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Noticiário 26 11 2016

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DIVULGAÇÃO PM

WANDERLEY GIL

MÁQUINAS CAÇA-NÍQUEL APREENDIDAS PELA PM

GALERIAS DE MACAÉ SE ENFEITAM PARA O NATAL

ESPAÇO PROMOVE NATAL SOLIDÁRIO

POLÍCIA, PÁG.6

ECONOMIA, PÁG.5

CIDADE, PÁG.7

R$ 1,00 Macaé (RJ), sábado 26 de novembro de 2016 Ano XLI, Nº 9186 Fundador/Diretor: Oscar Pires

O DEBATE

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www.odebateon.com.br

DIÁRIO DE MACAÉ

Repasse de R$ 29 milhões inicia fase de recuperação dos royalties Neste mês, governo recebe do Tesouro Nacional a maior parcela de repasses do petróleo no ano. Mesmo com déficit, Macaé passa a registrar crescimento no volume de receitas que são parte importante do orçamento PÁG. 3

E

Operações do petróleo seguem como o pilar da economia da cidade, mesmo em fase de crise

m novembro, Macaé recebeu a maior parcela dos royalties, repassadas pela Secretaria de Tesouro Nacional em 2016. Os R$ 29 milhões, registrados ontem nas contas do governo, de acordo com o demonstrativo do Banco do Brasil, projeta o início da fase de recuperação das receitas do petróleo, uma das poucas visões otimistas do governo que ainda repete o mantra da crise. Desde agosto, quando Macaé recebeu a segunda maior parcela dos royalties (R$ 28 milhões), a projeção dos repasses de uma das principais fontes de arrecadação do município registrou oscilações, pertinentes à instabilidade que ainda paira sobre o mercado internacional de compra e venda dos barris de óleo bruto e de gás natural produzidos na Bacia de Campos. Ao todo, Macaé já recolheu um total de R$ 265 milhões com as receitas do petróleo, com projeção de chegar em dezembro aos R$ 300 milhões..

CIDADE

ECONOMIA

O Instituto estadual do Ambiente (Inea) enviou, na manhã de ontem (25), uma equipe da Superintendência Regional ao ponto da Lagoa de Imboassica onde foi denunciado, pelas redes sociais, o vazamento de um líquido verde, de aparência industrial. Segundo o órgão, foi constatado que a substância trata-se de um material atóxico, sem risco de contaminação, utilizada pela concessionária de esgoto da região, a Odebrecht Ambiental, com o objetivo de detectar possíveis ligações de esgoto irregulares feitas por imóveis do entorno da Lagoa. PÁG. 2

Durante a 6ª edição da Black Friday, a movimentação no comércio de Macaé não foi animadora, o que acabou deixando muitos lojistas surpresos, já que a expectativa era esvaziar boa parte do estoque. A circulação de pedestres era grande no Calçadão, porém muitos consumidores preferiram pesquisar preços, enquanto outros optaram por comprar pela internet. Por conta disso, as lojas do Shopping Plaza Macaé e parte dos estabelecimentos situados no Calçadão da Avenida Rui Barbosa optaram por manter as promoções por mais dias. A esperança é reverter o cenário da crise e animar os consumidores para as vendas de fim de ano. PÁG. 5

WANDERLEY GIL

ARRECADAÇÃO

Royalties e Participação Especial Mês Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Total

Arrecadação R$ 24.931.549,13 R$ 24.413.495,71+ R$ 1.928.746,53 (Participação Especial) R$ 18.500.131,30 R$ 18.306.157,90 R$ 20.256.827,48 R$ 20.285.142,79 R$ 25.920.511,35 R$ 28.283.527,34 R$ 26.472.851,79 R$ 26.772.212,30 R$ 29.026.687,53+R$ 865.258,59 (Participação Especial) R$ 265.963.099,74

Inea atesta que substância Lojas decidem estender indica ligação clandestina o período de promoções de esgoto que chega à Lagoa REPRODUÇÃO REDES SOCIAIS

Vazamento chamou a atenção de moradores do Pecado

POLÍTICA

WANDERLEY GIL

Macaé permanece em estado de alerta

Governo 'da mudança' atinge a maior marca de receitas do petróleo da história PÁG. 3

Índice de infestação do mosquito Aedes Aegypti é preocupante PÁG. 7

POLÍCIA

GAT prende suspeito de tráfico na região Cocaína e dinheiro foram encontrados pela PM PÁG. 6

GERAL

Reforma do governo chega na reta final Projeto deve ser votado pela Câmara na terça (29) PÁG. 3

POLÍTICA

Julinho diz: "Ordem depende do cidadão" Vereador defende rigor de leis contra práticas abusivas PÁG. 3

Movimento nas lojas ficou abaixo do esperado na Black Friday

CIDADE

Petróleo rende R$ 1,7 bilhão no atual governo Repasses dos royalties não resolvem problemas da cidade

WANDERLEY GIL

CADERNO DOIS

Atleta da cidade deslancha no Jiu-Jítsu Jorge Branco da Mota Júnior coleciona vitórias CAPA

KANÁ MANHÃES

Espaços públicos seguem como um dos principais problemas

TEMPO

ÍNDICE

Máxima 30º C Mínima 21º C

EDITORIAL

4 CRUZADINHA

C2

PAINEL

4 HORÓSCOPO

C2

GUIA DO LEITOR

4 CINEMA

C2

ESPAÇO ABERTO

4 AGENDA

C2

COTAÇÃO DO DÓLAR

Compra R$ 3,4131 Venda R$ 3,4150

Anuncie: (22) 2106-6060 (215)


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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

Macaé, sábado, 26 de novembro de 2016

Cidade

NOTA

Consumidores vão às ruas comprar enfeites de Natal. Lojas apostam em decoração clássica e criativa para a festa natalina.

