WANDERLEY GIL
POLÍTICA
Vereador destaca proposta de decreto Paulo Antunes afirmou que proposta do governo dá início à quebra de monopólio pág. 3 WWW.ODEBATEON.COM.BR • MACAÉ (RJ), DOMINGO, 8 E SEGUNDA-FEIRA, 9 DE SETEMBRO DE 2013 • ANO XXXVIII • Nº8185 • FUNDADOR/DIRETOR: OSCAR PIRES • O JORNAL DE MAIOR CIRCULAÇÃO DO MUNICÍPIO • R$ 1,00
Firjan propõe ao governo criação da secretaria de aprovação de projetos O DEBATE
Integração de corpo técnico visa impedir entraves que causam impactos ao desenvolvimento econômico da cidade
C
om base no relacionamento institucional construído entre o conselho empresarial e a gestão municipal desde o início do novo governo, a Comissão Municipal da Firjan reforçou nesta semana o pedido já apresentado à prefeitura para a criação da secretaria de aprovação de projetos e análise de proces-
sos. A medida defendida pelo grupo, que representa a força da indústria local, é apontada como a única alternativa para amenizar os impactos gerados pelos entraves burocráticos que imperram o andamento e a consolidação de previstos pelo segmento offshore e a construção civil que ultrapassam a soma de R$ 1 bilhão. pág. 3
Detran anuncia melhorias em serviço Antes expostos ao tempo e sem banheiros, os candidatos que realizavam exames do Detran em Macaé reclamavam das condições da unidade. Mas o cenário atual pode mudar, segundo garantiu direção estadual do órgão. pág. 13 Agilização de projetos registrados nas secretarias de Obras e Ambiente é fundamental para a construção civil e o setor offshore
BAIRROS EM DEBATE - GRANJA DOS CAVALEIROS
KANÁ MANHÃES
ENSINO No período de chuvas, um dos principais problemas do bairro considerado nobre de Macaé é evidenciado devido à formação de lama que acaba atrapalhando a circulação de carros, ônibus e pedestres
Falta de pavimentação de ruas provoca transtornos Bairro de classe média ainda aguarda a realização de obras de calçamento de ruas. Rede de captação de esgoto também é solicitada por moradores pág. 11
Metrologia é pauta de missão Na última quinta-feira (5), com o intuito de trocar experiências no campo de inovações tecnológicas, um grupo de Macaé viajou para a Argentina para visitar o Instituto Nacional de Tecnologia Industrial da Argentina (INTI), órgão argentino equivalente ao INMETRO (IMMT). Direto da Argentina, Eduardo Neiva, físico e mestre em Metrologia para a Qualidade Industrial pela PUC-Rio, enviou informações sobre o andamento da visita. pág. 8
DIVULGAÇÃO
Telefonia móvel é alvo de críticas na cidade as discussões em torno do serviço de telefonia prestado em Macaé não têm fim. Não é de hoje que as operadoras são alvos constantes de queixas e lideram o ranking de reclamações do Procon-Macaé. Os motivos são sempre os mesmos: mau atendimento, ligações picotadas, falha na rede, sistema sem comunicação e por aí vai. pág. 6
Educação Infantil é pauta de discussão nos dias atuais muito se fala na importância da educação superior para a inserção no mercado de trabalho. No entanto, é importante lembrar que o processo ensino-aprendizagem
começa nos primeiros anos de vida da criança. Nesta reportagem, profissionais da Educação Infantil destacam a importância dessa fase do processo educacional para os alunos. pág. 9
Imprudência gera caos e riscos ao trânsito Sexta-feira, 6 de setembro, nove horas da manhã. Em um dos dias mais corridos para a população macaense, o motorista de um caminhão que transporta materiais direcionados principalmente para a construção civil ignora, completamente, a placa de sinalização que impede o acesso de veículos pesados (ônibus e
caminhões) no contorno da rodovia Amaral Peixoto (RJ 106) no ponto situado em frente ao posto de destacamento da Polícia Militar (PM). A ação, flagrada pela equipe do jornal O DEBATE poderia ser simples, mas representa uma série de imprudências cometidas por motoristas que circulam por Macaé diariamente. pág. 5 O DEBATE
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MACAÉ, DOMINGO, 8 E SEGUNDA-FEIRA, 9 DE SETEMBRO DE 2013
Cidade
NOTA
Prefeitura realiza Feira de Economia Popular e Solidária
SEMANA EM DEBATE
O DEBATE EM MEMÓRIA
Falha em sistema do Detran gera prejuízos a motoristas
EDIÇÃO Nº 187 PUBLICAÇÃO: 27 DE SETEMBRO DE 1980
usuários que precisam utilizar os serviços do Ciretran em Macaé enfrentam
problemas. Segundo um aviso colocado no posto do Detran na Imbetiba, por motivo
extra, o órgão não está confeccionando ofícios de liberação veicular.
Chuvas causam transtornos na cidade apesar do baixo volume de concentração, previsto pela equipe da Coordenadoria da Defesa Civil, as chuvas que atingiram a cidade entre a noite da última terça-feira (3) e a madrugada de quarta-feira (4) foram suficientes para ocasionar transtornos, principalmente no trânsito, em alguns pontos da cidade, como no Polo Offshore.
Prefeitura promove ações na cidade ciente de que alguns serviços não podem deixar de ser feitos na cidade, a prefeitura segue com as ações de manutenção básica no município. Os serviços incluem poda de árvores, varrição de ruas em todos os bairros, entre outros. Na manhã de quarta-feira (4), um dos bairros que recebeu o serviço foi a Barra. Equipes da secretaria de Ambiente realizaram a ação na árvore localizada próximo ao ponto de ônibus.
POLÍTICA Solicitada pela secretaria de Educação e Cultura para a realização da “Feira do Livro”, o prefeito Carlos Mussi, apresentando alegações insuficientes e insatisfatórias, negou a cessão da Praça Veríssimo de Mello para a realização do citado evento educativo-cultural. O prefeito esteve reunido com mais de cem servidores públicos no Barracão da Criação com intuito de ouvir os funcionários e propor sugestões para o aumento salarial. No entanto, nada foi resolvido e o líder do Executivo ainda chamou de “demagógico” o projeto apresentado na Câmara, que autorizava o reajuste salarial de 21 %. Como uma das possíveis soluções, o prefeito apontou o aumento das taxas de lixo, iluminação pública e serviços urbanos.
*** ESPORTE Mais de mil homens da Brigada de Paraquedistas participarão da “Operação Saci”. Esta operação vem sendo realizada em Macaé nos últimos anos. O exercício será assistido por autoridades diversas. O objetivo da operação é simular um ataque aéreo. Em 1979, a operação contou com cerca de mil e duzentos homens e as primeiras comunidades atacadas foram Imburo, Cabiúnas e Aeroporto. Futebol Clube Atlético, no último domingo, conquistou o título Taça Cidade de Macaé. Numa emocionante partida, o Atlético, no primeiro tempo, teve domínio da bola, mas não conseguiu marcar o placar. Já no segundo tempo, o seu adversário, o Barra, conseguiu melhorar, porém a vitória veio mesmo para o Atlético.
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EDUCAÇÃO O Colégio Luiz Reid completa 24 anos e a comemoração será em grande estilo com a promoção de uma Feira de Ciências. A programação da feira é extensa: concurso de patins, homenagem do colégio a seu patrono, missa em ação de graças, além de jogos e palestras. A programação da feira se encerra domingo. A Petrobras abre mais uma porta para quem deseja ingressar no mundo da produção e exploração de petróleo. A estatal oferece vagas para Contramestre de movimentação de cargas, cujas exigências são: comprovante de conclusão de 1º grau; CNH -C com dez anos de experiência; conhecimentos de movimentação de cargas; conhecimentos em manutenção de veículo leve e pesado; conhecimento em coordenação e supervisão de transporte de pessoal e carga; 2 fotos 3 x 4.
MACAÉ, DOMINGO, 8 E SEGUNDA-FEIRA, 9 DE SETEMBRO DE 2013
Política
NOTA
Plenário da Câmara deve colocar em votação proposta de criação da CPI do Transporte
APOIO
Firjan propõe criação de secretaria de aprovação Proposta foi levada ao governo com objetivo de impedir ampliação de impacto já registrado em dois setores importantes da economia local
WANDERLEY GIL
Márcio Siqueira marcio@odebateon.com.br
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om base no relacionamento institucional construído entre o conselho empresarial e a gestão municipal desde o início do novo governo, a Comissão Municipal da Firjan reforçou nesta semana o pedido já apresentado à prefeitura para a criação da secretaria de aprovação de projetos e análise de processos. A medida defendida pelo grupo, que representa a força da indústria local, é apontada como a única alternativa para amenizar os impactos gerados pelos entraves burocráticos que imperram o andamento e a consolidação de previstos pelo segmento offshore e a construção civil que ultrapassam a soma de R$ 1 bilhão. Proposta que nasceu através do olhar do conselho empresarial diante do comportamento da economia da cidade, além da expertise adquirida pelos representantes da indústria que se diversificou ao longo dos últimos 35 anos, por causa dos efeitos ocasionados na rotina da cidade em função das atividades voltadas à Bacia de Campos, a implantação da secretaria visa criar um fluxograma de trabalho que reúna no mesmo espaço técnicos dos setores públicos responsáveis pela análise dos
Com a burocracia, cerca de R$ 10 milhões deixam de ser injetados na economia da cidade projetos voltados à construção civil, que atendem a demandas do setor offshore, do comércio e de vários outros segmentos que integram a forte economia da cidade. A proposta da Firjan, reforçada nesta semana junto à Câmara Permanente de Gestão (CPG), núcleo do governo responsável pela integração do trabalho desenvolvido por todas as secretarias, autarquias e coordenadorias, das administrações direta e indireta, tem como foco
integrar o trabalho de análise dos processos que envolvem as secretarias de Obras, Mobilidade e Meio Ambiente, além de setores como a Empresa Municipal de Saneamento (Esane) e a Vigilância Sanitária. Propostas semelhantes foram criadas em cidades como Goiânia e São Paulo e que contribuiram com o desenvolvimento da cidade. Atualmente, Macaé registra um déficit estimado de cerca de mil projetos que deixam de ser
analisados e aprovados por ano devido à burocracia e à falta de corpo técnico necessário para a realização dos procedimentos. Atualmente, cerca de 1,2 mil projetos seguem em espera para análise e aprovação nas secretarias de Obras e do Ambiente, o que impede a geração de cerca de cinco mil postos de trabalhos ligados à construção civil, com média salarial de cerca de R$ 1 mil. Cerca de R$ 10 milhões deixam de ser injetados na economia da cidade.
Relação institucional reforça proposta ao construir uma relação positiva, baseada na ideologia de promover a discussão sobre ações que visam proporcionar o desenvolvimento econômico, social e de infraestrutura de Macaé, através do conceito da sustentabilidade, a Comissão Municipal da Firjan e o governo estudam medidas que visam garantir o andamento dos dois principais setores da economia da Capital do Petróleo. Através dessa integração, surgiram propostas importantes como a consolidação do projeto do novo porto de Macaé, que renderá investimentos de R$ 1,5 bilhão e o MasterPlan (Plano de Integração da Mobilidade Urbana e Logística), além de atos administrativos importantes,
como o decreto 139/2013 que instituiu a simplificação do licenciamento de projetos registrados nas secretarias de Obras. Porém, apesar de gerar como principais avanços a meta de liberação de projetos em até 60 dias, além de garantir aos construtores informações pelo correio eletrônico sobre a tramitação do processo, através de diretrizes seguidas pelo corpo técnico da secretaria municipal de Obras, o decreto não garante a agilidade necessária para dar andamento às demandas apresentadas pela construção civil, necessidade que só poderá ser alcançada através da implantação da secretaria de aprovação de projetos e análise de processos na cidade.
