DIVULGAÇÃO
POLÍTICA
Vereadores acompanham situação nas ruas da cidade Parlamentares percorreram bairros afetados pelos alagamentos ontem pág. 3 WWW.ODEBATEON.COM.BR • MACAÉ (RJ), TERÇA-FEIRA, 3 DE DEZEMBRO DE 2013 • ANO XXXVIII • Nº 8258 • FUNDADOR/DIRETOR: OSCAR PIRES • O JORNAL DE MAIOR CIRCULAÇÃO DO MUNICÍPIO • R$ 1,00
Criança morre soterrada no dia em que chuvas alagam Macaé Tempestade que atingiu a cidade durante a madrugada de ontem destruiu casas no Morro de Sant'Anna onde famílias foram desabrigadas. Transbordo de canais inundou ruas em vários bairros e no Centro da cidadepág. 5
FOTOS KANÁ MANHÃES
Ruas da região central da cidade ficaram completamente alagadas pelas chuvas que ocasionaram o desmoronamento de casas no Morro do Sant'Anna. Lixos atrapalharam drenagem das águas
POLÍCIA
ESTRUTURA
Famílias são encaminhadas para abrigos em decorrência das chuvas que caíram no final de semana, no Norte Fluminense, em especial das trombas d'água na madrugada de segunda, até o início da tarde, o registro era de mais de 90 pessoas desabrigadas. De acordo com a Defesa Civil entre a 00 e 2h da madrugada choveu 134mm e depois das 2h o equivalente a 104 milímetros. pág. 7
Miramar registra risco com deslizamentos Parte do Centro Espírita Xangô foi atingida por barranco que destruiu oratório construído há uma semana pág. 5
ECONOMIA
Rotativo inicia cobrança de estacionamento Mesmo com pontos alagados, uso de vagas de estacionamento passa a ser explorado pág. 6
KANÁ MANHÃES DIVULGAÇÃO
Prefeito comanda ações para atender áreas Técnicos da Defesa Civil e o prefeito Dr. Aluízio (PV) estiveram ontem na região do Morro de Sant'Anna, onde casas desabaram. Junto com parte do secretariado municipal, o chefe do Executivo conduziu também ações de limpeza das ruas e a drenagem dos principais pontos alagados da região central da cidade. pág. 3 e 5
População se mobiliza através de doações
KANÁ MANHÃES
O vice-prefeito Danilo Funke (PT) conduziu ontem o processo de orientação à população que deseja contribuir com o atendimento às pessoas mais afetadas pelos alagamentos. Recebendo informações por telefone, por membros da sua equipe e também pelas redes sociais, Danilo montou em bairros e comunidades pontos de recebimento de materiais que serão doados a famílias desabrigadas. pág. 3
Parlamentar cobrará dados sobre obras COTAÇÃO
Dólar C. Dólar V.
TEMPO
R$ 2,3560 R$ 2,3580
Máxima. 32º C Mínima. 23º C
Chuvas ocasionaram também a queda de árvores que atingiram pátio do centro espírita
"com uma chuva de tamanha consequência, a população precisa saber o que aconteceu com esse projeto, informações com fé pública". A declaração sintetiza a análise feita ontem pelo vereador Marcel Silvano (PT) sobre o resultado não esperado do projeto da "Macrodrenagem".pág. 3
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MACAÉ, TERÇA-FEIRA, 3 DE DEZEMBRO DE 2013
Cidade
NOTA
A Defesa Civil informou que de meia noite às 2h choveu 134 milímetros em Macaé. Das 2 às 3h, foram 104 milímetros de água
ENCHENTES
MARIANNA FONTES
Chuva causa transtornos e coloca Macaé em estado de alerta máximo Além de alagamentos, houve quedas de barreiras e deslizamentos por toda cidade Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br
D
ebaixo d'água, foi assim que ficou a Capital do Petróleo nesta segunda-feira (2). As fortes chuvas que atingiram Macaé durante a madrugada causaram transtornos e muitos prejuízos para moradores e comerciantes em toda cidade. De acordo com a prefeitura, entre a 0h e 4h, choveu cerca de 238mm, ou seja, índice acima do esperado. Apesar de ter chovido forte durante a madrugada, parte da população só pôde ver de fato os problemas quando o dia amanheceu. Algumas pessoas tiveram que deixar suas casas e se unir antes mesmo de o dia clarear. No Bairro da Glória, área nobre da cidade, uma árvore de porte grande caiu na Rua Tocantins, bloqueando o acesso dos moradores, que ficaram presos no local. O tronco acabou formando uma barreira, alagando a rua. Por conta disso, a água invadiu as casas, gerando prejuízos para os moradores. “Eu perdi tudo. Móveis, eletrodomésticos, roupas. Meus familiares que moram ali próximo ao valão também perderam tudo, ficaram com a água na metade da parede. Meu sobrinho é deficiente físico, precisamos contar com a solidariedade dos vizinhos, que o carregaram no meio da enchente. A última
vez que vi isso acontecer aqui na rua foi há 13 anos. O que dá raiva é que dizem que existe o projeto de contenção de encosta aqui na prefeitura, inclusive ele já consta como realizado, mas isso de fato nunca foi feito. Cadê o dinheiro? Enquanto isso o povo precisa contar com a própria sorte. Os moradores cortaram de madrugada alguns galhos para poder escoar a água. A maioria aqui já pensa em sair daqui, não dá nem gosto cuidar da casa”, conta a moradora Edilma. Outro ponto crítico foi a região central. Durante toda manhã, comerciantes limpavam os estabelecimentos e contabilizavam os prejuízos. Em alguns deles, quase toda mercadoria foi perdida. Muitas ruas ficaram intransitáveis por conta disso. Na tarde de ontem, alguns trechos ainda tinham bastante água retida. Em virtude disso, agentes da Mobilidade Urbana precisaram bloquear e desviar o trânsito em alguns trechos. Situações semelhantes foram registradas por leitores nos bairros: Riviera Fluminense, Sol Y Mar, Novo Horizonte, Visconde de Araújo, Nova Holanda, Malvinas, Virgem Santa, Granja dos Cavaleiros, Miramar, Aroeira, Piracema, entre outros locais. A Defesa Civil também interditou uma ponte no bairro Aroeira, na altura do Canal do Capote, depois que o asfalto
cedeu, formando um enorme buraco. Agentes de trânsito ficaram no local para orientar os motoristas que passavam pela Linha Verde. Já no Morro de Sant' Anna a situação foi ainda pior. Esse foi um dos pontos mais críticos registrados. Por conta da chuva, uma barreira desabou, atingindo várias casas. Um menino de seis anos morreu soterrado. Até o final do dia, mais de 90 pessoas desabrigadas estavam sendo alojadas no Colégio Municipal Ancyra Pimentel, no bairro Miramar. Doações podem ser entregues no mesmo local ou nos seguintes endereços: Tenda da Cultura (Praça Washington Luís - Centro), Secretaria de Desenvolvimento Social (Rua Tenente Rui Lopes Ribeiro, 403 - Centro) ou Centro de Referência da Mulher (Rua da Igualdade, 890 - Imbetiba). A prefeitura ressalta que, nesse momento, os itens mais necessários são materiais de higiene, água mineral e alimentos prontos. Quem mora próximo a regiões com risco de alagamento ou deslizamento deve manter a atenção redobrada. Alguns sinais podem indicar que o imóvel corre riscos de desabamento. Em casos de rachadura nos pisos ou paredes, estalos ou postes e árvores inclinados, recomenda-se que a pessoa saia da casa imediatamente e acione a Defesa Civil através do número 199.
