KANÁ MANHÃES
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MARCAS DO CRIME GERAM INSEGURANÇA EM BAIRROS
CESTA BÁSICA JÁ AUMENTOU 7,1% NESTE ANO EM MACAÉ
GASTOS DE CAMPANHA PODEM CHEGAR A R$ 1,9 MILHÃO
POLÍCIA, PÁG.5
ECONOMIA, PÁG.9
GERAL, PÁG.7
R$ 1,50 Macaé (RJ), domingo, 19 e segunda-feira, 20 de junho de 2016 Ano XLI, Nº 9049 Fundador/Diretor: Oscar Pires
O DEBATE
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DIÁRIO DE MACAÉ
Greve já substitui pauta sobre reajuste de 12,9 mil servidores Esgotadas as tentativas de negociação, Sindservi abre mobilização junto à categoria que pretende ir às ruas manifestar revolta contra o governo, diante de indefinição sobre metas da campanha salarial deste ano PÁG. 3
Superávit do governo reforça cobrança por revisão salarial O excesso de arrecadação de mais de R$ 47 milhões, obtido pelo governo entre janeiro e abril deste ano, reforça a mobilização promovida pelos servidores, com o apoio da Câmara de Vereadores, na defesa pelo reajuste salarial deste ano. Os valores referentes ao volume de receitas obtidas pelo governo, acima do esperado para ser arrecadado no período, são sustentados exclusivamente por
duas fontes tributárias, e que garantem a receita corrente líquida (RCL): o Imposto Sobre Serviços (ISS) e o Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A RCL é a base orçamentária prevista pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que estabelece critérios administrativos para controlar os gastos do governo com as despesas de pessoal. Só com o ISS, o governo registra um superávit de mais
de R$ 40 milhões, o que ajuda a cobrir o déficit dos repasses dos royalties, e ainda garantir uma margem de arrecadação, possibilitando estabelecer um índice de reajuste salarial para os servidores. Porém, mesmo com excesso de arrecadação, o governo mantém os gastos com a folha de pagamento acima do limite previsto pela LRF, e isso pode dificultar a garantia do reajuste salarial cobrado pelos servidores.
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Rose afirma que Sindservi vai promover trabalho de campo para mobilizar servidores
BAIRROS EM DEBATE
GERAL
Infraestrutura deficiente prejudica moradores do Campo D'Oeste Moradores do bairro ainda lutam para recuperar vida destruída após as chuvas ocorridas em dezembro de 2015 PÁG. 8
KANÁ MANHÃES
Confirmação de operações voltadas ao setor offshore passam a atrair investimentos do capital estrangeiro para a cidade PÁG. 6 Buracos evidenciam problemas de infraestrutura do bairro
KANÁ MANHÃES
Acúmulo de lixo é registrado em vários pontos do local
Moradores elevam acesso em casa para impedir alagamentos
DIVULGAÇÃO
Escola SESI Macaé realiza Ação Integradora
Atletas macaenses do Jiu-Jitsu conquistam 58 medalhas PÁG. 11
Evento acontece nesta terça-feira (21) na unidade SESI da cidade PÁG. 10
Marvel ficou em primeiro lugar no Campeonato Mundial
Ramiro Campos Macaé na esperança avalia atos terroristas de dias promissores Ataque a bomba reflete insegurança mundial PÁG. 5
Revisão de marco regulatório cria novas expectativas PÁG. 9
GERAL
Alerj discute novos rumos para o Estado Encontro regional reunirá representantes de Macaé PÁG. X
Sondagem para a instalação do novo porto garante novo fôlego
GERAL
Inclusão social por meio do esporte ECONOMIA
WANDERLEY GIL
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ESPORTE
POLÍCIA
Porto e Petrobras garantem nova fase de superação para Macaé
CADERNO DOIS
Simone Mota lança ‘Peixe de Abril' Escritora ganha destaque no cenário literário CAPA
ASSESSORIA
Equipe do Macaé Basquete sobre Rodas vai participar de evento
TEMPO
ÍNDICE
Máxima 30º C Mínima 17º C
EDITORIAL
4 CRUZADINHA
C2
PAINEL
4 HORÓSCOPO
C2
GUIA DO LEITOR
4 CINEMA
C2
ESPAÇO ABERTO
4 AGENDA
C2
Anuncie: (22) 2106-6060 (215)
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, domingo, 19 e segunda-feira, 20 de junho de 2016
Cidade SEMANA EM DEBATE Licença Reajuste de 5% prévia do Tepor soma da Câmara expõe 'grandes impasse do governo novidades' Legislativo define revisão para Macaé salarial de servidores Após dois anos de espera, projeto Tepor ganha viabilidade através de decisão do Inea. Autorização eleva otimismo da cadeia do petróleo reforçada diante da confirmação da Petrobras de permanecer na cidade
PM realiza 265 prisões de janeiro a abril Dados são divulgados pelo Instituto de Segurança Pública do Estado
Imprudência eleva riscos no trânsito Motociclistas desrespeitam regras de segurança
enquanto Executivo mantém silêncio O índice de 5% de aumento, concedido pela Câmara de Vereadores aos servidores do Legislativo, através do projeto de lei 124/2016, aprovado ontem, em discussão única pelo parlamento, passa a ser um novo parâmetro nas discussões sobre a revisão salarial do funcionalismo público da administração municipal. Apresentado pela Mesa Diretora da Casa como complemento a uma série de revisões de benefícios garantidos aos 150 servidores do quadro efetivo da Câmara, o índice de 5% foi considerado como coerente para os vereadores que mantêm pressão sobre o Executivo, diante da indefinição sobre a revisão salarial dos 12,9 mil
profissionais concursados da prefeitura. Dr. Eduardo afirmou que a proposta de revisão da Câmara segue um universo de servidores bem diferente do quadro do funcionalismo público da prefeitura e, por isso, houve a facilidade na definição da proposta. "Aqui são 150 servidores, lá na prefeitura são 17 mil. E, se nós concedêssemos um índice de revisão maior que os 5%, colocaríamos em risco a nossa margem de segurança nas despesas com pessoal, podendo gerar dificuldades para o próximo presidente da Casa. Acredito que esse seja um reconhecimento digno para os profissionais do Legislativo", afirmou Dr. Eduardo.
NOTA
Novo modelo de assistência pediátrica garantirá nova dinâmica em Macaé
O DEBATE EM MEMÓRIA EDIÇÃO: 334
PUBLICAÇÃO: 03 DE MARÇO DE 1982
Concurso para o Magistério tem 1.307 candidatos inscritos O Diretor do Centro Regional de Educação e Cultura - CREC Macaé, Professor José Carlos da Cunha, informou na tarde de ontem que até às 17hs do dia primeiro, prazo de encerramento, haviam sido inscritos 1.307 candidatos ao Concurso de Ingresso ao Magistério, e para disputar as 102 vagas existentes na região, distribuídas entre Macaé (53), Conceição de Macabu (21) e Trajano de Moraes (18).
FEEM já encaminhou 106 guardas mirins Criada com o fim de ocupar as horas extras escolares do menor carente do nosso município, a Guarda Mirim da Fundação Estadual de Educação do Menor desenvolve atividades diversas em escritórios e empresas para onde são encaminhados. A Coordenadora, Srª Giselda Damasceno Simão Medeiros explica que 106 menores já prestam serviço recebendo toda a assitência, desde o salário-educando, no valor de Cr$ 1.100,00.
Olinto Bordallo preside instalação da Câmara Municipal Na tarde de segunda-feira, o Vereador Antonio Olinto Bordallo presidiu a sessão de instalação do primeiro período ordi-
nário da Câmara Municipal, referente ao exercício legislativo de 1982. Após prestar homenagem póstuma ao ex-Vereador Valmir dos Santos Silva fazendo respeitar um minutos de silêncio, Olinto Bordallo formou uma comissão de três vereadores para receber o prefeito.
Engenheiro desmente candidatura Com referência à nota publicada no “Jornal de Macaé”, edição de 01 a 15-02, página 03, Coluna Política & Políticos, assinada por Flaubert Machado, sob o título PMDB tem novo candidato, recebemos pedido do Engenheiro Ricardo Maranhão no sentido de desmentir candidatura..
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, domingo, 19 e segunda-feira, 20 de junho de 2016
Política
NOTA
Igor Sardinha (PRB) preside nesta segunda (20) Audiência Pública sobre o reajuste dos servidores
CONFRONTO
Greve substitui pauta sobre PONTO reajuste de 12,9 mil servidores DE VISTA Esgotadas as tentativas de negociação, Sindservi abre mobilização junto à categoria que pretende ir às ruas manifestar revolta contra o governo Márcio Siqueira
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marcio@odebateon.com.br
O
indicativo de greve passa a substituir as tentativas de negociações propostas pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindservi) junto ao governo, que ainda mantém silêncio sobre o acordo coletivo referente à campanha salarial da categoria, neste ano. Mas o risco de paralisação não reflete apenas o clima de indefinição sobre o dissídio que já deveria ter sido definido desde maio. O 'pacote de maldades', associado à 'rotina perversa' conduzida pela gestão que é 'implacável' ao cassar direitos dos profissionais, provoca a insatisfação generalizada entre os 12,9 mil trabalhadores que compõem o quadro efetivo do funcionalismo público municipal, e que estão prestes a ir às ruas pelos seus direitos. Em entrevista concedida à equipe de O DEBATE, Rose Mary Gomes, presidente do Sindservi, afirmou que esse é um dos momentos mais críticos da história da relação entre a categoria e a gestão municipal. "Ele não parece ser um prefeito servidor ao manter uma política de perseguição à categoria, chegando ao ponto de iniciar campanha que tenta colocar a população contra nós. Não há qualquer espaço para diálogo por parte do prefeito. Então, só nos resta ocupar as ruas para defender os nossos direitos", explicou.