KANÁ MANHÃES
Proposta vai ser analisada pelo prefeito Dr. Aluízio (PV)
APOIO
Paulo Antunes reforça decreto do prefeito sobre o transporte WANDERLEY GIL
Vereador afirmou que medida dá início à reformulação do serviço na cidade atuante na discussão relativa ao transporte público municipal, o vereador Paulo Antunes (PMDB) reforçou as medidas instauradas pelo governo municipal com objetivo de dar início ao processo que levará a realização da nova licitação para o serviço na cidade. Em meio às discussões referentes à qualidade do serviço, que reforçam a intenção do plenário em colocar em votação o projeto de criação da Comissão Parlamentar de Investigação (CPI) do Transporte, Paulo Antunes afirmou que a medida adotada pelo prefeito foi a mais sensata e correta. "O decreto não quebra de
imediato o monopólio porque existe uma concessão em vigor. Porém, a determinação do prefeito é recolher, através de comissão, informações suficientes
que resultarão na elaboração de um novo modelo de licitação, onde todos os atuais questionamentos serão levados em consideração", afirmou.
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Vereador afirmou que decreto tem como foco reunir informações que permitirão a realização de um novo processo licitatório
Paulo Antunes destacou também o alcance social do benefício da passagem a R$ 1, além de garantir assinatura do pedido de criação da CPI do Transporte.
PONTO DE VISTA Voto aberto e mascarado Sempre é necessária a pressão das ruas para que o Congresso Nacional tome medidas que já deveriam estar vigentes há muito tempo. Depois das manifestações espontâneas que tomaram as principais cidades brasileiras desde junho passado, algumas iniciativas dos parlamentares acabaram agradando, em parte, à população, revoltada com a “Ilha da Fantasia”, um lugar chamado Brasília, capital do país. Mas a resistência é grande, graças ao alto grau de profissionalismo adotado pelos políticos para manter o cargo, situação que também deverá mudar com uma reforma política. Por exemplo? O próprio presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), é deputado federal há mais de 40 anos e, depois de tanto tempo, costurou e conseguiu sua eleição para o cargo. De início, algumas propostas para agradar à plateia. Depois, o retorno à apatia e às articulações de bastidores para continuarem “os mais de 300 picaretas”, como assim definiu Lula, mantendo o poder, a imunidade e a impunidade a bel prazer. A população que foi às ruas lutar pela redemocratização e que hoje não se vê mais representada nas duas casas do Congresso, principalmente pela existência do voto secreto para definir várias questões, dentre as quais, a cassação de mandato do parlamentar, volta a estar vigilante. Bastou a “escorregada” no caso do deputado Natan Donadon, talvez o único deputado-presidiário no mundo, para que a pressão das ruas voltasse
a crescer e, temendo consequências piores, tratou a Câmara dos Deputados de desengavetar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 349, que dormia nos escaninhos, lá se vão sete anos, e aprová-la por unanimidade, colocando fim ao voto secreto para todas as decisões tomadas em sessões plenárias do Parlamento. Isto, depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luis Roberto Barroso, suspendeu a decisão da Câmara que não cassou o mandato de Natan Donadon, condenado a mais de 13 anos de prisão e com os direitos políticos suspensos. Agora, caberá ao Senado aprovar a matéria em duas sessões. No entanto, o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) prefere concluir a apreciação de outra PEC, a 196, que prevê o voto aberto apenas na cassação de mandato de parlamentares. Mas a PEC 349 da Câmara, abre o voto dos parlamentares para decidir os vetos presidenciais e indicações de ministros do Supremo e do procurador-geral da República, o que pode gerar o risco de sofrerem retaliações por parte do governo e de membros do Judiciário. Bem, isso é uma coisa. A outra coisa foi a decisão das autoridades, de deter manifestantes mascarados para identificação, aliás, medida que poderia ter sido adotada há muito tempo, para inibir o quebraquebra dos grupos radicais infiltrados nos movimentos sociais praticando atos de vandalismo. Quando a autoridade quer, ela sabe com inteligência, como fazer.
***
CPI na Câmara Municipal Não é a primeira vez, também não será a última, que os vereadores estão questionando a situação do transporte coletivo neste município, desde que foi implantado o Sistema Integrado de Transporte - SIT, no governo do exprefeito Riverton Mussi. Os valores das passagens para trechos tão curtos são considerados bastante elevados para os quase 150 mil passageiros que utilizam os ônibus diariamente para ir e voltar do trabalho, ou da escola. Mesmo tendo o ex-prefeito estabelecido um subsídio para que os usuários pagassem apenas R$ 2, e o novo governo, preferiu elevar o pagamento do subsídio para a passagem custar R$ 1, é bom todos saberem que os milhões de reais mensalmente que saem dos cofres da prefeitura e vão para os cofres das empresas que participam do sistema, estão fazendo falta para a construção de creches, escolas, postos de saúde, e uma série de obras necessárias para tirar Macaé do caos em que se encontra. Não é tão fácil, como podem alguns imaginar, pelo fato de estar o município arrecadando neste ano de 2013 mais de R$ 2 bilhões, quando completou 200 anos de história. Mas também não tão difícil, se predominar a experiência e forem alteradas as ações para acabar com o superfaturamento em obras e serviços, o que levou a gestão anterior para o buraco. Mas, como o
transporte público é a real necessidade da população, as empresas concessionárias, pelas denúncias ecoadas principalmente na Câmara Municipal, estão deixando a desejar. Pior de tudo é que não houve licitação para exploração das linhas urbanas. Todas foram concedidas por decreto do Poder Executivo e sem uma fiscalização eficiente, os ônibus não atendem à necessidade da população porque algumas linhas deixam de ser atendidas em tempo real, tornando-se para o trabalhador, que exerce atividades em turnos diferenciados, uma dor de cabeça porque não tem como saber se vai chegar a tempo no trabalho ou em casa. Durante dois anos na legislatura anterior, a Câmara Municipal instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar responsabilidades e denúncias diversas. Com a farta documentação chegada aos membros da comissão, não foi tão difícil chegar a algumas conclusões, dentre as quais, a mais absurda delas, depende de confirmação documental que, segundo os ex-vereadores integrantes da CPI, era de deixar careca sem cabelo. Pior, afirmam alguns na atual legislatura, é que o processo, sumiu... Ou seja, ao se falar em nova CPI do Transporte, alguns vereadores foram procurar os autos da Comissão anterior. Só que não encontraram. Embaixo do angu, tem carne.
PONTADA Ontem, 7 de setembro, Dia da Independência, foi o dia escolhido pelas pessoas que decidiram dar “aquele abraço” em volta do Hospital São João Batista - Casa de Caridade de Macaé, que vem passando por enormes dificuldades e necessita de apoio e muita ajuda para sanar os muitos problemas. Casculeiro, como historiou o professor Tonito Parada, não foi lembrado. Sabemos não, mas, bem que todos gostariam de saber por que a Esane não providenciou a colocação correta dos bloquetes em toda a extensão da Avenida Atlântica, nas valas abertas para passar os tubos de esgoto. Com deficiência na pista, além de alguns desníveis, ficou desfigurada, embora seja a entrada da “sala de visitas” do Cavaleiros, principal point da cidade. Os municípios com mais de 20 mil habitantes têm até 2015 para apresentar ao governo federal o Plano de Mobilidade Urbana, nos quais deverão ter como prioridade o pedestre, os ciclistas e outros espaços para necessidades especiais. Construir ciclovia na cidade para diminuir o volume de veículos nas ruas é um grande desafio para as autoridades que veem o prazo diminuir. Este mês é considerado no calendário político o maior desafio para aqueles que desejam ser candidato a deputado estadual ou deputado federal, devendo estar filiado a um partido até o dia 4 de outubro deste ano. O Delegado da Polícia Federal, Fabio Agostinho Scliar, com ramificações de prestigiada família, pensa em ser candidato a federal. Só não decidiu ainda, por qual partido. Até domingo.
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MACAÉ, DOMINGO, 8 E SEGUNDA-FEIRA, 9 DE SETEMBRO DE 2013
Opinião EDITORIAL
NOTA
Parceria dos governos municipal e federal combate uso do crack
FOTO LEGENDA
Fôlego econômico
WANDERLEY GIL
Ao alcançar números abundantes gerados pela receita dos principais impostos, repasses governamentais e benefícios como os royalties do petróleo, Macaé possui, em mãos, um farto orçamento digno de grandes cidades: mas será que só o dinheiro é suficiente para mudar a realidade da cidade?
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esde que as leis que regem a distribuição dos recursos gerados pela exploração e produção do petróleo na Bacia de Campos entraram em vigor, há mais de 10 anos, Macaé registra o crescimento exponencial de seus recursos públicos, fontes que pareciam inesgotáveis a cada descoberta de reservas de ouro negro brasileiro. No mesmo ritmo que os repasses realizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) foram crescendo, o potencial da cidade em atrair empresas e novos moradores, o que fortaleceu também o comércio, contribuindo assim com a ampliação das receitas com o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto Sobre Serviço (ISS), garantiu à cidade um dos maiores orçamentos, próprios e gerais, do estado do Rio de Janeiro, recursos que fazem inveja a muitos municípios do país. Deixando a ganância política de lado, o município alcançou um patamar digno de uma Capital Nacional do Petróleo. Porém, a conta que se faz hoje é que os
problemas, que deixaram de ser contornados e tratados no passado, hoje são mais caros. Sob o risco de ver a fonte secar, através da tramitação da lei que determina a modificação no sistema de partilha dos royalties e da Participação Especial do petróleo, o município garante, para os próximos anos, mais fôlego para se manter em evidência entre as cidades ricas, já que a dependência dos recursos do ouro negro brasileiro foi reduzindo, à medida que a arrecadação com a receita própria foi aumentando. Os desafios são muitos sim, mas com paciência e boa vontade é possível garantir a “arrumação de casa”, procedimento tão aguardado pela população. É claro que, para garantir a execução de projetos grandiosos, a cidade precisará de apoio das outras esferas governamentais. Mas, para um município que poderá alcançar a expressiva marca de R$ 2 bilhões até o fim do ano, com o orçamento, é capaz de garantir, pelo menos, a realização do dever de casa.
ESPAÇO ABERTO A Mão Invisível de Adam Smith “A mão invisível do mercado” foi uma analogia empregada por Adam Smith para explicar como, numa economia concorrencial, a busca pelo interesse individual pode resultar em melhoria do bem comum.