No Bairro da Glória, ruas ficaram alagadas e uma encosta deslizou, atingindo uma casa. Na rua Tocantins, uma árvore tombou, bloqueando o acesso dos moradores
Rio Macaé e São Pedro em estado de Alerta Máximo
Descaso da população também contribui com enchentes
O alto índice pluviométrico também ocasionou o aumento do nível das bacias hidrográficas do município. De acordo com dados do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), até o início da noite de ontem, os Rios Macaé e São Pedro estavam em estado de alerta máximo. A situação também foi confirmada, através de nota, pelo prefeito, Dr. Aluízio, após sobrevoar a cidade. Como a previsão é de tempo instável até quarta-feira (4), as pessoas que vivem nas margens desses rios, caso das comunidades carentes, precisam ter a atenção redobrada nesses períodos chuvosos. Segundo ambientalistas, as construções próximas a leitos dos rios correm grandes riscos de sofrerem com as inundações. Em épocas de cheias, o rio acaba transbordando, invadin-
Se por um lado cabe ao poder público implantar medidas para conter os problemas de alagamentos na cidade, por outro a população também precisa colaborar. Um desses pontos é em relação ao lixo. Muitas vezes, as enchentes são ocasionadas pela falta de conscientização de alguns cidadãos. Gestos como jogar lixo nas ruas e o descarte irregular
do casas e gerando transtornos e prejuízos para essas famílias. Além das perdas materiais, o risco de mortes aumenta. Na maioria dos casos, essas construções são irregulares e não atendem a distância mínima prevista no novo Código Florestal. De acordo com a lei, a área protegida depende da largura do rio. As margens de rios são consideradas Áreas de Preservação Permanente (APP). Correspondem também como APP's, os lagos, lagoas e reservatórios, topos de morros e encostas com declividade elevada, cobertas ou não por vegetação. A função dessas restrições é preservar a biodiversidade local e também prevenir problemas de infraestrutura, que coloquem em risco a vida das pessoas. A retirada da vegetação nativa nesses casos só pode ser realizada com autori-
zação em “casos de obras de utilidade pública, de interesse social ou para atividades eventuais de baixo impacto ambiental”. As construções irregulares vão com o tempo se tornando uma barreira, limitando o caminho das águas. Em Macaé diversos exemplos disso podem ser citados, caso da Nova Holanda, Nova Esperança, Malvinas, Águas Maravilhosas, Piracema, entre outros pontos que sofrem constantemente com os alagamentos. Nesses casos, a solução mais correta a ser feita é a remoção das famílias que vivem às margens dos recursos hídricos, que não respeitam a distância prevista na lei, e removê-las para áreas seguras. É fundamental também que seja feita a urbanização dessas regiões, com instalação de redes pluviais e de macrodrenagem. KANÁ MANHÃES
Córregos da cidade, como o canal da Linha Vermelha, transbordaram, misturando esgoto com a água
contribuem para que tragédias aconteçam. Esses resíduos são levados pela água e pelo vento para as entradas de galeria pluvial, obstruindo a entrada da água. Um exemplo disso foi relatado pelo Presidente da Associação de Moradores do bairro Granja dos Cavaleiros (AMOGRANJA), Dirant Ferraz. Ele conta que ao acompanhar a
limpeza das ruas do bairro, foi encontrada uma grande quantidade de sujeira, como garrafas pet e latas, dentro dos bueiros. “Não podemos culpar apenas as autoridades, a população também tem parcela de culpa. Encontramos uma grande quantidade de lixo dentro das galerias. Com isso, a água não conseguia escoar e o resultado é esse que estamos vendo”, frisa.
Obra de macrodrenagem deixa população revoltada Considerada uma das obras mais caras do município nos últimos anos, as obras de macrodrenagem vieram com o objetivo de evitar que pontos críticos da cidade continuassem sofrendo com as chuvas. Foram mais de R$400 milhões investidos, porém o resultado frustra os habitantes de Macaé. Nem mesmo o prazo de conclusão, que era previsto para o final de 2012, foi cumprido. Nem mesmo a Avenida Evaldo Costa (antiga Ayrton Senna) ficou livre dessa vez. Os milhões investidos na região parecem ter ido “por água abaixo”. Bairros como Campo d'Oeste, Visconde de Araújo, Sol y Mar e Riviera Fluminense ficaram totalmente alagados. “Levaram mais de R$400 milhões e apenas fizeram um valão e compraram algumas bombas para resolver os problemas, esses que ainda continuam. Não sou engenheiro, mas é lógico que essas bombas deveriam ser
instaladas em pontos distintos, uma dando continuidade na água empurrada pela outra, aumentando a velocidade do escoamento. O que chama atenção é que as obras ficaram inacabadas, mesmo com o valor alto pago por elas”, frisa Jovino César. Situações desse tipo foram registradas na semana passada, na região do Parque de Tubos. Carros ficaram ilhados, cobertos pela metade e o acesso às ruas de dentro ficou praticamente bloqueado. Por conta disso, trabalhadores ficam impedidos de sair das empresas. Por conta da situação caótica, a prefeitura teve que adotar diversas medidas emergenciais para tentar solucionar o problema o mais rápido possível. Foi preciso uma ação conjunta, envolvendo a Coordenadoria de Defesa Civil e as secretarias de Mobilidade Urbana e de Limpeza Pública e Manutenção. Quem passava pela Rodovia Amaral Peixoto (RJ106), foi orientado pelos agentes
de trânsito, que pediam cautela ao passar pelo local. Para ajudar a escoar a água, foram utilizadas duas bombas. De acordo com a prefeitura, máquinas precisaram abrir espaço para que os bolsões formados fossem aos poucos esvaziando. Com o objetivo de resolver o problema, já que as obras de macrodrenagem não fizeram seu papel, estão sendo construídas duas galerias para o escoamento das águas pluviais. Segundo o governo municipal, as obras consistem na substituição das duas galerias, que atualmente têm cerca de 1 metro de diâmetro, ou seja, não atendem a demanda do bairro, por duas novas de sete metros de largura por 2,5 metros de altura. De acordo com a prefeitura, essa é a causa dos alagamentos nos dias de fortes chuvas. Ela explica que as galerias que interligarão o bairro de Imboassica à Lagoa estão concluídas até a altura da Rodovia Amaral Peixoto.
MACAÉ, TERÇA-FEIRA, 3 DE DEZEMBRO DE 2013
Política
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NOTA
Câmara promove hoje, às 19h, Audiência Pública que discutirá criação de órgão específico para análise de processos e aprovação de projetos
INVESTIGAÇÃO
ASSESSORIA
Marcel: "Obras da Macrodrenagem foram propaganda" Parlamentar afirmou que solicitará formalmente informações sobre audotira em projeto de mais de R$ 400 milhões Márcio Siqueira marcio@odebateon.com.br
"C
om uma chuva de tamanha consequência, a população precisa saber o que aconteceu com esse projeto, informações com fé pública". A declaração sintetiza a análise feita ontem pelo vereador Marcel Silvano (PT) sobre o resultado não esperado dos investimentos de mais de R$ 400 milhões feitos pela gestão passada para celebrar o projeto da "Macrodrenagem", que deveria evitar o caos registrado no início desta semana por todos os 210 mil habitantes de Macaé, assim como pelas mais de 50 mil que formam a chamada "população flutuante". No dia em que a população viveu um cenário de alagamentos impactando diretamente o trânsito já conturbado da cidade,
fechando escolas, inundando casas e desalojando famílias, o parlamentar fez uma avaliação que representa a indagação de grande parte das pessoas que sentiram na pele os efeitos gerados pelo resultado negativo do teste da Macrodrenagem. "A questão dos alagamentos nas casas das pessoas me incomoda e me comove porque eu vivi isso no passado, na região do Novo Cavaleiros. No bairro houve sim uma intervenção, mas não foi relativa à Macrodrenagem, foi o resultado da mobilização dos moradores que não aguentavam mais viver aquela situação de alagamento. Hoje vivemos um cenário triste que representa a ineficiência de um projeto apresentado como verdadeira propaganda política, sem um resultado eficiente", criticou o parlamentar. Marcel culpou também processos questionáveis de inter-
venções promovidas nos últimos quatro anos em Macaé, mas que não deram resultados nesta semana. "A Macrodrenagem foi uma grande mentira. O valor gasto foi imenso, vimos isso nas placas que foram espalhadas pela cidade. Ninguém sabe onde as obras deram e o que realmente foi feito na cidade. O que sentimos hoje é revolta por saber que recursos públicos foram aplicados em um projeto que não deu resultado aparente", afirmou o parlamentar. Marcel apontou ainda questionamentos registrados nas últimas semanas dentro do parlamento municipal. "As pessoas causaram grandes consequências. As pessoas viram as placas, o dinheiro sendo gasto e o que aconteceu? Perderam pertences, móveis, muita coisa. E hoje vemos pessoas envolvidas em todo esse
Parlamentar relacionou alagamentos a resultado desastroso das obras da Macrodrenagem processo, na gestão passada, com discurso de demagogia. Os responsáveis precisam prestar esclarecimentos", apontou. Marcel declarou ainda que pretende solicitar nesta semana informações ao governo sobre a análise dos processos e atos licitatórios referentes à Macrodrenagem. "Vou precisar pedir informações sobre a auditoria nesse projeto. Não dá para fechar os olhos. Precisamos saber o que de fato aconteceu, se isso tudo é consequência de outras falhas e
buscar contribuir para que esse cenário não volte a se repetir na cidade", apontou. Marcel comentou também sobre a ocupação de áreas de espraiamento da cidade. "Mais de dois milhões de metros quadrados de terras, situadas entre as Linhas Azul e Verde foram aterradas, o que gera problemas hoje a Macaé. Isso precisa ser apurado", apontou. O vereador destacou a presença de representantes do governo, inclusive a do prefeito nas ruas.
"A presença do governo com pé no chão, é importante. Como morador, já vi grande estrutura ser montada, visitas a casas de famílias, mas nenhuma solução. Agora o município precisa decidir o que vai ser feito nas áreas atingidas, no Morro de Sant'Anna. Não dá para aquelas famílias permanecerem lá se ainda existe previsão de mais chuvas. Agora precisa ser feito o trabalho emergencial, para depois pensar na remoção dessas famílias de forma definitiva", destacou o vereador.