Rose afirma que Sindservi vai promover trabalho de campo para mobilizar servidores
Rose afirmou que o Sindservi tenta promover as negociações com o governo, visando a campanha salarial da categoria, desde fevereiro. Porém, passados quatro meses, incluindo a database para a definição do acordo coletivo, nenhuma reunião foi agendada. "Na semana passada houve uma sinalização do governo para a realização de uma reunião, previamente agendada, para segunda-feira (13). Entretanto, na sexta (10), o gabinete do prefeito desmarcou o encontro e ficou de definir uma nova data. Estamos
esperando por isso até agora", afirmou Rose. A presidente do Sindservi explicou que as propostas da campanha salarial dos servidores seguem os critérios pautados, tanto pelo atual cenário econômico do país, quanto pelas regras definidas pelo Calendário Eleitoral deste ano. "A campanha salarial está respaldada pela legislação eleitoral. Por isso, nesse ano, não defendemos aumento, mas sim a reposição do índice de inflação registrado entre abril de 2015 e de 2016, que é de 9,38%. Quere-
mos também o enquadramento de todos os servidores, conforme previsto no Plano de Cargos e Salários. Mas, até o momento nós não conseguimos conversar com o governo, mesmo com três ofícios enviados desde fevereiro", afirmou. Desde o mês passado, o jornal O DEBATE abriu espaço para o governo municipal apresentar posição referente à campanha salarial dos servidores. Porém, os emails repassados à equipe da secretaria municipal de Comunicação não foram respondidos.
Dívida de retroativo paga sem correção
Falta de condições de trabalho é denunciada
Entre o imbróglio referente à campanha salarial deste ano, o Sindicato dos Servidores questiona também uma das medidas adotadas pelo governo, propagada e divulgada pela mídia financiada com verba de publicidade da prefeitura, como um 'benefício à categoria'. Após um ano de atraso, o governo pagou, semana passada, a dívida referente ao reajuste de 6% concedido no ano passado, retroativo aos meses de maio e junho. Porém, o Sindservi questiona sobre as incorreções nos valores repassados pela prefeitura. "O retroativo não foi pago com as correções de juros e mora. O governo não compensou as per-
Além do impasse sobre o reajuste, a mobilização organizada pelo Sindservi tem como objetivo denunciar outros fatores incluídos no 'pacote de maldades' denunciado por Rose Mary contra o governo. "Hoje, os servidores da saúde estão trabalhando sem qualquer condição digna. As unidades de saúde da Ajuda, Nova Brasília e do Visconde só funcionam por dedicação dos profissionais. Faltam copos, remédios e até seringas", relatou Rose. A presidente do Sindservi afirma, ainda, que, ao invés de ouvir as demandas levantadas pelos servidores, o governo tenta colocar a população contra a categoria.
das sofridas pelos servidores com uma dívida gerada pela própria prefeitura. Além disso, os servidores que estavam na ativa em 2015, mas se aposentaram após o reajuste do ano passado, não receberam o retroativo de maio e junho. Ou seja, para muitos trabalhadores a dívida continua", afirmou Rose. A presidente do Sindservi afirmou também que o sindicato recorrerá contra a decisão do Tribunal de Justiça (TJ), que garantiu ao governo vitória contra o pagamento das incorporações. "Nós vamos recorrer e defender o direito do servidor. Para cortar nossos direitos, o governo é rápido, mas para pagar o que deve eles demoram muito", disse.
"Quem atende o cidadão é o servidor, e não o prefeito. Quem precisa dizer para um paciente que não tem remédio, não tem ambulância e que não tem atendimento é o servidor. Nós é que sofremos a má gestão da cidade, e ainda somos perseguidos por um governo que tenta colocar a população contra nós", apontou Rose Mary. Para a presidente do Sindservi não há justificativa que respalde a atual posição do governo. "A arrecadação do governo só aumenta. É difícil acreditar que a prefeitura não tem condições de repor as perdas salariais junto à categoria", avaliou a presidente do Sindservi.
EQUILÍBRIO
Superávits do governo reforçam cobrança por revisão salarial Após apresentação de balanço fiscal, Executivo quitou dívida do ano passado O excesso de arrecadação de mais de R$ 47 milhões, obtido pelo governo entre janeiro e abril deste ano, reforça a mobilização promovida pelos servidores, com o apoio da Câmara de Vereadores, na defesa pelo reajuste salarial deste ano. Os valores referentes ao volume de receitas obtidas pelo governo, acima do esperado para
ser arrecadado no período, são sustentados exclusivamente por duas fontes tributárias, e que garantem a receita corrente líquida (RCL): o Imposto Sobre Serviços (ISS) e o Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A RCL é a base orçamentária prevista pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que estabelece critérios administrativos para controlar os gastos do governo com as despesas de pessoal. Só com o ISS, o governo registra um superávit de mais de R$ 40 milhões, o que ajuda
a cobrir o déficit dos repasses dos royalties, e ainda garantir uma margem de arrecadação, possibilitando estabelecer um índice de reajuste salarial para os servidores. Porém, mesmo com excesso de arrecadação, o governo mantém os gastos com a folha de pagamento acima do limite previsto pela LRF, e isso pode dificultar a garantia do reajuste salarial cobrado pelos servidores. E, pelo visto, nem o corte das incorporações ajudou o governo a reduzir as despesas com pessoal.
NÚMEROS
775 milhões Arrecadação total obtida pelo governo de janeiro a abril deste ano (1º Quadrimestre)
737 milhões
Receita Corrente Líquida registrada pelo governo de janeiro a abril
690 milhões Estimativa de arrecadação do governo de janeiro a abril deste ano
Hora de união
A maioria da população vem acompanhando, e os empresários mais ainda, o projeto de implantação de um terminal portuário em São José do Barreto. Embora as empresas envolvidas no processo, desde o início, tenham tentado de tudo para que, até 2010, o porto estivesse pronto, a burocracia governamental em todas as esferas - municipal, estadual e federal - prejudicou de tal maneira ultrapassar as etapas necessárias que, depois, começou a esbarrar no interesse político. Ou seja, o poder da caneta se tornou o óbice principal para que o projeto avançasse. Desde os primeiros estudos para que chegasse à prancheta, e posteriormente ganhasse projeção, foram muitos os desafios das empresas envolvidas para vencer cada obstáculo colocado à frente, porque o interesse político parece ter sido maior daqueles que desejariam ser o “pai da criança”. Quando houve no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho - MacaéCentro, a última audiência pública, com a participação maciça das instituições empresariais e da sociedade civil organizada, ganhando do pequeno grupo do “Xô Porto” o debate, as manifestações posteriores da minoria acabaram vencendo a
batalha que levou a outros episódios. As empresas detentoras da ideia, impossibilitadas de continuar, chegaram a jogar a toalha, até que um grupo de empresários compromissados com Macaé, e acreditando que poderiam desafiar a crise econômica e política, decidiu “comprar a briga”. Foi um longo período de negociações e novas etapas, desta vez com menos participação política e mais empresarial, até que o projeto do Terminal Portuário de São José do Barreto ganhou novos contornos e, para alegria geral, também de toda a população, que viu o governador decretar a área de utilidade pública e, por fim, no último dia 14, ter sido concedida a Licença Prévia pelo Inea. Muitos estão soltando fogos e, cada grupo político, hasteando a bandeira da vitória. Sim, que cada grupo faça sua parte, mas diferente das etapas anteriores, se unam em torno do projeto que, agora, só depende das empresas envolvidas, colocar o projeto em andamento. Antes que outra crise possa atropelar o sonho dos macaenses de ter mais emprego e renda.
Delações e políticos Quando uma investigação, em Brasília, iniciada num pequeno estabelecimento conhecido como Lava-Jato, começou a descobrir que doleiros conhecidos e políticos estavam envolvidos até o pescoço com muitas acusações contra importantes figuras de partidos políticos e diretores da Petrobras, ninguém poderia imaginar tamanha rede de corrupção, considerada a maior de todos os tempos no País. Além dos diretores da Petrobras e doleiros, as acusações que ganharam projeção nas delações premiadas envolvendo além do Partido dos Trabalhadores, também outras siglas, a cada episódio, ou a cada operação (ainda falta a de número 31), nomes importantes do mundo político e de empresas, começaram a abalar o cenário em Brasília - a ilha da fantasia. Descobriu-se, a partir daí, uma série de tramas ardilosas que não resistiram ao Ministério Público Federal que, de Curitiba, e tendo como principal personagem o juiz Sérgio Moro, começou a desvendar o grande desvio de dinheiro escorrendo pelos dutos da Petrobras. Conhecido agora como “petrolão”, dando sequência ao escândalo anterior do “mensalão”, parece que a linha do novelo puxada não acaba e vai tecendo uma rede de outras descobertas de desvio de dinheiro em estatais e, pelo que se observa, tão cedo não vai ser concluído. Muitos
dos importantes empresários e empresas envolvidas, temerosos da condenação, começam a se antecipar e fazem delações para diminuir as penas. Depois que o senador Delcídio do Amaral, preso por obstruir a Justiça, acabou tendo o mandato cassado e decidiu contar tudo o que sabe estremecendo as bases políticas do governo e dos partidos em Brasília, sendo ele do PT, parece que o mundo desabou na capital quando o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, fez a delação e entregou as figuras do PMDB. Existe ainda uma planilha da Odebrecht que lista dezenas de nomes de políticos envolvidos, e pode chegar até Macaé. Agora, só resta esperar o fim das investigações, se é que vai ter fim, para conhecer os recursos que vão chegar ao Supremo Tribunal Federal, a lista dos condenados que estarão banidos da política, pela vontade simples dos eleitores.