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egundo o pensador escocês, há um mecanismo natural no mercado que distribui socialmente, de alguma maneira, os ganhos individuais. Este pensamento de Smith foi muito criticado ao longo do tempo. Muitos o consideraram como uma justificativa para o comportamento egoísta dos agentes econômicos, eximindo-os de responsabilidade pelos enormes problemas sociais, sobretudo nos períodos iniciais da Revolução Industrial. Os liberais mais radicais, por outro lado, sempre se utilizaram da analogia de Smith para reforçar a defesa do livre mercado e do modelo de Estado Mínimo. Para eles, a mão invisível do mercado resolveria todos os problemas da economia e o mundo seria muito mais justo se o Estado fosse reduzido a um mero garantidor da ordem e da justiça. Quem conhece um pouco da obra de Adam Smith sabe muito bem que ele nunca foi defensor do modelo de Estado Mínimo e nem era ingênuo em relação ao comportamento egoísta da maioria do empresariado. Vejamos alguns trechos extraídos dos livros “A Riqueza das Nações” e “A Teoria dos Sentimentos Morais”: “As pessoas de um ramo de comércio raramente se encontram para se divertirem juntas, mas a razão do encontro é conspirar contra o consumidor, e em algumas ocasiões para aumentar os preços” (A Riqueza das Nações, Livro IV, Capítulo VIII, parágrafo 27). “A grande multiplicação da produção de todos os ofícios, em conseqüência da divisão do trabalho, é que gera, numa sociedade bem governada, a riqueza que é estendida para os níveis mais pobres da população”. (A Riqueza das Nações, Livro I, Capítulo I, parágrafo 10). “O que melhora as circunstâncias da maioria nunca pode ser visto como inconveniência para o todo. Nenhuma sociedade pode ser florescente e feliz, se a maioria de seus membros é pobre e mise-
rável”. (A Riqueza das Nações, Livro I Capítulo VIII, parágrafo. 36). “A justiça é o principal pilar que sustenta todo o edifício. Se removida, a grande, imensa estrutura da sociedade humana (....) deverá em pouco tempo esboroar em átomos. (A Teoria dos Sentimentos Morais, parte II Seção II do Capítulo III, parágrafo 4). Muitas outras citações poderiam ser escolhidas para mostrar o verdadeiro pensamento econômico de Smith, que defendia a livre concorrência e a racionalização da produção sem substimar a necessidade da regulação estatal. Em verdade, Adam Smith só utilizou três vezes a famosa analogia da mão invisível. A primeira foi num estudo sobre astronomia, onde defendia a existência de uma lei universal natural. A segunda foi no livro “A Teoria dos Sentimentos Morais”, quando explicava que os ricos acabam, mesmo sem o querer, promovendo a distribuição da riqueza por meio dos mecanismos econômicos. A última e mais famosa citação foi no livro “A Riqueza das Nações”, que reproduzo a seguir: Cada indivíduo (...) não pretende promover o interesse público, nem sabe o quanto o está promovendo (...) ele pretende apenas sua própria segurança e dirigindo sua atividade de tal maneira que sua produção seja de maior valor, ele pretende apenas seu próprio ganho, e nisto, como em muitos outros casos, é levado por uma mão invisível para promover um fim que não fazia parte de sua intenção. (A Riqueza das Nações, Livro IV, Capítulo II, parágrafo. 9). A grande ironia da história, é que, aqueles que consideram Adam Smith como o defensor radical da redução do papel do Estado na economia, são justamente os pensadores de viés marxista. Ocorre que, quem previu o fim do Estado foi Marx. Smith jamais fez tal previsão. Alcides Leite É economista e professor
Técnicos da empresa Foz, que integra a Parceria Público Privada (PPP) do Esgoto, realizaram nesta semana a manutenção de equipamentos e da estrutura da Estação de Tratamento situada na Praça Washington Luiz. A equipe já finalizou o trabalho noturno de levantamento da rede de captação de esgoto situada na região central, o que possibilita a realização de ações planejadas dentro dos prazos estabelecidos. Em cinco anos, a companhia garante que Macaé terá 100% do esgoto tratado.
PAINEL Burocracia I
Recessão
Estagiários
O governo já deu demonstrações de entendimento sobre a necessidade de simplificação de trâmites burocráticos que só emperram o andamento de projetos importantes para dois setores fundamentais a economia da cidade: a construção civil e a indústria do petróleo. Mais que a adoção de diretrizes legais, que buscam agilizar o andamento de processos, a necessidade de reunir em um mesmo espaço representantes dos setores responsáveis pelas análises torna-se hoje emergencial.
Pelos próximos dois anos, empresas nacionais e internacionais que atendem às demandas da Petrobras deverão sentir os efeitos da redução de custos feitas pela estatal. Apesar de planejar investimentos de mais de US$ 200 bilhões de dólares em quatro anos, a maré é de recessão, em relação a novos contratos, o que tem levado essas companhias situadas em Macaé a reduzir investimentos, gerando demissões. A turbulência ainda não passou!
A prefeitura convocou nesta semana, por meio de edital, novos estagiários para atender a demanda da Secretaria Municipal de Saúde, Controladoria Geral do Município, Câmara Permanente de Gestão (CPG), Coordenadoria Municipal Especializada de Apoio ao Escolar (Cemeaes), Fundação Municipal de Cultura - Solar dos Melos e Casa dos Conselhos. Os aprovados devem estar matriculados e frequentando regularmente as aulas.
Burocracia II
Mudanças
Heranças
Dentro dessa lógica, que foge a discussão política, mas que se refere à adequação de gestão, a Comissão da Firjan buscará uma discussão institucional junto ao governo para viabilizar a criação, ainda neste ano, da secretaria de Aprovação de Projetos. A medida é simples e não gera oneração aos cofres públicos. Em um mesmo espaço, agentes das secretarias de Obras e Ambiente, e de outros departamentos ligados à análise dos processos, atuariam de forma integrada e eficiente.
Uma frase dita pelo líder do governo na Câmara, o vereador Julinho do Aeroporto (PPL), ainda ecoa e intriga pessoas que acompanham as discussões políticas em Macaé. Ao afirmar que mudanças seriam realizadas na gestão, o parlamentar se antecipou às alterações feitas por Dr. Aluízio Júnior (PV) na secretaria municipal de Obras. A grande pergunta é: quem mais deixará a alta cúpula do governo, nas próximas semanas?
Como se não bastassem os atrasos gerados na realização dos projetos, obras deixadas como “herança” pelo governo passado, que foram finalizadas nesses últimos meses, apresentam problemas. Adaptações e a manutenção estrutural precisarão ser feitos em prédios que acabaram de ser entregues à população, ampliando ainda mais os gastos com os projetos que não haviam sido concluídos por falta de zelo e de responsabilidade dos antigos gestores.
Burocracia III
Xeque-mate
Dívidas
O mais importante da proposta é evitar que Macaé fique a reboque do atraso gerado pela burocracia, situação que, em determinado momento, ultrapassa até mesmo a vontade política. A lógica é simples. A indústria do petróleo mira a exploração do pré-sal. As empresas planejam a expansão das atividades. Mais profissionais serão contratados e pessoas chegarão a cidade. A construção civil já identificou esse potencial e se prepara para atender à demanda.
No próximo dia 16, a Câmara de Vereadores dará um xeque-mate nas operadoras de telefonia móvel que atuam em Macaé, através da Audiência Pública organizada pelo primeiro vice-presidente da Câmara, Maxwell Vaz (PT). Representantes da Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel) confirmaram presença no encontro e estarão frente a frente aos membros das empresas convidadas a participar do diálogo e do enfrentamento junto aos usuários.
Esquenta a pré-disputa entre lideranças políticas que já lançam seus nomes “na rua” com pretensão de disputar o processo eleitoral de 2014. Faltando pouco menos de um ano para a realização das convenções partidárias, onde os candidatos são escolhidos, pesquisas de opinião, sem muita credibilidade, já apontam vitoriosos. Vale lembrar que nomes que estão sendo ventilados na cidade possuem uma dívida, e ingratidão, muito grande com Macaé.
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POLÍCIA MILITAR: 190 POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL: 191 SAMU - SERV. AS. MED. URGÊNCIA: 192 CORPO DE BOMBEIROS: 193 DEFESA CIVIL: 199 POLÍCIA CIVIL - 123ª DP: 2791-4019 DISQUE-DENÚNCIA (POLÍCIA MILITAR): 2791-5379 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (24 HORAS): 2762-0820 DEL. DE POL. FEDERAL (DISQUE DENÚNCIA): 2759-1312 DEL. DE POL. FEDERAL (PASSAPORTE/VISTO): 2759-0698 DISQUE-DENÚNCIA (CÂMARA DE MACAÉ): 2772-7262 HOSPITAL PÚBLICO MUNICIPAL: 2773-0061 AMPLA: 0800-28-00-120 CEDAE: 2772-5090 PREFEITURA MUNICIPAL: 2791-9008 DELEGACIA DA MULHER: 2772-0620 GUARDA MUNICIPAL: 2773-0440 ILUMINAÇÃO PÚBLICA: 0800-72-77-173 AEROPORTO DE MACAÉ: 2772-0950 CARTÓRIO ELEITORAL 109ª ZONA: 2772-9214 CARTÓRIO ELEITORAL 254ª ZONA: 2772-2256 CORREIOS - SEDE: 2759-2405 AG CORREIOS CENTRO: 2762-7527 TELEGRAMA FONADO: 0800-5700100 SEDEX: 2762-6438 CEG RIO: 0800-28-20-205 RADIO TAXI MACAÉ 27726058 CONSELHO TUTELAR I 2762-0405 / 2796-1108 plantão: 8837-4314 CONSELHO TUTELAR II 2762-9971 / 2762-9179 plantão: 8837-3294 CONSELHO TUTELAR III 2793-4050 / 2793-4044 plantão: 8837-4441
MACAÉ, DOMINGO, 8 E SEGUNDA-FEIRA, 9 DE SETEMBRO DE 2013
Polícia
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NOTA
Funemac divulga resultado do Processo Seletivo das Bolsas Acadêmicas
FLAGRANTE
O DEBATE
Imprudência gera caos e riscos no trânsito Na cidade impactada pelo grande volume de carros, irregularidades de motoristas criam ainda mais problemas Márcio Siqueira marcio@odebateon.com.br
S
exta-feira, 6 de setembro, nove horas da manhã. Em um dos dias mais corridos para a população macaense, o motorista de um caminhão que transporta materiais direcionados principalmente para a construção civil ignora, completamente, a placa de sinalização que impede o acesso de veículos pesados (ônibus e caminhões) e contorna a rodovia Amaral Peixoto (RJ 106) no ponto situado em frente ao posto de destacamento da Polícia Militar (PM). A ação, flagrada pela equipe do jornal O DEBATE poderia ser simples, mas representa uma série de imprudências cometidas por motoristas que circulam por Macaé diariamente, um dos principais causadores de acidentes graves, que deixam mortes ou sequelas, gerando
ainda mais custos aos cofres públicos, diante do grande número de procedimentos realizados diariamente pelo Hospital Público Municipal (HPM). O ato cometido pelo motorista do caminhão flagrado por O DEBATE é recorrente a um dos pontos de maior tráfego intenso de veículos na cidade. No mesmo instante, uma carreta que transportava material pesado, dedicado ao segmento offshore, passa pelo sinal amarelo na rodovia Amaral Peixoto, em horário proibido por lei municipal, que regulamenta a circulação dos veículos do chamado tráfego pesado. O cenário é repudiado até mesmo pelos condutores que, na tentativa de evitar esses riscos, acabam sendo hostilizados. "Em Macaé, vale a lei do esperto no trânsito. Se você não passa pelo sinal amarelo, se não avança, o motorista que segue atrás de você buzina, te xinga.