EMERGÊNCIAS
Vereadores acompanham atendimentos DIVULGAÇÃO
Parlamentares auxiliaram no atendimento a áreas atingidas pelas chuvas para acompanhar os trabalhos emergenciais organizados pelo governo municipal, e auxiliar no atendimento as famílias e áreas mais afetadas pelas chuvas, vereadores acompanharam ontem a realização de procedimentos conduzidos pelas equipe da Coordenadoria Extraordinária da Defesa Civil, de outros setores da administração municipal e do Corpo de Bombeiros. A atuação dos profissionais foi destacada, porém, a dificuldade do acesso aos locais e falta de um aparato mais amplo de equipamentos, acabaram sendo os pontos destacados pelos parlamentares que exigiram um preparo maior do poder público. Na parte da manhã, o primeiro secretário da Mesa Diretora da Câmara, o vereador Igor Sardinha (PT), acompanhou a situação enfrentada por moradores da Nova Holanda e Nova Esperança. O parlamentar, ao lado do vereador Amaro Luiz (PSB)
acompanharam o atendimento as famílias do Morro de Sant'Anna, que foram alojadas no Colégio Municipal Ancyra Pimentel. "A hora agora é de atuação de todos os setores do governo municipal para que possam oferecer o aparato necessário a todas as pessoas atingidas
pelas chuvas. A dedicação dos profissionais, como a equipe da Defesa Civil também é destacável. Porém, o que vemos foi a falta de maiores condições de atuação em situação de risco, como materiais e equipamentos que possam reduzir o nível das águas e promover a logística necessária de atendimento a
população", pontuou Igor. O primeiro vice-presidente da Câmara de Vereadores, Maxwell Vaz (Solidariedade) fez uma avaliação das condições das áreas de drenagem natural do município, mesmo trabalho realizado na semana passada, quando a cidade registrou os primeiros problemas, neste pe-
Igor Sardinha e Amaro Luiz visitaram ontem as famílias levadas para o Colégio Ancyra Gonçalves Pimental e conversaram com a equipe da Defesa Civil
ríodo de chuvas. Ontem, Maxwell fez uma avaliação sobre todas as solicitações apresentadas ao Executivo municipal, desde a gestão passada, na tentativa de aprimorar o sistema de drenagem no município. "Se tivessem sido atendidas, as solicitações de melhorias
no Canal Virgem Santa, a realização do plano de dragagem do Canal Jurumirim, a avaliação do cronograma de obras da Macrodrenagem, e até a execução do projeto em áreas como o Novo Horizonte, Sol Y Mar e Miramar, hoje o município teria um sistema de drenagem mais eficiente", apontou Maxwell. Durante o dia, os parlamentares receberam também, através das redes sociais, informações relativas aos transtornos registrados na região central da cidade. Em função dos alagamentos, usuários enfrentaram dificuldades no acesso ao serviço do Macaé Rotativo, cuja cobrança pelo uso das 1,2 mil vagas de estacionamento foi iniciada na manhã de ontem. Veículos estacionados em pontos alagados, mas administrados pelo sistema no Setor Azul, foram multados, de acordo com usuários. Ao receber a informação, Igor afirmou que solicitará oficialmente ao governo municipal a anistia das multas aplicadas nesta situação. "Vamos apurar o que aconteceu e solicitar de imediato a anistia das multas", afirmou.
SOLIDARIEDADE
Danilo Funke organiza pontos de doações Vice-prefeito acompanhou também acolhimento de famílias desabrigadas durante todo o dia de ontem, o prefeito Dr. Aluízio Júnior (PV) e o vice-prefeito Danilo Funke (PT) acompanharam o trabalho realizado por membros de diversos órgãos da prefeitura que atenderam às famílias atingidas pelas chuvas. Enquanto o chefe do Executivo, acompanhado pelo alto escalão do governo, providenciava ações relativas à drenagem das áreas alagadas, o atendimento a famílias que
tiveram casas destruídas no Morro de Sant'Anna, o viceprefeito conduzia o processo de orientação à população que deseja contribuir com o atendimento às pessoas mais afetadas pelos alagamentos. Recebendo informações por telefone, por membros da sua equipe e também pelas redes sociais, Danilo montou em bairros e comunidades pontos de recebimento de materiais que serão doados a famílias desabrigadas. "Por onde passamos percebemos a vontade do cidadão macaense de contribuir para amenizar o sofrimento das pessoas atingidas pelos alagamentos. A
solidariedade de todos é muito importante neste momento", afirmou o vice-prefeito. Entre os pontos de doação criados por Danilo estão: Igreja São Paulo Apóstolo, no Centro, Casa Rezende, na rua principal do Frade e no CRAS da Serra, na rua principal do Córrego do Ouro. Os materiais serão levados para o Colégio Ancyra Pimentel, que recebe as famílias desabrigadas pelas chuvas. Na tarde de ontem, Dr. Aluízio esteve junto ao secretário municipal de Ordem Pública, Edmilson Jório, no Morro de Sant'Anna. Eles analisaram as condições do local.
DIVULGAÇÃO
Danilo acompanhou o atendimento às famílias do Morro de Sant'Anna
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MACAÉ, TERÇA-FEIRA, 3 DE DEZEMBRO DE 2013
Opinião EDITORIAL
NOTA
A Fundação Macaé de Cultura informa que todas as atividades culturais previstas para essa semana foram canceladas devido às chuvas
FOTO LEGENDA
Transtornos das águas
EU LEITOR, O REPÓRTER
Quem viveu ontem os problemas relativos ao acúmulo das águas em todos os pontos da cidade, principalmente os situados muito abaixo do nível do mar, sentiu na pele os efeitos proporcionados pela não finalização do projeto da Macrodrenagem.
U
m projeto cujos investimentos previstos passavam da ordem dos R$ 277 milhões, deve ter alcançado em quatro anos mais de R$ 400 milhões em gastos com o dinheiro público, tendo como resultado final a ineficiência da vazão das águas em função do transbordo dos canais naturais de drenagem de Macaé. A pergunta é: o que fazer para evitar ainda mais problemas? Ao longo dos últimos anos, Macaé viveu um intenso processo de crescimento populacional, não acompanhado devidamente pelas autoridades públicas, resultando assim em sérios problemas de ocupação irregular e do uso do solo, situações que representam o caos registrado nos últimos dias. Longe das riquezas proporcionadas pela exploração do petróleo, principal atrativo para as famílias que migraram de várias partes do país nesses últimos 30 anos, grande parte da população carente da cidade ocupa áreas importantes para o escoamento natural das águas geradas pelas chuvas. As margens de canais e braços do Rio Macaé foram invadidas por imóveis que ocuparam por definitivo as áreas de espraiamento, processo registrado no período das cheias dos recursos hídricos do município. Sempre nos períodos de chuvas, transtornos são inevitáveis. Diante dos estudos que apontam o crescimento do volume e da incidência das chu-
vas, somando ao adensamento das áreas urbanas, tomadas pelo concreto, o município tornou-se também um exemplo de transtornos gerados pelos alagamentos. A partir disso, a realização do projeto que garantiria a vazão total das águas na região central da cidade, interligando tubulações aos canais de drenagem, parecia ser viável e a principal salvação da cidade, porém, o que se vê hoje é exatamente o contrário. Garantir a remoção dos detritos que impedem o fluxo total das águas, e recuperar a margem dos canais de drenagem, são procedimentos que se fazem necessários a Macaé e a todos os municípios da região. Além disso, garantir um levantamento necessários sobre o que, de fato, foi realizado na cidade através dos investimentos dos R$ 400 milhões, o novo governo precisa se unir aos governos estadual e federal com objetivo de garantir a realização de um grande projeto de recuperação dos canais de drenagem no município. A ação atenderá à principal demanda e atual do município. Não dá mais para Macaé viver, nos períodos de chuvas fortes, problemas que deixam a população literalmente ilhada, impedindo que o deslocamento e a rotina do município, o principal da indústria do petróleo, seja afetado, atrapalhando principalmente a rotina da atividade econômica mais importante do país.
ESPAÇO ABERTO O gesto de Júlio Baptista Num recente jogo do Vasco da Gama contra o Cruzeiro, as imagens flagraram o jogador Júlio Baptista do Cruzeiro a sugerir repetidas vezes, de forma incisiva, a um jogador adversário que fizesse logo o terceiro gol para garantir a vitória e a conquista dos três pontos que aliviariam o risco do time carioca cair para disputar a Segunda Divisão no próximo ano.