PONTADA Os servidores da Câmara Municipal de Macaé tiveram os salários reajustados em 5%, depois de entendimentos prévios com uma comissão que representou a classe. Até agora, os servidores públicos da prefeitura, principalmente os menos abastados e que tiveram as incorporações retiradas do salário, ainda não sabem se o município concederá reajuste. É briga na certa se não sair. A partir de agora, todas as atenções estarão voltadas para a realização do projeto do Terminal Portuário de São José do Barreto, após ter o Inea concedido a Licença Prévia Ambiental. Com certeza, os empresários que fazem parte vão aguardar a poeira da euforia baixar para, então, iniciar os trabalhos preliminares que vão dar à economia de Macaé uma nova cara. Se algum engraçadinho não se opor... A delação do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, colocando na lista principal dos envolvidos na Operação Lava-Jato os mais influentes políticos do PMDB, parece ter caído como uma bomba em Brasília e país afora. Como falta a delação mais esperada, a do empresário Marcelo Odebrecht, que indicou a presidente afastada Dilma Rousseff como testemunha, aí o céu vai desabar.
Até domingo.
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, domingo, 19 e segunda-feira, 20 de junho de 2016
Opinião
Infraestrutura em ruas da cidade continua sendo alvo de reclamação. A omissão do poder público na conservação de vias públicas pode resultar em prejuízos para motoristas e pedestres.
FOTO LEGENDA KANÁ MANHÃES
EDITORIAL
NOTA
Resultados Como é possível constatar, o montante de R$ 1,5 bilhão em recursos públicos arrecadados apenas com as receitas do petróleo, em três anos e cinco meses, não foram suficientes para dar a Macaé o ar e status necessários para recompor os efeitos gerados pelas atividades offshore.
E
, hoje, no momento em que o município vive novas previsões positivas sobre o futuro desse mercado, as falhas na consolidação de projetos importantes voltados, principalmente, à área da infraestrutura acabam dificultando a retomada do progresso. Macaé ainda não tem uma rota específica para atender a logística do petróleo, que se espalha em meio ao caos urbano da mobilidade, que tenta, através de estratégias imediatistas, aliviar a pressão provocada pela junção do tráfego pesado e o do fluxo doméstico da cidade. Alternativa para garantir ao município novos contornos de ordenamento urbano, redistribuindo o zoneamento da cidade, a construção do Arco Viário de Santa Tereza parecia ser o comprometimento do governo municipal em atender a primeira de uma série de demandas apresentadas pela indústria do petróleo, parceira na construção de novos caminhos para Macaé. No entanto, após os R$ 1,5 bilhão terem passado pelos cofres públicos e financiado serviços previstos por contratos que unificam a administração passada e o atual governo, a Estrada de Santa Tereza torna-se um sonho
cada vez mais distante, haja vista que o seu principal financiador - o governo do Estado - está à beira de decretar falência. No momento em que as expectativas sobre a instalação do Terminal Portuário de Macaé (Tepor) tornam-se cada vez mais concretas, em virtude da aprovação da licença de instalação, a repaginação do traçado urbano da cidade, conduzido especificamente pelas rotas da logística rodoviária, acaba sendo um fator predominante para garantir a evolução industrial, criando para a cidade uma nova página em sua história de desenvolvimento social e econômico cada vez mais pujante. Antes de contar vantagem sobre uma conquista que representa, exclusivamente, o esforço da própria indústria do petróleo em garantir a sobrevivência econômica de Macaé, o governo municipal passa a ser questionado e cobrado, não só pela Estrada de Santa Tereza, mas por todos os projetos que deixaram de ser executados, por falta de tempo ou de prioridade, mesmo diante do universo de R$ 1,5 bilhão arrecadados, fruto da compensação recebida pela cidade, atribuída ao ônus provocado pelo segmento offshore.
ESPAÇO ABERTO E quando já não há perspectiva de cura? Encarar uma doença grave como o câncer é algo extremamente exigente, fisicamente e emocionalmente. Não apenas para quem está doente, mas também para a família inteira, para todos que estão ao redor. Vivenciar tão de perto a doença acaba nos deixando um pouco doentes também. As coisas mais simples do dia a dia se tornam complexas e desafiadoras.
M
eu pai estava no quarto ciclo de quimioterapia, reagindo muito bem ao tratamento e com alta médica prevista para os próximos dois meses. Estava ainda mais debilitado em consequência do enfrentamento da doença, agressiva e destruidora. Porém, surpreendentemente forte e determinado, de ânimo resoluto e vontade tenaz. Tinha a certeza de que passaria por tudo aquilo e ficaria bem. Em meio a essa feliz expectativa, fomos impactados, como quem sente um piano caindo sobre si, com a notícia de que seu cérebro estava praticamente tomado e já não havia mais nada a ser feito. Radioterapia, quimioterapia, cirurgia... NADA resolveria o problema. E assim, da noite pro dia, meu pai se tornou um paciente terminal. Atordoados por essa “sentença de morte” fomos sendo orientados pela equipe médica dos próximos passos, de tudo o que estaria por vir e que, apesar do “nada” em termos de tratamento curativo, havia muito o que ser feito. Era preciso dar a ele o máximo conforto possível. Conforto? Soava contraditória demais essa palavra. Queríamos muito mais: a possibilidade de tratamento, a esperança de cura, toda e qualquer melhora mesmo que levasse muito tempo e independente de quais esforços fossem necessários. Queríamos a certeza de têlo muito mais tempo ao nosso lado. Mas isso nunca esteve em nossas mãos, tão pouco nas mãos dos médicos. Foi preciso encarar a realidade com fé. Meu pai precisava de cuidados especiais. Necessitava ainda mais da nossa presença e da força do nosso amor. Passamos a ser de tudo um pouco: cuidadores, motoristas, enfermeiros, nutricionistas, médicos. Seriam minutos, horas, dias, semanas... a gente perde a noção do tempo e muda a forma como o conta. Só tínhamos o “hoje” e ele precisava ter um valor de eternidade para nós. A verdade é que não somos preparados para perder alguém, mesmo sabendo que a morte chega para todos. A doença traz muito sofrimento, mas também é uma visita de Deus em nossa vida, que faz emergir, como que um vulcão em erupção, nossos valores, nossas virtudes, nosso caráter. Revela o que te-
mos de mais nobre, revela a nossa alma. Ali, em família, com a mãe e meus irmãos, foi preciso ter uma das conversas mais duras de toda a nossa vida. Foram muitas lágrimas, daquelas que saem grossas e ininterruptas. Na mesma “sala rosa” que sempre foi o nosso lugar de encontro, o cenário familiar de tantas outras conversas, de grandes notícias, de celebrações, de papos sérios, sempre junto do pai e da mãe. Só que agora sem ele e para tomarmos decisões juntos, por ele, e para um apoiar o outro diante do drama que vivíamos. A nossa escolha: amar muito, amar “tudo”, amar até o fim. Nossa meta se tornou oferecer a ele o melhor de todos os confortos: voltar para casa e lá ser cuidado até seu último suspiro, dando o que tantas vezes recebemos dele e, de modo especial, preservando sua dignidade de ser humano. Passamos muitos dias, também o Natal e Ano Novo no hospital e, por fim, conseguimos, com muito esforço e correria, orçamentos e ligações, e com todo suporte da equipe médica, transformar a sala de casa num verdadeiro quarto de hospital. “Pai, onde estamos?”. “Estamos em casa”, disse ele, com aquela voz rouca e fraquinha. Essa resposta foi como que um feixe de luz a iluminar nossos corações. Ele não deixou de ser quem é por estar naquela cama hospitalar no meio da sala, usando sonda e recebendo soro. Mesmo sem o controle de suas faculdades ou quando foi perdendo a consciência, ele continuava sendo o João da minha mãe, o nosso “papis”, o “grandão”, o “Jhon”... continuava sendo o esposo, o pai, o sogro, o tio, o cunhado, o grande amigo. Tudo se foi e ficou só ele, na limitação da condição humana, mas na grandiosidade do seu “ser”, na sua essência, naquilo que ele plantou e cultivou em cada um. De fato, isso nem a doença ou morte são capazes de roubar. É o que fica para sempre, pois foi construído ao longo da vida em cada gesto, atitude, palavra e assim edificado no profundo do coração, no íntimo de nossas almas. Fomos amados e o amamos até o fim. Letícia Sauthier Medeiros é missionária da Comunidade Canção Nova
O comando do 32º Batalhão de Polícia Militar (BPM) tem apertado o cerco contra ações criminosas na cidade, através da realização de operações e blitzen que visam identificar veículos utilizados em assaltos, ou que são fruto de roubos. Entre os locais de vigilância está a Linha Verde.
