KANÁ MANHÃES
WANDERLEY GIL
FIRJAN E ESTADO DEBATEM LOGÍSTICA
NUPEM INSCREVE PARA FESTIVAL DE POESIA
BRIGA POR DUPLICAÇÃO COMPLETA TRÊS ANOS
POLÍTICA, PÁG.3
EDUCAÇÃO, PÁG.8
POLÍTICA, PÁG.3
R$ 1,50 Macaé (RJ), domingo, 25 e segunda-feira, 26 de maio de 2014 Ano XXXIX, Nº 8405 Fundador/Diretor: Oscar Pires
O DEBATE
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DIÁRIO DE MACAÉ
ECONOMIA
SEGURANÇA
Indústria impulsiona a Capital do Petróleo
KANÁ MANHÃES
a prefeitura divulgou na última sexta-feira (23) o plano de ações sociais que serão desenvolvidas nas comunidades Nova Holanda e Malvinas após o processo de pacificação pela força policial. O processo de pacificação nas duas comunidades será iniciado no dia 29, quando serão instalados novos módulos de segurança. No último dia 8, durante reunião no Paço Municipal, as secretarias discutiram o que cada setor irá implantar nas comunidades. Um plano de ações imediatas nas comunidades foi produzido. A Secretaria de Ordem Pública vai ficar responsável pelo mapeamento das ações que serão determinadas a partir da instalação dos módulos de segurança. PÁG. 5
Setor que mudou a realidade de Macaé é reverenciado neste dia 25 essencial à dinâmica evolutiva de Macaé, no processo de transformação, de Princesinha do Atlântico, em Capital Nacional do Petróleo, a importância da indústria é ressaltada por lideranças que possuem participação fundamental nesse processo. Ao celebrar neste domingo (25) mais um Dia da Indústria, personalidades empresariais, políticas e sociais de Macaé apontam, através da sua visão, a relação entre a realidade do município próspero, porém com defeitos, e a responsabilidade do setor que contribui com a geração
de emprego e de recursos fundamentais para proporcionar ao município o tão esperado desenvolvimento econômico. A expertise, adquirida ao longo das quase quatro décadas de expansão do segmento offshore, é considerada hoje como o principal diferencial da indústria do petróleo macaense, formada por companhias nacionais e estrangeiras que atuam como fornecedores das demandas de produtos e serviços necessárias às movimentações da exploração e produção do petróleo na Bacia de Campos. PÁGS. 6,11 E ESPECIAL
Prefeitura divulga plano para ocupação
KANÁ MANHÃES
De fábricas de bebidas à base de operações da Petrobras, indústria de Macaé evoluiu em 37 anos
BAIRROS EM DEBATE
CENTRO RETRATA EXPANSÃO WANDERLEY GIL
Intervenções são necessárias em vários setores para garantir melhorias à região central da cidade
C
onsiderado a área mais movimentada do município, o Centro é famoso por ser o local de maior concentração de lojas e demais estabelecimentos comerciais. É também onde fica situada a sede da prefeitura e de vários órgãos. O fluxo nessa região é bastante intenso, já que o local é caminho obrigatório para milhares de pessoas, seja para trabalhar ou realizar os demais afazeres. No mundo inteiro, grandes centros são famosos pela sua rica variedade cultural, sendo muitas vezes considerados pontos turísticos. Em Macaé, apesar de contar com prédios históricos e praças, essa questão é pouco explorada. Assim como grandes centros urbanos, a região central acumula diversos problemas comuns à rotina de milhares de macaenses. PÁG. 9
EDUCAÇÃO
Francisco auxiliou na criação do Parna Jurubatiba, liderou projetos de educação ambiental, entre outras atividades
Cientista e diretor do Nupem receberá título de cidadão do Estado do Rio pela Alerj PÁG. 7 GERAL
Lideranças destacam força da indústria Data é comemorada por membros de instituições PÁG. 11
ECONOMIA
Porto surge para suprir demandas Projeto resolverá gargalo da logística do petróleo PÁG. 6
GERAL
Cetep realiza ação na Casa do Idoso Equipe promoveu atendimento especial a assistidos PÁG. 8
EDUCAÇÃO
Assuntos jurídicos em debate um evento que tem como principal objetivo divulgar o conhecimento do direito aos acadêmicos, principalmente sobre temas novos e que muitos ainda não são abordados em salas de aula. Assim é a Semana Jurídica da Universidade Estácio de Sá Campus Macaé. As atividades são realizadas todos os anos e esse ano aconteceu na última semana superando as expectativas da equipe organizadora. PÁG. 7
ESPORTE
WANDERLEY GIL
Francisco Esteves receberá homenagem
Além de residências, o Centro de Macaé concentra grande parte do comércio da cidade
Ações beneficiarão moradores
KANÁ MANHÃES
Estádio recebe Botafogo e Vitória Equipes se enfrentam no Estádio Cláudio Moacyr neste domingo (25) PÁG. 13
CADERNO DOIS
Show de Sandra de Sá no Teatro Sesi Apresentação marca festa pelo Dia da Indústria na cidade CAPA
Estádio recebe mais um jogo do Brasileirão
ÍNDICE TEMPO
EDITORIAL
4 CRUZADINHA
C2
Máxima 25º C Mínima 19º C
PAINEL
4 HORÓSCOPO
C2
GUIA DO LEITOR
4 CINEMA
C2
ESPAÇO ABERTO
4 AGENDA
C2
Anuncie: (22) 2106-6060 (215)
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, domingo, 25 e segunda-feira, 26 de maio de 2014
Cidade SEMANA EM DEBATE
NOTA
Intervenção não melhora os serviços em posto do Detran. Número de vagas para serviços de vistoria foi reduzida, gerando ainda mais filas
O DEBATE EM MEMÓRIA EDIÇÃO: 224 PUBLICAÇÃO: 04 DE FEVEREIRO DE 1981
Policiais de Macaé recrutados para Copa a necessidade de reforço do policiamento na Capital do Estado, durante os jogos da Copa do Mundo de futebol, levou o Comando Geral da Polícia Militar a recrutar soldados do 32º Batalhão de Polícia Militar (BPM) para atuar nas ruas do Rio de Janeiro. A decisão gerou polêmica na cidade que enfrenta a elevação de crimes como homicídios. A proposta, de utilizar o efetivo de soldados que estão de férias na vigilância do Rio, também poderia ser utilizada em Macaé e região.
Estado convoca professores conveniados para contrato
Funemac entrega prédio a UFRJ As autoridades municipais destacaram a importância do empreendimento para a população acadêmica e sociedade de modo geral. A diretoria da UFRJ
Bacia de Campos recebe unidades três novas Unidades de Manutenção e Segurança (UMS) a serviço da Petrobras entraram em operação, na Bacia de Campos. As unidades Cidade São João da Barra, Cidade de Cabo Frio e Cidade de Araruama já se encontram em suas locações.
Campus Macaé agradeceu a presença de todos e disse que é uma imensa satisfação saber que a universidade passa a contar com mais espaço.
A Secretaria Estadual de Administração, através da Fundação Escola de Serviço Público (FESP), está convocando os professores e estagiários-bolsistas com regência de turmas de primeira a quarta série do Primeiro Grau na zona rural do Estado, para comprovarem habilitação, a fim de serem contratadas, após classificação mediante julgamento de títulos. O Centro Regional de Educação e Cultura de Macaé, com base em edital publicado no Diário Oficial que circulou segunda-feira passada, dia 2, está convocando para inscrever-se os professores que atuaram a partir de 1976 nos municípios de Macaé (dias 6,7 e 9), Conceição de Macabu (dia 10) e Trajano de Moraes (dias 11 e 12).
Inaugurada Clínica Odontológica Sábado que passou foi dia de reunião de gente importante, quando foi inaugurada a Odonto-Clínica, de propriedade do Dr. Januário Amado, que com arrojo implanta em nossa cidade moderno sistema para atendimento odontológico, como aparelho de origem norte-americana, que serve para reconstrução da arcada dentária, dando a mesma coloração do dente natural. Além dessa novidade, também o cliente infantil foi motivo de preocupação com atendimento especial com sala de filmes, jogos e até piscina. Dr. Alfeu de Mello Valença, Superintendente do DISUD, acompanhado de sua esposa, foi presença marcante na solenidade que contou também com a participação de outros importantes convidados.
Gasolina mais cara a partir de hoje Brasília - A gasolina custa Cr$ 60 o litro e o álcool Cr$ 32, a partir de zero hora de hoje, de acordo com as portarias divulgadas anteontem pelo CNP (Conselho Nacional de Petróleo), mas que haviam sido assinadas desde o dia 30 de janeiro. O maior aumento foi concedido ao óleo diesel, que passou de Cr$ 20 para Cr$ 26, o litro, 30%. As autoridades do setor energético já haviam alertado para a necessidade de reajustes maiores para o óleo diesel, que no momento é o derivado mais consumido e, portanto, o determinante de quanto petróleo o país deve importar. Os óleos lubrificantes de todos os tipos tiveram um aumento de 20%.
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, domingo, 25 e segunda-feira, 26 de maio de 2014
Política
NOTA
Nesta semana a equipe da secretaria municipal de Fazenda fará apresentação do balanço referente ao primeiro quadrimestre deste ano
INFRAESTRUTURA
Firjan e Estado debatem PONTO DE VISTA gargalos da logística Empresários e representantes da secretaria de Transportes do governo do Rio se reúnem para traçar planejamento para o futuro do setor Márcio Siqueira
KANÁ MANHÃES
marcio@odebateon.com.br
O
s gargalos registrados na logística da indústria macaense, que impactam diretamente à rotina de atividades ligadas a cadeia produtiva do petróleo, e consequentemente o cotidiano dos cerca de 220 mil moradores da Capital Nacional do Petróleo, poderão ser superados através do planejamento que começará a ser traçado nesta semana, entre o setor empresarial de Macaé e o governo do Estado. Através da iniciativa da secretaria estadual de Transportes, a Comissão Municipal da Firjan, através da interlocução com a representação regional do Sistema Firjan, foi convidada a debater metas para a elaboração do Planejamento Estratégico de Logística do Estado, o que abre a possibilidade para a indústria apontar os seus principais obstáculos, assim como suas ideias para melhoria do setor, já debatidas através da atuação da Câmaras Temáticas que formam o conselho de empresários do município. O encontro acontece no auditório do Senai Macaé, na quintafeira (29), quando empresários macaenses acompanharão a apresentação do trabalho elaborado pelo governo estadual, através da participação do subsecretário de Transportes, Tel-
Comissão da Firjan apresentará demandas levantadas através do trabalho de Câmaras Temáticas
mo Pinho. O encontro em Macaé seguirá a mesma diretriz adotada pelo Estado, na reunião realizada também neste mês, junto aos empresários de Campos dos Goytacazes, que compõem a representação regional da Firjan. "Na reunião de Campos surgiu a proposta de se discutir a logística também de Macaé, fundamental à indústria do petróleo", explicou Evandro Esteves, membro da Comissão Municipal da Firjan.
Na reunião, temas como propostas de transportes aquaviários, rodoviários, ferroviários e portuários serão analisados pelos representantes do Estado e empresários, buscando assim alternativas a longo prazo para destravar projetos já propostos pela Comissão Municipal da Firjan, como a realização das obras de duplicação da Rodovia Amaral Peixoto (RJ 106), principal rota de integração da dinâmica offshore registrada no cotidiano industrial que vai
além de Macaé e Rio das Ostras, alcançando Cabo Frio. "Essa é uma reunião importante para o empresariado local, que poderá ser ouvido pelo Estado, reforçando assim as propostas que levantamos em debates nas nossas reuniões", considerou o presidente da Comissão Municipal da Firjan, Marcelo Reid. O encontro contará com a participação da Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM).
Instalação de porto entra no debate como o tema do encontro será a logística, o setor empresarial poderá garantir também a sua contribuição na defesa pela consolidação do projeto considerado como essencial para atender os gargalos da dinâmica da indústria offshore: a construção de um novo terminal portuário em Macaé. O desenvolvimento do proje-
to é considerado como a proposta mais viável para solucionar a necessidade de infraestrutura de movimentação e transporte de cargas essenciais à continuidade da operação das unidades de exploração e produção de petróleo na Bacia de Campos. A indústria, assim como o governo municipal, mantém a defesa pela concretização do
Terminal Portuário de Macaé (Terpor), projeto elaborado pela iniciativa privada, dentro da demanda de logística offshore identificada na região da Bacia de Campos. Segundo o setor empresarial, a intervenção do Estado é essencial em dois fatores distintos do projeto: o primeiro é a tramitação dos licenciamentos neces-
sários às obras de construção do terminal; o segundo é a garantia de construção e ampliação das rotas de interligação da base marítima com outras retroárias utilizadas pelo segmento offshore, entre as principais estão o Parque de Tubos, situado no extremo-sul do município, e a área da Usina Termelétrica Norte Fluminense (UTNF).