Acesso de caminhão a trevo proibido é um dos vários flagrantes de imprudência registrados no trânsito de Macaé É difícil até mesmo respeitar as leis de trânsito para que você não arranje uma briga", afirmou Marcos de Oliveira Almeida, engenheiro de petróleo. É importante apontar que, em trechos importantes do trânsito da cidade, atuam agentes de fiscalização da secretaria municipal de Mobilidade Urbana. Porém, conforme
Fiscalização, multas e falta de vagas no Detran Até mesmo quando se fala em fiscalização do trânsito, existem surpresas e reclamações na Capital Nacional do Petróleo. Impasse que vem gerando problemas nos últimos anos aos condutores da cidade, a falta de vagas para atender a demanda de veículos em circulação na cidade, que precisam fazer a vistoria anual do Departamento Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran), gera ainda mais prejuízos aos motoristas. De acordo com dados do Detran, em junho, foram registrados 101 mil carros emplacados no município, um aumento de 1 mil veículos em relação ao mês anterior. Considerando 20 dias úteis por mês e as 300 vagas disponíveis, a cidade tem uma capacidade para atender apenas 72 mil carros por ano. Ou seja, seria preciso aumentar o número de agendamentos em,
pelo menos, 40,2%, para que a demanda atual fosse atendida. Para isso, o Posto de Vistoria do município teria que aumentar sua capacidade em 50%, no mínimo. Com um aumento do espaço para 450 vagas, o local seria capaz de atender 108 mil veículos por ano, o que já supriria a necessidade atual, acompanhando um crescimento médio do número de carros emplacados a cada mês. Porém, enquanto isso não acontece, motoristas que não conseguem agendar a vistoria dos veículos e que já passaram do prazo de realização do procedimento, definido através da tabela divulgada anualmente pelo Detran, acabam sendo multados e tendo os carros rebocados nas operações realizadas, diariamente, pelo Departamento Estadual de Trânsito, com apoio da Polícia Militar e
a atuação ainda questionada da empresa Rodando Legal. A situação foi alvo até mesmo de questionamento dentro da Câmara de Vereadores que já solicitou à Procuradoria da Casa parecer jurídico para solicitar ao governo do Estado a suspensão das operações de fiscalização de vistoria dos carros até que o serviço seja regularizado e adequado à demanda registrada pela cidade. A proposta, apresentada pelo vereador Cesinha (PSL), acatada pelo presidente da Câmara, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), visa acionar o Ministério Público Estadual (MPE) para reforçar a defesa da população. "Estamos de mãos amarradas. Não conseguimos fazer a vistoria e somos multados", afirmou o dentista Amaro Jorge da Silva Júnior, que teve o carro apreendido em operação do Detran. WANDERLEY GIL
Sem atender a demanda de motoristas da cidade, Detran promove blitz de fiscalização
apontado pelo próprio governo municipal, o número ainda não é suficiente para atender a demanda do tráfego de veículos, que cresce a cada ano. Atualmente, a frota estimada de veículos de passeio, que circulam em Macaé, ultrapassa 80 mil. Apenas com o tráfego pesado, estima-se que cerca de mil caminhões e carretas cir-
culam na Capital Nacional do Petróleo diariamente. "Macaé não possui o tamanho e nem o número de veículos que existem em cidades como o Rio de Janeiro e São Paulo, mas os problemas são parecidos. Vale também a educação do motorista para evitar problemas maiores", afirmou a corretora de imóveis, Kátia Cardoso.
Entre as principais imprudências registradas no trânsito de Macaé estão: falar ao telefone na direção, avanço de sinal, estacionamento e parada em local proibido. O desrespeito aos pedestres e a ciclistas também são evidentes no cotidiano da cidade, que solicita maior fiscalização dos agentes de trânsito para evitar riscos.
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Economia
NOTA
Inscrições estão abertas para cursos de contadores de histórias
CONSUMIDOR
Setor de telefonia é alvo constante de reclamações
QUESTÃO DE JUSTIÇA
No próximo dia 16, uma audiência pública discutirá a qualidade do serviço em Macaé com representantes da Anatel
A evolução dos Direitos da Mulher
Patricia Lucena patricia@odebateon.com.br
A
s discussões em torno do serviço de telefonia prestado em Macaé não têm fim. Não é de hoje que as operadoras são alvos constantes de queixas e lideram o ranking de reclamações do Procon-Macaé. Os motivos são sempre os mesmos: mau atendimento, ligações picotadas, falha na rede, sistema sem comunicação e por aí vai. Com isso, no próximo dia 16 será realizada uma audiência pública no plenário da Câmara de Vereadores para debater a qualidade do serviço de telefonia móvel prestado pelas operadoras no município. A reunião contará também com a presença confirmada de representantes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). De acordo com o ProconMacaé, a área de telefonia é o setor mais reclamado, com 75% das queixas. Em seguida, estão os setores de água e esgoto, com 12%, energia, com 8%, e transporte e gás, com 5%. “Esses segmentos fazem parte da área de Serviços Essenciais, que são aqueles considerados necessários ao consumidor, ou seja, são os serviços indispensáveis que devem ser fornecidos com segurança, eficiência e
qualidade”, explicou Dr. Eraldo Sant’Ana, coordenador do Procon-Macaé. “Acho engraçado que os nossos maiores problemas são justamente na área de serviços essenciais. Eu já experimentei as quatro operadoras de telefonia móvel e nenhuma delas conseguiu prestar o serviço com qualidade. Fico impressionada, porque as empresas vivem anunciando novas tecnologias, mas não conseguem dar conta nem das antigas”, afirmou a farmacêutica Luciana Martins. Apesar de tantas reclamações, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou, recentemente, que as quatro operadoras avaliadas (Claro, Oi, Tim e Vivo) apresentaram resultados acima dos parâmetros de referência, com melhoras tanto no acesso quanto na queda de ligações. Segundo a agência, todas as empresas atingiram os parâmetros de referência, com pequenas oscilações no indicador de desconexão de dados. Quanto ao indicador de acesso à rede de dados, observou-se que o patamar de referência foi alcançado por todas as prestadoras nas redes de terceira geração. Com relação às redes de segunda geração, apenas a Claro atingiu o parâmetro de referência, embo-
KANÁ MANHÃES
A Constituição Federal de 1988 foi um divisor de águas no Direito Brasileiro, pois colocou pela primeira vez em pé de igualdade o homem e a mulher. Até então, essa diferenciação era aceita e legalizada. O que hoje é normal, há cinquenta anos era revolucionário! Muito se conquistou, mas muito ainda se precisa conquistar.
De acordo com o Procon-Macaé, a área de telefonia é o setor mais reclamado, com 75% das queixas ra todas as operadoras tenham apresentado evolução positiva nos últimos três meses. Infelizmente, os resultados não corroboram a insatisfação dos usuários no que diz respeito às operadoras de telefonia móvel. Outra pesquisa divulgada pela Anatel sobre a satisfação dos usuários mostra que, de um modo geral, os clientes não estão satisfeitos com o que as empresas têm oferecido. Em uma escala de zero a 100 pontos, o índice de satisfação do consumidor com celulares pós-pagos, por exemplo, passou de 71,4 pontos, em 2002, para 53,7 pontos, em 2012. Isso mostra que, enquanto as tecnologias dos celulares avançam, seus serviços pioram.
Considerando apenas os clientes pós-pagos, os índices que registraram os resultados mais baixos foram em relação ao atendimento nas lojas (48,2 pontos) e preços dos serviços (39,7). Os outros itens analisados apresentaram uma média de 50 pontos, sendo que o índice geral de satisfação ficou em 53,7 pontos. Levando em conta o índice de satisfação por empresa prestadora, a Vivo atingiu melhor pontuação, com 55,5 pontos. Em seguida está a Claro, com 54,7 pontos, a Oi, com 49,9 pontos, e a TIM, com 49,8 pontos. Em um comparativo com o levantamento anterior, realizado em 2002, a avaliação em relação a todos os serviços piorou.
O que dizem as operadoras apesar de ter obtido as melhores notas, as reclamações contra a Vivo são muitas. “Todos os meses eu tenho problemas com a minha conta da Vivo. Todo mês tenho que ligar para a central de atendimento, esperar horas para ser atendida e só depois de muita briga, é que eles resolvem o meu problema. A minha conta sempre vem errada. Já fui ao Procon,
faço uma reclamação na Anatel quase todo mês e nada adianta. Chega no mês seguinte e a conta está errada de novo. Não sei mais o que fazer. Meu próximo passo é entrar com uma ação direta contra eles. É um absurdo. Eles oferecem milhões de serviços e, além de a ligação cair a todo instante e a internet ser muito ruim, a conta ainda vem errada”, reclamou a
colunaquestaodejustica@gmail.com
arquiteta Lúcia Moreira. Em nota, a Vivo informou que a maior parte dos recursos aplicados nos últimos anos destina-se à expansão e modernização das redes, infraestrutura, sistemas e atendimento, além de ações para melhoria da qualidade. No final de agosto, durante a coletiva de imprensa para lançar o serviço 4G em Macaé, a
Vivo informou que está investindo em novas redes e neste segundo semestre serão implementados caminhos alternativos para que a rede de fibra óptica não seja tão afetada e não prejudique mais o sinal dos usuários, principalmente, com as obras da BR-101 - rota onde passa a principal rede de fibra óptica da Vivo e que interliga o Rio de Janeiro com as regiões do Norte Fluminense. “Estamos buscando caminhos alternativos para não sermos mais impactados com os acidentes frequentes que ocorrem na BR101. Em setembro, será realizada uma nova alça por Campos e, em outubro, faremos uma nova rota vindo pela Região dos Lagos.”, afirmou Hércules Braga, diretor de rede da Vivo. "O maior problema que tenho com a TIM é o sinal. Dependendo do lugar, o sinal se perde. Conectar a internet é uma situação que requer muita paciência, e o pior é que pago caro por um serviço que não é oferecido com qualidade. Ou seja, tirar do consumidor é fácil, mas proporcionar um bom serviço eles não conseguem. ", disse a vendedora Lívia Gonçalves. Após ficar em último lugar na avaliação dos usuários, a TIM informou que tem programado, até 2015, um investimento de R$ 10,7 bilhões para melhoria de infraestrutura de rede e ampliação de cobertura em todo o país. Somente neste ano, como parte do total de investimentos, o aporte será de R$ 3,6 bilhões para modernização de equipamentos e instalação de 14 mil antenas em todo o território nacional”, informou a operadora por meio de nota. Já a operadora Claro, que não alcançou notas muito boas na pesquisa, procurada pela equipe do jornal O DEBATE, não quis se pronunciar sobre os resultados. Resta aos usuários esperar pelos próximos investimentos e torcer para que o setor de telefonia, como um todo, atinja um nível de excelência em qualidade ao menos parecido com as tecnologias que estão sendo lançadas.
Andrea Meirelles
Foi preciso que 129 mulheres morressem num incêndio criminoso no dia 8 de março de 1857, numa fábrica têxtil em Nova Iorque, para que o mundo voltasse seu olhar para o Direitos das Mulheres. Elas morreram porque reivindicavam a redução da jornada de trabalho de 14 para 10 horas diárias e o direito à licença maternidade.
*** Da educação ao voto Em 1827 surgiu a primeira lei sobre a educação das mulheres, permitindo que frequentassem as escolas elementares. E foi somente em 1879 que as mulheres obtiveram autorização do governo para estudar em instituições de ensino superior. Até a eleição da primeira presidente da República, em 2010, o Brasil percorreu um longo caminho para assegurar às suas cidadãs o exercício pleno da de-
mocracia. Exemplo disso, é que as mulheres só conseguiram o direito ao voto em 1932, quando o governo de Getúlio Vargas deu um passo em direção à modernidade e estendeu a quase todas as brasileiras maiores de idade este direito, e ainda assim, o código eleitoral provisório permitia somente o sufrágio das viúvas e solteiras com renda própria, e no caso das mulheres casadas, desde que autorizadas pelo marido.
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A relação entre o número divórcios e a independência das mulheres A independência financeira é apontada como fator decisivo na hora da separação. Se as mulheres são mais independentes, são também menos necessitadas de manter casamentos exclusivamente para garantir renda e sustentar os filhos. Segundo a pesquisa do Registro Civil 2011 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), o número de separações é sempre maior nos Estados mais ricos. Distrito Federal, São Paulo e
Santa Catarina, por exemplo, têm taxas anuais de divórcio de 4,8, 3,4 e 3 por mil casamentos, respectivamente. Já as menores taxas estão nos Estados considerados mais pobres: Maranhão (1,1) e Piauí (1,4). No país, a média é de 2,6 divórcios por mil. Ou seja, a independência feminina é diretamente ligada ao número de divórcios, quanto mais independente a mulher é, mais chances ela tem de sair de um casamento fracassado.