IMBOASSICA

Inea atesta que substância indica ligação clandestina de esgoto Flagrantes feitos por uma munícipe nesta quinta-feira mostram o despejo de uma substância na água DIVULGAÇÃO/ EU LEITOR, O REPÓRTER

Imagens feitas por uma moradora mostram líquido de coloração verde sendo despejado na lagoa

Marianna Fontes

marifontes@odebateon.com.br

U

ma semana após a polêmica abertura da barra, a Lagoa de Imboassica, que está passando por um processo de recuperação, foi alvo do despejo de uma substância ainda não identificada. O registro foi feito na tarde da última quintafeira (24), por uma munícipe, na Rua Amphilóphio Trindade, na

altura da Rua Prefeito Antônio Oto de Souza, no Pecado. Após serem compartilhadas nas redes sociais, as imagens chegaram ao conhecimento do vereador Maxwell Vaz (SD), que informou que irá cobrar explicações da Prefeitura de Macaé sobre o ocorrido. O parlamentar, que é presidente da Comissão Permanente de Meio Ambiente, Proteção dos Animais e Saneamento Básico, disse também que

irá enviar um ofício à Secretaria municipal de Ambiente solicitando providências sobre o caso, e ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para que seja feita a coleta de amostragem da água para identificação do tipo de material. A nossa equipe de reportagem entrou em contato com a Secretaria estadual de Ambiente (SEA) e com o Instituto estadual do Ambiente (Inea), na manhã de ontem (25) que, em nota, informou que uma equipe da Superintendência Regional vistoriou o local na sexta-feira (25). Segundo o órgão, foi constatado que o líquido de coloração verde trata-se de uma substância atóxica, sem risco de contaminação, utilizada

pela concessionária de esgoto da região, a Odebrecht Ambiental, com o objetivo de detectar possíveis ligações de esgoto irregulares feitas por imóveis do entorno da Lagoa. ABERTURA DA BARRA

Após a Prefeitura de Macaé alegar que o procedimento foi feito dentro da legalidade, com o intuito de renovação da água e das espécies, o Inea divulgou que a ação foi feita sem a autorização do órgão ambiental competente. O comunicado enviado ao jornal O DEBATE, no início da semana, ressaltou que a prefeitura teria sido autuada no último dia 18 por conta disso, um dia após a

abertura da barra ter sido feita. Na nota, o Inea esclareceu que “em reunião preliminar com o município, não se opôs à abertura do canal, mas como a atividade é passiva de licenciamento, exigiu a apresentação da documentação cabível e checklist com as medidas de segurança necessárias para que a intervenção fosse executada sem oferecer riscos à população e mitigando os possíveis impactos ambientais. No entanto, os documentos para a abertura do processo administrativo não foram integralmente apresentados”. Desde que os fatos vêm acontecendo, a prefeitura tem se negado a prestar esclarecimentos ao jornal. A nossa equipe de re-

portagem tem tentado contato com a secretaria de Comunicação, que não se pronunciou até o momento. A última abertura da barra ocorreu em janeiro de 2012. O procedimento gerou polêmica e chegou a ser alvo de investigações do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) na época. O encontro da lagoa com o mar, em processo natural, ocorreria com a elevação do nível. No entanto, com a urbanização no entorno, a medida se tornaria inviável, sendo necessária a abertura mecânica. Contudo, alguns ambientalistas criticam a forma como isso tem sido feito nos últimos anos.


O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

Macaé, sábado, 26 de novembro de 2016

Política

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NOTA

Welberth Rezende (PPS) solicitou do governo intervenções no KM 05 do Bairro Horto

RECEITAS

ANÁLISE

Neste mês, governo recebe do Tesouro Nacional a maior parcela de repasses do petróleo no ano

Reforma do governo chega na reta final na Câmara

Parcela de R$ 29 milhões inicia a fase de recuperação dos royalties Márcio Siqueira

WANDERLEY GIL

marcio@odebateon.com.br

E

m novembro, Macaé recebeu a maior parcela dos royalties, repassadas pela Secretaria de Tesouro Nacional em 2016. Os R$ 29 milhões, registrados ontem nas contas do governo, de acordo com o demonstrativo do Banco do Brasil, projeta o início da fase de recuperação das receitas do petróleo, uma das poucas visões otimistas do governo que ainda repete o mantra da crise. Desde agosto, quando Macaé recebeu a segunda maior parcela dos royalties (R$ 28 milhões), a projeção dos repasses de uma das principais fontes de arrecadação do município registrou oscilações, pertinentes à instabilidade que ainda paira sobre o mercado internacional de compra e venda dos barris de óleo bruto e de gás natural produzidos na Bacia de Campos. No entanto, em outubro, a equipe da Secretaria municipal de Fazenda já havia apontado a expectativa de que os dois últimos repasses do ano, em novembro e dezembro, indicariam a fase de recuperação do volume de receitas projetadas pelos royalties e Participação Especial do petróleo, um processo lento, mas importante para o equilíbrio tributário da Capital Nacional do Petróleo. Ao todo, Macaé já recolheu um total de R$ 265 milhões com as receitas do petróleo, com projeção de chegar em dezembro aos R$ 300 milhões. A previsão do governo era de arrecadar R$ 390 milhões em 2016, só com o petróleo.

Mesmo com déficit, Macaé começa a projetar elevação nos repasses dos royalties e Participação Especial do petróleo em 2017

Repasses aumentam 38% ao longo do ano Entre altos e baixos, que marcaram o comportamento do mercado do petróleo, no país e no mundo, a arrecadação de Macaé com os royalties e a Participação Especial reservaram oscilações profundas que dificultaram o exercício fiscal do governo em 2016. A menor parcela recebida por Macaé neste ano foi em abril: pouco mais de R$ 18,3 milhões. De lá para cá, a Capital Nacional do Petróleo registrou uma elevação, em cerca de 38%, dos repasses depositados mensalmente pela Secretaria de Tesouro Nacio-

nal. Prova desse crescimento é o retorno do pagamento de cotas da Participação Especial em novembro. Liberadas a cada trimestre, Macaé contabilizou quase R$ 900 mil neste mês, após ficar sem receber qualquer valor em maio e agosto. Para o próximo ano, o governo projeta a arrecadação de pouco mais de R$ 244 milhões com os royalties e a Participação Especial. Com os dados relativos ao mercado offshore no final de 2016, essa projeção deve aumentar em 2017.