MOBILIDADE
Briga por duplicação da BR 101 completa três anos sem avanços WANDERLEY GIL
Mesmo sendo líder na luta por obras, Macaé ainda não é contemplada por intervenções no process o lento de análise de alternativas que garantam a realização de obras no trecho pertencente a Reserva Biológica da União (ReBio), situada entre Macaé e Casimiro de Abreu, a luta pela consolidação das obras de duplicação da BR 101 completa três anos sem grandes vitórias para a Capital Nacional do Petróleo. De novidade sobre o caso, surge, de forma não oficial, uma possível brecha no decreto de criação da Reserva, que registraria a exclusão da faixa de domínio da rodovia (situada à margem do acostamento da estrada), com área protegida pela preservação permanente de espécies da Mata Atlântica. Porém, o desinteresse dos representantes políticos, tanto de averiguar esta possibilidade, quanto de dar conti-
Promessa de Pezão Como a segurança pública se tornou prioridade da população nas reivindicações aos governos, considerando o aumento significativo da violência não computada nos índices estatísticos da polícia. Porque os próprios órgãos não registram todas as ocorrências - que não são poucas - contribuindo para o descrédito do trabalho realizado, os policiais civis decidiram fazer uma paralisação de 48 horas, encerrada com a promessa do governador Pezão, na quinta-feira, de enviar à Assembleia Legislativa até o fim do mês, projeto para incorporar a gratificação de R$ 850,00 aos salários dos agentes. Feita a promessa, eles realizaram assembleia na Cidade da Polícia, decidindo voltar ao trabalho, para alívio da população que se sentiu desprotegida durante todo o período que causou pânico e aumento da criminalidade. Outro fato que está deixando todos em alerta, principalmente a classe política, foi a decisão do Secretário de Segurança, de convocar todos os policiais militares, mesmo os recrutas recém formados, para a capital, a fim de reforçar o contingente durante o período da Copa do Mundo que começa
dia 12 de junho. Pezão prometeu incorporar a gratificação no salário dos policiais, mas lembrou que apesar do grande impacto nas contas do governo, há outras categorias para atender, como professores e médicos. Mas não é só o aumento do salário que os policiais necessitam. Todas as delegacias necessitam, também, de equipamentos e aumento do efetivo para atender ao registro de ocorrências e fazer as investigações. O problema não é tão pouco como alguns podem imaginar. São muitos e começam exatamente quando o cidadão liga para o 190 e é atendido por outra corporação completamente fora da área, que não tem comunicação com a desejada e aí a criminalidade aumenta porque se o próprio sistema não funciona, como vai funcionar a ação policial? Espera-se, pelo menos, que as autoridades decidam mudar o quadro que é apresentado hoje. Não é à toa que todos reclamam e com razão.
O sobe e desce Sexta-feira os jornais amanheceram como é habitual, divulgando o resultado da pesquisa realizada pelo Ibope entre os dias 15 e 19 de maio, após as propagandas partidárias na televisão, mostrando queda no índice de votos nulos e em branco, que diminuiu de 24% para 14%. Por outro lado, a pesquisa mostra que a presidente Dilma Rousseff (PT) que teve queda na intenção de voto na anterior com 37%, voltou a crescer para os 40%. Também os dois candidatos da oposição, Aécio Neves (PSDB) que subiu de 14% para 20%, e Eduardo Campos (PSB) de 6% para 11%, em ascensão na intenção de voto estimulada, é quase uma demonstração clara que pode haver segundo turno. Sobre o desempenho administrativo da presidente Dilma Rousseff, 47% aprovam e 48% desaprovam e 65% dos eleitores pesquisados acham que é preciso “mudar tudo” ou “muita coisa” no próximo governo. Mas, admitem os analistas da pesquisa que existe uma ânsia de mudar ganhando maior força no segmento dos que ganham mais de cinco salários mínimos, e acima de 65% em todas as faixas etárias, manifestada com mais contundência (71%) entre os eleitores de 16 a 24 anos, prevalecendo
o desejo de mudança em todas as regiões, de 61% no Nordeste a 73% no Sudeste. Admitem os analistas que os fatores que permitiram a presidente Dilma estancar a queda nas pesquisas foi o programa partidário que no encontro nacional do PT, com o ex-presidente Lula, deixando claro que Dilma é a candidata, além das viagens da presidente pelo país, e o pronunciamento feito na véspera do Dia 1º de Maio. Acreditam ainda os pesquisadores, que as denúncias de corrupção na Petrobras, feitas pelo senador Aécio Neves, consolidou seu crescimento. Mas nos próximos dias será divulgada a pesquisa do DataFolha, quando então poderão os números ser outra vez analisados para confirmar a tendência do sobe e desce, e outros fatos relevantes estarão na crista da onda, principalmente a CPI chapa branca da Petrobras, praticamente esvaziada com os depoimentos de Gabrielli e Cerveró.
PONTADA O líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (RJ), integrante da ala do partido contra o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff, disse que “o PMDB do Rio organiza manifestação do movimento suprapartidário de apoio à candidatura de Aécio Neves à Presidência”. Mortes ainda são registradas na rodovia em trecho não duplicado, entre Macaé e Casimiro de Abreu
nuidade às cobranças diretas à Autopista Fluminense, concessionária que administra a rodovia, garante ao município um fio de esperança apenas com os debates realizados pelo setor empresarial, como o estudo elaborado pelo Sistema Firjan, debatido em Macaé no início deste ano, elevando a discussão sobre o projeto ao nível técnico. Do estudo "BR 101 Norte Comparação entre cronogra-
mas e necessidade de obras na rodovia", elaborado pela Gerência de Competitividade Industrial e Investimentos, da Diretoria de Desenvolvimento Econômico do Sistema Firjan, surge uma triste constatação: a redução cada vez maior da expectativa de cumprimento do prazo inicial para a conclusão das obras no trecho entre Macaé e Casimiro de Abreu: 2016. Enquanto a pressão política,
enfraquecida, não é suficiente para movimentar a equipe técnica da concessionária, e da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), órgão fiscalizador do governo federal, para o fim do imbróglio e o início das obras, vidas continuam sendo perdidas na "Rodovia da Morte" onde, em menos de uma semana, três vítimas fatais foram registradas em acidentes que deixaram também dezenas de pessoas feridas.
O tão esperado projeto do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), com duas composições estacionadas na estação que divide o Centro do bairro Miramar, vai sair da linha. Está na Câmara Municipal para apreciação dos vereadores, a mensagem que transfere para o governo estadual os dois trens. Já é incontável o número de pretensos candidatos a deputado estadual pelas várias siglas partidárias em Macaé, tendo Chico Machado (PMDB), como puxador de votos, apoiando Pezão para governador. O vereador Igor Sardinha sustenta o apoio ao senador Lindibergh Farias. Agora falta Garotinho. Até domingo
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, domingo, 25 e segunda-feira, 26 de maio de 2014
Opinião
NOTA
Aumenta risco de incêndios florestais, estiagem faz com que a vegetação fique mais seca, favorecendo queimadas
WANDERLEY GIL
FOTO LEGENDA
EDITORIAL
Oportunidade para a logística Ao viver “ilhada”, Macaé perde a oportunidade de se manter em alta do mundo do petróleo. Porém, essa situação começa a mudar, a partir do planejamento de ações que integram o setor empresarial e o poder público. Como diz o ditado: antes tarde do que nunca! É evidente a todas as pessoas que vivem no município, e que atuam nas mais variadas vertentes, áreas que formam a economia local, que a mobilidade e a infraestrutura ainda são os maiores gargalos da cidade, uma situação hereditária na condução da administração local ao longo dos últimos anos. Em quatro décadas, o planejamento não foi a palavra de ordem para os gestores da cidade que viram a expansão econômica, o acréscimo dos recursos do petróleo, como os royalties e a Participação Especial (PE) no orçamento municipal, serem os maiores resultados da escolha de Macaé em receber as instalações da Petrobras. A continuidade de gestão era baseada apenas no interesse político, na manutenção de grupos que pensavam muito mais no beneficiamento gerado pela administração pública, do que o compromisso real em projetar Macaé para o tão esperado desenvolvimento. A continuidade, através de
obras e programas voltados a organizar setores fundamentais às atividades econômicas e à rotina da população, hoje se faz ainda mais necessária à cidade que vive todos os entraves, em todos os sentidos. A construção de uma nova pista de pousos e decolagens no Aeroporto de Macaé, projeto defendido pela Associação Comercial e Industrial (ACIM), se faz necessária para que o município possa ser interligado a outras capitais do país, permitindo operações de aeronaves maiores, com maior capacidade de passageiros, e menor custo no preço das passagens. Possuindo a segunda maior rede hoteleira do Estado, e um estádio, o Cláudio Moacyr de Azevedo, referência em jogos de campeonatos importantes, Macaé acabou perdendo espaço para marcar a sua participação na história esportiva, ao não receber uma delegação que irá participar da Copa do Mundo de Futebol deste ano, por não garantir um deslocamento imediato através dos céus.
ESPAÇO ABERTO Supersimples para todos Foi aprovada na última semana, na Câmara dos Deputados, o texto base do projeto de Lei que altera o regime de tributação das micro e pequenas empresas e universaliza o acesso do setor de serviços ao Simples Nacional. Após a aprovação final do projeto e a sanção presidencial, o critério para poder se enquadrar no Supersimples deixará de ser a categoria profissional ou a natureza da atividade do empreendimento e passará a ser o faturamento da atividade exercida - mantendo o limite anual de R$ 3,6 milhões. A inclusão dessas profissões é um grande avanço em direção à garantia de isonomia entre os profissionais de serviço, ampliando o acesso a um índice de cobrança único baseado no faturamento, independentemente do ramo de atuação do negócio. Com o novo projeto, 140 atividades econômicas ingressarão no Simples, o que representa cerca de 450 mil novas empresas. Ficaram de fora apenas as de refrigerantes, bebidas alcoólicas, armas e tabaco. A partir de 2015, os novos optantes do regime, entre eles médicos, jornalistas, advogados, publicitários, veterinários, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e corretores, entre outros profissionais, deverão ser incluídos em uma tabela de recolhimento separada, calculada sobre o lucro presumido. Apesar de ser mais uma conquista rumo à desburocratização, a nova tributação proposta será elevada, com alíquotas que variam de 16,93% a 22,45% do faturamento mensal, enquanto que a taxa para as micro e pequenas empresas do comércio enquadradas atualmente é de 4 a 12%. Esperamos que em breve seja feita uma readequação dessa tabela para que a carga não seja tão alta e permita, de fato, que todos os pequenos empresários tenham mais facilidade para manter seus negócios regularizados no Brasil. O Projeto de Lei pretende, ainda, reduzir o tempo de abertura e fechamento das empresas, criar salas do empreendedor
nas prefeituras e alterar o modo de cobrança do ICMS ao prever o fim da substituição tributária para micro e pequenas empresas. Hoje, cobra-se impostos ao longo da cadeia comercial, tributando os produtos adquiridos pelos empresários antes mesmo de eles saberem se os venderão. Essa prática eleva a alíquota do Imposto no fim do processo. Outra alteração é a proposta de aumentar em 20% o limite do teto para enquadramento nessa categoria de tributação, passando dos atuais R$ 3,6 milhões para R$ 4,32 milhões, o que não foi aprovado desta vez. Mais de 8,7 milhões de empresas já aderiram ao Supersimples, desde sua criação, em 2007. Nestes sete anos, um dos grandes desafios foi estender esse regime diferenciado de tributação, menos burocrático e com impostos reduzidos, a outras categorias de empreendedores, para facilitar a entrada e permanência deles no mercado formal. Até então, apenas profissionais como mecânicos, doceiros, cabeleireiros, manicures, vendedores de roupas e cosméticos e fotógrafos podiam se inscrever. As pequenas empresas são grandes geradoras de renda, riqueza e oportunidades de trabalho no país, já tendo sido reconhecidas como base da nossa economia, então nada mais justo do que investir mais e mais no seu fortalecimento. Com esse mudança, o governo mais uma vez dá provas de que aposta no potencial empreendedor dos brasileiros. Em contrapartida, o país deve notar uma redução dos empreendimentos informais e o aumento cada vez maior dos empregos nos pequenos negócios. É vantagem para todo mundo. Glauco Pinheiro da Cruz é consultor em Assessoria Contábil
O condensamento provocado pelo crescimento populacional desordenado em Macaé gerou o processo de ocupação das margens e áreas que deveriam ser preservadas, diante da sua importância para o equilíbrio do ecossistema local. O manguezal situado no meio da Malvinas, utilizado como trincheira para bandidos que fogem da polícia, e o braço antigo do Rio Macaé, são exemplos de que o progresso foi bastante nocivo ao meio ambiente.
PAINEL Oportunidade
Indústria
Planejamento
Repúdio
Macaé terá uma grande oportunidade de apresentar seus principais gargalos na mobilidade urbana, e contribuir para que esses desafios sejam superados através do aporte do Estado. E o que é melhor o debate será realizado pela Comissão Municipal da Firjan, instituição isenta de interesses políticos, mas ávida por soluções em problemas na infraestrutura da cidade. A logística será o tema do encontro entre o conselho empresarial junto a subsecretaria de Transporte do Estado, que acontece quinta-feira (29), no Senai Macaé.
O foco do encontro será o planejamento de ações a serem executadas pelo governo estadual para garantir maior mobilidade em cidades estratégicas do interior do estado do Rio. Devido ao tempo, as intervenções só se concretizarão na próxima gestão do Estado, porém, a previsão futura de obras é fundamental para que Macaé possa oferecer uma logística melhor à indústria offshore, impactada devida a falta de preparação da cidade para o progresso do petróleo.
Logística
Dentro do debate sobre a logística, a proposta de construção de um porto em Macaé assumirá a prioridade, tanto no discurso do setor empresarial, quanto do próprio governo do Estado que já reconheceu a importância do empreendimento para a indústria do petróleo no Norte Fluminense. Atualmente, a chance da cidade receber um terminal portuário está na concretização do projeto Terpor, que possui investimentos previstos na ordem de R$ 1,5 bilhão da iniciativa privada.
O momento desse diálogo não seria mais propício para acontecer na semana dedicada a contribuição de um dos principais setores responsáveis pelo reconhecimento nacional e mundial de Macaé como pujança econômica. Ao celebrar neste dia 25 (domingo) o Dia da Indústria, empresários e instituições que representam as três vertentes da economia local: segmento offshore, comércio e construção civil, se reúnem para celebrar. A festa ocorre nesta segunda-feira (26), no auditório do Sesi Macaé.
Nesta quarta-feira (28), vereadores do Legislativo municipal e lideranças políticas da região tentarão uma audiência com o governador Pezão, junto ao secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e o Comando Geral da Polícia Militar, para apresentar o repúdio à proposta de recrutamento de cerca de 50 soldados do efetivo do 32º Batalhão de Polícia Militar (BPM) para atuarem durante um mês nas ruas do Rio de Janeiro no período da Copa do Mundo de Futebol.