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Previsão para casos de “virgindade” num concurso público na Bahia Não é raro encontrarmos casos gritantes de discriminação contras às mulheres, como aconteceu num edital de concurso público para função de policial que apresentava o seguinte texto: “A candidata que possui hímen íntegro está dispensada de entregar os exames que constam no item 11.12.2.1, inciso VI, alínea “a”: colposcopia, citologia e microflora, desde que apresente atestado médico que comprove a referida condição, com assinatura, carimbo e CRM do médico que o emitiu”. O primeiro questionamento é saber o porquê da exigência do exame ginecológico, já que
não tem qualquer relação com o exercício da função. O segundo questionamento é sobre a discriminação entre as mulheres com hímen íntegro e as que não o tem mais. No caso, a mulher virgem estava dispensada de fazer o exame, e assim, mesmo que tivesse uma grave doença ginecológica, não haveria qualquer contraindicação na sua admissão. Contudo, o mesmo não ocorreria com as mulheres sem hímen. Isso em pleno século XXI? A exigência é uma grave violação constitucional porque interfere na privacidade e na intimidade da candidata.
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Tráfico de mulheres e violência Estima-se que são traficadas anualmente entre 500 mil e dois milhões de pessoas, em situações que envolvem prostituição, mão de obra-forçada, escravidão ou servidão. Sendo que 80% destas vítimas são mulheres ou meninas. Segundo a ONU, 70% das mulheres sofrem algum tipo de violência no decorrer de sua vida. Pesquisas do Banco Mundial apontam que na faixa de 15 a 44 anos, as mulheres correm mais risco de sofrer estupro e violência do-
méstica, do que terem câncer ou sofrer um acidente de carro. A Lei Maria da Penha acaba de completar sete anos, mas apesar das penalidades mais severas, a violência contra as mulheres continua em crescimento, e o Brasil ocupa o sétimo lugar no ranking mundial. Macaé, segundo o Mapa da Violência de 2012, ocupa o 77º lugar entre os cem municípios com as maiores taxas. Mais de 92 mil mulheres foram assassinadas nos últimos 30 anos em todo o país.
Não adianta mudar as leis, se não mudarmos também É nosso dever romper com as barreiras visíveis e invisíveis que impedem e que sabotam as mulheres, para que estes direitos duramente conquistados permaneçam. É necessário não só que a legislação evolua para garantir esta igualdade, mas
que também nosso modo de pensar evolua. Isso mostra que devemos permanecer atentos, e valorizar aqueles que tiveram uma visão além do seu tempo e que até hoje lutam para transformar o sonho da igualdade em realidade.
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8 Economia
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VISITA TÉCNICA
Macaenses debatem questão da metrologia na Argentina Segundo membros participantes, tema teve como foco a garantia das medidas efetuadas na área da saúde, petróleo e meio ambiente DIVULGAÇÃO
Patricia Lucena patricia@odebateon.com.br
Bancários não aceitam proposta da Fenaban sobre reivindicações Segundo o sindicato, negociação apresentada não contemplou aumento salarial real para a categoria no início de agosto, os bancários aprovaram um calendário de pautas com as reivindicações da categoria. Entre elas, os profissionais buscavam por um aumento salarial de 11,93%, correspondente à reposição da inflação mais aumento real de 5%, valorização do piso salarial de R$ 2.860,21. Na última quinta-feira (5), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) propôs, durante a rodada de negociação, um índice de 6,1%, sem aumento real para os salários. O mesmo reajuste foi também proposto para os vales, auxílios, piso e participação nos lucros, que permaneceria no modelo atual. O Comando Nacional dos Bancários rejeitou a proposta
N
a última quinta-feira (5), com o intuito de trocar experiências no campo de inovações tecnológicas, um grupo de Macaé viajou para a Argentina para visitar o Instituto Nacional de Tecnologia Industrial da Argentina (INTI), órgão argentino equivalente ao INMETRO (IMMT). Direto da Argentina, Eduardo Neiva, físico e mestre em Metrologia para a Qualidade Industrial pela PUC-Rio, enviou informações à equipe de reportagem do jornal O DEBATE sobre o andamento da visita. “O tema Metrologia foi um dos mais discutidos, tendo como foco principal a garantia das medidas efetuadas na área da saúde, petróleo e gás natural e meio ambiente.” Os macaenses também visitaram o Polo Tecnológico do INTI, que tem a responsabilidade de prover os serviços básicos de metrologia, tanto para a sociedade quanto para as inovações tecnológicas. “Eles ficaram muito interessados no Programa de Metrologia voltado para a área da saúde que o IMMT desenvolve em parceira com os departamentos da secretaria de Saúde do município de Macaé, em especial com a Vigilância Sanitária, sobre as questões dos medidores de pressão arterial humana, balanças pediátricas, audiometria e controle de qualidade das águas utilizadas nas unidades escolares e unidades de saúde, que está sendo desenvolvido nessa parceria do
REAJUSTES
na mesa de negociação e aprovou um calendário de luta, que será decidido em assembleia na próxima quinta-feira (12), para aprovar uma greve dos bancários a partir do dia 19 de setembro. “A proposta dos bancos é uma provocação, um total desrespeito aos bancários, partindo de um segmento que continua batendo recordes de lucro e rentabilidade”, criticou Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf ) e coordenador do Comando Nacional. Segundo ele, a proposta não tem aumento real, nem valorização do piso. “Não houve nenhuma resposta para nossas reivindicações sobre emprego, saúde, condições de trabalho, segurança e igualdade de oportunidades. Só uma forte mobilização da categoria em todo o país fará com que os bancos melhorem a proposta.” WANDERLEY GIL
Eduardo Neiva ao lado de autoridades da Argentina que também participaram da visita ao INTI IMMT. A autarquia de tecnologia do município de Macaé com a Vigilância Sanitária estão servindo de referência para eles, que confirmaram que se trata de um modelo para todo o mundo”, contou Eduardo. Durante a reunião, os membros também debateram sobre a questão da metrologia que trata do desenvolvimento tecnológico voltados à medição fiscal de royalties de petróleo e gás natural. “Também tratamos da metrologia como suporte para o
desenvolvimento de pequenas empresas de base tecnológica, de modo a fornecer produtos fabricados na Argentina para esse setor com a devida certificação que garanta tanto a qualidade dos produtos a serem comercializados, quanto a sua inserção nos mercados consumidores”, explicou. Assim, segundo Eduardo, o INTI solicitou uma parceria com o IMMT para auxiliá-los no desenvolvimento de um sistema metrológico voltado para
a certificação da indústria do petróleo. “Eles também querem promover uma visita de técnicos do INTI da Argentina ao IMMT para verificar os avanços que estamos obtendo na metrologia para a saúde, o que eles classificaram como metrologia cidadã, pois trata da disseminação de uma tecnologia social voltada para a garantia de vida, evitando desperdícios financeiros na saúde pública, além da melhoria da qualidade de vida para a população.”
Na próxima quinta-feira (12), categoria irá se reunir para aprovar greve a partir do dia 19 de setembro
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Geral
NOTA
Shopping Plaza Macaé realiza campanha de doação de brinquedos entre 12 de setembro e 12 de outubro
CRIANÇA
KANÁ MANHÃES
Profissionais destacam a importância da Educação Infantil A Lei 12.602/12 que instituiu a data foi sancionada em abril. Nesta reportagem, a opinião de profissionais sobre a importância da primeira educação Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br
N
os dias atuais muito se fala na importância da educação superior para a inserção no mercado de trabalho. No entanto, é importante lembrar que o processo ensinoaprendizagem começa nos primeiros anos de vida da criança. Nesta reportagem, profissionais da Educação Infantil destacam a importância dessa fase do processo educacional, considerada o alicerce para as demais etapas. Eles lembram ainda que no último domingo, 25 de agosto, comemorou-se o Dia Nacional de Educação Infantil. A lei que institui a data é a número 12.602/12, sancionada pela Presidenta Dilma Roussef, em 3 de abril de 2012. O assunto requer uma atenção especial de pais, familiares, docentes e, em especial, dos governantes. Pois de acordo com
o Estatuto da Criança e Adolescente é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. O Capítulo IV do documento aponta ainda que a criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes: igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, direito de ser respeitado por seus educadores, direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores, direito de organização e participação em
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entidades estudantis e acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência. Em Macaé, de acordo com dados da prefeitura, o município conta com 42 Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEI) e 17 unidades de Educação Infantil e Ensino Fundamental, totalizando 59 escolas sendo 28 de tempo integral. Ainda segundo o órgão há, aproximadamente, 8.300 crianças matriculadas na Educação Infantil, sendo desse total 3.031 em tempo integral. Mas de acordo com pais, esses números não são suficientes para atender a uma população que já passa dos 200 mil habitantes. “Não é fácil encontrar escola com vagas no município. Por mais que eles tenham inaugurado três escolas este ano, a procura ainda é grande. Tem muita criança fora da escola, ou estudando longe do bairro onde reside, por falta de vagas”, dis-
Essa é a fase da educação em que as crianças aprendem brincando se uma mãe que prefere não ser identificada. Apaixonada pela arte de ensinar, educadora fala dos desafios da profissão Oriunda de família de educadores, a pedagoga Helen Antão Marques Esteves diz que aprendeu a gostar do ofício com a mãe e que não teve dúvida na hora de escolher a profissão. “Já são oito anos de dedicação à profissão. Minha mãe é professora e desde pequena passei a gostar do ofício, pois para ser pedagogo é preciso, acima de tudo, amar o que faz”, relata. Helen ressalta ainda que essa etapa da educação é de fundamental importância para desenvolvimento da criança. Pois é a fase em que as crianças são estimuladas - por meio de atividades lúdicas e jogos - a exercitar as suas capacidades motoras e cognitivas, a fazer descobertas e a iniciar o processo de alfabetização e, por isso, deve ser feita
com muito carinho, paciência e dedicação. “Tudo começa na educação infantil, principalmente no maternal (a partir de 2 anos). Essa é a fase que a criança aprende brincando. São atividades lúdicas que auxiliam no desenvolvimento da aprendizagem, a coordenação motora e o despertar. E tudo é avaliado. Cada passo deles é avaliado, cada pronúncia e ao final de cada semestre é feito um relatório, este elaborado com base nas competências e habilidades desenvolvidas no projeto. Lembrando que cada semestre é trabalhado um projeto diferente e o professor é o responsável pela elaboração dele, por isso tem que saber como fazer, como trabalhar com o aluno, o por que trabalhar isso ou aquilo” enfatizou a pedagoga. Falta de acesso dificulta o processo ensino-aprendizagem De acordo com profissionais, a não inclusão da criança nessa
primeira etapa educacional dificulta o processo ensino-aprendizagem, diminuindo assim, as chances de êxito no ensino fundamental e demais anos e lembram que a família é a principal chave de embarcação das crianças nos estudos, uma vez que a escola contribui para a formação, mas a responsabilidade maior é da família. “Quando não frequenta a unidade de ensino nesse período, pode ser que a criança enfrente, mais na frente, algum tipo de dificuldade, pois a escola é fundamental para o seu desenvolvimento como um todo. E é importante frisar também que uma boa educação está fundamentada em bons profissionais, por isso o corpo docente deve ser formado por pessoas comprometidas, que queiram de fato exercer a atividade e contribuir com um futuro melhor. E o espaço físico apropriado também é importante”, lembra Helen.