PAINEL Arrecadação
Transporte
Iluminação
Educação
Propaganda
Limpeza
Saúde
Legislativo
Esgoto
Na primeira quinzena de junho, o governo atingiu a arrecadação superior a R$ 943 milhões. Os números comportam o superávit de mais de R$ 30 milhões obtido pela prefeitura entre janeiro e maio, além de representar também os excessos de receitas proporcionados pelo Imposto Sobre Serviços (ISS) e pelo Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), capazes de cobrir o déficit provocado pelas receitas do petróleo.
A gestão da secretaria municipal de Educação exigiu despesas que somaram cerca de R$ 126 milhões apenas com o pagamento de pessoal. E a folha consumiu a maior parte dos R$ 160 milhões em gastos já executados pela pasta desde o início do ano. Hoje, a rede de ensino concentra o maior número de servidores efetivos da prefeitura, e por isso requer um comprometimento maior do orçamento exigido também pelo índice constitucional.
Na Saúde já foram gastos neste ano mais de R$ 190 milhões, dos quais R$ 170 milhões foram necessários para cobrir as despesas com a folha de pagamento. O que sobra foi destinado à gestão efetiva das unidades da rede, consumidas em cinco meses e meio. Foram empenhados para a rede mais de R$ 534 milhões do orçamento deste ano, sendo quase 80% destinado às chamadas despesas de pessoal. A tendência é que esse valor aumente até o final do ano.
Para manter o convênio com a SIT, a prefeitura já repassou para a empresa que detém sozinha a exploração do transporte público municipal, mais de R$ 31 milhões referentes ao subsídio da passagem. Esse valor está relacionado aos R$ 2,16 pagos pelo governo por cada passagem vendida a R$ 1 para os usuários. A previsão é que essa despesa, condicionada ao repasse dos royalties do petróleo, chegue a R$ 63 milhões até o fim do ano.
Também condicionado aos repasses dos royalties, os gastos do governo com publicidade e propaganda já atingiram o patamar de R$ 1,1 milhão apenas neste ano. O valor corresponde a metade da verba reservada pela administração municipal para investir na imagem do governo, destacando obras e serviços executados pela administração, seja na televisão ou em jornais 'aliados'. Essa é uma das maiores e mais caras estratégias de marketing da região.
Dentro da verba estimada em R$ 80 milhões, a Câmara de Vereadores já executou em despesas gerais mais de R$ 20 milhões também neste ano. Recursos oriundos da arrecadação própria, a verba de manutenção do Legislativo macaense também é considerada como uma das mais robustas da região, destinada à manutenção do trabalho dos 17 vereadores auxiliados por cerca de 300 trabalhadores, entre servidores efetivos e assessores.
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Em despesas referentes ao consumo de energia das repartições públicas, mais o sistema de iluminação da cidade, a prefeitura já pagou mais de R$ 13 milhões para a Ampla. A quantia representa quase a totalidade reservada no orçamento para quitar os gastos referentes ao serviço. E por mais que a despesa seja alta, pontos da cidade como a orla da Praia dos Cavaleiros e a Rua Benedito Peixoto, no Centro, permanecem acesos em plena luz do dia.
Com a limpeza pública da cidade, a prefeitura já gastou neste ano um total de R$ 22 milhões, referente ao serviço prestado pela empresa Limpatech, que atua na cidade desde o governo Riverton Mussi. Mantida na gestão 'da mudança' por força de prorrogação de contrato, a companhia executa serviços de coleta do lixo domiciliar, além da varrição das ruas da cidade e obras de urbanização, com o aluguel de máquinas.
E com a Odebrecht Ambiental, a prefeitura já gastou neste ano pouco mais de R$ 5 milhões, referentes a cotas relacionadas às obras de saneamento no município, previstas pelo contrato da Parceria Pública Privada (PPP) do Esgoto assinada na gestão passada, mas iniciadas em 2013. Com a companhia, cuja matriz segue sob investigação da Operação LavaJato, o governo deve gastar neste ano R$ 11,4 milhões.
GUIA DO LEITOR
Telefones úteis
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, domingo, 19 e segunda-feira, 20 de junho de 2016
Polícia
NOTA
Há dois anos fomentando a coleta de óleo vegetal em Macaé, a Secretaria Municipal de Ambiente comemora a marca de 2.530,5 litros coletados nos primeiros cinco meses de 2016.
VIOLÊNCIA
Guerra entre facções criminosas estampa muros da cidade Operações constantes da Polícia Militar impedem o fortalecimento do tráfico de drogas nas comunidades Ludmila Fernandes
KANÁ MANHÃES
ludmila@odebateon.com.br
O
tráfico de drogas movimenta milhões de reais todos os meses, em todo o país. Diariamente há notícias sobre apreensões de entorpecentes, dinheiro, rádios comunicadores, armas de fogo, material pertencente ao tráfico, prisão de suspeitos, entre outros. No Estado do Rio de Janeiro, as facções criminosas se caracterizam pela dominação dos territórios e o foco é no mercado de venda de drogas. As principais facções do Estado do Rio são conhecidas como Amigos dos Amigos (ADA), Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP). Estas, diante da imensa rivalidade na busca de mais territórios e consequentemente de mais poder, difundem o medo. A mais antiga das facções é o Comando Vermelho, criada na década de 70, dentro de um presídio em Angra dos Reis. Na década de 80, os membros da facção começaram a difundir a ideia e ocuparam algumas das comunidades carentes na capital fluminense, tendo como base o Complexo do Alemão. Seus principais líderes estão presos, sendo dois dos maiores traficantes do Brasil, conhecidos como Fernandinho Beira Mar e Marcinho VP. Em seguida, na década de 90, veio a Amigos dos Amigos, que também surgiu dentro de um complexo penitenciário, em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro; o fundador da ADA teria sido membro do CV e expulso, sendo conhecido como “Uê”. Por fim, o Terceiro Comando Puro, criado em 2002, após o rompimento entre o antigo Terceiro Comando (TC) e a ADA que, embora fossem facções diferentes, eram unidas. Em Macaé, as pichações por muros da cidade, também demonstram a dominação destas facções. Não apenas em comunidades, mas também em diferentes bairros onde há a presença de tráfico de drogas. Muitas das pichações contêm apenas as siglas das facções, outras, mostram a guerra entre elas com dizeres de invasão, morte e destruição. Para os que
Pichações marcam o território das facções criminosas pelas paredes da cidade
facções. Dominados pelo tráfico, ocasionalmente, sabe-se por moradores, que membros das facções rivais tentam invadir os bairros, a fim de garantir o espaço do outro, gerando tiroteios e medo aos cidadãos de bem. Por isso, a Polícia Militar (PM) realiza operações constantes, principalmente dentro das comunidades carentes, com o objetivo de impedir o fortalecimento do tráfico de drogas e das facções criminosas, e como resultado a PM tem as apreensões de material do tráfico e prisões de envolvidos. Outro caso recente, em fevereiro deste ano, prova que outros bairros também vivenciam essas guerras, como em uma operação da PM que conseguiu interceptar um veículo, na Linha Azul, que es-
taria com elementos de uma comunidade no Barreto que seriam integrantes da facção criminosa CV e planejavam um ataque contra a facção rival ADA, que atua na comunidade do Bosque Azul, na Linha Azul. A operação resultou na troca de tiros entre os criminosos e os policiais. Após o cessar fogo, os elementos teriam conseguido fugir, mas deixaram para trás uma mochila com três rádios transmissores, quatro pistolas de calibre 9 mm, um revólver de calibre 38, um revólver de calibre 32, 68 munições de calibre 9 mm intactas, 8 munições de calibre 38 intactas e seis munições de calibre 32 intactas. A polícia ressaltou que o material seria usado no ataque. A ocorrência foi registrada na 123ª DP.
RIO DAS OSTRAS
Suspeito é detido com drogas no bairro Liberdade GAT apreendeu 145 buchas de maconha que estavam na geladeira do acusado Equipe do Grupo de Ações Táticas (GAT) I e II, em patrulhamento pelo bairro Liberdade, em Rio das Ostras, observou dois elementos em atitude suspeita e realizou a abordagem e revista pessoal. Com o primeiro suspeito, Danilo dos Santos Aragão Cordeiro, de 22 anos, foi encontrado um tablete pequeno de maconha, 10 buchas da mesma droga e uma faca de cozinha. Indagado sobre o material encontrado, o homem teria confessado aos policiais que possuía mais entorpecentes em sua residência e que trabalhava como “vapor” (responsável pela
venda no varejo diretamente aos consumidores) da facção criminosa Comando Vermelho (CV). O outro suspeito estava em posse de R$ 24,00 em espécie e foi liberado. Em seguida, as equipes foram até a residência do acusado que permitiu a entrada dos militares, onde foi entregue aos policiais uma sacola plástica, que estava dentro da geladeira, com mais 145 buchas de maconha. Após revista na residência, também foi encontrada uma balança de precisão e materiais para embalar drogas. O acusado também teria informado à equipe que buscava a droga em uma comunidade no Rio de Janeiro, fazendo a revenda em Rio das Ostras. Ato contínuo, ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado à 128ª DP, permanecendo preso.
COLUNA
Ramiro Campos avalia atos terroristas historicamente O tenente-coronel mencionou o último ataque a uma boate voltada ao público LGBT nos Estados Unidos Neste último final de semana, quando no Brasil se comemorava uma data tão expressiva marcada por amor e afeto, que era o “Dia dos Namorados”, os Estados Unidos vivenciaram o oposto, sendo surpreendido por um ataque a uma casa noturna cheia de SERES HUMANOS, como qualquer um de nós, em momentos de lazer. Na minha opinião, uma mixagem de homofobia, facilidade de aquisição bélica e ideologias religiosas. Por fim, aproximadamente, três toneladas de corpos sem vida, pessoas estas que teriam direito à mesma expectativa de vida de todos. COMO VOCÊ ANALISA O TERRORISMO HISTORICAMENTE?