O
Cruzeiro já era campeão. O Vasco corria risco iminente de não se salvar do rebaixamento. O time mineiro perdera pouquíssimos jogos para qualquer adversário; para os “rebaixandos”, então! Todos os indícios de que a fala de Júlio Baptista corroborara para ao menos se discutir a possibilidade de o jogo ter sido arrumado foram jogados no campo da mera coincidência. Essa bandida coincidência já se tornou famosa e de domínio público por salvar as claras falcatruas na política. Já basta lá! Desde o momento da frase infeliz do jogador, o Brasil da verdade indiscutível aflorou. Os jornalistas esportivos, na sua grande maioria, começaram a defendê-lo, antes mesmo de uma posição do jogador. Apressaram-se na defesa prévia de confirmar que a imagem era verdadeira e irrefutável. Ele disse isso. Isso seria o fato, concreto, existente. Essa parte poderia ser discutida ou não por terceiros, por aqueles que estavam de fora. Esse fato não tinha discussão. Que ele disse, disse! Mas o outro Brasil entra para afirmar veementemente que, apesar da imagem concreta, ele jamais dissera aquilo para valer. Tinha sido o famoso “da boca pra fora”. Mas essa parte não seria a mais difícil? Sim, não para nossos jornalistas premonitores, aqueles que leem intenções. E o mais ilógico disso é que a parte concreta não era questionável, mesmo
sem a leitura ou assinatura de um profissional. E a subjetiva, aquela de foro íntimo, também não. Essa ala da defesa prévia e premonitória é a mesma que culpa o torcedor de futebol por ser ingênuo e insinua todas as barbaridades sobre os dirigentes esportivos. Mas não acredita e até defende de olhos fechados as palavras e atos reprováveis, como se os jogadores fossem verdadeiros santos, perdidos no meio desse inferno esportivo. Fundamentaram suas defesas na argumentação frágil de que a fala do jogador estaria inserida nas brincadeirinhas do meio futebolístico. Até o jornalista, diretor da revista Placar, que denunciou resultados fabricados para influenciar nos resultados da loteria esportiva não se deu ao supremo direito da dúvida. Cravou certeza na ingenuidade do atleta. Jogador capaz de fabricar resultados só aqueles do início da década de 80.Talvez os italianos, que vira e mexe os clubes estão sendo punidos e rebaixados. Mas isso acontece lá, coisa de clubes tupiniquins. Esses jornalistas precisariam entender que ter uma linha consistente de conduta ética contribui para a consolidação de valores de uma sociedade. Essa certeza absoluta, meramente dedutiva, de vender ingenuidade não cola mais. Pedro Cardoso da Costa Bacharel em direito
A semana começou com problemas para a população macaense. Registros relativos aos transtornos gerados pelo transbordo de canais situados dentro da cidade foram publicados durante todo o dia nas redes socais. O flagrante encaminhado à redação, através do espaço Eu leitor, o repórter mostra a situação enfrentada por moradores dos bairros Visconde e Miramar.
PAINEL Transtornos I
Para quem ainda tinha dúvidas de que Macaé não registraria problemas com alagamentos, em função dos investimentos de R$ 400 milhões com as obras da Macrodrenagem, principal projeto realizado pelo governo passado, o caos registrado ontem em toda a cidade, seja na área Sul ou no setor Norte, foi a comprovação de que é preciso investigar o que foi feito com esses recursos públicos. A segunda-feira (2) foi de caos em toda a cidade.
Telefonia
A população enfrentou também ontem dificuldades no acesso ao sistema de telefonia móvel. Problema recorrente na cidade, falhas na ligação e na rede de internet móvel atrapalharam ainda mais a rotina das pessoas que enfrentaram sérios transtornos em função dos alagamentos. As cobranças por melhorias no serviço, através da fiscalização da Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel), assim como no Procon, ainda não deram resultado.
Rodovia
Transtornos II
Audiência
Educação
Porém, é preciso destacar que a região do Novo Cavaleiros e da Granja dos Cavaleiros, notória pelos problemas com os alagamentos no passado, não registraram a retenção da água. No início da manhã de ontem (2) a prefeitura emitiu uma nota oficial solicitando para que a população evitasse sair de casa em função dos transtornos. Estabelecimentos comerciais foram fechados, tanto pelos alagamentos, quanto pela dificuldade do acesso dos funcionários.
Membros da Comissão Municipal da Firjan, da Associação Comercial e Industrial de Macaé (Acim) e de construtores mobilizados da cidade participam hoje, às 19h, da Audiência Pública que discutirá a proposta de criação, na estrutura administrativa da cidade, de um órgão específico para análise de processos e aprovação de projetos , atendendo principalmente à demandas da construção civil e também à indústria do petróleo. A população macaense também é convidada.
Transtornos III
Recursos
Em todos os pontos de acesso a Macaé, o acúmulo da água, que caiu de forma mais intensa durante a madrugada, retardou e até bloqueou o trânsito. Durante toda a parte da manhã, o tráfego de veículos na Rodovia Amaral Peixoto (RJ ), desde a região do Parque de Tubos, até Cabiunas, ficou impraticável. O acesso às Linhas Azul e Verde também foi dificultado em função de alagamentos que se formaram devido ao transbordo de canais necessários à drenagem natural da cidade.
Dezembro iniciou com expectativas mais que positivas em relação ao volume de arrecadação dos recursos públicos em Macaé. No mês passado, o município alcançou o acúmulo de receitas estimadas para 2013, de acordo com o orçamento feito no ano passado. Até novembro, o município registrou também um excesso de arrecadação de mais de R$ 170 milhões, recursos que foram aplicados principalmente em saúde e na educação, segundo o governo.
As condições da principal rodovia da região, que dá acesso aos municípios produtores de petróleo no Norte Fluminense, precisam de reparos emergenciais. Em diversos pontos, a Rodovia Amaral Peixoto apresenta buracos, crateras e deformidades que tornam-se obstáculos para os motoristas, principalmente no período da noite, o que exige uma intervenção direta por parte do governo do Estado, através do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). “Regularizar a frequência dos estudantes”. Com este objetivo o setor de Serviço Social da secretaria de Educação iniciou ontem, segunda-feira (2), um mutirão especial para atender aos responsáveis dos alunos, que segundo a ficha de avaliação de infrequência (FICAI), são mais faltosos. A intenção da prefeitura é assegurar que todo aluno permaneça na escola. A ação vai acontecer no Ciep Municipalizado Maringá, na Escola Municipalizada Polivalente Anísio Teixeira e na Escola Municipalizada Maria Isabel Damasceno Simão.
Prêmio
Estudantes e professores que foram destaques municipais, estaduais e nacionais em diversas áreas de conhecimento foram homenageados em cerimônia na manhã da última sexta-feira (29), no auditório do Passo Municipal, com o Prêmio Destaque Jovem 2013. Durante o evento, o prefeito Dr. Aluízio destacou a importância da educação como principal meio transformador da sociedade.
EXPEDIENTE
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MACAÉ, TERÇA-FEIRA, 3 DE DEZEMBRO DE 2013
Polícia
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NOTA
Defesa Civil condena mais de 15 casas no Morro de Sant'Anna
TRAGÉDIA
Deslizamento mata menino de seis anos no Morro de Sant'Anna Tiago Nascimento Reis dormia junto com três irmãos e os pais. Ele chegou a ser levado ao HPM, mas não resistiu KANÁ MANHÃES
Daniela Bairros
danielabairros@odebateon.com.br
A
s chuvas que caíram em Macaé no último final de semana causaram morte e desespero a muitas famílias. Uma delas é a de um menino de seis anos. Um deslizamento de encosta na madrugada de ontem (2) matou Tiago Nascimento Reis, 6, no Morro de Sant'Anna. Segundo o Corpo de Bombeiros de Macaé, o acidente aconteceu por volta das 4h em função das fortes chuvas. Tiago dormia junto com três irmãos e os pais, que conseguiram se salvar. O garoto chegou a ser levado ao HPM (Hospital Público Municipal) de Macaé, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Os três irmãos de Tiago e a mãe ficaram internados com ferimentos leves e receberam alta na tarde de ontem. A família está abrigada na Escola Municipal Ancyra Gonçalves Pimentel, no bairro Miramar. Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, a casa onde o garoto morava está comprometida. Técnicos da Defesa Civil e o prefeito Dr. Aluízio estiveram no local e visitaram também casas vizinhas da que desabou. "Por pouco também não perdemos a visita depois dessa tragédia", relatou indignada a dona de casa Maria Aparecida da Conceição, 42. Ela afirmou que a casa onde ela mora com o marido e dois filhos, um de nove e outro de cinco, está condenada. "Nem
Parentes, amigos e vizinhos do menino Tiago Nascimento Reis compareceram ontem ao velório para o último adeus
Escombros da residência onde o garoto morava no Morro de Sant'Anna sei o que vou fazer. Não tenho para onde ir". O acidente Segundo o pai de Tiago, Adriano Alves, o deslizamento foi muito rápido. “Estávamos todos no quarto e quando vimos já estava tudo desmo-
ronando. Eu e minha esposa conseguimos nos soltar e começamos a puxar as crianças, mas infelizmente não conseguimos salvar o Tiago. Sinceramente não sei o que vamos fazer a partir de agora”, lamentou.