PROFISSÃO
EVENTO
Cursos na área ambiental ganham espaço na Capital do Petróleo
XI Engep será realizado esta semana
KANÁ MANHÃES
Profissionais lembram que a demanda por especialistas na área teve aumento significativo nos últimos anos no último dia 3 de setembro comemorou-se o Dia do Biólogo. Aquele profissional conhecido como o cientista da área da Biologia e que desenvolve seus estudos por meio do método científico. Trabalha em laboratórios de pesquisa, laboratórios de rotina como os de biologia clínica, campos abertos como savanas, florestas e todo lugar onde há vida para ser estudada. Em Macaé, há alguns anos, as instituições de ensino superiores passaram a investir na formação e oferecem também outros cursos ligados ao meio ambiente. Entre as opções estão: a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Campus Macaé Professor Aloísio Teixeira com os cursos de Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas, a Faculdade Salesiana Maria Auxiliadora com o curso de graduação em Engenharia Ambiental e Sanitária, a Estácio de Sá também com Engenharia Ambiental e Sanitária e o Instituto Federal Fluminense com Mestrado em Engenharia Ambiental. Nesta entrevista, profissionais da área, que atuam no município, falam da escolha da profissão. Apaixonado pelo que faz, o biólogo e mestre em engenharia ambiental, Marcos César do Santos não esconde a alegria de ser biólogo e atuar como analista ambiental pelo governo federal, pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) e, principalmente, por ter a oportunidade de atuar em prol da preservação de um dos ecossistemas mais bem preservados do pais - o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba. Ele
atua ainda como chefe-substituto do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, professor da rede municipal de ensino e da Faculdade Salesiana Maria Auxiliadora. “Iniciei a faculdade em 1994, época em que o meio ambiente começava a ganhar força. Foi uma época em que não havia muito mercado e o curso era pouco procurado. Mas, com o passar do tempo, a necessidade de empreendimento com estudos de Impactos Ambientais começou a mudar essa realidade e, com isso, aumentou a demanda”, lembrou Marcos. De acordo com ele, a Biologia é um curso com boas oportunidades de trabalho e, muitas vezes, antes de terminar os estudos, o futuro profissional tem a chance de ter o primeiro contato com o mercado de trabalho, por meio de programa de estágios. “Antes de terminar o curso eu já dava aulas, fazia consultoria para uma empresa e, atualmente, já são onze anos atuando em Unidade de Conservação, que é uma grande oportunidade para biológicos”, ressaltou.
A unidade de conservação como área de atuação para um biólogo é considerada por Marcos como um paraíso, uma oportunidade do profissional ter o contato direto com a natureza. Entres as principais áreas para atuação dos profissionais de Biologia estão: dar aulas, saúde, Pesquisa cientifica e área ambiental. “Na cidade e região não tem mais mercado porque muitas empresas não cumprem a lei da licença ambiental”, lembrou o biólogo. Com relação à remuneração salarial, ele explicou que o salário inicial varia entre R$ 2.000,00 e R$ 2.300,00 e que, em dez anos, a média pode chegar a R$ 10.000,00. “No entanto, é importante ressaltar que os profissionais devem estar sempre se atualizando, estudando, pois ser biólogo é passar por uma eterna capacitação”, disse. Já a bióloga Jaqueline Silva lembra que a curiosidade e vontade de aprender foram os principais fatores que a levaram à escolha do curso. “Eu não tive a disciplina de Biologia no en-
Marcos César dos Santos e Jaqueline Silva apontam o Parque de Jurubatiba como uma oportunidade na cidade para o profissional da área ter contato direto com a natureza
sino médio e isso despertou o meu interesse em estudar a área e posso dizer que o curso atendeu as minhas expectativas em termos de conhecimento, pois considero a área sem mercado e poucas são as oportunidades. Mas por trabalhar no ICMBio e com profissionais da área, tenho a oportunidade de estar em constante aprendizado. Acompanho, diariamente, os trabalhos deles e aprendo cada vez mais“, disse. O chefe do Parque Jurubatiba, Marcelo Pessanha, que além de biólogo é advogado, pontua a importância do olhar amplo para o exercício da profissão. “Para trabalhar com o meio ambiente, é necessário ter um olhar mais amplo, ir além. E na nossa região, o Parque de Jurubatiba é um paraíso para quem está começando, para quem já atua. É o lugar onde todos sonham trabalhar. Prova disso é de que recebemos constantemente a visita de estudantes da área e de cientistas que consideram o Parque como a unidade de conservação mais bem preservada do país”, ressaltou.
Evento organizado pelo LENEP / UENF vai reunir empresas, cientistas e profissionais da área de Petróleo em Macaé o laboratório de Engenharia e Exploração de Petróleo (LENEP), vinculado ao Centro de Ciências e Tecnologia da Universidade Federal do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), vai iniciar nesta segunda-feira, 9, mais uma edição do Encontro de Engenharia de Exploração e Produção de Petróleo (Engep). O encontro será realizado no Lenep, Avenida Brennand s/n Imboassica. A programação segue até o dia 13. Os interessados ainda podem ser inscrever pelo site www. engep2013.com.br O evento tem como objetivo apresentar os mais recentes avanços, tendências tecnológicas e linhas de pesquisa na área de exploração de petróleo no mundo e oferecer oportunidades no mercado a estudantes e recém-formados, além de ser considerado um dos maiores eventos acadêmicos do país, na área de exploração e produção de petróleo. “O Engep tem caráter técnicocientífico e reúne empresas, cientistas e profissionais da área em conferências, palestras, minicursos e outras atividades no Lenep (Laboratório de Engenharia e Exploração de Petróleo)”, explicou a equipe organizadora formada pela comunidade acadêmica e professores. Na oportunidade, eles lembram ainda que o evento conta com a participação de grandes empresas no setor e que além de difundir os mais recentes avanços da indústria de petróleo, o Engep
visa estreitar os laços entre universidade e indústria, estimulando a formação de recursos humanos capacitados para atuar no setor petrolífero. Participam do evento cerca de 50 instituições de ensino de nível superior e técnico das mais diversas regiões do Brasil. A programação vai contar com minicursos em diversas áreas, entre elas, Engenharia de Reservatórios, Engenharia de Poço, Geofísica, Geologia do Petróleo, Segurança do Trabalho e Meio Ambiente, Gerenciamento de Projetos de Petróleo, Geoquímica de Reservatórios, Estimativas de Reservas, Fluidos de Perfuração e Refino. E também serão promovidas sessões diárias de Recursos Humanos, ministradas por reconhecidas empresas de Exploração e Produção de Petróleo; visitas técnicas a empresas do setor e mesas-redondas para discutir temas atuais como a exploração no pré-sal, mercado de trabalho e novas perspectivas De acordo com presidente do Engep este ano, João Vitor Marinho, durante os cinco dias do evento será exposta uma seleção de trabalhos desenvolvidos em diversas universidades e os melhores trabalhos acadêmicos de iniciação científica, mestrado e doutorado, na área de exploração e produção de petróleo serão premiados. Ele pontua ainda a importância do evento para quem está de olho no mercado de trabalho. “O evento conta com a participação de grandes empresas do setor, é uma oportunidade para estudantes e recém-formados”, destacou. Outras informações podem ser obtidas pelo site: www.engep2013.com.br.
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Geral 11
BAIRROS EM DEBATE Granja dos Cavaleiros
Granja dos Cavaleiros: Promessas não saem do papel
FOTOS KANÁ MANHÃES
Apesar de cobrar um dos impostos mais caros do município, investimentos do poder público não são vistos no bairro Bertha Muniz berthamuniz@odebateon.com.br
“O
tempo não para”. Com esse título, o cantor Cazuza imortalizou uma das músicas que mais fizeram sucesso na década de 80. De lá para cá, o tempo não parou, mas para muitas famílias macaenses nada mudou. “Tuas ideias não correspondem aos fatos”. É com esses versos que começamos o “Bairros em Debate” deste domingo. Muitas idéias e poucas ações. É assim que os moradores da Granja dos Cavaleiros, área nobre de Macaé, situado bem próximo ao Polo Offshore descrevem a visão dos governantes
em relação ao bairro. Apesar de pagar por um dos impostos mais caros do município, os moradores se sentem abandonados quando se trata de investimentos no bairro. O Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana, mais conhecido como IPTU, tem como objetivo gerar uma arrecadação de verbas para o município, sendo revertido em melhorias no local, mas aqui esse retorno parece não existir. Enquanto isso, essa área residencial lida no seu cotidiano com problemas como qualquer outro bairro da cidade. O pequeno bairro cresceu, ganhou força e agora sofre com a expansão imobiliária e o cres-
cimento desordenado. A estimativa é de que cerca 7 mil pessoas vivam no local. Cercado por aglomeração de empresas especializadas em atividades offshore, o bairro é conhecido como “setor offshore”, onde atende o maior centro de empresas petrolíferas do Brasil. Por sua vez, o crescimento da atividade industrial de Macaé resultou em crescimentos realizados em exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás. Mas pelo que se vê, o governo não conseguiu acompanhar o crescimento. A falta de infraestrutura, como saneamento básico, posto de saúde, segurança e transporte coletivo, tem sido grande desafio para
Lixo espalhado é constante nas ruas do bairro que em alguns pontos se encontram com esgoto, que corre em alguns pontos do bairro quem mora ou trabalha no local, onde há cerca de 120 empresas e 30 mil trabalhadores. Outro problema apontado pelos moradores é a falta de pessoas que façam a varreção e capina nas ruas, já quanto ao recolhimento de lixo por caminhões, esse trabalho existe no bairro.
“É muito fácil encontrar terrenos baldios com entulhos e ferro velho com poças d'água. Temos medo de passar em certos trechos, pois a onda de assalto no local é constante”, comentou outra moradora. Lixo espalhado é constante nas ruas do bairro que em alguns
pontos se encontram com esgoto, que corre em alguns pontos da localidade. A falta de abrigo é outro problema sério na região. Faça sol, faça chuva, moradores aguardam a condução dentro de uma mercearia ou na porta de um condomínio.
Ruas pavimentadas somente no papel o asfalto da Rua Luiz Carlos Almeida inicia na Universidade Estácio de Sá e vai até a metade do trecho. Os moradores reclamam do estado de abandono com várias crateras e buracos dificultando assim o tráfego de veículos e pedestres. O que chama atenção é que algumas vias (Alameda do Bosque e a Alameda das Pitangas) já constam pela prefeitura como pavimentadas, situação que podemos comprovar totalmente o contrário. Milhões já foram destinados para a colocação do asfalto nessas ruas, porém o investimento nunca chegou ao seu destino final. A Alameda do Bosque, por exemplo, é de grande importância, pois é considerada um dos principais refúgios do trânsito da Rodovia Amaral Peixoto, principalmente nos horários de pico. Em dias de sol, a situação é crítica por conta da poeira. Quando aumenta o fluxo, por volta das 17h, 18h, os moradores dizem que são obrigados a
trancar a casa toda, em função da grande quantidade de poeira do barro levantado que entra nas residências, sujando as roupas no varal, caindo sobre a comida, entre outras situações desagradáveis. Segundo eles, a forte poeira que é levantada pelos veículos que trafegam pelo local, inclusive de grande porte, tem gerado muitos problemas de saúde, principalmente em crianças e idosos. Durante visita ao bairro, na tarde da última quinta-feira (5), encontramos o morador Estevão dos Santos. Ele relata um dos principais problemas do bairro: a falta de pavimentação das ruas. “É inconcebível que um lugar como este não tenha infraestrutura adequada. Convivemos entre a poeira e a lama. Se chove, não se tem como andar. Se faz sol, não podemos secar uma roupa no varal, nem deixar as janelas abertas por conta da nuvem de poeira marrom que invade as casas.