KANÁ MANHÃES
apenas acompanham esta realidade ao longe, mal sabem o terror de vivenciar diariamente a rivalidade entre traficantes em busca de poder e território. Tiroteios, assassinatos, ameaças, entre outros, fazem parte da rotina de lugares que vivem sob a dominação do tráfico. Há algumas semanas, o Jornal O DEBATE recebeu por meio do nosso Whatsapp, uma denúncia sobre a guerra constante no bairro Lagomar. De acordo com um morador do bairro, assassinatos e tiroteios estavam ocorrendo constantemente, e mesmo a presença da PM, não estava sendo suficiente para conter a onda de violência. O bairro Lagomar e o Engenho da Praia são exemplos dentro do município que afirmam a existência dessa guerra de
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DIVULGAÇÃO PM
Drogas estavam dentro de sacola plástica na geladeira da casa do suspeito
As práticas terroristas vêm de longas datas. Instigar o terror para alcançar fins políticos e criar raízes no poder é tão antigo quanto as primeiras sociedades. Muito antes que ataques contra civis, como artifícios para afetar o comportamento de nações e seus líderes fossem denominados de terroristas, a ação teve várias classificações. Do tempo da república romana até fins do século XVIII a prática era batizada de guerra destrutiva. Os próprios romanos geralmente usavam a expressão guerra punitivos. Não obstante, muitas campanhas militares romanas fossem de fato empreendidas como punição por traição ou rebelião, outras ações destrutivas afloravam do simples desejo de impressionar povos recém-conquistados com o temível poder dos Romanos. Um legado histórico e sua caracterização na plataforma midiática. Na Grécia antiga, o historiador Xenofonte já aconselhava a prática de assassinatos em países potencialmente adversários para criar pânico entre a população virtualmente inimiga. Porém, mesmo colado à violência, o terrorismo vem sendo acompanhado pelas lentes da justiça e de pactos Internacionais. No decorrer do século XIX, a palavra terrorismo ganha uma conotação francamente positiva nas obras dos teóricos do movimento anarquista. COMO ERA VISTO PELOS PENSADORES?
Guardada as peculiaridades do pensamento de cada um, o francês Pierre Joseph Proudhon e os russos Mikhail Bakunin e Piort Kropotikin observavam no terror um fato construtivo, uma forma eficiente de destruir o poder estatal. O século XIX é simbólico por testemunhar a eclosão da violência internacional, interpretada como precedente histórico do terrorismo moderno. Os agentes dessa agressão eram geralmente classificados como anarquistas e faziam uso ostensivo do assassinato individual, além de bombas contra unidades militares, policiais e forças privadas de segurança industrial, como práticas para combater as crescentes disparidades entre as classes sociais resultantes das transformações advindas com a Revolução Industrial que afloravam em solo europeu. Tem-se assim, na prática
terrorista, uma extensão de anseios políticos. A violência é utilizada como instrumento para alcançar determinados objetivos. Para ampliar seus tentáculos de pavor sobre povos e Estados, o terrorismo assume diversas fisionomias. “As faces do terrorismo a melhor arma política é a arma do terror, a crueldade gera respeito. Podem odiar-nos, se quiserem. Não queremos que nos amem. Queremos que nos temam", Adolf Hitler, durante discurso para oficiais da SS em Kharkov, em 19 de abril de 1943. O terror tem muitas faces, contudo, um só pensamento: a anulação de seus opositores a qualquer custo. QUAL O OBJETIVO TERRORISTA?
Existem terroristas que agem em nome de uma divindade (como os grupos extremistas islâmicos); os mercenários (como os milicianos que lutam na África, membros da Blackwater que atuam no Iraque); os nacionalistas (como o IRA - Exército Republicano Irlandês - e do ETA - Pátria Basca e Liberdade) e, ainda, os ideológicos (como o grupo de Timothy McVeigh, responsável pela destruição do prédio de Oklahoma em 1995). Há ainda o terrorismo de Estado, que consiste na eliminação de minorias étnicas ou opositores a certo regime. Enquadramse nessa prática, os regimes da Alemanha nazista, a Itália fascista, a União Soviética sob a sombra de Stálin, o Camboja de Pol Pot, a China de Mao Tse-tung, o Iraque sob os auspícios de Saddam Hussein, as ditaduras latino-americanas nas décadas de 1960 e 1970, o antigo regime de apartheid na África do Sul. O terrorismo é, na verdade, a própria negação da política, pois representa uma contradição à existência desta. O ISLAMISMO É UM GRUPO TERRORISTA?
Inúmeras reportagens sobre os atentados de 11 de setembro de 2001 colaram a expressão “terrorista” a manifestações islâmicas. É fato que adeptos do Islamismo utilizam-se desse artifício político para demonstrar seus anseios. Todavia, como vimos, o terrorismo tem inúmeras manifestações. O mesmo raciocínio é aplicado ao vocábulo “fundamentalista”, que foi gestado no ventre do Cristianismo. Considerar o terrorismo e o fundamentalismo apenas ou, sobretudo, como instrumentos políticos do Islamismo é reducionismo ou má-fé. A prática terrorista é fortemente repudiada por muito seguidores muçulmanos. Portanto, o terror “islâmico” não é o porta-voz de uma religião, cultura ou civilização. O radicalismo islâmico é impopular. A maioria dos muçulmanos não quer uma teocracia. As pessoas no mundo muçulmano viajam para ver o luxo em Dubai, não as madrassas de Teerã. Metade dos países muçulmanos do mundo - cerca de 600 milhões de habitantes - tem eleições. Nos últimos cinco anos os partidos ligados ao radicalismo islâmico raramente ganharam mais do que 7% ou 8% dos votos. Por fim, em minha opinião nada justifica atos que atentem contra a vida de outros SERES HUMANOS. Quem quiser pode enviar sugestão de pauta para o e-mail do Tenente-coronel Ramiro Campos, o endereço é: tc.ramiro.oliveira@hotmail.com.
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NOVIDADES
Porto e Petrobras abrem nova fase de superação para Macaé Confirmação de operações passa a atrair investimentos do capital estrangeiro para a cidade Márcio Siqueira
marcio@odebateon.com.br
O
cenário de turbulência criado pela crise que afeta a economia do país, desde o ano passado, começa a ser substituído pela certeza da superação na Capital Nacional do Petróleo, rebatendo até mes-
mo as avaliações pessimistas propagadas pelo governo municipal ao defender a proposta do empréstimo dos royalties. E dois fatores principais são responsáveis por abrir o sol diante do período de tempestade enfrentado por Macaé: a carta da Petrobras e a publicação da licença prévia para a constru-
ção do Terminal Portuário de Macaé. Ao fortalecer a imagem do município como a principal base das operações de logística às atividades concentradas na Bacia de Campos, o posicionamento da companhia em manter todas as suas estruturas industriais na cidade, somada à
Legenda
consolidação de um passo importante para a construção do segundo terminal portuário voltado às movimentações offshore, voltam a colocar Macaé na rota dos investimentos estimados pelo capital estrangeiro do segmento de óleo e gás. E hoje, a empresa Shell, uma das gigantes petrolíferas do
mundo, passa a ser uma das principais investidoras desse novo processo de pujança e de transformação econômica já iniciado pela Capital Nacional do Petróleo. “A Shell já sinalizou que investirá no petróleo brasileiro, e isso traz um otimismo muito grande para a nossa cadeia do
petróleo. Hoje, Macaé é o maior polo das operações de óleo e gás do país, por isso acreditamos que a cidade terá potencial de receber esses investimentos. E isso se potencializa através da carta da Petrobras e a consolidação do novo porto”, aponta Marcelo Reid, presidente da Comissão Municipal da Firjan.
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ELEIÇÕES
Teto de gastos de R$ 1,9 milhão para candidatos a prefeito Tabela foi definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de acordo com a legislação eleitoral Márcio Siqueira
DIVULGAÇÃO
marcio@odebateon.com.br
C
om as alterações promovidas pela Reforma Eleitoral 2015 (Lei nº 13.165), os candidatos aos cargos de prefeito e vereador nas eleições municipais deste ano deverão ficar atentos aos limites de gastos durante a campanha eleitoral. As tabelas com os valores, por município, estão anexadas na Resolução n° 23.459, disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Uma análise preliminar sobre o que define a Reforma Eleitoral, promovida por O DEBATE, aponta que os candidatos ao posto de prefeito de Macaé, neste ano, poderão aplicar um maior volume de gastos que os demais concorrentes das outras cidades do Norte Fluminense. Para a Capital Nacional do Petróleo, o teto atual foi fixado em mais de R$ 1,9 milhão. Calculado com base nos maiores gastos declarados na última eleição municipal, realizada em 2012, o teto para as despesas de campanha relativo à concorrência pelas cadeiras da Câmara de Vereadores de Macaé será o segundo maior entre os municípios da região: R$ 189 mil. O teto-limite para a previsão de gastos dos candidatos a prefeito de Macaé chega a ser superior que o estimado para Campos dos Goytacazes. Apesar de um dos critérios para o cálculo ser o número de eleitores, onde Macaé tem a metade do volume
de pessoas aptas a votar (153.457), a cidade de Campos, que registra um colégio eleitoral de 354.212 cidadãos, terá um teto de R$ 1,5 milhão - cerca de 500 mil a menos que a Capital Nacional do Petróleo. Macaé ganha porque, em 2012, a prestação de contas dos candidatos que participaram do pleito apresentou um volume de gastos de R$ 2.753.207,88, superior ao consolidado em Campos, que registrou o total de R$ 2.267.771,06. Por outro lado, os candidatos a cadeiras na Câmara Municipal de Campos poderão gastar mais que o limite estipulado para Macaé. De acordo com a análise do TSE, o teto para o Legislativo campista será de R$ 209 mil. Já na Capital Nacional do Petróleo, o limite será de R$ 189.384,36. Ainda, segundo o TSE, para o cargo de prefeito, o limite de gasto corresponde a 70% do maior valor declarado ao posto na última elei-
Regras para as eleições municipais deste ano poderão ser atualizadas pelo TSE até agosto
ção municipal. No caso das campanhas eleitorais dos candidatos às eleições para vereador, o limite de gastos também será de 70% do maior valor declarado na última eleição. O TSE esclareceu, ainda, que a média do limite de gastos será atualizada monetariamente, de acordo com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ou por índice que o substituir. O cálculo será feito tendo como base o período de outubro de 2012 a junho de 2016. Os valores corrigidos serão divulgados por ato editado pelo presidente do TSE, cuja publicação deverá ocorrer até o dia 20 de julho do ano da eleição. O TSE manterá a divulgação dos valores atualizados relativos aos gastos de campanha eleitoral na sua página na Internet, para efeito de consulta dos interessados.