ARRECADAÇÃO

Royalties e Participação Especial Mês Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Total

Arrecadação R$ 24.931.549,13 R$ 24.413.495,71+ R$ 1.928.746,53 (Participação Especial) R$ 18.500.131,30 R$ 18.306.157,90 R$ 20.256.827,48 R$ 20.285.142,79 R$ 25.920.511,35 R$ 28.283.527,34 R$ 26.472.851,79 R$ 26.772.212,30 R$ 29.026.687,53+R$ 865.258,59 (Participação Especial) R$ 265.963.099,74

GESTÃO

Mais de 20 dias corridos após a abertura das discussões sobre o futuro administrativo da prefeitura, a reforma do governo que prevê a extinção de nove autarquias e a formalização da exclusão de quase 1,6 mil cargos de assessoria entra na etapa final de tramitação na Câmara de Vereadores. Envoltos em avaliações que colocam em xeque a legalidade das propostas, os 11 projetos de lei enviados pelo Executivo, com pedido de urgência, passam agora pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que solicitou ao corpo de técnicos legislativos do parlamento parecer sobre a constitucionalidade das matérias. Mas, pelo que adiantou o relator da CCJ, Maxwell Vaz (SD), na sessão ordinária de quartafeira (23), o entendimento do corpo técnico da Câmara segue semelhante ao da Comissão: a improcedência da reforma administrativa por conta de erros técnicos que tornam o projeto inconstitucional. Apesar de correspondências oficiais terem sidos enviadas pela CCJ para o prefeito e a Procuradorial Geral do Município, até o momento não houve qualquer movimentação do governo para retirar os projetos de tramitação da Câmara e promover as adequações necessárias para que as matérias estejam dentro da legalidade cobrada pela Comissão. Se o atual rito de tramitação dos projetos for mantido pela Câmara, a reforma administrativa deverá ser votada na terçafeira (29), com risco de aprovação pela bancada da situação.

APOIO

aponta: "Ordem Compensações de R$ 1,7 bilhão Julinho pública depende da não superam problemas da cidade atitude do cidadão" KANÁ MANHÃES

Governo 'da mudança' atinge a maior marca de receitas do petróleo da história da cidade Os expressivos R$ 576,3 milhões arrecadados em 2014 demonstraram o ápice das compensações geradas, aos cofres públicos da cidade, diante dos impactos provocados pelas operações de exploração e produção de petróleo na Bacia de Campos. Mas, apesar da era de prosperidade de Macaé ter encontrado o seu apogeu durante a gestão 'da mudança', a dura realidade encarada pelos 230 mil habitantes não faz jus aos R$ 1.7 bilhão proporcionados pelo ouro negro brasileiro ao município, apenas durante o atual mandato do poder Executivo que se encerra no próximo dia 31 de dezembro. Entre 2013 e novembro de 2016, Macaé obteve o maior volume de receitas do petróleo de sua história, um marco que traz à tona a questão da aplicação de tais valores em benefícios diretos para a população. Condicionado especialmente para sustentar os mais caros contratos da administração municipal, herdados do governo passado, e capazes de atravessar até as diferenças políticas entre as duas administrações, os royalties hoje são despejados nos elevados custos dos serviços de limpeza e de transporte públicos que,

Dinheiro gerado pelos royalties e Participação Especial não são garantia para a solução de problemas

juntos, já consumiram mais de R$ 500 milhões nesse governo 'da mudança'. Ontem (25), mais R$ 5 milhões arrecadados pelo município com os royalties do petróleo foram redimensionados pelo governo para cobrir despesas relativas ao serviço da coleta de lixo. Para isso, a administração municipal anulou verbas destinadas à realização de obras de infraestrutura de ruas, cujos pavimentos estão cada vez mais sucateados. E, até o final de 2016, a gestão 'da mudança' pode alcançar a marca dos R$ 1,8 bilhão arrecadados com o petróleo em quatro anos, número nunca visto antes na história de Macaé.

REPASSES

Arrecadação das receitas do petróleo durante o atual governo ANO 2013 2014 2015 2016* Total

RECEITA R$ 539.449.466,66 R$ 576.322.832,26 R$ 387.271.827,52 R$ 265.963.099,74 R$ 1.769.007.226,18

*Dados registrados até o dia 25 de novembro de 2016

Vereador defende que regras ajudam a coibir práticas que interferem na rotina da cidade "Impopular não é a lei ou a fiscalização. Impopular é o ato de um cidadão que acaba prejudicando a harmonia da cidade". A análise do vereador Julinho do Aeroporto (PMDB) justifica sua defesa pela aplicação de leis e resoluções que têm como base promover a chamada "ordem pública" em bairros e comunidades da cidade. Ao discursar, nesta semana, em defesa da decisão do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que prevê a aplicação de multas para veículos que excedem os limites de decibéis para a execução de som, Julinho afirma que a organização social de um bairro precisa da colaboração de todos os moradores. "A ordem pública depende da colaboração de todos os cidadãos. É preciso ter a consciência de que todos nós somos responsáveis por transformar um bairro em um lugar pacífico, tranquilo para viver. Mas, quando a situação sai dos limites, é preciso a intervenção do poder público para fazer valer o direito de todos", disse. Morador do Parque Aeroporto, Julinho solicitou ao governo municipal que amplie a divulgação dos telefones: 22 2762-7333 ou 2796-1626, números que acionam as equipes de fiscali-

zação de trânsito, responsáveis por aplicar a resolução do Contran. "Vivemos este problema aqui no Parque Aeroporto. Quem mora perto das praças não consegue dormir por conta do som alto dos veículos. É preciso ter respeito pelo espaço do outro. Quando isso não acontece, o poder público precisa agir", defendeu. O vereador é também autor da Lei Municipal nº 3371, que coibe e prevê multa para práticas de descarte irregular de lixo e entulhos em espaços públicos. "O governo precisa regulamentar essa lei e acabar com uma cultura antiga da cidade. As pessoas entendem que é um direito jogar lixo na rua. Mas não é! Isso causa transtornos para todos e mais gastos para o município", apontou o vereador. WANDERLEY GIL

Julinho do Aeroporto (PMDB)


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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

Macaé, sábado, 26 de novembro de 2016

Opinião

NOTA

Eleitor faltoso pode ter CPF cancelado. Receita Federal orienta contribuintes para regularizar o Cadastro de Pessoas Físicas