Segurança
No mesmo dia (28), o prefeito Dr. Aluízio Júnior (PV) se reunirá com o secretariado municipal e os moradores da Nova Holanda para discutir ações que serão realizadas a partir da instalação dos módulos de segurança, semelhantes ao projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), implantadas em comunidades do Rio de Janeiro. Além da Nova Holanda, a Malvinas também receberá a unidade na quinta-feira (29).
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Balanço
Também na quarta-feira (28) a Câmara de Vereadores reservará o espaço do Grande Expediente, da sessão legislativa, para a apresentação do balanço do primeiro quadrimestre da arrecadação municipal neste ano. Os dados serão abordados pelo secretário municipal de Fazenda, Ramirez Cândido, que falará sobre a receita. A apresentação cumpre as diretrizes da lei de responsabilidade fiscal, dando transparência a atos públicos referentes ao dinheiro do povo.
Saída
A possibilidade do registro de exclusão da faixa de domínio público, do traçado da BR 101, no decreto que institui a Reserva Biológica da União (ReBio), ainda não foi apurada a fundo por lideranças políticas que representam o município mais interessado no andamento das obras de duplicação da rodovia, Macaé. Esse trabalho poderia ser realizado pela corpo de advogados que forma a Procuradoria Geral do Município. O mesmo setor da Câmara de Vereadores poderia contribuir com a análise jurídica.
Decisão
A semana será decisiva para a consolidação da campanha salarial dos servidores municipais deste ano. Depois de três dias de negociações entre o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Macaé (SindServi) junto ao governo, o reajuste de 9% apenas para servidores concursados, aposentados e pensionistas, foi definido pelas duas partes. O projeto deve ser apreciado nesta semana pela Câmara de Vereadores, para que o dissídio passa valer para o pagamento deste mês.
GUIA DO LEITOR
Telefones úteis
POLÍCIA MILITAR: 190 POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL: 191 SAMU - SERV. AS. MED. URGÊNCIA: 192 CORPO DE BOMBEIROS: 193 DEFESA CIVIL: 199 POLÍCIA CIVIL - 123ª DP: 2791-4019 DISQUE-DENÚNCIA (POLÍCIA MILITAR): 2791-5379 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (24 HORAS): 2796-8330 DEL. DE POL. FEDERAL (DISQUE DENÚNCIA): 2796-8326 DEL. DE POL. FEDERAL (PASSAPORTE/VISTO): 2796-8320 DISQUE-DENÚNCIA (CÂMARA DE MACAÉ): 2772-7262 HOSPITAL PÚBLICO MUNICIPAL: 2773-0061 AMPLA: 0800-28-00-120 CEDAE: 2772-5090 PREFEITURA MUNICIPAL: 2791-9008 DELEGACIA DA MULHER: 2772-0620 GUARDA MUNICIPAL: 2773-0440 ILUMINAÇÃO PÚBLICA: 0800-72-77-173 AEROPORTO DE MACAÉ: 2772-0950 CARTÓRIO ELEITORAL 109ª ZONA: 2772-9214 CARTÓRIO ELEITORAL 254ª ZONA: 2772-2256 CORREIOS - SEDE: 2759-2405 AG CORREIOS CENTRO: 2762-7527 TELEGRAMA FONADO: 0800-5700100 SEDEX: 2762-6438 CEG RIO: 0800-28-20-205 RADIO TAXI MACAÉ 27726058 CONSELHO TUTELAR I 2762-0405 / 2796-1108 PLANTÃO: 8837-4314 CONSELHO TUTELAR II 2762-9971 / 2762-9179 PLANTÃO: 8837-3294 CONSELHO TUTELAR III 2793-4050 / 2793-4044 PLANTÃO: 8837-4441
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, domingo, 25 e segunda-feira, 26 de maio de 2014
Polícia
NOTA
Homem é executado com sete tiros no bairro Âncora, em Rio das Ostras
PACIFICAÇÃO
Prefeitura divulga planejamento de ações Processo de pacificação nas comunidades Nova Holanda e Malvinas será iniciado no final do mês, quando novos módulos serão instalados daniela bairros
danielabairros@odebateon.com.br
A
Prefeitura de Macaé divulgou na última sextafeira (23) o plano de ações sociais que serão desenvolvidas nas comunidades Nova Holanda e Malvinas após o processo de pacificação pela força policial. O processo de pacificação nas duas comunidades será iniciado no dia 29, quando serão instalados novos módulos de segurança. No último dia 8, durante reunião no Paço Municipal, as secretariais discutiram o que cada setor irá implantar nas comunidades. Na reunião, o Secretário de Ordem Pública de Macaé, Edmilson Jório, explicou que foi um encontro preliminar e que contou com a participação de vários representantes da prefeitura. Pelo planejamento da prefeitura, num prazo de 15
dias, após a ocupação policial nas comunidades, as secretarias deverão executar as ações. Um plano de ações imediatas nas comunidades foi produzido. A Secretaria de Ordem Pública vai ficar responsável pelo mapeamento das ações que serão determinadas. Um grupo de trabalho será formado para também executar as ações para que as tarefas sejam cumpridas. Três módulos de segurança estão sendo produzidos pelo fabricante. Um será posicionado no final do ponto de ônibus na Malvinas e outro na Nova Holanda. O terceiro, segundo Jório, seria instalado na Ilha Leocádia. "Achamos melhor posicionar os dois primeiros módulos, um na Malvinas e outro na Nova Holanda. E depois fazer um estudo de situação para verificar o comportamento da violência e aceitação da comunidade.
De repente, não será necessário um módulo na Ilha Leocádia. E surgem outras linhas de ações. Um módulo poderia ser instalado na Nova Esperança ou Lagomar. Mas isso será decidido em uma reunião com a Polícia Militar e Federal", explicou o secretário de Ordem Pública no dia da reunião. Além de constituir um grupo de trabalho com representantes dos órgãos setoriais da administração municipal, Forças de Segurança e lideranças comunitárias para elaborar o diagnóstico situacional e acompanhar o cumprimento do plano, segundo o planejamento divulgado pela prefeitura, o objetivo também é realizar uma campanha de esclarecimento junto aos moradores das comunidades pacificadas, visando o diagnóstico de demandas psicossociais,
urbanísticas e econômicas das comunidades que serão pacificadas, monitorar os andamentos das ações propostas e propor ações empregadas até a primeira quinzena após a ocupação policial. Ainda de acordo com o planejamento da prefeitura, outra ação será a elaboração e condução de campanhas publicitárias de esclarecimentos, incentivos às participações populares e de fortalecimento das imagens das Forças de Segurança e do Poder Público, visando o aumento da sensação de segurança entre a população e integrar as comunidades pacificadas aos demais territórios do município. Assim que as comunidades forem pacificadas, o objetivo também é implantar o Projeto Voz dos Bairros nas localidades Malvinas, Nova Holanda e Nova Esperança. KANÁ MANHÃES
QUESTÃO DE JUSTIÇA ANDREA MEIRELLES
colunaquestaodejustica@gmail.com
Entenda o julgamento dos expurgos da Caderneta de Poupança Agora é a hora da decisão, já que a prescrição do direito está muito próxima. O Supremo Tribunal Federal marcou para a próxima semana o julgamento das ações que questionam as perdas nas cadernetas de poupança decorrentes do Plano Cruzado (1986), Bresser (1987), Plano Verão (1989), Plano Collor I (1990) e Plano Collor II (1991). A decisão definitiva do julgamento do direito aos expurgos inflacionários em cadernetas de poupança dos planos econômicos é esperada com ansiedade, já que o prazo para que os poupadores lesados se habilitem em duas ações civis públicas de abrangência nacional que transitaram em julgado em 2009 terminam neste primeiro semestre. O debate no Tribunal gira em torno dos diversos planos econômicos, editados pelo governo, através de medidas provisórias, posteriormente convertidas em leis, e que fixaram os índices de correção das cadernetas de poupança abaixo da inflação então registrada pelo IPC. O prazo para ingressar com ações individuais já terminou, pois o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) o fixou em 20 anos a contar da lesão. Logo, o último prazo se encerrou em 2011. Mas várias ações coletivas ainda estão em tramitação, algumas delas propostas ainda na década de 1990 por entidades de defesa do consumidor. Existem duas ações, por exemplo, que versam sobre o
Plano Verão e transitaram em julgado em 2009, que possuem abrangência nacional. Sendo assim, qualquer poupador do território nacional que tenha possuído uma conta de poupança em Janeiro de 1989, nos bancos condenados, poderá requerer sua habilitação e propor diretamente uma execução individual no seu próprio domicílio, por disposição do Código de Defesa do Consumidor. Contudo, quem não se habilitar ainda no primeiro semestre de 2014 perderá esse direito, já que o prazo prescricional para a execução individual da ação coletiva é de apenas cinco anos, e sua contagem se iniciou no trânsito em julgado das ações (2009). Com os vários adiamentos do julgamento, a decisão final poderá sair até mesmo depois da prescrição do direito de habilitação, e ninguém mais poderá ingressar em juízo, mesmo que o julgamento no STF seja favorável aos poupadores. Com a repercussão geral decretada pelo STF, as 400 mil ações judiciais que tratam desse tema ficaram suspensas, e aguardam o fim desse julgamento. Esse fato criou um desestímulo geral para que poupadores se habilitassem nas diversas ações civis públicas existentes, o que favorecerá os bancos, pois contam com as prescrições para reduzir a conta, caso sejam condenados a pagar as diferenças dos expurgos nas cadernetas de poupança.
Direito Adquirido Comunidade Nova Holanda vai contar com mais um módulo de segurança para ser pacificada. Malvinas também receberá contêiner
PLANO
Principais ações nas comunidades Implantação Voz nos Bairros nas comunidades Nova Holanda e Malvinas. O objetivo é fomentar a articulação e criação de ações efetivas de prevenção, proteção e redução de danos ao uso abusivo de drogas. ● IMPLANTAR o projeto de Redução de Danos na atenção básica nas comunidades Malvinas, Nova Holanda e Nova Esperança. ● REALIZAÇÃO de atividades educativas nas praças das comunidades em questão. ● DAR continuidade às ações do Núcleo de Inserção na Educação Projeto Escola Viva. ● EXECUTAR serviços de limpeza de fossas e desobstrução de redes. ● ATENDER as condições necessárias à higienização das moradias, conforme Política Municipal de Saúde Pública. ● REALIZAR atividades culturais no dia da inauguração da UPP, tais como Grupo de Capoeira. ● PROMOVER atividades contínuas no CEU (Centro de Artes e Esportes Unificados) ● PROJETO
de Macaé, localizado na comunidade Malvinas. ● IMPLEMENTAR pólos culturais nas comunidades pacificadas e entorno. ● REMOÇÃO de veículos abandonados em vias públicas e terrenos baldios (ação integrada com a coordenadoria de Posturas). ● ELABORAÇÃO de projeto de circulação viária do bairro. ● IMPLANTAÇÃO de sinalização viária para ordenamento do trânsito. ● PALESTRAS de educação para o trânsito nas escolas. ● IMPLANTAÇÃO de pontos de ônibus, bem como abrigos. ● MANUTENÇÃO de todas as IPs (lâmpadas) das comunidades. ● MANUTENÇÃO em campos e quadras. ● MANUTENÇÃO em todas as praças. ● PREVENÇÃO e combate a incêndios. ● PRIMEIROS socorros. ● DEFESA Civil. ● PROPORCIONAR prática de atividades desportivas, utilizando o esporte como principal aliado de transformação e inserção social, direcionando os moradores a uma vida disciplinada e saudável.
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(Programa de Iniciação e Desenvolvimento Esportivo) Futebol, Futsal, Basquetebol, Voleibol, Handebol.
● PIDES
● ATLETISMO.
Macaé vai a Luta. Jiu-Jitsu, Judô, Taekwondo, Muay -Thai e Boxe. ● IDENTIFICAR os locais a serem utilizados para oferta dos cursos. ● PLANEJAR os cursos a serem ministrados nas comunidades. ● CADASTRAR alunos formados na Secretaria Municipal de Trabalho e Renda. ● APRESENTAR o Centro Municipal de Idiomas (CMI) com disponibilização de préinscrição para preenchimento de um percentual de vagas a turma do 2º semestre (agosto de 2014). ● LIMPEZA de rua. ● COLETA de lixo. ● LIMPEZA dos bueiros de águas pluviais e ralos. ● FALAJOVEM: Cultura de paz, o bairro que queremos. ● RODA de conversa com os moradores. ● EQUIPES de Trabalho Técnico Social e de Regularização Fundiária da SEMHAB de Projetos da MPU - Metrópoles Projetos Urbanos, realizarão travessia pelas comunidades para reconhecimento da área. Esta ação servirá de base para a realização do Projeto de ● PROJETO
● CAPOEIRA,
Urbanização do Aglomerado Subnormal Malvinas. ● RODAS de conversas com educadores. Ação de equipes mistas da Secretaria Municipal de Educação, compostas por Orientadores Educacionais, Assistentes Sociais e outros que visitarão as escolas em horários de atividades pedagógicas dos professores para uma reflexão coletiva sobre diferentes assunstos propostos pelos participantes, mas com o olhar para o cotidiano da escola e seu entorno. ● SAÚDE na escola: atividades do Programa Saúde na Escola, produção do Cartão SUS, teste de acuidade visual, atividades de pesar, medir cálculo do IMC, além de oficinas de sexualidade, alimentação saudável, cuidados corporais e questões relacionadas à cultura de Paz e Direitos Humanos, com equipe de saúde na escola da Secretaria de Educação, em parceria com a equipe Saúde da Família, Divisão de Educação e Saúde. ● CONTAÇÃO de histórias. ● CINEMA nota 10: exibição de filme infantil para público de alunos e família, às 18h.
Os poupadores reclamam - e com razão - que os bancos violaram o direito adquirido ao reajuste pelo IPCA, o qual garantiria que o valor poupado fosse corrigido pela inflação do mês. O índice deixou de ser aplicado em razão dos Planos Econômicos, os quais visavam congelar a hiperinflação que existia no Brasil. De um lado, os bancos
alegam que cumpriram ordens, já que os planos foram estabelecidos por medidas governamentais e leis, e regulamentados pelo Banco Central. As instituições bancárias, assim, alegam que não poderiam agir de outra forma. Já o Governo Federal sustenta que não existe qualquer direito adquirido e que, portanto, não há qualquer diferença a ser reposta.