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BAIRROS EM DEBATE Campo D` Oeste
Alagamentos lideram lista de reclamações no Campo D` Oeste Moradores ainda lutam para recuperar tudo que perderam com a chuva ocorrida em dezembro de 2015 Juliane Reis
Juliane@odebateon.com
O
tempo passa e os problemas de infraestrutura, saúde pública, segurança, educação, saneamento, entre tantos outros, parecem cada vez mais longe de serem sanados na Capital do Petróleo. O município localizado na Região Norte Fluminense conta com mais de 200.000 mil habitantes, distribuídos em seis distritos: Sede, Cachoeiros de Macaé, Córrego do Ouro, Glicério, Frade e Sana - que, mesmo distantes, acumulam problemas iguais. Esta semana, Bairros em De-
FOTOS KANÁ MANHÃES
bates aborda a situação vivida pelos moradores do Campo D´Oeste, um bairro localizado a poucos minutos do Centro da cidade, e que assim como muitos outros ainda aguarda por melhorias. Em entrevista à redação do Jornal, os principais problemas apontados pela população diz respeito aos alagamentos, que costumam gerar transtornos para quem reside no local. Em seguida, a demanda gira em torno da falta de segurança no bairro, o que, segundo relatos, vem contribuindo para assaltos frequentes, inclusive à luz do dia.
Aposentada investiu na calçada alta e barragem no muro para tentar impedir a água de invadir a residência
Obra de macrodrenagem não Descarte irregular de lixos foi solução para o problema Embora o município tenha investido mais de R$ 200 milhões em obras de macrodrenagem e urbanização, a medida parece não ter sido suficiente para sanar os problemas de alagamentos na cidade. Moradores ressaltam que bastam poucos minutos de chuva para o município ficar alagado. E o problema se torna ainda pior quando a água começa a entrar para dentro das residências. Situação essa que quem reside no Campo D´Oeste conhece de perto, já que em algumas ruas a água invade as casas, ficando na altura da cintura. “Estou desde dezembro tentando reorganizar minha casa e minha vida. A chuva que teve na cidade no final do ano fez com que eu perdesse tudo, do sofá aos eletrodomésticos. Não sei dizer ao certo o tamanho do prejuízo, só sei que perdi tudo que tinha e apesar de sete meses terem se passado ainda não consegui colocar tudo no lugar. E não é só isso, além do prejuízo a gente vive com medo, já que qualquer chuvinha é suficiente para ala-
Pequenas pancadas de chuvas são suficientes para deixar as ruas alagadas
gar a cidade. Eu tinha minha casa mobiliada e agora tenho que comprar tudo de novo. Fiz uma calçada alta, e coloquei uma mureta no portão para ver se a água não entrava, mas não é suficiente”, relata a aposentada Zenita Silva. Vale lembrar que o Campo D`Oeste é vizinho do bairro Sol
Y Mar, local que recebeu a tal obra de macrodrenagem. “Essa obra não adiantou muita coisa. Em época de chuva nosso sofrimento só aumenta. A gente nunca sabe quando a água vai entrar dentro de nossa casa e levar tudo que levamos anos para conseguir”, relata outro morador.
Apesar dos alagamentos serem apontados como o principal problema do bairro, é importante lembrar que tanto o poder público, quanto a própria população tem sua parcela de culpa nisso, já que de acordo com especialistas, um dos responsáveis pelas enchentes é o lixo, que muitas vezes é descartado de maneira inadequada, se tornando um grande vilão para os próprios cidadãos. No bairro, assim como em toda cidade essa situação tem sido pouco usada. Basta algumas caminhadas para flagrar o descarte irregular em vários pontos. Ao percorrer o bairro, por exemplo, nossa equipe flagrou vários pontos que pouco a pouco estão se tornando um lixão. Entre os resíduos descartados de forma irregular, estão lixo doméstico, lixos tecnológicos e eletrônicos, que além de contribuir com os alagamentos são prejudiciais para a saúde, uma vez que possuem uma grande quantidade de substâncias perigosas. Além disso, os resíduos são levados pela ação do vento e da água para as entradas de galeria pluvial, obstruindo a passagem da água. E não é só isso, além dos alagamentos, tal situação
Acúmulo de lixo é registrado em vários pontos do bairro
contribui com o surgimento de zoonoses, como ratos, baratas e mosquitos. Em outro terreno um carro estava abandonado. Mais um motivo de preocupação para
os moradores. “O terreno está tomado por mato. A gente não sabe se tem água parada, se tiver é um problema a mais, uma vez que isso é um prato cheio para o mosquito Aedes aegypt”, disse.
Buracos tomam conta das Falta policiamento e os ruas e prejudicam motoristas assaltos são frequentes Também longe de ser um problema resolvido na cidade está a questão dos buracos nas ruas. O que no Campo D`Oeste não tem sido diferente. Só no bairro, três flagrantes foram feitos pela equipe de reportagem do Jornal. Um deles, na Rua Noruega, próximo ao número 128 e outro na rua onde houve o rompimento de uma adutora da Cedae, em abril. De acordo com os
moradores, a obra que estava sendo feita no local ainda não foi concluída e com isso o asfalto está cedendo cada vez mais. “O buraco já está invadindo a pista. Os carros que descem são obrigados a jogar para a contramão e isso pode ocasionar um acidente gravíssimo”, disse um morador. O flagrante foi registrado também em outras ruas do bairro.
Em uma delas, o condutor precisou jogar o carro bem para o acostamento para não ficar com a roda agarrada. “O descaso está demais e quem paga somos nós. Se o carro cai em um buraco desses, quem vai arcar com o prejuízo?”, questiona um morador. Ao decorrer da semana, o problema foi resolvido na Rua Noruega. Sem pavimentação, ruas são tomadas por buracos
Apesar da Polícia Militar (PM) estar trabalhado com bastante empenho para diminuir os índices de criminalidade do município, ainda há bairros que continuam com os frequentes casos de assaltos. No Campo D`Oeste, por exemplo, de acordo com os relatos, a ação é realizada à luz do dia. Uma moradora, que preferiu não se identificar por questões de segurança, conta que diariamente tem acontecido roubos no local. “A situação está cada vez mais complicada. As pessoas vão para o ponto de ônibus e são assaltadas, isso quando não são alcançadas no percurso até o ponto. Outro dia mesmo teve um caso que foi igual a um arrastão, começou na esquina da Rua Prefeito Lobo Júnior e foi até quase o final dela, aqui no meu portão", disse a moradora. A orientação da Polícia Militar (PM) é que os moradores e demais pessoas vitimas desses atos realizem o Boletim de Ocorrência (B.O), pois é através dele, que é localizada a mancha criminal da cidade, onde será destinado mais policiamento para o local, a fim de coibir a criminalidade.
Outro meio apontado pelo órgão para conseguir diminuir a violência, são os sub-registros, que é a participação da comunidade nas reuniões ordinárias e extraordinárias realizadas pela PM e pelo CCSP, além das denúncias à PM. Ainda segundo as informações, a população também pode entrar em contato com o Conselho de Segurança Pública de Macaé, para apresentação de demandas, solicitar visitas, saber mais informações e eventuais parcerias, através do perfil no facebook CCSP Macaé, pelo e-mail:
contato@ccspmacae.com.br ou através da página online, onde o cidadão também pode enviar denúncias anônimas: http:// www.ccspmacae.com.br/clickdenuncia. Contatos podem ser feitos também pelo Disque-Denúncia da Polícia Militar, através do número 2765-7296. O telefone está à disposição da população 24 horas por dia para atender a todos os chamados, pelo WhatsApp, através do número 98168-2344, pelo email denuncia32bpm@ gmail.com ou pelo site do 32º BPM: www.32bpmrj.org .
Segundo os moradores, assaltos diários têm ocorrido no bairro
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Economia
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NOTA
A Secretaria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), em entendimento com a concessionária Odebrecht Ambiental, realizará a anulação da cobrança da taxa de esgoto para moradores que ainda não possuem o serviço de coleta.
