois se uma criança fosse bem orientada na escola ou na casa iria utilizar a sua linguagem pessoal para se comunicar. A internet é prejudicial quando substitui a lan house pela biblioteca, consumindo tempo preciso que poderia ser dedicado à leitura e aprimorando o português. Certa vez alguém me disse que gramática se aprende na rua pela escola da vida. Basta você conversar com ele alguns segundo para perceber que é um repetente. ...Até a semana.
Instrutor do PROERD, Soldado PM Gonçalves entregando medalha aos alunos
O Programa Educacional de Resistência às Drogas, PROERD, é a versão brasileira do programa norte-americano DRUG ABUSE RESISTENCE EDUCATION, D.A.R.E., surgido em 1983. Em SÃO MIGUEL ARCANJO estamos no 7º ano do programa estendido a todas as crianças do 5º ano do ensino fundamental, abrangendo o total de aproximadamente 4000 mil crianças. No dia 7 de dezembro foi realizada na escola “Prof. Arcy Preste Ruggeri” mais uma cerimônia de formatura contando com a presença de 565 alunos, bem como, pais, professores, diretores e autoridades que prestigiaram o evento. Formaram alunos das escolas E.M.E.F. “Profº. Arcy Preste Ruggeri”; E.M.E.F. “Profº. José Go-
mide de Castro”; E.M.E.F. “Profª. Arani Jospe da Silva”; E.M.E.F. “Profº. Nelson Rodrigues”; E.M.E.F. “Joaquim Nunes Vieira”; E.M.E.F. “Profª. Maria Inês Marques Mendes”; E.M.E.F. “Profª. Theresa M. da Cunha Bodo Carvalho”; E.M.E.F. “Profª. Carmelita Vieira Terra Dias”; E.M.E.F. “Vereador José Camargo”; E.M.E.F. “Leonardo Antonio Vieira”; E.M.E.F. “Massanori Karazawa”; E.M.E.F. “Angelina Miguel Aruk”; E.M.E.F. “Fermino Mendes da Silva” e E.M.E.F. “Vereador João Gatto”. O PROGRAMA Hoje, o PROERD é desenvolvido por todos os Batalhões no Estado de São Paulo, atendendo mais de meio milhão de estudantes por ano. Neste ano o PROERDD completa 19 anos de existência, com indicadores
de que sua aplicação nas escolas minimiza comportamentos inadequados dos estudantes, influencia no relacionamento familiar, demonstrando que pais deixaram de fumar ou ingerir bebidas alcoólicas na presença dos filhos e melhora o relacionamento entre a Polícia e a Comunidade. No Brasil o programa foi implantado em 1992 e desde então atende 5º e 7º anos do ensino fundamental. O número de estudantes atendidos pelas Polícias Militares do Brasil ultrapassa países como México, Colômbia, Reino Unido e Estados Unidos, sendo considerado o maior programa do mundo em atendimento de estudantes e formação de instrutores, cabendo ressaltar que o Brasil se destaca nesta modalidade de prevenção.
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Sábado, 24 de novembro de 2012
Folha de São Miguel
cultura
Controle
Controle. Somos aficionados por ele. Controlamos nossos jovens nas escolas. Tentamos controlá-los nas ruas com câmeras e com nosso moralismo. Aplicamos penas quando “saem” dos caminhos que achamos serem os “corretos”. Julgamos suas ações quando parecem predatórias, e nos esforçamos para puni-los. Colocamos placas em nossas praças e Centro de Eventos: Proibido andar de bicicleta, skate, patins, etc. Escrevemos também, ali mesmo, no banheiro, “Sorria, você está sendo filmado”. Alguns tentam diminuir a idade penal para podermos punir com maior rigor os jovens de dezesseis anos. Aqueles mesmos que já são punidos desde que nasceram, por terem nascido, por azar, em nossa sociedade. Quando um jovem, por exemplo, de quatorze anos, que vive sob a responsabilidade do Estado (Poder Público), - porque por algum motivo é impossibilitado de viver com a família -, dá problemas, o enviamos à Fundação Casa. Nós o punimos. Mas não punimos os responsáveis, próprio Poder Público, por não cumprirem com seu dever de proporcionar os direitos que aquele mesmo garoto tem garantido em Constituição. Controlamos e punimos os que não têm forças para se defenderem. Perdemos toda a nossa energia controlando os que são incapazes de gerar grandes danos à sociedade individualmente, e não controlamos aqueles dois ou três que administram mais de quarenta milhões de reais por ano, dinheiro nosso, dinheiro público, permitindo que façam o que acham que devem fazer com toda a nossa riqueza. Não temos câmeras em salas de reuniões que definem como será utilizado nosso dinheiro da Saúde Pública. Nem nas salas de licitações, ou nas reuniões que decidem como “gastaremos” mais de um milhão e quinhentos mil reais por ano com a nossa Merenda Escolar. O resultado de focarmos todo nosso potencial controlador e conservador em “onde o muleque pode andar de skate”, ou “olha a música que eles ouvem”, é a presença em nossa cidade de “empresas” e “ONGs”, denunciadas pelo Ministério Público por fazerem parte da Máfia da Merenda, e por