WANDERLEY GIL

FOTO LEGENDA

EDITORIAL Incongruência Há um hiato bastante profundo entre o desempenho real da arrecadação do município, prestes a bater a casa dos R$ 1.9 bilhão, e o comportamento do governo perante a crise, mais institucional do que financeira, que emperra o desenvolvimento da máquina administrativa de Macaé. Através de uma devassa sobre os números que envolvem as tramas das receitas que compõem a arrecadação municipal, há de se convir que a crise é basicamente pautada pela queda vertiginosa dos repasses do petróleo, cuja gestão é engessada por leis, datadas da década de 90, mas que ajudam a evitar atrocidades na administração do dinheiro do povo. Se, em 2014, no ápice das riquezas do petróleo, Macaé recebeu quase R$ 600 milhões em royalties e Participação Especial, dois anos depois, o município referência nas operações de óleo e gás atingirá, com muito esforço, o total de R$ 300 milhões com a mesma fonte tributária. E mesmo assim o governo é capaz de contar com um orçamento total de mais de R$ 2 bilhões. Dos royalties, o povo espera viver em um município com ruas asfaltadas, com bairros saneados e drenados e com uma cidade coberta por redes de saúde e educação pública eficientes. Mas, mesmo depois de R$ 1,6 bilhão em receitas do petróleo arrecadadas, a popu-

lação macaense ainda não é capaz de desfrutar das promessas de mudança. Na crise, a arrecadação própria do município, pautada pelos impostos pagos pela cadeia produtiva offshore, chega ao patamar de R$ 1,7 bilhão, algo inimaginável para cidades como Campos dos Goytacazes, Rio das Ostras e Cabo Frio, hoje em um estágio de falência administrativa. Se existe o déficit no repasse dos royalties há excessos de receitas na arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS), a principal representatividade da importância das empresas offshore para a economia e o equilíbrio fiscal do município. Pelo que se percebe, a incongruência entre os números orçamentários e a realidade das ruas está no fato de Macaé ter sido entregue a um modelo político cheio de boas intenções, mas fraco na competência de possuir o Toque de Midas, transformando o ouro negro brasileiro em qualidade de vida para os mais de 230 mil habitantes que não abandonaram Macaé.

ESPAÇO ABERTO Flexibilidade moral A dicotomia entre o ético e o não-ético funciona perfeitamente em rodas de amigos, porém na realidade o tema é um pouco mais complexo. De forma geral, as empresas possuem expectativas muito polarizadas no que se refere aos preceitos éticos esperados de seus colaboradores. Tão importante quanto conhecer as decisões feitas pelos profissionais que nos representam, é saber os motivos que impulsionaram suas escolhas, pois assim saberemos com maior precisão se os valores organizacionais serão respeitados, independentemente de qualquer fator interno ou externo. Fazer o certo nem sempre representa uma convergência de valores. Em muitos casos, indivíduos com a flexibilidade moral ampliada aderem às regras pelo medo de uma punição, por impossibilidades em operacionalizar um ato desviante ou por estarem inseridos em uma cultura ética sólida que dificulta uma naturalização da ação indevida, sem que, de fato, tenham autonomamente o desejo de agir de maneira correta. Nestes casos, a diminuição do investimento em controles internos, a falta de ceticismo na auditoria, as mudanças estruturais ou departamentais, bem como diversos outros fatores que fragilizem a companhia, podem desencadear comportamentos ilícitos que estavam confinados no colaborador, deflagrando uma motivação que já estava presente. O oposto também pode ser verdadeiro. Pessoas que possuem alinhamento ético com a organização podem romper a linha e seguir um rumo indesejado simplesmente por não terem a oportunidade de dividir pressões vivenciadas. A cegueira momentânea por identificar caminhos mais adequados para deslocar os seus conflitos ou a impossibilidade real de dar vazão a uma coação de um líder autoritário ou influência de grupos de trabalho, por exemplo, podem levar pessoas boas, colaboradores de boa reputação, a optarem temporariamente pelo desvio de seus caminhos éticos. Nestes casos, não raramente, o sofrimento vivido por este profissional é intenso no processo de tomada de decisão, porém a falta de recursos oferecidos pela empresa

para que este caminhe na linha desejada acabam forçando a que ele tenha de escolher entre enfrentar ou se submeter às pressões impostas. Canais de denúncia, políticas sólidas, espaços para orientação sobre conduta ética na empresa, e até mesmo um acompanhamento e escuta disponibilizados para os colaboradores podem servir de mitigadores de pressões, abrindo outras janelas que permitam tanto o compartilhamento de um problema, como a percepção de saídas éticas para problemas vividos. Muitos leitores devem estar se questionando neste momento e pensando que pessoas corretas enfrentam pressões e não se submetem a elas. Obviamente, posicionamentos extremos, indivíduos categoricamente éticos, assim como os profissionais sistematicamente predadores existem e representam comportamentos mais rígidos em seus padrões. Porém, a realidade é que um número significativo de colaboradores irá responder às influências positivas ou negativas que a organização lhes proporciona. Só para termos uma ideia, em uma análise teórica da criminologia empresarial podemos dividir os indivíduos em cinco grandes grupos de flexibilidade moral, cada um deles com percepções e motivações distintas para agir ou não agir de forma ilícita. Desta forma, se empresas desejarem aumentar o sucesso de suas políticas de compliance e manutenção da ética, cabe a elas conhecer um leque de ações que permitam comunicar-se com os diversos tipos de perfis de flexibilidade moral, potencializando assim o sucesso de seus programas e otimizando custos destinados a este tema, tendo em vista que ações direcionadas permitem uma distribuição de recursos mais estratégica e planejada. Antonio Carlos Hencsey é líder de prática de compliance individual

Operações offshore continuam sendo realizadas, de forma extraoficial, no cais do Mercado de Peixes. A segurança dessas manobras, que chegam a movimentar cargas pesadas, fica por conta dos profissionais que atuam nos procedimentos, já que não há qualquer tipo de fiscalização. Como o espaço é público, requer a intervenção da prefeitura. Mas quem tem coragem de mexer nesse vespeiro dominado por gente graúda e importante.

PAINEL Dinheiro

Vagas

Festas

Degradação

Promoções

Lava Jato

Trânsito

Concessão

Riscos

Com quase R$ 1,9 bilhão na conta do governo, o povo macaense fica a se perguntar: onde está esse dinheiro, que não é visto em melhorias no asfalto das ruas da cidade, em obras de drenagem, em medidas para garantir a despoluição da Lagoa de Imboassica, em novas alternativas para a mobilidade urbana, nos exames da rede municipal de Saúde, enfim, no cotidiano do morador mais carente da Capital Nacional do Petróleo? Perguntar não ofende!

Na quinta-feira (24), correram como faisca em rastilho de pólvora, fotos pelas redes sociais que denunciam o escoamento de um líquido verde-fluorescente, de aparência industrial, diretamente para as águas renovadas da Lagoa de Imboassica. A denúncia foi propagada por moradores do local, afetados pelo alagamento registrado no acesso ao Pecado, na semana passada. O fato denuncia a clandestinidade que ainda existe no sistema de tratamento de resíduos na região.