Vizinhos ajudaram no resgate da vítima. Mo ra d o r d o Mo r ro d e Sant'Anna há dez anos, Dorival da Silva Oliveira, 40, vizinho da família, afirmou que sofreu momentos de desespero quando soube que a encosta desabou
ALERTA
KANÁ MANHÃES
e caiu sobre a casa do menino. "Foi muito rápido e corrido. Quando eu fui para tentar ajudar, os bombeiros já estavam no local, mas infelizmente o garoto morreu. O morro inteiro está desolado", desabafou. No velório do menino, paren-
DRAMA
Família sofre com alagamento Depois de incêndio, local volta a ser destruído pelas chuvas
Deslizamento de terra e quedas de árvores destruíram oratório construído recentemente na instituição
Chuva compromete obras no Centro Espírita Xangô Menino Atendimentos que seriam realizados na instituição ontem foram suspensos o centro espírita Xangô Menino, tradicional templo umbandista de Macaé, localizado no bairro Miramar, também sofreu danos causados pelas chuvas registradas no município. Em declaração concedida à reportagem do Jornal O DEBATE, um dos diretores da entidade, Fernando Horta, informou que um deslizamento e quedas de árvores causaram a destruição de um oratório, que havia sido construído recentemente nos fundos da instituição. Tudo foi
destruído. “Foi um investimento muito importante para nós. Perdemos sagradas imagens de importantes santos”. Felizmente, ninguém ficou ferido. De acordo com Horta, as atividades que seriam oferecidas ontem (2) à população foram suspensas, como atendimento mediúnico e tratamento espiritual. Ainda segundo Horta, 500 pessoas são atendidas às segundas, quartas e sextas-feiras. Horta explicou ainda que técnicos da Defesa Civil são aguardados no local para informar quais os procedimentos que devem ser adotados para evitar um outro deslizamento. “A situação é de risco, porque aqui existem
casas construídas no alto da encosta. Se o muro de uma delas cair, isso aqui tudo vem abaixo. Por isso, precisamos saber como agir”. A área com riscos de desabamento é considerada preservação ambiental. “Temos consciência de que Macaé está em estado de alerta e talvez de calamidade pública, mas a nossa situação aqui também é complicada e temos receio de que outro deslizamento aconteça, porque se continuar chovendo, pelo solo já estar encharcado, outros acidentes podem ocorrer”, ressaltou. Representes da CEDAE (Companhia Estadual de Água e Esgoto) de Macaé e o vereador Luciano Diniz (PT) também estiveram visitando o local ontem.
Ainda de acordo com Horta, o Centro Espírita Xangô Menino é margeado por pelo menos 15 casas localizadas em áreas de risco. “O barro desceu por baixo da vegetação, coberta por cipó. Não possui nenhuma resistência. Há muitas pedras por baixo, enfim, alguma coisa tem que ser feita antes que algo mais grave aconteça. Essa área corre sim o risco de cair”. A reportagem do Jornal O DEBATE contatou durante todo o dia de ontem representantes da Defesa Civil de Macaé para saber se há previsão para visita no local, mas até o fechamento desta edição ninguém foi encontrado para comentar o assunto.
tes, amigos e vizinhos compareceram para o último adeus. O corpo de Tiago foi velado na tarde de ontem na Igreja Nossa Senhora de Santana. O sepultamento ocorreu por volta das 17h no Cemitério Memorial de Santana.
Há menos de 15 dias, uma família composta por seis pessoas, entre crianças e uma idosa de 75 anos, perdeu a casa onde moravam na Rua Bela, no Bairro da Glória. Em uma fração de segundos, um incêndio, causado por um curto circuito destruiu tudo. Agora, o drama continua em razão das chuvas constantes em Macaé. Na madrugada de ontem (2), um córrego que margeia o local transbordou. A água, misturada ao esgoto, invadiu a casa da mãe de Roberta Alves de Araújo, 35, a senhora Dilma Alves de Araújo, 75. Novamente, o desespero tomou conta de mais uma família atingida pelo caos. A reportagem do Jornal O DEBATE esteve no local e constatou o difícil acesso à residência. Até o início da tarde, tudo continuava alagado. O alagamento trouxe vários prejuízos. Segundo Roberta, no momento em que a água invadiu a residência, estavam no local os filhos, sobrinhos, a mãe e o irmão especial Ulisses de Araújo, 45. Quando tinha um ano, ele sofreu meningite e, devido a sequelas, não consegue andar. Roberta relatou ainda que a água invadiu a casa muito rápido e, tomados pelo desespero, subiram em cima de um balcão. “Coloquei a minha mãe, meu irmão, meus filhos e sobrinho em cima desse balcão e simplesmente fiquei olhando a água subir e des-
truir tudo o que tínhamos, não consegui evitar”. E mais uma vez a família de Roberta contou com a solidariedade de vizinhos, que ajudaram a transportar a mãe, o irmão especial, filhos e sobrinhos à casa de uma vizinha, localizada na Rua Tocantins. O incêndio na casa da tia de Roberta, Samara Alves, ocorreu há pelo menos 15 dias, mas somente na semana passada a Defesa Civil interditou o local, mas ainda os técnicos não conseguiram verificar se há riscos estruturais na residência. Ainda segundo Roberta, várias vezes ela, juntamente com a sobrinha, tentaram continuamente acionar a Defesa Civil pelo 199, mas não conseguiram. “Eu sei que tem gente em situação pior que a nossa, mas precisamos de ajuda porque já não tínhamos nada depois do incêndio. Agora a situação se agravou com essa chuva” Roberta disse também que está aguardando a equipe da Defesa Civil no local para saber se vai precisar sair da casa da mãe. “Estamos todos perdidos, mas se falarem para nós sairmos, teremos que sair, nem que seja para ir a um abrigo. A situação é desoladora”. No final da tarde de ontem (2), Roberta, juntamente com vizinhos, estavam limpando a casa da mãe para onde voltaram, mas têm receio de novos alagamentos. “Tenho medo também de contrair doenças, porque a água do córrego aqui é misturada ao esgoto. Meu irmão já teve meningite e não anda. Tenho medo que meus filhos e sobrinhos e minha mãe, uma idosa, contraiam doenças. É uma questão de saúde pública”.
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MACAÉ, TERÇA-FEIRA, 3 DE DEZEMBRO DE 2013
Economia
NOTA
Prefeitura reforça limpeza pública no município. A contribuição da população é fundamental para evitar a obstrução das galerias
ROTATIVO
EVENTO
Estacionamento no Centro já é cobrado
CDL/Macaé participa de convenção no Rio Instituição busca a qualificação para contribuir com o desenvolvimento do comércio varejista macaense
Novo sistema de Estacionamento Rotativo começou a ser operado ontem através da cobrança pelo uso das 1,2 mil vagas
C
omeçaram a funcionar, de forma efetiva, ontem (2), os parquímetros da Zona Azul no Centro de Macaé. Os 56 aparelhos fazem parte do novo sistema de Estacionamento Rotativo da cidade, que conta ainda com monitores como facilitadores da operação. Agora, o uso do tíquete nas vagas regulamentadas é obrigatório, de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, e aos sábados, das 9h às 13h, (podendo ser estendido no caso de datas comemorativas). Pelo novo sistema, que regulamenta cerca de 1,2 mil vagas, o tempo máximo de estacionamento nos locais determinados é de duas horas. Caso o condutor queira continuar estacionado terá que adquirir um novo tíquete e mudar de vaga, permitindo a rotatividade. O usuário terá o prazo de 10 minutos de tolerância para colocar o tíquete no veículo. Para adquirir o tíquete, os usuários poderão utilizar moedas, nos valores de R$ 0,05 a R$ 1,00, podendo chegar até o valor máximo de R$ 3,00, conforme o tempo desejado para estacionamento. Além disso, o cartão eletrônico também pode ser adquirido por R$18, sendo R$3 referentes ao valor do cartão e
WANDERLEY GIL
R$15 em créditos para usar no parquímetro. A venda está sendo feita na Rua Papa João XXIII, nº 204 (Casa - 101), no Centro, em pontos de venda e através dos monitores. “Macaé sai mais uma vez na frente com a implantação do Estacionamento Rotativo utilizando o sistema de parquímetro, já que o município se torna pioneiro no Estado a contar com este sistema para administração de 1,2 mil vagas no Centro da cidade”, disse o subsecretário de Educação no Trânsito, Paulo César Pereira. Para o motorista, o novo siste-
ma trará benefícios para quem precisa estacionar no Centro da cidade. “Se, realmente, este sistema criar vagas para quem vem ao Centro, acho que vai facilitar, já que estava muito difícil conseguir uma vaga”, afirma Márcio Vieira. O sistema de Estacionamento Rotativo em Macaé tem uma previsão legal, que é a lei 3750/2012. Durante todo o mês de novembro, o funcionamento dos parquímetros aconteceu em caráter de adaptação para os usuários. Neste período, não houve cobrança da tarifa para a população, que
Motoristas devem pagar pelo uso das vagas através da utilização dos parquímetros
pôde se familiarizar com o novo sistema por meio das instruções contidas no próprio aparelho, assim como através do auxílio de monitores e supervisores. Simultaneamente, um trabalho de panfletagem para esclarecer as dúvidas da população sobre o funcionamento deste equipamento também foi realizado. Outras ações para orientação aos usuários sobre o funcionamento do Estacionamento Rotativo com o uso dos parquímetros também estão programadas. Mais informações podem ser solicitadas através do telefone (22) 2772-6764.