desviarem dinheiro público destinado à saúde (nosso dinheiro), para campanhas políticas e para os bolsos de alguns “Senhores”. Dinheiro esse, sujo de sangue. Bolsos sujos de sangue. Férias na praia sujas de sangue. Sangue do seu pai que morreu por falta de um atendimento médico decente, por falta de médicos. Sangue da sua espera para ser atendido. Sangue do seu desespero por ter a saúde de seu filho e de sua filha dependentes da nossa Saúde Pública. Nós, preocupados em controlar e punir nossos jovens, permitimos tranquilamente que o dinheiro público (nosso dinheiro), que deveria ser investido na alimentação das nossas crianças e em nosso atendimento médico, seja desviado por e para quadrilhas da pior estirpe de criminosos, segundo o Ministério Público do Estado de São Paulo e a Polícia Federal denunciaram. Nossas crianças e adolescentes precisam ser educados, fundamentado em uma educação emancipadora, formadora de sujeitos, éticos, criadores, contestadores, utópicos. Uma educação que seja desenvolvida com eles, e não para eles. Para assim, talvez, aprendermos também tudo o que eles podem nos ensinar. E com eles, fazer a transformação necessária na sociedade e construir um espaço do qual possamos um dia nos orgulhar. Como diz Confúcio: Eduque as crianças e não precisarás castigar os homens. Com relação aos jovens, acredito que seja por aí que nossas energias devam se voltar. Quanto ao controle, aí sim, devemos focar em nossos políticos, empresários e ONGs que atuam com dinheiro público. Esses devem receber o rigor da lei, o rigor das punições. Esses devem ser os nossos vigiados. São eles quem devem sorrir por estarem sendo filmados, e quem sabe escrevermos em uma placa e pendurarmos nos locais de decisões do poder: Proibido desviar dinheiro público. Um feliz Natal, Tiago Mi
E se o fim do mundo fosse mesmo acontecer? Você estaria preparado? Nunca a ciência e o misticismo estiveram tão próximos quanto ao que se refere à data do título: 12 de dezembro de 2012. Se ciência e religião estiverem certos, é hora de começar a repensar as prioridades, pois estamos encarando o possível fim da humanidade. Como assim fim do mundo? Uma frase que repetimos sempre que conversamos, sobre quando o ceticismo é abalado por algum fator inexplicável é: Coincidência demais para ser coincidência. Pois é… a data em questão está saturada de estranhas coincidências que remetem ao início da humanidade e são reforçadas por observações científicas que prevê para a data situações, digamos, nada
confortáveis para nós, homo sapiens. Religião e Ciência de mãos dadas: Em diversas culturas ancestrais o ano de 2012 é marcado nos calendários como o “apocalipse”, o “fim do mundo”, “o juízo final”, “o fim de um ciclo” e, nos mais otimistas, “o ano em que esta era terminará e outra, melhor, será iniciada”. Maias, Egípcios, Celtas, Hopis, Nostradamus e diversos profetas, Chineses e Budistas, Religiosos das mais diferentes crenças afirmam que algo extraordinário ocorrerá em nosso planeta em 2012. Nunca antes uma data foi tão importante para muitas culturas, para muitas religiões, cientistas e governos. Na cosmologia Maia, há 5 grandes ciclos, cada um com
cerca de 5.125 anos. Quatro já passaram. “ Os 4 ciclos anteriores terminaram em destruição. A profecia maia do juízo final refere-se ao último dia do 5º ciclo, ou seja, 21 de dezembro de 2012. Portanto o 5 e atual ciclo também terminará em destruição. O que irá desencadeá-la? A resposta pode estar em um raro fenômeno cósmico que os maias previram a mais de 2.000 anos. “A profecia maia para 2012 baseia-se em um alinhamento astronômico. Em dezembro de 2012, o sol do solstício vai se alinhar com o centro de nossa galáxia. É um raro alinhamento cósmico. Acontece uma vez a cada 26.000 anos. Ao mesmo tempo ocorre outro raro fenômeno astrológico, uma mudança do eixo da terra em relação a esfera celeste. O fenômeno se chama Precessão. A data exata disto tudo é 21 de dezembro de 2012. A Terra oscila lentamente sobre seu eixo mudando nossa orientação angular em relação a galáxia. Devido a distúrbios nos campos magnéticos do Sol que, gerando colossais tormentas solares, afetarão a polaridade de todo o nosso planeta. Resultado: o campo magnético terrestre se inverterá imediatamente, com conseqüências catastróficas para a humanidade. Violentos terremotos demolirão todos os edifícios, alimentando tsunamis colossais e atividade vulcânica intensa. Na verdade, a crosta terrestre deslizará, arremessando continentes a milhares de quilômetros de sua localização atual. Para os WebBots, algo devastador vai ocorrer em 2012. Já para o Timewave Zero a data de 21 de dezembro de 2012 marca o equilíbrio, o fim dos velhos paradigmas, o novo começo, onde nada será mais como era anteriormente.