A recente decisão do STJ sobre os juros Na última semana, em placar apertado, oito dos quinze Ministros do Superior Tribunal de Justiça decidiram que as instituições financeiras condenadas devem pagar juros desde a citação da ação, e não da decisão final do processo, como era defendido pelos bancos. Caso o recurso tivesse sido aceito, a conta, que pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) é de 341,5 bilhões, seria reduzida para 128 bilhões. Segundo o Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC), um poupador que tivesse mil reais em 1993, hoje teria uma poupança de quase três mil reais. A própria Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão do Ministério da Justiça, enviou uma carta ao STJ afirmando que a tese defendida pelos bancos é “contrária à tendência de promoção de acesso à Justiça” e “contraria as disposições do Código de
Defesa do Consumidor”. Caso tivesse sido julgada procedente, como não haveria juros desde o início do processo, haveria uma tendência natural para que os cidadãos procurassem individualmente a Justiça, pois, não se tratando de ação coletiva, o direito persistiria. Se tal ocorresse, a tendência seria o Judiciário ficar ainda mais abarrotado de ações idênticas, além do enfraquecimento inevitável das ações coletivas. Por outro lado, a decisão do STJ de manter os juros desde o início do processo, poderá fortalecer o argumento dos bancos sobre o impacto financeiro, e um possível colapso do sistema. Espera-se que o Supremo Tribunal Federal não ceda à pressão dos bancos, e que decida o processo visando à efetiva defesa dos direitos dos cidadãos.
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Economia
NOTA
Bovespa cai pressionada por bancos e acumula perda de 2,5% na semana. Ibovespa teve variação negativa de 0,34%, a 52.626 pontos.
OFFSHORE
Mudança de estratégia gera desaceleração do mercado Indústria sente efeitos da mudança de estratégia da Petrobras no segmento offshore marcio@odebateon.com.br
P
or garantir o atendimento ao setor que manteve, por quase quatro décadas, em ascensão as atividades petrolíferas no país, a indústria offshore macaense foi capaz de seguir um ritmo de expansão alheia às oscilações do mercado econômico brasileiro. E por conta dessa posição diferencial, o setor vive hoje um período de desaceleração em virtude da mudança de estratégia de investimentos da sua principal cliente: a Petrobras. Para manter em alta a curva de produção de barris diários de petróleo, que chegam atualmente à casa dos 2,2 milhões no país, a Petrobras investiu na exploração das reservas situadas em sua maior fonte: a Bacia de Campos. A aplicação de recursos mensurados em bilhões de dólares garantiram também a firmação de negócios entre as empresas que formam a indústria fornecedora da cadeia produtiva do petróleo, cujas demandas foram fundamentais para o surgimen-
to de uma série de outras atividades relativas ao setor, evidenciadas a cada dois anos durante as edições da Brasil Offshore, terceiro maior evento da indústria do petróleo no mundo. Porém, hoje, a mudança de rumo dos investimentos da Petrobras, direcionados em maior volume para o segmento de produção do petróleo, surte efeitos profundos na indústria macaense, que prevê uma redução de atividades que pode chegar aos 30% também durante o próximo ano. “Esses efeitos são sentidos pela indústria neste ano, e devem permanecer também em 2015. As estratégias são difíceis de serem planejadas no segmento offshore. Por isso, muitas empresas foram pegas de surpresa. O momento é de alerta e de muita cautela para todas as companhias”, apontou Evandro Esteves, membro da Comissão Municipal da Firjan. Estima-se que cerca de duas mil demissões foram realizadas por empresas sediadas em Macaé nos últimos meses, um reflexo da mudança de estratégia das empresas fornecedoras, uma forma de garantir fôlego nessa fase de desaceleração até
que o ritmo de negócios e investimentos seja recuperado em 2016. “A Petrobras mantém em alta os investimentos, porém na prestação de serviços que não são o foco da expetise da nossa indústria. Hoje a companhia investe na produção, na fabricação de unidades, setor que atende a outros grupos no país. Para garantir fôlego até que o foco da exploração seja retomado, as empresas precisam se adaptar à atual realidade”, explicou Evandro. Na posição hierárquica, quando a Petrobras deixa de direcionar investimentos para a exploração, companhias que atuam na linha de frente do setor acabam reduzindo os investimentos na contratação de serviços e na aquisição de materiais fornecidos pelas empresas macaenses, que sentem o maior peso da desaceleração. A situação aumenta os riscos de inadimplência de empresas da cidade. As demissões impactam também nas outras duas vertentes da economia macaense: o comércio e a construção civil.
KANÁ MANHÃES
Mudança de foco da Petrobras reduz investimentos em exploração de petróleo
“A demora da Agência Nacional do Petróleo (ANP) em promover os leilões de novas áreas de exploração também impacta a realidade atual da indústria offshore. As metas para a exploração estão sendo, aos poucos, retomadas, porém o ritmo só deve ser recuperado dentro de um ano”, apontou Evandro.
FRASE KANÁ MANHÃES
Márcio Siqueira
“Para garantir fôlego até que o foco da exploração seja retomado, as empresas precisam se adaptar”, EVANDRO ESTEVES, FIRJAN
PROJETO
Porto surge a partir de demanda da indústria KANÁ MANHÃES
Projeto tem potencial para atender a demanda logística do setor offshore a dinâmica das atividades de apoio à exploração e produção de petróleo nas reservas situadas na Bacia de Campos exigiu, ao longo dos últimos anos, o aperfeiçoamento de uma técnica tão fundamental quanto a prospecção de óleo bruto e gás natural situados em águas profundas: a logística. Setor primordial para a escolha de Macaé para receber a primeira base de operações da Petrobras, através da instalação do Porto de Imbetiba, hoje a logística offshore exige muito mais da cidade que medidas para reduzir os impactos gerados pelo tráfico de carretas, que promovem o suporte de serviços ao segmento offshore através do sistema rodoviário. A partir da expansão da demanda comprovada pelo expressivo número de rebocadores ancorados na área próxima ao Arquipélago de Sant'Anna, a espera de espaço para atracagem nos terminais do Porto de Imbetiba, nasce a necessidade de Macaé expandir a sua dinâmica portuária, através da implantação de um novo terminal marítimo. Dentro dessa demanda, surge o projeto do Terminal Portuário de Macaé (Terpor), proposta que segue a fase de discussões de impactos, até que suas obras sejam iniciadas, e a expectativa de operação em 2017 seja alcançada. Pelo menos é o que espera uma companhia de peso que está de olho no empreendimento: a Petrobras. O Terpor nasce através da iniciativa privada, com investimentos estimados em mais de R$ 1 bilhão, cuja concretização deve acontecer em 2017. Apresentado há cerca de
Demandas do Porto de Imbetiba serão supridas
dois anos, o projeto hoje passa pela análise de órgãos como a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a Marinha, através da Delegacia da Capitania dos Portos em Macaé, além do registro junto a Petrobras, que já demonstrou interesse na proposta, através da apresentação feita diretamente à presidente da estatal, Graça Foster. Ao acompanhar dados como a expectativa de amplia-
ção de produção diária, de dois milhões de barris atualmente, para 4,75 milhões de barris até 2020, segundo estimativa da Petrobras, o Terlom se encaixa perfeitamente no atendimento da dinâmica de crescimento do serviço supply boat. Dados apontam que em 2009, 254 embarcações operavam no atendimento à indústria do petróleo na região. Esse número saltará para 504 em 2020.
Operação deve acontecer em dois anos as dimensões do projeto foram definidas de acordo com o perfil da indústria do petróleo local, atendendo também a normas que amenizam os impactos ambientais ao ecossistema local. O Terlom prevê a construção de um terminal de operações em área situada no São José do Barreto. A partir da praia será
construída uma pista de 1.630 metros que ligará a parte onshore do porto até os 14 berços de atracagem de rebocadores. De acordo com estudos, o raio de abrangência das atividades que serão desenvolvidas pelo porto não afetarão a área de amortecimento do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba.
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Geral
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NOTA
Macaé participa de programa estadual de qualificação de hemocentros
20 ANOS NUPEM
Cientista que deu vida ao Nupem será homenageado pela Alerj Francisco Esteves, cientista e diretor do Nupem receberá título de cidadão do Estado do Rio de Janeiro Juliane Reis
Juliane@odebateon.com.br
N
a próxima sexta-feira, 30 de maio o renomado cientista e diretor do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Socioambiental de Macaé (Nupem), Francisco de Assis Esteves será homenageado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Ele receberá o título de cidadão do Estado do Rio em reconhecimento a seu trabalho em prol da sustentabilidade de Macaé e Região. O título foi indicação da Deputada Aspásia Camargo cuja aprovação se deu no último dia 31 de abril. Um dos pareceres da presidência da Alerj disponível na página do Nupem, diz que o título é em reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo Diretor do NUPEM/UFRJ em prol do desenvolvimento sustentável no Norte Fluminense e que a competência acadêmica e a sua preocupação com o desenvolvimento socioambiental da região norte fluminense faz do Professor Francisco de Assis Esteves um exemplo de cidadão para o nosso estado. “Para mim será uma grande homenagem, pois mostra que nosso trabalho, além de ser reconhecido no município, extrapolou as fronteiras de Macaé ganhando todo o estado. Na oportunidade, agradeço à deputada Aspásia Camargo pela indicação”, disse Esteves, que também é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Campus Macaé. A cerimônia de entrega do tí-
tulo será realizada no Auditório Hélio Fraga, localizado no Centro de Ciências da Saúde, Bloco K, Campus Fundão. O PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 1167/2014 da Alerj traz ainda um pouquinho da historia do professor. Segundo o texto, natural da Cidade de Cascavel, no Estado do Ceará, Francisco de Assis Esteves nasceu no dia 4 de setembro de 1950. Seu pai, José Esteves da Silva, era um pequeno agricultor de subsistência; e sua mãe, Raimunda Pereira da Silva, doméstica. Com 14 meses de idade ficou órfão de pai, juntamente com mais 13 irmãos. Já aos nove anos de idade ele migrou para a Cidade do Rio de Janeiro e, já com 13 anos, começou a trabalhar como vendedor em uma papelaria. Os seus estudos básicos e secundários foram concluídos no período noturno em escolas públicas localizadas nos bairros do Engenho de Dentro e da Tijuca. Em 1970 foi aprovado no curso de Biologia da UFRJ, onde se graduou em 1973. Ainda nos primeiros semestres de sua graduação Francisco apresentou interesse pelo estudo da ecologia das águas continentais, da Lagoa Rodrigo de Freitas e dos lagos de altitude do maciço de Itatiaia, ambientes que se tornaram fontes de pesquisa cientifica. E no ano de 1973 recebeu bolsa de estudo da Alemanha. E de 1974 a 1978 realizou seu curso de doutorado no renomado instituto Max-Plack Insitut für Limnologie, na Cidade de Ploen, sob a orientação do igualmente renomado
DIREITO
“Semana Jurídica” na Estácio Macaé mobiliza acadêmicos Os futuros profissionais de Direito participaram de atividades diferenciadas um evento que tem como principal objetivo divulgar o conhecimento do direito aos acadêmicos, principalmente sobre temas novos e que muitos ainda não são abordados em salas de aula. Assim é a Semana Jurídica da Universidade Estácio de Sá Campus Macaé. As atividades são realizadas todos os anos e esse ano aconteceu na última semana superando as expectativas da equipe organizadora. As atividades foram coordenadas pela Coordenação de Direito da Universidade (com o Dr. Alberto Camargo e o professor Ubirajara Neto) e pelo Núcleo de Práticas Jurídicas de Direito (com o professor Emerson Porto) e apoio do gerência acadêmica do Campus, por meio da professora Ana França. O evento teve início na terça-feira, 20 e encerrou na sexta-feira. Na terça, o encontro contou com a participação da ex-delegada Chefe da Policia Civil, Martha Rocha, que ministrou uma palestra sobre “Segurança Pública”. Já na quarta, o tema do en-
contro foi “Redução da maioridade penal”, com o Dr Felipe Melo. E encerrando a programação, na sexta-feira, a juíza Federal Drª Angelina proferiu uma palestra sobre “A carreira da magistratura”. Para o professor e coordenador das atividades, Alberto Camargo, o evento superou as expectativas. “O número de acadêmicos participantes foi três vezes além do que esperávamos. Em todas as palestras o auditório ficou lotado, eram alunos sentados no chão, em pé. Ficamos muito felizes com a participação deles. Esse evento é importante para a formação deles, eles aprendem e adquirem conhecimentos que muitas vezes não são passados em salas de aula. E mais que isso. É uma semana de incentivo, motivação para que os alunos vejam que a carreira que escolheram tem futuro, tem várias áreas que eles podem atuar”, enfatizou Alberto.
“O número de acadêmicos participantes foi três vezes além do que esperávamos”, ALBERTO CAMARGO, COORDENADOR
WANDERLEY GIL
Na cidade, além do Nupem, Francisco auxiliou na criação do Parna Jurubatiba, liderou projetos de educação ambiental
cientista Harald Sioli. Atualmente Francisco, carinhosamente chamado de professor Chico, é titular em Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Coordenador do Laboratório de Limnologia da UFRJ e Diretor do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé (NUPEM), unidade acadêmica
vinculada ao Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro. E não para por aí, Francisco Francisco Esteves é considerado pioneiro, no Brasil, nas pesquisas em ecologia de ecossistemas aquáticos continentais, especialmente nas lagoas costeiras do Norte Fluminense e lagos e rios da Amazônia. Suas
pesquisas sobre estes ecossistemas e outros pelo Brasil afora resultaram numa massiva produção científica, gerando mais de 200 artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais, além de 6 livros, 55 capítulos de livros e dezenas de artigos em divulgação cientifica, alfabetização ecológica e educação ambiental.