Ações da Petrobras caem mais de 10% e fazem Ibovespa perder 2,3% com o reajuste de combustíveis anunciado na última sextafeira, abaixo do que o mercado esperava, e a falta de transparência sobre a metodologia de reajuste de preços aprovada pelo Conselho de Administração da empresa, as ações da Petrobras tiveram a maior queda da Bolsa de Valores de São Paulo nesta segunda-feira. Os papéis ordinários (com direito a voto) se desvalorizaram 10,37% a R$ 16,42, a maior baixa do pregão. Já as ações preferenciais perderam 9,20% a R$ 17,36, a segunda maior perda da Bolsa.
Foi a maior queda dos papéis da Petrobras desde 12 de novembro de 2008. O Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, se desvalorizou 2,36% aos 51.244 pontos, no mesmo horário, influenciado principalmente por Petrobras. Os ADRs da Petrobras (recibos que equivalem a ações) negociados na Bolsa de Nova York caem 12,17% cotados a US$ 14,00. No mercado de câmbio, o dólar comercial se valorizou 0,77%, sendo negociado a R$ 2,353 na compra e R$ 2,355 na venda, a maior cotação
em três meses. Na máxima do dia, a divisa foi negociada a R$ 2,360 (alta de 0,98%) e na mínima chegou a R$ 2,334 (queda de 0,12%). - Os papéis da Petrobras reagiram à falta de transparência da Petrobras em relação à nova política de preços aprovada e do reajuste abaixo do esperado aos combustíveis dado pelo governo. O mercado continua sem previsibilidade para os próximos reajustes de combustíveis e fica difícil precificar as ações da companhia. Os papéis da Petrobras vão ficar pressionadas
já que a incerteza em relação aos reajustes continua - avalia Gabriel Ribeiro, analista da Um Investimentos. Operadores identificaram venda mais forte das ações ordinárias principalmente por parte de investidores estrangeiros. O Credit Suisse foi o maior vendedor das ações ON, negociando R$R$ 6 milhões líquidos. As ações preferenciais da Petrobras tiveram o maior giro financeiro do pregão, movimentando R$ 1,3 bilhão, seguidas pelos papéis ordinários que movimentaram R$ 595 milhões.
a câmara de Dirigentes Lojistas de Macaé participou no final de semana da 34ª Convenção do Comércio Lojista do Estado do Rio de Janeiro, realizada em Búzios. O evento começou na tarde de sextafeira (29) e aconteceu até domingo (01). O encontro foi marcado por debates sobre as oportunidades para a economia regional que serão proporcionadas pela realização de dois grandes eventos no estado do Rio de Janeiro, a Copa do Mundo, no ano que vem, e as Olimpíadas de 2016, que acontecerá na capital do estado, mas com certeza trará grandes oportunidades de negócios para as cidades do interior. Ao todo, 23 CDL's do Estado participaram do evento, dentre elas, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Macaé se destacou com uma comitiva formada por cinco pessoas. O presidente da entidade macaense, Luis Henrique Fragoso (Ferreti), salientou que o encontro procura reunir uma gama de profissionais de renome que certamente levarão aos participantes assuntos importantíssimos e que muito os ajudarão no dia a dia de seus negócios e junto ao progresso das entidades cedelistas. “A Convenção Estadual Lojista é o momento especial para troca de experiências e integração entre dirigentes lojistas que visam o crescimento e progresso de habilidades comerciais além de proporcionar momentos descontraídos para o lazer junto aos amigos e à família”, frisou. O evento, promovido pela Federação de Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio de Janeiro, reuniu representantes das CDL's e empresários do comércio varejista de todo o estado para um amplo debate sobre temas que auxiliem no desenvolvimento do setor. Durante os três dias, o evento discutiu inovação, tecnologia e políticas públicas aplicadas no comércio varejista com a finalidade de atrair bons negócios para o setor.
No primeiro dia, vários debates chamaram a atenção dos participantes. O superintendente do SPC Brasil e Equipe Técnica de Treinamento do SPC Brasil, Sr. Nival Martins Júnior e o presidente do Conselho de Administração do SPC Brasil, Sr. Roberto Alfeu Pena Gomes, levaram para o seminário assuntos como: resultados em relação às metas; canal representante e como ele pode apoiar às entidades no aumento da base de associados e faturamento; parceria com o Sicoob - como buscar negócios nas cooperativas; SPC Net e site de transparência; além da Campanha SPC Avisa. O evento contou com a presença do anfitrião da Convenção, presidente da Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas do Rio de Janeiro, Jair Francisco Gomes; o Gerente de Certificação Digital e gerente de atendimento a clientes estratégicos do SPC Brasil, Bruno Losi; Gerente Nacional De Negócios Do Spc Brasil, Ronaldo Guimarães; Gerente Regional Do Spc Brasil, Rodrigo Rodondo; a Coordenadora Regional do Sebrae, Ana Cláudia Melo Vieira; o deputado Estadual, Roberto Henriques; o presidente Federação das Câmaras Dos Dirigentes Lojistas de São Paulo e também Vice- Presidente da Confederação Nacional Das CDL's, Maurício Stainoff, neste evento representando o Presidente da CNDL, Roque Pelisaro Júnior; o Presidente da Fecomércio, Federação do Comércio do Estado do Rio De Janeiro, Orlando Diniz; o Presidente do Conselho de Administração do SPC Brasil, Roberto Alfeu Pena Gomes; entre outros. No segundo dia, os participantes se sentiram entusiasmados com a palestra motivacional de Márcio Kuhne, palestrante de renome nacional, falando sobre liderança, a arte de lidar com pessoas e humanismo. A palestra, com o tema: Liderando em Tempos de Turbulência, foi de encontro com a habilidade de lidar com o público, principal função da classe representada na ocasião. No domingo, o encontro debateu sobre atitudes de resultado e os desafios do varejo; o Simples Nacional e seu impacto no desenvolvimento dos pequenos negócios; entre outros. DIVULGAÇÃO
AABB
Presidente da AABB/Macaé é o novo conselheiro do CODEL Leobino Ribeiro é o novo Conselheiro Deliberativo da segunda maior instituição de representantes dos funcionários do Banco do Brasil na tarde de ontem (2), o presidente da Associação Atlética Banco do Brasil, de Macaé, Leobino Ribeiro, foi nomeado a Conselheiro Deliberativo (CODEL) e Representante da Associação dos Aposentados e Funcionários do Banco do Brasil (AAFBB). O nome foi indicado pelas boas práticas e gestão do clube situado na Capital Nacional do Petróleo. “A AABB/Macaé tem uma aproximação estreita com a sociedade civil organizada e somos parceiros das entidades locais, pois ambos são os principais coadjuvantes da mudança e do desenvolvimento socioeconômico local. E para sobreviver às problemáticas existentes, somente as parcerias seriam capazes de continuar sustentando o clube”, disse Leobino Ribeiro
comentando que nas cidades litorâneas os clubes são poucos frequentados para banhos de sol, ainda mais numa cidade como Macaé, onde existem pessoas com poder aquisitivo alto e muitos moram em condomínios que contêm piscinas e áreas de lazer em geral. O Conselho Deliberativo é o órgão institucional normativo de coordenação, de acompanhamento dos atos e fatos da administração e representativo da manifestação coletiva dos associados. Ou seja, o CODEL é a segunda maior instituição de representantes dos funcionários do Banco do Brasil. Na oportunidade, também foram empossados para administrar a federação, por quatro mandatos, a partir do dia primeiro de janeiro de 2014: a presidente administrativa, Célia Maria Xavier; o vice-presidente de seguridade e benefícios, Ernesto Martins Pamplona (Cabo Frio); o vice-presidente de assistência social e representações, José Odilom Gama da Silva; o vice-presidente de finanças, Ari Samento Barbosa; o
DIVULGAÇÃO
O Conselho Deliberativo é o órgão institucional normativo de coordenação
Luis Henrique Fragoso, presidente da CDL Macaé e Jair Francisco Gomes, presidente da Federação das CDL's do Rio
Atuação em Macaé vice-administrativo, Carlos Fernandes dos Santos de Oliveira. AAFBB - trata-se de uma associação civil, de âmbito nacional, sem fins lucrativos e de assistência social, de duração ilimitada, com personalidade jurídica distinta da de seus associados, os quais não respondem, solidária ou subsidariamente, pelas obrigações da entidade. A AAFBB tem por objetivo promover a confraternização entre os associados; representar a nível nacional, os interesses coletivos dos envolvidos; assessorar a família dos sócios
que falecerem; colaborar com entidades especializadas no encaminhamento de soluções para os problemas dos associados. A futura presidente da AAFBB, Célia Maria Xavier afirmou que entre as suas principais ações estarão: oferecer mais benefícios aos associados e fazer um trabalho forte em defesa aos assistidos da PREVI e CASSI. “Quero fortalecer principalmente esse assistencialismo no interior do Estado”, disse Célia, aposentada do banco há 10 anos, ex-coordenadora do núcleo que gerenciava as agências do Norte Fluminense.
a CDL/Macaé possui cerca de 380 associados. “Nossa expectativa é que até meados de 2014, nosso número de associados aumente entre 10% e 12%”, disse Luis Henrique Fragoso informando que o principal papel da CDL é prestar informação de crédito aos lojistas (associados). Relacionado ao atendimento diário, a CDL faz uma mé-
dia de 390 consultas dia. “A expectativa é que aumente nos próximos dias até o fim do ano por conta do Natal”, frisou. Atualmente o órgão já realiza um total de 527 registros no SPC/SERASA (mês) e total de 239 cancelamentos no SPC/SERASA (mês). O que indica que mais pessoas estão entrando no SERASA que saindo, revelam os dados oficiais do órgão.