Folha de São Miguel
Edinho Ribeiro é o grande vencedor do 8º Prêmio “Lollo Terra de MPB”
cultura
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Edinho Ribeiro assegurou o primeiro lugar com a música “Voltando pro sertão” e também ganhou nas categorias de Melhor Interprete e Melhor Letra
A grande final da oitava edição do Lollo Terra de MPB foi marcada em clima de grande emoção e de fortalecimento dos talentos de nossa cidade. A noite começou com a apresentação das crianças do Jardim São Carlos que juntamente a Pablo dos Santos emocionaram a platéia. No encerramento das apresentações, antecedendo a entrega da premiação, o trio “Conversando in 3” apresentou o que há de melhor e mais sofisticado,
com um repertório que arrancou muitos aplausos da platéia presente Em mais uma exibição talentosa, Edinho Ribeiro
tornou-se o grande vencedor da noite acumulando vários prêmios além do primeiríssimo lugar. Confira a Classificação Geral:
1º Lugar - “Voltando pro sertão” - Edinho Ribeiro 2º Lugar - “Circo da vida” - Daisy Camargo 3º Lugar - “Sabor de domingo” - Vinicius Paes e Alexandre Cruz 4º Lugar - “Penultima Rodada” - Eduardo Martins 5º Lugar - “Xará de Anjo” - Rony Válio Categoria Meio Ambiente - “O velho sábio” - Felipe da Cruz Melhor Interprete - Edinho Ribeiro Melhor Letra - “Voltando pro sertão” - Edinho Ribeiro Comunicação - “Circo da vida” - Daisy Camargo
Sábado, 15 de dezembro de 2012
Estudantes lançam o livro “Pérolas para os Corpos e para o Coração” Estudantes da cidade organizaram uma série de apresentações e espetáculos de teatro a partir da sétima edição do projeto literário “Do Trovadorismo ao Modernismo”. As pesquisas resultaram também no lançamento do livro de poemas “Pérolas para os Corpos e para o Coração”. O trabalho de pesquisa foi desenvolvido a partir de obras de escritores consagrados como Machado de Assis e Fernando Pessoa. Com o material em mãos, os alunos organizaram apresentações no palco da escola. Cada grupo ficou responsável por apresentar ao público, por meio dos espetáculos, histórias dos poetas. O projeto “Do Trovadorismo ao Modernismo” foi lançado há sete anos e idealizado pelo professor Carlos dos Santos Terra. “São textos trabalhados no currículo escolar, mas que foram adaptados pelos alunos para a realidade. Eles criam os textos em cima do que foi trabalhado e da forma como eles vêem, até mesmo através do humor”,
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Divulgação TV TEM
Após apresentações, alunos autografaram livro de poemas
disse Terra. O objetivo do projeto é incentivar a leitura entre os jovens e adolescentes. Conforme o professor, o contato com a literatura desde cedo traz grandes benefícios como escrever bem, falar e se comunicar melhor. Após as apresentações, houve a entrega do livro aos estudantes. Para o professor de língua portuguesa Pedro Paulo de Oliveira, a leitura é uma
ação transformadora. “A leitura é a base que pode dar uma visão muito especial à vida das pessoas, é uma ação transformadora para que a pessoa possa ter uma visão, um caminho melhor”, disse ele. Para os alunos, o projeto deu a eles a chance de ver o trabalho de um ano inteiro reconhecido e de ter, pela primeira vez, um poema publicado. Fonte: TV TEM
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emeif” Profª Maria Inês Alunos do E.E.Sadamita Ivassaki, Marques Mendes” apresentam a peça “Auto da finaliza Projetos 2012 compadecida” de Ariano Suassuna No dia 30 de novembro, através do projeto de leitura, os alunos da E.E.Sadamita Ivassaki, tiveram a oportunidade de revelar todo talento para a arte cênicas, com uma brilhante apresentação teatral “Auto da compadecida”, de Ariano Suassuna, que é uma peça clássica do teatro brasileiro, escrita em 1955 e publicada em 1957. Virou minissérie de televisão e ganhou uma versão para o cinema. O autor mostra um povo religioso, de pé no chão, acuado pela seca, atormentado pelo fantasma da fome e em constante luta contra a miséria. Traça o perfil dos sertanejos nordestinos que estão submetidos à opressão a que foram, e ainda hoje são, subjugados por famílias de poderosos coronéis que possuem terras e almas por vastas áreas do Brasil. Desde o mês de julho os alunos da 8ª série, tiveram contato com o texto, então deram inicio aos estudos e dedicação total ao projeto , intercalando alguns ensaios, pois não poderiam comprometer os conteúdos diários propostos por cada disciplina. A maioria dos alunos que atuaram nessa peça mora na zona rural e raramente