“É uma grande homenagem. Mostra que nosso trabalho extrapolou as fronteiras de Macaé” FRANCISCO ESTEVES
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Geral
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CULTURA
Inscrição para Festival de Poesia do Nupem encerra esta semana Evento faz parte da programação em comemoração aos 20 anos da instituição cujas atividades vão acontecer entre os dias 2 e 6 de junho Juliane Reis
CRÉDITO
Juliane@odebateon.com.br
S
eguem abertas as inscrições para o Festival de Poesias do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Socioambiental de Macaé (Nupem). Os interessados podem se inscrever até o dia 28 de maio pelo email nupem20anos@ nupem.ufrj.br. O evento tem como objetivo revelar os talentos literários e de interpretação de pessoas que fazem (ou fizeram) parte do corpo social do NUPEM, da comunidade acadêmica do campus UFRJ-Macaé e por outras que, de alguma forma, compõem a história deste Núcleo, como colaboradores e ou incentivadores. Poderão se inscrever pessoas que fizeram parte da história do NUPEM ou, por conhecê-la, desejam prestar uma homenagem pela passagem dos primeiros 20 anos. De acordo com o regulamento, cada candidato poderá concorrer com até dois textos e só serão aceitos textos escritos em versos. Os textos (poemas) deverão ser de autoria do candidato, es-
Cada candidato poderá concorrer com até dois textos e só serão aceitos textos escritos em versos
critos em Língua Portuguesa, dialogando com o tema: “Vinte anos do NUPEM-UFRJ”. Ainda segundo o edital, os candidatos deverão enviar os poemas em fonte Arial ou Times Roman, tamanho 12, contendo nome do participante
(ou pseudônimo), telefone para contato e indicação do nome do intérprete, quando não for o próprio autor. Serão classificadas até 15 (quinze) poesias para a grande final, que será realizada no dia no dia 4 de junho de 2014. E a
divulgação das poesias classificadas será feita no dia 30 de maio de 2014, através do site do NUPEM. Serão premiadas as três melhores poesias e o melhor intérprete. Evento acontecerá no dia 4 de junho.
CASA DO IDOSO
Cetep realiza Dia da Beleza na Casa do Idoso Equipe promoveu atendimento especial a assistidos pela instituição o centro de Educação Tecnológica e Profissional (Cetep) proporcionou um Dia da Beleza para os idosos da Liga Beneficente São João Batista de Macaé, mais conhecida como Casa do Idoso, no bairro Imbetiba. A ação aconteceu na sexta-feira (23) e teve como principal objetivo motivar os assistidos para festa do Dia das Mães, que aconteceu no sábado (24), oferecido pela Associação de Mantenedores Beneficiários da Petros (Ambep). De acordo com o presidente do Cetep, Lenilson Júnior, foram oferecidos serviços de corte de cabelo e de manicure que, além de oferecer os cuidados de beleza, proporcionam um espaço de socialização com os idosos. “O objetivo do Ce-
tep é a qualificação profissional, geração de renda e qualidade de vida. Hoje, nós estamos ajudando na qualidade de vida desses idosos”, frisou o diretor. Todos os assistidos da casa, um total de 80 idosos, foram atendidos por 15 alunos do Cetep, orientados por quatro instrutores. “Estou com as unhas na cor rosa, cabelos cortados e a mente limpa!”, destacou Edite Apolinário, de 82 anos. Para a coordenadora de Saúde da Casa do Idoso, Margarida Vieira da Silveira, os trabalhos oferecidos pelo Cetep são fundamentais para levantar a autoestima dos idosos. “A ação se torna um ponto de encontro entre os assistidos, que evoluem com a iniciativa e ficam menos ociosos”, ressalta. Além do Dia da beleza, o Cetep disponibiliza instrutores e estudantes de diversas modalidades para a realização de ações na Casa
MOISÉS BRUTO/SECOM
do Idoso, como acontece nos cursos de Cuidadores de Idosos e de Artesanato. “São os próprios idosos que estão confeccionando a lembrança do Dia das Mães e os enfeites da festa Junina durante as aulas de artesanato”, explica Margarida. CETEP
O Cetep atua para suprir a demanda de mão de obra qualificada. Em 2013, em parceria com empresas e prefeitura, o Cetep qualificou 2.266 alunos em 43 cursos em diversas áreas,
Iniciativa do CETEP garantiu alto-estima a idosos da instituição
proporcionando a inserção no mercado de trabalho e contribuindo para a inclusão social. Nesses primeiros meses do ano, o Centro de Educação Tecnológica e Profissional ofereceu 1.948 vagas e, até o momento, 1.392 alunos estão matriculados. Mais informações sobre os cursos podem ser obtidas no email cetep@macae.rj.gov.br ou pelo site: www.cetepmacae. rj.gov.br. Os telefones para contato são (22) 2762-4025, 27700828 e (22) 2796-1255.
COLISÃO
Acidente com ônibus da SIT O acidente ocorreu na Rua Coronel Sizenando de Souza na altura do numero 923 de acordo com informações, na manhã de sábado um ônibus da SIT, em Macaé invadiu uma casa, derrubou o poste padrão, arrebentou as fiações e ainda
destruiu um carro que estava parado. O acidente ocorreu na Rua Coronel Sizenando de Souza na altura do numero 923 no Visconde de Araújo por volta das 7h. E segundo informações do cabo Vagner do corpo de bombeiros não houve nenhum chamado de resgate para este acidente, e segundo populares não teve vitimas. SYLVIO SAVINO
Acidente aconteceu por volta das 7h de sábado no bairro Visconde de Araújo
Os Vivos e os Mortos O título é um plágio de um lindo e indescritível conto de James Joice. Não é um conto. É a metáfora da saudade. Todo ano em uma festa de fim de ano as mesmas pessoas se reuniam. Uma pianista. Um declamador. Um tenor, artistas plásticos, escritores, poetas e prosadores para homenagear os que partiram. Aquele que não retornasse seria homenageado, lembrado, recordado, tendo como pano de fundo, a amizade, a saudade e a ausência. Já escrevi sobre o nosso querido Rei Momo em vida. Escrevo agora em sua ausência. Escreveu um memorialista: “nasci criança; vivi criança; morri criança”. Nosso querido Marlo gostava muito dessa frase, mas é uma espécie de encomenda para a alma de Pingo. Macaé ainda era uma cidade sem turba de agitação. Uma cidade ainda muito poética onde recebíamos os ensinamentos dos mais antigos. Íamos pouco a pouco ouvindo e escutando de nossos pais que não deveríamos frequentar a Praia dos Cavaleiros, pois, assim ficou denominada, pois pelas suas areias passavam uns cavaleiros que foram tragados pelas ondas. Não se devia subir o Morro de Santana, pois existiam almas penadas. A Santa Ana à noite descia por um túnel e ia às duas ilhas com a missão de proteger os pescadores que furavam a aurora com seus barcos, suas redes e suas coragens. Tudo isso povoava nossa imaginação e havia uma relação telúrica, de vinculação apaixonada por nossas praias, nossas ruas, nossas praças, nossos amigos. Nesse ambiente que nosso querido e saudoso Claudio Moacyr, advogado brilhante, prefeito, deputado conheceu aquele alegre jovem que vinha da Aroeira para o Centro da cidade. Gordo, alegre, fanfarrão. Claudio, com sua intuição não perdeu tempo, nomeou Pingo para a Prefeitura. O gabinete da Prefeitura era onde hoje é a Câmara e na Câmara, o plenário foi cedido ao Poder Judiciário. Chega o Juiz novo e pede a Claudio um funcionário. Claudio imediatamente coloca Pingo à disposição do juízo. Havia sido feita uma apreensão de maconha. O Juiz novo que chegou pretendia incinerála, pois o Juiz anterior já havia julgado o processo. Incomodava aquela quantidade de erva no canto de uma sala. O Juiz manda chamar seu “Agenor” e diz: “Seu Agenor, à noite nós vamos queimar esse fumo”. Pingo olha a quantidade e responde: “Isso tudo, Doutor. É muito para mim e o senhor”. O Juiz devolve Pingo a Claudio Moacyr com as honras da Casa. Pingo ainda bem jovem não distinguiu a diferença entre incinerar e queimar. Claudio Moacyr, Prefeito de Macaé, assume a Presidência do Macaé Futebol Clube e escala como árbitro Pingo e Jociênio. Jociênio havia sido nomeado guarda e Pingo auxiliar de Gabinete. Macaé entra em campo e Pingo é escalado como árbitro da partida. Acompanha o lance e marca um pênalti contra o Macaé.
Apitava forte, estufava o peito, fazia cara feia, fechava o rosto, comprimia a face e não aceitava qualquer ponderação. Esticou o braço e apontou o dedo na direção da marca do pênalti. Veio a memória do Prefeito, de seu amigo Claudio Moacir, do gabinete e todas as honras da casa. O nosso querido gordo bailou como uma espécie de Ana Botafogo, bailarina, rodopiou na ponta do pé, virou as costas para a trave do Macaé e apontou para a direção contrária. Falta em favor do Macaé. Por fim, foi eleito Rei Momo de nossa cidade. Só aceitava a vestimenta do Rei se viesse do Rio de Janeiro. A roupa era como a alma de Pingo, brilhante, alegre, multicolorida. Carapebus e Quissamã ainda eram distritos de Macaé. Claudio Moacyr abriu o carnaval da cidade. E era praxe que fosse a Carapebus abrir também o carnaval. Lá em Carapebus estava à sua espera, Nacif que era também querido por todos. Na praça próximo ao antigo Banerj, Claudio discursa e entrega a chave da cidade ao nosso Rei Momo, o povo aplaude, Pingo se posta ao lado do orador, o povo aplaude. Alguns pingos de chuva começam a cair. Claudio termina o discurso: “Meus amigos. Estou nesse momento entregando a chave da nossa cidade ao nosso querido Rei Momo. Os aplausos viram ovação. Pingo e Claudio são ovacionados e Pingo com uma grande chave no pescoço e imponente segurava um bastão. Disse Claudio: “Estamos indo abrir o carnaval em Carapebus”. No veículo entra Claudio na frente e Pingo acompanhado do nosso querido Ernestinho com sua máquina fotográfica ao pescoço, atrás do veículo. A chuva aumenta e a estrada que liga Macaé a Carapebus era de barro. Ao acabar de subir um topo de ladeira, o carro para. Escovão vira para o Prefeito e diz: “É aquele defeito. Só uma mexidinha pega, como se diz uma empurrada pega. Claudio vira para trás e diz: "Empurra Pingo, Ernestinho não adianta, já tomou algumas". Pingo olhou a chuva que caía e respondeu: “Desce o senhor, doutor, pois o Prefeito da cidade hoje sou eu. O senhor me entregou a chave da cidade. Quando acabar o carnaval devolvo a chave e a cidade ao senhor. ” Claudio, franciscanamente desceu e junto a um transeunte que passava deu uma empurrada no carro e seguiram adiante. Esse é nosso querido Agenor que por sua morte precoce nos deixa uma bela lembrança e profunda saudade. Certamente lá em Cima encontrará Claudio e muitos outros que já foram. Vão rir um pouco, o que está difícil nos tempos e no mundo em que estamos vivendo agora. Ronaldo Madeira - Advogado
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BAIRROS EM DEBATE Centro
Área central também precisa de maior atenção do poder público Esgoto a céu aberto, falta de acessibilidade e semáforo queimados são alguns dos problemas Marianna Fontes
WANDERLEY GIL
marifontes@odebateon.com.br
Além de residências, o Centro de Macaé concentra boa parte do comércio da cidade
C
onsiderado a área mais movimentada do município, o Centro é famoso por ser o local de maior concentração de lojas e demais estabelecimentos comerciais. É também onde fica situada a sede da prefeitura e de vários órgãos. O fluxo nessa região é bastante intenso, já que o local é caminho obrigatório para milhares de pessoas, seja para trabalhar ou realizar os demais afazeres. No mundo inteiro, grandes centros são famosos pela sua rica variedade cultural, sendo muitas vezes considerados pontos turísticos. Em Macaé, apesar de contar com prédios históricos e praças, essa questão é pouco explorada. Assim como grandes centros urbanos, a região central de Macaé acumula diversos problemas, que somados geram muitas reclamações das milhares de pessoas que moram, trabalham ou passam por ali todos os dias. Diante disso, essa semana o Bairros em Debate volta, depois de um ano desde a última visita, para ver o que melhorou e o que ainda continua tirando a população do sério.
Pedestres sofrem com falta de semáforos de acordo com o Código Brasileiro de Trânsito, a valorização da vida está acima da questão do fluxo de veículos. Em locais onde há faixa de pedestre sem sinalização, o motorista deve parar e dar a passagem. Mas infelizmente o que vemos é que o desrespeito e o egoísmo de pensar apenas em si têm se tornado um hábito cada vez mais comum. Próximo ao Terminal Central, por exemplo, são raros os condutores de veículos que param para dar passagem. Isso leva os pedestres a duas opções: esperar por um bom tempo até não passar veículos ou surgir alguém com boa vontade, ou se arriscar entre carros, motos, ônibus e caminhões. Mesmo com a sinalização, muitos condutores não respeitam as regras. Muita gente não para em sinais vermelhos, obstruem a passagem parando em cima da faixa e não se importam com os pedestres. Essa falta de conscientização muitas vezes resulta em acidentes, podendo vir seguidos de fatalidades. Se com o sinal os riscos de atropelamentos são grandes, sem ele a situação fica ainda mais perigosa. Em Macaé, muitos semáforos de pedestres estão queimados. Essa questão
Esgoto corre a céu aberto no centro, o esgoto é um outro problema visível. Em alguns pontos ele escorre a céu aberto. Um desses trechos fica na rua Vereador Manoel Braga, onde há dias o esgoto toma conta da calçada e do meio fio da via. Segundo o relato de alguns comerciantes do entorno, o problema não é recente. Com isso, os pedestres são obrigados a pisar ou desviar pelo meio da rua, dividindo o espaço com veículos em alta velocidade. A mesma situação foi presenciada pela nossa equipe na Rua Teixeira de Gouveia, no trecho entre as ruas Silva Jardim e Eusébio de Queirós. Já em alguns pontos a presença
do esgoto só é presenciado por conta do forte odor. Não bastasse o mau cheiro, a exposição desse dejeto compromete a saúde dessas pessoas, podendo vir a causar doenças, como, por exemplo, disenteria, leptospirose, dengue, varíola, amebíase, bouba, tétano, difteria, ascaridíase, dentre outras. O esgoto a céu aberto também é responsável por agravar problemas respiratórios, como bronquite e até pneumonia. Além de que contribui para diversos problemas ambientais, entre eles, a poluição do lençol freático. Ele também serve de criadouro para insetos, como mosquitos e também de ratos.