O trânsito de Macaé tem sido marcado por bandalhas dignas de filmes indianos. Motoristas de táxis e mototaxistas não respeitam faixas, sinalizações e semáforos, muito menos calçadas e passeios públicos. Ônibus da SIT fecham cruzamentos, bloqueiam acessos e contornos e ainda param ruas por falta de espaço para o embarque de passageiros. Já o motorista do trânsito doméstico é multado instantaneamente, sem direito a réplica ou a tréplica. Vai entender!

Hoje, quem deseja estacionar em ruas do Centro da cidade encontra dificuldades para identificar as vagas exploradas pelo Macaé Rotativo. A maioria dos avisos foi arrancado, assim como parte dos parquímetros. Nos arredores do Palácio Cláudio Moacyr de Azevedo é difícil distinguir quais vagas são destinadas a idosos e pessoas com mobilidade reduzida e quais vagas foram direcionadas ao sistema público. Essa confusão acaba virando um pandemônio.

A Black Friday será estendida até domingoo (27) em quase todas as lojas e estabelecimentos comerciais de Macaé, diante da necessidade do setor varejista de encarar a crise, que assola o mercado local desde o ano passado. Mas muitos lojistas ainda precisam reavaliar o preço de produtos bastante procurados nesta época do ano, já que o poder aquisitivo da população baixou com a crise da Petrobras e vai baixar ainda mais com a demissão em massa do governo.

Anunciada em outubro, mas assinada em setembro, a extensão da concessão do transporte público para a SIT ainda não foi devidamente oficializada pela prefeitura. É que ainda falta publicar o extrato do termo aditivo que prorroga para 2025 o prazo de exploração do serviço por parte da empresa que está em Macaé desde 2005. Diante do descontrole que ocorre na administração do município, o atraso não é uma das principais surpresas.

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Campos dos Goytacazes e Casimiro de Abreu.

A direção do O DEBATE não se responsabiliza e nem endossa os conceitos emitidos por seus colaboradores em ações ou artigos assinados, sendo de total responsabilidade do autor. Filiado à ADJORI-RJ - Associação dos Diretores de Jornais do Estado do Rio de Janeiro e à ABRAJORI - Associação Brasileira de Jornais do Interior. ANJ - Agência Nacional de Jornais. ADI Brasil - Associação dos Jornais Diários do Interior. REPRESENTANTE:

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Para driblar a crise, casas de festas, hotéis e restaurantes estão preparando pacotes especiais para a realização de eventos de celebração das festas de final de ano. Com a demanda bastante reduzida em 2016, por conta do fechamento de muitas empresas offshore, esses estabelecimentos estão ofertando produtos e serviços tentadores. Mas é o preço e as condições de pagamento que farão a diferença na decisão sobre onde será comemorada a sobrevivência de mais um ano de crise.

Desde maio, quando foram divulgadas, as planilhas da Odebrecht que apontam quem tinha acesso à operação de propina paga pela companhia por privilégios em obras públicas, têm transformado a imagem de santidade de alguns políticos que passam a ser vistos como alvos da Operação Lava Jato. Não que isso desmascare indivíduos que souberam lucrar com a esperança do povo. Mas que o caso demonstra que de boas intenções o inferno deve está cheio.

Animais soltos nas ruas tornaram-se comuns em diversos trechos das Linhas Verde e Azul, o que geram riscos aos motoristas que cruzam a rota do petróleo. A situação requer atenção especial do poder público, para reativar o curral público, onde animais de grande porte eram recolhidos e levados. Quem costuma trafegar por essas vias deve ter atenção redobrada, principalmente à noite, já que o trecho também apresenta problemas de iluminação pública.

GUIA DO LEITOR

Telefones úteis

POLÍCIA MILITAR 190 POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL 191 SAMU 192 CORPO DE BOMBEIROS 193 DEFESA CIVIL 199 POLÍCIA CIVIL 123º DP 2791-4019 DISQUE-DENÚNCIA (POLÍCIA MILITAR) 2791-5379 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (24 HORAS) 2796-8330 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (OPERAÇÕES) 2796-8320 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (PASSAPORTE/VISTO) 2796-8320 CÂMARA DE MACAÉ 2772-2288 HPM 2773-0061 CEDAE: 2772-5090 AMPLA 0800-28-00-120 PREFEITURA MUNICIPAL 2791-9008 DELEGACIA DA MULHER 2772-0620 GUARDA MUNICIPAL 2773-0440 AEROPORTO DE MACAÉ 2763-5700 CARTÓRIO ELEITORAL 109º ZONA 2772-3520 CARTÓRIO ELEITORAL 254º ZONA 2772-2256 CORREIOS (SEDE) 2759-3390 CORREIOS CENTRO 2762-7527 CEG RIO 0800-28-20-205 RÁDIO TAXI MACAÉ 2772-6058 CONSELHO TUTELAR I 2762-0405/ 2796-1108 PLANTÃO: 8837-4314 CONSELHO TUTELAR II 2762-9971/ 2762-9179 PLANTÃO: 8837-3294 CONSELHO TUTELAR III (SERRA) 2793-4050/2793-4044 PLANTÃO: 8837-4441


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Macaé, sábado, 26 de novembro de 2016

Economia

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NOTA

Firjan e empresários discutem problemas do setor elétrico. Cerca de 20 empresários do ramo offshore participaram do fórum e apresentaram problemas do setor elétrico que impulsionam os custos para empresas multinacionais.

QUEDA

Comércio estende prazo de promoções da Black Friday Apesar de algumas promoções tentadoras, principalmente nas vendas de aparelhos celulares e eletrodomésticos, consumidores frearam as compras nesta edição