Divulgação
Aconteceu em grande estilo, na Quinta-feira, dia 29/11, na EMEIF “ Profª Maria Inês Marques Mendes” a finalização dos Projetos “Bichinhos de Jardim, desenvolvido pelos alunos do 1º ano, o Projeto “Meios de Comunicação” realizado pelos alunos do 4º ano e o Projeto “Eu e o Sítio do Picapau Amarelo”, pelos alunos de Educação Infantil. O evento teve a participação dos pais, os quais vieram prazerosamente prestigiar seus filhos na apresentação e valorizar todo o trabalho desenvolvido no ano de 2012. O evento contou também com a presença das ATPs Mônica, Mara, Estefânia e Ana Carolina, representando a Oficina Pedagógica, e que estiveram prestigiando o trabalho desenvolvido nos projetos. A equipe docente, através das professoras Bete, Daniele e Lucimara, agradece o apoio das famílias, das funcionárias Mariza, Kátia e Luciana e da colega de tra-
balho Miriam, que não mediram esforços, e que carinhosamente ajudaram na organização do evento. Agradece-se especialmente à professora Bruna, que deu sua contribuição valiosa, por meio de seu empenho profissional, na preparação das apresentações. Muito trabalhou-se para que a conclusão das atividades desenvolvidas nos Projetos tivesse uma finalização que viesse atender aos objetivos propostos para cada um deles e isso comprova –se pela música “Paz” que foi apresentada pelas crianças, no encerramento do evento, levando aos seus pais, familiares e amigos uma mensagem de alegria, esperança, saúde e muita paz. “ Só o amor muda o que já se fez, E a força da paz junta todos outra vez, Venha, já é hora, de acender a chama da vida, E fazer a terra inteira feliz ...”
Augusto Camargo
Encourado (Paloma), Severino (Lais), Padre (Glasiely), Compadecida (Julia), Manuel (Karen), Padeiro (Higor), Mulher do Padeiro (Elen), Sacristão (Juliana), Chicó (Silas), João Grilo (Arlan), Bispo (Marcus Vinicius) e o Cangaceiro (Caroline) tinham a chance de ensaiar fora da unidade escolar, mas nem por esse motivo deixaram de acreditar que o desafio proposto a eles não poderia dar certo. Mesmo com recursos financeiros precários e apenas contando com muita vontade principalmente dos alunos e os professores envolvidos,
é que pode se concluir que a peça teatral foi realmente um sucesso. Parabéns a esses bravos estudantes são-miguelenses !! Professoras responsáveis pelo projeto Renata Apolinário e Sandra Mara Soares Iori. Por Renata Apolinário
“Texto e pesquisa de Orlando Pinheiro”
E a coisa virou... - Na história da transformação sócio-política da cidade, a eleição de Alcino França foi marco importante. Esse prefeito só havia sentado na cadeira executiva durante o Estado Novo, à contar de novembro de 1946 até março de 1947. Alcidino não contava com maioria na Câmara, fato que causou discussão entre as duas alas nos corredores da Casa de Leis no dia da posse. No começo de 1970, Alcidino França teve seu mandato cassado, mas recorreu a tempo de conseguiu retornar ao cargo. Os nove vereadores que suspenderam o prefeito foram condenados à dois anos de cadeia, ou perda dos direitos políticos por dez anos. Não teve dúvida da opção pela segunda hipótese. Nos anos que se seguiram Alcidino França demonstrou ser bom executivo. Levou a energia elétrica ao Taquaral, criou o plano diretor, ergueu o posto de saúde, entre outras coisas. Entretanto, o povo foi perdendo medo do MDB e na campanha de 1972 a sigla da oposição estava bem forte. Decidiram os então adversários França e Fogaça se unirem e renovaram a velha Arena I e II num partido moderno arrebanhando jovens de família tradicional da cidade na sua grei. Com medo do avanço da oposição, o Secretário de Transportes Paulo Salim Maluf e o Governador Laudo Natel vieram especialmente assinar a autorização para a pavimentação da via de Alcidino França- Tradicional adversário da ala fogacista, experiente de longa data só governou o município por força do Estado Novo em 1946. Conseguiu mudar os rumos da política velha, iniciando uma nova oligarquia familiar. Com ele tomava posse e se oficializava a política “francista” no município.