Pedestres sofrem com semáforos queimados e falta de sinalização
foi mostrada pelo jornal O DEBATE em 2012. Na época, a secretaria de Mobilidade Urbana, responsável pelo funcionamento dos semáforos na cidade, disse que iria solicitar o reparo daqueles que estivessem danificados e nos pontos sem sinalização de pedestres, ela tinha informado que não havia previsão de instalações de novos sinais. A
questão é que passou o tempo, mudou o governo, e a situação permanece até hoje da mesma maneira. Muitas pessoas reclamam que precisam ficar olhando para o sinal dos veículos para saber se está aberto ou não. “Não precisa ir longe para ver situações desse tipo. Aqui na Teixeira de Gouveia mesmo, ou na Rui Barbosa, que são
vias de grande movimento de veículos e pedestres, tem vários. Às vezes a gente vem correndo do lado oposto do trânsito e não consegue ver se está aberto ou fechado. Não dá para saber se ele está para abrir ou não. Tem vários trechos com os semáforos queimados e em outros ele nem existe mais”, relata Sandro da Silveira.
Esgoto corre a céu aberto em alguns pontos da cidade
Ausência de rampas prejudica a acessibilidade apesar de todo cidadão ter o direito de ir e vir, na prática, isso nem sempre acontece como deveria. Tudo isso porque as calçadas sofrem com diversos problemas, como, por exemplo: lixo e entulho no meio do caminho obstruindo a passagem, buracos e até mesmo falta de um padrão de altura e tamanho. Os flagrantes de irregularidade são feitos todos os dias, porém a cidade ainda não conseguiu resolver essa situação. Um dos maiores problemas para os cadeirantes é a falta de rampas. A nossa equipe chegou a
flagrar situações desse tipo em vários pontos da cidade. Um deles foi feito na Rua Teixeira de Gouveia, esquina com a Rua Silva Jardim. Para o cadeirante atravessar, ele precisa contar com a ajuda de outras pessoas, já que a calçada é alta e não tem rampa. O direito de acessibilidade para pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida está previsto na Lei nº 10.098/00. Segundo o Art. 3º, o “planejamento e a urbanização das vias públicas, dos parques e dos demais espaços de uso público deverão ser concebidos e executados
de forma a torná-los acessíveis para as pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida”. Já o Art. 4º ressalta que as “vias públicas, os parques e os demais espaços de uso público existentes, assim como as respectivas instalações de serviços e mobiliários urbanos deverão ser adaptados, obedecendo-se ordem de prioridade que vise à maior eficiência das modificações, no sentido de promover mais ampla acessibilidade às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida”.
Cadeirantes não contam com rampas nas ruas da região central
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MEIO AMBIENTE
Mais de mil espécies da fauna brasileira em risco de extinção Entre as espécies ameaçadas, 73% estão sob regime de proteção, em unidades de Conservação ou dentro de um Plano de Ação Nacional Martinho
DIVULGAÇÃO
N
o Dia Internacional da Biodiversidade (22 de maio) não houve muito o que comemorar no país e no mundo. O Ministério do Meio Ambiente apresentou o inventário da fauna brasileira, onde foram analisadas mais de 7,6 mil espécies, entre 2010 e 2014. Na Avaliação do Risco de Extinção da Fauna Brasileira, realizada por 929 especialistas do Brasil e do mundo, 14% das espécies, 1.051 do total, ainda estão em risco de extinção, sendo 121 com risco agravado. Entre as espécies ameaçadas, 73% estão sob regime de proteção, em unidades de Conservação ou dentro de um Plano de Ação Nacional. Para o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Roberto Vizentin, não há dúvida que a criação de unidades de conservação é uma medida necessária para proteger as espécies “em uma realidade como a brasileira, em que a dinâmica de ocupação dos habitats naturais é muito intensa”. Para reforçar o trabalho dentro dessas unidades, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou portaria que
Santuário para as baleias o governo brasileiro também anunciou uma campanha mundial pela criação do Santuário Internacional do Atlântico Sul para as Baleias. A proposta será avaliada em setembro pela Comissão Baleeira Internacional e tem o objetivo de impedir a caça comercial nessa área do oceano, onde ainda vigora a moratória internacional sobre a captura desses animais. Além disso, o ministério apresentou um conjunto de medidas destinadas a proteger toda a fauna brasileira, como a criação de uma força tarefa especial dedicada ao combate ao tráfico ilegal das espécies ameaçadas de extinção.
Segundo a ministra Izabella Teixeira, o Ibama, ICMBio, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal já estão realizando ações, de caráter permanente, em torno de espécies como o peixe-boi da Amazônia, botocor-de-rosa, arara-azul-de-lear, onça-pintada e o tatu-bola. Também foi foram anunciadas a criação do Prêmio Nacional da Biodiversidade, editado anualmente, a Bolsa Verde para comunidades que vivem em regiões relevantes para conservação de espécies ameaçadas, a reintrodução do peixe-boi-marinho no Caribe e acordos com os ministérios da Pesca e Aquicultura e da Ciência, Tecnologia e Inovação.
As ameaças à biodiversidade
Locais do mundo mais ameaçados
a poluição, o uso excessivo dos recursos naturais, a expansão da fronteira agrícola em detrimento dos habitats naturais, a expansão urbana e industrial, tudo isso está levando muitas espécies vegetais e animais à extinção. A cada ano, aproximadamente 17 milhões de hectares de floresta tropical são desmatados. As estimativas sugerem que, se isso continuar, entre 5% e 10% das espécies que habitam as florestas tropicais poderão estar extintas dentro dos próximos 30 anos. A sociedade moderna - particularmente os países ricos desperdiça grande quantidade de recursos naturais. A elevada produção e uso de papel, por exemplo, é uma ameaça constante às florestas. A exploração excessiva de algumas espécies também pode causar a sua completa extinção. Por causa do uso medicinal de
o impacto das ações humanas na natureza tem causado efeitos drásticos e, muitas vezes, irreversíveis à biodiversidade do planeta. Um dos efeitos permanentes mais preocupantes, a extinção, já atinge uma taxa mil vezes mais alta do que a natural na história da Terra. Diante das proporções alcançadas pelo problema, que coloca em risco a preservação da vida, fez-se fundamental a identificação de áreas prioritárias de conservação ambiental, que ficaram conhecidas como hotspots ecológicos. Os hotspots, termo criado pelo ecologista britânico Norman Myers em 1988, são regiões geográficas de rica biodiversidade no mundo todo, ameaçadas pela destruição. São áreas que já perderam 70% ou mais de sua vegetação e concentram 50% das plantas e 42% dos vertebrados conhecidos. Na última atualização feita pela organização Conservation International (CI), foram definidos 34 hotspots de biodiversidade, loca-
chifres de rinocerontes em Sumatra e em Java, por exemplo, o animal foi caçado até o limiar da extinção. A poluição é outra grave ameaça à biodiversidade do planeta. Na Suécia, a poluição e a acidez das águas impede a sobrevivência de peixes e plantas em quatro mil lagos do país. A introdução de espécies animais e vegetais em diferentes ecossistemas também pode ser prejudicial, pois acaba colocando em risco a biodiversidade de toda uma área, região ou país. Um caso bem conhecido é o da importação do sapo cururu pelo governo da Austrália, com objetivo de controlar uma peste nas plantações de cana-de-açúcar no nordeste do país.O animal revelou-se um predador voraz dos répteis e anfíbios da região, tornando-se um problema a mais para os produtores, e não uma solução.
O país com maior biodiversidade o dia internacional da Biodiversidade foi instituído em 1992 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar as pessoas sobre a necessidade de se conservar e proteger a diversidade de vida no planeta. O tema deste ano é a proteção da fauna brasileira. O Brasil é o país com maior biodiversidade de espécies no mundo, junto da Indonésia. Nosso país conta com a Amazônia, o Cerrado, o Pantanal, a Caatinga, a Mata Atlântica e os Pampas. Esses seis biomas, tão diferentes, oferecem habitats distintos e permitiram o surgimento de novas espécies
durante a evolução. No entanto, a Mata Atlântica já perdeu mais de 90% de sua área original, o Cerrado cede espaço para a soja e para a cana-de-açúcar. Na Amazônia uma área equivalente ao estado do Sergipe é desmatada a cada ano e a Caatinga e o Pantanal sofrem modificações em sua paisagem. Segundo informações do Instituto Chico Mendes de Preservação da Biodiversidade (ICMBio), o Brasil possui mais de 120 mil espécies de animais e 40 mil de plantas. Entre os vertebrados, são 713 espécies de mamíferos, 1.900
permite a aplicação de recursos de compensação ambiental, em até 10%, em atividades para a conservação de espécies ameaçadas. “Saímos de 1.022 para mais de 7 mil espécies inventariadas e nós queremos 14 ou 15 mil nesse catálogo. Para isso precisamos ter estratégia de médio e longo prazo, de redes de pesquisa de áreas prioritárias, como também recursos para serem dirigidas. Então estamos vinculando às unidades de conservação recursos com vistas à pesquisa e proteção dessas espécies”, afirmou. A ministra anunciou a retirada de 77 espécies da lista de espécies ameaçadas de extinção, que será publicada pelo ICMBio, no segundo semestre deste ano. Uma dessas espécies é a baleia jubarte. Segundo Izabella Teixeira, um conjunto de ações permitiram a saída da jubarte da lista, como “a visão de longo prazo com a estratégia de aumentar a proteção dos animais, de proibir a captura, somados ao grande programa de conservação feito pelo Instituto Baleia Jubarte, de estudar o comportamento da espécie, mapear as rotas migratórias e estabelecer, nestas áreas, medidas de manejo e conservação.”
de aves, 738 de répteis, 934 de anfíbios, 4.774 de peixes e outras 100 mil de animais invertebrados e o ICMBio é o órgão do Governo Federal responsável por cuidar da biodiversidade no Brasil. Para proteger a fauna do Brasil, o governo federal assumiu, no âmbito da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), o compromisso de adotar medidas para prevenir a extinção de espécies por meio da Meta 12 de Aichi, relatório de preservação da biodiversidade que estabelece objetivos para o desenvolvimento sustentável. O objetivo é que
até 2020 o risco de extinção de espécies ameaçadas chegue próximo a zero, com melhoras significativas na situação de conservação daquelas que estão em declínio ou em alguma categoria de risco. Com o objetivo de manter este patrimônio natural, o Brasil vai criar gestão de Unidades de Conservação (UCs), proteger as espécies e reforçar o combate aos crimes ambientais. Este esforço é realizado no âmbito do Programa Pró-espécies, instituído pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em Janeiro de 2014, por meio da Portaria 43/2014.
lizados nos quatro cantos do globo. No Brasil existem dois hotspots: a Mata Atlântica e o Cerrado. Para a conservação destes locais, que sofrem com o desmatamento, exploração ilegal de recursos, mudanças climáticas e outros impactos da atividade humana, foi criado, pelo Ministério do Meio Ambiente, o Projeto de Ações Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade dos Biomas Brasileiros, que reúne especialistas e organizações para a definição das áreas prioritárias e ações de preservação. A lista inclui outros pontos na América do Sul, como os Andes Tropicais, as Florestas Tropicais de Valdívia no Chile e os TumbesChocó-Magdalena, que abrange partes das florestas do Panamá, Equador, Colômbia e Peru. As cinco áreas que ocupam o topo do ranking dos locais com a biodiversidade mais ameaçada no mundo são: Caribe, Bacia do Mediterrâneo, Mata Atlântica, Chifre da África e Montanhas do Sudoeste Chinês.
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ECONOMIA
Indústria macaense vive nova fase no mercado Mudança de estratégia da Petrobras, em busca de aumento de produção, acende alerta entre fornecedores nas escalas nacional e internacional Márcio Siqueira
ARQUIVO
marcio@odebateon.com.br
A
expertise, adquirida ao longo das quase quatro décadas de expansão do segmento offshore, é considerada hoje como o principal diferencial da indústria do petróleo macaense, formada por companhias nacionais e estrangeiras que atuam como fornecedores das demandas de produtos e serviços necessárias às movimentações da exploração e produção do petróleo na Bacia de Campos. Conhecimento responsável também por formalizar a integração da indústria em grupos, como a Rede-Petro Bacia de Campos, e a Comissão Municipal da Firjan, que tornam o setor ainda mais forte e representativo na Capital Nacional do Petróleo, o conhecimento sobre um dos mais importantes procedimentos do segmento offshore, que até então garantiu à economia macaense o crescimento sempre exponencial, atropelando até mesmo as instabilidades comum à economia nacional, gera hoje ao setor um momento pontual nessa história de pujança e progresso. Berço da atividade extrativista do ouro negro brasileiro, a indústria macaense se tornou referência mundial ao acompanhar a evolução tecnológica da exploração do petróleo, principal mola propulsora do segmento offshore brasileiro. O trabalhos nos poços de petróleo, situados nas áreas
Indústria offshore macaense alcança patamar reconhecido no Brasil e no mundo
leiloadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) na Bacia de Campos, atraíram milhares de empresas internacionais e multinacionais que possuíam o conhecimento das operações realizadas em outras nações, como a Noruega, criando assim a integração com empresas que começaram a surgir na cidade NÚMEROS
R$ 6 bi
Aplicados pela Petrobras na contratação de serviços de fornecedores para o setor offshore
R$ 3 bi
Recursos investidos pela companhia na aquisição de materiais necessários ao setor
através da demanda de suporte técnico, a chamada “cadeia produtiva do petróleo”. Juntas, companhias de renomes no mercado mundial do petróleo avançaram juntas a empresas genuinamente macaenses, que souberam se adaptar e a identificar as necessidades da indústria que buscava em outras regiões as demandas da voracidade da exploração do óleo bruto e do gás natural. “Macaé criou uma indústria consolidada para a prestação de serviços do campo da exploração do petróleo. Através da integração com empresas de outros países, evoluímos e acompanhamos as demandas da nossa principal cliente, a Petrobras. Hoje o grupo fornecedor da indústria offshore macaense é capaz de dar
suporte a outros projetos em andamento da companhia, como a exploração do Campo de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos”, apontou Evandro Esteves, membro da Comissão Municipal da Firjan. A capacidade técnica da indústria offshore é capaz de absorver investimentos que alcançam a ordem R$ 3 bilhões na compra de materiais, além de R$ 6 bilhões na contratação de serviços, um total de R$ 9 bilhões de recursos aplicados na economia local pela Petrobras em 2013. “A necessidade de atender às demandas da exploração fez com que as empresas locais buscassem acompanhar o desenvolvimento da atividade, tornando a indústria mais forte no mercado nacional e também internacional”, avaliou Evandro Esteves.