O que chamou atenção é que algumas vias como a Alameda das Pitangas já constam pela Prefeitura como pavimentadas
Quase todas as crianças têm problemas respiratórios por inalarem essa poeira. Em época de eleições, muitos candidatos se lembram do bairro, mas depois esquecem de vez”, contou. Após muita insistência, em março de 2102, um grupo de moradores teve acesso ao processo 45.339/2011 de obras de pavimentação, redes de esgoto, águas pluviais e urbanização de diversas ruas nos bairros Granja dos Cavaleiros, Novo Cavaleiros e Vale Encantado. O documento já havia sido licitado e quem venceu foi o consórcio Lugo/Engetécnica na data de 28/12/11 pelo valor de R$ 54 milhões. No dia 01/02/2012 o gabinete do prefeito homologou a licitação e o processo estava na secretaria de Planejamento aguardando a dotação orçamentária. Um ano e sete meses se passaram, o tempo não parou, mas a realidade do bairro continua a mesma.
Lagoa de Esgoto o problema de lançamento de esgoto em uma área particular, localizada na Estrada Luís Carlos de Almeida, na Granja dos Cavaleiros, já foi noticiado diversas vezes por O DEBATE. Em três anos, foram diversas reportagens apontando o despejo irregular dentro de um
terreno cercado pela vegetação, mas nesse tempo, o poder público não tomou nenhuma providência e o crime ambiental continuou ocorrendo de maneira livre. No dia 31 de maio do ano passado, a equipe esteve no local acompanhada da Empre-
sa Municipal de Saneamento (Esane) e de fiscais da secretaria de Ambiente do município (Semma). Na ocasião, os órgãos responsáveis fizeram uma vistoria no local e se prontificaram a realizar uma ação conjunta a fim de solucionar o problema, punindo os responsáveis.
Segundo os moradores, esse despejo irregular vem sendo feito há cerca de três anos por um condomínio que fica localizado atrás do terreno na Rua Manoel Francisco Nunes. Durante a visita do poder público, o então presidente da Esane, Marcos Túlio, falou sobre as
providências que seriam tomadas. Ele explicou que o primeiro passo seria a Semma identificar o foco, notificar e multar os autores do crime ambiental. Na tarde da última quinta-feira, estivemos no local e encontramos a “lagoa de esgoto” da mesma maneira que um ano atrás. Lançamento de esgoto em uma área particular, localizada na Estrada Luís Carlos de Almeida, na Granja dos Cavaleiros
O que diz a prefeitura procurada, a prefeitura de Macaé informou que assim como outras licitações realizadas até o ano passado, o processo ainda está sendo auditado e a definição de um novo cronograma de execução dos trabalhos só será possível após relatório final da auditoria. No entanto, o prazo para a divulgação do relatório final das auditorias não foi informado. Em relação à capina e coleta de lixo, assessoria de comunicação do governo informou que o trabalho é feito periodicamente, com o lixo sendo recolhido às terças, quintas e sábados a partir das 7h30. Contudo, na próxima semana, equipes serão enviadas ao local para reforçar os serviços de capina. Já para iluminação será feita vistoria nos locais informados, na próxima semana, por equipes da Empresa Municipal de Iluminação Pública (Emip). Segundo a prefeitura, o bairro, assim como outros no município estão recebendo estudos de obras de reurbanização que irão garantir a adequação de ruas, áreas de lazer, entre outros ampliando a qualidade de vida dos moradores. A má notícia para os moradores é que assim como nas antigas gestões, o prazo para início das obras ainda não foi definido.
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EVENTO
Conferência Ethos apresenta novos desafios da responsabilidade social O grande desafio foi mostrar para as empresas e para a sociedade em geral que boas práticas em sustentabilidade geram valor FERNANDO MANOEL
Martinho Santafé
S
ão Paulo - Foram três dias de intensas discussões sobre o futuro da responsabilidade socioambiental corporativa. Na 15ª edição da Conferência Ethos realizada no arrojado prédio do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo de 3 a 5 de setembro, o grande desafio foi mostrar para as empresas e para a sociedade em geral que boas práticas em sustentabilidade geram valor, contribuem para a construção de futuro e estruturam conhecimentos para as mudanças. Na abertura do evento, os principais executivos do Instituto Ethos apresentaram as diretrizes para o trabalho com as empresas para os próximos anos. Para eles, é importante que empresas que já estão na vanguarda do conhecimento e das práticas em sustentabilidade atuem para comprometer suas cadeias de valor com o tema. Jorge Abrahão, presidente do Ethos, colocou que existem grandes oportunidades para as empresas a partir das demandas da sociedade. Para isso é necessário buscar a construção de negócios sustentáveis e não apenas atuar em processos. Ele apontou em sua fala de abertura da Conferência Ethos 2013 que pesquisas realizadas por pesquisadores da Universidade de Harvard (EUA) apontam que as empresas mais comprometidas
com o tema geram o dobro da riqueza que outras que ainda não se apropriaram desses valores. “Quando sustentabilidade deixa de ser um departamento e entra na gestão estratégica da empresa, é o real momento da mudança”, explica Abrahão. Para Sérgio Mindlin, presidente do Conselho Deliberarivo do Ethos, a humanidade tem o conhecimento e as ferramentas para sua autopreservação, isso em um mundo onde mais de 99% das espécies existentes desde o surgimento da vida na
Terra estão extintas. Para ele, não basta mais as pessoas e empresas fazerem o certo. Citando Winston Churchill, o primeiroministro inglês do período da II Guerra Mundial, Mindlin disse: “Há momentos em que é preciso fazer o necessário”. Mesmo com essa visão realista de que é preciso avançar mais rapidamente na implantação de modelos de negócios ambientalmente mais amigáveis e socialmente mais responsáveis, o executivo é otimista ao falar do futuro. “Quero pensar
no mundo onde meus netos viverão e quero que seja um bom mundo. É preciso então que a nossa geração seja mais incisiva na produção de mudanças”, explicou. O questionamento sobre o que está sendo feito e o que deve ser feito foi um dos eixos da apresentação de Paulo Itacarambi, diretor-vice-presidente do Ethos e diretor executivo do Uniethos, para quem é preciso fazer uma reflexão sobre os caminhos adotados e os rumos a serem seguidos nos próximos anos.
Diretores do Instituto Ethos: Sérgio Mindlin (Conselho Deliberativo), Jorge Abrahão (presidente), Paulo Itacarambi (diretor-vicepresidente) e Henrique Lian (coordenador)
Itacarambi explicou que há três importantes forças para as mudanças: o sistema político, o movimento cultural e os negócios. É justamente nessa terceira opção que o Ethos decidiu avançar, criando não apenas indicadores capazes de balizar a ação das empresas em direção à sustentabilidade, mas também ajudar a criar ambientes de negócios comprometidos com os resultados nessa área. “As mudanças não ocorrerão apenas porque as pessoas querem. É preciso oferecer um ambiente
favorável à transformação”, explica Itacarambi. Para ele, as boas práticas trazem valor para as empresas. O desafio é estabelecer uma métrica, “porque o sucesso do modelo de economia e negócios sustentáveis vem do sucesso das empresas que o abraçam”, explica. Para o coordenador do evento, gerente executivo de Relações Institucionais Henrique Lian, esta conferência de 2013 pretende mostrar como experiências que já estão acontecendo podem servir como referência ou modelo de atuação para a construção de novos negócios sustentáveis. Lian explica que a Rio+20, que mobilizou o mundo no ano passado, deixou marcas nas empresas e governos: “Não se vive uma conferência daquele tamanho impunemente”, brincou. Prosseguindo, disse que os desafios que ficaram da Rio+20 se refletem principalmente na necessidade de maior velocidade e maior escala nas transformações. Dentro das empresas, todas as áreas e departamentos precisam saber identificar e fortalecer os valores da sustentabilidade. “Talvez as principais forças transformadoras da sociedade não sejam mais o medo e a culpa, mas sim o desejo”, conta Lian, para quem o importante é espalhar esse sentimento pela sustentabilidade entre empresas, sociedade e governos.
saúde do solo de plantações de cana-de-açúcar. Como resultado, essas áreas abrigam uma grande variedade de biodiversidade com destaque para 245 espécies de vertebrados. Abramovay criticou ainda a falta de inovação da nossa economia, dando destaque especial à indústria automobilística. “Ela não é inovadora, é montadora. Estamos oferecendo um bem que consome materiais de uma forma improdutiva “Continuamos praticando país a fora uma economia baseada na destruição da natureza”. Votolini complementou: “O quadro é trágico. Essa indústria ampliou nossos problemas de mobilidade urbana”. Mesmo com esta perspectiva de esgotamento da natureza, João Paulo Rocha acredita que é possível reverter a situação. A solução, segundo ele, estaria em abrir caminho para a ino-
vação e que as empresas rompam com o modelo antigo de fazer negócios. “A questão da informalidade no país dificulta nosso crescimento econômico”, avalia. Por outro lado, destacou o empreendedorismo do brasileiro e a “coragem” em tomar riscos como oportunidades. Para Besserman, o ponto central para superação da atual crise é a reforma política. “Nós temos um sistema político que faliu, que promove a captação de recursos para a manutenção do poder”, pondera. Abramovay finalizou a mesa defendendo que o desenvolvimento sustentável pode representar o bem-estar nas relações dos bens de consumo e reduzir a exportação. “É um pensamento atrasado a ideia de que você vai alimentar o mundo colocando mais veneno e mais sementes transgênicas no solo”.