José França- Era o vice-prefeito de Alcidino, confirmando a tendência familiar na direção dos destinos políticos de uma cidade, tanto que nas próximas eleições Alcidino o faz seu sucessor. José França durante sua gestão perde o diretório e a política volta às mãos dos Fogaça.
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Opinião
O povo não vê a hora da inauguração do novo hospital. É uma espera longa, dando a impressão de ser uma doença aguda com capacidade de imobilizar uma sociedade, a qual muito poderia ter feito se esta se agilizasse para não ocorrer o fechamento da antiga Santa Casa, sonho antigo dos vicentinos, iniciado na década de quarenta, num espaço amplo em frente ao asilo velho. Sobrevivendo de crise em crise, o hospital ao qual a primeira diretoria denominou de Serviço Assistencial Médico Hospitalar de São Miguel Arcanjo em 1971, conseguiu chegar à reboque até 1976. A partir daí a Sociedade Vicentina assumiu o comando, cujo final todos sabem. A parte mais estranha desse episódio foi a tentativa de jogar para o poder público a inoperância de uma organização privada. Surge, entretanto uma nova esperança no horizonte de São Miguel Arcanjo em forma de sol nascente. Por obra e graça do Hospital da Beneficência Nipo-brasileiro, uma grande estrutura está sendo levantada no antigo Campo do América. De porte significativo pelo tamanho da cidade, já nasce pequeno em relação à demanda do município inteiro, após o encerramento das atividades da boa e velha Santa Casa. Os pacientes são locomovidos às pressas aos hospitais regionais de Itapetininga e Sorocaba, somando um sacrifício maior para os familiares e para próprio doente que se sentiu nestes últimos tempos, totalmente desprotegido, sobrevivendo pelo milagre de um atendimento médico emergencial. O novo hospital são-miguelense se propõe abrir as portas com a finalidade de tratar as doenças e manter a saúde do povo em alta. O povo espera por um atendimento público abrangente à todos os convênios médicos e SUS, onde os doentes serão tratados humanamente, sem burocracia e sem pressa, principalmente a população aposentada, para quem muita coisa na área médico-hospitalar precisa ser melhorada.
Folha de São Miguel
cidade
Augusto Camargo
O investimento nipônico tem que ser abrangente para fazer a diferença com: fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, como forma de compensar o tempo de vacas magras da falta de atendimento hospitalar. Ao que parece, mão de obra especializada tem de sobejo na nova geração de são-miguelenses, a notar pelos consultórios diversos espalhados pela cidade. À principio, a ideia de hospital em São Miguel Arcanjo traz em mente a assistência para velhos, crianças, gestantes, pessoas com doenças crônicas ou problemas de média complexidade, enquanto os casos de alta complexidade continuam sendo encaminhado para os centros de maiores recursos. O que mostra certa estranheza é a inauguração do Hospital São Miguel Arcanjo no dia 16 de dezembro. Seria acordo político firmado entre a atual administração e a diretoria da Beneficência Nipo-Brasileira para colocar uma placa no local para deixar o nome do prefeito na memória? Ou seria uma inauguração para tirar o foco do povo são-miguelense para o ano de 2013, onde outra administração se fará em nosso município. Como se inaugura um hospital com 40% da obra pronta? Sem estrutura para atender sequer um paciente com gripe? Inauguração de portas fechadas? Quem vai descerrar o laço vermelho da inauguração? A Beneficência Nipo-Brasileira, organização tão séria se rendeu aos caprichos políticos da terra dos coronéis. Um prédio voltado ao futuro, com capacidade de atendimento para cidade de primeiro mundo, mas voltou no tempo para atender alguns políticos no poder passageiro. Até onde sabemos o Hospital São Miguel só deverá atender a população depois de março de 2013. Seria então um evento “pomposo” e merecido na cidade, onde as equipes médicas, enfermeiros, funcionários estariam á porta do hospital esperando as pessoas para descerrar a fita de inauguração. Isso é o que esperávamos de uma entidade tão séria.