MACAÉ, TERÇA-FEIRA, 3 DE DEZEMBRO DE 2013
Geral
7
NOTA
Prefeito visita desabrigados e áreas críticas do município
MACAÉ
Mais de 90 desabrigados são encaminhados para alojamento Famílias estão sendo encaminhadas para o Colégio Municipal Ancyra Gonçalves Pimentel, no bairro Miramar e precisam de doação Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br
E
m decorrência das chuvas que caíram no final de semana, no Norte Fluminense, em especial das trombas d'água na madrugada de segunda, até o início da tarde de ontem, o registro era de mais de 90 pessoas desabrigadas na tão conhecida Capital do Petróleo. De acordo com a Defesa Civil entre a 00 e 2h da madrugada choveu 134mm e depois das 2h o equivalente a 104 milímetros. O suficiente para deixar a cidade totalmente alagada, casas desabadas, morte de uma criança e famílias desabrigadas. Uma data que para os moradores será difícil esquecer. Um dos bairros mais afetados foi o Morro de Sant`Anna, que além dos deslizamentos
“
O que aconteceu no Morro de Sant`Anna foi uma tragédia anunciada
”
AMARO LUIZ, Vereador
de terras que atingiu diversas casas, teve ainda o registro de óbito de uma criança identificada como Tiago Nascimento de Souza, de apenas seis anos, que ficou soterrado. “Perdemos tudo, até nossos documentos foram soterrados, hoje (ontem) tentamos salvá-los e pôr para secar e fazer cópias do que sobrou. No mais, o que nos restou foi apenas a vida e a roupa do corpo. Foi tudo muito triste. Era "nós" correndo e a casa correndo atrás da gente. Minha vontade era ir embora para minha terra hoje mesmo”, disse com a voz embargada a moradora Maria da Conceição. Ela conta ainda que é do Ceará e veio para cidade há dois anos e sete meses. “Primeiro veio meu esposo, depois eu, e em seguida buscamos nossos filhos, mas se eu pudesse voltava hoje mesmo”, disse. As famílias desabrigadas estavam sendo encaminhadas para o Colégio Municipal Ancyra Gonçalves Pimentel, no bairro Miramar, onde segundo a prefeitura, estavam recebendo água e alimentos. A previsão da Defesa Civil era de que a até o fim da tarde de ontem, elas fossem encaminhadas para o Núcleo da De-
KANÁ MANHÃES
Até o final da tarde de ontem, de acordo com a prefeitura, a informação era de mais de 20 famílias abrigadas no colégio fesa Civil no bairro Aeroporto. Porém até o fechamento da edição, a prefeitura havia infor-
mado que as famílias permaneciam no colégio no Miramar e que os interessados em ajudar
poderiam fazer doações no local. Ainda segundo o órgão, no primeiro momento as doações
ESCOMBROS
KANÁ MANHÃES
Moradores apontam o descaso de gestões Eles reconhecem que construíram em área de risco, mas cobram da prefeitura que permitiu a construção da primeira moradia para os moradores, tanto os deslizamento quanto a morte da criança, foi uma tragédia anunciada e que poderia ter sido evitada se projetos tivessem sido realizados nos últimos anos. “Estamos há dois anos aguardando uma resposta da prefeitura com relação a nossa situação, pois há dois anos fomos notificados a deixar nossas casas em três dias e sem ter para
onde ir, e sem saber o que fazer, recorremos à justiça, que nos concedeu uma liminar para ficar na casa e só deixar após a prefeitura arrumar um lugar para gente ficar. Mas como vocês podem ver, esses dois anos se passaram e nada foi feito. Eles nunca mais voltaram aqui e o resultado foi esse. Pode ser que a partir de agora eles façam alguma coisa. A gente sabe que o local é de risco e que invadimos, mas o certo era eles não terem permitido nem a primeira construção, mas não, eles foram deixando, deixando e depois veio com o papo de que a gente deveria arrumar outro lugar para ficar, como se fosse fácil”, disse Cris
Barbosa, moradora do Morro de Sant`Anna , uma das desabrigadas e que perdeu tudo. Na oportunidade, ela destaca ainda que pelo menos até o momento que a equipe de reportagem esteve no local, por volta das 11h, nenhuma refeição havia sido servida e que as crianças estavam com fome. “Até agora nada, o que nós comemos hoje pela manhã foram os moradores que se uniram, compraram e trouxeram para nós. Perdemos tudo que tínhamos e agora não sabemos o que vai ser da gente. A morte do menino só confirma esse descaso das autoridades com a população. Macaé está abandonada. E agora depois
mais necessárias são material de higiene, água mineral, leite e alimentos prontos.
da tragédia, os serviços aparecem para eles. Por que eles não trabalharam antes, para evitar que tudo isso acontecesse?" , questionou a moradora.
“Só vimos quando a barreira desceu e tudo foi levado. Só deu tempo a gente pegar as crianças e correr para fora. Perdemos tudo, só estamos
Na manhã de ontem, o sentimento era de tristeza e as famílias tentavam recuperar o pouco que sobrou entre os escombros
com a roupa do corpo. Nos trouxeram para cá, mas não sabemos como será daqui para frente, nem para onde vamos”, disse Luiz Bento Nascimento.
RESPONSABILIDADE
Obra inacabada pela gestão anterior causa transtorno KANÁ MANHÃES
No Morro de Sant`Anna, gestão anterior construiu um muro de contenção. Parte que estava sem obra desmoronou ainda no bairro de Morro de Sant`Anna, além dos desmoronamentos de casas em que uma delas resultou na morte de uma criança, os moradores se queixaram de uma obra de um muro de contenção que foi feito pela metade no bairro e cuja outra parte que não foi feita, desmoronou e o barro invadiu uma residência. “Por sorte o estrago não foi maior e ninguém se feriu. Apenas estamos tendo que deixar a residência. Essa não foi a primeira vez que o acidente foi registrado aqui. No governo passado aconteceu a mesma coisa. O barranco des-
moronou mais de uma vez e, por fim, eles deram início ao muro de contenção, porém fizeram pela metade. Se eles estivessem terminado o serviço, essa nova queda teria sido evitada”, disse Mário da Silva. Ele diz ainda que espera uma atitude do novo governo. “Esperamos que o novo governo faça alguma coisa.
Já nos prometeram casas populares, e até agora nada. Continuamos apenas com a promessa. A cada chuva forte a situação é pior. Precisamos de ajuda, pois nossas reivindicações nunca são atendidas e se não fizerem o muro, o trânsito aqui não poderá ser liberado”, disse. Ele lembrou ainda que o
A parte do muro que não foi finalizada pela prefeitura causou mais um desmoronamento e casa foi invadida pelo barro
vice-prefeito Danilo Funke (PT) esteve no local ainda na madrugada. “Ele esteve em todo o bairro e acompanhou a nossa situação. E a nossa sorte é que no bairro todos são unidos. Ninguém vira as costas para ninguém. É um estendendo a mão para o outro”, contou. Já a moradora Micheli Be-
nidito da Conceição disse que já teve chuvas mais fortes na cidade, mas que nunca havia visto o município desse jeito.
“Todos os lados da cidade ficaram alagados. Para todos os cantos que a gente olha (olhava) era só água”, disse.
Aulas tiveram que ser suspensas Logo no início da manhã de ontem, a orientação da prefeitura era para que a população evitasse sair de casa devido à consequência das chuvas da madrugada. O órgão alertava que existiam diversos pontos de alagamento na cidade. Em seguida a informação era que, por motivo de segurança, as aulas de todas as unidades municipais de ensino estavam supensas. No Instituto Federal Fluminense (IFF) campus Macaé
as atividades também foram suspensas. Por meio de nota, a Direção Geral do campus comunicou que o expediente também foi suspenso para os servidores. E a II Semana de Prevenção ao Uso de Drogas, que seria realizada de 2 a 4 de dezembro, está cancelada e nova data será marcada. Até o fechamento da edição, os órgãos não haviam informado a previsão para o retorno das atividades.