RECONHECIMENTO
Lideranças destacam força da indústria ao celebrrar hoje mais um Dia da Indústria, personalidades empresariais, políticas e sociais de Macaé apontam, através da sua visão, a relação entre a realidade do município próspero, porém com defeitos, e a responsabilidade do setor que contribui com a geração de emprego e de recursos fundamentais para proporcionar ao município o tão esperado desenvolvimento econômico. “Ao contribuir com o progresso econômico registrado por Macaé ao longo das últimas quatro décadas, a participação da indústria no cotidiano de Macaé ultrapassa o tempo do petróleo”, Cliton da Silva Santos, presidente da Associação Comercial e Industrial de Macaé (Acim). “A indústria busca bem mais que o sucesso econômico. Em Macaé, nós que representamos o setor nos propomos a atuar em prol da qualidade de vida da população”, Marcelo Reid, presidente da Comissão Municipal da Firjan. “O setor empresarial, que representa a indústria local, possui uma grande contribuição com a evolução econômica de Macaé em vários setores. Tão importante quanto gerar recursos, empregos e fomentar negócios, a indústria sustenta o reconhecimento de Macaé como a Capital Nacional do Petróleo”, Maxwell Vax (SD), primeiro vice-presidente da Câmara dos Vereadores. “A indústria é a grande parceria na administração do município, uma contribuição que vai além da questão tributária. Reconhecemos essa importância e primamos por uma relação institucional consolidada, reforçando uma parceria que renderá muitos frutos para Macaé”, Vandré Guimarães, presidente do Fundo Municipal de Desenvolvimento Econômico e subsecretário municipal de Indústria e Comércio.
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Esporte
NOTA
Fesportur começa a desenvolver novos projetos de ecoturismo
FUTEBOL
JIU-JÍTSU
Botafogo e Vitória jogam hoje em Macaé
Atleta se prepara para Mundial de Jiu-Jítsu
As duas equipes vêm de derrota e buscam a vitória para ficarem melhor colocados na tabela Maira Abreu
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O faixa roxa irá participar da competição mais importante das artes marciais em busca da primeira colocação
KANÁ MANHÃES
Acontece do dia 28 de maio até 1 de junho, o Campeonato Mundial de Jiu-Jítsu da IBJJF (International Brazilian JiuJítsu Federation), realizado em Long Beach, na Califórnia. A competição contará com a presença do faixa roxa Celson Caetano que viaja no dia 26
mairaabreu@odebateon.com.br
C
om o Maracanã fechado, o Botafogo irá atuar no Estádio Cláudio Moacyr neste domingo (25), às 18h30, diante do Vitória. Em partida válida pela 7ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A, ambos não estão em uma fase agradável na tabela. Na última rodada, as equipes tiveram o mesmo retrospecto. O Alvinegro vem de uma derrota para o Grêmio por 2 a 1 e está na zona de rebaixamento, em 17ª colocação, com quatro pontos. O Vitória também vem de uma derrota, só que para o Atlético-MG, por 3 a 2 e está em 15ª colocação, com cinco pontos. A conquista dos três pontos é importante para os dois lados. Os ingressos estão disponíveis para serem adquiridos e comercializados no Estádio Moacyrzão.
de maio em busca de mais um título e segue em preparação. A preparação do atleta tem sido forte, treinando cerca de três vezes ao dia e intensificando o preparo com sua equipe. O faixa roxa já conquistou a Copa do Brasil, Campeonato Estadual, Campeonato Mundial de Jiu-Jítsu, 2ª e 3ª Etapa da Lerjji, Brasileiro da FJJDRIO e São Paulo Open CBJJ. Atualmente, o lutador está em uma boa fase em sua carreira. Porém alega estar sem patrocínio, mas apesar disso não tem perdido o foco nas competições. DIVULGAÇÃO
NÚMEROS
R$ 20
Inteira - Arquibancada 1 e 2 (Botafogo) e Arquibancada 3 (vitória)
R$ 10
Meia - Arquibancada 1 e 2 (Botafogo) e Arquibancada 3 (vitória)
Estádio Cláudio Moacyr recebe mais um jogo válido pelo Brasileirão da Série A, desta vez a 7ª rodada
Paulo Cesar Maillet ao lado do atleta Celson Caetano que já conquistou títulos importantes e agora segue focado no Mundial
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ARQUIVO
PATRONO
Lacerda Agostinho: legado marca a indústria macaense Memória de empresário se mantém viva em iniciativas criadas pelo setor que ajudou a consolidar em Macaé
U
m dos empresários de maior importância para Macaé, Lacerda Agostinho, recebeu uma justa homenagem, pelo Sistema FIRJAN, ao ter o seu nome imortalizado na Unidade do SESI da cidade. O empreendedor macaense é lembrado também na Medalha instituída em 2007 pela Câmara Municipal de Vereadores, para destacar as empresas que tenham em sua gestão programas de responsabilidade social, que podem abranger desde a geração de empregos até a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. A proposta foi criada através de projeto da ex-vereadora, e ex-vice-prefeita, Marilena Garcia. Lacerda Agostinho nasceu no dia 16 de julho de 1912, em Carapebus, antigo 3º Distrito de Macaé. Filho de Francisco
Dona Conceição faleceu no dia 05 de fevereiro de 1997. Já Lacerda faleceu no dia 06 de agosto de 2004, aos 92 anos. Na vida política, Lacerda Agostinho foi vereador a partir de 1945, seguindo por quatro legislaturas consecutivas, sendo autor de inúmeros projetos ao longo de 16 anos. Foi presidente da Câmara Municipal durante dois mandatos e exerceu cargos no Legislativo, integrando Comissões Parlamentares, participando do Impeachment do então prefeito Eduardo Serrano, ocasião em que renunciou à presidência da Câmara para não assumir a prefeitura, visando não querer legislar em causa própria. Foi presidente do antigo Partido Social Democrático (PSD) e depois fundador e primeiro presidente do MDB, atual PMDB.
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ARQUIVO
Lacerda Agostinho
LACERDA AGOSTINHO
Títulos e homenagens ● BENEMÉRITO da Federação de
Agostinho Naime, de origem Libanesa, e Antonia Barcellos Agostinho, sexto de uma geração de 11 irmãos. Muito jovem mudou-se para Macaé para trabalhar no comércio, quando em 1939 assumiu a direção da Fábrica Lynce, em uma negociação com o irmão mais velho, Elias Agostinho, proprietário na época. A partir da gestão na Fábrica, Lacerda começou a se destacar na sociedade macaense. Casado com Dona Conceição Mancebo Agostinho, sua eterna companheira e incentivadora, teve quatro filhos: Lenice, Francisco, Leda e Fernando, todos casados e que lhe deram 11 netos e 15 bisnetos. Atualmente a empresa é gerida pelo filho, Francisco Mancebo Agostinho, e pelo neto Luis Felipe Osório Agostinho.
A ACIM criou a Medalha Lacerda Agostinho, instituída também pela Câmara de Vereadores como honraria entregue a pessoas que fomentam a indústria
Geral
Futebol do Estado do Rio de Janeiro, por relevantes serviços prestados aos desportos, em 14 de fevereiro de 1989. ● GRANDE Benemérito da Liga Macaense de Desportos, por relevantes serviços prestados. ● HONRA ao Mérito, pelo Tênis Clube de Macaé, em 13 de junho de 1996. ● BENEMÉRITO e Grande Benemérito, pelo Ypiranga Futebol Clube, em 1962 e 1990, respectivamente. ● CIDADÃO Benemérito do Estado do Rio de Janeiro, pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, em 30 de junho de 1982. ● MEDALHA do Construtor do Desenvolvimento Regional (FIRJAN - NF), em 25 de maio de 2003 (Dia da Indústria). ● MÉRITO, pela Câmara Municipal
de Macaé, em 29 de julho de 1975. ● HONRA ao Mérito, também pela Câmara Municipal de Macaé, em 22 de janeiro de 1984. ● BENEMÉRITO, pela Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro, por serviços prestados em 24 de setembro de 2000. ● BENEMÉRITO e Grande Benemérito, pela Loja Macônica Perseverança II, em 1986 e 1994, respectivamente. ● RECONHECIMENTO pelo Espírito Empreendedor, pela Associação Comercial e Industrial de Macaé (80 anos), em 16 de maio de 1996. ● DIPLOMA por serviços prestados, pelo Forte Marechal Hermes, em 25 de agosto de 1994. ● BENEMERENTE, pelo Rotary Club de Macaé, por grandes serviços prestados a Macaé, em 14 de
fevereiro de 1989. ● HOMENAGEM especial no Dia da
Indústria, pelo Rotary Club de Macaé, em 25 de maio de 1994. ● DEDICAÇÃO e Empenho Profissional, também pelo Rotary Club de Macaé, em 30 de outubro de 1997. ● BENEMÉRITO, pelo Rio Branco Futebol Clube de Conceição de Macabu, em 13 de março de 1999. ● RODOVIA Lacerda Agostinho (a antiga Linha Azul), instituída pelo Projeto de Lei nº 034/2004 da Câmara Municipal de Macaé. ● MEDALHA de Mérito Lacerda Agostinho - Criada pela Câmara Municipal de Macaé (Projeto de Resolução 006 aprovado em 20 de junho de 2006), para homenagear as empresas socialmente responsáveis do município.
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Geral
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, domingo, 25 e segunda-feira, 26 de maio de 2014
INTEGRAÇÃO
“Macaé é o destino de óleo e gás no Brasil”, afirma presidente do FUMDEC Presidente do Fumdec destaca importância do novo modelo de relacionamento com as empresas Daniela Bairros
danielabairros@odebateon.com.br
“M
acaé é o destino de óleo e gás no Brasil.” A afirmação é do Presidente do FUMDEC (Fundo Municipal do Desenvolvimento Econômico) de Macaé, Vandré Guimarães. Em edição especial em comemoração ao Dia da Indústria, em entrevista ao DEBATE, Guimarães destaca o novo modelo de relacionamento com as empresas da cidade. Respondendo também pela Secretaria de Indústria e Comércio de Macaé, Vandré Guimarães ressalta que é de grande importância para o desenvolvimento econômico do município, o diálogo entre o poder público e a iniciativa privada. “O objetivo sempre é promover investimentos. O ambiente de negócios em Macaé é favorável economicamente. A prefeitura de Macaé tem que fazer a parte dela, no que tange à estrutura para incentivar ainda mais investimentos, como articulação com órgãos que atuam na segurança pública da cidade e mobilidade urbana”. Segundo Vandré, a prefeitura tem atuado fortemente na simplificação dos processos burocráticos do município, principalmente os direcionados às licenças ambientais. Guimarães explica que as regras, para o empresário, precisam ser claras. “O empresário precisa entender e exercer a cidadania empresarial. O empresário deve saber que tem deveres a serem
cumpridos, mas também direitos”. O presidente do Fumdec destaca ainda que a prefeitura oferece todas as diretrizes às indústrias da cidade para que os processos sejam cada vez mais simplificados. “A concorrência vai acontecer naturalmente. E o empresário precisa ter tempo para cuidar das suas estratégias para desenvolver o seu negócio, a prefeitura está trabalhando para isso para que as indústrias se desenvolvam no mercado”. Macaé possui hoje 11.628 empresas, segundo o SEBRAE. Vandré Guimarães enfatiza ainda que ações como simplificação do processo burocrático para implantação do novo porto logístico para a cidade, também estão sendo realizadas pelo novo modelo de relacionamento com as empresas. “O porto logístico é fundamental para o município, não para aumentar o número de empresas, mas para manter as empresas que aqui estão, uma vez que o Porto de Imbetiba suporta entre 20 e 30% as operações logísticas de óleo e gás no município”. Para ele, ações para fomentar a implantação do novo porto é de extrema importância. A ampliação do Aeroporto de Macaé para trazer voos comerciais e aeronaves de grande porte também é apontada como uma das principais ações. “O município quer fomentar a indústria na cidade”. NOVAS EMPRESAS
Vandré Guimarães afirma que o trabalho para que mais indústrias sejam implantadas em Macaé é intensificado. Na última semana,
foi realizada uma reunião com representantes da Empresa Continental, que atua na fabricação de pneus. De acordo com Guimarães, inicialmente, 100 empregos diretos serão gerados. “A empresa já adquiriu o terreno em Cabiúnas e já está com 50% da fábrica construída. É uma indústria de transformação. Não temos nenhuma indústria que atue nesse ramo na cidade. Temos sim muitas empresas prestadoras de serviços à Petrobras”. Para Vandré, o dia 25 de maio é um dia importante para se debater o tema indústria. Outra preocupação da prefeitura é oferecer capacitação para as pessoas que atuam no ramo de óleo e gás. “Temos parceria com a Secretaria de Trabalho e Renda para que esse trabalho de capacitação seja cada vez mais intensificado, pois hoje é a principal atividade do município. É rumo que estamos tomando junto com a Secretaria de Trabalho e Renda com relação à capacitação de mão de obra na cidade, que hoje para indústria de óleo e gás, é condição”. Reconhecendo a importância e o peso das indústrias de Óleo e Gás para Macaé, o presidente do Fumdec se disponibiliza como contato direto para atendimento às empresas. Vandré buscou conhecer também cidades que estão adotando um novo modelo e relacionamento com as empresas. São Paulo e Rio de Janeiro já dispõem de estruturas, ligadas às prefeituras, que tem como objetivo atrair e fa-
FORMAÇÃO
Sistema Firjan no fomento da indústria no estado e Macaé WANDERLEY GIL
Na cidade, atualmente o sistema conta com mais de cinco mil matrículas ativas Juliane Reis
Juliane@odebateon.com.br
um sistema de ensino que tem como missão contribuir para o desenvolvimento sustentável do estado do Rio de Janeiro. Assim é o Sistema Firjan, que há 72 anos mobiliza esforços para levar para toda a sociedade, em especial à comunidade industrial, soluções de educação e qualidade de vida que efetivamente contribuam para este desenvolvimento. O gerente executivo da unidade Macaé, Luiz Eduardo Campino explica que e este é o papel das instituições SESI e SENAI NÚMEROS
2008
início das atividades do Senai em Macaé
R$ 15,3 mi investidos na obra do prédio na cidade
3.500
matrículas ativas no SENAI
1.600
matrículas ativas no SESI
para o fomento da indústria no estado e, como não poderia ser diferente, também em Macaé. Ele diz ainda que atualmente em Macaé, o volume de atendimento é de mais de 3.500 matrículas ativas no SENAI e mais de 1.600 matrículas ativas no SESI. E para alavancar ainda mais a qualificação na cidade e região, Macaé passará a contar com uma nova unidade que já está em construção. “Com o apoio irrestrito do Vandré e José Walmir (ambos da prefeitura de Macaé) o processo de liberação do alvará de obras está bem encaminhado e em breve daremos início às obras de instalação. Continuamos com o planejamento de inauguração para o segundo semestre de 2014. Ainda em Macaé, o atual prédio da instituição que tem apenas cinco anos, está passando por algumas reformas que
De acordo com Campino, a previsão é de que em breve a cidade passe a contar com o espaço do Senai que já está em construção
visam a manutenção e conservação das nossas instalações. “Tudo com foco no bem-estar de nossos clientes. Nosso portfólio está com várias novidades, principalmente no que se refere a atendimento de pessoa jurídica”, disse Campino. E no Sesi não é diferente. “No SESI estamos trabalhando arduamente para reposicionamento do nosso setor de Saúde. Estamos trazendo soluções focadas na PREVENÇÃO DE DOENÇAS, uma espécie de coaching para a qualidade de vida. Dentre as novidades temos os serviços de NUTRIÇÃO e SHIATSU (por exemplo). O objetivo é trabalhar a saúde propriamente dita e, por consequência, reduzir a necessidade de tratamento das doenças com um estilo de vida diferenciado”, pontua o gerente executivo.