Uma crise sem precedentes enquanto o mundo sofria visivelmente os efeitos da recessão econômica de 2008, aqui no Brasil observávamos uma sequência de números nunca antes alcançados. Na última década aumentaram as vagas de emprego, milhares de pessoas saíram da linha da pobreza, houve uma diminuição da evasão escolar e, principalmente, um aumento no número de exportações. “Esta visão da crise de 2008 é muito ingênua, ressalta Sergio Besserman , presidente da Câmara Tecnológica de Desenvolvimento Sustentável da prefeitura do Rio de Janeiro e Professor do Departamento de Economia da PUC - RJ. Ele participou do painel “Macroeconomia e sustentabilidade: o tamanho e a qualidade do crescimento brasileiro”, promovido pela CPFL durante a 15ª Conferência Ethos. Participaram também Ricardo
FERNANDO MANOEL
Abramovay, professor do Departamento de Economia e do Instituto de Relações Internacionais da FEA/USP, João Paulo Rocha, da Deloitte, e Ricardo Votolini, jornalista e publisher da Revista Ideia Sustentável. Para Besserman, se compa-
Abramovay criticou ainda a falta de inovação da nossa economia
rarmos a crise atual com as duas grandes recessões pelas quais passou a humanidade - a primeira em 1919, e a segunda em 1929 - ambas duraram, no mínimo, 20 anos. E, apesar do “clima de progresso” que passa o Brasil, a crise está longe de acabar. Dife-
rente das anteriores, a atual tem como principal agravante o esgotamento dos bens ambientais. “Sem essa perspectiva de longo prazo, como o espírito animal dos empresários vai se desenvolver? Hoje investe-se em trem bala. Se é bala eu não sei, mas que o orçamento dispara, ele dispara”, pontua. Ricardo Abramovay destacou como fator preocupante o crescimento econômico brasileiro baseado no que chamou de “reprecarização”. “A qualidade do que estamos colocando no mercado internacional é de uma precarização impressionante. Ele observou que, no país, ações e investimentos em tecnologias que tenham fundamento na sustentabilidade ainda são tímidas, mas com resultados animadores, citando como exemplo o Grupo Nativa, que ao invés de utilizar agrotóxicos, está apostando na
Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável Decorrido mais de um ano da realização da Rio+20 (Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável) no Rio de Janeiro, uma de suas discussões mais relevantes segue ainda na pauta da sociedade: o engajamento e o posicionamento da iniciativa privada na busca pelo desenvolvimento sustentável. No lotado Teatro Geo, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, os participantes da Conferência Ethos 2013 ouviram diferentes visões de representantes de entidades empresariais, da área governamental e estudiosos do tema, todas elas carregadas de preocupação e um discreto otimismo. Afinal, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) suscitam um debate complexo e de difícil execução, mas também foram considerados por todos da mesa como totalmente imprescindíveis. Para o setor privado, falta identificar e estabelecer metas que possam ser devidamente compreendidas pelo empresariado. Segundo eles, diferentemente dos pontos estabelecidos pelos Objetivos do Milênio, que traziam pontos facilmente identificáveis, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável ainda precisam ser traduzidos. Para corroborar com o atual
estado de ânimo do setor privado, o presidente do Instituto Ethos, Jorge Abrahão, apresentou dados de uma pesquisa que revela compreensão das empresas sobre a urgência de se colocar o tema do desenvolvimento sustentável na agenda de prioridades. Para tanto, os dados da pesquisa apontam que 90% dos entrevistados acreditam em parcerias com a sociedade civil. José Antonio Marcondes de Carvalho, embaixador do Brasil na Venezuela, destacou a centralidade do tema da erradicação da pobreza nas discussões da Rio+20. Ele afirmou ter sido esse o grande avanço da Conferência do ano passado, o que revela uma importante mudança na maneira como se discute desenvolvimento. Destacou também que essa é uma conversa que vai muito além dos governos: é preciso o engajamento do setor privado, principalmente no que se refere ao combate aos grandes problemas globais, como a desigualdade e a pobreza. Subathirai Sivakumaran, do Programme Specialist of Knowledge, Capacity and Results at the BCtA, das Nações Unidas, disse que, sem dúvida, existe um grupo de organizações empresariais com uma participação ativa nas discussões globais e trabalhando em rede ao lado de governos e da sociedade civil
organizada. Ele também observou que muitas outras empresas colocam grande expectativa na tecnologia para a solução de problemas. “Sem dúvida, tecnologia é muito importante, mas não é a única resposta”, afirmou, de forma categórica. Para Climéne Koechlin, diretora-geral do World Forum Lillie, sediado na França, as empresas, mesmo as de seu país, estão avançando muito em relação às suas missões econômicas tradicionais, mas ainda estão longe de cumprir os objetivos estabelecidos pelas Nações Unidas. Protagonismo exigido - Homenageado com uma calorosa salva de palmas, o economista Ignacy Sachs, um dos maiores expoentes vivos que trabalham a temática do desenvolvimento sustentável, falou que é chegada a hora da ONU assumir seu papel de protagonista e liderar o processo de desenvolvimento mundial, “harmonizando os interesses dos diferentes países e continentes”. Sachs ainda defendeu que qualquer processo de desenvolvimento mundial deveria ser, antes de tudo, desigual, explicando que os países mais pobres precisariam ser mais beneficiados, enquanto os mais ricos poderiam crescer menos. “Um desenvolvimento justo não dei-
CLOVIS FABIANO
xa de ser desigual, pois precisa ser superior para os que estão embaixo da cadeia econômica”, conclui. Carlos Lopes, secretárioexecutivo da Comissão Econômica da ONU para a África, que participou da conferência falando online da Etiópia, e Felipe Lira, vice-presidente do Fórum Empresas (Chile), foram mais enfáticos e questionadores quanto ao papel das empresas. Lira provocou os
presentes, perguntando se eles estão fazendo o suficiente e se representavam o que realmente a sociedade necessita. “Existem empresas que não estão preocupadas com os impactos negativos quando os lucros forem consideráveis”, pondera. Lopes fez também referência aos muitos protestos que tem ocorrido no continente sul-americano e lembrou dos recentes protestos no próprio território chileno, na Colômbia e aqui no Brasil. “As
No lotado Teatro Geo, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, os participantes da Conferência Ethos 2013 ouviram diferentes visões
empresas estão atentas ao seu papel nesses movimentos e suas reivindicações?” Franklin Feder, presidente da Alcoa América Latina, ressaltou que a iniciativa privada é parte do problema, mas também da solução. Ele ressaltou que são muitas as demandas que envolvem o setor privado, como o estímulo a toda a cadeia produtiva, o engajamento com as comunidades, além da boa governança, ética e responsabilidade.
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INFRAESTRUTURA
Detran anuncia melhorias em áreas de exame
Macaé e outros 12 municípios receberão, neste mês, uma estrutura equipada com quatro tendas, 49 cadeiras, água gelada e quatro banheiros químicos KANÁ MANHÃES
Bertha Muniz berthamuniz@odebateon.com.br
A
ntes expostos ao tempo e sem banheiros, os candidatos que realizavam exames do Detran em Macaé sofriam não só com a ansiedade das provas, como também com a falta de uma estrutura básica para acomodá-los. Mas o cenário atual pode mudar, segundo uma nota emitida pelo órgão nesta semana. No documento, o Detran- RJ informa que irá dotar as suas áreas de exames de uma nova e moderna estrutura móvel, que será instalada diariamente nos 13 locais onde estarão sendo realizadas as provas, onde já existe uma estrutura fixa. Segundo o órgão, Macaé será contemplada com essas melhorias, que tem como objetivo proporcionar maior conforto aos candidatos a motorista, bem como aos examinadores de provas práticas de direção e instrutores de autoescolas. A melhoria segue a orientação do presidente do Departamento, Fernando Avelino, para que haja um aperfeiçoamento permanente no atendimento aos clientes e na qualidade do ambiente de trabalho dos funcionários, o que foi reafirmado pelo próprio presidente, em recente reunião com a diretora de Habilitação, Janete Bloise, e a equipe de examinadores de provas práticas. Cada área de exames será equipada com quatro tendas,
49 cadeiras, água gelada e quatro banheiros químicos. Tudo planejado com muito capricho e cuidado, como demonstra o detalhe da definição do número de cadeiras: 45 para os candidatos agendados para aquela hora; três para os integrantes da banca examinadora; e uma para o profissional responsável pela captura das impressões digitais. Outra preocupação é o processo diário de montagem e desmontagem da estrutura nas 13 áreas. Para que não haja falhas, equipes ficarão responsáveis por chegar aos locais com uma hora de antecedência, para cuidar de toda a mobilização e montagem das estruturas. Ao final dos exames, as mesmas equipes se incumbirão de toda a desmobilização dos equipamentos e da limpeza da área, para que esta seja devolvida à comunidade em boas condições. Além da estrutura móvel, os
Candidatos sofriam não só com a ansiedade das provas, como também com a falta de uma estrutura básica para acomodá-los
examinadores passarão a contar com novos uniformes. Os antigos jalecos serão trocados por coletes que evitam que o examinador sinta calor excessivo. Outra novidade na vestimenta está por conta da capa de chuva, que antes não fazia parte do uniforme. Atualmente o DETRAN conta com 34 áreas de exames em todo o estado e 300 examinadores. Cabe ressaltar que cada dupla de examinadores é responsável por atender em média, 22 candidatos por dia. No mês de Julho deste ano, 28.038 candidatos, de todas as categorias, foram reprovados nos exames para tirar a carteira de habilitação. Sobre os banheiros químicos existentes nas áreas de exame, uma empresa contratada realiza os serviços de mobilização, desmobilização, limpeza e fornecimento de material higiênico.
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ESPORTE
Milla Gamma consagra-se em Campeonato de Jiu-Jítsu DIVULGAÇÃO
A jovem de 19 anos ficou em primeiro lugar no Campeonato Sul-Americano da CBJJO (Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu Olímpico), na cidade de Niterói.
Milla Gamma representou o município no Campeonato SulAmericano de Jiu-Jítsu em Niterói
Tamara Lima tamara@odebateon.com.br
mais uma estrela do jiu-jítsu consagra-se campeã e trouxe orgulho para os munícipes. Milla Gamma, a jovem atleta de 19 anos, luta na categoria pena, faixa branca e venceu o Campeonato Sul-Americano de JiuJítsu da CBJJO (Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu Olímpico). O evento foi realizado no dia 17 de agosto, no Clube do Rio, em Niterói-RJ. Os esportistas de Macaé são beneficiados pelo Programa de auxílio Bolsa Atleta da prefeitura, em parceria com a Fundação de Esporte e Turismo (FESPORTUR). Milla Gama mostrou sua emoção e, na ocasião, agradeceu aos amigos, parentes e ao seu treinador. “Não tem nada melhor que uma vitória, me sinto com mais vontade de continuar seguindo em frente. Estou treinando muito, todos os dias e, me esforçando ao máximo, para continuar conquistando ótimos resultados nos campeonatos. Sempre estou confiante. Quero agradecer ao meu mestre Paulo César Maillet, que está sempre pronto a me ajudar, apoiar e incentivar. Agradeço também a minha família, meus amigos de tatame e aos que sempre me trazem força, porque saber que existem pessoas que me apóiam é muito importante, transmite confiança”- ressaltou a atleta. Milla explicou como come-
çou sua paixão pelo jiu-jítsu. “Comecei por causa de uma amiga, que mora na cidade do Rio de Janeiro, que também luta. Ana Carolina Vieira competiu no mundial da Califórnia, em maio do ano passado e, quando vi suas lutas, senti enorme vontade de aprender. Desde então, procurei uma academia em Macaé, conheci a Academia Gracie Humaitá, comecei a treinar e, a equipe faz parte da minha vida. Entretanto, comecei a treinar, sempre falando que nunca iria competir, fiquei só até o mês de agosto, por causa de um curso que estava fazendo no mesmo horário do treino e retornei para a academia no final do ano de 2012. A atleta também falou de suas conquistas. "Participei do Campeonato Búzios Open, treinei em apenas duas semanas, lutei e fiquei em primeiro lugar na minha categoria. Foi Minha primeira competição e adorei a adrenalina. Viajei nas férias de final de ano e retornei em março. Competi na 4ª Copa Arraial de Jiu-Jítsu, onde fiquei em segundo lugar. Em junho lutei no Campeonato Brasileiro da CBJJO (Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu Olímpico), e também conquistei
o segundo lugar", disse. Criado há anos, o Bolsa Atleta beneficia os esportistas da cidade. A prefeitura instituiu a chamada pública e os esportistas tiveram até a última sextafeira (9) para fazer a inscrição, de acordo com a lei 2.756/06. A prefeitura informou que o projeto contempla os atletas que são residentes no município e fazem parte dos Programas Olímpico, Paraolímpico e NãoOlímpico em esportes filiados e regulamentados por federações, confederações e ligas esportivas. De acordo com o edital, os critérios para a concessão dos benefícios subdividem os atletas nas categorias Individual/ Coletiva A, B, C, D e E, conforme as modalidades individuais e/ou coletivas das competições em que participam. Está vedada a concessão de mais de uma bolsa ao mesmo atleta, num mesmo exercício. Os valores estão de acordo com a lei 2.756/06, assim definidos: Individual/Coletiva A - R$ 350,00/ mês; Individual/Coletiva B - R$ 700,00/mês; Individual/Coletiva C - R$ 1.000,00/mês; Individual/Coletiva D - R$ 2.000,00/ mês; Individual/Coletiva E - R$ 3.000,00/mês.
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MACAÉ, DOMINGO, 8 E SEGUNDA-FEIRA, 9 DE SETEMBRO DE 2013