OFFSHORE
Macaé na esperança de dias promissores Na última semana, três notícias positivas para retomada de crescimento do município foram anunciadas Guilherme Magalhães
KANÁ MANHÃES
guilherme@odebateon.com.br
M
esmo com toda a instabilidade da cadeia de petróleo, na última semana, pode se considerar que Macaé recebeu várias notícias positivas em relação ao futuro do setor. Ao apontar para um horizonte bastante promissor, o desenvolvimento de projetos locais há muito debatidos, atrelados à conclusão de novos poços de exploração da Petrobras e pareceres favoráveis sobre o fim da exclusividade da petrolífera no pré-sal, são vistas como um horizonte promissor por representantes da economia local. Com previsão de aproximadamente R$ 1,3 bilhão em investimentos, a tão aguardada licença prévia para a construção do Terminal Portuário de Macaé (Tepor) finalmente saiu e indica a aposta de grandes empresas no potencial que o município, ligado a Bacia de Campos, ainda é capaz de gerar. “Sabemos que as coisas não têm mais a pujança de alguns anos atrás e o desafio para retomada de crescimento do município é grande, mas temos que continuar trabalhando e traçando metas para fomentar a economia. Neste sentido, a celeridade na viabilização do Tepor é um dos projetos mais
Notícias abrem novas expectativas para futuro da Bacia de Campos
fundamentais para atingir tal objetivo”, opinou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM), Antonio Martius Gondim.
Ainda na última semana, o deputado José Carlos Aleluia, apresentou na Câmara dos Deputados em Brasília um novo relatório favorável ao Projeto
INFLAÇÃO
de Lei 4567/16, que discorre sobre o fim da obrigatoriedade da Petrobras como operadora majoritária de todos os blocos de produção no pré-sal. O texto
segue sendo discutido em uma comissão especial e deve ganhar um novo parecer na próxima terça-feira (21). Atualmente, a Lei 12.351/10, que instituiu o
regime de partilha na camada pré-sal, exige a Petrobras como participante obrigatória e operadora com 30% de qualquer consórcio. “Levando em consideração que na prática o operador majoritário dos blocos do pré-sal é o responsável pela condução de todas as atividades econômicas relacionadas à exploração e à produção de petróleo, ficando com a maior parte dos lucros do negócio, a mudança que dá o direito à Petrobras de dispensar estes blocos deve atrair diversas outras multinacionais do setor para a região”, explicou o economista Guilherme Carvalhido ressaltando que o projeto de lei ainda dispõe a preferência das licitações dos blocos do pré-sal à Petrobras. “Na eventualidade de desistência da Petrobras, terá o direito de explorar uma área no pré-sal a empresa ou consórcio de empresas que apresentar a melhor proposta na licitação”, discorre o relatório do Projeto de lei. E para fechar a última semana com chave de ouro, a própria Petrobras confirmou a conclusão de avaliação e perfuração do sétimo e maior poço já encontrado no bloco de Libra. Com 410 metros de espessura, o poço, localizado a 180 quilômetros da costa do Estado seria de ótima qualidade em reservatórios com excelente produtividade.
TRABALHO
Cesta básica já aumentou Prazo para veículos de 7,1% este ano em Macaé serviço realizarem vistoria termina esta semana Segundo Dieese, custo de compra de itens básicos em maio chegou a R$ 379 na cidade
O ano não está fácil para o consumidor macaense, já que, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em maio, o custo médio da cesta básica para uma única pessoa atingiu o valor de R$ 379 no município. No acumulado de 2016, o valor registrado alcança 7,1% de elevação. Para ilustrar o efeito do movimento inflacionário no município, o levantamento aponta também que o valor gasto com o conjunto de itens da cesta re-
presentou cerca de 46,8% do salário-mínimo. Na prática, isso significa que quem sobrevive em Macaé com um rendimento mensal mínimo precisou trabalhar, aproximadamente, 94 horas e 51 minutos para conseguir comprar os suprimentos mensais básicos em quantidade suficiente para uma única pessoa. Em mais comparações, a estimativa é de que o custo da cesta básica de Macaé tenha representado 87% do valor da cesta básica registrado no município do Rio de Janeiro (R$ 436), onde se costuma registrar a taxa do conjunto de itens mais cara do estado. Outro ponto interessante da pesquisa é que, a partir da cesta básica mais cara dentre as 27 capitais onde a pesquisa é realizada mensalmente - em
março registrada em São Paulo -, o Dieese calcula que o saláriomínimo necessário para assegurar o suprimento das despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência de uma família composta por quatro membros (dois adultos e duas crianças) seja de R$ 3.777. O vai e vem no preço dos produtos Na comparação mensal entre abril e maio, dez dos treze produtos pesquisados na cidade registraram aumento de preços, com destaque para a batata, cujo reajuste foi de 13,7%, seguido pelo leite (2,6%); tomate (2,4%) e a carne (1,7%). Em contrapartida, entre os produtos que apresentaram queda nos preços, o destaque foi o açúcar, que ficou 1,5% mais barato. KANÁ MANHÃES
Em maio, valor gasto com a cesta básica na cidade representou 46,8% do salário mínimo
KANÁ MANHÃES
Medida vale para transportes em regime de fretamento urbano, escolar e táxis que já são cadastrados e possuem o selo de 2015 De acordo com a prefeitura, todas as empresas e cooperativas que prestam serviço de transporte em regime de fretamento urbano, escolar e táxis dentro do município têm até o próximo sábado (25) para realizar o recadastramento e receber o ‘Selo de vistoria 2016’. No último dia 15 terminou o prazo para pagar as taxas legais referente ao tributo. Levando em consideração que a medida também vale para os que já são cadastrados e possuem o selo de vistoria de 2015, ainda segundo a prefeitura, as empresas e cooperativas que não se regularizarem estarão sujeitas a penalidades, que vão desde a apreensão do veículo até a multa, que pode variar dependendo da gravidade da infração. O atendimento para as vistorias será realizado de segunda a sexta-feira no turno da manhã (das 8h às 11h30) ou no turno da tarde (das 13h às 16h30), no próprio setor de Cadastro e Vistoria, localizado no Km 4 da RJ-168, no bairro Virgem Santa. “O processo somente poderá ser protocolado pelo representante legal, ou seja, no caso de pessoa jurídica (fretamento,
As empresas e cooperativas que prestam serviço de transporte em regime de fretamento urbano, escolar e táxis dentro do município têm até o próximo sábado (25) para realizar o recadastramento
escolar e urbano), pelo sócioadministrador ou procurador (nomeado através de procuração pública). Já no caso de pessoa física, pelo cooperado (escolar), permissionário (táxi) ou procurador (nomeado através de procuração pública, ambos os segmentos)”, relembrou a prefeitura destacando que o protocolo de certificação será emitido somente mediante apresentação de todos os documentos obrigatórios de acordo com cada segmen-
to. Todas as informações para realizar o processo podem ser obtidas no link ‘Cadastro e Vistoria’, na página da Mobilidade Urbana no portal da prefeitura. Na vistoria serão verificados principalmente itens de segurança, documentação obrigatória, funcionamento do tacógrafo e sistema de iluminação. Ano passado, mais de 600 veículos foram aprovados com o selo de qualidade para circular em Macaé.
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, domingo, 19 e segunda-feira, 20 de junho de 2016
SOCIAL
Escola SESI Macaé realiza Ação Integradora
QUESTÃO DE JUSTIÇA
Evento acontece nesta terça-feira (21) na unidade SESI da cidade
Violência contra as mulheres!
A
Escola SESI de Macaé realiza, nesta terça-feira (21), uma ação entre a comunidade escolar e pessoas portadoras de deficiência. O objetivo é promover a integração e discutir o tema oportunidade. Pela manhã, às 9h30, haverá apresentação do NDPA - Núcleo de Dança Portadores de Alegria de Macaé, que busca, por meio da dança, integrar
as pessoas deficientes. Criado em 1999, o grupo é reconhecido em várias partes do país. Os Portadores de Alegria já fizeram apresentações em festivais de dança e conquistaram importantes premiações ao longo dos anos. À tarde, a programação segue com uma apresentação e bate-papo com Thaís Ribeiro Pessanha, que apesar da deficiência física, é skatista.