Funcionários trabalham na montagem de uma tenda que deverá abrigar os convidados para inauguração do Hospital São Miguel Arcanjo no domingo, dia 16 de dezembro
Para a Beneficência Nipo-Brasileiro, a entrega do prédio está dentro do tempo previsto. Para o povo, esse tempo se alonga demais a contar desde o fechamento da Santa Casa. Tempo feito de constantes peregrinações entre os postos de atendimento e Itapetininga. Os gestores de saúde observam nessa carência hospitalar um mal crônico que assola todos os municípios brasileiros. Tempos esses que vimos essa semana, 10 pessoas presas por desvio de verba pública da saúde em Itapetininga, e sabemos que São Miguel está envolvida no esquema, conforme aponta as investigações do GAECO. Para fechar com chave de ouro esta história, vale à pena lembrar que agora em dezembro, bem na véspera do natal, completam-se 41 anos do grande dia da inauguração da maternidade da Associação Médico Hospital de São Miguel Arcanjo, a nossa Santa Casa, cujo prédio abandonado, voltou através de decreto para o patrimônio municipal. Nascido do sonho dos vicentinos e que agora virou um elefante branco, ou era branco. Pedimos aos céus, clamamos ao padroeiro São Miguel Arcanjo, que não deixe que as coincidências da inauguração no mesmo mês venha acontecer com o Hospital São Miguel Arcanjo.
Atas e Editais
ABANDONO DE EMPREGO A empresa SUCOCITRICO CUTRALE LTDA, estabelecida à Rod. Senador Laurindo Dias Minhoto, SP141, Km.15 - Faz Guarapiranga, na cidade de Capela do Alto-SP, sob CNPJ 61.649.810/0087-38, solicita o comparecimento do senhor CELSO DOMINGUES JUNIOR, CTPS 33408 - Série 338 -SP, residente à Rua Antonio Bittar, 156 – Bairro Sol Poente, na cidade de São Miguel Arcanjo-SP, no prazo de três (03) dias a contar da data de publicação deste jornal. O não comparecimento caracterizará o abandono de emprego, conforme artigo 482 I da CLT.
Folha de Sรฃo Miguel
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Floricultura Lia Flor de casa nova Prefeitos eleitos em confraternização Augusto Camargo
Solange, Thais
e Heloisa
Com muito requinte e charme a Floricultura “Lia Flor” inaugurou sua nova loja em São Miguel Arcanjo na rua Cônego Francisco Ribieiro, 869 (ao lado da antiga floricultura), na manhã da sexta-feira, dia 07. A Lia Flor é uma loja tradicional em São Miguel Arcanjo. A empresária e sócia na loja, Solange conta que a loja começou há 25 anos atrás com a Cris e o Serginho e que trabalha na loja desde seus 14 anos. Quem passar pela calçada da rua Cônego Francisco poderá sentir os perfumes das flores que encantam cada pessoa que passa em frente a vitrine da nova loja “Lia Flor”. Vale a pena conferir! Para encomendas e maiores informações, contate a loja pelo seu telefone (15) 3279.1328 ou 3279.1731. Parabéns pela linda Loja!
No último domingo, dia 9, a convite do recém eleito presidente da OAB de Itapetininga, Luiz Gonzaga Lisboa Rolim, o Zaga, o prefeito eleito José Kodawara esteve reunido em Sarapuí com outros quatro prefeitos eleitos da região. Estiveram presentes o prefeito eleito de Itapetininga Luis DiFio-
ri, o prefeito eleito de Sarapuí Fábio Holtz, o prefeito eleito de Alambarí Hudson Jose Gomes e o prefeito reeleito de Angatuba Carlos Augusto Turelli, o Calá. Na ocasião estiveram presentes o Deputado Federal José Olímpio Moraes e o Deputado Estadual Rodrigo Moraes.
Folha de Sรฃo Miguel
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