8 Esporte
MACAÉ, TERÇA-FEIRA, 3 DE DEZEMBRO DE 2013
CORRIDA
Atletas de Macaé e região participam de corrida No domingo (1), aconteceu a Primeira Corrida da Igreja Metodista de Nova Friburgo. Atletas da Ascom e da ACRO fizeram bonito DIVULGAÇÃO
ção de Corredores de Rio das Ostras), marcaram presença no evento, fizeram bonito e conquistaram boas colocações em suas categorias. “Saímos de Macaé às 6hs e chegamos em Friburgo as 8h. Primeiro foi realizada a corrida das crianças, em seguida, foi a vez dos adultos. A chuva foi uma grande aliada dos atletas, para subir ao pódio”, explicou a presidência da Ascom.
Tamara Lima tamara@odebateon.com.br
N
o último domingo (1) aconteceu a Primeira Corrida da Igreja Metodista de Nova Friburgo. Aproximadamente 100 atletas percorreram 8Km. A largada teve início às 9h30h e os atletas da Ascom (Associação dos Corredores de Ruas de Macaé), e da ACRO ( Associa-
Resultados dos atletas da ACRO feminino - Neli Barreto e Edna Vanusa faturaram a primeiríssima colocação em suas categorias. No masculino, Valdeci Facundo também consagrou-se em sua categoria e Sebastião Ferreira, na sua categoria ficou em quarto lugar. O presidente da Ascom, Adenilson Aprígio agradeceu ao patrocí-
nio do Bolsa Atleta da prefeitura. “Agora fica mais fácil correr e representar nossa Macaé. Ficamos muito felizes com este benefício”, declarou. Os atletas macaenses estão representando o município nos quatro cantos do país. A população está muito orgulhosa com o desempenho de cada um deles.
Atletas da Ascom e da ACRO se destacaram na Primeira Corrida da Igreja Metodista de Nova Friburgo
BASQUETE
Macaé Basquete vence competição No sábado (30), a equipe macaense derrotou o time da Liga Sorocabana, no estádio do Juquinha o time do Macaé Basquete fez uma belíssima partida e derrotou a equipe da Liga Sorocabana, com o placar de 91 x 67. O jogo aconteceu no último sábado (30), no Ginásio do Tênis Clube de Macaé, o "Juquinha". De acordo com a prefeitura, no primeiro quarto os macaenses venceram por 13 contra 11 do time adversário. No segundo quarto, marcaram 22/17. No terceiro quarto nova vitória, por 25/20. E no quarto fizeram 29/19, fechando a partida por 91/67.
WANDERLEY GIL
Segue abaixo o resultado feminino vera mota ficou em segundo lugar; Genilza Dias em terceiro e Cristina de Moraes ficou em quinto lugar, em suas categorias. Já no masculino, os atletas que se consagraram campeões em suas categorias foram:
Os destaques do jogo por Macaé foram Jamaal, cestinha com 23 pontos; Duda Machado, com seis assistências; e Espinoza com oito rebotes. O Macaé Basquete venceu com Will, Fred, Duda Machado, Jamaal, Atilio, Márcio, Torres, Espinoza, Pablo, Romário, Thiaguinho e Crucillo. Os três árbitros foram: Fernando Serpa Oliveira( 1); Andreza Souza Almeida ( 2) e Mauricio Serour (3). O próximo desafio do time macaense será no dia 12 de dezembro. A disputa será no confronto com a equipe de São José. Já no dia 16 de dezembro, será a vez do Macaé enfrentar o time de Brasília. Ambos os jogos está marcado para acontecer às 19h30.
Aldenir dos Santos ( Amaral); Sebastião Caldas e Manoel Conceição. O segundo lugar ficou com o atleta Diego Azevedo; em terceiro Norton Franco e em quarto lugar ficaram: Adenilson Aprígio e Altivo Pereira.
Macaé Basquete venceu a Liga Sorocabana. A equipe macaense se prepara para os próximos desafios, que serão nos dias 12 e 16 de dezembro
3 DE DEZEMBRO
Dia ressalta atenção a acolhimento do Deficiente Físico Um dos maiores problemas enfrentados por essas pessoas é a falta de acessibilidade na cidade
consigam trazer melhorias para essas pessoas. São medidas simples do dia a dia que para nós parecem ser algo fácil, mas para quem tem algum tipo de deficiência é um grande obstáculo a ser enfrentado. Macaé não oferece o mínimo de acessibilidade para essas pessoas, como rampas, calçadas niveladas e sem objetos obstruindo a passagem. Apesar de ser de responsabilidade do poder público oferecer locais de fácil acesso e circulação àqueles que têm dificuldades de locomoção, a população também deve e pode contribuir com medidas simples para facilitar a vida deles. No ônibus, por exemplo, os passageiros devem respeitar
Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br
a vida do deficiente físico não é nada fácil, ainda mais quando se trata de acessibilidade, principalmente em Macaé. Nesta terça-feira, 3 de dezembro, é considerado o Dia Internacional do Deficiente Físico. Essa data foi instituída pela ONU (Organização das Nações Unidas), com o objetivo de conscientizar, comprometer e fazer com que programas de ação
os locais destinados especialmente aos deficientes físicos. Carros estacionados de maneira irregular, lixo, bicicletas, buracos, pisos desnivelados e falta de rampas são alguns dos obstáculos enfrentados por essas pessoas diariamente na cidade. Trafegar por áreas de grande movimento se torna uma aventura e requer muita paciência. Não é difícil encontrar irregularidades e pessoas trafegando pelo meio da pista, arriscando suas vidas ao dividir o espaço com veículos, por causa de obstáculos no meio das calçadas. Se para quem não tem limitações isso é cansativo, para pessoas que andam com ajuda de muletas ou cadeira de rodas é muito pior. Não é difícil enWANDERLEY GIL
Em Macaé, deficientes convivem com calçadas desniveladas e falta de rampas de acesso
Estado do Rio de Janeiro Prefeitura Municipal de Macaé Fundação Educacional de Macaé - FUNEMAC Superintendência Administrativa EXTRATO MENSAL DE COMPRAS Em observância ao que prescreve o Art. 16 da Lei n° 8666/93 e o Decreto n° 139/2012, publica-se o valor do material adquirido no mês de novembro/2013. Descrição Fornecedor Preço Unitário Quantidade Valor Total Cabo hdmi 15 metros R$ 131,90 15 Mouse ps2 otico preto R$ 14,10 10 R$ 14,10 10 Mouse usb otico preto Teclado usb preto R$ 25,00 5 Bateria placa mãe R$ 5,00 5 Unidade gravadora de dvd sata preto R$ 64,00 3 Alicate crimpar rj-45 c/catraca R$ 48,50 1 Filtro de linha 6 tomadas R$ 25,20 15 Hd interno 500Gb sata R$ 215,75 3 Tomada rede sobrepor rj45 cat5 R$ 16,50 20 J C Mendes Informática Cabo rede utp 4px24awg cat5E (Azul) R$ 1,10 1220 R$ 7.697,00 ME Conector rede rj-45 cat5 macho R$ 0,60 300 Fonte atx nominal 400w R$ 56,30 10 Extensão tomada 5 metros R$ 46,60 5 Ar comprimido para limpeza R$ 74,50 10 Fusível para filtro de linha 250v - 15a R$ 1,00 10 Abraçadeira de nylon preta Conector rj-11 macho Adaptador tomada Cd-r 700 mb / 80 minutos Dvd-r 4.7Gb / 120 minutos Quadro branco 3,00/1,20 metros para marcador Impressora epson LX 300 Impressora deskjet mult. HP 1516 Impressora lazer mult. color pro 200 mdf M276NW
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contrar cadeirantes trafegando pelo meio da pista, colocando suas vidas em risco. De acordo com a prefeitura, a responsabilidade pela manutenção das calçadas é dos proprietários dos imóveis. Apesar disso, cabe ao poder público criar um padrão para calçadas e fiscalizar as infrações. O direito de acessibilidade para pessoas portadoras de
deficiência ou com mobilidade reduzida está previsto na Lei nº 10.098/00. Segundo o Art. 3º, o “planejamento e a urbanização das vias públicas, dos parques e dos demais espaços de uso público deverão ser concebidos e executados de forma a torná-los acessíveis para as pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida”. Já o Art. 4º ressalta que as
“vias públicas, os parques e os demais espaços de uso público existentes, assim como as respectivas instalações de serviços e mobiliários urbanos deverão ser adaptados, obedecendo-se ordem de prioridade que vise à maior eficiência das modificações, no sentido de promover ampla acessibilidade às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida”.