D

urante a 6ª edição da Black Friday, a movimentação no comércio de Macaé não foi animadora, o que acabou deixando muitos lojistas surpresos, já que a expectativa era esvaziar boa parte do estoque. A circulação de pedestres era grande no Calçadão, porém muitos consumidores preferiram pesquisar preços, enquanto outros optaram por comprar pela internet. Para aqueles que ainda estão pesquisando preços, vai aí uma boa notícia. A edição prossegue neste sábado (26) em algumas lojas do Calçadão e no Shopping Plaza Macaé segue até domingo (27). Em lojas onde a expectativa era de movimentação intensa de clientes, como Lojas Americanas e Casas Bahia, o fluxo de consumidores era o mesmo registrado em outros dias de promoções oferecidas pelas próprias empresas. A dona de casa Alice Neide dos Santos estava na loja de eletrodomésticos, de olho em alguns produtos, mas não esta-

va satisfeita com os valores. “Na internet é muito mais barato, fiquei decepcionada. Comprei um sofá para o meu pai há seis meses e paguei R$ 1.200. Agora, o mesmo sofá está sendo vendido por R$ 1.100. Não achei grande coisa, devido uma diferença tão insignificante”, comentou. Opinião semelhante é a do aposentado Ubirajara José da Silva, que comprou ventilador, batedeira e cortador de cabelo. Ele chegou às 10h para conferir as ofertas, mas também não ficou satisfeito. “Não está nem alto e nem muito baixo. O Black Friday do ano passado foi só enganação, e este ano o preço está mais ou menos, porém o desconto que os lojistas estão dando é uma diferença de 100 ou 200 reais. Esperava mais, já que muitas lojas anunciam desconto de até 50%”, critica. A promoção tentadora desta edição era aquela relativa à venda de aparelhos celulares. Elvis Duarte é subgerente da loja Vivo, e disse que o momento é uma oportunidade tanto para

o lojista quanto para o cliente. “Estamos apostando em tecnologia. Até consumidores de mais idade estão comprando aparelhos de última geração. Esperamos o mesmo sucesso de vendas do ano passado”, declarou, ressaltando que os descontos nos produtos chegam a 40%. Para o economista Glauco Nader, os descontos não foram maiores nesta edição pelo fato de o país estar em crise. “As ofertas foram apenas razoáveis. No entanto, maior foi o número de produtos com descontos, já que é preciso tirar a margem de lucro para evitar prejuízo”, explica Os itens mais procurados pelos consumidores macaenses nesta edição foram os eletrodomésticos, como TVs, fogões, ar condicionado. Em seguida, vinham os produtos eletrônicos. Em 2015, o crescimento das vendas totais na Black Friday foi menor em comparação com as demais edições, cerca de 75%, abaixo da média de 100% dos anos anteriores. Neste ano, a

WANDERLEY GIL

Lojas sem fila, sem tumulto e fluxo de clientes como em dias normais

previsão é de aumento de apenas 30% frente o ano passado. De acordo com a pesquisa divulgada no início da tarde de ontem (25), o número de reclamações na Black Friday apresentou queda de 63%

no ano passado em relação a 2014, segundo levantamento do Reclame Aqui. Foram 4,4 mil queixas, um terço do volume em 2014, quando foram registradas 12 mil. Segundo a entidade, houve

poucas reclamações de sites sobrecarregados, mas a maquiagem de preços, que consiste em subi-los antes da Black Friday para baixar no dia da promoção, liderou o ranking das queixas.

ATRAIR FREGUESIA

Galerias de Macaé se enfeitam para o Natal Lojistas apostam nas vendas para o fim de ano e afirmam que decoração atrai clientes Faltando 29 dias para o Natal, as galerias comerciais de Macaé mostram seus atrativos. Bolas coloridas, armações estilizadas de bambu, árvores de papel, tudo pronto para fazer com que o clima natalino chegue aos bolsos dos fregueses. As galerias da cidade saem na frente nesta corrida em que o objetivo é ganhar a simpatia dos compradores. Para a decoração da galeria

Carapebus, por exemplo, os lojistas preferiram um estilo mais tradicional e requintado com arranjos de rosas, grandes bolas de natal e predomínio das cores cinza e vermelha. Os frequentadores da galeria confessam saborear um gostinho daquele natal de infância, tal qual nos acostumamos a ver nas produções norteamericanas. Na galeria Macaé Fashion Center, os decoradores Solange Pinheiro, Claudia Guimarães, John Kennedy e Silvana Guimarães, da Guima Festas, optaram por um estilo mais tropical, com armações de bambu onde o verde e o vermelho também são

predominantes. Eles também fazem decoração em estabelecimentos em outras cidades. “A agenda este ano está realmente cheia. Estamos nos desdobrando para dar conta”, festeja. Para a vendedora Giselle Mota, a decoração ajuda realmente a vender. “Eu acho que os enfeites influenciam, sim. As pessoas entram na galeria para ver e acabam comprando”, afirma. De acordo com Karina Duarte, proprietária de um estabelecimento comercial, o efeito positivo da decoração foi sentido logo no primeiro dia. “Assim que a galeria abriu

com os enfeites, três pessoas conta que, com as ornamenentraram aqui e disseram des- tações garantidas na loja, as conhecer a minha loja. Quando famílias também começam a colocam música de natal, então, as pessoas se animam para comprar ainda mais”, conta a vendedora Andréia Maia Batista. Para os consumidores, o efeito parece ser imediato. “Entrei na galeria só porque a decoração me chamou a atenção”, confessa a comerciante Renata Rodrigues que, mesmo assim, não comprou nada, se limitando a admirar a decoração e conhecer as vitrines da galeria. Luzia Guimarães é comerciante de uma papelaria que fica dentro de uma galeria. Ela

EXPECTATIVA

Preço do pescado deve cair até o Natal Tradicionalmente, peixe não é a preferência dos consumidores na ceia natalina Com a chegada do Natal, todos querem compor a ceia natalina com peru, chester, lombo e todos os outros alimentos típicos da data. A grande procura por esses alimentos influencia na venda do pescado. E o Mercado de Peixes de Macaé já sente a diferença. “Comparando com os meses de setembro e outubro, houve uma queda de quase 60% nas

vendas”, conta a comerciante Kátia da Silva Pedra, que trabalha no Mercado Municipal há mais de 20 anos. Mesmo a pesca sendo ainda uma atividade importante para a economia do município, e que produz um volume de mais de 50 toneladas por mês, nessa época do ano, o consumo cai e isso pode significar uma boa oportunidade para quem quer comprar barato. Para o presidente da Colônia dos Pescadores, Marcelo Dias Pereira Madalena, a explicação é simples. “Trata-se da lei da oferta e da procura, pois se a oferta do pescado está maior

que a procura o preço tende a cair”, explica. No Mercado Municipal de Peixes, pescadores e vendedores explicam que, após o dia 24 de dezembro, a demanda volta a subir e a tendência é que até o dia 31 as vendas voltem ao normal. O único peixe que não segue essa variação é o bacalhau. Durante todo o ano, o bacalhau é pouco procurado pelos consumidores e, no final do ano, a situação inverte tanto que o preço aumenta significativamente. Mesmo com a baixa do consumo dentro do município, o peixe é vendido para o Rio de Janeiro e mais de

12 estados, além de ser exportado para os Estados Unidos e a Suíça. Ao todo, mil e duzentos pescadores vivem da pesca no município, totalizando cerca de 15 mil pessoas que vivem direta ou indiretamente da pesca. Dessa forma, a queda nas vendas prejudica o orçamento de diversas famílias. Mas, quem quiser tirar proveito dessa situação deve seguir o conselho do presidente da Colônia dos Pescadores. “Comprar com antecedência o bacalhau, inserir o peixe na ceia é uma ótima opção, além de ser saudável”.

arrumar as casas com enfeites natalinos, o que aquece o setor de decoração.