Ela será uma das pessoas que conduzirá a Tocha Olímpica em Macaé no dia 29 de julho. O Macaé Basquete Sobre Rodas vai fechar a programação, às 15h com uma apresentação na quadra. Recentemente, o time conquistou o 1º Fest Campos Paralímpico, competição realizada pela nova Liga União de Basquete em Cadeira de Rodas, torneio realizado em Campos dos Goytacazes/
RJ. Agora o Macaé Basquete Sobre Rodas se prepara para a disputa da seletiva do Campeonato Brasileiro que acontecerá entre os dias 14 e 17 de julho, em Brusque, Santa Catarina. O evento faz parte do planejamento das ações que visam aprofundar o tema "oportunidade" dentro do Programa SESI Matemática, desenvolvido na escola SESI. ASSESSORIA
Equipe do Macaé Basquete Sobre Rodas vai participar da apresentação
RUMOS
Alerj abre fórum para promover recuperação econômica do Estado Encontro regional contará com a participação de empresários e consultores Escuta ativa e inspiração para o Legislativo em parceria com a sociedade para elaborar propostas concretas que contribuam para a retomada do crescimento econômico. É esse o objetivo do #SuperaRio, série de encontros que estão sendo realizados pelo Fórum de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Rio de Janeiro, presidido pela Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), nas Regiões Serrana, Norte, Noroeste e dos Lagos. Nesta segunda-feira (20), acontece a partir das 9h30, no Centro de Convenções da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf ), em Campos, o fórum referente a região Norte Fluminense. Especialistas e empresários se reunirão para falar sobre a agenda regional e as potencialidades que precisam ser desenvolvidas, como logística e restauração florestal. O propósito do encontro é alinhar ações, a partir da interação entre lideranças locais, especialistas e instituições da sociedade civil organizada, visando à criação de uma agenda regional a ser apresentada aos parlamentares, calcada nos potenciais dos municípios. Ações que já estão em curso e soluções estarão na mesa de forma a permitir que se vá além do Raio-X da crise, traçando medidas objetivas, com base no desenvolvimento sustentável (econômico, social e ambiental). Além dos deputados estaduais estão sendo mobilizados para o encontro em Campos representantes da Região Norte (Campos dos Goytacazes, Carapebus, Car-
doso Moreira, Conceição de Macabu, Macaé, Quissamã, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana e São João da Barra), deputados federais, prefeitos e presidentes de câmaras de vereadores da região, sociedade civil organizada local e professores das universidades. Representantes da FIRJAN, SEBRAE, FACERJ, FAERJ e IFF farão parte do painel “Alternativas de Desenvolvimento para a Região Norte”, e a Câmara Americana de Comércio (Amcham) apresentará as “Alternativas de Desenvolvimento para a Região Norte”. Para o deputado Bruno Dauaire (PR), o evento dá início à necessária discussão sobre o modelo de desenvolvimento para a Região Norte Fluminense, a partir de uma perspectiva de integração dos municípios. "Essa é uma alternativa para otimizar os recursos públicos a serem investidos e, com a articulação entre os entes federativos envolvidos, podemos pensar numa forma de desenvolvimento que seja mais igualitária e permita espalhar os benefícios produzidos por toda a região”, disse o deputado. Os próximos encontros acontecerão em Itaperuna (24/06) e em Cabo Frio (27/06). Criado em 2003 pela Alerj, o Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Rio de Janeiro tem como foco promover inovações e ampliar a participação dos cidadãos no aperfeiçoamento das políticas públicas a partir da interação constante entre academia, setor produtivo e Poder Legislativo. Composto por 39 instituições, o Fórum tem como objetivo a promoção do desenvolvimento econômico, social e ambiental do estado a partir de um diálogo franco, transparente e aberto a todos que queiram participar das reuniões das câmaras setoriais e eventos.
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FRANÇOIS PIMENTEL
A
ssunto que voltou às manchetes foi a abominável prática de violência contra as mulheres, e desta vez foi em razão do estupro coletivo contra a menor no Rio de Janeiro, desta feita, resolvi tratar do assunto com base na tão famosa Lei Maria da Penha que já está em vigor há quase 10 anos e mesmo assim pouco conhecida pela população brasileira. Com essa matéria em nossa coluna espero humildemente contribuir para esclarecer algumas curiosidades dessa lei. A Lei Maria da Penha estabelece que todo o caso de violência doméstica e intrafamiliar é crime, deve ser apurado através de inquérito policial e ser remetido ao Ministério Público. Esses crimes são julgados nos Juizados Especializados de Violência Doméstica contra a Mulher <http:// www.cnj.jus.br/images/programas/lei-maria-da-penha/ recomendacao.pdf>, criados a partir dessa legislação, ou, nas cidades em que ainda não existem, nas Varas Criminais. A lei também tipifica as situações de violência doméstica, proíbe a aplicação de penas pecuniárias aos agressores, amplia a pena de um para até três anos de prisão e determina o encaminhamento das mulheres em situação de violência, assim como de seus dependentes, a programas e serviços de proteção e de assistência social. A Lei nº 11.340, sancionada em 7 de agosto de 2006, passou a ser chamada Lei Maria da Penha em homenagem à mulher cujo marido tentou matá-la duas vezes e que desde então se dedica à causa do combate à violência contra as mulheres.
A MULHER HOMOSSEXUAL ESTÁ PROTEGIDA PELA LEI?
Determina que a violência doméstica contra a mulher independa de sua orientação sexual, importante posicionamento do legislador, pois considera vítima a mulher homossexual, ou seja, uma mulher pode ser vítima de agressão produzida por sua companheira do mesmo sexo. A lei não faz distinção entre um casal heterossexual ou casal homossexual. A MULHER PODE RETIRAR A “QUEIXA” CONTRA O AGRESSOR?
Potencialidades de Macaé também serão discutidas no fórum que acontece nesta segunda-feira
Antes da Lei Maria da Penha a mulher vítima de agressão ia até a delegacia, dava a “queixa” ou tecnicamente falando a notitia criminis (notícia do crime), e se depois por qualquer motivo poderia retornar a delegacia e tirar a dita “queixa”. Com a Lei Maria da Penha a mulher passou a não poder “retirar a queixa” na delegacia, ela apenas poderia na audiência em frente ao juiz expor as suas razões para não querer continuar a processar o seu companheiro agressor, e na maioria das vezes os juízes acabavam arquivando o processo. Hoje NÃO há como impedir o prosseguimento do processo, uma vez dado a “queixa” o processo irá até a condenação ou absolvição do acusado, o Supremo Tribunal Federal entendeu que a Lei Maria da Penha não poderia permitir que a mulher desistisse do processo mesmo na frente do juiz. O HOMEM CONDENADO PODE PAGAR CESTA BÁSICA COMO PENA?
• Ficam proibidas as penas
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pecuniárias (pagamento de multas ou cestas básicas), a lei com esse posicionamento afasta de uma vez por todas a antiga ideia de que o homem poderia agredir sua mulher e depois poderia resolver com o pagamento de valores pecuniários, ou seja, a mulher tinha preço e geralmente valia muito pouco, pois bastava o pagamento de poucas cestas básicas para livrar o agressor da prisão. Hoje, o agressor NÃO poderá se livrar com o pagamento de multa ou cesta básica, apenas com a prisão ou alguma pena restritiva de direito tipo prestação de serviços à comunidade. Podem ser vítimas da violência doméstica todas as mulheres que mantêm relacionamento doméstico, como exemplo a esposa, a filha, a neta e até mesmo a vovó pode ser vítima de violência doméstica e ser amparada pela Lei Maria da Penha. A violência contra a mulher NÃO é apenas a violência física, a Lei Maria da Penha traz 5 (cinco) formas de violência contra as mulheres, vejamos: “Art. 7º - São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras: I - a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal; II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação; III - a violência sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos; IV - a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades; V - a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.” A Lei Maria da Penha, de forma irrefutável, trouxe avanços contra essa violência que há séculos vem afligindo nossa sociedade, espero sinceramente ter contribuído para o esclarecimento de alguns pontos sobre essa famosa, mas desconhecida lei. Que Deus continue nos abençoando e até a semana que vem. Grande abraço.
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JIU-JÍTSU
Inclusão por meio do esporte Atletas macaenses de projeto social de Jiu-Jítsu conquistam 58 medalhas em campeonato mundial Guilherme Magalhães guilherme@odebateon.com.br
Q
uando deu o primeiro pontapé à iniciativa há 14 anos, junto com seu irmão, talvez o professor de JiuJítsu Marvel Maillet, da Academia Gracie Macaé, não imaginou que o projeto de inclusão social resultaria em 38 atuais campeões mundiais do esporte - todos locais. Na verdade, o número de vencedores que fazem parte do projeto da Alumar (Associação de Luta de Macaé e Região) é bem maior: ao todo são mais de 800 crianças divididas em dez polos espalhados por diversos bairros da cidade, como Lagomar e Nova Holanda. No último dia 11, Marvel levou 71 destes atletas divididos em diversas categorias para competir no Campeonato
Mundial de Jiu-Jítsu, realizado em Rio das Ostras e organizado pela CBJJO (Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu Olímpico). Enfrentando cerca de mil concorrentes de diversas regiões do país e até do mundo, ao todo, além das 38 medalhas de ouro, os lutadores da cidade ganharam 12 medalhas de prata e oito de bronze - 58 no total, incluindo uma do próprio professor na categoria faixa preta até 82 quilos. Como resultado final, o grupo ficou em terceiro lugar geral na competição. “Em termos de rendimento, a competição foi muito boa para nós. Mas o mais gratificante é ver a proporção que o projeto tomou. Mesmo com todas as barreiras, hoje, temos um grupo organizado de atletas 100% macaenses”, disse Marvin ressaltando as dificuldades
de patrocínio. Atualmente, o projeto conta com a ajuda da Odebrecht. Com todos os professores voluntários e espaços cedidos para treino, atualmente, a Alumar oferece aulas de Jiu-Jítsu no Lagomar (Clube dos 40 e W18); Fronteira (Igreja Aliance); Nova Holanda (Associação de Moradores); Aroeira (Associação de Moradores); Miramar (4ª Igreja Batista); Campo D’Oeste (Igreja Batista Peniel); Imbetiba (1ª Igreja Batista); Trapiche (Associação de Moradores) e Morro do São Jorge (Casa do Abraço). Os treinos acontecem duas ou três vezes por semana, sempre às 18h. “Seguimos animados e confiantes de que o projeto vai crescer ainda mais. Gostaríamos de contar mais com o apoio do governo”, pontuou Maillet. REPRODUÇÃO
Marvel ficou em primeiro lugar no Campeonato Mundial
Espaço de treino no Campo D’Oeste
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