KANÁ MANHÃES
Vandré Guimarães, Presidente do FUMDEC
cilitar investimentos e melhorar o ambiente de negócios. FUNDO MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO - FUMDEC
Com a premissa de fomentar o
desenvolvimento econômico e social de Macaé, o Fumdec atua, enfaticamente, na construção de um cenário estimulante para as micro e pequenas empresas da cidade, através de diversas iniciativas, como a Casa do Empreendedor, que
além de reunir em um mesmo espaço todos os atendimentos que o empreendedor necessita na hora de abrir e legalizar sua empresa, também oferece capacitação em diversas áreas como: planejamento, fluxo de caixa, marketing, dentre outros. Em parceria com a Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro e Caixa Econômica Federal, foi firmado um convênio para implantação e concessão do microcrédito produtivo orientado na cidade, que é disponibilizado ao empreendedor que está formalizado e que tenha recebido capacitação financeira para utilizar o crédito. Depois que o empreendedor recebe o crédito, a equipe da Casa do Empreendedor acompanha aplicação dos recursos em seu negócio. Outra iniciativa que se destaca é a aplicação do decreto onde estão previstas as compras exclusivas para as micros e pequenas empresas nos valores de até R$ 80 mil. As micros e pequenas empresas representam 97% das empresas estabelecidas em Macaé e são fundamentais para atender as demandas das grandes empresas do setor de óleo e gás pujante de Macaé.
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HOMENAGEM WANDERLEY GIL
Geral
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Sistema Firjan concede medalha a Oscar Pires Diretor de O DEBATE será homenageado na área de serviços à comunidade na região Norte Fluminense Márcio Siqueira
marcio@odebateon.com.br
O
Representação Regional da Firjan referendou nome de Oscar Pires para receber homenagem
Inovação na arte da impressão com foco sempre na inovação, o jornal O DEBATE investiu em tecnologia para apresentar hoje um dos mais modernos parques gráficos. Em 2008 o jornal finalizou o processo de instalação da impressora rotativa Cityline Express, da Man Ferrostaal - Manugraph, de tecnologia alemã, mas fabricada na Índia. Ostentando uma tecnologia de ponta, a rotativa é controlada eletronicamente, permitindo a impressão de todas as páginas coloridas, através de suas torres 4/4, chegando a imprimir 12 páginas simultâneas em formato standard, e 24 em formato tablóide. Por outro lado, a nova máquina possui dobradeira JF 2:2:2, registros motorizados e controle remoto para os tinteiros, chegando a atingir a capacidade de imprimir 35 mil exemplares por hora. A escolha do equipamento foi realizada através do estudo feito por Oscar Pires sobre as configurações da máquina que melhor atenderia ao trabalho em Macaé, firmando contrato com a fábrica na Índia para a encomenda do produto com os dados específicos. O translado do equipamento,
desde a Índia até o Brasil, foi feito através de navio. As peças da máquina foram direcionadas a Macaé através de logística rodoviária (caminhões). As torres de impressão foram instaladas por especialistas indianos, que promovem a manutenção do equipamento, garantindo sempre a qualidade da impressão gráfica. Em 2011 O DEBATE adquiriu
uma nova torre de impressão, aumentando assim o seu potencial de produção. Com a instalação da nova torre, agora a rotativa é composta de três torres para impressão simultânea em cores e uma unidade mono p/b. O equipamento anterior montado que tinha 16,5 metros de comprimento agora chega a 21,7 metros. WANDERLEY GIL
Impressora offset rotativa Manugraph-Cityline Express
Investimento na produção em 2011, o jornal O DEBATE investiu também na instalação de um novo CTP (Computer To Plate) Mako News, importado dos Estados Unidos pela Sysgraphic. O equipamento permite a gravação da chapa com raios laser violeta direto do computador, eliminando todo o processo de fotolito que consistia na montagem de quatro películas e diminui o gargalo que provocava atraso na produção final. O novo sistema vai permitir gravar até 52 chapas por hora e substituir o CTP anterior da ECRM News, instalado em 2006 e com capacidade de apenas 10 chapas/hora.
WANDERLEY GIL
O CTP Mako News foi importado dos Estados Unidos
empreendedorismo e a visão vanguardista na construção de uma das mais consolidadas histórias em prol do desenvolvimento da indústria gráfica no interior do Estado do Rio de Janeiro levaram a Comissão Municipal da Firjan a indicar o nome do diretor de O DEBATE, Oscar Pires, a receber medalha como homenagem pela contribuição na área de serviços à comunidade na região Norte Fluminense. A honraria foi referendada pela representação regional do Sistema Firjan, em Campos dos Goytacazes, que prestará também no próximo mês homenagem ao empresário Eike Batista, pelo reconhecimento na área industrial, ao desenvolver um dos projetos mais importantes na história econômica no Norte
Fluminense, o complexo portuário de Barra do Furado. Nos últimos oito anos, o jornal O DEBATE se mantém no topo da indústria gráfica ao construir um dos mais modernos parques de impressão do interior do Estado, investindo alto em tecnologia internacional capaz de agilizar o processo de impressão de páginas, ampliar a qualidade de imagem, otimizar os custos da operação, além de promover um produto de qualidade e com menor agressão ao meio ambiente. "A indicação do nome de Oscar se deve ao reconhecimento pelo seu papel na indústria gráfica em Macaé, que passa a ser reconhecida como referência no Estado ao possuir em operação um dos mais modernos parques gráficos do interior", afirmou o presidente de honra da Comissão Municipal da Firjan, Francisco Agostinho. A medalha reconhece a dedica-
ção de Oscar Pires que criou em Macaé um dos sistemas mais modernos de produção gráfica que reúne em um mesmo espaço tecnologia desenvolvida na Alemanha, Índia e nos Estados Unidos. A inovação está presente também na estrutura do complexo de produção que abriga a impressora offset rotativa Manugraph-Cityline Express, que passou a fazer parte do processo de impressão de O DEBATE em 2008, cujo potencial de produção foi ampliado há três anos. À frente dessa modernização está o jornalista e empresário cujo desejo de inovar na profissão que escolheu por aptidão nata, promoveu uma contribuição a Macaé que vai além do compromisso de retratar os fatos marcantes da história de evolução social e econômica do município na era do petróleo, seguindo sempre a diretriz de: "Lutar Sempre, Desistir Nunca, Fraquejar Jamais".
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KANÁ MANHÃES
LOGÍSTICA
Acim e Firjan unidas em defesa da logística WANDERLEY GIL
Instituições que representam a indústria se uniram em defesa de projeto
Comissão Municipal da Firjan passou a ser conduzida neste ano pelo empresário Marcelo Reid
DESENVOLVIMENTO
Comissão da Firjan: dedicação pela indústria Conselho integra empresários, reúne instituições e busca parceria institucional para garantir avanços Márcio Siqueira
marcio@odebateon.com.br
P
ioneirismo, planejamento e desenvolvimento são palavras que qualificam a atuação de um grupo coeso pela proposta de tornar Macaé uma cidade progressista, tanto na questão econômica, quanto na elaboração de políticas voltadas a garantir qualidade de vida para os cidadãos. Ao alcançar neste ano, no mês
da Indústria, 15 anos de encontros, discussões e iniciativas em ações voltadas à expansão de Macaé e região, a Comissão Municipal da Firjan, agora tendo à frente em sua condução o empresário Marcelo Reid (Merrel), conta também em sua história com a atuação de homens que conseguiram alcançar objetivos importantes para o setor empresarial, em momentos diferentes da Capital Nacional da Indústria.
Instalada através da atuação de Francisco Agostinho, hoje presidente de honra, responsável pela condução do grupo nos seus sete primeiros anos, a Comissão Municipal da Firjan contou com a contribuição do empresário Francisco Navega, que desempenhou o papel de presidente por cinco anos, sendo sucedido por Evandro Esteves, que ficou três anos na liderança do conselho.
WANDERLEY GIL
WANDERLEY GIL
WANDERLEY GIL
Francisco Agostinho
Francisco Navega
Evandro Esteves
ao levar em sua denominação a marca de um dos setores responsáveis por garantir a pujante economia macaense, a Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM) capitaneou neste ano uma proposta que, ao contar com a atuação da instituição que torna ainda mais atuante o núcleo empresarial da cidade, a Comissão Municipal da Firjan, garante avanços para um dos principais gargalos enfrentados pela indústria local: os acessos a Macaé. Dentro dessa vertente, o presidente da ACIM, Cliton da Silva Santos, foi até Brasília levando na bagagem um pedido bastante especial para o setor: a construção de uma nova pista de pousos e decolagens para o Aeroporto de Macaé. Bem mais que um projeto estrutural, a proposta ganha uma dimensão ainda maior quando se percebe a possibilidade de garantir uma maior agilidade na integração de Macaé junto a outras cidades que possuem papel fundamental a dinâmica de exploração e produção de petróleo nas águas brasileiras. “O município não pode mais ficar isolado. O perfil da indústria do petróleo mudou. Outras cidades possuem a sua importância no seu contexto, e Macaé precisa estar interligada a esses outros centros offshore”, apontou Cliton. Com o conhecimento prático sobre a dinâmica aeroportuária da cidade, e com o trunfo de possuir área doada pela prefeitura há cerca de 10 anos para expansão do sítio aeroportuária, que garante a
Membros da ACIM e da Firjan deram suporte à equipe técnica
Macaé uma vantagem sobre outras 29 cidades escolhidas para disputar a consolidação de projetos dentro do Programa de Investimentos em Logística Aeroportuária, que possui em reserva no Fundo Nacional de Aviação Civil, em parceria com o Banco do Brasil, recursos de R$ 11 bilhões, a ACIM buscou audiência com a Secretaria de Aviação Civil, ligada a Presidência da República, para interceder por Macaé. E conseguiu! Através da interlocução alcançada pelo deputado federal Adrian Mussi (PMDB), Cliton participou de audiência com o ministro Moreira Franco que resultou, em menos de uma semana, na visita de técnicos que promoveram estudo para viabilidade de implantação do projeto. No dia 30 do mês passado, os técnicos do consórcio Concremat/Themag, contratados pela Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, concluíram o levantamento de dados estruturais e informações
da dinâmica de operações do Aeroporto de Macaé. A partir de então, o grupo teria 60 dias para elaborar um relatório sobre as demandas necessárias à implantação de uma nova pista de pousos e decolagens. Ao receber os técnicos, a ACIM e a Comissão da Firjan deram suporte ao grupo, apontando o comportamento da economia macaense, em relação a indústria do petróleo, e o crescimento populacional registrado ao longo dos últimos 35 anos. Caso seja implantada, a nova pista de pousos e decolagens do Aeroporto garantirá operações de aeronaves de maior porte, aumentando a competitividade nos voos comerciais, expandido as rotas aéreas entre Macaé e outras cidades, barateando o preço das passagens, e beneficiando principalmente profissionais que atuam no segmento offshore, que desembarcam em Macaé. “Vamos continuar acompanhando o projeto até que Macaé seja contemplada com as obras”, garantiu Cliton.