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Macaé, sábado, 26 de novembro de 2016

Polícia

NOTA

Buracos tomam conta do trecho norte da RJ-106. Governo do Estado justifica crise financeira pela nãorealização de manutenção da rodovia.

123ª DP

Polícia Civil pede que vítimas de roubos compareçam à delegacia Foto de elementos presos suspeitos de assaltos na Imbetiba está sendo divulgada em rede social

A

página da 123ª DP em rede social tem sido utilizada para divulgar a prisão de elementos suspeitos de cometerem assaltos na Imbetiba, no dia 23 de novembro. A Polícia Civil pede aos cidadãos, por meio do Facebook (www.facebook.com/123ª-Delegacia-deMacaé), que caso reconheça os homens pelas imagens postadas que compareçam à delegacia para fazer o reconhecimento e registro dos casos. De acordo com as informações da Polícia Militar (PM), guarnição realizava patrulhamento na área central quando foi informada que dois meliantes estariam em uma moto preta praticando roubos no bairro. A equipe policial foi ao local e encontrou dois homens a pé, tendo sido feita a abordagem e revista pessoal, quando foram encontrados com eles quatro celulares. Indagados se saberiam desbloquear os aparelhos, os dois responderam que não. Diante disso, a guarni-

DIVULGAÇÃO PM

ção encaminhou os suspeitos à delegacia, onde já havia uma vítima registrando um boletim de ocorrência. Naquele instante, ambos foram identificados como autores do roubo. Em seguida, outra vítima ligou para seu aparelho de celular e foi solicitado que comparecesse à DP para o reconhecimento dos suspeitos. Os dois ficaram presos em flagrante. A Polícia Civil espera que outras vítimas compareçam à delegacia para proceder ao reconhecimento dos detidos. É importante ressaltar que a vítima não é colocada frente a frente com o possível autor do crime, já que para isso existe uma sala específica. Ainda segundo a Polícia Civil, o principal objetivo é a aproximação que as redes sociais têm conseguido entre os órgãos de segurança pública e a sociedade civil. Na descrição da rede social da 123ª DP, o órgão pede apoio da população na contribuição para a resolução de crimes no

Os suspeitos de roubo estavam em posse de quatro celulares e não sabiam efetuar o desbloqueio dos aparelhos

município, e dá dicas para efetivar as denúncias. Elas podem ser realizadas às terças, quartas e quintas (disponibilidade dos policiais responsáveis pelo recebimento das denúncias) através dos telefones (22) 2459-3090 e (22) 99875-

2167 (inclusive pelo WhatsApp). A 123ª DP também recebe mensagens através do perfil do Facebook ou por e-mail: delegacia.macae@gmail.com (24h todos os dias). Segundo o órgão, o anonimato é garantido e a Polícia Civil ressalta que o cidadão

deve usar estes canais de comunicação com responsabilidade. CÓDIGO PENAL

Artigo 157: Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois

de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência. Pena: reclusão, de quatro a dez anos, e multa. Incisos I e II: I - se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma; II - se há o concurso de duas ou mais pessoas;

RIO DAS OSTRAS

Polícia Militar realiza operações de combate aos crimes de contravenção

piratas. Foram encontradas 210 mídias piratas em posse do suspeito. O fato foi encaminhado à 128ª DP, onde o elemento foi autuado e liberado. Também em Rio das Ostras, A Polícia Militar (PM) re- no bairro Recanto, informação alizou operações com o objetivo do Disque-Denúncia informou de combater os crimes de con- que, na Avenida Rio Branco, em travenção. Elas ocorreram em uma residência, estaria funcioRio das Ostras, no Centro e no nando um bingo clandestino bairro Recanto. com diversas máquinas caçaNo Centro, na Rodovia Ama- níquel. No local, sem frequentaral Peixoto, uma guarnição foi dores no momento, os policiais verificar um elemento que es- encontraram quatro máquinas. taria comercializando DVD´s A ocorrência foi registrada na

Mídias piratas e bingo clandestino foram encontrados em Rio das Ostras

128ª DP, após perícia. LEGISLAÇÃO

De acordo com a Lei das Contravenções Penais, Lei nº 3.688/1941, artigo 50, é ilegal: “Estabelecer ou explorar jogo de azar em lugar público ou acessível ao público, mediante o pagamento de entrada ou sem ele. A pena pode variar de três meses a um ano de prisão e multa, estendendo-se os efeitos da condenação à perda dos moveis e objetos de decoração do local.” Lei Antipirataria Nº 10.695 O comércio, a exposição à venda, ou a distribuição de pirataria é um crime no Brasil.

A pirataria fere a licença de copyright. De acordo com o artigo 184, § 2º do Código Penal, a violação de Direitos Autorais (o que, no caso, corresponde à pirataria) criminaliza quem “distribui, vende, expõe à venda, aluga, adquire, oculta, tem em depósito, original ou cópia de obra intelectual ou fonograma reproduzido com violação do direito do autor, do direito de artista intérprete ou executante, ou, ainda, aluga cópia ou original de obra intelectual sem expressa autorização dos titulares dos direitos autorais ou de quem os represente”. A pena pode variar entre 2 e 4 anos de reclusão e multa.

DIVULGAÇÃO PM

No Recanto, bingo clandestino é fechado e nenhum suspeito é detido

MACABU

GAT prende elemento suspeito de tráfico com cocaína e dinheiro Operação ocorreu no bairro São Henry após informações no Disque-Denúncia Após ter conhecimento de denúncias, a Polícia Militar, com o Grupamento de Ações Táticas (GAT), realizou a prisão de um elemento apontado como “soldado do tráfico”, no bairro São Henry, em Conceição de Macabu. Em seguida, o GAT foi até a Rua Ranulfo Monteiro Gomes verificar a venda de entorpecentes na localidade. A equipe desceu da viatura e fez incursão procurando uma melhor visualização da situação. Em posição privilegiada, os policiais constataram a ocorrência do tráfico de drogas. Depois, a guarnição abordou o elemento suspeito e foram encontrados 28 pinos de cocaína e R$ 50 em espécie.

O homem, de 19 anos, foi encaminhado à 122ª DP, onde foi autuado no Art. 33 da Lei 11.343/06. A PM ressaltou que o elemento já responde outro processo por tráfico de drogas. LEGISLAÇÃO

Lei 11.343/06, Art. 33: “Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar”. Pena: reclusão de cinco a quinze anos e pagamento de multa.

32º Batalhão de Polícia Militar (BPM), qualquer cidadão pode denunciar pessoas e situações suspeitas. Basta entrar em contato com o Disque-Denúncia da Polícia Militar, através do número 2765-7296. O telefone está à disposição da população

24 horas por dia para atender todos os chamados, e não é preciso se identificar. Além das ligações, os cidadãos também podem passar informações pelo WhatsApp, através do número 98168-2344. Ou por e-mail para: denuncie@32bpmrj.org . DIVULGAÇÃO PM

COLABORAÇÃO

Para ajudar a Polícia Militar no combate à criminalidade e violência em toda a área do

O material encontrado na operação da PM foi encaminhado à delegacia


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Geral

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NOTA

Estado esclarece lista que extingue atividades complementares de escolas. Secretaria afirma que listagem de escolas que tiveram encerramento é antiga.

AEDES AEGYPTI

Macaé permanece em estado de alerta

CAVALEIROS WANDERLEY GIL

Resultado é referente ao último Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) Marianna Fontes

marifontes@odebateon.com.br

O

Ministério da Saúde divulgou, nesta semana, a lista com o resultado do último Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), realizado em conjunto com os municípios brasileiros, em todo o país. De acordo com a pesquisa, Macaé foi classificada no grupo de alerta após apresentar o resultado de 1% do Índice de Infestação Predial (IIP). “De acordo com as Diretrizes Nacionais para Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue (2009), os parâmetros para classificação dos estratos e dos municípios quanto à infestação pelo Aedes aegypti (e também adotados para o Aedes albopictus), são: menor que 1%, satisfatório; de 1% e 3,99%, alerta; acima de 3,99%, risco”. Em cada município, agentes de saúde visitam as residências e outros tipos de imóveis para inspecionar, identificar e combater os criadouros do mosquito transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya. Em Macaé foram vistoriados

4.129 imóveis na área urbana, onde 42 foram positivos para o mosquito. E na área rural foram vistoriados 240 imóveis, sendo encontrada uma amostra do Aedes. Junto com a Capital do Petróleo, os municípios vizinhos de Conceição de Macabu (2,4%) e Carapebus (1,7%) também ficaram no grupo de alerta. Já Rio das Ostras (0,8%) e Quissamã (0,3%) apresentaram índices satisfatórios, segundo o estudo. No Estado do Rio, apenas São Francisco do Itabapoana, no Norte Fluminense, foi classificado como risco após obter o índice de 6,6%. Apesar de ainda estar longe da categoria de risco, Macaé precisa intensificar as ações de combate ao vetor, a fim de evitar uma epidemia, assim como ocorreu em 2013. Apesar de a prefeitura anunciar ações preventivas, a nossa equipe de reportagem voltou a fazer flagrantes de espaços públicos onde há acumulo de água. Um deles foi feito no início da semana nas instalações de uma escola abandonada no Parque da Cidade, na Praia Campista. Mas não é só do lado de fora

que mora o perigo. O criadouro do mosquito pode estar dentro da sua casa. Estudos mostram que até 80% dos focos podem estar no ambiente domiciliar. Por isso, o jornal O DEBATE reforça o alerta sobre a importância de dedicar alguns minutos, semanalmente, para verificar se existem ambientes com água parada. Somado ao calor, esses tipos de depósitos tornam-se favoráveis para o mosquito depositar suas larvas e, consequentemente, colocar a comunidade em risco através de sua proliferação. Na Região Sudeste, o depósito domiciliar, categoria em que se enquadram vasos de plantas, garrafas, piscinas e calhas, predominou durante as vistorias. Na última quinta-feira (24), o governo federal lançou a campanha “Um simples mosquito pode marcar uma vida, um simples gesto pode salvar”, que visa conscientizar a população sobre a importância de fazer a sua parte. O grande Dia D de combate ao Aedes será no dia 2 de dezembro, em todo o país. No entanto, até o momento, a prefeitura não divulgou se Macaé irá aderir ao ato nacional.

Espaço fica situado no final da Orla dos Cavaleiros

Espaço promove Natal Solidário Evento acontece neste domingo, onde serão recolhidos brinquedos para doação O Espaço de Convivência do Cavaleiros vai realizar neste domingo (27) a segunda edição do Natal Solidário. A iniciativa tem como objetivo promover um final de ano de esperança e alegria para aquelas pessoas menos favorecidas em Macaé. Para isso, a organização está realizando a campanha de arrecadação de brinquedos (novos e usados) que serão doados às crianças de comunidades mais carentes. Os interessados podem fazer as doações até o dia do evento, na sede do espaço, localizado no final da Orla e próximo à Restinga da Praia do

Pecado. E para fazer a alegria da garotada que frequenta o local, haverá uma programação diversificada com a Cia Chirulico e brincadeiras como pula-pula, entre outras atividades, a partir das 9h. “No ano passado, conseguimos cerca de 400 brinquedos. Esse ano, a gente espera superar esse número e fazer a alegria de muitas pessoas. A gente sabe que há um grande número de crianças carentes, que precisam de um pouco da nossa atenção e, juntos, podemos levar alegria a elas”, disse o coordenador do local, Jorge Pereira da Silva (Ben Johnson). Entre as atividades oferecidas no Espaço constam as aulas de funcional na areia às terças e quintas-feiras, às 8h. Já nas

segundas e quartas-feiras, no mesmo horário, aulas de pilates sobre o solo. Na sexta-feira há um grupo de caminhada e corrida na parte da manhã. Já no final de semana, para atrair também a garotada, é realizado o "Sábado Feliz” e o “Domingo da Família”, onde são oferecidas atividades recreativas gratuitas. A atração mais aguardada pela criançada é a apresentação dos palhaços da Companhia Chirulico (aos domingos). “Com a chegada do verão, estamos preparando uma programação especial. Esperamos que a frequência aumente nessa época do ano. Esse espaço é democrático e virou ponto de encontro dos macaenses que buscam qualidade de vida”, finalizou Jorge.


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Macaé, sábado, 26 de novembro de 2016

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